LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA VOCABULÁRIO FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS VERBOS E ADVÉRBIOS PRONOMES INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II FIGURAS DE LINGUAGEM PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO PONTUAÇÃO CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA CRASE FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

NOÇÕES DE LITERATURA LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL HUMANISMO, QUINHENTISMO, BARROCO E ARCADISMO ROMANTISMO CLASSICISMO

REALISMO/ NATURALISMO PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO

PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

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LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema versa sempre sobre algum acontecimento que já foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não é responsável por uma nova notícia, mas é uma releitura de uma notícia ou de um fato. ( ) Observando os elementos que compõe a charge, é correto afirmar que ela se refere a alguma notícia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum elemento verbal faz referência à aviação. ( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem. ( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita depois de algum desastre aéreo. ( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advérbio, adjetivo e substantivo. ( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso, quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada. 2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.

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GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pessoa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos. ( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de determinar para o leitor o sentido da charge. ( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros. ( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado” funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

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3. Uneb-BA

O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso central, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alterações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do modernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que: a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano; b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras; c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade; d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser humano; e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilíbrio das sensações humanas. 4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.

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GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

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Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadrinhos de Ziraldo. a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto. b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto. c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários. d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe. e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

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Em exposição até 13/8, das 11 às 18h. Av. Paulista, 1578 Informações: www.zip.net/guignard

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5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão: HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner

a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços. b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar. c) Tirar o proveito de todas as situações. 6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

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Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que: a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da expressão “Sei”, no primeiro quadrinho; b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai; c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitude do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola; d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à escola, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho; e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin generalizou a conclusão a que chegou. 7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam a frase sublinhada. Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin: 1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição. 2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão. 3. Considera-se injustiçado pelos pais. 4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso. As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o sentido da tira, estão na alternativa: a) 1 e 2. b) 1, 2 e 3. c) 2 e 3. d) 2, 3 e 4. e) 3 e 4.

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GABARITO

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8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos.

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Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista. De acordo com os elementos que constituem as tiras acima: ( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram representar, na escrita, sons naturais. ( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona, propensa às explosões agressivas. ( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu, arte marcial desenvolvida na antiga China. ( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a representação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens. 9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério

GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a enuncia. 02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma das pessoas em geral. 04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando que não há exceção à regra. 08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto. 16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.” 32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocondríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao campo amoroso. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor: a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem nada em comum; b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado pela sonoridade, num tom de humor;

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c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homonímica; d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para demonstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado; e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra relação a não ser a própria referência. 11. UFMA

GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.

Sobre a propaganda acima, é correto inferir que: a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão condenados a morrer;

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b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução; c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo, para não morrer, é preciso ir ao supermercado; d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso se mexer para não morrer de inanição. e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

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12. UFMG
“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais avançado sistema de processamento de documentos: Document Centre. Uma copiadora que também é impressora, fax e scanner, com capacidade de realizar as operações simultaneamente. Para você copiar, imprimir, receber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recuperar documentos com mais facilidade, menor manuseio de papel e maior segurança. O novo software Centreware permite explorar e gerenciar o equipamento de acordo com as suas necessidades, a partir do seu computador, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que só a Xerox pode lhe oferecer.”
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Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de propaganda, exceto:

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a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal. b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor. c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto. d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação. 13. UERJ

GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.

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Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o segundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento teria provocado a mudança. Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho... a) ...estivessem rindo deles?” b) ...fossem reais e eles o reflexo?” c) ... pudessem trocar de lugar com eles?” d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

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14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto não decorre apenas da decodificação pura e simples dos itens lingüísticos neles contidos. Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu conhecimento de mundo, suas crenças, suas vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar enunciados e o levam a construir o sentido do texto que leu. Uma das características do leitor proficiente é a capacidade de interpretar gráficos. Demonstre que você domina a habilidade de leitura, inferindo corretamente os resultados expressos no gráfico ao lado: Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pessoas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados: De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que: a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o motivo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas; b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirmase em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;

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c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais; d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício, uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas; e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do total de entrevistados. 15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto abaixo vem expressa de acordo com as normas de escrita do português padrão. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, onde é mostrado da cintura para baixo, segura um tipo de facão com a mão direita. Abraçado a sua perna há uma criança, que a expressão Foto: Paula Simas denota raiva e medo. O homem apóia sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para baixo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expressão denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da criança, como se protegendo-a. ( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo a ela de alguma ameaça. ( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva. ( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança, mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão. ( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino, como se o estivesse protegendo.

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GABARITO

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16. UEGO A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) o título “A República do Mau Humor” funciona como indicador de leitura, pois dá ao leitor a oportunidade de interpretar tanto o texto verbal como o não-verbal; ( ) o mau humor dos aliados do governo nos permite deduzir que os políticos aderem ao poder visando apenas ao seu benefício próprio; ( ) a parte inferior da charge remetenos ao contexto social brasileiro, onde a população, em sua maioFolha de São Paulo, 11.09.99 ria, sofre os efeitos; ( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo personagem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com que o brasileiro encara seus problemas; ( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiência do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso. 17. UnB-DF
“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA, CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

GABARITO

Os seres vivos são interdependentes. Dessa forma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevivência humana não estaria garantida. Essa variedade e a dependência entre as espécies interessa especialmente à nossa empresa. Pois o nosso trabalho depende de descobertas no mundo das informações genéticas. Informações que se perdem para sempre quando as espécies são extintas. Informações que oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender a uma população que está crescendo. Em um planeta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os. ( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade. ( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração. ( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não estaria garantida sem apoio de milhões de espécies. ( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das informações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre. ( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da população.

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18. UFPB-PSS
Texto I “Diogo Mainardi Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.” Texto II

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Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se: a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira. b) Os índios continuavam lutando entre si. c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida. d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congresso Nacional às causas indígenas. e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um momento de alegria para os índios. 19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques Nunca se soube o nome daquele jovem alto e magro vestido como milhões de chineses, de camisa branca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu grande momento, do que muitos líderes revolucionários do milênio. É certo que foi visto por mais gen5 de julho de 1989. te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que personalidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano Zapata.”

GABARITO

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Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do personagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais: a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade; b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade; c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho; d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário; e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

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Do CD Cabeça de dinossauro. d) ao bom relacionamento entre homem e macaco. “Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia Eu não trabalhava. FROMER. ele acelerou o seu veículo. UFR-RJ No texto Homem Primata. esta se baseia em um equívoco. Ciro. ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi. 5 GABARITO 10 15 20 IMPRIMIR 21. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. ô Eu aprendi A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu É bom aprender.Interpretação de texto I Avançar . Voltar Língua Portuguesa . ô. d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. a vida é cruel. Sérgio. Marcelo. Nando. c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. eu não sabia Que o homem criava e também destruía. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea. REIS. b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir. a comparação estabelecida entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. Logo depois. Vinha o motorista dirigindo o seu carro. PESSOA. O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: 10 a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção. Texto para as questões 21 e 22. ô. eu me perdi” BRITTO. voltou a pé para o local da placa e nela escreveu.20. quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar. para corrigi-la: Como muitas piadas.

d) II. e) 3. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos armamentos. b) atraso X progresso. 1968. d) 3 e 5. 3. Voltar Língua Portuguesa . Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. e) III e IV. e poderiam ser retiradas sem prejuízo para a clareza do texto. UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. III. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II. simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem. 2 e 4. III e IV. 4 e 5. I. d) estagnação X mudança. os antônimos: a) lentidão X velocidade. III e IV. 2. III e IV. 24. p. você é barbaro.22. 4. Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. O militarismo. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico. é causa principal do desfecho presente no cartum. 23. A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apresentados. b) 1. 1. c) 2 e 4. b) I. IMPRIMIR GABARITO II. enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história. Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens. Átila. e) passado X presente. II. 166-167. 11 JAGUAR. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2. c) I. 5. IV.Interpretação de texto I Avançar . respectivamente. As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal. As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante. c) santidade X pecado. PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo.

” c) “Se queres a paz. dois não brigam. GABARITO 27. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele. o autor procura confundir o leitor. p. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto. daí ser um elemento anafórico. e) através de um jogo de palavras. c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida. prepara-te para a guerra. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa. ( ) Em Ele é um novo homem. por problemas cardiovasculares. ( ) Na última parte do texto. o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” 26.” d) “Quando um não quer. Não seja mais uma vítima II das doenças cardiovasculares.” e) “Devagar se vai ao longe. Univali-SC “BOM CONSELHO Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou para rua e bebo a tempestade” Chico Buarque Ouça um bom conselho Que lhe dou de graça Inútil dormir Que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado Quem espera nunca alcança Ouça meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar 12 Ao compor o texto. UFMT ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere.” 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado.Interpretação de texto I Avançar . 23/06/99. 153. Hoje.” b) “Quem tudo quer tudo pode. estresse Líder em soluções Veja. b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios. o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto. III Essas doenças. ( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte. associadas a tabagismo. Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos. INSTRUÇÃO: Com base no texto. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade. PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro.25. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele. Procure seu médico e siga a sua orientação. julgue os itens da questão 27. obesidade. as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares.

de outro lado.” Nos versos acima.400. em seguida. o sofrimento das noites de vigília. Aponte-a: a) De um lado. c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos.Interpretação de texto I Avançar . E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha... num segundo momento.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. a fuga pelo sonho e pela morte. Unifor-CE “Façam a festa cantem dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira. segundo Mário de Andrade. Não te rias de mim. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. O amor sexual lhe repugnava. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando. a revelação de que apenas é uma lavadeira. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir.” Veja. b) Num momento. A vida moderna em favor da vida de verdade. a surpresa da visão da mulher amada. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira. Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo. Negros olhos as pálpebras abrindo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . à luz da lâmpada sombria. Formas nuas no leito resvalando. 13 28. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. a mulher é pálida sobre o leito e. Jeep Grand Cherokee.0L High Output. pela nudez e sensualidade. anjo entre nuvens. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro.. Sobre o leito de flores reclinada Como a lua por noite embalsamada.. meu anjo lindo! Por ti – as noite eu velei chorando. A partir de R$ 55. 29.. “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. CELULAR. U. Jeep Grand Cherokee. 11/10/98. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou. GABARITO 30. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social. Jeep® Só Existe Um.. o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos. Potiguar-RN “Soneto Pálida. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. a mulher caracteriza-se pela pureza e. julgue os itens da questão 8. d) Inicialmente. em outro momento. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. duplo air-bag. autor que. Ele tem motor 4. c) Em princípio. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. sofre muito o prestígio romântico da mulher.

É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso.. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera. que revela segurança e certeza quanto ao futuro. pode a noite descer. Talvez eu sorria.Interpretação de texto I Avançar .” Manuel Bandeira. d) IV.) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem. Voltar Língua Portuguesa . e) os textos abordam temáticas diferentes. ou diga: – Alô. Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada. “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido. que revela sua ousadia e destemor diante da vida. 14 GABARITO “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. pode-se afirmar que: a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema. que apresenta dúvida e descontrole emocional.. 34. e a segunda. a primeira. In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira. sobre o tema: Mulheres. d) Noite. Talvez eu tenha medo.1984. Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes. Com cada coisa em seu lugar. E as feias. d) embora falem sobre o mesmo assunto. expressa pelos advérbios de negação e dúvida. II. b) Porque não poupa ninguém.. III. os dois textos revelam posicionamentos antagônicos. certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha.” Vinícius de Moraes. embora diferentes. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil. Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA. e a segunda. o poema pode ser dividido em duas partes: I. a primeira. b) ambos os textos vêem apenas belezas.) encontrará lavrado o campo. c) Morte. Uniube-MG Com relação à estrutura. c) Porque aparece toda noite. e a segunda. nas mulheres. IMPRIMIR Sobre os textos. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou coroável). 32. b) Visita. a casa limpa. que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido. (.. o segundo aborda a beleza da mulher madura. In: Libertinagem. d) Porque é amiga do poeta.. 33. que revela a felicidade de um dia de trabalho. iniludível! O meu dia foi bom. c) III. IV.. a primeira. São Paulo: Global. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar. e a segunda. 31.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33. E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas. A mesa posta. b) II. Manuel. a primeira. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes. que mostra incerteza do poeta. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos. (A noite com seus sortilégios.

Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem. c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária. “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. que seu filho precisa de liberdade para aprender. conotativo. se sujarem.Interpretação de texto I Avançar . pelo fato de causar incoerência. Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe. o primeiro é denotativo e o segundo. Novo Omo Multi Ação. o produto foi aprovado pelo consumidor. em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”. UFGO Além de veicular informações sobre o produto. ( ) o vocábulo outro. ou seja. d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado. Porque não há aprendizado sem manchas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . apresentado na abertura do texto. Se abria alguma coisa era o espaço – até então. pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto. a linguagem publicitária procura persuadir o consumidor. de 7 jun. Com base nessa informação e na leitura do texto. ao passado ‘ao lado’ do passado. PUC-PR “Nada mais diferente (. era o tempo do qual eu mais participara. ao passado anterior ao passado. e) É um caso de associação de idéias. assim como você. nunca pensara organizadamente na única pessoa. ao passado depois do passado.. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor. remetem à expressão “as crianças”. ( ) a palavra ainda. elas aprendem mais e se desenvolvem melhor. não sendo eu. ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. em “como nenhum outro”. refere-se a um elemento extratextual. indica que. 15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é. é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”. As questões 36 e 37 referem-se a ele. no único tempo de um homem que. UFGO Acerca da organização das frases.” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “madeleine” na obra de Proust. de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes. se sujarem”. pois a noção de passado é a mesma nos dois autores.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai. só a partir de agora. É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação. criando uma relação com Quase memória.. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido. idéias deduzidas do início do texto. muito menos o tempo. ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes. no único personagem.” 36. o ‘meu’ embrulho não abre nada. ou melhor. 37. serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal. ( ) os vocábulos “elas” e “se”. 2000. apresentados no primeiro período do texto. estabelecem relação de causa e conseqüência. removendo manchas de gordura como nenhum outro. o meu caso. A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral. pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil.35. Ora.

. o que lhe trará entusiasmo. julgue os itens da questão 38. Caetano. É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas. desejada pelo autor. ( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho. que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. 4.” Marie Clarie. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal. b) 1. conte com os amigos.. 3 e 4. O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. Velô-Caetano e a Banda Nova. maio de 1998. Com Marte transitando em seu signo. 39. 2 e 3. 2. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Em “Gosto de ser e de estar”. ora implicitamente ora diretamente. ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino.Interpretação de texto I Avançar . Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade. d) 2. Utilizando a expressão “Fala mangueira”. Para isso. uma língua expressa os valores culturais de seu povo.) A língua é minha Pátria E eu não tenho Pátria: tenho mátria Eu quero frátria” GABARITO VELOSO. 16 Texto para as questões 39 e 40. Língua. é expressa com os verbos “ser” e “estar”. A dinâmica do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto. Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pretende esteja envolvido na sua percepção de “língua”. o autor alude à idéia de que. “TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida. No trabalho. este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde. 1. 1984.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. 3. a idéia de plenitude. Você poderá contribuir com o parceiro. “Língua Gosto de sentir minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à mingua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira Fala! Flor do Lácio sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua (. c) 2 e 4. UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos. grito de guerra de uma escola de samba. sendo “pátria”. 38. e) 3 e 4. PolyGram. confusão: espere até poder expressar suas idéias.

À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal. d) 2 e 4 apenas. p.Interpretação de texto I Avançar . asno vai. Homem sei eu que foi Vossenhoria. que indigno cresce. o menos incompetente reina. Pois vá descendo do alto. Desanda a roda. Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe. GABARITO IMPRIMIR O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. como “roçar”. burro parece. 3. como resposta. a soma das alternativas corretas. do que burro em cima. 2 e 3 apenas.” MENDES. 2. e logo o homem desce. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão. verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo. 4. 1. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. “dores”. 08. e) 3 e 4 apenas. Estão corretas: a) 1. Quem sobe a alto lugar. onde jazia. Dê. 32. 04. Nas expressões “confusões de prosódia”.40. perpassa a idéia comum de “pluralidade”. que é discreta a fortuna em seus reveses. c) 1. “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”. 3 e 4. 16. 02. 64. que não merece. Salvador: EDUFBA. 2. Em terra de incompetentes. b) 1 e 4 apenas. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. Voltar Língua Portuguesa . 17 41. Burro foi ao subir tão alto clima. A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”. 63. 1996. Cleise Furtado. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. “cores”. Quando o pisava da Fortuna a Roda. que subir é desgraça muitas vezes. UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos. Homem sobe.

Este é um texto narrativo que relata uma transformação. 43. E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos Como não se ouviam mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz. Chico Buarque de. Vinícius de e HOLANDA. III e IV. 6. A expressão “pra”. 10. 11. 1980. d) ela. 4. 24. Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar. 20. nos versos 8 e 9. c) I. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador. 5. II e IV. 28. 15. b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo. c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos. 21. 26. 16. d) I. 30-I. 18. 27. o jogo amoroso e as relações humanas. 44.Interpretação de texto I Avançar . 12. IV. Chico Buarque de Holanda. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto Convidou-a pra rodar. no verso 21. só não se pode afirmar que: GABARITO a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. c) ele. Abril Educação. 13. 18 1. São Paulo. b) o autor. 3. Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I. 9. (Literatura Comentada). Uniube-MG Sobre o texto. A expressão “ali”. p. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. 19. Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência. “Valsinha Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar. 14. 2. 25. 22. 23. III. 8. A alternativa que traz os números das asserções corretas é: a) I e II. 29. traz marcas de oralidade. Então ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado De tanto esperar Depois os dois deram-se os braços Como há muito tempo Não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça E começaram a se abraçar.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. II. 7. b) III e IV. refere-se à palavra cidade. 42. 17.” MORAES.

Para uma adequada compreensão do texto 2. estilizando a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas. enfiados em calças jeans. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil. Chegam de todos os cantos do país. II. Em Barretos. a partir de uma informação que esse já tem. 24/01/99. III e IV. c) II e IV. b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições.” Adaptado de: Época – Especial “Nós. cintos e chapéus vistosos. brasileiros”. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos. 46. e) I. No Carnaval. Porto Alegre.Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2. pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional. (. imaculadas botas de couro. Zero Hora.. a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras. TEXTO 2 19 Charge de lotti. é necessário levar em conta dados contextuais. III. IV. o texto 2 pretende mobilizar seu humor. I. 102. d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno. Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge. 45. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Integrada ao calendário das maiores comemorações nacionais. local e data. II e III. TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country. GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro. b) I e III. A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito.) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”. o autor do texto 1 expressa um grau de indignação equivalente. 24/05/99.. d) I. reis e princesas sonham até a Quartafeira de Cinzas. e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil. PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. Os boiadeiros urbanos capricham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carnaval carioca em termos de público e opulência. Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor. como veículo de divulgação. II.Interpretação de texto I Avançar . p. Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2.

por exemplo. CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é. ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho. Sua imagem perante os colegas de trabalho é. • mestrado. • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou. CURSOS COMPLEMENTARES Você fez. • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão. por meio de estruturas gramaticalmente corretas. • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua.... ou 10 pontos. mas se forem substituídos por outro idioma – como. ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez... Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego. • bons – 25 pontos • médios – 13 pontos • ruins – zero” 20 GABARITO IMPRIMIR 47.. ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corresponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da de um bom domínio de conhecimentos de informática...Interpretação de texto I Avançar . Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste.. UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam. informações coerentes com o teste do texto. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela. espanhol – a valorização será maior. • pós-graduação lato-sensu.. • um curso de especialização. • doutorado. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é..Texto para a questão 47.. “TESTE Avalie suas chances de obter um emprego. Voltar Língua Portuguesa . ( ) Conhecimentos de inglês são importantes. se tem um domínio regular.

uma infração à norma culta. isso bastaria. esse é um modelo bidimensional do Universo. ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. Águas são muitas. não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova.Texto para as questões 48 e 49. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos. Está correto. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa. Uma outra diferença importante é que o Universo está em expansão. e) I. d) somente II e III. senão pela sua precisão. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa. b) um momento de percepção da realidade. Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor. em relação ao texto. cheia de vitóriasrégias. Paulo.” SCLIAR. U. GABARITO Considere as seguintes afirmações: I. II e III. através de um discurso poético. 29. p. In: Folha de S. Paulo. metafórico. Cada planta é uma galáxia. Folha de S. “As maiores estruturas do Universo”. II. é só estimular o turismo. Moacyr. 21 49. “Às vezes. b) somente I e II. No segundo parágrafo.Interpretação de texto I Avançar . E em tal maneira é graciosa que. pelo seu poder evocativo. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. lagoas não costumam estar em expansão. Claro. especialmente o que nos foi oferecido. b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme. o que se afirma em: a) somente II. o melhor que eu puder. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo. Hotéis não há muitos. querendo-a aproveitar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 50. a imagem vale. as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. 27 ago. Mais! 48. 17/05/99. arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados. c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real. E que não houvesse mais que uma pousada. e) a exuberante natureza amazônica. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que. considerando-se o uso atual. d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental. III. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. Marcelo. mas os poucos que existem são confortáveis. há uma referência nova. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da harmonia universal. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais. A terra em si é de muitos bons ares. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. c) somente I e III. no primeiro período. quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. Salvador-BA Por inferência. para alindar ou afear.” GLEISER. sempre aumentando. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado. em geral. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. 2000. Há. De qualquer forma. e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista. infindas. U. enquanto.

se por acaso a encontrar. Poesia Barroca. c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador. Senhor. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira.F. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. U. São Paulo: Melhoramentos. pessoa do plural. pensar e sentir. e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino. b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino. c) O título do poema está na 1ª. “Macunaíma nos ajude na barriga do gorila Cabeça do meu pau? na barriga do gorila Meu alegre coração onde estás? na barriga do gorila” Barriga de minha perna onde estás? na barriga do gorila Dedos de minha mão onde estão? na barriga do gorila Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ. e já cobrada Glória tal. a ovelha desgarrada Cobrai-a. que pereça um destes pequenos. Da vossa piedade me despido. Considerando que o sujeito lírico expõe sentimentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado. F. enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª. tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar. pessoa do singular. Do mesmo modo. Roberto. A abrandar-vos sobeja um só gemido.M. Para responder às questões de números 52 a 54. dentro do universo irreverente da poesia marginal.51. Porque. 26 poetas hoje. corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos.” MATOS. de Mário de Andrade. ouvir. Se basta a vos irar tanto um pecado.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E. Senhor. Gregório de. leia os textos a seguir. Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta. Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. Perder na vossa ovelha a vossa glória.Interpretação de texto I Avançar . b) O poema refere-se à obra Macunaíma. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho. Vos tenho a perdoar mais empenhado. mas não porque hei pecado. Mateus 18:12. Se uma ovelha perdida. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1. d) exaltação da sabedoria de Deus. que vos ha ofendido. Texto 2 “Pequei. escrever. 22 d) O poema sugere que o “gorila”. GABARITO IMPRIMIR 52. metáfora de uma situação ou de um ente abominável. e prazer tão repentino Vos deu. quanto mais tenho delinqüido. é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. Pastor Divino. que está no céu. Voltar Língua Portuguesa . Que a mesma culpa. como afirmais na Sacra História: Eu sou. a) O poema não se refere à obra Macunaíma. e não queirais. à qual Gregório de Matos recorre. não é algo desejável para meu Pai. Vos tem para o perdão lisonjeado.

b) sofra. antropológicos. Jornal de Santa Catarina. de artes. vem do grego “mouseon”. erguidos em homenagem à cerveja.Interpretação de texto I Avançar . que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura. O Dia do Museu. os que reverenciam a colonização ou profissões. c) suplica pela salvação divina. os religiosos. Santa Catarina possui cerca de 100 museus. e sobretudo expor para deleite e educação do público. F. deixando que Ele decida se o salva ou não. pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade. 18/05/00. b) conversa com o Senhor. assinale a alternativa correta.M. oceanográficos. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas. que significa templo de musas. chantageando o Senhor. e) submete-se à vontade de Deus. F. pois. e) padeça. Marco Aurélio. mas não se arrepende deles. GABARITO Sobre o texto. estudar. a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu. Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender. Mas há também os arqueológicos. do texto 2. valorizar pelos mais diversos modos. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas. c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada. 54. por isso. talvez não precise de uma grande festa nacional. d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus. algumas passam quase em branco e outras são exaustivamente lembradas. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais. A palavra museu. conforme a definição do dicionário Aurélio. Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades. Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra. d) peque. coleções de interesse artístico. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e. 23 d) argumenta. e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. E as musas escolhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas. de armas.M. merece a salvação. histórico e técnico”. 55. se Ele não o salvar entrará em contradição com a Sagrada Escritura.” SILVA. razão pela qual acredita que não será salvo. “para conservar. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados. ao vinho ou aos insetos. ecológicos.53. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . comemorado hoje. c) se perca. visitados e respeitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve.

e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão.” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS. A expressão . Os tupiniquins. assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s).folgou muito com elas. carpete. pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário. UFSC A propósito do texto. Abril.. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra. isto não queríamos nós entender. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim..) Acenderam-se tochas. D. E eles entraram. escreve para o Rei de Portugal.. e o da cabeleira esforçavase por não a estragar. falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta. por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar. por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 57. a soma das alternativas corretas. Nada. como resposta. Em E eles entraram.. como se lá também houvesse prata! (. e novamente para o castiçal. Fanadas – murchas. entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação portuguesa. Mas nem sinal de cortesia fizeram. E então estiraram-se de costas na alcatifa.E também olhou para um castiçal de prata. evidencia que havia problemas de comunicação entre portugueses e tupiniquins. 02. relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. e depois para o colar. Manuel.. como resposta. E deitaram um manto por cima deles. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. E também olhou para um castiçal de prata. e lançou-as ao pescoço. por assim o desejarmos.) Viu um deles umas contas de rosário. estava sentado em uma cadeira. folgou muito com elas. é correto afirmar que: 01. 1999. e bem vestido. nem a ninguém.. como se davam ouro por aquilo. bastante comunicativos. Dê. fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou categoria social lusitanas. Fasc. que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão. um dos escrivães da armada portuguesa. quando eles vieram. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. consentindo. e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas. a soma das alternativas corretas. pareceu despertar o interesse dos tupiniquins. 02... aos pés de uma alcatifa por estrado. Mas nem sinal de cortesia fizeram. como se davam ouro por aquilo. na embarcação portuguesa. Isto tomávamos nós nesse sentido. Todavia um deles fitou o colar do Capitão. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço... Dê. nem de falar ao capitão. UFSC De acordo com o texto. muito grande. Pelo trecho . nem de falar ao Capitão..Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D. e assim mesmo acenava para a terra. as quais não eram fanadas. SP. O trecho . Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo abandonaram o navio. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas.Interpretação de texto I Avançar . 56.. com um colar de ouro. Pêro Vaz de Caminha. fez sinal que lhas dessem. Manuel. 08.. e assim mesmo acenava para a terra.. 04. Isto tomávamos nós nesse sentido. 24 Vocabulário: Alcatifa – tapete. e. Coxim – almofada que serve de assento. aconchegaram-se e adormeceram. nem a ninguém. ao pescoço (. brancas. I. 04. 01. 08.

A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional.. Para Kaká Jecupe. Nosso povo enxerga o ser como um som. sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram. para as etnias indígenas desaparecidas.A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser. a soma das alternativas corretas. Apresentamos.. Dê.)” 25 GABARITO 58. ver o índio de forma menos prepotente levaria a civilização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação. A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indígenas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais. em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser. motivado pelo acirramento de interesses econômicos. que significa o som que se expande. com o desaparecimento de centenas de etnias. Porque fala e alma são uma coisa só. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 01. a seguir. publicada na revista Isto é (21/7/99. 02. em grandes áreas do País. Um pajé é aquele que emite neeng-porã. em Dourados. Um dos nomes da alma é neeng. é na base do tiro. Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria. A palavra tupuy designa ser. Não no sentido de retórica. preferem recolher a sua palavra-alma.Há um trecho em seu livro. trechos dessa entrevista. a oportunidade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas. A terra dos mil povos. são anos de descoberta ou de invasão? Kaká .O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos.” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká .Interpretação de texto I Avançar . que são respectivamente o ter e o ser. o qual chamamos de Namandu-ruetê.Nesses 500 anos. Para os povos indígenas.Texto para as questões 58 e 59. 32.O patrimônio da sabedoria.Os europeus chegaram trazendo o progresso. roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais.. 64.E qual é a razão desse desencontro? Kaká . a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais.De desencontro. a sua expressão no mundo. O brasileiro não sabe da sua própria cultura. trataram aqui como primitivos. Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. (. É por isso que os guaraniscayowas. ter a percepção desse patrimônio. ser e linguagem são uma coisa só.) ISTOÉ .Para quem fundamenta a sua cultura no teor. que também significa fala. (. ISTOÉ . p. Os 500 anos de Brasil significam. em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição. ISTOÉ . Ainda hoje. regida por um grande espírito criador. Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes. 16. ISTOÉ . ou Tupã. A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa. ISTOÉ . qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká .Para o tupi-guarani. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado. uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa. aquele que emite belas palavras. A realidade atual indígena não é fácil. 7-11). Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil.. Na opinião do escritor tapuia. Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos. até para perceber que ela está em colapso. um tom de uma grande música cósmica. por ilusão dessas relações com os brancos. Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo. como resposta. 04. e fala do seu livro A terra dos mil povos. a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século. A própria palavra tupi significa em pé. Como você pensa essa relação? Kaká . de acordo com os trechos da entrevista que você acabou de ler. “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados. É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência. 08. A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade. O pajé é aquele que fala com o coração. Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssimas.

Dê. palavra. emoção. 32. 32. como resposta. em Mato Grosso do Sul. 16. denominado Namandu-ru-etê ou Tupã. a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra. versus índio sofredor. 08. 02. nos primeiros tempos. menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. ilustrada pela aglutinação dos termos índio e América. UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os textos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). a soma das alternativas corretas. podem ser encontrados em “Quyquyho”. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. Alusão ao “grande espírito” criador do Universo. 1982). Emprego de termos de origem indígena. vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. 01. 16. cuja letra reproduzimos abaixo. 02.59. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . os guaranis-cayowas da região de Dourados.” 26 GABARITO 60. noção que a terra pertence aos indígenas. 61. pois a eles foi legada. em tupi. a linguagem. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio. como resposta. a partir da relação com o branco. 16. mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. 08. Texto para as questões 60 e 61. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios. Visão ingênua e idealizada do índio. 32. a seguir. Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto.”. Dê. 64. exceto: 01.Interpretação de texto I Avançar . tendo a ver com sentimento. na tradição indígena. e Quyquyho. como resposta. UFMS Os aspectos apontados. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do índio. a soma das alternativas corretas. 04. 08. 04. Dê. “Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. depois do contato com a língua e a cultura do homem branco. a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais. 04. sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio. provocado pela discórdia. oposição índio feliz. na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. 02. significa “som em pé”. é correto afirmar que: 01. a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Dourados é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura. a soma das alternativas corretas. entendendo alma e fala como “uma coisa só”. e o ser são elementos distintos. presença de um forte sentimento ufanista. enquanto som. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos.

Conversa portátil. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas. S. 1944. c) I e III. Rio de Janeiro: Nova Aguilar.As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram. II. b) I e II. Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. Faz ver que. em nossa era.” MENDES. Atualiza a história de Cristo. d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . II e III. com narrador em primeira pessoa. sobretudo nos três últimos parágrafos. o advento de um Cristo seria impossível. Está correto o que se afirma em: a) II.Interpretação de texto I Avançar . somente. p. Na crônica moderna. d) descritiva. “Não há lugar para essa gente”. e) dissertativa. c) III. o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado.m. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. c) descritiva. GABARITO 64. Unifor-CE Anacronismo. O casal dirige-se a uma estrebaria. III. 1. d) I e II. b) narrativa. somente. somente. Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: a) narrativa. as personagens ganham amplo desenvolvimento. b) II. e) II e III. e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado. III. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso internacional de solidariedade. o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. c) soldados de Herodes a elementos radioativos. No conto. 1486. 27 62. O menino nasce morto. Murilo. pois se apóia em argumentos encadeados. d) II e III. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades. Poesia completa e prosa. sobretudo nos três primeiros parágrafos. 63. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. e) I. somente. recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I. Ironiza a corrida armamentista. II. Com base na definição acima. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso. Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I. 65. Está correto somente o que se afirma em: a) I. anotadas em estilo elegante. No romance. com narrador em terceira pessoa. mais do que no conto ou na novela. “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpinteiro José aportam a Belém.

a pé. tens amor – eu medo! . Um amor que não tinha fim. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . nem princípio. c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. b) “Só se trai a quem se ama. UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e “durou um ano o amor sem palavras”. A menina não voltou. São Paulo: Companhia das Letras. Os dois formavam um maravilhoso ser único. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais). logo.. d) “Como você não me amava nem eu a você. súbito. Um dia. eu não te amava nem você me amava. c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. que começara muito antes e continuaria muito depois. Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. nem você a mim. E. certo de que a distância é o esquecimento. tão só. UERJ A esposa do milionário convenceu o marido. ela poderia utilizar a seguinte construção: a) “Toda traição envolve outro amor. Quis gritar. Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. uma menina linda. Mas. o brasileiro teve que voltar para o Brasil. e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade). ninguém tem culpa dessa traição. d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos. Até que entra na primeira porta. de repente. b) “Que não seja imortal. Doeu-lhe. parecia um delírio. A cabra vadia: novas confissões. UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China. no meio de sordidez tamanha. ora. Depois não viu mais o junco. 28 66. apanhou o automóvel e correu como um louco. d) “não é pois todo amor alvo divino. Não temos nenhum amor a trair”. Olhou aquela miséria abjeta. porém.” (Casimiro de Abreu). você não se deve sentir traído”. Morreu só. o brasileiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam. O marido baixou a cabeça. Tinha sede e queria beber. Resolveu viajar para a China. 67. Não houve uma palavra entre os dois. Para apresentar o seu argumento de uma forma completa. Primeiro. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. Um não conhecia a língua do outro. nunca. Foi também um adeus sem palavras. uma aldeia miserável. eu amo outro. como num milagre. pouco a pouco. Até que. Nelson. logo.Texto para as questões de 66 a 69. Aquela beleza absurda.” RODRIGUES. eu não amo você”. Ele ficou muito tempo olhando. ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. eu não te trai”. o escândalo. O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função central na constituição do sentido do texto. cada um deve seguir a sua vida”. O amor começou ali. Durou um ano o amor sem palavras.. Viu. Quando embarcou. Desce e percorre.Interpretação de texto I Avançar . Foi parar quase na fronteira com a China. ora. andou em Hong Kong. 1995. vê surgir. 68. o amor. por toda a parte. b) marcar as repetições da narrativa. logo. c) negar um amor para afirmar outro. mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. como mulher. as faces escavadas da fome. linda. logo.

é venerada como heroína da unificação. no Brasil. b) I e III. há três meses. d) II. Virou Anita. O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. III. oficialmente. Petersburg. Só no último dia 11 de maio. Superinteressante. expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguinte recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário. é quase desconhecida. d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco. a boca aberta no esforço desesperado por ar. jornal da cidade de St. 71. agosto de 1999. a cabeça sem cabelos. Estão de acordo com o texto: a) somente a II. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882). Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita. 29 Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa. de 2 anos. os olhos salientes pela magreza do doente terminal. Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado. Lá. na Flórida. II. Bryan Lee Curtis.)” Revista Veja. Às 11h56. pedindo a presença de um fotógrafo. 30 de junho de 1999. c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador. em 3 de junho. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal. o cartório de Laguna. Bryan morreu em casa. Na imagem. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente. Univali-SC “Agonia pública Na cama. Petersburg Times. morreu nos braços de Garibáldi. quando abandonou o primeiro marido. O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto.. 70. o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo. ao lado da mãe. da mulher.Interpretação de texto I Avançar . IV e V. um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões. (. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços. na Itália. e) É pura e simplesmente uma narração. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas. Tanto que só passou a existir. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi. um homem robusto. Em poucos dias.69. Mas. uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final. numa fazenda em Mandriole. em Santa Catarina.. de olhos semicerrados. Enquanto agonizava. onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845). c) somente a III. d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. IV. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo. por iniciativa da Câmara Municipal. Dez anos depois. O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro. sua mãe ligou para o St. e do filho Bryan Jr. Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa.” MARKUN. GABARITO Observe as afirmações abaixo: I. No conto de Nelson Rodrigues. Bobbie. e) somente a V. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos. No colo dele. com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos. em 30 de agosto de 1821. um sapateiro. V. Paulo. 400 quilômetros ao nordeste de Roma.

os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. “Assim. 30 Após a leitura do trecho acima. Um deles. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom argumento. O estudante.. emendou. “O senhor. o jovem ponderou: “Professor. julgue os itens que se seguem. porém justo e lógico como o senhor tem sido. Relacionando essa observação ao texto acima. como ele é o último dia com aulas na semana. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado. então. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário. O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida. porém. ( ) No texto.. financeira e política da mensagem. contrariando mais uma vez a regra imposta”. GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha. ficariam prejudicados os demais dias da semana. então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado. d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado. ao terminar a nossa aula de quarta-feira. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musical. “Parece-me justo”. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta. vocês terão uma prova toda semana”. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”. que o sábado está descartado. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano. os jovens se remexeram em suas carteiras. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”.. portanto. Assustados. “Se o senhor concorda. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”. raciocinou. que a prova será na sexta-feira. Aborrecido com o mau desempenho de seus discípulos.. Assim. pois. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora.72. e nada mais”. logo descobriremos. porém. nunca poderá reservar o sábado para nos testar.Interpretação de texto I Avançar . Pelo mesmo critério. com 48 horas disponíveis. às vezes. é este que fundamenta aquele.) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma. não deve ser usada em todos os casos. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto. se o senhor não nos avisar do teste na quinta. contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar. E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado. rigoroso. Não foi necessário prosseguir. afirmou o professor.)” Luiz Barco. Univali-SC “As armadilhas da lógica (. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse. efervescente. (. anunciou peremptoriamente. no entanto. b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia. 73. digamos. ainda não tinha terminado. para ser coerente.

( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade. 76.74. por exemplo. ( ) No texto.. ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor. pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77. revelando. ou toma um café Hoje bobagem. “À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário baiano lacônico mineiro perdulário Deus nos guarde. De carioca cerimonioso gaúcho modesto paulista preguiçoso Deus nos livre e guarde.” Interpretando-se os sentimentos do poema. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 31 “UM DIA QUALQUER .. ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto. UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito. concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”. sem manter assim relações de sentido com o poema.. européia e cristã. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira. ( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”. ( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearense sedentário”. UFMT ( ) Na primeira estrofe. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75. predomina a narração com a manutenção da unidade temática. assim como estes. pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um. onde as ondas se amansam. ( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca. opõe-se “cearense migrante”. o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro.66583624 (Chico Amaral) GABARITO Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. o sentido da vida para o eu lírico.Interpretação de texto I Avançar . ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem .cadeiras.. UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes.

Dissertação. vedada a você. falar-lhe de minhas dúvidas. sem liberdade. não corta na verdade a barriga da vida. 78. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano. Conclui que não há assunto. com predomínio do tom reflexivo e de marcas de análise psicológica. Os dedos sobre o teclado. Entretanto. b) somente I e II. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo. porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada na escrita. d) somente II e III. d) I e III.) Que é isso. II.. que está de olho na maquininha. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela. rapaz. mais propriamente. Está correto. II e III. apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mundo imaginário em que vive o autor. aí está você. III.” Carlos Drummond de Andrade. As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo.. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes. como que em presença de um inválido. casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. Mas somos nesta casa uma família de estranhos. de falta de apetite para os milhares de assuntos. por vezes. e você não sabe ir além disso. fica em sua cadeira assuntando. II. A ação de escrever priva. c) somente I e III. de minhas fraquezas. pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar. e) I. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras. Revolto-me contra mim mesmo. bem como a abundância de assunto. quer dizer: que não há para você. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Narração em primeira pessoa. purê de palavras. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve. Ou. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. em relação ao texto. as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. (. enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza. b) II. Então hoje não tem crônica. assuntando. que só a língua têm em comum. Não basta haver variedade de assunto. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. de meus receios. o que se afirma em: a) somente II.77.” O trecho acima apresenta características evidentes de: I. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção. depende das condições intelectuais daquele que escreve. escrever exige predisposição e inspiração. inclusive a simples claridade da hora. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel. Prosa poética. Impede a conjugação de tantos outros verbos. e) II e III. 79.Interpretação de texto I Avançar . não revolve os intestinos da vida. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I. d) a falta. Escrever é triste. O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. III. c) I e II. Vivem constrangidos.

Uma voz de água no silêncio. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. c) solução e realidade. d) proteção e felicidade. c) pouco desconfiado e muito observador.” Álvaro Moreyra.” No texto. Eles são as minhas aldeias. talvez. como se dissesse – Bom-dia! Chega. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica. Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”. 82. A noite caindo sem desastres. nas árvores. c) “cheiro de terra”. as palavras destacadas conotam. E tinha canteiros de rosas. “ir para fora” tem um sentido mais libertador. com certeza. Tão sossegados! Só nos jardins há amores-perfeitos. Tão sossegados! Só nos jardins há amoresperfeitos. não veio da cidade. b) “Sábado”. d) “céu imenso perdido”. primeiro. a: a) meio arredio e misterioso. Hoje. A vida arranja tudo pelo melhor. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão. e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. Era um Jardim sereno. com qualquer coisa de gato e de mulher. Ela pousa. Aquele jardim era meu amigo. c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário. b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado. Os outros ficam aqui mesmo. nos olhos e nas mãos. um jardineiro risonho. uma vez contextualizadas. às vezes na realidade.80. luz cheia de sombras de asas. É preciso gostar da vida. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!. e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador. 84. Veio. do tempo. Quem pode vai para fora. depois até a gente tão simples. semanticamente. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca daquele que escreve. e) com certa melancolia e pouca sinceridade. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão. Lembro-me dela. realidade de uso interno.. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias. Voltar Língua Portuguesa . Ah! dormir com o sentimento de pôr. b) narração e a relação realidade-imaginação. Tinha uma árvore.. GABARITO IMPRIMIR d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador. Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”. O cheiro de terra. e) “luz cheia de sombras de asas”. Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” corresponde. e) segurança e incerteza.Interpretação de texto I Avançar . Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos. 33 81. logo mais. como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. Imagine o campo. respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre. amanhã. Sábado. b) lugarejo e beleza natural. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos. Semanticamente. b) muito arredio e pouco confiável. Às vezes na imaginação. tão igual. d) bastante descrente e desiludido. essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador. 83. mas triste.

As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente. d) Todos os empresários. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios. (. por vezes. Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e.. III e V. desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver. 30% dos brasileiros sofrem de estresse.. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver.85. Depois capota”.. como almoços e jantares com o cliente em potencial. o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo. Uns dizem que o culpado é o trabalho. e não desliga mais... b) O telefone. fazendo uma coisa de cada vez. III. V.) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e. c) II. II e III.) O presidente da empresa de seguros ADD Makler.Interpretação de texto I Avançar . É mais um desafio!” Missão Jovem. e) todos os itens. Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse. afirma Aldo Colombo. (. Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes. Ingo Tirgarten.. inventou a Internet. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas. o celular. para o Terceiro Milênio. o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio. uma das tantas doenças modernas. IV. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 34 GABARITO Observe as afirmações: I. II. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez. b) II.. sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios. a partir daí. II e IV. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma certa maneira de viver? O homem. 86. mantendo assim o humor e a alegria de viver. fax ou e-mail”. A psicóloga Marilda Lipp afirma: “Sob tensão pesada. o e-mail. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem. trocou o dia pela noite. O estresse é uma doença moderna. afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (. o fax e o telefone. fax ou telefone. O homem é uma máquina que nunca desliga. o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios. agosto de 1999. e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail. c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail. empresa especializada em sistemas de automação comercial.. Hans Dieter Didjurgeit. “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone. d) I. IV e V. aboliu o Domingo.. uma sociedade totalmente estressada.)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos. atualmente.

” Segundo Popper. mas não das demais ciências. ora um animal doce e afável). III e VI. A igreja lhe virou as costas. 89. por mais elevado que seja o número destes últimos. São idéias presentes no texto: I. de um ponto de vista lógico. d) I. Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente. ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente.) Na Europa.. IV.. ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência. (. IV e V. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados. V. ( ) Na estrofe 6. isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos. os que realmente caracterizam o texto são: a) II. e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. No século XIII desenvolveramse as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal. ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação. “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). b) I. ( ) Um método impróprio no caso da zoologia. tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos. II. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais. Justificar a importância dos gatos e dos ratos. a enunciados universais. Nesta mesma época. VI. UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Científica (1934). Citar superstições acerca dos gatos. está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares. Enaltecer a figura do gato no mundo atual. III e IV. e) todos os itens. associada aos cultos pagãos e à feitiçaria. Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos. enunciados “particulares”). IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . III e VI.) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas. UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século. ( ) Na estrofe 8. o gato foi honrado e enaltecido. Sendo considerado como um animal santo. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões.” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. de Karl Popper. Ora. a gata transformou-se na representação da deusa Bastet. Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos... 35 88. Univali-SC “No antigo Egito. Dos itens acima. o gato se desenvolveu com as conquistas romanas. fêmea do deus sol Rá. algumas vezes.87. c) I. pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo. tais como hipóteses ou teorias. ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo.Interpretação de texto I Avançar . ( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século. III. ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e felicidade. II. (. pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quantas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado. o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século.

roxas. roxas 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais.Texto para as questões 90 e 91. “OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro.. pardas.. 30 mãos para agir pelo Brasil. morenas. morenas. o roxo e não apenas o branco e o semibranco.. 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens. 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis.. 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor. 33 Mãos todas de trabalhadores..” 36 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí. 8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos. pretas... 50 Mãos brasileiras 51 brancas. 16 o preto. 27 ouvidos para ouvir pelo Brasil. 28 coragem de morrer pelo Brasil. 32 . brancas.Interpretação de texto I Avançar ... 10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões. 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais.. 17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil. o pardo.. 34 pretas. pardas.... 29 ânimo de viver pelo Brasil.

( ) no fragmento. ( ) Ao se referir aos “Brasis” (l. de idade. Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte. ( ) o narrador. ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l. 15). 12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras. AEU-DF Julgue os itens seguintes.que revela o sentimento de compaixão do narrador. Agora. cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo. 92. por fim se definem. dirigindo-se a ele.” e “Pobres larvas. os pássaros. e depois cortada. em relação à compreensão e à interpretação do texto. pobres plantas. ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleonásticas e cognatas de verbos no infinitivo (l. a brisa. Pobre seda. ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota. Vão se aproximando lentamente. 30. ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo. não. 58). Voltar Língua Portuguesa . fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este. gravata vermelha e chapéu panamá. pobre substância. ( ) Com “Todo brasileiro poderá. a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe. substância extraída do casulo de larvas.” 37 GABARITO IMPRIMIR Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um depois (a aparição do casal). no quarteto repetido que abre e encerra o poema. enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento. mas o acontecimento. 91. ( ) O termo “sindicais” (l. ( ) “Qualquer” (l. Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país. Muito tranqüilo. ( ) As “mãos” (l. Reconheço. ( ) O termo “boreais” (l. Também está suada. tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado. antes. AEU-DF Julgue os itens abaixo. (No terno branco reconheço o linho. Trata-se de um casal. 31).90. e costurada. esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da repetição: “Pobres fibras. o riacho. um homem gordo. 40 a 48). 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidariedade dos brasileiros. 17) tem. “todo brasileiro e não apenas.) A mulher também é gorda. acontecem coisas. em relação à semântica e à estilística. ( ) De tom otimista. no vestido da mulher..” . de Moacyr Scliar. mas não se enxuga. o seu emprego propicia a expansão da narrativa. 26 e 27) e no gerúndio (l. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades. Ele.. e depois esticada. na história. e baixota. seda. vocês sabem. no texto. é situado no presente. revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e democrático. A campina. e depois tingida. resmunga constantemente. 31. 4) para “desse Brasil que vem aí” (l. usa terno branco. aproximando-se. pobre substância. Isto aqui já foi muito bucólico. 14).” (l. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento. extraído do conto “Ecológica ”. conotação pejorativa. UFGO “Segue-se um trecho. 53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros.” (l. Pobres larvas. pobres plantas. de 1ª pessoa. ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda. Agora..Interpretação de texto I Avançar . Pobre seda. da técnica cinematográfica.. Pobres fibras. às vezes.

os olhos injetados. Aluísio. pois indica situações diferentes. vozeando furiosos contra semelhante berraria. — Morra o infame! bramia a malta. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal. o camarada intrépido. já de carreira para o Largo do Machado. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. grudado a um canto da janela. um cidadão arranca a camisa e atira-se na água. O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’. p. ( ) Na terceira manchete. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada em seu sentido denotativo. ( ) O uso dos dois pontos.15.’ De repente.Interpretação de texto I Avançar . mordendo os nós da mão. Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos.” Isto é. julgue os itens da questão 93.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. naquela ocasião. UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural. para o redator do Diário. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideológico dos portugueses. pensava ele desesperado. ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. porém. revelou-se salazarista. das descomposturas e do crepitar dos vidros que se partiam sob um chuveiro de pedras. UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas. ( ) A referência “Isto é. Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros. 11/02/81. há uma intencional desconsideração pela vida da criança. o sangue a saltar-lhe nas veias. — Oh! Era demais. A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto. por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio estivesse ali. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo. serve para introduzir uma explicação. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa. Infelizmente. no texto. entrevistado. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré. — Morra o cáften! João Coqueiro presenciara tudo aquilo. 38 93. ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente. Casa de Pensão. GABARITO Com base no texto. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma. 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha. ( ) Das três manchetes criadas pelo redator. 11/02/1981. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos contra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela. somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português. p. 94.

39 Com base no texto. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo. já esquecidos do fato. compreendendo a fusão entre o real e o mágico. sempre teve como carro-chefe a criação de gado. depois do acontecido. fugindo sem saber pra onde. Tem as asas atrofiadas. 18 out. passadas algumas semanas. mamãe. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare. vive em zonas semidesérticas. A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver. 2000. no qual se considera a situação da vida da personagem. UFSE-PSS “O avestruz está em alta. ( ) O segundo texto. indiferente. com seis espécies conhecidas. Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã. número idêntico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos. após o evento.500 reais. apenas dois dedos em cada pé e é onívora. Avestruz. em ambos os textos.Interpretação de texto I Avançar . mata e come a galinha. ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto. interior de Sergipe. todos rodearam-na com uma atenção especial. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho. pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha.” GABARITO No texto “Uma galinha”. a família. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe.5 quilo. é eminentemente descritivo. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo. Voltar Língua Portuguesa . Compridos e desengonçados. no município de Simião Dias. a menina prometia nunca mais comer galinha. p. A fazenda Chalé da Serra. Além disso. ( ) A função da linguagem. Veja. em torno de 110 quilos. caso aquela fosse morta. cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano. Tinha a aparência de estar calma. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical. ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo. nos últimos cinco anos. em muito. analisando as características estilísticas. Já são 800 animais. o filhote. Entretanto. Até que finalmente foi alcançado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo.” Adaptado. Atualmente é a maior das aves. 96. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutiocultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). O animal estava sozinho no mundo. o avestruz atinge o peso de abate. de Clarice Lispector. parte de um verbete de dicionário. Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. Mas. c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal. superior a de uma vaca. os animais são um negócio de altíssimo rendimento. d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. na Arábia e na África. a 8. ( ) A fertilidade de um avestruz é. 77. Ave estrutioniforme. percebe-se claramente que: IMPRIMIR a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se desvendam. cujo preço varia de 1. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre.000 reais.95. – Não é necessário o emprego do sinal de crase na palavra em negrito. é a mesma: predominantemente referencial. Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1. no prazo de doze meses. U. não mate mais a galinha. A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha. o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca.

seja em compartimento do governo. Com base no texto 2. e tudo era dele. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor. Sim. In: Ficção completa. TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. O coronel e o lobisomem. 97. UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema.. Chegavam de longe portadores de outros engenhos. lá estavam as negras da cozinha. pois sou sujeito lavado de vaidade. de palavra educada. Ouvia apitar o trem na linha de ferro. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor. lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar. do que tenho honra e faço alarde. o meu pai da Tia Iaiá. o rio corria. pasto do mais fino. É invencioneiro e linguarudo. IMPRIMIR 100. o velho Bubu. o papai da Tia Maria. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância.)” 40 LINS DO REGO. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca. Digo. 98. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas. lá num inverno dos antigos. UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade. em jeito de moça.. Mas disso não faço glória. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que ficou órfão. José. J. os moleques da estrebaria. sem medir consideração. abro o peito: – Seu filho da égua. de barbas. mimoso no trato. o “Velho” da boca dos trabalhadores. UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos. de corpo alto. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. o Cazuza da velha Janoca. gado do mais gordo. sem freio nos dentes. que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. sou Ponciano de Azeredo Furtado. no debaixo do capotão de meu avô. 1976. responda às questões de números 99 e 100.)” CARVALHO. 1978. “Meus verdes anos”. Trato as partes no macio. e a água boa e doce nas suas vertentes.Interpretação de texto I Avançar . Rio de Janeiro: Nova Aguilar. passei os anos de pequenice. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto. 99. C. Se não recebo cortesia de igual porte. Apesar de tudo. e era dele. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor. (. GABARITO TEXTO 2 “A bem dizer. O sol nascia. com uns padres-mestres a dez tostões por mês. de olhos miúdos. as águas do céu se derramavam na terra. Não podia haver nada que não fosse do meu avô. tudo era do meu avô. A grandeza da terra era a sua grandeza... Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. Voltar Língua Portuguesa . o Dr. seja em sala de desembargador. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu. e tudo era dele. modéstia de lado. os trabalhadores do eito. coronel de patente. e tudo era dele. de cacete na mão. Rio de Janeiro: José Olympio. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. (.Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98. que pensa que é? Nos currais do Sobradinho. Lá ia o gado para o pastoreador. O seu grito estrondava até os confins. Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar. Tudo era do meu avô Bubu.

. orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século.. que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias. mas algo imaginário e. é hoje um hábito do telespectador: o voyeurismo. um superego. Não há mais a moralidade do pecado. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade).. d) determinação de alcançar o paraíso celeste. para quem o que importa não é ser alguém. imagens de jornais. avareza. Vivemos sob a moralidade dos mandados. 102. Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importados.. d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso. sob pena de exclusão do sistema. gula. b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer. a inveja. adotada por ídolos do esporte. (. cinema e TV. 16/05/99. sem noção de valores materiais. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas. c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico. que já não deseja ser o outro. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro. valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais. Já não há mais lugar para a ira. irreal. bebida ou drogas pesadas. Este era o pecado da gula. e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduardo Losicer. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa. relatando suas conclusões. A criativa preguiça. e) sensação de um vazio existencial e afetivo. o orgulho. São ordens que devem ser obedecidas. A aparência do bom moço. A maioria movida a compulsões por trabalho.Leia o texto a seguir e responda às questões. É preciso preencher um vazio existencial e afetivo. todos à sua volta. b) compulsão cada vez maior pela vida interior.) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior. UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer. prazeres e lucro. 103. a preguiça e a gula. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos. O pecado da luxúria. sucesso. preguiça. segundo o texto.. se possível. Para o antigo pecado capital da avareza. encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do imaginário.Interpretação de texto I Avançar . mas ter tudo e. Esta é a ameaça. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria. roupas. Márcia . c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema. ironiza e ridiculariza estes desafetos.) O psicanalista Eduardo Losicer. O orgulho está em baixa. consumo. equivalente ao inferno. à qual o artigo se refere. a ira. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis. Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja. 41 101.) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover. Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . (. praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem... Quem tem ódio do Governo. c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade. enquanto suas demandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório. portanto. executivos de empresas e apresentadores de TV. a avareza. bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI. atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado. É a nova versão do invejoso.O Globo.” CEZIMBRA. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. trabalho. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo.. ira. estão sendo determinados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação. b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais. do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha. transformou-se em mania de trabalho. que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso. prazerosa e lúdica. UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”.

e adaptado. diz. do livro Inteligência Emocional. Essas aptidões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora. crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos. porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa. inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”. crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. em vez de ter oferecido ajuda concreta. uma aptidão emocional essencial para a preservação de relacionamentos estreitos. Mesmo que não concorde com eles. ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘. como resposta. Poderia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional. Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. Enquanto diminuem os soluços de José. e só ele tentou oferecer algum consolo. ter chamado a professora. seja no casamento. Dê. Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. e) todas as afirmações. crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas. 64. que pára. de Daniel Goleman. GABARITO Analise as afirmações abaixo: I. mas os outros continuam a correr – menos Roberto. b) a segunda afirmação. 04. Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para homossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite). Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento. Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. 08. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. a partir do excerto exposto acima. Não se trata de uma medida isolada. protesta a psicóloga. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. II. III. 02. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho. Serão criados banheiros especiais para deputados. gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar. a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha. por exemplo. Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos.” Fragmento retirado.Interpretação de texto I Avançar . ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘. José tropeça. Só ele notou a situação de dor de José. p. que: 01. c) a terceira afirmação. Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. pois simulou a própria dor.” Veja. Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação.104. a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder. com amigos ou numa parceria comercial. 131. Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se metendo. 105. Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da República. para o autor. Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado. d) nenhuma das afirmações. 16. Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles. 42 É possível concluir. a soma das alternativas corretas. motivos e preocupações dos outros. 26 de abril de 2000. 32. machuca o joelho e começa a chorar.

Interpretação de texto I Avançar . mas no coração do cachorro não morreu a esperança”. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecendo do jovem soldado que não voltou. Os amigos. para que tivessem lugar as novenas”. depois. c) com o passar do tempo.” Lygia Fagundes Telles. ia correndo ao seu encontro e. durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias... UFMT ( ) O artigo indefinido.. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular. começava muito antes. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história. afeição são as idéias centrais do texto. todos os dias.106. ia esperá-lo voltar do trabalho. ( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”. o jovem foi convocado. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte.”. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense. outros maus. houve mudança nos festejos do Espírito Santo. longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores. o focinho voltado para aquela direção. Assim que anoitecia. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia. “correr animado”. Tudo em vão. 108. disciplinadamente. Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias. ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansioso”. uns bons. Mas eu avisei que o tempo era de guerra. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado. Postava-se na esquina. cremos. “A disciplina do amor Foi na França. Os familiares voltaram-se para outros familiares. ( ) Fidelidade. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina. e) as novenas começavam sempre no domingo. nove dias. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . na maior alegria. a orelha em pé. Então. O jovem morreu num bombardeio. responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo.. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. distraí-lo. fixo o olhar ansioso naquele único ponto. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. Como todos sabem. amizade. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense. mas quem esse cachorro está esperando?. 43 107. 109. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido. mesmo que se vão perdendo certos hábitos. de Manuel Antônio de Almeida. como se tivesse um relógio preso à pata. acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. para outros amigos. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. “era jovem”. Assim que via o dono. Uma tarde (era inverno) ele lá ficou. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. introduz as personagens na narrativa. Casou-se a noiva com um primo. um pouco antes das seis da tarde. fazendo a crônica da fidelidade. Cefet-PR Leia o seguinte trecho e. é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons. chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. ainda essa festa é motivo de grande agitação. Quiseram prendê-lo. o jovem foi convocado. d) durante a festa havia muita confusão. As pessoas estranhavam. ( ) O uso de mas. em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109. Com relação ao texto. pontualmente. voltava ao seu ponto de espera. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha. “na maior alegria”. Hoje.

mas continuou na janela. “continuou” e “esperando”. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. Um dia. Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”. c) II e III. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. levaria sempre uma merendeira consigo. Da janela. pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. ou em dias especiais. os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. passava a leprosa que pedia esmolas.Texto para as questões de 110 a 113. e) II. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada. “imaginava” e “levaria”. O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas. esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. Tinha um lenço encardido em volta do rosto. III e IV. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas. como as estrelinhas de São João. só se abriam aos domingos. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”. O menino gostava. quando crescesse. d) deslumbramento.” CONY. À tarde. IV. Ao meio-dia. d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. Um dia o menino cresceu. 111. 44 110. dos mascarados do Carnaval. “via” e “participava”. A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. o homem que afiava tesouras e facas. 3. Pelas manhãs. d) I. d) “tinha”. vendo a vida passar. Carlos Heitor. passava o sorveteiro. In: Os anos mais antigos do passado – crônicas. passava o moleque vendendo amendoim torradinho. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra. Duas ficavam fechadas. ed. b) I e IV. revela: a) medo. b) alienação. não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro. Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar . mas tinha medo da rua. b) revoltado com a sua condição de aprisionado. metade envolvido com o mundo. I. mas nada tinha a ver com ele. da carrocinha de cachorro. tão-somente no seu caráter externo. imaginava o que elas continham. ele gostava de ficar ali. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão. quando todos começavam a ir para a cama. em relação ao menino. III. c) inseguro de seu objetivo. via passar o leiteiro. do bonde que cortara a perna do seu Almeida. 1999. O menino tinha pavor da leprosa. e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. b) “protegido”. ele sabia de tudo. e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. p. “gostava” e “cresceu”. Podia ficar ali. e) comprometimento. IMPRIMIR GABARITO 113. “invejava” e “crescesse”. era uma forma de estar metade protegido pela casa. Uneb-BA No segundo parágrafo. c) passividade. II. ao escolher o seu espaço. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. Uneb-BA Sobre o menino. numa reentrância da grade. III e IV. 250-1. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. e) “fascinado”. 112. À noite. escondendo o nariz deformado. c) “envolvido”. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência.

d) da freqüência de preposições. entrando para a escola. o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos. Tecnologia X Humanismo. Profissional especializado. II. João W. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor. b) exposição argumentativa de idéias. d) integração descritivo-narrativa. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica. bom. 1996. busca cursos oferecidos pelas escolas técnicas. 117-8. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . no mínimo menos perigoso. Afinal. e) II e III. b) II.As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. e) do emprego de orações reduzidas. c) da ausência de conectivos.Interpretação de texto I Avançar . As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante. “Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional. O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção. ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas. Formação técnica X Formação humanística. b) da ligação adequada das orações. c) exposição descritiva de idéias. Unifor-CE I. a mão-de-obra nãoespecializada sofre não só os baixos salários. 115. ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional. Seriam efetivamente formações distintas?” 45 GERALDI. Linguagem e ensino. p. 116. d) I e II. Unifor-CE Quanto à estrutura. III. atualmente. E. O resto. está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I. diz-se.. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “competência técnica” que um curso de formação proporcionaria. A respeito dos enunciados acima. 114. e) descrição argumentativa. Campinas: Mercado de Letras. o cidadão. c) III. de preferência ministradas diretamente nas oficinas. Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências.. ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. que mais lhe interessam.

C1. Nunes teria ditado o texto para Brito que. exercitar o diálogo. são agressivos. hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade.‘” O Estado de S. os trajes nem sempre asseados. Porque experientes. Alfenas-MG “Brito. 30/1/98. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discurso direto. Educar é também conceder liberdade. c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil.Interpretação de texto I Avançar . só vêem o erro e não os acertos. Os filhos. passam horas falando ao telefone ou na Internet. d) 3 e 4. Henrique Nunes. disse Brito ao juiz.117. e) 2 e 4. Os jovens libertários da década de 70. não interessou-se em saber onde seria publicado. para que o jovem forme seu caráter e suas convicções. mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura. Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós. em seu depoimento. são pais que optam por uma educação mais conservadora. discurso indireto e discurso indireto livre. ao Ensino Fundamental e Ensino Médio. apesar de subscrevê-lo. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4. c) 1 e 2. U. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reportagens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação. b) 2 e 3. Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente.’ No texto. Paulo. ’E desconhecia que a resposta implicaria gastos públicos. Implica amor e firmeza.. 46 ‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. GABARITO Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70. Quando apenas um dos termos vale. só sabem dar broncas e impor regras. nem quanto custaria. Mas isto deve ser progressivo. por sua vez. agosto de 1999. hoje. d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas. que pregavam o amor livre. ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘. Educação – ontem. estão sempre desafiando os limites. a desobediência civil e o consumo de drogas. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e necessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. reclamam dos pais: os pais não confiam neles. existe quase um consenso: é preciso proibir.” Missão Jovem. implicam com sua maneira de falar. não sabem o que querem. como autor da nota. Educar é ensinar que existem limites. criam-se distorções. 118. de trajar e com suas amizades. não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos. Educar é. Voltar Língua Portuguesa . IMPRIMIR b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos. horários e deveres.. sobretudo. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis. estão sempre de mau humor.

Juntos cresceram e amigos ficaram. o coelho. Depois de muito farejar descobre o corpo. é o cachorro. Vamos dar um banho no coelho. O doido comprou um pastor alemão. diziam as crianças. Para nós o cachorro é o irracional. Imagina o pobre do cachorro que. lambendo as pancadas. – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi. o assassino confesso. – De jeito nenhum.Texto para as questões 119. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier.. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. o animal desconfiado que tem dentro de nós. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho. que não pensamos duas vezes. nós mesmos. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança.. só podia dar nisso. assim fizeram. As crianças. O cachorro rosnando lá fora. pegar amizade.. Morto. Enterrado. assustado. O cachorro é o herói.. todo imundo. lívido.. E o homem continua achando que um banho. Isto é. E agora? Todos se olhavam. 47 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. quando entra o pastor alemão na cozinha. desde sexta-feira. O coelho. quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado.” PRATA.. é claro. No domingo. Quase mataram o cachorro. Problema nenhum. Coitado do cachorro. na semana passada. Parecia que tinha visto um fantasma. sujo de terra e. Mário. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. com as perninhas cruzadas.) O personagem que mais me cativa nesta história toda. O bandido é o dono do cachorro. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche. de tardinha. o protagonista da história. Julgamos os outros pela aparência. 22/04/98.Interpretação de texto I Avançar . Lembrou? Agora pintou uma nova. como convém a um coelho cardíaco. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. Pasmo.. Imagina. Simplesmente genial. Coitado do dono do cachorro. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. O ser humano. – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem. “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu. Entendo de bicho. morto. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro. Até perfume colocaram no falecido. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido. 120 e 121. arrebentado. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (. Como o coelho não estava muito estraçalhado. E agora. escorraçar o animal. Coitados de nós. animais racionais. deixar ele bem limpinho.. E parece que o dono do cachorro tinha razão. depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. Maquiada. felizes. Eram dois vizinhos. Claro. E lá foi colocado. procurava em vão pelo amigo de infância. – O vizinho estava certo. mas era infalível. Provavelmente estivesse até chorando. Vão crescer juntos. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. Isso na sexta-feira. Trazia o coelho entre os dentes. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. Ficou lindo. parecia vivo. Sim. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. Branco. bairro de classe média alta em São Paulo. Notam o alarido e os gritos das crianças. – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia. O meu pastor é filhote..

mas o conhecimento adequado para preparar a receita da malhação não necessariamente.E.Interpretação de texto I Avançar . no entanto. Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento. portanto. Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas. até cuidar de meninos de rua ou dos jardins. os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei. A lei vale para clínicas.E. costuma haver um final moralizante. Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo. depois de anos. onde deveriam ter aprendido o que ensinam. reforma de prédios. 121. 3-18. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A abrangência da legislação vai além dos limites da academia. que regulamenta a profissão (só agora. b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior. 16/05/99. 120. Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a educação física deverão ser registrados no conselho.” O Estado de S. c) descritivo. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição. U. c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação. formado em Educação Física. As entidades colocarão em prática a lei. Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e. a) Identifique. A partir deste mês. Paulo. b) narrativo. Nas fábulas.119. GABARITO Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima. e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como atividade profissional. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação). a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. 122. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada. O bom-humor e a disposição podem ser autênticos. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado. Reescreva as passagens abaixo. Identifique o antagonista. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física. hotéis. descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. narrativa. Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário. no texto. 123. U. 22 de março de 2000. clubes e até condomínios. Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula. Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa. o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. Mais. U. de 1998. p. a) Depois de dois anos. e) de propaganda. mas centenas de jovens belos e musculosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física. b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”.E. substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”.” Isto é. d) épico. Deveria ser o requisito básico. U. b) O cachorro é o protagonista da história.

manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida. dentro de uma Ferrari. IMPRIMIR 125. a abelha no quintal. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada. Quando abriu a porta para ver quem era. fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. enquanto a cigarra é considerada como boa-vida. não? No Rio de Janeiro. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. a formiguinha trabalhou sem parar.” LISPECTOR. não atende às exigências da escrita culta: para tal. curtiu para valer. Era o inverno que estava começando.124. http://www. GABARITO INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125. o rosto inchado. cantou durante todo o outono.html (com adaptações). antes do vento espantado poder recomeçar. ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira.. vejo que é sábado de tarde. Em relação ao texto acima. Clarice. esse pronome deveria ser substituído por “o”. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho. escrita por La Fontaine.geocities. mas já não me perguntam mais. sem se preocupar com o inverno que estava por vir. Enquanto isso. São Paulo.Interpretação de texto I Avançar . nós já tínhamos tomado banho. ( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas características básicas: personificação ou antropomorfismo. Voltar Língua Portuguesa . verifica-se que. pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho. passados alguns dias. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. tomando uma cervejinha. a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. A formiguinha. julgue os itens a seguir. exausta. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. nesta versão. Não aproveitou nada do Sol. ( ) Considerando que. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial. apesar de usual na língua falada. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10. não desperdiçou um minuto sequer. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. Os melhores contos de Clarice Lispector. com um aconchegante casaco de visom. ( ) Nas linhas 8 e 9. Tem sido sábado. 1997. vou passar o inverno em Paris. Se chovia só eu sabia que era sábado. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. armazenando comida para o período de inverno.. reelaborada. último período do texto. A propósito. dançou. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior. amiga. Seleção de Walnice Galvão. quando se pensa que a semana vai morrer. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá. “sempre”. e intenção de transmitir um ensinamento. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”. um preceito ou uma lição de vida. sangue e mel. aparentemente submissa. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida. começou a esfriar. a amiga deseja algo de lá? —Desejo. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris. e o vento: uma picada. Domingo de manhã também é a rosa da semana. uma rosa molhada. o ensinamento principal mudou.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2. sábado de manhã. Então. E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá. sim. Então eu não digo nada. na semana passada. aproveitou o Sol. Global. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade. Durante todo o outono. ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles. saiba dosar trabalho e lazer. na fábula original. de súbito. e um produtor gostou da minha voz.

a imposição de estrangeirismos no campo do futebol. o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão. uma história de triunfo da língua portuguesa. mas o “goalkeeper” não o zagueiro. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. 127. definitivamente. O futebol. d) 2 e 3. empresário. c) 1 e 3. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário. 126.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada.Interpretação de texto I Avançar . Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto. assim como brasileiros estão para curandeiros. Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa. o basquete. CBF.. Jornal do Brasil. mas dos Estados Unidos. atualmente. ao texto. mesmo” confere um tom de repreensão. Nós é que nos oferecemos. houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol. e os basbaques foram atrás. e com termos emprestados de outro esporte. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso. 2.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que. Roberto Pompeu. Chamemos o fenômeno por seu nome. não compliquemos. facilmente. com a cultura colonizadora. mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”. “Play-off” é um termo importado do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva. Há o importador e há o muambeiro. Seria um caso incurável de carência de colonizador. b) 1. é. (. Luís Fernando. é um sufixo pouco nobre. Existem suecos. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa. Veja.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. esporte inglês.. no regulamento do atual campeonato. não à língua inglesa da Inglaterra.. resolveu rotular as finais de “play-offs”. UFPE No texto. ingleses e brasileiros. A história do futebol. “Se você começou como padeiro. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva. como no “goal” que virou “gol”. ao longo de algum tempo. timbaleiro ou seresteiro. “Disputam-se “play-offs”. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. 4. 2 e 4. por cúmulo. Estão corretos apenas: a) 1. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo. no Brasil. 198. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política. 3 e 4.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) acabaram por subverter. entre outras coisas. Entre a assistência e o play-off. p. em virtude de irrefreável impulso de submissão. 128. ( ) De acordo com o texto. mas o “back”. segundo ela. grande investidor ou latifundiário. A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras. (. A Confederação Brasileira de Futebol. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e. 50 Texto para as questões 127 a 129. Aliás. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status. Entrava. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado. 7/10/95. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”.. 09/12/1998. UFPE Leia os enunciados abaixo. 3. introduzido por ingleses no país. b) rompem. no início era jogado em inglês. que é o idioma. e) 2 e 4.. 1. referentes às idéias expressas no texto. É bobeira mesmo. Não.” GABARITO TOLEDO. em campo não o goleiro. como existem médicos. embora um tanto jocoso. terapeutas e curandeiros. nestas terras. O texto demonstra que. ( ) A teoria da leitora ganharia força. há políticos e politiqueiros. no campeonato nacional.)” VERÍSSIMO. UFMT ( ) Segundo a leitora. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora. como “corner”. (. suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas.

c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. ‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação. Uneb-BA Este exercício. tem como referente os brasileiros em geral. referido anteriormente. já o eu-lírico se sente subjugado pela tirania do amor. o pronome de 1ª pessoa do plural. s/d. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar. Tomás Antônio. UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. “Nesta triste masmorra. refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das questões de 110 a 113). de um semivivo corpo sepultura.” GABARITO GONZAGA. o verbo ser. indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se.Interpretação de texto I Avançar . a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’. inda. busca. que eu assim resista à dor imensa. 127. Marília. no futuro do pretérito. ‘nós’.129. d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo. constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. e) Na última oração do texto. Amor na minha idéia te retrata. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . p. d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial. e) o menino vivencia uma experiência de opressão social. extremoso. c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial. São Paulo: Círculo do Livro. que me cerca e mata. e aperto sobre o peito em vão os braços. Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga. a) Na expressão ‘outro esporte’. adoro a tua formosura. Marília de Dirceu. b) Nesse trecho. 51 130. Quando em meu mal pondero.

a agressão sofrida pelo governador Mário Covas. UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas. É esse o papel de um educador?” ÁVILA. Voltar Língua Portuguesa . c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos. Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes. Arthur. “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. outro ataque ao governador Mário Covas. UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista. jamais.Interpretação de texto I Avançar .Com base nos textos abaixo. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores.” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. por mais digna que fosse a manifestação. 132. UERJ Em geral. Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. cariocas. 133. em 1º de junho. O Globo. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos. se é que assim se pode dizer. Por causa dessa intenção. Concordo. UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve. O vice-presidente da república disse que o governador merece respeito. As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal. responda às questões de números 131 a 134. 52 131. Nada justifica a agressão física. é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracterizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação. Nada justificará. seja quem for o agredido ou o agressor. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpusera os limites do tolerável. suas índoles.” IMPRIMIR 134. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável.03/06/2000. seja qual for a manifestação. O Globo.03/06/2000. Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O ministro da justiça cobrou punição judicial para os agressores. Em função desse limite de espaço. depois um ovo no ministro da saúde e. E a situação de extrema violência que nós. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA. GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes. b) construção de comprovações por meio de silogismos. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros. b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas. seus defeitos. os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras. respectivamente. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros. c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores. Marcelo Maciel. O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos.

mas se esquece do material. a adolescência tecida em sonhos e utopias.Interpretação de texto I Avançar . O Globo. encharcando-se de bebidas alcoólicas. Ano Novo. Em volta. noite após noite.Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138. Olhemos a cidade. o salário exíguo num pais tão caro. Ou a opção de um momento de silêncio. Quanto mais cidadania. nas atuais circunstâncias. a rede educacional. uma oração. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. apegados à casa. d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada. Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado nos faz estranhos a nós mesmos. 7. Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. e) política e econômica. em janeiro. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos. Reencontrar.” Frei Beto. Voltar Língua Portuguesa . em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições. Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. De celebrar dez anos. a própria humanidade. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela. pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família. e comunicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais. os filhos. Ano de nova qualidade de vida. Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante. um gesto litúrgico. Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. Agora. os propósitos altruístas. mas está condicionado às limitações materiais. a solidão entre matas. Feliz homem novo. “Ano Novo. como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos. um travo. 53 GABARITO 135. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil. d) pessoal e financeira. p. No fundo da garganta. De menos ansiedade e mais profundidade. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual. IMPRIMIR 136. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo. mais democracia. da ressurreição de Henfil e. sem projeto. c) existencial e política. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. Vontade de remar contra a corrente e. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos. uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998. Por que acelerar tanto. abrir espaço à presença do Inefável. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política. de Chico Mendes. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público. se teremos de parar no próximo sinal vermelho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. b) social e econômica. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio. as ruas são limpas. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público. e) o homem busca a plenitude. os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário. Braços e corações abertos também ao semelhante. enquanto tantos celebram a pós-modernidade. Voto é delegação e. a leitura espiritual. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. no ano que se inicia. uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material. tolerância é cumplicidade com maracutaias. Mergulhar em nós. abastece o crime ao consumir drogas. o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo. A começar pelo réveillon. Feliz mulher nova. na verdadeira democracia. 01 de janeiro de 1998. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas. o serviço de saúde. os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós. vida nova. em dezembro. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces.

” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (. 54 139. e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária. Oh.” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez.. tolerância é cumplicidade com maracutaias. achando que isso resolve a questão. b) apenas a afirmativa II está correta. Sair criticando o mundo. Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo. b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador.” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (. Não. amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente. d) somente a III é correta. GABARITO 140. c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária.. Leia as afirmações a respeito do texto.).. Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno. 16 de fevereiro de 2000. d) estão corretas as afirmativas I e II.” d) “Em política. É impossível ensinar a pensar. inquietas sombras?. c) somente a I é correta..” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. como ao poeta.” Stephen Kanitz. lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele. contraste maldito! Aparentemente tudo se recomporia.. e) estão corretas as afirmativas I e III. UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) somente a II é correta. ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho. não o do trem.137. nada sugere. que nada sugere. de que fala o autor. Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas.. ao se libertar de memórias antigas. II.).. tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança. III.. Só formar uma visão crítica do mundo não resolve.” A “luta terrível” na alma do sobrinho. desistindo o sobrinho do dinheiro herdado. consiste em: I. Univali-SC “Volta às aulas (.. desistir da herança e chorar a perda do tio. Cefet-PR Leia o seguinte trecho.. III. e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem. UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão. d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta.” 138.”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem. I. ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro.). e) II e III são corretas. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez... extraído de Machado de Assis. contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói. Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta. c) apenas a afirmativa III está correta. II. e as sombras viessem perpassar ligeiras.Interpretação de texto I Avançar . nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos. inquietas sombras?. não constrói.) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim. Veja.

(.)” AVENDANO. 142. afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). A propósito. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é. está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer. É preciso inovar. Jornal de Santa Catarina. Nelson Marinho Teixeira.141. d) A língua portuguesa. segundo Machado de Assis. c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria. ‘Se pensarmos bem. a qualquer preço. deixou-nos. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio. argumenta. Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras. em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costumes. IMPRIMIR b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas. a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’. Voltar Língua Portuguesa . e tentassem descobrir as suas virtudes. assim. CASTRO. Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais. não pode parar no século passado. a globalização.. para enfrentar – com conhecimento. veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e. 19 e 20 de setembro de 1999. b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta. 55 GABARITO A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. função etc. 29/12/1999. Sobre o texto. Jornal de Santa Catarina. necessita de mudança de humor. e claro que desejável. incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é. e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. muitas vezes. Segundo ele. nosso escritor. Álvaro. Jaime. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego. e. isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. já em 1873. mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade. Machado de Assis. interpenetração cultural que marca o nosso tempo globalizante.. mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’. porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor. com sucesso. “Protegendo a língua nacional”. conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’. ‘Diferente do que muitas pessoas pensam. c) Investir no marketing pessoal é muito penoso. sensibilidade e altivez – a inevitável. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis. e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria.Interpretação de texto I Avançar .

próxima da variante popular. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional. como resposta. não se prende a um autor específico. Dê. pois discorre sobre o conto popular. caráter espontâneo. a soma das alternativas corretas. 16. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva. 08. atentamente. Em alguns momentos. p. caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. Talvez você mesmo pense assim. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01. possui um caráter eminentemente regional. já que se trata de uma criação coletiva.Interpretação de texto I Avançar . Mas. 32. Quanto à estruturação formal. uma manifestação cultural de caráter universal. veja bem. UFMS Em relação ao texto lido. Dê. o texto segue o esquema básico introdução – desenvolvimento – conclusão. Popular é. Scipione. criação rústica. A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narrativo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é correto afirmar: 01. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica. 16. São Paulo. como resposta. as criações populares não conhecem normas nem limites. portanto. manifestação culturalmente rica. Dê. Com isso. Literatura e redação.As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo.” MACHADO. 145. indiferença às imposições da cultura oficial. Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. O texto pode ser classificado como opinativo. 16. Trata-se de um texto literário. 04. 32. pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. 08. a soma das alternativas corretas. UFMS O termo popular. visto que a autora apresenta seus próprios pontos de vista sobre o assunto. O texto utiliza uma linguagem informal. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral. apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. Quer dizer. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar. nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. 02. 32. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas. embora tenha um caráter universal. 56 143. 02. obediência às normas socialmente aprovadas. 04. mas também em caracterizar o termo popular. Leia. se assim fosse. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. Irene. 08. quando se trata de estudar gêneros literários. 1994. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. como resposta. a soma das alternativas corretas. tal como aparece no texto. tendência à universalização. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. 02. 04. O conto popular. todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular. 144. sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral. 28. a autora estabelece uma interlocução com o leitor.

já dizia Gláuber Rocha. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos.Interpretação de texto I Avançar . seu cinema. printar e startar é meramente semântico.” 57 146. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. 1948). no livre exercício de suas próprias soberanias.) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir. de acordo com a leitura. p. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. ( ) Segundo Squarisi.. Nós. IMPRIMIR 148. 18 de nov. É isso. Além disso. Uma é o prestígio. Voltar Língua Portuguesa . Colômbia. Peça help. ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem.“ SQUARISI. E vire in. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. Dad. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. O que vem de fora é melhor. UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar. que determina o prestígio de uma língua sobre as outras. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. 1998. sua literatura. Deletar tomou a vez do velho apagar. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões. A informática serve de exemplo. é a ascendência cultural. e não econômica. conseqüentemente. UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia. temos complexo de vira-lata. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta. cuja Carta proclama os “direitos fundamentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. Printar expulsou o imprimir. compreensão e interpretação textuais. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem. Quem não aderiu se tornou out. como a realização dos postulados da justiça social’. GABARITO 147.. Revista Exame. que vende como ninguém sua música. ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos.E. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos. Que corra atrás do prejuízo. sua tecnologia e o american way of life. ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas. (. 170. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. ( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. Startar cassou o começar. sua televisão. Outra é a receptividade. I.Texto para a questão 146. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”.

qual alternativa é incorreta? a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realidade com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus. Gregório de. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (. que o faça mover uma hora mais que outra. o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical. e sem sustento. e tendo tão larguíssimas orelhas. e para a ceia (. e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum. Gleise F. parodiar. de. que é título de zotes ordinário. Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia. d) No texto I.. Poesias Reunidas.. MENDES. e o segundo. Voltar Língua Portuguesa . In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos. Salvador: EDUFBA. mas ela vos sangrou na veia d’arca. com o título de seu poema. água. p. Valha-vos. o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal. seduzir..Interpretação de texto I Avançar . nem outro perigo que veja diante. uma alusão à suposta preguiça do brasileiro. como sendo tão bobo. (. 1587. Oswald de. qual uma harpia. que a pura excomunhão meteis no saco: já diz a freguesia que tendes de Saturno a natureza.. e roubais. Gabriel S. o poeta busca resgatar a língua original do Brasilcolônia. Tratado Descritivo do Brasil. mas quem digo que vos valha? Valha-vos ser um zote.) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore. frio. 171-2. pois ficando faminto. pois não há fome. e um canalha: mixelo hoje de chispo. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos modernistas de primeira hora. paradisíaca.)” IMPRIMIR MATOS. Org.. 1996. Sois tão grande velhaco. UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho.” SOUSA. que quem ousadamente se adianta em vez de tosquear fica em pêlo? Intentastes sangrar toda a comarca. a que os índios chamam “aí”. 58 Sobre os textos I e II.. calma. e os portugueses preguiça. não só no léxico como também na sintaxe. Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar.). pois os filhos tratais com tal crueza que os comeis. c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer. recém-descoberta. fogem vossas ovelhas de vós. Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE. não vos cai em capelo o que o provérbio tantas vezes canta. nome certo mui acomodado a este animal. não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas. já no texto II. como se fosseis voraz lobo? Quisestes tosquear o vosso gado. 150. heis de buscar a dente qual jumento erva para o jantar. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário. fogo. e saístes do intento tosqueado.149.

Levantem-se todos. Esse é um de meus nomes. De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu. 9 ed. o azeite.. Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja. pois vão ser julgados. Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez. Arbues – foi Anchieta!” ALVES.. Rio de Janeiro: Agir. p.. Castro.” SUASSUNA. Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram. Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel. Sou. 1995..Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós.Interpretação de texto I Avançar . 17. se quiser. mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade. JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam. MANUEL Cale-se você.. BISPO Cale-se.. João Huss na sepultura. o Filho de Davi. Lisboa. a gemer Galileu. Tours.. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana. mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel. é Manuel.) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram. O Santo Ofício. grande grito. o Leão de Judá.... que era Cristo.. não. mundano. (Coleção Prestígio). Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento. de costas. soberbo. mais generosidade e virtude requer. as provas. pode me chamar de Jesus. A hidra escura e vil da vil Teocracia. Auto da Compadecida. Colombo a soluçar. Mas você. remembrando a negra Inquisição. Se aqui houve selvagens – eles os educaram. Ariano. 1972. GABARITO Voltar Língua Portuguesa . porque quanto mais alta é a função. Sua obrigação era ser humilde.. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem. autoritário. Seu tempo já passou. 146-8. santificando-se através dela. de Deus.. a gemonia. É justo!. Na fogueira Grandier. In: Poesias completas de Castro Alves. sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura. MANUEL Foi isso mesmo.. Sevilha e Nantes na tortura. Loiola – aqui foi Nóbrega. João.. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos. JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo. por quê? JOÃO GRILO Porque. ed.. 145-6. p. com o braço ocultando os olhos. Quem é? É Manuel? MANUEL Sim. 59 IMPRIMIR Texto III “ENCOURADO. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta. mas você pode me chamar também de Jesus. de Senhor.. O tempo da mentira já passou. Rio de Janeiro: Ediouro. não é lhe faltando com o respeito não. Se lá carrascos foram – cá mártires morreram.. (. Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante. atrevido.

mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. vá. 810-11. O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. 152 e 153. e. de memória. e lembrou-me escrever um livro. No Texto I. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. mas falto eu mesmo. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comportamento dos representantes do clero.Interpretação de texto I Avançar . pouco apareço e menos falo. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. não consegui recompor o que foi nem o que fui. Sobre eles.Os três textos. como todos os documentos falsos.. Ora. algumas datam de quinze anos. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. identifique as afirmativas verdadeiras. como se diz nas autópsias. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. b) II e III. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falarme e a dizer-me que. IV. interrelacionam-se. d) II. de memória. A certos respeitos. e tal freqüência é cansativa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 60 GABARITO “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. a fisionomia é diferente.” ASSIS. vida diferente não quer dizer vida pior. Capítulo II. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no momento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram. a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. e quase todas crêem na mocidade. de suas reais funções. Pois. IV e V. mal comparando. p. como ao poeta. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. não o do trem. Os amigos que me restam são de data recente. como tudo cansa. O mais do tempo é gasto em hortar. Duas ou três fariam crer nela aos outros. 151. esta monotonia acabou por exaurir-me também. senhor. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. inquietas sombras ?. c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha. embora de épocas diferentes. No Texto II. d) O narrador. filosofia e política acudiram-me. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. Distrações raras. na época em que antigamente vivia. Em tudo. assim. O que aqui está é. Depois. UFF-RJ “A certos respeitos. é outra coisa. Dom Casmurro. e esta lacuna é tudo. expressa no fragmento acima. evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa.” Em relação à posição do narrador. I. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado. a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor. Tanto no Texto I quanto no II. tudo árido e longo. mas não me acudiram as forças necessárias. c) I. era obra modesta. mas não a mim. outras de menos. e que apenas conserva o hábito externo. conservo alguma recordação doce e feiticeira. Texto para as questões 151. v. mas exigia documentos e datas como preliminares. tal como ocorreram então. em determinado momento de sua vida. Talvez a narração me desse a ilusão. ignorando o ponto de vista do momento em que o texto é escrito. distanciando-se. Entretanto. pegasse da pena e contasse alguns. e) II. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado. Quanto às amigas. VI. 1. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. Quis variar. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. Se só me faltassem os outros. III. Em verdade. II. Jurisprudência. se o rosto é igual. III e VI. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. e. e as sombras viessem perpassar ligeiras. No Texto III. Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. o interno não agüenta tinta. IV e VI. III.. V. jardinar e ler. conservo alguma recordação doce e feiticeira. como bem e não durmo mal. Machado de. e restaurar na velhice a adolescência.

mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários.” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos.” 153. e quase todas crêem na mocidade. e tenta. a fisionomia é diferente. algumas datam de quinze anos. Só dói quando eu respiro. Voltar Língua Portuguesa . um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. e que apenas conserva o hábito externo. e esta lacuna é tudo. sobretudo no seguinte trecho: 61 “Se só me faltassem os outros. UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala. se o rosto é igual.” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. com certo humor. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referências ao leitor de seus textos.” e) “Quanto às amigas.Interpretação de texto I Avançar . senhor.” b) “Em tudo. percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis. através de outra linguagem – o cartum –. em sua narrativa. Assinale a Opção em que. Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois. O que aqui está é. o interno não agüenta tinta. vá. outras de menos. como se diz nas autópsias. não tem amigos de longa data. como todos os documentos falsos. Porto Alegre: L&PM. “atar as duas pontas da vida”.” a) b) c) GABARITO d) IMPRIMIR e) Caulos. mas não a mim. e tal freqüência é cansativa. mas falto eu mesmo. mal comparando.152. sd. não consegui recompor o que foi nem o que fui.

dar-se-á nela tudo. que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro. a saber. de que nós deste porto houvemos vista.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau. Pelo sertão nos pareceu. b) “Minha terra tem palmeiras. até agora. um no meio e os dois nos cabos. grandes barreiras. que pareciam espelhos de borracha. “espelhos de pau. 4. 154. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. assim frios e temperados. compridos pelas espáduas. 5. com cabelos muito pretos. “parma”: lisa como a palma da mão.Texto para as questões 154 e 155. a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. / Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias). a saber. E em tal maneira é graciosa que. porque. não tínhamos nenhuma vergonha.Interpretação de texto I Avançar . que andavam sem eles. UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha. é toda praia parma. para transportar água ou vinho. nem prata. de as muito bem olharmos. delas vermelhas. / sustentada. “tintura preta. Aí andavam outros. c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi. ao longo do mar. a estender olhos. outros traziam três daqueles bicos. 62 GABARITO Vocabulário: 1. muito chã e muito formosa. a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo.” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. por bem das águas que tem. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. Nela. não pudemos saber que haja ouro. vista do mar muito grande. E alguns. “chã”: terreno plano. p 39-40. Ali andavam entre eles três ou quatro moças. não podíamos ver senão terra com arvoredos. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. 3. infindas. Tem. Águas são muitas. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). e suas vergonhas tão altas. quartejados de cores. nalgumas partes. planície. 2. metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta. d) “Irás a divertir-te na floresta. tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que. Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. como os de Entre Douro e Minho. bem moças e bem gentis. Esta terra. delas brancas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . querendo-a aproveitar. a modos de azulada. e outros quartejados de escaques. “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez. nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. De ponta a ponta. que nos parecia muito longa. nem coisa alguma de metal ou ferro.” (Murilo Mendes). Marília. Paulo Pereira (org. 1999. Rio de Janeiro: Lacerda. que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. (Castro Alves).

à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema. Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema. por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções. 80.. entre as classes mais pobres. Oswald de. e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetência escolar.” GABARITO Marque a alternativa que não está de acordo com o texto. em algumas experiências. A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte da nossa cultura. (. por ocasião das eleições de 1994.. o sol. b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos. de forma tão natural quanto a chuva. que é possível o Brasil mudar esse quadro. de modo esmagador. 156. o calor e o frio. c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos posteriores a ela. via-de-regra.) A vontade política e a criatividade do povo comprovam. 5 10 63 O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana. sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na escola? Nós não. quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam. sem prejuízo do sentido global. U. Poesias reunidas. de modo significativo. agora já faz parte de nossa cultura”. a) Para o autor do texto. e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas. criando estrofes simétricas e com títulos. o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro. entre as classes sociais mais ricas e. dando-lhes novos títulos. “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente. (. a UNICEF e a Fundação Odebrecht.155. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.F. b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha.. d) reconhecer e retomar a prática romântica.”. 1978. dando-lhes títulos novos. dando títulos nacionalistas às estrofes. Pelotas-RS Na imprensa brasileira.) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída. p.Interpretação de texto I Avançar . respectivamente.

“Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”. Duas delas são fisiológicas. quando a Polícia Florestal prendeu. proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. como o macaco-aranha e o muriqui. 16. Não é para menos. depois que o zoológico municipal fechou. seu prato preferido. 08. Voltar Língua Portuguesa . A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida. Entre os macacos-prego o poder é diluído. Ele consegue pescar. 02. “Não existe um único líder no bando. Dê. com força. aliás. capazes de partilhar alimento”. A primeira é o tamanho do cérebro. como resposta.Interpretação de texto I Avançar . Parente mais próximo do homem. diz Eduardo Ottoni.E. 04. O caso foi resolvido em março. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção de poder e liderança. U. p. diferente dos outros primatas. 64 GABARITO IMPRIMIR De acordo com o texto: 01. além do homem e do chimpanzé. o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América. o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas. o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos. em flagrante. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. Onívoros de carteirinha. “São os únicos. interior de São Paulo. Se não houver frutas nem insetos à mão. a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé. ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. A outra é o chamado polegar pseudoopositor. é marca registrada dos espertos macacos-prego. o macaco-prego só podia mesmo ser um sujeito muito esperto.157. a soma das alternativas corretas. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. observa Ottoni. e estavam com fome. julho/00. o dos macacos do Novo Mundo. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades. As chefias são formadas por até três animais”. Para comer coquinhos. Apesar da distância. Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas. em fevereiro de 1999. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima. Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis. O apetite insaciável. existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-prego. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados. Com relações tão complexas. esse macaco africano consegue aprender por observação.72. que dá uma destreza enorme ao animal.” Superinteressante. Tiveram de apelar para o crime. As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recentemente. A sociedade dos micos também é mais democrática que a média. abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida. são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos. da mesma forma que o macaco-prego. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes. usar ferramentas e se reconhecer no espelho. da Universidade de São Paulo. Os outros primatas normalmente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo.

E não vive. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. sofrem e resistem à dor de viver. porém. ou antes por uma exageração de princípio. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. Uma força que nos alerta. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. se fazem novas. a lágrima em riso.” Milton Nascimento e Fernando Brandt. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. não imputa aos literatos tal responsabilidade. ( ) Machado de Assis. e) A mulher brasileira. o que é um mal. à força de velhas. ( ) Machado.” GABARITO 159. 65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. d) Maria. nem tudo temos os modernos. em seu texto. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. Há portanto certos modos de dizer. é uma combinação de força e resistência. Maria É um dom. representada pela Maria da canção. Em geral. entre a tradição e a modernidade. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas. Pelo contrário. o capricho e a moda inventam e fazem correr. b) A mulher. Feitas as exceções devidas. transforma a dor em alegria. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. outros há que os adotam por princípio. A este respeito a influência do povo é decisiva. no texto. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Cada tempo tem o seu estilo. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. Maria. é o suor. c) Maria. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. por intermédio dos escritores. Nem tudo tinham os antigos. quando deve chorar. desentranhar delas mil riquezas que. porque. propõe a mediação. é a cor. Maria. apenas suporta a dor de viver.158. AEU-DF Julgue os itens abaixo. principalmente por parte dos escritores. locuções novas. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. Mas se isto é um fato incontestável. Divergência digo. uma certa magia. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. simboliza os seres humanos que lutam. A influência popular tem um limite. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. e segue sua vida. ( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno. Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta. Maria É o som. – não me parece que se deva desprezar. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. não se lêem muito os clássicos no Brasil. mas que sabem perfeitamente os clássicos. Texto para as questões 159 e 160. em relação à compreensão e à interpretação do texto. a mulher da canção. não se lêem. o autor se opõe à tácita aceitação de modismos. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta. É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri. como são todas as mulheres do planeta.Interpretação de texto I Avançar . apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. apenas agüenta. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. Univali-SC “Maria Maria Maria.

o sertão vem. um povo prestativo. 12ª ed. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeitinho. o mesmo. 13. 3ª ed. com sua dialética irresistível. pois desconhece o preconceito racial. Mas. muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros. . 162. nunca não encontra.. na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (. 66 Fragmento II “Quadrante que assim viemos. visto que aqui o preconceito é econômico. E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia. em que todas as cores e raças se misturam livremente. Grande sertão: veredas. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas. 1995. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Sertão. In: Obra completa. o autor leva constantemente o leitor à reflexão. efêmera talvez. nem terremotos. por si. que então vigoravam no Brasil do século XIX.o senhor querendo se procurar.Interpretação de texto I Avançar . nem pestes. perfazendo indagação. nem vulcões. era o sertão churro. Carvalho.” SOUZA. – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. em grande parte oriundas das circunstâncias físicas. 1984. Apud Sergius Gonzaga. econômica ou política nacional.160. festeiro. nem furacões. p.) Ali estão dois representantes do clã pastoril. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros. aonde lá. Rio de Janeiro: Record.. As circunstâncias históricas.. Descemos por umas grotas. de coração bondoso. A marcha do povoamento.se diz . ( ) Nele. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira. ( ) De roupagem metalingüística. 1989. após apresentação de uma tese. p.” Fragmento I Procuremos. Ia fazendo receios. Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou. Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre. revela-as. Galvez. Manual de literatura brasileira. – valorização das idiossincrasias regionais. João Ubaldo. Machado de Assis faz um ensaio crítico em que. A estrada de todos os cotovelos. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial. Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes. 227. por esses lugares. Voltar Língua Portuguesa .. Para isso. Depois dele: o turismo multinacional. 1997. nem lutas fratricidas. Euclides da. IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores. Viva o povo brasileiro. Porto Alegre: Mercado Aberto.” GABARITO VERÍSSIMO. 626. o próprio. p. Márcio. pela abertura de rodovias. 158. CUNHA. AEU-DF Julgue os itens que seguem. 1984. De repente. Literatura brasileira. Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície. prolongando-as até ao nosso tempo. Volnir e Adão E. II. que o nome não se soubesse. em magnífico resumo. 5ª. quando a gente não espera. p. o texto lido pode ser classificado como crônica. ed. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. do Maranhão à Bahia. Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita. Definamos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço. os senhores de terras e gados. até. originaram diferenças iniciais no enlace das raças. Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. vol. p. Guimarães. porto Alegre: Sulina. 161. neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça. Apud SANTOS. Rio de Janeiro: Marco Zero. identificados abaixo.” ROSA. O tempo e o vento. Érico. o imperador do Acre. julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo. porém. expõe os elementos que a compõem. Até. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional. acolhamo-nos ao nosso assunto. Os sertões.” RIBEIRO. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocultural.

graças à Renault. Tanto de um como de outro grupo etário. embora sem querer. Das 500 maiores companhias transnacionais. essa transferência representa um reforço na filial. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. existem colônias de franceses no Paraná. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. 162. com os espetáculos de circo dos parnasianos. Veja. já que aqui não há executivos preparados. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. sem rede de segurança . UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo. Para as companhias. ( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana. Os (ainda) chamados modernistas. em prol do equilíbrio universal. não existe geração espontânea. apesar de equivocada. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. Acontece que. “No Brasil. jamais fiz distinção entre uns e outros. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. com a sua livre poética. em relação à compreensão e à interpretação do texto. ( ) Ao apontar os novos como herdeiros. ressuscitada a cada geração.Leia o texto abaixo para responder a questão 41. entre novos e velhos. Para os executivos e a família. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná. Hoje. Anna Paula. na incauta adolescência. “roubada” do Rio Grande do Sul. além de tudo. mais de 400 estão instaladas no país. são por natureza os nossos filhos naturais. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. E. 26/04/2000.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a mudança é um sacolejo completo na vida. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. em massa. por iniciativa própria. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz.” BUCHALLA. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. sem querer. Quanto a mim. ( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária.Interpretação de texto I Avançar . ( ) Para ele.” 67 GABARITO 163. Em São Paulo. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. procurar emprego em nosso país. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. Texto para a questão 163. por sua vez. AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. Quanto a estes. ( ) Para Mário Quintana. é latente a contenda entre novos e velhos poetas. E assim. Desde 1990.

tem-nos muitos. palmeiras. Tem goiabas. rios. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. II e III. ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. cajueiros. No chão espeta um caniço. Cruzados não faltarão. neste tempo de agora. Esmeralda é para os trouxas. tão frios e temperados. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos. Rios e riachos corriam límpidos. um número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto.. papagaios. nem mulatas. “Ainda não haviam louras. embora escrita no mesmo estilo. Senhor. p. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O corpo do texto é uma paráfrase da Carta de Caminha pois: I. apesar da leve mudança no estilo. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I. Quanto aos bichos. II. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha .55. confirma a visão de Caminha sobre a terra descoberta. Bengala de castão de oiro.. assim os achávamos como os de lá. III. s/d. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta. Tem macaco até demais. tem-nos muitos.. b) I e III. GABARITO 165. IV. capivaras. já quinhentos anos passados. Texto para as questões 41 e 42. b) No chão espeta um caniço. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. nem biquínis. Tão fértil eu nunca vi. como os de Entre-Douro e Minho. Diamantes tem à vontade. UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II. araras e papagaios. onças e capivaras. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos. porque. Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. a terra em si. melancias. Fortaleza: Editora RISO. Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia. quando for a vez desses meninos? Riachos. Salvo o devido respeito. critica de modo disfarçado a visão de Caminha sobre a terra descoberta. onças. e) III e IV. Edição Zero. De plumagens mui vistosas. nem surfistas. Águas são muitas e infindas. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira. c) I.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa. Era assim o Brasil de Cabral. d) II e IV. Reforçai. c) Tem goiabas. cristalinos e plenos de peixes. Tão fértil eu nunca vi. Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa. árvores. Banana que nem chuchu.. melancias. Banana que nem chuchu. d) Diamantes tem à vontade.Textos para a questão 164. A gente vai passear. a arca.Interpretação de texto I Avançar . mangueiras. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. Havia outra raça bronzeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral.” 68 164. é muito boa de ares. De tal maneira é graciosa que. Como será esse país no futuro. nas praias douradas desse novo país. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha. Vossa perna encanareis. Araras.

166. Nessa operação mental. é sempre menos. Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente. d) sentimento saudosista. b) II. 168. sentimentos de angústia. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância. e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor. como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70. c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado. no verso 5. está correto o que se afirma somente em: a) I. d) explorar a sinonímia das palavras. Unifenas “O Relógio Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos. a cada instante que passa. estamos mais próximos da morte. d) III e IV. c) III. corresponde à nossa existência que é o estado transitório. e) II e III. até o ruim de outrora ganha uma aura mágica. nem futuro. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias. III. III. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana. IV. ligado à classificação morfológica do verbo ser.” Cassiano Ricardo. b) II e IV. Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. “Ser”. e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra. II. Cada minuto de vida Nunca é mais. Ser é apenas uma face Do não ser.Interpretação de texto I Avançar . Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado. “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia. Perpassam. e) IV. GABARITO 170. Unifor-CE I. c) II e III. Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. e não do ser. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea. d) I e II. c) halo de encantamento. A respeito dos enunciados acima. UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias. As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo. que é de ligação. Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis. II. Em suas reminiscências. e) ar misterioso. niilismo e revolta. em todo o poema. 169. como se o bom e o interessante não tivessem presente.” 69 167. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) sentido excepcional.

com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. depois de muita hesitação. Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas. seria injustiça. ia-me parecendo cada vez mais difícil. em qualquer época ou lugar. fazer do livro uma espécie de romance. De fato ele não nos impediu escrever. casos passados há dez anos – e. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. 173. d) perdera as anotações que havia feito. Isto. Além disso. quando formos verazes. os hábitos de um decênio de arrocho. e) as normas gramaticais e as ações da força policial. porém. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. mas foram raríssimos esses autos-de-fé. me impediram o trabalho. Não vai aqui falsa modéstia. ninguém nos dará crédito. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei. dar-lhes pseudônimo. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e. Repugnava-me deformá-las. a polícia. Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara. d) a impossibilidade de escrever com clareza. c) numa época de força policial. ou alguém em quem não se pode confiar. inibe também a capacidade de criação literária. palavras de ordem. Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. e a proibição de usar nomes verdadeiros. 70 171. realizando atos esquecidos. redigir esta narrativa. enfim. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. e) tencionava prender-se aos fatos. antes de começar. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. Efetivamente se queimaram alguns livros. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu verdadeiro nome. 172. quase impossível. ainda nos podemos mexer. Voltar Língua Portuguesa . para publicar suas obras. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: GABARITO a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. caso o escrevesse. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. sem disfarces. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. assim. que o impediria de publicar seu livro. “Resolvo-me a contar. b) um depoimento verdadeiro. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder.” Graciliano Ramos. e) sem liberdade de criação. digo os motivos por que silenciei e por que me decido. com intenção de dar veracidade aos fatos.As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos. b) a falta de liberdade política. tiradas demagógicas. às vezes com louvores de sustentáculos dela. e disto escasso prejuízo veio à produção literária. indulgentes ou cegos. o escritor é como um cego. contra a existência de uma censura prévia. mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas. Entre elas.Interpretação de texto I Avançar . com os nomes que têm no registro civil. com o decorrer do tempo. julgando a matéria superior às minhas forças. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima. esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas. como realmente haviam ocorrido. é incorreta: a) existia uma censura prévia. como adiante se verá. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP. sem romanceá-los. como limites à liberdade de expressão.

.. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços. familiar e do mundo todo.)” Veja: 14/06/2000. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos. no século XVII. induz a uma acomodação do homem à rotina diária. c) cultivado pelas elegias pastoris. mata a doce Desdêmona. quanto terrestre. e) próprio da literatura socialmente engajada. 2. 1974. desde os tempos bíblicos.” LIMA. simplesmente. “Antes de lançares a semente no chão. Poesias Completas. Por fim. e) a árvore é sinônimo de vida. transtornado. desde que eles estejam floridos. no ritmo lento da natureza. perigoso. 71 174. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra.Interpretação de texto I Avançar . no mundo inteiro. Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas. A tragédia. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados. b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina. antes de calculares os lucros da seara. p. no texto em que Otelo. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas.Para responder às questões de números 174 a 175. A realidade. mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva. e as sementes. mata a mulher e se mata. A morte é uma atitude extrema. considere o poema que segue. para quem é alvo dele. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher. por elevar seus galhos ao céu. 175. homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme. b) os pássaros. “Ciúme. o trai com um amigo. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza. é velha como o mundo. linda. o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. tanto espiritual. e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore. paranóico. b) recorrente na literatura universal. vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra. a sobrevivência do bom senso mesmo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento. d) inerente a qualquer manifestação literária. o general mouro. Voltar Língua Portuguesa . um sentimento insano. são símbolos do poder divino. Rio de Janeiro: Aguilar. v. no seu cruel desenrolar. d) a simplicidade da vida campestre. A mulher é honesta. IMPRIMIR 176. e só por isso. doente. (. por aquilo que produz. o amigo é sincero. ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material. Antes dele e depois dele. Jorge de. 57. d) O Bem e o Mal fazem parte da vida. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população. mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes. o verniz civilizatório ou. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más. insuportável para quem sente e doído. como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras.

UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez. E no entanto o tempo passa: Do campo. Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ. b) a influência maléfica de uma obra literária.. de uma vez por todas. Voltar Língua Portuguesa . vagabunda. a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. que serão doados para obras sociais. e) curiosidade quanto à origem do vento.Interpretação de texto I Avançar . Lembrança – o vento pertence ao campo. como faca. d) nasce. unidos. E sempre prossegue rumo ao norte. todas de São Paulo. E geme. c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. 3. IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo. 180. Estranha faca: gelo e água. Para participar da festa. ou recolher lixo nas praias. Protegido no copo de conhaque. “(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva. o vento chega arrefecido na cidade. promoveram o “trote solidário”. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida. c) desligamento da realidade. 26 de abril de 1999. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz. c) vento. e) a importância do século XVII para a literatura brasileira. d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários. os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes. Arrecadou-se mais de 200 quilos. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva. b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional. gotejante: o vento a corta. mesmo na cidade: tem presente seu passado. e) passa. Há 15 dias.” VIEIRA. Marceu . e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo.” Flávio Aguiar. transformaram a recepção em coleta de sangue. como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado. os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível. levam os calouros para a rua e. do Rio de Janeiro.177. no início do ano. Mais estranho: o mundo é redondo. Em vez de cumprir tarefas vexatórias. Texto para as questões 178 e 179. Uma rês geme. GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento.Época. como tema constante das tragédias gregas. Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça. 72 178. O hemocentro de São Paulo recebeu. d) o adultério. na árvore dobrada. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais. o vento nasce e morre no horizonte. d) medo da fugacidade do tempo. b) lembrança. (. 179.427 bolsas de sangue. Escolas como a FGV.) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica. b) intenso questionamento sobre tempo. USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo. abolido. E no entanto o vento uiva.. tarefa dos novatos de Oceanografia.

esportistas. Introdução. a passarela. ambos desamparados. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . É como vida de atriz. No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. Com o tempo. 1998. e. “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil.. no Bubby’s.181. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é.. ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”. a dança da garrafa. 1/2000 (com adaptações). ainda que dificilmente ao mesmo tempo. de outro lado. no outro. família. Quero aprender com a indústria da moda. ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam. Mac Margolis. comecei a levar o trabalho numa boa. 73 182. artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –. não me destruir com ela. São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens. em tese. a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo.março de 1999. são apresentadoras dos programas infantis. ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”. em muito poucas circunstâncias. e) Algumas crianças têm tudo: casa. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância. mas pouco ou nada fazem nesse sentido. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos. Hoje uma soldada na guerra. o termo “muito”.” Revista Caros Amigos . ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que. Quero voltar ao Brasil.. que poderiam contribuir para a educação infantil. Univali-SC “.” CAMARGO.Interpretação de texto I Avançar . enquanto outras nada têm. casar. têm família. na prática. Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão. maluquete.. o objetivo de todos. em Nova York Trabalho e prazer. destinados às crianças. São alguns privilegiados – como artistas. as outras crianças que têm casa. Texto para a questão 183. Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria. mas. é uma palavra invariável quanto a gênero e número. 22. que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio. que intensifica “poucos” e “poucas”. d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis. Num dia. e vivem nas ruas. penso em cair fora.” Ícaro Brasil. UnB-DF Julgue os itens que se seguem. amanhã uma perua no shopping. no Brasil. In: Educação para o lazer. p. Então fica assim: de um lado. pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. ingênua e. Texto para as questões 182. depois. só que o palco é a capa da revista. você tem que ser sexy. Luiz Octávio de Lima. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras. ter filhos e uma fazenda. E depois? Daqui a cinco anos. A idéia central do texto é: a) As crianças. uma exceção válida para muito poucos. Não quero trabalhar para sempre. São Paulo: Moderna. ( ) Na linha 4. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas. a respeito da organização das idéias do texto. assistência.

na atualidade. Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasília. o movimento: o mundo plural hoje vivido. estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. se mostram nos processos comunicativos derivados das necessidades sociais. 32. e responda à questão proposta. com o desconhecido que amedronta. viver e ser. pensar. SAIA DO STRESS A partir do dia 9. as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas. 16. apesar de conviverem com ela. As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tecnológicas é de desconfiança. o reconhecimento de suas possibilidades. julgue os itens seguintes. a trabalho e divertimento. ( ) No fragmento do texto. A organização de seus gêneros. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. 04. 133-4). A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. a soma das alternativas corretas. é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. DIA 9. construídos historicamente. ( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem. Dê. mas produtos de práticas sociais. acabam por concretizar-se. Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se.Interpretação de texto I Avançar . UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido. 08. As tecnologias não são apenas produtos de mercado. Gisele Bündchen.” 74 184. já que estas representam o trato com o novo. corresponde tanto a eu. pela significação textual. Novos modos de sentir. ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem. p. não invadem a vida das pessoas. portanto. espelham. 185. Elas fazem parte da vida das pessoas. em 1º ago. a indagação de suas fontes. às exigências do mercado de consumo para. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas. pois resultam de processos históricos e sociais que. a consciência de sua existência. apesar de simbólicos a princípio. mas utilizálas. com cautela e moderação. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. como resposta. ainda não a entendem. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias. para depois haver uma adaptação mercadológica. em seguida. Serão 16 sessões de uma análise completa e descomplicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal. da Católica e outras faculdades. respectivamente.183. Leia-o. resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. toda segunda-feira. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. por carregar bem o trabalho e precipitar-me. você vai ficar mais relaxado e em boa companhia. com atenção. ( ) No fragmento de texto. respectivamente. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima. 1999. É só ler e relaxar que você tira de letra qualquer questão de literatura. atender às demandas sociais. em primeiro lugar. DF: Ministério da Educação. o tempo. a democratização de seus usos. publicada em O Popular. Afinal. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes. o espaço. 02. 01. vestibulando e stress dão uma mistura explosiva. formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e. Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 1999.

Tereré é o refresco. A expressão na hora do quiriri. Você corrige um erro. UCDB. Você corrige dois erros. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular. a soma das alternativas corretas. 23. de uma boca para a outra. como resposta. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. uma bomba ou bombilha e a erva moída. Campo Grande. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia. “Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré. Chimarrão é o mate cevado. pode ser associada à chegada da noite. 3. ( ) o canal. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. 1996. Ed.)” NOVEIRA. ótimo. Dê. 08. Texto para a questão 187. O ideal é tomá-lo numa grande roda. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia.. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto. De acordo com o clima. para o vestibular. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição.’ Considere as seguintes atitudes: 1. passa-se do chimarrão ao tereré. Se alguém falar alguma frase. ( ) o vestibulando terá. é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse dever que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio. 75 186. vestibular e leitura dos livros. Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis. Leia o texto que segue para responder a questão 186. O arado e a estrela. 4. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. (. 01. regado a água quente.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . para não azedar o mate. explicitado pela palavra você. a conversa será mais lenta.Interpretação de texto I Avançar . 2. a leitura obrigatória de livros da literatura brasileira tem um propósito pedagógico. tudo muito morno e quente. de cachimbo da paz. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. 32. morena e matuta. alguma palavra em guarani.. respeitando a vez de cada um. sem açúcar. IMPRIMIR GABARITO “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. passar a cuia de uma mão para a outra. 16. Raquel. Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”.Considerando-se que. como chê-kambá ou cunhataí. para “tirar de letra qualquer questão de literatura”. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelectualmente danoso. com sol forte e poeira envolvendo tudo. p. não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados. lendo o material anunciado. Você fica louco da vida. 02. bem gelado. tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. recebe a ênfase nessa comunicação. sob um laranjal. 04. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas. o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo. devido à predominância da função fática. senão a erva pode azedar. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. dará mais sabor à erva. mas também de ler os próprios livros. daí se sugere que.

pelo menos. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). Leia os textos que seguem. d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma. o pataxó. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. como as do texto. falemos de nós. e F. Imagina se. a todo instante tropeça e se engasga com rap. demonstra a intenção do jornalista em impor aquela língua. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. que alguns tentaram. tem significação mais extensa. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado. então. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo.Interpretação de texto I Avançar . por exemplo. especialmente o futebol (não mais foot-ball). como um peru de farofa. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. No esporte é a mesma coisa. como na África. é engraçado. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. etc. Cantor de forró do Ceará. onde as melodias podem ser originalmente nativas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . deixando de lado os índios que nós. punk. ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita. etc.. etc. contrapõem-se duas cores.187. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. “meio-de-campo”. chamando-o de ‘desporto’. literalmente. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. Pois aqui no Brasil. se não for escolado no papo. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. para verdadeiro. UFMT Assinale V. por exemplo. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. pelo menos é o que informam os especialistas. UEMS No texto I. b) O fato do inglês “rechear” os jornais. c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês. já que a gente não os conhece nem de nome. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. inclui as apresentações em várias espécies de salas. ou até na rua. ou pior.. Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”. que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”. back é beque. funk. o português. por exemplo: é todo recheado de inglês. que. Os índios têm lá os jogos deles. os brasileiros. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. Nas páginas dedicadas ao show business. tudo é show. Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(. soap-opera. toma um susto. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. e) Palavras estrangeiras. Pegue um jornal. pretendemos ser. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. mas devem ser chatos ou difíceis. o preto e o branco. permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier. ou. cada uma fala o seu dialeto. 76 GABARITO Texto II 188. ( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz. Mas não pega. por exemplo. é estrangeira imposta pelo colonizador. E o leitor do noticiário.. A começar que a nossa língua oficial. o que foi uma bênção. ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. se você for a fundo no assunto. nós a recebemos do colonizador luso. pelo menos. Mas.” Rachel de Queiroz.

Delinqüido vos tenho. ensinava-lhes o caminho. pálido. Jesus. à frente deles. dai-me os braços. não tendo coragem para matá-la. erguendo-se com ímpeto de anta bravia. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. 191. as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. Luz que claro me mostra a salvação. Soneto. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto. b) I e III. U. depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. Jesus!” MATOS. Arrependido a tanta enormidade. c) I e II. a rigidez métrica e a regularidade das rimas. escamando peixe. com as mãos cruzadas nas costas. João Romão ia atrás. d) ou os cofres que tu vais encher. c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. Salvador-BA 77 “Ofendido vos tem minha maldade. ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado. d) II e III. e) e as coisas que tu vais transformar. A salvação pretendo em tais abraços. b) antes de calculares os lucros da seara. III. Aluísio. UEMS A respeito do texto II. Botelho. e que o seu amante.” E depois emborcou para a frente. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro. e chegaram finalmente à cozinha. antes que alguém conseguisse alcançá-la. Ofendido vos tem minha maldade. é possível concluir que: I. Misericórdia. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7. e ofendido. 190. e) III. então. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma. Maldade que encaminha a vaidade. que a sua carta de alforria era uma mentira. vendo que ela se não despachava. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. e um calafrio percorreu-lhe o corpo. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F. estava de cócaras no chão. Num relance de grande perigo compreendeu a situação. II. In: Poemas escolhidos. Em virtude de tantas palavras importadas. Estão corretas: a) I. Bertoleza. que hei delinqüido. ( ) Consciência da efemeridade das coisas. Os polícias. e encaminharam-se todos para o interior da casa. s/d. São Paulo: FTD. para as não comprováveis. 281. p. ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3. 1993. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Bertoleza.189. ( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe.Interpretação de texto I Avançar . restituía-a ao cativeiro. Gregório de. Vencido quero ver-me e arrependido. amor. Quando necessárias. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão. desembainharam os sabres. GABARITO 192. p. Atravessaram o armazém. É verdade. para a ceia do seu homem. Arrependido estou de coração. São Paulo: Círculo do Livro. que o acompanharam logo. Vaidade que todo me há vencido.” AZEVEDO. De coração vos busco. Abraços que me rendem vossa luz. falar português é como falar inglês. O cortiço. Senhor. recuou de um salto e. 229-30. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor.

As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. mas fica escrita a sentença. principalmente. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação. tirou-lhes as espinhas. firmou-se em todas as regiões do Brasil. bumbum. pipi. a fala séria. as durezas. Rio de Janeiro: José Aguilar. ao contacto do senhor com o escravo. 1958. b) Liberdade enfocada no plano individual. 4. ed. Rio de Janeiro: José Olympio.” FREYRE. bem coletivo. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América. c) 1. e) 1. solene. inventa.) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança. c) Liberdade. conversam. Casa-Grande & Senzala. O falar “doce”.. UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as. “Que estão fazendo. imagina. sob a mesma influência do africano e do clima quente.. IMPRIMIR 5. 3 e 4. os ossos. do princípio ao final do texto. toda ela sofreu no Brasil. Obra Poética. b) 1. mas a linguagem em geral. 3. tão tarde? Que escrevem. as sílabas finais moles. nesses campos. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente. Estão corretas apenas: a) 2. sentem-se luzes acesas.Texto II “Através de grossas portas. Voltar Língua Portuguesa . 3 e 5.” MEIRELES. – e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras. destacando. tatá. analise a coerência das seguintes afirmações: 1. 193. fruto da luta política. d) 4 e 5. lili (. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil. Cecília. “esse português de menino”. pensam? Mostram livros proibidos? Lêem notícias nas Gazetas? Terão recebido cartas de potências estrangeiras?” (Antiguidades de Nimes em Vila Rica suspensas! Cavalo de La Fayette saltando vastas fronteiras! Ó vitórias. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. 151-2. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. 2. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana. a influência da cultura africana. O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras. 1972. tem um sabor quase africano: cacá.. da gente. e mesmo a portuguesa. Não fica bandeira escrita. GABARITO Com base na compreensão do texto. Gilberto. um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido. 2. inaugurado com a ama negra. p. Sem rr nem ss. é uma das falas mais doces deste mundo. flores das lutas da Independência! Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique. 2 e 4. do escravo preto junto ao filho do senhor branco. O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto. A linguagem infantil brasileira. festas.Interpretação de texto I Avançar . 3 e 5. ora ao texto II. 9ª ed. só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles. E não só a língua infantil se abrandou desse jeito. nenen. 3. indistintamente. reforça a convergência encontrada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’. e ninguém que não entenda!) E a vizinhança não dorme: murmura. A escolha das palavras.

U. U. não há idéias mais livres que as do preso. Oitenta por cento de ferro nas almas. e suas lágrimas queimavam-lhe o coração. Tive ouro. reprimido. sem mulheres e sem horizontes. de suas noites brancas. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste. Itabira é apenas uma fotografia na parede. delineia-se o impulso erótico que é. d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano. Hoje sou funcionário público. então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha. Por isso sou triste.Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196. no entanto. que tanto me diverte. viu-a chorar por ver que ele não chegava. mais forte que seu espírito. abandona a postura crítica. Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira. Principalmente nasci em Itabira. Hoje sou funcionário público. orgulhoso: de ferro. o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma. toda cheia de encantos e graças. tive fazendas. estendido no sofá da sala de visitas. orgulhoso: de ferro.” d) “de suas noites brancas. ao se tornar funcionário público. que me paralisa o trabalho.” d) “Tive ouro. e o amor. 125. este couro de anta. Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema. c) o poeta.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas. vem de Itabira. esperando-o em cima do rochedo. PUC-RJ Texto 1: “Já era tarde. Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade.F. b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal. 197. atrevida. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. Joaquim Manuel de. Noventa por cento de ferro nas calçadas. exercia nele um poder absoluto e invencível. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é doce herança itabirana.” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede. tive fazendas. com seu vestido branco. E o hábito de sofrer. que voou. U. Ora.Interpretação de texto I Avançar . pois. tive gado. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro.F. A Moreninha. sem mulheres e sem horizontes. Viu-a.. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. por esse mar imenso da imaginação.. São Paulo: Ática. tive gado. Augusto amava deveras. esta cabeça baixa. A vontade de amar. e pela primeira vez em sua vida. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval.” 196. este orgulho.” 195. futuro aço do Brasil.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval.” MACEDO.F. Principalmente nasci em Itabira. 1997 p. e. 79 194. Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.

161-3. p. eu que não me sabia e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado. João foi para os Estados Unidos. Era tempo de terra. a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade. De tantos que já tive ou tiveram em mim. as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis. Rio de Janeiro: José Olympio. ed. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. Mas sou cada vez mais. há que amar diferente. p.Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza. com suas próprias palavras. Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente. ANDRADE. Em ambos os textos. Texto para as questões de 198 a 201. o sumo se espremeu para fazer um vinho ou foi sangue. volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou. 1973. De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos.Interpretação de texto I Avançar . E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro. Antologia Poética. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. Há que amar e calar. que se armou em coágulo. um sistema de erros. Carlos Drummond de. pois que tenho um amor. 1996. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. 32. Pois que tenho um amor. mas sou. pois jamais me sorriram. Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais. o sagrado terror converto em jubilação. no mundo. Rio de Janeiro: Record. Onde não há jardim. talvez. Reunião. Carlos Drummond de. Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. e a um e outro agradeço. porque me tocou um amor crepuscular. Deus me deu um amor porque o mereci. E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo. Teresa para o convento. Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou. Raimundo morreu de desastre. 19. Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda. ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno.” ANDRADE. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos à visão extasiada. Explique. Mas. Maria ficou para tia. 5 80 10 15 20 GABARITO 25 30 35 IMPRIMIR 40 Voltar Língua Portuguesa .

contudo. 16. a soma das alternativas corretas. o que é um recurso do poeta para não se revelar amador. 08. UFBA Com referência ao texto. relativizando a força demoníaca com que ele atua. 201. 08. Dê.198. como resposta. “tive” expressa a indeterminação do sujeito. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. Há uma explicação correta em: 01. “e”. como resposta. 199. dimensão nova. 32. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. 04. A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. Dê.Interpretação de texto I Avançar . 81 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a soma das alternativas corretas. O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal. A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente. 08. no verso 26. Dê. a soma das alternativas corretas. 64. O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético. “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pelos que amam. 32. o eu-lírico: 01. 32. declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido. 02. 04. decorrentes da ação do tempo. 200. 04. “um amor” e “amor” referem-se. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes. 64. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas. 08. dando-lhe. a soma das alternativas corretas. 04. 02. insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado. “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo. respectivamente. enfatiza a origem divina do amor. UFBA No poema. tende a se repetir. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. relata um desencanto amoroso passado que. 16. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. 02. passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redescoberta. servindo para especificá-lo. Dê. 32. é correto afirmar: 01. como resposta. como resposta. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. 16. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. “Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. no presente. na tentativa de atingir a plenitude amorosa. 16. UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. 64. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. 02.

eu perdi o medo do mundo e do vento. no país do ‘homem cordial’. no país do ‘homem cordial’. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” Revista Veja. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril. Paulo. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa. apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala. na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000. de 19/04/2000. d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador. no país do ‘homem cordial’.” 204. nestes tempos neoliberais. / Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar.” IMPRIMIR Folha de S. b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa.Interpretação de texto I Avançar . Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua. sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que. melhor traduz a formalidade do discurso acima. com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia. Assinale a alternativa que. no país do ‘homem cordial’.” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios.” e) “Quisera pascer cuidados.” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo.” b) “Por que.” e) “Por que.” GABARITO d) “Por que. Voltar Língua Portuguesa . É a língua cotidiana. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. no país do ‘homem cordial’.” c) “Por que. Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho. Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua. Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade. na linguagem informal.” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza. No caso do Brasil. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.. 05/08/00.. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.202.” 203. UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: 82 “Porque. / fecundar óvulos mortos. vemos esse bem ser atingido em seu âmago.” b) “Tendo-a ao meu lado. somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. com objetivo de atingir o maior número possível de falantes. ninguém fala. no país do ‘homem cordial’.

) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras. lindo e joiado.M..Interpretação de texto I Avançar . CD 804. Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (. no qual está camuflada uma crítica. GABARITO c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda. são apresentados dois trechos de músicas. 205. In: Burguesia. pelo sarcasmo e pela denúncia explícita.. pois.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta.” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa . de G.” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras. 1993.” Burguesia. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses. o segundo.M.” Um bodegueiro na FIEC. questionando de forma contundente os seus valores. F. que a denuncia em tom de sarcasmo. Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca. Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses. Neves. o que não ocorre no de Falcão. PolyGram. Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206. VAT. In: Bonito. Israel/Cazuza/E. 1989. ao de Cazuza. porém apontam para a impossibilidade de rompê-los. d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia. 83 Texto 2 “Você não faria a menor falta Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume. e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro. F. LP 838 448-1. pela ironia.142.A seguir. 206. opondo-se. de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão.

Nem tão difícil. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. Marina. a) “Nunca esteve tão bom para nós. mas da prática do obter e do ser. Porque não estão coladas nos filhos. Os salários não são iguais. Porque não estão à disposição dos maridos. mas basicamente com os companheiros de trabalho. o que fazer de agora em diante. 209. 1981. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher. o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir. São Paulo: Linoart. c) metonímia. Unifor-CE No segundo parágrafo. mulheres. mas tudo está por fazer.As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós. Reflexões sobre o cotidiano. o que conseguimos. 210. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais.Interpretação de texto I Avançar . d) comparação. A luta de base. de formiguinha. Muito está colocado. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 208. Mulher daqui pra frente. Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção. as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado. “exigimos”. o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos. Pensar pelo que brigamos até agora. das passeatas. para conscientizar os colegas. UFF-RJ Segundo o texto. e) hipérbole. onde fomos usadas pelo sistema. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos.” SUPLICY. p. fora dos jornais” As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”. b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”. cumprindo a sua vida. 84 d) dos governos. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o governo somente. b) ironia. 207. o que deu errado. Esta é uma hora para se parar e pensar. 1986. c) dos companheiros de trabalho. d) Uma vez profissional. contra todos os governos que as oprimem. por melhores salários. fora dos jornais. as creches continuam insuficientes. para exigir seus direitos publicamente em passeatas. Nunca foi tão difícil. amigos e marido. 124-5. b) de todas as mulheres. mais difusa na realidade. É uma luta mais intimista de um lado. onde sempre lhes disseram que deveriam estar.” COLASANTI. e) das mulheres todas. Porque não estão em casa. amigos e marido. cujo sentido corresponde ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto. Marta. mulheres. amigos e marido. a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora. pela melhoria das condições de vida das mulheres. Porque.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais. abordado nas questões de 62 a 64. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência.

parece que foi ontem. de neblinas!. b) metonímia.. Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida. “Eis uma definição ampla de tempo. há muito tempo que não o vejo. maus tempos. a presença de algumas das muitas expressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece. no sentido denotativo. d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral. não revolve os intestinos da vida. participou do concurso e espera ser aprovado. É possível afirmar. Impede a conjugação de tantos outros verbos.. IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão. a) Alguém. por exemplo.’ E cedo cedo incorporamos a consciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura. publicado na Revista Época.. d) Escrever é triste... e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve. ambas. b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes. Ó Formas vagas. c) Fomos ouvidos com atenção. no sentido conotativo. Voltar Língua Portuguesa . brancas. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. e) antonomásia. c) Não corta na verdade a barriga da vida. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos). ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias). 214.Interpretação de texto I Avançar . bons tempos. 213. de 20 de dezembro de 1999.. ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos. d) sinestesia. o que nos deixa agradecidos. resultante do cruzamento de sensações. fluídas. c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conotativo. UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”. Unifor-CE Muitas vezes. Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza. e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo. o tempo trabalha a nosso favor. e) Purê de palavras. Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. 212. UEPI Em: “Ó Formas alvas. diz David Ewing Duncan. chamada: a) metáfora. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões. c) catacrese. Assinale a alternativa que contém silepse.” 85 GABARITO Pode-se observar. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’. da leitura do fragmento acima. ambas. somos seres lineares. Incensos dos turíbulos das aras. com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho. cristalinas.211. d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo. autor de um livro sobre a evolução dos calendários. ‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’. de neves. Denominase silepse esse tipo de concordância. que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão.” Encontra-se uma figura de linguagem. no campo da concordância. Formas claras De luares.

UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Na mesa de um botequim Depois de umas e outras O samba ficou assim Estrambonático Palipopético Cibalenítico Estapafúrdico Protopológico Antropofágico Presolopépico Atroverático Batulitrético Pratofinâmbolo Calotolético Carambolâmbolo Posolométrico Pratofilônica Protopolágico Canecalônica É isso aí É isso aí Ninguém entendeu nada Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”. e por conseguinte sobre o destino das nações. UFF-RJ “Educai o coração da mulher. GABARITO A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. Florianópolis / Santa Cruz: Ed. a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela. dedique-lhe. inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los.215. c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se. terna e pudica esposa. filha e irmã dedicadíssima. Nísia. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala empolada no seu dia-a-dia. e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela. com claro conteúdo semântico. 216. d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida. rumo à regeneração dos povos. de Nelson Sargento. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele. joguete ou escrava. a nomes de medicamentos. ou sua escrava. uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração. purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. trate-a como uma companheira da sua vida. Mulheres / Ed. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão. Não façais dela a mulher da Bíblia. considere-a desde o berço até seu leito de morte. por último. Cintilações de uma alma brasileira. boa e providente mãe”. c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela. preocupando-se com a tonicidade e a economia das palavras. b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida. cujo expoente é Oswald de Andrade. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos. devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras. desde o berço até o leito de morte. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista.Interpretação de texto I Avançar . 86 b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada significação. 115-7. mas a mulher que deve progredir com o século dezenove. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das nações. fazendo-a crer que é rainha. Voltar Língua Portuguesa . na sua grande maioria. e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos. de acordo com o texto. da UNISC. Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete.” FLORESTA. terna e pudica esposa. 1997 p. e a mulher será como deve ser. boa e providente mãe. ao lado do homem.

e) sem uma certa dose de magia. b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol. por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol. e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’. que é a soma das cores restantes: o verde.M. Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana. GABARITO Assinale a idéia não contida no texto. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. ao longo de um dia. Setembro/99. Quando o Sol está alto. pois o Sol está abaixo do horizonte. 87 218. o amarelo. F. poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera. A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir. da Universidade de São Paulo. laranja e vermelho. Existem partículas de poeira. espalhando-se. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul).” Jornal do Conselho Federal de Medicina. a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta.Interpretação de texto I Avançar . Afinal. ao trombarem. separando as cores. À medida que o Sol vai se pondo. explica o físico Henrique Fleming. o laranja e o vermelho. dão à luz solar a cor branca. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . prenhe de respeito e carinho pelo semelhante. e) Ao pôr-do-sol. colidindo com mais obstáculos.” Superinteressante . “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”. o tratamento médico fica comprometido. o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta.217. Com isso. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo. seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera. d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente.1997. a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude. é branca. conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas. acabam trombando e se desviando. Lendo-se o trecho. c) As cores. c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso. Mas as menores (o violeta. o anil. somadas. d) As cores do arco-íris. até as ondas longas. porque a atmosfera filtra os seus raios. no crepúsculo. o verde. o azul. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes. o laranja e o vermelho. dão aos raios solares as respectivas tonalidades. as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas. o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento. o amarelo. Por fim.

Um dia. e) certa. “Falando em leitura. Se é sonoro. um livro. para a autora. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. uma peça musical. Quer dizer: não o lemos. pode-se concluir que o ato de ler é. Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’. Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. O que é leitura. uma fantasia. está: a) certa. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente. uma língua estrangeira. a cor. IMPRIMIR c) certa. b) errada. UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora. na medida em que interpreta o que observa. talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances. as imagens. histórias em quadrinhos. revista. não o compreendemos.Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221.“ MARTINS. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo. o material e as partes que o compõem. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura. seu conteúdo passam a ter sentido. Maria Helena. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito. ‘passar os olhos’. pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos. surdos. Neste sentido. fotonovelas. pois. em relação ao texto. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento. impossível dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós. Se o texto é visual. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita. como se diz. fotonovelas e histórias em quadrinhos. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”. d) ato prazeroso de decodificar romances. 7-10. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária. minha reação pode ser de mero desagrado. Voltar Língua Portuguesa . a figura que representa. podemos ter em mente alguém lendo jornal. sem jamais tê-los de fato enxergado. o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra. pois. (. ‘ler o espaço’. a fazer sentido para nós. 220. Ática.” Pode-se dizer que a afirmativa acima. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido. para a autora. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê.) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos. ‘vive lendo’. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência. diante de um empurrão proposital. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. uma conversa. um vaso.. um cinzeiro. Por essas razões. em ler superficialmente... ao começarmos a pensar a questão da leitura. d) errada.. uma aula expositiva. melhor. ‘ler o tempo’.. Um discurso político. para a autora. Ler é interpretar. Falando em leitura. ele pode ser considerado leitor. ficamos cegos a ele. São Paulo. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais.. e o leitor visto como decodificador da letra. diante de uma batida casual. por motivos os mais diversos. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente. em última análise. um quadro. pois. indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão. 88 219.) Sem dúvida.Interpretação de texto I Avançar . Sentimonos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. O formato. por economia ou preguiça.. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade.) (. uma necessidade nossa. folheto. para a autora. ‘ler o olhar de alguém’. pois. (. de uma situação. Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto. ou de franca defesa. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros.. p. E consideramos sua beleza ou feiura.

responda às questões de números 222 e 223. pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto.221. c) o progresso e a guerra. Êxodos. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. c) surpreender-se com o gesto do menino. em 1994. e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra. Assim como textos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ao enquadrar o trem parado ao fundo. pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo. São Paulo: Companhia das Letras. “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bósnia. 2000. UERJ O fotógrafo. pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo. b) admirar a composição com o fundo. d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema. nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra. d) a infância e o mundo adulto. pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra. c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto. 223.Interpretação de texto I Avançar . b) o real e o imaginário.” 89 SALGADO. Sebastião. d) refletir sobre o desamparo da criança. 222. Com base na foto abaixo. ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra. pois a leitura do texto depende da leitura da palavra. onde os refugiados se encontravam instalados. enquanto o trem no segundo plano comenta este tema. UFR-RJ Paulo Freire. fotografias podem ser lidas: o menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto.

c 32. c 72. e 89. V – V – V – F 75. b 63. V – V – V – F 74. e 80. d 56. a 34. d IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 54 10. a 26. V – F – V – F – F 18. c 24. b 25. c 57. V – V – F – F – V 95. b 67. b 12. d 66. V – V – F – F – V 90. b 11. V – F – F – F 76. d 82. b 22. d 44. b 88. c 5. V – V – F – F – F 29. 25 62. e 51. c 47. b 21. a 19. V – F – V – V – F – F 2. V – V – F – V – F 91. c 70. c 6. V – V – F – V – F 92. 07 58. b 68. V – V – V – F – F 17. b 30. V – F – V – F 3. b 79. d 69. c 64.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1 1. d 73. b 14. e 53. d 55. b 85. V – V – F – F – V 28. b 4. b 46. F – V – F – F – V – V 16. 56 42. a 65. b 31. V – V – F – V 9. 02 49. e 7. F – V – V – V 38. c 27. V – F – V – F – V – F 94. d 35. c 15. a 20. a 78. a 40. V – V – F – V 93. b 33. b 87. a 81. V – F – F 39. d 86. a 52. F – F – F – V 48. c 8. V – V – F – V 37. e 84. c 36. 01 50. 56 59. c 41. d 23. 05 71. 34 61. V – V – F – V – F 96. b 13. F – V – V – V 77. 28 60. c 45.Interpretação de texto I Avançar . d 43. c 54. a 83.

• As crianças o enterraram no fundo do quintal. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. Nos currais do Sobradinho. a) Julgamento pela aparência. d 119. c 104. d 131. O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autoridade do patriarca. e 112. c 134. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial. a 123. • O ponto de vista é interno à narrativa. V – V – F – V 110. arbitrária e violenta. avô do personagem-narrador. b) O(s) dono(s) do cachorro.2 97. c 114. 121. a) Agora surgiu uma nova. c 132. O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato. V – V – V – F 108. b 117. d 130. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d 116. V – F – V – V – V 125. a 106. passei os anos de pequenice. b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal. e 103. c 124. c 107. • Maquiada. a 129. 122. 98. Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. V – F – V – F – V 127. V – F – V – V 109. o animal desconfiado que tem dentro de nós. 101. 99. a 133. a 111. e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. a) Narrativa.ou Agora apareceu uma nova. 100. no debaixo do capotão de meu avô. c 102.Interpretação de texto I Avançar . podendo ser caprichosa. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho. a 113. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. c 115. . b 118.ou O ser humano. • Julgamos os outros pela aparência. F – F – F – V 126. 120. . d 128. 80 105. • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal.

a 141. a 153. b 204. a 216. F – V – V – F – F 183. c 189. F – V – V – F – F 147. V – F – V – V 188. a 170. 51 201. e 137. uma personagem fora da quadrilha.Interpretação de texto I Avançar . d 209. b 156. e 214. apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico. c 220. e 139. a 176. c 203. b 190. Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada. c 155. b 172. b 218. b 165. e 173. a 195. d 182. b 180. b 142. d 215. a 171. 54 199. Pinto Fernandes. V – F – V – F – F – V 192. a 138. 34 144. b 207. e 193. Lili. d 163. e 179. ela se casou com J. e 212. a 208. b 191. e 168. V – V – F – F – F 160. a 178. a 222. V – F – V – F 184. é a única do grupo que ironicamente encontrou um par. b 194. c 196. b 157. d 150. 22 187. d 223. c 151. V – F – F – V 186. d 181. d 217. V – V – V – F 161. a 205. e 221. caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. a 197. 04 202. c 219. c IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . V – V – V – F 162. e 175. d 154. c 167. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico. valorização da fantasia e da imaginação. a “que não amava ninguém”. 198. F – V – V 149. a 174. b 143. c 166. c 169. 46 200. a 140. c 152. 26 146. 43 145. b 177. c 136. c 213. d 159. e 206. e 210. 09 158. V – F – V – F – V 164. F – F 148.3 135. 08 185. d 211.

era uma ameaça ao imperador e ao império. não era de ninguém. as opiniões é que não. à semelhança das idéias. antítese.’ — As opiniões é que não.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . ela que sacrificara as opiniões aos princípios. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave. era expressiva” – constituem exemplos de gradação de idéias. se era a política que o faria grande homem. para os itens verdadeiros. era expressiva.. até que muita gente a fez sua. Nem sempre as mães atinam. como no caso de Aires. Não atinou que a frase do discurso não era propriamente do filho. metonímia em “esperemos o sol“. Cap. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura. Cada um pega delas. Como então não sacrificar?. ‘Emancipado o preto. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma. e continuou a viver sem mácula. as opiniões é que não. Não atinou. emancipando o preto. resta emancipar o branco’. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho.” ilustra um discurso indireto. discurso ou conversa. Há frases assim felizes. era enérgica.” Natividade ficou atônita quando leu isto. Não achava explicação. são: metáfora em “A abolição é a aurora da liberdade”.” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”. e vai levá-las à feira. verteas como pode. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . inclusive a vida e até a honra. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. que para Pedro era um ato de justiça. ‘Não. em 1888. resta emancipar o branco. gravíssima” e “Era nova. conforme o dicionário Aurélio. no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade. ainda que por diversa razão. nascidas de nada e de ninguém. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política. ( ) “– As opiniões é que não. onde todos as têm por suas. ficou sendo patrimônio comum. esperemos o sol. em gazeta ou em viagem de terra ou de mar. mas a opinião uniu-os. como a gente pobre. Estavam então longe um do outro. declarando no fim que tudo lhe poderia sacrificar. dar com. em “preto e branco. Nascem modestamente.” Esaú e Jacó. e F. significa: “descobrir pelo tino. ( ) Atinar. muitas aparecem órfãs. por conjetura ou por indício. Paulo. pelo raciocínio. caracteriza um hipérbato. e.LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1. Alguém a proferiu um dia. Ele mesmo o disse. “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que. achar. repetiu Natividade acabando de ler a carta. acertar com. estão governando o mundo. pegou da pena e escreveu uma carta longa e maternal. concluindo um discurso em S.. pág 59 – 60. Outrem a repetiu. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai.. era enérgica. mamãe. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso. 1 GABARITO 1. quando menos pensam. e para Paulo era o início da revolução. “Essas definições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contexto e à frase. repetiu Natividade.. Era nova. 37... UEGO Assinale V.

sais. Aguilar. GABARITO Após a leitura do poema. permite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. embora incorreta. ácidos. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. à esquerda. e) sinestésica. disse comigo. Na segunda estrofe. há uma informação físico-química que. Ao fundo. analise as seguintes afirmativas: I. Com relação às afirmativas acima. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. U. bases. Poesias completas (1956–1967). Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. Machado de. d) as afirmativas II e III.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . III. Aguiar estava encostado ao portal direito. 1972. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa. Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água. por isso. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III. Ao transpor a porta para a rua. ‘Lá estão eles’. D. No texto. 2. que. dissolve tudo bem. Rio de Janeiro. à entrada do saguão.Leia o texto a seguir e responda a questão. Portugália. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. pois na água também há um lugar para a tragédia humana. lição pretendida pelo eu-lírico.” ASSIS. se denominam máquinas de vapor. insípida e incolor.” GEDEÃO. entrei e parei logo. c) conotativa. com as mãos sobre os joelhos. Quando pura é inodora. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. Embora com exceções.F. tinha os braços cruzados à cinta. p. e) somente a afirmativa I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) as afirmativas I e II. In: Obra Completa. b) as afirmativas I e III. olhando um para o outro. b) coloquial. achei aberta a porta do jardim. Reduzida a vapor. o autor está empregando a linguagem: a) denotativa. Antonio. II.”. Consolava-os a saudade de si mesmos. move os êmbolos das máquinas. sob tensão e a alta temperatura. d) paradoxal. Lisboa. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas. há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água. apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão. Memorial de Aires. Fui a pé. Carmo. dei com os dois velhos sentados. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. mas de um modo geral. 2 3. 1989. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. 244-5. quando a pressão é normal. É um bom dissolvente. sob um luar generoso e branco de camélia.

I. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico. segundo os critérios da leitura. 20. Na redação do texto. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima. Serviu-lhes a paz. Cansados.Texto para a questão 4: “A Paz 1.5) e olhos tão ávidos (v. e) I e IV. IV. Vieram vestidos De linho. c) II e IV. d) III e IV. GABARITO Texto para a questão 5. nem peixe. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia. foi usada a linguagem de nível técnico. A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão. ocorre a figura de construção chamada polissíndeto. Sentiu-lhes a fome. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”. Sentaram-se à mesa. Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão. 10. Os olhos opacos.11) configuram oposição em nível conotativo. ( ) olhos opacos (v. III. Na branca toalha.” Neusa Peçanha. nem pão. Sentaram-se à mesa. Alforjes vazios. pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular. Olhou-os nos olhos. conseqüência. E ele chegou. 5. Sentiu-lhes o frio. sem incorrer em qualquer erro gramatical. ( ) Nos versos 16 e 17. U. 3 4. compreensão e interpretação textuais. Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .” 5. Chamou-os meus filhos. Nem água. Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos. 15. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . entre outras. Vieram famintos. ( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais. Nem vinho. b) I e II. “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial. Ao longo estendida. Desnudos. II. IESB Julgue os itens. De seda.

