LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA VOCABULÁRIO FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS VERBOS E ADVÉRBIOS PRONOMES INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II FIGURAS DE LINGUAGEM PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO PONTUAÇÃO CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA CRASE FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

NOÇÕES DE LITERATURA LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL HUMANISMO, QUINHENTISMO, BARROCO E ARCADISMO ROMANTISMO CLASSICISMO

REALISMO/ NATURALISMO PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO

PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

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LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema versa sempre sobre algum acontecimento que já foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não é responsável por uma nova notícia, mas é uma releitura de uma notícia ou de um fato. ( ) Observando os elementos que compõe a charge, é correto afirmar que ela se refere a alguma notícia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum elemento verbal faz referência à aviação. ( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem. ( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita depois de algum desastre aéreo. ( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advérbio, adjetivo e substantivo. ( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso, quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada. 2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.

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GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pessoa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos. ( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de determinar para o leitor o sentido da charge. ( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros. ( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado” funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

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3. Uneb-BA

O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso central, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alterações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do modernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que: a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano; b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras; c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade; d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser humano; e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilíbrio das sensações humanas. 4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.

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GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

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Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadrinhos de Ziraldo. a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto. b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto. c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários. d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe. e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

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Em exposição até 13/8, das 11 às 18h. Av. Paulista, 1578 Informações: www.zip.net/guignard

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5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão: HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner

a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços. b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar. c) Tirar o proveito de todas as situações. 6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

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Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que: a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da expressão “Sei”, no primeiro quadrinho; b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai; c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitude do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola; d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à escola, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho; e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin generalizou a conclusão a que chegou. 7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam a frase sublinhada. Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin: 1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição. 2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão. 3. Considera-se injustiçado pelos pais. 4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso. As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o sentido da tira, estão na alternativa: a) 1 e 2. b) 1, 2 e 3. c) 2 e 3. d) 2, 3 e 4. e) 3 e 4.

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GABARITO

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8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos.

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Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista. De acordo com os elementos que constituem as tiras acima: ( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram representar, na escrita, sons naturais. ( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona, propensa às explosões agressivas. ( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu, arte marcial desenvolvida na antiga China. ( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a representação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens. 9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério

GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a enuncia. 02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma das pessoas em geral. 04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando que não há exceção à regra. 08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto. 16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.” 32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocondríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao campo amoroso. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor: a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem nada em comum; b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado pela sonoridade, num tom de humor;

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c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homonímica; d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para demonstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado; e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra relação a não ser a própria referência. 11. UFMA

GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.

Sobre a propaganda acima, é correto inferir que: a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão condenados a morrer;

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b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução; c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo, para não morrer, é preciso ir ao supermercado; d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso se mexer para não morrer de inanição. e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

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12. UFMG
“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais avançado sistema de processamento de documentos: Document Centre. Uma copiadora que também é impressora, fax e scanner, com capacidade de realizar as operações simultaneamente. Para você copiar, imprimir, receber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recuperar documentos com mais facilidade, menor manuseio de papel e maior segurança. O novo software Centreware permite explorar e gerenciar o equipamento de acordo com as suas necessidades, a partir do seu computador, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que só a Xerox pode lhe oferecer.”
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Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de propaganda, exceto:

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a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal. b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor. c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto. d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação. 13. UERJ

GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.

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Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o segundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento teria provocado a mudança. Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho... a) ...estivessem rindo deles?” b) ...fossem reais e eles o reflexo?” c) ... pudessem trocar de lugar com eles?” d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

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14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto não decorre apenas da decodificação pura e simples dos itens lingüísticos neles contidos. Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu conhecimento de mundo, suas crenças, suas vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar enunciados e o levam a construir o sentido do texto que leu. Uma das características do leitor proficiente é a capacidade de interpretar gráficos. Demonstre que você domina a habilidade de leitura, inferindo corretamente os resultados expressos no gráfico ao lado: Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pessoas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados: De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que: a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o motivo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas; b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirmase em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;

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c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais; d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício, uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas; e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do total de entrevistados. 15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto abaixo vem expressa de acordo com as normas de escrita do português padrão. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, onde é mostrado da cintura para baixo, segura um tipo de facão com a mão direita. Abraçado a sua perna há uma criança, que a expressão Foto: Paula Simas denota raiva e medo. O homem apóia sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para baixo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expressão denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da criança, como se protegendo-a. ( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo a ela de alguma ameaça. ( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva. ( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança, mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão. ( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino, como se o estivesse protegendo.

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GABARITO

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16. UEGO A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) o título “A República do Mau Humor” funciona como indicador de leitura, pois dá ao leitor a oportunidade de interpretar tanto o texto verbal como o não-verbal; ( ) o mau humor dos aliados do governo nos permite deduzir que os políticos aderem ao poder visando apenas ao seu benefício próprio; ( ) a parte inferior da charge remetenos ao contexto social brasileiro, onde a população, em sua maioFolha de São Paulo, 11.09.99 ria, sofre os efeitos; ( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo personagem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com que o brasileiro encara seus problemas; ( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiência do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso. 17. UnB-DF
“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA, CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

GABARITO

Os seres vivos são interdependentes. Dessa forma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevivência humana não estaria garantida. Essa variedade e a dependência entre as espécies interessa especialmente à nossa empresa. Pois o nosso trabalho depende de descobertas no mundo das informações genéticas. Informações que se perdem para sempre quando as espécies são extintas. Informações que oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender a uma população que está crescendo. Em um planeta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os. ( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade. ( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração. ( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não estaria garantida sem apoio de milhões de espécies. ( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das informações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre. ( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da população.

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18. UFPB-PSS
Texto I “Diogo Mainardi Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.” Texto II

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Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se: a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira. b) Os índios continuavam lutando entre si. c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida. d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congresso Nacional às causas indígenas. e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um momento de alegria para os índios. 19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques Nunca se soube o nome daquele jovem alto e magro vestido como milhões de chineses, de camisa branca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu grande momento, do que muitos líderes revolucionários do milênio. É certo que foi visto por mais gen5 de julho de 1989. te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que personalidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano Zapata.”

GABARITO

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Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do personagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais: a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade; b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade; c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho; d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário; e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

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REIS. eu não sabia Que o homem criava e também destruía. PESSOA. d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas. voltou a pé para o local da placa e nela escreveu. ô Eu aprendi A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu É bom aprender. d) ao bom relacionamento entre homem e macaco. FROMER. a vida é cruel. O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: 10 a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea.Interpretação de texto I Avançar . “Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia Eu não trabalhava. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. ô. Ciro. para corrigi-la: Como muitas piadas. a comparação estabelecida entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. esta se baseia em um equívoco. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. Logo depois. b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar. b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna. Texto para as questões 21 e 22. Vinha o motorista dirigindo o seu carro. Marcelo. Voltar Língua Portuguesa . ele acelerou o seu veículo. UFR-RJ No texto Homem Primata. eu me perdi” BRITTO. ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi. c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. Sérgio. 5 GABARITO 10 15 20 IMPRIMIR 21.20. ô. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir. Do CD Cabeça de dinossauro. quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente. Nando.

d) II. Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. b) I. e poderiam ser retiradas sem prejuízo para a clareza do texto. 1. você é barbaro. 5.22. III e IV.Interpretação de texto I Avançar . os antônimos: a) lentidão X velocidade. Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. Átila. 1968. c) I. As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. 23. b) 1. IV. UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. c) 2 e 4. A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apresentados. d) estagnação X mudança. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história. III e IV. respectivamente. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos armamentos. Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2. PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. III. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. c) santidade X pecado. p. III e IV. Voltar Língua Portuguesa . O militarismo. 4. 3. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II. IMPRIMIR GABARITO II. e) 3. 2. II. 166-167. b) atraso X progresso. As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal. e) passado X presente. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante. simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem. 2 e 4. 24. 11 JAGUAR. I. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico. d) 3 e 5. e) III e IV. é causa principal do desfecho presente no cartum. PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo. 4 e 5.

( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte. GABARITO 27. as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” c) “Se queres a paz. Univali-SC “BOM CONSELHO Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou para rua e bebo a tempestade” Chico Buarque Ouça um bom conselho Que lhe dou de graça Inútil dormir Que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado Quem espera nunca alcança Ouça meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar 12 Ao compor o texto. prepara-te para a guerra. dois não brigam. Hoje. estresse Líder em soluções Veja. julgue os itens da questão 27. c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida. ( ) Em Ele é um novo homem. Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos.” d) “Quando um não quer. ( ) Na última parte do texto. Não seja mais uma vítima II das doenças cardiovasculares.” 26. b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios. por problemas cardiovasculares. Procure seu médico e siga a sua orientação. 153. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele. obesidade. associadas a tabagismo.” e) “Devagar se vai ao longe. o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas. daí ser um elemento anafórico. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto. UFMT ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere. INSTRUÇÃO: Com base no texto. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa. PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro.25.Interpretação de texto I Avançar . 23/06/99.” 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. p. o autor procura confundir o leitor. o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto.” b) “Quem tudo quer tudo pode. e) através de um jogo de palavras. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade. III Essas doenças. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele.

( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. 29. Jeep® Só Existe Um. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira.400.Interpretação de texto I Avançar . Formas nuas no leito resvalando. b) Num momento.” Veja. à luz da lâmpada sombria. CELULAR. Sobre o leito de flores reclinada Como a lua por noite embalsamada. de outro lado. a mulher é pálida sobre o leito e.” Nos versos acima. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. O amor sexual lhe repugnava. sofre muito o prestígio romântico da mulher. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. a mulher caracteriza-se pela pureza e. Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo. pela nudez e sensualidade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A vida moderna em favor da vida de verdade. “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. a surpresa da visão da mulher amada. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto.. anjo entre nuvens. autor que. d) Inicialmente. Aponte-a: a) De um lado. U. o sofrimento das noites de vigília... b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher. Não te rias de mim. a revelação de que apenas é uma lavadeira. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. 13 28. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. GABARITO 30. Ele tem motor 4. meu anjo lindo! Por ti – as noite eu velei chorando. Negros olhos as pálpebras abrindo. duplo air-bag. num segundo momento. Unifor-CE “Façam a festa cantem dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. 11/10/98.. A partir de R$ 55. a fuga pelo sonho e pela morte. em outro momento. segundo Mário de Andrade. Jeep Grand Cherokee. Potiguar-RN “Soneto Pálida. Jeep Grand Cherokee. c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos. julgue os itens da questão 8.. o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos..0L High Output. d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas. c) Em princípio. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando. em seguida.

d) embora falem sobre o mesmo assunto. o poema pode ser dividido em duas partes: I. d) IV. IV. c) III. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou coroável). Com cada coisa em seu lugar. Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA. (. que revela segurança e certeza quanto ao futuro. II. E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas. e a segunda. a primeira. a primeira. Uniube-MG Com relação à estrutura... Talvez eu tenha medo. III. e a segunda. d) Noite. e a segunda.. que revela a felicidade de um dia de trabalho. que apresenta dúvida e descontrole emocional.Interpretação de texto I Avançar . (A noite com seus sortilégios. e) os textos abordam temáticas diferentes. que revela sua ousadia e destemor diante da vida. b) ambos os textos vêem apenas belezas. 32. b) Porque não poupa ninguém. os dois textos revelam posicionamentos antagônicos. ou diga: – Alô. d) Porque é amiga do poeta. b) II. e a segunda.. Voltar Língua Portuguesa . IMPRIMIR Sobre os textos. E as feias. Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes. certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera.” Manuel Bandeira.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33. que mostra incerteza do poeta. c) Porque aparece toda noite. que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido. “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil.) encontrará lavrado o campo. o segundo aborda a beleza da mulher madura. Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes. a primeira. São Paulo: Global. In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira. nas mulheres. sobre o tema: Mulheres. a casa limpa.. 34. 33. Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada. In: Libertinagem. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. Talvez eu sorria. iniludível! O meu dia foi bom.” Vinícius de Moraes. 14 GABARITO “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos. b) Visita. 31. pode a noite descer. expressa pelos advérbios de negação e dúvida.. c) Morte. embora diferentes. A mesa posta. a primeira. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar.) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso. pode-se afirmar que: a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema.1984. Manuel.

de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes. ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. se sujarem”. que seu filho precisa de liberdade para aprender. pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto. elas aprendem mais e se desenvolvem melhor. É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação.Interpretação de texto I Avançar . A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral. assim como você. Se abria alguma coisa era o espaço – até então. refere-se a um elemento extratextual. e) É um caso de associação de idéias.35. As questões 36 e 37 referem-se a ele. conotativo. 2000. nunca pensara organizadamente na única pessoa. removendo manchas de gordura como nenhum outro. ao passado anterior ao passado. apresentado na abertura do texto. se sujarem. o meu caso. é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. era o tempo do qual eu mais participara. ao passado depois do passado. serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal. o produto foi aprovado pelo consumidor. 15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é. Porque não há aprendizado sem manchas. PUC-PR “Nada mais diferente (. 37. Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe. pelo fato de causar incoerência. de 7 jun. não sendo eu.” 36. o primeiro é denotativo e o segundo. em “como nenhum outro”. apresentados no primeiro período do texto.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai. “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. pois a noção de passado é a mesma nos dois autores.” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “madeleine” na obra de Proust. Novo Omo Multi Ação. c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária. ( ) o vocábulo outro. no único tempo de um homem que. UFGO Além de veicular informações sobre o produto. em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”. ao passado ‘ao lado’ do passado. Ora. o ‘meu’ embrulho não abre nada. só a partir de agora. ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”. Com base nessa informação e na leitura do texto. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor. a linguagem publicitária procura persuadir o consumidor.. ( ) a palavra ainda. pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil. UFGO Acerca da organização das frases. idéias deduzidas do início do texto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . remetem à expressão “as crianças”. muito menos o tempo. Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem. ( ) os vocábulos “elas” e “se”. no único personagem. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido. indica que.. d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado. ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes. ou melhor. criando uma relação com Quase memória. ou seja. estabelecem relação de causa e conseqüência.

que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório. 16 Texto para as questões 39 e 40. É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas. Em “Gosto de ser e de estar”. é expressa com os verbos “ser” e “estar”. 1984. a idéia de plenitude. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 4. “Língua Gosto de sentir minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à mingua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira Fala! Flor do Lácio sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua (. 39. “TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida. 2 e 3. conte com os amigos.. UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos. uma língua expressa os valores culturais de seu povo. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. b) 1. d) 2. o que lhe trará entusiasmo. ( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho. Velô-Caetano e a Banda Nova.” Marie Clarie.Interpretação de texto I Avançar . Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pretende esteja envolvido na sua percepção de “língua”. Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal. Você poderá contribuir com o parceiro. confusão: espere até poder expressar suas idéias. Com Marte transitando em seu signo. A dinâmica do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. Língua. 38. Utilizando a expressão “Fala mangueira”. desejada pelo autor. Para isso. 1. c) 2 e 4. No trabalho. 2. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde. PolyGram. 3 e 4. 3. e) 3 e 4.. ora implicitamente ora diretamente. O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino. Caetano. sendo “pátria”. este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto. julgue os itens da questão 38. grito de guerra de uma escola de samba.) A língua é minha Pátria E eu não tenho Pátria: tenho mátria Eu quero frátria” GABARITO VELOSO. o autor alude à idéia de que. maio de 1998.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto.

d) 2 e 4 apenas.40. 3. Voltar Língua Portuguesa . e) 3 e 4 apenas. p. “dores”. 1996. Em terra de incompetentes. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói. b) 1 e 4 apenas. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. que é discreta a fortuna em seus reveses. que subir é desgraça muitas vezes. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo. Burro foi ao subir tão alto clima. 64. que indigno cresce. como “roçar”. GABARITO IMPRIMIR O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. Homem sobe. 2. onde jazia. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão. À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. 4. Estão corretas: a) 1. A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo. o menos incompetente reina. a soma das alternativas corretas. Cleise Furtado. verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo. Dê. e logo o homem desce. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem. 04. UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. Nas expressões “confusões de prosódia”. Pois vá descendo do alto. Salvador: EDUFBA. 3 e 4. Quem sobe a alto lugar.Interpretação de texto I Avançar . 2 e 3 apenas. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos. 08. como resposta. Homem sei eu que foi Vossenhoria. do que burro em cima.” MENDES. asno vai. Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. perpassa a idéia comum de “pluralidade”. Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”. 17 41. 1. c) 1. que não merece. 16. “cores”. 2. 32. 63. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”. burro parece. 02. Desanda a roda. Quando o pisava da Fortuna a Roda.

São Paulo. 18. “Valsinha Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar. Então ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado De tanto esperar Depois os dois deram-se os braços Como há muito tempo Não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça E começaram a se abraçar. 23. IV. E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos Como não se ouviam mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz. b) o autor. 13. 27. E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto Convidou-a pra rodar.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. A expressão “ali”. 44. b) III e IV. Uniube-MG Sobre o texto. III e IV. traz marcas de oralidade. 4. II. Abril Educação. c) I. 22. 6. 15. (Literatura Comentada). Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I. 2. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . no verso 21. 20. Este é um texto narrativo que relata uma transformação. Vinícius de e HOLANDA. 24. 11. só não se pode afirmar que: GABARITO a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. 8. 25. 19. nos versos 8 e 9. 28. 21. 29. II e IV. 5. 7. d) ela. Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar. 14. 10. 43.” MORAES. Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência. o jogo amoroso e as relações humanas. 16. Chico Buarque de. 30-I. d) I.Interpretação de texto I Avançar . 12. 18 1. p. 42. c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador. 3. 17. c) ele. 26. refere-se à palavra cidade. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. 1980. A expressão “pra”. Chico Buarque de Holanda. III. 9. A alternativa que traz os números das asserções corretas é: a) I e II. b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo.

III e IV. b) I e III. Integrada ao calendário das maiores comemorações nacionais. II. Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge. TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country.Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2.” Adaptado de: Época – Especial “Nós. local e data. imaculadas botas de couro. Para uma adequada compreensão do texto 2. enfiados em calças jeans.. Chegam de todos os cantos do país.. pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional. (. Os boiadeiros urbanos capricham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carnaval carioca em termos de público e opulência. reis e princesas sonham até a Quartafeira de Cinzas. como veículo de divulgação. p. e) I. cintos e chapéus vistosos. Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2. a partir de uma informação que esse já tem. 24/01/99.) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”. III. brasileiros”. II e III. A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito. GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro. estilizando a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) II e IV. PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil. II. I. 102.Interpretação de texto I Avançar . e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil. No Carnaval. IV. 46. Zero Hora. o texto 2 pretende mobilizar seu humor. TEXTO 2 19 Charge de lotti. 45. d) I. Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor. Em Barretos. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos. b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições. o autor do texto 1 expressa um grau de indignação equivalente. 24/05/99. Porto Alegre. a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras. é necessário levar em conta dados contextuais.

• doutorado... ou 10 pontos. • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua.. por meio de estruturas gramaticalmente corretas. “TESTE Avalie suas chances de obter um emprego.. por exemplo. mas se forem substituídos por outro idioma – como. ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez..... • mestrado. • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é. • um curso de especialização.. ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho.. UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam. • pós-graduação lato-sensu. espanhol – a valorização será maior. Voltar Língua Portuguesa . Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste.Interpretação de texto I Avançar .Texto para a questão 47. • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou. CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é. CURSOS COMPLEMENTARES Você fez. se tem um domínio regular. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela.. Sua imagem perante os colegas de trabalho é. ( ) Conhecimentos de inglês são importantes. Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego. ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corresponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da de um bom domínio de conhecimentos de informática.. • bons – 25 pontos • médios – 13 pontos • ruins – zero” 20 GABARITO IMPRIMIR 47. informações coerentes com o teste do texto.

ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. Paulo. em geral. quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. III. querendo-a aproveitar.” GLEISER. há uma referência nova.” SCLIAR. em relação ao texto. In: Folha de S. considerando-se o uso atual. II. senão pela sua precisão. 29. não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. e) I. enquanto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . é só estimular o turismo. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa. isso bastaria. 17/05/99. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. “Às vezes. Cada planta é uma galáxia. e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista. b) somente I e II. Uma outra diferença importante é que o Universo está em expansão. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo.Interpretação de texto I Avançar . as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. Hotéis não há muitos. E que não houvesse mais que uma pousada. Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor. esse é um modelo bidimensional do Universo. Paulo. Mais! 48. “As maiores estruturas do Universo”.Texto para as questões 48 e 49. metafórico. c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real. Salvador-BA Por inferência. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. U. d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental. Folha de S. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa. No segundo parágrafo. Águas são muitas. a imagem vale. cheia de vitóriasrégias. Moacyr. c) somente I e III. Claro. especialmente o que nos foi oferecido. infindas. Marcelo. De qualquer forma. pelo seu poder evocativo. o melhor que eu puder. 21 49. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova. p. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. 2000. e) a exuberante natureza amazônica. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. GABARITO Considere as seguintes afirmações: I. através de um discurso poético. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais. b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme. E em tal maneira é graciosa que. mas os poucos que existem são confortáveis. d) somente II e III. A terra em si é de muitos bons ares. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado. Está correto. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos. uma infração à norma culta. II e III. arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da harmonia universal. 27 ago. para alindar ou afear. lagoas não costumam estar em expansão. no primeiro período. Há. 50. U. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que. sempre aumentando. b) um momento de percepção da realidade. o que se afirma em: a) somente II.

c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira. 26 poetas hoje. Poesia Barroca.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. Se uma ovelha perdida. e não queirais. b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino. e prazer tão repentino Vos deu. b) O poema refere-se à obra Macunaíma. Que a mesma culpa. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. dentro do universo irreverente da poesia marginal. Do mesmo modo. Da vossa piedade me despido. Texto 2 “Pequei. Roberto. corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos. Considerando que o sujeito lírico expõe sentimentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado. Perder na vossa ovelha a vossa glória. GABARITO IMPRIMIR 52. Voltar Língua Portuguesa . que vos ha ofendido. Para responder às questões de números 52 a 54. e já cobrada Glória tal. como afirmais na Sacra História: Eu sou. que pereça um destes pequenos.M. de Mário de Andrade. A abrandar-vos sobeja um só gemido. ouvir. Vos tem para o perdão lisonjeado. Mateus 18:12. Porque. 22 d) O poema sugere que o “gorila”. não é algo desejável para meu Pai. leia os textos a seguir. d) exaltação da sabedoria de Deus. é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho. à qual Gregório de Matos recorre. escrever. não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E. Senhor.51. pensar e sentir. se por acaso a encontrar.Interpretação de texto I Avançar . “Macunaíma nos ajude na barriga do gorila Cabeça do meu pau? na barriga do gorila Meu alegre coração onde estás? na barriga do gorila” Barriga de minha perna onde estás? na barriga do gorila Dedos de minha mão onde estão? na barriga do gorila Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ. U. enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª. Se basta a vos irar tanto um pecado. Pastor Divino. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1. pessoa do plural. quanto mais tenho delinqüido. Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. São Paulo: Melhoramentos. Senhor. a ovelha desgarrada Cobrai-a.F. metáfora de uma situação ou de um ente abominável. Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta. que está no céu. Gregório de. mas não porque hei pecado. Vos tenho a perdoar mais empenhado. a) O poema não se refere à obra Macunaíma. pessoa do singular. e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino.” MATOS. F. c) O título do poema está na 1ª.

pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas.Interpretação de texto I Avançar . que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados. histórico e técnico”. do texto 2.M. pois. comemorado hoje. d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus. ecológicos. mas não se arrepende deles. F. conforme a definição do dicionário Aurélio.53. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais. Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra. 18/05/00. b) sofra. O Dia do Museu.” SILVA. Mas há também os arqueológicos. ao vinho ou aos insetos. se Ele não o salvar entrará em contradição com a Sagrada Escritura. Jornal de Santa Catarina. talvez não precise de uma grande festa nacional. Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender. F. 23 d) argumenta. antropológicos. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura. “para conservar. vem do grego “mouseon”. c) suplica pela salvação divina. c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada. assinale a alternativa correta. visitados e respeitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve. e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. oceanográficos. deixando que Ele decida se o salva ou não. Santa Catarina possui cerca de 100 museus. d) peque. razão pela qual acredita que não será salvo. e) padeça. merece a salvação. de artes. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados. que significa templo de musas. estudar. de armas. valorizar pelos mais diversos modos. coleções de interesse artístico. a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu. algumas passam quase em branco e outras são exaustivamente lembradas. A palavra museu. 54. Marco Aurélio. e) submete-se à vontade de Deus. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) conversa com o Senhor. chantageando o Senhor. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e.M. erguidos em homenagem à cerveja. os religiosos. E as musas escolhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas. 55. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas. e sobretudo expor para deleite e educação do público. por isso. os que reverenciam a colonização ou profissões. Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades. GABARITO Sobre o texto. c) se perca. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade.

Nada. Dê... Fanadas – murchas. fez sinal que lhas dessem. Isto tomávamos nós nesse sentido. 56.. quando eles vieram. Manuel. 02. Fasc.. muito grande. E também olhou para um castiçal de prata.) Viu um deles umas contas de rosário. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra.) Acenderam-se tochas. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas. como se davam ouro por aquilo. por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço. e novamente para o castiçal. escreve para o Rei de Portugal. que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão. como se davam ouro por aquilo. ao pescoço (. e lançou-as ao pescoço. UFSC De acordo com o texto. relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. na embarcação portuguesa. Isto tomávamos nós nesse sentido. 04. E eles entraram. a soma das alternativas corretas. Dê. e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas. estava sentado em uma cadeira. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... pareceu despertar o interesse dos tupiniquins. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. um dos escrivães da armada portuguesa. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim. e. falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta. nem de falar ao Capitão. aconchegaram-se e adormeceram. Pêro Vaz de Caminha. Pelo trecho .. assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s). por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. Em E eles entraram. Os tupiniquins. Abril. bastante comunicativos. com um colar de ouro. 1999. nem a ninguém. e depois para o colar.. 01. folgou muito com elas. isto não queríamos nós entender. 08. Coxim – almofada que serve de assento. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. as quais não eram fanadas. E então estiraram-se de costas na alcatifa. Mas nem sinal de cortesia fizeram. e assim mesmo acenava para a terra. E deitaram um manto por cima deles. Mas nem sinal de cortesia fizeram. a soma das alternativas corretas. O trecho .. consentindo.Interpretação de texto I Avançar .E também olhou para um castiçal de prata... nem de falar ao capitão. é correto afirmar que: 01. aos pés de uma alcatifa por estrado.. como resposta. Manuel..” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS. como se lá também houvesse prata! (. I. Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo abandonaram o navio. SP. fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou categoria social lusitanas. D. como resposta. 08. e bem vestido. A expressão . e assim mesmo acenava para a terra.folgou muito com elas.. e o da cabeleira esforçavase por não a estragar. nem a ninguém. brancas. 04. 24 Vocabulário: Alcatifa – tapete. 57. entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação portuguesa. carpete. 02. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. UFSC A propósito do texto. por assim o desejarmos. pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário. Todavia um deles fitou o colar do Capitão.Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D. evidencia que havia problemas de comunicação entre portugueses e tupiniquins.

Na opinião do escritor tapuia.Para quem fundamenta a sua cultura no teor. A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa. Nosso povo enxerga o ser como um som. para as etnias indígenas desaparecidas. Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade. Os 500 anos de Brasil significam.O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos. é na base do tiro.. de acordo com os trechos da entrevista que você acabou de ler. em grandes áreas do País. Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos. preferem recolher a sua palavra-alma. Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes. uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa. (. Porque fala e alma são uma coisa só. a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século. a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais. sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram. ISTOÉ .Os europeus chegaram trazendo o progresso. 7-11). A palavra tupuy designa ser. em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição. que significa o som que se expande.. qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká . trataram aqui como primitivos. roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais.Há um trecho em seu livro. ser e linguagem são uma coisa só.Para o tupi-guarani. 64.E qual é a razão desse desencontro? Kaká . são anos de descoberta ou de invasão? Kaká . 16. ISTOÉ . A realidade atual indígena não é fácil. Como você pensa essa relação? Kaká . a oportunidade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso. publicada na revista Isto é (21/7/99. e fala do seu livro A terra dos mil povos. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado. por ilusão dessas relações com os brancos..A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser. que também significa fala.Nesses 500 anos. a soma das alternativas corretas. um tom de uma grande música cósmica. em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil.Interpretação de texto I Avançar . Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria. Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssimas. Ainda hoje. ISTOÉ .” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká .De desencontro. até para perceber que ela está em colapso. 08. O pajé é aquele que fala com o coração. em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser. É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência. Um pajé é aquele que emite neeng-porã. A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indígenas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais. ter a percepção desse patrimônio. com o desaparecimento de centenas de etnias.Texto para as questões 58 e 59. (. o qual chamamos de Namandu-ruetê. 02. Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo.O patrimônio da sabedoria. trechos dessa entrevista. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A terra dos mil povos. O brasileiro não sabe da sua própria cultura. 04. 01. “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados. Um dos nomes da alma é neeng. ISTOÉ . Dê. Para os povos indígenas. A própria palavra tupi significa em pé. motivado pelo acirramento de interesses econômicos. Apresentamos. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). Para Kaká Jecupe. A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional. A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas. aquele que emite belas palavras.)” 25 GABARITO 58. a seguir.) ISTOÉ . ver o índio de forma menos prepotente levaria a civilização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação. em Dourados. É por isso que os guaraniscayowas. p. regida por um grande espírito criador. Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. ou Tupã. que são respectivamente o ter e o ser.. como resposta. Não no sentido de retórica. a sua expressão no mundo. 32.

a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. e Quyquyho. a seguir. 02. a partir da relação com o branco. Emprego de termos de origem indígena. a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra. 1982). 16. vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. 61. 16. Dê. 08. oposição índio feliz. como resposta. ilustrada pela aglutinação dos termos índio e América.59. podem ser encontrados em “Quyquyho”. o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. a soma das alternativas corretas. 04. os guaranis-cayowas da região de Dourados. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . palavra. provocado pela discórdia. Texto para as questões 60 e 61. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio. Alusão ao “grande espírito” criador do Universo.”. 02. sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. denominado Namandu-ru-etê ou Tupã. 64. 08. 32. entendendo alma e fala como “uma coisa só”. emoção.” 26 GABARITO 60. menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. 04. UFMS Os aspectos apontados. exceto: 01. Visão ingênua e idealizada do índio. 04. cuja letra reproduzimos abaixo. a linguagem. a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Dourados é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura. depois do contato com a língua e a cultura do homem branco. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios. significa “som em pé”. pois a eles foi legada. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do índio. Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto. em tupi. é correto afirmar que: 01. a soma das alternativas corretas. tendo a ver com sentimento. em Mato Grosso do Sul. na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos.Interpretação de texto I Avançar . 16. na tradição indígena. “Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. noção que a terra pertence aos indígenas. a soma das alternativas corretas. UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os textos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). e o ser são elementos distintos. como resposta. nos primeiros tempos. versus índio sofredor. mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. como resposta. Dê. Dê. enquanto som. 08. presença de um forte sentimento ufanista. 01. 32. 32. 02.

Ironiza a corrida armamentista. e) II e III. No conto. c) descritiva. Faz ver que. c) I e III. b) II. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. b) I e II. d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão. Poesia completa e prosa. 1944. o advento de um Cristo seria impossível. “Não há lugar para essa gente”. Unifor-CE Anacronismo. Atualiza a história de Cristo.” MENDES. as personagens ganham amplo desenvolvimento. O menino nasce morto. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I. d) II e III. Murilo. pois se apóia em argumentos encadeados. somente. 1. c) III. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso. II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 65. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso internacional de solidariedade. III.Interpretação de texto I Avançar . o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado. Na crônica moderna. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram. Com base na definição acima. c) soldados de Herodes a elementos radioativos. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. sobretudo nos três últimos parágrafos. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades. com narrador em primeira pessoa. d) I e II. “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpinteiro José aportam a Belém. GABARITO 64. No romance. e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado. e) dissertativa. somente.As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue. Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: a) narrativa. 63. anotadas em estilo elegante. O casal dirige-se a uma estrebaria. mais do que no conto ou na novela. p. Está correto somente o que se afirma em: a) I. II. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Conversa portátil. em nossa era. III.m. b) narrativa. 1486. sobretudo nos três primeiros parágrafos. Está correto o que se afirma em: a) II. e) I. somente. S. II e III. o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. 27 62. Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. com narrador em terceira pessoa. d) descritiva. Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I. somente. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas.

Durou um ano o amor sem palavras. O marido baixou a cabeça. que começara muito antes e continuaria muito depois. São Paulo: Companhia das Letras. O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função central na constituição do sentido do texto. logo. nem você a mim. 68. como mulher. parecia um delírio.” RODRIGUES. logo. ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. eu não amo você”. Foi parar quase na fronteira com a China. ora. o amor. Morreu só. logo. Resolveu viajar para a China. cada um deve seguir a sua vida”. ora. e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade). de repente.. uma menina linda. eu não te amava nem você me amava. A menina não voltou. Não houve uma palavra entre os dois. Nelson. logo. “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. Quando embarcou. 1995. você não se deve sentir traído”. 28 66. ninguém tem culpa dessa traição. vê surgir. Depois não viu mais o junco. nem princípio. d) “não é pois todo amor alvo divino. Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. andou em Hong Kong. b) “Que não seja imortal. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). porém. Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. 67. c) negar um amor para afirmar outro. a pé. o brasileiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam. Até que entra na primeira porta. no meio de sordidez tamanha. como num milagre. Não temos nenhum amor a trair”. Para apresentar o seu argumento de uma forma completa. b) marcar as repetições da narrativa. d) “Como você não me amava nem eu a você. Aquela beleza absurda. Ele ficou muito tempo olhando. UERJ A esposa do milionário convenceu o marido. uma aldeia miserável. A cabra vadia: novas confissões. certo de que a distância é o esquecimento. O amor começou ali. pouco a pouco. Os dois formavam um maravilhoso ser único. ela poderia utilizar a seguinte construção: a) “Toda traição envolve outro amor. Foi também um adeus sem palavras. o brasileiro teve que voltar para o Brasil. eu amo outro. c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. nunca. E.” (Casimiro de Abreu). Doeu-lhe. UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China. o escândalo. as faces escavadas da fome. Mas. eu não te trai”. Desce e percorre.. tão só. Um dia. Viu. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. súbito. Um amor que não tinha fim. b) “Só se trai a quem se ama. d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos. UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e “durou um ano o amor sem palavras”. Quis gritar.Texto para as questões de 66 a 69. por toda a parte. mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. Um não conhecia a língua do outro.Interpretação de texto I Avançar . linda. Até que. Olhou aquela miséria abjeta. Tinha sede e queria beber. apanhou o automóvel e correu como um louco. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais). tens amor – eu medo! . Primeiro.

agosto de 1999. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi. a cabeça sem cabelos. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas. ao lado da mãe. expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio. 400 quilômetros ao nordeste de Roma. 71. Virou Anita. Estão de acordo com o texto: a) somente a II.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . é quase desconhecida. IV. em 3 de junho. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços. um homem robusto. No conto de Nelson Rodrigues. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos. oficialmente. Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita.Interpretação de texto I Avançar . e do filho Bryan Jr. II. o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo. o cartório de Laguna. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente. pedindo a presença de um fotógrafo. uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final. IV e V. com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. no Brasil. d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. III. Em poucos dias. Enquanto agonizava. Univali-SC “Agonia pública Na cama. 30 de junho de 1999. Paulo. onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845). é venerada como heroína da unificação.69. 29 Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa. d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa. GABARITO Observe as afirmações abaixo: I. V. Na imagem. Dez anos depois. b) I e III. Às 11h56. b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa. Bryan Lee Curtis. quando abandonou o primeiro marido. c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador. e) É pura e simplesmente uma narração. de olhos semicerrados. Bryan morreu em casa. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguinte recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário. por iniciativa da Câmara Municipal.” MARKUN. O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. e) somente a V. Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos. c) somente a III. Só no último dia 11 de maio. Bobbie. da mulher. Superinteressante. os olhos salientes pela magreza do doente terminal. de 2 anos. numa fazenda em Mandriole. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal. d) II. na Flórida. em Santa Catarina. Tanto que só passou a existir. Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado. um sapateiro. O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto. Lá... Mas. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo. Petersburg Times. (. No colo dele. sua mãe ligou para o St.)” Revista Veja. jornal da cidade de St. O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882). em 30 de agosto de 1821. a boca aberta no esforço desesperado por ar. 70. um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. Petersburg. na Itália. morreu nos braços de Garibáldi. há três meses.

GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha. efervescente. Aborrecido com o mau desempenho de seus discípulos.)” Luiz Barco. Um deles. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999. no entanto. como ele é o último dia com aulas na semana. ao terminar a nossa aula de quarta-feira. O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida. com 48 horas disponíveis. não deve ser usada em todos os casos.) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma.Interpretação de texto I Avançar . os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar. julgue os itens que se seguem. financeira e política da mensagem. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano. E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado. ( ) No texto. ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musical. então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado. anunciou peremptoriamente. contrariando mais uma vez a regra imposta”. “Se o senhor concorda. vocês terão uma prova toda semana”. (. que o sábado está descartado.. para ser coerente. que a prova será na sexta-feira. é este que fundamenta aquele. portanto. Assim. raciocinou. Não foi necessário prosseguir.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . logo descobriremos.. se o senhor não nos avisar do teste na quinta. às vezes. os jovens se remexeram em suas carteiras. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora. o jovem ponderou: “Professor. 73. Pelo mesmo critério. ficariam prejudicados os demais dias da semana. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. porém. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”. Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”. contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado. 30 Após a leitura do trecho acima. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto.. afirmou o professor.72. e nada mais”. ainda não tinha terminado. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. pois. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar. Assustados. Relacionando essa observação ao texto acima. b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom argumento. rigoroso. nunca poderá reservar o sábado para nos testar. emendou. então. porém. Univali-SC “As armadilhas da lógica (. “O senhor. “Parece-me justo”. porém justo e lógico como o senhor tem sido. O estudante. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário. digamos. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”. “Assim.

De carioca cerimonioso gaúcho modesto paulista preguiçoso Deus nos livre e guarde. ( ) No texto. “À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário baiano lacônico mineiro perdulário Deus nos guarde. pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um. ( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca. revelando. predomina a narração com a manutenção da unidade temática. ( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearense sedentário”. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75. assim como estes. ( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade. ou toma um café Hoje bobagem.74.... ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira. européia e cristã. UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes.66583624 (Chico Amaral) GABARITO Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto. UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito. ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor. pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global. 31 “UM DIA QUALQUER . concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”. ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem . opõe-se “cearense migrante”. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete.” Interpretando-se os sentimentos do poema. onde as ondas se amansam.. o sentido da vida para o eu lírico. 76. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77. UFMT ( ) Na primeira estrofe.cadeiras.Interpretação de texto I Avançar . por exemplo. sem manter assim relações de sentido com o poema. o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro.

Dissertação. Entretanto.” Carlos Drummond de Andrade. inclusive a simples claridade da hora. II e III. II. de meus receios. Escrever é triste. falar-lhe de minhas dúvidas.) Que é isso. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto. Prosa poética. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano. apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mundo imaginário em que vive o autor.. Os dedos sobre o teclado. fica em sua cadeira assuntando. o que se afirma em: a) somente II. mais propriamente. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. em relação ao texto. pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar. Está correto. de minhas fraquezas. casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. (. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada na escrita. rapaz. sem liberdade. não revolve os intestinos da vida. A ação de escrever priva. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 78. d) somente II e III. e) I. não corta na verdade a barriga da vida. O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua. e) II e III. Impede a conjugação de tantos outros verbos. bem como a abundância de assunto. vedada a você. purê de palavras. e você não sabe ir além disso. Ou. Narração em primeira pessoa.77. As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo. aí está você. que está de olho na maquininha. b) II. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela.. II. Conclui que não há assunto. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel.Interpretação de texto I Avançar . Então hoje não tem crônica. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras. III. III. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve. escrever exige predisposição e inspiração. as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. quer dizer: que não há para você. de falta de apetite para os milhares de assuntos.” O trecho acima apresenta características evidentes de: I. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. Vivem constrangidos. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza. assuntando. 79. com predomínio do tom reflexivo e de marcas de análise psicológica. c) somente I e III. Revolto-me contra mim mesmo. como que em presença de um inválido. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I. Não basta haver variedade de assunto. depende das condições intelectuais daquele que escreve. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção. b) somente I e II. d) a falta. Mas somos nesta casa uma família de estranhos. c) I e II. que só a língua têm em comum. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes. por vezes. d) I e III.

. Às vezes na imaginação. primeiro. às vezes na realidade. do tempo. 33 81. com certeza. uma vez contextualizadas. Semanticamente. e) “luz cheia de sombras de asas”. Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”.” Álvaro Moreyra. como se dissesse – Bom-dia! Chega. b) muito arredio e pouco confiável. Tão sossegados! Só nos jardins há amores-perfeitos. Ela pousa. c) “cheiro de terra”. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!. como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca daquele que escreve. Tão sossegados! Só nos jardins há amoresperfeitos. Voltar Língua Portuguesa . d) bastante descrente e desiludido. Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”. GABARITO IMPRIMIR d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador. realidade de uso interno.80. Hoje. “ir para fora” tem um sentido mais libertador. Sábado. não veio da cidade. c) solução e realidade. Ah! dormir com o sentimento de pôr. d) proteção e felicidade. E tinha canteiros de rosas. depois até a gente tão simples. Aquele jardim era meu amigo. luz cheia de sombras de asas. respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre. Veio. e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. b) lugarejo e beleza natural. a: a) meio arredio e misterioso. um jardineiro risonho. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão. Uma voz de água no silêncio.Interpretação de texto I Avançar . com qualquer coisa de gato e de mulher. Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos. as palavras destacadas conotam. Eles são as minhas aldeias. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão. Imagine o campo. É preciso gostar da vida. c) pouco desconfiado e muito observador. mas triste. Quem pode vai para fora. semanticamente. 83. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica. amanhã. A vida arranja tudo pelo melhor.” No texto.. e) com certa melancolia e pouca sinceridade. nas árvores. Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” corresponde. Lembro-me dela. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias. b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado. logo mais. b) narração e a relação realidade-imaginação. Era um Jardim sereno. b) “Sábado”. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. 82. d) “céu imenso perdido”. O cheiro de terra. Os outros ficam aqui mesmo. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos. Tinha uma árvore. 84. e) segurança e incerteza. essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador. tão igual. A noite caindo sem desastres. talvez. e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador. nos olhos e nas mãos. c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário.

atualmente. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver.. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática. aboliu o Domingo. b) II.Interpretação de texto I Avançar . d) I. As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I. d) Todos os empresários. afirma Aldo Colombo. Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios. (. V.) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e. IV e V. 30% dos brasileiros sofrem de estresse. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente. inventou a Internet. fazendo uma coisa de cada vez. Ingo Tirgarten. II e IV. Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes. É mais um desafio!” Missão Jovem. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez. o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios. uma sociedade totalmente estressada.. O homem é uma máquina que nunca desliga. empresa especializada em sistemas de automação comercial. o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio.. afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (.) O presidente da empresa de seguros ADD Makler.. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas. c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail. Hans Dieter Didjurgeit. III. agosto de 1999. e) todos os itens.. II.. 34 GABARITO Observe as afirmações: I. sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios. o fax e o telefone. Uns dizem que o culpado é o trabalho. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem. c) II. a partir daí. por vezes. b) O telefone. uma das tantas doenças modernas. IV.. O estresse é uma doença moderna. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma certa maneira de viver? O homem. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e.. (. trocou o dia pela noite. e não desliga mais. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver. fax ou telefone. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios. Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse. III e V. “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone. como almoços e jantares com o cliente em potencial. mantendo assim o humor e a alegria de viver. o e-mail.)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos. para o Terceiro Milênio. e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail. 86.85. o celular. II e III. o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo. A psicóloga Marilda Lipp afirma: “Sob tensão pesada. fax ou e-mail”. Depois capota”..

a gata transformou-se na representação da deusa Bastet.. III e VI. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões.) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas. de Karl Popper. A igreja lhe virou as costas.) Na Europa. Sendo considerado como um animal santo. UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século. os que realmente caracterizam o texto são: a) II. Dos itens acima. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais.” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. ( ) Um método impróprio no caso da zoologia. V. ( ) Na estrofe 8. Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente. “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). a enunciados universais. de um ponto de vista lógico. c) I. ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo. II. III. b) I. pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quantas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado. Univali-SC “No antigo Egito. IV e V. Justificar a importância dos gatos e dos ratos. II. 89. enunciados “particulares”). ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e felicidade. Citar superstições acerca dos gatos. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados. ora um animal doce e afável). (. está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares. Nesta mesma época. tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos. mas não das demais ciências. São idéias presentes no texto: I. algumas vezes. III e VI. Ora. Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos.Interpretação de texto I Avançar . ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência.” Segundo Popper. o gato foi honrado e enaltecido. fêmea do deus sol Rá. UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Científica (1934). III e IV. o gato se desenvolveu com as conquistas romanas.. tais como hipóteses ou teorias. e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. Enaltecer a figura do gato no mundo atual. d) I. Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos. VI. associada aos cultos pagãos e à feitiçaria. ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente.87. No século XIII desenvolveramse as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal. 35 88. isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos. o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século. ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação. e) todos os itens. pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo.. por mais elevado que seja o número destes últimos. ( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. ( ) Na estrofe 6. (. IV.

” 36 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis.... 33 Mãos todas de trabalhadores. roxas 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais. 8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos.. 34 pretas. 28 coragem de morrer pelo Brasil. 17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil.. 32 ..Texto para as questões 90 e 91.. 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais.Interpretação de texto I Avançar . 27 ouvidos para ouvir pelo Brasil... 50 Mãos brasileiras 51 brancas. morenas. 29 ânimo de viver pelo Brasil. 10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões. pardas. brancas.. roxas. 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens.. pretas. morenas. o pardo.. o roxo e não apenas o branco e o semibranco. 16 o preto. 30 mãos para agir pelo Brasil. pardas.. 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí. 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor. “OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro..

é situado no presente. 92. e baixota. ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo. Reconheço. fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este. por fim se definem. conotação pejorativa. de idade. UFGO “Segue-se um trecho. revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e democrático. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento. de Moacyr Scliar. ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota. 58). pobre substância. dirigindo-se a ele. tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado.90. pobre substância. substância extraída do casulo de larvas. seda. e depois esticada. e depois tingida. 91. Agora. Isto aqui já foi muito bucólico. 17) tem. um homem gordo. em relação à semântica e à estilística. no quarteto repetido que abre e encerra o poema. pobres plantas. vocês sabem. aproximando-se. gravata vermelha e chapéu panamá. Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte. Trata-se de um casal. 15). mas o acontecimento. o seu emprego propicia a expansão da narrativa.. ( ) O termo “sindicais” (l. 30. Pobre seda. e costurada. A campina. no texto.” (l. às vezes.) A mulher também é gorda. Agora. ( ) Ao se referir aos “Brasis” (l. ( ) o narrador. 40 a 48).” e “Pobres larvas. cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo. o riacho. a brisa. os pássaros. extraído do conto “Ecológica ”. e depois cortada.” 37 GABARITO IMPRIMIR Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um depois (a aparição do casal). 53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros. 14).Interpretação de texto I Avançar .” (l. 12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras.que revela o sentimento de compaixão do narrador. AEU-DF Julgue os itens seguintes. ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l. Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país. (No terno branco reconheço o linho. Ele. Muito tranqüilo. Pobres larvas. usa terno branco.. a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe. ( ) no fragmento. 31. 26 e 27) e no gerúndio (l. em relação à compreensão e à interpretação do texto. 31). ( ) Com “Todo brasileiro poderá. 4) para “desse Brasil que vem aí” (l. enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento. Pobres fibras. resmunga constantemente. 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidariedade dos brasileiros. não. antes. ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleonásticas e cognatas de verbos no infinitivo (l. de 1ª pessoa.” . Vão se aproximando lentamente. Voltar Língua Portuguesa . mas não se enxuga. ( ) O termo “boreais” (l. no vestido da mulher. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades. AEU-DF Julgue os itens abaixo. “todo brasileiro e não apenas. esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da repetição: “Pobres fibras. pobres plantas. da técnica cinematográfica. ( ) “Qualquer” (l. Também está suada. ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda. acontecem coisas.. ( ) As “mãos” (l. na história. ( ) De tom otimista.. Pobre seda.

( ) Das três manchetes criadas pelo redator. p. ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente. Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos. entrevistado. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio estivesse ali. no texto. — Morra o cáften! João Coqueiro presenciara tudo aquilo. grudado a um canto da janela. pensava ele desesperado. Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros. ( ) Na terceira manchete. 94. Infelizmente. para o redator do Diário. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal. serve para introduzir uma explicação. os olhos injetados. julgue os itens da questão 93. somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português. — Morra o infame! bramia a malta. UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas. mordendo os nós da mão. das descomposturas e do crepitar dos vidros que se partiam sob um chuveiro de pedras. p. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos contra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela. o camarada intrépido. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro.’ De repente. 11/02/81. A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. Casa de Pensão. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideológico dos portugueses. já de carreira para o Largo do Machado. revelou-se salazarista. ( ) A referência “Isto é. vozeando furiosos contra semelhante berraria. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma. 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha. por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO. há uma intencional desconsideração pela vida da criança. o sangue a saltar-lhe nas veias. Aluísio. O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo.15.” Isto é. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 11/02/1981. um cidadão arranca a camisa e atira-se na água. ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. GABARITO Com base no texto. porém. 38 93. naquela ocasião. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre.Interpretação de texto I Avançar . ( ) O uso dos dois pontos. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada em seu sentido denotativo. — Oh! Era demais. pois indica situações diferentes. Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto.

UFSE-PSS “O avestruz está em alta. ( ) A fertilidade de um avestruz é. mamãe. ( ) A função da linguagem. caso aquela fosse morta. com seis espécies conhecidas. cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano. em muito. Atualmente é a maior das aves. compreendendo a fusão entre o real e o mágico. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical. Compridos e desengonçados. cujo preço varia de 1. percebe-se claramente que: IMPRIMIR a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se desvendam. depois do acontecido. ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo. Veja. é eminentemente descritivo. os animais são um negócio de altíssimo rendimento. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo. O animal estava sozinho no mundo. no prazo de doze meses. Tinha a aparência de estar calma. 77.000 reais. – Não é necessário o emprego do sinal de crase na palavra em negrito. ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto. de Clarice Lispector.” GABARITO No texto “Uma galinha”. na Arábia e na África. parte de um verbete de dicionário. a 8. Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1. a menina prometia nunca mais comer galinha. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. U. 96. pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha. A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha. Avestruz. indiferente. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare. apenas dois dedos em cada pé e é onívora. sempre teve como carro-chefe a criação de gado. após o evento. passadas algumas semanas. o avestruz atinge o peso de abate. ( ) O segundo texto.5 quilo. d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. em ambos os textos. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutiocultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). Além disso. A fazenda Chalé da Serra. Entretanto. 2000. Já são 800 animais. 18 out. a família. é a mesma: predominantemente referencial. em torno de 110 quilos. não mate mais a galinha. Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho. Mas. Voltar Língua Portuguesa . número idêntico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre.” Adaptado. Até que finalmente foi alcançado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo. o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca. analisando as características estilísticas. no município de Simião Dias. Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo. mata e come a galinha.95. Tem as asas atrofiadas.Interpretação de texto I Avançar . c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal. Ave estrutioniforme. interior de Sergipe. A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver. p. já esquecidos do fato. vive em zonas semidesérticas. nos últimos cinco anos.500 reais. superior a de uma vaca. fugindo sem saber pra onde. o filhote. todos rodearam-na com uma atenção especial. 39 Com base no texto. no qual se considera a situação da vida da personagem. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe.

Não podia haver nada que não fosse do meu avô. UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. 97. Lá ia o gado para o pastoreador. Com base no texto 2. É invencioneiro e linguarudo. Chegavam de longe portadores de outros engenhos.)” CARVALHO. Voltar Língua Portuguesa . Ouvia apitar o trem na linha de ferro. modéstia de lado. Rio de Janeiro: José Olympio. sem freio nos dentes. GABARITO TEXTO 2 “A bem dizer... 1978. pasto do mais fino. passei os anos de pequenice. sem medir consideração. Sim. que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. de corpo alto. de barbas. UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade. e tudo era dele. responda às questões de números 99 e 100. o meu pai da Tia Iaiá. no debaixo do capotão de meu avô. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. lá num inverno dos antigos. do que tenho honra e faço alarde.. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. (. o rio corria. O coronel e o lobisomem. O seu grito estrondava até os confins. o velho Bubu. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor. mimoso no trato.)” 40 LINS DO REGO. sou Ponciano de Azeredo Furtado. lá estavam as negras da cozinha.Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98. José. lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar. (. Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. o Dr. Trato as partes no macio. e tudo era dele. que pensa que é? Nos currais do Sobradinho. UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema. Tudo era do meu avô Bubu. C. Digo. de cacete na mão. seja em compartimento do governo. 1976. coronel de patente.Interpretação de texto I Avançar . pois sou sujeito lavado de vaidade. IMPRIMIR 100. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto. tudo era do meu avô. de palavra educada. O sol nascia. In: Ficção completa. “Meus verdes anos”. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca. A grandeza da terra era a sua grandeza. e a água boa e doce nas suas vertentes. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas. e era dele. abro o peito: – Seu filho da égua. os trabalhadores do eito. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância. e tudo era dele. J. Mas disso não faço glória. o papai da Tia Maria. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor. 99. seja em sala de desembargador. em jeito de moça. de olhos miúdos. 98. com uns padres-mestres a dez tostões por mês. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que ficou órfão. TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. os moleques da estrebaria. as águas do céu se derramavam na terra. o Cazuza da velha Janoca. Se não recebo cortesia de igual porte. Apesar de tudo. gado do mais gordo. o “Velho” da boca dos trabalhadores.. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor. Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar.

que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias. imagens de jornais. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. relatando suas conclusões. b) compulsão cada vez maior pela vida interior. a inveja. São ordens que devem ser obedecidas. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade). bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI. transformou-se em mania de trabalho. trabalho. irreal. sem noção de valores materiais. praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos...Interpretação de texto I Avançar . É preciso preencher um vazio existencial e afetivo. A criativa preguiça. do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha. A maioria movida a compulsões por trabalho. (. é hoje um hábito do telespectador: o voyeurismo. c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade. equivalente ao inferno. O orgulho está em baixa.) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior. ira. executivos de empresas e apresentadores de TV.” CEZIMBRA. O pecado da luxúria. a preguiça e a gula. à qual o artigo se refere. e) sensação de um vazio existencial e afetivo. encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno. roupas. 102. 41 101.. Márcia . b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais.Leia o texto a seguir e responda às questões. d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso. um superego. que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro. atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado. avareza. gula. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria. UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer. para quem o que importa não é ser alguém. orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século. (.. Esta é a ameaça. Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (. b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer. adotada por ídolos do esporte. sucesso. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do imaginário. A aparência do bom moço... estão sendo determinados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação. c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer. sob pena de exclusão do sistema. É a nova versão do invejoso.. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico. que já não deseja ser o outro. cinema e TV. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis. todos à sua volta. Não há mais a moralidade do pecado. 103. enquanto suas demandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório. UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”.O Globo. a ira. preguiça. Este era o pecado da gula. prazeres e lucro. Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja. o orgulho. Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importados. se possível. consumo. Quem tem ódio do Governo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ironiza e ridiculariza estes desafetos. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduardo Losicer. c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema. portanto.. e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem. bebida ou drogas pesadas. segundo o texto. Para o antigo pecado capital da avareza.) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover. mas ter tudo e. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo.) O psicanalista Eduardo Losicer. prazerosa e lúdica. a avareza. mas algo imaginário e. 16/05/99. Vivemos sob a moralidade dos mandados. d) determinação de alcançar o paraíso celeste. Já não há mais lugar para a ira. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa. valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais.

104. Poderia. p. Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. Dê. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”. 64. Mesmo que não concorde com eles. a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional. 08. 26 de abril de 2000. 105. GABARITO Analise as afirmações abaixo: I. uma aptidão emocional essencial para a preservação de relacionamentos estreitos. do livro Inteligência Emocional. Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se metendo. a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder. 42 É possível concluir. e só ele tentou oferecer algum consolo. 16. protesta a psicóloga. Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. mas os outros continuam a correr – menos Roberto. o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da República. José tropeça. Enquanto diminuem os soluços de José.” Fragmento retirado. Essas aptidões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora. II. Serão criados banheiros especiais para deputados. Só ele notou a situação de dor de José. Não se trata de uma medida isolada. machuca o joelho e começa a chorar. Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. motivos e preocupações dos outros. Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. 02. de Daniel Goleman. b) a segunda afirmação. a soma das alternativas corretas. e) todas as afirmações. seja no casamento. Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para homossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite). Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles. por exemplo. pois simulou a própria dor. gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar. para o autor. c) a terceira afirmação. 32. crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos. crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas. com amigos ou numa parceria comercial. ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que: 01. e adaptado. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho. d) nenhuma das afirmações. que pára. Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento. a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha. ter chamado a professora. 131. III. crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. diz.Interpretação de texto I Avançar . porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa.” Veja. Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado. em vez de ter oferecido ajuda concreta. Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação. a partir do excerto exposto acima. como resposta. 04. ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘.

o jovem foi convocado. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense.. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecendo do jovem soldado que não voltou. distraí-lo. durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias.. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido. a orelha em pé. O jovem morreu num bombardeio. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. fazendo a crônica da fidelidade. mas no coração do cachorro não morreu a esperança”. outros maus. introduz as personagens na narrativa. 108. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação. o jovem foi convocado. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores. Então. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. Os familiares voltaram-se para outros familiares. um pouco antes das seis da tarde. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina. “A disciplina do amor Foi na França. responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo. d) durante a festa havia muita confusão. mesmo que se vão perdendo certos hábitos. Os amigos. como se tivesse um relógio preso à pata. Assim que anoitecia. pontualmente.” Lygia Fagundes Telles. ( ) O uso de mas. ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansioso”. ia esperá-lo voltar do trabalho..106. fixo o olhar ansioso naquele único ponto. “era jovem”. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. mas quem esse cachorro está esperando?. para que tivessem lugar as novenas”. o focinho voltado para aquela direção. Mas eu avisei que o tempo era de guerra. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. cremos. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109. começava muito antes. todos os dias.Interpretação de texto I Avançar . Assim que via o dono. 109.”. UFMT ( ) O artigo indefinido. Hoje. depois. na maior alegria. houve mudança nos festejos do Espírito Santo. Casou-se a noiva com um primo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . para outros amigos. voltava ao seu ponto de espera. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense.. Com relação ao texto. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha. Tudo em vão. Como todos sabem. chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias. é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons. Postava-se na esquina. c) com o passar do tempo. em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. Cefet-PR Leia o seguinte trecho e. “correr animado”. ( ) Fidelidade. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. uns bons. Quiseram prendê-lo. acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. “na maior alegria”. amizade. UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”. afeição são as idéias centrais do texto. disciplinadamente. ( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. ainda essa festa é motivo de grande agitação. nove dias. e) as novenas começavam sempre no domingo. de Manuel Antônio de Almeida. Uma tarde (era inverno) ele lá ficou. 43 107. As pessoas estranhavam. ia correndo ao seu encontro e. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia.

passava o moleque vendendo amendoim torradinho. numa reentrância da grade. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. só se abriam aos domingos. pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro. mas tinha medo da rua. o homem que afiava tesouras e facas. c) “envolvido”. c) passividade. c) II e III. IMPRIMIR GABARITO 113. O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. e) “fascinado”. ele sabia de tudo. III. e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. 112. os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”. 3. era uma forma de estar metade protegido pela casa. Um dia o menino cresceu. Carlos Heitor. Um dia. d) I. quando todos começavam a ir para a cama. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. Ao meio-dia. b) “protegido”. Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”. imaginava o que elas continham. d) deslumbramento.Texto para as questões de 110 a 113. quando crescesse. Tinha um lenço encardido em volta do rosto. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas. da carrocinha de cachorro. esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. O menino tinha pavor da leprosa. b) alienação. Da janela. b) revoltado com a sua condição de aprisionado. tão-somente no seu caráter externo. O menino gostava. IV. 1999. “imaginava” e “levaria”. Uneb-BA No segundo parágrafo. b) I e IV. e) comprometimento. d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. Duas ficavam fechadas. os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. metade envolvido com o mundo. passava a leprosa que pedia esmolas. ao escolher o seu espaço. “continuou” e “esperando”. revela: a) medo. e) II. “invejava” e “crescesse”. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. levaria sempre uma merendeira consigo. “via” e “participava”. ou em dias especiais. Pelas manhãs. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada. ed.Interpretação de texto I Avançar . via passar o leiteiro. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. dos mascarados do Carnaval. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência. Voltar Língua Portuguesa . 44 110. “gostava” e “cresceu”. c) inseguro de seu objetivo. do bonde que cortara a perna do seu Almeida. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão. In: Os anos mais antigos do passado – crônicas. 111. d) “tinha”. II. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto. e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. À noite. passava o sorveteiro. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas. não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra. vendo a vida passar. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. À tarde. Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar. Podia ficar ali.” CONY. III e IV. 250-1. p. I. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. escondendo o nariz deformado. em relação ao menino. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua. Uneb-BA Sobre o menino. III e IV. como as estrelinhas de São João. ele gostava de ficar ali. mas continuou na janela. mas nada tinha a ver com ele.

O resto.As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. III. de preferência ministradas diretamente nas oficinas. II. ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas. Profissional especializado. o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos. d) integração descritivo-narrativa. Unifor-CE I. b) exposição argumentativa de idéias. c) III. “Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional. que mais lhe interessam. Tecnologia X Humanismo. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor. O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística. o cidadão. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica. 1996. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas. 115. Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências. e) do emprego de orações reduzidas.. p. A respeito dos enunciados acima. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “competência técnica” que um curso de formação proporcionaria. e) descrição argumentativa. As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante. ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. d) da freqüência de preposições. bom. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . E. diz-se. d) I e II. e) II e III. Unifor-CE Quanto à estrutura. Linguagem e ensino. c) da ausência de conectivos. Afinal. Campinas: Mercado de Letras. atualmente.. busca cursos oferecidos pelas escolas técnicas. Seriam efetivamente formações distintas?” 45 GERALDI.Interpretação de texto I Avançar . João W. entrando para a escola. está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I. b) da ligação adequada das orações. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção. c) exposição descritiva de idéias. 114. no mínimo menos perigoso. 116. b) II. Formação técnica X Formação humanística. a mão-de-obra nãoespecializada sofre não só os baixos salários. 117-8. ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional.

‘” O Estado de S. Os jovens libertários da década de 70. nem quanto custaria. c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil. implicam com sua maneira de falar. c) 1 e 2. discurso indireto e discurso indireto livre. U. Porque experientes. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4. 30/1/98. para que o jovem forme seu caráter e suas convicções. criam-se distorções. só sabem dar broncas e impor regras. GABARITO Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70. são agressivos. hoje. Educar é ensinar que existem limites. Alfenas-MG “Brito. Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós. Os filhos. de trajar e com suas amizades.’ No texto. apesar de subscrevê-lo. estão sempre de mau humor.Interpretação de texto I Avançar . passam horas falando ao telefone ou na Internet. os trajes nem sempre asseados. d) 3 e 4. só vêem o erro e não os acertos. ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘. ao Ensino Fundamental e Ensino Médio. agosto de 1999. existe quase um consenso: é preciso proibir. 118. Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente.. não interessou-se em saber onde seria publicado. Voltar Língua Portuguesa . horários e deveres. hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade. Nunes teria ditado o texto para Brito que. exercitar o diálogo. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”.117. não sabem o que querem.. estão sempre desafiando os limites. não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos. ’E desconhecia que a resposta implicaria gastos públicos. IMPRIMIR b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições. Educar é. d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas. Mas isto deve ser progressivo. a desobediência civil e o consumo de drogas. e) 2 e 4. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos. b) 2 e 3. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discurso direto. Quando apenas um dos termos vale. Implica amor e firmeza. que pregavam o amor livre. 46 ‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. Henrique Nunes.” Missão Jovem. sobretudo. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reportagens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação. como autor da nota. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e necessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. por sua vez. mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura. Educar é também conceder liberdade. Educação – ontem. são pais que optam por uma educação mais conservadora. em seu depoimento. reclamam dos pais: os pais não confiam neles. Paulo. C1. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis. disse Brito ao juiz.

o coelho. 47 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O cachorro rosnando lá fora. procurava em vão pelo amigo de infância. quando entra o pastor alemão na cozinha. na semana passada. – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi. Imagina. lambendo as pancadas. Lembrou? Agora pintou uma nova. 22/04/98. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. Julgamos os outros pela aparência. Enterrado. arrebentado.. E agora. As crianças.. Parecia que tinha visto um fantasma.. Coitado do dono do cachorro. felizes. Coitado do cachorro. Coitados de nós. Sim. diziam as crianças. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido. pegar amizade. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. escorraçar o animal. Eram dois vizinhos. mas era infalível. O bandido é o dono do cachorro. como convém a um coelho cardíaco. parecia vivo. Juntos cresceram e amigos ficaram. Quase mataram o cachorro. é claro. lívido.Texto para as questões 119. Isso na sexta-feira. bairro de classe média alta em São Paulo. Para nós o cachorro é o irracional. 120 e 121. Mário. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos. assim fizeram. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. Maquiada. Isto é. deixar ele bem limpinho. desde sexta-feira. o animal desconfiado que tem dentro de nós. Trazia o coelho entre os dentes.. com as perninhas cruzadas. E parece que o dono do cachorro tinha razão. – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem. Ficou lindo. Imagina o pobre do cachorro que. quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. é o cachorro. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. nós mesmos. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. Morto. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana. Branco. o protagonista da história. E lá foi colocado. O ser humano. O coelho. Depois de muito farejar descobre o corpo. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro. Problema nenhum. No domingo. todo imundo. o assassino confesso. O cachorro é o herói. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche.. de tardinha. sujo de terra e. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. Simplesmente genial. Entendo de bicho. O doido comprou um pastor alemão. Como o coelho não estava muito estraçalhado. – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia.) O personagem que mais me cativa nesta história toda. Pasmo. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho.. Notam o alarido e os gritos das crianças. Claro. morto. E o homem continua achando que um banho.. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. – De jeito nenhum. Provavelmente estivesse até chorando. Vamos dar um banho no coelho. assustado. só podia dar nisso. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho.. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (. E agora? Todos se olhavam. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu..Interpretação de texto I Avançar . Até perfume colocaram no falecido. animais racionais. – O vizinho estava certo.” PRATA. que não pensamos duas vezes..

b) narrativo. Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e. U. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado. Identifique o antagonista. onde deveriam ter aprendido o que ensinam. que regulamenta a profissão (só agora. a) Identifique. o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. formado em Educação Física. Mais. d) épico.” Isto é. b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”. O bom-humor e a disposição podem ser autênticos. 122. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”. os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei. descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação). A abrangência da legislação vai além dos limites da academia. Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula. GABARITO Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima. Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a educação física deverão ser registrados no conselho. A lei vale para clínicas. a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. no texto. Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física. 121. reforma de prédios. c) descritivo. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como atividade profissional. clubes e até condomínios. 16/05/99. Deveria ser o requisito básico. p. Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa. até cuidar de meninos de rua ou dos jardins.E. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada. 123. costuma haver um final moralizante.Interpretação de texto I Avançar . Paulo. 3-18. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição. de 1998. 22 de março de 2000. depois de anos. Reescreva as passagens abaixo. Nas fábulas. Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial. c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação.E. a) Depois de dois anos.” O Estado de S. b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário. 120. hotéis. mas centenas de jovens belos e musculosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física. U. As entidades colocarão em prática a lei. no entanto. portanto. U. b) O cachorro é o protagonista da história.E. mas o conhecimento adequado para preparar a receita da malhação não necessariamente. U. A partir deste mês.119. narrativa. e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física. Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo. e) de propaganda. Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento.

A formiguinha. último período do texto. exausta.. vejo que é sábado de tarde. ( ) Nas linhas 8 e 9. ( ) Considerando que. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. não atende às exigências da escrita culta: para tal. ( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas características básicas: personificação ou antropomorfismo. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. saiba dosar trabalho e lazer. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. São Paulo. Global.124. manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida. de súbito. Não aproveitou nada do Sol. o rosto inchado. nesta versão. amiga. um preceito ou uma lição de vida. http://www. sem se preocupar com o inverno que estava por vir. julgue os itens a seguir. escrita por La Fontaine. Clarice. cantou durante todo o outono. fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo. armazenando comida para o período de inverno. apesar de usual na língua falada. ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira. sim.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada. verifica-se que. Então eu não digo nada. não desperdiçou um minuto sequer. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho. Os melhores contos de Clarice Lispector. a formiguinha trabalhou sem parar. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra. e um produtor gostou da minha voz. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. vou passar o inverno em Paris. uma rosa molhada.html (com adaptações). Quando abriu a porta para ver quem era. Seleção de Walnice Galvão. passados alguns dias.” LISPECTOR. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. Era o inverno que estava começando. Tem sido sábado. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá. aproveitou o Sol. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10.geocities. Se chovia só eu sabia que era sábado. nós já tínhamos tomado banho. pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial. enquanto a cigarra é considerada como boa-vida. Então. E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá. dançou. Domingo de manhã também é a rosa da semana. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. esse pronome deveria ser substituído por “o”. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo. quando se pensa que a semana vai morrer. 1997. e intenção de transmitir um ensinamento. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. na fábula original. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento.. ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles. tomando uma cervejinha. sábado de manhã. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. curtiu para valer. e o vento: uma picada. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior. Em relação ao texto acima. reelaborada. antes do vento espantado poder recomeçar. a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos. aparentemente submissa. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. Enquanto isso. começou a esfriar. GABARITO INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125. mas já não me perguntam mais. dentro de uma Ferrari. A propósito.Interpretação de texto I Avançar . a abelha no quintal. o ensinamento principal mudou. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade. a amiga deseja algo de lá? —Desejo. com um aconchegante casaco de visom. na semana passada. “sempre”. sangue e mel. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. Voltar Língua Portuguesa . UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho. IMPRIMIR 125. não? No Rio de Janeiro. Durante todo o outono. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris.

“Se você começou como padeiro. definitivamente. 126.)” VERÍSSIMO. UFPE Leia os enunciados abaixo. Luís Fernando. Chamemos o fenômeno por seu nome.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada.. c) 1 e 3. 3 e 4.. 2. suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas. 09/12/1998. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo. mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”. resolveu rotular as finais de “play-offs”. atualmente. terapeutas e curandeiros. Veja. em virtude de irrefreável impulso de submissão. mesmo” confere um tom de repreensão. embora um tanto jocoso.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. Aliás.. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado. É bobeira mesmo. como existem médicos. 128. A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras. Roberto Pompeu. por cúmulo. (. UFMT ( ) Segundo a leitora. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e. não à língua inglesa da Inglaterra. o basquete. “Play-off” é um termo importado do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva. é. assim como brasileiros estão para curandeiros. “Disputam-se “play-offs”. Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa. mas o “goalkeeper” não o zagueiro. Nós é que nos oferecemos. houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol. Jornal do Brasil. 7/10/95. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol. Estão corretos apenas: a) 1. a imposição de estrangeirismos no campo do futebol.Interpretação de texto I Avançar . 1. em campo não o goleiro. o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão. b) rompem. no Brasil. há políticos e politiqueiros. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso. A história do futebol. ingleses e brasileiros. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status.. que é o idioma. 198. não compliquemos.. facilmente.. 2 e 4. e com termos emprestados de outro esporte. como no “goal” que virou “gol”. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política. 3. mas dos Estados Unidos. O futebol. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”. com a cultura colonizadora. Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto. uma história de triunfo da língua portuguesa. ( ) A teoria da leitora ganharia força. 4. Entrava. CBF. Existem suecos. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. 127. b) 1. O texto demonstra que. no início era jogado em inglês. Entre a assistência e o play-off. grande investidor ou latifundiário. (. 50 Texto para as questões 127 a 129. (. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário. ( ) De acordo com o texto. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. no campeonato nacional. referentes às idéias expressas no texto. mas o “back”. no regulamento do atual campeonato. ao longo de algum tempo. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa. c) acabaram por subverter. introduzido por ingleses no país. nestas terras. é um sufixo pouco nobre. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva. como “corner”. e os basbaques foram atrás. entre outras coisas. Seria um caso incurável de carência de colonizador. Há o importador e há o muambeiro. ao texto. UFPE No texto. empresário.” GABARITO TOLEDO.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que. A Confederação Brasileira de Futebol. d) 2 e 3. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . timbaleiro ou seresteiro. esporte inglês. p. e) 2 e 4. Não. segundo ela.

‘nós’. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. adoro a tua formosura. e) Na última oração do texto.Interpretação de texto I Avançar . d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial. de um semivivo corpo sepultura. tem como referente os brasileiros em geral. busca. c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. Uneb-BA Este exercício. s/d. referido anteriormente. Quando em meu mal pondero. o pronome de 1ª pessoa do plural. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar. o verbo ser. 51 130. constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. já o eu-lírico se sente subjugado pela tirania do amor. refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das questões de 110 a 113). extremoso. c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a) Na expressão ‘outro esporte’. Amor na minha idéia te retrata. e aperto sobre o peito em vão os braços. enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial.129. Tomás Antônio. inda. que me cerca e mata. no futuro do pretérito. 127. b) Nesse trecho. Marília de Dirceu. e) o menino vivencia uma experiência de opressão social. a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’.” GABARITO GONZAGA. “Nesta triste masmorra. UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto. São Paulo: Círculo do Livro. Marília. d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. que eu assim resista à dor imensa. ‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação. Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga. indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se. p.

