LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA VOCABULÁRIO FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS VERBOS E ADVÉRBIOS PRONOMES INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II FIGURAS DE LINGUAGEM PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO PONTUAÇÃO CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA CRASE FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

NOÇÕES DE LITERATURA LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL HUMANISMO, QUINHENTISMO, BARROCO E ARCADISMO ROMANTISMO CLASSICISMO

REALISMO/ NATURALISMO PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO

PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

IMPRIMIR

Voltar

LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema versa sempre sobre algum acontecimento que já foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não é responsável por uma nova notícia, mas é uma releitura de uma notícia ou de um fato. ( ) Observando os elementos que compõe a charge, é correto afirmar que ela se refere a alguma notícia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum elemento verbal faz referência à aviação. ( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem. ( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita depois de algum desastre aéreo. ( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advérbio, adjetivo e substantivo. ( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso, quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada. 2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.

1

GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pessoa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos. ( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de determinar para o leitor o sentido da charge. ( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros. ( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado” funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

3. Uneb-BA

O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso central, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alterações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do modernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que: a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano; b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras; c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade; d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser humano; e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilíbrio das sensações humanas. 4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.

2

GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

IMPRIMIR

Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadrinhos de Ziraldo. a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto. b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto. c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários. d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe. e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

Voltar

Em exposição até 13/8, das 11 às 18h. Av. Paulista, 1578 Informações: www.zip.net/guignard

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão: HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner

a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços. b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar. c) Tirar o proveito de todas as situações. 6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

3

Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que: a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da expressão “Sei”, no primeiro quadrinho; b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai; c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitude do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola; d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à escola, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho; e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin generalizou a conclusão a que chegou. 7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam a frase sublinhada. Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin: 1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição. 2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão. 3. Considera-se injustiçado pelos pais. 4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso. As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o sentido da tira, estão na alternativa: a) 1 e 2. b) 1, 2 e 3. c) 2 e 3. d) 2, 3 e 4. e) 3 e 4.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos.

4

Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista. De acordo com os elementos que constituem as tiras acima: ( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram representar, na escrita, sons naturais. ( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona, propensa às explosões agressivas. ( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu, arte marcial desenvolvida na antiga China. ( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a representação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens. 9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério

GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a enuncia. 02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma das pessoas em geral. 04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando que não há exceção à regra. 08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto. 16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.” 32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocondríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao campo amoroso. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor: a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem nada em comum; b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado pela sonoridade, num tom de humor;

5

c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homonímica; d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para demonstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado; e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra relação a não ser a própria referência. 11. UFMA

GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.

Sobre a propaganda acima, é correto inferir que: a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão condenados a morrer;

IMPRIMIR

b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução; c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo, para não morrer, é preciso ir ao supermercado; d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso se mexer para não morrer de inanição. e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

12. UFMG
“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais avançado sistema de processamento de documentos: Document Centre. Uma copiadora que também é impressora, fax e scanner, com capacidade de realizar as operações simultaneamente. Para você copiar, imprimir, receber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recuperar documentos com mais facilidade, menor manuseio de papel e maior segurança. O novo software Centreware permite explorar e gerenciar o equipamento de acordo com as suas necessidades, a partir do seu computador, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que só a Xerox pode lhe oferecer.”
AO VIVO E EM CORES NA DOCUWORLD. Visite a feira de tecnologia avançada, dias 13 e 14 de maio, no Hotel Transamérica - SP.

Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de propaganda, exceto:

6

a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal. b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor. c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto. d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação. 13. UERJ

GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.

IMPRIMIR

Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o segundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento teria provocado a mudança. Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho... a) ...estivessem rindo deles?” b) ...fossem reais e eles o reflexo?” c) ... pudessem trocar de lugar com eles?” d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto não decorre apenas da decodificação pura e simples dos itens lingüísticos neles contidos. Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu conhecimento de mundo, suas crenças, suas vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar enunciados e o levam a construir o sentido do texto que leu. Uma das características do leitor proficiente é a capacidade de interpretar gráficos. Demonstre que você domina a habilidade de leitura, inferindo corretamente os resultados expressos no gráfico ao lado: Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pessoas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados: De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que: a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o motivo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas; b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirmase em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;

7

c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais; d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício, uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas; e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do total de entrevistados. 15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto abaixo vem expressa de acordo com as normas de escrita do português padrão. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, onde é mostrado da cintura para baixo, segura um tipo de facão com a mão direita. Abraçado a sua perna há uma criança, que a expressão Foto: Paula Simas denota raiva e medo. O homem apóia sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para baixo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expressão denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da criança, como se protegendo-a. ( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo a ela de alguma ameaça. ( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva. ( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança, mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão. ( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino, como se o estivesse protegendo.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

8

16. UEGO A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) o título “A República do Mau Humor” funciona como indicador de leitura, pois dá ao leitor a oportunidade de interpretar tanto o texto verbal como o não-verbal; ( ) o mau humor dos aliados do governo nos permite deduzir que os políticos aderem ao poder visando apenas ao seu benefício próprio; ( ) a parte inferior da charge remetenos ao contexto social brasileiro, onde a população, em sua maioFolha de São Paulo, 11.09.99 ria, sofre os efeitos; ( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo personagem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com que o brasileiro encara seus problemas; ( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiência do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso. 17. UnB-DF
“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA, CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

GABARITO

Os seres vivos são interdependentes. Dessa forma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevivência humana não estaria garantida. Essa variedade e a dependência entre as espécies interessa especialmente à nossa empresa. Pois o nosso trabalho depende de descobertas no mundo das informações genéticas. Informações que se perdem para sempre quando as espécies são extintas. Informações que oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender a uma população que está crescendo. Em um planeta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os. ( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade. ( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração. ( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não estaria garantida sem apoio de milhões de espécies. ( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das informações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre. ( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da população.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

18. UFPB-PSS
Texto I “Diogo Mainardi Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.” Texto II

9
Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se: a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira. b) Os índios continuavam lutando entre si. c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida. d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congresso Nacional às causas indígenas. e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um momento de alegria para os índios. 19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques Nunca se soube o nome daquele jovem alto e magro vestido como milhões de chineses, de camisa branca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu grande momento, do que muitos líderes revolucionários do milênio. É certo que foi visto por mais gen5 de julho de 1989. te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que personalidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano Zapata.”

GABARITO

IMPRIMIR

Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do personagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais: a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade; b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade; c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho; d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário; e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

para corrigi-la: Como muitas piadas. “Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia Eu não trabalhava. REIS. Texto para as questões 21 e 22.20. esta se baseia em um equívoco. 5 GABARITO 10 15 20 IMPRIMIR 21. b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar. PESSOA. Sérgio. ele acelerou o seu veículo. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir. c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. ô Eu aprendi A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu É bom aprender. FROMER. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. a comparação estabelecida entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. Do CD Cabeça de dinossauro. Vinha o motorista dirigindo o seu carro. Marcelo. d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas. eu não sabia Que o homem criava e também destruía. Nando. Logo depois. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea. ô. Ciro. ô. b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna. voltou a pé para o local da placa e nela escreveu. UFR-RJ No texto Homem Primata. quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente. eu me perdi” BRITTO. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi. a vida é cruel.Interpretação de texto I Avançar . Homem primata Capitalismo selvagem Ô. Voltar Língua Portuguesa . O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: 10 a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção. d) ao bom relacionamento entre homem e macaco.

4. os antônimos: a) lentidão X velocidade. 4 e 5. d) II.22. 1968. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico. 5. 3. Átila. e poderiam ser retiradas sem prejuízo para a clareza do texto. e) 3. você é barbaro. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2. enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história. respectivamente. b) 1. b) atraso X progresso. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. IV. e) passado X presente. simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem. 11 JAGUAR. III e IV. Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. II. O militarismo. c) santidade X pecado. 23. As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal. As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. b) I. Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens. c) I. e) III e IV. A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apresentados. I. III. III e IV. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos armamentos. c) 2 e 4. Voltar Língua Portuguesa . Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 166-167. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II. PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. 24. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante. 1. é causa principal do desfecho presente no cartum. 2 e 4. IMPRIMIR GABARITO II. p. PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo. d) 3 e 5. UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. d) estagnação X mudança. III e IV.Interpretação de texto I Avançar . 2.

UFMT ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere. prepara-te para a guerra. as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares. Univali-SC “BOM CONSELHO Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou para rua e bebo a tempestade” Chico Buarque Ouça um bom conselho Que lhe dou de graça Inútil dormir Que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado Quem espera nunca alcança Ouça meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar 12 Ao compor o texto. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade. GABARITO 27. o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas. c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida. INSTRUÇÃO: Com base no texto. Procure seu médico e siga a sua orientação. Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos.” b) “Quem tudo quer tudo pode. 153. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa. e) através de um jogo de palavras. associadas a tabagismo. ( ) Na última parte do texto. dois não brigam. 23/06/99.” d) “Quando um não quer. por problemas cardiovasculares. b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele. PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro.Interpretação de texto I Avançar .” e) “Devagar se vai ao longe. Não seja mais uma vítima II das doenças cardiovasculares.25. obesidade. ( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte.” c) “Se queres a paz. o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto.” 26. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele. estresse Líder em soluções Veja. daí ser um elemento anafórico. o autor procura confundir o leitor. Hoje. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . p. III Essas doenças.” 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. ( ) Em Ele é um novo homem. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto. julgue os itens da questão 27.

Unifor-CE “Façam a festa cantem dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira. 11/10/98. julgue os itens da questão 8. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. a revelação de que apenas é uma lavadeira.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. Jeep Grand Cherokee. GABARITO 30. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional.Interpretação de texto I Avançar . Formas nuas no leito resvalando. autor que. c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. num segundo momento. A partir de R$ 55.. segundo Mário de Andrade..400.” Veja. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira. de outro lado. 13 28. Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo. Potiguar-RN “Soneto Pálida. o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. meu anjo lindo! Por ti – as noite eu velei chorando. 29. “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. U. Jeep Grand Cherokee. b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social. em outro momento. d) Inicialmente. a surpresa da visão da mulher amada. c) Em princípio.0L High Output. pela nudez e sensualidade. CELULAR. o sofrimento das noites de vigília. O amor sexual lhe repugnava. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher. a fuga pelo sonho e pela morte. Aponte-a: a) De um lado. A vida moderna em favor da vida de verdade. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. a mulher caracteriza-se pela pureza e. sofre muito o prestígio romântico da mulher. em seguida. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou.. Ele tem motor 4. a mulher é pálida sobre o leito e. Negros olhos as pálpebras abrindo.. à luz da lâmpada sombria. b) Num momento. Não te rias de mim. duplo air-bag. anjo entre nuvens..” Nos versos acima. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando. Sobre o leito de flores reclinada Como a lua por noite embalsamada. d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. Jeep® Só Existe Um.

d) IV. E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas...” Manuel Bandeira. pode-se afirmar que: a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. que mostra incerteza do poeta.) encontrará lavrado o campo. os dois textos revelam posicionamentos antagônicos. 32. e a segunda. e a segunda. d) embora falem sobre o mesmo assunto. ou diga: – Alô. Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes. In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira. que revela segurança e certeza quanto ao futuro. A mesa posta. b) Porque não poupa ninguém. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil. Uniube-MG Com relação à estrutura. iniludível! O meu dia foi bom. São Paulo: Global. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou coroável).) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem. Com cada coisa em seu lugar. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera. a casa limpa. c) Porque aparece toda noite. expressa pelos advérbios de negação e dúvida. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso. a primeira. Talvez eu sorria.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33. (A noite com seus sortilégios. e a segunda. b) II. IMPRIMIR Sobre os textos. Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar . embora diferentes. certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha. 33.” Vinícius de Moraes. que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido. Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada. Manuel. c) Morte. b) ambos os textos vêem apenas belezas. que revela a felicidade de um dia de trabalho. o segundo aborda a beleza da mulher madura. o poema pode ser dividido em duas partes: I. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar. e) os textos abordam temáticas diferentes. 14 GABARITO “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. nas mulheres. III. e a segunda. a primeira.. 34. sobre o tema: Mulheres. E as feias. pode a noite descer. In: Libertinagem. “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido. a primeira. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos. IV..1984. Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes... d) Noite. c) III. Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA. II. b) Visita. d) Porque é amiga do poeta. 31. a primeira. que apresenta dúvida e descontrole emocional. Talvez eu tenha medo. (. que revela sua ousadia e destemor diante da vida.

a linguagem publicitária procura persuadir o consumidor. de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes. ao passado ‘ao lado’ do passado. UFGO Acerca da organização das frases. c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária. É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação. ao passado depois do passado. remetem à expressão “as crianças”. Com base nessa informação e na leitura do texto. A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral. ( ) os vocábulos “elas” e “se”. era o tempo do qual eu mais participara. não sendo eu.Interpretação de texto I Avançar . nunca pensara organizadamente na única pessoa. pelo fato de causar incoerência. no único tempo de um homem que. ( ) a palavra ainda. 37. idéias deduzidas do início do texto. indica que. Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe. muito menos o tempo. estabelecem relação de causa e conseqüência.” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “madeleine” na obra de Proust. pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto. Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem. o produto foi aprovado pelo consumidor. o meu caso. UFGO Além de veicular informações sobre o produto. o ‘meu’ embrulho não abre nada. ( ) o vocábulo outro. assim como você. no único personagem. é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. ao passado anterior ao passado. conotativo.” 36. ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”. se sujarem”. d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado. Se abria alguma coisa era o espaço – até então. só a partir de agora.. pois a noção de passado é a mesma nos dois autores. ou seja. 2000. de 7 jun. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido. Porque não há aprendizado sem manchas. “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. criando uma relação com Quase memória.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai. Novo Omo Multi Ação.. Ora. ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes. elas aprendem mais e se desenvolvem melhor. 15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é. em “como nenhum outro”. apresentado na abertura do texto. apresentados no primeiro período do texto. se sujarem. serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal. e) É um caso de associação de idéias. As questões 36 e 37 referem-se a ele. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”. pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil. ou melhor.35. o primeiro é denotativo e o segundo. que seu filho precisa de liberdade para aprender. refere-se a um elemento extratextual. PUC-PR “Nada mais diferente (. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor. removendo manchas de gordura como nenhum outro.

No trabalho. 2. Para isso. A dinâmica do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. confusão: espere até poder expressar suas idéias. e) 3 e 4. 3. “Língua Gosto de sentir minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à mingua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira Fala! Flor do Lácio sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua (. o autor alude à idéia de que.Interpretação de texto I Avançar . O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal.” Marie Clarie. UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos... Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade. b) 1. 1984. Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pretende esteja envolvido na sua percepção de “língua”. 2 e 3. ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino. que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório. PolyGram. 16 Texto para as questões 39 e 40. Em “Gosto de ser e de estar”. 1. conte com os amigos. uma língua expressa os valores culturais de seu povo. ( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho. é expressa com os verbos “ser” e “estar”. desejada pelo autor. d) 2. maio de 1998. a idéia de plenitude. Língua. Utilizando a expressão “Fala mangueira”. c) 2 e 4. É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas. o que lhe trará entusiasmo. 38. Velô-Caetano e a Banda Nova. Com Marte transitando em seu signo. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde.) A língua é minha Pátria E eu não tenho Pátria: tenho mátria Eu quero frátria” GABARITO VELOSO. Você poderá contribuir com o parceiro. 4. “TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida. 39. 3 e 4. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto. ora implicitamente ora diretamente. sendo “pátria”. este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática. julgue os itens da questão 38. Caetano.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. grito de guerra de uma escola de samba.

Dê. 63. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo. À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal. 3 e 4. perpassa a idéia comum de “pluralidade”. “cores”. burro parece. 04. 3. 64. Salvador: EDUFBA. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão. “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”. 4. 32. asno vai. b) 1 e 4 apenas. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. 1996. que não merece. 16. a soma das alternativas corretas. Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe. que indigno cresce. 2. e) 3 e 4 apenas. Burro foi ao subir tão alto clima. do que burro em cima. c) 1. 2. UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos. Quem sobe a alto lugar.” MENDES. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo. 17 41. p. d) 2 e 4 apenas. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”. GABARITO IMPRIMIR O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. Estão corretas: a) 1. “dores”. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem.40. que subir é desgraça muitas vezes. Quando o pisava da Fortuna a Roda. 08. Pois vá descendo do alto. e logo o homem desce. Homem sei eu que foi Vossenhoria. verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo. Desanda a roda. o menos incompetente reina. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. 1. 02. 2 e 3 apenas. Cleise Furtado.Interpretação de texto I Avançar . Em terra de incompetentes. como “roçar”. Nas expressões “confusões de prosódia”. Homem sobe. como resposta. que é discreta a fortuna em seus reveses. onde jazia. Voltar Língua Portuguesa .

refere-se à palavra cidade. 5. b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo. III e IV. 11. 16. no verso 21. 14. A alternativa que traz os números das asserções corretas é: a) I e II. Vinícius de e HOLANDA. 30-I.” MORAES. E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto Convidou-a pra rodar. só não se pode afirmar que: GABARITO a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. 21. II. 12. 18 1. 17. A expressão “pra”. 7. o jogo amoroso e as relações humanas.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. Uniube-MG Sobre o texto. p. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos Como não se ouviam mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz. 22. 19. d) ela. 4. 20. 8. 15. 27. 6.Interpretação de texto I Avançar . Então ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado De tanto esperar Depois os dois deram-se os braços Como há muito tempo Não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça E começaram a se abraçar. 1980. III. (Literatura Comentada). 9. traz marcas de oralidade. nos versos 8 e 9. II e IV. Abril Educação. Chico Buarque de. Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I. “Valsinha Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar. 29. 43. IV. b) o autor. 25. d) I. Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar. Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência. 24. 44. 23. 10. Chico Buarque de Holanda. São Paulo. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador. A expressão “ali”. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. 26. b) III e IV. c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos. 3. 42. 28. Este é um texto narrativo que relata uma transformação. c) ele. 13. 18. 2. c) I.

p.. TEXTO 2 19 Charge de lotti. como veículo de divulgação. TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country. II. é necessário levar em conta dados contextuais. Para uma adequada compreensão do texto 2. 45. 24/05/99. III. GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro. 102. cintos e chapéus vistosos. IV. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil. estilizando a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas. 24/01/99. a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras. local e data. II.Interpretação de texto I Avançar . 46. PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II.. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos. Os boiadeiros urbanos capricham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carnaval carioca em termos de público e opulência. Em Barretos. Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2. e) I. Chegam de todos os cantos do país. o autor do texto 1 expressa um grau de indignação equivalente. (. o texto 2 pretende mobilizar seu humor. e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil. brasileiros”. A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito.” Adaptado de: Época – Especial “Nós. Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge. b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições. a partir de uma informação que esse já tem. III e IV. Porto Alegre.Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2. c) II e IV. d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . No Carnaval. b) I e III. Integrada ao calendário das maiores comemorações nacionais. Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor. II e III. d) I. enfiados em calças jeans. pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional. imaculadas botas de couro. I. Zero Hora. reis e princesas sonham até a Quartafeira de Cinzas.) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”.

por meio de estruturas gramaticalmente corretas.. Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste. • doutorado.. Sua imagem perante os colegas de trabalho é.Interpretação de texto I Avançar . • um curso de especialização. se tem um domínio regular. • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua. • pós-graduação lato-sensu. por exemplo. • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão.. CURSOS COMPLEMENTARES Você fez. ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho. • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou... ( ) Conhecimentos de inglês são importantes.Texto para a questão 47. • bons – 25 pontos • médios – 13 pontos • ruins – zero” 20 GABARITO IMPRIMIR 47.. ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corresponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da de um bom domínio de conhecimentos de informática. “TESTE Avalie suas chances de obter um emprego. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é... ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez. mas se forem substituídos por outro idioma – como.. Voltar Língua Portuguesa . informações coerentes com o teste do texto.. CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é. • mestrado. espanhol – a valorização será maior.. Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego. ou 10 pontos. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela. UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam..

isso bastaria. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa.” SCLIAR. d) somente II e III. Cada planta é uma galáxia. 27 ago. Paulo. 21 49. não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. a imagem vale. em relação ao texto. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. é só estimular o turismo. “Às vezes. arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados. “As maiores estruturas do Universo”. II. enquanto. Uma outra diferença importante é que o Universo está em expansão. p. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da harmonia universal. Hotéis não há muitos. infindas. especialmente o que nos foi oferecido. No segundo parágrafo. 2000. U. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. senão pela sua precisão. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa. U. Águas são muitas. esse é um modelo bidimensional do Universo. E em tal maneira é graciosa que. o que se afirma em: a) somente II. quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. A terra em si é de muitos bons ares. c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real. cheia de vitóriasrégias. considerando-se o uso atual. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo. d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental. Há. Salvador-BA Por inferência. Está correto. e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista. Paulo. b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos. pelo seu poder evocativo. para alindar ou afear. Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor. Folha de S. II e III. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais. 29. Moacyr. uma infração à norma culta. b) somente I e II. Marcelo. GABARITO Considere as seguintes afirmações: I. b) um momento de percepção da realidade. ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. 17/05/99. mas os poucos que existem são confortáveis. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos.Interpretação de texto I Avançar . e) a exuberante natureza amazônica. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado.” GLEISER. metafórico. lagoas não costumam estar em expansão. In: Folha de S. através de um discurso poético. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova. III. Mais! 48. sempre aumentando. E que não houvesse mais que uma pousada.Texto para as questões 48 e 49. e) I. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que. querendo-a aproveitar. 50. em geral. no primeiro período. c) somente I e III. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. há uma referência nova. De qualquer forma. Claro. o melhor que eu puder. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

Mateus 18:12. Vos tem para o perdão lisonjeado. Que a mesma culpa.” MATOS. Se uma ovelha perdida. metáfora de uma situação ou de um ente abominável. Porque. que está no céu. c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira. pessoa do plural.51. à qual Gregório de Matos recorre. Perder na vossa ovelha a vossa glória. F. dentro do universo irreverente da poesia marginal. GABARITO IMPRIMIR 52. Do mesmo modo. pensar e sentir. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1. e prazer tão repentino Vos deu. ouvir. b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino. é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. leia os textos a seguir. não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E. Roberto. A abrandar-vos sobeja um só gemido. e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino. c) O título do poema está na 1ª. e já cobrada Glória tal. d) exaltação da sabedoria de Deus. Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta.Interpretação de texto I Avançar . Senhor. U. Se basta a vos irar tanto um pecado. b) O poema refere-se à obra Macunaíma. Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. que vos ha ofendido. a ovelha desgarrada Cobrai-a. enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª. Texto 2 “Pequei. que pereça um destes pequenos. Gregório de. quanto mais tenho delinqüido. “Macunaíma nos ajude na barriga do gorila Cabeça do meu pau? na barriga do gorila Meu alegre coração onde estás? na barriga do gorila” Barriga de minha perna onde estás? na barriga do gorila Dedos de minha mão onde estão? na barriga do gorila Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ. 22 d) O poema sugere que o “gorila”. mas não porque hei pecado. Considerando que o sujeito lírico expõe sentimentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. e não queirais. Vos tenho a perdoar mais empenhado. Pastor Divino. Da vossa piedade me despido. pessoa do singular. tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar. escrever. se por acaso a encontrar. 26 poetas hoje. corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos. Senhor. São Paulo: Melhoramentos. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. Para responder às questões de números 52 a 54.F. como afirmais na Sacra História: Eu sou. a) O poema não se refere à obra Macunaíma. de Mário de Andrade. não é algo desejável para meu Pai. Voltar Língua Portuguesa . Poesia Barroca.M.

razão pela qual acredita que não será salvo. por isso. algumas passam quase em branco e outras são exaustivamente lembradas. e) padeça. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E as musas escolhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas. pois. estudar. d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus. oceanográficos. antropológicos. “para conservar.Interpretação de texto I Avançar . mas não se arrepende deles. O Dia do Museu. d) peque. 55. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais. de armas. deixando que Ele decida se o salva ou não. c) se perca. erguidos em homenagem à cerveja. visitados e respeitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve. c) suplica pela salvação divina.M. chantageando o Senhor. 18/05/00. ao vinho ou aos insetos. merece a salvação. c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada. vem do grego “mouseon”. Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender.M. b) sofra. os que reverenciam a colonização ou profissões. 54. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade. Marco Aurélio. a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu. GABARITO Sobre o texto. e) submete-se à vontade de Deus. Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra. b) conversa com o Senhor. e sobretudo expor para deleite e educação do público. conforme a definição do dicionário Aurélio. do texto 2. F. Jornal de Santa Catarina. Santa Catarina possui cerca de 100 museus. 23 d) argumenta. ecológicos. de artes. e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. valorizar pelos mais diversos modos. que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados. assinale a alternativa correta. coleções de interesse artístico. se Ele não o salvar entrará em contradição com a Sagrada Escritura.” SILVA. que significa templo de musas. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e. F. talvez não precise de uma grande festa nacional. histórico e técnico”.53. A palavra museu. Mas há também os arqueológicos. pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades. comemorado hoje. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas. os religiosos.