Nesse sentido. Quem pregava ao Major Vidigal um logro. 1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500. Berta. 1992.) arranjasse depois a soltura. d) enfurecido. O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda. No entanto. e) meditativo. “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo.. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo. Por exemplo. *Incunábulo: [do lat. era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal. ed. b) em sua vaidade de bom comandante de polícia.. UFMS Leia o texto abaixo. principalmente quando se tinha. como o Leonardo. Mário. de ser seu amigo. FTD. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira. por exemplo. 4 GABARITO 7. por fim de contas. e) destruir. Globo 1987 p. sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada. ‘incunábulo*’.. a) se o Leonardo (. aliás de nobre sentido. isento de qualquer traço idealizante. e devem ser entendidas no contexto em que se encontram. ‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias. 8. muitas vezes. fosse qual fosse a sua natureza. Incunabulu: berço] Adj. retiradas do fragmento transcrito do romance. d) fosse qual fosse a sua natureza. Texto para as questões 7 e 8.’” ALMEIDA. ficava-lhe sob a proteção. tão do gosto do romance romântico da época. a expressão fora às nuvens. c) envaidecido.” WALDMAN. origem. entre outras coisas. c) uma vida tão regular e tão lícita. 6. Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal. Da preguiça como método de trabalho. o sentimento do Major frente à situação.Leia o texto a seguir e responda a questão. e degradá-lo diante dos granadeiros. c) desistir. Voltar Língua Portuguesa . e arranjasse depois a soltura por qualquer meio. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal. citada. Memórias de um Sargento de Milícias. b) eufórico. intitulado Escapula. o Vidigal era até capaz. consegui fugir. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico. driblando a escolta. e) inimigo irreconciliável. “Prodígio de humor e ironia. que parecem estar insinuando outra coisa. por isso. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia. pois certas palavras e expressões apresentam significados novos ou fora do comum. mas tendo-o deixado mal.” QUINTANA. b) machucar-se. mas. a quem uma vez tivesse posto a mão. Rio de Janeiro. “Esparadrapo”.. em Memórias de um Sargento de Milícias. no caminho para a prisão. indica que o Major ficara: a) indiferente./S. uma leitura nos surpreende. 2 – Começo. 83. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis. Se o Leonardo não tivesse fugido. “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII. e tinha-o consigo em todas as ocasiões. uma vida tão regular e tão lícita.m. São Paulo. O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão. há outras. na 1ª linha.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . de. d) desanimar. Manuel A. lhe havia podido escapar.

interpreta e explica os dados da realidade. 5 Indique a opção.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio. com boas intenções.. retirada do texto acima.. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. indispensável para a afirmação da cidadania. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. participativa e laica. Egon José. se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. cuja frase.. pluralista.. U. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. e não o sentido figurado. Esta base. Jornal de Santa Catarina. e) companhia. que possibilite o trânsito correto da informação. Está correto o que se afirma: a) em I. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água.. Univali-SC “Visões de um novo tempo (.. c) banda. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre.. cremos. acreditamos. tem especial relevância a existência da imprensa livre.. da difusão da informação de interesse público. da difusão da informação de interesse público. d) turma.. A continuação do exercício desta prática jornalística. e) apenas em II. Considere as seguintes afirmações: I. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . de qualidade e com profunda afinidade com a realidade.” Carlos Drummond de Andrade. 10. foi a formação moral herdada de nossos fundadores.” SCHRAMM. é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século. II e III. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. cremos. o autor premia os cinco sentidos do corpo humano. 22 de setembro de 1999. d) apenas em I.. Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. Na construção de uma sociedade justa e democrática. denotativo. b) casa. e) A continuação do exercício desta prática jornalística. o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade. d) . c) . b) Esta base. O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias. tem especial relevância a existência da imprensa livre. assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda. Nas referências descritivas de seres inanimados.. b) em II e III. conotativo. 11... II.) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras. c) em I e II.9.. III. É o tipo de texto que analisa.

ou de dois ou mais versos. Divergência digo.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso.” 6 ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto. A este respeito a influência do povo é decisiva. se fazem novas. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras. porque. para referir-se a determinados fatos. AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguintes. ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação. o interno não agüenta tinta. o capricho e a moda inventam e fazem correr. outros há que os adotam por princípio. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça.” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mal comparando. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. / “O que aqui está é. Há portanto certos modos de dizer. à força de velhas. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro. esta monotonia acabou por exaurir-me também. / “Ora. Pelo contrário. Nem tudo tinham os antigos. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplificam a figura de linguagem apresentada. / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. o que é um mal. ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos termos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam. pegasse da pena e contasse alguns. desentranhar delas mil riquezas que. como tudo cansa. ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Machado.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases. como se diz nas autópsias. nem tudo temos os modernos. GABARITO 13. vida diferente não quer dizer vida pior. é outra coisa. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. – não me parece que se deva desprezar. Feitas as exceções devidas. porém. / “Os amigos que me restam são de data recente. de membros da mesma frase. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada. Em geral. Cada tempo tem o seu estilo. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. e que apenas conserva o hábito externo. “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas.” b) Eufemismo é uma substituição de um termo. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. não se lêem muito os clássicos no Brasil. em relação à semântica e à estilística. a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som.12. ( ) Por “no século de quinhentos”. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. A influência popular tem um limite. mas que sabem perfeitamente os clássicos. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. Mas se isto é um fato incontestável. / “Entretanto. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. porém de sentido diferente. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. entendemos os anos de mil e quinhentos. ou antes por uma exageração de princípio. locuções novas. não se lêem. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos.

sangue e mel. leia o texto “Atenção ao sábado”. Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. o rosto inchado. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora. Se chovia só eu sabia que era sábado. d) ênfase e comparação. e o vento: uma picada. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. c) antítese e metáfora. IV. II. Tem sido sábado. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. Os melhores contos de Clarice Lispector. Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. trancados na ilha do nosso egoísmo”. Domingo de manhã também é a rosa da semana. não? No Rio de Janeiro. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. São Paulo. Seleção de Walnice Galvão. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. Clarice. de súbito. Então eu não digo nada. c) todas as afirmações estão corretas.M. 1997. uma rosa molhada. b) eclipse e paralelo. Há antíteses na letra da música acima. São também utilizadas expressões populares no texto. antes do vento espantado poder recomeçar. e F para os falsos. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos. vejo que é sábado de tarde. A palavra paciência tem um sentido denotativo. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado. mas já não me perguntam mais. a) ironia e hipérbole. I. Global. e) II. III e IV estão corretas. d) I e IV estão corretas. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . sábado de manhã. 7 ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico..14.. 16. A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta. nós já tínhamos tomado banho. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo. e) contraste e alusão. aparentemente submissa. quando se pensa que a semana vai morrer. ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o estado de espírito da personagem. 15. a abelha no quintal. F. Use V. b) apenas a III está correta. GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. para os verdadeiros.” LISPECTOR. III.

no texto em que estão inseridas. Se alguém falar alguma frase. sob um laranjal. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. (. “O ideal é tomá-lo numa grande roda. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. p. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. morena e matuta. E. retirados do texto de Raquel Noveira.)” NOVEIRA. alguma palavra em guarani. com os espetáculos de circo dos parnasianos. sem rede de segurança .. regado a água quente. “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata.” Dê. não existe geração espontânea. IMPRIMIR GABARITO 01. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. ótimo. sem querer. entre os trechos abaixo. 18. Acontece que. na incauta adolescência.. em prol do equilíbrio universal. dará mais sabor à erva. como resposta. sem açúcar.. UCDB.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar.. Sendo assim. de cachimbo da paz. embora sem querer. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. sob um laranjal. a conversa será mais lenta. tudo muito morno e quente. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. aquele(s) em que há presença de conotação. Quanto a mim. em relação à semântica e à estilística. identifique.17.” 8 ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita. explosão criadora. bem gelado. respeitando a vez de cada um. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. de uma boca para a outra. Quanto a estes. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. Quintana alude ao sentido denotativo da palavra modernista. regado a água quente. um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo. ( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” . por sua vez.” 08. próprio. para não azedar o mate. sem açúcar. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. passar a cuia de uma mão para a outra. ressuscitada a cada geração. Os (ainda) chamados modernistas. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. jamais fiz distinção entre uns e outros. ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. “.” 02. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. Tereré é o refresco. 1996. Campo Grande. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente.” 04. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham. ( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas. habitual). são por natureza os nossos filhos naturais. passa-se do chimarrão ao tereré. uma bomba ou bombilha e a erva moída. Voltar Língua Portuguesa .Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Ed. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. De acordo com o clima. a conversa será mais lenta. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. Tanto de um como de outro grupo etário. 23. além de tudo. O arado e a estrela. Chimarrão é o mate cevado. como chê-kambá ou cunhataí. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. E assim.” 16. O ideal é tomá-lo numa grande roda. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional. “Chimarrão é o mate cevado. com a sua livre poética. entre novos e velhos. Raquel. a soma das alternativas corretas.

O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados. poderia ser substituída. Engrossou. enche o cara de chumbo. agosto/99 (ANTÍTESE).. – Tá com o berro aí? – Tá na mão. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes. agosto/99 (PROSOPOPÉIA). É só entrá e pegá. 30/06/99 (METÁFORA)..19. Disfarça. Estão corretas: a) II e III. c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa. Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22. Apareceu um guarda. II e III. Ou que os iluministas do século 18. UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho. com vocabulário rico. “.. em linguagem formal. Dois homens tramando um assalto. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . O guarda passa por eles. ou seja.. Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora. Pra arejá. – Então vamlá. – Discordo terminantemente. Servicinho manero. e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa. II. sendo um popular. 9 GABARITO 21.. e) “O gigante e os anões” – Superinteressante.” Luís Fernando Veríssimo. – Podes crê. A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no segundo momento de suas falas. e) I e II. c) I. – Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais.. e outro culto. retiradas de revistas de circulação nacional.. Foram utilizados dois níveis de linguagem. b) I. b) “A supermoeda murchou“ – Veja. Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”.. c) hipérbole. b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa. está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é. disfarça. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . sujou. é correto afirmar: I. d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante.. sem mudar o sentido.. III.. 20. 22. – Valeu. – O berro. mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”. O guarda se afasta.. – Ih.. tá recheado? – Tá. 14/04/99 (PLEONASMO)... d) I e III.. b) prosopopéia... U. e) ironia. por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito. 27/01/99 (METONÍMIA). cheio de gírias. d) eufemismo. na passagem do guarda. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach. c) “A canoa furada dos impostos” – Veja.

U. c) metáfora. b) Ambos focalizam a temática amorosa. mas com a idéia a eles associada em nossa mente”. b) Vi com meus próprios olhos.23. e) “Quando a gente é novo.” d) Toda profissão tem seus espinhos. A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa.. 25.” CHACAL. 2000. p. c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra. gosta de fazer bonito. 10 Na composição do excerto. São Paulo: Brasiliense. IMPRIMIR Sobre os poemas. Beijo na boca. através da ironia que minimiza diferenças entre passado. e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários. Voltar Língua Portuguesa . Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira. e) perífrase.E. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos. p. 26. 2ª ed. UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras. Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece. b) sinestesia. Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efetuamos a concordância não com os termos expressos. c) Ambos enfocam a temática amorosa. 87. U.. d) Ambos ignoram a temática amorosa. que sofre transformações decisivas do passado para o futuro. Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte. U. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar. 13. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO. c) “Luar. você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha. Ninguém chupa a manga da camisa. d) metonímia. como na poesia marginal em geral. embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte.)” José Paulo Paes. Drops de abril. 1984. d) relação entre percepção de sentidos diferentes.” 24. (. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas. despertando atenções para o eu-lírico. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quanto do recurso a elementos prosaicos. Rio de Janeiro: 7 letras. a) Aos amigos faltou-lhes coragem.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . presente e futuro.

27. UFGO-Modificada
“Mestre do Coro Quem te ensinô essa mandinga? - Foi o nego de sinhá. O nego custô dinhero, dinhero custô ganhá, Camarado. Coro Cai, cai, Catarina, sarta de má, vem vê Dalina. Mestre do Coro Amanhã é dia santo, dia de corpo de Deus Quem tem roupa vai na missa, quem não tem faz como eu.”

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O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes. Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que: ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela clareza e coerência. ( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que foi usado. ( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a norma padrão. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.
“O samba do Ernesto O Arnesto nos convidô prum samba Ele mora no Brás Nóis fumo e não encontremos ninguém Nóis vortemos com uma baita duma reiva Da otra vez nóis num vai mais Nóis num semos tatu Notro dia encontremos co’ Arnesto Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa Mais você devia ter ponhado um recado na porta Ansim Óia turma num deu pra espera Aduvido que isso num faiz már Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

GABARITO

28. UFMT ( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito tempo. ( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüística utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade. ( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto. ( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é adequada.

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29. Uniube-MG
“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias, batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada: a) onomatopéia. b) pleonasmo. c) aliteração. d) eufemismo. 30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

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GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é: a) hipérbole. b) metáfora. c) aliteração. d) metonímia. e) pleonasmo. 31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em: I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”; II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta”; III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”; IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV.

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Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a questão 32.
“– Meu avó, dá caça pra mim comer? – Sim, Currupira fez. Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando. – O que você está fazendo na capoeira, rapaiz! – Passeando. – Não diga! – Pois é, passeando... Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Currupira olhou pra ele e resmungou: – Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

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32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas variações. Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do trecho de Macunaíma, julgue os itens. ( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado, portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão. ( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons, indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade padrão língua. ( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático, uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter sido malévolo”. ( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal, está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância verbal. 33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso estilístico a ele atribuído. a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato. b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia. c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora. d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora. e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe. 34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” / “de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem: a) metáfora e comparação; b) metonímia e aliteração; c) antítese e aliteração; d) comparação e hipérbato; e) paradoxo e aliteração.

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LÍNGUA PORTUGUESA

1

FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. V–V–F–F–F c d V–V–V–V–V a a d c d c d F–F–V–V–V b F–V–V c c V–V–F–V–V 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 18 b a b e e a a d V–F–V F–V–V–F a c a V – F –V – F c c

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LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras” Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas: a) audaciosas. b) magníficas. c) impulsivas. d) duvidosas. 2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido equivalente. a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento. b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade. c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar. d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se. e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a solução. 3. Emescam-ES
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

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GABARITO

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto; isso ocorre em: a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso; b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais; e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de sentido, por: a) limite. b) momento final. c) término. d) objetivo. e) ponto extremo.

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5. Univali-SC
“Retrato do Brasil quando ainda jovem Como se explica o otimismo de nosso povo? Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos 500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

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Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto encontram-se, respectivamente, na opção: a) impressão / descrente / fantasia; b) equívoco / duvidoso / infelicidade; c) incerteza / seco / irrealização; d) indeterminação / cego / quimera; e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade. 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases apresentadas. Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ............... eram perseguidos. a) hesitar – compulçava –animaizinhos b) hesitar – compulsava – animaisinhos c) hesitar – compulsava – animaizinhos d) exitar – compulsava – animaisinhos e) exitar – compulçava – animaizinhos 7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos problemas que atingem todos aqueles que a compõem. As lacunas serão corretamente preenchidas com: a) armonioza – previlegiados – consciência b) armoniosa – privilegiados – conciência c) harmonioza – privilegiados – conciência d) harmoniosa – previlegiados – consciência e) harmoniosa – privilegiados – consciência 8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes Massiére) Um significado alternativo para a palavra acima destacada é: a) partidário. b) contrário. c) representante. d) rebelde. 9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código lingüístico...” = limitar. b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte. c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para evitar o ridículo de ser brega...” = impedir. d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

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10. UFPR Leia o texto abaixo:
“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do texto. ( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade. ( ) convocação – irritante – conserva – da abertura. ( ) observação – relevante – possui – da liberalidade. ( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites. ( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo. ( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade. 11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ..............., por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua. As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em: a) incompreencível – imprecisa – dezacordo b) incomprensiva – imprescisa – desacordo c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo d) incompreensível – imprecisa – desacordo e) incompreensível – imprescisa – desacordo 12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuízo do sentido original, em: a) a influência do povo é decisiva = prejudicial. b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu. c) a receber e dar curso a tudo = ensinar. d) depurando a linguagem = purificando. e) se isto é um fato incontestável = divergente. 13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de: a) naquela ocasião. b) nesse caso. c) além disso. d) nesse tempo. e) naquele lugar. 14. PUC-RJ-Adaptada
“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.

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GABARITO

As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto? a) ultrapassar. b) omitir. c) deixar de parte. d) ir além de. e) ser ilegalmente promovido.

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15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem prejuízo do sentido original, em: a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições. b) premido pelas circunstâncias = decepcionado. c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras. d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum. e) um futuro se não promissor = de desesperança. 16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela expressão grifada em: a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia. b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país. c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano. d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia. 17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e curtir um papo legal.” Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é: a) pintar um clima; b) caprichar no estilo; c) descolar um gato; d) curtir um papo legal. 18. Univali-SC
“Notas de um Nobel A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões. Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a 1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias, dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com observações perspicazes e poéticas. Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

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GABARITO

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectivamente, pelos sinônimos: a) mensageiro – inteligentes – modesto. b) representante – talentosas – insosso. c) que sabe – que observam – parco. d) eminente – sagazes – exagerado. e) propagandista – complicadas – sóbrio. 19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o significado do contexto em que o termo transcrito aparece em: a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer. b) “algum” em “com algum êxito” – pouco. c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal. d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal. e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” – Quando.

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20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está corretamente interpretada de acordo com seu sentido. a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria. b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos. c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” = moralizadora. d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te levar por pieguices.” = sentimentalismos. 21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada “... uma relação é provida do atributo mágico...” “... prenhe de respeito e carinho...” “... repousa no preceito basilar do cristianismo...” Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respectivamente: a) dotada, repleta, fundamental; b) portadora, isenta, simples;

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c) concebida, marcada, único; d) destituída, madura, básico; e) incentivadora, plena, indiscutível. 22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente. 01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo – leitura. 02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram. 04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações. 08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano ordenaram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões. 16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o próprio genoma.” – um trabalho – desviar.

GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de polícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e fiquei outra vez só.” = sondar. b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particulares de uma família...” = vangloriar.

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c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” = parecesse. d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmonizar.

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24. PUC-RS
“Não vai dar certo Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Patentes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo. É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar. O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele, construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...). A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que resolveu fazer a experiência. Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências. Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

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Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, características da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto formal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente: a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta. b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo. c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena. d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete. e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.

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F-V-F-V d d 13. 18. 10. 20. 19. 22. 4. 9. 21. 3. 14. 6. 16. 12.Vocabulário Avançar . a c a c b a b c a 01 b e IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 5. 7. 11. 2. 15. 8. 17. 23.LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1 1. 24. b c c d e c e a c F-F.

’ Considere as seguintes atitudes: 1. Você corrige um erro. 2.. 4. respectivamente. Você corrige dois erros.a lavadeira cheira a gim. uma separação formal e intransponível. entre mim e eles. ortografia e formação das palavras Avançar . 4. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1.Fonologia. enviavam-se muitas cartas em mão. nas palavras: a) ameaças e contrário. b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha. b) biologia e adquirida. b) hiato.. GABARITO 3. c) científicas e biogenética. dígrafo e ditongo. para agradecer-lhe a gentileza do gesto. 3.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua. dígrafo e ditongo.” Lourenço Diaféria.. d) ditongo. ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros. d) negociação e países.. Você fica louco da vida. c) ditongo. nenhuma fonema. e) Antigamente. e) ditongo. e) polícia e principais. Unifor-CE “Vejam que país.” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato. ( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema. 2. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro.” “. mas é usada em palavras que a trazem da etimologia. em: a) Dadas as nossas origens e objetivos. e F. “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se. existe. 1 ( ) A letra h não representa. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. Use V. encontro consonantal e hiato. acentuação. para os falsos. na Língua Portuguesa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um. para os itens verdadeiros. como humano. dígrafo e hiato. encontro consonantal e ditongo. d) Aproveito-me desta oportunidade. o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara. UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir.

formando um ditongo crescente. respectivamente. Está(ão) correta(s): a) apenas I. 04.. como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas..F. como resposta a soma das alternativas corretas. b) II e III. houve substituição da consoante final por semivogal. 32. c) apenas III. adqüiri.” – fonemas / ku/.” – fonema /k/. distingüi. Anhangüera. “Os americanos acham. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples. Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco.. “.5.Fonologia. notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra. adquiri.. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s). FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema. ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”. I..enquanto dá voltas. 01.. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira. distingüi. güaraná. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 02.. b) Anbiguidade. São corretas as afirmações: a) I. e) I e III.um pião enlouquecido. guaraná. III. distingui.. e) Ambigüidade. adquiri. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial. a) Ambigüidade.. Anhangüera. Anhanguera. “Daqui a alguns milênios. güaraná. Em chalera. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é. distingui. houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica.” – fonema /k/. Sem contração de preposição com artigo. guaraná. c) I e II. Anhanguera.. dá de chaleira. tranqüilo. aguei. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”. furacões. De acordo com as regras de acentuação gráfica. “. Em sensacionau. vai marcar. e) apenas II e III. 6. acentuação. distingui. “Nevascas. Anhangüera. 2 GABARITO 8. agüei.E. U. guaraná. IV. d) III e IV. agüei. “.. atenção. c) Ambigüidade.” – fonema /k/... É goooool. “Séculos quentíssimos. II. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas. tranqüilo. II e IV.. d) Ambiguidade.. adqüiri. tranqüilo. 64.. adquiri. o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado. tranquilo.” – fonema /k/. d) apenas I e II. b) apenas II. II.. ortografia e formação das palavras Avançar . tranquilo. 16. agüei.. Em marcá. Dê.” – fonemas /ku/. III. algumas palavras sofreriam alterações.. 7. 08.” – fonemas /kw/.” I. U.a velocidade da rotação. aguei..

porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina. e) ditongo – dígrafo – ditongo. c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). ( ) Na Babel global. auto-falante. a) qualquer. no texto. Paraíba e caudal. ( ) O fato de o espanhol. 11. ( ) As palavras gracias. UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno. 10.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. Perché si non vous puede ficar sem. beneficiente. através. 95. vultosa. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português. Unifor-CE Nas palavras Paquequer. ( ) As palavras estrangeiras funcionam. e) recorria. d) velho. losango.Fonologia. 12. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo. prazeiroso. ( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. prazeiroso. Premier. ocorrem. c) confessar. asterístico. a confusão de línguas também impede a comunicação. como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado. a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. extrangeiro. d) dígrafo – ditongo – ditongo. assim como o português. o italiano e o francês. asterisco. pretensão. la mejor Parker Collection du monde. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato. pretenção. entitular. acentuação. serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. alto-falante. venga a buscar la suya. celebral. e) Eletrecista. I tutto para você pagar com money brasileiro. U. c) Assessores. 180 e mucho más. d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. previlégio. Voltar Língua Portuguesa . despercebido. frustado. c) ditongo – dígrafo – hiato. Gracias à abertura da nossa economia. ortografia e formação das palavras Avançar . Come on. b) dígrafo – hiato – ditongo. 88. capisci?” Revista Veja/SP. IMPRIMIR GABARITO 13. b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente. b) adivinhar. 3 9. a) Empolgação. “Agora in Brasile. b) Eletricista. recriada por esse texto. da globalização lingüística. cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. celebral. ascenção. d) Sicrano. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s).

. 01.. O sufixo ESA.. 15...cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins.. como resposta.. percebemos que havia um problemão a resolver. “. sentido pejorativo.... c) calabr.... ridicularizando ou ironizando a idéia expressa. e e o. assinale o que for correto... b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante. 18.. a e e... “Esse público buscava na literatura apenas distração. Dê. Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso..” 32. 16. “.. O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas... b) cert.. “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o... obrigatório. a soma das alternativas corretas. 19.” 02. como resposta. “é” e “dá” porque devem ser acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em a.. a) cândido – armário. 08.. b) exímio – vírus. 16. e) límpido – vôo. Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”. as palavras da alternativa: a) língua.... U....” Dê. c) supérfluo – incêndio. país.... 4 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . completará corretamente a grafia de: a) bel.” 08.. e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida. A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova..esperando o próximo. Os vocábulos “macaco”.. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea. aliás.. usado nessa palavra em negrito na citação acima.. 04. de várias maneiras. O vocábulo “observação” tem quatro sílabas.. alguém. Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/. U... na grafia da língua portuguesa. b) filológica.. “. d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha. influência. 17... úteis.” 16.... às vezes...14.E..E. c) português..passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis...... Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica...... e) estranh. lingüística.. acentuação. O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i.. fechava o livro e o esquecia.. necessária. FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm... U.... que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções. d) viuv. a soma das alternativas corretas. São acentuados graficamente os vocábulos “só”. ortografia e formação das palavras Avançar . “A prosa literária brasileira começa no Romantismo... Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos.tão logo chegava ao final.. c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento. 01. d) incluído – sandália. d) óbvio.. “.” 04.Fonologia.. 02....

(inverter – reverter) expressão escolhida: reverter. Imagina se.. ortografia e formação das palavras Avançar .I.. etc. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas. d) tórax – ingênuo. 5 Palavras como show. já que a gente não os conhece nem de nome. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’.. assinale a alternativa correta. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. Correio do Estado 21/05/2000. c) colégio – sério.. iria passar ... No esporte é a mesma coisa. o que foi uma bênção. então. nós a recebemos do colonizador luso. e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem. acentuação. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. ele viu que. funk.. (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu. pelo menos. milk shake: a) São estrangeirismos que... hamburger.. 22. como a maconha. cada uma fala o seu dialeto.. tudo é show.. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. mas devem ser chatos ou difíceis. tem significação mais extensa. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . F.. mas Camarões venceu.. o português... se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios. GABARITO 21.. minhas. funk e hot dog. sem guarda-chuva.. a) sacrário – difícil. E o leitor do noticiário.. depois.. o placar. deixando de lado os índios que nós. UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e... (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar. “(. .. b) Há gente que pretende . (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das. A começar que a nossa língua oficial.. b) ônibus – ígneo..... como na África. de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez. Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. soap-opera. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. que. falemos de nós. c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. especialmente o futebol (não mais foot-ball).... se não for escolado no papo. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. os brasileiros. são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários. ou. etc. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. pelo menos.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. ou até na rua. e) convênio – válido. Mas não pega. (a par – ao par) expressão escolhida: a par. c) Quando a chuva começou.. Pois aqui no Brasil. a todo instante tropeça e se engasga com rap... pretendemos ser.. ou pior. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa)... Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância... as drogas mais leves. incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos. onde as melodias podem ser originalmente nativas... Os índios têm lá os jogos deles.” Rachel de Queiroz. ‘meio-de-campo’. chamando-o de ‘desporto’.20. por exemplo. Nas páginas dedicadas ao show business.. toma um susto. Cantor de forró do Ceará.. Pegue um jornal.. punk.. Todos pensaram que ele fosse . e) Não estou ______ desses problemas políticos. como um peru de farofa. que alguns tentaram.... etc.......Fonologia... entre as expressões entre parênteses. o pataxó. é engraçado. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. back é beque. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. rap. pelo menos é o que informam os especialistas. segundo a gramática normativa.. Mas. inclui as apresentações em várias espécies de salas. se você for a fundo no assunto. que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’.. por exemplo: é todo recheado de inglês. Suas idéias vão ..

não se precisa de limpa. de adubar nem de regar. d) “só” – “três”. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar.. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias. é um sufixo pouco nobre. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado. ingleses e brasileiros. U. e) “áreas” – “Mário”. para as verdadeiras. jornaleiro. c) “jamais o cruzei a nado”. João Cabral de Melo. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. IMPRIMIR GABARITO ( ) Os termos jornalistas. b) “iguais em tudo e na sina”. c) “espécie” – “idéias”. 25. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’..Fonologia. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto. ‘Se você começou como padeiro. leia o texto “Eiros”. há políticos e politiqueiros. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. terapeutas e curandeiros. ortografia e formação das palavras Avançar . (. 04.. (. 26. a soma das alternativas corretas.23. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”. 01. 08. e F. b) “Até” – “propôs”. Voltar Língua Portuguesa . FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar. empresário. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que. “a capital” e “o ar”. como resposta.. d) “na minha longa descida”. UFMT Para julgar os itens que seguem. e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar. 7/10/95.)” VERÍSSIMO. Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente. Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”.F. terapeutas e curandeiros são formados pelo processo de derivação parassintética. Os artigos definidos. Use V. Há o importador e há o muambeiro. para os falsos. são monossílabos átonos. U. 16. acentuação. por isso jamais recebem acento gráfico. 02. Jornal do Brasil.” NETO. timbaleiro ou seresteiro. 24. Aliás. nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear. Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. Luís Fernando. e dão lucro imediato. Dê. Morte e vida severina. Existem suecos. “os parisienses”. grande investidor ou latifundiário. como em “as páginas”. como existem médicos.E. e) “todo o velho contagia”. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”. segundo ela.

d) difícil – idéia – vocês. 33. clássicos e século. b) mágoa. 7 GABARITO 32. e) místico. ocorreria mudança de significado e de classe. só. baú. Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam. d) provável – várias – obrigatória. pára. d) silêncio. b) aceitável. 28. 31. II. b) Apelar. d) Crucifixo. e) Apedrejar. a) Apogeu. céu e pôr são: a) sábado. a) fácil – vôlei – caí. heroísmo. pública e está. línguas e contrário. A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. b) contigüidade. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. véu. respectivamente. FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. respectivamente. Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas. insuportável e dúvida. b) Apenas II. e) vírus – fáceis – país. pelas mesmas regras de “possível”. 29. II e III. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em negrito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário. c) privação. pelas mesmas regras de água. e) I. d) lêem. e) compreensível – artístico – várias. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer.Fonologia. domínio e até. Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica. até. 30.F. “memória” e “atrás”. Quais estão corretas? a) Apenas I. c) princípio. acentuação. b) hífen – apóia – além. c) Circular. c) árvore. e) porém. heróico. réu. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. e) intensidade. d) Apenas II e III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .27. c) Apenas I e III. em: a) América. aí. c) caráter – cárie – até. há. U. b) artística – compreensível – contemporânea. também e incontestável. c) obrigatória – contrário – circunstâncias. III. ortografia e formação das palavras Avançar . d) inferioridade. I.

.. (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan.. Hungria. capacidade de raciocínio lógico”. • “A inteligência não se limita . b) É preciso que se averigúe todas as alternativas... (Hertz – Locadora de Veículos) 37. interim. de 19/09/2000.. c) prototipo. 40. Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo. o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38. d) Assim como “advinhar”. a Hertz não para de conquistar o Brasil. Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta. d) público. como em “sonegação”... c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz..... a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... U. acentuação. e) flâmula..... os jovens”. U.. 39... Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo. flacido... Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica.. na profissão ou ter bom relacionamento familiar”. b) O encontro “sc”. Quando mais longe for.. crisantemo. e) latex.. bimano. ocorre corretamente em “ascensão”. e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador.. (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas.. ortografia e formação das palavras Avançar . Mas a gente promete não falar delas. UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada . c) Grafa-se corretamente com “ç”.. 36.. c) tênis. tulipa.. .34. a) Existem coisas que o dinheiro não compra. respeito da mente humana”. e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção.... 35. melhor. b) rubrica. (Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença. “admitiu” está corretamente grafado.. (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais.. Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente é: a) pudico.. a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar. ingreme. b) econômico. d) ureter.Fonologia... cartomancia. o vocábulo “compreenção”. FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”. UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei. antifrase.. • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego.. como em “disciplina”. erudito. Motor de sobra para esticar o pé....

II e III. um narizinho que-carícia. seria grafada chantilí. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. os cabelos. não parava. 44. 42. calabreza. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada. “Partida do audaz navegante”. Aos tantos. coisicas diminutas: a carinha não-comprida. d) país. admitem grafia ou pronúncia distintas. 43.41. sofreu um processo de redução semelhante ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. Primeiras estórias. e) prática. em “apelidados de peões de butique”.Fonologia. 45. Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar. um hiato e um ditongo oral crescente. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma significação. c) empresa. compridos. III e IV. III. ascensão. b) I e III. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa. d) abstenção. fosse adaptada ao português. pouco se vê. ( ) Abate é exemplo de derivação regressiva. que me gela!’” ROSA.” De acordo com essa definição. Identifique essa atitude. no meio deles. explicando-a brevemente. Porém. ( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal. do trecho “enfiados em calças jeans”. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. ( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e dezes-seis. em “peão de boiadeiro virou caubói”. possivelmente seria grafada jins. FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro. do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. As palavras “caubói”. 9 a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela. ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas. em seqüência. obsessivo. PUC-RS-Modificada I. e “butique”. Se a palavra “jeans”. II. exceção. d) I. Guimarães. ortografia e formação das palavras Avançar . Explique o processo de formação dessa palavra. U. disse-se-dizia ela. lisos. b) este. II. espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pestanas til-til. U. o perfilzinho agudo. qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. Se comparadas às palavras que lhes deram origem. b) poetisa. andorinhava. louro-cobre. e) excesso. acentuação. compreensão. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa. IV. e) I. e. c) II e IV. “Cê”. c) trabalho.

II e III. O prefixo – também de origem grega – significa afastamento. e) Apedrejar. e) I. O radical da palavra tem origem grega. d) Crucifixo. Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter. d) infância. somente. UERJ Quanto ao processo de formação. acentuação. c) significativo.F. c) trair.46. ortografia e formação das palavras Avançar . 52. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo. e) As razões porque não importaram outro povo. Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê. U. c) pirogravura. d) II e III. com a abertura da nossa economia. d) domingueira. indicando resultado da ação. U. 49. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. II. 50. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) I e II. a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo. Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comportamento em: a) integração. b) desconhecida. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia. Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo. b) deter. O sufixo empregado forma substantivo. somente. d) conseguir. somente. I. 10 48. 47. III. com a abertura da nossa economia. c) Circular. não aproveitaram para importar outro povo.Fonologia. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia. são desconhecidas para mim. 51. Está correto que se afirma em: a) I. b) endoculturação. b) Apelar. com a abertura da nossa economia. e) ceder. mudança. e) transmissão. b) III. a) Apogeu. somente.

é prova do despreparo de algumas pessoas. a) altiplano – acrobata. d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados. 56. “. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufixal a partir de um estrangeirismo. o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”. assinale a seqüência correta.” A seguir.. II. U. b) psicultura – ictiologia. referente aos afixos em destaque. ortografia e formação das palavras Avançar . 02. c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação. 57.F. 04. “Virou praga o uso indevido do gerúndio. e) I. Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I. Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação.” IV. II e III.. d) dissílabo – bisavô. U. d) preconceitos – descabidas.as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma. U. III. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição. c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV. Voltar Língua Portuguesa .. II e III. 08. c) recolocava – reconhecemos. d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV. “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina. “. Nas palavras mental e sexual. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si. Dê. Quais estão corretas? a) Apenas I. um radical latino e um radical grego. 54. e) filosofia – dicotomia. c) Apenas I e III. como resposta. b) Apenas II. a soma das alternativas corretas. 16. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos.Fonologia. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente incorreto dizer.F..”. d) Apenas II e III. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos. 55. “Talvez apenas desconheçam a própria língua. respectivamente. o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substantivos. b) Os afixos têm sentido semelhante I. a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV.. As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo. acentuação. c) multiforme – policromo. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”. a) inexpressiva – exportados. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento. UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I.E. é certo que: 01. nas duas palavras. b) injusto – descomunal.. 11 IMPRIMIR GABARITO 58.” II.53. Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem.” III.

pois ambas as palavras remetem à energia da luz. sob todos os pontos de vista. representada pelo elemento “foto”. Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. e) atribulação – atribular – atribulado. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo. 16. e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”.E. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”. U. 62. d) onde em “aquele aspecto da sua casa. macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases nominais. achando a condição humana uma droga.59. seja dentro de (en). 63. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”. a) tribunal – tributador – tribal. a) sentimento. e) explicável. UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria. alimentício. 04. 08. pode ser notado em: 01. 04. a soma das alternativas corretas. d) tributo – tributar – tributável. reluzia vivinho da silva. com uma fome danada? Dê. e) regularização. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário.. Não é que o canário tinha ressuscitado. uma força. U. c) atributo – atribuição – atributivo. como resposta. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo. regularmente. b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”. relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re. a soma das alternativas corretas.F. perdão. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance. a) abandono em “morrera de um abandono”. cerebral. U. porque ambas as palavras representam uma ação. prática. mofino. PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo. Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado. acentuação. angustiado. Dê. c) regulador. para expressar a idéia de carinho. E saiu para a rua. sofrimento. pacificar.a um radical.Fonologia. regressar. como resposta. inexplorado. 12 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) “Energia” relaciona-se com “alergia”. Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01. 61. ventania. pequenino por dentro. onde encontrava. d) fumaça.”. que nos deu tanta alegria. intimidade. Você é diferente. b) tribuna – contribuição – tributal. b) régua. b) resistência. 08. apesar de o elemento em comum significar “grande”. 02. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. 65. 64. a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”. U. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo. contemplação. seja contra alguma coisa (al). mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. 02. parecia sentir alívio às suas”. extinção. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor. preocupação. 16. Embebeu de éter a bolinha de algodão. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”. sabedor. ortografia e formação das palavras Avançar . d) régulo.. c) facilidade. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho.E. 60. de afeto.

neste exemplo. mumumudos. e) inflamar – irretocável. que se caracteriza pela facilidade de invenção de palavras novas. U. e) arcaísmo. e) padre. c) desi – gual – da – des. em relação icônica com o determinado. acentuação. composição por justaposição. c) padronizar.66. b) invalidar – inativo – ingerir. 70. Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. d) arcaísmo.F. c) autos-de-fé – ocorre. 69. b) arcaísmo. intugidos até então. há prefixos com o mesmo sentido. c) neologismo. Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mesmo sentido? a) incluir – irregular. a) paterno. criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade. b) irreal – influir. Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”. de relevante valor expressivo.Fonologia. c) irrestrito – improfícuo – imberbe. d) irradiar – imigrar. o que prova que os falantes da língua portuguesa. b) apadrinhar. e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega. muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa. d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação. são conservadores. Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. uso típico da região sertaneja. d) ateu – incoercível – imerso. Cefet-RJ Em “Como por socorro. PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in. 67. a) inaproveitável –irremovível – irromper. ação contrária. ortografia e formação das palavras Avançar . obtido pela repetição de um elemento morfológico. em seus cavalos. agregado à base um novo sentido. 13 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) padroeiro. 68. a palavra destacada é um: a) neologismo. c) impuro – ilícito. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical. 71.”. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva. UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. U. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocábulo “PATRIMÔNIO”. espiei os três outros. d) des – i – gual – da – des. e) desigual – dades. como em ‘ilógico’. feliz e mente. e o prefixo indica negação. b) des – igual – dade – s. principalmente os sertanejos. e) incriminar – imiscuir – imanente.

” Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conversão de substantivo em adjetivo. Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim. d) impossível. houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”. ortografia e formação das palavras Avançar . e) cabeleira. b) poeira. UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos.. constitui um procedimento comum em língua portuguesa. c) posição além do limite. UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. o significado de: a) movimento através de. Me firmo. e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação. e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas. o neologismo “desfavelado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela. d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade. 76. a) E depois a tomaram como espantados. 73. c) laranjeira. Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”. a) cafeteira. b) movimento em torno. U. d) movimento para além de.72. 14 Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-. 77. acentuação. c) nunca morou na favela. O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”. b) enxergado. b) Fez o salto real.Fonologia. d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . tomar uma palavra designadora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo). UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua. respectivamente. d) deixou de ser favelado. d) brasileira. c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea. pode-se afirmar que foi criado através da utilização de: a) prefixo que indica negação.F. Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação.” tem. b) é contrária à favela. c) amamenta. c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis. isto é.. b) sufixo que expressa intensidade. 75. e) movimento intermitente. 74.” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente. e) trabalha em prol da favela. e) consumidor.

b 39. 47. a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). 53. espiando até “pelos entrefios”. 4. podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. 45. 8. c 36. 16. b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. 12. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1 1. 9. 5. 6. 10. Trata-se de um processo neológico conhecido como derivação imprópria. F – F – F 27. d 40. 19. Voltar Língua Portuguesa . a 38.Fonologia. 3. ortografia e formação das palavras Avançar . Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). V–V–V a a c e a 105 e V–F–V–V–F–F b c b e a 54 b 23 c c a 21. 2. O valor subjetivo se soma ao objetivo. 7. dinâmica. ligeira e perspicaz como uma andorinha. a e b c d e Lobisomem : composição por aglutinação. e 29. Linguarudo: derivação sufixal. um comportamento semelhante ao do pássaro andorinha. 17. 48. 49. 15. c 22. d 41. 44. 51. V – F – F – V – V a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). acentuação. 26 26. 20. c 25. sendo tão pequena. d 31. b 33. ou seja. e 37. 46. d 34. c 28. a 30. em um dado momento. a 35. d e e 19 GABARITO IMPRIMIR 43. c 23. 42. transmitir afetividade (valor subjetivo). 13. como é o caso. significa que Brejeirinha tinha.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . 11. c 24. 18. 52. 50. No texto. 14. e 32.

54. 69. ortografia e formação das palavras Avançar . 68. 58. 63. 55. 77. 61. b a c c a c a d d e d c 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 59. 56. 67. 64. e b b d a e 31 e d c c 09 66.Fonologia. 75. 62. 76. 74. 57. acentuação. 73. 72. 65. 60. 71. 70.

.” GABARITO 1. 2.. O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas. a definir melhor os direitos econômicos. que promete ser a questão do novo milênio”..” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando.. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento. ( ) Em “. S U B S T A N T IV O S . ( ) Em “.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. pode ser permutado por particularizar. a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações. U. e. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. Em 1994. o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio. sem alteração de sentido.. sem alteração sintática ou semântica. IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos. a fim de evitar as violações dos direitos humanos.” o adjetivo em destaque poderia estar no plural. O fosso entre as aspirações internacionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em matéria de direitos humanos.. ( ) Fosso.. Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(.F. a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano. A D JE T IV O S . ( ) Em “. no nível mais fundamental. poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido..” o artigo em destaque poderia ser eliminado. sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados. sem modificação sintática ou semântica.) nessa questão de engenharia genética. V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a necessidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas preventivas. ( ) Individualizar. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. substantivos.. verbos e adverbios Avançar . o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos.. d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio. b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas. adjetivos...LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S .as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária. no primado do direito.Artigos. mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária para a proteção dos direitos humanos. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio. Para eliminar esse fosso. Para tal.

Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase. b) conquista. e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande.” (Manuel Bandeira).) a nada menos que US$500 milhões”. d) envergonhado. que alguns técnicos denominam como a da rerregulação. b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12. 5. no trecho anterior. a) brasileiro. na televisão brasileira.000 reais está longe de ser popular. no contexto. já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza.” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000. em “o brasileiro era um envergonhado”. c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada”. O termo “a”. como adjetivo. Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais. Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica. para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número. d) É trágico verificar que. vamos cantar. O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca.. que aparece destacado. a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”.F. substantivos.” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”./ Onde o rouxinol não canta. FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical. c) grito. b) “Paisagens da minha terra. c) brasileiro. em sua estrutura interna. b) criadores. UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo.” A partir desse conceito. d) “Meu amigo. d) “No Brasil. em “o artista brasileiro dos dias atuais”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem.3. 6. verbos e adverbios Avançar . c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferreira Gullar).Artigos. b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos.F. d) século. 2 4. em “deixou de ser um peso para os criadores”. em “a mistura entre negros. brancos e índios”. U.. 7. possui o mesmo valor morfológico no fragmento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (. e) brancos. adjetivos. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes). e) combate./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Carlos Drummond de Andrade). U. só o trágico é que faz sucesso.

adjetivos. 5 10 15 3 20 25 30 GABARITO 35 ( ) As palavras mal e mau.8. d) a mesma forma e diferentes significados. pois a forma de tratamento você. respectivamente: a) formas diferentes e o mesmo significado. ou toma um café Hoje bobagem. substantivos. verbos e adverbios Avançar . e F. tem sentido indeterminado. ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema. para os falsos. UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo. Use V. Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”. em termos de sentido. nessa estrofe.Artigos. c) a mesma forma e o mesmo significado. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam. não-específico. para os itens verdadeiros. U. em várias regiões do país. pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12). “UM DIA QUALQUER .F. são pronunciadas de igual modo.66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. é sempre diferente. b) formas e significados diferentes. ( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema. IMPRIMIR 9. Voltar Língua Portuguesa . segundo a gramática normativa do português culto. mas o uso. está incorreta. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK.

UFSE “. I. 11. no trecho “Os candidatos à ansiedade são. respectivamente: a) adjetivo e substantivo.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa. não haveria alteração no sentido global da frase. verbos e adverbios Avançar . b) apenas II..” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo.Artigos. Caso tivéssemos uma condição em vez de condição. com freqüência.10. Isto é.”. c) florezinhas – mulherezinhas. uma versão nordestina para o Paciente Inglês. 24/11/1999. As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo. c) substantivo e adjetivo. e) particípio e substantivo. livres de ameaças reais. sem que houvesse alteração no sentido. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza. d) substantivo e substantivo. 4 GABARITO A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os. e) colherezinhas – floreszinhas. c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa. se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”. em “o primeiro descreve ‘ansiedade como condição dos privilegiados’ que. c) apenas I e III. 13. e) I. b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza. onde o aviador sobrevive à queda. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas.. substantivos. d) apenas II e III. Quais estão corretas? a) apenas I. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo. b) mulherzinhas – coraçõezinhos. d) mulherzinhas – coraçãozinhos. o uso coloquial. b) adjetivo e adjetivo. cujas sementes deram início a este bosque. 12. PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme. II. II e III. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . III. d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças. assim.”. adjetivos.

01. No trecho “Mas. 16. d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem. As palavras rústica. Dê... de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo. e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem.. procuram . substantivos... 18. que significa que está em via de efetivação... Construindo o cidadão do futuro. pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número.” 5 No enunciado acima. Unifor-CE As lacunas da frase “Os . entretanto.. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome.Artigos. c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que se diferenciam... verbos e adverbios Avançar . o subjuntivo e o imperativo.. b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu. quando se trata de estudar. sobretudo.. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”..” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17...14. a mesma palavra seria um adjetivo. c) fundação.. 02. UERJ “Vestibular UERJ 2001. por serem todas elas proparoxítonas. 08.. que ameaça acontecer breve. Se. d) acabamento. o vocábulo futuro classifica-se gramaticamente como substantivo. 04.”. b) chão.. os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam.. c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação. caráter e épocas estão acentuadas corretamente. b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos. No segmento indiferente a tudo. “alegria feroz” e “cidadãos que se dizem democratas”..” estão presentes os três modos verbais da língua portuguesa: o indicativo. a soma das alternativas corretas.... o uso da crase é facultativo. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). como na expressão perigo eminente. 15. extraído de um folheto de divulgação deste vestibular.. base. O substantivo em destaque tem como sinônimo: a) parede. Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes. houvesse alteração para “Construindo o cidadão futuro”. 16.. segundo a gramática normativa.. FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis. como resposta. FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”. se assim fosse.... veja bem.. adjetivos. Em “.. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente.. e) pintura. justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa...

saias azuis-pavões. a primeira no pretérito e a segunda no presente. 20. saias verde-oliva. c) Na Aliança Luso-brasileira. adjetivos. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta.19. b) Na Aliança Luso-brasileira. c) 4. Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras mais cedo por problemas cardiovasculares. ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares. V Procure seu médico e siga a sua orientação. associadas a tabagismo. b) 5. para assinalar os itens verdadeiros. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas. 21. d) 6. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino. que correspondem a 32% de todos os óbitos. p. os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor. 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. II Hoje. 153. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição. U. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas. III Essas doenças. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. saias verdes-oliva. obesidade. substantivos. 23/06/99.” Carlos Drummond de Andrade. o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher. d) Na Aliança Lusa-brasileira. dos verbos ir e ser. No poema há quantos adjetivos? a) 3.” Veja. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . respectivamente.Artigos. e) 2. para os falsos. Use V. 6 GABARITO Líder em soluções cardiovasculares ( ) As formas verbais seja. verbos e adverbios Avançar . 20% da população adulta brasileira é hipertensa. os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas. a) Na Aliança Lusa-brasileira. e F. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas. saias verde-olivas. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”. saias verdes-olivas. ( ) As formas verbais foi e é são. procure e siga estão no imperativo. e) Na Aliança Luso-brasileira.

Na quinta-feira. I. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos. respectivamente. d) apenas II e III. Por birra. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda. e) I. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’. como a de Victoria Adams. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide. já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus dias. Da reunião em Londres participaram produtores de moda. é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda. adjetivos. U. Tessa Jowell. para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. nas butiques. ‘A foto sempre engorda um pouco. Também apontaram a falta. acima de tudo. desde que moda é moda. o que ocorre em “seca como uma uva passa”. Incitadas pelo governo trabalhista. sob suspeita de anorexia. claro. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos. ato contínuo. E não adianta a menina perder 20 quilos. no contexto. alinhou-se à facção das magérrimas. quem é gordo e. as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. independentemente dos hambúrgueres que consuma. muito a contragosto por parte das revistas. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária. e por isso a magra fotografa melhor. sequíssima. Previsivelmente. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. Está(ão) correta(s): a) apenas I. atesta o fotógrafo paulistano André Schiliró. Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair. no máximo 42. Difícil dar certo. de tamanhos acima de 40. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. que estão tentando dar um jeitinho. principalmente em democracias solidíssimas como a inglesa. e mais silhuetas. a Inglaterra contaria com a companhia. logo de quem. verbos e adverbios Avançar . da Argentina. “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”. e para a imensa maioria das mortais. Em “já que toda altíssima e magérrima”. substantivos. as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos.Artigos. Quem quiser que acredite que vai funcionar.22. na voz de Theresa May. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos. quem diria. as palavras sublinhadas desempenham. que ocupa cargo equivalente ao de Tessa no fictício gabinete conservador. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”. Tem de ser naturalmente magra’. a direita. o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’. no caso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. Ou seja: dê menos destaque a silhuetas. c) apenas I e III. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico. convocou uma entusiasmada ministra. 7 GABARITO Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo. fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. III. normais. Mas. quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm. Nesse departamento. seca como uva passa. A ‘patrulha da gordura’ foi criada.F. A ministra Tessa. 28/06/2000. b) apenas II. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas. Embalada em sua cruzada. jornalistas.” Veja. até porque. digamos. o papel de substantivos. representantes de agências de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. II. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de comparação. que equivale a muito seca. II e III. estão.

08. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O menino pobre nasceu morto. em Oliveira. respectivamente. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura. Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. marcar a generalidade das situações que são objeto de seus comentários. Dê. III. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. pecha. e) associar as ações das duas irmãs. situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência. d) água de rio – água pluvial. E na desditosa cidade. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. escuras e gárrulas como cigarras. verbos e adverbios Avançar . c) definir a conduta das duas irmãs como criticável. São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01. e) I e III. substantivos. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas. A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. II.” QUEIRÓS. d) I e II. como resposta. 24. angustiado. janela entreaberta. achando a condição humana uma droga. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. pequenino por dentro. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está adequada em: a) dor no abdome – dor abdominal. c) III. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I. b) nervo da audição – nervo auditivo. estado ou qualidade dos seres.E. Uma nuvem poderosa abre o horizonte. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. entre os dentes ralos. que nos deu tanta alegria. U. não comentasse com malícia estridente. apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece. e) monumento de rocha – monumento rupestre. 02. bule rachado. A ilustre Casa de Ramires. a soma das alternativas corretas. vulto a uma esquina. poeira a um canto. Uma poderosa nuvem abre o horizonte. c) xampu de capelo – xampu capilar. desde longos anos. 25. Eça de. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional. as espalhadoras de todas as maledicências.Artigos. 04. não existia nódoa. b) II. adjetivos.23. sensação. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade. FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas. 26. 8 GABARITO No texto. coração dorido. E saiu para a rua. Embebeu de éter a bolinha de algodão. 16. O pobre menino nasceu morto. as tecedeiras de todas as intrigas. bolo encomendado nas Matildes. algibeira arrasada.

d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas. Foi maravilhoso!” 9 27. c) aproximadamente uma tonelada”. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a construção do sentido do texto. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro. as formas verbais “tinha estado” e “estava” indicam fatos situados no mesmo momento. ( ) em “É como se eu estivesse congelada”. e) guarda-noturno. Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações. apreciar a música. e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . publicado em uma reportagem na revista Isto é. 30. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General.S. ele que viesse falar comigo. verbos e adverbios Avançar . e) Vives: agora mesmo que ensandeceste. 01/01/2000 .Leia abaixo o trecho do diário de P. A questão 27 refere-se a ele. 28. “O diário de P.C. não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas.C.. Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver. b) justo uma tonelada”.. 29. ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado. c) Em 1970. 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei.Las Vegas (. Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”. rir. vives. d) tanto quanto uma tonelada”. ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza. a) surdo-mudo. de aproveitar a vida.Artigos. o lugar. em jun.. c) cívico-religioso. tu dirás que queres viver. de verdade do processo expresso pelo verbo. comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês. b) verde-oliva.S.) 21h30 . É como se eu estivesse congelada. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar. U. d) azul-marinho. Não só por não ter me permitido comer. sem que a idéia básica do período seja modificada.Restaurante chinês. substantivos. adjetivos. e) ao menos uma tonelada”. comunicar-se. 2000. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe.

no texto de Carlos Drummond de Andrade. d) pode ser que. Amar e malamar. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um advérbio. b) A polícia. a) com verdade – sinceramente. b) A econologia. ao pecado de saber mais do que nos convinha. sociologia e ecologia. desamar. Londrina-PR “Que pode uma criatura. até a você. 33. Reescreva a frase acima. por: a) embora. combinação de princípos da economia. mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio. Tarifas que podem chegar a zero. verbos e adverbios Avançar . 35. não conseguiu capturar os fugitivos.Artigos. senão. c) com liberdade – libertinamente. Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação.31. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer. e) sem virtude – desvirtuadamente. b) como amante – adulteramente. 32. Amar. d) Saveiro Geração III. sem perda de sentido.” O advérbio talvez nos versos. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos. Resiste a tudo. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem. o paciente teria morrido”. o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . até agora. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. 10 GABARITO 34. Reescreva a frase acima. transpondo-a para a voz ativa. amar? Amar e esquecer. declarou o médico. amar? Sempre e até de olhos vidrados. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido.. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. d) sem mistério – enigmaticamente.. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula. b) Além disso.E. substantivos. entre criaturas. FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo. b) não obstante. U. c) ainda que. pode ser substituído. adjetivos. amar?” A palavra até. é defendida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento.

FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses.. b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. 37. infelizmente. e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . U.Artigos. já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa. e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência.. há motivo para otimismo”. c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade... Creio que __________ de problemas causados por falta de manutenção.” e) “. Quando as __________ (ver).36.” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia.. 38.” 11 No texto. observe seus efeitos de luz e sombra. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram. a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo. além dos testes de QI. Se isso não __________ (satisfazer) sua curiosidade.” 40. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência. d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade. o quadro. adjetivos. embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais. e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade. Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. 39.. o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram. b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. poderá adotar outra perspectiva. c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou. d) no passado..” b) “. no passado. __________ três explosões na plataforma de petróleo. é mais sombrio. poderá notar duas grandes fotos iluminadas. para medir a inteligência.” GABARITO Utilizando-se o advérbio “só”. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou. será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância. o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente.. Para bem comparar a técnica utilizada. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência. PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: a) “. “Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar. UFRS-Modificada “Os testes de QI. verbos e adverbios Avançar . outros parâmetros serviram para medir a inteligência. substantivos.

c) somente na frase III. como a De Plá. b) pretendia – sentiu – sabia. os que forem espertos saberão quando for a hora de partir.” Dessas ocorrências. substantivos. verbos e adverbios Avançar . se ele manter adequadamente o tratamento. as locadoras de vídeo e os cursos de informática. CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I. 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empregado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso. d) somente na frase IV. mas ele já havia saído. FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo. a lesão do jogador poderá estar curada.41. quando eu for presidente. a) Em pouco mais de três meses. c) Fui até o hotel para encontrá-lo. UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 43. d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema. 42.” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. do articulista Marcos Sá Corrêa: “. haveremos de descer a serra antes de o sol nascer. sentiu o peso da responsabilidade.” Revista Época. de modo claro e objetivo.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia. de 24/01/2000. “for” equivale. III. Feita a pergunta. IV.. adjetivos. respectivamente. será o momento de todos o aplaudirmos. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes. mandarei prender os que forem inimigos do país. esperando oportunidade melhor. b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos. b) somente na frase II.Artigos. passados os primeiros dias de euforia pela conclusão do curso. que vende e revela material fotográfico para amadores. 44. mas se deteu. d) chamara – sentiu – começaria. II. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida. Há lugares carentes que necessitam até de vagas para automóveis. d) Leocádia estava terrivelmente irritada. c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral. a) sabia – sentiu – chamara. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana.. ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I. só conseguiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses. NESSA ORDEM. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa. e) em todas as quatro frases. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento. São inumeráveis as academias de ginástica. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília. c) tinha marcado – sentiu – visitara. e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado.

pode-se perceber que. b) não existiu. IMPRIMIR GABARITO O Estado de S. e) “Respiravam e até transpiravam” 46. desde longos anos. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. não tinha comentado. em Oliveira. não descortinavam. não tiver comentado. poeira a um canto. não tinham descortinado. Trata-se de: a) Ides. uma das formas verbais não condiz com as demais. não existia nódoa. não tiverem descortinado. Paulo. Texto para a questão 47. descortinassem e comentasse. não comente. adjetivos. 48. d) Pretendes. Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. bolo encomendado nas Matildes. de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” 13 Com relação ao emprego do imperativo nos versos.45. c) Bebeu tanto até cair. substantivos. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra. não comentava. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. e) Segui. FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. no diálogo entre Calvin e sua mãe. portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra). verbos e adverbios Avançar . pecha. 47. não teria comentado. neste texto. c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal. Voltar Língua Portuguesa . não comentasse com malícia estridente. não teriam descortinado. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou. podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. entre os dentes ralos. FUVEST-SP A correlação de tempos que. c) Julgais. d) não existirá. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas. b) Juntou até 10 mil reais. portanto o emprego está adequado.” QUEIRÓS. “As duas manas Lousadas! Secas. as tecedeiras de todas as intrigas. algibeira arrasada. mantém-se apenas em: a) não existe. escuras e gárrulas como cigarras. 14 de abril de 2001. se verifica entre as formas verbais existia. a) “Do querer até o poder vai larga distância”. não descortinem. E na desditosa cidade. A ilustre Casa de Ramires.” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima. b) Tenhais.Artigos. vulto a uma esquina. Eça de. c) não existira. e) não existiria. as espalhadoras de todas as maledicências. A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada. U. bule rachado. janela entreaberta. coração dorido.

Artigos. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo. Assinale. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional. adjetivos.F.. Não pôde ser diferente.49. verbos e adverbios Avançar . teríamos: a) previer. c) previera. b) flexão de tempo. Voltar Língua Portuguesa . c) presença indispensável à frase. GABARITO 52. substantivos. por exemplo. e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas. IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (. UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais. abrandando-lhe a linguagem. creiamos. e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis. UFRN Considere o período a seguir. Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso. d) anteposição de um substantivo. e) previr. já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”. d) desejaria. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco. c) desejará. a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. além do sentido de ação.” Veja. 18/08/1999. a) Sabe que você tem razão. c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes. 50. a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse.. d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis. seria necessário considerar. com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir. Para diferenciar o verbo do substantivo. UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso.” Para se manter a correspondência temporal no período. U. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego. modo e pessoa. b) preveria. c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras. U. 14 A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. 53. em relação às palavras. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal. 51. Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas.) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. d) prever. b) desejar. Mirtes? b) Nos Estados Unidos. não tem gente parada. principalmente.

|começa-| tema.. vê através do pequeno embrião de árvore (..... Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham. “Quando .... requisesse.... cujo plural é vêm... o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica... não são regidos por preposição. ela ficará contente”.. que isso é necessário. adjetivos.. que é dourado. requisesse. traga seu irmão”.. reouvesse e) vier. e seu amigo .. e) II e IV.. a soma das alternativas corretas..... respectiva e corretamente. III.. U.. No trecho . reavesse c) vir.só se vê bem e os homens não têm mais tempo. substantivos. Os verbos lembrar e esquecer.. requeresse. b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir.. 08. 55. e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver.... Em Mas se tu me cativas.. “Quando puseres a foto no álbum.... vires. a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo. Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III. Dê. a São Paulo.Artigos. 56.... “Se você . ao contrário de lembrar-se e esquecer-se.... IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . reavesse d) vier. IV..... Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I.... requeresse. UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01. reouvesse 57.. U.... |-a-| vogal temática.. talvez você . d) I e IV. quando previr o temporal”. cativa-me!. Em . UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar. Em O trigo.. 02. II.. c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver. o verbo cativar classifica-se como transitivo direto. vires. III. b) II e III. verbos e adverbios Avançar .. “Se . intervisse. Em Por favor. |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal.. Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver. interviesse. comunica-me imediatamente”.. fará com que eu me lembre de ti.. 04. começaram a se tornar realidade. e seu plural é vêem.. vires. por isso ninguém interviu para liberá-los”... d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir. as lacunas das frases acima: a) vieres.. que faz a 3ª pessoa do plural vêm...... sendo vinde a forma do plural. “Ele voltará. II.. intervisse. c) III e IV. Alfenas-MG Observe: I.) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” 15 Jorge de Lima. “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis. vieres. o modo verbal é o imperativo... “Se ele propuser um acordo.. o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical. como resposta. requeresse. interviesse... aceitaríamos todas as condições”... 32.. vires.. sendo o plural vede.. interviesse. esses bens”. 16.. reouvesse b) vier.54..

. e) Nenhuma das afirmações.....)” Considerando as transformações propostas. e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial. mas alguns talvez não o entendam bem..... b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado.. É verdadeira: a) Apenas a afirmação I... E não adianta que a menina ..... d) Apenas a afirmação III.. 60...58.... II. complete corretamente as lacunas...... a João que se ... d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação........ c) Cada uma das afirmações. a prática do esporte poderá ser moralizada.. UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético.. Seria preciso que .. a seguir o conselho............F.” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse 16 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . naturalmente magra.. d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato.. verbos e adverbios Avançar ... c) Se a opinião pública intervir. PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I. do cigarro e do álcool. III... 62.. A palavra morto é particípio do verbo matar..... substantivos... A palavra morto é particípio do verbo morrer........ naturalmente magra....... o professor..... b) Apenas a afirmação II...... Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre .......... 20 quilos. eventualmente .Artigos. UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia. a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59... F.. para que você . a bolsa de estudos... b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade.. porém.I. no processo. mesmo que se ... O verbo morrer tem dois particípios.. diga-lhe que seria bom que ele . 61.. a fumar e a beber.... Tem de ser naturalmente magra (.” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63...... U.. adjetivos.......... É preciso que .. c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa..... e) Todos lêem o código de ética de seu clube...... “E não adianta a menina perder 20 quilos.... Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você ........ ele.. Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir.

a) pudesse ser. nem mulatas. d) Quem dá aos pobres empresta a Deus. e) deve ser substituído por “ao que”. verifica-se erro em: a) “. d) seguíssemos – admitíssemos. c) O relógio deu onze horas.” a) está correto.. e) Esse dinheiro não dá. para apresentar correção. duvidar. b) seguíssemos – admitiríamos. 65. – transitivo indireto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 66. c) está correto. pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos.” Considerando-se o verbete. – transitivo direto.. b) tivesse sido. verbos e adverbios Avançar . UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás. admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão. UEL-PR “Se seguirmos Freud. e) tenha sido. mantendo a correlação exigida pela norma culta.. já quinhentos anos passados.. – transitivo direto e indireto.” d) “Era assim o Brasil de Cabral. substantivos. – intransitivo.. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima. d) possa ser. b) deve ser substituído por “aquilo de que”. o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam..” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir.” e) “.. UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar. e) seguiremos – admitiremos..” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira.Artigos.” 17 Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse. empregado com o sentido de não ter confiança.. “É prudente desconfiar de quem é desconfiado”. c) teria sido.. d) deve ser substituído por “isto que”. sem acarretar mudança no significado da frase. imaginava-se que um cérebro jovem (.” b) “Ainda não haviam louras.. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar. 68. para apresentar correção. b) Os jornais não deram a notícia. 67. quando for a vez desses meninos?”.) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua. adjetivos. – intransitivo.64. um número sem fim de animais. nem surfistas. para apresentar correção. a) seguirmos – admitíssemos... c) tivéssemos seguido – vamos admitir. “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos. UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é: a) Dei com os dois velhos sentados.

b) projetam.Artigos. cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los..” “Mas leio. substantivos. c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa. e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola. uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe. UFR-RJ “(. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso. 73. equivalente a em negrito acima. b) transitivo direto e transitivo indireto. d) intransitivo e transitivo indireto. 71. b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou. d) tinham projetado. o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos. GABARITO 72. c) transitivo indireto e verbo de ligação. b) foram queimados. d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado.69.. assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas. leio. verbos e adverbios Avançar . Voltar Língua Portuguesa . e) verbo de ligação e transitivo direto.. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali. porque vejo a questão de outra maneira.. c) é projetado. e) vão projetar-se.). Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado. PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho. Outra forma verbal. e) Há. d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que. o que deixou sua mãe extremamente preocupada.. adjetivos.. essa história está cheirando mal. c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conseqüência.. b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada.. respectivamente.. está na alternativa: a) projetam-se. Tenho de ler tudo.” 18 Considerando o que está dito no enunciado acima. haja prejuízo do significado. IMPRIMIR 74. Em filosofias / tropeço e caio.). d) eram queimados. os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem). como: a) transitivo direto e intransitivo.” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou. c) tinham queimado.”. b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar. com isso.. Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros. e) foi queimado. 70. Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guardado”. PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (. no enunciado. c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem.

F. que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é. 01. U.... o futuro.. não se lêem muito os clássicos no Brasil. c) Pouco se lê os clássicos no Brasil. b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos... verbos e adverbios Avançar . Dê. 04. substantivos.. de novo a estrada interrompida....... e) existirá trabalhos. 79. F.. Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais complexa” e a composta: a) tivesse descoberto. derrubado o muro da ditadura. Unifor-CE “. os fotógrafos a popularizarão..” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos.” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão...E. Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia.. eles a teriam popularizado. adjetivos. foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura... como resposta.. do Império da República Velha. para sempre. d) ocorrerá trabalhos. Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita correlação entre os tempos verbais.. Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”. a inocência. b) existirão trabalhos. ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos... no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil.75.. Não sabíamos que o país .. Voltar Língua Portuguesa . Desse texto. c) terão trabalhos. 78. como tantos brasileiros. Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação.. U.. 08. . a soma das alternativas corretas. 77... gramaticalmente equivalente.. Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação. c) teria descoberto. Se tivessem registrado a infância da aviação. os fotógrafos a popularizaram.. estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida. a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente. e) terá descoberto. eles a popularizaram.Artigos. b) tinha descoberto. em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil.. e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil.. eles a tinham popularizado. d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil. Pensávamos. Quando registrarem a infância da aviação. 16...” IMPRIMIR GABARITO A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra.. F. . naqueles tristes momentos. Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação. que... 02..... d) tem descoberto..

.. UFRJ .’ Ah. verbos e adverbios Avançar .. explique o emprego dos parênteses no verso 13. meu Deus. E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires. 6ª ed.As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo. as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima.. “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se.” Nas frases abaixo.. Lentamente.. 82. 81. Só para judiar.’ Eu tinha oito anos e sabia esperar. e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais.) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?.. essas crianças!” QUINTANA.. Mário.“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?... substantivos. adjetivos.Artigos. São Paulo: Globo. A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado. c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa. quem sabe?. quem sabe?. o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. 5 10 15 20 20 25 30 GABARITO 80.’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima.. 86/87. No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre apesar de tudo apesar de todas as desesperanças. 1997. p. Agora não sei esperar mais nada Desta nem da outra vida.... exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida. Meu tio dizia: ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis. insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. Nova antologia poética. Unifor-CE “.’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. explique o que é a infância na concepção do poema. UFRJ Releia os versos 9 a 17. Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado. d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades.

.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética. coluna de acordo com a 1ª. na voz passiva. indiscutível. Com o verbo na voz ativa. IV. I. Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”.” II..Artigos.. A seguir. ( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado.F. “Por exemplo. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam. III. tendo em vista o emprego de verbos. a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas. IV. c) passadas mas que têm validade permanente. “(. 16. 02. I. foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala. 86. denota um(a): a) treinamento. d) que vão se realizar num futuro bem próximo.. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo. d) II. U. 01. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá.E. podem-se desenvolver espécies de milho (. verbos e adverbios Avançar . aquela de chita.. U. No trecho acima a seqüência de formas verbais.” Carlos Drummond de Andrade. como resposta. e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo. Em “Voar era um ideal delirante e dândi”.) ponha a saia mais leve. corresponde à forma composta “havia virado” ou “tinha virado”. I. “voar” está empregado em função substantiva. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II. e passeie de mãos dadas com o ar. b) presentes e posteriores ao momento da fala. e) ponderação. a forma “eram invadidas”.” IV. “(. III. adjetivos. b) aconselhamento.83. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo. 08.. O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria. UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”. a soma das alternativas corretas... nas formas destacadas.” III.” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal. Dê. A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France. c) ordem. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. com o sentido de existir. 04..). 85. c) I. substantivos. 84.. II. b) I. d) solicitação. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (. no imperativo. Uberlândia-MG Numere a 2ª. o presente do indicativo. IV... em 1898”.) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

O Guarani. é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo. e) exigiam – exigem.” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica. c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer. d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação. c) obteve – obtenha. e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89. que recebe no seu curso de dez léguas. Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente.. a seqüência dos tempos verbais em negrito. o pequeno rio. b) “Se não zelássemos por nós.87. b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos. a) “Pelo Natal estarei aí. quanto às vozes do verbo. 91. Descreva essa mudança. c) “(. e) “rio caudal”. verbos e adverbios Avançar . “Onde avanço. d) “(. GABARITO Em relação ao texto. 90. b) reflexão. d) tinha – tem.Artigos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) era – são. enroscando-se como uma serpente. 92. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte. adjetivos. 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem. altivo e sobranceiro contra os rochedos. vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba. com minha secretária Eunice. c) sugestão.” ALENCAR. as três construções destacadas. substantivos.. UERJ Classifique. “vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática.) o povo é ignorante. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata...)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído. que rola majestosamente em seu vasto leito. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequadamente explicado. Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas. quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do pretérito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação. curva-se humildemente aos pés do suserano. Olhemos a cidade. e) solicitação. torna-se rio caudal. posterior ao momento em que se fala. me dou.” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável. d) certeza. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na participação do “eu” que se expressa no texto. que está corretamente reproduzida nas formas: a) pôde – pode. e engrossando com os mananciais. na frase acima.. 88. José de..) como bem o sabiam os romanos (. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições.

93...” b) “(....ninguém supera a televisão. Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(. verbos e adverbios Avançar ...) Trunte retrucou que já era alguma coisa.” b) “(.) não compreende ele as coisas do Brasil... obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado.“ 95.” c) “(... substantivos...” d) “(.. U...” d) “(..) poderemos (.F.) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde.” 96...” d) “..F..uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca..)” 94..” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua. b) vêm dominando.... adjetivos.) nada adiantava esse dinheiro... Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica.) manipular os peões (... U.) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência . 23 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) dominam...Artigos.” c) “(. Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”.. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio..” b) “. d) vem dominando.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa.

a 39. combinação de princípos da economia. 33. 20. verbos e adverbios Avançar . b 42. 19. 30. 4. satisfizer. 23. c 45. 22. a 48. 21. a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo. adjetivos. 26. d 41. vir. d 49. 25. 9. o paciente teria morrido.” b) Ambientalistas defendem a econologia. a 44. declarou o médico. c c c V–F–V–V e d d a b F–V–V–F c b c d e d d GABARITO IMPRIMIR 35. d 43. 36. sociologia e ecologia. 2. V E R B O S E A D V É R B IO S 1. d Voltar Língua Portuguesa . 10. substantivos. 3. d 37. a 38. como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. V–V–V–V–F c e d a d e V–V–F d b d c c a 13 d d 18.LÍNGUA PORTUGUESA 1 A R T IG O S . 34. 40. 12. e 46. 8. 7. 5. S U B S T A N T IV O S . 14. Vier. 11. 24.Artigos. 16. 13. 17. 29. 15. se mantenha. A D JE T IV O S . 6. 32. c 47. dispuser. 27. 28. 31.

Onde avanço: voz ativa. 69. 66. 64. o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado. 59. c 89. A partir do emprego dos tempos verbais. b 94. substantivos. b e b b e e d b e c e d b c b 65. a infância é um estado permanente no eu-lírico.2 50. o que é sugado ao mim de mim: voz passiva. adjetivos. c 87. a Voltar Língua Portuguesa .Artigos. 51. Em avanço o “eu” é agente. 91. c 92. 81. 79. do qual se distancia. 73. 72. 71. b 84. a 88. 70. a b e e a a e b a b d b b 28 a IMPRIMIR GABARITO 80. a 95. no verso 13. c 85. 62. 53. na concepção do poema. 57. verbos e adverbios Avançar . me dou: voz reflexiva. em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. 78. 75. O emprego dos parênteses revela que. 77. em me dou é agente e paciente. 15 86. 56. e 83. 61. 68. 63. 60. 74. a 96. a 93. 90. 58. verifica-se que. 54. 76. 67. 52. 55. 82.

a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. é própria de linguagem formal no Brasil. considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. para os falsos. até . 1948). é correto afirmar que a ênclise: I. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. no livre exercício de suas próprias soberanias.” 1 GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados. como a realização dos postulados da justiça social’. c) Apenas III é verdadeira. Além disso. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. Colômbia. ( ) Por equívoco do redator.Pronomes Avançar . Use V.. b) Apenas II é verdadeira. Assinale a alternativa correta. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. I. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos...” estão flexionados no mesmo tempo.E. ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das. e F. 2. falta o hífen em “interamericano”. conseqüentemente. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. a) Apenas I é verdadeira. d) I e II são verdadeiras. favorece uma tonicidade não usual em português. II. Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”. ( ) Em que e na qual são pronomes relativos. modo e pessoa.. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização.desses direitos. III. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . para os verdadeiros. UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. e) I e III são verdadeiras..”.

em vez de ficar séria e pensar em Deus. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser. Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo. Exemplos: Tô. da veneração em que tinha a memória dele. PUC-PR-Modificada Observe: IMPRIMIR “Revolucionou a forma de tocar violão. acontece um erro quanto à norma culta da Língua. das alusões freqüentes na conversão. A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco. e) à forma verbal acrescentando.. b) A personagem mistura. na sua fala. d) somente à palavra mais próxima: saudade. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro. pessoa do singular com a 3ª. de Assis). a 2ª. acrescentando-lhe saudade. Univali-SC 2 GABARITO Nos quadrinhos. b) É bom que falemos-lhes toda a verdade.. de Assis) c) “Lalau sentou-se.F.. a senhora. 5. de Assis) d) “.. beleza e ritmo. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos.Pronomes Avançar . falou-me também da piedade e saudade da viúva.3. entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha. Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado. em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4. das relíquias que guardava. rindo. pessoa do singular. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos. U.” (M. c) a saudade. beleza e ritmo. de Assis) 6. b) à forma de tocar violão. Voltar Língua Portuguesa .quando estava quase a suceder um desastre na entrada. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde. à qual está ligado por hífen.” (M. a) “.” (M. 7. pra. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula. e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma. não deixaria de comparecer.” (M..” O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”. c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão. enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora. c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens..