O Globo. responda às questões de números 131 a 134. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista. Arthur. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros. b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas. os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores. “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo. O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos. Em função desse limite de espaço. b) construção de comprovações por meio de silogismos. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes.Interpretação de texto I Avançar . c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores.03/06/2000. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal. Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O ministro da justiça cobrou punição judicial para os agressores. Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. por mais digna que fosse a manifestação. se é que assim se pode dizer. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. 133. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpusera os limites do tolerável. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros. c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos. seja quem for o agredido ou o agressor. Nada justificará. a agressão sofrida pelo governador Mário Covas. O vice-presidente da república disse que o governador merece respeito. E a situação de extrema violência que nós. UERJ Em geral. É esse o papel de um educador?” ÁVILA.03/06/2000. 52 131. As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável. Nada justifica a agressão física. UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos. em 1º de junho. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras.” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação. Concordo. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA. O Globo.” IMPRIMIR 134. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores. respectivamente. jamais. UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas. depois um ovo no ministro da saúde e. suas índoles. Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes. cariocas. Marcelo Maciel. outro ataque ao governador Mário Covas. Voltar Língua Portuguesa . seus defeitos. 132. UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva. Por causa dessa intenção.Com base nos textos abaixo. é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracterizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação. seja qual for a manifestação.

53 GABARITO 135. Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. um gesto litúrgico. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces. encharcando-se de bebidas alcoólicas. o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. na verdadeira democracia. Braços e corações abertos também ao semelhante. Mergulhar em nós. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. Ano de nova qualidade de vida. IMPRIMIR 136. 7. “Ano Novo. os filhos. como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada. mais democracia. uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material. um travo. p.” Frei Beto. enquanto tantos celebram a pós-modernidade. e) o homem busca a plenitude. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. Vontade de remar contra a corrente e. Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. no ano que se inicia. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público. Ano Novo. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo. Voltar Língua Portuguesa . tolerância é cumplicidade com maracutaias. 01 de janeiro de 1998. Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. Reencontrar. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio. os propósitos altruístas. o serviço de saúde. o salário exíguo num pais tão caro. nas atuais circunstâncias. a própria humanidade. de Chico Mendes. as ruas são limpas. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas. Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado nos faz estranhos a nós mesmos. Olhemos a cidade. apegados à casa. b) social e econômica. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual. mas se esquece do material. c) existencial e política. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos. De menos ansiedade e mais profundidade. A começar pelo réveillon. se teremos de parar no próximo sinal vermelho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. a rede educacional. abastece o crime ao consumir drogas. a solidão entre matas. da ressurreição de Henfil e. a adolescência tecida em sonhos e utopias. No fundo da garganta. Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Agora. como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos. em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições. e) política e econômica. d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. em janeiro. abrir espaço à presença do Inefável. Feliz homem novo. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. e comunicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais. uma oração. uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998. em dezembro. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela. a leitura espiritual. Por que acelerar tanto. Ou a opção de um momento de silêncio. O Globo. mas está condicionado às limitações materiais. os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil.Interpretação de texto I Avançar . noite após noite. Quanto mais cidadania. pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família. Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante. Feliz mulher nova.Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138. sem projeto. vida nova. d) pessoal e financeira. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos. os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário. Em volta. Voto é delegação e. De celebrar dez anos.

” Stephen Kanitz.) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim. tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança. b) somente a II é correta. e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária. b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador. Leia as afirmações a respeito do texto. d) somente a III é correta. e) II e III são corretas.. nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos. II. tolerância é cumplicidade com maracutaias.. É impossível ensinar a pensar.” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez. Não. nada sugere.” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (.. Oh.. UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (. contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói..” A “luta terrível” na alma do sobrinho. amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente. e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem..” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (. consiste em: I. 54 139. lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele.Interpretação de texto I Avançar .). ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. de que fala o autor. c) somente a I é correta.137. não o do trem. c) apenas a afirmativa III está correta. III. que nada sugere. Sair criticando o mundo. II. UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão...” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio.. GABARITO 140..”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem. ao se libertar de memórias antigas. III. Veja. desistir da herança e chorar a perda do tio. Só formar uma visão crítica do mundo não resolve.). Univali-SC “Volta às aulas (. extraído de Machado de Assis. Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta.). d) estão corretas as afirmativas I e II. 16 de fevereiro de 2000.” 138. achando que isso resolve a questão. Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo. e as sombras viessem perpassar ligeiras. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . contraste maldito! Aparentemente tudo se recomporia.. I. inquietas sombras?. Cefet-PR Leia o seguinte trecho. inquietas sombras?. e) estão corretas as afirmativas I e III. como ao poeta. d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta. Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas. desistindo o sobrinho do dinheiro herdado. não constrói. ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro. c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária.. Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno.” d) “Em política. b) apenas a afirmativa II está correta.

Jornal de Santa Catarina. está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer. 19 e 20 de setembro de 1999. deixou-nos. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor. em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costumes. 55 GABARITO A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas. e claro que desejável. a globalização. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’. sensibilidade e altivez – a inevitável. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é. e tentassem descobrir as suas virtudes. “Protegendo a língua nacional”. e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. Álvaro. nosso escritor. necessita de mudança de humor. conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria. A propósito. segundo Machado de Assis. isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. com sucesso. a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’. veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e.. CASTRO. incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é. IMPRIMIR b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas. mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’. É preciso inovar. e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria. mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. assim. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego. muitas vezes.141. já em 1873. Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade. interpenetração cultural que marca o nosso tempo globalizante. Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais. só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar. Sobre o texto. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. Nelson Marinho Teixeira. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio. c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria. d) A língua portuguesa. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis. não pode parar no século passado. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. 142. Machado de Assis. para enfrentar – com conhecimento. a qualquer preço. Jornal de Santa Catarina. função etc.)” AVENDANO. (. ‘Se pensarmos bem. gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’. 29/12/1999. e.Interpretação de texto I Avançar . Segundo ele. b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta. ‘Diferente do que muitas pessoas pensam. afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). Voltar Língua Portuguesa . Jaime. c) Investir no marketing pessoal é muito penoso. argumenta..

apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narrativo. inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. Em alguns momentos. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva. indiferença às imposições da cultura oficial. mas também em caracterizar o termo popular. sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral. a autora estabelece uma interlocução com o leitor. como resposta. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 04. as criações populares não conhecem normas nem limites. não se prende a um autor específico. 08. próxima da variante popular. p. já que se trata de uma criação coletiva. pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. a soma das alternativas corretas.As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo. pois discorre sobre o conto popular. Dê. tendência à universalização. 02. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas. atentamente. Com isso. o texto segue o esquema básico introdução – desenvolvimento – conclusão. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01. apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. 32. 02. nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. UFMS O termo popular. O conto popular. 28. Dê. 1994. a soma das alternativas corretas. se assim fosse. Literatura e redação. caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. 08. UFMS Em relação ao texto lido. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01. 32. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. Scipione. 144. quando se trata de estudar gêneros literários. embora tenha um caráter universal. Popular é. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. Dê. como resposta. Talvez você mesmo pense assim. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica. manifestação culturalmente rica. visto que a autora apresenta seus próprios pontos de vista sobre o assunto. uma manifestação cultural de caráter universal. 145. 04.Interpretação de texto I Avançar . Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. caráter espontâneo. São Paulo. portanto. 08. Quer dizer.” MACHADO. O texto pode ser classificado como opinativo. O texto utiliza uma linguagem informal. Trata-se de um texto literário. 32. é correto afirmar: 01. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar. obediência às normas socialmente aprovadas. todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional. 56 143. tal como aparece no texto. veja bem. como resposta. a soma das alternativas corretas. 04. 16. Leia. Mas. 16. Quanto à estruturação formal. 16. criação rústica. 02. possui um caráter eminentemente regional. Irene.

Peça help. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. cuja Carta proclama os “direitos fundamentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. Quem não aderiu se tornou out. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões. seu cinema. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. Que corra atrás do prejuízo. 1998. IMPRIMIR 148. Dad. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem. UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir. de acordo com a leitura. ( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. que vende como ninguém sua música. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. Voltar Língua Portuguesa .. ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. Startar cassou o começar. A informática serve de exemplo. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. Deletar tomou a vez do velho apagar. conseqüentemente. 1948). no livre exercício de suas próprias soberanias. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. temos complexo de vira-lata. Nós. p.Texto para a questão 146. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. Revista Exame. ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos.E. Além disso. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta. É isso.” 57 146. ( ) Segundo Squarisi.“ SQUARISI. (. UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar. sua tecnologia e o american way of life. 170. O que vem de fora é melhor. como a realização dos postulados da justiça social’. é a ascendência cultural.) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas. E vire in. Outra é a receptividade. I. que determina o prestígio de uma língua sobre as outras. compreensão e interpretação textuais. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos.. sua televisão. GABARITO 147. sua literatura. printar e startar é meramente semântico.Interpretação de texto I Avançar . Uma é o prestígio. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. Printar expulsou o imprimir. Colômbia. já dizia Gláuber Rocha. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. 18 de nov. e não econômica. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos.

1996. (.. 58 Sobre os textos I e II. Gleise F. Gabriel S.Interpretação de texto I Avançar . frio. que a pura excomunhão meteis no saco: já diz a freguesia que tendes de Saturno a natureza. pois não há fome. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos modernistas de primeira hora. mas ela vos sangrou na veia d’arca. já no texto II. heis de buscar a dente qual jumento erva para o jantar. o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical. e o segundo. 1587. calma. MENDES.) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore. Sois tão grande velhaco. e roubais. e um canalha: mixelo hoje de chispo. e tendo tão larguíssimas orelhas. e para a ceia (. qual alternativa é incorreta? a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realidade com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus. Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia. que é título de zotes ordinário. 171-2. paradisíaca. Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar. uma alusão à suposta preguiça do brasileiro. fogo. parodiar. Voltar Língua Portuguesa . mas quem digo que vos valha? Valha-vos ser um zote. Gregório de... Salvador: EDUFBA. fogem vossas ovelhas de vós. e os portugueses preguiça. In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos. que quem ousadamente se adianta em vez de tosquear fica em pêlo? Intentastes sangrar toda a comarca. não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas. Oswald de. d) No texto I. nem outro perigo que veja diante. como se fosseis voraz lobo? Quisestes tosquear o vosso gado. de. e sem sustento. Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE. pois os filhos tratais com tal crueza que os comeis. o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal.149. Tratado Descritivo do Brasil.” SOUSA. e saístes do intento tosqueado.. como sendo tão bobo. recém-descoberta. qual uma harpia. água. UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho. não só no léxico como também na sintaxe.). nome certo mui acomodado a este animal.. 150.)” IMPRIMIR MATOS. seduzir. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (. e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum.. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário. Poesias Reunidas. Org. não vos cai em capelo o que o provérbio tantas vezes canta. p. pois ficando faminto. o poeta busca resgatar a língua original do Brasilcolônia. c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer. a que os índios chamam “aí”. Valha-vos. que o faça mover uma hora mais que outra. com o título de seu poema.

Se aqui houve selvagens – eles os educaram. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana... Rio de Janeiro: Agir. Quem é? É Manuel? MANUEL Sim. Na fogueira Grandier. pode me chamar de Jesus. 1995.. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem.. A hidra escura e vil da vil Teocracia.. de costas. Sevilha e Nantes na tortura. com o braço ocultando os olhos. (. BISPO Cale-se. Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento. Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante. o Leão de Judá. Auto da Compadecida. Seu tempo já passou. as provas. JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo.Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós. 146-8. é Manuel. Levantem-se todos. Tours. (Coleção Prestígio). sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura.. Rio de Janeiro: Ediouro. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade. MANUEL Cale-se você. Esse é um de meus nomes. Sou.. 59 IMPRIMIR Texto III “ENCOURADO... mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado. não. remembrando a negra Inquisição. porque quanto mais alta é a função. de Senhor. Lisboa. mas você pode me chamar também de Jesus. p. Colombo a soluçar. Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel. 145-6. Ariano. p. ed. De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu. a gemer Galileu. Sua obrigação era ser humilde. JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam. Castro.. o Filho de Davi. grande grito. 17.. pois vão ser julgados.. atrevido. Mas você.. a gemonia. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta. MANUEL Foi isso mesmo. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos.. de Deus. Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja.” SUASSUNA. GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mais generosidade e virtude requer. Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram.... mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel. se quiser. O tempo da mentira já passou. santificando-se através dela. soberbo. não é lhe faltando com o respeito não. O Santo Ofício.. Arbues – foi Anchieta!” ALVES. Se lá carrascos foram – cá mártires morreram. É justo!.) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram. autoritário. 9 ed.Interpretação de texto I Avançar . 1972. João. por quê? JOÃO GRILO Porque. João Huss na sepultura. In: Poesias completas de Castro Alves. Loiola – aqui foi Nóbrega. mundano. o azeite. Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez. que era Cristo.

Em tudo. Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. 1. O mais do tempo é gasto em hortar. mas não me acudiram as forças necessárias. interrelacionam-se. inquietas sombras ?. No Texto I. Capítulo II. V. c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha. tudo árido e longo. Duas ou três fariam crer nela aos outros. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no momento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram.” ASSIS. de suas reais funções. como bem e não durmo mal. Pois. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V. IV. Depois. Tanto no Texto I quanto no II. conservo alguma recordação doce e feiticeira. Os amigos que me restam são de data recente. e. de memória. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. III. III. A certos respeitos.” Em relação à posição do narrador. conservo alguma recordação doce e feiticeira. outras de menos. e lembrou-me escrever um livro. Dom Casmurro. pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. c) I. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. ignorando o ponto de vista do momento em que o texto é escrito. e esta lacuna é tudo. IV e V. jardinar e ler. b) II e III. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado. como tudo cansa. 810-11. Texto para as questões 151. II. No Texto III. pouco apareço e menos falo. distanciando-se. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. é outra coisa. p. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. em determinado momento de sua vida. embora de épocas diferentes. Ora. 151.Interpretação de texto I Avançar . a fisionomia é diferente. não o do trem. O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. Jurisprudência. III e VI. vá. tal como ocorreram então. Se só me faltassem os outros. Talvez a narração me desse a ilusão. v.. filosofia e política acudiram-me. Distrações raras. não consegui recompor o que foi nem o que fui. e as sombras viessem perpassar ligeiras. Machado de. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falarme e a dizer-me que. vida diferente não quer dizer vida pior. pegasse da pena e contasse alguns. 60 GABARITO “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. Sobre eles. evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa. na época em que antigamente vivia. mal comparando. assim. e. e quase todas crêem na mocidade. e restaurar na velhice a adolescência. O que aqui está é. mas não a mim. senhor. identifique as afirmativas verdadeiras. I. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado. o interno não agüenta tinta. e) II. a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor. era obra modesta. mas exigia documentos e datas como preliminares. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. d) II. d) O narrador.Os três textos. como ao poeta. mas falto eu mesmo. expressa no fragmento acima. 152 e 153. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. UFF-RJ “A certos respeitos. esta monotonia acabou por exaurir-me também. Quis variar. Entretanto. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comportamento dos representantes do clero. VI. algumas datam de quinze anos. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. se o rosto é igual. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. como todos os documentos falsos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e que apenas conserva o hábito externo. Em verdade. IV e VI. como se diz nas autópsias. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos.. de memória. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. e tal freqüência é cansativa. Quanto às amigas. a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha. No Texto II.

outras de menos. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. e tenta. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. e quase todas crêem na mocidade. mas falto eu mesmo. “atar as duas pontas da vida”. Assinale a Opção em que. O que aqui está é. mal comparando.152.” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros. Porto Alegre: L&PM. Voltar Língua Portuguesa . e esta lacuna é tudo. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referências ao leitor de seus textos. o interno não agüenta tinta. e tal freqüência é cansativa. se o rosto é igual. a fisionomia é diferente. percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis. sd. como todos os documentos falsos.Interpretação de texto I Avançar . senhor. não tem amigos de longa data. algumas datam de quinze anos. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois. Só dói quando eu respiro. como se diz nas autópsias. mas não a mim. não consegui recompor o que foi nem o que fui.” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. em sua narrativa. UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala.” a) b) c) GABARITO d) IMPRIMIR e) Caulos.” 153. e que apenas conserva o hábito externo. através de outra linguagem – o cartum –.” e) “Quanto às amigas. vá. com certo humor. sobretudo no seguinte trecho: 61 “Se só me faltassem os outros.” b) “Em tudo.

UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha. dar-se-á nela tudo. bem moças e bem gentis. grandes barreiras. p 39-40. querendo-a aproveitar. De ponta a ponta. de que nós deste porto houvemos vista. ao longo do mar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de as muito bem olharmos. a saber. delas brancas. 5. 3. Águas são muitas. “tintura preta. infindas. compridos pelas espáduas. tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que. a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau. não tínhamos nenhuma vergonha. / sustentada. Ali andavam entre eles três ou quatro moças.Interpretação de texto I Avançar . assim frios e temperados.Texto para as questões 154 e 155. muito chã e muito formosa. para transportar água ou vinho. vista do mar muito grande. que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro. outros traziam três daqueles bicos. e suas vergonhas tão altas. b) “Minha terra tem palmeiras. um no meio e os dois nos cabos. E alguns. Tem. Nela. 62 GABARITO Vocabulário: 1. nem prata. 2.” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. que pareciam espelhos de borracha. quartejados de cores. d) “Irás a divertir-te na floresta. planície. Pelo sertão nos pareceu. “espelhos de pau. Esta terra. que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida. e outros quartejados de escaques. porque. nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. (Castro Alves). 154. Aí andavam outros. a modos de azulada. até agora. Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. nem coisa alguma de metal ou ferro.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. por bem das águas que tem. E em tal maneira é graciosa que. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. como os de Entre Douro e Minho.” (Murilo Mendes). “chã”: terreno plano. a estender olhos. metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta. que andavam sem eles. “parma”: lisa como a palma da mão. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. é toda praia parma. que nos parecia muito longa. Paulo Pereira (org. não pudemos saber que haja ouro. com cabelos muito pretos. nalgumas partes. 4. 1999. Rio de Janeiro: Lacerda. / Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias). c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi. Marília. não podíamos ver senão terra com arvoredos. a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo. delas vermelhas. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). a saber. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa.

. por ocasião das eleições de 1994. e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas. a) Para o autor do texto.. dando-lhes títulos novos.F. o sol. sem prejuízo do sentido global. de modo esmagador. Poesias reunidas. entre as classes sociais mais ricas e. agora já faz parte de nossa cultura”. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha. 156. dando títulos nacionalistas às estrofes. entre as classes mais pobres. a UNICEF e a Fundação Odebrecht. à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos. via-de-regra. de modo significativo. 80. 1978. b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída.) A vontade política e a criatividade do povo comprovam. Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema. (. e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetência escolar. Oswald de. em algumas experiências. dando-lhes novos títulos. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE.”. por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural. Pelotas-RS Na imprensa brasileira. sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na escola? Nós não. 5 10 63 O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam. quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor. que é possível o Brasil mudar esse quadro.) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída. d) reconhecer e retomar a prática romântica. A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte da nossa cultura..” GABARITO Marque a alternativa que não está de acordo com o texto. U. o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções. criando estrofes simétricas e com títulos.155. p. de forma tão natural quanto a chuva.Interpretação de texto I Avançar .. (. respectivamente. c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos posteriores a ela. o calor e o frio.

Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas. p. As chefias são formadas por até três animais”. é marca registrada dos espertos macacos-prego. quando a Polícia Florestal prendeu. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. Onívoros de carteirinha. Ele consegue pescar. e estavam com fome. usar ferramentas e se reconhecer no espelho. a soma das alternativas corretas. Duas delas são fisiológicas. ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. O caso foi resolvido em março. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. observa Ottoni. existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-prego. diz Eduardo Ottoni. Tiveram de apelar para o crime. seu prato preferido. “Não existe um único líder no bando. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas. aliás. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis. Entre os macacos-prego o poder é diluído. depois que o zoológico municipal fechou. Não é para menos. “São os únicos. julho/00. além do homem e do chimpanzé. o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas. proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. o dos macacos do Novo Mundo. a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé. 04. que dá uma destreza enorme ao animal. com força. Parente mais próximo do homem. A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida. em flagrante. o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América.” Superinteressante. 08. Voltar Língua Portuguesa . o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos. Se não houver frutas nem insetos à mão.157. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção de poder e liderança. da Universidade de São Paulo. o macaco-prego só podia mesmo ser um sujeito muito esperto. esse macaco africano consegue aprender por observação. 16. em fevereiro de 1999. A outra é o chamado polegar pseudoopositor. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades. Os outros primatas normalmente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo. U.E. 02.72. abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida. da mesma forma que o macaco-prego. como o macaco-aranha e o muriqui. A sociedade dos micos também é mais democrática que a média. “Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”. Com relações tão complexas. Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis. O apetite insaciável. Para comer coquinhos. 64 GABARITO IMPRIMIR De acordo com o texto: 01. Dê. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados. A primeira é o tamanho do cérebro. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes. como resposta.Interpretação de texto I Avançar . são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos. capazes de partilhar alimento”. Apesar da distância. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas. diferente dos outros primatas. interior de São Paulo. As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recentemente.

158. desentranhar delas mil riquezas que. Maria. É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri. Nem tudo tinham os antigos. apenas agüenta. principalmente por parte dos escritores. Em geral. ou antes por uma exageração de princípio. porque. Maria É um dom. d) Maria. transforma a dor em alegria. – não me parece que se deva desprezar. propõe a mediação. outros há que os adotam por princípio. quando deve chorar. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. não se lêem. é uma combinação de força e resistência. como são todas as mulheres do planeta. ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. Divergência digo. e segue sua vida. Há portanto certos modos de dizer. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. mas que sabem perfeitamente os clássicos.” Milton Nascimento e Fernando Brandt. ( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno. a lágrima em riso. uma certa magia. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. Univali-SC “Maria Maria Maria. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. Maria. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Pelo contrário. entre a tradição e a modernidade. apenas suporta a dor de viver. Maria É o som. Texto para as questões 159 e 160. o que é um mal. o capricho e a moda inventam e fazem correr. A este respeito a influência do povo é decisiva. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. ( ) Machado de Assis. Feitas as exceções devidas. é a cor. não imputa aos literatos tal responsabilidade. b) A mulher. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. Uma força que nos alerta. nem tudo temos os modernos. porém. à força de velhas. por intermédio dos escritores. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas. AEU-DF Julgue os itens abaixo. a mulher da canção. não se lêem muito os clássicos no Brasil. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável.” GABARITO 159. apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. e) A mulher brasileira. Mas se isto é um fato incontestável. em relação à compreensão e à interpretação do texto. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. ( ) Machado.Interpretação de texto I Avançar . que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. 65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. em seu texto. representada pela Maria da canção. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. o autor se opõe à tácita aceitação de modismos. E não vive. sofrem e resistem à dor de viver. é o suor. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. locuções novas. no texto. c) Maria. simboliza os seres humanos que lutam. Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta. Cada tempo tem o seu estilo. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. A influência popular tem um limite. se fazem novas. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça.

um povo prestativo. muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros. Descemos por umas grotas. CUNHA. o texto lido pode ser classificado como crônica. nem terremotos. identificados abaixo. prolongando-as até ao nosso tempo. 5ª. em que todas as cores e raças se misturam livremente. João Ubaldo. os senhores de terras e gados. nem vulcões. Carvalho. o autor leva constantemente o leitor à reflexão.” RIBEIRO. 162.) Ali estão dois representantes do clã pastoril. por si. p. na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (. Euclides da. 158. o próprio. Érico. ( ) Nele. Mas. Para isso. pois desconhece o preconceito racial. após apresentação de uma tese.” GABARITO VERÍSSIMO. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores.o senhor querendo se procurar. AEU-DF Julgue os itens que seguem. p. 161. do Maranhão à Bahia. econômica ou política nacional. . Apud SANTOS. Apud Sergius Gonzaga. Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre. ed. efêmera talvez. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial. As circunstâncias históricas. Definamos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço. Voltar Língua Portuguesa . pela abertura de rodovias. de coração bondoso. Porto Alegre: Mercado Aberto. visto que aqui o preconceito é econômico. 1984.” ROSA. o mesmo. Rio de Janeiro: Marco Zero.” SOUZA. em grande parte oriundas das circunstâncias físicas. Guimarães. 626.se diz . Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita. Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. acolhamo-nos ao nosso assunto. 3ª ed. Machado de Assis faz um ensaio crítico em que. Viva o povo brasileiro. Galvez. porém. perfazendo indagação. originaram diferenças iniciais no enlace das raças. festeiro. neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça. p. 1997. Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície. porto Alegre: Sulina. o imperador do Acre. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira. A estrada de todos os cotovelos. p. II. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. até. 1989. Volnir e Adão E. Até. 12ª ed. em magnífico resumo.. revela-as. que então vigoravam no Brasil do século XIX. Rio de Janeiro: Record. Grande sertão: veredas. p.. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional. aonde lá. – valorização das idiossincrasias regionais. In: Obra completa. nem lutas fratricidas.. nem pestes. Os sertões. Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou. vol. com sua dialética irresistível. 227. ( ) De roupagem metalingüística. era o sertão churro. quando a gente não espera. julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo. IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros. 13. Ia fazendo receios. E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia. nunca não encontra. 1995. por esses lugares.” Fragmento I Procuremos.160. A marcha do povoamento. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras. que o nome não se soubesse. 66 Fragmento II “Quadrante que assim viemos. De repente. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas. Literatura brasileira. 1984. Depois dele: o turismo multinacional. expõe os elementos que a compõem.. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeitinho. Manual de literatura brasileira. nem furacões. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocultural. Márcio. o sertão vem.Interpretação de texto I Avançar . Sertão. – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. O tempo e o vento.

é latente a contenda entre novos e velhos poetas. b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná. “No Brasil. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. jamais fiz distinção entre uns e outros. ressuscitada a cada geração. existem colônias de franceses no Paraná. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. em prol do equilíbrio universal. Texto para a questão 163. em relação à compreensão e à interpretação do texto. na incauta adolescência. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros. Acontece que. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. “roubada” do Rio Grande do Sul.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. com os espetáculos de circo dos parnasianos.” BUCHALLA. Tanto de um como de outro grupo etário. Desde 1990. por sua vez. o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. ( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária. são por natureza os nossos filhos naturais. por iniciativa própria. ( ) Ao apontar os novos como herdeiros. AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas.Interpretação de texto I Avançar . procurar emprego em nosso país. sem querer. a mudança é um sacolejo completo na vida. Quanto a mim. E assim. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. já que aqui não há executivos preparados. E. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. graças à Renault. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. além de tudo. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. entre novos e velhos. embora sem querer. 26/04/2000. Para os executivos e a família. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. Anna Paula. Em São Paulo. 162. Quanto a estes. com a sua livre poética. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar.” 67 GABARITO 163. UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo. ( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana. essa transferência representa um reforço na filial. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . em massa. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. ( ) Para Mário Quintana.Leia o texto abaixo para responder a questão 41. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz. d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial. mais de 400 estão instaladas no país. apesar de equivocada. Hoje. não existe geração espontânea. Veja. ( ) Para ele. sem rede de segurança . muitos espanhóis na esteira da Telefônica. Para as companhias. Os (ainda) chamados modernistas. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. Das 500 maiores companhias transnacionais.

c) I. porque. Cruzados não faltarão. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. Edição Zero. ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. Reforçai. capivaras. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I. O corpo do texto é uma paráfrase da Carta de Caminha pois: I. embora escrita no mesmo estilo. confirma a visão de Caminha sobre a terra descoberta. De plumagens mui vistosas. neste tempo de agora. Araras. apesar da leve mudança no estilo. Diamantes tem à vontade.. Havia outra raça bronzeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral. II. p. Banana que nem chuchu. tem-nos muitos. Esmeralda é para os trouxas. Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia. como os de Entre-Douro e Minho. onças e capivaras. critica de modo disfarçado a visão de Caminha sobre a terra descoberta.” 68 164.. palmeiras. nem surfistas. e) III e IV. b) No chão espeta um caniço. araras e papagaios. Banana que nem chuchu. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira. a terra em si. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos. árvores. Texto para as questões 41 e 42. De tal maneira é graciosa que. IV. Vossa perna encanareis.55. Tem macaco até demais. mangueiras. tem-nos muitos. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. No chão espeta um caniço. nas praias douradas desse novo país. Quanto aos bichos. tão frios e temperados. d) II e IV. rios. cajueiros. c) Tem goiabas. Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa. é muito boa de ares. UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II. Tem goiabas. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta. onças. II e III. Salvo o devido respeito.. d) Diamantes tem à vontade. Como será esse país no futuro. cristalinos e plenos de peixes. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos. “Ainda não haviam louras. Bengala de castão de oiro. nem mulatas. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha . b) I e III. quando for a vez desses meninos? Riachos. Senhor. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha.Textos para a questão 164. já quinhentos anos passados.Interpretação de texto I Avançar . melancias. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . s/d. III. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. GABARITO 165. assim os achávamos como os de lá. papagaios. A gente vai passear. nem biquínis.. um número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto. Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. Águas são muitas e infindas. Tão fértil eu nunca vi. Rios e riachos corriam límpidos.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa. Era assim o Brasil de Cabral. Fortaleza: Editora RISO. a arca. melancias. Tão fértil eu nunca vi.

d) I e II. como se o bom e o interessante não tivessem presente. d) explorar a sinonímia das palavras. c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época. b) II. c) III. e) ar misterioso. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta. Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias. é sempre menos. 169. b) II e IV.” Cassiano Ricardo. Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea. Ser é apenas uma face Do não ser. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. no verso 5. nem futuro.Interpretação de texto I Avançar . e) II e III. em todo o poema. b) sentido excepcional. Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia. II. e não do ser. GABARITO 170. 168. III. c) II e III. ligado à classificação morfológica do verbo ser. Unifenas “O Relógio Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos. Em suas reminiscências. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado. sentimentos de angústia. d) III e IV. Perpassam. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância. e) IV. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. que é de ligação. Unifor-CE I. corresponde à nossa existência que é o estado transitório. Cada minuto de vida Nunca é mais. IV. Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. está correto o que se afirma somente em: a) I.166. Nessa operação mental. Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado. como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70. O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra. c) halo de encantamento. até o ruim de outrora ganha uma aura mágica. d) sentimento saudosista. “Ser”. e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. A respeito dos enunciados acima. a cada instante que passa. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana. III. As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo.” 69 167. estamos mais próximos da morte. e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor. Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente. II. niilismo e revolta. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico.

com os nomes que têm no registro civil. casos passados há dez anos – e. Efetivamente se queimaram alguns livros. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP. Repugnava-me deformá-las. sem disfarces. os hábitos de um decênio de arrocho. o escritor é como um cego. Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. dar-lhes pseudônimo. com o decorrer do tempo. assim. quase impossível. Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas.” Graciliano Ramos.As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo. como limites à liberdade de expressão. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: GABARITO a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. ainda nos podemos mexer. às vezes com louvores de sustentáculos dela.Interpretação de texto I Avançar . e) tencionava prender-se aos fatos. De fato ele não nos impediu escrever. com intenção de dar veracidade aos fatos. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. sem romanceá-los. depois de muita hesitação. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. ou alguém em quem não se pode confiar. e disto escasso prejuízo veio à produção literária. como realmente haviam ocorrido. realizando atos esquecidos. em qualquer época ou lugar. d) perdera as anotações que havia feito. enfim. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. “Resolvo-me a contar. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara. Voltar Língua Portuguesa . Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima. b) a falta de liberdade política. mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. Além disso. a polícia. inibe também a capacidade de criação literária. e) sem liberdade de criação. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. como adiante se verá. digo os motivos por que silenciei e por que me decido. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder. me impediram o trabalho. é incorreta: a) existia uma censura prévia. b) um depoimento verdadeiro. para publicar suas obras. caso o escrevesse. seria injustiça. 70 171. tiradas demagógicas. 172. Isto. palavras de ordem. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e. c) numa época de força policial. redigir esta narrativa. porém. Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos. quando formos verazes. indulgentes ou cegos. que o impediria de publicar seu livro. com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. Entre elas. esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. e a proibição de usar nomes verdadeiros. ia-me parecendo cada vez mais difícil. 173. julgando a matéria superior às minhas forças. Não vai aqui falsa modéstia. e) as normas gramaticais e as ações da força policial. ninguém nos dará crédito. antes de começar. d) a impossibilidade de escrever com clareza. fazer do livro uma espécie de romance. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu verdadeiro nome. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. contra a existência de uma censura prévia. mas foram raríssimos esses autos-de-fé.

IMPRIMIR 176. e) a árvore é sinônimo de vida. perigoso. no texto em que Otelo. A tragédia.Interpretação de texto I Avançar . um sentimento insano. o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. considere o poema que segue. “Antes de lançares a semente no chão. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento. mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes. 1974.. A morte é uma atitude extrema. mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. desde os tempos bíblicos. Por fim.. p. 71 174. para quem é alvo dele. no ritmo lento da natureza. Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare. homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme. simplesmente. o amigo é sincero.” LIMA. (. no seu cruel desenrolar. A mulher é honesta. antes de calculares os lucros da seara. ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar.Para responder às questões de números 174 a 175. 175. desde que eles estejam floridos. Rio de Janeiro: Aguilar. linda. e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva. é velha como o mundo. o general mouro. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra. são símbolos do poder divino. d) a simplicidade da vida campestre. paranóico. tanto espiritual. 57. familiar e do mundo todo. mata a mulher e se mata. induz a uma acomodação do homem à rotina diária. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. Voltar Língua Portuguesa . Jorge de. insuportável para quem sente e doído. e só por isso. d) inerente a qualquer manifestação literária. vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra. b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina. b) recorrente na literatura universal. Antes dele e depois dele. 2. por aquilo que produz. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más. e as sementes. “Ciúme. transtornado. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos. a sobrevivência do bom senso mesmo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso. c) cultivado pelas elegias pastoris. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza. Poesias Completas. v.)” Veja: 14/06/2000. como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras. o trai com um amigo. quanto terrestre. o verniz civilizatório ou. por elevar seus galhos ao céu. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual. e) próprio da literatura socialmente engajada. A realidade. e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore. mata a doce Desdêmona. no século XVII. b) os pássaros. d) O Bem e o Mal fazem parte da vida. no mundo inteiro. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher. doente. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados.

c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. unidos.427 bolsas de sangue. d) o adultério. b) a influência maléfica de uma obra literária. E geme. a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. vagabunda. USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo. todas de São Paulo. levam os calouros para a rua e.” Flávio Aguiar. transformaram a recepção em coleta de sangue. Marceu ..Interpretação de texto I Avançar . como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado. d) nasce.Época. Voltar Língua Portuguesa . Uma rês geme. tarefa dos novatos de Oceanografia. Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados.177. como tema constante das tragédias gregas. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça. como faca. 26 de abril de 1999. Protegido no copo de conhaque. Mais estranho: o mundo é redondo. 179. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez. Há 15 dias. b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional. e) curiosidade quanto à origem do vento. o vento chega arrefecido na cidade. de uma vez por todas. Lembrança – o vento pertence ao campo. c) vento. mesmo na cidade: tem presente seu passado. O hemocentro de São Paulo recebeu. e) passa. “(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva. que serão doados para obras sociais. do Rio de Janeiro. Para participar da festa. no início do ano. e) a importância do século XVII para a literatura brasileira. b) lembrança. abolido. 180. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz. UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais. d) medo da fugacidade do tempo. (. Escolas como a FGV. os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível. Estranha faca: gelo e água.” VIEIRA. promoveram o “trote solidário”. E no entanto o tempo passa: Do campo. os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes. 72 178. Texto para as questões 178 e 179. E sempre prossegue rumo ao norte. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais..) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica. b) intenso questionamento sobre tempo. o vento nasce e morre no horizonte. d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários. c) desligamento da realidade. IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser. ou recolher lixo nas praias. Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva. E no entanto o vento uiva. 3. GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo. na árvore dobrada. gotejante: o vento a corta. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida. e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo. Em vez de cumprir tarefas vexatórias. Arrecadou-se mais de 200 quilos.

São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha. na prática. que poderiam contribuir para a educação infantil. pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. e) Algumas crianças têm tudo: casa. ambos desamparados. A idéia central do texto é: a) As crianças. e. Mac Margolis. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”. Hoje uma soldada na guerra. esportistas. penso em cair fora. UnB-DF Julgue os itens que se seguem. artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –. é uma palavra invariável quanto a gênero e número. 22. a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo. Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão. No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. 1/2000 (com adaptações). ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que. assistência. e vivem nas ruas. têm família. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens. Luiz Octávio de Lima. no Bubby’s. Introdução. de outro lado. em Nova York Trabalho e prazer. Texto para a questão 183. Num dia. ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”.181. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas. Quero voltar ao Brasil.. que intensifica “poucos” e “poucas”. em tese. mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam.. d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis. a respeito da organização das idéias do texto. Texto para as questões 182. enquanto outras nada têm. É como vida de atriz. casar. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos. família.. comecei a levar o trabalho numa boa. só que o palco é a capa da revista. você tem que ser sexy. 73 182. no Brasil. o objetivo de todos.março de 1999. no outro.” Ícaro Brasil. “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância. maluquete. não me destruir com ela. que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio. mas..” Revista Caros Amigos . uma exceção válida para muito poucos. Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria. em muito poucas circunstâncias. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é. 1998. são apresentadoras dos programas infantis. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras. São alguns privilegiados – como artistas.” CAMARGO. depois. ingênua e. a passarela. ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. as outras crianças que têm casa. ainda que dificilmente ao mesmo tempo. ( ) Na linha 4. a dança da garrafa. destinados às crianças. Univali-SC “. Não quero trabalhar para sempre. Com o tempo. Então fica assim: de um lado. ter filhos e uma fazenda. E depois? Daqui a cinco anos. São Paulo: Moderna. Quero aprender com a indústria da moda. mas pouco ou nada fazem nesse sentido. amanhã uma perua no shopping.Interpretação de texto I Avançar . p. o termo “muito”. In: Educação para o lazer.

com o desconhecido que amedronta. Elas fazem parte da vida das pessoas. UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido. a democratização de seus usos. espelham. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e. se mostram nos processos comunicativos derivados das necessidades sociais. Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se. 01. para depois haver uma adaptação mercadológica. 08. julgue os itens seguintes. 185. As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. A organização de seus gêneros. o espaço. Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . construídos historicamente. em 1º ago. pela significação textual. formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. com cautela e moderação. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. DIA 9. em primeiro lugar. e responda à questão proposta. 16. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. apesar de simbólicos a princípio. Serão 16 sessões de uma análise completa e descomplicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal.Interpretação de texto I Avançar . não invadem a vida das pessoas. 32. pois resultam de processos históricos e sociais que. 04. corresponde tanto a eu. com atenção. estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. às exigências do mercado de consumo para. As tecnologias não são apenas produtos de mercado. É só ler e relaxar que você tira de letra qualquer questão de literatura. respectivamente. em seguida. 1999. viver e ser. as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas. é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. 02. portanto. a consciência de sua existência. toda segunda-feira. a soma das alternativas corretas.183. pensar. ( ) No fragmento do texto. por carregar bem o trabalho e precipitar-me. 133-4). ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. respectivamente. o reconhecimento de suas possibilidades. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que. publicada em O Popular. resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. o movimento: o mundo plural hoje vivido. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo. A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. Afinal. Novos modos de sentir. atender às demandas sociais. a trabalho e divertimento. você vai ficar mais relaxado e em boa companhia.” 74 184. mas produtos de práticas sociais. p. na atualidade. acabam por concretizar-se. 1999. ( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem. apesar de conviverem com ela. DF: Ministério da Educação. já que estas representam o trato com o novo. O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tecnológicas é de desconfiança. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem. Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasília. como resposta. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. ( ) No fragmento de texto. o tempo. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas. ainda não a entendem. SAIA DO STRESS A partir do dia 9. mas utilizálas. vestibulando e stress dão uma mistura explosiva. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias. Gisele Bündchen. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas. Dê. da Católica e outras faculdades. Leia-o. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima. a indagação de suas fontes.

( ) o vestibulando terá. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. Campo Grande. O ideal é tomá-lo numa grande roda. 23. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis. 4. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. Você fica louco da vida. Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”. tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo. recebe a ênfase nessa comunicação. Dê. é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse dever que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio. 01. a soma das alternativas corretas. regado a água quente. vestibular e leitura dos livros. “Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira. como chê-kambá ou cunhataí. morena e matuta. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré. 75 186. O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas.. Você corrige um erro. dará mais sabor à erva. senão a erva pode azedar. Tereré é o refresco.)” NOVEIRA. para o vestibular. para não azedar o mate. mas também de ler os próprios livros. De acordo com o clima. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. explicitado pela palavra você. passa-se do chimarrão ao tereré. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia. 2. (. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. IMPRIMIR GABARITO “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. Chimarrão é o mate cevado. Texto para a questão 187. A expressão na hora do quiriri. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição. p. Leia o texto que segue para responder a questão 186. a leitura obrigatória de livros da literatura brasileira tem um propósito pedagógico.Interpretação de texto I Avançar . ótimo. passar a cuia de uma mão para a outra. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelectualmente danoso. 32. uma bomba ou bombilha e a erva moída. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. 16. de cachimbo da paz. tudo muito morno e quente. para “tirar de letra qualquer questão de literatura”. como resposta. 02.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . Se alguém falar alguma frase. 08. Raquel. O arado e a estrela. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. com sol forte e poeira envolvendo tudo. alguma palavra em guarani. a conversa será mais lenta.. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. respeitando a vez de cada um. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto.’ Considere as seguintes atitudes: 1. lendo o material anunciado. não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados. Ed. pode ser associada à chegada da noite. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress. 1996. devido à predominância da função fática. sob um laranjal. sem açúcar.Considerando-se que. UCDB. bem gelado. o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo. 04. Você corrige dois erros. de uma boca para a outra. 3. o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular. ( ) o canal. daí se sugere que.

como um peru de farofa. pelo menos é o que informam os especialistas. por exemplo. ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita. tem significação mais extensa. Nas páginas dedicadas ao show business. permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier. c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês. os brasileiros. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. etc. falemos de nós. etc. nós a recebemos do colonizador luso. o pataxó. tudo é show. Cantor de forró do Ceará. UFMT Assinale V. a todo instante tropeça e se engasga com rap. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. e F. se não for escolado no papo. demonstra a intenção do jornalista em impor aquela língua. A começar que a nossa língua oficial. pretendemos ser.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. Os índios têm lá os jogos deles. é estrangeira imposta pelo colonizador. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. pelo menos. ou. back é beque. que alguns tentaram. inclui as apresentações em várias espécies de salas. “meio-de-campo”. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado. funk. toma um susto. Pegue um jornal.187.. é engraçado. etc. por exemplo: é todo recheado de inglês. deixando de lado os índios que nós. por exemplo. chamando-o de ‘desporto’. como na África. d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma. E o leitor do noticiário. ( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). b) O fato do inglês “rechear” os jornais. como as do texto. Leia os textos que seguem. UEMS No texto I. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. literalmente. Mas. para verdadeiro. já que a gente não os conhece nem de nome. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. 76 GABARITO Texto II 188. Pois aqui no Brasil. o preto e o branco. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o português. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”. se você for a fundo no assunto. especialmente o futebol (não mais foot-ball). No esporte é a mesma coisa. Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(. que. que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. cada uma fala o seu dialeto.. e) Palavras estrangeiras. ou até na rua. por exemplo.” Rachel de Queiroz. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. onde as melodias podem ser originalmente nativas. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. ou pior. então. Imagina se. mas devem ser chatos ou difíceis. contrapõem-se duas cores. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. pelo menos.Interpretação de texto I Avançar . Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”. Mas não pega. o que foi uma bênção.. soap-opera. punk. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro.

pálido. Maldade que encaminha a vaidade. e encaminharam-se todos para o interior da casa. vendo que ela se não despachava. b) I e III. São Paulo: Círculo do Livro. Senhor. 1993. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Vencido quero ver-me e arrependido.” AZEVEDO. GABARITO 192. Abraços que me rendem vossa luz. Luz que claro me mostra a salvação. Aluísio. 229-30. Arrependido estou de coração. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. s/d. b) antes de calculares os lucros da seara. Botelho. Bertoleza. depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. Salvador-BA 77 “Ofendido vos tem minha maldade. Os polícias. d) ou os cofres que tu vais encher. Estão corretas: a) I. Bertoleza. São Paulo: FTD. In: Poemas escolhidos. que a sua carta de alforria era uma mentira. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto. ( ) Consciência da efemeridade das coisas. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. que o acompanharam logo. falar português é como falar inglês. João Romão ia atrás. Num relance de grande perigo compreendeu a situação. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro. e) III.Interpretação de texto I Avançar . 281. Ofendido vos tem minha maldade. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F. Gregório de. para a ceia do seu homem. estava de cócaras no chão. ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3. recuou de um salto e. não tendo coragem para matá-la. Jesus. O cortiço. e chegaram finalmente à cozinha. 190. Delinqüido vos tenho. dai-me os braços. d) II e III. antes que alguém conseguisse alcançá-la. Em virtude de tantas palavras importadas. Vaidade que todo me há vencido. 191.” E depois emborcou para a frente. que hei delinqüido. Jesus!” MATOS. para as não comprováveis. restituía-a ao cativeiro. com as mãos cruzadas nas costas. UEMS A respeito do texto II. c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. e um calafrio percorreu-lhe o corpo. desembainharam os sabres. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma. Soneto. à frente deles. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7. e ofendido. então. Quando necessárias. c) I e II. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão. p. Atravessaram o armazém. e) e as coisas que tu vais transformar. ensinava-lhes o caminho. escamando peixe. U. amor. ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado. p. a rigidez métrica e a regularidade das rimas. é possível concluir que: I. A salvação pretendo em tais abraços. Misericórdia. erguendo-se com ímpeto de anta bravia. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada. De coração vos busco. as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. II.189. ( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe. É verdade. e que o seu amante. Arrependido a tanta enormidade. III. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos.

Cecília. sentem-se luzes acesas. solene. A escolha das palavras. mas a linguagem em geral. 3. c) Liberdade. Casa-Grande & Senzala. pipi. tirou-lhes as espinhas. 3 e 4. “esse português de menino”. O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto. toda ela sofreu no Brasil. Voltar Língua Portuguesa . O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras. mas fica escrita a sentença. Rio de Janeiro: José Olympio. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. reforça a convergência encontrada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’. p.Texto II “Através de grossas portas. indistintamente. do princípio ao final do texto. analise a coerência das seguintes afirmações: 1. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação. “Que estão fazendo. 3 e 5. 1972. ed. e mesmo a portuguesa. tão tarde? Que escrevem. 9ª ed. e) 1. os ossos. tem um sabor quase africano: cacá. A linguagem infantil brasileira. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana.) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança. firmou-se em todas as regiões do Brasil. 4. O falar “doce”. flores das lutas da Independência! Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique. 2. ao contacto do senhor com o escravo. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América. Não fica bandeira escrita. 2 e 4. inventa. lili (. festas. b) Liberdade enfocada no plano individual. inaugurado com a ama negra. nenen. Sem rr nem ss. Obra Poética. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. 1958. as durezas. As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. 2. Estão corretas apenas: a) 2. bem coletivo. d) 4 e 5. bumbum.” MEIRELES. IMPRIMIR 5. destacando. as sílabas finais moles. um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido. da gente. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente. tatá. 3 e 5. E não só a língua infantil se abrandou desse jeito. nesses campos. 3.. c) 1.Interpretação de texto I Avançar . UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as.. e ninguém que não entenda!) E a vizinhança não dorme: murmura. fruto da luta política. 151-2. 193. b) 1. a influência da cultura africana. – e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras. pensam? Mostram livros proibidos? Lêem notícias nas Gazetas? Terão recebido cartas de potências estrangeiras?” (Antiguidades de Nimes em Vila Rica suspensas! Cavalo de La Fayette saltando vastas fronteiras! Ó vitórias. Gilberto. é uma das falas mais doces deste mundo. GABARITO Com base na compreensão do texto. só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles. do escravo preto junto ao filho do senhor branco.. sob a mesma influência do africano e do clima quente. Rio de Janeiro: José Aguilar.” FREYRE. a fala séria. conversam. imagina. ora ao texto II. principalmente.

Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema. Por isso sou triste.” 196.” MACEDO. é doce herança itabirana. o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma. orgulhoso: de ferro. ao se tornar funcionário público. sem mulheres e sem horizontes. no entanto. pois. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro.Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196. mais forte que seu espírito. Principalmente nasci em Itabira. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas. não há idéias mais livres que as do preso. Noventa por cento de ferro nas calçadas. 197. esperando-o em cima do rochedo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . reprimido.F. d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano. A vontade de amar. que voou. este couro de anta. U. futuro aço do Brasil. que tanto me diverte.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. atrevida.F. Ora. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. Hoje sou funcionário público. e. Principalmente nasci em Itabira. PUC-RJ Texto 1: “Já era tarde. U. vem de Itabira. sem mulheres e sem horizontes. A Moreninha.” d) “Tive ouro. que me paralisa o trabalho. tive gado. tive gado. U.F. então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste. Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade.. este orgulho. 125. e suas lágrimas queimavam-lhe o coração. E o hábito de sofrer. c) o poeta.Interpretação de texto I Avançar . Augusto amava deveras..” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede. b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal. e o amor.” 195. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. esta cabeça baixa.” d) “de suas noites brancas. Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira. Tive ouro. Hoje sou funcionário público. Joaquim Manuel de. por esse mar imenso da imaginação. Oitenta por cento de ferro nas almas. 79 194. orgulhoso: de ferro. tive fazendas. abandona a postura crítica. viu-a chorar por ver que ele não chegava. 1997 p. Itabira é apenas uma fotografia na parede. delineia-se o impulso erótico que é. Viu-a. exercia nele um poder absoluto e invencível. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. tive fazendas. com seu vestido branco. toda cheia de encantos e graças. e pela primeira vez em sua vida. estendido no sofá da sala de visitas. São Paulo: Ática. de suas noites brancas.

32. E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo. Antologia Poética. talvez. as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis. eu que não me sabia e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado. Maria ficou para tia. Pois que tenho um amor. Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos à visão extasiada. no mundo. E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza. Rio de Janeiro: Record. Em ambos os textos. De tantos que já tive ou tiveram em mim. o sagrado terror converto em jubilação. ed. há que amar diferente.” ANDRADE. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde. 5 80 10 15 20 GABARITO 25 30 35 IMPRIMIR 40 Voltar Língua Portuguesa . Mas sou cada vez mais. Reunião. Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou. Rio de Janeiro: José Olympio. Raimundo morreu de desastre. o sumo se espremeu para fazer um vinho ou foi sangue. pois que tenho um amor. Era tempo de terra. Onde não há jardim. Texto para as questões de 198 a 201. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. Carlos Drummond de. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. Mas. Explique. Há que amar e calar. 1973. ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno.Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. 19. volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou.Interpretação de texto I Avançar . e a um e outro agradeço. Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente. 161-3. Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais. porque me tocou um amor crepuscular. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade. com suas próprias palavras. um sistema de erros. pois jamais me sorriram. João foi para os Estados Unidos. que se armou em coágulo. Teresa para o convento. p. ANDRADE. p. Carlos Drummond de. Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. mas sou. 1996. De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos. Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro. Deus me deu um amor porque o mereci.

a soma das alternativas corretas. o eu-lírico: 01. 16. decorrentes da ação do tempo. Há uma explicação correta em: 01. 08. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. 200. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. relata um desencanto amoroso passado que. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado. 02. 04. Dê. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes. 04. respectivamente. 16. no verso 26. o que é um recurso do poeta para não se revelar amador. 08. UFBA Com referência ao texto.198. como resposta. A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente. a soma das alternativas corretas. é correto afirmar: 01. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. 08. dando-lhe. tende a se repetir. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. UFBA No poema. O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redescoberta. 64. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. 08. a soma das alternativas corretas. a soma das alternativas corretas. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. 64. enfatiza a origem divina do amor. 16. 201. dimensão nova. UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. 81 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . como resposta. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. “um amor” e “amor” referem-se. 32. 64. como resposta. relativizando a força demoníaca com que ele atua. “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. 02. O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético. 02. “tive” expressa a indeterminação do sujeito. 32. Dê. “e”. “Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. 32. A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. 04. Dê. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado.Interpretação de texto I Avançar . 02. 199. Dê. 16. 32. como resposta. insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente. “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pelos que amam. 04. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas. servindo para especificá-lo. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. no presente. contudo. na tentativa de atingir a plenitude amorosa.

É a língua cotidiana.. nestes tempos neoliberais.” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” IMPRIMIR Folha de S. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar. Voltar Língua Portuguesa . Paulo. Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade.” b) “Por que. no país do ‘homem cordial’.” e) “Quisera pascer cuidados. apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala.Interpretação de texto I Avançar . Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua. UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: 82 “Porque. na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000. na linguagem informal. somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. de 19/04/2000.” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios. No caso do Brasil. no país do ‘homem cordial’. no país do ‘homem cordial’.” GABARITO d) “Por que. sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que. ninguém fala. no país do ‘homem cordial’. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. vemos esse bem ser atingido em seu âmago. / fecundar óvulos mortos. / Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar. melhor traduz a formalidade do discurso acima.” 203.” e) “Por que.” c) “Por que. b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa. somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. Assinale a alternativa que.” 204. com objetivo de atingir o maior número possível de falantes.. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa. d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador. Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho.” Revista Veja.202. Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua.” b) “Tendo-a ao meu lado. no país do ‘homem cordial’. com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia. 05/08/00. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril. no país do ‘homem cordial’. eu perdi o medo do mundo e do vento.

206.” Burguesia. Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca.) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras. e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro. F.M. CD 804. 1989. 1993. F. PolyGram. Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (. são apresentados dois trechos de músicas. o que não ocorre no de Falcão. porém apontam para a impossibilidade de rompê-los. o segundo. LP 838 448-1.. opondo-se. no qual está camuflada uma crítica.Interpretação de texto I Avançar . pela ironia. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses. de G. lindo e joiado. questionando de forma contundente os seus valores. d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia. 205. GABARITO c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda. In: Burguesia. Israel/Cazuza/E.. Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta.” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras. que a denuncia em tom de sarcasmo. ao de Cazuza. pelo sarcasmo e pela denúncia explícita. In: Bonito.” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa .A seguir. VAT. de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão.M. Neves. pois. Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206.142. 83 Texto 2 “Você não faria a menor falta Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume.” Um bodegueiro na FIEC.

Marina. onde fomos usadas pelo sistema. de formiguinha.” COLASANTI. 1986. 1981. mas da prática do obter e do ser. das passeatas. mulheres. b) de todas as mulheres. Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção. e) das mulheres todas. 208. d) comparação. Pensar pelo que brigamos até agora. Porque não estão em casa. e) hipérbole. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência. amigos e marido. c) dos companheiros de trabalho. 209. pela melhoria das condições de vida das mulheres. 124-5.As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver. onde sempre lhes disseram que deveriam estar. Nem tão difícil. Reflexões sobre o cotidiano.Interpretação de texto I Avançar . contra todos os governos que as oprimem. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o governo somente. cujo sentido corresponde ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham. 84 d) dos governos. por melhores salários. as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais. São Paulo: Linoart. Mulher daqui pra frente. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos. A luta de base. a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora. a) “Nunca esteve tão bom para nós. amigos e marido. “exigimos”. b) ironia. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher.” SUPLICY. UFF-RJ Segundo o texto. o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir. fora dos jornais” As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”. mas tudo está por fazer. Os salários não são iguais. cumprindo a sua vida. para exigir seus direitos publicamente em passeatas. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”. abordado nas questões de 62 a 64. o que conseguimos. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais. mulheres. amigos e marido. É uma luta mais intimista de um lado. d) Uma vez profissional. Muito está colocado. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. c) metonímia. Porque não estão coladas nos filhos. para conscientizar os colegas. o que fazer de agora em diante. Porque não estão à disposição dos maridos. p. Marta. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto. Porque. Esta é uma hora para se parar e pensar. o que deu errado. fora dos jornais. Unifor-CE No segundo parágrafo. mas basicamente com os companheiros de trabalho. 207. as creches continuam insuficientes. 210. Nunca foi tão difícil. o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos. mais difusa na realidade.

” Encontra-se uma figura de linguagem. ambas. chamada: a) metáfora. há muito tempo que não o vejo. no sentido denotativo. cristalinas. d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral. Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica. no campo da concordância. UEPI Em: “Ó Formas alvas. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões. c) catacrese.. o que nos deixa agradecidos.. e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve. c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conotativo. Formas claras De luares.Interpretação de texto I Avançar . ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias). diz David Ewing Duncan. por exemplo. participou do concurso e espera ser aprovado. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos). Impede a conjugação de tantos outros verbos. Unifor-CE Muitas vezes.’ E cedo cedo incorporamos a consciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura.. e) Purê de palavras. com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho. a presença de algumas das muitas expressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece. ‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’. de neves. “Eis uma definição ampla de tempo. É possível afirmar. que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão.211. parece que foi ontem. Ó Formas vagas. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’. b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes. 212. somos seres lineares. de 20 de dezembro de 1999. c) Não corta na verdade a barriga da vida. Incensos dos turíbulos das aras. UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”. d) sinestesia. Assinale a alternativa que contém silepse. d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo. maus tempos. Voltar Língua Portuguesa . no sentido conotativo.. o tempo trabalha a nosso favor. b) metonímia. Denominase silepse esse tipo de concordância. de neblinas!. resultante do cruzamento de sensações. 214. c) Fomos ouvidos com atenção. bons tempos. d) Escrever é triste. brancas. não revolve os intestinos da vida. IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão. fluídas. Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza.. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. autor de um livro sobre a evolução dos calendários. e) antonomásia. e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo. a) Alguém. ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos. publicado na Revista Época. 213. ambas.” 85 GABARITO Pode-se observar. Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida.. da leitura do fragmento acima. reflexos no espelho (infiel) do dicionário.

purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. ao lado do homem. b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida. Mulheres / Ed. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos. terna e pudica esposa. Nísia.” FLORESTA. UFF-RJ “Educai o coração da mulher. desde o berço até o leito de morte. uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração. mas a mulher que deve progredir com o século dezenove. devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras. joguete ou escrava. de Nelson Sargento. e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela. da UNISC. de acordo com o texto. GABARITO A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se. dedique-lhe. filha e irmã dedicadíssima. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele. inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los. boa e providente mãe”. fazendo-a crer que é rainha. com claro conteúdo semântico. considere-a desde o berço até seu leito de morte. 86 b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada significação. UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Na mesa de um botequim Depois de umas e outras O samba ficou assim Estrambonático Palipopético Cibalenítico Estapafúrdico Protopológico Antropofágico Presolopépico Atroverático Batulitrético Pratofinâmbolo Calotolético Carambolâmbolo Posolométrico Pratofilônica Protopolágico Canecalônica É isso aí É isso aí Ninguém entendeu nada Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”. Florianópolis / Santa Cruz: Ed. preocupando-se com a tonicidade e a economia das palavras. d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida. 115-7.Interpretação de texto I Avançar . na sua grande maioria. rumo à regeneração dos povos. terna e pudica esposa. boa e providente mãe. cujo expoente é Oswald de Andrade. Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete. 1997 p. a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela. e por conseguinte sobre o destino das nações. Voltar Língua Portuguesa . a nomes de medicamentos. Não façais dela a mulher da Bíblia.215. ou sua escrava. 216. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala empolada no seu dia-a-dia. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das nações. Cintilações de uma alma brasileira. nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista. e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos. por último. e a mulher será como deve ser. trate-a como uma companheira da sua vida.

é branca. o anil. Lendo-se o trecho. 87 218. até as ondas longas. pois o Sol está abaixo do horizonte. somadas.M. Por fim.217. seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera. por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Existem partículas de poeira. explica o físico Henrique Fleming.1997. e) Ao pôr-do-sol. GABARITO Assinale a idéia não contida no texto. dão aos raios solares as respectivas tonalidades. À medida que o Sol vai se pondo. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. Quando o Sol está alto.” Superinteressante . colidindo com mais obstáculos. Com isso. c) As cores. espalhando-se. o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso.” Jornal do Conselho Federal de Medicina. acabam trombando e se desviando. d) As cores do arco-íris. F.Interpretação de texto I Avançar . poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera. que é a soma das cores restantes: o verde. ao longo de um dia. d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente. o amarelo. da Universidade de São Paulo. o laranja e o vermelho. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes. o azul. O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta. as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas. ao trombarem. e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’. conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas. dão à luz solar a cor branca. porque a atmosfera filtra os seus raios. no crepúsculo. laranja e vermelho. a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude. “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”. Setembro/99. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo. Afinal. o laranja e o vermelho. A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir. o tratamento médico fica comprometido. separando as cores. prenhe de respeito e carinho pelo semelhante. Mas as menores (o violeta. Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana. o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento. o amarelo. avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul). e) sem uma certa dose de magia. b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol. o verde. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta.

Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento. b) errada. Se é sonoro. UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora. ou de franca defesa. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’. O formato. para a autora.. pois. 88 219. por economia ou preguiça. 220. ‘ler o espaço’. impossível dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente. está: a) certa. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”. em última análise. e o leitor visto como decodificador da letra. uma língua estrangeira. diante de uma batida casual.. Se o texto é visual. seu conteúdo passam a ter sentido. Um discurso político. as imagens. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo. minha reação pode ser de mero desagrado. um quadro. diante de um empurrão proposital. para a autora. Neste sentido. ‘passar os olhos’.. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária. um cinzeiro..Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221. Por essas razões. o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra. p. como se diz. a figura que representa.) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos. pois. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente. talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances. São Paulo. ao começarmos a pensar a questão da leitura. não o compreendemos.. uma aula expositiva. pois.. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros. fotonovelas e histórias em quadrinhos.Interpretação de texto I Avançar . ficamos cegos a ele. surdos. a fazer sentido para nós. uma necessidade nossa. Ler é interpretar. e) certa. sem jamais tê-los de fato enxergado. uma peça musical. Maria Helena. um vaso. Ática. pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita.” Pode-se dizer que a afirmativa acima. Sentimonos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. para a autora. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais. revista. IMPRIMIR c) certa. Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto. histórias em quadrinhos. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência. de uma situação. uma fantasia. ‘vive lendo’. Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. ‘ler o tempo’. d) errada. em ler superficialmente. E consideramos sua beleza ou feiura. “Falando em leitura. 7-10. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade. na medida em que interpreta o que observa. um livro. pode-se concluir que o ato de ler é. (. melhor. podemos ter em mente alguém lendo jornal. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto.) (. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura.) Sem dúvida. por motivos os mais diversos.. ‘ler o olhar de alguém’. uma conversa. indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão. o material e as partes que o compõem. em relação ao texto. folheto. Quer dizer: não o lemos. pois. para a autora. Um dia. Voltar Língua Portuguesa . a cor.. Falando em leitura. O que é leitura. (. fotonovelas. d) ato prazeroso de decodificar romances. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. ele pode ser considerado leitor. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido.“ MARTINS.

Assim como textos. ao enquadrar o trem parado ao fundo.Interpretação de texto I Avançar . fotografias podem ser lidas: o menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto. enquanto o trem no segundo plano comenta este tema. Sebastião. d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bósnia. Com base na foto abaixo. responda às questões de números 222 e 223. c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto. UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema. em 1994. Êxodos. b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra. d) refletir sobre o desamparo da criança. 223. pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra. pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto. São Paulo: Companhia das Letras. onde os refugiados se encontravam instalados. ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra. nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 222. UFR-RJ Paulo Freire.221. c) o progresso e a guerra.” 89 SALGADO. b) o real e o imaginário. c) surpreender-se com o gesto do menino. pois a leitura do texto depende da leitura da palavra. d) a infância e o mundo adulto. 2000. b) admirar a composição com o fundo. UERJ O fotógrafo. e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra. pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo.

V – F – F 39. 01 50. c 5. e 80. d 35. V – F – V – F – F 18. c 54. d 44. c 41. V – V – F – F – V 90. F – V – V – V 38. V – V – F – V – F 96. b 4.Interpretação de texto I Avançar . c 15. c 32.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1 1. c 57. V – V – F – V 9. a 19. d 43. a 78. a 20. c 36. a 26. V – F – V – F – V – F 94. a 81. b 67. b 63. F – V – F – F – V – V 16. V – V – F – F – V 95. b 87. d 82. d 66. b 21. e 51. F – V – V – V 77. a 83. e 84. d 86. c 27. a 52. b 22. V – V – V – F – F 17. V – F – V – V – F – F 2. b 13. d 56. b 68. b 46. e 7. 56 42. V – V – V – F 75. V – V – F – V 93. c 6. 56 59. d 55. b 14. e 53. V – V – F – F – V 28. b 25. b 33. d 23. b 85. V – V – F – V – F 92. V – V – V – F 74. c 72. e 89. V – F – V – F 3. V – F – F – F 76. c 24. c 64. V – V – F – V 37. 54 10. V – V – F – V – F 91. b 31. a 34. b 11. d 69. d IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b 12. b 88. 07 58. c 47. 28 60. b 30. V – V – F – F – F 29. b 79. 25 62. a 40. c 45. d 73. c 8. a 65. 05 71. F – F – F – V 48. 34 61. c 70. 02 49.

a 113. 80 105.Interpretação de texto I Avançar . c 115. 100. passei os anos de pequenice. 122. d 128. A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial. a 106. c 124. d 131. 121. a) Narrativa. Nos currais do Sobradinho. b) O(s) dono(s) do cachorro. a 133. d 119. e 103. arbitrária e violenta. o animal desconfiado que tem dentro de nós. V – F – V – V – V 125.ou Agora apareceu uma nova. c 132. c 107. b 118. . O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autoridade do patriarca. c 104. a 123. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. a) Agora surgiu uma nova. . V – F – V – V 109. • Maquiada. 120. • O ponto de vista é interno à narrativa. • Julgamos os outros pela aparência. avô do personagem-narrador. d 116.2 97. 99. c 114. V – V – F – V 110. c 134. c 102. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite.ou O ser humano. a) Julgamento pela aparência. podendo ser caprichosa. • As crianças o enterraram no fundo do quintal. a 129. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. no debaixo do capotão de meu avô. V – V – V – F 108. 98. F – F – F – V 126. e 112. b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal. 101. O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal. Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. b 117. V – F – V – F – V 127. d 130. a 111.

d 150. e 137. e 214. e 206. e 193. d 217. d 211. e 139. c 189. V – V – V – F 162. é a única do grupo que ironicamente encontrou um par. a 178. d 182. caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. 46 200. d 181. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico. 08 185. 26 146. e 168. b 191. b 177. V – V – V – F 161. a 222. V – F – V – F – F – V 192. b 157. 54 199. b 156. 22 187. a 170. V – F – V – F – V 164. Lili. apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. d 215. a 195. a 216. a 140. F – F 148. d 159.Interpretação de texto I Avançar . e 173. 51 201. Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada. 04 202. e 210. c 213. F – V – V 149. b 142. b 207. V – F – V – F 184. 09 158. e 212. c 169. b 218. d 223. c 196. Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico. c 152. a 176. V – F – V – V 188. b 190. c 220. c 219. b 194. V – F – F – V 186. F – V – V – F – F 183. c 166. a 197. b 143. b 172. a “que não amava ninguém”. F – V – V – F – F 147. e 221. V – V – F – F – F 160. b 180. c IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a 153. Pinto Fernandes. c 167. c 151. c 155. ela se casou com J. a 208. 34 144. c 203. valorização da fantasia e da imaginação. d 154. c 136. a 138. uma personagem fora da quadrilha. a 205. e 179.3 135. a 174. b 204. a 141. a 171. 43 145. e 175. d 209. 198. b 165. d 163.

caracteriza um hipérbato. repetiu Natividade acabando de ler a carta..’ — As opiniões é que não. como a gente pobre. ainda que por diversa razão. onde todos as têm por suas. pág 59 – 60. “Essas definições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contexto e à frase. pegou da pena e escreveu uma carta longa e maternal. à semelhança das idéias. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também.. Cap. no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade. ( ) “– As opiniões é que não. até que muita gente a fez sua. significa: “descobrir pelo tino. em 1888. nascidas de nada e de ninguém... pelo raciocínio. metonímia em “esperemos o sol“. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura. Não achava explicação. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho. para os itens verdadeiros.. Não atinou.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Ele mesmo o disse. era expressiva” – constituem exemplos de gradação de idéias. Como então não sacrificar?. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma. esperemos o sol.. que para Pedro era um ato de justiça. em “preto e branco. Cada um pega delas. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai. era enérgica. dar com.” ilustra um discurso indireto. Estavam então longe um do outro. resta emancipar o branco.” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”. conforme o dicionário Aurélio. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave. era expressiva. as opiniões é que não. declarando no fim que tudo lhe poderia sacrificar. Não atinou que a frase do discurso não era propriamente do filho.” Esaú e Jacó. Outrem a repetiu. Paulo. ‘Emancipado o preto. e F. Há frases assim felizes. e continuou a viver sem mácula. repetiu Natividade. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso. e para Paulo era o início da revolução. gravíssima” e “Era nova. mas a opinião uniu-os. ficou sendo patrimônio comum. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política. ( ) Atinar. era uma ameaça ao imperador e ao império. antítese. era enérgica. muitas aparecem órfãs. se era a política que o faria grande homem. inclusive a vida e até a honra. “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que. ‘Não. como no caso de Aires. resta emancipar o branco’. Nascem modestamente. 1 GABARITO 1. Era nova. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. não era de ninguém. e. achar. Nem sempre as mães atinam. ela que sacrificara as opiniões aos princípios. em gazeta ou em viagem de terra ou de mar. concluindo um discurso em S. 37. as opiniões é que não. e vai levá-las à feira. acertar com.LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1. são: metáfora em “A abolição é a aurora da liberdade”. mamãe. emancipando o preto. UEGO Assinale V. quando menos pensam. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . verteas como pode.” Natividade ficou atônita quando leu isto. por conjetura ou por indício. estão governando o mundo. Alguém a proferiu um dia. discurso ou conversa.

disse comigo. D. Rio de Janeiro. Antonio. Machado de. p. pois na água também há um lugar para a tragédia humana. II. 1972. olhando um para o outro. sob um luar generoso e branco de camélia. entrei e parei logo.”. ‘Lá estão eles’. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa. Carmo. lição pretendida pelo eu-lírico. dei com os dois velhos sentados. e) sinestésica. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. se denominam máquinas de vapor. Quando pura é inodora. 2. Memorial de Aires. insípida e incolor.” GEDEÃO. III. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. à entrada do saguão.Leia o texto a seguir e responda a questão. e) somente a afirmativa I. sob tensão e a alta temperatura. mas de um modo geral. GABARITO Após a leitura do poema. Portugália. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III. Com relação às afirmativas acima. d) paradoxal. Ao fundo. com as mãos sobre os joelhos. quando a pressão é normal. Fui a pé. No texto. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. ácidos. Na segunda estrofe. Ao transpor a porta para a rua. tinha os braços cruzados à cinta. É um bom dissolvente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . In: Obra Completa. achei aberta a porta do jardim. Lisboa.” ASSIS.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . b) as afirmativas I e III. Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. permite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. à esquerda. que. c) as afirmativas I e II. move os êmbolos das máquinas. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. o autor está empregando a linguagem: a) denotativa. Aguilar. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas.F. 1989. 244-5. apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão. Reduzida a vapor. c) conotativa. U. por isso. d) as afirmativas II e III. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. Poesias completas (1956–1967). dissolve tudo bem. Embora com exceções. analise as seguintes afirmativas: I. 2 3. Aguiar estava encostado ao portal direito. há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água. Consolava-os a saudade de si mesmos. b) coloquial. sais. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água. há uma informação físico-química que. embora incorreta. bases.

Sentaram-se à mesa. c) II e IV. Sentaram-se à mesa. Chamou-os meus filhos. Vieram vestidos De linho. U. Na branca toalha.Texto para a questão 4: “A Paz 1. ( ) Nos versos 16 e 17. segundo os critérios da leitura. Olhou-os nos olhos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E ele chegou. ( ) olhos opacos (v. 5.5) e olhos tão ávidos (v.” 5. pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular. Serviu-lhes a paz. IESB Julgue os itens. Cansados. Os olhos opacos. Na redação do texto. III. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico. 10. II. Alforjes vazios. De seda. Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos. entre outras. I. 3 4. foi usada a linguagem de nível técnico. Nem água. Sentiu-lhes o frio. 20. compreensão e interpretação textuais. ( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais. 15. Ao longo estendida. nem pão.11) configuram oposição em nível conotativo. d) III e IV. “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração. conseqüência. b) I e II. e) I e IV.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .” Neusa Peçanha. Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III. Nem vinho. Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão. ocorre a figura de construção chamada polissíndeto. GABARITO Texto para a questão 5. sem incorrer em qualquer erro gramatical. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima. Desnudos. A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão. nem peixe. Sentiu-lhes a fome. Vieram famintos. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”. IV.

‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto. intitulado Escapula. o Vidigal era até capaz. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal. pois certas palavras e expressões apresentam significados novos ou fora do comum. *Incunábulo: [do lat. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias. era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal. Globo 1987 p. São Paulo. 2 – Começo. Voltar Língua Portuguesa . driblando a escolta. entre outras coisas. tão do gosto do romance romântico da época. ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia. O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. ‘incunábulo*’. consegui fugir. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis. “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII.Leia o texto a seguir e responda a questão. “Prodígio de humor e ironia. ficava-lhe sob a proteção. Manuel A. isento de qualquer traço idealizante. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo. mas tendo-o deixado mal. Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal.. Quem pregava ao Major Vidigal um logro. Da preguiça como método de trabalho. aliás de nobre sentido. citada. por isso. e degradá-lo diante dos granadeiros. e devem ser entendidas no contexto em que se encontram. b) machucar-se. o sentimento do Major frente à situação. FTD. por exemplo. e) inimigo irreconciliável. de ser seu amigo. e tinha-o consigo em todas as ocasiões. d) desanimar. e) meditativo. de. por fim de contas. O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda. 1992. Texto para as questões 7 e 8. 8. Memórias de um Sargento de Milícias. retiradas do fragmento transcrito do romance. 1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500. d) enfurecido. 83. indica que o Major ficara: a) indiferente. Por exemplo.. d) fosse qual fosse a sua natureza. uma leitura nos surpreende. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa.’” ALMEIDA. origem. muitas vezes.) arranjasse depois a soltura. a) se o Leonardo (.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .m. uma vida tão regular e tão lícita. lhe havia podido escapar. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo. Berta.. em Memórias de um Sargento de Milícias. UFMS Leia o texto abaixo. c) envaidecido. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico. Mário. Incunabulu: berço] Adj. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar. fosse qual fosse a sua natureza. b) eufórico. há outras. na 1ª linha. que parecem estar insinuando outra coisa. no caminho para a prisão. Se o Leonardo não tivesse fugido.” QUINTANA.. e) destruir. e arranjasse depois a soltura por qualquer meio.” WALDMAN. como o Leonardo. a quem uma vez tivesse posto a mão. “Esparadrapo”. No entanto. ed. c) uma vida tão regular e tão lícita. Rio de Janeiro. sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada. c) desistir. 4 GABARITO 7. principalmente quando se tinha./S. b) em sua vaidade de bom comandante de polícia. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira. mas. “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. a expressão fora às nuvens. Nesse sentido. 6.

b) Esta base. b) casa. e) companhia. c) . com boas intenções. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. Esta base... cremos... Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. c) banda. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. Nas referências descritivas de seres inanimados. II. da difusão da informação de interesse público. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade.9.. tem especial relevância a existência da imprensa livre. e não o sentido figurado.. Egon José. conotativo. da difusão da informação de interesse público. pluralista.. 10. participativa e laica. d) turma.) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras. acreditamos.. Considere as seguintes afirmações: I. II e III. cuja frase. retirada do texto acima.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade.. d) . indispensável para a afirmação da cidadania. interpreta e explica os dados da realidade. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. tem especial relevância a existência da imprensa livre.. d) apenas em I.. O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias.” Carlos Drummond de Andrade. Está correto o que se afirma: a) em I. U.. 22 de setembro de 1999. que possibilite o trânsito correto da informação. e) A continuação do exercício desta prática jornalística. é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século. se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) apenas em II... que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre. Univali-SC “Visões de um novo tempo (. A continuação do exercício desta prática jornalística. III. Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. b) em II e III. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. cremos. o autor premia os cinco sentidos do corpo humano. 11. c) em I e II. denotativo.” SCHRAMM. Jornal de Santa Catarina. 5 Indique a opção. Na construção de uma sociedade justa e democrática. É o tipo de texto que analisa. PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio. assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda.

ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. de membros da mesma frase. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. o que é um mal. – não me parece que se deva desprezar. vida diferente não quer dizer vida pior. como tudo cansa. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. / “O que aqui está é. esta monotonia acabou por exaurir-me também. é outra coisa. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Machado. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguintes. se fazem novas. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. e que apenas conserva o hábito externo.12. / “Entretanto. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”. Em geral. Pelo contrário. / “Os amigos que me restam são de data recente. porém. “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. Há portanto certos modos de dizer. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro. desentranhar delas mil riquezas que. Cada tempo tem o seu estilo. não se lêem muito os clássicos no Brasil. ou de dois ou mais versos. mal comparando. A influência popular tem um limite. outros há que os adotam por princípio. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. GABARITO 13. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. A este respeito a influência do povo é decisiva. ( ) Por “no século de quinhentos”. / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que. pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes. porque.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. porém de sentido diferente. como se diz nas autópsias. ou antes por uma exageração de princípio.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação. / “Ora. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. pegasse da pena e contasse alguns. o capricho e a moda inventam e fazem correr. Divergência digo. cuja opinião é diversa da minha neste ponto.” b) Eufemismo é uma substituição de um termo. em relação à semântica e à estilística. o interno não agüenta tinta.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada. nem tudo temos os modernos. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . para referir-se a determinados fatos. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos termos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam.” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplificam a figura de linguagem apresentada. Feitas as exceções devidas.” 6 ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto. locuções novas. Mas se isto é um fato incontestável. entendemos os anos de mil e quinhentos. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. Nem tudo tinham os antigos. não se lêem. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. mas que sabem perfeitamente os clássicos. à força de velhas.

Use V. de súbito. leia o texto “Atenção ao sábado”. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. III. II. e) II. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos. uma rosa molhada. trancados na ilha do nosso egoísmo”. b) apenas a III está correta. UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo. não? No Rio de Janeiro. nós já tínhamos tomado banho. b) eclipse e paralelo. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. Clarice. São também utilizadas expressões populares no texto. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. Seleção de Walnice Galvão. Se chovia só eu sabia que era sábado. ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado. ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o estado de espírito da personagem. I. a abelha no quintal. Há antíteses na letra da música acima. A palavra paciência tem um sentido denotativo. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. d) I e IV estão corretas. e F para os falsos. Então eu não digo nada.M. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora. mas já não me perguntam mais. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. 7 ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico. F.. quando se pensa que a semana vai morrer. d) ênfase e comparação. 16. para os verdadeiros. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.14. A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta. o rosto inchado. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. Os melhores contos de Clarice Lispector. IV. sangue e mel. Tem sido sábado. 1997. São Paulo. vejo que é sábado de tarde.” LISPECTOR.. Global.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . 15. GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado. e) contraste e alusão. a) ironia e hipérbole. c) antítese e metáfora. Domingo de manhã também é a rosa da semana. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. c) todas as afirmações estão corretas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . III e IV estão corretas. e o vento: uma picada. aparentemente submissa. sábado de manhã. antes do vento espantado poder recomeçar.

para não azedar o mate.” 04. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. no texto em que estão inseridas. sem açúcar.. aquele(s) em que há presença de conotação. 18. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. em prol do equilíbrio universal. passar a cuia de uma mão para a outra. sem rede de segurança .” 02. como chê-kambá ou cunhataí.17.. jamais fiz distinção entre uns e outros. sem açúcar.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . ressuscitada a cada geração.. a soma das alternativas corretas. habitual). IMPRIMIR GABARITO 01. 23. ( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” . “O ideal é tomá-lo numa grande roda. a conversa será mais lenta. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. “. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. “Chimarrão é o mate cevado. Voltar Língua Portuguesa . um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham. ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”. além de tudo. bem gelado. Se alguém falar alguma frase. Tereré é o refresco. com a sua livre poética. Raquel. a conversa será mais lenta. com os espetáculos de circo dos parnasianos. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’.” 16. Os (ainda) chamados modernistas.” 08. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. explosão criadora. tudo muito morno e quente. uma bomba ou bombilha e a erva moída. UCDB. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. p. passa-se do chimarrão ao tereré. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo.” 8 ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita. ótimo. sob um laranjal. de cachimbo da paz. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. De acordo com o clima. sob um laranjal. Sendo assim. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. Quanto a estes. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. identifique. regado a água quente. morena e matuta.)” NOVEIRA. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. dará mais sabor à erva. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. Acontece que. Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. como resposta. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. O arado e a estrela. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. E. na incauta adolescência. não existe geração espontânea. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira. ( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas. Ed. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. sem querer. 1996. entre os trechos abaixo. Tanto de um como de outro grupo etário. são por natureza os nossos filhos naturais. Campo Grande.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes. E assim. O ideal é tomá-lo numa grande roda.. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. alguma palavra em guarani. próprio. Quintana alude ao sentido denotativo da palavra modernista.” Dê. de uma boca para a outra. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. por sua vez. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. retirados do texto de Raquel Noveira. em relação à semântica e à estilística. Chimarrão é o mate cevado. respeitando a vez de cada um. entre novos e velhos. embora sem querer. “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata. (. regado a água quente. Quanto a mim.

27/01/99 (METONÍMIA). e) I e II. c) “A canoa furada dos impostos” – Veja. tá recheado? – Tá. mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho.19. Servicinho manero.. b) I. está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é. A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no segundo momento de suas falas.. c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa. b) “A supermoeda murchou“ – Veja.. sem mudar o sentido. – Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais.. III. Pra arejá. 30/06/99 (METÁFORA). retiradas de revistas de circulação nacional. na passagem do guarda.. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”... Dois homens tramando um assalto. – Tá com o berro aí? – Tá na mão. cheio de gírias. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes. por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito. disfarça.. Foram utilizados dois níveis de linguagem. – O berro.. Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) I e III. Estão corretas: a) II e III. Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22. agosto/99 (ANTÍTESE). d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante.. e) “O gigante e os anões” – Superinteressante. em linguagem formal.. UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa.. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach. – Podes crê. É só entrá e pegá. O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados. Disfarça.. b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa. 9 GABARITO 21. O guarda passa por eles. Apareceu um guarda. 14/04/99 (PLEONASMO). II e III. c) hipérbole.” Luís Fernando Veríssimo. – Discordo terminantemente. U.. “. sujou.. Engrossou. II. e) ironia. 20. com vocabulário rico. – Valeu. agosto/99 (PROSOPOPÉIA). Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”. e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa. é correto afirmar: I. sendo um popular. b) prosopopéia. e outro culto. 22. – Então vamlá. O guarda se afasta. d) eufemismo. Ou que os iluministas do século 18. c) I... poderia ser substituída.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . enche o cara de chumbo.. ou seja. – Ih.

” 24. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO. d) Ambos ignoram a temática amorosa. presente e futuro. despertando atenções para o eu-lírico. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos.” CHACAL. A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese. 26.. através da ironia que minimiza diferenças entre passado. a) Aos amigos faltou-lhes coragem. você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . U. mas com a idéia a eles associada em nossa mente”. e) perífrase. U.23. Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso. b) sinestesia. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte. d) metonímia. p. Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira. que sofre transformações decisivas do passado para o futuro. Voltar Língua Portuguesa . c) metáfora. São Paulo: Brasiliense. b) Vi com meus próprios olhos. c) “Luar. 10 Na composição do excerto. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa. 2ª ed. c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra.. e) “Quando a gente é novo. Beijo na boca. 13. Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efetuamos a concordância não com os termos expressos. Drops de abril. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar. Rio de Janeiro: 7 letras. (. p. embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte. Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece. IMPRIMIR Sobre os poemas.E. U. gosta de fazer bonito. Ninguém chupa a manga da camisa. UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras. 2000. b) Ambos focalizam a temática amorosa. c) Ambos enfocam a temática amorosa. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quanto do recurso a elementos prosaicos. e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários. como na poesia marginal em geral.)” José Paulo Paes. d) relação entre percepção de sentidos diferentes.” d) Toda profissão tem seus espinhos. 25. 1984. 87.

27. UFGO-Modificada
“Mestre do Coro Quem te ensinô essa mandinga? - Foi o nego de sinhá. O nego custô dinhero, dinhero custô ganhá, Camarado. Coro Cai, cai, Catarina, sarta de má, vem vê Dalina. Mestre do Coro Amanhã é dia santo, dia de corpo de Deus Quem tem roupa vai na missa, quem não tem faz como eu.”

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O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes. Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que: ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela clareza e coerência. ( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que foi usado. ( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a norma padrão. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.
“O samba do Ernesto O Arnesto nos convidô prum samba Ele mora no Brás Nóis fumo e não encontremos ninguém Nóis vortemos com uma baita duma reiva Da otra vez nóis num vai mais Nóis num semos tatu Notro dia encontremos co’ Arnesto Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa Mais você devia ter ponhado um recado na porta Ansim Óia turma num deu pra espera Aduvido que isso num faiz már Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

GABARITO

28. UFMT ( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito tempo. ( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüística utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade. ( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto. ( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é adequada.

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29. Uniube-MG
“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias, batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada: a) onomatopéia. b) pleonasmo. c) aliteração. d) eufemismo. 30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

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GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é: a) hipérbole. b) metáfora. c) aliteração. d) metonímia. e) pleonasmo. 31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em: I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”; II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta”; III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”; IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV.

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Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a questão 32.
“– Meu avó, dá caça pra mim comer? – Sim, Currupira fez. Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando. – O que você está fazendo na capoeira, rapaiz! – Passeando. – Não diga! – Pois é, passeando... Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Currupira olhou pra ele e resmungou: – Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

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32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas variações. Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do trecho de Macunaíma, julgue os itens. ( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado, portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão. ( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons, indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade padrão língua. ( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático, uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter sido malévolo”. ( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal, está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância verbal. 33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso estilístico a ele atribuído. a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato. b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia. c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora. d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora. e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe. 34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” / “de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem: a) metáfora e comparação; b) metonímia e aliteração; c) antítese e aliteração; d) comparação e hipérbato; e) paradoxo e aliteração.

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LÍNGUA PORTUGUESA

1

FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. V–V–F–F–F c d V–V–V–V–V a a d c d c d F–F–V–V–V b F–V–V c c V–V–F–V–V 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 18 b a b e e a a d V–F–V F–V–V–F a c a V – F –V – F c c

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LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras” Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas: a) audaciosas. b) magníficas. c) impulsivas. d) duvidosas. 2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido equivalente. a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento. b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade. c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar. d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se. e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a solução. 3. Emescam-ES
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

1

GABARITO

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto; isso ocorre em: a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso; b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais; e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de sentido, por: a) limite. b) momento final. c) término. d) objetivo. e) ponto extremo.

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5. Univali-SC
“Retrato do Brasil quando ainda jovem Como se explica o otimismo de nosso povo? Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos 500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

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Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto encontram-se, respectivamente, na opção: a) impressão / descrente / fantasia; b) equívoco / duvidoso / infelicidade; c) incerteza / seco / irrealização; d) indeterminação / cego / quimera; e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade. 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases apresentadas. Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ............... eram perseguidos. a) hesitar – compulçava –animaizinhos b) hesitar – compulsava – animaisinhos c) hesitar – compulsava – animaizinhos d) exitar – compulsava – animaisinhos e) exitar – compulçava – animaizinhos 7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos problemas que atingem todos aqueles que a compõem. As lacunas serão corretamente preenchidas com: a) armonioza – previlegiados – consciência b) armoniosa – privilegiados – conciência c) harmonioza – privilegiados – conciência d) harmoniosa – previlegiados – consciência e) harmoniosa – privilegiados – consciência 8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes Massiére) Um significado alternativo para a palavra acima destacada é: a) partidário. b) contrário. c) representante. d) rebelde. 9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código lingüístico...” = limitar. b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte. c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para evitar o ridículo de ser brega...” = impedir. d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

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10. UFPR Leia o texto abaixo:
“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do texto. ( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade. ( ) convocação – irritante – conserva – da abertura. ( ) observação – relevante – possui – da liberalidade. ( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites. ( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo. ( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade. 11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ..............., por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua. As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em: a) incompreencível – imprecisa – dezacordo b) incomprensiva – imprescisa – desacordo c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo d) incompreensível – imprecisa – desacordo e) incompreensível – imprescisa – desacordo 12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuízo do sentido original, em: a) a influência do povo é decisiva = prejudicial. b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu. c) a receber e dar curso a tudo = ensinar. d) depurando a linguagem = purificando. e) se isto é um fato incontestável = divergente. 13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de: a) naquela ocasião. b) nesse caso. c) além disso. d) nesse tempo. e) naquele lugar. 14. PUC-RJ-Adaptada
“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.

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GABARITO

As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto? a) ultrapassar. b) omitir. c) deixar de parte. d) ir além de. e) ser ilegalmente promovido.

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15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem prejuízo do sentido original, em: a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições. b) premido pelas circunstâncias = decepcionado. c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras. d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum. e) um futuro se não promissor = de desesperança. 16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela expressão grifada em: a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia. b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país. c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano. d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia. 17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e curtir um papo legal.” Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é: a) pintar um clima; b) caprichar no estilo; c) descolar um gato; d) curtir um papo legal. 18. Univali-SC
“Notas de um Nobel A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões. Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a 1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias, dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com observações perspicazes e poéticas. Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

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GABARITO

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectivamente, pelos sinônimos: a) mensageiro – inteligentes – modesto. b) representante – talentosas – insosso. c) que sabe – que observam – parco. d) eminente – sagazes – exagerado. e) propagandista – complicadas – sóbrio. 19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o significado do contexto em que o termo transcrito aparece em: a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer. b) “algum” em “com algum êxito” – pouco. c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal. d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal. e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” – Quando.

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20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está corretamente interpretada de acordo com seu sentido. a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria. b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos. c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” = moralizadora. d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te levar por pieguices.” = sentimentalismos. 21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada “... uma relação é provida do atributo mágico...” “... prenhe de respeito e carinho...” “... repousa no preceito basilar do cristianismo...” Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respectivamente: a) dotada, repleta, fundamental; b) portadora, isenta, simples;

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c) concebida, marcada, único; d) destituída, madura, básico; e) incentivadora, plena, indiscutível. 22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente. 01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo – leitura. 02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram. 04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações. 08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano ordenaram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões. 16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o próprio genoma.” – um trabalho – desviar.

GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de polícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e fiquei outra vez só.” = sondar. b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particulares de uma família...” = vangloriar.

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c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” = parecesse. d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmonizar.

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24. PUC-RS
“Não vai dar certo Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Patentes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo. É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar. O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele, construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...). A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que resolveu fazer a experiência. Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências. Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

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Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, características da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto formal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente: a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta. b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo. c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena. d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete. e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.

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4. 14. 17. a c a c b a b c a 01 b e IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 16. 22. 19. 2. 20. 15. 21. 3. 5. 23. 11. 12. 6.F-V-F-V d d 13. 10.Vocabulário Avançar . 24.LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1 1. 9. 18. 8. b c c d e c e a c F-F. 7.

’ Considere as seguintes atitudes: 1. enviavam-se muitas cartas em mão.” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato. Você corrige um erro.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . e) ditongo.a lavadeira cheira a gim. para os itens verdadeiros. b) hiato. d) ditongo. 1 ( ) A letra h não representa. dígrafo e ditongo. b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. encontro consonantal e ditongo. Você fica louco da vida. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. para os falsos. encontro consonantal e hiato.. 3. UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir. c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um. respectivamente. GABARITO 3. em: a) Dadas as nossas origens e objetivos.. dígrafo e hiato.” “. Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua.Fonologia. mas é usada em palavras que a trazem da etimologia. c) científicas e biogenética. Use V. para agradecer-lhe a gentileza do gesto. nenhuma fonema. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1.” Lourenço Diaféria. como humano.. e) Antigamente. 4. e F. acentuação. d) Aproveito-me desta oportunidade. Você corrige dois erros. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. uma separação formal e intransponível. ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros. ortografia e formação das palavras Avançar . UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se. Unifor-CE “Vejam que país. entre mim e eles. “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. existe. dígrafo e ditongo. nas palavras: a) ameaças e contrário. c) ditongo. na Língua Portuguesa. d) negociação e países. o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara. b) biologia e adquirida. 2. ( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema. e) polícia e principais. 2. 4.

aguei. III. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira. dá de chaleira. “. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples. d) Ambiguidade. ortografia e formação das palavras Avançar . respectivamente. o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado. 6. e) apenas II e III.a velocidade da rotação. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas. tranqüilo. 32. b) apenas II. distingüi.” – fonemas / ku/. distingüi. tranqüilo. II. güaraná. São corretas as afirmações: a) I. “Nevascas. U. d) apenas I e II.. U. “Séculos quentíssimos..enquanto dá voltas. notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra.. 64. atenção. I. ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da.. b) II e III. e) Ambigüidade. De acordo com as regras de acentuação gráfica.” – fonemas /ku/.F.. “Os americanos acham. “Daqui a alguns milênios. adqüiri. vai marcar. Em marcá.” – fonema /k/.. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é. Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco.” – fonema /k/. adqüiri. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) apenas III. como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas.... IV. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial. formando um ditongo crescente. Anhanguera. tranqüilo. 02.5. e) I e III. agüei.. “. II e IV. acentuação. “. güaraná.” – fonema /k/. III. a) Ambigüidade.. furacões. 7. 01.. 04.Fonologia. II.” – fonema /k/. Está(ão) correta(s): a) apenas I. como resposta a soma das alternativas corretas. guaraná... tranquilo.” – fonemas /kw/. É goooool. guaraná. distingui. guaraná. Anhanguera. adquiri..um pião enlouquecido.. distingui.” I.E. houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica. distingui. d) III e IV. Anhangüera. c) Ambigüidade. Em chalera.. FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema.. 08. Sem contração de preposição com artigo. c) I e II. Anhangüera. agüei. Dê. agüei. adquiri. Em sensacionau. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”. adquiri. 16. 2 GABARITO 8. houve substituição da consoante final por semivogal. Anhangüera... tranquilo. aguei. algumas palavras sofreriam alterações. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s). b) Anbiguidade.

beneficiente. despercebido. losango. Unifor-CE Nas palavras Paquequer. vultosa. 88. UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno. previlégio. pretensão. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. celebral. no texto. e) Eletrecista. venga a buscar la suya. asterístico. a) Empolgação.Fonologia. I tutto para você pagar com money brasileiro. assim como o português. c) confessar. 3 9. d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. o italiano e o francês. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo. através. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s). entitular. extrangeiro. ( ) As palavras gracias. ( ) O fato de o espanhol. ( ) As palavras estrangeiras funcionam. cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. pretenção. Come on. serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. a confusão de línguas também impede a comunicação. b) dígrafo – hiato – ditongo. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. Paraíba e caudal. a) qualquer. la mejor Parker Collection du monde. prazeiroso. a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. asterisco. ortografia e formação das palavras Avançar . alto-falante. b) Eletricista. da globalização lingüística. recriada por esse texto. 11. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato. celebral. ( ) Na Babel global. b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente. porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina. 95. auto-falante. capisci?” Revista Veja/SP. Premier. acentuação. frustado. e) recorria. Voltar Língua Portuguesa . Gracias à abertura da nossa economia. ocorrem. como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado. d) Sicrano. 10. e) ditongo – dígrafo – ditongo.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. IMPRIMIR GABARITO 13. U. c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). c) Assessores. d) velho. Perché si non vous puede ficar sem. d) dígrafo – ditongo – ditongo. “Agora in Brasile. 180 e mucho más. 12. tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português. ascenção. ( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. c) ditongo – dígrafo – hiato. b) adivinhar. prazeiroso.

.passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis. completará corretamente a grafia de: a) bel.. a) cândido – armário. b) filológica.. b) cert. d) incluído – sandália.. “.. d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha.... c) supérfluo – incêndio. ridicularizando ou ironizando a idéia expressa. país... U. e e o. a soma das alternativas corretas.. e) límpido – vôo.E. 19.. O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i.cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins. O sufixo ESA. como resposta... c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento. c) calabr.” 16... O vocábulo “observação” tem quatro sílabas. “... A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova...” 08. obrigatório.... FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm..” Dê.. como resposta. 01.. b) exímio – vírus.. São acentuados graficamente os vocábulos “só”. Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/.... 18. d) viuv. “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o. 16. “é” e “dá” porque devem ser acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em a.......... acentuação. necessária. Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”. Dê.14.... úteis.E. 16. lingüística.. c) português.. fechava o livro e o esquecia. que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções. O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas. a soma das alternativas corretas.. ortografia e formação das palavras Avançar . Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso.Fonologia. “.. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea. alguém.. a e e.” 32... de várias maneiras.. influência. U. “Esse público buscava na literatura apenas distração.... 02... as palavras da alternativa: a) língua. e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida.. “A prosa literária brasileira começa no Romantismo.. 01.” 04. Os vocábulos “macaco”...esperando o próximo.” 02. 08. 04..... d) óbvio.. U. 17.. e) estranh. “..... assinale o que for correto.. usado nessa palavra em negrito na citação acima.... aliás. 15.. Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica... percebemos que havia um problemão a resolver... Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos.. às vezes. na grafia da língua portuguesa.. sentido pejorativo. 4 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante.tão logo chegava ao final.

Imagina se. pelo menos é o que informam os especialistas.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo.. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. funk e hot dog. Pois aqui no Brasil... b) Há gente que pretende .. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. funk. o português. minhas. onde as melodias podem ser originalmente nativas. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa. segundo a gramática normativa... toma um susto. que. tudo é show. Os índios têm lá os jogos deles. etc. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância. o placar... ele viu que. pelo menos. milk shake: a) São estrangeirismos que. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). back é beque. F.I. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. assinale a alternativa correta. No esporte é a mesma coisa. já que a gente não os conhece nem de nome. falemos de nós.. (a par – ao par) expressão escolhida: a par.. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos.. então. deixando de lado os índios que nós.. como na África. Mas. iria passar . mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. ou pior...... c) colégio – sério.. (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar. como um peru de farofa..... incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos. c) Quando a chuva começou. pelo menos. é engraçado.. nós a recebemos do colonizador luso. E o leitor do noticiário... são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários... d) tórax – ingênuo. (inverter – reverter) expressão escolhida: reverter. como a maconha. sem guarda-chuva.. ortografia e formação das palavras Avançar . que alguns tentaram. e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem. se não for escolado no papo. se você for a fundo no assunto.. rap. c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. mas devem ser chatos ou difíceis. as drogas mais leves. etc..Fonologia. a) sacrário – difícil... a todo instante tropeça e se engasga com rap.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. Pegue um jornal. especialmente o futebol (não mais foot-ball).. ‘meio-de-campo’. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. soap-opera.. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva.. mas Camarões venceu. Cantor de forró do Ceará. Correio do Estado 21/05/2000. ou até na rua.. de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez. inclui as apresentações em várias espécies de salas. entre as expressões entre parênteses. ou. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo.” Rachel de Queiroz... (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das. o que foi uma bênção. acentuação. UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e. b) ônibus – ígneo. cada uma fala o seu dialeto.. Todos pensaram que ele fosse ..... 22.. que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’.. Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’. se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios.. e) Não estou ______ desses problemas políticos.. (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu. GABARITO 21. Suas idéias vão . tem significação mais extensa. o pataxó. A começar que a nossa língua oficial. punk. os brasileiros. chamando-o de ‘desporto’.. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’. por exemplo: é todo recheado de inglês. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. depois. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas. 5 Palavras como show.. “(. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. Mas não pega.. hamburger. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. pretendemos ser.. ... e) convênio – válido..20.. por exemplo.. Nas páginas dedicadas ao show business.. etc.

segundo ela.. Use V. ingleses e brasileiros. Luís Fernando.23. (. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que. Existem suecos. são monossílabos átonos. empresário. ortografia e formação das palavras Avançar . nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear. “os parisienses”. grande investidor ou latifundiário. para os falsos.E. timbaleiro ou seresteiro. 01. d) “na minha longa descida”. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’. terapeutas e curandeiros. leia o texto “Eiros”. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”. 04. e) “todo o velho contagia”. 24. por isso jamais recebem acento gráfico. não se precisa de limpa. há políticos e politiqueiros. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado. a soma das alternativas corretas. b) “Até” – “propôs”. 26. d) “só” – “três”. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar.Fonologia. 16. para as verdadeiras. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”. 02. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”. Aliás. 7/10/95. acentuação. 08. Morte e vida severina. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar. jornaleiro. c) “jamais o cruzei a nado”. é um sufixo pouco nobre. como em “as páginas”. U. como resposta. IMPRIMIR GABARITO ( ) Os termos jornalistas.. b) “iguais em tudo e na sina”. e dão lucro imediato. ‘Se você começou como padeiro. Dê. 25. Há o importador e há o muambeiro. como existem médicos. de adubar nem de regar. João Cabral de Melo. terapeutas e curandeiros são formados pelo processo de derivação parassintética.F. Jornal do Brasil. Voltar Língua Portuguesa . Os artigos definidos. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar. Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”.. e F.)” VERÍSSIMO.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. “a capital” e “o ar”. Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. U.” NETO. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto. UFMT Para julgar os itens que seguem. c) “espécie” – “idéias”.. e) “áreas” – “Mário”. (. Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente.

e) porém. 33. e) compreensível – artístico – várias. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. também e incontestável. d) silêncio. céu e pôr são: a) sábado. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. domínio e até. d) Crucifixo. línguas e contrário. b) mágoa. respectivamente. c) privação. “memória” e “atrás”. III. 30. FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. b) artística – compreensível – contemporânea. até. aí.Fonologia.F. d) lêem. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. ortografia e formação das palavras Avançar . a) Apogeu. e) místico. véu. d) Apenas II e III. Quais estão corretas? a) Apenas I. II. insuportável e dúvida. respectivamente. pelas mesmas regras de água. heroísmo. clássicos e século. b) aceitável. b) hífen – apóia – além. d) provável – várias – obrigatória. c) princípio. acentuação. e) I. b) Apelar. A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. ocorreria mudança de significado e de classe. pelas mesmas regras de “possível”. d) difícil – idéia – vocês. c) Apenas I e III.27. e) intensidade. Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência. pára. Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas. há. em: a) América. e) vírus – fáceis – país. II e III. c) Circular. baú. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica. réu. só. b) Apenas II. e) Apedrejar. U. 31. heróico. c) caráter – cárie – até. 7 GABARITO 32. 28. 29. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em negrito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário. d) inferioridade. pública e está. c) obrigatória – contrário – circunstâncias. I. c) árvore. b) contigüidade. Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam. a) fácil – vôlei – caí. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

.. erudito... cartomancia. b) econômico. o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38... 39. c) Grafa-se corretamente com “ç”. 36. respeito da mente humana”.. a) Existem coisas que o dinheiro não compra. a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .... • “A inteligência não se limita .... a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar. U.. U... capacidade de raciocínio lógico”. na profissão ou ter bom relacionamento familiar”........ interim. . c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz. ingreme. e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção.. Quando mais longe for. o vocábulo “compreenção”. e) flâmula. FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”.34. c) tênis. e) latex. antifrase... (Hertz – Locadora de Veículos) 37. melhor. d) ureter. (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan. a Hertz não para de conquistar o Brasil.. • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego. Motor de sobra para esticar o pé. d) Assim como “advinhar”.. os jovens”. ortografia e formação das palavras Avançar . como em “disciplina”. “admitiu” está corretamente grafado. UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada ... c) prototipo.. b) rubrica.. Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica.. (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas. Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo. Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo. (Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença. Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente é: a) pudico. 35. e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador.. (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais. tulipa.... crisantemo. bimano... de 19/09/2000. UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei. b) É preciso que se averigúe todas as alternativas. Mas a gente promete não falar delas.. Hungria. b) O encontro “sc”.. como em “sonegação”. ocorre corretamente em “ascensão”. 40.. acentuação.Fonologia. d) público... flacido. Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta.

FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro. Se comparadas às palavras que lhes deram origem. sofreu um processo de redução semelhante ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. no meio deles. Explique o processo de formação dessa palavra. e) prática. Guimarães. seria grafada chantilí. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) II e IV. do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”. c) empresa. Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa. ascensão. ( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e dezes-seis. b) I e III. Primeiras estórias.41. ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas. o perfilzinho agudo. qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. não parava. compreensão. III e IV. possivelmente seria grafada jins. em seqüência. Aos tantos. acentuação. IV. e) excesso. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa. calabreza. “Partida do audaz navegante”. um hiato e um ditongo oral crescente. ( ) Abate é exemplo de derivação regressiva. e “butique”. III. As palavras “caubói”. em “peão de boiadeiro virou caubói”. um narizinho que-carícia. disse-se-dizia ela. admitem grafia ou pronúncia distintas. d) I. ortografia e formação das palavras Avançar . II. d) país. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. U. “Cê”. louro-cobre. pouco se vê. 42. 44. II e III. obsessivo. andorinhava.” De acordo com essa definição. lisos. do trecho “enfiados em calças jeans”. exceção. c) trabalho. e) I. b) este. Se a palavra “jeans”. U. PUC-RS-Modificada I. Identifique essa atitude. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. II. compridos. Porém. explicando-a brevemente. coisicas diminutas: a carinha não-comprida. Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada. 45. espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pestanas til-til. ( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal. b) poetisa. 9 a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela. em “apelidados de peões de butique”. fosse adaptada ao português. d) abstenção.Fonologia. 43. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. os cabelos. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma significação. e. que me gela!’” ROSA.

O radical da palavra tem origem grega. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo. e) ceder. c) significativo. indicando resultado da ação. Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê. mudança. b) deter. b) Apelar. U. c) trair. somente. Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comportamento em: a) integração. d) domingueira. 50.F. II. O sufixo empregado forma substantivo. somente. d) infância. 51. acentuação. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. d) Crucifixo. a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo. Está correto que se afirma em: a) I. somente. com a abertura da nossa economia. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia. com a abertura da nossa economia. d) conseguir. I. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia. Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter. 10 48. III. c) Circular. e) Apedrejar. a) Apogeu. e) transmissão. somente. 49. e) As razões porque não importaram outro povo. 52. b) endoculturação.46. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo. O prefixo – também de origem grega – significa afastamento. c) I e II. e) I.Fonologia. b) III. com a abertura da nossa economia. UERJ Quanto ao processo de formação. b) desconhecida. 47. c) pirogravura. ortografia e formação das palavras Avançar . II e III. não aproveitaram para importar outro povo. são desconhecidas para mim. U. d) II e III. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer.

c) recolocava – reconhecemos. c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação. 55. “. a) inexpressiva – exportados.. respectivamente.” III.. é certo que: 01. 11 IMPRIMIR GABARITO 58. Quais estão corretas? a) Apenas I. d) preconceitos – descabidas. U. referente aos afixos em destaque. Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem. nas duas palavras. “Talvez apenas desconheçam a própria língua. 04.” A seguir. UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I.. II. 56. II e III. c) Apenas I e III. e) I. a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos.Fonologia.” IV. “Virou praga o uso indevido do gerúndio. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”.. “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina. o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”. II e III. 08. e) filosofia – dicotomia. c) multiforme – policromo. 54. c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV. U. um radical latino e um radical grego. d) dissílabo – bisavô. como resposta. acentuação. As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo.. b) injusto – descomunal. “. Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufixal a partir de um estrangeirismo. ortografia e formação das palavras Avançar . a) altiplano – acrobata. b) Os afixos têm sentido semelhante I. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição.53. 57. d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica.F. Voltar Língua Portuguesa . III. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente incorreto dizer. 02. Nas palavras mental e sexual.”.E. d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV. Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I. a soma das alternativas corretas. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos. assinale a seqüência correta.as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma.F. Dê.. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento. b) Apenas II. é prova do despreparo de algumas pessoas. o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substantivos. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados. 16. d) Apenas II e III.” II. U. b) psicultura – ictiologia.

prática. 02. relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re. angustiado. a soma das alternativas corretas. de afeto. e) explicável. como resposta. ortografia e formação das palavras Avançar . sabedor. acentuação. 63. 04. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo. U. cerebral. apesar de o elemento em comum significar “grande”. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”. PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo. sofrimento. 16. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor. pode ser notado em: 01. mofino. b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”.. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”. e) atribulação – atribular – atribulado. contemplação. representada pelo elemento “foto”. pacificar. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo. d) onde em “aquele aspecto da sua casa. onde encontrava. b) tribuna – contribuição – tributal. pequenino por dentro. a) sentimento. preocupação. 60. para expressar a idéia de carinho. 16. intimidade. Embebeu de éter a bolinha de algodão. 12 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”. Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. pois ambas as palavras remetem à energia da luz. mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. 62. que nos deu tanta alegria. alimentício. e) regularização. perdão. seja dentro de (en). UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria. como resposta. c) “Energia” relaciona-se com “alergia”. Você é diferente. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance. Não é que o canário tinha ressuscitado. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo. Dê. 64. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário. achando a condição humana uma droga. uma força. d) fumaça. U. U. b) régua. E saiu para a rua. 08.F. b) resistência. a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”. inexplorado. d) régulo. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. sob todos os pontos de vista. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. c) regulador. porque ambas as palavras representam uma ação. regularmente. 65. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição. U. c) atributo – atribuição – atributivo.”. 61. ventania. seja contra alguma coisa (al).E. a) tribunal – tributador – tribal.Fonologia. c) facilidade. Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01. d) tributo – tributar – tributável. parecia sentir alívio às suas”. a) abandono em “morrera de um abandono”. 02. com uma fome danada? Dê. Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado. reluzia vivinho da silva.59. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”..a um radical. extinção. macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases nominais. a soma das alternativas corretas. regressar.E. 04. 08.

Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. ação contrária. e) inflamar – irretocável. b) invalidar – inativo – ingerir. a) paterno. muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa. criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocábulo “PATRIMÔNIO”. uso típico da região sertaneja. principalmente os sertanejos. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva. b) apadrinhar. e) arcaísmo. 13 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) des – igual – dade – s. feliz e mente. c) irrestrito – improfícuo – imberbe. c) autos-de-fé – ocorre. que se caracteriza pela facilidade de invenção de palavras novas. e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega. d) ateu – incoercível – imerso. em seus cavalos. 67. acentuação. 70. são conservadores. e) incriminar – imiscuir – imanente. e o prefixo indica negação. c) neologismo. Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mesmo sentido? a) incluir – irregular. o que prova que os falantes da língua portuguesa. 69. espiei os três outros. d) padroeiro. composição por justaposição. agregado à base um novo sentido. c) impuro – ilícito. Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. de relevante valor expressivo. 71. há prefixos com o mesmo sentido. Cefet-RJ Em “Como por socorro. c) padronizar. d) irradiar – imigrar. U. PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in. como em ‘ilógico’. b) irreal – influir. c) desi – gual – da – des. U.”. em relação icônica com o determinado. 68. ortografia e formação das palavras Avançar . d) des – i – gual – da – des.66. d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação. a) inaproveitável –irremovível – irromper. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical. UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. d) arcaísmo. b) arcaísmo. Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”. mumumudos.F. e) padre. neste exemplo. obtido pela repetição de um elemento morfológico. intugidos até então.Fonologia. a palavra destacada é um: a) neologismo. e) desigual – dades.

IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos. houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”. b) Fez o salto real. c) laranjeira. UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua. c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea. e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação. Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”.72. O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”. e) consumidor. constitui um procedimento comum em língua portuguesa. 73. ortografia e formação das palavras Avançar . o neologismo “desfavelado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela. b) poeira. o significado de: a) movimento através de. acentuação. e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas.F. a) E depois a tomaram como espantados. d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas. 74. UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim. b) sufixo que expressa intensidade. b) enxergado. d) brasileira.Fonologia. U. 75. c) posição além do limite. 76. Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação. 77. c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis. a) cafeteira. b) é contrária à favela. 14 Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-. isto é. d) deixou de ser favelado. Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. pode-se afirmar que foi criado através da utilização de: a) prefixo que indica negação.” tem. e) movimento intermitente. e) trabalha em prol da favela. Me firmo.. d) impossível. c) nunca morou na favela.. d) movimento para além de. c) amamenta. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade. UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. b) movimento em torno. respectivamente.” Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conversão de substantivo em adjetivo. tomar uma palavra designadora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo).” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente. d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa. e) cabeleira.

d 40. sendo tão pequena. c 23.Fonologia. V–V–V a a c e a 105 e V–F–V–V–F–F b c b e a 54 b 23 c c a 21. 9. 17. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1 1. c 22. 13. e 29. 42. e 37. 16. em um dado momento. a 35. 4. 7. Trata-se de um processo neológico conhecido como derivação imprópria. 3. 53. V – F – F – V – V a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). d e e 19 GABARITO IMPRIMIR 43. acentuação. transmitir afetividade (valor subjetivo). 52. b 33. 20.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . d 41. ligeira e perspicaz como uma andorinha. e 32. 10. ou seja. a e b c d e Lobisomem : composição por aglutinação. espiando até “pelos entrefios”. dinâmica. 50. Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). c 28. 48. Linguarudo: derivação sufixal. b 39. c 25. 8. d 34. como é o caso. Voltar Língua Portuguesa . 46. F – F – F 27. O valor subjetivo se soma ao objetivo. ortografia e formação das palavras Avançar . 44. 26 26. significa que Brejeirinha tinha. 6. a 38. No texto. b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. 45. 49. 47. a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). 5. d 31. 19. 11. 18. 15. podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. um comportamento semelhante ao do pássaro andorinha. c 24. 51. a 30. 14. 2. 12. c 36.

59. 62. 58. 70.Fonologia. 61. 67.54. 56. 74. e b b d a e 31 e d c c 09 66. 55. 77. 76. b a c c a c a d d e d c 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 65. 60. ortografia e formação das palavras Avançar . acentuação. 75. 57. 68. 72. 73. 63. 64. 69. 71.

sem alteração de sentido. mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária para a proteção dos direitos humanos. Em 1994. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. S U B S T A N T IV O S .. Para tal. no nível mais fundamental. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio. sem alteração sintática ou semântica. O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas.. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento..” o adjetivo em destaque poderia estar no plural. Para eliminar esse fosso. sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados. a fim de evitar as violações dos direitos humanos. adjetivos.. A D JE T IV O S . O fosso entre as aspirações internacionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em matéria de direitos humanos.LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S .. V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a necessidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas preventivas.. verbos e adverbios Avançar .... IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos. 2. U. Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(. b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas.. ( ) Em “. a definir melhor os direitos econômicos. ( ) Em “.” o artigo em destaque poderia ser eliminado.” GABARITO 1..) nessa questão de engenharia genética. no primado do direito.. a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações. ( ) Fosso. o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio. a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano.F. que promete ser a questão do novo milênio”. o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos.Artigos. e. ( ) Em “.as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação.. poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido.” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando. d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio. pode ser permutado por particularizar. ( ) Individualizar. sem modificação sintática ou semântica. substantivos.

” (Manuel Bandeira). c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferreira Gullar). e) brancos. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes).F. já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza.. em sua estrutura interna.3. em “o brasileiro era um envergonhado”. d) “Meu amigo. em “o artista brasileiro dos dias atuais”.Artigos. UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo. no trecho anterior. como adjetivo. verbos e adverbios Avançar . substantivos. brancos e índios”. d) envergonhado. e) combate.. adjetivos. vamos cantar. 7.) a nada menos que US$500 milhões”. 2 4. O termo “a”. b) “Paisagens da minha terra. b) conquista. em “a mistura entre negros. b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12.F.” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”. c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada”. b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos. b) criadores. para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Carlos Drummond de Andrade). U./ Onde o rouxinol não canta. no contexto. c) grito. 6. 5. U.” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000. e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande. que aparece destacado. possui o mesmo valor morfológico no fragmento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (. que alguns técnicos denominam como a da rerregulação. d) É trágico verificar que. d) século. só o trágico é que faz sucesso. d) “No Brasil. exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem. O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca. a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”. na televisão brasileira. a) brasileiro. FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical. em “deixou de ser um peso para os criadores”.000 reais está longe de ser popular. Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase. Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica.” A partir desse conceito. c) brasileiro. Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

adjetivos. segundo a gramática normativa do português culto.F. é sempre diferente. Voltar Língua Portuguesa . pois a forma de tratamento você. ( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema. as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam. são pronunciadas de igual modo. “UM DIA QUALQUER . para os itens verdadeiros. e F. verbos e adverbios Avançar . c) a mesma forma e o mesmo significado. d) a mesma forma e diferentes significados. pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12).66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. tem sentido indeterminado. para os falsos. substantivos.Artigos. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK. b) formas e significados diferentes. Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”. em várias regiões do país. IMPRIMIR 9. respectivamente: a) formas diferentes e o mesmo significado. Use V. ou toma um café Hoje bobagem. ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema. não-específico. mas o uso. UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo. nessa estrofe.8. U. 5 10 15 3 20 25 30 GABARITO 35 ( ) As palavras mal e mau. em termos de sentido. está incorreta. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete.

UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos. b) apenas II. no trecho “Os candidatos à ansiedade são. UFSE “. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas. c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe. Isto é. 13.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa. 24/11/1999. adjetivos. o uso coloquial. PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme. Caso tivéssemos uma condição em vez de condição. 4 GABARITO A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são. livres de ameaças reais. substantivos. com freqüência. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos. sem que houvesse alteração no sentido. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza.”.. b) mulherzinhas – coraçõezinhos. c) substantivo e adjetivo. respectivamente: a) adjetivo e substantivo.. e) particípio e substantivo. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa. c) florezinhas – mulherezinhas. c) apenas I e III. e) colherezinhas – floreszinhas. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo. d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças. onde o aviador sobrevive à queda. Quais estão corretas? a) apenas I. 12. 11. em “o primeiro descreve ‘ansiedade como condição dos privilegiados’ que. não haveria alteração no sentido global da frase. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza. III. b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores.”. se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”. d) mulherzinhas – coraçãozinhos. cujas sementes deram início a este bosque. e) I.10. verbos e adverbios Avançar . d) substantivo e substantivo. assim. I. II. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os. b) adjetivo e adjetivo. II e III.Artigos. d) apenas II e III. uma versão nordestina para o Paciente Inglês.” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo.

. d) acabamento. FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”... Se.Artigos. houvesse alteração para “Construindo o cidadão futuro”. substantivos. o uso da crase é facultativo. a mesma palavra seria um adjetivo... verbos e adverbios Avançar ... o vocábulo futuro classifica-se gramaticamente como substantivo.. quando se trata de estudar.. 16.” estão presentes os três modos verbais da língua portuguesa: o indicativo. 01.. No segmento indiferente a tudo. e) pintura. 15. As palavras rústica.” 5 No enunciado acima.. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu..14. que se diferenciam.. c) fundação.. FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis.. os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam. que significa que está em via de efetivação.. de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo.. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente. que ameaça acontecer breve. Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes.. No trecho “Mas. se assim fosse..” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17..... O substantivo em destaque tem como sinônimo: a) parede. “alegria feroz” e “cidadãos que se dizem democratas”. extraído de um folheto de divulgação deste vestibular. Em “.. b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno.”. segundo a gramática normativa. c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação.. b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos. procuram . entretanto. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome. como resposta. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”.. pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). 18. Dê. 02. 08. UERJ “Vestibular UERJ 2001. por serem todas elas proparoxítonas.. Unifor-CE As lacunas da frase “Os . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa. caráter e épocas estão acentuadas corretamente..... 16. c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação. 04. o subjuntivo e o imperativo. veja bem. b) chão.. adjetivos. Construindo o cidadão do futuro. d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem. sobretudo. a soma das alternativas corretas.. base. como na expressão perigo eminente. e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem..

20% da população adulta brasileira é hipertensa. p. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição.” Carlos Drummond de Andrade. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas. c) 4. substantivos. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”. os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas. IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. No poema há quantos adjetivos? a) 3. e F. e) 2. 23/06/99. para os falsos. a) Na Aliança Lusa-brasileira. verbos e adverbios Avançar . saias azuis-pavões. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . procure e siga estão no imperativo. os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas. saias verde-olivas. d) 6. ( ) As formas verbais foi e é são. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor. associadas a tabagismo. estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares. Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras mais cedo por problemas cardiovasculares. para assinalar os itens verdadeiros. ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. e) Na Aliança Luso-brasileira. b) 5.19. saias verdes-oliva. adjetivos. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele. 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado.Artigos. que correspondem a 32% de todos os óbitos. a primeira no pretérito e a segunda no presente. 21. 153. d) Na Aliança Lusa-brasileira. b) Na Aliança Luso-brasileira. saias verdes-olivas. 20. 6 GABARITO Líder em soluções cardiovasculares ( ) As formas verbais seja. U. V Procure seu médico e siga a sua orientação. o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher.” Veja. Use V. dos verbos ir e ser. obesidade. saias verde-oliva. II Hoje. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta. c) Na Aliança Luso-brasileira. III Essas doenças. respectivamente.

e) I. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm. no contexto. Ou seja: dê menos destaque a silhuetas. Por birra. Mas. Previsivelmente. c) apenas I e III. e para a imensa maioria das mortais. e por isso a magra fotografa melhor. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”. quem diria. Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair. Também apontaram a falta. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas. desde que moda é moda. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico. que estão tentando dar um jeitinho. da Argentina. Tessa Jowell. o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’. que ocupa cargo equivalente ao de Tessa no fictício gabinete conservador. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de comparação. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos. para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. no máximo 42. acima de tudo. Difícil dar certo. 7 GABARITO Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo. sequíssima. representantes de agências de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. normais. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. U. “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”. Quem quiser que acredite que vai funcionar. II e III. respectivamente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ato contínuo. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’. as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. logo de quem. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos. alinhou-se à facção das magérrimas. Embalada em sua cruzada. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. Em “já que toda altíssima e magérrima”. convocou uma entusiasmada ministra. na voz de Theresa May. b) apenas II. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda. fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus dias. Está(ão) correta(s): a) apenas I. 28/06/2000. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária. claro. Nesse departamento. como a de Victoria Adams. verbos e adverbios Avançar . é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda. as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos. Tem de ser naturalmente magra’. jornalistas. nas butiques. quem é gordo e. até porque. que equivale a muito seca. independentemente dos hambúrgueres que consuma. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. estão. A ‘patrulha da gordura’ foi criada. atesta o fotógrafo paulistano André Schiliró.F. A ministra Tessa. III. digamos. e mais silhuetas. no caso. as palavras sublinhadas desempenham. de tamanhos acima de 40. ‘A foto sempre engorda um pouco. muito a contragosto por parte das revistas. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide. I.22. seca como uva passa. d) apenas II e III. II. sob suspeita de anorexia. substantivos. Incitadas pelo governo trabalhista. adjetivos. um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia. o papel de substantivos. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos. a direita. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. Da reunião em Londres participaram produtores de moda.” Veja. a Inglaterra contaria com a companhia. Na quinta-feira. principalmente em democracias solidíssimas como a inglesa. E não adianta a menina perder 20 quilos.Artigos. o que ocorre em “seca como uma uva passa”.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) água de rio – água pluvial. estado ou qualidade dos seres. c) III. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. substantivos. Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. d) I e II. e) monumento de rocha – monumento rupestre. algibeira arrasada. apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece. 08. escuras e gárrulas como cigarras. 24. pecha. não existia nódoa. a soma das alternativas corretas. respectivamente. e) I e III. E na desditosa cidade. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento.” QUEIRÓS. Dê. entre os dentes ralos. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura. Eça de.23. Embebeu de éter a bolinha de algodão. como resposta. c) definir a conduta das duas irmãs como criticável. verbos e adverbios Avançar . que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. marcar a generalidade das situações que são objeto de seus comentários. bule rachado. 02. O pobre menino nasceu morto.E. que nos deu tanta alegria. poeira a um canto. 25. 8 GABARITO No texto.Artigos. achando a condição humana uma droga. bolo encomendado nas Matildes. 04. d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas. c) xampu de capelo – xampu capilar. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01. E saiu para a rua. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. pequenino por dentro. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade. A ilustre Casa de Ramires. FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas. III. Uma poderosa nuvem abre o horizonte. b) II. vulto a uma esquina. II. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. coração dorido. b) nervo da audição – nervo auditivo. O menino pobre nasceu morto. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está adequada em: a) dor no abdome – dor abdominal. situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência. em Oliveira. 26. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter. as espalhadoras de todas as maledicências. não comentasse com malícia estridente. sensação. U. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. as tecedeiras de todas as intrigas. desde longos anos. janela entreaberta. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. Uma nuvem poderosa abre o horizonte. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. adjetivos. 16. e) associar as ações das duas irmãs. angustiado.

e) ao menos uma tonelada”. sem que a idéia básica do período seja modificada. d) tanto quanto uma tonelada”. “O diário de P. adjetivos. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a construção do sentido do texto. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro. 01/01/2000 . ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”. de verdade do processo expresso pelo verbo. o lugar. Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver. ele que viesse falar comigo. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações.. Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”. substantivos. a) surdo-mudo.Artigos. 2000. apreciar a música. e) guarda-noturno. Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”. rir. publicado em uma reportagem na revista Isto é. c) aproximadamente uma tonelada”.) 21h30 . d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas. ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza. verbos e adverbios Avançar . ( ) em “É como se eu estivesse congelada”.Leia abaixo o trecho do diário de P.S. b) verde-oliva.. 30. 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei.S. as formas verbais “tinha estado” e “estava” indicam fatos situados no mesmo momento.C. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe. comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês. U. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”. e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade.C. Não só por não ter me permitido comer. vives. É como se eu estivesse congelada. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado.. 28. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar. em jun. d) azul-marinho. não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas. de aproveitar a vida. b) justo uma tonelada”. 29. c) cívico-religioso. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Foi maravilhoso!” 9 27. A questão 27 refere-se a ele. tu dirás que queres viver.Las Vegas (. e) Vives: agora mesmo que ensandeceste. comunicar-se.Restaurante chinês. c) Em 1970.

U. b) como amante – adulteramente. Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria. amar?” A palavra até.31. d) pode ser que. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem. 32. por: a) embora. b) não obstante. desamar. sociologia e ecologia. no texto de Carlos Drummond de Andrade.E. combinação de princípos da economia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Reescreva a frase acima. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. pode ser substituído. d) sem mistério – enigmaticamente. Amar e malamar. d) Saveiro Geração III. 35. a) com verdade – sinceramente. amar? Amar e esquecer. Londrina-PR “Que pode uma criatura.” O advérbio talvez nos versos. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre. amar? Sempre e até de olhos vidrados. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula. Resiste a tudo. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. Reescreva a frase acima. sem perda de sentido. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial. 33. mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio. o paciente teria morrido”. entre criaturas. até a você. e) sem virtude – desvirtuadamente. 10 GABARITO 34. b) A econologia. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação. Tarifas que podem chegar a zero. b) Além disso. verbos e adverbios Avançar . substantivos. c) com liberdade – libertinamente. senão. Amar.Artigos.. b) A polícia. transpondo-a para a voz ativa. adjetivos. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos. é defendida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um advérbio.. FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo. c) ainda que. o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido. não conseguiu capturar os fugitivos. até agora. declarou o médico. ao pecado de saber mais do que nos convinha. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer.

para medir a inteligência.. U. será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . observe seus efeitos de luz e sombra. Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade.” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia. 37. d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade. a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram.Artigos. já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa. Para bem comparar a técnica utilizada.. o quadro.” 40. UFRS-Modificada “Os testes de QI.36. c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. __________ três explosões na plataforma de petróleo. substantivos.” 11 No texto. e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram.. adjetivos.” b) “. infelizmente. Quando as __________ (ver). FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses. embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais..” GABARITO Utilizando-se o advérbio “só”. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou.. c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou. o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram.. 38. e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes. “Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar. Creio que __________ de problemas causados por falta de manutenção. poderá adotar outra perspectiva. há motivo para otimismo”. verbos e adverbios Avançar .. d) no passado. PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: a) “. b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade..” e) “. no passado. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo. b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. poderá notar duas grandes fotos iluminadas. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência. outros parâmetros serviram para medir a inteligência. é mais sombrio. e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. Se isso não __________ (satisfazer) sua curiosidade. o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente. 39. além dos testes de QI.

Feita a pergunta. 43. UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”. do articulista Marcos Sá Corrêa: “. d) chamara – sentiu – começaria. verbos e adverbios Avançar . 44. substantivos. 42. será o momento de todos o aplaudirmos. c) Fui até o hotel para encontrá-lo. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento. d) Leocádia estava terrivelmente irritada.. sentiu o peso da responsabilidade. “for” equivale.41. quando eu for presidente. ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I. os que forem espertos saberão quando for a hora de partir. NESSA ORDEM. de 24/01/2000. respectivamente. Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana. 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empregado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso. II. mas se deteu. de modo claro e objetivo. adjetivos. b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos.” Revista Época.” Dessas ocorrências. d) somente na frase IV. b) pretendia – sentiu – sabia. se ele manter adequadamente o tratamento. c) tinha marcado – sentiu – visitara. que vende e revela material fotográfico para amadores. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília. a) Em pouco mais de três meses. só conseguiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses. haveremos de descer a serra antes de o sol nascer. IV. a) sabia – sentiu – chamara.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes. d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema. mas ele já havia saído. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa. esperando oportunidade melhor. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão.Artigos. e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado. III. mandarei prender os que forem inimigos do país. como a De Plá. CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I. Há lugares carentes que necessitam até de vagas para automóveis. a lesão do jogador poderá estar curada. c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral. c) somente na frase III.” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. passados os primeiros dias de euforia pela conclusão do curso.. b) somente na frase II. São inumeráveis as academias de ginástica. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) em todas as quatro frases. FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida. as locadoras de vídeo e os cursos de informática.

” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima. Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua. no diálogo entre Calvin e sua mãe. c) Julgais. Eça de. coração dorido. A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada. desde longos anos. não descortinavam. mantém-se apenas em: a) não existe. b) não existiu. as espalhadoras de todas as maledicências. portanto o emprego está adequado. c) Bebeu tanto até cair. Trata-se de: a) Ides. A ilustre Casa de Ramires. de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” 13 Com relação ao emprego do imperativo nos versos. neste texto. d) não existirá.Artigos. escuras e gárrulas como cigarras. em Oliveira. c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou. algibeira arrasada. Voltar Língua Portuguesa . substantivos. não comentava. não teriam descortinado. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra. se verifica entre as formas verbais existia. adjetivos. uma das formas verbais não condiz com as demais. d) Pretendes.45. c) não existira. não comentasse com malícia estridente. não tiver comentado. b) Tenhais. pecha. 47. não comente. 14 de abril de 2001. bule rachado. “As duas manas Lousadas! Secas. portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra). FUVEST-SP A correlação de tempos que.” QUEIRÓS. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. e) não existiria. e) “Respiravam e até transpiravam” 46. Texto para a questão 47. entre os dentes ralos. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. e) Segui. bolo encomendado nas Matildes. não descortinem. não existia nódoa. janela entreaberta. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. IMPRIMIR GABARITO O Estado de S. pode-se perceber que. não teria comentado. não tiverem descortinado. E na desditosa cidade. U. poeira a um canto. as tecedeiras de todas as intrigas. b) Juntou até 10 mil reais. descortinassem e comentasse. Paulo. não tinham descortinado. vulto a uma esquina. a) “Do querer até o poder vai larga distância”. podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. verbos e adverbios Avançar . não tinha comentado. 48.

” Veja. além do sentido de ação. abrandando-lhe a linguagem. d) prever. 18/08/1999. verbos e adverbios Avançar . e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis. já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”. modo e pessoa. por exemplo. b) flexão de tempo. c) desejará. Voltar Língua Portuguesa . 51. substantivos. adjetivos. teríamos: a) previer. a) Sabe que você tem razão. a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (. U. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo. com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir. a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse. creiamos. e) previr.Artigos.F. Assinale. GABARITO 52. 14 A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. b) preveria. em relação às palavras. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial. seria necessário considerar.) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras. Para diferenciar o verbo do substantivo. b) desejar. não tem gente parada. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego. d) anteposição de um substantivo. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional. Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas.49. Não pôde ser diferente. d) desejaria. UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais. principalmente. c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso. c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras. c) previera. U.. UFRN Considere o período a seguir. 50. Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso. 53. Mirtes? b) Nos Estados Unidos. e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas.” Para se manter a correspondência temporal no período.. UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se. d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis. c) presença indispensável à frase. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco.

... Em O trigo. |começa-| tema.. requeresse. reouvesse e) vier.. reouvesse 57. d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir... b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir. 32. requisesse. |-a-| vogal temática. 02.. IV. III. intervisse. c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver. Os verbos lembrar e esquecer.. começaram a se tornar realidade.. 55. vires. vires. vires. adjetivos. o modo verbal é o imperativo.. talvez você . Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III. b) II e III.... a São Paulo.. fará com que eu me lembre de ti. interviesse... U. quando previr o temporal”. Alfenas-MG Observe: I. “Ele voltará. sendo vinde a forma do plural. 04.... reavesse c) vir.... que isso é necessário.. UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01.... comunica-me imediatamente”.. Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver. e seu amigo . a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo. as lacunas das frases acima: a) vieres.. o verbo cativar classifica-se como transitivo direto. cativa-me!... como resposta. d) I e IV. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... “Se você .. intervisse. e) II e IV. “Quando puseres a foto no álbum.. reavesse d) vier. não são regidos por preposição. Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I.. que é dourado... II.. reouvesse b) vier. U. por isso ninguém interviu para liberá-los”... verbos e adverbios Avançar . UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar..54. respectiva e corretamente....... Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham. que faz a 3ª pessoa do plural vêm.. substantivos. traga seu irmão”. o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica..) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” 15 Jorge de Lima.. “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis. Em . requisesse. “Se .. cujo plural é vêm.só se vê bem e os homens não têm mais tempo.. sendo o plural vede. 16. ela ficará contente”. vê através do pequeno embrião de árvore (. Dê. c) III e IV. vires.. Em Por favor. esses bens”. o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical.... a soma das alternativas corretas... interviesse..... “Quando . e seu plural é vêem.. requeresse..... interviesse. aceitaríamos todas as condições”... 08. vieres. e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver.. II... “Se ele propuser um acordo..Artigos. 56. requeresse... ao contrário de lembrar-se e esquecer-se... III.. Em Mas se tu me cativas. No trecho .. |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal..

e) Nenhuma das afirmações.. mesmo que se .. Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir.. Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você . Seria preciso que .... a fumar e a beber. naturalmente magra..” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63..... 61... UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia.. “E não adianta a menina perder 20 quilos..... substantivos.. porém..... b) Apenas a afirmação II. II. adjetivos..... d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato....... a prática do esporte poderá ser moralizada. U.......... d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação.. naturalmente magra....Artigos.. c) Se a opinião pública intervir. É preciso que ...58. e) Todos lêem o código de ética de seu clube... E não adianta que a menina . 62.. ele.. diga-lhe que seria bom que ele ... A palavra morto é particípio do verbo morrer.. b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade........ a João que se ..... F..)” Considerando as transformações propostas.. do cigarro e do álcool. Tem de ser naturalmente magra (. mas alguns talvez não o entendam bem.............. É verdadeira: a) Apenas a afirmação I..... UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético............. b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado.. e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial. PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I.. O verbo morrer tem dois particípios.. para que você ......F...... 60. A palavra morto é particípio do verbo matar.. verbos e adverbios Avançar ........ o professor.. c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. a seguir o conselho...... a bolsa de estudos... no processo... eventualmente .. 20 quilos... III..” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse 16 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre .. complete corretamente as lacunas.. c) Cada uma das afirmações.I... d) Apenas a afirmação III.. a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59.....

“É prudente desconfiar de quem é desconfiado”. c) está correto. – intransitivo.. pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos. o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam.64. – transitivo direto. já quinhentos anos passados. b) seguíssemos – admitiríamos...” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. UEL-PR “Se seguirmos Freud. 67.. d) possa ser. para apresentar correção.) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. para apresentar correção. adjetivos. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima..Artigos. UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua.” a) está correto.. d) seguíssemos – admitíssemos. empregado com o sentido de não ter confiança. d) deve ser substituído por “isto que”. c) tivéssemos seguido – vamos admitir.” Considerando-se o verbete. a) seguirmos – admitíssemos. d) Quem dá aos pobres empresta a Deus. para apresentar correção. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” d) “Era assim o Brasil de Cabral. e) seguiremos – admitiremos. um número sem fim de animais.. imaginava-se que um cérebro jovem (.. UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás..” e) “. UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar. sem acarretar mudança no significado da frase. UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é: a) Dei com os dois velhos sentados. e) deve ser substituído por “ao que”. e) Esse dinheiro não dá. quando for a vez desses meninos?”.” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir... – intransitivo. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar. c) teria sido. 66.” 17 Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse. nem mulatas. substantivos. – transitivo indireto. verifica-se erro em: a) “. b) deve ser substituído por “aquilo de que”. b) tivesse sido. b) Os jornais não deram a notícia.. e) tenha sido. admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão. nem surfistas. mantendo a correlação exigida pela norma culta. 65. duvidar.. 68. – transitivo direto e indireto. “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos.” b) “Ainda não haviam louras. verbos e adverbios Avançar . a) pudesse ser. c) O relógio deu onze horas.

e) foi queimado. d) intransitivo e transitivo indireto. Outra forma verbal. b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou. e) verbo de ligação e transitivo direto. substantivos. e) Há. e) vão projetar-se. GABARITO 72. c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conseqüência. d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que.). como: a) transitivo direto e intransitivo.. Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros. IMPRIMIR 74. Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guardado”. o que deixou sua mãe extremamente preocupada. verbos e adverbios Avançar ..” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou. adjetivos. c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa.”. o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos.. uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe. assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas. c) transitivo indireto e verbo de ligação. d) tinham projetado. Em filosofias / tropeço e caio. 73. c) é projetado. 70. Voltar Língua Portuguesa . porque vejo a questão de outra maneira.. d) eram queimados. d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado. no enunciado... essa história está cheirando mal. leio.). Tenho de ler tudo. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso. c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem. Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado. c) tinham queimado. b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada. b) transitivo direto e transitivo indireto. PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho. PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (.. os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem).” 18 Considerando o que está dito no enunciado acima. com isso. e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola.. UFR-RJ “(. 71. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali. cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los. b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar. b) foram queimados...Artigos. b) projetam. haja prejuízo do significado. está na alternativa: a) projetam-se. respectivamente.69. equivalente a em negrito acima.” “Mas leio.

derrubado o muro da ditadura. que.. os fotógrafos a popularizarão. do Império da República Velha. Voltar Língua Portuguesa . 16..E.. ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente. 08. Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação.. 79. em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil... eles a popularizaram.. para sempre... Se tivessem registrado a infância da aviação.. Unifor-CE “. 02.. e) terá descoberto... como tantos brasileiros. Dê.F. c) teria descoberto. de novo a estrada interrompida.... 77... adjetivos. b) existirão trabalhos. os fotógrafos a popularizaram. Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais complexa” e a composta: a) tivesse descoberto.. no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil.. Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação.. não se lêem muito os clássicos no Brasil. Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia. como resposta. e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil. eles a teriam popularizado.... c) terão trabalhos.... c) Pouco se lê os clássicos no Brasil.. U. a inocência. . U. e) existirá trabalhos. Quando registrarem a infância da aviação... b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos. b) tinha descoberto. d) tem descoberto... d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil. 78.. verbos e adverbios Avançar . Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”.. foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura. F.. que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é. Pensávamos.75.” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos.. estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida. naqueles tristes momentos.” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão.. . gramaticalmente equivalente. a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76. a soma das alternativas corretas. 04. Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita correlação entre os tempos verbais... Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação. Desse texto..” IMPRIMIR GABARITO A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra. substantivos.. d) ocorrerá trabalhos. Não sabíamos que o país .Artigos.. F.. eles a tinham popularizado.. o futuro. 01.

d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades.. explique o emprego dos parênteses no verso 13. adjetivos.Artigos. c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa.. UFRJ Releia os versos 9 a 17. 81.. Meu tio dizia: ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis..As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo. meu Deus.. b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais. Lentamente. as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima.” Nas frases abaixo. quem sabe?. exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida. No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre apesar de tudo apesar de todas as desesperanças. Agora não sei esperar mais nada Desta nem da outra vida.’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima. verbos e adverbios Avançar .’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio.. “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se.) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. Nova antologia poética. UFRJ . 1997. Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado. explique o que é a infância na concepção do poema.“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?.. E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires. São Paulo: Globo. 6ª ed.. Só para judiar.. insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. substantivos. 86/87. A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado. Unifor-CE “. 5 10 15 20 20 25 30 GABARITO 80.. p.’ Eu tinha oito anos e sabia esperar.. o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios. Mário. quem sabe?..’ Ah. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 82. essas crianças!” QUINTANA...

” Carlos Drummond de Andrade.” III. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II. IV. podem-se desenvolver espécies de milho (.E.) ponha a saia mais leve. U.. “voar” está empregado em função substantiva. indiscutível. denota um(a): a) treinamento..). IV. o presente do indicativo. UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”.. 84. a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”. I. A seguir. em 1898”.83.F. a soma das alternativas corretas.” II. corresponde à forma composta “havia virado” ou “tinha virado”. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam.. IV. a forma “eram invadidas”. O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria. c) ordem. adjetivos. substantivos. nas formas destacadas. “Por exemplo. “(.) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos.. 01. como resposta. tendo em vista o emprego de verbos. aquela de chita. com o sentido de existir. b) I. b) presentes e posteriores ao momento da fala.. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . coluna de acordo com a 1ª. b) aconselhamento. d) II. 08.. e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo. c) I. “(. Dê. 02. d) que vão se realizar num futuro bem próximo. no imperativo. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo. foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala. 85. Em “Voar era um ideal delirante e dândi”.. II. 86. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas.. No trecho acima a seqüência de formas verbais. 04.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (. c) passadas mas que têm validade permanente.. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá. III. I. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. na voz passiva. A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France.” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal.. Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”.Artigos. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo. 16. I. Com o verbo na voz ativa. U.” IV. Uberlândia-MG Numere a 2ª. ( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado. d) solicitação.. III. verbos e adverbios Avançar . e) ponderação. e passeie de mãos dadas com o ar.

. d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação. “vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática. que rola majestosamente em seu vasto leito. com minha secretária Eunice. UERJ Classifique.. e) “rio caudal”.. c) obteve – obtenha. GABARITO Em relação ao texto.87. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na participação do “eu” que se expressa no texto. posterior ao momento em que se fala. as três construções destacadas. b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos. d) tinha – tem.” ALENCAR. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “Onde avanço.” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável. o pequeno rio. Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas... 91. substantivos. e) solicitação. verbos e adverbios Avançar . As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”. a) “Pelo Natal estarei aí. quanto às vozes do verbo. é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo.) o povo é ignorante. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte. José de. Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente.)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído. 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90. altivo e sobranceiro contra os rochedos. e) exigiam – exigem. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequadamente explicado. e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89. torna-se rio caudal. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem. d) certeza. d) “(. que está corretamente reproduzida nas formas: a) pôde – pode. a seqüência dos tempos verbais em negrito. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe.. vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba. 88. quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do pretérito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação. adjetivos. c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer. c) sugestão.) como bem o sabiam os romanos (. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições. curva-se humildemente aos pés do suserano. b) “Se não zelássemos por nós. na frase acima. b) reflexão. Olhemos a cidade. b) era – são. 92. que recebe no seu curso de dez léguas. enroscando-se como uma serpente. O Guarani. e engrossando com os mananciais.” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica. 90. c) “(. me dou. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata.Artigos. Descreva essa mudança.

.....)” 94..) poderemos (. adjetivos.. b) vêm dominando.“ 95.) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde....Artigos.” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa.F.” d) “.ninguém supera a televisão. c) dominam..... Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”. Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(..” d) “(.” c) “(. 23 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .) nada adiantava esse dinheiro.” d) “(...” 96.” b) “(..” b) “(. U.. obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado.F.” c) “(.) manipular os peões (.93.. verbos e adverbios Avançar .. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio. substantivos..” b) “..) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência . d) vem dominando..uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca..) não compreende ele as coisas do Brasil. U......... Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica..) Trunte retrucou que já era alguma coisa.

28. 19. 25. 17. d Voltar Língua Portuguesa . substantivos. 16. 36. verbos e adverbios Avançar . combinação de princípos da economia. 21. S U B S T A N T IV O S . 23. 31. 11. satisfizer. 22. a 39. adjetivos. declarou o médico. a 44. 34. d 37. a 48. 29. 30. 40. 15. d 49. c 45. 26.” b) Ambientalistas defendem a econologia. 14. 6. Vier. c c c V–F–V–V e d d a b F–V–V–F c b c d e d d GABARITO IMPRIMIR 35. o paciente teria morrido. c 47. e 46. a 38. se mantenha. 7. 20. 2. d 41. A D JE T IV O S .Artigos.LÍNGUA PORTUGUESA 1 A R T IG O S . 32. V E R B O S E A D V É R B IO S 1. 10. 3. V–V–V–V–F c e d a d e V–V–F d b d c c a 13 d d 18. 12. 13. vir. como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. b 42. 24. d 43. 4. 9. 27. 33. sociologia e ecologia. a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo. 8. 5. dispuser.

52. 61. 63. 79.2 50. 72. 69. 71. 70. 90. e 83. Onde avanço: voz ativa. 73. 78. a 95. a 96. na concepção do poema. a Voltar Língua Portuguesa . c 92. O emprego dos parênteses revela que. verifica-se que. adjetivos. 62. me dou: voz reflexiva. c 85. b 94. b e b b e e d b e c e d b c b 65. 55. 64. a infância é um estado permanente no eu-lírico. 91. o que é sugado ao mim de mim: voz passiva. 77. 54. 53. Em avanço o “eu” é agente. o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado. substantivos. verbos e adverbios Avançar . c 89. 59. 74. 68. 57. A partir do emprego dos tempos verbais. 67. a b e e a a e b a b d b b 28 a IMPRIMIR GABARITO 80. 56. em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. 66. b 84. 58.Artigos. 75. a 93. 82. no verso 13. do qual se distancia. 76. 81. 51. c 87. em me dou é agente e paciente. a 88. 15 86. 60.

. falta o hífen em “interamericano”. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. II. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. 1948).desses direitos.Pronomes Avançar . é correto afirmar que a ênclise: I. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”. b) Apenas II é verdadeira.. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. d) I e II são verdadeiras.E. julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia. como a realização dos postulados da justiça social’. favorece uma tonicidade não usual em português. e F. ( ) Em que e na qual são pronomes relativos. Use V.. 2.. a) Apenas I é verdadeira. para os falsos. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização..” 1 GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. até . Além disso. c) Apenas III é verdadeira. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma. considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. Assinale a alternativa correta. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. é própria de linguagem formal no Brasil. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher.”. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. Colômbia. conseqüentemente.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1. para os verdadeiros. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. e) I e III são verdadeiras. modo e pessoa. UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa. III..” estão flexionados no mesmo tempo. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. I. no livre exercício de suas próprias soberanias. ( ) Por equívoco do redator. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos.

. Voltar Língua Portuguesa . acrescentando-lhe saudade. de Assis) c) “Lalau sentou-se. beleza e ritmo. b) A personagem mistura. das relíquias que guardava. em vez de ficar séria e pensar em Deus.” (M. c) a saudade. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro. falou-me também da piedade e saudade da viúva. enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora.” O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”.” (M..3. Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo. b) à forma de tocar violão. 5.Pronomes Avançar . acontece um erro quanto à norma culta da Língua.. à qual está ligado por hífen. PUC-PR-Modificada Observe: IMPRIMIR “Revolucionou a forma de tocar violão. de Assis) d) “. em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4.. A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos.quando estava quase a suceder um desastre na entrada.. da veneração em que tinha a memória dele. Exemplos: Tô. a senhora. Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado. na sua fala. beleza e ritmo. c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão.” (M. a 2ª. de Assis) 6. pessoa do singular. não deixaria de comparecer. c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens. rindo.. pra. d) somente à palavra mais próxima: saudade. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde. e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma.F. e) à forma verbal acrescentando.” (M. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula. Univali-SC 2 GABARITO Nos quadrinhos. de Assis). U. entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha. a) “. 7. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser. b) É bom que falemos-lhes toda a verdade. das alusões freqüentes na conversão. pessoa do singular com a 3ª.

Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul. a expressão a gente. 817”. vossa.Texto para a questão 8. um problema que para muitos é um problemão. ou o próprio mal não deixa. fazer voltar alguém em sua companhia. FUVEST-SP “/…/ estás desiludido. desanimado. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso. nos negócios. e) vosso.) D. tua. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. lhes. respectivamente. (.. o. Considerando-se os elementos em negrito. Muitas vezes não acha solução. BETE mora no endereço abaixo a muitos anos. “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção.. tens caso íntimo à resolver. ( ) no enunciado C. no seu trabalho. b) teu. Muitas vezes. a expressão em destaque pode ter o sentido de “nós”. B. BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos. você é testemunha disto. Comprove estimado leitor. ou até mesmo por não acreditar. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequadamente. de Machado de Assis e Érico Veríssimo. te. os. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa. tua. vossa. em qualquer assunto que lhe preocupe.. muita inveja. d) vosso. ( ) no enunciado A. ( ) no enunciado D. BETE. não é uma novata na sua especialidade (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul. emitido por uma voz narrativa onisciente. muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade. Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro. mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça. deve-se substituir as palavras grifadas. nos negócios.Pronomes Avançar . UFGO A. 3 8. fazer voltar alguém em sua companhia. C e D). ( ) no enunciado B. desorientado. te. por a) teu. Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara. com a PROFa. a palavra todos tem valor anafórico. em qualquer assunto que lhe preocupe. muita sonhou com ele. Todos se habituariam e pensar coletivamente. muita inveja. tens amor não correspondido ou rompido. tens amor não correspondido ou rompido. a PROFa. faça isso agora.. faça uma consulta. estás desiludido.) fazia que ela evitasse a companhia das outras. desorientado. tens caso íntimo à resolver. pois ambas necessitam da explicitação do termo gente. desconfiasse de toda a gente (.” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes. Leitor. mau olhado no amor. Onde é que a gente se encontra? C.. 9. tem o sentido de “nós”. respectivamente. referindo-se ao emissor-personagem e seus comparsas.. no seu trabalho. alguma dormiu mal ou nada. desanimado. tua. mau olhado no amor. Não fique na dúvida. c) teu.

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico de pronome possessivo. a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre. b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos. c) A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...). e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma. Texto para as questões 11 e 12.
“Que me enganei ora o vejo: Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar.”

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11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Aponte-o: a) que. b) me. c) o. d) te. 12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituindo um pronome possessivo. Aponte-o: a) te. b) me. c) o. d) que. 13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a), exceto: a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos, ............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis) b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha...” (M. de Assis) c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconsiderada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de Assis) d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis) 14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial, apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal. Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente: a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo; b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se; c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passase no Piauí não é o mesmo das grandes capitais; d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que acha-se rodeada mal abre os olhos à luz; e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em dia pode se sair melhor do que aquela.

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15. U.E. Londrina-PR-Modificada
“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída por: a) onde. b) que. c) cujas. d) das quais. e) entre as quais. 16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regional, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa. a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a outra. b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de casas... c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar problemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á cirurgia o mais breve possível. d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cidade mais antiga do país. e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar a força, unindo os alunos maiores com os menores. 17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectivamente como: a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto. b) artigo definido e pronome demonstrativo. c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo. d) pronome pessoal e artigo definido. e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo. 18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo. a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu. b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele? 19. UFGO Considere os enunciados abaixo. A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições. B. Onde há fumaça, há fogo. C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm uma só nacionalidade. D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam. Segundo a norma padrão da língua portuguesa: ( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre orações, como no enunciado A. ( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não tem um referente explícito. ( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere a uma expressão com valor de lugar virtual. ( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a” ou “para”.

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20. UP-RN
“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.” “O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos: a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter sido pobre é o seu grande mal. d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo grande mal é ter nascido pobre. 21. F.M Triângulo Mineiro-MG
“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergonha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer testar seus conhecimentos’, argumenta.”
Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

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Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída por: a) Quem não teve-lhe acesso. b) Quem não as teve acesso. c) Quem não teve-as acesso. d) Quem não teve acesso a elas. e) Quem não teve-lhes acesso. 22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alternativa correta, de acordo com a norma culta. “A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da Lagoa continuam malcheirosas.” a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo de Freitas. b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a atenção de D. Pedro II. c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas. d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam chamado a atenção de D. Pedro II. 23. PUC-PR-Modificada
“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente preocupada”.

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Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antecedente os termos: a) O pai; b) havia partido; c) ao filho; d) nenhum recado; e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

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Língua Portuguesa - Pronomes

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24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados. a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te). b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe). c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me). d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se). e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me). 25. FUVEST-SP
“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho, fazendo a correção necessária. 26. PUC/Campinas-SP

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“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa. A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), questão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente: a) o centro – Mudança Climática. b) Buenos Aires – a delegação brasileira. c) o planeta – a reunião. d) Kyoto – estufa. e) a Convenção – mudanças catastróficas. 27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos. ( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto. ( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das formas tu/vós. ( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e possessivos continuam na segunda pessoa. 28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do português falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o: a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade. b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada. c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos. d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.

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29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente. a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa. b) Entre eu e ela já não há mais nada. c) Viram-nos, mas não os chamaram. d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

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30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças: I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje. II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação. III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que poucos procurá-los-ão”. IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor. A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é: a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) I e IV. 31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos retirados de jornais de circulação regional: a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia. b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau? c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói. d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quantidade e qualidade requeridos por uma população... . e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos capazes. 32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a linguagem oral no texto escrito. Por essa razão, a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo. b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos. c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo. d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos. e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos. 33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar pronome pessoal da forma oblíqua na função sujeito. ( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um período com pronome oblíquo átono. 34. UFSE
“... tu vais encher os cofres ... derrubada debaixo da fronde ... dando de comer aos pássaros”

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GABARITO

Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspondentes, obtém-se: a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer; b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer; c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer; d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer; e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

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35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ..............., em ............... de período. a) Mesóclise – futuro do presente simples – início. b) Separação – infinitivo – exórdio. c) Próclise – imperativo positivo – começo. d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura. e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio. 36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas: “Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.” Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente: a) conosco – conosco – mim – mim b) conosco – conosco – eu – eu c) com nós – conosco – eu – mim d) conosco – com nós – eu – eu e) com nós – conosco – mim – eu

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37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações: I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se. II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede. III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram. Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal: a) Apenas para a oração I. b) Apenas para a oração II. c) Apenas para a oração III. d) Para todas as orações. e) Para nenhuma das orações. 38. VUNESP Leia o texto que segue.
“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferença é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

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In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a, respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”. 39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro, defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma... a) dessa – daquelas. b) daquelas – destas. c) destas – dessa. d) desta – daquelas. e) desta – dessas.

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40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em: a) “Não me basta saber que sou amado.” b) “...no exílio em que a chorar me vejo.” c) “Não há que a terra pelo céu trocar.” d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.” e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

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41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa instituição.” Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é correspondente, obtém-se: a) não lhe procurem; b) não a procurem; c) não procurem-a; d) não procurem-lhe; e) não procurem-na. 42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um emprego de pronome não compatível com o uso formal da língua: “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem. b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa das águas que tem. d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem das águas que tem. e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das águas que tem. 43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal. a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.” c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.” d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.” e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.” 44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito corretamente.
“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

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01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecêla. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. 08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. 16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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45. Unifor-CE-Adaptada
“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a: a) alguns cientistas; b) robôs do futuro; c) seus programas; d) todos eles; e) homens. 46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em: a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes. b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou. c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades. d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada. e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

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47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’” Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos: a) palavra e mote. b) leitura e mote. c) palavra e mundo. d) leitura e daquele. e) continuidade e mundo. 48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorreção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em que o pronome foi empregado adequadamente. a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se aproveitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica. b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola. c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a nós pais para conversar. d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do cargo. e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das conseqüências, ataque-se primordialmente as causas. 49. UEMS I. O lugar...moro é muito pacato. II. Esse foi o número...gostei menos. III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso. a) onde - que - cujo. b) em que – de que – cujo o. c) no qual – o qual – do qual o. d) que – que – cujo o. e) em que – de que – cujo.

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50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em: a) não os tivessem; b) não tivessem-los; c) não o tivessem; d) não tivessem-o; e) não tivessem-no. 51. UFR-RJ
“O homem ainda faz O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um: a) pronome de tratamento; b) artigo definido; c) pronome oblíquo átono; d) pronome oblíquo tônico; e) pronome demonstrativo.

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A questão 52 refere-se ao texto a seguir.
“O Padeiro (fragmento) (Rubem Braga) Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: – Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? ‘Então você não é ninguém?’. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”

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In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.

52. UFRJ a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto? b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a. 53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma culta. a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita geralmente em apiários. b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são originárias da África do Sul. c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários, originaram-se na África do Sul. d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, originou-se na África do Sul. e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se na África do Sul.

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Texto para a questão 54.
“Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Eu considerei as contas que era preciso pagar, os passos que era preciso dar, as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia.

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54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilidades que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no poema Música, é exemplo disso: a) “Me disseram que era Chopin”. b) “dentadura dura”. c) “enquadrei o Chopin”. d) “que era preciso pagar”. e) “braços redondos”. 55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é: a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos que lhes foram distribuídos a mando de Herodes. b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de um boi branco e de um burro cansado. c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.

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d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono escorraçou os viajantes. e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo deve de ter sido uma visão aterrorizadora. 56. UFRJ
“Esaú e Jacó (fragmento) (Machado de Assis) – Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas.”

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In: Obra Completa. vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do autor.

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14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Rio de Janeiro: José Olympio. Manuel.57. 1982. 9ª ed. p. a) Identifique essas duas classes gramaticais. A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas diferentes classes gramaticais. UFRJ “O impossível carinho Escuta. O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor. 118.Pronomes Avançar . eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA. b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor. Estrela da vida inteira.

38. 17. 27. 25. F–F–V–V d d b c c A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. pronome pessoal do caso oblíquo. 2. F–F–V–V–F d d b d b b c F–V–F–V c a d a e b b c a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito. 20. 21. b F–V–F c c e c d V–V c a c c Em “a fruta”. 30. 6. 32. 11. 29. 16. 24. 23. 12. 36. 5. 18. pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. 4.Pronomes Avançar . 26. 7. 22. 3. 39. sendo regido pela preposição entre. Voltar Língua Portuguesa . 10. d GABARITO IMPRIMIR 19. a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta). 37. que é o caso. o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. e por literatura. 15. 8.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1 1. O pronome em questão possui função completiva. 13. 35. 31. 28. 33. b) Na função completiva. 14. está correto o uso do pronome mim. 9. 34. que estuda há oito anos. desta forma.

54. 43. 56. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes. 41. Se.Pronomes Avançar . a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes. 49. 45.40. 48. 55. 2 53. 57. 52. o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano. 42. porém. 50. b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 47. ele é posposto ao verbo. a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. b a a No texto de Machado. b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’. b b e b 06 b d c d e a e a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. 51. 44. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. uma atitude marcante na sua obra madura. 46.

o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: Esfregar pedras na paisagem. b) impermeável. Matéria de Poesias. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem. b) com objetividade. o verso citado propõe que. 1999. é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões. isolado na neve e não tendo com que se alimentar.. Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos.. Jogar pedrinhas nim moscas. e Carlitos. b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis. 3 ed. comer as botas” é uma referência a Carlitos que. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. portanto. UFMS O poema cita Rimbaud. carvão de folhas. e) cristalina. O resto em Carlitos. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 11 GABARITO 1. d) vaga. em um filme. UFMS “Mesmo sem fome. comer as botas. mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra. e) isolar-se do resto da humanidade. moscas de pensão. de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno. Perguntar distraído: – O que há de você na água? Não usar colarinho duro. teréns de rua e de música. deixando de lado o sujeito que olha. Manoel de. Se consideramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”.” BARROS. até os cadarços. Aprender a capinar com enxada cega. A expressão mesmo sem fome muda a situação. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto. com fome. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”. propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos.. 3. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua. poeta francês do século passado. automatizados. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . uma tomada de posição ante o fazer poético. d) pelo ponto de vista do especialista. cozinhou as botas e as comeu..Noções de literatura Avançar . Deixar os substantivos passarem anos no esterco. em favor da poesia. Perder a inteligência das coisas para vê-las. Rio de Janeiro/São Paulo: Record.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3. deitados de barriga. c) fecunda. (Colhida em Rimbaud) Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. personagem dos filmes de Charles Chaplin. c) recusando seu invólucro utilitário. Nessa concepção. c) sofrer privações materiais. cisco de olho. Mesmo sem fome. 2.

É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. RJ: Nova Aguilar. c) o amante dá a vida pela amada.” MORAES. b) o amor destrói o corpo amado. não cante O humano coração com mais verdade. Amo-te como um bicho. meu amor. e) o amante vive a descrever o ser amado. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor. 5. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. “Soneto do amor total 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 Amo te tanto. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. não cante / O humano coração com mais verdade. 7. De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. E de te amar assim muito e amiúde. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade. b) a sensação de que o amor é indescritível. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar. Amo-te afim. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) o amor se esgota no próprio desejo. e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente. existe: a) a surpresa de se ver amando tanto. b) A realidade é diferente para quem ama pouco. e) vida – morte. enfim. simplesmente.Noções de literatura Avançar . UFPI Na seqüência “. e) O artista recria a realidade usando palavras de amor.... UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: a) o amor culmina com a morte. presente na saudade. d) vício – virtude. Amo-te. de um calmo amor prestante.. 6. 336. c) O amante experimenta formas diferentes de amar.Texto para as questões 4 a 7. d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor. Poesia completa e prosa. UFPI Dos versos 3 e 4. E te amo além. p. b) pureza – impureza.. 2 4.... Vinícius de. d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante. c) verdade – mentira. 1986.”.

/ Pela regra geral de todos seres. d) “Um dia (.. c) reiteração expressiva. e a afirmação que as segue.” RICARDO.... UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia.” (Casimiro de Abreu). b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.. como acontece no verso de número .” (Álvares de Azevedo)... a outra abandonada uma nua na terra. Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua. / Minha lira também seus tons varia..... UFRS Leia as estrofes abaixo. 1964. d) onomatopéia modernista.. em que é perceptível um lirismo .” (Gonçalves Dias).... Cassiano.. c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si.. 9. fundindo-as.. Jeremias Sem-Chorar.” IMPRIMIR GABARITO Por meio de versos . / e sem fazer esforço ou maravilha. que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a minha primeira musa. 01 02 03 04 05 06 07 08 “Uma lua no céu apareceu cheia e branca... 3 8.. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida.Texto para as questões 8 e 9. típico de sua poesia.” (João Cabral de Melo Neto).) tive saudades da casa paterna e chorei... de Vinícius de Moraes.... Um homem que tem fome como qualquer outro homem.. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas... a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa . foi quando... “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. em alguns momentos. outra no céu.. UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte característica: a) variação semântica. 10. b) vício de linguagem. emocionada a mulher a meu lado estremeceu e se entregou sem que eu dissesse nada... .. Rio de Janeiro: José Olympio.Noções de literatura Avançar ... 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto.. Larguei-as pela jovem madrugada ambas cheias e brancas e sem véu perdida uma. / Como estrelas e nuvens e mulheres....... Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia. porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas..

IV. O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens.. As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso. o que esta rapidamente consegue realizar. nos versos 14 e 15. II. julgue os itens a seguir. determina o tom pessimista do texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Ser a flor das primaveras Que tenho no coração! E se ouviras o desejo Do amoroso sertanejo Que descora de paixão! Se tu viesses comigo Das serras ao desabrigo Aprender o que é amar Ouvi-lo no frio vento. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I.Noções de literatura Avançar . da boca mas quando for tempo E é tempo todo tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão” GULLAR. I. as imagens utilizadas e o uso recorrente de repetições. com que se inaugura a poesia moderna brasileira. Pela análise das afirmativas. ( ) No verso 8. ( ) No verso 7. Nas águas e no luar! (. pelo poema Rosa do Povo.. III e IV c) II e IV 12. o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente. ( ) O poeta. em muito mais tempo que a natureza. sobre o texto. O medo da rejeição amorosa.) Ah! vem! amemos! vivamos! O enlevo do amor bebamos Nos perfumes do sertão!” 4 Analisar as afirmativas que seguem. tema reincidente na poesia romântica. 4 7 10 GABARITO 13 16 19 Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. alude à capacidade que o ser humano tem de fazer. II.11. há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade. III. inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo. entre outros recursos poéticos. ( ) A distribuição dos versos no espaço de papel. Toda poesia. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro. Ferreira. Das aves no sentimento. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor.

São Paulo: Companhia das Letras. surgiu inesperadamente. forte e ameaçador. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente. Marília. maus poemas. Devo seguir até o enjôo? Posso. não faça isso de novo comigo. implacável. Eu disse. pelo autor). a) Sentimento de angústia. o rosto fixo virado para o meu. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso. 24. o tempo não chegou de completa justiça. Fechei a porta. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade. então vi que era um menino franzino. eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu. Org. 1997. p. enquanto caminhávamos. ele me acompanhando.” GABARITO ANDRADE. (Nossos Clássicos. o pedinte. e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. O tempo é ainda de fezes. ‘espere aqui’.) 5 14. Inferno. p. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo. por parte do sujeito poético. não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento. In: Antologia poética (Org. 36. Rubem. ed. doutor. Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas. até que chegamos na minha casa. e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. 1997. Melancolias. cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra.Questões de 13 a 17. por Lúcia Helena. ‘Só tenho o senhor no mundo. p. que foi cobrindo a sua face. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . com o barulho do tiro. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. esta é a última vez. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. ed. só tenho o senhor no mundo’. sem armas. em face de um mundo conturbado. associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque.” GONZAGA. nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo.Noções de literatura Avançar . d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. Rio de Janeiro: Agir. e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto. Rio de Janeiro São Paulo: Record. fui ao meu quarto. 15. Tomás Antônio. ou da minada serra. estou precisando de um dinheiro. Feliz ano novo. In: Tomás Antônio Gonzaga. Ele caiu no chão. Voltei. Não acabou de falar. ou dos cercos dos rios caudalosos. e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue. mercadorias espreitam-me. vou de branco pela rua cinzenta. 114. Fui na direção da minha casa. 13. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele. Uneb-BA “Tu não verás. 1985. de espinhas no rosto. Em seguida. ou se falou eu não ouvi. conseguia esconder. como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor. revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não. v. Ele era mais alto do que eu. Carlos Drummond de. alucinações e espera. desconfiado. me vigiando curioso. Introdução: Para responder a essas questões. 2. 85-6. 90.” FONSECA.

associaram-se. neste esmiuçamento. ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante. exclamou a mãe como a um desastre irremediável. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. Lutar pelo direito. 111. Outros devem possuir lembranças diversas. c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária. exponho o que notei.)” GABARITO RAMOS. 1996. E Catarina? Catarina olhava a mãe. gemidos. E se esmoreceram. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. (. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais. p. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos.. de repente envelhecida e pobre. o que julgo ter notado” d) “Não as contesto. cresceram. Certamente me irão fazer falta. A negra se levantou. mas espero que não recusem as minhas” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o texto é impregnado de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro. São Paulo: Record. A tarde caía. conservaram-se.. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa.. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade. Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça. o que julgo ter notado. Capitães da areia. e é inevitável mencioná-las” c) “neste esmiuçamento. Rio. Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu. exponho o que notei. Clarice.. p. Rio de Janeiro: José Olympio. o deus da bexiga. As luzes se acenderam de repente. porém. procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos. Pirulito apontava com o Querido-de-Deus..) Nesta reconstituição de fatos velhos.” 6 LISPECTOR. cresceram. relatada pelo narrador.. ed. Rio de Janeiro: Record. Laços e família: contos. deixá-las no esquecimento: valiam pouco. conservaram-se. (. Outras. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade.. em manhã de bruma. 1984. Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido. da leitura do texto. Um homem comprou cocada. Não as contesto. a forma dos montes verdes.. Um dia iria fazer uma greve como seu pai. Uneb-BA “– Não esqueci de nada. 19.16. 18.) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água. e é inevitável mencioná-las. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político. Jorge. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras. e a mãe olhava a filha.. ed. E os guindastes rodavam ruidosamente. 17.Noções de literatura Avançar . 85. mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida. durante o Estado Novo.. a cor das folhas que tombavam das árvores. ela ajeitava depressa as malas. 79. “(. Ao longe. Graciliano. porém. como contavam a de seu pai.” AMADO. é possível depreender. frases autênticas. UERJ Por causa da perda das anotações. Memórias do cárcere. tintos de luz. associaram-se. 12. pelo menos imagino que valiam pouco. Com base no texto abaixo. completam-se e me dão hoje impressão de realidade.. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade. 1982. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. responda às questões de números 18 a 20.. gritos. num pátio branco. gestos. a bolsa.. recomeçou a mãe. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material. d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida. Ah! ah!. Se ele existisse.

que é a exaltação dos penhascos. A que dava ocasião minha brandura.20. e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo. que representa seu berço. U. U.F. Podese dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que. pois é tão duro quanto elas. Santa Maria-RS Nesse poema. c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano. d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas. Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22. 13 e 14. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós. e) rima e versos decassílabos. Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas. Onde há mais resistência. UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura. d) os versos dos tercetos em redondilha maior. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade. pois é tão duro e resistente quanto eles. o que mostra a influência do Barroco na lírica do poeta mineiro. mostrando que há obediência à regra principal do Arcadismo. a presença de antítese. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . nos versos 9 e 11. que amor tirano. a exemplo do livro de Graciliano Ramos. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Vocabulário: penhas – penhascos ”Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. narrador e personagem principal. um elemento típico da paisagem mineira. que vence os tigres por empresa Tomou logo render-me. A partir dessa definição. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. Temei. mais se apura.Noções de literatura Avançar . um peito sem dureza! Amor. temei. c) o sujeito lírico. de Cláudio Manuel da Costa.F. constituem uma autobiografia – gênero literário definido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. b) identidade de nome entre autor. a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira. b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas). nos versos 12. Que não me foi bastante a fortaleza. c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas). dirige-se aos penhascos. b) nota-se. penhas.” 7 21. que ostentais a condição mais dura. 22. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. a pedra.

No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo. não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA. Me ateia o sangue. Um espírito negro me desperta. Bernardes e Schiavon. ( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade. UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica. Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo. E a donzela ideal nos róseos lábios.Lira dos Vinte Anos.. ( ) No texto I. O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo . ( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos. A minha vida Se esgota em ilusões.INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos. Vol. UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa. Álvares de Azevedo apresenta. 10.. ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”. Voltar Língua Portuguesa . exemplo da tendência mórbida desse movimento.. colocando-se como sujeito submisso em seu desejo de amor. Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não. a figura feminina se constrói entre dois pólos. ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação à realidade. 8 GABARITO IMPRIMIR 23. nesse texto. 24. Foram sonhos contudo. o da virgindade idealizada e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”. In: Leandro & Leonardo.Noções de literatura Avançar . E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos. julgue os itens das questões de 23 a 26. 1997. Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar.. me enlanguece a fronte. Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia.

amiga minha Em mim como no mar. Antologia Poética. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer. ( ) Escritos em séculos diferentes. ( ) Nos textos I e II.” MORAES. “A Ausente Amiga. d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais.. Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras. F. 1992. Vinícius de. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. ( ) Neles. há ocorrência de inversão sintática. Amiga. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo. Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba. F.Noções de literatura Avançar . ed. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa. como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I). 26. os dois poemas são decassílabos. UFMT ( ) Quanto à métrica. Vem. Católica de Salvador-BA No poema. Questões de 27 a 29. como um espelho e sua imagem. São Paulo: Companhia das Letras.. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa. IMPRIMIR 28. tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro. d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado. frases em ordem indireta. 196. ( ) Em ambos.. UFMT ( ) No texto II. cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático. aparece envolta em sensualidade e erotismo.. c) assemelha-se à “amiga”. vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim. 11. o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido. na visão do eu-lírico. c) A mulher.25. Vem mergulhar em mim Como no mar. Católica de Salvador-BA Sobre o poema. teus seios Se enchem de leite. p. ( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos. ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente. 9 GABARITO 27. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento. infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva. e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual. Voltar Língua Portuguesa .

III..29. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. O rapaz concluiu: – Antônia. A moça olhou de lado e esperou. “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa.” BANDEIRA. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e. levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos. fez exclamações. como uma mancha no ermo. O título do poema encerra uma ironia. c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina. na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo. Rio. a) I e III são corretas. F. e) I e II são corretas. c) II e III são corretas. a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando. esfumaçados pela neblina que saía da chaminé daquela casa onde. I. 1979. livre de rima e de métrica. José Olympio. Manuel. também.Noções de literatura Avançar . II. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. você é engraçada! Você parece louca. porque minha bisavó. b) somente III é correta. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. A moça arregalou os olhos. o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia. deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola. Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético. você parece uma lagarta listada. Foi esse o início de um destino esquerdo. e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância. A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto. b) a lembrança de um certo namorado de infância. Lançando mão de um procedimento moderno. c) tenta conciliar o presente com o passado..” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora. fresca e furta-cor. pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado. d) busca a originalidade a qualquer preço. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos. que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano. A meninice brincou de novo nos olhos dela. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta. 31. d) somente I é correta. Texto para as questões 30 e 31. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. ainda não me acostumei com o seu corpo. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver. com a sua cara. 10 30.

faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento. obrigatoriamente.” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem. a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa. o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo. ( ) “.. e o bando de filhos seus primeiros súditos. U.. na terceira pessoa do singular. é correto afirmar que a personagem..”. marcado por expressões como “.. ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’. levantando a voz como se nascesse rei”.”.. cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos.. estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e..” considerando-se o contexto. Caso o verbo estivesse presente deveria. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros. ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. pois afirma: “Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. a personagem. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas. ( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo. continuava a ser uma pessoa vaidosa. apesar de trabalhar muito. e o indireto livre. não se mostra tão conformada como a avó. ( ) De acordo com o texto.. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e. U.” Percebe-se nessa frase. a quem todos deveriam se submeter e jamais questionar. fresca e furta-cor. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora.. embora incapaz de modificar uma situação socialmente imposta às mulheres. ( ) A personagem demonstra que.32. ( ) Em “.. a elipse do verbo ser. é correto afirmar que. nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias. porque me secaram as tetas. que ainda demonstra sua submissão ao homem. metáfora e prosopopéia. ( ) De acordo com o que se lê no período do texto. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento... Católica-GO ( ) Pela leitura do texto. é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação... a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa.. ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físicas. são respectivamente: hipérbole. 33. 11 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . de acordo com as normas da língua padrão. foram utilizados dois tipos de discursos: o indireto. levantando a voz como se nascesse rei. ter como agentes tanto “meninos” como “tetas”. Católica-GO ( ) No texto.” ( ) Na frase “. portanto. ‘destino esquerdo’.. com enormes riscos de ouro.. ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto. claramente.. que ocorreu porque a personagem era jovem e bela.Noções de literatura Avançar .”. sovar o dia do marido que vem chegando.

Vitória: Cultural. U. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido. as nereidas frias. 1998. In: Muito Soneto por nada. b) é narrativo.” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias. ou por outra. – o ar e o chão. José. / Que o sol filtrando em luz esteve. que me livre de vez desses poemas. (sororal) vibrante como um sino. As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego. / A noite no alto-mar anima as ondas. construído em prosa poética. d) não é literário.. ao suplício. Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima.I. / Aroma de argental caçoula. azul em fora.I.. / Sobem das fundas úmidas Golcondas. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil. / É transparente. a luz tem cheiro. Voltar Língua Portuguesa . // Como lençóis claros de neve. pela linguagem coloquial e referencial. / Azul.34. Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe. pois não é prosa nem poesia. c) é dramático. decassílabos. próprio do texto contemporâneo.. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo. e) não é um soneto. merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra.. Reinaldo Santos. Com que gana! E que suplício: não há ponto final. a pedra e o tronco. / A água e o reptil. vulgares.. – na face / De anjo morto.Noções de literatura Avançar . p. a manhã nasce. dor no cotovelo e tu. E eu quero? É Sísifo o meu modelo. a flor e a fera. com exceção de: a) é literário. ( ) “Tudo. d) é lírico.” NEVES. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece. não há remate. b) não é literário. sonora barcarola. a fauna e a flora / A erva e o pássaro. / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora. um soneto de versos. e) é um misto de literário e não literário. pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos. pela intensidade do sentimento do eu poético. na voz. Tem cheiro a luz... // Nasce a manhã. entre sombras. de outro poema preto em verso branco. com que ânsia. pela presença de termos chulos. põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente. recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo. os ninhos e a hera.. e me livre de ti em paralelo. só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico. majestosamente.” ( ) “Ela vem. é branco.. predominantemente. 58. IMPRIMIR 36. merda. no olhar sobredivino. é leve. um poema épico. / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada.” 12 Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidência e com F os demais. F. na mente. GABARITO 35.. a folha e o inseto. à tarefa. / Pérolas vivas. c) é literário. Língua vernácula entre os dentes. / Despertar-me no leito: ouro em tudo.” ( ) “O luar. F.

( ) A época áurea da cana-de-açúcar. Poemas. Vive como a expiar uma culpa tremenda. Nos versos selecionados. e) I. ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica. a dor. O verbo “como” (v. permitem uma dupla leitura.. II e III. 38. da canção de Caetano. d) Apenas II e III. há uma preocupação com os procedimentos poéticos.37. rouquenha. a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal.. I. talvez. O engenho de madeira a gemer e a chorar. com a repetição de recursos poéticos.” Da Costa e Silva. repetições e paralelismos. E ringindo e rangendo. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) Apenas II. julgue os itens a seguir. II. ( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam. a rígida moenda. respectivamente. em que a economia brasileira dependia. Considerando o poema acima.8 ) e o pronome “você” (v. como rimas. 13 “quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você está tão bonita você traz a coca-cola eu tomo você bota a mesa eu como eu como eu como eu como eu como você não tá entendendo nada do que eu digo eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (. 9). dessa atividade extrativa vegetal.7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso. II... é o assunto desse poema.7). o mal que vai. em comum. ( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v. Ringe e range. causar. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v.. UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima. À luz quente do sol e à fria luz do luar. 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 “Todo dia ela faz tudo sempre igual me acorda às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café (. UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda. c) Apenas I e II.)” Caetano Veloso. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína.Noções de literatura Avançar . III. As duas canções apresentam. quanto ao significado e à função sintática. principalmente. a sonoridade da moenda a trabalhar.)” Chico Buarque de Holanda.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

só 24 volumes.672-673. com os seus magníficos braços nus. São só 24 volumes encadernados em percalina verde. que bom passar a mão no som da percalina. Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro. o colo de leite.” ASSIS. – braços que eram meus. poemas me vejo viver. p. somente minha. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade. ( ) Ser humano revelado como contraditório. leio.. cavalgo de novo meu verde livro. compra. com vestido soberbo que havia de ter. 1983.” ANDRADE. menos luzidios que os olhos dela. Compra. pensava eu. Amanhã começo a ler. a pôr de lado as jóias e sedas. quis vestir-me. se mais natural. Tenho de ler tudo. e os brilhantes. Chega cheirando a papel novo. Em filosofias tropeço e caio. Compra assim mesmo. disposto a esquecê-la e a matá-la. Fica quieto. “Biblioteca verde Papai.Noções de literatura Avançar . Meu filho. Papai me compra agora. 1 5 10 GABARITO 15 20 25 IMPRIMIR 30 Voltar Língua Portuguesa . verde. Virgília começava a aborrecer-se de mim. em contos. p. (Orgulho. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas. que chegaria tarde. era dar prova de fraqueza. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42. ( ) Sublimação do amor. Julguei. E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio. o que não saberei nunca. e sair. Machado de. eu vou comprar. ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico. é livro demais para uma criança. U. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina. consultei o relógio. Evidentemente. atirei-me a ler e escrever. eu cresço logo. menino. e doía-me que a vissem outros. Antes de ler. – torná-la minha. verde pastagem. pai. Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas. São Paulo: Ática. demais. José Olympio. 18 ed. inveja de mim mesmo. esse cristal de fluida transparência: verde. as demais. Via-a dali mesmo. não. Sou o mais rico menino destas redondezas. começava a despi-la. medievo. É em percalina verde. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. Quando crescer eu compro.) Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres. mata de pinheiros toda verde. unicamente minha.39. reclinada no camarote. Agora não. Não podendo dormir. Rio de Janeiro. Depois. Agora não. 1992. porém. a torná-la. – não sei se mais bela. Via-a assim. Reunião. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F. 96. – fascinando os olhos de todos. Carlos Drummond de. compra. me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres. Como te devoro. em cavalarias me perco. os cabelos postos em à maneira do tempo. Mas leio. Memórias Póstumas de Brás Cubas.. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade. O que saberei.

e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro. que perturbava assim a adolescência de um pobre seminarista. dirigindo-se a uma leitora que. todos os destinos estão neste século. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão. se eu fosse padre. 19. ou uma encíclica47. pai eu cresço logo.E.” 47 15 GABARITO Vocabulário: Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação. 14-15. pois ela depende da capacidade do leitor de atribuir sentidos ao que lê. 25-26. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. verde pastagem. b) “coleção/ de Obras Célebres. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro. 42. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho. ainda acordado. ‘Anda lá.. não só a sua vocação. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular. 25-26. por tê-lo induzido a casar cedo. se papa. a não ser que ambos formem duas metades de um só. e no menor número de palavras. 10-11. de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. c) “Tudo que sei é ela que me ensina. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado. 4-5. se bispo. dona leitora. -v. que bom passar a mão no som da percalina. O que saberei. está na biblioteca em verde murmúrio”. por ter sido escritor de romances. -v. 43. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e este livro seria talvez uma simples prática paroquial. 17-18. d) do emprego de verbos no modo imperativo. decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz. 29-32. torna-se também culpada pelo destino dele. como era seu sonho de adolescência. esse cristal”. tenente e imperador. U. A leitura não está unicamente inscrita no texto. porque um nasceu de outro. b) “Antes de ler. c) da predominância de orações coordenadas.. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares. Agora não”. nesse caso. e) “Amanhã começo a ler. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo. -v. UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v. c) “cristal/ de fluida transparência” -v.” -v. 25. ou antes porei dois.) Como te devoro. como me recomendara tio Cosme. (N. e tio Cosme. o que não saberei nunca. Até lá os sonhos perseguiam-me.) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica.40. d) “verde pastagem” -v.” -v.F. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber. d) “(. como também o enredo da narrativa. 41. Um só ponho. meu rapaz.Noções de literatura Avançar . c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances. Não fosse ele. Tudo isto é obscuro. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. -v. b) das construções com uso de vocativos. UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê. b) Machado de Assis culpa as mulheres. 6-7. ou uma pastoral. d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora. mas a culpa é do vosso sexo. por outro lado.

orai por nós. Rio de Janeiro: José Olympio. ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete. Cap.)” Considerando o verbete acima. segunda. sistema neurovegetativo. no verso 17.1. Por que pensar. corresponde. digestivo e respiratório.) nesta acepção: reza da capoeira. 85-6. a “pensar. a “labutar no campo. dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós. ( ) Como obra poética. da seguinte forma: primeira estrofe. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete. 45. ( ) Segundo a acepção 1 do verbete. 1972. que aparece várias vezes no poema. os ossos? A automação. Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira. Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas. Fig. o autor vai associando partes da anatomia humana aos sistemas fisiológicos por ela dinamizados. no último verso. uma oração. 1 4 7 10 13 16 16 19 22 44. p. na cidade”. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia. a “subir a escada de Jacó”. no verso 15. Seleta em prosa e verso. julgue os itens que se seguem. ( ) O pronome “o”. O cérebro eletrônico. (Sin. os músculos. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo. sistemas motor. sistema circulatório. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. ( ) De acordo com a acepção 1 do verbete. 2. lengalenga.” RICARDO. (ant. ( ) A voz do poeta. Relação. litania) S. sistema lingüístico. no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”. INL. Por que labutar no campo. a “fazer um poema” e.f. quarta e quinta. julgue os itens seguintes. na cidade? A máquina o fará por nós. o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma prece. cantilena. ( ) Ao longo do poema. ócio dourado. desvela a ironia com que se estrutura o poema. reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa. imaginar? A máquina o fará por nós. no verso 19. imaginar”. e o texto III. em um contexto de capoeira. Ó máquina. no verso 21.Noções de literatura Avançar . terceira. pelo lat. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) Esse poema. ou conversa longa e fastidiosa. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós. refere-se. Bras. UnB-DF Acerca das idéias do texto. narração.As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha Por que o raciocínio. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. Cassiano. na forma como se apresenta. discurso. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial.

Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda. Vem cá. a fauna e flora.46. percebendo-se a sua influência ainda hoje. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração.” Antônio Carlos Jobim. U. agora. conseqüentemente. c) O autor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 17 Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos. brasileiro. os costumes e tradições do indianismo. Luísa me dá tua mão o teu desejo é sempre o meu desejo vem. então. Antônio Carlos Jobim. no silêncio.. sofre a forte influência poética de Lord Byron e Musset.Noções de literatura Avançar . como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim. Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda. me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando.. d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e. a canção que eu fiz pra te esquecer. que descreve a paisagem. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa. GABARITO b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas. a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e. que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu. lento um trovador cheio de estrelas escuta. já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana.

outras vezes. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. que não são artistas nem artesãos. 18 e de pássaro cantor.Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro. em série. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado. IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar. Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação. dentro das quais. com voz de pássaro rouco. Voltar Língua Portuguesa . Umas vezes. vão num bolso. GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono. se pássaros. 1994.” NETO. em nenhum momento. a saltação que ela guarda. pelo tamanho e quebradiço da forma. se ouve palpitar um bicho. 324-6. mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho. tais gaiolas vão penduradas nos muros. e nunca. estejam presos ou soltos. mais perto estão das gaiolas ao menos. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. João Cabral de Melo. num dos pulsos. não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente. desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos. não assinado. p. mais privadas. Se são jaulas não é certo. trabalho rotina.Noções de literatura Avançar . Assim. como em jaula. 2 O que eles cantam. impessoal.

“cantando”. ( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondilha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradicionais de construção de poemas. ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos. ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”. na sexta estrofe. “gaiolas”. 48. infinitas galerias penetram morros profundos. seu foco principal está na mensagem que é transmitida. amor e pensamento. ( ) Quanto à posição da sílaba tônica. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade. dócil e ingênuo. ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos. prestígio. Romance II. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. considerando-se o número de sílabas em cada verso. 19 GABARITO Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre. a coesão e também a convergência e a densidade semântica do texto. ( ) A linguagem é poética. ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso). folha. as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu lírico e leitores) ou como as pessoas. deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso. ( ) No primeiro verso do poema. em função de seu assunto e da linguagem despojada. rotineira. o ouro vem. Cecília. a produção pessoal versus produção impessoal. É tão claro! – e turva tudo: honra. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros. ( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sentido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio.. engenho.” MEIRELES. criativa versus produção em série. Assim. julgue os itens seguintes. quer dizer. por ser átona. em ordem direta. De seu calmo esconderijo.. barra. “gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. 49. UnB-DF Em relação ao texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . produção variada. UnB-DF Ainda em relação ao texto. ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários. torna-se pó. julgue os itens que se seguem.47. poder. “jaulas”. “canto”.Noções de literatura Avançar . ( ) Na interpretação de poemas. o povo.

povo solidário e unido. casado.Texto para as questões 50 e 51. nenhum sentido. Ferreira. U. de táxi. 20 GABARITO 50. 229. U. b) do efeito dos adjetivos.” GULLAR. de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar. d) sermos pessoas ajustadas e felizes. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons. e não vejo na vida. p. defuntas alegrias flores passarinhos facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro. maior. o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns. Civilização Brasileira. c) não nos desesperarmos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . amigo. o autor não se utiliza: a) de comparações. e) sermos gente. senão lutarmos juntos por um mundo melhor. Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos. Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”. do dia-a-dia. e) da beleza dos substantivos saudosistas. de ônibus.Noções de literatura Avançar . Rio de Janeiro. Toda Poesia. 51. Ando a pé. 1987. b) vermos algum sentido na vida. reservista. d) da força dos verbos. c) da construção de versos livres. Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. “Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento.

como resposta. Nova Aguilar. portanto. 08. pela incomunicabilidade e.E. Rio de Janeiro. Talvez nós não sejamos nós. há uma constatação de que a linguagem não é um instrumento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem referência à própria criação artística. o eu-lírico só poderia falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas. 01. 16. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” MEIRELES. a soma das alternativas corretas. O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo. nesse poema. que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”. 256. Pode-se dizer que. Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto. no poema. Falai! meu mundo é feito de outra vida. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”. O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que. Falai! que estou distante e distraída. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico. a perda da percepção dos limites da realidade. p. promovendo uma espécie de autosondagem no domínio do mundo interior. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”. Percebe-se. 1977. A arte pode ser “inverossímil”. ela se permite dizer “inverdades”. Cecília. profundamente interiorizado. conseqüentemente. ou seja. revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”. o delírio. com meu tédio sem voz. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres. De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais.Noções de literatura Avançar . Nos dois primeiros versos. O último verso indica. Isso porque. representado por expressões como “palavras” e “Falai!”. a existência de dois universos: o da exterioridade. trata-o com desdém. por vezes. Dê. “Interpretação As palavras aí estão. Obra poética. U. no poema. e o da interioridade. pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que caracterizam o sentido deste poema.52. Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se. 32. revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades do “outro”. Há. daquilo que não pode ser observado no mundo exterior. mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”. 02. uma por uma: porém minha alma sabe mais. portanto. O verso “Falai! que estou distante e distraída”. 04.

— Os pronomes. — Laurinha. Salvo se declara amor à minha mulher!. apesar da distância hierárquica que os separava. não receia sobrecenhos enfarruscados. — Nada de frases.. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas. minha mulher ou a preta. nos dias de folga. Aqui se estrepou. Monteiro. e neste caso Laurinha. mandou chamá-lo à sua presença. — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno.. Ora. da segunda pessoa – a quem se fala. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E.. manca da perna esquerda e um tanto aluada. O velho fechou de novo a carranca. e desd’aí transformou-se no tutu da terra. Negrinha e O macaco que se fez homem. roupa nova. sondando uma retirada estratégica. é casar! concluiu de improviso o vingativo pai. aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e. desdobrou-o.Noções de literatura Avançar . Depois. encalhe da família. a qual não pode ser senão a Maria do Carmo. balbuciou medrosa confirmação. então. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. o coronel trancou o escritório. moço. que é mais forte que a morte. da terceira pessoa – de quem se fala. afora pontos exclamativos e reticências: Anjo adorado! Amo-lhe! .. Por fim o coronel. quer o coronel dizer. madurota... entretanto. In: Contos pesados. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!. — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara. bastava esse movimento de peão. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’.. Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense. . vencido. são três: da primeira pessoa – quem fala. histérica. troca de olhares. Toda a gente lhe tinha um vago medo. coronel.. ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela. Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões. 1940. Depois. Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido. Magro. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório.. Abriu os olhos e a boca. Ousou o escrevente namorar-lhe a filha.. — .. a tremer. Encontros na igreja.. com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz. Mal o pilhou portas aquém. Silenciaram ambos.. Escrevera nesse bilhetinho. Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama‘lhe’. essa. Ar um tanto palerma.. São Paulo: Editora Nacional. moço. — Sei onde trago o meu nariz.. a serenata fatal à esquina. derrubou a cabeça. Ama. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino. e neste caso vassuncê.. Parou. depois de três dias de sobrecenho carregado. cozinheira. então nos dezessete. Depois. Não lhe erravam os pressentimentos. num pasmo. Pois agora. Para abrir o jogo.. Escolha!” LOBATO. nem tufos de cabelos no nariz. Triburtino não era homem de brincadeiras. mas o amor. Depois.. vesga. Escolha! O escrevente. fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra. apenas quatro palavras. com o Acorda. o moço veio um tanto ressabiado. seu chefe natural. bilhetinho perfumado. Namoro à moda velha.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56. Apesar disso. e neste caso Maria do Carmo.. à missa. por instinto. comoveu-se e com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos. em pausa de tragédia. e eu.. explicou. 22 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . – nunca. Laurinha. enchendo-se de coragem. como sabe. ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize. Vinte e três anos.. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua.. O escrevente. do escrevente. o qual tinha duas. Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa. — Oh.. donzela. corrigiu o erro. minha filha e tem a audácia de o declarar. voltando-se para dentro. batendo-lhe no ombro paternalmente. com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas. não permitirei nunca. com bastante sucesso. O Colocador de pronomes. ou à preta Luzia. Abriu uma gaveta.. já se vê. e a do Carmo. repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial. Urupês. — . com a pulga atrás da orelha. Escrevente. O escrevente ressuscitou. diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e. tornando a si.

UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas. a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens. e vive um só instante. d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual. é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansiedade do escrevente e para produzir um efeito de suspense. a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança. o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce.. UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças políticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade. UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias. Senhor meu Deus.. ( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão. ( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. 56. 54. ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora.” (Deprecação) IMPRIMIR Com base nessa leitura. Magro. ambas dicionarizadas. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! Já lágrimas tristes choram teus filhos. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais podem resultar em equívocos de sentido. ( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo. produzindo formas como ingreis. GABARITO 57.. com o intuito de criar uma escrita brasileira. Voltar Língua Portuguesa . interrompendo o fluxo da narrativa. ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da linguagem e do conteúdo do bilhetinho. ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de estereótipos e clichês. ( ) Na narrativa. há um exemplo de metonímia. parma.. ( ) Nessa narrativa. E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. sar. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou. UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora. em ambos os trechos. Teus filhos que choram tão grande mudança. ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis. o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico. b) o eu poético se dirige a Deus. mas cordial e receptivo a bajulações. ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada.53. e. Ar um tanto palerma. ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro. “Meu Deus. UFMT ( ) No trecho Escrevente. 23 55. craru. é casar!” .Noções de literatura Avançar . pois apresenta personagens e acontecimentos sem manifestar opinião. c) o eu poético fala de um estado de sofrimento. E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã. é incorreto afirmar que. ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem. Vinte e três anos.

Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta. b) Escrito em versos alexandrinos. o operário da construção civil consegue. que eu estou no banco. 60. destacando. estou muito esperançado Mas. a falta de perspectivas de um operário da construção civil.F. isto é. 59. e) São versos dodecassílabos. metaforizando tal passagem com a morte. Farsa da Boa Preguiça. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs. c) O amor. enquanto não aparece negócio. através da repetição de alguns versos. d) O início de alguns versos se repete. c) A prosa existe em função da confissão amorosa. José Olympio. de que as personagens pertencem à elite burguesa. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das personagens. fatos passíveis de serem verdade. pessoal. ô mulher.Noções de literatura Avançar . tornar seu mundo musical leve. U. INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59. segue o modelo clássico de composição poética para falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados. Rio de Janeiro. para a criação de personagens. “Está tudo muito bem. ( ) Há indicações.” 24 Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. “Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. e a poesia. tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico. a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 1979. traz meu lençol. o poema a seguir. com severa crítica social. para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis. entre outras tantas letras para suas músicas. no texto. d) Enredo. também musicado. provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia. Ariano. nos últimos instantes de sua vida. deitado!” GABARITO SUASSANA.58. UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho.

Já nos cimos do bosque rumoreja. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. 25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 (. ao rival de Jatir. Jatir! nem tardo acordes À voz do meu amor. Correm perfumes no correr da brisa.Noções de literatura Avançar .. o verso 27. Jatir. não mais. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. Do tamarindo a flor abriu-se. o verso 20. e) A natureza. Já solta o bogari mais doce aroma. como estas preces. Rio de Janeiro.) 21 22 23 24 25 26 27 28 Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico. No silêncio da noite o bosque exala. Agir. Gonçalves. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte. d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada. como estas flores. movendo as folhas. Santa Maria-RS Leia o poema que se segue..F. U. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. Também meu coração. Poesia. no poema. à pessoa amada. Brilha a lua no céu. brilham estrelas. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol. Onde o frouxo luar brinca entre flores. há pouco. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. que não chega. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas.61. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. não desempenha nenhuma função específica. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “Leito de folhas verdes Por que tardas.

evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”... os termos grifados exemplificam metáforas. Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua. ficará inteiramente boa. lhe servirás de pai. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito. ajoelhados à borda de um leito. e abandonar-me só neste mundo. a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações. Sua mãe lhe servirá de túmulo. ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências. Vive por mim!” e em: “O dia se passou.. Maria. e abandonar-me só neste mundo. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho. desde o primeiro dia em que nos encontramos. impelido com violência. viram finar-se gradualmente uma vida querida.Noções de literatura Avançar .A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola. “Apenas o médico saiu. tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade. minha amiga! Quando ficares boa. Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio. exemplificando assim um caso de próclise. — Lançar!. já não existe. fica-te um pai. — Queres acompanhar teu filho. “A febre lavrava com intensidade. Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: — Para que é isso? perguntou ela com brandura. de José Alencar. Paulo. na cruel agonia que só compreendem aqueles. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias. uma febre intensa que a fez delirar.. que nenhum efeito produziu.. Pela manhã. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica. o teu.”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . esse casamento nos tornaria infelizes a ti.” 26 GABARITO 62. casar com Ana! — Não tratemos disso agora. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula. mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem. Quero confessar-me. disse-lhe: — Perdes uma irmã.. Vive por mim! — Se eu pudesse viver. à tua irmã. sejam elas virgens ainda. Maria. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que. — Para aliviá-la do seu incômodo. promete-me que se ela não for tua mulher.. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem. depois de um sono curto e agitado. não engana. que não poderia amá-la.”..” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”. ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas.” Neste período. Paulo. elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação. e F. e a mim. lhe servirás de pai. achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava . — O remédio de que eu preciso é o da religião... — Iremos juntos!. e abraçando a irmã. que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala. voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede.. Logo que lançar o aborto. voou pelo aposento. haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis. De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar.. promete-me que se ela não for tua mulher. Ama-o por ele. porque ele era mais teu do que meu. — Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta. por ti e por mim. ( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo. Nesse texto em foco. a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta. para as afirmações verdadeiras. Nosso filho. À noite declarou-se a febre. Maria. UEGO Assinale V. e sempre mais graves. Ana. A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças.. Paulo.

” MACHADO. São ‘notas’ de consumo de materiais. Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses. julgue os seguintes itens. quando. 12ª ed... –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses. Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões.Noções de literatura Avançar . Não tarda.. 27 De acordo com o texto acima. sem interromper a conferência das contas. há sempre multiplicações e adições a fazer. se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho. ‘puxar’ cuidadosamente as somas. uma acusação contra si mesmo. É preciso classificar as notas. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno. ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído. aberto dentro da gavetinha ao lado. decifrando-lhe pensamentos. relanceia-os lentamente pela janela. que este é custeado pelos funcionários. lembranças. Faz cálculos. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente. Já tomou um há pouco. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais. Ele se dirige para a sua carteira. O primeiro escriturário confere contas. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho. não era raro vir-lhe um remorso. quando não está ‘batendo’. pequena. uma preterição. É um serviço que faz há muito tempo. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’. seu valor ou sua magnanimidade. Custa um tostão. depois então ‘lançá-las’ com capricho. Na sala. calcular. É preciso antes submetê-los a uma conferência. Depois.63. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro.. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’... 26-7. mas por sua mediocridade. não tinham. ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional. lê um livro. Dispõe de grande prática. sentimentos e sensações. não. ver se as operações de cálculo estão certas. usa tinta encarnada. Ambos muito quietos. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados. não exige pressa. pousa-os no escriturário: — Está na Secretaria – responde este. quadros risonhos. embora seja o protagonista. que penetra na mente da personagem.. p. Os ratos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural. contra esse espírito inferior de esquecer prontamente. 1992. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’. Mesmo assim. seu anonimato e sua alienação. porém. O serviço. essa compreensão inteligente e leviana das coisas. não necessita ‘estar em dia’.. O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis. ( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas. Era então uma simples contrariedade a esquecer. Naziazeno não quer café. ( ) Pelo texto apresentado.. injustiça ou grosseria dos homens. emperrados.... quando tem já um grupo de contas respeitável. em forma de faturas. pois. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo. Dyonelio. O datilógrafo. de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores. nesses momentos. São Paulo: Ática. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho. bate muitos carimbos. não se destaca pelas características elevadas de homem extraordinário por seus feitos.

54. 39. 44. 14. 51. c c b b c c d c b e e V–F–F–V a b e d d d c b d e F–V–F–V V–V–F V–F–V F–V–F–V d a c d d 32. 13. 12. 50. 23. 35. 22. 47. 60. 19. 5. 11. 30. V–F–F–V–V–F V–V–F–V–F–F V–V–V–F–F c d a V–V–F–F–V F–V–V–F–F c b b d V–V–V–V F–F–V–V d F–F–V F–F–V V–V–F–V–F a b 10 V–V–F–V V–F–F–F V–V–V–F–V F–V–V–V a e F–V–F b e V–V–V–V–F F–V–V–V–V IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 53. 55.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1 1. 61. 6. 52. 36. 26. 17. 21. 2. 40. 41. 3. 45. 4. 9. 37.Noções de literatura Avançar . 59. 29. 24. 10. 31. 25. 58. 27. 43. 7. 20. 16. 34. 42. 46. 62. 57. 38. 28. 48. 49. 8. 33. 18. 63. 15. 56.

d) I e II. Estão corretas somente as características indicadas em: a) I. Sílvio. 04. vendo-lhes tais feições. 87. Ninguém não lhe deve falar de rijo. diante de nós. d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa. “Aqueles outros. relato de viagem e pregação religiosa. Ao longo dele há muitas palmeiras. inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia.” – Interesse mercantil. “No domingo de Páscoa. 32. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamente indicada em: 01. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: I. 1997. b) A das relações estabelecidas entre os românticos. 3. porque desejávamos saber se o havia na terra. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento. provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena. Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Dominação lingüística. intenção catequética e informação sobre a terra. 85..LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele. U.Literatura no período colonial Avançar . mas ninguém o entendia e nem ele a nós. 02. e) II e III.. Colhemos e comemos muitos deles. chamava alguns para que viessem até ali. em 1549.) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado. p. sentimento nacionalista e participação em campanha republicana.” – Visão paradisíaca. que estiveram sempre presentes à pregação. como pardais. 83. de muito bons palmitos.) tão graciosa. não muito altas. III. “E uma daquelas moças era toda tingida (. 16. a soma das alternativas corretas. c) Informativa dos jesuítas no Brasil.” – Difusão do cristianismo. “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E aquele de quem falei antes. estavam assim como nós olhando para o nosso pregador. por ser gente que ninguém entende.. II. 64. 88 e 96. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro. b) II. por ele chefiada. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha. notificando a chegada da primeira missão jesuítica. determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (. porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial. 08. com medo do cevadoiro.” – Submissão religiosa. Porto Alegre: L & PM. “melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degredados que aqui fossem deixados. como resposta. do que eles dariam se os levassem. que a muitas mulheres de nossa terra.. GABARITO Dê. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega. c) III. CASTRO. 1 2. pela manhã.

( ) Na poesia arcádica observa-se. buscar a espiritualidade. junto à natureza. b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana. p. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasilcolônia. mas se a frota não traz nada. e se a Câmara olha e ri. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial. apesar da linguagem rebuscada. os feijões. que é muda a boca esfaimada. d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas. ( ) Parte da obra do Pe. que entrando co’a vela cheia. Voltar Língua Portuguesa . a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples.Literatura no período colonial Avançar . por parte do sujeito poético. c) constituem obras do mesmo gênero. 46-7. o andamento e as condições da obra de catequese. A fome me tem já mudo. e) O temor. e) constituem obras de gêneros diferentes. ( ) Na época colonial. que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. é coisa que me não toca: Ponto em boca. a carne. Mas ao mesmo tempo. Unifor-CE No período colonial. 6. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. Décimas. In: Poemas escolhidos. Gregório de. produzidas no século XVII. Uneb-BA 2 GABARITO “Toda a cidade derrota esta fome universal. outros à frota: a frota tudo abarrota dentro dos escotilhões. IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade. distribuídas em períodos diversos. por que razão leva tudo? Que o povo por ser sisudo largue o ouro e largue a prata a uma frota patarata. outra parte se destaca desse conjunto. declarando daí: “Ponto em boca”. b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra. ( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Barroco. porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. porque anda farta até aqui. com as dificuldades e os sucessos.” MATOS. Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta. ao mesmo tempo. plena de inversões e de figuras.4. verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais. ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. 7. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. da reação do povo faminto. s/d. 5. d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação. o peixe. o perdão divino. São Paulo: Círculo do Livro. o lastro que traz de areia. uns dão a culpa total à Câmara.

9. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. b) III e IV. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem. d) I e IV. “alta desgraça” / “alta ventura”). Sermão vigésimo sétimo. os escravos despidos e nus. os senhores banqueteando. III. b) neoclássico. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos. Confesse. IV. Antônio Soares. A presença de um grande número de antíteses. IV. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. os senhores tratando-os como brutos. o estilo: a) barroco. procedimento que costuma estruturar os poemas realizados nesse estilo de época. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. 3 De acordo com o texto. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal. Soneto. alta ventura. e) neoclássico. ou pouco amava. quando menos confessado. Quando não me aproveita a pena minha. o bem. que passo. que possuía. v. Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura. sem ver. dirige-se o poeta à sua amada Babu. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos.” VIEIRA. ( ) A dor daquele que. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. viver gozando.” MATOS. Deixei como ignorante o bem. p.8. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. ( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. Vim sem considerar. Deixei sem atender. que esta pena merecia. U. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular. Salvador-BA “Porque não conhecia.” Na estrofe acima. GABARITO No texto. aonde vinha. Suspiro agora em vão. org. II. 10. c) II e III. o que convinha. c) barroco. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. e não quis. Que quem podia. os escravos carregados de ferros. 2. o que gozava. Se cresce para mim. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético. que me embaça: Se cresce contra mim. Antônio. Gregório de. e morra suspirando O mal. 58. verificam-se os seguintes traços do barroco: I. Babu. p. os escravos perecendo à fome. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos. In: AMORA. o que lograva. São Paulo: Cultrix. 1015. os senhores rompendo galas. alta desgraça. Sermões. como estátuas da soberba e da tirania. E morra. e tanto cresce. Salvador: Janaína. o que deixava. por ignorância. Pe.Literatura no período colonial Avançar . ed. O envolvimento político do jesuíta. s/d. que tinha. Ou entendia pouco. e) I e III. os senhores em pé apontando para o açoite. A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos. d) barroco. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. ou seja. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”. In: Obras completas de Gregório de Matos. 1981. os escravos muitos. Padeça agora. Que quem errou. Pague no mal presente o bem passado. os senhores nadando em ouro e prata.

12. Dê. a soma das alternativas corretas. Verdade Honra Vergonha. 04. 54. O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive. como resposta. nos tercetos. U. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo. que não sabe que o perdeu Negócio. e sandeu”. 08. que estima por cabedal Pretos. 16. em cada verso. 64. p. dou ao demo a gente asnal. financeiros e étnicos. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia. e sandeu. tanto no aspecto formal quanto ideológico.)” Pretos Mestiços Mulatos. é marcado.. (. por constituírem um grupo em franco processo de ascensão social e econômica. Senhora Dona Bahia. nos tercetos. Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma reação aos excessos do movimento Barroco. Por mais que a fama a exalta.. ameaçando sua própria posição. inicialmente abordando aspectos éticos. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor. Poesia satírica de Gregório de Matos. MENDES. A expressão “povo néscio. O ritmo do poema. Salvador: EDUFBA. Quem a pôs neste socrócio? Quem causa tal perdição? E o maior desta loucura? Notável desaventura de um povo néscio. nesse contexto. Negócio Ambição Usura. Numa cidade onde falta Verdade. 4 Quais são os seus doces objetos? Tem outros bens mais maciços? Quais destes lhe são mais gratos? Dou ao demo os insensatos. é uma alusão aos portugueses e seus descendentes. enquanto o conteúdo. Cleise Furtado. Vergonha. d) simplicidade clássica. A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas.Literatura no período colonial Avançar . c) antecipação da estética do Romantismo. por rimas internas. Mestiços. 32. UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Que mais por sua desonra? Falta mais que se lhe ponha? O demo a viver se exponha. 1998. desenvolve-se em pares de estrofes. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton. Honra. Ambição. procura. As respostas. Mulatos. Usura. com fatos e comentário.11. A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01. são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quartetos. ao longo do poema. Pretos. que então viviam na cidade de Salvador. 02. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

os meus montados São esses. quanto a sombra da noite mais lhe agrada. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. aquela fontezinha aqui murmura! E nestes campos cheios de verdura. somente. que aí vês. que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” 5 Com relação ao fragmento apresentado. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico. somente. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. d) I. b) lírica barroca de Gregório de Matos. c) III e IV. Que alegre. Potiguar-RN “Já rompe. U. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema. sufocando do sol a face pura. e) I. A poesia de Tomás Antônio Gonzaga. com que a noite escura. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. afirma-se: I. III. III. vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados. Nise adorada não sabe inda. b) II e III. No soneto de Cláudio Manuel da Costa. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar. que suave. III e IV.” COSTA. os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica. d) simbolista. Na obra de Gregório de Matos. por te não ver. II e III.13. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem. E a suavidade do prazer trocada. UFSE “Sou pastor. c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. somente. a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista. II. O último verso apresenta uma hipérbole. não te nego. IV. II e II. em Marília de Dirceu. 15. d) II e III. 16. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias. e) épica de Basílio da Gama. Está correto o que afirma em: a) I. e) II. que avultado prazer tanto melhora? Só minha alma em fatal melancolia.” IMPRIMIR GABARITO A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem. tinha escondido a chama brilhadora. Nise. b) I e II. b) barroca. II. “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte. a matutina aurora o negro manto. que é o gozo do tempo presente. A carta de Caminha. que coisa é alegria. 14. que sonora. c) romântica.Literatura no período colonial Avançar . A natureza é descrita de forma objetiva. Cláudio Manuel da. a amada representada por uma pastora. tanto mais aborrece a luz do dia. no espaço de uma natureza amena. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa. somente. Voltar Língua Portuguesa . e às vezes. c) I e III.

LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1 1. d 15. b 14. 62 3. F – V – V – F – V 7. d 4. d 13. c 16. V – F – V – F – F – F – V 9. b 5. d 8. c 2. c 10. d 6.Literatura no período colonial Avançar . b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 58 12. d 11.

E nesta maneira. grandes barreiras. que aqui há muito. como os de Entre-Doiro-e-Minho. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. delas vermelhas. Pero Vaz de Caminha. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943. Coleção Clássicos e Contemporâneos. porque. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas. também. muito chã e muito formosa. nem qualquer outra alimária. ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil. Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi. até agora. e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. nalgumas partes. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. ao longo do mar. se algum pouco me alonguei. os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados. E em tal maneira é graciosa que. primeiro dia de maio de 1500. delas brancas. nem prata. é tudo praia-palma. se homem os entendesse e eles a nós. que a terra e as árvores de si lançam. de bons rostos e bons narizes. que nos parecia muito longa. com quanto trigo e legumes comemos. hoje esquecidos. e dessa semente e fruitos. dar-se-á nela tudo. infindas. Q U IN H E N T IS M O . B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. nem criam. Senhor. Nem comem senão desse inhame. maneira de avermelhados. me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. nem vaca. nem galinha. muito grande. querendo-a aproveitar. Quinhentismo. mo fez pôr assim pelo miúdo. vista do mar. nem lho vimos. o melhor que eu puder. Barroco e Arcadismo Avançar . Tem. nem coisa alguma de metal ou ferro. A carta de Pero Vaz de Caminha. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. 199-241. da vossa Ilha de Vera Cruz. Porém a terra em si é de muito bons ares. ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. sem cobertura alguma. p.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . 1 GABARITO 1. nem ovelha. Beijo as mãos de Vossa Alteza. assim frios e temperados. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. Não há aqui boi. não podíamos ver senão terra com arvoredos.Humanismo. não pudemos saber que haja ouro. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. A feição deles é serem pardos. Jaime. a estender olhos. por bem das águas que tem. De ponta a ponta. que costumada seja ao viver dos homens. pois o desejo que tinha de tudo vos dizer. por conter elementos da função poética da linguagem. Deste Porto Seguro. Esta terra. a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua importância histórica e. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. porque eles. Pelo sertão nos pareceu. Parece-me gente de tal inocência que. que nesta navegação agora se achou. Senhor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . sexta-feira. e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. não têm nem entendem em nenhuma crença. não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza.” CORTESÃO. julgue os itens abaixo. Andam nus. bem feitos. Águas são muitas. ( ) Segundo Caminha. Eles não lavram. de que nós deste porto houvemos vista. nem cabra. seriam logo cristãos. E. segundo parece. hoje. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo. Nela. Ela me perdoe.

substitui o propósito de edificação espiritual. c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. III. ao julgar justos e pecadores. que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à subsistência. a associação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente. d) Apenas II e III. Barroco e Arcadismo Avançar . II. c) Apenas I e III. guardando traços dos dois períodos. Sugere que o diabo. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno. de Gil Vicente. o que evidencia o propósito de sátira social que. 5. os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores.Humanismo. consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. tem poderes maiores que Deus. ( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrativismo vegetal. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo. II e III. Quais estão corretas? a) Apenas I.2. as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas. Voltar Língua Portuguesa . a primeira contém a segunda. animal nobre. apesar dessa prática. de Gil Vicente. UnB-DF Ainda com relação ao texto. mantêm-se as mesmas relações de idéias. mesmo sendo estes mais bem alimentados. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade. I. colocandose a questão da salvação post mortem (após a morte). a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira. b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. primeiro pretendente e segundo marido de Inês. Além disso. considere as seguintes afirmações. o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. para a Biologia. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista. nesta peça. asno que a carrega. e) I. b) Apenas I e II. de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. 2 IMPRIMIR GABARITO b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo. ( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada revelam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário. na construção da farsa. Quinhentismo. pois. julgue os seguintes itens. Ressalta também que. Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. pois legumes são sementes e trigo é fruto. um quadro exterior para a apresentação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. que a derruba. ( ) No nono parágrafo do texto. 4. d) O asno corresponde a Pero Marques. 3. d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados). Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio.

meu genro . vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura. Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista. Pelo sertão. primeiro dia de maio de 1500. por me fazer singular mercê. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for. Senhor. porque a estender olhos. será tamanho. porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer. dar-se-á nela tudo. 7. Ela me perdoe. nos pareceu vista do mar. hoje. sexta-feira. umas vermelhas e outras brancas. Beijo as mãos de Vossa Alteza.Humanismo. AUE-DF Julgue os itens que seguem. o melhor fruto que dela se pode tirar. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século. d) Simbolismo. ( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis. Barroco e Arcadismo Avançar . as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. por se tratar de uma missiva. ( ) Para Caminha. Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata. já seria uma grande dádiva. parece-me que será salvar esta gente. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra. De ponta a ponta. ( ) A Carta. até então. ou outra coisa de metal ou ferro. não podíamos ver. da Vossa Ilha de Vera Cruz. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. 8. acrescentando da nossa fé! E desta maneira. que tinha o homem no centro de tudo. e) Modernismo. mo fez pôr assim pelo miúdo. nem lha vimos.Texto para as questões 6 e 7.” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco. senão terra e arvoredos terra que nos parecia muito extensa. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra. quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação.” 3 GABARITO 6. em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. a saber. porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. até outra ponta que contra o norte vem. é toda a praia muito chã e muito formosa. c) Realismo. E se a um pouco alonguei. infinitas. que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil. Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras. a Ela peço que. UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. da ponta que mais contra o sul vimos. Senhor. que haver nela. toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. tamanha a sua abundância na nova terra. terra a dentro. Deste Porto Seguro. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava. tem característica oratórias. parece-me que. Em tal maneira é graciosa que. É pois que. ( ) No entender do autor. Águas são muitas. por causa das águas que tem! Contudo. ( ) Por não terem os portugueses se aventurado. Quinhentismo. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho. ( ) Nele. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. de que nós deste porto houvemos vista. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. b) Arcadismo.o que d’Ela receberei em muita mercê. de Pero Vaz de Caminha. quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. muito grande. e a terra de cima. ( ) Este texto. querendo a aproveitar. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da literatura clássica do período.

Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I “Vivos olhos.. o de Martim Afonso de Souza.. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. Quinhentismo. utilize o texto das questões 6 e 7. a pastora Marília. na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão. ( ) Os termos “fruto” e “semente”. e fina. Maria Dorotéia.. caracterizado como pastor. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor. darse-á nela tudo.) Porém a terra em si é de muito bons ares. c) O sujeito lírico. sem nenhuma cobertura. uma idealização poética. antes de tudo. A oscilação que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real. carece de unidade de enfoques. exigida pelas convenções neoclássicas.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. AEU-DF Julgue os itens seguintes. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo. Texto III “Papoula.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. Teu lindo corpo bálsamo vapora. Voltar Língua Portuguesa . suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu. ligado à vida do poeta. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”. de bons rostos e bons narizes. 11. por bem das águas que tem. Os teus cabelos são uns fios d’ouro. no texto. 10. Manuel. maneira de avermelhados. 4 b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições.. Te cobre as faces. As descrições apenas atendem à idealização da mulher. estão empregados em sentido figurado. deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul. que são cor de neve. com o padrão poético realizado em cada composição. referindo-se ao descobrimento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene. b) das “Cartas” dos missionários jesuítas. e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. Negros e finos cabelos.” GABARITO O texto acima apresenta fragmentos: IMPRIMIR a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”. contra o norte vem”. em relação à semântica e à estilística. Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas. Sobrancelhas arqueadas. por isso a amada do poeta deixa de ser associada à figura convencional da pastora. ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão.. sem equívoco semântico. escritas nos dois primeiros séculos. Com crespos fios de ouro: Meus olhos se vêem graças e loureiros. do Pe. (. de Pero Lopes de Souza. Texto II “O seu semblante é redondo. e) do “Diário de Navegações”. Carnes de neve formadas. Andam nus. Manuel da Nóbrega. para dar a idéia do clima da nova terra.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. e faces cor-de-rosa.9. Barroco e Arcadismo Avançar . ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia.). ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”. (.) ( ) Por “contra o sul vimos. querendo-a aproveitar.Humanismo. descreve sua amada. ser substituída por detalhadamente. ora é descrita como tendo cabelos negros.. E em tal maneira é graciosa que. bem feitos. Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga. ora loiros. A pastora Marília. estabelece-se um raciocínio analógico. escrivão do primeiro colonizador. ou rosa delicada. do jesuíta Fernão Cardim. (Para esta questão. ele é.

a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas. d) F – F – V – V – V. é: a) V – F – F – F – F.12. fugere urbem (“fugir da cidade”). c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades. frutas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) As composições satíricas atacam governantes da colônia. e mais as finas lãs. de que me visto. dá-me vinho.F. Marília bela. que consiste no princípio de viver o presente. é uma postura típica também dos árcades. São Paulo: Scipione. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna. azeite. c) V – V – F – V – F. 5 Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário. de expressões grosseiro. Tomás Antonio Gonzaga. voltamse para a natureza em busca de uma nova vida simples. UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro. e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano. pastoril. Marília. inspirados na frase de Horácio. Barroco e Arcadismo Avançar . assinale a alternativa incorreta. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira. mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca. onde o poeta viveu. das brancas ovelhinhas tiro o leite. Graças. Tomás Antonio. bucólica. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa. b) V – V – V – V – F. d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos. a) Tematiza motivos de Minas Gerais. que viva de guardar alheio gado. tenho próprio casal e nele assisto. de cima para baixo. exemplificando as tensões do seu tempo. em seus poemas e sermões. 116. José de.” GONZAGA. b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido. 14. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses.p. 13. José de. Marília de Dirceu. embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético.Humanismo. b) Os árcades. d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica. ( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil. legume. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia. ( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos. Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) Eu. e) F – F – F – V – V. “O Arcadismo. In: NICOLA. ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. São Paulo: Scipione. 106.” NICOLA. dos frios gelos e dos sóis queimado. de tosco trato. U. Graças à minha estrela. não sou algum vaqueiro. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. 1999.p. 1999. Quinhentismo.

e não cavalo folão. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero.I. Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão. e) romântico. Eu falo. Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. Barroco e Arcadismo Avançar . mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”. GABARITO b) clássico-renascentista. mas vós não ofendeis a Deus com as palavras. mas vós não ofendeis a Deus com a memória. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. eu discordo. No canto I. asno que leve quero. A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio. eu lembro-me. por sua religiosidade. no caso. 16. de Camões. quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. 17. UFRS Assinale a alternativa correta. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. Voltar Língua Portuguesa . antes lebre que leão. IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. após o malogrado matrimônio com o escudeiro.Humanismo. Quinhentismo. eu quero. pelo sentimentalismo. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir.. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. antes lavrador que Nero. que se encontram em passagens diversas de A farsa de Inês Pereira. estai quando quiserdes estar.15. Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. Por usar de siso mero. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques. pelas comparações. na passagem que narra o concílio dos deuses. O fragmento é próprio do estilo: a) medieval. F. dirigida a Inês. Viória-ES –“Ah! Peixes. pelo conceitismo e cultismos. significa “bravo”.. pelo bucolismo. c) barroco. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. d) árcade.

20. a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico.. basicamente. e que se convencionou chamar de .18. F.M. d) crítica a Diogo Álvares Correia.. ... a natureza mineira... tem como representante maior no Brasil o poeta baiano . U. e) exaltação à índia Lindóia... de traços bem definidos.. bem como aspirações religiosas. nos seus poemas de contestação social.. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África.. a soma das alternativas corretas... misto de missionário e colono português.. é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões... c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos. pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa. b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta. Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado. c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”. 21.. d) a nuvem negra que se desfaz. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem... que o poeta compara ao paraíso. é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro. que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema. contra o exército espanhol. 22. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai. d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves.. d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange.M. c) exaltação à terra brasileira.... U. esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados.. principalmente do Ceará e da Bahia. deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado.. os navegantes prosseguem. Padre Antônio Vieira 04. Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos.. IMPRIMIR b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil. antes associada ao Cabo das Tormentas. UFRS Assinale a alternativa incorreta. ao qual imprimiu características barrocas. 19. 7 GABARITO b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou. Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700. sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri.. fazendo ressaltar . Tomás Antônio Gonzaga 02.. Além da literatura. c) apesar das ameaças do gigante. Voltar Língua Portuguesa . uma nova tendência.Humanismo. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor....F. estende-se à música. pintura. que comanda um dos maiores extermínios de índios da história. Cláudio Manuel da Costa 08. como resposta.. por ser um poeta de transição... Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura.. Quinhentismo. ao dar lugar a um “medonho choro”. que ajudava os espanhóis na luta contra os índios. Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01. e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso.. o que pode ser comprovado nas descrições... a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira. escultura e arquitetura da época. e) narra. No canto V de Os Lusíadas.. Manuel Botelho de Oliveira Dê. Barroco e Arcadismo Avançar . de Basílio da Gama.. textos em prosa.E.. Gregório de Matos 16. episódios da Inconfidência Mineira.. sobretudo.. F.. da qual participou. no Uruguai.