. folgou muito com elas. e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas. e depois para o colar. Dê. SP. e assim mesmo acenava para a terra. E eles entraram. isto não queríamos nós entender.E também olhou para um castiçal de prata.. Manuel. aos pés de uma alcatifa por estrado. relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. Mas nem sinal de cortesia fizeram.. como se davam ouro por aquilo. 08.. Em E eles entraram. na embarcação portuguesa. e. Os tupiniquins. carpete. evidencia que havia problemas de comunicação entre portugueses e tupiniquins. 04. Pêro Vaz de Caminha.folgou muito com elas. e assim mesmo acenava para a terra.) Viu um deles umas contas de rosário.. Fasc. e lançou-as ao pescoço. e novamente para o castiçal. escreve para o Rei de Portugal. estava sentado em uma cadeira.Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D.. com um colar de ouro. Pelo trecho . a soma das alternativas corretas. E também olhou para um castiçal de prata.. quando eles vieram. 01. como resposta. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra. Isto tomávamos nós nesse sentido. Mas nem sinal de cortesia fizeram. A expressão . por assim o desejarmos. consentindo. assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s). por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. 08. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim. falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta. 02. é correto afirmar que: 01. pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. Manuel. UFSC De acordo com o texto. as quais não eram fanadas. muito grande. Coxim – almofada que serve de assento. nem de falar ao capitão. Fanadas – murchas. 56. que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão. bastante comunicativos.” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS. como resposta. 1999. Dê. entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação portuguesa.) Acenderam-se tochas.. a soma das alternativas corretas. 57.. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço. Nada. como se davam ouro por aquilo. E deitaram um manto por cima deles. brancas.Interpretação de texto I Avançar . fez sinal que lhas dessem.. 04. ao pescoço (. UFSC A propósito do texto. por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar. como se lá também houvesse prata! (. Todavia um deles fitou o colar do Capitão. fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou categoria social lusitanas. nem de falar ao Capitão.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e o da cabeleira esforçavase por não a estragar. O trecho . pareceu despertar o interesse dos tupiniquins. I. nem a ninguém. E então estiraram-se de costas na alcatifa. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. Abril. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. um dos escrivães da armada portuguesa.. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas. nem a ninguém. Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo abandonaram o navio. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. 02. e bem vestido. D.. 24 Vocabulário: Alcatifa – tapete. Isto tomávamos nós nesse sentido.. aconchegaram-se e adormeceram.

Para os povos indígenas. em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser. É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência. a oportunidade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso. A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional. Um dos nomes da alma é neeng. ISTOÉ . Ainda hoje. A própria palavra tupi significa em pé. Os 500 anos de Brasil significam. Nosso povo enxerga o ser como um som. 04. aquele que emite belas palavras.E qual é a razão desse desencontro? Kaká . 32. Apresentamos. “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados. de acordo com os trechos da entrevista que você acabou de ler. a seguir. qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká . a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais. Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos.A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser. Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssimas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Para Kaká Jecupe. A realidade atual indígena não é fácil. ver o índio de forma menos prepotente levaria a civilização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação. A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indígenas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais. motivado pelo acirramento de interesses econômicos. em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil.Os europeus chegaram trazendo o progresso. por ilusão dessas relações com os brancos.O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos. É por isso que os guaraniscayowas. 02. em Dourados. ISTOÉ .O patrimônio da sabedoria.Nesses 500 anos. 08. uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa.” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká . com o desaparecimento de centenas de etnias.. trataram aqui como primitivos. Na opinião do escritor tapuia. que são respectivamente o ter e o ser. A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade. um tom de uma grande música cósmica. Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes. Um pajé é aquele que emite neeng-porã. que significa o som que se expande. em grandes áreas do País. regida por um grande espírito criador.Texto para as questões 58 e 59. Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo. A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas. ser e linguagem são uma coisa só. A terra dos mil povos. e fala do seu livro A terra dos mil povos. ou Tupã. O brasileiro não sabe da sua própria cultura. a sua expressão no mundo. 16. Dê. em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição. 01. sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram. (. trechos dessa entrevista. que também significa fala.) ISTOÉ .De desencontro.)” 25 GABARITO 58. 64. o qual chamamos de Namandu-ruetê. são anos de descoberta ou de invasão? Kaká . para as etnias indígenas desaparecidas. a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século. Como você pensa essa relação? Kaká . roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais. a soma das alternativas corretas. preferem recolher a sua palavra-alma. é na base do tiro. 7-11). até para perceber que ela está em colapso. Não no sentido de retórica. como resposta. Porque fala e alma são uma coisa só. ter a percepção desse patrimônio. ISTOÉ . p.Para o tupi-guarani. O pajé é aquele que fala com o coração.. A palavra tupuy designa ser.. (. publicada na revista Isto é (21/7/99.Para quem fundamenta a sua cultura no teor. A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa. ISTOÉ . Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. Uma palavra na boca é como uma flecha no arco.. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado.Interpretação de texto I Avançar .Há um trecho em seu livro.

a partir da relação com o branco. palavra. presença de um forte sentimento ufanista. 04. como resposta. provocado pela discórdia. 32. depois do contato com a língua e a cultura do homem branco.”. 1982). versus índio sofredor. cuja letra reproduzimos abaixo.59. podem ser encontrados em “Quyquyho”. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos. noção que a terra pertence aos indígenas. UFMS Os aspectos apontados. na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. como resposta.Interpretação de texto I Avançar . 04. oposição índio feliz. Dê. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do índio. Texto para as questões 60 e 61. 02. o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. 08. em Mato Grosso do Sul. sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio. os guaranis-cayowas da região de Dourados. 32. Dê. “Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. 16. pois a eles foi legada. 64. em tupi. 08. a soma das alternativas corretas. mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. 61. tendo a ver com sentimento. 02. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio. 16. e Quyquyho. Visão ingênua e idealizada do índio. 08. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. na tradição indígena. enquanto som. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios. 16. a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais. 02. nos primeiros tempos.” 26 GABARITO 60. emoção. a soma das alternativas corretas. a linguagem. 04. a seguir. denominado Namandu-ru-etê ou Tupã. exceto: 01. a soma das alternativas corretas. Dê. UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os textos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Dourados é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura. entendendo alma e fala como “uma coisa só”. é correto afirmar que: 01. 01. como resposta. vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. ilustrada pela aglutinação dos termos índio e América. e o ser são elementos distintos. significa “som em pé”. a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra. Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto. Emprego de termos de origem indígena. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 32. Alusão ao “grande espírito” criador do Universo.

somente. d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso internacional de solidariedade. d) I e II. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. com narrador em terceira pessoa. somente. p. Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I. Unifor-CE Anacronismo. Está correto somente o que se afirma em: a) I. e) dissertativa. Faz ver que. sobretudo nos três primeiros parágrafos. O menino nasce morto.Interpretação de texto I Avançar . “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpinteiro José aportam a Belém. com narrador em primeira pessoa. Murilo. 63. Atualiza a história de Cristo. recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado. as personagens ganham amplo desenvolvimento. c) descritiva. o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. No conto. “Não há lugar para essa gente”. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas. No romance. mais do que no conto ou na novela. e) II e III. Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. somente. Está correto o que se afirma em: a) II. Com base na definição acima. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. 1944. b) narrativa. pois se apóia em argumentos encadeados. d) II e III. Ironiza a corrida armamentista. 1. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso. II e III. c) I e III. c) III. Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I. 1486. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram. II. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas. em nossa era. III. Rio de Janeiro: Nova Aguilar.As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue. o advento de um Cristo seria impossível. III. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: a) narrativa. 27 62. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam. 65. somente. o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado. b) I e II.m. b) II. Na crônica moderna. c) soldados de Herodes a elementos radioativos. Conversa portátil. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. anotadas em estilo elegante. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) I. II. Poesia completa e prosa.” MENDES. O casal dirige-se a uma estrebaria. d) descritiva. sobretudo nos três últimos parágrafos. GABARITO 64. S.

logo. Um dia. vê surgir. súbito. Morreu só. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). Durou um ano o amor sem palavras. no meio de sordidez tamanha. d) “Como você não me amava nem eu a você. A menina não voltou. logo. UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China. andou em Hong Kong. ela poderia utilizar a seguinte construção: a) “Toda traição envolve outro amor.. as faces escavadas da fome. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais). certo de que a distância é o esquecimento. eu amo outro. “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. tão só. O marido baixou a cabeça. Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. Tinha sede e queria beber.Interpretação de texto I Avançar . linda. 68. Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. O amor começou ali. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . por toda a parte. A cabra vadia: novas confissões. Quando embarcou. d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos. e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade). parecia um delírio. como num milagre. mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. Primeiro. o brasileiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam. o escândalo. Para apresentar o seu argumento de uma forma completa. Os dois formavam um maravilhoso ser único. 28 66. cada um deve seguir a sua vida”. eu não te trai”. b) “Só se trai a quem se ama. Nelson. E. pouco a pouco. Doeu-lhe.. Um amor que não tinha fim. ninguém tem culpa dessa traição. Resolveu viajar para a China. Não temos nenhum amor a trair”. c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. nunca. que começara muito antes e continuaria muito depois. uma menina linda. O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função central na constituição do sentido do texto. logo. UERJ A esposa do milionário convenceu o marido. Quis gritar. porém. b) marcar as repetições da narrativa.Texto para as questões de 66 a 69. como mulher. você não se deve sentir traído”. Desce e percorre. apanhou o automóvel e correu como um louco. Aquela beleza absurda. Foi parar quase na fronteira com a China. c) negar um amor para afirmar outro. a pé. ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. uma aldeia miserável. 1995. nem princípio. Até que entra na primeira porta. Até que. Um não conhecia a língua do outro. Depois não viu mais o junco. Mas.” RODRIGUES. de repente. ora. eu não amo você”. São Paulo: Companhia das Letras. Não houve uma palavra entre os dois. tens amor – eu medo! . o amor. logo.” (Casimiro de Abreu). 67. eu não te amava nem você me amava. c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. Viu. b) “Que não seja imortal. nem você a mim. Olhou aquela miséria abjeta. o brasileiro teve que voltar para o Brasil. ora. d) “não é pois todo amor alvo divino. Foi também um adeus sem palavras. UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e “durou um ano o amor sem palavras”. Ele ficou muito tempo olhando.

b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa. Às 11h56. pedindo a presença de um fotógrafo. quando abandonou o primeiro marido. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . morreu nos braços de Garibáldi. e) É pura e simplesmente uma narração. No conto de Nelson Rodrigues. Lá. 70. d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco. Na imagem. jornal da cidade de St. sua mãe ligou para o St. b) I e III. expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio. GABARITO Observe as afirmações abaixo: I. na Itália. d) II. em Santa Catarina. O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto. V. Estão de acordo com o texto: a) somente a II. 400 quilômetros ao nordeste de Roma. Enquanto agonizava. um sapateiro. (. da mulher. Mas. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. Univali-SC “Agonia pública Na cama. Petersburg Times. os olhos salientes pela magreza do doente terminal. uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final. O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. II. 30 de junho de 1999. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882). um homem robusto. em 3 de junho. ao lado da mãe. por iniciativa da Câmara Municipal.69. no Brasil. e) somente a V. Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos. Superinteressante. d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguinte recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo. Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita. IV. Bobbie. numa fazenda em Mandriole. Virou Anita.Interpretação de texto I Avançar . c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador.. e do filho Bryan Jr. Paulo. O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro. Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. o cartório de Laguna. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas. 71. Em poucos dias. Petersburg. Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado. é venerada como heroína da unificação. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos. a cabeça sem cabelos. Bryan morreu em casa. em 30 de agosto de 1821. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal.. IV e V. oficialmente. agosto de 1999. c) somente a III. a boca aberta no esforço desesperado por ar. é quase desconhecida. com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi. de olhos semicerrados. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845). o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo. Dez anos depois. III. 29 Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa. Tanto que só passou a existir.” MARKUN..)” Revista Veja. Bryan Lee Curtis. de 2 anos. na Flórida. um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões. Só no último dia 11 de maio. No colo dele. há três meses.

ficariam prejudicados os demais dias da semana. portanto. 30 Após a leitura do trecho acima. vocês terão uma prova toda semana”. para ser coerente. se o senhor não nos avisar do teste na quinta. rigoroso. afirmou o professor. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta. contrariando mais uma vez a regra imposta”. como ele é o último dia com aulas na semana. porém. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar. 73. os jovens se remexeram em suas carteiras. ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musical. “Assim. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. porém.. Um deles. anunciou peremptoriamente. o jovem ponderou: “Professor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que a prova será na sexta-feira. com 48 horas disponíveis. O estudante. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado.. é este que fundamenta aquele. e nada mais”. ao terminar a nossa aula de quarta-feira. “Parece-me justo”. b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia. efervescente. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto.) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma. que o sábado está descartado. emendou. então. Aborrecido com o mau desempenho de seus discípulos. Relacionando essa observação ao texto acima. julgue os itens que se seguem. então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado. Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse.Interpretação de texto I Avançar . às vezes.. “O senhor. financeira e política da mensagem.. (. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. Pelo mesmo critério. logo descobriremos. não deve ser usada em todos os casos. Assim. no entanto. contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”. ( ) No texto. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano. Não foi necessário prosseguir. pois.72. O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999.)” Luiz Barco. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom argumento. os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. Univali-SC “As armadilhas da lógica (. d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado. Assustados. E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado. digamos. porém justo e lógico como o senhor tem sido. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”. nunca poderá reservar o sábado para nos testar. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora. “Se o senhor concorda. ainda não tinha terminado. GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha. raciocinou.

Interpretação de texto I Avançar . pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global. “À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário baiano lacônico mineiro perdulário Deus nos guarde.. o sentido da vida para o eu lírico. UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes. ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto. predomina a narração com a manutenção da unidade temática. ( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearense sedentário”. por exemplo. ( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”... INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77. pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ou toma um café Hoje bobagem. 76. ( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade.. européia e cristã. sem manter assim relações de sentido com o poema.” Interpretando-se os sentimentos do poema. De carioca cerimonioso gaúcho modesto paulista preguiçoso Deus nos livre e guarde. ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem . o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro.cadeiras. revelando. onde as ondas se amansam. ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor. opõe-se “cearense migrante”. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75. concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”. ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira. assim como estes. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito.74.66583624 (Chico Amaral) GABARITO Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. ( ) No texto. 31 “UM DIA QUALQUER . ( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca. UFMT ( ) Na primeira estrofe.

) Que é isso. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve. b) somente I e II. e) II e III. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes.” Carlos Drummond de Andrade. Mas somos nesta casa uma família de estranhos. fica em sua cadeira assuntando. quer dizer: que não há para você. que só a língua têm em comum. A ação de escrever priva. O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua. que está de olho na maquininha. pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar. o que se afirma em: a) somente II. de meus receios.” O trecho acima apresenta características evidentes de: I. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano. Dissertação. rapaz. b) II. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção. escrever exige predisposição e inspiração. Impede a conjugação de tantos outros verbos. de minhas fraquezas. vedada a você. d) I e III. enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada na escrita. III. II. assuntando. de falta de apetite para os milhares de assuntos. e você não sabe ir além disso. Então hoje não tem crônica. bem como a abundância de assunto. não revolve os intestinos da vida. em relação ao texto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Revolto-me contra mim mesmo.. inclusive a simples claridade da hora. Os dedos sobre o teclado. depende das condições intelectuais daquele que escreve. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. como que em presença de um inválido. porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. falar-lhe de minhas dúvidas. II. As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo. apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mundo imaginário em que vive o autor. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras. d) a falta. 79. Ou. não corta na verdade a barriga da vida. d) somente II e III. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos.Interpretação de texto I Avançar . aí está você. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I. 78. Vivem constrangidos. com predomínio do tom reflexivo e de marcas de análise psicológica. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. II e III. (. Conclui que não há assunto. Entretanto. Escrever é triste. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. por vezes. e) I.77. purê de palavras. c) somente I e III. Narração em primeira pessoa. c) I e II. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto. III. mais propriamente. Prosa poética. sem liberdade.. Não basta haver variedade de assunto. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela. Está correto.

d) “céu imenso perdido”. d) bastante descrente e desiludido. Lembro-me dela. essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador. c) pouco desconfiado e muito observador. Tinha uma árvore. 83. não veio da cidade. Veio. como se dissesse – Bom-dia! Chega. Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”. Hoje. e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. Ah! dormir com o sentimento de pôr. b) lugarejo e beleza natural. Às vezes na imaginação. Tão sossegados! Só nos jardins há amores-perfeitos. as palavras destacadas conotam. luz cheia de sombras de asas. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão. Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos.” Álvaro Moreyra. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica. Quem pode vai para fora. um jardineiro risonho. às vezes na realidade. Imagine o campo. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. Ela pousa. Os outros ficam aqui mesmo. 84. b) muito arredio e pouco confiável. com certeza. uma vez contextualizadas. Voltar Língua Portuguesa . b) narração e a relação realidade-imaginação. amanhã. Eles são as minhas aldeias. 82. b) “Sábado”. O cheiro de terra. d) proteção e felicidade. nos olhos e nas mãos. a: a) meio arredio e misterioso. Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”.. b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado. como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. GABARITO IMPRIMIR d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador. É preciso gostar da vida. tão igual. respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre. Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” corresponde. e) com certa melancolia e pouca sinceridade. A noite caindo sem desastres. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos.80. e) segurança e incerteza. realidade de uso interno. com qualquer coisa de gato e de mulher.Interpretação de texto I Avançar . Era um Jardim sereno. primeiro. depois até a gente tão simples. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias.” No texto. E tinha canteiros de rosas. Uma voz de água no silêncio. c) “cheiro de terra”. 33 81. e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador. do tempo. c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário. talvez. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca daquele que escreve. logo mais. Tão sossegados! Só nos jardins há amoresperfeitos. “ir para fora” tem um sentido mais libertador. A vida arranja tudo pelo melhor. nas árvores. Sábado.. mas triste. semanticamente. c) solução e realidade. Aquele jardim era meu amigo. e) “luz cheia de sombras de asas”. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão. Semanticamente.

Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios.. 86.Interpretação de texto I Avançar . o e-mail.. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e. o celular. a partir daí. e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail.) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e. Hans Dieter Didjurgeit. Uns dizem que o culpado é o trabalho. fax ou telefone. como almoços e jantares com o cliente em potencial. por vezes. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas. Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma certa maneira de viver? O homem. para o Terceiro Milênio.. d) I. uma das tantas doenças modernas. inventou a Internet. desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver. O homem é uma máquina que nunca desliga. IV e V. mantendo assim o humor e a alegria de viver. 34 GABARITO Observe as afirmações: I. o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo. O estresse é uma doença moderna. c) II. II e IV. A psicóloga Marilda Lipp afirma: “Sob tensão pesada. d) Todos os empresários. o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios. II e III. afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (... sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios. b) II. e) todos os itens. o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio. uma sociedade totalmente estressada. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez. III e V. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente. empresa especializada em sistemas de automação comercial. agosto de 1999. Depois capota”.. fax ou e-mail”. (. atualmente. “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ingo Tirgarten. afirma Aldo Colombo. e não desliga mais. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver.85.. b) O telefone. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem.) O presidente da empresa de seguros ADD Makler. É mais um desafio!” Missão Jovem.. Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes. IV. o fax e o telefone.. aboliu o Domingo. 30% dos brasileiros sofrem de estresse. fazendo uma coisa de cada vez. As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I. trocou o dia pela noite.)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos. c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail. II. V. III. (.

Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente. isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos. pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quantas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado.) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas. os que realmente caracterizam o texto são: a) II. ( ) Na estrofe 8. II. III. III e VI. São idéias presentes no texto: I. Nesta mesma época.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” Segundo Popper. enunciados “particulares”). No século XIII desenvolveramse as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal. b) I. a enunciados universais. “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). Univali-SC “No antigo Egito. ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais. Dos itens acima. (. VI. o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século. 35 88. III e IV. ( ) Um método impróprio no caso da zoologia. Justificar a importância dos gatos e dos ratos. algumas vezes. d) I. o gato foi honrado e enaltecido. tais como hipóteses ou teorias. mas não das demais ciências. fêmea do deus sol Rá...Interpretação de texto I Avançar . Citar superstições acerca dos gatos. de Karl Popper. a gata transformou-se na representação da deusa Bastet. Enaltecer a figura do gato no mundo atual. Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos. IV e V. ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação. Ora. UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século. (. c) I. ( ) Na estrofe 6. ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo. Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos. de um ponto de vista lógico. ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência. o gato se desenvolveu com as conquistas romanas. IV.87. pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo. 89.. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados.” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. ( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século. Sendo considerado como um animal santo. ora um animal doce e afável). UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Científica (1934). está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares. e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e felicidade. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões. associada aos cultos pagãos e à feitiçaria. A igreja lhe virou as costas. V. II. por mais elevado que seja o número destes últimos. e) todos os itens.) Na Europa. III e VI. tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos.

morenas...... 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais.. brancas. 34 pretas. 30 mãos para agir pelo Brasil. pretas... 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens. “OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro.” 36 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 16 o preto. 8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos. 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis.. 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí.. 17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil. 32 . 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor.Texto para as questões 90 e 91.. 33 Mãos todas de trabalhadores.Interpretação de texto I Avançar . roxas 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais.. 27 ouvidos para ouvir pelo Brasil. pardas. 50 Mãos brasileiras 51 brancas. 10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões. morenas... roxas. 28 coragem de morrer pelo Brasil. 29 ânimo de viver pelo Brasil. o roxo e não apenas o branco e o semibranco. o pardo. pardas.

53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros. os pássaros. ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleonásticas e cognatas de verbos no infinitivo (l. ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades. 92.. ( ) o narrador. 14). (No terno branco reconheço o linho. em relação à compreensão e à interpretação do texto. Agora. o seu emprego propicia a expansão da narrativa. às vezes. ( ) As “mãos” (l. mas o acontecimento.que revela o sentimento de compaixão do narrador. antes. dirigindo-se a ele. e depois cortada. ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l. no texto. ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda. Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país. de 1ª pessoa. esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da repetição: “Pobres fibras. pobre substância. e costurada. 31). é situado no presente. Pobres larvas. pobres plantas. Isto aqui já foi muito bucólico. Voltar Língua Portuguesa . substância extraída do casulo de larvas. enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento. de idade. Muito tranqüilo. no quarteto repetido que abre e encerra o poema.. 4) para “desse Brasil que vem aí” (l. AEU-DF Julgue os itens abaixo. na história. gravata vermelha e chapéu panamá. um homem gordo.. vocês sabem.) A mulher também é gorda. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento. Vão se aproximando lentamente. e depois esticada. Pobre seda.Interpretação de texto I Avançar . ( ) no fragmento. o riacho. ( ) Ao se referir aos “Brasis” (l. a brisa.” . Também está suada. ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota. ( ) “Qualquer” (l.90.” (l. resmunga constantemente. ( ) Com “Todo brasileiro poderá. 91. Pobre seda. aproximando-se. de Moacyr Scliar. cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo. 30.” 37 GABARITO IMPRIMIR Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um depois (a aparição do casal). Agora. pobre substância. não.. e baixota. 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidariedade dos brasileiros. seda. extraído do conto “Ecológica ”. Reconheço. 58). acontecem coisas. 15). Ele. a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe. 17) tem. da técnica cinematográfica. fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este. Trata-se de um casal. tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado.” (l. e depois tingida. em relação à semântica e à estilística. por fim se definem. AEU-DF Julgue os itens seguintes. 31. Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte. usa terno branco. pobres plantas.” e “Pobres larvas. mas não se enxuga. “todo brasileiro e não apenas. ( ) De tom otimista. 40 a 48). revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e democrático. no vestido da mulher. ( ) O termo “boreais” (l. A campina. UFGO “Segue-se um trecho. Pobres fibras. ( ) O termo “sindicais” (l. 26 e 27) e no gerúndio (l. conotação pejorativa. 12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras.

