LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA VOCABULÁRIO FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS VERBOS E ADVÉRBIOS PRONOMES INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II FIGURAS DE LINGUAGEM PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO PONTUAÇÃO CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA CRASE FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

NOÇÕES DE LITERATURA LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL HUMANISMO, QUINHENTISMO, BARROCO E ARCADISMO ROMANTISMO CLASSICISMO

REALISMO/ NATURALISMO PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO

PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

IMPRIMIR

Voltar

LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema versa sempre sobre algum acontecimento que já foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não é responsável por uma nova notícia, mas é uma releitura de uma notícia ou de um fato. ( ) Observando os elementos que compõe a charge, é correto afirmar que ela se refere a alguma notícia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum elemento verbal faz referência à aviação. ( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem. ( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita depois de algum desastre aéreo. ( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advérbio, adjetivo e substantivo. ( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso, quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada. 2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.

1

GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pessoa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos. ( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de determinar para o leitor o sentido da charge. ( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros. ( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado” funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

3. Uneb-BA

O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso central, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alterações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do modernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que: a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano; b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras; c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade; d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser humano; e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilíbrio das sensações humanas. 4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.

2

GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

IMPRIMIR

Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadrinhos de Ziraldo. a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto. b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto. c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários. d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe. e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

Voltar

Em exposição até 13/8, das 11 às 18h. Av. Paulista, 1578 Informações: www.zip.net/guignard

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão: HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner

a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços. b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar. c) Tirar o proveito de todas as situações. 6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

3

Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que: a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da expressão “Sei”, no primeiro quadrinho; b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai; c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitude do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola; d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à escola, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho; e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin generalizou a conclusão a que chegou. 7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam a frase sublinhada. Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin: 1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição. 2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão. 3. Considera-se injustiçado pelos pais. 4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso. As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o sentido da tira, estão na alternativa: a) 1 e 2. b) 1, 2 e 3. c) 2 e 3. d) 2, 3 e 4. e) 3 e 4.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos.

4

Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista. De acordo com os elementos que constituem as tiras acima: ( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram representar, na escrita, sons naturais. ( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona, propensa às explosões agressivas. ( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu, arte marcial desenvolvida na antiga China. ( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a representação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens. 9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério

GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a enuncia. 02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma das pessoas em geral. 04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando que não há exceção à regra. 08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto. 16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.” 32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocondríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao campo amoroso. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor: a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem nada em comum; b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado pela sonoridade, num tom de humor;

5

c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homonímica; d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para demonstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado; e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra relação a não ser a própria referência. 11. UFMA

GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.

Sobre a propaganda acima, é correto inferir que: a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão condenados a morrer;

IMPRIMIR

b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução; c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo, para não morrer, é preciso ir ao supermercado; d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso se mexer para não morrer de inanição. e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

12. UFMG
“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais avançado sistema de processamento de documentos: Document Centre. Uma copiadora que também é impressora, fax e scanner, com capacidade de realizar as operações simultaneamente. Para você copiar, imprimir, receber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recuperar documentos com mais facilidade, menor manuseio de papel e maior segurança. O novo software Centreware permite explorar e gerenciar o equipamento de acordo com as suas necessidades, a partir do seu computador, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que só a Xerox pode lhe oferecer.”
AO VIVO E EM CORES NA DOCUWORLD. Visite a feira de tecnologia avançada, dias 13 e 14 de maio, no Hotel Transamérica - SP.

Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de propaganda, exceto:

6

a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal. b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor. c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto. d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação. 13. UERJ

GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.

IMPRIMIR

Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o segundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento teria provocado a mudança. Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho... a) ...estivessem rindo deles?” b) ...fossem reais e eles o reflexo?” c) ... pudessem trocar de lugar com eles?” d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto não decorre apenas da decodificação pura e simples dos itens lingüísticos neles contidos. Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu conhecimento de mundo, suas crenças, suas vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar enunciados e o levam a construir o sentido do texto que leu. Uma das características do leitor proficiente é a capacidade de interpretar gráficos. Demonstre que você domina a habilidade de leitura, inferindo corretamente os resultados expressos no gráfico ao lado: Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pessoas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados: De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que: a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o motivo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas; b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirmase em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;

7

c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais; d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício, uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas; e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do total de entrevistados. 15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto abaixo vem expressa de acordo com as normas de escrita do português padrão. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, onde é mostrado da cintura para baixo, segura um tipo de facão com a mão direita. Abraçado a sua perna há uma criança, que a expressão Foto: Paula Simas denota raiva e medo. O homem apóia sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para baixo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expressão denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da criança, como se protegendo-a. ( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo a ela de alguma ameaça. ( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva. ( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança, mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão. ( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino, como se o estivesse protegendo.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

8

16. UEGO A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) o título “A República do Mau Humor” funciona como indicador de leitura, pois dá ao leitor a oportunidade de interpretar tanto o texto verbal como o não-verbal; ( ) o mau humor dos aliados do governo nos permite deduzir que os políticos aderem ao poder visando apenas ao seu benefício próprio; ( ) a parte inferior da charge remetenos ao contexto social brasileiro, onde a população, em sua maioFolha de São Paulo, 11.09.99 ria, sofre os efeitos; ( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo personagem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com que o brasileiro encara seus problemas; ( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiência do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso. 17. UnB-DF
“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA, CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

GABARITO

Os seres vivos são interdependentes. Dessa forma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevivência humana não estaria garantida. Essa variedade e a dependência entre as espécies interessa especialmente à nossa empresa. Pois o nosso trabalho depende de descobertas no mundo das informações genéticas. Informações que se perdem para sempre quando as espécies são extintas. Informações que oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender a uma população que está crescendo. Em um planeta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os. ( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade. ( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração. ( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não estaria garantida sem apoio de milhões de espécies. ( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das informações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre. ( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da população.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

18. UFPB-PSS
Texto I “Diogo Mainardi Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.” Texto II

9
Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se: a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira. b) Os índios continuavam lutando entre si. c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida. d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congresso Nacional às causas indígenas. e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um momento de alegria para os índios. 19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques Nunca se soube o nome daquele jovem alto e magro vestido como milhões de chineses, de camisa branca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu grande momento, do que muitos líderes revolucionários do milênio. É certo que foi visto por mais gen5 de julho de 1989. te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que personalidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano Zapata.”

GABARITO

IMPRIMIR

Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do personagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais: a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade; b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade; c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho; d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário; e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. a comparação estabelecida entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. “Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia Eu não trabalhava.Interpretação de texto I Avançar . b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea. O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: 10 a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção. ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi. esta se baseia em um equívoco. a vida é cruel. Do CD Cabeça de dinossauro. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. UFR-RJ No texto Homem Primata. quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente. Voltar Língua Portuguesa . d) ao bom relacionamento entre homem e macaco. b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar. Marcelo. PESSOA. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. ô Eu aprendi A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu É bom aprender. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir. ô. Nando. d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas.20. ô. Texto para as questões 21 e 22. Sérgio. voltou a pé para o local da placa e nela escreveu. 5 GABARITO 10 15 20 IMPRIMIR 21. eu me perdi” BRITTO. ele acelerou o seu veículo. Vinha o motorista dirigindo o seu carro. Logo depois. para corrigi-la: Como muitas piadas. Ciro. FROMER. REIS. eu não sabia Que o homem criava e também destruía.

4. 5. IV. PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. I. b) 1. A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apresentados. enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história. 23. III e IV. Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. os antônimos: a) lentidão X velocidade. 2 e 4. Voltar Língua Portuguesa . IMPRIMIR GABARITO II. você é barbaro. d) II. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico. c) 2 e 4. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II. p. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. 1. As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. 2. Átila. c) I. PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo.22. b) I. e) passado X presente. 24. d) estagnação X mudança. Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. 11 JAGUAR. III e IV. Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens.Interpretação de texto I Avançar . simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem. é causa principal do desfecho presente no cartum. III e IV. e) 3. 1968. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 166-167. e poderiam ser retiradas sem prejuízo para a clareza do texto. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante. O militarismo. d) 3 e 5. II. 3. respectivamente. 4 e 5. c) santidade X pecado. b) atraso X progresso. As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal. UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos armamentos. e) III e IV. III.

Não seja mais uma vítima II das doenças cardiovasculares. p.25. III Essas doenças. o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto. prepara-te para a guerra. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele. julgue os itens da questão 27. 23/06/99. Procure seu médico e siga a sua orientação.Interpretação de texto I Avançar . as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares. b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios. e) através de um jogo de palavras. ( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade. por problemas cardiovasculares. UFMT ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere.” 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. daí ser um elemento anafórico. ( ) Na última parte do texto.” e) “Devagar se vai ao longe. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele. o autor procura confundir o leitor. o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas. Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos. INSTRUÇÃO: Com base no texto. 153. Hoje.” b) “Quem tudo quer tudo pode.” c) “Se queres a paz. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto.” d) “Quando um não quer. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . estresse Líder em soluções Veja. PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro.” 26. dois não brigam. Univali-SC “BOM CONSELHO Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou para rua e bebo a tempestade” Chico Buarque Ouça um bom conselho Que lhe dou de graça Inútil dormir Que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado Quem espera nunca alcança Ouça meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar 12 Ao compor o texto. c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida. ( ) Em Ele é um novo homem. obesidade. associadas a tabagismo. GABARITO 27.

julgue os itens da questão 8. a mulher caracteriza-se pela pureza e. sofre muito o prestígio romântico da mulher. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando. Não te rias de mim. o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos. Jeep Grand Cherokee.. U. em outro momento. autor que. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher. anjo entre nuvens. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir.. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto.. Unifor-CE “Façam a festa cantem dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira. a mulher é pálida sobre o leito e. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. Negros olhos as pálpebras abrindo. 29. A vida moderna em favor da vida de verdade. segundo Mário de Andrade. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. de outro lado. d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas. d) Inicialmente. O amor sexual lhe repugnava. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. num segundo momento.. 13 28. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” Veja. em seguida. Aponte-a: a) De um lado. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. duplo air-bag.0L High Output. GABARITO 30. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. 11/10/98. CELULAR. à luz da lâmpada sombria. a surpresa da visão da mulher amada. c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos.400. Potiguar-RN “Soneto Pálida. Jeep® Só Existe Um. Formas nuas no leito resvalando. Sobre o leito de flores reclinada Como a lua por noite embalsamada. c) Em princípio. pela nudez e sensualidade. Ele tem motor 4.. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. b) Num momento. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha.” Nos versos acima.Interpretação de texto I Avançar . “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. o sofrimento das noites de vigília. b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social. A partir de R$ 55. a fuga pelo sonho e pela morte. a revelação de que apenas é uma lavadeira. Jeep Grand Cherokee. meu anjo lindo! Por ti – as noite eu velei chorando..

e a segunda. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos. 14 GABARITO “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso. d) Noite. IV. (A noite com seus sortilégios. que revela sua ousadia e destemor diante da vida. Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar. Manuel. expressa pelos advérbios de negação e dúvida. ou diga: – Alô. que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido. c) III. que mostra incerteza do poeta. c) Porque aparece toda noite. e a segunda. Com cada coisa em seu lugar. o segundo aborda a beleza da mulher madura. a primeira. E as feias. IMPRIMIR Sobre os textos. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera. que revela a felicidade de um dia de trabalho...Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. pode a noite descer. b) ambos os textos vêem apenas belezas.) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem. nas mulheres. a primeira. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou coroável).Interpretação de texto I Avançar . Voltar Língua Portuguesa . d) Porque é amiga do poeta. II.. o poema pode ser dividido em duas partes: I. e) os textos abordam temáticas diferentes. d) IV. In: Libertinagem.) encontrará lavrado o campo.” Vinícius de Moraes. que revela segurança e certeza quanto ao futuro. a casa limpa. certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha. In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira. E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas. que apresenta dúvida e descontrole emocional. b) Porque não poupa ninguém. a primeira. sobre o tema: Mulheres. a primeira. e a segunda. “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido.. iniludível! O meu dia foi bom. Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes. b) Visita. Talvez eu tenha medo. d) embora falem sobre o mesmo assunto. os dois textos revelam posicionamentos antagônicos. São Paulo: Global.” Manuel Bandeira. 32. Talvez eu sorria. 33. b) II. III. embora diferentes. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil. (. pode-se afirmar que: a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema. Uniube-MG Com relação à estrutura. Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada. c) Morte. 34. Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA. A mesa posta..1984. 31.. e a segunda.

criando uma relação com Quase memória. se sujarem”. de 7 jun. ( ) a palavra ainda. ( ) os vocábulos “elas” e “se”.35. Novo Omo Multi Ação. é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. em “como nenhum outro”. apresentado na abertura do texto. Se abria alguma coisa era o espaço – até então. estabelecem relação de causa e conseqüência.Interpretação de texto I Avançar . UFGO Acerca da organização das frases. indica que. ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”. o produto foi aprovado pelo consumidor. ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. ou seja. no único personagem. pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil. É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação. ao passado depois do passado. remetem à expressão “as crianças”. ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes. ou melhor. Ora. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor. Com base nessa informação e na leitura do texto. só a partir de agora. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) É um caso de associação de idéias. nunca pensara organizadamente na única pessoa. no único tempo de um homem que. ( ) o vocábulo outro. PUC-PR “Nada mais diferente (. serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal. pelo fato de causar incoerência. o ‘meu’ embrulho não abre nada. 15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é. 37.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai. assim como você. o primeiro é denotativo e o segundo.. removendo manchas de gordura como nenhum outro. não sendo eu. ao passado ‘ao lado’ do passado. c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária. refere-se a um elemento extratextual. pois a noção de passado é a mesma nos dois autores. em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”. d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado. a linguagem publicitária procura persuadir o consumidor.” 36. conotativo. A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral. elas aprendem mais e se desenvolvem melhor. 2000. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido. que seu filho precisa de liberdade para aprender. era o tempo do qual eu mais participara. muito menos o tempo.” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “madeleine” na obra de Proust. o meu caso. Porque não há aprendizado sem manchas.. “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe. de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes. se sujarem. pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto. ao passado anterior ao passado. idéias deduzidas do início do texto. As questões 36 e 37 referem-se a ele. Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem. apresentados no primeiro período do texto. UFGO Além de veicular informações sobre o produto.

Utilizando a expressão “Fala mangueira”. “Língua Gosto de sentir minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à mingua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira Fala! Flor do Lácio sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua (. UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos. Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade. 1984.” Marie Clarie. Velô-Caetano e a Banda Nova. que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório. A dinâmica do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. julgue os itens da questão 38. No trabalho. ora implicitamente ora diretamente. b) 1. 3. Língua. PolyGram. 3 e 4. É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas. Com Marte transitando em seu signo. Você poderá contribuir com o parceiro. 2 e 3. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto. O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. sendo “pátria”. 16 Texto para as questões 39 e 40. maio de 1998. desejada pelo autor.Interpretação de texto I Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . grito de guerra de uma escola de samba. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal. uma língua expressa os valores culturais de seu povo. d) 2. 2. 1. Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pretende esteja envolvido na sua percepção de “língua”.) A língua é minha Pátria E eu não tenho Pátria: tenho mátria Eu quero frátria” GABARITO VELOSO. 4. o que lhe trará entusiasmo. e) 3 e 4. Em “Gosto de ser e de estar”. conte com os amigos. o autor alude à idéia de que.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. Caetano. 39.. 38. este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática. ( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde. c) 2 e 4. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. é expressa com os verbos “ser” e “estar”. confusão: espere até poder expressar suas idéias.. “TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida. Para isso. a idéia de plenitude. ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino.

asno vai. Burro foi ao subir tão alto clima. como resposta.40. c) 1. 02. Homem sei eu que foi Vossenhoria. Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe. “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”. 32. como “roçar”. Quando o pisava da Fortuna a Roda. que subir é desgraça muitas vezes. burro parece. UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. 16. GABARITO IMPRIMIR O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal. 08. 2 e 3 apenas. 64. d) 2 e 4 apenas. Salvador: EDUFBA. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão. perpassa a idéia comum de “pluralidade”.Interpretação de texto I Avançar . 3 e 4. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. Quem sobe a alto lugar. 63. “dores”. que não merece. onde jazia. 17 41. que indigno cresce. A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo. o menos incompetente reina. 4. Dê. Homem sobe. Voltar Língua Portuguesa . que é discreta a fortuna em seus reveses. b) 1 e 4 apenas. e logo o homem desce. e) 3 e 4 apenas. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. p. Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. 04. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem. do que burro em cima. Estão corretas: a) 1. Desanda a roda.” MENDES. 3. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói. 2. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”. Pois vá descendo do alto. “cores”. Cleise Furtado. 1. verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo. Em terra de incompetentes. 2. 1996. a soma das alternativas corretas. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos. Nas expressões “confusões de prosódia”.

20. 43. A alternativa que traz os números das asserções corretas é: a) I e II. 27. A expressão “ali”. c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos. Este é um texto narrativo que relata uma transformação. b) o autor. 3. b) III e IV. 7. IV. Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar. 22. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. 42. 29. (Literatura Comentada). Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I. 15. 19.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. Uniube-MG Sobre o texto. só não se pode afirmar que: GABARITO a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. 24. São Paulo. nos versos 8 e 9. 11. E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto Convidou-a pra rodar. A expressão “pra”. 6. 10. 8. 18 1. d) I. refere-se à palavra cidade. “Valsinha Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar. o jogo amoroso e as relações humanas. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador. III. 23. 28. 4.Interpretação de texto I Avançar . 5. Abril Educação.” MORAES. Chico Buarque de Holanda. II e IV. 16. 21. Então ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado De tanto esperar Depois os dois deram-se os braços Como há muito tempo Não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça E começaram a se abraçar. 2. 30-I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 14. 26. 13. II. c) ele. E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos Como não se ouviam mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz. III e IV. d) ela. b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo. traz marcas de oralidade. 1980. 9. no verso 21. 17. 18. Vinícius de e HOLANDA. c) I. 25. Chico Buarque de. 44. 12. p. Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência.

Em Barretos. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil. a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras. PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II.. é necessário levar em conta dados contextuais. (. d) I. a partir de uma informação que esse já tem. o texto 2 pretende mobilizar seu humor. GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro. Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge. Integrada ao calendário das maiores comemorações nacionais. I. enfiados em calças jeans. TEXTO 2 19 Charge de lotti. 46. o autor do texto 1 expressa um grau de indignação equivalente. Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2. II e III. como veículo de divulgação. III. c) II e IV. Zero Hora.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . estilizando a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas. d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno. 24/05/99. e) I. Os boiadeiros urbanos capricham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carnaval carioca em termos de público e opulência. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos. Chegam de todos os cantos do país.) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”. A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito. Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor. II. 24/01/99. pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional. local e data. e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil. Porto Alegre. Para uma adequada compreensão do texto 2. cintos e chapéus vistosos.Interpretação de texto I Avançar . II. 102. 45. b) I e III. p.Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2. brasileiros”. IV. b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições. III e IV. reis e princesas sonham até a Quartafeira de Cinzas. No Carnaval. imaculadas botas de couro.” Adaptado de: Época – Especial “Nós. TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country.

mas se forem substituídos por outro idioma – como. Voltar Língua Portuguesa . • um curso de especialização. CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é. ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho. Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego. Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste. “TESTE Avalie suas chances de obter um emprego.... informações coerentes com o teste do texto.. • pós-graduação lato-sensu.. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é. • bons – 25 pontos • médios – 13 pontos • ruins – zero” 20 GABARITO IMPRIMIR 47.. UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam.. • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão.. CURSOS COMPLEMENTARES Você fez. ( ) Conhecimentos de inglês são importantes... • mestrado. • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua. • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou... por exemplo. Sua imagem perante os colegas de trabalho é. ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corresponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da de um bom domínio de conhecimentos de informática. • doutorado.Texto para a questão 47. ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez. por meio de estruturas gramaticalmente corretas. espanhol – a valorização será maior. ou 10 pontos. se tem um domínio regular.Interpretação de texto I Avançar .

Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor. b) um momento de percepção da realidade. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da harmonia universal.” GLEISER. ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. “As maiores estruturas do Universo”. Marcelo. através de um discurso poético. o que se afirma em: a) somente II. In: Folha de S. metafórico. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 27 ago. Hotéis não há muitos. Claro. Uma outra diferença importante é que o Universo está em expansão. 50. para alindar ou afear. é só estimular o turismo. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa. esse é um modelo bidimensional do Universo. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental. II. Há. b) somente I e II. e) I. Paulo. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. especialmente o que nos foi oferecido. cheia de vitóriasrégias. Está correto. De qualquer forma. o melhor que eu puder. A terra em si é de muitos bons ares. No segundo parágrafo. e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista. b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo. 21 49. Cada planta é uma galáxia. Paulo. sempre aumentando. Águas são muitas. c) somente I e III. em relação ao texto. U. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que. em geral. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova. as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. infindas. arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. considerando-se o uso atual. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais. enquanto. “Às vezes. III. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa. e) a exuberante natureza amazônica. 17/05/99. quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. Mais! 48. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. E que não houvesse mais que uma pousada. isso bastaria. senão pela sua precisão. querendo-a aproveitar. 2000. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado. d) somente II e III. a imagem vale. GABARITO Considere as seguintes afirmações: I. uma infração à norma culta. no primeiro período. c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real. não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. II e III. 29. lagoas não costumam estar em expansão.” SCLIAR. E em tal maneira é graciosa que. Salvador-BA Por inferência. mas os poucos que existem são confortáveis.Texto para as questões 48 e 49. Moacyr. U. p.Interpretação de texto I Avançar . há uma referência nova. Folha de S. pelo seu poder evocativo.

não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho. 26 poetas hoje. Para responder às questões de números 52 a 54. Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. Vos tem para o perdão lisonjeado.M. Senhor.” MATOS. pessoa do singular. à qual Gregório de Matos recorre. como afirmais na Sacra História: Eu sou. mas não porque hei pecado. “Macunaíma nos ajude na barriga do gorila Cabeça do meu pau? na barriga do gorila Meu alegre coração onde estás? na barriga do gorila” Barriga de minha perna onde estás? na barriga do gorila Dedos de minha mão onde estão? na barriga do gorila Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ. e prazer tão repentino Vos deu. ouvir. São Paulo: Melhoramentos. Vos tenho a perdoar mais empenhado. se por acaso a encontrar. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira. metáfora de uma situação ou de um ente abominável.Interpretação de texto I Avançar . 22 d) O poema sugere que o “gorila”. Roberto. b) O poema refere-se à obra Macunaíma. e não queirais. não é algo desejável para meu Pai. Perder na vossa ovelha a vossa glória. a ovelha desgarrada Cobrai-a. Porque. U. Senhor. Poesia Barroca.F. F. que está no céu. Se uma ovelha perdida. pensar e sentir. b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino. pessoa do plural. c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador. Mateus 18:12.51. Do mesmo modo.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. Texto 2 “Pequei. é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. Gregório de. d) exaltação da sabedoria de Deus. Pastor Divino. escrever. Considerando que o sujeito lírico expõe sentimentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado. e já cobrada Glória tal. GABARITO IMPRIMIR 52. Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta. A abrandar-vos sobeja um só gemido. e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino. c) O título do poema está na 1ª. quanto mais tenho delinqüido. Que a mesma culpa. tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar. que pereça um destes pequenos. Se basta a vos irar tanto um pecado. que vos ha ofendido. Da vossa piedade me despido. Voltar Língua Portuguesa . a) O poema não se refere à obra Macunaíma. de Mário de Andrade. leia os textos a seguir. corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos. enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª. dentro do universo irreverente da poesia marginal. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1.

pois. comemorado hoje. conforme a definição do dicionário Aurélio. Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades. mas não se arrepende deles. razão pela qual acredita que não será salvo. coleções de interesse artístico. e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. Mas há também os arqueológicos. b) conversa com o Senhor. vem do grego “mouseon”. c) se perca. se Ele não o salvar entrará em contradição com a Sagrada Escritura. 55. de artes. de armas. erguidos em homenagem à cerveja. chantageando o Senhor. visitados e respeitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve. F. 54. Marco Aurélio. merece a salvação. Jornal de Santa Catarina. c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada. d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus. deixando que Ele decida se o salva ou não. pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais. valorizar pelos mais diversos modos. os religiosos. e) submete-se à vontade de Deus. 23 d) argumenta.53. talvez não precise de uma grande festa nacional. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas. d) peque. por isso. do texto 2. oceanográficos.” SILVA. assinale a alternativa correta. O Dia do Museu. E as musas escolhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas. GABARITO Sobre o texto. e sobretudo expor para deleite e educação do público.M. os que reverenciam a colonização ou profissões. c) suplica pela salvação divina. b) sofra. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados. ao vinho ou aos insetos. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e. Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender. ecológicos. antropológicos. F. a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu. que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados. e) padeça. Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra. algumas passam quase em branco e outras são exaustivamente lembradas. estudar.Interpretação de texto I Avançar . A palavra museu. que significa templo de musas. 18/05/00. Santa Catarina possui cerca de 100 museus. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .M. “para conservar. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas. histórico e técnico”.

as quais não eram fanadas. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta.. O trecho . como se davam ouro por aquilo. como se lá também houvesse prata! (. ao pescoço (. 08. Dê. 57. que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão... brancas. Coxim – almofada que serve de assento. SP.. Manuel. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas. pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário.Interpretação de texto I Avançar .. 08.” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS. consentindo. pareceu despertar o interesse dos tupiniquins. nem a ninguém. Todavia um deles fitou o colar do Capitão. como resposta. D. na embarcação portuguesa.) Acenderam-se tochas.. Abril. isto não queríamos nós entender. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. carpete.) Viu um deles umas contas de rosário. e bem vestido. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim. 04. 24 Vocabulário: Alcatifa – tapete. um dos escrivães da armada portuguesa. e depois para o colar.. Isto tomávamos nós nesse sentido. E eles entraram. por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. Isto tomávamos nós nesse sentido.Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D.. como resposta. I. entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação portuguesa. Os tupiniquins.folgou muito com elas. 01.. aconchegaram-se e adormeceram. aos pés de uma alcatifa por estrado. nem de falar ao capitão. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar. e o da cabeleira esforçavase por não a estragar. Mas nem sinal de cortesia fizeram. quando eles vieram. Nada. fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou categoria social lusitanas. 02..E também olhou para um castiçal de prata. e novamente para o castiçal. Fasc. estava sentado em uma cadeira.. Pelo trecho . 1999. e. escreve para o Rei de Portugal. por assim o desejarmos. relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. 02. UFSC A propósito do texto. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. Manuel. E então estiraram-se de costas na alcatifa. 56. fez sinal que lhas dessem. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra. Mas nem sinal de cortesia fizeram. e lançou-as ao pescoço. é correto afirmar que: 01. muito grande. nem a ninguém. E deitaram um manto por cima deles.. 04. E também olhou para um castiçal de prata. com um colar de ouro. e assim mesmo acenava para a terra... assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s). Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo abandonaram o navio. e assim mesmo acenava para a terra. como se davam ouro por aquilo. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço. bastante comunicativos. a soma das alternativas corretas. e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas. Dê. A expressão . UFSC De acordo com o texto. Em E eles entraram. a soma das alternativas corretas. evidencia que havia problemas de comunicação entre portugueses e tupiniquins. Fanadas – murchas. Pêro Vaz de Caminha. nem de falar ao Capitão. folgou muito com elas. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão.

O patrimônio da sabedoria. A própria palavra tupi significa em pé.Os europeus chegaram trazendo o progresso.De desencontro. a oportunidade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso. com o desaparecimento de centenas de etnias.Para o tupi-guarani. ou Tupã.. ISTOÉ . p. Ainda hoje.Texto para as questões 58 e 59. de acordo com os trechos da entrevista que você acabou de ler.Há um trecho em seu livro. Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria.A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser. a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais. uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa. como resposta. ver o índio de forma menos prepotente levaria a civilização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação. ser e linguagem são uma coisa só. Para Kaká Jecupe. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado. O brasileiro não sabe da sua própria cultura. 7-11). Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes. A realidade atual indígena não é fácil. o qual chamamos de Namandu-ruetê. preferem recolher a sua palavra-alma. ter a percepção desse patrimônio. sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram. Os 500 anos de Brasil significam. em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil. (.O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos. 64. Na opinião do escritor tapuia. É por isso que os guaraniscayowas. 32.Interpretação de texto I Avançar . é na base do tiro. Um dos nomes da alma é neeng. publicada na revista Isto é (21/7/99.Para quem fundamenta a sua cultura no teor. A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indígenas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais. 01. Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. O pajé é aquele que fala com o coração. 04. que significa o som que se expande. qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká . Porque fala e alma são uma coisa só.E qual é a razão desse desencontro? Kaká . Um pajé é aquele que emite neeng-porã.. Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos. são anos de descoberta ou de invasão? Kaká . Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssimas. A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade. A terra dos mil povos. um tom de uma grande música cósmica. Dê. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa ..” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká . roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais. “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados. Não no sentido de retórica. até para perceber que ela está em colapso. ISTOÉ . que são respectivamente o ter e o ser. que também significa fala. 16. em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição. motivado pelo acirramento de interesses econômicos. Para os povos indígenas. Como você pensa essa relação? Kaká .) ISTOÉ .. por ilusão dessas relações com os brancos. A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa. É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência. Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo. trataram aqui como primitivos. Nosso povo enxerga o ser como um som. 02. A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). ISTOÉ . em grandes áreas do País. A palavra tupuy designa ser. em Dourados. em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser. para as etnias indígenas desaparecidas. a soma das alternativas corretas. a seguir. a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século. e fala do seu livro A terra dos mil povos. Apresentamos. ISTOÉ . a sua expressão no mundo. A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional. regida por um grande espírito criador. aquele que emite belas palavras. 08.)” 25 GABARITO 58. (.Nesses 500 anos. trechos dessa entrevista.

a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais. exceto: 01. 08. podem ser encontrados em “Quyquyho”. 32. 04.59. como resposta. a soma das alternativas corretas. significa “som em pé”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 16. cuja letra reproduzimos abaixo.”. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. denominado Namandu-ru-etê ou Tupã.” 26 GABARITO 60.Interpretação de texto I Avançar . a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra. emoção. em Mato Grosso do Sul. UFMS Os aspectos apontados. 01. 32. 02. pois a eles foi legada. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios. provocado pela discórdia. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio. Texto para as questões 60 e 61. é correto afirmar que: 01. a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Dourados é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura. o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. 32. Alusão ao “grande espírito” criador do Universo. mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. em tupi. Dê. nos primeiros tempos. oposição índio feliz. vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. “Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. como resposta. a soma das alternativas corretas. enquanto som. 1982). Dê. ilustrada pela aglutinação dos termos índio e América. 02. a partir da relação com o branco. versus índio sofredor. Dê. tendo a ver com sentimento. depois do contato com a língua e a cultura do homem branco. 08. na tradição indígena. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos. os guaranis-cayowas da região de Dourados. palavra. a soma das alternativas corretas. Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto. a seguir. a linguagem. e o ser são elementos distintos. 08. 04. UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os textos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). 02. como resposta. 61. 16. e Quyquyho. noção que a terra pertence aos indígenas. entendendo alma e fala como “uma coisa só”. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do índio. 64. Visão ingênua e idealizada do índio. sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio. Emprego de termos de origem indígena. menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. 04. presença de um forte sentimento ufanista. 16.

Poesia completa e prosa. somente. GABARITO 64. 1944. mais do que no conto ou na novela. “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpinteiro José aportam a Belém. recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. somente.As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue. b) II. c) III. “Não há lugar para essa gente”. c) soldados de Herodes a elementos radioativos. com narrador em terceira pessoa. d) descritiva. anotadas em estilo elegante.Interpretação de texto I Avançar . Unifor-CE Anacronismo.” MENDES. p. e) I. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. II. Murilo. e) dissertativa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . as personagens ganham amplo desenvolvimento. II e III. Conversa portátil. o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. Atualiza a história de Cristo. 27 62. c) I e III. b) narrativa. O casal dirige-se a uma estrebaria. Ironiza a corrida armamentista. 63. b) I e II. d) II e III. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas. III. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades. II.m. somente. Com base na definição acima. Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado. No romance. sobretudo nos três primeiros parágrafos. Na crônica moderna. somente. O menino nasce morto. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram. Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: a) narrativa. Está correto somente o que se afirma em: a) I. d) I e II. em nossa era. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam. o advento de um Cristo seria impossível. c) descritiva. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso. Faz ver que. sobretudo nos três últimos parágrafos. 65. S. e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado. 1. 1486. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. No conto. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas. Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I. Está correto o que se afirma em: a) II. com narrador em primeira pessoa. Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I. d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso internacional de solidariedade. e) II e III. pois se apóia em argumentos encadeados. III.

Até que entra na primeira porta. d) “Como você não me amava nem eu a você. Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. nunca. Um dia. Quando embarcou. nem princípio. pouco a pouco. nem você a mim. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. E. logo. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais). Ele ficou muito tempo olhando. Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. no meio de sordidez tamanha. c) negar um amor para afirmar outro. UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China. como mulher. Mas. ora. o escândalo. o brasileiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam. Doeu-lhe. como num milagre. tão só. UERJ A esposa do milionário convenceu o marido. O amor começou ali. Quis gritar. Viu. Resolveu viajar para a China.Texto para as questões de 66 a 69. Nelson. você não se deve sentir traído”. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). d) “não é pois todo amor alvo divino. Foi parar quase na fronteira com a China. 1995. c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. Primeiro. b) “Que não seja imortal. Não temos nenhum amor a trair”. Morreu só.” (Casimiro de Abreu). e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade). A cabra vadia: novas confissões. Até que. o brasileiro teve que voltar para o Brasil. Aquela beleza absurda. ninguém tem culpa dessa traição.” RODRIGUES. apanhou o automóvel e correu como um louco... 28 66. eu não amo você”. ora. por toda a parte. de repente. Foi também um adeus sem palavras. Tinha sede e queria beber. “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. Para apresentar o seu argumento de uma forma completa. eu não te trai”. logo. o amor. 68. O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função central na constituição do sentido do texto. eu amo outro. uma aldeia miserável. b) “Só se trai a quem se ama. Durou um ano o amor sem palavras. UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e “durou um ano o amor sem palavras”.Interpretação de texto I Avançar . Os dois formavam um maravilhoso ser único. que começara muito antes e continuaria muito depois. linda. a pé. tens amor – eu medo! . Um amor que não tinha fim. O marido baixou a cabeça. Olhou aquela miséria abjeta. parecia um delírio. eu não te amava nem você me amava. andou em Hong Kong. uma menina linda. mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. vê surgir. A menina não voltou. porém. c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. São Paulo: Companhia das Letras. Um não conhecia a língua do outro. ela poderia utilizar a seguinte construção: a) “Toda traição envolve outro amor. Desce e percorre. d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos. cada um deve seguir a sua vida”. logo. b) marcar as repetições da narrativa. súbito. Depois não viu mais o junco. 67. certo de que a distância é o esquecimento. Não houve uma palavra entre os dois. logo. as faces escavadas da fome.

da mulher. Bryan Lee Curtis. Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado. 70. um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões. uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final. Lá. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Às 11h56. Bobbie. em 30 de agosto de 1821.. Só no último dia 11 de maio. (. Em poucos dias. 29 Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa. Mas. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente. IV. de 2 anos. e do filho Bryan Jr. Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. no Brasil. por iniciativa da Câmara Municipal. c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. 400 quilômetros ao nordeste de Roma. o cartório de Laguna. 30 de junho de 1999. com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. agosto de 1999. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo. e) É pura e simplesmente uma narração. ao lado da mãe. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguinte recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário. Tanto que só passou a existir. O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos. Estão de acordo com o texto: a) somente a II. oficialmente. os olhos salientes pela magreza do doente terminal. morreu nos braços de Garibáldi. Petersburg. GABARITO Observe as afirmações abaixo: I. Dez anos depois. e) somente a V. No colo dele. d) II. Bryan morreu em casa. a cabeça sem cabelos. um sapateiro.)” Revista Veja. Virou Anita. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882). Na imagem. onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845). de olhos semicerrados. é quase desconhecida. na Flórida. Paulo. a boca aberta no esforço desesperado por ar. b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa. na Itália. é venerada como heroína da unificação. um homem robusto.” MARKUN. expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio. o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo. jornal da cidade de St. III. c) somente a III. Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos.Interpretação de texto I Avançar . em Santa Catarina. No conto de Nelson Rodrigues. IV e V. V. pedindo a presença de um fotógrafo. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços. sua mãe ligou para o St. O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto. O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro. há três meses.. d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco. quando abandonou o primeiro marido. Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita.. Petersburg Times.69. Enquanto agonizava. Univali-SC “Agonia pública Na cama. d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa. em 3 de junho. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal. II. 71. numa fazenda em Mandriole. b) I e III. Superinteressante.

que a prova será na sexta-feira. porém justo e lógico como o senhor tem sido. Relacionando essa observação ao texto acima. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário. nunca poderá reservar o sábado para nos testar. b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia. é este que fundamenta aquele. julgue os itens que se seguem. porém.. E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado. como ele é o último dia com aulas na semana. pois. Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse. contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”. anunciou peremptoriamente. o jovem ponderou: “Professor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . os jovens se remexeram em suas carteiras. ao terminar a nossa aula de quarta-feira. O estudante. às vezes. 30 Após a leitura do trecho acima. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”. e nada mais”.. Assustados. não deve ser usada em todos os casos.)” Luiz Barco. “Parece-me justo”. para ser coerente. d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar. ficariam prejudicados os demais dias da semana. digamos. se o senhor não nos avisar do teste na quinta. Um deles. Não foi necessário prosseguir. Univali-SC “As armadilhas da lógica (. logo descobriremos. Pelo mesmo critério. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. porém. GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. 73.Interpretação de texto I Avançar . “O senhor. que o sábado está descartado. emendou. (. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano. contrariando mais uma vez a regra imposta”. Aborrecido com o mau desempenho de seus discípulos. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”.) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma. O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida. ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musical. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. financeira e política da mensagem. ( ) No texto. raciocinou. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom argumento.. afirmou o professor.. vocês terão uma prova toda semana”. ainda não tinha terminado. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta. portanto. então. “Assim. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”. então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado.72. com 48 horas disponíveis. os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar. rigoroso. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado. efervescente. no entanto. “Se o senhor concorda. Assim.

cadeiras. o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro. revelando. assim como estes. pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um.” Interpretando-se os sentimentos do poema.. UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes. UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito.. concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”. européia e cristã. onde as ondas se amansam. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. De carioca cerimonioso gaúcho modesto paulista preguiçoso Deus nos livre e guarde. ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto.66583624 (Chico Amaral) GABARITO Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor. o sentido da vida para o eu lírico. ( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca. ( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”. predomina a narração com a manutenção da unidade temática. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . por exemplo. ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira. 76. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77. ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem . opõe-se “cearense migrante”. UFMT ( ) Na primeira estrofe.74. ( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade.Interpretação de texto I Avançar . pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global. ( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearense sedentário”. ou toma um café Hoje bobagem. “À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário baiano lacônico mineiro perdulário Deus nos guarde. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75. 31 “UM DIA QUALQUER . sem manter assim relações de sentido com o poema. ( ) No texto...

II e III. assuntando. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes. 79. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto. d) a falta. As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo. Os dedos sobre o teclado. Está correto. Ou. fica em sua cadeira assuntando. inclusive a simples claridade da hora. Prosa poética. Conclui que não há assunto. Não basta haver variedade de assunto. não revolve os intestinos da vida. II. Narração em primeira pessoa.77. escrever exige predisposição e inspiração. Mas somos nesta casa uma família de estranhos. (. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção. c) somente I e III. e) II e III. pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar..” O trecho acima apresenta características evidentes de: I. quer dizer: que não há para você. aí está você. b) somente I e II.. Vivem constrangidos. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo. b) II. vedada a você. II. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano. III. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve. c) I e II. mais propriamente. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. por vezes. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Entretanto. Então hoje não tem crônica. as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza. com predomínio do tom reflexivo e de marcas de análise psicológica. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela.Interpretação de texto I Avançar .) Que é isso.” Carlos Drummond de Andrade. e) I. que só a língua têm em comum. d) somente II e III. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I. depende das condições intelectuais daquele que escreve. rapaz. casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua. purê de palavras. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. não corta na verdade a barriga da vida. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada na escrita. Escrever é triste. sem liberdade. Revolto-me contra mim mesmo. Impede a conjugação de tantos outros verbos. III. o que se afirma em: a) somente II. bem como a abundância de assunto. que está de olho na maquininha. 78. como que em presença de um inválido. d) I e III. A ação de escrever priva. de falta de apetite para os milhares de assuntos. de minhas fraquezas. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. falar-lhe de minhas dúvidas. porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. em relação ao texto. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. e você não sabe ir além disso. de meus receios. apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mundo imaginário em que vive o autor. Dissertação.

Sábado.80. Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos. e) com certa melancolia e pouca sinceridade. Hoje. talvez. Veio. essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador. c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário. com qualquer coisa de gato e de mulher. mas triste. do tempo.” Álvaro Moreyra. amanhã. uma vez contextualizadas. a: a) meio arredio e misterioso. depois até a gente tão simples. c) solução e realidade. logo mais. tão igual. como se dissesse – Bom-dia! Chega. semanticamente.. Tão sossegados! Só nos jardins há amoresperfeitos. Era um Jardim sereno. às vezes na realidade. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca daquele que escreve. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias. Ela pousa. Eles são as minhas aldeias. b) “Sábado”. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos. e) “luz cheia de sombras de asas”. 82. não veio da cidade. Tinha uma árvore. 33 81. O cheiro de terra. d) “céu imenso perdido”. como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. d) proteção e felicidade. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. Tão sossegados! Só nos jardins há amores-perfeitos. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!. com certeza. Voltar Língua Portuguesa . e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. realidade de uso interno. Os outros ficam aqui mesmo. e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador. luz cheia de sombras de asas. c) “cheiro de terra”. nas árvores. Ah! dormir com o sentimento de pôr. b) muito arredio e pouco confiável. Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” corresponde. Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”. Lembro-me dela. d) bastante descrente e desiludido. b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado.” No texto. Às vezes na imaginação. nos olhos e nas mãos. Imagine o campo. primeiro. E tinha canteiros de rosas. A vida arranja tudo pelo melhor. A noite caindo sem desastres. É preciso gostar da vida. Semanticamente. Quem pode vai para fora. b) lugarejo e beleza natural. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão. “ir para fora” tem um sentido mais libertador. 84. Aquele jardim era meu amigo. GABARITO IMPRIMIR d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador. e) segurança e incerteza. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão. Uma voz de água no silêncio. respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica. um jardineiro risonho.. b) narração e a relação realidade-imaginação. c) pouco desconfiado e muito observador. as palavras destacadas conotam. 83.Interpretação de texto I Avançar . Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”.

mantendo assim o humor e a alegria de viver. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios. c) II. e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail. 30% dos brasileiros sofrem de estresse.. aboliu o Domingo. II e IV. “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone.) O presidente da empresa de seguros ADD Makler. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática. afirma Aldo Colombo. e não desliga mais.Interpretação de texto I Avançar . fax ou e-mail”. e) todos os itens. o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo. Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas. desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver. c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail.. o celular. inventou a Internet. o fax e o telefone. Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes. IV e V. O estresse é uma doença moderna. O homem é uma máquina que nunca desliga. sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios. d) I. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente. V. uma sociedade totalmente estressada. o e-mail. Uns dizem que o culpado é o trabalho. IV. fazendo uma coisa de cada vez. b) II. agosto de 1999... fax ou telefone.) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e. o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio. É mais um desafio!” Missão Jovem. d) Todos os empresários. II e III. (. III e V..85. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez. Ingo Tirgarten. empresa especializada em sistemas de automação comercial. trocou o dia pela noite. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma certa maneira de viver? O homem. III. Depois capota”. a partir daí. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. b) O telefone.. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e. Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem. Hans Dieter Didjurgeit. (. o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios. por vezes. 34 GABARITO Observe as afirmações: I. afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (. 86. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver. atualmente. A psicóloga Marilda Lipp afirma: “Sob tensão pesada. As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I. para o Terceiro Milênio.)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos. II. como almoços e jantares com o cliente em potencial.. uma das tantas doenças modernas..

a gata transformou-se na representação da deusa Bastet. IV. UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Científica (1934). pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo. ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente. o gato se desenvolveu com as conquistas romanas.) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas. de um ponto de vista lógico. Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos.. está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares.” Segundo Popper. São idéias presentes no texto: I. III e VI. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões. 35 88. a enunciados universais. III e VI. ( ) Na estrofe 8. “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). ora um animal doce e afável). Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente.. II. de Karl Popper. (.87. Citar superstições acerca dos gatos. fêmea do deus sol Rá. associada aos cultos pagãos e à feitiçaria. 89. Enaltecer a figura do gato no mundo atual. os que realmente caracterizam o texto são: a) II.. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais.” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação. II. pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quantas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado. Sendo considerado como um animal santo. Nesta mesma época. III. VI. isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos. V. o gato foi honrado e enaltecido. (. e) todos os itens.. ( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século. d) I. ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e felicidade. A igreja lhe virou as costas. III e IV. Ora. Justificar a importância dos gatos e dos ratos. enunciados “particulares”). b) I. c) I. Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos. IV e V. No século XIII desenvolveramse as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal. tais como hipóteses ou teorias.) Na Europa. e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados.Interpretação de texto I Avançar . Univali-SC “No antigo Egito. ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência. tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos. por mais elevado que seja o número destes últimos. mas não das demais ciências. ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo. UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século. Dos itens acima. ( ) Um método impróprio no caso da zoologia. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século. ( ) Na estrofe 6. algumas vezes.

32 .. 50 Mãos brasileiras 51 brancas.. pardas..” 36 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pretas. 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor. 30 mãos para agir pelo Brasil... roxas. o roxo e não apenas o branco e o semibranco. brancas. “OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro.. 28 coragem de morrer pelo Brasil. 33 Mãos todas de trabalhadores. 27 ouvidos para ouvir pelo Brasil.. 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí. 10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões... 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis.Texto para as questões 90 e 91. 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens.. roxas 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais.. morenas. 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais. morenas. 29 ânimo de viver pelo Brasil. 17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil..Interpretação de texto I Avançar . 8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos. 16 o preto... 34 pretas. o pardo. pardas.

no vestido da mulher.90. ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleonásticas e cognatas de verbos no infinitivo (l. Muito tranqüilo. no texto. Trata-se de um casal. ( ) As “mãos” (l. em relação à semântica e à estilística.que revela o sentimento de compaixão do narrador. ( ) O termo “sindicais” (l. 12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras.” 37 GABARITO IMPRIMIR Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um depois (a aparição do casal). e depois esticada. ( ) no fragmento. (No terno branco reconheço o linho. resmunga constantemente. 91. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades. a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe. 58). esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da repetição: “Pobres fibras. às vezes.” (l. usa terno branco. de Moacyr Scliar. 92. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento. aproximando-se. Reconheço. um homem gordo. ( ) Com “Todo brasileiro poderá. 31). mas não se enxuga. 30. o seu emprego propicia a expansão da narrativa. 4) para “desse Brasil que vem aí” (l.” . 31... ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l. enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento. gravata vermelha e chapéu panamá. Pobres larvas. conotação pejorativa. Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte. Também está suada. pobres plantas. pobre substância. AEU-DF Julgue os itens seguintes. 15). UFGO “Segue-se um trecho. ( ) o narrador. 53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros. de 1ª pessoa. de idade. acontecem coisas. substância extraída do casulo de larvas. ( ) De tom otimista. Pobres fibras. ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota. 17) tem. não. os pássaros.. seda. Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país. 40 a 48). Voltar Língua Portuguesa . “todo brasileiro e não apenas. pobres plantas. no quarteto repetido que abre e encerra o poema.Interpretação de texto I Avançar . fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este. na história. ( ) Ao se referir aos “Brasis” (l. o riacho. Agora. AEU-DF Julgue os itens abaixo. e costurada. antes. a brisa. ( ) O termo “boreais” (l. e baixota. Vão se aproximando lentamente. mas o acontecimento. Ele.) A mulher também é gorda. tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado. 14). e depois tingida. extraído do conto “Ecológica ”. Agora. revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e democrático. e depois cortada. ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda. por fim se definem.. ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo.” e “Pobres larvas. em relação à compreensão e à interpretação do texto. é situado no presente. vocês sabem. pobre substância. ( ) “Qualquer” (l. cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo. Pobre seda. 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidariedade dos brasileiros. A campina. 26 e 27) e no gerúndio (l. Pobre seda. Isto aqui já foi muito bucólico. da técnica cinematográfica. dirigindo-se a ele.” (l.

Casa de Pensão. 11/02/1981. das descomposturas e do crepitar dos vidros que se partiam sob um chuveiro de pedras. ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. para o redator do Diário. ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente. mordendo os nós da mão. 38 93. porém. ( ) A referência “Isto é. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré. p. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada em seu sentido denotativo. Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros. pensava ele desesperado. Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos. julgue os itens da questão 93. p. já de carreira para o Largo do Machado. 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha. Infelizmente. grudado a um canto da janela. UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural. por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO. pois indica situações diferentes.15. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos contra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela. ( ) Das três manchetes criadas pelo redator. — Morra o infame! bramia a malta. há uma intencional desconsideração pela vida da criança. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideológico dos portugueses. — Morra o cáften! João Coqueiro presenciara tudo aquilo. ( ) O uso dos dois pontos. Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto. 11/02/81. o camarada intrépido. vozeando furiosos contra semelhante berraria. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma. Aluísio. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro.’ De repente. o sangue a saltar-lhe nas veias. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio estivesse ali. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal. no texto. O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’. A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto. — Oh! Era demais.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. naquela ocasião. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque. serve para introduzir uma explicação. um cidadão arranca a camisa e atira-se na água. revelou-se salazarista. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa. somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português. GABARITO Com base no texto.” Isto é. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 94. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados.Interpretação de texto I Avançar . ( ) Na terceira manchete. os olhos injetados. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo. entrevistado.

UFSE-PSS “O avestruz está em alta. é a mesma: predominantemente referencial. a família. a 8. ( ) O segundo texto. c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo. após o evento. o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca. Tem as asas atrofiadas. Compridos e desengonçados.000 reais. 77. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical. já esquecidos do fato. o filhote. com seis espécies conhecidas. Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã. em ambos os textos. os animais são um negócio de altíssimo rendimento.Interpretação de texto I Avançar . Entretanto. no prazo de doze meses. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. Já são 800 animais. número idêntico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos. percebe-se claramente que: IMPRIMIR a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se desvendam.5 quilo. 18 out. caso aquela fosse morta. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo. 2000. a menina prometia nunca mais comer galinha. nos últimos cinco anos. mata e come a galinha. apenas dois dedos em cada pé e é onívora. Voltar Língua Portuguesa . fugindo sem saber pra onde. 96. Além disso. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutiocultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). ( ) A função da linguagem.500 reais. no município de Simião Dias. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho. na Arábia e na África. d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. superior a de uma vaca. pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha. depois do acontecido. todos rodearam-na com uma atenção especial. ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo. analisando as características estilísticas. ( ) A fertilidade de um avestruz é. Atualmente é a maior das aves. o avestruz atinge o peso de abate. – Não é necessário o emprego do sinal de crase na palavra em negrito. 39 Com base no texto. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre.” GABARITO No texto “Uma galinha”. Veja. mamãe. Ave estrutioniforme. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe. O animal estava sozinho no mundo. vive em zonas semidesérticas. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare.” Adaptado. Até que finalmente foi alcançado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo. ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade. cujo preço varia de 1. passadas algumas semanas. é eminentemente descritivo. sempre teve como carro-chefe a criação de gado. compreendendo a fusão entre o real e o mágico. A fazenda Chalé da Serra. A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver. indiferente. Tinha a aparência de estar calma. U. em muito.95. no qual se considera a situação da vida da personagem. Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade. A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto. em torno de 110 quilos. Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1. interior de Sergipe. Avestruz. p. parte de um verbete de dicionário. de Clarice Lispector. Mas. não mate mais a galinha. cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano.

o rio corria. em jeito de moça. O seu grito estrondava até os confins. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca. mimoso no trato. coronel de patente. 97. J. C. A grandeza da terra era a sua grandeza. gado do mais gordo. Apesar de tudo. José. 1978. Rio de Janeiro: José Olympio. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância. Ouvia apitar o trem na linha de ferro. o papai da Tia Maria. Mas disso não faço glória. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. de corpo alto. sem freio nos dentes. Se não recebo cortesia de igual porte. o Dr... 98. e a água boa e doce nas suas vertentes. e tudo era dele. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor. os trabalhadores do eito.)” CARVALHO. lá num inverno dos antigos. modéstia de lado. Tudo era do meu avô Bubu. e tudo era dele. É invencioneiro e linguarudo. do que tenho honra e faço alarde. abro o peito: – Seu filho da égua. os moleques da estrebaria. e era dele. “Meus verdes anos”. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. Lá ia o gado para o pastoreador. seja em compartimento do governo. pasto do mais fino. UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos. pois sou sujeito lavado de vaidade. Digo. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto. o Cazuza da velha Janoca. O coronel e o lobisomem. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor. as águas do céu se derramavam na terra. UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que ficou órfão. seja em sala de desembargador. o velho Bubu. que pensa que é? Nos currais do Sobradinho. no debaixo do capotão de meu avô. tudo era do meu avô. lá estavam as negras da cozinha.. O sol nascia. 1976. IMPRIMIR 100. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite..)” 40 LINS DO REGO. GABARITO TEXTO 2 “A bem dizer. 99. sou Ponciano de Azeredo Furtado. com uns padres-mestres a dez tostões por mês. sem medir consideração. e tudo era dele. Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu. de olhos miúdos. (. In: Ficção completa. o meu pai da Tia Iaiá. TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. Voltar Língua Portuguesa . Chegavam de longe portadores de outros engenhos. Trato as partes no macio. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor.Interpretação de texto I Avançar . passei os anos de pequenice. o “Velho” da boca dos trabalhadores. responda às questões de números 99 e 100. de cacete na mão. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas. (. Sim. UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade. lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar. de barbas.Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98. Com base no texto 2. de palavra educada. Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar. Não podia haver nada que não fosse do meu avô.

Já não há mais lugar para a ira. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico. sob pena de exclusão do sistema. imagens de jornais. adotada por ídolos do esporte. um superego. trabalho.) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover. É preciso preencher um vazio existencial e afetivo. b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno. 16/05/99. A maioria movida a compulsões por trabalho. sem noção de valores materiais.. ironiza e ridiculariza estes desafetos. portanto. a ira.. enquanto suas demandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório. ira. Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do imaginário. do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha. cinema e TV. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . prazerosa e lúdica. executivos de empresas e apresentadores de TV. à qual o artigo se refere. (. gula. a preguiça e a gula. e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem. irreal. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade).. e) sensação de um vazio existencial e afetivo. Para o antigo pecado capital da avareza. b) compulsão cada vez maior pela vida interior. a inveja. que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias. a avareza. sucesso. UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer. o orgulho. c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema. transformou-se em mania de trabalho. é hoje um hábito do telespectador: o voyeurismo. atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado. mas ter tudo e. segundo o texto. consumo. orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século. Este era o pecado da gula. todos à sua volta. A criativa preguiça. b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais. d) determinação de alcançar o paraíso celeste. Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importados. A aparência do bom moço. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo. É a nova versão do invejoso.O Globo.Leia o texto a seguir e responda às questões. Quem tem ódio do Governo. encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria. c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer.) O psicanalista Eduardo Losicer. d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso. prazeres e lucro. c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade. São ordens que devem ser obedecidas. bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI. mas algo imaginário e. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro.Interpretação de texto I Avançar . equivalente ao inferno. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação.. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis. valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais. Márcia . O pecado da luxúria. roupas. se possível. bebida ou drogas pesadas. UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”.” CEZIMBRA. 102. Não há mais a moralidade do pecado. Vivemos sob a moralidade dos mandados. O orgulho está em baixa. 41 101. avareza.) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior... Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja. para quem o que importa não é ser alguém. 103. (. Esta é a ameaça. relatando suas conclusões. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas.. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduardo Losicer. que já não deseja ser o outro. que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso.. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos. praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem. estão sendo determinados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação. preguiça.

Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se metendo. inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”. Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. do livro Inteligência Emocional. 16. por exemplo. crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. como resposta. com amigos ou numa parceria comercial. mas os outros continuam a correr – menos Roberto. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. 02. 08. e adaptado. 26 de abril de 2000. crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos. Não se trata de uma medida isolada. e só ele tentou oferecer algum consolo. Dê. Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento. 131. seja no casamento. Serão criados banheiros especiais para deputados. diz. 105. 04. e) todas as afirmações. Só ele notou a situação de dor de José. a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 64. a partir do excerto exposto acima. d) nenhuma das afirmações. GABARITO Analise as afirmações abaixo: I. c) a terceira afirmação. 32.” Veja. II. porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa. ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘. que pára.104. p. a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder. machuca o joelho e começa a chorar. Mesmo que não concorde com eles. Essas aptidões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora. protesta a psicóloga. uma aptidão emocional essencial para a preservação de relacionamentos estreitos. gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar. que: 01. crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas. III. b) a segunda afirmação. 42 É possível concluir. a soma das alternativas corretas. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. Poderia. Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da República. Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos.Interpretação de texto I Avançar . o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho. a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha. pois simulou a própria dor. em vez de ter oferecido ajuda concreta. para o autor. José tropeça. de Daniel Goleman. Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para homossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite). Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Enquanto diminuem os soluços de José. Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado. Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação. motivos e preocupações dos outros. Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles. Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. ter chamado a professora.” Fragmento retirado. ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘.

“A disciplina do amor Foi na França. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história. 108. em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. outros maus.. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado. Postava-se na esquina. começava muito antes. Tudo em vão. chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. ( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. pontualmente.. Assim que via o dono. para outros amigos. ia esperá-lo voltar do trabalho. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”. c) com o passar do tempo. cremos. para que tivessem lugar as novenas”. Os amigos. longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores. todos os dias. ( ) O uso de mas.. o focinho voltado para aquela direção. “correr animado”. Cefet-PR Leia o seguinte trecho e. distraí-lo. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação. depois. UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”. fazendo a crônica da fidelidade. 109. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina.106. As pessoas estranhavam. Mas eu avisei que o tempo era de guerra. a orelha em pé. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular. ia correndo ao seu encontro e. “era jovem”. Com relação ao texto. introduz as personagens na narrativa. Casou-se a noiva com um primo. uns bons. afeição são as idéias centrais do texto. d) durante a festa havia muita confusão. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. 43 107. o jovem foi convocado. fixo o olhar ansioso naquele único ponto. de Manuel Antônio de Almeida. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo. ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansioso”. Como todos sabem. disciplinadamente. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia. voltava ao seu ponto de espera. Os familiares voltaram-se para outros familiares. durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido. houve mudança nos festejos do Espírito Santo. Então. Hoje. ainda essa festa é motivo de grande agitação. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados.. mas quem esse cachorro está esperando?. na maior alegria. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o jovem foi convocado. Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias. UFMT ( ) O artigo indefinido. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecendo do jovem soldado que não voltou. mas no coração do cachorro não morreu a esperança”. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. mesmo que se vão perdendo certos hábitos. ( ) Fidelidade. Uma tarde (era inverno) ele lá ficou. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina.Interpretação de texto I Avançar . amizade.” Lygia Fagundes Telles. como se tivesse um relógio preso à pata. um pouco antes das seis da tarde. e) as novenas começavam sempre no domingo. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense. O jovem morreu num bombardeio.”. acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons. Assim que anoitecia. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense. “na maior alegria”. nove dias. Quiseram prendê-lo.

esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas.Interpretação de texto I Avançar . da carrocinha de cachorro. e) “fascinado”. em relação ao menino. Ao meio-dia. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. Da janela. o homem que afiava tesouras e facas. não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas. c) inseguro de seu objetivo. levaria sempre uma merendeira consigo. quando crescesse. Pelas manhãs. Uneb-BA No segundo parágrafo. “imaginava” e “levaria”. ou em dias especiais. como as estrelinhas de São João. numa reentrância da grade. III e IV. escondendo o nariz deformado. 44 110. e) comprometimento. 250-1. ed. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão. via passar o leiteiro. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas. A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. revela: a) medo. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. d) “tinha”. IMPRIMIR GABARITO 113. tão-somente no seu caráter externo. Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”.” CONY. Um dia o menino cresceu. ao escolher o seu espaço. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto. do bonde que cortara a perna do seu Almeida. dos mascarados do Carnaval.Texto para as questões de 110 a 113. II. “continuou” e “esperando”. d) deslumbramento. mas nada tinha a ver com ele. b) “protegido”. 112. só se abriam aos domingos. imaginava o que elas continham. passava a leprosa que pedia esmolas. À noite. os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”. os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. passava o sorveteiro. 1999. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. d) I. d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. ele gostava de ficar ali. Um dia. À tarde. O menino gostava. e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. vendo a vida passar. p. O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar. I. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. passava o moleque vendendo amendoim torradinho. IV. b) alienação. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada. b) revoltado com a sua condição de aprisionado. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. “gostava” e “cresceu”. c) passividade. quando todos começavam a ir para a cama. e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. Uneb-BA Sobre o menino. metade envolvido com o mundo. c) II e III. mas continuou na janela. Podia ficar ali. III. b) I e IV. “invejava” e “crescesse”. mas tinha medo da rua. era uma forma de estar metade protegido pela casa. O menino tinha pavor da leprosa. Duas ficavam fechadas. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. e) II. ele sabia de tudo. 3. c) “envolvido”. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência. “via” e “participava”. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. In: Os anos mais antigos do passado – crônicas. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. Voltar Língua Portuguesa . Tinha um lenço encardido em volta do rosto. Carlos Heitor. 111. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua. III e IV.

III. ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. p. d) I e II. está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I. atualmente. Unifor-CE I. entrando para a escola. As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante.Interpretação de texto I Avançar . b) da ligação adequada das orações. d) integração descritivo-narrativa. c) da ausência de conectivos. Tecnologia X Humanismo. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica. E. que mais lhe interessam. 1996. João W. 114. a mão-de-obra nãoespecializada sofre não só os baixos salários. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção. O resto. “Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . de preferência ministradas diretamente nas oficinas. ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional.. d) da freqüência de preposições. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor. busca cursos oferecidos pelas escolas técnicas. II. 115. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “competência técnica” que um curso de formação proporcionaria. e) do emprego de orações reduzidas. bom. o cidadão. 116. c) exposição descritiva de idéias. Linguagem e ensino.. Unifor-CE Quanto à estrutura.As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. A respeito dos enunciados acima. Formação técnica X Formação humanística. b) exposição argumentativa de idéias. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas. Afinal. c) III. e) II e III. Campinas: Mercado de Letras. 117-8. ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas. o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos. Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências. e) descrição argumentativa. Seriam efetivamente formações distintas?” 45 GERALDI. no mínimo menos perigoso. diz-se. b) II. O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística. Profissional especializado.

’ No texto. hoje. c) 1 e 2. c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil. discurso indireto e discurso indireto livre. Educar é também conceder liberdade. Quando apenas um dos termos vale. apesar de subscrevê-lo.117. por sua vez. Educar é. estão sempre de mau humor. mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura. nem quanto custaria. Os jovens libertários da década de 70. Os filhos.Interpretação de texto I Avançar . Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente. 46 ‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. a desobediência civil e o consumo de drogas. 118. e) 2 e 4. ’E desconhecia que a resposta implicaria gastos públicos. hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade.. Implica amor e firmeza. d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas. agosto de 1999. Paulo. implicam com sua maneira de falar. em seu depoimento. só vêem o erro e não os acertos. U. não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos. GABARITO Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70. passam horas falando ao telefone ou na Internet. estão sempre desafiando os limites. disse Brito ao juiz. são agressivos. que pregavam o amor livre. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e necessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. só sabem dar broncas e impor regras. exercitar o diálogo. Mas isto deve ser progressivo. não interessou-se em saber onde seria publicado. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis. b) 2 e 3. d) 3 e 4. como autor da nota. sobretudo.‘” O Estado de S. ao Ensino Fundamental e Ensino Médio. são pais que optam por uma educação mais conservadora. reclamam dos pais: os pais não confiam neles.. Nunes teria ditado o texto para Brito que. Henrique Nunes.” Missão Jovem. não sabem o que querem. Voltar Língua Portuguesa . criam-se distorções. Educar é ensinar que existem limites. 30/1/98. para que o jovem forme seu caráter e suas convicções. Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos. Porque experientes. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reportagens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação. horários e deveres. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discurso direto. os trajes nem sempre asseados. ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘. C1. IMPRIMIR b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições. Educação – ontem. de trajar e com suas amizades. Alfenas-MG “Brito. existe quase um consenso: é preciso proibir. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”.

arrebentado. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. Parecia que tinha visto um fantasma. Maquiada. todo imundo. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. Branco. Juntos cresceram e amigos ficaram. Coitado do cachorro. que não pensamos duas vezes. bairro de classe média alta em São Paulo. mas era infalível. Até perfume colocaram no falecido. O coelho. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (. – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem. Coitados de nós. escorraçar o animal. 47 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 120 e 121. como convém a um coelho cardíaco. deixar ele bem limpinho. Morto. assustado. lívido. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. – O vizinho estava certo. O bandido é o dono do cachorro. Pasmo. lambendo as pancadas. O cachorro é o herói. o coelho.Texto para as questões 119. Problema nenhum. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. Eram dois vizinhos. Lembrou? Agora pintou uma nova. Notam o alarido e os gritos das crianças. Depois de muito farejar descobre o corpo. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. Quase mataram o cachorro. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho. E agora. – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi. sujo de terra e. assim fizeram. animais racionais. Coitado do dono do cachorro. o protagonista da história.. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. Isto é. parecia vivo.Interpretação de texto I Avançar . Imagina o pobre do cachorro que. E agora? Todos se olhavam. desde sexta-feira. Isso na sexta-feira.. E o homem continua achando que um banho. é claro.. Vamos dar um banho no coelho. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos.. quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado. Trazia o coelho entre os dentes. diziam as crianças. Sim. Ficou lindo.. é o cachorro.. – De jeito nenhum. E parece que o dono do cachorro tinha razão. pegar amizade. O meu pastor é filhote. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos.) O personagem que mais me cativa nesta história toda. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. nós mesmos. – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro.. Imagina. felizes.. Enterrado. O doido comprou um pastor alemão. Vão crescer juntos. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. na semana passada. 22/04/98. Claro. O cachorro rosnando lá fora. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. Como o coelho não estava muito estraçalhado.. Simplesmente genial. O ser humano. Mário. Provavelmente estivesse até chorando. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana. morto. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. Julgamos os outros pela aparência.” PRATA. Entendo de bicho. depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu. só podia dar nisso. Para nós o cachorro é o irracional. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido. E lá foi colocado. o assassino confesso. procurava em vão pelo amigo de infância. o animal desconfiado que tem dentro de nós. de tardinha. com as perninhas cruzadas.. quando entra o pastor alemão na cozinha. No domingo. As crianças.

121.E. a) Depois de dois anos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” Isto é. b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”. no entanto. 22 de março de 2000. portanto. b) O cachorro é o protagonista da história. Reescreva as passagens abaixo. e) de propaganda. Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo. costuma haver um final moralizante.” O Estado de S. mas o conhecimento adequado para preparar a receita da malhação não necessariamente. 3-18. O bom-humor e a disposição podem ser autênticos. d) épico. Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula. c) descritivo. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário. Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e. o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. GABARITO Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima. até cuidar de meninos de rua ou dos jardins. reforma de prédios. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição. Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a educação física deverão ser registrados no conselho. Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado. Nas fábulas.119. onde deveriam ter aprendido o que ensinam. b) narrativo. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física.E. A partir deste mês.Interpretação de texto I Avançar . Deveria ser o requisito básico. 123. Identifique o antagonista. 16/05/99. Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas. clubes e até condomínios. no texto. Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa. mas centenas de jovens belos e musculosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física. U. p.E. formado em Educação Física. os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei. hotéis. descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. U. narrativa. que regulamenta a profissão (só agora. U. As entidades colocarão em prática a lei. a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. A abrangência da legislação vai além dos limites da academia. 122. Paulo. A lei vale para clínicas. depois de anos. U. a) Identifique. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como atividade profissional. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação). de 1998. Mais. b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior. substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”. e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física. 120. c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação. Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento.

124. ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles. um preceito ou uma lição de vida. 1997. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. ( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas características básicas: personificação ou antropomorfismo. armazenando comida para o período de inverno. Então. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10. reelaborada. não atende às exigências da escrita culta: para tal. A propósito. “sempre”. amiga. sem se preocupar com o inverno que estava por vir. a formiguinha trabalhou sem parar. dançou. Se chovia só eu sabia que era sábado.. A formiguinha. Seleção de Walnice Galvão. uma rosa molhada. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. aparentemente submissa. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida. vou passar o inverno em Paris. GABARITO INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125. verifica-se que. quando se pensa que a semana vai morrer. na semana passada. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos.Interpretação de texto I Avançar . enquanto a cigarra é considerada como boa-vida. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. Durante todo o outono. dentro de uma Ferrari. Global. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada. com um aconchegante casaco de visom. último período do texto. a amiga deseja algo de lá? —Desejo. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. sábado de manhã. e um produtor gostou da minha voz. Enquanto isso. curtiu para valer. exausta. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. de súbito. Não aproveitou nada do Sol.geocities. cantou durante todo o outono. escrita por La Fontaine. antes do vento espantado poder recomeçar. sim.” LISPECTOR.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. vejo que é sábado de tarde.. passados alguns dias. na fábula original. Domingo de manhã também é a rosa da semana. esse pronome deveria ser substituído por “o”. o ensinamento principal mudou. não desperdiçou um minuto sequer. tomando uma cervejinha. ( ) Considerando que. E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá. http://www. São Paulo. e intenção de transmitir um ensinamento. ( ) Nas linhas 8 e 9. o rosto inchado. Tem sido sábado. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. Era o inverno que estava começando. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho. sangue e mel. saiba dosar trabalho e lazer. UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. IMPRIMIR 125. Quando abriu a porta para ver quem era. manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida. a abelha no quintal. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris. Voltar Língua Portuguesa . ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. apesar de usual na língua falada. fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo. nesta versão. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior.html (com adaptações). e o vento: uma picada. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. nós já tínhamos tomado banho. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”. mas já não me perguntam mais. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos. julgue os itens a seguir. começou a esfriar. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá. Em relação ao texto acima. Clarice. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial. aproveitou o Sol. pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine. Então eu não digo nada. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra. não? No Rio de Janeiro. Os melhores contos de Clarice Lispector.

introduzido por ingleses no país. o basquete. “Play-off” é um termo importado do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva. como existem médicos. é. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol. embora um tanto jocoso. como no “goal” que virou “gol”. Roberto Pompeu. d) 2 e 3. Entre a assistência e o play-off. ingleses e brasileiros. entre outras coisas.)” VERÍSSIMO. mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”.. Não. com a cultura colonizadora. assim como brasileiros estão para curandeiros. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 2. houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol. ( ) A teoria da leitora ganharia força. UFPE No texto. Entrava.. e com termos emprestados de outro esporte. como “corner”. 127.. no início era jogado em inglês. no regulamento do atual campeonato. (. suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas. grande investidor ou latifundiário. Nós é que nos oferecemos. O futebol. nestas terras. 3 e 4. Existem suecos. Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa. O texto demonstra que. Aliás. Chamemos o fenômeno por seu nome. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário. Há o importador e há o muambeiro. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”. b) 1. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora.. A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e..INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política. b) rompem. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol. facilmente. mas dos Estados Unidos. no Brasil.Interpretação de texto I Avançar . timbaleiro ou seresteiro. 4. Luís Fernando. por cúmulo. 1. (. e) 2 e 4. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado. UFMT ( ) Segundo a leitora. mesmo” confere um tom de repreensão. A Confederação Brasileira de Futebol. 2 e 4. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. em virtude de irrefreável impulso de submissão. 128. no campeonato nacional. c) acabaram por subverter. Seria um caso incurável de carência de colonizador. 3.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada. mas o “goalkeeper” não o zagueiro. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo. não à língua inglesa da Inglaterra.” GABARITO TOLEDO. 198. uma história de triunfo da língua portuguesa. empresário. definitivamente.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. 7/10/95. c) 1 e 3. 50 Texto para as questões 127 a 129. resolveu rotular as finais de “play-offs”. terapeutas e curandeiros. Veja. CBF. segundo ela. UFPE Leia os enunciados abaixo. Estão corretos apenas: a) 1. que é o idioma. É bobeira mesmo. Jornal do Brasil. há políticos e politiqueiros. atualmente. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol. (. não compliquemos. “Disputam-se “play-offs”. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa. o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão. ao longo de algum tempo. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva. mas o “back”. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status. ao texto. ( ) De acordo com o texto. p. Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso.. 09/12/1998. em campo não o goleiro. “Se você começou como padeiro. 126. e os basbaques foram atrás. esporte inglês. é um sufixo pouco nobre. a imposição de estrangeirismos no campo do futebol. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. referentes às idéias expressas no texto. A história do futebol.

referido anteriormente. Marília de Dirceu. no futuro do pretérito. refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das questões de 110 a 113). que me cerca e mata. UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a) Na expressão ‘outro esporte’. e) Na última oração do texto. Quando em meu mal pondero. tem como referente os brasileiros em geral. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. busca. Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga. ‘nós’. adoro a tua formosura. c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial. Marília. 51 130. de um semivivo corpo sepultura. ‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor. o pronome de 1ª pessoa do plural.129.” GABARITO GONZAGA. a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’. “Nesta triste masmorra. Amor na minha idéia te retrata. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar. já o eu-lírico se sente subjugado pela tirania do amor. Uneb-BA Este exercício. e) o menino vivencia uma experiência de opressão social. inda. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. p. s/d. extremoso. constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. que eu assim resista à dor imensa. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação.Interpretação de texto I Avançar . c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. Tomás Antônio. 127. São Paulo: Círculo do Livro. indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se. b) Nesse trecho. o verbo ser. d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo. e aperto sobre o peito em vão os braços. d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial.

