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Questoes Portugues Literatura

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LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA VOCABULÁRIO FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS VERBOS E ADVÉRBIOS PRONOMES INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II FIGURAS DE LINGUAGEM PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO PONTUAÇÃO CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA CRASE FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

NOÇÕES DE LITERATURA LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL HUMANISMO, QUINHENTISMO, BARROCO E ARCADISMO ROMANTISMO CLASSICISMO

REALISMO/ NATURALISMO PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO

PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

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LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema versa sempre sobre algum acontecimento que já foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não é responsável por uma nova notícia, mas é uma releitura de uma notícia ou de um fato. ( ) Observando os elementos que compõe a charge, é correto afirmar que ela se refere a alguma notícia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum elemento verbal faz referência à aviação. ( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem. ( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita depois de algum desastre aéreo. ( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advérbio, adjetivo e substantivo. ( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso, quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada. 2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.

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GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pessoa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos. ( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de determinar para o leitor o sentido da charge. ( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros. ( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado” funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

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Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

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3. Uneb-BA

O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso central, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alterações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do modernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que: a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano; b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras; c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade; d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser humano; e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilíbrio das sensações humanas. 4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.

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GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

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Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadrinhos de Ziraldo. a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto. b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto. c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários. d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe. e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

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Em exposição até 13/8, das 11 às 18h. Av. Paulista, 1578 Informações: www.zip.net/guignard

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

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5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão: HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner

a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços. b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar. c) Tirar o proveito de todas as situações. 6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

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Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que: a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da expressão “Sei”, no primeiro quadrinho; b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai; c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitude do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola; d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à escola, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho; e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin generalizou a conclusão a que chegou. 7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam a frase sublinhada. Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin: 1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição. 2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão. 3. Considera-se injustiçado pelos pais. 4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso. As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o sentido da tira, estão na alternativa: a) 1 e 2. b) 1, 2 e 3. c) 2 e 3. d) 2, 3 e 4. e) 3 e 4.

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GABARITO

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8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos.

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Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista. De acordo com os elementos que constituem as tiras acima: ( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram representar, na escrita, sons naturais. ( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona, propensa às explosões agressivas. ( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu, arte marcial desenvolvida na antiga China. ( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a representação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens. 9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério

GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a enuncia. 02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma das pessoas em geral. 04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando que não há exceção à regra. 08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto. 16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.” 32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocondríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao campo amoroso. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor: a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem nada em comum; b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado pela sonoridade, num tom de humor;

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c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homonímica; d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para demonstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado; e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra relação a não ser a própria referência. 11. UFMA

GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.

Sobre a propaganda acima, é correto inferir que: a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão condenados a morrer;

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b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução; c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo, para não morrer, é preciso ir ao supermercado; d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso se mexer para não morrer de inanição. e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

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12. UFMG
“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais avançado sistema de processamento de documentos: Document Centre. Uma copiadora que também é impressora, fax e scanner, com capacidade de realizar as operações simultaneamente. Para você copiar, imprimir, receber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recuperar documentos com mais facilidade, menor manuseio de papel e maior segurança. O novo software Centreware permite explorar e gerenciar o equipamento de acordo com as suas necessidades, a partir do seu computador, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que só a Xerox pode lhe oferecer.”
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Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de propaganda, exceto:

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a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal. b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor. c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto. d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação. 13. UERJ

GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.

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Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o segundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento teria provocado a mudança. Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho... a) ...estivessem rindo deles?” b) ...fossem reais e eles o reflexo?” c) ... pudessem trocar de lugar com eles?” d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

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14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto não decorre apenas da decodificação pura e simples dos itens lingüísticos neles contidos. Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu conhecimento de mundo, suas crenças, suas vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar enunciados e o levam a construir o sentido do texto que leu. Uma das características do leitor proficiente é a capacidade de interpretar gráficos. Demonstre que você domina a habilidade de leitura, inferindo corretamente os resultados expressos no gráfico ao lado: Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pessoas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados: De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que: a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o motivo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas; b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirmase em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;

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c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais; d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício, uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas; e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do total de entrevistados. 15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto abaixo vem expressa de acordo com as normas de escrita do português padrão. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, onde é mostrado da cintura para baixo, segura um tipo de facão com a mão direita. Abraçado a sua perna há uma criança, que a expressão Foto: Paula Simas denota raiva e medo. O homem apóia sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para baixo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expressão denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da criança, como se protegendo-a. ( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo a ela de alguma ameaça. ( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva. ( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança, mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão. ( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino, como se o estivesse protegendo.

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GABARITO

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16. UEGO A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) o título “A República do Mau Humor” funciona como indicador de leitura, pois dá ao leitor a oportunidade de interpretar tanto o texto verbal como o não-verbal; ( ) o mau humor dos aliados do governo nos permite deduzir que os políticos aderem ao poder visando apenas ao seu benefício próprio; ( ) a parte inferior da charge remetenos ao contexto social brasileiro, onde a população, em sua maioFolha de São Paulo, 11.09.99 ria, sofre os efeitos; ( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo personagem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com que o brasileiro encara seus problemas; ( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiência do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso. 17. UnB-DF
“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA, CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

GABARITO

Os seres vivos são interdependentes. Dessa forma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevivência humana não estaria garantida. Essa variedade e a dependência entre as espécies interessa especialmente à nossa empresa. Pois o nosso trabalho depende de descobertas no mundo das informações genéticas. Informações que se perdem para sempre quando as espécies são extintas. Informações que oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender a uma população que está crescendo. Em um planeta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os. ( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade. ( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração. ( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não estaria garantida sem apoio de milhões de espécies. ( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das informações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre. ( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da população.

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18. UFPB-PSS
Texto I “Diogo Mainardi Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.” Texto II

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Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se: a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira. b) Os índios continuavam lutando entre si. c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida. d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congresso Nacional às causas indígenas. e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um momento de alegria para os índios. 19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques Nunca se soube o nome daquele jovem alto e magro vestido como milhões de chineses, de camisa branca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu grande momento, do que muitos líderes revolucionários do milênio. É certo que foi visto por mais gen5 de julho de 1989. te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que personalidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano Zapata.”

GABARITO

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Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do personagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais: a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade; b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade; c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho; d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário; e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

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Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

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Homem primata Capitalismo selvagem Ô. Ciro. ô. b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar. Marcelo. quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. Sérgio. 5 GABARITO 10 15 20 IMPRIMIR 21. Texto para as questões 21 e 22. Nando. ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi. PESSOA. voltou a pé para o local da placa e nela escreveu. REIS. Voltar Língua Portuguesa . para corrigi-la: Como muitas piadas. esta se baseia em um equívoco.20. b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna.Interpretação de texto I Avançar . a vida é cruel. ô Eu aprendi A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu É bom aprender. Vinha o motorista dirigindo o seu carro. O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: 10 a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção. Do CD Cabeça de dinossauro. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir. c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. UFR-RJ No texto Homem Primata. eu não sabia Que o homem criava e também destruía. FROMER. d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas. ele acelerou o seu veículo. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea. “Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia Eu não trabalhava. ô. a comparação estabelecida entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. Logo depois. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. d) ao bom relacionamento entre homem e macaco. eu me perdi” BRITTO.

4 e 5. b) 1. PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. Átila. III e IV.22. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico. 1968. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. c) 2 e 4. III. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos armamentos. IV. 3. II. I. 11 JAGUAR. UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. IMPRIMIR GABARITO II. e poderiam ser retiradas sem prejuízo para a clareza do texto. p. enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história. b) atraso X progresso. 24. c) santidade X pecado. A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apresentados. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. 4. 2. d) 3 e 5. 2 e 4. e) passado X presente. c) I. III e IV. os antônimos: a) lentidão X velocidade. III e IV. respectivamente. e) 3. d) II. 166-167. você é barbaro. Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. O militarismo. é causa principal do desfecho presente no cartum. Voltar Língua Portuguesa . Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2. simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem. 1. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante.Interpretação de texto I Avançar . 23. PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo. e) III e IV. Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens. d) estagnação X mudança. 5. As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. b) I. As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal.

” d) “Quando um não quer. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele. ( ) Em Ele é um novo homem. julgue os itens da questão 27. INSTRUÇÃO: Com base no texto.” 26. ( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade. Procure seu médico e siga a sua orientação. prepara-te para a guerra. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto. Não seja mais uma vítima II das doenças cardiovasculares. ( ) Na última parte do texto. obesidade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar . Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos. 153. e) através de um jogo de palavras. o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto. p. as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares. daí ser um elemento anafórico. Hoje. GABARITO 27. dois não brigam. 23/06/99. o autor procura confundir o leitor. c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida.” b) “Quem tudo quer tudo pode. III Essas doenças. o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas. estresse Líder em soluções Veja.25.” 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado.” c) “Se queres a paz. associadas a tabagismo. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele.” e) “Devagar se vai ao longe. por problemas cardiovasculares. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa. PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro. UFMT ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere. Univali-SC “BOM CONSELHO Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou para rua e bebo a tempestade” Chico Buarque Ouça um bom conselho Que lhe dou de graça Inútil dormir Que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado Quem espera nunca alcança Ouça meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar 12 Ao compor o texto. b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios.

Jeep Grand Cherokee. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. b) Num momento. d) Inicialmente. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. à luz da lâmpada sombria. A vida moderna em favor da vida de verdade..Interpretação de texto I Avançar . Unifor-CE “Façam a festa cantem dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira. Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo. Ele tem motor 4. julgue os itens da questão 8. GABARITO 30. a mulher é pálida sobre o leito e. Negros olhos as pálpebras abrindo. autor que. b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social. c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos. em seguida. Formas nuas no leito resvalando.” Nos versos acima. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou. Sobre o leito de flores reclinada Como a lua por noite embalsamada. Aponte-a: a) De um lado. a surpresa da visão da mulher amada.. “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. segundo Mário de Andrade.” Veja. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. em outro momento. CELULAR. 29. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente.0L High Output. a revelação de que apenas é uma lavadeira. meu anjo lindo! Por ti – as noite eu velei chorando. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher.. o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos. 11/10/98. 13 28. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. anjo entre nuvens. Não te rias de mim. c) Em princípio. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. A partir de R$ 55.400. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o sofrimento das noites de vigília. num segundo momento. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir. a fuga pelo sonho e pela morte. U. duplo air-bag. sofre muito o prestígio romântico da mulher. Potiguar-RN “Soneto Pálida. Jeep Grand Cherokee. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando. Jeep® Só Existe Um.. a mulher caracteriza-se pela pureza e.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto.. d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. de outro lado. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. O amor sexual lhe repugnava. pela nudez e sensualidade..

In: Libertinagem. d) IV. que apresenta dúvida e descontrole emocional. Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA. II. A mesa posta. a primeira. nas mulheres. que mostra incerteza do poeta. embora diferentes. Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes. e a segunda. iniludível! O meu dia foi bom. Talvez eu sorria. “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido. d) Porque é amiga do poeta. que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido.. que revela a felicidade de um dia de trabalho. b) ambos os textos vêem apenas belezas.. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil. o segundo aborda a beleza da mulher madura. os dois textos revelam posicionamentos antagônicos. 14 GABARITO “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. E as feias. sobre o tema: Mulheres. Manuel. c) Porque aparece toda noite. d) embora falem sobre o mesmo assunto. que revela segurança e certeza quanto ao futuro. e a segunda. a casa limpa. c) Morte. a primeira. c) III. Voltar Língua Portuguesa . III.. e) os textos abordam temáticas diferentes.. (A noite com seus sortilégios. que revela sua ousadia e destemor diante da vida. (.) encontrará lavrado o campo. a primeira. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33. 32. Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada. o poema pode ser dividido em duas partes: I. d) Noite. ou diga: – Alô. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. e a segunda.” Manuel Bandeira.. In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira. IMPRIMIR Sobre os textos. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos. Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes.” Vinícius de Moraes. b) Visita. e a segunda.) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem. 34. Uniube-MG Com relação à estrutura. certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha. 31. 33. IV. Com cada coisa em seu lugar. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou coroável). expressa pelos advérbios de negação e dúvida. pode-se afirmar que: a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema.Interpretação de texto I Avançar . a primeira.1984. b) II. b) Porque não poupa ninguém. Talvez eu tenha medo.. pode a noite descer. E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas. São Paulo: Global.

pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil. ao passado depois do passado. Porque não há aprendizado sem manchas. 2000.” 36. indica que. c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária. criando uma relação com Quase memória. e) É um caso de associação de idéias. remetem à expressão “as crianças”. idéias deduzidas do início do texto. Novo Omo Multi Ação. ( ) a palavra ainda. o primeiro é denotativo e o segundo. apresentados no primeiro período do texto. de 7 jun. Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe. não sendo eu. no único personagem. pelo fato de causar incoerência. Ora. se sujarem. ( ) os vocábulos “elas” e “se”. elas aprendem mais e se desenvolvem melhor.” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “madeleine” na obra de Proust. o produto foi aprovado pelo consumidor. ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. muito menos o tempo. ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes. que seu filho precisa de liberdade para aprender. 37.35. em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”. UFGO Acerca da organização das frases. no único tempo de um homem que. é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. ou melhor. d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado. pois a noção de passado é a mesma nos dois autores. ou seja. era o tempo do qual eu mais participara. o ‘meu’ embrulho não abre nada. só a partir de agora. apresentado na abertura do texto. Com base nessa informação e na leitura do texto. ao passado anterior ao passado. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido. ao passado ‘ao lado’ do passado. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor. refere-se a um elemento extratextual. se sujarem”.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai. UFGO Além de veicular informações sobre o produto. conotativo. PUC-PR “Nada mais diferente (. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a linguagem publicitária procura persuadir o consumidor. o meu caso. Se abria alguma coisa era o espaço – até então. 15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é. serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal. Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem. É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação. nunca pensara organizadamente na única pessoa. em “como nenhum outro”. ( ) o vocábulo outro.. de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes. As questões 36 e 37 referem-se a ele. pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto. removendo manchas de gordura como nenhum outro. A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral. ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”.. assim como você. “Quando a gente deixa as crianças experimentarem.Interpretação de texto I Avançar . estabelecem relação de causa e conseqüência.

este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática. desejada pelo autor. Em “Gosto de ser e de estar”. conte com os amigos. É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas. grito de guerra de uma escola de samba. e) 3 e 4. Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade. julgue os itens da questão 38. o que lhe trará entusiasmo. uma língua expressa os valores culturais de seu povo. 3 e 4. 1984. que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório. Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pretende esteja envolvido na sua percepção de “língua”. ( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho. Caetano. a idéia de plenitude.Interpretação de texto I Avançar . 38. UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos. o autor alude à idéia de que. c) 2 e 4. 2. Língua. 16 Texto para as questões 39 e 40. é expressa com os verbos “ser” e “estar”.” Marie Clarie. Velô-Caetano e a Banda Nova. A dinâmica do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . No trabalho. Para isso. sendo “pátria”. O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. 3. Com Marte transitando em seu signo. 39. 1. 4. ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino. Utilizando a expressão “Fala mangueira”. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1.. b) 1. d) 2. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde. “Língua Gosto de sentir minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à mingua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira Fala! Flor do Lácio sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua (. PolyGram. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto. ora implicitamente ora diretamente. maio de 1998. confusão: espere até poder expressar suas idéias.) A língua é minha Pátria E eu não tenho Pátria: tenho mátria Eu quero frátria” GABARITO VELOSO. 2 e 3. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal.. Você poderá contribuir com o parceiro.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. “TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida.

3 e 4. do que burro em cima. 2. 63. À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal. p. A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo. Quem sobe a alto lugar. Dê.Interpretação de texto I Avançar . 32. 17 41. que subir é desgraça muitas vezes. burro parece. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói.” MENDES. e) 3 e 4 apenas. 08. Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. perpassa a idéia comum de “pluralidade”. que é discreta a fortuna em seus reveses. que indigno cresce. verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. Em terra de incompetentes. 4. e logo o homem desce. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”. 1. Burro foi ao subir tão alto clima. UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. como “roçar”. 64. “cores”. Homem sei eu que foi Vossenhoria. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. que não merece. a soma das alternativas corretas. “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”. 1996. Homem sobe. Estão corretas: a) 1. Voltar Língua Portuguesa . 04. onde jazia. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos. 2. Nas expressões “confusões de prosódia”. 2 e 3 apenas.40. c) 1. d) 2 e 4 apenas. GABARITO IMPRIMIR O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. 16. “dores”. Desanda a roda. como resposta. Salvador: EDUFBA. asno vai. 02. o menos incompetente reina. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão. Cleise Furtado. Pois vá descendo do alto. Quando o pisava da Fortuna a Roda. b) 1 e 4 apenas. 3. Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe.

II. c) I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) III e IV. 12. III. 11. 18 1. 42. d) I. 13. Este é um texto narrativo que relata uma transformação. 5. p. “Valsinha Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar. São Paulo. Chico Buarque de. 24. Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência. 15. II e IV. (Literatura Comentada). c) ele. 7. 4. 26. 22. só não se pode afirmar que: GABARITO a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. 28. Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar. 20. 16. refere-se à palavra cidade. 29. 27. o jogo amoroso e as relações humanas. 2. no verso 21. 8. traz marcas de oralidade. 43. Abril Educação. 17. 9. Uniube-MG Sobre o texto.Interpretação de texto I Avançar . A alternativa que traz os números das asserções corretas é: a) I e II. 44. b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo. 3. 6. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. A expressão “pra”. c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos. Chico Buarque de Holanda. 14. 21. nos versos 8 e 9. Então ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado De tanto esperar Depois os dois deram-se os braços Como há muito tempo Não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça E começaram a se abraçar. IV. E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos Como não se ouviam mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz. d) ela.” MORAES. b) o autor. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador. Vinícius de e HOLANDA. 30-I. 23. Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I. 25.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. A expressão “ali”. III e IV. 19. 1980. E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto Convidou-a pra rodar. 10. 18.

II e III. 46. TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country. d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno. 45. p. III e IV. b) I e III.Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2. b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições. a partir de uma informação que esse já tem. Em Barretos. Os boiadeiros urbanos capricham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carnaval carioca em termos de público e opulência. IV. GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro. Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2. II. Integrada ao calendário das maiores comemorações nacionais. A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito. local e data. III. Porto Alegre. é necessário levar em conta dados contextuais. como veículo de divulgação. d) I. brasileiros”. estilizando a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. Chegam de todos os cantos do país. 102. e) I. reis e princesas sonham até a Quartafeira de Cinzas. I.. 24/05/99. a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos. c) II e IV.” Adaptado de: Época – Especial “Nós. Para uma adequada compreensão do texto 2. pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional.) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”. o autor do texto 1 expressa um grau de indignação equivalente. Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor. Zero Hora.. o texto 2 pretende mobilizar seu humor. II. TEXTO 2 19 Charge de lotti. imaculadas botas de couro. 24/01/99. (. enfiados em calças jeans. cintos e chapéus vistosos.Interpretação de texto I Avançar . Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge. No Carnaval. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil. e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil.

se tem um domínio regular..Texto para a questão 47. por meio de estruturas gramaticalmente corretas. • pós-graduação lato-sensu. ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corresponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da de um bom domínio de conhecimentos de informática. mas se forem substituídos por outro idioma – como.. CURSOS COMPLEMENTARES Você fez. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela. Sua imagem perante os colegas de trabalho é... espanhol – a valorização será maior. • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão. Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste.. informações coerentes com o teste do texto. ( ) Conhecimentos de inglês são importantes.. • mestrado. ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez.. • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua. por exemplo. • um curso de especialização.. ou 10 pontos. • bons – 25 pontos • médios – 13 pontos • ruins – zero” 20 GABARITO IMPRIMIR 47...Interpretação de texto I Avançar . “TESTE Avalie suas chances de obter um emprego. • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou. UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam. Voltar Língua Portuguesa . Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego. • doutorado. ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho... CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é.

há uma referência nova. e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista. e) a exuberante natureza amazônica. arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados. Paulo. No segundo parágrafo.” GLEISER. E em tal maneira é graciosa que. é só estimular o turismo. Hotéis não há muitos. Há. mas os poucos que existem são confortáveis. In: Folha de S. Claro. as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. “As maiores estruturas do Universo”. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado. Mais! 48. enquanto.” SCLIAR. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real. c) somente I e III. d) somente II e III. Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor.Texto para as questões 48 e 49. GABARITO Considere as seguintes afirmações: I. Moacyr. ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. 29. 2000. Cada planta é uma galáxia.Interpretação de texto I Avançar . Folha de S. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova. U. uma infração à norma culta. Marcelo. Paulo. para alindar ou afear. isso bastaria. p. o melhor que eu puder. b) um momento de percepção da realidade. e) I. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos. III. sempre aumentando. em geral. Salvador-BA Por inferência. o que se afirma em: a) somente II. 50. 17/05/99. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa. metafórico. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da harmonia universal. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Uma outra diferença importante é que o Universo está em expansão. quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. II. cheia de vitóriasrégias. b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme. Águas são muitas. A terra em si é de muitos bons ares. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo. 21 49. infindas. a imagem vale. E que não houvesse mais que uma pousada. esse é um modelo bidimensional do Universo. U. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa. no primeiro período. “Às vezes. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. especialmente o que nos foi oferecido. d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental. II e III. querendo-a aproveitar. De qualquer forma. considerando-se o uso atual. b) somente I e II. não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. 27 ago. senão pela sua precisão. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. em relação ao texto. através de um discurso poético. pelo seu poder evocativo. Está correto. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que. lagoas não costumam estar em expansão.

Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta. a) O poema não se refere à obra Macunaíma. São Paulo: Melhoramentos. mas não porque hei pecado. pensar e sentir. Considerando que o sujeito lírico expõe sentimentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado.F. A abrandar-vos sobeja um só gemido.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. 22 d) O poema sugere que o “gorila”. e já cobrada Glória tal. c) O título do poema está na 1ª. pessoa do singular. que pereça um destes pequenos. Senhor.M. Voltar Língua Portuguesa . que está no céu. e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino. Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. quanto mais tenho delinqüido. dentro do universo irreverente da poesia marginal. pessoa do plural. Mateus 18:12. leia os textos a seguir. a ovelha desgarrada Cobrai-a. c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador. b) O poema refere-se à obra Macunaíma. Perder na vossa ovelha a vossa glória. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho. e não queirais. metáfora de uma situação ou de um ente abominável. Senhor. Texto 2 “Pequei. Gregório de. como afirmais na Sacra História: Eu sou. Vos tenho a perdoar mais empenhado. se por acaso a encontrar. Se uma ovelha perdida. enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª. que vos ha ofendido. b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino. e prazer tão repentino Vos deu.Interpretação de texto I Avançar . U. não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E. “Macunaíma nos ajude na barriga do gorila Cabeça do meu pau? na barriga do gorila Meu alegre coração onde estás? na barriga do gorila” Barriga de minha perna onde estás? na barriga do gorila Dedos de minha mão onde estão? na barriga do gorila Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ. Roberto. não é algo desejável para meu Pai. de Mário de Andrade. Que a mesma culpa. é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. Poesia Barroca. 26 poetas hoje. Do mesmo modo. Vos tem para o perdão lisonjeado. escrever. Para responder às questões de números 52 a 54. tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1. Porque. d) exaltação da sabedoria de Deus. à qual Gregório de Matos recorre. ouvir.51.” MATOS. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira. GABARITO IMPRIMIR 52. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. Da vossa piedade me despido. corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos. F. Pastor Divino. Se basta a vos irar tanto um pecado.

Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra. estudar. que significa templo de musas.Interpretação de texto I Avançar . antropológicos. c) suplica pela salvação divina. Jornal de Santa Catarina. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade. d) peque. b) sofra. conforme a definição do dicionário Aurélio.M. E as musas escolhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas. GABARITO Sobre o texto. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas. mas não se arrepende deles. e) submete-se à vontade de Deus. e sobretudo expor para deleite e educação do público. visitados e respeitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve. assinale a alternativa correta. A palavra museu. algumas passam quase em branco e outras são exaustivamente lembradas. ecológicos. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura. Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender. os que reverenciam a colonização ou profissões. do texto 2. deixando que Ele decida se o salva ou não. histórico e técnico”. valorizar pelos mais diversos modos. os religiosos. Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades. b) conversa com o Senhor. ao vinho ou aos insetos. coleções de interesse artístico. talvez não precise de uma grande festa nacional. d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus. merece a salvação. Mas há também os arqueológicos. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados. 18/05/00. se Ele não o salvar entrará em contradição com a Sagrada Escritura. F.” SILVA. 23 d) argumenta. “para conservar. por isso. O Dia do Museu. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 55. de artes. c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada. oceanográficos. razão pela qual acredita que não será salvo. e) padeça.M. que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados.53. de armas. pois. erguidos em homenagem à cerveja. chantageando o Senhor. F. 54. Santa Catarina possui cerca de 100 museus. comemorado hoje. pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. Marco Aurélio. a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas. e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. c) se perca. vem do grego “mouseon”.

por assim o desejarmos. como resposta. evidencia que havia problemas de comunicação entre portugueses e tupiniquins.. nem de falar ao Capitão. e novamente para o castiçal. A expressão . Os tupiniquins. Todavia um deles fitou o colar do Capitão. 24 Vocabulário: Alcatifa – tapete.. como se davam ouro por aquilo. E eles entraram.. Mas nem sinal de cortesia fizeram. e o da cabeleira esforçavase por não a estragar. UFSC A propósito do texto.Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D. por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. UFSC De acordo com o texto.E também olhou para um castiçal de prata. como resposta. Abril.. aos pés de uma alcatifa por estrado. Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo abandonaram o navio. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. pareceu despertar o interesse dos tupiniquins. E também olhou para um castiçal de prata. que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão. E deitaram um manto por cima deles.Interpretação de texto I Avançar .... SP. falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra. por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar. Mas nem sinal de cortesia fizeram. aconchegaram-se e adormeceram.folgou muito com elas. e assim mesmo acenava para a terra. Dê. a soma das alternativas corretas. com um colar de ouro. isto não queríamos nós entender. muito grande. O trecho . quando eles vieram. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim. entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação portuguesa. folgou muito com elas. um dos escrivães da armada portuguesa. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço. e assim mesmo acenava para a terra. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas. na embarcação portuguesa. 01. relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. 57. 02. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. E então estiraram-se de costas na alcatifa. bastante comunicativos. consentindo. 56. as quais não eram fanadas. 08. pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário. assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s)... Manuel. Isto tomávamos nós nesse sentido. escreve para o Rei de Portugal. como se lá também houvesse prata! (. Pelo trecho .) Viu um deles umas contas de rosário. e depois para o colar. e lançou-as ao pescoço.. Fasc. I. nem a ninguém. Coxim – almofada que serve de assento. 02. Dê. Fanadas – murchas.. 04.. Pêro Vaz de Caminha.) Acenderam-se tochas.” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS. como se davam ouro por aquilo.. 1999. e bem vestido. e.. Manuel. D. fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou categoria social lusitanas. Em E eles entraram. nem a ninguém. 04. Isto tomávamos nós nesse sentido. estava sentado em uma cadeira. carpete. fez sinal que lhas dessem. a soma das alternativas corretas. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. brancas. nem de falar ao capitão. 08. Nada. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas. é correto afirmar que: 01. ao pescoço (.

) ISTOÉ . A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indígenas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais. A realidade atual indígena não é fácil. Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos. Dê.. Um pajé é aquele que emite neeng-porã. 64.. A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa. Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade. Porque fala e alma são uma coisa só. ou Tupã. ISTOÉ . Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes. O brasileiro não sabe da sua própria cultura..O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos. ISTOÉ . a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século. Para os povos indígenas. que significa o som que se expande. Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. Apresentamos. trataram aqui como primitivos.De desencontro.Para o tupi-guarani. trechos dessa entrevista. 02. Como você pensa essa relação? Kaká . Para Kaká Jecupe. aquele que emite belas palavras. Nosso povo enxerga o ser como um som. um tom de uma grande música cósmica. 32. ISTOÉ .A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser. ter a percepção desse patrimônio. 7-11). Os 500 anos de Brasil significam. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). a seguir. uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa. de acordo com os trechos da entrevista que você acabou de ler. como resposta. publicada na revista Isto é (21/7/99.Interpretação de texto I Avançar . sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram. ver o índio de forma menos prepotente levaria a civilização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação. Não no sentido de retórica. regida por um grande espírito criador.” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká . em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição. em grandes áreas do País. Ainda hoje. A própria palavra tupi significa em pé. ISTOÉ . Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo. a soma das alternativas corretas. (. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado.Os europeus chegaram trazendo o progresso. preferem recolher a sua palavra-alma. em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser. com o desaparecimento de centenas de etnias. 01. Na opinião do escritor tapuia.Texto para as questões 58 e 59. É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência.Há um trecho em seu livro. que também significa fala. (. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . para as etnias indígenas desaparecidas. roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais. por ilusão dessas relações com os brancos. Um dos nomes da alma é neeng.E qual é a razão desse desencontro? Kaká . que são respectivamente o ter e o ser. são anos de descoberta ou de invasão? Kaká . 04. “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados. O pajé é aquele que fala com o coração. A palavra tupuy designa ser. Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssimas. ser e linguagem são uma coisa só. a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais. a sua expressão no mundo.Para quem fundamenta a sua cultura no teor. o qual chamamos de Namandu-ruetê. É por isso que os guaraniscayowas. qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká . e fala do seu livro A terra dos mil povos. em Dourados.. Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria. A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional. motivado pelo acirramento de interesses econômicos.)” 25 GABARITO 58. a oportunidade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso. até para perceber que ela está em colapso. é na base do tiro. 08. 16. p. A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas.O patrimônio da sabedoria.Nesses 500 anos. em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil. A terra dos mil povos.

Dê. a soma das alternativas corretas. e Quyquyho. 02. como resposta. enquanto som. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do índio.Interpretação de texto I Avançar . Alusão ao “grande espírito” criador do Universo. “Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. a seguir. Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto. 16. a soma das alternativas corretas. a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos. palavra. os guaranis-cayowas da região de Dourados. a soma das alternativas corretas. ilustrada pela aglutinação dos termos índio e América. nos primeiros tempos. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio. a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Dourados é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura. a partir da relação com o branco. oposição índio feliz. tendo a ver com sentimento. Emprego de termos de origem indígena. vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. 02. significa “som em pé”. cuja letra reproduzimos abaixo. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios. 08. a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais. 04. exceto: 01. Dê. 04.” 26 GABARITO 60. é correto afirmar que: 01. 61. mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. 04. menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. depois do contato com a língua e a cultura do homem branco. 32. 32. 64. na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. presença de um forte sentimento ufanista. 02. denominado Namandu-ru-etê ou Tupã. pois a eles foi legada. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . como resposta. na tradição indígena.”. Dê. 1982). sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio.59. 08. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. 16. a linguagem. 16. UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os textos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. 08. 32. em Mato Grosso do Sul. em tupi. podem ser encontrados em “Quyquyho”. Texto para as questões 60 e 61. versus índio sofredor. provocado pela discórdia. entendendo alma e fala como “uma coisa só”. emoção. como resposta. e o ser são elementos distintos. noção que a terra pertence aos indígenas. UFMS Os aspectos apontados. 01. Visão ingênua e idealizada do índio.

Poesia completa e prosa. III. d) II e III. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram. c) I e III. Conversa portátil. O menino nasce morto. b) I e II. Com base na definição acima. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. sobretudo nos três últimos parágrafos. 63. o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado. S. Está correto o que se afirma em: a) II. “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpinteiro José aportam a Belém.” MENDES. e) I. sobretudo nos três primeiros parágrafos. 1486. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam. b) II. II e III. III. em nossa era. anotadas em estilo elegante. “Não há lugar para essa gente”.m. Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. Atualiza a história de Cristo. Faz ver que. d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão. d) descritiva. 1944. pois se apóia em argumentos encadeados. d) I e II. c) soldados de Herodes a elementos radioativos. 65. c) descritiva. com narrador em terceira pessoa. somente. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso. GABARITO 64. No conto. O casal dirige-se a uma estrebaria. II. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas. com narrador em primeira pessoa. e) II e III. e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado. Ironiza a corrida armamentista. II. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas. somente. c) III. p. as personagens ganham amplo desenvolvimento. e) dissertativa. mais do que no conto ou na novela. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades. o advento de um Cristo seria impossível. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. 1. somente. No romance. Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: a) narrativa. Está correto somente o que se afirma em: a) I. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I. Unifor-CE Anacronismo. Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso internacional de solidariedade. recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. b) narrativa. somente.Interpretação de texto I Avançar .As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue. Na crônica moderna. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. 27 62. Murilo.

ora. Durou um ano o amor sem palavras. O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função central na constituição do sentido do texto.” RODRIGUES. vê surgir. c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. logo. Viu. o brasileiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam. Um não conhecia a língua do outro. Quis gritar. b) marcar as repetições da narrativa. que começara muito antes e continuaria muito depois. Primeiro. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais). como mulher. Aquela beleza absurda. Não temos nenhum amor a trair”. uma menina linda. Foi parar quase na fronteira com a China. parecia um delírio.” (Casimiro de Abreu). eu não amo você”. Morreu só. Nelson. mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. Para apresentar o seu argumento de uma forma completa. você não se deve sentir traído”. Doeu-lhe. nem você a mim. Mas. o escândalo. eu não te amava nem você me amava. Ele ficou muito tempo olhando. súbito. nem princípio. Não houve uma palavra entre os dois. b) “Que não seja imortal. eu amo outro. 28 66. Foi também um adeus sem palavras. nunca. Quando embarcou. A menina não voltou. Até que entra na primeira porta. o brasileiro teve que voltar para o Brasil. Até que. certo de que a distância é o esquecimento. Resolveu viajar para a China. ninguém tem culpa dessa traição. Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. eu não te trai”. “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. no meio de sordidez tamanha. linda. Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. 67. tens amor – eu medo! . cada um deve seguir a sua vida”. A cabra vadia: novas confissões. E. 1995. 68. logo. Tinha sede e queria beber. O marido baixou a cabeça. d) “Como você não me amava nem eu a você. as faces escavadas da fome. UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China.. como num milagre. pouco a pouco. Um amor que não tinha fim. por toda a parte. c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. d) “não é pois todo amor alvo divino. porém.. o amor. uma aldeia miserável. São Paulo: Companhia das Letras. UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e “durou um ano o amor sem palavras”. d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos. logo. Depois não viu mais o junco. Os dois formavam um maravilhoso ser único. ela poderia utilizar a seguinte construção: a) “Toda traição envolve outro amor. ora. b) “Só se trai a quem se ama. e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade). UERJ A esposa do milionário convenceu o marido. c) negar um amor para afirmar outro. O amor começou ali.Interpretação de texto I Avançar . Olhou aquela miséria abjeta. apanhou o automóvel e correu como um louco. logo. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). tão só. Desce e percorre. andou em Hong Kong.Texto para as questões de 66 a 69. de repente. a pé. Um dia.

Na imagem. morreu nos braços de Garibáldi. O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços. Estão de acordo com o texto: a) somente a II. O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto. Univali-SC “Agonia pública Na cama. numa fazenda em Mandriole. pedindo a presença de um fotógrafo. Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. oficialmente. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. Bryan morreu em casa. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882). um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões. e) É pura e simplesmente uma narração. uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Às 11h56. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguinte recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário. IV e V. 71. GABARITO Observe as afirmações abaixo: I. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo. No colo dele. o cartório de Laguna. e do filho Bryan Jr. em Santa Catarina. 29 Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa.. II. 70. de olhos semicerrados. Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos. na Itália. c) somente a III. Petersburg. (. um homem robusto. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos. em 30 de agosto de 1821. agosto de 1999. Paulo. V.Interpretação de texto I Avançar . é venerada como heroína da unificação. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal. Só no último dia 11 de maio. quando abandonou o primeiro marido. os olhos salientes pela magreza do doente terminal.. no Brasil. Enquanto agonizava. d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa. No conto de Nelson Rodrigues. na Flórida. da mulher. há três meses. O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro. Mas. d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco. em 3 de junho. Superinteressante. Dez anos depois. Bobbie. Lá. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi.” MARKUN. III. de 2 anos. IV. jornal da cidade de St. por iniciativa da Câmara Municipal. Em poucos dias. d) II. b) I e III. a cabeça sem cabelos.69. o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo. é quase desconhecida. sua mãe ligou para o St. Virou Anita. Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita. a boca aberta no esforço desesperado por ar. expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio. um sapateiro. 30 de junho de 1999.)” Revista Veja. b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa. ao lado da mãe. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente. Tanto que só passou a existir. c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador. e) somente a V. Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado. com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. Petersburg Times. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. 400 quilômetros ao nordeste de Roma.. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas. Bryan Lee Curtis. onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845).

ao terminar a nossa aula de quarta-feira. como ele é o último dia com aulas na semana. contrariando mais uma vez a regra imposta”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . porém.)” Luiz Barco. às vezes. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora. (. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom argumento.. é este que fundamenta aquele. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar. o jovem ponderou: “Professor. Univali-SC “As armadilhas da lógica (. d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado. rigoroso. “Se o senhor concorda. não deve ser usada em todos os casos. Assustados. os jovens se remexeram em suas carteiras. então. porém justo e lógico como o senhor tem sido. “Assim. para ser coerente.72. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto. 73.. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. “Parece-me justo”. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta. que o sábado está descartado. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999. ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musical. Pelo mesmo critério.. efervescente. afirmou o professor. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. pois. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano. se o senhor não nos avisar do teste na quinta.. Relacionando essa observação ao texto acima. Aborrecido com o mau desempenho de seus discípulos. ( ) No texto. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário. “O senhor. porém. que a prova será na sexta-feira. raciocinou. portanto.) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. 30 Após a leitura do trecho acima. Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse.Interpretação de texto I Avançar . então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado. e nada mais”. ficariam prejudicados os demais dias da semana. Não foi necessário prosseguir. os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar. nunca poderá reservar o sábado para nos testar. Um deles. E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado. emendou. anunciou peremptoriamente. com 48 horas disponíveis. GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha. julgue os itens que se seguem. ainda não tinha terminado. b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”. O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida. digamos. logo descobriremos. O estudante. vocês terão uma prova toda semana”. Assim. no entanto. financeira e política da mensagem. contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado.

UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito. concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”. predomina a narração com a manutenção da unidade temática..cadeiras. ou toma um café Hoje bobagem. o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro. assim como estes. revelando. ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira.. ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor.74. ( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearense sedentário”.” Interpretando-se os sentimentos do poema. ( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”. o sentido da vida para o eu lírico. UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes. ( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77.. 31 “UM DIA QUALQUER . onde as ondas se amansam.66583624 (Chico Amaral) GABARITO Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo.Interpretação de texto I Avançar . UFMT ( ) Na primeira estrofe. “À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário baiano lacônico mineiro perdulário Deus nos guarde. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75. por exemplo. 76. opõe-se “cearense migrante”. ( ) No texto. sem manter assim relações de sentido com o poema. ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem . pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um. pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global. De carioca cerimonioso gaúcho modesto paulista preguiçoso Deus nos livre e guarde. ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto. européia e cristã. ( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca.. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete.

c) I e II. e) II e III. Então hoje não tem crônica. quer dizer: que não há para você. o que se afirma em: a) somente II. Escrever é triste. Ou. porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras. Entretanto. as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. falar-lhe de minhas dúvidas.77. Não basta haver variedade de assunto. III.) Que é isso. não corta na verdade a barriga da vida.” Carlos Drummond de Andrade. Conclui que não há assunto. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I. As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo. II. Impede a conjugação de tantos outros verbos. rapaz. com predomínio do tom reflexivo e de marcas de análise psicológica.Interpretação de texto I Avançar . II. de falta de apetite para os milhares de assuntos. 78. apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mundo imaginário em que vive o autor. não revolve os intestinos da vida. Prosa poética. casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. b) II. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. Está correto. e você não sabe ir além disso. pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar. como que em presença de um inválido. em relação ao texto. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. Vivem constrangidos. III. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. c) somente I e III. que está de olho na maquininha. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes. O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua. Mas somos nesta casa uma família de estranhos. A ação de escrever priva. de minhas fraquezas. II e III. mais propriamente. d) somente II e III. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. por vezes.” O trecho acima apresenta características evidentes de: I. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto. sem liberdade. Dissertação.. b) somente I e II. que só a língua têm em comum. Narração em primeira pessoa. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel. purê de palavras. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada na escrita. e) I. inclusive a simples claridade da hora. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) a falta. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve. d) I e III. fica em sua cadeira assuntando.. de meus receios. assuntando. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção. Os dedos sobre o teclado. 79. vedada a você. aí está você. Revolto-me contra mim mesmo. bem como a abundância de assunto. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano. depende das condições intelectuais daquele que escreve. (. escrever exige predisposição e inspiração.

80. O cheiro de terra. mas triste. semanticamente. Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” corresponde. amanhã. E tinha canteiros de rosas.. Sábado. como se dissesse – Bom-dia! Chega. c) solução e realidade.” Álvaro Moreyra. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos. Uma voz de água no silêncio. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias. como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. Semanticamente. GABARITO IMPRIMIR d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador. e) segurança e incerteza. primeiro. É preciso gostar da vida. “ir para fora” tem um sentido mais libertador. Os outros ficam aqui mesmo. luz cheia de sombras de asas.. 84. tão igual. nos olhos e nas mãos. A noite caindo sem desastres. d) bastante descrente e desiludido. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica. d) “céu imenso perdido”. e) “luz cheia de sombras de asas”. Aquele jardim era meu amigo. 33 81. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão. b) lugarejo e beleza natural. e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador. d) proteção e felicidade. as palavras destacadas conotam.Interpretação de texto I Avançar . Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”. Eles são as minhas aldeias. c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário. Ah! dormir com o sentimento de pôr. Era um Jardim sereno. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca daquele que escreve. talvez. a: a) meio arredio e misterioso. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!. Tão sossegados! Só nos jardins há amores-perfeitos. b) narração e a relação realidade-imaginação. 82. essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador. respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre. Hoje. Tinha uma árvore. Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos. e) com certa melancolia e pouca sinceridade. logo mais. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. uma vez contextualizadas. b) muito arredio e pouco confiável. um jardineiro risonho. às vezes na realidade. Ela pousa. nas árvores. Imagine o campo. c) pouco desconfiado e muito observador. com certeza.” No texto. não veio da cidade. b) “Sábado”. 83. A vida arranja tudo pelo melhor. Quem pode vai para fora. do tempo. com qualquer coisa de gato e de mulher. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão. realidade de uso interno. Lembro-me dela. Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”. Às vezes na imaginação. Voltar Língua Portuguesa . e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. c) “cheiro de terra”. Tão sossegados! Só nos jardins há amoresperfeitos. b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado. depois até a gente tão simples. Veio.

III.85. para o Terceiro Milênio. 34 GABARITO Observe as afirmações: I. (. Hans Dieter Didjurgeit. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma certa maneira de viver? O homem. (. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem. como almoços e jantares com o cliente em potencial. por vezes. uma sociedade totalmente estressada.... fazendo uma coisa de cada vez.Interpretação de texto I Avançar . inventou a Internet. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática.. o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio. sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios. Ingo Tirgarten. A psicóloga Marilda Lipp afirma: “Sob tensão pesada. o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo.) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e. II e III. “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone. Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse. fax ou telefone.. II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail. É mais um desafio!” Missão Jovem. aboliu o Domingo.. desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver. e) todos os itens. Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios. empresa especializada em sistemas de automação comercial. 30% dos brasileiros sofrem de estresse. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e. afirma Aldo Colombo.)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos. uma das tantas doenças modernas. Depois capota”. IV. atualmente. fax ou e-mail”.) O presidente da empresa de seguros ADD Makler. d) I. a partir daí. e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail.. II e IV. V. O homem é uma máquina que nunca desliga. As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I. d) Todos os empresários. o e-mail. III e V. mantendo assim o humor e a alegria de viver.. IV e V. Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes. afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (. b) O telefone. o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver. trocou o dia pela noite. e não desliga mais. b) II. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente. 86. o fax e o telefone. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas. Uns dizem que o culpado é o trabalho. O estresse é uma doença moderna. c) II. agosto de 1999. o celular..

( ) Um método impróprio no caso da zoologia. o gato se desenvolveu com as conquistas romanas. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões. pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quantas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado. a enunciados universais. V.” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo. enunciados “particulares”). de um ponto de vista lógico. está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares.. Ora. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais. III. ( ) Na estrofe 8. Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente... ( ) Na estrofe 6. algumas vezes. o gato foi honrado e enaltecido. pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo. (. ora um animal doce e afável). IV. ( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século. UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século. A igreja lhe virou as costas. Sendo considerado como um animal santo.) Na Europa.” Segundo Popper. “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). 35 88. associada aos cultos pagãos e à feitiçaria. No século XIII desenvolveramse as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal. III e VI. UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Científica (1934). IV e V. III e IV. b) I. 89. a gata transformou-se na representação da deusa Bastet. III e VI. o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século. de Karl Popper. tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos. II. ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação. c) I.. e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. tais como hipóteses ou teorias. ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e felicidade.Interpretação de texto I Avançar . Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos. II. isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos.) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . os que realmente caracterizam o texto são: a) II.87. ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência. Justificar a importância dos gatos e dos ratos. VI. d) I. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados. Enaltecer a figura do gato no mundo atual. Univali-SC “No antigo Egito. (. Nesta mesma época. por mais elevado que seja o número destes últimos. Citar superstições acerca dos gatos. e) todos os itens. São idéias presentes no texto: I. fêmea do deus sol Rá. Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos. ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente. mas não das demais ciências. Dos itens acima.

“OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro. 30 mãos para agir pelo Brasil.. 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor. 32 . 50 Mãos brasileiras 51 brancas. morenas.Texto para as questões 90 e 91. 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens. 33 Mãos todas de trabalhadores. o pardo... 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais... roxas 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais.. 8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos.. 29 ânimo de viver pelo Brasil. pretas... morenas. 17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil. 28 coragem de morrer pelo Brasil.. 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis. 34 pretas. 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí.. 10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões... pardas.” 36 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar . 16 o preto. pardas. o roxo e não apenas o branco e o semibranco. 27 ouvidos para ouvir pelo Brasil. roxas. brancas..

” . AEU-DF Julgue os itens abaixo. gravata vermelha e chapéu panamá. ( ) Ao se referir aos “Brasis” (l. no quarteto repetido que abre e encerra o poema. (No terno branco reconheço o linho. 53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros. mas o acontecimento. extraído do conto “Ecológica ”. não. vocês sabem. em relação à compreensão e à interpretação do texto. substância extraída do casulo de larvas. 12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras. no vestido da mulher. 91. fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este. antes. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento. o riacho. é situado no presente. ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota.” (l. “todo brasileiro e não apenas. de Moacyr Scliar. pobres plantas. Trata-se de um casal. Agora. Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte. enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento. o seu emprego propicia a expansão da narrativa. por fim se definem.. AEU-DF Julgue os itens seguintes. e depois esticada. Ele. e depois cortada. Pobre seda. a brisa. conotação pejorativa. esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da repetição: “Pobres fibras. 40 a 48). usa terno branco. 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidariedade dos brasileiros. ( ) Com “Todo brasileiro poderá. 92.Interpretação de texto I Avançar . Pobres fibras. aproximando-se. Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país. pobre substância. ( ) O termo “sindicais” (l. no texto. pobres plantas. acontecem coisas. da técnica cinematográfica. ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l. A campina. os pássaros. Agora. 15). ( ) As “mãos” (l. 17) tem. e depois tingida. ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleonásticas e cognatas de verbos no infinitivo (l.” 37 GABARITO IMPRIMIR Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um depois (a aparição do casal). 58). Também está suada. 4) para “desse Brasil que vem aí” (l. cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo. Muito tranqüilo.. ( ) “Qualquer” (l. Voltar Língua Portuguesa .90. 14). em relação à semântica e à estilística.. Isto aqui já foi muito bucólico. um homem gordo. 31. seda. ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo. revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e democrático. Reconheço. e baixota. Pobres larvas. ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda. mas não se enxuga. dirigindo-se a ele. ( ) o narrador.que revela o sentimento de compaixão do narrador. e costurada. tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado. 31). ( ) no fragmento.. na história. Pobre seda.” e “Pobres larvas. a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe. às vezes. Vão se aproximando lentamente. resmunga constantemente. pobre substância. UFGO “Segue-se um trecho. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades. ( ) De tom otimista. 30. de 1ª pessoa. ( ) O termo “boreais” (l. de idade.) A mulher também é gorda.” (l. 26 e 27) e no gerúndio (l.

pensava ele desesperado. ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro. entrevistado. revelou-se salazarista. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. serve para introduzir uma explicação. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português. — Morra o infame! bramia a malta. o camarada intrépido. ( ) Na terceira manchete. O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’. por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal. ( ) A referência “Isto é. ( ) O uso dos dois pontos. UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas. das descomposturas e do crepitar dos vidros que se partiam sob um chuveiro de pedras. Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa. há uma intencional desconsideração pela vida da criança. os olhos injetados. — Oh! Era demais. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré. porém. A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto. grudado a um canto da janela. 11/02/1981. UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural.’ De repente. 38 93. Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto.Interpretação de texto I Avançar . 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha. pois indica situações diferentes. p.” Isto é. Infelizmente. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio estivesse ali. para o redator do Diário. um cidadão arranca a camisa e atira-se na água. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada em seu sentido denotativo. GABARITO Com base no texto.15. naquela ocasião. ( ) Das três manchetes criadas pelo redator. 94. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque. Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros. julgue os itens da questão 93. mordendo os nós da mão. ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. Casa de Pensão. Aluísio. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma. já de carreira para o Largo do Machado. no texto. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideológico dos portugueses. vozeando furiosos contra semelhante berraria. p. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos contra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo. o sangue a saltar-lhe nas veias. 11/02/81. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . — Morra o cáften! João Coqueiro presenciara tudo aquilo.

o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca. 2000. número idêntico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos. depois do acontecido. Ave estrutioniforme. A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha. ( ) A função da linguagem. Atualmente é a maior das aves. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo. ( ) O segundo texto. passadas algumas semanas. nos últimos cinco anos. apenas dois dedos em cada pé e é onívora. Compridos e desengonçados. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutiocultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). no prazo de doze meses. p. cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano. mamãe.95. ( ) A fertilidade de um avestruz é.Interpretação de texto I Avançar . já esquecidos do fato. indiferente. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. todos rodearam-na com uma atenção especial. cujo preço varia de 1. após o evento. U. Veja. – Não é necessário o emprego do sinal de crase na palavra em negrito. analisando as características estilísticas. d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. a menina prometia nunca mais comer galinha. superior a de uma vaca. Entretanto. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho. UFSE-PSS “O avestruz está em alta. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare. em torno de 110 quilos. de Clarice Lispector. no qual se considera a situação da vida da personagem. Tem as asas atrofiadas. Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã.” Adaptado. Voltar Língua Portuguesa . compreendendo a fusão entre o real e o mágico. ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo. Tinha a aparência de estar calma. percebe-se claramente que: IMPRIMIR a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se desvendam. Já são 800 animais. 96. 39 Com base no texto. Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1. vive em zonas semidesérticas. a família. ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade. no município de Simião Dias. O animal estava sozinho no mundo.5 quilo. mata e come a galinha.500 reais. parte de um verbete de dicionário. A fazenda Chalé da Serra. com seis espécies conhecidas. o filhote. pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha. Além disso. caso aquela fosse morta. os animais são um negócio de altíssimo rendimento.” GABARITO No texto “Uma galinha”. A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver. c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal. fugindo sem saber pra onde. Até que finalmente foi alcançado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical. Mas. o avestruz atinge o peso de abate. 77. interior de Sergipe. 18 out. não mate mais a galinha. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade.000 reais. na Arábia e na África. é a mesma: predominantemente referencial. em muito. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto. sempre teve como carro-chefe a criação de gado. é eminentemente descritivo. Avestruz. a 8. em ambos os textos.

de barbas. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto. Ouvia apitar o trem na linha de ferro. Sim. o papai da Tia Maria. Se não recebo cortesia de igual porte. gado do mais gordo.)” CARVALHO. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. José. Voltar Língua Portuguesa . o Cazuza da velha Janoca. no debaixo do capotão de meu avô. lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar. Trato as partes no macio. modéstia de lado. Com base no texto 2. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor. sou Ponciano de Azeredo Furtado. Apesar de tudo. O seu grito estrondava até os confins.. os moleques da estrebaria. 1976. seja em sala de desembargador. 97. sem freio nos dentes. A grandeza da terra era a sua grandeza. Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar. de palavra educada. mimoso no trato. tudo era do meu avô. O coronel e o lobisomem. coronel de patente. o “Velho” da boca dos trabalhadores. UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade.. UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos. em jeito de moça. Mas disso não faço glória. 99. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas. e tudo era dele. IMPRIMIR 100. abro o peito: – Seu filho da égua. TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. O sol nascia. J. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor. o Dr. Tudo era do meu avô Bubu. (.)” 40 LINS DO REGO. Chegavam de longe portadores de outros engenhos. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que ficou órfão. seja em compartimento do governo.Interpretação de texto I Avançar . Não podia haver nada que não fosse do meu avô. Digo. Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. “Meus verdes anos”. de cacete na mão. 98. o velho Bubu. Rio de Janeiro: José Olympio. e tudo era dele. de olhos miúdos.. o rio corria. Lá ia o gado para o pastoreador.Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. É invencioneiro e linguarudo. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor. C. de corpo alto. e tudo era dele. (. responda às questões de números 99 e 100. In: Ficção completa. e era dele. as águas do céu se derramavam na terra. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância. pois sou sujeito lavado de vaidade. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu. que pensa que é? Nos currais do Sobradinho. do que tenho honra e faço alarde. sem medir consideração. o meu pai da Tia Iaiá. UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. 1978. passei os anos de pequenice. GABARITO TEXTO 2 “A bem dizer. os trabalhadores do eito. e a água boa e doce nas suas vertentes. com uns padres-mestres a dez tostões por mês. pasto do mais fino. lá estavam as negras da cozinha. lá num inverno dos antigos..

cinema e TV. 102. irreal. 103.Leia o texto a seguir e responda às questões. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro. bebida ou drogas pesadas. para quem o que importa não é ser alguém. se possível. equivalente ao inferno. e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem. b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais. um superego. Este era o pecado da gula. Esta é a ameaça. Para o antigo pecado capital da avareza. sob pena de exclusão do sistema.. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico. transformou-se em mania de trabalho. imagens de jornais. ironiza e ridiculariza estes desafetos. Quem tem ódio do Governo. Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja. (. praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade). e) sensação de um vazio existencial e afetivo. É preciso preencher um vazio existencial e afetivo. A aparência do bom moço. Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importados. consumo.. sem noção de valores materiais. prazeres e lucro.O Globo. c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduardo Losicer. A criativa preguiça. O orgulho está em baixa. do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas. São ordens que devem ser obedecidas. a avareza. que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias. Vivemos sob a moralidade dos mandados. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso. avareza.. estão sendo determinados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação. trabalho. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno. UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”. c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema. 16/05/99. É a nova versão do invejoso.) O psicanalista Eduardo Losicer. A maioria movida a compulsões por trabalho. d) determinação de alcançar o paraíso celeste. mas algo imaginário e. ira. executivos de empresas e apresentadores de TV. Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do imaginário.Interpretação de texto I Avançar .. b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer.. bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa. a inveja. Não há mais a moralidade do pecado. roupas. adotada por ídolos do esporte. prazerosa e lúdica. c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade.. 41 101.. preguiça. sucesso. segundo o texto. a ira. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado. mas ter tudo e. portanto. UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer. O pecado da luxúria.” CEZIMBRA. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo. o orgulho.) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover. (. é hoje um hábito do telespectador: o voyeurismo. todos à sua volta. d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso. enquanto suas demandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório. Já não há mais lugar para a ira. b) compulsão cada vez maior pela vida interior. Márcia . que já não deseja ser o outro. a preguiça e a gula. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos. valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais. à qual o artigo se refere.) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior.. gula. relatando suas conclusões. encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido. orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século.

II. ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘. III. Enquanto diminuem os soluços de José. 04. ter chamado a professora. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho. machuca o joelho e começa a chorar. o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. Dê. Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da República. Essas aptidões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora. 42 É possível concluir. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” Veja. que pára. 131. Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação. 16. mas os outros continuam a correr – menos Roberto. e só ele tentou oferecer algum consolo. José tropeça. Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha. Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. uma aptidão emocional essencial para a preservação de relacionamentos estreitos. seja no casamento. a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder. Poderia. Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento. Mesmo que não concorde com eles. Não se trata de uma medida isolada. a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional. para o autor. Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. protesta a psicóloga. do livro Inteligência Emocional. ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘. 32. gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar. crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas. Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Serão criados banheiros especiais para deputados. e) todas as afirmações. Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se metendo. 64. com amigos ou numa parceria comercial. a soma das alternativas corretas. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. Só ele notou a situação de dor de José. d) nenhuma das afirmações. Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. p. 105. porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa. e adaptado. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado. 02. diz. 08. crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. que: 01. de Daniel Goleman. motivos e preocupações dos outros. GABARITO Analise as afirmações abaixo: I. inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”. Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para homossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite). Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles. por exemplo. a partir do excerto exposto acima. Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. b) a segunda afirmação. c) a terceira afirmação. como resposta. 26 de abril de 2000. crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos.104.Interpretação de texto I Avançar .” Fragmento retirado. em vez de ter oferecido ajuda concreta. pois simulou a própria dor.

Como todos sabem. ainda essa festa é motivo de grande agitação. 108. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense. “na maior alegria”. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. ( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. mas no coração do cachorro não morreu a esperança”. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados.”.. Com relação ao texto. c) com o passar do tempo. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense. d) durante a festa havia muita confusão. durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias. ( ) Fidelidade. nove dias. distraí-lo. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título. Mas eu avisei que o tempo era de guerra. introduz as personagens na narrativa. Então. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. depois. O jovem morreu num bombardeio. afeição são as idéias centrais do texto. todos os dias. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado. pontualmente. mesmo que se vão perdendo certos hábitos. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha. um pouco antes das seis da tarde.. ia esperá-lo voltar do trabalho. Assim que anoitecia. de Manuel Antônio de Almeida. uns bons. As pessoas estranhavam. “A disciplina do amor Foi na França. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história. houve mudança nos festejos do Espírito Santo. disciplinadamente. Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias. Hoje. o jovem foi convocado. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”. é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons. UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”. ( ) O uso de mas.106. como se tivesse um relógio preso à pata. cremos. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. a orelha em pé. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação. o jovem foi convocado. responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo. em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecendo do jovem soldado que não voltou. e) as novenas começavam sempre no domingo.. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. Os amigos. acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. “correr animado”. fazendo a crônica da fidelidade. para que tivessem lugar as novenas”. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. Os familiares voltaram-se para outros familiares. “era jovem”. para outros amigos. Quiseram prendê-lo. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia. amizade. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina. Casou-se a noiva com um primo. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular. voltava ao seu ponto de espera. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. na maior alegria. Tudo em vão. ia correndo ao seu encontro e. longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores. começava muito antes. Postava-se na esquina. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . outros maus.Interpretação de texto I Avançar . 109. fixo o olhar ansioso naquele único ponto. Uma tarde (era inverno) ele lá ficou. o focinho voltado para aquela direção. ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansioso”.” Lygia Fagundes Telles. mas quem esse cachorro está esperando?. 43 107. Cefet-PR Leia o seguinte trecho e. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109. Assim que via o dono. UFMT ( ) O artigo indefinido..

Podia ficar ali. Pelas manhãs. b) “protegido”. d) I. e) “fascinado”. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. III e IV. via passar o leiteiro. levaria sempre uma merendeira consigo. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão. e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. b) alienação. em relação ao menino. vendo a vida passar. “gostava” e “cresceu”. II. ao escolher o seu espaço. os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”. pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua. Uneb-BA Sobre o menino. O menino tinha pavor da leprosa. ele gostava de ficar ali. “invejava” e “crescesse”. p. “via” e “participava”. não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas. mas tinha medo da rua. do bonde que cortara a perna do seu Almeida. III. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada. IMPRIMIR GABARITO 113. O menino gostava. e) comprometimento. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. Ao meio-dia. quando todos começavam a ir para a cama. o homem que afiava tesouras e facas. Carlos Heitor. 1999. b) revoltado com a sua condição de aprisionado. c) “envolvido”. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. 250-1. Um dia o menino cresceu. “imaginava” e “levaria”. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência. era uma forma de estar metade protegido pela casa. metade envolvido com o mundo. ele sabia de tudo.Texto para as questões de 110 a 113. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra. Um dia. c) inseguro de seu objetivo. Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”. escondendo o nariz deformado. Tinha um lenço encardido em volta do rosto. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. da carrocinha de cachorro. “continuou” e “esperando”. Duas ficavam fechadas. e) II. numa reentrância da grade. como as estrelinhas de São João. só se abriam aos domingos. Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas. dos mascarados do Carnaval. e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. quando crescesse. À noite. mas nada tinha a ver com ele. passava o sorveteiro. passava a leprosa que pedia esmolas. c) passividade. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. IV. passava o moleque vendendo amendoim torradinho. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas. ed. 44 110. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto. In: Os anos mais antigos do passado – crônicas. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. III e IV. imaginava o que elas continham. c) II e III. b) I e IV. I. A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. Da janela. d) “tinha”. mas continuou na janela.Interpretação de texto I Avançar . O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro. d) deslumbramento. 111. tão-somente no seu caráter externo. Voltar Língua Portuguesa . Uneb-BA No segundo parágrafo. 112. ou em dias especiais. d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. 3. os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. À tarde. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. revela: a) medo.” CONY.

entrando para a escola. As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante. E. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional. diz-se. Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências. de preferência ministradas diretamente nas oficinas. ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. a mão-de-obra nãoespecializada sofre não só os baixos salários. Linguagem e ensino. 116. Seriam efetivamente formações distintas?” 45 GERALDI. c) exposição descritiva de idéias. Unifor-CE I. 114. b) II. o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos. o cidadão. Campinas: Mercado de Letras. b) exposição argumentativa de idéias.. no mínimo menos perigoso. c) III. II. d) I e II..As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica. b) da ligação adequada das orações. 115. está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I. atualmente. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas. Formação técnica X Formação humanística. Afinal. “Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional. Profissional especializado. ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas. d) da freqüência de preposições. c) da ausência de conectivos. busca cursos oferecidos pelas escolas técnicas. Unifor-CE Quanto à estrutura. e) do emprego de orações reduzidas. p. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “competência técnica” que um curso de formação proporcionaria. 117-8. O resto. e) descrição argumentativa. e) II e III. III. que mais lhe interessam. 1996. João W.Interpretação de texto I Avançar . O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística. Tecnologia X Humanismo. d) integração descritivo-narrativa. bom. A respeito dos enunciados acima. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor.

ao Ensino Fundamental e Ensino Médio. discurso indireto e discurso indireto livre. Educar é ensinar que existem limites. hoje.’ No texto. são agressivos. Os jovens libertários da década de 70. só vêem o erro e não os acertos. d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas. Paulo. disse Brito ao juiz. e) 2 e 4. Voltar Língua Portuguesa . em seu depoimento. Alfenas-MG “Brito. como autor da nota. mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”. para que o jovem forme seu caráter e suas convicções. Henrique Nunes. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discurso direto. nem quanto custaria. por sua vez. apesar de subscrevê-lo. Educação – ontem. não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos. U. 30/1/98. c) 1 e 2. Educar é.Interpretação de texto I Avançar . d) 3 e 4. b) 2 e 3. C1. passam horas falando ao telefone ou na Internet. de trajar e com suas amizades. os trajes nem sempre asseados. exercitar o diálogo. IMPRIMIR b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições. GABARITO Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70. implicam com sua maneira de falar.. que pregavam o amor livre. reclamam dos pais: os pais não confiam neles. 46 ‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. horários e deveres. Os filhos. agosto de 1999. Educar é também conceder liberdade. Implica amor e firmeza. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4. não sabem o que querem. ’E desconhecia que a resposta implicaria gastos públicos. Mas isto deve ser progressivo. Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós. são pais que optam por uma educação mais conservadora. estão sempre desafiando os limites. criam-se distorções. 118. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e necessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente. sobretudo. Nunes teria ditado o texto para Brito que. não interessou-se em saber onde seria publicado. a desobediência civil e o consumo de drogas. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reportagens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação.‘” O Estado de S. hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade. ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘. estão sempre de mau humor. Porque experientes. c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil. Quando apenas um dos termos vale.117.” Missão Jovem. existe quase um consenso: é preciso proibir.. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis. só sabem dar broncas e impor regras.

Enterrado. 47 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . bairro de classe média alta em São Paulo. quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado. – O vizinho estava certo. – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem. – De jeito nenhum. E o homem continua achando que um banho. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta.. só podia dar nisso. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. O meu pastor é filhote. Maquiada. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. 22/04/98. assustado. lambendo as pancadas. Coitados de nós.Interpretação de texto I Avançar . Entendo de bicho. Parecia que tinha visto um fantasma. arrebentado. o protagonista da história. Coitado do cachorro. Até perfume colocaram no falecido. Morto. Ficou lindo.. deixar ele bem limpinho. Julgamos os outros pela aparência. Depois de muito farejar descobre o corpo. Provavelmente estivesse até chorando. Quase mataram o cachorro. o assassino confesso. desde sexta-feira. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro... sujo de terra e. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. E agora. quando entra o pastor alemão na cozinha.. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido. que não pensamos duas vezes. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana.. Isto é. Claro. – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia. Simplesmente genial. O doido comprou um pastor alemão. escorraçar o animal. é claro. O coelho. lívido. na semana passada. – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi. o coelho.” PRATA. mas era infalível. “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu.. Trazia o coelho entre os dentes. felizes. Sim. com as perninhas cruzadas.Texto para as questões 119. Notam o alarido e os gritos das crianças. Vão crescer juntos. como convém a um coelho cardíaco. procurava em vão pelo amigo de infância. é o cachorro. pegar amizade. Branco. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. morto. de tardinha. O bandido é o dono do cachorro.) O personagem que mais me cativa nesta história toda. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. O cachorro rosnando lá fora. O cachorro é o herói. animais racionais. Mário. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. parecia vivo. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (. Imagina o pobre do cachorro que.. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. Vamos dar um banho no coelho. Eram dois vizinhos. As crianças. todo imundo. Problema nenhum.. 120 e 121. o animal desconfiado que tem dentro de nós. Isso na sexta-feira. E lá foi colocado. Pasmo. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. E parece que o dono do cachorro tinha razão. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. Juntos cresceram e amigos ficaram. depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. O ser humano. E agora? Todos se olhavam. assim fizeram. Imagina. Lembrou? Agora pintou uma nova. No domingo. Para nós o cachorro é o irracional. nós mesmos. diziam as crianças. Coitado do dono do cachorro. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho.. Como o coelho não estava muito estraçalhado.

portanto. Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como atividade profissional. onde deveriam ter aprendido o que ensinam. mas centenas de jovens belos e musculosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física. costuma haver um final moralizante.Interpretação de texto I Avançar . até cuidar de meninos de rua ou dos jardins. U. U. Deveria ser o requisito básico. Reescreva as passagens abaixo. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física. hotéis. 123. b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”. Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e. b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior. A abrangência da legislação vai além dos limites da academia. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição. os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei. U. 16/05/99. reforma de prédios. A lei vale para clínicas. no texto. 22 de março de 2000. Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo. Mais. 121. Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a educação física deverão ser registrados no conselho. c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação. c) descritivo. O bom-humor e a disposição podem ser autênticos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 122. p. Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas. no entanto. Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa. As entidades colocarão em prática a lei. Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento. mas o conhecimento adequado para preparar a receita da malhação não necessariamente. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada. 3-18. Nas fábulas. U. narrativa. A partir deste mês. e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física. descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. Paulo. de 1998. GABARITO Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima.” Isto é. a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. a) Depois de dois anos.E. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado.” O Estado de S. que regulamenta a profissão (só agora. b) O cachorro é o protagonista da história. formado em Educação Física. o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”. Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial. clubes e até condomínios. e) de propaganda. 120. depois de anos.E. Identifique o antagonista. b) narrativo. a) Identifique. d) épico.119.E. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação).

e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. 1997. julgue os itens a seguir. amiga. Tem sido sábado. não atende às exigências da escrita culta: para tal. o ensinamento principal mudou. a formiguinha trabalhou sem parar. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. ( ) Nas linhas 8 e 9. Não aproveitou nada do Sol. ( ) Considerando que. e um produtor gostou da minha voz. Era o inverno que estava começando. exausta. ( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas características básicas: personificação ou antropomorfismo. Voltar Língua Portuguesa . “sempre”. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo. apesar de usual na língua falada. um preceito ou uma lição de vida. Clarice. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. Quando abriu a porta para ver quem era. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. a amiga deseja algo de lá? —Desejo. mas já não me perguntam mais.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10.. saiba dosar trabalho e lazer. começou a esfriar. cantou durante todo o outono. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. São Paulo. antes do vento espantado poder recomeçar. aparentemente submissa. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. vou passar o inverno em Paris. pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine. Então. o rosto inchado. uma rosa molhada. A formiguinha. Domingo de manhã também é a rosa da semana. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro. não? No Rio de Janeiro. a abelha no quintal. ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles. dançou. sábado de manhã. escrita por La Fontaine. a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos. A propósito. na fábula original. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. tomando uma cervejinha. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial. GABARITO INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. Durante todo o outono.” LISPECTOR. último período do texto. verifica-se que. ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira. Se chovia só eu sabia que era sábado. Seleção de Walnice Galvão. http://www. curtiu para valer. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. dentro de uma Ferrari. de súbito.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada. Global. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”. manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida. IMPRIMIR 125. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida. quando se pensa que a semana vai morrer. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior.html (com adaptações). Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris. sim. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho. e o vento: uma picada. Enquanto isso. sangue e mel. UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. nós já tínhamos tomado banho. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo. na semana passada. com um aconchegante casaco de visom. Em relação ao texto acima. armazenando comida para o período de inverno.124. enquanto a cigarra é considerada como boa-vida.Interpretação de texto I Avançar .. esse pronome deveria ser substituído por “o”. sem se preocupar com o inverno que estava por vir. passados alguns dias. aproveitou o Sol. não desperdiçou um minuto sequer. Então eu não digo nada. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra. nesta versão. Os melhores contos de Clarice Lispector. reelaborada. vejo que é sábado de tarde. e intenção de transmitir um ensinamento.geocities. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade.

. no Brasil. no regulamento do atual campeonato. esporte inglês. 127. 1. como no “goal” que virou “gol”. 2. referentes às idéias expressas no texto. com a cultura colonizadora. mas o “back”. Aliás. o basquete. o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. 09/12/1998. A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras. grande investidor ou latifundiário. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e. introduzido por ingleses no país. ao texto. Existem suecos. ao longo de algum tempo. embora um tanto jocoso. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo. Jornal do Brasil. O futebol. A Confederação Brasileira de Futebol. A história do futebol. 128. b) rompem. 50 Texto para as questões 127 a 129. não compliquemos.Interpretação de texto I Avançar . terapeutas e curandeiros. 4. facilmente. empresário. mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”. não à língua inglesa da Inglaterra. “Se você começou como padeiro. CBF. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Entrava. Entre a assistência e o play-off. (. definitivamente. suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas. “Disputam-se “play-offs”. e os basbaques foram atrás. p. b) 1. UFMT ( ) Segundo a leitora. mesmo” confere um tom de repreensão. c) acabaram por subverter. uma história de triunfo da língua portuguesa.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. 3 e 4. no início era jogado em inglês. Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política.” GABARITO TOLEDO. 7/10/95. Chamemos o fenômeno por seu nome.)” VERÍSSIMO. resolveu rotular as finais de “play-offs”. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol. e com termos emprestados de outro esporte. que é o idioma. Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol. É bobeira mesmo. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status. a imposição de estrangeirismos no campo do futebol. nestas terras. é. assim como brasileiros estão para curandeiros. Roberto Pompeu.. d) 2 e 3. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa. Seria um caso incurável de carência de colonizador. é um sufixo pouco nobre. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado. (. Luís Fernando. 198. Nós é que nos oferecemos. entre outras coisas. há políticos e politiqueiros. 3. em campo não o goleiro. 126. 2 e 4. Há o importador e há o muambeiro. Veja.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada. como “corner”. UFPE Leia os enunciados abaixo. (. mas o “goalkeeper” não o zagueiro. c) 1 e 3.. ingleses e brasileiros. e) 2 e 4. em virtude de irrefreável impulso de submissão. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva. houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora. O texto demonstra que. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário. ( ) De acordo com o texto. por cúmulo. timbaleiro ou seresteiro. segundo ela. como existem médicos. mas dos Estados Unidos. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”. atualmente. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. UFPE No texto.. no campeonato nacional.. Estão corretos apenas: a) 1. Não. ( ) A teoria da leitora ganharia força. “Play-off” é um termo importado do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva..INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que.

que me cerca e mata. constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. Marília de Dirceu. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. a) Na expressão ‘outro esporte’. e) Na última oração do texto. enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial. que eu assim resista à dor imensa. c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. busca. Marília.” GABARITO GONZAGA. s/d. p. Amor na minha idéia te retrata. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar. extremoso. o verbo ser. inda. d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo. Tomás Antônio. e) o menino vivencia uma experiência de opressão social. ‘nós’. adoro a tua formosura. UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto. d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial. no futuro do pretérito. e aperto sobre o peito em vão os braços. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das questões de 110 a 113).129. c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. o pronome de 1ª pessoa do plural. tem como referente os brasileiros em geral. Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga.Interpretação de texto I Avançar . a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação. Uneb-BA Este exercício. indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) Nesse trecho. referido anteriormente. 51 130. São Paulo: Círculo do Livro. Quando em meu mal pondero. ‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor. “Nesta triste masmorra. de um semivivo corpo sepultura. 127. já o eu-lírico se sente subjugado pela tirania do amor.

responda às questões de números 131 a 134. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista. suas índoles. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros. outro ataque ao governador Mário Covas. O Globo. UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve. O Globo. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas. Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes. “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo. seus defeitos. UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva. Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. depois um ovo no ministro da saúde e. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável. Por causa dessa intenção. E a situação de extrema violência que nós. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA.” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. Marcelo Maciel. Arthur. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes. 133. UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas. O vice-presidente da república disse que o governador merece respeito.03/06/2000. os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores. a agressão sofrida pelo governador Mário Covas. cariocas.03/06/2000. é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracterizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos. Em função desse limite de espaço. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal.Interpretação de texto I Avançar . c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos. É esse o papel de um educador?” ÁVILA. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras.Com base nos textos abaixo. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros. As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos. Nada justifica a agressão física. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores. GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação. Concordo. por mais digna que fosse a manifestação. c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores. 52 131. Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O ministro da justiça cobrou punição judicial para os agressores. em 1º de junho.” IMPRIMIR 134. Voltar Língua Portuguesa . respectivamente. se é que assim se pode dizer. 132. Nada justificará. O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos. b) construção de comprovações por meio de silogismos. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpusera os limites do tolerável. seja qual for a manifestação. jamais. UERJ Em geral. seja quem for o agredido ou o agressor.

mas se esquece do material. e) o homem busca a plenitude. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos. “Ano Novo. nas atuais circunstâncias. como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada. os filhos. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo. Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. a adolescência tecida em sonhos e utopias. noite após noite. d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. mais democracia. sem projeto. De celebrar dez anos. 53 GABARITO 135. a leitura espiritual. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio. na verdadeira democracia. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos. tolerância é cumplicidade com maracutaias. o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo. d) pessoal e financeira. Olhemos a cidade. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. de Chico Mendes. a rede educacional. uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material. Quanto mais cidadania. os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós. a solidão entre matas. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas. Por que acelerar tanto. A começar pelo réveillon. se teremos de parar no próximo sinal vermelho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. as ruas são limpas. os propósitos altruístas. a própria humanidade. Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. b) social e econômica. em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições. O Globo. Mergulhar em nós.” Frei Beto. apegados à casa. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público. uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998. abrir espaço à presença do Inefável. enquanto tantos celebram a pós-modernidade. os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário. IMPRIMIR 136. o salário exíguo num pais tão caro. um gesto litúrgico. um travo.Interpretação de texto I Avançar . vida nova. e comunicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais. c) existencial e política. Ano Novo. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil. No fundo da garganta. 01 de janeiro de 1998. Feliz homem novo. Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante. 7. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual. o serviço de saúde. Ano de nova qualidade de vida. encharcando-se de bebidas alcoólicas. Reencontrar. em dezembro. abastece o crime ao consumir drogas. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política. em janeiro. mas está condicionado às limitações materiais. Ou a opção de um momento de silêncio. Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Vontade de remar contra a corrente e. De menos ansiedade e mais profundidade. da ressurreição de Henfil e. Em volta. no ano que se inicia. e) política e econômica. Agora. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. Feliz mulher nova. pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família.Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos. Voto é delegação e. Voltar Língua Portuguesa . uma oração. Braços e corações abertos também ao semelhante. Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado nos faz estranhos a nós mesmos. p.

” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez. Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno. d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta. É impossível ensinar a pensar. b) apenas a afirmativa II está correta. UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão. Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões. c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária.. lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele. como ao poeta. desistindo o sobrinho do dinheiro herdado. não constrói. inquietas sombras?. que nada sugere. Sair criticando o mundo.” d) “Em política. Veja. UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (. consiste em: I.).137. Univali-SC “Volta às aulas (. tolerância é cumplicidade com maracutaias. de que fala o autor.. Só formar uma visão crítica do mundo não resolve. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo. e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária.).. contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói.. nada sugere.).. achando que isso resolve a questão. d) estão corretas as afirmativas I e II. ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro. Não.” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. e as sombras viessem perpassar ligeiras.) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim. extraído de Machado de Assis. III..” A “luta terrível” na alma do sobrinho.. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. e) II e III são corretas. d) somente a III é correta. ao se libertar de memórias antigas..Interpretação de texto I Avançar . amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente. I.. II. GABARITO 140. inquietas sombras?. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) somente a I é correta. II. Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas. nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos. Oh. não o do trem. e) estão corretas as afirmativas I e III. tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança. ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho.”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem. contraste maldito! Aparentemente tudo se recomporia. Leia as afirmações a respeito do texto. b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador. b) somente a II é correta. 54 139.. III.” Stephen Kanitz. Cefet-PR Leia o seguinte trecho.” 138.” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (.” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (. e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem. 16 de fevereiro de 2000.. Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta. desistir da herança e chorar a perda do tio. c) apenas a afirmativa III está correta..

c) Investir no marketing pessoal é muito penoso. não pode parar no século passado. conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria.141. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer. deixou-nos. Voltar Língua Portuguesa . gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’.)” AVENDANO. a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’. sensibilidade e altivez – a inevitável. ‘Se pensarmos bem. 19 e 20 de setembro de 1999. Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural. c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis. já em 1873. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras. CASTRO. Segundo ele. função etc. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade. com sucesso. argumenta. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio. Nelson Marinho Teixeira. Jaime. “Protegendo a língua nacional”.Interpretação de texto I Avançar . veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e. Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais. 142. e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria. segundo Machado de Assis. e tentassem descobrir as suas virtudes. afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). Jornal de Santa Catarina. só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar. IMPRIMIR b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas. (. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é. 29/12/1999. a globalização. É preciso inovar. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. Machado de Assis. b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta. para enfrentar – com conhecimento. Sobre o texto. Álvaro. necessita de mudança de humor.. assim. incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é. mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. a qualquer preço. isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. e. nosso escritor. Jornal de Santa Catarina. A propósito. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego. ‘Diferente do que muitas pessoas pensam. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor. mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’. 55 GABARITO A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. muitas vezes.. porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas. d) A língua portuguesa. interpenetração cultural que marca o nosso tempo globalizante. em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costumes. e claro que desejável. e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’.

p. 02. caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. São Paulo. Popular é. obediência às normas socialmente aprovadas. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas. a soma das alternativas corretas. 32. tendência à universalização. 02. 08. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. visto que a autora apresenta seus próprios pontos de vista sobre o assunto. indiferença às imposições da cultura oficial. apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. 32. o texto segue o esquema básico introdução – desenvolvimento – conclusão. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01. já que se trata de uma criação coletiva. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional. possui um caráter eminentemente regional. O texto pode ser classificado como opinativo.Interpretação de texto I Avançar . Dê. é correto afirmar: 01. pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. 16. não se prende a um autor específico. 08. nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. 1994. veja bem. como resposta. Em alguns momentos. 56 143. 04. Scipione. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar. UFMS O termo popular. a soma das alternativas corretas. inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. 04. Literatura e redação. 16. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. 32. 16. caráter espontâneo. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral. Mas. Irene. a autora estabelece uma interlocução com o leitor. 08. pois discorre sobre o conto popular. como resposta. Dê. O texto utiliza uma linguagem informal. criação rústica. apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. manifestação culturalmente rica. Talvez você mesmo pense assim. as criações populares não conhecem normas nem limites. Dê. a soma das alternativas corretas. 02. uma manifestação cultural de caráter universal. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Leia. Quer dizer. 04. portanto. quando se trata de estudar gêneros literários.” MACHADO. todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular. O conto popular. mas também em caracterizar o termo popular. Trata-se de um texto literário. 144. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica. Quanto à estruturação formal. UFMS Em relação ao texto lido. 145. sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral. 28. atentamente. tal como aparece no texto. Com isso. próxima da variante popular.As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo. como resposta. se assim fosse. embora tenha um caráter universal. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva. A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narrativo. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01.

já dizia Gláuber Rocha. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem. Deletar tomou a vez do velho apagar. sua tecnologia e o american way of life. temos complexo de vira-lata. Outra é a receptividade. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. (. UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia. 170. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos.” 57 146. Printar expulsou o imprimir. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. GABARITO 147. UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. Quem não aderiu se tornou out. Nós. p.E. IMPRIMIR 148. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. Colômbia.. printar e startar é meramente semântico. Voltar Língua Portuguesa . “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos.Texto para a questão 146. compreensão e interpretação textuais. Peça help. de acordo com a leitura. Startar cassou o começar. ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem. seu cinema. 1948). 1998. ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas. Que corra atrás do prejuízo. Uma é o prestígio. A informática serve de exemplo. ( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. 18 de nov. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir. sua literatura.) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. conseqüentemente. e não econômica. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”. ( ) Segundo Squarisi.. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. no livre exercício de suas próprias soberanias. cuja Carta proclama os “direitos fundamentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. I. Revista Exame. é a ascendência cultural. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos.“ SQUARISI. como a realização dos postulados da justiça social’. que determina o prestígio de uma língua sobre as outras. que vende como ninguém sua música. Dad. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. O que vem de fora é melhor. Além disso. sua televisão. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta. E vire in.Interpretação de texto I Avançar . INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. É isso.

e sem sustento. parodiar. Tratado Descritivo do Brasil. 150. como se fosseis voraz lobo? Quisestes tosquear o vosso gado. fogo. Sois tão grande velhaco. pois ficando faminto. qual uma harpia. a que os índios chamam “aí”. pois os filhos tratais com tal crueza que os comeis. que o faça mover uma hora mais que outra. e o segundo. e os portugueses preguiça. recém-descoberta.149. que a pura excomunhão meteis no saco: já diz a freguesia que tendes de Saturno a natureza. o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal.. 1587. heis de buscar a dente qual jumento erva para o jantar. o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical. que é título de zotes ordinário. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário. pois não há fome. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (.” SOUSA. água. c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer. Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE. In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos. Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar.Interpretação de texto I Avançar . o poeta busca resgatar a língua original do Brasilcolônia. calma. 171-2. 58 Sobre os textos I e II. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos modernistas de primeira hora. com o título de seu poema. UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho. Poesias Reunidas. seduzir. e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum. frio. não só no léxico como também na sintaxe. e roubais.. não vos cai em capelo o que o provérbio tantas vezes canta. Oswald de. 1996. mas ela vos sangrou na veia d’arca. Valha-vos. de. qual alternativa é incorreta? a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realidade com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus. mas quem digo que vos valha? Valha-vos ser um zote. (. Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia. Gleise F. não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas. nem outro perigo que veja diante.)” IMPRIMIR MATOS. já no texto II. Voltar Língua Portuguesa . p.) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore. fogem vossas ovelhas de vós. MENDES. uma alusão à suposta preguiça do brasileiro. e para a ceia (. Org. e tendo tão larguíssimas orelhas. que quem ousadamente se adianta em vez de tosquear fica em pêlo? Intentastes sangrar toda a comarca. paradisíaca. Salvador: EDUFBA.. como sendo tão bobo. nome certo mui acomodado a este animal. d) No texto I.. Gabriel S. Gregório de.. e um canalha: mixelo hoje de chispo.). e saístes do intento tosqueado..

. MANUEL Foi isso mesmo. a gemonia.” SUASSUNA. 145-6. o Leão de Judá. 59 IMPRIMIR Texto III “ENCOURADO. De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu.. as provas. Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram. In: Poesias completas de Castro Alves.. ed. mas você pode me chamar também de Jesus.Interpretação de texto I Avançar . Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante. João. de costas. de Deus. grande grito. remembrando a negra Inquisição. Se aqui houve selvagens – eles os educaram. atrevido. O Santo Ofício. Esse é um de meus nomes. JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam. 17. 9 ed. o azeite. que era Cristo. Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento. Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez. O tempo da mentira já passou. Sou. Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja.. Rio de Janeiro: Ediouro. Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta. com o braço ocultando os olhos. mundano. 1995... a gemer Galileu. Seu tempo já passou. Sevilha e Nantes na tortura. por quê? JOÃO GRILO Porque. GABARITO Voltar Língua Portuguesa . (Coleção Prestígio). Loiola – aqui foi Nóbrega. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana. Na fogueira Grandier. Arbues – foi Anchieta!” ALVES. Tours.. Se lá carrascos foram – cá mártires morreram... João Huss na sepultura. mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado. Levantem-se todos.) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram..Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós. sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade. Auto da Compadecida. Lisboa. JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo. não. autoritário. (. Colombo a soluçar. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem... o Filho de Davi. p. é Manuel. não é lhe faltando com o respeito não.. 146-8. 1972. Castro. se quiser. santificando-se através dela. MANUEL Cale-se você.. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos. BISPO Cale-se.. mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel.. soberbo. mais generosidade e virtude requer. p. A hidra escura e vil da vil Teocracia. de Senhor. Quem é? É Manuel? MANUEL Sim. Mas você. pois vão ser julgados. Rio de Janeiro: Agir. pode me chamar de Jesus.. porque quanto mais alta é a função. Sua obrigação era ser humilde. Ariano. É justo!..

Interpretação de texto I Avançar . de suas reais funções. de memória. I. IV. algumas datam de quinze anos. é outra coisa. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falarme e a dizer-me que. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. e esta lacuna é tudo. e quase todas crêem na mocidade. e. VI. No Texto II. tudo árido e longo. mas falto eu mesmo. Texto para as questões 151. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. No Texto I. e) II. Dom Casmurro. o interno não agüenta tinta. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comportamento dos representantes do clero. pegasse da pena e contasse alguns.. e que apenas conserva o hábito externo. No Texto III. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa. como se diz nas autópsias. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. Quis variar. pouco apareço e menos falo. V. IV e V.” Em relação à posição do narrador. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. Sobre eles. UFF-RJ “A certos respeitos. O que aqui está é. Em verdade.” ASSIS. III. b) II e III. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. A certos respeitos. Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. mal comparando. Entretanto. e restaurar na velhice a adolescência. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. outras de menos. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. senhor. mas exigia documentos e datas como preliminares. se o rosto é igual. identifique as afirmativas verdadeiras. na época em que antigamente vivia. Capítulo II. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no momento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram. 1. de memória. pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. O mais do tempo é gasto em hortar. conservo alguma recordação doce e feiticeira. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 152 e 153. v. d) II. Se só me faltassem os outros. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. Em tudo. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. filosofia e política acudiram-me. e lembrou-me escrever um livro. a fisionomia é diferente. Ora. O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. II. como tudo cansa. como ao poeta. Depois. esta monotonia acabou por exaurir-me também. assim. e as sombras viessem perpassar ligeiras. como bem e não durmo mal. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado.Os três textos. Duas ou três fariam crer nela aos outros. Tanto no Texto I quanto no II. interrelacionam-se. inquietas sombras ?. não o do trem. conservo alguma recordação doce e feiticeira. III. Talvez a narração me desse a ilusão. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V. d) O narrador. vida diferente não quer dizer vida pior. III e VI. IV e VI. mas não a mim. distanciando-se. 151. mas não me acudiram as forças necessárias. Pois.. p. c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha. vá. a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor. embora de épocas diferentes. e tal freqüência é cansativa. 60 GABARITO “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. era obra modesta. Machado de. ignorando o ponto de vista do momento em que o texto é escrito. em determinado momento de sua vida. jardinar e ler. expressa no fragmento acima. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. Jurisprudência. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano. Os amigos que me restam são de data recente. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha. c) I. e. Quanto às amigas. 810-11. Distrações raras. como todos os documentos falsos. não consegui recompor o que foi nem o que fui. tal como ocorreram então.

mal comparando. O que aqui está é. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos.Interpretação de texto I Avançar . Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois. mas não a mim. com certo humor.” e) “Quanto às amigas. como todos os documentos falsos. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referências ao leitor de seus textos. UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala. em sua narrativa. e que apenas conserva o hábito externo. o interno não agüenta tinta. se o rosto é igual. sobretudo no seguinte trecho: 61 “Se só me faltassem os outros. algumas datam de quinze anos. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. e tal freqüência é cansativa. e quase todas crêem na mocidade. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. Voltar Língua Portuguesa .” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros.” b) “Em tudo. “atar as duas pontas da vida”. Só dói quando eu respiro.” 153. através de outra linguagem – o cartum –.” a) b) c) GABARITO d) IMPRIMIR e) Caulos. sd. e tenta. Assinale a Opção em que. senhor. mas falto eu mesmo. vá. não tem amigos de longa data. a fisionomia é diferente. como se diz nas autópsias. percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis.152. Porto Alegre: L&PM.” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. outras de menos. não consegui recompor o que foi nem o que fui. e esta lacuna é tudo.

/ Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias). assim frios e temperados. “chã”: terreno plano. a modos de azulada. 1999. por bem das águas que tem.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. porque. E alguns.Texto para as questões 154 e 155. é toda praia parma. De ponta a ponta. outros traziam três daqueles bicos. nem prata. nem coisa alguma de metal ou ferro. 62 GABARITO Vocabulário: 1. a saber.Interpretação de texto I Avançar . metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta. como os de Entre Douro e Minho. quartejados de cores. nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau. até agora. “tintura preta. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que. grandes barreiras. de que nós deste porto houvemos vista. a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. E em tal maneira é graciosa que. vista do mar muito grande. que andavam sem eles. (Castro Alves). Ali andavam entre eles três ou quatro moças. com cabelos muito pretos. bem moças e bem gentis. Rio de Janeiro: Lacerda. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). delas brancas. não tínhamos nenhuma vergonha. dar-se-á nela tudo. que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro. um no meio e os dois nos cabos. Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. Paulo Pereira (org. 4. d) “Irás a divertir-te na floresta. a estender olhos. Marília. 5. e suas vergonhas tão altas. e outros quartejados de escaques. c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi. muito chã e muito formosa. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. 2. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . p 39-40. Nela. Aí andavam outros. “parma”: lisa como a palma da mão. b) “Minha terra tem palmeiras. para transportar água ou vinho. “espelhos de pau. que nos parecia muito longa. planície. “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. querendo-a aproveitar. não pudemos saber que haja ouro. infindas. não podíamos ver senão terra com arvoredos. Tem.” (Murilo Mendes).” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. nalgumas partes. delas vermelhas. compridos pelas espáduas. ao longo do mar. / sustentada. que pareciam espelhos de borracha. Pelo sertão nos pareceu. de as muito bem olharmos. a saber. 154. Águas são muitas. a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. 3. Esta terra. UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha. que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida.

156. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam. A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte da nossa cultura.”.F. (. (. Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema. 80. entre as classes mais pobres. 1978. que é possível o Brasil mudar esse quadro.Interpretação de texto I Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor. por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. a) Para o autor do texto. e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetência escolar. a UNICEF e a Fundação Odebrecht. via-de-regra. entre as classes sociais mais ricas e. o calor e o frio. d) reconhecer e retomar a prática romântica.. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos.. criando estrofes simétricas e com títulos. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE. dando títulos nacionalistas às estrofes. b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha. dando-lhes títulos novos. p. “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente. agora já faz parte de nossa cultura”.) A vontade política e a criatividade do povo comprovam. por ocasião das eleições de 1994. U. Oswald de. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções. b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída.. dando-lhes novos títulos. em algumas experiências. 5 10 63 O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana. respectivamente.) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída. sem prejuízo do sentido global. o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro. Pelotas-RS Na imprensa brasileira. de modo significativo. c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos posteriores a ela. o sol. Poesias reunidas. à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema. sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na escola? Nós não. de forma tão natural quanto a chuva.” GABARITO Marque a alternativa que não está de acordo com o texto.. e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas.155. de modo esmagador.

diz Eduardo Ottoni. são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos. O apetite insaciável. Parente mais próximo do homem. Tiveram de apelar para o crime. aliás. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção de poder e liderança.72. Não é para menos. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades. “São os únicos. U. usar ferramentas e se reconhecer no espelho. Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis. com força. ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. A primeira é o tamanho do cérebro. 16. da mesma forma que o macaco-prego. 02. abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida. Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas.E. da Universidade de São Paulo. esse macaco africano consegue aprender por observação. Voltar Língua Portuguesa . Ele consegue pescar. existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-prego.157. em fevereiro de 1999. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima. Se não houver frutas nem insetos à mão. a soma das alternativas corretas. Apesar da distância. 08. 04. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis. quando a Polícia Florestal prendeu. Com relações tão complexas. e estavam com fome. 64 GABARITO IMPRIMIR De acordo com o texto: 01. que dá uma destreza enorme ao animal. como resposta. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados.” Superinteressante. observa Ottoni. depois que o zoológico municipal fechou. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas. o macaco-prego só podia mesmo ser um sujeito muito esperto. Para comer coquinhos. Entre os macacos-prego o poder é diluído. capazes de partilhar alimento”. a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé. o dos macacos do Novo Mundo. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. é marca registrada dos espertos macacos-prego. “Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”. julho/00. seu prato preferido. Os outros primatas normalmente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. Onívoros de carteirinha. o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes. proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida. como o macaco-aranha e o muriqui. além do homem e do chimpanzé. Duas delas são fisiológicas. A outra é o chamado polegar pseudoopositor. O caso foi resolvido em março. As chefias são formadas por até três animais”. em flagrante. A sociedade dos micos também é mais democrática que a média. interior de São Paulo.Interpretação de texto I Avançar . o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas. diferente dos outros primatas. o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos. “Não existe um único líder no bando. Dê. p. As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recentemente. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas.

Univali-SC “Maria Maria Maria. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas. 65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. Maria É o som. ou antes por uma exageração de princípio. principalmente por parte dos escritores. quando deve chorar. no texto. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. Pelo contrário. e segue sua vida. em relação à compreensão e à interpretação do texto. A influência popular tem um limite. e) A mulher brasileira.158. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. se fazem novas. Há portanto certos modos de dizer. como são todas as mulheres do planeta. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. é uma combinação de força e resistência. Feitas as exceções devidas. à força de velhas. Divergência digo. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. ( ) Machado. uma certa magia. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. o capricho e a moda inventam e fazem correr. nem tudo temos os modernos. Uma força que nos alerta. c) Maria. Maria. a lágrima em riso. – não me parece que se deva desprezar. outros há que os adotam por princípio. simboliza os seres humanos que lutam. é o suor. ( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno. Em geral. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. entre a tradição e a modernidade. locuções novas. É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri. Texto para as questões 159 e 160. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Cada tempo tem o seu estilo. o que é um mal. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. o autor se opõe à tácita aceitação de modismos. apenas agüenta. é a cor.” GABARITO 159. apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. por intermédio dos escritores. propõe a mediação. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. Maria É um dom.” Milton Nascimento e Fernando Brandt. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. ( ) Machado de Assis. não imputa aos literatos tal responsabilidade. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. não se lêem. A este respeito a influência do povo é decisiva. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. sofrem e resistem à dor de viver. representada pela Maria da canção. ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. desentranhar delas mil riquezas que. Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta.Interpretação de texto I Avançar . que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. Mas se isto é um fato incontestável. transforma a dor em alegria. b) A mulher. E não vive. mas que sabem perfeitamente os clássicos. apenas suporta a dor de viver. Nem tudo tinham os antigos. a mulher da canção. porque. Maria. em seu texto. porém. d) Maria. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. AEU-DF Julgue os itens abaixo. não se lêem muito os clássicos no Brasil.

após apresentação de uma tese.” ROSA. o autor leva constantemente o leitor à reflexão. 1997. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional. Grande sertão: veredas. João Ubaldo. Literatura brasileira. por si.. que então vigoravam no Brasil do século XIX. econômica ou política nacional. Rio de Janeiro: Marco Zero. originaram diferenças iniciais no enlace das raças. o texto lido pode ser classificado como crônica. o sertão vem.” GABARITO VERÍSSIMO. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras. 13. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. porto Alegre: Sulina. Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes. 12ª ed. o próprio. do Maranhão à Bahia. efêmera talvez. Ia fazendo receios. neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça. pela abertura de rodovias.160. por esses lugares. O tempo e o vento. nem terremotos. Definamos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço. nem furacões. p. p. Galvez. AEU-DF Julgue os itens que seguem. 626. aonde lá. os senhores de terras e gados. Até. Porto Alegre: Mercado Aberto.se diz .” Fragmento I Procuremos. identificados abaixo. julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo. Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou. – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. nunca não encontra. ( ) De roupagem metalingüística. em grande parte oriundas das circunstâncias físicas. IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes. 5ª. Viva o povo brasileiro. quando a gente não espera. De repente. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeitinho. p. In: Obra completa.” RIBEIRO. 161. A estrada de todos os cotovelos. Márcio. pois desconhece o preconceito racial. A marcha do povoamento.o senhor querendo se procurar. Volnir e Adão E. Depois dele: o turismo multinacional. Érico. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores. que o nome não se soubesse. II. 1989. Manual de literatura brasileira. Apud Sergius Gonzaga. até. ( ) Nele. – valorização das idiossincrasias regionais. 227. ed. Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita. Voltar Língua Portuguesa . um povo prestativo. visto que aqui o preconceito é econômico. em que todas as cores e raças se misturam livremente.. prolongando-as até ao nosso tempo. nem pestes. Os sertões. vol. acolhamo-nos ao nosso assunto. 162. festeiro. Euclides da. 1984. 1995.Interpretação de texto I Avançar . Apud SANTOS.” SOUZA. . Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocultural. expõe os elementos que a compõem. 3ª ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. porém. Descemos por umas grotas. 66 Fragmento II “Quadrante que assim viemos. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira. p. 158. E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas.. em magnífico resumo.) Ali estão dois representantes do clã pastoril. Machado de Assis faz um ensaio crítico em que. p. na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (. era o sertão churro.. muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros. Sertão. revela-as. Mas. 1984. nem lutas fratricidas. o imperador do Acre. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial. CUNHA. Rio de Janeiro: Record. Para isso. de coração bondoso. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros. Guimarães. As circunstâncias históricas. nem vulcões. Carvalho. Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície. perfazendo indagação. com sua dialética irresistível. o mesmo.

jamais fiz distinção entre uns e outros. Desde 1990. existem colônias de franceses no Paraná.Leia o texto abaixo para responder a questão 41. mais de 400 estão instaladas no país. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. por sua vez. AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. Texto para a questão 163. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. Anna Paula. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. Para as companhias. é latente a contenda entre novos e velhos poetas. Para os executivos e a família. c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. graças à Renault. 26/04/2000. sem querer. ( ) Para Mário Quintana. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz. a mudança é um sacolejo completo na vida. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. ( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. Das 500 maiores companhias transnacionais. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. embora sem querer. Veja. em relação à compreensão e à interpretação do texto. “roubada” do Rio Grande do Sul. UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. procurar emprego em nosso país. entre novos e velhos.” BUCHALLA. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. não existe geração espontânea. sem rede de segurança . 162. com a sua livre poética. Quanto a mim. Em São Paulo. em massa. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. “No Brasil. Os (ainda) chamados modernistas. Acontece que. ( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana. são por natureza os nossos filhos naturais. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. ( ) Ao apontar os novos como herdeiros. essa transferência representa um reforço na filial. o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. ressuscitada a cada geração. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. com os espetáculos de circo dos parnasianos. na incauta adolescência. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações.” 67 GABARITO 163. apesar de equivocada. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas. Quanto a estes. E. Hoje. Tanto de um como de outro grupo etário. por iniciativa própria. além de tudo. d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial.Interpretação de texto I Avançar . E assim. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos. ( ) Para ele. em prol do equilíbrio universal. já que aqui não há executivos preparados.

O corpo do texto é uma paráfrase da Carta de Caminha pois: I. s/d.” 68 164. nas praias douradas desse novo país. embora escrita no mesmo estilo. c) I. Águas são muitas e infindas. Texto para as questões 41 e 42. tem-nos muitos. Bengala de castão de oiro. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. p. cajueiros. Vossa perna encanareis.. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. “Ainda não haviam louras. nem biquínis. d) Diamantes tem à vontade. a arca. araras e papagaios. já quinhentos anos passados. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos. Tão fértil eu nunca vi. Como será esse país no futuro. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I. tem-nos muitos. c) Tem goiabas. melancias. II. apesar da leve mudança no estilo. Rios e riachos corriam límpidos. neste tempo de agora. quando for a vez desses meninos? Riachos. ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. um número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto.Textos para a questão 164. III. tão frios e temperados.Interpretação de texto I Avançar . Diamantes tem à vontade. nem mulatas. nem surfistas. A gente vai passear. IV.. mangueiras. onças. Quanto aos bichos. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos. Tem macaco até demais. papagaios.55.. confirma a visão de Caminha sobre a terra descoberta. II e III. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. critica de modo disfarçado a visão de Caminha sobre a terra descoberta. melancias. e) III e IV. Havia outra raça bronzeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral. Banana que nem chuchu. palmeiras. No chão espeta um caniço. Banana que nem chuchu. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta. Senhor. De tal maneira é graciosa que. UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II. Esmeralda é para os trouxas. rios. assim os achávamos como os de lá. como os de Entre-Douro e Minho. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha. árvores. Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. d) II e IV. Reforçai. b) No chão espeta um caniço. Fortaleza: Editora RISO. De plumagens mui vistosas. Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa.. Araras. Era assim o Brasil de Cabral. é muito boa de ares. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha . onças e capivaras. capivaras. cristalinos e plenos de peixes. GABARITO 165.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa. Salvo o devido respeito. a terra em si. Edição Zero. Tem goiabas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Tão fértil eu nunca vi. porque. Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia. Cruzados não faltarão. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira. b) I e III.

c) halo de encantamento. a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea. e) ar misterioso. ligado à classificação morfológica do verbo ser. no verso 5. Unifenas “O Relógio Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos. como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70. e) II e III. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana. b) sentido excepcional. II. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. A respeito dos enunciados acima. que é de ligação. d) sentimento saudosista. Em suas reminiscências.Interpretação de texto I Avançar . e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor. e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. Perpassam. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. II. Nessa operação mental. Ser é apenas uma face Do não ser. b) II e IV. c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época. b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias. Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado. e não do ser. niilismo e revolta. c) III.” 69 167. As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo. UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias. Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis. 169. d) I e II.” Cassiano Ricardo. estamos mais próximos da morte. está correto o que se afirma somente em: a) I. Unifor-CE I. sentimentos de angústia. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia. III. III. Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância. até o ruim de outrora ganha uma aura mágica. nem futuro. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado. “Ser”. d) III e IV. c) II e III. Cada minuto de vida Nunca é mais. 168. Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. a cada instante que passa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . é sempre menos. e) IV. como se o bom e o interessante não tivessem presente. b) II. Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente. corresponde à nossa existência que é o estado transitório.166. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico. em todo o poema. O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra. GABARITO 170. IV. d) explorar a sinonímia das palavras.

mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas. realizando atos esquecidos. caso o escrevesse. 70 171. indulgentes ou cegos. De fato ele não nos impediu escrever. ia-me parecendo cada vez mais difícil. mas foram raríssimos esses autos-de-fé. “Resolvo-me a contar. e) as normas gramaticais e as ações da força policial. fazer do livro uma espécie de romance. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei. com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. contra a existência de uma censura prévia. Além disso. é incorreta: a) existia uma censura prévia. para publicar suas obras. que o impediria de publicar seu livro. digo os motivos por que silenciei e por que me decido. tiradas demagógicas. ninguém nos dará crédito. às vezes com louvores de sustentáculos dela. b) um depoimento verdadeiro. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos. Repugnava-me deformá-las. em qualquer época ou lugar. o escritor é como um cego. d) perdera as anotações que havia feito. d) a impossibilidade de escrever com clareza. os hábitos de um decênio de arrocho. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. ainda nos podemos mexer. e) tencionava prender-se aos fatos. enfim.” Graciliano Ramos. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas. esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. seria injustiça. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. como adiante se verá. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e. e) sem liberdade de criação. antes de começar. Isto. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder. 173. com o decorrer do tempo. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara. Efetivamente se queimaram alguns livros. quase impossível. com intenção de dar veracidade aos fatos. Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. me impediram o trabalho. sem disfarces. e disto escasso prejuízo veio à produção literária. c) numa época de força policial. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu verdadeiro nome. julgando a matéria superior às minhas forças. dar-lhes pseudônimo. palavras de ordem. 172. como limites à liberdade de expressão. Entre elas. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: GABARITO a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. sem romanceá-los. Não vai aqui falsa modéstia. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima. quando formos verazes. redigir esta narrativa. assim. depois de muita hesitação. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte.As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo. Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos. Voltar Língua Portuguesa . b) a falta de liberdade política. inibe também a capacidade de criação literária. e a proibição de usar nomes verdadeiros. porém. a polícia. como realmente haviam ocorrido. casos passados há dez anos – e. com os nomes que têm no registro civil. ou alguém em quem não se pode confiar.Interpretação de texto I Avançar . Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas.

57. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população. no século XVII. A tragédia. 2. 1974. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare. e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva. desde os tempos bíblicos. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual. Voltar Língua Portuguesa . considere o poema que segue. ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar. antes de calculares os lucros da seara. e) próprio da literatura socialmente engajada. perigoso. a sobrevivência do bom senso mesmo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços. IMPRIMIR 176. no mundo inteiro. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza. transtornado.Interpretação de texto I Avançar . e) a árvore é sinônimo de vida. Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. (. simplesmente. linda. mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes. é velha como o mundo. e as sementes. insuportável para quem sente e doído. “Ciúme. para quem é alvo dele. paranóico.. p. o general mouro. d) inerente a qualquer manifestação literária. vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra. A realidade. no ritmo lento da natureza. c) cultivado pelas elegias pastoris. 71 174.. e só por isso. o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. Por fim. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra. no seu cruel desenrolar. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más. são símbolos do poder divino. como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras. induz a uma acomodação do homem à rotina diária. b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina.” LIMA. “Antes de lançares a semente no chão. v. o amigo é sincero. o verniz civilizatório ou. Jorge de. A morte é uma atitude extrema. b) os pássaros.Para responder às questões de números 174 a 175. d) a simplicidade da vida campestre.)” Veja: 14/06/2000. o trai com um amigo. d) O Bem e o Mal fazem parte da vida. por aquilo que produz. Rio de Janeiro: Aguilar. mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. Poesias Completas. 175. e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore. b) recorrente na literatura universal. desde que eles estejam floridos. familiar e do mundo todo. homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher. doente. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas. um sentimento insano. mata a mulher e se mata. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos. tanto espiritual. A mulher é honesta. mata a doce Desdêmona. no texto em que Otelo. por elevar seus galhos ao céu. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento. quanto terrestre. Antes dele e depois dele. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados.

de uma vez por todas. mesmo na cidade: tem presente seu passado. Lembrança – o vento pertence ao campo. Para participar da festa. Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados. Mais estranho: o mundo é redondo.” VIEIRA. 180. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça. e) passa. Texto para as questões 178 e 179. E geme. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz. E sempre prossegue rumo ao norte.Época. como tema constante das tragédias gregas. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida. UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais. do Rio de Janeiro. tarefa dos novatos de Oceanografia. como faca. IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser. d) o adultério. levam os calouros para a rua e. d) medo da fugacidade do tempo. unidos. c) vento.” Flávio Aguiar. (.Interpretação de texto I Avançar . no início do ano. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez. O hemocentro de São Paulo recebeu. o vento chega arrefecido na cidade. vagabunda. os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível. transformaram a recepção em coleta de sangue. abolido. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais. ou recolher lixo nas praias. Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ.177. Estranha faca: gelo e água. Escolas como a FGV.. e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo. b) a influência maléfica de uma obra literária. d) nasce. o vento nasce e morre no horizonte. 26 de abril de 1999. na árvore dobrada. d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários. b) lembrança. todas de São Paulo. Uma rês geme. Em vez de cumprir tarefas vexatórias. 3. Voltar Língua Portuguesa . E no entanto o vento uiva. USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo. c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado. Protegido no copo de conhaque. b) intenso questionamento sobre tempo. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo.427 bolsas de sangue. os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes. gotejante: o vento a corta.. Arrecadou-se mais de 200 quilos. e) curiosidade quanto à origem do vento. promoveram o “trote solidário”. GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento. 72 178. Há 15 dias. c) desligamento da realidade.) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica. Marceu . 179. e) a importância do século XVII para a literatura brasileira. “(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva. que serão doados para obras sociais. b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional. E no entanto o tempo passa: Do campo.

que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio. a passarela. São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha. Então fica assim: de um lado. ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”. a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo. comecei a levar o trabalho numa boa. e) Algumas crianças têm tudo: casa. que intensifica “poucos” e “poucas”.março de 1999. são apresentadoras dos programas infantis. é uma palavra invariável quanto a gênero e número. mas pouco ou nada fazem nesse sentido. Quero voltar ao Brasil. de outro lado.. depois. “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil. penso em cair fora. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens. Texto para a questão 183. 22. Não quero trabalhar para sempre. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância. artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –. Luiz Octávio de Lima. enquanto outras nada têm. casar. em tese. assistência. ainda que dificilmente ao mesmo tempo. o termo “muito”. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos. o objetivo de todos. mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam.. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é. São alguns privilegiados – como artistas. No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. a respeito da organização das idéias do texto. pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. têm família. p. ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. Mac Margolis. não me destruir com ela. no Bubby’s.. e. ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . no outro.” CAMARGO. amanhã uma perua no shopping. no Brasil. maluquete. esportistas. ter filhos e uma fazenda. em muito poucas circunstâncias. In: Educação para o lazer. Hoje uma soldada na guerra. as outras crianças que têm casa. família. Num dia. ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”. mas.” Revista Caros Amigos . 1998. E depois? Daqui a cinco anos. A idéia central do texto é: a) As crianças. a dança da garrafa.Interpretação de texto I Avançar . Com o tempo. 1/2000 (com adaptações).” Ícaro Brasil. d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis. em Nova York Trabalho e prazer. você tem que ser sexy. destinados às crianças. ingênua e. Texto para as questões 182. na prática. Quero aprender com a indústria da moda. 73 182. UnB-DF Julgue os itens que se seguem. uma exceção válida para muito poucos. só que o palco é a capa da revista. e vivem nas ruas. que poderiam contribuir para a educação infantil. Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão. É como vida de atriz. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas. Introdução. ( ) Na linha 4. Univali-SC “.. São Paulo: Moderna.181. Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras. ambos desamparados.

atender às demandas sociais.Interpretação de texto I Avançar . o espaço. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. o reconhecimento de suas possibilidades. 133-4). ( ) No fragmento de texto. Afinal. da Católica e outras faculdades. com o desconhecido que amedronta. acabam por concretizar-se. 32.” 74 184. em primeiro lugar. espelham. viver e ser. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas. com cautela e moderação. resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. As tecnologias não são apenas produtos de mercado. em seguida. ( ) No fragmento do texto. corresponde tanto a eu. Gisele Bündchen. formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. 1999. em 1º ago. não invadem a vida das pessoas. se mostram nos processos comunicativos derivados das necessidades sociais. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima. é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. mas produtos de práticas sociais. pensar. publicada em O Popular. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo. apesar de conviverem com ela. DIA 9. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes. DF: Ministério da Educação. 02. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e. É só ler e relaxar que você tira de letra qualquer questão de literatura. Serão 16 sessões de uma análise completa e descomplicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal. vestibulando e stress dão uma mistura explosiva. Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasília. você vai ficar mais relaxado e em boa companhia. a indagação de suas fontes. A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. por carregar bem o trabalho e precipitar-me.183. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas. a democratização de seus usos. estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. com atenção. ainda não a entendem. Elas fazem parte da vida das pessoas. 08. 04. O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tecnológicas é de desconfiança. Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . respectivamente. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que. o movimento: o mundo plural hoje vivido. Leia-o. e responda à questão proposta. construídos historicamente. SAIA DO STRESS A partir do dia 9. Novos modos de sentir. o tempo. a trabalho e divertimento. respectivamente. A organização de seus gêneros. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem. pela significação textual. pois resultam de processos históricos e sociais que. 1999. a soma das alternativas corretas. 185. p. julgue os itens seguintes. Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se. UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido. As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. ( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem. apesar de simbólicos a princípio. como resposta. toda segunda-feira. na atualidade. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias. para depois haver uma adaptação mercadológica. já que estas representam o trato com o novo. 01. a consciência de sua existência. portanto. mas utilizálas. às exigências do mercado de consumo para. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. 16. Dê.

o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress. 32. daí se sugere que. ( ) o vestibulando terá. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré.. pode ser associada à chegada da noite. para o vestibular. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. recebe a ênfase nessa comunicação. passar a cuia de uma mão para a outra. 1996. devido à predominância da função fática. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto. (. como resposta. Você fica louco da vida. a leitura obrigatória de livros da literatura brasileira tem um propósito pedagógico. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia. p. Raquel. A expressão na hora do quiriri. lendo o material anunciado. Chimarrão é o mate cevado. dará mais sabor à erva. 75 186. mas também de ler os próprios livros. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão.)” NOVEIRA. 08. 4. para não azedar o mate. é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse dever que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio. Dê. O ideal é tomá-lo numa grande roda. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. IMPRIMIR GABARITO “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano.. O arado e a estrela. ótimo. “Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira. explicitado pela palavra você. regado a água quente. UCDB. vestibular e leitura dos livros.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. de cachimbo da paz. Você corrige dois erros. Ed. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. Campo Grande. Você corrige um erro. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelectualmente danoso. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. para “tirar de letra qualquer questão de literatura”. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição.Interpretação de texto I Avançar . senão a erva pode azedar. 3. Texto para a questão 187. morena e matuta. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. como chê-kambá ou cunhataí. ( ) o canal. tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo. Se alguém falar alguma frase. O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas. Tereré é o refresco. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. alguma palavra em guarani. 23. bem gelado. sem açúcar. sob um laranjal. tudo muito morno e quente. a soma das alternativas corretas. 02. 16. 2.’ Considere as seguintes atitudes: 1. De acordo com o clima. Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”. Leia o texto que segue para responder a questão 186.Considerando-se que. o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular. 04. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. a conversa será mais lenta. com sol forte e poeira envolvendo tudo. Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis. uma bomba ou bombilha e a erva moída. 01. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. respeitando a vez de cada um. não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados. passa-se do chimarrão ao tereré. de uma boca para a outra.

c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês. Cantor de forró do Ceará. já que a gente não os conhece nem de nome. por exemplo. d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma. “meio-de-campo”. Leia os textos que seguem. tem significação mais extensa. Mas não pega. ou pior. ou até na rua. UFMT Assinale V.. que. cada uma fala o seu dialeto. pretendemos ser. os brasileiros. ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. b) O fato do inglês “rechear” os jornais. permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. punk. tudo é show. Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”. Pois aqui no Brasil. Nas páginas dedicadas ao show business. Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(. como na África.” Rachel de Queiroz. se você for a fundo no assunto. que alguns tentaram.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. nós a recebemos do colonizador luso. e F. onde as melodias podem ser originalmente nativas. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). então. e) Palavras estrangeiras. pelo menos. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. o pataxó. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. por exemplo. é engraçado. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro.187. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado. especialmente o futebol (não mais foot-ball). Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. Os índios têm lá os jogos deles. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . soap-opera. mas devem ser chatos ou difíceis.. ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita. inclui as apresentações em várias espécies de salas. 76 GABARITO Texto II 188. Mas. literalmente. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”. como um peru de farofa. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. Pegue um jornal. é estrangeira imposta pelo colonizador. pelo menos é o que informam os especialistas. etc. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. por exemplo. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”. funk. o preto e o branco. etc. o que foi uma bênção. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. ( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz. back é beque. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. etc. deixando de lado os índios que nós.. se não for escolado no papo. ou.Interpretação de texto I Avançar . mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. contrapõem-se duas cores. falemos de nós. para verdadeiro. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. Imagina se. UEMS No texto I. o português. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. como as do texto. demonstra a intenção do jornalista em impor aquela língua. toma um susto. chamando-o de ‘desporto’. E o leitor do noticiário. A começar que a nossa língua oficial. por exemplo: é todo recheado de inglês. No esporte é a mesma coisa. pelo menos. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. a todo instante tropeça e se engasga com rap.

escamando peixe. s/d. b) antes de calculares os lucros da seara. que o acompanharam logo. que hei delinqüido. Os polícias. e encaminharam-se todos para o interior da casa. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma. d) II e III. restituía-a ao cativeiro. Ofendido vos tem minha maldade. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro. De coração vos busco. Atravessaram o armazém. II. p. UEMS A respeito do texto II. p. Aluísio. é possível concluir que: I. Botelho. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor. Abraços que me rendem vossa luz. recuou de um salto e. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão. 229-30. falar português é como falar inglês. 191. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. Estão corretas: a) I. Em virtude de tantas palavras importadas. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7. Vencido quero ver-me e arrependido. antes que alguém conseguisse alcançá-la. Jesus. São Paulo: FTD. e) III. amor. ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3. ( ) Consciência da efemeridade das coisas. desembainharam os sabres. com as mãos cruzadas nas costas.” E depois emborcou para a frente. Jesus!” MATOS. 281. 1993. vendo que ela se não despachava. depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. e que o seu amante. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F. c) I e II. para a ceia do seu homem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . para as não comprováveis. não tendo coragem para matá-la. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. e ofendido. e chegaram finalmente à cozinha. Gregório de. ensinava-lhes o caminho. c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado.” AZEVEDO. Arrependido a tanta enormidade. Num relance de grande perigo compreendeu a situação. b) I e III. É verdade. as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. Vaidade que todo me há vencido. então. Misericórdia. d) ou os cofres que tu vais encher. a rigidez métrica e a regularidade das rimas. à frente deles. A salvação pretendo em tais abraços. Quando necessárias. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos. U. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. GABARITO 192. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto. que a sua carta de alforria era uma mentira. Bertoleza.Interpretação de texto I Avançar . Salvador-BA 77 “Ofendido vos tem minha maldade. dai-me os braços. João Romão ia atrás. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada. estava de cócaras no chão. In: Poemas escolhidos. Soneto. III. Maldade que encaminha a vaidade. e) e as coisas que tu vais transformar. erguendo-se com ímpeto de anta bravia. pálido. Senhor. O cortiço. e um calafrio percorreu-lhe o corpo. Luz que claro me mostra a salvação. São Paulo: Círculo do Livro.189. Arrependido estou de coração. 190. ( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe. Delinqüido vos tenho. Bertoleza.

3 e 4. nesses campos. 3 e 5. reforça a convergência encontrada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’. Estão corretas apenas: a) 2. 193. b) Liberdade enfocada no plano individual. os ossos. mas fica escrita a sentença. bem coletivo. Rio de Janeiro: José Olympio. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente. Não fica bandeira escrita. as durezas. – e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras. E não só a língua infantil se abrandou desse jeito. tão tarde? Que escrevem. 3. da gente.Texto II “Através de grossas portas. 1972. sentem-se luzes acesas. d) 4 e 5. 2. c) Liberdade.. destacando. 9ª ed. inventa. a fala séria. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação. é uma das falas mais doces deste mundo. IMPRIMIR 5. Sem rr nem ss. Cecília. Voltar Língua Portuguesa . “esse português de menino”. 2. ora ao texto II. do escravo preto junto ao filho do senhor branco. bumbum. nenen. analise a coerência das seguintes afirmações: 1. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América. toda ela sofreu no Brasil. um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido. sob a mesma influência do africano e do clima quente. c) 1. A escolha das palavras. firmou-se em todas as regiões do Brasil. A linguagem infantil brasileira. indistintamente. inaugurado com a ama negra. tem um sabor quase africano: cacá. 3. tirou-lhes as espinhas. Casa-Grande & Senzala. fruto da luta política. 3 e 5. flores das lutas da Independência! Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique. tatá. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana. ed. do princípio ao final do texto. as sílabas finais moles. e ninguém que não entenda!) E a vizinhança não dorme: murmura. UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as. imagina. lili (. solene. pipi. 4. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil. festas.. p. pensam? Mostram livros proibidos? Lêem notícias nas Gazetas? Terão recebido cartas de potências estrangeiras?” (Antiguidades de Nimes em Vila Rica suspensas! Cavalo de La Fayette saltando vastas fronteiras! Ó vitórias. GABARITO Com base na compreensão do texto. As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. O falar “doce”.. “Que estão fazendo. só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles.” MEIRELES. 151-2. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras. Gilberto. e mesmo a portuguesa. b) 1. conversam. 1958. Rio de Janeiro: José Aguilar. a influência da cultura africana. mas a linguagem em geral. principalmente. 2 e 4.) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto.” FREYRE. ao contacto do senhor com o escravo. Obra Poética. e) 1.Interpretação de texto I Avançar .

Joaquim Manuel de.F. Ora. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval.Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196. o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma. futuro aço do Brasil. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste. reprimido. de suas noites brancas. U. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . tive gado. 197. tive fazendas. Tive ouro. Hoje sou funcionário público. mais forte que seu espírito. U.” 195. que me paralisa o trabalho.F. sem mulheres e sem horizontes. no entanto. 79 194. este orgulho. sem mulheres e sem horizontes. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro. e o amor. tive gado. Hoje sou funcionário público. 125. b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal. Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema. Viu-a. Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.” d) “de suas noites brancas. A vontade de amar. d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano. não há idéias mais livres que as do preso. esta cabeça baixa. e pela primeira vez em sua vida. pois. Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira. Oitenta por cento de ferro nas almas. São Paulo: Ática. que tanto me diverte. que voou. viu-a chorar por ver que ele não chegava. abandona a postura crítica. Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade.Interpretação de texto I Avançar . tive fazendas. e. com seu vestido branco. c) o poeta. atrevida.. Itabira é apenas uma fotografia na parede. Augusto amava deveras. então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha. orgulhoso: de ferro. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. 1997 p. Noventa por cento de ferro nas calçadas. e suas lágrimas queimavam-lhe o coração. U.” MACEDO.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. exercia nele um poder absoluto e invencível.” d) “Tive ouro. esperando-o em cima do rochedo. toda cheia de encantos e graças.F.” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede. vem de Itabira. delineia-se o impulso erótico que é. Por isso sou triste. ao se tornar funcionário público. estendido no sofá da sala de visitas. Principalmente nasci em Itabira. por esse mar imenso da imaginação. A Moreninha.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas. é doce herança itabirana. Principalmente nasci em Itabira.” 196. orgulhoso: de ferro.. E o hábito de sofrer. PUC-RJ Texto 1: “Já era tarde. este couro de anta.

quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade. Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais. Maria ficou para tia. no mundo. Onde não há jardim. Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda. o sagrado terror converto em jubilação. Carlos Drummond de. Era tempo de terra. Rio de Janeiro: Record. ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno. 161-3. o sumo se espremeu para fazer um vinho ou foi sangue. Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou. p. há que amar diferente. que se armou em coágulo. Texto para as questões de 198 a 201. Mas. Rio de Janeiro: José Olympio. E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo. Mas sou cada vez mais. Carlos Drummond de. porque me tocou um amor crepuscular.Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. Explique. Reunião. Há que amar e calar. E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. De tantos que já tive ou tiveram em mim. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos à visão extasiada. p. volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou. um sistema de erros. 1973. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza. e a um e outro agradeço. Deus me deu um amor porque o mereci. pois jamais me sorriram. 1996. Pois que tenho um amor. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados. ed. mas sou. 5 80 10 15 20 GABARITO 25 30 35 IMPRIMIR 40 Voltar Língua Portuguesa . Antologia Poética. 32. Em ambos os textos. João foi para os Estados Unidos. Raimundo morreu de desastre. Teresa para o convento. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. eu que não me sabia e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado. talvez. pois que tenho um amor. De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos. Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro. as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde. Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente.” ANDRADE. ANDRADE. com suas próprias palavras.Interpretação de texto I Avançar . 19.

na tentativa de atingir a plenitude amorosa. como resposta. 32. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. relativizando a força demoníaca com que ele atua. Há uma explicação correta em: 01. é correto afirmar: 01. como resposta. Dê. respectivamente. “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pelos que amam. O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. a soma das alternativas corretas. 16. O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. 04. 08. 02. “Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. Dê. 08. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas. 64. 32. 64. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado. UFBA Com referência ao texto. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. 02. tende a se repetir. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. a soma das alternativas corretas. “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo. no presente. “tive” expressa a indeterminação do sujeito. “e”. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. no verso 26.198. UFBA No poema. 16. Dê. dimensão nova. A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. 02. 64. passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redescoberta. relata um desencanto amoroso passado que. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado. 16. 04. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. 81 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . “um amor” e “amor” referem-se. Dê. a soma das alternativas corretas. 08. 32. como resposta. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. 32. 199. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente. como resposta. declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido. dando-lhe. 02. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes. 16. 200. o que é um recurso do poeta para não se revelar amador. contudo. servindo para especificá-lo. insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente. enfatiza a origem divina do amor. 04. 08. 04. 201. o eu-lírico: 01. a soma das alternativas corretas. decorrentes da ação do tempo.Interpretação de texto I Avançar .

” c) “Por que. no país do ‘homem cordial’.” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza. Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua. Voltar Língua Portuguesa . b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa. no país do ‘homem cordial’.” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo. na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000. no país do ‘homem cordial’.” Revista Veja.” e) “Por que. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” GABARITO d) “Por que.” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.. Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho. somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala. É a língua cotidiana. no país do ‘homem cordial’. no país do ‘homem cordial’. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa. 05/08/00.. no país do ‘homem cordial’. vemos esse bem ser atingido em seu âmago. d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. / fecundar óvulos mortos. Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade. No caso do Brasil. somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.Interpretação de texto I Avançar .” e) “Quisera pascer cuidados.202. ninguém fala.” b) “Tendo-a ao meu lado. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: 82 “Porque. na linguagem informal. Paulo. com objetivo de atingir o maior número possível de falantes. eu perdi o medo do mundo e do vento.” b) “Por que. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar.” 204.” IMPRIMIR Folha de S. com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia. Assinale a alternativa que. Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua. / Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar.” 203. nestes tempos neoliberais. sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril. melhor traduz a formalidade do discurso acima. de 19/04/2000.

) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras. 205. lindo e joiado. são apresentados dois trechos de músicas. o que não ocorre no de Falcão.142.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta. Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses.M. Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca. LP 838 448-1.” Um bodegueiro na FIEC. de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão. In: Bonito. 83 Texto 2 “Você não faria a menor falta Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume. 1989. In: Burguesia.A seguir.M. no qual está camuflada uma crítica. ao de Cazuza. CD 804. porém apontam para a impossibilidade de rompê-los. de G. Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (. Neves. F. PolyGram. o segundo. questionando de forma contundente os seus valores. Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206. pois. e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro. pela ironia.” Burguesia. 1993. d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia. F. que a denuncia em tom de sarcasmo.” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras.Interpretação de texto I Avançar .. 206. GABARITO c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda. Israel/Cazuza/E. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses. VAT. opondo-se.” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa .. pelo sarcasmo e pela denúncia explícita.

para conscientizar os colegas. A luta de base. fora dos jornais.Interpretação de texto I Avançar . de formiguinha. onde fomos usadas pelo sistema. mas tudo está por fazer. Esta é uma hora para se parar e pensar. 1986. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. 1981.” SUPLICY. o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos. abordado nas questões de 62 a 64. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto. Muito está colocado. amigos e marido. mais difusa na realidade. b) ironia. contra todos os governos que as oprimem. e) das mulheres todas. Reflexões sobre o cotidiano. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver. pela melhoria das condições de vida das mulheres. cumprindo a sua vida. d) comparação. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o governo somente. para exigir seus direitos publicamente em passeatas. São Paulo: Linoart.” COLASANTI. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos. Os salários não são iguais. as creches continuam insuficientes. cujo sentido corresponde ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham. Unifor-CE No segundo parágrafo. d) Uma vez profissional. Marina. a) “Nunca esteve tão bom para nós. mulheres.As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós. Nem tão difícil. Porque não estão à disposição dos maridos. c) metonímia. Porque. por melhores salários. 209. b) de todas as mulheres. Pensar pelo que brigamos até agora. Mulher daqui pra frente. Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção. Nunca foi tão difícil. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência. fora dos jornais” As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”. 84 d) dos governos. das passeatas. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais. o que fazer de agora em diante. o que conseguimos. mas basicamente com os companheiros de trabalho. 207. “exigimos”. as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado. b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”. e) hipérbole. 210. mas da prática do obter e do ser. o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) dos companheiros de trabalho. mulheres. amigos e marido. 124-5. p. Marta. É uma luta mais intimista de um lado. a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora. onde sempre lhes disseram que deveriam estar. Porque não estão coladas nos filhos. amigos e marido. 208. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”. Porque não estão em casa. UFF-RJ Segundo o texto. o que deu errado.

bons tempos. reflexos no espelho (infiel) do dicionário.. e) antonomásia. 212. há muito tempo que não o vejo. diz David Ewing Duncan. e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve. parece que foi ontem. e) Purê de palavras. Impede a conjugação de tantos outros verbos. por exemplo. b) metonímia.. a) Alguém. no sentido denotativo. o que nos deixa agradecidos. cristalinas.’ E cedo cedo incorporamos a consciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura. 214.Interpretação de texto I Avançar . c) Não corta na verdade a barriga da vida. d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo.211. com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho. É possível afirmar. o tempo trabalha a nosso favor. 213. brancas.. de neves.. resultante do cruzamento de sensações. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’.. Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica. a presença de algumas das muitas expressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos). fluídas. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. c) Fomos ouvidos com atenção. c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conotativo. ambas. IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão. ambas. UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”. d) Escrever é triste. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões. Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida. Assinale a alternativa que contém silepse. ‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’. c) catacrese.” 85 GABARITO Pode-se observar. UEPI Em: “Ó Formas alvas. b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes. no sentido conotativo. Voltar Língua Portuguesa . Formas claras De luares. d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral. ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias). d) sinestesia. publicado na Revista Época. autor de um livro sobre a evolução dos calendários. de neblinas!. Incensos dos turíbulos das aras. somos seres lineares. maus tempos. Unifor-CE Muitas vezes. que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão. ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos. chamada: a) metáfora..” Encontra-se uma figura de linguagem. Ó Formas vagas. no campo da concordância. Denominase silepse esse tipo de concordância. participou do concurso e espera ser aprovado. Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza. da leitura do fragmento acima. de 20 de dezembro de 1999. “Eis uma definição ampla de tempo. não revolve os intestinos da vida. e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo.

Voltar Língua Portuguesa . de acordo com o texto. de Nelson Sargento. 1997 p. a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela. na sua grande maioria. 216. considere-a desde o berço até seu leito de morte. c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela. inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los. e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos. purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. preocupando-se com a tonicidade e a economia das palavras. c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se. terna e pudica esposa. boa e providente mãe”. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele. UFF-RJ “Educai o coração da mulher. Mulheres / Ed. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das nações. desde o berço até o leito de morte. fazendo-a crer que é rainha.215. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos. GABARITO A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. e por conseguinte sobre o destino das nações. e a mulher será como deve ser. com claro conteúdo semântico. rumo à regeneração dos povos. joguete ou escrava. boa e providente mãe. Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete. a nomes de medicamentos. mas a mulher que deve progredir com o século dezenove. cujo expoente é Oswald de Andrade. e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. ou sua escrava. Nísia. d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida. terna e pudica esposa. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão. ao lado do homem. b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida. nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. trate-a como uma companheira da sua vida. Florianópolis / Santa Cruz: Ed. Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista. UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Na mesa de um botequim Depois de umas e outras O samba ficou assim Estrambonático Palipopético Cibalenítico Estapafúrdico Protopológico Antropofágico Presolopépico Atroverático Batulitrético Pratofinâmbolo Calotolético Carambolâmbolo Posolométrico Pratofilônica Protopolágico Canecalônica É isso aí É isso aí Ninguém entendeu nada Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”. dedique-lhe. filha e irmã dedicadíssima. 115-7. Cintilações de uma alma brasileira. por último. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala empolada no seu dia-a-dia. 86 b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada significação. uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração.” FLORESTA. devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras. Não façais dela a mulher da Bíblia. da UNISC.Interpretação de texto I Avançar .

pois o Sol está abaixo do horizonte. é branca. poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera. Quando o Sol está alto. Lendo-se o trecho. Setembro/99. ao longo de um dia. “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”. dão aos raios solares as respectivas tonalidades.1997. acabam trombando e se desviando. e) sem uma certa dose de magia. ao trombarem. o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento. d) As cores do arco-íris. GABARITO Assinale a idéia não contida no texto. a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta. o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. o amarelo.Interpretação de texto I Avançar .217. por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol. Por fim. O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta. explica o físico Henrique Fleming. o amarelo. laranja e vermelho. A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir.M. a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude. b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol. À medida que o Sol vai se pondo.” Superinteressante . que é a soma das cores restantes: o verde. 87 218. o tratamento médico fica comprometido. conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes. até as ondas longas. no crepúsculo. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo. Mas as menores (o violeta. colidindo com mais obstáculos. e) Ao pôr-do-sol.” Jornal do Conselho Federal de Medicina. o laranja e o vermelho. Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana. o anil. c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso. separando as cores. Existem partículas de poeira. o laranja e o vermelho. e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera. espalhando-se. Com isso. Afinal. da Universidade de São Paulo. F. porque a atmosfera filtra os seus raios. d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente. avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul). prenhe de respeito e carinho pelo semelhante. as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas. c) As cores. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. dão à luz solar a cor branca. somadas. o azul. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. o verde.

Se é sonoro. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. minha reação pode ser de mero desagrado. ‘vive lendo’. Por essas razões.. revista. sem jamais tê-los de fato enxergado. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária. Maria Helena. para a autora.. Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns. “Falando em leitura. na medida em que interpreta o que observa.. Ática. uma aula expositiva. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto. Um discurso político. ficamos cegos a ele. o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra.Interpretação de texto I Avançar .) (. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros. indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão. fotonovelas. Ler é interpretar. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo. uma fantasia. um quadro. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente.Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221. (. (. por motivos os mais diversos. Quer dizer: não o lemos. ‘ler o olhar de alguém’. E consideramos sua beleza ou feiura. em última análise.) Sem dúvida. ele pode ser considerado leitor. O que é leitura. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade. pois.. uma língua estrangeira. a cor. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’. IMPRIMIR c) certa. uma conversa. não o compreendemos. um livro. seu conteúdo passam a ter sentido. Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto.) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos. pois. de uma situação. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência. para a autora..” Pode-se dizer que a afirmativa acima. está: a) certa. para a autora. as imagens. como se diz. folheto. Falando em leitura. surdos. ‘passar os olhos’. uma peça musical. pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. ‘ler o tempo’. Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. e) certa. um vaso. Voltar Língua Portuguesa . Um dia. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito. ‘ler o espaço’. Sentimonos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. a figura que representa. b) errada. a fazer sentido para nós. pois. uma necessidade nossa. UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora. pode-se concluir que o ato de ler é. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais. 7-10. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo. e o leitor visto como decodificador da letra.“ MARTINS. p. o material e as partes que o compõem.. d) errada. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente.. Neste sentido. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos. 220. um cinzeiro. diante de uma batida casual. São Paulo. em relação ao texto. histórias em quadrinhos. por economia ou preguiça. fotonovelas e histórias em quadrinhos. Se o texto é visual. podemos ter em mente alguém lendo jornal. ou de franca defesa. d) ato prazeroso de decodificar romances. impossível dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós. pois. talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita. O formato. ao começarmos a pensar a questão da leitura. para a autora.. diante de um empurrão proposital. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido. em ler superficialmente. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais. melhor. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura. 88 219.

enquanto o trem no segundo plano comenta este tema. 222. UERJ O fotógrafo. ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra. Sebastião. e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra. São Paulo: Companhia das Letras. d) refletir sobre o desamparo da criança. b) admirar a composição com o fundo. pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo.Interpretação de texto I Avançar . pois a leitura do texto depende da leitura da palavra. onde os refugiados se encontravam instalados. c) surpreender-se com o gesto do menino. 2000. 223. responda às questões de números 222 e 223. nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. Êxodos. UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema. “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bósnia. b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra. pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto. pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo. d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. b) o real e o imaginário. UFR-RJ Paulo Freire.221. c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto. fotografias podem ser lidas: o menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto. d) a infância e o mundo adulto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) o progresso e a guerra.” 89 SALGADO. Assim como textos. Com base na foto abaixo. ao enquadrar o trem parado ao fundo. pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra. em 1994.

V – V – F – V 93. c 72. c 57. c 27. d 56. b 88. c 47. 28 60. b 67. b 30. b 68. V – F – F – F 76. d 35. a 52. b 14. V – F – F 39. c 15. b 85. a 34. b 33. d 23. b 79. c 64. b 63. d 66. 25 62. b 31. b 46. b 11. F – V – V – V 38. e 7. F – F – F – V 48. a 65. e 89. 05 71. V – V – F – V – F 96. e 53. e 84. d 69. V – V – F – F – V 90. c 36. c 70. V – V – F – V 37. 34 61. b 25. 02 49. c 45. b 87. c 54. c 6. b 13. V – F – V – F – V – F 94. a 83. c 41. d 43. V – V – F – F – V 28. d 73. V – F – V – V – F – F 2. a 40. d 55. a 81. 56 59. V – V – V – F 74. 54 10. V – V – V – F – F 17. V – F – V – F – F 18. a 20. b 12. c 32. 07 58. b 4. c 8. F – V – V – V 77. V – V – F – V – F 91. b 22. d 82. d IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . V – V – V – F 75. a 78. V – F – V – F 3. b 21. d 86. d 44.Interpretação de texto I Avançar . 56 42. a 26. c 24. a 19. V – V – F – F – V 95.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1 1. F – V – F – F – V – V 16. c 5. V – V – F – V – F 92. V – V – F – V 9. e 51. V – V – F – F – F 29. e 80. 01 50.

• Maquiada. F – F – F – V 126. V – F – V – F – V 127. Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. no debaixo do capotão de meu avô. • As crianças o enterraram no fundo do quintal. d 119. . um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. 100. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c 107. a 113. e 112. c 104. a 129. e 103. Nos currais do Sobradinho. a 106. V – F – V – V 109. a) Agora surgiu uma nova. a 123. e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. V – F – V – V – V 125. 120. O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autoridade do patriarca. • O ponto de vista é interno à narrativa. c 134. 122. passei os anos de pequenice. a 133. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. d 116. 80 105. c 114. a) Julgamento pela aparência. b) O(s) dono(s) do cachorro. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho. o animal desconfiado que tem dentro de nós. arbitrária e violenta. .Interpretação de texto I Avançar . 121. A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. c 124. b 118. c 102. b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal. c 132. a 111. d 130. 98.ou Agora apareceu uma nova. V – V – F – V 110. a) Narrativa. • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal. podendo ser caprichosa. O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato. d 131.2 97. 99. avô do personagem-narrador. 101. V – V – V – F 108. • Julgamos os outros pela aparência.ou O ser humano. b 117. c 115. d 128.

d 182. d 209. b 142. F – F 148. 22 187. d 211. c 196. b 156. b 191. a 176. V – F – F – V 186. 09 158. d 217. e 206. a 216. b 190. a “que não amava ninguém”. c 166. F – V – V 149. c 220. e 175. b 143. V – F – V – F 184. a 171. V – V – F – F – F 160. d 150. b 172. valorização da fantasia e da imaginação. c 213. a 153. b 165. 26 146. c 136. a 178. 54 199. c 167. b 157. a 140. Pinto Fernandes. e 179. a 222. d 159. e 212. e 193. e 221. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico. e 137. a 208. 198. V – F – V – F – F – V 192. b 177. d 154. a 195. d 181. b 207. ela se casou com J. e 214. uma personagem fora da quadrilha. b 180. 08 185. d 215. a 174. d 163. c IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a 141. b 204. a 205. Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada. e 210. a 138. e 168.3 135. c 169. 34 144. a 197. d 223. c 152. F – V – V – F – F 147. c 189. b 194. Lili. a 170. b 218. apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. c 151. caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. é a única do grupo que ironicamente encontrou um par. 46 200. 51 201. V – F – V – F – V 164. c 219. c 155.Interpretação de texto I Avançar . e 139. V – F – V – V 188. V – V – V – F 161. 04 202. 43 145. Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico. c 203. V – V – V – F 162. e 173. F – V – V – F – F 183.

‘Emancipado o preto. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura. como a gente pobre. esperemos o sol. Paulo. são: metáfora em “A abolição é a aurora da liberdade”. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma.’ — As opiniões é que não. Cap. Não atinou. Alguém a proferiu um dia. UEGO Assinale V. até que muita gente a fez sua. como no caso de Aires.LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1. gravíssima” e “Era nova. quando menos pensam.” Esaú e Jacó. e continuou a viver sem mácula. significa: “descobrir pelo tino. não era de ninguém. Era nova. Estavam então longe um do outro. metonímia em “esperemos o sol“. muitas aparecem órfãs. repetiu Natividade. que para Pedro era um ato de justiça.. discurso ou conversa. em 1888. achar. 37. e. resta emancipar o branco’. era expressiva” – constituem exemplos de gradação de idéias. dar com..” ilustra um discurso indireto. para os itens verdadeiros. emancipando o preto. Não achava explicação. no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade. “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que. verteas como pode. ficou sendo patrimônio comum. onde todos as têm por suas. repetiu Natividade acabando de ler a carta. ainda que por diversa razão. ( ) Atinar. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso. em “preto e branco. à semelhança das idéias. era enérgica. em gazeta ou em viagem de terra ou de mar. antítese.” Natividade ficou atônita quando leu isto. inclusive a vida e até a honra. conforme o dicionário Aurélio. era uma ameaça ao imperador e ao império. acertar com. declarando no fim que tudo lhe poderia sacrificar.. “Essas definições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contexto e à frase. pág 59 – 60. ‘Não. Não atinou que a frase do discurso não era propriamente do filho. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também. ( ) “– As opiniões é que não. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave. 1 GABARITO 1. resta emancipar o branco. concluindo um discurso em S. era expressiva. Como então não sacrificar?. e F. as opiniões é que não. Há frases assim felizes. pegou da pena e escreveu uma carta longa e maternal. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. era enérgica. e vai levá-las à feira.. as opiniões é que não.. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai. pelo raciocínio.” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Outrem a repetiu. Ele mesmo o disse. se era a política que o faria grande homem. ela que sacrificara as opiniões aos princípios. Nascem modestamente. por conjetura ou por indício. Nem sempre as mães atinam..Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . estão governando o mundo. mas a opinião uniu-os. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho. mamãe. nascidas de nada e de ninguém. caracteriza um hipérbato. e para Paulo era o início da revolução. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política. Cada um pega delas.

Memorial de Aires. bases. há uma informação físico-química que. 1989. Ao fundo. entrei e parei logo. c) as afirmativas I e II. apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão. sais. com as mãos sobre os joelhos. lição pretendida pelo eu-lírico. Ao transpor a porta para a rua.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Machado de. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. Aguilar. U. o autor está empregando a linguagem: a) denotativa. ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa. move os êmbolos das máquinas. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. 1972. Carmo. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. Rio de Janeiro. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. por isso. dissolve tudo bem. olhando um para o outro. Consolava-os a saudade de si mesmos. insípida e incolor. III. quando a pressão é normal. à esquerda. c) conotativa.”. b) as afirmativas I e III. In: Obra Completa. sob um luar generoso e branco de camélia. e) somente a afirmativa I. ácidos. que. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. se denominam máquinas de vapor. mas de um modo geral. achei aberta a porta do jardim. II. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas. d) as afirmativas II e III. Aguiar estava encostado ao portal direito. à entrada do saguão. Reduzida a vapor. Com relação às afirmativas acima. Poesias completas (1956–1967). b) coloquial. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. Portugália. analise as seguintes afirmativas: I. 244-5. No texto. há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água. Antonio. 2. Quando pura é inodora.” ASSIS. Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água.Leia o texto a seguir e responda a questão. Na segunda estrofe. Embora com exceções.F. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. disse comigo. É um bom dissolvente. Fui a pé. D.” GEDEÃO. tinha os braços cruzados à cinta. pois na água também há um lugar para a tragédia humana. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III. Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. embora incorreta. d) paradoxal. e) sinestésica. ‘Lá estão eles’. p. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 2 3. Lisboa. GABARITO Após a leitura do poema. permite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. dei com os dois velhos sentados. sob tensão e a alta temperatura.

entre outras. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico. “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração. U. Vieram famintos. Desnudos. d) III e IV. Chamou-os meus filhos. IV. Cansados. 5. 3 4. E ele chegou. Sentiu-lhes a fome.11) configuram oposição em nível conotativo. Na redação do texto. segundo os critérios da leitura. Alforjes vazios. 10. compreensão e interpretação textuais. pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular. IESB Julgue os itens.5) e olhos tão ávidos (v. ocorre a figura de construção chamada polissíndeto. nem pão. 20. 15. Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III. Ao longo estendida. II. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial. Sentiu-lhes o frio. III.” Neusa Peçanha. Sentaram-se à mesa. Sentaram-se à mesa. ( ) olhos opacos (v. Nem vinho. A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão. Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão. De seda. Na branca toalha. ( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais. Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia. I. GABARITO Texto para a questão 5. Vieram vestidos De linho. e) I e IV. Nem água. c) II e IV. b) I e II. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”. Os olhos opacos.” 5. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . foi usada a linguagem de nível técnico. nem peixe. Serviu-lhes a paz. sem incorrer em qualquer erro gramatical.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . conseqüência.Texto para a questão 4: “A Paz 1. ( ) Nos versos 16 e 17. Olhou-os nos olhos.