— Morra o cáften! João Coqueiro presenciara tudo aquilo. ( ) A referência “Isto é. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa. pensava ele desesperado. o camarada intrépido. já de carreira para o Largo do Machado. Infelizmente. das descomposturas e do crepitar dos vidros que se partiam sob um chuveiro de pedras. 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha. ( ) Das três manchetes criadas pelo redator. ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma. UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural. 94. entrevistado. os olhos injetados. pois indica situações diferentes. Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos. Casa de Pensão. para o redator do Diário. revelou-se salazarista.15. p. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada em seu sentido denotativo. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideológico dos portugueses. Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros. naquela ocasião. 11/02/81. p. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. ( ) Na terceira manchete. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo. 11/02/1981. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português. julgue os itens da questão 93. serve para introduzir uma explicação. UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas. Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto. vozeando furiosos contra semelhante berraria. mordendo os nós da mão. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. porém. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados. ( ) O uso dos dois pontos.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. um cidadão arranca a camisa e atira-se na água. o sangue a saltar-lhe nas veias. — Morra o infame! bramia a malta. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro. no texto. A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto. GABARITO Com base no texto. por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO. O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’. ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente. 38 93.’ De repente. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio estivesse ali. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos contra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela.Interpretação de texto I Avançar . há uma intencional desconsideração pela vida da criança.” Isto é. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque. grudado a um canto da janela. — Oh! Era demais. Aluísio.

mata e come a galinha. é eminentemente descritivo. ( ) O segundo texto. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. caso aquela fosse morta. A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha. p. Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1. Avestruz. Compridos e desengonçados. todos rodearam-na com uma atenção especial. Veja. depois do acontecido. a 8. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutiocultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). 2000. Além disso. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare. percebe-se claramente que: IMPRIMIR a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se desvendam. em muito. ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo. Mas. Já são 800 animais. pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha. já esquecidos do fato. cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical. em torno de 110 quilos. no qual se considera a situação da vida da personagem. ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade. a menina prometia nunca mais comer galinha. com seis espécies conhecidas. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo. no prazo de doze meses. vive em zonas semidesérticas.5 quilo. ( ) A função da linguagem. número idêntico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos.000 reais. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo. fugindo sem saber pra onde. em ambos os textos. apenas dois dedos em cada pé e é onívora. sempre teve como carro-chefe a criação de gado.Interpretação de texto I Avançar . 96. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe. após o evento. o avestruz atinge o peso de abate. de Clarice Lispector. UFSE-PSS “O avestruz está em alta. – Não é necessário o emprego do sinal de crase na palavra em negrito. parte de um verbete de dicionário. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto. Até que finalmente foi alcançado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo. Entretanto. O animal estava sozinho no mundo. superior a de uma vaca. A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver. cujo preço varia de 1. não mate mais a galinha. é a mesma: predominantemente referencial. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. 39 Com base no texto. c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal. Voltar Língua Portuguesa . Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho. compreendendo a fusão entre o real e o mágico.95. indiferente. na Arábia e na África. mamãe.500 reais.” GABARITO No texto “Uma galinha”. Tem as asas atrofiadas. Atualmente é a maior das aves. 18 out. Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã. Tinha a aparência de estar calma. d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. nos últimos cinco anos. analisando as características estilísticas.” Adaptado. a família. no município de Simião Dias. ( ) A fertilidade de um avestruz é. A fazenda Chalé da Serra. passadas algumas semanas. U. os animais são um negócio de altíssimo rendimento. interior de Sergipe. o filhote. 77. o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca. Ave estrutioniforme.

(. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor. modéstia de lado. de palavra educada. Com base no texto 2. Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar. pasto do mais fino.Interpretação de texto I Avançar . lá estavam as negras da cozinha. José. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto. pois sou sujeito lavado de vaidade. IMPRIMIR 100. e tudo era dele. de cacete na mão. e a água boa e doce nas suas vertentes. O seu grito estrondava até os confins. 97. Não podia haver nada que não fosse do meu avô.. UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema. O coronel e o lobisomem. no debaixo do capotão de meu avô. o papai da Tia Maria. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. passei os anos de pequenice. em jeito de moça. que pensa que é? Nos currais do Sobradinho. sem freio nos dentes. o “Velho” da boca dos trabalhadores. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. seja em sala de desembargador. C. A grandeza da terra era a sua grandeza. as águas do céu se derramavam na terra. com uns padres-mestres a dez tostões por mês. Apesar de tudo.. o velho Bubu. Sim. Chegavam de longe portadores de outros engenhos.Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98. responda às questões de números 99 e 100. o Cazuza da velha Janoca. os moleques da estrebaria. mimoso no trato. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. Mas disso não faço glória. que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. 1976. Voltar Língua Portuguesa .. 1978. e era dele. os trabalhadores do eito. Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. 99. Rio de Janeiro: José Olympio. O sol nascia. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca. Digo. e tudo era dele. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que ficou órfão. e tudo era dele. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu. GABARITO TEXTO 2 “A bem dizer. 98. tudo era do meu avô. É invencioneiro e linguarudo. Trato as partes no macio. Se não recebo cortesia de igual porte. In: Ficção completa. de corpo alto. J.)” 40 LINS DO REGO. “Meus verdes anos”. Lá ia o gado para o pastoreador. o meu pai da Tia Iaiá. de olhos miúdos. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas. UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor. (. Ouvia apitar o trem na linha de ferro. do que tenho honra e faço alarde. lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar. lá num inverno dos antigos. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor.)” CARVALHO. gado do mais gordo. sou Ponciano de Azeredo Furtado. UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade. o rio corria. abro o peito: – Seu filho da égua. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância. sem medir consideração.. o Dr. de barbas. coronel de patente. seja em compartimento do governo. TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. Tudo era do meu avô Bubu.

valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais. b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer. imagens de jornais. c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer. estão sendo determinados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação. orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século. Vivemos sob a moralidade dos mandados.. 16/05/99. todos à sua volta. b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais. b) compulsão cada vez maior pela vida interior. c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema.. que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas. prazeres e lucro. a ira. encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido. Quem tem ódio do Governo. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico. adotada por ídolos do esporte. gula.. e) sensação de um vazio existencial e afetivo. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa. enquanto suas demandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório.. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro. irreal. segundo o texto. (. que já não deseja ser o outro. Não há mais a moralidade do pecado. a avareza. prazerosa e lúdica.O Globo. se possível. São ordens que devem ser obedecidas. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade). sucesso. portanto. e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem. bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI. d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso. que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso. a inveja. mas ter tudo e. ira.. à qual o artigo se refere. avareza.Leia o texto a seguir e responda às questões. A criativa preguiça. Já não há mais lugar para a ira. sob pena de exclusão do sistema. bebida ou drogas pesadas. É a nova versão do invejoso.) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo. sem noção de valores materiais. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduardo Losicer. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do imaginário. É preciso preencher um vazio existencial e afetivo. a preguiça e a gula. O pecado da luxúria. mas algo imaginário e. preguiça.. Para o antigo pecado capital da avareza. O orgulho está em baixa. praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria. d) determinação de alcançar o paraíso celeste. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis. c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade. cinema e TV. trabalho.” CEZIMBRA. relatando suas conclusões. (. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos. atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado. executivos de empresas e apresentadores de TV.Interpretação de texto I Avançar . Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (.) O psicanalista Eduardo Losicer. Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja.. equivalente ao inferno. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. 102. consumo. UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer. um superego. Márcia . para quem o que importa não é ser alguém. 103. Este era o pecado da gula. UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”. é hoje um hábito do telespectador: o voyeurismo. Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importados. Esta é a ameaça.. 41 101. A aparência do bom moço. do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha. A maioria movida a compulsões por trabalho. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior. ironiza e ridiculariza estes desafetos. transformou-se em mania de trabalho. roupas. o orgulho.

inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”. ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘. ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘. Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença.” Veja. Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos.104. gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar. com amigos ou numa parceria comercial. pois simulou a própria dor. machuca o joelho e começa a chorar. Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento. Não se trata de uma medida isolada. Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). Serão criados banheiros especiais para deputados. 26 de abril de 2000. 42 É possível concluir. Poderia. II. para o autor. que: 01.Interpretação de texto I Avançar . Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da República. 105. e adaptado. uma aptidão emocional essencial para a preservação de relacionamentos estreitos. que pára. b) a segunda afirmação. a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 131. III. em vez de ter oferecido ajuda concreta. Enquanto diminuem os soluços de José. 64. Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles. do livro Inteligência Emocional. 08. e) todas as afirmações.” Fragmento retirado. seja no casamento. crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. de Daniel Goleman. crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos. José tropeça. ter chamado a professora. GABARITO Analise as afirmações abaixo: I. Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação. motivos e preocupações dos outros. 16. Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. Essas aptidões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora. por exemplo. Só ele notou a situação de dor de José. a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha. o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho. 02. protesta a psicóloga. Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. 32. a soma das alternativas corretas. Dê. c) a terceira afirmação. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. d) nenhuma das afirmações. Mesmo que não concorde com eles. Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado. diz. porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa. a partir do excerto exposto acima. e só ele tentou oferecer algum consolo. Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se metendo. Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para homossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite). 04. como resposta. p. Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. mas os outros continuam a correr – menos Roberto.

UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”.”. c) com o passar do tempo.. amizade.. 108. Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias. Assim que anoitecia. Hoje. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados. o jovem foi convocado. todos os dias. “era jovem”. ( ) Fidelidade. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. introduz as personagens na narrativa. ainda essa festa é motivo de grande agitação. d) durante a festa havia muita confusão. chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo. ia esperá-lo voltar do trabalho. e) as novenas começavam sempre no domingo. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109. Quiseram prendê-lo. pontualmente.. houve mudança nos festejos do Espírito Santo. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecendo do jovem soldado que não voltou. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . distraí-lo. fazendo a crônica da fidelidade. “na maior alegria”. “correr animado”. UFMT ( ) O artigo indefinido. de Manuel Antônio de Almeida. Tudo em vão. o focinho voltado para aquela direção. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título. Casou-se a noiva com um primo. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. afeição são as idéias centrais do texto. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história. mesmo que se vão perdendo certos hábitos. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia. começava muito antes. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. para outros amigos. voltava ao seu ponto de espera. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. Postava-se na esquina. Então. a orelha em pé. o jovem foi convocado.Interpretação de texto I Avançar . um pouco antes das seis da tarde. acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha. Uma tarde (era inverno) ele lá ficou. na maior alegria. depois. cremos.106. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina.. ( ) O uso de mas. “A disciplina do amor Foi na França. disciplinadamente. 109. mas no coração do cachorro não morreu a esperança”. Cefet-PR Leia o seguinte trecho e. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense. uns bons. Os familiares voltaram-se para outros familiares. ( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons. mas quem esse cachorro está esperando?. para que tivessem lugar as novenas”. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido. longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores. ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansioso”. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação. ia correndo ao seu encontro e. 43 107. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias. Os amigos. como se tivesse um relógio preso à pata. O jovem morreu num bombardeio. Mas eu avisei que o tempo era de guerra. em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. fixo o olhar ansioso naquele único ponto. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. nove dias.” Lygia Fagundes Telles. Assim que via o dono. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular. Com relação ao texto. outros maus. Como todos sabem. As pessoas estranhavam. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense.

Ao meio-dia.Texto para as questões de 110 a 113. 1999. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro. os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”. À noite. O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra. 112. mas continuou na janela. d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. da carrocinha de cachorro. Um dia o menino cresceu. d) “tinha”. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. d) I. “via” e “participava”. Tinha um lenço encardido em volta do rosto. c) “envolvido”. pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. “imaginava” e “levaria”. I. 3. do bonde que cortara a perna do seu Almeida. Podia ficar ali. passava o sorveteiro. metade envolvido com o mundo. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas. A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. III e IV. 44 110. esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. quando crescesse. b) I e IV. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. 250-1. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas. Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. Carlos Heitor.” CONY. Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar. via passar o leiteiro. mas nada tinha a ver com ele. revela: a) medo. III e IV. vendo a vida passar. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. passava a leprosa que pedia esmolas. e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas. ele sabia de tudo. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. O menino gostava. III. ao escolher o seu espaço. IMPRIMIR GABARITO 113. escondendo o nariz deformado. Da janela. era uma forma de estar metade protegido pela casa. Uneb-BA Sobre o menino.Interpretação de texto I Avançar . os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. “invejava” e “crescesse”. “gostava” e “cresceu”. como as estrelinhas de São João. p. c) inseguro de seu objetivo. À tarde. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua. O menino tinha pavor da leprosa. em relação ao menino. c) II e III. c) passividade. quando todos começavam a ir para a cama. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada. Uneb-BA No segundo parágrafo. ou em dias especiais. Voltar Língua Portuguesa . b) revoltado com a sua condição de aprisionado. e) II. dos mascarados do Carnaval. e) “fascinado”. o homem que afiava tesouras e facas. “continuou” e “esperando”. ele gostava de ficar ali. numa reentrância da grade. d) deslumbramento. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência. ed. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. IV. In: Os anos mais antigos do passado – crônicas. b) alienação. mas tinha medo da rua. Um dia. e) comprometimento. e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. 111. levaria sempre uma merendeira consigo. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. passava o moleque vendendo amendoim torradinho. imaginava o que elas continham. II. só se abriam aos domingos. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão. b) “protegido”. tão-somente no seu caráter externo. Pelas manhãs. Duas ficavam fechadas.

entrando para a escola. As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas. Unifor-CE I. o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos. 1996. b) da ligação adequada das orações. 117-8. Unifor-CE Quanto à estrutura. c) da ausência de conectivos. A respeito dos enunciados acima. Profissional especializado. bom. 116. Afinal. está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I. de preferência ministradas diretamente nas oficinas. p. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a mão-de-obra nãoespecializada sofre não só os baixos salários.Interpretação de texto I Avançar . ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. e) do emprego de orações reduzidas. b) II. Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências. c) III. e) descrição argumentativa. d) integração descritivo-narrativa. ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional. “Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor. ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas. O resto. Formação técnica X Formação humanística. e) II e III. d) da freqüência de preposições. Campinas: Mercado de Letras. no mínimo menos perigoso. atualmente.. c) exposição descritiva de idéias. que mais lhe interessam.As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “competência técnica” que um curso de formação proporcionaria.. III. 114. Seriam efetivamente formações distintas?” 45 GERALDI. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica. II. O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística. João W. o cidadão. 115. diz-se. busca cursos oferecidos pelas escolas técnicas. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção. E. d) I e II. Tecnologia X Humanismo. Linguagem e ensino. b) exposição argumentativa de idéias.

118. Mas isto deve ser progressivo.’ No texto. C1. Paulo.. estão sempre de mau humor. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4.117. Educar é.. Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós. Educar é ensinar que existem limites. d) 3 e 4. apesar de subscrevê-lo. só sabem dar broncas e impor regras. implicam com sua maneira de falar. Voltar Língua Portuguesa . Educação – ontem. Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente. só vêem o erro e não os acertos. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”. para que o jovem forme seu caráter e suas convicções. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discurso direto. Os jovens libertários da década de 70. Os filhos. criam-se distorções. Implica amor e firmeza. ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘. d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas. são pais que optam por uma educação mais conservadora. passam horas falando ao telefone ou na Internet. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis. mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura. nem quanto custaria. os trajes nem sempre asseados. ’E desconhecia que a resposta implicaria gastos públicos. por sua vez. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e necessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. Quando apenas um dos termos vale. sobretudo. horários e deveres. disse Brito ao juiz.Interpretação de texto I Avançar . reclamam dos pais: os pais não confiam neles. c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil. 30/1/98. em seu depoimento.‘” O Estado de S. b) 2 e 3. IMPRIMIR b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições. como autor da nota. Alfenas-MG “Brito. Educar é também conceder liberdade. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos. estão sempre desafiando os limites. existe quase um consenso: é preciso proibir. que pregavam o amor livre. Porque experientes. Nunes teria ditado o texto para Brito que. exercitar o diálogo. 46 ‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. GABARITO Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70. não sabem o que querem. não interessou-se em saber onde seria publicado. a desobediência civil e o consumo de drogas. Henrique Nunes. c) 1 e 2.” Missão Jovem. hoje. são agressivos. U. ao Ensino Fundamental e Ensino Médio. não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos. e) 2 e 4. hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade. discurso indireto e discurso indireto livre. de trajar e com suas amizades. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reportagens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação. agosto de 1999.

O cachorro rosnando lá fora. Morto. como convém a um coelho cardíaco. quando entra o pastor alemão na cozinha. E agora. E o homem continua achando que um banho. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. assim fizeram.) O personagem que mais me cativa nesta história toda. Como o coelho não estava muito estraçalhado.. nós mesmos. O ser humano. animais racionais. Quase mataram o cachorro. Simplesmente genial. Vamos dar um banho no coelho. – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia.. quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado. procurava em vão pelo amigo de infância. – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi. Maquiada. que não pensamos duas vezes.Texto para as questões 119. com as perninhas cruzadas.. Imagina o pobre do cachorro que.Interpretação de texto I Avançar . é o cachorro.. Para nós o cachorro é o irracional. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana. Isso na sexta-feira. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. 22/04/98. Notam o alarido e os gritos das crianças.. O bandido é o dono do cachorro. No domingo. desde sexta-feira. Lembrou? Agora pintou uma nova. o protagonista da história. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. Até perfume colocaram no falecido. mas era infalível. Entendo de bicho. Problema nenhum. Provavelmente estivesse até chorando. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho. Coitado do cachorro. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. arrebentado. “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. de tardinha. E lá foi colocado. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. parecia vivo. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. Imagina.” PRATA. Coitado do dono do cachorro. pegar amizade. E agora? Todos se olhavam. depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. escorraçar o animal. Claro.. Enterrado. Vão crescer juntos. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. – O vizinho estava certo. Sim. assustado. As crianças. 120 e 121. Parecia que tinha visto um fantasma. lívido. o coelho. O cachorro é o herói.. é claro. O meu pastor é filhote. bairro de classe média alta em São Paulo. morto. Eram dois vizinhos. Ficou lindo. sujo de terra e. O coelho. – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem.. na semana passada. o animal desconfiado que tem dentro de nós. O doido comprou um pastor alemão. lambendo as pancadas. Pasmo. diziam as crianças.. Mário. Julgamos os outros pela aparência. Depois de muito farejar descobre o corpo. deixar ele bem limpinho. o assassino confesso. – De jeito nenhum. Isto é. Branco. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. todo imundo. Trazia o coelho entre os dentes. só podia dar nisso.. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. Juntos cresceram e amigos ficaram. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro. 47 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Coitados de nós. felizes. E parece que o dono do cachorro tinha razão. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido.

Deveria ser o requisito básico. substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”. Identifique o antagonista. e) de propaganda. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física. 120. p. a) Identifique. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .E. b) narrativo. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição. 16/05/99. Reescreva as passagens abaixo. U. os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei. até cuidar de meninos de rua ou dos jardins. mas centenas de jovens belos e musculosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física. no entanto. Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a educação física deverão ser registrados no conselho.E. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário. b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior. descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. GABARITO Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima. b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”. Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas.” O Estado de S. 123. A partir deste mês. 122. onde deveriam ter aprendido o que ensinam. O bom-humor e a disposição podem ser autênticos. 22 de março de 2000. 121. A abrangência da legislação vai além dos limites da academia. a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. a) Depois de dois anos. Paulo. A lei vale para clínicas. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como atividade profissional. mas o conhecimento adequado para preparar a receita da malhação não necessariamente. Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e. c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação. portanto. formado em Educação Física. Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa. Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada. o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. no texto.119. narrativa. U. b) O cachorro é o protagonista da história. U. Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial. clubes e até condomínios. hotéis. e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física.Interpretação de texto I Avançar . reforma de prédios. que regulamenta a profissão (só agora. U. d) épico. depois de anos. 3-18.E. Mais. costuma haver um final moralizante. Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento. Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo. Nas fábulas.” Isto é. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação). c) descritivo. As entidades colocarão em prática a lei. de 1998.

a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos. não? No Rio de Janeiro. UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. na semana passada. Então eu não digo nada. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. a formiguinha trabalhou sem parar. nesta versão. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada.. A formiguinha. tomando uma cervejinha. A propósito. apesar de usual na língua falada. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo. sangue e mel. cantou durante todo o outono. aproveitou o Sol. GABARITO INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125. Em relação ao texto acima. esse pronome deveria ser substituído por “o”.124. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. Global. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra.Interpretação de texto I Avançar . fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.html (com adaptações). e intenção de transmitir um ensinamento. o rosto inchado. Enquanto isso. exausta.” LISPECTOR. Voltar Língua Portuguesa . julgue os itens a seguir. saiba dosar trabalho e lazer. dentro de uma Ferrari.geocities. ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira.. vejo que é sábado de tarde. o ensinamento principal mudou. ( ) Considerando que. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. antes do vento espantado poder recomeçar. ( ) Nas linhas 8 e 9. IMPRIMIR 125. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. Então. a amiga deseja algo de lá? —Desejo. quando se pensa que a semana vai morrer. dançou. Tem sido sábado. Não aproveitou nada do Sol. e o vento: uma picada. mas já não me perguntam mais. Os melhores contos de Clarice Lispector. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial. sem se preocupar com o inverno que estava por vir. Clarice. passados alguns dias. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. na fábula original. um preceito ou uma lição de vida. pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine. 1997. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. Durante todo o outono. Seleção de Walnice Galvão. aparentemente submissa. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. amiga. manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida. verifica-se que. Quando abriu a porta para ver quem era. Domingo de manhã também é a rosa da semana. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. Se chovia só eu sabia que era sábado. http://www. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10. uma rosa molhada. E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris. ( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas características básicas: personificação ou antropomorfismo. não atende às exigências da escrita culta: para tal. escrita por La Fontaine. “sempre”. São Paulo. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade. Era o inverno que estava começando.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2. último período do texto. não desperdiçou um minuto sequer. nós já tínhamos tomado banho. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida. começou a esfriar. a abelha no quintal. enquanto a cigarra é considerada como boa-vida. sim. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho. curtiu para valer. reelaborada. e um produtor gostou da minha voz. vou passar o inverno em Paris. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior. de súbito. ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles. com um aconchegante casaco de visom. armazenando comida para o período de inverno. sábado de manhã. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”.