O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos. Por causa dessa intenção. 132.” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. b) construção de comprovações por meio de silogismos. Nada justificará.Com base nos textos abaixo. 133. UERJ Em geral. cariocas. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpusera os limites do tolerável. As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA. Voltar Língua Portuguesa . os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista. respectivamente. outro ataque ao governador Mário Covas. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes. Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O ministro da justiça cobrou punição judicial para os agressores. “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo.Interpretação de texto I Avançar . O vice-presidente da república disse que o governador merece respeito. por mais digna que fosse a manifestação. GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação. seja quem for o agredido ou o agressor. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal. seja qual for a manifestação. se é que assim se pode dizer. c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável. Em função desse limite de espaço. em 1º de junho. seus defeitos. Arthur. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores. O Globo. Concordo. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras. suas índoles. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros.03/06/2000. UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas. é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracterizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes. jamais. E a situação de extrema violência que nós. a agressão sofrida pelo governador Mário Covas. 52 131. responda às questões de números 131 a 134. É esse o papel de um educador?” ÁVILA. depois um ovo no ministro da saúde e. c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores. Marcelo Maciel. O Globo.” IMPRIMIR 134. Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas.03/06/2000. UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva. Nada justifica a agressão física. UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve.

na verdadeira democracia. 7. a leitura espiritual. os propósitos altruístas. como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos. abastece o crime ao consumir drogas. mais democracia. encharcando-se de bebidas alcoólicas. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. Ano de nova qualidade de vida. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual. “Ano Novo. Ou a opção de um momento de silêncio. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces. enquanto tantos celebram a pós-modernidade. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. o salário exíguo num pais tão caro. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. Mergulhar em nós. Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado nos faz estranhos a nós mesmos. Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio. O Globo. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo. a adolescência tecida em sonhos e utopias. b) social e econômica. pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família. p. 53 GABARITO 135. os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário. vida nova. Em volta. mas está condicionado às limitações materiais. Feliz mulher nova. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política. d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. Agora. c) existencial e política.Interpretação de texto I Avançar . uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998. Voltar Língua Portuguesa . Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. e comunicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público. Olhemos a cidade. em janeiro. a solidão entre matas. os filhos. Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. apegados à casa. Braços e corações abertos também ao semelhante. e) o homem busca a plenitude. o serviço de saúde. IMPRIMIR 136. se teremos de parar no próximo sinal vermelho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo. uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material.” Frei Beto. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. De menos ansiedade e mais profundidade. abrir espaço à presença do Inefável. Ano Novo. d) pessoal e financeira. Voto é delegação e. tolerância é cumplicidade com maracutaias. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela. em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições. a rede educacional. e) política e econômica. Quanto mais cidadania. Feliz homem novo. a própria humanidade. Reencontrar. uma oração. em dezembro. um gesto litúrgico. Por que acelerar tanto. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos. 01 de janeiro de 1998. Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. noite após noite. no ano que se inicia. mas se esquece do material. as ruas são limpas. sem projeto. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas.Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138. Vontade de remar contra a corrente e. No fundo da garganta. um travo. A começar pelo réveillon. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil. como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada. De celebrar dez anos. de Chico Mendes. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos. nas atuais circunstâncias. da ressurreição de Henfil e. Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Veja.. II. Leia as afirmações a respeito do texto. inquietas sombras?.). c) somente a I é correta. II.) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim.” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (. d) estão corretas as afirmativas I e II. tolerância é cumplicidade com maracutaias. GABARITO 140. Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas. 16 de fevereiro de 2000. desistindo o sobrinho do dinheiro herdado. b) apenas a afirmativa II está correta. c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária. Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões.Interpretação de texto I Avançar . d) somente a III é correta.” Stephen Kanitz. Oh... amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente. e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária. Só formar uma visão crítica do mundo não resolve. lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele.. achando que isso resolve a questão. ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho. Cefet-PR Leia o seguinte trecho. UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão.. de que fala o autor. b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador. e) II e III são corretas. Sair criticando o mundo. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. b) somente a II é correta. contraste maldito! Aparentemente tudo se recomporia.. inquietas sombras?. III. Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno. I.” A “luta terrível” na alma do sobrinho. c) apenas a afirmativa III está correta.)..” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (.” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro. UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (. Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta. nada sugere.” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez.137. desistir da herança e chorar a perda do tio. ao se libertar de memórias antigas. tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo. Não. e) estão corretas as afirmativas I e III. 54 139. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .).. III. como ao poeta. e as sombras viessem perpassar ligeiras... e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem. não o do trem. d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta. nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos.” d) “Em política.” 138. contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói.”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem.. que nada sugere. não constrói. extraído de Machado de Assis. consiste em: I. É impossível ensinar a pensar. Univali-SC “Volta às aulas (..

gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’. “Protegendo a língua nacional”. isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. deixou-nos. Jaime. incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego. a qualquer preço. nosso escritor. Nelson Marinho Teixeira. Voltar Língua Portuguesa . IMPRIMIR b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas. e claro que desejável. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor. função etc. mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’.141. (. com sucesso. em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costumes. ‘Diferente do que muitas pessoas pensam. b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta. afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). para enfrentar – com conhecimento. e tentassem descobrir as suas virtudes. Segundo ele. 55 GABARITO A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. A propósito. d) A língua portuguesa. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é. 142. não pode parar no século passado. 19 e 20 de setembro de 1999.Interpretação de texto I Avançar . ‘Se pensarmos bem. assim. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. CASTRO. a globalização. muitas vezes. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis. 29/12/1999. segundo Machado de Assis. Jornal de Santa Catarina. veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras. Machado de Assis. e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’. mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer. só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria. Álvaro. É preciso inovar. c) Investir no marketing pessoal é muito penoso. sensibilidade e altivez – a inevitável. Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural.)” AVENDANO. c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria. Sobre o texto. já em 1873. interpenetração cultural que marca o nosso tempo globalizante. porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas. e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’.. e. Jornal de Santa Catarina. Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais. argumenta. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio.. necessita de mudança de humor.

sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral. como resposta. Em alguns momentos. 04. criação rústica. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva. Quer dizer. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. Leia.As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. 16. 32. 04. pois discorre sobre o conto popular. o texto segue o esquema básico introdução – desenvolvimento – conclusão. apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. Talvez você mesmo pense assim. uma manifestação cultural de caráter universal. pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. 08. visto que a autora apresenta seus próprios pontos de vista sobre o assunto. 144. se assim fosse. nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. possui um caráter eminentemente regional. tal como aparece no texto. 32. Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. 145. como resposta. UFMS O termo popular. 04. a autora estabelece uma interlocução com o leitor. 28. 32. caráter espontâneo. 08. embora tenha um caráter universal. inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. indiferença às imposições da cultura oficial. Irene. quando se trata de estudar gêneros literários. caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. Dê. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar. Dê. veja bem. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. não se prende a um autor específico. A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narrativo. apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. 16.” MACHADO. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas. já que se trata de uma criação coletiva. 1994. O texto pode ser classificado como opinativo. 02. obediência às normas socialmente aprovadas. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01. a soma das alternativas corretas. como resposta. Trata-se de um texto literário. manifestação culturalmente rica. a soma das alternativas corretas. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01. O conto popular. todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular. 02. UFMS Em relação ao texto lido. 08. Scipione. Literatura e redação. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral. próxima da variante popular. Com isso. Quanto à estruturação formal. O texto utiliza uma linguagem informal. Mas. mas também em caracterizar o termo popular. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . São Paulo. a soma das alternativas corretas. tendência à universalização. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional. as criações populares não conhecem normas nem limites. portanto.Interpretação de texto I Avançar . Popular é. é correto afirmar: 01. Dê. 02. 56 143. atentamente. p. 16.

de acordo com a leitura. 170. e não econômica. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”. Revista Exame. (.” 57 146. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. 1948). na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. IMPRIMIR 148. ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. que determina o prestígio de uma língua sobre as outras. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. Voltar Língua Portuguesa . deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. O que vem de fora é melhor.. Uma é o prestígio. sua televisão. Dad. Deletar tomou a vez do velho apagar. como a realização dos postulados da justiça social’. Nós.E. já dizia Gláuber Rocha. I.. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. 18 de nov. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem. Outra é a receptividade. UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir. Quem não aderiu se tornou out. temos complexo de vira-lata. compreensão e interpretação textuais. printar e startar é meramente semântico. É isso. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. Colômbia. Startar cassou o começar.) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. ( ) Segundo Squarisi. sua tecnologia e o american way of life. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia. GABARITO 147. Além disso.Texto para a questão 146. Printar expulsou o imprimir. 1998. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. Peça help. sua literatura. conseqüentemente. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. é a ascendência cultural. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. p.“ SQUARISI. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. que vende como ninguém sua música. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem. ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas. A informática serve de exemplo. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. cuja Carta proclama os “direitos fundamentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá.Interpretação de texto I Avançar . no livre exercício de suas próprias soberanias. seu cinema. E vire in. ( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. Que corra atrás do prejuízo.

. d) No texto I. não só no léxico como também na sintaxe. e tendo tão larguíssimas orelhas. MENDES. e um canalha: mixelo hoje de chispo. Gleise F. nem outro perigo que veja diante. 1996. Valha-vos. UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho. seduzir.)” IMPRIMIR MATOS. Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (.. In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos.” SOUSA. Sois tão grande velhaco. água.. Tratado Descritivo do Brasil. já no texto II. 150. que o faça mover uma hora mais que outra. qual uma harpia. Poesias Reunidas. que a pura excomunhão meteis no saco: já diz a freguesia que tendes de Saturno a natureza. como se fosseis voraz lobo? Quisestes tosquear o vosso gado. Gabriel S. nome certo mui acomodado a este animal. e saístes do intento tosqueado. c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer. recém-descoberta. e sem sustento. parodiar. e os portugueses preguiça. não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas. Salvador: EDUFBA.. com o título de seu poema. e o segundo. e para a ceia (. Oswald de. p. (. fogo.. o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal. 1587. pois não há fome. Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE. que é título de zotes ordinário.) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore. e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum. frio.. mas quem digo que vos valha? Valha-vos ser um zote. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário. o poeta busca resgatar a língua original do Brasilcolônia. a que os índios chamam “aí”. de. mas ela vos sangrou na veia d’arca. paradisíaca. que quem ousadamente se adianta em vez de tosquear fica em pêlo? Intentastes sangrar toda a comarca.). heis de buscar a dente qual jumento erva para o jantar. pois ficando faminto. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos modernistas de primeira hora. não vos cai em capelo o que o provérbio tantas vezes canta. 171-2. Voltar Língua Portuguesa . pois os filhos tratais com tal crueza que os comeis. Gregório de. Org. qual alternativa é incorreta? a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realidade com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus.149. Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar. como sendo tão bobo.Interpretação de texto I Avançar . o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical. uma alusão à suposta preguiça do brasileiro. e roubais. fogem vossas ovelhas de vós. calma. 58 Sobre os textos I e II.

se quiser. de costas. GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Ariano. Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez. (. (Coleção Prestígio). 146-8. O tempo da mentira já passou. de Deus.. Se aqui houve selvagens – eles os educaram. Castro. O Santo Ofício.. porque quanto mais alta é a função. mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado. não. João Huss na sepultura. ed. Sou. a gemer Galileu. o azeite. Rio de Janeiro: Ediouro. o Leão de Judá... Loiola – aqui foi Nóbrega. 1995.. 59 IMPRIMIR Texto III “ENCOURADO. de Senhor.Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós. JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo.. pois vão ser julgados. atrevido. as provas. É justo!. p. Tours.) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram.Interpretação de texto I Avançar . Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja. não é lhe faltando com o respeito não. sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura. Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel. Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante. mais generosidade e virtude requer. 145-6. Levantem-se todos. Mas você. o Filho de Davi. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana. JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam. pode me chamar de Jesus. santificando-se através dela. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem... autoritário. mas você pode me chamar também de Jesus. mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel. De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu. remembrando a negra Inquisição. Seu tempo já passou. Se lá carrascos foram – cá mártires morreram. Quem é? É Manuel? MANUEL Sim. Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram. Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento. Rio de Janeiro: Agir. Colombo a soluçar. grande grito.. Arbues – foi Anchieta!” ALVES. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos. MANUEL Foi isso mesmo. João.. MANUEL Cale-se você. 1972. Sevilha e Nantes na tortura.. BISPO Cale-se.. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta. Lisboa. 9 ed. mundano. que era Cristo.” SUASSUNA. por quê? JOÃO GRILO Porque. Esse é um de meus nomes. Sua obrigação era ser humilde.. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade. 17. A hidra escura e vil da vil Teocracia.... a gemonia. com o braço ocultando os olhos. Auto da Compadecida. Na fogueira Grandier. In: Poesias completas de Castro Alves... soberbo. é Manuel. p.

a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor. e esta lacuna é tudo. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. mas não a mim. Tanto no Texto I quanto no II. mas não me acudiram as forças necessárias. IV e V. Sobre eles. Jurisprudência. não o do trem. de memória. c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha. Quis variar. era obra modesta. 151. VI. como todos os documentos falsos. outras de menos. e. Dom Casmurro. a fisionomia é diferente. e lembrou-me escrever um livro. I. evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa. O que aqui está é. a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. e quase todas crêem na mocidade. III. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. como tudo cansa. assim. conservo alguma recordação doce e feiticeira. 152 e 153. Duas ou três fariam crer nela aos outros. em determinado momento de sua vida. Pois. ignorando o ponto de vista do momento em que o texto é escrito. senhor. IV. esta monotonia acabou por exaurir-me também. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. de memória. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado. 60 GABARITO “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. se o rosto é igual. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falarme e a dizer-me que. não consegui recompor o que foi nem o que fui. Os amigos que me restam são de data recente. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. e. interrelacionam-se. de suas reais funções. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. V. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado. Capítulo II. jardinar e ler. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. Distrações raras. Texto para as questões 151. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. II. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano. III e VI.Os três textos. e) II. e restaurar na velhice a adolescência. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. é outra coisa.” ASSIS. tal como ocorreram então.. pouco apareço e menos falo. A certos respeitos.Interpretação de texto I Avançar . 810-11. inquietas sombras ?. UFF-RJ “A certos respeitos. c) I. III. mas falto eu mesmo. Talvez a narração me desse a ilusão. e as sombras viessem perpassar ligeiras. tudo árido e longo. Entretanto. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. na época em que antigamente vivia. d) O narrador. No Texto II. d) II. Se só me faltassem os outros. Em verdade. expressa no fragmento acima. p. filosofia e política acudiram-me. conservo alguma recordação doce e feiticeira. 1. distanciando-se. No Texto III. vá. mas exigia documentos e datas como preliminares. Em tudo. o interno não agüenta tinta. IV e VI. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no momento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e que apenas conserva o hábito externo. pegasse da pena e contasse alguns. vida diferente não quer dizer vida pior. Machado de.” Em relação à posição do narrador. embora de épocas diferentes. b) II e III. pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. como bem e não durmo mal. O mais do tempo é gasto em hortar. e tal freqüência é cansativa. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. algumas datam de quinze anos. como ao poeta. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. identifique as afirmativas verdadeiras. Depois.. como se diz nas autópsias. Ora. Quanto às amigas. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comportamento dos representantes do clero. mal comparando. v. O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. No Texto I.

“atar as duas pontas da vida”. a fisionomia é diferente. como se diz nas autópsias. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. com certo humor.” a) b) c) GABARITO d) IMPRIMIR e) Caulos. Assinale a Opção em que. através de outra linguagem – o cartum –.” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros. não consegui recompor o que foi nem o que fui. sd. senhor. mal comparando. percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis. algumas datam de quinze anos. e esta lacuna é tudo. vá. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referências ao leitor de seus textos.” e) “Quanto às amigas.” 153. e que apenas conserva o hábito externo. Voltar Língua Portuguesa . e quase todas crêem na mocidade.” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. mas não a mim. não tem amigos de longa data. em sua narrativa. o interno não agüenta tinta. e tal freqüência é cansativa. mas falto eu mesmo. como todos os documentos falsos.” b) “Em tudo.Interpretação de texto I Avançar . UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. sobretudo no seguinte trecho: 61 “Se só me faltassem os outros. se o rosto é igual.152. Só dói quando eu respiro. e tenta. Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois. O que aqui está é. Porto Alegre: L&PM. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. outras de menos.

um no meio e os dois nos cabos. 5. planície. delas brancas. outros traziam três daqueles bicos.Texto para as questões 154 e 155. não pudemos saber que haja ouro. querendo-a aproveitar. ao longo do mar. “espelhos de pau. UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha. vista do mar muito grande. 2. Ali andavam entre eles três ou quatro moças. grandes barreiras. / Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias).) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. por bem das águas que tem. Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. (Castro Alves). porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. “chã”: terreno plano.” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi. d) “Irás a divertir-te na floresta. nalgumas partes. tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que. a saber. nem prata. Marília. nem coisa alguma de metal ou ferro. que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida. delas vermelhas. Aí andavam outros. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. Tem. de que nós deste porto houvemos vista. b) “Minha terra tem palmeiras. que andavam sem eles.” (Murilo Mendes). bem moças e bem gentis. Esta terra. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). assim frios e temperados. “parma”: lisa como a palma da mão. “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez. com cabelos muito pretos. / sustentada. que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. Águas são muitas. não tínhamos nenhuma vergonha. quartejados de cores. de as muito bem olharmos. a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. é toda praia parma. 3. até agora. metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta.Interpretação de texto I Avançar . 62 GABARITO Vocabulário: 1. Rio de Janeiro: Lacerda. Paulo Pereira (org. para transportar água ou vinho. dar-se-á nela tudo. E alguns. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 154. a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo. tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau. e outros quartejados de escaques. 1999. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. p 39-40. que pareciam espelhos de borracha. que nos parecia muito longa. compridos pelas espáduas. muito chã e muito formosa. infindas. nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. a modos de azulada. “tintura preta. 4. Nela. a saber. Pelo sertão nos pareceu. E em tal maneira é graciosa que. a estender olhos. porque. e suas vergonhas tão altas. não podíamos ver senão terra com arvoredos. De ponta a ponta. como os de Entre Douro e Minho.

c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos posteriores a ela. que é possível o Brasil mudar esse quadro. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos. a) Para o autor do texto. agora já faz parte de nossa cultura”. sem prejuízo do sentido global. via-de-regra. em algumas experiências. Oswald de.. 1978. e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam. entre as classes sociais mais ricas e. (. 156. dando-lhes títulos novos. o sol. à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema. 5 10 63 O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. Pelotas-RS Na imprensa brasileira.) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções. b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha. U.” GABARITO Marque a alternativa que não está de acordo com o texto. “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente. respectivamente.Interpretação de texto I Avançar . sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na escola? Nós não.F. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . dando títulos nacionalistas às estrofes. entre as classes mais pobres. d) reconhecer e retomar a prática romântica. o calor e o frio. de forma tão natural quanto a chuva. o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro. por ocasião das eleições de 1994. de modo significativo.155. (. 80. Poesias reunidas. criando estrofes simétricas e com títulos. p. e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetência escolar. b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída. Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema. dando-lhes novos títulos.) A vontade política e a criatividade do povo comprovam.”. A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte da nossa cultura. a UNICEF e a Fundação Odebrecht. de modo esmagador. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE.. quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor... por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural.

a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé. são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos. Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas. A outra é o chamado polegar pseudoopositor. Onívoros de carteirinha. diferente dos outros primatas. 04. A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida. Não é para menos.Interpretação de texto I Avançar . Os outros primatas normalmente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo. As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recentemente. “São os únicos. usar ferramentas e se reconhecer no espelho. o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos. Dê.E. esse macaco africano consegue aprender por observação. A primeira é o tamanho do cérebro. 02. proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. U. “Não existe um único líder no bando. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes. As chefias são formadas por até três animais”.157. existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-prego. Se não houver frutas nem insetos à mão. O apetite insaciável. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. capazes de partilhar alimento”. além do homem e do chimpanzé. Duas delas são fisiológicas. Entre os macacos-prego o poder é diluído. observa Ottoni. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas. ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima. 64 GABARITO IMPRIMIR De acordo com o texto: 01.72. A sociedade dos micos também é mais democrática que a média. Voltar Língua Portuguesa . seu prato preferido. interior de São Paulo. em fevereiro de 1999. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção de poder e liderança. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas. o macaco-prego só podia mesmo ser um sujeito muito esperto. Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis. o dos macacos do Novo Mundo. 08. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis. “Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades. a soma das alternativas corretas. em flagrante. Tiveram de apelar para o crime. da Universidade de São Paulo. 16. aliás. como resposta. O caso foi resolvido em março. e estavam com fome.” Superinteressante. Apesar da distância. Parente mais próximo do homem. depois que o zoológico municipal fechou. Ele consegue pescar. diz Eduardo Ottoni. da mesma forma que o macaco-prego. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. p. o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas. como o macaco-aranha e o muriqui. é marca registrada dos espertos macacos-prego. Para comer coquinhos. quando a Polícia Florestal prendeu. julho/00. o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América. Com relações tão complexas. que dá uma destreza enorme ao animal. com força.

Uma força que nos alerta. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. a mulher da canção. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. entre a tradição e a modernidade. 65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. nem tudo temos os modernos. Mas se isto é um fato incontestável. E não vive. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. Univali-SC “Maria Maria Maria. porque. ( ) Machado de Assis. em relação à compreensão e à interpretação do texto. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas. quando deve chorar. é a cor. não se lêem. não se lêem muito os clássicos no Brasil. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. Nem tudo tinham os antigos. o capricho e a moda inventam e fazem correr.” Milton Nascimento e Fernando Brandt. o autor se opõe à tácita aceitação de modismos. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. Maria É o som. Divergência digo. é uma combinação de força e resistência. c) Maria. por intermédio dos escritores. Cada tempo tem o seu estilo. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. apenas agüenta. o que é um mal. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. porém. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. simboliza os seres humanos que lutam. Há portanto certos modos de dizer. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. principalmente por parte dos escritores. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) A mulher brasileira. AEU-DF Julgue os itens abaixo. ou antes por uma exageração de princípio. Feitas as exceções devidas. Maria. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. Maria. desentranhar delas mil riquezas que.158. b) A mulher. não imputa aos literatos tal responsabilidade. como são todas as mulheres do planeta. no texto. é o suor. transforma a dor em alegria. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. ( ) Machado. ( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno. a lágrima em riso. em seu texto. e segue sua vida. à força de velhas. locuções novas. sofrem e resistem à dor de viver. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. A influência popular tem um limite. ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. se fazem novas. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. propõe a mediação. A este respeito a influência do povo é decisiva. representada pela Maria da canção.” GABARITO 159. Maria É um dom. É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri. Pelo contrário. Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta.Interpretação de texto I Avançar . Texto para as questões 159 e 160. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. – não me parece que se deva desprezar. apenas suporta a dor de viver. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta. d) Maria. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. mas que sabem perfeitamente os clássicos. Em geral. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. uma certa magia. outros há que os adotam por princípio.

prolongando-as até ao nosso tempo. nem furacões. por si. em que todas as cores e raças se misturam livremente.” GABARITO VERÍSSIMO. In: Obra completa. Rio de Janeiro: Record. em magnífico resumo.” RIBEIRO. pela abertura de rodovias. nem lutas fratricidas. vol. CUNHA. 1989. . Viva o povo brasileiro. com sua dialética irresistível. aonde lá. 626. Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície.Interpretação de texto I Avançar . II. até. AEU-DF Julgue os itens que seguem.se diz . 3ª ed. Ia fazendo receios..160. Sertão. João Ubaldo. Definamos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço. era o sertão churro. 158. E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia. ed. em grande parte oriundas das circunstâncias físicas.” Fragmento I Procuremos. um povo prestativo.” ROSA.o senhor querendo se procurar. 1997. perfazendo indagação. acolhamo-nos ao nosso assunto. Guimarães. Até. Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou. Para isso. 1995. após apresentação de uma tese. o mesmo. 161. festeiro.. Os sertões.” SOUZA. expõe os elementos que a compõem. Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre. quando a gente não espera. O tempo e o vento. de coração bondoso. identificados abaixo. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros. julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo. A estrada de todos os cotovelos. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional. por esses lugares. ( ) De roupagem metalingüística. visto que aqui o preconceito é econômico. Mas. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras. nem pestes. IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes. Euclides da. o sertão vem. originaram diferenças iniciais no enlace das raças. pois desconhece o preconceito racial. os senhores de terras e gados. Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes. o autor leva constantemente o leitor à reflexão. muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros. Porto Alegre: Mercado Aberto. 162. porto Alegre: Sulina. Galvez. Carvalho. Descemos por umas grotas. do Maranhão à Bahia. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores. revela-as. na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (. neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. p. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira. Márcio. Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocultural. – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. Érico.. Apud Sergius Gonzaga. o próprio. porém. Depois dele: o turismo multinacional. 227. Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. Volnir e Adão E. – valorização das idiossincrasias regionais. Apud SANTOS. Literatura brasileira. As circunstâncias históricas. 13. 5ª. A marcha do povoamento. 1984. Grande sertão: veredas. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. Machado de Assis faz um ensaio crítico em que. o imperador do Acre. nunca não encontra. econômica ou política nacional. Voltar Língua Portuguesa . efêmera talvez. que o nome não se soubesse. p. p. ( ) Nele.. nem terremotos. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeitinho. p. que então vigoravam no Brasil do século XIX. 1984. p. Manual de literatura brasileira. nem vulcões. De repente. Rio de Janeiro: Marco Zero. 12ª ed. o texto lido pode ser classificado como crônica.) Ali estão dois representantes do clã pastoril. 66 Fragmento II “Quadrante que assim viemos. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas.

( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. em relação à compreensão e à interpretação do texto. sem querer. AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. por sua vez. na incauta adolescência. mais de 400 estão instaladas no país. ( ) Para Mário Quintana. jamais fiz distinção entre uns e outros. Anna Paula.Leia o texto abaixo para responder a questão 41. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. “No Brasil. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. ( ) Ao apontar os novos como herdeiros. o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. sem rede de segurança . Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. 162. ressuscitada a cada geração.” BUCHALLA. Desde 1990. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz. essa transferência representa um reforço na filial. entre novos e velhos. em prol do equilíbrio universal. é latente a contenda entre novos e velhos poetas. Hoje.” 67 GABARITO 163. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. não existe geração espontânea.Interpretação de texto I Avançar . O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo. com os espetáculos de circo dos parnasianos. procurar emprego em nosso país. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . em massa. graças à Renault. além de tudo. ( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária. Os (ainda) chamados modernistas. Quanto a estes. E assim. c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros. Para os executivos e a família. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. 26/04/2000. Tanto de um como de outro grupo etário. por iniciativa própria. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. Acontece que. são por natureza os nossos filhos naturais. apesar de equivocada. a mudança é um sacolejo completo na vida. b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná. Para as companhias. embora sem querer. já que aqui não há executivos preparados. existem colônias de franceses no Paraná. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. Em São Paulo. Das 500 maiores companhias transnacionais. Veja. E. com a sua livre poética.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos. “roubada” do Rio Grande do Sul. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. ( ) Para ele. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. Texto para a questão 163. Quanto a mim. d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos.

“Ainda não haviam louras. embora escrita no mesmo estilo. assim os achávamos como os de lá. Esmeralda é para os trouxas. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta. O corpo do texto é uma paráfrase da Carta de Caminha pois: I. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha. rios. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha . Diamantes tem à vontade. nem biquínis. mangueiras. III. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos. II e III. Araras. palmeiras. GABARITO 165.. confirma a visão de Caminha sobre a terra descoberta. Tem goiabas. árvores. Como será esse país no futuro. Rios e riachos corriam límpidos. Fortaleza: Editora RISO. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. Edição Zero. papagaios. melancias. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira. c) Tem goiabas. II. Cruzados não faltarão. b) I e III. Salvo o devido respeito. nem mulatas. porque. Quanto aos bichos.Interpretação de texto I Avançar . p.. araras e papagaios. Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. já quinhentos anos passados. melancias. Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa. Bengala de castão de oiro. Texto para as questões 41 e 42. onças. UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II. a terra em si. Águas são muitas e infindas. quando for a vez desses meninos? Riachos. Banana que nem chuchu. No chão espeta um caniço. d) Diamantes tem à vontade. é muito boa de ares.. um número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto. Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia. s/d. Vossa perna encanareis.Textos para a questão 164. nem surfistas. Havia outra raça bronzeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral.” 68 164. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos. tem-nos muitos. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I. apesar da leve mudança no estilo. d) II e IV. e) III e IV.55. Banana que nem chuchu. critica de modo disfarçado a visão de Caminha sobre a terra descoberta. Tão fértil eu nunca vi. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) I.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa. tão frios e temperados. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. neste tempo de agora. cristalinos e plenos de peixes. IV. nas praias douradas desse novo país. Era assim o Brasil de Cabral. a arca. Senhor. como os de Entre-Douro e Minho. cajueiros. Reforçai. capivaras. Tão fértil eu nunca vi. ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. A gente vai passear. De plumagens mui vistosas. tem-nos muitos. onças e capivaras. De tal maneira é graciosa que. Tem macaco até demais. b) No chão espeta um caniço..

166. III. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. e não do ser. e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. c) II e III. e) IV. GABARITO 170. c) III. d) explorar a sinonímia das palavras. d) III e IV. As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo. IV. c) halo de encantamento. Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis. b) sentido excepcional. UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias. niilismo e revolta.” 69 167. Em suas reminiscências. Unifor-CE I. em todo o poema. A respeito dos enunciados acima. a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea. e) II e III. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico. b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias. III. até o ruim de outrora ganha uma aura mágica. corresponde à nossa existência que é o estado transitório. II. “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia. Perpassam. Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. está correto o que se afirma somente em: a) I. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana. nem futuro. Unifenas “O Relógio Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos. d) sentimento saudosista. que é de ligação. como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70. estamos mais próximos da morte. é sempre menos.” Cassiano Ricardo. c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época. b) II e IV. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta. Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado.Interpretação de texto I Avançar . ligado à classificação morfológica do verbo ser. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado. d) I e II. e) ar misterioso. Nessa operação mental. Cada minuto de vida Nunca é mais. Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. b) II. II. “Ser”. 168. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor. sentimentos de angústia. no verso 5. Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. 169. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância. a cada instante que passa. O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra. Ser é apenas uma face Do não ser. como se o bom e o interessante não tivessem presente.

Voltar Língua Portuguesa . Além disso. enfim. me impediram o trabalho. dar-lhes pseudônimo. De fato ele não nos impediu escrever. 172. Efetivamente se queimaram alguns livros. seria injustiça. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos. com intenção de dar veracidade aos fatos. d) perdera as anotações que havia feito. d) a impossibilidade de escrever com clareza. Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos.Interpretação de texto I Avançar . Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas. Repugnava-me deformá-las. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. ainda nos podemos mexer. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. tiradas demagógicas. fazer do livro uma espécie de romance. e) as normas gramaticais e as ações da força policial. b) um depoimento verdadeiro. como limites à liberdade de expressão. para publicar suas obras. digo os motivos por que silenciei e por que me decido. sem disfarces. c) numa época de força policial. julgando a matéria superior às minhas forças. depois de muita hesitação. porém. mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas. e disto escasso prejuízo veio à produção literária. em qualquer época ou lugar. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu verdadeiro nome. e) tencionava prender-se aos fatos. redigir esta narrativa. com os nomes que têm no registro civil. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. é incorreta: a) existia uma censura prévia. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder. como adiante se verá. Não vai aqui falsa modéstia. casos passados há dez anos – e. indulgentes ou cegos. “Resolvo-me a contar. às vezes com louvores de sustentáculos dela. inibe também a capacidade de criação literária. Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. realizando atos esquecidos.As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo. Entre elas. b) a falta de liberdade política. que o impediria de publicar seu livro. assim. quase impossível.” Graciliano Ramos. ia-me parecendo cada vez mais difícil. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara. quando formos verazes. palavras de ordem. Isto. a polícia. com o decorrer do tempo. 70 171. mas foram raríssimos esses autos-de-fé. caso o escrevesse. ou alguém em quem não se pode confiar. como realmente haviam ocorrido. os hábitos de um decênio de arrocho. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. e) sem liberdade de criação. sem romanceá-los. contra a existência de uma censura prévia. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP. antes de começar. ninguém nos dará crédito. 173. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas. e a proibição de usar nomes verdadeiros. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: GABARITO a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. o escritor é como um cego.

por aquilo que produz.. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare. e só por isso. um sentimento insano. para quem é alvo dele. e) próprio da literatura socialmente engajada. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más. v. A morte é uma atitude extrema. c) cultivado pelas elegias pastoris.Interpretação de texto I Avançar . b) recorrente na literatura universal. e as sementes. mata a mulher e se mata. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher. vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos. 71 174. Por fim. homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme.” LIMA. no ritmo lento da natureza. no século XVII. desde que eles estejam floridos. paranóico. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. Voltar Língua Portuguesa . Rio de Janeiro: Aguilar. transtornado.. mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. desde os tempos bíblicos. o amigo é sincero. 1974. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população. doente. Jorge de. por elevar seus galhos ao céu. quanto terrestre. b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina. A tragédia. e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual. p. familiar e do mundo todo. 175.Para responder às questões de números 174 a 175. d) O Bem e o Mal fazem parte da vida. e) a árvore é sinônimo de vida. d) a simplicidade da vida campestre. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento. “Antes de lançares a semente no chão. Antes dele e depois dele. simplesmente.)” Veja: 14/06/2000. considere o poema que segue. 57. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra. como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras. o verniz civilizatório ou. são símbolos do poder divino. a sobrevivência do bom senso mesmo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso. Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas. no mundo inteiro. é velha como o mundo. linda. d) inerente a qualquer manifestação literária. (. o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. insuportável para quem sente e doído. no texto em que Otelo. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material. induz a uma acomodação do homem à rotina diária. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados. “Ciúme. A realidade. no seu cruel desenrolar. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas. antes de calculares os lucros da seara. ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar. mata a doce Desdêmona. 2. o general mouro. o trai com um amigo. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços. b) os pássaros. IMPRIMIR 176. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza. A mulher é honesta. tanto espiritual. mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes. perigoso. e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore. Poesias Completas.

Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados. Para participar da festa. E no entanto o tempo passa: Do campo. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez.Época. ou recolher lixo nas praias. Voltar Língua Portuguesa . e) a importância do século XVII para a literatura brasileira.) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica.” Flávio Aguiar. c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. d) o adultério. e) passa. USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais. 3. Estranha faca: gelo e água. abolido.” VIEIRA. c) desligamento da realidade.. O hemocentro de São Paulo recebeu.427 bolsas de sangue. 179. tarefa dos novatos de Oceanografia. de uma vez por todas. E sempre prossegue rumo ao norte. e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo. do Rio de Janeiro. os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes. Marceu . e) curiosidade quanto à origem do vento. Mais estranho: o mundo é redondo.177. d) nasce. b) a influência maléfica de uma obra literária. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida. o vento nasce e morre no horizonte. Arrecadou-se mais de 200 quilos. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva.. GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo. no início do ano. mesmo na cidade: tem presente seu passado. c) vento. (.Interpretação de texto I Avançar . Uma rês geme. IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser. promoveram o “trote solidário”. Há 15 dias. 72 178. E no entanto o vento uiva. que serão doados para obras sociais. b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional. Escolas como a FGV. Texto para as questões 178 e 179. E geme. 180. unidos. transformaram a recepção em coleta de sangue. 26 de abril de 1999. na árvore dobrada. “(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva. d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários. os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível. o vento chega arrefecido na cidade. vagabunda. UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais. Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ. como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado. todas de São Paulo. como faca. d) medo da fugacidade do tempo. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça. gotejante: o vento a corta. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz. Protegido no copo de conhaque. Lembrança – o vento pertence ao campo. Em vez de cumprir tarefas vexatórias. levam os calouros para a rua e. b) intenso questionamento sobre tempo. como tema constante das tragédias gregas. a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. b) lembrança.

Introdução. no outro. que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio. Texto para a questão 183. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . comecei a levar o trabalho numa boa.” Revista Caros Amigos . Quero voltar ao Brasil. maluquete. são apresentadoras dos programas infantis. depois. Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria. Então fica assim: de um lado. uma exceção válida para muito poucos. o objetivo de todos. família. amanhã uma perua no shopping. 1/2000 (com adaptações). d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis. E depois? Daqui a cinco anos. No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos. ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens..março de 1999. ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. In: Educação para o lazer. pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. destinados às crianças. ( ) Na linha 4. mas. 22. Mac Margolis. 1998. as outras crianças que têm casa. A idéia central do texto é: a) As crianças. a passarela. Num dia..181. enquanto outras nada têm. 73 182. Luiz Octávio de Lima. ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”. de outro lado. ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”. você tem que ser sexy. em tese. e vivem nas ruas.. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras. Com o tempo. a dança da garrafa. ambos desamparados.” Ícaro Brasil. “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil. no Brasil. São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha. É como vida de atriz. Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão. ainda que dificilmente ao mesmo tempo. penso em cair fora. na prática. só que o palco é a capa da revista.. a respeito da organização das idéias do texto. é uma palavra invariável quanto a gênero e número. São Paulo: Moderna. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas. a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo. Texto para as questões 182. que intensifica “poucos” e “poucas”. esportistas. ingênua e. p. São alguns privilegiados – como artistas. assistência. Quero aprender com a indústria da moda. e. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância. que poderiam contribuir para a educação infantil. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é. UnB-DF Julgue os itens que se seguem. mas pouco ou nada fazem nesse sentido. não me destruir com ela.” CAMARGO. o termo “muito”. Univali-SC “. no Bubby’s. Não quero trabalhar para sempre. ter filhos e uma fazenda. em Nova York Trabalho e prazer. artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –. Hoje uma soldada na guerra. casar. em muito poucas circunstâncias. têm família.Interpretação de texto I Avançar . mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam. e) Algumas crianças têm tudo: casa.

apesar de simbólicos a princípio. Novos modos de sentir. publicada em O Popular. como resposta. estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes. Serão 16 sessões de uma análise completa e descomplicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal. Leia-o. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que. e responda à questão proposta. da Católica e outras faculdades. a indagação de suas fontes. é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. acabam por concretizar-se. A organização de seus gêneros. julgue os itens seguintes. mas utilizálas. a consciência de sua existência. corresponde tanto a eu. 02. já que estas representam o trato com o novo. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas. as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas. 08. atender às demandas sociais. o movimento: o mundo plural hoje vivido. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. mas produtos de práticas sociais. com atenção. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima. As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. vestibulando e stress dão uma mistura explosiva. DIA 9. Gisele Bündchen. 185. respectivamente. o reconhecimento de suas possibilidades. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e. você vai ficar mais relaxado e em boa companhia. com cautela e moderação. ( ) No fragmento de texto.183. em seguida. Dê. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. As tecnologias não são apenas produtos de mercado. respectivamente. O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tecnológicas é de desconfiança. formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo. pois resultam de processos históricos e sociais que. pela significação textual. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. ( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem. p. ainda não a entendem. por carregar bem o trabalho e precipitar-me. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas. toda segunda-feira. SAIA DO STRESS A partir do dia 9. UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido. com o desconhecido que amedronta. a trabalho e divertimento. pensar. em primeiro lugar. resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. portanto. o espaço. É só ler e relaxar que você tira de letra qualquer questão de literatura. ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) No fragmento do texto. 1999. a soma das alternativas corretas. DF: Ministério da Educação. espelham. 32. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem. às exigências do mercado de consumo para. Afinal. 01. Elas fazem parte da vida das pessoas. 04. na atualidade. em 1º ago. construídos historicamente. 133-4). para depois haver uma adaptação mercadológica. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. não invadem a vida das pessoas. Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se.” 74 184. 16. viver e ser.Interpretação de texto I Avançar . a democratização de seus usos. o tempo. Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasília. 1999. se mostram nos processos comunicativos derivados das necessidades sociais. A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. apesar de conviverem com ela.

é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse dever que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio. Chimarrão é o mate cevado. “Faz parte de nossa tradição tomar mate.. a conversa será mais lenta. 32.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . sob um laranjal. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. A expressão na hora do quiriri.)” NOVEIRA. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress. “Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira. daí se sugere que. tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo. senão a erva pode azedar. Raquel. Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”. UCDB. Dê. ( ) o vestibulando terá. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. Você fica louco da vida. como resposta. regado a água quente. não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados. (. ( ) o canal. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré. passa-se do chimarrão ao tereré. O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas. morena e matuta. De acordo com o clima. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição. respeitando a vez de cada um. Se alguém falar alguma frase. a leitura obrigatória de livros da literatura brasileira tem um propósito pedagógico. O ideal é tomá-lo numa grande roda. p. 23. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. 16. para “tirar de letra qualquer questão de literatura”. IMPRIMIR GABARITO “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. 1996. Tereré é o refresco. a soma das alternativas corretas. Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro.’ Considere as seguintes atitudes: 1. 2. para o vestibular. para não azedar o mate. Campo Grande. 3. explicitado pela palavra você. 04.Interpretação de texto I Avançar . alguma palavra em guarani. ótimo. 02. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. Você corrige dois erros. bem gelado. com sol forte e poeira envolvendo tudo. de cachimbo da paz. vestibular e leitura dos livros. 75 186. 01. sem açúcar. devido à predominância da função fática. pode ser associada à chegada da noite. tudo muito morno e quente. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. Leia o texto que segue para responder a questão 186. uma bomba ou bombilha e a erva moída. 4. recebe a ênfase nessa comunicação. o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo. dará mais sabor à erva. O arado e a estrela. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto.Considerando-se que. passar a cuia de uma mão para a outra. de uma boca para a outra. Você corrige um erro. lendo o material anunciado. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular. 08. como chê-kambá ou cunhataí. mas também de ler os próprios livros. Ed. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. Texto para a questão 187.. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelectualmente danoso.

pelo menos. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”. ou pior. punk. que. 76 GABARITO Texto II 188. funk. para verdadeiro. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. UFMT Assinale V. já que a gente não os conhece nem de nome. permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier. por exemplo. chamando-o de ‘desporto’. pelo menos é o que informam os especialistas. por exemplo: é todo recheado de inglês.. Cantor de forró do Ceará. tudo é show. se você for a fundo no assunto. A começar que a nossa língua oficial. Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. etc. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. Os índios têm lá os jogos deles. pelo menos. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos.” Rachel de Queiroz. pretendemos ser. a todo instante tropeça e se engasga com rap. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado. etc. Pegue um jornal. como as do texto. ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. o que foi uma bênção. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. se não for escolado no papo. mas devem ser chatos ou difíceis. toma um susto. Pois aqui no Brasil. por exemplo. Mas não pega. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. ou até na rua. E o leitor do noticiário. o português. Leia os textos que seguem. nós a recebemos do colonizador luso. o preto e o branco. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. o pataxó. cada uma fala o seu dialeto. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. como na África. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. UEMS No texto I. é engraçado. c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês. inclui as apresentações em várias espécies de salas. onde as melodias podem ser originalmente nativas. Imagina se. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. e) Palavras estrangeiras. que alguns tentaram.. etc. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. “meio-de-campo”. é estrangeira imposta pelo colonizador. Mas.187. d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . por exemplo. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro. que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”. literalmente. back é beque. então.. No esporte é a mesma coisa. contrapõem-se duas cores. especialmente o futebol (não mais foot-ball). tem significação mais extensa. b) O fato do inglês “rechear” os jornais. Nas páginas dedicadas ao show business. Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(. falemos de nós. e F. ( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz. como um peru de farofa. ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita. os brasileiros. soap-opera. deixando de lado os índios que nós. demonstra a intenção do jornalista em impor aquela língua.Interpretação de texto I Avançar . ou.

as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. De coração vos busco. d) II e III. então. UEMS A respeito do texto II. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3. erguendo-se com ímpeto de anta bravia. O cortiço. s/d. à frente deles. e) e as coisas que tu vais transformar. ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado. Arrependido a tanta enormidade. b) I e III. Salvador-BA 77 “Ofendido vos tem minha maldade.” AZEVEDO. escamando peixe. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão. A salvação pretendo em tais abraços. e um calafrio percorreu-lhe o corpo. p. Em virtude de tantas palavras importadas. João Romão ia atrás. São Paulo: Círculo do Livro. Luz que claro me mostra a salvação. e encaminharam-se todos para o interior da casa. ( ) Consciência da efemeridade das coisas. e) III. c) I e II. Ofendido vos tem minha maldade. Arrependido estou de coração. a rigidez métrica e a regularidade das rimas. d) ou os cofres que tu vais encher. Num relance de grande perigo compreendeu a situação. que o acompanharam logo. e ofendido. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F. Aluísio. com as mãos cruzadas nas costas. II. e que o seu amante. Jesus!” MATOS. 191. para as não comprováveis. U. Senhor. recuou de um salto e. desembainharam os sabres. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. Atravessaram o armazém. ensinava-lhes o caminho. 281. Bertoleza. In: Poemas escolhidos. e chegaram finalmente à cozinha. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7. antes que alguém conseguisse alcançá-la. Vencido quero ver-me e arrependido. 229-30. falar português é como falar inglês. pálido. 1993. b) antes de calculares os lucros da seara. Delinqüido vos tenho. Os polícias. não tendo coragem para matá-la. 190. estava de cócaras no chão. Bertoleza. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto.Interpretação de texto I Avançar . É verdade. São Paulo: FTD. Vaidade que todo me há vencido. amor. Abraços que me rendem vossa luz. Gregório de. III. Soneto. Estão corretas: a) I. c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. que a sua carta de alforria era uma mentira. dai-me os braços. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma. é possível concluir que: I. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro.189. depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. Jesus. GABARITO 192. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos. Quando necessárias. Maldade que encaminha a vaidade. restituía-a ao cativeiro. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada.” E depois emborcou para a frente. ( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe. para a ceia do seu homem. Botelho. Misericórdia. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor. que hei delinqüido. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. vendo que ela se não despachava. p.

b) Liberdade enfocada no plano individual. conversam. c) Liberdade. Cecília.Texto II “Através de grossas portas. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil. 3 e 5. flores das lutas da Independência! Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique. da gente. ora ao texto II. tão tarde? Que escrevem. Não fica bandeira escrita. tatá. 3 e 4. As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação. A escolha das palavras. “Que estão fazendo. firmou-se em todas as regiões do Brasil. sentem-se luzes acesas. A linguagem infantil brasileira. Sem rr nem ss. imagina. fruto da luta política. reforça a convergência encontrada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’. – e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras. é uma das falas mais doces deste mundo. O falar “doce”. 3 e 5. 9ª ed. ao contacto do senhor com o escravo. indistintamente. mas a linguagem em geral. d) 4 e 5. e ninguém que não entenda!) E a vizinhança não dorme: murmura. 1972. principalmente.) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança.. p. Casa-Grande & Senzala. e mesmo a portuguesa. solene. nenen. UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as. Gilberto. “esse português de menino”. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana.. GABARITO Com base na compreensão do texto. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. 4. E não só a língua infantil se abrandou desse jeito. c) 1. 193. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. Obra Poética.Interpretação de texto I Avançar . um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido. só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles. 2. 2. 2 e 4. nesses campos. mas fica escrita a sentença. e) 1. toda ela sofreu no Brasil. Voltar Língua Portuguesa ..” MEIRELES. 3. destacando. lili (. ed. O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto. IMPRIMIR 5. 151-2. analise a coerência das seguintes afirmações: 1. tem um sabor quase africano: cacá. O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras. sob a mesma influência do africano e do clima quente. inaugurado com a ama negra. bem coletivo. b) 1. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América. inventa. Rio de Janeiro: José Olympio. festas. Estão corretas apenas: a) 2. 3. Rio de Janeiro: José Aguilar. do escravo preto junto ao filho do senhor branco. pensam? Mostram livros proibidos? Lêem notícias nas Gazetas? Terão recebido cartas de potências estrangeiras?” (Antiguidades de Nimes em Vila Rica suspensas! Cavalo de La Fayette saltando vastas fronteiras! Ó vitórias. as durezas. as sílabas finais moles.” FREYRE. pipi. bumbum. 1958. a influência da cultura africana. a fala séria. os ossos. do princípio ao final do texto. tirou-lhes as espinhas. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente.

Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196. atrevida. futuro aço do Brasil. Joaquim Manuel de. é doce herança itabirana. orgulhoso: de ferro. tive fazendas. Principalmente nasci em Itabira. d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. que me paralisa o trabalho. sem mulheres e sem horizontes. este orgulho. exercia nele um poder absoluto e invencível. Principalmente nasci em Itabira. sem mulheres e sem horizontes. vem de Itabira. 125. tive gado. que tanto me diverte. e suas lágrimas queimavam-lhe o coração. A Moreninha. então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha. Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema.F. e o amor. Hoje sou funcionário público.” 195. 79 194. por esse mar imenso da imaginação. tive fazendas. Augusto amava deveras. U. mais forte que seu espírito. Itabira é apenas uma fotografia na parede. e. esperando-o em cima do rochedo. delineia-se o impulso erótico que é. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. 1997 p. pois. São Paulo: Ática.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas.F. ao se tornar funcionário público. c) o poeta. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro. Oitenta por cento de ferro nas almas. U. tive gado. 197..” d) “de suas noites brancas.” MACEDO. o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma. Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. no entanto.. A vontade de amar. b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal. este couro de anta. esta cabeça baixa. que voou. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. com seu vestido branco. E o hábito de sofrer. U. de suas noites brancas. Viu-a. abandona a postura crítica. PUC-RJ Texto 1: “Já era tarde. estendido no sofá da sala de visitas.” 196. não há idéias mais livres que as do preso.” d) “Tive ouro.” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. reprimido. Tive ouro. Ora.Interpretação de texto I Avançar . Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira. Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade. Hoje sou funcionário público. toda cheia de encantos e graças. e pela primeira vez em sua vida. viu-a chorar por ver que ele não chegava. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Por isso sou triste.F. orgulhoso: de ferro. Noventa por cento de ferro nas calçadas.

Há que amar e calar. Rio de Janeiro: José Olympio. Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda. Onde não há jardim. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos à visão extasiada. as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis. 1996. E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. eu que não me sabia e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. Carlos Drummond de. Deus me deu um amor porque o mereci.Interpretação de texto I Avançar . Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados. Antologia Poética. 161-3. pois que tenho um amor. Mas. 5 80 10 15 20 GABARITO 25 30 35 IMPRIMIR 40 Voltar Língua Portuguesa . que se armou em coágulo. p. e a um e outro agradeço. Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou. o sagrado terror converto em jubilação. Reunião. o sumo se espremeu para fazer um vinho ou foi sangue. 1973. Carlos Drummond de. Teresa para o convento. há que amar diferente. ANDRADE. volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou.Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. 19. um sistema de erros. porque me tocou um amor crepuscular. Maria ficou para tia. mas sou. pois jamais me sorriram. De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos. Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente. 32. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde. Raimundo morreu de desastre. Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro. ed. Explique. E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo. Pois que tenho um amor. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. João foi para os Estados Unidos. Texto para as questões de 198 a 201. Rio de Janeiro: Record. ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno. no mundo. Mas sou cada vez mais. Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais. p. Era tempo de terra. com suas próprias palavras. Em ambos os textos. a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade. De tantos que já tive ou tiveram em mim.” ANDRADE. talvez.

a soma das alternativas corretas. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas.Interpretação de texto I Avançar . UFBA Com referência ao texto. como resposta. 04. no verso 26. 02. 200. declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. UFBA No poema. 08. “um amor” e “amor” referem-se. decorrentes da ação do tempo. 32. dando-lhe. 08. 81 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . no presente. enfatiza a origem divina do amor. Dê. “Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. 64. passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redescoberta. “e”. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. Dê. 04. o eu-lírico: 01. 02. “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pelos que amam. 04. 64. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente. O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal. 04. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. tende a se repetir. 16. dimensão nova. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. na tentativa de atingir a plenitude amorosa. “tive” expressa a indeterminação do sujeito. como resposta. 16. 08. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. como resposta. 08. 199. A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. 02. Dê. o que é um recurso do poeta para não se revelar amador. 16. 16. 32. servindo para especificá-lo. 64. Há uma explicação correta em: 01. a soma das alternativas corretas. a soma das alternativas corretas. contudo.198. como resposta. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado. O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético. 02. relata um desencanto amoroso passado que. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. 32. Dê. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. respectivamente. 32. “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo. 201. insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes. é correto afirmar: 01. a soma das alternativas corretas. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. relativizando a força demoníaca com que ele atua.

” b) “Tendo-a ao meu lado.” Revista Veja. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar. no país do ‘homem cordial’. d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador. 05/08/00. no país do ‘homem cordial’. vemos esse bem ser atingido em seu âmago. no país do ‘homem cordial’.” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo. no país do ‘homem cordial’. na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000. Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho. É a língua cotidiana.” GABARITO d) “Por que.Interpretação de texto I Avançar . somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. melhor traduz a formalidade do discurso acima.202. Voltar Língua Portuguesa . de 19/04/2000.” IMPRIMIR Folha de S.. UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: 82 “Porque. Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua. Assinale a alternativa que.. apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala. No caso do Brasil. Paulo. nestes tempos neoliberais.” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza. com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia. / fecundar óvulos mortos. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa. com objetivo de atingir o maior número possível de falantes. na linguagem informal. somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que. eu perdi o medo do mundo e do vento.” e) “Quisera pascer cuidados.” c) “Por que.” b) “Por que. / Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril. no país do ‘homem cordial’.” 203. no país do ‘homem cordial’. b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa. ninguém fala. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade.” 204.” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios.” e) “Por que.

Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses.) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses. o segundo. 206.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta.Interpretação de texto I Avançar .” Um bodegueiro na FIEC.M. F. LP 838 448-1. são apresentados dois trechos de músicas. Neves.142. que a denuncia em tom de sarcasmo. de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão. 1989. pela ironia.M.” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras.A seguir. o que não ocorre no de Falcão. e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro. pelo sarcasmo e pela denúncia explícita. 205. de G. lindo e joiado. Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca. PolyGram. F. In: Burguesia. d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia. 1993. pois. Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (. Israel/Cazuza/E. Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206. ao de Cazuza. porém apontam para a impossibilidade de rompê-los. questionando de forma contundente os seus valores..” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa .” Burguesia. no qual está camuflada uma crítica. In: Bonito. VAT. CD 804.. opondo-se. 83 Texto 2 “Você não faria a menor falta Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume. GABARITO c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda.

São Paulo: Linoart. cujo sentido corresponde ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham. 1981.” SUPLICY.” COLASANTI. Porque. 210. mulheres. “exigimos”. contra todos os governos que as oprimem. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o governo somente. Os salários não são iguais. Marta. Mulher daqui pra frente. Esta é uma hora para se parar e pensar. fora dos jornais” As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”. fora dos jornais. 208. Muito está colocado. pela melhoria das condições de vida das mulheres. das passeatas. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. Pensar pelo que brigamos até agora. de formiguinha. amigos e marido. as creches continuam insuficientes. mas tudo está por fazer. c) metonímia. mas da prática do obter e do ser. o que conseguimos. 1986. a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora. e) das mulheres todas. a) “Nunca esteve tão bom para nós. A luta de base. d) comparação. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência. onde sempre lhes disseram que deveriam estar. Reflexões sobre o cotidiano. p. o que deu errado.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais. 209.Interpretação de texto I Avançar . Porque não estão coladas nos filhos. 207. Nem tão difícil. amigos e marido. c) dos companheiros de trabalho. mas basicamente com os companheiros de trabalho.As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós. e) hipérbole. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos. b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”. abordado nas questões de 62 a 64. amigos e marido. UFF-RJ Segundo o texto. o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir. Unifor-CE No segundo parágrafo. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais. as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto. por melhores salários. Marina. mulheres. Porque não estão em casa. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”. b) de todas as mulheres. d) Uma vez profissional. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver. o que fazer de agora em diante. 84 d) dos governos. Nunca foi tão difícil. 124-5. mais difusa na realidade. Porque não estão à disposição dos maridos. onde fomos usadas pelo sistema. cumprindo a sua vida. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção. É uma luta mais intimista de um lado. para exigir seus direitos publicamente em passeatas. b) ironia. para conscientizar os colegas. o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos.

ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias). e) antonomásia..’ E cedo cedo incorporamos a consciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura. b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes. somos seres lineares. d) sinestesia. 214. de neblinas!. fluídas. por exemplo. d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral. c) Não corta na verdade a barriga da vida.. Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza. c) catacrese. da leitura do fragmento acima.. o que nos deixa agradecidos. 212. ambas. diz David Ewing Duncan. bons tempos. e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. UEPI Em: “Ó Formas alvas. não revolve os intestinos da vida. cristalinas. a) Alguém. Voltar Língua Portuguesa . d) Escrever é triste. no campo da concordância. IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão.211. parece que foi ontem. Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica. Ó Formas vagas.” Encontra-se uma figura de linguagem. publicado na Revista Época. no sentido denotativo.. 213. autor de um livro sobre a evolução dos calendários. c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conotativo. brancas. de 20 de dezembro de 1999. “Eis uma definição ampla de tempo. resultante do cruzamento de sensações. que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão. e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo. Incensos dos turíbulos das aras. b) metonímia. o tempo trabalha a nosso favor. Assinale a alternativa que contém silepse. Impede a conjugação de tantos outros verbos. maus tempos. Formas claras De luares. reflexos no espelho (infiel) do dicionário.” 85 GABARITO Pode-se observar. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões. Unifor-CE Muitas vezes. c) Fomos ouvidos com atenção. d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo. ‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’.. e) Purê de palavras. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos). a presença de algumas das muitas expressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece. ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos. participou do concurso e espera ser aprovado. ambas. chamada: a) metáfora. no sentido conotativo.Interpretação de texto I Avançar .. UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”. Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida. de neves. há muito tempo que não o vejo. É possível afirmar. com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho. Denominase silepse esse tipo de concordância.

d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida. a nomes de medicamentos.Interpretação de texto I Avançar . c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das nações.” FLORESTA. inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los. fazendo-a crer que é rainha. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão. Nísia. UFF-RJ “Educai o coração da mulher. terna e pudica esposa. e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos. trate-a como uma companheira da sua vida. terna e pudica esposa. e a mulher será como deve ser. com claro conteúdo semântico. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos. 1997 p. por último. da UNISC. 115-7. 86 b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada significação. Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete. na sua grande maioria. 216. GABARITO A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. e por conseguinte sobre o destino das nações. filha e irmã dedicadíssima. b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida. purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela. c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se. boa e providente mãe”. de Nelson Sargento. Mulheres / Ed. Voltar Língua Portuguesa .215. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala empolada no seu dia-a-dia. nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. considere-a desde o berço até seu leito de morte. ou sua escrava. a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela. desde o berço até o leito de morte. boa e providente mãe. devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras. UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Na mesa de um botequim Depois de umas e outras O samba ficou assim Estrambonático Palipopético Cibalenítico Estapafúrdico Protopológico Antropofágico Presolopépico Atroverático Batulitrético Pratofinâmbolo Calotolético Carambolâmbolo Posolométrico Pratofilônica Protopolágico Canecalônica É isso aí É isso aí Ninguém entendeu nada Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”. dedique-lhe. uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração. Florianópolis / Santa Cruz: Ed. de acordo com o texto. mas a mulher que deve progredir com o século dezenove. Não façais dela a mulher da Bíblia. Cintilações de uma alma brasileira. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. ao lado do homem. rumo à regeneração dos povos. Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele. cujo expoente é Oswald de Andrade. joguete ou escrava. preocupando-se com a tonicidade e a economia das palavras.

o verde. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. Setembro/99. o laranja e o vermelho. Existem partículas de poeira.” Superinteressante . somadas. colidindo com mais obstáculos. c) As cores. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes. Por fim. a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude. e) Ao pôr-do-sol. A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir. Mas as menores (o violeta. pois o Sol está abaixo do horizonte. prenhe de respeito e carinho pelo semelhante. 87 218. seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera.1997. o azul.” Jornal do Conselho Federal de Medicina. e) sem uma certa dose de magia. até as ondas longas.M. ao longo de um dia. Quando o Sol está alto. explica o físico Henrique Fleming. o laranja e o vermelho. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana. dão à luz solar a cor branca. b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol. separando as cores. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente. o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. ao trombarem. Afinal. Com isso. o amarelo. a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta. o tratamento médico fica comprometido. o amarelo.Interpretação de texto I Avançar . acabam trombando e se desviando. no crepúsculo. conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas. À medida que o Sol vai se pondo. espalhando-se. poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera. laranja e vermelho. c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso. O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta. “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”. dão aos raios solares as respectivas tonalidades. o anil. d) As cores do arco-íris. as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas. Lendo-se o trecho. F. por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo. porque a atmosfera filtra os seus raios. e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’. GABARITO Assinale a idéia não contida no texto. da Universidade de São Paulo. é branca. o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento. que é a soma das cores restantes: o verde. avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul).217.

“ MARTINS. E consideramos sua beleza ou feiura.) (. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê. o material e as partes que o compõem. diante de uma batida casual. Quer dizer: não o lemos. pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. 88 219. um livro. a figura que representa. revista. b) errada. impossível dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura. pois. Ler é interpretar. pois. folheto. de uma situação. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito.Interpretação de texto I Avançar . (. a fazer sentido para nós. melhor.Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221. Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. está: a) certa. histórias em quadrinhos. para a autora. a cor. uma necessidade nossa.) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos.. uma fantasia. minha reação pode ser de mero desagrado. como se diz. ele pode ser considerado leitor. ao começarmos a pensar a questão da leitura. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente. e o leitor visto como decodificador da letra. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros.. p. para a autora. pode-se concluir que o ato de ler é. Falando em leitura. podemos ter em mente alguém lendo jornal. por economia ou preguiça. d) ato prazeroso de decodificar romances. ‘passar os olhos’. fotonovelas.. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. um quadro. 7-10... pois. uma peça musical. ‘ler o tempo’. e) certa. fotonovelas e histórias em quadrinhos. para a autora. ficamos cegos a ele. uma conversa. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido.. talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances. O que é leitura. UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora. Maria Helena.) Sem dúvida. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade.. Se o texto é visual. Sentimonos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos. na medida em que interpreta o que observa. Um dia. uma língua estrangeira. Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns. o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra. surdos. ‘vive lendo’. para a autora. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento. d) errada. seu conteúdo passam a ter sentido. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto. em ler superficialmente. (. Se é sonoro. Por essas razões. Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência. sem jamais tê-los de fato enxergado. as imagens. ‘ler o olhar de alguém’. “Falando em leitura. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita. um cinzeiro.. indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão. IMPRIMIR c) certa. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. O formato. por motivos os mais diversos. ou de franca defesa. diante de um empurrão proposital. Neste sentido. 220. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo. não o compreendemos. uma aula expositiva. Ática. um vaso. em relação ao texto. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente. Um discurso político.” Pode-se dizer que a afirmativa acima. em última análise. pois. ‘ler o espaço’. Voltar Língua Portuguesa . São Paulo.

pois a leitura do texto depende da leitura da palavra. d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. ao enquadrar o trem parado ao fundo. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. Com base na foto abaixo. 223. e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra. onde os refugiados se encontravam instalados. ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra. d) a infância e o mundo adulto. b) admirar a composição com o fundo. pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo. responda às questões de números 222 e 223. fotografias podem ser lidas: o menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto. UERJ O fotógrafo. nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. b) o real e o imaginário.” 89 SALGADO. c) o progresso e a guerra. São Paulo: Companhia das Letras. Êxodos. em 1994. b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra. pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra.221. enquanto o trem no segundo plano comenta este tema. UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema. Sebastião. pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto.Interpretação de texto I Avançar . c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto. d) refletir sobre o desamparo da criança. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 222. UFR-RJ Paulo Freire. “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bósnia. Assim como textos. c) surpreender-se com o gesto do menino. 2000. pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo.

07 58. a 40. V – F – F – F 76. c 24. b 30. V – V – F – V 9. b 4. V – V – V – F – F 17. c 70. V – V – F – F – V 95. c 47. c 15. 56 59. d 23. d 82. a 34. 25 62. a 19. e 89. b 31. d IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c 64. V – F – F 39. b 63. a 65. F – V – F – F – V – V 16. c 54. b 87. b 85. b 88. F – V – V – V 77. a 26. 56 42. c 57. V – F – V – F 3. c 72. b 14. V – V – F – V – F 91. d 73. 28 60. F – V – V – V 38. b 46. 05 71. d 69. V – V – F – V 93. d 35. V – F – V – F – F 18. a 20. a 81. F – F – F – V 48. c 8. V – V – V – F 75. V – V – F – V – F 92. d 43. d 86. b 11. e 84. c 36. b 67. a 83. a 52. c 41. b 12. b 21. b 22. V – V – F – F – F 29. V – V – V – F 74. d 44. V – F – V – F – V – F 94. e 53. V – V – F – V – F 96. e 80. d 55. d 66. c 6. V – V – F – F – V 90. V – V – F – V 37. b 25. d 56. b 13. c 5. V – V – F – F – V 28. c 45. c 27. e 51.Interpretação de texto I Avançar . a 78. c 32. b 33. 54 10. b 68. b 79.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1 1. V – F – V – V – F – F 2. 02 49. 34 61. 01 50. e 7.

c 115. V – V – V – F 108. 99. c 104. podendo ser caprichosa. arbitrária e violenta. a 123. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. e 112. . o animal desconfiado que tem dentro de nós. no debaixo do capotão de meu avô. d 130. d 116. • Maquiada. a) Agora surgiu uma nova. 122. a 129. 121. b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal. c 114. e 103. 100. 120. Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. a 111. b 117. c 134. b 118. 80 105. a 133.ou O ser humano. • Julgamos os outros pela aparência. a) Julgamento pela aparência.ou Agora apareceu uma nova. passei os anos de pequenice. c 102. A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial. . a 106. F – F – F – V 126. 101. • As crianças o enterraram no fundo do quintal. V – F – V – F – V 127. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. c 107. e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato. c 132. c 124. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. d 128. V – V – F – V 110. a 113.Interpretação de texto I Avançar . b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d 119. avô do personagem-narrador. O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autoridade do patriarca. V – F – V – V 109. b) O(s) dono(s) do cachorro. V – F – V – V – V 125. a) Narrativa. • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal.2 97. 98. Nos currais do Sobradinho. • O ponto de vista é interno à narrativa. d 131. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho.

c 155. b 191. a 153. d 182. c 169. 54 199. a 197. valorização da fantasia e da imaginação. 198. c 203. c 167. V – F – V – V 188. d 223. e 137. c 213. a 171. b 180. c 220. a 222. c 219. a “que não amava ninguém”. a 208. F – F 148. b 156. e 175. V – V – F – F – F 160. b 172. 51 201. 09 158. F – V – V 149. d 215. c 151. F – V – V – F – F 183. d 209. 04 202. uma personagem fora da quadrilha. e 221. b 157. a 195. d 159. c 196. a 178. c 152. caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. 26 146. a 216. b 194. b 190. b 218. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico. c 166. b 165. é a única do grupo que ironicamente encontrou um par. d 181. 08 185. d 211. d 154. a 174. V – F – V – F 184. d 163. Pinto Fernandes. 43 145. V – V – V – F 161. 22 187. c 189. b 207. e 193. c IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e 214. e 139. e 173. e 179. e 212. c 136. e 210. b 142. Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada. b 143. d 150. d 217. V – F – F – V 186. Lili. b 177.Interpretação de texto I Avançar . ela se casou com J. e 206. apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. a 141. e 168. V – F – V – F – V 164. a 205. Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico. 46 200. F – V – V – F – F 147. a 176.3 135. V – F – V – F – F – V 192. b 204. a 170. V – V – V – F 162. 34 144. a 138. a 140.

estão governando o mundo.’ — As opiniões é que não. gravíssima” e “Era nova. as opiniões é que não. Outrem a repetiu. em gazeta ou em viagem de terra ou de mar. “Essas definições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contexto e à frase. se era a política que o faria grande homem.” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”.” Natividade ficou atônita quando leu isto.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . e. era expressiva. Não atinou. ela que sacrificara as opiniões aos princípios. era uma ameaça ao imperador e ao império. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso. antítese. Alguém a proferiu um dia. ‘Emancipado o preto. UEGO Assinale V. achar. para os itens verdadeiros. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política. “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que. Ele mesmo o disse. por conjetura ou por indício. as opiniões é que não. Como então não sacrificar?. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos.. Há frases assim felizes. verteas como pode.. no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade. em 1888.LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave. 1 GABARITO 1. pelo raciocínio. era expressiva” – constituem exemplos de gradação de idéias. e vai levá-las à feira. e F. resta emancipar o branco’. concluindo um discurso em S. dar com. discurso ou conversa. e para Paulo era o início da revolução. Paulo. em “preto e branco. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura. são: metáfora em “A abolição é a aurora da liberdade”. pegou da pena e escreveu uma carta longa e maternal. mamãe. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também. mas a opinião uniu-os.. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai. metonímia em “esperemos o sol“. inclusive a vida e até a honra.. significa: “descobrir pelo tino. resta emancipar o branco. até que muita gente a fez sua. muitas aparecem órfãs. como a gente pobre. à semelhança das idéias. caracteriza um hipérbato. Cada um pega delas. que para Pedro era um ato de justiça. ainda que por diversa razão. e continuou a viver sem mácula.. Nascem modestamente. onde todos as têm por suas. Estavam então longe um do outro. como no caso de Aires. emancipando o preto.. ficou sendo patrimônio comum. era enérgica. Nem sempre as mães atinam. quando menos pensam.” ilustra um discurso indireto. conforme o dicionário Aurélio. Era nova. Cap. acertar com. declarando no fim que tudo lhe poderia sacrificar. esperemos o sol.” Esaú e Jacó. repetiu Natividade. não era de ninguém. ‘Não. era enérgica. ( ) Atinar. nascidas de nada e de ninguém. pág 59 – 60. Não achava explicação. ( ) “– As opiniões é que não. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma. 37. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Não atinou que a frase do discurso não era propriamente do filho. repetiu Natividade acabando de ler a carta.

à entrada do saguão. sob tensão e a alta temperatura. 2. Reduzida a vapor. II. 244-5. embora incorreta. D. move os êmbolos das máquinas. Na segunda estrofe. achei aberta a porta do jardim. U. Fui a pé. quando a pressão é normal.Leia o texto a seguir e responda a questão. Ao fundo. Poesias completas (1956–1967). olhando um para o outro. Lisboa.”. 1989. Machado de. Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. com as mãos sobre os joelhos. 2 3. In: Obra Completa. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. Rio de Janeiro. Consolava-os a saudade de si mesmos. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. p. há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . à esquerda. e) sinestésica. III. insípida e incolor. e) somente a afirmativa I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água. No texto. disse comigo. por isso. analise as seguintes afirmativas: I. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. se denominam máquinas de vapor. c) conotativa. bases. sob um luar generoso e branco de camélia. Antonio. que. c) as afirmativas I e II. É um bom dissolvente. GABARITO Após a leitura do poema. o autor está empregando a linguagem: a) denotativa. Ao transpor a porta para a rua. Portugália. ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa. mas de um modo geral. permite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. ‘Lá estão eles’. d) as afirmativas II e III. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. entrei e parei logo.F. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. tinha os braços cruzados à cinta. pois na água também há um lugar para a tragédia humana. Quando pura é inodora. Aguiar estava encostado ao portal direito. lição pretendida pelo eu-lírico. 1972. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III. d) paradoxal. Aguilar. Carmo. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas. dei com os dois velhos sentados. dissolve tudo bem. Com relação às afirmativas acima.” ASSIS. b) as afirmativas I e III. b) coloquial. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé.” GEDEÃO. Embora com exceções. sais. Memorial de Aires. ácidos. há uma informação físico-química que.

Sentiu-lhes a fome. II. Serviu-lhes a paz. Nem água. GABARITO Texto para a questão 5. nem pão. Ao longo estendida. conseqüência. Vieram vestidos De linho. b) I e II. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial. A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”. Sentaram-se à mesa. Na branca toalha. ocorre a figura de construção chamada polissíndeto. III. IESB Julgue os itens. Nem vinho. segundo os critérios da leitura. compreensão e interpretação textuais. E ele chegou. Desnudos. ( ) Nos versos 16 e 17. 3 4. 5. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico. IV. Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão. 20. entre outras. ( ) olhos opacos (v. Os olhos opacos. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia. Chamou-os meus filhos. Cansados.” 5. pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular. d) III e IV. I. Alforjes vazios. U. Olhou-os nos olhos. Na redação do texto.” Neusa Peçanha. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima. “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Sentiu-lhes o frio. sem incorrer em qualquer erro gramatical. foi usada a linguagem de nível técnico. 10. 15.11) configuram oposição em nível conotativo. Vieram famintos. De seda. Sentaram-se à mesa. Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos.5) e olhos tão ávidos (v. c) II e IV. ( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais. e) I e IV. nem peixe.Texto para a questão 4: “A Paz 1.

1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo. FTD. era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal. 2 – Começo. Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal. Berta. indica que o Major ficara: a) indiferente. Rio de Janeiro. Quem pregava ao Major Vidigal um logro. lhe havia podido escapar. 8. em Memórias de um Sargento de Milícias.. consegui fugir.) arranjasse depois a soltura. e degradá-lo diante dos granadeiros. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar. ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia. a expressão fora às nuvens. e) inimigo irreconciliável. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira.. isento de qualquer traço idealizante. d) desanimar. de. “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. ‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto.Leia o texto a seguir e responda a questão. sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada. 1992. fosse qual fosse a sua natureza. Incunabulu: berço] Adj. Se o Leonardo não tivesse fugido. Por exemplo. Texto para as questões 7 e 8. de ser seu amigo. ficava-lhe sob a proteção. há outras. citada. b) machucar-se. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original. tão do gosto do romance romântico da época. São Paulo. uma vida tão regular e tão lícita.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . como o Leonardo. por isso. b) eufórico.” QUINTANA. uma leitura nos surpreende. “Esparadrapo”. UFMS Leia o texto abaixo. no caminho para a prisão.. muitas vezes. e) destruir. e devem ser entendidas no contexto em que se encontram. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo. e tinha-o consigo em todas as ocasiões. por fim de contas. Nesse sentido. origem. d) fosse qual fosse a sua natureza. que parecem estar insinuando outra coisa. o Vidigal era até capaz. por exemplo. “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII. ed.. intitulado Escapula. entre outras coisas. Globo 1987 p. Mário. O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão. c) uma vida tão regular e tão lícita. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. ‘incunábulo*’. 83. a) se o Leonardo (. c) envaidecido. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis. b) em sua vaidade de bom comandante de polícia. a quem uma vez tivesse posto a mão. pois certas palavras e expressões apresentam significados novos ou fora do comum. “Prodígio de humor e ironia. d) enfurecido./S. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa. driblando a escolta. Voltar Língua Portuguesa .m. No entanto. mas tendo-o deixado mal.’” ALMEIDA. O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda. c) desistir. aliás de nobre sentido. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal. o sentimento do Major frente à situação. retiradas do fragmento transcrito do romance. 4 GABARITO 7. Da preguiça como método de trabalho. principalmente quando se tinha. e arranjasse depois a soltura por qualquer meio. Memórias de um Sargento de Milícias. *Incunábulo: [do lat. na 1ª linha. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias.” WALDMAN. Manuel A. mas. 6. e) meditativo.