) D. muita inveja. por a) teu. tens caso íntimo à resolver. no seu trabalho. Onde é que a gente se encontra? C. um problema que para muitos é um problemão. desorientado. muita inveja. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Texto para a questão 8. Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro. Todos se habituariam e pensar coletivamente. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa. “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção. desorientado. tua.. tua. fazer voltar alguém em sua companhia. d) vosso. a PROFa. vossa. tua. a expressão a gente. vossa. fazer voltar alguém em sua companhia. o. 9. ( ) no enunciado D. muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade... tem o sentido de “nós”. C e D). c) teu. com a PROFa. tens amor não correspondido ou rompido. ( ) no enunciado B. te. (. ( ) no enunciado C. alguma dormiu mal ou nada.” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. em qualquer assunto que lhe preocupe. mau olhado no amor. emitido por uma voz narrativa onisciente. ou o próprio mal não deixa. os. mau olhado no amor. ou até mesmo por não acreditar. muita sonhou com ele. B. tens caso íntimo à resolver. Não fique na dúvida.. desconfiasse de toda a gente (. desanimado.Pronomes Avançar . FUVEST-SP “/…/ estás desiludido. referindo-se ao emissor-personagem e seus comparsas. desanimado. respectivamente. nos negócios. mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê. UFGO A. BETE mora no endereço abaixo a muitos anos. b) teu.. Muitas vezes não acha solução. faça uma consulta. Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara. Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça. nos negócios. estás desiludido. a palavra todos tem valor anafórico. BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos. ( ) no enunciado A. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequadamente. pois ambas necessitam da explicitação do termo gente. respectivamente. te. Considerando-se os elementos em negrito. você é testemunha disto. tens amor não correspondido ou rompido. de Machado de Assis e Érico Veríssimo. Muitas vezes. deve-se substituir as palavras grifadas. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso. Comprove estimado leitor. 817”. Leitor.) fazia que ela evitasse a companhia das outras. 3 8. E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto. BETE. no seu trabalho. não é uma novata na sua especialidade (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul. e) vosso. em qualquer assunto que lhe preocupe. lhes.. a expressão em destaque pode ter o sentido de “nós”. faça isso agora.

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico de pronome possessivo. a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre. b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos. c) A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...). e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma. Texto para as questões 11 e 12.
“Que me enganei ora o vejo: Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar.”

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11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Aponte-o: a) que. b) me. c) o. d) te. 12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituindo um pronome possessivo. Aponte-o: a) te. b) me. c) o. d) que. 13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a), exceto: a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos, ............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis) b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha...” (M. de Assis) c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconsiderada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de Assis) d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis) 14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial, apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal. Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente: a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo; b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se; c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passase no Piauí não é o mesmo das grandes capitais; d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que acha-se rodeada mal abre os olhos à luz; e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em dia pode se sair melhor do que aquela.

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15. U.E. Londrina-PR-Modificada
“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída por: a) onde. b) que. c) cujas. d) das quais. e) entre as quais. 16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regional, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa. a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a outra. b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de casas... c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar problemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á cirurgia o mais breve possível. d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cidade mais antiga do país. e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar a força, unindo os alunos maiores com os menores. 17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectivamente como: a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto. b) artigo definido e pronome demonstrativo. c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo. d) pronome pessoal e artigo definido. e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo. 18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo. a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu. b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele? 19. UFGO Considere os enunciados abaixo. A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições. B. Onde há fumaça, há fogo. C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm uma só nacionalidade. D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam. Segundo a norma padrão da língua portuguesa: ( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre orações, como no enunciado A. ( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não tem um referente explícito. ( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere a uma expressão com valor de lugar virtual. ( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a” ou “para”.

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20. UP-RN
“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.” “O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos: a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter sido pobre é o seu grande mal. d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo grande mal é ter nascido pobre. 21. F.M Triângulo Mineiro-MG
“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergonha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer testar seus conhecimentos’, argumenta.”
Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

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Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída por: a) Quem não teve-lhe acesso. b) Quem não as teve acesso. c) Quem não teve-as acesso. d) Quem não teve acesso a elas. e) Quem não teve-lhes acesso. 22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alternativa correta, de acordo com a norma culta. “A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da Lagoa continuam malcheirosas.” a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo de Freitas. b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a atenção de D. Pedro II. c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas. d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam chamado a atenção de D. Pedro II. 23. PUC-PR-Modificada
“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente preocupada”.

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Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antecedente os termos: a) O pai; b) havia partido; c) ao filho; d) nenhum recado; e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

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24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados. a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te). b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe). c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me). d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se). e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me). 25. FUVEST-SP
“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho, fazendo a correção necessária. 26. PUC/Campinas-SP

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“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa. A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), questão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente: a) o centro – Mudança Climática. b) Buenos Aires – a delegação brasileira. c) o planeta – a reunião. d) Kyoto – estufa. e) a Convenção – mudanças catastróficas. 27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos. ( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto. ( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das formas tu/vós. ( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e possessivos continuam na segunda pessoa. 28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do português falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o: a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade. b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada. c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos. d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.

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29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente. a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa. b) Entre eu e ela já não há mais nada. c) Viram-nos, mas não os chamaram. d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

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30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças: I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje. II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação. III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que poucos procurá-los-ão”. IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor. A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é: a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) I e IV. 31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos retirados de jornais de circulação regional: a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia. b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau? c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói. d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quantidade e qualidade requeridos por uma população... . e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos capazes. 32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a linguagem oral no texto escrito. Por essa razão, a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo. b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos. c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo. d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos. e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos. 33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar pronome pessoal da forma oblíqua na função sujeito. ( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um período com pronome oblíquo átono. 34. UFSE
“... tu vais encher os cofres ... derrubada debaixo da fronde ... dando de comer aos pássaros”

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GABARITO

Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspondentes, obtém-se: a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer; b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer; c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer; d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer; e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

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35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ..............., em ............... de período. a) Mesóclise – futuro do presente simples – início. b) Separação – infinitivo – exórdio. c) Próclise – imperativo positivo – começo. d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura. e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio. 36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas: “Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.” Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente: a) conosco – conosco – mim – mim b) conosco – conosco – eu – eu c) com nós – conosco – eu – mim d) conosco – com nós – eu – eu e) com nós – conosco – mim – eu

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37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações: I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se. II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede. III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram. Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal: a) Apenas para a oração I. b) Apenas para a oração II. c) Apenas para a oração III. d) Para todas as orações. e) Para nenhuma das orações. 38. VUNESP Leia o texto que segue.
“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferença é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

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In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a, respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”. 39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro, defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma... a) dessa – daquelas. b) daquelas – destas. c) destas – dessa. d) desta – daquelas. e) desta – dessas.

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40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em: a) “Não me basta saber que sou amado.” b) “...no exílio em que a chorar me vejo.” c) “Não há que a terra pelo céu trocar.” d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.” e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

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41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa instituição.” Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é correspondente, obtém-se: a) não lhe procurem; b) não a procurem; c) não procurem-a; d) não procurem-lhe; e) não procurem-na. 42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um emprego de pronome não compatível com o uso formal da língua: “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem. b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa das águas que tem. d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem das águas que tem. e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das águas que tem. 43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal. a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.” c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.” d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.” e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.” 44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito corretamente.
“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

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GABARITO

01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecêla. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. 08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. 16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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45. Unifor-CE-Adaptada
“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a: a) alguns cientistas; b) robôs do futuro; c) seus programas; d) todos eles; e) homens. 46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em: a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes. b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou. c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades. d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada. e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

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47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’” Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos: a) palavra e mote. b) leitura e mote. c) palavra e mundo. d) leitura e daquele. e) continuidade e mundo. 48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorreção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em que o pronome foi empregado adequadamente. a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se aproveitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica. b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola. c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a nós pais para conversar. d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do cargo. e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das conseqüências, ataque-se primordialmente as causas. 49. UEMS I. O lugar...moro é muito pacato. II. Esse foi o número...gostei menos. III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso. a) onde - que - cujo. b) em que – de que – cujo o. c) no qual – o qual – do qual o. d) que – que – cujo o. e) em que – de que – cujo.

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50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em: a) não os tivessem; b) não tivessem-los; c) não o tivessem; d) não tivessem-o; e) não tivessem-no. 51. UFR-RJ
“O homem ainda faz O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um: a) pronome de tratamento; b) artigo definido; c) pronome oblíquo átono; d) pronome oblíquo tônico; e) pronome demonstrativo.

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A questão 52 refere-se ao texto a seguir.
“O Padeiro (fragmento) (Rubem Braga) Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: – Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? ‘Então você não é ninguém?’. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”

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In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.

52. UFRJ a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto? b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a. 53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma culta. a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita geralmente em apiários. b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são originárias da África do Sul. c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários, originaram-se na África do Sul. d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, originou-se na África do Sul. e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se na África do Sul.

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Texto para a questão 54.
“Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Eu considerei as contas que era preciso pagar, os passos que era preciso dar, as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia.

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54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilidades que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no poema Música, é exemplo disso: a) “Me disseram que era Chopin”. b) “dentadura dura”. c) “enquadrei o Chopin”. d) “que era preciso pagar”. e) “braços redondos”. 55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é: a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos que lhes foram distribuídos a mando de Herodes. b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de um boi branco e de um burro cansado. c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.

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d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono escorraçou os viajantes. e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo deve de ter sido uma visão aterrorizadora. 56. UFRJ
“Esaú e Jacó (fragmento) (Machado de Assis) – Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas.”

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In: Obra Completa. vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do autor.

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1982. p. 9ª ed. O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor. b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor.Pronomes Avançar . UFRJ “O impossível carinho Escuta. eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA. 118.57. Manuel. Rio de Janeiro: José Olympio. a) Identifique essas duas classes gramaticais. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Estrela da vida inteira. A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas diferentes classes gramaticais.

5. o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. 30.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1 1. 37. O pronome em questão possui função completiva. 35. 4. 39. 36. pronome pessoal do caso oblíquo. 27. 33. 23. 26. 8. 22. 15. o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. 10. 3. 16. 29. 20. 13. 34. 21. b F–V–F c c e c d V–V c a c c Em “a fruta”. b) Na função completiva. a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta). desta forma. está correto o uso do pronome mim. 24. 31. d GABARITO IMPRIMIR 19. 28. 11. F–F–V–V d d b c c A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. 6. 18. Voltar Língua Portuguesa . 17. F–F–V–V–F d d b d b b c F–V–F–V c a d a e b b c a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito. que é o caso. 25. 2. 38. pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. 12.Pronomes Avançar . 7. 9. 14. 32. sendo regido pela preposição entre. que estuda há oito anos. e por literatura.

47. 51. o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano. ele é posposto ao verbo. 44. 42. a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes. a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. b a a No texto de Machado. 2 53. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’. 46. 52.40. uma atitude marcante na sua obra madura. b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. 45. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 57. b b e b 06 b d c d e a e a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. 48. 41. 54. 49.Pronomes Avançar . 43. b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes. 50. 56. Se. porém. 55.

. o verso citado propõe que. b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis. d) vaga. uma tomada de posição ante o fazer poético. Aprender a capinar com enxada cega. mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra. Jogar pedrinhas nim moscas. e) isolar-se do resto da humanidade. UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto.. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. (Colhida em Rimbaud) Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. A expressão mesmo sem fome muda a situação. Perguntar distraído: – O que há de você na água? Não usar colarinho duro. Manoel de. 2. Se consideramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”. comer as botas. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem. deitados de barriga. UFMS O poema cita Rimbaud. propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: Esfregar pedras na paisagem. b) com objetividade. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. cozinhou as botas e as comeu. portanto. c) sofrer privações materiais. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 11 GABARITO 1. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . teréns de rua e de música. carvão de folhas. c) recusando seu invólucro utilitário. Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos. moscas de pensão.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3. com fome. e Carlitos. em favor da poesia. 1999. deixando de lado o sujeito que olha. Deixar os substantivos passarem anos no esterco. d) pelo ponto de vista do especialista. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”.Noções de literatura Avançar . personagem dos filmes de Charles Chaplin. b) impermeável.. o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. poeta francês do século passado. de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno. e) cristalina. O resto em Carlitos. Mesmo sem fome. isolado na neve e não tendo com que se alimentar. Matéria de Poesias.” BARROS. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua.. comer as botas” é uma referência a Carlitos que. Nessa concepção. c) fecunda. até os cadarços. é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões. em um filme. 3 ed. cisco de olho. automatizados. Perder a inteligência das coisas para vê-las. 3. Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos. UFMS “Mesmo sem fome.

com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. c) verdade – mentira. d) vício – virtude.Texto para as questões 4 a 7. p.. 7. presente na saudade. d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante.. Amo-te. b) a sensação de que o amor é indescritível. UFPI Na seqüência “. b) o amor destrói o corpo amado. simplesmente. meu amor. enfim... 336. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade..Noções de literatura Avançar . E de te amar assim muito e amiúde.. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar.” MORAES. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor. não cante O humano coração com mais verdade. d) o amor se esgota no próprio desejo. UFPI Dos versos 3 e 4. Vinícius de. RJ: Nova Aguilar. c) o amante dá a vida pela amada. E te amo além. b) A realidade é diferente para quem ama pouco. Poesia completa e prosa. existe: a) a surpresa de se ver amando tanto. b) pureza – impureza. É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. e) vida – morte. Amo-te como um bicho. c) O amante experimenta formas diferentes de amar. não cante / O humano coração com mais verdade. De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: a) o amor culmina com a morte.”. Amo-te afim. e) O artista recria a realidade usando palavras de amor.. 1986. “Soneto do amor total 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 Amo te tanto. de um calmo amor prestante. 2 4. e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente. e) o amante vive a descrever o ser amado.. 6. 5. d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

.. Cassiano. Larguei-as pela jovem madrugada ambas cheias e brancas e sem véu perdida uma... “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. Rio de Janeiro: José Olympio. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. foi quando.Texto para as questões 8 e 9. Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua. UFRS Leia as estrofes abaixo....... Jeremias Sem-Chorar. / Como estrelas e nuvens e mulheres.. outra no céu. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida. / e sem fazer esforço ou maravilha... emocionada a mulher a meu lado estremeceu e se entregou sem que eu dissesse nada. / Minha lira também seus tons varia.. c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si. como acontece no verso de número .. 1964.” (Álvares de Azevedo). típico de sua poesia..” (Gonçalves Dias)..” RICARDO..” IMPRIMIR GABARITO Por meio de versos .. b) vício de linguagem..Noções de literatura Avançar .. Um homem que tem fome como qualquer outro homem. d) “Um dia (. fundindo-as.. de Vinícius de Moraes........ b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas. 3 8... que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a minha primeira musa. UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte característica: a) variação semântica. / Pela regra geral de todos seres. porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas. 10. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. e a afirmação que as segue... em que é perceptível um lirismo .. 9. d) onomatopéia modernista..) tive saudades da casa paterna e chorei... em alguns momentos. 01 02 03 04 05 06 07 08 “Uma lua no céu apareceu cheia e branca... Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia. a outra abandonada uma nua na terra.... Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas..” (Casimiro de Abreu).. a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa . . c) reiteração expressiva.” (João Cabral de Melo Neto)..

O medo da rejeição amorosa. tema reincidente na poesia romântica. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Das aves no sentimento. Toda poesia. pelo poema Rosa do Povo.Noções de literatura Avançar . alude à capacidade que o ser humano tem de fazer. há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade. PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Ser a flor das primaveras Que tenho no coração! E se ouviras o desejo Do amoroso sertanejo Que descora de paixão! Se tu viesses comigo Das serras ao desabrigo Aprender o que é amar Ouvi-lo no frio vento. Pela análise das afirmativas. 4 7 10 GABARITO 13 16 19 Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. da boca mas quando for tempo E é tempo todo tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão” GULLAR.. inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo. III. nos versos 14 e 15. Ferreira. ( ) No verso 7. Nas águas e no luar! (. IV. I. ( ) O poeta. As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso. O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens.. entre outros recursos poéticos. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I. julgue os itens a seguir. III e IV c) II e IV 12.11. sobre o texto. com que se inaugura a poesia moderna brasileira. determina o tom pessimista do texto. o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro.) Ah! vem! amemos! vivamos! O enlevo do amor bebamos Nos perfumes do sertão!” 4 Analisar as afirmativas que seguem. as imagens utilizadas e o uso recorrente de repetições. ( ) No verso 8. ( ) A distribuição dos versos no espaço de papel. II. o que esta rapidamente consegue realizar. em muito mais tempo que a natureza. II.

Fechei a porta. eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu. surgiu inesperadamente. me vigiando curioso. Tomás Antônio. pelo autor). o rosto fixo virado para o meu.” GONZAGA. que foi cobrindo a sua face. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele. Rio de Janeiro São Paulo: Record. revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não. enquanto caminhávamos. 85-6. 1985. cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra. implacável. Em seguida. fui ao meu quarto. forte e ameaçador. Carlos Drummond de. ‘espere aqui’. 13. ou da minada serra. nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. ed. até que chegamos na minha casa. Rio de Janeiro: Agir. ed. O tempo é ainda de fezes. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo. Uneb-BA “Tu não verás. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade. e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto. 114. maus poemas. Fui na direção da minha casa. com o barulho do tiro. d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. ou dos cercos dos rios caudalosos. e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue.” FONSECA. por Lúcia Helena. Feliz ano novo. Inferno. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Noções de literatura Avançar . o tempo não chegou de completa justiça. o pedinte. Rubem. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente. e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. mercadorias espreitam-me. São Paulo: Companhia das Letras. Marília. p. estou precisando de um dinheiro. 1997.Questões de 13 a 17. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. p. 24. In: Antologia poética (Org. Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas. 36. esta é a última vez. 1997. não faça isso de novo comigo. Introdução: Para responder a essas questões. Org. (Nossos Clássicos. e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. conseguia esconder. p. doutor. ele me acompanhando. Devo seguir até o enjôo? Posso. Ele era mais alto do que eu. desconfiado.) 5 14. 90. ‘Só tenho o senhor no mundo. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso. a) Sentimento de angústia. Voltei. 15. Não acabou de falar. não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento. 2. ou se falou eu não ouvi. v. como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor. sem armas. Eu disse. Melancolias. em face de um mundo conturbado. vou de branco pela rua cinzenta. então vi que era um menino franzino. Ele caiu no chão. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. por parte do sujeito poético. alucinações e espera.” GABARITO ANDRADE. associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque. só tenho o senhor no mundo’. de espinhas no rosto. In: Tomás Antônio Gonzaga.

. c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária. relatada pelo narrador.. Graciliano. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade. e é inevitável mencioná-las” c) “neste esmiuçamento. o que julgo ter notado” d) “Não as contesto. 1982.. UERJ Por causa da perda das anotações. associaram-se. E se esmoreceram. conservaram-se. Se ele existisse. num pátio branco. cresceram. ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante. ed. Memórias do cárcere.) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. 1984. Rio de Janeiro: José Olympio. E Catarina? Catarina olhava a mãe. a cor das folhas que tombavam das árvores. e a mãe olhava a filha. Não as contesto. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade. p. Certamente me irão fazer falta. Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história. Uneb-BA “– Não esqueci de nada. exclamou a mãe como a um desastre irremediável. completam-se e me dão hoje impressão de realidade. neste esmiuçamento.. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. gestos. Rio de Janeiro: Record. Um dia iria fazer uma greve como seu pai. responda às questões de números 18 a 20. 1996. A negra se levantou. conservaram-se. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis.16. 79. como contavam a de seu pai. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político. Laços e família: contos.” 6 LISPECTOR.) Nesta reconstituição de fatos velhos. gritos. Outros devem possuir lembranças diversas. Ao longe. Lutar pelo direito. Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu. recomeçou a mãe.” AMADO.. a bolsa. ed. 85. durante o Estado Novo. ela ajeitava depressa as malas. Capitães da areia. deixá-las no esquecimento: valiam pouco. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se. mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida. porém. Rio..)” GABARITO RAMOS. é possível depreender. 12. Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça.Noções de literatura Avançar . d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida. mas espero que não recusem as minhas” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 17.. São Paulo: Record. (. a forma dos montes verdes. 18. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras. e é inevitável mencioná-las. cresceram. mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material.. Clarice. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos.. o texto é impregnado de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro. Com base no texto abaixo. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais. porém. 111. 19. o que julgo ter notado. pelo menos imagino que valiam pouco. da leitura do texto. Pirulito apontava com o Querido-de-Deus. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido. procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. tintos de luz. exponho o que notei. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade. frases autênticas. Um homem comprou cocada. E os guindastes rodavam ruidosamente. Outras. “(.. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa. Jorge. (. exponho o que notei. gemidos. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. p.. As luzes se acenderam de repente. em manhã de bruma. associaram-se.. A tarde caía. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos. Ah! ah!.. o deus da bexiga. de repente envelhecida e pobre.

A que dava ocasião minha brandura. d) os versos dos tercetos em redondilha maior. d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas. dirige-se aos penhascos. e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo. um elemento típico da paisagem mineira. b) identidade de nome entre autor. U. c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas). penhas. pois é tão duro quanto elas.20. a pedra. que vence os tigres por empresa Tomou logo render-me. Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada. Onde há mais resistência. a exemplo do livro de Graciliano Ramos. Temei.F.Noções de literatura Avançar . que ostentais a condição mais dura. Que não me foi bastante a fortaleza. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura. temei. b) nota-se. 13 e 14. nos versos 9 e 11. pois é tão duro e resistente quanto eles. constituem uma autobiografia – gênero literário definido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. a presença de antítese. Podese dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Vocabulário: penhas – penhascos ”Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. U. um peito sem dureza! Amor. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade. de Cláudio Manuel da Costa. c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados. mostrando que há obediência à regra principal do Arcadismo. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas. b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas). c) o sujeito lírico. A partir dessa definição. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. Santa Maria-RS Nesse poema. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. que representa seu berço. Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22. que amor tirano.F. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós. que é a exaltação dos penhascos. e) rima e versos decassílabos.” 7 21. a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira. mais se apura. narrador e personagem principal. 22. o que mostra a influência do Barroco na lírica do poeta mineiro. nos versos 12.

Foram sonhos contudo. ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”. Voltar Língua Portuguesa . julgue os itens das questões de 23 a 26. ( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos. A minha vida Se esgota em ilusões. 10. 8 GABARITO IMPRIMIR 23. Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo.. E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos. Álvares de Azevedo apresenta. me enlanguece a fronte. exemplo da tendência mórbida desse movimento. o da virgindade idealizada e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”. Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não. 24. a figura feminina se constrói entre dois pólos.Noções de literatura Avançar . Bernardes e Schiavon. E a donzela ideal nos róseos lábios. colocando-se como sujeito submisso em seu desejo de amor. não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA. Me ateia o sangue. ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação à realidade. O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo . No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo.Lira dos Vinte Anos. ( ) No texto I. nesse texto. Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar. ( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade. Um espírito negro me desperta. 1997. In: Leandro & Leonardo... UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica. Vol.INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos.. UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa. Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia.

Antologia Poética. o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido.. frases em ordem indireta. 26. Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba. ( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas. UFMT ( ) No texto II. ( ) Escritos em séculos diferentes. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva. há ocorrência de inversão sintática. aparece envolta em sensualidade e erotismo. Voltar Língua Portuguesa . “A Ausente Amiga.” MORAES. amiga minha Em mim como no mar. ed. como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I). c) A mulher. 196. ( ) Neles. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento. c) assemelha-se à “amiga”. e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual. Católica de Salvador-BA No poema. p. IMPRIMIR 28. Vem. 1992. 11.. São Paulo: Companhia das Letras. Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa. tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro.. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos.25. F. Questões de 27 a 29. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. teus seios Se enchem de leite. d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado. F. Vem mergulhar em mim Como no mar. ( ) Em ambos. na visão do eu-lírico. infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam. os dois poemas são decassílabos. Católica de Salvador-BA Sobre o poema. ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente. ( ) Nos textos I e II. vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim. d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais. 9 GABARITO 27. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer.. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo. como um espelho e sua imagem. Amiga. cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático. UFMT ( ) Quanto à métrica. Vinícius de.Noções de literatura Avançar .

com a sua cara. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. esfumaçados pela neblina que saía da chaminé daquela casa onde. e) I e II são corretas. Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético.Noções de literatura Avançar . UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo. b) somente III é correta. e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância. 10 30. pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas. José Olympio. A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto. dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo. c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina. fresca e furta-cor. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola. você parece uma lagarta listada. c) II e III são corretas. b) a lembrança de um certo namorado de infância. “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia. A meninice brincou de novo nos olhos dela. d) somente I é correta. livre de rima e de métrica. a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. A moça olhou de lado e esperou. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos. F. o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia. I. O rapaz concluiu: – Antônia. como uma mancha no ermo.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano. Manuel. Texto para as questões 30 e 31. também. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando. que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro. 1979.. levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos. 31. III. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e. você é engraçada! Você parece louca. porque minha bisavó. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado. na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo.29. trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa. ainda não me acostumei com o seu corpo. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. c) tenta conciliar o presente com o passado. a) I e III são corretas. II. A moça arregalou os olhos. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. Rio. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. d) busca a originalidade a qualquer preço.” BANDEIRA. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta. Foi esse o início de um destino esquerdo. O título do poema encerra uma ironia. fez exclamações.. Lançando mão de um procedimento moderno.

a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa. continuava a ser uma pessoa vaidosa. marcado por expressões como “.. ( ) “. com enormes riscos de ouro.” ( ) Na frase “. claramente. nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias.. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros. ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físicas.”.. ( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora. Católica-GO ( ) Pela leitura do texto. ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. são respectivamente: hipérbole. e o indireto livre. na terceira pessoa do singular. U.. a elipse do verbo ser. ter como agentes tanto “meninos” como “tetas”.. U.. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas. estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e..32.” Percebe-se nessa frase. cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos. ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto. não se mostra tão conformada como a avó. ( ) Em “. embora incapaz de modificar uma situação socialmente imposta às mulheres...” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem. de acordo com as normas da língua padrão.”.”. 33. ( ) A personagem demonstra que. metáfora e prosopopéia. é correto afirmar que. portanto.. que ocorreu porque a personagem era jovem e bela. pois afirma: “Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. 11 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . sovar o dia do marido que vem chegando. é correto afirmar que a personagem. que ainda demonstra sua submissão ao homem. Católica-GO ( ) No texto. a quem todos deveriam se submeter e jamais questionar. obrigatoriamente. levantando a voz como se nascesse rei”. faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento. ( ) De acordo com o texto. apesar de trabalhar muito. a personagem.” considerando-se o contexto. e o bando de filhos seus primeiros súditos... ( ) De acordo com o que se lê no período do texto. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e. porque me secaram as tetas. é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação. fresca e furta-cor. ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’.Noções de literatura Avançar .. foram utilizados dois tipos de discursos: o indireto. Caso o verbo estivesse presente deveria.... o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo. levantando a voz como se nascesse rei. a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento.. ‘destino esquerdo’..

” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias..34.. F. / Pérolas vivas. / Aroma de argental caçoula. E eu quero? É Sísifo o meu modelo. a fauna e a flora / A erva e o pássaro.. e) não é um soneto. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido. de outro poema preto em verso branco. ( ) “Tudo. / Despertar-me no leito: ouro em tudo. Com que gana! E que suplício: não há ponto final.” 12 Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidência e com F os demais. recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima. d) não é literário. José. com que ânsia. põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente.. / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada.. / Sobem das fundas úmidas Golcondas.Noções de literatura Avançar .. / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil. construído em prosa poética. Vitória: Cultural. não há remate. com exceção de: a) é literário.. dor no cotovelo e tu. / Que o sol filtrando em luz esteve. vulgares. um soneto de versos. / Azul. decassílabos. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo. predominantemente. na mente. a luz tem cheiro. na voz. é leve. que me livre de vez desses poemas. IMPRIMIR 36. Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe.” NEVES. d) é lírico. a pedra e o tronco. In: Muito Soneto por nada. as nereidas frias. Tem cheiro a luz. Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária. merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra. é branco. c) é dramático. pela presença de termos chulos. e me livre de ti em paralelo. U. F. a flor e a fera. Língua vernácula entre os dentes. a folha e o inseto. majestosamente..I.. à tarefa. e) é um misto de literário e não literário. / A noite no alto-mar anima as ondas. um poema épico. Reinaldo Santos. // Nasce a manhã. pela intensidade do sentimento do eu poético. próprio do texto contemporâneo.” ( ) “Ela vem. no olhar sobredivino. b) não é literário. ao suplício.I. / A água e o reptil. b) é narrativo. pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos. (sororal) vibrante como um sino. pois não é prosa nem poesia. merda. – na face / De anjo morto. sonora barcarola.. ou por outra. GABARITO 35. c) é literário. – o ar e o chão. / É transparente. pela linguagem coloquial e referencial.” ( ) “O luar. p. 1998. // Como lençóis claros de neve. Voltar Língua Portuguesa . 58. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece. azul em fora. os ninhos e a hera. a manhã nasce. entre sombras. As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego. só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico.

Nos versos selecionados. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica.. 9). UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda. e) I. rouquenha. As duas canções apresentam.7)..” Da Costa e Silva. em comum. I. respectivamente. principalmente. UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I. a dor.. Vive como a expiar uma culpa tremenda. 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 “Todo dia ela faz tudo sempre igual me acorda às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café (. ( ) A época áurea da cana-de-açúcar. o mal que vai. em que a economia brasileira dependia.)” Caetano Veloso.)” Chico Buarque de Holanda. II e III. ( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam. d) Apenas II e III. a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal. Considerando o poema acima.7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso. dessa atividade extrativa vegetal. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima. julgue os itens a seguir. c) Apenas I e II. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína. é o assunto desse poema. a rígida moenda. b) Apenas II. O verbo “como” (v. 13 “quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você está tão bonita você traz a coca-cola eu tomo você bota a mesa eu como eu como eu como eu como eu como você não tá entendendo nada do que eu digo eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (. Ringe e range. como rimas. a sonoridade da moenda a trabalhar. II. 38. causar. permitem uma dupla leitura. II. E ringindo e rangendo.Noções de literatura Avançar . Quais estão corretas? a) Apenas I. ( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v. Poemas. À luz quente do sol e à fria luz do luar. repetições e paralelismos.37.. talvez. com a repetição de recursos poéticos. da canção de Caetano.8 ) e o pronome “você” (v. quanto ao significado e à função sintática. III.. O engenho de madeira a gemer e a chorar. há uma preocupação com os procedimentos poéticos..

pai.” ASSIS. Meu filho. Fica quieto. Papai me compra agora. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade. 1983. Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro. Via-a dali mesmo.672-673. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas. p. o colo de leite. Agora não. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Compra assim mesmo. mata de pinheiros toda verde. porém. pensava eu. somente minha. os cabelos postos em à maneira do tempo. É em percalina verde. (Orgulho. Reunião. que chegaria tarde. em cavalarias me perco. em contos. começava a despi-la. e os brilhantes. ( ) Ser humano revelado como contraditório. com vestido soberbo que havia de ter. José Olympio. Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas. ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade. compra.” ANDRADE. Depois. Via-a assim. 96. cavalgo de novo meu verde livro. “Biblioteca verde Papai. – fascinando os olhos de todos. Tenho de ler tudo. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. reclinada no camarote. Amanhã começo a ler. e doía-me que a vissem outros. 18 ed. – torná-la minha. e sair. eu vou comprar. unicamente minha. consultei o relógio. poemas me vejo viver. Virgília começava a aborrecer-se de mim. Antes de ler. Machado de. só 24 volumes. Agora não. 1 5 10 GABARITO 15 20 25 IMPRIMIR 30 Voltar Língua Portuguesa . leio. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina. Mas leio. Rio de Janeiro. medievo. Em filosofias tropeço e caio. demais. – não sei se mais bela. se mais natural. compra. Sou o mais rico menino destas redondezas. – braços que eram meus. a torná-la. que bom passar a mão no som da percalina.. verde pastagem. São Paulo: Ática.) Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres. eu cresço logo. Quando crescer eu compro. quis vestir-me. Julguei. O que saberei. U. Evidentemente. p. São só 24 volumes encadernados em percalina verde. Como te devoro. disposto a esquecê-la e a matá-la. E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio. é livro demais para uma criança. Não podendo dormir. Carlos Drummond de. atirei-me a ler e escrever. verde. as demais.Noções de literatura Avançar . Chega cheirando a papel novo. menino. a pôr de lado as jóias e sedas. me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres. 1992. inveja de mim mesmo. não.39. Compra. esse cristal de fluida transparência: verde. ( ) Sublimação do amor. o que não saberei nunca. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42.. era dar prova de fraqueza. com os seus magníficos braços nus. menos luzidios que os olhos dela.

c) da predominância de orações coordenadas. dona leitora. pois ela depende da capacidade do leitor de atribuir sentidos ao que lê. não só a sua vocação. 25-26. Tudo isto é obscuro. e tio Cosme. -v.) Como te devoro. se eu fosse padre. meu rapaz. porque um nasceu de outro. 14-15. tenente e imperador. b) Machado de Assis culpa as mulheres. 10-11. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho. b) “Antes de ler.Noções de literatura Avançar . UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê.E. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular. ou antes porei dois. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber. como era seu sonho de adolescência. d) do emprego de verbos no modo imperativo. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro. (N. dirigindo-se a uma leitora que. c) “Tudo que sei é ela que me ensina. d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora. de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. c) “cristal/ de fluida transparência” -v. por tê-lo induzido a casar cedo.” 47 15 GABARITO Vocabulário: Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação. ou uma pastoral. U. ou uma encíclica47. o que não saberei nunca.) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica. 4-5. 19. se papa. nesse caso.. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. e no menor número de palavras. -v. Até lá os sonhos perseguiam-me. 25. 41. e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro. esse cristal”. como também o enredo da narrativa.. 17-18. 43. 29-32. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v. como me recomendara tio Cosme. por outro lado. que bom passar a mão no som da percalina. 42. mas a culpa é do vosso sexo. Um só ponho. A leitura não está unicamente inscrita no texto. UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 25-26. O que saberei. decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz. ‘Anda lá. -v. c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances. está na biblioteca em verde murmúrio”.40. verde pastagem. Agora não”. b) “coleção/ de Obras Célebres. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado. todos os destinos estão neste século. a não ser que ambos formem duas metades de um só. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo. Não fosse ele. 6-7. ainda acordado. -v. por ter sido escritor de romances.” -v. e este livro seria talvez uma simples prática paroquial. se bispo. e) “Amanhã começo a ler.” -v. d) “verde pastagem” -v.F. d) “(. b) das construções com uso de vocativos. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares. pai eu cresço logo. torna-se também culpada pelo destino dele. que perturbava assim a adolescência de um pobre seminarista.

desvela a ironia com que se estrutura o poema. Por que pensar. quarta e quinta.) nesta acepção: reza da capoeira. uma oração. da seguinte forma: primeira estrofe. (ant. narração. Cap. litania) S. julgue os itens seguintes. ( ) Esse poema. imaginar? A máquina o fará por nós. 85-6. os músculos. Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. na forma como se apresenta. ou conversa longa e fastidiosa. e o texto III.” RICARDO. dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós. cantilena. digestivo e respiratório. corresponde. no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia. a “labutar no campo. p. 1972.Noções de literatura Avançar . terceira. orai por nós. segunda. Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira. imaginar”. UnB-DF Acerca das idéias do texto. Ó máquina. o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma prece. o autor vai associando partes da anatomia humana aos sistemas fisiológicos por ela dinamizados. Seleta em prosa e verso. ( ) Segundo a acepção 1 do verbete. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. na cidade”. reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa. no último verso. no verso 17. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . lengalenga. ( ) Como obra poética. em um contexto de capoeira. sistemas motor.As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha Por que o raciocínio. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete. pelo lat. discurso. a “subir a escada de Jacó”. Rio de Janeiro: José Olympio. os ossos? A automação. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial. Bras. ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete. INL. a “pensar. ( ) De acordo com a acepção 1 do verbete. ( ) Ao longo do poema. 45. no verso 15. Relação. 1 4 7 10 13 16 16 19 22 44. no verso 19.)” Considerando o verbete acima. Por que labutar no campo. Fig. no verso 21. ( ) O pronome “o”. (Sin.1. na cidade? A máquina o fará por nós. refere-se. julgue os itens que se seguem. ócio dourado. ( ) A voz do poeta. que aparece várias vezes no poema. sistema lingüístico. sistema neurovegetativo. a “fazer um poema” e. Cassiano. 2.f. sistema circulatório. O cérebro eletrônico.

conseqüentemente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. então. que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu.Noções de literatura Avançar . c) O autor. como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim. d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e. Antônio Carlos Jobim. lento um trovador cheio de estrelas escuta. no silêncio. U. brasileiro. me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa.46.” Antônio Carlos Jobim. sofre a forte influência poética de Lord Byron e Musset.. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração. a canção que eu fiz pra te esquecer. a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e. 17 Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos. já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana. GABARITO b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas. os costumes e tradições do indianismo. Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda. a fauna e flora. Vem cá. percebendo-se a sua influência ainda hoje. Luísa me dá tua mão o teu desejo é sempre o meu desejo vem. Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda. que descreve a paisagem. agora.

mais perto estão das gaiolas ao menos. mais privadas. 324-6. 1994. estejam presos ou soltos. não assinado. desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos. não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. pelo tamanho e quebradiço da forma. e nunca.Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro. Obra completa. se pássaros. 18 e de pássaro cantor. com voz de pássaro rouco. Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação. João Cabral de Melo.Noções de literatura Avançar . vão num bolso.” NETO. dentro das quais. em nenhum momento. se ouve palpitar um bicho. IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar. em série. p. Se são jaulas não é certo. trabalho rotina. Voltar Língua Portuguesa . 2 O que eles cantam. que não são artistas nem artesãos. num dos pulsos. outras vezes. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado. Umas vezes. tais gaiolas vão penduradas nos muros. a saltação que ela guarda. GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono. impessoal. como em jaula. Assim. mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho.

em ordem direta. ( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sentido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio. julgue os itens seguintes. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso. ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro. folha. por ser átona. seu foco principal está na mensagem que é transmitida. dócil e ingênuo. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade. UnB-DF Em relação ao texto. quer dizer. “canto”. Romance II. a produção pessoal versus produção impessoal. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. julgue os itens que se seguem. as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu lírico e leitores) ou como as pessoas.. UnB-DF Ainda em relação ao texto. ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários. ( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondilha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradicionais de construção de poemas. infinitas galerias penetram morros profundos.. É tão claro! – e turva tudo: honra. De seu calmo esconderijo. “gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos.Noções de literatura Avançar . 19 GABARITO Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre. rotineira. torna-se pó. considerando-se o número de sílabas em cada verso. 48. a coesão e também a convergência e a densidade semântica do texto. ( ) Na interpretação de poemas. ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”. ( ) Quanto à posição da sílaba tônica. produção variada. ( ) No primeiro verso do poema. “jaulas”. engenho.47. ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso). na sexta estrofe.” MEIRELES. o povo. o ouro vem. Assim. “gaiolas”. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros. barra. amor e pensamento. prestígio. ( ) A linguagem é poética. poder. Cecília. 49. criativa versus produção em série. deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos. “cantando”. em função de seu assunto e da linguagem despojada. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos.

de táxi. “Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 229. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons. do dia-a-dia. Civilização Brasileira. casado. Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. povo solidário e unido. c) da construção de versos livres. e não vejo na vida. e) sermos gente. maior.Texto para as questões 50 e 51. Ferreira. defuntas alegrias flores passarinhos facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro. reservista. d) sermos pessoas ajustadas e felizes. 51. de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar. p.Noções de literatura Avançar . U. e) da beleza dos substantivos saudosistas.” GULLAR. Rio de Janeiro. 20 GABARITO 50. senão lutarmos juntos por um mundo melhor. Toda Poesia. Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”. b) vermos algum sentido na vida. o autor não se utiliza: a) de comparações. o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns. b) do efeito dos adjetivos. 1987. d) da força dos verbos. Ando a pé. U. amigo. nenhum sentido. de ônibus. c) não nos desesperarmos. Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos.

01. 08. U. promovendo uma espécie de autosondagem no domínio do mundo interior. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”. Rio de Janeiro. 04. Nova Aguilar. e o da interioridade. pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que caracterizam o sentido deste poema. Falai! que estou distante e distraída. revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”. A arte pode ser “inverossímil”. representado por expressões como “palavras” e “Falai!”. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem referência à própria criação artística. daquilo que não pode ser observado no mundo exterior. pela incomunicabilidade e. Há. Falai! meu mundo é feito de outra vida. ela se permite dizer “inverdades”. portanto. O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que. 1977. a soma das alternativas corretas. no poema. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas. 32. por vezes. O último verso indica.” MEIRELES. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”. 02. Obra poética. no poema. como resposta. Percebe-se. portanto. há uma constatação de que a linguagem não é um instrumento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. nesse poema.Noções de literatura Avançar . 256. O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo. O verso “Falai! que estou distante e distraída”. ou seja. p. o delírio. De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais. uma por uma: porém minha alma sabe mais. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. com meu tédio sem voz. Nos dois primeiros versos. Cecília. 16. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico. conseqüentemente.52. “Interpretação As palavras aí estão. Talvez nós não sejamos nós. mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”. Isso porque. a perda da percepção dos limites da realidade. Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto. profundamente interiorizado. que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres. trata-o com desdém.E. o eu-lírico só poderia falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. a existência de dois universos: o da exterioridade. revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades do “outro”. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se. Pode-se dizer que. Dê.

à missa. vesga. e desd’aí transformou-se no tutu da terra. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara. balbuciou medrosa confirmação. repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial. Urupês. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas. Triburtino não era homem de brincadeiras. Ora. seu chefe natural.. gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e. Abriu uma gaveta. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa. em pausa de tragédia. Laurinha.. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!. Para abrir o jogo. Por fim o coronel. com o Acorda. com bastante sucesso. . Mal o pilhou portas aquém. — Os pronomes.. — Sei onde trago o meu nariz. — . Escolha!” LOBATO. Não lhe erravam os pressentimentos. Ama. derrubou a cabeça... Escrevente. Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido. batendo-lhe no ombro paternalmente. troca de olhares. do escrevente. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. encalhe da família. bastava esse movimento de peão. donzela. Escrevera nesse bilhetinho. Vinte e três anos. com a pulga atrás da orelha. vencido. enchendo-se de coragem.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56. e neste caso Maria do Carmo. mas o amor. 1940. 22 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . entretanto.. — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno. são três: da primeira pessoa – quem fala. Depois. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’. roupa nova. Parou. então.. Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama‘lhe’. que é mais forte que a morte. e neste caso vassuncê. Pois agora. minha filha e tem a audácia de o declarar. O escrevente ressuscitou. histérica. bilhetinho perfumado. Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa. a qual não pode ser senão a Maria do Carmo. moço. não permitirei nunca. o moço veio um tanto ressabiado. ou à preta Luzia. fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra. e eu. por instinto.. ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize. a serenata fatal à esquina. e neste caso Laurinha. desdobrou-o. apesar da distância hierárquica que os separava. aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e. Namoro à moda velha. Toda a gente lhe tinha um vago medo. moço. tornando a si. — ... é casar! concluiu de improviso o vingativo pai. depois de três dias de sobrecenho carregado. Aqui se estrepou. da terceira pessoa – de quem se fala.. a tremer. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E. com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz. In: Contos pesados. com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino. essa. nem tufos de cabelos no nariz. Depois. Magro. então nos dezessete. comoveu-se e com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos. diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. manca da perna esquerda e um tanto aluada. da segunda pessoa – a quem se fala. já se vê. cozinheira. — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente.. São Paulo: Editora Nacional. minha mulher ou a preta. Apesar disso.. voltando-se para dentro. Escolha! O escrevente. como sabe. Ar um tanto palerma. Silenciaram ambos. Depois... Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões... — Laurinha. explicou. O velho fechou de novo a carranca. Encontros na igreja. — Oh. afora pontos exclamativos e reticências: Anjo adorado! Amo-lhe! .. nos dias de folga. apenas quatro palavras. ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua.. mandou chamá-lo à sua presença. Depois. sondando uma retirada estratégica. e a do Carmo.. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório. corrigiu o erro. coronel. O Colocador de pronomes. Ousou o escrevente namorar-lhe a filha. – nunca. madurota. num pasmo.. Salvo se declara amor à minha mulher!. Monteiro. o qual tinha duas.Noções de literatura Avançar .. O escrevente. Abriu os olhos e a boca. o coronel trancou o escritório. Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense. Negrinha e O macaco que se fez homem.. quer o coronel dizer.. — Nada de frases. não receia sobrecenhos enfarruscados.

( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. 56. com o intuito de criar uma escrita brasileira. Magro. e vive um só instante. parma. é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansiedade do escrevente e para produzir um efeito de suspense.. interrompendo o fluxo da narrativa. GABARITO 57. Teus filhos que choram tão grande mudança.. sar. craru. é incorreto afirmar que.. mas cordial e receptivo a bajulações. Voltar Língua Portuguesa . e. ( ) Nessa narrativa. ( ) Na narrativa. ambas dicionarizadas. “Meu Deus. E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de estereótipos e clichês. UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas. 23 55. UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora.Noções de literatura Avançar . UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias. c) o eu poético fala de um estado de sofrimento. Senhor meu Deus. produzindo formas como ingreis. UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças políticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade. há um exemplo de metonímia. UFMT ( ) No trecho Escrevente. é casar!” . Vinte e três anos. ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante. ( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem. ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro. E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais podem resultar em equívocos de sentido. ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da linguagem e do conteúdo do bilhetinho. ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada. a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança. a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens. o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce..” (Deprecação) IMPRIMIR Com base nessa leitura. 54. d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! Já lágrimas tristes choram teus filhos.53. em ambos os trechos. pois apresenta personagens e acontecimentos sem manifestar opinião. ( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo. b) o eu poético se dirige a Deus. Ar um tanto palerma. ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis. ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora. o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico.

que eu estou no banco. o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. d) O início de alguns versos se repete. Farsa da Boa Preguiça. enquanto não aparece negócio. tornar seu mundo musical leve. pessoal. segue o modelo clássico de composição poética para falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados. b) Escrito em versos alexandrinos. e a poesia.58. 1979. entre outras tantas letras para suas músicas. d) Enredo. deitado!” GABARITO SUASSANA. isto é. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis. traz meu lençol.Noções de literatura Avançar . também musicado. Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta. U. tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico.” 24 Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. José Olympio. “Está tudo muito bem. metaforizando tal passagem com a morte. UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho.F. 60. com severa crítica social. “Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. destacando. para a criação de personagens. Ariano. através da repetição de alguns versos. 59. fatos passíveis de serem verdade. no texto. Rio de Janeiro. ( ) Há indicações. de que as personagens pertencem à elite burguesa. nos últimos instantes de sua vida. c) O amor. para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta. e) São versos dodecassílabos. o operário da construção civil consegue. ô mulher. a falta de perspectivas de um operário da construção civil. a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores. INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59. o poema a seguir. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . estou muito esperançado Mas. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das personagens. provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia. c) A prosa existe em função da confissão amorosa.

ao rival de Jatir. que não chega. há pouco. Do tamarindo a flor abriu-se. Também meu coração. Gonçalves. movendo as folhas. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. Já nos cimos do bosque rumoreja.. o verso 20. o verso 27. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .61. e) A natureza. Agir. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. Jatir.F.Noções de literatura Avançar . como estas flores. não mais. No silêncio da noite o bosque exala.. brilham estrelas. “Leito de folhas verdes Por que tardas. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. 25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 (. Santa Maria-RS Leia o poema que se segue. no poema. Correm perfumes no correr da brisa. U. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol. Poesia. Brilha a lua no céu. Onde o frouxo luar brinca entre flores. d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada. à pessoa amada. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte. Jatir! nem tardo acordes À voz do meu amor. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas.) 21 22 23 24 25 26 27 28 Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico. Já solta o bogari mais doce aroma. Rio de Janeiro. não desempenha nenhuma função específica. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS. como estas preces. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas.

por ti e por mim. a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta.. voou pelo aposento... “A febre lavrava com intensidade. Sua mãe lhe servirá de túmulo. Ana. esse casamento nos tornaria infelizes a ti. os termos grifados exemplificam metáforas. e abraçando a irmã. lhe servirás de pai. Ama-o por ele. “Apenas o médico saiu...A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola. Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: — Para que é isso? perguntou ela com brandura.. Logo que lançar o aborto. à tua irmã.. ( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo. — Lançar!. Maria. achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes. e a mim.. na cruel agonia que só compreendem aqueles. mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem. Paulo. Pela manhã. e sempre mais graves. — Queres acompanhar teu filho. disse-lhe: — Perdes uma irmã. lhe servirás de pai.Noções de literatura Avançar . promete-me que se ela não for tua mulher. para as afirmações verdadeiras. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito. a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava . casar com Ana! — Não tratemos disso agora. À noite declarou-se a febre. tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade. elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação. Maria. depois de um sono curto e agitado. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho. Nesse texto em foco. que não poderia amá-la. Paulo. uma febre intensa que a fez delirar. — Para aliviá-la do seu incômodo. desde o primeiro dia em que nos encontramos. impelido com violência.”. ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências. exemplificando assim um caso de próclise. Vive por mim! — Se eu pudesse viver. — Iremos juntos!. Vive por mim!” e em: “O dia se passou..” 26 GABARITO 62.” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”. promete-me que se ela não for tua mulher. De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar. já não existe. porque ele era mais teu do que meu. Quero confessar-me.. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica. voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede. fica-te um pai. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que. de José Alencar. Paulo. minha amiga! Quando ficares boa. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem. ficará inteiramente boa. Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua. e abandonar-me só neste mundo. e abandonar-me só neste mundo. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula. e F. que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala. sejam elas virgens ainda. — Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta. Maria.. viram finar-se gradualmente uma vida querida. A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças.”. Nosso filho. evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”.. ajoelhados à borda de um leito. Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio. — O remédio de que eu preciso é o da religião. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias.” Neste período. haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis. ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas. não engana. o teu. UEGO Assinale V. que nenhum efeito produziu.

uma preterição. uma acusação contra si mesmo.. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho. contra esse espírito inferior de esquecer prontamente. há sempre multiplicações e adições a fazer. ( ) Pelo texto apresentado. pequena.. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’.. que este é custeado pelos funcionários. quando não está ‘batendo’. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais. Não tarda. quando. lê um livro. em forma de faturas. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente. 12ª ed. essa compreensão inteligente e leviana das coisas. não tinham. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo. usa tinta encarnada.. depois então ‘lançá-las’ com capricho. seu valor ou sua magnanimidade. São Paulo: Ática. nesses momentos. 26-7. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho. não exige pressa. não se destaca pelas características elevadas de homem extraordinário por seus feitos.63. Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões. sem interromper a conferência das contas. de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores. ( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro. pousa-os no escriturário: — Está na Secretaria – responde este. Depois..” MACHADO. ‘puxar’ cuidadosamente as somas. Era então uma simples contrariedade a esquecer. porém. Ele se dirige para a sua carteira. Os ratos. emperrados. julgue os seguintes itens. p. calcular.Noções de literatura Avançar . Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses.. quadros risonhos. Naziazeno não quer café. ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído. Dispõe de grande prática. não. infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural. lembranças. Mesmo assim. 27 De acordo com o texto acima. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . embora seja o protagonista.. mas por sua mediocridade. bate muitos carimbos.. sentimentos e sensações. Custa um tostão. relanceia-os lentamente pela janela. ver se as operações de cálculo estão certas. seu anonimato e sua alienação. aberto dentro da gavetinha ao lado. pois. O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis. É preciso antes submetê-los a uma conferência. É preciso classificar as notas. decifrando-lhe pensamentos. Já tomou um há pouco. 1992. não era raro vir-lhe um remorso.. ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’. que penetra na mente da personagem. O serviço. não necessita ‘estar em dia’. Ambos muito quietos.. quando tem já um grupo de contas respeitável. Dyonelio. O datilógrafo. São ‘notas’ de consumo de materiais.. Faz cálculos. Na sala. injustiça ou grosseria dos homens. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo. É um serviço que faz há muito tempo. se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho.. O primeiro escriturário confere contas.

Noções de literatura Avançar . 52. 15. 8. 5. 49. 22. 37. 47. 2. 26. 6. 9. 57. 44. 10. 60. 4. 40. 54. 63. 43. 62. 51. 58. 39. 30. 46. 31. 17. 7. 27. 13. 33. 35. 50. 38. 20. 59. 28. 55. c c b b c c d c b e e V–F–F–V a b e d d d c b d e F–V–F–V V–V–F V–F–V F–V–F–V d a c d d 32. 34. 41.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1 1. 3. 61. 48. 42. 56. 21. 53. 36. 12. 24. 45. 23. 19. 16. 25. V–F–F–V–V–F V–V–F–V–F–F V–V–V–F–F c d a V–V–F–F–V F–V–V–F–F c b b d V–V–V–V F–F–V–V d F–F–V F–F–V V–V–F–V–F a b 10 V–V–F–V V–F–F–F V–V–V–F–V F–V–V–V a e F–V–F b e V–V–V–V–F F–V–V–V–V IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 14. 11. 18. 29.

87.” – Submissão religiosa.” – Visão paradisíaca. chamava alguns para que viessem até ali. U. 32. a soma das alternativas corretas.” – Interesse mercantil. mas ninguém o entendia e nem ele a nós. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro. notificando a chegada da primeira missão jesuítica. GABARITO Dê.. porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial. d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa. d) I e II. “Aqueles outros. E aquele de quem falei antes.) tão graciosa. Ao longo dele há muitas palmeiras. b) II. como resposta. não muito altas. estavam assim como nós olhando para o nosso pregador.. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: I. vendo-lhes tais feições. c) III. e) II e III. “melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degredados que aqui fossem deixados. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. pela manhã. por ser gente que ninguém entende. que estiveram sempre presentes à pregação. 83. 3. Ninguém não lhe deve falar de rijo. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele.) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado. relato de viagem e pregação religiosa. porque desejávamos saber se o havia na terra. Estão corretas somente as características indicadas em: a) I. provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamente indicada em: 01.” – Difusão do cristianismo. determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (. “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa. 88 e 96. que a muitas mulheres de nossa terra. com medo do cevadoiro. 02. por ele chefiada. 16. 85. 1 2. Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Dominação lingüística. Porto Alegre: L & PM. 1997.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1. inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia. intenção catequética e informação sobre a terra. “E uma daquelas moças era toda tingida (. do que eles dariam se os levassem. diante de nós. Colhemos e comemos muitos deles. 04. sentimento nacionalista e participação em campanha republicana. CASTRO. 08. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento. de muito bons palmitos. p. b) A das relações estabelecidas entre os românticos. “No domingo de Páscoa. em 1549. Sílvio. III. II. como pardais.Literatura no período colonial Avançar .. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega. 64. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha. c) Informativa dos jesuítas no Brasil.

verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais. a carne. 6. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e.Literatura no período colonial Avançar . que entrando co’a vela cheia. outros à frota: a frota tudo abarrota dentro dos escotilhões. 46-7. A fome me tem já mudo. e) O temor. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. 7. c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta. 5. o peixe. ( ) Parte da obra do Pe. o andamento e as condições da obra de catequese. apesar da linguagem rebuscada. que é muda a boca esfaimada. da reação do povo faminto. Voltar Língua Portuguesa . por que razão leva tudo? Que o povo por ser sisudo largue o ouro e largue a prata a uma frota patarata. e) constituem obras de gêneros diferentes. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. uns dão a culpa total à Câmara. que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. os feijões. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. plena de inversões e de figuras. Gregório de.4. outra parte se destaca desse conjunto. distribuídas em períodos diversos. José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasilcolônia. ( ) Na época colonial. junto à natureza. Mas ao mesmo tempo. o lastro que traz de areia. é coisa que me não toca: Ponto em boca. d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. por parte do sujeito poético. o perdão divino. c) constituem obras do mesmo gênero. produzidas no século XVII. a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples.” MATOS. ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. Décimas. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade. b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação. ( ) Na poesia arcádica observa-se. IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade. Unifor-CE No período colonial. b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra. porque anda farta até aqui. s/d. e se a Câmara olha e ri. p. In: Poemas escolhidos. com as dificuldades e os sucessos. ( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Barroco. Uneb-BA 2 GABARITO “Toda a cidade derrota esta fome universal. b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana. mas se a frota não traz nada. declarando daí: “Ponto em boca”. ao mesmo tempo. porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. buscar a espiritualidade. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas. São Paulo: Círculo do Livro.

alta ventura. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”. que me embaça: Se cresce contra mim. Sermão vigésimo sétimo. ( ) A dor daquele que. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos. In: Obras completas de Gregório de Matos. Antônio. II. A presença de um grande número de antíteses. verificam-se os seguintes traços do barroco: I. o bem. 58. os senhores tratando-os como brutos. v. os escravos perecendo à fome. os senhores banqueteando. 1015. Quando não me aproveita a pena minha. procedimento que costuma estruturar os poemas realizados nesse estilo de época. 3 De acordo com o texto. c) II e III. o que deixava. IV. os escravos despidos e nus. IV.8. In: AMORA. ou seja. dirige-se o poeta à sua amada Babu. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . p. sem ver. os senhores em pé apontando para o açoite.” VIEIRA. GABARITO No texto. e morra suspirando O mal. Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal. Ou entendia pouco. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. os senhores rompendo galas.Literatura no período colonial Avançar . quando menos confessado. Que quem podia. Pague no mal presente o bem passado. III. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem. ou pouco amava. o que gozava. Gregório de. que passo. aonde vinha. b) neoclássico. que esta pena merecia. O envolvimento político do jesuíta. “alta desgraça” / “alta ventura”).” MATOS. 10. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. Vim sem considerar. e não quis. os senhores nadando em ouro e prata. viver gozando. os escravos carregados de ferros. Sermões. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. Pe. 2. alta desgraça. e tanto cresce. Antônio Soares. Deixei como ignorante o bem. Padeça agora. Se cresce para mim. ed. b) III e IV. 1981. Deixei sem atender. ( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico. e) neoclássico. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. p. os escravos muitos. o estilo: a) barroco. como estátuas da soberba e da tirania. por ignorância. d) barroco. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. Confesse. c) barroco. Babu. e) I e III. A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos.” Na estrofe acima. org. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular. que possuía. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. U. 9. s/d. o que lograva. que tinha. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. d) I e IV. Salvador-BA “Porque não conhecia. São Paulo: Cultrix. o que convinha. Salvador: Janaína. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. Que quem errou. E morra. Suspiro agora em vão. Soneto.

1998. é marcado. por constituírem um grupo em franco processo de ascensão social e econômica. ameaçando sua própria posição. Verdade Honra Vergonha. O ritmo do poema. desenvolve-se em pares de estrofes. financeiros e étnicos. Negócio Ambição Usura. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . tanto no aspecto formal quanto ideológico. Senhora Dona Bahia.. d) simplicidade clássica. O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive. 54. e sandeu. que estima por cabedal Pretos. nesse contexto. Vergonha. procura. A expressão “povo néscio. Pretos. UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Que mais por sua desonra? Falta mais que se lhe ponha? O demo a viver se exponha. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton. 32. Cleise Furtado. Usura. que então viviam na cidade de Salvador. A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01. Ambição. Mestiços. (. A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas. Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma reação aos excessos do movimento Barroco. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia. nos tercetos.. Honra. Dê. Mulatos. Quem a pôs neste socrócio? Quem causa tal perdição? E o maior desta loucura? Notável desaventura de um povo néscio. MENDES. Poesia satírica de Gregório de Matos. que não sabe que o perdeu Negócio. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor. por rimas internas. 08. As respostas.)” Pretos Mestiços Mulatos. 64. enquanto o conteúdo. 04. ao longo do poema. a soma das alternativas corretas. U. 16.11. em cada verso. são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quartetos. 02. Por mais que a fama a exalta. p. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo. é uma alusão aos portugueses e seus descendentes. e sandeu”. 12. nos tercetos. com fatos e comentário. Salvador: EDUFBA. Numa cidade onde falta Verdade. 4 Quais são os seus doces objetos? Tem outros bens mais maciços? Quais destes lhe são mais gratos? Dou ao demo os insensatos. dou ao demo a gente asnal. inicialmente abordando aspectos éticos. como resposta. c) antecipação da estética do Romantismo.Literatura no período colonial Avançar .

quanto a sombra da noite mais lhe agrada. d) simbolista. no espaço de uma natureza amena. II e II. em Marília de Dirceu. que é o gozo do tempo presente. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar. c) III e IV. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema. O último verso apresenta uma hipérbole. sufocando do sol a face pura. b) I e II.” COSTA. que coisa é alegria. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. A poesia de Tomás Antônio Gonzaga. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. II. que sonora.Literatura no período colonial Avançar . e) épica de Basílio da Gama. Está correto o que afirma em: a) I. somente. Voltar Língua Portuguesa . Potiguar-RN “Já rompe. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. somente. que aí vês. a amada representada por uma pastora. os meus montados São esses. c) I e III. No soneto de Cláudio Manuel da Costa. II e III. III e IV. e) II.” IMPRIMIR GABARITO A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem. 15. que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” 5 Com relação ao fragmento apresentado. com que a noite escura. A carta de Caminha. III. c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. b) II e III. Nise adorada não sabe inda. UFSE “Sou pastor. Que alegre. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa. afirma-se: I. E a suavidade do prazer trocada. IV. e) I. d) II e III. Cláudio Manuel da. que suave. c) romântica. somente. 16. por te não ver. A natureza é descrita de forma objetiva. “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem. b) barroca. e às vezes. II.13. b) lírica barroca de Gregório de Matos. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias. a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista. III. U. tanto mais aborrece a luz do dia. 14. que avultado prazer tanto melhora? Só minha alma em fatal melancolia. Na obra de Gregório de Matos. a matutina aurora o negro manto. os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica. aquela fontezinha aqui murmura! E nestes campos cheios de verdura. tinha escondido a chama brilhadora. d) I. não te nego. vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados. somente. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico. Nise.

d 4. d 11. 58 12. c 10. V – F – V – F – F – F – V 9. F – V – V – F – V 7. c 2.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1 1. d 15. c 16. b 14.Literatura no período colonial Avançar . d 13. b 5. 62 3. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d 8. d 6.

ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. E nesta maneira. delas vermelhas. não pudemos saber que haja ouro.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . da vossa Ilha de Vera Cruz. A carta de Pero Vaz de Caminha. ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. Águas são muitas. mo fez pôr assim pelo miúdo. se homem os entendesse e eles a nós. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. e dessa semente e fruitos. 1 GABARITO 1. julgue os itens abaixo. nem qualquer outra alimária. o melhor que eu puder. infindas. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. querendo-a aproveitar. porque. que costumada seja ao viver dos homens. a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua importância histórica e. nem galinha. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo. como os de Entre-Doiro-e-Minho. grandes barreiras. muito grande. Q U IN H E N T IS M O . nem lho vimos. Parece-me gente de tal inocência que. não podíamos ver senão terra com arvoredos. pois o desejo que tinha de tudo vos dizer. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país. hoje. e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. Quinhentismo. ( ) Segundo Caminha. que aqui há muito. muito chã e muito formosa. também. nem cabra. que a terra e as árvores de si lançam. Senhor. hoje esquecidos. os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados. E. Andam nus.Humanismo. se algum pouco me alonguei. de bons rostos e bons narizes. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a estender olhos. nem vaca. com quanto trigo e legumes comemos. de que nós deste porto houvemos vista. não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza. Barroco e Arcadismo Avançar . Coleção Clássicos e Contemporâneos. Pelo sertão nos pareceu. por bem das águas que tem. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. Jaime. delas brancas. sexta-feira. porque eles. maneira de avermelhados. e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. Tem. E em tal maneira é graciosa que. por conter elementos da função poética da linguagem. nem prata. assim frios e temperados. nem coisa alguma de metal ou ferro. nem criam. ao longo do mar. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas.” CORTESÃO. Esta terra. De ponta a ponta. é tudo praia-palma. B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota. nem ovelha. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi. segundo parece. p. vista do mar. me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. Beijo as mãos de Vossa Alteza. não têm nem entendem em nenhuma crença. Senhor. até agora. A feição deles é serem pardos. Pero Vaz de Caminha. ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil. primeiro dia de maio de 1500. que nesta navegação agora se achou. 199-241. nalgumas partes. Deste Porto Seguro. bem feitos. Ela me perdoe. Eles não lavram. que nos parecia muito longa. Porém a terra em si é de muito bons ares. Nem comem senão desse inhame. sem cobertura alguma. Nela. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943. seriam logo cristãos. dar-se-á nela tudo. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. Não há aqui boi.

II. III. guardando traços dos dois períodos. animal nobre. apesar dessa prática. b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. para a Biologia. consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. Além disso. Quinhentismo. d) O asno corresponde a Pero Marques. o que evidencia o propósito de sátira social que. d) Apenas II e III. Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. primeiro pretendente e segundo marido de Inês. d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados). Barroco e Arcadismo Avançar . pois. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno. nesta peça. 4. de Gil Vicente. asno que a carrega. o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. 2 IMPRIMIR GABARITO b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo. pois legumes são sementes e trigo é fruto. Voltar Língua Portuguesa . julgue os seguintes itens. ( ) No nono parágrafo do texto. UnB-DF Ainda com relação ao texto. que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à subsistência. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo. a associação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente. 3. a primeira contém a segunda. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal. substitui o propósito de edificação espiritual. colocandose a questão da salvação post mortem (após a morte). que a derruba. II e III. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio.2.Humanismo. os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores. e) I. c) Apenas I e III. ( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada revelam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário. de Gil Vicente. Quais estão corretas? a) Apenas I. um quadro exterior para a apresentação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. Sugere que o diabo. ( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrativismo vegetal. PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira. de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. mantêm-se as mesmas relações de idéias. b) Apenas I e II. na construção da farsa. considere as seguintes afirmações. tem poderes maiores que Deus. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. mesmo sendo estes mais bem alimentados. ao julgar justos e pecadores. c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual. I. Ressalta também que. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade. 5. as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas.

Texto para as questões 6 e 7. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for. Barroco e Arcadismo Avançar . que haver nela. ( ) Por não terem os portugueses se aventurado. quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da literatura clássica do período. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. parece-me que. 7. porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer. Senhor. ( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. E se a um pouco alonguei. Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras. por causa das águas que tem! Contudo. De ponta a ponta. de Pero Vaz de Caminha.” 3 GABARITO 6. as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. e) Modernismo. ou outra coisa de metal ou ferro. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho. nos pareceu vista do mar. primeiro dia de maio de 1500. c) Realismo. muito grande. da Vossa Ilha de Vera Cruz. querendo a aproveitar. toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. porque a estender olhos.o que d’Ela receberei em muita mercê. da ponta que mais contra o sul vimos. nem lha vimos. ( ) No entender do autor. por me fazer singular mercê. terra a dentro. hoje. Senhor. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias. o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. infinitas. e a terra de cima. não podíamos ver. que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil. parece-me que será salvar esta gente. ( ) Para Caminha. ( ) Nele. meu genro . Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata. Ela me perdoe. já seria uma grande dádiva. de que nós deste porto houvemos vista. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista. Águas são muitas. ( ) Este texto. ( ) A Carta. por se tratar de uma missiva. dar-se-á nela tudo. acrescentando da nossa fé! E desta maneira. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto. até outra ponta que contra o norte vem. o melhor fruto que dela se pode tirar. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. que tinha o homem no centro de tudo. mo fez pôr assim pelo miúdo. Em tal maneira é graciosa que. Deste Porto Seguro. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi.” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco. d) Simbolismo. a saber. 8. Quinhentismo. quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra. porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século. Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra. a Ela peço que. umas vermelhas e outras brancas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado. em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. tem característica oratórias. sexta-feira. Pelo sertão. b) Arcadismo. vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. Beijo as mãos de Vossa Alteza. tamanha a sua abundância na nova terra. será tamanho. É pois que. AUE-DF Julgue os itens que seguem. até então. é toda a praia muito chã e muito formosa. senão terra e arvoredos terra que nos parecia muito extensa.Humanismo. E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava.

e) do “Diário de Navegações”.9. Voltar Língua Portuguesa . por bem das águas que tem. ligado à vida do poeta. referindo-se ao descobrimento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene. Te cobre as faces. Barroco e Arcadismo Avançar .) ( ) Por “contra o sul vimos. As descrições apenas atendem à idealização da mulher. (. antes de tudo. em relação à semântica e à estilística. ele é. contra o norte vem”. carece de unidade de enfoques. o de Martim Afonso de Souza. (. do jesuíta Fernão Cardim. A pastora Marília. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga. bem feitos. no texto. do Pe. escrivão do primeiro colonizador.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”.) Porém a terra em si é de muito bons ares. Manuel.Humanismo. e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. a pastora Marília. c) O sujeito lírico.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I “Vivos olhos. com o padrão poético realizado em cada composição. maneira de avermelhados. Teu lindo corpo bálsamo vapora. estabelece-se um raciocínio analógico.” GABARITO O texto acima apresenta fragmentos: IMPRIMIR a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”.). Manuel da Nóbrega. escritas nos dois primeiros séculos. Os teus cabelos são uns fios d’ouro. Quinhentismo. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília.. de bons rostos e bons narizes.. utilize o texto das questões 6 e 7. caracterizado como pastor. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. querendo-a aproveitar. Maria Dorotéia. Sobrancelhas arqueadas. Carnes de neve formadas. AEU-DF Julgue os itens seguintes. 10. ou rosa delicada. Com crespos fios de ouro: Meus olhos se vêem graças e loureiros. 4 b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições. Texto II “O seu semblante é redondo. Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas. estão empregados em sentido figurado. de Pero Lopes de Souza.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos.. na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão. que são cor de neve. A oscilação que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real. ser substituída por detalhadamente. por isso a amada do poeta deixa de ser associada à figura convencional da pastora. ( ) Os termos “fruto” e “semente”. 11. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”.. e fina. uma idealização poética. e faces cor-de-rosa. darse-á nela tudo. deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo. suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu. para dar a idéia do clima da nova terra. (Para esta questão. Texto III “Papoula. ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão. E em tal maneira é graciosa que. ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”. ora loiros. sem equívoco semântico. Andam nus. ora é descrita como tendo cabelos negros. Negros e finos cabelos. ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia.. sem nenhuma cobertura.. descreve sua amada. exigida pelas convenções neoclássicas. b) das “Cartas” dos missionários jesuítas.

bucólica. d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica.p. é uma postura típica também dos árcades. embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético. inspirados na frase de Horácio. assinale a alternativa incorreta. a) Tematiza motivos de Minas Gerais. de cima para baixo. de tosco trato. pastoril. 106. que consiste no princípio de viver o presente. mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca. onde o poeta viveu. dá-me vinho. Marília. em seus poemas e sermões. 14. São Paulo: Scipione. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos. “O Arcadismo. 1999. e mais as finas lãs. 5 Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário. que viva de guardar alheio gado. dos frios gelos e dos sóis queimado. voltamse para a natureza em busca de uma nova vida simples. Marília bela. 116. ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. de que me visto.” NICOLA. ( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil. c) V – V – F – V – F. U. b) V – V – V – V – F.F. d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr. São Paulo: Scipione. é: a) V – F – F – F – F. 13.p.12. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII. Graças à minha estrela. de expressões grosseiro. b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses. das brancas ovelhinhas tiro o leite. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia. fugere urbem (“fugir da cidade”). frutas. a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas. Tomás Antonio. legume. e) F – F – F – V – V. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. In: NICOLA. c) As composições satíricas atacam governantes da colônia. 1999. não sou algum vaqueiro. José de. b) Os árcades. UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro. d) F – F – V – V – V. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . José de.” GONZAGA. c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades. tenho próprio casal e nele assisto. ( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos. exemplificando as tensões do seu tempo. e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna. Quinhentismo. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) Eu. Graças. Barroco e Arcadismo Avançar . e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano.Humanismo. Marília de Dirceu. azeite. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira. Tomás Antonio Gonzaga.

pelo bucolismo. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. pelo conceitismo e cultismos. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral..Humanismo. de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. Por usar de siso mero. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. UFRS Assinale a alternativa correta. No canto I. pelo sentimentalismo. dirigida a Inês. d) árcade. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”.. Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão. e não cavalo folão. c) barroco. eu lembro-me. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. Eu falo. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques. F. de Camões. na passagem que narra o concílio dos deuses. mas vós não ofendeis a Deus com as palavras. estai quando quiserdes estar. asno que leve quero. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. pelas comparações.15. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas. O fragmento é próprio do estilo: a) medieval. A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio. significa “bravo”. GABARITO b) clássico-renascentista. por sua religiosidade. e) romântico. 16. que se encontram em passagens diversas de A farsa de Inês Pereira. antes lebre que leão. no caso. Voltar Língua Portuguesa . c) reconhece a grandeza do povo lusitano. eu discordo. mas vós não ofendeis a Deus com a memória. Viória-ES –“Ah! Peixes. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. eu quero. 17. Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. Quinhentismo.I. Barroco e Arcadismo Avançar . e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. antes lavrador que Nero.

escultura e arquitetura da época.Humanismo.18.. textos em prosa. o que pode ser comprovado nas descrições.. tem como representante maior no Brasil o poeta baiano . c) exaltação à terra brasileira. U. por ser um poeta de transição. c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”. sobretudo. 22.. Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700. . U. 20. pintura. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África... bem como aspirações religiosas. d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange... estende-se à música..F. contra o exército espanhol.. Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos.. é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões... esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados. F. ao qual imprimiu características barrocas. os navegantes prosseguem. antes associada ao Cabo das Tormentas. Voltar Língua Portuguesa . a soma das alternativas corretas. Tomás Antônio Gonzaga 02.. a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico...E. sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri.. IMPRIMIR b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil... c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos.M. ao dar lugar a um “medonho choro”.. 21..... uma nova tendência.. episódios da Inconfidência Mineira. principalmente do Ceará e da Bahia. Gregório de Matos 16. fazendo ressaltar . Padre Antônio Vieira 04... que comanda um dos maiores extermínios de índios da história.. F. Quinhentismo. da qual participou. é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro. nos seus poemas de contestação social. d) crítica a Diogo Álvares Correia. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem. No canto V de Os Lusíadas. Barroco e Arcadismo Avançar . que ajudava os espanhóis na luta contra os índios. c) apesar das ameaças do gigante.M... Cláudio Manuel da Costa 08.... e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor.. a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira. Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura. como resposta.. Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01. 19. de traços bem definidos. a natureza mineira. e) narra. no Uruguai.. d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves... Manuel Botelho de Oliveira Dê. UFRS Assinale a alternativa incorreta.. e que se convencionou chamar de . deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado. Além da literatura. b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta.. Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado. e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso... de Basílio da Gama. basicamente. e) exaltação à índia Lindóia. pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa. d) a nuvem negra que se desfaz. que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema.. que o poeta compara ao paraíso.. 7 GABARITO b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou.. misto de missionário e colono português. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai.

sem ver de quê. idealizando a figura feminina. um doce e humilde gesto. no poema. e tem trocado Tanto negócio. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. um medo sem ter culpa. de Luís de Camões. uma pura bondade manifesto indício da alma. tu a mi empenhado. d) Apenas I e III e) I. b) o poema compara o presente e o passado da cidade. UFRS Leia o soneto abaixo. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote.Humanismo. um ar sereno. uma brandura. tu a mi abundante. 8 c) o futuro desejado revela. II. c) Apenas I e II. um desejo gravíssimo e modesto. 25. limpo e gracioso. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. no poema. Rica te vi eu já. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. é incorreto afirmar que: a) o eu poético. 24. e tanto negociante. O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. um encolhido ousar. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. de qualquer alegria duvidoso. um despejo quieto e vergonhoso. “Um mover de olhos.23. Que em tua larga barra tem entrado. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. III. A ti trocou-te a máquina mercante. que se contrapõe à solenidade do poema épico. um riso brando e honesto. Barroco e Arcadismo Avançar . Oh se quisera Deus. Voltar Língua Portuguesa . b) Apenas III. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos. mantém-se distanciado do objeto criticado. assumindo uma atitude de insensibilidade. Quinhentismo. brando e piedoso. “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. c) a manifestação de apego a Portugal. a presença de uma voz moralizadora. Quais estão corretas? a) Apenas I. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. A mim foi-me trocando. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. quase forçado. II e III. d) o poema faz referência ao contexto da época. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica.” IMPRIMIR GABARITO Em relação ao poema acima. I. considere as seguintes afirmações.