“Um mover de olhos. A mim foi-me trocando. uma pura bondade manifesto indício da alma. UFRS Leia o soneto abaixo. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. tu a mi abundante. um riso brando e honesto. limpo e gracioso. Que em tua larga barra tem entrado. “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. c) Apenas I e II. um desejo gravíssimo e modesto. O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe. II e III. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos. d) Apenas I e III e) I.” IMPRIMIR GABARITO Em relação ao poema acima. de qualquer alegria duvidoso.Humanismo. a presença de uma voz moralizadora. uma brandura. no poema. tu a mi empenhado. b) Apenas III. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. Barroco e Arcadismo Avançar . I. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. um despejo quieto e vergonhoso. de Luís de Camões. no poema. um doce e humilde gesto. Oh se quisera Deus. um ar sereno. Voltar Língua Portuguesa . b) o poema compara o presente e o passado da cidade. mantém-se distanciado do objeto criticado. Quinhentismo. e tem trocado Tanto negócio. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. considere as seguintes afirmações. um encolhido ousar. que se contrapõe à solenidade do poema épico. d) o poema faz referência ao contexto da época. é incorreto afirmar que: a) o eu poético.23. c) a manifestação de apego a Portugal. idealizando a figura feminina. brando e piedoso. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. II. 8 c) o futuro desejado revela. Rica te vi eu já. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. e tanto negociante. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. 24. sem ver de quê. A ti trocou-te a máquina mercante. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. Quais estão corretas? a) Apenas I. um medo sem ter culpa. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. 25. assumindo uma atitude de insensibilidade. III. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. quase forçado.

espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados. 1977. 1) “A uma freira. 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas. e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha.26. pesquisa. escuta. trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas). Sendo só de mim o Pica. e o mais vosso. muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia. décima – composição poética de 10 versos. Gregório de. In: MEGALE. patifaria. Barroco e Arcadismo Avançar . se no nome que me dais. meteis a flor. ao autor e à sua obra.E. Heitor e MATSUOKA. Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam. Pica-flor aceito ser. Quinhentismo. p. passarinho. 179-80. juro excessivo. ed. Nacional. 9 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . U. claro fica. que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais. que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha. usura – juro de capital. Marilena. s. que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor. picardia – velhacaria. 4. mas resta saber. e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro.Humanismo. que fico então Pica-flor. MATOS GUERRA. Vocabulário: pica-flor – beija-flor. São Paulo.

no primeiro poema. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. como resposta. c) a técnica da disseminação e recolha. característica do Barroco. Voltar Língua Portuguesa . A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabbddb. Os dois poemas pertencem. ocorrem elisões nos versos 2. 5 e 6. 5 e 6. U. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. dar-se-á nela tudo. já que é dirigido a uma freira.F. No segundo. 04. 08. No segundo. no conjunto formado pelos versos 3. Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra. Barroco e Arcadismo Avançar . No primeiro poema. d) Literatura informativa. respectivamente. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia. c) Ficção regionalista. o melhor fruto que dela se pode tirar pareceme que será salvar esta gente. c) a tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. Assinale a alternativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. às poesias religiosa e satírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. No primeiro poema.10 GABARITO 01. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. ocorre elisão apenas no verso 2. sobretudo. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. 02. 4. Em tal maneira é graciosa que. Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. evidentes. corrupção e roubo generalizados. b) a tentativa de conciliar pólos opostos da experiência humana (o sagrado e o profano). No segundo. 16. gosto pela maledicência. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana. No primeiro. respectivamente. e na utilização de palavras rebuscadas e extravagantes que caracterizam o segundo poema. notam-se as seguintes características: a) o gosto por jogos de palavras. 32. b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia. 27. infinitas. No primeiro. no conjunto formado pelos versos 3. Dê. querendo-a aproveitar. No primeiro. são comuns durante o período colonial. há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (representante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado). que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano.Humanismo. Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o termo “Pica-flor”. estrutura comumente utilizada na composição da décima. 4.” IMPRIMIR Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. sobretudo. a exemplo do que se verifica no trecho transcrito. Os dois poemas pertencem. a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes. Quinhentismo. b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de palavras. 9 e 10. às poesias religiosa e lírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. extravagante. evidentes. Neles. notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada. Santa Maria-RS “As águas são muitas. caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas). b) Sermões eucarísticos. e) Gênero lírico. a soma das alternativas corretas. estrutura característica da décima. que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas. a) Biografias de santos. pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio. notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. por causa das águas que tem! Contudo. culta. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaccdde.

28. d) I e II. existe alguém mais ACM do que eu? Veja. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. d) Gregório de Matos Guerra. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. III. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. GABARITO A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta. Barroco e Arcadismo Avançar . ainda. uma produção informativa e doutrinária. já velho e com um “saber só de experiência feito”. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) Apenas II e III. na medida em que todos os escritores eram nativos da terra. 29. ao descreverem o Brasil. em Os Lusíadas: I. na existência de uma literatura brasileira. não se pode falar. c) Apenas I e III. e) Bento Teixeira Pinto. U.F. 24 de maio de 2000. a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas. enquanto manifestação literária.Humanismo. II. 30. b) II. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque. b) Apenas II. pode ser definido como uma época em que: I. Santa Maria-RS O Quinhentismo. Está correto apenas o que se afirma em a) I. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu. e) I e III. c) Cláudio Manuel da Costa. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. ou seja. e) Apenas III. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. c) III. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade. II. b) Tomás Antonio Gonzaga.F. III. U. Quinhentismo.

Quinhentismo. A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. I. e aos pés uma alcatifa* por estrado. Tuas aras banhar em sangue humano. d) retrata a beleza de Inês. Se dizem fero Amor. acenou que lhas dessem.. De teus anos colhendo doce fruito. 32. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. como um todo. posta em sossego.. Desse episódio. b) celebra os amores secretos de Inês e de D. “O Capitão. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. puro amor. No trecho selecionado. e) I. Quais estão corretas: a) Apenas I. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. áspero e tirano.” Vocabulário: *alcatifa – tapete. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie vivenciado pelos portugueses na chegada ao Brasil. e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar. b) Apenas II. obra de Camões. oferecem momentos em que o lirismo se expande. O nome que no peito escrito tinhas. folgou muito com elas. II.. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. Nos saudosos campos do Mondego. nem de falar ao Capitão nem a ninguém. legítima herdeira do trono de Portugal. do qual o trecho acima faz parte.) Viu um deles umas contas de rosário. Barroco e Arcadismo Avançar . Estavas.31. (. Mas não fizeram sinal de cortesia. d) Apenas II e III. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. (. só tu. Naquele engano da alma ledo e cego.) Entraram. humanizando os versos. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. Deste causa à molesta morte sua. c) Apenas I e II. PUC-SP “Tu. extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. e lançou-as ao pescoço. GABARITO Considere as seguintes afirmações sobre o texto. III. UFRS Leia o texto abaixo. Que a fortuna não deixa durar muito. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . quando eles vieram. estava sentado em uma cadeira. como dizendo que dariam ouro por aquilo. É porque queres. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. bem vestido. como que nos dizendo que ali havia ouro. O episódio de Inês de Castro.” 12 Os Lusíadas. Entretanto. posta em sossego. De teus fermosos olhos nunca enxuito. brancas.Humanismo. Aos montes ensinando e às ervinhas. Como se fora pérfida inimiga. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão.. com um colar de ouro mui grande ao pescoço. linda Inês. II e III.

In: TUFANO. Estudos de Língua e Literatura. acrescentamento – aumento. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. ed. Com prazer. Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. dar-seá nela tudo.” Vocabulário: folgar: alegrar. a saber. pousada – local onde se descansa durante uma viagem. ed. Quinhentismo. o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. o povo. Porém. Douglas. São Paulo. Estudos de Língua e Literatura.” 13 Vocabulário: infindo – infinito. muito grande. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. E em tal maneira é graciosa que. 1) “Águas são muitas. De Jesus querida. muito numeroso. ANCHIETA. Barroco e Arcadismo Avançar . acréscimo. isso bastaria. Vossa santa vinda O diabo espanta. U. orientação. In: TUFANO. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute. Poesia. Douglas. 5. Moderna. São Paulo. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa.Humanismo. Moderna. Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto. A Carta de Pero Vaz de Caminha. em 1498. acrescentamento da nossa santa fé. Por isso vos canta. GABARITO 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda. adição. 5. 1998. infindas.E. José de. por bem das águas que tem. 1998.33. querendo-a aproveitar. lume: luz. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama.

14 01. V.” MATOS. II. Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usufruir das riquezas e. as obras dos jesuítas aparecem. vergonha. Falta mais que se lhe ponha? Vergonha.Humanismo. por bem das águas que tem”). E em tal maneira é graciosa que. No primeiro excerto. 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava. 16. a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos. Gregório de. No segundo. compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. emprega a gradação. moral e cristã. mantém uma estrutura formal e rítmica regular. O demo a viver se exponha. Dê. portanto. Então. mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas. FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem. Nos dois excertos. refere-se à cidade de São Paulo. III. Por mais que a fama a exalta. igualmente ricas de informações. a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África. II. a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. No primeiro. Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. honra. No segundo excerto. IV. não se pode falar em literatura no Brasil. desse modo. de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo. Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI. as informações que a Coroa Portuguesa desejava obter. Quinhentismo. e) todas. O poema I. V. já conhecida dos portugueses. o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta. dar-se-á nela tudo. enfatiza as idéias opostas. as reais intenções de expansão do comércio. IV. Rio de Janeiro: Record. a soma das alternativas corretas. 34. evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do BrasilColônia. a conquista e a colonização dos territórios ultramarinos. infindas. GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade. fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marítimo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. catequizar os índios. Nos dois excertos. por bem das águas que tem”). 08. José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. emprega a ordem direta. b) apenas I. 1990. informando sobre a natureza. paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. o índio. Barroco e Arcadismo Avançar . Nos dois excertos. V. Numa cidade onde falta Verdade. / como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”). como resposta. 04. Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectativas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo. denominado “ciclo dos descobrimentos”. V. 02. querendo-a aproveitar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . III. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra descoberta. pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I. ao mesmo tempo. confirmando. IV. d) apenas I. Evidenciam-se. Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI. c) apenas I. II. documentando o processo de conquista e colonização. O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos primórdios do século XVI. Que mais por sua desonra? Honra. mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica.

“Eles não usam barba.” FERRAZ. e) dirige-se ao rei de Portugal. b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica. Silvio. no sentido de salvação da alma. a fim de preservar o patrimônio da Igreja.F. despojados os templos e derrubados os altares. a fim de salvar o país da invasão holandesa. 15 Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. d) V – F – V. acabar-se-á no Brasil a cristandade católica. que já começava a destruir as igrejas da cidade. para responder às questões 128 e 129: “Enfim. Senhor. em suas composições. Passará um dia de Natal. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha. b) V – V – F. b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico. U. sempre que o choque ocorreu. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos. Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião. 36. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor. médicos. mingau de amendoim e frutas. como nos campos. ou seja. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. como costumava em semelhantes dias. seu nome à característica presente nessa obra. 30 de junho de 1999. Falam baixo. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas. motivos árcades. não haverá quem entre nelas.F. É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais. vindos de diversas regiões brasileiras. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas.F. nele. A seqüência correta é: a) F – F – V. passará a Quaresma e a Semana Santa. quase três séculos depois. d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil. Procuram transformar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes. Assinale a alternativa que identifica esse autor. Quinhentismo. Ver-se-ão ermas e solitárias. na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada. alimentados a peixe moqueado com biju. acabar-se-á o culto divino. usa “salvação” no sentido religioso. pedagogos. nascerá erva nas igrejas.35. a urbanização baterá às portas da reserva. Neste canto do Brasil. Quase sempre de forma violenta. Do Xingu. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha. Em todos os momentos da humanidade. várias vezes. elas têm cabelos compridos e tranças. de converter o índio à fé católica. Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”.” GABARITO 37. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá. apresenta. em 1640. As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio. e) F – V – V. do Padre Antonio Vieira. Barroco e Arcadismo Avançar . Os moradores do parque. biólogas e engenheiros agrônomos. dormem cedo e só têm uma conversa: índio. pois ambos destacam.Humanismo. Esguios. e que as não pisa a devoção dos fiéis. e não haverá memória de vosso nascimento. c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. caso o Brasil fosse entregue aos holandeses. associando. porque não há quem venha à solenidade. In: Veja. que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios. U. cada vez mais. corretamente. c) F – V – F. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmonia se deve ao trabalho desses especialistas. enfermeiras. dependerão de produtos fabricados pelo branco. o mais forte sobrepujou o mais fraco. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. U.

(Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores. (Gregório de Matos) b) Temerária. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental. d) onomatopéia. Em régio estado não desterras flores. a Eneida e Os Lusíadas. por densa. bonzo bramá. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. a névoa. Quer ser filho do sol. momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica. por ser do Açu. A esse cede amor em mil ternezas. Da vossa alta clemência me despido. Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII. U. c) gradação. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai. Barroco e Arcadismo Avançar . confiada. 16 Sobe ao sol. Quinhentismo. ocasionando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo. por lustrosa. acentuando seu caráter bárbaro. às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo. a luz lhe enfada. de Basílio da Gama. incapaz de sentimentos nobres e humanitários. nascendo cá. ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”.38. e) Lindóia. (Botelho de Oliveira) c) Fábio. Vos tenho a perdoar mais empenhado. que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga. IMPRIMIR d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor. Se bem rei mais propício. utiliza uma: a) ironia. b) antítese. GABARITO Porque quanto mais tenho delinqüido. Que ele estrelas desterra em régio estado. cobre o dia.F. c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas. U. a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada.E. como a Odisséia. Por altiva. e) prosopopéia.Humanismo. A exaltação. (Gregório de Matos) 40. Primaz da Cafraria do Pegu. única figura feminina do poema. A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal. a mariposa. 39. Que sem ser do Pequim. Voltar Língua Portuguesa . Governador do Rio de Janeiro. soberba. e mais amado. mas não porque hei pecado.

Começa o mundo enfim pela ignorância. d) somente I e III estão corretas. que cumpre os padrões da forma fixa. E na alegria sinta-se tristeza. ao vivenciar a alegria. c) somente III está correta. Esse é um soneto oitocentista. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo. na tristeza. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . como o Sol. nas sombras da noite. 42. pois. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. tristeza/alegria. e na Luz falte a firmeza. Depois da Lua se segue a noite escura. cuja última firmeza é a inconstância. ali. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. Barroco e Arcadismo Avançar . a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas. considere as afirmações abaixo: I. esconder-se nos próprios sofrimentos. expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua. GABARITO e) todas estão corretas. 17 41. Em tristes sombras morre a formosura. III. não sabe retê-la. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto. A respeito de tais afirmações. que compõem a figura da antítese. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. se desfrutem as alegrias e. tais como o findar do dia e o início da noite. Na formosura não se dê constância.” Gregório de Matos.Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. “alegria” e “firmeza”. diante do curso seguido pelas forças naturais. ao falar do mundo que se inicia pela ignorância. devido ao desapontamento sentido pelo poeta. Quinhentismo. luz/sombra. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. Porém. interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“AB-B-A”). d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que.Humanismo. a formosura do dia. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. II. e) O poema toca também na questão da inocência. deve-se dizer que: a) somente I está correta. e por “constância”. etc. Em contínuas tristezas a alegria. está fazendo referência à pureza primordial da infância. b) somente II está correta. preferindo. dia/noite. que são: rimas ricas. de outro. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto.. e não dura mais que um dia. c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. que se opõe à degradação dos bens materiais. Há nele um jogo simétrico de contrastes. se acaba o Sol. por um lado.

vejo baixelas. em que predomina o desenvolvimento de um único conflito. Trata-se de um sermão do quinto domingo da Quaresma. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. a risco de quebrar. FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. e) Fernando Sabino. pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco. FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores. c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros. 45. como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito. 47. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. e ao longe quintas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . como se há de ver a fé. d) Carlos Drummond de Andrade. FEI-SP O autor do texto. vejo jóias. Deus me guie. uns com libré. liteiras e coches. b) uso constante da metáfora e da antítese. mas não vejo a fé.Humanismo. e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes. Se o que vestem os lacaios e os pajens. b) Trovadorismo. Quinhentismo. FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres. ou no Reino. vejo galas. e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações. onde das casas dos pequenos não se faz caso. Barroco e Arcadismo Avançar . perfumes e sensações táteis. parte por parte. b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. e) Romantismo. vejo todo o palácio e também o oratório. Primeiro que tudo vejo cavalos. 44. nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais. b) texto curto. as jóias e as baixelas. c) Arcadismo. e) segundo o autor. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes. e as sedas se se espremeram. dignificandoos e humanizando as relações entre os nobres e o povo. nem têm nome de casas. d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. e) utilização de muitas frases interrogativas. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. 46. haviam de verter sangue. d) soneto com versos decassílabos. os prendíeis e obrigáveis por força. outros sem ela. é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. (…) Entremos e vamos examinando o que virmos. das janelas vejo ao perto jardins. e. Padre Vieira. que o ouro e a prata derretidos. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte. como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis. b) Gregório de Matos. foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. d) Realismo. vejo criados de diversos calibres. ou fora dele. se queriam ir buscar a vida a outra parte. a quem não fazíeis a féria. enfim.O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48. c) José de Alencar.

todavia. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã.” 19 OLIVEIRA. 1953. Que como junto ao mar o sítio é posto. Quinhentismo. Açúcar. característica do estilo barroco. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Com tal sustância. sempre ledos. Que sem tempero algum para apetite Faz gostoso convite. certa assimetria entre a disseminação e a recolha. nas águas frias. Lhes dá salgado o mar o sal do gosto. Barroco e Arcadismo Avançar . antes se encerra Tal doce nestes pomos. e gosto preparado. e melhores.Humanismo. …………………………………………… As plantas sempre nela reverdecem. para recolhê-las num só verso. Desterrando do Inverno os desfavores. Tem o primeiro A. Que dão a Portugal muitos ciúmes. Tenho recopilado O que o Brasil contém para invejado. VUNESP A técnica de disseminação e recolha. Tomo I. Manuel Botelho de. As fruitas se produzem copiosas. Como maiores são. E têm sempre a vantagem de maiores. Em si perfeitos quatro AA encerra. nos ares puros Na tempérie agradáveis e seguros. p. Um exame atento desse procedimento no poema revela. Que refrescam o peito. E são tão deleitosas. e) confundir seus ouvintes.48. 127-135. no açúcar deleitoso. Que é do Mundo o regalo mais mimoso. E nesta maioria. E delas por adorno apetecido Faz a divina Flora seu vestido. Nas que chamam da China Grande sabor se afina. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utilizado pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Mas as de Portugal entre alamedas São primas dos limões. Tem o segundo A. Águas. todas azedas. nos arvoredos Sempre verdes aos olhos. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia. aparece em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos. …………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes. Rio de Janeiro: INL. Que o têm clarificado nos seus gomos. São pois os quatro AA por singulares Arvoredos. …………………………………………… As laranjas da terra Poucas azedas são. O quarto A. Esmeraldas de Abril em seus verdores. Ares. no final. Música do Parnasso. e são sadias. d) provocar fortes emoções em seu público. b) convencer e ensinar o seu público. Tem o terceiro A. E nas folhas parecem. GABARITO 49. E se pode dizer em graça rara Que a mesma natureza os temperara. Mais que as da Europa doces. têm mais valia. E para preferir a toda a terra.

Seu primeiro marido era um repressor proibindoa de sair de casa até mesmo para ir a igreja. V – F – V – F – F 2. c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete. Q U IN H E N T IS M O . c 12. Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelicamente (os fins justificam os meios). na vida privada. F – F – V – V – V 11. d 28. 18 20. b 26. e 14. a 4. a leva em seus ombros para que atravesse o rio. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher. pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais. b 23. Pero Marques diz dar plena liberdade à esposa. na cena final. em sua fala. ingenuamente. b 25. a decadente sociedade portuguesa. c 22. d 30. a IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c 21.Humanismo. a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”. e 5. c 17. b 18. para ser traído por ela. e 19. 16. c 15. para o qual ela se encaminha. colaborando. é um encontro adúltero. e por não ter conhecimento dessa traição. c 31. Não sabe. O marido de Inês. Quinhentismo. 04 27. a 9. a 24. F – F – F – V 3. e 29. mas o encontro com o ermitão. a 13.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que. a 10. e 6. Barroco e Arcadismo Avançar . F – V – F – F 8. B A R R O C O E A R C A D IS M O 1 1. F – V – F – V – F – F 7.

pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. a) Disseminação: “Tem o primeiro A. e 36. b 46. e 47. c 43. a 44. b 38. nas águas frias.2 IMPRIMIR GABARITO 32. a 37. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüência Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar. e 39. nos ares puros (…) Tem o terceiro A. ou seja. Ou ainda. e 33. no açúcar deleitoso” No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação. retomou os elementos assimetricamente. a 42. d 45. (…) O quarto A. Voltar Língua Portuguesa . c 41. c 48.Humanismo. Quinhentismo. b 49. b 35. nos arvoredos (…) Tem o segundo A. b) Como se trata de um poema. e 40. Barroco e Arcadismo Avançar . 24 34.

não!’ E a corrente passava. rev. Quase a lamber o chão. d) exaltação do sonho. não se constranjam. a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias.. Gonçalves. a pêra. piquem. Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse. Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira. A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste. Leva-a do seu torrão.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1. a manga. São Paulo: Cultrix. Voltar Língua Portuguesa . Alencar opõe. Benção Paterna. não. não me deixes. 21. (. F. ( ) Na história da literatura brasileira. 1 1. A corrente impiedosa a flor enleia. por meio das frutas. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência. ‘Ai. s. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada. novas águas Após as outras vão. te amarei constante ‘Mas não me deixes. metonimicamente.) O povo que chupa o caju. In: Sonhos de Ouro. não me deixes. onde bela se mirava. através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais. c) supervalorização da natureza. da fantasia.d. e sempre embalde: ‘Ai. e aum. ed. no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo. e) desejo de morte pelo amor não correspondido. ou calem-se como lhes aprouver.. IMPRIMIR 2. 1998. 135-6. E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai. José de. o cambucá e a jabuticaba. p. não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão.. Texto para as questões 2 e 3. “Portanto. ilustres e não ilustres representantes da crítica. não me deixes. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu. “Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente. b) amor incondicional ao outro. ( ) No segundo parágrafo.. como a fruta que nos mandam em lata. não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor. A Literatura Brasileira através de textos. Massaud. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda. São Paulo: Melhoramentos. mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala.Romantismo Avançar . não!’” GABARITO DIAS. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo. não! Por fim desfalecida e a cor murchada. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo. o damasco e a nêspera?” ALENCAR. In: MOISÉS. Censurem. Límpido ou turvo.

socialismo e ilogismo. a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor. Minha febre noturna delirando. GABARITO 4. d) Em ambos os poemas.” Tomás Antônio Gonzaga. F. 2 “Perdoa-me. como recurso estilístico.. Meus ais. Se a ti ergui meus olhos suspirando!. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . escapismo e subjetivismo. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão..” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5. d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”. U. visão de meus amores Perdoa-me. U. não. imaginação criadora e amor à natureza. 04.F. leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra.” Álvares de Azevedo. no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes. nacionalismo e religiosidade. 02. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente. visão dos meus amores. c) No poema de Álvares de Azevedo. apresenta como características: 01. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores. c) “Nesta triste masmorra”. Marília. busca. adoro a tua formosura. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”. 5.F. U.. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira.E. extremoso. a soma das alternativas corretas. Amor na minha idéia te retrata. 16. em seus diversos momentos. a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado.3. que me cerca e mata. inda. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores. b) “À dor imensa que me cerca e mata”. assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso. 08. Dê.. 6. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima. naturalismo e pitoresco. b) No poema de Gonzaga. que eu assim resista À dor imensa.Romantismo Avançar . de um semi-vivo corpo sepultura. como resposta.

Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença.. Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” 3 GABARITO Instrução: Para responder à questão 7. amanhã. I... O teu mísero pão. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada: a) subjetivismo. meu irmão! Eu sou a Fome... ler o texto que segue. II.. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II... c) nacionalismo. II. Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte. depois (qu’importa?) Virei sempre sentar-me à tua porta.... Sou eu quem o teu negro pão consome. Quem no teu nome a escuridão projeta. b) ufanismo.. e) I.Instrução: Para responder às questões 7 e 8. 7. Suspende em meio o hino augusto e forte. IV. d) futurismo. Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta. mísero atleta! Hoje. 8... Vão três pálidas virgens..’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta. “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta.. Pertence ao movimento literário denominado Romantismo. meu irmão! Eu sou a Morte. Sou eu quem te sepulta a idéia imensa. ‘Saúde. Idealiza a função do poeta.. irmão! Eu sou a Indiferença. d) III e IV. Que vais fazer tão triste e solitário?. III. Fui eu que te vesti do meu sudário. c) II e IV. ‘Saúde. com a fome e com a morte.Romantismo Avançar . uma vez que esta ultrapassa a condição humana. sobre o texto. PUC-RS Pela análise das afirmativas. III e IV. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) condoreirismo. vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias. analisar as afirmativas que seguem. depois. b) II e III.

Também meu coração. Brilha a lua no céu. recebida principalmente de Camões. tais como “luar”. Outro amor nunca tive: és meu. Do tamarindo a flor abriu-se. “Leito de folhas verdes Por que tardas. 4 GABARITO 9. notam-se ainda no poema. Correm perfumes no correr da brisa. “vales”. Onde o frouxo luar brinca entre flores. Jatir.Romantismo Avançar . A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. o poema em questão já se aproxima do parnasianismo. lago ou terra. brilham estrelas. e) Mesmo sendo romântico. sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais.Texto para a questão 9. d) Apesar da intensa presença da natureza. Não sentiram meus lábios outros lábios. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. os aspectos marcantes do Arcadismo. Já solta o bogari mais doce aroma. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. Nem outras mãos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. como estas flores. que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram. como estas preces. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. Vai seguindo após ti meu pensamento. Onde quer que tu vás. Já nos cimos do bosque rumoreja. há pouco. Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. Sejam vales ou montes. pela presença dos elementos mitológicos. “bosque” e “perfumes”. ou dia ou noite. No silêncio da noite o bosque exala. movendo as folhas. Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor. Jatir. não mais. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. para expressar o amor por meio da espera. principalmente no que diz respeito ao bucolismo.

c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos. e F. O romance Lucíola. como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos. as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos. mulheres feiticeiras. UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros. alheia ao eu-lírico. procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. buscando nelas aspectos heróicos.Romantismo Avançar .. um gênesis americano. b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. dignos de alta expressão literária.” (Machado de Assis). 13. d) O Mulato e Canção do Exílio. U. Lúcia. ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa. colocando na mesma mulher as imagens de virgem. realçando seus preceitos e preconceitos. independência e as terras que ocupavam. c) “Imaginei um poema. dos dois autores citados. e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar. 5 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. uma Ilídia Brasileira. de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época. c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico.10.Juca Pirama e O Guarani. encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas]. c) Ressurreição e O Navio Negreiro. tão necessário à poesia.” (Gonçalves Dias). b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis. UFSE No período romântico brasileiro.” (Ferdinand Denis). 14. como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos.” (Gonçalves de Magalhães). para os itens verdadeiros. sapos e jacarés sem conta: enfim. UEGO Assinale V. b) Quincas Borba e Os Escravos. respectivamente. devido aos exageros do eu-lírico. enquanto a paisagem árcade é harmoniosa.F. Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais. É o que se pode verificar quando se lêem.. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos. d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu. e) I . para os falsos. foi trabalhar a dualidade. 11. e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária.” (José de Alencar). o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência. e) “O maravilhoso. uma criação recriada. os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante. ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado. de Maria da Glória e da cortesã. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura. 12. e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica. à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias. d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum. o marginal e o burguês.

b) Apenas II... Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa. Se assentou sobre o grande jirau.. dono de uma sensibilidade extraordinária. de ti.. (.” 6 Dos exemplos citados abaixo...” (Laurindo Rabelo) III. do chorar das fontes......... Das horas longas a correr velozes.. “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado.. (. rainha da festa. As paixões vivifica.. como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos.. .. “Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau... II e III.) Se é vate quem dos povos. UFRS Leia o texto abaixo.. Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto. sob o olhar apaixonado do poeta.. a mulher é freqüentemente . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . A luz da aurora me intumesce os seios..... E a velhinha.) O véu da noite me atormenta em dores. I. da sombra. “Tenho medo de mim. e) I. identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima. Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum.. Da luz.15. UFRS Leia o texto abaixo.. nela.” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I..... quando fala.. de cunho romântico no Brasil. d) Apenas II e III. de tudo..” (Bernardo Guimarães) II.... Das folhas secas.... excita o pasmo. que usa ... do silêncio ou vozes....Romantismo Avançar ......... é um tema dominante na poesia . c) Apenas I e II. a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16. “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna.......

o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci. O imbu. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares. p. 18. FUVEST-SP “Assim. as flores. Como o imbu na várzea. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. Neste excerto de O Guarani. Texto para as questões 19 e 20. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. Diogo / Peri. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente. deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. agora longos sóis. José de. trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução. 7 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . …………… desejava. assim. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo. cheia de grandes desejos e nobres ambições. …………… adorava.17. Diogo. José de. talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. escreveu romances indianistas e urbanos. Diogo / Peri. De novo sentiu em sua alma a sede do amor. e) Loredano / D. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. não atingiu seu intento. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social. Mantida a seqüência. o outro uma paixão. “Logo após a vitória. arrependido. onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. e a alegria voltou a habitar em sua alma. b) juntamente com Diva e Iracema. o cristão tornara às praias do mar. após o casamento. na praia. O Guarani. já comprometido. c) Loredano / Peri / D. …………… amava. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico. b) Loredano / Álvaro / Peri. vinga. através da Senhora. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*. mas embalde.” (*organizações = personalidades) ALENCAR. após ser abandonada por Fernando Seixas. vê-se desprezado e humilhado pela esposa. o último uma religião. São Paulo: Scipione. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem.” ALENCAR. e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. Lúcia Camargo que. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos. Mas basta um sopro do mar. porém nunca se valeu da composição regionalista e. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se. leva-as a brisa. sentia-se no ermo. Passava os já tão breves. Diogo. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. mas o casamento. As folhas lastram o chão. para tudo murchar. 1994. 56. é desfeito. buscava. d) Fernando. numa tentativa de representar por completo o Brasil. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. Alencar revela traços realistas. Iracema.Romantismo Avançar . e) Alencar. Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros. d) Álvaro / D. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. filho da serra. achando boa terra e fresca a sombra. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura. e tremia de pensar que Iracema houvesse partido.

molho de batatinhas. agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01. O trecho “os já tão breves. 32. a soma das alternativas corretas. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor. Dê.19. 04. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! . 08. 64. Angélica na cara! Isso é ser flor. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica. para ambos. Mas cantava. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta. 20. ambas com função revitalizadora. 16. a soma das alternativas corretas. como heróis ou como vilões. enquanto a segunda. onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance.. 02. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita.” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz. e morre amando. UFBA Com relação à linguagem. evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo.. Em quem. frágil e inatingível. UFF-RJ Na literatura. 02. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam. pálida virgem. 08. O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”. existe uma explicação adequada em: 01. respectivamente. 32. feijão-roxinho.” (Castro Alves) 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local. sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama..Romantismo Avançar . As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome. a firmeza de permanecer em terra estranha. Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. como resposta. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem. Dê. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial. como resposta. A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! . Dá vida em teu alento à minha vida. 04. se tens pena De quem morre por ti. 21. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo.. já que a primeira dá idéia de concretude. 16. 64. de abstração do sentimento amoroso. à chegada do inverno e à volta do esposo. respectivamente. senão em vós se uniformara. seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita. e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente.

c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. d) José de Alencar. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte.Romantismo Avançar . o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos.” 9 GABARITO 24. 25. urataí e outras árvores aromáticas. e) Gonçalves Dias. de Manuel Antônio de Almeida. e) I. A Moreninha. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro. insere-se na linha primitivista da corrente romântica. de Bernardo Guimarães. A heroína de A Escrava Isaura. UFRS Considere as afirmações abaixo. é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil. d) Apenas II e III. I. FEI-SP Sobre o romance. é mestiça. em que as personagens vivem em contato constante com a natureza. porém. por isso tomara todas essas precauções. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. III. “O índio. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27. referentes ao romance romântico no Brasil. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) Apenas II. c) Apenas I e II. e sobretudo os répteis. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora. b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. de Joaquim Manuel de Macedo. antes de partir. de canela. b) Álvares de Azevedo. II e III. e sugasse uma gota desse sangue precioso. na sua apresentação inicial. II. é a novela picaresca espanhola. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. 23. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português. o rio de um lado. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. Quais estão corretas? a) Apenas I. região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável. c) José Lins do Rego. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”.22. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias. FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília.

Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo. sem força de vontade. b) somente III está correta. UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO. é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres. c) Casimiro de Abreu.Romantismo Avançar . Fernando. d) I e III estão corretas. 1992. c) A obra. b) Aurélia Camargo. eu lha restituo. vê com naturalidade o casamento de conveniência. mas o seu procedimento o indignava. Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros. Uma noite porém. fatal. com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza. In: Vô imbolá. e inquiriu do motivo. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis. revoltou-se contra si próprio. Voltar Língua Portuguesa . 28. José de. a) somente I está correta. p. Senhora: perfil de mulher. desempenha. II. Zeca. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro. Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia. GABARITO 29. e) Olavo Bilac. a moça não insistiu. quanto à relação amorosa. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. III. Essa tendência é típica do: a) romance urbano. na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo. o papel da mulher fraca. enquanto romântica. FEI-SP A propósito do trecho transcrito.26. c) I e II estão corretas. desde que mo deu. 104-6. típico desfecho da narrativa romântica. c) romance indianista. d) poemas épicos. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. valentia e brio. d) Castro Alves. e) II e III estão corretas. e até pareceu esquecer a sua observação. imprudência a que pusera remate o pedido do casamento. FEI-SP Em O Guarani. e) poemas históricos. São Paulo: FTD. IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra. Em sua música “Maldição”. b) romance regionalista. não lhe pedi nada mais. b) Gonçalves Dias. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. em que Seixas se mostrara mais preocupado. Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã. na narrativa. já lho disse uma vez. enfocados como pessoas comuns. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável. 27. 1999. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe.” ALENCAR. Fernando disfarçou. e) A obra apresenta o final feliz. A mim basta-me o seu amor. é correto afirmar que: I. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro. especialmente para uma das gerações do Romantismo).

A vida é combate Que os fracos abate.Romantismo Avançar . Valente serás. d) realização de poemas lírico-amorosos. Gonçalves. Cultrix. valorizando o idioma nacional. p. meu filho. c) idealização do amor. [s/d]. Segui-la. seus pensamentos. As armas ensaia.30. a quem se adora. São Paulo. Meus brios reveste. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. No arco que entesa Tem certa uma presa. 372.. 11 GABARITO Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio. especialmente nos índios e em sua civilização. e desse amor se morre!” DIAS. 31. 1959. Gonçalves. Só pode exaltar. d) Naturalismo. a) Barroco. Quer seja tapuia. Poesia Completa. Voltar Língua Portuguesa . UFF-RJ As estrofes abaixo. os bravos. Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor. Não chores. e) idealização da mulher. temendo roçar os seus vestidos. b) Realismo. “Não chores. como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. Só teme fugir. b) forte subjetivismo. c) Modernismo. sem poder fitar seus olhos. conduzindo o eu-lírico à depressão. Aos fortes. Viver é lutar. Compr’ender. Só pode exaltar. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos. Que os fortes. Tamoio nasceste. Viver é lutar. Sê duro guerreiro Robusto. revelando uma visão pessimista da vida. Poemas de Gonçalves Dias. sem ousar dizer que amamos. e) Romantismo. E. sem que se veja. Penetra na vida: Pesada ou querida. que a vida É luta renhida. E pois que és meu filho. inspiração em elementos nacionais.” DIAS. através do sentimento nativista. representam um momento da literatura brasileira em que se buscou. transportando o eu-lírico para um lugar ideal. Amá-la. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. aos bravos. sem lhe ouvir. fragueiro. IMPRIMIR A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. partes do poema Canção do Tamoio. junto à natureza. Se o duro combate Os fracos abate. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. Condor ou tapir. transcendendo os limites da vida física.

. representante dos valores lusitanos. à míngua. um processo gradativo de . Essa comparação visa a demonstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo.. e) Senhora – adolescente – ascensão social.32.. o homem branco por quem se apaixonara.... No romance .. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Em Iracema... a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico. são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro. a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim.... que se apaixona pela bela sertaneja. do Visconde de Taunay. mulheres numa casa.. 02. sinônimo dos recursos naturais do Brasil. meu Deus. d) Apenas II e III. aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura.. Em O Guarani... as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas.. de José de Alencar. independente do julgo da metrópole portuguesa.Romantismo Avançar .. II. são destruídos. quanto os Aimorés.” 04. em especial a francesa. uma .. Apesar do afeto que Pereira sente pela filha.. uma vez que. Segundo Pereira: “Ih. Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro.. c) Lucíola – aristocrata – degradação moral. conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino. de José de Alencar.. em contraste com a vida na corte.. UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema. a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual. a partir daí...... experimentando.. Durante um almoço. b) Apenas II.... tal como em Iracema e em O Guarani. misturam-se cenas da Guerra do Paraguai.. III. Em O Guarani e Iracema. 08.. na certeza de que serão vingadas.. 34. I. é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira.. b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física. assinale a(s) alternativa(s) correta(s). II e III.. Quais estão corretas? a) Apenas I. é coisa de meter medo. tentanto tirá-la dos braços de seu amado. por obra de qualquer descuido.São redomas de vidro que tudo pode quebrar. tanto a casa de Mariz. e) I. 12 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima. UFMS Considerando a leitura do romance Inocência... sob a influência das culturas européias.. Pereira enaltece a fartura do Brasil. Essa exaltação dos recursos alimentares do país.. apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro.. ela é motivo de constante preocupação para o pai. 01. c) Apenas I e II...... 33. que retratam o lado negativo da terra americana. d) Senhora – adolescente – enriquecimento material. Unicamp-SP Em Ubirajara. palco da história do amor de Inocência e Meyer. De acordo com a narrativa. no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35. ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas. durante o inverno europeu. mais precisamente no Rio de Janeiro.. José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central. pode pôr a perder a honra familiar. UFRS Leia o texto abaixo.

os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados. c) III. uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais. senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha trazer-me de longe o perfume das florestas. II. o autor consegue sustentar a atenção dos leitores. trata-se de caso de exceção na ficção do autor. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!. Para responder às questões 37 e 38.. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso). o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta. UFPR Sobre o romance Senhora. com suas palavras. a personalidade. ligado por laços afetivos sinceros. servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses. mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética. p. 37. é correto afirmar. ( ) Até o final do romance.. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia. possa encontrar sua felicidade. ao saltar do berço. os campos e as matas. e ao desprender-me das faixas infantis. vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica. de José de Alencar. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais. A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta. foi ao ar livre.” ABREU. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu. e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades. 1965. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. onde se morre abafado. não. Mas.. ( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império. ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista. e. não. ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar. UFRJ Associado ao tema da infância. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”. Não foi na cidade. leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida. III. mas divididos por razões econômicas. ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa. aos oito anos ia eu para a escola. Ao tratar desse tema. ocultando habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas. e) II e III. o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos. Obras completas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . os costumes. Está correto somente o que se afirma em: a) I.. ( ) Heroína romântica. ( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal. Rio de Janeiro: Edição de Ouro. GABARITO 39. Casimiro de. iniciando-se a narrativa com as recordações da infância de Aurélia. infante ainda. 203. 38.Romantismo Avançar . Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema. com suas palavras. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. não queria. d) I e II. de José de Alencar: I. b) II.36. 13 “Nasci no campo. O autor valeu-se de uma narrativa. nada. UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância. Aqui.

Dê. indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance. reforça a grandeza do índio Peri. 02. III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem. em oposição à vilania e à maldade. o anão que vigia Inocência o tempo todo. por isso. o amor tudo vence. por promessa de seu pai. Tico. a soma das alternativas corretas. sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse. 64. mas. de tendência sertanista. assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). preterida por Fernando Seixas. focalizado em primeira pessoa. como também as relações do homem com essa mesma natureza. 42. 04. transcorre no século XVII. como resposta. apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. é correto afirmar que: 01. é um romance regionalista. como um bálsamo poderoso. 01. Inocência é noiva de Manecão. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos da natureza são descritos minuciosamente. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. salva Peri da morte. cuja linguagem possui os elementos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro. posse. 32. apaixona-se por Cirino. Pereira. de Visconde de Taunay. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos da presença do medievalismo na literatura romântica. 16. de José de Alencar. O tom confidencial da narrativa. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres. Dê. A jovem. com final feliz. é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial.40. intitulado “Loura e Morena”. porque. nele. UFMS Sobre o romance Inocência. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas. resgate. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Romantismo Avançar . a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. 08. quitação. a soma das alternativas corretas. o romance estrutura-se em quatro partes: preço. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização. além de explorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval. uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre. de desigualdade econômica. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. b) Aurélia Camargo. 41. 16. no cap. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. compra-o e ele contumaz caça-dote. A ação do romance. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. no entanto. 08. inclusive através de nomes científicos em notas de rodapé. Considerando a obra como um todo. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. é a do casamento. levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão. em termos históricos. como resposta. V. 04. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. 02.

a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”. (. em que o homem é apenas um simples comparsa. a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu. Cefet-RJ “Iracema. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza. romântica e exaltada.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom. Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão. c) Essa estrofe é uma oitava. No ano da graça de 1604. 125. José de. barca de granito. O pé grácil e nu. Instrução: Para responder às questões 45 e 46. No texto de José de Alencar.’” NICOLA. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior. e) nativismo modernista. “(. 1994. (. sintetizado pelo: a) realismo naturalista. Antônio de Mariz. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século. b) sentimentalismo realista. São Paulo: Scipione. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos.. temos uma das formas significativas do nacionalismo. o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto.) pertencia a D.) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava.43... São Paulo: Scipione. Iracema. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro. Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti. identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas. a virgem dos lábios de mel. ler o texto que segue. 10. que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna. Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada.. construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique. e) São versos típicos de uma poesia que. b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África.. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa. p. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias.. sublime artista. O favo da jati não era doce como o seu sorriso. p. Mais rápida que a ema selvagem. e mais longos que seu talhe de palmeira.) A habitação (. c) romantismo indianista.. Nas ondas da escravidão. José de. da grande nação tabajara. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. onde campeava sua guerreira tribo. 15 44. com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas. Entretanto. 1998. “Após a independência.” ALENCAR. mal roçando. século XIX... o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo. que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio. E provocaste a rajada.Romantismo Avançar . d) bucolismo neoclassicista. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.

mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta.. por exemplo. 16 “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa........ de Manuel Antônio de Almeida.. como se pode observar.Romantismo Avançar ... Parece-me que vou perdendo o gosto.. PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra . FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”)... . e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa....” Memórias de um sargento de milícias... só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa.... Se pranteia por Deus de amor suspira. o poder e a audácia dos novos habitantes. d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira... de José de Alencar. possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época.... UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas.. Álvares de........ (…)” AZEVEDO. c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza. Lira dos vinte anos........ Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia.... foi o primeiro escrito no Brasil.. é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias.. exprime-se na métrica irregular dos versos.. nele. à cultura europeizada por que passa Peri. Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta. A personagem referida... Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento. .. d) Escrito na época do Romantismo... de Cecília... através da fundação daquela que se tornaria a sua capital.. a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47.. que é a protagonista da obra....... O Lamartine É monótono e belo como a noite. a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca. Basta de Shakespeare. da ideologia dominante. 48. poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo... Fantástico alemão.... muito respeitados pela segunda geração romântica.... própria da ironia romântica. Tem na lira do gênio uma só corda... PUC-RS A obra em questão .. Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas. é correto afirmar que. evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns.. Vem tu agora... b) a dispersão do eu-lírico.... em relação ao processo de . a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46. GABARITO 47. Com base no texto acima. e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa ... o passado histórico por meio de uma visão .. c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista.45... b) Romance de Manuel Antônio de Almeida.

e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta.. 4º trim. b) Senhora – abolicionista – simplicidade.As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil. Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis.. e) Lúciola – regionalista – diversidade. PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas. UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil. como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal... era o ataque aos senhores da terra.. José de Alencar retratou. 274.. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.. do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro.. c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil....Romantismo Avançar . a dois índios. A preocupação em retratar a . apesar do tom artificial de alguns romances. cometera a violência de arrancar de suas terras.. que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados... d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião. No texto... sem que a sua vontade fosse consultada.. convertendo os índios. .. eram colonos degradados.. Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião.. b) insere-se no contexto do Romantismo.. como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal. condenados à morte ou espíritos baixos. como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra... d) O Moço Loiro – realista – complexidade. 51. contextos e temáticas urbanas.. que alegavam razões religiosas para seus atos.. mas que eram movidas pela ganância.. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para se redimirem. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa. que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios. em obras como ..... ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares. bem como criou romances de tendência . p. e) seria causada pelos condenados à morte.. d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado.. 1867.. condenados à morte. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto. UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial... 17 49.. que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro.. c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade.... como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português. à liberdade dos índios. b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral.” DIAS. Gonçalves. c) seria arquitetada por colonos degradados... a) A Moreninha – realista – desigualdade. contra a vontade deles. e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação. 50..

“Luar de verão”. de imediato. o personagem principal.. é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. A teus raios divinos me abandono. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional. contrariando as convenções literárias da época. As aves. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” AZEVEDO. Leonardo. Neste excerto. tornando a obra uma espécie de crônica da época. aproximando-a da estética realista. e) fuga romântica para o sonho. o Romantismo. que mais tarde se casa com Vidinha e. 16. capazes de atos de bravura e coragem.” 18 Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora. torna-se sargento. Lira dos vinte anos. Nosso céu tem mais estrelas. 04. o barbeiro. desinteresse e tédio. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias. ó minha lua. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral. simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial. Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. Nossos bosques têm mais vida.) Não permita Deus que eu morra.. o compadre. d) aversão dos românticos à natureza. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo. UFRS Leia as estrofes seguintes.52. João VI. Nossa vida mais amores. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”. o personagem central. Álvares de. c) melancolia romântica. Sem qu’inda aviste as palmeiras. a soma das alternativas corretas. Sem que eu volte para lá. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá. 54. que aqui gorjeiam.Romantismo Avançar . Onde canta o Sabiá. 08. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala. d) as estrelas e as flores. Não gorjeiam como lá. característica das classes de alta cultura e condição social confortável. é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça. por méritos próprios. Onde canta o Sabiá. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro. mas revela. que previa heróis moralmente elevados. o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. Dê. comentando as ações dos personagens. é um anti-herói. destacando-se pela temática regionalista. “Minha terra tem palmeiras. Leonardo. 53. um aventureiro. (. 02. e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal. a comadre. Nossas várzeas têm mais flores. referidas na segunda estrofe. como resposta. é correto afirmar que: 01. Essa atitude do eu-lírico manifesta a a) ironia romântica. b) tendência romântica ao misticismo. o narrador interrompe com freqüência a narrativa.

1969.. de glória e terror! (. d) insegurança amorosa. d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais. c) à temática romântica da nostalgia. revela-se um traço forte de sua poesia. 56. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade. Rio de Janeiro: Bloch. São muitos seus filhos.. Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras. b) projeção da própria morte.F.Juca-Pirama. expressa num detalhismo quase realista. In: RIEDEL. 57. c) sátira impiedosa.)” DIAS. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico.. pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico. Gonçalves. Já prélios incitam.. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”. Condão de prodígios. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I. já cantam vitória. Cercadas de troncos – cobertos de flores. I. b) à tendência romântica para a utopia. é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico. ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro. c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras.Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores. Literatura brasileira em curso. nos ânimos fortes. retratada como musa etérea.Romantismo Avançar . que. a um tempo temida e desejada. incorporando-as ao orgulho nacional. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso. d) à vertente romântica indianista. p. de Gonçalves Dias. Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima.55. São rudos. b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor. severos. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas. Alteiam-se os tetos d’altiva nação. de Álvares de Azevedo. solene e distante. 311 19 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo. sedentos de glória. e) força material do cotidiano. a: a) idealização da amada. Dirce. U.

revelam o seu caráter romântico de segunda geração. murchas. de Gonçalves Dias. É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro. Só teme fugir. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. Nos lábios frios comprimir chorando. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana. e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. de Castro Alves. Quando louco. A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis. confirmando a filiação do poema à estética simbolista. Texto para a questão 60. a) quem erra o alvo precisa fugir da caça. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”. U. tais como: ventura e tristeza. d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. Não poderei na sepultura. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. imaginação criadora. d) As referências ao universo da pintura. a) O idealismo. “negro quadro”. Condor – ave semelhante à águia. No arco que entesa Tem certa uma presa. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. 02. expressão de ideais românticos. Conforme os versos transcritos. 08. b) os índios estão em guerra contra os tapuias. e) As marcas do erotismo. como resposta. E essas violetas inodoras. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. linguagem coloquial. Quer seja tapuia. 20 59. Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes. De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”. Condor ou tapir.58.F. sedento e arquejante. U. o sonho.Romantismo Avançar . b) Filiado ao Simbolismo. exaltação da natureza. “onde eu pintara”.E. 16. a presença da morte. característica primordial do Romantismo. c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes. criam efeitos sinestésicos. Dê. (…) GABARITO 60. “rompeu a tela”. ideal mimoso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . é um conjunto de poemas que apresentam: 01. ao menos. De bela adormecida. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes. 04. a soma das alternativas corretas. a imagem da mulher amada. satanismo. Tapir – anta. Não encheste minh’alma de ventura. No poento vidro que te guarda o sono! Álvares de Azevedo. vida e morte. presentes no poema.” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas.

Romantismo Avançar . autor. título da obra e período literário dos versos citados. U. e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo. 04. assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima. d) Alencar justifica.. como resposta. corretamente... José de. seja no processo de construção das personagens . Iracema. seja no plano da forma . na perspectiva do idealismo romântico. a soma das alternativas corretas. Apresenta-se.representação de pessoas comuns. Dê. não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa.F. 63. A dor lacerou suas entranhas. Estreitou-se com a haste da palmeira. no romance. Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar. O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho.” IMPRIMIR GABARITO Assinale a alternativa que identifica. As personagens do romance pertencem à classe dominante. um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização. é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro.. U.F. de baixa renda e seus dramas cotidianos -. porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo. c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras. vulneráveis e desonestas.linguagem simples e direta -. U. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo.” ALENCAR. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica.) – Tu és Moacir. 64. características da estética romântica. Tinir de ferros. buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema. foi uma obra inicialmente publicada em folhetins. e vivem situações idealizadas. sentindo que se lhe rompia o seio. a retidão de caráter.. A obra pode ser classificada como um romance de costumes. Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo. d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local. o nascido do meu sofrimento. dor e sofrimento. de Manuel Antônio de Almeida.. Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco. 62. UFMS Memórias de um sargento de milícias. b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência. entre os anos de 1852 e 1853.a periferia do Rio de Janeiro.. a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo. o mestiço povo brasileiro. 01. a coragem e a fidelidade. estalar do açoite.F. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo. Voltar Língua Portuguesa . e considerando a obra como um todo. consciente da sua missão de gerar a nova raça. As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema. seja no espaço onde essas personagens circulam . Dentre as proposições abaixo. de José de Alencar. 16. uma vez que registra traços dos hábitos. O desfecho da obra apresenta histórias de luto. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX. a seu modo. tradições e falas de pessoas simples.. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira. 02. Em sangue a se banhar. 08. (. assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização. à elite de sua época.61. as mulheres são devassas. contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa.

o egocentrismo e o sentimentalismo. Não sei se a noite era límpida ou negra. Abri-o: era o de uma moça. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez. ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro). Desta forma. c) I. III. e se redimem as transações vis repondo de pé herói e heroína. elas só o são aparentemente. – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja. o amor platônico não é superado pelo amor físico. como o esconderijo. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora. “Uma noite. mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas. UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro. que. temas característicos da primeira geração romântica. Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época. rompido temporariamente.. no 1º. eu achara abertas. pode-se encontrar (Assinale V. pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa. presente em grande parte da obra do autor. despreza o nacionalismo e o indianismo. acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história. em virtude da educação que recebera. ( ) Nesta obra.. d) F – V – V – F. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852). 67. Pesava como chumbo. ainda. afirma-se: I. Idealiza figuras imaginárias. eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas. Era uma defunta!. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói. que se casa pelo dote. Saí. 66.. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o disfarce e o erro de identificação..65. b) Apenas II e III estão corretas. sempre se salva a dignidade última dos protagonistas. o vidrento dos olhos mal-apertados. e após uma orgia. Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. mulheres incorpóreas ou virgens. e) Apenas I e III estão corretas. para os itens verdadeiros. As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite. Tematiza a morte.. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política. personagens que confirmam o amor inatingível.. a punição do violão. Acentua traços característicos da literatura romântica. da qual faz parte a peça O Noviço. idealizado na literatura ultra-romântica. baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados. ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários. o que leva ao efeito cômico desejado. as grinaldas da morte na fronte dela.Romantismo Avançar . ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social.” 22 Com relação ao fragmento acima. na economia e principalmente na educação dos jovens. direcionando-os para a vida religiosa. o equilíbrio. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor. Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. Assinale a alternativa correta. ao contrário. Aquele branco da mortalha. II e III estão corretas.. c) V – F – F – V. como o subjetivismo. Nessa obra. parágrafo. A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V. por exemplo). b) V – V – F – F. II. eu ignoro por quê. uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e. e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna.. naquela tez lívida e embaçada.. a) Apenas I está correta. d) Apenas I e II estão corretas.

não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso..68. E o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janela! (…) Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que estalavam nos meus passos Ir espiar seu venturoso sono. podemos afirmar que. U. a soma das alternativas corretas. ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Fragmento II É ela! é ela! — murmurei tremendo. em poesia simples. Sobre o leito de flores reclinada. a valorização de elementos ligados à natureza. “Se eu morresse amanhã. atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento. como: 01. b) no segundo. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 23 Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”. o dolorido afã. Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória. pastoril.. 08. à aflição e à busca da solidão. d) no segundo. a exaltação de sentimentos pessoais. apesar de haver um tom de humor e sátira. o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado. o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. PUC-SP “Fragmento I Pálida à luz da lâmpada sombria. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que conduz à dor. 04. Como a lua por noite embalsamada. 69. Vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!… Tinha na mão o ferro do engomado… Como roncava maviosa e pura!… Quase caí na rua desmaiado! (…) É ela! é ela! — repeti tremendo. a morte como alívio para o “mal-do-século”. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. 02. Comparando os dois fragmentos.Romantismo Avançar . a) no primeiro. 16. é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo. Dê. e) no segundo. o desajustamento do indivíduo ao meio social. como resposta.E. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento. manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes. com desespero e pessimismo. c) no primeiro. Mas cantou nesse instante uma coruja… Abri cioso a página secreta… Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” GABARITO Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. com certeza. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros. porém. bucolicamente ingênua e inocente.

72. em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro. 71. de Manuel Antônio de Almeida. embora o texto esteja em prosa. predomina uma sensibilidade plástica singular. II e III. ( ) na poesia lírico-amorosa. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema. b) Apenas II. moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro. a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara. que deforma os encantos da mulher amada. como este último tinha querido quando foram para o Campo. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens. II. no qual está inserido o primeiro habitante do País. de José de Alencar. I. b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas. detectado no sentimentalismo exagerado. A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista. as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade. 4. numa representação quase sempre épica. c) se 2.F. e em lamentos melodramáticos. c) Apenas III. Luizinha e Leonardo. o índio. o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo. fruto do negro e do branco. O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias. vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente. d) Apenas II e III. Quais estão corretas? a) Apenas I. a saudosista e a lírico-amorosa. a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor. podemos dizer que: 1.70. provocados pelo sofrimento do amor irrealizado. não é dizer que vieram de braço. pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional.” Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto. O narrador. e) I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . porém. põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo. 2. III. 24 GABARITO “Desta vez. 3 e 4 estiverem corretas. como a exaltação do pitoresco nacional. em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical. 3. por saber quem é Leonardo. extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias. uma interdependência entre paisagem e estado de alma. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista. porque tudo é narrado de forma explícita. d) se 1. U. 3 e 4 estiverem corretas. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético. ( ) na poesia saudosista. assim. estabelecendo. Assinale: a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas.Romantismo Avançar . foram mais adiante do que isso. A linguagem do romance Iracema é altamente poética. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim. UFRS Leia o texto abaixo. comparações sobre comparações.

de experiências positivas. As notas contribuem tratando o ritual. 45. 36. 7. no texto. já que. 10. 47. 9. 12. sua cultura. d 24. c 32. Voltar Língua Portuguesa . b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios. V–F–V–V d e a c 21 e a e V–F–V–V–V e c c d c d 17. atribuem-se à infância traços negativos. e não européia. tendo sido derrotado no combate com Ubirajara. pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada. 3. e 31. Sim. d 22. no último parágrafo. 46. 4. 16. 14. 48. Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o nome do hóspede. 38. a qual passa por diferentes estágios. 49. 42. pode-se dizer que servem de complemento à narrativa. d 25. já que. d 30. 6. e 23. 06 a Não segue integralmente. c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena. c 28. 23 20. a 27. segue. a 29. pois. 11. Considerando-se que as notas são objetivas e a narrativa é subjetiva. 41. 44. 40. o índio brasileiro também tem suas tradições. 5. e 26. c 33. não com o preconceito europeu. 37. 8. a escravidão causaria mais vergonha que a própria morte.Romantismo Avançar . a natureza é lugar paradisíaco. 05 21. F–F–V–F–F–F–V 50 c 27 d c c a a e b GABARITO IMPRIMIR 35. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista: Jaguaré é o nome do caçador. 15. mas com benevolência. O romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício. b 18. 43. 2. 39. a a) Como todo povo. 13.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O 1 1. que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar. a 19. 34.

67. 56. 51. 68. 59. 53. 65.Romantismo Avançar . 54. 61. 58. 63. 69. 71. a b e c V–F–V–V a 17 c V–V–F–V a e 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 55. a e c a 14 a b b c 13 a 05 62. 70. 57. 64.50. 66. 72. 60. 52.

Que a fortuna não deixa durar muito. É porque queres. c) a manifestação de apego a Portugal. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano. PUC-SP “Tu só. posta em sossego. De teus anos colhendo doce fruito. humanizando os versos. Tuas aras banhar em sangue humano. Naquele engano da alma ledo e cego. II. 2.” 1 GABARITO Os Lusíadas.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. áspero e tirano. d) I e II. Estavas. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. Se dizem fero Amor. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. 3. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. c) III. Está correto apenas o que se afirma em a) I. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. Entretanto. d) retrata a beleza de Inês. obra de Camões. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. III. posta em sossego. do qual o trecho acima faz parte. oferecem momentos em que o lirismo se expande. Aos montes ensinando e às ervinhas. b) II. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. Voltar Língua Portuguesa . De teus fermosos olhos nunca enxuito. puro amor. inserido em sua narrativa épica. linda Inês. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. tu. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. O episódio de Inês de Castro. em Os Lusíadas: I. Como se fora pérfida inimiga. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. que se contrapõe à solenidade do poema épico. Nos saudosos campos do Mondego. Desse episódio. legítima herdeira do trono de Portugal. e) I e III.Classicismo Avançar . Deste causa à molesta morte sua. como um todo. já velho e com um “saber só de experiência feito”. O nome que no peito escrito tinhas. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. IMPRIMIR b) celebra os amores secretos de Inês e de D.

LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1.Classicismo Avançar . b 2. a 1 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e 3.

(02) o projeto de Aldo Rebelo limita-se a tentar impedir que a língua falada seja invadida por estrangeirismos.Interpretação de texto II Avançar . ‘Um idioma evolui quando entra em contato com outros. e só alguém que não entende nada do assunto pode achar que é possível bloquear esse intercâmbio’. que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. (16) ao contrário dos lojistas. Agora. As informações entre parênteses têm por função explicar os termos que os antecedem. Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. em que João Gabriel de Lima discute o projeto de lei nº 1676. estampar nas vitrines “sale” e “50% off” em vez de “liquidação” e “50% de desconto”. por isso.” Trecho 2: “Para os especialistas.” GABARITO Segundo o texto. americano naturalizado brasileiro. como resposta. 1 Trecho 1: “O projeto é fruto de uma idéia fora do lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção. essa primazia pertence ao inglês. A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert adotassem o termo ‘week-end’ para fim de semana. p. Dê. (32) no terceiro período: A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada de nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). São Paulo). Rebelo?) de pagodeiros a cada erro de gramática que cometem. Está certo que os abusos beiram o ridículo. em geral. É normal que uma língua se nutra de outras. o projeto mostra total ignorância do fenômeno lingüístico.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II 1. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . é correto afirmar que: (01) o exemplo utilizado pelos defensores da pureza do idioma — os cartazes de lojas de shopping centers — não prima exatamente pela originalidade. seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centers (ops. Para ilustrar essa tese. No entanto. não devendo. multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero. a seguir. UFMS Apresentamos. dois trechos de uma reportagem publicada na revista Veja (30/08/00. O texto traz a opinião do articulista de Veja. Entre eles. era o francês o responsável pela maior parte das palavras ditas internacionais. de uma cultura dominante. Até o início do século XX. Também é comum — e fato antigo — que os vocábulos a atravessar fronteiras venham. Seria mais ou menos como cobrar uma pena pecuniária (gostou dessa. centros comerciais). (04) os lojistas que exibem cartazes com termos estrangeiros em suas vitrines prejudicam apenas a si mesmos. assim como o mico-leão-dourado e a arara-azul. (08) é possível detectar a presença de duas “vozes” que dialogam com o discurso sobre a língua: a “voz” da ecologia e a “voz” da economia. que proíbe o uso de palavras estrangeiras. os pagodeiros deveriam ser penalizados porque cometem erros absurdos de gramática que corrompem o idioma. ser multados. a soma das alternativas corretas. A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B. não fazendo qualquer referência ao emprego de tais termos na língua escrita. diz o professor John Robert Schmitz. 86-7).

portanto. os estudiosos tomam os estrangeirismos como elementos positivos que fariam o idioma evoluir para melhor. projetos e atitudes como os de Aldo Rebelo revelam-se absurdos porque traduzem um desconhecimento completo sobre a língua portuguesa e suas origens. um efeito de sentido de verdade e constituindo um importante argumento de autoridade para fundamentar a tese do intercâmbio lingüístico. UFMS Todas as proposições a seguir. com isso. p. suplantado pelo inglês. Há. Dê. especialistas enfocam a questão do ponto de vista do intercâmbio com outras línguas. 3. já explorada no texto acima. A este respeito a influência do povo é decisiva. serem incorporadas à escrita.” In: Crítica literária. o que pode ser observado desde tempos mais remotos. (32) posições contrárias à evolução de uma língua são duramente criticadas. (08) ignora-se a influência do povo como propulsor das transformações ocorridas na língua. tendo sido. (02) tanto Machado de Assis quanto especialistas aceitam. a soma das alternativas corretas. UFMS Veja.Interpretação de texto II Avançar . mas pode ser facilmente recuperado pelo leitor. a expressão em negrito remete ao termo franceses. 2 Entre o ponto de vista do escritor e a opinião de especialistas. locuções novas. a evolução das línguas. ao passo que Machado de Assis assume uma atitude complacente em relação a seus opositores. estão corretas. criando. 47. referentes aos trechos da questão 1. como resposta. é um processo normal. como o escritor Machado de Assis aborda a questão da língua. a partir de então. que não se pode impedir. “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. agora. que não vem explicitado no texto. o francês foi o principal idioma a “exportar” palavras para os demais porque pertencia à cultura dominante da época. (02) para os especialistas. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. (08) em A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert…. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. exceto: (01) a evolução de um idioma. (04) afirma-se categoricamente que as mudanças ocorrem primeiro na fala para. só então. (16) até o início do século XX. com naturalidade. podemos fazer as seguintes comparações: (01) da mesma forma que o escritor fala de riquezas que se acrescentariam à língua. a soma das alternativas corretas. através do intercâmbio com outras línguas. como resposta. certos modos de dizer. Dê. (16) enquanto Machado de Assis vincula as alterações por que um idioma passa ao fator tempo e às necessidades advindas dos usos e costumes. (04) os vocábulos de uma dada língua que se incorporam a outras originam-se sempre de uma cultura dominante. (32) o trecho atribuído ao professor John Robert Schmitz vem em discurso direto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .2.

Garça. e) a convivência do homem com a natureza não deve ser estimulada. na frase “o homem não aprende”? Voltar Língua Portuguesa . SP. ITA-SP O texto a seguir foi publicado na seção “Cartas do leitor” da Folha de S. Tudo porque o homem não aprende. “A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque. Há milênios. Sublinhe o termo em questão na sua frase. meios artísticos. 5. paralisem os [negócios. real. rompe o asfalto. A durabilidade de tais ligações. Fingem acreditar que elas estão aí por amá-los. e lhes atribui um comportamento que as desqualifica. GABARITO IMPRIMIR a) O texto usa. o assassino foge ao perfil comum de tais tipos. termina quando tal fêmea atinge seu objetivo. ônibus. Referida a um crime que teve repercussão na imprensa escrita e falada. gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade. o nojo e o ódio. b) a flor nasce sem as marcas da urbanidade. Paulo de 30/08/2000. São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto. c) a capacidade de resistência possibilita o inusitado surgimento da flor. Façam completo silêncio. no geral. b) Quais os traços de caráter das mulheres em relação aos quais os homens deveriam se precaver.4. associado à descrição de comportamentos que desqualificariam as mulheres. e muitas pela fama. Sento-me no chão da capital do país às [cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma [insegura. esta carta dá uma notável demonstração de machismo e desprezo pelas mulheres. PUC-RS Texto Carlos Drummond de Andrade “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe. Suas pétalas não se abrem. rio de [aço do tráfego. Sua cor não se percebe.” 3 O texto sugere que: a) as plantas não devem ser cultivadas nos centros urbanos. Duro. […] Furou o asfalto. Garanto que uma flor nasceu. Laércio. Mas é realmente uma flor. um termo fortemente conotado. d) nada pode interferir no fluxo da vida urbana. Pior ainda. nesse fato. bondes. Transcreva uma frase em que o termo ocorre.Interpretação de texto II Avançar . posando com fêmeas muito mais jovens. nos círculos milionários. mas certas situações que levam a isso estão aí. em relação às mulheres. Seu nome não está nos livros. quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. É feia. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia.” ZANINI. esportivos e de poder. segundo o autor dessa carta? c) A quem se refere o autor da carta. triste. poder e dinheiro. o tédio.

” O Estado de S. que corria o risco de ficar impedido de aplicar cortes de despesas com folha de pagamento previstas na lei. c) a natureza precária das revoluções. desafiaram constituições.” Jornal do Brasil. durante longos períodos de tempo. as ‘infovias’. GABARITO 7. Unicamp-SP (nota: o título de “ministro” é dado aos juízes do Supremo Tribunal Federal) “Pela diferença de um voto. enquanto o CD-Rom trabalha. a expressão que sintetiza os efeitos da revolução operada pela informática é a) “atropelaram o mundo”. revoluções não são sutis. o governo saiu vitorioso ontem no julgamento do pedido de liminar contra o artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal. “A explosão dos computadores pessoais. mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas. 4 Texto para as questões 7 e 8. Fuvest-SP A expressão “revoluções não são sutis” indica a) a natureza efêmera das revoluções.6. e) o traço progressista das revoluções.Interpretação de texto II Avançar . Paulo. d) “redefiniram os locais de trabalho”. a) No texto acima. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Fuvest-SP No texto. e) “desafiaram constituições”. diante de telas de computadores. diz o professor do MIT. que confirmou a constitucionalidade do artigo que estabelece os limites de gastos com pessoal para os três poderes. 8. as grandes redes — a Internet e a World Wide Web — atropelaram o mundo. c) “reformularam a economia”. Existem ainda no STF outras cinco ações propostas pela oposição contra dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal. b) O que os termos “retificação” e “revisão” informam sobre a participação do juiz Marco Aurélio de Mello no julgamento da questão? c) Do que trata o artigo 20 da lei de Responsabilidade Fiscal? Responda. 12/10/2000. b) a negação dos benefícios decorrentes das revoluções. com base no texto. reformularam a economia. A revisão promovida pelo ministro Marco Aurélio favoreceu o governo. Transcreva pelo menos três. ocorrem vários termos de jargão técnico que remetem a diversas fases do andamento de um processo no judiciário. redefiniram os locais de trabalho. Uma retificação no voto do ministro Marco Aurélio de Mello garantiu a decisão do STF. especialmente em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário no âmbito dos Estados e Municípios. b) “tornaram as leis antiquadas”. d) o caráter radical das revoluções. reordenaram prioridades. Tornaram as leis antiquadas. 13/02/96. Nicholas Negroponte. Não há dúvida de que vivemos a revolução da informação e.