Na construção de uma sociedade justa e democrática. PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio.. indispensável para a afirmação da cidadania. cremos. A continuação do exercício desta prática jornalística. d) apenas em I. denotativo. b) casa.. interpreta e explica os dados da realidade. Está correto o que se afirma: a) em I.9. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades.. acreditamos. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. Esta base. c) banda.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século. U. cremos. retirada do texto acima..” SCHRAMM. Nas referências descritivas de seres inanimados. Egon José. e não o sentido figurado. se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente.” Carlos Drummond de Andrade. d) . de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. e) A continuação do exercício desta prática jornalística. da difusão da informação de interesse público.. d) turma. tem especial relevância a existência da imprensa livre. e) apenas em II. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. cuja frase. que possibilite o trânsito correto da informação. pluralista. participativa e laica. O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias. o autor premia os cinco sentidos do corpo humano. b) Esta base.. assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda. Univali-SC “Visões de um novo tempo (. Jornal de Santa Catarina.. que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre. 11. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. II. tem especial relevância a existência da imprensa livre.. III. c) . onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades.. e) companhia. 10..) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras. Considere as seguintes afirmações: I. 5 Indique a opção. conotativo. Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. da difusão da informação de interesse público. II e III. o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade. É o tipo de texto que analisa. com boas intenções. 22 de setembro de 1999.. c) em I e II.. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. b) em II e III...

não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. porque. – não me parece que se deva desprezar. ( ) Por “no século de quinhentos”. de membros da mesma frase.” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . como tudo cansa. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. locuções novas. desentranhar delas mil riquezas que. não se lêem. Mas se isto é um fato incontestável.12. Pelo contrário.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . GABARITO 13. pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes. entendemos os anos de mil e quinhentos. / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que. pegasse da pena e contasse alguns. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som. não se lêem muito os clássicos no Brasil. e que apenas conserva o hábito externo. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. se fazem novas. Há portanto certos modos de dizer. / “O que aqui está é. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem.” 6 ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto. A este respeito a influência do povo é decisiva. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. Nem tudo tinham os antigos. é outra coisa. à força de velhas. ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Machado. ou antes por uma exageração de princípio. ou de dois ou mais versos. o capricho e a moda inventam e fazem correr. ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”. porém. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases. A influência popular tem um limite. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. nem tudo temos os modernos. Divergência digo.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação. / “Ora. AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguintes.” b) Eufemismo é uma substituição de um termo. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. esta monotonia acabou por exaurir-me também. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. Cada tempo tem o seu estilo. vida diferente não quer dizer vida pior. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. Em geral.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada. mal comparando. ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos termos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplificam a figura de linguagem apresentada. mas que sabem perfeitamente os clássicos. como se diz nas autópsias. o interno não agüenta tinta. porém de sentido diferente. outros há que os adotam por princípio. / “Entretanto. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. para referir-se a determinados fatos. em relação à semântica e à estilística. Feitas as exceções devidas. / “Os amigos que me restam são de data recente. o que é um mal.

b) eclipse e paralelo. não? No Rio de Janeiro. São também utilizadas expressões populares no texto. b) apenas a III está correta. e) II. quando se pensa que a semana vai morrer. GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado. leia o texto “Atenção ao sábado”.. trancados na ilha do nosso egoísmo”. Os melhores contos de Clarice Lispector. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine. d) I e IV estão corretas. antes do vento espantado poder recomeçar. A palavra paciência tem um sentido denotativo. Domingo de manhã também é a rosa da semana. I. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta. e F para os falsos. Clarice. sangue e mel. c) todas as afirmações estão corretas. III. uma rosa molhada. Tem sido sábado. Há antíteses na letra da música acima. 7 ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico. Global. 1997. o rosto inchado. a abelha no quintal. UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o estado de espírito da personagem. IV.” LISPECTOR. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. nós já tínhamos tomado banho.. II. ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. para os verdadeiros. III e IV estão corretas. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. e) contraste e alusão. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora. Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. de súbito. sábado de manhã. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. aparentemente submissa. 15. d) ênfase e comparação. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. vejo que é sábado de tarde. 16. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. Seleção de Walnice Galvão. F. Se chovia só eu sabia que era sábado. c) antítese e metáfora. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. Então eu não digo nada. Use V. São Paulo. mas já não me perguntam mais. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos.M. Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. a) ironia e hipérbole. e o vento: uma picada.14.

E. Acontece que. sem rede de segurança . O arado e a estrela. tudo muito morno e quente.” 16. são por natureza os nossos filhos naturais.” 08. explosão criadora. Tereré é o refresco. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. alguma palavra em guarani.)” NOVEIRA. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo. (. respeitando a vez de cada um. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos.. Tanto de um como de outro grupo etário. sem açúcar. “. Quanto a mim. Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’. morena e matuta. ( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas.” 8 ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita. Quanto a estes. a conversa será mais lenta. por sua vez. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. sem querer. para não azedar o mate. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. com a sua livre poética. Raquel. identifique. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. Os (ainda) chamados modernistas. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. O ideal é tomá-lo numa grande roda. “Faz parte de nossa tradição tomar mate.” 02.” Dê. de uma boca para a outra. “Chimarrão é o mate cevado.. sem açúcar. Campo Grande. 18. em relação à semântica e à estilística. “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata. uma bomba ou bombilha e a erva moída. p.. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. em prol do equilíbrio universal. como chê-kambá ou cunhataí.” 04. bem gelado. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. Se alguém falar alguma frase. regado a água quente. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. como resposta. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. no texto em que estão inseridas. além de tudo. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. Sendo assim. De acordo com o clima. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. UCDB..coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. IMPRIMIR GABARITO 01. jamais fiz distinção entre uns e outros. retirados do texto de Raquel Noveira.17. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. 23. entre os trechos abaixo. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. ressuscitada a cada geração. 1996. Chimarrão é o mate cevado. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. ótimo. Quintana alude ao sentido denotativo da palavra modernista. Ed. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. passa-se do chimarrão ao tereré. com os espetáculos de circo dos parnasianos. passar a cuia de uma mão para a outra. na incauta adolescência. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. embora sem querer. dará mais sabor à erva. não existe geração espontânea.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . a soma das alternativas corretas. entre novos e velhos. sob um laranjal. de cachimbo da paz. ( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” . habitual). aquele(s) em que há presença de conotação. a conversa será mais lenta. ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”. “O ideal é tomá-lo numa grande roda. Voltar Língua Portuguesa . regado a água quente. E assim. sob um laranjal. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. próprio.

cheio de gírias. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”. c) “A canoa furada dos impostos” – Veja.. Foram utilizados dois níveis de linguagem.. é correto afirmar: I.. “. É só entrá e pegá. II e III. – Então vamlá. b) “A supermoeda murchou“ – Veja. – Tá com o berro aí? – Tá na mão... c) hipérbole. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa. b) prosopopéia. d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante. b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa. 27/01/99 (METONÍMIA). 20. mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22. Ou que os iluministas do século 18. em linguagem formal. com vocabulário rico. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes. agosto/99 (ANTÍTESE). c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa. d) I e III. Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora. A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no segundo momento de suas falas... O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach. O guarda se afasta. – O berro. Pra arejá.. enche o cara de chumbo. 14/04/99 (PLEONASMO). agosto/99 (PROSOPOPÉIA).. e) “O gigante e os anões” – Superinteressante... disfarça.19. d) eufemismo. III. está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é. – Podes crê. c) I. 9 GABARITO 21. – Discordo terminantemente.. Disfarça. na passagem do guarda. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . sendo um popular. tá recheado? – Tá. Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”... 30/06/99 (METÁFORA). U.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .. Servicinho manero. UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho. poderia ser substituída. b) I.. Estão corretas: a) II e III.” Luís Fernando Veríssimo. Apareceu um guarda. – Ih.. II. e) I e II. Engrossou. sujou. sem mudar o sentido. e) ironia. e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa. por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito. O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados. O guarda passa por eles. – Valeu. Dois homens tramando um assalto.. retiradas de revistas de circulação nacional. e outro culto. – Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. ou seja. 22.

” 24. U. a) Aos amigos faltou-lhes coragem. Rio de Janeiro: 7 letras.. IMPRIMIR Sobre os poemas. d) relação entre percepção de sentidos diferentes. A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese. gosta de fazer bonito. 10 Na composição do excerto. através da ironia que minimiza diferenças entre passado.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece.” d) Toda profissão tem seus espinhos. como na poesia marginal em geral. b) sinestesia. 87. U. e) perífrase. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO. São Paulo: Brasiliense. você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha. embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte. p. presente e futuro. c) metáfora. UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras. b) Vi com meus próprios olhos.. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quanto do recurso a elementos prosaicos. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos. 13.E. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte. Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso. Drops de abril. 2000. 25.” CHACAL. c) Ambos enfocam a temática amorosa. (. Ninguém chupa a manga da camisa. despertando atenções para o eu-lírico. d) Ambos ignoram a temática amorosa. U. Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efetuamos a concordância não com os termos expressos. e) “Quando a gente é novo. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar. Voltar Língua Portuguesa .)” José Paulo Paes. Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira. Beijo na boca. c) “Luar.23. 1984. mas com a idéia a eles associada em nossa mente”. d) metonímia. c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas. 26. b) Ambos focalizam a temática amorosa. p. e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários. que sofre transformações decisivas do passado para o futuro. 2ª ed.

27. UFGO-Modificada
“Mestre do Coro Quem te ensinô essa mandinga? - Foi o nego de sinhá. O nego custô dinhero, dinhero custô ganhá, Camarado. Coro Cai, cai, Catarina, sarta de má, vem vê Dalina. Mestre do Coro Amanhã é dia santo, dia de corpo de Deus Quem tem roupa vai na missa, quem não tem faz como eu.”

11

O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes. Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que: ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela clareza e coerência. ( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que foi usado. ( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a norma padrão. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.
“O samba do Ernesto O Arnesto nos convidô prum samba Ele mora no Brás Nóis fumo e não encontremos ninguém Nóis vortemos com uma baita duma reiva Da otra vez nóis num vai mais Nóis num semos tatu Notro dia encontremos co’ Arnesto Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa Mais você devia ter ponhado um recado na porta Ansim Óia turma num deu pra espera Aduvido que isso num faiz már Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

GABARITO

28. UFMT ( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito tempo. ( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüística utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade. ( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto. ( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é adequada.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Funções da linguagem e Linguagem figurada

Avançar

29. Uniube-MG
“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias, batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada: a) onomatopéia. b) pleonasmo. c) aliteração. d) eufemismo. 30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

12

GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é: a) hipérbole. b) metáfora. c) aliteração. d) metonímia. e) pleonasmo. 31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em: I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”; II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta”; III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”; IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Funções da linguagem e Linguagem figurada

Avançar

Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a questão 32.
“– Meu avó, dá caça pra mim comer? – Sim, Currupira fez. Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando. – O que você está fazendo na capoeira, rapaiz! – Passeando. – Não diga! – Pois é, passeando... Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Currupira olhou pra ele e resmungou: – Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

13

32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas variações. Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do trecho de Macunaíma, julgue os itens. ( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado, portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão. ( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons, indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade padrão língua. ( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático, uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter sido malévolo”. ( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal, está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância verbal. 33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso estilístico a ele atribuído. a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato. b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia. c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora. d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora. e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe. 34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” / “de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem: a) metáfora e comparação; b) metonímia e aliteração; c) antítese e aliteração; d) comparação e hipérbato; e) paradoxo e aliteração.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Funções da linguagem e Linguagem figurada

Avançar

LÍNGUA PORTUGUESA

1

FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. V–V–F–F–F c d V–V–V–V–V a a d c d c d F–F–V–V–V b F–V–V c c V–V–F–V–V 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 18 b a b e e a a d V–F–V F–V–V–F a c a V – F –V – F c c

IMPRIMIR

GABARITO
Voltar

Língua Portuguesa - Funções da linguagem e Linguagem figurada

Avançar

LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras” Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas: a) audaciosas. b) magníficas. c) impulsivas. d) duvidosas. 2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido equivalente. a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento. b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade. c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar. d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se. e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a solução. 3. Emescam-ES
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

1

GABARITO

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto; isso ocorre em: a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso; b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais; e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de sentido, por: a) limite. b) momento final. c) término. d) objetivo. e) ponto extremo.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

5. Univali-SC
“Retrato do Brasil quando ainda jovem Como se explica o otimismo de nosso povo? Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos 500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

2

Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto encontram-se, respectivamente, na opção: a) impressão / descrente / fantasia; b) equívoco / duvidoso / infelicidade; c) incerteza / seco / irrealização; d) indeterminação / cego / quimera; e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade. 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases apresentadas. Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ............... eram perseguidos. a) hesitar – compulçava –animaizinhos b) hesitar – compulsava – animaisinhos c) hesitar – compulsava – animaizinhos d) exitar – compulsava – animaisinhos e) exitar – compulçava – animaizinhos 7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos problemas que atingem todos aqueles que a compõem. As lacunas serão corretamente preenchidas com: a) armonioza – previlegiados – consciência b) armoniosa – privilegiados – conciência c) harmonioza – privilegiados – conciência d) harmoniosa – previlegiados – consciência e) harmoniosa – privilegiados – consciência 8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes Massiére) Um significado alternativo para a palavra acima destacada é: a) partidário. b) contrário. c) representante. d) rebelde. 9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código lingüístico...” = limitar. b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte. c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para evitar o ridículo de ser brega...” = impedir. d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

10. UFPR Leia o texto abaixo:
“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do texto. ( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade. ( ) convocação – irritante – conserva – da abertura. ( ) observação – relevante – possui – da liberalidade. ( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites. ( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo. ( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade. 11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ..............., por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua. As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em: a) incompreencível – imprecisa – dezacordo b) incomprensiva – imprescisa – desacordo c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo d) incompreensível – imprecisa – desacordo e) incompreensível – imprescisa – desacordo 12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuízo do sentido original, em: a) a influência do povo é decisiva = prejudicial. b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu. c) a receber e dar curso a tudo = ensinar. d) depurando a linguagem = purificando. e) se isto é um fato incontestável = divergente. 13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de: a) naquela ocasião. b) nesse caso. c) além disso. d) nesse tempo. e) naquele lugar. 14. PUC-RJ-Adaptada
“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.

3

IMPRIMIR

GABARITO

As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto? a) ultrapassar. b) omitir. c) deixar de parte. d) ir além de. e) ser ilegalmente promovido.

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem prejuízo do sentido original, em: a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições. b) premido pelas circunstâncias = decepcionado. c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras. d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum. e) um futuro se não promissor = de desesperança. 16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela expressão grifada em: a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia. b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país. c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano. d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia. 17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e curtir um papo legal.” Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é: a) pintar um clima; b) caprichar no estilo; c) descolar um gato; d) curtir um papo legal. 18. Univali-SC
“Notas de um Nobel A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões. Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a 1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias, dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com observações perspicazes e poéticas. Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

4

GABARITO

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectivamente, pelos sinônimos: a) mensageiro – inteligentes – modesto. b) representante – talentosas – insosso. c) que sabe – que observam – parco. d) eminente – sagazes – exagerado. e) propagandista – complicadas – sóbrio. 19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o significado do contexto em que o termo transcrito aparece em: a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer. b) “algum” em “com algum êxito” – pouco. c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal. d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal. e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” – Quando.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está corretamente interpretada de acordo com seu sentido. a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria. b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos. c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” = moralizadora. d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te levar por pieguices.” = sentimentalismos. 21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada “... uma relação é provida do atributo mágico...” “... prenhe de respeito e carinho...” “... repousa no preceito basilar do cristianismo...” Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respectivamente: a) dotada, repleta, fundamental; b) portadora, isenta, simples;

5

c) concebida, marcada, único; d) destituída, madura, básico; e) incentivadora, plena, indiscutível. 22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente. 01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo – leitura. 02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram. 04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações. 08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano ordenaram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões. 16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o próprio genoma.” – um trabalho – desviar.

GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de polícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e fiquei outra vez só.” = sondar. b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particulares de uma família...” = vangloriar.

IMPRIMIR

c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” = parecesse. d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmonizar.

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

24. PUC-RS
“Não vai dar certo Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Patentes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo. É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar. O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele, construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...). A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que resolveu fazer a experiência. Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências. Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

6

Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, características da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto formal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente: a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta. b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo. c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena. d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete. e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

Vocabulário Avançar . 18. 4. 15. 8. 9. 14. 12. 10. 2. 21. 16. 11. 19. b c c d e c e a c F-F. 6. 24. 7.F-V-F-V d d 13. 23. a c a c b a b c a 01 b e IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 5. 3. 20.LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1 1. 17. 22.

Você corrige dois erros. 1 ( ) A letra h não representa. encontro consonantal e ditongo. como humano. acentuação.Fonologia. c) científicas e biogenética. dígrafo e ditongo. 4. dígrafo e hiato. b) hiato. Unifor-CE “Vejam que país. para agradecer-lhe a gentileza do gesto. c) ditongo. Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua. Use V. ( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema. 4. existe. respectivamente. 2. nenhuma fonema. em: a) Dadas as nossas origens e objetivos. d) ditongo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) negociação e países. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . enviavam-se muitas cartas em mão. dígrafo e ditongo. mas é usada em palavras que a trazem da etimologia.. e F. “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano.” “. ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros. na Língua Portuguesa.. 3. d) Aproveito-me desta oportunidade. e) Antigamente. para os itens verdadeiros. Você corrige um erro. entre mim e eles. o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara. c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um. e) ditongo. ortografia e formação das palavras Avançar .. UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir. b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha.. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. uma separação formal e intransponível.” Lourenço Diaféria. UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se. b) biologia e adquirida. 2. GABARITO 3. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1. nas palavras: a) ameaças e contrário.” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato. encontro consonantal e hiato. Você fica louco da vida.’ Considere as seguintes atitudes: 1.a lavadeira cheira a gim. para os falsos. e) polícia e principais.

.. d) apenas I e II.. acentuação. guaraná. notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra. e) apenas II e III. Anhangüera. vai marcar.. distingui. tranquilo. É goooool. c) apenas III. distingüi. adquiri. IV. Anhangüera. “. Anhanguera. 01. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira. güaraná.a velocidade da rotação. “Os americanos acham. ortografia e formação das palavras Avançar . Anhangüera. tranqüilo.. como resposta a soma das alternativas corretas. Em chalera..” – fonemas / ku/. e) I e III. tranqüilo. d) Ambiguidade. b) II e III. ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da. U.. Sem contração de preposição com artigo.. b) Anbiguidade. 2 GABARITO 8. agüei. Em sensacionau..F. 7. Em marcá.” – fonema /k/. De acordo com as regras de acentuação gráfica.Fonologia. São corretas as afirmações: a) I. c) Ambigüidade. furacões. aguei.. FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema. I. Dê. 16. “Nevascas. guaraná. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s).um pião enlouquecido. b) apenas II.” – fonemas /kw/. distingui. II. 08. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial. U. 32. II. e) Ambigüidade. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é. distingüi. tranquilo.” I.. Está(ão) correta(s): a) apenas I. “. o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado. como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas. “Daqui a alguns milênios. güaraná. dá de chaleira.E. II e IV..” – fonema /k/. c) I e II. algumas palavras sofreriam alterações.. Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco. 64. adqüiri.. 04. adquiri. III. “Séculos quentíssimos. “. distingui. adqüiri. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples.” – fonema /k/. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . III. 6..” – fonemas /ku/. atenção. Anhanguera. aguei. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”. a) Ambigüidade. agüei. guaraná. tranqüilo. adquiri. respectivamente.... d) III e IV. houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica.enquanto dá voltas. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas. formando um ditongo crescente. houve substituição da consoante final por semivogal. 02.” – fonema /k/...5. agüei.

a) qualquer. 180 e mucho más. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. pretenção. assim como o português. frustado. porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina. d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. ( ) Na Babel global. 11. venga a buscar la suya. Voltar Língua Portuguesa . “Agora in Brasile. d) velho. extrangeiro. 95. acentuação. d) Sicrano. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s). auto-falante. ocorrem. asterístico. c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). Gracias à abertura da nossa economia. despercebido. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. ( ) As palavras estrangeiras funcionam. losango. e) Eletrecista. IMPRIMIR GABARITO 13. prazeiroso. e) recorria. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato. d) dígrafo – ditongo – ditongo. pretensão. asterisco. celebral. b) dígrafo – hiato – ditongo.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. Perché si non vous puede ficar sem. ( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. c) Assessores. entitular. vultosa. Paraíba e caudal. celebral. através. cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. recriada por esse texto. U. Unifor-CE Nas palavras Paquequer. a) Empolgação. b) Eletricista. a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. ortografia e formação das palavras Avançar . ( ) O fato de o espanhol. previlégio. tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português. o italiano e o francês. serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. beneficiente. Premier. capisci?” Revista Veja/SP. ( ) As palavras gracias. la mejor Parker Collection du monde. prazeiroso. c) ditongo – dígrafo – hiato. e) ditongo – dígrafo – ditongo. 12. I tutto para você pagar com money brasileiro. b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente. alto-falante. Come on. a confusão de línguas também impede a comunicação. 10. da globalização lingüística.Fonologia. UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo. c) confessar. 3 9. b) adivinhar. 88. como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado. no texto. ascenção.

. “Esse público buscava na literatura apenas distração.... a soma das alternativas corretas. 01. alguém.. necessária. b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante. sentido pejorativo.” 08.... usado nessa palavra em negrito na citação acima... O sufixo ESA..” Dê.. acentuação.... “.. FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm. O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas.. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea. que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções.. d) óbvio. Dê. Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/.. “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o.. assinale o que for correto.... “é” e “dá” porque devem ser acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em a.. “.. a e e.passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis. país. b) exímio – vírus. c) calabr. U. e) estranh.tão logo chegava ao final..esperando o próximo. “. Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”.. 15. na grafia da língua portuguesa... 19.. Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso.” 02...... d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha. 04. completará corretamente a grafia de: a) bel. a) cândido – armário...... 02.. 16. Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos. fechava o livro e o esquecia.. e e o. d) incluído – sandália. obrigatório.cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins. ridicularizando ou ironizando a idéia expressa..E. “A prosa literária brasileira começa no Romantismo...... ortografia e formação das palavras Avançar . c) português. c) supérfluo – incêndio.. “.. U.... c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento. úteis......” 04... 16. às vezes. O vocábulo “observação” tem quatro sílabas... O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i.” 16... 01. e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida..Fonologia. d) viuv.. como resposta. de várias maneiras.. 08. 4 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .E. Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica... percebemos que havia um problemão a resolver. b) cert. Os vocábulos “macaco”. U. como resposta.14. b) filológica. influência. e) límpido – vôo.... 18. a soma das alternativas corretas... São acentuados graficamente os vocábulos “só”.. A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova.... as palavras da alternativa: a) língua. lingüística. 17..” 32.. aliás.

. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. No esporte é a mesma coisa.. Imagina se. “(... minhas.I. punk. (inverter – reverter) expressão escolhida: reverter. que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’. iria passar .. Cantor de forró do Ceará.. que alguns tentaram. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. a todo instante tropeça e se engasga com rap. etc...” Rachel de Queiroz. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte.. assinale a alternativa correta.. onde as melodias podem ser originalmente nativas. se não for escolado no papo. acentuação. milk shake: a) São estrangeirismos que. ‘meio-de-campo’. o placar. chamando-o de ‘desporto’. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro.. (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões.. Pegue um jornal. b) ônibus – ígneo. pelo menos. então.. o português. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. sem guarda-chuva. tem significação mais extensa. F.. c) Quando a chuva começou. são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários.. por exemplo: é todo recheado de inglês.. Mas. Correio do Estado 21/05/2000. o pataxó. mas devem ser chatos ou difíceis. é engraçado. como um peru de farofa. b) Há gente que pretende . etc. c) colégio – sério. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar... Mas não pega.. pelo menos é o que informam os especialistas.. entre as expressões entre parênteses. e) convênio – válido.... (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das.20. Suas idéias vão . ou. Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’.. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas.. etc. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. . Todos pensaram que ele fosse . traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro.. pretendemos ser. como na África. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem... o que foi uma bênção. ou até na rua. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva... Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância. depois. c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos.. se você for a fundo no assunto.. GABARITO 21. como a maconha. segundo a gramática normativa. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. Os índios têm lá os jogos deles.. e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem. de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez.. back é beque. Pois aqui no Brasil. (a par – ao par) expressão escolhida: a par. d) tórax – ingênuo. os brasileiros. ele viu que. rap. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. as drogas mais leves.. incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos. já que a gente não os conhece nem de nome. a) sacrário – difícil... se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios. por exemplo.. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’. funk.... e) Não estou ______ desses problemas políticos.. E o leitor do noticiário... hamburger.. nós a recebemos do colonizador luso.. 22. UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e. A começar que a nossa língua oficial. deixando de lado os índios que nós.... inclui as apresentações em várias espécies de salas.. Nas páginas dedicadas ao show business.. cada uma fala o seu dialeto. ou pior.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo.Fonologia. falemos de nós.. que. pelo menos. tudo é show.. 5 Palavras como show. ortografia e formação das palavras Avançar . d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos.. mas Camarões venceu.. toma um susto.. soap-opera... funk e hot dog. especialmente o futebol (não mais foot-ball).

como existem médicos. Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”. 25. b) “iguais em tudo e na sina”. IMPRIMIR GABARITO ( ) Os termos jornalistas.. (. d) “só” – “três”.E.Fonologia. para os falsos. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. não se precisa de limpa. terapeutas e curandeiros são formados pelo processo de derivação parassintética.” NETO. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias. Dê. Existem suecos. timbaleiro ou seresteiro. leia o texto “Eiros”. segundo ela. Aliás. e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar. e F. Voltar Língua Portuguesa . ‘Se você começou como padeiro.23. nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que. c) “jamais o cruzei a nado”. como em “as páginas”. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”. 7/10/95. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”. terapeutas e curandeiros.. Os artigos definidos... de adubar nem de regar. 26.)” VERÍSSIMO. como resposta. Morte e vida severina. e) “todo o velho contagia”. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar. é um sufixo pouco nobre. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’. 01. UFMT Para julgar os itens que seguem. 04. jornaleiro. “os parisienses”. Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente. ortografia e formação das palavras Avançar . há políticos e politiqueiros. b) “Até” – “propôs”. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto. e dão lucro imediato. Jornal do Brasil.F. Luís Fernando. 24. U. d) “na minha longa descida”. para as verdadeiras. João Cabral de Melo. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. a soma das alternativas corretas. (. Há o importador e há o muambeiro. empresário. são monossílabos átonos. 02. 16. ingleses e brasileiros. 08. “a capital” e “o ar”. por isso jamais recebem acento gráfico. acentuação. c) “espécie” – “idéias”. Use V. e) “áreas” – “Mário”. grande investidor ou latifundiário. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar. U.

7 GABARITO 32. também e incontestável. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pública e está. b) Apenas II. céu e pôr são: a) sábado. d) Apenas II e III. domínio e até. heróico. 28. respectivamente. d) lêem. I. Quais estão corretas? a) Apenas I. ocorreria mudança de significado e de classe. e) Apedrejar. c) princípio. 30. c) caráter – cárie – até. 31. há. insuportável e dúvida. II e III. línguas e contrário. e) porém. II. e) I. a) Apogeu. 33. e) compreensível – artístico – várias. aí. FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. c) árvore. c) Apenas I e III. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. b) mágoa. ortografia e formação das palavras Avançar . d) difícil – idéia – vocês. e) místico. d) Crucifixo. a) fácil – vôlei – caí. b) artística – compreensível – contemporânea. heroísmo. Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam. véu. b) Apelar. Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência. 29.F. respectivamente.Fonologia. e) intensidade. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em negrito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário. b) contigüidade. baú. até. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica. em: a) América. U. c) obrigatória – contrário – circunstâncias. c) Circular. “memória” e “atrás”. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. III. d) inferioridade. c) privação. b) hífen – apóia – além. d) silêncio. Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas. só. pelas mesmas regras de “possível”. pelas mesmas regras de água. pára. clássicos e século. e) vírus – fáceis – país.27. b) aceitável. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. d) provável – várias – obrigatória. A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. réu. acentuação.

Quando mais longe for. Motor de sobra para esticar o pé. antifrase. na profissão ou ter bom relacionamento familiar”. d) ureter... bimano. como em “disciplina”. Hungria. tulipa. crisantemo.... interim. ......34. U.. capacidade de raciocínio lógico”. • “A inteligência não se limita . b) É preciso que se averigúe todas as alternativas... “admitiu” está corretamente grafado. c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz.... b) O encontro “sc”. respeito da mente humana”. a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) Grafa-se corretamente com “ç”.. Mas a gente promete não falar delas. flacido... 35. b) econômico.. d) Assim como “advinhar”. UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei. Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta.. a) Existem coisas que o dinheiro não compra... e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador. Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente é: a) pudico. Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo. 39. e) latex. c) prototipo. o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38.. UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada . cartomancia... melhor. ocorre corretamente em “ascensão”.... U. b) rubrica. a Hertz não para de conquistar o Brasil. 40... o vocábulo “compreenção”. de 19/09/2000. c) tênis. ortografia e formação das palavras Avançar ... (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas. • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego.... d) público. acentuação. e) flâmula... os jovens”. Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica. erudito. FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”. (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais. (Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença.... e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção. (Hertz – Locadora de Veículos) 37. Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo. ingreme.. (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan. 36.Fonologia.. a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar.. como em “sonegação”.

Primeiras estórias. compreensão. Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar. II. c) empresa. ( ) Abate é exemplo de derivação regressiva. d) I. disse-se-dizia ela. admitem grafia ou pronúncia distintas. em “apelidados de peões de butique”.” De acordo com essa definição. e) I. não parava. no meio deles. “Cê”. Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. Aos tantos. II e III. coisicas diminutas: a carinha não-comprida. o perfilzinho agudo. lisos. um narizinho que-carícia. andorinhava. b) este. do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”. fosse adaptada ao português. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. d) abstenção. possivelmente seria grafada jins. seria grafada chantilí. ascensão. U. do trecho “enfiados em calças jeans”. ( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal. III. e. b) poetisa. exceção. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . “Partida do audaz navegante”. c) trabalho. III e IV. 42. ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas. d) país. II. explicando-a brevemente. Porém. em seqüência. ortografia e formação das palavras Avançar . em “peão de boiadeiro virou caubói”. sofreu um processo de redução semelhante ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. acentuação. e) prática.41. U. um hiato e um ditongo oral crescente. obsessivo. calabreza. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma significação. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. 45. c) II e IV. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. e “butique”. IV. e) excesso.Fonologia. As palavras “caubói”. b) I e III. espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pestanas til-til. compridos. louro-cobre. Explique o processo de formação dessa palavra. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa. Identifique essa atitude. os cabelos. que me gela!’” ROSA. PUC-RS-Modificada I. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada. qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. 44. Se a palavra “jeans”. Guimarães. FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa. Se comparadas às palavras que lhes deram origem. pouco se vê. ( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e dezes-seis. 43. 9 a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela.

e) ceder. III. c) trair. e) As razões porque não importaram outro povo. c) significativo. II. 49. mudança. indicando resultado da ação. c) pirogravura. d) infância. e) I. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo. somente.F. II e III. ortografia e formação das palavras Avançar . 51. 50.46. O prefixo – também de origem grega – significa afastamento. b) III. são desconhecidas para mim. Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo. d) Crucifixo. I. Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê. d) conseguir. somente. não aproveitaram para importar outro povo. U. com a abertura da nossa economia. c) I e II. UERJ Quanto ao processo de formação. Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comportamento em: a) integração. 10 48. a) Apogeu. U. 52.Fonologia. somente. b) endoculturação. O radical da palavra tem origem grega. com a abertura da nossa economia. O sufixo empregado forma substantivo. acentuação. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia. e) Apedrejar. b) desconhecida. e) transmissão. com a abertura da nossa economia. b) deter. somente. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. c) Circular. Está correto que se afirma em: a) I. b) Apelar. Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. d) domingueira. d) II e III. 47.

” IV. 16. d) dissílabo – bisavô. respectivamente. nas duas palavras. assinale a seqüência correta.. como resposta. II. d) preconceitos – descabidas.. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados. “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina.”. 11 IMPRIMIR GABARITO 58. 02. acentuação. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição. é certo que: 01. a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento. a) inexpressiva – exportados. c) multiforme – policromo.” II. 08. 54.as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma.. o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substantivos.” III. Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I. e) filosofia – dicotomia. b) injusto – descomunal. Dê. c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação. c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV.Fonologia. U. As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo. b) Apenas II.F. b) Os afixos têm sentido semelhante I. II e III.. Voltar Língua Portuguesa . “.” A seguir. Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem. U.. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”. a soma das alternativas corretas. “. o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”.53. Quais estão corretas? a) Apenas I. 04. Nas palavras mental e sexual. 55. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos. Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação. “Talvez apenas desconheçam a própria língua. c) recolocava – reconhecemos. d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica.E. referente aos afixos em destaque. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufixal a partir de um estrangeirismo. II e III. é prova do despreparo de algumas pessoas. 56. d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV. U. a) altiplano – acrobata..F. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si. b) psicultura – ictiologia. um radical latino e um radical grego. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente incorreto dizer. c) Apenas I e III. e) I. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos. “Virou praga o uso indevido do gerúndio. III. ortografia e formação das palavras Avançar . d) Apenas II e III. 57. UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I.

pequenino por dentro. U. regularmente. a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”. U. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”. preocupação... inexplorado. 62. 02. 02. d) tributo – tributar – tributável. b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”. d) onde em “aquele aspecto da sua casa.F. 63. 04. ventania. Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01.59. Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. mofino. extinção. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição.”.E. a) tribunal – tributador – tribal. macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases nominais. 08. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor. U. e) regularização. Embebeu de éter a bolinha de algodão. de afeto. Não é que o canário tinha ressuscitado. sabedor. d) fumaça. relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re. Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado. a soma das alternativas corretas. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. a) sentimento. pois ambas as palavras remetem à energia da luz. b) régua. c) facilidade. 60. a soma das alternativas corretas. achando a condição humana uma droga. 64. como resposta. perdão. com uma fome danada? Dê. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo. seja contra alguma coisa (al). 12 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Você é diferente. 61. 65. pacificar. UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria. 16. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance. acentuação. intimidade. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário. regressar. c) regulador.a um radical. representada pelo elemento “foto”. angustiado. onde encontrava. mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. cerebral. uma força. como resposta. PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo. porque ambas as palavras representam uma ação. que nos deu tanta alegria. e) atribulação – atribular – atribulado. a) abandono em “morrera de um abandono”. 08. 16. e) explicável. d) régulo. b) resistência. c) “Energia” relaciona-se com “alergia”. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo. prática. 04. seja dentro de (en).Fonologia.E. E saiu para a rua. reluzia vivinho da silva. e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”. Dê. sob todos os pontos de vista. sofrimento. U. apesar de o elemento em comum significar “grande”. ortografia e formação das palavras Avançar . c) atributo – atribuição – atributivo. pode ser notado em: 01. contemplação. alimentício. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”. para expressar a idéia de carinho. parecia sentir alívio às suas”. b) tribuna – contribuição – tributal.

d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação. que se caracteriza pela facilidade de invenção de palavras novas. PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in. a) inaproveitável –irremovível – irromper. ortografia e formação das palavras Avançar . b) des – igual – dade – s. 70. e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega. Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mesmo sentido? a) incluir – irregular. a) paterno. c) irrestrito – improfícuo – imberbe. b) invalidar – inativo – ingerir. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical. agregado à base um novo sentido. em relação icônica com o determinado. c) autos-de-fé – ocorre. b) arcaísmo. d) padroeiro. acentuação. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocábulo “PATRIMÔNIO”. de relevante valor expressivo. composição por justaposição.F. e) desigual – dades. b) irreal – influir. como em ‘ilógico’. em seus cavalos. Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. uso típico da região sertaneja. 68. e) inflamar – irretocável. d) des – i – gual – da – des. muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa. d) ateu – incoercível – imerso. e o prefixo indica negação. 67. neste exemplo. 69. e) incriminar – imiscuir – imanente. U. e) arcaísmo. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva. principalmente os sertanejos. d) arcaísmo. UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. c) neologismo. b) apadrinhar. Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”. obtido pela repetição de um elemento morfológico. Cefet-RJ Em “Como por socorro.”. criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade. U. d) irradiar – imigrar. e) padre. mumumudos. c) desi – gual – da – des.Fonologia. são conservadores. ação contrária.66. c) padronizar. c) impuro – ilícito. Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. espiei os três outros. intugidos até então. feliz e mente. há prefixos com o mesmo sentido. 13 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a palavra destacada é um: a) neologismo. o que prova que os falantes da língua portuguesa. 71.

” tem. respectivamente. ortografia e formação das palavras Avançar . a) E depois a tomaram como espantados. Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”. c) posição além do limite. c) nunca morou na favela. o significado de: a) movimento através de. c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade. e) movimento intermitente. Me firmo. d) impossível. e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação.” Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conversão de substantivo em adjetivo. a) cafeteira. b) movimento em torno. b) poeira. constitui um procedimento comum em língua portuguesa. c) laranjeira. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”. o neologismo “desfavelado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela.Fonologia. tomar uma palavra designadora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo). houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”. d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa. UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim. 74. isto é. Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação. d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas. d) movimento para além de. 73. 75.F. e) trabalha em prol da favela. e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas.72.” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente. c) amamenta. d) brasileira. d) deixou de ser favelado. 77. b) sufixo que expressa intensidade. U. e) consumidor. pode-se afirmar que foi criado através da utilização de: a) prefixo que indica negação. acentuação.. 76.. e) cabeleira. c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis. b) enxergado. 14 Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-. UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. b) é contrária à favela. UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua. Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. b) Fez o salto real. UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos.

em um dado momento. 2. espiando até “pelos entrefios”. 13. transmitir afetividade (valor subjetivo). Linguarudo: derivação sufixal. 9. 48.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . c 22. 6. 4. d 41. 53. e 32. um comportamento semelhante ao do pássaro andorinha. 44. b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. 45. como é o caso. Voltar Língua Portuguesa . d e e 19 GABARITO IMPRIMIR 43. 10. podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. 15. ortografia e formação das palavras Avançar . 46. d 34. a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). e 29. 16. a 30.Fonologia. V – F – F – V – V a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). b 39. dinâmica. a 35. acentuação. 5. sendo tão pequena. F – F – F 27. 11. Trata-se de um processo neológico conhecido como derivação imprópria. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1 1. 26 26. 12. ou seja. c 25. d 40. a e b c d e Lobisomem : composição por aglutinação. 3. 52. 8. 51. 42. c 36. 50. 17. a 38. c 28. O valor subjetivo se soma ao objetivo. d 31. c 24. 49. 7. 18. significa que Brejeirinha tinha. 47. Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). 20. V–V–V a a c e a 105 e V–F–V–V–F–F b c b e a 54 b 23 c c a 21. ligeira e perspicaz como uma andorinha. 14. e 37. No texto. b 33. c 23. 19.

73. 72. 69. 63. 70. e b b d a e 31 e d c c 09 66. b a c c a c a d d e d c 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 65. 67. 77. 60.54. 62. 74. 75. 55. 56. acentuação. 59.Fonologia. 68. 61. ortografia e formação das palavras Avançar . 58. 76. 71. 64. 57.

sem alteração sintática ou semântica. no primado do direito.. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento. e. substantivos. IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos. sem alteração de sentido. ( ) Em “.” o adjetivo em destaque poderia estar no plural. Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(.” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando. o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio. S U B S T A N T IV O S . ( ) Fosso.. mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária para a proteção dos direitos humanos. ( ) Individualizar. que promete ser a questão do novo milênio”...as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária. a definir melhor os direitos econômicos. a fim de evitar as violações dos direitos humanos. 2. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação.. sem modificação sintática ou semântica. a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações. sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados.. O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas.. A D JE T IV O S . d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio. pode ser permutado por particularizar. ( ) Em “. Em 1994... o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos. Para tal. b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas. V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a necessidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas preventivas. no nível mais fundamental. a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano.Artigos. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. verbos e adverbios Avançar .F. ( ) Em “. poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido....) nessa questão de engenharia genética.. O fosso entre as aspirações internacionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em matéria de direitos humanos.” GABARITO 1.” o artigo em destaque poderia ser eliminado. adjetivos. Para eliminar esse fosso.LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S .. U. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

. d) século. e) brancos. 6. e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) conquista. que alguns técnicos denominam como a da rerregulação. que aparece destacado. 2 4.” (Manuel Bandeira).” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”.) a nada menos que US$500 milhões”. 7./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Carlos Drummond de Andrade). em “deixou de ser um peso para os criadores”. c) grito. b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12. exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem. substantivos. e) combate. verbos e adverbios Avançar . para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número. a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”. O termo “a”. b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos.” A partir desse conceito. brancos e índios”. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes).F./ Onde o rouxinol não canta. U. b) “Paisagens da minha terra. c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferreira Gullar). Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais. em sua estrutura interna. a) brasileiro. FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical. d) “Meu amigo. só o trágico é que faz sucesso. como adjetivo. c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada”. vamos cantar. d) É trágico verificar que.. Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica. em “a mistura entre negros. Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase.F. c) brasileiro.000 reais está longe de ser popular. possui o mesmo valor morfológico no fragmento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (. d) envergonhado. 5. já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza. b) criadores.3. em “o artista brasileiro dos dias atuais”.Artigos. d) “No Brasil. na televisão brasileira. U.” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000. no contexto. em “o brasileiro era um envergonhado”. adjetivos. no trecho anterior. O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca. UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo.

para os falsos.8. segundo a gramática normativa do português culto. nessa estrofe.Artigos. tem sentido indeterminado. substantivos. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK. em termos de sentido. c) a mesma forma e o mesmo significado.F. pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12). ( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema. b) formas e significados diferentes. são pronunciadas de igual modo. ou toma um café Hoje bobagem. adjetivos. ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema. mas o uso.66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. Voltar Língua Portuguesa . em várias regiões do país. IMPRIMIR 9. 5 10 15 3 20 25 30 GABARITO 35 ( ) As palavras mal e mau. d) a mesma forma e diferentes significados. Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”. está incorreta. para os itens verdadeiros. respectivamente: a) formas diferentes e o mesmo significado. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. verbos e adverbios Avançar . U. UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo. e F. “UM DIA QUALQUER . as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam. não-específico. pois a forma de tratamento você. é sempre diferente. Use V.

b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores.” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa. substantivos. d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase. sem que houvesse alteração no sentido. d) mulherzinhas – coraçãozinhos. b) apenas II. d) apenas II e III. e) particípio e substantivo. 4 GABARITO A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza. 12. o uso coloquial. Caso tivéssemos uma condição em vez de condição. assim. c) substantivo e adjetivo. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos. e) colherezinhas – floreszinhas. c) apenas I e III. no trecho “Os candidatos à ansiedade são.. não haveria alteração no sentido global da frase. UFSE “. com freqüência.”. III. c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe. II e III. cujas sementes deram início a este bosque. II. I.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo.Artigos.10. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos. b) adjetivo e adjetivo. d) substantivo e substantivo.”. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza. e) I. b) mulherzinhas – coraçõezinhos. PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme. respectivamente: a) adjetivo e substantivo. verbos e adverbios Avançar . uma versão nordestina para o Paciente Inglês. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os. se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . adjetivos.. onde o aviador sobrevive à queda. 13. 11. em “o primeiro descreve ‘ansiedade como condição dos privilegiados’ que. c) florezinhas – mulherezinhas. 24/11/1999. livres de ameaças reais. As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo. Isto é. Quais estão corretas? a) apenas I.

. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome.. a mesma palavra seria um adjetivo.Artigos. a soma das alternativas corretas. c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação....... quando se trata de estudar... UERJ “Vestibular UERJ 2001. Construindo o cidadão do futuro.” 5 No enunciado acima. o subjuntivo e o imperativo. veja bem. que se diferenciam.. verbos e adverbios Avançar . que ameaça acontecer breve. como na expressão perigo eminente. Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes. procuram . pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número. b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos.. entretanto.” estão presentes os três modos verbais da língua portuguesa: o indicativo.. c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação. As palavras rústica. No segmento indiferente a tudo. substantivos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). se assim fosse.. 18... base.. extraído de um folheto de divulgação deste vestibular.. os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam. caráter e épocas estão acentuadas corretamente. “alegria feroz” e “cidadãos que se dizem democratas”. No trecho “Mas.. o uso da crase é facultativo. d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem... que significa que está em via de efetivação... 16. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente. Dê. 01. sobretudo. b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno. e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem. 08. FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis. adjetivos. houvesse alteração para “Construindo o cidadão futuro”.. b) chão.” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17. Unifor-CE As lacunas da frase “Os ... desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”.. d) acabamento.... por serem todas elas proparoxítonas.. e) pintura. O substantivo em destaque tem como sinônimo: a) parede. 02. justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa.”.. FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”. 15. Se. c) fundação.. o vocábulo futuro classifica-se gramaticamente como substantivo. segundo a gramática normativa. como resposta. 16. 04. Em “..14. de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo.

Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras mais cedo por problemas cardiovasculares. dos verbos ir e ser. saias verde-oliva. II Hoje. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta. c) Na Aliança Luso-brasileira. ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. c) 4. os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas. ( ) As formas verbais foi e é são. que correspondem a 32% de todos os óbitos. V Procure seu médico e siga a sua orientação. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino. 20. adjetivos. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. para assinalar os itens verdadeiros.” Carlos Drummond de Andrade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . procure e siga estão no imperativo. 23/06/99.” Veja. respectivamente. No poema há quantos adjetivos? a) 3. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas. estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares. b) 5. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição. saias verde-olivas. e) 2. 6 GABARITO Líder em soluções cardiovasculares ( ) As formas verbais seja. a primeira no pretérito e a segunda no presente. saias verdes-oliva. associadas a tabagismo. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”. 153. saias verdes-olivas. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas. b) Na Aliança Luso-brasileira. substantivos. saias azuis-pavões. 20% da população adulta brasileira é hipertensa. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. a) Na Aliança Lusa-brasileira. e F. e) Na Aliança Luso-brasileira. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor. IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. 21. Use V. verbos e adverbios Avançar . os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas. d) 6. U. obesidade. d) Na Aliança Lusa-brasileira.Artigos. para os falsos. o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas. p. III Essas doenças.19.

22. sequíssima. 7 GABARITO Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo. “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”. no contexto. Mas. normais. fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. verbos e adverbios Avançar . Na quinta-feira. Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair. da Argentina. Tem de ser naturalmente magra’. de tamanhos acima de 40. as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos. alinhou-se à facção das magérrimas. substantivos. que equivale a muito seca.” Veja. na voz de Theresa May. c) apenas I e III. A ministra Tessa. Da reunião em Londres participaram produtores de moda. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’. III. 28/06/2000. adjetivos. a Inglaterra contaria com a companhia. quem é gordo e. jornalistas. Também apontaram a falta. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. b) apenas II. U. ato contínuo. o papel de substantivos. quem diria. no caso. a direita.Artigos. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda. como a de Victoria Adams. desde que moda é moda. II. Tessa Jowell. claro. Nesse departamento. até porque. seca como uva passa. II e III. Quem quiser que acredite que vai funcionar. principalmente em democracias solidíssimas como a inglesa. Em “já que toda altíssima e magérrima”. e por isso a magra fotografa melhor. d) apenas II e III. ‘A foto sempre engorda um pouco. atesta o fotógrafo paulistano André Schiliró. que estão tentando dar um jeitinho. é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda. A ‘patrulha da gordura’ foi criada. Por birra. respectivamente. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de comparação. E não adianta a menina perder 20 quilos. e) I. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. Ou seja: dê menos destaque a silhuetas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . sob suspeita de anorexia. estão. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos. I. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos. que ocupa cargo equivalente ao de Tessa no fictício gabinete conservador. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico. já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus dias. e mais silhuetas.F. convocou uma entusiasmada ministra. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas. um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia. muito a contragosto por parte das revistas. e para a imensa maioria das mortais. Está(ão) correta(s): a) apenas I. Incitadas pelo governo trabalhista. Embalada em sua cruzada. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. independentemente dos hambúrgueres que consuma. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos. no máximo 42. Difícil dar certo. digamos. nas butiques. Previsivelmente. o que ocorre em “seca como uma uva passa”. o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’. as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. representantes de agências de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. as palavras sublinhadas desempenham. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária. quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm. logo de quem. acima de tudo. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide.

eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. E na desditosa cidade. estado ou qualidade dos seres. algibeira arrasada. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. coração dorido. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I. e) I e III. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional. bolo encomendado nas Matildes. 02. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. escuras e gárrulas como cigarras. verbos e adverbios Avançar . FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas. substantivos. O pobre menino nasceu morto. pecha. c) xampu de capelo – xampu capilar. Eça de. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. E saiu para a rua. em Oliveira. e) monumento de rocha – monumento rupestre.23. sensação. angustiado. vulto a uma esquina. entre os dentes ralos. A ilustre Casa de Ramires. janela entreaberta.E.Artigos. não existia nódoa. Embebeu de éter a bolinha de algodão. b) II. b) nervo da audição – nervo auditivo. bule rachado. como resposta. Uma poderosa nuvem abre o horizonte. d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter. III. c) definir a conduta das duas irmãs como criticável. A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. desde longos anos. d) água de rio – água pluvial. as tecedeiras de todas as intrigas. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. não comentasse com malícia estridente. c) III. achando a condição humana uma droga. d) I e II. O menino pobre nasceu morto. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência. 04. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 24.” QUEIRÓS. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. 25. que nos deu tanta alegria. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura. marcar a generalidade das situações que são objeto de seus comentários. poeira a um canto. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está adequada em: a) dor no abdome – dor abdominal. 08. 16. Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. as espalhadoras de todas as maledicências. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade. respectivamente. Uma nuvem poderosa abre o horizonte. U. adjetivos. São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01. Dê. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece. 8 GABARITO No texto. pequenino por dentro. 26. II. a soma das alternativas corretas. e) associar as ações das duas irmãs.

comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês. d) azul-marinho. o lugar.) 21h30 . ele que viesse falar comigo.Las Vegas (. U. b) justo uma tonelada”. c) cívico-religioso. e) Vives: agora mesmo que ensandeceste. adjetivos. d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado. Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”. verbos e adverbios Avançar ..Artigos. sem que a idéia básica do período seja modificada. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro. e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”.Restaurante chinês. rir. de verdade do processo expresso pelo verbo.. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a construção do sentido do texto. 2000. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General. 29. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe. Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações. ( ) em “É como se eu estivesse congelada”.. as formas verbais “tinha estado” e “estava” indicam fatos situados no mesmo momento. d) tanto quanto uma tonelada”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Leia abaixo o trecho do diário de P. ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”. c) aproximadamente uma tonelada”. A questão 27 refere-se a ele. vives. publicado em uma reportagem na revista Isto é. ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza. substantivos.S. “O diário de P. de aproveitar a vida. não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas. b) verde-oliva. em jun. Não só por não ter me permitido comer. c) Em 1970. 28. 01/01/2000 . a) surdo-mudo. e) ao menos uma tonelada”. É como se eu estivesse congelada.C. comunicar-se. 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei.S.C. 30. e) guarda-noturno. apreciar a música. Foi maravilhoso!” 9 27. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar. tu dirás que queres viver. Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver.

é defendida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. Tarifas que podem chegar a zero. b) como amante – adulteramente. b) não obstante. transpondo-a para a voz ativa. desamar. d) Saveiro Geração III. no texto de Carlos Drummond de Andrade. combinação de princípos da economia. e) sem virtude – desvirtuadamente. Resiste a tudo. mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido. Reescreva a frase acima. b) A econologia. 32. Londrina-PR “Que pode uma criatura. por: a) embora. FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo. Reescreva a frase acima. Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria. até agora. b) A polícia. entre criaturas. amar? Amar e esquecer. verbos e adverbios Avançar .. U. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos.31. não conseguiu capturar os fugitivos. até a você.Artigos. 33. ao pecado de saber mais do que nos convinha. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem.. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. amar?” A palavra até. senão. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação. pode ser substituído. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer. sociologia e ecologia. b) Além disso. d) sem mistério – enigmaticamente. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .E. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial. sem perda de sentido. adjetivos.” O advérbio talvez nos versos. Amar. Amar e malamar. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. c) ainda que. substantivos. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um advérbio. o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. a) com verdade – sinceramente. 10 GABARITO 34. o paciente teria morrido”. amar? Sempre e até de olhos vidrados. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula. 35. d) pode ser que. c) com liberdade – libertinamente. declarou o médico.

Para bem comparar a técnica utilizada.. Creio que __________ de problemas causados por falta de manutenção.. d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade. FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses. verbos e adverbios Avançar . será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância.. embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais.” e) “. o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente.” 40. observe seus efeitos de luz e sombra. d) no passado. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo. é mais sombrio.36. no passado.. além dos testes de QI. c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. “Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar..Artigos. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência. para medir a inteligência.” 11 No texto. UFRS-Modificada “Os testes de QI. o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram. 37. 38. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa. 39.. o quadro. a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram. e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. outros parâmetros serviram para medir a inteligência. poderá adotar outra perspectiva.” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia. Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. adjetivos. Se isso não __________ (satisfazer) sua curiosidade. b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade.” GABARITO Utilizando-se o advérbio “só”. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram. c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou. substantivos. poderá notar duas grandes fotos iluminadas. e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes.. __________ três explosões na plataforma de petróleo.” b) “. infelizmente. PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: a) “. e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram. U. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade. Quando as __________ (ver). há motivo para otimismo”..

42. de modo claro e objetivo. sentiu o peso da responsabilidade. c) Fui até o hotel para encontrá-lo.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. Há lugares carentes que necessitam até de vagas para automóveis. do articulista Marcos Sá Corrêa: “. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana. São inumeráveis as academias de ginástica. b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos. Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia. IV. ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I. c) somente na frase III. que vende e revela material fotográfico para amadores. será o momento de todos o aplaudirmos. respectivamente. d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema. Feita a pergunta. os que forem espertos saberão quando for a hora de partir. c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral.” Revista Época. só conseguiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento. mas ele já havia saído. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília. 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empregado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso. de 24/01/2000. e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado. d) chamara – sentiu – começaria. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão. “for” equivale. a lesão do jogador poderá estar curada. a) Em pouco mais de três meses. esperando oportunidade melhor.Artigos. d) Leocádia estava terrivelmente irritada. 43. passados os primeiros dias de euforia pela conclusão do curso. como a De Plá. haveremos de descer a serra antes de o sol nascer. a) sabia – sentiu – chamara. se ele manter adequadamente o tratamento. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . quando eu for presidente. 44. as locadoras de vídeo e os cursos de informática. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa. b) pretendia – sentiu – sabia. verbos e adverbios Avançar . Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida.. adjetivos. III.” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. substantivos.. II. FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo.” Dessas ocorrências. UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”. b) somente na frase II. mas se deteu. CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I.41. c) tinha marcado – sentiu – visitara.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes. NESSA ORDEM. d) somente na frase IV. mandarei prender os que forem inimigos do país. e) em todas as quatro frases.

c) Julgais. Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra. b) não existiu. adjetivos. neste texto. 48. “As duas manas Lousadas! Secas. se verifica entre as formas verbais existia. verbos e adverbios Avançar . não descortinavam. e) Segui. Paulo.” QUEIRÓS. não comentava. IMPRIMIR GABARITO O Estado de S. não tinha comentado. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas. c) Bebeu tanto até cair. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. descortinassem e comentasse.45. não comente. E na desditosa cidade. algibeira arrasada. não teria comentado. substantivos. FUVEST-SP A correlação de tempos que. não tiver comentado. não tiverem descortinado. 47. c) não existira. não tinham descortinado. pode-se perceber que. e) “Respiravam e até transpiravam” 46. d) Pretendes. entre os dentes ralos. Eça de. escuras e gárrulas como cigarras. a) “Do querer até o poder vai larga distância”. poeira a um canto.” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima. portanto o emprego está adequado. não existia nódoa. não comentasse com malícia estridente. FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra). as tecedeiras de todas as intrigas. 14 de abril de 2001. uma das formas verbais não condiz com as demais. janela entreaberta. podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal. bolo encomendado nas Matildes. A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada. pecha. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. no diálogo entre Calvin e sua mãe. d) não existirá. Texto para a questão 47. Voltar Língua Portuguesa . Trata-se de: a) Ides. coração dorido. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou. U. não descortinem. b) Juntou até 10 mil reais. de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” 13 Com relação ao emprego do imperativo nos versos. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. A ilustre Casa de Ramires. e) não existiria. não teriam descortinado. vulto a uma esquina. mantém-se apenas em: a) não existe. as espalhadoras de todas as maledicências. em Oliveira.Artigos. bule rachado. b) Tenhais. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. desde longos anos.

Para diferenciar o verbo do substantivo. b) desejar. d) anteposição de um substantivo. teríamos: a) previer. c) previera. além do sentido de ação.F.” Veja. U. b) flexão de tempo. a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse. 18/08/1999.” Para se manter a correspondência temporal no período. Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso. 14 A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego.) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. creiamos. verbos e adverbios Avançar . principalmente. seria necessário considerar. 53. já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”. UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras. com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir. abrandando-lhe a linguagem. em relação às palavras. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal.49. Não pôde ser diferente. 51. e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas. c) presença indispensável à frase. e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis.. a) Sabe que você tem razão. Mirtes? b) Nos Estados Unidos. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso. d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis. IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (. d) prever. Assinale. U. UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais. não tem gente parada.Artigos. substantivos. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo. UFRN Considere o período a seguir. GABARITO 52. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial.. e) previr. Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas. 50. c) desejará. modo e pessoa. adjetivos. d) desejaria. c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras. Voltar Língua Portuguesa . a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional. por exemplo. b) preveria.

que é dourado.. intervisse. 55. 08. reavesse d) vier.. c) III e IV. por isso ninguém interviu para liberá-los”. substantivos. b) II e III. Os verbos lembrar e esquecer. e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver... ela ficará contente”. o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical.. talvez você . Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver... cujo plural é vêm. c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver.. Em Por favor........ “Ele voltará. requeresse. adjetivos.. aceitaríamos todas as condições”. respectiva e corretamente. vires... Dê. verbos e adverbios Avançar . que faz a 3ª pessoa do plural vêm...... como resposta.. sendo vinde a forma do plural. “Quando puseres a foto no álbum. interviesse. fará com que eu me lembre de ti. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. a soma das alternativas corretas.. e) II e IV. vires... “Quando . U. requeresse. 04.54. interviesse. reouvesse 57... Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III... o verbo cativar classifica-se como transitivo direto.. d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir. UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01. “Se . reouvesse e) vier.Artigos. |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal. UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar.. comunica-me imediatamente”.. III. 02. “Se você . IV.. II.. Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I.. começaram a se tornar realidade. interviesse. reouvesse b) vier.. b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir. No trecho . requisesse. vieres. traga seu irmão”... “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis.... requisesse.. 56.... vê através do pequeno embrião de árvore (.. U. ao contrário de lembrar-se e esquecer-se... requeresse..... vires...... II... cativa-me!.. não são regidos por preposição. esses bens”. que isso é necessário. Alfenas-MG Observe: I. intervisse.) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” 15 Jorge de Lima. o modo verbal é o imperativo.. 32. as lacunas das frases acima: a) vieres.. Em O trigo. 16.só se vê bem e os homens não têm mais tempo.. e seu plural é vêem.. “Se ele propuser um acordo. e seu amigo .. reavesse c) vir. a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo.. vires. sendo o plural vede. |começa-| tema... III. d) I e IV. Em ..... Em Mas se tu me cativas.... o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica. Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham.... a São Paulo. |-a-| vogal temática. quando previr o temporal”.

Artigos. É verdadeira: a) Apenas a afirmação I.... Tem de ser naturalmente magra (. Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você .... a bolsa de estudos.. do cigarro e do álcool. naturalmente magra. a João que se ........ b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado..... complete corretamente as lacunas........ III.. substantivos. É preciso que . O verbo morrer tem dois particípios.. para que você ..... Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre ...... b) Apenas a afirmação II..... Seria preciso que .... o professor.............. e) Nenhuma das afirmações. a fumar e a beber...... 62.. a seguir o conselho.. no processo... mesmo que se . UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético..)” Considerando as transformações propostas. b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade... c) Cada uma das afirmações...... PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I. adjetivos.... E não adianta que a menina .. c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa.. porém. verbos e adverbios Avançar . 61........ A palavra morto é particípio do verbo matar. II... e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial......... d) Apenas a afirmação III.....F. a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59. F.........58. A palavra morto é particípio do verbo morrer.. mas alguns talvez não o entendam bem. ele... e) Todos lêem o código de ética de seu clube.. naturalmente magra.. d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação.” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse 16 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ..... eventualmente .... Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir..” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63..I.. a prática do esporte poderá ser moralizada. d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato.............. UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia. 60.. c) Se a opinião pública intervir... diga-lhe que seria bom que ele .... 20 quilos... “E não adianta a menina perder 20 quilos. U.

.. nem mulatas.” d) “Era assim o Brasil de Cabral. – intransitivo. um número sem fim de animais. UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás.” Considerando-se o verbete.. mantendo a correlação exigida pela norma culta. pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos.” 17 Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse. UEL-PR “Se seguirmos Freud. 65. 66. e) deve ser substituído por “ao que”. c) teria sido. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima. e) seguiremos – admitiremos... UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua. para apresentar correção.. 67. a) pudesse ser. e) tenha sido.. admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão. b) seguíssemos – admitiríamos. verifica-se erro em: a) “. b) tivesse sido. já quinhentos anos passados.” a) está correto. 68. para apresentar correção.” e) “. d) Quem dá aos pobres empresta a Deus. verbos e adverbios Avançar .” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. – intransitivo. duvidar. c) O relógio deu onze horas... d) possa ser. imaginava-se que um cérebro jovem (. “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam. d) seguíssemos – admitíssemos. para apresentar correção. d) deve ser substituído por “isto que”. e) Esse dinheiro não dá. c) está correto. UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar. nem surfistas. b) deve ser substituído por “aquilo de que”..) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. substantivos.. – transitivo indireto. c) tivéssemos seguido – vamos admitir. sem acarretar mudança no significado da frase. “É prudente desconfiar de quem é desconfiado”. quando for a vez desses meninos?”. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar. empregado com o sentido de não ter confiança. adjetivos. a) seguirmos – admitíssemos.” b) “Ainda não haviam louras. – transitivo direto e indireto. UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é: a) Dei com os dois velhos sentados.64. – transitivo direto..” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir. b) Os jornais não deram a notícia..Artigos.

d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado. e) vão projetar-se. Em filosofias / tropeço e caio.. adjetivos.. PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho.”. 73.” “Mas leio. b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada..69.). b) projetam. o que deixou sua mãe extremamente preocupada. o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos. e) foi queimado. d) intransitivo e transitivo indireto. os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem).” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou. c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem. c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conseqüência. Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros.. no enunciado. c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa. b) foram queimados. c) tinham queimado. b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou. está na alternativa: a) projetam-se. haja prejuízo do significado. IMPRIMIR 74. c) é projetado. b) transitivo direto e transitivo indireto.. verbos e adverbios Avançar . UFR-RJ “(. Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado. assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas. leio. com isso. e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola.. PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (. d) eram queimados.. Tenho de ler tudo.).Artigos. e) Há. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali. GABARITO 72. cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los.. respectivamente. c) transitivo indireto e verbo de ligação. Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guardado”. Voltar Língua Portuguesa . b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar. e) verbo de ligação e transitivo direto.” 18 Considerando o que está dito no enunciado acima. equivalente a em negrito acima. porque vejo a questão de outra maneira. essa história está cheirando mal. substantivos. Outra forma verbal. como: a) transitivo direto e intransitivo. 71. uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso. d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que... 70. d) tinham projetado.

.. derrubado o muro da ditadura. Não sabíamos que o país . 08. que. naqueles tristes momentos. b) tinha descoberto. os fotógrafos a popularizaram. eles a teriam popularizado. a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76. Quando registrarem a infância da aviação. como resposta.Artigos.. não se lêem muito os clássicos no Brasil. 02..” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão. ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos. . b) existirão trabalhos.... Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação. F. a soma das alternativas corretas.” IMPRIMIR GABARITO A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra. Dê... c) Pouco se lê os clássicos no Brasil. verbos e adverbios Avançar . Voltar Língua Portuguesa . em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil.. eles a popularizaram. eles a tinham popularizado.. substantivos. do Império da República Velha... c) teria descoberto... e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil. foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura. o futuro.. e) terá descoberto. d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil. no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil.. 04. Desse texto. 01.. F.. Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais complexa” e a composta: a) tivesse descoberto.. gramaticalmente equivalente.. os fotógrafos a popularizarão. e) existirá trabalhos. adjetivos. 78. Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente. b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos. d) ocorrerá trabalhos. estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida..75.....F...... Se tivessem registrado a infância da aviação.. 79. 77. Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia.. que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é..... como tantos brasileiros. . 16.. Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação. c) terão trabalhos. de novo a estrada interrompida. Unifor-CE “.. U. d) tem descoberto.. Pensávamos. Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação.. Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita correlação entre os tempos verbais. U... para sempre.E.” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos. a inocência..

’ Ah. as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima. d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades. meu Deus. São Paulo: Globo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .’ Eu tinha oito anos e sabia esperar. quem sabe?...“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires.As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo... quem sabe?. 82. adjetivos.. UFRJ Releia os versos 9 a 17. explique o que é a infância na concepção do poema. “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se... Nova antologia poética. explique o emprego dos parênteses no verso 13.. substantivos.) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?.. essas crianças!” QUINTANA. Lentamente. Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado. verbos e adverbios Avançar . UFRJ . A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado..” Nas frases abaixo.’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima. insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais. Só para judiar. 86/87.. Meu tio dizia: ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis. 81. Agora não sei esperar mais nada Desta nem da outra vida.’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio.Artigos. No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre apesar de tudo apesar de todas as desesperanças. Unifor-CE “. 1997.. exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida. Mário. 5 10 15 20 20 25 30 GABARITO 80. e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios... c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa. p. 6ª ed.

Em “Voar era um ideal delirante e dândi”. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo. 16. indiscutível. como resposta. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II. b) aconselhamento. 02. e passeie de mãos dadas com o ar. adjetivos. na voz passiva.” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal. “Por exemplo.. foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . U. nas formas destacadas. I. O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria. 01. e) ponderação. d) que vão se realizar num futuro bem próximo.. I. no imperativo.. verbos e adverbios Avançar . ( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado.. No trecho acima a seqüência de formas verbais.. a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”. a soma das alternativas corretas. c) passadas mas que têm validade permanente. coluna de acordo com a 1ª. corresponde à forma composta “havia virado” ou “tinha virado”. “(. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo. 86.. Com o verbo na voz ativa. denota um(a): a) treinamento.” Carlos Drummond de Andrade. d) solicitação.” III.) ponha a saia mais leve.” IV. b) presentes e posteriores ao momento da fala.). IV. U. aquela de chita. UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”.F.Artigos. podem-se desenvolver espécies de milho (. “voar” está empregado em função substantiva.. IV. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam. c) ordem.. b) I.. III.” II. d) II. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá. A seguir. em 1898”. Dê.. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. IV..) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética. 08.) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos.83. tendo em vista o emprego de verbos. 04. Uberlândia-MG Numere a 2ª. c) I. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (. 85. II. o presente do indicativo. III. 84. A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France. “(. I. substantivos. a forma “eram invadidas”. e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo.E.. Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”. com o sentido de existir.

é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo. Olhemos a cidade.87. e) solicitação.) como bem o sabiam os romanos (. com minha secretária Eunice. 90. c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na participação do “eu” que se expressa no texto. c) “(. 91. Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente. o pequeno rio. as três construções destacadas. torna-se rio caudal. altivo e sobranceiro contra os rochedos. 92. e engrossando com os mananciais. “vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática. quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do pretérito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação. d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação. 88..” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável. b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequadamente explicado. me dou. José de. e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89. c) sugestão. que recebe no seu curso de dez léguas. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem. que está corretamente reproduzida nas formas: a) pôde – pode. que rola majestosamente em seu vasto leito. vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba.. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”.) o povo é ignorante. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) tinha – tem.” ALENCAR. e) “rio caudal”.... quanto às vozes do verbo.Artigos. curva-se humildemente aos pés do suserano. Descreva essa mudança. b) “Se não zelássemos por nós. UERJ Classifique. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe. a) “Pelo Natal estarei aí.. na frase acima. posterior ao momento em que se fala. “Onde avanço.” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica. substantivos. enroscando-se como uma serpente. c) obteve – obtenha. Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas. 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte. d) “(. d) certeza.)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído. e) exigiam – exigem. adjetivos. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições. b) reflexão. O Guarani. GABARITO Em relação ao texto. a seqüência dos tempos verbais em negrito. verbos e adverbios Avançar . b) era – são.

Artigos.” b) “(. Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(....” d) “..” d) “(.) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde.) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência . U.uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca.) não compreende ele as coisas do Brasil..) Trunte retrucou que já era alguma coisa......F..F. U.. verbos e adverbios Avançar . adjetivos. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica..) poderemos (...” d) “(.” 96.“ 95. 23 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . substantivos.” b) “...... Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio..ninguém supera a televisão.....” c) “(.) manipular os peões (.93.)” 94. Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”...” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua.” b) “(. c) dominam.. d) vem dominando. b) vêm dominando....” c) “(.... obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa.) nada adiantava esse dinheiro.

como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. 15. 31. 30. 28. d 41. 34. 33. 22. 24. c c c V–F–V–V e d d a b F–V–V–F c b c d e d d GABARITO IMPRIMIR 35. 3. 40. d 43. verbos e adverbios Avançar . V E R B O S E A D V É R B IO S 1. d Voltar Língua Portuguesa . 14.Artigos. e 46. 16. 4. 21. d 49. adjetivos. 27. Vier. 36.” b) Ambientalistas defendem a econologia. 29. d 37. c 47. 17. 20. sociologia e ecologia. 7. substantivos. b 42. a 38. 11. dispuser. satisfizer. 32. A D JE T IV O S . se mantenha. c 45. a 39. 25.LÍNGUA PORTUGUESA 1 A R T IG O S . 9. 12. 2. a 44. 6. 19. 26. V–V–V–V–F c e d a d e V–V–F d b d c c a 13 d d 18. vir. 10. 13. declarou o médico. o paciente teria morrido. a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo. 23. combinação de princípos da economia. a 48. 8. S U B S T A N T IV O S . 5.

verifica-se que. em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. c 92. 66. 51. 56. 61. 58. 52. e 83. 91. substantivos. 70. do qual se distancia. c 85.Artigos. 71. b 84. a Voltar Língua Portuguesa . verbos e adverbios Avançar . 82. 75. o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado. Onde avanço: voz ativa. a infância é um estado permanente no eu-lírico. 57. a 88. a 95. a 96. 15 86. 68. c 87. 72. 76. no verso 13. 69. 62. O emprego dos parênteses revela que. 63. 90. em me dou é agente e paciente. 77. 79. 64. 78. A partir do emprego dos tempos verbais. b 94. a 93. 55. 81. c 89. b e b b e e d b e c e d b c b 65. 53. 73. a b e e a a e b a b d b b 28 a IMPRIMIR GABARITO 80. Em avanço o “eu” é agente. 60. o que é sugado ao mim de mim: voz passiva.2 50. na concepção do poema. adjetivos. 74. me dou: voz reflexiva. 54. 67. 59.

pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres.. é correto afirmar que a ênclise: I. para os falsos. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes. a) Apenas I é verdadeira. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. favorece uma tonicidade não usual em português. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia. ( ) Em que e na qual são pronomes relativos. conseqüentemente.desses direitos. c) Apenas III é verdadeira. II.. considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”. b) Apenas II é verdadeira.. como a realização dos postulados da justiça social’. III. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais.. falta o hífen em “interamericano”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) I e III são verdadeiras.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1. Além disso. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’.. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma. Colômbia. e F.E. UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. I. ( ) Por equívoco do redator. 2. Use V.” estão flexionados no mesmo tempo. Assinale a alternativa correta. no livre exercício de suas próprias soberanias. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos.” 1 GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados. d) I e II são verdadeiras. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. 1948). até . modo e pessoa. para os verdadeiros. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos.”. é própria de linguagem formal no Brasil.Pronomes Avançar .. ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das.

quando estava quase a suceder um desastre na entrada. das relíquias que guardava. das alusões freqüentes na conversão. c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão. d) somente à palavra mais próxima: saudade. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula.” (M.3. b) É bom que falemos-lhes toda a verdade. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos.. c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens.. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde. de Assis) d) “.” (M.. 5. falou-me também da piedade e saudade da viúva. pessoa do singular. Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo. entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha. Exemplos: Tô. beleza e ritmo. à qual está ligado por hífen. Voltar Língua Portuguesa . PUC-PR-Modificada Observe: IMPRIMIR “Revolucionou a forma de tocar violão. de Assis) 6. acrescentando-lhe saudade. b) à forma de tocar violão. c) a saudade. pessoa do singular com a 3ª. beleza e ritmo. não deixaria de comparecer.F. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro. e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos. U.Pronomes Avançar . na sua fala. da veneração em que tinha a memória dele. de Assis) c) “Lalau sentou-se. Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado. pra. rindo. a senhora. a) “. em vez de ficar séria e pensar em Deus. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser.. Univali-SC 2 GABARITO Nos quadrinhos. enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora.. em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4.” (M.” (M. 7. de Assis). A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco.. acontece um erro quanto à norma culta da Língua. a 2ª.” O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”. b) A personagem mistura. e) à forma verbal acrescentando.