26. que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor. muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia. mas resta saber. 4. Nacional. Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas. 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. Sendo só de mim o Pica. Heitor e MATSUOKA. ao autor e à sua obra. Quinhentismo. meteis a flor. In: MEGALE. pesquisa.Humanismo. que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais. espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados. patifaria. p. 179-80. 1977. Gregório de. e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha. usura – juro de capital. Barroco e Arcadismo Avançar . décima – composição poética de 10 versos. 9 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . escuta.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas). s. passarinho. se no nome que me dais. Vocabulário: pica-flor – beija-flor. Marilena. claro fica. trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia. Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam. U. 1) “A uma freira. que fico então Pica-flor. São Paulo. Pica-flor aceito ser. ed.E. e o mais vosso. MATOS GUERRA. e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro. picardia – velhacaria. juro excessivo. que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha.

como resposta. a soma das alternativas corretas.” IMPRIMIR Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. querendo-a aproveitar. Assinale a alternativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem. No primeiro poema. ocorrem elisões nos versos 2. Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o termo “Pica-flor”. estrutura comumente utilizada na composição da décima. Voltar Língua Portuguesa . extravagante. b) Sermões eucarísticos. notam-se as seguintes características: a) o gosto por jogos de palavras. notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos. respectivamente. caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas). estrutura característica da décima. No primeiro. que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas. 16. às poesias religiosa e satírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes.10 GABARITO 01. 4. no primeiro poema. a) Biografias de santos.F. No segundo. já que é dirigido a uma freira. às poesias religiosa e lírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. dar-se-á nela tudo. 27. notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada. Em tal maneira é graciosa que. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabbddb. infinitas. ocorre elisão apenas no verso 2. respectivamente. evidentes. Os dois poemas pertencem. a exemplo do que se verifica no trecho transcrito. há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (representante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado). c) a tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. d) Literatura informativa. No primeiro poema. b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de palavras. 4. 5 e 6. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana. que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano. Dê. no conjunto formado pelos versos 3. culta. U. sobretudo. 02. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. No segundo. 08. sobretudo. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia. 9 e 10. No segundo. c) a técnica da disseminação e recolha. Neles. 32. característica do Barroco. e na utilização de palavras rebuscadas e extravagantes que caracterizam o segundo poema. b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. 5 e 6. Barroco e Arcadismo Avançar . e) Gênero lírico. b) a tentativa de conciliar pólos opostos da experiência humana (o sagrado e o profano). gosto pela maledicência. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. corrupção e roubo generalizados. o melhor fruto que dela se pode tirar pareceme que será salvar esta gente. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia. por causa das águas que tem! Contudo. 04.Humanismo. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. Quinhentismo. evidentes. No primeiro. são comuns durante o período colonial. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaccdde. pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio. c) Ficção regionalista. Santa Maria-RS “As águas são muitas. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. Os dois poemas pertencem. No primeiro. no conjunto formado pelos versos 3.

uma produção informativa e doutrinária. já velho e com um “saber só de experiência feito”. Está(ão) correta(s): a) Apenas I.F. na existência de uma literatura brasileira. 29. e) Bento Teixeira Pinto. e) Apenas III. existe alguém mais ACM do que eu? Veja. c) III. 24 de maio de 2000. em Os Lusíadas: I. pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. e) I e III. GABARITO A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta. 30. U.28. d) Apenas II e III. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu. Barroco e Arcadismo Avançar . ao descreverem o Brasil. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade. Quinhentismo. pode ser definido como uma época em que: I.Humanismo. não se pode falar. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. III. U. a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas. ou seja. Santa Maria-RS O Quinhentismo. b) Apenas II. III. b) II. b) Tomás Antonio Gonzaga. d) Gregório de Matos Guerra. enquanto manifestação literária. II. ainda. Está correto apenas o que se afirma em a) I. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. d) I e II. c) Cláudio Manuel da Costa. na medida em que todos os escritores eram nativos da terra.F. c) Apenas I e III. II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

De teus fermosos olhos nunca enxuito. e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar.Humanismo. bem vestido. c) Apenas I e II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . humanizando os versos. “O Capitão. brancas. posta em sossego. b) Apenas II. linda Inês. (. II e III. Desse episódio. oferecem momentos em que o lirismo se expande. O nome que no peito escrito tinhas. estava sentado em uma cadeira.” 12 Os Lusíadas. extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha.. obra de Camões. Quinhentismo. Aos montes ensinando e às ervinhas. UFRS Leia o texto abaixo. e) I. De teus anos colhendo doce fruito. folgou muito com elas. só tu. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. Se dizem fero Amor. (. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão. Nos saudosos campos do Mondego. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão. e lançou-as ao pescoço. como que nos dizendo que ali havia ouro.. Quais estão corretas: a) Apenas I. A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta. PUC-SP “Tu. No trecho selecionado. com um colar de ouro mui grande ao pescoço. áspero e tirano. acenou que lhas dessem. d) retrata a beleza de Inês. puro amor. como dizendo que dariam ouro por aquilo. posta em sossego. Naquele engano da alma ledo e cego. Entretanto. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. É porque queres. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. como um todo. e aos pés uma alcatifa* por estrado. d) Apenas II e III. 32. nem de falar ao Capitão nem a ninguém. II.” Vocabulário: *alcatifa – tapete. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. GABARITO Considere as seguintes afirmações sobre o texto. com força crua Que os corações humanos tanto obriga.. III.. Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. legítima herdeira do trono de Portugal. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. Como se fora pérfida inimiga. Que a fortuna não deixa durar muito. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês.) Viu um deles umas contas de rosário. Mas não fizeram sinal de cortesia. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie vivenciado pelos portugueses na chegada ao Brasil. I. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. Barroco e Arcadismo Avançar . Deste causa à molesta morte sua. do qual o trecho acima faz parte. b) celebra os amores secretos de Inês e de D.31.) Entraram. O episódio de Inês de Castro. Tuas aras banhar em sangue humano. Estavas. quando eles vieram.

o povo. adição. Moderna. Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia. acrescentamento – aumento. Barroco e Arcadismo Avançar . dar-seá nela tudo. 1998. Porém. 5. o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. acrescentamento da nossa santa fé. em 1498. ed. querendo-a aproveitar.33. A Carta de Pero Vaz de Caminha. infindas. lume: luz. Com prazer. GABARITO 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda.” Vocabulário: folgar: alegrar. 1) “Águas são muitas. E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute. Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. a saber.Humanismo. In: TUFANO.” 13 Vocabulário: infindo – infinito. 5. José de. ed. Estudos de Língua e Literatura. De Jesus querida. pousada – local onde se descansa durante uma viagem. U. isso bastaria. Quinhentismo. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. 1998. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Estudos de Língua e Literatura. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama. São Paulo. Douglas. São Paulo. Poesia. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa. Vossa santa vinda O diabo espanta. In: TUFANO. E em tal maneira é graciosa que. Por isso vos canta. por bem das águas que tem. muito numeroso. muito grande. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. Moderna. Douglas.E. ANCHIETA. orientação. acréscimo.

paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. V. IV. denominado “ciclo dos descobrimentos”. V. e) todas. as reais intenções de expansão do comércio. Evidenciam-se. não se pode falar em literatura no Brasil. José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. informando sobre a natureza. enfatiza as idéias opostas. portanto. Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. Nos dois excertos. E em tal maneira é graciosa que. documentando o processo de conquista e colonização. 02. GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade.Humanismo. a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. Gregório de. V. 1990. III. confirmando. II. O demo a viver se exponha. No segundo excerto. III. / como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”). a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos. a soma das alternativas corretas. como resposta. 04. No segundo. mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica. catequizar os índios. emprega a ordem direta. No primeiro. Por mais que a fama a exalta. Quinhentismo.14 01. o índio. moral e cristã. II. Rio de Janeiro: Record. Barroco e Arcadismo Avançar . as obras dos jesuítas aparecem. 16. mantém uma estrutura formal e rítmica regular. evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do BrasilColônia. a conquista e a colonização dos territórios ultramarinos. Nos dois excertos. já conhecida dos portugueses. a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África. II. 08. 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava. Numa cidade onde falta Verdade. por bem das águas que tem”). Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI. Dê. Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI. desse modo. honra. o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta.” MATOS. as informações que a Coroa Portuguesa desejava obter. mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas. O poema I. igualmente ricas de informações. querendo-a aproveitar. Então. dar-se-á nela tudo. b) apenas I. por bem das águas que tem”). fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marítimo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). emprega a gradação. Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectativas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo. IV. de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo. pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I. Que mais por sua desonra? Honra. ao mesmo tempo. compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. refere-se à cidade de São Paulo. vergonha. FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem. c) apenas I. 34. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Nos dois excertos. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra descoberta. d) apenas I. confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos primórdios do século XVI. V. infindas. IV. Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usufruir das riquezas e. No primeiro excerto.

para responder às questões 128 e 129: “Enfim. nascerá erva nas igrejas. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. ou seja. pedagogos. Senhor. várias vezes. corretamente. e que as não pisa a devoção dos fiéis. 30 de junho de 1999.” GABARITO 37. “Eles não usam barba. d) V – F – V. do Padre Antonio Vieira. sempre que o choque ocorreu. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá.F. porque não há quem venha à solenidade. mingau de amendoim e frutas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de converter o índio à fé católica. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. A seqüência correta é: a) F – F – V. Quinhentismo. dormem cedo e só têm uma conversa: índio. em suas composições. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas. b) V – V – F. acabar-se-á o culto divino. Do Xingu. Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião. no sentido de salvação da alma. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil. U. biólogas e engenheiros agrônomos. a fim de preservar o patrimônio da Igreja. É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais.” FERRAZ. a fim de salvar o país da invasão holandesa.Humanismo. motivos árcades. cada vez mais. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas. ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha. Passará um dia de Natal. na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. Barroco e Arcadismo Avançar . usa “salvação” no sentido religioso. In: Veja. e) F – V – V. 15 Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. Procuram transformar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes. nele. em 1640. alimentados a peixe moqueado com biju. 36. Assinale a alternativa que identifica esse autor. enfermeiras. seu nome à característica presente nessa obra. não haverá quem entre nelas. vindos de diversas regiões brasileiras. e) dirige-se ao rei de Portugal. b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica. c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza.F. c) F – V – F. elas têm cabelos compridos e tranças. Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”. que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha.35. apresenta. d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil. médicos. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos. Neste canto do Brasil. e não haverá memória de vosso nascimento. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa. associando. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor. As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio.F. que já começava a destruir as igrejas da cidade. despojados os templos e derrubados os altares. caso o Brasil fosse entregue aos holandeses. quase três séculos depois. a urbanização baterá às portas da reserva. passará a Quaresma e a Semana Santa. U. dependerão de produtos fabricados pelo branco. pois ambos destacam. Silvio. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico. U. Falam baixo. como nos campos. Ver-se-ão ermas e solitárias. como costumava em semelhantes dias. o mais forte sobrepujou o mais fraco. acabar-se-á no Brasil a cristandade católica. Esguios. Em todos os momentos da humanidade. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. Os moradores do parque. Quase sempre de forma violenta. Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmonia se deve ao trabalho desses especialistas. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada.

às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. Em régio estado não desterras flores. e) prosopopéia. Que sem ser do Pequim. a névoa. ocasionando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo. como a Odisséia. Vos tenho a perdoar mais empenhado. GABARITO Porque quanto mais tenho delinqüido. e) Lindóia. de Basílio da Gama. Quinhentismo. morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo. por lustrosa. b) antítese. Governador do Rio de Janeiro. (Gregório de Matos) b) Temerária. momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica. Se bem rei mais propício. 16 Sobe ao sol. U. Voltar Língua Portuguesa . IMPRIMIR d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”. 39. única figura feminina do poema. mas não porque hei pecado. nascendo cá. Barroco e Arcadismo Avançar . c) gradação.Humanismo. Que ele estrelas desterra em régio estado. soberba. U. cobre o dia. A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal. que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga. por densa. acentuando seu caráter bárbaro. A exaltação. utiliza uma: a) ironia. Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII. a mariposa. (Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores. Primaz da Cafraria do Pegu. e mais amado. incapaz de sentimentos nobres e humanitários. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor. A esse cede amor em mil ternezas. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental.E. confiada. a Eneida e Os Lusíadas. Quer ser filho do sol. a luz lhe enfada. (Botelho de Oliveira) c) Fábio. bonzo bramá. c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas. (Gregório de Matos) 40. d) onomatopéia.F. Por altiva. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai.38. por ser do Açu. Da vossa alta clemência me despido. a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada.

Porém. c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. deve-se dizer que: a) somente I está correta. tais como o findar do dia e o início da noite. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. ao vivenciar a alegria. etc. diante do curso seguido pelas forças naturais. Em tristes sombras morre a formosura. ao falar do mundo que se inicia pela ignorância. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto. 17 41. III. Em contínuas tristezas a alegria. está fazendo referência à pureza primordial da infância. Depois da Lua se segue a noite escura. e) O poema toca também na questão da inocência. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. Esse é um soneto oitocentista. considere as afirmações abaixo: I. preferindo. tristeza/alegria. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . dia/noite. E na alegria sinta-se tristeza. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. se desfrutem as alegrias e. GABARITO e) todas estão corretas. e por “constância”. b) somente II está correta. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. d) somente I e III estão corretas. Há nele um jogo simétrico de contrastes.Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. luz/sombra. “alegria” e “firmeza”. e na Luz falte a firmeza. nas sombras da noite. Começa o mundo enfim pela ignorância. por um lado. que compõem a figura da antítese. que se opõe à degradação dos bens materiais. como o Sol..Humanismo. na tristeza. se acaba o Sol.” Gregório de Matos. a formosura do dia. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo. esconder-se nos próprios sofrimentos. ali. 42. II. Na formosura não se dê constância. a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas. Barroco e Arcadismo Avançar . d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que. que são: rimas ricas. Quinhentismo. c) somente III está correta. A respeito de tais afirmações. e não dura mais que um dia. expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que. que cumpre os padrões da forma fixa. não sabe retê-la. cuja última firmeza é a inconstância. devido ao desapontamento sentido pelo poeta. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“AB-B-A”). pois. de outro. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto.

b) Trovadorismo. perfumes e sensações táteis. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte. Quinhentismo. FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito. e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. a quem não fazíeis a féria. d) soneto com versos decassílabos. b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem. e) Romantismo. das janelas vejo ao perto jardins. que o ouro e a prata derretidos. liteiras e coches. Se o que vestem os lacaios e os pajens. c) José de Alencar. vejo jóias. b) texto curto. 47. mas não vejo a fé. os prendíeis e obrigáveis por força. ou fora dele. Padre Vieira. c) Arcadismo. como se há de ver a fé. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. haviam de verter sangue. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. b) Gregório de Matos. 45. e as sedas se se espremeram. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. Trata-se de um sermão do quinto domingo da Quaresma. parte por parte. c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo. a risco de quebrar. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais. d) Realismo. e. b) uso constante da metáfora e da antítese. vejo baixelas. Barroco e Arcadismo Avançar . FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres. d) Carlos Drummond de Andrade. pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco. Deus me guie. FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores. dignificandoos e humanizando as relações entre os nobres e o povo. FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. Primeiro que tudo vejo cavalos. como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. (…) Entremos e vamos examinando o que virmos. e) utilização de muitas frases interrogativas. 44. onde das casas dos pequenos não se faz caso.O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48. enfim. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. uns com libré. vejo galas. em que predomina o desenvolvimento de um único conflito. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes. ou no Reino. se queriam ir buscar a vida a outra parte. FEI-SP O autor do texto. e) segundo o autor. vejo todo o palácio e também o oratório. 46. e ao longe quintas. como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. as jóias e as baixelas. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento. nem têm nome de casas. e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes. outros sem ela. vejo criados de diversos calibres. e) Fernando Sabino.Humanismo. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações.

Que refrescam o peito. todavia. Tem o terceiro A. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia. Que dão a Portugal muitos ciúmes. …………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes. 1953. Música do Parnasso. e melhores. As fruitas se produzem copiosas. característica do estilo barroco. Nas que chamam da China Grande sabor se afina. Que sem tempero algum para apetite Faz gostoso convite. Rio de Janeiro: INL. E para preferir a toda a terra. Desterrando do Inverno os desfavores.” 19 OLIVEIRA. Em si perfeitos quatro AA encerra. Barroco e Arcadismo Avançar . …………………………………………… As laranjas da terra Poucas azedas são. E têm sempre a vantagem de maiores. E nesta maioria. antes se encerra Tal doce nestes pomos. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utilizado pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . todas azedas.Humanismo. Tem o segundo A. Quinhentismo. Que como junto ao mar o sítio é posto. Mais que as da Europa doces. d) provocar fortes emoções em seu público. O quarto A. E delas por adorno apetecido Faz a divina Flora seu vestido. Tomo I. 127-135. Lhes dá salgado o mar o sal do gosto. E são tão deleitosas. Como maiores são. e) confundir seus ouvintes. nos ares puros Na tempérie agradáveis e seguros. b) convencer e ensinar o seu público. Mas as de Portugal entre alamedas São primas dos limões. no final. nos arvoredos Sempre verdes aos olhos. Açúcar. Tem o primeiro A. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã. Que o têm clarificado nos seus gomos. certa assimetria entre a disseminação e a recolha. Que é do Mundo o regalo mais mimoso. sempre ledos. GABARITO 49. aparece em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos. nas águas frias. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Com tal sustância. E nas folhas parecem. E se pode dizer em graça rara Que a mesma natureza os temperara. …………………………………………… As plantas sempre nela reverdecem. Águas. e gosto preparado. São pois os quatro AA por singulares Arvoredos.48. Esmeraldas de Abril em seus verdores. VUNESP A técnica de disseminação e recolha. e são sadias. no açúcar deleitoso. Um exame atento desse procedimento no poema revela. Ares. p. têm mais valia. Manuel Botelho de. para recolhê-las num só verso. Tenho recopilado O que o Brasil contém para invejado.

d 30. e 19. c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher. e por não ter conhecimento dessa traição. pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais. c 31. a IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b 26. a 24. b 23. e 5. Não sabe. B A R R O C O E A R C A D IS M O 1 1.Humanismo. mas o encontro com o ermitão. a decadente sociedade portuguesa. F – F – F – V 3. c 15. a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”. a 13. Q U IN H E N T IS M O . b 18. e 14. a 9. Pero Marques diz dar plena liberdade à esposa. a 4. para ser traído por ela. em sua fala. 18 20. c 21. b 25. c 22. Seu primeiro marido era um repressor proibindoa de sair de casa até mesmo para ir a igreja. e 29. na cena final. para o qual ela se encaminha. Barroco e Arcadismo Avançar . V – F – V – F – F 2. c 12. Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelicamente (os fins justificam os meios). O marido de Inês. a leva em seus ombros para que atravesse o rio. 16. F – F – V – V – V 11. F – V – F – F 8. a 10. na vida privada. 04 27. c 17. é um encontro adúltero. d 28. e 6. ingenuamente. Quinhentismo. F – V – F – V – F – F 7. b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . colaborando.

e 33. Quinhentismo. a 37. Ou ainda. (…) O quarto A. b 35. e 40. Barroco e Arcadismo Avançar . 24 34. retomou os elementos assimetricamente. d 45. b) Como se trata de um poema. e 39. ou seja. a 44. Voltar Língua Portuguesa . c 43. b 49. b 38. e 47. a) Disseminação: “Tem o primeiro A. a 42. pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. c 48.2 IMPRIMIR GABARITO 32. nas águas frias.Humanismo. nos ares puros (…) Tem o terceiro A. no açúcar deleitoso” No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação. c 41. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüência Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar. b 46. e 36. nos arvoredos (…) Tem o segundo A.

d) exaltação do sonho.. ‘Ai. o cambucá e a jabuticaba. Quase a lamber o chão. Gonçalves. da fantasia.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1. In: Sonhos de Ouro.. Voltar Língua Portuguesa . não!’” GABARITO DIAS. não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor. c) supervalorização da natureza. Texto para as questões 2 e 3. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada. Censurem. Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse. A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste. mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala. b) amor incondicional ao outro.. a pêra. E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai. IMPRIMIR 2. no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo. ( ) No segundo parágrafo.) O povo que chupa o caju. In: MOISÉS. (. não me deixes. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência. 135-6. ( ) Na história da literatura brasileira. por meio das frutas.. não se constranjam. e sempre embalde: ‘Ai. Límpido ou turvo. José de. A Literatura Brasileira através de textos. não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão. onde bela se mirava. “Portanto. e) desejo de morte pelo amor não correspondido. não!’ E a corrente passava. s. rev. a manga. p. como a fruta que nos mandam em lata. através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais. te amarei constante ‘Mas não me deixes. não! Por fim desfalecida e a cor murchada. Alencar opõe. e aum. São Paulo: Melhoramentos. “Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente. ilustres e não ilustres representantes da crítica. piquem. 21. ou calem-se como lhes aprouver. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo. 1 1. F. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda.Romantismo Avançar . São Paulo: Cultrix. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu. novas águas Após as outras vão. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo.d. Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira. A corrente impiedosa a flor enleia. não. a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias. não me deixes. 1998. Benção Paterna. ed. o damasco e a nêspera?” ALENCAR. Massaud. não me deixes. Leva-a do seu torrão. metonimicamente.

socialismo e ilogismo. GABARITO 4. U. 08. 02. inda.E. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores. Minha febre noturna delirando. U.3. não. de um semi-vivo corpo sepultura. assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso. 2 “Perdoa-me.. escapismo e subjetivismo.F. como resposta. visão dos meus amores. adoro a tua formosura.” Álvares de Azevedo. apresenta como características: 01.. 04. F. a soma das alternativas corretas. leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra. c) No poema de Álvares de Azevedo. Se a ti ergui meus olhos suspirando!. extremoso. U. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão. no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente.Romantismo Avançar . 6. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”. 5. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5.” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor. naturalismo e pitoresco. que eu assim resista À dor imensa. d) Em ambos os poemas. a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado. 16.. c) “Nesta triste masmorra”.F. d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”. Meus ais. como recurso estilístico. a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor. b) “À dor imensa que me cerca e mata”. que me cerca e mata.. em seus diversos momentos. Marília. visão de meus amores Perdoa-me. b) No poema de Gonzaga. busca. imaginação criadora e amor à natureza. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima. Dê. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores.” Tomás Antônio Gonzaga. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira. Amor na minha idéia te retrata. nacionalismo e religiosidade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

d) III e IV. d) futurismo.. meu irmão! Eu sou a Fome.. c) nacionalismo. ‘Saúde. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta. Quem no teu nome a escuridão projeta.. Sou eu quem o teu negro pão consome. e) condoreirismo.. uma vez que esta ultrapassa a condição humana. b) II e III.. Que vais fazer tão triste e solitário?. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Sou eu quem te sepulta a idéia imensa. Pertence ao movimento literário denominado Romantismo. sobre o texto. mísero atleta! Hoje.. I.. O teu mísero pão. depois (qu’importa?) Virei sempre sentar-me à tua porta. II. III e IV. b) ufanismo.. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada: a) subjetivismo. vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias.Romantismo Avançar .. IV. 8. amanhã.’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta.. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II. 7. Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde... Suspende em meio o hino augusto e forte. irmão! Eu sou a Indiferença.. e) I. com a fome e com a morte. Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta. Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença. “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas.. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte. meu irmão! Eu sou a Morte. Fui eu que te vesti do meu sudário.. III. PUC-RS Pela análise das afirmativas.. depois. Idealiza a função do poeta.. c) II e IV. Vão três pálidas virgens. Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” 3 GABARITO Instrução: Para responder à questão 7.Instrução: Para responder às questões 7 e 8. ler o texto que segue. II. ‘Saúde. analisar as afirmativas que seguem.

Brilha a lua no céu. notam-se ainda no poema. o poema em questão já se aproxima do parnasianismo. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. movendo as folhas. Sejam vales ou montes. como estas flores. e) Mesmo sendo romântico. Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Nem outras mãos. “vales”. Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. brilham estrelas. sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram. tais como “luar”. Também meu coração. como estas preces. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. Não sentiram meus lábios outros lábios. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. os aspectos marcantes do Arcadismo. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. ou dia ou noite. Já solta o bogari mais doce aroma. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. não mais. “bosque” e “perfumes”. pela presença dos elementos mitológicos. “Leito de folhas verdes Por que tardas. b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais. para expressar o amor por meio da espera. Jatir. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas.Romantismo Avançar . No silêncio da noite o bosque exala. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. Já nos cimos do bosque rumoreja. d) Apesar da intensa presença da natureza. Onde o frouxo luar brinca entre flores.Texto para a questão 9. que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram. Correm perfumes no correr da brisa. recebida principalmente de Camões. há pouco. lago ou terra. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. Do tamarindo a flor abriu-se. Jatir. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 4 GABARITO 9. Vai seguindo após ti meu pensamento. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. Onde quer que tu vás. Outro amor nunca tive: és meu. c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista.

e F. b) Quincas Borba e Os Escravos. d) O Mulato e Canção do Exílio. ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa.Romantismo Avançar . b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis. como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos. mulheres feiticeiras. 12. de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época. para os falsos. dos dois autores citados. e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária.. respectivamente. e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade. UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros.10. 5 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UFSE No período romântico brasileiro. um gênesis americano.” (Machado de Assis). 11. sapos e jacarés sem conta: enfim. tão necessário à poesia.F. dignos de alta expressão literária. realçando seus preceitos e preconceitos. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos. à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias. encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas]. c) Ressurreição e O Navio Negreiro.Juca Pirama e O Guarani. d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu. d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum. o marginal e o burguês. 13. as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos. de Maria da Glória e da cortesã. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura. c) “Imaginei um poema. procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. Lúcia.” (Gonçalves de Magalhães). como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos. foi trabalhar a dualidade. independência e as terras que ocupavam. os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós. colocando na mesma mulher as imagens de virgem. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante.” (Ferdinand Denis). alheia ao eu-lírico. para os itens verdadeiros. O romance Lucíola. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica. enquanto a paisagem árcade é harmoniosa.. uma criação recriada. U. UEGO Assinale V. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos. c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo. Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais. c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico. e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. É o que se pode verificar quando se lêem. e) “O maravilhoso. 14.” (Gonçalves Dias). uma Ilídia Brasileira. e) I . devido aos exageros do eu-lírico. b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência.” (José de Alencar). buscando nelas aspectos heróicos. ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado.

” (Bernardo Guimarães) II.. como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos.. nela...... d) Apenas II e III. Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto.... a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16. quando fala. II e III....” (Laurindo Rabelo) III....) O véu da noite me atormenta em dores.” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I. b) Apenas II. I. “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado... e) I.. dono de uma sensibilidade extraordinária.. que usa .. c) Apenas I e II.) Se é vate quem dos povos. da sombra.... . é um tema dominante na poesia .... identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima....... de tudo...15.” 6 Dos exemplos citados abaixo..Romantismo Avançar .. UFRS Leia o texto abaixo.... rainha da festa.. “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna.. As paixões vivifica.... Das horas longas a correr velozes. Da luz. Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum.. Das folhas secas. a mulher é freqüentemente .. de cunho romântico no Brasil. (... do chorar das fontes. “Tenho medo de mim.. A luz da aurora me intumesce os seios.... sob o olhar apaixonado do poeta. “Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau. UFRS Leia o texto abaixo. de ti. E a velhinha. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. Se assentou sobre o grande jirau. (..... excita o pasmo.. Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa. do silêncio ou vozes..

d) Fernando. São Paulo: Scipione. o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci. achando boa terra e fresca a sombra. as flores.” ALENCAR. cheia de grandes desejos e nobres ambições. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. Texto para as questões 19 e 20. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se. escreveu romances indianistas e urbanos. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. é desfeito. 18. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. “Logo após a vitória. Lúcia Camargo que. Diogo / Peri. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. sentia-se no ermo. após ser abandonada por Fernando Seixas. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo. Como o imbu na várzea. As folhas lastram o chão. trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução. já comprometido.” (*organizações = personalidades) ALENCAR. Iracema. Diogo. após o casamento. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico. De novo sentiu em sua alma a sede do amor. o cristão tornara às praias do mar. Mantida a seqüência.17. José de. O imbu. arrependido. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre. assim. 7 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. 56. e) Loredano / D. …………… desejava. o outro uma paixão. na praia. mas embalde. Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores. mas o casamento. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social. deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. Neste excerto de O Guarani. leva-as a brisa. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. Diogo / Peri. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. …………… adorava. Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura. Diogo. numa tentativa de representar por completo o Brasil. através da Senhora. filho da serra. vê-se desprezado e humilhado pela esposa. buscava. 1994. O Guarani. Alencar revela traços realistas. porém nunca se valeu da composição regionalista e. agora longos sóis. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. vinga. para tudo murchar. e) Alencar. p. Passava os já tão breves. não atingiu seu intento. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos. FUVEST-SP “Assim. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*. e a alegria voltou a habitar em sua alma. …………… amava. c) Loredano / Peri / D. onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. Mas basta um sopro do mar. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente.Romantismo Avançar . d) Álvaro / D. o último uma religião. b) Loredano / Álvaro / Peri. b) juntamente com Diva e Iracema. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. José de. talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. e tremia de pensar que Iracema houvesse partido.

se tens pena De quem morre por ti. UFBA Com relação à linguagem.. ambas com função revitalizadora. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. 21. A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita. sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama. pálida virgem. O trecho “os já tão breves. respectivamente.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! .. Em quem. frágil e inatingível. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo. 20. existe uma explicação adequada em: 01.19. evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo. Mas cantava. 16. de abstração do sentimento amoroso. 04. como resposta. 16. UFF-RJ Na literatura. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta. à chegada do inverno e à volta do esposo. e morre amando. a soma das alternativas corretas. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01.” (Castro Alves) 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . para ambos. 32. e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente. 02. a soma das alternativas corretas. Angélica na cara! Isso é ser flor. A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete. 08. 32. já que a primeira dá idéia de concretude. molho de batatinhas. como resposta. a firmeza de permanecer em terra estranha. Dá vida em teu alento à minha vida. onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance. 04.Romantismo Avançar .. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam. O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local. 64. Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. senão em vós se uniformara. agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. 08. feijão-roxinho. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial.” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz. seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim. respectivamente. enquanto a segunda. 02. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem. como heróis ou como vilões.. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada. 64. Dê. Dê. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! .

de canela. d) Apenas II e III. A heroína de A Escrava Isaura. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. antes de partir. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora. região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. é a novela picaresca espanhola. d) José de Alencar. urataí e outras árvores aromáticas. A Moreninha. e sugasse uma gota desse sangue precioso. Quais estão corretas? a) Apenas I. de Bernardo Guimarães. b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém. Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) Gonçalves Dias. II e III. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. b) Apenas II. FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão.22. III. 25.” 9 GABARITO 24. II. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. 23. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte. b) Álvares de Azevedo. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. em que as personagens vivem em contato constante com a natureza. referentes ao romance romântico no Brasil. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil. de Manuel Antônio de Almeida. I. o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos. por isso tomara todas essas precauções. na sua apresentação inicial. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas. c) José Lins do Rego. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias. “O índio. o rio de um lado. FEI-SP Sobre o romance. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável.Romantismo Avançar . c) Apenas I e II. UFRS Considere as afirmações abaixo. c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. e) I. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. porém. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português. de Joaquim Manuel de Macedo. insere-se na linha primitivista da corrente romântica. é mestiça. e sobretudo os répteis. circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília.

c) I e II estão corretas. 1999. UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO. é correto afirmar que: I. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. José de. 104-6. FEI-SP Em O Guarani. desde que mo deu. d) poemas épicos. d) I e III estão corretas. IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra. b) somente III está correta. b) Aurélia Camargo. c) romance indianista. sem força de vontade. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. In: Vô imbolá. desempenha. especialmente para uma das gerações do Romantismo). vê com naturalidade o casamento de conveniência. Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã. o papel da mulher fraca. 27. Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros. e até pareceu esquecer a sua observação. II. Uma noite porém. a) somente I está correta. enquanto romântica. c) Casimiro de Abreu. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável. 28. Fernando. e) II e III estão corretas. e) poemas históricos. Senhora: perfil de mulher. não lhe pedi nada mais. já lho disse uma vez. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro. b) Gonçalves Dias. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe. e) Olavo Bilac. e) A obra apresenta o final feliz. d) Castro Alves. imprudência a que pusera remate o pedido do casamento. c) A obra. Zeca. Voltar Língua Portuguesa . O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. FEI-SP A propósito do trecho transcrito. a moça não insistiu. Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia. Em sua música “Maldição”. b) romance regionalista. p. Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo. é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres. São Paulo: FTD. em que Seixas se mostrara mais preocupado.” ALENCAR. mas o seu procedimento o indignava. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro. fatal. GABARITO 29. quanto à relação amorosa. na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo. valentia e brio. revoltou-se contra si próprio. 1992.Romantismo Avançar . eu lha restituo.26. Essa tendência é típica do: a) romance urbano. Fernando disfarçou. III. e inquiriu do motivo. enfocados como pessoas comuns. típico desfecho da narrativa romântica. com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza. na narrativa. A mim basta-me o seu amor.

Segui-la. E. Quer seja tapuia. sem ousar dizer que amamos. Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor. b) forte subjetivismo. Condor ou tapir. Voltar Língua Portuguesa . No arco que entesa Tem certa uma presa.” DIAS. IMPRIMIR A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. partes do poema Canção do Tamoio. sem lhe ouvir. aos bravos. E pois que és meu filho. São Paulo. inspiração em elementos nacionais. seus pensamentos. b) Realismo. d) realização de poemas lírico-amorosos. Valente serás. Não chores. Poesia Completa. Poemas de Gonçalves Dias. c) idealização do amor. representam um momento da literatura brasileira em que se buscou. conduzindo o eu-lírico à depressão. especialmente nos índios e em sua civilização. Só pode exaltar. Tamoio nasceste.30. d) Naturalismo. c) Modernismo. 31.Romantismo Avançar . 372. A vida é combate Que os fracos abate. Só teme fugir. sem poder fitar seus olhos. Viver é lutar. os bravos. [s/d]. Sê duro guerreiro Robusto. Meus brios reveste. e) Romantismo. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. através do sentimento nativista. 11 GABARITO Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio. Viver é lutar. a) Barroco. Penetra na vida: Pesada ou querida. transportando o eu-lírico para um lugar ideal. Gonçalves. fragueiro. temendo roçar os seus vestidos. “Não chores. Que os fortes. Aos fortes.. e desse amor se morre!” DIAS. Amá-la. UFF-RJ As estrofes abaixo. Só pode exaltar. Compr’ender. p. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. As armas ensaia. transcendendo os limites da vida física. junto à natureza. Se o duro combate Os fracos abate. Gonçalves. sem que se veja. meu filho. como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. 1959. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. que a vida É luta renhida. e) idealização da mulher. valorizando o idioma nacional. revelando uma visão pessimista da vida. a quem se adora. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos. Cultrix.

independente do julgo da metrópole portuguesa.. II.. são destruídos. UFMS Considerando a leitura do romance Inocência... pode pôr a perder a honra familiar.. de José de Alencar. por obra de qualquer descuido.. a partir daí.. na certeza de que serão vingadas. as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas... quanto os Aimorés. e) I.Romantismo Avançar . mais precisamente no Rio de Janeiro. que retratam o lado negativo da terra americana.. é coisa de meter medo. apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro. Apesar do afeto que Pereira sente pela filha. Em O Guarani e Iracema... sob a influência das culturas européias. de José de Alencar.. III.32. De acordo com a narrativa.. em contraste com a vida na corte...” 04. o homem branco por quem se apaixonara. Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro. 12 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima.. aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura.. Segundo Pereira: “Ih. a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual. e) Senhora – adolescente – ascensão social. no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35.. Essa exaltação dos recursos alimentares do país. meu Deus. um processo gradativo de . 01. 02.. a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim. II e III.. uma .... assinale a(s) alternativa(s) correta(s). No romance . ela é motivo de constante preocupação para o pai. durante o inverno europeu. I. Unicamp-SP Em Ubirajara.. Em Iracema. que se apaixona pela bela sertaneja.... a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico.. ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas.. Essa comparação visa a demonstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo...... c) Lucíola – aristocrata – degradação moral. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .São redomas de vidro que tudo pode quebrar. à míngua. b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física.. do Visconde de Taunay. UFRS Leia o texto abaixo. sinônimo dos recursos naturais do Brasil. José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central. Quais estão corretas? a) Apenas I. são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro. 33. em especial a francesa. uma vez que.. tal como em Iracema e em O Guarani. d) Senhora – adolescente – enriquecimento material.. é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira. b) Apenas II. d) Apenas II e III. 08.. tanto a casa de Mariz. UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema. mulheres numa casa.. experimentando. palco da história do amor de Inocência e Meyer.. Em O Guarani.. misturam-se cenas da Guerra do Paraguai. Pereira enaltece a fartura do Brasil. conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino.. representante dos valores lusitanos... Durante um almoço.. tentanto tirá-la dos braços de seu amado.. 34.. c) Apenas I e II.

III. ao saltar do berço. os campos e as matas. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia. 13 “Nasci no campo. mas divididos por razões econômicas. iniciando-se a narrativa com as recordações da infância de Aurélia. p. ( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema. de José de Alencar. a personalidade. e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades.36. 1965. mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética. aos oito anos ia eu para a escola. 38. d) I e II. Para responder às questões 37 e 38. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. II. nada. foi ao ar livre. c) III. ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista. ( ) Heroína romântica. e. Está correto somente o que se afirma em: a) I. o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta. 203. é correto afirmar. servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses. com suas palavras. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos. Aqui. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso). 37. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica. UFRJ Associado ao tema da infância. trata-se de caso de exceção na ficção do autor. b) II. com suas palavras. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!. ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa.. leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida. não. onde se morre abafado.. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais. GABARITO 39. A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta. Rio de Janeiro: Edição de Ouro. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias.” ABREU. os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados. UFPR Sobre o romance Senhora.. Não foi na cidade. Casimiro de. possa encontrar sua felicidade. Obras completas. uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais. o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) Até o final do romance. UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância. ( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império.Romantismo Avançar . o autor consegue sustentar a atenção dos leitores. os costumes. infante ainda. e) II e III. senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha trazer-me de longe o perfume das florestas. de José de Alencar: I. não. não queria.. Ao tratar desse tema. e ao desprender-me das faixas infantis. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. ligado por laços afetivos sinceros. O autor valeu-se de uma narrativa. ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar. Mas. ocultando habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu.

cuja linguagem possui os elementos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro. UFMS Sobre o romance Inocência. como um bálsamo poderoso. compra-o e ele contumaz caça-dote. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas. Pereira. 64. 08. indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres. o romance estrutura-se em quatro partes: preço. o amor tudo vence. o anão que vigia Inocência o tempo todo. em oposição à vilania e à maldade. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. 04.Romantismo Avançar . no entanto. como resposta. Inocência é noiva de Manecão. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. nele. de José de Alencar. posse. 32. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. quitação. de tendência sertanista. resgate. é um romance regionalista. 16. reforça a grandeza do índio Peri. a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. transcorre no século XVII. a soma das alternativas corretas. é correto afirmar que: 01. como resposta. é a do casamento. 01. A jovem. 02. apaixona-se por Cirino. III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem. Dê. por isso. uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre. de desigualdade econômica. A ação do romance. 04. Tico. mas. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos da natureza são descritos minuciosamente. b) Aurélia Camargo. é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial. assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). com final feliz. em termos históricos. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino. 41. além de explorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. Dê. inclusive através de nomes científicos em notas de rodapé. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização. focalizado em primeira pessoa. V. como também as relações do homem com essa mesma natureza. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. 16. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos da presença do medievalismo na literatura romântica. por promessa de seu pai. 08. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. 02. levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão.40. porque. sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse. preterida por Fernando Seixas. a soma das alternativas corretas. apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. de Visconde de Taunay. no cap. Considerando a obra como um todo. intitulado “Loura e Morena”. salva Peri da morte. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. O tom confidencial da narrativa. 42.

José de. com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas. da grande nação tabajara. que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna. c) romantismo indianista. 1994. São Paulo: Scipione.. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos. 10. 125.’” NICOLA.43. sublime artista. onde campeava sua guerreira tribo.) A habitação (.. c) Essa estrofe é uma oitava. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século. Cefet-RJ “Iracema... p. e mais longos que seu talhe de palmeira. b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África.Romantismo Avançar .. No ano da graça de 1604. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa. Antônio de Mariz.) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. 15 44. E provocaste a rajada. século XIX. o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior. São Paulo: Scipione. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”..) pertencia a D. O favo da jati não era doce como o seu sorriso. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias.” ALENCAR. (.. o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto. identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas. construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique. Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada. Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro. barca de granito. José de. (. Nas ondas da escravidão. Entretanto.. a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época. a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu. “(. a virgem dos lábios de mel.) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava. em que o homem é apenas um simples comparsa. Instrução: Para responder às questões 45 e 46. d) bucolismo neoclassicista. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . sintetizado pelo: a) realismo naturalista. e) nativismo modernista. temos uma das formas significativas do nacionalismo. que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras. p. “Após a independência. romântica e exaltada. O pé grácil e nu. mal roçando.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom. b) sentimentalismo realista. e) São versos típicos de uma poesia que. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza. Mais rápida que a ema selvagem. ler o texto que segue. 1998. Iracema. No texto de José de Alencar..

..... o passado histórico por meio de uma visão ..45.. mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta........ da ideologia dominante......” Memórias de um sargento de milícias.... e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião. 16 “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa.. O Lamartine É monótono e belo como a noite. o poder e a audácia dos novos habitantes.. GABARITO 47. FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”). possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época. d) Escrito na época do Romantismo... a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca.. PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra .. Lira dos vinte anos.... que é a protagonista da obra. c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza. Fantástico alemão. d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira... exprime-se na métrica irregular dos versos.. a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47....... Álvares de. 48. só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa.. e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa.. é correto afirmar que.. Parece-me que vou perdendo o gosto... Se pranteia por Deus de amor suspira..... b) Romance de Manuel Antônio de Almeida.. Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta.. PUC-RS A obra em questão . . é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias...... muito respeitados pela segunda geração romântica.. de Manuel Antônio de Almeida.. foi o primeiro escrito no Brasil. A personagem referida.. Com base no texto acima. de José de Alencar.. (…)” AZEVEDO. nele. como se pode observar. Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas... Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia. Basta de Shakespeare.. c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista.... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas.. poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo. a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46. b) a dispersão do eu-lírico... através da fundação daquela que se tornaria a sua capital. . em relação ao processo de . à cultura europeizada por que passa Peri. Vem tu agora.. por exemplo.. própria da ironia romântica..Romantismo Avançar .... de Cecília....... Tem na lira do gênio uma só corda... evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns... Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento.

d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião. 1867.. c) seria arquitetada por colonos degradados. No texto.. que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios. UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil. cometera a violência de arrancar de suas terras. à liberdade dos índios.. 4º trim. 50.... ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para se redimirem. a dois índios.. contextos e temáticas urbanas. b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral... Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis... em obras como ... e) Lúciola – regionalista – diversidade. 51. como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal. apesar do tom artificial de alguns romances. e) seria causada pelos condenados à morte. d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado.As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil. como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra....... ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares. Gonçalves.. PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas. bem como criou romances de tendência . a) A Moreninha – realista – desigualdade. eram colonos degradados. e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação. condenados à morte.. c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil.. Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião.. sem que a sua vontade fosse consultada..... b) Senhora – abolicionista – simplicidade.” DIAS. como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português.. b) insere-se no contexto do Romantismo.. 17 49.. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto. convertendo os índios. que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... d) O Moço Loiro – realista – complexidade. José de Alencar retratou. que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa. mas que eram movidas pela ganância.. como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal. era o ataque aos senhores da terra. p. do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro.. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. . condenados à morte ou espíritos baixos.. e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta. UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial... A preocupação em retratar a .. 274.. que alegavam razões religiosas para seus atos... c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade. que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro. contra a vontade deles...Romantismo Avançar .

ó minha lua. torna-se sargento. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá. de imediato. que mais tarde se casa com Vidinha e. Álvares de. Neste excerto. As aves. c) melancolia romântica. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral. e) fuga romântica para o sonho.” 18 Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo. a comadre. como resposta. comentando as ações dos personagens. o Romantismo. o barbeiro. mas revela. 16. 02. destacando-se pela temática regionalista. 53. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias. simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial. é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. Lira dos vinte anos. por méritos próprios. o compadre. Nosso céu tem mais estrelas. Leonardo. Sem que eu volte para lá. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias. Nossos bosques têm mais vida. UFRS Leia as estrofes seguintes. que aqui gorjeiam. é um anti-herói. o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. referidas na segunda estrofe. é correto afirmar que: 01. Onde canta o Sabiá. um aventureiro.” AZEVEDO. A teus raios divinos me abandono. (. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala.52. Não gorjeiam como lá. a soma das alternativas corretas. aproximando-a da estética realista. característica das classes de alta cultura e condição social confortável. desinteresse e tédio. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional. 04. d) as estrelas e as flores.. Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. tornando a obra uma espécie de crônica da época. 54. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”.Romantismo Avançar . Dê. é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça. b) tendência romântica ao misticismo. que previa heróis moralmente elevados. capazes de atos de bravura e coragem. 08. d) aversão dos românticos à natureza. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro. “Luar de verão”. o personagem central. o narrador interrompe com freqüência a narrativa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal. Leonardo. Nossas várzeas têm mais flores. Onde canta o Sabiá. “Minha terra tem palmeiras.) Não permita Deus que eu morra.. contrariando as convenções literárias da época. o personagem principal. Sem qu’inda aviste as palmeiras. Essa atitude do eu-lírico manifesta a a) ironia romântica. João VI. Nossa vida mais amores.

é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas. revela-se um traço forte de sua poesia. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I. já cantam vitória.Juca-Pirama..55. 311 19 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”. b) à tendência romântica para a utopia. c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras. 1969. e) força material do cotidiano. Alteiam-se os tetos d’altiva nação. retratada como musa etérea.F. In: RIEDEL. p. Cercadas de troncos – cobertos de flores.. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico. Gonçalves. de Álvares de Azevedo. nos ânimos fortes.. b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor. e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais. 56.Romantismo Avançar . c) à temática romântica da nostalgia. Já prélios incitam. Dirce.Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores. 57. Rio de Janeiro: Bloch. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso. São rudos. São muitos seus filhos. I. Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras. a um tempo temida e desejada. expressa num detalhismo quase realista. sedentos de glória. Literatura brasileira em curso. a: a) idealização da amada. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes. solene e distante. ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro. pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico. Condão de prodígios. b) projeção da própria morte. U. de Gonçalves Dias. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima. d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira. c) sátira impiedosa. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade. Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão. d) insegurança amorosa. incorporando-as ao orgulho nacional. que. severos. d) à vertente romântica indianista.. de glória e terror! (. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .)” DIAS.

e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. confirmando a filiação do poema à estética simbolista. U. tais como: ventura e tristeza. exaltação da natureza. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas. a soma das alternativas corretas. é um conjunto de poemas que apresentam: 01. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. Quer seja tapuia. a) quem erra o alvo precisa fugir da caça. característica primordial do Romantismo. a imagem da mulher amada. sedento e arquejante. “negro quadro”.Romantismo Avançar . 08. 02. murchas.” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas. Só teme fugir. b) Filiado ao Simbolismo. revelam o seu caráter romântico de segunda geração. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. 20 59. expressão de ideais românticos. Não encheste minh’alma de ventura. a) O idealismo. criam efeitos sinestésicos. De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela. Condor – ave semelhante à águia. “onde eu pintara”. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”.F. satanismo. Condor ou tapir. Dê. vida e morte. e) As marcas do erotismo. d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. b) os índios estão em guerra contra os tapuias. Não poderei na sepultura. c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes. “rompeu a tela”. É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro. U. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . De bela adormecida. o sonho. imaginação criadora. presentes no poema. Nos lábios frios comprimir chorando. ideal mimoso. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito. Quando louco. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana. 16. A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos.E. de Gonçalves Dias. Texto para a questão 60. 04. No arco que entesa Tem certa uma presa. ao menos. a presença da morte. Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes. Tapir – anta. como resposta. (…) GABARITO 60. linguagem coloquial. de Castro Alves. No poento vidro que te guarda o sono! Álvares de Azevedo.58. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”. d) As referências ao universo da pintura. E essas violetas inodoras. Conforme os versos transcritos. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes.

no romance. 63. 64. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização. As personagens do romance pertencem à classe dominante. foi uma obra inicialmente publicada em folhetins. a retidão de caráter.. Tinir de ferros. A obra pode ser classificada como um romance de costumes. o nascido do meu sofrimento. 62. é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro. José de. U..” IMPRIMIR GABARITO Assinale a alternativa que identifica. a coragem e a fidelidade. O desfecho da obra apresenta histórias de luto. Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo. consciente da sua missão de gerar a nova raça. tradições e falas de pessoas simples. 04. Iracema. sentindo que se lhe rompia o seio. seja no espaço onde essas personagens circulam .61. Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar. 02.” ALENCAR. A dor lacerou suas entranhas. Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco. e vivem situações idealizadas. contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa.F. características da estética romântica. U. seja no processo de construção das personagens . e considerando a obra como um todo. O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. seja no plano da forma . As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema. de baixa renda e seus dramas cotidianos -. b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo.a periferia do Rio de Janeiro. uma vez que registra traços dos hábitos.. d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local. de José de Alencar. Em sangue a se banhar. (. buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro.. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica. 16. de Manuel Antônio de Almeida. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX. vulneráveis e desonestas. à elite de sua época. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema.F. como resposta..linguagem simples e direta -. e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo. as mulheres são devassas. assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão. dor e sofrimento. 08. a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo. autor. 01. a seu modo. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima.Romantismo Avançar . c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo. não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa. na perspectiva do idealismo romântico. entre os anos de 1852 e 1853. a soma das alternativas corretas. Estreitou-se com a haste da palmeira.F. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo. d) Alencar justifica.. estalar do açoite.) – Tu és Moacir. o mestiço povo brasileiro.. UFMS Memórias de um sargento de milícias. porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo. Dentre as proposições abaixo. corretamente. Voltar Língua Portuguesa . um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade.representação de pessoas comuns. assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras.. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira. U. título da obra e período literário dos versos citados. Dê. Apresenta-se.

o que leva ao efeito cômico desejado. sempre se salva a dignidade última dos protagonistas. afirma-se: I. ( ) Nesta obra... no 1º. II e III estão corretas. a punição do violão. em virtude da educação que recebera. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens. baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados. As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite.. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852). ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro).. d) Apenas I e II estão corretas. o disfarce e o erro de identificação. o vidrento dos olhos mal-apertados. uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e. recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época. na economia e principalmente na educação dos jovens. e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida. elas só o são aparentemente. pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa. o amor platônico não é superado pelo amor físico. Desta forma. pode-se encontrar (Assinale V. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna. A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V. 67.. naquela tez lívida e embaçada. Saí. direcionando-os para a vida religiosa. Acentua traços característicos da literatura romântica. para os itens verdadeiros. idealizado na literatura ultra-romântica. Aquele branco da mortalha.65. ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico. que se casa pelo dote. ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social. personagens que confirmam o amor inatingível. mulheres incorpóreas ou virgens. Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. II. “Uma noite.. c) V – F – F – V. b) Apenas II e III estão corretas. a) Apenas I está correta. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. da qual faz parte a peça O Noviço. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora. o equilíbrio. o egocentrismo e o sentimentalismo. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama. Abri-o: era o de uma moça. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ..” 22 Com relação ao fragmento acima. Era uma defunta!. mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas. Nessa obra. por exemplo). despreza o nacionalismo e o indianismo. rompido temporariamente. Idealiza figuras imaginárias. acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história. III. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez. Não sei se a noite era límpida ou negra. ao contrário. e) Apenas I e III estão corretas. c) I. 66.. eu achara abertas. b) V – V – F – F. eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro. temas característicos da primeira geração romântica.Romantismo Avançar . como o esconderijo. as grinaldas da morte na fronte dela. como o subjetivismo. presente em grande parte da obra do autor. Tematiza a morte.. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política. Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. Pesava como chumbo. – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja. ainda. e após uma orgia. Assinale a alternativa correta. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói. d) F – V – V – F. Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários. parágrafo. que. e se redimem as transações vis repondo de pé herói e heroína. eu ignoro por quê.. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas.

a morte como alívio para o “mal-do-século”. o dolorido afã. não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Fragmento II É ela! é ela! — murmurei tremendo. b) no segundo. apesar de haver um tom de humor e sátira.. Vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!… Tinha na mão o ferro do engomado… Como roncava maviosa e pura!… Quase caí na rua desmaiado! (…) É ela! é ela! — repeti tremendo. 08. c) no primeiro. d) no segundo.68. é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo. PUC-SP “Fragmento I Pálida à luz da lâmpada sombria. Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória. a) no primeiro. em poesia simples. bucolicamente ingênua e inocente. ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”. 69. “Se eu morresse amanhã. 04. 02. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento. podemos afirmar que. porém. E o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janela! (…) Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que estalavam nos meus passos Ir espiar seu venturoso sono. Como a lua por noite embalsamada.E. Mas cantou nesse instante uma coruja… Abri cioso a página secreta… Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” GABARITO Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. a soma das alternativas corretas.. pastoril. o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. e) no segundo. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 23 Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica. com desespero e pessimismo. atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento. à aflição e à busca da solidão. como resposta. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros. que conduz à dor. a valorização de elementos ligados à natureza. a exaltação de sentimentos pessoais.Romantismo Avançar . com certeza. Comparando os dois fragmentos. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado. Sobre o leito de flores reclinada. manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes. Dê. 16. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o desajustamento do indivíduo ao meio social. U. como: 01.

põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções. como a exaltação do pitoresco nacional. pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional. em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Luizinha e Leonardo. o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo. II. Quais estão corretas? a) Apenas I. d) Apenas II e III. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim. O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro. II e III. no qual está inserido o primeiro habitante do País. detectado no sentimentalismo exagerado. como este último tinha querido quando foram para o Campo. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor. b) Apenas II. numa representação quase sempre épica.F. moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro. 72. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista. d) se 1. provocados pelo sofrimento do amor irrealizado. ( ) na poesia lírico-amorosa. em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical. I. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético. 24 GABARITO “Desta vez. UFRS Leia o texto abaixo. fruto do negro e do branco. Assinale: a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas.Romantismo Avançar . que deforma os encantos da mulher amada. III. ( ) na poesia saudosista. 3. o índio. 3 e 4 estiverem corretas. estabelecendo. c) se 2. 4. de José de Alencar. U. uma interdependência entre paisagem e estado de alma. porque tudo é narrado de forma explícita. não é dizer que vieram de braço. foram mais adiante do que isso. a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara. A linguagem do romance Iracema é altamente poética. 71. de Manuel Antônio de Almeida. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias. por saber quem é Leonardo. predomina uma sensibilidade plástica singular. e) I. A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista. 2. b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas. O narrador. podemos dizer que: 1. assim. vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema. as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade. porém. 3 e 4 estiverem corretas. embora o texto esteja em prosa. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens. c) Apenas III. extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias. a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico. comparações sobre comparações. e em lamentos melodramáticos.” Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto.70. a saudosista e a lírico-amorosa.

45. o índio brasileiro também tem suas tradições. O romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício. b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios. V–F–V–V d e a c 21 e a e V–F–V–V–V e c c d c d 17. 36.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O 1 1. 3. já que. c 33. a 27. no último parágrafo. Voltar Língua Portuguesa . sua cultura. d 25. não com o preconceito europeu. Sim. pode-se dizer que servem de complemento à narrativa. Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o nome do hóspede. a escravidão causaria mais vergonha que a própria morte. 34. segue. c 28. no texto. e não européia. de experiências positivas. a 19. 48. 46. a qual passa por diferentes estágios. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista: Jaguaré é o nome do caçador. a natureza é lugar paradisíaco. e 26. 05 21. que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar. 12. 41. já que. 10. As notas contribuem tratando o ritual. Considerando-se que as notas são objetivas e a narrativa é subjetiva. 47. 5. pois. 14. 16. 44. F–F–V–F–F–F–V 50 c 27 d c c a a e b GABARITO IMPRIMIR 35. 42. d 24. 15. e 31. 13. 4. a 29. 43. 2. c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena. a a) Como todo povo. d 30.Romantismo Avançar . 8. 23 20. 9. 40. atribuem-se à infância traços negativos. 6. pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada. 06 a Não segue integralmente. 38. mas com benevolência. e 23. 11. d 22. 49. 7. c 32. tendo sido derrotado no combate com Ubirajara. 37. 39. b 18.

50. 72. 69. 63. 67. 71. 70. 61. 58. 55. a b e c V–F–V–V a 17 c V–V–F–V a e 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 52.Romantismo Avançar . 56. 68. 60. 64. 66. 51. 65. 57. a e c a 14 a b b c 13 a 05 62. 59. 53. 54.

3. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. linda Inês. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. posta em sossego. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. em Os Lusíadas: I. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. c) a manifestação de apego a Portugal. PUC-SP “Tu só. Deste causa à molesta morte sua. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. Voltar Língua Portuguesa . oferecem momentos em que o lirismo se expande. como um todo. posta em sossego. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. III. Está correto apenas o que se afirma em a) I. c) III. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. Tuas aras banhar em sangue humano. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. legítima herdeira do trono de Portugal. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. De teus fermosos olhos nunca enxuito. Aos montes ensinando e às ervinhas. 2. De teus anos colhendo doce fruito. É porque queres. tu. Nos saudosos campos do Mondego. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. já velho e com um “saber só de experiência feito”. Como se fora pérfida inimiga. puro amor. d) I e II. e) I e III. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. b) II. que se contrapõe à solenidade do poema épico. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano.Classicismo Avançar . Desse episódio. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. áspero e tirano. II. obra de Camões. IMPRIMIR b) celebra os amores secretos de Inês e de D. O episódio de Inês de Castro. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. inserido em sua narrativa épica. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. Que a fortuna não deixa durar muito. Naquele engano da alma ledo e cego. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. Entretanto. Estavas. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha.” 1 GABARITO Os Lusíadas. Se dizem fero Amor. do qual o trecho acima faz parte. O nome que no peito escrito tinhas. FUVEST-SP Em Os Lusíadas.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. d) retrata a beleza de Inês. humanizando os versos.

LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. e 3. a 1 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Classicismo Avançar . b 2.

86-7). a seguir. que proíbe o uso de palavras estrangeiras. Para ilustrar essa tese. diz o professor John Robert Schmitz. Está certo que os abusos beiram o ridículo. por isso. essa primazia pertence ao inglês. e só alguém que não entende nada do assunto pode achar que é possível bloquear esse intercâmbio’. O texto traz a opinião do articulista de Veja. em que João Gabriel de Lima discute o projeto de lei nº 1676. não devendo. Seria mais ou menos como cobrar uma pena pecuniária (gostou dessa. São Paulo). Até o início do século XX. assim como o mico-leão-dourado e a arara-azul. Rebelo?) de pagodeiros a cada erro de gramática que cometem. (16) ao contrário dos lojistas. (08) é possível detectar a presença de duas “vozes” que dialogam com o discurso sobre a língua: a “voz” da ecologia e a “voz” da economia. Dê. ‘Um idioma evolui quando entra em contato com outros. como resposta. (02) o projeto de Aldo Rebelo limita-se a tentar impedir que a língua falada seja invadida por estrangeirismos. A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). o projeto mostra total ignorância do fenômeno lingüístico. é correto afirmar que: (01) o exemplo utilizado pelos defensores da pureza do idioma — os cartazes de lojas de shopping centers — não prima exatamente pela originalidade. estampar nas vitrines “sale” e “50% off” em vez de “liquidação” e “50% de desconto”. ser multados. centros comerciais). dois trechos de uma reportagem publicada na revista Veja (30/08/00. p. 1 Trecho 1: “O projeto é fruto de uma idéia fora do lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção. em geral. de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B. Entre eles. Agora. de uma cultura dominante. No entanto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. As informações entre parênteses têm por função explicar os termos que os antecedem. seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centers (ops.” Trecho 2: “Para os especialistas. os pagodeiros deveriam ser penalizados porque cometem erros absurdos de gramática que corrompem o idioma. (32) no terceiro período: A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada de nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). americano naturalizado brasileiro. multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero. Também é comum — e fato antigo — que os vocábulos a atravessar fronteiras venham. não fazendo qualquer referência ao emprego de tais termos na língua escrita.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II 1.” GABARITO Segundo o texto. era o francês o responsável pela maior parte das palavras ditas internacionais. a soma das alternativas corretas.Interpretação de texto II Avançar . UFMS Apresentamos. Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. É normal que uma língua se nutra de outras. (04) os lojistas que exibem cartazes com termos estrangeiros em suas vitrines prejudicam apenas a si mesmos. A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert adotassem o termo ‘week-end’ para fim de semana.

certos modos de dizer.” In: Crítica literária. portanto. locuções novas. projetos e atitudes como os de Aldo Rebelo revelam-se absurdos porque traduzem um desconhecimento completo sobre a língua portuguesa e suas origens. agora. (32) o trecho atribuído ao professor John Robert Schmitz vem em discurso direto. só então. exceto: (01) a evolução de um idioma. Há.2. (02) para os especialistas. o que pode ser observado desde tempos mais remotos. (08) ignora-se a influência do povo como propulsor das transformações ocorridas na língua. como resposta. p. 2 Entre o ponto de vista do escritor e a opinião de especialistas. a expressão em negrito remete ao termo franceses. tendo sido. a soma das alternativas corretas. mas pode ser facilmente recuperado pelo leitor. a partir de então. A este respeito a influência do povo é decisiva. através do intercâmbio com outras línguas. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. com naturalidade. a evolução das línguas. já explorada no texto acima. (08) em A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert…. (16) enquanto Machado de Assis vincula as alterações por que um idioma passa ao fator tempo e às necessidades advindas dos usos e costumes. que não se pode impedir. “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. (16) até o início do século XX. um efeito de sentido de verdade e constituindo um importante argumento de autoridade para fundamentar a tese do intercâmbio lingüístico. especialistas enfocam a questão do ponto de vista do intercâmbio com outras línguas. Dê. os estudiosos tomam os estrangeirismos como elementos positivos que fariam o idioma evoluir para melhor. podemos fazer as seguintes comparações: (01) da mesma forma que o escritor fala de riquezas que se acrescentariam à língua. suplantado pelo inglês. (04) afirma-se categoricamente que as mudanças ocorrem primeiro na fala para. 47. (04) os vocábulos de uma dada língua que se incorporam a outras originam-se sempre de uma cultura dominante. (32) posições contrárias à evolução de uma língua são duramente criticadas. como o escritor Machado de Assis aborda a questão da língua. UFMS Todas as proposições a seguir. estão corretas. criando. ao passo que Machado de Assis assume uma atitude complacente em relação a seus opositores.Interpretação de texto II Avançar . com isso. serem incorporadas à escrita. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . como resposta. é um processo normal. a soma das alternativas corretas. (02) tanto Machado de Assis quanto especialistas aceitam. que não vem explicitado no texto. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. referentes aos trechos da questão 1. UFMS Veja. Dê. 3. o francês foi o principal idioma a “exportar” palavras para os demais porque pertencia à cultura dominante da época.

paralisem os [negócios. PUC-RS Texto Carlos Drummond de Andrade “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe. esportivos e de poder. rompe o asfalto. no geral. Façam completo silêncio. SP. Sua cor não se percebe. ônibus. Suas pétalas não se abrem. triste. ITA-SP O texto a seguir foi publicado na seção “Cartas do leitor” da Folha de S. o tédio. nesse fato. um termo fortemente conotado.” ZANINI. associado à descrição de comportamentos que desqualificariam as mulheres. “A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque. Tudo porque o homem não aprende. GABARITO IMPRIMIR a) O texto usa. b) Quais os traços de caráter das mulheres em relação aos quais os homens deveriam se precaver. rio de [aço do tráfego. Mas é realmente uma flor. Fingem acreditar que elas estão aí por amá-los. o nojo e o ódio. 5. Seu nome não está nos livros. quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade. Sublinhe o termo em questão na sua frase. Garça. Transcreva uma frase em que o termo ocorre. d) nada pode interferir no fluxo da vida urbana.” 3 O texto sugere que: a) as plantas não devem ser cultivadas nos centros urbanos. Paulo de 30/08/2000. É feia. A durabilidade de tais ligações. b) a flor nasce sem as marcas da urbanidade. Referida a um crime que teve repercussão na imprensa escrita e falada. o assassino foge ao perfil comum de tais tipos. termina quando tal fêmea atinge seu objetivo. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia. São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto. Duro. Pior ainda. meios artísticos. em relação às mulheres. Garanto que uma flor nasceu. Laércio. poder e dinheiro. Há milênios. […] Furou o asfalto. Sento-me no chão da capital do país às [cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma [insegura.Interpretação de texto II Avançar . bondes. e) a convivência do homem com a natureza não deve ser estimulada. segundo o autor dessa carta? c) A quem se refere o autor da carta. real. esta carta dá uma notável demonstração de machismo e desprezo pelas mulheres. na frase “o homem não aprende”? Voltar Língua Portuguesa . mas certas situações que levam a isso estão aí. posando com fêmeas muito mais jovens. c) a capacidade de resistência possibilita o inusitado surgimento da flor. nos círculos milionários. e muitas pela fama.4. e lhes atribui um comportamento que as desqualifica.

a) No texto acima. Unicamp-SP (nota: o título de “ministro” é dado aos juízes do Supremo Tribunal Federal) “Pela diferença de um voto. que corria o risco de ficar impedido de aplicar cortes de despesas com folha de pagamento previstas na lei. A revisão promovida pelo ministro Marco Aurélio favoreceu o governo. e) “desafiaram constituições”. a expressão que sintetiza os efeitos da revolução operada pela informática é a) “atropelaram o mundo”. enquanto o CD-Rom trabalha. durante longos períodos de tempo. c) a natureza precária das revoluções. com base no texto. reformularam a economia. d) o caráter radical das revoluções. redefiniram os locais de trabalho. Nicholas Negroponte. Uma retificação no voto do ministro Marco Aurélio de Mello garantiu a decisão do STF. reordenaram prioridades. 4 Texto para as questões 7 e 8. 13/02/96. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) “redefiniram os locais de trabalho”. diz o professor do MIT. e) o traço progressista das revoluções. diante de telas de computadores. 12/10/2000. Fuvest-SP No texto. GABARITO 7. o governo saiu vitorioso ontem no julgamento do pedido de liminar contra o artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal. Não há dúvida de que vivemos a revolução da informação e.6. Tornaram as leis antiquadas. Transcreva pelo menos três. Fuvest-SP A expressão “revoluções não são sutis” indica a) a natureza efêmera das revoluções.Interpretação de texto II Avançar . 8.” O Estado de S. ocorrem vários termos de jargão técnico que remetem a diversas fases do andamento de um processo no judiciário. desafiaram constituições. b) O que os termos “retificação” e “revisão” informam sobre a participação do juiz Marco Aurélio de Mello no julgamento da questão? c) Do que trata o artigo 20 da lei de Responsabilidade Fiscal? Responda. mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas. b) “tornaram as leis antiquadas”. Paulo. c) “reformularam a economia”. Existem ainda no STF outras cinco ações propostas pela oposição contra dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal. que confirmou a constitucionalidade do artigo que estabelece os limites de gastos com pessoal para os três poderes.” Jornal do Brasil. as grandes redes — a Internet e a World Wide Web — atropelaram o mundo. b) a negação dos benefícios decorrentes das revoluções. as ‘infovias’. revoluções não são sutis. “A explosão dos computadores pessoais. especialmente em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário no âmbito dos Estados e Municípios.

portanto. é incorreto afirmar que: (01) no primeiro período. XYZ. 5 De acordo com o material publicitário reproduzido acima. Tem um momento que você percebe que não é você que não entra no sapatinho de cristal.” Época. motor com 5 válvulas por cilindro. Mas a tecnologia é imensa. entretanto. são proibidos pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. freios ABS de 5ª geração. é possível considerar que o anúncio poderá ludibriar o consumidor que der a ele a primeira interpretação. E ainda foi considerado o carro mais seguro do segmento pelo Clube do Automóvel. como conteúdos pressupostos. Há. leia o anúncio que se segue. como resposta. por isso. ar-condicionado inteligente. iniciado em “E ainda” o anúncio afronta o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor porque lança uma auto-avaliação sem informar que sistema antifurto a sustenta. 10. os verbos parar (de) e passar (a) indicam. “O XYZ é o primeiro com airbags laterais na categoria. apesar de gostar de homens de verdade. Todavia. p. direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura e profundidade. É o maldito sapatinho que não serve para você. a mensagem do anúncio estaria preservada. 12 anos de garantia anticorrosão” permite dupla interpretação: ou todas as peças metálicas do XYZ têm 12 anos de garantia anticorrosão ou apenas a carroceria a tem. 15/9/00. nº 82. mesmo um anúncio honesto pode apresentar alguma impropriedade lingüística que comprometa a qualidade da mensagem transmitida. (32) a atribuição de uma qualidade negativa ao sapatinho (de cristal) sugere. estimulandoo a adquirir um produto ou a contratar um serviço.9. Dessa forma. que a interlocutora anteriormente acreditava em príncipes encantados. 13/12/99. (02) com o objetivo de opor realidade e fantasia. pois ludibriam o cliente. Tendo em vista essa observação. ( ) O trecho “Tem carroceria 100% galvanizada. anúncios que apresentam apenas informações verídicas.” Caras. 12 anos de garantia anticorrosão. ( ) No trecho final.Interpretação de texto II Avançar . recorre-se à intertextualidade com o popular conto de fadas Gata Borralheira. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. a soma das alternativas corretas. ludibriando involuntariamente o consumidor. Dê. (04) o uso de você é um recurso típico do texto publicitário. O design é compacto. Tem carroceria 100% galvanizada. sugerindo maior proximidade com o interlocutor/leitor. Alguns anúncios são sabidamente enganosos. ( ) O primeiro período do anúncio não apresentará alteração de sentido se for assim reescrito: O XYZ é o primeiro na categoria e tem airbags laterais. 53 (com adaptações). para um segmento específico da sociedade. por oposição. É o primeiro carro brasileiro com acoustic parking system. UnB-DF Um anúncio publicitário tem por finalidade influenciar o público. também conhecido como Cinderela. (16) os anunciantes da coleção Primavera-Verão da Picadilly utilizam argumentos genéricos para seduzir o grande público. e. a valorização dos calçados anunciados. (08) a figura de linguagem que aparece no segundo período é a metonímia. GABARITO IMPRIMIR Com relação a esse anúncio. UFMS Leia o seguinte texto da propaganda de calçados da coleção Primavera-Verão da Picadilly: “Chega um momento que você pára de acreditar em príncipes encantados e passa a exigir homens de verdade. Voltar Língua Portuguesa . ( ) Se o trecho “Tem carroceria 100% galvanizada” estivesse redigido como Tem 100% da carroceria galvanizada. não se voltando. que acaba comprando gato por lebre. uma vez que se toma o todo (a pessoa) pela parte (os pés).