O texto demonstra que. resolveu rotular as finais de “play-offs”. 3. no início era jogado em inglês.)” VERÍSSIMO. b) 1. com a cultura colonizadora. Não. é. como “corner”. é um sufixo pouco nobre. e com termos emprestados de outro esporte.. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol. 2. grande investidor ou latifundiário. suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas. no regulamento do atual campeonato. no Brasil. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e. referentes às idéias expressas no texto. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. “Disputam-se “play-offs”. embora um tanto jocoso. não à língua inglesa da Inglaterra. houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso. Roberto Pompeu. uma história de triunfo da língua portuguesa. 198. Entrava. Estão corretos apenas: a) 1. UFPE No texto. Luís Fernando. ao texto. mesmo” confere um tom de repreensão. UFMT ( ) Segundo a leitora. não compliquemos. Seria um caso incurável de carência de colonizador. que é o idioma. A história do futebol. Existem suecos. 2 e 4. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo. A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras. como existem médicos. definitivamente. mas dos Estados Unidos. nestas terras. b) rompem. CBF. 1. terapeutas e curandeiros.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que. mas o “goalkeeper” não o zagueiro. (. 50 Texto para as questões 127 a 129. c) 1 e 3. por cúmulo. no campeonato nacional. Nós é que nos oferecemos. 4. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa.. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol. e os basbaques foram atrás. Entre a assistência e o play-off. a imposição de estrangeirismos no campo do futebol. “Se você começou como padeiro. há políticos e politiqueiros. c) acabaram por subverter. “Play-off” é um termo importado do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva.. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol. esporte inglês. 09/12/1998. A Confederação Brasileira de Futebol. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário. ingleses e brasileiros. segundo ela. o basquete. introduzido por ingleses no país. Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto.. d) 2 e 3. entre outras coisas. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva. como no “goal” que virou “gol”.Interpretação de texto I Avançar . 126. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 3 e 4. p.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. (. Há o importador e há o muambeiro. ao longo de algum tempo. Veja. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado. Jornal do Brasil. facilmente. em virtude de irrefreável impulso de submissão. UFPE Leia os enunciados abaixo. Aliás. assim como brasileiros estão para curandeiros. Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa. (. 128. Chamemos o fenômeno por seu nome. O futebol. timbaleiro ou seresteiro. atualmente.” GABARITO TOLEDO. em campo não o goleiro. É bobeira mesmo. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada. mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”. 127. empresário. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status. ( ) De acordo com o texto.. e) 2 e 4. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora. o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão. mas o “back”. 7/10/95.. ( ) A teoria da leitora ganharia força.

e) o menino vivencia uma experiência de opressão social.Interpretação de texto I Avançar . enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação. e) Na última oração do texto. Quando em meu mal pondero. a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’. São Paulo: Círculo do Livro. extremoso. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. de um semivivo corpo sepultura. a) Na expressão ‘outro esporte’. no futuro do pretérito. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar. Uneb-BA Este exercício.129. já o eu-lírico se sente subjugado pela tirania do amor. que me cerca e mata. ‘nós’. Tomás Antônio. d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial. b) Nesse trecho. ‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor. o verbo ser. Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga. indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se. e aperto sobre o peito em vão os braços. c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. inda. referido anteriormente. Amor na minha idéia te retrata. o pronome de 1ª pessoa do plural. UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto. busca. c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. “Nesta triste masmorra. 51 130. 127. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . s/d. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. Marília. Marília de Dirceu. refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das questões de 110 a 113). constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. adoro a tua formosura. que eu assim resista à dor imensa. d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo. tem como referente os brasileiros em geral. p.” GABARITO GONZAGA.

Interpretação de texto I Avançar . Nada justifica a agressão física.03/06/2000.” IMPRIMIR 134. outro ataque ao governador Mário Covas. respectivamente. Concordo. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores. por mais digna que fosse a manifestação. As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos. GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação. 52 131. O vice-presidente da república disse que o governador merece respeito. 133. cariocas. UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve.Com base nos textos abaixo. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva. UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas.” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpusera os limites do tolerável. 132.03/06/2000. Voltar Língua Portuguesa . Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos. jamais. Por causa dessa intenção. O Globo. a agressão sofrida pelo governador Mário Covas. depois um ovo no ministro da saúde e. Em função desse limite de espaço. os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores. “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo. O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos. responda às questões de números 131 a 134. é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracterizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável. em 1º de junho. Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O ministro da justiça cobrou punição judicial para os agressores. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras. E a situação de extrema violência que nós. suas índoles. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros. Marcelo Maciel. b) construção de comprovações por meio de silogismos. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros. seus defeitos. UERJ Em geral. O Globo. se é que assim se pode dizer. c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos. seja quem for o agredido ou o agressor. Nada justificará. É esse o papel de um educador?” ÁVILA. c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores. b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas. seja qual for a manifestação. Arthur. Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo.

Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. No fundo da garganta. os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós. Em volta. os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil. Agora. uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público. Feliz homem novo. noite após noite. como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. vida nova. O Globo. da ressurreição de Henfil e. Vontade de remar contra a corrente e. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. a adolescência tecida em sonhos e utopias. pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família. encharcando-se de bebidas alcoólicas. Olhemos a cidade. Braços e corações abertos também ao semelhante. De menos ansiedade e mais profundidade.Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138. Por que acelerar tanto. Mergulhar em nós. Ano Novo. 7. em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições. se teremos de parar no próximo sinal vermelho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. Voltar Língua Portuguesa . como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada. os propósitos altruístas. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. Quanto mais cidadania. em janeiro. Voto é delegação e. na verdadeira democracia. um travo. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos. o salário exíguo num pais tão caro. nas atuais circunstâncias. d) pessoal e financeira. a própria humanidade. “Ano Novo. Reencontrar. Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo. Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante. e) o homem busca a plenitude. b) social e econômica. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces. apegados à casa. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio. enquanto tantos celebram a pós-modernidade.” Frei Beto. Ou a opção de um momento de silêncio. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público. as ruas são limpas. a leitura espiritual. De celebrar dez anos. Ano de nova qualidade de vida. A começar pelo réveillon. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas. sem projeto. abrir espaço à presença do Inefável. uma oração. d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. o serviço de saúde. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual. e) política e econômica. um gesto litúrgico. 53 GABARITO 135. e comunicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais. Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado nos faz estranhos a nós mesmos. a solidão entre matas. em dezembro. a rede educacional. Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. IMPRIMIR 136. mas se esquece do material.Interpretação de texto I Avançar . tolerância é cumplicidade com maracutaias. os filhos. Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela. o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo. Feliz mulher nova. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. no ano que se inicia. abastece o crime ao consumir drogas. c) existencial e política. 01 de janeiro de 1998. uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material. mais democracia. p. mas está condicionado às limitações materiais. de Chico Mendes.

e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem.. extraído de Machado de Assis. b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador. e as sombras viessem perpassar ligeiras. Cefet-PR Leia o seguinte trecho.” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio.”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem. Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta.” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (. ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho.) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim. d) somente a III é correta.. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo. e) estão corretas as afirmativas I e III. nada sugere. Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões. amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente. desistir da herança e chorar a perda do tio. de que fala o autor. 16 de fevereiro de 2000.Interpretação de texto I Avançar . Oh. desistindo o sobrinho do dinheiro herdado. Leia as afirmações a respeito do texto. Não.137. c) somente a I é correta.” d) “Em política. como ao poeta.). b) apenas a afirmativa II está correta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . III..” A “luta terrível” na alma do sobrinho. contraste maldito! Aparentemente tudo se recomporia. É impossível ensinar a pensar. e) II e III são corretas. II.).. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. I. 54 139. contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói. não constrói. c) apenas a afirmativa III está correta. Veja. Só formar uma visão crítica do mundo não resolve. inquietas sombras?. que nada sugere. não o do trem..” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez.. consiste em: I.. inquietas sombras?.” Stephen Kanitz.).. tolerância é cumplicidade com maracutaias. b) somente a II é correta. ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro.” 138. tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança. nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos. ao se libertar de memórias antigas. Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas. achando que isso resolve a questão.. d) estão corretas as afirmativas I e II.. Univali-SC “Volta às aulas (.” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (.. c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária. UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (. d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta. III. Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno. UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão. GABARITO 140. Sair criticando o mundo.. II. lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele. e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária.

a globalização. e. para enfrentar – com conhecimento. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é. e claro que desejável. IMPRIMIR b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas. Machado de Assis.. está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer. 142. sensibilidade e altivez – a inevitável. em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costumes. deixou-nos. assim. a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. ‘Se pensarmos bem. veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e. com sucesso. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio.)” AVENDANO. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’. Jornal de Santa Catarina.141. 19 e 20 de setembro de 1999. b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta. gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’. não pode parar no século passado. e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria. mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. muitas vezes. argumenta. nosso escritor. Voltar Língua Portuguesa . Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural. interpenetração cultural que marca o nosso tempo globalizante. Nelson Marinho Teixeira. incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é. d) A língua portuguesa. Jornal de Santa Catarina. A propósito. segundo Machado de Assis.. 29/12/1999. Jaime. Álvaro. porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas. e tentassem descobrir as suas virtudes. e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. É preciso inovar. c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria. só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras. função etc. Sobre o texto. isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. (. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego.Interpretação de texto I Avançar . CASTRO. “Protegendo a língua nacional”. afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). c) Investir no marketing pessoal é muito penoso. a qualquer preço. já em 1873. necessita de mudança de humor. 55 GABARITO A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’. Segundo ele. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor. conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria. ‘Diferente do que muitas pessoas pensam.

08. como resposta. 32. Scipione.Interpretação de texto I Avançar . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. a soma das alternativas corretas. tendência à universalização. manifestação culturalmente rica. p. pois discorre sobre o conto popular. 04. UFMS Em relação ao texto lido.” MACHADO. a autora estabelece uma interlocução com o leitor. Talvez você mesmo pense assim. as criações populares não conhecem normas nem limites. Quanto à estruturação formal. Dê. Dê. atentamente. Leia. 16. UFMS O termo popular. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. 145. se assim fosse. não se prende a um autor específico. quando se trata de estudar gêneros literários. O conto popular. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01. caráter espontâneo. apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. 56 143. O texto pode ser classificado como opinativo. Literatura e redação. Popular é. mas também em caracterizar o termo popular. 32. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. O texto utiliza uma linguagem informal. indiferença às imposições da cultura oficial. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva. veja bem. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica. como resposta. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral. sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral. 16. todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular. o texto segue o esquema básico introdução – desenvolvimento – conclusão. visto que a autora apresenta seus próprios pontos de vista sobre o assunto. 1994. Mas. 04. 02. como resposta. portanto. 02. 08. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar. São Paulo. 144. 16. já que se trata de uma criação coletiva. obediência às normas socialmente aprovadas. 28. 08. 02. Dê. 04. criação rústica. 32. próxima da variante popular. a soma das alternativas corretas. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional. Irene. apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. Com isso. Quer dizer. A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narrativo. é correto afirmar: 01. a soma das alternativas corretas. tal como aparece no texto. possui um caráter eminentemente regional. caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva.As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo. Trata-se de um texto literário. embora tenha um caráter universal. Em alguns momentos. uma manifestação cultural de caráter universal. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas.

UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar. (. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. de acordo com a leitura. Nós. conseqüentemente. A informática serve de exemplo. 1998. ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos. GABARITO 147. ( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. Voltar Língua Portuguesa . aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. Uma é o prestígio. 170.. cuja Carta proclama os “direitos fundamentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. sua tecnologia e o american way of life. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos.Interpretação de texto I Avançar . Peça help. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. printar e startar é meramente semântico. que determina o prestígio de uma língua sobre as outras. temos complexo de vira-lata. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir. que vende como ninguém sua música. Que corra atrás do prejuízo. compreensão e interpretação textuais. Dad. É isso.E. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta. Revista Exame. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. Printar expulsou o imprimir. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. Além disso. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”. como a realização dos postulados da justiça social’. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. I. O que vem de fora é melhor. Deletar tomou a vez do velho apagar. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. Quem não aderiu se tornou out. seu cinema. p. IMPRIMIR 148.” 57 146.“ SQUARISI. é a ascendência cultural. ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem.Texto para a questão 146. Startar cassou o começar. sua literatura. Colômbia. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões. já dizia Gláuber Rocha. ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas.) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. E vire in. no livre exercício de suas próprias soberanias. ( ) Segundo Squarisi. Outra é a receptividade. UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. 1948). sua televisão.. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. e não econômica. 18 de nov.

já no texto II. que o faça mover uma hora mais que outra. pois não há fome. 58 Sobre os textos I e II. qual uma harpia. e sem sustento. uma alusão à suposta preguiça do brasileiro. que quem ousadamente se adianta em vez de tosquear fica em pêlo? Intentastes sangrar toda a comarca. com o título de seu poema.. Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar...)” IMPRIMIR MATOS. e tendo tão larguíssimas orelhas. c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer. e roubais. mas ela vos sangrou na veia d’arca. que é título de zotes ordinário.Interpretação de texto I Avançar .. frio. qual alternativa é incorreta? a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realidade com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus.” SOUSA. e saístes do intento tosqueado. pois os filhos tratais com tal crueza que os comeis. seduzir. e um canalha: mixelo hoje de chispo. fogem vossas ovelhas de vós. e o segundo. e os portugueses preguiça. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário. não só no léxico como também na sintaxe. recém-descoberta. Gleise F. Poesias Reunidas. nem outro perigo que veja diante.). d) No texto I. o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal. 1587. UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho. Sois tão grande velhaco. p. Voltar Língua Portuguesa . Oswald de. mas quem digo que vos valha? Valha-vos ser um zote. MENDES. como sendo tão bobo. 1996. água. o poeta busca resgatar a língua original do Brasilcolônia. heis de buscar a dente qual jumento erva para o jantar. 150. 171-2. que a pura excomunhão meteis no saco: já diz a freguesia que tendes de Saturno a natureza. não vos cai em capelo o que o provérbio tantas vezes canta. Salvador: EDUFBA. paradisíaca.) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore. (. nome certo mui acomodado a este animal. e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum. Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia. o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical. Valha-vos. Gabriel S. pois ficando faminto. a que os índios chamam “aí”. In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos. fogo. Org. calma. Tratado Descritivo do Brasil. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos modernistas de primeira hora.149.. Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE. e para a ceia (. de. parodiar. Gregório de. não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas. como se fosseis voraz lobo? Quisestes tosquear o vosso gado..

mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado. GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mundano. 146-8. de costas. pois vão ser julgados.. mas você pode me chamar também de Jesus. 1972. Tours. JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo.” SUASSUNA. a gemer Galileu. Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram. Auto da Compadecida... p..Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós. Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja. Se lá carrascos foram – cá mártires morreram. o azeite. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem. o Leão de Judá. Mas você. sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura. É justo!. grande grito. João Huss na sepultura. Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento.. O tempo da mentira já passou. Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez. João.. 17. Na fogueira Grandier.. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta. Seu tempo já passou. não. não é lhe faltando com o respeito não. de Senhor.. 59 IMPRIMIR Texto III “ENCOURADO. ed.. Se aqui houve selvagens – eles os educaram. In: Poesias completas de Castro Alves. (Coleção Prestígio). JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam. que era Cristo.. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos. Rio de Janeiro: Agir. de Deus. pode me chamar de Jesus. mais generosidade e virtude requer. MANUEL Cale-se você. p. Loiola – aqui foi Nóbrega.. as provas.. se quiser. Ariano. Quem é? É Manuel? MANUEL Sim.. Sou. atrevido. O Santo Ofício. a gemonia. Colombo a soluçar. remembrando a negra Inquisição. Sevilha e Nantes na tortura. Lisboa. 9 ed.. 145-6. Castro. por quê? JOÃO GRILO Porque. Levantem-se todos.. mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel. Rio de Janeiro: Ediouro. santificando-se através dela.. Arbues – foi Anchieta!” ALVES. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade. Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel.. A hidra escura e vil da vil Teocracia.) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram. De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu.Interpretação de texto I Avançar . Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana. autoritário. é Manuel. 1995. soberbo. BISPO Cale-se. com o braço ocultando os olhos. Esse é um de meus nomes.. porque quanto mais alta é a função. o Filho de Davi. Sua obrigação era ser humilde. MANUEL Foi isso mesmo. (.

Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. O que aqui está é. Sobre eles. e quase todas crêem na mocidade. No Texto II. IV. jardinar e ler. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. Entretanto. 810-11. mas falto eu mesmo. de memória. Em verdade. como todos os documentos falsos. evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa. Em tudo. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano. mas não a mim. conservo alguma recordação doce e feiticeira. assim. I. d) II. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. tudo árido e longo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . interrelacionam-se. o interno não agüenta tinta. 1. O mais do tempo é gasto em hortar. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no momento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram. pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. e que apenas conserva o hábito externo. e. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comportamento dos representantes do clero. esta monotonia acabou por exaurir-me também. No Texto III. em determinado momento de sua vida. não consegui recompor o que foi nem o que fui. expressa no fragmento acima. Capítulo II. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falarme e a dizer-me que. VI. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha. e) II. Quanto às amigas. A certos respeitos. Machado de. como bem e não durmo mal. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. como se diz nas autópsias. IV e V. mas exigia documentos e datas como preliminares. No Texto I. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. Depois. c) I. ignorando o ponto de vista do momento em que o texto é escrito. a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. vida diferente não quer dizer vida pior. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. Pois.. como ao poeta. p. inquietas sombras ?. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. não o do trem. 152 e 153. de suas reais funções. de memória. algumas datam de quinze anos. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado. vá. é outra coisa. e tal freqüência é cansativa. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos.” ASSIS. a fisionomia é diferente. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. outras de menos. Talvez a narração me desse a ilusão. pouco apareço e menos falo. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. Jurisprudência. era obra modesta. Distrações raras. v. V. Tanto no Texto I quanto no II..Os três textos.” Em relação à posição do narrador. III e VI. e restaurar na velhice a adolescência. a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado. embora de épocas diferentes. filosofia e política acudiram-me. e. se o rosto é igual. identifique as afirmativas verdadeiras. d) O narrador. III. como tudo cansa. distanciando-se. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V. Duas ou três fariam crer nela aos outros. Ora. Texto para as questões 151.Interpretação de texto I Avançar . mas não me acudiram as forças necessárias. e as sombras viessem perpassar ligeiras. Se só me faltassem os outros. e esta lacuna é tudo. na época em que antigamente vivia. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. IV e VI. senhor. 151. b) II e III. mal comparando. tal como ocorreram então. UFF-RJ “A certos respeitos. II. O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. Os amigos que me restam são de data recente. pegasse da pena e contasse alguns. c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha. 60 GABARITO “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. e lembrou-me escrever um livro. Quis variar. conservo alguma recordação doce e feiticeira. III. Dom Casmurro.

Interpretação de texto I Avançar .152. com certo humor. não tem amigos de longa data. não consegui recompor o que foi nem o que fui. algumas datam de quinze anos. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. Só dói quando eu respiro. mal comparando. e quase todas crêem na mocidade.” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. sd. o interno não agüenta tinta. percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis.” a) b) c) GABARITO d) IMPRIMIR e) Caulos. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. vá. como todos os documentos falsos. e tal freqüência é cansativa. Assinale a Opção em que.” 153. mas falto eu mesmo. mas não a mim. O que aqui está é. e que apenas conserva o hábito externo. e tenta. através de outra linguagem – o cartum –. Voltar Língua Portuguesa . um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. “atar as duas pontas da vida”.” e) “Quanto às amigas. Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois. Porto Alegre: L&PM. em sua narrativa. se o rosto é igual.” b) “Em tudo. e esta lacuna é tudo. outras de menos. como se diz nas autópsias. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referências ao leitor de seus textos. a fisionomia é diferente. sobretudo no seguinte trecho: 61 “Se só me faltassem os outros.” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros. UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala. senhor.

a modos de azulada. a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo. querendo-a aproveitar. a saber. “chã”: terreno plano. é toda praia parma. a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. 3. não pudemos saber que haja ouro. “espelhos de pau. / sustentada. a saber. Marília. nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. que nos parecia muito longa. Esta terra. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta. Tem. infindas. nalgumas partes. um no meio e os dois nos cabos. Nela. bem moças e bem gentis. delas brancas. nem prata. d) “Irás a divertir-te na floresta. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. delas vermelhas. tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que.” (Murilo Mendes). “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez. dar-se-á nela tudo.” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida. de as muito bem olharmos. UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha. (Castro Alves). Paulo Pereira (org. Águas são muitas. p 39-40. e suas vergonhas tão altas. 4. como os de Entre Douro e Minho. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). Aí andavam outros. não podíamos ver senão terra com arvoredos. De ponta a ponta. c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi. “tintura preta. e outros quartejados de escaques. E alguns. a estender olhos. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. grandes barreiras. Pelo sertão nos pareceu. Rio de Janeiro: Lacerda. vista do mar muito grande. / Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias).Interpretação de texto I Avançar . de que nós deste porto houvemos vista. para transportar água ou vinho. ao longo do mar. que andavam sem eles. 154. assim frios e temperados. Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. até agora. compridos pelas espáduas. muito chã e muito formosa. “parma”: lisa como a palma da mão. 2. quartejados de cores. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. que pareciam espelhos de borracha. tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau. porque. 1999. não tínhamos nenhuma vergonha. que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro. 62 GABARITO Vocabulário: 1. outros traziam três daqueles bicos.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. por bem das águas que tem. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. E em tal maneira é graciosa que. nem coisa alguma de metal ou ferro. planície. b) “Minha terra tem palmeiras. Ali andavam entre eles três ou quatro moças. com cabelos muito pretos.Texto para as questões 154 e 155. 5.

d) reconhecer e retomar a prática romântica. 80. 5 10 63 O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana. e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetência escolar. a UNICEF e a Fundação Odebrecht. à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema. dando-lhes novos títulos.”.F. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. em algumas experiências. por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural. o calor e o frio. quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor. de forma tão natural quanto a chuva. c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos posteriores a ela.155. que é possível o Brasil mudar esse quadro. de modo significativo. por ocasião das eleições de 1994. agora já faz parte de nossa cultura”. o sol.Interpretação de texto I Avançar . entre as classes mais pobres. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam. Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema. A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte da nossa cultura. via-de-regra. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos. dando títulos nacionalistas às estrofes. (. p.” GABARITO Marque a alternativa que não está de acordo com o texto.. (. entre as classes sociais mais ricas e. Poesias reunidas. o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. Oswald de.) A vontade política e a criatividade do povo comprovam. U. sem prejuízo do sentido global.. sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na escola? Nós não. 1978. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE. criando estrofes simétricas e com títulos. e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas. “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente. b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída. b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha. 156.) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída. Pelotas-RS Na imprensa brasileira. dando-lhes títulos novos. a) Para o autor do texto.. respectivamente. de modo esmagador.

Apesar da distância. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas. seu prato preferido. Duas delas são fisiológicas. ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. usar ferramentas e se reconhecer no espelho. Onívoros de carteirinha. “Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”.157. 02. As chefias são formadas por até três animais”. a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé. da mesma forma que o macaco-prego. Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis. aliás. capazes de partilhar alimento”. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima. O apetite insaciável. julho/00. Para comer coquinhos. abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida.” Superinteressante. interior de São Paulo. em flagrante. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. esse macaco africano consegue aprender por observação. o dos macacos do Novo Mundo. p. Não é para menos. Os outros primatas normalmente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo. Parente mais próximo do homem. diz Eduardo Ottoni. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas. o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América. 16. Ele consegue pescar. da Universidade de São Paulo. U. A primeira é o tamanho do cérebro. Voltar Língua Portuguesa . são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos. Tiveram de apelar para o crime. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção de poder e liderança. “Não existe um único líder no bando. As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recentemente. A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida. 08. A sociedade dos micos também é mais democrática que a média.Interpretação de texto I Avançar . Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas. além do homem e do chimpanzé. 64 GABARITO IMPRIMIR De acordo com o texto: 01. Dê.E. “São os únicos. em fevereiro de 1999. Entre os macacos-prego o poder é diluído. depois que o zoológico municipal fechou. existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-prego. diferente dos outros primatas. o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos. como resposta. como o macaco-aranha e o muriqui. é marca registrada dos espertos macacos-prego. O caso foi resolvido em março. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades. a soma das alternativas corretas. Com relações tão complexas. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados. quando a Polícia Florestal prendeu. proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. Se não houver frutas nem insetos à mão. que dá uma destreza enorme ao animal. observa Ottoni. 04. A outra é o chamado polegar pseudoopositor. o macaco-prego só podia mesmo ser um sujeito muito esperto. com força. e estavam com fome. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas.72.