Muitas vezes. com a PROFa. Muitas vezes não acha solução. E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto.) fazia que ela evitasse a companhia das outras. Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro. tua. em qualquer assunto que lhe preocupe. faça uma consulta. FUVEST-SP “/…/ estás desiludido. os. Onde é que a gente se encontra? C. c) teu. pois ambas necessitam da explicitação do termo gente. muita inveja. vossa.. desorientado.. tens caso íntimo à resolver. Comprove estimado leitor. ( ) no enunciado C. d) vosso. desconfiasse de toda a gente (. vossa. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul. respectivamente. Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara. 3 8. em qualquer assunto que lhe preocupe. desorientado. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequadamente. você é testemunha disto. ( ) no enunciado B.Pronomes Avançar . a PROFa.. Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça. a expressão em destaque pode ter o sentido de “nós”. te. mau olhado no amor. tens amor não correspondido ou rompido. BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos. muita sonhou com ele. te. ( ) no enunciado D. faça isso agora. fazer voltar alguém em sua companhia. referindo-se ao emissor-personagem e seus comparsas. tens caso íntimo à resolver.. respectivamente. BETE. lhes. B. ou até mesmo por não acreditar. fazer voltar alguém em sua companhia. tens amor não correspondido ou rompido.” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes. a palavra todos tem valor anafórico. por a) teu. 9. BETE mora no endereço abaixo a muitos anos. Todos se habituariam e pensar coletivamente. ( ) no enunciado A. desanimado. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa. Não fique na dúvida. tua. mau olhado no amor. muita inveja. e) vosso... UFGO A.Texto para a questão 8. muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade. a expressão a gente. o. (. mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê. “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção. nos negócios. um problema que para muitos é um problemão. deve-se substituir as palavras grifadas. alguma dormiu mal ou nada. estás desiludido. Leitor. de Machado de Assis e Érico Veríssimo. não é uma novata na sua especialidade (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul. tua. Considerando-se os elementos em negrito. tem o sentido de “nós”. no seu trabalho.) D. C e D). 817”. desanimado. emitido por uma voz narrativa onisciente. nos negócios. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ou o próprio mal não deixa. no seu trabalho. b) teu.

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico de pronome possessivo. a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre. b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos. c) A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...). e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma. Texto para as questões 11 e 12.
“Que me enganei ora o vejo: Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar.”

4

11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Aponte-o: a) que. b) me. c) o. d) te. 12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituindo um pronome possessivo. Aponte-o: a) te. b) me. c) o. d) que. 13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a), exceto: a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos, ............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis) b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha...” (M. de Assis) c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconsiderada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de Assis) d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis) 14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial, apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal. Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente: a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo; b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se; c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passase no Piauí não é o mesmo das grandes capitais; d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que acha-se rodeada mal abre os olhos à luz; e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em dia pode se sair melhor do que aquela.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

15. U.E. Londrina-PR-Modificada
“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída por: a) onde. b) que. c) cujas. d) das quais. e) entre as quais. 16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regional, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa. a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a outra. b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de casas... c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar problemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á cirurgia o mais breve possível. d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cidade mais antiga do país. e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar a força, unindo os alunos maiores com os menores. 17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectivamente como: a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto. b) artigo definido e pronome demonstrativo. c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo. d) pronome pessoal e artigo definido. e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo. 18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo. a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu. b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele? 19. UFGO Considere os enunciados abaixo. A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições. B. Onde há fumaça, há fogo. C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm uma só nacionalidade. D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam. Segundo a norma padrão da língua portuguesa: ( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre orações, como no enunciado A. ( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não tem um referente explícito. ( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere a uma expressão com valor de lugar virtual. ( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a” ou “para”.

5

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

20. UP-RN
“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.” “O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos: a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter sido pobre é o seu grande mal. d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo grande mal é ter nascido pobre. 21. F.M Triângulo Mineiro-MG
“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergonha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer testar seus conhecimentos’, argumenta.”
Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

6

Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída por: a) Quem não teve-lhe acesso. b) Quem não as teve acesso. c) Quem não teve-as acesso. d) Quem não teve acesso a elas. e) Quem não teve-lhes acesso. 22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alternativa correta, de acordo com a norma culta. “A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da Lagoa continuam malcheirosas.” a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo de Freitas. b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a atenção de D. Pedro II. c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas. d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam chamado a atenção de D. Pedro II. 23. PUC-PR-Modificada
“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente preocupada”.

IMPRIMIR

GABARITO

Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antecedente os termos: a) O pai; b) havia partido; c) ao filho; d) nenhum recado; e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados. a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te). b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe). c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me). d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se). e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me). 25. FUVEST-SP
“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho, fazendo a correção necessária. 26. PUC/Campinas-SP

7

“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa. A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), questão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente: a) o centro – Mudança Climática. b) Buenos Aires – a delegação brasileira. c) o planeta – a reunião. d) Kyoto – estufa. e) a Convenção – mudanças catastróficas. 27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos. ( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto. ( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das formas tu/vós. ( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e possessivos continuam na segunda pessoa. 28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do português falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o: a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade. b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada. c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos. d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.

IMPRIMIR

GABARITO

29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente. a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa. b) Entre eu e ela já não há mais nada. c) Viram-nos, mas não os chamaram. d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças: I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje. II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação. III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que poucos procurá-los-ão”. IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor. A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é: a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) I e IV. 31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos retirados de jornais de circulação regional: a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia. b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau? c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói. d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quantidade e qualidade requeridos por uma população... . e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos capazes. 32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a linguagem oral no texto escrito. Por essa razão, a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo. b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos. c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo. d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos. e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos. 33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar pronome pessoal da forma oblíqua na função sujeito. ( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um período com pronome oblíquo átono. 34. UFSE
“... tu vais encher os cofres ... derrubada debaixo da fronde ... dando de comer aos pássaros”

8

GABARITO

Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspondentes, obtém-se: a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer; b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer; c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer; d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer; e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ..............., em ............... de período. a) Mesóclise – futuro do presente simples – início. b) Separação – infinitivo – exórdio. c) Próclise – imperativo positivo – começo. d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura. e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio. 36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas: “Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.” Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente: a) conosco – conosco – mim – mim b) conosco – conosco – eu – eu c) com nós – conosco – eu – mim d) conosco – com nós – eu – eu e) com nós – conosco – mim – eu

9

37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações: I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se. II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede. III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram. Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal: a) Apenas para a oração I. b) Apenas para a oração II. c) Apenas para a oração III. d) Para todas as orações. e) Para nenhuma das orações. 38. VUNESP Leia o texto que segue.
“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferença é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

GABARITO

In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a, respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”. 39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro, defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma... a) dessa – daquelas. b) daquelas – destas. c) destas – dessa. d) desta – daquelas. e) desta – dessas.

IMPRIMIR

40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em: a) “Não me basta saber que sou amado.” b) “...no exílio em que a chorar me vejo.” c) “Não há que a terra pelo céu trocar.” d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.” e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa instituição.” Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é correspondente, obtém-se: a) não lhe procurem; b) não a procurem; c) não procurem-a; d) não procurem-lhe; e) não procurem-na. 42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um emprego de pronome não compatível com o uso formal da língua: “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem. b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa das águas que tem. d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem das águas que tem. e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das águas que tem. 43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal. a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.” c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.” d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.” e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.” 44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito corretamente.
“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

10

GABARITO

01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecêla. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. 08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. 16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

45. Unifor-CE-Adaptada
“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a: a) alguns cientistas; b) robôs do futuro; c) seus programas; d) todos eles; e) homens. 46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em: a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes. b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou. c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades. d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada. e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

11

47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’” Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos: a) palavra e mote. b) leitura e mote. c) palavra e mundo. d) leitura e daquele. e) continuidade e mundo. 48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorreção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em que o pronome foi empregado adequadamente. a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se aproveitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica. b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola. c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a nós pais para conversar. d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do cargo. e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das conseqüências, ataque-se primordialmente as causas. 49. UEMS I. O lugar...moro é muito pacato. II. Esse foi o número...gostei menos. III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso. a) onde - que - cujo. b) em que – de que – cujo o. c) no qual – o qual – do qual o. d) que – que – cujo o. e) em que – de que – cujo.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em: a) não os tivessem; b) não tivessem-los; c) não o tivessem; d) não tivessem-o; e) não tivessem-no. 51. UFR-RJ
“O homem ainda faz O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um: a) pronome de tratamento; b) artigo definido; c) pronome oblíquo átono; d) pronome oblíquo tônico; e) pronome demonstrativo.

12

A questão 52 refere-se ao texto a seguir.
“O Padeiro (fragmento) (Rubem Braga) Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: – Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? ‘Então você não é ninguém?’. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”

GABARITO

In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.

52. UFRJ a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto? b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a. 53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma culta. a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita geralmente em apiários. b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são originárias da África do Sul. c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários, originaram-se na África do Sul. d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, originou-se na África do Sul. e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se na África do Sul.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

Texto para a questão 54.
“Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Eu considerei as contas que era preciso pagar, os passos que era preciso dar, as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia.

13

54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilidades que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no poema Música, é exemplo disso: a) “Me disseram que era Chopin”. b) “dentadura dura”. c) “enquadrei o Chopin”. d) “que era preciso pagar”. e) “braços redondos”. 55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é: a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos que lhes foram distribuídos a mando de Herodes. b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de um boi branco e de um burro cansado. c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.

GABARITO

d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono escorraçou os viajantes. e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo deve de ter sido uma visão aterrorizadora. 56. UFRJ
“Esaú e Jacó (fragmento) (Machado de Assis) – Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas.”

IMPRIMIR

In: Obra Completa. vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do autor.

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas diferentes classes gramaticais. b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor. 118. UFRJ “O impossível carinho Escuta. O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor. a) Identifique essas duas classes gramaticais. 1982. 9ª ed. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Pronomes Avançar . eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA. p.57. Estrela da vida inteira. Manuel. Rio de Janeiro: José Olympio.

20. 18. 22. 5. 37. a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta). 14. 32. 24. que é o caso. O pronome em questão possui função completiva. 9. está correto o uso do pronome mim. 39. 26. Voltar Língua Portuguesa . 21. 17. 10. sendo regido pela preposição entre.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1 1. 27. que estuda há oito anos. 13. 25. 4. o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. 3. 23. 12. 7. 31. 11. 35. 2. 15. 16.Pronomes Avançar . 6. F–F–V–V–F d d b d b b c F–V–F–V c a d a e b b c a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito. 28. 34. e por literatura. pronome pessoal do caso oblíquo. 33. d GABARITO IMPRIMIR 19. 38. b) Na função completiva. desta forma. 8. 36. F–F–V–V d d b c c A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. 29. pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. 30. b F–V–F c c e c d V–V c a c c Em “a fruta”.

ele é posposto ao verbo. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’. 45. uma atitude marcante na sua obra madura. 46. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes. 47.Pronomes Avançar . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b b e b 06 b d c d e a e a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. 51. 52. o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano. a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes. 42. 56. 44. b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. 54. b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa.40. b a a No texto de Machado. 55. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. 57. 50. a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. 43. porém. 2 53. 41. 48. 49. Se.

de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno. 1999. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis. Jogar pedrinhas nim moscas. c) recusando seu invólucro utilitário. cozinhou as botas e as comeu. UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto. o verso citado propõe que. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. deixando de lado o sujeito que olha. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: Esfregar pedras na paisagem. carvão de folhas. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. b) impermeável.” BARROS. cisco de olho. Perder a inteligência das coisas para vê-las. e Carlitos. 3 ed. uma tomada de posição ante o fazer poético. comer as botas. UFMS “Mesmo sem fome. Matéria de Poesias. propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos. Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos.. c) fecunda. Manoel de. o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. 3. O resto em Carlitos. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 11 GABARITO 1. A expressão mesmo sem fome muda a situação.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3. em um filme. comer as botas” é uma referência a Carlitos que. automatizados. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem. Deixar os substantivos passarem anos no esterco.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . (Colhida em Rimbaud) Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. d) pelo ponto de vista do especialista. d) vaga. e) cristalina.. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”. Nessa concepção. UFMS O poema cita Rimbaud. e) isolar-se do resto da humanidade. b) com objetividade. moscas de pensão. isolado na neve e não tendo com que se alimentar. portanto. até os cadarços. Se consideramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”.Noções de literatura Avançar . mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra. 2.. deitados de barriga. Mesmo sem fome. c) sofrer privações materiais. em favor da poesia. poeta francês do século passado. Perguntar distraído: – O que há de você na água? Não usar colarinho duro. teréns de rua e de música. personagem dos filmes de Charles Chaplin. é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos. Aprender a capinar com enxada cega. com fome. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua.

UFPI Dos versos 3 e 4. simplesmente.. d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor. e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente.” MORAES. 6. e) O artista recria a realidade usando palavras de amor. c) O amante experimenta formas diferentes de amar. UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: a) o amor culmina com a morte. E de te amar assim muito e amiúde. 7. d) vício – virtude. Poesia completa e prosa. 5. b) a sensação de que o amor é indescritível. E te amo além. e) o amante vive a descrever o ser amado. “Soneto do amor total 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 Amo te tanto. 2 4. Amo-te como um bicho.. d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante. c) verdade – mentira. Amo-te afim. b) A realidade é diferente para quem ama pouco. Amo-te. presente na saudade. enfim. d) o amor se esgota no próprio desejo.”. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. de um calmo amor prestante. p.. meu amor. b) pureza – impureza. c) o amante dá a vida pela amada. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) o amor destrói o corpo amado. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar.. não cante / O humano coração com mais verdade. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade.. Vinícius de. 336.Texto para as questões 4 a 7. existe: a) a surpresa de se ver amando tanto.. RJ: Nova Aguilar. De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor. UFPI Na seqüência “.Noções de literatura Avançar . Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade.. não cante O humano coração com mais verdade.. e) vida – morte. 1986.

” IMPRIMIR GABARITO Por meio de versos .......Texto para as questões 8 e 9. a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa . As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida.... em que é perceptível um lirismo .” (João Cabral de Melo Neto). / e sem fazer esforço ou maravilha. .. b) vício de linguagem. e a afirmação que as segue... UFRS Leia as estrofes abaixo. c) reiteração expressiva..” (Casimiro de Abreu). b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas..Noções de literatura Avançar .. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.. em alguns momentos... a outra abandonada uma nua na terra. porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas.. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a minha primeira musa. 1964.. Cassiano.. Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. 10.. d) onomatopéia modernista. UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte característica: a) variação semântica. / Como estrelas e nuvens e mulheres..” (Álvares de Azevedo).. Jeremias Sem-Chorar. 9. outra no céu.. 01 02 03 04 05 06 07 08 “Uma lua no céu apareceu cheia e branca. d) “Um dia (... emocionada a mulher a meu lado estremeceu e se entregou sem que eu dissesse nada. típico de sua poesia... foi quando. / Pela regra geral de todos seres. / Minha lira também seus tons varia. Um homem que tem fome como qualquer outro homem. fundindo-as.... Rio de Janeiro: José Olympio...” RICARDO... de Vinícius de Moraes. 3 8..” (Gonçalves Dias)... c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si. como acontece no verso de número .... Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia.) tive saudades da casa paterna e chorei. Larguei-as pela jovem madrugada ambas cheias e brancas e sem véu perdida uma....

III e IV c) II e IV 12. II. inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo. alude à capacidade que o ser humano tem de fazer. sobre o texto. III.. 4 7 10 GABARITO 13 16 19 Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. julgue os itens a seguir. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro. em muito mais tempo que a natureza. tema reincidente na poesia romântica. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor. ( ) No verso 8. Toda poesia.11.Noções de literatura Avançar . determina o tom pessimista do texto. ( ) O poeta.. há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade. com que se inaugura a poesia moderna brasileira. nos versos 14 e 15. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . entre outros recursos poéticos. Nas águas e no luar! (. Pela análise das afirmativas. da boca mas quando for tempo E é tempo todo tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão” GULLAR. pelo poema Rosa do Povo. as imagens utilizadas e o uso recorrente de repetições. IV. II. Das aves no sentimento. Ferreira. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I. PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Ser a flor das primaveras Que tenho no coração! E se ouviras o desejo Do amoroso sertanejo Que descora de paixão! Se tu viesses comigo Das serras ao desabrigo Aprender o que é amar Ouvi-lo no frio vento. O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens. As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso. o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente. o que esta rapidamente consegue realizar. O medo da rejeição amorosa. ( ) No verso 7.) Ah! vem! amemos! vivamos! O enlevo do amor bebamos Nos perfumes do sertão!” 4 Analisar as afirmativas que seguem. I. ( ) A distribuição dos versos no espaço de papel.

cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra. por parte do sujeito poético. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente. 15. Org. Inferno.” GABARITO ANDRADE. 114. me vigiando curioso. ou da minada serra. o tempo não chegou de completa justiça. esta é a última vez. Melancolias. Fui na direção da minha casa. e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. em face de um mundo conturbado. Tomás Antônio. 90. Introdução: Para responder a essas questões. 36. enquanto caminhávamos. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. 24. não faça isso de novo comigo. Devo seguir até o enjôo? Posso. sem armas. p. como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade.” GONZAGA. o pedinte. Em seguida. Eu disse. Voltei. ed. nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. Carlos Drummond de. Ele era mais alto do que eu. só tenho o senhor no mundo’. então vi que era um menino franzino. Rubem. 1997. o rosto fixo virado para o meu. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo. Não acabou de falar. ou se falou eu não ouvi. ele me acompanhando. Ele caiu no chão. alucinações e espera. O tempo é ainda de fezes. ed. que foi cobrindo a sua face. Rio de Janeiro São Paulo: Record. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Uneb-BA “Tu não verás. surgiu inesperadamente. v. a) Sentimento de angústia. forte e ameaçador. estou precisando de um dinheiro. (Nossos Clássicos. p. pelo autor). e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. 13. desconfiado. não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento. eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso. conseguia esconder. Marília. Rio de Janeiro: Agir. Feliz ano novo. por Lúcia Helena. fui ao meu quarto. até que chegamos na minha casa.” FONSECA. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele. implacável. In: Tomás Antônio Gonzaga. maus poemas. ‘Só tenho o senhor no mundo. 2.) 5 14. e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue. 85-6. de espinhas no rosto. ‘espere aqui’. doutor. In: Antologia poética (Org. e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto. São Paulo: Companhia das Letras. vou de branco pela rua cinzenta.Noções de literatura Avançar . ou dos cercos dos rios caudalosos. com o barulho do tiro. Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas. Fechei a porta. 1997. revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não.Questões de 13 a 17. p. d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. 1985. mercadorias espreitam-me. associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque.

. a forma dos montes verdes. Graciliano. Uneb-BA “– Não esqueci de nada. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido. e é inevitável mencioná-las.. exponho o que notei. Se ele existisse. Clarice. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. o que julgo ter notado” d) “Não as contesto. Outras. gemidos. (.” 6 LISPECTOR.. gestos. tintos de luz. 79. e é inevitável mencioná-las” c) “neste esmiuçamento. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. Jorge. a cor das folhas que tombavam das árvores. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis. frases autênticas. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos. As luzes se acenderam de repente. 19. exponho o que notei. (. e a mãe olhava a filha. Lutar pelo direito. porém. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa. Laços e família: contos. conservaram-se. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se. Ah! ah!. da leitura do texto.Noções de literatura Avançar . Não as contesto. ed.16. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais. cresceram. A tarde caía. Um homem comprou cocada. conservaram-se. a bolsa. neste esmiuçamento. “(.. 18. UERJ Por causa da perda das anotações. São Paulo: Record.. Um dia iria fazer uma greve como seu pai.. Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça. Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu..” AMADO. 85. Memórias do cárcere. completam-se e me dão hoje impressão de realidade. o que julgo ter notado.)” GABARITO RAMOS. Ao longe. num pátio branco. 1984. exclamou a mãe como a um desastre irremediável. gritos. 1982. como contavam a de seu pai... ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante. Outros devem possuir lembranças diversas. Capitães da areia. Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história. E Catarina? Catarina olhava a mãe. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos. o deus da bexiga... procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. cresceram. p. durante o Estado Novo. o texto é impregnado de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras. ed. Rio. relatada pelo narrador. é possível depreender. mas espero que não recusem as minhas” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . recomeçou a mãe.. ela ajeitava depressa as malas. associaram-se. Com base no texto abaixo. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade. A negra se levantou. Pirulito apontava com o Querido-de-Deus. deixá-las no esquecimento: valiam pouco. 1996. responda às questões de números 18 a 20.. c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária. associaram-se. E se esmoreceram. pelo menos imagino que valiam pouco. 12. mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida. 17. p. de repente envelhecida e pobre. Rio de Janeiro: José Olympio. 111. porém. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada.) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água. E os guindastes rodavam ruidosamente. d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material. em manhã de bruma. Certamente me irão fazer falta. Rio de Janeiro: Record.) Nesta reconstituição de fatos velhos.

d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas. 22.” 7 21.20.F. pois é tão duro e resistente quanto eles. pois é tão duro quanto elas. penhas. que amor tirano.F. que é a exaltação dos penhascos. temei. mais se apura. c) o sujeito lírico. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas. e) rima e versos decassílabos. Santa Maria-RS Nesse poema. um elemento típico da paisagem mineira. c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas). A que dava ocasião minha brandura. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. que vence os tigres por empresa Tomou logo render-me. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós. constituem uma autobiografia – gênero literário definido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura. e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo. um peito sem dureza! Amor. Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada. U. o que mostra a influência do Barroco na lírica do poeta mineiro. a exemplo do livro de Graciliano Ramos. de Cláudio Manuel da Costa. b) identidade de nome entre autor. a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Vocabulário: penhas – penhascos ”Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. mostrando que há obediência à regra principal do Arcadismo. nos versos 9 e 11. dirige-se aos penhascos. d) os versos dos tercetos em redondilha maior. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . narrador e personagem principal. b) nota-se. Onde há mais resistência. a pedra. Podese dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que. que ostentais a condição mais dura. U. Temei. Que não me foi bastante a fortaleza. nos versos 12. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano. A partir dessa definição. c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade. que representa seu berço. 13 e 14. b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas).Noções de literatura Avançar . a presença de antítese.

INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos. Um espírito negro me desperta. Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não. julgue os itens das questões de 23 a 26. Me ateia o sangue. Foram sonhos contudo. exemplo da tendência mórbida desse movimento. No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo. UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica. 1997. E a donzela ideal nos róseos lábios.. Voltar Língua Portuguesa . não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA. colocando-se como sujeito submisso em seu desejo de amor. In: Leandro & Leonardo. Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar.Lira dos Vinte Anos. ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação à realidade.. 8 GABARITO IMPRIMIR 23. ( ) No texto I. me enlanguece a fronte. O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo . UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa.. E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos. ( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade. ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”. 10.. o da virgindade idealizada e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”. 24. Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo. Vol. ( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos. Bernardes e Schiavon. a figura feminina se constrói entre dois pólos. nesse texto. A minha vida Se esgota em ilusões. Álvares de Azevedo apresenta.Noções de literatura Avançar . Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia.

( ) Escritos em séculos diferentes. 196. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo. como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I).Noções de literatura Avançar . 1992. Voltar Língua Portuguesa . IMPRIMIR 28.. aparece envolta em sensualidade e erotismo. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos. ( ) Nos textos I e II. F. c) A mulher. c) assemelha-se à “amiga”.25. d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais. os dois poemas são decassílabos. ed. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa. Católica de Salvador-BA Sobre o poema. há ocorrência de inversão sintática. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento. ( ) Neles. d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado. amiga minha Em mim como no mar. São Paulo: Companhia das Letras. UFMT ( ) Quanto à métrica. vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim. Questões de 27 a 29. ( ) Em ambos. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva. 9 GABARITO 27. na visão do eu-lírico. e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual. teus seios Se enchem de leite. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer. 26. Católica de Salvador-BA No poema. tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro. cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático. Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba.” MORAES. ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente. Amiga. frases em ordem indireta. como um espelho e sua imagem. Antologia Poética. o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido. p.. Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa. 11. “A Ausente Amiga. Vem mergulhar em mim Como no mar. infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam... F. Vinícius de. Vem. UFMT ( ) No texto II. ( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas.

o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia. como uma mancha no ermo. I. também. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e. II. 10 30. A meninice brincou de novo nos olhos dela.” BANDEIRA. UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo. 1979. esfumaçados pela neblina que saía da chaminé daquela casa onde. porque minha bisavó. c) tenta conciliar o presente com o passado. com a sua cara. Texto para as questões 30 e 31. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta. deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola. livre de rima e de métrica. Rio. O título do poema encerra uma ironia. na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. ainda não me acostumei com o seu corpo. a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. Lançando mão de um procedimento moderno. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. Manuel. José Olympio.. O rapaz concluiu: – Antônia. b) a lembrança de um certo namorado de infância. dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo. III.29. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) busca a originalidade a qualquer preço. b) somente III é correta. c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina. e) I e II são corretas.Noções de literatura Avançar . você é engraçada! Você parece louca. “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia. Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético. A moça olhou de lado e esperou. a) I e III são corretas. que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro. A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto.. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas. 31. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos. e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. fez exclamações. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando. Foi esse o início de um destino esquerdo. você parece uma lagarta listada. trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa. c) II e III são corretas. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano. fresca e furta-cor. F. d) somente I é correta. A moça arregalou os olhos. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver. levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos.

foram utilizados dois tipos de discursos: o indireto. a personagem... marcado por expressões como “... levantando a voz como se nascesse rei. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros. embora incapaz de modificar uma situação socialmente imposta às mulheres.Noções de literatura Avançar ..”. 33. porque me secaram as tetas. não se mostra tão conformada como a avó.32... continuava a ser uma pessoa vaidosa. a elipse do verbo ser. e o bando de filhos seus primeiros súditos. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora. ter como agentes tanto “meninos” como “tetas”. são respectivamente: hipérbole. a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa. ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento. que ainda demonstra sua submissão ao homem. ( ) De acordo com o texto. com enormes riscos de ouro. de acordo com as normas da língua padrão.” Percebe-se nessa frase.. fresca e furta-cor. apesar de trabalhar muito. a quem todos deveriam se submeter e jamais questionar. é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação.. ( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo. estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e.” considerando-se o contexto. U... portanto. o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo. ( ) De acordo com o que se lê no período do texto. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento.. pois afirma: “Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte.” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem. ( ) Em “. Católica-GO ( ) Pela leitura do texto. nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias.. a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa. ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas.”. é correto afirmar que a personagem. claramente. 11 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . metáfora e prosopopéia. Católica-GO ( ) No texto. ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físicas.. ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’. obrigatoriamente. levantando a voz como se nascesse rei”. que ocorreu porque a personagem era jovem e bela. ( ) A personagem demonstra que.”. ( ) “.. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e. e o indireto livre. cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos. U. na terceira pessoa do singular.. Caso o verbo estivesse presente deveria.. ‘destino esquerdo’.” ( ) Na frase “.. é correto afirmar que. sovar o dia do marido que vem chegando.

recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo. Tem cheiro a luz.. ou por outra. IMPRIMIR 36. Voltar Língua Portuguesa . só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico. In: Muito Soneto por nada. a flor e a fera. põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido. (sororal) vibrante como um sino. merda. Língua vernácula entre os dentes. predominantemente. / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora. F.” ( ) “O luar. b) não é literário. / Despertar-me no leito: ouro em tudo. pois não é prosa nem poesia. José. a folha e o inseto. um poema épico. 58. / É transparente.. de outro poema preto em verso branco. e) é um misto de literário e não literário. / Azul. d) não é literário. F. decassílabos. próprio do texto contemporâneo. d) é lírico... que me livre de vez desses poemas. não há remate. dor no cotovelo e tu. a pedra e o tronco. – na face / De anjo morto. Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária.Noções de literatura Avançar . Com que gana! E que suplício: não há ponto final. As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego. azul em fora. as nereidas frias.. os ninhos e a hera.. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo. 1998.” NEVES. é branco. b) é narrativo. a manhã nasce. no olhar sobredivino. pela presença de termos chulos. a luz tem cheiro. pela linguagem coloquial e referencial. E eu quero? É Sísifo o meu modelo. a fauna e a flora / A erva e o pássaro.34.. é leve. majestosamente. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil. / A noite no alto-mar anima as ondas.I.. e me livre de ti em paralelo. na mente. Reinaldo Santos. / A água e o reptil. // Como lençóis claros de neve.I. sonora barcarola. / Aroma de argental caçoula. // Nasce a manhã. merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra. p. / Que o sol filtrando em luz esteve. pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos. com exceção de: a) é literário. à tarefa. ( ) “Tudo. – o ar e o chão. / Pérolas vivas. e) não é um soneto. pela intensidade do sentimento do eu poético. / Sobem das fundas úmidas Golcondas.. c) é dramático. um soneto de versos. entre sombras. Vitória: Cultural. na voz.” ( ) “Ela vem. com que ânsia. / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada.” 12 Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidência e com F os demais. construído em prosa poética. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima. Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe.” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias. vulgares.. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece. GABARITO 35. ao suplício. U. c) é literário.

há uma preocupação com os procedimentos poéticos. 38. O engenho de madeira a gemer e a chorar. Poemas. II. 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 “Todo dia ela faz tudo sempre igual me acorda às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café (... em que a economia brasileira dependia. UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I. UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . em comum.. julgue os itens a seguir.)” Caetano Veloso. causar. da canção de Caetano. o mal que vai. III. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima. é o assunto desse poema. como rimas. b) Apenas II. com a repetição de recursos poéticos. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína. Quais estão corretas? a) Apenas I. a dor. quanto ao significado e à função sintática. 9). a sonoridade da moenda a trabalhar. ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica. e) I. respectivamente. II. O verbo “como” (v. 13 “quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você está tão bonita você traz a coca-cola eu tomo você bota a mesa eu como eu como eu como eu como eu como você não tá entendendo nada do que eu digo eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (.. ( ) A época áurea da cana-de-açúcar. Vive como a expiar uma culpa tremenda. II e III. Considerando o poema acima. talvez. ( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v. ( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam.. c) Apenas I e II. As duas canções apresentam. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v.7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso. Ringe e range. d) Apenas II e III.7). E ringindo e rangendo. À luz quente do sol e à fria luz do luar. rouquenha.)” Chico Buarque de Holanda. Nos versos selecionados.37.. a rígida moenda. a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal.” Da Costa e Silva.8 ) e o pronome “você” (v. permitem uma dupla leitura. I. principalmente.Noções de literatura Avançar . dessa atividade extrativa vegetal. repetições e paralelismos.

Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro. Quando crescer eu compro. o que não saberei nunca. Machado de. E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio. disposto a esquecê-la e a matá-la. Compra assim mesmo. menino. “Biblioteca verde Papai. Mas leio. Tenho de ler tudo. unicamente minha. Agora não. Memórias Póstumas de Brás Cubas. U. Sou o mais rico menino destas redondezas. as demais. São só 24 volumes encadernados em percalina verde. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas. Evidentemente. verde pastagem.Noções de literatura Avançar . p. 1992. Fica quieto. que bom passar a mão no som da percalina. Não podendo dormir. ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico. poemas me vejo viver. Como te devoro. se mais natural. somente minha.672-673. – braços que eram meus. Via-a assim. que chegaria tarde. Depois. me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres. Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas. O que saberei. É em percalina verde. Rio de Janeiro. São Paulo: Ática. Reunião. leio. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. em cavalarias me perco. era dar prova de fraqueza. quis vestir-me. compra. Meu filho. menos luzidios que os olhos dela. Papai me compra agora. em contos. inveja de mim mesmo. é livro demais para uma criança. o colo de leite. eu vou comprar. e doía-me que a vissem outros. medievo. com vestido soberbo que havia de ter.. 96. Agora não. Julguei. – não sei se mais bela. – fascinando os olhos de todos. mata de pinheiros toda verde. pai. José Olympio. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade. começava a despi-la. compra. e sair. 1 5 10 GABARITO 15 20 25 IMPRIMIR 30 Voltar Língua Portuguesa . a torná-la. ( ) Ser humano revelado como contraditório. Carlos Drummond de. não. a pôr de lado as jóias e sedas. pensava eu. eu cresço logo. verde.. os cabelos postos em à maneira do tempo. – torná-la minha. Compra. e os brilhantes. 18 ed. Virgília começava a aborrecer-se de mim. 1983. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F. Via-a dali mesmo. Em filosofias tropeço e caio. cavalgo de novo meu verde livro. porém. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina. Antes de ler. ( ) Sublimação do amor.) Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres. p. reclinada no camarote. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade. esse cristal de fluida transparência: verde. atirei-me a ler e escrever. Amanhã começo a ler. demais. com os seus magníficos braços nus. (Orgulho.39. consultei o relógio.” ANDRADE. Chega cheirando a papel novo.” ASSIS. só 24 volumes.

Não fosse ele. Tudo isto é obscuro. 14-15. b) “Antes de ler. e tio Cosme. que bom passar a mão no som da percalina. 25-26. ou uma encíclica47. 29-32.E. 25. que perturbava assim a adolescência de um pobre seminarista.) Como te devoro. c) “Tudo que sei é ela que me ensina. de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. 19. e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro. e no menor número de palavras. U. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo. 4-5. d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora. UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê. porque um nasceu de outro. se eu fosse padre. como era seu sonho de adolescência.” 47 15 GABARITO Vocabulário: Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação. ou uma pastoral. como me recomendara tio Cosme. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão.. O que saberei.Noções de literatura Avançar .) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica. o que não saberei nunca. c) da predominância de orações coordenadas. verde pastagem. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro. torna-se também culpada pelo destino dele. Um só ponho. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho. a não ser que ambos formem duas metades de um só. por tê-lo induzido a casar cedo. c) “cristal/ de fluida transparência” -v. se bispo. 41. -v. meu rapaz. ou antes porei dois.40. dona leitora. -v. 25-26. tenente e imperador. 10-11. b) “coleção/ de Obras Célebres. 42. não só a sua vocação.F. mas a culpa é do vosso sexo. todos os destinos estão neste século. dirigindo-se a uma leitora que. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber. pois ela depende da capacidade do leitor de atribuir sentidos ao que lê. (N. Agora não”. UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz. se papa. 6-7. ainda acordado. como também o enredo da narrativa. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado. d) “verde pastagem” -v. nesse caso.. 17-18. b) das construções com uso de vocativos. esse cristal”. e) “Amanhã começo a ler. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. d) “(.” -v. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular. c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances. por ter sido escritor de romances. por outro lado.” -v. pai eu cresço logo. está na biblioteca em verde murmúrio”. -v. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares. d) do emprego de verbos no modo imperativo. A leitura não está unicamente inscrita no texto. ‘Anda lá. 43. e este livro seria talvez uma simples prática paroquial. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v. Até lá os sonhos perseguiam-me. -v. b) Machado de Assis culpa as mulheres.

segunda. na cidade? A máquina o fará por nós. ( ) O pronome “o”. Fig. no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo. ( ) A voz do poeta. a “pensar. Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira. 2. refere-se. o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma prece. ( ) De acordo com a acepção 1 do verbete. reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa. na cidade”. os ossos? A automação. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós. Por que pensar. ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete. ( ) Ao longo do poema. sistema circulatório. digestivo e respiratório. ócio dourado. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial. sistema lingüístico. na forma como se apresenta. ( ) Segundo a acepção 1 do verbete. O cérebro eletrônico. ( ) Esse poema. no verso 19. Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas. sistema neurovegetativo. ou conversa longa e fastidiosa. no verso 17. no último verso. que aparece várias vezes no poema. imaginar”. UnB-DF Acerca das idéias do texto. corresponde. no verso 21. e o texto III. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia. Por que labutar no campo. a “subir a escada de Jacó”. lengalenga. imaginar? A máquina o fará por nós. dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós. p. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . sistemas motor. Relação. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. terceira. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete. (ant.) nesta acepção: reza da capoeira. 1 4 7 10 13 16 16 19 22 44. pelo lat.1. os músculos. 1972.)” Considerando o verbete acima. julgue os itens que se seguem. discurso.f. cantilena.As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha Por que o raciocínio. da seguinte forma: primeira estrofe. Seleta em prosa e verso. desvela a ironia com que se estrutura o poema. (Sin. ( ) Como obra poética. a “labutar no campo. no verso 15. em um contexto de capoeira. a “fazer um poema” e. litania) S. Cap.Noções de literatura Avançar . Rio de Janeiro: José Olympio. INL. Ó máquina. quarta e quinta. narração. uma oração. 45. o autor vai associando partes da anatomia humana aos sistemas fisiológicos por ela dinamizados. Bras. julgue os itens seguintes. orai por nós.” RICARDO. Cassiano. 85-6.

c) O autor. que descreve a paisagem. a canção que eu fiz pra te esquecer. brasileiro. já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana. no silêncio. que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu.Noções de literatura Avançar . Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda. me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando. lento um trovador cheio de estrelas escuta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e. Antônio Carlos Jobim. os costumes e tradições do indianismo. Luísa me dá tua mão o teu desejo é sempre o meu desejo vem.” Antônio Carlos Jobim. como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim. sofre a forte influência poética de Lord Byron e Musset. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração.. conseqüentemente. agora. U.. 17 Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos. Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda. a fauna e flora. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa. d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e. então. percebendo-se a sua influência ainda hoje. GABARITO b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas. Vem cá.46.

1994. num dos pulsos. Se são jaulas não é certo. Obra completa. Assim. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado. com voz de pássaro rouco. mais privadas. não assinado. desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos. que não são artistas nem artesãos. impessoal. se pássaros. IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. outras vezes. em série. p. não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente. dentro das quais. vão num bolso. Umas vezes. estejam presos ou soltos. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. 324-6. mais perto estão das gaiolas ao menos.” NETO. a saltação que ela guarda. João Cabral de Melo. em nenhum momento. pelo tamanho e quebradiço da forma. 2 O que eles cantam. Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação. como em jaula. tais gaiolas vão penduradas nos muros. Voltar Língua Portuguesa . e nunca. mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho. 18 e de pássaro cantor. GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono.Noções de literatura Avançar . trabalho rotina. se ouve palpitar um bicho.Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro.

É tão claro! – e turva tudo: honra. dócil e ingênuo. “gaiolas”. ( ) Na interpretação de poemas. De seu calmo esconderijo. quer dizer. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”. poder. ( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sentido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio. Assim. criativa versus produção em série. barra.Noções de literatura Avançar . deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos. UnB-DF Em relação ao texto. folha. em ordem direta.47. em função de seu assunto e da linguagem despojada. ( ) A linguagem é poética. “canto”. “gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade. o ouro vem. Cecília. engenho. amor e pensamento. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos. o povo. ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários. 19 GABARITO Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. 48. ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos. considerando-se o número de sílabas em cada verso. prestígio. UnB-DF Ainda em relação ao texto. por ser átona. ( ) No primeiro verso do poema. as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu lírico e leitores) ou como as pessoas.” MEIRELES. julgue os itens que se seguem. ( ) Quanto à posição da sílaba tônica. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros. “jaulas”. torna-se pó. na sexta estrofe. Romance II.. ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso).. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso. infinitas galerias penetram morros profundos. ( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondilha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradicionais de construção de poemas. “cantando”. seu foco principal está na mensagem que é transmitida. a produção pessoal versus produção impessoal. julgue os itens seguintes. a coesão e também a convergência e a densidade semântica do texto. produção variada. ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro. 49. rotineira.

d) da força dos verbos. nenhum sentido. Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”. 1987. 229. senão lutarmos juntos por um mundo melhor. Civilização Brasileira. amigo. c) da construção de versos livres. d) sermos pessoas ajustadas e felizes.Texto para as questões 50 e 51. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons. Rio de Janeiro. Ferreira. o autor não se utiliza: a) de comparações. e não vejo na vida. U. c) não nos desesperarmos. o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns. 51. U. povo solidário e unido. reservista. Toda Poesia. de ônibus. de táxi. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . p. maior. Ando a pé. Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. do dia-a-dia.Noções de literatura Avançar . casado. “Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento. e) sermos gente. b) do efeito dos adjetivos. b) vermos algum sentido na vida. defuntas alegrias flores passarinhos facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro. de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar. Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos.” GULLAR. 20 GABARITO 50. e) da beleza dos substantivos saudosistas.

Falai! que estou distante e distraída. Cecília. 1977. pela incomunicabilidade e. p. O último verso indica. Percebe-se. U. com meu tédio sem voz. “Interpretação As palavras aí estão. a existência de dois universos: o da exterioridade. daquilo que não pode ser observado no mundo exterior. e o da interioridade. Isso porque. que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”. Obra poética. portanto. no poema. nesse poema. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres. revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades do “outro”. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais. O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que. trata-o com desdém. Pode-se dizer que. a perda da percepção dos limites da realidade.52. por vezes.E. ou seja. A arte pode ser “inverossímil”. como resposta. representado por expressões como “palavras” e “Falai!”. conseqüentemente. Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem referência à própria criação artística. promovendo uma espécie de autosondagem no domínio do mundo interior.” MEIRELES. Dê. Falai! meu mundo é feito de outra vida. Há. o delírio. Nos dois primeiros versos. revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”. mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”. 01. 02. o eu-lírico só poderia falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”. pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que caracterizam o sentido deste poema.Noções de literatura Avançar . O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo. há uma constatação de que a linguagem não é um instrumento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. a soma das alternativas corretas. 04. no poema. 32. Talvez nós não sejamos nós. Rio de Janeiro. uma por uma: porém minha alma sabe mais. profundamente interiorizado. O verso “Falai! que estou distante e distraída”. 08. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”. portanto. 256. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico. Nova Aguilar. ela se permite dizer “inverdades”. 16. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto.

do escrevente. Vinte e três anos. ou à preta Luzia. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório. manca da perna esquerda e um tanto aluada. Abriu uma gaveta. corrigiu o erro. Parou. Escolha!” LOBATO. — . a tremer. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. histérica.. o qual tinha duas. apenas quatro palavras. Silenciaram ambos. Escrevera nesse bilhetinho. — Sei onde trago o meu nariz. com a pulga atrás da orelha. nos dias de folga. — Oh. Salvo se declara amor à minha mulher!. não receia sobrecenhos enfarruscados. balbuciou medrosa confirmação. mas o amor. com bastante sucesso. fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra. vencido. a serenata fatal à esquina. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E. coronel. comoveu-se e com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos. da segunda pessoa – a quem se fala. encalhe da família.. que é mais forte que a morte. com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas. O Colocador de pronomes. Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense.. derrubou a cabeça.. — .. Encontros na igreja. — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno. troca de olhares. Não lhe erravam os pressentimentos... a qual não pode ser senão a Maria do Carmo. desdobrou-o. entretanto. seu chefe natural. mandou chamá-lo à sua presença. é casar! concluiu de improviso o vingativo pai. Ousou o escrevente namorar-lhe a filha. Ora. Laurinha. cozinheira. Negrinha e O macaco que se fez homem. apesar da distância hierárquica que os separava. e eu. — Laurinha. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa. In: Contos pesados. Toda a gente lhe tinha um vago medo. nem tufos de cabelos no nariz. o coronel trancou o escritório. num pasmo. e neste caso vassuncê. moço.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56. Pois agora. em pausa de tragédia. Aqui se estrepou. Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido. batendo-lhe no ombro paternalmente. Ar um tanto palerma. com o Acorda.. bilhetinho perfumado. vesga. da terceira pessoa – de quem se fala. Depois. — Os pronomes. bastava esse movimento de peão. 1940. Abriu os olhos e a boca. Urupês. quer o coronel dizer. Magro. não permitirei nunca. explicou. Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama‘lhe’. Apesar disso. aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e. então. diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. minha filha e tem a audácia de o declarar. já se vê. Triburtino não era homem de brincadeiras. por instinto. repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial. O escrevente ressuscitou.Noções de literatura Avançar .. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!. Depois. Escolha! O escrevente. roupa nova. depois de três dias de sobrecenho carregado. à missa. com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz. minha mulher ou a preta. ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela. — Nada de frases. . Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino.. voltando-se para dentro. Por fim o coronel. Ama. e desd’aí transformou-se no tutu da terra. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’. – nunca. Para abrir o jogo. enchendo-se de coragem.. madurota.. Escrevente. então nos dezessete.. São Paulo: Editora Nacional.. gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e. afora pontos exclamativos e reticências: Anjo adorado! Amo-lhe! . Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa.. e neste caso Maria do Carmo. tornando a si. ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize.. Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões. 22 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . como sabe.. são três: da primeira pessoa – quem fala. Mal o pilhou portas aquém. donzela.. o moço veio um tanto ressabiado. O escrevente.. Monteiro. Depois. moço.. e a do Carmo. e neste caso Laurinha. O velho fechou de novo a carranca. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas... essa.. Namoro à moda velha. sondando uma retirada estratégica. Depois. — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente.. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua.

( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis. há um exemplo de metonímia. Vinte e três anos. mas cordial e receptivo a bajulações. UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora. o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce. ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante. 23 55. a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens. ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de estereótipos e clichês. Voltar Língua Portuguesa .53. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! Já lágrimas tristes choram teus filhos. em ambos os trechos.Noções de literatura Avançar .. Senhor meu Deus. ( ) Nessa narrativa. E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. GABARITO 57. UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças políticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade. 54. ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro. ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da linguagem e do conteúdo do bilhetinho.” (Deprecação) IMPRIMIR Com base nessa leitura. a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança. 56. UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias. sar. “Meu Deus. é incorreto afirmar que. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou. craru. é casar!” . E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã. e vive um só instante. Ar um tanto palerma.. e. ( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo. UFMT ( ) No trecho Escrevente. interrompendo o fluxo da narrativa.. d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual. parma. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais podem resultar em equívocos de sentido. ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora. produzindo formas como ingreis. c) o eu poético fala de um estado de sofrimento.. ( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão. ( ) Na narrativa. Magro. o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico. Teus filhos que choram tão grande mudança. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem. com o intuito de criar uma escrita brasileira. UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas. ambas dicionarizadas. é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansiedade do escrevente e para produzir um efeito de suspense. pois apresenta personagens e acontecimentos sem manifestar opinião. ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada. b) o eu poético se dirige a Deus.

“Está tudo muito bem. metaforizando tal passagem com a morte. nos últimos instantes de sua vida. 1979.Noções de literatura Avançar . isto é. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das personagens. Farsa da Boa Preguiça. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs. d) O início de alguns versos se repete. ô mulher. UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho. o poema a seguir. deitado!” GABARITO SUASSANA. ( ) Há indicações. Ariano.F. pessoal. para a criação de personagens. a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores. com severa crítica social. o operário da construção civil consegue. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis. tornar seu mundo musical leve. INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59. destacando. estou muito esperançado Mas. tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico. “Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta. e) São versos dodecassílabos. U. a falta de perspectivas de um operário da construção civil. através da repetição de alguns versos. de que as personagens pertencem à elite burguesa. b) Escrito em versos alexandrinos. para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta. que eu estou no banco. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . enquanto não aparece negócio. 59. c) O amor. segue o modelo clássico de composição poética para falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados. e a poesia. entre outras tantas letras para suas músicas. o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. no texto. c) A prosa existe em função da confissão amorosa. também musicado. fatos passíveis de serem verdade. 60. d) Enredo.” 24 Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. Rio de Janeiro. José Olympio. traz meu lençol. provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia.58.

não desempenha nenhuma função específica. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol. Poesia. como estas flores. U. Onde o frouxo luar brinca entre flores. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS. Rio de Janeiro. brilham estrelas. que não chega. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. o verso 27.) 21 22 23 24 25 26 27 28 Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . como estas preces. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. Gonçalves. Também meu coração. Correm perfumes no correr da brisa. 25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 (. não mais. há pouco. Jatir.. Brilha a lua no céu.F. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. e) A natureza. Agir.61. à pessoa amada. Jatir! nem tardo acordes À voz do meu amor. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada. Santa Maria-RS Leia o poema que se segue. o verso 20. No silêncio da noite o bosque exala. ao rival de Jatir.. no poema. Do tamarindo a flor abriu-se. Já nos cimos do bosque rumoreja. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. “Leito de folhas verdes Por que tardas. Já solta o bogari mais doce aroma.Noções de literatura Avançar . movendo as folhas.

. à tua irmã. promete-me que se ela não for tua mulher. Quero confessar-me. ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências.. Paulo. na cruel agonia que só compreendem aqueles. Paulo. — Para aliviá-la do seu incômodo. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula.. ficará inteiramente boa. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem. uma febre intensa que a fez delirar. e abandonar-me só neste mundo. e F. Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: — Para que é isso? perguntou ela com brandura. Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio. mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem. Pela manhã. esse casamento nos tornaria infelizes a ti. para as afirmações verdadeiras... e sempre mais graves. depois de um sono curto e agitado. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava .. — O remédio de que eu preciso é o da religião. já não existe.”. voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que. por ti e por mim. ( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo. que nenhum efeito produziu. À noite declarou-se a febre.” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”. Vive por mim! — Se eu pudesse viver. Maria. e abandonar-me só neste mundo. elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação. achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho. lhe servirás de pai. não engana. que não poderia amá-la. — Lançar!. viram finar-se gradualmente uma vida querida. “Apenas o médico saiu.. e abraçando a irmã. Logo que lançar o aborto. — Queres acompanhar teu filho. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito. Paulo. disse-lhe: — Perdes uma irmã.A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola. os termos grifados exemplificam metáforas.”. “A febre lavrava com intensidade.. Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua.. tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade.. sejam elas virgens ainda. ajoelhados à borda de um leito. minha amiga! Quando ficares boa. ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas. que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala. promete-me que se ela não for tua mulher. porque ele era mais teu do que meu.. o teu. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias. fica-te um pai.. impelido com violência..Noções de literatura Avançar . evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”. A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças. — Iremos juntos!. lhe servirás de pai. a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta. UEGO Assinale V.” 26 GABARITO 62. Nosso filho. Nesse texto em foco. de José Alencar. desde o primeiro dia em que nos encontramos. exemplificando assim um caso de próclise. Ana. a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações. Ama-o por ele. — Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta. Vive por mim!” e em: “O dia se passou. Maria. Maria. Sua mãe lhe servirá de túmulo. De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica.” Neste período. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . voou pelo aposento. e a mim. casar com Ana! — Não tratemos disso agora. haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis.

Ele se dirige para a sua carteira.. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo. ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído.. 27 De acordo com o texto acima. quando tem já um grupo de contas respeitável. calcular. não se destaca pelas características elevadas de homem extraordinário por seus feitos. decifrando-lhe pensamentos. 26-7. não exige pressa.. É preciso classificar as notas. pequena. bate muitos carimbos. ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional. que penetra na mente da personagem. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho.63. p. julgue os seguintes itens. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho.. Depois. não tinham. contra esse espírito inferior de esquecer prontamente.. relanceia-os lentamente pela janela. não necessita ‘estar em dia’. Mesmo assim. 12ª ed. 1992. O serviço.. É um serviço que faz há muito tempo. não. São ‘notas’ de consumo de materiais. seu anonimato e sua alienação. injustiça ou grosseria dos homens.. usa tinta encarnada. Ambos muito quietos. se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho. lê um livro. depois então ‘lançá-las’ com capricho. O primeiro escriturário confere contas.” MACHADO. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses. O datilógrafo. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais. pousa-os no escriturário: — Está na Secretaria – responde este.. Dispõe de grande prática. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados. ‘puxar’ cuidadosamente as somas. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’. Já tomou um há pouco. O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis. sem interromper a conferência das contas. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro. essa compreensão inteligente e leviana das coisas. Não tarda. de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores. Dyonelio. que este é custeado pelos funcionários. quadros risonhos. Custa um tostão.. em forma de faturas. infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural. Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses. ver se as operações de cálculo estão certas. pois. Era então uma simples contrariedade a esquecer. quando não está ‘batendo’. ( ) Pelo texto apresentado. lembranças. Faz cálculos.. São Paulo: Ática. mas por sua mediocridade. porém. Naziazeno não quer café. Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões. quando.. Na sala. uma acusação contra si mesmo. Os ratos. uma preterição. nesses momentos.. não era raro vir-lhe um remorso. É preciso antes submetê-los a uma conferência. há sempre multiplicações e adições a fazer. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno. embora seja o protagonista. seu valor ou sua magnanimidade. ( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas. emperrados. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo. sentimentos e sensações. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente. aberto dentro da gavetinha ao lado.Noções de literatura Avançar . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

c c b b c c d c b e e V–F–F–V a b e d d d c b d e F–V–F–V V–V–F V–F–V F–V–F–V d a c d d 32. 48. 30. 38. 26. 17. 40. 39. 52. 41. 47. 60. 51. 3. 28. 18. 24. 37. 8. 35. 59. 9. 23. 29. 16. 44. 11. 34. 14. 56. 43. 21. 10. 27. 62. 58. 42. 12. 57. 50. 25. V–F–F–V–V–F V–V–F–V–F–F V–V–V–F–F c d a V–V–F–F–V F–V–V–F–F c b b d V–V–V–V F–F–V–V d F–F–V F–F–V V–V–F–V–F a b 10 V–V–F–V V–F–F–F V–V–V–F–V F–V–V–V a e F–V–F b e V–V–V–V–F F–V–V–V–V IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 7. 33. 22. 13. 54. 46.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1 1. 49. 2. 4. 15. 31. 55. 36. 5. 20. 45.Noções de literatura Avançar . 19. 53. 61. 6. 63.

II. que estiveram sempre presentes à pregação. como pardais. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento. E aquele de quem falei antes. “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa.. 85. em 1549. “melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degredados que aqui fossem deixados. não muito altas. intenção catequética e informação sobre a terra. inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega. U. determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (. Ninguém não lhe deve falar de rijo.) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado. 64. pela manhã. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele. “E uma daquelas moças era toda tingida (. GABARITO Dê. por ele chefiada.” – Submissão religiosa. estavam assim como nós olhando para o nosso pregador. 02. III.” – Visão paradisíaca. do que eles dariam se os levassem. com medo do cevadoiro. 08. Estão corretas somente as características indicadas em: a) I. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: I. porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial. notificando a chegada da primeira missão jesuítica. 32. d) I e II. 87. diante de nós. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. p. a soma das alternativas corretas. sentimento nacionalista e participação em campanha republicana. 88 e 96. “Aqueles outros. c) III. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamente indicada em: 01. vendo-lhes tais feições. que a muitas mulheres de nossa terra. CASTRO. 04. Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Dominação lingüística. 1 2. Sílvio. d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa.) tão graciosa.. chamava alguns para que viessem até ali. b) II. de muito bons palmitos. porque desejávamos saber se o havia na terra. 83.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1. provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena. 3. por ser gente que ninguém entende. como resposta. c) Informativa dos jesuítas no Brasil. relato de viagem e pregação religiosa. “No domingo de Páscoa. Ao longo dele há muitas palmeiras. Colhemos e comemos muitos deles. 16.” – Difusão do cristianismo. Porto Alegre: L & PM.. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro. e) II e III. 1997. mas ninguém o entendia e nem ele a nós.Literatura no período colonial Avançar . b) A das relações estabelecidas entre os românticos.” – Interesse mercantil.

7. IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial. c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. ( ) Na poesia arcádica observa-se. Mas ao mesmo tempo. buscar a espiritualidade. Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta. 46-7. d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples. porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra. c) constituem obras do mesmo gênero. e) constituem obras de gêneros diferentes. Uneb-BA 2 GABARITO “Toda a cidade derrota esta fome universal.” MATOS. outra parte se destaca desse conjunto. p. ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. 6. Voltar Língua Portuguesa . José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasilcolônia. com as dificuldades e os sucessos. b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana. s/d. ( ) Na época colonial. ( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Barroco. apesar da linguagem rebuscada. que é muda a boca esfaimada. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. que entrando co’a vela cheia. por que razão leva tudo? Que o povo por ser sisudo largue o ouro e largue a prata a uma frota patarata. uns dão a culpa total à Câmara. ( ) Parte da obra do Pe. porque anda farta até aqui. por parte do sujeito poético. In: Poemas escolhidos. o perdão divino. e) O temor. b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas. da reação do povo faminto. São Paulo: Círculo do Livro. e se a Câmara olha e ri. Gregório de. que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. produzidas no século XVII. o lastro que traz de areia. os feijões. outros à frota: a frota tudo abarrota dentro dos escotilhões. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade. plena de inversões e de figuras. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e.4.Literatura no período colonial Avançar . A fome me tem já mudo. por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. Décimas. é coisa que me não toca: Ponto em boca. a carne. distribuídas em períodos diversos. o andamento e as condições da obra de catequese. 5. mas se a frota não traz nada. Unifor-CE No período colonial. declarando daí: “Ponto em boca”. ao mesmo tempo. junto à natureza. o peixe. verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais.

c) II e III. os escravos carregados de ferros. A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos. e não quis. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos. os senhores nadando em ouro e prata. In: AMORA. o bem. ou seja. c) barroco. v. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. “alta desgraça” / “alta ventura”). os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha. Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura. d) barroco. os senhores rompendo galas. alta desgraça. IV. 1981. viver gozando. e) neoclássico. dirige-se o poeta à sua amada Babu. alta ventura. e morra suspirando O mal. Salvador: Janaína.” Na estrofe acima. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal. ed. Que quem errou. 2. p. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. o que gozava. que esta pena merecia. e) I e III. ou pouco amava. marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. Confesse. b) neoclássico. s/d. os senhores tratando-os como brutos. Padeça agora. Soneto. Sermões. que possuía. O envolvimento político do jesuíta. Se cresce para mim. os senhores banqueteando. A presença de um grande número de antíteses.” MATOS. que passo. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem. ( ) A dor daquele que. que me embaça: Se cresce contra mim. que tinha. 3 De acordo com o texto. o que convinha. GABARITO No texto. os escravos perecendo à fome. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. ( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico.8. U. Deixei como ignorante o bem. sem ver. Ou entendia pouco. por ignorância.Literatura no período colonial Avançar . Quando não me aproveita a pena minha. Sermão vigésimo sétimo. os senhores em pé apontando para o açoite. III. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos. Suspiro agora em vão.” VIEIRA. Pague no mal presente o bem passado. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. E morra. os escravos muitos. p. o que lograva. aonde vinha. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético. org. 58. Antônio Soares. Pe. quando menos confessado. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular. In: Obras completas de Gregório de Matos. e tanto cresce. como estátuas da soberba e da tirania. Antônio. o que deixava. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. verificam-se os seguintes traços do barroco: I. Que quem podia. os escravos despidos e nus. Deixei sem atender. Babu. Vim sem considerar. São Paulo: Cultrix. 10. Gregório de. b) III e IV. o estilo: a) barroco. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . IV. procedimento que costuma estruturar os poemas realizados nesse estilo de época. Salvador-BA “Porque não conhecia. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. d) I e IV. 9. II. 1015.

08. desenvolve-se em pares de estrofes. Cleise Furtado. A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas. por rimas internas. Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma reação aos excessos do movimento Barroco. 02. Usura. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo.. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia. nos tercetos. é marcado. MENDES. e sandeu”. Poesia satírica de Gregório de Matos. Dê. 04. inicialmente abordando aspectos éticos. que estima por cabedal Pretos. 1998. Mulatos. 64. As respostas. nos tercetos. d) simplicidade clássica. Ambição. financeiros e étnicos. p. por constituírem um grupo em franco processo de ascensão social e econômica. Numa cidade onde falta Verdade. U. Por mais que a fama a exalta. com fatos e comentário. procura.11. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor. 16. Vergonha. Verdade Honra Vergonha. ameaçando sua própria posição.)” Pretos Mestiços Mulatos. dou ao demo a gente asnal. é uma alusão aos portugueses e seus descendentes. Salvador: EDUFBA. e sandeu. em cada verso. são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quartetos. 4 Quais são os seus doces objetos? Tem outros bens mais maciços? Quais destes lhe são mais gratos? Dou ao demo os insensatos. (. Quem a pôs neste socrócio? Quem causa tal perdição? E o maior desta loucura? Notável desaventura de um povo néscio. tanto no aspecto formal quanto ideológico. Senhora Dona Bahia.Literatura no período colonial Avançar . 12. UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Que mais por sua desonra? Falta mais que se lhe ponha? O demo a viver se exponha. que então viviam na cidade de Salvador. Mestiços. nesse contexto. enquanto o conteúdo. O ritmo do poema. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) antecipação da estética do Romantismo. Honra. A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01. Negócio Ambição Usura. como resposta. 32. que não sabe que o perdeu Negócio.. A expressão “povo néscio. a soma das alternativas corretas. 54. ao longo do poema. Pretos. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton. O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive.

vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados. e) épica de Basílio da Gama. d) simbolista. quanto a sombra da noite mais lhe agrada. que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” 5 Com relação ao fragmento apresentado. que sonora. afirma-se: I. somente. e) II. não te nego. II. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. Na obra de Gregório de Matos.” COSTA. tinha escondido a chama brilhadora. Que alegre. no espaço de uma natureza amena. somente. II e III. O último verso apresenta uma hipérbole. No soneto de Cláudio Manuel da Costa. E a suavidade do prazer trocada. a matutina aurora o negro manto. Nise adorada não sabe inda. a amada representada por uma pastora. c) romântica. e às vezes. com que a noite escura.Literatura no período colonial Avançar . e) I. A poesia de Tomás Antônio Gonzaga. III. somente. aquela fontezinha aqui murmura! E nestes campos cheios de verdura. b) barroca. sufocando do sol a face pura. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. III e IV. os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica. b) II e III. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico. que avultado prazer tanto melhora? Só minha alma em fatal melancolia. c) I e III. que aí vês. os meus montados São esses. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias. Voltar Língua Portuguesa . 16. por te não ver. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa. “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte. d) II e III. Nise. 14. c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. que suave.” IMPRIMIR GABARITO A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem. UFSE “Sou pastor. tanto mais aborrece a luz do dia. d) I. em Marília de Dirceu. c) III e IV. A carta de Caminha. que é o gozo do tempo presente. Cláudio Manuel da. II. Potiguar-RN “Já rompe. 15. a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista. II e II. Está correto o que afirma em: a) I.13. A natureza é descrita de forma objetiva. somente. b) lírica barroca de Gregório de Matos. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. que coisa é alegria. IV. III. b) I e II. U.

d 11.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1 1. d 8. 62 3. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d 4. c 2. V – F – V – F – F – F – V 9. 58 12. b 5. c 16. c 10. d 6. b 14. d 15. F – V – V – F – V 7. d 13.Literatura no período colonial Avançar .

nem prata. segundo parece. nem lho vimos. os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados. sem cobertura alguma. ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. Beijo as mãos de Vossa Alteza. A carta de Pero Vaz de Caminha. não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza. de que nós deste porto houvemos vista. maneira de avermelhados. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. se algum pouco me alonguei. 1 GABARITO 1. nem vaca. o melhor que eu puder. da vossa Ilha de Vera Cruz. a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua importância histórica e. nem ovelha. que nesta navegação agora se achou. grandes barreiras. dar-se-á nela tudo. Quinhentismo. E. porque eles. de bons rostos e bons narizes. Nela. por conter elementos da função poética da linguagem. Barroco e Arcadismo Avançar . delas brancas. Andam nus. Não há aqui boi. porque. também. não têm nem entendem em nenhuma crença.” CORTESÃO. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943. pois o desejo que tinha de tudo vos dizer. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país. como os de Entre-Doiro-e-Minho. Q U IN H E N T IS M O . Coleção Clássicos e Contemporâneos. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa.Humanismo. mo fez pôr assim pelo miúdo. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi. a estender olhos. Senhor. muito chã e muito formosa. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas. e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. Pelo sertão nos pareceu. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. que nos parecia muito longa. assim frios e temperados. Deste Porto Seguro. ao longo do mar. e dessa semente e fruitos. delas vermelhas. Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. nem cabra. se homem os entendesse e eles a nós. 199-241. com quanto trigo e legumes comemos. é tudo praia-palma. Porém a terra em si é de muito bons ares. Parece-me gente de tal inocência que. bem feitos. Ela me perdoe. Águas são muitas. nem criam. nalgumas partes. Pero Vaz de Caminha. até agora. Nem comem senão desse inhame. nem qualquer outra alimária. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. não podíamos ver senão terra com arvoredos. hoje. infindas. não pudemos saber que haja ouro. Senhor. que costumada seja ao viver dos homens. Eles não lavram. julgue os itens abaixo. querendo-a aproveitar. De ponta a ponta. por bem das águas que tem. nem galinha. seriam logo cristãos. que aqui há muito. me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. Tem. vista do mar. Esta terra. ( ) Segundo Caminha. primeiro dia de maio de 1500.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . que a terra e as árvores de si lançam. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. nem coisa alguma de metal ou ferro. p. muito grande. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. Jaime. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. E nesta maneira. hoje esquecidos. ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil. E em tal maneira é graciosa que. sexta-feira. B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota. A feição deles é serem pardos. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos.

colocandose a questão da salvação post mortem (após a morte). d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados). consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. 2 IMPRIMIR GABARITO b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo.2. Barroco e Arcadismo Avançar . animal nobre. ( ) No nono parágrafo do texto. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista. os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores. UnB-DF Ainda com relação ao texto. II. b) Apenas I e II. de Gil Vicente. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno. o que evidencia o propósito de sátira social que. Voltar Língua Portuguesa . tem poderes maiores que Deus. apesar dessa prática. mesmo sendo estes mais bem alimentados. I.Humanismo. que a derruba. ( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada revelam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário. 5. Sugere que o diabo. PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira. para a Biologia. um quadro exterior para a apresentação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. pois. II e III. ao julgar justos e pecadores. Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas. III. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. nesta peça. considere as seguintes afirmações. 3. Quais estão corretas? a) Apenas I. ( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrativismo vegetal. o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. asno que a carrega. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade. d) O asno corresponde a Pero Marques. b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. 4. c) Apenas I e III. julgue os seguintes itens. mantêm-se as mesmas relações de idéias. Quinhentismo. a associação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente. primeiro pretendente e segundo marido de Inês. Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. substitui o propósito de edificação espiritual. de Gil Vicente. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal. na construção da farsa. de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. Ressalta também que. e) I. guardando traços dos dois períodos. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. pois legumes são sementes e trigo é fruto. d) Apenas II e III. a primeira contém a segunda. Além disso. que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à subsistência. c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual.

muito grande. por causa das águas que tem! Contudo. de Pero Vaz de Caminha. hoje. ( ) A Carta. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. será tamanho. ou outra coisa de metal ou ferro. é toda a praia muito chã e muito formosa. ( ) Este texto. Beijo as mãos de Vossa Alteza. sexta-feira. Deste Porto Seguro. Em tal maneira é graciosa que. c) Realismo. a Ela peço que. ( ) Por não terem os portugueses se aventurado. UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado. Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata. terra a dentro. E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava. mo fez pôr assim pelo miúdo. Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela. Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras. ( ) Nele. d) Simbolismo. Quinhentismo. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra. porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. Barroco e Arcadismo Avançar . b) Arcadismo. acrescentando da nossa fé! E desta maneira.” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco. da ponta que mais contra o sul vimos. infinitas. parece-me que. que tinha o homem no centro de tudo. porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século. ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. E se a um pouco alonguei. ( ) No entender do autor. Ela me perdoe. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . tamanha a sua abundância na nova terra. e) Modernismo. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto. vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura. 7. querendo a aproveitar. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil. Pelo sertão. porque a estender olhos. as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. de que nós deste porto houvemos vista. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra. não podíamos ver.Humanismo. da Vossa Ilha de Vera Cruz. Águas são muitas. quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. meu genro . 8. ( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis. nos pareceu vista do mar. e a terra de cima.” 3 GABARITO 6. já seria uma grande dádiva. quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. o melhor fruto que dela se pode tirar. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. por se tratar de uma missiva. parece-me que será salvar esta gente.Texto para as questões 6 e 7. Senhor. tem característica oratórias. até outra ponta que contra o norte vem. toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. senão terra e arvoredos terra que nos parecia muito extensa. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista. em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. primeiro dia de maio de 1500. Senhor. dar-se-á nela tudo. por me fazer singular mercê. até então.o que d’Ela receberei em muita mercê. ( ) Para Caminha. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for. AUE-DF Julgue os itens que seguem. que haver nela. umas vermelhas e outras brancas. a saber. É pois que. nem lha vimos. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da literatura clássica do período. De ponta a ponta. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi.

(Para esta questão. Manuel da Nóbrega. Quinhentismo.Humanismo. (. Os teus cabelos são uns fios d’ouro. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”.” GABARITO O texto acima apresenta fragmentos: IMPRIMIR a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”. antes de tudo. com o padrão poético realizado em cada composição.). ( ) Os termos “fruto” e “semente”. Teu lindo corpo bálsamo vapora. sem nenhuma cobertura. e) do “Diário de Navegações”. e fina. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. a pastora Marília. AEU-DF Julgue os itens seguintes. ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia. ora é descrita como tendo cabelos negros. Sobrancelhas arqueadas. descreve sua amada. e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. em relação à semântica e à estilística. (. ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão. na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão.. Com crespos fios de ouro: Meus olhos se vêem graças e loureiros. exigida pelas convenções neoclássicas. bem feitos. contra o norte vem”. darse-á nela tudo.. 10. estabelece-se um raciocínio analógico.. Te cobre as faces. Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I “Vivos olhos. ora loiros. ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”. que são cor de neve. Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos. ser substituída por detalhadamente. querendo-a aproveitar. c) O sujeito lírico. escrivão do primeiro colonizador. Texto III “Papoula.. sem equívoco semântico. Carnes de neve formadas. carece de unidade de enfoques. ele é. no texto. escritas nos dois primeiros séculos. Texto II “O seu semblante é redondo. Negros e finos cabelos.. b) das “Cartas” dos missionários jesuítas. deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul. uma idealização poética. 11. Andam nus. de Pero Lopes de Souza. As descrições apenas atendem à idealização da mulher. Barroco e Arcadismo Avançar .. estão empregados em sentido figurado. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga.9. e faces cor-de-rosa.) ( ) Por “contra o sul vimos. E em tal maneira é graciosa que. ligado à vida do poeta. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília. caracterizado como pastor.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo. 4 b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições. de bons rostos e bons narizes.) Porém a terra em si é de muito bons ares. por isso a amada do poeta deixa de ser associada à figura convencional da pastora. do jesuíta Fernão Cardim. para dar a idéia do clima da nova terra. do Pe. maneira de avermelhados.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. utilize o texto das questões 6 e 7. Voltar Língua Portuguesa . referindo-se ao descobrimento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene. Maria Dorotéia. ou rosa delicada. o de Martim Afonso de Souza.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor. por bem das águas que tem. Manuel. Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas. A pastora Marília. suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu. A oscilação que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real.

1999. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos. frutas. que viva de guardar alheio gado. e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna. São Paulo: Scipione. Tomás Antonio. 13. c) As composições satíricas atacam governantes da colônia. Marília. Marília bela. Quinhentismo. embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético. In: NICOLA. inspirados na frase de Horácio. a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas. b) Os árcades. fugere urbem (“fugir da cidade”). legume. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses. Graças. que consiste no princípio de viver o presente. Marília de Dirceu. 5 Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário. dá-me vinho. ( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil. b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido. 116. de cima para baixo. d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira. d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr.” GONZAGA. ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. e mais as finas lãs. de expressões grosseiro. ( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos. exemplificando as tensões do seu tempo. “O Arcadismo. e) F – F – F – V – V. a) Tematiza motivos de Minas Gerais. José de. é uma postura típica também dos árcades. é: a) V – F – F – F – F. c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades.p. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa. d) F – F – V – V – V. tenho próprio casal e nele assisto. assinale a alternativa incorreta. Barroco e Arcadismo Avançar . Tomás Antonio Gonzaga. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias.p. das brancas ovelhinhas tiro o leite. UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro. c) V – V – F – V – F. Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII. azeite. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 14. bucólica. b) V – V – V – V – F. em seus poemas e sermões.Humanismo. de que me visto. dos frios gelos e dos sóis queimado. U. de tosco trato. pastoril.12. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias.F. José de. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia. 1999. e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano. Graças à minha estrela. voltamse para a natureza em busca de uma nova vida simples. 106.” NICOLA. onde o poeta viveu. São Paulo: Scipione. não sou algum vaqueiro. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) Eu. mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca.

pelo conceitismo e cultismos. Eu falo. mas vós não ofendeis a Deus com as palavras. de Camões. eu discordo.Humanismo. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. c) barroco. Por usar de siso mero. UFRS Assinale a alternativa correta. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. significa “bravo”.I. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. 17. Quinhentismo. pelo sentimentalismo. na passagem que narra o concílio dos deuses. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. eu lembro-me. Viória-ES –“Ah! Peixes. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem.. Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas. dirigida a Inês. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. e não cavalo folão. Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão. quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. F. No canto I. Barroco e Arcadismo Avançar . de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. eu quero.. antes lavrador que Nero. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio. antes lebre que leão. GABARITO b) clássico-renascentista. por sua religiosidade. mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. e) romântico. mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”. O fragmento é próprio do estilo: a) medieval. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques. Voltar Língua Portuguesa . Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. estai quando quiserdes estar. pelo bucolismo. pelas comparações. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido.15. 16. asno que leve quero. que se encontram em passagens diversas de A farsa de Inês Pereira. no caso. IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. d) árcade. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. mas vós não ofendeis a Deus com a memória.

. estende-se à música. Voltar Língua Portuguesa . b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África. Gregório de Matos 16. pintura. F. antes associada ao Cabo das Tormentas. Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos. c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos. UFRS Assinale a alternativa incorreta. contra o exército espanhol... basicamente. No canto V de Os Lusíadas. e que se convencionou chamar de ..... episódios da Inconfidência Mineira. é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro... F..M. esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados. bem como aspirações religiosas.... Barroco e Arcadismo Avançar .. a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico... sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri. deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado..18. de traços bem definidos.. Quinhentismo. Manuel Botelho de Oliveira Dê.F. ao dar lugar a um “medonho choro”. d) crítica a Diogo Álvares Correia. 7 GABARITO b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou.. e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso. como resposta. IMPRIMIR b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil.. U. é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões.. c) apesar das ameaças do gigante. principalmente do Ceará e da Bahia. por ser um poeta de transição. c) exaltação à terra brasileira. textos em prosa. Padre Antônio Vieira 04... d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange. e) narra. os navegantes prosseguem. uma nova tendência. Tomás Antônio Gonzaga 02. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai. o que pode ser comprovado nas descrições. que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor. tem como representante maior no Brasil o poeta baiano .. 19. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem.M.... Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01. . c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”. a natureza mineira.. Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura.. Além da literatura. 20.. nos seus poemas de contestação social. Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado... pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa. ao qual imprimiu características barrocas. escultura e arquitetura da época... b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta.. d) a nuvem negra que se desfaz.. misto de missionário e colono português. fazendo ressaltar . que ajudava os espanhóis na luta contra os índios.Humanismo.. 22. da qual participou. e) exaltação à índia Lindóia. d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves.. de Basílio da Gama.. que o poeta compara ao paraíso.. no Uruguai.E.. 21. Cláudio Manuel da Costa 08. U.. que comanda um dos maiores extermínios de índios da história.. Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700. sobretudo. a soma das alternativas corretas. a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira..