Minerva é o nome romano da deusa da sabedoria. em que não faltam. U.” NP. três monstruosas divindades aladas que puniam os criminosos. para melhor se aproximar da língua padrão. o malaco tentou roubar o revólver de Antônio Carlos. Texto 4 “Um aviãozinho monomotor (de um motor só) caiu ontem de manhã na Baía da Guanabara…” NP. F. predomina I. Nessa tragédia. 5. Univali-SC “Deusa grega decidia julgamentos empatados De onde veio a expressão ‘voto de Minerva’? Da Grécia antiga. o filho dela. uma preocupação de fundo metalingüístico. fugiram. conta o professor de Língua Portuguesa Francisco Platão Savioli. c) somente I e IV. Egisto. 6. F. Considerando somente os fragmentos de Notícias Populares acima. 298. estão corretas a) todas as afirmações. no discurso jornalístico em questão.07.” Superinteressante. S. Christi estava tirando seu Santana da garagem. 1996 Texto 2 “Os malacos tinham arrombado a escola Paradigma. Orestes.” NP. Agamênon. V.C. da Universidade de São Paulo.Interpretação de texto II Avançar . perceptível em nível morfológico. passou para outras civilizações. o preso entrou no carro de polícia para voltar ao distrito. 12. e) I. dado pelo presidente de um tribunal. c) O texto contém uma explicação histórico-científica para a expressão “voto de Minerva”. Clitemnestra. . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Só que o julgamento terminou empatado e a deusa decidiu pela absolvição de Orestes. III. Quando sacaram que pintou sujeira.91. cit. b) somente III e IV.07. IV e V. em Atenas). quando acontece empate em julgamento. apud. d) Atualmente. ou de linguagem popular e técnica. a mistura freqüente de linguagem culta e popular (oral). uma deformação dos significantes. p. p. ajudada pelo amante. assassina o marido. marcas de oralidade. O cara morreu na hora. ‘O episódio que deu origem à expressão está narrado na peça Eumênides. a empresa está informatizando todo o seu sistema. II. Metodista-SP Texto 1 “Por isso. e) Tudo o que foi narrado pelo escritor do artigo não passa de ficção. Quanto às afirmações anteriores. o primeiro dos grandes dramaturgos clássicos gregos. uma oralidade bem marcada da qual se projetam elementos emocionais para envolver o leitor. 230. pode-se dizer que. Texto 3 “Liberado pelos médicos. 2 F. op. p. apud. na Antigüidade. Com a posterior elaboração e consolidação da jurisprudência romana. op. p. d) I. pintou confusão. Para julgar o crime. Segundo os soldados. 27. inclusive. IV. II.)’.91. III. apud DIAS. apud. Paulo: editora EDUC/Cortez. que fica na mesma rua. 27. Nessa hora. para resolver os pepinos em tempo.456 a. cit. Atena virou Minerva e a instituição do voto de desempate. julho de 1998. III. 24. que inventou a expressão. cit. b) O professor Francisco Platão Savioli explica em um texto descritivo a origem da expressão. a transformação de notícias em narrativas. O discurso da violência — as marcas da oralidade no jornalismo popular. II. F.07. op. Aí.07. 4. Ana Rosa Ferreira. o juiz se utiliza do voto de Minerva para absolver o réu. detonando três pipocos em Cícero. Atena funda um tribunal chamado Areópago (que realmente existiu. IV e VI. projetou o mito muito além da sua época.11. VI.91. uma tendência para a hipérbole. mata os dois para vingar o pai e é perseguido pelas Fúrias. 07.35.91.” GABARITO NP. A tragédia de Ésquilo. Rolou uma briga e Eudes sacou o berro. Os malacos chegaram junto dela e mandaram-na passar as chaves. grande dramaturgo grego.C. 6 Podemos concluir do texto acima que: a) Eumênides é a peça escrita por Ésquilo. Atena. de Ésquilo (525 a. 339.

IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . das quais os brasileiros diariamente se apropriam para desviar da palavra ‘não’.” KEPP. III. O tema explorado é o do duplo sentido que a palavra negociação ganha no âmbito da prática política. U. Em relação ao texto. justificam-se como hábeis negociadores. podem ser classificados como ‘morde-e-assopra brasiliensis’. intencionalmente incapaz de magoar os outros. (…). a) o homem capaz de empreender encontros amistosos. 7 13. Metodista-SP Assinale a alternativa que mais traduz o conceito de homem cordial no texto.” Considere as seguintes afirmações sobre o texto acima: I. pela gentileza de seus atos. espertos negociantes. ‘se der’. e) um “camaleão social” ironicamente analisado pela sua conduta. Membros dessa espécie híbrida. Veja as expressões propositadamente vagas como ‘pode ser’. as pessoas se escondem atrás de expressões comprometedoras para evitar a responsabilidade pelos atos ou opiniões e para fugir dos confrontos embaraçosos. II e III. ou mesmo das ‘negociatas’. por essa razão. meio malandra. 14. b) aquele que. II e III somente. PUC/Campinas-SP “Na prática política. correspondente no Brasil do jornal dominical The Observer. de Londres e da Fairchild Publications. Se essa ‘esquiva retórica’ fosse uma disciplina acadêmica. “Modos brasileiros de escapar do ‘não’ Universalmente. d) um “camaleão social”. ‘vamos ver’. I e II somente. está correto o que vem afirmado em a) b) c) d) e) II somente. de fato. Seu talento nesse campo vem de eles terem aprendido como navegar em torno dos negativos. os brasileiros seriam PhDs nela. que é a busca do ‘acordo entre partes’. Sérgio Buarque de Holanda os flagrou mais de meio século atrás no seu estudo do ‘homem cordial’. É por essa razão que frases igualmente descompromissadas como ‘eu te ligo’. Essa declaração faz com que qualquer trato não cumprido soe como um acordo amistoso. (…). II.Texto para a questão 13. Michael. Vários políticos valem-se dessa duplicidade de significados: sendo. e a tese é a de que as palavras deixam de ter sentido por causa dessa prática. meio diplomata. está honestamente preocupado com as regras sociais. c) o homem perspicaz. inteligente frente aos obstáculos impostos pelo cotidiano. um tipo de enganador charmoso. ‘a gente se vê’ e ‘apareça lá em casa’ normalmente são escapadas e não promessas de um novo encontro. I. I e III somente. A tese defendida é a de que a acepção mercantilista do termo negociação pode ser maliciosamente encoberta pela acepção democrática.Interpretação de texto II Avançar . ora ao fundamento mercantilista dos ‘negócios’. In Folha de São Paulo. híbrido e. Esses hábitos já estão enraizados nessa cultura. a palavra negociação associa-se ora ao requisito clássico da democracia. 1996. Eles se comunicam por meio de frases como ‘eu fico devendo’. O tema é a prática da má política.

e) Nenhuma informação memorizada é mais importante. Não sei como será a escola no futuro. d) Numa perspectiva otimista e confiante. 8 15. ao acúmulo de informações memorizadas. é preciso saber como acessar. F. F. 1999. a esse respeito. b) Nenhuma idéia é mais relevante. b) Entre outras idéias. não cumpre seu real objetivo. Texto “Quais são. Era preciso recitá-los de memória. é criticado o ensino que visa. e que foi cercada da maior expectativa: como tinha fama de ralador. Coisas que os alunos copiavam. os escolares saberão dos afluentes do Amazonas não recitando os nomes. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Revista ZH. mas sabíamos seus nomes. Rio Grande-RS Assinale a alternativa cujo teor é incompatível com as idéias veiculadas pela crônica. Trata-se de um rio longo. e memorizavam — porque aquilo caía no exame. Rio Grande-RS A expressão Nada mais paradigmático é. Alfredo Steinbruch. entendimento e emoção. Eu perguntaria ao leitor. isto é. se faz a respeito de um texto é: o que quis o autor dizer com isso? Pergunta difícil. A memória do computador nos dará todo tipo de informações. U. que lecionava Física no Julinho. Perguntou por que havíamos copiado aquilo.Interpretação de texto II Avançar . Ele pousou o giz. 26 set. 16. batalhas. ou liam nos livros. equivalente a: a) Nada é mais enfatizado. olhou-nos e fez uma pergunta que nos deixou a todos perplexos. c) Nada é comparável. U. da vida? No futuro. E também não nos ensinará o valor das emoções. o comentário do autor faz referência a um futuro em que inovações metodológicas tornarão o ensino mais produtivo e eficaz. como se chamam os afluentes da margem direita?” Zero Hora. c) O texto é portador da idéia de que o ensino desvinculado da realidade e das vivências do aprendiz. daqui em diante. d) Não há exemplo mais adequado. ficará cada vez mais por conta do computador. está o objetivo maior da educação.Instrução: as questões de números 15 e 16 referem-se ao texto. Nesse binômio. e) Segundo o texto. Não é preciso lembrar. mas de uma coisa estou seguro: a regra do professor Steinbruch será mais válida do que nunca. Nós nunca tínhamos ido à Amazônia. Exemplar. Por que é um mistério que nunca esclareci. mesmo. mas indo até lá. Nada mais paradigmático a esse respeito do que a lista de afluentes do Amazonas. todos nós estávamos ansiosos. E todos nós imediatamente copiamos: calor – flechinha – dilatação. e portanto cheio de afluentes. os da margem esquerda e os da margem direita. foi direto para o quadro e escreveu: Calor → dilatação. no contexto. A propósito. o texto aponta o computador como o grande mestre do futuro. é o ensino da literatura. A pergunta que. em primeiro lugar: o que sentiste lendo esse texto? Em que ele aumentou a tua compreensão do mundo. basicamente. O professor então passou o resto da aula explicando: é mais importante entender do que copiar. nunca tínhamos visto os rios da região. E aí os nomes surgirão naturalmente. Assim mesmo: calor – flechinha – dilatação. Informação memorizada é algo que. O professor Alfredo entrou na sala. Durante muito tempo. Lembro muito bem a primeira aula que nos deu. conhecendo como é o lugar. é essencial que a educação contemple globalmente o ser. os afluentes do Amazonas? Há pouco tempo faleceu um dos melhores professores que tive. a) No texto. O que o computador não nos ensinará é como entender as coisas. datas. como vivem os habitantes da região. lugares. que o conceba como alguém dotado de inteligência e afetividade. ao qual caberá a intransferível tarefa de educar gerações. ensino foi sinônimo de informação: nomes. para a qual o próprio escritor muitas vezes não tem resposta. em geral. Ninguém soube responder.

corresponda um retrocesso político. por mais que avance tecnologicamente. não será capaz de superar o egoísmo. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas. d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares. mas no avanço sobre mananciais — fonte para todas as pias. d) apropriadas por alguns Estados / criação de desigualdades. Por uma outra globalização. decorrente da industrialização. das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. embora realizado de maneira desordenada. c) as mudanças na organização de espaços públicos e privados foram conseqüência da industrialização e da migração. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . em lugar de esclarecer. estão em relação de oposição os segmentos transcritos em: a) novas condições técnicas / técnicas da informação. e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas. a cada avanço tecnológico. Milton. intensificou-se nos bairros mais populares. Espaços públicos e privados passaram a se fundir a contragosto das intenções normativas. GABARITO 19. (…) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta. e) atual período histórico / periferia do sistema capitalista. 18. dos objetos que o formam. seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. História da vida privada no Brasil. Texto para a questão 19: “O processo intenso de metropolização sofrido no Brasil a partir da instalação dos parques industriais e os surtos migratórios a eles associados inviabilizariam qualquer projeto de perpetuar o controle das formas de moradia e vizinhança nas grandes capitais. d) o abastecimento de água das grandes cidades. b) a urbanização das grandes metrópoles originou-se em modelos institucionais. aprofundando assim os processos de criação de desigualdades. a) as novas formas de vizinhança e de moradia resultaram de uma política de urbanização progressiva e organizada. de fato. b) punhado de atores / objetivos particulares. O que é transmitido à maioria da humanidade é. Todavia.Interpretação de texto II Avançar . “Um dos traços marcantes do atual período histórico é (…) o papel verdadeiramente despótico da informação. não apenas nas ruas e na configuração heterogênea dos bairros. Fuvest-SP No contexto em que ocorrem. b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas. uma informação manipulada que. Fuvest-SP Deduz-se corretamente do texto que a) a humanidade.” MARINS. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica. 9 17. Paulo César Garcez. resultou de projetos governamentais. chuveiros e vasos sanitários das cidades — ou na própria violência que passaria a assaltar ruas e casas.Texto para as questões 17 e 18. seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção. Fuvest-SP Segundo o texto. estruturados segundo os padrões da época. c) ampliação do conhecimento / informação manipulada. nas condições atuais.” SANTOS. e) a violência urbana. c) é da natureza do progresso que. as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. confunde.

Helena. Fuvest-SP Leia. a) O texto põe a nu os desdobramentos de um sistema de desigualdades marcado por bloqueios e limitações sociais impostos a escravos recém-libertos. no Brasil do século XIX. a incorreta. Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito. na qual. respectivamente e sem prejuízo do sentido. entre elas. Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. Além disso teve de dar um jantar para a corte toda. se. A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda. c) porém. na época em que. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo. d) entretanto. b) pois. mesmo sabendo a despesa que dá!” MORLEY. se. algumas afirmações críticas acerca do texto. Até parece que a festa é nossa. e) Observa-se uma mescla de compaixão e ironia no discurso da narradora. por: a) contudo. que é quase pegada à Chácara de vovó. Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia. a seguir. 10 GABARITO 20. b) A narradora descreve em seu diário a possibilidade de efetiva ascensão social propiciada pelo regime político do Império. as quais. Minha vida de menina. E este ano foi mesmo. que é quase pegada à Chácara de vovó.” Nesse primeiro período do texto. 21. e) porque. Nenhum rejeita o cargo. 30 de maio de 1893 Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. mas quando são na Igreja do Rosário. as palavras “mas”.Texto para as questões 20 e 21. eu gosto ainda mais. Fuvest-SP “Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. “Domingo. se. a qual.Interpretação de texto II Avançar . caso. Esta também é negra da Chácara e ajudou no jantar. eu gosto ainda mais. da qual. ao reconhecer a festa popular como possibilidade imaginária de redefinição social pela superação fantasiosa das barreiras advindas da escravidão. d) As situações pitorescas de uma festa servem como pano de fundo às reflexões da narradora sobre o desejo de propriedade da gente-livre recém-liberta e as dificuldades para sua realização. “quando” e “que” podem ser substituídas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) Desvenda-se no discurso da menina narradora uma ótica de classe que parece apontar para a idéia de que os pobres não sabem como usar o dinheiro. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto. a qual. Assinale. mas quando são na Igreja do Rosário. Agora é que vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia.

Boa noite. copa. boxe. ( ) A garota é chamada de “coitadinha” por ser vítima constante do assédio sexual dos patrocinadores. com muito mais espaço interior e que você pode adquirir dando a sua velha de entrada (a sua velha geladeira. onde você adquire agora e só começa a pagar muito depois. ( ) Quando não estava em frente das câmaras de televisão. Afinal. O diabo era aquele perfume que saía do cangote do seu par. que tivera de agüentar a cantada de um patrocinador de programa (Agência Galo de Ouro — quem não anuncia se esconde) que prometera um cachê melhor. para decorar páginas e páginas de texto que apanhara na véspera. Tinha de estar pronta em seguida. naturalmente). a garota-propaganda passava seu tempo correndo de um lado para outro. 11 GABARITO 22. O vestido não estava no armário. Finalmente. Se fosse branco. ( ) O nível de abrangência e a forma da narrativa permitem que se caracterize a postura do narrador como externa e restrita. como ficou dito. De 5 às 8. levantou-se meio tonta. E. Estremunhada. mas preferiu outra coisa. Foi quando o relógio despertador começou a tilintar irritantemente. tudo conjugado. que estais no Céu. de 8 e meia às 10. Tomou então um cafezinho mesmo e correu ao quarto para se vestir e arrumar o cômodo o mais depressa possível. banheiro. Um velho chato. a quem fingia aceitar a corte para poder ser escalada nos programas. não conseguia mais separar sua vida privada de sua vida profissional. abriu a cortina do boxe. quarto. Procurou no armário uma lata daquele outro que se dissolve sem bater. Foi botar na boca e ver logo que era leite em pó. Já eram quase três da matina. quitinete e área interna. aos pés do sofá-cama. Rio de Janeiro: 1962 (com adaptações). que não enruga nem encolhe. que deixa saudade. graças à carona que pegara. toda impermeável.) O diabo é que também não tinha Pulvolaque. e foi até a cozinha tomar um copo de leite. Lembrou-se então que o deixara na véspera dentro da pia. não o tomara pela manhã. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. coitadinha! Já passava das oito horas da manhã e a garota-propaganda dormia gostosamente sobre o seu colchão Vulcaspuma. do ‘Espetáculo Biscoiteste’. In: Primo Altamirando e elas. Mas note bem. Ali estão os dois escolhendo o menu.Interpretação de texto II Avançar .Texto para a questão 22: “A garota-propaganda. entrou no banheiro. Fechou o sofá-cama. Arrumou as coisas assim na base do mais ou menos. Às quatro. quando voltaremos com novas atrações. É só até o dia 30. fez todas as coisas que precisava fazer em uma velocidade espantosa e entregou-se ao suplício de almoçar com o diretor de TV. que comprara dando apenas trinta por cento na entrada e começando a pagar as prestações na entrega das chaves. macio e confortável. facilmente removível e lavável. Garota-propaganda não pode engordar. um lindo móvel que ocupa muito menos espaço em sua residência. a jurar que a liquidação anunciada era uma ma-ra-vi-lha.’” PONTE PRETA. Dentro não havia leite: — Não faz mal — pensou. Saltou da camioneta com tração dianteira e muito mais resistente. quando ela voltou para o seu apartamento com sala. caso ela ficasse efetiva na programação. Ele pediu massa e perguntou se ela também queria (Aimoré você conhece — pensou ela). decorar outros textos. Ah… que agradável sensação de bem-estar! Depois do banho. em pó… Às três horas o programa das donas-de-casa. mas muito bonzinho. Abriu a geladeira de 7 pés. e procurou o vestido verde que comprara no Credifácil. o teleteste que distribui brindes para você. tinha de almoçar com um diretor de TV. (Você nunca dará corda num Mido). decorando textos. Stanislau. Eram onze e meia quando chegou à cidade. além disso. no departamento comercial da televisão. tome de sorriso na frente da câmara. Comeu rapidamente e aceitou o copo de leite que o garçom sugeriu. Iria à cidade apanhar os textos de uma outra agência que precisavam ser decorados até as três. era verde. Um perfume inebriante. vai poder dormir um pouquinho. Aceite o meu conselho e vá verificar pessoalmente. mas também não achou. muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã. ( ) A garota-propaganda. colocou pasta de dentes na escova e pôs-se a escovar com força. Fora dormir inda agorinha. (Tudo que se faz com leite. UnB-DF A partir da leitura compreensiva do texto. Quase meia-noite e ela tendo de dançar com ‘seu’ Pereira. que parece linho mas é linholene. saindo com pessoas desagradáveis e dormindo pouco. A pobrezinha. em pó. depois ficaria explicado porque a roupa dela é muito mais branca do que a minha. vítima da sociedade de consumo. faz a oração da noite: ‘Padre Nosso. com Pulvolaque se faz. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . embebida na água com Rinso e o diabo é que o vestido.

da radioatividade natural e da história da ilha baiana para defender uma tese: a de que homens e mulheres podem ser igualmente grandes em suas realizações e virtudes. d) enumeração acumulativa de vantagens.” SEREZA. e) pelo sensacionalismo. se se querem grandes. não contribuem para a grandeza de homens e mulheres. Fuvest-SP No mesmo anúncio. d) pelo humor. e) expressões em inglês. b) pelo sentimentalismo. você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld. Além disso. Mais espaço entre as poltronas. Utiliza-se de Itaparica. Caderno 2/Cultura. a) Os pequenos erros são inevitáveis e essenciais para a grandeza de homens e mulheres. Texto para as questões de 24 a 26: 12 “Business Intercontinental da Iberia. 16/7/2000. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente. c) pela incoerência. só NÃO ocorre o uso de a) termos técnicos. D. d) “aeroportos no mundo todo”. e) “programa de milhagens”.Interpretação de texto II Avançar . a imagem fotográfica associa-se mais diretamente à palavra sorria e à expressão a) “mais de 300 salas VIP”. Sorria. Fuvest-SP Neste anúncio.23. O Estado de S. b) trocadilhos. Fuvest-SP Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio. 26. Paulo. b) Os pequenos erros são importantes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) “acumular e utilizar pontos”. mas não essenciais. Business Intercontinental da Iberia. 25. ITA-SP Assinale a opção que melhor traduz o trecho em destaque do texto abaixo: ”O novo livro de Ubaldo pode ser visto como um belo exercício de retórica. e) Os pequenos erros são inevitáveis para a grandeza de homens e mulheres. para a grandeza de homens e mulheres. H. mas não podem escapar de seus pecadilhos e prevaricações. c) “Mais espaço entre as poltronas”. Viajar virou sinônimo de relaxar. c) Ainda que os pequenos erros sejam inevitáveis. a relação entre o texto verbal e a imagem fotográfica caracteriza-se principalmente a) pelo sarcasmo. c) apelo direto ao leitor. d) Não são os pequenos erros que tornam homens e mulheres grandes em suas realizações e virtudes.” GABARITO 24.

apelo à sensibilidade do leitor. b) débito automático em conta para correntistas de diversos bancos. Precisou de ajuda. Um Itauvida não rouba suas noites de sono. grande número de postos de venda/contratação. mensal ou anual. Procure o seu corretor ou uma agência Itaú e faça hoje mesmo o seu Itauvida. desvinculação entre indenização e inventário. c) preço acessível. b) uso sistemático da linguagem denotativa. seleção de imagens sensacionalistas para mobilizar a emoção do leitor. E para esclarecer suas dúvidas. recorrência no uso da hipérbole e da metáfora. e) presença de verbos no modo imperativo.Texto para as questões de 27 a 29: “Uma pessoa que não sabe nada sobre segurança convenceu-me a fazer um Itauvida Responda sinceramente: você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa. é só ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite. possibilidade de o segurado vincular eventuais dívidas a seu inventário. Fuvest-SP Segundo o texto. comparação com produtos similares. 29. definição e explicitação do público-alvo (no caso. Pelo contrário: suas garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo. b) “menos trabalho do que trocar um bebê”. além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado. baixo custo e facilidades de pagamento. preço acessível.” Texto publicitário produzido pela Agência DM9. são vantagens de quem adquire o seguro anunciado: a) dispensa de exame médico pré-contratação. d) apresentação das vantagens oferecidas pelo produto. c) “equivalente a um pacote de fraldas descartáveis”. as crianças). enumeração acumulativa das qualidades e vantagens oferecidas pelo produto. opção dupla para a forma de pagamento. apelo direto ao leitor pelo uso repetido do pronome “você”. criativo e de fácil memorização. possibilidade de escolha quanto à duração do plano (mensal. d) baixo custo. c) presença funcional de um slogan curto. e o débito é automático para os correntistas do Itaú. o SOS Seguro Itaú é como um pediatra: sabe tudo. E dá menos trabalho do que trocar um bebê. serviço de informações 24 horas. tirou seu sossego e ainda vive nos braços da sua mulher? Então faça um Itauvida. escolha da forma de pagamento. d) “deixar essas coisas para amanhã”. Porque quem é louco por alguém. predomínio de verbos no futuro do indicativo.Interpretação de texto II Avançar . com todos os valores do seguro atualizados pelo TRD. Fuvest-SP A única alternativa em que aparece um trecho do texto que NÃO remete ao campo semântico mais diretamente sugerido pela fotografia é a) “o SOS Seguro Itaú é como um pediatra”. Por uma mensalidade equivalente a um pacote de fraldas descartáveis. e) “alguém que não sabe nada sobre segurança”. Fuvest-SP No texto encontram-se as seguintes estratégias de persuasão: a) recurso à complementação de sentido pela relação entre texto verbal e imagem. repetição exaustiva do nome do produto. anual ou vitalício). IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . não é louco de deixar essas coisas para amanhã. desobrigação da realização de exame médico prévio. garantia de agilidade e segurança na indenização. e) garantia de a indenização ser vinculada a inventários. 28. 13 27. você faz um seguro de vida que pode durar sempre. facilidade de pagamento. você escolhe a forma de pagamento. opção pelos verbos no modo imperativo. Porque o Itauvida dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta).

I. o pára-brisa ficou quebrado. informou o inspetor Carlos Alberto Bahr Fernandes.Interpretação de texto II Avançar . dos itens mais explícitos aos menos explícitos. Há muitas informações sobre a ambulância. d) II.” 14 Quando lemos um texto. agora. F. I. IV. A matéria não coloca a vida humana em primeiro lugar. na parte dianteira do veículo. dependerá de autorização do comando. c) III. I. “UTI-Móvel sofre acidente/Veículo-ambulância usado em socorro atropela ciclista O acidente envolvendo a nova UTI Móvel da PRF (Polícia Rodoviária Federal). a ambulância não será usada em serviço. do nível de leitura menos profundo ao mais profundo. mas da vítima não sabemos sequer o nome: é apresentada apenas como ‘um ciclista’. houve. relatório e fotos do acidente. III. a ambulância não será usada em serviço. ou seja. IV. IV. As demais unidades da frota da PRF dispõem de equipamentos para o transporte de feridos. III. também. Se reordenássemos os itens acima expressos. Os danos na UTI Móvel foram de pequena CARRO da PRF mata ciclista e fica bastante monta. b) I.30. No texto fica implícito que o motorista não ficou ferido. O texto permite-nos inferir que provavelmente um policial rodoviário estivesse conduzindo o veículo. II. A ambulância havia sido acionada para atender a acidente no quilômetro 524. II. O texto refere-se a um acidente que envolveu a nova UTI Móvel da Polícia Rodoviária Federal e um ciclista. a ordem seria: a) I. IV. Segundanificado do o policial rodoviário. III. mas as demais unidades da PRF estão em condições de transportar feridos. que receberá. 8/6/1999). II. No deslocamento. que morreu vítima do atropelamento. Pelotas-RS Leia o texto a seguir (Diário Popular. III. em conseqüência do acidente. I. resultará em inquérito para averiguar as circunstâncias do caso. É o procedimento adotado neste tipo de situação. Por enquanto. II. um ciclista atravessou a pista e foi colhido pelo carro. como as que seguem. dentre tantas outras possíveis. O texto foi construído para informar que a nova UTI Móvel da PRF ficou danificada em acidente. atropelado pelo veículo enquanto transitava no quilômetro 512 da BR-116. IV. II. O conserto. U. III. Em virtude do acontecimento. danos de pequeno valor no veículo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . podemos fazer leituras com diferenciados graus de profundidade. que resultou na morte de um ciclista sexta-feira à noite. morrendo na hora. e) IV. O texto acima comporta leituras.

retirado da Revista Veja. Uma operação de resgate. Haroldo de.2). 85. p. In: PIGNATARI. Nesses lugares não foram detectados traços perigosos de radiação. (16) A expressão além de muito cara é um argumento a mais para contrariar a solicitação de retirada dos corpos. é arriscada: o submarino pode rachar no processo. (02) A carcaça do Kursk não será uma preocupação constante para o governo russo. o melhor a fazer com o Kursk é deixá-lo onde está: no fundo do oceano. o que provocaria vazamento perigoso para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente. principalmente. desejada pela opinião pública e. ( ) O poema foi construído a partir de alterações semânticas decorrentes de inversões fônicas de um grupo pequeno de fonemas. p. “caco” (v. (08) O conector desde que impõe uma negação do que foi dito anteriormente. 1950-1960. Há lixo nuclear suportável em águas bem mais rasas. 1975. ( ) Os vocábulos “babe” (v. A razão é simples. o que se sobrepõe às expectativas dos parentes. (04) A informação triste para os parentes significa que o não resgate dos corpos é necessário para o bem comum. dê. pelas famílias das vítimas. ( ) Uma síntese possível do texto é Beba coca. como resposta.” GABARITO Fragmento de texto. Décio. também é segura. 52.5) e “cloaca” (v.Interpretação de texto II Avançar . porque é impossível ocorrer vazamento de radioatividade. (01) Em A informação há uma remissão para um dado que está fora do texto. São Paulo: Duas Cidades. a soma das afirmações corretas. Augusto e CAMPOS. 2ª ed. CAMPOS. 32. IMPRIMIR Em relação ao texto. e os primeiros testes apontam para isso. Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos. Unioeste-PR “O destino do Kursk A informação é triste para os parentes dos marinheiros. uma propaganda encomendada para divulgar as qualidades do principal produto de uma fábrica de refrigerantes. Décio. A conclusão segue as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica e baseia-se em estudo realizado com outros dejetos nucleares que repousam no fundo de mares árticos. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. ( ) Pode-se inferir que o texto foi. a até 20 metros da superfície. além de muito cara. do ponto de vista ambiental. o ideal é não mexer na carcaça naufragada. (64) O pronome isso retoma a idéia de que há vazamento de radiação vindo dos reatores do Kursk. (32) O adjetivo perigosos deixa subentendido que existem traços de radiação. originalmente. Unb-DF “beba babe beba babe caco cola coca coca cola cola cola caco cloaca” PIGNATARI. 15 A partir das informações do poema acima. Coca-Cola. A profundidade em que se encontra a embarcação.31. Voltar Língua Portuguesa . mas.7) têm em comum um sentido negativo. 108 metros. babe cola e excrete caco pela cloaca. Desde que não haja vazamento de radioatividade vindo dos reatores do Kursk. agosto de 2000.

em geral. o motivo é uma falha nas linhas de transmissão. p. Nós. a economia pára. o mundo parece ter atentado para o problema da extrema dependência em relação a poucas fontes de energia. não temos academia de ginástica. a magia da vida. as olhemos e dali tiremos a água. 2000 (com adaptações). o remédio. pois o consumo doméstico é irrisório no cômputo geral. copiaram e discutiram. lá. Em nossas aldeias. Em energizês. o espírito da sabedoria com quem os pajés podem conversar. os índios. ( ) O texto é narrado em primeira pessoa. não um colapso na geração. Saberes globais e saberes locais — o olhar transdisciplinar. a alimentação e. Denise. no canto das terras indígenas. estudaram. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. quem realmente precisa aprender com os indígenas é a “ciência do homem branco”. contraria os hábitos das colônias indígenas remanescentes no território nacional. Edgard. Desde que o preço do petróleo começou a subir teimosa e implacavelmente. O índice internacionalmente aceitável é de 3%. mesmo com novas tecnologias de extração sendo desenvolvidas a cada dia. Lá. as águas doces estão todas nas terras indígenas. que estamos cuidando deste patrimônio ao longo do tempo. Tudo é feito de acordo com o movimento da noite. Cada um deles está em busca da chamada luz no final do túnel. comum entre os vikings. o país não pode crescer. uma nação está segura quando há três chances em 100 de faltar energia. O que pesa são os gastos industriais. para que nós. Se a geração de energia não for suficiente. são todas meio improvisadas as estimativas a respeito das reservas. UnB-DF Com referência às idéias do texto e sua relação com outras áreas do conhecimento. Simples assim. essa taxa no Brasil era de 5%. da capacidade de produção e do crescimento do consumo. nunca tivemos a oportunidade de contar e de compartilhar o que significa para nós esse patrimônio. Quando falta luz em casa. é correto concluir que. Subiu para 15% no início de 2000 e deve chegar a 20% no fim do ano. 6/9/2000. na opinião do autor.Texto para a questão 33: “Idéias sustentáveis A biodiversidade. É difícil prever por quanto tempo a humanidade poderá contar com o fornecimento de petróleo a um custo compensador. no sentido de mostrar que a ciência do homem branco precisa conversar com a ciência indígena. o país tem sete vezes mais possibilidade de sofrer com a falta de energia do que seria aceitável. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que estão nas mãos de um número reduzido de controladores e que ninguém sabe por quanto tempo serão suficientes para suprir as necessidades globais. pelo foco do silvícola. ( ) Pelo segundo período do texto. Se ela faltar. ( ) o culto do corpo são em mente sã. do dia e do tempo.Interpretação de texto II Avançar . Texto para as questões 34 e 35: “O Brasil precisa arrumar novas fontes de energia para ver a luz no fim do túnel A relação entre crescimento econômico e energia é direta. A prova de que há uma certa angústia no ar em relação ao suprimento energético é a atitude dos grandes consumidores. Lá não temos problema de emagrecer. entra em colapso. a magia de tentar entender este Criador: o espírito da floresta. Veja. Estes podem compreender e transformar aquelas plantas no nosso sustento. que não está nas terras indígenas no momento da fala. Dificilmente a falta de energia atinge as pessoas diretamente. No que diz respeito ao petróleo. Em 1997. no meio do mato. em termos de vida. 16 33. os seres humanos. 135 (com adaptações). O sistema brasileiro opera próximo ao limite da capacidade instalada. com uma pequena margem de sobra. Ou seja. há plantinhas e árvores grandes. no ano passado. Queremos dizer isso a vocês.” RAMIRO. Muitos pesquisadores já foram a nossas aldeias. principalmente (o que às vezes vocês não percebem).” MORIN. Rio de Janeiro: Garamond. ( ) Infere-se do texto que viver de acordo com o movimento do dia e da noite deu origem a academias de ginástica para emagrecer. Há um cálculo mundial para detectar a probabilidade de um país ficar no escuro.

sobre a qual o narrador e o ouvinte estariam conversando. primeiro a cachorrada pega a latir. para uma população estimada em 167 milhões no final de 2000. os tiros sempre indicam que houve morte de homens. ( ) O termo “energizês” é uma criação vocabular formada a partir de energia para designar a linguagem técnica internacional do setor da Bolsa de Valores de São Paulo que trata da economia de energia. ( ) As porcentagens no primeiro parágrafo permitem afirmar que. cedi. “— Nonada. por defeito como nasceu. instantaneamente — depois. vieram me chamar. Não tenho abusões. Mesmo que. se vai ver se deu mortos. o pronome “ela” pode referir-se tanto a “energia” como a “geração”. a) “Nonada” remete a uma situação anterior. arrebitado de beiços. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade. O senhor tolere. ainda não-explorados. erroso. UFRS Leia o trecho abaixo de Grande Sertão: Veredas. pois o país conta com potenciais energéticos imensuráveis. Cara de gente. ( ) Devido a novas tecnologias. esse figurava rindo feito pessoa. isto é o sertão. Povo prascóvio. gosto. a expressão “luz no final do túnel” foi explorada duplamente: com o sentido conotativo. ( ) No período final.Interpretação de texto II Avançar . Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. se em 1997 a população brasileira era de 140 milhões de habitantes. cara de cão: determinaram — era o demo. o texto argumenta contrariamente ao princípio da Física segundo o qual energia não pode ser criada. os olhos de nem ser — se viu —. Voltar Língua Portuguesa . e) Para o narrador.” 17 GABARITO IMPRIMIR Assinale a afirmativa correta em relação ao trecho. Todo dia isso faço. ( ) No terceiro período. c) A interpretação do interlocutor sobre os tiros está equivocada. Deus esteja. 36. no baixo do córrego. UnB-DF A propósito das idéias e expressões do texto. UnB-DF No que se refere às idéias do texto e sua vinculação com outras áreas do conhecimento. ( ) Ao mencionar “a geração de energia”. e denotativamente. d) O aparecimento do bezerro com máscara de cachorro não causa estranhamento entre os sertanejos. b) As palavras do narrador indicam que o “senhor” compreendeu adequadamente o ocorrido. Vieram emprestar minhas armas. e com máscara de cachorro. ( ) As idéias do texto permitem inferir que os colapsos na geração de energia estão relacionados ao consumo industrial. havia chance de faltar energia para 7 milhões de pessoas. ( ) O tom de preocupação acerca do tema e a redação de trechos como “Simples assim” e “busca da chamada luz no final do túnel” indicam que a linguagem predominante no texto é a coloquial. com referência à luz como energia luminosa. Causa dum bezerro: um bezerro branco. Por meu acerto. eu não quis avistar. pressuposta no início do romance. Mataram. Alvejei mira em árvores no quintal. Daí. Me disseram. então. 35. Dono dele nem sei quem for. de Guimarães Rosa. mas apenas transformada. significando solução para o problema. pois aquilo que ele pensou não poderia ocorrer no sertão. a falta deverá atingir 33.4 milhões de pessoas. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. desde mal em minha mocidade. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos.34. a situação brasileira é altamente favorável.

A partir de R$ 55. reacionário ou malfeito é apenas popular. no interior do país. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. Jeep Grand Cherokee. no Brasil. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. de Alcino Leite Neto. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. 11/10/98. 2000. consideradas num certo período e em determinado lugar. Texto para a questão 38: “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. Ele tem motor 4. demasiadamente popular. No início da década de 60. no fragmento. ( ) o argumento de que. UFMT Com base no texto acima. apenas os mais ricos possuíam um televisor. UFGO O trecho abaixo. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. julgue os itens que seguem como verdadeiros ou falsos: ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão ‘Up Country’ para você chegar onde ninguém chegou. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir dela. um tipo de ordenação muito utilizado nos textos jornalísticos: a ordenação por contraste de conceitos.” GABARITO Veja. já que o autor define a TV como um meio de comunicação demasiadamente popular. a televisão esteve associada a privilégio de classe é demonstrado por meio de um tipo de ordenação: a enumeração de fatos. A vida moderna em favor da vida de verdade. “Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha.0 L High Output.400 O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. a especificação de conceitos. A televisão foi implantada no Brasil em 1950. Jeep Grand Cherokee. duplo air-bag.” 18 A respeito da forma de ordenação de idéias empregada pelo autor. é possível afirmar que ( ) prevalece. foi publicado na TVFolha. Jeep® Só Existe Um. mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média.37. de 30 jul. ( ) a ordenação por tempo e espaço favorece um raciocínio que opera com noções de transformação e mudança. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. 38.Interpretação de texto II Avançar . no fragmento. ( ) sobressai. então predominantemente rural. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. CELULAR.

notas. telefone. lenço. papel e caneta. lápis. Prova disso é o fato de que a primeira enfatiza a idéia de rotina. água. (64) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a repetição e a metonímia. espuma. Coberta. fósforo. cartaz. talheres. papel. Poltrona. cigarro. xícara. de G. (02) Trata-se de um texto em prosa. Cigarro. pente. caixa de fósforos. fósforo. Cigarro e fósforo. cinzeiro. Poltrona. E. guardanapos. espuma. pratos. Mesa e poltrona. calça. Dê. toalha. a soma das alternativas corretas. vaso com plantas. água quente. Escova. caixa de fósforos. carro. cadeira. xícara pequena. escova. travesseiro. fósforo. água. Cigarro e fósforo. gravata. “Circuito fechado Chinelos. esclarecendo o título do texto. pratos. toalha. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. copos. papel. Maringá-PR Leia o texto a seguir e assinale o que for correto. cadeiras. cigarro. marcado por uma das características fundamentais do romantismo: a solidão do homem que. a explicação do comportamento humano baseada na idéia de que o homem é um produto do meio em que vive. que exerce uma função criativa. esboços de anúncios. água. Maço de cigarros. vales. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. pasta. fósforo. telefone. Mesa. Cigarro e fósforo. Provas disso são. espaço. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . no isolamento de sua casa e do escritório da agência de publicidade em que trabalha. pia. fósforo. relatórios. p. sabonete. Mesa. Contos brasileiros contemporâneos. Quadros. chinelos. abotoaduras. como resposta. evidenciando que o personagem vive uma vida tediosa e aborrecida. etc. cueca. Vaso. cama. In: LADEIRA. chaves.Interpretação de texto II Avançar . copo de papel. provavelmente artística. pia. papel e caneta. Cigarro e fósforo. cadeiras. maço de cigarros. revista. (16) Trata-se de um texto em prosa em que a construção do personagem não permite uma universalização da experiência por ele vivida. paletó. cigarro. no caso. bilhetes. folheto. 71. meias. singular e diferenciado dos demais. pastas. guardanapo. camisa. Tal isolamento é necessário para que o personagem desenvolva suas idéias e realize as suas obras. Carro. xícara e pires. Prova disso é o fato de que as ações e a situação dramática. a falta de nome próprio e de descrição física do personagem.) são construídos a partir do uso exclusivo de substantivos. Pasta. cadeiras. bloco de papel. marcada pela solidão e pelo automatismo.” RAMOS. gravata. papéis. giz. telefone interno. agenda. (04) Trata-se de um texto em prosa. vaso. Xícaras. Prova disso é o fato de que a primeira contrapõe a rotina massacrante do trabalho à imprevisibilidade característica da vida doméstica. cigarro. limitada à rotina da polaridade casa-trabalho. Mictório. calça. copo. poltrona. creme dental. telefone. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. água. quadro-negro. cartas. caneta. Ricardo. sapatos. sabonete. Carteira. Creme para cabelo. U. Quadros. Chinelos. bloco de notas. Cueca. papéis. revista. telefone. xícara. Bandeja. tempo. creme dental. Abotoaduras. copo com lápis. jornal. por exemplo. cigarro. creme de barbear. de saída. cavalete. Jornal. convertem-se no seu contrário. pincel. xícara. água. Mesa. tempo. água fria. exemplificado pelo escritório da agência de publicidade em que trabalha e pela classe social a que pertence: a classe média. bule. cinzeiros. talheres. telefone. fósforo. meias. (08) Trata-se de um texto em prosa em que as ações e a situação dramática são reduzidas ao contato com objetos do cotidiano. J. prova de anúncio. Papéis. externo. não consegue adaptar-se à mediocridade que caracteriza a vida dos seus semelhantes. Mesa. sapatos. cortina. documentos.) do que a determinação que o personagem principal sofre do meio social. evidenciando a passividade (não-ação) e a desumanização do personagem. canetas. caixa de fósforos. papéis. Prova disso é que todos os elementos da narrativa (personagem. 1995. espaço. Prova disso é que o que se destaca são os sentimentos do personagem. (32) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a antítese e a metáfora. projetor de filmes. garrafa. etc. marcado por uma das características fundamentais do realismo do século XIX: o determinismo social. Televisor. Escova de dentes.39. fósforo. gilete. talheres. pijama. Água. cigarro. Pia. fotos. níqueis. telefone. caixas de entrada. Maço de cigarros. camisa. livro. espátula. guardanapo. papéis. Prova disso é o fato de que importa menos a forma pela qual são construídos os elementos da narrativa (personagem. caneta e papel. relógio. papéis. pasta. caneta. marcado por uma das características fundamentais da arte moderna e contemporânea: a pesquisa de novas formas de expressão estética criadas a partir do experimentalismo lingüístico. descarga. cheques. memorandos. caneta e papel. construídas por meio do uso exclusivo de substantivos. prato. Mesa e poltrona. quadros. papéis. água. Táxi. Paletó. São Paulo: Moderna. copos. relógio. 19 (01) Trata-se de um texto em prosa. descarga. espuma. Relógio. cadeiras.

20 GABARITO 40. ( ) falta vontade política para a solução de problemas cruciantes da sociedade brasileira. Vale lembrar ainda que são 5 milhões os que cursam o ensino médio público. auxiliam as escolas até com dinheiro e participam da comunidade escolar. Alguma aritmética pode dar ainda a medida da inocuidade do projeto de cotas. p. deve ser excluído? É uma minoria seleta de grandes escolas privadas que coloca seus alunos nas melhores universidades. 1. ademais se considerada a ambição de propósitos senatoriais. de formação dos melhores e mais capacitados quadros do país.000 o número de alunos de escolas públicas na USP. Há cinco anos.Interpretação de texto II Avançar . Voltar Língua Portuguesa . Mas apenas esse argumento não mostra quão desinformada é a atitude dos que defendem tal medida. em 98. De resto. cujos pais têm boa formação educacional. Um exame em detalhe da questão revela as inconsistências do projeto. Por que as vagas serão reservadas apenas aos que fizeram integralmente seus estudos na escola pública? Quem a duras penas teve estudos pagos por um ou dois anos em uma barata e ineficaz escola privada. Paulo. Segundo o Mec.Texto para as questões 40 e 41: “Escola Pública e Demagogia O Senado acaba de reservar 59% das vagas das universidades públicas para estudantes que fizeram seus cursos fundamental e médio apenas nas escolas públicas. 05/09/99. Reservar cotas para estudantes do Estado não ataca o problema. Na justificação do projeto senatorial. Resta a aprovação da Câmara para que a criação de cotas no ensino superior e uma benevolência demagógica se tornem lei. em escola do Estado. Apenas 45% dos alunos das universidades federais viriam de escolas públicas. em idade de estudar no ensino médio. 27% dos novos alunos da USP vieram de escola pública. o enunciador constrói argumentos que se apóiam em comprovações que. Os senadores poderiam até acenar com dados de duas das melhores universidades do Brasil. na Unicamp e nas instituições federais que matriculam por ano 107 mil novos alunos. de resto em detrimento de estudantes mais preparados. ainda assim ela não basta para pagar mensalidades de escolas de elite. Cad.” Folha de S. que há aos milhares. permite-nos estabelecer a oposição “democracia versus demagogia”. 2. uma vez que a escola pública concretiza o termo democracia. Há 20 anos eles foram 57%. alega-se que a lei é ‘medida de ação afirmativa’ que quer ‘atenuar a discriminação imposta às camadas mais pobres’. como justifica o projeto do Senado. IMPRIMIR ( ) a frase “Reservar cotas para estudantes… pode reservar votos para os defensores de tal projeto” (último parágrafo) é sinônimo de democracia. A reação imediata diante desse tipo de iniciativa é lembrar aos parlamentares que universidade é centro de excelência. Com a nova lei. ( ) nos cinco parágrafos entre o início e a conclusão do texto. justificam. pois os políticos só se interessam por soluções paliativas e que provocam impacto. Embora a grande maioria dos brasileiros tenha renda inferior a essa. a partir do segundo. USP e Unicamp. num processo decrescente vão reafirmar. uma vez que são elas que lhes renderão votos nas urnas. nas quais apenas 25% dos aprovados no vestibular. a oposição estabelecida nos dois primeiros. Mesmo assim. vestibulandos bem-sucedidos de escolas públicas cursaram estabelecimentos que muitas vezes estão em bairros de classe média. presente no título. começa construir a oposição ao que foi afirmado. ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo e já. UEGO A partir da leitura do texto. aumentaria em 7. Parece evidente que o enfoque sério do problema deve ser o da melhoria da educação pública. podemos afirmar que ( ) a palavra demagogia. eles eram 32%. 53% estão atrasados nos estudos. no parágrafo final. mas pode reservar votos para os defensores de tal projeto. Apenas 25% dos brasileiros. Em 1999. São poucos os de fato pobres que furam a barreira da ‘discriminação’. 20% dos estudantes da Unicamp provêm de famílias com rendimento inferior a dez salários mínimos. cursaram o ensino médio. estão em escolas desse nível de instrução. Os ainda poucos brasileiros que chegam ao ensino médio público estudam em escolas cujo nível claramente se degrada.

Além disso. como tal.41. pode-se afirmar que: ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo. no livre exercício de suas próprias soberanias. esses são anafóricos e. 1948).Superior de Brasília-DF 21 “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. UEGO Em relação à estrutura e ao conteúdo dos parágrafos. compreensão e interpretação textuais: ( ) Desses. de velar pela observância das normas criadas internacionalmente. ( ) no terceiro parágrafo. o autor apresenta a degradação crescente do nível de ensino da escola pública.” GABARITO IMPRIMIR Julgue os itens a seguir. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização.Interpretação de texto II Avançar . mas também ‘com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. comprovando o caráter demagógico da medida. ( ) Cada país membro encarrega-se.E. no interior de suas fronteiras. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. fatores de coesão textual. temos uma primeira oposição ao proposto no primeiro e uma introdução ao terceiro. ( ) no quarto. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. ( ) Os membros da OEA se obrigam a seguir as normas de promoção e proteção dos direitos do homem. o enunciador apresenta os argumentos de seu opositor. a resolução sobre ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. quinto e sexto parágrafos são fornecidos detalhamentos da afirmação feita no terceiro e esses detalhamentos contribuem para dimensionar a inocuidade do projeto. como a realização dos postulados da justiça social’. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. de acordo com a leitura. 42. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. I. esclarecendo e conquistando a adesão do leitor às suas idéias. uma vez que sua conclusão é incontestável. Colômbia. ( ) Infere-se que se estabele uma diferença entre liberdade política e liberdade de espírito. Voltar Língua Portuguesa . ( ) no segundo parágrafo. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. ( ) Infere-se que os direitos configurados na Carta Internacional de Garantias Individuais sofrem alguma espécie de limitação. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. conseqüentemente. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. ( ) no último parágrafo. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de que a proposta não chegue a ser lei. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos.

bancos. fodidos e oprimidos. embora tivesse a postura de um gigante presunçoso… ( ) O vocábulo “altura” em “Gosto de pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas”. o predomínio do diálogo. ( ) Em “Eu deixara o visitante falar…”. ( ) O uso da palavra “ainda”. eu disse. é ambíguo e provoca um efeito de sentido que permite uma referência tanto a aspectos psicológicos quanto físicos. ( ) À fala de Nariz de Ferro aplica-se a conhecida expressão “olho por olho. a loja comercial. 44. sem interrompê-lo. mas admite a possibilidade de o livro ser escrito futuramente. Gosto das pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas’. o proprietário senhorio. o referido Manual é escrito para as pessoas que têm poderes — como financeiro e político — e apresenta métodos para destruir aqueles que não têm esses poderes. ( ) De acordo com o texto. virando sua enorme cabeça de cabelos encarapinhados. Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. como atormentar e destruir sem misericórdia. ( ) Em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. (…)” 22 43.Católica-GO Com base na construção e organização gramatical do texto. aniquilar. Pela sua cara vejo que não gosta de mim’. mas também das que ainda pretendia fazer. forças armadas. os verbos em destaque exercem a função sintática de predicativo do sujeito. há a mistura dos dois níveis de linguagem: o formal e o informal. em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. desmoralizar. levantou-se e. imposto de renda.Texto para as questões 43 e 44: “(…) Eu deixara o visitante falar. percebe-se.Católica-GO Levando em consideração as relações de sentido na construção do texto. mas também das que ainda pretendia fazer”. Seu nariz imenso. com relação ao modo de citação do discurso. o nível informal. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. ( ) O pronome “me” em “Em me preparei para enfrentar a adversidade” teria de vir. que significa “gabar-se. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. dente por dente”. levando-se em consideração outras informações contidas no texto. Ensino a técnica adequada para devassar. ( ) Em “Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. (Esse livro. com relação ao modo de narrar. qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros. os nossos inimigos podem ser pessoas ou instituições. mais utilizado na linguagem oral: Eu tinha deixado o visitante falar… IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . basta terem o poder. na verdade. Essa afirmação é reforçada por meio do vocábulo “jactar-se”. seja ele quem for. os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo. companhias de cartões de crédito. O nível formal evidencia-se pela predominância de uma construção sintática adequada à norma padrão. se fosse assim reescrito: Nariz de Ferro. que era um anão. ‘Eu me preparei para enfrentar a adversidade. de linhas perfeitas. minuciosa e sistematicamente. nunca foi escrito. introduz o pressuposto de que Nariz de Ferro não escreveu o Manual. U. mostro como atacar saindo das sombras. ( ) No fragmento em análise. que era um anão. arruinar. a intromissão do narrador apresenta sutilmente uma característica negativa do caráter da personagem. Nariz de Ferro. exterminar indivíduos e organizações odiosas. Nele descrevo. companhias de serviços públicos. U. ( ) O período “Nariz de Ferro. depois do verbo por anteceder a preposição “para”. ( ) De acordo com a fala da primeira personagem. vangloriar-se”. era um pouco mais negro do que o rosto. mas também das que ainda pretendia fazer. ( ) No fragmento em análise. de acordo com a regra de colocação pronominal.” não teria o sentido de contraposição alterado.Interpretação de texto II Avançar . pela presença de alguns vocábulos mais utilizados na linguagem oral. que era um anão. exibiu o perfil para mim. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. o qual se constrói com uso do discurso direto. fodidos e oprimidos”.) ‘Está enganado. a polícia. Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. o verbo “deixara” poderia ser substituído por seu correspondente composto. a presença de um narrador personagem e.

louro… Aqui diz que situação de crítica ao apeas pessoas que passam muito tempo conectadas à Internet go excessivo das pessoas acabam menosprezando seus ao mundo virtual e um laços de amizade… alerta em relação à utilização das informações que deveriam servir para colocá-las em sintonia com seu mundo real. dividindo a língua em dois registros: o falado e o escrito. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) Em “Aqui diz que as pessoas que passam…”. percebe-se uma referência explícita às variedades lingüísticas em nosso país. Já sabia o nome de tudo. ( ) No texto. em “Parava em cada vitrina”. Essa afirmação confirma-se nos dois últimos períodos do texto. ( ) O emprego do acento grave em “conectadas à Internet” está adequado por ter a palavra — “Internet” — sido considerada do gênero feminino em língua portuguesa. ( ) O imperativo do verbo “imaginar” e o pronome “seus”. “Uma feita era dia da Flor. Uma feita era dia da Flor. 46. como pronome relativo.Interpretação de texto II Avançar . o segundo “que” é pronome relativo e. Parava em cada vitrina. Mário.45. 23 ( ) Em “se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. ( ) Em … “até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. A mocica fez ele parar e botou uma flor na lapela dele.Católica-GO As proposições que se seguem referem-se ao texto. o emprego dessa forma contraria uma característica do texto — a oralidade — uma vez que a forma utilizada na linguagem coloquial é vitrine. Macunaíma. Julgue-as. no texto verbal da charge. ( ) A expressão facial do internauta e outros elementos icônicos presentes na charge reforçam e exemplificam a mensagem verbal.Católica-GO Considere a charge que segue e julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas. falando: Custa mil réis.” ANDRADE. observa-se uma intertextualização com a passagem bíblica referente ao Dilúvio. é de origem francesa e está grafada de acordo com a regra ortográfica vigente. festa inventada pros brasileiros serem caridosos e tinha tantos mosquitos carapanãs que Macunaíma largou o estudo e foi na cidade refrescar as idéias. Macunaíma passeava e encontrou uma cunhatã com uma urupema carregadinha de rosas. ( ) A charge apresenta uma Imagina. Foi e viu um despropósito de coisas. tanto que até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. o brasileiro falado e o português escrito. ( ) A palavra “vitrina”.”. U. ( ) Em “Foi e viu um despropósito de coisas”. e examinava dentro dela aquela porção de monstros. ( ) A referência à festa da Flor configura-se no texto como uma crítica ao sentido capitalista da criação de determinadas datas comemorativas. de acordo com as normas da língua padrão. festa inventada pros brasileiros serem caridosos…” ( ) A mocica fez ele parar… O uso do pronome do caso reto como complemento não é adequado. em contraposição ao conceito inicial dado à festa da Flor. fica clara a consideração e a amizade do internauta por seu animal de estimação. exerce função sintática na frase em que aparece. No entanto. “Macunaíma aproveitava e esperava se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. o complemento verbal refere-se aos dois verbos empregados: foi e viu. U. o brasileiro falado e o português escrito”. têm como referente um mesmo elemento nominal: a palavra “louro”.

mudança dos executivos estrangeiros. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. o poema não possui “elos” conectivos. companhias transnacionais. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. Podemos inferir que: a) o governo da Bahia convenceu o governo do Rio Grande do Sul a deixar a Ford naquele Estado. O mundo não é o que pensamos. um poeta.” GABARITO IMPRIMIR Carlos Drummond de Andrade. b) o governo da Bahia ofereceu mais incentivos à Ford. graças à Renault. mudança dos executivos estrangeiros. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. Das 500 maiores companhias transnacionais. transferência dos brasileiros. UEMS A partir da leitura do poema abaixo podemos afirmar: “Cobras cegas são notívagas. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. mais de 400 estão instaladas no país. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. os termos sublinhados referem-se respectivamente às seguintes passagens do texto: a) companhias transnacionais. a mudança é um sacolejo completo na vida. Andorinhas copulam no vôo. 48. Anna Paula. c) empresas da Ford. existem colônias de franceses no Paraná. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. por isso esta empresa instalou-se lá. Para as companhias. UEMS “Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. Voltar Língua Portuguesa . UEMS Na passagem A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. 49. e) companhias transnacionais. essa transferência representa um reforço na filial”. ao construir um poema. a) b) c) d) e) o poema não é coerente. O orangotango é profundamente solitário. o poema é coerente. d) empresas da Renault. 26/04/2000. mas possui significação. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. Para as companhias. Hoje. 24 No fragmento anterior. não se preocupa com sua coerência. pois as frases estão soltas. b) mudança dos executivos. 47.” BUCHALLA. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. Para os executivos e a família. pois não possui “elos” entre um verso e outro. os versos do poema estão justapostos. por isso a Bahia rouboulhe esta empresa. Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos. essa transferência representa um reforço na filial. Em São Paulo. e isto garante a sua coerência. Veja. c) o governo da Bahia trapaceou o governo do Rio Grande do Sul. Desde 1990. Macacos também preferem o isolamento.Interpretação de texto II Avançar . transferência dos brasileiros.Texto para as questões 47 e 48: “No Brasil. e) o governo do Rio Grande do Sul não colocou guardas na Ford. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. d) o governo do Rio Grande do Sul não quis a Ford em seu estado.

( ) Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros… → rochas de uma pedreira. em todos eles. que o guarda até hoje. ( ) … quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. um dos primeiros computadores do mundo. como pensam alguns. 25 ( ) Ali estavam impressas pegadas de répteis… → lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. um computador bem mais poderoso do que o Eniac cabe no bolso da camisa.” Superinteressante. que supera o Eniac. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . As lajes tinham sido arrancadas das rochas de uma pedreira. A análise das marcas confirmou o seu palpite. → os répteis que habitavam a região. Hoje. o Eniac. um dos maiores paleontólogos do mundo. Talvez não. Ali estavam impressas pegadas de répteis que habitaram a região de Araraquara 180 milhões de anos atrás. nos arredores da cidade. na época. → o padre Giuseppe Leonardi. UFPR No texto abaixo. Texto para as questões 51 e 52: “Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas. Lembremos: quando um dos primeiros computadores do mundo. que o guarda até hoje. O prefeito riu da cara dele e negou o pedido.50. Mas o padre-cientista não se abalou. → pegadas de répteis. Leonardi explicou ao prefeito que precisava arrancar os trechos de calçadas com pegadas de dinos. a revista Popular Mechanics escreveu que a nova maravilha eletrônica tinha 18 mil válvulas e pesava 30 toneladas. que o guarda até hoje. c) a potência do computador de hoje. assinalando V (verdadeira) ou F (falsa). Ficou tão entusiasmado que até se esqueceu de ir ao dentista. Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros do período jurássico. foi produzido. uma previsão tresloucada: ‘Os computadores do futuro talvez usem apenas mil válvulas e pesem em torno de uma tonelada’. todos os robôs venham a ser desligados. em 1946. quando a cidade inteira estava muito ocupada em se divertir. 1999. no futuro. estava viajando pelo interior paulista em 1976 quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. assim. várias expressões retomam ou antecipam outras para conferir coesão ao texto. assumindo. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. Talvez não. ( ) O prefeito riu da cara dele e negou o pedido.Interpretação de texto II Avançar . d) a possibilidade de que. um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens. Marque a(s) alternativa(s) que aponta(m) corretamente essas ligações. “A cidade das calçadas jurássicas O padre italiano Giuseppe Leonardi. → Rio de Janeiro. reparou em algo estranho. ( ) Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. → o interior paulista. b) a crítica que considera tresloucada a previsão da revista Popular Mechanics em 1946. para meter a picareta no calçamento e levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade reparou em algo estranho. no Rio de Janeiro. fazendo o que pareceu.” GABARITO 51. Unifor-CE O texto explora como idéia central: a) a incerteza que envolve o julgamento de alguns acerca da garantia dos cientistas a respeito dos robôs do futuro. que não seja possível sequer desligá-los. no Rio de Janeiro. e) a comparação entre o peso dos primeiros computadores do mundo e o dos computadores na atualidade. Esse fato autoriza a reiteração da dúvida: estarão os cientistas sonhando? Talvez sim. no Rio de Janeiro. Esperou o Carnaval. Abril. Talvez estejam sonhando. nos arredores da cidade.

Antonio. políticos e jornalistas que se dizem democratas. para esses críticos eufóricos o que funciona é a ‘democracia’ brasileira. d)“na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime” = em face da intuição de que o regime está perdendo força. Texto para as questões de 53 a 56: “Um triste espetáculo é a alegria feroz com que os políticos e cidadãos que se dizem democratas. c) todos os que sentem prazer em derrotar o socialismo cubano.” CANDIDO. Isso. na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime. Fuvest-SP Considerando-se o contexto em que aparece. graças à aquisição dos requisitos indispensáveis — saúde. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) os defensores de uma falsa democracia. cinco séculos depois do Descobrimento. sofre todas as privações e. Parece que lhes dá prazer noticiar e comentar que falta alimento e roupa. mas cultivado e agravado a miséria de um povo que. a frase que está reconstruída de modo a preservar seu sentido é: a)“Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona” = pressupõe-se que essa atitude implique o funcionamento do socialismo. e) robôs e computadores condicionam o poder da tecnologia. e)“que só pode ser mencionada entre aspas” = cuja menção deve vir sempre ressalvada. a TV descrevem as dificuldades de Cuba. a bicicleta substitui o automóvel. e) os cidadãos. pois tem não apenas mantido. na miséria e na desgraça coletiva. relativa equivalência de oportunidades. cuja principal preocupação é gerar a instabilidade do regime socialista. Recortes.Interpretação de texto II Avançar . permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias. o rádio. c) ainda hoje há previsões tresloucadas a respeito dos computadores. a fim de pagar os sustos que deu. d) o computador é a expressão mais aprimorada do avanço da tecnologia. E mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. alimentação. b)“tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade” = livrar o povo de quem o sujeita e fazê-lo crer na ilusão de que seja digno. que impede o povo de superar a opressão social e política. segundo o qual as eleições consolidam o poder político do povo. Mas o fato é que (repita-se pela milésima vez) o regime cubano conseguiu o que nenhum outro tinha conseguido na América Latina: tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) qualquer ameaça dos robôs do futuro ao homem será detida pelo simples gesto de desconectá-los. os jornais. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. tendo em vista a influência que já exerce em nosso país. 26 53. b) a eficiência do computador independe de suas dimensões. b) os entusiastas de um conceito superado de democracia. Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona. serve de boa massa para os demagogos elegerem quanto aventureiro consiga vender a sua deteriorada mercadoria política. Fuvest-SP O autor identifica os opositores do regime cubano entre a) os membros da oligarquia cubana. ao invés da opressão política imposta pelas elites. quando as classes dominantes não resolvem salvar a pátria por meio do singular instrumento ‘democrático’ que são os golpes mais ou menos militares. 54. vive doente. afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos. não sabe ler. ele terá mostrado que o socialismo é possível nesta parte do mundo. Note-se que isso não é uma vaga esperança: é uma realidade. Provavelmente. que só pode ser mencionada entre aspas. Com certeza esperam que o regime odiado acabe na fome. c)“permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias” = possibilitando uma vida menos humanitária. mas se submetem a todo e qualquer tipo de ditadura. portanto.52.

no texto. a iniqüidade mantida pelas oligarquias. IMPRIMIR c) a discrepância entre a visão que um escritor tem da vida em sociedade e a realidade vivida por algumas camadas sociais.. que situação! A vida deveria ser boa para toda gente. a qualificação de “eufóricos”. b) I. a não ser ‘social’ seja tomado no sentido de ‘mundano’. não apenas o daqueles mais ricos. a seu modo. II. a bicicleta substitui o automóvel” é contestada pelo autor.” Rubem Braga. Kropotkin — têm enormes apetites sociais. para tornar melhor a sociedade em que vivia — e em certa medida o conseguiu. e) II e III. Ele nos fala de alguns homens ricos: ‘Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida — homens como Ruskin. e) a ambição de possuir sempre mais. c) I.55. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. GABARITO 57. A veracidade das informações de que em Cuba “falta alimento e roupa.. não se contentam com esposas cheias de diamantes e filhas em flor. Nas expressões “relativa equivalência de oportunidades” e “afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos”. II. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. c) III. querem belas cidades. terá mostrado que o socialismo é possível. II. Em relação ao texto.. na posse de bens particulares e influência pessoal. b) uma preocupação mais ampla. os elementos sublinhados indicam a preocupação do autor em manter sua objetividade diante dos dados que analisa. b) II. e se chamava Bernard Shaw. que passou a vida lutando.. ‘Dinheiro é a coisa mais importante do mundo. d) uma possibilidade de exploração. e porque todo homem que encontram não é um amigo e toda mulher não é romance. tendo em vista o bem da sociedade em geral.Interpretação de texto II Avançar . E nossos homens de governo têm uma pasmosa desambição de governar. sofrem com a arquitetura da casa do vizinho.. 27 56. e) I. III. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações: I. tirar o povo da sujeição torpe: II. Vejam que país. II. para alguns homens: a) o usufruto de uma condição econômica bastante favorável.’ Esse ‘apetite social’ é raríssimo entre os nossos homens ricos. que tempo. William Morris. está correto somente o que se afirma em a) I. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. da mão-de-obra oferecida por algumas profissões bastante desvalorizadas.. d) I. Texto para as questões de 57 a 60: “Um amigo meu estava ofendido porque um jornal o chamou de boa-vida. o que é insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. que não é percebido como suficiente.’ Quem escreveu isso não foi nenhum de nossos estimados agiotas. deve-se à convicção de que eles avaliam com pessimismo as possibilidades da democracia no Brasil. pela camada mais alta da população. Fuvest-SP No terceiro parágrafo. a lavadeira cheira a gim. atribuída a “esses críticos”. Unifor-CE A expressão “apetite social” significa. mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. estão articuladas numa relação de causa (I) e efeito (II) as seguintes expressões: a) I. além daquilo que já faz parte de seu patrimônio. No segundo parágrafo. queixam-se porque a operária está mal vestida. aquisição dos requisitos indispensáveis... tirar o povo da sujeição torpe. mas um homem de vigorosa fé social. Foi um homem que a vida inteira viveu de seu trabalho. Voltar Língua Portuguesa . II. não se contentam com belas casas. terá mostrado que o socialismo é possível. Não era um cínico. aquisição dos requisitos indispensáveis. a costureira é anêmica. d) I e II.

” Essa afirmação estabelece. inclusive Bernard Shaw. 28 d) aceita a postura de várias figuras ilustres.. um paralelo positivo entre: a) percepção das dificuldades de algumas camadas sociais e justiça social.58. b) prestação de serviços básicos e trabalho intelectual.. habitualmente. b) enfatiza a necessidade do dinheiro. c) caberia à camada mais rica da sociedade. no texto. especialmente os considerados pouco dignos dentro da sociedade. GABARITO 60. 59. e) agiotas e escritores podem ter opiniões idênticas quanto ao real valor do dinheiro. e) propriedades particulares e vida familiar organizada. c) reconhece as razões de pessoas que preferem viver sua vida discretamente. o objetivo principal e a forma de que dispõem os homens ricos de exibir tudo aquilo de que desfrutam. estabelecer condições para a igualdade social. d) jornalistas devem ter sempre o cuidado necessário para não expor publicamente a situação econômica e social de algumas pessoas. único meio de as pessoas desfrutarem de uma vida digna na sociedade.Interpretação de texto II Avançar . de que tomar-se rico deve ser o objetivo final daqueles cujo trabalho é reconhecido publicamente. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) a vida mundana se torna. Unifor-CE “Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida têm enormes apetites sociais. e) compartilha a opinião de Bernard Shaw. Unifor-CE Depreende-se corretamente do texto que o cronista: a) defende sua própria opinião de que as pessoas mais ricas só vivem preocupadas com sua vida particular e com o bem-estar de sua família. a par dos órgãos governamentais. c) senso estético de determinados grupos sociais e seu poder econômico. b) não há mérito social algum em pessoas que vivem apenas de seu trabalho. que possibilita a um escritor dedicar-se plenamente ao seu trabalho. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) relacionamento afetivo e condições socioeconômicas de preservá-lo. sem preocupar-se com sua sobrevivência. de que ricos são aqueles que buscam melhorar as condições de vida para todos os que compõem uma sociedade. sem se deixar expor pela imprensa à opinião pública.

como a última luz na varanda. Senhora. c) Apenas II está correta.” TREVISAN. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero.) O conto brasileiro contemporâneo. sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia. A. 62. quanto ao que diz respeito às pessoas e aos animais. PUC-SP Considere as seguintes afirmações: I. Senhora. a) Apenas I está correta.Texto para as questões 61 e 62. na janela. Não tenho botão na camisa. (org. sozinho. p. II. Senhora. pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. b) Apenas I e III estão corretas. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. O texto apresenta uma visão da vida cotidiana de um homem que. Com os dias. não pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. quanto ao que diz respeito à organização do convívio dele consigo mesmo e dele com os demais. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço. ninguém os guardou debaixo da escada. b) Os interlocutores do texto são os amigos do autor que conversam com ele na esquina. A subjetividade presente no texto é marcada pela presença do pronome de tratamento Senhora. 190. sem a Senhora. ah. esquecido na conversa da esquina. Primeiros dias. por favor. e) Apenas III está correta. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só. e) O autor do texto explicita seu apelo por perceber que. Assinale a alternativa correta. não lhes poupei água e elas murcham. In BOSI. III. “Apelo Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. calço a meia furada. Dalton. tanto no que diz respeito às camisas e meias.Interpretação de texto II Avançar . 29 61. Para não dar parte de fraco. conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. o leite pela primeira vez coalhou. não senti falta. e até o canário ficou mudo. bom chegar tarde. sozinho. Acaso é saudade. A ausência da Senhora desencadeia um processo de descontentamento para o autor que menciona problemas com a ordem da casa e com a desordem dos sentimentos. fui beber com os amigos. a imagem de relance no espelho. tanto no que diz respeito à organização da casa. E comecei a sentir falta das primeiras brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem. d) Apenas II e III estão corretas. bebem com ele à noite no bar e acompanham-no nas refeições diárias. o prato na mesa por engano. para dizer a verdade. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe. Venha para casa. desorganiza-se ao estar sozinho por um período superior a uma semana. 1997. d) O autor do texto explicita seu sentimento de alegria por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma inversão de valores em sua vida cotidiana. São Paulo: Cultrix. Senhora? Às suas violetas. PUC-SP Assinale a alternativa correta: a) O autor do texto explicita seu sentimento de liberdade por perceber que. c) O autor do texto explicita seu sentimento de solidão por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma desordem em sua vida cotidiana. Toda a casa era um corredor deserto. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão. acostumado a viver com uma mulher.

dobro-o. fundamentado em modelos preexistentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. U.63. não até uma flor já sabida. é só derramá-lo na forma. 30 GABARITO Forjar: domar o ferro à força. ( ) a relação criador-criatura enfocada sob uma perspectiva irônica. O poema mostra: ( ) o fazer poético como um processo racional. Salvador-BA “O Ferrageiro de Carmona Um ferrageiro de Carmona que me informava de um balcão: ‘Aquilo? É de ferro fundido. ( ) a ação de forjar ligada à marca da pessoalidade no processo criativo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) a verossimilhança.Interpretação de texto II Avançar . mas ao que pode até ser flor se flor parece a quem o diga. contrapondo-se ao plano do fundir. ( ) a criação da poesia como um processo cuja marca é a fluência das palavras. foi a forma que fez. o efeito de verdade na obra de arte. até o onde quero. Só trabalho em ferro forjado que é quando se trabalha ferro. ligada à ação persuasiva do artefato sobre o objeto natural. ao senhor que dizem ser poeta: o ferro não deve fundir-se nem deve a voz ter diarréia. Conhece a Giralda em Sevilha? Decerto subiu lá em cima. é uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos. cuja marca é a ausência do sujeito. 1994. In: Obra Completa. Nada têm das flores de forma moldadas pelas das Campinas. Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas? Pois aquilo é ferro forjado. Existe grande diferença do ferro forjado ao fundido. ( ) uma analogia entre o ofício do ferrageiro e o do poeta. domo-o. então.” NETO. Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autor. corpo a corpo com ele. 595-6. João Cabral de Melo. Não há nele a queda-de-braço e o cara-a-cara de uma forja. O ferro fundido é sem luta. Flores criadas numa outra língua. ( ) a “flor” forjada como exemplo de obra de arte criativa. Dou-lhe aqui humilde receita. sem controle seletivo. não a mão. p.