Manuel A. d) desanimar. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo. Globo 1987 p. 2 – Começo. d) fosse qual fosse a sua natureza. e) destruir. 4 GABARITO 7. Da preguiça como método de trabalho. e degradá-lo diante dos granadeiros. mas tendo-o deixado mal. era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal. São Paulo. 1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500./S. O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda. sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis. b) eufórico. como o Leonardo. Voltar Língua Portuguesa . e devem ser entendidas no contexto em que se encontram. por isso. b) machucar-se. aliás de nobre sentido. uma vida tão regular e tão lícita. entre outras coisas. c) uma vida tão regular e tão lícita. Por exemplo. muitas vezes. mas. citada. Se o Leonardo não tivesse fugido. há outras. principalmente quando se tinha.. Memórias de um Sargento de Milícias. UFMS Leia o texto abaixo. retiradas do fragmento transcrito do romance. 1992. indica que o Major ficara: a) indiferente. no caminho para a prisão. ‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto.m. ficava-lhe sob a proteção. e) inimigo irreconciliável. e arranjasse depois a soltura por qualquer meio. por fim de contas. ed.” WALDMAN. o Vidigal era até capaz. “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. ‘incunábulo*’. Rio de Janeiro.. a expressão fora às nuvens. No entanto. por exemplo. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original. na 1ª linha. uma leitura nos surpreende. de ser seu amigo. Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal. fosse qual fosse a sua natureza. c) desistir. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal. pois certas palavras e expressões apresentam significados novos ou fora do comum. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira. “Prodígio de humor e ironia. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico.” QUINTANA. intitulado Escapula. Quem pregava ao Major Vidigal um logro. Berta. a quem uma vez tivesse posto a mão. *Incunábulo: [do lat. b) em sua vaidade de bom comandante de polícia. Incunabulu: berço] Adj. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo.. 6. o sentimento do Major frente à situação. lhe havia podido escapar. O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão. tão do gosto do romance romântico da época.) arranjasse depois a soltura. que parecem estar insinuando outra coisa.’” ALMEIDA. isento de qualquer traço idealizante. consegui fugir. d) enfurecido. 83. 8. de. e tinha-o consigo em todas as ocasiões. origem. FTD. ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa. a) se o Leonardo (.. Nesse sentido. em Memórias de um Sargento de Milícias.Leia o texto a seguir e responda a questão. Texto para as questões 7 e 8. Mário. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias. “Esparadrapo”. e) meditativo. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar. c) envaidecido.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. driblando a escolta.

. 11.. Está correto o que se afirma: a) em I. o autor premia os cinco sentidos do corpo humano. d) . U.. pluralista. tem especial relevância a existência da imprensa livre. c) em I e II. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda.” Carlos Drummond de Andrade. se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. cuja frase. com boas intenções. Considere as seguintes afirmações: I.. Egon José. II e III. Esta base. b) Esta base. 22 de setembro de 1999.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . retirada do texto acima.” SCHRAMM. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. c) . Na construção de uma sociedade justa e democrática. que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre. conotativo. que possibilite o trânsito correto da informação.. II. tem especial relevância a existência da imprensa livre.. e) companhia.) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras.. interpreta e explica os dados da realidade. Jornal de Santa Catarina. É o tipo de texto que analisa. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. denotativo. cremos. III.9. d) turma. cremos. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades... e não o sentido figurado. participativa e laica. da difusão da informação de interesse público.. O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias. 5 Indique a opção. PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite.. c) banda. d) apenas em I. Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. b) casa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. indispensável para a afirmação da cidadania. A continuação do exercício desta prática jornalística. e) A continuação do exercício desta prática jornalística. Univali-SC “Visões de um novo tempo (... Nas referências descritivas de seres inanimados. e) apenas em II. 10. o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade. é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. da difusão da informação de interesse público. b) em II e III. acreditamos..

mas que sabem perfeitamente os clássicos. Mas se isto é um fato incontestável. porque. GABARITO 13. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. como tudo cansa. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras. não se lêem. Há portanto certos modos de dizer. e que apenas conserva o hábito externo.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som. ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. para referir-se a determinados fatos. o que é um mal.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases. locuções novas. outros há que os adotam por princípio.” 6 ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplificam a figura de linguagem apresentada. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. Feitas as exceções devidas. é outra coisa. Pelo contrário.” b) Eufemismo é uma substituição de um termo. “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. o interno não agüenta tinta. ou de dois ou mais versos. A este respeito a influência do povo é decisiva. como se diz nas autópsias. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. se fazem novas. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. não se lêem muito os clássicos no Brasil. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos termos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam. ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Machado.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. desentranhar delas mil riquezas que. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. à força de velhas. mal comparando. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. pegasse da pena e contasse alguns. A influência popular tem um limite. – não me parece que se deva desprezar. ou antes por uma exageração de princípio. esta monotonia acabou por exaurir-me também. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. entendemos os anos de mil e quinhentos. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro. porém de sentido diferente. Nem tudo tinham os antigos. / “Entretanto. Em geral.” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. vida diferente não quer dizer vida pior. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso.12. / “Os amigos que me restam são de data recente. ( ) Por “no século de quinhentos”. o capricho e a moda inventam e fazem correr. de membros da mesma frase. / “Ora. Cada tempo tem o seu estilo. Divergência digo. / “O que aqui está é. em relação à semântica e à estilística. / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação. porém. AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguintes. nem tudo temos os modernos.

“Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. a) ironia e hipérbole. d) I e IV estão corretas. IV.. para os verdadeiros. Se chovia só eu sabia que era sábado. b) apenas a III está correta. Há antíteses na letra da música acima. GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. c) todas as afirmações estão corretas. b) eclipse e paralelo.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . e o vento: uma picada. quando se pensa que a semana vai morrer. Domingo de manhã também é a rosa da semana. e) contraste e alusão. uma rosa molhada. II. e) II. aparentemente submissa. trancados na ilha do nosso egoísmo”. vejo que é sábado de tarde. e F para os falsos. São Paulo.. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. c) antítese e metáfora. São também utilizadas expressões populares no texto. de súbito. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. o rosto inchado. mas já não me perguntam mais. Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. Use V. 16. sábado de manhã. não? No Rio de Janeiro. Global. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. 15. nós já tínhamos tomado banho. 7 ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico. Seleção de Walnice Galvão. F.M. leia o texto “Atenção ao sábado”. antes do vento espantado poder recomeçar. A palavra paciência tem um sentido denotativo. UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo. Então eu não digo nada. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o estado de espírito da personagem. Tem sido sábado. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. 1997. III e IV estão corretas.” LISPECTOR. a abelha no quintal.14. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta. sangue e mel. d) ênfase e comparação. I. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine. Os melhores contos de Clarice Lispector. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Clarice. III.

Tanto de um como de outro grupo etário. a soma das alternativas corretas. ( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” . próprio. IMPRIMIR GABARITO 01. sem açúcar. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. por sua vez. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. na incauta adolescência. com os espetáculos de circo dos parnasianos.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . entre novos e velhos.” 8 ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita. O arado e a estrela. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. em prol do equilíbrio universal. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. explosão criadora. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. morena e matuta.)” NOVEIRA. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. Tereré é o refresco.. são por natureza os nossos filhos naturais.17. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. retirados do texto de Raquel Noveira. ressuscitada a cada geração. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos.” 08. Se alguém falar alguma frase. 1996. Quanto a mim.. a conversa será mais lenta. O ideal é tomá-lo numa grande roda. “O ideal é tomá-lo numa grande roda. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. sob um laranjal. passa-se do chimarrão ao tereré. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata. E. com a sua livre poética. Ed. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. Campo Grande. regado a água quente. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. a conversa será mais lenta. Voltar Língua Portuguesa . não existe geração espontânea. E assim. “Chimarrão é o mate cevado. AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber.. ( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas. além de tudo. sob um laranjal. Quintana alude ao sentido denotativo da palavra modernista. ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”. como resposta. (. um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo. p. UCDB. 18. aquele(s) em que há presença de conotação. como chê-kambá ou cunhataí. Raquel. De acordo com o clima. de uma boca para a outra. identifique.” Dê. dará mais sabor à erva. habitual). Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. bem gelado. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo.” 04. em relação à semântica e à estilística.. no texto em que estão inseridas. respeitando a vez de cada um. jamais fiz distinção entre uns e outros. sem açúcar. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira.” 16. 23. uma bomba ou bombilha e a erva moída. Quanto a estes. sem rede de segurança . sem querer. Chimarrão é o mate cevado. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. Os (ainda) chamados modernistas. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. “. Acontece que. passar a cuia de uma mão para a outra. regado a água quente. embora sem querer. para não azedar o mate. Sendo assim. alguma palavra em guarani. tudo muito morno e quente. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. entre os trechos abaixo. ótimo. de cachimbo da paz.” 02.

b) prosopopéia. III. ou seja. UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho. – Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. – Tá com o berro aí? – Tá na mão. II e III. Pra arejá. II. na passagem do guarda.. cheio de gírias.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . – Podes crê. O guarda se afasta.19. b) “A supermoeda murchou“ – Veja. está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach.. tá recheado? – Tá.. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes. enche o cara de chumbo. e outro culto. por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”. “. Apareceu um guarda.. sem mudar o sentido. c) “A canoa furada dos impostos” – Veja. sendo um popular.. Ou que os iluministas do século 18. Estão corretas: a) II e III. 20. 9 GABARITO 21. 14/04/99 (PLEONASMO). agosto/99 (PROSOPOPÉIA)....” Luís Fernando Veríssimo. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa.. – Ih. e) I e II.. O guarda passa por eles.. b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa. d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante. e) “O gigante e os anões” – Superinteressante.. Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”.. Disfarça.. Engrossou.. d) I e III. 30/06/99 (METÁFORA). agosto/99 (ANTÍTESE). – Então vamlá. sujou. em linguagem formal. poderia ser substituída. Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora. é correto afirmar: I.. disfarça. b) I. c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa... – Discordo terminantemente. Foram utilizados dois níveis de linguagem. c) I. e) ironia. 22. mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. U. – Valeu. 27/01/99 (METONÍMIA). e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa. c) hipérbole. O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados. Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22. retiradas de revistas de circulação nacional. d) eufemismo. Servicinho manero. Dois homens tramando um assalto. com vocabulário rico. É só entrá e pegá. A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no segundo momento de suas falas. – O berro.

” CHACAL.E. embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa. Rio de Janeiro: 7 letras.. U. d) metonímia. e) perífrase. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quanto do recurso a elementos prosaicos. U. 26. b) sinestesia.” 24. Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira. UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras. p. você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha. 10 Na composição do excerto. c) Ambos enfocam a temática amorosa. d) Ambos ignoram a temática amorosa.23. Beijo na boca.” d) Toda profissão tem seus espinhos. c) metáfora. IMPRIMIR Sobre os poemas.. Ninguém chupa a manga da camisa.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . 2ª ed. b) Ambos focalizam a temática amorosa. (. mas com a idéia a eles associada em nossa mente”.)” José Paulo Paes. e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários. gosta de fazer bonito. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO. b) Vi com meus próprios olhos. Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efetuamos a concordância não com os termos expressos. 13. despertando atenções para o eu-lírico. Drops de abril. presente e futuro. Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso. e) “Quando a gente é novo. d) relação entre percepção de sentidos diferentes. como na poesia marginal em geral. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte. São Paulo: Brasiliense. p. c) “Luar. 1984. Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece. U. 2000. A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese. c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar. através da ironia que minimiza diferenças entre passado. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos. a) Aos amigos faltou-lhes coragem. 25. Voltar Língua Portuguesa . 87. que sofre transformações decisivas do passado para o futuro.

27. UFGO-Modificada
“Mestre do Coro Quem te ensinô essa mandinga? - Foi o nego de sinhá. O nego custô dinhero, dinhero custô ganhá, Camarado. Coro Cai, cai, Catarina, sarta de má, vem vê Dalina. Mestre do Coro Amanhã é dia santo, dia de corpo de Deus Quem tem roupa vai na missa, quem não tem faz como eu.”

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O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes. Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que: ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela clareza e coerência. ( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que foi usado. ( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a norma padrão. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.
“O samba do Ernesto O Arnesto nos convidô prum samba Ele mora no Brás Nóis fumo e não encontremos ninguém Nóis vortemos com uma baita duma reiva Da otra vez nóis num vai mais Nóis num semos tatu Notro dia encontremos co’ Arnesto Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa Mais você devia ter ponhado um recado na porta Ansim Óia turma num deu pra espera Aduvido que isso num faiz már Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

GABARITO

28. UFMT ( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito tempo. ( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüística utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade. ( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto. ( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é adequada.

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29. Uniube-MG
“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias, batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada: a) onomatopéia. b) pleonasmo. c) aliteração. d) eufemismo. 30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

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GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é: a) hipérbole. b) metáfora. c) aliteração. d) metonímia. e) pleonasmo. 31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em: I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”; II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta”; III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”; IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV.

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Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a questão 32.
“– Meu avó, dá caça pra mim comer? – Sim, Currupira fez. Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando. – O que você está fazendo na capoeira, rapaiz! – Passeando. – Não diga! – Pois é, passeando... Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Currupira olhou pra ele e resmungou: – Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

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32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas variações. Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do trecho de Macunaíma, julgue os itens. ( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado, portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão. ( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons, indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade padrão língua. ( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático, uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter sido malévolo”. ( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal, está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância verbal. 33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso estilístico a ele atribuído. a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato. b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia. c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora. d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora. e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe. 34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” / “de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem: a) metáfora e comparação; b) metonímia e aliteração; c) antítese e aliteração; d) comparação e hipérbato; e) paradoxo e aliteração.

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LÍNGUA PORTUGUESA

1

FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. V–V–F–F–F c d V–V–V–V–V a a d c d c d F–F–V–V–V b F–V–V c c V–V–F–V–V 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 18 b a b e e a a d V–F–V F–V–V–F a c a V – F –V – F c c

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LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras” Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas: a) audaciosas. b) magníficas. c) impulsivas. d) duvidosas. 2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido equivalente. a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento. b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade. c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar. d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se. e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a solução. 3. Emescam-ES
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

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GABARITO

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto; isso ocorre em: a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso; b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais; e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de sentido, por: a) limite. b) momento final. c) término. d) objetivo. e) ponto extremo.

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5. Univali-SC
“Retrato do Brasil quando ainda jovem Como se explica o otimismo de nosso povo? Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos 500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

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Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto encontram-se, respectivamente, na opção: a) impressão / descrente / fantasia; b) equívoco / duvidoso / infelicidade; c) incerteza / seco / irrealização; d) indeterminação / cego / quimera; e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade. 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases apresentadas. Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ............... eram perseguidos. a) hesitar – compulçava –animaizinhos b) hesitar – compulsava – animaisinhos c) hesitar – compulsava – animaizinhos d) exitar – compulsava – animaisinhos e) exitar – compulçava – animaizinhos 7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos problemas que atingem todos aqueles que a compõem. As lacunas serão corretamente preenchidas com: a) armonioza – previlegiados – consciência b) armoniosa – privilegiados – conciência c) harmonioza – privilegiados – conciência d) harmoniosa – previlegiados – consciência e) harmoniosa – privilegiados – consciência 8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes Massiére) Um significado alternativo para a palavra acima destacada é: a) partidário. b) contrário. c) representante. d) rebelde. 9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código lingüístico...” = limitar. b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte. c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para evitar o ridículo de ser brega...” = impedir. d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

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10. UFPR Leia o texto abaixo:
“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do texto. ( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade. ( ) convocação – irritante – conserva – da abertura. ( ) observação – relevante – possui – da liberalidade. ( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites. ( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo. ( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade. 11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ..............., por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua. As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em: a) incompreencível – imprecisa – dezacordo b) incomprensiva – imprescisa – desacordo c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo d) incompreensível – imprecisa – desacordo e) incompreensível – imprescisa – desacordo 12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuízo do sentido original, em: a) a influência do povo é decisiva = prejudicial. b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu. c) a receber e dar curso a tudo = ensinar. d) depurando a linguagem = purificando. e) se isto é um fato incontestável = divergente. 13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de: a) naquela ocasião. b) nesse caso. c) além disso. d) nesse tempo. e) naquele lugar. 14. PUC-RJ-Adaptada
“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.

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As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto? a) ultrapassar. b) omitir. c) deixar de parte. d) ir além de. e) ser ilegalmente promovido.

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15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem prejuízo do sentido original, em: a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições. b) premido pelas circunstâncias = decepcionado. c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras. d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum. e) um futuro se não promissor = de desesperança. 16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela expressão grifada em: a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia. b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país. c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano. d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia. 17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e curtir um papo legal.” Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é: a) pintar um clima; b) caprichar no estilo; c) descolar um gato; d) curtir um papo legal. 18. Univali-SC
“Notas de um Nobel A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões. Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a 1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias, dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com observações perspicazes e poéticas. Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

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GABARITO

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectivamente, pelos sinônimos: a) mensageiro – inteligentes – modesto. b) representante – talentosas – insosso. c) que sabe – que observam – parco. d) eminente – sagazes – exagerado. e) propagandista – complicadas – sóbrio. 19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o significado do contexto em que o termo transcrito aparece em: a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer. b) “algum” em “com algum êxito” – pouco. c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal. d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal. e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” – Quando.

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20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está corretamente interpretada de acordo com seu sentido. a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria. b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos. c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” = moralizadora. d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te levar por pieguices.” = sentimentalismos. 21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada “... uma relação é provida do atributo mágico...” “... prenhe de respeito e carinho...” “... repousa no preceito basilar do cristianismo...” Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respectivamente: a) dotada, repleta, fundamental; b) portadora, isenta, simples;

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c) concebida, marcada, único; d) destituída, madura, básico; e) incentivadora, plena, indiscutível. 22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente. 01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo – leitura. 02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram. 04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações. 08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano ordenaram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões. 16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o próprio genoma.” – um trabalho – desviar.

GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de polícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e fiquei outra vez só.” = sondar. b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particulares de uma família...” = vangloriar.

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c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” = parecesse. d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmonizar.

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24. PUC-RS
“Não vai dar certo Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Patentes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo. É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar. O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele, construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...). A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que resolveu fazer a experiência. Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências. Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

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Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, características da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto formal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente: a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta. b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo. c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena. d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete. e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.

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22. 18.F-V-F-V d d 13. 7.LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1 1. b c c d e c e a c F-F. 4. 6. 11. 3. 8. 20.Vocabulário Avançar . 24. 5. 16. 21. 10. a c a c b a b c a 01 b e IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 19. 9. 15. 12. 14. 17. 23. 2.

( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1. Você corrige um erro. c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um. encontro consonantal e ditongo. respectivamente. b) biologia e adquirida. c) ditongo. e) Antigamente. e) polícia e principais. acentuação. 3. como humano. em: a) Dadas as nossas origens e objetivos. nenhuma fonema. nas palavras: a) ameaças e contrário.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros. Unifor-CE “Vejam que país. d) ditongo. mas é usada em palavras que a trazem da etimologia. encontro consonantal e hiato. c) científicas e biogenética. ortografia e formação das palavras Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua. dígrafo e ditongo. b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha. “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. entre mim e eles. UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se. UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir. existe. b) hiato.” Lourenço Diaféria. na Língua Portuguesa.” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato. d) Aproveito-me desta oportunidade. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. 4.’ Considere as seguintes atitudes: 1. o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara. para os falsos. dígrafo e hiato..” “. d) negociação e países. Use V. Você fica louco da vida. enviavam-se muitas cartas em mão. dígrafo e ditongo. 1 ( ) A letra h não representa. Você corrige dois erros. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. e F.a lavadeira cheira a gim. 2.Fonologia. para os itens verdadeiros. para agradecer-lhe a gentileza do gesto.. e) ditongo. uma separação formal e intransponível. 2. GABARITO 3. 4...

formando um ditongo crescente.” – fonema /k/.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “Séculos quentíssimos. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples. adqüiri. “Nevascas. aguei.. 64. e) apenas II e III. b) apenas II. 02. adqüiri. III. 01. respectivamente. Em chalera. guaraná. II. “Daqui a alguns milênios.. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas...F. Anhangüera. Anhanguera. I.” – fonema /k/..5. agüei. e) Ambigüidade..” – fonema /k/. dá de chaleira. agüei. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”. güaraná. agüei. c) apenas III. 04.. distingui. aguei. distingüi. “. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira... adquiri. É goooool.um pião enlouquecido.” I.. 6. Em marcá.” – fonema /k/. o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado. tranquilo.. De acordo com as regras de acentuação gráfica. houve substituição da consoante final por semivogal. III. algumas palavras sofreriam alterações. tranqüilo.. U. vai marcar.a velocidade da rotação. distingui. güaraná.” – fonemas /kw/. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”. 2 GABARITO 8. guaraná. Anhangüera. IV. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial. U. “. tranqüilo. d) III e IV.Fonologia. c) I e II. atenção. como resposta a soma das alternativas corretas. acentuação.. II e IV.” – fonemas / ku/. tranqüilo. Sem contração de preposição com artigo.. a) Ambigüidade. b) II e III. d) apenas I e II. guaraná. 7. e) I e III. “. distingüi. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é. 08.E. Anhangüera. 32. “Os americanos acham. ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da. furacões. adquiri..” – fonemas /ku/.enquanto dá voltas.. adquiri. notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra. II. Dê. c) Ambigüidade. FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema. 16. tranquilo. ortografia e formação das palavras Avançar . São corretas as afirmações: a) I.. b) Anbiguidade. d) Ambiguidade. Anhanguera. Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco... Em sensacionau. houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica. Está(ão) correta(s): a) apenas I. como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s). distingui.

da globalização lingüística. pretenção. e) recorria. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo. 10. através. prazeiroso. capisci?” Revista Veja/SP. extrangeiro. 88. c) ditongo – dígrafo – hiato. I tutto para você pagar com money brasileiro. Voltar Língua Portuguesa . a) Empolgação. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. auto-falante. no texto. recriada por esse texto. a confusão de línguas também impede a comunicação. tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português. U. losango. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato. a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. vultosa. ortografia e formação das palavras Avançar . e) ditongo – dígrafo – ditongo. Paraíba e caudal. entitular. IMPRIMIR GABARITO 13. Come on. ( ) As palavras estrangeiras funcionam. 11. b) Eletricista. Gracias à abertura da nossa economia. celebral.Fonologia. despercebido. ocorrem. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. Perché si non vous puede ficar sem. venga a buscar la suya. d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. c) confessar. d) dígrafo – ditongo – ditongo. 180 e mucho más. cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. asterístico. acentuação. b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente. prazeiroso. “Agora in Brasile. ascenção. serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. c) Assessores. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s). Unifor-CE Nas palavras Paquequer. a) qualquer. UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno. b) adivinhar. previlégio. alto-falante. e) Eletrecista. celebral. assim como o português. ( ) As palavras gracias. ( ) O fato de o espanhol. como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado. 95. Premier. c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina. o italiano e o francês. 12.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. d) velho. asterisco. frustado. beneficiente. b) dígrafo – hiato – ditongo. pretensão. ( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. 3 9. la mejor Parker Collection du monde. d) Sicrano. ( ) Na Babel global.

19. assinale o que for correto.esperando o próximo..E. fechava o livro e o esquecia. Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.. O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i... a e e. de várias maneiras.... O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas.E. percebemos que havia um problemão a resolver... c) calabr. São acentuados graficamente os vocábulos “só”.. 01. a) cândido – armário.. O sufixo ESA.... ridicularizando ou ironizando a idéia expressa. “. e) límpido – vôo... b) filológica. usado nessa palavra em negrito na citação acima. na grafia da língua portuguesa.. d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha... as palavras da alternativa: a) língua. b) cert. d) incluído – sandália. obrigatório.. Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso... “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o. A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova..passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis. U..” 32. completará corretamente a grafia de: a) bel.. 15. b) exímio – vírus. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea... b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante.. 17.. 04.. FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm... alguém. U... d) óbvio... a soma das alternativas corretas.tão logo chegava ao final. d) viuv...” 16.. necessária. “A prosa literária brasileira começa no Romantismo. Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos.... como resposta. Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”... O vocábulo “observação” tem quatro sílabas..” 08.. 4 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. “. U... lingüística.. aliás.. úteis.” Dê. Dê.. Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/.cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins.” 04. “é” e “dá” porque devem ser acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em a. influência.... 18. 01.. c) português. “.. acentuação... ortografia e formação das palavras Avançar . c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento. 16.. e) estranh. “Esse público buscava na literatura apenas distração. 02.Fonologia.. país.... que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções..14. e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida. c) supérfluo – incêndio..” 02. e e o.... 08....... “. como resposta.. 16... Os vocábulos “macaco”.. às vezes.. a soma das alternativas corretas. sentido pejorativo.

inclui as apresentações em várias espécies de salas. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. Pois aqui no Brasil. toma um susto.. ou pior. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa... Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. rap. Mas.. os brasileiros. minhas.. assinale a alternativa correta.. já que a gente não os conhece nem de nome... depois.. milk shake: a) São estrangeirismos que. . ele viu que.. funk e hot dog..... 22. funk. as drogas mais leves. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo... e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. Correio do Estado 21/05/2000. (a par – ao par) expressão escolhida: a par. então... Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa).. Nas páginas dedicadas ao show business. mas Camarões venceu. UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’. o placar. (inverter – reverter) expressão escolhida: reverter. acentuação. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. mas devem ser chatos ou difíceis. como na África. de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez. o que foi uma bênção. (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu.. punk. (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das. Imagina se.I. cada uma fala o seu dialeto. sem guarda-chuva. Suas idéias vão .... Cantor de forró do Ceará... Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. etc. “(. por exemplo. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. b) Há gente que pretende . pelo menos. deixando de lado os índios que nós. pretendemos ser. e) convênio – válido... traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. ‘meio-de-campo’. (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar. iria passar .. como a maconha.. Os índios têm lá os jogos deles... como um peru de farofa. ou. E o leitor do noticiário... são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários. Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’. c) Quando a chuva começou. que alguns tentaram. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. etc. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. falemos de nós. e) Não estou ______ desses problemas políticos... se não for escolado no papo. é engraçado. No esporte é a mesma coisa. hamburger.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 5 Palavras como show. a) sacrário – difícil.. pelo menos.. que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas..) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo... o português.. se você for a fundo no assunto. d) tórax – ingênuo.. segundo a gramática normativa. Pegue um jornal... entre as expressões entre parênteses.... por exemplo: é todo recheado de inglês. tem significação mais extensa. a todo instante tropeça e se engasga com rap. o pataxó. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. A começar que a nossa língua oficial.. especialmente o futebol (não mais foot-ball). back é beque.” Rachel de Queiroz. b) ônibus – ígneo..Fonologia. F. Mas não pega... e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância.. etc.. tudo é show. pelo menos é o que informam os especialistas. Todos pensaram que ele fosse . ortografia e formação das palavras Avançar . mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios. chamando-o de ‘desporto’. c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. que. nós a recebemos do colonizador luso. onde as melodias podem ser originalmente nativas. d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos.. c) colégio – sério.. soap-opera. GABARITO 21. ou até na rua..20...

01. d) “na minha longa descida”. Use V. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar. ‘Se você começou como padeiro. Aliás. c) “jamais o cruzei a nado”.23. Jornal do Brasil. U. por isso jamais recebem acento gráfico. ingleses e brasileiros. Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias. (. para os falsos. b) “iguais em tudo e na sina”. Existem suecos.. (. “a capital” e “o ar”.Fonologia.. a soma das alternativas corretas. Luís Fernando. leia o texto “Eiros”. de adubar nem de regar. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”. como existem médicos. são monossílabos átonos.. c) “espécie” – “idéias”. e F. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”. 16. para as verdadeiras. nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear. U. 08. ortografia e formação das palavras Avançar . não se precisa de limpa..)” VERÍSSIMO. UFMT Para julgar os itens que seguem. Dê. João Cabral de Melo. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto. 04. Há o importador e há o muambeiro. e) “todo o velho contagia”. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar. Morte e vida severina. Voltar Língua Portuguesa . e dão lucro imediato. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. Os artigos definidos. 24. 25. IMPRIMIR GABARITO ( ) Os termos jornalistas. terapeutas e curandeiros são formados pelo processo de derivação parassintética. como em “as páginas”. empresário. e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar. 02. grande investidor ou latifundiário.E. jornaleiro. segundo ela. acentuação.” NETO. como resposta.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. “os parisienses”. há políticos e politiqueiros. Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”. timbaleiro ou seresteiro. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado. é um sufixo pouco nobre. b) “Até” – “propôs”. d) “só” – “três”. 26. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que. terapeutas e curandeiros.F. e) “áreas” – “Mário”. 7/10/95. Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente.

em: a) América. Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência. pelas mesmas regras de “possível”. b) Apenas II. d) Apenas II e III. d) lêem. b) hífen – apóia – além. c) obrigatória – contrário – circunstâncias. FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. respectivamente. b) aceitável.F. até.Fonologia. c) princípio. pára. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. línguas e contrário. c) Apenas I e III. véu. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica. d) difícil – idéia – vocês. 33. céu e pôr são: a) sábado. e) vírus – fáceis – país. II e III. e) místico.27. I. “memória” e “atrás”. pública e está. A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. U. c) privação. acentuação. ocorreria mudança de significado e de classe. também e incontestável. e) intensidade. 29. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. e) porém. 31. heróico. clássicos e século. III. a) Apogeu. há. 30. ortografia e formação das palavras Avançar . Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas. e) I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . respectivamente. baú. d) silêncio. só. pelas mesmas regras de água. b) mágoa. réu. insuportável e dúvida. 28. c) caráter – cárie – até. domínio e até. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. aí. Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam. b) contigüidade. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em negrito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário. II. e) Apedrejar. b) artística – compreensível – contemporânea. e) compreensível – artístico – várias. c) árvore. d) inferioridade. c) Circular. d) Crucifixo. d) provável – várias – obrigatória. b) Apelar. heroísmo. 7 GABARITO 32. a) fácil – vôlei – caí. Quais estão corretas? a) Apenas I.

cartomancia. U. d) Assim como “advinhar”. UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei... 36.. • “A inteligência não se limita ..Fonologia. e) flâmula.. e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador.. (Hertz – Locadora de Veículos) 37.... (Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença. Motor de sobra para esticar o pé. FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”... de 19/09/2000. erudito. os jovens”.34. U.... flacido. como em “sonegação”.. melhor. o vocábulo “compreenção”. a) Existem coisas que o dinheiro não compra.. Quando mais longe for. • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego. 35.. .. c) tênis.... 40. c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz.. bimano. ingreme. e) latex.. Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo.. tulipa. ortografia e formação das palavras Avançar .. Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta. “admitiu” está corretamente grafado. capacidade de raciocínio lógico”. b) É preciso que se averigúe todas as alternativas. (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas.. (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan.... respeito da mente humana”.. Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica. Mas a gente promete não falar delas. a Hertz não para de conquistar o Brasil. c) prototipo.. Hungria.. b) O encontro “sc”. d) público. e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção... d) ureter.. (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais. ocorre corretamente em “ascensão”. c) Grafa-se corretamente com “ç”.... como em “disciplina”. interim... acentuação. a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada . Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente é: a) pudico. o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38. 39. antifrase.. Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo. crisantemo. a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar.. na profissão ou ter bom relacionamento familiar”.. b) rubrica. b) econômico..

( ) Abate é exemplo de derivação regressiva. em “apelidados de peões de butique”. lisos. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. Identifique essa atitude. Primeiras estórias. III e IV. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada. não parava. U. ( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal. 44. U. Explique o processo de formação dessa palavra.41. ascensão. 9 a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela. 42. e) I. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. do trecho “enfiados em calças jeans”. b) poetisa. “Partida do audaz navegante”.” De acordo com essa definição. FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. obsessivo. d) I. e “butique”. As palavras “caubói”. possivelmente seria grafada jins. qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. d) abstenção. um hiato e um ditongo oral crescente. II. compridos. II e III. seria grafada chantilí. Se comparadas às palavras que lhes deram origem. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e dezes-seis. ortografia e formação das palavras Avançar . do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”. compreensão. calabreza. “Cê”. admitem grafia ou pronúncia distintas. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa. exceção. acentuação. b) I e III. 45. 43. disse-se-dizia ela. em “peão de boiadeiro virou caubói”. pouco se vê. fosse adaptada ao português. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma significação. e) excesso. c) trabalho. d) país. III. Se a palavra “jeans”. um narizinho que-carícia. Porém.Fonologia. espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pestanas til-til. Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar. explicando-a brevemente. no meio deles. sofreu um processo de redução semelhante ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. c) II e IV. coisicas diminutas: a carinha não-comprida. PUC-RS-Modificada I. o perfilzinho agudo. os cabelos. Guimarães. II. e. e) prática. IV. c) empresa. Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. louro-cobre. b) este. andorinhava. que me gela!’” ROSA. ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas. Aos tantos. em seqüência.

Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter. 10 48. d) conseguir. e) Apedrejar. Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo. II. Está correto que se afirma em: a) I. b) endoculturação. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia. d) II e III. 49.F. III. são desconhecidas para mim. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 47. acentuação. c) Circular. e) As razões porque não importaram outro povo. UERJ Quanto ao processo de formação. c) pirogravura. somente. somente. com a abertura da nossa economia. a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo. e) I. O sufixo empregado forma substantivo. O radical da palavra tem origem grega. não aproveitaram para importar outro povo. b) desconhecida. b) Apelar. b) III. I. c) trair.Fonologia. U. ortografia e formação das palavras Avançar . 50. indicando resultado da ação. 52. c) significativo. somente. mudança. b) deter. c) I e II. e) transmissão. 51. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia. e) ceder. d) infância. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo. d) domingueira. U. com a abertura da nossa economia. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. a) Apogeu. d) Crucifixo. Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comportamento em: a) integração. II e III. somente.46. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. O prefixo – também de origem grega – significa afastamento. com a abertura da nossa economia. Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê.

“. como resposta. “. b) injusto – descomunal. 08. Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem. é prova do despreparo de algumas pessoas. b) Os afixos têm sentido semelhante I. II e III. ortografia e formação das palavras Avançar . U.as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma. 56. assinale a seqüência correta. 02. U. o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”.” A seguir. b) Apenas II. Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I..F. “Virou praga o uso indevido do gerúndio. As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo.53. 11 IMPRIMIR GABARITO 58. c) Apenas I e III. Quais estão corretas? a) Apenas I. c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV.” II.. a soma das alternativas corretas. Voltar Língua Portuguesa . um radical latino e um radical grego. d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV. a) altiplano – acrobata.” IV. Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação. c) multiforme – policromo. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos. Dê. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”. a) inexpressiva – exportados. c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação. 54. Nas palavras mental e sexual. respectivamente.Fonologia. 57. e) filosofia – dicotomia. d) preconceitos – descabidas.” III.. d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufixal a partir de um estrangeirismo. b) psicultura – ictiologia. “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento. UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I. c) recolocava – reconhecemos. d) Apenas II e III.”. 04. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição. II e III. nas duas palavras. d) dissílabo – bisavô. o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substantivos. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si. 16. II. “Talvez apenas desconheçam a própria língua.E. referente aos afixos em destaque.F.. e) I.. III.. U. 55. a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos. é certo que: 01. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente incorreto dizer. acentuação.

02. e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”.E. 60. que nos deu tanta alegria. sob todos os pontos de vista. 16. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance. E saiu para a rua. a soma das alternativas corretas. achando a condição humana uma droga. sabedor. pode ser notado em: 01. a) abandono em “morrera de um abandono”. 61. preocupação. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”. cerebral. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição. 08. e) atribulação – atribular – atribulado. 02. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo. Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor.E. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo. c) atributo – atribuição – atributivo. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”. d) fumaça. como resposta. onde encontrava. macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases nominais. mofino. c) regulador.. contemplação. uma força. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”. como resposta.. angustiado. d) onde em “aquele aspecto da sua casa. para expressar a idéia de carinho. ventania. a soma das alternativas corretas. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário. d) tributo – tributar – tributável. seja dentro de (en). U. alimentício. Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado. 12 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) tribuna – contribuição – tributal. reluzia vivinho da silva. Você é diferente. extinção. intimidade.”. e) regularização. 04. d) régulo. b) resistência. inexplorado. U. b) régua. c) “Energia” relaciona-se com “alergia”.59. PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo. Não é que o canário tinha ressuscitado. de afeto. b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”. 62. 04. sofrimento. 64. a) sentimento. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo. c) facilidade. acentuação. 63. pois ambas as palavras remetem à energia da luz.Fonologia. porque ambas as palavras representam uma ação. UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria. U.F. regressar. com uma fome danada? Dê. ortografia e formação das palavras Avançar .a um radical. mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. seja contra alguma coisa (al). 65. Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01. pequenino por dentro. pacificar. parecia sentir alívio às suas”. apesar de o elemento em comum significar “grande”. relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re. representada pelo elemento “foto”. Dê. U. 16. e) explicável. perdão. Embebeu de éter a bolinha de algodão. a) tribunal – tributador – tribal. prática. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. regularmente. 08. a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”.

b) irreal – influir. a) inaproveitável –irremovível – irromper. d) ateu – incoercível – imerso. 13 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 70. em seus cavalos. mumumudos. e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega. b) invalidar – inativo – ingerir. principalmente os sertanejos. c) padronizar. ortografia e formação das palavras Avançar . UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”. a palavra destacada é um: a) neologismo. intugidos até então. d) arcaísmo. c) desi – gual – da – des. e) incriminar – imiscuir – imanente. uso típico da região sertaneja. Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocábulo “PATRIMÔNIO”. agregado à base um novo sentido.66. e) inflamar – irretocável. d) irradiar – imigrar. acentuação. como em ‘ilógico’. Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. e) desigual – dades. neste exemplo. a) paterno. são conservadores. b) des – igual – dade – s. espiei os três outros. d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação. obtido pela repetição de um elemento morfológico. 67. e) arcaísmo. c) neologismo. que se caracteriza pela facilidade de invenção de palavras novas.Fonologia. feliz e mente. d) des – i – gual – da – des. PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in. e o prefixo indica negação. b) apadrinhar. U. composição por justaposição. ação contrária. d) padroeiro. Cefet-RJ Em “Como por socorro. muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa. 69. U. e) padre. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical. b) arcaísmo. 71.”. em relação icônica com o determinado.F. Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mesmo sentido? a) incluir – irregular. de relevante valor expressivo. o que prova que os falantes da língua portuguesa. c) impuro – ilícito. c) irrestrito – improfícuo – imberbe. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva. há prefixos com o mesmo sentido. c) autos-de-fé – ocorre. 68.

constitui um procedimento comum em língua portuguesa. tomar uma palavra designadora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo). isto é. c) laranjeira. houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”. 14 Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-.” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente. UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. a) cafeteira. UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos. o neologismo “desfavelado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela. ortografia e formação das palavras Avançar . c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea. b) poeira. 73. e) trabalha em prol da favela. d) movimento para além de.” tem. UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim. e) movimento intermitente. Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Me firmo. e) consumidor. Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”. acentuação. 76. e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação. c) amamenta. U.. b) Fez o salto real. d) impossível. respectivamente. o significado de: a) movimento através de. 74. c) nunca morou na favela..” Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conversão de substantivo em adjetivo. b) enxergado. e) cabeleira. Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação. e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade. 77. c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis. d) brasileira.72. UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua.F. a) E depois a tomaram como espantados. d) deixou de ser favelado. c) posição além do limite.Fonologia. b) sufixo que expressa intensidade. d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa. pode-se afirmar que foi criado através da utilização de: a) prefixo que indica negação. b) movimento em torno. O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”. b) é contrária à favela. 75.

51. 15. a e b c d e Lobisomem : composição por aglutinação. 11. No texto. como é o caso. 26 26. b 33. 6.Fonologia. e 29. c 24. acentuação. V – F – F – V – V a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). a 30. 50. Voltar Língua Portuguesa . Trata-se de um processo neológico conhecido como derivação imprópria. 13. c 25. c 28. a 35. e 37. e 32. 48. 3. a 38. V–V–V a a c e a 105 e V–F–V–V–F–F b c b e a 54 b 23 c c a 21. Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). em um dado momento. podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. espiando até “pelos entrefios”.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . d 34. dinâmica. 10. 12. 8. 47. transmitir afetividade (valor subjetivo). ligeira e perspicaz como uma andorinha. 49. 14. 16. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1 1. d 40. c 23. F – F – F 27. a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). d e e 19 GABARITO IMPRIMIR 43. ortografia e formação das palavras Avançar . 42. 19. c 36. 2. significa que Brejeirinha tinha. 45. b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. 4. 46. ou seja. 9. Linguarudo: derivação sufixal. d 31. 18. c 22. sendo tão pequena. 44. O valor subjetivo se soma ao objetivo. b 39. 52. d 41. 53. 7. 20. um comportamento semelhante ao do pássaro andorinha. 17. 5.

71. 72. 60. 77. 76. 59. 62. 61. 67.54. 65. 73. 55.Fonologia. 63. 57. e b b d a e 31 e d c c 09 66. 68. acentuação. ortografia e formação das palavras Avançar . 70. 69. 64. 75. b a c c a c a d d e d c 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 58. 56. 74.

. ( ) Em “.. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio. mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária para a proteção dos direitos humanos. b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas.. V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a necessidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas preventivas.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa ....” GABARITO 1. Para eliminar esse fosso..” o artigo em destaque poderia ser eliminado.” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando. a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações. a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano.as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária. substantivos. adjetivos. sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados. pode ser permutado por particularizar. d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio.. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento. ( ) Fosso. a fim de evitar as violações dos direitos humanos. ( ) Em “. O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas..” o adjetivo em destaque poderia estar no plural. poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido. ( ) Individualizar.F. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação.. sem modificação sintática ou semântica. a definir melhor os direitos econômicos. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos.LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S .Artigos. Em 1994. o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio.. O fosso entre as aspirações internacionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em matéria de direitos humanos. Para tal. U. no primado do direito. ( ) Em “. e. A D JE T IV O S . o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos... que promete ser a questão do novo milênio”. sem alteração de sentido.) nessa questão de engenharia genética. Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(. sem alteração sintática ou semântica. S U B S T A N T IV O S . verbos e adverbios Avançar . 2. no nível mais fundamental.

c) brasileiro. para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número. UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo. c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada”. em “a mistura entre negros. c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferreira Gullar). O termo “a”. O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca.” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”.” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000. Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica. Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais. 7. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . verbos e adverbios Avançar . d) envergonhado. d) século. d) “No Brasil. d) É trágico verificar que. a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”. c) grito.. b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos. em “o artista brasileiro dos dias atuais”.F. adjetivos. em sua estrutura interna. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes). na televisão brasileira. b) conquista.” A partir desse conceito. exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem.3. FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical. b) criadores. já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza. 5. no contexto.Artigos. a) brasileiro. que alguns técnicos denominam como a da rerregulação. vamos cantar. e) combate. e) brancos. como adjetivo. que aparece destacado. Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase.” (Manuel Bandeira)./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Carlos Drummond de Andrade). em “deixou de ser um peso para os criadores”. em “o brasileiro era um envergonhado”.) a nada menos que US$500 milhões”.. possui o mesmo valor morfológico no fragmento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (. substantivos. e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande. b) “Paisagens da minha terra. d) “Meu amigo. b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12. 6. só o trágico é que faz sucesso. 2 4.F.000 reais está longe de ser popular./ Onde o rouxinol não canta. no trecho anterior. U. U. brancos e índios”.

não-específico. e F. para os itens verdadeiros. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. d) a mesma forma e diferentes significados. em várias regiões do país. pois a forma de tratamento você. para os falsos. Use V. IMPRIMIR 9. ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema. verbos e adverbios Avançar . b) formas e significados diferentes. pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12). as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam. Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”. está incorreta. ou toma um café Hoje bobagem. 5 10 15 3 20 25 30 GABARITO 35 ( ) As palavras mal e mau. é sempre diferente. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK. segundo a gramática normativa do português culto. UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo. U.66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. mas o uso. substantivos. Voltar Língua Portuguesa . c) a mesma forma e o mesmo significado. respectivamente: a) formas diferentes e o mesmo significado. “UM DIA QUALQUER . nessa estrofe.8.Artigos. são pronunciadas de igual modo. ( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema. adjetivos. tem sentido indeterminado. em termos de sentido.F.

se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”. onde o aviador sobrevive à queda.Artigos. 4 GABARITO A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos.” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo.”.”. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos. assim. e) particípio e substantivo. c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe. UFSE “. c) substantivo e adjetivo. 13. respectivamente: a) adjetivo e substantivo.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) mulherzinhas – coraçõezinhos. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa. em “o primeiro descreve ‘ansiedade como condição dos privilegiados’ que. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os. o uso coloquial. d) mulherzinhas – coraçãozinhos. I. d) substantivo e substantivo. e) colherezinhas – floreszinhas. 11. III. uma versão nordestina para o Paciente Inglês. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza. livres de ameaças reais. substantivos. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo. adjetivos. c) florezinhas – mulherezinhas. b) adjetivo e adjetivo.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa. e) I. não haveria alteração no sentido global da frase. cujas sementes deram início a este bosque. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza. Quais estão corretas? a) apenas I. com freqüência. Isto é. II. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase. d) apenas II e III. c) apenas I e III. As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo. d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças.10. b) apenas II. Caso tivéssemos uma condição em vez de condição. PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme. II e III. no trecho “Os candidatos à ansiedade são. sem que houvesse alteração no sentido. 12. verbos e adverbios Avançar . b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores.. 24/11/1999. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas.

. Dê.” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17. sobretudo. No trecho “Mas.Artigos... b) chão. 02. 15. como resposta. base. que significa que está em via de efetivação.. Em “. Construindo o cidadão do futuro. o subjuntivo e o imperativo.. b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos. que se diferenciam. UERJ “Vestibular UERJ 2001. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”. O substantivo em destaque tem como sinônimo: a) parede. c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação... procuram . FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis. 01. de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo.. a mesma palavra seria um adjetivo.. 08. quando se trata de estudar.. pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número.. verbos e adverbios Avançar . substantivos.. justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa.....14.. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente. “alegria feroz” e “cidadãos que se dizem democratas”. os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam... segundo a gramática normativa. como na expressão perigo eminente.. FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. 18. por serem todas elas proparoxítonas. 04. se assim fosse. c) fundação.” 5 No enunciado acima. No segmento indiferente a tudo...”. As palavras rústica. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu.. c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s).. extraído de um folheto de divulgação deste vestibular.. caráter e épocas estão acentuadas corretamente. e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem. veja bem. e) pintura. entretanto.. o vocábulo futuro classifica-se gramaticamente como substantivo. d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem. Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes. que ameaça acontecer breve.. Unifor-CE As lacunas da frase “Os .... a soma das alternativas corretas. d) acabamento.” estão presentes os três modos verbais da língua portuguesa: o indicativo. o uso da crase é facultativo. houvesse alteração para “Construindo o cidadão futuro”... adjetivos. 16.. b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno. Se. 16.

e F. d) Na Aliança Lusa-brasileira. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição. para assinalar os itens verdadeiros. que correspondem a 32% de todos os óbitos. Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras mais cedo por problemas cardiovasculares. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor. 6 GABARITO Líder em soluções cardiovasculares ( ) As formas verbais seja. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. b) Na Aliança Luso-brasileira. Use V. 21. III Essas doenças. procure e siga estão no imperativo. ( ) As formas verbais foi e é são. c) Na Aliança Luso-brasileira. b) 5. IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares.19. o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher. U. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele.” Veja. a primeira no pretérito e a segunda no presente. associadas a tabagismo. saias verdes-olivas. dos verbos ir e ser. d) 6.” Carlos Drummond de Andrade.Artigos. 23/06/99. V Procure seu médico e siga a sua orientação. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas. os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas. 20. 153. No poema há quantos adjetivos? a) 3. obesidade. ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. respectivamente. verbos e adverbios Avançar . adjetivos. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas. 20% da população adulta brasileira é hipertensa. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”. p. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . saias verde-oliva. c) 4. e) Na Aliança Luso-brasileira. substantivos. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. para os falsos. II Hoje. saias verde-olivas. e) 2. saias verdes-oliva. 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. a) Na Aliança Lusa-brasileira. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino. saias azuis-pavões. os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas.

independentemente dos hambúrgueres que consuma. a direita. e) I. da Argentina. E não adianta a menina perder 20 quilos. ‘A foto sempre engorda um pouco. no caso. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’. na voz de Theresa May. Na quinta-feira. sob suspeita de anorexia. II e III. a Inglaterra contaria com a companhia. Tessa Jowell. que equivale a muito seca. e por isso a magra fotografa melhor. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. Embalada em sua cruzada. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos. o que ocorre em “seca como uma uva passa”. Incitadas pelo governo trabalhista. Previsivelmente. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. Quem quiser que acredite que vai funcionar. Por birra. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . nas butiques. ato contínuo. I. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. Em “já que toda altíssima e magérrima”. A ministra Tessa. Também apontaram a falta. Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair. quem é gordo e. c) apenas I e III.F. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. como a de Victoria Adams. de tamanhos acima de 40. respectivamente. acima de tudo. Difícil dar certo. atesta o fotógrafo paulistano André Schiliró. III. é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos. “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”. estão. b) apenas II. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda. para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. Tem de ser naturalmente magra’. normais. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos. verbos e adverbios Avançar . Ou seja: dê menos destaque a silhuetas. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. que estão tentando dar um jeitinho. o papel de substantivos. logo de quem. Da reunião em Londres participaram produtores de moda. as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos. fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide. o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’. quem diria. Está(ão) correta(s): a) apenas I. no máximo 42. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”.” Veja. e mais silhuetas.Artigos. 7 GABARITO Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo. convocou uma entusiasmada ministra. A ‘patrulha da gordura’ foi criada. um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia. d) apenas II e III. seca como uva passa. até porque. II. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico. alinhou-se à facção das magérrimas.22. jornalistas. as palavras sublinhadas desempenham. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária. muito a contragosto por parte das revistas. principalmente em democracias solidíssimas como a inglesa. desde que moda é moda. as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. U. já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus dias. digamos. Mas. Nesse departamento. no contexto. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de comparação. adjetivos. e para a imensa maioria das mortais. representantes de agências de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. claro. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas. 28/06/2000. substantivos. sequíssima. que ocupa cargo equivalente ao de Tessa no fictício gabinete conservador.

situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência. d) I e II. A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece.E. escuras e gárrulas como cigarras. Eça de. c) xampu de capelo – xampu capilar. Dê. O pobre menino nasceu morto. Uma nuvem poderosa abre o horizonte. respectivamente. coração dorido. e) monumento de rocha – monumento rupestre. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está adequada em: a) dor no abdome – dor abdominal. algibeira arrasada. d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas. estado ou qualidade dos seres. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. angustiado. não existia nódoa. O menino pobre nasceu morto. c) definir a conduta das duas irmãs como criticável. como resposta. Uma poderosa nuvem abre o horizonte. b) II. marcar a generalidade das situações que são objeto de seus comentários. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. E na desditosa cidade. achando a condição humana uma droga.” QUEIRÓS. em Oliveira. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade. III. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter.Artigos. pequenino por dentro. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. e) associar as ações das duas irmãs. 25. FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas. não comentasse com malícia estridente. substantivos. U. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. a soma das alternativas corretas. 02. sensação. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. vulto a uma esquina. pecha. as tecedeiras de todas as intrigas.23. II. 26. 08. Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. janela entreaberta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 24. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura. c) III. b) nervo da audição – nervo auditivo. 04. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. adjetivos. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. bolo encomendado nas Matildes. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01. as espalhadoras de todas as maledicências. desde longos anos. Embebeu de éter a bolinha de algodão. verbos e adverbios Avançar . E saiu para a rua. e) I e III. entre os dentes ralos. A ilustre Casa de Ramires. 16. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional. poeira a um canto. d) água de rio – água pluvial. bule rachado. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. que nos deu tanta alegria. 8 GABARITO No texto.

C. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General. verbos e adverbios Avançar . d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas. substantivos. b) justo uma tonelada”. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar. ele que viesse falar comigo.Las Vegas (.. 29. a) surdo-mudo. de aproveitar a vida. 28. o lugar. comunicar-se. ( ) em “É como se eu estivesse congelada”. b) verde-oliva. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe.Restaurante chinês. É como se eu estivesse congelada. comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês. rir.. ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza. c) aproximadamente uma tonelada”. 2000.Artigos. c) Em 1970. 01/01/2000 . Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”.S. e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade.) 21h30 . Não só por não ter me permitido comer. vives.S. A questão 27 refere-se a ele. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”. adjetivos. não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas.C.. U.Leia abaixo o trecho do diário de P. e) Vives: agora mesmo que ensandeceste. Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”. ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”. tu dirás que queres viver. e) ao menos uma tonelada”. as formas verbais “tinha estado” e “estava” indicam fatos situados no mesmo momento. c) cívico-religioso. e) guarda-noturno. de verdade do processo expresso pelo verbo. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a construção do sentido do texto. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 30. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro. “O diário de P. publicado em uma reportagem na revista Isto é. em jun. apreciar a música. Foi maravilhoso!” 9 27. Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver. 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei. d) azul-marinho. d) tanto quanto uma tonelada”. sem que a idéia básica do período seja modificada.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . desamar. 10 GABARITO 34. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer. não conseguiu capturar os fugitivos. adjetivos. ao pecado de saber mais do que nos convinha. Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria. Reescreva a frase acima. declarou o médico. Amar e malamar. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido. senão. c) ainda que. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem. Amar. b) como amante – adulteramente. d) sem mistério – enigmaticamente.E. no texto de Carlos Drummond de Andrade. U. FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo. mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio. o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. o paciente teria morrido”. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial. c) com liberdade – libertinamente. b) A econologia. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um advérbio.” O advérbio talvez nos versos. Resiste a tudo. sem perda de sentido. combinação de princípos da economia. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos.Artigos. b) não obstante.. verbos e adverbios Avançar . e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação. substantivos. e) sem virtude – desvirtuadamente. amar? Amar e esquecer. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre. amar? Sempre e até de olhos vidrados. até agora. 35. pode ser substituído. 32. por: a) embora. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato.31. b) A polícia. d) pode ser que. Reescreva a frase acima. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. amar?” A palavra até. até a você. transpondo-a para a voz ativa. Londrina-PR “Que pode uma criatura.. a) com verdade – sinceramente. Tarifas que podem chegar a zero. é defendida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. sociologia e ecologia. 33. entre criaturas. d) Saveiro Geração III. b) Além disso.

“Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram.” 40. além dos testes de QI. observe seus efeitos de luz e sombra. o quadro.. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo. UFRS-Modificada “Os testes de QI. Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. adjetivos.” b) “.” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia. será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância. substantivos. __________ três explosões na plataforma de petróleo. c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou. e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes. U.” e) “. c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. 37.. infelizmente. para medir a inteligência. b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses. o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade. e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram. há motivo para otimismo”. Se isso não __________ (satisfazer) sua curiosidade. é mais sombrio. e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência.. PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: a) “. já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa.. no passado. outros parâmetros serviram para medir a inteligência. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência... verbos e adverbios Avançar . 39. d) no passado. o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram. poderá adotar outra perspectiva. d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade.” GABARITO Utilizando-se o advérbio “só”. Quando as __________ (ver). poderá notar duas grandes fotos iluminadas.36.Artigos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 38. Creio que __________ de problemas causados por falta de manutenção.” 11 No texto. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou. Para bem comparar a técnica utilizada. embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais... a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 43. FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo.. esperando oportunidade melhor. UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”. CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I. 42. d) chamara – sentiu – começaria.” Dessas ocorrências. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes. III. adjetivos. ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I. São inumeráveis as academias de ginástica. NESSA ORDEM. Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia. b) somente na frase II. c) somente na frase III. d) Leocádia estava terrivelmente irritada.” Revista Época. 44. será o momento de todos o aplaudirmos.” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. e) em todas as quatro frases. de 24/01/2000. a) Em pouco mais de três meses. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida. Há lugares carentes que necessitam até de vagas para automóveis. 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empregado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. as locadoras de vídeo e os cursos de informática. os que forem espertos saberão quando for a hora de partir. c) Fui até o hotel para encontrá-lo. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana. se ele manter adequadamente o tratamento. e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado. a) sabia – sentiu – chamara. sentiu o peso da responsabilidade.Artigos. do articulista Marcos Sá Corrêa: “. como a De Plá. a lesão do jogador poderá estar curada. c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral. passados os primeiros dias de euforia pela conclusão do curso. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão. d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema. d) somente na frase IV.41. Feita a pergunta. de modo claro e objetivo. II. mas se deteu.. b) pretendia – sentiu – sabia. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília. mas ele já havia saído. mandarei prender os que forem inimigos do país. c) tinha marcado – sentiu – visitara. verbos e adverbios Avançar . “for” equivale. que vende e revela material fotográfico para amadores. b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos. quando eu for presidente. substantivos. IV. haveremos de descer a serra antes de o sol nascer. respectivamente. só conseguiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses.

ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra. não comentasse com malícia estridente. desde longos anos. as espalhadoras de todas as maledicências. de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” 13 Com relação ao emprego do imperativo nos versos. Trata-se de: a) Ides. A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada. c) Julgais. não existia nódoa. no diálogo entre Calvin e sua mãe. substantivos. algibeira arrasada. 47. a) “Do querer até o poder vai larga distância”. entre os dentes ralos. adjetivos. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. Texto para a questão 47. Eça de. portanto o emprego está adequado. pecha. verbos e adverbios Avançar . não comente. se verifica entre as formas verbais existia. vulto a uma esquina. e) “Respiravam e até transpiravam” 46. não tiverem descortinado. não teria comentado. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas. Paulo. janela entreaberta. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. 48. pode-se perceber que. não tinha comentado. escuras e gárrulas como cigarras. E na desditosa cidade. bolo encomendado nas Matildes. c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou. coração dorido.” QUEIRÓS. as tecedeiras de todas as intrigas. d) não existirá. não descortinavam. c) Bebeu tanto até cair. e) Segui. d) Pretendes. poeira a um canto. portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra).” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. descortinassem e comentasse. Voltar Língua Portuguesa . FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. mantém-se apenas em: a) não existe.Artigos. A ilustre Casa de Ramires. não comentava. e) não existiria. “As duas manas Lousadas! Secas. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. não tiver comentado. IMPRIMIR GABARITO O Estado de S. neste texto.45. b) Tenhais. Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua. bule rachado. não tinham descortinado. c) não existira. em Oliveira. b) não existiu. b) Juntou até 10 mil reais. U. FUVEST-SP A correlação de tempos que. uma das formas verbais não condiz com as demais. não teriam descortinado. 14 de abril de 2001. não descortinem.

d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis. teríamos: a) previer. Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras. c) previera.49. adjetivos. U.” Veja. U.) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. d) anteposição de um substantivo. UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais. além do sentido de ação. 53. a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. b) flexão de tempo. d) prever. não tem gente parada.. 18/08/1999. por exemplo. b) desejar. em relação às palavras. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco..F. creiamos. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso.Artigos. GABARITO 52. d) desejaria. e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis. com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir. c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras. c) desejará. 14 A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. principalmente. a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse. UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional. substantivos. Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas. b) preveria. e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas.” Para se manter a correspondência temporal no período. 51. c) presença indispensável à frase. Mirtes? b) Nos Estados Unidos. IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (. Não pôde ser diferente. Para diferenciar o verbo do substantivo. UFRN Considere o período a seguir. verbos e adverbios Avançar . abrandando-lhe a linguagem. e) previr. Assinale. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo. modo e pessoa. seria necessário considerar. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal. Voltar Língua Portuguesa . a) Sabe que você tem razão. 50. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego. c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes. já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”.

III.. que isso é necessário. 16. b) II e III. comunica-me imediatamente”. “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis.. as lacunas das frases acima: a) vieres. 04. adjetivos... |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal. começaram a se tornar realidade... por isso ninguém interviu para liberá-los”. o verbo cativar classifica-se como transitivo direto.. sendo vinde a forma do plural... reavesse c) vir.. c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver. III. e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver. Em Mas se tu me cativas..só se vê bem e os homens não têm mais tempo. vires. vires. quando previr o temporal”.Artigos. reouvesse 57. vieres. “Quando puseres a foto no álbum. fará com que eu me lembre de ti.. esses bens”.. “Se ele propuser um acordo. traga seu irmão”. Os verbos lembrar e esquecer... intervisse. “Se .. d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir.. a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo.. Dê. vê através do pequeno embrião de árvore (.... II. |começa-| tema. Em Por favor.. o modo verbal é o imperativo.. IV. reouvesse b) vier.) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” 15 Jorge de Lima... Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I. U. 56.... “Quando ... requeresse. vires... o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical. a soma das alternativas corretas.. “Se você .... reavesse d) vier.. ao contrário de lembrar-se e esquecer-se. 32. Alfenas-MG Observe: I.... Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham.. 55....... Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver. que faz a 3ª pessoa do plural vêm... IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. e) II e IV...... verbos e adverbios Avançar .. ela ficará contente”.. Em ..54. requeresse.. interviesse. respectiva e corretamente. vires. e seu amigo . No trecho .. Em O trigo.. aceitaríamos todas as condições”. e seu plural é vêem.... requisesse... UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar. b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir. |-a-| vogal temática.. talvez você .. 02. que é dourado... interviesse. substantivos. UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01. U. a São Paulo. não são regidos por preposição. II.. como resposta. “Ele voltará... requeresse. 08.... intervisse. interviesse. Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III. cativa-me!.. requisesse.. sendo o plural vede. c) III e IV.. reouvesse e) vier. d) I e IV. cujo plural é vêm... o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica.

É preciso que ... 62. no processo..... o professor..... E não adianta que a menina .. complete corretamente as lacunas. b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado.....Artigos............. adjetivos... Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir... substantivos............ c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa.... UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia.. 60.... naturalmente magra.......... mas alguns talvez não o entendam bem.. mesmo que se .. e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial... Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre . 61......)” Considerando as transformações propostas.. e) Todos lêem o código de ética de seu clube.. ele. b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade... a prática do esporte poderá ser moralizada. 20 quilos..... a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59... b) Apenas a afirmação II...58.. U. a seguir o conselho......... diga-lhe que seria bom que ele .... c) Se a opinião pública intervir.. Tem de ser naturalmente magra (. d) Apenas a afirmação III...... d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato.... Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você .... para que você ....... II..... O verbo morrer tem dois particípios... naturalmente magra. F.. a fumar e a beber.. UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético... “E não adianta a menina perder 20 quilos. A palavra morto é particípio do verbo morrer. a João que se ...” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse 16 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .F. e) Nenhuma das afirmações... verbos e adverbios Avançar . do cigarro e do álcool. a bolsa de estudos. A palavra morto é particípio do verbo matar... É verdadeira: a) Apenas a afirmação I.I.. PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I...... porém..” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63.......... d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação. eventualmente . III.. Seria preciso que .. c) Cada uma das afirmações.

. c) teria sido. e) tenha sido.” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. d) Quem dá aos pobres empresta a Deus. mantendo a correlação exigida pela norma culta.. – intransitivo. c) está correto.. “É prudente desconfiar de quem é desconfiado”. o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam. d) possa ser... admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar. já quinhentos anos passados. b) deve ser substituído por “aquilo de que”.” d) “Era assim o Brasil de Cabral. b) Os jornais não deram a notícia. adjetivos. duvidar.” b) “Ainda não haviam louras. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima. 68. para apresentar correção. verifica-se erro em: a) “.. UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar. b) seguíssemos – admitiríamos. um número sem fim de animais. 65. verbos e adverbios Avançar . e) Esse dinheiro não dá.64.. para apresentar correção. UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua. 67. d) deve ser substituído por “isto que”. – intransitivo. b) tivesse sido. e) seguiremos – admitiremos. – transitivo direto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” a) está correto. e) deve ser substituído por “ao que”. para apresentar correção... 66. d) seguíssemos – admitíssemos. UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás.. sem acarretar mudança no significado da frase. c) tivéssemos seguido – vamos admitir. – transitivo direto e indireto.” Considerando-se o verbete. c) O relógio deu onze horas.” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir. “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos. pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos.” e) “. UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é: a) Dei com os dois velhos sentados.” 17 Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse.. UEL-PR “Se seguirmos Freud. a) pudesse ser.. nem mulatas.) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. quando for a vez desses meninos?”. a) seguirmos – admitíssemos.Artigos. – transitivo indireto.. imaginava-se que um cérebro jovem (. substantivos. nem surfistas. empregado com o sentido de não ter confiança.

o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos. b) foram queimados. 71.. essa história está cheirando mal. Outra forma verbal. Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guardado”. e) verbo de ligação e transitivo direto. c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa. b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou. c) transitivo indireto e verbo de ligação.. 70. c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conseqüência.. e) vão projetar-se. GABARITO 72. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali. no enunciado.). PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (. respectivamente. Tenho de ler tudo. os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem). d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que. leio. com isso. está na alternativa: a) projetam-se. c) é projetado. d) intransitivo e transitivo indireto. Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado.. haja prejuízo do significado. b) transitivo direto e transitivo indireto.. porque vejo a questão de outra maneira.. PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho. b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada. Voltar Língua Portuguesa . 73.” “Mas leio. Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros.. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso. c) tinham queimado.” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou.69. UFR-RJ “(. c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem. d) tinham projetado.. como: a) transitivo direto e intransitivo. d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado. verbos e adverbios Avançar .”. b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar.. e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola. e) Há. e) foi queimado. cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los.Artigos. uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe.” 18 Considerando o que está dito no enunciado acima. IMPRIMIR 74. Em filosofias / tropeço e caio.). o que deixou sua mãe extremamente preocupada. adjetivos. b) projetam. substantivos.. d) eram queimados. assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas. equivalente a em negrito acima.

. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente. 16. como tantos brasileiros. Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia. para sempre.” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos.. Não sabíamos que o país .. 04. os fotógrafos a popularizaram.. Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação. Dê.. Quando registrarem a infância da aviação. Voltar Língua Portuguesa .. naqueles tristes momentos..” IMPRIMIR GABARITO A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra.. 02.75. Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação.. como resposta. d) ocorrerá trabalhos. que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é.. 08.. b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos..F... ..... Desse texto. 78. Se tivessem registrado a infância da aviação..” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão. . a inocência. de novo a estrada interrompida. Unifor-CE “... 77. Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita correlação entre os tempos verbais.... U. substantivos.. adjetivos.. os fotógrafos a popularizarão.. Pensávamos. ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos.. Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”.E. e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil. eles a tinham popularizado..Artigos. não se lêem muito os clássicos no Brasil.. o futuro. b) existirão trabalhos. derrubado o muro da ditadura. 79.. que. F. c) Pouco se lê os clássicos no Brasil.. F. c) terão trabalhos. 01... b) tinha descoberto. d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil. c) teria descoberto. verbos e adverbios Avançar . d) tem descoberto. U. gramaticalmente equivalente... do Império da República Velha. estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida. a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76.. foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura.. em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil. no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil.. Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação. eles a teriam popularizado.... e) terá descoberto.. Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais complexa” e a composta: a) tivesse descoberto.. a soma das alternativas corretas. e) existirá trabalhos. eles a popularizaram.

Lentamente.As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo.. São Paulo: Globo. insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. 82. Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado. UFRJ Releia os versos 9 a 17... p. Mário. 86/87. verbos e adverbios Avançar ... E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires. A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado.“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?..Artigos.. Só para judiar.’ Ah.. substantivos.’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima. quem sabe?. meu Deus.. 5 10 15 20 20 25 30 GABARITO 80. No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre apesar de tudo apesar de todas as desesperanças. e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios. 81. “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se. exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida. essas crianças!” QUINTANA. Agora não sei esperar mais nada Desta nem da outra vida. UFRJ .’ Eu tinha oito anos e sabia esperar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa. explique o emprego dos parênteses no verso 13. explique o que é a infância na concepção do poema. Nova antologia poética.” Nas frases abaixo.. 6ª ed. d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades.. b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais.. as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima.’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio.) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?.. adjetivos. Unifor-CE “.. 1997. Meu tio dizia: ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis. o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. quem sabe?.

.E. Dê. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam. c) passadas mas que têm validade permanente. ( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado. I.. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá. Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”. verbos e adverbios Avançar . III. 02. e) ponderação. 16.. d) que vão se realizar num futuro bem próximo. tendo em vista o emprego de verbos.” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal.” IV. 08. O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria. UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo. “(. com o sentido de existir. foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala.Artigos. c) I... e passeie de mãos dadas com o ar. U. III. em 1898”.F. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas.. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” II. corresponde à forma composta “havia virado” ou “tinha virado”. a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”.. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (. d) solicitação. coluna de acordo com a 1ª. A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France. a forma “eram invadidas”. a soma das alternativas corretas. IV.) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos. c) ordem. Com o verbo na voz ativa.. 85.. podem-se desenvolver espécies de milho (.. I. como resposta. I.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética. nas formas destacadas. 84. b) presentes e posteriores ao momento da fala. IV. no imperativo. 86. “voar” está empregado em função substantiva. d) II. e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo.” Carlos Drummond de Andrade. denota um(a): a) treinamento. b) I. 01. 04. b) aconselhamento. Em “Voar era um ideal delirante e dândi”.83.” III. A seguir. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II. aquela de chita.) ponha a saia mais leve. Uberlândia-MG Numere a 2ª.. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo. IV. o presente do indicativo. substantivos. “Por exemplo.. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. indiscutível. U. II. “(. adjetivos.). na voz passiva. No trecho acima a seqüência de formas verbais.

c) “(. e) “rio caudal”. que rola majestosamente em seu vasto leito. 91. quanto às vozes do verbo. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”.. Descreva essa mudança. José de. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na participação do “eu” que se expressa no texto. 88. verbos e adverbios Avançar . 92. a) “Pelo Natal estarei aí.87. a seqüência dos tempos verbais em negrito. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições. d) certeza. d) tinha – tem. c) sugestão. me dou. na frase acima.. d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação. torna-se rio caudal.) como bem o sabiam os romanos (. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequadamente explicado. que está corretamente reproduzida nas formas: a) pôde – pode.. c) obteve – obtenha. 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90.) o povo é ignorante. quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do pretérito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação. GABARITO Em relação ao texto. 90. vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba.. adjetivos. b) era – são. posterior ao momento em que se fala.)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído.” ALENCAR. b) “Se não zelássemos por nós... b) reflexão. o pequeno rio. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata. c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte. b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos. e) exigiam – exigem. as três construções destacadas. que recebe no seu curso de dez léguas. e) solicitação. curva-se humildemente aos pés do suserano. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe.” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica. Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas. d) “(. UERJ Classifique. é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo. O Guarani.” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável. substantivos. “vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática. altivo e sobranceiro contra os rochedos. enroscando-se como uma serpente. e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89. “Onde avanço. e engrossando com os mananciais. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Artigos. com minha secretária Eunice. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem. Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente. Olhemos a cidade.

b) vêm dominando.” b) “(...uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca... c) dominam..” d) “..F.” 96..ninguém supera a televisão..) nada adiantava esse dinheiro.... Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(..” b) “(. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica. 23 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . verbos e adverbios Avançar ..” c) “(.” c) “(..)” 94.) poderemos (. Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”....” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua..F..) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde.. d) vem dominando...) não compreende ele as coisas do Brasil...93....Artigos.” d) “(.) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência .) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa.“ 95. obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado.. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio.) Trunte retrucou que já era alguma coisa. adjetivos. U...) manipular os peões (... substantivos.” b) “. U.” d) “(...

combinação de princípos da economia. d 37. S U B S T A N T IV O S . 20. 9. 40. 31. 32. 8. dispuser. 33. e 46. sociologia e ecologia. V E R B O S E A D V É R B IO S 1. V–V–V–V–F c e d a d e V–V–F d b d c c a 13 d d 18. d 49. 27. 30. 10. A D JE T IV O S . 25. 4. c c c V–F–V–V e d d a b F–V–V–F c b c d e d d GABARITO IMPRIMIR 35. 19. o paciente teria morrido. se mantenha. 23. 26. adjetivos. 34. satisfizer. 2. c 47. c 45. 29.Artigos.” b) Ambientalistas defendem a econologia. como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. 14. d Voltar Língua Portuguesa . substantivos. 3. 13. 12. Vier. 15. 24. d 43. 28. vir. 11. a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo. 21. a 44. b 42. 17.LÍNGUA PORTUGUESA 1 A R T IG O S . d 41. 22. 36. 16. 6. verbos e adverbios Avançar . 7. a 48. a 39. a 38. 5. declarou o médico.

a 96. 79. no verso 13. a infância é um estado permanente no eu-lírico. Onde avanço: voz ativa. 90. b 94. 55. 70. 62. adjetivos. 59. 60. c 85. 64. 73. 91. a b e e a a e b a b d b b 28 a IMPRIMIR GABARITO 80. 69. 68. me dou: voz reflexiva. 15 86. 76. verifica-se que. verbos e adverbios Avançar .2 50. b 84. A partir do emprego dos tempos verbais. 66. 61. em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. c 89. e 83. 58. 63. c 92. 67. 71. 51. 52. a 95. b e b b e e d b e c e d b c b 65. O emprego dos parênteses revela que. 75. em me dou é agente e paciente. a 93. 74. a Voltar Língua Portuguesa . Em avanço o “eu” é agente. 81. 72. do qual se distancia.Artigos. c 87. 77. 56. na concepção do poema. 78. 57. o que é sugado ao mim de mim: voz passiva. 54. a 88. 53. substantivos. o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado. 82.

”. b) Apenas II é verdadeira. ( ) Por equívoco do redator.” 1 GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1. ( ) Em que e na qual são pronomes relativos. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. 2. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. a) Apenas I é verdadeira.” estão flexionados no mesmo tempo. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. modo e pessoa. Colômbia.. e F. como a realização dos postulados da justiça social’. d) I e II são verdadeiras. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos.E. conseqüentemente.Pronomes Avançar . no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. no livre exercício de suas próprias soberanias. para os verdadeiros. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma.. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. Além disso. UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa. falta o hífen em “interamericano”. Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”. é correto afirmar que a ênclise: I. favorece uma tonicidade não usual em português.desses direitos. II.. I. Assinale a alternativa correta. até . c) Apenas III é verdadeira. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos... Use V. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. III. e) I e III são verdadeiras. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. é própria de linguagem formal no Brasil. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes. 1948). para os falsos. julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia. considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e.

. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde. d) somente à palavra mais próxima: saudade. c) a saudade. pra. c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens.Pronomes Avançar .” (M. da veneração em que tinha a memória dele. das relíquias que guardava. a 2ª. e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma. beleza e ritmo. a senhora. entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha. pessoa do singular com a 3ª. e) à forma verbal acrescentando. Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado. Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo.. 7. beleza e ritmo. à qual está ligado por hífen. em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula. b) A personagem mistura. b) É bom que falemos-lhes toda a verdade. de Assis) 6. não deixaria de comparecer. das alusões freqüentes na conversão.quando estava quase a suceder um desastre na entrada..” (M. Voltar Língua Portuguesa . PUC-PR-Modificada Observe: IMPRIMIR “Revolucionou a forma de tocar violão. A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser. c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão. de Assis) d) “.3. acrescentando-lhe saudade. de Assis). na sua fala.. U. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro. falou-me também da piedade e saudade da viúva. Univali-SC 2 GABARITO Nos quadrinhos. enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora.. pessoa do singular.” O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”. Exemplos: Tô. acontece um erro quanto à norma culta da Língua. a) “.F. 5. de Assis) c) “Lalau sentou-se. b) à forma de tocar violão.” (M.. em vez de ficar séria e pensar em Deus. rindo. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos.” (M.

muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade. de Machado de Assis e Érico Veríssimo. ( ) no enunciado B. 3 8. um problema que para muitos é um problemão.Pronomes Avançar . muita sonhou com ele. ( ) no enunciado D. a expressão em destaque pode ter o sentido de “nós”. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. você é testemunha disto. não é uma novata na sua especialidade (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul. fazer voltar alguém em sua companhia. e) vosso. o. tens caso íntimo à resolver. tem o sentido de “nós”. estás desiludido. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso. deve-se substituir as palavras grifadas. Não fique na dúvida. FUVEST-SP “/…/ estás desiludido. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça. d) vosso. ( ) no enunciado C. muita inveja. Considerando-se os elementos em negrito. a palavra todos tem valor anafórico.) D. UFGO A. Muitas vezes não acha solução. C e D). ( ) no enunciado A. 817”. nos negócios. nos negócios. em qualquer assunto que lhe preocupe. muita inveja. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa. desconfiasse de toda a gente (.. ou o próprio mal não deixa. por a) teu. B. tua. no seu trabalho. te. Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B. tua. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . no seu trabalho. alguma dormiu mal ou nada. mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê.” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes. vossa. os. c) teu. tua. fazer voltar alguém em sua companhia. pois ambas necessitam da explicitação do termo gente. Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro. b) teu. desanimado. desorientado. desanimado. desorientado. tens amor não correspondido ou rompido. Comprove estimado leitor. respectivamente. 9. te. tens amor não correspondido ou rompido. “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção.. respectivamente. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul. referindo-se ao emissor-personagem e seus comparsas. Muitas vezes. BETE. BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos. mau olhado no amor. a expressão a gente...Texto para a questão 8. com a PROFa. Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara. E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto. em qualquer assunto que lhe preocupe. lhes.) fazia que ela evitasse a companhia das outras.. ou até mesmo por não acreditar. Onde é que a gente se encontra? C. vossa. Todos se habituariam e pensar coletivamente. faça uma consulta. emitido por uma voz narrativa onisciente.. mau olhado no amor. (. a PROFa. BETE mora no endereço abaixo a muitos anos. Leitor. tens caso íntimo à resolver. faça isso agora. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequadamente.

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico de pronome possessivo. a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre. b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos. c) A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...). e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma. Texto para as questões 11 e 12.
“Que me enganei ora o vejo: Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar.”

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11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Aponte-o: a) que. b) me. c) o. d) te. 12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituindo um pronome possessivo. Aponte-o: a) te. b) me. c) o. d) que. 13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a), exceto: a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos, ............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis) b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha...” (M. de Assis) c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconsiderada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de Assis) d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis) 14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial, apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal. Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente: a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo; b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se; c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passase no Piauí não é o mesmo das grandes capitais; d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que acha-se rodeada mal abre os olhos à luz; e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em dia pode se sair melhor do que aquela.

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Língua Portuguesa - Pronomes

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15. U.E. Londrina-PR-Modificada
“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída por: a) onde. b) que. c) cujas. d) das quais. e) entre as quais. 16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regional, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa. a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a outra. b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de casas... c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar problemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á cirurgia o mais breve possível. d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cidade mais antiga do país. e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar a força, unindo os alunos maiores com os menores. 17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectivamente como: a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto. b) artigo definido e pronome demonstrativo. c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo. d) pronome pessoal e artigo definido. e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo. 18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo. a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu. b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele? 19. UFGO Considere os enunciados abaixo. A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições. B. Onde há fumaça, há fogo. C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm uma só nacionalidade. D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam. Segundo a norma padrão da língua portuguesa: ( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre orações, como no enunciado A. ( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não tem um referente explícito. ( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere a uma expressão com valor de lugar virtual. ( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a” ou “para”.

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Língua Portuguesa - Pronomes

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20. UP-RN
“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.” “O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos: a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter sido pobre é o seu grande mal. d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo grande mal é ter nascido pobre. 21. F.M Triângulo Mineiro-MG
“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergonha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer testar seus conhecimentos’, argumenta.”
Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

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Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída por: a) Quem não teve-lhe acesso. b) Quem não as teve acesso. c) Quem não teve-as acesso. d) Quem não teve acesso a elas. e) Quem não teve-lhes acesso. 22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alternativa correta, de acordo com a norma culta. “A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da Lagoa continuam malcheirosas.” a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo de Freitas. b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a atenção de D. Pedro II. c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas. d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam chamado a atenção de D. Pedro II. 23. PUC-PR-Modificada
“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente preocupada”.

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Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antecedente os termos: a) O pai; b) havia partido; c) ao filho; d) nenhum recado; e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

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Língua Portuguesa - Pronomes

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24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados. a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te). b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe). c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me). d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se). e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me). 25. FUVEST-SP
“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho, fazendo a correção necessária. 26. PUC/Campinas-SP

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“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa. A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), questão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente: a) o centro – Mudança Climática. b) Buenos Aires – a delegação brasileira. c) o planeta – a reunião. d) Kyoto – estufa. e) a Convenção – mudanças catastróficas. 27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos. ( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto. ( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das formas tu/vós. ( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e possessivos continuam na segunda pessoa. 28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do português falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o: a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade. b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada. c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos. d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.

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29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente. a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa. b) Entre eu e ela já não há mais nada. c) Viram-nos, mas não os chamaram. d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

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30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças: I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje. II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação. III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que poucos procurá-los-ão”. IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor. A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é: a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) I e IV. 31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos retirados de jornais de circulação regional: a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia. b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau? c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói. d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quantidade e qualidade requeridos por uma população... . e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos capazes. 32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a linguagem oral no texto escrito. Por essa razão, a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo. b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos. c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo. d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos. e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos. 33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar pronome pessoal da forma oblíqua na função sujeito. ( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um período com pronome oblíquo átono. 34. UFSE
“... tu vais encher os cofres ... derrubada debaixo da fronde ... dando de comer aos pássaros”

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Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspondentes, obtém-se: a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer; b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer; c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer; d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer; e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

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35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ..............., em ............... de período. a) Mesóclise – futuro do presente simples – início. b) Separação – infinitivo – exórdio. c) Próclise – imperativo positivo – começo. d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura. e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio. 36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas: “Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.” Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente: a) conosco – conosco – mim – mim b) conosco – conosco – eu – eu c) com nós – conosco – eu – mim d) conosco – com nós – eu – eu e) com nós – conosco – mim – eu

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37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações: I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se. II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede. III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram. Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal: a) Apenas para a oração I. b) Apenas para a oração II. c) Apenas para a oração III. d) Para todas as orações. e) Para nenhuma das orações. 38. VUNESP Leia o texto que segue.
“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferença é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

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In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a, respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”. 39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro, defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma... a) dessa – daquelas. b) daquelas – destas. c) destas – dessa. d) desta – daquelas. e) desta – dessas.

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40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em: a) “Não me basta saber que sou amado.” b) “...no exílio em que a chorar me vejo.” c) “Não há que a terra pelo céu trocar.” d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.” e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

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41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa instituição.” Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é correspondente, obtém-se: a) não lhe procurem; b) não a procurem; c) não procurem-a; d) não procurem-lhe; e) não procurem-na. 42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um emprego de pronome não compatível com o uso formal da língua: “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem. b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa das águas que tem. d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem das águas que tem. e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das águas que tem. 43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal. a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.” c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.” d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.” e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.” 44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito corretamente.
“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

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01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecêla. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. 08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. 16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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45. Unifor-CE-Adaptada
“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a: a) alguns cientistas; b) robôs do futuro; c) seus programas; d) todos eles; e) homens. 46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em: a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes. b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou. c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades. d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada. e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

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47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’” Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos: a) palavra e mote. b) leitura e mote. c) palavra e mundo. d) leitura e daquele. e) continuidade e mundo. 48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorreção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em que o pronome foi empregado adequadamente. a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se aproveitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica. b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola. c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a nós pais para conversar. d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do cargo. e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das conseqüências, ataque-se primordialmente as causas. 49. UEMS I. O lugar...moro é muito pacato. II. Esse foi o número...gostei menos. III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso. a) onde - que - cujo. b) em que – de que – cujo o. c) no qual – o qual – do qual o. d) que – que – cujo o. e) em que – de que – cujo.

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50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em: a) não os tivessem; b) não tivessem-los; c) não o tivessem; d) não tivessem-o; e) não tivessem-no. 51. UFR-RJ
“O homem ainda faz O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um: a) pronome de tratamento; b) artigo definido; c) pronome oblíquo átono; d) pronome oblíquo tônico; e) pronome demonstrativo.

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A questão 52 refere-se ao texto a seguir.
“O Padeiro (fragmento) (Rubem Braga) Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: – Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? ‘Então você não é ninguém?’. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”

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In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.

52. UFRJ a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto? b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a. 53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma culta. a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita geralmente em apiários. b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são originárias da África do Sul. c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários, originaram-se na África do Sul. d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, originou-se na África do Sul. e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se na África do Sul.

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Texto para a questão 54.
“Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Eu considerei as contas que era preciso pagar, os passos que era preciso dar, as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia.

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54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilidades que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no poema Música, é exemplo disso: a) “Me disseram que era Chopin”. b) “dentadura dura”. c) “enquadrei o Chopin”. d) “que era preciso pagar”. e) “braços redondos”. 55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é: a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos que lhes foram distribuídos a mando de Herodes. b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de um boi branco e de um burro cansado. c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.

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d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono escorraçou os viajantes. e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo deve de ter sido uma visão aterrorizadora. 56. UFRJ
“Esaú e Jacó (fragmento) (Machado de Assis) – Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas.”

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In: Obra Completa. vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do autor.

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9ª ed. Rio de Janeiro: José Olympio. a) Identifique essas duas classes gramaticais. eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA. b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor.57. p. O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor. 118. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Estrela da vida inteira. A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas diferentes classes gramaticais. 1982. Manuel.Pronomes Avançar . UFRJ “O impossível carinho Escuta.

25. 14. sendo regido pela preposição entre. d GABARITO IMPRIMIR 19. 18. 17. pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. 39. 38. que estuda há oito anos. 34. 31. 26. 28. 15. 21. 4. 6. 24. 37. 30. 9. 7. 12. a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta). 20.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1 1. b) Na função completiva. o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. desta forma. 3. 23. e por literatura. F–F–V–V d d b c c A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. 33. 2. 8. pronome pessoal do caso oblíquo. está correto o uso do pronome mim. 35. F–F–V–V–F d d b d b b c F–V–F–V c a d a e b b c a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito. que é o caso. Voltar Língua Portuguesa . 13. 11. 27. 5. b F–V–F c c e c d V–V c a c c Em “a fruta”. 32. 10. 36.Pronomes Avançar . 16. O pronome em questão possui função completiva. 22. 29.

41. a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. 48. 47. 2 53. 43. 54.Pronomes Avançar . 56. b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa.40. ele é posposto ao verbo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 42. 55. Se. 57. b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes. 49. 51. 45. 50. 44. 46. uma atitude marcante na sua obra madura. b a a No texto de Machado. o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes. 52. porém. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. b b e b 06 b d c d e a e a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”.

. Manoel de. O resto em Carlitos. teréns de rua e de música. d) vaga. (Colhida em Rimbaud) Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. e Carlitos. c) recusando seu invólucro utilitário. Aprender a capinar com enxada cega. o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. 2.. propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos. automatizados. com fome. UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. comer as botas. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. em favor da poesia. UFMS “Mesmo sem fome. d) pelo ponto de vista do especialista.. A expressão mesmo sem fome muda a situação. c) sofrer privações materiais. Mesmo sem fome. e) isolar-se do resto da humanidade. 3 ed. Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos. b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis. deixando de lado o sujeito que olha. o verso citado propõe que. isolado na neve e não tendo com que se alimentar. Perguntar distraído: – O que há de você na água? Não usar colarinho duro. comer as botas” é uma referência a Carlitos que.Noções de literatura Avançar . uma tomada de posição ante o fazer poético. deitados de barriga. UFMS O poema cita Rimbaud.” BARROS. cozinhou as botas e as comeu. em um filme. Se consideramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”. carvão de folhas. portanto. personagem dos filmes de Charles Chaplin. e) cristalina.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3. b) com objetividade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. Deixar os substantivos passarem anos no esterco. de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem. mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra. b) impermeável. cisco de olho. c) fecunda. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. Perder a inteligência das coisas para vê-las. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 11 GABARITO 1. 1999. até os cadarços. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”. Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos. moscas de pensão. Nessa concepção. poeta francês do século passado. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: Esfregar pedras na paisagem. Matéria de Poesias. 3. Jogar pedrinhas nim moscas.

. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) vida – morte. b) A realidade é diferente para quem ama pouco. “Soneto do amor total 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 Amo te tanto. d) o amor se esgota no próprio desejo. É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. c) verdade – mentira. Amo-te. e) O artista recria a realidade usando palavras de amor. b) pureza – impureza. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade.. não cante O humano coração com mais verdade. existe: a) a surpresa de se ver amando tanto. RJ: Nova Aguilar..Noções de literatura Avançar . c) o amante dá a vida pela amada. Amo-te afim. b) o amor destrói o corpo amado. 1986. e) o amante vive a descrever o ser amado. de um calmo amor prestante.” MORAES. b) a sensação de que o amor é indescritível. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor. 5. e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente. 2 4. UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: a) o amor culmina com a morte... com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. 7. UFPI Na seqüência “. p. simplesmente. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar. d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor. não cante / O humano coração com mais verdade. 336. Poesia completa e prosa. De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante. Vinícius de. E te amo além. meu amor. enfim. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade.. E de te amar assim muito e amiúde.”. UFPI Dos versos 3 e 4. c) O amante experimenta formas diferentes de amar. d) vício – virtude... 6. Amo-te como um bicho. presente na saudade.Texto para as questões 4 a 7.

. e a afirmação que as segue. UFRS Leia as estrofes abaixo... outra no céu. como acontece no verso de número ... 1964..) tive saudades da casa paterna e chorei... em alguns momentos..... c) reiteração expressiva.. b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas. / Pela regra geral de todos seres.. Jeremias Sem-Chorar.. . porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. d) onomatopéia modernista.Texto para as questões 8 e 9... típico de sua poesia. em que é perceptível um lirismo .” (João Cabral de Melo Neto).” (Casimiro de Abreu).. Cassiano. b) vício de linguagem.. c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si. / e sem fazer esforço ou maravilha.. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia.. 3 8.. a outra abandonada uma nua na terra.. / Minha lira também seus tons varia.....” IMPRIMIR GABARITO Por meio de versos . Um homem que tem fome como qualquer outro homem.... 01 02 03 04 05 06 07 08 “Uma lua no céu apareceu cheia e branca.. emocionada a mulher a meu lado estremeceu e se entregou sem que eu dissesse nada. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida.. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas. 10.. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia.. que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a minha primeira musa. / Como estrelas e nuvens e mulheres.. d) “Um dia (. Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua.Noções de literatura Avançar . fundindo-as.” (Gonçalves Dias)... de Vinícius de Moraes.” RICARDO. Larguei-as pela jovem madrugada ambas cheias e brancas e sem véu perdida uma. “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. Rio de Janeiro: José Olympio.... UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte característica: a) variação semântica... foi quando.. 9.” (Álvares de Azevedo). a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa ...

I. II. III. Das aves no sentimento. alude à capacidade que o ser humano tem de fazer.) Ah! vem! amemos! vivamos! O enlevo do amor bebamos Nos perfumes do sertão!” 4 Analisar as afirmativas que seguem. II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .11. tema reincidente na poesia romântica. Ferreira. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor. Nas águas e no luar! (. nos versos 14 e 15. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro. As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso. da boca mas quando for tempo E é tempo todo tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão” GULLAR. Toda poesia. pelo poema Rosa do Povo. com que se inaugura a poesia moderna brasileira. em muito mais tempo que a natureza. ( ) A distribuição dos versos no espaço de papel. O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens. O medo da rejeição amorosa. ( ) O poeta. há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade. determina o tom pessimista do texto. ( ) No verso 8. sobre o texto. 4 7 10 GABARITO 13 16 19 Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. IV. inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo. PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Ser a flor das primaveras Que tenho no coração! E se ouviras o desejo Do amoroso sertanejo Que descora de paixão! Se tu viesses comigo Das serras ao desabrigo Aprender o que é amar Ouvi-lo no frio vento. julgue os itens a seguir. ( ) No verso 7. as imagens utilizadas e o uso recorrente de repetições. III e IV c) II e IV 12. o que esta rapidamente consegue realizar. entre outros recursos poéticos. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I.Noções de literatura Avançar . o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente.. Pela análise das afirmativas..

fui ao meu quarto. ou se falou eu não ouvi. p.Noções de literatura Avançar . esta é a última vez. que foi cobrindo a sua face. Carlos Drummond de. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo. Tomás Antônio.) 5 14. de espinhas no rosto. 13. só tenho o senhor no mundo’. Introdução: Para responder a essas questões. em face de um mundo conturbado. implacável. 1997. 15. desconfiado. 24. ou da minada serra. revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não. Não acabou de falar. e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. mercadorias espreitam-me. (Nossos Clássicos. São Paulo: Companhia das Letras. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso. Org. por parte do sujeito poético. associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque. Em seguida. e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto. Uneb-BA “Tu não verás.” GABARITO ANDRADE. 2. alucinações e espera. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. 1985. Marília. O tempo é ainda de fezes. e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. Fui na direção da minha casa. pelo autor). e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue. Melancolias. Fechei a porta. In: Tomás Antônio Gonzaga. conseguia esconder. doutor. ed. In: Antologia poética (Org. a) Sentimento de angústia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . maus poemas. Rio de Janeiro São Paulo: Record. d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. o rosto fixo virado para o meu. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente. vou de branco pela rua cinzenta. p. Ele caiu no chão. Rubem. sem armas. ou dos cercos dos rios caudalosos. Ele era mais alto do que eu. 85-6. v. nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas. não faça isso de novo comigo. ed. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade. forte e ameaçador. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. com o barulho do tiro. o tempo não chegou de completa justiça. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele.” GONZAGA. eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu. Voltei. ‘Só tenho o senhor no mundo. não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento. o pedinte. cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra.” FONSECA. Devo seguir até o enjôo? Posso. enquanto caminhávamos. surgiu inesperadamente. como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor. ele me acompanhando. Inferno. até que chegamos na minha casa. 36. estou precisando de um dinheiro. então vi que era um menino franzino. 90. 1997.Questões de 13 a 17. Feliz ano novo. por Lúcia Helena. ‘espere aqui’. p. Eu disse. Rio de Janeiro: Agir. me vigiando curioso. 114.

cresceram. 85. Rio. conservaram-se. o texto é impregnado de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro.16. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. (. 18. UERJ Por causa da perda das anotações. porém. Capitães da areia. a cor das folhas que tombavam das árvores. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade. 19. Memórias do cárcere. completam-se e me dão hoje impressão de realidade. Jorge. Se ele existisse. E se esmoreceram. (. Pirulito apontava com o Querido-de-Deus. exclamou a mãe como a um desastre irremediável. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos. 111. A tarde caía. e é inevitável mencioná-las” c) “neste esmiuçamento.. pelo menos imagino que valiam pouco. Outros devem possuir lembranças diversas. Uneb-BA “– Não esqueci de nada. da leitura do texto. a forma dos montes verdes. o que julgo ter notado” d) “Não as contesto. é possível depreender. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos.. 17.. gritos. c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária.. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade. gestos. o que julgo ter notado. relatada pelo narrador.. Com base no texto abaixo. de repente envelhecida e pobre. As luzes se acenderam de repente. E Catarina? Catarina olhava a mãe.. “(. o deus da bexiga. A negra se levantou.)” GABARITO RAMOS. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais. responda às questões de números 18 a 20. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade. p. Laços e família: contos. procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. a bolsa. 1996. São Paulo: Record. 79. e é inevitável mencioná-las. Graciliano..” 6 LISPECTOR. tintos de luz. associaram-se. neste esmiuçamento. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. Ao longe. ed. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. 12. d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida. Um homem comprou cocada. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras. ed.Noções de literatura Avançar . deixá-las no esquecimento: valiam pouco. Outras. exponho o que notei. ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. Rio de Janeiro: José Olympio.. mas espero que não recusem as minhas” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu. frases autênticas. Não as contesto.. num pátio branco. associaram-se. Clarice. e a mãe olhava a filha. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político. mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida.. Rio de Janeiro: Record. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa.) Nesta reconstituição de fatos velhos. Lutar pelo direito. E os guindastes rodavam ruidosamente.. conservaram-se. recomeçou a mãe. cresceram. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido.. Certamente me irão fazer falta. p. ela ajeitava depressa as malas.” AMADO. 1982. durante o Estado Novo. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se. mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis. gemidos. 1984. porém. Ah! ah!. exponho o que notei. como contavam a de seu pai.. Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça.) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água. em manhã de bruma. Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história. Um dia iria fazer uma greve como seu pai.

um peito sem dureza! Amor. penhas. de Cláudio Manuel da Costa. que ostentais a condição mais dura. d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós. a pedra.F. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas. UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura. que vence os tigres por empresa Tomou logo render-me. Podese dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que. narrador e personagem principal. c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas). e) rima e versos decassílabos. 13 e 14. b) identidade de nome entre autor. temei. A que dava ocasião minha brandura. um elemento típico da paisagem mineira. pois é tão duro e resistente quanto eles. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Vocabulário: penhas – penhascos ”Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. c) o sujeito lírico. b) nota-se. mostrando que há obediência à regra principal do Arcadismo. a exemplo do livro de Graciliano Ramos. constituem uma autobiografia – gênero literário definido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano. Que não me foi bastante a fortaleza. d) os versos dos tercetos em redondilha maior. nos versos 12. mais se apura. Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada. Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22. que representa seu berço. que é a exaltação dos penhascos.20. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. dirige-se aos penhascos. Temei. Santa Maria-RS Nesse poema.F. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . nos versos 9 e 11. a presença de antítese. que amor tirano. e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo.” 7 21.Noções de literatura Avançar . pois é tão duro quanto elas. o que mostra a influência do Barroco na lírica do poeta mineiro. U. A partir dessa definição. U. b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas). 22. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade. a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira. Onde há mais resistência.

o da virgindade idealizada e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”. nesse texto. exemplo da tendência mórbida desse movimento. ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”. UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica. Álvares de Azevedo apresenta. E a donzela ideal nos róseos lábios. O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo . In: Leandro & Leonardo. ( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos. 8 GABARITO IMPRIMIR 23. 10. E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos. Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo. Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar. Bernardes e Schiavon. Me ateia o sangue. Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não.Noções de literatura Avançar . ( ) No texto I. Um espírito negro me desperta. A minha vida Se esgota em ilusões. Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia. ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação à realidade. UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa. No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo. me enlanguece a fronte. Vol. 24. ( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade. colocando-se como sujeito submisso em seu desejo de amor.INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos.. a figura feminina se constrói entre dois pólos. não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA... 1997. julgue os itens das questões de 23 a 26. Voltar Língua Portuguesa . Foram sonhos contudo.Lira dos Vinte Anos..

196. c) A mulher. 26. F. São Paulo: Companhia das Letras. ( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas. Católica de Salvador-BA Sobre o poema. ed. 1992. 9 GABARITO 27. c) assemelha-se à “amiga”. Voltar Língua Portuguesa .. frases em ordem indireta. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos.. Vem. há ocorrência de inversão sintática.. Amiga. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. como um espelho e sua imagem.25. ( ) Em ambos. vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim. Católica de Salvador-BA No poema. aparece envolta em sensualidade e erotismo. d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado. ( ) Nos textos I e II. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa. d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais. Questões de 27 a 29.. amiga minha Em mim como no mar. 11. ( ) Escritos em séculos diferentes. Vem mergulhar em mim Como no mar. UFMT ( ) Quanto à métrica. os dois poemas são decassílabos. “A Ausente Amiga. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento. Vinícius de. cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático. o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido. infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer. Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba. como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I). Antologia Poética. ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente. ( ) Neles.Noções de literatura Avançar . Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras. na visão do eu-lírico. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo. F. tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro. IMPRIMIR 28. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva. teus seios Se enchem de leite.” MORAES. e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual. p. UFMT ( ) No texto II.

I. A moça olhou de lado e esperou. c) tenta conciliar o presente com o passado. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. você parece uma lagarta listada. você é engraçada! Você parece louca. fez exclamações. que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro. d) somente I é correta. ainda não me acostumei com o seu corpo.” BANDEIRA. 10 30. a) I e III são corretas. O título do poema encerra uma ironia. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado. com a sua cara. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano. A moça arregalou os olhos. O rapaz concluiu: – Antônia. 1979. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos.Noções de literatura Avançar . na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo. Foi esse o início de um destino esquerdo. II. o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia. UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo.. esfumaçados pela neblina que saía da chaminé daquela casa onde. deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola. Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético. dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. b) a lembrança de um certo namorado de infância. A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto. fresca e furta-cor. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. d) busca a originalidade a qualquer preço. a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. F. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver. Texto para as questões 30 e 31. pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas. levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos. como uma mancha no ermo. b) somente III é correta. A meninice brincou de novo nos olhos dela. José Olympio. e) I e II são corretas. também. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. Lançando mão de um procedimento moderno.29. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora. c) II e III são corretas. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e.. III. trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando. 31. porque minha bisavó. Manuel. e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . livre de rima e de métrica. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia. Rio. c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina.

continuava a ser uma pessoa vaidosa.. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e.” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem. embora incapaz de modificar uma situação socialmente imposta às mulheres.. a quem todos deveriam se submeter e jamais questionar. a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa. não se mostra tão conformada como a avó. ( ) Em “..Noções de literatura Avançar . pois afirma: “Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte.”. portanto. a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa. marcado por expressões como “... com enormes riscos de ouro.. ( ) De acordo com o texto. 33. que ocorreu porque a personagem era jovem e bela. ( ) De acordo com o que se lê no período do texto... é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação.. Caso o verbo estivesse presente deveria.”. foram utilizados dois tipos de discursos: o indireto. sovar o dia do marido que vem chegando. ( ) “. ( ) A personagem demonstra que. a elipse do verbo ser. ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento. a personagem. ter como agentes tanto “meninos” como “tetas”. que ainda demonstra sua submissão ao homem. ( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo. obrigatoriamente. de acordo com as normas da língua padrão.” Percebe-se nessa frase. estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e. é correto afirmar que a personagem. ‘destino esquerdo’. 11 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo. levantando a voz como se nascesse rei. e o indireto livre. faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento. Católica-GO ( ) No texto.... apesar de trabalhar muito.. metáfora e prosopopéia. são respectivamente: hipérbole.. fresca e furta-cor. ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto.” considerando-se o contexto. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas.. ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físicas. claramente.”. nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias. ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. porque me secaram as tetas. levantando a voz como se nascesse rei”. e o bando de filhos seus primeiros súditos. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora.. cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros. Católica-GO ( ) Pela leitura do texto. U.32. U.. é correto afirmar que.” ( ) Na frase “.. na terceira pessoa do singular.

Voltar Língua Portuguesa . Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe.. (sororal) vibrante como um sino.I. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil. não há remate. // Como lençóis claros de neve. Vitória: Cultural. na voz. c) é dramático. a fauna e a flora / A erva e o pássaro. no olhar sobredivino. / Aroma de argental caçoula. próprio do texto contemporâneo. José. vulgares. só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico. U. / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada. ou por outra.. um poema épico. a folha e o inseto. majestosamente. / A água e o reptil. com que ânsia. IMPRIMIR 36. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido. 58. e) não é um soneto.Noções de literatura Avançar . com exceção de: a) é literário. sonora barcarola.” 12 Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidência e com F os demais.I. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima. F. / Azul. / Que o sol filtrando em luz esteve. 1998.” NEVES. entre sombras. Língua vernácula entre os dentes. a pedra e o tronco. pela linguagem coloquial e referencial. é branco. é leve. / Sobem das fundas úmidas Golcondas.. / A noite no alto-mar anima as ondas. Reinaldo Santos. c) é literário. de outro poema preto em verso branco. ( ) “Tudo.” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias. a flor e a fera. – na face / De anjo morto. d) é lírico. e me livre de ti em paralelo. decassílabos. e) é um misto de literário e não literário. as nereidas frias. F. dor no cotovelo e tu. Tem cheiro a luz... merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra. pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos. d) não é literário. // Nasce a manhã. merda...34. põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente. à tarefa. a luz tem cheiro. b) é narrativo. que me livre de vez desses poemas. pois não é prosa nem poesia. recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo. um soneto de versos. E eu quero? É Sísifo o meu modelo. pela presença de termos chulos. Com que gana! E que suplício: não há ponto final. p. / Pérolas vivas.. os ninhos e a hera. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo. pela intensidade do sentimento do eu poético. / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora. / É transparente. GABARITO 35. – o ar e o chão.” ( ) “Ela vem. ao suplício. b) não é literário. azul em fora. predominantemente.. construído em prosa poética. As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego. Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece.. na mente. In: Muito Soneto por nada. a manhã nasce. / Despertar-me no leito: ouro em tudo.” ( ) “O luar.

repetições e paralelismos. b) Apenas II. causar. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v. a sonoridade da moenda a trabalhar. principalmente. há uma preocupação com os procedimentos poéticos. em que a economia brasileira dependia. ( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v.. a dor.. E ringindo e rangendo. III. UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda. 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 “Todo dia ela faz tudo sempre igual me acorda às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café (. Ringe e range. quanto ao significado e à função sintática. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima. julgue os itens a seguir. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína. Nos versos selecionados. II. o mal que vai. 38.8 ) e o pronome “você” (v. Considerando o poema acima. d) Apenas II e III.Noções de literatura Avançar . II. Quais estão corretas? a) Apenas I.. é o assunto desse poema. em comum. Poemas.7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso. ( ) A época áurea da cana-de-açúcar.. com a repetição de recursos poéticos.)” Caetano Veloso.. O engenho de madeira a gemer e a chorar.” Da Costa e Silva. O verbo “como” (v. II e III. 9). ( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam. c) Apenas I e II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . dessa atividade extrativa vegetal. como rimas.37. da canção de Caetano. a rígida moenda. À luz quente do sol e à fria luz do luar. talvez. rouquenha. a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal.. ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica. permitem uma dupla leitura. 13 “quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você está tão bonita você traz a coca-cola eu tomo você bota a mesa eu como eu como eu como eu como eu como você não tá entendendo nada do que eu digo eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (. I.7). As duas canções apresentam. UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I. respectivamente.)” Chico Buarque de Holanda. e) I. Vive como a expiar uma culpa tremenda.

672-673. demais. Fica quieto. eu cresço logo. só 24 volumes. mata de pinheiros toda verde. Agora não. ( ) Sublimação do amor. Amanhã começo a ler. poemas me vejo viver. Tenho de ler tudo. menos luzidios que os olhos dela. Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas. compra. Sou o mais rico menino destas redondezas. Papai me compra agora. as demais. era dar prova de fraqueza. medievo. Compra. unicamente minha. ( ) Ser humano revelado como contraditório. – torná-la minha. Compra assim mesmo. Julguei. ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico. São Paulo: Ática. 96. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade. e os brilhantes. o que não saberei nunca. Machado de. “Biblioteca verde Papai. eu vou comprar. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina. O que saberei. Chega cheirando a papel novo. em contos. Em filosofias tropeço e caio. Via-a dali mesmo. em cavalarias me perco.) Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres. 18 ed. e doía-me que a vissem outros. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F. Memórias Póstumas de Brás Cubas. e sair. Mas leio. (Orgulho. não. pai. Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro. Como te devoro. verde pastagem. os cabelos postos em à maneira do tempo. cavalgo de novo meu verde livro. se mais natural. Antes de ler. 1992. Agora não.. – não sei se mais bela. que bom passar a mão no som da percalina. compra. atirei-me a ler e escrever. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42. – fascinando os olhos de todos. p. começava a despi-la. Reunião. menino. consultei o relógio.Noções de literatura Avançar . que chegaria tarde. Rio de Janeiro. pensava eu.” ANDRADE. leio. porém. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade. Depois. – braços que eram meus. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas. o colo de leite. reclinada no camarote. Meu filho. Carlos Drummond de. a pôr de lado as jóias e sedas.. me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres. U. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. verde. quis vestir-me. Virgília começava a aborrecer-se de mim. Evidentemente. Não podendo dormir. disposto a esquecê-la e a matá-la. esse cristal de fluida transparência: verde. somente minha. a torná-la. E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio.39. 1983. 1 5 10 GABARITO 15 20 25 IMPRIMIR 30 Voltar Língua Portuguesa . com vestido soberbo que havia de ter. inveja de mim mesmo. São só 24 volumes encadernados em percalina verde. Quando crescer eu compro. José Olympio. p.” ASSIS. é livro demais para uma criança. Via-a assim. com os seus magníficos braços nus. É em percalina verde.

UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v. d) do emprego de verbos no modo imperativo. de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. se papa. ainda acordado. 6-7. c) da predominância de orações coordenadas. Não fosse ele. ou uma encíclica47. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo. dirigindo-se a uma leitora que. O que saberei. 41.Noções de literatura Avançar . dona leitora. tenente e imperador. Agora não”.F.. e tio Cosme. 25-26. meu rapaz. 19. nesse caso. verde pastagem. se eu fosse padre. se bispo. e) “Amanhã começo a ler. ou uma pastoral. (N. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) “coleção/ de Obras Célebres. a não ser que ambos formem duas metades de um só. -v. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro.” -v. e este livro seria talvez uma simples prática paroquial.E. por ter sido escritor de romances. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber. -v. 29-32. esse cristal”. pai eu cresço logo.” 47 15 GABARITO Vocabulário: Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação. não só a sua vocação.” -v. decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz. 25. 42. c) “cristal/ de fluida transparência” -v. por tê-lo induzido a casar cedo. como me recomendara tio Cosme. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v. c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances. d) “verde pastagem” -v. porque um nasceu de outro. UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão. está na biblioteca em verde murmúrio”. mas a culpa é do vosso sexo. ou antes porei dois. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. b) “Antes de ler. todos os destinos estão neste século. que bom passar a mão no som da percalina. 10-11. d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora. d) “(. Até lá os sonhos perseguiam-me. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado. b) Machado de Assis culpa as mulheres. -v. Tudo isto é obscuro. pois ela depende da capacidade do leitor de atribuir sentidos ao que lê. 25-26. A leitura não está unicamente inscrita no texto.) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica. 17-18. torna-se também culpada pelo destino dele. e no menor número de palavras. Um só ponho. ‘Anda lá. como também o enredo da narrativa. como era seu sonho de adolescência. U. 14-15. -v. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. b) das construções com uso de vocativos. c) “Tudo que sei é ela que me ensina.40.) Como te devoro. e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular. o que não saberei nunca. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho. 4-5. 43.. que perturbava assim a adolescência de um pobre seminarista. por outro lado.

( ) A voz do poeta. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial.) nesta acepção: reza da capoeira. ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete. Cassiano. (ant. no verso 21. julgue os itens seguintes. no último verso. orai por nós. segunda. terceira. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete. que aparece várias vezes no poema. 85-6. Cap. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo. Bras. ( ) Como obra poética. ( ) O pronome “o”. 1972. julgue os itens que se seguem. refere-se. no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”. 1 4 7 10 13 16 16 19 22 44. ( ) Esse poema. na cidade? A máquina o fará por nós. p.Noções de literatura Avançar . O cérebro eletrônico. 2. quarta e quinta. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. na forma como se apresenta. sistema neurovegetativo.1. desvela a ironia com que se estrutura o poema. digestivo e respiratório. Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas. Por que pensar. Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira. lengalenga. (Sin. cantilena. ( ) Segundo a acepção 1 do verbete. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. na cidade”. INL. pelo lat. ócio dourado. ( ) Ao longo do poema.)” Considerando o verbete acima. no verso 19. da seguinte forma: primeira estrofe. a “pensar. em um contexto de capoeira. imaginar? A máquina o fará por nós. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós.f. UnB-DF Acerca das idéias do texto. Seleta em prosa e verso. sistema circulatório. Rio de Janeiro: José Olympio. o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma prece. ( ) De acordo com a acepção 1 do verbete. o autor vai associando partes da anatomia humana aos sistemas fisiológicos por ela dinamizados. ou conversa longa e fastidiosa. sistema lingüístico. no verso 15. dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós.As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha Por que o raciocínio. os ossos? A automação. Fig. a “fazer um poema” e. Relação. discurso. narração. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa. uma oração. a “labutar no campo. Por que labutar no campo. sistemas motor.” RICARDO. e o texto III. imaginar”. Ó máquina. litania) S. corresponde. a “subir a escada de Jacó”. no verso 17. 45. os músculos.

17 Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos. já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana.46. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa. c) O autor. percebendo-se a sua influência ainda hoje. que descreve a paisagem.. a canção que eu fiz pra te esquecer. a fauna e flora. me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando.. lento um trovador cheio de estrelas escuta. no silêncio. U. sofre a forte influência poética de Lord Byron e Musset. os costumes e tradições do indianismo. a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e. que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu. Vem cá. Antônio Carlos Jobim. conseqüentemente. então. Luísa me dá tua mão o teu desejo é sempre o meu desejo vem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e. Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda. agora. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração. brasileiro. como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim.Noções de literatura Avançar . GABARITO b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas.” Antônio Carlos Jobim. Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda.

” NETO. e nunca. em nenhum momento. vão num bolso. p. dentro das quais. Umas vezes. se ouve palpitar um bicho. Se são jaulas não é certo. com voz de pássaro rouco. como em jaula. não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente. GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono. tais gaiolas vão penduradas nos muros. mais perto estão das gaiolas ao menos. 324-6. IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar. 2 O que eles cantam. Assim. impessoal. João Cabral de Melo. 18 e de pássaro cantor. trabalho rotina. estejam presos ou soltos. não assinado. num dos pulsos. mais privadas.Noções de literatura Avançar . pelo tamanho e quebradiço da forma. que não são artistas nem artesãos. Obra completa. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado. outras vezes. mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho. desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos. se pássaros.Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. em série. 1994. a saltação que ela guarda. Voltar Língua Portuguesa . Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação. Rio de Janeiro: Nova Aguilar.

a coesão e também a convergência e a densidade semântica do texto. Cecília. 48. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade.. barra.. ( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondilha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradicionais de construção de poemas. o ouro vem. criativa versus produção em série. engenho. 19 GABARITO Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos. De seu calmo esconderijo. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso. ( ) Quanto à posição da sílaba tônica. rotineira. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UnB-DF Ainda em relação ao texto. deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos. na sexta estrofe. seu foco principal está na mensagem que é transmitida. torna-se pó. É tão claro! – e turva tudo: honra. dócil e ingênuo. folha. produção variada. “gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. UnB-DF Em relação ao texto. quer dizer.47. ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”. em ordem direta. 49. infinitas galerias penetram morros profundos. “jaulas”. ( ) A linguagem é poética.Noções de literatura Avançar . julgue os itens seguintes. “cantando”. ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso). ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos. amor e pensamento. por ser átona. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros. a produção pessoal versus produção impessoal. “canto”. ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários. considerando-se o número de sílabas em cada verso. ( ) No primeiro verso do poema. julgue os itens que se seguem. as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu lírico e leitores) ou como as pessoas. em função de seu assunto e da linguagem despojada.” MEIRELES. ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro. ( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sentido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio. o povo. Assim. ( ) Na interpretação de poemas. prestígio. Romance II. poder. “gaiolas”.

de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar. Ferreira. nenhum sentido. Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos. povo solidário e unido. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . reservista. Rio de Janeiro. Civilização Brasileira. o autor não se utiliza: a) de comparações. e) sermos gente. c) não nos desesperarmos. 51. amigo. 1987. e não vejo na vida. de táxi. d) sermos pessoas ajustadas e felizes. U. Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”. defuntas alegrias flores passarinhos facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro. p. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons. de ônibus. senão lutarmos juntos por um mundo melhor. e) da beleza dos substantivos saudosistas. d) da força dos verbos.Noções de literatura Avançar . Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. b) vermos algum sentido na vida. b) do efeito dos adjetivos. U.Texto para as questões 50 e 51. 229. 20 GABARITO 50. “Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento. o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns. Ando a pé. Toda Poesia. do dia-a-dia. casado. maior.” GULLAR. c) da construção de versos livres.

há uma constatação de que a linguagem não é um instrumento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. Rio de Janeiro. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”. profundamente interiorizado. 04. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”. O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo. portanto. Obra poética. Pode-se dizer que.E. ou seja. O verso “Falai! que estou distante e distraída”. com meu tédio sem voz. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. portanto. o delírio. pela incomunicabilidade e. Falai! meu mundo é feito de outra vida. no poema. a existência de dois universos: o da exterioridade. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas.Noções de literatura Avançar . 256. 02. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres. A arte pode ser “inverossímil”. por vezes. Há. daquilo que não pode ser observado no mundo exterior. Dê. O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que. O último verso indica. nesse poema. mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”. Cecília. ela se permite dizer “inverdades”. representado por expressões como “palavras” e “Falai!”. Percebe-se. trata-o com desdém. pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que caracterizam o sentido deste poema.” MEIRELES. Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto. e o da interioridade. Nova Aguilar. como resposta. a soma das alternativas corretas. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico. 16. Falai! que estou distante e distraída. 01. conseqüentemente. que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”. a perda da percepção dos limites da realidade. revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”. o eu-lírico só poderia falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. no poema. Isso porque. Talvez nós não sejamos nós. “Interpretação As palavras aí estão. promovendo uma espécie de autosondagem no domínio do mundo interior. De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais. 32. uma por uma: porém minha alma sabe mais. 1977. revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades do “outro”. U. p. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem referência à própria criação artística. Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se. Nos dois primeiros versos.52. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 08.

sondando uma retirada estratégica. São Paulo: Editora Nacional. Negrinha e O macaco que se fez homem. O escrevente. coronel. enchendo-se de coragem. — Oh. derrubou a cabeça. . não receia sobrecenhos enfarruscados. apesar da distância hierárquica que os separava. e neste caso Maria do Carmo. O Colocador de pronomes. o qual tinha duas. a tremer.. Escolha! O escrevente. In: Contos pesados. Laurinha. 1940. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56.. minha filha e tem a audácia de o declarar. e a do Carmo. bilhetinho perfumado.Noções de literatura Avançar . Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido. da segunda pessoa – a quem se fala. ou à preta Luzia. do escrevente. são três: da primeira pessoa – quem fala. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa. e desd’aí transformou-se no tutu da terra. não permitirei nunca. num pasmo. Toda a gente lhe tinha um vago medo.. Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense. depois de três dias de sobrecenho carregado. — Laurinha. Ousou o escrevente namorar-lhe a filha. essa. Depois. Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões.. Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara. roupa nova. como sabe. que é mais forte que a morte.... voltando-se para dentro. moço. apenas quatro palavras. quer o coronel dizer. Apesar disso. desdobrou-o. à missa. — Os pronomes. mandou chamá-lo à sua presença. Ar um tanto palerma. Magro. madurota. entretanto. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. vencido. Ora. — Nada de frases. mas o amor. explicou. e eu. nem tufos de cabelos no nariz. batendo-lhe no ombro paternalmente. seu chefe natural. ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize. com a pulga atrás da orelha. repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial. O escrevente ressuscitou. Mal o pilhou portas aquém. Pois agora. — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente.. Triburtino não era homem de brincadeiras. Para abrir o jogo. comoveu-se e com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos.. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua.. com bastante sucesso. Escolha!” LOBATO. o coronel trancou o escritório. Encontros na igreja... com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz. encalhe da família. moço. a serenata fatal à esquina. gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e. bastava esse movimento de peão. vesga.. — . Vinte e três anos. balbuciou medrosa confirmação. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E. — . já se vê. Aqui se estrepou. o moço veio um tanto ressabiado. troca de olhares. então. afora pontos exclamativos e reticências: Anjo adorado! Amo-lhe! . — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno.. Escrevente. a qual não pode ser senão a Maria do Carmo. e neste caso Laurinha. com o Acorda.. histérica. Não lhe erravam os pressentimentos.. Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama‘lhe’. diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. 22 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . minha mulher ou a preta.. tornando a si. Monteiro. aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e. Namoro à moda velha. Por fim o coronel. ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela. Depois. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!. corrigiu o erro. e neste caso vassuncê. fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra. Parou. com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas. cozinheira. nos dias de folga. Depois. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino. Ama... Escrevera nesse bilhetinho. Abriu os olhos e a boca.. — Sei onde trago o meu nariz. Silenciaram ambos. donzela. Depois. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório. em pausa de tragédia. da terceira pessoa – de quem se fala. – nunca. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas. é casar! concluiu de improviso o vingativo pai.. Urupês... Salvo se declara amor à minha mulher!.. por instinto. manca da perna esquerda e um tanto aluada. O velho fechou de novo a carranca. Abriu uma gaveta. então nos dezessete.

o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce.. produzindo formas como ingreis. ( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. GABARITO 57. a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens. interrompendo o fluxo da narrativa. 23 55. a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança. UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora. é incorreto afirmar que. UFMT ( ) No trecho Escrevente. craru.53. ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de estereótipos e clichês. ( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão. parma. c) o eu poético fala de um estado de sofrimento. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais podem resultar em equívocos de sentido. UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças políticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade.” (Deprecação) IMPRIMIR Com base nessa leitura. d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou. o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico. Teus filhos que choram tão grande mudança. ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da linguagem e do conteúdo do bilhetinho. UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias. há um exemplo de metonímia.. ambas dicionarizadas. 56. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem. “Meu Deus.. Magro. é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansiedade do escrevente e para produzir um efeito de suspense. Ar um tanto palerma. e vive um só instante. e. Senhor meu Deus. sar. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! Já lágrimas tristes choram teus filhos.. ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada. mas cordial e receptivo a bajulações. Vinte e três anos. ( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo. ( ) Nessa narrativa.Noções de literatura Avançar . ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro. com o intuito de criar uma escrita brasileira. pois apresenta personagens e acontecimentos sem manifestar opinião. UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas. E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã. ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora. Voltar Língua Portuguesa . ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante. ( ) Na narrativa. 54. E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. em ambos os trechos. é casar!” . b) o eu poético se dirige a Deus. ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis.

tornar seu mundo musical leve. José Olympio. o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. fatos passíveis de serem verdade. UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho. segue o modelo clássico de composição poética para falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados. a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores. ( ) Há indicações. b) Escrito em versos alexandrinos. Ariano.F. entre outras tantas letras para suas músicas. “Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. estou muito esperançado Mas. que eu estou no banco.” 24 Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das personagens. nos últimos instantes de sua vida. e a poesia. c) O amor.Noções de literatura Avançar . e) São versos dodecassílabos. INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59. Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta. c) A prosa existe em função da confissão amorosa. provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs. destacando. isto é.58. 59. de que as personagens pertencem à elite burguesa. para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta. metaforizando tal passagem com a morte. também musicado. no texto. d) O início de alguns versos se repete. através da repetição de alguns versos. com severa crítica social. pessoal. tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico. U. a falta de perspectivas de um operário da construção civil. “Está tudo muito bem. d) Enredo. para a criação de personagens. 1979. Rio de Janeiro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Farsa da Boa Preguiça. deitado!” GABARITO SUASSANA. o poema a seguir. enquanto não aparece negócio. ô mulher. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis. traz meu lençol. o operário da construção civil consegue. 60.

Gonçalves. Agir. d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada. ao rival de Jatir. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol. Já solta o bogari mais doce aroma. como estas preces. não desempenha nenhuma função específica.Noções de literatura Avançar . Correm perfumes no correr da brisa. “Leito de folhas verdes Por que tardas. no poema. Onde o frouxo luar brinca entre flores. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS. Jatir! nem tardo acordes À voz do meu amor. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. há pouco. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. o verso 27. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . à pessoa amada. como estas flores. Santa Maria-RS Leia o poema que se segue. Jatir. movendo as folhas. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. Brilha a lua no céu. U.F. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas.. não mais. brilham estrelas. que não chega. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. Do tamarindo a flor abriu-se. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Poesia. e) A natureza.61. Rio de Janeiro. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração.. No silêncio da noite o bosque exala. Já nos cimos do bosque rumoreja. Também meu coração. o verso 20. 25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 (.) 21 22 23 24 25 26 27 28 Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte.

elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação. Maria. depois de um sono curto e agitado. fica-te um pai. que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala. desde o primeiro dia em que nos encontramos. Vive por mim!” e em: “O dia se passou. já não existe.. Logo que lançar o aborto. Sua mãe lhe servirá de túmulo. — Iremos juntos!. De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar. não engana. Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio.” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”. — O remédio de que eu preciso é o da religião. a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta. — Para aliviá-la do seu incômodo. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que. Vive por mim! — Se eu pudesse viver. Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua. e abandonar-me só neste mundo.”. Paulo.. casar com Ana! — Não tratemos disso agora. a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações. Nesse texto em foco. Quero confessar-me. os termos grifados exemplificam metáforas. Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: — Para que é isso? perguntou ela com brandura.. “Apenas o médico saiu. e abraçando a irmã.. achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes. ficará inteiramente boa. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava . e abandonar-me só neste mundo. ( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo. mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem. voou pelo aposento. Paulo. UEGO Assinale V...” 26 GABARITO 62. À noite declarou-se a febre. — Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta. viram finar-se gradualmente uma vida querida. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho. — Lançar!. à tua irmã.. ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas. e a mim. para as afirmações verdadeiras. haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias. Maria. e F. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica. que nenhum efeito produziu. uma febre intensa que a fez delirar. Nosso filho. Maria. de José Alencar. o teu. Ana. promete-me que se ela não for tua mulher. exemplificando assim um caso de próclise. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que não poderia amá-la. “A febre lavrava com intensidade. A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem. e sempre mais graves.”. Pela manhã.A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola. porque ele era mais teu do que meu. minha amiga! Quando ficares boa. sejam elas virgens ainda. lhe servirás de pai.Noções de literatura Avançar . na cruel agonia que só compreendem aqueles.. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito. impelido com violência. disse-lhe: — Perdes uma irmã. voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede.. evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”. — Queres acompanhar teu filho.” Neste período.. Paulo. ajoelhados à borda de um leito.. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula.. esse casamento nos tornaria infelizes a ti. ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências. Ama-o por ele.. lhe servirás de pai. por ti e por mim. tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade. promete-me que se ela não for tua mulher.

São ‘notas’ de consumo de materiais. São Paulo: Ática.. nesses momentos. mas por sua mediocridade. Custa um tostão. Dispõe de grande prática. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo. ‘puxar’ cuidadosamente as somas. É preciso antes submetê-los a uma conferência. bate muitos carimbos. essa compreensão inteligente e leviana das coisas. Era então uma simples contrariedade a esquecer. aberto dentro da gavetinha ao lado. emperrados. em forma de faturas. porém. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo.. 12ª ed. pousa-os no escriturário: — Está na Secretaria – responde este. injustiça ou grosseria dos homens. pois. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente.Noções de literatura Avançar . que este é custeado pelos funcionários.. Não tarda. ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído. seu anonimato e sua alienação. Dyonelio. O serviço. Naziazeno não quer café.. Já tomou um há pouco. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho. infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural. seu valor ou sua magnanimidade. 27 De acordo com o texto acima. há sempre multiplicações e adições a fazer. 26-7. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses.. Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . quadros risonhos. Ambos muito quietos. sentimentos e sensações. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho. lembranças. calcular. não necessita ‘estar em dia’. julgue os seguintes itens. Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses. quando tem já um grupo de contas respeitável.63. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’. ( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas. de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores. ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional.. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’.. Os ratos. que penetra na mente da personagem.” MACHADO. não. Faz cálculos. usa tinta encarnada.. O datilógrafo. Na sala. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno. ( ) Pelo texto apresentado. quando. uma preterição. não era raro vir-lhe um remorso. É um serviço que faz há muito tempo.. O primeiro escriturário confere contas.. sem interromper a conferência das contas. ver se as operações de cálculo estão certas. não se destaca pelas características elevadas de homem extraordinário por seus feitos... Ele se dirige para a sua carteira. não exige pressa. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais. contra esse espírito inferior de esquecer prontamente. depois então ‘lançá-las’ com capricho. Mesmo assim. p. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’. uma acusação contra si mesmo. se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho. quando não está ‘batendo’. relanceia-os lentamente pela janela. É preciso classificar as notas. não tinham. O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis. embora seja o protagonista. 1992. pequena. Depois. lê um livro. decifrando-lhe pensamentos.

33. V–F–F–V–V–F V–V–F–V–F–F V–V–V–F–F c d a V–V–F–F–V F–V–V–F–F c b b d V–V–V–V F–F–V–V d F–F–V F–F–V V–V–F–V–F a b 10 V–V–F–V V–F–F–F V–V–V–F–V F–V–V–V a e F–V–F b e V–V–V–V–F F–V–V–V–V IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 56. 63. 29. 47. 60. 25. 39. 50.Noções de literatura Avançar . 15. 36. 24. 51. 55. 4. 31. 43. 40. 49. 54.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1 1. 37. 9. 23. 38. 6. 11. 12. 61. 2. 19. 13. 20. 53. 52. 58. 57. 44. 3. 27. 14. 22. 28. 16. 26. 59. 21. 17. 7. 30. 8. 62. c c b b c c d c b e e V–F–F–V a b e d d d c b d e F–V–F–V V–V–F V–F–V F–V–F–V d a c d d 32. 35. 45. 46. 18. 10. 42. 41. 34. 5. 48.

“No domingo de Páscoa. Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Dominação lingüística. 1997. 88 e 96. do que eles dariam se os levassem. d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa. “Aqueles outros. “melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degredados que aqui fossem deixados. III. c) Informativa dos jesuítas no Brasil. notificando a chegada da primeira missão jesuítica. GABARITO Dê. Porto Alegre: L & PM. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro. porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 3. Colhemos e comemos muitos deles.. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento. que a muitas mulheres de nossa terra. 83. 85. 02. 64. b) A das relações estabelecidas entre os românticos. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamente indicada em: 01. b) II.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1. Ninguém não lhe deve falar de rijo. por ele chefiada. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega.” – Interesse mercantil.) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado. 32. sentimento nacionalista e participação em campanha republicana. pela manhã. com medo do cevadoiro. de muito bons palmitos. p. mas ninguém o entendia e nem ele a nós.” – Submissão religiosa. chamava alguns para que viessem até ali. 08. Sílvio. E aquele de quem falei antes. Estão corretas somente as características indicadas em: a) I. intenção catequética e informação sobre a terra.Literatura no período colonial Avançar . “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa. determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (. a soma das alternativas corretas. CASTRO. U.” – Visão paradisíaca. relato de viagem e pregação religiosa. diante de nós. e) II e III. que estiveram sempre presentes à pregação. como pardais.) tão graciosa. d) I e II.. em 1549. “E uma daquelas moças era toda tingida (. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele. 87. estavam assim como nós olhando para o nosso pregador. provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena.. Ao longo dele há muitas palmeiras. 04. porque desejávamos saber se o havia na terra. II. inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia..” – Difusão do cristianismo. 16. não muito altas. como resposta. vendo-lhes tais feições. por ser gente que ninguém entende. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: I. c) III. 1 2.

Literatura no período colonial Avançar . 46-7. ( ) Na época colonial. e) O temor. ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. apesar da linguagem rebuscada. que entrando co’a vela cheia. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. outros à frota: a frota tudo abarrota dentro dos escotilhões. declarando daí: “Ponto em boca”. da reação do povo faminto. d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade. In: Poemas escolhidos. p. por parte do sujeito poético. 6. José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasilcolônia. buscar a espiritualidade. São Paulo: Círculo do Livro. e se a Câmara olha e ri. o lastro que traz de areia. que é muda a boca esfaimada. d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. ( ) Parte da obra do Pe. ( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Barroco. a carne. ( ) Na poesia arcádica observa-se. Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas. Gregório de. Décimas. Unifor-CE No período colonial. junto à natureza. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e. outra parte se destaca desse conjunto. e) constituem obras de gêneros diferentes. b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana. mas se a frota não traz nada. 7. 5. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. A fome me tem já mudo. é coisa que me não toca: Ponto em boca. o perdão divino. verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais.” MATOS. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. distribuídas em períodos diversos. porque anda farta até aqui. ao mesmo tempo. produzidas no século XVII. b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra. com as dificuldades e os sucessos. os feijões.4. plena de inversões e de figuras. o peixe. c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. Voltar Língua Portuguesa . c) constituem obras do mesmo gênero. uns dão a culpa total à Câmara. IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade. porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. o andamento e as condições da obra de catequese. por que razão leva tudo? Que o povo por ser sisudo largue o ouro e largue a prata a uma frota patarata. b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação. Uneb-BA 2 GABARITO “Toda a cidade derrota esta fome universal. s/d. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. Mas ao mesmo tempo. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial.

Suspiro agora em vão. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. procedimento que costuma estruturar os poemas realizados nesse estilo de época. III. e) neoclássico. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. viver gozando.” MATOS. ( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico. Padeça agora.Literatura no período colonial Avançar . São Paulo: Cultrix. In: Obras completas de Gregório de Matos. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular. aonde vinha. e não quis. os senhores em pé apontando para o açoite. os escravos carregados de ferros. Se cresce para mim. os senhores rompendo galas. e morra suspirando O mal. Pague no mal presente o bem passado.” Na estrofe acima. O envolvimento político do jesuíta. Deixei sem atender. Salvador-BA “Porque não conhecia. A presença de um grande número de antíteses. Que quem podia. II. Antônio. Soneto. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. dirige-se o poeta à sua amada Babu. GABARITO No texto. d) barroco. alta desgraça. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. Que quem errou. 1015. os escravos muitos. A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos. como estátuas da soberba e da tirania. Gregório de. os escravos despidos e nus. 3 De acordo com o texto. 58. 2. os senhores nadando em ouro e prata. Pe. que passo. 1981. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o que convinha. por ignorância. o bem. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”. Babu. 10. os senhores banqueteando. c) II e III. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. U.” VIEIRA. d) I e IV. ed. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal. ( ) A dor daquele que. os senhores tratando-os como brutos. s/d. e) I e III. 9. org. Ou entendia pouco. marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. Sermão vigésimo sétimo. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. p. IV. ou pouco amava. o que lograva. verificam-se os seguintes traços do barroco: I. p. b) neoclássico. ou seja. que me embaça: Se cresce contra mim. Confesse. “alta desgraça” / “alta ventura”). Antônio Soares. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. v. In: AMORA. que tinha. c) barroco. sem ver. os escravos perecendo à fome. Salvador: Janaína. Sermões. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha. Vim sem considerar. Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura. e tanto cresce. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. que esta pena merecia. b) III e IV. que possuía. Deixei como ignorante o bem. Quando não me aproveita a pena minha.8. o estilo: a) barroco. o que gozava. E morra. o que deixava. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético. alta ventura. quando menos confessado. IV.

como resposta. Numa cidade onde falta Verdade. a soma das alternativas corretas. 04. UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Que mais por sua desonra? Falta mais que se lhe ponha? O demo a viver se exponha. ameaçando sua própria posição. 12. A expressão “povo néscio. 64. procura.11.)” Pretos Mestiços Mulatos. U. que estima por cabedal Pretos. Dê. Senhora Dona Bahia.. Usura. Pretos. d) simplicidade clássica. dou ao demo a gente asnal. Honra. Vergonha. Mulatos. por rimas internas. desenvolve-se em pares de estrofes.Literatura no período colonial Avançar .. Verdade Honra Vergonha. é uma alusão aos portugueses e seus descendentes. Poesia satírica de Gregório de Matos. A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas. ao longo do poema. nos tercetos. enquanto o conteúdo. que então viviam na cidade de Salvador. e sandeu”. O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia. Por mais que a fama a exalta. 08. financeiros e étnicos. Quem a pôs neste socrócio? Quem causa tal perdição? E o maior desta loucura? Notável desaventura de um povo néscio. 32. com fatos e comentário. por constituírem um grupo em franco processo de ascensão social e econômica. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor. Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma reação aos excessos do movimento Barroco. As respostas. 54. p. 02. Salvador: EDUFBA. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo. que não sabe que o perdeu Negócio. nos tercetos. 1998. tanto no aspecto formal quanto ideológico. c) antecipação da estética do Romantismo. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton. Negócio Ambição Usura. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . (. Cleise Furtado. inicialmente abordando aspectos éticos. são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quartetos. em cada verso. 16. O ritmo do poema. A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01. Ambição. é marcado. MENDES. nesse contexto. e sandeu. Mestiços. 4 Quais são os seus doces objetos? Tem outros bens mais maciços? Quais destes lhe são mais gratos? Dou ao demo os insensatos.

e) II. II e III. que sonora. e) épica de Basílio da Gama. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem. “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte. Na obra de Gregório de Matos. d) simbolista. em Marília de Dirceu. No soneto de Cláudio Manuel da Costa. aquela fontezinha aqui murmura! E nestes campos cheios de verdura. d) II e III. d) I. O último verso apresenta uma hipérbole. que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” 5 Com relação ao fragmento apresentado. II e II.Literatura no período colonial Avançar . a matutina aurora o negro manto. III e IV. a amada representada por uma pastora. afirma-se: I. III. e às vezes. por te não ver. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar. 15. quanto a sombra da noite mais lhe agrada. UFSE “Sou pastor. II. Cláudio Manuel da. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico. c) I e III. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. somente. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. A poesia de Tomás Antônio Gonzaga. b) I e II. Nise adorada não sabe inda. U. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias. que é o gozo do tempo presente.” COSTA. sufocando do sol a face pura. E a suavidade do prazer trocada. b) barroca. 14. somente. 16. Nise. somente. A carta de Caminha. não te nego. III. Potiguar-RN “Já rompe. tanto mais aborrece a luz do dia. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. Que alegre. no espaço de uma natureza amena. Voltar Língua Portuguesa . que suave. II. b) II e III. que coisa é alegria. A natureza é descrita de forma objetiva.13. os meus montados São esses. que aí vês. os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema. c) romântica. e) I. somente. tinha escondido a chama brilhadora. Está correto o que afirma em: a) I. que avultado prazer tanto melhora? Só minha alma em fatal melancolia. a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa. c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. com que a noite escura.” IMPRIMIR GABARITO A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem. IV. b) lírica barroca de Gregório de Matos. c) III e IV. vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados.

d 6. d 11. 58 12.Literatura no período colonial Avançar . c 10. F – V – V – F – V 7. c 2. 62 3. c 16.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1 1. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . V – F – V – F – F – F – V 9. d 8. d 15. d 13. b 5. d 4. b 14.

porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. Parece-me gente de tal inocência que. de que nós deste porto houvemos vista. ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. p. porque. muito chã e muito formosa. por conter elementos da função poética da linguagem. Pero Vaz de Caminha. pois o desejo que tinha de tudo vos dizer. Senhor. assim frios e temperados. se homem os entendesse e eles a nós. querendo-a aproveitar.Humanismo. porque eles. Esta terra. a estender olhos. nem qualquer outra alimária. seriam logo cristãos. e dessa semente e fruitos. E. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. nem criam. sexta-feira. ( ) Segundo Caminha. segundo parece. Barroco e Arcadismo Avançar . se algum pouco me alonguei. Não há aqui boi. Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. A carta de Pero Vaz de Caminha. delas brancas. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. Deste Porto Seguro. o melhor que eu puder. E em tal maneira é graciosa que. Tem. hoje. Ela me perdoe. De ponta a ponta. 1 GABARITO 1. Jaime.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . sem cobertura alguma. muito grande. Andam nus. Beijo as mãos de Vossa Alteza. não pudemos saber que haja ouro. nalgumas partes. que nos parecia muito longa.” CORTESÃO. Pelo sertão nos pareceu. julgue os itens abaixo. não podíamos ver senão terra com arvoredos. não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza. também. nem coisa alguma de metal ou ferro. Coleção Clássicos e Contemporâneos. os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. infindas. nem lho vimos. vista do mar. primeiro dia de maio de 1500. Eles não lavram. até agora. Senhor. que nesta navegação agora se achou. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. bem feitos. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. que aqui há muito. é tudo praia-palma. que costumada seja ao viver dos homens. nem cabra. com quanto trigo e legumes comemos. nem galinha. B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota. e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil. me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. não têm nem entendem em nenhuma crença. Nela. grandes barreiras. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas. E nesta maneira. nem prata. que a terra e as árvores de si lançam. maneira de avermelhados. delas vermelhas. mo fez pôr assim pelo miúdo. e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. Quinhentismo. a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua importância histórica e. como os de Entre-Doiro-e-Minho. por bem das águas que tem. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi. A feição deles é serem pardos. 199-241. hoje esquecidos. Nem comem senão desse inhame. dar-se-á nela tudo. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943. da vossa Ilha de Vera Cruz. nem vaca. Q U IN H E N T IS M O . Porém a terra em si é de muito bons ares. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Águas são muitas. de bons rostos e bons narizes. nem ovelha. ao longo do mar.

( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrativismo vegetal. o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. colocandose a questão da salvação post mortem (após a morte). Barroco e Arcadismo Avançar . apesar dessa prática. a primeira contém a segunda. os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores. nesta peça. na construção da farsa. o que evidencia o propósito de sátira social que. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. UnB-DF Ainda com relação ao texto. considere as seguintes afirmações.2. Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. 4. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista. I. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. Quais estão corretas? a) Apenas I. 2 IMPRIMIR GABARITO b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo.Humanismo. que a derruba. julgue os seguintes itens. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade. ao julgar justos e pecadores. III. de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. pois. d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados). Quinhentismo. um quadro exterior para a apresentação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. primeiro pretendente e segundo marido de Inês. substitui o propósito de edificação espiritual. d) Apenas II e III. de Gil Vicente. Além disso. tem poderes maiores que Deus. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio. 5. II e III. b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. 3. ( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada revelam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário. mantêm-se as mesmas relações de idéias. c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual. Sugere que o diabo. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal. de Gil Vicente. II. PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira. Ressalta também que. as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas. animal nobre. b) Apenas I e II. e) I. c) Apenas I e III. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno. pois legumes são sementes e trigo é fruto. asno que a carrega. ( ) No nono parágrafo do texto. consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. d) O asno corresponde a Pero Marques. Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. a associação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente. Voltar Língua Portuguesa . mesmo sendo estes mais bem alimentados. guardando traços dos dois períodos. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo. para a Biologia. que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à subsistência.

em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. ( ) Por não terem os portugueses se aventurado. Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata. mo fez pôr assim pelo miúdo. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século. o melhor fruto que dela se pode tirar. porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. 7. parece-me que. querendo a aproveitar. E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava. E se a um pouco alonguei. meu genro . e a terra de cima. ( ) A Carta.Humanismo. não podíamos ver. toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. a Ela peço que. dar-se-á nela tudo. é toda a praia muito chã e muito formosa. nos pareceu vista do mar. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. Quinhentismo. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias. será tamanho. Barroco e Arcadismo Avançar . já seria uma grande dádiva. por se tratar de uma missiva. Deste Porto Seguro. Senhor. ( ) Nele. quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. terra a dentro. de que nós deste porto houvemos vista. ( ) Para Caminha. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista. ou outra coisa de metal ou ferro. as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra.o que d’Ela receberei em muita mercê. Beijo as mãos de Vossa Alteza. hoje. Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. infinitas. que haver nela. da ponta que mais contra o sul vimos. umas vermelhas e outras brancas. ( ) Este texto. tem característica oratórias.Texto para as questões 6 e 7. senão terra e arvoredos terra que nos parecia muito extensa. muito grande. Senhor. UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado. e) Modernismo. Em tal maneira é graciosa que. d) Simbolismo. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for. Águas são muitas. Pelo sertão. b) Arcadismo. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto. De ponta a ponta. o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra. 8. AUE-DF Julgue os itens que seguem. tamanha a sua abundância na nova terra. ( ) No entender do autor. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. por causa das águas que tem! Contudo. ( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis. quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. acrescentando da nossa fé! E desta maneira. da Vossa Ilha de Vera Cruz. a saber. vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura. de Pero Vaz de Caminha. ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela. sexta-feira. É pois que. porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer.” 3 GABARITO 6. que tinha o homem no centro de tudo. primeiro dia de maio de 1500. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da literatura clássica do período. por me fazer singular mercê. que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil. nem lha vimos. até então. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. c) Realismo.” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco. porque a estender olhos. parece-me que será salvar esta gente. Ela me perdoe. até outra ponta que contra o norte vem.

do Pe. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. ora é descrita como tendo cabelos negros.). Voltar Língua Portuguesa . e) do “Diário de Navegações”. Texto III “Papoula.. ele é.9. com o padrão poético realizado em cada composição. descreve sua amada. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo.” GABARITO O texto acima apresenta fragmentos: IMPRIMIR a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”. Os teus cabelos são uns fios d’ouro. 10.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”.) ( ) Por “contra o sul vimos. Carnes de neve formadas. Quinhentismo. e faces cor-de-rosa. ou rosa delicada. 11.. do jesuíta Fernão Cardim. bem feitos. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”. por bem das águas que tem. o de Martim Afonso de Souza. b) das “Cartas” dos missionários jesuítas. (.) Porém a terra em si é de muito bons ares. E em tal maneira é graciosa que.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. e fina. uma idealização poética. Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos. suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu. Barroco e Arcadismo Avançar . A pastora Marília. Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas. contra o norte vem”. exigida pelas convenções neoclássicas. em relação à semântica e à estilística. (Para esta questão. Manuel da Nóbrega. A oscilação que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real. que são cor de neve. deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul. por isso a amada do poeta deixa de ser associada à figura convencional da pastora. sem nenhuma cobertura. Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I “Vivos olhos. e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. Negros e finos cabelos. no texto. na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão. carece de unidade de enfoques. darse-á nela tudo. ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia. ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”. utilize o texto das questões 6 e 7.. de bons rostos e bons narizes. maneira de avermelhados. Maria Dorotéia. caracterizado como pastor. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga. a pastora Marília. escrivão do primeiro colonizador. estabelece-se um raciocínio analógico. escritas nos dois primeiros séculos. ser substituída por detalhadamente. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor. Te cobre as faces. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília. estão empregados em sentido figurado. (. 4 b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições. ( ) Os termos “fruto” e “semente”. Teu lindo corpo bálsamo vapora. referindo-se ao descobrimento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene.. c) O sujeito lírico. Com crespos fios de ouro: Meus olhos se vêem graças e loureiros. ora loiros. AEU-DF Julgue os itens seguintes.. Texto II “O seu semblante é redondo.. Andam nus. para dar a idéia do clima da nova terra. ligado à vida do poeta. sem equívoco semântico. Sobrancelhas arqueadas. antes de tudo. As descrições apenas atendem à idealização da mulher. ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. querendo-a aproveitar.Humanismo. Manuel. de Pero Lopes de Souza.

( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos. de que me visto. que viva de guardar alheio gado. ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. onde o poeta viveu. embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético. d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr. fugere urbem (“fugir da cidade”). Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII. é uma postura típica também dos árcades. Marília bela. Graças à minha estrela. José de. não sou algum vaqueiro. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses. d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica. Barroco e Arcadismo Avançar . São Paulo: Scipione. voltamse para a natureza em busca de uma nova vida simples. bucólica. e mais as finas lãs. 1999. In: NICOLA. 14. 116. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia.F.12. das brancas ovelhinhas tiro o leite.Humanismo.p. 13. ( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil. Tomás Antonio. c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira. Marília. mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca. c) V – V – F – V – F. em seus poemas e sermões. 106. dos frios gelos e dos sóis queimado. dá-me vinho. d) F – F – V – V – V. UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro. azeite. b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido. e) F – F – F – V – V. U. b) V – V – V – V – F. de cima para baixo. inspirados na frase de Horácio. legume. Graças. que consiste no princípio de viver o presente. 5 Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) Eu. tenho próprio casal e nele assisto. pastoril. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos. Tomás Antonio Gonzaga. a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa.p. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . São Paulo: Scipione. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. Quinhentismo. de tosco trato. e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano.” GONZAGA. b) Os árcades. Marília de Dirceu. de expressões grosseiro.” NICOLA. “O Arcadismo. frutas. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. a) Tematiza motivos de Minas Gerais. c) As composições satíricas atacam governantes da colônia. 1999. exemplificando as tensões do seu tempo. e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna. José de. assinale a alternativa incorreta. é: a) V – F – F – F – F.

pelo sentimentalismo.Humanismo. pelo conceitismo e cultismos. Quinhentismo. quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. d) árcade. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. c) barroco. de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. Barroco e Arcadismo Avançar . Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão. antes lavrador que Nero. Por usar de siso mero. Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. No canto I. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques.15. 17. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. UFRS Assinale a alternativa correta.. e não cavalo folão. F. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. que se encontram em passagens diversas de A farsa de Inês Pereira. de Camões. por sua religiosidade. Viória-ES –“Ah! Peixes. e) romântico. dirigida a Inês.I. antes lebre que leão. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. 16. asno que leve quero. Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas. estai quando quiserdes estar. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. pelas comparações. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. O fragmento é próprio do estilo: a) medieval. pelo bucolismo. mas vós não ofendeis a Deus com a memória. GABARITO b) clássico-renascentista. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. na passagem que narra o concílio dos deuses. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. eu quero. Eu falo. mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”. no caso. mas vós não ofendeis a Deus com as palavras. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. Voltar Língua Portuguesa . eu lembro-me. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. eu discordo. significa “bravo”..

c) apesar das ameaças do gigante. Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700. o que pode ser comprovado nas descrições. sobretudo. pintura. e) narra..E.. sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri. c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos.. 19.. principalmente do Ceará e da Bahia. d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves. pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa.. estende-se à música.. Barroco e Arcadismo Avançar .. que o poeta compara ao paraíso. Padre Antônio Vieira 04. misto de missionário e colono português. de traços bem definidos. d) crítica a Diogo Álvares Correia. os navegantes prosseguem. contra o exército espanhol.. episódios da Inconfidência Mineira.. nos seus poemas de contestação social.F.... Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado. ao dar lugar a um “medonho choro”. a soma das alternativas corretas. a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico.... esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados. no Uruguai. da qual participou. Manuel Botelho de Oliveira Dê.. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África. que comanda um dos maiores extermínios de índios da história. escultura e arquitetura da época. b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta.. deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado. a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira.. que ajudava os espanhóis na luta contra os índios. c) exaltação à terra brasileira. de Basílio da Gama. Tomás Antônio Gonzaga 02.. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor.. e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso.. é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões.. . U. UFRS Assinale a alternativa incorreta..... Cláudio Manuel da Costa 08.. F. 7 GABARITO b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou..18..M. tem como representante maior no Brasil o poeta baiano . abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem. Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura. d) a nuvem negra que se desfaz.. basicamente....Humanismo. Além da literatura. fazendo ressaltar . U.. que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema. No canto V de Os Lusíadas. a natureza mineira. Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos. bem como aspirações religiosas. Voltar Língua Portuguesa . d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange. é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro. e que se convencionou chamar de . por ser um poeta de transição.. Quinhentismo.. como resposta. Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01. 22.M.... antes associada ao Cabo das Tormentas. F. ao qual imprimiu características barrocas. uma nova tendência.. Gregório de Matos 16. c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”. e) exaltação à índia Lindóia. textos em prosa. 21.. 20.. IMPRIMIR b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai...

um despejo quieto e vergonhoso. de Luís de Camões. III. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. idealizando a figura feminina. II e III. uma pura bondade manifesto indício da alma. um ar sereno. Rica te vi eu já. um encolhido ousar. Barroco e Arcadismo Avançar . mantém-se distanciado do objeto criticado. b) o poema compara o presente e o passado da cidade. 25. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. Quais estão corretas? a) Apenas I. considere as seguintes afirmações. limpo e gracioso. II. “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos. A mim foi-me trocando. e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. a presença de uma voz moralizadora. assumindo uma atitude de insensibilidade. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento.23. Oh se quisera Deus. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. de qualquer alegria duvidoso. tu a mi abundante. Voltar Língua Portuguesa . um riso brando e honesto.Humanismo. “Um mover de olhos. 24. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. um doce e humilde gesto. quase forçado. e tem trocado Tanto negócio. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. no poema. brando e piedoso. um desejo gravíssimo e modesto. 8 c) o futuro desejado revela. d) Apenas I e III e) I. d) o poema faz referência ao contexto da época. e tanto negociante. A ti trocou-te a máquina mercante. é incorreto afirmar que: a) o eu poético. b) Apenas III. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. c) Apenas I e II.” IMPRIMIR GABARITO Em relação ao poema acima. O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. tu a mi empenhado. sem ver de quê. que se contrapõe à solenidade do poema épico. UFRS Leia o soneto abaixo. Que em tua larga barra tem entrado. c) a manifestação de apego a Portugal. I. uma brandura. no poema. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. Quinhentismo. um medo sem ter culpa. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote.

Nacional. Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam. 9 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . meteis a flor. patifaria. que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha. 1977. Pica-flor aceito ser. Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas. São Paulo. e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro. décima – composição poética de 10 versos. passarinho. 179-80. pesquisa. Barroco e Arcadismo Avançar . s. e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha. Vocabulário: pica-flor – beija-flor. claro fica. se no nome que me dais. 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. juro excessivo. Sendo só de mim o Pica. que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor. que fico então Pica-flor. picardia – velhacaria. mas resta saber. escuta. Quinhentismo. ed.Humanismo.E. 1) “A uma freira. espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas). e o mais vosso. In: MEGALE. que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais. U. ao autor e à sua obra. usura – juro de capital. Marilena. trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia. p. Gregório de. 4. muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia.26. MATOS GUERRA. Heitor e MATSUOKA.

No primeiro poema. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana. Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o termo “Pica-flor”. ocorrem elisões nos versos 2. como resposta. 5 e 6. querendo-a aproveitar. Assinale a alternativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem.Humanismo. no conjunto formado pelos versos 3. evidentes. pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia. 02. Barroco e Arcadismo Avançar . No segundo. que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas. No segundo. 9 e 10. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. e na utilização de palavras rebuscadas e extravagantes que caracterizam o segundo poema. b) a tentativa de conciliar pólos opostos da experiência humana (o sagrado e o profano). Em tal maneira é graciosa que. evidentes. já que é dirigido a uma freira. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. às poesias religiosa e satírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. e) Gênero lírico. estrutura comumente utilizada na composição da décima. b) Sermões eucarísticos. por causa das águas que tem! Contudo. U. c) a técnica da disseminação e recolha. Os dois poemas pertencem. respectivamente.10 GABARITO 01. Quinhentismo. a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes. a) Biografias de santos. 16. Neles. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. No segundo. 04. 4.F. No primeiro.” IMPRIMIR Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. dar-se-á nela tudo. a soma das alternativas corretas. ocorre elisão apenas no verso 2. respectivamente. Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. notam-se as seguintes características: a) o gosto por jogos de palavras. notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada. b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de palavras. 27. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. no primeiro poema. caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas). notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos. Dê. 5 e 6. corrupção e roubo generalizados. o melhor fruto que dela se pode tirar pareceme que será salvar esta gente. Voltar Língua Portuguesa . no conjunto formado pelos versos 3. 32. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. são comuns durante o período colonial. culta. 4. há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (representante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado). característica do Barroco. que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaccdde. d) Literatura informativa. Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra. 08. No primeiro. sobretudo. No primeiro poema. extravagante. c) Ficção regionalista. b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. às poesias religiosa e lírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. gosto pela maledicência. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabbddb. Santa Maria-RS “As águas são muitas. Os dois poemas pertencem. sobretudo. No primeiro. infinitas. estrutura característica da décima. c) a tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. a exemplo do que se verifica no trecho transcrito.

em Os Lusíadas: I. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou.F. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. d) Gregório de Matos Guerra. Quinhentismo. c) Apenas I e III. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque. III. GABARITO A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta. ou seja. II. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. c) Cláudio Manuel da Costa. ao descreverem o Brasil. b) Apenas II. existe alguém mais ACM do que eu? Veja. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) Tomás Antonio Gonzaga. a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas. já velho e com um “saber só de experiência feito”. U. b) II. ainda. Está correto apenas o que se afirma em a) I. Santa Maria-RS O Quinhentismo. c) III. na medida em que todos os escritores eram nativos da terra. Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu. d) I e II. 24 de maio de 2000. Barroco e Arcadismo Avançar . pode ser definido como uma época em que: I. e) Apenas III. II. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. na existência de uma literatura brasileira. pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. uma produção informativa e doutrinária. U.28. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. d) Apenas II e III. III. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. e) I e III. enquanto manifestação literária.Humanismo. não se pode falar. e) Bento Teixeira Pinto. 30. 29.F.

só tu. e) I.Humanismo. (. Como se fora pérfida inimiga. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. Quinhentismo. De teus anos colhendo doce fruito. “O Capitão. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. GABARITO Considere as seguintes afirmações sobre o texto. O episódio de Inês de Castro. do qual o trecho acima faz parte. É porque queres. Entretanto. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão. posta em sossego. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha. De teus fermosos olhos nunca enxuito.. oferecem momentos em que o lirismo se expande.) Viu um deles umas contas de rosário. d) Apenas II e III. linda Inês. Desse episódio. como que nos dizendo que ali havia ouro. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie vivenciado pelos portugueses na chegada ao Brasil.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Que a fortuna não deixa durar muito. brancas. Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. e lançou-as ao pescoço. O nome que no peito escrito tinhas.31. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. III..” 12 Os Lusíadas. d) retrata a beleza de Inês. com um colar de ouro mui grande ao pescoço. folgou muito com elas. e aos pés uma alcatifa* por estrado. como dizendo que dariam ouro por aquilo. obra de Camões. II. estava sentado em uma cadeira.” Vocabulário: *alcatifa – tapete. puro amor. posta em sossego. UFRS Leia o texto abaixo. No trecho selecionado. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. bem vestido. b) celebra os amores secretos de Inês e de D. legítima herdeira do trono de Portugal. como um todo. Deste causa à molesta morte sua.. Se dizem fero Amor. Tuas aras banhar em sangue humano. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta. PUC-SP “Tu. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. Barroco e Arcadismo Avançar . II e III. I. b) Apenas II. Estavas. nem de falar ao Capitão nem a ninguém.) Entraram. e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar. acenou que lhas dessem. Quais estão corretas: a) Apenas I. Aos montes ensinando e às ervinhas. Nos saudosos campos do Mondego. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. 32. c) Apenas I e II. Mas não fizeram sinal de cortesia. (. humanizando os versos. quando eles vieram. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. áspero e tirano. Naquele engano da alma ledo e cego.

acrescentamento – aumento. adição. Por isso vos canta. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa. infindas. In: TUFANO. In: TUFANO. Moderna. muito grande. Estudos de Língua e Literatura.” Vocabulário: folgar: alegrar. ed. 1998. querendo-a aproveitar. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama. Douglas. Quinhentismo. isso bastaria. acréscimo. Estudos de Língua e Literatura. São Paulo. em 1498. pousada – local onde se descansa durante uma viagem. por bem das águas que tem. Poesia.33. Douglas. 1998. De Jesus querida.” 13 Vocabulário: infindo – infinito. lume: luz. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . U. Porém. o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. José de. Barroco e Arcadismo Avançar . muito numeroso. dar-seá nela tudo. o povo. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. GABARITO 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda. Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto. acrescentamento da nossa santa fé. E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute. Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. a saber. 5.E. ANCHIETA. E em tal maneira é graciosa que. Moderna. ed.Humanismo. A Carta de Pero Vaz de Caminha. São Paulo. Com prazer. Vossa santa vinda O diabo espanta. orientação. 5. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia. 1) “Águas são muitas.

a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. as informações que a Coroa Portuguesa desejava obter. Nos dois excertos. V. Evidenciam-se. Rio de Janeiro: Record. denominado “ciclo dos descobrimentos”. No primeiro. mantém uma estrutura formal e rítmica regular. No segundo excerto. moral e cristã. portanto. No segundo. dar-se-á nela tudo. Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI. a soma das alternativas corretas. por bem das águas que tem”). Barroco e Arcadismo Avançar . Dê. catequizar os índios. as obras dos jesuítas aparecem. Quinhentismo. Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectativas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo. Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. E em tal maneira é graciosa que. Nos dois excertos.” MATOS. as reais intenções de expansão do comércio. Por mais que a fama a exalta. emprega a ordem direta. GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade. II. d) apenas I. 1990. honra. Que mais por sua desonra? Honra. 02. querendo-a aproveitar. enfatiza as idéias opostas. 16. e) todas. o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta. a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África. a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra descoberta. O poema I.Humanismo. pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I. de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo. V. 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava. confirmando. desse modo. III. II. igualmente ricas de informações. V. Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI. c) apenas I. III. fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marítimo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. IV. V. O demo a viver se exponha. / como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”). emprega a gradação. vergonha. evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do BrasilColônia. a conquista e a colonização dos territórios ultramarinos. como resposta. paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. 08. Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usufruir das riquezas e. infindas.14 01. informando sobre a natureza. o índio. II. No primeiro excerto. por bem das águas que tem”). compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. Numa cidade onde falta Verdade. Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ao mesmo tempo. Gregório de. 04. O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos primórdios do século XVI. José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. b) apenas I. Nos dois excertos. já conhecida dos portugueses. FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem. mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas. 34. IV. documentando o processo de conquista e colonização. mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica. refere-se à cidade de São Paulo. IV. Então. não se pode falar em literatura no Brasil.

Do Xingu. Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião. ou seja. que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios. Barroco e Arcadismo Avançar . Quase sempre de forma violenta.F. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. Neste canto do Brasil. Quinhentismo.35.” GABARITO 37. dormem cedo e só têm uma conversa: índio. Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmonia se deve ao trabalho desses especialistas. não haverá quem entre nelas. em suas composições. do Padre Antonio Vieira. sempre que o choque ocorreu. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá. caso o Brasil fosse entregue aos holandeses. despojados os templos e derrubados os altares. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A seqüência correta é: a) F – F – V. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. e) dirige-se ao rei de Portugal. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha. 15 Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. para responder às questões 128 e 129: “Enfim. apresenta. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos. Em todos os momentos da humanidade. associando. dependerão de produtos fabricados pelo branco. Passará um dia de Natal. motivos árcades. Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”. corretamente. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas. seu nome à característica presente nessa obra. c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza. no sentido de salvação da alma. nele. Assinale a alternativa que identifica esse autor. Esguios. várias vezes. 30 de junho de 1999. pedagogos. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada.F. usa “salvação” no sentido religioso. de converter o índio à fé católica. In: Veja. como costumava em semelhantes dias.” FERRAZ. acabar-se-á o culto divino. Ver-se-ão ermas e solitárias. médicos. alimentados a peixe moqueado com biju. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas. nascerá erva nas igrejas. É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais. passará a Quaresma e a Semana Santa. U. e não haverá memória de vosso nascimento. Os moradores do parque. U. b) V – V – F. acabar-se-á no Brasil a cristandade católica. d) V – F – V. biólogas e engenheiros agrônomos. Silvio. “Eles não usam barba. enfermeiras. como nos campos. a urbanização baterá às portas da reserva. o mais forte sobrepujou o mais fraco. d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil. mingau de amendoim e frutas. ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha. a fim de salvar o país da invasão holandesa. 36. a fim de preservar o patrimônio da Igreja. que já começava a destruir as igrejas da cidade. Procuram transformar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes. pois ambos destacam. quase três séculos depois. na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. Senhor. c) F – V – F. vindos de diversas regiões brasileiras.F. b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico. b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica. e que as não pisa a devoção dos fiéis. Falam baixo. U. em 1640. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil. porque não há quem venha à solenidade. elas têm cabelos compridos e tranças. cada vez mais. As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio.Humanismo. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. e) F – V – V. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa.

Quer ser filho do sol. U. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental. mas não porque hei pecado.Humanismo. Governador do Rio de Janeiro. Primaz da Cafraria do Pegu. acentuando seu caráter bárbaro. (Gregório de Matos) b) Temerária.38. Da vossa alta clemência me despido. d) onomatopéia. soberba. (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor. Que ele estrelas desterra em régio estado. ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”. cobre o dia. IMPRIMIR d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. confiada. A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal. Barroco e Arcadismo Avançar . bonzo bramá. Por altiva. a luz lhe enfada. de Basílio da Gama. morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo. por densa. incapaz de sentimentos nobres e humanitários. c) gradação. (Botelho de Oliveira) c) Fábio. às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. a névoa. Vos tenho a perdoar mais empenhado. momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica.F. única figura feminina do poema. Voltar Língua Portuguesa . ocasionando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo. e mais amado. b) antítese. Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII. (Gregório de Matos) 40. 39. U.E. 16 Sobe ao sol. a mariposa. a Eneida e Os Lusíadas. que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga. A esse cede amor em mil ternezas. por lustrosa. e) Lindóia. c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas. Que sem ser do Pequim. por ser do Açu. Quinhentismo. a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada. A exaltação. como a Odisséia. nascendo cá. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai. utiliza uma: a) ironia. (Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores. Em régio estado não desterras flores. GABARITO Porque quanto mais tenho delinqüido. e) prosopopéia. Se bem rei mais propício.

O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. Esse é um soneto oitocentista. na tristeza. não sabe retê-la. A respeito de tais afirmações. e por “constância”.Humanismo. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo. se desfrutem as alegrias e. II. a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas. Quinhentismo. Há nele um jogo simétrico de contrastes. c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. GABARITO e) todas estão corretas. a formosura do dia. devido ao desapontamento sentido pelo poeta. que são: rimas ricas. ao falar do mundo que se inicia pela ignorância. c) somente III está correta. 42. considere as afirmações abaixo: I. e não dura mais que um dia. d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. tais como o findar do dia e o início da noite. tristeza/alegria. E na alegria sinta-se tristeza. está fazendo referência à pureza primordial da infância. Em tristes sombras morre a formosura. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto. 17 41. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que. cuja última firmeza é a inconstância. ao vivenciar a alegria. de outro. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto.Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. Começa o mundo enfim pela ignorância. como o Sol. diante do curso seguido pelas forças naturais. que se opõe à degradação dos bens materiais. se acaba o Sol. Depois da Lua se segue a noite escura. por um lado. d) somente I e III estão corretas. b) somente II está correta. “alegria” e “firmeza”. deve-se dizer que: a) somente I está correta. interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“AB-B-A”). Barroco e Arcadismo Avançar . por que nascia? Se é tão formosa a Luz. III. nas sombras da noite. Na formosura não se dê constância. ali. pois. luz/sombra.. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) O poema toca também na questão da inocência. que compõem a figura da antítese. etc. esconder-se nos próprios sofrimentos.” Gregório de Matos. dia/noite. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. Porém. e na Luz falte a firmeza. que cumpre os padrões da forma fixa. Em contínuas tristezas a alegria. preferindo.

d) Realismo. onde das casas dos pequenos não se faz caso. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento. vejo criados de diversos calibres. a quem não fazíeis a féria. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. mas não vejo a fé. foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte. e. e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. outros sem ela. em que predomina o desenvolvimento de um único conflito. b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem. Trata-se de um sermão do quinto domingo da Quaresma. Quinhentismo. uns com libré. e) Fernando Sabino. vejo baixelas. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes. e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes. se queriam ir buscar a vida a outra parte. dignificandoos e humanizando as relações entre os nobres e o povo. Primeiro que tudo vejo cavalos. como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis. b) Gregório de Matos. vejo todo o palácio e também o oratório. perfumes e sensações táteis. ou fora dele. FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito. pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco. d) soneto com versos decassílabos.Humanismo. e as sedas se se espremeram. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. 46. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ou no Reino. e) utilização de muitas frases interrogativas. é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. c) José de Alencar. como se há de ver a fé. c) Arcadismo. vejo jóias. as jóias e as baixelas. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais. FEI-SP O autor do texto. que o ouro e a prata derretidos. nem têm nome de casas. b) uso constante da metáfora e da antítese. os prendíeis e obrigáveis por força. Padre Vieira. c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo. Barroco e Arcadismo Avançar . como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. e ao longe quintas. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros. haviam de verter sangue.O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48. (…) Entremos e vamos examinando o que virmos. Se o que vestem os lacaios e os pajens. nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. parte por parte. e) segundo o autor. b) texto curto. Deus me guie. e) Romantismo. enfim. FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores. 47. a risco de quebrar. 45. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. liteiras e coches. d) Carlos Drummond de Andrade. vejo galas. das janelas vejo ao perto jardins. 44. b) Trovadorismo. FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres.

…………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes.” 19 OLIVEIRA. Como maiores são. Nas que chamam da China Grande sabor se afina. antes se encerra Tal doce nestes pomos. E para preferir a toda a terra. todas azedas. sempre ledos. Que o têm clarificado nos seus gomos. …………………………………………… As plantas sempre nela reverdecem. E se pode dizer em graça rara Que a mesma natureza os temperara.48. aparece em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos. Tem o segundo A. Que como junto ao mar o sítio é posto. b) convencer e ensinar o seu público. Que sem tempero algum para apetite Faz gostoso convite. d) provocar fortes emoções em seu público. E nesta maioria. VUNESP A técnica de disseminação e recolha. O quarto A. Quinhentismo. todavia. e melhores. no final. GABARITO 49. Mas as de Portugal entre alamedas São primas dos limões. Um exame atento desse procedimento no poema revela. Tem o primeiro A. certa assimetria entre a disseminação e a recolha. Tomo I. Açúcar. Música do Parnasso. têm mais valia. E são tão deleitosas. Desterrando do Inverno os desfavores. Esmeraldas de Abril em seus verdores. As fruitas se produzem copiosas. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã.Humanismo. Tenho recopilado O que o Brasil contém para invejado. Em si perfeitos quatro AA encerra. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utilizado pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . no açúcar deleitoso. 127-135. E têm sempre a vantagem de maiores. Ares. e são sadias. e) confundir seus ouvintes. Barroco e Arcadismo Avançar . Águas. p. e gosto preparado. nas águas frias. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Com tal sustância. Manuel Botelho de. São pois os quatro AA por singulares Arvoredos. nos ares puros Na tempérie agradáveis e seguros. para recolhê-las num só verso. …………………………………………… As laranjas da terra Poucas azedas são. Tem o terceiro A. 1953. Rio de Janeiro: INL. Lhes dá salgado o mar o sal do gosto. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia. Que refrescam o peito. Mais que as da Europa doces. E delas por adorno apetecido Faz a divina Flora seu vestido. característica do estilo barroco. Que dão a Portugal muitos ciúmes. nos arvoredos Sempre verdes aos olhos. Que é do Mundo o regalo mais mimoso. E nas folhas parecem.

e 5. na vida privada. d 28. e 29.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . O marido de Inês. mas o encontro com o ermitão. c 22. a 4. e 14. Barroco e Arcadismo Avançar . a IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . na cena final. Seu primeiro marido era um repressor proibindoa de sair de casa até mesmo para ir a igreja. 18 20.Humanismo. pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais. Pero Marques diz dar plena liberdade à esposa. b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que. a 13. 04 27. para o qual ela se encaminha. a 9. c 15. c 31. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher. F – F – F – V 3. colaborando. Não sabe. ingenuamente. b 18. e 6. Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelicamente (os fins justificam os meios). e por não ter conhecimento dessa traição. em sua fala. a 24. Q U IN H E N T IS M O . Quinhentismo. b 23. b 26. é um encontro adúltero. a 10. d 30. F – V – F – F 8. c 12. 16. a decadente sociedade portuguesa. c 17. e 19. c 21. a leva em seus ombros para que atravesse o rio. b 25. F – V – F – V – F – F 7. F – F – V – V – V 11. V – F – V – F – F 2. para ser traído por ela. c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete. B A R R O C O E A R C A D IS M O 1 1. a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”.

nos arvoredos (…) Tem o segundo A. b 35. Voltar Língua Portuguesa . ou seja. 24 34. b 46. Barroco e Arcadismo Avançar .Humanismo. Ou ainda. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüência Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar. nos ares puros (…) Tem o terceiro A. pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. e 33. b 38. d 45. a 42. e 36. e 39. retomou os elementos assimetricamente. e 40. Quinhentismo. nas águas frias. (…) O quarto A. a 44. no açúcar deleitoso” No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação. a 37. e 47. b 49.2 IMPRIMIR GABARITO 32. a) Disseminação: “Tem o primeiro A. c 43. c 41. c 48. b) Como se trata de um poema.

(. A corrente impiedosa a flor enleia. o cambucá e a jabuticaba. São Paulo: Melhoramentos. ilustres e não ilustres representantes da crítica.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1. b) amor incondicional ao outro. Alencar opõe. não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu. Quase a lamber o chão. e) desejo de morte pelo amor não correspondido. Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse. 135-6.Romantismo Avançar . não! Por fim desfalecida e a cor murchada. da fantasia. Leva-a do seu torrão. Censurem. d) exaltação do sonho. A Literatura Brasileira através de textos. mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala. por meio das frutas. não!’ E a corrente passava. “Portanto. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo.. não me deixes. “Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente. 1998. In: Sonhos de Ouro. Texto para as questões 2 e 3.. F.) O povo que chupa o caju. José de. E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai. Massaud. ou calem-se como lhes aprouver. a pêra. A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste. te amarei constante ‘Mas não me deixes. não se constranjam. novas águas Após as outras vão. o damasco e a nêspera?” ALENCAR. Benção Paterna. onde bela se mirava.d. através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais. 21. c) supervalorização da natureza. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência. a manga. São Paulo: Cultrix. ( ) Na história da literatura brasileira. no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo. Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira. p. IMPRIMIR 2.. metonimicamente. Voltar Língua Portuguesa . não me deixes. não!’” GABARITO DIAS. como a fruta que nos mandam em lata. Límpido ou turvo. piquem. e aum. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda. não. In: MOISÉS. ( ) No segundo parágrafo. s. ed. e sempre embalde: ‘Ai. rev. ‘Ai. Gonçalves. a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias.. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo. não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor. 1 1. não me deixes. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada.

não. U.F. c) No poema de Álvares de Azevedo. imaginação criadora e amor à natureza.” Álvares de Azevedo. c) “Nesta triste masmorra”. GABARITO 4. inda. 08. de um semi-vivo corpo sepultura.” Tomás Antônio Gonzaga. visão de meus amores Perdoa-me. 02. a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado. Amor na minha idéia te retrata. d) Em ambos os poemas. apresenta como características: 01. d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”. U. extremoso. Se a ti ergui meus olhos suspirando!. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Minha febre noturna delirando. no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão. F. 2 “Perdoa-me. que eu assim resista À dor imensa. visão dos meus amores. b) “À dor imensa que me cerca e mata”. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores.. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira. nacionalismo e religiosidade. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”.3. b) No poema de Gonzaga. como recurso estilístico. Marília. Meus ais. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5. como resposta. 6.E. em seus diversos momentos.F. socialismo e ilogismo. 04. adoro a tua formosura. que me cerca e mata. Dê. naturalismo e pitoresco.” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima. escapismo e subjetivismo. a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor. 5. busca. 16. U.. a soma das alternativas corretas. assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso. leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra.Romantismo Avançar ...

uma vez que esta ultrapassa a condição humana. “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas. I.. sobre o texto. Vão três pálidas virgens. b) ufanismo. b) II e III... Fui eu que te vesti do meu sudário..Instrução: Para responder às questões 7 e 8. com a fome e com a morte. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada: a) subjetivismo.. Que vais fazer tão triste e solitário?... IV.. amanhã. e) I.. Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença. vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias. Pertence ao movimento literário denominado Romantismo. ler o texto que segue. mísero atleta! Hoje. Sou eu quem o teu negro pão consome. ‘Saúde. Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” 3 GABARITO Instrução: Para responder à questão 7. Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta. e) condoreirismo.. 8.. irmão! Eu sou a Indiferença. III. III e IV. d) III e IV. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde. O teu mísero pão. meu irmão! Eu sou a Fome. depois. ‘Saúde.. Sou eu quem te sepulta a idéia imensa. 7. meu irmão! Eu sou a Morte. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II. c) II e IV.’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta. c) nacionalismo. Suspende em meio o hino augusto e forte. Quem no teu nome a escuridão projeta.. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta...Romantismo Avançar . II. PUC-RS Pela análise das afirmativas. analisar as afirmativas que seguem.. Idealiza a função do poeta. d) futurismo. II. depois (qu’importa?) Virei sempre sentar-me à tua porta.. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte.

Do tamarindo a flor jaz entreaberta. Brilha a lua no céu. Outro amor nunca tive: és meu. d) Apesar da intensa presença da natureza. não mais. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. Não sentiram meus lábios outros lábios. há pouco. movendo as folhas. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. “Leito de folhas verdes Por que tardas. Já solta o bogari mais doce aroma. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos.Romantismo Avançar . “bosque” e “perfumes”. Jatir. pela presença dos elementos mitológicos. Do tamarindo a flor abriu-se. Já nos cimos do bosque rumoreja. Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. Sejam vales ou montes. como estas flores. brilham estrelas. recebida principalmente de Camões. Correm perfumes no correr da brisa. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. 4 GABARITO 9. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. Nem outras mãos. Vai seguindo após ti meu pensamento. “vales”. sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram. notam-se ainda no poema. Onde o frouxo luar brinca entre flores. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. os aspectos marcantes do Arcadismo. o poema em questão já se aproxima do parnasianismo. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. lago ou terra. Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor. para expressar o amor por meio da espera. Também meu coração. Jatir. ou dia ou noite. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração.Texto para a questão 9. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. como estas preces. tais como “luar”. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. No silêncio da noite o bosque exala. e) Mesmo sendo romântico. b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais. Onde quer que tu vás. c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram.

como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos.. realçando seus preceitos e preconceitos. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos. devido aos exageros do eu-lírico. O romance Lucíola. e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar.Romantismo Avançar . c) “Imaginei um poema. UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros. e) I . encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas]. e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária. para os falsos. UEGO Assinale V.” (José de Alencar). ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado.” (Machado de Assis). U. e F. procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. d) O Mulato e Canção do Exílio.Juca Pirama e O Guarani. b) Quincas Borba e Os Escravos. à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias.. Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais. um gênesis americano. alheia ao eu-lírico. mulheres feiticeiras. como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos. os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós. buscando nelas aspectos heróicos. É o que se pode verificar quando se lêem. d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum. dignos de alta expressão literária. ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa. e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade. colocando na mesma mulher as imagens de virgem. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica. c) Ressurreição e O Navio Negreiro. sapos e jacarés sem conta: enfim. c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo. 14. uma criação recriada. 12. enquanto a paisagem árcade é harmoniosa. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais.” (Ferdinand Denis). tão necessário à poesia. dos dois autores citados. o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência. foi trabalhar a dualidade. e) “O maravilhoso.10. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos. b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis. b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico. 13. de Maria da Glória e da cortesã. respectivamente. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura.” (Gonçalves de Magalhães). 5 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . independência e as terras que ocupavam.” (Gonçalves Dias). as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos. UFSE No período romântico brasileiro. 11. o marginal e o burguês. para os itens verdadeiros. de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época. Lúcia. d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu. uma Ilídia Brasileira.F. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante.

II e III. de ti. Das horas longas a correr velozes..... do chorar das fontes... como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos.... é um tema dominante na poesia ...” (Bernardo Guimarães) II. d) Apenas II e III.” 6 Dos exemplos citados abaixo. Se assentou sobre o grande jirau... Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa... (... c) Apenas I e II. .. do silêncio ou vozes... que usa ...Romantismo Avançar . Da luz... (. identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima.... As paixões vivifica.. excita o pasmo.... “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado. nela.. a mulher é freqüentemente ..... UFRS Leia o texto abaixo.. “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna. Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto..15. UFRS Leia o texto abaixo.. rainha da festa.” (Laurindo Rabelo) III.. quando fala.” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I..... da sombra. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . “Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau. de tudo. dono de uma sensibilidade extraordinária..... A luz da aurora me intumesce os seios... Das folhas secas. e) I.. I.) Se é vate quem dos povos.. b) Apenas II... E a velhinha. a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16... sob o olhar apaixonado do poeta.) O véu da noite me atormenta em dores. Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum. de cunho romântico no Brasil.... “Tenho medo de mim..

sentia-se no ermo. vê-se desprezado e humilhado pela esposa. …………… amava. Diogo / Peri. escreveu romances indianistas e urbanos. d) Fernando. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social. Diogo / Peri. é desfeito. 18. Diogo. agora longos sóis. Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros.” ALENCAR. arrependido. O imbu. Lúcia Camargo que. e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. b) juntamente com Diva e Iracema. As folhas lastram o chão. o outro uma paixão. não atingiu seu intento. porém nunca se valeu da composição regionalista e. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente. o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. …………… desejava. …………… adorava.” (*organizações = personalidades) ALENCAR. São Paulo: Scipione. Texto para as questões 19 e 20. leva-as a brisa. numa tentativa de representar por completo o Brasil. e a alegria voltou a habitar em sua alma. onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. Mas basta um sopro do mar. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. FUVEST-SP “Assim. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. as flores. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. achando boa terra e fresca a sombra. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico. após o casamento. buscava. José de. O Guarani. b) Loredano / Álvaro / Peri. e tremia de pensar que Iracema houvesse partido. através da Senhora. Passava os já tão breves.Romantismo Avançar . mas o casamento. para tudo murchar. trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução. cheia de grandes desejos e nobres ambições. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. p. e) Alencar. “Logo após a vitória. 7 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Neste excerto de O Guarani. Como o imbu na várzea. José de. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares. deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. na praia. talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. filho da serra. 56. o último uma religião. mas embalde. Diogo. d) Álvaro / D.17. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos. Iracema. já comprometido. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se. De novo sentiu em sua alma a sede do amor. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura. c) Loredano / Peri / D. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. assim. o cristão tornara às praias do mar. 1994. após ser abandonada por Fernando Seixas. Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores. Alencar revela traços realistas. Mantida a seqüência. e) Loredano / D. vinga. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*.

a soma das alternativas corretas. como resposta. molho de batatinhas. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada. UFF-RJ Na literatura. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. Dá vida em teu alento à minha vida.. se tens pena De quem morre por ti. feijão-roxinho. O trecho “os já tão breves. O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”. onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance. 04. 32. 16. 02. e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente. 21. agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo. evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. Mas cantava. e morre amando.. ambas com função revitalizadora. a firmeza de permanecer em terra estranha. 16. Dê.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! .” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01. Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama. A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita. 04. a soma das alternativas corretas. existe uma explicação adequada em: 01. senão em vós se uniformara. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor. A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam.. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome.” (Castro Alves) 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Em quem.Romantismo Avançar . Angélica na cara! Isso é ser flor. 08. 20.19. enquanto a segunda. respectivamente. seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo. como resposta. à chegada do inverno e à volta do esposo. já que a primeira dá idéia de concretude. 32. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim. O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local. respectivamente. Dê. de abstração do sentimento amoroso. 02. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem.. UFBA Com relação à linguagem. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! . pálida virgem. como heróis ou como vilões. frágil e inatingível. 64. para ambos. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta. 08. 64.

b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém. é a novela picaresca espanhola.” 9 GABARITO 24.Romantismo Avançar . e) Gonçalves Dias. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. em que as personagens vivem em contato constante com a natureza. de canela.22. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de Manuel Antônio de Almeida. é mestiça. FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. o rio de um lado. I. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”. de Bernardo Guimarães. b) Apenas II. porém. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. A Moreninha. UFRS Considere as afirmações abaixo. d) Apenas II e III. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos. circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília. II e III. FEI-SP Sobre o romance. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. “O índio. de Joaquim Manuel de Macedo. urataí e outras árvores aromáticas. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. Quais estão corretas? a) Apenas I. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro. A heroína de A Escrava Isaura. na sua apresentação inicial. c) José Lins do Rego. e) I. III. II. é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil. e sobretudo os répteis. antes de partir. Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27. c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. 23. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte. insere-se na linha primitivista da corrente romântica. d) José de Alencar. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias. 25. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas. c) Apenas I e II. por isso tomara todas essas precauções. e sugasse uma gota desse sangue precioso. b) Álvares de Azevedo. referentes ao romance romântico no Brasil. o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos.

II. com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza. a) somente I está correta. eu lha restituo. já lho disse uma vez. e inquiriu do motivo. c) A obra. na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo. c) I e II estão corretas. imprudência a que pusera remate o pedido do casamento. na narrativa. Zeca. b) Gonçalves Dias. enfocados como pessoas comuns. o papel da mulher fraca. Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. 104-6. e) II e III estão corretas. sem força de vontade. Senhora: perfil de mulher. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. GABARITO 29. em que Seixas se mostrara mais preocupado. e) A obra apresenta o final feliz. IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra.” ALENCAR. e) Olavo Bilac. não lhe pedi nada mais. FEI-SP Em O Guarani. 27. Uma noite porém. Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã.Romantismo Avançar . desempenha. d) I e III estão corretas. revoltou-se contra si próprio. UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável. a moça não insistiu. b) somente III está correta. In: Vô imbolá. Voltar Língua Portuguesa . Fernando. c) romance indianista. 28. enquanto romântica. quanto à relação amorosa. mas o seu procedimento o indignava. 1992. d) poemas épicos. III. desde que mo deu. é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro. especialmente para uma das gerações do Romantismo). e) poemas históricos. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro. vê com naturalidade o casamento de conveniência. José de. b) romance regionalista. típico desfecho da narrativa romântica. A mim basta-me o seu amor. 1999. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe.26. b) Aurélia Camargo. Essa tendência é típica do: a) romance urbano. c) Casimiro de Abreu. FEI-SP A propósito do trecho transcrito. e até pareceu esquecer a sua observação. Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo. Em sua música “Maldição”. d) Castro Alves. São Paulo: FTD. fatal. é correto afirmar que: I. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis. Fernando disfarçou. valentia e brio. p.

Romantismo Avançar . e desse amor se morre!” DIAS. Penetra na vida: Pesada ou querida. Se o duro combate Os fracos abate. os bravos. Só teme fugir. e) idealização da mulher. [s/d]. No arco que entesa Tem certa uma presa. d) realização de poemas lírico-amorosos. 1959. Cultrix. Sê duro guerreiro Robusto. E pois que és meu filho. sem poder fitar seus olhos. 11 GABARITO Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio. fragueiro. a quem se adora. revelando uma visão pessimista da vida. c) idealização do amor. sem que se veja. Que os fortes. representam um momento da literatura brasileira em que se buscou. “Não chores. Poesia Completa. d) Naturalismo. Condor ou tapir. Compr’ender. Quer seja tapuia. aos bravos. p. 31. junto à natureza. Segui-la. A vida é combate Que os fracos abate. b) Realismo. a) Barroco. 372.30. especialmente nos índios e em sua civilização. através do sentimento nativista. valorizando o idioma nacional. Gonçalves. Amá-la. Voltar Língua Portuguesa . As armas ensaia. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. UFF-RJ As estrofes abaixo. b) forte subjetivismo. Viver é lutar. conduzindo o eu-lírico à depressão. c) Modernismo. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. Só pode exaltar. meu filho.” DIAS. seus pensamentos. Gonçalves. Só pode exaltar. São Paulo. Meus brios reveste. IMPRIMIR A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. partes do poema Canção do Tamoio.. inspiração em elementos nacionais. temendo roçar os seus vestidos. Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor. E. Tamoio nasceste. Aos fortes. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos. sem lhe ouvir. sem ousar dizer que amamos. Valente serás. como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. transportando o eu-lírico para um lugar ideal. que a vida É luta renhida. Não chores. transcendendo os limites da vida física. Viver é lutar. e) Romantismo. Poemas de Gonçalves Dias.

ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas. ela é motivo de constante preocupação para o pai. sob a influência das culturas européias.... conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino. por obra de qualquer descuido.. misturam-se cenas da Guerra do Paraguai. à míngua.. que se apaixona pela bela sertaneja. do Visconde de Taunay. e) I.. De acordo com a narrativa.... 33. palco da história do amor de Inocência e Meyer... tal como em Iracema e em O Guarani.” 04. Em Iracema.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Essa comparação visa a demonstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo. de José de Alencar. Em O Guarani e Iracema.. UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema.. durante o inverno europeu..32. 34.. Essa exaltação dos recursos alimentares do país. uma . as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas. na certeza de que serão vingadas. José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central.Romantismo Avançar . III.. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) Apenas II. a partir daí... de José de Alencar. d) Apenas II e III. meu Deus. Pereira enaltece a fartura do Brasil.. Durante um almoço. 02.. tentanto tirá-la dos braços de seu amado.. independente do julgo da metrópole portuguesa. 01. UFMS Considerando a leitura do romance Inocência.. pode pôr a perder a honra familiar. tanto a casa de Mariz. sinônimo dos recursos naturais do Brasil... Apesar do afeto que Pereira sente pela filha. c) Apenas I e II...São redomas de vidro que tudo pode quebrar.. é coisa de meter medo.. o homem branco por quem se apaixonara. representante dos valores lusitanos.. no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35. II e III.... Segundo Pereira: “Ih. 08.. UFRS Leia o texto abaixo. apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro. um processo gradativo de . em contraste com a vida na corte. quanto os Aimorés.... Unicamp-SP Em Ubirajara. b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física.. mais precisamente no Rio de Janeiro. são destruídos.. a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual. assinale a(s) alternativa(s) correta(s). a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim.. é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira. II. a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico. mulheres numa casa. 12 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima. Em O Guarani... No romance . são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro. I.. em especial a francesa.. que retratam o lado negativo da terra americana. Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro. experimentando. uma vez que. c) Lucíola – aristocrata – degradação moral... d) Senhora – adolescente – enriquecimento material.. aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura. e) Senhora – adolescente – ascensão social..

( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal.. é correto afirmar. O autor valeu-se de uma narrativa. infante ainda. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema. de José de Alencar: I. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu. Rio de Janeiro: Edição de Ouro. servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses. não queria. Está correto somente o que se afirma em: a) I. mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética. uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso). senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha trazer-me de longe o perfume das florestas.. não. os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados.. Casimiro de. Mas. não. ocultando habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFRJ Associado ao tema da infância. III. GABARITO 39. de José de Alencar. Aqui. o autor consegue sustentar a atenção dos leitores. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica. leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida. iniciando-se a narrativa com as recordações da infância de Aurélia. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”. e ao desprender-me das faixas infantis. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais.” ABREU. II. com suas palavras.36. Não foi na cidade. a personalidade. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias. UFPR Sobre o romance Senhora. aos oito anos ia eu para a escola. ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista. foi ao ar livre. 37. os campos e as matas. com suas palavras. e. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta. 13 “Nasci no campo. ao saltar do berço. ( ) Até o final do romance. ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa. onde se morre abafado. Para responder às questões 37 e 38. o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta. b) II. Obras completas. o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua. 38. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos. ligado por laços afetivos sinceros. Ao tratar desse tema. vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. trata-se de caso de exceção na ficção do autor. d) I e II. nada. 203. 1965. os costumes. ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar.. mas divididos por razões econômicas. p. e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades. ( ) Heroína romântica. possa encontrar sua felicidade. e) II e III. c) III. ( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império.Romantismo Avançar . UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância.

apaixona-se por Cirino. 02. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas. 16. em termos históricos. incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval. de tendência sertanista. é um romance regionalista. 32. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . além de explorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização. como também as relações do homem com essa mesma natureza. de Visconde de Taunay. quitação. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. A jovem. de José de Alencar. 42. resgate. focalizado em primeira pessoa. 08. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos da presença do medievalismo na literatura romântica. 04. posse. O tom confidencial da narrativa. o romance estrutura-se em quatro partes: preço. a soma das alternativas corretas. A ação do romance. Considerando a obra como um todo. compra-o e ele contumaz caça-dote. 08. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial. Pereira. preterida por Fernando Seixas. inclusive através de nomes científicos em notas de rodapé. é a do casamento. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. 16. a soma das alternativas corretas. b) Aurélia Camargo. III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem. levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão. UFMS Sobre o romance Inocência. transcorre no século XVII. Dê. no entanto. porque.Romantismo Avançar . cuja linguagem possui os elementos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro. assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). mas. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres. 41. V. é correto afirmar que: 01. 01. de desigualdade econômica. em oposição à vilania e à maldade. o amor tudo vence. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. Dê. indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance. intitulado “Loura e Morena”. com final feliz. Inocência é noiva de Manecão. salva Peri da morte. 04. como resposta. no cap. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. 64. apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre. por promessa de seu pai. como resposta. como um bálsamo poderoso. sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse. Tico. o anão que vigia Inocência o tempo todo. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. nele. reforça a grandeza do índio Peri. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos da natureza são descritos minuciosamente. por isso.40. 02. a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino.

Antônio de Mariz. Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza. O pé grácil e nu. com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas. em que o homem é apenas um simples comparsa.. No texto de José de Alencar. O favo da jati não era doce como o seu sorriso. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa. construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique. p. século XIX. da grande nação tabajara. Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada. “(. e mais longos que seu talhe de palmeira. b) sentimentalismo realista. o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo. São Paulo: Scipione. No ano da graça de 1604. 125. que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras. mal roçando. E provocaste a rajada. barca de granito.. a virgem dos lábios de mel. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro. José de. Entretanto. c) Essa estrofe é uma oitava.43.. sintetizado pelo: a) realismo naturalista. Mais rápida que a ema selvagem. 10. 1998. 1994.) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava. Cefet-RJ “Iracema. Instrução: Para responder às questões 45 e 46. e) São versos típicos de uma poesia que. 15 44. b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África.) pertencia a D.) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio. São Paulo: Scipione. Iracema..’” NICOLA. (. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos. e) nativismo modernista.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom. o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto.) A habitação (. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado...” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”.” ALENCAR.. temos uma das formas significativas do nacionalismo.. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior. onde campeava sua guerreira tribo. p. a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu.. que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna. c) romantismo indianista. Nas ondas da escravidão. (. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. José de. ler o texto que segue. “Após a independência. sublime artista. romântica e exaltada. a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época. d) bucolismo neoclassicista.Romantismo Avançar . identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro. Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão.

. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. à cultura europeizada por que passa Peri... Fantástico alemão. de José de Alencar. Basta de Shakespeare.. PUC-RS A obra em questão .” Memórias de um sargento de milícias.... da ideologia dominante. a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46. GABARITO 47.. por exemplo.... Com base no texto acima.. só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa. c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza.. é correto afirmar que. e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa. A personagem referida.... Tem na lira do gênio uma só corda.. . muito respeitados pela segunda geração romântica.. e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião.... foi o primeiro escrito no Brasil.. Se pranteia por Deus de amor suspira... que é a protagonista da obra... . o passado histórico por meio de uma visão ... c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista.. b) a dispersão do eu-lírico........ nele.. em relação ao processo de . de Manuel Antônio de Almeida.. o poder e a audácia dos novos habitantes. Vem tu agora. Álvares de.. de Cecília. d) Escrito na época do Romantismo.... como se pode observar. Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento....45.. (…)” AZEVEDO. a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47. através da fundação daquela que se tornaria a sua capital... a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca... Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas... Parece-me que vou perdendo o gosto.. poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo. O Lamartine É monótono e belo como a noite. possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época. própria da ironia romântica. mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta...... d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira.. exprime-se na métrica irregular dos versos..Romantismo Avançar .. PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra . evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns. Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta.... FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”).... é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias. UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas... 48..... 16 “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa. Lira dos vinte anos...... Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia.... b) Romance de Manuel Antônio de Almeida....

.. 50... IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . bem como criou romances de tendência . 17 49. 274.... à liberdade dos índios.. em obras como .” DIAS. Gonçalves. apesar do tom artificial de alguns romances. eram colonos degradados. mas que eram movidas pela ganância. José de Alencar retratou.. e) Lúciola – regionalista – diversidade. d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião. do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro. d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado. 1867. PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas. ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares.. cometera a violência de arrancar de suas terras. era o ataque aos senhores da terra... contextos e temáticas urbanas. contra a vontade deles.... c) seria arquitetada por colonos degradados. a dois índios. e) seria causada pelos condenados à morte..Romantismo Avançar .. Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião.. que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios... como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português.... e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação. e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta... convertendo os índios. b) insere-se no contexto do Romantismo. que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro... condenados à morte ou espíritos baixos.. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para se redimirem. UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil.. como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal. como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra..... b) Senhora – abolicionista – simplicidade. que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa.. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto. p. que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados. Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis. 4º trim... No texto.. b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral. como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal... d) O Moço Loiro – realista – complexidade. . condenados à morte.. sem que a sua vontade fosse consultada. c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil... Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.. a) A Moreninha – realista – desigualdade. c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade.As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil. A preocupação em retratar a . que alegavam razões religiosas para seus atos. 51. UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial.

um aventureiro. Nosso céu tem mais estrelas. João VI. 54. Essa atitude do eu-lírico manifesta a a) ironia romântica. o barbeiro. mas revela. destacando-se pela temática regionalista. que mais tarde se casa com Vidinha e. é correto afirmar que: 01. 02. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias. Dê. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo. 53. b) tendência romântica ao misticismo. aproximando-a da estética realista. Onde canta o Sabiá. de imediato. Sem que eu volte para lá. simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial. referidas na segunda estrofe. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias. Lira dos vinte anos. torna-se sargento. Sem qu’inda aviste as palmeiras. é um anti-herói. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral. d) aversão dos românticos à natureza. o personagem central.. d) as estrelas e as flores. o narrador interrompe com freqüência a narrativa.” 18 Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora. desinteresse e tédio. a soma das alternativas corretas. “Minha terra tem palmeiras. contrariando as convenções literárias da época. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional.52. “Luar de verão”.” AZEVEDO. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala. a comadre. por méritos próprios. comentando as ações dos personagens. 04. Onde canta o Sabiá. o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. Álvares de. tornando a obra uma espécie de crônica da época. é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. o compadre. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro. 08. como resposta. e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal. capazes de atos de bravura e coragem. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”. Nossa vida mais amores. UFRS Leia as estrofes seguintes. é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça. que previa heróis moralmente elevados. Leonardo. A teus raios divinos me abandono. As aves. Neste excerto.Romantismo Avançar . e) fuga romântica para o sonho. Nossos bosques têm mais vida. Leonardo. ó minha lua. c) melancolia romântica. o Romantismo. característica das classes de alta cultura e condição social confortável. que aqui gorjeiam. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . (. Nossas várzeas têm mais flores. 16. o personagem principal. Não gorjeiam como lá..) Não permita Deus que eu morra. Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono.

. de Gonçalves Dias. ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro. d) à vertente romântica indianista. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas. 56.)” DIAS. Dirce. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Gonçalves.F. In: RIEDEL.. Alteiam-se os tetos d’altiva nação.. retratada como musa etérea. a: a) idealização da amada. severos. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade. c) sátira impiedosa. Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras. Já prélios incitam. Condão de prodígios. solene e distante. São muitos seus filhos. I.55. é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico. 1969. Literatura brasileira em curso. U. e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais. de glória e terror! (. a um tempo temida e desejada. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I. b) projeção da própria morte. 57. b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor. São rudos. de Álvares de Azevedo. revela-se um traço forte de sua poesia.Romantismo Avançar . nos ânimos fortes..Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores. d) insegurança amorosa. pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico. c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras. já cantam vitória. e) força material do cotidiano.Juca-Pirama. Rio de Janeiro: Bloch. expressa num detalhismo quase realista. incorporando-as ao orgulho nacional. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso. b) à tendência romântica para a utopia. 311 19 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo. Cercadas de troncos – cobertos de flores. c) à temática romântica da nostalgia. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes. que. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima. sedentos de glória. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico. p. Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”. d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira.

presentes no poema. Só teme fugir. Não poderei na sepultura. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Condor ou tapir. imaginação criadora. satanismo. a) quem erra o alvo precisa fugir da caça. No poento vidro que te guarda o sono! Álvares de Azevedo. 02. “rompeu a tela”. Dê. murchas. criam efeitos sinestésicos. Quer seja tapuia. U. No arco que entesa Tem certa uma presa. (…) GABARITO 60. e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”. Tapir – anta. a presença da morte. b) os índios estão em guerra contra os tapuias. “negro quadro”. vida e morte. Não encheste minh’alma de ventura.E. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas. o sonho. 08. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. ao menos.58. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito. Nos lábios frios comprimir chorando. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes. 04. é um conjunto de poemas que apresentam: 01. U. b) Filiado ao Simbolismo.Romantismo Avançar . de Gonçalves Dias. linguagem coloquial. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana. E essas violetas inodoras. 16. tais como: ventura e tristeza. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. a) O idealismo. Quando louco. confirmando a filiação do poema à estética simbolista. exaltação da natureza. a soma das alternativas corretas. c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes. d) As referências ao universo da pintura. sedento e arquejante. expressão de ideais românticos. d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. a imagem da mulher amada.” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas. de Castro Alves. como resposta. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis. De bela adormecida. Conforme os versos transcritos. Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes. revelam o seu caráter romântico de segunda geração. A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos. e) As marcas do erotismo. Condor – ave semelhante à águia. ideal mimoso. É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte.F. característica primordial do Romantismo. “onde eu pintara”. De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela. Texto para a questão 60. 20 59.

dor e sofrimento. de baixa renda e seus dramas cotidianos -. (. O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. e considerando a obra como um todo.F. A obra pode ser classificada como um romance de costumes. 64. José de. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica. c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo. consciente da sua missão de gerar a nova raça. seja no espaço onde essas personagens circulam . Iracema. Em sangue a se banhar. no romance. d) Alencar justifica. na perspectiva do idealismo romântico. Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX.. a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo. não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa. 63.a periferia do Rio de Janeiro. a retidão de caráter. e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo. de Manuel Antônio de Almeida. Tinir de ferros.. assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão. d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local. As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema. 01. autor. 02. as mulheres são devassas. assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização.F.Romantismo Avançar . U. UFMS Memórias de um sargento de milícias. O desfecho da obra apresenta histórias de luto.. A dor lacerou suas entranhas. Dentre as proposições abaixo. de José de Alencar. 16.” ALENCAR. título da obra e período literário dos versos citados.. Apresenta-se. um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade.. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema.linguagem simples e direta -. U. o nascido do meu sofrimento. é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro. uma vez que registra traços dos hábitos.representação de pessoas comuns.. seja no processo de construção das personagens . entre os anos de 1852 e 1853. As personagens do romance pertencem à classe dominante. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima. 04. 62. seja no plano da forma . à elite de sua época. contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa. Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco. 08. como resposta. vulneráveis e desonestas. o mestiço povo brasileiro. a coragem e a fidelidade. b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência. a seu modo. Estreitou-se com a haste da palmeira.. características da estética romântica. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras. corretamente. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo. sentindo que se lhe rompia o seio.61. Dê.” IMPRIMIR GABARITO Assinale a alternativa que identifica. estalar do açoite. Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo. U. Voltar Língua Portuguesa .F. buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro.) – Tu és Moacir. foi uma obra inicialmente publicada em folhetins. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira. tradições e falas de pessoas simples.. a soma das alternativas corretas. porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo. e vivem situações idealizadas.

para os itens verdadeiros. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto.” 22 Com relação ao fragmento acima. Desta forma. mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas. o vidrento dos olhos mal-apertados. Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. sempre se salva a dignidade última dos protagonistas. Acentua traços característicos da literatura romântica. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) F – V – V – F. Assinale a alternativa correta. c) I. Abri-o: era o de uma moça. afirma-se: I. c) V – F – F – V. temas característicos da primeira geração romântica. como o subjetivismo. o disfarce e o erro de identificação. despreza o nacionalismo e o indianismo. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez. Pesava como chumbo. a) Apenas I está correta. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna. idealizado na literatura ultra-romântica. ao contrário. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas. II e III estão corretas. as grinaldas da morte na fronte dela. baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama. personagens que confirmam o amor inatingível. recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época. Não sei se a noite era límpida ou negra.Romantismo Avançar . eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. no 1º. e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852). “Uma noite. b) V – V – F – F. 67. Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. 66.. b) Apenas II e III estão corretas. presente em grande parte da obra do autor. e se redimem as transações vis repondo de pé herói e heroína. e) Apenas I e III estão corretas. eu achara abertas. pode-se encontrar (Assinale V.. uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e. o equilíbrio. Aquele branco da mortalha. que.. rompido temporariamente. na economia e principalmente na educação dos jovens. e após uma orgia. elas só o são aparentemente. Idealiza figuras imaginárias. Saí. Nessa obra. Tematiza a morte. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor. ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico. d) Apenas I e II estão corretas. acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política. II. eu ignoro por quê. naquela tez lívida e embaçada.. como o esconderijo. o que leva ao efeito cômico desejado. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens. que se casa pelo dote. III.. ainda. o egocentrismo e o sentimentalismo. – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja.. o amor platônico não é superado pelo amor físico. pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa. A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V. direcionando-os para a vida religiosa. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói.. ( ) Nesta obra..65. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora.. Era uma defunta!. mulheres incorpóreas ou virgens.. da qual faz parte a peça O Noviço. ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários. em virtude da educação que recebera. Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social. UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro. a punição do violão. parágrafo. ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro). As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite. por exemplo).

como: 01. à aflição e à busca da solidão. c) no primeiro. não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso. “Se eu morresse amanhã. que conduz à dor. com desespero e pessimismo. a exaltação de sentimentos pessoais. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”. 16. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 23 Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Fragmento II É ela! é ela! — murmurei tremendo. ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja. o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado. o desajustamento do indivíduo ao meio social. d) no segundo. U. como resposta.68. manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes. 04. Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória. bucolicamente ingênua e inocente. Dê. Comparando os dois fragmentos. pastoril. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento. PUC-SP “Fragmento I Pálida à luz da lâmpada sombria. 69. apesar de haver um tom de humor e sátira. a) no primeiro.E. 02. a morte como alívio para o “mal-do-século”. a soma das alternativas corretas. porém. a valorização de elementos ligados à natureza. E o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janela! (…) Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que estalavam nos meus passos Ir espiar seu venturoso sono.. Vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!… Tinha na mão o ferro do engomado… Como roncava maviosa e pura!… Quase caí na rua desmaiado! (…) É ela! é ela! — repeti tremendo. com certeza.. b) no segundo. o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. 08. em poesia simples. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Como a lua por noite embalsamada. Mas cantou nesse instante uma coruja… Abri cioso a página secreta… Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” GABARITO Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo. Sobre o leito de flores reclinada. podemos afirmar que. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros.Romantismo Avançar . e) no segundo. o dolorido afã. atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento.

que deforma os encantos da mulher amada. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro. a saudosista e a lírico-amorosa. U. extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias. em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical. O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance. comparações sobre comparações.70. 2. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista. numa representação quase sempre épica. podemos dizer que: 1. assim. b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas. o índio. c) se 2. como a exaltação do pitoresco nacional. A linguagem do romance Iracema é altamente poética. 3 e 4 estiverem corretas. Quais estão corretas? a) Apenas I. 24 GABARITO “Desta vez. c) Apenas III. de José de Alencar. d) Apenas II e III. 71. d) se 1. III. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens. as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade. ( ) na poesia saudosista. a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico. 3. por saber quem é Leonardo. não é dizer que vieram de braço. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético. A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista. de Manuel Antônio de Almeida. o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo. 3 e 4 estiverem corretas. uma interdependência entre paisagem e estado de alma. II. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor. a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara. põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções. O narrador. detectado no sentimentalismo exagerado. predomina uma sensibilidade plástica singular. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo. e) I. no qual está inserido o primeiro habitante do País. pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional. fruto do negro e do branco. 4. e em lamentos melodramáticos. ( ) na poesia lírico-amorosa.” Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto. UFRS Leia o texto abaixo. foram mais adiante do que isso. Luizinha e Leonardo. Assinale: a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas. moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro. estabelecendo. 72. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim.Romantismo Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . como este último tinha querido quando foram para o Campo. provocados pelo sofrimento do amor irrealizado.F. I. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias. vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema. embora o texto esteja em prosa. em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará. II e III. porque tudo é narrado de forma explícita. porém. b) Apenas II.

42. a 29. Sim. já que. 49. 06 a Não segue integralmente. 6. 05 21. já que. 13. no último parágrafo. d 24. a qual passa por diferentes estágios. não com o preconceito europeu. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista: Jaguaré é o nome do caçador. pode-se dizer que servem de complemento à narrativa. d 22. 43. 45. b 18. Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o nome do hóspede. 2. de experiências positivas. no texto. 34. 14. 23 20. 7.Romantismo Avançar . 37.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O 1 1. 5. O romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício. 11. As notas contribuem tratando o ritual. 3. c 33. 44. 38. a a) Como todo povo. pois. e 23. sua cultura. mas com benevolência. 15. pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada. atribuem-se à infância traços negativos. 39. e 31. Considerando-se que as notas são objetivas e a narrativa é subjetiva. 36. 46. 16. 40. e não européia. 41. e 26. d 25. tendo sido derrotado no combate com Ubirajara. o índio brasileiro também tem suas tradições. 10. 4. Voltar Língua Portuguesa . 9. 48. 12. b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios. a 27. a 19. a escravidão causaria mais vergonha que a própria morte. F–F–V–F–F–F–V 50 c 27 d c c a a e b GABARITO IMPRIMIR 35. c 28. segue. c 32. V–F–V–V d e a c 21 e a e V–F–V–V–V e c c d c d 17. a natureza é lugar paradisíaco. d 30. que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar. 47. c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena. 8.

61. 60. 57. 66. 54. 59. 53. a b e c V–F–V–V a 17 c V–V–F–V a e 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 51. 52. 65. 71. 69. 72. 63. 67.50. 68. 55.Romantismo Avançar . 70. 56. a e c a 14 a b b c 13 a 05 62. 64. 58.

mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. oferecem momentos em que o lirismo se expande. tu. linda Inês. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. do qual o trecho acima faz parte. Que a fortuna não deixa durar muito. como um todo. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. De teus fermosos olhos nunca enxuito. É porque queres. áspero e tirano. Naquele engano da alma ledo e cego. II. posta em sossego. IMPRIMIR b) celebra os amores secretos de Inês e de D. e) I e III. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. 2. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória.Classicismo Avançar . que se contrapõe à solenidade do poema épico. PUC-SP “Tu só. obra de Camões. legítima herdeira do trono de Portugal. Está correto apenas o que se afirma em a) I. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. em Os Lusíadas: I. Voltar Língua Portuguesa . puro amor. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. O nome que no peito escrito tinhas. Deste causa à molesta morte sua. d) retrata a beleza de Inês. Se dizem fero Amor. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano. De teus anos colhendo doce fruito. Nos saudosos campos do Mondego. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. Como se fora pérfida inimiga. O episódio de Inês de Castro. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou.” 1 GABARITO Os Lusíadas. inserido em sua narrativa épica. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. Desse episódio. Entretanto. Tuas aras banhar em sangue humano. III. 3. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. Aos montes ensinando e às ervinhas. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. c) III. c) a manifestação de apego a Portugal. posta em sossego. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. já velho e com um “saber só de experiência feito”. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. humanizando os versos. d) I e II. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. b) II. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. Estavas.

b 2.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1.Classicismo Avançar . a 1 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e 3.

86-7). A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert adotassem o termo ‘week-end’ para fim de semana. é correto afirmar que: (01) o exemplo utilizado pelos defensores da pureza do idioma — os cartazes de lojas de shopping centers — não prima exatamente pela originalidade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de uma cultura dominante. de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B.” Trecho 2: “Para os especialistas. assim como o mico-leão-dourado e a arara-azul. (02) o projeto de Aldo Rebelo limita-se a tentar impedir que a língua falada seja invadida por estrangeirismos. seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centers (ops. americano naturalizado brasileiro. (32) no terceiro período: A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada de nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). Também é comum — e fato antigo — que os vocábulos a atravessar fronteiras venham. não devendo. Entre eles. os pagodeiros deveriam ser penalizados porque cometem erros absurdos de gramática que corrompem o idioma. Está certo que os abusos beiram o ridículo. UFMS Apresentamos. Dê. Até o início do século XX. Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. o projeto mostra total ignorância do fenômeno lingüístico. essa primazia pertence ao inglês.” GABARITO Segundo o texto. centros comerciais). p. ser multados. ‘Um idioma evolui quando entra em contato com outros. O texto traz a opinião do articulista de Veja. Rebelo?) de pagodeiros a cada erro de gramática que cometem. Seria mais ou menos como cobrar uma pena pecuniária (gostou dessa. São Paulo). multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero. A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). era o francês o responsável pela maior parte das palavras ditas internacionais. que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. que proíbe o uso de palavras estrangeiras. No entanto. Para ilustrar essa tese. (08) é possível detectar a presença de duas “vozes” que dialogam com o discurso sobre a língua: a “voz” da ecologia e a “voz” da economia. a soma das alternativas corretas.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II 1. como resposta. 1 Trecho 1: “O projeto é fruto de uma idéia fora do lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção. dois trechos de uma reportagem publicada na revista Veja (30/08/00. Agora. As informações entre parênteses têm por função explicar os termos que os antecedem. não fazendo qualquer referência ao emprego de tais termos na língua escrita. É normal que uma língua se nutra de outras. por isso. estampar nas vitrines “sale” e “50% off” em vez de “liquidação” e “50% de desconto”. (04) os lojistas que exibem cartazes com termos estrangeiros em suas vitrines prejudicam apenas a si mesmos. em geral. em que João Gabriel de Lima discute o projeto de lei nº 1676. (16) ao contrário dos lojistas. diz o professor John Robert Schmitz.Interpretação de texto II Avançar . e só alguém que não entende nada do assunto pode achar que é possível bloquear esse intercâmbio’. a seguir.

estão corretas. Há. é um processo normal. certos modos de dizer. que não vem explicitado no texto. A este respeito a influência do povo é decisiva. a expressão em negrito remete ao termo franceses.Interpretação de texto II Avançar . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . os estudiosos tomam os estrangeirismos como elementos positivos que fariam o idioma evoluir para melhor. tendo sido. através do intercâmbio com outras línguas. a evolução das línguas. Dê. já explorada no texto acima. como resposta. 2 Entre o ponto de vista do escritor e a opinião de especialistas. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. UFMS Veja. Dê. (04) os vocábulos de uma dada língua que se incorporam a outras originam-se sempre de uma cultura dominante. locuções novas. (02) para os especialistas. agora. (32) o trecho atribuído ao professor John Robert Schmitz vem em discurso direto. só então. podemos fazer as seguintes comparações: (01) da mesma forma que o escritor fala de riquezas que se acrescentariam à língua. um efeito de sentido de verdade e constituindo um importante argumento de autoridade para fundamentar a tese do intercâmbio lingüístico. referentes aos trechos da questão 1. que não se pode impedir. a partir de então.2. serem incorporadas à escrita. portanto. com naturalidade. como resposta. (08) em A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert…. (16) até o início do século XX. projetos e atitudes como os de Aldo Rebelo revelam-se absurdos porque traduzem um desconhecimento completo sobre a língua portuguesa e suas origens. suplantado pelo inglês. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. mas pode ser facilmente recuperado pelo leitor. 3. criando. (04) afirma-se categoricamente que as mudanças ocorrem primeiro na fala para. a soma das alternativas corretas. especialistas enfocam a questão do ponto de vista do intercâmbio com outras línguas. (32) posições contrárias à evolução de uma língua são duramente criticadas.” In: Crítica literária. o francês foi o principal idioma a “exportar” palavras para os demais porque pertencia à cultura dominante da época. o que pode ser observado desde tempos mais remotos. (08) ignora-se a influência do povo como propulsor das transformações ocorridas na língua. como o escritor Machado de Assis aborda a questão da língua. a soma das alternativas corretas. com isso. 47. p. UFMS Todas as proposições a seguir. (02) tanto Machado de Assis quanto especialistas aceitam. ao passo que Machado de Assis assume uma atitude complacente em relação a seus opositores. “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. (16) enquanto Machado de Assis vincula as alterações por que um idioma passa ao fator tempo e às necessidades advindas dos usos e costumes. exceto: (01) a evolução de um idioma.

5. SP. PUC-RS Texto Carlos Drummond de Andrade “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe.Interpretação de texto II Avançar . GABARITO IMPRIMIR a) O texto usa. segundo o autor dessa carta? c) A quem se refere o autor da carta. o nojo e o ódio. bondes. um termo fortemente conotado. ônibus. Pior ainda. Seu nome não está nos livros. b) a flor nasce sem as marcas da urbanidade. posando com fêmeas muito mais jovens. esportivos e de poder. e) a convivência do homem com a natureza não deve ser estimulada. Referida a um crime que teve repercussão na imprensa escrita e falada. paralisem os [negócios. Garça. no geral. rompe o asfalto. poder e dinheiro. “A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque. d) nada pode interferir no fluxo da vida urbana. ITA-SP O texto a seguir foi publicado na seção “Cartas do leitor” da Folha de S. Garanto que uma flor nasceu.4. rio de [aço do tráfego. Mas é realmente uma flor. Tudo porque o homem não aprende.” ZANINI. nesse fato. o assassino foge ao perfil comum de tais tipos. meios artísticos. É feia. A durabilidade de tais ligações. triste. b) Quais os traços de caráter das mulheres em relação aos quais os homens deveriam se precaver. real. esta carta dá uma notável demonstração de machismo e desprezo pelas mulheres. Suas pétalas não se abrem. quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto. mas certas situações que levam a isso estão aí. nos círculos milionários. associado à descrição de comportamentos que desqualificariam as mulheres. […] Furou o asfalto.” 3 O texto sugere que: a) as plantas não devem ser cultivadas nos centros urbanos. Fingem acreditar que elas estão aí por amá-los. e lhes atribui um comportamento que as desqualifica. Paulo de 30/08/2000. termina quando tal fêmea atinge seu objetivo. Sua cor não se percebe. Façam completo silêncio. gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade. o tédio. Duro. Sublinhe o termo em questão na sua frase. Sento-me no chão da capital do país às [cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma [insegura. Há milênios. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia. Laércio. em relação às mulheres. Transcreva uma frase em que o termo ocorre. na frase “o homem não aprende”? Voltar Língua Portuguesa . c) a capacidade de resistência possibilita o inusitado surgimento da flor. e muitas pela fama.

diante de telas de computadores. ocorrem vários termos de jargão técnico que remetem a diversas fases do andamento de um processo no judiciário. 4 Texto para as questões 7 e 8. redefiniram os locais de trabalho. a) No texto acima. que corria o risco de ficar impedido de aplicar cortes de despesas com folha de pagamento previstas na lei. reformularam a economia. c) “reformularam a economia”. que confirmou a constitucionalidade do artigo que estabelece os limites de gastos com pessoal para os três poderes. durante longos períodos de tempo. Não há dúvida de que vivemos a revolução da informação e. Transcreva pelo menos três. as ‘infovias’. 12/10/2000. Paulo.Interpretação de texto II Avançar . c) a natureza precária das revoluções. 8. as grandes redes — a Internet e a World Wide Web — atropelaram o mundo. b) “tornaram as leis antiquadas”. “A explosão dos computadores pessoais. Uma retificação no voto do ministro Marco Aurélio de Mello garantiu a decisão do STF. A revisão promovida pelo ministro Marco Aurélio favoreceu o governo. com base no texto.6. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . desafiaram constituições. mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas. Tornaram as leis antiquadas. GABARITO 7. b) O que os termos “retificação” e “revisão” informam sobre a participação do juiz Marco Aurélio de Mello no julgamento da questão? c) Do que trata o artigo 20 da lei de Responsabilidade Fiscal? Responda. Fuvest-SP No texto. Fuvest-SP A expressão “revoluções não são sutis” indica a) a natureza efêmera das revoluções. Nicholas Negroponte. a expressão que sintetiza os efeitos da revolução operada pela informática é a) “atropelaram o mundo”. d) o caráter radical das revoluções. e) o traço progressista das revoluções.” O Estado de S. 13/02/96. d) “redefiniram os locais de trabalho”. Existem ainda no STF outras cinco ações propostas pela oposição contra dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal. e) “desafiaram constituições”. revoluções não são sutis.” Jornal do Brasil. b) a negação dos benefícios decorrentes das revoluções. reordenaram prioridades. enquanto o CD-Rom trabalha. diz o professor do MIT. especialmente em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário no âmbito dos Estados e Municípios. Unicamp-SP (nota: o título de “ministro” é dado aos juízes do Supremo Tribunal Federal) “Pela diferença de um voto. o governo saiu vitorioso ontem no julgamento do pedido de liminar contra o artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal.

anúncios que apresentam apenas informações verídicas. 53 (com adaptações). por isso. (04) o uso de você é um recurso típico do texto publicitário. Mas a tecnologia é imensa. Tem carroceria 100% galvanizada. leia o anúncio que se segue. são proibidos pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. motor com 5 válvulas por cilindro. (16) os anunciantes da coleção Primavera-Verão da Picadilly utilizam argumentos genéricos para seduzir o grande público. O design é compacto. ( ) Se o trecho “Tem carroceria 100% galvanizada” estivesse redigido como Tem 100% da carroceria galvanizada. (32) a atribuição de uma qualidade negativa ao sapatinho (de cristal) sugere. como resposta. sugerindo maior proximidade com o interlocutor/leitor.9. Tem um momento que você percebe que não é você que não entra no sapatinho de cristal. 5 De acordo com o material publicitário reproduzido acima. (08) a figura de linguagem que aparece no segundo período é a metonímia. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. a soma das alternativas corretas. nº 82. entretanto. ( ) No trecho final. p. como conteúdos pressupostos. “O XYZ é o primeiro com airbags laterais na categoria. 12 anos de garantia anticorrosão” permite dupla interpretação: ou todas as peças metálicas do XYZ têm 12 anos de garantia anticorrosão ou apenas a carroceria a tem. a mensagem do anúncio estaria preservada. também conhecido como Cinderela. (02) com o objetivo de opor realidade e fantasia. uma vez que se toma o todo (a pessoa) pela parte (os pés). ludibriando involuntariamente o consumidor. É o primeiro carro brasileiro com acoustic parking system. 13/12/99. Voltar Língua Portuguesa . ( ) O trecho “Tem carroceria 100% galvanizada. por oposição. 15/9/00. XYZ.” Época. é possível considerar que o anúncio poderá ludibriar o consumidor que der a ele a primeira interpretação. 12 anos de garantia anticorrosão. UFMS Leia o seguinte texto da propaganda de calçados da coleção Primavera-Verão da Picadilly: “Chega um momento que você pára de acreditar em príncipes encantados e passa a exigir homens de verdade. recorre-se à intertextualidade com o popular conto de fadas Gata Borralheira. iniciado em “E ainda” o anúncio afronta o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor porque lança uma auto-avaliação sem informar que sistema antifurto a sustenta. não se voltando. UnB-DF Um anúncio publicitário tem por finalidade influenciar o público. direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura e profundidade. mesmo um anúncio honesto pode apresentar alguma impropriedade lingüística que comprometa a qualidade da mensagem transmitida. GABARITO IMPRIMIR Com relação a esse anúncio. Dê. Tendo em vista essa observação. que a interlocutora anteriormente acreditava em príncipes encantados. apesar de gostar de homens de verdade. Todavia. os verbos parar (de) e passar (a) indicam.” Caras. pois ludibriam o cliente. ( ) O primeiro período do anúncio não apresentará alteração de sentido se for assim reescrito: O XYZ é o primeiro na categoria e tem airbags laterais.Interpretação de texto II Avançar . que acaba comprando gato por lebre. para um segmento específico da sociedade. É o maldito sapatinho que não serve para você. Há. Alguns anúncios são sabidamente enganosos. ar-condicionado inteligente. portanto. e. E ainda foi considerado o carro mais seguro do segmento pelo Clube do Automóvel. é incorreto afirmar que: (01) no primeiro período. freios ABS de 5ª geração. estimulandoo a adquirir um produto ou a contratar um serviço. 10. a valorização dos calçados anunciados. Dessa forma.

c) O texto contém uma explicação histórico-científica para a expressão “voto de Minerva”. 27. Rolou uma briga e Eudes sacou o berro. uma oralidade bem marcada da qual se projetam elementos emocionais para envolver o leitor. no discurso jornalístico em questão. cit. p. e) I. Metodista-SP Texto 1 “Por isso. Christi estava tirando seu Santana da garagem. Minerva é o nome romano da deusa da sabedoria. b) O professor Francisco Platão Savioli explica em um texto descritivo a origem da expressão. uma deformação dos significantes. conta o professor de Língua Portuguesa Francisco Platão Savioli.91.91. uma preocupação de fundo metalingüístico. 6. A tragédia de Ésquilo. assassina o marido. Atena funda um tribunal chamado Areópago (que realmente existiu. 24. U. O cara morreu na hora. Quando sacaram que pintou sujeira. III.11. . para melhor se aproximar da língua padrão. mata os dois para vingar o pai e é perseguido pelas Fúrias. op. O discurso da violência — as marcas da oralidade no jornalismo popular. II. o filho dela.07.)’. projetou o mito muito além da sua época. estão corretas a) todas as afirmações. V. p. 6 Podemos concluir do texto acima que: a) Eumênides é a peça escrita por Ésquilo. apud. e) Tudo o que foi narrado pelo escritor do artigo não passa de ficção. IV e VI. II. 07. Texto 4 “Um aviãozinho monomotor (de um motor só) caiu ontem de manhã na Baía da Guanabara…” NP. Nessa hora. ‘O episódio que deu origem à expressão está narrado na peça Eumênides. Ana Rosa Ferreira. F.35. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Texto 3 “Liberado pelos médicos. III. c) somente I e IV. o malaco tentou roubar o revólver de Antônio Carlos. Com a posterior elaboração e consolidação da jurisprudência romana. II. d) I. dado pelo presidente de um tribunal. a transformação de notícias em narrativas. Só que o julgamento terminou empatado e a deusa decidiu pela absolvição de Orestes. em que não faltam.07. IV. b) somente III e IV. 27. em Atenas). apud. 339. julho de 1998. F. Atena virou Minerva e a instituição do voto de desempate. 230. o juiz se utiliza do voto de Minerva para absolver o réu. Segundo os soldados. cit. o preso entrou no carro de polícia para voltar ao distrito. perceptível em nível morfológico. 4.” NP. detonando três pipocos em Cícero. da Universidade de São Paulo. Os malacos chegaram junto dela e mandaram-na passar as chaves. III. VI. na Antigüidade. Quanto às afirmações anteriores. op. IV e V.07. ou de linguagem popular e técnica. cit. p. passou para outras civilizações.” Superinteressante. Nessa tragédia. 2 F. uma tendência para a hipérbole. para resolver os pepinos em tempo. Para julgar o crime. Paulo: editora EDUC/Cortez. pintou confusão.” NP. Atena. ajudada pelo amante. grande dramaturgo grego. Agamênon. Univali-SC “Deusa grega decidia julgamentos empatados De onde veio a expressão ‘voto de Minerva’? Da Grécia antiga. apud DIAS. que fica na mesma rua. 1996 Texto 2 “Os malacos tinham arrombado a escola Paradigma. pode-se dizer que. fugiram. três monstruosas divindades aladas que puniam os criminosos. 298. que inventou a expressão. inclusive. Egisto. d) Atualmente.91.Interpretação de texto II Avançar .91.C. a mistura freqüente de linguagem culta e popular (oral). a empresa está informatizando todo o seu sistema. marcas de oralidade. Aí. quando acontece empate em julgamento. Clitemnestra.C. apud. Considerando somente os fragmentos de Notícias Populares acima. p. 5. predomina I. F. 12.456 a. o primeiro dos grandes dramaturgos clássicos gregos. S.07.” GABARITO NP. op. Orestes. de Ésquilo (525 a.