O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. Oh se quisera Deus. no poema. Rica te vi eu já. um encolhido ousar. d) Apenas I e III e) I. III. UFRS Leia o soneto abaixo. assumindo uma atitude de insensibilidade. 25. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos. um desejo gravíssimo e modesto. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. tu a mi abundante. 24. 8 c) o futuro desejado revela. tu a mi empenhado. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote.Humanismo.” IMPRIMIR GABARITO Em relação ao poema acima. quase forçado. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. c) Apenas I e II. brando e piedoso. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. “Um mover de olhos. no poema. Quinhentismo. A mim foi-me trocando. de Luís de Camões. O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe. um ar sereno. Barroco e Arcadismo Avançar . e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti.23. idealizando a figura feminina. “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. II e III. Voltar Língua Portuguesa . b) o poema compara o presente e o passado da cidade. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. considere as seguintes afirmações. mantém-se distanciado do objeto criticado. Que em tua larga barra tem entrado. e tem trocado Tanto negócio. Quais estão corretas? a) Apenas I. c) a manifestação de apego a Portugal. de qualquer alegria duvidoso. I. e tanto negociante. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. b) Apenas III. uma pura bondade manifesto indício da alma. que se contrapõe à solenidade do poema épico. d) o poema faz referência ao contexto da época. a presença de uma voz moralizadora. limpo e gracioso. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. é incorreto afirmar que: a) o eu poético. sem ver de quê. um medo sem ter culpa. um doce e humilde gesto. uma brandura. um despejo quieto e vergonhoso. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. um riso brando e honesto. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. II. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. A ti trocou-te a máquina mercante.

escuta. Gregório de. e o mais vosso. trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas). Pica-flor aceito ser. picardia – velhacaria. ao autor e à sua obra. espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados. 4. e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro. 9 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . décima – composição poética de 10 versos. In: MEGALE. U. se no nome que me dais. que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha.E. Marilena. Quinhentismo. 1977. pesquisa. ed. que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais. 1) “A uma freira.26. muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia. Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam. 179-80. juro excessivo. que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor. Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas. Sendo só de mim o Pica. Barroco e Arcadismo Avançar . e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha. mas resta saber. patifaria. Nacional. que fico então Pica-flor. 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. claro fica. Vocabulário: pica-flor – beija-flor. passarinho. Heitor e MATSUOKA.Humanismo. MATOS GUERRA. s. p. usura – juro de capital. São Paulo. meteis a flor.

ocorrem elisões nos versos 2. 5 e 6. d) Literatura informativa. a soma das alternativas corretas. No primeiro. gosto pela maledicência. e na utilização de palavras rebuscadas e extravagantes que caracterizam o segundo poema. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas.Humanismo. ocorre elisão apenas no verso 2. respectivamente. b) Sermões eucarísticos.” IMPRIMIR Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. evidentes. estrutura comumente utilizada na composição da décima. 27. No primeiro. c) a tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos. a) Biografias de santos. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. Voltar Língua Portuguesa . Quinhentismo. Os dois poemas pertencem. 4. há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (representante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado). pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio. característica do Barroco. a exemplo do que se verifica no trecho transcrito. Dê. 5 e 6. No primeiro poema. 04. respectivamente. por causa das águas que tem! Contudo. no conjunto formado pelos versos 3. como resposta. Em tal maneira é graciosa que. 16. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. sobretudo. o melhor fruto que dela se pode tirar pareceme que será salvar esta gente. querendo-a aproveitar. dar-se-á nela tudo. sobretudo. Os dois poemas pertencem. No primeiro. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia. b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. U. infinitas. notam-se as seguintes características: a) o gosto por jogos de palavras. Barroco e Arcadismo Avançar . às poesias religiosa e lírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. são comuns durante o período colonial. 32. estrutura característica da décima. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabbddb. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana. evidentes. culta. c) Ficção regionalista. 02. notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada. b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de palavras. no conjunto formado pelos versos 3. a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes. 08. No segundo. 9 e 10. Neles. corrupção e roubo generalizados. às poesias religiosa e satírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o termo “Pica-flor”. que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaccdde. e) Gênero lírico. No segundo. extravagante. No primeiro poema. 4. Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. b) a tentativa de conciliar pólos opostos da experiência humana (o sagrado e o profano). caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas). Santa Maria-RS “As águas são muitas. já que é dirigido a uma freira. Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra.F. no primeiro poema. Assinale a alternativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem.10 GABARITO 01. No segundo. c) a técnica da disseminação e recolha.

pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. e) I e III. III. e) Bento Teixeira Pinto. II. na existência de uma literatura brasileira. d) Gregório de Matos Guerra. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) Apenas III.F. GABARITO A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta. d) Apenas II e III. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. U. d) I e II. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram.F. c) III. na medida em que todos os escritores eram nativos da terra. 29. b) II. Barroco e Arcadismo Avançar . 30. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. b) Tomás Antonio Gonzaga. c) Cláudio Manuel da Costa. Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque. Santa Maria-RS O Quinhentismo. Quinhentismo. ainda. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. II. a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas.28. III. existe alguém mais ACM do que eu? Veja. ao descreverem o Brasil. 24 de maio de 2000. c) Apenas I e III. b) Apenas II. não se pode falar. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade. enquanto manifestação literária. Está correto apenas o que se afirma em a) I. em Os Lusíadas: I. ou seja. já velho e com um “saber só de experiência feito”. pode ser definido como uma época em que: I. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. uma produção informativa e doutrinária. U.Humanismo.

b) celebra os amores secretos de Inês e de D. com um colar de ouro mui grande ao pescoço. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos.. Aos montes ensinando e às ervinhas. c) Apenas I e II. Mas não fizeram sinal de cortesia. Nos saudosos campos do Mondego. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa ... O episódio de Inês de Castro. bem vestido.” Vocabulário: *alcatifa – tapete. É porque queres. A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta. Naquele engano da alma ledo e cego. como que nos dizendo que ali havia ouro. UFRS Leia o texto abaixo. Quinhentismo. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. Que a fortuna não deixa durar muito. b) Apenas II. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão. extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão. legítima herdeira do trono de Portugal.) Entraram. e) I. Quais estão corretas: a) Apenas I. Barroco e Arcadismo Avançar . d) Apenas II e III. De teus anos colhendo doce fruito. áspero e tirano. como dizendo que dariam ouro por aquilo. Se dizem fero Amor. II. estava sentado em uma cadeira. só tu. 32. oferecem momentos em que o lirismo se expande. Entretanto.Humanismo.. Como se fora pérfida inimiga. Desse episódio.) Viu um deles umas contas de rosário. d) retrata a beleza de Inês. puro amor.31. GABARITO Considere as seguintes afirmações sobre o texto. Deste causa à molesta morte sua. posta em sossego. I. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. posta em sossego.” 12 Os Lusíadas. (. quando eles vieram. e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar. No trecho selecionado. e lançou-as ao pescoço. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. (. folgou muito com elas. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. III. obra de Camões. O nome que no peito escrito tinhas. humanizando os versos. e aos pés uma alcatifa* por estrado. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. como um todo. “O Capitão. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. Tuas aras banhar em sangue humano. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie vivenciado pelos portugueses na chegada ao Brasil. II e III. nem de falar ao Capitão nem a ninguém. do qual o trecho acima faz parte. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. acenou que lhas dessem. brancas. De teus fermosos olhos nunca enxuito. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. Estavas. linda Inês. PUC-SP “Tu.

Humanismo. Por isso vos canta. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama. E em tal maneira é graciosa que. Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. isso bastaria. GABARITO 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda. 1998. São Paulo. 1998. adição. infindas. acrescentamento – aumento. querendo-a aproveitar. lume: luz. 1) “Águas são muitas. muito grande. a saber.E. Com prazer. em 1498. o povo. Estudos de Língua e Literatura. acréscimo. In: TUFANO. 5. por bem das águas que tem. De Jesus querida. U. muito numeroso. Barroco e Arcadismo Avançar . E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia. Douglas. A Carta de Pero Vaz de Caminha. In: TUFANO. pousada – local onde se descansa durante uma viagem. acrescentamento da nossa santa fé. dar-seá nela tudo.” 13 Vocabulário: infindo – infinito. Moderna. Poesia. Moderna. o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente.” Vocabulário: folgar: alegrar. Porém. 5. Douglas. ed. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. ANCHIETA. Vossa santa vinda O diabo espanta. José de. Estudos de Língua e Literatura. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .33. ed. São Paulo. Quinhentismo. Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. orientação. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa.

a soma das alternativas corretas. honra.14 01. Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usufruir das riquezas e. II. evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do BrasilColônia. confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos primórdios do século XVI. compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. Rio de Janeiro: Record. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra descoberta. Evidenciam-se. por bem das águas que tem”). E em tal maneira é graciosa que. as informações que a Coroa Portuguesa desejava obter. emprega a gradação. Então. No segundo excerto. III. Dê. O poema I. querendo-a aproveitar.” MATOS. pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I. denominado “ciclo dos descobrimentos”. mantém uma estrutura formal e rítmica regular. V. c) apenas I. 1990. Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI. IV. refere-se à cidade de São Paulo. II. igualmente ricas de informações. Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI. por bem das águas que tem”). Que mais por sua desonra? Honra. emprega a ordem direta. mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas. paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. desse modo. V. como resposta. O demo a viver se exponha. já conhecida dos portugueses. catequizar os índios. a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. d) apenas I. III. José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. 08. 04. a conquista e a colonização dos territórios ultramarinos. No segundo. Nos dois excertos. IV. as obras dos jesuítas aparecem. 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava. a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África. / como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”). Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectativas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo. documentando o processo de conquista e colonização. Nos dois excertos. Numa cidade onde falta Verdade. portanto. Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo. FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem. Barroco e Arcadismo Avançar . Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. 34. vergonha. informando sobre a natureza. IV. não se pode falar em literatura no Brasil. confirmando. Quinhentismo. b) apenas I. enfatiza as idéias opostas. as reais intenções de expansão do comércio. V. o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta. fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marítimo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. ao mesmo tempo. O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). II. mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica. o índio. 16. GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade. e) todas. Por mais que a fama a exalta. Nos dois excertos. Gregório de. V. infindas. a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos.Humanismo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . dar-se-á nela tudo. No primeiro excerto. No primeiro. moral e cristã. 02.

que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios.35. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas. médicos. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá. no sentido de salvação da alma.” FERRAZ. dependerão de produtos fabricados pelo branco. para responder às questões 128 e 129: “Enfim. Falam baixo.” GABARITO 37. ou seja. porque não há quem venha à solenidade. nascerá erva nas igrejas. 15 Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. U. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. e não haverá memória de vosso nascimento. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor. enfermeiras. Barroco e Arcadismo Avançar .Humanismo. Quase sempre de forma violenta. usa “salvação” no sentido religioso. acabar-se-á no Brasil a cristandade católica. do Padre Antonio Vieira. a fim de salvar o país da invasão holandesa. Em todos os momentos da humanidade. alimentados a peixe moqueado com biju. 30 de junho de 1999. Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião. Quinhentismo. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada. elas têm cabelos compridos e tranças.F. quase três séculos depois. várias vezes. o mais forte sobrepujou o mais fraco. 36. motivos árcades. Procuram transformar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes. despojados os templos e derrubados os altares. corretamente. na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. d) V – F – V. d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil. c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza. seu nome à característica presente nessa obra. dormem cedo e só têm uma conversa: índio. e que as não pisa a devoção dos fiéis. Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmonia se deve ao trabalho desses especialistas. Senhor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica. b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico. sempre que o choque ocorreu. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa. Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”. ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha. em suas composições. que já começava a destruir as igrejas da cidade. apresenta.F. U. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. Passará um dia de Natal. c) F – V – F.F. As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio. e) F – V – V. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. acabar-se-á o culto divino. A seqüência correta é: a) F – F – V. Assinale a alternativa que identifica esse autor. a urbanização baterá às portas da reserva. Os moradores do parque. Do Xingu. a fim de preservar o patrimônio da Igreja. vindos de diversas regiões brasileiras. associando. caso o Brasil fosse entregue aos holandeses. Silvio. pedagogos. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha. e) dirige-se ao rei de Portugal. U. Esguios. como nos campos. em 1640. biólogas e engenheiros agrônomos. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos. Neste canto do Brasil. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas. In: Veja. É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais. nele. Ver-se-ão ermas e solitárias. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil. não haverá quem entre nelas. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. cada vez mais. mingau de amendoim e frutas. passará a Quaresma e a Semana Santa. de converter o índio à fé católica. b) V – V – F. como costumava em semelhantes dias. pois ambos destacam. “Eles não usam barba.

momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica. Voltar Língua Portuguesa .E. Se bem rei mais propício. Governador do Rio de Janeiro. Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII. (Gregório de Matos) 40. (Botelho de Oliveira) c) Fábio. a Eneida e Os Lusíadas. bonzo bramá. mas não porque hei pecado. Vos tenho a perdoar mais empenhado.Humanismo. confiada. única figura feminina do poema. Quer ser filho do sol. cobre o dia. c) gradação. ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”. Primaz da Cafraria do Pegu. Quinhentismo. A exaltação. por densa. b) antítese. Barroco e Arcadismo Avançar . soberba. IMPRIMIR d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. U. que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga. A esse cede amor em mil ternezas. (Gregório de Matos) b) Temerária. a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental. Da vossa alta clemência me despido.38. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. e) prosopopéia. utiliza uma: a) ironia. (Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores. por lustrosa. morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo. a luz lhe enfada. A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal. como a Odisséia. 39. U. nascendo cá. 16 Sobe ao sol. ocasionando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo. Que sem ser do Pequim.F. a mariposa. e) Lindóia. d) onomatopéia. c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas. a névoa. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai. às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. e mais amado. GABARITO Porque quanto mais tenho delinqüido. por ser do Açu. de Basílio da Gama. incapaz de sentimentos nobres e humanitários. Por altiva. Em régio estado não desterras flores. acentuando seu caráter bárbaro. (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor. Que ele estrelas desterra em régio estado.

devido ao desapontamento sentido pelo poeta. está fazendo referência à pureza primordial da infância. Em contínuas tristezas a alegria. esconder-se nos próprios sofrimentos.Humanismo.” Gregório de Matos. E na alegria sinta-se tristeza. A respeito de tais afirmações. expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua. interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“AB-B-A”). etc. que cumpre os padrões da forma fixa. Quinhentismo. considere as afirmações abaixo: I. que compõem a figura da antítese. tais como o findar do dia e o início da noite. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. II. Depois da Lua se segue a noite escura. a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas. III. não sabe retê-la. c) somente III está correta. d) somente I e III estão corretas. a formosura do dia. ao vivenciar a alegria. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. deve-se dizer que: a) somente I está correta. luz/sombra. preferindo. que são: rimas ricas. Em tristes sombras morre a formosura. diante do curso seguido pelas forças naturais. ao falar do mundo que se inicia pela ignorância. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto. tristeza/alegria. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. e na Luz falte a firmeza. “alegria” e “firmeza”. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. na tristeza. cuja última firmeza é a inconstância. e não dura mais que um dia. e) O poema toca também na questão da inocência. se desfrutem as alegrias e. que se opõe à degradação dos bens materiais. Na formosura não se dê constância. por um lado. c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. Há nele um jogo simétrico de contrastes. como o Sol. Começa o mundo enfim pela ignorância. GABARITO e) todas estão corretas.Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. pois. nas sombras da noite. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que. se acaba o Sol. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo.. ali. Porém. Esse é um soneto oitocentista. e por “constância”. 17 41. Barroco e Arcadismo Avançar . E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de outro. dia/noite. b) somente II está correta. 42. d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que.

c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo. b) Trovadorismo. uns com libré. das janelas vejo ao perto jardins. c) José de Alencar. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte. Deus me guie. é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros. outros sem ela. 46. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais. Barroco e Arcadismo Avançar . parte por parte. b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem. e) Romantismo. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. vejo todo o palácio e também o oratório. dignificandoos e humanizando as relações entre os nobres e o povo. e) segundo o autor. d) Carlos Drummond de Andrade. nem têm nome de casas. b) uso constante da metáfora e da antítese. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento. haviam de verter sangue. e as sedas se se espremeram. (…) Entremos e vamos examinando o que virmos. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações. em que predomina o desenvolvimento de um único conflito. a risco de quebrar. d) Realismo. Trata-se de um sermão do quinto domingo da Quaresma. ou fora dele. foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. FEI-SP O autor do texto. 45. e. FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. d) soneto com versos decassílabos. FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. b) texto curto. e) utilização de muitas frases interrogativas. que o ouro e a prata derretidos. d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. b) Gregório de Matos.Humanismo. FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres. FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores. vejo galas. como se há de ver a fé. e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. 47. mas não vejo a fé. Primeiro que tudo vejo cavalos. c) Arcadismo. e ao longe quintas. enfim. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . as jóias e as baixelas. os prendíeis e obrigáveis por força. e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. onde das casas dos pequenos não se faz caso. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. a quem não fazíeis a féria. nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes. vejo jóias. Quinhentismo. se queriam ir buscar a vida a outra parte. como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. perfumes e sensações táteis. Se o que vestem os lacaios e os pajens. e) Fernando Sabino. liteiras e coches. 44. vejo baixelas. pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco. vejo criados de diversos calibres. Padre Vieira. ou no Reino.O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48.

Nas que chamam da China Grande sabor se afina. e são sadias. Barroco e Arcadismo Avançar . …………………………………………… As laranjas da terra Poucas azedas são. E delas por adorno apetecido Faz a divina Flora seu vestido. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utilizado pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Que como junto ao mar o sítio é posto. Mais que as da Europa doces. nos arvoredos Sempre verdes aos olhos. Tem o segundo A.48. Que é do Mundo o regalo mais mimoso. Música do Parnasso. Mas as de Portugal entre alamedas São primas dos limões. e melhores. As fruitas se produzem copiosas. todavia. E para preferir a toda a terra. Açúcar. no final. Tomo I. Que dão a Portugal muitos ciúmes. para recolhê-las num só verso. Quinhentismo. b) convencer e ensinar o seu público. nos ares puros Na tempérie agradáveis e seguros. Um exame atento desse procedimento no poema revela. característica do estilo barroco. São pois os quatro AA por singulares Arvoredos. sempre ledos. Tem o terceiro A. E nas folhas parecem. nas águas frias. VUNESP A técnica de disseminação e recolha. antes se encerra Tal doce nestes pomos. Como maiores são. 127-135. E se pode dizer em graça rara Que a mesma natureza os temperara. Esmeraldas de Abril em seus verdores. Em si perfeitos quatro AA encerra. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Com tal sustância. O quarto A. E são tão deleitosas. no açúcar deleitoso.” 19 OLIVEIRA. 1953. aparece em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia. …………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes. e gosto preparado.Humanismo. certa assimetria entre a disseminação e a recolha. Tem o primeiro A. Manuel Botelho de. e) confundir seus ouvintes. Águas. Ares. Que o têm clarificado nos seus gomos. Desterrando do Inverno os desfavores. Lhes dá salgado o mar o sal do gosto. …………………………………………… As plantas sempre nela reverdecem. todas azedas. têm mais valia. Rio de Janeiro: INL. Tenho recopilado O que o Brasil contém para invejado. E têm sempre a vantagem de maiores. Que refrescam o peito. E nesta maioria. Que sem tempero algum para apetite Faz gostoso convite. GABARITO 49. p. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã. d) provocar fortes emoções em seu público.

mas o encontro com o ermitão. a 10. 18 20. pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais. e 14. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher. a decadente sociedade portuguesa. O marido de Inês.Humanismo. F – V – F – V – F – F 7. B A R R O C O E A R C A D IS M O 1 1. Barroco e Arcadismo Avançar . F – F – V – V – V 11. F – V – F – F 8. a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”. c 22. colaborando. Seu primeiro marido era um repressor proibindoa de sair de casa até mesmo para ir a igreja. e por não ter conhecimento dessa traição. d 30. c 17. a 9. e 19. para ser traído por ela. c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete. ingenuamente. na cena final. c 21.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . d 28. b 23. e 5. b 25. 04 27. b 18. V – F – V – F – F 2. a leva em seus ombros para que atravesse o rio. em sua fala. a 4. é um encontro adúltero. a IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Pero Marques diz dar plena liberdade à esposa. a 24. Quinhentismo. Q U IN H E N T IS M O . c 31. para o qual ela se encaminha. 16. Não sabe. c 15. e 29. e 6. c 12. b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que. a 13. na vida privada. Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelicamente (os fins justificam os meios). b 26. F – F – F – V 3.

Humanismo. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüência Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar.2 IMPRIMIR GABARITO 32. b 46. e 39. Voltar Língua Portuguesa . nos ares puros (…) Tem o terceiro A. retomou os elementos assimetricamente. e 33. nas águas frias. e 36. a 44. a) Disseminação: “Tem o primeiro A. e 40. nos arvoredos (…) Tem o segundo A. e 47. ou seja. Ou ainda. c 48. Quinhentismo. b 35. b 38. 24 34. a 42. d 45. a 37. b 49. (…) O quarto A. Barroco e Arcadismo Avançar . c 41. b) Como se trata de um poema. pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. no açúcar deleitoso” No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação. c 43.

não!’” GABARITO DIAS. Massaud. Censurem. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada. a pêra. 21. In: MOISÉS. (. Quase a lamber o chão. a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias. onde bela se mirava. 1998. b) amor incondicional ao outro. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda. 1 1. “Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente. novas águas Após as outras vão. não me deixes. c) supervalorização da natureza. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu. ( ) Na história da literatura brasileira. José de. São Paulo: Cultrix. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo. mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência. e) desejo de morte pelo amor não correspondido. 135-6. o cambucá e a jabuticaba. não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor. no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo. ou calem-se como lhes aprouver. a manga. metonimicamente. ilustres e não ilustres representantes da crítica.. por meio das frutas. rev. o damasco e a nêspera?” ALENCAR. da fantasia. não se constranjam. Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse. não! Por fim desfalecida e a cor murchada. Benção Paterna. Límpido ou turvo. te amarei constante ‘Mas não me deixes. IMPRIMIR 2. e aum. Voltar Língua Portuguesa . não!’ E a corrente passava.Romantismo Avançar .LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1. s. ‘Ai.. Texto para as questões 2 e 3. F. como a fruta que nos mandam em lata. não. A corrente impiedosa a flor enleia. Alencar opõe. Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira. “Portanto. In: Sonhos de Ouro.. e sempre embalde: ‘Ai. Gonçalves.d. não me deixes. Leva-a do seu torrão. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo. p. A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste. São Paulo: Melhoramentos. piquem.. ( ) No segundo parágrafo. A Literatura Brasileira através de textos. não me deixes.) O povo que chupa o caju. ed. d) exaltação do sonho. E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai. não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão. através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais.

inda. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”. leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra. que me cerca e mata. não. Meus ais. em seus diversos momentos. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão. nacionalismo e religiosidade. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente. escapismo e subjetivismo. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores. Amor na minha idéia te retrata.” Tomás Antônio Gonzaga. U. a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor.F. b) No poema de Gonzaga. como resposta.” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor. 6. que eu assim resista À dor imensa. a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado. apresenta como características: 01.. c) “Nesta triste masmorra”. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira. busca. 2 “Perdoa-me. 04. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Se a ti ergui meus olhos suspirando!.E. adoro a tua formosura. 5. U. Dê. de um semi-vivo corpo sepultura. GABARITO 4.F. a soma das alternativas corretas.. visão de meus amores Perdoa-me. visão dos meus amores. U. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima. F. naturalismo e pitoresco. c) No poema de Álvares de Azevedo. Marília.” Álvares de Azevedo. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores. d) Em ambos os poemas. no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes. como recurso estilístico. extremoso. 16. Minha febre noturna delirando. imaginação criadora e amor à natureza.3. b) “À dor imensa que me cerca e mata”. assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso.. d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”..Romantismo Avançar . 08. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5. 02. socialismo e ilogismo.

amanhã. ‘Saúde.. meu irmão! Eu sou a Morte.. ler o texto que segue. Suspende em meio o hino augusto e forte... sobre o texto.. b) II e III. “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas. Pertence ao movimento literário denominado Romantismo. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada: a) subjetivismo. depois. vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte. Idealiza a função do poeta. III e IV. 8. II.’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta. c) II e IV. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II. 7.. d) futurismo. Fui eu que te vesti do meu sudário. d) III e IV. analisar as afirmativas que seguem. Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” 3 GABARITO Instrução: Para responder à questão 7.Romantismo Avançar . Quem no teu nome a escuridão projeta.... PUC-RS Pela análise das afirmativas. ‘Saúde. irmão! Eu sou a Indiferença. Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde. Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta. c) nacionalismo.. Que vais fazer tão triste e solitário?. III. I. uma vez que esta ultrapassa a condição humana. com a fome e com a morte. Vão três pálidas virgens.. IV.. Sou eu quem te sepulta a idéia imensa. II. e) condoreirismo.. Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença.Instrução: Para responder às questões 7 e 8. Sou eu quem o teu negro pão consome. mísero atleta! Hoje... O teu mísero pão.. e) I.. b) ufanismo. depois (qu’importa?) Virei sempre sentar-me à tua porta. meu irmão! Eu sou a Fome.

melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. Brilha a lua no céu. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. Correm perfumes no correr da brisa. 4 GABARITO 9. “Leito de folhas verdes Por que tardas. movendo as folhas. Não sentiram meus lábios outros lábios. Já nos cimos do bosque rumoreja. o poema em questão já se aproxima do parnasianismo. Outro amor nunca tive: és meu. não mais.Texto para a questão 9. sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram. tais como “luar”. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. como estas flores. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. brilham estrelas. como estas preces. Nem outras mãos. “bosque” e “perfumes”. ou dia ou noite. Sejam vales ou montes. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. Onde o frouxo luar brinca entre flores. lago ou terra. Onde quer que tu vás. Jatir. notam-se ainda no poema. No silêncio da noite o bosque exala. há pouco. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. os aspectos marcantes do Arcadismo. Já solta o bogari mais doce aroma. Jatir. Do tamarindo a flor abriu-se. Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor. d) Apesar da intensa presença da natureza. “vales”. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. Também meu coração.Romantismo Avançar . pela presença dos elementos mitológicos. b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram. para expressar o amor por meio da espera. Vai seguindo após ti meu pensamento. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. e) Mesmo sendo romântico. Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. recebida principalmente de Camões.

” (Machado de Assis). para os itens verdadeiros. de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época.” (José de Alencar).Romantismo Avançar . como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos. como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos. d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum. c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico.10. c) Ressurreição e O Navio Negreiro. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. U. mulheres feiticeiras. e) I . enquanto a paisagem árcade é harmoniosa. alheia ao eu-lírico. 13. as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante. Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais. e) “O maravilhoso. sapos e jacarés sem conta: enfim. para os falsos.” (Ferdinand Denis). UEGO Assinale V. os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos. e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária. buscando nelas aspectos heróicos. de Maria da Glória e da cortesã.. colocando na mesma mulher as imagens de virgem. realçando seus preceitos e preconceitos. uma Ilídia Brasileira. d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu. e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade.Juca Pirama e O Guarani. É o que se pode verificar quando se lêem.. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica. o marginal e o burguês. 14. procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência. 12. dos dois autores citados. 5 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” (Gonçalves de Magalhães). c) “Imaginei um poema. respectivamente. ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa. b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura. c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo. e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar. b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis. um gênesis americano.” (Gonçalves Dias). dignos de alta expressão literária. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos. independência e as terras que ocupavam.F. à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias. UFSE No período romântico brasileiro. b) Quincas Borba e Os Escravos. encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas]. d) O Mulato e Canção do Exílio. e F. O romance Lucíola. Lúcia. UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros. 11. foi trabalhar a dualidade. uma criação recriada. devido aos exageros do eu-lírico. ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado. tão necessário à poesia.

.. dono de uma sensibilidade extraordinária.15.) Se é vate quem dos povos.. rainha da festa.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... a mulher é freqüentemente . “Tenho medo de mim.. de tudo... Da luz. do chorar das fontes. e) I. é um tema dominante na poesia . A luz da aurora me intumesce os seios... E a velhinha. II e III.. “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna. que usa . Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto. identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima. UFRS Leia o texto abaixo. As paixões vivifica...” (Bernardo Guimarães) II.. “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado.. b) Apenas II.. Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa.. c) Apenas I e II.. “Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau... I..... (.... sob o olhar apaixonado do poeta...) O véu da noite me atormenta em dores.... de ti. Das horas longas a correr velozes.. Se assentou sobre o grande jirau.. quando fala.Romantismo Avançar . d) Apenas II e III...” (Laurindo Rabelo) III. como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos.. excita o pasmo. de cunho romântico no Brasil. do silêncio ou vozes. Das folhas secas....... da sombra... UFRS Leia o texto abaixo....... (.. ...... a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16..” 6 Dos exemplos citados abaixo.” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I. Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum.. nela.

Iracema. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. Mas basta um sopro do mar. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social. Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros. 7 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . sentia-se no ermo. o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. Lúcia Camargo que. cheia de grandes desejos e nobres ambições. 1994. deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. Mantida a seqüência. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. São Paulo: Scipione. e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo. através da Senhora. O imbu. mas embalde. escreveu romances indianistas e urbanos. As folhas lastram o chão. na praia. porém nunca se valeu da composição regionalista e. o último uma religião. “Logo após a vitória. Como o imbu na várzea. as flores. já comprometido. …………… desejava. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. assim. d) Álvaro / D. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores. FUVEST-SP “Assim. Texto para as questões 19 e 20.Romantismo Avançar . b) juntamente com Diva e Iracema. De novo sentiu em sua alma a sede do amor.” (*organizações = personalidades) ALENCAR. para tudo murchar. e a alegria voltou a habitar em sua alma. José de. Alencar revela traços realistas. e) Alencar. 18. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*. onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. arrependido. e) Loredano / D. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares. c) Loredano / Peri / D. José de. vinga. d) Fernando. é desfeito. mas o casamento. 56. o cristão tornara às praias do mar. Diogo / Peri. vê-se desprezado e humilhado pela esposa. b) Loredano / Álvaro / Peri. o outro uma paixão. Diogo / Peri. Neste excerto de O Guarani. O Guarani. filho da serra. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente. Diogo. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico. Diogo. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. …………… amava. trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução. Passava os já tão breves. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre. buscava. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. …………… adorava. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. p.17. agora longos sóis. não atingiu seu intento. numa tentativa de representar por completo o Brasil.” ALENCAR. após o casamento. e tremia de pensar que Iracema houvesse partido. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se. leva-as a brisa. achando boa terra e fresca a sombra. após ser abandonada por Fernando Seixas.

como resposta. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! . 20. 32. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo. frágil e inatingível. A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita. a soma das alternativas corretas.. UFBA Com relação à linguagem. Dá vida em teu alento à minha vida.Romantismo Avançar . à chegada do inverno e à volta do esposo. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo. ambas com função revitalizadora. 04. evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. enquanto a segunda.19. 21. Dê. O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local. como heróis ou como vilões. 64. feijão-roxinho. a firmeza de permanecer em terra estranha. e morre amando. 64.. Angélica na cara! Isso é ser flor. se tens pena De quem morre por ti. respectivamente. de abstração do sentimento amoroso.. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam. 16. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada. agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. 02. 08. molho de batatinhas. 04. senão em vós se uniformara. Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! . para ambos.. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta.” (Castro Alves) 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”. pálida virgem. 32. onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem. O trecho “os já tão breves. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. já que a primeira dá idéia de concretude.” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome. A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete. existe uma explicação adequada em: 01. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica. UFF-RJ Na literatura. 02. e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente. respectivamente. 16. 08. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor. Dê. Em quem. seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita. Mas cantava. como resposta. sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama. a soma das alternativas corretas.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .22. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte. A heroína de A Escrava Isaura. de Joaquim Manuel de Macedo. região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. UFRS Considere as afirmações abaixo. referentes ao romance romântico no Brasil. b) Apenas II. “O índio. b) Álvares de Azevedo. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. de canela. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português.Romantismo Avançar . de Bernardo Guimarães. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos. d) Apenas II e III. e sobretudo os répteis. o rio de um lado. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. Quais estão corretas? a) Apenas I. 23. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. na sua apresentação inicial. c) Apenas I e II. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos. e sugasse uma gota desse sangue precioso. é mestiça. porém. FEI-SP Sobre o romance. circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília. 25. urataí e outras árvores aromáticas. c) José Lins do Rego. III. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável. de Manuel Antônio de Almeida. em que as personagens vivem em contato constante com a natureza. I. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas. antes de partir. por isso tomara todas essas precauções. FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil. insere-se na linha primitivista da corrente romântica. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias. e) Gonçalves Dias. A Moreninha. é a novela picaresca espanhola. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”. b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém.” 9 GABARITO 24. II e III. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. d) José de Alencar. e) I. II. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro. Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27.

eu lha restituo. III. In: Vô imbolá. já lho disse uma vez. valentia e brio. na narrativa. desempenha. b) romance regionalista. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. c) I e II estão corretas. na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo. Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo.” ALENCAR. desde que mo deu. a) somente I está correta. FEI-SP Em O Guarani. d) Castro Alves. Fernando disfarçou. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis. e) Olavo Bilac. 27. d) I e III estão corretas. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro. Voltar Língua Portuguesa . imprudência a que pusera remate o pedido do casamento. b) Gonçalves Dias. FEI-SP A propósito do trecho transcrito. UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO. e até pareceu esquecer a sua observação. vê com naturalidade o casamento de conveniência. São Paulo: FTD. revoltou-se contra si próprio. enfocados como pessoas comuns. fatal. Em sua música “Maldição”. o papel da mulher fraca. Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia. Zeca. Uma noite porém. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe. e inquiriu do motivo. b) Aurélia Camargo. com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza. Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros. em que Seixas se mostrara mais preocupado. e) II e III estão corretas. 1992. 28. c) romance indianista. b) somente III está correta. II. Fernando. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã. a moça não insistiu. sem força de vontade. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro. GABARITO 29. mas o seu procedimento o indignava. e) poemas históricos. típico desfecho da narrativa romântica.Romantismo Avançar . Essa tendência é típica do: a) romance urbano. c) Casimiro de Abreu. especialmente para uma das gerações do Romantismo). 104-6. José de. A mim basta-me o seu amor. quanto à relação amorosa. é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres. 1999. Senhora: perfil de mulher. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável. IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra. c) A obra.26. p. d) poemas épicos. não lhe pedi nada mais. e) A obra apresenta o final feliz. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. é correto afirmar que: I. enquanto romântica.

especialmente nos índios e em sua civilização. transcendendo os limites da vida física. Voltar Língua Portuguesa . p. São Paulo. inspiração em elementos nacionais. valorizando o idioma nacional. Quer seja tapuia. Viver é lutar. transportando o eu-lírico para um lugar ideal. 31. Poemas de Gonçalves Dias. [s/d]. e desse amor se morre!” DIAS. Só pode exaltar. e) Romantismo. Cultrix. aos bravos. Só pode exaltar. Que os fortes. No arco que entesa Tem certa uma presa. b) Realismo. Não chores. E pois que és meu filho. d) Naturalismo. Condor ou tapir. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. sem que se veja. temendo roçar os seus vestidos.Romantismo Avançar . que a vida É luta renhida. d) realização de poemas lírico-amorosos. Só teme fugir. A vida é combate Que os fracos abate. 1959. Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor. As armas ensaia. Amá-la.” DIAS. Tamoio nasceste. Penetra na vida: Pesada ou querida. Poesia Completa. UFF-RJ As estrofes abaixo. c) Modernismo.30. e) idealização da mulher. c) idealização do amor. Segui-la. Aos fortes. fragueiro. Sê duro guerreiro Robusto. sem ousar dizer que amamos. 11 GABARITO Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio. sem lhe ouvir. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos. 372. partes do poema Canção do Tamoio. Gonçalves. os bravos. revelando uma visão pessimista da vida. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. Se o duro combate Os fracos abate. IMPRIMIR A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. Gonçalves. b) forte subjetivismo. junto à natureza. meu filho. “Não chores. Compr’ender. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. Meus brios reveste. representam um momento da literatura brasileira em que se buscou. seus pensamentos. através do sentimento nativista. como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. sem poder fitar seus olhos. a quem se adora. a) Barroco. Valente serás.. Viver é lutar. conduzindo o eu-lírico à depressão. E.

. 01. representante dos valores lusitanos. Em Iracema.... em contraste com a vida na corte. uma vez que. ela é motivo de constante preocupação para o pai. quanto os Aimorés. c) Apenas I e II... apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. d) Senhora – adolescente – enriquecimento material.. por obra de qualquer descuido. Em O Guarani e Iracema. 34. Em O Guarani. UFMS Considerando a leitura do romance Inocência. são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro... do Visconde de Taunay.. c) Lucíola – aristocrata – degradação moral.. tal como em Iracema e em O Guarani.São redomas de vidro que tudo pode quebrar. 33. e) I.. Segundo Pereira: “Ih. misturam-se cenas da Guerra do Paraguai.. 08... UFRS Leia o texto abaixo. um processo gradativo de . Unicamp-SP Em Ubirajara.... experimentando... tentanto tirá-la dos braços de seu amado. UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema. pode pôr a perder a honra familiar..... Durante um almoço. 12 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima. durante o inverno europeu. a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico.. José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central.” 04. são destruídos.. no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35. é coisa de meter medo. e) Senhora – adolescente – ascensão social. conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino. b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física. que se apaixona pela bela sertaneja. a partir daí. Essa exaltação dos recursos alimentares do país... Quais estão corretas? a) Apenas I.. assinale a(s) alternativa(s) correta(s).. b) Apenas II. De acordo com a narrativa.. independente do julgo da metrópole portuguesa.32.. Apesar do afeto que Pereira sente pela filha..Romantismo Avançar .. Pereira enaltece a fartura do Brasil. mulheres numa casa. Essa comparação visa a demonstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo... é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira. de José de Alencar. d) Apenas II e III.. tanto a casa de Mariz. aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura.... o homem branco por quem se apaixonara. No romance .... II e III. mais precisamente no Rio de Janeiro. a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim. meu Deus. 02. as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas. ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas. em especial a francesa. II. na certeza de que serão vingadas. I. a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual. uma . III. à míngua. sob a influência das culturas européias.. que retratam o lado negativo da terra americana. palco da história do amor de Inocência e Meyer. de José de Alencar... Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro. sinônimo dos recursos naturais do Brasil.

( ) Até o final do romance. vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. 203. Mas. uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais. de José de Alencar: I. mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética. servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses. é correto afirmar. onde se morre abafado. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica. não queria. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso). e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades. II. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais. Aqui.. UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância. ( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. UFPR Sobre o romance Senhora. 1965. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”. ( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias. Para responder às questões 37 e 38. trata-se de caso de exceção na ficção do autor. iniciando-se a narrativa com as recordações da infância de Aurélia. Não foi na cidade. UFRJ Associado ao tema da infância. e) II e III. III. não. b) II. Está correto somente o que se afirma em: a) I. os campos e as matas. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos. o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta. ligado por laços afetivos sinceros. não. Ao tratar desse tema. p. nada. a personalidade. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu.Romantismo Avançar . ( ) Heroína romântica. e ao desprender-me das faixas infantis.” ABREU. infante ainda. 37. A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta. foi ao ar livre.. e. 38. Obras completas. ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa. de José de Alencar.36. O autor valeu-se de uma narrativa. os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados. ao saltar do berço. ocultando habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas. senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha trazer-me de longe o perfume das florestas. mas divididos por razões econômicas. aos oito anos ia eu para a escola. 13 “Nasci no campo. o autor consegue sustentar a atenção dos leitores. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!. d) I e II. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema.. c) III. GABARITO 39. Casimiro de. ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar. possa encontrar sua felicidade. leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida. os costumes. Rio de Janeiro: Edição de Ouro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista. com suas palavras. o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua. com suas palavras..

cuja linguagem possui os elementos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro. reforça a grandeza do índio Peri. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. quitação. de desigualdade econômica. nele. no entanto. de José de Alencar. A jovem. Dê. é correto afirmar que: 01. assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). salva Peri da morte. uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre. porque. o anão que vigia Inocência o tempo todo. 08. 08. A ação do romance.Romantismo Avançar . no cap. V. intitulado “Loura e Morena”. preterida por Fernando Seixas. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos da natureza são descritos minuciosamente. 04. posse. 42. 02. a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem. a soma das alternativas corretas. em oposição à vilania e à maldade. focalizado em primeira pessoa. como um bálsamo poderoso. 04. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. como resposta. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. Considerando a obra como um todo. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas. 41. a soma das alternativas corretas. Tico. em termos históricos. como também as relações do homem com essa mesma natureza.40. compra-o e ele contumaz caça-dote. inclusive através de nomes científicos em notas de rodapé. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres. apaixona-se por Cirino. incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval. o amor tudo vence. 16. com final feliz. UFMS Sobre o romance Inocência. o romance estrutura-se em quatro partes: preço. por promessa de seu pai. b) Aurélia Camargo. sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse. 02. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. como resposta. é um romance regionalista. resgate. levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão. 01. mas. além de explorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos da presença do medievalismo na literatura romântica. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. Pereira. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização. 16. é a do casamento. apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino. transcorre no século XVII. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. Dê. 32. 64. de Visconde de Taunay. de tendência sertanista. O tom confidencial da narrativa. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial. por isso. Inocência é noiva de Manecão. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance.

. São Paulo: Scipione..) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio. ler o texto que segue. No texto de José de Alencar.. (. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro. construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna. (. E provocaste a rajada. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos.’” NICOLA. c) romantismo indianista. barca de granito. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior.” ALENCAR. a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu. Cefet-RJ “Iracema.) pertencia a D. e mais longos que seu talhe de palmeira. da grande nação tabajara. d) bucolismo neoclassicista. Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século.. romântica e exaltada.) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava. identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas. o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo.Romantismo Avançar . Instrução: Para responder às questões 45 e 46. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza. Antônio de Mariz. Entretanto.43. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”. “(.. 125. que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras. 15 44. sublime artista. Iracema. São Paulo: Scipione. No ano da graça de 1604.. p. Mais rápida que a ema selvagem. Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada. o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto.) A habitação (. c) Essa estrofe é uma oitava. temos uma das formas significativas do nacionalismo. sintetizado pelo: a) realismo naturalista. b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África. José de. O pé grácil e nu. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro. a virgem dos lábios de mel. e) nativismo modernista. onde campeava sua guerreira tribo. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. e) São versos típicos de uma poesia que. p. José de. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias.. em que o homem é apenas um simples comparsa. mal roçando. a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época. 1998. “Após a independência. b) sentimentalismo realista. 10.. século XIX. com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas. 1994.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom. Nas ondas da escravidão. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa. Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão.. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. O favo da jati não era doce como o seu sorriso.

de José de Alencar.... exprime-se na métrica irregular dos versos. Fantástico alemão.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .....Romantismo Avançar .... de Cecília. evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns. Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento.... FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”).. Álvares de... própria da ironia romântica... a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46. a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47. como se pode observar..... A personagem referida.. nele.” Memórias de um sargento de milícias. mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta. 48.. em relação ao processo de . Basta de Shakespeare.... O Lamartine É monótono e belo como a noite. c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza. à cultura europeizada por que passa Peri..... Se pranteia por Deus de amor suspira...... Vem tu agora... PUC-RS A obra em questão . .. é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias.... Lira dos vinte anos... UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas... a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca.... foi o primeiro escrito no Brasil. o poder e a audácia dos novos habitantes. o passado histórico por meio de uma visão .... por exemplo. 16 “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa... Tem na lira do gênio uma só corda..... b) Romance de Manuel Antônio de Almeida..... só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa.. possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época... Com base no texto acima... ..... de Manuel Antônio de Almeida. b) a dispersão do eu-lírico.. Parece-me que vou perdendo o gosto. Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas. d) Escrito na época do Romantismo.. é correto afirmar que. e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião. da ideologia dominante. poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo.. através da fundação daquela que se tornaria a sua capital. que é a protagonista da obra... muito respeitados pela segunda geração romântica. d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira.. c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista. PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra .. Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta... (…)” AZEVEDO.... Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia..45. GABARITO 47. e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa.

como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra. b) Senhora – abolicionista – simplicidade. a dois índios.As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil... d) O Moço Loiro – realista – complexidade. apesar do tom artificial de alguns romances. era o ataque aos senhores da terra. como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal. c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil. UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil... e) seria causada pelos condenados à morte. sem que a sua vontade fosse consultada. convertendo os índios. que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados. a) A Moreninha – realista – desigualdade. à liberdade dos índios.. c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade... A preocupação em retratar a .... que alegavam razões religiosas para seus atos. . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Gonçalves. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto. UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial... c) seria arquitetada por colonos degradados.. 51. e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação. e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta.. condenados à morte ou espíritos baixos.... do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro. que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro.. cometera a violência de arrancar de suas terras.. contextos e temáticas urbanas. mas que eram movidas pela ganância. 17 49. b) insere-se no contexto do Romantismo. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.” DIAS.. Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião. 4º trim...Romantismo Avançar . bem como criou romances de tendência ... ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para se redimirem. e) Lúciola – regionalista – diversidade.. José de Alencar retratou. 50. d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado. como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal. eram colonos degradados. 1867... que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa....... 274. contra a vontade deles. condenados à morte. em obras como . PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas. Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis. como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português.... ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares. que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios. d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião. p.... No texto... b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral...

que mais tarde se casa com Vidinha e. b) tendência romântica ao misticismo. Sem qu’inda aviste as palmeiras. é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. Onde canta o Sabiá. o personagem principal. destacando-se pela temática regionalista. 53.” 18 Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora. Lira dos vinte anos. UFRS Leia as estrofes seguintes. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias. 04. Leonardo. Álvares de. João VI. 54. Leonardo. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo. capazes de atos de bravura e coragem. desinteresse e tédio. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional. que aqui gorjeiam.. torna-se sargento. comentando as ações dos personagens.52. d) aversão dos românticos à natureza. simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial. e) fuga romântica para o sonho. o narrador interrompe com freqüência a narrativa. contrariando as convenções literárias da época. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias. (. que previa heróis moralmente elevados. Neste excerto. c) melancolia romântica. de imediato. como resposta.. o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. d) as estrelas e as flores.” AZEVEDO. aproximando-a da estética realista. Onde canta o Sabiá. “Luar de verão”. ó minha lua. Essa atitude do eu-lírico manifesta a a) ironia romântica. 08. Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. “Minha terra tem palmeiras. Sem que eu volte para lá. a comadre. a soma das alternativas corretas. um aventureiro. mas revela. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral. A teus raios divinos me abandono. o Romantismo. é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça. 02. é um anti-herói. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”. o compadre. As aves. o barbeiro. é correto afirmar que: 01. por méritos próprios. Nosso céu tem mais estrelas. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá. 16.Romantismo Avançar . característica das classes de alta cultura e condição social confortável. Nossa vida mais amores. Dê. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro.) Não permita Deus que eu morra. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala. referidas na segunda estrofe. e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal. Não gorjeiam como lá. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Nossas várzeas têm mais flores. o personagem central. tornando a obra uma espécie de crônica da época. Nossos bosques têm mais vida.

ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro.Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores. U. c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”. 311 19 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo. de Álvares de Azevedo. expressa num detalhismo quase realista. já cantam vitória. b) à tendência romântica para a utopia. revela-se um traço forte de sua poesia. São muitos seus filhos. Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras. b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor. a: a) idealização da amada. c) à temática romântica da nostalgia. Cercadas de troncos – cobertos de flores. São rudos. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima. de glória e terror! (. Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão. retratada como musa etérea. d) à vertente romântica indianista. 1969.F.)” DIAS. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I.. é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico. severos.Romantismo Avançar . solene e distante. 57. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso.55. p. a um tempo temida e desejada. e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais.. Condão de prodígios.Juca-Pirama. incorporando-as ao orgulho nacional. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico.. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira. Alteiam-se os tetos d’altiva nação. c) sátira impiedosa. Gonçalves. de Gonçalves Dias. que. 56. Já prélios incitam. pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico. nos ânimos fortes. In: RIEDEL. b) projeção da própria morte. Rio de Janeiro: Bloch. e) força material do cotidiano. d) insegurança amorosa. Literatura brasileira em curso. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes.. I. sedentos de glória. Dirce.

a imagem da mulher amada. confirmando a filiação do poema à estética simbolista. Condor ou tapir. No poento vidro que te guarda o sono! Álvares de Azevedo. A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis.” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas. satanismo. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana. d) As referências ao universo da pintura. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas. e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela. 16. Quando louco. de Castro Alves. ao menos. Não poderei na sepultura. E essas violetas inodoras. Nos lábios frios comprimir chorando.E. c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes. e) As marcas do erotismo. Só teme fugir. imaginação criadora. Condor – ave semelhante à águia. “onde eu pintara”. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”. criam efeitos sinestésicos. No arco que entesa Tem certa uma presa.58.Romantismo Avançar . o sonho. a presença da morte. característica primordial do Romantismo. Conforme os versos transcritos. Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes. Tapir – anta. ideal mimoso. a soma das alternativas corretas. exaltação da natureza. expressão de ideais românticos.F. U. linguagem coloquial. Dê. De bela adormecida. Quer seja tapuia. como resposta. É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro. Não encheste minh’alma de ventura. 04. b) Filiado ao Simbolismo. “rompeu a tela”. U. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. b) os índios estão em guerra contra os tapuias. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes. (…) GABARITO 60. 20 59. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. tais como: ventura e tristeza. é um conjunto de poemas que apresentam: 01. “negro quadro”. d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. a) O idealismo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a) quem erra o alvo precisa fugir da caça. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”. revelam o seu caráter romântico de segunda geração. Texto para a questão 60. presentes no poema. de Gonçalves Dias. 08. sedento e arquejante. murchas. 02. vida e morte.

o nascido do meu sofrimento. Dentre as proposições abaixo.61. O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. UFMS Memórias de um sargento de milícias. d) Alencar justifica.. o mestiço povo brasileiro. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo. seja no processo de construção das personagens . autor. consciente da sua missão de gerar a nova raça. a retidão de caráter. 01. tradições e falas de pessoas simples. estalar do açoite. A obra pode ser classificada como um romance de costumes. (. a seu modo. de baixa renda e seus dramas cotidianos -. assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização.. como resposta.. Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar. e vivem situações idealizadas. Dê.F. vulneráveis e desonestas. é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro. O desfecho da obra apresenta histórias de luto. um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade.Romantismo Avançar . 16. foi uma obra inicialmente publicada em folhetins. U. e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo.” IMPRIMIR GABARITO Assinale a alternativa que identifica.linguagem simples e direta -. e considerando a obra como um todo.. Tinir de ferros.F.. U.) – Tu és Moacir.. seja no plano da forma . porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo. dor e sofrimento. a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo. 08. a soma das alternativas corretas.a periferia do Rio de Janeiro. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX. Estreitou-se com a haste da palmeira. de José de Alencar. no romance. Iracema. buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro. d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local. título da obra e período literário dos versos citados. características da estética romântica. na perspectiva do idealismo romântico.F. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema. uma vez que registra traços dos hábitos. 62. entre os anos de 1852 e 1853. de Manuel Antônio de Almeida. Em sangue a se banhar. As personagens do romance pertencem à classe dominante. 04. Voltar Língua Portuguesa . A dor lacerou suas entranhas. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo. As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema. não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa. seja no espaço onde essas personagens circulam . Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco. U.” ALENCAR. a coragem e a fidelidade. 63. 64. contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa.. 02. as mulheres são devassas. c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo.representação de pessoas comuns. assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão. sentindo que se lhe rompia o seio. Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo. corretamente. b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência.. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima. José de. Apresenta-se. à elite de sua época.

Aquele branco da mortalha. presente em grande parte da obra do autor. da qual faz parte a peça O Noviço.” 22 Com relação ao fragmento acima. b) V – V – F – F.. a punição do violão. d) F – V – V – F. Abri-o: era o de uma moça.. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852).65.. ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro). Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. b) Apenas II e III estão corretas.Romantismo Avançar . como o subjetivismo. Desta forma. Nessa obra. direcionando-os para a vida religiosa. como o esconderijo. Não sei se a noite era límpida ou negra. eu ignoro por quê. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens. e se redimem as transações vis repondo de pé herói e heroína. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas. ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez. naquela tez lívida e embaçada. Acentua traços característicos da literatura romântica. ao contrário. personagens que confirmam o amor inatingível. III. mulheres incorpóreas ou virgens. 67. II.. Saí. o que leva ao efeito cômico desejado. recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V. – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja. As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite. o amor platônico não é superado pelo amor físico. Pesava como chumbo. no 1º. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Assinale a alternativa correta. a) Apenas I está correta. parágrafo. pode-se encontrar (Assinale V. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora. temas característicos da primeira geração romântica. ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico. mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas. ( ) Nesta obra. c) V – F – F – V.. eu achara abertas. por exemplo). idealizado na literatura ultra-romântica.. que se casa pelo dote. UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro. c) I. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor. Tematiza a morte. para os itens verdadeiros. e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida. as grinaldas da morte na fronte dela. eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. e após uma orgia. II e III estão corretas. o vidrento dos olhos mal-apertados. o equilíbrio. elas só o são aparentemente. rompido temporariamente. em virtude da educação que recebera. o disfarce e o erro de identificação. pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa. que. e) Apenas I e III estão corretas. Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos.. uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói.. afirma-se: I. Era uma defunta!.. Idealiza figuras imaginárias. ainda.. despreza o nacionalismo e o indianismo. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna. Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. o egocentrismo e o sentimentalismo. na economia e principalmente na educação dos jovens. acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história. “Uma noite. baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados. sempre se salva a dignidade última dos protagonistas. ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social. 66. d) Apenas I e II estão corretas.

e) no segundo. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”. 69. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Fragmento II É ela! é ela! — murmurei tremendo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a valorização de elementos ligados à natureza. o dolorido afã. em poesia simples. porém.E. apesar de haver um tom de humor e sátira. ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja. 04. com desespero e pessimismo. é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo. Sobre o leito de flores reclinada. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento. atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento. b) no segundo. que conduz à dor. Comparando os dois fragmentos. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 23 Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros. Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória. com certeza. o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. 02. à aflição e à busca da solidão. não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso. Dê. a exaltação de sentimentos pessoais. a) no primeiro. como resposta. c) no primeiro. Mas cantou nesse instante uma coruja… Abri cioso a página secreta… Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” GABARITO Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. U.Romantismo Avançar . PUC-SP “Fragmento I Pálida à luz da lâmpada sombria. manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes. d) no segundo.68.. Como a lua por noite embalsamada. a morte como alívio para o “mal-do-século”. o desajustamento do indivíduo ao meio social. o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado. podemos afirmar que. Vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!… Tinha na mão o ferro do engomado… Como roncava maviosa e pura!… Quase caí na rua desmaiado! (…) É ela! é ela! — repeti tremendo.. como: 01. 16. “Se eu morresse amanhã. E o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janela! (…) Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que estalavam nos meus passos Ir espiar seu venturoso sono. a soma das alternativas corretas. pastoril. bucolicamente ingênua e inocente. 08.

em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical. podemos dizer que: 1. pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens. b) Apenas II.70. A linguagem do romance Iracema é altamente poética. não é dizer que vieram de braço. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro. ( ) na poesia saudosista. que deforma os encantos da mulher amada.” Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto. e em lamentos melodramáticos. Assinale: a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas. em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará. numa representação quase sempre épica. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista. 3. O narrador. o índio. c) Apenas III. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético. II e III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance. comparações sobre comparações. UFRS Leia o texto abaixo. Quais estão corretas? a) Apenas I. 24 GABARITO “Desta vez. moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro. como a exaltação do pitoresco nacional. como este último tinha querido quando foram para o Campo. assim. b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas. 72. vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente. foram mais adiante do que isso.Romantismo Avançar . 3 e 4 estiverem corretas. provocados pelo sofrimento do amor irrealizado. a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico. 3 e 4 estiverem corretas. d) se 1. 4. I. III. no qual está inserido o primeiro habitante do País. II. 2. as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade. U. c) se 2. porque tudo é narrado de forma explícita. d) Apenas II e III. 71. a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara. põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções. predomina uma sensibilidade plástica singular. de Manuel Antônio de Almeida. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema. estabelecendo. de José de Alencar. o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo. A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista. Luizinha e Leonardo. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor. fruto do negro e do branco. uma interdependência entre paisagem e estado de alma. detectado no sentimentalismo exagerado. extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias. ( ) na poesia lírico-amorosa. por saber quem é Leonardo. porém.F. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim. e) I. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias. a saudosista e a lírico-amorosa. embora o texto esteja em prosa.

36. c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena. mas com benevolência. a 29. 44. que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar. 16. o índio brasileiro também tem suas tradições. atribuem-se à infância traços negativos. a escravidão causaria mais vergonha que a própria morte. já que.Romantismo Avançar . O romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício. 13. Voltar Língua Portuguesa . b 18. e 26. pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada. As notas contribuem tratando o ritual. c 28. a qual passa por diferentes estágios. sua cultura. 34. c 33. 10. pode-se dizer que servem de complemento à narrativa. 11. F–F–V–F–F–F–V 50 c 27 d c c a a e b GABARITO IMPRIMIR 35. 23 20. 48. 43. e 31. Sim. 9. d 24. e não européia. 12. 47. d 25. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista: Jaguaré é o nome do caçador. não com o preconceito europeu.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O 1 1. 41. c 32. tendo sido derrotado no combate com Ubirajara. no último parágrafo. de experiências positivas. b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios. d 30. a 27. 4. 7. 45. 40. a 19. já que. d 22. Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o nome do hóspede. 06 a Não segue integralmente. 3. V–F–V–V d e a c 21 e a e V–F–V–V–V e c c d c d 17. a natureza é lugar paradisíaco. 46. segue. 39. 8. e 23. 38. 05 21. 6. 37. no texto. pois. 14. a a) Como todo povo. Considerando-se que as notas são objetivas e a narrativa é subjetiva. 49. 5. 2. 42. 15.

52. 71.50. 58. 51. 67. 72. 53. 68. 61. 57. 64. a e c a 14 a b b c 13 a 05 62. 60. 69. 65.Romantismo Avançar . 63. 70. 56. 59. 55. 66. a b e c V–F–V–V a 17 c V–V–F–V a e 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 54.

2.” 1 GABARITO Os Lusíadas. Desse episódio. em Os Lusíadas: I. Aos montes ensinando e às ervinhas. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. e) I e III. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. áspero e tirano. já velho e com um “saber só de experiência feito”. II. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. tu. Entretanto. Que a fortuna não deixa durar muito. Naquele engano da alma ledo e cego. O episódio de Inês de Castro. De teus anos colhendo doce fruito. inserido em sua narrativa épica. Tuas aras banhar em sangue humano. b) II. Deste causa à molesta morte sua. Como se fora pérfida inimiga. Nos saudosos campos do Mondego. Estavas. d) retrata a beleza de Inês. O nome que no peito escrito tinhas. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. III. obra de Camões. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. que se contrapõe à solenidade do poema épico. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. c) III.Classicismo Avançar . é considerado o ponto alto do lirismo camoniano. oferecem momentos em que o lirismo se expande. De teus fermosos olhos nunca enxuito. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. É porque queres. Voltar Língua Portuguesa . com força crua Que os corações humanos tanto obriga. linda Inês. humanizando os versos. posta em sossego. Está correto apenas o que se afirma em a) I. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. PUC-SP “Tu só. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. c) a manifestação de apego a Portugal. legítima herdeira do trono de Portugal. d) I e II. IMPRIMIR b) celebra os amores secretos de Inês e de D. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. posta em sossego. 3. Se dizem fero Amor. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. puro amor. do qual o trecho acima faz parte. como um todo.

b 2. e 3.Classicismo Avançar .LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. a 1 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

que proíbe o uso de palavras estrangeiras. multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero. e só alguém que não entende nada do assunto pode achar que é possível bloquear esse intercâmbio’. O texto traz a opinião do articulista de Veja.” Trecho 2: “Para os especialistas. era o francês o responsável pela maior parte das palavras ditas internacionais. de uma cultura dominante.Interpretação de texto II Avançar . (04) os lojistas que exibem cartazes com termos estrangeiros em suas vitrines prejudicam apenas a si mesmos. 1 Trecho 1: “O projeto é fruto de uma idéia fora do lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção. (16) ao contrário dos lojistas. ser multados. centros comerciais). A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). a seguir. Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. p. dois trechos de uma reportagem publicada na revista Veja (30/08/00. Entre eles. é correto afirmar que: (01) o exemplo utilizado pelos defensores da pureza do idioma — os cartazes de lojas de shopping centers — não prima exatamente pela originalidade. de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B. não fazendo qualquer referência ao emprego de tais termos na língua escrita. assim como o mico-leão-dourado e a arara-azul.” GABARITO Segundo o texto. a soma das alternativas corretas. em geral. Seria mais ou menos como cobrar uma pena pecuniária (gostou dessa. É normal que uma língua se nutra de outras. Também é comum — e fato antigo — que os vocábulos a atravessar fronteiras venham. A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert adotassem o termo ‘week-end’ para fim de semana. No entanto.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II 1. americano naturalizado brasileiro. como resposta. Para ilustrar essa tese. que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. UFMS Apresentamos. em que João Gabriel de Lima discute o projeto de lei nº 1676. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . São Paulo). não devendo. por isso. essa primazia pertence ao inglês. estampar nas vitrines “sale” e “50% off” em vez de “liquidação” e “50% de desconto”. Agora. Dê. diz o professor John Robert Schmitz. ‘Um idioma evolui quando entra em contato com outros. As informações entre parênteses têm por função explicar os termos que os antecedem. os pagodeiros deveriam ser penalizados porque cometem erros absurdos de gramática que corrompem o idioma. (32) no terceiro período: A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada de nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). Rebelo?) de pagodeiros a cada erro de gramática que cometem. (02) o projeto de Aldo Rebelo limita-se a tentar impedir que a língua falada seja invadida por estrangeirismos. seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centers (ops. Até o início do século XX. (08) é possível detectar a presença de duas “vozes” que dialogam com o discurso sobre a língua: a “voz” da ecologia e a “voz” da economia. 86-7). Está certo que os abusos beiram o ridículo. o projeto mostra total ignorância do fenômeno lingüístico.

(08) ignora-se a influência do povo como propulsor das transformações ocorridas na língua. um efeito de sentido de verdade e constituindo um importante argumento de autoridade para fundamentar a tese do intercâmbio lingüístico. a soma das alternativas corretas. que não vem explicitado no texto. Dê. a soma das alternativas corretas. Há. especialistas enfocam a questão do ponto de vista do intercâmbio com outras línguas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é um processo normal.2. como resposta. locuções novas. referentes aos trechos da questão 1. que não se pode impedir. tendo sido. só então. UFMS Veja. (32) o trecho atribuído ao professor John Robert Schmitz vem em discurso direto. (02) tanto Machado de Assis quanto especialistas aceitam. os estudiosos tomam os estrangeirismos como elementos positivos que fariam o idioma evoluir para melhor. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. a expressão em negrito remete ao termo franceses. ao passo que Machado de Assis assume uma atitude complacente em relação a seus opositores. certos modos de dizer. através do intercâmbio com outras línguas. podemos fazer as seguintes comparações: (01) da mesma forma que o escritor fala de riquezas que se acrescentariam à língua. estão corretas. (04) afirma-se categoricamente que as mudanças ocorrem primeiro na fala para. A este respeito a influência do povo é decisiva. como o escritor Machado de Assis aborda a questão da língua. agora. exceto: (01) a evolução de um idioma.Interpretação de texto II Avançar . 3. o que pode ser observado desde tempos mais remotos. 2 Entre o ponto de vista do escritor e a opinião de especialistas. projetos e atitudes como os de Aldo Rebelo revelam-se absurdos porque traduzem um desconhecimento completo sobre a língua portuguesa e suas origens. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. com isso. mas pode ser facilmente recuperado pelo leitor. já explorada no texto acima. (16) enquanto Machado de Assis vincula as alterações por que um idioma passa ao fator tempo e às necessidades advindas dos usos e costumes. (16) até o início do século XX. “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. portanto. (04) os vocábulos de uma dada língua que se incorporam a outras originam-se sempre de uma cultura dominante. como resposta. criando. p. Dê. (02) para os especialistas.” In: Crítica literária. a partir de então. UFMS Todas as proposições a seguir. suplantado pelo inglês. com naturalidade. serem incorporadas à escrita. o francês foi o principal idioma a “exportar” palavras para os demais porque pertencia à cultura dominante da época. a evolução das línguas. (32) posições contrárias à evolução de uma língua são duramente criticadas. (08) em A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert…. 47.

segundo o autor dessa carta? c) A quem se refere o autor da carta. Sublinhe o termo em questão na sua frase. rompe o asfalto. b) Quais os traços de caráter das mulheres em relação aos quais os homens deveriam se precaver. PUC-RS Texto Carlos Drummond de Andrade “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe. c) a capacidade de resistência possibilita o inusitado surgimento da flor. Laércio. Garça. ITA-SP O texto a seguir foi publicado na seção “Cartas do leitor” da Folha de S. “A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque. nos círculos milionários. mas certas situações que levam a isso estão aí. b) a flor nasce sem as marcas da urbanidade. Tudo porque o homem não aprende. GABARITO IMPRIMIR a) O texto usa. A durabilidade de tais ligações. em relação às mulheres. o tédio. Sento-me no chão da capital do país às [cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma [insegura. Mas é realmente uma flor. um termo fortemente conotado. É feia. esta carta dá uma notável demonstração de machismo e desprezo pelas mulheres. associado à descrição de comportamentos que desqualificariam as mulheres. Transcreva uma frase em que o termo ocorre. e muitas pela fama. Duro. poder e dinheiro. São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto.” 3 O texto sugere que: a) as plantas não devem ser cultivadas nos centros urbanos. quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. e lhes atribui um comportamento que as desqualifica. rio de [aço do tráfego. Paulo de 30/08/2000. 5. termina quando tal fêmea atinge seu objetivo. o nojo e o ódio.4. esportivos e de poder. d) nada pode interferir no fluxo da vida urbana. Pior ainda. Seu nome não está nos livros. Fingem acreditar que elas estão aí por amá-los. real. e) a convivência do homem com a natureza não deve ser estimulada. paralisem os [negócios. meios artísticos. no geral. Garanto que uma flor nasceu. […] Furou o asfalto.Interpretação de texto II Avançar . SP. Há milênios. gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade. ônibus. na frase “o homem não aprende”? Voltar Língua Portuguesa . Façam completo silêncio. nesse fato. o assassino foge ao perfil comum de tais tipos.” ZANINI. posando com fêmeas muito mais jovens. Sua cor não se percebe. Suas pétalas não se abrem. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia. triste. Referida a um crime que teve repercussão na imprensa escrita e falada. bondes.

Paulo. mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas. a expressão que sintetiza os efeitos da revolução operada pela informática é a) “atropelaram o mundo”. Unicamp-SP (nota: o título de “ministro” é dado aos juízes do Supremo Tribunal Federal) “Pela diferença de um voto. 4 Texto para as questões 7 e 8. 8. reformularam a economia. diz o professor do MIT.6. a) No texto acima. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) “tornaram as leis antiquadas”. Fuvest-SP A expressão “revoluções não são sutis” indica a) a natureza efêmera das revoluções. 12/10/2000. as grandes redes — a Internet e a World Wide Web — atropelaram o mundo.” O Estado de S. Transcreva pelo menos três.” Jornal do Brasil. diante de telas de computadores. c) a natureza precária das revoluções.Interpretação de texto II Avançar . Existem ainda no STF outras cinco ações propostas pela oposição contra dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal. Nicholas Negroponte. A revisão promovida pelo ministro Marco Aurélio favoreceu o governo. e) “desafiaram constituições”. Fuvest-SP No texto. que confirmou a constitucionalidade do artigo que estabelece os limites de gastos com pessoal para os três poderes. d) o caráter radical das revoluções. Não há dúvida de que vivemos a revolução da informação e. ocorrem vários termos de jargão técnico que remetem a diversas fases do andamento de um processo no judiciário. b) a negação dos benefícios decorrentes das revoluções. Uma retificação no voto do ministro Marco Aurélio de Mello garantiu a decisão do STF. o governo saiu vitorioso ontem no julgamento do pedido de liminar contra o artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal. d) “redefiniram os locais de trabalho”. b) O que os termos “retificação” e “revisão” informam sobre a participação do juiz Marco Aurélio de Mello no julgamento da questão? c) Do que trata o artigo 20 da lei de Responsabilidade Fiscal? Responda. “A explosão dos computadores pessoais. as ‘infovias’. 13/02/96. GABARITO 7. redefiniram os locais de trabalho. com base no texto. especialmente em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário no âmbito dos Estados e Municípios. durante longos períodos de tempo. enquanto o CD-Rom trabalha. Tornaram as leis antiquadas. e) o traço progressista das revoluções. desafiaram constituições. que corria o risco de ficar impedido de aplicar cortes de despesas com folha de pagamento previstas na lei. c) “reformularam a economia”. reordenaram prioridades. revoluções não são sutis.