158. Maria. mas que sabem perfeitamente os clássicos. apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. o autor se opõe à tácita aceitação de modismos. a lágrima em riso. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. o que é um mal. Texto para as questões 159 e 160. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. desentranhar delas mil riquezas que. no texto. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. e segue sua vida. em seu texto. é o suor. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Nem tudo tinham os antigos. a mulher da canção. uma certa magia. – não me parece que se deva desprezar. não imputa aos literatos tal responsabilidade.” GABARITO 159. e) A mulher brasileira. Feitas as exceções devidas. Cada tempo tem o seu estilo. apenas suporta a dor de viver. É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri. em relação à compreensão e à interpretação do texto. é a cor. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável.Interpretação de texto I Avançar . Maria. porque. A influência popular tem um limite. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta. ( ) Machado. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. Maria É um dom. AEU-DF Julgue os itens abaixo. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. não se lêem muito os clássicos no Brasil. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. ( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. por intermédio dos escritores. porém. nem tudo temos os modernos. b) A mulher. propõe a mediação. ( ) Machado de Assis. Há portanto certos modos de dizer. como são todas as mulheres do planeta. d) Maria. E não vive. Uma força que nos alerta. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas. ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. Maria É o som. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas.” Milton Nascimento e Fernando Brandt. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. Mas se isto é um fato incontestável. Pelo contrário. 65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. Univali-SC “Maria Maria Maria. à força de velhas. se fazem novas. transforma a dor em alegria. apenas agüenta. simboliza os seres humanos que lutam. c) Maria. quando deve chorar. ou antes por uma exageração de princípio. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. o capricho e a moda inventam e fazem correr. representada pela Maria da canção. principalmente por parte dos escritores. é uma combinação de força e resistência. locuções novas. não se lêem. entre a tradição e a modernidade. outros há que os adotam por princípio. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. Em geral. A este respeito a influência do povo é decisiva. sofrem e resistem à dor de viver. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. Divergência digo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

prolongando-as até ao nosso tempo. Os sertões. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas.Interpretação de texto I Avançar . Volnir e Adão E. econômica ou política nacional. Érico. Sertão. festeiro. João Ubaldo. nem lutas fratricidas. p. Literatura brasileira.” RIBEIRO. A marcha do povoamento. que então vigoravam no Brasil do século XIX. em que todas as cores e raças se misturam livremente. porém. porto Alegre: Sulina. visto que aqui o preconceito é econômico. Carvalho.o senhor querendo se procurar. A estrada de todos os cotovelos. por si. 1995. vol. efêmera talvez. p. Porto Alegre: Mercado Aberto. após apresentação de uma tese. em magnífico resumo. Machado de Assis faz um ensaio crítico em que. . até. do Maranhão à Bahia.” ROSA.” GABARITO VERÍSSIMO. aonde lá. muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros. 161. Euclides da. De repente. nem vulcões. Mas. nem pestes. com sua dialética irresistível. Descemos por umas grotas. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores. 3ª ed. 227. p. Guimarães. Voltar Língua Portuguesa . Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre. 12ª ed. 1989. Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. 1984. ( ) De roupagem metalingüística. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. era o sertão churro. nem terremotos. ed. – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras. em grande parte oriundas das circunstâncias físicas.se diz . Apud Sergius Gonzaga. E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia. Apud SANTOS. Rio de Janeiro: Marco Zero. o sertão vem. o texto lido pode ser classificado como crônica. p. 1984. 5ª. 626. Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes. neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça. o próprio.. Definamos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço. por esses lugares. pela abertura de rodovias. IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial. revela-as. os senhores de terras e gados. As circunstâncias históricas. Até. de coração bondoso.” SOUZA. o mesmo.. nem furacões. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. Viva o povo brasileiro. Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeitinho. pois desconhece o preconceito racial. Rio de Janeiro: Record. Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita. Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície. ( ) Nele. originaram diferenças iniciais no enlace das raças. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocultural. 162.. expõe os elementos que a compõem. identificados abaixo. Para isso. Márcio. CUNHA. acolhamo-nos ao nosso assunto. o autor leva constantemente o leitor à reflexão. nunca não encontra. perfazendo indagação. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira.” Fragmento I Procuremos. 13. Grande sertão: veredas. 66 Fragmento II “Quadrante que assim viemos. quando a gente não espera.. 1997. II. Depois dele: o turismo multinacional. na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (.) Ali estão dois representantes do clã pastoril. p. – valorização das idiossincrasias regionais. julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo. Ia fazendo receios. In: Obra completa. o imperador do Acre. 158. um povo prestativo. que o nome não se soubesse. AEU-DF Julgue os itens que seguem. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional. O tempo e o vento. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros. Manual de literatura brasileira.160. Galvez.

( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana. Para as companhias. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. é latente a contenda entre novos e velhos poetas. b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná. 162. AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. com os espetáculos de circo dos parnasianos. Quanto a mim. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela.” 67 GABARITO 163. apesar de equivocada. mais de 400 estão instaladas no país. Texto para a questão 163. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. “roubada” do Rio Grande do Sul. Das 500 maiores companhias transnacionais. em relação à compreensão e à interpretação do texto. sem rede de segurança . UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo. são por natureza os nossos filhos naturais. na incauta adolescência. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. Anna Paula. E. o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações.Interpretação de texto I Avançar . c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros. essa transferência representa um reforço na filial. ( ) Para Mário Quintana. não existe geração espontânea.Leia o texto abaixo para responder a questão 41. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. em prol do equilíbrio universal. Em São Paulo. ( ) Para ele. Hoje. procurar emprego em nosso país. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. Os (ainda) chamados modernistas. ( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária. E assim. ressuscitada a cada geração. graças à Renault. além de tudo. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. por sua vez. embora sem querer. sem querer. d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial. Quanto a estes. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. Para os executivos e a família. jamais fiz distinção entre uns e outros. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. ( ) Ao apontar os novos como herdeiros. com a sua livre poética. “No Brasil. entre novos e velhos. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. Acontece que. por iniciativa própria. Desde 1990. em massa.” BUCHALLA. a mudança é um sacolejo completo na vida. 26/04/2000. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas. já que aqui não há executivos preparados. Veja. Tanto de um como de outro grupo etário. existem colônias de franceses no Paraná. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros.

capivaras. embora escrita no mesmo estilo.Textos para a questão 164. Quanto aos bichos. Salvo o devido respeito. c) I. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos... Tão fértil eu nunca vi. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) I e III. critica de modo disfarçado a visão de Caminha sobre a terra descoberta. Banana que nem chuchu. Como será esse país no futuro. III. Esmeralda é para os trouxas. Senhor. e) III e IV. Era assim o Brasil de Cabral. c) Tem goiabas. a arca. Bengala de castão de oiro. Havia outra raça bronzeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral. papagaios. nas praias douradas desse novo país. palmeiras. Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. d) Diamantes tem à vontade. apesar da leve mudança no estilo. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I. “Ainda não haviam louras. Águas são muitas e infindas. II. nem surfistas. p. Edição Zero.. melancias. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. mangueiras. ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. Diamantes tem à vontade. Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa. cristalinos e plenos de peixes. GABARITO 165. Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia. assim os achávamos como os de lá. onças e capivaras. b) No chão espeta um caniço.Interpretação de texto I Avançar . a terra em si.55. é muito boa de ares. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta.” 68 164. Banana que nem chuchu. neste tempo de agora. como os de Entre-Douro e Minho. nem biquínis. confirma a visão de Caminha sobre a terra descoberta. tem-nos muitos. Tem macaco até demais. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira. Reforçai. Fortaleza: Editora RISO. onças. um número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto.. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. No chão espeta um caniço. araras e papagaios. O corpo do texto é uma paráfrase da Carta de Caminha pois: I. d) II e IV. tem-nos muitos. Cruzados não faltarão. Tão fértil eu nunca vi. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha. II e III. Araras. De plumagens mui vistosas. IV. rios. s/d. A gente vai passear. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. Texto para as questões 41 e 42. UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos. tão frios e temperados. já quinhentos anos passados. porque. Rios e riachos corriam límpidos. melancias. De tal maneira é graciosa que. nem mulatas. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha . Vossa perna encanareis.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa. quando for a vez desses meninos? Riachos. cajueiros. Tem goiabas. árvores.

II. b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. é sempre menos. Cada minuto de vida Nunca é mais. Nessa operação mental. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta. O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra. ligado à classificação morfológica do verbo ser. 168. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana. III.166. Unifor-CE I. Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente. IV. está correto o que se afirma somente em: a) I. c) halo de encantamento. estamos mais próximos da morte. como se o bom e o interessante não tivessem presente. e não do ser. sentimentos de angústia. niilismo e revolta. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico.” 69 167. Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis. GABARITO 170. d) explorar a sinonímia das palavras.Interpretação de texto I Avançar . até o ruim de outrora ganha uma aura mágica. a cada instante que passa. e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância. c) II e III. b) II. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo. c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “Ser”. corresponde à nossa existência que é o estado transitório. Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. e) II e III. d) sentimento saudosista. Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado. “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia. e) ar misterioso. d) I e II. b) sentido excepcional. c) III. no verso 5. UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70. nem futuro. que é de ligação. II. a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea. Perpassam. 169.” Cassiano Ricardo. b) II e IV. Ser é apenas uma face Do não ser. III. Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. em todo o poema. Unifenas “O Relógio Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos. e) IV. d) III e IV. e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor. Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. A respeito dos enunciados acima. Em suas reminiscências.

com o decorrer do tempo. Entre elas. e disto escasso prejuízo veio à produção literária. b) a falta de liberdade política. seria injustiça. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei. assim. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu verdadeiro nome. tiradas demagógicas. e) tencionava prender-se aos fatos. 172. d) a impossibilidade de escrever com clareza. é incorreta: a) existia uma censura prévia.Interpretação de texto I Avançar . ninguém nos dará crédito. Repugnava-me deformá-las. que o impediria de publicar seu livro. Isto. o escritor é como um cego. caso o escrevesse. depois de muita hesitação. casos passados há dez anos – e. mas foram raríssimos esses autos-de-fé. contra a existência de uma censura prévia. digo os motivos por que silenciei e por que me decido. realizando atos esquecidos. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara. Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas. mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas.As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo. “Resolvo-me a contar. ainda nos podemos mexer. 70 171. para publicar suas obras. às vezes com louvores de sustentáculos dela. fazer do livro uma espécie de romance. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos.” Graciliano Ramos. Não vai aqui falsa modéstia. a polícia. Efetivamente se queimaram alguns livros. sem disfarces. com intenção de dar veracidade aos fatos. 173. como limites à liberdade de expressão. d) perdera as anotações que havia feito. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: GABARITO a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. como realmente haviam ocorrido. enfim. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. antes de começar. De fato ele não nos impediu escrever. sem romanceá-los. com os nomes que têm no registro civil. me impediram o trabalho. Além disso. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e. e) as normas gramaticais e as ações da força policial. redigir esta narrativa. quase impossível. os hábitos de um decênio de arrocho. palavras de ordem. quando formos verazes. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. Voltar Língua Portuguesa . e a proibição de usar nomes verdadeiros. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. julgando a matéria superior às minhas forças. indulgentes ou cegos. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. dar-lhes pseudônimo. ia-me parecendo cada vez mais difícil. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. como adiante se verá. esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. c) numa época de força policial. com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. ou alguém em quem não se pode confiar. inibe também a capacidade de criação literária. b) um depoimento verdadeiro. porém. em qualquer época ou lugar. Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas. e) sem liberdade de criação. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima.

Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas. familiar e do mundo todo. d) inerente a qualquer manifestação literária. para quem é alvo dele. no século XVII. A mulher é honesta. simplesmente. vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população. transtornado. no mundo inteiro. e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore. mata a mulher e se mata. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos. e) a árvore é sinônimo de vida. no texto em que Otelo. doente. 57. são símbolos do poder divino. Voltar Língua Portuguesa . o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. d) O Bem e o Mal fazem parte da vida. por elevar seus galhos ao céu. Por fim. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual.)” Veja: 14/06/2000. induz a uma acomodação do homem à rotina diária.” LIMA. quanto terrestre. o verniz civilizatório ou. desde que eles estejam floridos. a sobrevivência do bom senso mesmo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso.. e) próprio da literatura socialmente engajada. c) cultivado pelas elegias pastoris. perigoso. no ritmo lento da natureza. um sentimento insano. Antes dele e depois dele. é velha como o mundo. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher. 1974. 71 174. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza. por aquilo que produz. b) recorrente na literatura universal. Rio de Janeiro: Aguilar. insuportável para quem sente e doído. p. “Ciúme. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento. homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados. mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes. A tragédia. considere o poema que segue.Para responder às questões de números 174 a 175. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. IMPRIMIR 176. tanto espiritual. 2. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra. Poesias Completas. e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços. d) a simplicidade da vida campestre. e as sementes. Jorge de. antes de calculares os lucros da seara. A morte é uma atitude extrema. (. ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar. e só por isso. o amigo é sincero. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material. desde os tempos bíblicos.. b) os pássaros. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más. como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras. A realidade. b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina. o trai com um amigo. linda. 175.Interpretação de texto I Avançar . paranóico. no seu cruel desenrolar. o general mouro. mata a doce Desdêmona. v. mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. “Antes de lançares a semente no chão.

no início do ano. e) curiosidade quanto à origem do vento. gotejante: o vento a corta. IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser.177. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez. E no entanto o vento uiva.. (. b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional. d) nasce. levam os calouros para a rua e. b) a influência maléfica de uma obra literária.Época.” Flávio Aguiar. transformaram a recepção em coleta de sangue. E sempre prossegue rumo ao norte. os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes. Mais estranho: o mundo é redondo. vagabunda. Escolas como a FGV. e) passa. 3. que serão doados para obras sociais. Texto para as questões 178 e 179. UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais.. a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. b) lembrança. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais. de uma vez por todas. Voltar Língua Portuguesa . o vento nasce e morre no horizonte. todas de São Paulo. promoveram o “trote solidário”. c) vento. O hemocentro de São Paulo recebeu. abolido. e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo. d) o adultério. d) medo da fugacidade do tempo. e) a importância do século XVII para a literatura brasileira. como faca. na árvore dobrada. tarefa dos novatos de Oceanografia. 26 de abril de 1999. o vento chega arrefecido na cidade. b) intenso questionamento sobre tempo. 72 178. GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento. Estranha faca: gelo e água. E geme. unidos. Lembrança – o vento pertence ao campo. 180. c) desligamento da realidade. Para participar da festa. E no entanto o tempo passa: Do campo.” VIEIRA. c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo. do Rio de Janeiro. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo. 179. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida.Interpretação de texto I Avançar . Protegido no copo de conhaque. “(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva. Arrecadou-se mais de 200 quilos. d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários. Uma rês geme. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz.) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica. ou recolher lixo nas praias. mesmo na cidade: tem presente seu passado. Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados. Em vez de cumprir tarefas vexatórias. como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado. Há 15 dias. como tema constante das tragédias gregas. os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça.427 bolsas de sangue. Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ. Marceu .

mas pouco ou nada fazem nesse sentido. e.. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas. Quero voltar ao Brasil. “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil. 1998. que intensifica “poucos” e “poucas”. assistência. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 1/2000 (com adaptações). artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –. na prática. Então fica assim: de um lado. a dança da garrafa. só que o palco é a capa da revista. ter filhos e uma fazenda. No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. o objetivo de todos. comecei a levar o trabalho numa boa. A idéia central do texto é: a) As crianças. a passarela. mas. São alguns privilegiados – como artistas. família. é uma palavra invariável quanto a gênero e número. destinados às crianças. esportistas. São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha. ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”. ingênua e. Com o tempo. Quero aprender com a indústria da moda. uma exceção válida para muito poucos.” Revista Caros Amigos .Interpretação de texto I Avançar . não me destruir com ela. Univali-SC “. amanhã uma perua no shopping. Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria.março de 1999. penso em cair fora. maluquete. Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão. Texto para as questões 182. Mac Margolis. UnB-DF Julgue os itens que se seguem. e vivem nas ruas. no Bubby’s. d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis. pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. ambos desamparados.181. ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que. depois.” Ícaro Brasil. casar. no Brasil. a respeito da organização das idéias do texto. são apresentadoras dos programas infantis. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras.. no outro. em muito poucas circunstâncias. o termo “muito”.” CAMARGO. E depois? Daqui a cinco anos. em Nova York Trabalho e prazer. ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. ( ) Na linha 4. Num dia. 22. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância. É como vida de atriz. enquanto outras nada têm. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é. Luiz Octávio de Lima.. p. 73 182. São Paulo: Moderna. Não quero trabalhar para sempre. ainda que dificilmente ao mesmo tempo. de outro lado. e) Algumas crianças têm tudo: casa. mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam. você tem que ser sexy. que poderiam contribuir para a educação infantil. ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”. que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio. a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo. em tese. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens. têm família. Hoje uma soldada na guerra. as outras crianças que têm casa. Texto para a questão 183.. Introdução. In: Educação para o lazer.

as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas. 16. pela significação textual. já que estas representam o trato com o novo. SAIA DO STRESS A partir do dia 9. toda segunda-feira. para depois haver uma adaptação mercadológica. construídos historicamente. mas utilizálas. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas.183. A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. o tempo. acabam por concretizar-se. se mostram nos processos comunicativos derivados das necessidades sociais. resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. a indagação de suas fontes. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo. Serão 16 sessões de uma análise completa e descomplicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal. DF: Ministério da Educação. apesar de simbólicos a princípio. corresponde tanto a eu. 04. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que. na atualidade. Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se. julgue os itens seguintes. Novos modos de sentir. a trabalho e divertimento. atender às demandas sociais. Gisele Bündchen. Dê. respectivamente. a consciência de sua existência. com cautela e moderação. UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido. ( ) No fragmento de texto. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e. mas produtos de práticas sociais. pensar. com atenção. em seguida. ( ) No fragmento do texto. 02. 08. formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. DIA 9. Afinal. vestibulando e stress dão uma mistura explosiva. Leia-o. às exigências do mercado de consumo para.Interpretação de texto I Avançar . é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. a soma das alternativas corretas. você vai ficar mais relaxado e em boa companhia. ( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem. publicada em O Popular.” 74 184. a democratização de seus usos. o movimento: o mundo plural hoje vivido. portanto. não invadem a vida das pessoas. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias. estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes. o espaço. o reconhecimento de suas possibilidades. 133-4). Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasília. com o desconhecido que amedronta. A organização de seus gêneros. por carregar bem o trabalho e precipitar-me. 32. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. em primeiro lugar. ainda não a entendem. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima. Elas fazem parte da vida das pessoas. 1999. como resposta. da Católica e outras faculdades. As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. viver e ser. p. 1999. O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tecnológicas é de desconfiança. apesar de conviverem com ela. As tecnologias não são apenas produtos de mercado. respectivamente. 185. 01. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. pois resultam de processos históricos e sociais que. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. em 1º ago. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas. É só ler e relaxar que você tira de letra qualquer questão de literatura. e responda à questão proposta. espelham.

Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”. Chimarrão é o mate cevado. Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis. devido à predominância da função fática. sob um laranjal. morena e matuta. O ideal é tomá-lo numa grande roda. 16. passar a cuia de uma mão para a outra. O arado e a estrela. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelectualmente danoso. De acordo com o clima.’ Considere as seguintes atitudes: 1. a leitura obrigatória de livros da literatura brasileira tem um propósito pedagógico. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição. bem gelado. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. Campo Grande. A expressão na hora do quiriri. é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse dever que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. mas também de ler os próprios livros. 4. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia. dará mais sabor à erva. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré. Se alguém falar alguma frase. ( ) o vestibulando terá. 04. Leia o texto que segue para responder a questão 186. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. como chê-kambá ou cunhataí. recebe a ênfase nessa comunicação. 01. daí se sugere que. 75 186. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. (.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. p. para não azedar o mate. sem açúcar. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. Você fica louco da vida. com sol forte e poeira envolvendo tudo. Texto para a questão 187.. a conversa será mais lenta. para o vestibular. o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular. ( ) o canal. “Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira. vestibular e leitura dos livros. 32. de uma boca para a outra. 1996. respeitando a vez de cada um.)” NOVEIRA. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. de cachimbo da paz. Tereré é o refresco. não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados. tudo muito morno e quente. IMPRIMIR GABARITO “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano.Interpretação de texto I Avançar . uma bomba ou bombilha e a erva moída. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. 02. a soma das alternativas corretas. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. para “tirar de letra qualquer questão de literatura”. regado a água quente. o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo. pode ser associada à chegada da noite. Você corrige dois erros. Você corrige um erro. Raquel. alguma palavra em guarani. explicitado pela palavra você. Dê. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. passa-se do chimarrão ao tereré. 2.Considerando-se que. como resposta. 08. 23. tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo.. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress. ótimo. lendo o material anunciado. senão a erva pode azedar. 3. UCDB. Ed. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão.

para verdadeiro. etc. toma um susto. Mas. UFMT Assinale V. funk. é estrangeira imposta pelo colonizador. especialmente o futebol (não mais foot-ball). que alguns tentaram. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. etc. por exemplo: é todo recheado de inglês... Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. por exemplo. falemos de nós. Os índios têm lá os jogos deles. mas devem ser chatos ou difíceis. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. “meio-de-campo”. pelo menos. tem significação mais extensa. b) O fato do inglês “rechear” os jornais. já que a gente não os conhece nem de nome. chamando-o de ‘desporto’. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. 76 GABARITO Texto II 188. demonstra a intenção do jornalista em impor aquela língua. que. E o leitor do noticiário. etc. Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro.187. A começar que a nossa língua oficial. Pois aqui no Brasil. ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita. se você for a fundo no assunto. tudo é show. soap-opera. como as do texto. permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier. d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma. nós a recebemos do colonizador luso. onde as melodias podem ser originalmente nativas. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. e F. por exemplo.” Rachel de Queiroz. No esporte é a mesma coisa. o preto e o branco.. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. cada uma fala o seu dialeto. pretendemos ser. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UEMS No texto I. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”. se não for escolado no papo. Imagina se. Cantor de forró do Ceará. Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado. ou. a todo instante tropeça e se engasga com rap. c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. inclui as apresentações em várias espécies de salas. Nas páginas dedicadas ao show business. contrapõem-se duas cores. como um peru de farofa. deixando de lado os índios que nós. literalmente. Pegue um jornal.Interpretação de texto I Avançar . e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”. ou pior. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. como na África. é engraçado. os brasileiros. ou até na rua. por exemplo. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. o português. pelo menos é o que informam os especialistas. e) Palavras estrangeiras. punk. back é beque. Leia os textos que seguem. ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. ( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz. pelo menos. Mas não pega. então. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). o que foi uma bênção. o pataxó. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade.

não tendo coragem para matá-la. ensinava-lhes o caminho. antes que alguém conseguisse alcançá-la. Abraços que me rendem vossa luz. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro. para as não comprováveis. e encaminharam-se todos para o interior da casa. para a ceia do seu homem. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F. recuou de um salto e. Salvador-BA 77 “Ofendido vos tem minha maldade. ( ) Consciência da efemeridade das coisas. desembainharam os sabres. p. Quando necessárias. e ofendido. é possível concluir que: I. U.” E depois emborcou para a frente. as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão. ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7. erguendo-se com ímpeto de anta bravia.” AZEVEDO. Os polícias. com as mãos cruzadas nas costas. 281. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada. b) I e III. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma. II. 1993. estava de cócaras no chão. São Paulo: FTD. 190. Jesus!” MATOS. e chegaram finalmente à cozinha. 191. ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. É verdade. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos. e um calafrio percorreu-lhe o corpo. Misericórdia. Bertoleza. Atravessaram o armazém. In: Poemas escolhidos. Maldade que encaminha a vaidade. depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. Arrependido a tanta enormidade. Delinqüido vos tenho. vendo que ela se não despachava. Estão corretas: a) I. III. Soneto. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto. Botelho. restituía-a ao cativeiro. A salvação pretendo em tais abraços. que o acompanharam logo. d) ou os cofres que tu vais encher. escamando peixe. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor. s/d. Em virtude de tantas palavras importadas. Senhor. e) e as coisas que tu vais transformar. c) I e II.Interpretação de texto I Avançar . UEMS A respeito do texto II. à frente deles. João Romão ia atrás. p. que a sua carta de alforria era uma mentira. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. a rigidez métrica e a regularidade das rimas. Ofendido vos tem minha maldade. d) II e III. Luz que claro me mostra a salvação. São Paulo: Círculo do Livro. Jesus. dai-me os braços. que hei delinqüido. Vencido quero ver-me e arrependido. Num relance de grande perigo compreendeu a situação.189. Bertoleza. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . amor. falar português é como falar inglês. Gregório de. b) antes de calculares os lucros da seara. c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. GABARITO 192. Vaidade que todo me há vencido. então. e) III. e que o seu amante. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. pálido. 229-30. De coração vos busco. Arrependido estou de coração. ( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe. Aluísio. O cortiço.