1996. as pessoas se escondem atrás de expressões comprometedoras para evitar a responsabilidade pelos atos ou opiniões e para fugir dos confrontos embaraçosos. de Londres e da Fairchild Publications. (…). Michael. que é a busca do ‘acordo entre partes’. (…).Texto para a questão 13. e a tese é a de que as palavras deixam de ter sentido por causa dessa prática. III. b) aquele que.Interpretação de texto II Avançar . de fato.” Considere as seguintes afirmações sobre o texto acima: I. meio malandra. Em relação ao texto. É por essa razão que frases igualmente descompromissadas como ‘eu te ligo’. correspondente no Brasil do jornal dominical The Observer. e) um “camaleão social” ironicamente analisado pela sua conduta. d) um “camaleão social”. Metodista-SP Assinale a alternativa que mais traduz o conceito de homem cordial no texto. Sérgio Buarque de Holanda os flagrou mais de meio século atrás no seu estudo do ‘homem cordial’. a) o homem capaz de empreender encontros amistosos. II e III somente. está correto o que vem afirmado em a) b) c) d) e) II somente. intencionalmente incapaz de magoar os outros. I e II somente. está honestamente preocupado com as regras sociais. II. I e III somente. Seu talento nesse campo vem de eles terem aprendido como navegar em torno dos negativos. pela gentileza de seus atos. os brasileiros seriam PhDs nela. inteligente frente aos obstáculos impostos pelo cotidiano. “Modos brasileiros de escapar do ‘não’ Universalmente. ‘vamos ver’. 14. PUC/Campinas-SP “Na prática política. U. ‘a gente se vê’ e ‘apareça lá em casa’ normalmente são escapadas e não promessas de um novo encontro. um tipo de enganador charmoso. meio diplomata. Essa declaração faz com que qualquer trato não cumprido soe como um acordo amistoso. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ou mesmo das ‘negociatas’. das quais os brasileiros diariamente se apropriam para desviar da palavra ‘não’. O tema é a prática da má política. Se essa ‘esquiva retórica’ fosse uma disciplina acadêmica. A tese defendida é a de que a acepção mercantilista do termo negociação pode ser maliciosamente encoberta pela acepção democrática. Veja as expressões propositadamente vagas como ‘pode ser’. ora ao fundamento mercantilista dos ‘negócios’. podem ser classificados como ‘morde-e-assopra brasiliensis’. O tema explorado é o do duplo sentido que a palavra negociação ganha no âmbito da prática política. In Folha de São Paulo. por essa razão. Esses hábitos já estão enraizados nessa cultura. ‘se der’. híbrido e. II e III. espertos negociantes. Membros dessa espécie híbrida.” KEPP. Eles se comunicam por meio de frases como ‘eu fico devendo’. 7 13. justificam-se como hábeis negociadores. I. Vários políticos valem-se dessa duplicidade de significados: sendo. a palavra negociação associa-se ora ao requisito clássico da democracia. c) o homem perspicaz.

da vida? No futuro. mas sabíamos seus nomes. e que foi cercada da maior expectativa: como tinha fama de ralador. em geral. Eu perguntaria ao leitor. lugares. 8 15. A memória do computador nos dará todo tipo de informações. O que o computador não nos ensinará é como entender as coisas. entendimento e emoção. Durante muito tempo. os afluentes do Amazonas? Há pouco tempo faleceu um dos melhores professores que tive. está o objetivo maior da educação. c) O texto é portador da idéia de que o ensino desvinculado da realidade e das vivências do aprendiz. o comentário do autor faz referência a um futuro em que inovações metodológicas tornarão o ensino mais produtivo e eficaz. é essencial que a educação contemple globalmente o ser. b) Entre outras idéias. é o ensino da literatura. todos nós estávamos ansiosos. Nesse binômio. Informação memorizada é algo que. Nós nunca tínhamos ido à Amazônia. como se chamam os afluentes da margem direita?” Zero Hora. é criticado o ensino que visa. ensino foi sinônimo de informação: nomes. basicamente. F. ficará cada vez mais por conta do computador. ao qual caberá a intransferível tarefa de educar gerações. e memorizavam — porque aquilo caía no exame. ao acúmulo de informações memorizadas. Por que é um mistério que nunca esclareci. 26 set. nunca tínhamos visto os rios da região. O professor então passou o resto da aula explicando: é mais importante entender do que copiar. o texto aponta o computador como o grande mestre do futuro. E todos nós imediatamente copiamos: calor – flechinha – dilatação. foi direto para o quadro e escreveu: Calor → dilatação. Ele pousou o giz. não cumpre seu real objetivo. olhou-nos e fez uma pergunta que nos deixou a todos perplexos. no contexto. Revista ZH. os escolares saberão dos afluentes do Amazonas não recitando os nomes. que lecionava Física no Julinho. c) Nada é comparável. a) No texto. U. Exemplar. A pergunta que. Trata-se de um rio longo. 1999. isto é. e portanto cheio de afluentes. os da margem esquerda e os da margem direita.Interpretação de texto II Avançar . que o conceba como alguém dotado de inteligência e afetividade. para a qual o próprio escritor muitas vezes não tem resposta. O professor Alfredo entrou na sala. a esse respeito. e) Segundo o texto. mas de uma coisa estou seguro: a regra do professor Steinbruch será mais válida do que nunca. datas. Coisas que os alunos copiavam. d) Numa perspectiva otimista e confiante. se faz a respeito de um texto é: o que quis o autor dizer com isso? Pergunta difícil. Nada mais paradigmático a esse respeito do que a lista de afluentes do Amazonas. Ninguém soube responder. Rio Grande-RS A expressão Nada mais paradigmático é. E aí os nomes surgirão naturalmente. equivalente a: a) Nada é mais enfatizado. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . E também não nos ensinará o valor das emoções. daqui em diante. batalhas. ou liam nos livros.Instrução: as questões de números 15 e 16 referem-se ao texto. e) Nenhuma informação memorizada é mais importante. Lembro muito bem a primeira aula que nos deu. Rio Grande-RS Assinale a alternativa cujo teor é incompatível com as idéias veiculadas pela crônica. mas indo até lá. Não é preciso lembrar. Alfredo Steinbruch. U. F. Assim mesmo: calor – flechinha – dilatação. mesmo. d) Não há exemplo mais adequado. A propósito. é preciso saber como acessar. Texto “Quais são. Perguntou por que havíamos copiado aquilo. em primeiro lugar: o que sentiste lendo esse texto? Em que ele aumentou a tua compreensão do mundo. 16. Não sei como será a escola no futuro. conhecendo como é o lugar. b) Nenhuma idéia é mais relevante. como vivem os habitantes da região. Era preciso recitá-los de memória.

seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas. (…) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta. a) as novas formas de vizinhança e de moradia resultaram de uma política de urbanização progressiva e organizada. por mais que avance tecnologicamente.” MARINS. a cada avanço tecnológico. b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas. Paulo César Garcez. 18. mas no avanço sobre mananciais — fonte para todas as pias. c) as mudanças na organização de espaços públicos e privados foram conseqüência da industrialização e da migração. e) atual período histórico / periferia do sistema capitalista. Espaços públicos e privados passaram a se fundir a contragosto das intenções normativas. as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. confunde. Todavia. 9 17. estão em relação de oposição os segmentos transcritos em: a) novas condições técnicas / técnicas da informação. chuveiros e vasos sanitários das cidades — ou na própria violência que passaria a assaltar ruas e casas. GABARITO 19. “Um dos traços marcantes do atual período histórico é (…) o papel verdadeiramente despótico da informação. d) o abastecimento de água das grandes cidades. uma informação manipulada que. em lugar de esclarecer. Milton. Fuvest-SP Segundo o texto. nas condições atuais. dos objetos que o formam. de fato. não apenas nas ruas e na configuração heterogênea dos bairros. c) ampliação do conhecimento / informação manipulada. corresponda um retrocesso político. seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. O que é transmitido à maioria da humanidade é. resultou de projetos governamentais. Fuvest-SP Deduz-se corretamente do texto que a) a humanidade. b) punhado de atores / objetivos particulares. d) apropriadas por alguns Estados / criação de desigualdades.Interpretação de texto II Avançar . intensificou-se nos bairros mais populares. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica. estruturados segundo os padrões da época. e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas. decorrente da industrialização. e) a violência urbana. Fuvest-SP No contexto em que ocorrem.Texto para as questões 17 e 18. Por uma outra globalização. c) é da natureza do progresso que. d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares. aprofundando assim os processos de criação de desigualdades. b) a urbanização das grandes metrópoles originou-se em modelos institucionais. não será capaz de superar o egoísmo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . embora realizado de maneira desordenada. História da vida privada no Brasil.” SANTOS. Texto para a questão 19: “O processo intenso de metropolização sofrido no Brasil a partir da instalação dos parques industriais e os surtos migratórios a eles associados inviabilizariam qualquer projeto de perpetuar o controle das formas de moradia e vizinhança nas grandes capitais. das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca.

que é quase pegada à Chácara de vovó. a) O texto põe a nu os desdobramentos de um sistema de desigualdades marcado por bloqueios e limitações sociais impostos a escravos recém-libertos.Interpretação de texto II Avançar . 10 GABARITO 20. Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. Minha vida de menina. a qual. Agora é que vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia.” Nesse primeiro período do texto. A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda. Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia. Até parece que a festa é nossa. mas quando são na Igreja do Rosário. da qual. a incorreta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . se. a qual. mas quando são na Igreja do Rosário. na qual. no Brasil do século XIX. por: a) contudo. caso. as palavras “mas”. mesmo sabendo a despesa que dá!” MORLEY. c) porém. Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito. respectivamente e sem prejuízo do sentido. Assinale. Nenhum rejeita o cargo. e) Observa-se uma mescla de compaixão e ironia no discurso da narradora. Fuvest-SP Leia. eu gosto ainda mais. 30 de maio de 1893 Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. que é quase pegada à Chácara de vovó. e) porque. Esta também é negra da Chácara e ajudou no jantar. Fuvest-SP “Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. na época em que. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto. algumas afirmações críticas acerca do texto. “Domingo. a seguir. se.Texto para as questões 20 e 21. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo. se. Helena. as quais. d) entretanto. “quando” e “que” podem ser substituídas. entre elas. Além disso teve de dar um jantar para a corte toda. E este ano foi mesmo. b) pois. b) A narradora descreve em seu diário a possibilidade de efetiva ascensão social propiciada pelo regime político do Império. ao reconhecer a festa popular como possibilidade imaginária de redefinição social pela superação fantasiosa das barreiras advindas da escravidão. 21. eu gosto ainda mais. d) As situações pitorescas de uma festa servem como pano de fundo às reflexões da narradora sobre o desejo de propriedade da gente-livre recém-liberta e as dificuldades para sua realização. c) Desvenda-se no discurso da menina narradora uma ótica de classe que parece apontar para a idéia de que os pobres não sabem como usar o dinheiro.

Às quatro. UnB-DF A partir da leitura compreensiva do texto. muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã. que parece linho mas é linholene. mas muito bonzinho. entrou no banheiro. A pobrezinha. decorando textos.Interpretação de texto II Avançar . (Tudo que se faz com leite. com muito mais espaço interior e que você pode adquirir dando a sua velha de entrada (a sua velha geladeira. E. do ‘Espetáculo Biscoiteste’. Já eram quase três da matina. toda impermeável. o teleteste que distribui brindes para você. que tivera de agüentar a cantada de um patrocinador de programa (Agência Galo de Ouro — quem não anuncia se esconde) que prometera um cachê melhor. como ficou dito. Foi botar na boca e ver logo que era leite em pó. um lindo móvel que ocupa muito menos espaço em sua residência. 11 GABARITO 22. no departamento comercial da televisão. ( ) O nível de abrangência e a forma da narrativa permitem que se caracterize a postura do narrador como externa e restrita. quando ela voltou para o seu apartamento com sala. Quase meia-noite e ela tendo de dançar com ‘seu’ Pereira. mas também não achou. que não enruga nem encolhe. Mas note bem. Saltou da camioneta com tração dianteira e muito mais resistente. que estais no Céu. colocou pasta de dentes na escova e pôs-se a escovar com força. em pó. faz a oração da noite: ‘Padre Nosso. naturalmente). coitadinha! Já passava das oito horas da manhã e a garota-propaganda dormia gostosamente sobre o seu colchão Vulcaspuma. Estremunhada. Comeu rapidamente e aceitou o copo de leite que o garçom sugeriu. Boa noite. O diabo era aquele perfume que saía do cangote do seu par. Ah… que agradável sensação de bem-estar! Depois do banho. de 8 e meia às 10. graças à carona que pegara. ( ) Quando não estava em frente das câmaras de televisão. Aceite o meu conselho e vá verificar pessoalmente. depois ficaria explicado porque a roupa dela é muito mais branca do que a minha. Stanislau. e procurou o vestido verde que comprara no Credifácil. É só até o dia 30. ( ) A garota é chamada de “coitadinha” por ser vítima constante do assédio sexual dos patrocinadores. Ali estão os dois escolhendo o menu. Garota-propaganda não pode engordar. quarto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ele pediu massa e perguntou se ela também queria (Aimoré você conhece — pensou ela). onde você adquire agora e só começa a pagar muito depois. Tomou então um cafezinho mesmo e correu ao quarto para se vestir e arrumar o cômodo o mais depressa possível. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. Lembrou-se então que o deixara na véspera dentro da pia. In: Primo Altamirando e elas. a garota-propaganda passava seu tempo correndo de um lado para outro. Tinha de estar pronta em seguida. saindo com pessoas desagradáveis e dormindo pouco. a quem fingia aceitar a corte para poder ser escalada nos programas. não o tomara pela manhã. Eram onze e meia quando chegou à cidade. banheiro. facilmente removível e lavável. Fechou o sofá-cama. Abriu a geladeira de 7 pés. caso ela ficasse efetiva na programação. (Você nunca dará corda num Mido). boxe. quitinete e área interna. tudo conjugado.) O diabo é que também não tinha Pulvolaque. copa. decorar outros textos. tome de sorriso na frente da câmara. a jurar que a liquidação anunciada era uma ma-ra-vi-lha. fez todas as coisas que precisava fazer em uma velocidade espantosa e entregou-se ao suplício de almoçar com o diretor de TV. levantou-se meio tonta. em pó… Às três horas o programa das donas-de-casa. que deixa saudade. não conseguia mais separar sua vida privada de sua vida profissional. Procurou no armário uma lata daquele outro que se dissolve sem bater. O vestido não estava no armário. tinha de almoçar com um diretor de TV. Fora dormir inda agorinha. Iria à cidade apanhar os textos de uma outra agência que precisavam ser decorados até as três. Rio de Janeiro: 1962 (com adaptações). Se fosse branco. De 5 às 8. e foi até a cozinha tomar um copo de leite. quando voltaremos com novas atrações. Finalmente. embebida na água com Rinso e o diabo é que o vestido. Foi quando o relógio despertador começou a tilintar irritantemente. vítima da sociedade de consumo. Um perfume inebriante. Arrumou as coisas assim na base do mais ou menos. Dentro não havia leite: — Não faz mal — pensou. macio e confortável. era verde. Afinal. além disso.’” PONTE PRETA. mas preferiu outra coisa. aos pés do sofá-cama. ( ) A garota-propaganda. abriu a cortina do boxe. com Pulvolaque se faz. vai poder dormir um pouquinho. que comprara dando apenas trinta por cento na entrada e começando a pagar as prestações na entrega das chaves.Texto para a questão 22: “A garota-propaganda. Um velho chato. para decorar páginas e páginas de texto que apanhara na véspera.

b) trocadilhos. b) Os pequenos erros são importantes. D. Fuvest-SP Neste anúncio. c) Ainda que os pequenos erros sejam inevitáveis. d) pelo humor. b) pelo sentimentalismo. Fuvest-SP No mesmo anúncio. Utiliza-se de Itaparica. e) “programa de milhagens”. ITA-SP Assinale a opção que melhor traduz o trecho em destaque do texto abaixo: ”O novo livro de Ubaldo pode ser visto como um belo exercício de retórica. só NÃO ocorre o uso de a) termos técnicos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . d) Não são os pequenos erros que tornam homens e mulheres grandes em suas realizações e virtudes. se se querem grandes. Sorria. da radioatividade natural e da história da ilha baiana para defender uma tese: a de que homens e mulheres podem ser igualmente grandes em suas realizações e virtudes. a imagem fotográfica associa-se mais diretamente à palavra sorria e à expressão a) “mais de 300 salas VIP”. mas não podem escapar de seus pecadilhos e prevaricações. a) Os pequenos erros são inevitáveis e essenciais para a grandeza de homens e mulheres. mas não essenciais. Business Intercontinental da Iberia.” GABARITO 24. e) expressões em inglês. O Estado de S. H. Mais espaço entre as poltronas.” SEREZA. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente. 25. para a grandeza de homens e mulheres. e) Os pequenos erros são inevitáveis para a grandeza de homens e mulheres. Além disso. d) “aeroportos no mundo todo”.23. Viajar virou sinônimo de relaxar. e) pelo sensacionalismo. b) “acumular e utilizar pontos”. d) enumeração acumulativa de vantagens. Caderno 2/Cultura. Fuvest-SP Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio. c) “Mais espaço entre as poltronas”. 26. c) pela incoerência. você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld. c) apelo direto ao leitor. 16/7/2000. não contribuem para a grandeza de homens e mulheres. Paulo. Texto para as questões de 24 a 26: 12 “Business Intercontinental da Iberia. a relação entre o texto verbal e a imagem fotográfica caracteriza-se principalmente a) pelo sarcasmo.

d) baixo custo. garantia de agilidade e segurança na indenização.Texto para as questões de 27 a 29: “Uma pessoa que não sabe nada sobre segurança convenceu-me a fazer um Itauvida Responda sinceramente: você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa. Precisou de ajuda. seleção de imagens sensacionalistas para mobilizar a emoção do leitor. escolha da forma de pagamento. serviço de informações 24 horas. apelo direto ao leitor pelo uso repetido do pronome “você”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . tirou seu sossego e ainda vive nos braços da sua mulher? Então faça um Itauvida. desvinculação entre indenização e inventário. o SOS Seguro Itaú é como um pediatra: sabe tudo. preço acessível. Fuvest-SP Segundo o texto. b) débito automático em conta para correntistas de diversos bancos. são vantagens de quem adquire o seguro anunciado: a) dispensa de exame médico pré-contratação. enumeração acumulativa das qualidades e vantagens oferecidas pelo produto. não é louco de deixar essas coisas para amanhã. Por uma mensalidade equivalente a um pacote de fraldas descartáveis. b) uso sistemático da linguagem denotativa. c) presença funcional de um slogan curto. definição e explicitação do público-alvo (no caso. comparação com produtos similares. baixo custo e facilidades de pagamento. as crianças). 28. facilidade de pagamento. predomínio de verbos no futuro do indicativo. 13 27. Porque quem é louco por alguém. grande número de postos de venda/contratação.Interpretação de texto II Avançar . com todos os valores do seguro atualizados pelo TRD. mensal ou anual. 29.” Texto publicitário produzido pela Agência DM9. e) garantia de a indenização ser vinculada a inventários. Procure o seu corretor ou uma agência Itaú e faça hoje mesmo o seu Itauvida. E para esclarecer suas dúvidas. Um Itauvida não rouba suas noites de sono. c) “equivalente a um pacote de fraldas descartáveis”. e o débito é automático para os correntistas do Itaú. criativo e de fácil memorização. c) preço acessível. opção dupla para a forma de pagamento. anual ou vitalício). d) “deixar essas coisas para amanhã”. possibilidade de o segurado vincular eventuais dívidas a seu inventário. e) presença de verbos no modo imperativo. desobrigação da realização de exame médico prévio. é só ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite. Fuvest-SP No texto encontram-se as seguintes estratégias de persuasão: a) recurso à complementação de sentido pela relação entre texto verbal e imagem. repetição exaustiva do nome do produto. b) “menos trabalho do que trocar um bebê”. e) “alguém que não sabe nada sobre segurança”. d) apresentação das vantagens oferecidas pelo produto. você escolhe a forma de pagamento. além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado. Pelo contrário: suas garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo. recorrência no uso da hipérbole e da metáfora. Fuvest-SP A única alternativa em que aparece um trecho do texto que NÃO remete ao campo semântico mais diretamente sugerido pela fotografia é a) “o SOS Seguro Itaú é como um pediatra”. possibilidade de escolha quanto à duração do plano (mensal. Porque o Itauvida dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta). E dá menos trabalho do que trocar um bebê. apelo à sensibilidade do leitor. você faz um seguro de vida que pode durar sempre. opção pelos verbos no modo imperativo.

c) III. F.Interpretação de texto II Avançar . informou o inspetor Carlos Alberto Bahr Fernandes. IV.30. A matéria não coloca a vida humana em primeiro lugar. II. e) IV. No deslocamento. III. podemos fazer leituras com diferenciados graus de profundidade. na parte dianteira do veículo. IV. II. É o procedimento adotado neste tipo de situação. I. relatório e fotos do acidente. mas da vítima não sabemos sequer o nome: é apresentada apenas como ‘um ciclista’. 8/6/1999). IV. como as que seguem. IV. III. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . II. em conseqüência do acidente. I. “UTI-Móvel sofre acidente/Veículo-ambulância usado em socorro atropela ciclista O acidente envolvendo a nova UTI Móvel da PRF (Polícia Rodoviária Federal). Se reordenássemos os itens acima expressos. danos de pequeno valor no veículo. I. a ambulância não será usada em serviço. O texto acima comporta leituras. b) I. O texto refere-se a um acidente que envolveu a nova UTI Móvel da Polícia Rodoviária Federal e um ciclista. Por enquanto. que resultou na morte de um ciclista sexta-feira à noite. As demais unidades da frota da PRF dispõem de equipamentos para o transporte de feridos. do nível de leitura menos profundo ao mais profundo.” 14 Quando lemos um texto. O conserto. que receberá. No texto fica implícito que o motorista não ficou ferido. um ciclista atravessou a pista e foi colhido pelo carro. dentre tantas outras possíveis. mas as demais unidades da PRF estão em condições de transportar feridos. o pára-brisa ficou quebrado. Há muitas informações sobre a ambulância. Os danos na UTI Móvel foram de pequena CARRO da PRF mata ciclista e fica bastante monta. O texto foi construído para informar que a nova UTI Móvel da PRF ficou danificada em acidente. dos itens mais explícitos aos menos explícitos. II. houve. III. ou seja. a ambulância não será usada em serviço. O texto permite-nos inferir que provavelmente um policial rodoviário estivesse conduzindo o veículo. que morreu vítima do atropelamento. II. d) II. resultará em inquérito para averiguar as circunstâncias do caso. Pelotas-RS Leia o texto a seguir (Diário Popular. Em virtude do acontecimento. I. III. atropelado pelo veículo enquanto transitava no quilômetro 512 da BR-116. U. também. dependerá de autorização do comando. a ordem seria: a) I. agora. A ambulância havia sido acionada para atender a acidente no quilômetro 524. morrendo na hora. Segundanificado do o policial rodoviário. IV. III.

Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos.Interpretação de texto II Avançar . A razão é simples.7) têm em comum um sentido negativo. a até 20 metros da superfície. além de muito cara. pelas famílias das vítimas. do ponto de vista ambiental. 85. babe cola e excrete caco pela cloaca. 1975. Desde que não haja vazamento de radioatividade vindo dos reatores do Kursk. Augusto e CAMPOS. e os primeiros testes apontam para isso. IMPRIMIR Em relação ao texto. (04) A informação triste para os parentes significa que o não resgate dos corpos é necessário para o bem comum. Haroldo de. 52. CAMPOS. (16) A expressão além de muito cara é um argumento a mais para contrariar a solicitação de retirada dos corpos. (32) O adjetivo perigosos deixa subentendido que existem traços de radiação. o ideal é não mexer na carcaça naufragada. retirado da Revista Veja. 2ª ed. 15 A partir das informações do poema acima. a soma das afirmações corretas.” GABARITO Fragmento de texto.2). Coca-Cola. ( ) Uma síntese possível do texto é Beba coca. como resposta. Décio. ( ) Os vocábulos “babe” (v. (08) O conector desde que impõe uma negação do que foi dito anteriormente. p. 32. ( ) O poema foi construído a partir de alterações semânticas decorrentes de inversões fônicas de um grupo pequeno de fonemas. originalmente. Uma operação de resgate.5) e “cloaca” (v. Unioeste-PR “O destino do Kursk A informação é triste para os parentes dos marinheiros. 108 metros. 1950-1960. dê. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. A profundidade em que se encontra a embarcação. agosto de 2000. Voltar Língua Portuguesa . São Paulo: Duas Cidades. (01) Em A informação há uma remissão para um dado que está fora do texto. “caco” (v.31. mas. desejada pela opinião pública e. porque é impossível ocorrer vazamento de radioatividade. o que provocaria vazamento perigoso para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente. In: PIGNATARI. uma propaganda encomendada para divulgar as qualidades do principal produto de uma fábrica de refrigerantes. principalmente. (64) O pronome isso retoma a idéia de que há vazamento de radiação vindo dos reatores do Kursk. é arriscada: o submarino pode rachar no processo. Unb-DF “beba babe beba babe caco cola coca coca cola cola cola caco cloaca” PIGNATARI. (02) A carcaça do Kursk não será uma preocupação constante para o governo russo. o que se sobrepõe às expectativas dos parentes. também é segura. Décio. o melhor a fazer com o Kursk é deixá-lo onde está: no fundo do oceano. Nesses lugares não foram detectados traços perigosos de radiação. p. A conclusão segue as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica e baseia-se em estudo realizado com outros dejetos nucleares que repousam no fundo de mares árticos. Há lixo nuclear suportável em águas bem mais rasas. ( ) Pode-se inferir que o texto foi.

o mundo parece ter atentado para o problema da extrema dependência em relação a poucas fontes de energia. em termos de vida. a magia da vida. Nós. Texto para as questões 34 e 35: “O Brasil precisa arrumar novas fontes de energia para ver a luz no fim do túnel A relação entre crescimento econômico e energia é direta. a economia pára. Quando falta luz em casa. com uma pequena margem de sobra. 16 33. 135 (com adaptações). nunca tivemos a oportunidade de contar e de compartilhar o que significa para nós esse patrimônio. as águas doces estão todas nas terras indígenas. É difícil prever por quanto tempo a humanidade poderá contar com o fornecimento de petróleo a um custo compensador. ( ) o culto do corpo são em mente sã. que estão nas mãos de um número reduzido de controladores e que ninguém sabe por quanto tempo serão suficientes para suprir as necessidades globais. a magia de tentar entender este Criador: o espírito da floresta. são todas meio improvisadas as estimativas a respeito das reservas. pois o consumo doméstico é irrisório no cômputo geral. ( ) O texto é narrado em primeira pessoa. Veja. no meio do mato. não temos academia de ginástica. Edgard. do dia e do tempo. Subiu para 15% no início de 2000 e deve chegar a 20% no fim do ano. as olhemos e dali tiremos a água. para que nós. ( ) Infere-se do texto que viver de acordo com o movimento do dia e da noite deu origem a academias de ginástica para emagrecer. Queremos dizer isso a vocês. é correto concluir que. no canto das terras indígenas.” RAMIRO. em geral. Muitos pesquisadores já foram a nossas aldeias. copiaram e discutiram. da capacidade de produção e do crescimento do consumo. uma nação está segura quando há três chances em 100 de faltar energia. Ou seja. Estes podem compreender e transformar aquelas plantas no nosso sustento. o país tem sete vezes mais possibilidade de sofrer com a falta de energia do que seria aceitável. estudaram. Se ela faltar. mesmo com novas tecnologias de extração sendo desenvolvidas a cada dia. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que não está nas terras indígenas no momento da fala.Interpretação de texto II Avançar . lá. na opinião do autor. o motivo é uma falha nas linhas de transmissão. O índice internacionalmente aceitável é de 3%. Denise. o remédio. Tudo é feito de acordo com o movimento da noite. Cada um deles está em busca da chamada luz no final do túnel. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. UnB-DF Com referência às idéias do texto e sua relação com outras áreas do conhecimento. Em nossas aldeias. o país não pode crescer. Dificilmente a falta de energia atinge as pessoas diretamente. há plantinhas e árvores grandes. que estamos cuidando deste patrimônio ao longo do tempo. p. não um colapso na geração. Rio de Janeiro: Garamond. entra em colapso. Se a geração de energia não for suficiente. O sistema brasileiro opera próximo ao limite da capacidade instalada. os seres humanos. No que diz respeito ao petróleo. O que pesa são os gastos industriais. principalmente (o que às vezes vocês não percebem). no sentido de mostrar que a ciência do homem branco precisa conversar com a ciência indígena. ( ) Pelo segundo período do texto. Em energizês. Saberes globais e saberes locais — o olhar transdisciplinar. Lá não temos problema de emagrecer. comum entre os vikings. 2000 (com adaptações). essa taxa no Brasil era de 5%. quem realmente precisa aprender com os indígenas é a “ciência do homem branco”.Texto para a questão 33: “Idéias sustentáveis A biodiversidade. os índios. Simples assim. A prova de que há uma certa angústia no ar em relação ao suprimento energético é a atitude dos grandes consumidores. Desde que o preço do petróleo começou a subir teimosa e implacavelmente. a alimentação e.” MORIN. Lá. no ano passado. contraria os hábitos das colônias indígenas remanescentes no território nacional. Em 1997. 6/9/2000. pelo foco do silvícola. o espírito da sabedoria com quem os pajés podem conversar. Há um cálculo mundial para detectar a probabilidade de um país ficar no escuro.

Dono dele nem sei quem for. e denotativamente. pressuposta no início do romance. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade. ( ) O tom de preocupação acerca do tema e a redação de trechos como “Simples assim” e “busca da chamada luz no final do túnel” indicam que a linguagem predominante no texto é a coloquial. ( ) Ao mencionar “a geração de energia”. pois aquilo que ele pensou não poderia ocorrer no sertão. b) As palavras do narrador indicam que o “senhor” compreendeu adequadamente o ocorrido. para uma população estimada em 167 milhões no final de 2000. sobre a qual o narrador e o ouvinte estariam conversando. Me disseram. os tiros sempre indicam que houve morte de homens. por defeito como nasceu. ainda não-explorados. desde mal em minha mocidade. significando solução para o problema. a falta deverá atingir 33. 35. gosto. ( ) As idéias do texto permitem inferir que os colapsos na geração de energia estão relacionados ao consumo industrial. de Guimarães Rosa. c) A interpretação do interlocutor sobre os tiros está equivocada. eu não quis avistar. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. Deus esteja. a situação brasileira é altamente favorável. o pronome “ela” pode referir-se tanto a “energia” como a “geração”. a expressão “luz no final do túnel” foi explorada duplamente: com o sentido conotativo. ( ) O termo “energizês” é uma criação vocabular formada a partir de energia para designar a linguagem técnica internacional do setor da Bolsa de Valores de São Paulo que trata da economia de energia. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. d) O aparecimento do bezerro com máscara de cachorro não causa estranhamento entre os sertanejos.Interpretação de texto II Avançar . havia chance de faltar energia para 7 milhões de pessoas. instantaneamente — depois. Não tenho abusões. 36. arrebitado de beiços. Todo dia isso faço. a) “Nonada” remete a uma situação anterior. Cara de gente. UFRS Leia o trecho abaixo de Grande Sertão: Veredas. primeiro a cachorrada pega a latir. cara de cão: determinaram — era o demo. esse figurava rindo feito pessoa. ( ) As porcentagens no primeiro parágrafo permitem afirmar que. isto é o sertão. no baixo do córrego. Voltar Língua Portuguesa . “— Nonada. e) Para o narrador. ( ) No período final. Daí. Povo prascóvio. O senhor tolere. UnB-DF No que se refere às idéias do texto e sua vinculação com outras áreas do conhecimento. erroso. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. se em 1997 a população brasileira era de 140 milhões de habitantes. cedi. mas apenas transformada.4 milhões de pessoas. Causa dum bezerro: um bezerro branco.” 17 GABARITO IMPRIMIR Assinale a afirmativa correta em relação ao trecho. pois o país conta com potenciais energéticos imensuráveis. vieram me chamar. ( ) No terceiro período. com referência à luz como energia luminosa.34. então. Alvejei mira em árvores no quintal. UnB-DF A propósito das idéias e expressões do texto. Vieram emprestar minhas armas. os olhos de nem ser — se viu —. se vai ver se deu mortos. ( ) Devido a novas tecnologias. Mataram. Mesmo que. Por meu acerto. o texto argumenta contrariamente ao princípio da Física segundo o qual energia não pode ser criada. e com máscara de cachorro.

já que o autor define a TV como um meio de comunicação demasiadamente popular. um tipo de ordenação muito utilizado nos textos jornalísticos: a ordenação por contraste de conceitos. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. 2000.Interpretação de texto II Avançar . UFGO O trecho abaixo. reacionário ou malfeito é apenas popular. 11/10/98. ( ) o argumento de que. ( ) a ordenação por tempo e espaço favorece um raciocínio que opera com noções de transformação e mudança. No início da década de 60. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão ‘Up Country’ para você chegar onde ninguém chegou.0 L High Output. duplo air-bag. CELULAR. é possível afirmar que ( ) prevalece. no fragmento. demasiadamente popular. consideradas num certo período e em determinado lugar. julgue os itens que seguem como verdadeiros ou falsos: ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. apenas os mais ricos possuíam um televisor. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir dela. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média. de Alcino Leite Neto. A televisão foi implantada no Brasil em 1950. 38. ( ) sobressai. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. Jeep Grand Cherokee. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. de 30 jul.400 O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. A partir de R$ 55.” GABARITO Veja. A vida moderna em favor da vida de verdade. Texto para a questão 38: “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. Jeep® Só Existe Um. foi publicado na TVFolha. Jeep Grand Cherokee. no interior do país. UFMT Com base no texto acima. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. a televisão esteve associada a privilégio de classe é demonstrado por meio de um tipo de ordenação: a enumeração de fatos. no fragmento. “Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso. a especificação de conceitos. no Brasil.” 18 A respeito da forma de ordenação de idéias empregada pelo autor.37. Ele tem motor 4. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . então predominantemente rural.

folheto. telefone. telefone. água. água. quadro-negro. pia. esclarecendo o título do texto. cigarro. toalha. sabonete. meias. Prova disso é que todos os elementos da narrativa (personagem. abotoaduras. água. caixa de fósforos. Provas disso são. Chinelos. escova.) do que a determinação que o personagem principal sofre do meio social. papel. papel e caneta. Maço de cigarros. Poltrona. (32) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a antítese e a metáfora. Cigarro e fósforo. lápis. cadeiras. Quadros. níqueis. giz. 71. gravata. fotos. água fria. pasta. espátula. São Paulo: Moderna. Prova disso é o fato de que a primeira contrapõe a rotina massacrante do trabalho à imprevisibilidade característica da vida doméstica. Relógio. toalha. bloco de notas. Cueca. garrafa. provavelmente artística. espaço. papéis. singular e diferenciado dos demais. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. Contos brasileiros contemporâneos. Carteira. Quadros. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . meias. por exemplo. espaço. Tal isolamento é necessário para que o personagem desenvolva suas idéias e realize as suas obras. guardanapos. In: LADEIRA. Dê. sabonete. marcado por uma das características fundamentais do realismo do século XIX: o determinismo social. sapatos. a falta de nome próprio e de descrição física do personagem. Vaso. cartaz. talheres. copo com lápis. cigarro. calça. esboços de anúncios. marcado por uma das características fundamentais do romantismo: a solidão do homem que. não consegue adaptar-se à mediocridade que caracteriza a vida dos seus semelhantes. fósforo. E. vales. Água. (08) Trata-se de um texto em prosa em que as ações e a situação dramática são reduzidas ao contato com objetos do cotidiano. notas. a soma das alternativas corretas. U. caixa de fósforos. espuma. Prova disso é que o que se destaca são os sentimentos do personagem. Pia. pijama. Cigarro e fósforo. Escova de dentes. cama. fósforo. água. cadeiras. pratos. copos. poltrona. carro. limitada à rotina da polaridade casa-trabalho. Papéis. Mictório. cueca. marcada pela solidão e pelo automatismo. cinzeiros. camisa. cadeiras. água quente. “Circuito fechado Chinelos. fósforo.” RAMOS. fósforo. convertem-se no seu contrário. exemplificado pelo escritório da agência de publicidade em que trabalha e pela classe social a que pertence: a classe média. (16) Trata-se de um texto em prosa em que a construção do personagem não permite uma universalização da experiência por ele vivida. tempo. cigarro. cinzeiro. Mesa. no caso. papéis. cigarro. telefone. prato. p. Paletó. telefone. papel. Cigarro e fósforo. marcado por uma das características fundamentais da arte moderna e contemporânea: a pesquisa de novas formas de expressão estética criadas a partir do experimentalismo lingüístico. Abotoaduras. vaso.39. Carro. creme dental. vaso com plantas. de G. telefone interno. 1995. cartas. cigarro. cavalete. livro. revista. chinelos. documentos. (02) Trata-se de um texto em prosa. bloco de papel. tempo. (64) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a repetição e a metonímia. quadros. pente. papéis. cortina. água. Mesa. xícara. telefone. caneta. xícara. xícara e pires. Poltrona. caneta e papel. relatórios. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. bilhetes. travesseiro. pia. cadeiras. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. chaves. pincel. papéis. copo. papéis. Prova disso é o fato de que importa menos a forma pela qual são construídos os elementos da narrativa (personagem. Maringá-PR Leia o texto a seguir e assinale o que for correto. papel e caneta. guardanapo. Pasta. de saída. pasta.Interpretação de texto II Avançar . paletó. caixa de fósforos. espuma. cigarro. Prova disso é o fato de que as ações e a situação dramática. sapatos. calça. caneta e papel. evidenciando que o personagem vive uma vida tediosa e aborrecida. etc. camisa. relógio. caixas de entrada. Jornal. canetas. projetor de filmes. externo. Táxi. Escova. xícara. Maço de cigarros. espuma. como resposta. xícara pequena. creme dental. Mesa. Prova disso é o fato de que a primeira enfatiza a idéia de rotina. pratos. Bandeja. etc. papéis. Cigarro. copos. agenda. bule. talheres. a explicação do comportamento humano baseada na idéia de que o homem é um produto do meio em que vive. telefone. descarga. Xícaras. jornal. memorandos. fósforo. água. Mesa e poltrona. construídas por meio do uso exclusivo de substantivos. maço de cigarros. copo de papel. revista. guardanapo. creme de barbear. caneta. descarga. gravata. Televisor. Mesa e poltrona. Coberta. gilete. Cigarro e fósforo. fósforo. talheres. relógio. Ricardo. 19 (01) Trata-se de um texto em prosa. no isolamento de sua casa e do escritório da agência de publicidade em que trabalha. J. que exerce uma função criativa. lenço. (04) Trata-se de um texto em prosa. evidenciando a passividade (não-ação) e a desumanização do personagem. prova de anúncio. cheques. Creme para cabelo. fósforo. pastas.) são construídos a partir do uso exclusivo de substantivos. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. cadeira. Mesa.

o enunciador constrói argumentos que se apóiam em comprovações que. Os senadores poderiam até acenar com dados de duas das melhores universidades do Brasil. Segundo o Mec. uma vez que a escola pública concretiza o termo democracia. De resto. ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo e já.Interpretação de texto II Avançar . uma vez que são elas que lhes renderão votos nas urnas. presente no título. Vale lembrar ainda que são 5 milhões os que cursam o ensino médio público. estão em escolas desse nível de instrução. em escola do Estado. deve ser excluído? É uma minoria seleta de grandes escolas privadas que coloca seus alunos nas melhores universidades. ( ) falta vontade política para a solução de problemas cruciantes da sociedade brasileira. Resta a aprovação da Câmara para que a criação de cotas no ensino superior e uma benevolência demagógica se tornem lei. a oposição estabelecida nos dois primeiros. auxiliam as escolas até com dinheiro e participam da comunidade escolar. Apenas 45% dos alunos das universidades federais viriam de escolas públicas. nas quais apenas 25% dos aprovados no vestibular. justificam. ainda assim ela não basta para pagar mensalidades de escolas de elite.Texto para as questões 40 e 41: “Escola Pública e Demagogia O Senado acaba de reservar 59% das vagas das universidades públicas para estudantes que fizeram seus cursos fundamental e médio apenas nas escolas públicas. podemos afirmar que ( ) a palavra demagogia. de formação dos melhores e mais capacitados quadros do país. 27% dos novos alunos da USP vieram de escola pública.” Folha de S. Mesmo assim. 53% estão atrasados nos estudos. Paulo. de resto em detrimento de estudantes mais preparados. Em 1999. aumentaria em 7. 20 GABARITO 40. cujos pais têm boa formação educacional. Há 20 anos eles foram 57%. IMPRIMIR ( ) a frase “Reservar cotas para estudantes… pode reservar votos para os defensores de tal projeto” (último parágrafo) é sinônimo de democracia. começa construir a oposição ao que foi afirmado. em idade de estudar no ensino médio. 05/09/99. p. Alguma aritmética pode dar ainda a medida da inocuidade do projeto de cotas. cursaram o ensino médio. Há cinco anos. Apenas 25% dos brasileiros. permite-nos estabelecer a oposição “democracia versus demagogia”. Por que as vagas serão reservadas apenas aos que fizeram integralmente seus estudos na escola pública? Quem a duras penas teve estudos pagos por um ou dois anos em uma barata e ineficaz escola privada. Na justificação do projeto senatorial. 20% dos estudantes da Unicamp provêm de famílias com rendimento inferior a dez salários mínimos. alega-se que a lei é ‘medida de ação afirmativa’ que quer ‘atenuar a discriminação imposta às camadas mais pobres’. A reação imediata diante desse tipo de iniciativa é lembrar aos parlamentares que universidade é centro de excelência. Um exame em detalhe da questão revela as inconsistências do projeto. 2. pois os políticos só se interessam por soluções paliativas e que provocam impacto. Mas apenas esse argumento não mostra quão desinformada é a atitude dos que defendem tal medida. ademais se considerada a ambição de propósitos senatoriais. Embora a grande maioria dos brasileiros tenha renda inferior a essa. 1. ( ) nos cinco parágrafos entre o início e a conclusão do texto. Reservar cotas para estudantes do Estado não ataca o problema. vestibulandos bem-sucedidos de escolas públicas cursaram estabelecimentos que muitas vezes estão em bairros de classe média. num processo decrescente vão reafirmar. em 98. no parágrafo final. que há aos milhares. como justifica o projeto do Senado. UEGO A partir da leitura do texto. Parece evidente que o enfoque sério do problema deve ser o da melhoria da educação pública. Voltar Língua Portuguesa . São poucos os de fato pobres que furam a barreira da ‘discriminação’. mas pode reservar votos para os defensores de tal projeto. Os ainda poucos brasileiros que chegam ao ensino médio público estudam em escolas cujo nível claramente se degrada. eles eram 32%. Cad. Com a nova lei. USP e Unicamp. na Unicamp e nas instituições federais que matriculam por ano 107 mil novos alunos. a partir do segundo.000 o número de alunos de escolas públicas na USP.

uma vez que sua conclusão é incontestável. o autor apresenta a degradação crescente do nível de ensino da escola pública. 42. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. no livre exercício de suas próprias soberanias.41. o enunciador apresenta os argumentos de seu opositor. esses são anafóricos e. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. temos uma primeira oposição ao proposto no primeiro e uma introdução ao terceiro. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. de velar pela observância das normas criadas internacionalmente. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. compreensão e interpretação textuais: ( ) Desses. ( ) no segundo parágrafo. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’. Voltar Língua Portuguesa . a resolução sobre ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. como tal. quinto e sexto parágrafos são fornecidos detalhamentos da afirmação feita no terceiro e esses detalhamentos contribuem para dimensionar a inocuidade do projeto. de acordo com a leitura.” GABARITO IMPRIMIR Julgue os itens a seguir. no interior de suas fronteiras. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. esclarecendo e conquistando a adesão do leitor às suas idéias. ( ) no terceiro parágrafo. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. como a realização dos postulados da justiça social’. conseqüentemente. Colômbia. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. UEGO Em relação à estrutura e ao conteúdo dos parágrafos.E. I. ( ) no quarto. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. mas também ‘com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de que a proposta não chegue a ser lei. ( ) Cada país membro encarrega-se. 1948). fatores de coesão textual. ( ) Infere-se que se estabele uma diferença entre liberdade política e liberdade de espírito. comprovando o caráter demagógico da medida. ( ) no último parágrafo. ( ) Os membros da OEA se obrigam a seguir as normas de promoção e proteção dos direitos do homem. Além disso. pode-se afirmar que: ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo.Superior de Brasília-DF 21 “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. ( ) Infere-se que os direitos configurados na Carta Internacional de Garantias Individuais sofrem alguma espécie de limitação.Interpretação de texto II Avançar .

o predomínio do diálogo. (…)” 22 43. introduz o pressuposto de que Nariz de Ferro não escreveu o Manual. era um pouco mais negro do que o rosto. Nariz de Ferro. ( ) Em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. que era um anão. mas admite a possibilidade de o livro ser escrito futuramente. levantou-se e. de acordo com a regra de colocação pronominal. a presença de um narrador personagem e. aniquilar.Católica-GO Levando em consideração as relações de sentido na construção do texto. dente por dente”. Pela sua cara vejo que não gosta de mim’. mas também das que ainda pretendia fazer. minuciosa e sistematicamente. Seu nariz imenso.Interpretação de texto II Avançar . o proprietário senhorio. Essa afirmação é reforçada por meio do vocábulo “jactar-se”. ( ) À fala de Nariz de Ferro aplica-se a conhecida expressão “olho por olho. depois do verbo por anteceder a preposição “para”. Ensino a técnica adequada para devassar. ( ) De acordo com a fala da primeira personagem. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. imposto de renda. o verbo “deixara” poderia ser substituído por seu correspondente composto. há a mistura dos dois níveis de linguagem: o formal e o informal. se fosse assim reescrito: Nariz de Ferro. seja ele quem for. qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros. que era um anão. pela presença de alguns vocábulos mais utilizados na linguagem oral. U. Nele descrevo. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. forças armadas.) ‘Está enganado. Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. desmoralizar.Católica-GO Com base na construção e organização gramatical do texto. que significa “gabar-se. de linhas perfeitas. ( ) O pronome “me” em “Em me preparei para enfrentar a adversidade” teria de vir. ( ) Em “Eu deixara o visitante falar…”. (Esse livro. ( ) O período “Nariz de Ferro. embora tivesse a postura de um gigante presunçoso… ( ) O vocábulo “altura” em “Gosto de pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas”. com relação ao modo de narrar. é ambíguo e provoca um efeito de sentido que permite uma referência tanto a aspectos psicológicos quanto físicos. companhias de cartões de crédito. a loja comercial. eu disse. ‘Eu me preparei para enfrentar a adversidade. Gosto das pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas’. arruinar. os verbos em destaque exercem a função sintática de predicativo do sujeito. fodidos e oprimidos”. a intromissão do narrador apresenta sutilmente uma característica negativa do caráter da personagem. os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo. exterminar indivíduos e organizações odiosas. vangloriar-se”. 44. a polícia. o referido Manual é escrito para as pessoas que têm poderes — como financeiro e político — e apresenta métodos para destruir aqueles que não têm esses poderes. companhias de serviços públicos. ( ) Em “Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. nunca foi escrito. sem interrompê-lo. bancos.Texto para as questões 43 e 44: “(…) Eu deixara o visitante falar. basta terem o poder. O nível formal evidencia-se pela predominância de uma construção sintática adequada à norma padrão. com relação ao modo de citação do discurso. que era um anão. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. ( ) De acordo com o texto. Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. virando sua enorme cabeça de cabelos encarapinhados. ( ) No fragmento em análise. ( ) O uso da palavra “ainda”. os nossos inimigos podem ser pessoas ou instituições. o qual se constrói com uso do discurso direto. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. levando-se em consideração outras informações contidas no texto. percebe-se. mas também das que ainda pretendia fazer.” não teria o sentido de contraposição alterado. na verdade. mais utilizado na linguagem oral: Eu tinha deixado o visitante falar… IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . fodidos e oprimidos. U. como atormentar e destruir sem misericórdia. ( ) No fragmento em análise. o nível informal. mostro como atacar saindo das sombras. em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. mas também das que ainda pretendia fazer”. exibiu o perfil para mim.

Essa afirmação confirma-se nos dois últimos períodos do texto.Interpretação de texto II Avançar . festa inventada pros brasileiros serem caridosos…” ( ) A mocica fez ele parar… O uso do pronome do caso reto como complemento não é adequado. Macunaíma passeava e encontrou uma cunhatã com uma urupema carregadinha de rosas. Já sabia o nome de tudo. têm como referente um mesmo elemento nominal: a palavra “louro”. A mocica fez ele parar e botou uma flor na lapela dele. o brasileiro falado e o português escrito. é de origem francesa e está grafada de acordo com a regra ortográfica vigente. “Macunaíma aproveitava e esperava se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. ( ) A charge apresenta uma Imagina. ( ) Em “Foi e viu um despropósito de coisas”.” ANDRADE. 46. ( ) Em … “até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. ( ) No texto. fica clara a consideração e a amizade do internauta por seu animal de estimação. em contraposição ao conceito inicial dado à festa da Flor. “Uma feita era dia da Flor. Foi e viu um despropósito de coisas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Macunaíma.Católica-GO Considere a charge que segue e julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas. tanto que até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. de acordo com as normas da língua padrão. falando: Custa mil réis. No entanto. ( ) A referência à festa da Flor configura-se no texto como uma crítica ao sentido capitalista da criação de determinadas datas comemorativas. ( ) Em “Aqui diz que as pessoas que passam…”. 23 ( ) Em “se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. Uma feita era dia da Flor. ( ) O emprego do acento grave em “conectadas à Internet” está adequado por ter a palavra — “Internet” — sido considerada do gênero feminino em língua portuguesa. no texto verbal da charge.45. ( ) A expressão facial do internauta e outros elementos icônicos presentes na charge reforçam e exemplificam a mensagem verbal. U. dividindo a língua em dois registros: o falado e o escrito. o brasileiro falado e o português escrito”. o emprego dessa forma contraria uma característica do texto — a oralidade — uma vez que a forma utilizada na linguagem coloquial é vitrine. festa inventada pros brasileiros serem caridosos e tinha tantos mosquitos carapanãs que Macunaíma largou o estudo e foi na cidade refrescar as idéias. Parava em cada vitrina.Católica-GO As proposições que se seguem referem-se ao texto. como pronome relativo. observa-se uma intertextualização com a passagem bíblica referente ao Dilúvio. exerce função sintática na frase em que aparece.”. ( ) O imperativo do verbo “imaginar” e o pronome “seus”. Mário. ( ) A palavra “vitrina”. Julgue-as. e examinava dentro dela aquela porção de monstros. U. louro… Aqui diz que situação de crítica ao apeas pessoas que passam muito tempo conectadas à Internet go excessivo das pessoas acabam menosprezando seus ao mundo virtual e um laços de amizade… alerta em relação à utilização das informações que deveriam servir para colocá-las em sintonia com seu mundo real. o segundo “que” é pronome relativo e. em “Parava em cada vitrina”. o complemento verbal refere-se aos dois verbos empregados: foi e viu. percebe-se uma referência explícita às variedades lingüísticas em nosso país.

O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. e) o governo do Rio Grande do Sul não colocou guardas na Ford. ao construir um poema. 24 No fragmento anterior. O orangotango é profundamente solitário. Em São Paulo. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. Desde 1990. por isso a Bahia rouboulhe esta empresa. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. 48. graças à Renault. Macacos também preferem o isolamento. mudança dos executivos estrangeiros.” GABARITO IMPRIMIR Carlos Drummond de Andrade. Para as companhias. 26/04/2000. Para os executivos e a família. essa transferência representa um reforço na filial. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. 49. Hoje. o poema é coerente. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. Para as companhias. Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos. e isto garante a sua coerência.Texto para as questões 47 e 48: “No Brasil. c) empresas da Ford. O mundo não é o que pensamos. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis.” BUCHALLA. Veja. transferência dos brasileiros.Interpretação de texto II Avançar . a) b) c) d) e) o poema não é coerente. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. Voltar Língua Portuguesa . os termos sublinhados referem-se respectivamente às seguintes passagens do texto: a) companhias transnacionais. não se preocupa com sua coerência. UEMS Na passagem A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. transferência dos brasileiros. existem colônias de franceses no Paraná. um poeta. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. mudança dos executivos estrangeiros. mais de 400 estão instaladas no país. a mudança é um sacolejo completo na vida. mas possui significação. os versos do poema estão justapostos. pois não possui “elos” entre um verso e outro. b) mudança dos executivos. e) companhias transnacionais. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. UEMS “Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. d) empresas da Renault. essa transferência representa um reforço na filial”. Andorinhas copulam no vôo. Podemos inferir que: a) o governo da Bahia convenceu o governo do Rio Grande do Sul a deixar a Ford naquele Estado. 47. Das 500 maiores companhias transnacionais. companhias transnacionais. b) o governo da Bahia ofereceu mais incentivos à Ford. c) o governo da Bahia trapaceou o governo do Rio Grande do Sul. d) o governo do Rio Grande do Sul não quis a Ford em seu estado. pois as frases estão soltas. Anna Paula. o poema não possui “elos” conectivos. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. UEMS A partir da leitura do poema abaixo podemos afirmar: “Cobras cegas são notívagas. por isso esta empresa instalou-se lá.

e) a comparação entre o peso dos primeiros computadores do mundo e o dos computadores na atualidade. UFPR No texto abaixo. nos arredores da cidade. 1999. todos os robôs venham a ser desligados. “A cidade das calçadas jurássicas O padre italiano Giuseppe Leonardi. estava viajando pelo interior paulista em 1976 quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. b) a crítica que considera tresloucada a previsão da revista Popular Mechanics em 1946. assinalando V (verdadeira) ou F (falsa). assim. ( ) … quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. em todos eles. O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. em 1946. Talvez não. → Rio de Janeiro. Ficou tão entusiasmado que até se esqueceu de ir ao dentista. no Rio de Janeiro. As lajes tinham sido arrancadas das rochas de uma pedreira. ( ) O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. ( ) Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros… → rochas de uma pedreira. que o guarda até hoje. Ali estavam impressas pegadas de répteis que habitaram a região de Araraquara 180 milhões de anos atrás. um dos primeiros computadores do mundo.Interpretação de texto II Avançar . ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. Talvez estejam sonhando. Marque a(s) alternativa(s) que aponta(m) corretamente essas ligações. Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros do período jurássico. uma previsão tresloucada: ‘Os computadores do futuro talvez usem apenas mil válvulas e pesem em torno de uma tonelada’. na época. várias expressões retomam ou antecipam outras para conferir coesão ao texto. d) a possibilidade de que. que não seja possível sequer desligá-los. → o padre Giuseppe Leonardi.50. reparou em algo estranho. que o guarda até hoje. Texto para as questões 51 e 52: “Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas. Lembremos: quando um dos primeiros computadores do mundo. foi produzido.” GABARITO 51. no Rio de Janeiro. nos arredores da cidade. Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade reparou em algo estranho. A análise das marcas confirmou o seu palpite. no Rio de Janeiro. → o interior paulista. quando a cidade inteira estava muito ocupada em se divertir. Talvez não. que o guarda até hoje. um computador bem mais poderoso do que o Eniac cabe no bolso da camisa. que supera o Eniac. Unifor-CE O texto explora como idéia central: a) a incerteza que envolve o julgamento de alguns acerca da garantia dos cientistas a respeito dos robôs do futuro. → pegadas de répteis. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Leonardi explicou ao prefeito que precisava arrancar os trechos de calçadas com pegadas de dinos.” Superinteressante. a revista Popular Mechanics escreveu que a nova maravilha eletrônica tinha 18 mil válvulas e pesava 30 toneladas. para meter a picareta no calçamento e levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. um dos maiores paleontólogos do mundo. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. o Eniac. ( ) Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. no futuro. assumindo. como pensam alguns. Abril. Mas o padre-cientista não se abalou. Esperou o Carnaval. → os répteis que habitavam a região. Hoje. 25 ( ) Ali estavam impressas pegadas de répteis… → lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens. fazendo o que pareceu. c) a potência do computador de hoje. Esse fato autoriza a reiteração da dúvida: estarão os cientistas sonhando? Talvez sim.

a TV descrevem as dificuldades de Cuba. Fuvest-SP Considerando-se o contexto em que aparece. portanto. não sabe ler. b)“tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade” = livrar o povo de quem o sujeita e fazê-lo crer na ilusão de que seja digno. E mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. segundo o qual as eleições consolidam o poder político do povo. c) ainda hoje há previsões tresloucadas a respeito dos computadores. mas se submetem a todo e qualquer tipo de ditadura. Provavelmente. pois tem não apenas mantido.52. Antonio. na miséria e na desgraça coletiva. Texto para as questões de 53 a 56: “Um triste espetáculo é a alegria feroz com que os políticos e cidadãos que se dizem democratas. mas cultivado e agravado a miséria de um povo que. e)“que só pode ser mencionada entre aspas” = cuja menção deve vir sempre ressalvada. para esses críticos eufóricos o que funciona é a ‘democracia’ brasileira. 26 53. Isso. d) os defensores de uma falsa democracia. d)“na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime” = em face da intuição de que o regime está perdendo força. alimentação. c) todos os que sentem prazer em derrotar o socialismo cubano. serve de boa massa para os demagogos elegerem quanto aventureiro consiga vender a sua deteriorada mercadoria política. e) robôs e computadores condicionam o poder da tecnologia. Parece que lhes dá prazer noticiar e comentar que falta alimento e roupa. sofre todas as privações e. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. relativa equivalência de oportunidades. Com certeza esperam que o regime odiado acabe na fome. os jornais. c)“permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias” = possibilitando uma vida menos humanitária. a fim de pagar os sustos que deu. afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) qualquer ameaça dos robôs do futuro ao homem será detida pelo simples gesto de desconectá-los. quando as classes dominantes não resolvem salvar a pátria por meio do singular instrumento ‘democrático’ que são os golpes mais ou menos militares. na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime. Recortes. b) os entusiastas de um conceito superado de democracia. Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona. vive doente. que só pode ser mencionada entre aspas. tendo em vista a influência que já exerce em nosso país.Interpretação de texto II Avançar . ao invés da opressão política imposta pelas elites. o rádio. que impede o povo de superar a opressão social e política. permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias.” CANDIDO. políticos e jornalistas que se dizem democratas. ele terá mostrado que o socialismo é possível nesta parte do mundo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Mas o fato é que (repita-se pela milésima vez) o regime cubano conseguiu o que nenhum outro tinha conseguido na América Latina: tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade. b) a eficiência do computador independe de suas dimensões. d) o computador é a expressão mais aprimorada do avanço da tecnologia. cuja principal preocupação é gerar a instabilidade do regime socialista. Note-se que isso não é uma vaga esperança: é uma realidade. cinco séculos depois do Descobrimento. graças à aquisição dos requisitos indispensáveis — saúde. Fuvest-SP O autor identifica os opositores do regime cubano entre a) os membros da oligarquia cubana. a frase que está reconstruída de modo a preservar seu sentido é: a)“Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona” = pressupõe-se que essa atitude implique o funcionamento do socialismo. 54. a bicicleta substitui o automóvel. e) os cidadãos.

55. II. está correto somente o que se afirma em a) I. aquisição dos requisitos indispensáveis. Texto para as questões de 57 a 60: “Um amigo meu estava ofendido porque um jornal o chamou de boa-vida.’ Esse ‘apetite social’ é raríssimo entre os nossos homens ricos.Interpretação de texto II Avançar . estão articuladas numa relação de causa (I) e efeito (II) as seguintes expressões: a) I. d) I e II. e) II e III. Voltar Língua Portuguesa . as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais.. GABARITO 57. d) I.. c) III. para tornar melhor a sociedade em que vivia — e em certa medida o conseguiu. a bicicleta substitui o automóvel” é contestada pelo autor.” Rubem Braga. querem belas cidades. na posse de bens particulares e influência pessoal. tirar o povo da sujeição torpe: II. mas um homem de vigorosa fé social.’ Quem escreveu isso não foi nenhum de nossos estimados agiotas. No segundo parágrafo. Vejam que país. não apenas o daqueles mais ricos. II. tirar o povo da sujeição torpe. que passou a vida lutando. que não é percebido como suficiente. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. Ele nos fala de alguns homens ricos: ‘Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida — homens como Ruskin. o que é insultuoso é que ela o seja apenas para alguns.. Não era um cínico. a não ser ‘social’ seja tomado no sentido de ‘mundano’. b) I. III.. que tempo. Kropotkin — têm enormes apetites sociais. deve-se à convicção de que eles avaliam com pessimismo as possibilidades da democracia no Brasil. A veracidade das informações de que em Cuba “falta alimento e roupa. Foi um homem que a vida inteira viveu de seu trabalho. a costureira é anêmica. IMPRIMIR c) a discrepância entre a visão que um escritor tem da vida em sociedade e a realidade vivida por algumas camadas sociais. William Morris.. a lavadeira cheira a gim. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações: I. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. ‘Dinheiro é a coisa mais importante do mundo. terá mostrado que o socialismo é possível. e se chamava Bernard Shaw. terá mostrado que o socialismo é possível. os elementos sublinhados indicam a preocupação do autor em manter sua objetividade diante dos dados que analisa. Nas expressões “relativa equivalência de oportunidades” e “afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos”. e) I. Em relação ao texto. 27 56. que situação! A vida deveria ser boa para toda gente. E nossos homens de governo têm uma pasmosa desambição de governar. da mão-de-obra oferecida por algumas profissões bastante desvalorizadas. II. queixam-se porque a operária está mal vestida. c) I.. tendo em vista o bem da sociedade em geral. pela camada mais alta da população. e) a ambição de possuir sempre mais. mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. b) II. no texto. II. sofrem com a arquitetura da casa do vizinho. a seu modo.. e porque todo homem que encontram não é um amigo e toda mulher não é romance.. a iniqüidade mantida pelas oligarquias. a qualificação de “eufóricos”. aquisição dos requisitos indispensáveis. atribuída a “esses críticos”. não se contentam com belas casas. Fuvest-SP No terceiro parágrafo. b) uma preocupação mais ampla. além daquilo que já faz parte de seu patrimônio. d) uma possibilidade de exploração. II. não se contentam com esposas cheias de diamantes e filhas em flor. Unifor-CE A expressão “apetite social” significa. para alguns homens: a) o usufruto de uma condição econômica bastante favorável.

de que tomar-se rico deve ser o objetivo final daqueles cujo trabalho é reconhecido publicamente. c) senso estético de determinados grupos sociais e seu poder econômico. 28 d) aceita a postura de várias figuras ilustres. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) a vida mundana se torna. c) caberia à camada mais rica da sociedade.” Essa afirmação estabelece. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . no texto. único meio de as pessoas desfrutarem de uma vida digna na sociedade. que possibilita a um escritor dedicar-se plenamente ao seu trabalho. b) prestação de serviços básicos e trabalho intelectual. e) compartilha a opinião de Bernard Shaw. Unifor-CE Depreende-se corretamente do texto que o cronista: a) defende sua própria opinião de que as pessoas mais ricas só vivem preocupadas com sua vida particular e com o bem-estar de sua família. habitualmente. c) reconhece as razões de pessoas que preferem viver sua vida discretamente.. 59. b) enfatiza a necessidade do dinheiro.. d) relacionamento afetivo e condições socioeconômicas de preservá-lo. d) jornalistas devem ter sempre o cuidado necessário para não expor publicamente a situação econômica e social de algumas pessoas. inclusive Bernard Shaw. um paralelo positivo entre: a) percepção das dificuldades de algumas camadas sociais e justiça social.58. e) propriedades particulares e vida familiar organizada. a par dos órgãos governamentais. de que ricos são aqueles que buscam melhorar as condições de vida para todos os que compõem uma sociedade. especialmente os considerados pouco dignos dentro da sociedade. Unifor-CE “Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida têm enormes apetites sociais. GABARITO 60. estabelecer condições para a igualdade social. e) agiotas e escritores podem ter opiniões idênticas quanto ao real valor do dinheiro. b) não há mérito social algum em pessoas que vivem apenas de seu trabalho. sem se deixar expor pela imprensa à opinião pública. sem preocupar-se com sua sobrevivência.Interpretação de texto II Avançar . o objetivo principal e a forma de que dispõem os homens ricos de exibir tudo aquilo de que desfrutam.

29 61. d) Apenas II e III estão corretas. Não tenho botão na camisa. quanto ao que diz respeito à organização do convívio dele consigo mesmo e dele com os demais. não senti falta. E comecei a sentir falta das primeiras brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem. ninguém os guardou debaixo da escada. bom chegar tarde. In BOSI. II. tanto no que diz respeito à organização da casa. sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia. por favor. “Apelo Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. e até o canário ficou mudo. Venha para casa.” TREVISAN. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço. desorganiza-se ao estar sozinho por um período superior a uma semana. A. o prato na mesa por engano. sem a Senhora. III. Com os dias. Toda a casa era um corredor deserto. b) Apenas I e III estão corretas. A ausência da Senhora desencadeia um processo de descontentamento para o autor que menciona problemas com a ordem da casa e com a desordem dos sentimentos. a) Apenas I está correta. b) Os interlocutores do texto são os amigos do autor que conversam com ele na esquina. A subjetividade presente no texto é marcada pela presença do pronome de tratamento Senhora. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe. sozinho. 190. Senhora. na janela. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 62. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. esquecido na conversa da esquina.Interpretação de texto II Avançar . p. como a última luz na varanda. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão. calço a meia furada. c) Apenas II está correta. Primeiros dias. O texto apresenta uma visão da vida cotidiana de um homem que. Acaso é saudade. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. PUC-SP Assinale a alternativa correta: a) O autor do texto explicita seu sentimento de liberdade por perceber que. ah. (org. 1997. Senhora. a imagem de relance no espelho. PUC-SP Considere as seguintes afirmações: I. d) O autor do texto explicita seu sentimento de alegria por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma inversão de valores em sua vida cotidiana. para dizer a verdade. e) Apenas III está correta. acostumado a viver com uma mulher. Assinale a alternativa correta. Senhora. Senhora? Às suas violetas. Dalton. conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Para não dar parte de fraco. bebem com ele à noite no bar e acompanham-no nas refeições diárias. São Paulo: Cultrix.Texto para as questões 61 e 62. c) O autor do texto explicita seu sentimento de solidão por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma desordem em sua vida cotidiana. tanto no que diz respeito às camisas e meias. quanto ao que diz respeito às pessoas e aos animais. pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. sozinho.) O conto brasileiro contemporâneo. não lhes poupei água e elas murcham. fui beber com os amigos. e) O autor do texto explicita seu apelo por perceber que. não pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só. o leite pela primeira vez coalhou.

In: Obra Completa. ( ) a “flor” forjada como exemplo de obra de arte criativa. Nada têm das flores de forma moldadas pelas das Campinas. Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas? Pois aquilo é ferro forjado.63. ( ) a criação da poesia como um processo cuja marca é a fluência das palavras. é uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos. então. Dou-lhe aqui humilde receita. domo-o. contrapondo-se ao plano do fundir. não a mão. ( ) a verossimilhança. corpo a corpo com ele. ( ) a ação de forjar ligada à marca da pessoalidade no processo criativo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O ferro fundido é sem luta. João Cabral de Melo. foi a forma que fez. 30 GABARITO Forjar: domar o ferro à força. ao senhor que dizem ser poeta: o ferro não deve fundir-se nem deve a voz ter diarréia. mas ao que pode até ser flor se flor parece a quem o diga. Flores criadas numa outra língua. U. dobro-o. Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autor.” NETO. ( ) uma analogia entre o ofício do ferrageiro e o do poeta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. até o onde quero. 1994. o efeito de verdade na obra de arte.Interpretação de texto II Avançar . não até uma flor já sabida. sem controle seletivo. Salvador-BA “O Ferrageiro de Carmona Um ferrageiro de Carmona que me informava de um balcão: ‘Aquilo? É de ferro fundido. Só trabalho em ferro forjado que é quando se trabalha ferro. cuja marca é a ausência do sujeito. fundamentado em modelos preexistentes. p. Existe grande diferença do ferro forjado ao fundido. 595-6. O poema mostra: ( ) o fazer poético como um processo racional. Não há nele a queda-de-braço e o cara-a-cara de uma forja. é só derramá-lo na forma. ligada à ação persuasiva do artefato sobre o objeto natural. Conhece a Giralda em Sevilha? Decerto subiu lá em cima. ( ) a relação criador-criatura enfocada sob uma perspectiva irônica.

tem oito filhos. namorou dentro desse espelho’. Depois de terminada a luta. Depois da luta. Durante a luta. parabéns. 65. continue. o elemento determinante do texto é a narração. sua mãe. três: piano. o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. O único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. parabéns. a fim de que o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. “Os Músicos Faz calor. c) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. não exatamente ao mesmo tempo. que nada de mau aconteça. Lúcia McCartney. cristal puro. enquanto lá embaixo as pessoas comem bebem suam sem ao menos por um instante levantar os olhos para o balcão onde ele trabalha com os outros dois: Stein. continue. e) Toda essa história de carinho acaba quando boto as lutas onde o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. é: a) Toda essa história de carinho quando boto as lutas. Durante. 31 64. desse modo. Rubem.” A alternativa que melhor expressa a idéia contida na fala do lutador de boxe Acelino — Popó — de Freitas. No ar. mas sou pobre e faço na minha mesmo’ — e todos começam. vontade de vencer. se fosse rico — ‘fazia filho na mulher dos outros. morreu. antes é de boa sorte. sinto vontade de ganhar e vontade de vencer. ‘Tua vó fez risinhos e boquinhas. parabéns. vontade de vencer. o que se constata sobretudo pelos substantivos. Respondo: ‘Minha avó nunca viu esse espelho. continue. bateria. principalmente no que diz respeito à caracterização física dos músicos. Durante. que nada de mau aconteça e. só sinto vontade de ganhar e de vencer. e tudo continua no mesmo. parabéns. Depois da luta. só sinto vontade de ganhar. ela veio noutro porão’. trancado no banheiro. meio século atrás: espancado com uma vara fina. Os garçons passam apressados carregando pratos e travessas. o pianista tem quarenta anos. d) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. o mais moço. só sinto vontade de ganhar. e) apesar dos aspectos descritivos. ele tocou Strauss no restaurante com o coração cheio de alegria — Elpídio na bateria. O afeto antes é de boa sorte. que nada de mau aconteça. Durante. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Texto para a questão 64. coloca um lenço no pescoço para proteger o colarinho. a tocar a valsa da Viúva Alegre. de forma mais concisa e coesa. embora o único afeto que sinto pelos meus adversários seja antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. visto que o afeto antes é de boa sorte. Depois da luta. depois. mulato. Durante a luta. Nesse instante chegam os músicos. vontade de vencer e. um grande borborinho. as idéias discutidas ao longo dele. já que o afeto antes é de boa sorte e que nada de mau aconteça.Interpretação de texto II Avançar . adjetivos e mesmo verbos que auxiliam na caracterização do ambiente. depois da luta. parabéns. um rosto de quem vai perder as últimas esperanças. só sinto vontade de ganhar. violino. que nada de mau aconteça. Todas as mesas estão ocupadas. quanto ao afeto. continue. continue. o que lhe confere teor dissertativo. mas é também o mais triste. parabéns. só sinto vontade de ganhar e vencer porque o afeto antes é de boa sorte. d) predomina o caráter descritivo. pois o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. c) trata-se de um misto de narração e dissertação em que as ações das personagens servem como apoio para as argumentações do comentarista. Ceetps-SP Com base nesse texto é correto afirmar que a) as ações ganham relevo e determinam a estrutura do texto. b) o que mais determina o texto são as reflexões. cinqüenta anos. b) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas e. privado de comida ‘nem que eu morra você vai ser um grande concertista’ e quando Sara. ainda tem um restinho mas sabe que vai perdê-las num dia de calor tocando os Contos dos Bosques de Viena. no violino — cinqüenta e seis anos. em que as personagens se colocam vivas diante do processo narrativo. Os grandes espelhos da parede vieram da Europa no fundo do porão. Na mesa ao lado está o sujeito que é casado com a Miss Brasil. o gerente não gosta mas ele não pode mudar de camisa todos os dias. que nada de mau aconteça. Durante. UFMA “Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas.” FONSECA. ainda que antes o afeto seja de boa sorte.