(32) a atribuição de uma qualidade negativa ao sapatinho (de cristal) sugere. a soma das alternativas corretas. 12 anos de garantia anticorrosão. 15/9/00. são proibidos pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. também conhecido como Cinderela. a mensagem do anúncio estaria preservada. Tendo em vista essa observação. Alguns anúncios são sabidamente enganosos. motor com 5 válvulas por cilindro. (04) o uso de você é um recurso típico do texto publicitário. UFMS Leia o seguinte texto da propaganda de calçados da coleção Primavera-Verão da Picadilly: “Chega um momento que você pára de acreditar em príncipes encantados e passa a exigir homens de verdade. é possível considerar que o anúncio poderá ludibriar o consumidor que der a ele a primeira interpretação. XYZ. para um segmento específico da sociedade. nº 82. (08) a figura de linguagem que aparece no segundo período é a metonímia. Há. como resposta. (16) os anunciantes da coleção Primavera-Verão da Picadilly utilizam argumentos genéricos para seduzir o grande público. p. não se voltando. Tem um momento que você percebe que não é você que não entra no sapatinho de cristal. (02) com o objetivo de opor realidade e fantasia. ( ) Se o trecho “Tem carroceria 100% galvanizada” estivesse redigido como Tem 100% da carroceria galvanizada. Tem carroceria 100% galvanizada. uma vez que se toma o todo (a pessoa) pela parte (os pés). pois ludibriam o cliente. ( ) O trecho “Tem carroceria 100% galvanizada. leia o anúncio que se segue. 53 (com adaptações). sugerindo maior proximidade com o interlocutor/leitor. que acaba comprando gato por lebre.Interpretação de texto II Avançar . 10. “O XYZ é o primeiro com airbags laterais na categoria. ( ) No trecho final. a valorização dos calçados anunciados. UnB-DF Um anúncio publicitário tem por finalidade influenciar o público. Mas a tecnologia é imensa. iniciado em “E ainda” o anúncio afronta o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor porque lança uma auto-avaliação sem informar que sistema antifurto a sustenta. portanto. freios ABS de 5ª geração. por oposição. ar-condicionado inteligente. É o maldito sapatinho que não serve para você.” Época. Todavia. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. entretanto. apesar de gostar de homens de verdade. e. 13/12/99. estimulandoo a adquirir um produto ou a contratar um serviço. anúncios que apresentam apenas informações verídicas. os verbos parar (de) e passar (a) indicam. por isso. E ainda foi considerado o carro mais seguro do segmento pelo Clube do Automóvel. GABARITO IMPRIMIR Com relação a esse anúncio. 12 anos de garantia anticorrosão” permite dupla interpretação: ou todas as peças metálicas do XYZ têm 12 anos de garantia anticorrosão ou apenas a carroceria a tem.” Caras. mesmo um anúncio honesto pode apresentar alguma impropriedade lingüística que comprometa a qualidade da mensagem transmitida. ludibriando involuntariamente o consumidor. recorre-se à intertextualidade com o popular conto de fadas Gata Borralheira. ( ) O primeiro período do anúncio não apresentará alteração de sentido se for assim reescrito: O XYZ é o primeiro na categoria e tem airbags laterais. 5 De acordo com o material publicitário reproduzido acima. É o primeiro carro brasileiro com acoustic parking system. direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura e profundidade. Dessa forma. O design é compacto. como conteúdos pressupostos.9. que a interlocutora anteriormente acreditava em príncipes encantados. Dê. Voltar Língua Portuguesa . é incorreto afirmar que: (01) no primeiro período.

projetou o mito muito além da sua época. 1996 Texto 2 “Os malacos tinham arrombado a escola Paradigma. ‘O episódio que deu origem à expressão está narrado na peça Eumênides. 12. grande dramaturgo grego. na Antigüidade. Atena virou Minerva e a instituição do voto de desempate. p. Para julgar o crime. que inventou a expressão. Nessa tragédia. . apud. Texto 4 “Um aviãozinho monomotor (de um motor só) caiu ontem de manhã na Baía da Guanabara…” NP. estão corretas a) todas as afirmações. F. o primeiro dos grandes dramaturgos clássicos gregos. o preso entrou no carro de polícia para voltar ao distrito. Segundo os soldados.)’.C. Só que o julgamento terminou empatado e a deusa decidiu pela absolvição de Orestes. a empresa está informatizando todo o seu sistema. op. p. Considerando somente os fragmentos de Notícias Populares acima. uma tendência para a hipérbole. U. Rolou uma briga e Eudes sacou o berro. O discurso da violência — as marcas da oralidade no jornalismo popular.35. S. predomina I. e) Tudo o que foi narrado pelo escritor do artigo não passa de ficção. 230. d) I. detonando três pipocos em Cícero. mata os dois para vingar o pai e é perseguido pelas Fúrias. Atena funda um tribunal chamado Areópago (que realmente existiu. Egisto. b) O professor Francisco Platão Savioli explica em um texto descritivo a origem da expressão.91.07. O cara morreu na hora. III. o malaco tentou roubar o revólver de Antônio Carlos. 07.” NP. que fica na mesma rua. a mistura freqüente de linguagem culta e popular (oral). 5. o filho dela. inclusive.11. p. II. passou para outras civilizações. em que não faltam.07. a transformação de notícias em narrativas. para resolver os pepinos em tempo. Christi estava tirando seu Santana da garagem.” GABARITO NP. Aí. julho de 1998. op. Orestes.91. cit. perceptível em nível morfológico. cit. 4. p.91. b) somente III e IV. ajudada pelo amante.07. Com a posterior elaboração e consolidação da jurisprudência romana. em Atenas). A tragédia de Ésquilo. apud. 6. conta o professor de Língua Portuguesa Francisco Platão Savioli. o juiz se utiliza do voto de Minerva para absolver o réu. apud. 2 F. Univali-SC “Deusa grega decidia julgamentos empatados De onde veio a expressão ‘voto de Minerva’? Da Grécia antiga. ou de linguagem popular e técnica.” Superinteressante. Metodista-SP Texto 1 “Por isso. Ana Rosa Ferreira. 298. uma deformação dos significantes. VI. e) I. Agamênon. F. para melhor se aproximar da língua padrão. Minerva é o nome romano da deusa da sabedoria. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . II. Quando sacaram que pintou sujeira. Atena. fugiram. F. 24. d) Atualmente.C. 27. V. IV e V. pintou confusão. Clitemnestra. c) O texto contém uma explicação histórico-científica para a expressão “voto de Minerva”. Os malacos chegaram junto dela e mandaram-na passar as chaves. uma oralidade bem marcada da qual se projetam elementos emocionais para envolver o leitor.456 a. 339. IV e VI. assassina o marido. II. quando acontece empate em julgamento. III. 27. Paulo: editora EDUC/Cortez. de Ésquilo (525 a. pode-se dizer que. uma preocupação de fundo metalingüístico. III. marcas de oralidade. da Universidade de São Paulo. dado pelo presidente de um tribunal. cit. Nessa hora. Quanto às afirmações anteriores.91. apud DIAS. no discurso jornalístico em questão.07. Texto 3 “Liberado pelos médicos. op. c) somente I e IV. três monstruosas divindades aladas que puniam os criminosos. 6 Podemos concluir do texto acima que: a) Eumênides é a peça escrita por Ésquilo.Interpretação de texto II Avançar . IV.” NP.

a) o homem capaz de empreender encontros amistosos. híbrido e.” KEPP. PUC/Campinas-SP “Na prática política. I. podem ser classificados como ‘morde-e-assopra brasiliensis’. II. Metodista-SP Assinale a alternativa que mais traduz o conceito de homem cordial no texto. Vários políticos valem-se dessa duplicidade de significados: sendo. “Modos brasileiros de escapar do ‘não’ Universalmente. de fato. ‘se der’. os brasileiros seriam PhDs nela. 14. Esses hábitos já estão enraizados nessa cultura. as pessoas se escondem atrás de expressões comprometedoras para evitar a responsabilidade pelos atos ou opiniões e para fugir dos confrontos embaraçosos. 1996. ‘a gente se vê’ e ‘apareça lá em casa’ normalmente são escapadas e não promessas de um novo encontro. ora ao fundamento mercantilista dos ‘negócios’. ‘vamos ver’. justificam-se como hábeis negociadores. Membros dessa espécie híbrida. É por essa razão que frases igualmente descompromissadas como ‘eu te ligo’. O tema é a prática da má política. pela gentileza de seus atos.Interpretação de texto II Avançar . ou mesmo das ‘negociatas’. Sérgio Buarque de Holanda os flagrou mais de meio século atrás no seu estudo do ‘homem cordial’. II e III somente. espertos negociantes. A tese defendida é a de que a acepção mercantilista do termo negociação pode ser maliciosamente encoberta pela acepção democrática. intencionalmente incapaz de magoar os outros. Michael. inteligente frente aos obstáculos impostos pelo cotidiano. de Londres e da Fairchild Publications. a palavra negociação associa-se ora ao requisito clássico da democracia. das quais os brasileiros diariamente se apropriam para desviar da palavra ‘não’. c) o homem perspicaz. (…).Texto para a questão 13. Essa declaração faz com que qualquer trato não cumprido soe como um acordo amistoso. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) um “camaleão social”.” Considere as seguintes afirmações sobre o texto acima: I. b) aquele que. (…). II e III. meio diplomata. está correto o que vem afirmado em a) b) c) d) e) II somente. 7 13. que é a busca do ‘acordo entre partes’. e) um “camaleão social” ironicamente analisado pela sua conduta. e a tese é a de que as palavras deixam de ter sentido por causa dessa prática. U. correspondente no Brasil do jornal dominical The Observer. In Folha de São Paulo. um tipo de enganador charmoso. meio malandra. I e III somente. Eles se comunicam por meio de frases como ‘eu fico devendo’. Em relação ao texto. por essa razão. Seu talento nesse campo vem de eles terem aprendido como navegar em torno dos negativos. O tema explorado é o do duplo sentido que a palavra negociação ganha no âmbito da prática política. Se essa ‘esquiva retórica’ fosse uma disciplina acadêmica. está honestamente preocupado com as regras sociais. I e II somente. Veja as expressões propositadamente vagas como ‘pode ser’. III.

e) Nenhuma informação memorizada é mais importante. em geral. no contexto. que lecionava Física no Julinho. F. que o conceba como alguém dotado de inteligência e afetividade. Rio Grande-RS A expressão Nada mais paradigmático é. os da margem esquerda e os da margem direita. Durante muito tempo. Alfredo Steinbruch. da vida? No futuro. ensino foi sinônimo de informação: nomes. é o ensino da literatura. os afluentes do Amazonas? Há pouco tempo faleceu um dos melhores professores que tive. Nesse binômio. basicamente. o comentário do autor faz referência a um futuro em que inovações metodológicas tornarão o ensino mais produtivo e eficaz. E todos nós imediatamente copiamos: calor – flechinha – dilatação. b) Nenhuma idéia é mais relevante. Não é preciso lembrar. Nós nunca tínhamos ido à Amazônia. Assim mesmo: calor – flechinha – dilatação. A pergunta que. 1999. Eu perguntaria ao leitor. se faz a respeito de um texto é: o que quis o autor dizer com isso? Pergunta difícil. e) Segundo o texto. 8 15. ou liam nos livros. mas de uma coisa estou seguro: a regra do professor Steinbruch será mais válida do que nunca. em primeiro lugar: o que sentiste lendo esse texto? Em que ele aumentou a tua compreensão do mundo. como se chamam os afluentes da margem direita?” Zero Hora. O que o computador não nos ensinará é como entender as coisas. como vivem os habitantes da região. Lembro muito bem a primeira aula que nos deu. ficará cada vez mais por conta do computador. datas. e que foi cercada da maior expectativa: como tinha fama de ralador. e memorizavam — porque aquilo caía no exame. O professor Alfredo entrou na sala. U. 16. olhou-nos e fez uma pergunta que nos deixou a todos perplexos. Nada mais paradigmático a esse respeito do que a lista de afluentes do Amazonas. e portanto cheio de afluentes. c) O texto é portador da idéia de que o ensino desvinculado da realidade e das vivências do aprendiz. batalhas. F. está o objetivo maior da educação. é essencial que a educação contemple globalmente o ser. lugares. Texto “Quais são. Rio Grande-RS Assinale a alternativa cujo teor é incompatível com as idéias veiculadas pela crônica. a) No texto. E também não nos ensinará o valor das emoções. Ninguém soube responder. conhecendo como é o lugar. E aí os nomes surgirão naturalmente. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . U. Perguntou por que havíamos copiado aquilo. todos nós estávamos ansiosos. Por que é um mistério que nunca esclareci. mas indo até lá. d) Numa perspectiva otimista e confiante. O professor então passou o resto da aula explicando: é mais importante entender do que copiar. Ele pousou o giz. Trata-se de um rio longo. Não sei como será a escola no futuro. equivalente a: a) Nada é mais enfatizado. mesmo. não cumpre seu real objetivo. a esse respeito. para a qual o próprio escritor muitas vezes não tem resposta. ao qual caberá a intransferível tarefa de educar gerações. Informação memorizada é algo que. é criticado o ensino que visa. Revista ZH. d) Não há exemplo mais adequado. A propósito. nunca tínhamos visto os rios da região. c) Nada é comparável.Instrução: as questões de números 15 e 16 referem-se ao texto. mas sabíamos seus nomes. daqui em diante. isto é. entendimento e emoção. Era preciso recitá-los de memória. ao acúmulo de informações memorizadas. o texto aponta o computador como o grande mestre do futuro. os escolares saberão dos afluentes do Amazonas não recitando os nomes. A memória do computador nos dará todo tipo de informações. foi direto para o quadro e escreveu: Calor → dilatação. Exemplar. é preciso saber como acessar. 26 set. Coisas que os alunos copiavam. b) Entre outras idéias.Interpretação de texto II Avançar .

” SANTOS.” MARINS. confunde. (…) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta. d) apropriadas por alguns Estados / criação de desigualdades. em lugar de esclarecer. O que é transmitido à maioria da humanidade é. as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. uma informação manipulada que. b) a urbanização das grandes metrópoles originou-se em modelos institucionais. Espaços públicos e privados passaram a se fundir a contragosto das intenções normativas. embora realizado de maneira desordenada. Por uma outra globalização. “Um dos traços marcantes do atual período histórico é (…) o papel verdadeiramente despótico da informação. c) ampliação do conhecimento / informação manipulada. não será capaz de superar o egoísmo. GABARITO 19. das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. e) atual período histórico / periferia do sistema capitalista. estão em relação de oposição os segmentos transcritos em: a) novas condições técnicas / técnicas da informação. dos objetos que o formam. Texto para a questão 19: “O processo intenso de metropolização sofrido no Brasil a partir da instalação dos parques industriais e os surtos migratórios a eles associados inviabilizariam qualquer projeto de perpetuar o controle das formas de moradia e vizinhança nas grandes capitais. a) as novas formas de vizinhança e de moradia resultaram de uma política de urbanização progressiva e organizada. por mais que avance tecnologicamente. mas no avanço sobre mananciais — fonte para todas as pias. intensificou-se nos bairros mais populares. a cada avanço tecnológico. não apenas nas ruas e na configuração heterogênea dos bairros. Todavia. resultou de projetos governamentais. d) o abastecimento de água das grandes cidades. seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção. aprofundando assim os processos de criação de desigualdades. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . decorrente da industrialização. seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. nas condições atuais. corresponda um retrocesso político. e) a violência urbana. Fuvest-SP Segundo o texto. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas. c) é da natureza do progresso que.Texto para as questões 17 e 18. Milton. de fato. estruturados segundo os padrões da época. chuveiros e vasos sanitários das cidades — ou na própria violência que passaria a assaltar ruas e casas. b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas.Interpretação de texto II Avançar . e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas. c) as mudanças na organização de espaços públicos e privados foram conseqüência da industrialização e da migração. Fuvest-SP Deduz-se corretamente do texto que a) a humanidade. Fuvest-SP No contexto em que ocorrem. Paulo César Garcez. d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares. 9 17. 18. b) punhado de atores / objetivos particulares. História da vida privada no Brasil.

na qual. e) Observa-se uma mescla de compaixão e ironia no discurso da narradora. entre elas. 10 GABARITO 20. “Domingo. a qual. Além disso teve de dar um jantar para a corte toda. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) Desvenda-se no discurso da menina narradora uma ótica de classe que parece apontar para a idéia de que os pobres não sabem como usar o dinheiro. algumas afirmações críticas acerca do texto. d) entretanto. Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito. mesmo sabendo a despesa que dá!” MORLEY. a qual. a seguir. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo. ao reconhecer a festa popular como possibilidade imaginária de redefinição social pela superação fantasiosa das barreiras advindas da escravidão.” Nesse primeiro período do texto. E este ano foi mesmo. Assinale. 21. respectivamente e sem prejuízo do sentido. da qual. se. na época em que.Interpretação de texto II Avançar . 30 de maio de 1893 Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. as palavras “mas”. e) porque. Esta também é negra da Chácara e ajudou no jantar. Agora é que vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia. Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. Helena. A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda. Fuvest-SP Leia. no Brasil do século XIX. Nenhum rejeita o cargo. “quando” e “que” podem ser substituídas. a) O texto põe a nu os desdobramentos de um sistema de desigualdades marcado por bloqueios e limitações sociais impostos a escravos recém-libertos. caso. eu gosto ainda mais. Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia. que é quase pegada à Chácara de vovó. mas quando são na Igreja do Rosário. Fuvest-SP “Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. as quais. d) As situações pitorescas de uma festa servem como pano de fundo às reflexões da narradora sobre o desejo de propriedade da gente-livre recém-liberta e as dificuldades para sua realização. b) pois. b) A narradora descreve em seu diário a possibilidade de efetiva ascensão social propiciada pelo regime político do Império. a incorreta. c) porém. Até parece que a festa é nossa. se. se. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto. eu gosto ainda mais. que é quase pegada à Chácara de vovó.Texto para as questões 20 e 21. por: a) contudo. mas quando são na Igreja do Rosário. Minha vida de menina.

naturalmente). tome de sorriso na frente da câmara. Aceite o meu conselho e vá verificar pessoalmente. Stanislau. Estremunhada. que não enruga nem encolhe. Iria à cidade apanhar os textos de uma outra agência que precisavam ser decorados até as três. Foi quando o relógio despertador começou a tilintar irritantemente. não o tomara pela manhã. mas preferiu outra coisa. Afinal. Se fosse branco. Abriu a geladeira de 7 pés. em pó… Às três horas o programa das donas-de-casa. vítima da sociedade de consumo. tinha de almoçar com um diretor de TV. quitinete e área interna. em pó. O vestido não estava no armário. ( ) Quando não estava em frente das câmaras de televisão. De 5 às 8. não conseguia mais separar sua vida privada de sua vida profissional. Tinha de estar pronta em seguida. É só até o dia 30. caso ela ficasse efetiva na programação. que tivera de agüentar a cantada de um patrocinador de programa (Agência Galo de Ouro — quem não anuncia se esconde) que prometera um cachê melhor. que comprara dando apenas trinta por cento na entrada e começando a pagar as prestações na entrega das chaves. o teleteste que distribui brindes para você. saindo com pessoas desagradáveis e dormindo pouco. e foi até a cozinha tomar um copo de leite.Texto para a questão 22: “A garota-propaganda. mas muito bonzinho. Quase meia-noite e ela tendo de dançar com ‘seu’ Pereira. ( ) A garota-propaganda. no departamento comercial da televisão. colocou pasta de dentes na escova e pôs-se a escovar com força. E. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ah… que agradável sensação de bem-estar! Depois do banho. In: Primo Altamirando e elas. quando voltaremos com novas atrações. Já eram quase três da matina. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. Mas note bem. vai poder dormir um pouquinho. Às quatro. decorar outros textos. muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã.Interpretação de texto II Avançar . Dentro não havia leite: — Não faz mal — pensou. Foi botar na boca e ver logo que era leite em pó. (Tudo que se faz com leite. banheiro. com Pulvolaque se faz. um lindo móvel que ocupa muito menos espaço em sua residência. levantou-se meio tonta. que parece linho mas é linholene. Fechou o sofá-cama. UnB-DF A partir da leitura compreensiva do texto. copa. Finalmente. mas também não achou. Procurou no armário uma lata daquele outro que se dissolve sem bater. Comeu rapidamente e aceitou o copo de leite que o garçom sugeriu. Eram onze e meia quando chegou à cidade. entrou no banheiro.’” PONTE PRETA. a jurar que a liquidação anunciada era uma ma-ra-vi-lha. boxe. coitadinha! Já passava das oito horas da manhã e a garota-propaganda dormia gostosamente sobre o seu colchão Vulcaspuma. Um perfume inebriante. como ficou dito. do ‘Espetáculo Biscoiteste’. além disso. abriu a cortina do boxe. Arrumou as coisas assim na base do mais ou menos. tudo conjugado. faz a oração da noite: ‘Padre Nosso. que estais no Céu. Rio de Janeiro: 1962 (com adaptações). macio e confortável. Lembrou-se então que o deixara na véspera dentro da pia. Garota-propaganda não pode engordar. Tomou então um cafezinho mesmo e correu ao quarto para se vestir e arrumar o cômodo o mais depressa possível. Um velho chato. O diabo era aquele perfume que saía do cangote do seu par. onde você adquire agora e só começa a pagar muito depois. ( ) A garota é chamada de “coitadinha” por ser vítima constante do assédio sexual dos patrocinadores. A pobrezinha. e procurou o vestido verde que comprara no Credifácil. para decorar páginas e páginas de texto que apanhara na véspera. Ali estão os dois escolhendo o menu. Saltou da camioneta com tração dianteira e muito mais resistente. de 8 e meia às 10. com muito mais espaço interior e que você pode adquirir dando a sua velha de entrada (a sua velha geladeira. graças à carona que pegara. quarto. decorando textos. 11 GABARITO 22. que deixa saudade. era verde. Boa noite. embebida na água com Rinso e o diabo é que o vestido. a garota-propaganda passava seu tempo correndo de um lado para outro. ( ) O nível de abrangência e a forma da narrativa permitem que se caracterize a postura do narrador como externa e restrita. quando ela voltou para o seu apartamento com sala. Ele pediu massa e perguntou se ela também queria (Aimoré você conhece — pensou ela). facilmente removível e lavável.) O diabo é que também não tinha Pulvolaque. (Você nunca dará corda num Mido). toda impermeável. fez todas as coisas que precisava fazer em uma velocidade espantosa e entregou-se ao suplício de almoçar com o diretor de TV. depois ficaria explicado porque a roupa dela é muito mais branca do que a minha. aos pés do sofá-cama. a quem fingia aceitar a corte para poder ser escalada nos programas. Fora dormir inda agorinha.

se se querem grandes. a imagem fotográfica associa-se mais diretamente à palavra sorria e à expressão a) “mais de 300 salas VIP”. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente. e) expressões em inglês. a) Os pequenos erros são inevitáveis e essenciais para a grandeza de homens e mulheres. mas não essenciais. d) Não são os pequenos erros que tornam homens e mulheres grandes em suas realizações e virtudes. D. e) pelo sensacionalismo. b) “acumular e utilizar pontos”. c) “Mais espaço entre as poltronas”. e) “programa de milhagens”. para a grandeza de homens e mulheres. Mais espaço entre as poltronas. b) Os pequenos erros são importantes. Além disso. Fuvest-SP No mesmo anúncio.Interpretação de texto II Avançar . 25. da radioatividade natural e da história da ilha baiana para defender uma tese: a de que homens e mulheres podem ser igualmente grandes em suas realizações e virtudes. d) pelo humor. Paulo. c) pela incoerência. Fuvest-SP Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio. e) Os pequenos erros são inevitáveis para a grandeza de homens e mulheres. ITA-SP Assinale a opção que melhor traduz o trecho em destaque do texto abaixo: ”O novo livro de Ubaldo pode ser visto como um belo exercício de retórica. O Estado de S. c) apelo direto ao leitor. Sorria. d) “aeroportos no mundo todo”. H. Business Intercontinental da Iberia. Caderno 2/Cultura. c) Ainda que os pequenos erros sejam inevitáveis. Texto para as questões de 24 a 26: 12 “Business Intercontinental da Iberia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 16/7/2000. a relação entre o texto verbal e a imagem fotográfica caracteriza-se principalmente a) pelo sarcasmo.” GABARITO 24. mas não podem escapar de seus pecadilhos e prevaricações. b) trocadilhos. não contribuem para a grandeza de homens e mulheres.” SEREZA. só NÃO ocorre o uso de a) termos técnicos. d) enumeração acumulativa de vantagens.23. b) pelo sentimentalismo. você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld. Utiliza-se de Itaparica. 26. Viajar virou sinônimo de relaxar. Fuvest-SP Neste anúncio.

IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . facilidade de pagamento. 28. Fuvest-SP Segundo o texto. c) preço acessível. Um Itauvida não rouba suas noites de sono. com todos os valores do seguro atualizados pelo TRD. escolha da forma de pagamento. enumeração acumulativa das qualidades e vantagens oferecidas pelo produto. c) presença funcional de um slogan curto. grande número de postos de venda/contratação. E dá menos trabalho do que trocar um bebê. apelo direto ao leitor pelo uso repetido do pronome “você”. as crianças). preço acessível. predomínio de verbos no futuro do indicativo. opção dupla para a forma de pagamento. Porque quem é louco por alguém. b) uso sistemático da linguagem denotativa. comparação com produtos similares. Precisou de ajuda. mensal ou anual. d) baixo custo. e) garantia de a indenização ser vinculada a inventários. você faz um seguro de vida que pode durar sempre. anual ou vitalício). apelo à sensibilidade do leitor. tirou seu sossego e ainda vive nos braços da sua mulher? Então faça um Itauvida. o SOS Seguro Itaú é como um pediatra: sabe tudo. possibilidade de o segurado vincular eventuais dívidas a seu inventário. não é louco de deixar essas coisas para amanhã. opção pelos verbos no modo imperativo. baixo custo e facilidades de pagamento. Fuvest-SP No texto encontram-se as seguintes estratégias de persuasão: a) recurso à complementação de sentido pela relação entre texto verbal e imagem. 13 27. Pelo contrário: suas garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo.Texto para as questões de 27 a 29: “Uma pessoa que não sabe nada sobre segurança convenceu-me a fazer um Itauvida Responda sinceramente: você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa. d) “deixar essas coisas para amanhã”. são vantagens de quem adquire o seguro anunciado: a) dispensa de exame médico pré-contratação. 29. você escolhe a forma de pagamento. d) apresentação das vantagens oferecidas pelo produto. e) presença de verbos no modo imperativo. desvinculação entre indenização e inventário. repetição exaustiva do nome do produto. c) “equivalente a um pacote de fraldas descartáveis”. é só ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite. recorrência no uso da hipérbole e da metáfora.” Texto publicitário produzido pela Agência DM9. serviço de informações 24 horas. b) débito automático em conta para correntistas de diversos bancos. criativo e de fácil memorização.Interpretação de texto II Avançar . Fuvest-SP A única alternativa em que aparece um trecho do texto que NÃO remete ao campo semântico mais diretamente sugerido pela fotografia é a) “o SOS Seguro Itaú é como um pediatra”. desobrigação da realização de exame médico prévio. definição e explicitação do público-alvo (no caso. b) “menos trabalho do que trocar um bebê”. além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado. seleção de imagens sensacionalistas para mobilizar a emoção do leitor. e o débito é automático para os correntistas do Itaú. E para esclarecer suas dúvidas. possibilidade de escolha quanto à duração do plano (mensal. e) “alguém que não sabe nada sobre segurança”. garantia de agilidade e segurança na indenização. Porque o Itauvida dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta). Por uma mensalidade equivalente a um pacote de fraldas descartáveis. Procure o seu corretor ou uma agência Itaú e faça hoje mesmo o seu Itauvida.

o pára-brisa ficou quebrado. No texto fica implícito que o motorista não ficou ferido. na parte dianteira do veículo. O texto refere-se a um acidente que envolveu a nova UTI Móvel da Polícia Rodoviária Federal e um ciclista. Por enquanto. Se reordenássemos os itens acima expressos. III. a ordem seria: a) I. Em virtude do acontecimento. também. agora. ou seja. Pelotas-RS Leia o texto a seguir (Diário Popular. podemos fazer leituras com diferenciados graus de profundidade. O conserto. atropelado pelo veículo enquanto transitava no quilômetro 512 da BR-116. a ambulância não será usada em serviço. que morreu vítima do atropelamento.30. II. um ciclista atravessou a pista e foi colhido pelo carro. IV. dentre tantas outras possíveis. U. III. II. IV. que resultou na morte de um ciclista sexta-feira à noite. do nível de leitura menos profundo ao mais profundo. Segundanificado do o policial rodoviário. relatório e fotos do acidente. Há muitas informações sobre a ambulância. dependerá de autorização do comando. resultará em inquérito para averiguar as circunstâncias do caso. I.Interpretação de texto II Avançar . A matéria não coloca a vida humana em primeiro lugar. informou o inspetor Carlos Alberto Bahr Fernandes. O texto permite-nos inferir que provavelmente um policial rodoviário estivesse conduzindo o veículo. e) IV. 8/6/1999). mas as demais unidades da PRF estão em condições de transportar feridos. houve. IV. como as que seguem. que receberá. As demais unidades da frota da PRF dispõem de equipamentos para o transporte de feridos. I. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . I. A ambulância havia sido acionada para atender a acidente no quilômetro 524. O texto acima comporta leituras. O texto foi construído para informar que a nova UTI Móvel da PRF ficou danificada em acidente. No deslocamento. Os danos na UTI Móvel foram de pequena CARRO da PRF mata ciclista e fica bastante monta. F. b) I. É o procedimento adotado neste tipo de situação. dos itens mais explícitos aos menos explícitos. danos de pequeno valor no veículo. II. III. c) III. “UTI-Móvel sofre acidente/Veículo-ambulância usado em socorro atropela ciclista O acidente envolvendo a nova UTI Móvel da PRF (Polícia Rodoviária Federal). em conseqüência do acidente.” 14 Quando lemos um texto. a ambulância não será usada em serviço. d) II. II. III. mas da vítima não sabemos sequer o nome: é apresentada apenas como ‘um ciclista’. I. III. morrendo na hora. IV. II. IV.

(32) O adjetivo perigosos deixa subentendido que existem traços de radiação. CAMPOS. (02) A carcaça do Kursk não será uma preocupação constante para o governo russo. mas. p. A razão é simples. (04) A informação triste para os parentes significa que o não resgate dos corpos é necessário para o bem comum. In: PIGNATARI. Nesses lugares não foram detectados traços perigosos de radiação. Desde que não haja vazamento de radioatividade vindo dos reatores do Kursk. Haroldo de. “caco” (v. 1950-1960. retirado da Revista Veja. principalmente. ( ) Uma síntese possível do texto é Beba coca. também é segura. A conclusão segue as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica e baseia-se em estudo realizado com outros dejetos nucleares que repousam no fundo de mares árticos.Interpretação de texto II Avançar . 15 A partir das informações do poema acima. babe cola e excrete caco pela cloaca. e os primeiros testes apontam para isso.5) e “cloaca” (v. é arriscada: o submarino pode rachar no processo. o melhor a fazer com o Kursk é deixá-lo onde está: no fundo do oceano. agosto de 2000.7) têm em comum um sentido negativo. (16) A expressão além de muito cara é um argumento a mais para contrariar a solicitação de retirada dos corpos. ( ) Pode-se inferir que o texto foi. A profundidade em que se encontra a embarcação. uma propaganda encomendada para divulgar as qualidades do principal produto de uma fábrica de refrigerantes. (64) O pronome isso retoma a idéia de que há vazamento de radiação vindo dos reatores do Kursk. IMPRIMIR Em relação ao texto. porque é impossível ocorrer vazamento de radioatividade. Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos. do ponto de vista ambiental.2). Voltar Língua Portuguesa . o que provocaria vazamento perigoso para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. a até 20 metros da superfície. (01) Em A informação há uma remissão para um dado que está fora do texto. Augusto e CAMPOS. o ideal é não mexer na carcaça naufragada. Coca-Cola. 32. desejada pela opinião pública e. p. Uma operação de resgate. dê. 85. Unb-DF “beba babe beba babe caco cola coca coca cola cola cola caco cloaca” PIGNATARI. Unioeste-PR “O destino do Kursk A informação é triste para os parentes dos marinheiros. Décio. como resposta. São Paulo: Duas Cidades. Décio. 1975. ( ) Os vocábulos “babe” (v. 108 metros. (08) O conector desde que impõe uma negação do que foi dito anteriormente. pelas famílias das vítimas. a soma das afirmações corretas. 2ª ed.” GABARITO Fragmento de texto. 52.31. além de muito cara. ( ) O poema foi construído a partir de alterações semânticas decorrentes de inversões fônicas de um grupo pequeno de fonemas. Há lixo nuclear suportável em águas bem mais rasas. o que se sobrepõe às expectativas dos parentes. originalmente.

Interpretação de texto II Avançar . estudaram. Cada um deles está em busca da chamada luz no final do túnel. os índios. A prova de que há uma certa angústia no ar em relação ao suprimento energético é a atitude dos grandes consumidores. a magia de tentar entender este Criador: o espírito da floresta. Em energizês. entra em colapso. comum entre os vikings. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . quem realmente precisa aprender com os indígenas é a “ciência do homem branco”. Quando falta luz em casa. Muitos pesquisadores já foram a nossas aldeias. há plantinhas e árvores grandes. no sentido de mostrar que a ciência do homem branco precisa conversar com a ciência indígena. Edgard. ( ) Pelo segundo período do texto. é correto concluir que. os seres humanos. no meio do mato. Simples assim. a alimentação e. para que nós. p. em termos de vida. ( ) o culto do corpo são em mente sã. o remédio. a economia pára.Texto para a questão 33: “Idéias sustentáveis A biodiversidade. O índice internacionalmente aceitável é de 3%. Nós. lá. não temos academia de ginástica.” MORIN. Em nossas aldeias. no canto das terras indígenas. essa taxa no Brasil era de 5%. 2000 (com adaptações).” RAMIRO. Lá. Estes podem compreender e transformar aquelas plantas no nosso sustento. com uma pequena margem de sobra. Há um cálculo mundial para detectar a probabilidade de um país ficar no escuro. No que diz respeito ao petróleo. o espírito da sabedoria com quem os pajés podem conversar. ( ) Infere-se do texto que viver de acordo com o movimento do dia e da noite deu origem a academias de ginástica para emagrecer. Lá não temos problema de emagrecer. UnB-DF Com referência às idéias do texto e sua relação com outras áreas do conhecimento. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. as olhemos e dali tiremos a água. que estamos cuidando deste patrimônio ao longo do tempo. da capacidade de produção e do crescimento do consumo. Dificilmente a falta de energia atinge as pessoas diretamente. nunca tivemos a oportunidade de contar e de compartilhar o que significa para nós esse patrimônio. o país não pode crescer. Queremos dizer isso a vocês. Saberes globais e saberes locais — o olhar transdisciplinar. Tudo é feito de acordo com o movimento da noite. Se a geração de energia não for suficiente. ( ) O texto é narrado em primeira pessoa. não um colapso na geração. Veja. 16 33. Se ela faltar. 6/9/2000. Rio de Janeiro: Garamond. Em 1997. mesmo com novas tecnologias de extração sendo desenvolvidas a cada dia. o motivo é uma falha nas linhas de transmissão. que não está nas terras indígenas no momento da fala. são todas meio improvisadas as estimativas a respeito das reservas. Ou seja. Denise. O que pesa são os gastos industriais. na opinião do autor. contraria os hábitos das colônias indígenas remanescentes no território nacional. o país tem sete vezes mais possibilidade de sofrer com a falta de energia do que seria aceitável. copiaram e discutiram. 135 (com adaptações). O sistema brasileiro opera próximo ao limite da capacidade instalada. pois o consumo doméstico é irrisório no cômputo geral. Texto para as questões 34 e 35: “O Brasil precisa arrumar novas fontes de energia para ver a luz no fim do túnel A relação entre crescimento econômico e energia é direta. É difícil prever por quanto tempo a humanidade poderá contar com o fornecimento de petróleo a um custo compensador. uma nação está segura quando há três chances em 100 de faltar energia. no ano passado. em geral. o mundo parece ter atentado para o problema da extrema dependência em relação a poucas fontes de energia. Subiu para 15% no início de 2000 e deve chegar a 20% no fim do ano. do dia e do tempo. pelo foco do silvícola. Desde que o preço do petróleo começou a subir teimosa e implacavelmente. principalmente (o que às vezes vocês não percebem). que estão nas mãos de um número reduzido de controladores e que ninguém sabe por quanto tempo serão suficientes para suprir as necessidades globais. a magia da vida. as águas doces estão todas nas terras indígenas.

julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos.Interpretação de texto II Avançar . ( ) As idéias do texto permitem inferir que os colapsos na geração de energia estão relacionados ao consumo industrial. 35. os tiros sempre indicam que houve morte de homens.4 milhões de pessoas. se vai ver se deu mortos. pois aquilo que ele pensou não poderia ocorrer no sertão. ( ) No período final. pois o país conta com potenciais energéticos imensuráveis. eu não quis avistar. Voltar Língua Portuguesa . vieram me chamar. c) A interpretação do interlocutor sobre os tiros está equivocada. ( ) O termo “energizês” é uma criação vocabular formada a partir de energia para designar a linguagem técnica internacional do setor da Bolsa de Valores de São Paulo que trata da economia de energia. com referência à luz como energia luminosa. se em 1997 a população brasileira era de 140 milhões de habitantes. então. a expressão “luz no final do túnel” foi explorada duplamente: com o sentido conotativo. Não tenho abusões. a) “Nonada” remete a uma situação anterior. desde mal em minha mocidade. ainda não-explorados. sobre a qual o narrador e o ouvinte estariam conversando. o texto argumenta contrariamente ao princípio da Física segundo o qual energia não pode ser criada. Por meu acerto. O senhor tolere. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. ( ) Ao mencionar “a geração de energia”. pressuposta no início do romance.” 17 GABARITO IMPRIMIR Assinale a afirmativa correta em relação ao trecho. significando solução para o problema. ( ) No terceiro período. o pronome “ela” pode referir-se tanto a “energia” como a “geração”. por defeito como nasceu. a situação brasileira é altamente favorável. isto é o sertão. a falta deverá atingir 33. Vieram emprestar minhas armas. Todo dia isso faço. e denotativamente. UnB-DF A propósito das idéias e expressões do texto. ( ) As porcentagens no primeiro parágrafo permitem afirmar que. instantaneamente — depois. havia chance de faltar energia para 7 milhões de pessoas. para uma população estimada em 167 milhões no final de 2000. 36. d) O aparecimento do bezerro com máscara de cachorro não causa estranhamento entre os sertanejos. e) Para o narrador. b) As palavras do narrador indicam que o “senhor” compreendeu adequadamente o ocorrido. Causa dum bezerro: um bezerro branco. primeiro a cachorrada pega a latir. UFRS Leia o trecho abaixo de Grande Sertão: Veredas. ( ) O tom de preocupação acerca do tema e a redação de trechos como “Simples assim” e “busca da chamada luz no final do túnel” indicam que a linguagem predominante no texto é a coloquial. Daí. erroso. arrebitado de beiços. Cara de gente. “— Nonada. Deus esteja. gosto. Me disseram. esse figurava rindo feito pessoa. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade. cara de cão: determinaram — era o demo. e com máscara de cachorro. UnB-DF No que se refere às idéias do texto e sua vinculação com outras áreas do conhecimento. de Guimarães Rosa. mas apenas transformada. Alvejei mira em árvores no quintal. no baixo do córrego. Mataram.34. Mesmo que. Povo prascóvio. os olhos de nem ser — se viu —. cedi. Dono dele nem sei quem for. ( ) Devido a novas tecnologias. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não.

38. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. ( ) o argumento de que. mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média.Interpretação de texto II Avançar . ( ) a ordenação por tempo e espaço favorece um raciocínio que opera com noções de transformação e mudança. ( ) sobressai. julgue os itens que seguem como verdadeiros ou falsos: ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. CELULAR.400 O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . reacionário ou malfeito é apenas popular. a televisão esteve associada a privilégio de classe é demonstrado por meio de um tipo de ordenação: a enumeração de fatos. no Brasil. 11/10/98. Jeep Grand Cherokee. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. Jeep Grand Cherokee. A vida moderna em favor da vida de verdade. A televisão foi implantada no Brasil em 1950. Ele tem motor 4. de 30 jul. “Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso.37. no fragmento. foi publicado na TVFolha. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos.” GABARITO Veja. Texto para a questão 38: “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. No início da década de 60. a especificação de conceitos. demasiadamente popular. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. consideradas num certo período e em determinado lugar.0 L High Output. de Alcino Leite Neto. 2000. duplo air-bag. A partir de R$ 55. UFMT Com base no texto acima. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. é possível afirmar que ( ) prevalece. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir dela.” 18 A respeito da forma de ordenação de idéias empregada pelo autor. no interior do país. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão ‘Up Country’ para você chegar onde ninguém chegou. já que o autor define a TV como um meio de comunicação demasiadamente popular. um tipo de ordenação muito utilizado nos textos jornalísticos: a ordenação por contraste de conceitos. Jeep® Só Existe Um. UFGO O trecho abaixo. no fragmento. então predominantemente rural. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. apenas os mais ricos possuíam um televisor.

pente. notas. caixa de fósforos. travesseiro. Mesa e poltrona. calça. papéis. escova. Cueca. camisa. caixas de entrada. talheres. chinelos. etc. xícara. telefone. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. Cigarro. Prova disso é que o que se destaca são os sentimentos do personagem. cadeira. cadeiras. Quadros. Creme para cabelo. talheres. copo de papel. telefone. garrafa. Maringá-PR Leia o texto a seguir e assinale o que for correto. exemplificado pelo escritório da agência de publicidade em que trabalha e pela classe social a que pertence: a classe média. documentos. cadeiras. bloco de papel. Cigarro e fósforo. pastas. giz. toalha. creme dental. no isolamento de sua casa e do escritório da agência de publicidade em que trabalha. xícara pequena. água quente. água. São Paulo: Moderna. maço de cigarros. toalha. Jornal. cadeiras. Prova disso é o fato de que importa menos a forma pela qual são construídos os elementos da narrativa (personagem. esboços de anúncios. copos. descarga. marcado por uma das características fundamentais do romantismo: a solidão do homem que. evidenciando a passividade (não-ação) e a desumanização do personagem. calça. Poltrona. cavalete. água.) do que a determinação que o personagem principal sofre do meio social. convertem-se no seu contrário. guardanapo. prova de anúncio. descarga. meias. espuma. Carro. creme dental. caneta e papel. livro. por exemplo. poltrona. cartas. tempo. espuma. cigarro. 19 (01) Trata-se de um texto em prosa. construídas por meio do uso exclusivo de substantivos. marcada pela solidão e pelo automatismo. bule. Pasta. carro. espaço. caneta. pratos. que exerce uma função criativa. Maço de cigarros. talheres. no caso. fósforo. guardanapos. pijama. cheques. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. cama. cueca. fósforo. bilhetes. provavelmente artística. pratos. Mesa. relógio. água. caixa de fósforos. a soma das alternativas corretas. gravata. caneta. telefone. (04) Trata-se de um texto em prosa. vaso com plantas. etc. agenda. água fria. papéis. externo. Contos brasileiros contemporâneos. In: LADEIRA.Interpretação de texto II Avançar . Cigarro e fósforo. telefone. Táxi. Quadros. sapatos. singular e diferenciado dos demais. copos. Maço de cigarros. relógio. evidenciando que o personagem vive uma vida tediosa e aborrecida. cadeiras.39. xícara. prato. vales. U. fósforo. Água. Dê. guardanapo. Prova disso é que todos os elementos da narrativa (personagem. canetas. vaso. papéis. E. Mesa e poltrona. papel e caneta. Pia. Abotoaduras. Prova disso é o fato de que as ações e a situação dramática. cinzeiro. gravata. caneta e papel. telefone. cartaz. cigarro. sabonete. a explicação do comportamento humano baseada na idéia de que o homem é um produto do meio em que vive. de saída. papel. fósforo. (02) Trata-se de um texto em prosa. Cigarro e fósforo. revista. “Circuito fechado Chinelos. Bandeja. cigarro. sapatos. papéis. Provas disso são. chaves. água. xícara e pires. Mictório. Xícaras. paletó. sabonete. pia. pincel. Coberta. Prova disso é o fato de que a primeira enfatiza a idéia de rotina. de G. Mesa. Poltrona. cigarro. papéis. abotoaduras. esclarecendo o título do texto. Ricardo. Tal isolamento é necessário para que o personagem desenvolva suas idéias e realize as suas obras. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. lenço. memorandos. Televisor. meias.) são construídos a partir do uso exclusivo de substantivos. Prova disso é o fato de que a primeira contrapõe a rotina massacrante do trabalho à imprevisibilidade característica da vida doméstica. pasta. telefone interno. espaço. tempo. telefone. cinzeiros. Relógio. (08) Trata-se de um texto em prosa em que as ações e a situação dramática são reduzidas ao contato com objetos do cotidiano. como resposta. 1995. limitada à rotina da polaridade casa-trabalho. copo com lápis. Vaso. p. Mesa. lápis. Carteira. Mesa. quadro-negro. papel. fósforo. Chinelos. marcado por uma das características fundamentais do realismo do século XIX: o determinismo social. pia. Cigarro e fósforo. relatórios. níqueis. água. papéis. espuma. fósforo. água. quadros.” RAMOS. bloco de notas. pasta. xícara. fotos. gilete. folheto. cigarro. Escova. (32) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a antítese e a metáfora. camisa. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. (64) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a repetição e a metonímia. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . jornal. não consegue adaptar-se à mediocridade que caracteriza a vida dos seus semelhantes. fósforo. revista. a falta de nome próprio e de descrição física do personagem. copo. papel e caneta. 71. Papéis. cigarro. marcado por uma das características fundamentais da arte moderna e contemporânea: a pesquisa de novas formas de expressão estética criadas a partir do experimentalismo lingüístico. J. espátula. caixa de fósforos. projetor de filmes. Escova de dentes. cortina. Paletó. creme de barbear. (16) Trata-se de um texto em prosa em que a construção do personagem não permite uma universalização da experiência por ele vivida.

USP e Unicamp. 2. ainda assim ela não basta para pagar mensalidades de escolas de elite. Apenas 45% dos alunos das universidades federais viriam de escolas públicas. em 98. Parece evidente que o enfoque sério do problema deve ser o da melhoria da educação pública. em escola do Estado. no parágrafo final. cujos pais têm boa formação educacional. Os ainda poucos brasileiros que chegam ao ensino médio público estudam em escolas cujo nível claramente se degrada. pois os políticos só se interessam por soluções paliativas e que provocam impacto. justificam. num processo decrescente vão reafirmar. 1. Mesmo assim. Paulo. Embora a grande maioria dos brasileiros tenha renda inferior a essa. em idade de estudar no ensino médio. ( ) falta vontade política para a solução de problemas cruciantes da sociedade brasileira. de formação dos melhores e mais capacitados quadros do país. começa construir a oposição ao que foi afirmado. estão em escolas desse nível de instrução. Apenas 25% dos brasileiros. uma vez que são elas que lhes renderão votos nas urnas. uma vez que a escola pública concretiza o termo democracia.Interpretação de texto II Avançar . eles eram 32%. UEGO A partir da leitura do texto. Voltar Língua Portuguesa . IMPRIMIR ( ) a frase “Reservar cotas para estudantes… pode reservar votos para os defensores de tal projeto” (último parágrafo) é sinônimo de democracia. na Unicamp e nas instituições federais que matriculam por ano 107 mil novos alunos. p. aumentaria em 7. 27% dos novos alunos da USP vieram de escola pública. De resto. o enunciador constrói argumentos que se apóiam em comprovações que. Há 20 anos eles foram 57%. 05/09/99. alega-se que a lei é ‘medida de ação afirmativa’ que quer ‘atenuar a discriminação imposta às camadas mais pobres’. 53% estão atrasados nos estudos. cursaram o ensino médio. Com a nova lei. Em 1999. Por que as vagas serão reservadas apenas aos que fizeram integralmente seus estudos na escola pública? Quem a duras penas teve estudos pagos por um ou dois anos em uma barata e ineficaz escola privada. Resta a aprovação da Câmara para que a criação de cotas no ensino superior e uma benevolência demagógica se tornem lei. Um exame em detalhe da questão revela as inconsistências do projeto.Texto para as questões 40 e 41: “Escola Pública e Demagogia O Senado acaba de reservar 59% das vagas das universidades públicas para estudantes que fizeram seus cursos fundamental e médio apenas nas escolas públicas. Alguma aritmética pode dar ainda a medida da inocuidade do projeto de cotas. Reservar cotas para estudantes do Estado não ataca o problema. Na justificação do projeto senatorial. mas pode reservar votos para os defensores de tal projeto. de resto em detrimento de estudantes mais preparados. São poucos os de fato pobres que furam a barreira da ‘discriminação’. ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo e já. podemos afirmar que ( ) a palavra demagogia. nas quais apenas 25% dos aprovados no vestibular. deve ser excluído? É uma minoria seleta de grandes escolas privadas que coloca seus alunos nas melhores universidades. 20 GABARITO 40. A reação imediata diante desse tipo de iniciativa é lembrar aos parlamentares que universidade é centro de excelência. Os senadores poderiam até acenar com dados de duas das melhores universidades do Brasil. Segundo o Mec. que há aos milhares. a oposição estabelecida nos dois primeiros. permite-nos estabelecer a oposição “democracia versus demagogia”. a partir do segundo. ( ) nos cinco parágrafos entre o início e a conclusão do texto.000 o número de alunos de escolas públicas na USP. auxiliam as escolas até com dinheiro e participam da comunidade escolar. vestibulandos bem-sucedidos de escolas públicas cursaram estabelecimentos que muitas vezes estão em bairros de classe média. Cad. presente no título. Mas apenas esse argumento não mostra quão desinformada é a atitude dos que defendem tal medida. Há cinco anos. ademais se considerada a ambição de propósitos senatoriais.” Folha de S. 20% dos estudantes da Unicamp provêm de famílias com rendimento inferior a dez salários mínimos. como justifica o projeto do Senado. Vale lembrar ainda que são 5 milhões os que cursam o ensino médio público.

( ) Infere-se que os direitos configurados na Carta Internacional de Garantias Individuais sofrem alguma espécie de limitação. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. como tal. esclarecendo e conquistando a adesão do leitor às suas idéias. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. o enunciador apresenta os argumentos de seu opositor. no livre exercício de suas próprias soberanias. comprovando o caráter demagógico da medida. ( ) no terceiro parágrafo. conseqüentemente. ( ) Os membros da OEA se obrigam a seguir as normas de promoção e proteção dos direitos do homem. o autor apresenta a degradação crescente do nível de ensino da escola pública. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. 1948). ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de que a proposta não chegue a ser lei. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher.Interpretação de texto II Avançar . e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’. pode-se afirmar que: ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. mas também ‘com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. compreensão e interpretação textuais: ( ) Desses. ( ) no quarto. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos.E. fatores de coesão textual. UEGO Em relação à estrutura e ao conteúdo dos parágrafos. Além disso. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. Voltar Língua Portuguesa . no interior de suas fronteiras. ( ) Cada país membro encarrega-se. de acordo com a leitura. a resolução sobre ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. quinto e sexto parágrafos são fornecidos detalhamentos da afirmação feita no terceiro e esses detalhamentos contribuem para dimensionar a inocuidade do projeto. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. como a realização dos postulados da justiça social’. 42. Colômbia. ( ) no último parágrafo.Superior de Brasília-DF 21 “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. de velar pela observância das normas criadas internacionalmente. esses são anafóricos e.” GABARITO IMPRIMIR Julgue os itens a seguir. ( ) Infere-se que se estabele uma diferença entre liberdade política e liberdade de espírito. I. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção.41. temos uma primeira oposição ao proposto no primeiro e uma introdução ao terceiro. uma vez que sua conclusão é incontestável. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. ( ) no segundo parágrafo.

é ambíguo e provoca um efeito de sentido que permite uma referência tanto a aspectos psicológicos quanto físicos. bancos. percebe-se. companhias de serviços públicos. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. eu disse.Texto para as questões 43 e 44: “(…) Eu deixara o visitante falar. U. imposto de renda. basta terem o poder. qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros. os verbos em destaque exercem a função sintática de predicativo do sujeito. se fosse assim reescrito: Nariz de Ferro. pela presença de alguns vocábulos mais utilizados na linguagem oral. o proprietário senhorio. os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo. seja ele quem for. Nariz de Ferro. há a mistura dos dois níveis de linguagem: o formal e o informal. de linhas perfeitas. nunca foi escrito. introduz o pressuposto de que Nariz de Ferro não escreveu o Manual. de acordo com a regra de colocação pronominal. mas também das que ainda pretendia fazer”. que era um anão. a intromissão do narrador apresenta sutilmente uma característica negativa do caráter da personagem. os nossos inimigos podem ser pessoas ou instituições. o verbo “deixara” poderia ser substituído por seu correspondente composto. que significa “gabar-se. ( ) Em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. ( ) De acordo com o texto.) ‘Está enganado. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. U. Gosto das pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas’. dente por dente”. fodidos e oprimidos”. minuciosa e sistematicamente. a loja comercial. embora tivesse a postura de um gigante presunçoso… ( ) O vocábulo “altura” em “Gosto de pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas”. ( ) O uso da palavra “ainda”. mas admite a possibilidade de o livro ser escrito futuramente. Ensino a técnica adequada para devassar. o referido Manual é escrito para as pessoas que têm poderes — como financeiro e político — e apresenta métodos para destruir aqueles que não têm esses poderes. vangloriar-se”. com relação ao modo de citação do discurso. mas tinha a postura de um gigante presunçoso.” não teria o sentido de contraposição alterado. virando sua enorme cabeça de cabelos encarapinhados. Essa afirmação é reforçada por meio do vocábulo “jactar-se”. ( ) Em “Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. mostro como atacar saindo das sombras. o qual se constrói com uso do discurso direto. aniquilar.Católica-GO Levando em consideração as relações de sentido na construção do texto. forças armadas. (Esse livro. que era um anão. com relação ao modo de narrar. que era um anão. fodidos e oprimidos. arruinar. na verdade. era um pouco mais negro do que o rosto.Interpretação de texto II Avançar . como atormentar e destruir sem misericórdia. em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. o predomínio do diálogo. ( ) Em “Eu deixara o visitante falar…”. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. O nível formal evidencia-se pela predominância de uma construção sintática adequada à norma padrão. ‘Eu me preparei para enfrentar a adversidade. ( ) No fragmento em análise. 44. Nele descrevo. a polícia. depois do verbo por anteceder a preposição “para”. ( ) O período “Nariz de Ferro. exterminar indivíduos e organizações odiosas. ( ) À fala de Nariz de Ferro aplica-se a conhecida expressão “olho por olho.Católica-GO Com base na construção e organização gramatical do texto. Pela sua cara vejo que não gosta de mim’. desmoralizar. levando-se em consideração outras informações contidas no texto. ( ) De acordo com a fala da primeira personagem. Seu nariz imenso. Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. (…)” 22 43. ( ) No fragmento em análise. mais utilizado na linguagem oral: Eu tinha deixado o visitante falar… IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o nível informal. Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. a presença de um narrador personagem e. exibiu o perfil para mim. mas também das que ainda pretendia fazer. sem interrompê-lo. mas também das que ainda pretendia fazer. levantou-se e. companhias de cartões de crédito. ( ) O pronome “me” em “Em me preparei para enfrentar a adversidade” teria de vir.

45. Macunaíma passeava e encontrou uma cunhatã com uma urupema carregadinha de rosas. ( ) A referência à festa da Flor configura-se no texto como uma crítica ao sentido capitalista da criação de determinadas datas comemorativas. U. de acordo com as normas da língua padrão. e examinava dentro dela aquela porção de monstros. Já sabia o nome de tudo. ( ) Em “Foi e viu um despropósito de coisas”. A mocica fez ele parar e botou uma flor na lapela dele. louro… Aqui diz que situação de crítica ao apeas pessoas que passam muito tempo conectadas à Internet go excessivo das pessoas acabam menosprezando seus ao mundo virtual e um laços de amizade… alerta em relação à utilização das informações que deveriam servir para colocá-las em sintonia com seu mundo real. falando: Custa mil réis. U. exerce função sintática na frase em que aparece. 46. Mário. festa inventada pros brasileiros serem caridosos e tinha tantos mosquitos carapanãs que Macunaíma largou o estudo e foi na cidade refrescar as idéias.” ANDRADE. percebe-se uma referência explícita às variedades lingüísticas em nosso país.Interpretação de texto II Avançar . ( ) No texto. “Macunaíma aproveitava e esperava se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. ( ) O emprego do acento grave em “conectadas à Internet” está adequado por ter a palavra — “Internet” — sido considerada do gênero feminino em língua portuguesa. o complemento verbal refere-se aos dois verbos empregados: foi e viu. Essa afirmação confirma-se nos dois últimos períodos do texto. Julgue-as. têm como referente um mesmo elemento nominal: a palavra “louro”. Macunaíma. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . festa inventada pros brasileiros serem caridosos…” ( ) A mocica fez ele parar… O uso do pronome do caso reto como complemento não é adequado. como pronome relativo. o emprego dessa forma contraria uma característica do texto — a oralidade — uma vez que a forma utilizada na linguagem coloquial é vitrine. ( ) A palavra “vitrina”. ( ) A expressão facial do internauta e outros elementos icônicos presentes na charge reforçam e exemplificam a mensagem verbal. fica clara a consideração e a amizade do internauta por seu animal de estimação. tanto que até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. dividindo a língua em dois registros: o falado e o escrito. o brasileiro falado e o português escrito. “Uma feita era dia da Flor. ( ) Em “Aqui diz que as pessoas que passam…”. o brasileiro falado e o português escrito”.Católica-GO Considere a charge que segue e julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas. observa-se uma intertextualização com a passagem bíblica referente ao Dilúvio. 23 ( ) Em “se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. ( ) A charge apresenta uma Imagina. ( ) O imperativo do verbo “imaginar” e o pronome “seus”. Parava em cada vitrina.”. Uma feita era dia da Flor. No entanto. em “Parava em cada vitrina”. Foi e viu um despropósito de coisas. no texto verbal da charge.Católica-GO As proposições que se seguem referem-se ao texto. ( ) Em … “até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. é de origem francesa e está grafada de acordo com a regra ortográfica vigente. o segundo “que” é pronome relativo e. em contraposição ao conceito inicial dado à festa da Flor.

” GABARITO IMPRIMIR Carlos Drummond de Andrade. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. Macacos também preferem o isolamento. mudança dos executivos estrangeiros. por isso a Bahia rouboulhe esta empresa. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. companhias transnacionais. Veja. ao construir um poema. o poema é coerente. 49. Para os executivos e a família. essa transferência representa um reforço na filial”. não se preocupa com sua coerência. a mudança é um sacolejo completo na vida. mais de 400 estão instaladas no país. transferência dos brasileiros. Voltar Língua Portuguesa . mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. 47. Das 500 maiores companhias transnacionais. O mundo não é o que pensamos. 26/04/2000. Para as companhias.Texto para as questões 47 e 48: “No Brasil. o poema não possui “elos” conectivos. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. os termos sublinhados referem-se respectivamente às seguintes passagens do texto: a) companhias transnacionais. UEMS A partir da leitura do poema abaixo podemos afirmar: “Cobras cegas são notívagas.Interpretação de texto II Avançar . e) o governo do Rio Grande do Sul não colocou guardas na Ford. Anna Paula. Desde 1990. d) o governo do Rio Grande do Sul não quis a Ford em seu estado. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. c) o governo da Bahia trapaceou o governo do Rio Grande do Sul. c) empresas da Ford. Para as companhias. 24 No fragmento anterior. O orangotango é profundamente solitário. existem colônias de franceses no Paraná. Andorinhas copulam no vôo. pois as frases estão soltas. mudança dos executivos estrangeiros. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. essa transferência representa um reforço na filial. b) mudança dos executivos. transferência dos brasileiros. e) companhias transnacionais. Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos. e isto garante a sua coerência. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. UEMS “Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. os versos do poema estão justapostos. Em São Paulo. graças à Renault. mas possui significação. d) empresas da Renault. 48. um poeta. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. Podemos inferir que: a) o governo da Bahia convenceu o governo do Rio Grande do Sul a deixar a Ford naquele Estado. pois não possui “elos” entre um verso e outro. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. Hoje. UEMS Na passagem A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford.” BUCHALLA. a) b) c) d) e) o poema não é coerente. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. por isso esta empresa instalou-se lá. b) o governo da Bahia ofereceu mais incentivos à Ford.

reparou em algo estranho. fazendo o que pareceu. no Rio de Janeiro. e) a comparação entre o peso dos primeiros computadores do mundo e o dos computadores na atualidade. → Rio de Janeiro. para meter a picareta no calçamento e levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros do período jurássico. um computador bem mais poderoso do que o Eniac cabe no bolso da camisa. Marque a(s) alternativa(s) que aponta(m) corretamente essas ligações. A análise das marcas confirmou o seu palpite. Lembremos: quando um dos primeiros computadores do mundo. Esperou o Carnaval. Ficou tão entusiasmado que até se esqueceu de ir ao dentista. Leonardi explicou ao prefeito que precisava arrancar os trechos de calçadas com pegadas de dinos. ( ) Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. 25 ( ) Ali estavam impressas pegadas de répteis… → lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. estava viajando pelo interior paulista em 1976 quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. Talvez estejam sonhando. c) a potência do computador de hoje. no Rio de Janeiro. um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens. ( ) … quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. b) a crítica que considera tresloucada a previsão da revista Popular Mechanics em 1946.Interpretação de texto II Avançar . “A cidade das calçadas jurássicas O padre italiano Giuseppe Leonardi. → o interior paulista. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. foi produzido. que o guarda até hoje. quando a cidade inteira estava muito ocupada em se divertir. UFPR No texto abaixo. no futuro. como pensam alguns. → o padre Giuseppe Leonardi. Mas o padre-cientista não se abalou. Abril. uma previsão tresloucada: ‘Os computadores do futuro talvez usem apenas mil válvulas e pesem em torno de uma tonelada’. no Rio de Janeiro. d) a possibilidade de que. Talvez não. nos arredores da cidade. Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade reparou em algo estranho. em 1946. Ali estavam impressas pegadas de répteis que habitaram a região de Araraquara 180 milhões de anos atrás. várias expressões retomam ou antecipam outras para conferir coesão ao texto. As lajes tinham sido arrancadas das rochas de uma pedreira. Hoje. o Eniac. que não seja possível sequer desligá-los. um dos primeiros computadores do mundo. que o guarda até hoje. assumindo. na época. Talvez não. ( ) Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros… → rochas de uma pedreira. todos os robôs venham a ser desligados.” Superinteressante. assim. → pegadas de répteis. 1999.” GABARITO 51. Unifor-CE O texto explora como idéia central: a) a incerteza que envolve o julgamento de alguns acerca da garantia dos cientistas a respeito dos robôs do futuro. um dos maiores paleontólogos do mundo. nos arredores da cidade. assinalando V (verdadeira) ou F (falsa). IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Esse fato autoriza a reiteração da dúvida: estarão os cientistas sonhando? Talvez sim. O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. a revista Popular Mechanics escreveu que a nova maravilha eletrônica tinha 18 mil válvulas e pesava 30 toneladas. ( ) O prefeito riu da cara dele e negou o pedido.50. Texto para as questões 51 e 52: “Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas. que o guarda até hoje. em todos eles. → os répteis que habitavam a região. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. que supera o Eniac.

52. políticos e jornalistas que se dizem democratas. a TV descrevem as dificuldades de Cuba. e) robôs e computadores condicionam o poder da tecnologia. b) a eficiência do computador independe de suas dimensões. a frase que está reconstruída de modo a preservar seu sentido é: a)“Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona” = pressupõe-se que essa atitude implique o funcionamento do socialismo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Parece que lhes dá prazer noticiar e comentar que falta alimento e roupa. Fuvest-SP O autor identifica os opositores do regime cubano entre a) os membros da oligarquia cubana. Recortes. Texto para as questões de 53 a 56: “Um triste espetáculo é a alegria feroz com que os políticos e cidadãos que se dizem democratas. Note-se que isso não é uma vaga esperança: é uma realidade. 26 53. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. alimentação. a bicicleta substitui o automóvel. o rádio. Mas o fato é que (repita-se pela milésima vez) o regime cubano conseguiu o que nenhum outro tinha conseguido na América Latina: tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade. relativa equivalência de oportunidades. c)“permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias” = possibilitando uma vida menos humanitária. pois tem não apenas mantido. b) os entusiastas de um conceito superado de democracia. na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime. Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona. segundo o qual as eleições consolidam o poder político do povo. Provavelmente. d)“na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime” = em face da intuição de que o regime está perdendo força. quando as classes dominantes não resolvem salvar a pátria por meio do singular instrumento ‘democrático’ que são os golpes mais ou menos militares. e) os cidadãos. Fuvest-SP Considerando-se o contexto em que aparece. na miséria e na desgraça coletiva. não sabe ler. 54. os jornais. d) o computador é a expressão mais aprimorada do avanço da tecnologia.Interpretação de texto II Avançar . que só pode ser mencionada entre aspas.” CANDIDO. c) todos os que sentem prazer em derrotar o socialismo cubano. Isso. vive doente. portanto. serve de boa massa para os demagogos elegerem quanto aventureiro consiga vender a sua deteriorada mercadoria política. Com certeza esperam que o regime odiado acabe na fome. d) os defensores de uma falsa democracia. Antonio. mas cultivado e agravado a miséria de um povo que. que impede o povo de superar a opressão social e política. c) ainda hoje há previsões tresloucadas a respeito dos computadores. sofre todas as privações e. b)“tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade” = livrar o povo de quem o sujeita e fazê-lo crer na ilusão de que seja digno. para esses críticos eufóricos o que funciona é a ‘democracia’ brasileira. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) qualquer ameaça dos robôs do futuro ao homem será detida pelo simples gesto de desconectá-los. mas se submetem a todo e qualquer tipo de ditadura. afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos. E mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. ao invés da opressão política imposta pelas elites. graças à aquisição dos requisitos indispensáveis — saúde. cuja principal preocupação é gerar a instabilidade do regime socialista. cinco séculos depois do Descobrimento. tendo em vista a influência que já exerce em nosso país. e)“que só pode ser mencionada entre aspas” = cuja menção deve vir sempre ressalvada. permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias. ele terá mostrado que o socialismo é possível nesta parte do mundo. a fim de pagar os sustos que deu.

Unifor-CE A expressão “apetite social” significa. b) uma preocupação mais ampla. para alguns homens: a) o usufruto de uma condição econômica bastante favorável... que passou a vida lutando. II. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações: I.. e se chamava Bernard Shaw. Ele nos fala de alguns homens ricos: ‘Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida — homens como Ruskin. que situação! A vida deveria ser boa para toda gente. não se contentam com belas casas... para tornar melhor a sociedade em que vivia — e em certa medida o conseguiu. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. a qualificação de “eufóricos”. E nossos homens de governo têm uma pasmosa desambição de governar. II. a bicicleta substitui o automóvel” é contestada pelo autor. a iniqüidade mantida pelas oligarquias. mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. Não era um cínico. terá mostrado que o socialismo é possível. b) I.’ Quem escreveu isso não foi nenhum de nossos estimados agiotas. tirar o povo da sujeição torpe: II. tirar o povo da sujeição torpe. mas um homem de vigorosa fé social. na posse de bens particulares e influência pessoal. a seu modo. II. 27 56. atribuída a “esses críticos”. o que é insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. No segundo parágrafo. a lavadeira cheira a gim. e) I. da mão-de-obra oferecida por algumas profissões bastante desvalorizadas. A veracidade das informações de que em Cuba “falta alimento e roupa. William Morris. tendo em vista o bem da sociedade em geral. II. c) III. IMPRIMIR c) a discrepância entre a visão que um escritor tem da vida em sociedade e a realidade vivida por algumas camadas sociais. querem belas cidades. Nas expressões “relativa equivalência de oportunidades” e “afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos”. Fuvest-SP No terceiro parágrafo.. d) I. os elementos sublinhados indicam a preocupação do autor em manter sua objetividade diante dos dados que analisa. Foi um homem que a vida inteira viveu de seu trabalho. está correto somente o que se afirma em a) I. aquisição dos requisitos indispensáveis. a não ser ‘social’ seja tomado no sentido de ‘mundano’. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. Em relação ao texto. d) I e II. pela camada mais alta da população. Vejam que país. c) I. estão articuladas numa relação de causa (I) e efeito (II) as seguintes expressões: a) I. no texto. que tempo. deve-se à convicção de que eles avaliam com pessimismo as possibilidades da democracia no Brasil. não apenas o daqueles mais ricos. Kropotkin — têm enormes apetites sociais.. e) a ambição de possuir sempre mais. ‘Dinheiro é a coisa mais importante do mundo. II. aquisição dos requisitos indispensáveis. d) uma possibilidade de exploração. não se contentam com esposas cheias de diamantes e filhas em flor.Interpretação de texto II Avançar .. terá mostrado que o socialismo é possível. e) II e III. que não é percebido como suficiente. dar-lhe o sentimento da própria dignidade.” Rubem Braga. Texto para as questões de 57 a 60: “Um amigo meu estava ofendido porque um jornal o chamou de boa-vida. GABARITO 57. Voltar Língua Portuguesa . além daquilo que já faz parte de seu patrimônio. queixam-se porque a operária está mal vestida. sofrem com a arquitetura da casa do vizinho. b) II.55.’ Esse ‘apetite social’ é raríssimo entre os nossos homens ricos. a costureira é anêmica. e porque todo homem que encontram não é um amigo e toda mulher não é romance. III.

b) prestação de serviços básicos e trabalho intelectual. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) a vida mundana se torna. sem se deixar expor pela imprensa à opinião pública. d) jornalistas devem ter sempre o cuidado necessário para não expor publicamente a situação econômica e social de algumas pessoas.. c) caberia à camada mais rica da sociedade. d) relacionamento afetivo e condições socioeconômicas de preservá-lo.. a par dos órgãos governamentais. b) enfatiza a necessidade do dinheiro. e) propriedades particulares e vida familiar organizada. de que ricos são aqueles que buscam melhorar as condições de vida para todos os que compõem uma sociedade. que possibilita a um escritor dedicar-se plenamente ao seu trabalho.Interpretação de texto II Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 28 d) aceita a postura de várias figuras ilustres. e) compartilha a opinião de Bernard Shaw. Unifor-CE “Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida têm enormes apetites sociais. no texto.58. habitualmente. c) senso estético de determinados grupos sociais e seu poder econômico. e) agiotas e escritores podem ter opiniões idênticas quanto ao real valor do dinheiro. de que tomar-se rico deve ser o objetivo final daqueles cujo trabalho é reconhecido publicamente. um paralelo positivo entre: a) percepção das dificuldades de algumas camadas sociais e justiça social. o objetivo principal e a forma de que dispõem os homens ricos de exibir tudo aquilo de que desfrutam. 59.” Essa afirmação estabelece. c) reconhece as razões de pessoas que preferem viver sua vida discretamente. GABARITO 60. sem preocupar-se com sua sobrevivência. especialmente os considerados pouco dignos dentro da sociedade. b) não há mérito social algum em pessoas que vivem apenas de seu trabalho. inclusive Bernard Shaw. Unifor-CE Depreende-se corretamente do texto que o cronista: a) defende sua própria opinião de que as pessoas mais ricas só vivem preocupadas com sua vida particular e com o bem-estar de sua família. estabelecer condições para a igualdade social. único meio de as pessoas desfrutarem de uma vida digna na sociedade.

Venha para casa. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão. a) Apenas I está correta. PUC-SP Considere as seguintes afirmações: I. Com os dias. pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa.” TREVISAN. não senti falta. e) Apenas III está correta. bom chegar tarde. sem a Senhora. sozinho. tanto no que diz respeito à organização da casa. Senhora? Às suas violetas. O texto apresenta uma visão da vida cotidiana de um homem que.) O conto brasileiro contemporâneo. d) Apenas II e III estão corretas. o leite pela primeira vez coalhou. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço.Interpretação de texto II Avançar . 1997. tanto no que diz respeito às camisas e meias. Acaso é saudade. como a última luz na varanda. 62. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só. São Paulo: Cultrix. e até o canário ficou mudo. b) Os interlocutores do texto são os amigos do autor que conversam com ele na esquina. desorganiza-se ao estar sozinho por um período superior a uma semana. Assinale a alternativa correta. para dizer a verdade. quanto ao que diz respeito à organização do convívio dele consigo mesmo e dele com os demais. o prato na mesa por engano. a imagem de relance no espelho. c) Apenas II está correta. na janela. ninguém os guardou debaixo da escada. ah. sozinho. Senhora. Não tenho botão na camisa. quanto ao que diz respeito às pessoas e aos animais. (org. b) Apenas I e III estão corretas. Primeiros dias. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . calço a meia furada. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. p. 29 61. fui beber com os amigos. Toda a casa era um corredor deserto. sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia. In BOSI. III. não pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. c) O autor do texto explicita seu sentimento de solidão por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma desordem em sua vida cotidiana. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. E comecei a sentir falta das primeiras brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem. II. PUC-SP Assinale a alternativa correta: a) O autor do texto explicita seu sentimento de liberdade por perceber que. A subjetividade presente no texto é marcada pela presença do pronome de tratamento Senhora.Texto para as questões 61 e 62. não lhes poupei água e elas murcham. A ausência da Senhora desencadeia um processo de descontentamento para o autor que menciona problemas com a ordem da casa e com a desordem dos sentimentos. e) O autor do texto explicita seu apelo por perceber que. por favor. acostumado a viver com uma mulher. “Apelo Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. esquecido na conversa da esquina. Senhora. Para não dar parte de fraco. bebem com ele à noite no bar e acompanham-no nas refeições diárias. conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. d) O autor do texto explicita seu sentimento de alegria por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma inversão de valores em sua vida cotidiana. Senhora. A. Dalton. 190.

dobro-o. 1994.Interpretação de texto II Avançar . Existe grande diferença do ferro forjado ao fundido. cuja marca é a ausência do sujeito. corpo a corpo com ele. Dou-lhe aqui humilde receita. 595-6. Nada têm das flores de forma moldadas pelas das Campinas. não a mão. Flores criadas numa outra língua. O poema mostra: ( ) o fazer poético como um processo racional.63. ligada à ação persuasiva do artefato sobre o objeto natural. 30 GABARITO Forjar: domar o ferro à força. ( ) a relação criador-criatura enfocada sob uma perspectiva irônica. Salvador-BA “O Ferrageiro de Carmona Um ferrageiro de Carmona que me informava de um balcão: ‘Aquilo? É de ferro fundido. o efeito de verdade na obra de arte. Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas? Pois aquilo é ferro forjado. p. não até uma flor já sabida. Só trabalho em ferro forjado que é quando se trabalha ferro. fundamentado em modelos preexistentes. O ferro fundido é sem luta. domo-o. é uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos. mas ao que pode até ser flor se flor parece a quem o diga. Conhece a Giralda em Sevilha? Decerto subiu lá em cima. Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autor. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. ao senhor que dizem ser poeta: o ferro não deve fundir-se nem deve a voz ter diarréia. então. foi a forma que fez. ( ) a verossimilhança. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . U.” NETO. ( ) a ação de forjar ligada à marca da pessoalidade no processo criativo. João Cabral de Melo. Não há nele a queda-de-braço e o cara-a-cara de uma forja. é só derramá-lo na forma. In: Obra Completa. sem controle seletivo. contrapondo-se ao plano do fundir. ( ) uma analogia entre o ofício do ferrageiro e o do poeta. até o onde quero. ( ) a criação da poesia como um processo cuja marca é a fluência das palavras. ( ) a “flor” forjada como exemplo de obra de arte criativa.

Durante a luta. mas sou pobre e faço na minha mesmo’ — e todos começam. sinto vontade de ganhar e vontade de vencer. b) o que mais determina o texto são as reflexões. Durante. de forma mais concisa e coesa. só sinto vontade de ganhar. ‘Tua vó fez risinhos e boquinhas. Nesse instante chegam os músicos. parabéns. continue. se fosse rico — ‘fazia filho na mulher dos outros. quanto ao afeto. e tudo continua no mesmo. vontade de vencer. mas é também o mais triste. e) Toda essa história de carinho acaba quando boto as lutas onde o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Durante. já que o afeto antes é de boa sorte e que nada de mau aconteça. vontade de vencer e. o pianista tem quarenta anos. parabéns. enquanto lá embaixo as pessoas comem bebem suam sem ao menos por um instante levantar os olhos para o balcão onde ele trabalha com os outros dois: Stein. ele tocou Strauss no restaurante com o coração cheio de alegria — Elpídio na bateria. bateria.” FONSECA. ela veio noutro porão’. parabéns. e) apesar dos aspectos descritivos. vontade de vencer. privado de comida ‘nem que eu morra você vai ser um grande concertista’ e quando Sara. pois o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. no violino — cinqüenta e seis anos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . três: piano. Depois da luta. a tocar a valsa da Viúva Alegre. o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. principalmente no que diz respeito à caracterização física dos músicos. visto que o afeto antes é de boa sorte. o que lhe confere teor dissertativo. em que as personagens se colocam vivas diante do processo narrativo. No ar. antes é de boa sorte. parabéns. Durante. ainda tem um restinho mas sabe que vai perdê-las num dia de calor tocando os Contos dos Bosques de Viena. não exatamente ao mesmo tempo. 31 64. Ceetps-SP Com base nesse texto é correto afirmar que a) as ações ganham relevo e determinam a estrutura do texto. um grande borborinho. parabéns.” A alternativa que melhor expressa a idéia contida na fala do lutador de boxe Acelino — Popó — de Freitas. Depois da luta. o que se constata sobretudo pelos substantivos.Interpretação de texto II Avançar . Rubem. parabéns. o gerente não gosta mas ele não pode mudar de camisa todos os dias. sua mãe. um rosto de quem vai perder as últimas esperanças. “Os Músicos Faz calor. continue. meio século atrás: espancado com uma vara fina. d) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. que nada de mau aconteça. cinqüenta anos. d) predomina o caráter descritivo. Durante. tem oito filhos. as idéias discutidas ao longo dele. 65. continue.Texto para a questão 64. Durante a luta. depois da luta. desse modo. Lúcia McCartney. O único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. embora o único afeto que sinto pelos meus adversários seja antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. que nada de mau aconteça. b) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas e. c) trata-se de um misto de narração e dissertação em que as ações das personagens servem como apoio para as argumentações do comentarista. Na mesa ao lado está o sujeito que é casado com a Miss Brasil. O afeto antes é de boa sorte. Os garçons passam apressados carregando pratos e travessas. violino. Os grandes espelhos da parede vieram da Europa no fundo do porão. namorou dentro desse espelho’. o mais moço. que nada de mau aconteça. continue. Depois da luta. mulato. que nada de mau aconteça. o elemento determinante do texto é a narração. morreu. continue. UFMA “Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. cristal puro. ainda que antes o afeto seja de boa sorte. depois. a fim de que o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. trancado no banheiro. só sinto vontade de ganhar e de vencer. que nada de mau aconteça e. só sinto vontade de ganhar. só sinto vontade de ganhar. Respondo: ‘Minha avó nunca viu esse espelho. adjetivos e mesmo verbos que auxiliam na caracterização do ambiente. coloca um lenço no pescoço para proteger o colarinho. Todas as mesas estão ocupadas. c) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. Depois de terminada a luta. só sinto vontade de ganhar e vencer porque o afeto antes é de boa sorte. é: a) Toda essa história de carinho quando boto as lutas.