O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto. e mesmo a portuguesa. pipi. inaugurado com a ama negra. as durezas.” MEIRELES. festas. UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as. A escolha das palavras. ora ao texto II. b) 1.) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança. Gilberto. 3 e 5. E não só a língua infantil se abrandou desse jeito. – e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil. a fala séria. ao contacto do senhor com o escravo. indistintamente. e) 1. sentem-se luzes acesas. tem um sabor quase africano: cacá.” FREYRE. O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. os ossos. 3. bem coletivo. nenen. lili (. do princípio ao final do texto. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana. analise a coerência das seguintes afirmações: 1. a influência da cultura africana. 1972. p. firmou-se em todas as regiões do Brasil. “Que estão fazendo. 4. c) 1. b) Liberdade enfocada no plano individual. tão tarde? Que escrevem. Rio de Janeiro: José Olympio. bumbum.Texto II “Através de grossas portas. reforça a convergência encontrada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’. ed. As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido. 2. principalmente. 2. imagina. 2 e 4. destacando. 3 e 4. 151-2.Interpretação de texto I Avançar . tirou-lhes as espinhas.. 9ª ed. e ninguém que não entenda!) E a vizinhança não dorme: murmura. mas a linguagem em geral. d) 4 e 5. Cecília. fruto da luta política. mas fica escrita a sentença. pensam? Mostram livros proibidos? Lêem notícias nas Gazetas? Terão recebido cartas de potências estrangeiras?” (Antiguidades de Nimes em Vila Rica suspensas! Cavalo de La Fayette saltando vastas fronteiras! Ó vitórias. 3. sob a mesma influência do africano e do clima quente. solene. tatá. 3 e 5. O falar “doce”. 193. da gente. Obra Poética. Casa-Grande & Senzala. só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles.. do escravo preto junto ao filho do senhor branco. Rio de Janeiro: José Aguilar. Sem rr nem ss.. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação. conversam. inventa. as sílabas finais moles. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente. toda ela sofreu no Brasil. 1958. Não fica bandeira escrita. Voltar Língua Portuguesa . nesses campos. GABARITO Com base na compreensão do texto. A linguagem infantil brasileira. IMPRIMIR 5. “esse português de menino”. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América. Estão corretas apenas: a) 2. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. é uma das falas mais doces deste mundo. c) Liberdade. flores das lutas da Independência! Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique.

este couro de anta. reprimido. futuro aço do Brasil. tive gado. sem mulheres e sem horizontes. Oitenta por cento de ferro nas almas. 125. delineia-se o impulso erótico que é. exercia nele um poder absoluto e invencível. Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade. b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal. que me paralisa o trabalho. Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira.F. esta cabeça baixa. Ora. Principalmente nasci em Itabira. Noventa por cento de ferro nas calçadas. sem mulheres e sem horizontes. e. é doce herança itabirana. com seu vestido branco.” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede. de suas noites brancas.” 196. São Paulo: Ática. 1997 p. que tanto me diverte.F. pois.” d) “de suas noites brancas. Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema. ao se tornar funcionário público.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. e o amor. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro. mais forte que seu espírito. Augusto amava deveras. Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas. Hoje sou funcionário público. U. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . A vontade de amar. viu-a chorar por ver que ele não chegava. d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano. Por isso sou triste. orgulhoso: de ferro. vem de Itabira. 79 194.” MACEDO. toda cheia de encantos e graças. e suas lágrimas queimavam-lhe o coração.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas. Tive ouro. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste. por esse mar imenso da imaginação. então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha. orgulhoso: de ferro.Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196. abandona a postura crítica. Hoje sou funcionário público. que voou. Principalmente nasci em Itabira.. Viu-a. e pela primeira vez em sua vida. U. tive fazendas. não há idéias mais livres que as do preso. Joaquim Manuel de. 197. PUC-RJ Texto 1: “Já era tarde. estendido no sofá da sala de visitas. Itabira é apenas uma fotografia na parede. tive fazendas. esperando-o em cima do rochedo. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. tive gado. no entanto.Interpretação de texto I Avançar . atrevida.. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. U. E o hábito de sofrer. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. c) o poeta. A Moreninha. o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma.F. este orgulho.” 195.” d) “Tive ouro.

De tantos que já tive ou tiveram em mim. 5 80 10 15 20 GABARITO 25 30 35 IMPRIMIR 40 Voltar Língua Portuguesa . Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda. E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados. Carlos Drummond de. mas sou. 1996. E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo. 19. 161-3. Mas. as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis. Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou. Maria ficou para tia. no mundo. o sumo se espremeu para fazer um vinho ou foi sangue. talvez.Interpretação de texto I Avançar . Era tempo de terra. Mas sou cada vez mais. Reunião. Carlos Drummond de. João foi para os Estados Unidos. Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. que se armou em coágulo. De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos. 32. p. pois jamais me sorriram. Texto para as questões de 198 a 201. p. ed. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. Rio de Janeiro: José Olympio. e a um e outro agradeço.” ANDRADE. com suas próprias palavras. Antologia Poética. Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente. ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade. pois que tenho um amor. há que amar diferente. Em ambos os textos. Rio de Janeiro: Record. Deus me deu um amor porque o mereci. Raimundo morreu de desastre. o sagrado terror converto em jubilação. Teresa para o convento. eu que não me sabia e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado. Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro. volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou. um sistema de erros. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos à visão extasiada. ANDRADE. 1973. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde. Pois que tenho um amor. Explique. porque me tocou um amor crepuscular. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza. Há que amar e calar.Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. Onde não há jardim.

como resposta. 64. como resposta. 02. servindo para especificá-lo. a soma das alternativas corretas. O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético. relata um desencanto amoroso passado que. 64. dando-lhe. A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado. 04. 81 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 02. dimensão nova. como resposta. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. 199. Dê. 04. 16. 200. 04. declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pelos que amam. insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente. 32. 02. “e”. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. 64.Interpretação de texto I Avançar .198. 08. 02. Dê. 08. O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. 32. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas. tende a se repetir. Dê. UFBA No poema. o eu-lírico: 01. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. decorrentes da ação do tempo. na tentativa de atingir a plenitude amorosa. no presente. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. como resposta. “um amor” e “amor” referem-se. A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. o que é um recurso do poeta para não se revelar amador. 32. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. enfatiza a origem divina do amor. Dê. no verso 26. “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo. UFBA Com referência ao texto. relativizando a força demoníaca com que ele atua. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. a soma das alternativas corretas. UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. 32. 08. 08. 16. 16. 04. “Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. a soma das alternativas corretas. 201. a soma das alternativas corretas. contudo. é correto afirmar: 01. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado. respectivamente. Há uma explicação correta em: 01. passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redescoberta. “tive” expressa a indeterminação do sujeito. 16.

com objetivo de atingir o maior número possível de falantes. UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: 82 “Porque.” IMPRIMIR Folha de S. melhor traduz a formalidade do discurso acima. no país do ‘homem cordial’.” 203. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa. ninguém fala. Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua. no país do ‘homem cordial’. d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador. nestes tempos neoliberais. sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que..” e) “Por que. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. Voltar Língua Portuguesa . no país do ‘homem cordial’.” b) “Por que.” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. É a língua cotidiana. / Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar.” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios.” Revista Veja. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril.Interpretação de texto I Avançar . apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala. na linguagem informal. somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. eu perdi o medo do mundo e do vento. no país do ‘homem cordial’. somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa. Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade.202.” e) “Quisera pascer cuidados. de 19/04/2000. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho. no país do ‘homem cordial’. / fecundar óvulos mortos. No caso do Brasil.” b) “Tendo-a ao meu lado.” 204. 05/08/00. Paulo.. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” c) “Por que.” GABARITO d) “Por que. Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua. no país do ‘homem cordial’. com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia. Assinale a alternativa que. na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000. vemos esse bem ser atingido em seu âmago. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar.” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo.

. que a denuncia em tom de sarcasmo. Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses. pelo sarcasmo e pela denúncia explícita.M. pela ironia. são apresentados dois trechos de músicas. VAT. porém apontam para a impossibilidade de rompê-los. 1989. d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia. pois. no qual está camuflada uma crítica. In: Bonito. de G. GABARITO c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda. CD 804. opondo-se.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta.” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa . Neves. 205. 1993. lindo e joiado. e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro. Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca. Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206. de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão. o segundo.” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras.” Burguesia. o que não ocorre no de Falcão. ao de Cazuza. Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (. 206.” Um bodegueiro na FIEC. questionando de forma contundente os seus valores. F.A seguir.Interpretação de texto I Avançar . In: Burguesia.. 83 Texto 2 “Você não faria a menor falta Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume. PolyGram. LP 838 448-1.142. F.) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras. Israel/Cazuza/E. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses.M.

IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”. onde fomos usadas pelo sistema. por melhores salários. onde sempre lhes disseram que deveriam estar. amigos e marido. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência. c) dos companheiros de trabalho. Muito está colocado. Reflexões sobre o cotidiano. cumprindo a sua vida.As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós. e) hipérbole. as creches continuam insuficientes. Esta é uma hora para se parar e pensar. amigos e marido. de formiguinha. 209. b) ironia. Nem tão difícil. o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos. 210. pela melhoria das condições de vida das mulheres. das passeatas.” SUPLICY. para exigir seus direitos publicamente em passeatas. a) “Nunca esteve tão bom para nós. p. as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado. 207. a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora. 84 d) dos governos.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais. 1981. o que fazer de agora em diante. São Paulo: Linoart. c) metonímia. A luta de base. d) Uma vez profissional. b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”. Porque não estão à disposição dos maridos. mulheres. abordado nas questões de 62 a 64. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher. Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção.Interpretação de texto I Avançar . o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir. mas da prática do obter e do ser. 208. amigos e marido. Os salários não são iguais. e) das mulheres todas. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos. o que conseguimos. mulheres. para conscientizar os colegas. mas basicamente com os companheiros de trabalho. cujo sentido corresponde ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham. Porque não estão coladas nos filhos. Marina. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto. fora dos jornais” As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”. “exigimos”. É uma luta mais intimista de um lado. Nunca foi tão difícil. b) de todas as mulheres. Porque. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais. mas tudo está por fazer. Marta. Mulher daqui pra frente. 124-5. Pensar pelo que brigamos até agora. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o governo somente. Unifor-CE No segundo parágrafo. 1986. Porque não estão em casa.” COLASANTI. mais difusa na realidade. o que deu errado. UFF-RJ Segundo o texto. d) comparação. contra todos os governos que as oprimem. fora dos jornais.

c) Fomos ouvidos com atenção. e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve. ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias). o tempo trabalha a nosso favor. não revolve os intestinos da vida. b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes.. c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conotativo. diz David Ewing Duncan.” Encontra-se uma figura de linguagem. “Eis uma definição ampla de tempo. de neblinas!. Voltar Língua Portuguesa . ambas. brancas. de 20 de dezembro de 1999. resultante do cruzamento de sensações. Unifor-CE Muitas vezes.’ E cedo cedo incorporamos a consciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’. Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica. Ó Formas vagas. no campo da concordância. a presença de algumas das muitas expressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece. ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos. participou do concurso e espera ser aprovado. Formas claras De luares.. parece que foi ontem.. e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo. somos seres lineares.Interpretação de texto I Avançar . d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral. autor de um livro sobre a evolução dos calendários. d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo. com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho. da leitura do fragmento acima. cristalinas. 212. e) Purê de palavras. que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão.. Impede a conjugação de tantos outros verbos. UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”. maus tempos. Denominase silepse esse tipo de concordância. 214. c) catacrese. ‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’. d) sinestesia. publicado na Revista Época. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos). por exemplo.. no sentido denotativo. reflexos no espelho (infiel) do dicionário.211. chamada: a) metáfora.. o que nos deixa agradecidos. É possível afirmar. Incensos dos turíbulos das aras.” 85 GABARITO Pode-se observar. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões. há muito tempo que não o vejo. e) antonomásia. ambas. no sentido conotativo. Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza. de neves. Assinale a alternativa que contém silepse. bons tempos. UEPI Em: “Ó Formas alvas. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. d) Escrever é triste. a) Alguém. IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão. fluídas. c) Não corta na verdade a barriga da vida. Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida. b) metonímia. 213.

Voltar Língua Portuguesa . considere-a desde o berço até seu leito de morte. 1997 p. c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se. e a mulher será como deve ser. e por conseguinte sobre o destino das nações. preocupando-se com a tonicidade e a economia das palavras.215. Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete. mas a mulher que deve progredir com o século dezenove. ou sua escrava. dedique-lhe. a nomes de medicamentos. desde o berço até o leito de morte. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida. terna e pudica esposa. b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida. Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista. da UNISC. 115-7.Interpretação de texto I Avançar . nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. Nísia. de acordo com o texto. inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los. por último. trate-a como uma companheira da sua vida. ao lado do homem. a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala empolada no seu dia-a-dia. boa e providente mãe”. cujo expoente é Oswald de Andrade. joguete ou escrava. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos. uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração. UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Na mesa de um botequim Depois de umas e outras O samba ficou assim Estrambonático Palipopético Cibalenítico Estapafúrdico Protopológico Antropofágico Presolopépico Atroverático Batulitrético Pratofinâmbolo Calotolético Carambolâmbolo Posolométrico Pratofilônica Protopolágico Canecalônica É isso aí É isso aí Ninguém entendeu nada Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das nações. filha e irmã dedicadíssima. 86 b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada significação. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele. com claro conteúdo semântico. fazendo-a crer que é rainha. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão. boa e providente mãe. Não façais dela a mulher da Bíblia. 216. Mulheres / Ed. devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras. rumo à regeneração dos povos. terna e pudica esposa. c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela.” FLORESTA. na sua grande maioria. UFF-RJ “Educai o coração da mulher. purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. de Nelson Sargento. Florianópolis / Santa Cruz: Ed. e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos. GABARITO A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela. Cintilações de uma alma brasileira.

a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude. o laranja e o vermelho. até as ondas longas. GABARITO Assinale a idéia não contida no texto. e) Ao pôr-do-sol. da Universidade de São Paulo. e) sem uma certa dose de magia. o amarelo. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo. Quando o Sol está alto. espalhando-se. o anil. avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul). conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas. F.217. b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol. poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera. Lendo-se o trecho. “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”. a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta. Com isso. que é a soma das cores restantes: o verde. o azul. Por fim. dão aos raios solares as respectivas tonalidades.1997. porque a atmosfera filtra os seus raios. O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta.” Superinteressante . e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’. prenhe de respeito e carinho pelo semelhante. Afinal. d) As cores do arco-íris. o laranja e o vermelho. c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso. as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas.Interpretação de texto I Avançar . À medida que o Sol vai se pondo. explica o físico Henrique Fleming. o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento.M. é branca. no crepúsculo. ao longo de um dia. Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana. laranja e vermelho. pois o Sol está abaixo do horizonte. c) As cores. seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera. dão à luz solar a cor branca. A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir. Mas as menores (o violeta. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. Setembro/99.” Jornal do Conselho Federal de Medicina. separando as cores. o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. ao trombarem. o amarelo. colidindo com mais obstáculos. o verde. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente. o tratamento médico fica comprometido. somadas. Existem partículas de poeira. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes. por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol. 87 218. acabam trombando e se desviando.

uma fantasia. ficamos cegos a ele. seu conteúdo passam a ter sentido. ‘ler o espaço’. melhor. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito. está: a) certa. “Falando em leitura. por motivos os mais diversos. pois.Interpretação de texto I Avançar . um vaso. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’. uma necessidade nossa. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido. 220. Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto. Quer dizer: não o lemos. 7-10. diante de uma batida casual. pois. Falando em leitura. pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. Se é sonoro. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros. Ática. ou de franca defesa. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo. ‘passar os olhos’. podemos ter em mente alguém lendo jornal. Sentimonos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados.) (...Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária. para a autora. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente. Um dia. d) errada. talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances. Maria Helena. fotonovelas. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência. IMPRIMIR c) certa. e o leitor visto como decodificador da letra. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais. impossível dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós.. b) errada. pois. histórias em quadrinhos. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura. Por essas razões. como se diz. pois. o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra. Neste sentido. Ler é interpretar. uma peça musical. São Paulo.) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos. O formato.. p. surdos.” Pode-se dizer que a afirmativa acima. uma língua estrangeira. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto.“ MARTINS. diante de um empurrão proposital. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê. indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão. fotonovelas e histórias em quadrinhos. a cor. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. Voltar Língua Portuguesa . o material e as partes que o compõem. ‘ler o olhar de alguém’.. as imagens. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente. uma aula expositiva. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade. um livro. Se o texto é visual. Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. minha reação pode ser de mero desagrado. não o compreendemos. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita. na medida em que interpreta o que observa. a fazer sentido para nós. para a autora. ‘vive lendo’. folheto. pode-se concluir que o ato de ler é. uma conversa. ao começarmos a pensar a questão da leitura..) Sem dúvida. UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora. um cinzeiro. para a autora. E consideramos sua beleza ou feiura. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. um quadro. em relação ao texto. Um discurso político. 88 219. Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns. (. revista. por economia ou preguiça. e) certa. para a autora. sem jamais tê-los de fato enxergado. em ler superficialmente. (. ‘ler o tempo’.. em última análise. ele pode ser considerado leitor. O que é leitura. d) ato prazeroso de decodificar romances. de uma situação. a figura que representa..

onde os refugiados se encontravam instalados. b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra. UERJ O fotógrafo. b) o real e o imaginário. c) surpreender-se com o gesto do menino. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Êxodos. d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo. d) refletir sobre o desamparo da criança. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. pois a leitura do texto depende da leitura da palavra. b) admirar a composição com o fundo. UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema. Assim como textos. Com base na foto abaixo. responda às questões de números 222 e 223. pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo. São Paulo: Companhia das Letras. em 1994. e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra. fotografias podem ser lidas: o menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto. ao enquadrar o trem parado ao fundo. enquanto o trem no segundo plano comenta este tema. 222. pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto. pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra. c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto.” 89 SALGADO. “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bósnia. d) a infância e o mundo adulto. 223. Sebastião. 2000. ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra.Interpretação de texto I Avançar . UFR-RJ Paulo Freire. nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo.221. c) o progresso e a guerra.

28 60. V – V – V – F 74. d 44. 54 10. c 24. b 31. a 26. c 5. d 56. V – V – V – F – F 17. c 54. b 22. c 70. c 36. b 25. d 69. V – F – V – F 3. F – V – V – V 77. V – V – F – F – F 29. d 66. e 84. b 79. V – V – F – V 37. b 63. e 80. e 51. 56 59. a 81. V – V – F – F – V 95. V – V – F – F – V 28. V – F – F 39. V – V – F – V 9. a 78. 05 71. b 67. 56 42. F – V – F – F – V – V 16. b 68. b 88. b 33. V – V – F – V – F 91. 25 62. a 19. c 6. c 47. b 11. V – F – F – F 76. V – F – V – F – F 18. b 46. e 7. b 87. V – V – V – F 75. 01 50. V – F – V – V – F – F 2. a 34. b 85.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1 1. b 13. d 43. d 86. d 23. V – V – F – V – F 92. c 72. a 52. V – V – F – V – F 96. a 83. c 45. d 55. d 73. a 20. c 15. 02 49. F – F – F – V 48. a 40. e 53. c 8. b 21. b 12. c 27. c 57. d IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . F – V – V – V 38. V – F – V – F – V – F 94. 07 58. V – V – F – F – V 90. e 89.Interpretação de texto I Avançar . b 4. d 82. a 65. b 30. c 64. c 32. c 41. V – V – F – V 93. b 14. 34 61. d 35.

a) Agora surgiu uma nova. b 117. c 132. V – F – V – F – V 127. e 112. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal. 122. • Julgamos os outros pela aparência. e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. b) O(s) dono(s) do cachorro. • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal. c 107. . 99. • As crianças o enterraram no fundo do quintal.2 97. c 114. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . F – F – F – V 126. passei os anos de pequenice. Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. 121. d 130. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho. a 106. • O ponto de vista é interno à narrativa. V – F – V – V 109. c 134. A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial. 101. d 128. V – V – F – V 110. d 119. 98. V – V – V – F 108. e 103. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. arbitrária e violenta. a 133. d 116. 120. c 124. b 118. a) Narrativa. 100. a 113. a 129. c 102.ou Agora apareceu uma nova. O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato. d 131. a 111.ou O ser humano. c 104. . Nos currais do Sobradinho. V – F – V – V – V 125. o animal desconfiado que tem dentro de nós. no debaixo do capotão de meu avô. avô do personagem-narrador. c 115. podendo ser caprichosa. a) Julgamento pela aparência. a 123. 80 105.Interpretação de texto I Avançar . O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autoridade do patriarca. • Maquiada.