Os garçons passam apressados carregando pratos e travessas. ele tocou Strauss no restaurante com o coração cheio de alegria — Elpídio na bateria. Nesse instante chegam os músicos. O único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. só sinto vontade de ganhar. depois. só sinto vontade de ganhar. bateria. c) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. vontade de vencer. privado de comida ‘nem que eu morra você vai ser um grande concertista’ e quando Sara. ainda que antes o afeto seja de boa sorte. sinto vontade de ganhar e vontade de vencer. não exatamente ao mesmo tempo. depois da luta. “Os Músicos Faz calor. parabéns. vontade de vencer. vontade de vencer e. O afeto antes é de boa sorte. já que o afeto antes é de boa sorte e que nada de mau aconteça. Respondo: ‘Minha avó nunca viu esse espelho. ela veio noutro porão’. cristal puro. c) trata-se de um misto de narração e dissertação em que as ações das personagens servem como apoio para as argumentações do comentarista. Depois da luta.” A alternativa que melhor expressa a idéia contida na fala do lutador de boxe Acelino — Popó — de Freitas. meio século atrás: espancado com uma vara fina. b) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas e.Interpretação de texto II Avançar . cinqüenta anos. continue. de forma mais concisa e coesa. desse modo. o elemento determinante do texto é a narração.Texto para a questão 64. o gerente não gosta mas ele não pode mudar de camisa todos os dias. embora o único afeto que sinto pelos meus adversários seja antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Durante. Durante. as idéias discutidas ao longo dele. parabéns. violino. d) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. continue. parabéns. 65. namorou dentro desse espelho’. o pianista tem quarenta anos. trancado no banheiro. que nada de mau aconteça. que nada de mau aconteça. só sinto vontade de ganhar e de vencer. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pois o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Na mesa ao lado está o sujeito que é casado com a Miss Brasil. Os grandes espelhos da parede vieram da Europa no fundo do porão. parabéns. enquanto lá embaixo as pessoas comem bebem suam sem ao menos por um instante levantar os olhos para o balcão onde ele trabalha com os outros dois: Stein. coloca um lenço no pescoço para proteger o colarinho. tem oito filhos. Depois da luta. sua mãe. ainda tem um restinho mas sabe que vai perdê-las num dia de calor tocando os Contos dos Bosques de Viena. um rosto de quem vai perder as últimas esperanças. Ceetps-SP Com base nesse texto é correto afirmar que a) as ações ganham relevo e determinam a estrutura do texto. parabéns. três: piano. um grande borborinho. o que se constata sobretudo pelos substantivos. ‘Tua vó fez risinhos e boquinhas. Depois da luta. Rubem. a tocar a valsa da Viúva Alegre. no violino — cinqüenta e seis anos. só sinto vontade de ganhar. No ar. o mais moço. Todas as mesas estão ocupadas. continue. continue. o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. principalmente no que diz respeito à caracterização física dos músicos. continue.” FONSECA. e) Toda essa história de carinho acaba quando boto as lutas onde o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. adjetivos e mesmo verbos que auxiliam na caracterização do ambiente. e tudo continua no mesmo. d) predomina o caráter descritivo. a fim de que o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. parabéns. Durante a luta. mulato. só sinto vontade de ganhar e vencer porque o afeto antes é de boa sorte. o que lhe confere teor dissertativo. que nada de mau aconteça. Durante. se fosse rico — ‘fazia filho na mulher dos outros. Depois de terminada a luta. Durante. visto que o afeto antes é de boa sorte. em que as personagens se colocam vivas diante do processo narrativo. antes é de boa sorte. mas sou pobre e faço na minha mesmo’ — e todos começam. mas é também o mais triste. é: a) Toda essa história de carinho quando boto as lutas. Durante a luta. morreu. e) apesar dos aspectos descritivos. Lúcia McCartney. quanto ao afeto. b) o que mais determina o texto são as reflexões. UFMA “Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. que nada de mau aconteça. que nada de mau aconteça e. 31 64.

por parte das autoridades. mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco.. Texto para as questões de 67 a 68: “Rico vive mais Nos últimos cinco anos. Católica de Salvador-BA O texto: a) evidencia a existência de diferenças abismais entre as várias classes sociais.Texto para a questão 66: “Na planície avermelhada. d) visa demonstrar a existência de uma preocupação. c) Porque haviam repousado bastante na areia do rio seco. Vidas secas. maior o desgaste emocional e maior o número de situações estressantes. A folhagem dos juazeiros apareceu longe. Pequenas diferenças de salário. Um clássico do tema é a pesquisa do médico inglês Michael Marmot. A ciência descobriu uma realidade mais complexa.” RAMOS. pois haviam repousado bastante na areia do rio seco.. como se sabe. eram três vezes maiores do que os anotados entre os de cargos superiores. a viagem progredira bem três léguas. o currículo escolar e o sucesso profissional tão importantes — ou até mais — quanto a genética. a prática de exercícios e a exposição a substâncias tóxicas. Ordinariamente andavam pouco. E. e) mostra como saúde e qualidade de vida estão vinculadas a variáveis socioeconômicas e culturais. o esgotamento psíquico mina o sistema imunológico do organismo humano. Eduardo. d) Ainda que ordinariamente andassem pouco. ordinariamente andavam pouco. In: Veja. uma vez que haviam repousado bastante na areia do rio seco. n. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro. Graciliano. b) destaca o grande desenvolvimento da atividade de pesquisa científica nos últimos anos. quanto mais alto o nível hierárquico. importantes e portanto.). Voltar Língua Portuguesa . 1999. que por mais de 25 anos mapeou a saúde de 17 530 funcionários públicos e constatou que.. 23. educação e status social pesam quando o assunto é qualidade de vida e longevidade. e) Em virtude de andarem ordinariamente pouco e de haverem repousado bastante na areia do rio seco. menor a taxa de mortalidade. Estudos conduzidos nos Estados Unidos chegaram a conclusões semelhantes: (.. p. entre elas o cigarro.. afastando-se do fumo e de outras drogas.) Médicos conscientes da tese ‘ricos.. a viagem progredira bem três léguas porque ordinariamente andavam pouco.” JUNQUEIRA.. (. a dieta alimentar.. F. Fazia horas que procuravam uma sombra. e a viagem progredira bem três léguas. ano 32. 134. porém. A princípio pode parecer óbvio: os ricos dispõem de mais recursos para pagar os melhores médicos. 9 jun. Até entre pessoas do mesmo estrato social. mantém-se o sentido original apenas em: a) A viagem progredira bem três léguas.) quanto menor o nível social. c) objetiva conscientizar a população da necessidade de levar uma vida saudável. 32 66. através dos galhos pelados da caatinga rala.) Todos tinham emprego garantido e contavam com o mesmo padrão de assistência médica. respeitados centros de pesquisas científicas do mundo produziram nada menos do que 193 estudos sobre a relação entre condição socioeconômica e saúde (. Os registros de morte entre os trabalhadores menos qualificados. estavam cansados e famintos. Fuvest-SP Reestruturando-se o terceiro período do texto. b) haviam repousado bastante na areia do rio seco. pela saúde das camadas mais pobres. os exames mais sofisticados e os hospitais mais bem estruturados. GABARITO IMPRIMIR 67. a viagem progredira bem três léguas.Interpretação de texto II Avançar . (. dado que ordinariamente andavam pouco. saudáveis’ consideram o saldo bancário. a viagem progredira bem três léguas. os juazeiros alargavam duas manchas verdes.

foi pousar na vidraça. tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. entrei logo a pensar na filha de D. 69. F. Eusébia. é justo dizê-lo. e. Pois um golpe de toalha rematou a aventura. Texto para responder a questão 70. que me aborreceu muito. volto à primeira idéia. uma estatura colossal. minutos depois. apesar dele. não teria mais segura a vida. ou cor de laranja. começou a mover as asas. Deixei-me estar a contemplar o cadáver. a saber. com dinheiro. e) As condições ambientais em que trabalham as classes privilegiadas as tornam menos vulneráveis às doenças. pode-se afirmar: a) Os abastados são mais otimistas. Não caiu morta. não sabia. d) As pessoas com cargos de menor responsabilidade não se estressam tanto e. se ela fosse azul. e beijou-me na testa. creio que para ela era melhor ter nascido azul. E esta reflexão. que tinha olhos. têm mais acesso à medicina preventiva e a outras válvulas de escape. aterrou-a. — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. aí vinham já as próvidas formigas… Não. Era tarde. A idéia subjugou-a. assim. b) Os que têm cargos superiores são menos atingidos por preocupações de ordem financeira. pois as pessoas cultas se cuidam mais. A manhã era linda. — uma das mais profundas que se tem feito. para todas as asas. F. uni o dedo grande ao polegar. portanto. — me consolou do malefício. Fiquei um pouco aborrecido. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque.Interpretação de texto II Avançar . desde a invenção das borboletas. Era tempo. dous palmos de linho cru. uma vez posta. Machado. mas não é determinante quando se trata de saúde. acabarão resolvendo seus problemas de saúde. modesta e negra. pois sabem que. e me reconciliou comigo mesmo. que é sempre azul. vivem mais. nem a pompa das folhas verdes. no susto que tivera. ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. tão negra como a outra. Não lhe valeu a imensidade azul. com alguma simpatia. não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete. braços. que é também sugestivo. d) O grau de escolaridade é o que realmente faz diferença quando se fala em saúde. c) A classe operária é mais propensa à doença por herança porque nela são mais freqüentes os maus hábitos. pousou-me na testa. Dei de ombros. e ri-me. O gesto brando com que. por isso. ela foi pousar na vidraça.68. Veio por ali fora. lancei mão de uma toalha. pernas. confesso. depois de esvoaçar muito em torno de mim. Passa pela minha janela. um ar divino. a principal causa da mortalidade. bati-lhe e ela caiu. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Esta última idéia restitui-me a consolação. mas o medo. e muito maior do que ela. saí do quarto. invariavelmente. mas tornando lá. viu dali o retrato de meu pai. Sacudi-a. descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo. Lembrou-me o caso da véspera. Suponho que nunca teria visto um homem. c) A falta de cuidados adequados com a saúde é. espairecendo as suas borboletices. podendo. para recreio dos olhos. e voou a pedir-lhe misericórdia. entra e dá comigo. conservar melhor suas defesas. nem a alegria das flores. Era negra como a noite. “A borboleta preta NO DIA SEGUINTE. o que era o homem. b) O que faz uma pessoa desfrutar de uma boa saúde é a adoção de hábitos físicos e alimentares sadios. pode-se inferir: a) A facilidade de acesso aos melhores hospitais pela classe privilegiada pode ser um fator importante. 33 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . sob a vasta cúpula de um céu azul. saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. A borboleta. a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Católica de Salvador-BA Da leitura do texto. mesmo trabalhando sob maior pressão.” ASSIS. Imaginei que ela saíra do mato. soube conservar. que é maior entre as pessoas de poucos recursos. Apiedei-me. senti um repelão dos nervos. como eu estivesse a preparar-me para descer entrou no meu quarto uma borboleta. insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa. Não era. contra uma toalha de rosto. e viu que me movia. Então disse consigo: ‘Este é provavelmente o inventor das borboletas’. despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. e) Os empresários. que estava ali o pai do inventor das borboletas. Católica de Salvador-BA Ao analisar os resultados das pesquisas a que o texto se refere. e na dignidade que. e achando-a ainda no mesmo lugar. Quando enxotada por mim. porque eu a sacudisse de novo. tinha um certo ar escarninho. almoçada e feliz. incomodado. e não é impossível que descobrisse meia verdade.

d) A infra-estrutura deficiente do Brasil possibilitará trabalho constante. Cíntia.” VALENTINI. uma vez que ele sempre pode contar com a economia informal. querendo confundi-lo. e) se sente desorientado com a borboleta que descreve infinitas voltas em torno de seu corpo. Texto para as questões 71 e 72: “Eles sobraram Os números do IBGE. no Brasil. E o desafio. um deus em relação à borboleta.) O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores.Interpretação de texto II Avançar . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Isso porque as empresas.70. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. assim que a economia brasileira voltar a crescer. Eusébia. Fatec-SP Da leitura do texto é correto afirmar que o narrador a) se vale da imagem de uma borboleta para mostrar tanto as ações impulsivas do homem como sua capacidade de racionalização. será otimizado com: a) a manutenção da economia informal. Católica de Salvador-BA De acordo com o texto. In: Veja. p. b) a abertura de constantes frentes de trabalho. c) elabora uma comparação entre o susto que tivera ao ver a borboleta e o que tivera ao ver a filha de D. pode-se inferir que o problema de emprego. c) a implementação de um programa de educação. é alentadora. para o país. não serão sanadas a longo prazo. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. Exigências: ter acima de 16 anos de idade e estar desempregado há mais de um ano. Foram selecionados apenas os chefes de famílias numerosas. Para garantir a sobrevivência. um mês atrás. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1º grau completo ou nem isso. 105. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. d) se surpreende com a relatividade das coisas. Durante mais de uma década. b) As dificuldades do trabalhador desqualificado. deixou ruas se esburacarem. O rosto dessa gente apareceu quando o governo de São Paulo abriu inscrições. e) Os problemas de mão-de-obra desqualificada — frutos da atual conjuntura econômica do País — se resolverão definitivamente. Assim que a economia voltar a crescer. por uma ironia do seu passado recente. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. pode-se afirmar: a) A realidade do trabalhador brasileiro era desconhecida até a formação das frentes de trabalho. 29. cesta básica e seguro de acidentes pessoais. 1999. b) fala de uma borboleta para representar a importância de pequenos momentos na vida dos homens. n. o horizonte é desolador. Católica de Salvador-BA A partir da leitura do texto. viadutos. recebendo salário mensal de 150 reais. ao constatar-se um gigante e. F. já não precisam tanto de força física. ano 32. o principal órgão de pesquisas sociais do país. A idéia era selecionar 50 000 pessoas para cumprir um contrato de seis meses. embora difícil. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. 34 71. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. e) a criação de postos de trabalho na área da construção civil.. talvez. Para os outros. 21 jul. Segundo o Instituto. uma vez que o trabalho físico tende a desaparecer. para as chamadas frentes de trabalho. Uma multidão de 460 000 pessoas lotou os locais de inscrição. pelo menos na área de construção civil. com a modernização. os mais velhos e aqueles que estavam por mais tempo na fila do desemprego. (. 72. o governo abandonou estradas. d) o controle da natalidade nas camadas mais baixas. F.. no Brasil. c) A situação do trabalhador braçal. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro.

em destaque no texto. Luto da família Silva.Interpretação de texto II Avançar . Nós auxiliamos várias famílias importantes na América do Norte. nós temos de enterrar você é mesmo na vala comum. em todo lugar onde se trabalha. Apud: Para gostar de ler. a família Matarazzo. Você não possuía sangue azul. Nossa família quebra pedra. nas fábricas. Na vala comum da glória. leio o nome do sujeito: João da Silva. Veio tinindo. Uma poça de sangue. 35 73. entretanto. 5. Nossa família é feito Maria Polaca: faz tudo. faz telhas de barro. Apesar disso. A família Crespi. São Carlos-SP A leitura do texto permite afirmar que o autor a) quis desqualificar as famílias não importantes. (…) João da Silva — Nunca nenhum de nós esquecerá seu nome. d) explicar e comentar informações anteriores. Um homem estava deitado na calçada. na Inglaterra. F. nas usinas. O homem estava morto. b) pretendeu enaltecer a tradição de famílias importantes na história brasileira. F. todas essas famílias assim são sustentadas pela nossa família. d) ironia. O cadáver foi removido para o necrotério. 74. ed. faz os jornais. c) expandir e explicar informações anteriores. Rubem. c) pequenez. c) “vermelhinho da silva” e “sangue azul”. a família Guinle. e) desprezo. A Assistência voltou vazia. F. nas cozinhas. laça os bois. é que trabalha para os homens importantes. d) propôs uma reflexão sobre diferenças sociais. vai mal em política. p. enche os porões dos navios. São Paulo: Ática. Na seção dos ‘Fatos Diversos’ do Diário de Pernambuco. serve no Exército e na Marinha. no Japão. Essa relação releva-se em a) “vai mal em política” e “há de subir na política”. e) retomar e explicar informações anteriores. sugeridas também pelos nomes de família. 4. b) retomar e sintetizar informações anteriores. Morreu de hemoptise. Porque nossa família um dia há de subir na política…” BRAGA. U. 76. na França.INSTRUÇÃO: As questões de números 73 a 76 referem-se ao seguinte texto de Rubem Braga: “Luto da família Silva A Assistência foi chamada. Sangue de nossa família. São Carlos-SP O texto estrutura-se na oposição entre os Silva e as demais famílias. e) “vermelho” e “vermelhinho da silva”. U. enrola o tapete do circo. conduz os bondes. nos pastos. João. O sangue que saía de sua boca era vermelho — vermelhinho da silva. assume a função de a) resumir e comentar informações anteriores. e) enfatizou a importância de se melhorarem os Silva para entrarem na política. c) explicitou a submissão dos países da América do Sul aos da América do Norte. nos balcões. F. nas minas. U. nas praias. João da Silva. Morava na rua da Alegria. São Carlos-SP A oração faz tudo. Nossa família. a família Rocha Miranda. no mato. a expressão “vermelhinho da silva” traduz a idéia de a) intensidade. João da Silva. como a Silva. Nossa família. 75. v. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) “em todo lugar onde se trabalha” e “a gente de nossa família trabalha nas plantações de mate”. d) “vala comum da miséria” e “vala comum da glória”. A gente de nossa família trabalha nas plantações de mate. 1984. Na vala comum da miséria. conta o dinheiro dos bancos. a família Pereira Carneiro. nas fazendas. Sempre por baixo. U. São Carlos-SP No texto. 44-5. levanta os prédios. b) carinho.

por acaso. as grandes palavras semitas podem [desaparecer? E. e quando se desfizerem as nações instaladas ao depois [de Babel. IMPRIMIR ( ) a linguagem poética. irmão!” LIMA. 388-9. as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos. ( ) a palavra divina tornada vazia de significação para o homem. p. 1997. E.Interpretação de texto II Avançar . ( ) o homem comum como elemento responsável pela perda do poder expressivo da palavra no seu uso cotidiano. as palavras se mumificaram na boca dos legisladores. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. E o Verbo de Deus é uno mesmo com a profanação [dos homens de Babel. mesmo com a profanação dos homens de hoje.77. por acaso. U. a palavra imortal há de adoecer? E. como promotora do entendimento entre os homens. não foi ele apontado para restituir-lhe a sua essência. o poeta não foi designado para vivificar a [palavra de novo? Para colhê-la de cima das águas e oferecê-la outra vez [aos homens do continente? E. o poeta não falará. ( ) o poder mágico da palavra só atingível por aquele que ultrapassar a compreensão do “Verbo de Deus”. a todos os homens da terra numa só língua — a [linguagem do Espírito? Se por acaso viveis mergulhados no momento e no [limite. ( ) o poeta como reinventor da linguagem. as palavras nada significam nos discursos dos homens [públicos. Voltar Língua Portuguesa . por acaso. In: Poesia Completa. e reconstituir seu conteúdo mágico? Acaso o poeta não prevê a comunhão das línguas. Salvador-BA “As Palavras Ressuscitarão As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas. construtor da palavra perene. 36 GABARITO O poema apresenta: ( ) a poesia como instrumento de redenção do homem. não me compreendereis. Jorge de. na sua universalidade. Quando toda a confusão for desfeita. quando o homem reconquistar os atributos perdidos [com a Queda. Organização de Alexei Bueno. do ponto em que se encontrar.

Já disse que sou sozinho! Ah. 37 GABARITO 78. não me [enfileirem conquistas Das ciências (das ciências.INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 78 a 81. das artes. guardem-na! Sou um técnico. como sou. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) uma mágoa de Lisboa. [a vontade. Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada. c) um medo de revisitar Lisboa. das ciências!) Das ciências. “Lisbon Revisited Não: não quero nada. mas tenho técnica [só dentro da técnica. U. 1981. Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. pois a cidade nunca lhe proporcionou boas lembranças. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. leia os versos de Fernando Pessoa. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos. por amor de Deus! Queriam-me casado. tenham paciência! Vão para o diabo sem mim. fútil. nada sois [que eu me sinta. nada me tirais. 290-1. p. Assim. pois em Lisboa ainda pode viver bons momentos. com todo o direito a sê-lo.Interpretação de texto II Avançar . Deus meu. ouviram? Não me macem. a todos. pois trata-se de uma época remota e irrecuperável. Fora disso sou doido. da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade. pois ela tirou-lhe todos os bons sentimentos. Deixem-me em paz! Não tardo. Obra Poética. o contrário [de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa. pois lá passou uma infância vazia e sem sentimentos. e) uma saudade melancólica da infância. Já disse que não quero nada. Quero [ser sozinho. quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto. d) uma mágoa de sua cidade (Lisboa). Fernando. que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero [estar sozinho!” PESSOA. Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais. fazia-lhes. São Carlos-SP A penúltima estrofe do poema permite considerar que o eu-lírico sente a) uma saudade carinhosa da infância. F. Com todo o direito a sê-lo.

b) importunem. no último parágrafo. rápido como uma seta. por essa razão. para agradar a todos. à sombra das maravilhosas árvores do Éden. para desenvolver sua arte. rápido como aquela pedra arrojada tão rigorosamente. U. b) encontra na morte a única solução para os problemas. ímpetos tão desconhecidos e violentos. pode-se dizer que o poeta a) recusa-se a aceitar os valores que a sociedade tenta inculcar-lhe. achou-se ao pé da janela e cobriu de beijos as mãos da sua amada. verifiquei que não passava de miragem. ( ) Íntima relação entre o nome da personagem feminina e o seu jeito de ser. F. Para mim. desde que Adão e Eva a trocaram. a gente em tudo vê maravilhas. que por pouco talvez o houvesse estendido por terra. atordoavam-no ainda aqueles dois assobios que não podia explicar e sobretudo aquela pedrada tão bem dirigida. ( ) Concepção idealizada de mulher. 38 GABARITO Marque V para as afirmativas que podem ser comprovadas com o texto e F para as que não podem. Inocência. 99-100.. Que foi? — Ah! não foi nada. ( ) Atitude de vassalagem amorosa. 24.. respondeu apressadamente Cirino. Dois gritos.Interpretação de texto II Avançar . p. c) tenta tornar-se uma outra pessoa.. São Paulo: Ática. Depois. U. minha vida. superiores a todas as suas tentativas de resistência. como a que balbuciam duas cândidas almas na eterna e sempre nova declaração de amor. queria respirar o ar da noite e beber na viração do sertão um pouco de tranqüilidade para sua alma não afeita ao tumultuar dos sentimentos que a agitavam e. quem sabe? verificar se por aí não andava rondando aquele que no seio lhe inoculara tamanho desassossego. ed. era um macauã. F. c) a vontade do poeta de poder compartilhar da paz que outras pessoas sentem. Cirino. Numa dessas noites de ansiedade. U.79. e) a inquietude gerada na alma do poeta. em virtude da sua solidão. abrasada também de amor. em face do religioso. A princípio tomei também um grande susto. almeja fazer parte da companhia. a única que vi era você. U.” TAUNAY. São Carlos-SP Pela leitura do poema. d) o desejo do poeta de manter-se afastado e isolado das pessoas. F.. metido no laranjal e procurando uma solução a tanta dificuldade. A pobrezinha. 81. 80. O que pareceu pedrada era um noitibó que frechou para mim e veio dar com a cabeça na parede. c) ofendam d) maltratem. — Deveras. — O grito? balbuciou ela. ( ) Escapismo para o sonho.. São Carlos-SP Os dois últimos versos do poema revelam a) a conscientização do poeta em relação a seus problemas e à breve solução que lhes dará. — Deveras? perguntou ela incrédula. destacada no poema. d) sente-se solitário e. significa a) desprezem. Visconde de. São Carlos-SP A forma verbal macem. 82. ( ) Dimensão hiperbólica do sentimento amoroso. e a pedrada. b) a irritação do poeta com aqueles que pretendem ajudá-lo em seus problemas. 1996.. Com este madrigal encetou Cirino uma conversação como a da primeira noite.. ( ) Atitude de irreverência do narrador... viu afinal reabrir-se a janela de Inocência. meu anjo do céu. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. e) aparta-se da sociedade. e) abandonem. fui ver no laranjal. Salvador-BA “Passava as noites em claro. De noite.

é função do escritor: a) inovar sempre a língua — registro de suas obras — criando as novidades a partir da influência popular.Texto para as questões de 83 a 85: “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. o que vai permitir uma aceitação maior de suas obras. poderia eu citar até alguns escritores cuja opinião é diversa da minha neste ponto. Entre as exceções. que é importantíssima nesse processo. 85. Há. são os modelos adequados para a produção das obras consideradas modernas. c) aceitar as inovações trazidas pelo povo — aquelas que dão vivacidade à língua — exercendo. o que é um mal. 84. b) dominar com segurança a norma culta da língua e empregá-la fluentemente. certos modos de dizer. c) o povo de uma nação é a fonte incontestável de todas as alterações da língua. não admitindo as alterações que ocorrem por influência popular. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . não se lêem muito os clássicos no Brasil. A influência popular tem um limite. b) a necessidade de um equilíbrio entre tradição e renovação na língua. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) o reconhecimento de um escritor nem sempre se baseia em sua competência. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade.Interpretação de texto II Avançar . d) usar exclusivamente a linguagem do povo. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. Unifor-CE De acordo com o texto. pois a leitura se torna mais agradável e compreensível. Feitas as exceções devidas. Pelo contrário. porém. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. não se lêem. e) a língua reflete a história de cada época e sujeita-se a receber tanto a influência de seus escritores quanto a popular. e) a ausência de mérito literário em muitas obras consagradas pelo público. porém. 39 83. o capricho e a moda inventam e fazem correr. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. b) as obras clássicas são aquelas em que a linguagem é imutável. A este respeito a influência do povo é decisiva. portanto. ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito. um controle sobre elas e inibindo os abusos. d) as opiniões divergentes entre escritores a respeito do uso correto da língua em suas obras. e o escritor não está obrigado a receber e a dar curso a tudo o que o abuso. e) estudar sempre os autores clássicos. c) a divulgação das obras de escritores que gozam da aceitação popular. Unifor-CE A idéia central do texto é: a) a influência. locuções novas. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. Querer que a nossa pare no século de quinhentos. sempre atual. sem as indevidas interferências surgidas em cada época ou de acordo com a vontade de seu autor. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. Cada tempo tem seu estilo. que devem ser incorporadas pelos escritores em suas obras. acompanhando sua época e abandonando o estilo de autores antigos e defasados. pois somente eles.” Machado de Assis. com seus ensinamentos. é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. pois muitos deles até mesmo ignoram as estruturas da língua que utilizam. mas que sabem perfeitamente os clássicos. d) o mérito de um livro será maior quanto mais inovações ele apresentar. dos autores clássicos da língua. Em geral. Mas se isto é um fato incontestável.

Em todo o ano passado foram registradas 33 ocorrências e. já foram 31”. que se encontra na primeira nota? b) Explicite a sugestão dada no final da segunda nota. 34. neste ano. Rumina todos os papéis no oco das gavetas O que a mesa expele para a superfície é simples dejeto livre de mistério O arquivo também é móvel discreto e diz muito pouco de interesse humano A caneta. Unicamp-SP Considere o poema a seguir: “Inventário Povoam o escritório vários utensílios uns bastante sóbrios outros indiscretos Por exemplo: a mesa é sóbria. Se todos entrassem com uma ação simultaneamente. o lápis o papel. Voltar Língua Portuguesa . só no período de janeiro a abril. 1988. causando incêndios e sérios riscos à segurança dos vôos: segundo o Controle de Tráfego Aéreo. 13. Aparentemente peças quase iguais às demais: os mesmos modos funcionais Contudo é preciso vê-las em sua marca: no rastro dos dedos no selo do gesto Ali onde transgridem a ética da classe que proíbe os objetos de serem pessoais Onde desconhecem o acordo em vigor que as coisas transforma em armas submissas Não pactuam — hostis minhas duas mãos acidulam o ar da repartição” 40 GABARITO a) De qual critério se serve o poeta para classificar as diferenças entre os “vários utensílios” que “povoam o escritório”? Por que essa classificação destoa tanto da nossa percepção habitual? b) Como aparece a presença humana em meio ao ambiente da repartição? 87. As autoridades deveriam enquadrar os responsáveis por crime inafiançável e trancafiá-los em presídios por longos anos. de Rubem Tavares. as seguintes notas. p. In: Poesias Reunidas (1968-1988). publicada na revista Business Travell. parcialmente adaptadas: “Para os lunáticos que insistem em soltar balões de grande porte. já foram 31. encontram-se. no primeiro semestre de 2000. em 1998 foram registradas 99 ocorrências em Guarulhos. o cesto são só instrumentos sem vontade própria Dois os indiscretos: minhas duas mãos — úlcera no estômago da repartição ALVIM. entre outras. São Paulo: Duas Cidades.” “Não seria o caso de a Prefeitura pagar por cada nova pichação feita na cidade? É claro que sim. com certeza o prefeito encontraria novas atribuições para a Guarda Municipal. Unicamp-SP Na coluna “De zero a dez”. Vide sugestão na nota anterior que também poderia ser aplicada nestes casos. Amostra Grátis.86. só no período de janeiro a abril. Francisco.Interpretação de texto II Avançar .” IMPRIMIR a) Qual é a conclusão implícita na seqüência “neste ano.

Eu considerei as contas que era preciso pagar. d) é atraída pela música de um provável Chopin. Fatec-SP A leitura de Música torna possível afirmar que a atenção do narrador a) tem suas preocupações ordinárias postas de lado pela sensualidade da música e da pianista de braços redondos. apesar de triste. afasta o narrador de suas preocupações cotidianas. o coesivo “além” possibilitou: a) a inclusão de mais uma situação. b) “sob o lustre complacente”.Texto para a questão 88. “Música Uma coisa triste no fundo da sala. Carlos Drummond de. estrangeiros residentes. b) se apega aos “passos que era preciso dar”. 89. c) “meus cuidados voaram como borboletas”. na enumeração de situações que favorecem a biopirataria na Amazônia. apesar dos apelos tristonhos que a música de um piano lhe fazia do fundo da sala. UEPA “É nesse aspecto que a histeria sobre a biopirataria na Amazônia corre o risco de não levar a lugar nenhum. e) a exclusão das situações expostas. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. d) somente a ratificação das situações já apresentadas. estudantes e pesquisadores estrangeiros que vêm desenvolver pesquisas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) foi despertada pela relação material entre as teclas de um piano (“dentadura dura”) e sua própria dentadura (“dentadura amarela e preta”). e) “as dificuldades…” 90. a presença de turistas internacionais. que.Interpretação de texto II Avançar .” GABARITO Neste texto divulgado na Internet. levando-o ao desatino da existência. o que se constata pela evocação de um “lustre complacente”.” ANDRADE. 41 88. além do fluxo de brasileiros para o exterior. A existência de uma fronteira terrestre muito vasta para evitar contrabando. professores e consultores. c) a retificação das situações anteriores. b) a reiteração das situações apresentadas. Fatec-SP A expressão que mais claramente remete à liberação das preocupações do narrador. e) se fixa na tristeza e na solidão. as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza e na dentadura amarela e preta maus cuidados voaram como borboletas. sob o efeito da música de Chopin é: a) “braços redondos que nem coxas”. Alguma Poesia. d) “Enquadrei o Chopin na minha tristeza”. impossibilitam qualquer aparato de fiscalização. os passos que era preciso dar.

Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. (04) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual. teorias e linguagens pouco acuradas. Não pode se limitar a ver o Brasil. (02) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados.Interpretação de texto II Avançar . Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar condicionado. a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. os cientistas tendem a não expor as idéias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas. 4. desvinculada de sua cultura. no meio de um engarrafamento. Dê.’ Como aquele motorista. 1993.Texto para as questões de 91 a 93: “UM MERGULHO NO BRASIL Manaus 42 GABARITO Às duas da tarde do verão de 1984. (08) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se auto-avalia. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior. A inconseqüência não é apenas do consumidor. para descrever e entender o país. aventurando-se. o que constituiria entrave cultural. Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza. e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. a soma das alternativas corretas. com o carro e as janelas fechadas. São Paulo: Paz e Terra. trabalhando na inconseqüência. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real. Cristovam. (32) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país. como resposta. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população. para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial. no calor sem ar condicionado. para dar a impressão do bemestar do progresso. A teoria que se diz científica. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . (16) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico. p. Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações. Aquele encontro. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. Pervertendo o processo econômico. 91. A teoria econômica diria que o consumidor obtém. tentando usar o sentimento. 5-6. A Desordem do Progresso. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. denunciar que o carro não tem ar condicionado e estamos todos morrendo de calor. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. arriscando incoerências. vê a si mesmo. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira. o caos e a irracionalidade. como em qualquer mergulho. (64) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. Um mergulho no Brasil que. o motorista apontou para o carro à frente. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil. É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade.” BUARQUE. Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. Como o homem dentro de um carro fechado. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar condicionado. Prendem-se a modelos já preparados. construídas em torno de questões ultrapassadas. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor. mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral. UFBA O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: (01) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos. usam linguagens especiais. ed. eles não têm teorias alternativas. para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto. incompatível com seus recursos. como se tivessem lógica. em território tropical. Sobretudo quando. além de dúvidas.

se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. para dar a impressão do bem-estar do progresso. Dê. (02) “para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam.43 92. (02) A expressão “Tem que” remete a uma possibilidade remota de análise da realidade. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UFBA Há uma explicação coerente em: (01) O termo “ar condicionado” (1o destacado) está usado em sentido denotativo. (08) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. a soma das alternativas corretas. no desvendamento dos fatores externos que a constroem. como resposta. a soma das alternativas corretas. o caos a irracionalidade. (04) A forma verbal “entender” tem o mesmo sentido de “Mergulhar”. Dê. (64) A expressão “Para tanto” estabelece um relação de conseqüência com referência a “mergulho” (2o destacado). (16) O uso do “escafandro” sugere mascaramento do real objetivo do “mergulho” (1o destacado).” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma conseqüência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro. (04) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro.Interpretação de texto II Avançar . (08) A expressão “se ver pelos olhos dos outros” conota um falseamento da realidade individual. (16) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. subestimam a aparência em favor da realidade. dentro da ótica do consumismo. 93. como resposta. (64) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. com o carro e as janelas fechadas.” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. a respeito do fato que então se comenta. antes.” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. em território tropical. como se tivessem lógica. incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo.” — Os economistas. com argumentos falseadores. (32) Os pontos de vista dos economistas e do autor coincidem com relação ao grau de funcionalidade das “janelas fechadas” e “das janelas abertas”. UFBA O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: (01) “Para que todos pensem que tem ar condicionado. falso. (32) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém. diferentemente de “ar condicionado” (2o destacado).

no início do segundo período. Trata-se de uma grande e pretensiosa balela. armênios. ITA-SP NÃO se pode afirmar que a noção do sentimento saudade no texto seja a) atribuída exclusivamente ao ser humano. Por outro lado. assim como os seres humanos. Embora línguas que nos são mais familiares como o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de uma expressão (seus equivalentes de ‘nostalgia’ e ‘falta’) para exprimir o que chamamos de saudade em todas as circunstâncias. ‘shauck’ e também ‘hanim’. Por quê? c) Por que o emprego da palavra “racionalismo” é inadequado nessa passagem? As questões 95 a 97 referem-se ao seguinte texto: “Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes que muitos acabam se convencendo de que eles são de fato verdadeiros. já que seus outros dois irmãos. d) comum a todos os seres humanos e remonta aos tempos antigos. o ‘póthos’ dos antigos gregos e sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no planeta ou nas 10 mil que já existiram.” Correio Popular. contribui para tornar o trecho incoerente.Interpretação de texto II Avançar . Folha de S. Ao chegar à seleção brasileira em 1970. ‘garod’. macedônios. Desde que o homem é homem. Ora. sempre impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado. ‘ilgas’. o professor Josué Machado lembrou pelo menos dez equivalentes da palavra ‘saudade’. c) comum a todos os seres humanos. Um desses casos é o que envolve a palavra ‘saudade’. mas a maneira de expressá-lo é diferente. existem outros idiomas que o fazem de forma até mais sintética que o português. a dizê-lo. 6/4/1996. Cada atitude e cada declaração eram pensadas com um racionalismo típico de sua família. costumava ficar horas aprimorando seus defeitos após os treinos. Pode-se ainda acrescentar a essa lista o ‘desiderium’ latino. ‘Sehnsucht’. alemães. d) há línguas que são mais sintéticas que outras para exprimir os sentimentos. e húngaros. Os russos têm ‘tosca’. e Édson. ele sente saudade. Todas as línguas do mundo exprimem com maior ou menor grau de complexidade todos os sentimentos humanos. ficasse aprimorando seus defeitos”? Reescreva o trecho de maneira a eliminar o equívoco. sentem saudade. de uma forma ou de outra. b) A expressão “por outro lado”. ou talvez mesmo antes. 20/10/2000. b) os cães. 44 GABARITO 95. Unicamp-SP Quando o treinador Leão foi escolhido para dirigir a seleção brasileira de futebol. 58. sua terra natal. do qual consta a seguinte passagem: “Durante sua carreira de goleiro. ‘natsukashi’. efetivamente. que seria uma exclusividade mundial da língua portuguesa. 53 anos. ‘sóvárgás’. Leão. seria de um etnocentrismo digno de fazer inveja à Alemanha nazista acreditar que esse sentimento é próprio apenas aos que falam português. iniciada no Comercial de Ribeirão Preto. ITA-SP No texto. Paulo. e) talvez anterior à razão.” Saudade. sérvios e croatas. Campinas. e) há línguas que são mais sintéticas que o português para expressar o sentimento que os povos lusófonos designam “saudade”. letões. E seria uma grande pretensão acreditar que o sentimento que batizamos de ‘saudade’ seja exclusivo dos povos lusófonos. desde que aprendeu a falar aprendeu também. a tese é que a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e têm palavras para designá-los. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . adaptado. b) uma prova de que a espécie humana é fruto da mutabilidade de espécies. árabes. Leão não dava um passo em falso. se até os cães demonstram sentir saudades de seus donos quando ficam separados por um motivo qualquer.94. o jornal Correio Popular publicou um texto com muitas imprecisões. de 51 anos. japoneses. ‘jal’. Em uma de suas colunas semanais nesta Folha. quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato mundial. ‘nedôstatok’. 96. a) O que aconteceria com Leão se ele. c) trata-se de um mito a crença de que apenas os povos lusófonos têm uma palavra para designar o sentimento “saudade”. Edmílson. são médicos.

“Porque quem é louco por alguém. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) a fotografia e a frase em maiúsculas desviam a atenção do leitor da idéia de morte. b) contornar as histórias mal contadas. d) em II. já que não acrescenta nenhum sentido à frase. focalizando o principal beneficiário do seguro. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. d) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas.” Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima. a) Formosa e graça são. redundam em más reportagens. c) nas três ocorrências. os usos da palavra “louco” assumem sentido oposto àquele verificado em I. Mackenzie-SP “A moça não era formosa. o segundo uso da palavra “louco” assume sentido negativo. 101. em estilo preciso. que funcionam como argumentos para a tese defendida. evitando-se assim reações negativas do leitor diante desse tema. b) Na estrutura sintática predomina a subordinação. é correto afirmar que a) em II. 45 Quanto ao sentido que o vocábulo “louco” assume nas três ocorrências destacadas no quadro acima. II. e) em II. b) em I. c) denunciar. Para as questões 98 e 99 considere o texto das questões de 27 a 29. não é louco de deixar essas coisas para amanhã”. a repetição da palavra “louco” é redundante.97. por meio da clareza e da elegância do estilo. por “delinqüente”. predicativos do sujeito moça. e) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações.Interpretação de texto II Avançar . b) a imagem da criança reforça uma sugestão já presente no texto e no nome do produto. sintaticamente. 99. que é marcada apenas pelo emprego de orações na voz passiva. d) no trecho “você faz um seguro de vida que pode durar sempre”. “/…/ você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa /…/”. d) a generalização de uma idéia após a apresentação de exemplos. Fuvest-SP Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o texto: a) a única palavra que se refere diretamente à idéia de morte é “inventários”. sem prejuízo do sentido. os cabelos caíam despenteados. a palavra destacada tem o mesmo sentido. talvez nem tivesse graça. c) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração. c) o autor usa conotativamente a palavra “noite” para simbolizar a idéia da morte. b) a exclusividade da forma impessoal. d) criticar certas histórias que. 98. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos. PUC/Campinas-SP A revista Veja anunciou-se a si mesma. e) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. utilizando a seguinte frase: “Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas” Está implícito. por serem mal contadas. c) uma equiparação do sentimento saudade dos cães ao dos seres humanos. Fuvest-SP I. que a revista Veja se dispõe a a) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos. o autor sugere a idéia de longevidade do titular do seguro. a palavra “louco” pode ser substituída. GABARITO 100. e) exemplos de vocábulos de outras línguas para designar o sentimento “saudade”. nesse anúncio. ITA-SP NÃO se pode dizer que no texto haja a) uma declaração inicial que sintetiza a tese a ser defendida.

invadido pelas multinacionais e pelo capital estrangeiro. em II. d) de forma criativa o progresso econômico que a abertura ao capital estrangeiro trouxe ao país. e) II e III. “Incra suspende crédito para assentamentos. mulheres dos dirigentes do Kremlin. O jovem. II. arrogante. o emprego dos termos “INCRA” e “assentamento” particularizam a informação. o fato parece mais grave que na segunda. Paulo. a) O advérbio “literalmente” está adequadamente empregado nos dois textos? Justifique sua resposta.” Folha de S. 104. Paulo. d) I e II. Fuvest-SP Leia as seguintes manchetes de dois jornais paulistas. ambas do dia 15/5/ 2000: “Governo suspende verba para a reforma agrária. b) a relação de dependência econômica do país. c) III. em relação às manchetes. pode-se considerar que seu equivalente mais próximo seria: a) sentam a pua em alguém. d) sentam praça em algum lugar. apenas o que se afirma em a) I. se refere a expressão “às vezes literalmente”? Qual o duplo sentido produzido pela relação que aí se estabeleceu? 103. desempregados. exibida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . GABARITO 105. estabelecendo um paradoxo com a data da independência em 1822. sob idêntico ponto de vista. dança. Na 2ª manchete.102. c) sentam-se numa poltrona. e) que as origens do mercado publicitário no Brasil remontam à época de sua independência em 1822. As duas manchetes apresentam o mesmo fato. b) sentam tijolos na parede. Metodista-SP Observe a imagem que segue: A partir da composição acima. b) A que palavra. II. o recém-formado compete com levas de executivos de altíssimo gabarito. b) II. c) que a independência política é responsável indireta pela verdadeira revolução industrial que se desencadearia no país no século XX.Interpretação de texto II Avançar . literalmente. U. Para se candidatar a um emprego. Na 1ª manchete.” O Estado de S. Fuvest-SP I. às vezes literalmente. 46 Considere as seguintes afirmações: I. Fatec-SP Para determinar o valor sintático-semântico do substantivo “poltrona” na expressão “sentam poltrona”. sem experiência. os russos achavam que ela era influente demais. a partir de 1822. Está correto. e) sentam orgulhosamente. Acostumados às apagadas. embora empregando palavras diferentes. o autor demonstra a) que a independência política possibilitou a autonomia econômica do país com o ingresso das multinacionais e do capital estrangeiro. III.

Texto para responder a questão 109. e) Há total descaso pela oralidade da expressão. 108. A vida toda. Mackenzie-SP A característica da poesia modernista que NÃO se encontra no texto é: a) liberdade formal. b) O modo de reproduzir a cantiga indica sua variação rítmica à medida que a cena se desenvolve. b) Expressa por meio de clichê o movimento dado à saia. d) A expressão enorme trouxa justifica o adjetivo trôpega que caracteriza negra velha. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. qualquer o assento. e mesmo a tábua-de-latrina lhes nega assento além de anatômico. as curvas de afeto. Sentam poltrona: ou tábua-de-latrina. b) aponta para os incômodos causados pelos bancos de colégio que são pouco anatômicos. a) O título já anuncia a importância da relação entre as duas mulheres. e) ironia. GABARITO “Sobre o sentar-/estar-no-mundo Ondequer que certos homens se sentem por afetuoso e diplomata o estofado. a) Revela-se poético. sentam poltrona.” NETO. c) A resposta da avó explicita a sua indiferença para com a menina. d) Enriquece a descrição da menina por meio de prefixos ligados a nomes. se sentam mal sentados. 107. apesar de aproximar-se da prosa. Fatec-SP Da leitura de Sobre o Sentar-/Estar-no-mundo. e) Tem a coerência prejudicada por falta de pontuação. pode-se afirmar que a) o sentido nuclear do poema se dá na relação entre poltrona e banco de colégio. por ser anatômica. enorme trouxa de roupas na cabeça: — Qué mi dá. o abaulado amigo. d) a tábua-de-latrina. confere ao homem uma postura universalizante. senão pregos. e mesmo de pé algum assento os fere: * eles levam em si os nós-senão-pregos. João Cabral de Melo. b) sintaxe elíptica. A educação pela pedra. exemplo único de concepção universal. como compete à poesia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . vó? — Naão. 109. sentam bancos ferrenhos. em efes e erres. c) Apresenta erros de ortografia que impedem a clareza do texto. c) revela que o fato de certos homens ficarem a vida toda sentados causa-lhes um malestar indescritível para o corpo e para a alma. Batia compasso com a varinha na poeira da calçada. de colégio. c) recriação de cena cotidiana. ecumênico. onde cabe qualquer homem e a contento. tomando como ponto central as oposições entre o sentir e o sentar. … trarilarára… traríla…” Mário de Andrade. 47 106.Texto para as questões de 106 a 108: “A menina e a cantiga 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 … trarilarára… traríla… A meninota esganiçada margirça com a sáia voejando por cima dos joelhos em nó vinha meia dansando cantando no crepúsculo escuro. os ferem nós debaixo. d) linguagem coloquial. Ondequer que certos homens se sentem nas nádegas da alma. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o fragmento que vai da linha 2 à linha 3.Interpretação de texto II Avançar . … trarilarára… traríla… De repente voltou-se prá negra velha que vinha trôpega atrás. e) o poema satiriza a prepotência de certos homens.

Não sei o que herdou do pai. preferiria ter os tipos de pais que nunca escolheriam um filho de um catálogo. foi publicado no Jornal O Globo. não poderia fazer uma encomenda melhor ao laboratório: os óvulos da bela e inteligente Liv Ullmann fertilizados pelos genes geniais do Ingmar Bergmann. Juiz de Fora-MG O principal objetivo comunicativo do autor do texto é: a) ironizar a comercialização de genes no Brasil. encontrarão uma forma de assegurar que os genes comprados tenham o destino desejado. Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem. atletas e gênios há sempre um simpatizante do nazismo. Há algumas ironias. F. Como dizem que Bergmann é um gênio com um gênio violento e difícil – e a última é que ele foi um simpatizante do nazismo até o fim da Segunda Guerra – Linn pode ter herdado mais do que queria. mas não o inverso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “O que vem por aí Pouco depois de ler a notícia sobre o americano que está oferecendo óvulos de modelos na Internet para quem quer ter filhos bonitos. ou aquela respeitabilidade forçada do inevitável. Mesmo com toda reação contra e a discussão ética. um cantor country – ou um simpatizante do nazismo. Na comercialização de genes saudáveis e bonitos está subentendido que a personalidade não vai junto. em especial. o filho continua não podendo escolher os pais que o terão. Mas esta vitória da mentalidade ‘de direita’ redime a tese da ‘esquerda’ na velha discussão sobre o que determina caráter e destino. U. d) argumentar que entre óvulos e espermatozóides de modelos. depois. Ela é filha da Liv Ullmann e do Ingmar Bergmann. c) demonstrar que a engenharia genética promete ser a questão do novo milênio. d) a reprodução programada permite que os pais escolham o filho que querem ter. E pensei: está aí. F. Não há garantia que entre os óvulos e os espermatozóides de modelos. pelo menos no Brasil.” 48 110. que promete ser a questão do novo milênio. Juiz de Fora-MG Indique a única alternativa incompatível com a interpretação global do texto: a) a beleza de Linn Ullmann deve-se ao fato de ela ser fruto de reprodução programada. se fosse nascer hoje. está redimida a eugenia. que no passado era coisa de cientistas loucos e fascistas. As pessoas pedirão: ‘Quero um surfista loiro bom em física quântica e uma modelo com PhD – mas um tem que ser de Capricórnio e o outro de Libra’. Leia-o e responda. que está em Paris para lançar um livro.Interpretação de texto II Avançar . a qualidade do sangue ou do ambiente. implícitas nessa questão de engenharia genética. Para começar. Eu. Mas desconfio que.O texto seguinte. o cientificismo totalitário para fins de ‘melhorar a raça’ mudou de vocabulário e ganhou respeitabilidade. U. se esta é a palavra. GABARITO c) na comercialização de genes saudáveis e bonitos subentende-se que apenas as características físicas são geneticamente transmitidas. Linn Ullmann teve sorte: herdou a beleza da mãe. b) questionar a reprodução programada e. que os bebês serão o que o mundo fizer deles. a comercialização de genes de pessoas saudáveis e bonitas. que não tem qualquer opinião no assunto. Se alguém quisesse planejar uma loira superior. b) a reprodução programada baseada em genes de indivíduos saudáveis e bonitos é uma nova edição do cientificismo totalitário para fins de “melhorar a raça”. de 28/10/99. atletas e gênios não exista um serial killer. li no Libération uma matéria sobre Linn Ullmann. a genética ou a cultura. 111. as questões 110 e 111. Todos os avanços na área da reprodução programada não mudam a situação da criança. mesmo que fosse eu. E um mundo só de gente bonita e inteligente não seria necessariamente um mundo de gente melhor. escrito por Luís Fernando Veríssimo. Pela fotografia no jornal.

O sonho é substituído pela TV.” Excerto de BETO. In: A Gazeta. IMPRIMIR GABARITO 114. e) ‘indigência intelectual e espiritual’ – pobreza de cultura e de espírito. Memórias de um Dinossauro. um grande silêncio. morto de fadiga.. viciadas em indigência intelectual e espiritual. e) enfatiza as dificuldades de relacionamento da personagem com as pessoas que a cercam. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. 49 113. e) Atualmente as crianças não se preocupam com o futuro. até que. Frei. uma boca enorme.Interpretação de texto II Avançar . b) contrasta o modo de ser de Madalena com as ações do narrador. cansadas perante um futuro que ainda não viveram. encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos. Mormente por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos. d) As crianças engordam muito porque ficam muito tempo em frente da tevê.. lacunas no cérebro. 05. as histórias cedem lugar aos programas de auditório. no seu sentido geral. Cesgranrio Analisando o texto. 08 set. corpo de criança e alma de mulher. Foi este modo de vida que me inutilizou.) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto. aos brinquedos eletrônicos. Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo. b) Os adultos cedem facilmente aos desejos das crianças.. Emescam-ES Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto. Patifes! E eu vou ficar aqui. d) ‘ritmo da esquizofrenia’ – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais. b) ‘insistência pirralha’ – teima persistente da criança.. a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. as crianças são levadas precocemente ao consumo. Se Madalena me via assim. Texto para a questão 114: “Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos. sem afeto e sem cultura. 112. rios cheios e uma figura de lobisomem. E a desconfiança terrível. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. 98. c) ‘embotelhada em danças’ – especialista em danças. com certeza me achava extraordinariamente feio. É horrível! Se aparecesse alguém. sem sonhos. e as fadas.” Graciliano Ramos. Voltar Língua Portuguesa . até não sei que hora. Sou um aleijado. que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência da profissão. dedos enormes. Estão todos dormindo. Nem sequer tenho amizade a meu filho. Marciano está dormindo. isso ocorre em: a) ‘suficiente discernimento’ – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. (. agito a cabeça para repelir a visão que me exige essas deformidades monstruosas. c) retrata o conflito íntimo da personagem.Texto para as questões 112 e 113: “Hoje.. eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distancia a idade fisiológica da psicológica. E um nariz enorme. Vitória. bruxas e reis. p. Emescam-ES A frase que melhor sintetiza as idéias do texto acima encontra-se em: a) Hoje. Lá fora há uma treva dos diabos. c) Os tempos modernos eliminam os sonhos da criança. Devo ter um coração miúdo. Se ao menos a criança chorasse. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. Aos quatro anos.. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. às escuras. d) caracteriza o mundo exterior como hostil. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. A vela está quase a extinguir-se. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. Fecho os olhos. podemos afirmar que se trata de um texto psicológico porque: a) mostra a solidão em que vive o narrador.

Obra completa. para comprovar a tese da geração espontânea: “Faça um buraco num tijolo. Necessita de adivinhação. fliperamas. show do Milton Nascimento. argumentando indutivamente. a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade. bosques enluarados. ‘expressão duma alma muito pessoal. De alma escovada e coração estouvado. é muito difícil. (. São Paulo: Cultrix. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. é uma questão Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.’ Parece-me que alma muito pessoal significa. envolvimento. ponha ali erva de manjericão bem triturada. UFR-RJ “O primeiro grande poeta que se firmou depois das estréias modernistas foi Carlos Drummond de Andrade. Alguns dias mais tarde.. beira d’água. 494. História concisa da literatura brasileira..” Hoje. atividade da razão.Interpretação de texto II Avançar . fazer sesta abraçado. e passeie de mãos dadas com o ar. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. e) característico da primeira geração modernista. disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que. um envolvimento e dois amantes. UERJ Em 1648. chamado Jean Baptista von Helmont. da qual fazia parte.. A conclusão do químico pode ser refutada logicamente pelo argumento indicado em: a) a experiência não resistiu à passagem do tempo. Segundo Bosi. A proteção dele não precisa ser parruda. Namorado é a mais difícil das conquistas. Rio de Janeiro: Aguillar. um químico holandês. você verá nascer pequenos escorpiões.) Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo. saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Carlos Drummond de. de saliva. quindim. Enlou-cresça. d) tímido. lágrima. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela.. abobalhados de alegria pela lucidez do amor. transa. ponha a saia mais leve. em relação ao humor de Drummond pode-se afirmar que é um riso: a) que assinala uma ruptura com a geração que o antecede. no caso. nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele.115. mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme. distanciado e lúdico. Definindo-lhe lucidamente o caráter. traço constante na poesia de Drummond”.. nuvem. ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. aquela de chita. tendo o manjericão agido como fermento. (. c) o químico não tinha competência para a realização da experiência. mesmo. ruas de sonhos ou musical da Metro. dois paqueras. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor.) Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado. sabemos que escorpiões não nascem assim. Paquera. 1989. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques.. até paixão é fácil. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba virando matéria privilegiada do humor. sua frio e quase desmaia pedindo proteção. (. Namorado não precisa ser o mais bonito. fruto da inspiração poética. gabiru. 1982. Aplique um segundo tijolo sobre o primeiro e exponha tudo ao sol. mesmo assim pode não ter namorado. é poesia objetiva. b) uma hipótese alternativa para o fenômeno não foi lembrada. 50 BOSI. b) escarnecedor. semelhante ao de Gregório de Matos. fazer compra junto. decidida. c) irônico. relatou a seguinte experiência. Mas namorado.” ANDRADE. caso. Alfredo. Se você tem três pretendentes. sem qualquer reflexão. 116. de pele. flerte. p. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. brisa ou filosofia.) Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. Texto para as questões 117 e 118: “Namorado: ter ou não. d) a geração espontânea não pode ser comprovada com experimentos.

no outro. UFMG De acordo com o texto..Interpretação de texto II Avançar . ou expressão. d) o sentido da vida se dá pela tensão entre crescimento e loucura. Sendo uma aventura intelectual. que variam conforme as convenções gerais de cada época. está corretamente explicado pela frase entre parênteses. impondo normas. de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. c) Para eles. UFR-RJ Para o autor. dominar a norma culta do idioma não excede. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) o crescimento e loucura são considerados processos incompatíveis. dominar a norma culta do idioma não excede. por natureza convencional e efêmero: num dia. Pela perspectiva dos artistas. (Remete à efemeridade do conhecimento do código de trânsito). Ela pode dar impressão de firmeza. ficam os gramáticos. De outro. e não para escravizá-lo. e) sabe teorizar sobre os seus sentimentos..” 51 GABARITO 119. Esse tipo de postura gerou um impasse. Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras. b) entra em sintonia com o outro no plano das sensações. indica novas propostas para o futuro. A transgressão. os artistas. 118. pensa o poeta. exceto em: a) … assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. (Introduz uma comparação). é correto afirmar que: a) a língua não oprime os artistas quando os submete à vontade do Estado. o conhecimento do código de trânsito. os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído. Tanto no texto como no comportamento. o conhecimento do código de trânsito. Observa-se o mesmo nas normas da gramática. o emprego do termo. Textos para as questões 119 e 120: “Pode um escritor. guardiães da língua). o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado. d) vivencia as sensações do amor sem se entregar. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma. para ser bem-sucedida. na próxima semana. pode ser que a mesma rua não exista. UFR-RJ “Enlou-cresça. em valor. de ambigüidade. c) distingue o que é concreto do que é abstrato.” O neologismo em questão sintetiza o seguinte pensamento: a) só é possível crescer se a vida não fizer nenhum sentido. b) o sentido da vida se constrói a partir do crescimento intelectual. só sabe o que é namorar quem: a) cultiva o hábito de fazer poesia. b) Ela pode dar impressão de firmeza. Para eles. (Refere-se à transgressão de função estrutural). d) Observa-se o mesmo nas normas da gramática. d) os gramáticos impõem normas para os artistas não as transgredirem. mas porque sabem tirar proveito da ruptura. clamando por liberdade. b) os artistas revelam o caráter transitório da norma culta ao infringirem-na. em valor. A língua existe para servir o indivíduo. contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa. de precisão. que variam conforme as convenções gerais de cada época. (Refere-se aos gramáticos. A resposta à questão inicial é simples. Na maioria dos casos. UFMG Em todas as alternativas. De um lado. c) os escritores contrariam as regras gramaticais porque as desconhecem. e. […] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. deve possuir função estrutural. assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. em nome de sua arte. 120. e) o sentido da vida é construído por meio da loucura. destacado.117. não dá. certa rua dá mão.

São Paulo: Martins Fontes. UERJ silogismo. Ética para meu filho. ao crescermos. L. o sensato é insensato. ninguém me ajudou!’ Do mesmo modo. que lesamos a nós mesmos — pouco ou muito — voluntariamente. 1986. Rio de Janeiro.) Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém. O Globo. Monica Stahel. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia. ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: ‘Fiz sozinho. há circunstâncias que impedem o salário de ser maior. é claro) de nada e evitaríamos os remorsos. Texto para as questões 122 e 123: GABARITO “Ética para meu filho (. Lóg. ou talvez até risse e pronto. então. A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes. comprometeria o programa de estabilização do Governo. mas preferimos confessar-nos ‘escravos das circunstâncias’ quando nossos atos não são exatamente gloriosos. então. mesmo reconhecendo que é pouco. nas circunstâncias. É que. quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim. temos homens honrados e capazes. a criança pequena grita chorosa: ‘Não fui eu!’. é preciso resistir a apelos emocionais da sociedade. 52 Considerando essa definição. d) O salário-mínimo não garante vida digna para a maioria da população. que não pudemos escolher: ‘cumpri ordens de meus superiores’.. delas se tira uma terceira. oportunismo político ou desinformação.Texto para a questão 121: “Silogismo Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas. nelas logicamente implicada. Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. ‘perdi a cabeça’. c) Um salário-mínimo maior prejudicaria o país. ‘vi que todo o mundo fazia a mesma coisa’. quebraria a Previdência.” SAVATER. inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. Fernando. queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos.. (. compreendemos que já estamos sendo castigados. se não fosse assim. pode-se concluir que o silogismo a que se refere o título do texto é encontrado em: a) Boa parte da população sobrevive com apenas um salário-mínimo e o salário-mínimo não dá para viver. Dedução formal tal que. Trad.. então. mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. ‘não percebi o que estava fazendo’. FERREIRA. ‘é mais forte do que eu’. 1997. é preciso alterar esse modelo econômico. o país necessita da miséria de grande parte da sua população. Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo. B.)” VERÍSSIMO. adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível. o salário não aumenta mais por exigência do mercado internacional. Sérios. de Holanda. 24/03/2000. chamadas premissas. Do mesmo modo. o adulto é irreal e o responsável é criminoso. estamos todos condenados a uma lógica do absurdo. Nova Fronteira. sensatos. b) Precisamos manter nosso prestígio com a comunidade financeira internacional. não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos. Grita exatamente porque sabe que foi ela. então.. quando o pote da geléia que estava em cima do armário cai e quebra. Se não fôssemos livres. Por isso. nem se daria ao trabalho de dizer nada. etc. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser.Interpretação de texto II Avançar . 121.. resistindo a apelos emocionais. O país só é viável se metade da sua população não for. m. chamada conclusão.. Aqui o sério é temerário. A. S. Em compensação. o salário-mínimo impõe miséria a grande parte da população. F. ao agirmos mal e nos darmos conta disso. eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . postas duas proposições. De onde vêm os remorsos? Para mim está claro: de nossa liberdade.

A sina dele era correr mundo. actualmente. c) ambos os textos propõem o uso racional das terras no Brasil. incluindo lagos. José Saramago. São Paulo: Nova Alexandria. que é negado no texto II. PUC-RJ Leia o texto abaixo.) encontra-se em estado de improdutividade. é geralmente apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícola. 123. IMPRIMIR No que diz respeito ao fenômeno da cor. o autor obtém o seguinte efeito: a) valoriza o argumento das outras falas.” GIANNOTTI. UERJ Ao trazer para seu texto a citação de outras falas — por meio do emprego das aspas —. caem por terra. uns 400 milhões de hectares. no texto I. 53 “Entristeceu. de abandono. apenas uns 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. mas como pontos de vista que se baseiam em critérios. J. W. A respeito dos textos. luz e cores são fenômenos de consciência (sensações e percepções) cujas condições são ocorrências fisiológicas na retina e no sistema nervoso. mais tarde desenvolvida por Schopenhauer? Voltar Língua Portuguesa . b) delimita o que é defendido e o que é atacado. o principal mérito de sua análise é ter mostrado que a cor também existe como fenômeno que escapa à física. à toa! Como judeu errante. rios e montanhas. “Goethe estava interessado nas condições necessárias para que o fenômeno das cores se manifeste. Triângulo Mineiro-MG “A superfície do Brasil.122. d) o texto I discorre sobre o aproveitamento agrícola das terras brasileiras. M. Para ele.. no qual o autor expõe seus argumentos em tom de conversa. 1993. Goethe e o físico inglês Isaac Newton compreenderam o fenômeno da cor. Na verdade já estava procurando distinguir as condições ou esferas mediante as quais o fenômeno da cor se apresenta. mas como aparece junto à luz. d) destaca a palavra dos outros como argumento de autoridade. b) ressaltar uma discussão teórica entre iguais. é de 850 milhões de hectares. e) as perspectivas pessimistas quanto ao uso do solo brasileiro. considerando-se o sentido do texto II. Mais ou menos metade desta superfície. GABARITO 125. Essa estratégia tem o seguinte objetivo: a) provocar a resposta direta do interlocutor. c) diminuir a assimetria entre o filósofo e o leitor. W. de GOETHE. Assim. preocupou-se somente em estabelecer os critérios para a produção da cor enquanto fenômeno físico. Vidas Secas. Ora. d) revelar opiniões compartilhadas pelos interlocutores.Interpretação de texto II Avançar . UERJ O texto lido faz parte de um ensaio filosófico sobre ética. é o primeiro a distingui-las claramente: ‘Do ponto de vista do sentido visual. Considerar-se plantado em terra alheia! Engano. b) o texto II faz uma reflexão sobre os fatos narrados no texto I. ao contrário de Goethe e Schopenhauer. sendo provocadas por sua vez por processos físicos. não basta dizer que a cor surge da luz. sem fruto”.. F. andar para cima e para baixo. ou métodos de comparação. pode-se afirmar que: a) o texto II constitui uma representação estética da realidade contida no texto I. inteiramente distintos. Prefácio à edição brasileira de A Doutrina das Cores. o que distingue basicamente a abordagem de Newton daquela de Goethe. Schopenhauer. c) identifica um embate como reforço do campo da sinceridade. Newton.. Nesse aspecto. Um vagabundo empurrado pela seca”. de Graciliano Ramos.’ A identidade da cor varia de acordo com os critérios estabelecidos para sua compreensão enquanto fenômeno de consciência. essas duas interpretações diversas do fenômeno cromático não devem ser pensadas como necessariamente incompatíveis. embora as críticas de Goethe se revelassem posteriormente inconseqüentes. M. fenômeno na retina ou fenômeno físico. em que se comenta o modo como o escritor alemão J. 124. continuando o caminho de Goethe. O restante (.

Rio de Janeiro: Record. Antologia poética. voltam com força total. como a grega. não nos afastemos. do presente. principalmente a urbana. ao entretenimento. d) O poeta busca a convivência com os outros homens à sua volta. em breve. dos quais não pretende mais se afastar. b) O poeta renuncia ao isolamento voluntário e reafirma sua solidariedade aos companheiros. assustando algumas autoridades. não pretendendo. não direi os suspiros ao anoitecer. tendo em vista a existência de graves problemas. devastou-se a natureza. como a recessão e a violência. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) Ao voltar-se para a vida presente o poeta demonstra uma preocupação maior com o seu momento histórico. o trabalho converteu-se efetivamente na primeira necessidade humana. UnB-DF “O trabalho é a principal atividade do ser humano? Quase todas as pessoas responderiam afirmativamente a essa questão. 118. 127. pois. ao lazer. as cidades apresentam dificuldades de se organizarem em formas que não sejam pelo trabalho. não haverá mais quem trabalhe. nesse texto. ( ) Entre as “preocupações novas” das autoridades. Vivemos hoje um modelo de vida tão assentado sobre o trabalho. à diversão. O presente é tão grande. pela primeira vez na História. exceto: a) O autor de “Mãos dadas” quer unir-se a seus semelhantes para libertar-se do passado. destruíram-se símbolos preciosos da civilização e as cidades passaram a ser vistas apenas como espaços de trabalho e produção. c) O poema revela-nos um eu-lírico que. tendo em vista que as “jornadas de trabalho brutais — fazem alusão ao início da Revolução Industrial na Inglaterra e que os “símbolos preciosos da civilização” incluem a Bastilha. ignorando o passado e o futuro. o entretenimento — ideais de vida de algumas civilizações antigas. Estou preso à vida e olho meus companheiros. de certa forma. In: Educação para o lazer. Mas será que sempre foi assim? Sem dúvida. O tempo é a minha matéria. ( ) Infere-se que. A diversão. F. porque isso significa que. muito novas mesmo…” LIMA CAMARGO. ( ) O autor responsabiliza as jornadas de trabalho brutais pela devastação da natureza. ( ) Atualmente.” ANDRADE. que raramente o questionamos. a chinesa — foram esquecidos. GABARITO A partir do texto. a paisagem vista da janela. não! Ou que sempre será assim? Esperemos que não! Na verdade. vamos de mãos dadas. 1998. o tempo presente. não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. estamos chegando ao final de um ciclo civilizatório durante o qual nunca se trabalhou tanto e em que. a vida presente. lazer e entretenimento como ideais de vida.Interpretação de texto II Avançar . p. Carlos Drummond de. ( ) Algumas autoridades estão assustadas com a possibilidade de que o homem atual possa vir a ter diversão. Também não cantarei o mundo futuro. o autor tece comentários acerca de fatos históricos ocorridos na segunda metade do século XVIII. Viçosa-MG Leia atentamente o texto: “Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. Entre eles. 54 Todas as alternativas seguintes correspondem a uma leitura possível do poema drummondiano. p. surgiram jornadas de trabalho brutais. U. “Introdução”. Não nos afastemos muito. Não serei o cantor de uma mulher. 9. os homens presentes. não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. opta por conhecer a realidade de seu próprio tempo. Luiz Octávio de. neste final de milênio. Mas. São Paulo: Moderna. a romana e. entregar-se aos devaneios e à solidão. 1998. fortaleza francesa que foi destruída em 1789. de uma história.126. trazendo preocupações novas. o lazer. considero a enorme realidade. Nesse período. pode-se incluir a de buscar meios de viabilizar o acesso da população. julgue os itens que se seguem. e do futuro de um mundo caduco que o sufoca.

com meus próprios horários e sem chefe ou patrão por perto. já depois de muito tempo trabalhando em casa. (01) “Veja: uma revista tão boa que as notícias nem precisam ser ruins. a soma das alternativas corretas.: O leitor lê Veja porque a revista não traz notícias ruins. 7. com base em minha memorável participação nas peças do jardim de infância em Aracaju. p. o ministro Ornélas ou foi meu aluno ou quase foi — é o segundo ou terceiro ministro que foi meu aluno. como também não quero ser chamado de vagabundo. apesar de não sofrer as mesmas pressões que um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas. p. E o dr. me chama de ‘ilustre representante da esquerda democrática’. enfim.” (Veja. pôde. 6/10/99. jun. a Internet deixou de ser novidade e 5 milhões de brasileiros já não podem mais viver sem computador. aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô ou a pleitear uma vaguinha no Retiro dos Artistas. Cad. a síndrome ataca de igual maneira. Cad. ou seja. se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados. Eu. Lá vêm outra semana. como não está a meu alcance aspirar ao marajanato (sei que esta palavra não existe. mas a verdade é que. Argentina em primeiro lugar e Brasil em terceiro são premiados na Turquia. o povo era elegante. Dê. (16)“Sem alarde. 5/9/99. reconheça.” (Revista do Mercosul. p. outros compromissos.: Para o autor. 28) – Inf. Antônio Carlos.Interpretação de texto II Avançar . mas posso perfeitamente inventá-la. nem de tentar facilitar a vida. Por exemplo. 29/9/99. logo. mas não adianta. UFMS Na construção do sentido de um texto. 84) – Inf. Além disso. ago. 1999. e. chegou a verões. Antônio Carlos. mas não só levantar a papelada me infunde pânico. (08)“Continuamos incapazes de duas coisas: ligar causa e efeito e aprender do passado. 57) – Inf. argumentando comigo mesmo que desfruto de certa liberdade. outras chateações. logo. 27/9/99. pondo a mão no meu ombro. 1998. especialmente por um ex-colega de magistério. fico um pouco melancólico.” (Época. já está em outonos e.: Os demais países do Mercosul não se inscreveram no Festival de Vinhos na Turquia. Opinião.: Os outros produtos do mesmo tipo não têm a garantia HTP. Com base nessas explicações. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . (32)“Max Floc. como resposta. E manda a ética que me recuse a recorrer a pretensas vantagens derivadas de relacionamentos pessoais. Opinião. como sabemos. quem lê deve ser capaz de inferir que a memória do escritor já o traiu pelo menos uma vez antes. se transmuta em invernos.” (Raça. eu também podia recorrer ao dr. 5/7/99.” (Istoé. não. 103) – Inf. quando João Ubaldo diz “…se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados…”. é necessária na atual conjuntura. não ele). outra crônica.” (Roberto Campos. o leitor competente deve saber ler nas entrelinhas. eu também posso). 55 Trabalho desde os 17 anos — já lá se vão 41 do que começou como primaveras./jul. mas com inquestionável empenho. p. p. (04)“A dupla jeans e camiseta e roupa feita em série acabaram com a elegância do povo. Alguns. O Globo. 128. 29) – Inf. p. onde certa feita interpretei ‘Tatu subiu no pau’. deve ser capaz de fazer inferências. Podia estar aposentado. Ao trabalho. começam a ficar macambúzios na hora em que ouvem a musiquinha de encerramento do Fantástico. começo na manhã da própria segunda. também padeço de segundafeirite que acomete todos os trabalhadores. Quis muitas vezes descondicionar-me. aquela(s) em que a inferência feita não se sustenta a partir do fato mencionado. que me conhece desde rapazinho (eu.: Antes a Internet era novidade e 5 milhões de brasileiros podiam viver sem computador.: Quando usava outros tipos de vestimentas. se bem que ele próprio aposentado. dos saudosos 30 mil dólares. (…)” O Globo. eis que. Nada de aposentadoria. p. se o ex-ministro Magri. entre as alternativas apresentadas abaixo. Não. sem muito sucesso. sempre é afável comigo. morre de rir quando o crítico e. a incapacidade de ligar causa e efeito e aprender do passado são características imutáveis de nossa mentalidade. (02)“Vinho Mercosul no mundo. nada disso. que não os mencionados. procurando pistolões. O único clarificante e floculante de piscina com a garantia HTP. lá vem a segunda-feira. 7) – Inf.Texto para as questões de 128 a 131: “Segunda-feirite aguda João Ubaldo Ribeiro. a fim de recuperar o que não foi dito explicitamente. Não tenho queixa.

sujeitos a horários e normas rígidas. desesperado. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . (32)A segunda-feirite ataca todos os trabalhadores já no final da noite de domingo. (32)A palavra macambúzio significa revoltado. como em baronato. (04)As aspas em “ilustre representante da esquerda democrática” têm por função indicar uma expressão atribuída a uma outra voz. a soma das alternativas corretas. UFMS Assinale abaixo a(s) alternativa(s) verdadeira(s). ou seja. UFMS Dentre os enunciados abaixo. e na necessidade da situação atual. a de escritor. acabam sendo menos afetadas pela síndrome da segunda-feira do que os trabalhadores comuns. (02)Em “…aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô…” o advérbio provavelmente acrescenta ao conteúdo proposicional do enunciado a indicação da modalidade sob a qual ele deve ser interpretado. João Ubaldo Ribeiro faz uso do sufixo latino ato que forma substantivos a partir de adjetivos. (08)Em “…um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas…”.129. o escritor admite estar caminhando para o inverno da vida. que me conhece desde rapazinho (eu. (01)Sendo quase sexagenário. a soma das alternativas corretas. rinite e gastrite. como resposta. (16)Para construir o vocábulo marajanato. por exemplo. inconformado. (02)Em “…se bem que ele próprio aposentado. a performance do menino João Ubaldo não foi das melhores. (64)Se em “…não está ao meu alcance aspirar ao marajanato…” utilizássemos um pronome pessoal para substituir o objeto indireto. que indica inflamação e que está presente também em bronquite. (64)João Ubaldo Ribeiro assume um tom irônico que perpassa todo o texto. (01)Os conectores não só… como também e além disso são utilizados para ligar enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão. o conector se estabelece uma relação de condicionalidade com o que foi dito anteriormente. (32)Já para criar segunda-feirite. também ele inventor de palavras. Antônio Carlos. (08)O direito de inventar palavras que o autor se atribui apóia-se no exemplo do exministro Magri. 131. como. como o dr. o verbo morrer pelo advérbio de intensidade muito. como resposta.Interpretação de texto II Avançar . pelo fato de obedecer a princípios éticos. (08)Em “…eu também podia recorrer ao dr. eles somam argumentos para apoiar ou justificar a não-aposentadoria do autor. o que significa que poderia ser substituída por pode indiferentemente.”. Dê. a concordância do adjetivo com os substantivos que o antecedem poderia ter sido feita também no masculino plural. não ele)…” a informação entre parênteses vem corrigir uma possível ambigüidade de sentido. o autor emprega o sufixo grego -ite. UFMS Marque a(s) proposição(ões) que não está(ão) correta(s). (04)Embora a peça “Tatu subiu no pau” tenha tido êxito de público. (64)Pessoas que exercem determinadas profissões. identificam-se as várias fases da vida humana às estações do ano. ou seja. (01)No início do primeiro parágrafo. (16)A figura de linguagem presente em “…morre de rir quando o crítico…” é a metonímia. a soma das alternativas corretas. no caso do texto. Dê. (04)A forma verbal pôde é um dos casos de palavras que admitem dupla acentuação. (16)O escritor não admite recorrer a favores de ex-alunos ilustres. que não a do locutor. 56 GABARITO 130. o resultado seria “…não está ao meu alcance aspirar-lhe…”. Dê. como resposta. uma vez que foi usada uma palavra no lugar de outra. identifique aquele(s) que seja(m) adequado(s) ao texto lido. Antônio Carlos. (02)O autor afirma que ainda não pediu aposentadoria apenas porque não tem condições financeiras para se sustentar.

de eternidade. o texto de Ana Miranda classifica-se como crônica. o suco de laranja (que tem gosto de beterraba que tem gosto de pastel) vem num galão. de Ana Miranda. enquanto ouço vou também desenvolvendo o meu cérebro e aprendendo a aferir os encantamentos na máquina de um amigo. tomamos vinho e comemos bolo de nozes. um sentimento vitorioso. parece uma cidade de papel onde tudo é florido e arrumado e limpo e vigiado. eu me sentia uma liliputiana no país de Gulliver. a garrafa de champagne era mais alta do que eu. p. e as estruturas levíssimas. as geladeiras são repletas de guloseimas. tudo aqui é em quantidades vertiginosas. hot-dogs e fumamos charutos e tudo nos embriaga de felicidade.132. a maçã tem gosto de melancia que tem gosto de cereais que têm gosto de macarrão que tem gosto de waffle que tem gosto de vinho de Napa Valley que tem gosto de graveto que tem gosto de pão que tem gosto de ceasar salad que tem gosto de syrup que tem gosto de nescafé. Smart Symphonies. escritora brasileira. ( ) Com a metáfora final do texto. o imigrante passa a cada instante. nº 30. tudo aqui tem o mesmo gosto. Caros Amigos. com vantagem estilística e sem prejuízo de qualquer natureza. apenas alguns. a massa de pizza vem num saco com sessenta. ( ) A exemplo da tipologia textual. as ruas espalhadas. o imigrante passa a cada instante. todo mundo de carro. fazemos de noite uma ceia para comemorar o nascimento. a cidade é calmíssima. o imigrante e o chicano passam a cada instante.” MIRANDA. UnB-DF “Notícias da Califórnia Aqui são quatro horas mais cedo. (…) eles mesmos lavam o carro num posto de gasolina. GABARITO ( ) Assim como Gregório de Matos Guerra fez uma crítica da sociedade baiana do século XVII. fomos a um mercadão de varejo. ( ) A seqüência “a polícia passa a cada instante. autora de Boca do Inferno. a autora informa ao leitor que ela escreve seu texto ouvindo música. ‘Empurra!’ Fotografo até cansar de gastar os sessenta filmes do pacote. julgue os itens seguintes. faz calor mas não muito. classic music to help stimulate your baby’s brain development . o chicano passa a cada instante. por a polícia. em vez de dizer Push diz Purra! Purra! pois ouviu meu filho dizer. tudo era apavorante. os dias estão azuis dignos de uma crônica de Rubem Braga. pagam 1. claro. a nurse midwife chamada Joyce faz o parto. de noite esfria. a polícia passa a cada instante. a arquitetura do medo. por causa dos terremotos. a mãe sofre dores atrozes e mia feito um gatinho abandonado. ameaçador. entre outros romances. é lindo! He’s pretty and pink diz a nurse. as frutas são coloridas mas sem sabor. associada a Rubem Braga. Ana. o tubo de pasta de dentes era maior do que um tênis do Shaquille O’Neal. corta o meu coração. comem-se muita verdura e fruta. ouvindo música clássica de um disco que o Raphael ganhou na maternidade given to over a million new parents in hospitals across America. assim como o leite. poeta. não há edifícios de mais de três andares. 57 A partir do texto acima.75 dólar. o chicano passa a cada instante” pode ser substituída. 9/99. ( ) A menção reiterada de grandes quantidades e o uso do grau comparativo de superioridade constituem um recurso estilístico que demonstra a profunda admiração da autora pelos hábitos californiamos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . a autora faz uma crítica da sociedade californiana do século XX. ah. o desodorante era maior do que um pão de forma que era maior do que a presuntada que era maior do que um garrafão de suco de tomate maior do que o vidrão de peanut butter. o neném nasce e chora. (…) filmo o nascimento do Raphael. 19 (com adaptações).