Alguns anúncios são sabidamente enganosos. entretanto. direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura e profundidade. Tem carroceria 100% galvanizada. 53 (com adaptações). por oposição. (04) o uso de você é um recurso típico do texto publicitário. ( ) O primeiro período do anúncio não apresentará alteração de sentido se for assim reescrito: O XYZ é o primeiro na categoria e tem airbags laterais. mesmo um anúncio honesto pode apresentar alguma impropriedade lingüística que comprometa a qualidade da mensagem transmitida. e. Tem um momento que você percebe que não é você que não entra no sapatinho de cristal. Mas a tecnologia é imensa. freios ABS de 5ª geração. “O XYZ é o primeiro com airbags laterais na categoria. ( ) O trecho “Tem carroceria 100% galvanizada.Interpretação de texto II Avançar . UnB-DF Um anúncio publicitário tem por finalidade influenciar o público. É o maldito sapatinho que não serve para você. 13/12/99. É o primeiro carro brasileiro com acoustic parking system.9. motor com 5 válvulas por cilindro. a mensagem do anúncio estaria preservada. recorre-se à intertextualidade com o popular conto de fadas Gata Borralheira. também conhecido como Cinderela. Dessa forma. Todavia.” Época. 12 anos de garantia anticorrosão” permite dupla interpretação: ou todas as peças metálicas do XYZ têm 12 anos de garantia anticorrosão ou apenas a carroceria a tem. ludibriando involuntariamente o consumidor. 15/9/00. que a interlocutora anteriormente acreditava em príncipes encantados. ( ) No trecho final. 12 anos de garantia anticorrosão. XYZ. GABARITO IMPRIMIR Com relação a esse anúncio. apesar de gostar de homens de verdade. para um segmento específico da sociedade. O design é compacto. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. por isso. não se voltando. como resposta. 10. que acaba comprando gato por lebre. nº 82.” Caras. a valorização dos calçados anunciados. como conteúdos pressupostos. p. (08) a figura de linguagem que aparece no segundo período é a metonímia. é possível considerar que o anúncio poderá ludibriar o consumidor que der a ele a primeira interpretação. Dê. pois ludibriam o cliente. portanto. ( ) Se o trecho “Tem carroceria 100% galvanizada” estivesse redigido como Tem 100% da carroceria galvanizada. a soma das alternativas corretas. Voltar Língua Portuguesa . ar-condicionado inteligente. é incorreto afirmar que: (01) no primeiro período. (16) os anunciantes da coleção Primavera-Verão da Picadilly utilizam argumentos genéricos para seduzir o grande público. iniciado em “E ainda” o anúncio afronta o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor porque lança uma auto-avaliação sem informar que sistema antifurto a sustenta. anúncios que apresentam apenas informações verídicas. uma vez que se toma o todo (a pessoa) pela parte (os pés). são proibidos pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. 5 De acordo com o material publicitário reproduzido acima. Tendo em vista essa observação. UFMS Leia o seguinte texto da propaganda de calçados da coleção Primavera-Verão da Picadilly: “Chega um momento que você pára de acreditar em príncipes encantados e passa a exigir homens de verdade. E ainda foi considerado o carro mais seguro do segmento pelo Clube do Automóvel. estimulandoo a adquirir um produto ou a contratar um serviço. os verbos parar (de) e passar (a) indicam. (02) com o objetivo de opor realidade e fantasia. (32) a atribuição de uma qualidade negativa ao sapatinho (de cristal) sugere. leia o anúncio que se segue. sugerindo maior proximidade com o interlocutor/leitor. Há.

a mistura freqüente de linguagem culta e popular (oral). op. Atena virou Minerva e a instituição do voto de desempate.91. em que não faltam. 07. pintou confusão. Considerando somente os fragmentos de Notícias Populares acima. para resolver os pepinos em tempo. 24. cit. passou para outras civilizações.07. 12. IV e V. apud. . S. para melhor se aproximar da língua padrão. p. O discurso da violência — as marcas da oralidade no jornalismo popular. Quanto às afirmações anteriores. V. IV e VI. Texto 3 “Liberado pelos médicos. VI. assassina o marido.)’. apud DIAS. a empresa está informatizando todo o seu sistema. o primeiro dos grandes dramaturgos clássicos gregos. uma oralidade bem marcada da qual se projetam elementos emocionais para envolver o leitor. três monstruosas divindades aladas que puniam os criminosos. ‘O episódio que deu origem à expressão está narrado na peça Eumênides. Orestes.” GABARITO NP. mata os dois para vingar o pai e é perseguido pelas Fúrias. Metodista-SP Texto 1 “Por isso.07.” NP. pode-se dizer que. a transformação de notícias em narrativas. Minerva é o nome romano da deusa da sabedoria. b) O professor Francisco Platão Savioli explica em um texto descritivo a origem da expressão. apud. uma deformação dos significantes. cit.” NP. conta o professor de Língua Portuguesa Francisco Platão Savioli. dado pelo presidente de um tribunal. e) I.C. apud. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . III. uma tendência para a hipérbole. p. 339. predomina I.07. Agamênon. que inventou a expressão. Com a posterior elaboração e consolidação da jurisprudência romana. uma preocupação de fundo metalingüístico. da Universidade de São Paulo. quando acontece empate em julgamento. II.11. 2 F. perceptível em nível morfológico. F.Interpretação de texto II Avançar . p. Texto 4 “Um aviãozinho monomotor (de um motor só) caiu ontem de manhã na Baía da Guanabara…” NP.35. o preso entrou no carro de polícia para voltar ao distrito. projetou o mito muito além da sua época. Só que o julgamento terminou empatado e a deusa decidiu pela absolvição de Orestes. em Atenas). II. F. Rolou uma briga e Eudes sacou o berro. Egisto. Atena.456 a. Univali-SC “Deusa grega decidia julgamentos empatados De onde veio a expressão ‘voto de Minerva’? Da Grécia antiga. Nessa tragédia. e) Tudo o que foi narrado pelo escritor do artigo não passa de ficção. U. Quando sacaram que pintou sujeira.91. op.91. ajudada pelo amante. c) O texto contém uma explicação histórico-científica para a expressão “voto de Minerva”. Para julgar o crime. F. marcas de oralidade. p. fugiram. IV. III. Christi estava tirando seu Santana da garagem.” Superinteressante. o juiz se utiliza do voto de Minerva para absolver o réu. ou de linguagem popular e técnica. Atena funda um tribunal chamado Areópago (que realmente existiu. 6. d) I. 27. Nessa hora. Segundo os soldados. c) somente I e IV. 230. 6 Podemos concluir do texto acima que: a) Eumênides é a peça escrita por Ésquilo. grande dramaturgo grego. II. estão corretas a) todas as afirmações. julho de 1998. Os malacos chegaram junto dela e mandaram-na passar as chaves. d) Atualmente. Paulo: editora EDUC/Cortez. 298. Aí. 5. que fica na mesma rua. na Antigüidade. op. 1996 Texto 2 “Os malacos tinham arrombado a escola Paradigma. de Ésquilo (525 a. o malaco tentou roubar o revólver de Antônio Carlos.91.07. A tragédia de Ésquilo. Ana Rosa Ferreira. Clitemnestra. no discurso jornalístico em questão. 27. detonando três pipocos em Cícero. III. inclusive. cit. 4. o filho dela.C. O cara morreu na hora. b) somente III e IV.

de Londres e da Fairchild Publications. In Folha de São Paulo. Sérgio Buarque de Holanda os flagrou mais de meio século atrás no seu estudo do ‘homem cordial’. É por essa razão que frases igualmente descompromissadas como ‘eu te ligo’. U. II.Interpretação de texto II Avançar . inteligente frente aos obstáculos impostos pelo cotidiano. de fato. ‘vamos ver’. PUC/Campinas-SP “Na prática política. ‘se der’. ou mesmo das ‘negociatas’. e a tese é a de que as palavras deixam de ter sentido por causa dessa prática. um tipo de enganador charmoso. Essa declaração faz com que qualquer trato não cumprido soe como um acordo amistoso. e) um “camaleão social” ironicamente analisado pela sua conduta. Em relação ao texto.” Considere as seguintes afirmações sobre o texto acima: I. d) um “camaleão social”. espertos negociantes. ‘a gente se vê’ e ‘apareça lá em casa’ normalmente são escapadas e não promessas de um novo encontro. meio malandra. Membros dessa espécie híbrida. podem ser classificados como ‘morde-e-assopra brasiliensis’. correspondente no Brasil do jornal dominical The Observer. Metodista-SP Assinale a alternativa que mais traduz o conceito de homem cordial no texto. I e III somente. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . “Modos brasileiros de escapar do ‘não’ Universalmente. as pessoas se escondem atrás de expressões comprometedoras para evitar a responsabilidade pelos atos ou opiniões e para fugir dos confrontos embaraçosos. (…). A tese defendida é a de que a acepção mercantilista do termo negociação pode ser maliciosamente encoberta pela acepção democrática. justificam-se como hábeis negociadores. está correto o que vem afirmado em a) b) c) d) e) II somente. Seu talento nesse campo vem de eles terem aprendido como navegar em torno dos negativos. que é a busca do ‘acordo entre partes’. Veja as expressões propositadamente vagas como ‘pode ser’. b) aquele que.Texto para a questão 13. II e III. 14. meio diplomata. Esses hábitos já estão enraizados nessa cultura. II e III somente. Michael. I e II somente. Se essa ‘esquiva retórica’ fosse uma disciplina acadêmica.” KEPP. das quais os brasileiros diariamente se apropriam para desviar da palavra ‘não’. pela gentileza de seus atos. 7 13. (…). ora ao fundamento mercantilista dos ‘negócios’. a) o homem capaz de empreender encontros amistosos. O tema explorado é o do duplo sentido que a palavra negociação ganha no âmbito da prática política. está honestamente preocupado com as regras sociais. Eles se comunicam por meio de frases como ‘eu fico devendo’. Vários políticos valem-se dessa duplicidade de significados: sendo. O tema é a prática da má política. a palavra negociação associa-se ora ao requisito clássico da democracia. intencionalmente incapaz de magoar os outros. híbrido e. os brasileiros seriam PhDs nela. c) o homem perspicaz. I. 1996. por essa razão. III.

c) Nada é comparável. Nesse binômio. F. d) Não há exemplo mais adequado. batalhas. Durante muito tempo. ficará cada vez mais por conta do computador. como se chamam os afluentes da margem direita?” Zero Hora. Não sei como será a escola no futuro. Rio Grande-RS Assinale a alternativa cujo teor é incompatível com as idéias veiculadas pela crônica. Nada mais paradigmático a esse respeito do que a lista de afluentes do Amazonas. Perguntou por que havíamos copiado aquilo. c) O texto é portador da idéia de que o ensino desvinculado da realidade e das vivências do aprendiz. Alfredo Steinbruch. 1999. em geral. como vivem os habitantes da região. isto é. a) No texto. U. que o conceba como alguém dotado de inteligência e afetividade. Eu perguntaria ao leitor. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mesmo. mas sabíamos seus nomes.Instrução: as questões de números 15 e 16 referem-se ao texto. e que foi cercada da maior expectativa: como tinha fama de ralador. Não é preciso lembrar. b) Entre outras idéias. o comentário do autor faz referência a um futuro em que inovações metodológicas tornarão o ensino mais produtivo e eficaz. se faz a respeito de um texto é: o que quis o autor dizer com isso? Pergunta difícil. é essencial que a educação contemple globalmente o ser. a esse respeito. os da margem esquerda e os da margem direita. o texto aponta o computador como o grande mestre do futuro. O professor então passou o resto da aula explicando: é mais importante entender do que copiar. b) Nenhuma idéia é mais relevante. mas de uma coisa estou seguro: a regra do professor Steinbruch será mais válida do que nunca. e memorizavam — porque aquilo caía no exame. Era preciso recitá-los de memória. datas. Por que é um mistério que nunca esclareci. olhou-nos e fez uma pergunta que nos deixou a todos perplexos. Assim mesmo: calor – flechinha – dilatação. equivalente a: a) Nada é mais enfatizado. A pergunta que. Ele pousou o giz. no contexto. O professor Alfredo entrou na sala. os afluentes do Amazonas? Há pouco tempo faleceu um dos melhores professores que tive. Exemplar. ao qual caberá a intransferível tarefa de educar gerações. os escolares saberão dos afluentes do Amazonas não recitando os nomes. E aí os nomes surgirão naturalmente. lugares. F. Texto “Quais são. não cumpre seu real objetivo. entendimento e emoção. Ninguém soube responder. E todos nós imediatamente copiamos: calor – flechinha – dilatação. em primeiro lugar: o que sentiste lendo esse texto? Em que ele aumentou a tua compreensão do mundo. d) Numa perspectiva otimista e confiante. Informação memorizada é algo que. que lecionava Física no Julinho. conhecendo como é o lugar. é criticado o ensino que visa. 26 set. está o objetivo maior da educação. mas indo até lá. Coisas que os alunos copiavam. Revista ZH.Interpretação de texto II Avançar . ao acúmulo de informações memorizadas. foi direto para o quadro e escreveu: Calor → dilatação. é o ensino da literatura. e portanto cheio de afluentes. daqui em diante. da vida? No futuro. Nós nunca tínhamos ido à Amazônia. ensino foi sinônimo de informação: nomes. 8 15. A propósito. ou liam nos livros. A memória do computador nos dará todo tipo de informações. 16. Lembro muito bem a primeira aula que nos deu. é preciso saber como acessar. nunca tínhamos visto os rios da região. e) Nenhuma informação memorizada é mais importante. Rio Grande-RS A expressão Nada mais paradigmático é. e) Segundo o texto. para a qual o próprio escritor muitas vezes não tem resposta. basicamente. Trata-se de um rio longo. todos nós estávamos ansiosos. E também não nos ensinará o valor das emoções. U. O que o computador não nos ensinará é como entender as coisas.

decorrente da industrialização. e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica. chuveiros e vasos sanitários das cidades — ou na própria violência que passaria a assaltar ruas e casas. b) punhado de atores / objetivos particulares. estão em relação de oposição os segmentos transcritos em: a) novas condições técnicas / técnicas da informação. “Um dos traços marcantes do atual período histórico é (…) o papel verdadeiramente despótico da informação. por mais que avance tecnologicamente. das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. de fato. Espaços públicos e privados passaram a se fundir a contragosto das intenções normativas. corresponda um retrocesso político. Fuvest-SP Deduz-se corretamente do texto que a) a humanidade. b) a urbanização das grandes metrópoles originou-se em modelos institucionais. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas. intensificou-se nos bairros mais populares. aprofundando assim os processos de criação de desigualdades. não será capaz de superar o egoísmo. d) apropriadas por alguns Estados / criação de desigualdades. 18. GABARITO 19. d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Texto para a questão 19: “O processo intenso de metropolização sofrido no Brasil a partir da instalação dos parques industriais e os surtos migratórios a eles associados inviabilizariam qualquer projeto de perpetuar o controle das formas de moradia e vizinhança nas grandes capitais. c) as mudanças na organização de espaços públicos e privados foram conseqüência da industrialização e da migração.” MARINS. c) é da natureza do progresso que. (…) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta. O que é transmitido à maioria da humanidade é. c) ampliação do conhecimento / informação manipulada. embora realizado de maneira desordenada. mas no avanço sobre mananciais — fonte para todas as pias. 9 17. em lugar de esclarecer. Por uma outra globalização. Fuvest-SP No contexto em que ocorrem. não apenas nas ruas e na configuração heterogênea dos bairros.Texto para as questões 17 e 18. estruturados segundo os padrões da época. Milton. b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas. Paulo César Garcez. dos objetos que o formam.Interpretação de texto II Avançar . Fuvest-SP Segundo o texto. e) atual período histórico / periferia do sistema capitalista. uma informação manipulada que. confunde. seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção. nas condições atuais. e) a violência urbana. História da vida privada no Brasil. a) as novas formas de vizinhança e de moradia resultaram de uma política de urbanização progressiva e organizada. Todavia. as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. a cada avanço tecnológico.” SANTOS. resultou de projetos governamentais. d) o abastecimento de água das grandes cidades.

Fuvest-SP Leia. d) entretanto. entre elas. algumas afirmações críticas acerca do texto. as quais. “quando” e “que” podem ser substituídas. a seguir. as palavras “mas”. Helena. Esta também é negra da Chácara e ajudou no jantar. 21. eu gosto ainda mais. e) porque. se. caso. Agora é que vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia. b) A narradora descreve em seu diário a possibilidade de efetiva ascensão social propiciada pelo regime político do Império. Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito. se. mas quando são na Igreja do Rosário. mas quando são na Igreja do Rosário. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto. a incorreta. A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda. e) Observa-se uma mescla de compaixão e ironia no discurso da narradora. se. Minha vida de menina. Fuvest-SP “Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. Até parece que a festa é nossa. ao reconhecer a festa popular como possibilidade imaginária de redefinição social pela superação fantasiosa das barreiras advindas da escravidão. c) porém. 10 GABARITO 20.” Nesse primeiro período do texto. Além disso teve de dar um jantar para a corte toda. que é quase pegada à Chácara de vovó. respectivamente e sem prejuízo do sentido. b) pois. eu gosto ainda mais. “Domingo. 30 de maio de 1893 Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. na qual. Assinale. a) O texto põe a nu os desdobramentos de um sistema de desigualdades marcado por bloqueios e limitações sociais impostos a escravos recém-libertos. E este ano foi mesmo. da qual. que é quase pegada à Chácara de vovó. Nenhum rejeita o cargo. no Brasil do século XIX. Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. c) Desvenda-se no discurso da menina narradora uma ótica de classe que parece apontar para a idéia de que os pobres não sabem como usar o dinheiro. a qual. d) As situações pitorescas de uma festa servem como pano de fundo às reflexões da narradora sobre o desejo de propriedade da gente-livre recém-liberta e as dificuldades para sua realização. mesmo sabendo a despesa que dá!” MORLEY.Texto para as questões 20 e 21. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . na época em que. por: a) contudo.Interpretação de texto II Avançar . a qual. Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia.

Comeu rapidamente e aceitou o copo de leite que o garçom sugeriu. além disso.’” PONTE PRETA. É só até o dia 30. Um perfume inebriante. Garota-propaganda não pode engordar. mas também não achou. Eram onze e meia quando chegou à cidade. Um velho chato. quarto. Foi quando o relógio despertador começou a tilintar irritantemente. coitadinha! Já passava das oito horas da manhã e a garota-propaganda dormia gostosamente sobre o seu colchão Vulcaspuma. E. a quem fingia aceitar a corte para poder ser escalada nos programas. era verde. Se fosse branco. depois ficaria explicado porque a roupa dela é muito mais branca do que a minha. Rio de Janeiro: 1962 (com adaptações). Tomou então um cafezinho mesmo e correu ao quarto para se vestir e arrumar o cômodo o mais depressa possível. copa. (Você nunca dará corda num Mido). a garota-propaganda passava seu tempo correndo de um lado para outro. que não enruga nem encolhe. onde você adquire agora e só começa a pagar muito depois. Iria à cidade apanhar os textos de uma outra agência que precisavam ser decorados até as três. e procurou o vestido verde que comprara no Credifácil. De 5 às 8. boxe. para decorar páginas e páginas de texto que apanhara na véspera. que tivera de agüentar a cantada de um patrocinador de programa (Agência Galo de Ouro — quem não anuncia se esconde) que prometera um cachê melhor. macio e confortável. Tinha de estar pronta em seguida. de 8 e meia às 10. em pó. Ah… que agradável sensação de bem-estar! Depois do banho. mas muito bonzinho. abriu a cortina do boxe. A pobrezinha. com Pulvolaque se faz. aos pés do sofá-cama. muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã. Estremunhada. quando voltaremos com novas atrações. decorando textos. Arrumou as coisas assim na base do mais ou menos. a jurar que a liquidação anunciada era uma ma-ra-vi-lha. Fora dormir inda agorinha. fez todas as coisas que precisava fazer em uma velocidade espantosa e entregou-se ao suplício de almoçar com o diretor de TV. levantou-se meio tonta. vai poder dormir um pouquinho. Afinal. tudo conjugado. naturalmente). em pó… Às três horas o programa das donas-de-casa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . como ficou dito. quando ela voltou para o seu apartamento com sala. Mas note bem. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. Quase meia-noite e ela tendo de dançar com ‘seu’ Pereira. Boa noite. O diabo era aquele perfume que saía do cangote do seu par.Interpretação de texto II Avançar . saindo com pessoas desagradáveis e dormindo pouco. Aceite o meu conselho e vá verificar pessoalmente. tinha de almoçar com um diretor de TV. facilmente removível e lavável. embebida na água com Rinso e o diabo é que o vestido. não o tomara pela manhã. ( ) A garota-propaganda. e foi até a cozinha tomar um copo de leite. ( ) A garota é chamada de “coitadinha” por ser vítima constante do assédio sexual dos patrocinadores. quitinete e área interna. toda impermeável.Texto para a questão 22: “A garota-propaganda. Foi botar na boca e ver logo que era leite em pó. que deixa saudade. In: Primo Altamirando e elas. que parece linho mas é linholene. Dentro não havia leite: — Não faz mal — pensou. do ‘Espetáculo Biscoiteste’. o teleteste que distribui brindes para você. com muito mais espaço interior e que você pode adquirir dando a sua velha de entrada (a sua velha geladeira. não conseguia mais separar sua vida privada de sua vida profissional. Às quatro. Saltou da camioneta com tração dianteira e muito mais resistente. Stanislau. entrou no banheiro. que estais no Céu. UnB-DF A partir da leitura compreensiva do texto. Finalmente. ( ) O nível de abrangência e a forma da narrativa permitem que se caracterize a postura do narrador como externa e restrita. que comprara dando apenas trinta por cento na entrada e começando a pagar as prestações na entrega das chaves. mas preferiu outra coisa. ( ) Quando não estava em frente das câmaras de televisão. graças à carona que pegara. O vestido não estava no armário.) O diabo é que também não tinha Pulvolaque. Ali estão os dois escolhendo o menu. colocou pasta de dentes na escova e pôs-se a escovar com força. tome de sorriso na frente da câmara. vítima da sociedade de consumo. banheiro. (Tudo que se faz com leite. Lembrou-se então que o deixara na véspera dentro da pia. faz a oração da noite: ‘Padre Nosso. no departamento comercial da televisão. Ele pediu massa e perguntou se ela também queria (Aimoré você conhece — pensou ela). Abriu a geladeira de 7 pés. caso ela ficasse efetiva na programação. Procurou no armário uma lata daquele outro que se dissolve sem bater. Fechou o sofá-cama. um lindo móvel que ocupa muito menos espaço em sua residência. decorar outros textos. Já eram quase três da matina. 11 GABARITO 22.

e) expressões em inglês. d) enumeração acumulativa de vantagens. da radioatividade natural e da história da ilha baiana para defender uma tese: a de que homens e mulheres podem ser igualmente grandes em suas realizações e virtudes. c) pela incoerência. 25. Sorria. Além disso. b) “acumular e utilizar pontos”.” SEREZA. c) Ainda que os pequenos erros sejam inevitáveis. d) pelo humor. H. mas não essenciais. Viajar virou sinônimo de relaxar. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente. b) Os pequenos erros são importantes. Business Intercontinental da Iberia. e) “programa de milhagens”. a relação entre o texto verbal e a imagem fotográfica caracteriza-se principalmente a) pelo sarcasmo. Utiliza-se de Itaparica. Mais espaço entre as poltronas.23. e) Os pequenos erros são inevitáveis para a grandeza de homens e mulheres. Fuvest-SP Neste anúncio. Paulo. para a grandeza de homens e mulheres. 16/7/2000. a) Os pequenos erros são inevitáveis e essenciais para a grandeza de homens e mulheres.” GABARITO 24. só NÃO ocorre o uso de a) termos técnicos. d) Não são os pequenos erros que tornam homens e mulheres grandes em suas realizações e virtudes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) pelo sentimentalismo. Fuvest-SP No mesmo anúncio. Fuvest-SP Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio. mas não podem escapar de seus pecadilhos e prevaricações. Caderno 2/Cultura. b) trocadilhos. c) apelo direto ao leitor. você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld. d) “aeroportos no mundo todo”.Interpretação de texto II Avançar . a imagem fotográfica associa-se mais diretamente à palavra sorria e à expressão a) “mais de 300 salas VIP”. não contribuem para a grandeza de homens e mulheres. se se querem grandes. 26. D. c) “Mais espaço entre as poltronas”. O Estado de S. Texto para as questões de 24 a 26: 12 “Business Intercontinental da Iberia. e) pelo sensacionalismo. ITA-SP Assinale a opção que melhor traduz o trecho em destaque do texto abaixo: ”O novo livro de Ubaldo pode ser visto como um belo exercício de retórica.

28. Fuvest-SP No texto encontram-se as seguintes estratégias de persuasão: a) recurso à complementação de sentido pela relação entre texto verbal e imagem.Interpretação de texto II Avançar . b) “menos trabalho do que trocar um bebê”. mensal ou anual. opção dupla para a forma de pagamento. criativo e de fácil memorização. possibilidade de o segurado vincular eventuais dívidas a seu inventário. tirou seu sossego e ainda vive nos braços da sua mulher? Então faça um Itauvida. baixo custo e facilidades de pagamento. E dá menos trabalho do que trocar um bebê. você escolhe a forma de pagamento. c) “equivalente a um pacote de fraldas descartáveis”.” Texto publicitário produzido pela Agência DM9. além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado. c) preço acessível. E para esclarecer suas dúvidas. e o débito é automático para os correntistas do Itaú. definição e explicitação do público-alvo (no caso. Por uma mensalidade equivalente a um pacote de fraldas descartáveis. você faz um seguro de vida que pode durar sempre. as crianças). desobrigação da realização de exame médico prévio. não é louco de deixar essas coisas para amanhã. apelo à sensibilidade do leitor. garantia de agilidade e segurança na indenização. d) baixo custo. desvinculação entre indenização e inventário. grande número de postos de venda/contratação. Pelo contrário: suas garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo. Precisou de ajuda. seleção de imagens sensacionalistas para mobilizar a emoção do leitor. e) garantia de a indenização ser vinculada a inventários. apelo direto ao leitor pelo uso repetido do pronome “você”. enumeração acumulativa das qualidades e vantagens oferecidas pelo produto. anual ou vitalício). comparação com produtos similares. com todos os valores do seguro atualizados pelo TRD. d) “deixar essas coisas para amanhã”. Porque quem é louco por alguém. são vantagens de quem adquire o seguro anunciado: a) dispensa de exame médico pré-contratação. Porque o Itauvida dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta). c) presença funcional de um slogan curto. preço acessível. recorrência no uso da hipérbole e da metáfora. b) uso sistemático da linguagem denotativa. possibilidade de escolha quanto à duração do plano (mensal. e) “alguém que não sabe nada sobre segurança”. d) apresentação das vantagens oferecidas pelo produto.Texto para as questões de 27 a 29: “Uma pessoa que não sabe nada sobre segurança convenceu-me a fazer um Itauvida Responda sinceramente: você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa. e) presença de verbos no modo imperativo. facilidade de pagamento. predomínio de verbos no futuro do indicativo. Fuvest-SP A única alternativa em que aparece um trecho do texto que NÃO remete ao campo semântico mais diretamente sugerido pela fotografia é a) “o SOS Seguro Itaú é como um pediatra”. b) débito automático em conta para correntistas de diversos bancos. Procure o seu corretor ou uma agência Itaú e faça hoje mesmo o seu Itauvida. Um Itauvida não rouba suas noites de sono. opção pelos verbos no modo imperativo. 13 27. 29. o SOS Seguro Itaú é como um pediatra: sabe tudo. repetição exaustiva do nome do produto. escolha da forma de pagamento. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . serviço de informações 24 horas. Fuvest-SP Segundo o texto. é só ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite.

Pelotas-RS Leia o texto a seguir (Diário Popular. II. que resultou na morte de um ciclista sexta-feira à noite. Por enquanto. U. d) II. dependerá de autorização do comando. em conseqüência do acidente. como as que seguem. I. relatório e fotos do acidente. I. III. morrendo na hora. É o procedimento adotado neste tipo de situação. podemos fazer leituras com diferenciados graus de profundidade. II. A matéria não coloca a vida humana em primeiro lugar. No deslocamento. As demais unidades da frota da PRF dispõem de equipamentos para o transporte de feridos. IV. também. que receberá. III.30. a ordem seria: a) I. Há muitas informações sobre a ambulância. IV. Em virtude do acontecimento. I.” 14 Quando lemos um texto. dentre tantas outras possíveis. Os danos na UTI Móvel foram de pequena CARRO da PRF mata ciclista e fica bastante monta. III. danos de pequeno valor no veículo. I. II. III. agora. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . No texto fica implícito que o motorista não ficou ferido. resultará em inquérito para averiguar as circunstâncias do caso. do nível de leitura menos profundo ao mais profundo. F. mas as demais unidades da PRF estão em condições de transportar feridos. 8/6/1999). dos itens mais explícitos aos menos explícitos. Se reordenássemos os itens acima expressos. Segundanificado do o policial rodoviário. O conserto. c) III. mas da vítima não sabemos sequer o nome: é apresentada apenas como ‘um ciclista’. que morreu vítima do atropelamento. O texto foi construído para informar que a nova UTI Móvel da PRF ficou danificada em acidente. II. a ambulância não será usada em serviço. O texto acima comporta leituras. IV. informou o inspetor Carlos Alberto Bahr Fernandes. um ciclista atravessou a pista e foi colhido pelo carro. houve. O texto refere-se a um acidente que envolveu a nova UTI Móvel da Polícia Rodoviária Federal e um ciclista. atropelado pelo veículo enquanto transitava no quilômetro 512 da BR-116. o pára-brisa ficou quebrado. na parte dianteira do veículo. IV. a ambulância não será usada em serviço. “UTI-Móvel sofre acidente/Veículo-ambulância usado em socorro atropela ciclista O acidente envolvendo a nova UTI Móvel da PRF (Polícia Rodoviária Federal).Interpretação de texto II Avançar . II. IV. ou seja. III. b) I. A ambulância havia sido acionada para atender a acidente no quilômetro 524. e) IV. O texto permite-nos inferir que provavelmente um policial rodoviário estivesse conduzindo o veículo.

( ) Pode-se inferir que o texto foi. 85. do ponto de vista ambiental. ( ) Uma síntese possível do texto é Beba coca. (16) A expressão além de muito cara é um argumento a mais para contrariar a solicitação de retirada dos corpos. é arriscada: o submarino pode rachar no processo. 108 metros.” GABARITO Fragmento de texto. mas. 15 A partir das informações do poema acima. 2ª ed. a soma das afirmações corretas. também é segura. (01) Em A informação há uma remissão para um dado que está fora do texto. (64) O pronome isso retoma a idéia de que há vazamento de radiação vindo dos reatores do Kursk. p. 1950-1960. São Paulo: Duas Cidades. o que provocaria vazamento perigoso para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente.31. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. CAMPOS. principalmente. 32. Décio. retirado da Revista Veja.2). p. Voltar Língua Portuguesa . além de muito cara. uma propaganda encomendada para divulgar as qualidades do principal produto de uma fábrica de refrigerantes. porque é impossível ocorrer vazamento de radioatividade. Nesses lugares não foram detectados traços perigosos de radiação. Uma operação de resgate. Haroldo de. dê. o ideal é não mexer na carcaça naufragada. ( ) Os vocábulos “babe” (v. (04) A informação triste para os parentes significa que o não resgate dos corpos é necessário para o bem comum. originalmente. (32) O adjetivo perigosos deixa subentendido que existem traços de radiação.7) têm em comum um sentido negativo. ( ) O poema foi construído a partir de alterações semânticas decorrentes de inversões fônicas de um grupo pequeno de fonemas. o que se sobrepõe às expectativas dos parentes.Interpretação de texto II Avançar . A profundidade em que se encontra a embarcação. Unb-DF “beba babe beba babe caco cola coca coca cola cola cola caco cloaca” PIGNATARI. Desde que não haja vazamento de radioatividade vindo dos reatores do Kursk. (02) A carcaça do Kursk não será uma preocupação constante para o governo russo. Augusto e CAMPOS. agosto de 2000. A conclusão segue as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica e baseia-se em estudo realizado com outros dejetos nucleares que repousam no fundo de mares árticos. (08) O conector desde que impõe uma negação do que foi dito anteriormente. como resposta. Coca-Cola. In: PIGNATARI. 52. Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos. 1975. e os primeiros testes apontam para isso. Há lixo nuclear suportável em águas bem mais rasas. IMPRIMIR Em relação ao texto. pelas famílias das vítimas.5) e “cloaca” (v. A razão é simples. desejada pela opinião pública e. “caco” (v. babe cola e excrete caco pela cloaca. Décio. o melhor a fazer com o Kursk é deixá-lo onde está: no fundo do oceano. a até 20 metros da superfície. Unioeste-PR “O destino do Kursk A informação é triste para os parentes dos marinheiros.

p. Cada um deles está em busca da chamada luz no final do túnel. ( ) Pelo segundo período do texto. essa taxa no Brasil era de 5%. ( ) Infere-se do texto que viver de acordo com o movimento do dia e da noite deu origem a academias de ginástica para emagrecer. 135 (com adaptações). O índice internacionalmente aceitável é de 3%. No que diz respeito ao petróleo. estudaram. na opinião do autor. Há um cálculo mundial para detectar a probabilidade de um país ficar no escuro. os índios. UnB-DF Com referência às idéias do texto e sua relação com outras áreas do conhecimento. Se a geração de energia não for suficiente. as águas doces estão todas nas terras indígenas.” MORIN. Estes podem compreender e transformar aquelas plantas no nosso sustento. copiaram e discutiram. O que pesa são os gastos industriais. que estão nas mãos de um número reduzido de controladores e que ninguém sabe por quanto tempo serão suficientes para suprir as necessidades globais. as olhemos e dali tiremos a água. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Quando falta luz em casa. Denise.Interpretação de texto II Avançar . para que nós. 2000 (com adaptações). contraria os hábitos das colônias indígenas remanescentes no território nacional. comum entre os vikings. os seres humanos. Em nossas aldeias. mesmo com novas tecnologias de extração sendo desenvolvidas a cada dia. no ano passado. é correto concluir que. há plantinhas e árvores grandes. ( ) O texto é narrado em primeira pessoa. a economia pára. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. pois o consumo doméstico é irrisório no cômputo geral. Rio de Janeiro: Garamond. a magia da vida. 16 33. A prova de que há uma certa angústia no ar em relação ao suprimento energético é a atitude dos grandes consumidores. Em 1997. no meio do mato. são todas meio improvisadas as estimativas a respeito das reservas. principalmente (o que às vezes vocês não percebem). Tudo é feito de acordo com o movimento da noite. O sistema brasileiro opera próximo ao limite da capacidade instalada. não um colapso na geração. pelo foco do silvícola. a alimentação e. que estamos cuidando deste patrimônio ao longo do tempo. quem realmente precisa aprender com os indígenas é a “ciência do homem branco”. 6/9/2000. no sentido de mostrar que a ciência do homem branco precisa conversar com a ciência indígena. o país tem sete vezes mais possibilidade de sofrer com a falta de energia do que seria aceitável. Texto para as questões 34 e 35: “O Brasil precisa arrumar novas fontes de energia para ver a luz no fim do túnel A relação entre crescimento econômico e energia é direta. que não está nas terras indígenas no momento da fala. Se ela faltar. Ou seja. lá. em termos de vida. É difícil prever por quanto tempo a humanidade poderá contar com o fornecimento de petróleo a um custo compensador. Simples assim. Lá não temos problema de emagrecer. Desde que o preço do petróleo começou a subir teimosa e implacavelmente. com uma pequena margem de sobra. a magia de tentar entender este Criador: o espírito da floresta. Nós. entra em colapso. nunca tivemos a oportunidade de contar e de compartilhar o que significa para nós esse patrimônio. Subiu para 15% no início de 2000 e deve chegar a 20% no fim do ano. Dificilmente a falta de energia atinge as pessoas diretamente. uma nação está segura quando há três chances em 100 de faltar energia. em geral. no canto das terras indígenas. o remédio. ( ) o culto do corpo são em mente sã. o espírito da sabedoria com quem os pajés podem conversar.Texto para a questão 33: “Idéias sustentáveis A biodiversidade.” RAMIRO. não temos academia de ginástica. Em energizês. Saberes globais e saberes locais — o olhar transdisciplinar. da capacidade de produção e do crescimento do consumo. o motivo é uma falha nas linhas de transmissão. Lá. o país não pode crescer. do dia e do tempo. Veja. Muitos pesquisadores já foram a nossas aldeias. Queremos dizer isso a vocês. Edgard. o mundo parece ter atentado para o problema da extrema dependência em relação a poucas fontes de energia.

” 17 GABARITO IMPRIMIR Assinale a afirmativa correta em relação ao trecho. ainda não-explorados. cedi. esse figurava rindo feito pessoa. Alvejei mira em árvores no quintal. no baixo do córrego. para uma população estimada em 167 milhões no final de 2000. a expressão “luz no final do túnel” foi explorada duplamente: com o sentido conotativo. O senhor tolere. UnB-DF No que se refere às idéias do texto e sua vinculação com outras áreas do conhecimento. se em 1997 a população brasileira era de 140 milhões de habitantes. pois o país conta com potenciais energéticos imensuráveis. Daí. Voltar Língua Portuguesa . o pronome “ela” pode referir-se tanto a “energia” como a “geração”. e) Para o narrador. e com máscara de cachorro. os tiros sempre indicam que houve morte de homens. a situação brasileira é altamente favorável. significando solução para o problema. Povo prascóvio. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. Todo dia isso faço. ( ) O tom de preocupação acerca do tema e a redação de trechos como “Simples assim” e “busca da chamada luz no final do túnel” indicam que a linguagem predominante no texto é a coloquial. 36. então. sobre a qual o narrador e o ouvinte estariam conversando. vieram me chamar. a) “Nonada” remete a uma situação anterior. pressuposta no início do romance. pois aquilo que ele pensou não poderia ocorrer no sertão. Deus esteja. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade. 35.Interpretação de texto II Avançar . os olhos de nem ser — se viu —. cara de cão: determinaram — era o demo. Por meu acerto. a falta deverá atingir 33. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. UnB-DF A propósito das idéias e expressões do texto. e denotativamente. Causa dum bezerro: um bezerro branco. Mataram. Dono dele nem sei quem for. gosto. de Guimarães Rosa. ( ) As idéias do texto permitem inferir que os colapsos na geração de energia estão relacionados ao consumo industrial. o texto argumenta contrariamente ao princípio da Física segundo o qual energia não pode ser criada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. por defeito como nasceu. Não tenho abusões. ( ) O termo “energizês” é uma criação vocabular formada a partir de energia para designar a linguagem técnica internacional do setor da Bolsa de Valores de São Paulo que trata da economia de energia. Cara de gente. primeiro a cachorrada pega a latir. mas apenas transformada. UFRS Leia o trecho abaixo de Grande Sertão: Veredas. havia chance de faltar energia para 7 milhões de pessoas. eu não quis avistar. “— Nonada. c) A interpretação do interlocutor sobre os tiros está equivocada. ( ) No período final.4 milhões de pessoas. erroso. se vai ver se deu mortos. Mesmo que. d) O aparecimento do bezerro com máscara de cachorro não causa estranhamento entre os sertanejos. isto é o sertão. Me disseram. ( ) No terceiro período. b) As palavras do narrador indicam que o “senhor” compreendeu adequadamente o ocorrido. Vieram emprestar minhas armas. ( ) Ao mencionar “a geração de energia”. arrebitado de beiços.34. ( ) As porcentagens no primeiro parágrafo permitem afirmar que. desde mal em minha mocidade. instantaneamente — depois. com referência à luz como energia luminosa. ( ) Devido a novas tecnologias.

INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. ( ) o argumento de que. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. “Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso. consideradas num certo período e em determinado lugar. 2000. Ele tem motor 4. reacionário ou malfeito é apenas popular. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. então predominantemente rural. ( ) a ordenação por tempo e espaço favorece um raciocínio que opera com noções de transformação e mudança. a televisão esteve associada a privilégio de classe é demonstrado por meio de um tipo de ordenação: a enumeração de fatos. no fragmento. demasiadamente popular. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir dela. ( ) sobressai. um tipo de ordenação muito utilizado nos textos jornalísticos: a ordenação por contraste de conceitos. UFGO O trecho abaixo. já que o autor define a TV como um meio de comunicação demasiadamente popular. no Brasil. duplo air-bag.0 L High Output. é possível afirmar que ( ) prevalece. A partir de R$ 55. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . No início da década de 60. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha.” 18 A respeito da forma de ordenação de idéias empregada pelo autor. no interior do país. julgue os itens que seguem como verdadeiros ou falsos: ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna.400 O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. UFMT Com base no texto acima. Texto para a questão 38: “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. apenas os mais ricos possuíam um televisor. 11/10/98. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão ‘Up Country’ para você chegar onde ninguém chegou. 38. foi publicado na TVFolha. de 30 jul. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. Jeep Grand Cherokee.Interpretação de texto II Avançar . Jeep Grand Cherokee. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média. no fragmento. Jeep® Só Existe Um. de Alcino Leite Neto.37.” GABARITO Veja. A vida moderna em favor da vida de verdade. A televisão foi implantada no Brasil em 1950. a especificação de conceitos. CELULAR.

Televisor. cavalete. espuma. carro. guardanapo. Mictório. pratos. água fria. telefone. cortina. papéis. cigarro. revista. (16) Trata-se de um texto em prosa em que a construção do personagem não permite uma universalização da experiência por ele vivida. documentos. meias. telefone. Carro. U. garrafa. a explicação do comportamento humano baseada na idéia de que o homem é um produto do meio em que vive. papel e caneta. guardanapos. cheques. Mesa. Provas disso são. fósforo. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. gilete. Mesa e poltrona. talheres. Abotoaduras. 71. relatórios. pastas. no isolamento de sua casa e do escritório da agência de publicidade em que trabalha. copo. telefone interno. telefone. chinelos. cinzeiro. tempo. que exerce uma função criativa. bule. 1995. Relógio.) são construídos a partir do uso exclusivo de substantivos. Dê. cigarro. xícara. lápis.Interpretação de texto II Avançar . cueca. externo. pasta. vales. revista. talheres. papéis. poltrona. cinzeiros. Tal isolamento é necessário para que o personagem desenvolva suas idéias e realize as suas obras. Prova disso é que o que se destaca são os sentimentos do personagem. cadeiras. água. maço de cigarros. telefone. água quente. construídas por meio do uso exclusivo de substantivos. água. como resposta. cigarro. prato. creme de barbear. Creme para cabelo. de G. abotoaduras. notas. Papéis. toalha. relógio. Cigarro. Mesa. cartaz. gravata. pia. camisa. fósforo. a falta de nome próprio e de descrição física do personagem. por exemplo. caneta. 19 (01) Trata-se de um texto em prosa. espaço. evidenciando a passividade (não-ação) e a desumanização do personagem. pasta. Prova disso é o fato de que importa menos a forma pela qual são construídos os elementos da narrativa (personagem. fósforo. camisa. no caso. Ricardo. telefone. Cigarro e fósforo. Mesa. Cigarro e fósforo. copo de papel.39. pia. pincel. telefone. pratos. papéis. Maringá-PR Leia o texto a seguir e assinale o que for correto. São Paulo: Moderna. quadro-negro. escova. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. jornal. papel e caneta. vaso. Prova disso é que todos os elementos da narrativa (personagem. caixa de fósforos. canetas. Paletó. fósforo. fósforo. cadeiras. (64) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a repetição e a metonímia. etc. esboços de anúncios. (08) Trata-se de um texto em prosa em que as ações e a situação dramática são reduzidas ao contato com objetos do cotidiano. talheres. papéis. copo com lápis. Água. espuma. Carteira. fósforo. espuma. bloco de notas. In: LADEIRA. travesseiro. quadros. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . guardanapo. E. meias. copos. tempo. bloco de papel. (04) Trata-se de um texto em prosa. água. pijama. Pasta. chaves. marcada pela solidão e pelo automatismo. cartas. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. Escova de dentes. espátula. cigarro. lenço. limitada à rotina da polaridade casa-trabalho. convertem-se no seu contrário. projetor de filmes. Táxi. vaso com plantas. sabonete. Cigarro e fósforo. Pia. provavelmente artística. cadeira. sapatos. xícara e pires. Escova. caneta e papel. níqueis. sabonete. folheto. Quadros. giz. papéis. caixa de fósforos. exemplificado pelo escritório da agência de publicidade em que trabalha e pela classe social a que pertence: a classe média. caixas de entrada. copos. Quadros. pente. prova de anúncio. espaço. água. J. memorandos. papel. Cueca. Xícaras. Prova disso é o fato de que a primeira enfatiza a idéia de rotina. descarga. água. Coberta. Bandeja. singular e diferenciado dos demais. evidenciando que o personagem vive uma vida tediosa e aborrecida. marcado por uma das características fundamentais da arte moderna e contemporânea: a pesquisa de novas formas de expressão estética criadas a partir do experimentalismo lingüístico. cadeiras. xícara. caixa de fósforos. cadeiras. Mesa e poltrona. agenda. (32) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a antítese e a metáfora. Maço de cigarros. Poltrona. Chinelos. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. marcado por uma das características fundamentais do romantismo: a solidão do homem que. xícara. papéis. fósforo. Vaso. relógio.) do que a determinação que o personagem principal sofre do meio social. Maço de cigarros. caneta e papel. (02) Trata-se de um texto em prosa. Jornal. cama. Prova disso é o fato de que a primeira contrapõe a rotina massacrante do trabalho à imprevisibilidade característica da vida doméstica. “Circuito fechado Chinelos. Mesa. toalha. água. caneta. etc. fotos. de saída. marcado por uma das características fundamentais do realismo do século XIX: o determinismo social. p. paletó. cigarro. gravata. calça. esclarecendo o título do texto. creme dental. Contos brasileiros contemporâneos. creme dental. livro. Poltrona. a soma das alternativas corretas.” RAMOS. calça. sapatos. xícara pequena. bilhetes. Cigarro e fósforo. Prova disso é o fato de que as ações e a situação dramática. papel. descarga. cigarro. não consegue adaptar-se à mediocridade que caracteriza a vida dos seus semelhantes.

em escola do Estado. ademais se considerada a ambição de propósitos senatoriais. Resta a aprovação da Câmara para que a criação de cotas no ensino superior e uma benevolência demagógica se tornem lei. Com a nova lei. Embora a grande maioria dos brasileiros tenha renda inferior a essa. em 98.000 o número de alunos de escolas públicas na USP. Alguma aritmética pode dar ainda a medida da inocuidade do projeto de cotas. uma vez que a escola pública concretiza o termo democracia. como justifica o projeto do Senado. Na justificação do projeto senatorial. em idade de estudar no ensino médio. Voltar Língua Portuguesa . Em 1999. Por que as vagas serão reservadas apenas aos que fizeram integralmente seus estudos na escola pública? Quem a duras penas teve estudos pagos por um ou dois anos em uma barata e ineficaz escola privada. USP e Unicamp. Um exame em detalhe da questão revela as inconsistências do projeto. 05/09/99. pois os políticos só se interessam por soluções paliativas e que provocam impacto. p. De resto. auxiliam as escolas até com dinheiro e participam da comunidade escolar. na Unicamp e nas instituições federais que matriculam por ano 107 mil novos alunos. estão em escolas desse nível de instrução. A reação imediata diante desse tipo de iniciativa é lembrar aos parlamentares que universidade é centro de excelência. cujos pais têm boa formação educacional. Mas apenas esse argumento não mostra quão desinformada é a atitude dos que defendem tal medida. permite-nos estabelecer a oposição “democracia versus demagogia”. começa construir a oposição ao que foi afirmado. de resto em detrimento de estudantes mais preparados. UEGO A partir da leitura do texto. ( ) nos cinco parágrafos entre o início e a conclusão do texto.” Folha de S. Parece evidente que o enfoque sério do problema deve ser o da melhoria da educação pública. Apenas 45% dos alunos das universidades federais viriam de escolas públicas. alega-se que a lei é ‘medida de ação afirmativa’ que quer ‘atenuar a discriminação imposta às camadas mais pobres’. cursaram o ensino médio. ainda assim ela não basta para pagar mensalidades de escolas de elite. 27% dos novos alunos da USP vieram de escola pública. Os senadores poderiam até acenar com dados de duas das melhores universidades do Brasil. 2. Cad.Texto para as questões 40 e 41: “Escola Pública e Demagogia O Senado acaba de reservar 59% das vagas das universidades públicas para estudantes que fizeram seus cursos fundamental e médio apenas nas escolas públicas. a partir do segundo. 20 GABARITO 40. 53% estão atrasados nos estudos. justificam. 1. Vale lembrar ainda que são 5 milhões os que cursam o ensino médio público. Há cinco anos. São poucos os de fato pobres que furam a barreira da ‘discriminação’. Reservar cotas para estudantes do Estado não ataca o problema. aumentaria em 7. num processo decrescente vão reafirmar. Paulo. ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo e já. presente no título. de formação dos melhores e mais capacitados quadros do país. ( ) falta vontade política para a solução de problemas cruciantes da sociedade brasileira. que há aos milhares. Segundo o Mec. mas pode reservar votos para os defensores de tal projeto.Interpretação de texto II Avançar . Há 20 anos eles foram 57%. deve ser excluído? É uma minoria seleta de grandes escolas privadas que coloca seus alunos nas melhores universidades. podemos afirmar que ( ) a palavra demagogia. a oposição estabelecida nos dois primeiros. uma vez que são elas que lhes renderão votos nas urnas. nas quais apenas 25% dos aprovados no vestibular. Os ainda poucos brasileiros que chegam ao ensino médio público estudam em escolas cujo nível claramente se degrada. Apenas 25% dos brasileiros. no parágrafo final. IMPRIMIR ( ) a frase “Reservar cotas para estudantes… pode reservar votos para os defensores de tal projeto” (último parágrafo) é sinônimo de democracia. 20% dos estudantes da Unicamp provêm de famílias com rendimento inferior a dez salários mínimos. eles eram 32%. vestibulandos bem-sucedidos de escolas públicas cursaram estabelecimentos que muitas vezes estão em bairros de classe média. Mesmo assim. o enunciador constrói argumentos que se apóiam em comprovações que.

no livre exercício de suas próprias soberanias. a resolução sobre ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. 1948). Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. ( ) no quarto. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. mas também ‘com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. temos uma primeira oposição ao proposto no primeiro e uma introdução ao terceiro. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá.Interpretação de texto II Avançar . conseqüentemente. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. ( ) Cada país membro encarrega-se. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. ( ) no terceiro parágrafo.” GABARITO IMPRIMIR Julgue os itens a seguir. ( ) Infere-se que se estabele uma diferença entre liberdade política e liberdade de espírito. UEGO Em relação à estrutura e ao conteúdo dos parágrafos. compreensão e interpretação textuais: ( ) Desses. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’. comprovando o caráter demagógico da medida. pode-se afirmar que: ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo. quinto e sexto parágrafos são fornecidos detalhamentos da afirmação feita no terceiro e esses detalhamentos contribuem para dimensionar a inocuidade do projeto. o enunciador apresenta os argumentos de seu opositor. Colômbia. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito.E. fatores de coesão textual. 42.Superior de Brasília-DF 21 “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. de acordo com a leitura. ( ) no último parágrafo. Além disso. I. no interior de suas fronteiras. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. Voltar Língua Portuguesa . e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. ( ) no segundo parágrafo. ( ) Infere-se que os direitos configurados na Carta Internacional de Garantias Individuais sofrem alguma espécie de limitação. uma vez que sua conclusão é incontestável. ( ) Os membros da OEA se obrigam a seguir as normas de promoção e proteção dos direitos do homem.41. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. o autor apresenta a degradação crescente do nível de ensino da escola pública. esclarecendo e conquistando a adesão do leitor às suas idéias. esses são anafóricos e. como tal. de velar pela observância das normas criadas internacionalmente. ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de que a proposta não chegue a ser lei. como a realização dos postulados da justiça social’.

levando-se em consideração outras informações contidas no texto. o predomínio do diálogo. ( ) O período “Nariz de Ferro. virando sua enorme cabeça de cabelos encarapinhados.) ‘Está enganado. dente por dente”. Nariz de Ferro. bancos. de linhas perfeitas. ( ) De acordo com a fala da primeira personagem. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo. ( ) No fragmento em análise. introduz o pressuposto de que Nariz de Ferro não escreveu o Manual. seja ele quem for. forças armadas. (…)” 22 43. depois do verbo por anteceder a preposição “para”. mas admite a possibilidade de o livro ser escrito futuramente. Ensino a técnica adequada para devassar. ( ) Em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. fodidos e oprimidos. a loja comercial. como atormentar e destruir sem misericórdia. eu disse. mas também das que ainda pretendia fazer.Católica-GO Levando em consideração as relações de sentido na construção do texto. Seu nariz imenso. em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. ( ) De acordo com o texto. que era um anão. companhias de serviços públicos. Essa afirmação é reforçada por meio do vocábulo “jactar-se”. o nível informal. a intromissão do narrador apresenta sutilmente uma característica negativa do caráter da personagem. companhias de cartões de crédito. na verdade. minuciosa e sistematicamente. mostro como atacar saindo das sombras. levantou-se e. ( ) Em “Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. embora tivesse a postura de um gigante presunçoso… ( ) O vocábulo “altura” em “Gosto de pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas”. imposto de renda. fodidos e oprimidos”. U. a presença de um narrador personagem e. ‘Eu me preparei para enfrentar a adversidade. ( ) No fragmento em análise. o qual se constrói com uso do discurso direto. que era um anão. a polícia. era um pouco mais negro do que o rosto.Católica-GO Com base na construção e organização gramatical do texto. basta terem o poder. ( ) O uso da palavra “ainda”. mas também das que ainda pretendia fazer”. vangloriar-se”. nunca foi escrito. com relação ao modo de narrar. se fosse assim reescrito: Nariz de Ferro. mas também das que ainda pretendia fazer. mais utilizado na linguagem oral: Eu tinha deixado o visitante falar… IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Nele descrevo. mas tinha a postura de um gigante presunçoso.Texto para as questões 43 e 44: “(…) Eu deixara o visitante falar. ( ) À fala de Nariz de Ferro aplica-se a conhecida expressão “olho por olho.” não teria o sentido de contraposição alterado. aniquilar. ( ) Em “Eu deixara o visitante falar…”. pela presença de alguns vocábulos mais utilizados na linguagem oral. Pela sua cara vejo que não gosta de mim’. ( ) O pronome “me” em “Em me preparei para enfrentar a adversidade” teria de vir. de acordo com a regra de colocação pronominal. há a mistura dos dois níveis de linguagem: o formal e o informal. exterminar indivíduos e organizações odiosas. Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. com relação ao modo de citação do discurso. desmoralizar. O nível formal evidencia-se pela predominância de uma construção sintática adequada à norma padrão. o proprietário senhorio. Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. percebe-se.Interpretação de texto II Avançar . os nossos inimigos podem ser pessoas ou instituições. sem interrompê-lo. arruinar. os verbos em destaque exercem a função sintática de predicativo do sujeito. que era um anão. Gosto das pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas’. qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros. é ambíguo e provoca um efeito de sentido que permite uma referência tanto a aspectos psicológicos quanto físicos. exibiu o perfil para mim. 44. que significa “gabar-se. o verbo “deixara” poderia ser substituído por seu correspondente composto. (Esse livro. o referido Manual é escrito para as pessoas que têm poderes — como financeiro e político — e apresenta métodos para destruir aqueles que não têm esses poderes. U.

como pronome relativo. Uma feita era dia da Flor. em contraposição ao conceito inicial dado à festa da Flor. fica clara a consideração e a amizade do internauta por seu animal de estimação. ( ) Em “Aqui diz que as pessoas que passam…”.Católica-GO Considere a charge que segue e julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas. de acordo com as normas da língua padrão.45. ( ) No texto. tanto que até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. o brasileiro falado e o português escrito. falando: Custa mil réis. festa inventada pros brasileiros serem caridosos e tinha tantos mosquitos carapanãs que Macunaíma largou o estudo e foi na cidade refrescar as idéias. percebe-se uma referência explícita às variedades lingüísticas em nosso país. A mocica fez ele parar e botou uma flor na lapela dele. “Macunaíma aproveitava e esperava se aperfeiçoando nas duas línguas da terra.” ANDRADE. observa-se uma intertextualização com a passagem bíblica referente ao Dilúvio. “Uma feita era dia da Flor. em “Parava em cada vitrina”. Já sabia o nome de tudo. exerce função sintática na frase em que aparece. no texto verbal da charge. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o complemento verbal refere-se aos dois verbos empregados: foi e viu. ( ) A referência à festa da Flor configura-se no texto como uma crítica ao sentido capitalista da criação de determinadas datas comemorativas.”. U. ( ) Em … “até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. dividindo a língua em dois registros: o falado e o escrito. ( ) Em “Foi e viu um despropósito de coisas”. ( ) O emprego do acento grave em “conectadas à Internet” está adequado por ter a palavra — “Internet” — sido considerada do gênero feminino em língua portuguesa. Macunaíma passeava e encontrou uma cunhatã com uma urupema carregadinha de rosas. o segundo “que” é pronome relativo e. louro… Aqui diz que situação de crítica ao apeas pessoas que passam muito tempo conectadas à Internet go excessivo das pessoas acabam menosprezando seus ao mundo virtual e um laços de amizade… alerta em relação à utilização das informações que deveriam servir para colocá-las em sintonia com seu mundo real. U. ( ) A expressão facial do internauta e outros elementos icônicos presentes na charge reforçam e exemplificam a mensagem verbal. Essa afirmação confirma-se nos dois últimos períodos do texto. o emprego dessa forma contraria uma característica do texto — a oralidade — uma vez que a forma utilizada na linguagem coloquial é vitrine. Mário. têm como referente um mesmo elemento nominal: a palavra “louro”. é de origem francesa e está grafada de acordo com a regra ortográfica vigente. festa inventada pros brasileiros serem caridosos…” ( ) A mocica fez ele parar… O uso do pronome do caso reto como complemento não é adequado. 23 ( ) Em “se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. Foi e viu um despropósito de coisas.Interpretação de texto II Avançar . e examinava dentro dela aquela porção de monstros. ( ) A charge apresenta uma Imagina. 46. Parava em cada vitrina. Macunaíma. ( ) O imperativo do verbo “imaginar” e o pronome “seus”. Julgue-as. No entanto. o brasileiro falado e o português escrito”.Católica-GO As proposições que se seguem referem-se ao texto. ( ) A palavra “vitrina”.

transferência dos brasileiros. por isso a Bahia rouboulhe esta empresa. Macacos também preferem o isolamento. Das 500 maiores companhias transnacionais. mudança dos executivos estrangeiros. os versos do poema estão justapostos. pois as frases estão soltas. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. Voltar Língua Portuguesa . nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. Desde 1990. transferência dos brasileiros. pois não possui “elos” entre um verso e outro. o poema não possui “elos” conectivos. b) o governo da Bahia ofereceu mais incentivos à Ford. d) empresas da Renault. c) o governo da Bahia trapaceou o governo do Rio Grande do Sul. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. Para os executivos e a família. Para as companhias. Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos. 26/04/2000. UEMS “Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. a) b) c) d) e) o poema não é coerente. b) mudança dos executivos. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. e) o governo do Rio Grande do Sul não colocou guardas na Ford. graças à Renault.Texto para as questões 47 e 48: “No Brasil. e isto garante a sua coerência. O orangotango é profundamente solitário.” GABARITO IMPRIMIR Carlos Drummond de Andrade. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. essa transferência representa um reforço na filial”. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. c) empresas da Ford. a mudança é um sacolejo completo na vida. um poeta. O mundo não é o que pensamos. 49. mas possui significação. 48. mudança dos executivos estrangeiros. Podemos inferir que: a) o governo da Bahia convenceu o governo do Rio Grande do Sul a deixar a Ford naquele Estado. companhias transnacionais. por isso esta empresa instalou-se lá. mais de 400 estão instaladas no país. 24 No fragmento anterior. Hoje. UEMS A partir da leitura do poema abaixo podemos afirmar: “Cobras cegas são notívagas. o poema é coerente. 47. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. Veja. os termos sublinhados referem-se respectivamente às seguintes passagens do texto: a) companhias transnacionais. Anna Paula. UEMS Na passagem A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford.” BUCHALLA. d) o governo do Rio Grande do Sul não quis a Ford em seu estado. Em São Paulo. Andorinhas copulam no vôo. e) companhias transnacionais. existem colônias de franceses no Paraná. essa transferência representa um reforço na filial. não se preocupa com sua coerência. ao construir um poema.Interpretação de texto II Avançar . Para as companhias. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis.

b) a crítica que considera tresloucada a previsão da revista Popular Mechanics em 1946. Unifor-CE O texto explora como idéia central: a) a incerteza que envolve o julgamento de alguns acerca da garantia dos cientistas a respeito dos robôs do futuro. Mas o padre-cientista não se abalou. 1999. Texto para as questões 51 e 52: “Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas. que o guarda até hoje. Lembremos: quando um dos primeiros computadores do mundo. como pensam alguns. Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade reparou em algo estranho. Esse fato autoriza a reiteração da dúvida: estarão os cientistas sonhando? Talvez sim. a revista Popular Mechanics escreveu que a nova maravilha eletrônica tinha 18 mil válvulas e pesava 30 toneladas. “A cidade das calçadas jurássicas O padre italiano Giuseppe Leonardi.50. A análise das marcas confirmou o seu palpite. uma previsão tresloucada: ‘Os computadores do futuro talvez usem apenas mil válvulas e pesem em torno de uma tonelada’. Marque a(s) alternativa(s) que aponta(m) corretamente essas ligações. ( ) Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros… → rochas de uma pedreira. que o guarda até hoje. que supera o Eniac.” Superinteressante. fazendo o que pareceu. → o padre Giuseppe Leonardi. → os répteis que habitavam a região. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) a possibilidade de que. no Rio de Janeiro. assumindo. Ficou tão entusiasmado que até se esqueceu de ir ao dentista.” GABARITO 51. que não seja possível sequer desligá-los. no Rio de Janeiro. Talvez não. UFPR No texto abaixo. um dos primeiros computadores do mundo. ( ) Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. estava viajando pelo interior paulista em 1976 quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. várias expressões retomam ou antecipam outras para conferir coesão ao texto. Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros do período jurássico. foi produzido. assim.Interpretação de texto II Avançar . quando a cidade inteira estava muito ocupada em se divertir. ( ) … quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. em 1946. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. Ali estavam impressas pegadas de répteis que habitaram a região de Araraquara 180 milhões de anos atrás. que o guarda até hoje. 25 ( ) Ali estavam impressas pegadas de répteis… → lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. para meter a picareta no calçamento e levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. um computador bem mais poderoso do que o Eniac cabe no bolso da camisa. na época. e) a comparação entre o peso dos primeiros computadores do mundo e o dos computadores na atualidade. c) a potência do computador de hoje. um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens. reparou em algo estranho. nos arredores da cidade. em todos eles. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. um dos maiores paleontólogos do mundo. Leonardi explicou ao prefeito que precisava arrancar os trechos de calçadas com pegadas de dinos. → pegadas de répteis. todos os robôs venham a ser desligados. Hoje. Esperou o Carnaval. ( ) O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. As lajes tinham sido arrancadas das rochas de uma pedreira. → Rio de Janeiro. no Rio de Janeiro. no futuro. → o interior paulista. O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. assinalando V (verdadeira) ou F (falsa). Abril. Talvez não. o Eniac. nos arredores da cidade. Talvez estejam sonhando.

na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime. Fuvest-SP Considerando-se o contexto em que aparece.” CANDIDO. ao invés da opressão política imposta pelas elites. os jornais. o rádio. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a fim de pagar os sustos que deu. sofre todas as privações e. a frase que está reconstruída de modo a preservar seu sentido é: a)“Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona” = pressupõe-se que essa atitude implique o funcionamento do socialismo. quando as classes dominantes não resolvem salvar a pátria por meio do singular instrumento ‘democrático’ que são os golpes mais ou menos militares. que só pode ser mencionada entre aspas. serve de boa massa para os demagogos elegerem quanto aventureiro consiga vender a sua deteriorada mercadoria política. e)“que só pode ser mencionada entre aspas” = cuja menção deve vir sempre ressalvada. 54. permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias. Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona.Interpretação de texto II Avançar . b) os entusiastas de um conceito superado de democracia. mas cultivado e agravado a miséria de um povo que. pois tem não apenas mantido. portanto. mas se submetem a todo e qualquer tipo de ditadura. a TV descrevem as dificuldades de Cuba. d) os defensores de uma falsa democracia. c)“permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias” = possibilitando uma vida menos humanitária. Mas o fato é que (repita-se pela milésima vez) o regime cubano conseguiu o que nenhum outro tinha conseguido na América Latina: tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade. alimentação. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) qualquer ameaça dos robôs do futuro ao homem será detida pelo simples gesto de desconectá-los. a bicicleta substitui o automóvel. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. E mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos. que impede o povo de superar a opressão social e política. vive doente. Recortes. para esses críticos eufóricos o que funciona é a ‘democracia’ brasileira. graças à aquisição dos requisitos indispensáveis — saúde. e) robôs e computadores condicionam o poder da tecnologia. ele terá mostrado que o socialismo é possível nesta parte do mundo. Antonio.52. Texto para as questões de 53 a 56: “Um triste espetáculo é a alegria feroz com que os políticos e cidadãos que se dizem democratas. 26 53. Fuvest-SP O autor identifica os opositores do regime cubano entre a) os membros da oligarquia cubana. Com certeza esperam que o regime odiado acabe na fome. d)“na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime” = em face da intuição de que o regime está perdendo força. Note-se que isso não é uma vaga esperança: é uma realidade. c) ainda hoje há previsões tresloucadas a respeito dos computadores. não sabe ler. Provavelmente. e) os cidadãos. d) o computador é a expressão mais aprimorada do avanço da tecnologia. relativa equivalência de oportunidades. b) a eficiência do computador independe de suas dimensões. c) todos os que sentem prazer em derrotar o socialismo cubano. b)“tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade” = livrar o povo de quem o sujeita e fazê-lo crer na ilusão de que seja digno. segundo o qual as eleições consolidam o poder político do povo. Isso. cuja principal preocupação é gerar a instabilidade do regime socialista. na miséria e na desgraça coletiva. políticos e jornalistas que se dizem democratas. cinco séculos depois do Descobrimento. Parece que lhes dá prazer noticiar e comentar que falta alimento e roupa. tendo em vista a influência que já exerce em nosso país.

querem belas cidades. mas um homem de vigorosa fé social. não apenas o daqueles mais ricos. William Morris. Em relação ao texto. a não ser ‘social’ seja tomado no sentido de ‘mundano’. aquisição dos requisitos indispensáveis. para tornar melhor a sociedade em que vivia — e em certa medida o conseguiu. que situação! A vida deveria ser boa para toda gente. Ele nos fala de alguns homens ricos: ‘Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida — homens como Ruskin. A veracidade das informações de que em Cuba “falta alimento e roupa. II. e) a ambição de possuir sempre mais. Vejam que país. No segundo parágrafo. além daquilo que já faz parte de seu patrimônio. e porque todo homem que encontram não é um amigo e toda mulher não é romance.’ Quem escreveu isso não foi nenhum de nossos estimados agiotas. deve-se à convicção de que eles avaliam com pessimismo as possibilidades da democracia no Brasil. ‘Dinheiro é a coisa mais importante do mundo. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. Texto para as questões de 57 a 60: “Um amigo meu estava ofendido porque um jornal o chamou de boa-vida. que tempo. 27 56. queixam-se porque a operária está mal vestida. para alguns homens: a) o usufruto de uma condição econômica bastante favorável. não se contentam com belas casas. b) uma preocupação mais ampla. d) uma possibilidade de exploração. d) I.55. Nas expressões “relativa equivalência de oportunidades” e “afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos”. Não era um cínico. b) I. a seu modo. e) I.’ Esse ‘apetite social’ é raríssimo entre os nossos homens ricos. b) II. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. d) I e II. Voltar Língua Portuguesa .. II. não se contentam com esposas cheias de diamantes e filhas em flor. a iniqüidade mantida pelas oligarquias. III. a lavadeira cheira a gim. c) III. no texto.. a costureira é anêmica. que passou a vida lutando. na posse de bens particulares e influência pessoal. mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. terá mostrado que o socialismo é possível. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações: I. GABARITO 57.. a qualificação de “eufóricos”. atribuída a “esses críticos”. Unifor-CE A expressão “apetite social” significa. e) II e III. Fuvest-SP No terceiro parágrafo. a bicicleta substitui o automóvel” é contestada pelo autor. o que é insultuoso é que ela o seja apenas para alguns.... estão articuladas numa relação de causa (I) e efeito (II) as seguintes expressões: a) I. pela camada mais alta da população. c) I.Interpretação de texto II Avançar . e se chamava Bernard Shaw. sofrem com a arquitetura da casa do vizinho. que não é percebido como suficiente.. aquisição dos requisitos indispensáveis. Kropotkin — têm enormes apetites sociais. tirar o povo da sujeição torpe: II.” Rubem Braga. da mão-de-obra oferecida por algumas profissões bastante desvalorizadas. os elementos sublinhados indicam a preocupação do autor em manter sua objetividade diante dos dados que analisa. tirar o povo da sujeição torpe. II. terá mostrado que o socialismo é possível. IMPRIMIR c) a discrepância entre a visão que um escritor tem da vida em sociedade e a realidade vivida por algumas camadas sociais.. E nossos homens de governo têm uma pasmosa desambição de governar. II. tendo em vista o bem da sociedade em geral. Foi um homem que a vida inteira viveu de seu trabalho. está correto somente o que se afirma em a) I. II.

59. especialmente os considerados pouco dignos dentro da sociedade. b) enfatiza a necessidade do dinheiro. a par dos órgãos governamentais. o objetivo principal e a forma de que dispõem os homens ricos de exibir tudo aquilo de que desfrutam. sem preocupar-se com sua sobrevivência. GABARITO 60. inclusive Bernard Shaw. c) reconhece as razões de pessoas que preferem viver sua vida discretamente. c) caberia à camada mais rica da sociedade.. 28 d) aceita a postura de várias figuras ilustres. que possibilita a um escritor dedicar-se plenamente ao seu trabalho. b) não há mérito social algum em pessoas que vivem apenas de seu trabalho.Interpretação de texto II Avançar . e) compartilha a opinião de Bernard Shaw. no texto. de que tomar-se rico deve ser o objetivo final daqueles cujo trabalho é reconhecido publicamente. único meio de as pessoas desfrutarem de uma vida digna na sociedade. habitualmente. de que ricos são aqueles que buscam melhorar as condições de vida para todos os que compõem uma sociedade. d) jornalistas devem ter sempre o cuidado necessário para não expor publicamente a situação econômica e social de algumas pessoas. Unifor-CE “Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida têm enormes apetites sociais. estabelecer condições para a igualdade social. b) prestação de serviços básicos e trabalho intelectual. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” Essa afirmação estabelece. e) propriedades particulares e vida familiar organizada. sem se deixar expor pela imprensa à opinião pública. e) agiotas e escritores podem ter opiniões idênticas quanto ao real valor do dinheiro. d) relacionamento afetivo e condições socioeconômicas de preservá-lo.58. um paralelo positivo entre: a) percepção das dificuldades de algumas camadas sociais e justiça social. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) a vida mundana se torna. c) senso estético de determinados grupos sociais e seu poder econômico.. Unifor-CE Depreende-se corretamente do texto que o cronista: a) defende sua própria opinião de que as pessoas mais ricas só vivem preocupadas com sua vida particular e com o bem-estar de sua família.

A ausência da Senhora desencadeia um processo de descontentamento para o autor que menciona problemas com a ordem da casa e com a desordem dos sentimentos.Interpretação de texto II Avançar . c) O autor do texto explicita seu sentimento de solidão por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma desordem em sua vida cotidiana. sem a Senhora. bebem com ele à noite no bar e acompanham-no nas refeições diárias. Para não dar parte de fraco. p. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe. 62. a) Apenas I está correta. bom chegar tarde. fui beber com os amigos. A. desorganiza-se ao estar sozinho por um período superior a uma semana. e) Apenas III está correta. tanto no que diz respeito às camisas e meias. o prato na mesa por engano. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão. São Paulo: Cultrix. b) Os interlocutores do texto são os amigos do autor que conversam com ele na esquina. Não tenho botão na camisa. b) Apenas I e III estão corretas. esquecido na conversa da esquina. Senhora. Senhora. Senhora? Às suas violetas. 29 61. 1997. Venha para casa. 190. e) O autor do texto explicita seu apelo por perceber que. In BOSI. Senhora. na janela. III. sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia. “Apelo Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. calço a meia furada. quanto ao que diz respeito às pessoas e aos animais. como a última luz na varanda. a imagem de relance no espelho. ah. E comecei a sentir falta das primeiras brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem. não lhes poupei água e elas murcham. Acaso é saudade. quanto ao que diz respeito à organização do convívio dele consigo mesmo e dele com os demais. sozinho. II. A subjetividade presente no texto é marcada pela presença do pronome de tratamento Senhora.) O conto brasileiro contemporâneo. ninguém os guardou debaixo da escada. Primeiros dias. não senti falta. por favor. Toda a casa era um corredor deserto. PUC-SP Considere as seguintes afirmações: I. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só. para dizer a verdade.Texto para as questões 61 e 62. tanto no que diz respeito à organização da casa. d) Apenas II e III estão corretas. O texto apresenta uma visão da vida cotidiana de um homem que. e até o canário ficou mudo. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço. Dalton. pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. sozinho. d) O autor do texto explicita seu sentimento de alegria por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma inversão de valores em sua vida cotidiana. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. Com os dias. (org. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero.” TREVISAN. o leite pela primeira vez coalhou. acostumado a viver com uma mulher. Assinale a alternativa correta. não pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. PUC-SP Assinale a alternativa correta: a) O autor do texto explicita seu sentimento de liberdade por perceber que. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. c) Apenas II está correta.

mas ao que pode até ser flor se flor parece a quem o diga. foi a forma que fez. João Cabral de Melo. é uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . não até uma flor já sabida. 30 GABARITO Forjar: domar o ferro à força. Nada têm das flores de forma moldadas pelas das Campinas. Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas? Pois aquilo é ferro forjado. ( ) a ação de forjar ligada à marca da pessoalidade no processo criativo. ( ) a criação da poesia como um processo cuja marca é a fluência das palavras. cuja marca é a ausência do sujeito. U. é só derramá-lo na forma. ao senhor que dizem ser poeta: o ferro não deve fundir-se nem deve a voz ter diarréia.Interpretação de texto II Avançar . ( ) a relação criador-criatura enfocada sob uma perspectiva irônica. Rio de Janeiro: Nova Aguilar.” NETO. ( ) a verossimilhança. Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autor. fundamentado em modelos preexistentes. In: Obra Completa. ( ) a “flor” forjada como exemplo de obra de arte criativa. 595-6. 1994. o efeito de verdade na obra de arte. Não há nele a queda-de-braço e o cara-a-cara de uma forja. Salvador-BA “O Ferrageiro de Carmona Um ferrageiro de Carmona que me informava de um balcão: ‘Aquilo? É de ferro fundido. ( ) uma analogia entre o ofício do ferrageiro e o do poeta. domo-o.63. Existe grande diferença do ferro forjado ao fundido. sem controle seletivo. contrapondo-se ao plano do fundir. Flores criadas numa outra língua. p. O ferro fundido é sem luta. até o onde quero. dobro-o. O poema mostra: ( ) o fazer poético como um processo racional. Conhece a Giralda em Sevilha? Decerto subiu lá em cima. ligada à ação persuasiva do artefato sobre o objeto natural. corpo a corpo com ele. Dou-lhe aqui humilde receita. então. não a mão. Só trabalho em ferro forjado que é quando se trabalha ferro.

c) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. em que as personagens se colocam vivas diante do processo narrativo. mulato. morreu. o pianista tem quarenta anos. 31 64. Os garçons passam apressados carregando pratos e travessas. cinqüenta anos. Durante. o que se constata sobretudo pelos substantivos. que nada de mau aconteça. que nada de mau aconteça. e) apesar dos aspectos descritivos. Durante. UFMA “Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. embora o único afeto que sinto pelos meus adversários seja antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. só sinto vontade de ganhar. as idéias discutidas ao longo dele. já que o afeto antes é de boa sorte e que nada de mau aconteça. o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. é: a) Toda essa história de carinho quando boto as lutas. só sinto vontade de ganhar. meio século atrás: espancado com uma vara fina. Lúcia McCartney. a fim de que o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. que nada de mau aconteça. Os grandes espelhos da parede vieram da Europa no fundo do porão. Depois de terminada a luta. Depois da luta. mas sou pobre e faço na minha mesmo’ — e todos começam.Interpretação de texto II Avançar . “Os Músicos Faz calor. parabéns. continue. Ceetps-SP Com base nesse texto é correto afirmar que a) as ações ganham relevo e determinam a estrutura do texto. o gerente não gosta mas ele não pode mudar de camisa todos os dias. parabéns. não exatamente ao mesmo tempo. c) trata-se de um misto de narração e dissertação em que as ações das personagens servem como apoio para as argumentações do comentarista. de forma mais concisa e coesa. depois da luta. sua mãe. a tocar a valsa da Viúva Alegre. vontade de vencer e. bateria. d) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. três: piano. O afeto antes é de boa sorte. que nada de mau aconteça e. parabéns. que nada de mau aconteça. e tudo continua no mesmo. Depois da luta. parabéns.” FONSECA. enquanto lá embaixo as pessoas comem bebem suam sem ao menos por um instante levantar os olhos para o balcão onde ele trabalha com os outros dois: Stein. principalmente no que diz respeito à caracterização física dos músicos. 65. um grande borborinho. parabéns. Depois da luta. d) predomina o caráter descritivo. ainda que antes o afeto seja de boa sorte. depois. ela veio noutro porão’. no violino — cinqüenta e seis anos. o elemento determinante do texto é a narração.Texto para a questão 64. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o mais moço. só sinto vontade de ganhar. ainda tem um restinho mas sabe que vai perdê-las num dia de calor tocando os Contos dos Bosques de Viena. o que lhe confere teor dissertativo. visto que o afeto antes é de boa sorte. coloca um lenço no pescoço para proteger o colarinho. b) o que mais determina o texto são as reflexões. Rubem. continue. Todas as mesas estão ocupadas. e) Toda essa história de carinho acaba quando boto as lutas onde o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Durante. desse modo. trancado no banheiro. tem oito filhos. Nesse instante chegam os músicos. ‘Tua vó fez risinhos e boquinhas. se fosse rico — ‘fazia filho na mulher dos outros. Durante. namorou dentro desse espelho’. O único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. mas é também o mais triste. quanto ao afeto. continue. vontade de vencer. violino. antes é de boa sorte. só sinto vontade de ganhar e de vencer. continue. continue. b) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas e. sinto vontade de ganhar e vontade de vencer. No ar. Respondo: ‘Minha avó nunca viu esse espelho. parabéns. Durante a luta. vontade de vencer. privado de comida ‘nem que eu morra você vai ser um grande concertista’ e quando Sara. adjetivos e mesmo verbos que auxiliam na caracterização do ambiente. só sinto vontade de ganhar e vencer porque o afeto antes é de boa sorte. cristal puro. pois o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Na mesa ao lado está o sujeito que é casado com a Miss Brasil. Durante a luta. um rosto de quem vai perder as últimas esperanças. ele tocou Strauss no restaurante com o coração cheio de alegria — Elpídio na bateria.” A alternativa que melhor expressa a idéia contida na fala do lutador de boxe Acelino — Popó — de Freitas.