Os registros de morte entre os trabalhadores menos qualificados. mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco. Voltar Língua Portuguesa . b) haviam repousado bastante na areia do rio seco.). e) Em virtude de andarem ordinariamente pouco e de haverem repousado bastante na areia do rio seco.) quanto menor o nível social. Católica de Salvador-BA O texto: a) evidencia a existência de diferenças abismais entre as várias classes sociais. através dos galhos pelados da caatinga rala. respeitados centros de pesquisas científicas do mundo produziram nada menos do que 193 estudos sobre a relação entre condição socioeconômica e saúde (. que por mais de 25 anos mapeou a saúde de 17 530 funcionários públicos e constatou que. a viagem progredira bem três léguas. Ordinariamente andavam pouco. Estudos conduzidos nos Estados Unidos chegaram a conclusões semelhantes: (. os juazeiros alargavam duas manchas verdes. d) Ainda que ordinariamente andassem pouco. Um clássico do tema é a pesquisa do médico inglês Michael Marmot. uma vez que haviam repousado bastante na areia do rio seco...) Médicos conscientes da tese ‘ricos. estavam cansados e famintos.) Todos tinham emprego garantido e contavam com o mesmo padrão de assistência médica. p. b) destaca o grande desenvolvimento da atividade de pesquisa científica nos últimos anos. eram três vezes maiores do que os anotados entre os de cargos superiores.. educação e status social pesam quando o assunto é qualidade de vida e longevidade. F. Até entre pessoas do mesmo estrato social. (. pois haviam repousado bastante na areia do rio seco. d) visa demonstrar a existência de uma preocupação. Pequenas diferenças de salário.Texto para a questão 66: “Na planície avermelhada. Graciliano. por parte das autoridades.” JUNQUEIRA. Vidas secas. dado que ordinariamente andavam pouco. Eduardo. ordinariamente andavam pouco. ano 32. mantém-se o sentido original apenas em: a) A viagem progredira bem três léguas. 1999. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro.Interpretação de texto II Avançar . A folhagem dos juazeiros apareceu longe. A ciência descobriu uma realidade mais complexa. o currículo escolar e o sucesso profissional tão importantes — ou até mais — quanto a genética. menor a taxa de mortalidade. afastando-se do fumo e de outras drogas. entre elas o cigarro. quanto mais alto o nível hierárquico. e) mostra como saúde e qualidade de vida estão vinculadas a variáveis socioeconômicas e culturais. E. GABARITO IMPRIMIR 67... a viagem progredira bem três léguas. 134. 9 jun. pela saúde das camadas mais pobres. o esgotamento psíquico mina o sistema imunológico do organismo humano. a dieta alimentar... e a viagem progredira bem três léguas.. os exames mais sofisticados e os hospitais mais bem estruturados. Fazia horas que procuravam uma sombra. porém. maior o desgaste emocional e maior o número de situações estressantes. Texto para as questões de 67 a 68: “Rico vive mais Nos últimos cinco anos. Fuvest-SP Reestruturando-se o terceiro período do texto. (. a viagem progredira bem três léguas porque ordinariamente andavam pouco. c) Porque haviam repousado bastante na areia do rio seco. c) objetiva conscientizar a população da necessidade de levar uma vida saudável.” RAMOS. 23. saudáveis’ consideram o saldo bancário. como se sabe. A princípio pode parecer óbvio: os ricos dispõem de mais recursos para pagar os melhores médicos. importantes e portanto. n. In: Veja. a viagem progredira bem três léguas. a prática de exercícios e a exposição a substâncias tóxicas. 32 66.

não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete. com alguma simpatia. c) A falta de cuidados adequados com a saúde é. O gesto brando com que. a principal causa da mortalidade. Veio por ali fora. pois sabem que. e viu que me movia. Texto para responder a questão 70. b) Os que têm cargos superiores são menos atingidos por preocupações de ordem financeira. pois as pessoas cultas se cuidam mais. e ri-me. assim. desde a invenção das borboletas. a saber. b) O que faz uma pessoa desfrutar de uma boa saúde é a adoção de hábitos físicos e alimentares sadios. Esta última idéia restitui-me a consolação. pousou-me na testa. começou a mover as asas. — me consolou do malefício. foi pousar na vidraça. “A borboleta preta NO DIA SEGUINTE. despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. que me aborreceu muito. Não era. nem a alegria das flores. invariavelmente. F. entra e dá comigo. uma vez posta. minutos depois. Passa pela minha janela. volto à primeira idéia. pernas. e me reconciliou comigo mesmo. Lembrou-me o caso da véspera. se ela fosse azul. o que era o homem. aterrou-a. e não é impossível que descobrisse meia verdade. ou cor de laranja. Machado. 33 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . não teria mais segura a vida. senti um repelão dos nervos. um ar divino. e. aí vinham já as próvidas formigas… Não. que tinha olhos. Era tarde. nem a pompa das folhas verdes. e) Os empresários. pode-se afirmar: a) Os abastados são mais otimistas. contra uma toalha de rosto. almoçada e feliz. braços. mas tornando lá. Pois um golpe de toalha rematou a aventura. Não lhe valeu a imensidade azul. a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Quando enxotada por mim. e muito maior do que ela. E esta reflexão. d) O grau de escolaridade é o que realmente faz diferença quando se fala em saúde. saí do quarto. Suponho que nunca teria visto um homem.” ASSIS. mesmo trabalhando sob maior pressão. tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo. acabarão resolvendo seus problemas de saúde. Era negra como a noite. dous palmos de linho cru. Sacudi-a. Católica de Salvador-BA Ao analisar os resultados das pesquisas a que o texto se refere. apesar dele. com dinheiro. conservar melhor suas defesas. tinha um certo ar escarninho. e) As condições ambientais em que trabalham as classes privilegiadas as tornam menos vulneráveis às doenças. podendo. creio que para ela era melhor ter nascido azul. mas o medo. — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. Fiquei um pouco aborrecido. Apiedei-me. portanto. no susto que tivera. Memórias Póstumas de Brás Cubas. d) As pessoas com cargos de menor responsabilidade não se estressam tanto e. viu dali o retrato de meu pai. lancei mão de uma toalha. que é sempre azul. que é também sugestivo. porque eu a sacudisse de novo. para todas as asas. que estava ali o pai do inventor das borboletas. uma estatura colossal. modesta e negra. ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque. têm mais acesso à medicina preventiva e a outras válvulas de escape. saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. e na dignidade que. entrei logo a pensar na filha de D. A borboleta. por isso. Então disse consigo: ‘Este é provavelmente o inventor das borboletas’. tão negra como a outra. vivem mais. mas não é determinante quando se trata de saúde. e beijou-me na testa. pode-se inferir: a) A facilidade de acesso aos melhores hospitais pela classe privilegiada pode ser um fator importante. insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa. A idéia subjugou-a. Católica de Salvador-BA Da leitura do texto. confesso. não sabia. e achando-a ainda no mesmo lugar. para recreio dos olhos. Não caiu morta. — uma das mais profundas que se tem feito. Deixei-me estar a contemplar o cadáver. soube conservar. depois de esvoaçar muito em torno de mim. e voou a pedir-lhe misericórdia. F. 69. Eusébia. A manhã era linda. Imaginei que ela saíra do mato. bati-lhe e ela caiu. ela foi pousar na vidraça. uni o dedo grande ao polegar. espairecendo as suas borboletices.Interpretação de texto II Avançar . é justo dizê-lo. que é maior entre as pessoas de poucos recursos. como eu estivesse a preparar-me para descer entrou no meu quarto uma borboleta. Era tempo. c) A classe operária é mais propensa à doença por herança porque nela são mais freqüentes os maus hábitos. sob a vasta cúpula de um céu azul. incomodado.68. Dei de ombros.

os mais velhos e aqueles que estavam por mais tempo na fila do desemprego. um deus em relação à borboleta. ano 32. A idéia era selecionar 50 000 pessoas para cumprir um contrato de seis meses. no Brasil. (. para as chamadas frentes de trabalho.. Durante mais de uma década. Católica de Salvador-BA A partir da leitura do texto. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. recebendo salário mensal de 150 reais. b) fala de uma borboleta para representar a importância de pequenos momentos na vida dos homens. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. Segundo o Instituto. F.Interpretação de texto II Avançar . Para os outros. c) A situação do trabalhador braçal.” VALENTINI. Texto para as questões 71 e 72: “Eles sobraram Os números do IBGE. pode-se afirmar: a) A realidade do trabalhador brasileiro era desconhecida até a formação das frentes de trabalho. e) a criação de postos de trabalho na área da construção civil. Uma multidão de 460 000 pessoas lotou os locais de inscrição. 72. cesta básica e seguro de acidentes pessoais. E o desafio. no Brasil. já não precisam tanto de força física. d) se surpreende com a relatividade das coisas. pelo menos na área de construção civil. F. pode-se inferir que o problema de emprego. Eusébia. Fatec-SP Da leitura do texto é correto afirmar que o narrador a) se vale da imagem de uma borboleta para mostrar tanto as ações impulsivas do homem como sua capacidade de racionalização. Foram selecionados apenas os chefes de famílias numerosas. será otimizado com: a) a manutenção da economia informal. O rosto dessa gente apareceu quando o governo de São Paulo abriu inscrições. para o país. com a modernização. p. um mês atrás. o governo abandonou estradas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Isso porque as empresas. deixou ruas se esburacarem. ao constatar-se um gigante e. 1999. Exigências: ter acima de 16 anos de idade e estar desempregado há mais de um ano. 29. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. Cíntia. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. o horizonte é desolador. o principal órgão de pesquisas sociais do país. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. b) a abertura de constantes frentes de trabalho. 34 71.) O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. assim que a economia brasileira voltar a crescer. e) se sente desorientado com a borboleta que descreve infinitas voltas em torno de seu corpo. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. embora difícil. In: Veja. Para garantir a sobrevivência. Assim que a economia voltar a crescer. Católica de Salvador-BA De acordo com o texto. não serão sanadas a longo prazo. uma vez que o trabalho físico tende a desaparecer. por uma ironia do seu passado recente. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. viadutos. d) o controle da natalidade nas camadas mais baixas.. c) elabora uma comparação entre o susto que tivera ao ver a borboleta e o que tivera ao ver a filha de D. 21 jul. d) A infra-estrutura deficiente do Brasil possibilitará trabalho constante. c) a implementação de um programa de educação. n. e) Os problemas de mão-de-obra desqualificada — frutos da atual conjuntura econômica do País — se resolverão definitivamente. talvez. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1º grau completo ou nem isso. b) As dificuldades do trabalhador desqualificado. 105.70. querendo confundi-lo. é alentadora. uma vez que ele sempre pode contar com a economia informal.

São Carlos-SP A oração faz tudo. c) “vermelhinho da silva” e “sangue azul”. a expressão “vermelhinho da silva” traduz a idéia de a) intensidade. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . nas fazendas. 5. enche os porões dos navios. São Carlos-SP O texto estrutura-se na oposição entre os Silva e as demais famílias. F. conduz os bondes. Sangue de nossa família. U. nas praias. A família Crespi. 1984. e) enfatizou a importância de se melhorarem os Silva para entrarem na política. a família Pereira Carneiro. U. 76. F. Nossa família quebra pedra. levanta os prédios. sugeridas também pelos nomes de família. Sempre por baixo. F. São Carlos-SP No texto. d) “vala comum da miséria” e “vala comum da glória”. faz os jornais. no mato. U. no Japão. U. Apesar disso. vai mal em política. ed. Uma poça de sangue. Na seção dos ‘Fatos Diversos’ do Diário de Pernambuco.INSTRUÇÃO: As questões de números 73 a 76 referem-se ao seguinte texto de Rubem Braga: “Luto da família Silva A Assistência foi chamada. laça os bois. b) carinho. leio o nome do sujeito: João da Silva. 74. nas minas. João da Silva. Nós auxiliamos várias famílias importantes na América do Norte. Na vala comum da glória. d) propôs uma reflexão sobre diferenças sociais. A Assistência voltou vazia. d) ironia. em todo lugar onde se trabalha. 75. c) expandir e explicar informações anteriores. nas cozinhas. b) retomar e sintetizar informações anteriores. O homem estava morto. na Inglaterra. A gente de nossa família trabalha nas plantações de mate. e) retomar e explicar informações anteriores. p. Apud: Para gostar de ler. c) explicitou a submissão dos países da América do Sul aos da América do Norte. nos pastos. v. 4. Morava na rua da Alegria. F. Veio tinindo. é que trabalha para os homens importantes. 44-5. Nossa família. nós temos de enterrar você é mesmo na vala comum. nas usinas. Porque nossa família um dia há de subir na política…” BRAGA. assume a função de a) resumir e comentar informações anteriores. João. entretanto. d) explicar e comentar informações anteriores. São Carlos-SP A leitura do texto permite afirmar que o autor a) quis desqualificar as famílias não importantes. em destaque no texto. (…) João da Silva — Nunca nenhum de nós esquecerá seu nome. e) “vermelho” e “vermelhinho da silva”. b) pretendeu enaltecer a tradição de famílias importantes na história brasileira. Essa relação releva-se em a) “vai mal em política” e “há de subir na política”. São Paulo: Ática. como a Silva. 35 73. c) pequenez. Na vala comum da miséria. Luto da família Silva. conta o dinheiro dos bancos. faz telhas de barro. na França. a família Matarazzo. O cadáver foi removido para o necrotério. Nossa família é feito Maria Polaca: faz tudo. e) desprezo. serve no Exército e na Marinha. João da Silva. O sangue que saía de sua boca era vermelho — vermelhinho da silva. enrola o tapete do circo. Você não possuía sangue azul. nas fábricas. a família Rocha Miranda. Rubem. nos balcões. Um homem estava deitado na calçada. b) “em todo lugar onde se trabalha” e “a gente de nossa família trabalha nas plantações de mate”. a família Guinle.Interpretação de texto II Avançar . Nossa família. todas essas famílias assim são sustentadas pela nossa família. Morreu de hemoptise.

Organização de Alexei Bueno. do ponto em que se encontrar. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. o poeta não falará. e reconstituir seu conteúdo mágico? Acaso o poeta não prevê a comunhão das línguas. a palavra imortal há de adoecer? E. por acaso. E. as palavras se mumificaram na boca dos legisladores. por acaso. as palavras nada significam nos discursos dos homens [públicos. Voltar Língua Portuguesa . E o Verbo de Deus é uno mesmo com a profanação [dos homens de Babel. In: Poesia Completa. as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos. quando o homem reconquistar os atributos perdidos [com a Queda.77. Salvador-BA “As Palavras Ressuscitarão As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas. mesmo com a profanação dos homens de hoje.Interpretação de texto II Avançar . ( ) a palavra divina tornada vazia de significação para o homem. a todos os homens da terra numa só língua — a [linguagem do Espírito? Se por acaso viveis mergulhados no momento e no [limite. Quando toda a confusão for desfeita. e quando se desfizerem as nações instaladas ao depois [de Babel. o poeta não foi designado para vivificar a [palavra de novo? Para colhê-la de cima das águas e oferecê-la outra vez [aos homens do continente? E. Jorge de. não me compreendereis. IMPRIMIR ( ) a linguagem poética. 388-9. como promotora do entendimento entre os homens. U. p. na sua universalidade. irmão!” LIMA. por acaso. ( ) o poeta como reinventor da linguagem. ( ) o poder mágico da palavra só atingível por aquele que ultrapassar a compreensão do “Verbo de Deus”. construtor da palavra perene. 36 GABARITO O poema apresenta: ( ) a poesia como instrumento de redenção do homem. 1997. as grandes palavras semitas podem [desaparecer? E. não foi ele apontado para restituir-lhe a sua essência. ( ) o homem comum como elemento responsável pela perda do poder expressivo da palavra no seu uso cotidiano.

[a vontade. nada sois [que eu me sinta. por amor de Deus! Queriam-me casado. nada me tirais.INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 78 a 81. c) um medo de revisitar Lisboa. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. pois a cidade nunca lhe proporcionou boas lembranças. o contrário [de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa. Já disse que sou sozinho! Ah. leia os versos de Fernando Pessoa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . F. pois em Lisboa ainda pode viver bons momentos. pois trata-se de uma época remota e irrecuperável. da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade. b) uma mágoa de Lisboa. “Lisbon Revisited Não: não quero nada. das ciências!) Das ciências. Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada.Interpretação de texto II Avançar . pois lá passou uma infância vazia e sem sentimentos. 290-1. Deixem-me em paz! Não tardo. Assim. Fernando. quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto. p. mas tenho técnica [só dentro da técnica. pois ela tirou-lhe todos os bons sentimentos. São Carlos-SP A penúltima estrofe do poema permite considerar que o eu-lírico sente a) uma saudade carinhosa da infância. como sou. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos. fútil. U. ouviram? Não me macem. das artes. tenham paciência! Vão para o diabo sem mim. Deus meu. guardem-na! Sou um técnico. Obra Poética. fazia-lhes. Já disse que não quero nada. não me [enfileirem conquistas Das ciências (das ciências. 37 GABARITO 78. e) uma saudade melancólica da infância. Fora disso sou doido. Com todo o direito a sê-lo. d) uma mágoa de sua cidade (Lisboa). que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo. com todo o direito a sê-lo. Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. 1981. que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero [estar sozinho!” PESSOA. Quero [ser sozinho. Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais. a todos. Rio de Janeiro: Nova Aguilar.

F. Salvador-BA “Passava as noites em claro. como a que balbuciam duas cândidas almas na eterna e sempre nova declaração de amor. 82. ( ) Íntima relação entre o nome da personagem feminina e o seu jeito de ser. almeja fazer parte da companhia. Visconde de. no último parágrafo. d) o desejo do poeta de manter-se afastado e isolado das pessoas.. achou-se ao pé da janela e cobriu de beijos as mãos da sua amada.. respondeu apressadamente Cirino. 99-100.. A princípio tomei também um grande susto. São Carlos-SP Os dois últimos versos do poema revelam a) a conscientização do poeta em relação a seus problemas e à breve solução que lhes dará. 24. — Deveras? perguntou ela incrédula. por essa razão. 81. 80. verifiquei que não passava de miragem.. Depois. significa a) desprezem. — O grito? balbuciou ela. meu anjo do céu. De noite. atordoavam-no ainda aqueles dois assobios que não podia explicar e sobretudo aquela pedrada tão bem dirigida. F. c) tenta tornar-se uma outra pessoa. — Deveras. quem sabe? verificar se por aí não andava rondando aquele que no seio lhe inoculara tamanho desassossego. ( ) Atitude de vassalagem amorosa.. São Paulo: Ática.. minha vida. e) aparta-se da sociedade. a gente em tudo vê maravilhas.. Que foi? — Ah! não foi nada. a única que vi era você. c) ofendam d) maltratem. ímpetos tão desconhecidos e violentos. Numa dessas noites de ansiedade.Interpretação de texto II Avançar . p.. ( ) Dimensão hiperbólica do sentimento amoroso. A pobrezinha. rápido como aquela pedra arrojada tão rigorosamente. c) a vontade do poeta de poder compartilhar da paz que outras pessoas sentem. Com este madrigal encetou Cirino uma conversação como a da primeira noite. para desenvolver sua arte. ( ) Concepção idealizada de mulher. São Carlos-SP Pela leitura do poema. que por pouco talvez o houvesse estendido por terra. à sombra das maravilhosas árvores do Éden. b) a irritação do poeta com aqueles que pretendem ajudá-lo em seus problemas. b) importunem. em virtude da sua solidão. viu afinal reabrir-se a janela de Inocência. e a pedrada. era um macauã. U.79.. em face do religioso. F. metido no laranjal e procurando uma solução a tanta dificuldade. d) sente-se solitário e. para agradar a todos. e) a inquietude gerada na alma do poeta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . superiores a todas as suas tentativas de resistência.. ed. b) encontra na morte a única solução para os problemas. Cirino. fui ver no laranjal. U. Dois gritos. U. Para mim. abrasada também de amor. pode-se dizer que o poeta a) recusa-se a aceitar os valores que a sociedade tenta inculcar-lhe. e) abandonem. ( ) Escapismo para o sonho. São Carlos-SP A forma verbal macem. O que pareceu pedrada era um noitibó que frechou para mim e veio dar com a cabeça na parede. rápido como uma seta. queria respirar o ar da noite e beber na viração do sertão um pouco de tranqüilidade para sua alma não afeita ao tumultuar dos sentimentos que a agitavam e. ( ) Atitude de irreverência do narrador. destacada no poema. 1996. U. 38 GABARITO Marque V para as afirmativas que podem ser comprovadas com o texto e F para as que não podem. desde que Adão e Eva a trocaram.” TAUNAY. Inocência.

b) a necessidade de um equilíbrio entre tradição e renovação na língua. ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito. Cada tempo tem seu estilo. dos autores clássicos da língua. não se lêem. c) aceitar as inovações trazidas pelo povo — aquelas que dão vivacidade à língua — exercendo. b) dominar com segurança a norma culta da língua e empregá-la fluentemente. d) as opiniões divergentes entre escritores a respeito do uso correto da língua em suas obras. Unifor-CE De acordo com o texto. certos modos de dizer. é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. que devem ser incorporadas pelos escritores em suas obras. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. e o escritor não está obrigado a receber e a dar curso a tudo o que o abuso. Pelo contrário. portanto. sempre atual. locuções novas. sem as indevidas interferências surgidas em cada época ou de acordo com a vontade de seu autor. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. d) usar exclusivamente a linguagem do povo. d) o mérito de um livro será maior quanto mais inovações ele apresentar. 39 83. 85. Em geral. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. poderia eu citar até alguns escritores cuja opinião é diversa da minha neste ponto. Unifor-CE A idéia central do texto é: a) a influência. com seus ensinamentos. 84. e) a língua reflete a história de cada época e sujeita-se a receber tanto a influência de seus escritores quanto a popular. porém. c) a divulgação das obras de escritores que gozam da aceitação popular. pois muitos deles até mesmo ignoram as estruturas da língua que utilizam. A influência popular tem um limite. o que é um mal. Mas se isto é um fato incontestável.Texto para as questões de 83 a 85: “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. A este respeito a influência do povo é decisiva. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) o reconhecimento de um escritor nem sempre se baseia em sua competência. c) o povo de uma nação é a fonte incontestável de todas as alterações da língua. acompanhando sua época e abandonando o estilo de autores antigos e defasados. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. porém. Querer que a nossa pare no século de quinhentos. Feitas as exceções devidas. e) a ausência de mérito literário em muitas obras consagradas pelo público. Há. é função do escritor: a) inovar sempre a língua — registro de suas obras — criando as novidades a partir da influência popular. são os modelos adequados para a produção das obras consideradas modernas. não admitindo as alterações que ocorrem por influência popular. que é importantíssima nesse processo. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. não se lêem muito os clássicos no Brasil. um controle sobre elas e inibindo os abusos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pois somente eles. mas que sabem perfeitamente os clássicos. Entre as exceções.” Machado de Assis. o capricho e a moda inventam e fazem correr. b) as obras clássicas são aquelas em que a linguagem é imutável. pois a leitura se torna mais agradável e compreensível. o que vai permitir uma aceitação maior de suas obras.Interpretação de texto II Avançar . e) estudar sempre os autores clássicos.

” IMPRIMIR a) Qual é a conclusão implícita na seqüência “neste ano. Vide sugestão na nota anterior que também poderia ser aplicada nestes casos. já foram 31. que se encontra na primeira nota? b) Explicite a sugestão dada no final da segunda nota. no primeiro semestre de 2000. 13. Aparentemente peças quase iguais às demais: os mesmos modos funcionais Contudo é preciso vê-las em sua marca: no rastro dos dedos no selo do gesto Ali onde transgridem a ética da classe que proíbe os objetos de serem pessoais Onde desconhecem o acordo em vigor que as coisas transforma em armas submissas Não pactuam — hostis minhas duas mãos acidulam o ar da repartição” 40 GABARITO a) De qual critério se serve o poeta para classificar as diferenças entre os “vários utensílios” que “povoam o escritório”? Por que essa classificação destoa tanto da nossa percepção habitual? b) Como aparece a presença humana em meio ao ambiente da repartição? 87. Voltar Língua Portuguesa . só no período de janeiro a abril. p. Rumina todos os papéis no oco das gavetas O que a mesa expele para a superfície é simples dejeto livre de mistério O arquivo também é móvel discreto e diz muito pouco de interesse humano A caneta. as seguintes notas. com certeza o prefeito encontraria novas atribuições para a Guarda Municipal. encontram-se. Amostra Grátis. 34. publicada na revista Business Travell.86. As autoridades deveriam enquadrar os responsáveis por crime inafiançável e trancafiá-los em presídios por longos anos. o lápis o papel.Interpretação de texto II Avançar .” “Não seria o caso de a Prefeitura pagar por cada nova pichação feita na cidade? É claro que sim. In: Poesias Reunidas (1968-1988). já foram 31”. neste ano. 1988. São Paulo: Duas Cidades. entre outras. o cesto são só instrumentos sem vontade própria Dois os indiscretos: minhas duas mãos — úlcera no estômago da repartição ALVIM. causando incêndios e sérios riscos à segurança dos vôos: segundo o Controle de Tráfego Aéreo. parcialmente adaptadas: “Para os lunáticos que insistem em soltar balões de grande porte. Unicamp-SP Considere o poema a seguir: “Inventário Povoam o escritório vários utensílios uns bastante sóbrios outros indiscretos Por exemplo: a mesa é sóbria. Unicamp-SP Na coluna “De zero a dez”. Se todos entrassem com uma ação simultaneamente. Francisco. de Rubem Tavares. Em todo o ano passado foram registradas 33 ocorrências e. só no período de janeiro a abril. em 1998 foram registradas 99 ocorrências em Guarulhos.

d) é atraída pela música de um provável Chopin. b) a reiteração das situações apresentadas. e) a exclusão das situações expostas.Interpretação de texto II Avançar . além do fluxo de brasileiros para o exterior. Eu considerei as contas que era preciso pagar. e) “as dificuldades…” 90. os passos que era preciso dar. as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza e na dentadura amarela e preta maus cuidados voaram como borboletas. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. sob o efeito da música de Chopin é: a) “braços redondos que nem coxas”. A existência de uma fronteira terrestre muito vasta para evitar contrabando. d) somente a ratificação das situações já apresentadas.Texto para a questão 88. UEPA “É nesse aspecto que a histeria sobre a biopirataria na Amazônia corre o risco de não levar a lugar nenhum. c) “meus cuidados voaram como borboletas”. a presença de turistas internacionais. que. levando-o ao desatino da existência. 89. estrangeiros residentes. estudantes e pesquisadores estrangeiros que vêm desenvolver pesquisas. professores e consultores. c) a retificação das situações anteriores. Fatec-SP A leitura de Música torna possível afirmar que a atenção do narrador a) tem suas preocupações ordinárias postas de lado pela sensualidade da música e da pianista de braços redondos.” ANDRADE. o coesivo “além” possibilitou: a) a inclusão de mais uma situação. apesar dos apelos tristonhos que a música de um piano lhe fazia do fundo da sala. Alguma Poesia. impossibilitam qualquer aparato de fiscalização. apesar de triste. “Música Uma coisa triste no fundo da sala. o que se constata pela evocação de um “lustre complacente”. b) “sob o lustre complacente”. 41 88.” GABARITO Neste texto divulgado na Internet. b) se apega aos “passos que era preciso dar”. afasta o narrador de suas preocupações cotidianas. na enumeração de situações que favorecem a biopirataria na Amazônia. Fatec-SP A expressão que mais claramente remete à liberação das preocupações do narrador. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) “Enquadrei o Chopin na minha tristeza”. e) se fixa na tristeza e na solidão. Carlos Drummond de. Me disseram que era Chopin. c) foi despertada pela relação material entre as teclas de um piano (“dentadura dura”) e sua própria dentadura (“dentadura amarela e preta”).

Prendem-se a modelos já preparados. desvinculada de sua cultura. para dar a impressão do bemestar do progresso. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior. Aquele encontro. eles não têm teorias alternativas. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia. como em qualquer mergulho.’ Como aquele motorista. o caos e a irracionalidade. Um mergulho no Brasil que. Dê. usam linguagens especiais. (08) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se auto-avalia. A inconseqüência não é apenas do consumidor. com o carro e as janelas fechadas. no meio de um engarrafamento. no calor sem ar condicionado. 4. deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população. denunciar que o carro não tem ar condicionado e estamos todos morrendo de calor. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil. em território tropical. para descrever e entender o país. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar condicionado. arriscando incoerências. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Pervertendo o processo econômico. com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza. (02) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados. Sobretudo quando. a soma das alternativas corretas.Interpretação de texto II Avançar . o que constituiria entrave cultural. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira.” BUARQUE. teorias e linguagens pouco acuradas. A Desordem do Progresso. A teoria econômica diria que o consumidor obtém. como resposta. 1993. (04) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual. Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos. para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real. construídas em torno de questões ultrapassadas. e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar condicionado. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. tentando usar o sentimento. É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento. (16) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico. São Paulo: Paz e Terra. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. além de dúvidas. os cientistas tendem a não expor as idéias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas. 91. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. aventurando-se. trabalhando na inconseqüência. o motorista apontou para o carro à frente. Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral. Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor. incompatível com seus recursos. UFBA O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: (01) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos. A teoria que se diz científica. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. vê a si mesmo. para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto. ed. (32) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. 5-6. p. como se tivessem lógica. Cristovam. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade.Texto para as questões de 91 a 93: “UM MERGULHO NO BRASIL Manaus 42 GABARITO Às duas da tarde do verão de 1984. Como o homem dentro de um carro fechado. no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. (64) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. Não pode se limitar a ver o Brasil. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações.

para dar a impressão do bem-estar do progresso.” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . (04) A forma verbal “entender” tem o mesmo sentido de “Mergulhar”. (16) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. (02) “para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam. (16) O uso do “escafandro” sugere mascaramento do real objetivo do “mergulho” (1o destacado).Interpretação de texto II Avançar . se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades.” — Os economistas. diferentemente de “ar condicionado” (2o destacado). no desvendamento dos fatores externos que a constroem. UFBA Há uma explicação coerente em: (01) O termo “ar condicionado” (1o destacado) está usado em sentido denotativo. (08) A expressão “se ver pelos olhos dos outros” conota um falseamento da realidade individual. UFBA O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: (01) “Para que todos pensem que tem ar condicionado.43 92. (64) A expressão “Para tanto” estabelece um relação de conseqüência com referência a “mergulho” (2o destacado). como resposta. em território tropical. (32) Os pontos de vista dos economistas e do autor coincidem com relação ao grau de funcionalidade das “janelas fechadas” e “das janelas abertas”.” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. o caos a irracionalidade.” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma conseqüência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro. (32) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém. subestimam a aparência em favor da realidade. Dê. (02) A expressão “Tem que” remete a uma possibilidade remota de análise da realidade. a respeito do fato que então se comenta. (64) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. como resposta. 93. a soma das alternativas corretas. antes. falso. como se tivessem lógica. com o carro e as janelas fechadas. incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo. (08) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. (04) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro. com argumentos falseadores. dentro da ótica do consumismo. Dê. a soma das alternativas corretas.

c) comum a todos os seres humanos. costumava ficar horas aprimorando seus defeitos após os treinos. ou talvez mesmo antes. Por outro lado. macedônios. desde que aprendeu a falar aprendeu também. Embora línguas que nos são mais familiares como o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de uma expressão (seus equivalentes de ‘nostalgia’ e ‘falta’) para exprimir o que chamamos de saudade em todas as circunstâncias. sua terra natal. e) talvez anterior à razão. sérvios e croatas. contribui para tornar o trecho incoerente. b) uma prova de que a espécie humana é fruto da mutabilidade de espécies. d) comum a todos os seres humanos e remonta aos tempos antigos. assim como os seres humanos. Leão. de uma forma ou de outra. b) os cães. ‘jal’. a) O que aconteceria com Leão se ele. Os russos têm ‘tosca’. E seria uma grande pretensão acreditar que o sentimento que batizamos de ‘saudade’ seja exclusivo dos povos lusófonos. d) há línguas que são mais sintéticas que outras para exprimir os sentimentos. mas a maneira de expressá-lo é diferente. c) trata-se de um mito a crença de que apenas os povos lusófonos têm uma palavra para designar o sentimento “saudade”. ‘natsukashi’. o ‘póthos’ dos antigos gregos e sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no planeta ou nas 10 mil que já existiram. Unicamp-SP Quando o treinador Leão foi escolhido para dirigir a seleção brasileira de futebol. efetivamente. ‘ilgas’. de 51 anos. o professor Josué Machado lembrou pelo menos dez equivalentes da palavra ‘saudade’. seria de um etnocentrismo digno de fazer inveja à Alemanha nazista acreditar que esse sentimento é próprio apenas aos que falam português. iniciada no Comercial de Ribeirão Preto. Todas as línguas do mundo exprimem com maior ou menor grau de complexidade todos os sentimentos humanos. e húngaros. 20/10/2000. Em uma de suas colunas semanais nesta Folha. e Édson. árabes. Edmílson. 44 GABARITO 95. alemães. Paulo. 58. Campinas. japoneses. já que seus outros dois irmãos. e) há línguas que são mais sintéticas que o português para expressar o sentimento que os povos lusófonos designam “saudade”. ITA-SP No texto. o jornal Correio Popular publicou um texto com muitas imprecisões. Leão não dava um passo em falso. que seria uma exclusividade mundial da língua portuguesa. 6/4/1996. no início do segundo período. a dizê-lo. sentem saudade. Pode-se ainda acrescentar a essa lista o ‘desiderium’ latino. adaptado.” Saudade. se até os cães demonstram sentir saudades de seus donos quando ficam separados por um motivo qualquer. ‘Sehnsucht’. Um desses casos é o que envolve a palavra ‘saudade’. ‘sóvárgás’. 53 anos. Ao chegar à seleção brasileira em 1970. letões. Trata-se de uma grande e pretensiosa balela.Interpretação de texto II Avançar . a tese é que a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e têm palavras para designá-los. ficasse aprimorando seus defeitos”? Reescreva o trecho de maneira a eliminar o equívoco. Por quê? c) Por que o emprego da palavra “racionalismo” é inadequado nessa passagem? As questões 95 a 97 referem-se ao seguinte texto: “Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes que muitos acabam se convencendo de que eles são de fato verdadeiros. são médicos.” Correio Popular. b) A expressão “por outro lado”. Cada atitude e cada declaração eram pensadas com um racionalismo típico de sua família. ‘garod’. ITA-SP NÃO se pode afirmar que a noção do sentimento saudade no texto seja a) atribuída exclusivamente ao ser humano. quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato mundial. ele sente saudade. do qual consta a seguinte passagem: “Durante sua carreira de goleiro. Desde que o homem é homem. ‘shauck’ e também ‘hanim’. ‘nedôstatok’. 96. armênios. existem outros idiomas que o fazem de forma até mais sintética que o português.94. Folha de S. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . sempre impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado. Ora.

b) a exclusividade da forma impessoal. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .97. em estilo preciso. a palavra destacada tem o mesmo sentido. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. por serem mal contadas. c) o autor usa conotativamente a palavra “noite” para simbolizar a idéia da morte. c) denunciar. b) em I. a repetição da palavra “louco” é redundante. 99. sem prejuízo do sentido. predicativos do sujeito moça. a) Formosa e graça são. e) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações. e) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. b) contornar as histórias mal contadas. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos. e) a fotografia e a frase em maiúsculas desviam a atenção do leitor da idéia de morte. a palavra “louco” pode ser substituída. o segundo uso da palavra “louco” assume sentido negativo. GABARITO 100. “/…/ você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa /…/”. 45 Quanto ao sentido que o vocábulo “louco” assume nas três ocorrências destacadas no quadro acima. por meio da clareza e da elegância do estilo. e) em II. c) uma equiparação do sentimento saudade dos cães ao dos seres humanos. c) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração. talvez nem tivesse graça. já que não acrescenta nenhum sentido à frase. d) criticar certas histórias que. sintaticamente. por “delinqüente”. d) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas. é correto afirmar que a) em II. c) nas três ocorrências. ITA-SP NÃO se pode dizer que no texto haja a) uma declaração inicial que sintetiza a tese a ser defendida. 98. Mackenzie-SP “A moça não era formosa. e) exemplos de vocábulos de outras línguas para designar o sentimento “saudade”.Interpretação de texto II Avançar . b) a imagem da criança reforça uma sugestão já presente no texto e no nome do produto. d) no trecho “você faz um seguro de vida que pode durar sempre”. Fuvest-SP I. b) Na estrutura sintática predomina a subordinação.” Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima. 101. PUC/Campinas-SP A revista Veja anunciou-se a si mesma. Para as questões 98 e 99 considere o texto das questões de 27 a 29. d) em II. que a revista Veja se dispõe a a) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos. “Porque quem é louco por alguém. II. focalizando o principal beneficiário do seguro. não é louco de deixar essas coisas para amanhã”. os usos da palavra “louco” assumem sentido oposto àquele verificado em I. Fuvest-SP Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o texto: a) a única palavra que se refere diretamente à idéia de morte é “inventários”. que é marcada apenas pelo emprego de orações na voz passiva. o autor sugere a idéia de longevidade do titular do seguro. redundam em más reportagens. d) a generalização de uma idéia após a apresentação de exemplos. utilizando a seguinte frase: “Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas” Está implícito. os cabelos caíam despenteados. nesse anúncio. que funcionam como argumentos para a tese defendida. evitando-se assim reações negativas do leitor diante desse tema.

o emprego dos termos “INCRA” e “assentamento” particularizam a informação. os russos achavam que ela era influente demais. o recém-formado compete com levas de executivos de altíssimo gabarito. c) III. pode-se considerar que seu equivalente mais próximo seria: a) sentam a pua em alguém. d) I e II. d) sentam praça em algum lugar. Fatec-SP Para determinar o valor sintático-semântico do substantivo “poltrona” na expressão “sentam poltrona”. 104. Acostumados às apagadas. Metodista-SP Observe a imagem que segue: A partir da composição acima. embora empregando palavras diferentes. O jovem. sem experiência. As duas manchetes apresentam o mesmo fato. exibida. c) que a independência política é responsável indireta pela verdadeira revolução industrial que se desencadearia no país no século XX. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mulheres dos dirigentes do Kremlin. II. Fuvest-SP I. arrogante. às vezes literalmente. sob idêntico ponto de vista. b) sentam tijolos na parede. b) A que palavra. c) sentam-se numa poltrona. o fato parece mais grave que na segunda. invadido pelas multinacionais e pelo capital estrangeiro. Está correto.” Folha de S. se refere a expressão “às vezes literalmente”? Qual o duplo sentido produzido pela relação que aí se estabeleceu? 103.” O Estado de S. e) sentam orgulhosamente. 46 Considere as seguintes afirmações: I. apenas o que se afirma em a) I. o autor demonstra a) que a independência política possibilitou a autonomia econômica do país com o ingresso das multinacionais e do capital estrangeiro. III. Na 1ª manchete. em II. Para se candidatar a um emprego. II.Interpretação de texto II Avançar . e) que as origens do mercado publicitário no Brasil remontam à época de sua independência em 1822. Paulo.102. U. ambas do dia 15/5/ 2000: “Governo suspende verba para a reforma agrária. Paulo. literalmente. “Incra suspende crédito para assentamentos. d) de forma criativa o progresso econômico que a abertura ao capital estrangeiro trouxe ao país. GABARITO 105. em relação às manchetes. dança. e) II e III. desempregados. Fuvest-SP Leia as seguintes manchetes de dois jornais paulistas. a) O advérbio “literalmente” está adequadamente empregado nos dois textos? Justifique sua resposta. estabelecendo um paradoxo com a data da independência em 1822. b) a relação de dependência econômica do país. a partir de 1822. Na 2ª manchete. b) II.

Interpretação de texto II Avançar .” NETO. 108. c) revela que o fato de certos homens ficarem a vida toda sentados causa-lhes um malestar indescritível para o corpo e para a alma. d) A expressão enorme trouxa justifica o adjetivo trôpega que caracteriza negra velha. confere ao homem uma postura universalizante. b) O modo de reproduzir a cantiga indica sua variação rítmica à medida que a cena se desenvolve. A vida toda. ecumênico. Mackenzie-SP A característica da poesia modernista que NÃO se encontra no texto é: a) liberdade formal. onde cabe qualquer homem e a contento. Sentam poltrona: ou tábua-de-latrina. apesar de aproximar-se da prosa. de colégio. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. pode-se afirmar que a) o sentido nuclear do poema se dá na relação entre poltrona e banco de colégio. e) Há total descaso pela oralidade da expressão. como compete à poesia. 47 106. e mesmo a tábua-de-latrina lhes nega assento além de anatômico. GABARITO “Sobre o sentar-/estar-no-mundo Ondequer que certos homens se sentem por afetuoso e diplomata o estofado. tomando como ponto central as oposições entre o sentir e o sentar. as curvas de afeto. e) o poema satiriza a prepotência de certos homens. d) a tábua-de-latrina. c) A resposta da avó explicita a sua indiferença para com a menina. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o fragmento que vai da linha 2 à linha 3. Texto para responder a questão 109.Texto para as questões de 106 a 108: “A menina e a cantiga 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 … trarilarára… traríla… A meninota esganiçada margirça com a sáia voejando por cima dos joelhos em nó vinha meia dansando cantando no crepúsculo escuro. sentam poltrona. em efes e erres. e) ironia. … trarilarára… traríla…” Mário de Andrade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . exemplo único de concepção universal. b) sintaxe elíptica. e) Tem a coerência prejudicada por falta de pontuação. c) recriação de cena cotidiana. vó? — Naão. os ferem nós debaixo. c) Apresenta erros de ortografia que impedem a clareza do texto. senão pregos. b) Expressa por meio de clichê o movimento dado à saia. sentam bancos ferrenhos. João Cabral de Melo. se sentam mal sentados. A educação pela pedra. d) Enriquece a descrição da menina por meio de prefixos ligados a nomes. … trarilarára… traríla… De repente voltou-se prá negra velha que vinha trôpega atrás. a) Revela-se poético. d) linguagem coloquial. 109. Batia compasso com a varinha na poeira da calçada. 107. Ondequer que certos homens se sentem nas nádegas da alma. por ser anatômica. enorme trouxa de roupas na cabeça: — Qué mi dá. e mesmo de pé algum assento os fere: * eles levam em si os nós-senão-pregos. o abaulado amigo. qualquer o assento. Fatec-SP Da leitura de Sobre o Sentar-/Estar-no-mundo. a) O título já anuncia a importância da relação entre as duas mulheres. b) aponta para os incômodos causados pelos bancos de colégio que são pouco anatômicos.

atletas e gênios não exista um serial killer. Leia-o e responda. preferiria ter os tipos de pais que nunca escolheriam um filho de um catálogo. implícitas nessa questão de engenharia genética. pelo menos no Brasil. encontrarão uma forma de assegurar que os genes comprados tenham o destino desejado. U. F. Mesmo com toda reação contra e a discussão ética. “O que vem por aí Pouco depois de ler a notícia sobre o americano que está oferecendo óvulos de modelos na Internet para quem quer ter filhos bonitos. Não há garantia que entre os óvulos e os espermatozóides de modelos. se esta é a palavra. a comercialização de genes de pessoas saudáveis e bonitas. Linn Ullmann teve sorte: herdou a beleza da mãe. c) demonstrar que a engenharia genética promete ser a questão do novo milênio. atletas e gênios há sempre um simpatizante do nazismo. Pela fotografia no jornal. d) a reprodução programada permite que os pais escolham o filho que querem ter. o filho continua não podendo escolher os pais que o terão. d) argumentar que entre óvulos e espermatozóides de modelos. se fosse nascer hoje. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que está em Paris para lançar um livro. Na comercialização de genes saudáveis e bonitos está subentendido que a personalidade não vai junto. que no passado era coisa de cientistas loucos e fascistas. li no Libération uma matéria sobre Linn Ullmann. Mas desconfio que. E pensei: está aí. Ela é filha da Liv Ullmann e do Ingmar Bergmann. a genética ou a cultura. 111. que promete ser a questão do novo milênio. em especial. a qualidade do sangue ou do ambiente. mas não o inverso. que não tem qualquer opinião no assunto. Todos os avanços na área da reprodução programada não mudam a situação da criança. U.O texto seguinte.Interpretação de texto II Avançar . depois. um cantor country – ou um simpatizante do nazismo. Se alguém quisesse planejar uma loira superior. Juiz de Fora-MG Indique a única alternativa incompatível com a interpretação global do texto: a) a beleza de Linn Ullmann deve-se ao fato de ela ser fruto de reprodução programada. foi publicado no Jornal O Globo. F. GABARITO c) na comercialização de genes saudáveis e bonitos subentende-se que apenas as características físicas são geneticamente transmitidas. o cientificismo totalitário para fins de ‘melhorar a raça’ mudou de vocabulário e ganhou respeitabilidade. não poderia fazer uma encomenda melhor ao laboratório: os óvulos da bela e inteligente Liv Ullmann fertilizados pelos genes geniais do Ingmar Bergmann. Como dizem que Bergmann é um gênio com um gênio violento e difícil – e a última é que ele foi um simpatizante do nazismo até o fim da Segunda Guerra – Linn pode ter herdado mais do que queria. Para começar. Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem. de 28/10/99. mesmo que fosse eu. As pessoas pedirão: ‘Quero um surfista loiro bom em física quântica e uma modelo com PhD – mas um tem que ser de Capricórnio e o outro de Libra’. Eu.” 48 110. b) questionar a reprodução programada e. Há algumas ironias. escrito por Luís Fernando Veríssimo. E um mundo só de gente bonita e inteligente não seria necessariamente um mundo de gente melhor. está redimida a eugenia. Juiz de Fora-MG O principal objetivo comunicativo do autor do texto é: a) ironizar a comercialização de genes no Brasil. as questões 110 e 111. ou aquela respeitabilidade forçada do inevitável. b) a reprodução programada baseada em genes de indivíduos saudáveis e bonitos é uma nova edição do cientificismo totalitário para fins de “melhorar a raça”. que os bebês serão o que o mundo fizer deles. Não sei o que herdou do pai. Mas esta vitória da mentalidade ‘de direita’ redime a tese da ‘esquerda’ na velha discussão sobre o que determina caráter e destino.

sem afeto e sem cultura. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. Fecho os olhos. Devo ter um coração miúdo. a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. as crianças são levadas precocemente ao consumo. Se ao menos a criança chorasse. e) ‘indigência intelectual e espiritual’ – pobreza de cultura e de espírito. Cesgranrio Analisando o texto. Mormente por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos. Sou um aleijado. d) As crianças engordam muito porque ficam muito tempo em frente da tevê. cansadas perante um futuro que ainda não viveram. A vela está quase a extinguir-se. uma boca enorme. Memórias de um Dinossauro. 49 113.” Excerto de BETO. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo.. Aos quatro anos. e as fadas. com certeza me achava extraordinariamente feio. (. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. Emescam-ES Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto. Frei. Texto para a questão 114: “Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos. 98. In: A Gazeta. e) Atualmente as crianças não se preocupam com o futuro. bruxas e reis. Estão todos dormindo. d) caracteriza o mundo exterior como hostil. eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distancia a idade fisiológica da psicológica.. que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência da profissão.. as histórias cedem lugar aos programas de auditório. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. 08 set. Nem sequer tenho amizade a meu filho. d) ‘ritmo da esquizofrenia’ – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais.) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto. Vitória. 112. às escuras..Interpretação de texto II Avançar . Voltar Língua Portuguesa . aos brinquedos eletrônicos. corpo de criança e alma de mulher. c) ‘embotelhada em danças’ – especialista em danças.” Graciliano Ramos. Emescam-ES A frase que melhor sintetiza as idéias do texto acima encontra-se em: a) Hoje. c) retrata o conflito íntimo da personagem. E um nariz enorme.Texto para as questões 112 e 113: “Hoje. Patifes! E eu vou ficar aqui. E a desconfiança terrível. encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos. agito a cabeça para repelir a visão que me exige essas deformidades monstruosas. até não sei que hora. Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo. Foi este modo de vida que me inutilizou. lacunas no cérebro. b) ‘insistência pirralha’ – teima persistente da criança. e) enfatiza as dificuldades de relacionamento da personagem com as pessoas que a cercam. que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. 05. Lá fora há uma treva dos diabos. rios cheios e uma figura de lobisomem. p. Marciano está dormindo. até que. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. podemos afirmar que se trata de um texto psicológico porque: a) mostra a solidão em que vive o narrador. O sonho é substituído pela TV. no seu sentido geral. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. morto de fadiga. isso ocorre em: a) ‘suficiente discernimento’ – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso. b) Os adultos cedem facilmente aos desejos das crianças. dedos enormes. sem sonhos. IMPRIMIR GABARITO 114. um grande silêncio. viciadas em indigência intelectual e espiritual.. c) Os tempos modernos eliminam os sonhos da criança. É horrível! Se aparecesse alguém.. b) contrasta o modo de ser de Madalena com as ações do narrador. Se Madalena me via assim. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal.

relatou a seguinte experiência. e) característico da primeira geração modernista. sem qualquer reflexão. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. quindim. é uma questão Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. UFR-RJ “O primeiro grande poeta que se firmou depois das estréias modernistas foi Carlos Drummond de Andrade. em relação ao humor de Drummond pode-se afirmar que é um riso: a) que assinala uma ruptura com a geração que o antecede. b) uma hipótese alternativa para o fenômeno não foi lembrada. tendo o manjericão agido como fermento. (. Namorado é a mais difícil das conquistas. Paquera. show do Milton Nascimento. você verá nascer pequenos escorpiões.” Hoje. transa. de saliva. atividade da razão. Rio de Janeiro: Aguillar. c) irônico.115. dois paqueras.) Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. fazer compra junto. distanciado e lúdico. nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele. da qual fazia parte. abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela.Interpretação de texto II Avançar . um químico holandês. um envolvimento e dois amantes. (. envolvimento. e passeie de mãos dadas com o ar. ‘expressão duma alma muito pessoal.) Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado. a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade.’ Parece-me que alma muito pessoal significa. aquela de chita. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. 116.) Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo. 1982. Segundo Bosi. chamado Jean Baptista von Helmont. Necessita de adivinhação. beira d’água. lágrima. Se você tem três pretendentes. mesmo. ponha ali erva de manjericão bem triturada. Aplique um segundo tijolo sobre o primeiro e exponha tudo ao sol. é poesia objetiva. A proteção dele não precisa ser parruda. p. fruto da inspiração poética. d) tímido. Carlos Drummond de. ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. sua frio e quase desmaia pedindo proteção. gabiru. Obra completa.. UERJ Em 1648. sabemos que escorpiões não nascem assim. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. fliperamas. fazer sesta abraçado. Texto para as questões 117 e 118: “Namorado: ter ou não. até paixão é fácil.” ANDRADE.. ruas de sonhos ou musical da Metro. no caso. de pele. d) a geração espontânea não pode ser comprovada com experimentos. História concisa da literatura brasileira. c) o químico não tinha competência para a realização da experiência. Mas namorado. De alma escovada e coração estouvado. flerte. 494. A conclusão do químico pode ser refutada logicamente pelo argumento indicado em: a) a experiência não resistiu à passagem do tempo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Definindo-lhe lucidamente o caráter. é muito difícil. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques.. disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que. caso. Alguns dias mais tarde. saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Enlou-cresça. São Paulo: Cultrix. aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba virando matéria privilegiada do humor. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor. semelhante ao de Gregório de Matos. nuvem. Alfredo. Namorado não precisa ser o mais bonito. traço constante na poesia de Drummond”. ponha a saia mais leve. mesmo assim pode não ter namorado. bosques enluarados. decidida. 1989. argumentando indutivamente.. para comprovar a tese da geração espontânea: “Faça um buraco num tijolo. brisa ou filosofia. mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme. (.. b) escarnecedor. 50 BOSI..

Tanto no texto como no comportamento. clamando por liberdade. o emprego do termo. impondo normas. e..Interpretação de texto II Avançar . De um lado. de ambigüidade. c) os escritores contrariam as regras gramaticais porque as desconhecem. em nome de sua arte. Textos para as questões 119 e 120: “Pode um escritor. só sabe o que é namorar quem: a) cultiva o hábito de fazer poesia. guardiães da língua). na próxima semana. ficam os gramáticos. (Refere-se aos gramáticos. de precisão. d) o sentido da vida se dá pela tensão entre crescimento e loucura. o conhecimento do código de trânsito. b) Ela pode dar impressão de firmeza. UFR-RJ “Enlou-cresça. contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa. não dá. por natureza convencional e efêmero: num dia. b) entra em sintonia com o outro no plano das sensações. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) os gramáticos impõem normas para os artistas não as transgredirem. A resposta à questão inicial é simples. Sendo uma aventura intelectual.” O neologismo em questão sintetiza o seguinte pensamento: a) só é possível crescer se a vida não fizer nenhum sentido. c) distingue o que é concreto do que é abstrato. para ser bem-sucedida. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma. (Refere-se à transgressão de função estrutural). e) sabe teorizar sobre os seus sentimentos. UFMG Em todas as alternativas. c) o crescimento e loucura são considerados processos incompatíveis. o conhecimento do código de trânsito. UFMG De acordo com o texto. UFR-RJ Para o autor. pode ser que a mesma rua não exista. […] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. 120. ou expressão. os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído.117. dominar a norma culta do idioma não excede. pensa o poeta. dominar a norma culta do idioma não excede. de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. Observa-se o mesmo nas normas da gramática. b) os artistas revelam o caráter transitório da norma culta ao infringirem-na. que variam conforme as convenções gerais de cada época. Na maioria dos casos. indica novas propostas para o futuro. os artistas. Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras. (Remete à efemeridade do conhecimento do código de trânsito). destacado. (Introduz uma comparação). que variam conforme as convenções gerais de cada época. exceto em: a) … assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. b) o sentido da vida se constrói a partir do crescimento intelectual. d) vivencia as sensações do amor sem se entregar. certa rua dá mão. Ela pode dar impressão de firmeza.” 51 GABARITO 119. em valor. Esse tipo de postura gerou um impasse. no outro. 118. c) Para eles. o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado. em valor. De outro. A língua existe para servir o indivíduo. Pela perspectiva dos artistas. está corretamente explicado pela frase entre parênteses. e não para escravizá-lo. A transgressão. mas porque sabem tirar proveito da ruptura. Para eles.. assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. d) Observa-se o mesmo nas normas da gramática. é correto afirmar que: a) a língua não oprime os artistas quando os submete à vontade do Estado. e) o sentido da vida é construído por meio da loucura. deve possuir função estrutural.

mas preferimos confessar-nos ‘escravos das circunstâncias’ quando nossos atos não são exatamente gloriosos. então. Fernando.)” VERÍSSIMO. o salário-mínimo impõe miséria a grande parte da população. Texto para as questões 122 e 123: GABARITO “Ética para meu filho (. Por isso. c) Um salário-mínimo maior prejudicaria o país. Grita exatamente porque sabe que foi ela. nas circunstâncias.Texto para a questão 121: “Silogismo Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas. eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua.. quebraria a Previdência. O Globo. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia. ‘é mais forte do que eu’. compreendemos que já estamos sendo castigados. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser. mesmo reconhecendo que é pouco. é preciso alterar esse modelo econômico. São Paulo: Martins Fontes. sensatos. é preciso resistir a apelos emocionais da sociedade. Em compensação. que lesamos a nós mesmos — pouco ou muito — voluntariamente. nelas logicamente implicada. A. ou talvez até risse e pronto. queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos... delas se tira uma terceira. quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim. 1986.Interpretação de texto II Avançar . mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes. é claro) de nada e evitaríamos os remorsos. d) O salário-mínimo não garante vida digna para a maioria da população. estamos todos condenados a uma lógica do absurdo. nem se daria ao trabalho de dizer nada. 121. chamadas premissas. inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan.. m. Rio de Janeiro. L. Trad. etc. pode-se concluir que o silogismo a que se refere o título do texto é encontrado em: a) Boa parte da população sobrevive com apenas um salário-mínimo e o salário-mínimo não dá para viver.. temos homens honrados e capazes. ao agirmos mal e nos darmos conta disso. S. ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: ‘Fiz sozinho. o salário não aumenta mais por exigência do mercado internacional. não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos. o país necessita da miséria de grande parte da sua população. Nova Fronteira. Sérios. ‘perdi a cabeça’. então. Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo. postas duas proposições.” SAVATER. Ética para meu filho. o sensato é insensato. ao crescermos. É que. De onde vêm os remorsos? Para mim está claro: de nossa liberdade. há circunstâncias que impedem o salário de ser maior. 1997. ‘não percebi o que estava fazendo’. se não fosse assim. quando o pote da geléia que estava em cima do armário cai e quebra.. 52 Considerando essa definição. oportunismo político ou desinformação. B. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O país só é viável se metade da sua população não for. ‘vi que todo o mundo fazia a mesma coisa’. Lóg. Monica Stahel. FERREIRA.) Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém. UERJ silogismo. Aqui o sério é temerário. b) Precisamos manter nosso prestígio com a comunidade financeira internacional. que não pudemos escolher: ‘cumpri ordens de meus superiores’. 24/03/2000. Dedução formal tal que. de Holanda. então. Do mesmo modo. adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível. Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. a criança pequena grita chorosa: ‘Não fui eu!’. chamada conclusão. o adulto é irreal e o responsável é criminoso. ninguém me ajudou!’ Do mesmo modo. F. Se não fôssemos livres. resistindo a apelos emocionais. comprometeria o programa de estabilização do Governo. então. (.

. Para ele. incluindo lagos. inteiramente distintos. apenas uns 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. 53 “Entristeceu. fenômeno na retina ou fenômeno físico. sendo provocadas por sua vez por processos físicos. “Goethe estava interessado nas condições necessárias para que o fenômeno das cores se manifeste. M. Newton.” GIANNOTTI. embora as críticas de Goethe se revelassem posteriormente inconseqüentes. Na verdade já estava procurando distinguir as condições ou esferas mediante as quais o fenômeno da cor se apresenta. d) destaca a palavra dos outros como argumento de autoridade. de Graciliano Ramos. em que se comenta o modo como o escritor alemão J. e) as perspectivas pessimistas quanto ao uso do solo brasileiro. Assim. d) o texto I discorre sobre o aproveitamento agrícola das terras brasileiras. b) ressaltar uma discussão teórica entre iguais. 123. b) delimita o que é defendido e o que é atacado. pode-se afirmar que: a) o texto II constitui uma representação estética da realidade contida no texto I. o autor obtém o seguinte efeito: a) valoriza o argumento das outras falas. A sina dele era correr mundo. b) o texto II faz uma reflexão sobre os fatos narrados no texto I. no qual o autor expõe seus argumentos em tom de conversa. Goethe e o físico inglês Isaac Newton compreenderam o fenômeno da cor. c) identifica um embate como reforço do campo da sinceridade. Schopenhauer. UERJ O texto lido faz parte de um ensaio filosófico sobre ética. A respeito dos textos. Mais ou menos metade desta superfície. Ora. sem fruto”. andar para cima e para baixo. mais tarde desenvolvida por Schopenhauer? Voltar Língua Portuguesa . Triângulo Mineiro-MG “A superfície do Brasil. J. rios e montanhas. o principal mérito de sua análise é ter mostrado que a cor também existe como fenômeno que escapa à física. de GOETHE. que é negado no texto II.. mas como aparece junto à luz. PUC-RJ Leia o texto abaixo. 124. O restante (. o que distingue basicamente a abordagem de Newton daquela de Goethe. essas duas interpretações diversas do fenômeno cromático não devem ser pensadas como necessariamente incompatíveis. é o primeiro a distingui-las claramente: ‘Do ponto de vista do sentido visual. é de 850 milhões de hectares. mas como pontos de vista que se baseiam em critérios. São Paulo: Nova Alexandria. continuando o caminho de Goethe. IMPRIMIR No que diz respeito ao fenômeno da cor. Nesse aspecto. considerando-se o sentido do texto II. ou métodos de comparação. Vidas Secas.122. Considerar-se plantado em terra alheia! Engano. Um vagabundo empurrado pela seca”. GABARITO 125. c) ambos os textos propõem o uso racional das terras no Brasil. José Saramago. W. é geralmente apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícola. luz e cores são fenômenos de consciência (sensações e percepções) cujas condições são ocorrências fisiológicas na retina e no sistema nervoso. UERJ Ao trazer para seu texto a citação de outras falas — por meio do emprego das aspas —. Essa estratégia tem o seguinte objetivo: a) provocar a resposta direta do interlocutor. à toa! Como judeu errante. d) revelar opiniões compartilhadas pelos interlocutores. ao contrário de Goethe e Schopenhauer. W. c) diminuir a assimetria entre o filósofo e o leitor. uns 400 milhões de hectares. de abandono. Prefácio à edição brasileira de A Doutrina das Cores. preocupou-se somente em estabelecer os critérios para a produção da cor enquanto fenômeno físico. no texto I. não basta dizer que a cor surge da luz.. M. F. caem por terra.’ A identidade da cor varia de acordo com os critérios estabelecidos para sua compreensão enquanto fenômeno de consciência.) encontra-se em estado de improdutividade. actualmente.Interpretação de texto II Avançar . 1993.

estamos chegando ao final de um ciclo civilizatório durante o qual nunca se trabalhou tanto e em que. 1998. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. U. principalmente a urbana. e do futuro de um mundo caduco que o sufoca. vamos de mãos dadas. Luiz Octávio de. não pretendendo. d) O poeta busca a convivência com os outros homens à sua volta. Entre eles. ( ) Entre as “preocupações novas” das autoridades. p. neste final de milênio. Vivemos hoje um modelo de vida tão assentado sobre o trabalho. F. de uma história. tendo em vista que as “jornadas de trabalho brutais — fazem alusão ao início da Revolução Industrial na Inglaterra e que os “símbolos preciosos da civilização” incluem a Bastilha. c) O poema revela-nos um eu-lírico que. São Paulo: Moderna. O presente é tão grande. ( ) O autor responsabiliza as jornadas de trabalho brutais pela devastação da natureza. não haverá mais quem trabalhe. p. à diversão.126. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. b) O poeta renuncia ao isolamento voluntário e reafirma sua solidariedade aos companheiros. considero a enorme realidade. ao lazer. lazer e entretenimento como ideais de vida. de certa forma. Mas. a romana e. GABARITO A partir do texto. pode-se incluir a de buscar meios de viabilizar o acesso da população. que raramente o questionamos. A diversão. assustando algumas autoridades. 9. destruíram-se símbolos preciosos da civilização e as cidades passaram a ser vistas apenas como espaços de trabalho e produção. Rio de Janeiro: Record. 127. Nesse período. nesse texto. o entretenimento — ideais de vida de algumas civilizações antigas. a paisagem vista da janela. o tempo presente. o lazer. “Introdução”. entregar-se aos devaneios e à solidão. e) Ao voltar-se para a vida presente o poeta demonstra uma preocupação maior com o seu momento histórico. porque isso significa que. do presente. em breve. ( ) Atualmente. ao entretenimento. Não serei o cantor de uma mulher. Carlos Drummond de. o autor tece comentários acerca de fatos históricos ocorridos na segunda metade do século XVIII. ( ) Algumas autoridades estão assustadas com a possibilidade de que o homem atual possa vir a ter diversão. Não nos afastemos muito. Estou preso à vida e olho meus companheiros. voltam com força total. como a recessão e a violência. não nos afastemos. julgue os itens que se seguem. UnB-DF “O trabalho é a principal atividade do ser humano? Quase todas as pessoas responderiam afirmativamente a essa questão. Mas será que sempre foi assim? Sem dúvida. devastou-se a natureza. Antologia poética. Também não cantarei o mundo futuro. surgiram jornadas de trabalho brutais. opta por conhecer a realidade de seu próprio tempo. pois.Interpretação de texto II Avançar . o trabalho converteu-se efetivamente na primeira necessidade humana. fortaleza francesa que foi destruída em 1789. trazendo preocupações novas. tendo em vista a existência de graves problemas. como a grega. In: Educação para o lazer. não direi os suspiros ao anoitecer. 118.” ANDRADE. ignorando o passado e o futuro. exceto: a) O autor de “Mãos dadas” quer unir-se a seus semelhantes para libertar-se do passado. 1998. a vida presente. pela primeira vez na História. Viçosa-MG Leia atentamente o texto: “Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. muito novas mesmo…” LIMA CAMARGO. dos quais não pretende mais se afastar. não! Ou que sempre será assim? Esperemos que não! Na verdade. ( ) Infere-se que. O tempo é a minha matéria. não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida. os homens presentes. 54 Todas as alternativas seguintes correspondem a uma leitura possível do poema drummondiano. as cidades apresentam dificuldades de se organizarem em formas que não sejam pelo trabalho. a chinesa — foram esquecidos.

a Internet deixou de ser novidade e 5 milhões de brasileiros já não podem mais viver sem computador. sempre é afável comigo. outras chateações. p. a incapacidade de ligar causa e efeito e aprender do passado são características imutáveis de nossa mentalidade. (01) “Veja: uma revista tão boa que as notícias nem precisam ser ruins. E o dr. como resposta. Nada de aposentadoria. p. Além disso. nada disso. também padeço de segundafeirite que acomete todos os trabalhadores. onde certa feita interpretei ‘Tatu subiu no pau’. se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados. p. 28) – Inf. 29) – Inf. p. procurando pistolões. outra crônica. pôde. dos saudosos 30 mil dólares. 1998. Lá vêm outra semana. logo. E manda a ética que me recuse a recorrer a pretensas vantagens derivadas de relacionamentos pessoais. já está em outonos e. nem de tentar facilitar a vida. 103) – Inf. (…)” O Globo. Alguns. mas não só levantar a papelada me infunde pânico. que não os mencionados. é necessária na atual conjuntura. deve ser capaz de fazer inferências. reconheça. UFMS Na construção do sentido de um texto. a fim de recuperar o que não foi dito explicitamente. a síndrome ataca de igual maneira. ou seja. Argentina em primeiro lugar e Brasil em terceiro são premiados na Turquia.Texto para as questões de 128 a 131: “Segunda-feirite aguda João Ubaldo Ribeiro. p. o leitor competente deve saber ler nas entrelinhas. se bem que ele próprio aposentado. que me conhece desde rapazinho (eu. e.: Os outros produtos do mesmo tipo não têm a garantia HTP. começo na manhã da própria segunda. Eu. O Globo.: Antes a Internet era novidade e 5 milhões de brasileiros podiam viver sem computador. pondo a mão no meu ombro. 84) – Inf. não. como também não quero ser chamado de vagabundo.” (Época. chegou a verões. o ministro Ornélas ou foi meu aluno ou quase foi — é o segundo ou terceiro ministro que foi meu aluno. Podia estar aposentado.: Os demais países do Mercosul não se inscreveram no Festival de Vinhos na Turquia.” (Veja.: Para o autor. 27/9/99. jun. Ao trabalho. como sabemos. 1999. Por exemplo. sem muito sucesso.” (Revista do Mercosul. 5/7/99. 55 Trabalho desde os 17 anos — já lá se vão 41 do que começou como primaveras. 57) – Inf. o povo era elegante. enfim. Opinião. 5/9/99.: O leitor lê Veja porque a revista não traz notícias ruins. Quis muitas vezes descondicionar-me. lá vem a segunda-feira. (32)“Max Floc.” (Istoé. 128. (08)“Continuamos incapazes de duas coisas: ligar causa e efeito e aprender do passado. Cad. Antônio Carlos. Cad. (04)“A dupla jeans e camiseta e roupa feita em série acabaram com a elegância do povo. a soma das alternativas corretas. eu também posso). quando João Ubaldo diz “…se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados…”. eis que. mas posso perfeitamente inventá-la. como não está a meu alcance aspirar ao marajanato (sei que esta palavra não existe. se o ex-ministro Magri. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . (02)“Vinho Mercosul no mundo. se transmuta em invernos.” (Raça. mas não adianta. Dê.: Quando usava outros tipos de vestimentas. outros compromissos. 7) – Inf. p. aquela(s) em que a inferência feita não se sustenta a partir do fato mencionado.Interpretação de texto II Avançar . me chama de ‘ilustre representante da esquerda democrática’. Antônio Carlos. morre de rir quando o crítico e. Não tenho queixa. apesar de não sofrer as mesmas pressões que um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas. especialmente por um ex-colega de magistério. fico um pouco melancólico. p. 6/10/99.” (Roberto Campos./jul. mas com inquestionável empenho. logo. 29/9/99. Com base nessas explicações. Opinião. quem lê deve ser capaz de inferir que a memória do escritor já o traiu pelo menos uma vez antes. com meus próprios horários e sem chefe ou patrão por perto. entre as alternativas apresentadas abaixo. O único clarificante e floculante de piscina com a garantia HTP. ago. (16)“Sem alarde. aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô ou a pleitear uma vaguinha no Retiro dos Artistas. mas a verdade é que. argumentando comigo mesmo que desfruto de certa liberdade. eu também podia recorrer ao dr. Não. 7. com base em minha memorável participação nas peças do jardim de infância em Aracaju. começam a ficar macambúzios na hora em que ouvem a musiquinha de encerramento do Fantástico. já depois de muito tempo trabalhando em casa. não ele).

uma vez que foi usada uma palavra no lugar de outra. (08)O direito de inventar palavras que o autor se atribui apóia-se no exemplo do exministro Magri. (02)Em “…aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô…” o advérbio provavelmente acrescenta ao conteúdo proposicional do enunciado a indicação da modalidade sob a qual ele deve ser interpretado. Antônio Carlos. também ele inventor de palavras. identificam-se as várias fases da vida humana às estações do ano. (16)Para construir o vocábulo marajanato. o que significa que poderia ser substituída por pode indiferentemente. ou seja. (01)Sendo quase sexagenário. (16)O escritor não admite recorrer a favores de ex-alunos ilustres. sujeitos a horários e normas rígidas. por exemplo. (08)Em “…um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas…”. (04)Embora a peça “Tatu subiu no pau” tenha tido êxito de público. no caso do texto. que me conhece desde rapazinho (eu. não ele)…” a informação entre parênteses vem corrigir uma possível ambigüidade de sentido. (02)Em “…se bem que ele próprio aposentado. Dê. como resposta. (01)No início do primeiro parágrafo. eles somam argumentos para apoiar ou justificar a não-aposentadoria do autor. (04)A forma verbal pôde é um dos casos de palavras que admitem dupla acentuação. Dê. (04)As aspas em “ilustre representante da esquerda democrática” têm por função indicar uma expressão atribuída a uma outra voz. que indica inflamação e que está presente também em bronquite. como. (64)João Ubaldo Ribeiro assume um tom irônico que perpassa todo o texto. (08)Em “…eu também podia recorrer ao dr. a soma das alternativas corretas. Antônio Carlos. o autor emprega o sufixo grego -ite. (01)Os conectores não só… como também e além disso são utilizados para ligar enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão. o verbo morrer pelo advérbio de intensidade muito. como resposta. rinite e gastrite. (02)O autor afirma que ainda não pediu aposentadoria apenas porque não tem condições financeiras para se sustentar. o conector se estabelece uma relação de condicionalidade com o que foi dito anteriormente. como resposta. acabam sendo menos afetadas pela síndrome da segunda-feira do que os trabalhadores comuns. a concordância do adjetivo com os substantivos que o antecedem poderia ter sido feita também no masculino plural.Interpretação de texto II Avançar . identifique aquele(s) que seja(m) adequado(s) ao texto lido. a de escritor.129. a soma das alternativas corretas. 56 GABARITO 130. UFMS Assinale abaixo a(s) alternativa(s) verdadeira(s).”. UFMS Dentre os enunciados abaixo. inconformado. (64)Pessoas que exercem determinadas profissões. pelo fato de obedecer a princípios éticos. e na necessidade da situação atual. o escritor admite estar caminhando para o inverno da vida. desesperado. (32)Já para criar segunda-feirite. (16)A figura de linguagem presente em “…morre de rir quando o crítico…” é a metonímia. que não a do locutor. a performance do menino João Ubaldo não foi das melhores. o resultado seria “…não está ao meu alcance aspirar-lhe…”. como em baronato. ou seja. como o dr. 131. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Dê. a soma das alternativas corretas. UFMS Marque a(s) proposição(ões) que não está(ão) correta(s). João Ubaldo Ribeiro faz uso do sufixo latino ato que forma substantivos a partir de adjetivos. (32)A segunda-feirite ataca todos os trabalhadores já no final da noite de domingo. (64)Se em “…não está ao meu alcance aspirar ao marajanato…” utilizássemos um pronome pessoal para substituir o objeto indireto. (32)A palavra macambúzio significa revoltado.

apenas alguns. UnB-DF “Notícias da Califórnia Aqui são quatro horas mais cedo. tomamos vinho e comemos bolo de nozes. Caros Amigos. a massa de pizza vem num saco com sessenta. o tubo de pasta de dentes era maior do que um tênis do Shaquille O’Neal. claro. todo mundo de carro. com vantagem estilística e sem prejuízo de qualquer natureza. por a polícia. a garrafa de champagne era mais alta do que eu. associada a Rubem Braga. a arquitetura do medo. o imigrante e o chicano passam a cada instante. GABARITO ( ) Assim como Gregório de Matos Guerra fez uma crítica da sociedade baiana do século XVII. Smart Symphonies. 9/99.132. a polícia passa a cada instante. é lindo! He’s pretty and pink diz a nurse. o chicano passa a cada instante” pode ser substituída. a cidade é calmíssima. um sentimento vitorioso. pagam 1. assim como o leite. classic music to help stimulate your baby’s brain development . não há edifícios de mais de três andares. de noite esfria.75 dólar. ( ) A seqüência “a polícia passa a cada instante. o imigrante passa a cada instante. ( ) A menção reiterada de grandes quantidades e o uso do grau comparativo de superioridade constituem um recurso estilístico que demonstra a profunda admiração da autora pelos hábitos californiamos. tudo era apavorante. Ana. 57 A partir do texto acima. (…) eles mesmos lavam o carro num posto de gasolina. tudo aqui tem o mesmo gosto. p. de eternidade. o desodorante era maior do que um pão de forma que era maior do que a presuntada que era maior do que um garrafão de suco de tomate maior do que o vidrão de peanut butter. faz calor mas não muito. as geladeiras são repletas de guloseimas. o neném nasce e chora. a mãe sofre dores atrozes e mia feito um gatinho abandonado. eu me sentia uma liliputiana no país de Gulliver. nº 30.Interpretação de texto II Avançar . os dias estão azuis dignos de uma crônica de Rubem Braga. entre outros romances. o chicano passa a cada instante. comem-se muita verdura e fruta. enquanto ouço vou também desenvolvendo o meu cérebro e aprendendo a aferir os encantamentos na máquina de um amigo. a maçã tem gosto de melancia que tem gosto de cereais que têm gosto de macarrão que tem gosto de waffle que tem gosto de vinho de Napa Valley que tem gosto de graveto que tem gosto de pão que tem gosto de ceasar salad que tem gosto de syrup que tem gosto de nescafé. corta o meu coração. ouvindo música clássica de um disco que o Raphael ganhou na maternidade given to over a million new parents in hospitals across America. a autora informa ao leitor que ela escreve seu texto ouvindo música. hot-dogs e fumamos charutos e tudo nos embriaga de felicidade. o suco de laranja (que tem gosto de beterraba que tem gosto de pastel) vem num galão. 19 (com adaptações). poeta. julgue os itens seguintes. o texto de Ana Miranda classifica-se como crônica. autora de Boca do Inferno. a autora faz uma crítica da sociedade californiana do século XX. tudo aqui é em quantidades vertiginosas. e as estruturas levíssimas. (…) filmo o nascimento do Raphael. ( ) Com a metáfora final do texto. o imigrante passa a cada instante. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” MIRANDA. por causa dos terremotos. em vez de dizer Push diz Purra! Purra! pois ouviu meu filho dizer. fazemos de noite uma ceia para comemorar o nascimento. ( ) A exemplo da tipologia textual. ah. as frutas são coloridas mas sem sabor. de Ana Miranda. escritora brasileira. as ruas espalhadas. ameaçador. a nurse midwife chamada Joyce faz o parto. parece uma cidade de papel onde tudo é florido e arrumado e limpo e vigiado. fomos a um mercadão de varejo. ‘Empurra!’ Fotografo até cansar de gastar os sessenta filmes do pacote.