Graciliano. 1999.. o esgotamento psíquico mina o sistema imunológico do organismo humano. 9 jun.) Médicos conscientes da tese ‘ricos. 32 66. por parte das autoridades. afastando-se do fumo e de outras drogas. b) destaca o grande desenvolvimento da atividade de pesquisa científica nos últimos anos.. A ciência descobriu uma realidade mais complexa.... mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco. entre elas o cigarro.. Vidas secas.). Fazia horas que procuravam uma sombra. Fuvest-SP Reestruturando-se o terceiro período do texto. pela saúde das camadas mais pobres. e) mostra como saúde e qualidade de vida estão vinculadas a variáveis socioeconômicas e culturais. porém. Até entre pessoas do mesmo estrato social. Pequenas diferenças de salário. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro. Ordinariamente andavam pouco. os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Voltar Língua Portuguesa . A folhagem dos juazeiros apareceu longe. Um clássico do tema é a pesquisa do médico inglês Michael Marmot. como se sabe.Interpretação de texto II Avançar . 23.) quanto menor o nível social.” RAMOS. F.. E. respeitados centros de pesquisas científicas do mundo produziram nada menos do que 193 estudos sobre a relação entre condição socioeconômica e saúde (.Texto para a questão 66: “Na planície avermelhada. através dos galhos pelados da caatinga rala. GABARITO IMPRIMIR 67. d) Ainda que ordinariamente andassem pouco. menor a taxa de mortalidade. estavam cansados e famintos. In: Veja. (. Católica de Salvador-BA O texto: a) evidencia a existência de diferenças abismais entre as várias classes sociais. 134.) Todos tinham emprego garantido e contavam com o mesmo padrão de assistência médica. que por mais de 25 anos mapeou a saúde de 17 530 funcionários públicos e constatou que. o currículo escolar e o sucesso profissional tão importantes — ou até mais — quanto a genética. ano 32. (. a viagem progredira bem três léguas. b) haviam repousado bastante na areia do rio seco.” JUNQUEIRA. dado que ordinariamente andavam pouco. c) objetiva conscientizar a população da necessidade de levar uma vida saudável. A princípio pode parecer óbvio: os ricos dispõem de mais recursos para pagar os melhores médicos. maior o desgaste emocional e maior o número de situações estressantes. Texto para as questões de 67 a 68: “Rico vive mais Nos últimos cinco anos. a viagem progredira bem três léguas porque ordinariamente andavam pouco. os exames mais sofisticados e os hospitais mais bem estruturados. d) visa demonstrar a existência de uma preocupação. Os registros de morte entre os trabalhadores menos qualificados. quanto mais alto o nível hierárquico. a prática de exercícios e a exposição a substâncias tóxicas. uma vez que haviam repousado bastante na areia do rio seco. c) Porque haviam repousado bastante na areia do rio seco. Eduardo. ordinariamente andavam pouco. a viagem progredira bem três léguas. educação e status social pesam quando o assunto é qualidade de vida e longevidade. e) Em virtude de andarem ordinariamente pouco e de haverem repousado bastante na areia do rio seco. a dieta alimentar. mantém-se o sentido original apenas em: a) A viagem progredira bem três léguas. p.. Estudos conduzidos nos Estados Unidos chegaram a conclusões semelhantes: (. a viagem progredira bem três léguas. n. e a viagem progredira bem três léguas. pois haviam repousado bastante na areia do rio seco. saudáveis’ consideram o saldo bancário. eram três vezes maiores do que os anotados entre os de cargos superiores. importantes e portanto.

e na dignidade que. insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa. invariavelmente. por isso. volto à primeira idéia. e ri-me. não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete. 33 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . minutos depois. mas o medo. pode-se afirmar: a) Os abastados são mais otimistas. ela foi pousar na vidraça. e achando-a ainda no mesmo lugar. não sabia. c) A classe operária é mais propensa à doença por herança porque nela são mais freqüentes os maus hábitos. se ela fosse azul. e me reconciliou comigo mesmo. E esta reflexão. tinha um certo ar escarninho. uma estatura colossal. Então disse consigo: ‘Este é provavelmente o inventor das borboletas’. aí vinham já as próvidas formigas… Não. é justo dizê-lo. Machado. Fiquei um pouco aborrecido. vivem mais. porque eu a sacudisse de novo. com alguma simpatia. a principal causa da mortalidade. nem a alegria das flores. e muito maior do que ela. pernas. pois sabem que. que é maior entre as pessoas de poucos recursos. que é também sugestivo. Lembrou-me o caso da véspera. Eusébia. assim. b) O que faz uma pessoa desfrutar de uma boa saúde é a adoção de hábitos físicos e alimentares sadios. Esta última idéia restitui-me a consolação. que me aborreceu muito. como eu estivesse a preparar-me para descer entrou no meu quarto uma borboleta. modesta e negra. creio que para ela era melhor ter nascido azul. A borboleta. Não era. e não é impossível que descobrisse meia verdade. Dei de ombros. Texto para responder a questão 70. o que era o homem. Não lhe valeu a imensidade azul. nem a pompa das folhas verdes. mas tornando lá. Era tarde. F. Católica de Salvador-BA Da leitura do texto. têm mais acesso à medicina preventiva e a outras válvulas de escape. descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo. ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. braços. — uma das mais profundas que se tem feito.68. começou a mover as asas. Imaginei que ela saíra do mato. e. viu dali o retrato de meu pai. depois de esvoaçar muito em torno de mim. 69. — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. Veio por ali fora. desde a invenção das borboletas. portanto. incomodado. Era tempo.Interpretação de texto II Avançar . aterrou-a. c) A falta de cuidados adequados com a saúde é. dous palmos de linho cru. almoçada e feliz. a saber. ou cor de laranja. contra uma toalha de rosto. Suponho que nunca teria visto um homem. para todas as asas. e viu que me movia. A idéia subjugou-a. que é sempre azul. e beijou-me na testa. F. no susto que tivera. e voou a pedir-lhe misericórdia. apesar dele. que estava ali o pai do inventor das borboletas. um ar divino. d) O grau de escolaridade é o que realmente faz diferença quando se fala em saúde. Pois um golpe de toalha rematou a aventura. Passa pela minha janela. entra e dá comigo. lancei mão de uma toalha. d) As pessoas com cargos de menor responsabilidade não se estressam tanto e. Era negra como a noite. bati-lhe e ela caiu. sob a vasta cúpula de um céu azul. Não caiu morta. senti um repelão dos nervos. Memórias Póstumas de Brás Cubas. mas não é determinante quando se trata de saúde. despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. uni o dedo grande ao polegar. tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. para recreio dos olhos. não teria mais segura a vida. saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. soube conservar. foi pousar na vidraça. com dinheiro. Deixei-me estar a contemplar o cadáver. a infeliz expirou dentro de alguns segundos. conservar melhor suas defesas.” ASSIS. pousou-me na testa. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque. b) Os que têm cargos superiores são menos atingidos por preocupações de ordem financeira. pode-se inferir: a) A facilidade de acesso aos melhores hospitais pela classe privilegiada pode ser um fator importante. mesmo trabalhando sob maior pressão. confesso. saí do quarto. — me consolou do malefício. espairecendo as suas borboletices. que tinha olhos. tão negra como a outra. e) As condições ambientais em que trabalham as classes privilegiadas as tornam menos vulneráveis às doenças. e) Os empresários. Sacudi-a. podendo. Apiedei-me. O gesto brando com que. acabarão resolvendo seus problemas de saúde. uma vez posta. Quando enxotada por mim. A manhã era linda. Católica de Salvador-BA Ao analisar os resultados das pesquisas a que o texto se refere. “A borboleta preta NO DIA SEGUINTE. entrei logo a pensar na filha de D. pois as pessoas cultas se cuidam mais.

uma vez que ele sempre pode contar com a economia informal. Durante mais de uma década.. F. o principal órgão de pesquisas sociais do país. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. para o país. b) fala de uma borboleta para representar a importância de pequenos momentos na vida dos homens. com a modernização. c) A situação do trabalhador braçal.70. cesta básica e seguro de acidentes pessoais. Para os outros. viadutos. uma vez que o trabalho físico tende a desaparecer. talvez. recebendo salário mensal de 150 reais. ano 32. Uma multidão de 460 000 pessoas lotou os locais de inscrição. será otimizado com: a) a manutenção da economia informal. é alentadora. Para garantir a sobrevivência. d) A infra-estrutura deficiente do Brasil possibilitará trabalho constante. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1º grau completo ou nem isso. Cíntia. 29. pode-se inferir que o problema de emprego. e) a criação de postos de trabalho na área da construção civil. Eusébia. 72. e) Os problemas de mão-de-obra desqualificada — frutos da atual conjuntura econômica do País — se resolverão definitivamente. d) o controle da natalidade nas camadas mais baixas. não serão sanadas a longo prazo. Texto para as questões 71 e 72: “Eles sobraram Os números do IBGE.” VALENTINI. pelo menos na área de construção civil. F. c) a implementação de um programa de educação. 105. 21 jul. o governo abandonou estradas. o horizonte é desolador. ao constatar-se um gigante e. 1999. 34 71. (. um deus em relação à borboleta. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. os mais velhos e aqueles que estavam por mais tempo na fila do desemprego.) O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores.Interpretação de texto II Avançar . b) As dificuldades do trabalhador desqualificado. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. Exigências: ter acima de 16 anos de idade e estar desempregado há mais de um ano. Foram selecionados apenas os chefes de famílias numerosas. embora difícil. já não precisam tanto de força física. O rosto dessa gente apareceu quando o governo de São Paulo abriu inscrições. Assim que a economia voltar a crescer. In: Veja. A idéia era selecionar 50 000 pessoas para cumprir um contrato de seis meses. Segundo o Instituto. Fatec-SP Da leitura do texto é correto afirmar que o narrador a) se vale da imagem de uma borboleta para mostrar tanto as ações impulsivas do homem como sua capacidade de racionalização. um mês atrás. p. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. b) a abertura de constantes frentes de trabalho. no Brasil. assim que a economia brasileira voltar a crescer. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) se surpreende com a relatividade das coisas. Católica de Salvador-BA A partir da leitura do texto. querendo confundi-lo. deixou ruas se esburacarem.. n. e) se sente desorientado com a borboleta que descreve infinitas voltas em torno de seu corpo. Católica de Salvador-BA De acordo com o texto. por uma ironia do seu passado recente. Isso porque as empresas. E o desafio. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. pode-se afirmar: a) A realidade do trabalhador brasileiro era desconhecida até a formação das frentes de trabalho. no Brasil. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. para as chamadas frentes de trabalho. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. c) elabora uma comparação entre o susto que tivera ao ver a borboleta e o que tivera ao ver a filha de D.

44-5. b) pretendeu enaltecer a tradição de famílias importantes na história brasileira. João da Silva. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . U. F. conta o dinheiro dos bancos. nas praias. a família Matarazzo. faz os jornais. p. Porque nossa família um dia há de subir na política…” BRAGA. c) expandir e explicar informações anteriores. Nossa família. todas essas famílias assim são sustentadas pela nossa família. d) ironia. Rubem. d) explicar e comentar informações anteriores. ed. João.Interpretação de texto II Avançar . Na seção dos ‘Fatos Diversos’ do Diário de Pernambuco. Nossa família quebra pedra. São Carlos-SP O texto estrutura-se na oposição entre os Silva e as demais famílias. como a Silva. no mato. nos balcões. na Inglaterra. sugeridas também pelos nomes de família. São Carlos-SP A oração faz tudo. nas fábricas. Uma poça de sangue. A gente de nossa família trabalha nas plantações de mate. Essa relação releva-se em a) “vai mal em política” e “há de subir na política”. A família Crespi. no Japão. 75. nas fazendas. b) “em todo lugar onde se trabalha” e “a gente de nossa família trabalha nas plantações de mate”. São Paulo: Ática. Nós auxiliamos várias famílias importantes na América do Norte. nas cozinhas. e) enfatizou a importância de se melhorarem os Silva para entrarem na política. c) “vermelhinho da silva” e “sangue azul”. (…) João da Silva — Nunca nenhum de nós esquecerá seu nome. Sempre por baixo. levanta os prédios. O homem estava morto. c) pequenez. leio o nome do sujeito: João da Silva. 76. vai mal em política. Luto da família Silva. é que trabalha para os homens importantes. e) “vermelho” e “vermelhinho da silva”. nas minas. b) carinho. e) retomar e explicar informações anteriores. em todo lugar onde se trabalha. João da Silva. 5. laça os bois. a expressão “vermelhinho da silva” traduz a idéia de a) intensidade. Nossa família é feito Maria Polaca: faz tudo. F. São Carlos-SP A leitura do texto permite afirmar que o autor a) quis desqualificar as famílias não importantes. Na vala comum da glória. faz telhas de barro. F. Um homem estava deitado na calçada. a família Pereira Carneiro. F. 74. Veio tinindo. Nossa família. v. O sangue que saía de sua boca era vermelho — vermelhinho da silva. U. Na vala comum da miséria. b) retomar e sintetizar informações anteriores. conduz os bondes. nós temos de enterrar você é mesmo na vala comum. Apesar disso. serve no Exército e na Marinha. U. d) propôs uma reflexão sobre diferenças sociais. Apud: Para gostar de ler. Você não possuía sangue azul. São Carlos-SP No texto. e) desprezo. O cadáver foi removido para o necrotério. U. a família Guinle. entretanto. A Assistência voltou vazia. Sangue de nossa família. Morreu de hemoptise. na França. d) “vala comum da miséria” e “vala comum da glória”. 4. 1984. a família Rocha Miranda. 35 73.INSTRUÇÃO: As questões de números 73 a 76 referem-se ao seguinte texto de Rubem Braga: “Luto da família Silva A Assistência foi chamada. Morava na rua da Alegria. assume a função de a) resumir e comentar informações anteriores. em destaque no texto. nos pastos. nas usinas. enche os porões dos navios. c) explicitou a submissão dos países da América do Sul aos da América do Norte. enrola o tapete do circo.

as palavras se mumificaram na boca dos legisladores. o poeta não foi designado para vivificar a [palavra de novo? Para colhê-la de cima das águas e oferecê-la outra vez [aos homens do continente? E. construtor da palavra perene.77. por acaso. o poeta não falará. irmão!” LIMA. a todos os homens da terra numa só língua — a [linguagem do Espírito? Se por acaso viveis mergulhados no momento e no [limite. E. e quando se desfizerem as nações instaladas ao depois [de Babel. ( ) a palavra divina tornada vazia de significação para o homem. como promotora do entendimento entre os homens. Salvador-BA “As Palavras Ressuscitarão As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas. na sua universalidade. IMPRIMIR ( ) a linguagem poética. mesmo com a profanação dos homens de hoje. as grandes palavras semitas podem [desaparecer? E. não foi ele apontado para restituir-lhe a sua essência. a palavra imortal há de adoecer? E. 36 GABARITO O poema apresenta: ( ) a poesia como instrumento de redenção do homem. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. por acaso. Quando toda a confusão for desfeita. 388-9. quando o homem reconquistar os atributos perdidos [com a Queda. não me compreendereis. E o Verbo de Deus é uno mesmo com a profanação [dos homens de Babel. do ponto em que se encontrar. 1997. Voltar Língua Portuguesa . ( ) o poeta como reinventor da linguagem. ( ) o poder mágico da palavra só atingível por aquele que ultrapassar a compreensão do “Verbo de Deus”. In: Poesia Completa. Organização de Alexei Bueno. as palavras nada significam nos discursos dos homens [públicos.Interpretação de texto II Avançar . ( ) o homem comum como elemento responsável pela perda do poder expressivo da palavra no seu uso cotidiano. Jorge de. e reconstituir seu conteúdo mágico? Acaso o poeta não prevê a comunhão das línguas. as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos. U. p. por acaso.

nada sois [que eu me sinta. Já disse que sou sozinho! Ah. e) uma saudade melancólica da infância. pois a cidade nunca lhe proporcionou boas lembranças. guardem-na! Sou um técnico. por amor de Deus! Queriam-me casado. quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto. d) uma mágoa de sua cidade (Lisboa). Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. a todos. com todo o direito a sê-lo. ouviram? Não me macem. pois em Lisboa ainda pode viver bons momentos. Já disse que não quero nada. das ciências!) Das ciências. Com todo o direito a sê-lo. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. p. pois lá passou uma infância vazia e sem sentimentos. 1981. fútil. Assim. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. tenham paciência! Vão para o diabo sem mim. 37 GABARITO 78. mas tenho técnica [só dentro da técnica. como sou. fazia-lhes. Quero [ser sozinho. o contrário [de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos. Fernando. Deus meu. b) uma mágoa de Lisboa. São Carlos-SP A penúltima estrofe do poema permite considerar que o eu-lírico sente a) uma saudade carinhosa da infância. [a vontade. pois trata-se de uma época remota e irrecuperável. Fora disso sou doido. Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada.Interpretação de texto II Avançar . pois ela tirou-lhe todos os bons sentimentos. da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade. das artes. “Lisbon Revisited Não: não quero nada. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Obra Poética. leia os versos de Fernando Pessoa. que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo. nada me tirais. c) um medo de revisitar Lisboa. F.INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 78 a 81. Deixem-me em paz! Não tardo. 290-1. não me [enfileirem conquistas Das ciências (das ciências. Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais. que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero [estar sozinho!” PESSOA. U.

Inocência. metido no laranjal e procurando uma solução a tanta dificuldade. De noite. Para mim.. Dois gritos. respondeu apressadamente Cirino. ( ) Atitude de irreverência do narrador. a única que vi era você. abrasada também de amor. fui ver no laranjal. Que foi? — Ah! não foi nada.. 99-100. em face do religioso. São Carlos-SP A forma verbal macem. Numa dessas noites de ansiedade. F. no último parágrafo. U. destacada no poema. e) aparta-se da sociedade.” TAUNAY. F. 80. Visconde de. rápido como aquela pedra arrojada tão rigorosamente. A pobrezinha. minha vida. a gente em tudo vê maravilhas. U.79. Salvador-BA “Passava as noites em claro. São Carlos-SP Pela leitura do poema. superiores a todas as suas tentativas de resistência. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 24. e) abandonem. que por pouco talvez o houvesse estendido por terra. Cirino. para desenvolver sua arte. 38 GABARITO Marque V para as afirmativas que podem ser comprovadas com o texto e F para as que não podem. em virtude da sua solidão. achou-se ao pé da janela e cobriu de beijos as mãos da sua amada. — O grito? balbuciou ela. b) a irritação do poeta com aqueles que pretendem ajudá-lo em seus problemas. ( ) Íntima relação entre o nome da personagem feminina e o seu jeito de ser. verifiquei que não passava de miragem. F. c) a vontade do poeta de poder compartilhar da paz que outras pessoas sentem..Interpretação de texto II Avançar . U.. p. era um macauã. para agradar a todos. viu afinal reabrir-se a janela de Inocência. — Deveras. como a que balbuciam duas cândidas almas na eterna e sempre nova declaração de amor. rápido como uma seta. queria respirar o ar da noite e beber na viração do sertão um pouco de tranqüilidade para sua alma não afeita ao tumultuar dos sentimentos que a agitavam e. pode-se dizer que o poeta a) recusa-se a aceitar os valores que a sociedade tenta inculcar-lhe. ed. atordoavam-no ainda aqueles dois assobios que não podia explicar e sobretudo aquela pedrada tão bem dirigida. d) o desejo do poeta de manter-se afastado e isolado das pessoas. por essa razão. desde que Adão e Eva a trocaram. ( ) Dimensão hiperbólica do sentimento amoroso. significa a) desprezem.. São Carlos-SP Os dois últimos versos do poema revelam a) a conscientização do poeta em relação a seus problemas e à breve solução que lhes dará. U. ímpetos tão desconhecidos e violentos. b) importunem. à sombra das maravilhosas árvores do Éden. São Paulo: Ática. O que pareceu pedrada era um noitibó que frechou para mim e veio dar com a cabeça na parede. ( ) Concepção idealizada de mulher. Depois. ( ) Atitude de vassalagem amorosa. 81.. Com este madrigal encetou Cirino uma conversação como a da primeira noite. e a pedrada. b) encontra na morte a única solução para os problemas. almeja fazer parte da companhia. c) tenta tornar-se uma outra pessoa.... meu anjo do céu. 1996. c) ofendam d) maltratem. ( ) Escapismo para o sonho. d) sente-se solitário e. e) a inquietude gerada na alma do poeta. — Deveras? perguntou ela incrédula. A princípio tomei também um grande susto. 82. quem sabe? verificar se por aí não andava rondando aquele que no seio lhe inoculara tamanho desassossego..

e) a ausência de mérito literário em muitas obras consagradas pelo público. e o escritor não está obrigado a receber e a dar curso a tudo o que o abuso. pois muitos deles até mesmo ignoram as estruturas da língua que utilizam. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. Em geral. A influência popular tem um limite. b) dominar com segurança a norma culta da língua e empregá-la fluentemente. porém. d) usar exclusivamente a linguagem do povo. mas que sabem perfeitamente os clássicos. o capricho e a moda inventam e fazem correr. porém. não se lêem. não se lêem muito os clássicos no Brasil. ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito. um controle sobre elas e inibindo os abusos. dos autores clássicos da língua. poderia eu citar até alguns escritores cuja opinião é diversa da minha neste ponto. Pelo contrário. acompanhando sua época e abandonando o estilo de autores antigos e defasados. é função do escritor: a) inovar sempre a língua — registro de suas obras — criando as novidades a partir da influência popular. Cada tempo tem seu estilo. 84. e) a língua reflete a história de cada época e sujeita-se a receber tanto a influência de seus escritores quanto a popular. Unifor-CE A idéia central do texto é: a) a influência. o que é um mal. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. Entre as exceções. d) o mérito de um livro será maior quanto mais inovações ele apresentar. que devem ser incorporadas pelos escritores em suas obras. certos modos de dizer. c) aceitar as inovações trazidas pelo povo — aquelas que dão vivacidade à língua — exercendo.Texto para as questões de 83 a 85: “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. sempre atual. Há. Querer que a nossa pare no século de quinhentos. c) a divulgação das obras de escritores que gozam da aceitação popular. locuções novas. pois a leitura se torna mais agradável e compreensível. 85. Unifor-CE De acordo com o texto. não admitindo as alterações que ocorrem por influência popular. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. Feitas as exceções devidas. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) o reconhecimento de um escritor nem sempre se baseia em sua competência. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. A este respeito a influência do povo é decisiva.” Machado de Assis. c) o povo de uma nação é a fonte incontestável de todas as alterações da língua. com seus ensinamentos. 39 83. b) a necessidade de um equilíbrio entre tradição e renovação na língua. são os modelos adequados para a produção das obras consideradas modernas. pois somente eles. e) estudar sempre os autores clássicos. d) as opiniões divergentes entre escritores a respeito do uso correto da língua em suas obras. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. o que vai permitir uma aceitação maior de suas obras. b) as obras clássicas são aquelas em que a linguagem é imutável. que é importantíssima nesse processo. sem as indevidas interferências surgidas em cada época ou de acordo com a vontade de seu autor. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . Mas se isto é um fato incontestável. portanto. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade.

só no período de janeiro a abril. o cesto são só instrumentos sem vontade própria Dois os indiscretos: minhas duas mãos — úlcera no estômago da repartição ALVIM. 13. In: Poesias Reunidas (1968-1988). As autoridades deveriam enquadrar os responsáveis por crime inafiançável e trancafiá-los em presídios por longos anos. p. entre outras. no primeiro semestre de 2000. Aparentemente peças quase iguais às demais: os mesmos modos funcionais Contudo é preciso vê-las em sua marca: no rastro dos dedos no selo do gesto Ali onde transgridem a ética da classe que proíbe os objetos de serem pessoais Onde desconhecem o acordo em vigor que as coisas transforma em armas submissas Não pactuam — hostis minhas duas mãos acidulam o ar da repartição” 40 GABARITO a) De qual critério se serve o poeta para classificar as diferenças entre os “vários utensílios” que “povoam o escritório”? Por que essa classificação destoa tanto da nossa percepção habitual? b) Como aparece a presença humana em meio ao ambiente da repartição? 87. que se encontra na primeira nota? b) Explicite a sugestão dada no final da segunda nota. Francisco. o lápis o papel.” IMPRIMIR a) Qual é a conclusão implícita na seqüência “neste ano. 1988. já foram 31.Interpretação de texto II Avançar . em 1998 foram registradas 99 ocorrências em Guarulhos. publicada na revista Business Travell.” “Não seria o caso de a Prefeitura pagar por cada nova pichação feita na cidade? É claro que sim. as seguintes notas. de Rubem Tavares.86. Voltar Língua Portuguesa . já foram 31”. só no período de janeiro a abril. Em todo o ano passado foram registradas 33 ocorrências e. neste ano. 34. Se todos entrassem com uma ação simultaneamente. Unicamp-SP Considere o poema a seguir: “Inventário Povoam o escritório vários utensílios uns bastante sóbrios outros indiscretos Por exemplo: a mesa é sóbria. Rumina todos os papéis no oco das gavetas O que a mesa expele para a superfície é simples dejeto livre de mistério O arquivo também é móvel discreto e diz muito pouco de interesse humano A caneta. Vide sugestão na nota anterior que também poderia ser aplicada nestes casos. São Paulo: Duas Cidades. com certeza o prefeito encontraria novas atribuições para a Guarda Municipal. Unicamp-SP Na coluna “De zero a dez”. parcialmente adaptadas: “Para os lunáticos que insistem em soltar balões de grande porte. causando incêndios e sérios riscos à segurança dos vôos: segundo o Controle de Tráfego Aéreo. encontram-se. Amostra Grátis.

a presença de turistas internacionais. o que se constata pela evocação de um “lustre complacente”. levando-o ao desatino da existência. Eu considerei as contas que era preciso pagar. os passos que era preciso dar. A existência de uma fronteira terrestre muito vasta para evitar contrabando. d) “Enquadrei o Chopin na minha tristeza”. b) a reiteração das situações apresentadas. d) somente a ratificação das situações já apresentadas.Texto para a questão 88. além do fluxo de brasileiros para o exterior. 41 88. c) foi despertada pela relação material entre as teclas de um piano (“dentadura dura”) e sua própria dentadura (“dentadura amarela e preta”). o coesivo “além” possibilitou: a) a inclusão de mais uma situação. “Música Uma coisa triste no fundo da sala. Alguma Poesia. Fatec-SP A leitura de Música torna possível afirmar que a atenção do narrador a) tem suas preocupações ordinárias postas de lado pela sensualidade da música e da pianista de braços redondos. e) a exclusão das situações expostas. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente.Interpretação de texto II Avançar . b) se apega aos “passos que era preciso dar”. impossibilitam qualquer aparato de fiscalização. que. e) se fixa na tristeza e na solidão. apesar dos apelos tristonhos que a música de um piano lhe fazia do fundo da sala. as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza e na dentadura amarela e preta maus cuidados voaram como borboletas. UEPA “É nesse aspecto que a histeria sobre a biopirataria na Amazônia corre o risco de não levar a lugar nenhum.” GABARITO Neste texto divulgado na Internet. d) é atraída pela música de um provável Chopin. 89. Me disseram que era Chopin. afasta o narrador de suas preocupações cotidianas. sob o efeito da música de Chopin é: a) “braços redondos que nem coxas”. na enumeração de situações que favorecem a biopirataria na Amazônia. e) “as dificuldades…” 90.” ANDRADE. c) a retificação das situações anteriores. Fatec-SP A expressão que mais claramente remete à liberação das preocupações do narrador. b) “sob o lustre complacente”. estudantes e pesquisadores estrangeiros que vêm desenvolver pesquisas. apesar de triste. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Carlos Drummond de. professores e consultores. c) “meus cuidados voaram como borboletas”. estrangeiros residentes.

Texto para as questões de 91 a 93: “UM MERGULHO NO BRASIL Manaus 42 GABARITO Às duas da tarde do verão de 1984. (32) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país. usam linguagens especiais. a soma das alternativas corretas. como em qualquer mergulho. em território tropical. É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor.’ Como aquele motorista. Como o homem dentro de um carro fechado. com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza. o caos e a irracionalidade. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. eles não têm teorias alternativas. Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. 4. Cristovam. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. (16) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico. ed. teorias e linguagens pouco acuradas.” BUARQUE. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil. p. tentando usar o sentimento. Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos. São Paulo: Paz e Terra. com o carro e as janelas fechadas. como resposta. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira. (04) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. incompatível com seus recursos. Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. construídas em torno de questões ultrapassadas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Não pode se limitar a ver o Brasil.Interpretação de texto II Avançar . A teoria que se diz científica. Dê. Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar condicionado. denunciar que o carro não tem ar condicionado e estamos todos morrendo de calor. 1993. (02) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados. (64) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes. 5-6. para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial. no meio de um engarrafamento. aventurando-se. UFBA O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: (01) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos. o motorista apontou para o carro à frente. no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade. Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar condicionado. além de dúvidas. Um mergulho no Brasil que. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento. A inconseqüência não é apenas do consumidor. A Desordem do Progresso. como se tivessem lógica. Sobretudo quando. desvinculada de sua cultura. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações. mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral. para dar a impressão do bemestar do progresso. A teoria econômica diria que o consumidor obtém. arriscando incoerências. para descrever e entender o país. no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. Prendem-se a modelos já preparados. 91. a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. trabalhando na inconseqüência. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população. Pervertendo o processo econômico. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior. vê a si mesmo. no calor sem ar condicionado. Aquele encontro. o que constituiria entrave cultural. para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto. os cientistas tendem a não expor as idéias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas. (08) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se auto-avalia.

(16) O uso do “escafandro” sugere mascaramento do real objetivo do “mergulho” (1o destacado). a soma das alternativas corretas. UFBA O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: (01) “Para que todos pensem que tem ar condicionado. (64) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. em território tropical.” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma conseqüência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o caos a irracionalidade. para dar a impressão do bem-estar do progresso. (08) A expressão “se ver pelos olhos dos outros” conota um falseamento da realidade individual. antes. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. (02) “para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam. 93. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. como resposta. subestimam a aparência em favor da realidade. no desvendamento dos fatores externos que a constroem.” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. (08) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. como se tivessem lógica. (16) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. Dê. a respeito do fato que então se comenta.” — Os economistas.” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se. (32) Os pontos de vista dos economistas e do autor coincidem com relação ao grau de funcionalidade das “janelas fechadas” e “das janelas abertas”. Dê. (04) A forma verbal “entender” tem o mesmo sentido de “Mergulhar”. a soma das alternativas corretas. incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo. (64) A expressão “Para tanto” estabelece um relação de conseqüência com referência a “mergulho” (2o destacado).Interpretação de texto II Avançar . (04) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro. falso. como resposta. (02) A expressão “Tem que” remete a uma possibilidade remota de análise da realidade. com argumentos falseadores. com o carro e as janelas fechadas. UFBA Há uma explicação coerente em: (01) O termo “ar condicionado” (1o destacado) está usado em sentido denotativo. diferentemente de “ar condicionado” (2o destacado). dentro da ótica do consumismo.43 92. (32) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém.

existem outros idiomas que o fazem de forma até mais sintética que o português. d) comum a todos os seres humanos e remonta aos tempos antigos. Campinas. d) há línguas que são mais sintéticas que outras para exprimir os sentimentos. Desde que o homem é homem. macedônios. iniciada no Comercial de Ribeirão Preto. 6/4/1996. de 51 anos. ‘natsukashi’. sempre impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado. Leão não dava um passo em falso. ou talvez mesmo antes. ITA-SP NÃO se pode afirmar que a noção do sentimento saudade no texto seja a) atribuída exclusivamente ao ser humano. ‘shauck’ e também ‘hanim’. Em uma de suas colunas semanais nesta Folha. no início do segundo período. sentem saudade. o professor Josué Machado lembrou pelo menos dez equivalentes da palavra ‘saudade’. contribui para tornar o trecho incoerente. ‘nedôstatok’. que seria uma exclusividade mundial da língua portuguesa. 53 anos. a tese é que a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e têm palavras para designá-los. Ao chegar à seleção brasileira em 1970. sua terra natal. Leão.” Saudade. letões. Todas as línguas do mundo exprimem com maior ou menor grau de complexidade todos os sentimentos humanos. são médicos. ele sente saudade. e) há línguas que são mais sintéticas que o português para expressar o sentimento que os povos lusófonos designam “saudade”. Embora línguas que nos são mais familiares como o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de uma expressão (seus equivalentes de ‘nostalgia’ e ‘falta’) para exprimir o que chamamos de saudade em todas as circunstâncias. e) talvez anterior à razão. quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato mundial. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ‘ilgas’. a dizê-lo.94. b) os cães. já que seus outros dois irmãos. assim como os seres humanos. Por quê? c) Por que o emprego da palavra “racionalismo” é inadequado nessa passagem? As questões 95 a 97 referem-se ao seguinte texto: “Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes que muitos acabam se convencendo de que eles são de fato verdadeiros. 44 GABARITO 95. Edmílson. ‘sóvárgás’. Por outro lado. efetivamente. c) comum a todos os seres humanos. de uma forma ou de outra. Os russos têm ‘tosca’. adaptado. do qual consta a seguinte passagem: “Durante sua carreira de goleiro. costumava ficar horas aprimorando seus defeitos após os treinos. ficasse aprimorando seus defeitos”? Reescreva o trecho de maneira a eliminar o equívoco. Cada atitude e cada declaração eram pensadas com um racionalismo típico de sua família. desde que aprendeu a falar aprendeu também. Ora. Pode-se ainda acrescentar a essa lista o ‘desiderium’ latino. Unicamp-SP Quando o treinador Leão foi escolhido para dirigir a seleção brasileira de futebol. 96. árabes. Trata-se de uma grande e pretensiosa balela. sérvios e croatas. Folha de S. b) uma prova de que a espécie humana é fruto da mutabilidade de espécies. E seria uma grande pretensão acreditar que o sentimento que batizamos de ‘saudade’ seja exclusivo dos povos lusófonos. Um desses casos é o que envolve a palavra ‘saudade’. se até os cães demonstram sentir saudades de seus donos quando ficam separados por um motivo qualquer.Interpretação de texto II Avançar . e Édson. ITA-SP No texto. b) A expressão “por outro lado”. o ‘póthos’ dos antigos gregos e sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no planeta ou nas 10 mil que já existiram. japoneses.” Correio Popular. ‘garod’. 20/10/2000. ‘jal’. armênios. o jornal Correio Popular publicou um texto com muitas imprecisões. seria de um etnocentrismo digno de fazer inveja à Alemanha nazista acreditar que esse sentimento é próprio apenas aos que falam português. 58. a) O que aconteceria com Leão se ele. alemães. c) trata-se de um mito a crença de que apenas os povos lusófonos têm uma palavra para designar o sentimento “saudade”. mas a maneira de expressá-lo é diferente. Paulo. e húngaros. ‘Sehnsucht’.

sem prejuízo do sentido. que funcionam como argumentos para a tese defendida. predicativos do sujeito moça. 99. por meio da clareza e da elegância do estilo. Para as questões 98 e 99 considere o texto das questões de 27 a 29. 45 Quanto ao sentido que o vocábulo “louco” assume nas três ocorrências destacadas no quadro acima. é correto afirmar que a) em II. 101. a palavra “louco” pode ser substituída. o autor sugere a idéia de longevidade do titular do seguro. c) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração.97. II. e) a fotografia e a frase em maiúsculas desviam a atenção do leitor da idéia de morte. PUC/Campinas-SP A revista Veja anunciou-se a si mesma. ITA-SP NÃO se pode dizer que no texto haja a) uma declaração inicial que sintetiza a tese a ser defendida. os cabelos caíam despenteados. c) uma equiparação do sentimento saudade dos cães ao dos seres humanos. GABARITO 100. c) nas três ocorrências. não é louco de deixar essas coisas para amanhã”. a) Formosa e graça são. d) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos.Interpretação de texto II Avançar . focalizando o principal beneficiário do seguro. Fuvest-SP I. 98. c) denunciar. os usos da palavra “louco” assumem sentido oposto àquele verificado em I. utilizando a seguinte frase: “Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas” Está implícito. e) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. b) em I. sintaticamente. talvez nem tivesse graça. em estilo preciso. Mackenzie-SP “A moça não era formosa. e) exemplos de vocábulos de outras línguas para designar o sentimento “saudade”. Fuvest-SP Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o texto: a) a única palavra que se refere diretamente à idéia de morte é “inventários”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . redundam em más reportagens. b) a imagem da criança reforça uma sugestão já presente no texto e no nome do produto. por serem mal contadas. que a revista Veja se dispõe a a) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos. evitando-se assim reações negativas do leitor diante desse tema. d) em II. a repetição da palavra “louco” é redundante. por “delinqüente”. d) no trecho “você faz um seguro de vida que pode durar sempre”. d) a generalização de uma idéia após a apresentação de exemplos. “Porque quem é louco por alguém. b) contornar as histórias mal contadas.” Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. e) em II. que é marcada apenas pelo emprego de orações na voz passiva. e) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações. c) o autor usa conotativamente a palavra “noite” para simbolizar a idéia da morte. d) criticar certas histórias que. a palavra destacada tem o mesmo sentido. já que não acrescenta nenhum sentido à frase. b) Na estrutura sintática predomina a subordinação. b) a exclusividade da forma impessoal. o segundo uso da palavra “louco” assume sentido negativo. nesse anúncio. “/…/ você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa /…/”.

o recém-formado compete com levas de executivos de altíssimo gabarito. o autor demonstra a) que a independência política possibilitou a autonomia econômica do país com o ingresso das multinacionais e do capital estrangeiro. sem experiência. III. sob idêntico ponto de vista. U. Para se candidatar a um emprego. 46 Considere as seguintes afirmações: I. e) sentam orgulhosamente. As duas manchetes apresentam o mesmo fato. Paulo. GABARITO 105. arrogante. a) O advérbio “literalmente” está adequadamente empregado nos dois textos? Justifique sua resposta. II. mulheres dos dirigentes do Kremlin. pode-se considerar que seu equivalente mais próximo seria: a) sentam a pua em alguém. o emprego dos termos “INCRA” e “assentamento” particularizam a informação. e) II e III. invadido pelas multinacionais e pelo capital estrangeiro. b) A que palavra. d) I e II. embora empregando palavras diferentes.” Folha de S. os russos achavam que ela era influente demais. Acostumados às apagadas. Fatec-SP Para determinar o valor sintático-semântico do substantivo “poltrona” na expressão “sentam poltrona”. Está correto. Fuvest-SP Leia as seguintes manchetes de dois jornais paulistas. Na 2ª manchete. exibida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) II. Na 1ª manchete. d) sentam praça em algum lugar. se refere a expressão “às vezes literalmente”? Qual o duplo sentido produzido pela relação que aí se estabeleceu? 103. d) de forma criativa o progresso econômico que a abertura ao capital estrangeiro trouxe ao país. O jovem. ambas do dia 15/5/ 2000: “Governo suspende verba para a reforma agrária. c) que a independência política é responsável indireta pela verdadeira revolução industrial que se desencadearia no país no século XX. Fuvest-SP I. b) sentam tijolos na parede. e) que as origens do mercado publicitário no Brasil remontam à época de sua independência em 1822. a partir de 1822.” O Estado de S.Interpretação de texto II Avançar . em relação às manchetes. em II. 104. II. o fato parece mais grave que na segunda. literalmente. c) sentam-se numa poltrona. desempregados. dança. c) III. “Incra suspende crédito para assentamentos. Paulo. Metodista-SP Observe a imagem que segue: A partir da composição acima.102. às vezes literalmente. estabelecendo um paradoxo com a data da independência em 1822. b) a relação de dependência econômica do país. apenas o que se afirma em a) I.

109. d) a tábua-de-latrina. sentam bancos ferrenhos. ecumênico. apesar de aproximar-se da prosa. qualquer o assento. b) aponta para os incômodos causados pelos bancos de colégio que são pouco anatômicos. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o fragmento que vai da linha 2 à linha 3. … trarilarára… traríla…” Mário de Andrade. A vida toda. confere ao homem uma postura universalizante. e mesmo a tábua-de-latrina lhes nega assento além de anatômico. Fatec-SP Da leitura de Sobre o Sentar-/Estar-no-mundo. c) recriação de cena cotidiana. onde cabe qualquer homem e a contento. tomando como ponto central as oposições entre o sentir e o sentar. exemplo único de concepção universal. Sentam poltrona: ou tábua-de-latrina. como compete à poesia. GABARITO “Sobre o sentar-/estar-no-mundo Ondequer que certos homens se sentem por afetuoso e diplomata o estofado. por ser anatômica. e) Há total descaso pela oralidade da expressão. c) revela que o fato de certos homens ficarem a vida toda sentados causa-lhes um malestar indescritível para o corpo e para a alma. d) A expressão enorme trouxa justifica o adjetivo trôpega que caracteriza negra velha. em efes e erres. b) O modo de reproduzir a cantiga indica sua variação rítmica à medida que a cena se desenvolve. João Cabral de Melo.Texto para as questões de 106 a 108: “A menina e a cantiga 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 … trarilarára… traríla… A meninota esganiçada margirça com a sáia voejando por cima dos joelhos em nó vinha meia dansando cantando no crepúsculo escuro. Texto para responder a questão 109. 47 106. Mackenzie-SP A característica da poesia modernista que NÃO se encontra no texto é: a) liberdade formal. vó? — Naão. o abaulado amigo. d) linguagem coloquial.” NETO. c) A resposta da avó explicita a sua indiferença para com a menina. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. A educação pela pedra. pode-se afirmar que a) o sentido nuclear do poema se dá na relação entre poltrona e banco de colégio. os ferem nós debaixo. … trarilarára… traríla… De repente voltou-se prá negra velha que vinha trôpega atrás. senão pregos. e mesmo de pé algum assento os fere: * eles levam em si os nós-senão-pregos. a) Revela-se poético. se sentam mal sentados. sentam poltrona. as curvas de afeto. a) O título já anuncia a importância da relação entre as duas mulheres. b) sintaxe elíptica. e) o poema satiriza a prepotência de certos homens. e) ironia. e) Tem a coerência prejudicada por falta de pontuação. Ondequer que certos homens se sentem nas nádegas da alma. c) Apresenta erros de ortografia que impedem a clareza do texto. 108. Batia compasso com a varinha na poeira da calçada. enorme trouxa de roupas na cabeça: — Qué mi dá. de colégio. 107.Interpretação de texto II Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) Expressa por meio de clichê o movimento dado à saia. d) Enriquece a descrição da menina por meio de prefixos ligados a nomes.

atletas e gênios não exista um serial killer. pelo menos no Brasil. li no Libération uma matéria sobre Linn Ullmann. que no passado era coisa de cientistas loucos e fascistas. Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem. F.” 48 110. escrito por Luís Fernando Veríssimo.O texto seguinte. o cientificismo totalitário para fins de ‘melhorar a raça’ mudou de vocabulário e ganhou respeitabilidade. se esta é a palavra. Há algumas ironias. atletas e gênios há sempre um simpatizante do nazismo. E um mundo só de gente bonita e inteligente não seria necessariamente um mundo de gente melhor. encontrarão uma forma de assegurar que os genes comprados tenham o destino desejado. que não tem qualquer opinião no assunto. Na comercialização de genes saudáveis e bonitos está subentendido que a personalidade não vai junto. que promete ser a questão do novo milênio. ou aquela respeitabilidade forçada do inevitável. a qualidade do sangue ou do ambiente. mas não o inverso. um cantor country – ou um simpatizante do nazismo. c) demonstrar que a engenharia genética promete ser a questão do novo milênio.Interpretação de texto II Avançar . as questões 110 e 111. Linn Ullmann teve sorte: herdou a beleza da mãe. está redimida a eugenia. Mas esta vitória da mentalidade ‘de direita’ redime a tese da ‘esquerda’ na velha discussão sobre o que determina caráter e destino. depois. Não há garantia que entre os óvulos e os espermatozóides de modelos. Como dizem que Bergmann é um gênio com um gênio violento e difícil – e a última é que ele foi um simpatizante do nazismo até o fim da Segunda Guerra – Linn pode ter herdado mais do que queria. de 28/10/99. d) argumentar que entre óvulos e espermatozóides de modelos. Se alguém quisesse planejar uma loira superior. F. Juiz de Fora-MG Indique a única alternativa incompatível com a interpretação global do texto: a) a beleza de Linn Ullmann deve-se ao fato de ela ser fruto de reprodução programada. “O que vem por aí Pouco depois de ler a notícia sobre o americano que está oferecendo óvulos de modelos na Internet para quem quer ter filhos bonitos. Todos os avanços na área da reprodução programada não mudam a situação da criança. Não sei o que herdou do pai. 111. Ela é filha da Liv Ullmann e do Ingmar Bergmann. d) a reprodução programada permite que os pais escolham o filho que querem ter. Leia-o e responda. b) a reprodução programada baseada em genes de indivíduos saudáveis e bonitos é uma nova edição do cientificismo totalitário para fins de “melhorar a raça”. não poderia fazer uma encomenda melhor ao laboratório: os óvulos da bela e inteligente Liv Ullmann fertilizados pelos genes geniais do Ingmar Bergmann. em especial. Eu. U. preferiria ter os tipos de pais que nunca escolheriam um filho de um catálogo. Juiz de Fora-MG O principal objetivo comunicativo do autor do texto é: a) ironizar a comercialização de genes no Brasil. Pela fotografia no jornal. a genética ou a cultura. a comercialização de genes de pessoas saudáveis e bonitas. GABARITO c) na comercialização de genes saudáveis e bonitos subentende-se que apenas as características físicas são geneticamente transmitidas. se fosse nascer hoje. U. E pensei: está aí. mesmo que fosse eu. que os bebês serão o que o mundo fizer deles. foi publicado no Jornal O Globo. Para começar. que está em Paris para lançar um livro. implícitas nessa questão de engenharia genética. As pessoas pedirão: ‘Quero um surfista loiro bom em física quântica e uma modelo com PhD – mas um tem que ser de Capricórnio e o outro de Libra’. b) questionar a reprodução programada e. o filho continua não podendo escolher os pais que o terão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Mas desconfio que. Mesmo com toda reação contra e a discussão ética.

no seu sentido geral. as crianças são levadas precocemente ao consumo. Patifes! E eu vou ficar aqui. bruxas e reis. Voltar Língua Portuguesa . lacunas no cérebro. Mormente por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos.” Excerto de BETO. que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência da profissão.Texto para as questões 112 e 113: “Hoje. Cesgranrio Analisando o texto. Fecho os olhos. Marciano está dormindo. eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distancia a idade fisiológica da psicológica. às escuras. 49 113. e) Atualmente as crianças não se preocupam com o futuro. c) ‘embotelhada em danças’ – especialista em danças.. 05. Frei. Lá fora há uma treva dos diabos. Se Madalena me via assim. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. 98.” Graciliano Ramos.. viciadas em indigência intelectual e espiritual. a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. Nem sequer tenho amizade a meu filho. com certeza me achava extraordinariamente feio. dedos enormes. (. Foi este modo de vida que me inutilizou. e as fadas. É horrível! Se aparecesse alguém. d) ‘ritmo da esquizofrenia’ – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais. p. d) caracteriza o mundo exterior como hostil. sem afeto e sem cultura. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo.. as histórias cedem lugar aos programas de auditório. b) Os adultos cedem facilmente aos desejos das crianças. e) ‘indigência intelectual e espiritual’ – pobreza de cultura e de espírito. podemos afirmar que se trata de um texto psicológico porque: a) mostra a solidão em que vive o narrador. sem sonhos.. 08 set. que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo. 112. Emescam-ES Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto. rios cheios e uma figura de lobisomem. Emescam-ES A frase que melhor sintetiza as idéias do texto acima encontra-se em: a) Hoje. uma boca enorme. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. cansadas perante um futuro que ainda não viveram. A vela está quase a extinguir-se. Vitória.Interpretação de texto II Avançar . encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos. E um nariz enorme. Memórias de um Dinossauro. aos brinquedos eletrônicos.) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto. Devo ter um coração miúdo. O sonho é substituído pela TV. morto de fadiga. agito a cabeça para repelir a visão que me exige essas deformidades monstruosas. E a desconfiança terrível. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. Se ao menos a criança chorasse. IMPRIMIR GABARITO 114. c) Os tempos modernos eliminam os sonhos da criança. até que. d) As crianças engordam muito porque ficam muito tempo em frente da tevê. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. Sou um aleijado. isso ocorre em: a) ‘suficiente discernimento’ – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso. Texto para a questão 114: “Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. c) retrata o conflito íntimo da personagem.. até não sei que hora. In: A Gazeta. e) enfatiza as dificuldades de relacionamento da personagem com as pessoas que a cercam. corpo de criança e alma de mulher. Aos quatro anos. b) ‘insistência pirralha’ – teima persistente da criança.. Estão todos dormindo. b) contrasta o modo de ser de Madalena com as ações do narrador. um grande silêncio.

Alguns dias mais tarde. fliperamas. gabiru. A conclusão do químico pode ser refutada logicamente pelo argumento indicado em: a) a experiência não resistiu à passagem do tempo. a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade. Namorado não precisa ser o mais bonito. 1982. d) tímido. Texto para as questões 117 e 118: “Namorado: ter ou não. fazer sesta abraçado. quindim. saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. ‘expressão duma alma muito pessoal. argumentando indutivamente. nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele. transa.) Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. sem qualquer reflexão.” Hoje. é poesia objetiva. De alma escovada e coração estouvado.. semelhante ao de Gregório de Matos. ponha ali erva de manjericão bem triturada. fruto da inspiração poética. um envolvimento e dois amantes. p. Paquera. envolvimento. dois paqueras. de pele. aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba virando matéria privilegiada do humor. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. em relação ao humor de Drummond pode-se afirmar que é um riso: a) que assinala uma ruptura com a geração que o antecede.. Aplique um segundo tijolo sobre o primeiro e exponha tudo ao sol. ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. ruas de sonhos ou musical da Metro. ponha a saia mais leve. UFR-RJ “O primeiro grande poeta que se firmou depois das estréias modernistas foi Carlos Drummond de Andrade. d) a geração espontânea não pode ser comprovada com experimentos. flerte. até paixão é fácil. Namorado é a mais difícil das conquistas. (. UERJ Em 1648.. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. brisa ou filosofia. Se você tem três pretendentes. caso. e passeie de mãos dadas com o ar. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .) Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo. Rio de Janeiro: Aguillar. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor. para comprovar a tese da geração espontânea: “Faça um buraco num tijolo. Mas namorado. 50 BOSI. da qual fazia parte. (. relatou a seguinte experiência. sabemos que escorpiões não nascem assim. decidida. tendo o manjericão agido como fermento. Alfredo. 1989. c) o químico não tinha competência para a realização da experiência. é muito difícil. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. de saliva. show do Milton Nascimento. abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Carlos Drummond de. A proteção dele não precisa ser parruda. Obra completa. c) irônico. Segundo Bosi.” ANDRADE. e) característico da primeira geração modernista. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. no caso. sua frio e quase desmaia pedindo proteção. b) escarnecedor. beira d’água. mesmo assim pode não ter namorado. fazer compra junto. disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que.. você verá nascer pequenos escorpiões. 116.) Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado. chamado Jean Baptista von Helmont. b) uma hipótese alternativa para o fenômeno não foi lembrada. é uma questão Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.’ Parece-me que alma muito pessoal significa.Interpretação de texto II Avançar . 494. bosques enluarados. Enlou-cresça. História concisa da literatura brasileira. mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme. Definindo-lhe lucidamente o caráter.115. atividade da razão.. lágrima. um químico holandês. mesmo. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques. nuvem. traço constante na poesia de Drummond”. São Paulo: Cultrix.. aquela de chita. Necessita de adivinhação. (. distanciado e lúdico.

c) os escritores contrariam as regras gramaticais porque as desconhecem.. o conhecimento do código de trânsito. que variam conforme as convenções gerais de cada época. c) distingue o que é concreto do que é abstrato. Para eles. A transgressão. em nome de sua arte. (Remete à efemeridade do conhecimento do código de trânsito). certa rua dá mão. exceto em: a) … assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse.” O neologismo em questão sintetiza o seguinte pensamento: a) só é possível crescer se a vida não fizer nenhum sentido. por natureza convencional e efêmero: num dia. 118. Tanto no texto como no comportamento. d) os gramáticos impõem normas para os artistas não as transgredirem. guardiães da língua). para ser bem-sucedida. Ela pode dar impressão de firmeza. na próxima semana. d) Observa-se o mesmo nas normas da gramática. e) o sentido da vida é construído por meio da loucura. pode ser que a mesma rua não exista. (Refere-se aos gramáticos.117. de ambigüidade. UFR-RJ Para o autor. (Introduz uma comparação). b) entra em sintonia com o outro no plano das sensações. 120. Observa-se o mesmo nas normas da gramática. b) o sentido da vida se constrói a partir do crescimento intelectual. UFMG De acordo com o texto. que variam conforme as convenções gerais de cada época. no outro. ou expressão. A resposta à questão inicial é simples. UFR-RJ “Enlou-cresça. d) vivencia as sensações do amor sem se entregar. Textos para as questões 119 e 120: “Pode um escritor.” 51 GABARITO 119. mas porque sabem tirar proveito da ruptura. está corretamente explicado pela frase entre parênteses. de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. destacado. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . […] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma. contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa. e não para escravizá-lo. pensa o poeta. assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. em valor. deve possuir função estrutural. (Refere-se à transgressão de função estrutural). c) Para eles. UFMG Em todas as alternativas. d) o sentido da vida se dá pela tensão entre crescimento e loucura. ficam os gramáticos. A língua existe para servir o indivíduo. é correto afirmar que: a) a língua não oprime os artistas quando os submete à vontade do Estado. e) sabe teorizar sobre os seus sentimentos. Pela perspectiva dos artistas. os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído. indica novas propostas para o futuro. impondo normas. o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado. só sabe o que é namorar quem: a) cultiva o hábito de fazer poesia. b) Ela pode dar impressão de firmeza. Sendo uma aventura intelectual. não dá. De outro.Interpretação de texto II Avançar . c) o crescimento e loucura são considerados processos incompatíveis.. Esse tipo de postura gerou um impasse. o emprego do termo. clamando por liberdade. Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras. os artistas. b) os artistas revelam o caráter transitório da norma culta ao infringirem-na. De um lado. em valor. o conhecimento do código de trânsito. e. dominar a norma culta do idioma não excede. Na maioria dos casos. dominar a norma culta do idioma não excede. de precisão.

etc. que não pudemos escolher: ‘cumpri ordens de meus superiores’. é preciso alterar esse modelo econômico. é preciso resistir a apelos emocionais da sociedade.. então. Sérios.) Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém.” SAVATER.. São Paulo: Martins Fontes. resistindo a apelos emocionais. pode-se concluir que o silogismo a que se refere o título do texto é encontrado em: a) Boa parte da população sobrevive com apenas um salário-mínimo e o salário-mínimo não dá para viver. Fernando. De onde vêm os remorsos? Para mim está claro: de nossa liberdade. Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. postas duas proposições. 52 Considerando essa definição. então. o salário-mínimo impõe miséria a grande parte da população. sensatos. chamada conclusão. Aqui o sério é temerário. A. ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: ‘Fiz sozinho. é claro) de nada e evitaríamos os remorsos. queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos. nem se daria ao trabalho de dizer nada. o adulto é irreal e o responsável é criminoso. ‘perdi a cabeça’.Texto para a questão 121: “Silogismo Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas. quando o pote da geléia que estava em cima do armário cai e quebra. que lesamos a nós mesmos — pouco ou muito — voluntariamente. ‘vi que todo o mundo fazia a mesma coisa’. Lóg. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser. eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua. Por isso. O Globo. (. É que. A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes. há circunstâncias que impedem o salário de ser maior. c) Um salário-mínimo maior prejudicaria o país. de Holanda. chamadas premissas. Dedução formal tal que. delas se tira uma terceira. Rio de Janeiro. Trad. Se não fôssemos livres. m. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim. ‘é mais forte do que eu’. inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. B. Texto para as questões 122 e 123: GABARITO “Ética para meu filho (. mesmo reconhecendo que é pouco. F. o país necessita da miséria de grande parte da sua população. adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível.. temos homens honrados e capazes. ou talvez até risse e pronto. estamos todos condenados a uma lógica do absurdo. nelas logicamente implicada. não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos.. UERJ silogismo. quebraria a Previdência. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia. o sensato é insensato. a criança pequena grita chorosa: ‘Não fui eu!’. mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. O país só é viável se metade da sua população não for. compreendemos que já estamos sendo castigados. Ética para meu filho. d) O salário-mínimo não garante vida digna para a maioria da população. ninguém me ajudou!’ Do mesmo modo. então. se não fosse assim. oportunismo político ou desinformação. Grita exatamente porque sabe que foi ela. nas circunstâncias. mas preferimos confessar-nos ‘escravos das circunstâncias’ quando nossos atos não são exatamente gloriosos. 121.Interpretação de texto II Avançar . Nova Fronteira. 1986. FERREIRA. Em compensação. L. 1997.. então. b) Precisamos manter nosso prestígio com a comunidade financeira internacional.. ‘não percebi o que estava fazendo’. ao crescermos. 24/03/2000. Monica Stahel. S. Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo. o salário não aumenta mais por exigência do mercado internacional. comprometeria o programa de estabilização do Governo.)” VERÍSSIMO. Do mesmo modo. ao agirmos mal e nos darmos conta disso.

. essas duas interpretações diversas do fenômeno cromático não devem ser pensadas como necessariamente incompatíveis. sendo provocadas por sua vez por processos físicos. uns 400 milhões de hectares. no texto I. b) o texto II faz uma reflexão sobre os fatos narrados no texto I. M. Assim. preocupou-se somente em estabelecer os critérios para a produção da cor enquanto fenômeno físico. em que se comenta o modo como o escritor alemão J. apenas uns 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. A respeito dos textos. UERJ O texto lido faz parte de um ensaio filosófico sobre ética. ou métodos de comparação. José Saramago. Prefácio à edição brasileira de A Doutrina das Cores. rios e montanhas.122. Na verdade já estava procurando distinguir as condições ou esferas mediante as quais o fenômeno da cor se apresenta. ao contrário de Goethe e Schopenhauer. mas como pontos de vista que se baseiam em critérios. Goethe e o físico inglês Isaac Newton compreenderam o fenômeno da cor.’ A identidade da cor varia de acordo com os critérios estabelecidos para sua compreensão enquanto fenômeno de consciência. andar para cima e para baixo. que é negado no texto II. Essa estratégia tem o seguinte objetivo: a) provocar a resposta direta do interlocutor. b) delimita o que é defendido e o que é atacado. b) ressaltar uma discussão teórica entre iguais. F. Nesse aspecto. sem fruto”. mas como aparece junto à luz. Newton. fenômeno na retina ou fenômeno físico. d) destaca a palavra dos outros como argumento de autoridade. d) revelar opiniões compartilhadas pelos interlocutores. Ora. de GOETHE. de Graciliano Ramos. e) as perspectivas pessimistas quanto ao uso do solo brasileiro.) encontra-se em estado de improdutividade.” GIANNOTTI. J. de abandono. c) ambos os textos propõem o uso racional das terras no Brasil. M. d) o texto I discorre sobre o aproveitamento agrícola das terras brasileiras. continuando o caminho de Goethe. 53 “Entristeceu. é de 850 milhões de hectares.. o que distingue basicamente a abordagem de Newton daquela de Goethe. “Goethe estava interessado nas condições necessárias para que o fenômeno das cores se manifeste. no qual o autor expõe seus argumentos em tom de conversa. 124.. incluindo lagos. mais tarde desenvolvida por Schopenhauer? Voltar Língua Portuguesa . c) identifica um embate como reforço do campo da sinceridade. 1993. caem por terra. é geralmente apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícola. considerando-se o sentido do texto II. W. Triângulo Mineiro-MG “A superfície do Brasil. São Paulo: Nova Alexandria. Um vagabundo empurrado pela seca”. o autor obtém o seguinte efeito: a) valoriza o argumento das outras falas. GABARITO 125. Para ele. W. UERJ Ao trazer para seu texto a citação de outras falas — por meio do emprego das aspas —. O restante (. Considerar-se plantado em terra alheia! Engano. 123. embora as críticas de Goethe se revelassem posteriormente inconseqüentes. actualmente. pode-se afirmar que: a) o texto II constitui uma representação estética da realidade contida no texto I. à toa! Como judeu errante. c) diminuir a assimetria entre o filósofo e o leitor. não basta dizer que a cor surge da luz. Schopenhauer. o principal mérito de sua análise é ter mostrado que a cor também existe como fenômeno que escapa à física. Mais ou menos metade desta superfície. luz e cores são fenômenos de consciência (sensações e percepções) cujas condições são ocorrências fisiológicas na retina e no sistema nervoso. IMPRIMIR No que diz respeito ao fenômeno da cor. Vidas Secas.Interpretação de texto II Avançar . é o primeiro a distingui-las claramente: ‘Do ponto de vista do sentido visual. A sina dele era correr mundo. PUC-RJ Leia o texto abaixo. inteiramente distintos.

não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida. e do futuro de um mundo caduco que o sufoca. fortaleza francesa que foi destruída em 1789. considero a enorme realidade. de uma história. ( ) Algumas autoridades estão assustadas com a possibilidade de que o homem atual possa vir a ter diversão. ignorando o passado e o futuro. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. ao lazer. p. Luiz Octávio de. estamos chegando ao final de um ciclo civilizatório durante o qual nunca se trabalhou tanto e em que. e) Ao voltar-se para a vida presente o poeta demonstra uma preocupação maior com o seu momento histórico. pois. não direi os suspiros ao anoitecer. porque isso significa que. não! Ou que sempre será assim? Esperemos que não! Na verdade. Carlos Drummond de.” ANDRADE. o tempo presente. a chinesa — foram esquecidos. os homens presentes. trazendo preocupações novas. neste final de milênio. não pretendendo. dos quais não pretende mais se afastar. à diversão. Mas. 54 Todas as alternativas seguintes correspondem a uma leitura possível do poema drummondiano. opta por conhecer a realidade de seu próprio tempo. O tempo é a minha matéria. 1998. pode-se incluir a de buscar meios de viabilizar o acesso da população. exceto: a) O autor de “Mãos dadas” quer unir-se a seus semelhantes para libertar-se do passado. as cidades apresentam dificuldades de se organizarem em formas que não sejam pelo trabalho. surgiram jornadas de trabalho brutais. 9. assustando algumas autoridades. a romana e. ( ) O autor responsabiliza as jornadas de trabalho brutais pela devastação da natureza. F. ao entretenimento. UnB-DF “O trabalho é a principal atividade do ser humano? Quase todas as pessoas responderiam afirmativamente a essa questão. p. Não nos afastemos muito. não nos afastemos. U. como a grega.126. vamos de mãos dadas. de certa forma. o trabalho converteu-se efetivamente na primeira necessidade humana. como a recessão e a violência. muito novas mesmo…” LIMA CAMARGO. principalmente a urbana. Viçosa-MG Leia atentamente o texto: “Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. que raramente o questionamos. Também não cantarei o mundo futuro. voltam com força total. do presente. não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. Estou preso à vida e olho meus companheiros. Não serei o cantor de uma mulher. lazer e entretenimento como ideais de vida. ( ) Entre as “preocupações novas” das autoridades. ( ) Infere-se que. Entre eles. São Paulo: Moderna. tendo em vista que as “jornadas de trabalho brutais — fazem alusão ao início da Revolução Industrial na Inglaterra e que os “símbolos preciosos da civilização” incluem a Bastilha. o autor tece comentários acerca de fatos históricos ocorridos na segunda metade do século XVIII. 118. A diversão. a vida presente. Nesse período. o entretenimento — ideais de vida de algumas civilizações antigas. GABARITO A partir do texto. Antologia poética. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Rio de Janeiro: Record. Vivemos hoje um modelo de vida tão assentado sobre o trabalho. c) O poema revela-nos um eu-lírico que. Mas será que sempre foi assim? Sem dúvida. “Introdução”. pela primeira vez na História. destruíram-se símbolos preciosos da civilização e as cidades passaram a ser vistas apenas como espaços de trabalho e produção. O presente é tão grande.Interpretação de texto II Avançar . 1998. em breve. d) O poeta busca a convivência com os outros homens à sua volta. o lazer. ( ) Atualmente. In: Educação para o lazer. tendo em vista a existência de graves problemas. a paisagem vista da janela. entregar-se aos devaneios e à solidão. b) O poeta renuncia ao isolamento voluntário e reafirma sua solidariedade aos companheiros. 127. devastou-se a natureza. julgue os itens que se seguem. nesse texto. não haverá mais quem trabalhe.

Dê.: O leitor lê Veja porque a revista não traz notícias ruins.: Para o autor. mas com inquestionável empenho. (01) “Veja: uma revista tão boa que as notícias nem precisam ser ruins. Opinião. quando João Ubaldo diz “…se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados…”. com base em minha memorável participação nas peças do jardim de infância em Aracaju. começam a ficar macambúzios na hora em que ouvem a musiquinha de encerramento do Fantástico. a síndrome ataca de igual maneira. chegou a verões. quem lê deve ser capaz de inferir que a memória do escritor já o traiu pelo menos uma vez antes. como também não quero ser chamado de vagabundo. se transmuta em invernos. 128. procurando pistolões. Alguns. se o ex-ministro Magri. Opinião. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 7. 29) – Inf. Nada de aposentadoria. onde certa feita interpretei ‘Tatu subiu no pau’. E manda a ética que me recuse a recorrer a pretensas vantagens derivadas de relacionamentos pessoais. não ele). Ao trabalho. (02)“Vinho Mercosul no mundo. outros compromissos.” (Época. p. 5/7/99. 29/9/99. a fim de recuperar o que não foi dito explicitamente. Além disso. logo. com meus próprios horários e sem chefe ou patrão por perto. p. Argentina em primeiro lugar e Brasil em terceiro são premiados na Turquia. Antônio Carlos. Podia estar aposentado. mas a verdade é que. a Internet deixou de ser novidade e 5 milhões de brasileiros já não podem mais viver sem computador. o povo era elegante. jun. Cad. sempre é afável comigo. 5/9/99.” (Istoé. 103) – Inf. 7) – Inf. (…)” O Globo. que não os mencionados. Eu. mas não só levantar a papelada me infunde pânico. dos saudosos 30 mil dólares. e. UFMS Na construção do sentido de um texto. começo na manhã da própria segunda.: Os outros produtos do mesmo tipo não têm a garantia HTP.: Quando usava outros tipos de vestimentas. outra crônica.” (Revista do Mercosul. nada disso. 1999. como resposta. não. argumentando comigo mesmo que desfruto de certa liberdade. eis que. já está em outonos e. E o dr.” (Roberto Campos.” (Raça. o ministro Ornélas ou foi meu aluno ou quase foi — é o segundo ou terceiro ministro que foi meu aluno. se bem que ele próprio aposentado. (16)“Sem alarde. eu também posso). Antônio Carlos. a soma das alternativas corretas. Lá vêm outra semana. 27/9/99. O único clarificante e floculante de piscina com a garantia HTP. p. 28) – Inf. Não. logo. apesar de não sofrer as mesmas pressões que um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas. O Globo. eu também podia recorrer ao dr. 84) – Inf.” (Veja. enfim. pondo a mão no meu ombro.Texto para as questões de 128 a 131: “Segunda-feirite aguda João Ubaldo Ribeiro. Com base nessas explicações. Quis muitas vezes descondicionar-me. (04)“A dupla jeans e camiseta e roupa feita em série acabaram com a elegância do povo. pôde. p. mas não adianta. como sabemos. aquela(s) em que a inferência feita não se sustenta a partir do fato mencionado. p. que me conhece desde rapazinho (eu. especialmente por um ex-colega de magistério. 55 Trabalho desde os 17 anos — já lá se vão 41 do que começou como primaveras. (08)“Continuamos incapazes de duas coisas: ligar causa e efeito e aprender do passado. me chama de ‘ilustre representante da esquerda democrática’. aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô ou a pleitear uma vaguinha no Retiro dos Artistas. Não tenho queixa./jul. outras chateações. a incapacidade de ligar causa e efeito e aprender do passado são características imutáveis de nossa mentalidade. 1998. 6/10/99. p. entre as alternativas apresentadas abaixo. como não está a meu alcance aspirar ao marajanato (sei que esta palavra não existe. sem muito sucesso. p.: Os demais países do Mercosul não se inscreveram no Festival de Vinhos na Turquia. 57) – Inf. nem de tentar facilitar a vida. ago. o leitor competente deve saber ler nas entrelinhas. também padeço de segundafeirite que acomete todos os trabalhadores. já depois de muito tempo trabalhando em casa. Cad.: Antes a Internet era novidade e 5 milhões de brasileiros podiam viver sem computador. Por exemplo. mas posso perfeitamente inventá-la. reconheça. lá vem a segunda-feira. morre de rir quando o crítico e. se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados. fico um pouco melancólico. é necessária na atual conjuntura.Interpretação de texto II Avançar . ou seja. deve ser capaz de fazer inferências. (32)“Max Floc.

que indica inflamação e que está presente também em bronquite. como resposta. Antônio Carlos. (64)João Ubaldo Ribeiro assume um tom irônico que perpassa todo o texto.”. como. a performance do menino João Ubaldo não foi das melhores. (08)Em “…eu também podia recorrer ao dr. o autor emprega o sufixo grego -ite. (04)A forma verbal pôde é um dos casos de palavras que admitem dupla acentuação. (64)Pessoas que exercem determinadas profissões. a concordância do adjetivo com os substantivos que o antecedem poderia ter sido feita também no masculino plural. (08)O direito de inventar palavras que o autor se atribui apóia-se no exemplo do exministro Magri. ou seja. rinite e gastrite. 131. a de escritor. UFMS Assinale abaixo a(s) alternativa(s) verdadeira(s). Dê. identifique aquele(s) que seja(m) adequado(s) ao texto lido. (32)A segunda-feirite ataca todos os trabalhadores já no final da noite de domingo. o que significa que poderia ser substituída por pode indiferentemente. identificam-se as várias fases da vida humana às estações do ano. (04)Embora a peça “Tatu subiu no pau” tenha tido êxito de público. o resultado seria “…não está ao meu alcance aspirar-lhe…”. (02)Em “…aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô…” o advérbio provavelmente acrescenta ao conteúdo proposicional do enunciado a indicação da modalidade sob a qual ele deve ser interpretado. João Ubaldo Ribeiro faz uso do sufixo latino ato que forma substantivos a partir de adjetivos. como o dr. o conector se estabelece uma relação de condicionalidade com o que foi dito anteriormente. acabam sendo menos afetadas pela síndrome da segunda-feira do que os trabalhadores comuns. o verbo morrer pelo advérbio de intensidade muito. pelo fato de obedecer a princípios éticos. UFMS Dentre os enunciados abaixo. (04)As aspas em “ilustre representante da esquerda democrática” têm por função indicar uma expressão atribuída a uma outra voz. inconformado.Interpretação de texto II Avançar . uma vez que foi usada uma palavra no lugar de outra.129. (64)Se em “…não está ao meu alcance aspirar ao marajanato…” utilizássemos um pronome pessoal para substituir o objeto indireto. (01)No início do primeiro parágrafo. (16)Para construir o vocábulo marajanato. que não a do locutor. como em baronato. Dê. desesperado. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o escritor admite estar caminhando para o inverno da vida. como resposta. (32)A palavra macambúzio significa revoltado. (02)Em “…se bem que ele próprio aposentado. a soma das alternativas corretas. (02)O autor afirma que ainda não pediu aposentadoria apenas porque não tem condições financeiras para se sustentar. no caso do texto. (32)Já para criar segunda-feirite. Antônio Carlos. como resposta. (01)Sendo quase sexagenário. UFMS Marque a(s) proposição(ões) que não está(ão) correta(s). Dê. sujeitos a horários e normas rígidas. (16)A figura de linguagem presente em “…morre de rir quando o crítico…” é a metonímia. ou seja. que me conhece desde rapazinho (eu. (08)Em “…um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas…”. e na necessidade da situação atual. eles somam argumentos para apoiar ou justificar a não-aposentadoria do autor. não ele)…” a informação entre parênteses vem corrigir uma possível ambigüidade de sentido. por exemplo. (01)Os conectores não só… como também e além disso são utilizados para ligar enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão. 56 GABARITO 130. a soma das alternativas corretas. (16)O escritor não admite recorrer a favores de ex-alunos ilustres. também ele inventor de palavras. a soma das alternativas corretas.

a autora faz uma crítica da sociedade californiana do século XX. poeta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . p. a nurse midwife chamada Joyce faz o parto. os dias estão azuis dignos de uma crônica de Rubem Braga.75 dólar. Smart Symphonies. a autora informa ao leitor que ela escreve seu texto ouvindo música. comem-se muita verdura e fruta. nº 30. ( ) A menção reiterada de grandes quantidades e o uso do grau comparativo de superioridade constituem um recurso estilístico que demonstra a profunda admiração da autora pelos hábitos californiamos. tomamos vinho e comemos bolo de nozes. 57 A partir do texto acima. o desodorante era maior do que um pão de forma que era maior do que a presuntada que era maior do que um garrafão de suco de tomate maior do que o vidrão de peanut butter. as ruas espalhadas. o imigrante passa a cada instante. classic music to help stimulate your baby’s brain development . ouvindo música clássica de um disco que o Raphael ganhou na maternidade given to over a million new parents in hospitals across America. UnB-DF “Notícias da Califórnia Aqui são quatro horas mais cedo. corta o meu coração. de Ana Miranda. GABARITO ( ) Assim como Gregório de Matos Guerra fez uma crítica da sociedade baiana do século XVII. um sentimento vitorioso.Interpretação de texto II Avançar . em vez de dizer Push diz Purra! Purra! pois ouviu meu filho dizer. o chicano passa a cada instante” pode ser substituída. a garrafa de champagne era mais alta do que eu. fazemos de noite uma ceia para comemorar o nascimento. a polícia passa a cada instante. tudo aqui tem o mesmo gosto. a cidade é calmíssima. eu me sentia uma liliputiana no país de Gulliver. o texto de Ana Miranda classifica-se como crônica. todo mundo de carro. a massa de pizza vem num saco com sessenta. ‘Empurra!’ Fotografo até cansar de gastar os sessenta filmes do pacote. parece uma cidade de papel onde tudo é florido e arrumado e limpo e vigiado. ( ) A seqüência “a polícia passa a cada instante. por a polícia. ( ) Com a metáfora final do texto. Ana. entre outros romances. as frutas são coloridas mas sem sabor. é lindo! He’s pretty and pink diz a nurse. tudo era apavorante. de noite esfria. o imigrante passa a cada instante. hot-dogs e fumamos charutos e tudo nos embriaga de felicidade. 9/99. ( ) A exemplo da tipologia textual. apenas alguns. de eternidade. (…) eles mesmos lavam o carro num posto de gasolina. faz calor mas não muito. (…) filmo o nascimento do Raphael. escritora brasileira. com vantagem estilística e sem prejuízo de qualquer natureza. tudo aqui é em quantidades vertiginosas. a arquitetura do medo. ameaçador. as geladeiras são repletas de guloseimas. ah. o neném nasce e chora.” MIRANDA. o imigrante e o chicano passam a cada instante. associada a Rubem Braga. o suco de laranja (que tem gosto de beterraba que tem gosto de pastel) vem num galão. o tubo de pasta de dentes era maior do que um tênis do Shaquille O’Neal. por causa dos terremotos. fomos a um mercadão de varejo. autora de Boca do Inferno. e as estruturas levíssimas. claro. assim como o leite.132. a maçã tem gosto de melancia que tem gosto de cereais que têm gosto de macarrão que tem gosto de waffle que tem gosto de vinho de Napa Valley que tem gosto de graveto que tem gosto de pão que tem gosto de ceasar salad que tem gosto de syrup que tem gosto de nescafé. o chicano passa a cada instante. 19 (com adaptações). a mãe sofre dores atrozes e mia feito um gatinho abandonado. Caros Amigos. pagam 1. não há edifícios de mais de três andares. enquanto ouço vou também desenvolvendo o meu cérebro e aprendendo a aferir os encantamentos na máquina de um amigo. julgue os itens seguintes.

ofereci pó… À toa: não fez efeito. Utilizei o bonde. Virei pirata: Dei em cima dela de todas as maneiras. o narrador faz três investidas sucessivas que podem ser assim resumidas: elogio da beleza física da mulher. o autor emprega. oferecimento de vantagens materiais e chantagem emocional. fica claro que o narrador oferece à jovem uma caixa de pó-de-arroz. In: Poesia completa e prosa. simultaneamente. Fiz versinhos. duas figuras de linguagem da retórica tradicional: um hipérbato e um clímax. ( ) Para conquistar sua amada. 1974. julgue os itens que se seguem. Pastilhas purgativas: É impossível que não faça efeito!” BANDEIRA. Mas eu mato ela na cabeça: Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas. Escrevi cartinhas e pra acertar a mão.Interpretação de texto II Avançar . Rio de Janeiro: Aguilar.19) há a mesma informação semântica. Que ela era gostosa. Que ela era bonita pra burro: Não fez efeito. p. Então banquei o sentimental Fiquei com olheiras. em “À toa” (v. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nôzinho. o passeio a pé. o automóvel. Me rasguei todo. ( ) Apesar de se tratar de construções sintáticas diferentes. UnB-DF “Rondó de Efeito Olhei pra ela com toda a força. ( ) No verso 9. produto de maquilagem muito usado pelas moças de pele alva. Falei de macumba. Ajoelhei. Disse que ela era boa. Meu Deus que mulher durinha! Foi um buraco na minha vida. ( ) Entre os versos 11 e 15. 406-7. romance primoroso e por tal forma comovente [que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas… Perdi meu tempo: não fez efeito. Mafuá do malungo. Manuel. li Elvira a Morta [Virgem.10) e “Perdi meu tempo” (v. 58 Com base no texto acima. Chorei.133.