Graciliano. Católica de Salvador-BA O texto: a) evidencia a existência de diferenças abismais entre as várias classes sociais. quanto mais alto o nível hierárquico. mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco. Um clássico do tema é a pesquisa do médico inglês Michael Marmot. uma vez que haviam repousado bastante na areia do rio seco. e a viagem progredira bem três léguas. e) mostra como saúde e qualidade de vida estão vinculadas a variáveis socioeconômicas e culturais. afastando-se do fumo e de outras drogas. entre elas o cigarro. A ciência descobriu uma realidade mais complexa. ordinariamente andavam pouco. educação e status social pesam quando o assunto é qualidade de vida e longevidade. importantes e portanto.” RAMOS. a viagem progredira bem três léguas. através dos galhos pelados da caatinga rala. o currículo escolar e o sucesso profissional tão importantes — ou até mais — quanto a genética. Voltar Língua Portuguesa .Texto para a questão 66: “Na planície avermelhada. a dieta alimentar. Estudos conduzidos nos Estados Unidos chegaram a conclusões semelhantes: (. p. b) haviam repousado bastante na areia do rio seco. Fazia horas que procuravam uma sombra. respeitados centros de pesquisas científicas do mundo produziram nada menos do que 193 estudos sobre a relação entre condição socioeconômica e saúde (. dado que ordinariamente andavam pouco. e) Em virtude de andarem ordinariamente pouco e de haverem repousado bastante na areia do rio seco. Vidas secas. d) visa demonstrar a existência de uma preocupação. c) objetiva conscientizar a população da necessidade de levar uma vida saudável. os exames mais sofisticados e os hospitais mais bem estruturados. 9 jun. Até entre pessoas do mesmo estrato social. pois haviam repousado bastante na areia do rio seco. Eduardo. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro.. a viagem progredira bem três léguas.. menor a taxa de mortalidade. que por mais de 25 anos mapeou a saúde de 17 530 funcionários públicos e constatou que. a viagem progredira bem três léguas.. A folhagem dos juazeiros apareceu longe.) Todos tinham emprego garantido e contavam com o mesmo padrão de assistência médica. como se sabe. (.. (.. Fuvest-SP Reestruturando-se o terceiro período do texto.) quanto menor o nível social. In: Veja.. n. pela saúde das camadas mais pobres. F. ano 32. 1999. 134. E. o esgotamento psíquico mina o sistema imunológico do organismo humano. mantém-se o sentido original apenas em: a) A viagem progredira bem três léguas. Texto para as questões de 67 a 68: “Rico vive mais Nos últimos cinco anos. os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Pequenas diferenças de salário. porém.. a viagem progredira bem três léguas porque ordinariamente andavam pouco. d) Ainda que ordinariamente andassem pouco..). estavam cansados e famintos. A princípio pode parecer óbvio: os ricos dispõem de mais recursos para pagar os melhores médicos. Os registros de morte entre os trabalhadores menos qualificados. 32 66. c) Porque haviam repousado bastante na areia do rio seco. a prática de exercícios e a exposição a substâncias tóxicas. Ordinariamente andavam pouco. maior o desgaste emocional e maior o número de situações estressantes. por parte das autoridades. b) destaca o grande desenvolvimento da atividade de pesquisa científica nos últimos anos.Interpretação de texto II Avançar . saudáveis’ consideram o saldo bancário.” JUNQUEIRA. 23. eram três vezes maiores do que os anotados entre os de cargos superiores. GABARITO IMPRIMIR 67.) Médicos conscientes da tese ‘ricos.

b) O que faz uma pessoa desfrutar de uma boa saúde é a adoção de hábitos físicos e alimentares sadios. que é maior entre as pessoas de poucos recursos. minutos depois. Fiquei um pouco aborrecido. como eu estivesse a preparar-me para descer entrou no meu quarto uma borboleta. Pois um golpe de toalha rematou a aventura. dous palmos de linho cru. O gesto brando com que. assim. saí do quarto.Interpretação de texto II Avançar . soube conservar. para recreio dos olhos. nem a pompa das folhas verdes. A borboleta. têm mais acesso à medicina preventiva e a outras válvulas de escape. e achando-a ainda no mesmo lugar. tinha um certo ar escarninho. e viu que me movia. Machado. A manhã era linda. incomodado. que é também sugestivo. pois sabem que. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque. que é sempre azul. senti um repelão dos nervos. Dei de ombros. almoçada e feliz. insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa. Veio por ali fora. ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. que tinha olhos. Esta última idéia restitui-me a consolação. pois as pessoas cultas se cuidam mais. e na dignidade que. contra uma toalha de rosto. modesta e negra. não sabia. que estava ali o pai do inventor das borboletas. Era negra como a noite. Lembrou-me o caso da véspera. Era tarde. entrei logo a pensar na filha de D. a saber. e) As condições ambientais em que trabalham as classes privilegiadas as tornam menos vulneráveis às doenças. ou cor de laranja. e. começou a mover as asas. E esta reflexão. bati-lhe e ela caiu. Memórias Póstumas de Brás Cubas. para todas as asas. Católica de Salvador-BA Ao analisar os resultados das pesquisas a que o texto se refere. desde a invenção das borboletas. 69. no susto que tivera. c) A classe operária é mais propensa à doença por herança porque nela são mais freqüentes os maus hábitos. depois de esvoaçar muito em torno de mim. descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo. viu dali o retrato de meu pai. invariavelmente. saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. Deixei-me estar a contemplar o cadáver. “A borboleta preta NO DIA SEGUINTE. Então disse consigo: ‘Este é provavelmente o inventor das borboletas’. pode-se inferir: a) A facilidade de acesso aos melhores hospitais pela classe privilegiada pode ser um fator importante.68. tão negra como a outra. tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. braços. foi pousar na vidraça. despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. — me consolou do malefício. aterrou-a. conservar melhor suas defesas. uma estatura colossal. e muito maior do que ela. entra e dá comigo. Apiedei-me. Não lhe valeu a imensidade azul. com alguma simpatia. o que era o homem. espairecendo as suas borboletices. uni o dedo grande ao polegar. mas o medo. vivem mais. Sacudi-a. lancei mão de uma toalha. confesso. que me aborreceu muito. Católica de Salvador-BA Da leitura do texto. e beijou-me na testa. Suponho que nunca teria visto um homem. pousou-me na testa. podendo. porque eu a sacudisse de novo. d) As pessoas com cargos de menor responsabilidade não se estressam tanto e. um ar divino. uma vez posta. F. 33 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e voou a pedir-lhe misericórdia. d) O grau de escolaridade é o que realmente faz diferença quando se fala em saúde. pernas. e não é impossível que descobrisse meia verdade. não teria mais segura a vida. a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Não era. é justo dizê-lo. não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete. aí vinham já as próvidas formigas… Não. — uma das mais profundas que se tem feito. a principal causa da mortalidade. F. — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. volto à primeira idéia. Texto para responder a questão 70. A idéia subjugou-a. apesar dele. Imaginei que ela saíra do mato.” ASSIS. sob a vasta cúpula de um céu azul. por isso. acabarão resolvendo seus problemas de saúde. Era tempo. mas tornando lá. e ri-me. Passa pela minha janela. Não caiu morta. se ela fosse azul. c) A falta de cuidados adequados com a saúde é. pode-se afirmar: a) Os abastados são mais otimistas. e) Os empresários. com dinheiro. creio que para ela era melhor ter nascido azul. mas não é determinante quando se trata de saúde. nem a alegria das flores. mesmo trabalhando sob maior pressão. portanto. ela foi pousar na vidraça. b) Os que têm cargos superiores são menos atingidos por preocupações de ordem financeira. e me reconciliou comigo mesmo. Eusébia. Quando enxotada por mim.

” VALENTINI. deixou ruas se esburacarem. uma vez que ele sempre pode contar com a economia informal. e) se sente desorientado com a borboleta que descreve infinitas voltas em torno de seu corpo. Isso porque as empresas. 105.70. no Brasil. Fatec-SP Da leitura do texto é correto afirmar que o narrador a) se vale da imagem de uma borboleta para mostrar tanto as ações impulsivas do homem como sua capacidade de racionalização. recebendo salário mensal de 150 reais. talvez. c) A situação do trabalhador braçal. c) a implementação de um programa de educação. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1º grau completo ou nem isso. Cíntia. Para os outros. querendo confundi-lo. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. não serão sanadas a longo prazo. 34 71. c) elabora uma comparação entre o susto que tivera ao ver a borboleta e o que tivera ao ver a filha de D. e) Os problemas de mão-de-obra desqualificada — frutos da atual conjuntura econômica do País — se resolverão definitivamente. b) fala de uma borboleta para representar a importância de pequenos momentos na vida dos homens. cesta básica e seguro de acidentes pessoais. 21 jul. Texto para as questões 71 e 72: “Eles sobraram Os números do IBGE. o governo abandonou estradas. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. d) se surpreende com a relatividade das coisas. 1999. viadutos. F. O rosto dessa gente apareceu quando o governo de São Paulo abriu inscrições. 72.Interpretação de texto II Avançar . por uma ironia do seu passado recente. será otimizado com: a) a manutenção da economia informal. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente.) O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. n. In: Veja. ano 32. (. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o horizonte é desolador. Foram selecionados apenas os chefes de famílias numerosas. b) a abertura de constantes frentes de trabalho. um mês atrás. d) A infra-estrutura deficiente do Brasil possibilitará trabalho constante. um deus em relação à borboleta. ao constatar-se um gigante e. p. A idéia era selecionar 50 000 pessoas para cumprir um contrato de seis meses. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. já não precisam tanto de força física. para o país. Eusébia. Durante mais de uma década. assim que a economia brasileira voltar a crescer. pode-se afirmar: a) A realidade do trabalhador brasileiro era desconhecida até a formação das frentes de trabalho. no Brasil. uma vez que o trabalho físico tende a desaparecer. embora difícil. para as chamadas frentes de trabalho. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. Assim que a economia voltar a crescer. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. Católica de Salvador-BA A partir da leitura do texto. Exigências: ter acima de 16 anos de idade e estar desempregado há mais de um ano.. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. F. Católica de Salvador-BA De acordo com o texto. Para garantir a sobrevivência. Uma multidão de 460 000 pessoas lotou os locais de inscrição. Segundo o Instituto. d) o controle da natalidade nas camadas mais baixas. com a modernização. e) a criação de postos de trabalho na área da construção civil. b) As dificuldades do trabalhador desqualificado. o principal órgão de pesquisas sociais do país. E o desafio. pode-se inferir que o problema de emprego. os mais velhos e aqueles que estavam por mais tempo na fila do desemprego. 29. pelo menos na área de construção civil.. é alentadora.

b) retomar e sintetizar informações anteriores. São Carlos-SP A oração faz tudo. enche os porões dos navios. F. faz os jornais. e) retomar e explicar informações anteriores. nas cozinhas. como a Silva. c) expandir e explicar informações anteriores. O homem estava morto. 76. F. em todo lugar onde se trabalha. Um homem estava deitado na calçada. F. O sangue que saía de sua boca era vermelho — vermelhinho da silva. e) desprezo. Luto da família Silva. b) carinho. A família Crespi. Nossa família quebra pedra. Porque nossa família um dia há de subir na política…” BRAGA. d) explicar e comentar informações anteriores. Nós auxiliamos várias famílias importantes na América do Norte. nas fazendas. b) pretendeu enaltecer a tradição de famílias importantes na história brasileira. é que trabalha para os homens importantes. Nossa família. a família Rocha Miranda. p. nos pastos. d) “vala comum da miséria” e “vala comum da glória”. nas praias. v. 35 73. levanta os prédios. A Assistência voltou vazia. São Carlos-SP O texto estrutura-se na oposição entre os Silva e as demais famílias. c) explicitou a submissão dos países da América do Sul aos da América do Norte. em destaque no texto.Interpretação de texto II Avançar . João da Silva. Sangue de nossa família. U. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . conduz os bondes. Nossa família. João. e) enfatizou a importância de se melhorarem os Silva para entrarem na política. nas fábricas. U. nas minas. Na seção dos ‘Fatos Diversos’ do Diário de Pernambuco. (…) João da Silva — Nunca nenhum de nós esquecerá seu nome. e) “vermelho” e “vermelhinho da silva”. d) ironia. enrola o tapete do circo. c) pequenez. Na vala comum da glória. 44-5. a expressão “vermelhinho da silva” traduz a idéia de a) intensidade. conta o dinheiro dos bancos. São Carlos-SP A leitura do texto permite afirmar que o autor a) quis desqualificar as famílias não importantes. 1984. U. U. Apesar disso. 4. nos balcões. Nossa família é feito Maria Polaca: faz tudo. João da Silva. nós temos de enterrar você é mesmo na vala comum. Você não possuía sangue azul. Essa relação releva-se em a) “vai mal em política” e “há de subir na política”. no mato. Sempre por baixo. Morava na rua da Alegria. 75. assume a função de a) resumir e comentar informações anteriores. vai mal em política. Na vala comum da miséria. a família Guinle. 5. a família Matarazzo. F. c) “vermelhinho da silva” e “sangue azul”. sugeridas também pelos nomes de família. A gente de nossa família trabalha nas plantações de mate. b) “em todo lugar onde se trabalha” e “a gente de nossa família trabalha nas plantações de mate”. Uma poça de sangue. Rubem. Apud: Para gostar de ler. a família Pereira Carneiro. todas essas famílias assim são sustentadas pela nossa família. Veio tinindo. São Paulo: Ática.INSTRUÇÃO: As questões de números 73 a 76 referem-se ao seguinte texto de Rubem Braga: “Luto da família Silva A Assistência foi chamada. leio o nome do sujeito: João da Silva. 74. entretanto. Morreu de hemoptise. ed. no Japão. São Carlos-SP No texto. na França. d) propôs uma reflexão sobre diferenças sociais. nas usinas. na Inglaterra. laça os bois. faz telhas de barro. serve no Exército e na Marinha. O cadáver foi removido para o necrotério.

U. a palavra imortal há de adoecer? E.Interpretação de texto II Avançar . as palavras nada significam nos discursos dos homens [públicos. p. por acaso. E. as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos. Quando toda a confusão for desfeita.77. quando o homem reconquistar os atributos perdidos [com a Queda. o poeta não falará. na sua universalidade. Salvador-BA “As Palavras Ressuscitarão As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas. e quando se desfizerem as nações instaladas ao depois [de Babel. ( ) o poeta como reinventor da linguagem. do ponto em que se encontrar. as palavras se mumificaram na boca dos legisladores. IMPRIMIR ( ) a linguagem poética. por acaso. 36 GABARITO O poema apresenta: ( ) a poesia como instrumento de redenção do homem. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. construtor da palavra perene. ( ) a palavra divina tornada vazia de significação para o homem. a todos os homens da terra numa só língua — a [linguagem do Espírito? Se por acaso viveis mergulhados no momento e no [limite. E o Verbo de Deus é uno mesmo com a profanação [dos homens de Babel. não foi ele apontado para restituir-lhe a sua essência. o poeta não foi designado para vivificar a [palavra de novo? Para colhê-la de cima das águas e oferecê-la outra vez [aos homens do continente? E. irmão!” LIMA. por acaso. 1997. mesmo com a profanação dos homens de hoje. e reconstituir seu conteúdo mágico? Acaso o poeta não prevê a comunhão das línguas. 388-9. ( ) o poder mágico da palavra só atingível por aquele que ultrapassar a compreensão do “Verbo de Deus”. Jorge de. como promotora do entendimento entre os homens. as grandes palavras semitas podem [desaparecer? E. Organização de Alexei Bueno. ( ) o homem comum como elemento responsável pela perda do poder expressivo da palavra no seu uso cotidiano. Voltar Língua Portuguesa . não me compreendereis. In: Poesia Completa.

U. Deixem-me em paz! Não tardo. Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. das artes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Quero [ser sozinho. Já disse que sou sozinho! Ah. Deus meu. Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada. quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pois lá passou uma infância vazia e sem sentimentos. por amor de Deus! Queriam-me casado. não me [enfileirem conquistas Das ciências (das ciências. p. ouviram? Não me macem. fútil.Interpretação de texto II Avançar . nada me tirais. que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero [estar sozinho!” PESSOA. 290-1. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. pois ela tirou-lhe todos os bons sentimentos. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos. tenham paciência! Vão para o diabo sem mim. d) uma mágoa de sua cidade (Lisboa). F. guardem-na! Sou um técnico. mas tenho técnica [só dentro da técnica. Já disse que não quero nada. Obra Poética. Com todo o direito a sê-lo. c) um medo de revisitar Lisboa. da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade. o contrário [de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa. b) uma mágoa de Lisboa. a todos. [a vontade. pois a cidade nunca lhe proporcionou boas lembranças. 37 GABARITO 78. São Carlos-SP A penúltima estrofe do poema permite considerar que o eu-lírico sente a) uma saudade carinhosa da infância. Fora disso sou doido. e) uma saudade melancólica da infância. das ciências!) Das ciências. que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo. pois em Lisboa ainda pode viver bons momentos. fazia-lhes. Assim. Fernando. Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais. 1981. com todo o direito a sê-lo. pois trata-se de uma época remota e irrecuperável.INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 78 a 81. nada sois [que eu me sinta. leia os versos de Fernando Pessoa. “Lisbon Revisited Não: não quero nada. como sou.

que por pouco talvez o houvesse estendido por terra. F. meu anjo do céu. e) abandonem. ( ) Atitude de irreverência do narrador. desde que Adão e Eva a trocaram. e a pedrada. 80. F. rápido como aquela pedra arrojada tão rigorosamente. 24. — O grito? balbuciou ela. A pobrezinha. era um macauã. fui ver no laranjal. Cirino. Inocência. no último parágrafo. ( ) Atitude de vassalagem amorosa. ( ) Dimensão hiperbólica do sentimento amoroso. Salvador-BA “Passava as noites em claro.. U. a única que vi era você. para desenvolver sua arte. Depois.. d) o desejo do poeta de manter-se afastado e isolado das pessoas. viu afinal reabrir-se a janela de Inocência. Numa dessas noites de ansiedade. como a que balbuciam duas cândidas almas na eterna e sempre nova declaração de amor.. — Deveras? perguntou ela incrédula. c) ofendam d) maltratem. atordoavam-no ainda aqueles dois assobios que não podia explicar e sobretudo aquela pedrada tão bem dirigida. e) aparta-se da sociedade. 82.Interpretação de texto II Avançar . respondeu apressadamente Cirino. F. destacada no poema.. Para mim. Visconde de. A princípio tomei também um grande susto. Que foi? — Ah! não foi nada.79. 38 GABARITO Marque V para as afirmativas que podem ser comprovadas com o texto e F para as que não podem. para agradar a todos. e) a inquietude gerada na alma do poeta. queria respirar o ar da noite e beber na viração do sertão um pouco de tranqüilidade para sua alma não afeita ao tumultuar dos sentimentos que a agitavam e. pode-se dizer que o poeta a) recusa-se a aceitar os valores que a sociedade tenta inculcar-lhe. à sombra das maravilhosas árvores do Éden. verifiquei que não passava de miragem. ( ) Escapismo para o sonho. b) encontra na morte a única solução para os problemas. ímpetos tão desconhecidos e violentos. achou-se ao pé da janela e cobriu de beijos as mãos da sua amada. a gente em tudo vê maravilhas.. d) sente-se solitário e. c) tenta tornar-se uma outra pessoa. superiores a todas as suas tentativas de resistência. São Carlos-SP A forma verbal macem. Com este madrigal encetou Cirino uma conversação como a da primeira noite. significa a) desprezem. — Deveras. em virtude da sua solidão. rápido como uma seta. abrasada também de amor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . São Paulo: Ática. minha vida. ed. metido no laranjal e procurando uma solução a tanta dificuldade. c) a vontade do poeta de poder compartilhar da paz que outras pessoas sentem.. Dois gritos. U. ( ) Íntima relação entre o nome da personagem feminina e o seu jeito de ser. 81. O que pareceu pedrada era um noitibó que frechou para mim e veio dar com a cabeça na parede.. p. em face do religioso. 99-100. De noite. U. U. São Carlos-SP Os dois últimos versos do poema revelam a) a conscientização do poeta em relação a seus problemas e à breve solução que lhes dará. almeja fazer parte da companhia. b) a irritação do poeta com aqueles que pretendem ajudá-lo em seus problemas.. São Carlos-SP Pela leitura do poema.. quem sabe? verificar se por aí não andava rondando aquele que no seio lhe inoculara tamanho desassossego..” TAUNAY. 1996. por essa razão. ( ) Concepção idealizada de mulher. b) importunem.

Texto para as questões de 83 a 85: “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. o que vai permitir uma aceitação maior de suas obras. ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito. 85. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. porém. Cada tempo tem seu estilo. b) as obras clássicas são aquelas em que a linguagem é imutável. sem as indevidas interferências surgidas em cada época ou de acordo com a vontade de seu autor. Feitas as exceções devidas. b) a necessidade de um equilíbrio entre tradição e renovação na língua. que é importantíssima nesse processo. Unifor-CE De acordo com o texto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e o escritor não está obrigado a receber e a dar curso a tudo o que o abuso. Pelo contrário. o que é um mal. d) o mérito de um livro será maior quanto mais inovações ele apresentar. pois muitos deles até mesmo ignoram as estruturas da língua que utilizam. Querer que a nossa pare no século de quinhentos. pois a leitura se torna mais agradável e compreensível. b) dominar com segurança a norma culta da língua e empregá-la fluentemente. certos modos de dizer.” Machado de Assis. que devem ser incorporadas pelos escritores em suas obras. c) o povo de uma nação é a fonte incontestável de todas as alterações da língua. não se lêem muito os clássicos no Brasil. poderia eu citar até alguns escritores cuja opinião é diversa da minha neste ponto. é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. são os modelos adequados para a produção das obras consideradas modernas. um controle sobre elas e inibindo os abusos. com seus ensinamentos. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. portanto. A este respeito a influência do povo é decisiva. c) aceitar as inovações trazidas pelo povo — aquelas que dão vivacidade à língua — exercendo. locuções novas. o capricho e a moda inventam e fazem correr. 84. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. acompanhando sua época e abandonando o estilo de autores antigos e defasados. porém. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. e) estudar sempre os autores clássicos. A influência popular tem um limite. Há. dos autores clássicos da língua. é função do escritor: a) inovar sempre a língua — registro de suas obras — criando as novidades a partir da influência popular.Interpretação de texto II Avançar . Entre as exceções. Em geral. d) usar exclusivamente a linguagem do povo. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. e) a língua reflete a história de cada época e sujeita-se a receber tanto a influência de seus escritores quanto a popular. e) a ausência de mérito literário em muitas obras consagradas pelo público. pois somente eles. c) a divulgação das obras de escritores que gozam da aceitação popular. sempre atual. mas que sabem perfeitamente os clássicos. Unifor-CE A idéia central do texto é: a) a influência. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) o reconhecimento de um escritor nem sempre se baseia em sua competência. não se lêem. 39 83. d) as opiniões divergentes entre escritores a respeito do uso correto da língua em suas obras. não admitindo as alterações que ocorrem por influência popular. Mas se isto é um fato incontestável.

” “Não seria o caso de a Prefeitura pagar por cada nova pichação feita na cidade? É claro que sim. Rumina todos os papéis no oco das gavetas O que a mesa expele para a superfície é simples dejeto livre de mistério O arquivo também é móvel discreto e diz muito pouco de interesse humano A caneta.” IMPRIMIR a) Qual é a conclusão implícita na seqüência “neste ano. parcialmente adaptadas: “Para os lunáticos que insistem em soltar balões de grande porte. Francisco. Vide sugestão na nota anterior que também poderia ser aplicada nestes casos. 13. de Rubem Tavares. 1988. As autoridades deveriam enquadrar os responsáveis por crime inafiançável e trancafiá-los em presídios por longos anos. In: Poesias Reunidas (1968-1988). que se encontra na primeira nota? b) Explicite a sugestão dada no final da segunda nota. Unicamp-SP Considere o poema a seguir: “Inventário Povoam o escritório vários utensílios uns bastante sóbrios outros indiscretos Por exemplo: a mesa é sóbria.86.Interpretação de texto II Avançar . Voltar Língua Portuguesa . com certeza o prefeito encontraria novas atribuições para a Guarda Municipal. encontram-se. Em todo o ano passado foram registradas 33 ocorrências e. causando incêndios e sérios riscos à segurança dos vôos: segundo o Controle de Tráfego Aéreo. Se todos entrassem com uma ação simultaneamente. Amostra Grátis. o cesto são só instrumentos sem vontade própria Dois os indiscretos: minhas duas mãos — úlcera no estômago da repartição ALVIM. em 1998 foram registradas 99 ocorrências em Guarulhos. São Paulo: Duas Cidades. entre outras. as seguintes notas. no primeiro semestre de 2000. já foram 31. já foram 31”. p. só no período de janeiro a abril. só no período de janeiro a abril. Unicamp-SP Na coluna “De zero a dez”. neste ano. o lápis o papel. 34. publicada na revista Business Travell. Aparentemente peças quase iguais às demais: os mesmos modos funcionais Contudo é preciso vê-las em sua marca: no rastro dos dedos no selo do gesto Ali onde transgridem a ética da classe que proíbe os objetos de serem pessoais Onde desconhecem o acordo em vigor que as coisas transforma em armas submissas Não pactuam — hostis minhas duas mãos acidulam o ar da repartição” 40 GABARITO a) De qual critério se serve o poeta para classificar as diferenças entre os “vários utensílios” que “povoam o escritório”? Por que essa classificação destoa tanto da nossa percepção habitual? b) Como aparece a presença humana em meio ao ambiente da repartição? 87.

c) “meus cuidados voaram como borboletas”. o que se constata pela evocação de um “lustre complacente”. Carlos Drummond de. c) foi despertada pela relação material entre as teclas de um piano (“dentadura dura”) e sua própria dentadura (“dentadura amarela e preta”). Eu considerei as contas que era preciso pagar. a presença de turistas internacionais. Fatec-SP A leitura de Música torna possível afirmar que a atenção do narrador a) tem suas preocupações ordinárias postas de lado pela sensualidade da música e da pianista de braços redondos. c) a retificação das situações anteriores. “Música Uma coisa triste no fundo da sala. e) “as dificuldades…” 90. d) somente a ratificação das situações já apresentadas. e) a exclusão das situações expostas. b) a reiteração das situações apresentadas. os passos que era preciso dar. impossibilitam qualquer aparato de fiscalização. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. que. Alguma Poesia. apesar de triste. estudantes e pesquisadores estrangeiros que vêm desenvolver pesquisas.” GABARITO Neste texto divulgado na Internet. Me disseram que era Chopin.Texto para a questão 88. professores e consultores. A existência de uma fronteira terrestre muito vasta para evitar contrabando. afasta o narrador de suas preocupações cotidianas. UEPA “É nesse aspecto que a histeria sobre a biopirataria na Amazônia corre o risco de não levar a lugar nenhum. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) “sob o lustre complacente”. sob o efeito da música de Chopin é: a) “braços redondos que nem coxas”. estrangeiros residentes.” ANDRADE. as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza e na dentadura amarela e preta maus cuidados voaram como borboletas. b) se apega aos “passos que era preciso dar”. d) “Enquadrei o Chopin na minha tristeza”. na enumeração de situações que favorecem a biopirataria na Amazônia. levando-o ao desatino da existência. o coesivo “além” possibilitou: a) a inclusão de mais uma situação. d) é atraída pela música de um provável Chopin. 89. e) se fixa na tristeza e na solidão. Fatec-SP A expressão que mais claramente remete à liberação das preocupações do narrador.Interpretação de texto II Avançar . além do fluxo de brasileiros para o exterior. apesar dos apelos tristonhos que a música de um piano lhe fazia do fundo da sala. 41 88.

A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento. e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. tentando usar o sentimento. em território tropical. A Desordem do Progresso. (02) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados. com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza. Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. 1993. trabalhando na inconseqüência. Pervertendo o processo econômico. (04) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual. além de dúvidas. para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto. teorias e linguagens pouco acuradas. UFBA O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: (01) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos. denunciar que o carro não tem ar condicionado e estamos todos morrendo de calor. o que constituiria entrave cultural. Como o homem dentro de um carro fechado. Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. o caos e a irracionalidade. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior. Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. vê a si mesmo. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. como se tivessem lógica. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia. no meio de um engarrafamento. (16) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico.Texto para as questões de 91 a 93: “UM MERGULHO NO BRASIL Manaus 42 GABARITO Às duas da tarde do verão de 1984. a soma das alternativas corretas. para descrever e entender o país. Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos. como em qualquer mergulho. Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. para dar a impressão do bemestar do progresso. Sobretudo quando. Prendem-se a modelos já preparados. o motorista apontou para o carro à frente. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira. (32) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país. p. 5-6. Um mergulho no Brasil que. incompatível com seus recursos. os cientistas tendem a não expor as idéias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas. deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. Cristovam. aventurando-se. Não pode se limitar a ver o Brasil. São Paulo: Paz e Terra. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor. com o carro e as janelas fechadas. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil. no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar condicionado. Aquele encontro. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. eles não têm teorias alternativas. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. construídas em torno de questões ultrapassadas.’ Como aquele motorista. Dê. no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. (64) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes. mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral.Interpretação de texto II Avançar . A teoria econômica diria que o consumidor obtém. desvinculada de sua cultura.” BUARQUE. 91. para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial. usam linguagens especiais. como resposta. (08) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se auto-avalia. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar condicionado. ed. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações. A inconseqüência não é apenas do consumidor. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. 4. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real. no calor sem ar condicionado. arriscando incoerências. A teoria que se diz científica.

como se tivessem lógica. (32) Os pontos de vista dos economistas e do autor coincidem com relação ao grau de funcionalidade das “janelas fechadas” e “das janelas abertas”. (64) A expressão “Para tanto” estabelece um relação de conseqüência com referência a “mergulho” (2o destacado). a soma das alternativas corretas. 93. o caos a irracionalidade. diferentemente de “ar condicionado” (2o destacado).” — Os economistas. (08) A expressão “se ver pelos olhos dos outros” conota um falseamento da realidade individual. (02) “para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. em território tropical. com argumentos falseadores. (64) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. como resposta. dentro da ótica do consumismo. a respeito do fato que então se comenta. (08) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. (02) A expressão “Tem que” remete a uma possibilidade remota de análise da realidade.” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. subestimam a aparência em favor da realidade. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . (04) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro. (04) A forma verbal “entender” tem o mesmo sentido de “Mergulhar”. (16) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. com o carro e as janelas fechadas. (16) O uso do “escafandro” sugere mascaramento do real objetivo do “mergulho” (1o destacado). incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo. como resposta. UFBA O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: (01) “Para que todos pensem que tem ar condicionado.43 92. a soma das alternativas corretas.” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se. UFBA Há uma explicação coerente em: (01) O termo “ar condicionado” (1o destacado) está usado em sentido denotativo.Interpretação de texto II Avançar . no desvendamento dos fatores externos que a constroem. Dê. para dar a impressão do bem-estar do progresso. (32) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém. antes. falso.” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma conseqüência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. Dê.

e húngaros. letões. Desde que o homem é homem. ‘nedôstatok’. Embora línguas que nos são mais familiares como o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de uma expressão (seus equivalentes de ‘nostalgia’ e ‘falta’) para exprimir o que chamamos de saudade em todas as circunstâncias. de 51 anos. Edmílson. Trata-se de uma grande e pretensiosa balela. a dizê-lo. c) trata-se de um mito a crença de que apenas os povos lusófonos têm uma palavra para designar o sentimento “saudade”. 96. ou talvez mesmo antes. sua terra natal. c) comum a todos os seres humanos. ITA-SP No texto. ‘sóvárgás’. ‘ilgas’. Folha de S. já que seus outros dois irmãos. Cada atitude e cada declaração eram pensadas com um racionalismo típico de sua família.” Saudade. d) há línguas que são mais sintéticas que outras para exprimir os sentimentos. ‘garod’. Por quê? c) Por que o emprego da palavra “racionalismo” é inadequado nessa passagem? As questões 95 a 97 referem-se ao seguinte texto: “Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes que muitos acabam se convencendo de que eles são de fato verdadeiros. que seria uma exclusividade mundial da língua portuguesa. se até os cães demonstram sentir saudades de seus donos quando ficam separados por um motivo qualquer. sentem saudade. assim como os seres humanos. existem outros idiomas que o fazem de forma até mais sintética que o português. o ‘póthos’ dos antigos gregos e sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no planeta ou nas 10 mil que já existiram. quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato mundial. mas a maneira de expressá-lo é diferente. sérvios e croatas. a tese é que a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e têm palavras para designá-los.94. são médicos. Unicamp-SP Quando o treinador Leão foi escolhido para dirigir a seleção brasileira de futebol. d) comum a todos os seres humanos e remonta aos tempos antigos. sempre impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado. árabes. b) uma prova de que a espécie humana é fruto da mutabilidade de espécies.Interpretação de texto II Avançar . desde que aprendeu a falar aprendeu também. 6/4/1996. b) A expressão “por outro lado”. e) há línguas que são mais sintéticas que o português para expressar o sentimento que os povos lusófonos designam “saudade”. ITA-SP NÃO se pode afirmar que a noção do sentimento saudade no texto seja a) atribuída exclusivamente ao ser humano. Ao chegar à seleção brasileira em 1970. a) O que aconteceria com Leão se ele. costumava ficar horas aprimorando seus defeitos após os treinos. Ora. de uma forma ou de outra. ‘Sehnsucht’. do qual consta a seguinte passagem: “Durante sua carreira de goleiro. armênios. no início do segundo período. Os russos têm ‘tosca’. iniciada no Comercial de Ribeirão Preto. ‘shauck’ e também ‘hanim’. Por outro lado. 53 anos. 20/10/2000.” Correio Popular. b) os cães. Todas as línguas do mundo exprimem com maior ou menor grau de complexidade todos os sentimentos humanos. seria de um etnocentrismo digno de fazer inveja à Alemanha nazista acreditar que esse sentimento é próprio apenas aos que falam português. ele sente saudade. e) talvez anterior à razão. Paulo. ficasse aprimorando seus defeitos”? Reescreva o trecho de maneira a eliminar o equívoco. ‘jal’. Leão. adaptado. e Édson. japoneses. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Um desses casos é o que envolve a palavra ‘saudade’. o professor Josué Machado lembrou pelo menos dez equivalentes da palavra ‘saudade’. Em uma de suas colunas semanais nesta Folha. 44 GABARITO 95. contribui para tornar o trecho incoerente. ‘natsukashi’. o jornal Correio Popular publicou um texto com muitas imprecisões. alemães. Pode-se ainda acrescentar a essa lista o ‘desiderium’ latino. Campinas. macedônios. efetivamente. 58. Leão não dava um passo em falso. E seria uma grande pretensão acreditar que o sentimento que batizamos de ‘saudade’ seja exclusivo dos povos lusófonos.

98. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. “/…/ você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa /…/”. por meio da clareza e da elegância do estilo. predicativos do sujeito moça. é correto afirmar que a) em II. b) Na estrutura sintática predomina a subordinação. b) contornar as histórias mal contadas.97. d) criticar certas histórias que. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos. c) uma equiparação do sentimento saudade dos cães ao dos seres humanos.” Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima. o segundo uso da palavra “louco” assume sentido negativo. II. ITA-SP NÃO se pode dizer que no texto haja a) uma declaração inicial que sintetiza a tese a ser defendida. sem prejuízo do sentido. Para as questões 98 e 99 considere o texto das questões de 27 a 29. focalizando o principal beneficiário do seguro. a palavra “louco” pode ser substituída. Mackenzie-SP “A moça não era formosa. e) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. PUC/Campinas-SP A revista Veja anunciou-se a si mesma. o autor sugere a idéia de longevidade do titular do seguro. talvez nem tivesse graça. c) nas três ocorrências. b) em I. Fuvest-SP Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o texto: a) a única palavra que se refere diretamente à idéia de morte é “inventários”. d) a generalização de uma idéia após a apresentação de exemplos. b) a imagem da criança reforça uma sugestão já presente no texto e no nome do produto. em estilo preciso. utilizando a seguinte frase: “Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas” Está implícito. “Porque quem é louco por alguém. que a revista Veja se dispõe a a) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos. redundam em más reportagens.Interpretação de texto II Avançar . a palavra destacada tem o mesmo sentido. c) denunciar. d) em II. por serem mal contadas. evitando-se assim reações negativas do leitor diante desse tema. e) em II. Fuvest-SP I. os cabelos caíam despenteados. e) a fotografia e a frase em maiúsculas desviam a atenção do leitor da idéia de morte. sintaticamente. os usos da palavra “louco” assumem sentido oposto àquele verificado em I. a repetição da palavra “louco” é redundante. nesse anúncio. que é marcada apenas pelo emprego de orações na voz passiva. 45 Quanto ao sentido que o vocábulo “louco” assume nas três ocorrências destacadas no quadro acima. a) Formosa e graça são. não é louco de deixar essas coisas para amanhã”. e) exemplos de vocábulos de outras línguas para designar o sentimento “saudade”. por “delinqüente”. 101. c) o autor usa conotativamente a palavra “noite” para simbolizar a idéia da morte. 99. d) no trecho “você faz um seguro de vida que pode durar sempre”. e) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações. já que não acrescenta nenhum sentido à frase. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que funcionam como argumentos para a tese defendida. GABARITO 100. b) a exclusividade da forma impessoal. d) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas. c) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração.

46 Considere as seguintes afirmações: I. dança. o autor demonstra a) que a independência política possibilitou a autonomia econômica do país com o ingresso das multinacionais e do capital estrangeiro. Acostumados às apagadas. d) de forma criativa o progresso econômico que a abertura ao capital estrangeiro trouxe ao país. b) II. se refere a expressão “às vezes literalmente”? Qual o duplo sentido produzido pela relação que aí se estabeleceu? 103. d) sentam praça em algum lugar. d) I e II. Na 2ª manchete. II. Paulo. o fato parece mais grave que na segunda. a) O advérbio “literalmente” está adequadamente empregado nos dois textos? Justifique sua resposta.” O Estado de S. o emprego dos termos “INCRA” e “assentamento” particularizam a informação. sob idêntico ponto de vista. pode-se considerar que seu equivalente mais próximo seria: a) sentam a pua em alguém. c) que a independência política é responsável indireta pela verdadeira revolução industrial que se desencadearia no país no século XX. desempregados. c) III. invadido pelas multinacionais e pelo capital estrangeiro. em relação às manchetes. Está correto. a partir de 1822. e) sentam orgulhosamente. Fatec-SP Para determinar o valor sintático-semântico do substantivo “poltrona” na expressão “sentam poltrona”. Para se candidatar a um emprego. o recém-formado compete com levas de executivos de altíssimo gabarito. Paulo.Interpretação de texto II Avançar . b) A que palavra. estabelecendo um paradoxo com a data da independência em 1822. sem experiência. mulheres dos dirigentes do Kremlin. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . literalmente. II. em II. embora empregando palavras diferentes. Na 1ª manchete. b) sentam tijolos na parede. c) sentam-se numa poltrona. O jovem. b) a relação de dependência econômica do país.” Folha de S. GABARITO 105. Fuvest-SP I.102. exibida. “Incra suspende crédito para assentamentos. às vezes literalmente. ambas do dia 15/5/ 2000: “Governo suspende verba para a reforma agrária. e) que as origens do mercado publicitário no Brasil remontam à época de sua independência em 1822. apenas o que se afirma em a) I. As duas manchetes apresentam o mesmo fato. arrogante. e) II e III. os russos achavam que ela era influente demais. 104. U. Metodista-SP Observe a imagem que segue: A partir da composição acima. III. Fuvest-SP Leia as seguintes manchetes de dois jornais paulistas.

o abaulado amigo. de colégio. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. 107. … trarilarára… traríla… De repente voltou-se prá negra velha que vinha trôpega atrás. b) Expressa por meio de clichê o movimento dado à saia. enorme trouxa de roupas na cabeça: — Qué mi dá. os ferem nós debaixo.” NETO. Texto para responder a questão 109. onde cabe qualquer homem e a contento. Ondequer que certos homens se sentem nas nádegas da alma. tomando como ponto central as oposições entre o sentir e o sentar. A vida toda. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o fragmento que vai da linha 2 à linha 3. 108. c) recriação de cena cotidiana. qualquer o assento. as curvas de afeto. pode-se afirmar que a) o sentido nuclear do poema se dá na relação entre poltrona e banco de colégio. d) A expressão enorme trouxa justifica o adjetivo trôpega que caracteriza negra velha. apesar de aproximar-se da prosa. Fatec-SP Da leitura de Sobre o Sentar-/Estar-no-mundo. c) Apresenta erros de ortografia que impedem a clareza do texto. se sentam mal sentados. GABARITO “Sobre o sentar-/estar-no-mundo Ondequer que certos homens se sentem por afetuoso e diplomata o estofado. A educação pela pedra. em efes e erres. e mesmo a tábua-de-latrina lhes nega assento além de anatômico. Sentam poltrona: ou tábua-de-latrina. e) ironia. vó? — Naão. c) A resposta da avó explicita a sua indiferença para com a menina. 109. confere ao homem uma postura universalizante. sentam poltrona. por ser anatômica. a) Revela-se poético. a) O título já anuncia a importância da relação entre as duas mulheres. Mackenzie-SP A característica da poesia modernista que NÃO se encontra no texto é: a) liberdade formal.Interpretação de texto II Avançar . Batia compasso com a varinha na poeira da calçada. como compete à poesia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Texto para as questões de 106 a 108: “A menina e a cantiga 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 … trarilarára… traríla… A meninota esganiçada margirça com a sáia voejando por cima dos joelhos em nó vinha meia dansando cantando no crepúsculo escuro. e mesmo de pé algum assento os fere: * eles levam em si os nós-senão-pregos. e) Há total descaso pela oralidade da expressão. ecumênico. e) Tem a coerência prejudicada por falta de pontuação. João Cabral de Melo. b) aponta para os incômodos causados pelos bancos de colégio que são pouco anatômicos. exemplo único de concepção universal. 47 106. senão pregos. … trarilarára… traríla…” Mário de Andrade. c) revela que o fato de certos homens ficarem a vida toda sentados causa-lhes um malestar indescritível para o corpo e para a alma. b) O modo de reproduzir a cantiga indica sua variação rítmica à medida que a cena se desenvolve. d) linguagem coloquial. b) sintaxe elíptica. e) o poema satiriza a prepotência de certos homens. sentam bancos ferrenhos. d) a tábua-de-latrina. d) Enriquece a descrição da menina por meio de prefixos ligados a nomes.

Como dizem que Bergmann é um gênio com um gênio violento e difícil – e a última é que ele foi um simpatizante do nazismo até o fim da Segunda Guerra – Linn pode ter herdado mais do que queria. foi publicado no Jornal O Globo. que está em Paris para lançar um livro. está redimida a eugenia. mas não o inverso. o filho continua não podendo escolher os pais que o terão. que no passado era coisa de cientistas loucos e fascistas. U. a qualidade do sangue ou do ambiente. Ela é filha da Liv Ullmann e do Ingmar Bergmann. Juiz de Fora-MG Indique a única alternativa incompatível com a interpretação global do texto: a) a beleza de Linn Ullmann deve-se ao fato de ela ser fruto de reprodução programada. Mesmo com toda reação contra e a discussão ética. o cientificismo totalitário para fins de ‘melhorar a raça’ mudou de vocabulário e ganhou respeitabilidade. se fosse nascer hoje. Na comercialização de genes saudáveis e bonitos está subentendido que a personalidade não vai junto. Todos os avanços na área da reprodução programada não mudam a situação da criança. pelo menos no Brasil. que os bebês serão o que o mundo fizer deles. E pensei: está aí. se esta é a palavra. Não há garantia que entre os óvulos e os espermatozóides de modelos. E um mundo só de gente bonita e inteligente não seria necessariamente um mundo de gente melhor. Pela fotografia no jornal. preferiria ter os tipos de pais que nunca escolheriam um filho de um catálogo. implícitas nessa questão de engenharia genética. Mas esta vitória da mentalidade ‘de direita’ redime a tese da ‘esquerda’ na velha discussão sobre o que determina caráter e destino. Eu. U. depois. em especial. Não sei o que herdou do pai. a genética ou a cultura. c) demonstrar que a engenharia genética promete ser a questão do novo milênio. b) a reprodução programada baseada em genes de indivíduos saudáveis e bonitos é uma nova edição do cientificismo totalitário para fins de “melhorar a raça”. de 28/10/99. Linn Ullmann teve sorte: herdou a beleza da mãe. atletas e gênios há sempre um simpatizante do nazismo.O texto seguinte. Mas desconfio que. F.” 48 110. As pessoas pedirão: ‘Quero um surfista loiro bom em física quântica e uma modelo com PhD – mas um tem que ser de Capricórnio e o outro de Libra’. que não tem qualquer opinião no assunto. Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem. b) questionar a reprodução programada e. encontrarão uma forma de assegurar que os genes comprados tenham o destino desejado. que promete ser a questão do novo milênio. atletas e gênios não exista um serial killer. GABARITO c) na comercialização de genes saudáveis e bonitos subentende-se que apenas as características físicas são geneticamente transmitidas. as questões 110 e 111. li no Libération uma matéria sobre Linn Ullmann. escrito por Luís Fernando Veríssimo. Para começar. Leia-o e responda. 111. “O que vem por aí Pouco depois de ler a notícia sobre o americano que está oferecendo óvulos de modelos na Internet para quem quer ter filhos bonitos. F. d) argumentar que entre óvulos e espermatozóides de modelos.Interpretação de texto II Avançar . um cantor country – ou um simpatizante do nazismo. Juiz de Fora-MG O principal objetivo comunicativo do autor do texto é: a) ironizar a comercialização de genes no Brasil. mesmo que fosse eu. ou aquela respeitabilidade forçada do inevitável. a comercialização de genes de pessoas saudáveis e bonitas. não poderia fazer uma encomenda melhor ao laboratório: os óvulos da bela e inteligente Liv Ullmann fertilizados pelos genes geniais do Ingmar Bergmann. Há algumas ironias. Se alguém quisesse planejar uma loira superior. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) a reprodução programada permite que os pais escolham o filho que querem ter.

uma boca enorme. 49 113. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. Mormente por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos. isso ocorre em: a) ‘suficiente discernimento’ – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso. Sou um aleijado. até não sei que hora. O sonho é substituído pela TV. dedos enormes.. aos brinquedos eletrônicos. e as fadas. um grande silêncio. Marciano está dormindo. Frei. que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. (. In: A Gazeta. corpo de criança e alma de mulher. 08 set.” Graciliano Ramos. que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência da profissão. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. agito a cabeça para repelir a visão que me exige essas deformidades monstruosas. Cesgranrio Analisando o texto. e) Atualmente as crianças não se preocupam com o futuro. E a desconfiança terrível. c) retrata o conflito íntimo da personagem. sem sonhos. Patifes! E eu vou ficar aqui. as crianças são levadas precocemente ao consumo. c) ‘embotelhada em danças’ – especialista em danças. d) caracteriza o mundo exterior como hostil. É horrível! Se aparecesse alguém. podemos afirmar que se trata de um texto psicológico porque: a) mostra a solidão em que vive o narrador. Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo. Se Madalena me via assim. 98. Lá fora há uma treva dos diabos. Texto para a questão 114: “Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos. com certeza me achava extraordinariamente feio. cansadas perante um futuro que ainda não viveram. lacunas no cérebro.. no seu sentido geral. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. Vitória. b) Os adultos cedem facilmente aos desejos das crianças. eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distancia a idade fisiológica da psicológica.Interpretação de texto II Avançar . d) As crianças engordam muito porque ficam muito tempo em frente da tevê. morto de fadiga. Nem sequer tenho amizade a meu filho. até que. e) ‘indigência intelectual e espiritual’ – pobreza de cultura e de espírito. p. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. rios cheios e uma figura de lobisomem. Se ao menos a criança chorasse. Estão todos dormindo. Fecho os olhos. Memórias de um Dinossauro. 112. d) ‘ritmo da esquizofrenia’ – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais. A vela está quase a extinguir-se. Aos quatro anos. sem afeto e sem cultura.. Emescam-ES A frase que melhor sintetiza as idéias do texto acima encontra-se em: a) Hoje. viciadas em indigência intelectual e espiritual.. IMPRIMIR GABARITO 114. b) contrasta o modo de ser de Madalena com as ações do narrador. encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos. 05. às escuras. Emescam-ES Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. c) Os tempos modernos eliminam os sonhos da criança..) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto. Foi este modo de vida que me inutilizou.Texto para as questões 112 e 113: “Hoje. bruxas e reis. Devo ter um coração miúdo. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. e) enfatiza as dificuldades de relacionamento da personagem com as pessoas que a cercam. b) ‘insistência pirralha’ – teima persistente da criança.” Excerto de BETO. Voltar Língua Portuguesa . as histórias cedem lugar aos programas de auditório.. E um nariz enorme. a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce.

fliperamas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . semelhante ao de Gregório de Matos. Aplique um segundo tijolo sobre o primeiro e exponha tudo ao sol. nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele. (. Necessita de adivinhação. quindim. você verá nascer pequenos escorpiões. beira d’água. argumentando indutivamente. nuvem. mesmo assim pode não ter namorado.” Hoje. História concisa da literatura brasileira. Paquera. Namorado não precisa ser o mais bonito. mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme. A proteção dele não precisa ser parruda. é poesia objetiva. Namorado é a mais difícil das conquistas. b) uma hipótese alternativa para o fenômeno não foi lembrada. lágrima.115. Enlou-cresça. um envolvimento e dois amantes. e) característico da primeira geração modernista. saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. c) o químico não tinha competência para a realização da experiência.. transa. Texto para as questões 117 e 118: “Namorado: ter ou não. e passeie de mãos dadas com o ar. traço constante na poesia de Drummond”. sabemos que escorpiões não nascem assim. decidida. envolvimento. show do Milton Nascimento. relatou a seguinte experiência.) Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo. Obra completa. UERJ Em 1648. Rio de Janeiro: Aguillar. UFR-RJ “O primeiro grande poeta que se firmou depois das estréias modernistas foi Carlos Drummond de Andrade. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. (. flerte. Se você tem três pretendentes.. um químico holandês. sem qualquer reflexão.. ruas de sonhos ou musical da Metro. Definindo-lhe lucidamente o caráter. gabiru. aquela de chita. até paixão é fácil. para comprovar a tese da geração espontânea: “Faça um buraco num tijolo.) Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. p. 1989. atividade da razão.Interpretação de texto II Avançar . é muito difícil. distanciado e lúdico. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor.. da qual fazia parte. em relação ao humor de Drummond pode-se afirmar que é um riso: a) que assinala uma ruptura com a geração que o antecede. a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade. Alguns dias mais tarde. d) a geração espontânea não pode ser comprovada com experimentos. A conclusão do químico pode ser refutada logicamente pelo argumento indicado em: a) a experiência não resistiu à passagem do tempo. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques. c) irônico. Carlos Drummond de. b) escarnecedor. aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba virando matéria privilegiada do humor.) Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado. De alma escovada e coração estouvado. (. de pele. 116. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela.’ Parece-me que alma muito pessoal significa. Segundo Bosi. Alfredo. fazer compra junto. é uma questão Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. ponha ali erva de manjericão bem triturada. tendo o manjericão agido como fermento. fazer sesta abraçado. disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que.” ANDRADE. bosques enluarados.. ‘expressão duma alma muito pessoal. brisa ou filosofia. chamado Jean Baptista von Helmont. 1982. 494. fruto da inspiração poética. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. mesmo. ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. São Paulo: Cultrix.. sua frio e quase desmaia pedindo proteção. caso. ponha a saia mais leve. de saliva. Mas namorado. d) tímido. 50 BOSI. abobalhados de alegria pela lucidez do amor. no caso. dois paqueras.

o conhecimento do código de trânsito. pensa o poeta. UFMG Em todas as alternativas. Para eles. […] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. d) os gramáticos impõem normas para os artistas não as transgredirem. UFR-RJ “Enlou-cresça. para ser bem-sucedida. b) Ela pode dar impressão de firmeza. De um lado. em valor. em valor. é correto afirmar que: a) a língua não oprime os artistas quando os submete à vontade do Estado. 120. e) sabe teorizar sobre os seus sentimentos.Interpretação de texto II Avançar . c) o crescimento e loucura são considerados processos incompatíveis. b) o sentido da vida se constrói a partir do crescimento intelectual. b) entra em sintonia com o outro no plano das sensações. impondo normas. b) os artistas revelam o caráter transitório da norma culta ao infringirem-na. exceto em: a) … assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. por natureza convencional e efêmero: num dia. e) o sentido da vida é construído por meio da loucura. d) o sentido da vida se dá pela tensão entre crescimento e loucura. 118. na próxima semana. (Introduz uma comparação). (Refere-se à transgressão de função estrutural). dominar a norma culta do idioma não excede. guardiães da língua). indica novas propostas para o futuro. de precisão. Ela pode dar impressão de firmeza. de ambigüidade. e. A língua existe para servir o indivíduo. contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa. clamando por liberdade. (Refere-se aos gramáticos. que variam conforme as convenções gerais de cada época. De outro. de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. os artistas. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma.” O neologismo em questão sintetiza o seguinte pensamento: a) só é possível crescer se a vida não fizer nenhum sentido. UFMG De acordo com o texto. d) Observa-se o mesmo nas normas da gramática. c) distingue o que é concreto do que é abstrato. Observa-se o mesmo nas normas da gramática. e não para escravizá-lo. Tanto no texto como no comportamento. assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. mas porque sabem tirar proveito da ruptura. c) Para eles. não dá. A transgressão. Pela perspectiva dos artistas. ou expressão. o conhecimento do código de trânsito.” 51 GABARITO 119. o emprego do termo. UFR-RJ Para o autor. pode ser que a mesma rua não exista. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) vivencia as sensações do amor sem se entregar. em nome de sua arte. Textos para as questões 119 e 120: “Pode um escritor. A resposta à questão inicial é simples. só sabe o que é namorar quem: a) cultiva o hábito de fazer poesia. Esse tipo de postura gerou um impasse. (Remete à efemeridade do conhecimento do código de trânsito). está corretamente explicado pela frase entre parênteses. certa rua dá mão. c) os escritores contrariam as regras gramaticais porque as desconhecem. Sendo uma aventura intelectual. Na maioria dos casos. os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído. no outro. deve possuir função estrutural. dominar a norma culta do idioma não excede.. que variam conforme as convenções gerais de cada época.117.. Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras. ficam os gramáticos. destacado. o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado.

O Globo. Nova Fronteira. Aqui o sério é temerário. quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim. Do mesmo modo. estamos todos condenados a uma lógica do absurdo. Dedução formal tal que. É que. se não fosse assim. então.. de Holanda. o salário-mínimo impõe miséria a grande parte da população.Texto para a questão 121: “Silogismo Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas. ou talvez até risse e pronto. é preciso alterar esse modelo econômico. Texto para as questões 122 e 123: GABARITO “Ética para meu filho (. F. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia. Se não fôssemos livres. oportunismo político ou desinformação. chamada conclusão. nelas logicamente implicada.. ‘não percebi o que estava fazendo’.) Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém. queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos. então. é claro) de nada e evitaríamos os remorsos. nem se daria ao trabalho de dizer nada. Lóg. adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível. quando o pote da geléia que estava em cima do armário cai e quebra. Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo. Trad. delas se tira uma terceira.. etc. eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua. ‘é mais forte do que eu’. 121.. A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes. B. mas preferimos confessar-nos ‘escravos das circunstâncias’ quando nossos atos não são exatamente gloriosos. compreendemos que já estamos sendo castigados. Por isso. c) Um salário-mínimo maior prejudicaria o país. 1986. De onde vêm os remorsos? Para mim está claro: de nossa liberdade. ‘perdi a cabeça’. b) Precisamos manter nosso prestígio com a comunidade financeira internacional. que lesamos a nós mesmos — pouco ou muito — voluntariamente. 52 Considerando essa definição. nas circunstâncias. UERJ silogismo. mesmo reconhecendo que é pouco. pode-se concluir que o silogismo a que se refere o título do texto é encontrado em: a) Boa parte da população sobrevive com apenas um salário-mínimo e o salário-mínimo não dá para viver. 24/03/2000. o salário não aumenta mais por exigência do mercado internacional. S. Sérios. d) O salário-mínimo não garante vida digna para a maioria da população. Rio de Janeiro. Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa..)” VERÍSSIMO. ao agirmos mal e nos darmos conta disso. então. inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. A. há circunstâncias que impedem o salário de ser maior. Em compensação. Grita exatamente porque sabe que foi ela. sensatos. ao crescermos. temos homens honrados e capazes. Fernando. chamadas premissas. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o adulto é irreal e o responsável é criminoso. Ética para meu filho. comprometeria o programa de estabilização do Governo. mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. (.Interpretação de texto II Avançar . o sensato é insensato. ninguém me ajudou!’ Do mesmo modo. a criança pequena grita chorosa: ‘Não fui eu!’. que não pudemos escolher: ‘cumpri ordens de meus superiores’.” SAVATER. 1997. então. postas duas proposições. FERREIRA. o país necessita da miséria de grande parte da sua população. quebraria a Previdência. não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos. Monica Stahel. é preciso resistir a apelos emocionais da sociedade. ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: ‘Fiz sozinho. O país só é viável se metade da sua população não for. L. ‘vi que todo o mundo fazia a mesma coisa’.. resistindo a apelos emocionais. m. São Paulo: Martins Fontes.

IMPRIMIR No que diz respeito ao fenômeno da cor. c) diminuir a assimetria entre o filósofo e o leitor. mais tarde desenvolvida por Schopenhauer? Voltar Língua Portuguesa .122. inteiramente distintos. São Paulo: Nova Alexandria. “Goethe estava interessado nas condições necessárias para que o fenômeno das cores se manifeste. Essa estratégia tem o seguinte objetivo: a) provocar a resposta direta do interlocutor. no texto I. O restante (. M. de abandono.Interpretação de texto II Avançar . o autor obtém o seguinte efeito: a) valoriza o argumento das outras falas. o principal mérito de sua análise é ter mostrado que a cor também existe como fenômeno que escapa à física. Nesse aspecto. M. Assim. Goethe e o físico inglês Isaac Newton compreenderam o fenômeno da cor. sendo provocadas por sua vez por processos físicos. não basta dizer que a cor surge da luz.” GIANNOTTI.. J. pode-se afirmar que: a) o texto II constitui uma representação estética da realidade contida no texto I. incluindo lagos. mas como aparece junto à luz. luz e cores são fenômenos de consciência (sensações e percepções) cujas condições são ocorrências fisiológicas na retina e no sistema nervoso. no qual o autor expõe seus argumentos em tom de conversa. 53 “Entristeceu. rios e montanhas.. Na verdade já estava procurando distinguir as condições ou esferas mediante as quais o fenômeno da cor se apresenta. 1993. de GOETHE. UERJ Ao trazer para seu texto a citação de outras falas — por meio do emprego das aspas —. d) o texto I discorre sobre o aproveitamento agrícola das terras brasileiras. Vidas Secas. é geralmente apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícola. Triângulo Mineiro-MG “A superfície do Brasil. F. 124. W. ou métodos de comparação. uns 400 milhões de hectares. d) revelar opiniões compartilhadas pelos interlocutores. e) as perspectivas pessimistas quanto ao uso do solo brasileiro. andar para cima e para baixo.) encontra-se em estado de improdutividade. em que se comenta o modo como o escritor alemão J. essas duas interpretações diversas do fenômeno cromático não devem ser pensadas como necessariamente incompatíveis. actualmente.’ A identidade da cor varia de acordo com os critérios estabelecidos para sua compreensão enquanto fenômeno de consciência. Mais ou menos metade desta superfície. caem por terra. sem fruto”. c) ambos os textos propõem o uso racional das terras no Brasil. Schopenhauer. preocupou-se somente em estabelecer os critérios para a produção da cor enquanto fenômeno físico. Newton. PUC-RJ Leia o texto abaixo. José Saramago. apenas uns 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. o que distingue basicamente a abordagem de Newton daquela de Goethe. b) ressaltar uma discussão teórica entre iguais. mas como pontos de vista que se baseiam em critérios. A respeito dos textos. d) destaca a palavra dos outros como argumento de autoridade. Para ele. ao contrário de Goethe e Schopenhauer. UERJ O texto lido faz parte de um ensaio filosófico sobre ética. GABARITO 125. que é negado no texto II. à toa! Como judeu errante. continuando o caminho de Goethe. Prefácio à edição brasileira de A Doutrina das Cores. c) identifica um embate como reforço do campo da sinceridade. fenômeno na retina ou fenômeno físico. de Graciliano Ramos. W. Ora. A sina dele era correr mundo. é de 850 milhões de hectares.. Um vagabundo empurrado pela seca”. 123. b) o texto II faz uma reflexão sobre os fatos narrados no texto I. considerando-se o sentido do texto II. Considerar-se plantado em terra alheia! Engano. embora as críticas de Goethe se revelassem posteriormente inconseqüentes. b) delimita o que é defendido e o que é atacado. é o primeiro a distingui-las claramente: ‘Do ponto de vista do sentido visual.

de certa forma. O tempo é a minha matéria. c) O poema revela-nos um eu-lírico que. U. Carlos Drummond de. o tempo presente. tendo em vista que as “jornadas de trabalho brutais — fazem alusão ao início da Revolução Industrial na Inglaterra e que os “símbolos preciosos da civilização” incluem a Bastilha. surgiram jornadas de trabalho brutais. não pretendendo. e) Ao voltar-se para a vida presente o poeta demonstra uma preocupação maior com o seu momento histórico. Também não cantarei o mundo futuro. neste final de milênio. voltam com força total. ( ) Algumas autoridades estão assustadas com a possibilidade de que o homem atual possa vir a ter diversão. e do futuro de um mundo caduco que o sufoca. os homens presentes. Não nos afastemos muito. pois. In: Educação para o lazer. a vida presente. do presente. ( ) Atualmente. o entretenimento — ideais de vida de algumas civilizações antigas. considero a enorme realidade. ignorando o passado e o futuro. como a grega. 1998. não direi os suspiros ao anoitecer. Entre eles. Vivemos hoje um modelo de vida tão assentado sobre o trabalho. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Viçosa-MG Leia atentamente o texto: “Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. fortaleza francesa que foi destruída em 1789. Mas será que sempre foi assim? Sem dúvida. trazendo preocupações novas. ( ) O autor responsabiliza as jornadas de trabalho brutais pela devastação da natureza. não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida. as cidades apresentam dificuldades de se organizarem em formas que não sejam pelo trabalho. em breve. principalmente a urbana. ao entretenimento.Interpretação de texto II Avançar . p. UnB-DF “O trabalho é a principal atividade do ser humano? Quase todas as pessoas responderiam afirmativamente a essa questão. F. Nesse período. a romana e. o trabalho converteu-se efetivamente na primeira necessidade humana. Estou preso à vida e olho meus companheiros. Luiz Octávio de. não haverá mais quem trabalhe. não nos afastemos. b) O poeta renuncia ao isolamento voluntário e reafirma sua solidariedade aos companheiros. estamos chegando ao final de um ciclo civilizatório durante o qual nunca se trabalhou tanto e em que. pela primeira vez na História. São Paulo: Moderna. devastou-se a natureza. à diversão. não! Ou que sempre será assim? Esperemos que não! Na verdade. Antologia poética. julgue os itens que se seguem. 54 Todas as alternativas seguintes correspondem a uma leitura possível do poema drummondiano. lazer e entretenimento como ideais de vida.126. 118. de uma história. como a recessão e a violência. assustando algumas autoridades. ( ) Infere-se que. a chinesa — foram esquecidos. o autor tece comentários acerca de fatos históricos ocorridos na segunda metade do século XVIII. ao lazer. o lazer. muito novas mesmo…” LIMA CAMARGO. vamos de mãos dadas. que raramente o questionamos. tendo em vista a existência de graves problemas. Mas. dos quais não pretende mais se afastar. 1998. 9. d) O poeta busca a convivência com os outros homens à sua volta. Rio de Janeiro: Record. destruíram-se símbolos preciosos da civilização e as cidades passaram a ser vistas apenas como espaços de trabalho e produção. a paisagem vista da janela. ( ) Entre as “preocupações novas” das autoridades. entregar-se aos devaneios e à solidão. nesse texto. pode-se incluir a de buscar meios de viabilizar o acesso da população. exceto: a) O autor de “Mãos dadas” quer unir-se a seus semelhantes para libertar-se do passado. “Introdução”. O presente é tão grande. opta por conhecer a realidade de seu próprio tempo. 127. p.” ANDRADE. GABARITO A partir do texto. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. Não serei o cantor de uma mulher. A diversão. porque isso significa que.

p. Eu. mas com inquestionável empenho. Lá vêm outra semana. 5/7/99. é necessária na atual conjuntura. (…)” O Globo. morre de rir quando o crítico e. UFMS Na construção do sentido de um texto. Além disso.: Quando usava outros tipos de vestimentas. lá vem a segunda-feira. apesar de não sofrer as mesmas pressões que um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas. Opinião. a Internet deixou de ser novidade e 5 milhões de brasileiros já não podem mais viver sem computador. e. 55 Trabalho desde os 17 anos — já lá se vão 41 do que começou como primaveras.: Os demais países do Mercosul não se inscreveram no Festival de Vinhos na Turquia. nada disso. sem muito sucesso.” (Roberto Campos. (04)“A dupla jeans e camiseta e roupa feita em série acabaram com a elegância do povo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados. p. (01) “Veja: uma revista tão boa que as notícias nem precisam ser ruins. como também não quero ser chamado de vagabundo. (02)“Vinho Mercosul no mundo. pondo a mão no meu ombro. argumentando comigo mesmo que desfruto de certa liberdade. outra crônica. já está em outonos e. quando João Ubaldo diz “…se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados…”. sempre é afável comigo. dos saudosos 30 mil dólares. aquela(s) em que a inferência feita não se sustenta a partir do fato mencionado. chegou a verões. Ao trabalho. que não os mencionados. ago. Antônio Carlos. Argentina em primeiro lugar e Brasil em terceiro são premiados na Turquia. mas posso perfeitamente inventá-la.” (Revista do Mercosul. que me conhece desde rapazinho (eu. p. eis que. Podia estar aposentado. deve ser capaz de fazer inferências. o ministro Ornélas ou foi meu aluno ou quase foi — é o segundo ou terceiro ministro que foi meu aluno. começo na manhã da própria segunda. Cad. o povo era elegante. fico um pouco melancólico. mas a verdade é que. p. Alguns. 7. Antônio Carlos. como não está a meu alcance aspirar ao marajanato (sei que esta palavra não existe. eu também podia recorrer ao dr. outras chateações. 103) – Inf. a fim de recuperar o que não foi dito explicitamente.” (Istoé.” (Veja. 1998. 28) – Inf. como resposta. Com base nessas explicações.” (Época. Dê. procurando pistolões. a síndrome ataca de igual maneira.Interpretação de texto II Avançar . como sabemos. mas não adianta.: Para o autor. 84) – Inf. não. me chama de ‘ilustre representante da esquerda democrática’. pôde./jul. p. outros compromissos. também padeço de segundafeirite que acomete todos os trabalhadores. O Globo.Texto para as questões de 128 a 131: “Segunda-feirite aguda João Ubaldo Ribeiro. 7) – Inf. Nada de aposentadoria. (08)“Continuamos incapazes de duas coisas: ligar causa e efeito e aprender do passado. a soma das alternativas corretas. (32)“Max Floc. reconheça. (16)“Sem alarde.: Antes a Internet era novidade e 5 milhões de brasileiros podiam viver sem computador. Não. logo. entre as alternativas apresentadas abaixo. o leitor competente deve saber ler nas entrelinhas. com meus próprios horários e sem chefe ou patrão por perto. 6/10/99. Quis muitas vezes descondicionar-me. 29) – Inf.: O leitor lê Veja porque a revista não traz notícias ruins. 128.: Os outros produtos do mesmo tipo não têm a garantia HTP. p. onde certa feita interpretei ‘Tatu subiu no pau’. E manda a ética que me recuse a recorrer a pretensas vantagens derivadas de relacionamentos pessoais. ou seja. nem de tentar facilitar a vida. começam a ficar macambúzios na hora em que ouvem a musiquinha de encerramento do Fantástico. Não tenho queixa. 29/9/99. aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô ou a pleitear uma vaguinha no Retiro dos Artistas. especialmente por um ex-colega de magistério. mas não só levantar a papelada me infunde pânico. E o dr. eu também posso). já depois de muito tempo trabalhando em casa. logo. O único clarificante e floculante de piscina com a garantia HTP. 5/9/99. enfim. jun. quem lê deve ser capaz de inferir que a memória do escritor já o traiu pelo menos uma vez antes. 1999. se transmuta em invernos. se o ex-ministro Magri. a incapacidade de ligar causa e efeito e aprender do passado são características imutáveis de nossa mentalidade. 57) – Inf. 27/9/99. não ele). Opinião. Por exemplo. Cad.” (Raça. se bem que ele próprio aposentado. p. com base em minha memorável participação nas peças do jardim de infância em Aracaju.

como. e na necessidade da situação atual. (64)Pessoas que exercem determinadas profissões. inconformado. o que significa que poderia ser substituída por pode indiferentemente. a concordância do adjetivo com os substantivos que o antecedem poderia ter sido feita também no masculino plural. (02)Em “…aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô…” o advérbio provavelmente acrescenta ao conteúdo proposicional do enunciado a indicação da modalidade sob a qual ele deve ser interpretado. como resposta. (01)Os conectores não só… como também e além disso são utilizados para ligar enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão. por exemplo. (08)O direito de inventar palavras que o autor se atribui apóia-se no exemplo do exministro Magri. Dê. ou seja. (32)Já para criar segunda-feirite. (04)A forma verbal pôde é um dos casos de palavras que admitem dupla acentuação. no caso do texto. a performance do menino João Ubaldo não foi das melhores. (32)A palavra macambúzio significa revoltado. a soma das alternativas corretas. 56 GABARITO 130. que não a do locutor. uma vez que foi usada uma palavra no lugar de outra. (02)Em “…se bem que ele próprio aposentado. identificam-se as várias fases da vida humana às estações do ano. Antônio Carlos. Antônio Carlos. que me conhece desde rapazinho (eu. (16)Para construir o vocábulo marajanato. (04)As aspas em “ilustre representante da esquerda democrática” têm por função indicar uma expressão atribuída a uma outra voz. a soma das alternativas corretas. pelo fato de obedecer a princípios éticos. o autor emprega o sufixo grego -ite. (16)O escritor não admite recorrer a favores de ex-alunos ilustres. (01)Sendo quase sexagenário. a de escritor. o resultado seria “…não está ao meu alcance aspirar-lhe…”. (16)A figura de linguagem presente em “…morre de rir quando o crítico…” é a metonímia. UFMS Marque a(s) proposição(ões) que não está(ão) correta(s). o conector se estabelece uma relação de condicionalidade com o que foi dito anteriormente. como resposta.Interpretação de texto II Avançar . o verbo morrer pelo advérbio de intensidade muito. como em baronato. o escritor admite estar caminhando para o inverno da vida. (64)João Ubaldo Ribeiro assume um tom irônico que perpassa todo o texto. (32)A segunda-feirite ataca todos os trabalhadores já no final da noite de domingo.129. UFMS Assinale abaixo a(s) alternativa(s) verdadeira(s). João Ubaldo Ribeiro faz uso do sufixo latino ato que forma substantivos a partir de adjetivos. Dê. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . (64)Se em “…não está ao meu alcance aspirar ao marajanato…” utilizássemos um pronome pessoal para substituir o objeto indireto. (08)Em “…eu também podia recorrer ao dr. não ele)…” a informação entre parênteses vem corrigir uma possível ambigüidade de sentido. desesperado. (08)Em “…um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas…”. identifique aquele(s) que seja(m) adequado(s) ao texto lido. ou seja. acabam sendo menos afetadas pela síndrome da segunda-feira do que os trabalhadores comuns. (04)Embora a peça “Tatu subiu no pau” tenha tido êxito de público. como o dr.”. rinite e gastrite. sujeitos a horários e normas rígidas. a soma das alternativas corretas. (01)No início do primeiro parágrafo. como resposta. Dê. eles somam argumentos para apoiar ou justificar a não-aposentadoria do autor. que indica inflamação e que está presente também em bronquite. 131. UFMS Dentre os enunciados abaixo. também ele inventor de palavras. (02)O autor afirma que ainda não pediu aposentadoria apenas porque não tem condições financeiras para se sustentar.