( ) Entre os versos 11 e 15. Disse que ela era boa. Utilizei o bonde. Escrevi cartinhas e pra acertar a mão. Que ela era bonita pra burro: Não fez efeito.Interpretação de texto II Avançar . Chorei. o narrador faz três investidas sucessivas que podem ser assim resumidas: elogio da beleza física da mulher. 58 Com base no texto acima. p. Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nôzinho. ( ) Para conquistar sua amada. ( ) No verso 9. ( ) Apesar de se tratar de construções sintáticas diferentes. Rio de Janeiro: Aguilar. Que ela era gostosa. Manuel. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Fiz versinhos. simultaneamente. Então banquei o sentimental Fiquei com olheiras. 406-7. UnB-DF “Rondó de Efeito Olhei pra ela com toda a força. 1974. Pastilhas purgativas: É impossível que não faça efeito!” BANDEIRA. Me rasguei todo. Mas eu mato ela na cabeça: Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas. romance primoroso e por tal forma comovente [que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas… Perdi meu tempo: não fez efeito. Falei de macumba. o automóvel. em “À toa” (v. li Elvira a Morta [Virgem. Virei pirata: Dei em cima dela de todas as maneiras. Mafuá do malungo.19) há a mesma informação semântica. Meu Deus que mulher durinha! Foi um buraco na minha vida. o passeio a pé. fica claro que o narrador oferece à jovem uma caixa de pó-de-arroz. oferecimento de vantagens materiais e chantagem emocional.10) e “Perdi meu tempo” (v. In: Poesia completa e prosa. ofereci pó… À toa: não fez efeito. julgue os itens que se seguem.133. produto de maquilagem muito usado pelas moças de pele alva. Ajoelhei. duas figuras de linguagem da retórica tradicional: um hipérbato e um clímax. o autor emprega.

uma perspectiva cultural. isto é. mas que os deixa desassistidos.Interpretação de texto II Avançar . d) o desaquecimento da economia que não permite a contratação da força física do trabalhador. por uma ironia de seu passado recente. Durante mais de uma década. ”Uma reflexão sobre o ensino de todo e qualquer conteúdo pode e deve ser feita de várias e diferentes perspectivas: a perspectiva da própria ciência de que se recortou o conteúdo para constituir uma disciplina curricular. as condições sociais daqueles a quem se destina o ensino e daqueles encarregados de ensinar. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. p. Fempar Pela essência do texto. c) a modernização das empresas que. Veja. uma perspectiva psicológica. Para garantir a sobrevivência. São Paulo: Educ. INSTRUÇÃO: Responder às questões 137 a 139 com base no texto. Magda.Texto de referência para as questões 134 a 136: ”ELES SOBRARAM Os números do IBGE. ao longo do tempo. 1999. o governo abandonou estradas. com a modernização. viadutos. 53. d) educação. b) a economia brasileira ter estagnado e voltado a crescer pela influência do governo. b) desemprego. a escola. Assim que a economia voltar a crescer. as expectativas. Fempar A ironia.). as necessidades do grupo cultural a que se destina seu ensino. subempregada. única saída para os desempregados. e) modernização. Língua portuguesa: história. E o desafio. para o país. c) globalização. Cintia. hoje.“ VALENTINI. ensino. 1998. vai-se constituindo em disciplina curricular. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . uma perspectiva política. e) o governo ter aquecido e desaquecido a economia. O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. o papel e função atribuídos pela sociedade à instituição em que ensino e aprendizagem ocorrem. b) o avanço da economia informal. 21 de julho. a palavra que melhor traduz “enorme problema” é: a) sobrevivência. deixou ruas se esburacarem.“ SOARES. 135. que considera os processos de aprendizagem de um conteúdo específico. à qual o texto se refere. que considera as condições sociais de produção de um determinado conhecimento. perspectivas. Neusa (org. Isso porque as empresas. já não precisam tanto de força física. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. empregam menos trabalhadores com escolaridade mínima. 105. por isso. está no fato de: a) graças a sua ineficiência. e) o descompasso entre modernização e economia. que reconstrói os processos por meio dos quais um certo conhecimento vai-se configurando como saber escolar e. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. d) empregar e desempregar serem tarefas do governo. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. o horizonte é desolador. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1o grau completo ou nem isso. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. que relaciona a disciplina e seu conteúdo com as características. uma perspectiva social. c) a intervenção do governo na economia ter sido devastadora. Apud: BASTOS. uma perspectiva histórica. conseqüentemente. o principal órgão de pesquisas sociais do país. 59 134. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. 136. Segundo o Instituto. que busca identificar os pressupostos ideológicos que levam a instituir um certo conteúdo em disciplina curricular e que subjazem aos objetivos e procedimentos de ensino dessa disciplina. Fempar Segundo o texto. o governo poder oferecer trabalho para a massa de subtrabalhadores. p. Para os outros. a principal causa do “retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro” é: a) a existência de quase metade da população brasileira sem escolaridade mínima e.

só não é correto afirmar que a perspectiva: a) histórica precisa o momento em que determinado conteúdo passou a ser ensinado. 60 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O uso do ponto-e-vírgula entre as diferentes perspectivas hierarquiza as informações. a metas e ações. c) I. respectivamente. 139. Cada uma das perspectivas é caracterizada por uma ou mais orações adjetivas. sobre a forma como as perspectivas são apresentadas. U. 3. A estrutura do parágrafo apresenta paralelismo. Pela análise das afirmativas. I. d) II e III. d) psicológica diz respeito. prioritariamente. b) I e III. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) I e II. 2. b) social envolve professor. F. “ensino e aprendizagem” relacionam-se como causa-conseqüência. ao “como” se aprende determinado conteúdo. facilitando a leitura. U. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão considerando a veracidade das afirmativas apresentadas de 1 a 4. Pelotas-RS Sobre as diferentes perspectivas apresentadas no texto. ou seja. c) 1 – 2 – 3. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) 1 – 2 – 3 – 4. c) política se refere ao modo de pensar dos responsáveis pela definição dos conteúdos a serem ensinado. “pode e deve” sugere uma gradação. 138. F. “objetivos e procedimentos” correspondem. 4.Interpretação de texto II Avançar . III. e) da própria ciência se relaciona à área de conhecimento específica do conteúdo a ser ensinado. e) III. F. “todo e qualquer conteúdo” equivale à totalidade de um conteúdo. II. d) 2 – 3 – 4. e) 3 – 4. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão com base nas afirmativas abaixo. II e III. U. aluno e o contexto em que interagem. 1. estruturas de natureza semelhante.137. b) 1 – 2 – 4. Pela análise das afirmativas.

existem dois tipos de solução: as células fotovoltaicas e os aquecedores solares de água (. 140.) O programa de gás natural. um significado preciso.. é possível afirmar que: a) o pronome “isso” remete a uma expressão que aparece depois dele. embora ela diminua o peso das hidrelétricas. 61 GABARITO a) A inevitável falta de energia não virá de imediato. por causa do não aproveitamento de todos os nossos recursos energéticos. remete à necessidade de a população encarar a possibilidade de um blecaute. para os críticos do programa de gás natural. para eles. tem. (. ficará sob controle com a aplicação de programas adequados. Nesse caso. A iniciativa vem sendo debatida por especialistas da área.As questões 140 e 141 baseiam-se no texto a seguir: ”Um túnel no fim da luz O fantasma do blecaute ronda o Brasil. país não limítrofe com o Brasil. (Adaptado). d) a expressão “sem dizer com todas as letras”. Pelotas-RS O título do texto — Um túnel no fim da luz – inverte uma expressão de uso popular. prevê a utilização de um combustível fóssil. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . defendido por muitos especialistas. que significa “embora não declare explicitamente”. conduz a uma leitura oposta a essa expressão popular. porque a Bolívia. e) a expressão “energia solar” remete à idéia de energia proveniente da reflexão total dos raios luminosos por parte da Terra. b) A energia eólica e a energia solar – provenientes de combustíveis fósseis – não evitarão o blecaute no Brasil.. 141. (. F. no Brasil. Segundo afirmam. porque são ilimitadas as reservas desse combustível. fornece uma quantidade significativa de gás natural. isso é o que o governo federal dá a entender. (. o Ministro das Minas e Energia quer antecipar as datas do programa de implantação de termelétricas. um significado preciso.. contendo informações cientificamente corretas. c) O fantasma do blecaute ronda o Brasil. U.. e) O problema da falta de energia. A palavra fóssil tem.” Revista Galileu.). Para exorcizar a ameaça.. F. na expressão “combustível fóssil”. essas usinas deverão somar mais de 15 mil MW ao sistema elétrico. a iniciativa tende a levar o país a utilizar um combustível cuja queima deverá lançar na atmosfera grandes quantidades de poluentes. U.Interpretação de texto II Avançar . Alimentadas principalmente pelo gás natural boliviano (... d) Os programas do governo federal representam a esperança de que o blecaute não chegue ao Brasil. c) a existência de nexos de concessão ao longo do texto justifica-se pela necessidade de o autor apresentar apenas argumentos convergentes às idéias apresentadas.) Sem dizer com todas as letras. equivale a embarcar com todas as malas numa canoa furada. b) a palavra “fóssil”.). o que. Assinale a alternativa com a frase que. no total da produção de energia brasileira. Pelotas-RS De acordo com o texto e seus conhecimentos.) A energia solar é outra fonte a ser considerada. para certos críticos....

Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor. Com base nessa afirmação. 16) as habilidades das pessoas para as mais diversas profissões não podem ser avaliadas exclusivamente pelo tipo de letra. 01) As inferências duvidosas atribuídas a Lírio decorrem da sua pouca idade. Francisco Lopes. 143. 08) o êxito de Lírio comprova que a grafologia não é um método justo de avaliação. Lírio hoje trabalha em um dos maiores jornais do país. o mesmo deve ter melhorado suas potencialidades como repórter após ter se submetido ao teste da grafologia. procurou dar contornos mais adequados a sua letra. foi um sinal de audácia. julho de 2000. como resposta. a 2000 quilômetros da sede de A Tribuna. 32) As inferências são duvidosas mediante o que está disposto na análise da letra de Lírio. Dê. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa. Dê. A grafologia pode até acertar algumas vezes. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. e um psicólogo que nem o conhecia decretou: o candidato não tinha a agilidade. suas letras não se curvavam impetuosamente. Tarefa simples. 02) Se o psicólogo não conhecia Lírio. a criatividade e a intuição que o cargo exigia. 08) As inferências são duvidosas porque o teste de caligrafia não é um dispositivo científico. 55. feita por Lírio.Texto para as questões 142 e 143. 04) a denúncia sobre o Banco Marka. Este ano. 62 142. Pronto. fez com que se sobressaísse a ponto de ganhar menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo. pois conseguiu emprego em um jornal importante. a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso.“ Superinteressante. Ou seja. de Vitória. muito pelo contrário. como resposta. As linhas de Lírio não chegavam ao fim da folha. 02) Lírio deve ter melhorado a forma de escrever. Unioeste-PR Segundo o texto. Pois Lírio acabou reprovado. ”O que diz a letra Em 1995. p. Com essas inferências duvidosas. Como ele soube? Simples. Mas errou com Sérgio Lírio. a soma das alternativas corretas. 04) As inferências são duvidosas porque alguns psicólogos condenam o uso da grafologia como técnica de avaliação. 32) o tipo de letra é um item que deve ser considerado somente durante a entrevista. as inferências são duvidosas. Lírio foi descartado. como podia estabelecer seu perfil negativo? Por isso. Portanto. A folha foi enviada a uma empresa do Recife. aquele que culminou com a queda do presidente do Banco Central. Unioeste-PR Observe que a expressão essas inferências duvidosas retoma um recorte textual anterior. técnicos e administrativos.Interpretação de texto II Avançar . cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos. Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna. a soma das alternativas corretas. indique a(s) alternativa(s) incorreta(s). 16) As inferências não são duvidosas porque 30% das empresas grandes e médias usam a grafologia para selecionar candidatos. 64) a forma como lírio escreve. é correto afirmar que: 01) a grafologia é um teste altamente eficaz para avaliar a profissão de repórter. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com tema livre. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka.

Inevitavelmente. Caderno 5. Certas questões são exclusivas da ciência. podemos reconciliar a ciência com o grande público. proporcionada pelas telecomunicações. onde a troca de informação entre diferentes culturas e pessoas do mundo é mais fácil e barata do que era em qualquer outro período da história humana. surgem teorias de conspirações clandestinas e o governo (em muitos casos. Ela é encontrada na paixão com que os cientistas devotam toda uma vida na tentativa de desvendar os mistérios do mundo à sua volta. Ou as pessoas de Deus. tem levado o homem a aprofundar o seu autoconhecimento. mas também de produzir armas que poderiam aniquilar a vida na Terra. a religião aceita o ‘porquê’ baseada na fé. como a televisão ou o cinema. capaz de curas milagrosas e de viagens interplanetárias. especialmente nos meios de comunicação de maior penetração. Como. uma atividade fria e manipuladora. sem dúvida. Ciência e espiritualidade. Paulo. enquanto uma intolerância generalizada ameaça polarizar ainda mais a sociedade.” GLEISER. Parte da culpa pertence. O fundamental é saber discernir os limites de ambas. Uneb-BA É comprovável no texto a afirmação: a) O homem da virada do milênio está ávido por uma compreensão da realidade metafísica. enquanto outras pertencem somente à religião. O acesso fácil aos computadores e às telecomunicações criou uma aldeia global. poucos cientistas dedicaram parte do seu tempo à divulgação.Texto para as questões de 144 a 146: “Nestes tempos ‘pré-milenares’. à comunidade científica: historicamente. pouco se preocupando com o ‘como’. claro. mas muito ainda precisa ser feito. 18 jul. fadas e outras criaturas fantásticas) e de pregadores da ‘verdade’. Infelizmente. Ela é encontrada no próprio ato criativo. O resultado é uma sensação de pânico e abandono avidamente explorada por oportunistas que se apresentam como a única alternativa em um ‘mundo louco’. desenvolvendo-lhe a espiritualidade. Observamos também o crescimento do desprezo pela ciência e pelo que ela tem a dizer sobre o mundo. então. c) A massificação do conhecimento. Com isso. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . deixando de lado o ‘porquê’. como nas religiões orientais. Enquanto a ciência tenta entender o ‘como’. Ela é encontrada em sua humanidade e na poesia que revela. Marcelo. depende do sensacionalismo barato e de distorções da imagem do cientista ou de seu trabalho. ao público. sua distorção? Vários livros de divulgação científica tiveram sucesso por revelar uma conexão entre ciência e espiritualidade. descontados os fãs. anjos. não creio que o caminho usado por esses autores revele a espiritualidade da ciência de forma correta. fazendo com que sua divulgação não traga. de várias superstições (gnomos. A julgar por esses livros. A espiritualidade da ciência não é encontrada através de comparações entre suas descobertas e as práticas e ensinamentos de diversas religiões. A ciência é considerada a antítese da espiritualidade. dedicada a tirar Deus das pessoas. b) Os diferentes períodos históricos vividos pelo homem têm sido marcados por uma constante necessidade de integração cultural entre diferentes povos. 12. A tecnologia é muitas vezes percebida como uma espécie de monstro. O que ainda vemos. causa muita confusão e estresse na cabeça das pessoas. aquele momento de autotranscendência que desafia qualquer explicação racional. na maior parte desses veículos. como ‘O Tao da Física’ de Fritjot Capra. Esse excesso de informação. Folha Mais. d) O avanço tecnológico propicia ao ser humano uma melhor qualidade de vida. suas diferentes missões e o simples fato de elas serem necessárias para a nossa existência. Essa situação está gradualmente se transformando. não creio que a ciência esteja simplesmente redescobrindo ‘verdades’ descobertas através da meditação ou de uma conexão mística com o mundo. Acredito que essa concepção completamente errônea do que é a ciência e de como ela funciona seja a responsável por sua impopularidade. necessariamente. observamos a proliferação de seitas da ‘Nova Era’. merecidamente!) perde a sua credibilidade. In: Folha de S. 1999. o apetite das pessoas por verdades e certezas mais permanentes vem atingindo níveis jamais vistos ou mesmo previstos. p.Interpretação de texto II Avançar . 63 GABARITO 144. ao mesmo tempo inspirador e aterrorizador. e) Os governos têm sido intolerantes com a comunidade científica. em que tudo se transforma tão rapidamente. de suas idéias e descobertas. a resposta deve revolver em torno de uma reconciliação entre ciência e espiritualidade.

iluminado pelo claro brilho da lua cheia. colocando-o no meu. (04)O texto se estrutura dentro de uma ambivalência traduzida no espaço físico iluminado. não sei por que mas estou com medo. conhecimentos do mundo oriental. a soma das alternativas corretas. disse Ermê. e esperei que me viessem chamar. como se soubesse que eu a estava observando. sentada.Interpretação de texto II Avançar . na ciência. Nau Catrineta. ela é muito bonita mas é tão sombria! Você está com medo é das tias. com muita pompa e cerimônia. subir o caminho ladeado de hortênsias e parar em frente à alta casuarina que se erguia no centro do gramado. Dê. já que está se perdendo no materialismo científico. 147. Eu queria terminar logo a minha missão. Os fragmentos acima e a trama do conto permitem afirmar: (01)O narrador-personagem evidencia plena consciência e domínio da situação em que Ermê se vai envolver. Na mesa grande do Salão de Banquetes. Uneb-BA Para o autor. eu disse. Acho que é esta casa. Estou com medo. Rubem. para preservá-los. Levei Ermê para a Sala Pequena. em volta da mesa. através de ações não só de caráter objetivo. …………………………………… Da janela do meu quarto vi que a madrugada começava a raiar.” 146. d) cria uma situação de desconfiança entre os homens. que me observava atentamente. …………………………………… Quando engoli o primeiro bocado. fazendo brilhar os negros trajes a rigor que as tias e dona Maria Nunes usavam. e passou o cachecol em torno do pescoço.” FONSECA. contrastando com o espaço interior sombrio das personagens. tia Julieta. foi cumprida a minha missão. eu disse a tia Helena. e trataram-na com muito carinho. varada por um frio que não existia. agora resolutamente. como as outras. a ciência: a) caracteriza-se por ser uma atividade exercida pelo cientista com impessoalidade e impassibilidade. p. A brisa fresca da noite de maio punha em desalinho os seus finos cabelos louros. em direção à casa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . retirou o Anel de seu dedo indicador. entrar lentamente pelo portão de pedra. UFBA 64 GABARITO “Da janela do meu quarto vi. onde as tias estavam. Com um gesto abrupto. d) comprovar as verdades de natureza mística. avise às outras. Vi logo que Ermê havia recebido a aprovação de todas. c) distancia-se cada vez mais do homem. a não ser dentro dela. 135 e 136. como mandava o Decálogo. ações ardilosas e desumanas. b) aplicar. 1989. de caráter inteiramente voltado para a essência das coisas. e) ultrapassa os limites do racional. pregadas por diferentes religiões. (02)A cena em destaque é ilustrativa do momento de passagem do protagonista para um outro estágio de vida: o de auto-afirmação através do casamento. 129. pois busca o desvendamento do desconhecido através “do ato criativo. o carro de Ermê. (64)O fato de a tia Julieta passar o anel para o dedo do primogênito simboliza o rompimento de uma tradição familiar prescrita no Decálogo. que eu nunca vira ser usado em toda minha vida. b) é mal interpretada pelas pessoas por causa da ação exclusiva dos oportunistas. e o final da narrativa é maniqueísta. ao revelar conhecimentos sobre as primeiras causas das coisas. não importando. Por instantes Ermê pareceu ouvir o som do vento na árvore. a espiritualidade da ciência consiste em: a) haver a necessidade de os cientistas serem religiosos. com a capota arriada. e) ter ela por objetivo a busca do desvendamento de um mundo desconhecido. depois olhou na direção da casa.145. c) criar ela o seu próprio universo. (08)A luta entre as forças do bem e do mal é evidente. mas também subjetivo. (16)As personagens membros da família estão presas a princípios conservadores. In: Feliz ano novo. (32)O Salão de Banquetes é um espaço sombrio destinado à prática de ações humilhantes contra os transgressores da hierarquia familiar. Desci para recebê-la. São Paulo: Companhia das Letras. As luzes do imenso lustre estavam todas acesas. Será nesta noite mesmo. Vesti minha casaca. como resposta. acelerou o carro e partiu. Elas ficaram impressionadas com a beleza e a educação de Ermê. ligados à meditação. Uneb-BA Segundo o autor.

que o governo dos Estados Unidos decide criar um serviço oficial de notícias para combater reações da opinião pública. com Ancrísio Antunes. e isso não é vida de homem. p. e enfiou as duas mãos pelo meio da batina. o que é que me sustenta? Não sei. Ainda mais com tão grande presença índio-latina em sua população. Por que vosmecê não some? Eu sumir. se primeiro eu sou eu e fico aí me vendo sempre. Os jornalistas que viveram as redações no período da Guerra Fria. Sargento Getúlio. se tiram os recursos do homem. Hoje essa terra não vale mais nada. mais sensibiliza a opinião pública americana. eu sumir? Como que eu posso sumir.” FREITAS. Não acredito que Antunes possa lhe sustentar. é correto afirmar que Getúlio: (01)cede aos apelos da Igreja e reafirma a sua religiosidade salvadora. Quem some é os outros. O caráter do serviço a ser feito pela IPI (o nome lembra. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. In: Folha de S. Quintal embora. Iraque e Iugoslávia. mas não de conseqüências na política ou na sociedade dos Estados Unidos. É que a situação mudou. Texto para as questões de 149 a 151: “Vozes conhecidas É assim como quem tomasse uma providência banal. Janio de. (16)simboliza o indivíduo que tem a violência como afirmação de sua identidade. International Public Information — sugere projetos tendentes a chocar a opinião pública e suscitar reações. Desde o genocídio que foi a guerra do Vietnã e. Iraque. possa ser. A criação da nova agência — IPI. (…) Quero ver esse bom em Aracaju que me diz que eu não posso. que se mostre contra intervenções militares e outras operações do poder americano. ainda mais acentuadamente. não sei. Haiti.” RIBEIRO. Granada. anterior à guerra do Vietnã. desde o esmorecer da Guerra Fria afinal extinta. Vozes conhecidas. muito mais do que aquelas intervenções militares causadoras de algum amargor. 83-4. 1999. diante de um impasse de ordem política. não vão ter surpresas com a IPI. passando do discurso à ação.148. (64)age com determinação e rejeita imposições de qualquer natureza por valorizar sua liberdade. nem merecedora de maior divulgação. Temos o que esperar com apreensão. (08)não consegue acompanhar a transformação por que passa o mundo. (04)tem um caráter de herói épico e simboliza uma cultura em processo de destruição. é um enterro. apropriadamente. Dê. ao perceber que está se distanciando do seu espaço de origem. não vale quase mais nada. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 17 ago. já foi uma boa terra. como resposta. se Antunes não me sustenta. isso não.Interpretação de texto II Avançar . a gente nunca. com as pernas escarranchadas e ficou com a cabeça pendurada. com maus pressentimentos mesmo. porque havia mais homens e quem era homem não tinha de que temer. lá e no mundo. diz o padre. porque lá está uma novidade de gente e uma porção de jornais e dizem que quando vosmecê chegar vão lhe encher o couro e soltar o homem. nos dois casos. Um governo esperto tomaria precauções para que. FBI. porque eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. (32)mantém. Essa terra. diz o padre. 65 Com base no fragmento e no romance como um todo. nunca que eu posso sumir. pois está imbuído de valores relegados pelo processo civilizatório. sem contar as muitas intervenções menos demonstradas. com intermediação do padre. região que. diz ele depois de muito tempo. 1982. a opinião pública tomou consciência da desumanidade implícita nas intervenções militares e da costumeira falsidade de suas motivações. O principal tema do governo dos Estados Unidos é. Ah. que muda por questões de ordem religiosa. Iugoslávia. Paulo. p. Não sei. depois da Europa. a agência UPI. está uma frouxidão e um homem não sabe de quem depende e querem mudar tudo e nunca vai adiantar. UFBA “E se benzeu e disse que não precisava dizer aquilo. (02)tenta reatar o seu passado ao presente. disse o padre. Porque. peça de destaque na engrenagem da Guerra Fria) já se denota nos setores do governo incumbidos por Clinton de formulá-lo: CIA. agora. uma relação de dependência econômica. Uma vida. não fizesse disso um problema interno. não sei se vosmecê vai poder levar o homem para Aracaju. Nem da Europa. a soma das alternativas corretas. mas não o inibiu: Panamá. é América ainda. Caderno 1. É possível que isso tenha contido o ímpeto americano uma ou outra vez. João Ubaldo. Pentágono e Departamento de Estado. não posso sumir de mim e eu estando aí sempre estou. o que é que deixam com o homem? Nada. a América Latina. em que europeus se sujeitaram à pressão para integrar-se às ações militares. sacudindo a cabeça e fazendo um bico com a boca. 5.

Salvador-BA Com base no ponto de vista do autor. Se a surpresa quanto ao número de palavras foi grande. diz Corrêa da Costa. prima pelo reconhecimento da democracia autêntica. (…) Ainda no campo das surpresas. ele já existia. do ensaísta e ex-diplomata brasileiro Sergio Corrêa da Costa. b) O intervencionismo americano tem-se caracterizado como extremamente necessário. pois se vive uma nova Guerra Fria. 22/03/2000. Imaginava-se que a hegemonia americana já se tivesse estendido ao universo das línguas. Uma prova de que o reinado das palavras não segue rigorosamente a lógica do poder político e econômico. Texto para as questões de 152 a 154: “Cidadãs do mundo 66 GABARITO As línguas mais globalizadas. é consenso nos Estados Unidos. globalizada a partir do tupi. hambúrguer. Quem não entende o que é pizza. de certa forma. a julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (Editora Record). o autor faz uma declaração que é justificada. U. Nada disso. 151. alguns termos pelo menos conseguiram escapar da ira divina. c) Os exemplos do Vietnã e da Guerra Fria são indicativos de quanto o futuro é incerto.149. São as chamadas ‘palavras universais’. houve aquelas que andaram na contramão. Salvador-BA No segundo parágrafo. no plano lingüístico. Elas mostram que. brincando com os estrangeirismos. e) O mundo. Mas. b) os vários órgãos de imprensa ligados ao jornalismo internacional estão mais voltados para as questões latino-americanas. Mas é bom notar que. coligindo nada menos do que 3000 palavras que mantêm a grafia e o significado de origem em publicações de outras nacionalidades. se a maioria das palavras globalizadas seguiu o rastro dos conquistadores. consultou 130 publicações de quinze países. c) o mundo globalizado não acredita haver possibilidade de conflitos de proporções alarmantes. ainda é o clássico francês que causa frisson’. U. Embora Corrêa da Costa acredite que os fast foods e scanners surgidos na vida moderna levarão a língua inglesa à liderança. muito antes de o conceito de globalização entrar em voga nos campos da política e da economia. aquelas usadas em vários idiomas além daquele que lhes deu origem. d) eles sabem das intenções da criação do IPI. na afirmativa a) As experiências passadas podem ser indícios de que os Estados Unidos querem angariar solidariedade para novas intervenções militares. c) Uma política inteligente e nacionalista deveria coibir a intervenção estrangeira em assuntos latinoamericanos. Consuelo. durante dois anos. conseqüente de um desequilíbrio de forças entre países periféricos. É o caso de ‘piranha’. U. no mundo. de acordo com a sua visão. o levantamento não deixa dúvida. pode-se inferir: a) O poder americano. segundo o levantamento de um ensaísta brasileiro Diz a lenda que Deus condenou os homens a falar diversas línguas em Babel para puni-los pelo desejo de atingir o paraíso construindo uma enorme torre. tende a se manter afastada de conflitos ideológicos. sem a criação de um “serviço oficial de notícias” sob controle americano. e) todos conhecem a fundo a estrutura dos governos dos países latino-americanos no contexto atual. Salvador-BA A leitura do texto permite inferir que os jornalistas referidos no quinto parágrafo “não vão ter surpresas com a IPI” porque a) a tendência atual é de um futuro sem conflitos significativos para a imprensa mundial. d) A importância alcançada pela América Latina. e) Os Estados Unidos vêm mudando as suas estratégias no sentido de reativar a Guerra Fria. o espanto foi ainda maior quando ele se deu conta de que as palavras francesas continuam a superar as inglesas. d) A América Latina. iogurte ou caviar? (…) Corrêa da Costa. b) O mundo caminha para um estado de guerra.” DIEGUEZ. pode vir a desmoronar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Veja. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. por ser ainda um território de relações amistosas com outros continentes. superando a Europa. sem o paternalismo americano. em face de uma vivência com a prática da ideologia americana.Interpretação de texto II Avançar . ‘Neste fin-de-siècle high tech. 150.

154. conforme as perspectivas do poder político e econômico. ‘mundo’. alguns termos pelo menos escaparam da ira divina.152. e) A globalização das palavras respeitou. 4 e 5 c) 2 e 3 d) 1 e 2 e) 1.” O autor reitera argumento de que as palavras emigraram conforme a rota dos colonizadores. a) A diversidade lingüística proveio da ira divina contra a pretensão do homem de alcançar o paraíso.Interpretação de texto II Avançar . 3 e 5 67 153. as pegadas dos povos conquistadores. UFPE Considerando aspectos globais da composição do texto. 4) O ‘mas’ com que se inicia o segundo período aponta a direção contrária em que prosseguirá a argumentação. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . globalizada a partir do tupi. prevalece a linguagem figurada. É o caso de “piranha”. 3) O título personaliza o objeto de que trata o comentário. c) A hegemonia americana. UFPE Assinale a alternativa que corresponde ao tema central do texto. pode-se afirmar que: 1) O texto tem uma função predominantemente expressiva. ‘palavras universais’. o que está indicado no subtítulo. 2.” O comentarista declara que as expectativas do autor em relação a sua pesquisa se confirmaram. Por isso. na íntegra. Estão corretas: a) 2. e) “houve aquelas (palavras) que andaram na contramão. 3. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. ‘atravessar barreiras’ são expressões cujos significados estão em harmonia com a temática do texto. b) A globalização lingüística é um fato e antecede a outra globalização em voga nos campos da política e da economia. d) As palavras superam fronteiras geográficas e culturais. tem como suporte um outro texto anterior. c) “Quem não entende o que é pizza. d) “Ainda no campo das surpresas.” O autor reitera sua crença no poder absoluto de Deus sobre todas as palavras. se estendeu também ao universo das línguas.” O autor do comentário introduz o tema a ser tratado com apoio de argumentos científicos. 4 e 5 b) 1. na verdade. 5) ‘globalização’. iogurte ou caviar?” A pergunta do autor constitui uma estratégia retórica para confirmar o argumento em questão. UFPE A alternativa que corresponde à estratégia utilizada pelo autor na passagem destacada é: GABARITO a) “Deus condenou os homens a falar diversas línguas. 2) O texto. como se pôde constatar. b) “A julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (…). hambúrguer.

51. UFRN De acordo com o texto: a) o homem tem pelo menos uma certeza acerca do futuro. o homem estará entrando no inferno quando os computadores forem capazes de: a) prejudicar os seres humanos.Texto para as questões de 155 a 157: “Uma visão do futuro Estamos às portas de um milênio miraculoso. Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que os impeça de fazer mal à humanidade. Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo. o nitinol. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70. Não sabemos quando teremos robôs escravos. Basta aplicar um pouco de calor. Assustador? Talvez. Para alguns cientistas.) 68 155. viver em Marte. estaremos entrando no paraíso. e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células. assim. na segunda oração apenas um. UFRN O milênio miraculoso será fruto do(a): a) genialidade dos homens. b) os cientistas perderam o controle sobre o computador. b) Tudo. UFRN Para alguns cientistas. Casas e carros serão feitos de materiais que podem consertar-se a si próprios. na segunda oração há dois. eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador. Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou. Potiguar-RN Observe estas duas orações: “Tive de lutar contra o técnico e contra o pugilista. d) Nada.” “É uma medida favorável ao professor e diretor. Talvez estejam apenas sonhando. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) suplantar a inteligência humana. No campo dos materiais. já existe um metal. são até conservadoras. ano 31. p. Na primeira oração há dois adversários. e os médicos conseguirão fazer crescer uma nova no mesmo lugar. Será uma época em que. que não nos será possível sequer desligá-los. eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir. mas. Talvez não. um dia. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje.” Ambas têm em comum: a) Tudo. na segunda oração apenas um. d) desenhar cópias de si mesmos. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu. c) Nada. d) otimização dos laboratórios. É um derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80.” [Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da Veja. no fundo. Para outros. U. n. b) aprimorar formas de pensamento. A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica. As previsões acima podem parecer ousadas. que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. Sabemos apenas que. A comida milagrosa? Já existe. não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta. c) progresso da Medicina. 1998. 23 dez. no inferno. Na primeira oração há um adversário.Interpretação de texto II Avançar . c) o homem vem perdendo sua inteligência aos poucos. 158. Ou seja. 156. máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo. Na primeira oração há dois adversários. d) os cientistas temem cruzar fronteiras desconhecidas. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido. pela primeira vez na história da humanidade. na segunda oração há dois. Pouca coisa se pode dizer com certeza sobre o futuro. b) avanço da tecnologia. sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer. 126. Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos. Assumem. 157. Na primeira oração há um só adversário. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina.

uma falta bem menos grave do que a sonegação. c) deixa transparecer que sua defesa da proibição de os jovens freqüentarem campos de futebol se deve ao fato de o esporte ter sido profissionalizado. para indicar que tudo o que veio antes na frase corresponde a um eufemismo para suavizar o significado do ato praticado. 29/8/2000. Esse tipo de raciocínio faz com que a prática de esportes nas escolas leve o nome até um pouco pomposo de Educação Física. Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam: tráfico de influência. Culposo. não do seu desejo de praticar um ato não legal. Com adaptações. “o que leva o nome técnico de contrabando”. o então treinador da seleção brasileira. tornou-se público que uma associação de grandes times brasileiros mantinha acordo para. UFSE Percebe-se o tom irônico do autor quando ele: a) dá uma informação.” Editorial da Folha de S. d) afirma que receber comissão sobre a venda de jogadores é. b) comprova que os “problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade”. é correto afirmar que o autor: a) partilha da crença de que o esporte é comprovadamente útil para desenvolver nos jovens valores como a disciplina e companheirismo. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. declarando que não tivera a intenção de burlar a lei. “em termos penais. por exemplo em “crime culposo”. concluir que o esporte não cumpre os propósitos apregoados por educadores. d) assinala que os educadores exaltam o valor educativo do esporte baseados numa hipótese que nem sempre é comprovada na prática. Para coroar. que recende a escravismo. Paulo. significa o que é resultante de imprudência. baseado apenas no futebol. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . é anacrônico e absurdo. boicotar jogadores que fossem à Justiça defender seus direitos. Há pouco. Mas. Em 94.Interpretação de texto II Avançar . Talvez seja exagero. Em termos penais.Texto para as questões 159 a 162: “Onde a lei não vale É comum que educadores louvem o esporte por uma suposta capacidade de transmitir ao jovem as virtudes da disciplina e do companheirismo. e) avalia que o passe. b) demonstra uma certa reserva ao fato de existir nas escolas a disciplina Educação Física. Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. uma falta bem menos grave do que a sonegação”. anticonstitucionalmente. negligência ou imperícia da pessoa. explicando detalhada e tecnicamente tudo o que ocorreu com a seleção brasileira vitoriosa em 94. Wanderley Luxemburgo. sonegação e formação de quadrilha. na linguagem do Direito. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética. mas de forte estigma ético no meio futebolístico. E Luxemburgo confessou seus crimes fiscais para rebater a acusação de que recebia comissão sobre a venda de jogadores. contrato de vinculação exclusiva de um atleta profissional a um clube. 69 GABARITO 159. o que leva o nome técnico de contrabando. valores úteis para a vida em sociedade. dirigentes providenciaram para que toneladas de bagagem trazidas pela vitoriosa seleção brasileira não fossem objeto de vistoria alfandegária. c) cita que Wanderley Luxemburgo “admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais”. olhando para o futebol. Mas o educador que parasse para observar um pouco mais de perto o futebol profissional brasileiro provavelmente proibiria os jovens até de pisar num gramado. A principal queixa relaciona-se ao anacrônico e absurdo instituto do passe. UFSE Considerando-se o primeiro e o segundo parágrafos. 160. e) evidencia que os crimes recentemente cometidos no futebol chocam pelo seu ineditismo. O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa.

quanto qualquer outro instrumento. isolando-se e trocando o mundo real pelo virtual. diz o professor de Ciência da Computação Valdemar Setzer. os videogames: a) transformaram-se. mesmo quando não se pode garantir sua eficácia entre os praticantes de futebol. É necessário ter rapidez de reflexos para dar conta de atirar primeiro e nunca fazer perguntas. e) podem causar aborrecimentos e frustrações em jovens e crianças que não possuam a necessária rapidez de reflexos para esse divertimento. Assim. esta frase significa que: a) os jogadores de futebol deixam muito a desejar no que se refere a “bom comportamento”. ‘Em um videogame. c) a seleção brasileira é hoje diferente daquela do tempo de Luxemburgo. 162. d) representam o mais eficiente tipo de exercício para o desenvolvimento da agilidade mental de crianças e jovens. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética”. b) podem tornar-se facilmente um vício. c) a atuação dos profissionais brasileiros do futebol comprova a idéia de que o esporte nem sempre assegura a seus praticantes comportamentos desejáveis de um ponto de vista moral. UFSE Há pouco.161. não se raciocina. por isso é inadmissível que os jogadores não os garantam na prática. em excelentes meios de controle do comportamento de crianças e jovens muito agitados. numa época caracterizada pelo desenvolvimento tecnológico. diz o professor. A diversão em grupo ensina o jovem a se relacionar. c) constituem-se no melhor exemplo de brincadeiras infantis. Na verdade. Desde que esses brinquedos foram substituídos por escopetas eletrônicas e inimigos que sangram. precisa de jogos cada vez mais violentos e cruéis. O pior é que isso pode levar a uma espiral sem fim. Aliás.” Adaptado de Superinteressante. ele precisa de empenho para parar’. apesar do que se vê no futebol. e) é importante a defesa da idéia de que o esporte desenvolve valores úteis para a cidadania. Está subentendido na frase acima que: a) faz pouco tempo que Wanderley Luxemburgo deixou de reconhecer sua omissão. 70 GABARITO 163. UFSE … “olhando para o futebol. 32. inclusive com o risco de vício. Uma troca perigosa. tão prejudicial para a formação da criança e do jovem. junho/99. atualmente. e) o Fisco não sabe que Luxemburgo recebeu milhares de reais. Unifor-CE De acordo com o texto. b) é inaceitável a tese de que esportistas nem sempre apresentam comportamento ético. Wanderley Luxemburgo. As vantagens são tanto físicas quanto emocionais. os videogames induzem à passividade porque inibem a vontade: com movimentos repetitivos e predefinidos. usar a cabeça só atrapalharia. brincar passou a ser uma atividade passiva e solitária.Interpretação de texto II Avançar . estimulando sua atenção. Para Setzer. Vista no contexto. o então treinador da seleção brasileira. d) Wanderley Luxemburgo não é mais treinador da seleção brasileira. que pesquisa efeitos da informática no comportamento. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ‘Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado a ponto de não ter de esforçarse para continuar jogando. Texto para as questões 163 e 164: “Bons tempos aqueles em que espadas de pau e pistolas de plástico garantiam uma distância saudável entre a inocência e a malícia. b) a seleção brasileira não tem mais treinador. exemplificando a tese de que não há ética na vida nacional. Atividades físicas e em grupo são um antídoto. o jovem tende ao retraimento. o jovem vira um autômato que transforma impulsos visuais em movimentos motores limitados’. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. p. d) o futebol mostra que a Educação Física defende valores éticos. para provocar sensações mais intensas. Ele vai se acostumando a um certo padrão de excitação e.

tanto dos adultos quanto dos outros jovens como ele. Será um sonho vão? Detenho-me um instante. IMPRIMIR 166.164. precisamos apenas viver — sem nome. com certeza. b) revela-se cauteloso na defesa de um outro estilo de vida. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum. então seria preciso ganhar a vida de outro jeito. para o narrador. b) despojada. e) de evasão para um mundo de sonhos. os videogames significam proteção para os jovens. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio. marcado por situações de extrema violência. um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada. subimos a barranca. doces. São Paulo: Círculo do Livro. com frio. e a água era boa. Todo mundo. c) em que o relacionamento entre as pessoas atendesse a convenções. Texto para as questões de 165 a 168: “Um sonho de simplicidade Então. me surpreendendo. por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs. Uneb-BA No texto. fortes. e) o relacionamento social é necessário para que se desenvolvam comportamentos considerados normais e sadios. c) o costume de não fazer perguntas induz o jovem a isolar-se do mundo. Por que beber uísque. seria ter uma vida: a) ligada aos bens/riquezas materiais. Quando ficamos bem cansados. 3267. Que prazer em comer aquele peixe. de repente. E quando precisava de um pouco de evasão. esquentamos um pouco junto do fogo. as mangueiras e o ribeirão. a um tipo de diversão violento e cruel. s/d. 71 GABARITO 165. cortar lenha. depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. em detrimento do mundo real. p. bons. meio molhados. b) a tendência a viver em grupo leva o jovem. de noite. distraídos. apenas me fazem falta. nem frio.Interpretação de texto II Avançar . d) estabelece proximidade entre o viver urbano e o viver rural. Precisamos de uma casa. mas deixasse a alma sossegada e limpa. no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana. d) em que a atividade física fosse intensa e servisse de bálsamo para a alma. nesse comércio de pequenas pilhas de palavras. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha. algo de útil e concreto. Voltar Língua Portuguesa . a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço. meu trago de cachaça. São uma necessidade que inventei. A vida bem poderia ser mais simples. cuidando tão-somente de um viver filantrópico. o narrador: a) questiona o artificialismo do convívio social. no meio do mato. muitas vezes. Ele acendeu um fogo. entrando numa loja para comprar uma gravata. tirar areia do rio. comida. ……………………………………… Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia. lavrar a terra. que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome. d) é possível desenvolver-se um tipo de videogame que ensine às crianças como viver e divertir-se em grupo. nem sede. dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo. esse ofício absurdo e vão de dizer coisas. brilhar um pouco. que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) no mundo atual. c) cobra do ser humano uma atitude em face da vida que coincide com o Carpe Diem. tive de repente um ataque de pudor. que me fatigasse o corpo. assim. como os bois. 200 crônicas escolhidas. e) requer da sociedade uma postura mais solidária no convívio social. na noite escura. entre duas providências a tomar. dá na gente um sonho de simplicidade. Puxamos a rede afundando os pés na lama. nem número. não assim. É apenas um instante. e isso era bom.” BRAGA. O telefone toca. Rubem. Uneb-BA “Um sonho de simplicidade”. tem de repente um sonho assim. uma simples mulher. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. para me fazer essa pergunta. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome. e chegamos à choça de um velho seringueiro. saber intrigas? Uma vez. entre grilos e vozes distantes de animais noturnos.

apenas o vivo. Não a morte. negros e mulheres / E adolescente / Fazem o carnaval”. mais longe de tudo. o pequenino.167. 1993. a limpeza da cor. b) “Porque a frase. a fuga da fuga. nenhum gasto de tecidos. não respirado. a fuga de si mesmo. e) no penúltimo parágrafo. Rio de Janeiro: Record. calado. vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte). mais me envolva. revela uma consciência crítica do seu comportamento urbano. b) no segundo parágrafo. e este fundindo-se. contudo. o conceito. sem ciência nem ironia. sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou”.” ANDRADE Carlos Drummond de. menos que terra. Mas a vida: captada em sua forma irredutível. Isso eu procuro. já sem dor. a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada. põe em destaque a necessidade de afeto no relacionamento humano. 168. o verso / (E. um sono. ainda mais longe a fuga do feérico. um início. Uneb-BA O narrador: a) no primeiro parágrafo. senão inúteis. c) no terceiro parágrafo. e) “Sei que a arte é irmã da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz / Que faz num momento e o mesmo momento desfaz”. d) no quarto parágrafo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 72 Texto para as questões de 169 e 170: “Vida menor A fuga do real. apresenta a quebra da rotina da vida como inviável. o tempo elidido. Uneb-BA A alternativa cujo fragmento apresenta a mesma idéia do narrador no parágrafo final. todos os gestos afinal impossíveis. o que se possa desejar de menos cruel: vida em que o ar. sem calor. é: a) “Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil”. a desnecessidade do canto. afirma a inutilidade de sonhar com outras formas de viver. porque o tempo não mais se divide em sessões. já sem ornato ou comentário melódico. indiferente e solitário vivo. confusão entre manhã e tarde. o exílio sem água e palavra. d) “Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichos. essencial. domado. vida mínima. sobretudo o verso) / É o que pode lançar mundos no mundo”. nem braço a mover-se nem unha crescendo. ausência deles. 234-5. a perda voluntária de amor e memória. c) “Caminhando contra o vento / sem lenço. o eco já não correspondendo ao apelo. enfatiza as dificuldades que o homem enfrenta na vida rural. p. Não o morto nem o eterno ou o divino. sem dúvida. In: Antologia poética. o enredo.Interpretação de texto II Avançar .

os modos de vida da sociedade a que pertence. vizinhos. assim. c) compara o indivíduo ao grupo social de que faz parte. eliminando. U. d) a transmissão da cultura é dever de qualquer educador. a integração nela é denominada endoculturação: cada indivíduo adquire. É evidente que ninguém aprende toda a cultura. ( ) funções emotiva e poética da linguagem. Texto para as questões de 171 e 172: 73 “Quando a aprendizagem. daí a objetividade no enfoque do tema. ( ) liberdade formal. ( ) constitui-se um breve espaço da vida humana marcado pela vulgaridade. representantes do poder público. pela transmissão por agentes sociais significativos (aqueles que têm autoridade — e esta autoridade é reconhecida pela pessoa sobre a qual a exercem. econômico etc). o comportamento. mas encontrase condicionado a certos aspectos particulares da transmissão realizada pelos grupos de que faz parte. 170. c) pais e professores são os responsáveis mais diretos pela formação do indivíduo. Salvador-BA O poema apresenta: ( ) enumeração e reiteração de idéias. b) os grupos sociais se firmam à sombra do comportamento dos indivíduos. U. d) centraliza-se na definição de endoculturação. as angústias do homem. a existência humana: ( ) deve ser simples e desapegada de valores materiais. ( ) deve estar isenta da preocupação com a passagem do tempo. político. visando à expressividade. Salvador-BA De acordo com o ideal de vida do sujeito poético. ( ) temática de caráter social.Interpretação de texto II Avançar . 172. representando bem uma arte engajada. como pais. desde a infância. b) enfatiza a importância dos representantes do poder público. e) encara a diversidade de modos de vida da sociedade. numa mesma sociedade. e) a aquisição da cultura depende do grau de socialização. as crenças. a educação e a socialização se verificam.” 171. Unifor-CE De acordo com o texto: a) a educação integral do indivíduo está condicionada a diversas influências. ( ) tem seu verdadeiro sentido quando associada à realidade sobrenatural e divina.169. Unifor-CE Este texto: a) valoriza a aprendizagem ligada à educação. amigos. professores. ( ) deve ser desvinculada de envolvimentos com a realidade social. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) uma linguagem referencial.

especialmente nas grandes cidades. tornando-as mão-de-obra desejável. mesmo em alguns países mais adiantados. que levaria ao planejamento familiar. principalmente. Um número menor de filhos significa maior cuidado com cada um.Interpretação de texto II Avançar . c) o controle da população nas regiões mais desenvolvidas do planeta. parece estar levando a melhor. o resto dessa disposição vai ser pulverizado por todo um aparato que sugere quais devem ser as atitudes e comportamentos adequados ao ambiente. parecem estar invariavelmente associadas a trabalhos e obrigações escolares. Contudo. o que vai salvar a humanidade da bomba populacional é o efeito que o uso de melhores tecnologias tem no próprio aumento populacional. Ao contrário. Movimento n. c) a prática de uma agricultura mecanizada tem como conseqüência o aumento da mãode-obra avulsa. até o momento. Atitude semelhante à que se tem numa igreja. Contudo. Lasar. 1988. p. então. em excursões ‘protegidas’ por uma escolta de professores e funcionários em missão obrigatória. em vários países. as visitas a museus. d) o controle da população mundial baseia-se numa educação mais ampla e no uso da tecnologia nas tarefas cotidianas. como a mortalidade infantil. O Estado de S. d) a participação maior e mais efetiva das mulheres nas tarefas rotineiras da família. 74 173. 3.” SEGALL. 1/1/2000. e) o desenvolvimento acelerado de todas as regiões do globo. sem ocupação fixa. e) a falta de conhecimento que atinge as zonas rurais dificulta o progresso da agricultura. Unifor-CE De acordo com o texto. sobretudo nas grandes cidades. África e América Latina. era muito grande. por conseguinte. Um museu de portas abertas. José. só que nesse caso esse conjunto de normas várias vai contribuir decisivamente para estabelecer preconceitos em relação à obra de arte que dificilmente serão eliminados. os agrava e. b) os idosos recebem mais apoio familiar em zonas rurais.” Trecho adaptado de GOLDEMBERG. a transição demográfica ainda não atingiu boa parte da Ásia. no Brasil. Fatores culturais são também importantes. Texto para as questões de 175 a 178: “Lasar Segall: um museu de portas abertas É bem provável que grande parte dos freqüentadores de museus no Brasil não procure voluntariamente essa instituição artístico-cultural. b) a explosão populacional. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ‘pouca conversa’ e lembrar que ‘esse é um lugar de contemplação’. Essas razões levaram à ‘transição demográfica’ que se iniciou há mais de um século na Europa e estabilizou a taxa populacional nas nações mais ricas.Texto para as questões de 173 e 174: “A tecnologia pode fazer muito para atenuar os problemas decorrentes da poluição. no passado. mas o aumento da população e a melhoria do nível de vida. À medida que as sociedades se tornam mais ricas. reduzindo suas oportunidades de obter melhor educação. um dos resultados decorrentes do uso da tecnologia tem sido: a) o aumento da exploração da mão-de-obra infantil nas zonas rurais. combustível para cozinhar ou para aquecimento — utilizam o trabalho das crianças. a demanda por muitos filhos diminui e a ênfase passa a ser melhor qualidade de vida para eles. nos vários continentes. em que a economia se baseia especialmente na agricultura. Paulo. A razão pela qual a população nas sociedades rurais primitivas aumenta — o que ocorreu até recentemente. É compreensível. o uso de máquinas na agricultura reduz a necessidade de mão-de-obra. Ao visitante dos museus é transmitida a noção de que nesse local carregado de responsabilidade o melhor a ser feito é observar ‘muito respeito’. que nessas circunstâncias reste pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus. 31-2. porque certas tarefas essenciais para a sobrevivência — tais como obter água potável. e ainda ocorre em algumas regiões — é bem compreendida: nas zonas rurais muitos filhos são a garantia de mais braços para ajudar na agricultura e uma forma de apoio aos velhos quando não puderem mais trabalhar. melhor educação e melhores expectativas de sobrevivência. 174. ter muitos filhos era uma garantia para o futuro. Unifor-CE Conclui-se do texto que: a) a agricultura sempre exigiu e continua exigindo mão-de-obra numerosa. Além disso exigem das mulheres um esforço desnecessariamente grande. na medida em que limita o uso da tecnologia.

está correto o que se afirma SOMENTE em: a) I. A respeito dos enunciados acima. II. mais comumente levam aos museus seus freqüentadores habituais.Interpretação de texto II Avançar . Os museus. d) pelo cunho de obrigatoriedade de que se revestem as visitas aos museus. “pouca conversa”. e) fazer sobressair expressões pouco usuais. Unifor-CE As aspas em “muito respeito”. b) pelo fato de ser o museu um “lugar de contemplação”. b) caracteriza as circunstâncias que. d) condena os preconceitos ligados ao acervo artístico-cultural dos museus. Professores e funcionários representam a classe que freqüenta de maneira regular e voluntária os museus. Unifor-CE A pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus explica-se: a) pela abundância de preconceitos em relação ao valor da obra de arte. no Brasil. Unifor-CE O texto: a) prova que o acervo dos museus reúne condições insatisfatórias para atrair a atenção dos visitantes. no Brasil. III. pelos órgãos governamentais. e) pela impressão de se sentir como se estivesse numa igreja. c) III. b) II. vêm sendo pouco prestigiados. c) acentuar o valor significativo das expressões no contexto. c) pelo excesso de tarefas impostas a partir de visitas aos museus. Unifor-CE I. 75 177. c) define os museus no Brasil como instituições artístico-culturais desprovidas do apoio dos governantes. 176. d) I e III. como instituição artísticocultural. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) encara o museu como elemento mistificador da criação artística. e) II e III. “esse é um lugar de contemplação” estão empregadas para: a) distinguir a citação do resto do contexto. d) eliminar qualquer tomada de posição do narrador. GABARITO 178.175. Não há espontaneidade de iniciativa em relação a visitas a museus no Brasil. b) realçar ironicamente as metáforas.

continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . olhando um para o outro. c) O autor defende a transcendência da poesia. Carmo. Diante dela. tinha os braços cruzados à cinta. Aguiar estava encostado ao portal direito. UFR-RJ No texto o narrador descreve o quadro formado pelo casal de velhos com: a) impaciente ironia. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. os incidentes pessoais não contam. disse comigo. Memorial de Aires. D. Ao fundo. dei com os dois velhos sentados. a poesia não deve limitar-se a uma temática voltada para os simples acontecimentos da vida.179. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. b) suavidade e melancolia. com as mãos sobre os joelhos. In: Obra Completa. GABARITO 180. p. achei aberta a porta do jardim. 95s. trata da essência da própria poesia. Não há criação nem morte perante a poesia. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. Texto para a questão 180: “Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. Ao transpor a porta para a rua. Rio de Janeiro: Aguilar. Machado. 1992. em seu discurso metalingüístico. os aniversários. à esquerda.” ASSIS. tão infenso à efusão lírica. As afinidades. d) velado humorismo. ‘Lá estão eles’. e) O poeta. de Carlos Drummond de Andrade: a) O autor defende um lirismo subjetivo. b) Segundo o poeta. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. Viçosa-MG Leia atentamente os seguintes versos: “Não faças versos sobre os acontecimentos. intensamente elaborado. a poesia ultrapassa os limites do corpo e da própria vida cotidiana. superior à própria vida e à morte. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. Fui a pé. e) ceticismo e desesperança. c) desgosto e censura. Não faças poesia com o corpo. não aquece nem ilumina.” ANDRADE. F. 76 d) Para o autor. completo e confortável corpo. Consolava-os a saudade de si mesmos.Interpretação de texto II Avançar . 1989. esse excelente. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura correta do poema “Procura da poesia”. a vida é um sol estático. à entrada do saguão. preocupado em exaltar os mais nobres sentimentos humanos. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. U. entrei e parei logo. Carlos Drummond de.

Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto. afastando-se do convívio social apontado por Gilberto Freyre e Mário de Andrade.Interpretação de texto II Avançar . A imagem geométrica pode ser forçada. Por isso mesmo. 77 181. embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade explicitada no texto I. o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala. criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar. herói sem nenhuma definição. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . apesar do ressentimento social que o caracteriza. o opositor de uma e de outra. mas o homem é causa e efeito do verbo. em nossa essência. citemos a Capitu menina — e teremos como sempre a intervençao soberana de Machado de Assis. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. e uma antítese do brasileiro de Mário de Andrade. o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala. o homem miscigenado. São Paulo. 5º Caderno. Retomando a imagem literária. Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa — outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. a) O homem de Guimarães Rosa. c) O homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade não apresenta nenhuma oposição à concepção do brasileiro de Guimarães Rosa. por ser um refugo da casa-grande e da senzala. p. o Macunaíma. b) O brasileiro de Guimarães Rosa se opõe ao de Freyre por não ter lugar nem na casagrande. pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal. e) O brasileiro de Guimarães Rosa se aproxima do de Freyre por sua exclusão social e se distancia de Macunaíma por não ter definição na escala de valores culturais. De um lado. Ou seja. Folha Ilustrada. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir.Texto para a questão 181: “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. GABARITO d) O homem de Guimarães Rosa. Fomos e seremos assim. tomou sua própria vereda. 21/04/2000. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. um herói — ou heroína — sem nenhum caráter. por ser sobretudo uma criação verbal. potente e tendendo a ser feliz. De outro. UFF-RJ Assinale a opção que apresenta a afirmativa adequada sobre a relação entre o brasileiro de Guimarães Rosa. 12. torna-se um refugo da casa-grande e da senzala. mas foi a que me veio na hora — e acho que fui entendido. nem na senzala e se aproxima de Macunaíma por sua indefinição na escala de valores culturais. ou sem nenhum caráter — como queria o próprio Mário de Andrade.” CONY. É também macunaímico. teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo. Carlos Heitor.

c) “crianças de diferentes idades”.Texto para as questões 182 a 184: “A estrela é o índio Histórias de um Brasil com mais de 500 anos 78 Na contramão do vento que move as comemorações dos 500 anos. Desde o início da semana. expressão ligada ao nome “Brasil”. conhecida característica de textos literários. debates e uma exposição com trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado e textos do poeta Thiago de Mello. antecedendo a expressão “500 anos”. flechas e seduz o público com a fala mansa e um ótimo humor. mostra arcos. organizado pela Cineduc: Cinema e Educação. indica a necessidade de uma reflexão mais cuidadosa acerca de alguns dos marcos históricos do país. uma programação alternativa está deixando de lado a caravela para se embrenhar no Brasil de antes de Cabral. (…)” SÁ. ele fala para mais crianças e adultos. revela que um discurso oficial. contesta a prioridade dada à chegada do colonizador para a constituição do Brasil.Interpretação de texto II Avançar . flechas…” b) “… expõem a cultura indígena. Essa atividade pretende desmistificar isso e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue e se torne corriqueiro’. diz Ricardo Paes. até expõem a cultura indígena. de certa forma. b) “Brasil de antes de Cabral”. crianças de diferentes idades vêm aprendendo história e deixando preconceitos de lado com a ajuda de Thini-á — um índio de 29 anos. d) “500 anos”. coordenador do projeto. como dizia — e impedir conflitos futuros. mas de maneira muito romântica…” c) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…” d) “… e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . GABARITO 182. nem sempre verdadeiro. referindo-se ao nome “Brasil”. Há três anos Thini-á percorre escolas do Rio (…). encontra-se também em outros tipos de texto. Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem: a) “… apresenta danças e ritos. mostra arcos. 22/03/2000. Do massacre nasceu o desejo de falar aos pequenos homens brancos — os ‘filhos da elite’. demonstra que a indefinida identidade social do país é formada pelo encontro de três raças. 183. As atividades incluem encontros com integrantes de tribos variadas. 184. b) “um”. como centro dos 500 Anos de Resistência das Populações Indígenas no Brasil. Veja. mas de maneira muito romântica. UERJ Na construção “comemorações dos 500 anos”. ‘As comemorações dos 500 anos. c) “mais de”. no plural. a expressão sublinhada mantém com o termo núcleo — “comemorações” — a mesma relação sintática verificada em: a) “uma invasão de terra”. Fala das tribos e da memória de seus ancestrais. O emprego da palavra ou expressão com essa finalidade está corretamente justificado em: a) “Histórias”. UERJ O subtítulo do texto — “Histórias de um Brasil com mais de 500 anos” — é construído de modo a anunciar o caráter alternativo e mesmo crítico do evento que será comentado. que abandonou a aldeia ainda menino após uma invasão de terra em que perdeu vários parentes. Fátima. Agora. no foyer do Centro Cultural Banco do Brasil. apresenta danças e ritos. UERJ A linguagem figurada. de Pernambuco. d) “deixando preconceitos de lado”. da tribo fulni-ô. E está dando ao índio lugar de destaque na festa. predomina na sociedade.

que se reserva a chance do inesperado. 03/12/1996. Sob o foco automático. J. essa engenhoca que reina soberana no espaço exíguo que separa o homem de si mesmo. guardando imagens sem nexo. pois entre ele e o turista havia um muro transparente. sexo. enfim. jamais terá tempo de rever o que filmou. esporte — me dás tudo. Guerra. um vidro. PAES. 1 2 IMPRIMIR GABARITO camcorder – filmadora handycam – filmadora de mão Voltar Língua Portuguesa . Se a televisão é a arena da história contemporânea. por favor?). claro. O turista é um apressado. Cônscia de sua relevância mística. Eugênio. Ali jaz a vida que poderia ter sido. Protegido por sua máscara eletrônica. a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem.Interpretação de texto II Avançar . as retinas das testemunhas foram substituídas pela camcorder1 do sujeito de terno gasto que grava o enlace andando de um lado para o outro (o distinto padre pode dar licença. O viajante já não é aquele que contempla o desconhecido. ele substitui a própria memória pela fita magnética. P. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. Aposentei os dentes. mas esta também logo se perderá numa estante empoeirada. Ali jaz o desejo que não se satisfez. assumindo o papel de interlocutor do eu poético. São as imagens do espetáculo que não foi vivido. Depois. UERJ Indique o tema geral do poema e explique como ele é abordado criticamente por José Paulo Paes. vê apenas a handycam2 que mascara o seu rosto. pois quem poderia vivê-lo se ocupou em gravá-lo (ou em posar para a gravação). Veja. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso em viver. São Paulo: Companhia das Letras. escancarando em público o vazio em que existimos. De bom grado. os alunos aprenderam a se apresentar para filmadoras e não mais para pais e mães. 79 185. UERJ No poema. que vive. Nas férias.Texto para as questões 185 e 186: “À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol. Identifique o elemento lingüístico que melhor caracteriza essa humanização e transcreva um verso em que ele apareça. uma câmara. a televisão é humanizada. que o poupa de estar exposto ao destino. ele apenas grava imagens. 1992. e normalmente muito rápido. Prosas seguidas de odes mínimas. o estranho fenômeno se generaliza. tudo. Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo. Nas festas de escolas primárias. as câmaras de vídeo domésticas se tornaram o olhar autorizado da intimidade familiar (e de outras intimidades nem tão familiares assim).” BUCCI. 186. Texto para as questões 187 e 188: “O Império das Lentes Nas cerimônias de casamento. a criança já não enxerga o sorriso de orgulho ou de apreensão na face do pai. como quem ainda tem uma longa lista a cumprir. Continuará com pressa.

187. UERJ Cônscia de sua relevância mística, a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. No trecho citado, o autor emprega a ironia para intensificar sua crítica à situação descrita. Explique como esse recurso de linguagem intensifica a referida crítica.

188. UERJ Ali jaz a vida que poderia ter sido. Esta sentença, no primeiro momento, parece uma contradição. Identifique, em uma frase completa, essa contradição aparente.

Texto para a questão 189:
“Poética I Que é a Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.”
RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

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189. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

GABARITO

a) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, / Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo) b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João Cabral de Melo Neto) c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas — debaixo de céu diverso — e sob a influência de impressões momentâneas.” (Gonçalves Dias) d) “Um dia (…) tive saudades da casa paterna e chorei. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida, que intitulei — Às Ave-Maria: — a saudade havia sido a minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

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Texto para as questões 190 a 193:
“No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos. A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. Algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto. A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros. Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía. Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos. Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria. A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.”

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190. UFMG A partir da leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo a) criticar a ação governamental no trato com a miséria. b) defender práticas de maior justiça social. c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas. d) mostrar a evolução da situação de miséria no Brasil. 191. UFMG “Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.” Essa frase é uma síntese de todas as seguintes passagens do texto, EXCETO a) A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. b) Continuávamos de bem com nossos travesseiros. c) Dormíamos o sono dos justos. d) Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. 192. UFMG O último parágrafo do texto tem todas as seguintes funções, EXCETO a) Ampliar o desenvolvimento das idéias. b) Reafirmar as idéias da introdução. c) Rearticular o parágrafo introdutório. d) Reorganizar as idéias desenvolvidas no texto. 193. UFMG De acordo com o texto, a miséria no Brasil assume uma posição crescentemente agressiva. Todas as seguintes passagens do texto comprovam essa afirmação, EXCETO a) Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. b) Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. c) Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. d) Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.

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Texto para as questões 194 a 197:
“Troca de e-mails
THE NEW YORK TIMES

Seguem abaixo trechos das mensagens de e-mail trocadas na terça-feira e ontem entre o VicePresidente Al Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado ‘dinheiro fácil’ na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim na proibição do ‘dinheiro fácil’. Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre.

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Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: Re: Campanha eleitoral Obrigado por seu e-mail e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo — a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigaçao sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu e-mail, o senhor falou em restabelecer “a confiança em nosso processo eleitoral”. E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu e-mail. Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa.”
Traduzido do New York Times on-line, 16/03/2000.

GABARITO

194. UERJ O vice-presidente Gore propõe em seu e-mail uma rejeição, de parte a parte, do chamado “dinheiro fácil”, usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial. b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral. c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente. d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático. 195. UERJ O discurso político é marcado por estratégias de distanciamento que ressaltam a autoridade do locutor, e por traços de solidariedade que buscam o envolvimento dos interlocutores. Tais procedimentos retóricos são verificados em: a) “Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca…” b) “Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar…” c) “Eu darei o primeiro passo, pedindo ao Comitê Nacional Democrático…” d) “Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões…”

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196. UERJ A mensagem-desafio de Al Gore tem como destinatário o seu adversário político, mas é possível interpretar que ela tenha sido tornada pública propositalmente. Considerando o conteúdo da mensagem e o seu contexto, a melhor explicação para que Al Gore tenha desejado torná-la pública é: a) provocar uma declaração desastrada de George Bush. b) contribuir para a moralização da política através da Internet. c) acusar seu adversário do uso de dinheiro ilícito na campanha. d) convencer o eleitor do caráter desonesto do outro candidato. Texto para as questões de 197 a 200:
“A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse ‘pareciam’, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos devãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de idéias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: ‘Mando-te uma carta qualquer dia desses’. Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla ‘enter’.”
SOUZA, Josias de. A revolução digital. In: Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.

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197. UFMG Observe as expressões destacadas nestas frases: … falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro… … vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA dessas três expressões, na ordem em que aparecem nas frases acima. a) apesar de ser falada / apesar de ser impressa / se estivesse vivo. b) quando é falada / quando é impressa/ se estivesse vivo. c) porque é falada / porque é impressa / ainda que estivesse vivo. d) se é falada / se é impressa / ainda que estivesse vivo. 198. UFMG Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é a) defender a parceria entre o papel e o texto como uma história de êxitos. b) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. c) descrever as vantagens e desvantagens da Internet na atualidade. d) narrar a história do papel e do texto desde a antigüidade.

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Avançar

199. UFMG Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre palavra falada e palavra escrita, é CORRETO afirmar que, a) na comunicação interpessoal, a palavra falada pode emocionar, sensibilizar, convencer, fazer pensar e, com isso, suscitar um grande movimento de idéias e valores. b) no processo social de divulgação de conhecimentos, a palavra falada, associada à escrita, exerce um papel fundamental na educação e na formação de opiniões. c) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão. d) no processo social de produção e circulação de crenças, a palavra escrita, ao lado da falada, tem papel significativo no desenvolvimento da espiritualidade. 200. UFMG Considerando os procedimentos lingüísticos de articulação entre o primeiro parágrafo e os outros parágrafos do texto, é INCORRETO afirmar que a) o segundo, o terceiro e o quarto parágrafos se articulam com o primeiro pelo emprego linear do tempo cronológico. b) o terceiro parágrafo está articulado com o primeiro pelo uso de palavras que explicitam significados presentes no primeiro. c) o segundo parágrafo está articulado com o primeiro pelo emprego de palavra que se repetem. d) o quarto parágrafo se articula com o primeiro pelo uso de frase que explicita uma idéia sugerida no primeiro. Texto para a questão 201:
“O idioma, vivo ou morto? O grande problema da língua pátria é que ela é viva e se renova a cada dia. Problema não para a própria língua, mas para os puristas, aqueles que fiscalizam o uso e o desuso do idioma. Quando Chico Buarque de Hollanda criou na letra de ‘Pedro Pedreiro’ o neologismo ‘penseiro’, teve gente que chiou. Afinal, que palavra é essa? Não demorou muito, o Aurélio definiu a nova palavra no seu dicionário. Isso mostra o vigor da língua portuguesa. Nas próximas edições dos melhores dicionários, não duvidem: provavelmente virá pelo menos uma definição para a expressão ‘segura o tcham’. Enfim, as gírias e expressões populares, por mais erradas ou absurdas que possam parecer, ajudam a manter a atualidade dos idiomas que se prezam. O papel de renovar e atualizar a língua cabe muito mais aos poetas e ao povo do que propriamente aos gramáticos e dicionaristas de plantão. Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o ‘erro’ propriamente dito e a renovação. O poeta é, portanto, aquele que provoca as grandes mudanças na língua. Pena que o Brasil seja um país de analfabetos. E deve-se entender como tal não apenas aqueles 60 milhões de ‘desletrados’ que o censo identifica, mas também aqueles que, mesmo sabendo o abecedário, raramente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é comum ver nas placas a expressão ‘vendese à praso’, em vez de ‘vende-se a prazo’; ou ‘meio-dia e meio’, em vez de como é mesmo? O português de Portugal nunca será como o nosso. No Brasil, o idioma foi enriquecido por expressões de origem indígena e pelas contribuições dos negros, europeus e orientais que para cá vieram. Mesmo que documentalmente se utilize a mesma língua, no dia-a-dia o idioma falado aqui nunca será completamente igual ao que se fala em Angola ou Macau, por exemplo. Voltando à questão inicial, não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. Os intelectuais também o fazem, por querer ou por mera ignorância. E também nós outros, jornalistas, afinal, herrar é umano, ops, errare humanum est. Ou será oeste?”
SANTOS, Jorge Fernando dos. Estado de Minas, Belo Horizonte, 10 jun. 1996. (Texto adaptado)

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GABARITO

201. UFMG Em todas as seguintes passagens, o autor deixa transparecer idéias que ele mesmo considera puristas, EXCETO em a) Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o “erro” propriamente dito e a renovação. b) … não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. c) Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. d) Pena que o Brasil seja um país de analfabetos, […] Por isso, é comum ver nas placas a expressão “vende-se à praso”