). Fempar Segundo o texto. 21 de julho. O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. Magda. vai-se constituindo em disciplina curricular. 1999. 53. à qual o texto se refere. Fempar A ironia. 1998.“ SOARES. Para os outros. b) desemprego. Veja. perspectivas. o principal órgão de pesquisas sociais do país. INSTRUÇÃO: Responder às questões 137 a 139 com base no texto. uma perspectiva cultural. empregam menos trabalhadores com escolaridade mínima. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. uma perspectiva social. com a modernização. viadutos. c) a intervenção do governo na economia ter sido devastadora. a palavra que melhor traduz “enorme problema” é: a) sobrevivência. Durante mais de uma década. para o país. por isso. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. c) globalização. ao longo do tempo. já não precisam tanto de força física. que considera as condições sociais de produção de um determinado conhecimento. uma perspectiva política. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. que busca identificar os pressupostos ideológicos que levam a instituir um certo conteúdo em disciplina curricular e que subjazem aos objetivos e procedimentos de ensino dessa disciplina. que considera os processos de aprendizagem de um conteúdo específico. São Paulo: Educ. hoje. Apud: BASTOS. uma perspectiva psicológica. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1o grau completo ou nem isso. e) o descompasso entre modernização e economia. está no fato de: a) graças a sua ineficiência. o governo abandonou estradas. p. ”Uma reflexão sobre o ensino de todo e qualquer conteúdo pode e deve ser feita de várias e diferentes perspectivas: a perspectiva da própria ciência de que se recortou o conteúdo para constituir uma disciplina curricular. Para garantir a sobrevivência. deixou ruas se esburacarem. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. que relaciona a disciplina e seu conteúdo com as características. Segundo o Instituto. e) o governo ter aquecido e desaquecido a economia.Texto de referência para as questões 134 a 136: ”ELES SOBRARAM Os números do IBGE. as condições sociais daqueles a quem se destina o ensino e daqueles encarregados de ensinar. Assim que a economia voltar a crescer. que reconstrói os processos por meio dos quais um certo conhecimento vai-se configurando como saber escolar e. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. o horizonte é desolador. a escola. Fempar Pela essência do texto. e) modernização. d) educação.“ VALENTINI. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. o papel e função atribuídos pela sociedade à instituição em que ensino e aprendizagem ocorrem.Interpretação de texto II Avançar . d) empregar e desempregar serem tarefas do governo. uma perspectiva histórica. 135. ensino. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. a principal causa do “retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro” é: a) a existência de quase metade da população brasileira sem escolaridade mínima e. conseqüentemente. 105. 136. Isso porque as empresas. subempregada. Cintia. as expectativas. E o desafio. Neusa (org. o governo poder oferecer trabalho para a massa de subtrabalhadores. Língua portuguesa: história. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. 59 134. as necessidades do grupo cultural a que se destina seu ensino. c) a modernização das empresas que. por uma ironia de seu passado recente. p. isto é. única saída para os desempregados. d) o desaquecimento da economia que não permite a contratação da força física do trabalhador. mas que os deixa desassistidos. b) o avanço da economia informal. b) a economia brasileira ter estagnado e voltado a crescer pela influência do governo.

2. Pela análise das afirmativas. ao “como” se aprende determinado conteúdo. II. 3. “objetivos e procedimentos” correspondem. d) II e III. ou seja. Cada uma das perspectivas é caracterizada por uma ou mais orações adjetivas. 60 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . F. facilitando a leitura. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão considerando a veracidade das afirmativas apresentadas de 1 a 4. aluno e o contexto em que interagem. O uso do ponto-e-vírgula entre as diferentes perspectivas hierarquiza as informações. d) psicológica diz respeito. e) 3 – 4. b) I e III. Pelotas-RS Sobre as diferentes perspectivas apresentadas no texto. III. respectivamente. 138. I.137. estruturas de natureza semelhante. U. 139. “todo e qualquer conteúdo” equivale à totalidade de um conteúdo. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) I e II. “ensino e aprendizagem” relacionam-se como causa-conseqüência. c) política se refere ao modo de pensar dos responsáveis pela definição dos conteúdos a serem ensinado. sobre a forma como as perspectivas são apresentadas. U. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão com base nas afirmativas abaixo. b) 1 – 2 – 4. e) da própria ciência se relaciona à área de conhecimento específica do conteúdo a ser ensinado. A estrutura do parágrafo apresenta paralelismo. F. 1. F. prioritariamente. c) 1 – 2 – 3. “pode e deve” sugere uma gradação. Pela análise das afirmativas. só não é correto afirmar que a perspectiva: a) histórica precisa o momento em que determinado conteúdo passou a ser ensinado. e) III. d) 2 – 3 – 4. a metas e ações. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) 1 – 2 – 3 – 4. b) social envolve professor. U. 4. c) I. II e III.

conduz a uma leitura oposta a essa expressão popular. país não limítrofe com o Brasil. defendido por muitos especialistas. existem dois tipos de solução: as células fotovoltaicas e os aquecedores solares de água (. F. o Ministro das Minas e Energia quer antecipar as datas do programa de implantação de termelétricas.. um significado preciso. Alimentadas principalmente pelo gás natural boliviano (. a iniciativa tende a levar o país a utilizar um combustível cuja queima deverá lançar na atmosfera grandes quantidades de poluentes. Nesse caso. 140. b) A energia eólica e a energia solar – provenientes de combustíveis fósseis – não evitarão o blecaute no Brasil. para eles. prevê a utilização de um combustível fóssil. equivale a embarcar com todas as malas numa canoa furada.... (. (. remete à necessidade de a população encarar a possibilidade de um blecaute. embora ela diminua o peso das hidrelétricas. Pelotas-RS De acordo com o texto e seus conhecimentos. Assinale a alternativa com a frase que. (Adaptado). no total da produção de energia brasileira. fornece uma quantidade significativa de gás natural. na expressão “combustível fóssil”.) A energia solar é outra fonte a ser considerada.. (.). essas usinas deverão somar mais de 15 mil MW ao sistema elétrico. e) a expressão “energia solar” remete à idéia de energia proveniente da reflexão total dos raios luminosos por parte da Terra. um significado preciso.) Sem dizer com todas as letras. é possível afirmar que: a) o pronome “isso” remete a uma expressão que aparece depois dele. Segundo afirmam. tem.. A iniciativa vem sendo debatida por especialistas da área. para os críticos do programa de gás natural.” Revista Galileu. por causa do não aproveitamento de todos os nossos recursos energéticos. Pelotas-RS O título do texto — Um túnel no fim da luz – inverte uma expressão de uso popular. porque a Bolívia. porque são ilimitadas as reservas desse combustível. contendo informações cientificamente corretas. ficará sob controle com a aplicação de programas adequados. Para exorcizar a ameaça.. U. F. c) a existência de nexos de concessão ao longo do texto justifica-se pela necessidade de o autor apresentar apenas argumentos convergentes às idéias apresentadas. no Brasil. d) Os programas do governo federal representam a esperança de que o blecaute não chegue ao Brasil. e) O problema da falta de energia. que significa “embora não declare explicitamente”. d) a expressão “sem dizer com todas as letras”.) O programa de gás natural.. 141.Interpretação de texto II Avançar .. 61 GABARITO a) A inevitável falta de energia não virá de imediato. b) a palavra “fóssil”. para certos críticos. isso é o que o governo federal dá a entender.As questões 140 e 141 baseiam-se no texto a seguir: ”Um túnel no fim da luz O fantasma do blecaute ronda o Brasil. c) O fantasma do blecaute ronda o Brasil. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A palavra fóssil tem.. U.). o que.

a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso. ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka. Pois Lírio acabou reprovado. o mesmo deve ter melhorado suas potencialidades como repórter após ter se submetido ao teste da grafologia. Lírio hoje trabalha em um dos maiores jornais do país. 08) As inferências são duvidosas porque o teste de caligrafia não é um dispositivo científico. e um psicólogo que nem o conhecia decretou: o candidato não tinha a agilidade. como resposta. 02) Se o psicólogo não conhecia Lírio. cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos. a soma das alternativas corretas. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. fez com que se sobressaísse a ponto de ganhar menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo. A folha foi enviada a uma empresa do Recife. Portanto. 16) As inferências não são duvidosas porque 30% das empresas grandes e médias usam a grafologia para selecionar candidatos. as inferências são duvidosas. 04) a denúncia sobre o Banco Marka. A grafologia pode até acertar algumas vezes.Texto para as questões 142 e 143. como podia estabelecer seu perfil negativo? Por isso. a criatividade e a intuição que o cargo exigia.“ Superinteressante. Dê. Este ano. Como ele soube? Simples. 55. julho de 2000. Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna. 02) Lírio deve ter melhorado a forma de escrever. a 2000 quilômetros da sede de A Tribuna. muito pelo contrário. p. procurou dar contornos mais adequados a sua letra. 16) as habilidades das pessoas para as mais diversas profissões não podem ser avaliadas exclusivamente pelo tipo de letra. feita por Lírio. As linhas de Lírio não chegavam ao fim da folha. ”O que diz a letra Em 1995. 143. Ou seja. é correto afirmar que: 01) a grafologia é um teste altamente eficaz para avaliar a profissão de repórter. 62 142. como resposta. técnicos e administrativos. Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor. 01) As inferências duvidosas atribuídas a Lírio decorrem da sua pouca idade. pois conseguiu emprego em um jornal importante. 04) As inferências são duvidosas porque alguns psicólogos condenam o uso da grafologia como técnica de avaliação. Unioeste-PR Segundo o texto. Com base nessa afirmação. Mas errou com Sérgio Lírio. Lírio foi descartado. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa. Pronto.Interpretação de texto II Avançar . Unioeste-PR Observe que a expressão essas inferências duvidosas retoma um recorte textual anterior. 32) o tipo de letra é um item que deve ser considerado somente durante a entrevista. Francisco Lopes. Com essas inferências duvidosas. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com tema livre. Dê. indique a(s) alternativa(s) incorreta(s). suas letras não se curvavam impetuosamente. Tarefa simples. 64) a forma como lírio escreve. aquele que culminou com a queda do presidente do Banco Central. a soma das alternativas corretas. 08) o êxito de Lírio comprova que a grafologia não é um método justo de avaliação. foi um sinal de audácia. de Vitória. 32) As inferências são duvidosas mediante o que está disposto na análise da letra de Lírio. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

Como. anjos. deixando de lado o ‘porquê’. surgem teorias de conspirações clandestinas e o governo (em muitos casos.Texto para as questões de 144 a 146: “Nestes tempos ‘pré-milenares’. Observamos também o crescimento do desprezo pela ciência e pelo que ela tem a dizer sobre o mundo. A julgar por esses livros. capaz de curas milagrosas e de viagens interplanetárias. em que tudo se transforma tão rapidamente. Ela é encontrada em sua humanidade e na poesia que revela. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . Esse excesso de informação. Parte da culpa pertence. podemos reconciliar a ciência com o grande público. 1999. de suas idéias e descobertas. Folha Mais. Caderno 5. Certas questões são exclusivas da ciência. especialmente nos meios de comunicação de maior penetração. como a televisão ou o cinema. Ela é encontrada no próprio ato criativo. não creio que a ciência esteja simplesmente redescobrindo ‘verdades’ descobertas através da meditação ou de uma conexão mística com o mundo. O acesso fácil aos computadores e às telecomunicações criou uma aldeia global. O fundamental é saber discernir os limites de ambas. como nas religiões orientais. Marcelo. Ela é encontrada na paixão com que os cientistas devotam toda uma vida na tentativa de desvendar os mistérios do mundo à sua volta. Uneb-BA É comprovável no texto a afirmação: a) O homem da virada do milênio está ávido por uma compreensão da realidade metafísica. 12. enquanto uma intolerância generalizada ameaça polarizar ainda mais a sociedade. Enquanto a ciência tenta entender o ‘como’. ao público. Inevitavelmente. Essa situação está gradualmente se transformando. p. proporcionada pelas telecomunicações. A tecnologia é muitas vezes percebida como uma espécie de monstro. onde a troca de informação entre diferentes culturas e pessoas do mundo é mais fácil e barata do que era em qualquer outro período da história humana. o apetite das pessoas por verdades e certezas mais permanentes vem atingindo níveis jamais vistos ou mesmo previstos. pouco se preocupando com o ‘como’. então. O que ainda vemos. uma atividade fria e manipuladora. mas também de produzir armas que poderiam aniquilar a vida na Terra. como ‘O Tao da Física’ de Fritjot Capra. necessariamente. enquanto outras pertencem somente à religião. Ciência e espiritualidade. suas diferentes missões e o simples fato de elas serem necessárias para a nossa existência. ao mesmo tempo inspirador e aterrorizador. A espiritualidade da ciência não é encontrada através de comparações entre suas descobertas e as práticas e ensinamentos de diversas religiões. Paulo. de várias superstições (gnomos. sem dúvida. Ou as pessoas de Deus. à comunidade científica: historicamente. claro. 18 jul. A ciência é considerada a antítese da espiritualidade. na maior parte desses veículos. mas muito ainda precisa ser feito. a religião aceita o ‘porquê’ baseada na fé. aquele momento de autotranscendência que desafia qualquer explicação racional. sua distorção? Vários livros de divulgação científica tiveram sucesso por revelar uma conexão entre ciência e espiritualidade. O resultado é uma sensação de pânico e abandono avidamente explorada por oportunistas que se apresentam como a única alternativa em um ‘mundo louco’. Infelizmente. poucos cientistas dedicaram parte do seu tempo à divulgação. 63 GABARITO 144. desenvolvendo-lhe a espiritualidade. d) O avanço tecnológico propicia ao ser humano uma melhor qualidade de vida. b) Os diferentes períodos históricos vividos pelo homem têm sido marcados por uma constante necessidade de integração cultural entre diferentes povos. causa muita confusão e estresse na cabeça das pessoas. não creio que o caminho usado por esses autores revele a espiritualidade da ciência de forma correta.” GLEISER. tem levado o homem a aprofundar o seu autoconhecimento. e) Os governos têm sido intolerantes com a comunidade científica. Acredito que essa concepção completamente errônea do que é a ciência e de como ela funciona seja a responsável por sua impopularidade. depende do sensacionalismo barato e de distorções da imagem do cientista ou de seu trabalho. fazendo com que sua divulgação não traga. c) A massificação do conhecimento. a resposta deve revolver em torno de uma reconciliação entre ciência e espiritualidade. merecidamente!) perde a sua credibilidade. descontados os fãs. fadas e outras criaturas fantásticas) e de pregadores da ‘verdade’. Com isso. In: Folha de S. dedicada a tirar Deus das pessoas. observamos a proliferação de seitas da ‘Nova Era’.

135 e 136. ligados à meditação. foi cumprida a minha missão. UFBA 64 GABARITO “Da janela do meu quarto vi. com a capota arriada. Vi logo que Ermê havia recebido a aprovação de todas. agora resolutamente. ações ardilosas e desumanas. de caráter inteiramente voltado para a essência das coisas. em direção à casa. tia Julieta. Acho que é esta casa. a espiritualidade da ciência consiste em: a) haver a necessidade de os cientistas serem religiosos. Dê. Por instantes Ermê pareceu ouvir o som do vento na árvore. não sei por que mas estou com medo. e) ultrapassa os limites do racional. onde as tias estavam. disse Ermê. contrastando com o espaço interior sombrio das personagens. …………………………………… Quando engoli o primeiro bocado. (32)O Salão de Banquetes é um espaço sombrio destinado à prática de ações humilhantes contra os transgressores da hierarquia familiar. como mandava o Decálogo. (64)O fato de a tia Julieta passar o anel para o dedo do primogênito simboliza o rompimento de uma tradição familiar prescrita no Decálogo. In: Feliz ano novo. fazendo brilhar os negros trajes a rigor que as tias e dona Maria Nunes usavam. 147. Levei Ermê para a Sala Pequena. retirou o Anel de seu dedo indicador. (16)As personagens membros da família estão presas a princípios conservadores. ela é muito bonita mas é tão sombria! Você está com medo é das tias. p. Nau Catrineta. o carro de Ermê. Na mesa grande do Salão de Banquetes. (02)A cena em destaque é ilustrativa do momento de passagem do protagonista para um outro estágio de vida: o de auto-afirmação através do casamento.” 146. que eu nunca vira ser usado em toda minha vida. b) é mal interpretada pelas pessoas por causa da ação exclusiva dos oportunistas. depois olhou na direção da casa. e o final da narrativa é maniqueísta. Com um gesto abrupto. a ciência: a) caracteriza-se por ser uma atividade exercida pelo cientista com impessoalidade e impassibilidade. …………………………………… Da janela do meu quarto vi que a madrugada começava a raiar. a soma das alternativas corretas. como se soubesse que eu a estava observando. 1989. avise às outras. d) comprovar as verdades de natureza mística. subir o caminho ladeado de hortênsias e parar em frente à alta casuarina que se erguia no centro do gramado. 129. São Paulo: Companhia das Letras. As luzes do imenso lustre estavam todas acesas. ao revelar conhecimentos sobre as primeiras causas das coisas. mas também subjetivo. Os fragmentos acima e a trama do conto permitem afirmar: (01)O narrador-personagem evidencia plena consciência e domínio da situação em que Ermê se vai envolver. entrar lentamente pelo portão de pedra. para preservá-los. através de ações não só de caráter objetivo. como as outras.Interpretação de texto II Avançar . (08)A luta entre as forças do bem e do mal é evidente. Vesti minha casaca. b) aplicar. Eu queria terminar logo a minha missão. varada por um frio que não existia. iluminado pelo claro brilho da lua cheia. d) cria uma situação de desconfiança entre os homens. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . eu disse a tia Helena. conhecimentos do mundo oriental. A brisa fresca da noite de maio punha em desalinho os seus finos cabelos louros. pregadas por diferentes religiões.” FONSECA. não importando. já que está se perdendo no materialismo científico. e trataram-na com muito carinho. Será nesta noite mesmo. com muita pompa e cerimônia. sentada. Elas ficaram impressionadas com a beleza e a educação de Ermê. em volta da mesa. acelerou o carro e partiu. (04)O texto se estrutura dentro de uma ambivalência traduzida no espaço físico iluminado. como resposta. e esperei que me viessem chamar. a não ser dentro dela. colocando-o no meu. c) distancia-se cada vez mais do homem. c) criar ela o seu próprio universo. Desci para recebê-la. Rubem.145. pois busca o desvendamento do desconhecido através “do ato criativo. que me observava atentamente. Uneb-BA Para o autor. Uneb-BA Segundo o autor. eu disse. e) ter ela por objetivo a busca do desvendamento de um mundo desconhecido. e passou o cachecol em torno do pescoço. na ciência. Estou com medo.

sacudindo a cabeça e fazendo um bico com a boca. com intermediação do padre. em que europeus se sujeitaram à pressão para integrar-se às ações militares. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. nos dois casos. Ah.148. 1982. O principal tema do governo dos Estados Unidos é. É que a situação mudou. Janio de. mais sensibiliza a opinião pública americana. a gente nunca. lá e no mundo. eu sumir? Como que eu posso sumir. possa ser. Vozes conhecidas.” FREITAS. Granada. não vão ter surpresas com a IPI. diante de um impasse de ordem política. 5. Não sei. Os jornalistas que viveram as redações no período da Guerra Fria. Essa terra. (08)não consegue acompanhar a transformação por que passa o mundo. International Public Information — sugere projetos tendentes a chocar a opinião pública e suscitar reações. e isso não é vida de homem. ao perceber que está se distanciando do seu espaço de origem. depois da Europa. diz o padre. o que é que deixam com o homem? Nada. Nem da Europa. Não acredito que Antunes possa lhe sustentar. p. pois está imbuído de valores relegados pelo processo civilizatório. é um enterro. se primeiro eu sou eu e fico aí me vendo sempre. sem contar as muitas intervenções menos demonstradas.” RIBEIRO. com Ancrísio Antunes. A criação da nova agência — IPI. com as pernas escarranchadas e ficou com a cabeça pendurada. não sei. 65 Com base no fragmento e no romance como um todo. diz o padre. Por que vosmecê não some? Eu sumir. (64)age com determinação e rejeita imposições de qualquer natureza por valorizar sua liberdade. anterior à guerra do Vietnã. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e enfiou as duas mãos pelo meio da batina. a opinião pública tomou consciência da desumanidade implícita nas intervenções militares e da costumeira falsidade de suas motivações. p. Uma vida. como resposta. uma relação de dependência econômica. não fizesse disso um problema interno. (02)tenta reatar o seu passado ao presente. não posso sumir de mim e eu estando aí sempre estou. a soma das alternativas corretas. In: Folha de S. porque eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. mas não de conseqüências na política ou na sociedade dos Estados Unidos. Caderno 1. Quem some é os outros. a agência UPI. é América ainda. disse o padre. Iraque e Iugoslávia. (32)mantém. a América Latina. (16)simboliza o indivíduo que tem a violência como afirmação de sua identidade. está uma frouxidão e um homem não sabe de quem depende e querem mudar tudo e nunca vai adiantar. Porque. não vale quase mais nada. Dê. Quintal embora. que se mostre contra intervenções militares e outras operações do poder americano. Haiti. Pentágono e Departamento de Estado. que muda por questões de ordem religiosa. se tiram os recursos do homem. já foi uma boa terra. passando do discurso à ação. isso não.Interpretação de texto II Avançar . Paulo. 17 ago. agora. Hoje essa terra não vale mais nada. 83-4. se Antunes não me sustenta. apropriadamente. região que. com maus pressentimentos mesmo. Um governo esperto tomaria precauções para que. Iraque. UFBA “E se benzeu e disse que não precisava dizer aquilo. FBI. Temos o que esperar com apreensão. desde o esmorecer da Guerra Fria afinal extinta. É possível que isso tenha contido o ímpeto americano uma ou outra vez. nunca que eu posso sumir. Iugoslávia. diz ele depois de muito tempo. é correto afirmar que Getúlio: (01)cede aos apelos da Igreja e reafirma a sua religiosidade salvadora. Ainda mais com tão grande presença índio-latina em sua população. porque havia mais homens e quem era homem não tinha de que temer. Texto para as questões de 149 a 151: “Vozes conhecidas É assim como quem tomasse uma providência banal. 1999. mas não o inibiu: Panamá. Sargento Getúlio. peça de destaque na engrenagem da Guerra Fria) já se denota nos setores do governo incumbidos por Clinton de formulá-lo: CIA. O caráter do serviço a ser feito pela IPI (o nome lembra. muito mais do que aquelas intervenções militares causadoras de algum amargor. o que é que me sustenta? Não sei. Desde o genocídio que foi a guerra do Vietnã e. (…) Quero ver esse bom em Aracaju que me diz que eu não posso. João Ubaldo. porque lá está uma novidade de gente e uma porção de jornais e dizem que quando vosmecê chegar vão lhe encher o couro e soltar o homem. nem merecedora de maior divulgação. ainda mais acentuadamente. não sei se vosmecê vai poder levar o homem para Aracaju. (04)tem um caráter de herói épico e simboliza uma cultura em processo de destruição. que o governo dos Estados Unidos decide criar um serviço oficial de notícias para combater reações da opinião pública.

É o caso de ‘piranha’.149. hambúrguer. d) eles sabem das intenções da criação do IPI. prima pelo reconhecimento da democracia autêntica. na afirmativa a) As experiências passadas podem ser indícios de que os Estados Unidos querem angariar solidariedade para novas intervenções militares. São as chamadas ‘palavras universais’. o espanto foi ainda maior quando ele se deu conta de que as palavras francesas continuam a superar as inglesas. no plano lingüístico. Mas é bom notar que. U. c) Uma política inteligente e nacionalista deveria coibir a intervenção estrangeira em assuntos latinoamericanos. por ser ainda um território de relações amistosas com outros continentes. pode-se inferir: a) O poder americano. em face de uma vivência com a prática da ideologia americana. segundo o levantamento de um ensaísta brasileiro Diz a lenda que Deus condenou os homens a falar diversas línguas em Babel para puni-los pelo desejo de atingir o paraíso construindo uma enorme torre. alguns termos pelo menos conseguiram escapar da ira divina. pois se vive uma nova Guerra Fria. globalizada a partir do tupi. Salvador-BA Com base no ponto de vista do autor. b) os vários órgãos de imprensa ligados ao jornalismo internacional estão mais voltados para as questões latino-americanas.” DIEGUEZ. a julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (Editora Record). houve aquelas que andaram na contramão. ainda é o clássico francês que causa frisson’. Salvador-BA A leitura do texto permite inferir que os jornalistas referidos no quinto parágrafo “não vão ter surpresas com a IPI” porque a) a tendência atual é de um futuro sem conflitos significativos para a imprensa mundial. consultou 130 publicações de quinze países. Nada disso. o autor faz uma declaração que é justificada. diz Corrêa da Costa. Mas. é consenso nos Estados Unidos. Se a surpresa quanto ao número de palavras foi grande. no mundo. sem a criação de um “serviço oficial de notícias” sob controle americano. 151. coligindo nada menos do que 3000 palavras que mantêm a grafia e o significado de origem em publicações de outras nacionalidades. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. pode vir a desmoronar. ‘Neste fin-de-siècle high tech. o levantamento não deixa dúvida. Imaginava-se que a hegemonia americana já se tivesse estendido ao universo das línguas. 22/03/2000. durante dois anos. U.Interpretação de texto II Avançar . (…) Ainda no campo das surpresas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Salvador-BA No segundo parágrafo. aquelas usadas em vários idiomas além daquele que lhes deu origem. c) Os exemplos do Vietnã e da Guerra Fria são indicativos de quanto o futuro é incerto. tende a se manter afastada de conflitos ideológicos. sem o paternalismo americano. e) todos conhecem a fundo a estrutura dos governos dos países latino-americanos no contexto atual. Texto para as questões de 152 a 154: “Cidadãs do mundo 66 GABARITO As línguas mais globalizadas. 150. U. Quem não entende o que é pizza. brincando com os estrangeirismos. Consuelo. d) A América Latina. Elas mostram que. iogurte ou caviar? (…) Corrêa da Costa. e) O mundo. do ensaísta e ex-diplomata brasileiro Sergio Corrêa da Costa. de acordo com a sua visão. de certa forma. superando a Europa. conseqüente de um desequilíbrio de forças entre países periféricos. Uma prova de que o reinado das palavras não segue rigorosamente a lógica do poder político e econômico. ele já existia. Embora Corrêa da Costa acredite que os fast foods e scanners surgidos na vida moderna levarão a língua inglesa à liderança. Veja. c) o mundo globalizado não acredita haver possibilidade de conflitos de proporções alarmantes. d) A importância alcançada pela América Latina. muito antes de o conceito de globalização entrar em voga nos campos da política e da economia. b) O intervencionismo americano tem-se caracterizado como extremamente necessário. e) Os Estados Unidos vêm mudando as suas estratégias no sentido de reativar a Guerra Fria. se a maioria das palavras globalizadas seguiu o rastro dos conquistadores. b) O mundo caminha para um estado de guerra.

como se pôde constatar.” O autor reitera sua crença no poder absoluto de Deus sobre todas as palavras. UFPE Assinale a alternativa que corresponde ao tema central do texto. 4 e 5 b) 1. ‘atravessar barreiras’ são expressões cujos significados estão em harmonia com a temática do texto. e) “houve aquelas (palavras) que andaram na contramão. o que está indicado no subtítulo. conforme as perspectivas do poder político e econômico. na verdade. d) As palavras superam fronteiras geográficas e culturais. se estendeu também ao universo das línguas. 3 e 5 67 153. 2) O texto. c) “Quem não entende o que é pizza. e) A globalização das palavras respeitou. 3. É o caso de “piranha”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . 3) O título personaliza o objeto de que trata o comentário. d) “Ainda no campo das surpresas. a) A diversidade lingüística proveio da ira divina contra a pretensão do homem de alcançar o paraíso.” O autor do comentário introduz o tema a ser tratado com apoio de argumentos científicos.” O comentarista declara que as expectativas do autor em relação a sua pesquisa se confirmaram. alguns termos pelo menos escaparam da ira divina. UFPE Considerando aspectos globais da composição do texto. na íntegra.” O autor reitera argumento de que as palavras emigraram conforme a rota dos colonizadores. hambúrguer. c) A hegemonia americana. Estão corretas: a) 2.152. prevalece a linguagem figurada. 4) O ‘mas’ com que se inicia o segundo período aponta a direção contrária em que prosseguirá a argumentação. ‘palavras universais’. as pegadas dos povos conquistadores. b) “A julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (…). pode-se afirmar que: 1) O texto tem uma função predominantemente expressiva. 4 e 5 c) 2 e 3 d) 1 e 2 e) 1. globalizada a partir do tupi. tem como suporte um outro texto anterior. Por isso. ‘mundo’. 154. 2. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. b) A globalização lingüística é um fato e antecede a outra globalização em voga nos campos da política e da economia. 5) ‘globalização’. iogurte ou caviar?” A pergunta do autor constitui uma estratégia retórica para confirmar o argumento em questão. UFPE A alternativa que corresponde à estratégia utilizada pelo autor na passagem destacada é: GABARITO a) “Deus condenou os homens a falar diversas línguas.

As previsões acima podem parecer ousadas.Interpretação de texto II Avançar . não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta. n. estaremos entrando no paraíso. Na primeira oração há dois adversários. b) os cientistas perderam o controle sobre o computador. 51. UFRN Para alguns cientistas. Assumem. b) avanço da tecnologia. 156. 23 dez. e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu. A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica.) 68 155. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo. UFRN O milênio miraculoso será fruto do(a): a) genialidade dos homens. no inferno. Para alguns cientistas. b) aprimorar formas de pensamento. ano 31. 157. A comida milagrosa? Já existe. eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina. d) Nada. d) otimização dos laboratórios. Talvez não. Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo. Ou seja. no fundo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 126. assim. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70. Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou. b) Tudo. Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que os impeça de fazer mal à humanidade. Na primeira oração há um adversário. Será uma época em que. Na primeira oração há dois adversários. d) desenhar cópias de si mesmos. o nitinol. É um derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80. são até conservadoras. p. viver em Marte. Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido. Assustador? Talvez. eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir. o homem estará entrando no inferno quando os computadores forem capazes de: a) prejudicar os seres humanos. d) os cientistas temem cruzar fronteiras desconhecidas. que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. Não sabemos quando teremos robôs escravos. c) o homem vem perdendo sua inteligência aos poucos. mas. na segunda oração apenas um. na segunda oração apenas um. Pouca coisa se pode dizer com certeza sobre o futuro. Talvez estejam apenas sonhando. Na primeira oração há um só adversário. um dia.” “É uma medida favorável ao professor e diretor. na segunda oração há dois.Texto para as questões de 155 a 157: “Uma visão do futuro Estamos às portas de um milênio miraculoso. UFRN De acordo com o texto: a) o homem tem pelo menos uma certeza acerca do futuro. No campo dos materiais.” [Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da Veja. c) suplantar a inteligência humana. sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer.” Ambas têm em comum: a) Tudo. Basta aplicar um pouco de calor. pela primeira vez na história da humanidade. Potiguar-RN Observe estas duas orações: “Tive de lutar contra o técnico e contra o pugilista. e os médicos conseguirão fazer crescer uma nova no mesmo lugar. 1998. Sabemos apenas que. U. 158. Casas e carros serão feitos de materiais que podem consertar-se a si próprios. c) progresso da Medicina. na segunda oração há dois. que não nos será possível sequer desligá-los. Para outros. c) Nada. já existe um metal.

b) comprova que os “problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade”. c) deixa transparecer que sua defesa da proibição de os jovens freqüentarem campos de futebol se deve ao fato de o esporte ter sido profissionalizado. baseado apenas no futebol. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . contrato de vinculação exclusiva de um atleta profissional a um clube. Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam: tráfico de influência. e) avalia que o passe. não do seu desejo de praticar um ato não legal. A principal queixa relaciona-se ao anacrônico e absurdo instituto do passe. Mas. 69 GABARITO 159. explicando detalhada e tecnicamente tudo o que ocorreu com a seleção brasileira vitoriosa em 94. Wanderley Luxemburgo. Há pouco. E Luxemburgo confessou seus crimes fiscais para rebater a acusação de que recebia comissão sobre a venda de jogadores. Em 94. Culposo. mas de forte estigma ético no meio futebolístico. que recende a escravismo. é correto afirmar que o autor: a) partilha da crença de que o esporte é comprovadamente útil para desenvolver nos jovens valores como a disciplina e companheirismo. por exemplo em “crime culposo”. significa o que é resultante de imprudência. “em termos penais. UFSE Percebe-se o tom irônico do autor quando ele: a) dá uma informação. concluir que o esporte não cumpre os propósitos apregoados por educadores. negligência ou imperícia da pessoa. sonegação e formação de quadrilha. uma falta bem menos grave do que a sonegação”. c) cita que Wanderley Luxemburgo “admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais”. Mas o educador que parasse para observar um pouco mais de perto o futebol profissional brasileiro provavelmente proibiria os jovens até de pisar num gramado. é anacrônico e absurdo.” Editorial da Folha de S. declarando que não tivera a intenção de burlar a lei. UFSE Considerando-se o primeiro e o segundo parágrafos. d) assinala que os educadores exaltam o valor educativo do esporte baseados numa hipótese que nem sempre é comprovada na prática. e) evidencia que os crimes recentemente cometidos no futebol chocam pelo seu ineditismo. Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. anticonstitucionalmente. 160.Interpretação de texto II Avançar . é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética. tornou-se público que uma associação de grandes times brasileiros mantinha acordo para. Para coroar. Com adaptações. O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. b) demonstra uma certa reserva ao fato de existir nas escolas a disciplina Educação Física. Talvez seja exagero. na linguagem do Direito. valores úteis para a vida em sociedade. 29/8/2000.Texto para as questões 159 a 162: “Onde a lei não vale É comum que educadores louvem o esporte por uma suposta capacidade de transmitir ao jovem as virtudes da disciplina e do companheirismo. dirigentes providenciaram para que toneladas de bagagem trazidas pela vitoriosa seleção brasileira não fossem objeto de vistoria alfandegária. boicotar jogadores que fossem à Justiça defender seus direitos. Em termos penais. para indicar que tudo o que veio antes na frase corresponde a um eufemismo para suavizar o significado do ato praticado. “o que leva o nome técnico de contrabando”. uma falta bem menos grave do que a sonegação. d) afirma que receber comissão sobre a venda de jogadores é. o então treinador da seleção brasileira. o que leva o nome técnico de contrabando. Esse tipo de raciocínio faz com que a prática de esportes nas escolas leve o nome até um pouco pomposo de Educação Física. Paulo. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. olhando para o futebol.

e) é importante a defesa da idéia de que o esporte desenvolve valores úteis para a cidadania. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. numa época caracterizada pelo desenvolvimento tecnológico. e) o Fisco não sabe que Luxemburgo recebeu milhares de reais. mesmo quando não se pode garantir sua eficácia entre os praticantes de futebol. As vantagens são tanto físicas quanto emocionais. precisa de jogos cada vez mais violentos e cruéis. diz o professor. apesar do que se vê no futebol.Interpretação de texto II Avançar . c) constituem-se no melhor exemplo de brincadeiras infantis. Para Setzer. O pior é que isso pode levar a uma espiral sem fim. por isso é inadmissível que os jogadores não os garantam na prática.” Adaptado de Superinteressante. UFSE Há pouco. não se raciocina. d) o futebol mostra que a Educação Física defende valores éticos. que pesquisa efeitos da informática no comportamento. Está subentendido na frase acima que: a) faz pouco tempo que Wanderley Luxemburgo deixou de reconhecer sua omissão. ‘Em um videogame. A diversão em grupo ensina o jovem a se relacionar. Desde que esses brinquedos foram substituídos por escopetas eletrônicas e inimigos que sangram. Uma troca perigosa. d) representam o mais eficiente tipo de exercício para o desenvolvimento da agilidade mental de crianças e jovens. É necessário ter rapidez de reflexos para dar conta de atirar primeiro e nunca fazer perguntas. quanto qualquer outro instrumento. b) a seleção brasileira não tem mais treinador. Unifor-CE De acordo com o texto. exemplificando a tese de que não há ética na vida nacional. junho/99. estimulando sua atenção. o jovem tende ao retraimento. isolando-se e trocando o mundo real pelo virtual. em excelentes meios de controle do comportamento de crianças e jovens muito agitados. Vista no contexto. atualmente. os videogames: a) transformaram-se. c) a seleção brasileira é hoje diferente daquela do tempo de Luxemburgo. esta frase significa que: a) os jogadores de futebol deixam muito a desejar no que se refere a “bom comportamento”. p. 162. Atividades físicas e em grupo são um antídoto. para provocar sensações mais intensas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Texto para as questões 163 e 164: “Bons tempos aqueles em que espadas de pau e pistolas de plástico garantiam uma distância saudável entre a inocência e a malícia. tão prejudicial para a formação da criança e do jovem. usar a cabeça só atrapalharia. diz o professor de Ciência da Computação Valdemar Setzer. Ele vai se acostumando a um certo padrão de excitação e. o jovem vira um autômato que transforma impulsos visuais em movimentos motores limitados’. inclusive com o risco de vício. brincar passou a ser uma atividade passiva e solitária.161. b) é inaceitável a tese de que esportistas nem sempre apresentam comportamento ético. ‘Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado a ponto de não ter de esforçarse para continuar jogando. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética”. Assim. 32. c) a atuação dos profissionais brasileiros do futebol comprova a idéia de que o esporte nem sempre assegura a seus praticantes comportamentos desejáveis de um ponto de vista moral. Wanderley Luxemburgo. o então treinador da seleção brasileira. os videogames induzem à passividade porque inibem a vontade: com movimentos repetitivos e predefinidos. ele precisa de empenho para parar’. Na verdade. 70 GABARITO 163. e) podem causar aborrecimentos e frustrações em jovens e crianças que não possuam a necessária rapidez de reflexos para esse divertimento. UFSE … “olhando para o futebol. b) podem tornar-se facilmente um vício. d) Wanderley Luxemburgo não é mais treinador da seleção brasileira. Aliás.

para me fazer essa pergunta. cortar lenha. d) em que a atividade física fosse intensa e servisse de bálsamo para a alma. Por que beber uísque. os videogames significam proteção para os jovens. que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome.” BRAGA. cuidando tão-somente de um viver filantrópico. Que prazer em comer aquele peixe. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome.164. comida. c) em que o relacionamento entre as pessoas atendesse a convenções. Será um sonho vão? Detenho-me um instante. b) despojada. na noite escura. 71 GABARITO 165. a um tipo de diversão violento e cruel. meio molhados. entre duas providências a tomar. dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo. fortes. mas deixasse a alma sossegada e limpa. É apenas um instante. e) requer da sociedade uma postura mais solidária no convívio social. São uma necessidade que inventei. b) revela-se cauteloso na defesa de um outro estilo de vida. subimos a barranca. dá na gente um sonho de simplicidade. A vida bem poderia ser mais simples. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio. IMPRIMIR 166. c) o costume de não fazer perguntas induz o jovem a isolar-se do mundo. d) estabelece proximidade entre o viver urbano e o viver rural. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum. meu trago de cachaça. Rubem. tirar areia do rio. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) no mundo atual. São Paulo: Círculo do Livro. esquentamos um pouco junto do fogo. Texto para as questões de 165 a 168: “Um sonho de simplicidade Então. me surpreendendo. e isso era bom. O telefone toca. com frio. b) a tendência a viver em grupo leva o jovem. Voltar Língua Portuguesa . seria ter uma vida: a) ligada aos bens/riquezas materiais. de noite. para o narrador. depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs. Quando ficamos bem cansados. lavrar a terra. o narrador: a) questiona o artificialismo do convívio social. d) é possível desenvolver-se um tipo de videogame que ensine às crianças como viver e divertir-se em grupo. com certeza. a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço. Ele acendeu um fogo. então seria preciso ganhar a vida de outro jeito. algo de útil e concreto. Uneb-BA No texto. s/d. Todo mundo. distraídos. marcado por situações de extrema violência. apenas me fazem falta. e a água era boa. Puxamos a rede afundando os pés na lama. 200 crônicas escolhidas. nesse comércio de pequenas pilhas de palavras. tanto dos adultos quanto dos outros jovens como ele. bons. as mangueiras e o ribeirão. assim. esse ofício absurdo e vão de dizer coisas. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. E quando precisava de um pouco de evasão. c) cobra do ser humano uma atitude em face da vida que coincide com o Carpe Diem. nem frio. que me fatigasse o corpo. muitas vezes. tive de repente um ataque de pudor. que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar. de repente. Uneb-BA “Um sonho de simplicidade”. no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana. um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada. no meio do mato. em detrimento do mundo real. como os bois. não assim. doces. e) de evasão para um mundo de sonhos. entrando numa loja para comprar uma gravata. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha. e) o relacionamento social é necessário para que se desenvolvam comportamentos considerados normais e sadios. entre grilos e vozes distantes de animais noturnos. uma simples mulher. e chegamos à choça de um velho seringueiro. tem de repente um sonho assim. 3267. nem sede. precisamos apenas viver — sem nome. Precisamos de uma casa.Interpretação de texto II Avançar . p. brilhar um pouco. ……………………………………… Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia. saber intrigas? Uma vez. nem número.

Não o morto nem o eterno ou o divino. Isso eu procuro. ausência deles. mais longe de tudo. um início. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . põe em destaque a necessidade de afeto no relacionamento humano. d) “Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichos. nem braço a mover-se nem unha crescendo. d) no quarto parágrafo. indiferente e solitário vivo. todos os gestos afinal impossíveis. um sono. mais me envolva. essencial. a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada. a fuga da fuga. Uneb-BA A alternativa cujo fragmento apresenta a mesma idéia do narrador no parágrafo final. o verso / (E. b) “Porque a frase. a desnecessidade do canto. calado. o conceito. domado. a limpeza da cor. confusão entre manhã e tarde. e) no penúltimo parágrafo. o eco já não correspondendo ao apelo. sobretudo o verso) / É o que pode lançar mundos no mundo”. porque o tempo não mais se divide em sessões. sem ciência nem ironia. ainda mais longe a fuga do feérico. sem calor. enfatiza as dificuldades que o homem enfrenta na vida rural. Rio de Janeiro: Record. contudo. c) no terceiro parágrafo. In: Antologia poética. menos que terra. negros e mulheres / E adolescente / Fazem o carnaval”. é: a) “Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil”. p. a fuga de si mesmo. afirma a inutilidade de sonhar com outras formas de viver. sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou”. e) “Sei que a arte é irmã da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz / Que faz num momento e o mesmo momento desfaz”. não respirado. apresenta a quebra da rotina da vida como inviável. Uneb-BA O narrador: a) no primeiro parágrafo. Mas a vida: captada em sua forma irredutível. o exílio sem água e palavra. senão inúteis. já sem dor. nenhum gasto de tecidos. 234-5. Não a morte.Interpretação de texto II Avançar . o enredo. apenas o vivo. o que se possa desejar de menos cruel: vida em que o ar. o tempo elidido. a perda voluntária de amor e memória.” ANDRADE Carlos Drummond de. 168. e este fundindo-se. revela uma consciência crítica do seu comportamento urbano. o pequenino. 72 Texto para as questões de 169 e 170: “Vida menor A fuga do real. b) no segundo parágrafo. c) “Caminhando contra o vento / sem lenço. vida mínima. já sem ornato ou comentário melódico. sem dúvida. vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte). 1993.167.

como pais. b) enfatiza a importância dos representantes do poder público. eliminando. pela transmissão por agentes sociais significativos (aqueles que têm autoridade — e esta autoridade é reconhecida pela pessoa sobre a qual a exercem. ( ) uma linguagem referencial. Unifor-CE De acordo com o texto: a) a educação integral do indivíduo está condicionada a diversas influências. as angústias do homem. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Salvador-BA O poema apresenta: ( ) enumeração e reiteração de idéias. c) pais e professores são os responsáveis mais diretos pela formação do indivíduo. numa mesma sociedade. a educação e a socialização se verificam. e) encara a diversidade de modos de vida da sociedade. econômico etc).” 171. ( ) deve estar isenta da preocupação com a passagem do tempo. ( ) funções emotiva e poética da linguagem. 170. visando à expressividade. Unifor-CE Este texto: a) valoriza a aprendizagem ligada à educação. mas encontrase condicionado a certos aspectos particulares da transmissão realizada pelos grupos de que faz parte. vizinhos. daí a objetividade no enfoque do tema. a integração nela é denominada endoculturação: cada indivíduo adquire. os modos de vida da sociedade a que pertence. ( ) liberdade formal. d) centraliza-se na definição de endoculturação. a existência humana: ( ) deve ser simples e desapegada de valores materiais. Texto para as questões de 171 e 172: 73 “Quando a aprendizagem. representando bem uma arte engajada. Salvador-BA De acordo com o ideal de vida do sujeito poético. representantes do poder público. o comportamento. ( ) temática de caráter social.Interpretação de texto II Avançar . político. ( ) constitui-se um breve espaço da vida humana marcado pela vulgaridade. amigos. U. e) a aquisição da cultura depende do grau de socialização. U. professores. ( ) tem seu verdadeiro sentido quando associada à realidade sobrenatural e divina.169. É evidente que ninguém aprende toda a cultura. as crenças. desde a infância. 172. ( ) deve ser desvinculada de envolvimentos com a realidade social. c) compara o indivíduo ao grupo social de que faz parte. assim. d) a transmissão da cultura é dever de qualquer educador. b) os grupos sociais se firmam à sombra do comportamento dos indivíduos.

Movimento n.Texto para as questões de 173 e 174: “A tecnologia pode fazer muito para atenuar os problemas decorrentes da poluição. no passado. b) os idosos recebem mais apoio familiar em zonas rurais. um dos resultados decorrentes do uso da tecnologia tem sido: a) o aumento da exploração da mão-de-obra infantil nas zonas rurais. ter muitos filhos era uma garantia para o futuro. parecem estar invariavelmente associadas a trabalhos e obrigações escolares. Essas razões levaram à ‘transição demográfica’ que se iniciou há mais de um século na Europa e estabilizou a taxa populacional nas nações mais ricas. que nessas circunstâncias reste pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus. p. até o momento. a demanda por muitos filhos diminui e a ênfase passa a ser melhor qualidade de vida para eles. O Estado de S. Fatores culturais são também importantes. África e América Latina.” SEGALL.” Trecho adaptado de GOLDEMBERG. em que a economia se baseia especialmente na agricultura. 1988. que levaria ao planejamento familiar. combustível para cozinhar ou para aquecimento — utilizam o trabalho das crianças. 31-2. 1/1/2000. o uso de máquinas na agricultura reduz a necessidade de mão-de-obra. então. sem ocupação fixa. sobretudo nas grandes cidades. os agrava e. 174. as visitas a museus. em vários países. Além disso exigem das mulheres um esforço desnecessariamente grande. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Um museu de portas abertas. principalmente. reduzindo suas oportunidades de obter melhor educação. Lasar. À medida que as sociedades se tornam mais ricas. o resto dessa disposição vai ser pulverizado por todo um aparato que sugere quais devem ser as atitudes e comportamentos adequados ao ambiente. e) o desenvolvimento acelerado de todas as regiões do globo. mas o aumento da população e a melhoria do nível de vida. Atitude semelhante à que se tem numa igreja. Ao visitante dos museus é transmitida a noção de que nesse local carregado de responsabilidade o melhor a ser feito é observar ‘muito respeito’. por conseguinte. José. tornando-as mão-de-obra desejável. e ainda ocorre em algumas regiões — é bem compreendida: nas zonas rurais muitos filhos são a garantia de mais braços para ajudar na agricultura e uma forma de apoio aos velhos quando não puderem mais trabalhar. 74 173. mesmo em alguns países mais adiantados. ‘pouca conversa’ e lembrar que ‘esse é um lugar de contemplação’. Unifor-CE Conclui-se do texto que: a) a agricultura sempre exigiu e continua exigindo mão-de-obra numerosa. Texto para as questões de 175 a 178: “Lasar Segall: um museu de portas abertas É bem provável que grande parte dos freqüentadores de museus no Brasil não procure voluntariamente essa instituição artístico-cultural. É compreensível. nos vários continentes. no Brasil. porque certas tarefas essenciais para a sobrevivência — tais como obter água potável. c) o controle da população nas regiões mais desenvolvidas do planeta. d) o controle da população mundial baseia-se numa educação mais ampla e no uso da tecnologia nas tarefas cotidianas. na medida em que limita o uso da tecnologia.Interpretação de texto II Avançar . especialmente nas grandes cidades. Paulo. Contudo. era muito grande. como a mortalidade infantil. Contudo. em excursões ‘protegidas’ por uma escolta de professores e funcionários em missão obrigatória. d) a participação maior e mais efetiva das mulheres nas tarefas rotineiras da família. o que vai salvar a humanidade da bomba populacional é o efeito que o uso de melhores tecnologias tem no próprio aumento populacional. 3. melhor educação e melhores expectativas de sobrevivência. Unifor-CE De acordo com o texto. parece estar levando a melhor. c) a prática de uma agricultura mecanizada tem como conseqüência o aumento da mãode-obra avulsa. Ao contrário. A razão pela qual a população nas sociedades rurais primitivas aumenta — o que ocorreu até recentemente. só que nesse caso esse conjunto de normas várias vai contribuir decisivamente para estabelecer preconceitos em relação à obra de arte que dificilmente serão eliminados. a transição demográfica ainda não atingiu boa parte da Ásia. Um número menor de filhos significa maior cuidado com cada um. e) a falta de conhecimento que atinge as zonas rurais dificulta o progresso da agricultura. b) a explosão populacional.

d) I e III. III. pelos órgãos governamentais. c) acentuar o valor significativo das expressões no contexto. Unifor-CE O texto: a) prova que o acervo dos museus reúne condições insatisfatórias para atrair a atenção dos visitantes. b) II. Unifor-CE As aspas em “muito respeito”. II. “pouca conversa”. como instituição artísticocultural. b) caracteriza as circunstâncias que. 75 177. está correto o que se afirma SOMENTE em: a) I. e) encara o museu como elemento mistificador da criação artística. “esse é um lugar de contemplação” estão empregadas para: a) distinguir a citação do resto do contexto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) pelo fato de ser o museu um “lugar de contemplação”. no Brasil. e) pela impressão de se sentir como se estivesse numa igreja. vêm sendo pouco prestigiados. c) III. e) II e III.175. Unifor-CE A pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus explica-se: a) pela abundância de preconceitos em relação ao valor da obra de arte. d) pelo cunho de obrigatoriedade de que se revestem as visitas aos museus. Professores e funcionários representam a classe que freqüenta de maneira regular e voluntária os museus. Os museus. b) realçar ironicamente as metáforas. d) condena os preconceitos ligados ao acervo artístico-cultural dos museus. no Brasil. e) fazer sobressair expressões pouco usuais. mais comumente levam aos museus seus freqüentadores habituais. Não há espontaneidade de iniciativa em relação a visitas a museus no Brasil. c) define os museus no Brasil como instituições artístico-culturais desprovidas do apoio dos governantes.Interpretação de texto II Avançar . GABARITO 178. A respeito dos enunciados acima. d) eliminar qualquer tomada de posição do narrador. c) pelo excesso de tarefas impostas a partir de visitas aos museus. Unifor-CE I. 176.

e) ceticismo e desesperança. os incidentes pessoais não contam. Machado. 76 d) Para o autor. Carmo. c) O autor defende a transcendência da poesia. de Carlos Drummond de Andrade: a) O autor defende um lirismo subjetivo. Carlos Drummond de. com as mãos sobre os joelhos. GABARITO 180. à entrada do saguão. entrei e parei logo. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. intensamente elaborado. olhando um para o outro. a poesia não deve limitar-se a uma temática voltada para os simples acontecimentos da vida. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. Ao transpor a porta para a rua. Consolava-os a saudade de si mesmos. In: Obra Completa. Não faças poesia com o corpo. tão infenso à efusão lírica. UFR-RJ No texto o narrador descreve o quadro formado pelo casal de velhos com: a) impaciente ironia. achei aberta a porta do jardim. Texto para a questão 180: “Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. Aguiar estava encostado ao portal direito.” ASSIS. Viçosa-MG Leia atentamente os seguintes versos: “Não faças versos sobre os acontecimentos. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura correta do poema “Procura da poesia”. ‘Lá estão eles’. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 1989. b) Segundo o poeta. U. As afinidades. Ao fundo. Diante dela. d) velado humorismo.179. tinha os braços cruzados à cinta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Fui a pé. não aquece nem ilumina. a poesia ultrapassa os limites do corpo e da própria vida cotidiana. F. p. 95s. Não há criação nem morte perante a poesia. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. 1992. Memorial de Aires. b) suavidade e melancolia. e) O poeta. superior à própria vida e à morte. preocupado em exaltar os mais nobres sentimentos humanos. dei com os dois velhos sentados. trata da essência da própria poesia. os aniversários. a vida é um sol estático. disse comigo. c) desgosto e censura. em seu discurso metalingüístico. completo e confortável corpo. D. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. esse excelente.” ANDRADE. à esquerda. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. Rio de Janeiro: Aguilar.Interpretação de texto II Avançar .

Interpretação de texto II Avançar . mas o homem é causa e efeito do verbo. herói sem nenhuma definição. nem na senzala e se aproxima de Macunaíma por sua indefinição na escala de valores culturais. b) O brasileiro de Guimarães Rosa se opõe ao de Freyre por não ter lugar nem na casagrande. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. GABARITO d) O homem de Guimarães Rosa. mas foi a que me veio na hora — e acho que fui entendido. de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade explicitada no texto I. a) O homem de Guimarães Rosa. um herói — ou heroína — sem nenhum caráter. Por isso mesmo.Texto para a questão 181: “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. São Paulo. afastando-se do convívio social apontado por Gilberto Freyre e Mário de Andrade. por ser sobretudo uma criação verbal. Retomando a imagem literária. e uma antítese do brasileiro de Mário de Andrade. o opositor de uma e de outra. É também macunaímico. 12. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. 5º Caderno. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. tomou sua própria vereda. o Macunaíma. em nossa essência. Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa — outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. citemos a Capitu menina — e teremos como sempre a intervençao soberana de Machado de Assis. pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. c) O homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade não apresenta nenhuma oposição à concepção do brasileiro de Guimarães Rosa. Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto. Fomos e seremos assim. embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. Folha Ilustrada. criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar. A imagem geométrica pode ser forçada. 21/04/2000. o homem miscigenado. potente e tendendo a ser feliz. De outro. o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala. por ser um refugo da casa-grande e da senzala. De um lado. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Carlos Heitor. torna-se um refugo da casa-grande e da senzala. p. UFF-RJ Assinale a opção que apresenta a afirmativa adequada sobre a relação entre o brasileiro de Guimarães Rosa. ou sem nenhum caráter — como queria o próprio Mário de Andrade. teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo.” CONY. 77 181. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala. e) O brasileiro de Guimarães Rosa se aproxima do de Freyre por sua exclusão social e se distancia de Macunaíma por não ter definição na escala de valores culturais. apesar do ressentimento social que o caracteriza. Ou seja. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal.

revela que um discurso oficial. uma programação alternativa está deixando de lado a caravela para se embrenhar no Brasil de antes de Cabral. a expressão sublinhada mantém com o termo núcleo — “comemorações” — a mesma relação sintática verificada em: a) “uma invasão de terra”. b) “Brasil de antes de Cabral”. (…)” SÁ. Desde o início da semana. coordenador do projeto. UERJ Na construção “comemorações dos 500 anos”. 183. no foyer do Centro Cultural Banco do Brasil. debates e uma exposição com trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado e textos do poeta Thiago de Mello. flechas e seduz o público com a fala mansa e um ótimo humor. como centro dos 500 Anos de Resistência das Populações Indígenas no Brasil. 184. flechas…” b) “… expõem a cultura indígena. como dizia — e impedir conflitos futuros. da tribo fulni-ô. encontra-se também em outros tipos de texto. referindo-se ao nome “Brasil”. de Pernambuco. b) “um”. E está dando ao índio lugar de destaque na festa. d) “deixando preconceitos de lado”. Essa atividade pretende desmistificar isso e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue e se torne corriqueiro’. GABARITO 182. conhecida característica de textos literários.Interpretação de texto II Avançar . indica a necessidade de uma reflexão mais cuidadosa acerca de alguns dos marcos históricos do país. mas de maneira muito romântica. antecedendo a expressão “500 anos”. mas de maneira muito romântica…” c) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…” d) “… e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . apresenta danças e ritos. c) “mais de”. Fala das tribos e da memória de seus ancestrais. 22/03/2000. contesta a prioridade dada à chegada do colonizador para a constituição do Brasil. Do massacre nasceu o desejo de falar aos pequenos homens brancos — os ‘filhos da elite’. Agora. mostra arcos. ‘As comemorações dos 500 anos. diz Ricardo Paes. UERJ A linguagem figurada. c) “crianças de diferentes idades”. UERJ O subtítulo do texto — “Histórias de um Brasil com mais de 500 anos” — é construído de modo a anunciar o caráter alternativo e mesmo crítico do evento que será comentado. Veja. organizado pela Cineduc: Cinema e Educação. Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem: a) “… apresenta danças e ritos. d) “500 anos”. até expõem a cultura indígena. As atividades incluem encontros com integrantes de tribos variadas. crianças de diferentes idades vêm aprendendo história e deixando preconceitos de lado com a ajuda de Thini-á — um índio de 29 anos. Há três anos Thini-á percorre escolas do Rio (…). Fátima. O emprego da palavra ou expressão com essa finalidade está corretamente justificado em: a) “Histórias”. predomina na sociedade. ele fala para mais crianças e adultos. de certa forma. que abandonou a aldeia ainda menino após uma invasão de terra em que perdeu vários parentes. no plural.Texto para as questões 182 a 184: “A estrela é o índio Histórias de um Brasil com mais de 500 anos 78 Na contramão do vento que move as comemorações dos 500 anos. nem sempre verdadeiro. expressão ligada ao nome “Brasil”. mostra arcos. demonstra que a indefinida identidade social do país é formada pelo encontro de três raças.

que vive. por favor?).Interpretação de texto II Avançar . Guerra. ele substitui a própria memória pela fita magnética. pois entre ele e o turista havia um muro transparente. as retinas das testemunhas foram substituídas pela camcorder1 do sujeito de terno gasto que grava o enlace andando de um lado para o outro (o distinto padre pode dar licença. Identifique o elemento lingüístico que melhor caracteriza essa humanização e transcreva um verso em que ele apareça. assumindo o papel de interlocutor do eu poético. São Paulo: Companhia das Letras. UERJ Indique o tema geral do poema e explique como ele é abordado criticamente por José Paulo Paes. essa engenhoca que reina soberana no espaço exíguo que separa o homem de si mesmo. Eugênio. P. a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. jamais terá tempo de rever o que filmou. Prosas seguidas de odes mínimas. pois quem poderia vivê-lo se ocupou em gravá-lo (ou em posar para a gravação). Aposentei os dentes. J. sexo. uma câmara. Continuará com pressa. Se a televisão é a arena da história contemporânea. como quem ainda tem uma longa lista a cumprir. São as imagens do espetáculo que não foi vivido. Nas férias. que se reserva a chance do inesperado.Texto para as questões 185 e 186: “À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol. Ali jaz a vida que poderia ter sido. escancarando em público o vazio em que existimos. mas esta também logo se perderá numa estante empoeirada. O viajante já não é aquele que contempla o desconhecido. os alunos aprenderam a se apresentar para filmadoras e não mais para pais e mães. claro. que o poupa de estar exposto ao destino. enfim. o estranho fenômeno se generaliza. PAES. Depois. 186. a televisão é humanizada. Sob o foco automático. ele apenas grava imagens. O turista é um apressado. Protegido por sua máscara eletrônica. UERJ No poema. tudo. 1992. 1 2 IMPRIMIR GABARITO camcorder – filmadora handycam – filmadora de mão Voltar Língua Portuguesa . Veja. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso em viver. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. vê apenas a handycam2 que mascara o seu rosto. Ali jaz o desejo que não se satisfez. guardando imagens sem nexo. a criança já não enxerga o sorriso de orgulho ou de apreensão na face do pai. esporte — me dás tudo. Cônscia de sua relevância mística. as câmaras de vídeo domésticas se tornaram o olhar autorizado da intimidade familiar (e de outras intimidades nem tão familiares assim). Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo. De bom grado. e normalmente muito rápido. um vidro.” BUCCI. Texto para as questões 187 e 188: “O Império das Lentes Nas cerimônias de casamento. 79 185. Nas festas de escolas primárias. 03/12/1996.

187. UERJ Cônscia de sua relevância mística, a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. No trecho citado, o autor emprega a ironia para intensificar sua crítica à situação descrita. Explique como esse recurso de linguagem intensifica a referida crítica.

188. UERJ Ali jaz a vida que poderia ter sido. Esta sentença, no primeiro momento, parece uma contradição. Identifique, em uma frase completa, essa contradição aparente.

Texto para a questão 189:
“Poética I Que é a Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.”
RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

80

189. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

GABARITO

a) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, / Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo) b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João Cabral de Melo Neto) c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas — debaixo de céu diverso — e sob a influência de impressões momentâneas.” (Gonçalves Dias) d) “Um dia (…) tive saudades da casa paterna e chorei. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida, que intitulei — Às Ave-Maria: — a saudade havia sido a minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

Texto para as questões 190 a 193:
“No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos. A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. Algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto. A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros. Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía. Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos. Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria. A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.”

81

190. UFMG A partir da leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo a) criticar a ação governamental no trato com a miséria. b) defender práticas de maior justiça social. c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas. d) mostrar a evolução da situação de miséria no Brasil. 191. UFMG “Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.” Essa frase é uma síntese de todas as seguintes passagens do texto, EXCETO a) A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. b) Continuávamos de bem com nossos travesseiros. c) Dormíamos o sono dos justos. d) Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. 192. UFMG O último parágrafo do texto tem todas as seguintes funções, EXCETO a) Ampliar o desenvolvimento das idéias. b) Reafirmar as idéias da introdução. c) Rearticular o parágrafo introdutório. d) Reorganizar as idéias desenvolvidas no texto. 193. UFMG De acordo com o texto, a miséria no Brasil assume uma posição crescentemente agressiva. Todas as seguintes passagens do texto comprovam essa afirmação, EXCETO a) Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. b) Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. c) Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. d) Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

Texto para as questões 194 a 197:
“Troca de e-mails
THE NEW YORK TIMES

Seguem abaixo trechos das mensagens de e-mail trocadas na terça-feira e ontem entre o VicePresidente Al Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado ‘dinheiro fácil’ na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim na proibição do ‘dinheiro fácil’. Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre.

82

Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: Re: Campanha eleitoral Obrigado por seu e-mail e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo — a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigaçao sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu e-mail, o senhor falou em restabelecer “a confiança em nosso processo eleitoral”. E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu e-mail. Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa.”
Traduzido do New York Times on-line, 16/03/2000.

GABARITO

194. UERJ O vice-presidente Gore propõe em seu e-mail uma rejeição, de parte a parte, do chamado “dinheiro fácil”, usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial. b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral. c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente. d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático. 195. UERJ O discurso político é marcado por estratégias de distanciamento que ressaltam a autoridade do locutor, e por traços de solidariedade que buscam o envolvimento dos interlocutores. Tais procedimentos retóricos são verificados em: a) “Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca…” b) “Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar…” c) “Eu darei o primeiro passo, pedindo ao Comitê Nacional Democrático…” d) “Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões…”

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

196. UERJ A mensagem-desafio de Al Gore tem como destinatário o seu adversário político, mas é possível interpretar que ela tenha sido tornada pública propositalmente. Considerando o conteúdo da mensagem e o seu contexto, a melhor explicação para que Al Gore tenha desejado torná-la pública é: a) provocar uma declaração desastrada de George Bush. b) contribuir para a moralização da política através da Internet. c) acusar seu adversário do uso de dinheiro ilícito na campanha. d) convencer o eleitor do caráter desonesto do outro candidato. Texto para as questões de 197 a 200:
“A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse ‘pareciam’, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos devãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de idéias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: ‘Mando-te uma carta qualquer dia desses’. Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla ‘enter’.”
SOUZA, Josias de. A revolução digital. In: Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.

83

GABARITO

197. UFMG Observe as expressões destacadas nestas frases: … falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro… … vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA dessas três expressões, na ordem em que aparecem nas frases acima. a) apesar de ser falada / apesar de ser impressa / se estivesse vivo. b) quando é falada / quando é impressa/ se estivesse vivo. c) porque é falada / porque é impressa / ainda que estivesse vivo. d) se é falada / se é impressa / ainda que estivesse vivo. 198. UFMG Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é a) defender a parceria entre o papel e o texto como uma história de êxitos. b) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. c) descrever as vantagens e desvantagens da Internet na atualidade. d) narrar a história do papel e do texto desde a antigüidade.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

199. UFMG Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre palavra falada e palavra escrita, é CORRETO afirmar que, a) na comunicação interpessoal, a palavra falada pode emocionar, sensibilizar, convencer, fazer pensar e, com isso, suscitar um grande movimento de idéias e valores. b) no processo social de divulgação de conhecimentos, a palavra falada, associada à escrita, exerce um papel fundamental na educação e na formação de opiniões. c) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão. d) no processo social de produção e circulação de crenças, a palavra escrita, ao lado da falada, tem papel significativo no desenvolvimento da espiritualidade. 200. UFMG Considerando os procedimentos lingüísticos de articulação entre o primeiro parágrafo e os outros parágrafos do texto, é INCORRETO afirmar que a) o segundo, o terceiro e o quarto parágrafos se articulam com o primeiro pelo emprego linear do tempo cronológico. b) o terceiro parágrafo está articulado com o primeiro pelo uso de palavras que explicitam significados presentes no primeiro. c) o segundo parágrafo está articulado com o primeiro pelo emprego de palavra que se repetem. d) o quarto parágrafo se articula com o primeiro pelo uso de frase que explicita uma idéia sugerida no primeiro. Texto para a questão 201:
“O idioma, vivo ou morto? O grande problema da língua pátria é que ela é viva e se renova a cada dia. Problema não para a própria língua, mas para os puristas, aqueles que fiscalizam o uso e o desuso do idioma. Quando Chico Buarque de Hollanda criou na letra de ‘Pedro Pedreiro’ o neologismo ‘penseiro’, teve gente que chiou. Afinal, que palavra é essa? Não demorou muito, o Aurélio definiu a nova palavra no seu dicionário. Isso mostra o vigor da língua portuguesa. Nas próximas edições dos melhores dicionários, não duvidem: provavelmente virá pelo menos uma definição para a expressão ‘segura o tcham’. Enfim, as gírias e expressões populares, por mais erradas ou absurdas que possam parecer, ajudam a manter a atualidade dos idiomas que se prezam. O papel de renovar e atualizar a língua cabe muito mais aos poetas e ao povo do que propriamente aos gramáticos e dicionaristas de plantão. Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o ‘erro’ propriamente dito e a renovação. O poeta é, portanto, aquele que provoca as grandes mudanças na língua. Pena que o Brasil seja um país de analfabetos. E deve-se entender como tal não apenas aqueles 60 milhões de ‘desletrados’ que o censo identifica, mas também aqueles que, mesmo sabendo o abecedário, raramente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é comum ver nas placas a expressão ‘vendese à praso’, em vez de ‘vende-se a prazo’; ou ‘meio-dia e meio’, em vez de como é mesmo? O português de Portugal nunca será como o nosso. No Brasil, o idioma foi enriquecido por expressões de origem indígena e pelas contribuições dos negros, europeus e orientais que para cá vieram. Mesmo que documentalmente se utilize a mesma língua, no dia-a-dia o idioma falado aqui nunca será completamente igual ao que se fala em Angola ou Macau, por exemplo. Voltando à questão inicial, não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. Os intelectuais também o fazem, por querer ou por mera ignorância. E também nós outros, jornalistas, afinal, herrar é umano, ops, errare humanum est. Ou será oeste?”
SANTOS, Jorge Fernando dos. Estado de Minas, Belo Horizonte, 10 jun. 1996. (Texto adaptado)

84

GABARITO

201. UFMG Em todas as seguintes passagens, o autor deixa transparecer idéias que ele mesmo considera puristas, EXCETO em a) Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o “erro” propriamente dito e a renovação. b) … não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. c) Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. d) Pena que o Brasil seja um país de analfabetos, […] Por isso, é comum ver nas placas a expressão “vende-se à praso”…

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

Texto para as questões 202 e 203:
“Amor A verdade é que devemos tudo aos amores infelizes, aos amores que não dão certo. A poesia se faz antes ou depois do amor, ninguém jamais fez um bom poema durante um amor feliz. Pois se o amor está tão bom, pra que interrompê-lo? O amor feliz não é assunto de poesia. Literatura é quando o amor ainda não veio ou quando já acabou, literatura durante é mentira. Ou ela é empolgação ou é remorso, revolta, saudade, tédio, divagação desesperada — enfim, tudo que dá bom texto. Desconfie de quem explica um estado de exaltação criativa dizendo que está amando. Algo deve estar errado. — Você está amando, mas ela não está correspondendo, é isso? — Não, não. Ela também me ama. É maravilhoso. — É maravilhoso, mas você sabe que não pode durar, é isso? Seu poema é sobre a transitoriedade de todas as coisas, sobre o efêmero, sobre o fim inevitável da felicidade num mundo em que… — Não! É sobre a felicidade sem fim! — Não pode ser. — Mas é. Acabei o poema e vou fazer uma canção. Depois, talvez, uma cantata. E estou pensando num romance. Tudo inspirado no nosso amor. Não posso parar de criar. Estou transbordando de amor e idéia. Crio dia e noite. — E a mulher amada? — Quem? Ah, ela. Bom, ela sabe que a atenção que não lhe dou, dou ao nosso amor perfeito. Está explicado. Ele não canta a amada ou seu amor. Está fascinado por ele mesmo, amando. E o poema certamente é ruim. Porque o amor, para ser de verdade, tem de emburrecer. Só devem lhe ocorrer bobagens para dizer ou escrever durante um caso de amor. Ou é kitch, de mau gosto, piegas ou copiado, ou não é amor. Qualquer sinal de originalidade pode até ser suspeito. — Esses seus versos para mim… Estão ótimos. — Obrigado. — Essas juras de amor, essas rimas, essa métrica… De onde você tirou tudo isso? — Eu mesmo inventei. Pensando em você. — Seu falso! — O quê? — Só deixando de pensar em mim por algumas horas você faria uma coisa assim pensando em mim. Só tomando distância, escrevendo e reescrevendo, raciocinando e burilando, você faria isto. Um verso plagiado do Vinícius eu entenderia. Um verso original, e bom desse jeito é traição. Só não sendo sincero você seria tão inteligente! — Mas… — Não fale mais comigo. Pronto. O amor acabou, agora você pode ser criativo sem remorso. Você está infeliz, mas console-se. Pense em como isso melhorará o seu estilo.”
Adap.: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Estado de São Paulo: 25/07/1999.

85

GABARITO

202. UFR-RJ A partir da leitura do texto, depreende-se que a) os textos literários cujo tema é o amor tratam de um sentimento utópico. b) os poemas feitos nos momentos de amor são criativos e interessantes. c) fazer poemas sobre o amor exige um afastamento da relação amorosa. d) só a reciprocidade no relacionamento amoroso enseja um bom texto poético. e) os textos verdadeiramente literários são os que tratam da temática amorosa. 203. UFR-RJ Os diálogos, nesse texto, têm a função de a) caracterizar o discurso indireto na narrativa. b) refutar o ponto de vista do autor por meio dos personagens. c) re