57 A partir do texto acima. a cidade é calmíssima. Caros Amigos. a polícia passa a cada instante. a mãe sofre dores atrozes e mia feito um gatinho abandonado. autora de Boca do Inferno. 19 (com adaptações).75 dólar. as ruas espalhadas. a garrafa de champagne era mais alta do que eu. enquanto ouço vou também desenvolvendo o meu cérebro e aprendendo a aferir os encantamentos na máquina de um amigo. não há edifícios de mais de três andares. tudo aqui é em quantidades vertiginosas. de Ana Miranda. eu me sentia uma liliputiana no país de Gulliver. Ana. UnB-DF “Notícias da Califórnia Aqui são quatro horas mais cedo. ‘Empurra!’ Fotografo até cansar de gastar os sessenta filmes do pacote. o chicano passa a cada instante. um sentimento vitorioso. o texto de Ana Miranda classifica-se como crônica. por a polícia. o chicano passa a cada instante” pode ser substituída. ( ) A menção reiterada de grandes quantidades e o uso do grau comparativo de superioridade constituem um recurso estilístico que demonstra a profunda admiração da autora pelos hábitos californiamos. de eternidade. todo mundo de carro. por causa dos terremotos. hot-dogs e fumamos charutos e tudo nos embriaga de felicidade. em vez de dizer Push diz Purra! Purra! pois ouviu meu filho dizer. o suco de laranja (que tem gosto de beterraba que tem gosto de pastel) vem num galão. o imigrante passa a cada instante.” MIRANDA. julgue os itens seguintes. poeta. a maçã tem gosto de melancia que tem gosto de cereais que têm gosto de macarrão que tem gosto de waffle que tem gosto de vinho de Napa Valley que tem gosto de graveto que tem gosto de pão que tem gosto de ceasar salad que tem gosto de syrup que tem gosto de nescafé. a arquitetura do medo. ameaçador. os dias estão azuis dignos de uma crônica de Rubem Braga. entre outros romances. fomos a um mercadão de varejo. ah. p. a massa de pizza vem num saco com sessenta. ( ) Com a metáfora final do texto. com vantagem estilística e sem prejuízo de qualquer natureza. 9/99. é lindo! He’s pretty and pink diz a nurse. faz calor mas não muito. nº 30.Interpretação de texto II Avançar . tudo era apavorante. ouvindo música clássica de um disco que o Raphael ganhou na maternidade given to over a million new parents in hospitals across America. o neném nasce e chora. tomamos vinho e comemos bolo de nozes. de noite esfria. ( ) A exemplo da tipologia textual. escritora brasileira. as frutas são coloridas mas sem sabor. parece uma cidade de papel onde tudo é florido e arrumado e limpo e vigiado. a nurse midwife chamada Joyce faz o parto. o desodorante era maior do que um pão de forma que era maior do que a presuntada que era maior do que um garrafão de suco de tomate maior do que o vidrão de peanut butter. fazemos de noite uma ceia para comemorar o nascimento. ( ) A seqüência “a polícia passa a cada instante. (…) eles mesmos lavam o carro num posto de gasolina. assim como o leite. e as estruturas levíssimas. claro. o imigrante passa a cada instante. as geladeiras são repletas de guloseimas. (…) filmo o nascimento do Raphael. a autora informa ao leitor que ela escreve seu texto ouvindo música. tudo aqui tem o mesmo gosto. pagam 1. a autora faz uma crítica da sociedade californiana do século XX. comem-se muita verdura e fruta. o tubo de pasta de dentes era maior do que um tênis do Shaquille O’Neal.132. GABARITO ( ) Assim como Gregório de Matos Guerra fez uma crítica da sociedade baiana do século XVII. corta o meu coração. o imigrante e o chicano passam a cada instante. classic music to help stimulate your baby’s brain development . associada a Rubem Braga. apenas alguns. Smart Symphonies. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

duas figuras de linguagem da retórica tradicional: um hipérbato e um clímax. Me rasguei todo. Escrevi cartinhas e pra acertar a mão. simultaneamente. em “À toa” (v. o narrador faz três investidas sucessivas que podem ser assim resumidas: elogio da beleza física da mulher. ( ) No verso 9. ( ) Apesar de se tratar de construções sintáticas diferentes. 1974. Meu Deus que mulher durinha! Foi um buraco na minha vida. oferecimento de vantagens materiais e chantagem emocional. o automóvel. o passeio a pé. Falei de macumba. Fiz versinhos. julgue os itens que se seguem. o autor emprega. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 406-7. romance primoroso e por tal forma comovente [que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas… Perdi meu tempo: não fez efeito. Disse que ela era boa. fica claro que o narrador oferece à jovem uma caixa de pó-de-arroz. 58 Com base no texto acima. Manuel. Ajoelhei.10) e “Perdi meu tempo” (v. UnB-DF “Rondó de Efeito Olhei pra ela com toda a força. produto de maquilagem muito usado pelas moças de pele alva. Que ela era bonita pra burro: Não fez efeito. Mafuá do malungo. Virei pirata: Dei em cima dela de todas as maneiras. ofereci pó… À toa: não fez efeito.Interpretação de texto II Avançar . Utilizei o bonde. Chorei. Mas eu mato ela na cabeça: Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas.19) há a mesma informação semântica. ( ) Para conquistar sua amada. Que ela era gostosa. Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nôzinho. Então banquei o sentimental Fiquei com olheiras. Pastilhas purgativas: É impossível que não faça efeito!” BANDEIRA. ( ) Entre os versos 11 e 15. p. Rio de Janeiro: Aguilar. In: Poesia completa e prosa. li Elvira a Morta [Virgem.133.

uma perspectiva psicológica. empregam menos trabalhadores com escolaridade mínima. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. Língua portuguesa: história. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. o governo abandonou estradas. está no fato de: a) graças a sua ineficiência. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. 1998. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1o grau completo ou nem isso. viadutos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . subempregada. a escola. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. c) a intervenção do governo na economia ter sido devastadora. a palavra que melhor traduz “enorme problema” é: a) sobrevivência.Interpretação de texto II Avançar . b) desemprego. vai-se constituindo em disciplina curricular. c) globalização. uma perspectiva histórica. e) o governo ter aquecido e desaquecido a economia. Assim que a economia voltar a crescer. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. isto é. à qual o texto se refere. única saída para os desempregados. c) a modernização das empresas que. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. Para garantir a sobrevivência. 53. d) educação. que busca identificar os pressupostos ideológicos que levam a instituir um certo conteúdo em disciplina curricular e que subjazem aos objetivos e procedimentos de ensino dessa disciplina. p. e) o descompasso entre modernização e economia. mas que os deixa desassistidos.Texto de referência para as questões 134 a 136: ”ELES SOBRARAM Os números do IBGE. as condições sociais daqueles a quem se destina o ensino e daqueles encarregados de ensinar. Segundo o Instituto. ensino. Veja. d) empregar e desempregar serem tarefas do governo. Fempar A ironia. Fempar Pela essência do texto. d) o desaquecimento da economia que não permite a contratação da força física do trabalhador. uma perspectiva social. que relaciona a disciplina e seu conteúdo com as características. o horizonte é desolador. Neusa (org. Isso porque as empresas. já não precisam tanto de força física. 105. E o desafio. uma perspectiva cultural. hoje. por isso. Durante mais de uma década. Para os outros. o principal órgão de pesquisas sociais do país. que considera os processos de aprendizagem de um conteúdo específico. uma perspectiva política. São Paulo: Educ. 135. 136. 59 134. o papel e função atribuídos pela sociedade à instituição em que ensino e aprendizagem ocorrem. perspectivas. ao longo do tempo. b) a economia brasileira ter estagnado e voltado a crescer pela influência do governo. as expectativas. 1999. com a modernização. Cintia. e) modernização.).“ SOARES. o governo poder oferecer trabalho para a massa de subtrabalhadores. as necessidades do grupo cultural a que se destina seu ensino. por uma ironia de seu passado recente. a principal causa do “retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro” é: a) a existência de quase metade da população brasileira sem escolaridade mínima e. INSTRUÇÃO: Responder às questões 137 a 139 com base no texto. p. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. que reconstrói os processos por meio dos quais um certo conhecimento vai-se configurando como saber escolar e.“ VALENTINI. O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. que considera as condições sociais de produção de um determinado conhecimento. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. b) o avanço da economia informal. 21 de julho. conseqüentemente. para o país. Fempar Segundo o texto. Magda. Apud: BASTOS. deixou ruas se esburacarem. ”Uma reflexão sobre o ensino de todo e qualquer conteúdo pode e deve ser feita de várias e diferentes perspectivas: a perspectiva da própria ciência de que se recortou o conteúdo para constituir uma disciplina curricular.

ou seja. Pela análise das afirmativas. b) social envolve professor. e) 3 – 4. d) psicológica diz respeito. “ensino e aprendizagem” relacionam-se como causa-conseqüência. II. U. 3. 4. 138. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) 1 – 2 – 3 – 4. 2. b) I e III. I. “todo e qualquer conteúdo” equivale à totalidade de um conteúdo. respectivamente. facilitando a leitura. e) da própria ciência se relaciona à área de conhecimento específica do conteúdo a ser ensinado. c) política se refere ao modo de pensar dos responsáveis pela definição dos conteúdos a serem ensinado. aluno e o contexto em que interagem. e) III. 60 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) I e II. estruturas de natureza semelhante. III. ao “como” se aprende determinado conteúdo. U. F. O uso do ponto-e-vírgula entre as diferentes perspectivas hierarquiza as informações. 139. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão considerando a veracidade das afirmativas apresentadas de 1 a 4. F. “objetivos e procedimentos” correspondem.Interpretação de texto II Avançar .137. a metas e ações. U. F. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão com base nas afirmativas abaixo. só não é correto afirmar que a perspectiva: a) histórica precisa o momento em que determinado conteúdo passou a ser ensinado. 1. b) 1 – 2 – 4. II e III. A estrutura do parágrafo apresenta paralelismo. sobre a forma como as perspectivas são apresentadas. Cada uma das perspectivas é caracterizada por uma ou mais orações adjetivas. prioritariamente. Pela análise das afirmativas. c) 1 – 2 – 3. Pelotas-RS Sobre as diferentes perspectivas apresentadas no texto. “pode e deve” sugere uma gradação. d) II e III. d) 2 – 3 – 4. c) I.

b) a palavra “fóssil”. é possível afirmar que: a) o pronome “isso” remete a uma expressão que aparece depois dele. U. remete à necessidade de a população encarar a possibilidade de um blecaute. Pelotas-RS O título do texto — Um túnel no fim da luz – inverte uma expressão de uso popular.” Revista Galileu. essas usinas deverão somar mais de 15 mil MW ao sistema elétrico. F. 141. a iniciativa tende a levar o país a utilizar um combustível cuja queima deverá lançar na atmosfera grandes quantidades de poluentes. o Ministro das Minas e Energia quer antecipar as datas do programa de implantação de termelétricas. A iniciativa vem sendo debatida por especialistas da área. Alimentadas principalmente pelo gás natural boliviano (. equivale a embarcar com todas as malas numa canoa furada. e) O problema da falta de energia. defendido por muitos especialistas.. Pelotas-RS De acordo com o texto e seus conhecimentos. tem. prevê a utilização de um combustível fóssil... c) a existência de nexos de concessão ao longo do texto justifica-se pela necessidade de o autor apresentar apenas argumentos convergentes às idéias apresentadas. (Adaptado). fornece uma quantidade significativa de gás natural. um significado preciso. 140..). ficará sob controle com a aplicação de programas adequados.). na expressão “combustível fóssil”.Interpretação de texto II Avançar . contendo informações cientificamente corretas. conduz a uma leitura oposta a essa expressão popular. e) a expressão “energia solar” remete à idéia de energia proveniente da reflexão total dos raios luminosos por parte da Terra. c) O fantasma do blecaute ronda o Brasil. no total da produção de energia brasileira. existem dois tipos de solução: as células fotovoltaicas e os aquecedores solares de água (. porque são ilimitadas as reservas desse combustível. no Brasil. porque a Bolívia... para os críticos do programa de gás natural. que significa “embora não declare explicitamente”. (. (. d) a expressão “sem dizer com todas as letras”. para eles. 61 GABARITO a) A inevitável falta de energia não virá de imediato.As questões 140 e 141 baseiam-se no texto a seguir: ”Um túnel no fim da luz O fantasma do blecaute ronda o Brasil. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) Os programas do governo federal representam a esperança de que o blecaute não chegue ao Brasil..) Sem dizer com todas as letras.) O programa de gás natural. Assinale a alternativa com a frase que. b) A energia eólica e a energia solar – provenientes de combustíveis fósseis – não evitarão o blecaute no Brasil. para certos críticos. U.. Para exorcizar a ameaça. A palavra fóssil tem. o que. um significado preciso. isso é o que o governo federal dá a entender.. Segundo afirmam.) A energia solar é outra fonte a ser considerada. (. embora ela diminua o peso das hidrelétricas. país não limítrofe com o Brasil. Nesse caso. por causa do não aproveitamento de todos os nossos recursos energéticos. F..

A folha foi enviada a uma empresa do Recife. as inferências são duvidosas. pois conseguiu emprego em um jornal importante. Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna. Dê. 16) As inferências não são duvidosas porque 30% das empresas grandes e médias usam a grafologia para selecionar candidatos. 01) As inferências duvidosas atribuídas a Lírio decorrem da sua pouca idade. como resposta. As linhas de Lírio não chegavam ao fim da folha. e um psicólogo que nem o conhecia decretou: o candidato não tinha a agilidade. foi um sinal de audácia. feita por Lírio. procurou dar contornos mais adequados a sua letra. 04) a denúncia sobre o Banco Marka. julho de 2000. cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos. de Vitória. A grafologia pode até acertar algumas vezes. Unioeste-PR Segundo o texto.Texto para as questões 142 e 143. Tarefa simples. como resposta. Lírio foi descartado. aquele que culminou com a queda do presidente do Banco Central. o mesmo deve ter melhorado suas potencialidades como repórter após ter se submetido ao teste da grafologia. 32) As inferências são duvidosas mediante o que está disposto na análise da letra de Lírio.“ Superinteressante. Dê. 62 142. é correto afirmar que: 01) a grafologia é um teste altamente eficaz para avaliar a profissão de repórter. Ou seja. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Este ano. Francisco Lopes. Como ele soube? Simples. Com essas inferências duvidosas. p. 16) as habilidades das pessoas para as mais diversas profissões não podem ser avaliadas exclusivamente pelo tipo de letra. fez com que se sobressaísse a ponto de ganhar menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa. Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor. ”O que diz a letra Em 1995. a criatividade e a intuição que o cargo exigia. Portanto.Interpretação de texto II Avançar . 64) a forma como lírio escreve. Mas errou com Sérgio Lírio. Unioeste-PR Observe que a expressão essas inferências duvidosas retoma um recorte textual anterior. Com base nessa afirmação. a soma das alternativas corretas. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. a 2000 quilômetros da sede de A Tribuna. 04) As inferências são duvidosas porque alguns psicólogos condenam o uso da grafologia como técnica de avaliação. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com tema livre. técnicos e administrativos. Pronto. ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka. indique a(s) alternativa(s) incorreta(s). 08) o êxito de Lírio comprova que a grafologia não é um método justo de avaliação. 08) As inferências são duvidosas porque o teste de caligrafia não é um dispositivo científico. a soma das alternativas corretas. Pois Lírio acabou reprovado. como podia estabelecer seu perfil negativo? Por isso. suas letras não se curvavam impetuosamente. 143. muito pelo contrário. 32) o tipo de letra é um item que deve ser considerado somente durante a entrevista. Lírio hoje trabalha em um dos maiores jornais do país. 02) Lírio deve ter melhorado a forma de escrever. 55. a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso. 02) Se o psicólogo não conhecia Lírio.

Inevitavelmente. 12. Folha Mais. de várias superstições (gnomos. não creio que o caminho usado por esses autores revele a espiritualidade da ciência de forma correta. c) A massificação do conhecimento. Parte da culpa pertence. Ela é encontrada no próprio ato criativo.Texto para as questões de 144 a 146: “Nestes tempos ‘pré-milenares’. como nas religiões orientais. sua distorção? Vários livros de divulgação científica tiveram sucesso por revelar uma conexão entre ciência e espiritualidade. de suas idéias e descobertas. O fundamental é saber discernir os limites de ambas. Caderno 5. 18 jul. sem dúvida. O que ainda vemos. Infelizmente. necessariamente. causa muita confusão e estresse na cabeça das pessoas. capaz de curas milagrosas e de viagens interplanetárias. Uneb-BA É comprovável no texto a afirmação: a) O homem da virada do milênio está ávido por uma compreensão da realidade metafísica. dedicada a tirar Deus das pessoas. o apetite das pessoas por verdades e certezas mais permanentes vem atingindo níveis jamais vistos ou mesmo previstos. d) O avanço tecnológico propicia ao ser humano uma melhor qualidade de vida. O resultado é uma sensação de pânico e abandono avidamente explorada por oportunistas que se apresentam como a única alternativa em um ‘mundo louco’. como ‘O Tao da Física’ de Fritjot Capra. deixando de lado o ‘porquê’. Ela é encontrada na paixão com que os cientistas devotam toda uma vida na tentativa de desvendar os mistérios do mundo à sua volta. anjos. não creio que a ciência esteja simplesmente redescobrindo ‘verdades’ descobertas através da meditação ou de uma conexão mística com o mundo. b) Os diferentes períodos históricos vividos pelo homem têm sido marcados por uma constante necessidade de integração cultural entre diferentes povos. descontados os fãs. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mas também de produzir armas que poderiam aniquilar a vida na Terra. A tecnologia é muitas vezes percebida como uma espécie de monstro. aquele momento de autotranscendência que desafia qualquer explicação racional. O acesso fácil aos computadores e às telecomunicações criou uma aldeia global. enquanto outras pertencem somente à religião. claro. como a televisão ou o cinema. poucos cientistas dedicaram parte do seu tempo à divulgação. a resposta deve revolver em torno de uma reconciliação entre ciência e espiritualidade. 1999. enquanto uma intolerância generalizada ameaça polarizar ainda mais a sociedade. à comunidade científica: historicamente. A ciência é considerada a antítese da espiritualidade. Com isso. surgem teorias de conspirações clandestinas e o governo (em muitos casos. Observamos também o crescimento do desprezo pela ciência e pelo que ela tem a dizer sobre o mundo. a religião aceita o ‘porquê’ baseada na fé. e) Os governos têm sido intolerantes com a comunidade científica.” GLEISER. mas muito ainda precisa ser feito. ao mesmo tempo inspirador e aterrorizador.Interpretação de texto II Avançar . Ciência e espiritualidade. pouco se preocupando com o ‘como’. Marcelo. Ou as pessoas de Deus. podemos reconciliar a ciência com o grande público. especialmente nos meios de comunicação de maior penetração. merecidamente!) perde a sua credibilidade. em que tudo se transforma tão rapidamente. Acredito que essa concepção completamente errônea do que é a ciência e de como ela funciona seja a responsável por sua impopularidade. Ela é encontrada em sua humanidade e na poesia que revela. A espiritualidade da ciência não é encontrada através de comparações entre suas descobertas e as práticas e ensinamentos de diversas religiões. Certas questões são exclusivas da ciência. ao público. In: Folha de S. na maior parte desses veículos. depende do sensacionalismo barato e de distorções da imagem do cientista ou de seu trabalho. 63 GABARITO 144. proporcionada pelas telecomunicações. Enquanto a ciência tenta entender o ‘como’. onde a troca de informação entre diferentes culturas e pessoas do mundo é mais fácil e barata do que era em qualquer outro período da história humana. Como. fazendo com que sua divulgação não traga. Essa situação está gradualmente se transformando. então. desenvolvendo-lhe a espiritualidade. observamos a proliferação de seitas da ‘Nova Era’. p. Paulo. tem levado o homem a aprofundar o seu autoconhecimento. Esse excesso de informação. suas diferentes missões e o simples fato de elas serem necessárias para a nossa existência. A julgar por esses livros. fadas e outras criaturas fantásticas) e de pregadores da ‘verdade’. uma atividade fria e manipuladora.

mas também subjetivo. como resposta. ações ardilosas e desumanas. pois busca o desvendamento do desconhecido através “do ato criativo. (02)A cena em destaque é ilustrativa do momento de passagem do protagonista para um outro estágio de vida: o de auto-afirmação através do casamento. (04)O texto se estrutura dentro de uma ambivalência traduzida no espaço físico iluminado. subir o caminho ladeado de hortênsias e parar em frente à alta casuarina que se erguia no centro do gramado. depois olhou na direção da casa. a soma das alternativas corretas. foi cumprida a minha missão. Acho que é esta casa. através de ações não só de caráter objetivo.” FONSECA. Estou com medo. não sei por que mas estou com medo. e esperei que me viessem chamar. e) ultrapassa os limites do racional. ao revelar conhecimentos sobre as primeiras causas das coisas. c) distancia-se cada vez mais do homem. Com um gesto abrupto. colocando-o no meu. Rubem. Na mesa grande do Salão de Banquetes. Desci para recebê-la. e passou o cachecol em torno do pescoço.” 146. d) comprovar as verdades de natureza mística. com a capota arriada. na ciência. Por instantes Ermê pareceu ouvir o som do vento na árvore. como mandava o Decálogo. UFBA 64 GABARITO “Da janela do meu quarto vi. que me observava atentamente. eu disse a tia Helena. a ciência: a) caracteriza-se por ser uma atividade exercida pelo cientista com impessoalidade e impassibilidade.145. c) criar ela o seu próprio universo. 147. retirou o Anel de seu dedo indicador. varada por um frio que não existia. Levei Ermê para a Sala Pequena. como se soubesse que eu a estava observando. onde as tias estavam. Dê. Vesti minha casaca. São Paulo: Companhia das Letras. 129. com muita pompa e cerimônia. Os fragmentos acima e a trama do conto permitem afirmar: (01)O narrador-personagem evidencia plena consciência e domínio da situação em que Ermê se vai envolver.Interpretação de texto II Avançar . e o final da narrativa é maniqueísta. Uneb-BA Segundo o autor. entrar lentamente pelo portão de pedra. acelerou o carro e partiu. que eu nunca vira ser usado em toda minha vida. em direção à casa. 135 e 136. Será nesta noite mesmo. agora resolutamente. e) ter ela por objetivo a busca do desvendamento de um mundo desconhecido. ligados à meditação. (16)As personagens membros da família estão presas a princípios conservadores. Uneb-BA Para o autor. como as outras. d) cria uma situação de desconfiança entre os homens. Nau Catrineta. 1989. iluminado pelo claro brilho da lua cheia. sentada. (08)A luta entre as forças do bem e do mal é evidente. …………………………………… Da janela do meu quarto vi que a madrugada começava a raiar. a não ser dentro dela. contrastando com o espaço interior sombrio das personagens. ela é muito bonita mas é tão sombria! Você está com medo é das tias. b) aplicar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . eu disse. Eu queria terminar logo a minha missão. para preservá-los. In: Feliz ano novo. conhecimentos do mundo oriental. As luzes do imenso lustre estavam todas acesas. fazendo brilhar os negros trajes a rigor que as tias e dona Maria Nunes usavam. já que está se perdendo no materialismo científico. tia Julieta. não importando. de caráter inteiramente voltado para a essência das coisas. (32)O Salão de Banquetes é um espaço sombrio destinado à prática de ações humilhantes contra os transgressores da hierarquia familiar. avise às outras. b) é mal interpretada pelas pessoas por causa da ação exclusiva dos oportunistas. e trataram-na com muito carinho. a espiritualidade da ciência consiste em: a) haver a necessidade de os cientistas serem religiosos. em volta da mesa. (64)O fato de a tia Julieta passar o anel para o dedo do primogênito simboliza o rompimento de uma tradição familiar prescrita no Decálogo. pregadas por diferentes religiões. Elas ficaram impressionadas com a beleza e a educação de Ermê. …………………………………… Quando engoli o primeiro bocado. o carro de Ermê. A brisa fresca da noite de maio punha em desalinho os seus finos cabelos louros. p. disse Ermê. Vi logo que Ermê havia recebido a aprovação de todas.

Texto para as questões de 149 a 151: “Vozes conhecidas É assim como quem tomasse uma providência banal. porque havia mais homens e quem era homem não tinha de que temer. 17 ago. nunca que eu posso sumir. o que é que deixam com o homem? Nada. mais sensibiliza a opinião pública americana. Quintal embora. desde o esmorecer da Guerra Fria afinal extinta. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 1999. Caderno 1. diz o padre. FBI. 65 Com base no fragmento e no romance como um todo. UFBA “E se benzeu e disse que não precisava dizer aquilo. Temos o que esperar com apreensão. não posso sumir de mim e eu estando aí sempre estou. porque lá está uma novidade de gente e uma porção de jornais e dizem que quando vosmecê chegar vão lhe encher o couro e soltar o homem. Granada. 83-4. In: Folha de S. A criação da nova agência — IPI. porque eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. 1982. Um governo esperto tomaria precauções para que. disse o padre. Não acredito que Antunes possa lhe sustentar. mas não de conseqüências na política ou na sociedade dos Estados Unidos. uma relação de dependência econômica. Haiti. João Ubaldo. é correto afirmar que Getúlio: (01)cede aos apelos da Igreja e reafirma a sua religiosidade salvadora. mas não o inibiu: Panamá. p. diante de um impasse de ordem política. Janio de. diz ele depois de muito tempo. Essa terra. a soma das alternativas corretas. ainda mais acentuadamente. Nem da Europa. possa ser.148. Paulo. Vozes conhecidas. Ainda mais com tão grande presença índio-latina em sua população. (08)não consegue acompanhar a transformação por que passa o mundo. não vale quase mais nada. se Antunes não me sustenta. (16)simboliza o indivíduo que tem a violência como afirmação de sua identidade. (04)tem um caráter de herói épico e simboliza uma cultura em processo de destruição. região que. sem contar as muitas intervenções menos demonstradas. (…) Quero ver esse bom em Aracaju que me diz que eu não posso. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. (64)age com determinação e rejeita imposições de qualquer natureza por valorizar sua liberdade. e isso não é vida de homem. como resposta. Os jornalistas que viveram as redações no período da Guerra Fria. a opinião pública tomou consciência da desumanidade implícita nas intervenções militares e da costumeira falsidade de suas motivações. Sargento Getúlio. ao perceber que está se distanciando do seu espaço de origem. não sei. isso não. com intermediação do padre. Pentágono e Departamento de Estado. Dê. não sei se vosmecê vai poder levar o homem para Aracaju. com Ancrísio Antunes. Hoje essa terra não vale mais nada. 5. É possível que isso tenha contido o ímpeto americano uma ou outra vez. lá e no mundo.Interpretação de texto II Avançar . sacudindo a cabeça e fazendo um bico com a boca. a agência UPI. Iraque e Iugoslávia. que o governo dos Estados Unidos decide criar um serviço oficial de notícias para combater reações da opinião pública.” RIBEIRO. Iugoslávia. (32)mantém. não vão ter surpresas com a IPI. muito mais do que aquelas intervenções militares causadoras de algum amargor. se primeiro eu sou eu e fico aí me vendo sempre. nem merecedora de maior divulgação. que muda por questões de ordem religiosa. O principal tema do governo dos Estados Unidos é. a gente nunca. International Public Information — sugere projetos tendentes a chocar a opinião pública e suscitar reações. com as pernas escarranchadas e ficou com a cabeça pendurada. agora. e enfiou as duas mãos pelo meio da batina. já foi uma boa terra.” FREITAS. o que é que me sustenta? Não sei. É que a situação mudou. Ah. Uma vida. anterior à guerra do Vietnã. é um enterro. depois da Europa. não fizesse disso um problema interno. p. pois está imbuído de valores relegados pelo processo civilizatório. Porque. Por que vosmecê não some? Eu sumir. Iraque. (02)tenta reatar o seu passado ao presente. que se mostre contra intervenções militares e outras operações do poder americano. Quem some é os outros. está uma frouxidão e um homem não sabe de quem depende e querem mudar tudo e nunca vai adiantar. eu sumir? Como que eu posso sumir. Não sei. diz o padre. peça de destaque na engrenagem da Guerra Fria) já se denota nos setores do governo incumbidos por Clinton de formulá-lo: CIA. em que europeus se sujeitaram à pressão para integrar-se às ações militares. é América ainda. O caráter do serviço a ser feito pela IPI (o nome lembra. passando do discurso à ação. com maus pressentimentos mesmo. a América Latina. apropriadamente. Desde o genocídio que foi a guerra do Vietnã e. nos dois casos. se tiram os recursos do homem.

c) Os exemplos do Vietnã e da Guerra Fria são indicativos de quanto o futuro é incerto. sem o paternalismo americano. U. 150. hambúrguer. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o autor faz uma declaração que é justificada. de acordo com a sua visão. Imaginava-se que a hegemonia americana já se tivesse estendido ao universo das línguas. d) A importância alcançada pela América Latina. Embora Corrêa da Costa acredite que os fast foods e scanners surgidos na vida moderna levarão a língua inglesa à liderança. de certa forma. ainda é o clássico francês que causa frisson’. sem a criação de um “serviço oficial de notícias” sob controle americano.149. pode-se inferir: a) O poder americano. Salvador-BA No segundo parágrafo. d) A América Latina. houve aquelas que andaram na contramão. no mundo. conseqüente de um desequilíbrio de forças entre países periféricos. ele já existia. (…) Ainda no campo das surpresas. b) os vários órgãos de imprensa ligados ao jornalismo internacional estão mais voltados para as questões latino-americanas. globalizada a partir do tupi. o levantamento não deixa dúvida. na afirmativa a) As experiências passadas podem ser indícios de que os Estados Unidos querem angariar solidariedade para novas intervenções militares. a julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (Editora Record). iogurte ou caviar? (…) Corrêa da Costa. coligindo nada menos do que 3000 palavras que mantêm a grafia e o significado de origem em publicações de outras nacionalidades. é consenso nos Estados Unidos. Elas mostram que. prima pelo reconhecimento da democracia autêntica. U. Mas. Texto para as questões de 152 a 154: “Cidadãs do mundo 66 GABARITO As línguas mais globalizadas. o espanto foi ainda maior quando ele se deu conta de que as palavras francesas continuam a superar as inglesas. c) o mundo globalizado não acredita haver possibilidade de conflitos de proporções alarmantes. Salvador-BA Com base no ponto de vista do autor. d) eles sabem das intenções da criação do IPI. no plano lingüístico. b) O intervencionismo americano tem-se caracterizado como extremamente necessário. durante dois anos. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. c) Uma política inteligente e nacionalista deveria coibir a intervenção estrangeira em assuntos latinoamericanos. ‘Neste fin-de-siècle high tech. tende a se manter afastada de conflitos ideológicos. diz Corrêa da Costa. b) O mundo caminha para um estado de guerra. por ser ainda um território de relações amistosas com outros continentes. Veja. U.” DIEGUEZ. Salvador-BA A leitura do texto permite inferir que os jornalistas referidos no quinto parágrafo “não vão ter surpresas com a IPI” porque a) a tendência atual é de um futuro sem conflitos significativos para a imprensa mundial. segundo o levantamento de um ensaísta brasileiro Diz a lenda que Deus condenou os homens a falar diversas línguas em Babel para puni-los pelo desejo de atingir o paraíso construindo uma enorme torre. alguns termos pelo menos conseguiram escapar da ira divina. e) todos conhecem a fundo a estrutura dos governos dos países latino-americanos no contexto atual. em face de uma vivência com a prática da ideologia americana. Mas é bom notar que. aquelas usadas em vários idiomas além daquele que lhes deu origem. 22/03/2000. Nada disso. brincando com os estrangeirismos. muito antes de o conceito de globalização entrar em voga nos campos da política e da economia. 151. Consuelo. Quem não entende o que é pizza. pode vir a desmoronar. e) O mundo. consultou 130 publicações de quinze países. e) Os Estados Unidos vêm mudando as suas estratégias no sentido de reativar a Guerra Fria. se a maioria das palavras globalizadas seguiu o rastro dos conquistadores. superando a Europa. São as chamadas ‘palavras universais’. do ensaísta e ex-diplomata brasileiro Sergio Corrêa da Costa. pois se vive uma nova Guerra Fria. Uma prova de que o reinado das palavras não segue rigorosamente a lógica do poder político e econômico.Interpretação de texto II Avançar . Se a surpresa quanto ao número de palavras foi grande. É o caso de ‘piranha’.

d) “Ainda no campo das surpresas. hambúrguer. c) A hegemonia americana. como se pôde constatar. 4 e 5 c) 2 e 3 d) 1 e 2 e) 1.Interpretação de texto II Avançar . ‘atravessar barreiras’ são expressões cujos significados estão em harmonia com a temática do texto. UFPE A alternativa que corresponde à estratégia utilizada pelo autor na passagem destacada é: GABARITO a) “Deus condenou os homens a falar diversas línguas. e) “houve aquelas (palavras) que andaram na contramão. conforme as perspectivas do poder político e econômico. 2.” O autor reitera argumento de que as palavras emigraram conforme a rota dos colonizadores. e) A globalização das palavras respeitou. 154. a) A diversidade lingüística proveio da ira divina contra a pretensão do homem de alcançar o paraíso. UFPE Assinale a alternativa que corresponde ao tema central do texto. 3) O título personaliza o objeto de que trata o comentário. 3 e 5 67 153. b) “A julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (…).152. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. globalizada a partir do tupi. 4 e 5 b) 1.” O autor reitera sua crença no poder absoluto de Deus sobre todas as palavras. se estendeu também ao universo das línguas. b) A globalização lingüística é um fato e antecede a outra globalização em voga nos campos da política e da economia. d) As palavras superam fronteiras geográficas e culturais. alguns termos pelo menos escaparam da ira divina. Estão corretas: a) 2. 2) O texto. ‘palavras universais’. 5) ‘globalização’. as pegadas dos povos conquistadores.” O comentarista declara que as expectativas do autor em relação a sua pesquisa se confirmaram. na íntegra. iogurte ou caviar?” A pergunta do autor constitui uma estratégia retórica para confirmar o argumento em questão. tem como suporte um outro texto anterior. pode-se afirmar que: 1) O texto tem uma função predominantemente expressiva. prevalece a linguagem figurada. o que está indicado no subtítulo. ‘mundo’. Por isso. 4) O ‘mas’ com que se inicia o segundo período aponta a direção contrária em que prosseguirá a argumentação. É o caso de “piranha”. 3. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) “Quem não entende o que é pizza.” O autor do comentário introduz o tema a ser tratado com apoio de argumentos científicos. UFPE Considerando aspectos globais da composição do texto. na verdade.

Texto para as questões de 155 a 157: “Uma visão do futuro Estamos às portas de um milênio miraculoso. c) Nada. UFRN Para alguns cientistas. c) suplantar a inteligência humana. 126. b) Tudo. A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica. ano 31. Talvez não. Sabemos apenas que. Na primeira oração há dois adversários. Para outros. Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo. Casas e carros serão feitos de materiais que podem consertar-se a si próprios. 157. No campo dos materiais. c) o homem vem perdendo sua inteligência aos poucos. na segunda oração apenas um. Na primeira oração há dois adversários.) 68 155. Assumem. b) os cientistas perderam o controle sobre o computador. 156. um dia. As previsões acima podem parecer ousadas. UFRN De acordo com o texto: a) o homem tem pelo menos uma certeza acerca do futuro. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Pouca coisa se pode dizer com certeza sobre o futuro. o homem estará entrando no inferno quando os computadores forem capazes de: a) prejudicar os seres humanos.” [Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da Veja. Assustador? Talvez. 23 dez. estaremos entrando no paraíso. c) progresso da Medicina. no inferno. pela primeira vez na história da humanidade. d) desenhar cópias de si mesmos. 51. p. são até conservadoras. mas. eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir.Interpretação de texto II Avançar . o nitinol. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70. assim. no fundo. Na primeira oração há um só adversário. É um derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80. U. Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos. A comida milagrosa? Já existe. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta. na segunda oração há dois. Será uma época em que. b) avanço da tecnologia.” Ambas têm em comum: a) Tudo. Ou seja. Basta aplicar um pouco de calor. 1998. máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo. Talvez estejam apenas sonhando. Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que os impeça de fazer mal à humanidade. eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador. Para alguns cientistas. viver em Marte. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido. já existe um metal. que não nos será possível sequer desligá-los. n. e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células. na segunda oração apenas um. na segunda oração há dois. d) os cientistas temem cruzar fronteiras desconhecidas. d) Nada. Potiguar-RN Observe estas duas orações: “Tive de lutar contra o técnico e contra o pugilista. 158. Não sabemos quando teremos robôs escravos. Na primeira oração há um adversário.” “É uma medida favorável ao professor e diretor. UFRN O milênio miraculoso será fruto do(a): a) genialidade dos homens. e os médicos conseguirão fazer crescer uma nova no mesmo lugar. d) otimização dos laboratórios. Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou. que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. b) aprimorar formas de pensamento. sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu.

Em termos penais. 160. 69 GABARITO 159. o então treinador da seleção brasileira. “o que leva o nome técnico de contrabando”. o que leva o nome técnico de contrabando. UFSE Percebe-se o tom irônico do autor quando ele: a) dá uma informação. uma falta bem menos grave do que a sonegação”.Interpretação de texto II Avançar . tornou-se público que uma associação de grandes times brasileiros mantinha acordo para. Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. UFSE Considerando-se o primeiro e o segundo parágrafos.” Editorial da Folha de S. Esse tipo de raciocínio faz com que a prática de esportes nas escolas leve o nome até um pouco pomposo de Educação Física. anticonstitucionalmente. c) deixa transparecer que sua defesa da proibição de os jovens freqüentarem campos de futebol se deve ao fato de o esporte ter sido profissionalizado. d) afirma que receber comissão sobre a venda de jogadores é. c) cita que Wanderley Luxemburgo “admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais”. boicotar jogadores que fossem à Justiça defender seus direitos. Mas o educador que parasse para observar um pouco mais de perto o futebol profissional brasileiro provavelmente proibiria os jovens até de pisar num gramado. uma falta bem menos grave do que a sonegação. sonegação e formação de quadrilha. Em 94. Mas. declarando que não tivera a intenção de burlar a lei. é anacrônico e absurdo.Texto para as questões 159 a 162: “Onde a lei não vale É comum que educadores louvem o esporte por uma suposta capacidade de transmitir ao jovem as virtudes da disciplina e do companheirismo. Há pouco. por exemplo em “crime culposo”. significa o que é resultante de imprudência. dirigentes providenciaram para que toneladas de bagagem trazidas pela vitoriosa seleção brasileira não fossem objeto de vistoria alfandegária. Culposo. concluir que o esporte não cumpre os propósitos apregoados por educadores. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. valores úteis para a vida em sociedade. e) evidencia que os crimes recentemente cometidos no futebol chocam pelo seu ineditismo. Wanderley Luxemburgo. 29/8/2000. Talvez seja exagero. para indicar que tudo o que veio antes na frase corresponde a um eufemismo para suavizar o significado do ato praticado. Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam: tráfico de influência. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. contrato de vinculação exclusiva de um atleta profissional a um clube. negligência ou imperícia da pessoa. “em termos penais. Com adaptações. b) comprova que os “problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade”. não do seu desejo de praticar um ato não legal. Paulo. olhando para o futebol. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética. e) avalia que o passe. Para coroar. mas de forte estigma ético no meio futebolístico. E Luxemburgo confessou seus crimes fiscais para rebater a acusação de que recebia comissão sobre a venda de jogadores. A principal queixa relaciona-se ao anacrônico e absurdo instituto do passe. explicando detalhada e tecnicamente tudo o que ocorreu com a seleção brasileira vitoriosa em 94. b) demonstra uma certa reserva ao fato de existir nas escolas a disciplina Educação Física. d) assinala que os educadores exaltam o valor educativo do esporte baseados numa hipótese que nem sempre é comprovada na prática. baseado apenas no futebol. na linguagem do Direito. que recende a escravismo. é correto afirmar que o autor: a) partilha da crença de que o esporte é comprovadamente útil para desenvolver nos jovens valores como a disciplina e companheirismo.

numa época caracterizada pelo desenvolvimento tecnológico. 162. Para Setzer. usar a cabeça só atrapalharia. Ele vai se acostumando a um certo padrão de excitação e. c) constituem-se no melhor exemplo de brincadeiras infantis. não se raciocina. os videogames induzem à passividade porque inibem a vontade: com movimentos repetitivos e predefinidos. UFSE … “olhando para o futebol. e) podem causar aborrecimentos e frustrações em jovens e crianças que não possuam a necessária rapidez de reflexos para esse divertimento. exemplificando a tese de que não há ética na vida nacional. atualmente. os videogames: a) transformaram-se. UFSE Há pouco. ‘Em um videogame. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. Desde que esses brinquedos foram substituídos por escopetas eletrônicas e inimigos que sangram. p. 70 GABARITO 163. tão prejudicial para a formação da criança e do jovem. esta frase significa que: a) os jogadores de futebol deixam muito a desejar no que se refere a “bom comportamento”. Vista no contexto. Está subentendido na frase acima que: a) faz pouco tempo que Wanderley Luxemburgo deixou de reconhecer sua omissão. ‘Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado a ponto de não ter de esforçarse para continuar jogando. por isso é inadmissível que os jogadores não os garantam na prática. Texto para as questões 163 e 164: “Bons tempos aqueles em que espadas de pau e pistolas de plástico garantiam uma distância saudável entre a inocência e a malícia. o então treinador da seleção brasileira. É necessário ter rapidez de reflexos para dar conta de atirar primeiro e nunca fazer perguntas.Interpretação de texto II Avançar . Unifor-CE De acordo com o texto. Atividades físicas e em grupo são um antídoto. o jovem vira um autômato que transforma impulsos visuais em movimentos motores limitados’. As vantagens são tanto físicas quanto emocionais. estimulando sua atenção. A diversão em grupo ensina o jovem a se relacionar. Aliás. quanto qualquer outro instrumento.” Adaptado de Superinteressante. inclusive com o risco de vício. c) a seleção brasileira é hoje diferente daquela do tempo de Luxemburgo. d) Wanderley Luxemburgo não é mais treinador da seleção brasileira. Na verdade. diz o professor de Ciência da Computação Valdemar Setzer. que pesquisa efeitos da informática no comportamento. Assim. Wanderley Luxemburgo. b) podem tornar-se facilmente um vício. em excelentes meios de controle do comportamento de crianças e jovens muito agitados. ele precisa de empenho para parar’. mesmo quando não se pode garantir sua eficácia entre os praticantes de futebol. junho/99. diz o professor. brincar passou a ser uma atividade passiva e solitária. para provocar sensações mais intensas. o jovem tende ao retraimento. Uma troca perigosa. 32. O pior é que isso pode levar a uma espiral sem fim. e) o Fisco não sabe que Luxemburgo recebeu milhares de reais. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) representam o mais eficiente tipo de exercício para o desenvolvimento da agilidade mental de crianças e jovens. b) a seleção brasileira não tem mais treinador.161. apesar do que se vê no futebol. e) é importante a defesa da idéia de que o esporte desenvolve valores úteis para a cidadania. c) a atuação dos profissionais brasileiros do futebol comprova a idéia de que o esporte nem sempre assegura a seus praticantes comportamentos desejáveis de um ponto de vista moral. b) é inaceitável a tese de que esportistas nem sempre apresentam comportamento ético. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética”. isolando-se e trocando o mundo real pelo virtual. d) o futebol mostra que a Educação Física defende valores éticos. precisa de jogos cada vez mais violentos e cruéis.

cuidando tão-somente de um viver filantrópico. 200 crônicas escolhidas. esse ofício absurdo e vão de dizer coisas. para o narrador. um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada. os videogames significam proteção para os jovens. por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs. entre duas providências a tomar. subimos a barranca. Precisamos de uma casa. d) em que a atividade física fosse intensa e servisse de bálsamo para a alma. o narrador: a) questiona o artificialismo do convívio social. c) cobra do ser humano uma atitude em face da vida que coincide com o Carpe Diem. Voltar Língua Portuguesa . IMPRIMIR 166. s/d. Puxamos a rede afundando os pés na lama. Uneb-BA “Um sonho de simplicidade”. Texto para as questões de 165 a 168: “Um sonho de simplicidade Então. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha. cortar lenha. lavrar a terra. tanto dos adultos quanto dos outros jovens como ele. E quando precisava de um pouco de evasão. na noite escura. assim. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio. depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. entrando numa loja para comprar uma gravata. tirar areia do rio. b) despojada. marcado por situações de extrema violência. que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome. e) o relacionamento social é necessário para que se desenvolvam comportamentos considerados normais e sadios. não assim. meio molhados. como os bois. e) requer da sociedade uma postura mais solidária no convívio social. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome. entre grilos e vozes distantes de animais noturnos. nem frio. b) a tendência a viver em grupo leva o jovem. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. Uneb-BA No texto. Todo mundo. É apenas um instante. comida. nesse comércio de pequenas pilhas de palavras. e) de evasão para um mundo de sonhos. nem número. de noite. nem sede. 71 GABARITO 165.” BRAGA. e isso era bom. a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço. e chegamos à choça de um velho seringueiro. distraídos. com certeza. seria ter uma vida: a) ligada aos bens/riquezas materiais. fortes. saber intrigas? Uma vez. meu trago de cachaça. tive de repente um ataque de pudor. Rubem. precisamos apenas viver — sem nome. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum. então seria preciso ganhar a vida de outro jeito. no meio do mato. e a água era boa. as mangueiras e o ribeirão. 3267. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) no mundo atual. a um tipo de diversão violento e cruel. bons. brilhar um pouco. p. no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana. doces. algo de útil e concreto. Quando ficamos bem cansados. me surpreendendo.164. dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo. com frio. muitas vezes. que me fatigasse o corpo. tem de repente um sonho assim. c) o costume de não fazer perguntas induz o jovem a isolar-se do mundo. d) é possível desenvolver-se um tipo de videogame que ensine às crianças como viver e divertir-se em grupo. Por que beber uísque.Interpretação de texto II Avançar . para me fazer essa pergunta. Que prazer em comer aquele peixe. uma simples mulher. b) revela-se cauteloso na defesa de um outro estilo de vida. Ele acendeu um fogo. O telefone toca. c) em que o relacionamento entre as pessoas atendesse a convenções. que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar. apenas me fazem falta. dá na gente um sonho de simplicidade. esquentamos um pouco junto do fogo. mas deixasse a alma sossegada e limpa. d) estabelece proximidade entre o viver urbano e o viver rural. São uma necessidade que inventei. São Paulo: Círculo do Livro. A vida bem poderia ser mais simples. de repente. Será um sonho vão? Detenho-me um instante. ……………………………………… Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia. em detrimento do mundo real.

p. um sono. essencial. menos que terra. 72 Texto para as questões de 169 e 170: “Vida menor A fuga do real. o pequenino. calado. o enredo. e) “Sei que a arte é irmã da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz / Que faz num momento e o mesmo momento desfaz”. indiferente e solitário vivo. b) no segundo parágrafo. e) no penúltimo parágrafo. sem dúvida. o verso / (E. 168. contudo. Uneb-BA O narrador: a) no primeiro parágrafo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Não a morte. vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte). o que se possa desejar de menos cruel: vida em que o ar. Isso eu procuro. domado. já sem ornato ou comentário melódico. e este fundindo-se. ainda mais longe a fuga do feérico. todos os gestos afinal impossíveis.167. já sem dor. sem calor. põe em destaque a necessidade de afeto no relacionamento humano. a desnecessidade do canto. ausência deles. sem ciência nem ironia. Não o morto nem o eterno ou o divino. Uneb-BA A alternativa cujo fragmento apresenta a mesma idéia do narrador no parágrafo final. o exílio sem água e palavra. apresenta a quebra da rotina da vida como inviável. Mas a vida: captada em sua forma irredutível. não respirado. o eco já não correspondendo ao apelo. um início. a limpeza da cor. o conceito. sobretudo o verso) / É o que pode lançar mundos no mundo”. vida mínima. sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou”. nem braço a mover-se nem unha crescendo. In: Antologia poética. apenas o vivo.” ANDRADE Carlos Drummond de.Interpretação de texto II Avançar . mais me envolva. a fuga de si mesmo. afirma a inutilidade de sonhar com outras formas de viver. enfatiza as dificuldades que o homem enfrenta na vida rural. 1993. Rio de Janeiro: Record. c) no terceiro parágrafo. 234-5. a fuga da fuga. b) “Porque a frase. o tempo elidido. senão inúteis. a perda voluntária de amor e memória. confusão entre manhã e tarde. c) “Caminhando contra o vento / sem lenço. a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada. negros e mulheres / E adolescente / Fazem o carnaval”. revela uma consciência crítica do seu comportamento urbano. nenhum gasto de tecidos. porque o tempo não mais se divide em sessões. d) no quarto parágrafo. d) “Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichos. mais longe de tudo. é: a) “Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil”.

numa mesma sociedade. ( ) temática de caráter social. Unifor-CE De acordo com o texto: a) a educação integral do indivíduo está condicionada a diversas influências. daí a objetividade no enfoque do tema. professores. a educação e a socialização se verificam. pela transmissão por agentes sociais significativos (aqueles que têm autoridade — e esta autoridade é reconhecida pela pessoa sobre a qual a exercem. c) compara o indivíduo ao grupo social de que faz parte. ( ) deve estar isenta da preocupação com a passagem do tempo. desde a infância. e) encara a diversidade de modos de vida da sociedade. os modos de vida da sociedade a que pertence. amigos. como pais. U. o comportamento. ( ) tem seu verdadeiro sentido quando associada à realidade sobrenatural e divina. a integração nela é denominada endoculturação: cada indivíduo adquire. Unifor-CE Este texto: a) valoriza a aprendizagem ligada à educação. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . representando bem uma arte engajada.” 171. ( ) funções emotiva e poética da linguagem. eliminando. visando à expressividade. as angústias do homem. ( ) deve ser desvinculada de envolvimentos com a realidade social. Salvador-BA O poema apresenta: ( ) enumeração e reiteração de idéias. d) centraliza-se na definição de endoculturação.169.Interpretação de texto II Avançar . Salvador-BA De acordo com o ideal de vida do sujeito poético. d) a transmissão da cultura é dever de qualquer educador. assim. mas encontrase condicionado a certos aspectos particulares da transmissão realizada pelos grupos de que faz parte. U. a existência humana: ( ) deve ser simples e desapegada de valores materiais. ( ) uma linguagem referencial. b) os grupos sociais se firmam à sombra do comportamento dos indivíduos. vizinhos. c) pais e professores são os responsáveis mais diretos pela formação do indivíduo. representantes do poder público. 170. ( ) liberdade formal. b) enfatiza a importância dos representantes do poder público. Texto para as questões de 171 e 172: 73 “Quando a aprendizagem. econômico etc). É evidente que ninguém aprende toda a cultura. 172. ( ) constitui-se um breve espaço da vida humana marcado pela vulgaridade. e) a aquisição da cultura depende do grau de socialização. as crenças. político.

tornando-as mão-de-obra desejável. o resto dessa disposição vai ser pulverizado por todo um aparato que sugere quais devem ser as atitudes e comportamentos adequados ao ambiente. mesmo em alguns países mais adiantados. 3. um dos resultados decorrentes do uso da tecnologia tem sido: a) o aumento da exploração da mão-de-obra infantil nas zonas rurais. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . então. b) a explosão populacional. ter muitos filhos era uma garantia para o futuro. especialmente nas grandes cidades.Interpretação de texto II Avançar . 74 173. Movimento n. A razão pela qual a população nas sociedades rurais primitivas aumenta — o que ocorreu até recentemente. em vários países. mas o aumento da população e a melhoria do nível de vida. p. Ao visitante dos museus é transmitida a noção de que nesse local carregado de responsabilidade o melhor a ser feito é observar ‘muito respeito’. que levaria ao planejamento familiar.Texto para as questões de 173 e 174: “A tecnologia pode fazer muito para atenuar os problemas decorrentes da poluição. os agrava e. Fatores culturais são também importantes. o que vai salvar a humanidade da bomba populacional é o efeito que o uso de melhores tecnologias tem no próprio aumento populacional. c) o controle da população nas regiões mais desenvolvidas do planeta. Unifor-CE De acordo com o texto. É compreensível. e ainda ocorre em algumas regiões — é bem compreendida: nas zonas rurais muitos filhos são a garantia de mais braços para ajudar na agricultura e uma forma de apoio aos velhos quando não puderem mais trabalhar. e) a falta de conhecimento que atinge as zonas rurais dificulta o progresso da agricultura. em que a economia se baseia especialmente na agricultura.” Trecho adaptado de GOLDEMBERG. José. até o momento. Paulo. as visitas a museus. Um museu de portas abertas. a transição demográfica ainda não atingiu boa parte da Ásia. porque certas tarefas essenciais para a sobrevivência — tais como obter água potável. 1/1/2000. por conseguinte. no passado. só que nesse caso esse conjunto de normas várias vai contribuir decisivamente para estabelecer preconceitos em relação à obra de arte que dificilmente serão eliminados. principalmente. na medida em que limita o uso da tecnologia. Lasar. ‘pouca conversa’ e lembrar que ‘esse é um lugar de contemplação’. Contudo. Texto para as questões de 175 a 178: “Lasar Segall: um museu de portas abertas É bem provável que grande parte dos freqüentadores de museus no Brasil não procure voluntariamente essa instituição artístico-cultural. reduzindo suas oportunidades de obter melhor educação. África e América Latina. c) a prática de uma agricultura mecanizada tem como conseqüência o aumento da mãode-obra avulsa. no Brasil. parece estar levando a melhor.” SEGALL. Contudo. Atitude semelhante à que se tem numa igreja. Unifor-CE Conclui-se do texto que: a) a agricultura sempre exigiu e continua exigindo mão-de-obra numerosa. como a mortalidade infantil. o uso de máquinas na agricultura reduz a necessidade de mão-de-obra. À medida que as sociedades se tornam mais ricas. que nessas circunstâncias reste pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus. melhor educação e melhores expectativas de sobrevivência. parecem estar invariavelmente associadas a trabalhos e obrigações escolares. era muito grande. 31-2. sobretudo nas grandes cidades. nos vários continentes. sem ocupação fixa. Além disso exigem das mulheres um esforço desnecessariamente grande. d) a participação maior e mais efetiva das mulheres nas tarefas rotineiras da família. Um número menor de filhos significa maior cuidado com cada um. O Estado de S. a demanda por muitos filhos diminui e a ênfase passa a ser melhor qualidade de vida para eles. combustível para cozinhar ou para aquecimento — utilizam o trabalho das crianças. Essas razões levaram à ‘transição demográfica’ que se iniciou há mais de um século na Europa e estabilizou a taxa populacional nas nações mais ricas. b) os idosos recebem mais apoio familiar em zonas rurais. e) o desenvolvimento acelerado de todas as regiões do globo. 174. 1988. d) o controle da população mundial baseia-se numa educação mais ampla e no uso da tecnologia nas tarefas cotidianas. em excursões ‘protegidas’ por uma escolta de professores e funcionários em missão obrigatória. Ao contrário.

75 177. d) pelo cunho de obrigatoriedade de que se revestem as visitas aos museus. mais comumente levam aos museus seus freqüentadores habituais. d) eliminar qualquer tomada de posição do narrador.175. GABARITO 178. e) encara o museu como elemento mistificador da criação artística. b) pelo fato de ser o museu um “lugar de contemplação”. b) caracteriza as circunstâncias que. e) fazer sobressair expressões pouco usuais. c) define os museus no Brasil como instituições artístico-culturais desprovidas do apoio dos governantes. vêm sendo pouco prestigiados. c) pelo excesso de tarefas impostas a partir de visitas aos museus. Não há espontaneidade de iniciativa em relação a visitas a museus no Brasil. no Brasil. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) I e III. Unifor-CE A pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus explica-se: a) pela abundância de preconceitos em relação ao valor da obra de arte. Unifor-CE O texto: a) prova que o acervo dos museus reúne condições insatisfatórias para atrair a atenção dos visitantes. II. está correto o que se afirma SOMENTE em: a) I. c) acentuar o valor significativo das expressões no contexto.Interpretação de texto II Avançar . pelos órgãos governamentais. d) condena os preconceitos ligados ao acervo artístico-cultural dos museus. c) III. b) II. III. no Brasil. Unifor-CE As aspas em “muito respeito”. A respeito dos enunciados acima. Unifor-CE I. Os museus. e) II e III. “pouca conversa”. 176. como instituição artísticocultural. “esse é um lugar de contemplação” estão empregadas para: a) distinguir a citação do resto do contexto. e) pela impressão de se sentir como se estivesse numa igreja. b) realçar ironicamente as metáforas. Professores e funcionários representam a classe que freqüenta de maneira regular e voluntária os museus.

Não faças poesia com o corpo. c) O autor defende a transcendência da poesia. ‘Lá estão eles’. preocupado em exaltar os mais nobres sentimentos humanos. tinha os braços cruzados à cinta. Não há criação nem morte perante a poesia. e) O poeta. 76 d) Para o autor. GABARITO 180. Carmo. 1992. D. a poesia não deve limitar-se a uma temática voltada para os simples acontecimentos da vida. superior à própria vida e à morte.” ANDRADE. a poesia ultrapassa os limites do corpo e da própria vida cotidiana. Rio de Janeiro: Aguilar. completo e confortável corpo. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura correta do poema “Procura da poesia”. b) suavidade e melancolia. trata da essência da própria poesia. c) desgosto e censura. disse comigo. Ao transpor a porta para a rua. a vida é um sol estático. As afinidades. e) ceticismo e desesperança. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. Memorial de Aires.” ASSIS. esse excelente. Consolava-os a saudade de si mesmos. p. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. à esquerda. 1989. F. intensamente elaborado. d) velado humorismo. Fui a pé. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. os incidentes pessoais não contam. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé.179. Machado. entrei e parei logo. Aguiar estava encostado ao portal direito. à entrada do saguão. U. olhando um para o outro. Carlos Drummond de. dei com os dois velhos sentados. os aniversários. In: Obra Completa. Texto para a questão 180: “Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. Ao fundo. Diante dela. b) Segundo o poeta. Viçosa-MG Leia atentamente os seguintes versos: “Não faças versos sobre os acontecimentos. tão infenso à efusão lírica. não aquece nem ilumina. UFR-RJ No texto o narrador descreve o quadro formado pelo casal de velhos com: a) impaciente ironia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . com as mãos sobre os joelhos. de Carlos Drummond de Andrade: a) O autor defende um lirismo subjetivo. em seu discurso metalingüístico. 95s. achei aberta a porta do jardim.Interpretação de texto II Avançar .

afastando-se do convívio social apontado por Gilberto Freyre e Mário de Andrade.Texto para a questão 181: “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. Fomos e seremos assim. a) O homem de Guimarães Rosa. embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. torna-se um refugo da casa-grande e da senzala. Carlos Heitor. De outro. São Paulo. por ser um refugo da casa-grande e da senzala.” CONY. 5º Caderno. A imagem geométrica pode ser forçada. o homem miscigenado. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo. mas o homem é causa e efeito do verbo. Por isso mesmo. herói sem nenhuma definição. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar. apesar do ressentimento social que o caracteriza. e uma antítese do brasileiro de Mário de Andrade. 12. o Macunaíma. potente e tendendo a ser feliz. citemos a Capitu menina — e teremos como sempre a intervençao soberana de Machado de Assis. o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. GABARITO d) O homem de Guimarães Rosa.Interpretação de texto II Avançar . de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade explicitada no texto I. o opositor de uma e de outra. Ou seja. mas foi a que me veio na hora — e acho que fui entendido. o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala. um herói — ou heroína — sem nenhum caráter. e) O brasileiro de Guimarães Rosa se aproxima do de Freyre por sua exclusão social e se distancia de Macunaíma por não ter definição na escala de valores culturais. Retomando a imagem literária. em nossa essência. Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa — outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. ou sem nenhum caráter — como queria o próprio Mário de Andrade. UFF-RJ Assinale a opção que apresenta a afirmativa adequada sobre a relação entre o brasileiro de Guimarães Rosa. tomou sua própria vereda. b) O brasileiro de Guimarães Rosa se opõe ao de Freyre por não ter lugar nem na casagrande. c) O homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade não apresenta nenhuma oposição à concepção do brasileiro de Guimarães Rosa. 21/04/2000. nem na senzala e se aproxima de Macunaíma por sua indefinição na escala de valores culturais. De um lado. É também macunaímico. pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal. 77 181. por ser sobretudo uma criação verbal. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala. Folha Ilustrada. p. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto.

Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem: a) “… apresenta danças e ritos. (…)” SÁ. ‘As comemorações dos 500 anos. UERJ A linguagem figurada. c) “mais de”. de certa forma. de Pernambuco. crianças de diferentes idades vêm aprendendo história e deixando preconceitos de lado com a ajuda de Thini-á — um índio de 29 anos. d) “500 anos”. antecedendo a expressão “500 anos”. UERJ O subtítulo do texto — “Histórias de um Brasil com mais de 500 anos” — é construído de modo a anunciar o caráter alternativo e mesmo crítico do evento que será comentado. Fátima. no foyer do Centro Cultural Banco do Brasil. b) “Brasil de antes de Cabral”. que abandonou a aldeia ainda menino após uma invasão de terra em que perdeu vários parentes. referindo-se ao nome “Brasil”. organizado pela Cineduc: Cinema e Educação. demonstra que a indefinida identidade social do país é formada pelo encontro de três raças. apresenta danças e ritos. nem sempre verdadeiro. flechas…” b) “… expõem a cultura indígena. 22/03/2000. mas de maneira muito romântica. uma programação alternativa está deixando de lado a caravela para se embrenhar no Brasil de antes de Cabral. a expressão sublinhada mantém com o termo núcleo — “comemorações” — a mesma relação sintática verificada em: a) “uma invasão de terra”. GABARITO 182. conhecida característica de textos literários. diz Ricardo Paes.Interpretação de texto II Avançar . Desde o início da semana. como dizia — e impedir conflitos futuros.Texto para as questões 182 a 184: “A estrela é o índio Histórias de um Brasil com mais de 500 anos 78 Na contramão do vento que move as comemorações dos 500 anos. encontra-se também em outros tipos de texto. 184. E está dando ao índio lugar de destaque na festa. mas de maneira muito romântica…” c) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…” d) “… e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . predomina na sociedade. debates e uma exposição com trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado e textos do poeta Thiago de Mello. UERJ Na construção “comemorações dos 500 anos”. Do massacre nasceu o desejo de falar aos pequenos homens brancos — os ‘filhos da elite’. Agora. revela que um discurso oficial. expressão ligada ao nome “Brasil”. indica a necessidade de uma reflexão mais cuidadosa acerca de alguns dos marcos históricos do país. O emprego da palavra ou expressão com essa finalidade está corretamente justificado em: a) “Histórias”. flechas e seduz o público com a fala mansa e um ótimo humor. coordenador do projeto. d) “deixando preconceitos de lado”. Essa atividade pretende desmistificar isso e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue e se torne corriqueiro’. As atividades incluem encontros com integrantes de tribos variadas. da tribo fulni-ô. Veja. 183. no plural. mostra arcos. Fala das tribos e da memória de seus ancestrais. b) “um”. mostra arcos. como centro dos 500 Anos de Resistência das Populações Indígenas no Brasil. até expõem a cultura indígena. Há três anos Thini-á percorre escolas do Rio (…). c) “crianças de diferentes idades”. ele fala para mais crianças e adultos. contesta a prioridade dada à chegada do colonizador para a constituição do Brasil.

Ali jaz a vida que poderia ter sido. PAES. ele substitui a própria memória pela fita magnética. sexo. Veja. Protegido por sua máscara eletrônica. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso em viver. jamais terá tempo de rever o que filmou. 1992.” BUCCI. pois quem poderia vivê-lo se ocupou em gravá-lo (ou em posar para a gravação). a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. essa engenhoca que reina soberana no espaço exíguo que separa o homem de si mesmo. Identifique o elemento lingüístico que melhor caracteriza essa humanização e transcreva um verso em que ele apareça. como quem ainda tem uma longa lista a cumprir. São as imagens do espetáculo que não foi vivido. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. J. que vive.Texto para as questões 185 e 186: “À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol.Interpretação de texto II Avançar . 1 2 IMPRIMIR GABARITO camcorder – filmadora handycam – filmadora de mão Voltar Língua Portuguesa . ele apenas grava imagens. e normalmente muito rápido. uma câmara. 79 185. Guerra. Nas festas de escolas primárias. as câmaras de vídeo domésticas se tornaram o olhar autorizado da intimidade familiar (e de outras intimidades nem tão familiares assim). que se reserva a chance do inesperado. 186. esporte — me dás tudo. Prosas seguidas de odes mínimas. Eugênio. escancarando em público o vazio em que existimos. Se a televisão é a arena da história contemporânea. claro. Cônscia de sua relevância mística. Sob o foco automático. as retinas das testemunhas foram substituídas pela camcorder1 do sujeito de terno gasto que grava o enlace andando de um lado para o outro (o distinto padre pode dar licença. enfim. a televisão é humanizada. Ali jaz o desejo que não se satisfez. guardando imagens sem nexo. UERJ Indique o tema geral do poema e explique como ele é abordado criticamente por José Paulo Paes. O viajante já não é aquele que contempla o desconhecido. Nas férias. mas esta também logo se perderá numa estante empoeirada. por favor?). o estranho fenômeno se generaliza. que o poupa de estar exposto ao destino. Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo. a criança já não enxerga o sorriso de orgulho ou de apreensão na face do pai. São Paulo: Companhia das Letras. vê apenas a handycam2 que mascara o seu rosto. Texto para as questões 187 e 188: “O Império das Lentes Nas cerimônias de casamento. assumindo o papel de interlocutor do eu poético. Aposentei os dentes. Depois. Continuará com pressa. um vidro. O turista é um apressado. 03/12/1996. De bom grado. os alunos aprenderam a se apresentar para filmadoras e não mais para pais e mães. UERJ No poema. tudo. pois entre ele e o turista havia um muro transparente. P.

187. UERJ Cônscia de sua relevância mística, a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. No trecho citado, o autor emprega a ironia para intensificar sua crítica à situação descrita. Explique como esse recurso de linguagem intensifica a referida crítica.

188. UERJ Ali jaz a vida que poderia ter sido. Esta sentença, no primeiro momento, parece uma contradição. Identifique, em uma frase completa, essa contradição aparente.

Texto para a questão 189:
“Poética I Que é a Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.”
RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

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189. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

GABARITO

a) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, / Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo) b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João Cabral de Melo Neto) c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas — debaixo de céu diverso — e sob a influência de impressões momentâneas.” (Gonçalves Dias) d) “Um dia (…) tive saudades da casa paterna e chorei. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida, que intitulei — Às Ave-Maria: — a saudade havia sido a minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

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Texto para as questões 190 a 193:
“No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos. A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. Algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto. A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros. Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía. Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos. Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria. A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.”

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190. UFMG A partir da leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo a) criticar a ação governamental no trato com a miséria. b) defender práticas de maior justiça social. c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas. d) mostrar a evolução da situação de miséria no Brasil. 191. UFMG “Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.” Essa frase é uma síntese de todas as seguintes passagens do texto, EXCETO a) A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. b) Continuávamos de bem com nossos travesseiros. c) Dormíamos o sono dos justos. d) Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. 192. UFMG O último parágrafo do texto tem todas as seguintes funções, EXCETO a) Ampliar o desenvolvimento das idéias. b) Reafirmar as idéias da introdução. c) Rearticular o parágrafo introdutório. d) Reorganizar as idéias desenvolvidas no texto. 193. UFMG De acordo com o texto, a miséria no Brasil assume uma posição crescentemente agressiva. Todas as seguintes passagens do texto comprovam essa afirmação, EXCETO a) Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. b) Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. c) Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. d) Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.

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Texto para as questões 194 a 197:
“Troca de e-mails
THE NEW YORK TIMES

Seguem abaixo trechos das mensagens de e-mail trocadas na terça-feira e ontem entre o VicePresidente Al Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado ‘dinheiro fácil’ na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim na proibição do ‘dinheiro fácil’. Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre.

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Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: Re: Campanha eleitoral Obrigado por seu e-mail e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo — a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigaçao sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu e-mail, o senhor falou em restabelecer “a confiança em nosso processo eleitoral”. E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu e-mail. Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa.”
Traduzido do New York Times on-line, 16/03/2000.

GABARITO

194. UERJ O vice-presidente Gore propõe em seu e-mail uma rejeição, de parte a parte, do chamado “dinheiro fácil”, usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial. b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral. c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente. d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático. 195. UERJ O discurso político é marcado por estratégias de distanciamento que ressaltam a autoridade do locutor, e por traços de solidariedade que buscam o envolvimento dos interlocutores. Tais procedimentos retóricos são verificados em: a) “Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca…” b) “Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar…” c) “Eu darei o primeiro passo, pedindo ao Comitê Nacional Democrático…” d) “Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões…”

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196. UERJ A mensagem-desafio de Al Gore tem como destinatário o seu adversário político, mas é possível interpretar que ela tenha sido tornada pública propositalmente. Considerando o conteúdo da mensagem e o seu contexto, a melhor explicação para que Al Gore tenha desejado torná-la pública é: a) provocar uma declaração desastrada de George Bush. b) contribuir para a moralização da política através da Internet. c) acusar seu adversário do uso de dinheiro ilícito na campanha. d) convencer o eleitor do caráter desonesto do outro candidato. Texto para as questões de 197 a 200:
“A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse ‘pareciam’, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos devãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de idéias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: ‘Mando-te uma carta qualquer dia desses’. Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla ‘enter’.”
SOUZA, Josias de. A revolução digital. In: Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.

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197. UFMG Observe as expressões destacadas nestas frases: … falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro… … vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA dessas três expressões, na ordem em que aparecem nas frases acima. a) apesar de ser falada / apesar de ser impressa / se estivesse vivo. b) quando é falada / quando é impressa/ se estivesse vivo. c) porque é falada / porque é impressa / ainda que estivesse vivo. d) se é falada / se é impressa / ainda que estivesse vivo. 198. UFMG Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é a) defender a parceria entre o papel e o texto como uma história de êxitos. b) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. c) descrever as vantagens e desvantagens da Internet na atualidade. d) narrar a história do papel e do texto desde a antigüidade.

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199. UFMG Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre palavra falada e palavra escrita, é CORRETO afirmar que, a) na comunicação interpessoal, a palavra falada pode emocionar, sensibilizar, convencer, fazer pensar e, com isso, suscitar um grande movimento de idéias e valores. b) no processo social de divulgação de conhecimentos, a palavra falada, associada à escrita, exerce um papel fundamental na educação e na formação de opiniões. c) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão. d) no processo social de produção e circulação de crenças, a palavra escrita, ao lado da falada, tem papel significativo no desenvolvimento da espiritualidade. 200. UFMG Considerando os procedimentos lingüísticos de articulação entre o primeiro parágrafo e os outros parágrafos do texto, é INCORRETO afirmar que a) o segundo, o terceiro e o quarto parágrafos se articulam com o primeiro pelo emprego linear do tempo cronológico. b) o terceiro parágrafo está articulado com o primeiro pelo uso de palavras que explicitam significados presentes no primeiro. c) o segundo parágrafo está articulado com o primeiro pelo emprego de palavra que se repetem. d) o quarto parágrafo se articula com o primeiro pelo uso de frase que explicita uma idéia sugerida no primeiro. Texto para a questão 201:
“O idioma, vivo ou morto? O grande problema da língua pátria é que ela é viva e se renova a cada dia. Problema não para a própria língua, mas para os puristas, aqueles que fiscalizam o uso e o desuso do idioma. Quando Chico Buarque de Hollanda criou na letra de ‘Pedro Pedreiro’ o neologismo ‘penseiro’, teve gente que chiou. Afinal, que palavra é essa? Não demorou muito, o Aurélio definiu a nova palavra no seu dicionário. Isso mostra o vigor da língua portuguesa. Nas próximas edições dos melhores dicionários, não duvidem: provavelmente virá pelo menos uma definição para a expressão ‘segura o tcham’. Enfim, as gírias e expressões populares, por mais erradas ou absurdas que possam parecer, ajudam a manter a atualidade dos idiomas que se prezam. O papel de renovar e atualizar a língua cabe muito mais aos poetas e ao povo do que propriamente aos gramáticos e dicionaristas de plantão. Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o ‘erro’ propriamente dito e a renovação. O poeta é, portanto, aquele que provoca as grandes mudanças na língua. Pena que o Brasil seja um país de analfabetos. E deve-se entender como tal não apenas aqueles 60 milhões de ‘desletrados’ que o censo identifica, mas também aqueles que, mesmo sabendo o abecedário, raramente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é comum ver nas placas a expressão ‘vendese à praso’, em vez de ‘vende-se a prazo’; ou ‘meio-dia e meio’, em vez de como é mesmo? O português de Portugal nunca será como o nosso. No Brasil, o idioma foi enriquecido por expressões de origem indígena e pelas contribuições dos negros, europeus e orientais que para cá vieram. Mesmo que documentalmente se utilize a mesma língua, no dia-a-dia o idioma falado aqui nunca será completamente igual ao que se fala em Angola ou Macau, por exemplo. Voltando à questão inicial, não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. Os intelectuais também o fazem, por querer ou por mera ignorância. E também nós outros, jornalistas, afinal, herrar é umano, ops, errare humanum est. Ou será oeste?”
SANTOS, Jorge Fernando dos. Estado de Minas, Belo Horizonte, 10 jun. 1996. (Texto adaptado)

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GABARITO

201. UFMG Em todas as seguintes passagens, o autor deixa transparecer idéias que ele mesmo considera puristas, EXCETO em a) Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o “erro” propriamente dito e a renovação. b) … não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. c) Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. d) Pena que o Brasil seja um país de analfabetos, […] Por isso, é comum ver nas placas a expressão “vende-se à praso”…

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Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

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Texto para as questões 202 e 203:
“Amor A verdade é que devemos tudo aos amores infelizes, aos amores que não dão certo. A poesia se faz antes ou depois do amor, ninguém jamais fez um bom poema durante um amor feliz. Pois se o amor está tão bom, pra que interrompê-lo? O amor feliz não é assunto de poesia. Literatura é quando o amor ainda não veio ou quando já acabou, literatura durante é mentira. Ou ela é empolgação ou é remorso, revolta, saudade, tédio, divagação desesperada — enfim, tudo que dá bom texto. Desconfie de quem explica um estado de exaltação criativa dizendo que está amando. Algo deve estar errado. — Você está amando, mas ela não está correspondendo, é isso? — Não, não. Ela também me ama. É maravilhoso. — É maravilhoso, mas você sabe que não pode durar, é isso? Seu poema é sobre a transitoriedade de todas as coisas, sobre o efêmero, sobre o fim inevitável da felicidade num mundo em que… — Não! É sobre a felicidade sem fim! — Não pode ser. — Mas é. Acabei o poema e vou fazer uma canção. Depois, talvez, uma cantata. E estou pensando num romance. Tudo inspirado no nosso amor. Não posso parar de criar. Estou transbordando de amor e idéia. Crio dia e noite. — E a mulher amada? — Quem? Ah, ela. Bom, ela sabe que a atenção que não lhe dou, dou ao nosso amor perfeito. Está explicado. Ele não canta a amada ou seu amor. Está fascinado por ele mesmo, amando. E o poema certamente é ruim. Porque o amor, para ser de verdade, tem de emburrecer. Só devem lhe ocorrer bobagens para dizer ou escrever durante um caso de amor. Ou é kitch, de mau gosto, piegas ou copiado, ou não é amor. Qualquer sinal de originalidade pode até ser suspeito. — Esses seus versos para mim… Estão ótimos. — Obrigado. — Essas juras de amor, essas rimas, essa métrica… De onde você tirou tudo isso? — Eu mesmo inventei. Pensando em você. — Seu falso! — O quê? — Só deixando de pensar em mim por algumas horas você faria uma coisa assim pensando em mim. Só tomando distância, escrevendo e reescrevendo, raciocinando e burilando, você faria isto. Um verso plagiado do Vinícius eu entenderia. Um verso original, e bom desse jeito é traição. Só não sendo sincero você seria tão inteligente! — Mas… — Não fale mais comigo. Pronto. O amor acabou, agora você pode ser criativo sem remorso. Você está infeliz, mas console-se. Pense em como isso melhorará o seu estilo.”
Adap.: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Estado de São Paulo: 25/07/1999.

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GABARITO

202. UFR-RJ A partir da leitura do texto, depreende-se que a) os textos literários cujo tema é o amor tratam de um sentimento utópico. b) os poemas feitos nos momentos de amor são criativos e interessantes. c) fazer poemas sobre o amor exige um afastamento da relação amorosa. d) só a reciprocidade no relacionamento amoroso enseja um bom texto poético. e) os textos verdadeiramente literários são os que tratam da temática amorosa. 203. UFR-RJ Os diálogos, nesse texto, têm a função de a) caracterizar o discurso indireto na narrativa. b) refutar o ponto de vista do autor por meio dos personagens. c) reproduzir o ponto de vista dos personagens sobre o amor. d) servir de recurso para a argumentação às idéias do autor. e) de