Meu Deus que mulher durinha! Foi um buraco na minha vida. Mas eu mato ela na cabeça: Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas. Falei de macumba. Que ela era gostosa. ( ) Para conquistar sua amada. fica claro que o narrador oferece à jovem uma caixa de pó-de-arroz. Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nôzinho. Fiz versinhos. duas figuras de linguagem da retórica tradicional: um hipérbato e um clímax. em “À toa” (v. 1974. Que ela era bonita pra burro: Não fez efeito. ofereci pó… À toa: não fez efeito. ( ) No verso 9. produto de maquilagem muito usado pelas moças de pele alva. julgue os itens que se seguem.19) há a mesma informação semântica. ( ) Entre os versos 11 e 15. Virei pirata: Dei em cima dela de todas as maneiras. Ajoelhei. In: Poesia completa e prosa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o autor emprega. o passeio a pé. Escrevi cartinhas e pra acertar a mão. o narrador faz três investidas sucessivas que podem ser assim resumidas: elogio da beleza física da mulher. Manuel. 406-7.133. simultaneamente. p. Chorei. Então banquei o sentimental Fiquei com olheiras.10) e “Perdi meu tempo” (v. romance primoroso e por tal forma comovente [que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas… Perdi meu tempo: não fez efeito. Pastilhas purgativas: É impossível que não faça efeito!” BANDEIRA. Me rasguei todo. ( ) Apesar de se tratar de construções sintáticas diferentes. 58 Com base no texto acima. li Elvira a Morta [Virgem. Rio de Janeiro: Aguilar. Mafuá do malungo. Disse que ela era boa. Utilizei o bonde.Interpretação de texto II Avançar . o automóvel. oferecimento de vantagens materiais e chantagem emocional. UnB-DF “Rondó de Efeito Olhei pra ela com toda a força.

Cintia. vai-se constituindo em disciplina curricular. Neusa (org. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1o grau completo ou nem isso. à qual o texto se refere. conseqüentemente. única saída para os desempregados. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. 1999. hoje.“ VALENTINI. que reconstrói os processos por meio dos quais um certo conhecimento vai-se configurando como saber escolar e.). as condições sociais daqueles a quem se destina o ensino e daqueles encarregados de ensinar. Fempar Segundo o texto. a palavra que melhor traduz “enorme problema” é: a) sobrevivência. Durante mais de uma década. E o desafio. a escola. as necessidades do grupo cultural a que se destina seu ensino. a principal causa do “retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro” é: a) a existência de quase metade da população brasileira sem escolaridade mínima e. e) modernização. o governo poder oferecer trabalho para a massa de subtrabalhadores. o governo abandonou estradas.Texto de referência para as questões 134 a 136: ”ELES SOBRARAM Os números do IBGE. Língua portuguesa: história. d) empregar e desempregar serem tarefas do governo. que considera os processos de aprendizagem de um conteúdo específico. isto é. já não precisam tanto de força física. 59 134. por isso. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. Para garantir a sobrevivência. uma perspectiva psicológica. d) educação. uma perspectiva cultural. 1998. Isso porque as empresas. as expectativas. b) a economia brasileira ter estagnado e voltado a crescer pela influência do governo. ensino. O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. ”Uma reflexão sobre o ensino de todo e qualquer conteúdo pode e deve ser feita de várias e diferentes perspectivas: a perspectiva da própria ciência de que se recortou o conteúdo para constituir uma disciplina curricular. uma perspectiva social. d) o desaquecimento da economia que não permite a contratação da força física do trabalhador. p. c) a intervenção do governo na economia ter sido devastadora. Segundo o Instituto. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. deixou ruas se esburacarem. 135. que considera as condições sociais de produção de um determinado conhecimento. empregam menos trabalhadores com escolaridade mínima.“ SOARES. o principal órgão de pesquisas sociais do país. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. Veja. p. está no fato de: a) graças a sua ineficiência. b) desemprego. viadutos. o papel e função atribuídos pela sociedade à instituição em que ensino e aprendizagem ocorrem. c) a modernização das empresas que. Magda. c) globalização. 136. 105. Fempar Pela essência do texto. Assim que a economia voltar a crescer. o horizonte é desolador. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. uma perspectiva histórica. INSTRUÇÃO: Responder às questões 137 a 139 com base no texto. para o país. mas que os deixa desassistidos. ao longo do tempo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) o avanço da economia informal. e) o governo ter aquecido e desaquecido a economia. 53. com a modernização. Fempar A ironia. e) o descompasso entre modernização e economia.Interpretação de texto II Avançar . 21 de julho. que relaciona a disciplina e seu conteúdo com as características. Para os outros. uma perspectiva política. perspectivas. Apud: BASTOS. subempregada. por uma ironia de seu passado recente. São Paulo: Educ. que busca identificar os pressupostos ideológicos que levam a instituir um certo conteúdo em disciplina curricular e que subjazem aos objetivos e procedimentos de ensino dessa disciplina.

138. U. O uso do ponto-e-vírgula entre as diferentes perspectivas hierarquiza as informações. II. “objetivos e procedimentos” correspondem. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) I e II. c) política se refere ao modo de pensar dos responsáveis pela definição dos conteúdos a serem ensinado. 3. aluno e o contexto em que interagem.137. só não é correto afirmar que a perspectiva: a) histórica precisa o momento em que determinado conteúdo passou a ser ensinado. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão considerando a veracidade das afirmativas apresentadas de 1 a 4. c) I. respectivamente. III. ou seja. “ensino e aprendizagem” relacionam-se como causa-conseqüência. b) 1 – 2 – 4. d) psicológica diz respeito. d) 2 – 3 – 4. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão com base nas afirmativas abaixo. Cada uma das perspectivas é caracterizada por uma ou mais orações adjetivas. Pelotas-RS Sobre as diferentes perspectivas apresentadas no texto. F. 2. Pela análise das afirmativas. “pode e deve” sugere uma gradação. U. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) 1 – 2 – 3 – 4. e) da própria ciência se relaciona à área de conhecimento específica do conteúdo a ser ensinado.Interpretação de texto II Avançar . a metas e ações. b) social envolve professor. F. 4. A estrutura do parágrafo apresenta paralelismo. I. 1. ao “como” se aprende determinado conteúdo. II e III. facilitando a leitura. sobre a forma como as perspectivas são apresentadas. b) I e III. d) II e III. e) 3 – 4. prioritariamente. 139. 60 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) 1 – 2 – 3. “todo e qualquer conteúdo” equivale à totalidade de um conteúdo. Pela análise das afirmativas. U. e) III. estruturas de natureza semelhante. F.

um significado preciso. Alimentadas principalmente pelo gás natural boliviano (. U. b) A energia eólica e a energia solar – provenientes de combustíveis fósseis – não evitarão o blecaute no Brasil. (. F.. equivale a embarcar com todas as malas numa canoa furada. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .). Nesse caso. d) Os programas do governo federal representam a esperança de que o blecaute não chegue ao Brasil. fornece uma quantidade significativa de gás natural. Assinale a alternativa com a frase que.. d) a expressão “sem dizer com todas as letras”. porque a Bolívia. ficará sob controle com a aplicação de programas adequados. Pelotas-RS De acordo com o texto e seus conhecimentos. no total da produção de energia brasileira. A iniciativa vem sendo debatida por especialistas da área. isso é o que o governo federal dá a entender. por causa do não aproveitamento de todos os nossos recursos energéticos.Interpretação de texto II Avançar . no Brasil. defendido por muitos especialistas. que significa “embora não declare explicitamente”. existem dois tipos de solução: as células fotovoltaicas e os aquecedores solares de água (. Segundo afirmam. F..) A energia solar é outra fonte a ser considerada. remete à necessidade de a população encarar a possibilidade de um blecaute. para eles. tem.As questões 140 e 141 baseiam-se no texto a seguir: ”Um túnel no fim da luz O fantasma do blecaute ronda o Brasil.). o que. e) a expressão “energia solar” remete à idéia de energia proveniente da reflexão total dos raios luminosos por parte da Terra. 61 GABARITO a) A inevitável falta de energia não virá de imediato. (. U. contendo informações cientificamente corretas. embora ela diminua o peso das hidrelétricas. c) O fantasma do blecaute ronda o Brasil. Pelotas-RS O título do texto — Um túnel no fim da luz – inverte uma expressão de uso popular.. para os críticos do programa de gás natural. porque são ilimitadas as reservas desse combustível. um significado preciso. b) a palavra “fóssil”. prevê a utilização de um combustível fóssil. A palavra fóssil tem. c) a existência de nexos de concessão ao longo do texto justifica-se pela necessidade de o autor apresentar apenas argumentos convergentes às idéias apresentadas. 140.” Revista Galileu. conduz a uma leitura oposta a essa expressão popular.) O programa de gás natural. (Adaptado).. Para exorcizar a ameaça.. na expressão “combustível fóssil”. a iniciativa tende a levar o país a utilizar um combustível cuja queima deverá lançar na atmosfera grandes quantidades de poluentes. e) O problema da falta de energia... (.) Sem dizer com todas as letras. 141. o Ministro das Minas e Energia quer antecipar as datas do programa de implantação de termelétricas. para certos críticos. é possível afirmar que: a) o pronome “isso” remete a uma expressão que aparece depois dele. país não limítrofe com o Brasil.. essas usinas deverão somar mais de 15 mil MW ao sistema elétrico..

08) o êxito de Lírio comprova que a grafologia não é um método justo de avaliação. técnicos e administrativos. a soma das alternativas corretas. 01) As inferências duvidosas atribuídas a Lírio decorrem da sua pouca idade. Tarefa simples.Interpretação de texto II Avançar . fez com que se sobressaísse a ponto de ganhar menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo. p. Lírio foi descartado. 55. Dê. 08) As inferências são duvidosas porque o teste de caligrafia não é um dispositivo científico. 143. Francisco Lopes. muito pelo contrário.“ Superinteressante. A folha foi enviada a uma empresa do Recife. como resposta. pois conseguiu emprego em um jornal importante. 04) As inferências são duvidosas porque alguns psicólogos condenam o uso da grafologia como técnica de avaliação. como resposta. feita por Lírio. Unioeste-PR Observe que a expressão essas inferências duvidosas retoma um recorte textual anterior. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Com base nessa afirmação. procurou dar contornos mais adequados a sua letra. 16) As inferências não são duvidosas porque 30% das empresas grandes e médias usam a grafologia para selecionar candidatos. aquele que culminou com a queda do presidente do Banco Central. julho de 2000. Mas errou com Sérgio Lírio. Como ele soube? Simples. 02) Lírio deve ter melhorado a forma de escrever. Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna. cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos.Texto para as questões 142 e 143. 04) a denúncia sobre o Banco Marka. 32) As inferências são duvidosas mediante o que está disposto na análise da letra de Lírio. 64) a forma como lírio escreve. a soma das alternativas corretas. a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso. como podia estabelecer seu perfil negativo? Por isso. a criatividade e a intuição que o cargo exigia. Ou seja. foi um sinal de audácia. Pois Lírio acabou reprovado. Unioeste-PR Segundo o texto. Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor. ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka. é correto afirmar que: 01) a grafologia é um teste altamente eficaz para avaliar a profissão de repórter. Este ano. a 2000 quilômetros da sede de A Tribuna. e um psicólogo que nem o conhecia decretou: o candidato não tinha a agilidade. Lírio hoje trabalha em um dos maiores jornais do país. Pronto. as inferências são duvidosas. o mesmo deve ter melhorado suas potencialidades como repórter após ter se submetido ao teste da grafologia. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa. Portanto. 16) as habilidades das pessoas para as mais diversas profissões não podem ser avaliadas exclusivamente pelo tipo de letra. suas letras não se curvavam impetuosamente. ”O que diz a letra Em 1995. 62 142. indique a(s) alternativa(s) incorreta(s). Com essas inferências duvidosas. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com tema livre. 32) o tipo de letra é um item que deve ser considerado somente durante a entrevista. A grafologia pode até acertar algumas vezes. As linhas de Lírio não chegavam ao fim da folha. de Vitória. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. 02) Se o psicólogo não conhecia Lírio. Dê.

Esse excesso de informação. sem dúvida. A julgar por esses livros. Certas questões são exclusivas da ciência. Observamos também o crescimento do desprezo pela ciência e pelo que ela tem a dizer sobre o mundo.Interpretação de texto II Avançar . aquele momento de autotranscendência que desafia qualquer explicação racional. A espiritualidade da ciência não é encontrada através de comparações entre suas descobertas e as práticas e ensinamentos de diversas religiões. especialmente nos meios de comunicação de maior penetração. d) O avanço tecnológico propicia ao ser humano uma melhor qualidade de vida. de suas idéias e descobertas. A tecnologia é muitas vezes percebida como uma espécie de monstro. 18 jul. surgem teorias de conspirações clandestinas e o governo (em muitos casos. a religião aceita o ‘porquê’ baseada na fé. proporcionada pelas telecomunicações. ao mesmo tempo inspirador e aterrorizador. como a televisão ou o cinema. Ou as pessoas de Deus.Texto para as questões de 144 a 146: “Nestes tempos ‘pré-milenares’. A ciência é considerada a antítese da espiritualidade. como ‘O Tao da Física’ de Fritjot Capra. o apetite das pessoas por verdades e certezas mais permanentes vem atingindo níveis jamais vistos ou mesmo previstos. O fundamental é saber discernir os limites de ambas. O acesso fácil aos computadores e às telecomunicações criou uma aldeia global. pouco se preocupando com o ‘como’. Ela é encontrada na paixão com que os cientistas devotam toda uma vida na tentativa de desvendar os mistérios do mundo à sua volta. na maior parte desses veículos. Ciência e espiritualidade. enquanto outras pertencem somente à religião. fadas e outras criaturas fantásticas) e de pregadores da ‘verdade’. ao público. Essa situação está gradualmente se transformando. b) Os diferentes períodos históricos vividos pelo homem têm sido marcados por uma constante necessidade de integração cultural entre diferentes povos. c) A massificação do conhecimento. tem levado o homem a aprofundar o seu autoconhecimento. Paulo. não creio que a ciência esteja simplesmente redescobrindo ‘verdades’ descobertas através da meditação ou de uma conexão mística com o mundo. Caderno 5. Acredito que essa concepção completamente errônea do que é a ciência e de como ela funciona seja a responsável por sua impopularidade. claro. 12. merecidamente!) perde a sua credibilidade. onde a troca de informação entre diferentes culturas e pessoas do mundo é mais fácil e barata do que era em qualquer outro período da história humana. não creio que o caminho usado por esses autores revele a espiritualidade da ciência de forma correta. Com isso. Como. Parte da culpa pertence. poucos cientistas dedicaram parte do seu tempo à divulgação. sua distorção? Vários livros de divulgação científica tiveram sucesso por revelar uma conexão entre ciência e espiritualidade. O resultado é uma sensação de pânico e abandono avidamente explorada por oportunistas que se apresentam como a única alternativa em um ‘mundo louco’. Uneb-BA É comprovável no texto a afirmação: a) O homem da virada do milênio está ávido por uma compreensão da realidade metafísica. a resposta deve revolver em torno de uma reconciliação entre ciência e espiritualidade. uma atividade fria e manipuladora. In: Folha de S. mas muito ainda precisa ser feito. e) Os governos têm sido intolerantes com a comunidade científica. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . causa muita confusão e estresse na cabeça das pessoas. fazendo com que sua divulgação não traga. Ela é encontrada em sua humanidade e na poesia que revela. dedicada a tirar Deus das pessoas. Enquanto a ciência tenta entender o ‘como’. p. O que ainda vemos. 1999. capaz de curas milagrosas e de viagens interplanetárias. como nas religiões orientais. mas também de produzir armas que poderiam aniquilar a vida na Terra. podemos reconciliar a ciência com o grande público. anjos. desenvolvendo-lhe a espiritualidade. 63 GABARITO 144. Inevitavelmente. em que tudo se transforma tão rapidamente. deixando de lado o ‘porquê’.” GLEISER. observamos a proliferação de seitas da ‘Nova Era’. suas diferentes missões e o simples fato de elas serem necessárias para a nossa existência. depende do sensacionalismo barato e de distorções da imagem do cientista ou de seu trabalho. enquanto uma intolerância generalizada ameaça polarizar ainda mais a sociedade. Infelizmente. descontados os fãs. de várias superstições (gnomos. Ela é encontrada no próprio ato criativo. Marcelo. necessariamente. então. à comunidade científica: historicamente. Folha Mais.

(08)A luta entre as forças do bem e do mal é evidente. e) ultrapassa os limites do racional. …………………………………… Da janela do meu quarto vi que a madrugada começava a raiar. a espiritualidade da ciência consiste em: a) haver a necessidade de os cientistas serem religiosos. depois olhou na direção da casa. Nau Catrineta. de caráter inteiramente voltado para a essência das coisas.” FONSECA. através de ações não só de caráter objetivo. In: Feliz ano novo. em direção à casa. como resposta. não sei por que mas estou com medo. que me observava atentamente. (04)O texto se estrutura dentro de uma ambivalência traduzida no espaço físico iluminado. Levei Ermê para a Sala Pequena. b) é mal interpretada pelas pessoas por causa da ação exclusiva dos oportunistas. Desci para recebê-la. Será nesta noite mesmo. Com um gesto abrupto. como se soubesse que eu a estava observando. e esperei que me viessem chamar. foi cumprida a minha missão. disse Ermê. São Paulo: Companhia das Letras. com a capota arriada. 147. e trataram-na com muito carinho. o carro de Ermê. A brisa fresca da noite de maio punha em desalinho os seus finos cabelos louros. colocando-o no meu. c) distancia-se cada vez mais do homem. não importando. agora resolutamente. Acho que é esta casa. UFBA 64 GABARITO “Da janela do meu quarto vi. (16)As personagens membros da família estão presas a princípios conservadores. que eu nunca vira ser usado em toda minha vida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . com muita pompa e cerimônia. fazendo brilhar os negros trajes a rigor que as tias e dona Maria Nunes usavam. como mandava o Decálogo. ela é muito bonita mas é tão sombria! Você está com medo é das tias. sentada. p. b) aplicar. 135 e 136. a não ser dentro dela. e) ter ela por objetivo a busca do desvendamento de um mundo desconhecido. e o final da narrativa é maniqueísta. contrastando com o espaço interior sombrio das personagens. onde as tias estavam. Por instantes Ermê pareceu ouvir o som do vento na árvore. e passou o cachecol em torno do pescoço. Uneb-BA Para o autor.” 146. eu disse a tia Helena. a soma das alternativas corretas. 129. (32)O Salão de Banquetes é um espaço sombrio destinado à prática de ações humilhantes contra os transgressores da hierarquia familiar. (02)A cena em destaque é ilustrativa do momento de passagem do protagonista para um outro estágio de vida: o de auto-afirmação através do casamento. retirou o Anel de seu dedo indicador. acelerou o carro e partiu. Uneb-BA Segundo o autor. ações ardilosas e desumanas.Interpretação de texto II Avançar . iluminado pelo claro brilho da lua cheia. como as outras. Vesti minha casaca. pregadas por diferentes religiões. avise às outras. Os fragmentos acima e a trama do conto permitem afirmar: (01)O narrador-personagem evidencia plena consciência e domínio da situação em que Ermê se vai envolver. a ciência: a) caracteriza-se por ser uma atividade exercida pelo cientista com impessoalidade e impassibilidade. pois busca o desvendamento do desconhecido através “do ato criativo. c) criar ela o seu próprio universo. (64)O fato de a tia Julieta passar o anel para o dedo do primogênito simboliza o rompimento de uma tradição familiar prescrita no Decálogo. Dê. varada por um frio que não existia. eu disse. Estou com medo. mas também subjetivo. para preservá-los. conhecimentos do mundo oriental. em volta da mesa. d) cria uma situação de desconfiança entre os homens. As luzes do imenso lustre estavam todas acesas. ao revelar conhecimentos sobre as primeiras causas das coisas. Vi logo que Ermê havia recebido a aprovação de todas. Na mesa grande do Salão de Banquetes. …………………………………… Quando engoli o primeiro bocado. tia Julieta. d) comprovar as verdades de natureza mística. subir o caminho ladeado de hortênsias e parar em frente à alta casuarina que se erguia no centro do gramado. já que está se perdendo no materialismo científico. Rubem. na ciência. entrar lentamente pelo portão de pedra. Elas ficaram impressionadas com a beleza e a educação de Ermê. 1989. Eu queria terminar logo a minha missão. ligados à meditação.145.

diz o padre. região que. Iugoslávia. se tiram os recursos do homem. nunca que eu posso sumir. o que é que me sustenta? Não sei. Quem some é os outros. sacudindo a cabeça e fazendo um bico com a boca. Um governo esperto tomaria precauções para que. nos dois casos. nem merecedora de maior divulgação. (16)simboliza o indivíduo que tem a violência como afirmação de sua identidade. 83-4. a soma das alternativas corretas. não vale quase mais nada. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. mais sensibiliza a opinião pública americana. Hoje essa terra não vale mais nada. Temos o que esperar com apreensão. anterior à guerra do Vietnã. Sargento Getúlio. Caderno 1. a opinião pública tomou consciência da desumanidade implícita nas intervenções militares e da costumeira falsidade de suas motivações. O caráter do serviço a ser feito pela IPI (o nome lembra. FBI. peça de destaque na engrenagem da Guerra Fria) já se denota nos setores do governo incumbidos por Clinton de formulá-lo: CIA. (02)tenta reatar o seu passado ao presente. In: Folha de S. É que a situação mudou. não posso sumir de mim e eu estando aí sempre estou. com Ancrísio Antunes. Desde o genocídio que foi a guerra do Vietnã e. disse o padre. pois está imbuído de valores relegados pelo processo civilizatório. É possível que isso tenha contido o ímpeto americano uma ou outra vez. (64)age com determinação e rejeita imposições de qualquer natureza por valorizar sua liberdade. se primeiro eu sou eu e fico aí me vendo sempre. porque havia mais homens e quem era homem não tinha de que temer. a gente nunca. (08)não consegue acompanhar a transformação por que passa o mundo. 1999. 17 ago. isso não. que muda por questões de ordem religiosa.” RIBEIRO. apropriadamente. já foi uma boa terra. Haiti. em que europeus se sujeitaram à pressão para integrar-se às ações militares. Por que vosmecê não some? Eu sumir. e enfiou as duas mãos pelo meio da batina. Uma vida. não sei. com as pernas escarranchadas e ficou com a cabeça pendurada. é um enterro. não sei se vosmecê vai poder levar o homem para Aracaju.Interpretação de texto II Avançar . A criação da nova agência — IPI. possa ser. mas não o inibiu: Panamá. Texto para as questões de 149 a 151: “Vozes conhecidas É assim como quem tomasse uma providência banal. 65 Com base no fragmento e no romance como um todo. Quintal embora. diz o padre. passando do discurso à ação. não fizesse disso um problema interno. Janio de. Essa terra. Iraque. ao perceber que está se distanciando do seu espaço de origem. 1982. é correto afirmar que Getúlio: (01)cede aos apelos da Igreja e reafirma a sua religiosidade salvadora. 5. desde o esmorecer da Guerra Fria afinal extinta. diante de um impasse de ordem política. sem contar as muitas intervenções menos demonstradas. Paulo. Nem da Europa. está uma frouxidão e um homem não sabe de quem depende e querem mudar tudo e nunca vai adiantar. International Public Information — sugere projetos tendentes a chocar a opinião pública e suscitar reações. ainda mais acentuadamente. Iraque e Iugoslávia. como resposta. O principal tema do governo dos Estados Unidos é. mas não de conseqüências na política ou na sociedade dos Estados Unidos. Ah. João Ubaldo. se Antunes não me sustenta. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Porque. Granada. (04)tem um caráter de herói épico e simboliza uma cultura em processo de destruição. e isso não é vida de homem. com maus pressentimentos mesmo. uma relação de dependência econômica. (32)mantém. Dê. que o governo dos Estados Unidos decide criar um serviço oficial de notícias para combater reações da opinião pública. porque lá está uma novidade de gente e uma porção de jornais e dizem que quando vosmecê chegar vão lhe encher o couro e soltar o homem.148. UFBA “E se benzeu e disse que não precisava dizer aquilo. a América Latina. p. (…) Quero ver esse bom em Aracaju que me diz que eu não posso. agora. a agência UPI. não vão ter surpresas com a IPI. que se mostre contra intervenções militares e outras operações do poder americano. Não sei. com intermediação do padre. é América ainda. Pentágono e Departamento de Estado. o que é que deixam com o homem? Nada. Não acredito que Antunes possa lhe sustentar. Ainda mais com tão grande presença índio-latina em sua população. Vozes conhecidas. p. diz ele depois de muito tempo. porque eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. lá e no mundo. eu sumir? Como que eu posso sumir. Os jornalistas que viveram as redações no período da Guerra Fria.” FREITAS. muito mais do que aquelas intervenções militares causadoras de algum amargor. depois da Europa.

Quem não entende o que é pizza. sem o paternalismo americano. Se a surpresa quanto ao número de palavras foi grande. Embora Corrêa da Costa acredite que os fast foods e scanners surgidos na vida moderna levarão a língua inglesa à liderança. d) eles sabem das intenções da criação do IPI. coligindo nada menos do que 3000 palavras que mantêm a grafia e o significado de origem em publicações de outras nacionalidades. Mas. do ensaísta e ex-diplomata brasileiro Sergio Corrêa da Costa. Elas mostram que. b) os vários órgãos de imprensa ligados ao jornalismo internacional estão mais voltados para as questões latino-americanas. o levantamento não deixa dúvida. o autor faz uma declaração que é justificada. muito antes de o conceito de globalização entrar em voga nos campos da política e da economia. 150. Uma prova de que o reinado das palavras não segue rigorosamente a lógica do poder político e econômico. pode-se inferir: a) O poder americano. c) o mundo globalizado não acredita haver possibilidade de conflitos de proporções alarmantes. superando a Europa. Imaginava-se que a hegemonia americana já se tivesse estendido ao universo das línguas. na afirmativa a) As experiências passadas podem ser indícios de que os Estados Unidos querem angariar solidariedade para novas intervenções militares. Veja. houve aquelas que andaram na contramão. hambúrguer. o espanto foi ainda maior quando ele se deu conta de que as palavras francesas continuam a superar as inglesas. c) Uma política inteligente e nacionalista deveria coibir a intervenção estrangeira em assuntos latinoamericanos. pois se vive uma nova Guerra Fria. consultou 130 publicações de quinze países. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. a julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (Editora Record). globalizada a partir do tupi. U.Interpretação de texto II Avançar . e) O mundo. b) O intervencionismo americano tem-se caracterizado como extremamente necessário. É o caso de ‘piranha’. 22/03/2000. e) todos conhecem a fundo a estrutura dos governos dos países latino-americanos no contexto atual. conseqüente de um desequilíbrio de forças entre países periféricos. c) Os exemplos do Vietnã e da Guerra Fria são indicativos de quanto o futuro é incerto. Texto para as questões de 152 a 154: “Cidadãs do mundo 66 GABARITO As línguas mais globalizadas. (…) Ainda no campo das surpresas. Salvador-BA No segundo parágrafo. b) O mundo caminha para um estado de guerra. iogurte ou caviar? (…) Corrêa da Costa. de acordo com a sua visão. no plano lingüístico. brincando com os estrangeirismos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 151. U. por ser ainda um território de relações amistosas com outros continentes. d) A importância alcançada pela América Latina. sem a criação de um “serviço oficial de notícias” sob controle americano. diz Corrêa da Costa. ‘Neste fin-de-siècle high tech. e) Os Estados Unidos vêm mudando as suas estratégias no sentido de reativar a Guerra Fria. Nada disso. de certa forma. ainda é o clássico francês que causa frisson’. U. São as chamadas ‘palavras universais’. prima pelo reconhecimento da democracia autêntica. Salvador-BA Com base no ponto de vista do autor. aquelas usadas em vários idiomas além daquele que lhes deu origem. segundo o levantamento de um ensaísta brasileiro Diz a lenda que Deus condenou os homens a falar diversas línguas em Babel para puni-los pelo desejo de atingir o paraíso construindo uma enorme torre. pode vir a desmoronar. Mas é bom notar que. em face de uma vivência com a prática da ideologia americana.149. durante dois anos. é consenso nos Estados Unidos. no mundo.” DIEGUEZ. alguns termos pelo menos conseguiram escapar da ira divina. d) A América Latina. Salvador-BA A leitura do texto permite inferir que os jornalistas referidos no quinto parágrafo “não vão ter surpresas com a IPI” porque a) a tendência atual é de um futuro sem conflitos significativos para a imprensa mundial. tende a se manter afastada de conflitos ideológicos. se a maioria das palavras globalizadas seguiu o rastro dos conquistadores. ele já existia. Consuelo.

d) “Ainda no campo das surpresas. alguns termos pelo menos escaparam da ira divina. pode-se afirmar que: 1) O texto tem uma função predominantemente expressiva. a) A diversidade lingüística proveio da ira divina contra a pretensão do homem de alcançar o paraíso. ‘mundo’. 3. UFPE Assinale a alternativa que corresponde ao tema central do texto. hambúrguer. UFPE Considerando aspectos globais da composição do texto. tem como suporte um outro texto anterior. como se pôde constatar. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. 4 e 5 c) 2 e 3 d) 1 e 2 e) 1. 154.” O comentarista declara que as expectativas do autor em relação a sua pesquisa se confirmaram. 5) ‘globalização’. conforme as perspectivas do poder político e econômico. Por isso. 4 e 5 b) 1. iogurte ou caviar?” A pergunta do autor constitui uma estratégia retórica para confirmar o argumento em questão.” O autor reitera sua crença no poder absoluto de Deus sobre todas as palavras. d) As palavras superam fronteiras geográficas e culturais. e) A globalização das palavras respeitou. 3) O título personaliza o objeto de que trata o comentário.152. 2. c) A hegemonia americana. c) “Quem não entende o que é pizza. 4) O ‘mas’ com que se inicia o segundo período aponta a direção contrária em que prosseguirá a argumentação.” O autor do comentário introduz o tema a ser tratado com apoio de argumentos científicos. o que está indicado no subtítulo. globalizada a partir do tupi. b) A globalização lingüística é um fato e antecede a outra globalização em voga nos campos da política e da economia. e) “houve aquelas (palavras) que andaram na contramão.Interpretação de texto II Avançar . UFPE A alternativa que corresponde à estratégia utilizada pelo autor na passagem destacada é: GABARITO a) “Deus condenou os homens a falar diversas línguas. 3 e 5 67 153. Estão corretas: a) 2. b) “A julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (…).” O autor reitera argumento de que as palavras emigraram conforme a rota dos colonizadores. se estendeu também ao universo das línguas. na íntegra. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ‘atravessar barreiras’ são expressões cujos significados estão em harmonia com a temática do texto. as pegadas dos povos conquistadores. prevalece a linguagem figurada. ‘palavras universais’. 2) O texto. É o caso de “piranha”. na verdade.

Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou. não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta. sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer. Na primeira oração há um adversário. na segunda oração apenas um. e os médicos conseguirão fazer crescer uma nova no mesmo lugar. na segunda oração apenas um. 158. Pouca coisa se pode dizer com certeza sobre o futuro. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que os impeça de fazer mal à humanidade. ano 31. Sabemos apenas que. que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. assim.Texto para as questões de 155 a 157: “Uma visão do futuro Estamos às portas de um milênio miraculoso. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu. Assustador? Talvez. UFRN De acordo com o texto: a) o homem tem pelo menos uma certeza acerca do futuro. pela primeira vez na história da humanidade. Para outros. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70. 157. Assumem. c) o homem vem perdendo sua inteligência aos poucos. UFRN Para alguns cientistas. b) avanço da tecnologia. b) aprimorar formas de pensamento. Potiguar-RN Observe estas duas orações: “Tive de lutar contra o técnico e contra o pugilista. 23 dez. na segunda oração há dois. máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo. 1998. Casas e carros serão feitos de materiais que podem consertar-se a si próprios. Na primeira oração há dois adversários. Na primeira oração há um só adversário. Não sabemos quando teremos robôs escravos. d) desenhar cópias de si mesmos. c) progresso da Medicina. c) Nada. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. No campo dos materiais. Talvez não. d) os cientistas temem cruzar fronteiras desconhecidas.” [Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da Veja. d) Nada. Basta aplicar um pouco de calor. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido. o nitinol. Será uma época em que. 51. É um derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80.” “É uma medida favorável ao professor e diretor. b) Tudo. que não nos será possível sequer desligá-los. Para alguns cientistas. p. no fundo. o homem estará entrando no inferno quando os computadores forem capazes de: a) prejudicar os seres humanos. 156. viver em Marte. A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica.” Ambas têm em comum: a) Tudo. c) suplantar a inteligência humana. e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células.) 68 155. no inferno. b) os cientistas perderam o controle sobre o computador. n. As previsões acima podem parecer ousadas. estaremos entrando no paraíso.Interpretação de texto II Avançar . Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo. eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador. UFRN O milênio miraculoso será fruto do(a): a) genialidade dos homens. Na primeira oração há dois adversários. um dia. na segunda oração há dois. já existe um metal. Talvez estejam apenas sonhando. são até conservadoras. Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos. d) otimização dos laboratórios. mas. U. 126. Ou seja. eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina. A comida milagrosa? Já existe.

UFSE Considerando-se o primeiro e o segundo parágrafos. contrato de vinculação exclusiva de um atleta profissional a um clube. Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam: tráfico de influência. UFSE Percebe-se o tom irônico do autor quando ele: a) dá uma informação. Paulo. e) avalia que o passe. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. 69 GABARITO 159. Em 94. é anacrônico e absurdo. o que leva o nome técnico de contrabando. d) afirma que receber comissão sobre a venda de jogadores é. Wanderley Luxemburgo. que recende a escravismo. 160. boicotar jogadores que fossem à Justiça defender seus direitos. o então treinador da seleção brasileira. b) comprova que os “problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade”. Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. dirigentes providenciaram para que toneladas de bagagem trazidas pela vitoriosa seleção brasileira não fossem objeto de vistoria alfandegária. na linguagem do Direito. Há pouco. e) evidencia que os crimes recentemente cometidos no futebol chocam pelo seu ineditismo. não do seu desejo de praticar um ato não legal. por exemplo em “crime culposo”. sonegação e formação de quadrilha. Com adaptações. uma falta bem menos grave do que a sonegação”. concluir que o esporte não cumpre os propósitos apregoados por educadores. tornou-se público que uma associação de grandes times brasileiros mantinha acordo para.Texto para as questões 159 a 162: “Onde a lei não vale É comum que educadores louvem o esporte por uma suposta capacidade de transmitir ao jovem as virtudes da disciplina e do companheirismo. A principal queixa relaciona-se ao anacrônico e absurdo instituto do passe. d) assinala que os educadores exaltam o valor educativo do esporte baseados numa hipótese que nem sempre é comprovada na prática. O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. baseado apenas no futebol. Culposo. explicando detalhada e tecnicamente tudo o que ocorreu com a seleção brasileira vitoriosa em 94. negligência ou imperícia da pessoa. Para coroar. c) cita que Wanderley Luxemburgo “admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais”. valores úteis para a vida em sociedade. é correto afirmar que o autor: a) partilha da crença de que o esporte é comprovadamente útil para desenvolver nos jovens valores como a disciplina e companheirismo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) deixa transparecer que sua defesa da proibição de os jovens freqüentarem campos de futebol se deve ao fato de o esporte ter sido profissionalizado. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética. para indicar que tudo o que veio antes na frase corresponde a um eufemismo para suavizar o significado do ato praticado. “em termos penais. E Luxemburgo confessou seus crimes fiscais para rebater a acusação de que recebia comissão sobre a venda de jogadores. Mas o educador que parasse para observar um pouco mais de perto o futebol profissional brasileiro provavelmente proibiria os jovens até de pisar num gramado. b) demonstra uma certa reserva ao fato de existir nas escolas a disciplina Educação Física. “o que leva o nome técnico de contrabando”. anticonstitucionalmente. mas de forte estigma ético no meio futebolístico. uma falta bem menos grave do que a sonegação. significa o que é resultante de imprudência. Talvez seja exagero. 29/8/2000. olhando para o futebol. declarando que não tivera a intenção de burlar a lei.” Editorial da Folha de S.Interpretação de texto II Avançar . Esse tipo de raciocínio faz com que a prática de esportes nas escolas leve o nome até um pouco pomposo de Educação Física. Mas. Em termos penais.

não se raciocina. Ele vai se acostumando a um certo padrão de excitação e. o jovem vira um autômato que transforma impulsos visuais em movimentos motores limitados’. As vantagens são tanto físicas quanto emocionais. Texto para as questões 163 e 164: “Bons tempos aqueles em que espadas de pau e pistolas de plástico garantiam uma distância saudável entre a inocência e a malícia. 32. c) a seleção brasileira é hoje diferente daquela do tempo de Luxemburgo. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. exemplificando a tese de que não há ética na vida nacional. que pesquisa efeitos da informática no comportamento. UFSE Há pouco. para provocar sensações mais intensas. o então treinador da seleção brasileira. usar a cabeça só atrapalharia. d) o futebol mostra que a Educação Física defende valores éticos.161. Uma troca perigosa. inclusive com o risco de vício. mesmo quando não se pode garantir sua eficácia entre os praticantes de futebol. p. b) a seleção brasileira não tem mais treinador. d) representam o mais eficiente tipo de exercício para o desenvolvimento da agilidade mental de crianças e jovens. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ‘Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado a ponto de não ter de esforçarse para continuar jogando. ‘Em um videogame. e) o Fisco não sabe que Luxemburgo recebeu milhares de reais. b) é inaceitável a tese de que esportistas nem sempre apresentam comportamento ético. e) podem causar aborrecimentos e frustrações em jovens e crianças que não possuam a necessária rapidez de reflexos para esse divertimento. atualmente. brincar passou a ser uma atividade passiva e solitária. por isso é inadmissível que os jogadores não os garantam na prática. Está subentendido na frase acima que: a) faz pouco tempo que Wanderley Luxemburgo deixou de reconhecer sua omissão. Atividades físicas e em grupo são um antídoto. 70 GABARITO 163. Na verdade. em excelentes meios de controle do comportamento de crianças e jovens muito agitados. O pior é que isso pode levar a uma espiral sem fim. diz o professor de Ciência da Computação Valdemar Setzer. estimulando sua atenção. d) Wanderley Luxemburgo não é mais treinador da seleção brasileira. Desde que esses brinquedos foram substituídos por escopetas eletrônicas e inimigos que sangram. Assim. o jovem tende ao retraimento. e) é importante a defesa da idéia de que o esporte desenvolve valores úteis para a cidadania. os videogames induzem à passividade porque inibem a vontade: com movimentos repetitivos e predefinidos. tão prejudicial para a formação da criança e do jovem. junho/99. Aliás. Unifor-CE De acordo com o texto. 162.” Adaptado de Superinteressante. os videogames: a) transformaram-se. UFSE … “olhando para o futebol. precisa de jogos cada vez mais violentos e cruéis. apesar do que se vê no futebol.Interpretação de texto II Avançar . c) constituem-se no melhor exemplo de brincadeiras infantis. diz o professor. A diversão em grupo ensina o jovem a se relacionar. Para Setzer. Wanderley Luxemburgo. isolando-se e trocando o mundo real pelo virtual. b) podem tornar-se facilmente um vício. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética”. esta frase significa que: a) os jogadores de futebol deixam muito a desejar no que se refere a “bom comportamento”. Vista no contexto. ele precisa de empenho para parar’. numa época caracterizada pelo desenvolvimento tecnológico. c) a atuação dos profissionais brasileiros do futebol comprova a idéia de que o esporte nem sempre assegura a seus praticantes comportamentos desejáveis de um ponto de vista moral. quanto qualquer outro instrumento. É necessário ter rapidez de reflexos para dar conta de atirar primeiro e nunca fazer perguntas.

nem frio. Uneb-BA No texto. entrando numa loja para comprar uma gravata. Puxamos a rede afundando os pés na lama. fortes. O telefone toca. a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço. entre grilos e vozes distantes de animais noturnos. bons. não assim. mas deixasse a alma sossegada e limpa. b) revela-se cauteloso na defesa de um outro estilo de vida. esse ofício absurdo e vão de dizer coisas.” BRAGA. para o narrador. assim. b) despojada. para me fazer essa pergunta. ……………………………………… Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia. brilhar um pouco. que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome. Quando ficamos bem cansados. com frio. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha. Todo mundo. IMPRIMIR 166. nem sede. Rubem. Uneb-BA “Um sonho de simplicidade”. 71 GABARITO 165. d) estabelece proximidade entre o viver urbano e o viver rural. Ele acendeu um fogo. cortar lenha. marcado por situações de extrema violência. comida. as mangueiras e o ribeirão. tanto dos adultos quanto dos outros jovens como ele. por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs. nesse comércio de pequenas pilhas de palavras. algo de útil e concreto. Voltar Língua Portuguesa . São uma necessidade que inventei. tive de repente um ataque de pudor. A vida bem poderia ser mais simples. nem número. dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo.164.Interpretação de texto II Avançar . tirar areia do rio. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum. muitas vezes. me surpreendendo. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. e) o relacionamento social é necessário para que se desenvolvam comportamentos considerados normais e sadios. seria ter uma vida: a) ligada aos bens/riquezas materiais. subimos a barranca. como os bois. os videogames significam proteção para os jovens. e chegamos à choça de um velho seringueiro. distraídos. a um tipo de diversão violento e cruel. apenas me fazem falta. dá na gente um sonho de simplicidade. s/d. então seria preciso ganhar a vida de outro jeito. d) em que a atividade física fosse intensa e servisse de bálsamo para a alma. Por que beber uísque. no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana. lavrar a terra. de repente. entre duas providências a tomar. com certeza. o narrador: a) questiona o artificialismo do convívio social. e isso era bom. tem de repente um sonho assim. 200 crônicas escolhidas. de noite. depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. e) de evasão para um mundo de sonhos. uma simples mulher. no meio do mato. b) a tendência a viver em grupo leva o jovem. doces. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) no mundo atual. E quando precisava de um pouco de evasão. um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada. esquentamos um pouco junto do fogo. que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome. c) cobra do ser humano uma atitude em face da vida que coincide com o Carpe Diem. cuidando tão-somente de um viver filantrópico. Que prazer em comer aquele peixe. 3267. meio molhados. precisamos apenas viver — sem nome. c) o costume de não fazer perguntas induz o jovem a isolar-se do mundo. meu trago de cachaça. saber intrigas? Uma vez. e) requer da sociedade uma postura mais solidária no convívio social. c) em que o relacionamento entre as pessoas atendesse a convenções. É apenas um instante. p. São Paulo: Círculo do Livro. Será um sonho vão? Detenho-me um instante. Texto para as questões de 165 a 168: “Um sonho de simplicidade Então. em detrimento do mundo real. Precisamos de uma casa. e a água era boa. d) é possível desenvolver-se um tipo de videogame que ensine às crianças como viver e divertir-se em grupo. que me fatigasse o corpo. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio. na noite escura.

enfatiza as dificuldades que o homem enfrenta na vida rural. mais longe de tudo. essencial. o exílio sem água e palavra. vida mínima. c) no terceiro parágrafo. a limpeza da cor. calado. nenhum gasto de tecidos. sem dúvida. Uneb-BA A alternativa cujo fragmento apresenta a mesma idéia do narrador no parágrafo final. o pequenino. senão inúteis. todos os gestos afinal impossíveis. e) “Sei que a arte é irmã da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz / Que faz num momento e o mesmo momento desfaz”. revela uma consciência crítica do seu comportamento urbano. ausência deles. já sem ornato ou comentário melódico. põe em destaque a necessidade de afeto no relacionamento humano. b) no segundo parágrafo. 1993. menos que terra. negros e mulheres / E adolescente / Fazem o carnaval”. apresenta a quebra da rotina da vida como inviável. a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada. não respirado. o verso / (E. indiferente e solitário vivo. é: a) “Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil”. um início. vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte). Isso eu procuro. c) “Caminhando contra o vento / sem lenço. e este fundindo-se.167. o eco já não correspondendo ao apelo. o enredo. Mas a vida: captada em sua forma irredutível. d) no quarto parágrafo. p. a fuga da fuga. apenas o vivo. Rio de Janeiro: Record. domado. sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou”. a fuga de si mesmo. Não a morte. 234-5. In: Antologia poética.” ANDRADE Carlos Drummond de. sem calor. o tempo elidido. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . contudo. a perda voluntária de amor e memória. a desnecessidade do canto. mais me envolva. ainda mais longe a fuga do feérico. Uneb-BA O narrador: a) no primeiro parágrafo. um sono. nem braço a mover-se nem unha crescendo. d) “Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichos. 72 Texto para as questões de 169 e 170: “Vida menor A fuga do real. Não o morto nem o eterno ou o divino. o conceito. confusão entre manhã e tarde. porque o tempo não mais se divide em sessões. o que se possa desejar de menos cruel: vida em que o ar.Interpretação de texto II Avançar . b) “Porque a frase. e) no penúltimo parágrafo. 168. sem ciência nem ironia. sobretudo o verso) / É o que pode lançar mundos no mundo”. já sem dor. afirma a inutilidade de sonhar com outras formas de viver.

as angústias do homem. d) centraliza-se na definição de endoculturação. político. e) a aquisição da cultura depende do grau de socialização.” 171. visando à expressividade. ( ) temática de caráter social. as crenças. daí a objetividade no enfoque do tema. e) encara a diversidade de modos de vida da sociedade. eliminando. vizinhos. como pais. ( ) funções emotiva e poética da linguagem. ( ) liberdade formal. a integração nela é denominada endoculturação: cada indivíduo adquire. assim. desde a infância. ( ) tem seu verdadeiro sentido quando associada à realidade sobrenatural e divina. os modos de vida da sociedade a que pertence. numa mesma sociedade. ( ) deve ser desvinculada de envolvimentos com a realidade social. d) a transmissão da cultura é dever de qualquer educador. o comportamento. amigos. c) pais e professores são os responsáveis mais diretos pela formação do indivíduo. Texto para as questões de 171 e 172: 73 “Quando a aprendizagem. ( ) deve estar isenta da preocupação com a passagem do tempo. mas encontrase condicionado a certos aspectos particulares da transmissão realizada pelos grupos de que faz parte. U. U. b) enfatiza a importância dos representantes do poder público. É evidente que ninguém aprende toda a cultura. a educação e a socialização se verificam. pela transmissão por agentes sociais significativos (aqueles que têm autoridade — e esta autoridade é reconhecida pela pessoa sobre a qual a exercem. representantes do poder público.169. econômico etc). c) compara o indivíduo ao grupo social de que faz parte.Interpretação de texto II Avançar . Salvador-BA O poema apresenta: ( ) enumeração e reiteração de idéias. a existência humana: ( ) deve ser simples e desapegada de valores materiais. Unifor-CE De acordo com o texto: a) a educação integral do indivíduo está condicionada a diversas influências. ( ) uma linguagem referencial. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Salvador-BA De acordo com o ideal de vida do sujeito poético. ( ) constitui-se um breve espaço da vida humana marcado pela vulgaridade. 170. 172. representando bem uma arte engajada. Unifor-CE Este texto: a) valoriza a aprendizagem ligada à educação. b) os grupos sociais se firmam à sombra do comportamento dos indivíduos. professores.

então. mas o aumento da população e a melhoria do nível de vida. À medida que as sociedades se tornam mais ricas. Um número menor de filhos significa maior cuidado com cada um. O Estado de S. 3.Texto para as questões de 173 e 174: “A tecnologia pode fazer muito para atenuar os problemas decorrentes da poluição. 31-2. que nessas circunstâncias reste pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus. 1/1/2000. É compreensível. um dos resultados decorrentes do uso da tecnologia tem sido: a) o aumento da exploração da mão-de-obra infantil nas zonas rurais.” SEGALL. d) o controle da população mundial baseia-se numa educação mais ampla e no uso da tecnologia nas tarefas cotidianas. os agrava e. Paulo. melhor educação e melhores expectativas de sobrevivência. Movimento n. em vários países. Ao contrário. Contudo. 74 173. c) o controle da população nas regiões mais desenvolvidas do planeta. d) a participação maior e mais efetiva das mulheres nas tarefas rotineiras da família. tornando-as mão-de-obra desejável. Contudo. reduzindo suas oportunidades de obter melhor educação. como a mortalidade infantil. Unifor-CE De acordo com o texto.Interpretação de texto II Avançar . a transição demográfica ainda não atingiu boa parte da Ásia. José. sem ocupação fixa. no passado. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Um museu de portas abertas. só que nesse caso esse conjunto de normas várias vai contribuir decisivamente para estabelecer preconceitos em relação à obra de arte que dificilmente serão eliminados. que levaria ao planejamento familiar. b) a explosão populacional. Unifor-CE Conclui-se do texto que: a) a agricultura sempre exigiu e continua exigindo mão-de-obra numerosa. África e América Latina. o uso de máquinas na agricultura reduz a necessidade de mão-de-obra. e) o desenvolvimento acelerado de todas as regiões do globo.” Trecho adaptado de GOLDEMBERG. nos vários continentes. porque certas tarefas essenciais para a sobrevivência — tais como obter água potável. combustível para cozinhar ou para aquecimento — utilizam o trabalho das crianças. era muito grande. e) a falta de conhecimento que atinge as zonas rurais dificulta o progresso da agricultura. parecem estar invariavelmente associadas a trabalhos e obrigações escolares. especialmente nas grandes cidades. em excursões ‘protegidas’ por uma escolta de professores e funcionários em missão obrigatória. a demanda por muitos filhos diminui e a ênfase passa a ser melhor qualidade de vida para eles. 1988. na medida em que limita o uso da tecnologia. e ainda ocorre em algumas regiões — é bem compreendida: nas zonas rurais muitos filhos são a garantia de mais braços para ajudar na agricultura e uma forma de apoio aos velhos quando não puderem mais trabalhar. o que vai salvar a humanidade da bomba populacional é o efeito que o uso de melhores tecnologias tem no próprio aumento populacional. por conseguinte. c) a prática de uma agricultura mecanizada tem como conseqüência o aumento da mãode-obra avulsa. em que a economia se baseia especialmente na agricultura. Lasar. 174. o resto dessa disposição vai ser pulverizado por todo um aparato que sugere quais devem ser as atitudes e comportamentos adequados ao ambiente. parece estar levando a melhor. no Brasil. b) os idosos recebem mais apoio familiar em zonas rurais. Ao visitante dos museus é transmitida a noção de que nesse local carregado de responsabilidade o melhor a ser feito é observar ‘muito respeito’. sobretudo nas grandes cidades. Essas razões levaram à ‘transição demográfica’ que se iniciou há mais de um século na Europa e estabilizou a taxa populacional nas nações mais ricas. as visitas a museus. Além disso exigem das mulheres um esforço desnecessariamente grande. p. Fatores culturais são também importantes. ter muitos filhos era uma garantia para o futuro. até o momento. Atitude semelhante à que se tem numa igreja. A razão pela qual a população nas sociedades rurais primitivas aumenta — o que ocorreu até recentemente. principalmente. Texto para as questões de 175 a 178: “Lasar Segall: um museu de portas abertas É bem provável que grande parte dos freqüentadores de museus no Brasil não procure voluntariamente essa instituição artístico-cultural. mesmo em alguns países mais adiantados. ‘pouca conversa’ e lembrar que ‘esse é um lugar de contemplação’.

175. Unifor-CE A pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus explica-se: a) pela abundância de preconceitos em relação ao valor da obra de arte. d) condena os preconceitos ligados ao acervo artístico-cultural dos museus. Professores e funcionários representam a classe que freqüenta de maneira regular e voluntária os museus. b) II. b) pelo fato de ser o museu um “lugar de contemplação”. A respeito dos enunciados acima. no Brasil. 176. Unifor-CE O texto: a) prova que o acervo dos museus reúne condições insatisfatórias para atrair a atenção dos visitantes.Interpretação de texto II Avançar . III. c) pelo excesso de tarefas impostas a partir de visitas aos museus. pelos órgãos governamentais. “pouca conversa”. no Brasil. Não há espontaneidade de iniciativa em relação a visitas a museus no Brasil. b) realçar ironicamente as metáforas. c) acentuar o valor significativo das expressões no contexto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) III. e) fazer sobressair expressões pouco usuais. d) eliminar qualquer tomada de posição do narrador. e) pela impressão de se sentir como se estivesse numa igreja. 75 177. b) caracteriza as circunstâncias que. como instituição artísticocultural. Unifor-CE I. II. vêm sendo pouco prestigiados. está correto o que se afirma SOMENTE em: a) I. “esse é um lugar de contemplação” estão empregadas para: a) distinguir a citação do resto do contexto. d) pelo cunho de obrigatoriedade de que se revestem as visitas aos museus. mais comumente levam aos museus seus freqüentadores habituais. c) define os museus no Brasil como instituições artístico-culturais desprovidas do apoio dos governantes. e) II e III. GABARITO 178. Unifor-CE As aspas em “muito respeito”. e) encara o museu como elemento mistificador da criação artística. Os museus. d) I e III.

Carmo.” ANDRADE. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. c) desgosto e censura. com as mãos sobre os joelhos. a poesia ultrapassa os limites do corpo e da própria vida cotidiana. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. preocupado em exaltar os mais nobres sentimentos humanos. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. Viçosa-MG Leia atentamente os seguintes versos: “Não faças versos sobre os acontecimentos. os incidentes pessoais não contam. e) ceticismo e desesperança. D. Memorial de Aires. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. intensamente elaborado. F. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . à entrada do saguão. achei aberta a porta do jardim. GABARITO 180. UFR-RJ No texto o narrador descreve o quadro formado pelo casal de velhos com: a) impaciente ironia.179. Diante dela. tão infenso à efusão lírica. 1992. 95s. esse excelente. 1989. Fui a pé. b) Segundo o poeta. Consolava-os a saudade de si mesmos. Não faças poesia com o corpo. d) velado humorismo. e) O poeta. a poesia não deve limitar-se a uma temática voltada para os simples acontecimentos da vida. Carlos Drummond de. a vida é um sol estático. dei com os dois velhos sentados. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura correta do poema “Procura da poesia”.” ASSIS. à esquerda. Aguiar estava encostado ao portal direito. Texto para a questão 180: “Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. superior à própria vida e à morte. disse comigo. tinha os braços cruzados à cinta. 76 d) Para o autor.Interpretação de texto II Avançar . entrei e parei logo. As afinidades. Rio de Janeiro: Aguilar. b) suavidade e melancolia. trata da essência da própria poesia. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. completo e confortável corpo. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. Não há criação nem morte perante a poesia. ‘Lá estão eles’. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. Ao transpor a porta para a rua. olhando um para o outro. em seu discurso metalingüístico. os aniversários. de Carlos Drummond de Andrade: a) O autor defende um lirismo subjetivo. U. c) O autor defende a transcendência da poesia. Ao fundo. In: Obra Completa. Machado. não aquece nem ilumina. p.

o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. por ser um refugo da casa-grande e da senzala. e) O brasileiro de Guimarães Rosa se aproxima do de Freyre por sua exclusão social e se distancia de Macunaíma por não ter definição na escala de valores culturais. de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade explicitada no texto I. tomou sua própria vereda. 12. São Paulo. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal.Interpretação de texto II Avançar . o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala. 5º Caderno. um herói — ou heroína — sem nenhum caráter. a) O homem de Guimarães Rosa. o homem miscigenado. por ser sobretudo uma criação verbal. herói sem nenhuma definição. mas foi a que me veio na hora — e acho que fui entendido. Por isso mesmo. apesar do ressentimento social que o caracteriza. torna-se um refugo da casa-grande e da senzala. p. ou sem nenhum caráter — como queria o próprio Mário de Andrade. afastando-se do convívio social apontado por Gilberto Freyre e Mário de Andrade. Ou seja. em nossa essência. c) O homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade não apresenta nenhuma oposição à concepção do brasileiro de Guimarães Rosa. potente e tendendo a ser feliz. Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto. teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo.” CONY. UFF-RJ Assinale a opção que apresenta a afirmativa adequada sobre a relação entre o brasileiro de Guimarães Rosa. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala. GABARITO d) O homem de Guimarães Rosa. embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. o Macunaíma. Carlos Heitor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar.Texto para a questão 181: “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. De um lado. A imagem geométrica pode ser forçada. 21/04/2000. Retomando a imagem literária. pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. b) O brasileiro de Guimarães Rosa se opõe ao de Freyre por não ter lugar nem na casagrande. Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa — outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. mas o homem é causa e efeito do verbo. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. e uma antítese do brasileiro de Mário de Andrade. 77 181. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. citemos a Capitu menina — e teremos como sempre a intervençao soberana de Machado de Assis. É também macunaímico. o opositor de uma e de outra. Folha Ilustrada. De outro. nem na senzala e se aproxima de Macunaíma por sua indefinição na escala de valores culturais. Fomos e seremos assim.

de Pernambuco. como dizia — e impedir conflitos futuros. mostra arcos. de certa forma. Fátima. c) “crianças de diferentes idades”. expressão ligada ao nome “Brasil”. Desde o início da semana. ele fala para mais crianças e adultos. O emprego da palavra ou expressão com essa finalidade está corretamente justificado em: a) “Histórias”. no foyer do Centro Cultural Banco do Brasil. demonstra que a indefinida identidade social do país é formada pelo encontro de três raças. mostra arcos. a expressão sublinhada mantém com o termo núcleo — “comemorações” — a mesma relação sintática verificada em: a) “uma invasão de terra”. d) “deixando preconceitos de lado”. contesta a prioridade dada à chegada do colonizador para a constituição do Brasil. coordenador do projeto. revela que um discurso oficial. Agora. conhecida característica de textos literários. nem sempre verdadeiro. 183. referindo-se ao nome “Brasil”. apresenta danças e ritos. UERJ Na construção “comemorações dos 500 anos”. Essa atividade pretende desmistificar isso e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue e se torne corriqueiro’. Do massacre nasceu o desejo de falar aos pequenos homens brancos — os ‘filhos da elite’.Interpretação de texto II Avançar . que abandonou a aldeia ainda menino após uma invasão de terra em que perdeu vários parentes. uma programação alternativa está deixando de lado a caravela para se embrenhar no Brasil de antes de Cabral. UERJ A linguagem figurada. As atividades incluem encontros com integrantes de tribos variadas. UERJ O subtítulo do texto — “Histórias de um Brasil com mais de 500 anos” — é construído de modo a anunciar o caráter alternativo e mesmo crítico do evento que será comentado. b) “um”. antecedendo a expressão “500 anos”. da tribo fulni-ô. (…)” SÁ. Fala das tribos e da memória de seus ancestrais. crianças de diferentes idades vêm aprendendo história e deixando preconceitos de lado com a ajuda de Thini-á — um índio de 29 anos. c) “mais de”. debates e uma exposição com trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado e textos do poeta Thiago de Mello. Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem: a) “… apresenta danças e ritos. mas de maneira muito romântica…” c) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…” d) “… e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . GABARITO 182. flechas e seduz o público com a fala mansa e um ótimo humor. organizado pela Cineduc: Cinema e Educação. como centro dos 500 Anos de Resistência das Populações Indígenas no Brasil. diz Ricardo Paes. b) “Brasil de antes de Cabral”. predomina na sociedade. mas de maneira muito romântica. no plural. 184. Veja. d) “500 anos”. Há três anos Thini-á percorre escolas do Rio (…). encontra-se também em outros tipos de texto. até expõem a cultura indígena. E está dando ao índio lugar de destaque na festa. 22/03/2000. flechas…” b) “… expõem a cultura indígena. indica a necessidade de uma reflexão mais cuidadosa acerca de alguns dos marcos históricos do país. ‘As comemorações dos 500 anos.Texto para as questões 182 a 184: “A estrela é o índio Histórias de um Brasil com mais de 500 anos 78 Na contramão do vento que move as comemorações dos 500 anos.

enfim. O viajante já não é aquele que contempla o desconhecido. a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. UERJ Indique o tema geral do poema e explique como ele é abordado criticamente por José Paulo Paes.Texto para as questões 185 e 186: “À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol. J. Eugênio. Se a televisão é a arena da história contemporânea. escancarando em público o vazio em que existimos. vê apenas a handycam2 que mascara o seu rosto. os alunos aprenderam a se apresentar para filmadoras e não mais para pais e mães. São as imagens do espetáculo que não foi vivido. como quem ainda tem uma longa lista a cumprir. sexo. esporte — me dás tudo. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso em viver. o estranho fenômeno se generaliza. uma câmara. Ali jaz a vida que poderia ter sido. UERJ No poema. por favor?). ele substitui a própria memória pela fita magnética. 03/12/1996. De bom grado. mas esta também logo se perderá numa estante empoeirada. Veja.” BUCCI. Depois. guardando imagens sem nexo. Protegido por sua máscara eletrônica. que se reserva a chance do inesperado. pois quem poderia vivê-lo se ocupou em gravá-lo (ou em posar para a gravação). ele apenas grava imagens. Nas festas de escolas primárias. 1 2 IMPRIMIR GABARITO camcorder – filmadora handycam – filmadora de mão Voltar Língua Portuguesa . as câmaras de vídeo domésticas se tornaram o olhar autorizado da intimidade familiar (e de outras intimidades nem tão familiares assim). Texto para as questões 187 e 188: “O Império das Lentes Nas cerimônias de casamento. um vidro. Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo. São Paulo: Companhia das Letras. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. Ali jaz o desejo que não se satisfez. que o poupa de estar exposto ao destino. Identifique o elemento lingüístico que melhor caracteriza essa humanização e transcreva um verso em que ele apareça. assumindo o papel de interlocutor do eu poético.Interpretação de texto II Avançar . Cônscia de sua relevância mística. PAES. tudo. que vive. 79 185. jamais terá tempo de rever o que filmou. a televisão é humanizada. O turista é um apressado. essa engenhoca que reina soberana no espaço exíguo que separa o homem de si mesmo. as retinas das testemunhas foram substituídas pela camcorder1 do sujeito de terno gasto que grava o enlace andando de um lado para o outro (o distinto padre pode dar licença. a criança já não enxerga o sorriso de orgulho ou de apreensão na face do pai. e normalmente muito rápido. 186. Prosas seguidas de odes mínimas. Continuará com pressa. Guerra. Sob o foco automático. claro. 1992. P. Aposentei os dentes. Nas férias. pois entre ele e o turista havia um muro transparente.

187. UERJ Cônscia de sua relevância mística, a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. No trecho citado, o autor emprega a ironia para intensificar sua crítica à situação descrita. Explique como esse recurso de linguagem intensifica a referida crítica.

188. UERJ Ali jaz a vida que poderia ter sido. Esta sentença, no primeiro momento, parece uma contradição. Identifique, em uma frase completa, essa contradição aparente.

Texto para a questão 189:
“Poética I Que é a Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.”
RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

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189. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

GABARITO

a) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, / Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo) b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João Cabral de Melo Neto) c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas — debaixo de céu diverso — e sob a influência de impressões momentâneas.” (Gonçalves Dias) d) “Um dia (…) tive saudades da casa paterna e chorei. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida, que intitulei — Às Ave-Maria: — a saudade havia sido a minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

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Texto para as questões 190 a 193:
“No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos. A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. Algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto. A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros. Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía. Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos. Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria. A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.”

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190. UFMG A partir da leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo a) criticar a ação governamental no trato com a miséria. b) defender práticas de maior justiça social. c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas. d) mostrar a evolução da situação de miséria no Brasil. 191. UFMG “Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.” Essa frase é uma síntese de todas as seguintes passagens do texto, EXCETO a) A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. b) Continuávamos de bem com nossos travesseiros. c) Dormíamos o sono dos justos. d) Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. 192. UFMG O último parágrafo do texto tem todas as seguintes funções, EXCETO a) Ampliar o desenvolvimento das idéias. b) Reafirmar as idéias da introdução. c) Rearticular o parágrafo introdutório. d) Reorganizar as idéias desenvolvidas no texto. 193. UFMG De acordo com o texto, a miséria no Brasil assume uma posição crescentemente agressiva. Todas as seguintes passagens do texto comprovam essa afirmação, EXCETO a) Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. b) Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. c) Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. d) Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.

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Texto para as questões 194 a 197:
“Troca de e-mails
THE NEW YORK TIMES

Seguem abaixo trechos das mensagens de e-mail trocadas na terça-feira e ontem entre o VicePresidente Al Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado ‘dinheiro fácil’ na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim na proibição do ‘dinheiro fácil’. Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre.

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Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: Re: Campanha eleitoral Obrigado por seu e-mail e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo — a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigaçao sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu e-mail, o senhor falou em restabelecer “a confiança em nosso processo eleitoral”. E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu e-mail. Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa.”
Traduzido do New York Times on-line, 16/03/2000.

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194. UERJ O vice-presidente Gore propõe em seu e-mail uma rejeição, de parte a parte, do chamado “dinheiro fácil”, usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial. b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral. c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente. d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático. 195. UERJ O discurso político é marcado por estratégias de distanciamento que ressaltam a autoridade do locutor, e por traços de solidariedade que buscam o envolvimento dos interlocutores. Tais procedimentos retóricos são verificados em: a) “Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca…” b) “Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar…” c) “Eu darei o primeiro passo, pedindo ao Comitê Nacional Democrático…” d) “Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões…”

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196. UERJ A mensagem-desafio de Al Gore tem como destinatário o seu adversário político, mas é possível interpretar que ela tenha sido tornada pública propositalmente. Considerando o conteúdo da mensagem e o seu contexto, a melhor explicação para que Al Gore tenha desejado torná-la pública é: a) provocar uma declaração desastrada de George Bush. b) contribuir para a moralização da política através da Internet. c) acusar seu adversário do uso de dinheiro ilícito na campanha. d) convencer o eleitor do caráter desonesto do outro candidato. Texto para as questões de 197 a 200:
“A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse ‘pareciam’, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos devãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de idéias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: ‘Mando-te uma carta qualquer dia desses’. Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla ‘enter’.”
SOUZA, Josias de. A revolução digital. In: Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.

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197. UFMG Observe as expressões destacadas nestas frases: … falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro… … vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA dessas três expressões, na ordem em que aparecem nas frases acima. a) apesar de ser falada / apesar de ser impressa / se estivesse vivo. b) quando é falada / quando é impressa/ se estivesse vivo. c) porque é falada / porque é impressa / ainda que estivesse vivo. d) se é falada / se é impressa / ainda que estivesse vivo. 198. UFMG Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é a) defender a parceria entre o papel e o texto como uma história de êxitos. b) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. c) descrever as vantagens e desvantagens da Internet na atualidade. d) narrar a história do papel e do texto desde a antigüidade.

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199. UFMG Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre palavra falada e palavra escrita, é CORRETO afirmar que, a) na comunicação interpessoal, a palavra falada pode emocionar, sensibilizar, convencer, fazer pensar e, com isso, suscitar um grande movimento de idéias e valores. b) no processo social de divulgação de conhecimentos, a palavra falada, associada à escrita, exerce um papel fundamental na educação e na formação de opiniões. c) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão. d) no processo social de produção e circulação de crenças, a palavra escrita, ao lado da falada, tem papel significativo no desenvolvimento da espiritualidade. 200. UFMG Considerando os procedimentos lingüísticos de articulação entre o primeiro parágrafo e os outros parágrafos do texto, é INCORRETO afirmar que a) o segundo, o terceiro e o quarto parágrafos se articulam com o primeiro pelo emprego linear do tempo cronológico. b) o terceiro parágrafo está articulado com o primeiro pelo uso de palavras que explicitam significados presentes no primeiro. c) o segundo parágrafo está articulado com o primeiro pelo emprego de palavra que se repetem. d) o quarto parágrafo se articula com o primeiro pelo uso de frase que explicita uma idéia sugerida no primeiro. Texto para a questão 201:
“O idioma, vivo ou morto? O grande problema da língua pátria é que ela é viva e se renova a cada dia. Problema não para a própria língua, mas para os puristas, aqueles que fiscalizam o uso e o desuso do idioma. Quando Chico Buarque de Hollanda criou na letra de ‘Pedro Pedreiro’ o neologismo ‘penseiro’, teve gente que chiou. Afinal, que palavra é essa? Não demorou muito, o Aurélio definiu a nova palavra no seu dicionário. Isso mostra o vigor da língua portuguesa. Nas próximas edições dos melhores dicionários, não duvidem: provavelmente virá pelo menos uma definição para a expressão ‘segura o tcham’. Enfim, as gírias e expressões populares, por mais erradas ou absurdas que possam parecer, ajudam a manter a atualidade dos idiomas que se prezam. O papel de renovar e atualizar a língua cabe muito mais aos poetas e ao povo do que propriamente aos gramáticos e dicionaristas de plantão. Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o ‘erro’ propriamente dito e a renovação. O poeta é, portanto, aquele que provoca as grandes mudanças na língua. Pena que o Brasil seja um país de analfabetos. E deve-se entender como tal não apenas aqueles 60 milhões de ‘desletrados’ que o censo identifica, mas também aqueles que, mesmo sabendo o abecedário, raramente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é comum ver nas placas a expressão ‘vendese à praso’, em vez de ‘vende-se a prazo’; ou ‘meio-dia e meio’, em vez de como é mesmo? O português de Portugal nunca será como o nosso. No Brasil, o idioma foi enriquecido por expressões de origem indígena e pelas contribuições dos negros, europeus e orientais que para cá vieram. Mesmo que documentalmente se utilize a mesma língua, no dia-a-dia o idioma falado aqui nunca será completamente igual ao que se fala em Angola ou Macau, por exemplo. Voltando à questão inicial, não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. Os intelectuais também o fazem, por querer ou por mera ignorância. E também nós outros, jornalistas, afinal, herrar é umano, ops, errare humanum est. Ou será oeste?”
SANTOS, Jorge Fernando dos. Estado de Minas, Belo Horizonte, 10 jun. 1996. (Texto adaptado)

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GABARITO

201. UFMG Em todas as seguintes passagens, o autor deixa transparecer idéias que ele mesmo considera puristas, EXCETO em a) Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o “erro” propriamente dito e a renovação. b) … não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. c) Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. d) Pena que o Brasil seja um país de analfabetos, […] Por isso, é comum ver nas placas a expressão “vende-se à praso”…

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Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

Texto para as questões 202 e 203:
“Amor A verdade é que devemos tudo aos amores infelizes, aos amores que não dão certo. A poesia se faz antes ou depois do amor, ninguém jamais fez um bom poema durante um amor feliz. Pois se o amor está tão bom, pra que interrompê-lo? O amor feliz não é assunto de poesia. Literatura é quando o amor ainda não veio ou quando já acabou, literatura durante é mentira. Ou ela é empolgação ou é remorso, revolta, saudade, tédio, divagação desesperada — enfim, tudo que dá bom texto. Desconfie de quem explica um estado de exaltação criativa dizendo que está amando. Algo deve estar errado. — Você está amando, mas ela não está correspondendo, é isso? — Não, não. Ela também me ama. É maravilhoso. — É maravilhoso, mas você sabe que não pode durar, é isso? Seu poema é sobre a transitoriedade de todas as coisas, sobre o efêmero, sobre o fim inevitável da felicidade num mundo em que… — Não! É sobre a felicidade sem fim! — Não pode ser. — Mas é. Acabei o poema e vou fazer uma canção. Depois, talvez, uma cantata. E estou pensando num romance. Tudo inspirado no nosso amor. Não posso parar de criar. Estou transbordando de amor e idéia. Crio dia e noite. — E a mulher amada? — Quem? Ah, ela. Bom, ela sabe que a atenção que não lhe dou, dou ao nosso amor perfeito. Está explicado. Ele não canta a amada ou seu amor. Está fascinado por ele mesmo, amando. E o poema certamente é ruim. Porque o amor, para ser de verdade, tem de emburrecer. Só devem lhe ocorrer bobagens para dizer ou escrever durante um caso de amor. Ou é kitch, de mau gosto, piegas ou copiado, ou não é amor. Qualquer sinal de originalidade pode até ser suspeito. — Esses seus versos para mim… Estão ótimos. — Obrigado. — Essas juras de amor, essas rimas, essa métrica… De onde você tirou tudo isso? — Eu mesmo inventei. Pensando em você. — Seu falso! — O quê? — Só deixando de pensar em mim por algumas horas você faria uma coisa assim pensando em mim. Só tomando distância, escrevendo e reescrevendo, raciocinando e burilando, você faria isto. Um verso plagiado do Vinícius eu entenderia. Um verso original, e bom desse jeito é traição. Só não sendo sincero você seria tão inteligente! — Mas… — Não fale mais comigo. Pronto. O amor acabou, agora você pode ser criativo sem remorso. Você está infeliz, mas console-se. Pense em como isso melhorará o seu estilo.”
Adap.: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Estado de São Paulo: 25/07/1999.

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GABARITO

202. UFR-RJ A partir da leitura do texto, depreende-se que a) os textos literários cujo tema é o amor tratam de um sentimento utópico. b) os poemas feitos nos momentos de amor são criativos e interessantes. c) fazer poemas sobre o amor exige um afastamento da relação amorosa. d) só a reciprocidade no relacionamento amoroso enseja um bom texto poético. e) os textos verdadeiramente literários são os que tratam da temática amorosa. 203. UFR-RJ Os diálogos, ness