F – F 148. b 172. V – F – F – V 186. Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico. a 140. c 213. Pinto Fernandes. d 159. F – V – V – F – F 147. F – V – V – F – F 183. e 179. c 189. e 168. Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada. d 223. b 218. 26 146. b 194. d 217. b 157. 43 145. 46 200. e 210. a 205. V – F – V – V 188. V – V – V – F 161. caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. ela se casou com J. a 197. d 215. a 216. c 136. b 191. 34 144. V – F – V – F – V 164. e 206. e 137. 198. 22 187. e 175. a 222. F – V – V 149. c 166. uma personagem fora da quadrilha. c 151. b 156. b 143. e 221. a 174. a 141. valorização da fantasia e da imaginação. e 193. e 214. c 220. c 219. a 208. b 190. e 173. d 209. V – V – V – F 162.3 135. b 204. c 169. c IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a “que não amava ninguém”. 54 199. Lili. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico. c 167. b 177. a 176. c 203. c 196. c 152. 08 185. d 154. V – F – V – F – F – V 192. b 180. a 138. 51 201. V – F – V – F 184. d 163. é a única do grupo que ironicamente encontrou um par. a 195. 09 158. a 178. a 171. d 211. 04 202.Interpretação de texto I Avançar . e 139. V – V – F – F – F 160. b 165. a 153. c 155. e 212. d 181. b 207. d 150. apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. a 170. b 142. d 182.

as opiniões é que não. Era nova.” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”. Há frases assim felizes. as opiniões é que não. e continuou a viver sem mácula. por conjetura ou por indício. e vai levá-las à feira. caracteriza um hipérbato. repetiu Natividade. ficou sendo patrimônio comum. discurso ou conversa. Alguém a proferiu um dia. esperemos o sol. Outrem a repetiu. onde todos as têm por suas. verteas como pode. Cap.. 37.’ — As opiniões é que não. significa: “descobrir pelo tino.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . era uma ameaça ao imperador e ao império. à semelhança das idéias. que para Pedro era um ato de justiça. 1 GABARITO 1. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma. declarando no fim que tudo lhe poderia sacrificar. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. era expressiva” – constituem exemplos de gradação de idéias. em “preto e branco.” Natividade ficou atônita quando leu isto. era enérgica. como no caso de Aires. pág 59 – 60. Não atinou que a frase do discurso não era propriamente do filho. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também. ( ) Atinar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . antítese. estão governando o mundo. e F. “Essas definições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contexto e à frase. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso. Cada um pega delas. Nem sempre as mães atinam. no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade. mamãe. metonímia em “esperemos o sol“... mas a opinião uniu-os. concluindo um discurso em S. achar.LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura. e para Paulo era o início da revolução. Paulo. para os itens verdadeiros. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai. emancipando o preto. acertar com. ‘Emancipado o preto.. conforme o dicionário Aurélio. não era de ninguém. e. era expressiva. muitas aparecem órfãs. resta emancipar o branco. Ele mesmo o disse. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política. gravíssima” e “Era nova. pelo raciocínio. até que muita gente a fez sua. “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que.. nascidas de nada e de ninguém. inclusive a vida e até a honra. UEGO Assinale V. Não atinou. se era a política que o faria grande homem. resta emancipar o branco’. quando menos pensam. ainda que por diversa razão.. ( ) “– As opiniões é que não. pegou da pena e escreveu uma carta longa e maternal. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho. dar com. repetiu Natividade acabando de ler a carta. como a gente pobre. Estavam então longe um do outro.” Esaú e Jacó. era enérgica. são: metáfora em “A abolição é a aurora da liberdade”. Não achava explicação. ela que sacrificara as opiniões aos princípios.” ilustra um discurso indireto. em gazeta ou em viagem de terra ou de mar. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave. Nascem modestamente. em 1888. ‘Não. Como então não sacrificar?.

permite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. Embora com exceções. p. d) as afirmativas II e III. D. ácidos. 244-5. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III. move os êmbolos das máquinas. sais. ‘Lá estão eles’. d) paradoxal. disse comigo. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. Reduzida a vapor. Consolava-os a saudade de si mesmos. b) as afirmativas I e III. Quando pura é inodora.” GEDEÃO. à entrada do saguão. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . 2. Aguiar estava encostado ao portal direito. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. Rio de Janeiro. com as mãos sobre os joelhos. Fui a pé. pois na água também há um lugar para a tragédia humana.”. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. sob tensão e a alta temperatura. Com relação às afirmativas acima. Portugália. dissolve tudo bem. Machado de. Memorial de Aires. olhando um para o outro. o autor está empregando a linguagem: a) denotativa. e) somente a afirmativa I. entrei e parei logo. há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água. à esquerda. embora incorreta. c) as afirmativas I e II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. Poesias completas (1956–1967). Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. III. analise as seguintes afirmativas: I. Carmo. 1989. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. por isso. que. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. e) sinestésica.F. bases. ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa. É um bom dissolvente.” ASSIS. há uma informação físico-química que. Aguilar. Ao fundo. lição pretendida pelo eu-lírico. 2 3. U. quando a pressão é normal. Lisboa. mas de um modo geral. 1972. Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água. apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão. c) conotativa. II. No texto. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas. dei com os dois velhos sentados. In: Obra Completa. achei aberta a porta do jardim. Antonio. b) coloquial. Ao transpor a porta para a rua. insípida e incolor. sob um luar generoso e branco de camélia. GABARITO Após a leitura do poema.Leia o texto a seguir e responda a questão. Na segunda estrofe. se denominam máquinas de vapor. tinha os braços cruzados à cinta.

15. GABARITO Texto para a questão 5. Sentaram-se à mesa. Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III. c) II e IV. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”. ( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais. foi usada a linguagem de nível técnico. ocorre a figura de construção chamada polissíndeto. I. “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração. pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular. Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos. Vieram famintos. nem pão. b) I e II. d) III e IV.” Neusa Peçanha. Os olhos opacos. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial. sem incorrer em qualquer erro gramatical. Sentiu-lhes a fome. De seda. Nem água. Vieram vestidos De linho. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico. entre outras. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia. E ele chegou. Sentaram-se à mesa. 3 4. Na branca toalha. Ao longo estendida. III. 5. conseqüência. Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão. 20. Chamou-os meus filhos. IESB Julgue os itens. IV.11) configuram oposição em nível conotativo.Texto para a questão 4: “A Paz 1. ( ) Nos versos 16 e 17. Sentiu-lhes o frio. Serviu-lhes a paz. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Alforjes vazios. nem peixe. Cansados.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .” 5. e) I e IV. Nem vinho. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima. A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão. segundo os critérios da leitura. Na redação do texto. ( ) olhos opacos (v. compreensão e interpretação textuais. Olhou-os nos olhos.5) e olhos tão ávidos (v. 10. Desnudos. II. U.

‘incunábulo*’. b) machucar-se. c) envaidecido. a) se o Leonardo (. O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda. Mário. Se o Leonardo não tivesse fugido.” QUINTANA. 83. na 1ª linha. por exemplo. Texto para as questões 7 e 8. 6. e devem ser entendidas no contexto em que se encontram. intitulado Escapula. Quem pregava ao Major Vidigal um logro. Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal. Globo 1987 p. muitas vezes. Rio de Janeiro. “Prodígio de humor e ironia. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis. Por exemplo. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo. 2 – Começo. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. ficava-lhe sob a proteção. mas. *Incunábulo: [do lat. o Vidigal era até capaz. há outras. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias. de. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar. a expressão fora às nuvens. São Paulo. Memórias de um Sargento de Milícias.. ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia./S. a quem uma vez tivesse posto a mão.Leia o texto a seguir e responda a questão.. origem. b) em sua vaidade de bom comandante de polícia. citada. ‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto. Berta. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo. lhe havia podido escapar. e arranjasse depois a soltura por qualquer meio. Voltar Língua Portuguesa . c) desistir.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Nesse sentido. e degradá-lo diante dos granadeiros. de ser seu amigo. uma vida tão regular e tão lícita. no caminho para a prisão. fosse qual fosse a sua natureza. Da preguiça como método de trabalho. era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal. e) inimigo irreconciliável. indica que o Major ficara: a) indiferente. principalmente quando se tinha. O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão. driblando a escolta. b) eufórico. mas tendo-o deixado mal. “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. 8. 4 GABARITO 7. c) uma vida tão regular e tão lícita. d) enfurecido. uma leitura nos surpreende. que parecem estar insinuando outra coisa. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal. No entanto. em Memórias de um Sargento de Milícias. e) meditativo. “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII.’” ALMEIDA.m. por isso. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira. consegui fugir. 1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa. isento de qualquer traço idealizante. ed.. “Esparadrapo”. por fim de contas. FTD. como o Leonardo.) arranjasse depois a soltura. o sentimento do Major frente à situação. d) fosse qual fosse a sua natureza. UFMS Leia o texto abaixo. e tinha-o consigo em todas as ocasiões.” WALDMAN. sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada. pois certas palavras e expressões apresentam significados novos ou fora do comum. tão do gosto do romance romântico da época. aliás de nobre sentido. e) destruir. entre outras coisas. d) desanimar. 1992. Manuel A. retiradas do fragmento transcrito do romance. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original. Incunabulu: berço] Adj..

de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. Esta base.. c) . o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade. Nas referências descritivas de seres inanimados.. da difusão da informação de interesse público. III. e) companhia.. U. e) apenas em II.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .. O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias. 11.. d) turma. c) banda. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pluralista.. e não o sentido figurado. assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. b) casa.. 5 Indique a opção.” SCHRAMM. denotativo. que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre. Está correto o que se afirma: a) em I. cremos. conotativo. se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. A continuação do exercício desta prática jornalística.. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. d) apenas em I.) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras. Na construção de uma sociedade justa e democrática.. cuja frase. 22 de setembro de 1999. tem especial relevância a existência da imprensa livre. II e III. é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. que possibilite o trânsito correto da informação. e) A continuação do exercício desta prática jornalística. Considere as seguintes afirmações: I. o autor premia os cinco sentidos do corpo humano. Univali-SC “Visões de um novo tempo (.9. 10. Egon José.” Carlos Drummond de Andrade. interpreta e explica os dados da realidade. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. b) em II e III. Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. indispensável para a afirmação da cidadania. Jornal de Santa Catarina. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. c) em I e II. com boas intenções. II. acreditamos. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. da difusão da informação de interesse público. retirada do texto acima.. É o tipo de texto que analisa. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades... tem especial relevância a existência da imprensa livre. d) ... participativa e laica. PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio. cremos. b) Esta base.

desentranhar delas mil riquezas que. à força de velhas.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . entendemos os anos de mil e quinhentos. / “Entretanto. ou antes por uma exageração de princípio. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. Divergência digo. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. / “Ora. Em geral. Há portanto certos modos de dizer. A este respeito a influência do povo é decisiva. Feitas as exceções devidas. se fazem novas.” 6 ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto. não se lêem. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. Nem tudo tinham os antigos. como se diz nas autópsias. ( ) Por “no século de quinhentos”.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras. / “Os amigos que me restam são de data recente. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos termos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam. o interno não agüenta tinta. pegasse da pena e contasse alguns.” b) Eufemismo é uma substituição de um termo. e que apenas conserva o hábito externo. porque. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. não se lêem muito os clássicos no Brasil. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. A influência popular tem um limite. outros há que os adotam por princípio. porém de sentido diferente. vida diferente não quer dizer vida pior. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro. mas que sabem perfeitamente os clássicos. Cada tempo tem o seu estilo. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. como tudo cansa. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes.12. ou de dois ou mais versos. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. porém. – não me parece que se deva desprezar. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. é outra coisa. Mas se isto é um fato incontestável. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplificam a figura de linguagem apresentada. a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som. AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguintes. / “O que aqui está é. / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que. o capricho e a moda inventam e fazem correr.” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . em relação à semântica e à estilística. “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. para referir-se a determinados fatos. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases. ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Machado. esta monotonia acabou por exaurir-me também. nem tudo temos os modernos. locuções novas. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. Pelo contrário. mal comparando. GABARITO 13. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. de membros da mesma frase. o que é um mal. ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada.

. vejo que é sábado de tarde. 7 ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico. F. leia o texto “Atenção ao sábado”. Então eu não digo nada. mas já não me perguntam mais. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. Clarice. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos. Domingo de manhã também é a rosa da semana. não? No Rio de Janeiro. Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta. Os melhores contos de Clarice Lispector. e F para os falsos. Use V. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. São Paulo. Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. IV. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. para os verdadeiros. aparentemente submissa.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o estado de espírito da personagem. trancados na ilha do nosso egoísmo”. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. c) todas as afirmações estão corretas. ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado.” LISPECTOR. 1997. I. nós já tínhamos tomado banho. Se chovia só eu sabia que era sábado. a abelha no quintal. sangue e mel. quando se pensa que a semana vai morrer. b) apenas a III está correta. A palavra paciência tem um sentido denotativo. antes do vento espantado poder recomeçar. b) eclipse e paralelo. o rosto inchado. 15. III. e) contraste e alusão. II. Global.. Tem sido sábado. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. e o vento: uma picada. Há antíteses na letra da música acima. GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado. uma rosa molhada. III e IV estão corretas. UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo. d) ênfase e comparação. de súbito. 16. sábado de manhã. e) II.14. c) antítese e metáfora.M. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine. São também utilizadas expressões populares no texto. a) ironia e hipérbole. d) I e IV estão corretas. Seleção de Walnice Galvão. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora.

Os (ainda) chamados modernistas.” 02. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham. Quanto a mim. Tanto de um como de outro grupo etário. E assim. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. são por natureza os nossos filhos naturais. a conversa será mais lenta. Voltar Língua Portuguesa . jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional. entre novos e velhos. de uma boca para a outra. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. respeitando a vez de cada um. para não azedar o mate. bem gelado. ( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas. UCDB. sem rede de segurança . O arado e a estrela. a conversa será mais lenta. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. retirados do texto de Raquel Noveira.. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”. (. Campo Grande. com os espetáculos de circo dos parnasianos. Quanto a estes. Sendo assim. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. por sua vez. 1996. tudo muito morno e quente. Quintana alude ao sentido denotativo da palavra modernista. além de tudo. identifique. “. 18. passar a cuia de uma mão para a outra. como chê-kambá ou cunhataí. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. ( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” .” 8 ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita. Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’. um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo. a soma das alternativas corretas.. entre os trechos abaixo. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. E. uma bomba ou bombilha e a erva moída. Acontece que. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela.” 04. em relação à semântica e à estilística. 23. no texto em que estão inseridas. aquele(s) em que há presença de conotação. não existe geração espontânea. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. passa-se do chimarrão ao tereré. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. com a sua livre poética.” 16. Ed. IMPRIMIR GABARITO 01. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. O ideal é tomá-lo numa grande roda. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. Raquel. sem querer. alguma palavra em guarani. AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. na incauta adolescência. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. sem açúcar. como resposta. regado a água quente. “Chimarrão é o mate cevado. explosão criadora. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . a animação da prosa e o ritmo dos sorvos.. Tereré é o refresco. ótimo. sob um laranjal. morena e matuta.17. sob um laranjal. “O ideal é tomá-lo numa grande roda. ressuscitada a cada geração. Se alguém falar alguma frase.. De acordo com o clima. próprio. embora sem querer. Chimarrão é o mate cevado.” 08.” Dê. dará mais sabor à erva. habitual). “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata. jamais fiz distinção entre uns e outros. p. regado a água quente. de cachimbo da paz.)” NOVEIRA. sem açúcar. em prol do equilíbrio universal. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’.

. c) “A canoa furada dos impostos” – Veja. Engrossou.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .. 27/01/99 (METONÍMIA)... III. Pra arejá. – Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. poderia ser substituída. 22. Apareceu um guarda. – Ih. sujou. b) “A supermoeda murchou“ – Veja. Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22. mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho... Disfarça. “. é correto afirmar: I. Servicinho manero. d) I e III. agosto/99 (PROSOPOPÉIA). – O berro... b) I. e) I e II. d) eufemismo. e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa.. c) I.. b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”. c) hipérbole.. É só entrá e pegá. sendo um popular. Estão corretas: a) II e III. está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach. cheio de gírias. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes. O guarda passa por eles.19. tá recheado? – Tá. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa... Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”. UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho. A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no segundo momento de suas falas. II. e) “O gigante e os anões” – Superinteressante.. ou seja. sem mudar o sentido... – Então vamlá. disfarça. Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora. 9 GABARITO 21. 30/06/99 (METÁFORA). U. retiradas de revistas de circulação nacional. – Discordo terminantemente. d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante. Foram utilizados dois níveis de linguagem. b) prosopopéia. 14/04/99 (PLEONASMO). II e III. Ou que os iluministas do século 18..” Luís Fernando Veríssimo. na passagem do guarda. com vocabulário rico. c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa. O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados.. por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito. agosto/99 (ANTÍTESE). em linguagem formal. e) ironia. 20. enche o cara de chumbo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O guarda se afasta. – Valeu. e outro culto. – Podes crê. – Tá com o berro aí? – Tá na mão. Dois homens tramando um assalto.

UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras. 25. IMPRIMIR Sobre os poemas. Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso. presente e futuro. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar. b) Vi com meus próprios olhos.” d) Toda profissão tem seus espinhos. você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha. 2000. d) metonímia. através da ironia que minimiza diferenças entre passado. U. e) perífrase. d) relação entre percepção de sentidos diferentes. d) Ambos ignoram a temática amorosa. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quanto do recurso a elementos prosaicos. p.. Drops de abril. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos.” CHACAL. despertando atenções para o eu-lírico. e) “Quando a gente é novo. mas com a idéia a eles associada em nossa mente”. c) “Luar. embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte. 1984. A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese. b) Ambos focalizam a temática amorosa. c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra. 26. c) metáfora. como na poesia marginal em geral. U. Beijo na boca. 13. que sofre transformações decisivas do passado para o futuro.)” José Paulo Paes. c) Ambos enfocam a temática amorosa. 87. gosta de fazer bonito.23. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa. Voltar Língua Portuguesa . 10 Na composição do excerto.. Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários. São Paulo: Brasiliense. Rio de Janeiro: 7 letras. (. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte. Ninguém chupa a manga da camisa.” 24. 2ª ed. U. a) Aos amigos faltou-lhes coragem.E. Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efetuamos a concordância não com os termos expressos. p. b) sinestesia. Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece.

27. UFGO-Modificada
“Mestre do Coro Quem te ensinô essa mandinga? - Foi o nego de sinhá. O nego custô dinhero, dinhero custô ganhá, Camarado. Coro Cai, cai, Catarina, sarta de má, vem vê Dalina. Mestre do Coro Amanhã é dia santo, dia de corpo de Deus Quem tem roupa vai na missa, quem não tem faz como eu.”

11

O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes. Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que: ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela clareza e coerência. ( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que foi usado. ( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a norma padrão. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.
“O samba do Ernesto O Arnesto nos convidô prum samba Ele mora no Brás Nóis fumo e não encontremos ninguém Nóis vortemos com uma baita duma reiva Da otra vez nóis num vai mais Nóis num semos tatu Notro dia encontremos co’ Arnesto Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa Mais você devia ter ponhado um recado na porta Ansim Óia turma num deu pra espera Aduvido que isso num faiz már Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

GABARITO

28. UFMT ( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito tempo. ( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüística utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade. ( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto. ( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é adequada.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Funções da linguagem e Linguagem figurada

Avançar

29. Uniube-MG
“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias, batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada: a) onomatopéia. b) pleonasmo. c) aliteração. d) eufemismo. 30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

12

GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é: a) hipérbole. b) metáfora. c) aliteração. d) metonímia. e) pleonasmo. 31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em: I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”; II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta”; III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”; IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Funções da linguagem e Linguagem figurada

Avançar

Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a questão 32.
“– Meu avó, dá caça pra mim comer? – Sim, Currupira fez. Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando. – O que você está fazendo na capoeira, rapaiz! – Passeando. – Não diga! – Pois é, passeando... Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Currupira olhou pra ele e resmungou: – Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

13

32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas variações. Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do trecho de Macunaíma, julgue os itens. ( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado, portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão. ( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons, indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade padrão língua. ( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático, uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter sido malévolo”. ( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal, está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância verbal. 33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso estilístico a ele atribuído. a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato. b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia. c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora. d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora. e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe. 34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” / “de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem: a) metáfora e comparação; b) metonímia e aliteração; c) antítese e aliteração; d) comparação e hipérbato; e) paradoxo e aliteração.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Funções da linguagem e Linguagem figurada

Avançar

LÍNGUA PORTUGUESA

1

FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. V–V–F–F–F c d V–V–V–V–V a a d c d c d F–F–V–V–V b F–V–V c c V–V–F–V–V 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 18 b a b e e a a d V–F–V F–V–V–F a c a V – F –V – F c c

IMPRIMIR

GABARITO
Voltar

Língua Portuguesa - Funções da linguagem e Linguagem figurada

Avançar

LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras” Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas: a) audaciosas. b) magníficas. c) impulsivas. d) duvidosas. 2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido equivalente. a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento. b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade. c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar. d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se. e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a solução. 3. Emescam-ES
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

1

GABARITO

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto; isso ocorre em: a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso; b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais; e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de sentido, por: a) limite. b) momento final. c) término. d) objetivo. e) ponto extremo.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

5. Univali-SC
“Retrato do Brasil quando ainda jovem Como se explica o otimismo de nosso povo? Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos 500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

2

Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto encontram-se, respectivamente, na opção: a) impressão / descrente / fantasia; b) equívoco / duvidoso / infelicidade; c) incerteza / seco / irrealização; d) indeterminação / cego / quimera; e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade. 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases apresentadas. Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ............... eram perseguidos. a) hesitar – compulçava –animaizinhos b) hesitar – compulsava – animaisinhos c) hesitar – compulsava – animaizinhos d) exitar – compulsava – animaisinhos e) exitar – compulçava – animaizinhos 7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos problemas que atingem todos aqueles que a compõem. As lacunas serão corretamente preenchidas com: a) armonioza – previlegiados – consciência b) armoniosa – privilegiados – conciência c) harmonioza – privilegiados – conciência d) harmoniosa – previlegiados – consciência e) harmoniosa – privilegiados – consciência 8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes Massiére) Um significado alternativo para a palavra acima destacada é: a) partidário. b) contrário. c) representante. d) rebelde. 9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código lingüístico...” = limitar. b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte. c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para evitar o ridículo de ser brega...” = impedir. d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

10. UFPR Leia o texto abaixo:
“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do texto. ( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade. ( ) convocação – irritante – conserva – da abertura. ( ) observação – relevante – possui – da liberalidade. ( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites. ( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo. ( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade. 11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ..............., por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua. As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em: a) incompreencível – imprecisa – dezacordo b) incomprensiva – imprescisa – desacordo c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo d) incompreensível – imprecisa – desacordo e) incompreensível – imprescisa – desacordo 12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuízo do sentido original, em: a) a influência do povo é decisiva = prejudicial. b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu. c) a receber e dar curso a tudo = ensinar. d) depurando a linguagem = purificando. e) se isto é um fato incontestável = divergente. 13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de: a) naquela ocasião. b) nesse caso. c) além disso. d) nesse tempo. e) naquele lugar. 14. PUC-RJ-Adaptada
“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.

3

IMPRIMIR

GABARITO

As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto? a) ultrapassar. b) omitir. c) deixar de parte. d) ir além de. e) ser ilegalmente promovido.

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem prejuízo do sentido original, em: a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições. b) premido pelas circunstâncias = decepcionado. c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras. d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum. e) um futuro se não promissor = de desesperança. 16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela expressão grifada em: a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia. b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país. c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano. d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia. 17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e curtir um papo legal.” Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é: a) pintar um clima; b) caprichar no estilo; c) descolar um gato; d) curtir um papo legal. 18. Univali-SC
“Notas de um Nobel A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões. Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a 1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias, dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com observações perspicazes e poéticas. Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

4

GABARITO

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectivamente, pelos sinônimos: a) mensageiro – inteligentes – modesto. b) representante – talentosas – insosso. c) que sabe – que observam – parco. d) eminente – sagazes – exagerado. e) propagandista – complicadas – sóbrio. 19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o significado do contexto em que o termo transcrito aparece em: a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer. b) “algum” em “com algum êxito” – pouco. c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal. d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal. e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” – Quando.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está corretamente interpretada de acordo com seu sentido. a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria. b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos. c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” = moralizadora. d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te levar por pieguices.” = sentimentalismos. 21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada “... uma relação é provida do atributo mágico...” “... prenhe de respeito e carinho...” “... repousa no preceito basilar do cristianismo...” Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respectivamente: a) dotada, repleta, fundamental; b) portadora, isenta, simples;

5

c) concebida, marcada, único; d) destituída, madura, básico; e) incentivadora, plena, indiscutível. 22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente. 01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo – leitura. 02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram. 04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações. 08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano ordenaram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões. 16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o próprio genoma.” – um trabalho – desviar.

GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de polícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e fiquei outra vez só.” = sondar. b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particulares de uma família...” = vangloriar.

IMPRIMIR

c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” = parecesse. d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmonizar.

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

24. PUC-RS
“Não vai dar certo Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Patentes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo. É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar. O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele, construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...). A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que resolveu fazer a experiência. Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências. Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

6

Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, características da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto formal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente: a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta. b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo. c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena. d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete. e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

11. 5. 21. 9. 8.Vocabulário Avançar . 4. 14. 15. 20. a c a c b a b c a 01 b e IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 22. 23. 10. 3.LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1 1. 17. 24. 19. 16. b c c d e c e a c F-F. 7. 18. 2. 6.F-V-F-V d d 13. 12.

LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . Você corrige um erro. c) científicas e biogenética. e) polícia e principais.. d) negociação e países. Você fica louco da vida. acentuação. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. enviavam-se muitas cartas em mão. 2. c) ditongo. ( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema. UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro.” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato. encontro consonantal e hiato.. d) Aproveito-me desta oportunidade. 4. em: a) Dadas as nossas origens e objetivos. respectivamente. e) Antigamente. existe.” Lourenço Diaféria. 1 ( ) A letra h não representa. nas palavras: a) ameaças e contrário. dígrafo e hiato. 2. para os itens verdadeiros. encontro consonantal e ditongo. ortografia e formação das palavras Avançar . dígrafo e ditongo. UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se. “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano.” “. ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros.. entre mim e eles. e F. GABARITO 3. 4. o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara. Use V. na Língua Portuguesa. b) biologia e adquirida. Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua. Você corrige dois erros. d) ditongo. mas é usada em palavras que a trazem da etimologia. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1. dígrafo e ditongo. uma separação formal e intransponível.Fonologia. b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) ditongo. para os falsos. c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um. b) hiato.’ Considere as seguintes atitudes: 1. para agradecer-lhe a gentileza do gesto.a lavadeira cheira a gim. Unifor-CE “Vejam que país. nenhuma fonema. 3. como humano..

tranqüilo. furacões. 08. adqüiri.. tranqüilo. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial. 01.” – fonemas / ku/. tranqüilo. guaraná. Em sensacionau.5.” – fonema /k/. II. distingui. como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples. Em marcá.” – fonemas /kw/. guaraná. güaraná. De acordo com as regras de acentuação gráfica. adquiri. aguei.” – fonema /k/.. IV. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”. como resposta a soma das alternativas corretas. dá de chaleira. tranquilo. “. Anhanguera.F. 64. formando um ditongo crescente. Anhanguera.. e) I e III. guaraná. b) apenas II.. e) Ambigüidade. b) Anbiguidade. III. d) Ambiguidade. notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra.. FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema. ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da. distingui. güaraná.” – fonema /k/. Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco.. d) apenas I e II. o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado. adqüiri....um pião enlouquecido. distingui. adquiri.. I. 2 GABARITO 8.. atenção.. Anhangüera. Anhangüera.Fonologia. e) apenas II e III. “Daqui a alguns milênios. São corretas as afirmações: a) I. houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica.. houve substituição da consoante final por semivogal. 02.” – fonemas /ku/. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s).” – fonema /k/. 32. É goooool. “. agüei. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira.E. vai marcar. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas.. c) apenas III. Anhangüera. “Nevascas. U. b) II e III.. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”. agüei. Dê. 7.” I. agüei. acentuação.. respectivamente. a) Ambigüidade. algumas palavras sofreriam alterações.a velocidade da rotação. 16. d) III e IV. aguei.. Está(ão) correta(s): a) apenas I. “Os americanos acham. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é. U.. Em chalera. distingüi. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ortografia e formação das palavras Avançar . III. 6. adquiri. 04. c) Ambigüidade. “Séculos quentíssimos.. “..enquanto dá voltas. II. c) I e II. tranquilo. distingüi. II e IV. Sem contração de preposição com artigo.

( ) As palavras gracias. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato. celebral. IMPRIMIR GABARITO 13. vultosa. prazeiroso. a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. ortografia e formação das palavras Avançar . acentuação. ocorrem. ( ) O fato de o espanhol.Fonologia. serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. Paraíba e caudal. prazeiroso. no texto. Premier. celebral. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. e) recorria. a confusão de línguas também impede a comunicação. asterisco. 12. e) Eletrecista. recriada por esse texto. Voltar Língua Portuguesa . a) Empolgação. cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. Unifor-CE Nas palavras Paquequer. c) confessar. beneficiente. como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s). tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português. 88. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo. alto-falante. U. 180 e mucho más. d) Sicrano. b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente. “Agora in Brasile. o italiano e o francês. extrangeiro. UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno. 95. Gracias à abertura da nossa economia. I tutto para você pagar com money brasileiro. c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). ( ) As palavras estrangeiras funcionam. c) Assessores. 10. porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina. ( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. la mejor Parker Collection du monde. 11. ascenção. d) velho.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. despercebido. b) adivinhar. previlégio. losango. Come on. asterístico. b) Eletricista. e) ditongo – dígrafo – ditongo. capisci?” Revista Veja/SP. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. c) ditongo – dígrafo – hiato. a) qualquer. pretenção. através. Perché si non vous puede ficar sem. d) dígrafo – ditongo – ditongo. frustado. auto-falante. d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. entitular. b) dígrafo – hiato – ditongo. 3 9. venga a buscar la suya. da globalização lingüística. assim como o português. pretensão. ( ) Na Babel global.

Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso.... “é” e “dá” porque devem ser acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em a. aliás. percebemos que havia um problemão a resolver.... c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento. assinale o que for correto.” 32. 4 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... b) filológica. 18. O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i. de várias maneiras... lingüística. O vocábulo “observação” tem quatro sílabas.. a soma das alternativas corretas. e e o. c) português.. “Esse público buscava na literatura apenas distração.” 08.” 02.. 02. “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o.. b) exímio – vírus...tão logo chegava ao final.” 04.. d) óbvio. São acentuados graficamente os vocábulos “só”... como resposta. Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. 01.. completará corretamente a grafia de: a) bel. e) estranh.. “. “A prosa literária brasileira começa no Romantismo.. Os vocábulos “macaco”.. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea... U. U.... obrigatório. 01.. úteis.. “.. d) viuv..E.. a e e. c) supérfluo – incêndio. e) límpido – vôo. O sufixo ESA. a soma das alternativas corretas. sentido pejorativo. d) incluído – sandália.” Dê. 16... 19. país... Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”....E. FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm..14... alguém. ortografia e formação das palavras Avançar . usado nessa palavra em negrito na citação acima. necessária. 08... fechava o livro e o esquecia... b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante... influência.. ridicularizando ou ironizando a idéia expressa.....esperando o próximo.. às vezes..... acentuação. U. d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha.. A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova. que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções.” 16. na grafia da língua portuguesa..cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins. 15........ a) cândido – armário. “.Fonologia. Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/.. e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida.. as palavras da alternativa: a) língua.. O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas.passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis.. 04. “. como resposta... Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos... 16.. c) calabr. 17... Dê. b) cert..

Nas páginas dedicadas ao show business. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). Pois aqui no Brasil.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo.. b) ônibus – ígneo. as drogas mais leves. (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu.... etc.Fonologia.. ortografia e formação das palavras Avançar .. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Imagina se.. E o leitor do noticiário... Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’. (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar. é engraçado. hamburger... como na África. então... tem significação mais extensa. b) Há gente que pretende . de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez.. acentuação.. já que a gente não os conhece nem de nome.I. e) Não estou ______ desses problemas políticos. ou até na rua.. “(.. chamando-o de ‘desporto’.. Pegue um jornal. ele viu que. e) convênio – válido. 5 Palavras como show. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. Todos pensaram que ele fosse ...... e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem. os brasileiros. rap. funk e hot dog. nós a recebemos do colonizador luso.. se não for escolado no papo. onde as melodias podem ser originalmente nativas... d) tórax – ingênuo. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. punk. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book.. ‘meio-de-campo’. pelo menos é o que informam os especialistas. a todo instante tropeça e se engasga com rap. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa. sem guarda-chuva.. minhas. entre as expressões entre parênteses. back é beque... cada uma fala o seu dialeto. (inverter – reverter) expressão escolhida: reverter.. etc. pelo menos. F. especialmente o futebol (não mais foot-ball). por exemplo: é todo recheado de inglês.. Correio do Estado 21/05/2000. o que foi uma bênção.. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas.20. milk shake: a) São estrangeirismos que. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância. segundo a gramática normativa.. GABARITO 21.” Rachel de Queiroz.... e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’... são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários. assinale a alternativa correta. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo.. A começar que a nossa língua oficial.... (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das. como um peru de farofa... ou. a) sacrário – difícil. Os índios têm lá os jogos deles. mas devem ser chatos ou difíceis. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. falemos de nós. o pataxó... UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e. se você for a fundo no assunto. que alguns tentaram. toma um susto.. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. o português. por exemplo.. funk. 22. Suas idéias vão .. pretendemos ser. Mas. incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos. que. que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’. ou pior. mas Camarões venceu. d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. como a maconha. (a par – ao par) expressão escolhida: a par. c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. c) Quando a chuva começou. se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios. inclui as apresentações em várias espécies de salas.. No esporte é a mesma coisa. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. c) colégio – sério... deixando de lado os índios que nós. Mas não pega. soap-opera. etc. tudo é show.. .. o placar... pelo menos. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade.. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. iria passar . Cantor de forró do Ceará.. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. depois.

Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”.” NETO. “os parisienses”. U. segundo ela. timbaleiro ou seresteiro. 01. por isso jamais recebem acento gráfico. são monossílabos átonos. como existem médicos..) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. U. (. Há o importador e há o muambeiro. UFMT Para julgar os itens que seguem.Fonologia. nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear. Existem suecos. ‘Se você começou como padeiro. e F. Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente. 02. e) “áreas” – “Mário”. a soma das alternativas corretas. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. 24. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”.. para as verdadeiras. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias. e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar.F. ingleses e brasileiros. d) “só” – “três”. (.23. leia o texto “Eiros”. b) “iguais em tudo e na sina”. de adubar nem de regar. João Cabral de Melo. acentuação. c) “jamais o cruzei a nado”. Luís Fernando. e) “todo o velho contagia”. Dê. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto. grande investidor ou latifundiário. ortografia e formação das palavras Avançar . Os artigos definidos. e dão lucro imediato. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar. há políticos e politiqueiros.. 25.E. empresário. para os falsos. “a capital” e “o ar”. 26. Use V. b) “Até” – “propôs”. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado. 08. terapeutas e curandeiros são formados pelo processo de derivação parassintética. Jornal do Brasil. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’. como em “as páginas”. c) “espécie” – “idéias”. 7/10/95. não se precisa de limpa. 04. como resposta. terapeutas e curandeiros. Voltar Língua Portuguesa .. IMPRIMIR GABARITO ( ) Os termos jornalistas. Morte e vida severina. d) “na minha longa descida”. Aliás.)” VERÍSSIMO. jornaleiro. Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”. é um sufixo pouco nobre. 16.

c) Apenas I e III. pelas mesmas regras de água. insuportável e dúvida. U. A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. b) aceitável. II e III. b) mágoa. clássicos e século. acentuação. 31. 33. há.27. e) místico. 30. c) princípio. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica. baú. ocorreria mudança de significado e de classe. Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência. d) lêem. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em negrito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário.Fonologia. d) Crucifixo. e) I. “memória” e “atrás”. ortografia e formação das palavras Avançar . d) provável – várias – obrigatória. e) intensidade. línguas e contrário. e) Apedrejar. d) silêncio. c) árvore. véu. Quais estão corretas? a) Apenas I. aí. d) inferioridade. respectivamente. c) privação. a) Apogeu. c) caráter – cárie – até. c) obrigatória – contrário – circunstâncias. só. em: a) América. domínio e até. réu. Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam. I. heróico. b) hífen – apóia – além. d) difícil – idéia – vocês. 7 GABARITO 32. 28. a) fácil – vôlei – caí. b) Apelar. c) Circular.F. Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas. heroísmo. pelas mesmas regras de “possível”. d) Apenas II e III. até. FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. e) compreensível – artístico – várias. também e incontestável. b) Apenas II. III. 29. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. céu e pôr são: a) sábado. b) artística – compreensível – contemporânea. II. respectivamente. b) contigüidade. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. e) porém. pára. pública e está. e) vírus – fáceis – país.

e) latex. flacido.. b) rubrica.. tulipa. 36. acentuação. a) Existem coisas que o dinheiro não compra. d) público.. 39. c) Grafa-se corretamente com “ç”. • “A inteligência não se limita . FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”.. Motor de sobra para esticar o pé.. U.34. crisantemo. b) É preciso que se averigúe todas as alternativas. o vocábulo “compreenção”. UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada .. e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador. como em “sonegação”. (Hertz – Locadora de Veículos) 37.. os jovens”.... antifrase. UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei. bimano. ingreme. (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais. c) tênis. erudito.. e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção... c) prototipo. (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan. (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas. na profissão ou ter bom relacionamento familiar”... de 19/09/2000. Quando mais longe for... respeito da mente humana”. • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego. Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica.. como em “disciplina”. cartomancia. d) ureter. U.. interim.Fonologia.... capacidade de raciocínio lógico”.. a Hertz não para de conquistar o Brasil.. b) O encontro “sc”. 40. “admitiu” está corretamente grafado. Mas a gente promete não falar delas. (Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença.... e) flâmula. ocorre corretamente em “ascensão”. 35. a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar. ortografia e formação das palavras Avançar . o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38... c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz. b) econômico... Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo... Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta..... Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo.. .. Hungria. melhor... d) Assim como “advinhar”. Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente é: a) pudico..

explicando-a brevemente. em “apelidados de peões de butique”. Guimarães. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. ( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal. b) I e III. louro-cobre. c) trabalho. d) I. e) excesso. 9 a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada. ascensão. Identifique essa atitude. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro. qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. 44.Fonologia. II. acentuação. ( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e dezes-seis. do trecho “enfiados em calças jeans”. não parava. e. possivelmente seria grafada jins. Se a palavra “jeans”. os cabelos. disse-se-dizia ela. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma significação. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. 45. espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pestanas til-til. IV. Aos tantos. e) prática. c) II e IV. e) I. Se comparadas às palavras que lhes deram origem. II e III. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa. andorinhava. um hiato e um ditongo oral crescente. admitem grafia ou pronúncia distintas. U. em seqüência. d) país. “Partida do audaz navegante”. III. “Cê”. exceção. b) poetisa. Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas. Primeiras estórias. compreensão. coisicas diminutas: a carinha não-comprida. PUC-RS-Modificada I. o perfilzinho agudo. calabreza. um narizinho que-carícia. compridos. do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”.” De acordo com essa definição. III e IV. Porém. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. b) este. As palavras “caubói”.41. c) empresa. 42. obsessivo. lisos. U. em “peão de boiadeiro virou caubói”. 43. fosse adaptada ao português. sofreu um processo de redução semelhante ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. ortografia e formação das palavras Avançar . II. que me gela!’” ROSA. seria grafada chantilí. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa. Explique o processo de formação dessa palavra. pouco se vê. Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar. e “butique”. d) abstenção. no meio deles. ( ) Abate é exemplo de derivação regressiva.

somente. ortografia e formação das palavras Avançar . e) transmissão. somente. III. e) Apedrejar. acentuação. 47. e) I. 50. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) pirogravura. U. indicando resultado da ação. Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter. Está correto que se afirma em: a) I. somente. b) III. d) II e III. 52. não aproveitaram para importar outro povo. com a abertura da nossa economia. e) ceder. c) significativo. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. O sufixo empregado forma substantivo.Fonologia.46. d) infância. II e III. são desconhecidas para mim. 10 48. c) I e II. O prefixo – também de origem grega – significa afastamento. b) deter. U. Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê. b) endoculturação. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. O radical da palavra tem origem grega. com a abertura da nossa economia. com a abertura da nossa economia. c) Circular. mudança. 49. b) desconhecida. somente. d) conseguir. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia. 51. a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo. d) domingueira. e) As razões porque não importaram outro povo. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo. d) Crucifixo. I. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia.F. Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comportamento em: a) integração. b) Apelar. a) Apogeu. Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo. II. UERJ Quanto ao processo de formação. c) trair.

assinale a seqüência correta. nas duas palavras. III.. 02. como resposta. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si. c) multiforme – policromo.E. d) Apenas II e III. Nas palavras mental e sexual. “Virou praga o uso indevido do gerúndio. b) Apenas II. b) injusto – descomunal. As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo. UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I. é prova do despreparo de algumas pessoas. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição. o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”. U.F. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos.. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente incorreto dizer.”. d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica.Fonologia.. c) Apenas I e III. b) psicultura – ictiologia. b) Os afixos têm sentido semelhante I. respectivamente.” III. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento. o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substantivos. Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem. d) preconceitos – descabidas..” A seguir. referente aos afixos em destaque. Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação. é certo que: 01. a) inexpressiva – exportados. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados. II. c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV. Dê. 57.F. c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação. 16. Voltar Língua Portuguesa . e) I. U. ortografia e formação das palavras Avançar . Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I. U.. “. “Talvez apenas desconheçam a própria língua. 11 IMPRIMIR GABARITO 58. II e III. c) recolocava – reconhecemos. e) filosofia – dicotomia. II e III. 04. um radical latino e um radical grego. 56. 08.53. d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV.” IV.” II. a soma das alternativas corretas. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”. Quais estão corretas? a) Apenas I. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufixal a partir de um estrangeirismo. d) dissílabo – bisavô.. 55. “.as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma. a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV. 54. acentuação. “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina. a) altiplano – acrobata.

Fonologia. reluzia vivinho da silva. a) abandono em “morrera de um abandono”. 02. a soma das alternativas corretas. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. ventania. c) facilidade. d) tributo – tributar – tributável.a um radical. Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. a) tribunal – tributador – tribal. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor. mofino. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”. 04. uma força. inexplorado. sofrimento. UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria.”. d) régulo. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”. perdão. U. U. com uma fome danada? Dê. apesar de o elemento em comum significar “grande”. mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance.. b) tribuna – contribuição – tributal. 65. ortografia e formação das palavras Avançar . U. d) fumaça. Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado. regularmente. sabedor. acentuação. a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”. para expressar a idéia de carinho. 08.E. pacificar. 04. intimidade. sob todos os pontos de vista. 12 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . contemplação. 60. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo. que nos deu tanta alegria. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. preocupação. e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo. Você é diferente.59. como resposta. e) explicável. c) “Energia” relaciona-se com “alergia”. seja contra alguma coisa (al). porque ambas as palavras representam uma ação. b) régua. prática. parecia sentir alívio às suas”. 63. a) sentimento. d) onde em “aquele aspecto da sua casa. e) regularização. relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re. 16. Não é que o canário tinha ressuscitado. Dê. 61. 64. achando a condição humana uma droga. como resposta. b) resistência. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição.F. 02. macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases nominais. Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01.. alimentício. extinção. Embebeu de éter a bolinha de algodão. PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo. onde encontrava. regressar. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”. U. representada pelo elemento “foto”. pois ambas as palavras remetem à energia da luz. b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”. pode ser notado em: 01. a soma das alternativas corretas. 62. pequenino por dentro. de afeto. E saiu para a rua. cerebral. c) regulador. 16. 08.E. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo. seja dentro de (en). e) atribulação – atribular – atribulado. c) atributo – atribuição – atributivo. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário. angustiado.

em seus cavalos. Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. d) irradiar – imigrar. são conservadores. U. agregado à base um novo sentido. 13 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .66. c) desi – gual – da – des. d) padroeiro.”. b) irreal – influir. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical. d) arcaísmo. c) padronizar. c) autos-de-fé – ocorre. Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva. e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega. de relevante valor expressivo. UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. c) irrestrito – improfícuo – imberbe.Fonologia.F. d) des – i – gual – da – des. o que prova que os falantes da língua portuguesa. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocábulo “PATRIMÔNIO”. Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mesmo sentido? a) incluir – irregular. uso típico da região sertaneja. b) apadrinhar. c) impuro – ilícito. c) neologismo. acentuação. 68. a palavra destacada é um: a) neologismo. Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. b) des – igual – dade – s. 67. espiei os três outros. e) desigual – dades. b) arcaísmo. U. b) invalidar – inativo – ingerir. principalmente os sertanejos. Cefet-RJ Em “Como por socorro. mumumudos. muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa. criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade. e) incriminar – imiscuir – imanente. 70. e) arcaísmo. 71. PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in. a) paterno. ação contrária. a) inaproveitável –irremovível – irromper. e o prefixo indica negação. como em ‘ilógico’. obtido pela repetição de um elemento morfológico. e) inflamar – irretocável. 69. intugidos até então. há prefixos com o mesmo sentido. em relação icônica com o determinado. composição por justaposição. d) ateu – incoercível – imerso. ortografia e formação das palavras Avançar . neste exemplo. feliz e mente. que se caracteriza pela facilidade de invenção de palavras novas. e) padre. d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação.

e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas. e) movimento intermitente.” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente. Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”.72. Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação. c) amamenta. c) posição além do limite.Fonologia. d) deixou de ser favelado. acentuação. a) cafeteira. d) impossível. ortografia e formação das palavras Avançar .” Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conversão de substantivo em adjetivo. O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”. pode-se afirmar que foi criado através da utilização de: a) prefixo que indica negação. d) brasileira. b) sufixo que expressa intensidade. 75. UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos. c) nunca morou na favela.” tem. houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”. c) laranjeira. 73. e) cabeleira. b) poeira. UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim. e) trabalha em prol da favela. c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea. 74. b) movimento em torno. isto é. UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade.. b) Fez o salto real.. b) é contrária à favela. U. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) consumidor. respectivamente. 77. e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação. c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis. d) movimento para além de. Me firmo. tomar uma palavra designadora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo). Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. a) E depois a tomaram como espantados. 14 Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-. UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. 76. b) enxergado. d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas. o neologismo “desfavelado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela. o significado de: a) movimento através de. constitui um procedimento comum em língua portuguesa.F. d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa.

16. 12. 45. 4. podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. ortografia e formação das palavras Avançar . como é o caso. V–V–V a a c e a 105 e V–F–V–V–F–F b c b e a 54 b 23 c c a 21. em um dado momento. 48. d 31. espiando até “pelos entrefios”. um comportamento semelhante ao do pássaro andorinha. a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). 18. c 24. 46. a 38. a e b c d e Lobisomem : composição por aglutinação. c 25. sendo tão pequena. 53. O valor subjetivo se soma ao objetivo. 26 26. b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. d 34. 13. 9. transmitir afetividade (valor subjetivo). 15. 17. e 37. 19. Voltar Língua Portuguesa . d 40. 8. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1 1. b 33. c 28.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . 44. dinâmica. 52.Fonologia. ligeira e perspicaz como uma andorinha. 7. Trata-se de um processo neológico conhecido como derivação imprópria. e 29. 14. e 32. V – F – F – V – V a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). Linguarudo: derivação sufixal. 50. a 35. Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). 42. 51. F – F – F 27. ou seja. 5. d e e 19 GABARITO IMPRIMIR 43. significa que Brejeirinha tinha. No texto. acentuação. b 39. 20. 11. 49. 10. d 41. a 30. c 36. c 22. c 23. 6. 47. 3. 2.

57. 69. b a c c a c a d d e d c 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 73. 62. acentuação. 63.54. e b b d a e 31 e d c c 09 66. 60. 72. 56. 64. 58. 77.Fonologia. 74. 61. 71. 76. 68. 70. 59. ortografia e formação das palavras Avançar . 55. 75. 65. 67.

IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento. ( ) Em “. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação.” o adjetivo em destaque poderia estar no plural. ( ) Fosso. sem alteração sintática ou semântica.. Em 1994. V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a necessidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas preventivas.. Para eliminar esse fosso. poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas. no primado do direito. a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano. verbos e adverbios Avançar . a definir melhor os direitos econômicos. e. sem alteração de sentido. S U B S T A N T IV O S .... no nível mais fundamental.. pode ser permutado por particularizar.. mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária para a proteção dos direitos humanos. o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos..Artigos.) nessa questão de engenharia genética. ( ) Em “.” o artigo em destaque poderia ser eliminado. a fim de evitar as violações dos direitos humanos. A D JE T IV O S . que promete ser a questão do novo milênio”. ( ) Em “.. sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados. b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas.LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S .” GABARITO 1. substantivos. adjetivos.. Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio..F. ( ) Individualizar. a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações.as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária.. d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio.” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando... O fosso entre as aspirações internacionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em matéria de direitos humanos. U. sem modificação sintática ou semântica. Para tal. o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 2.

só o trágico é que faz sucesso. 6. para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número. Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase. no contexto./ Onde o rouxinol não canta.000 reais está longe de ser popular. Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica. c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferreira Gullar). em “a mistura entre negros.Artigos. b) criadores. O termo “a”. no trecho anterior. FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical. 5./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Carlos Drummond de Andrade). 7.F. Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais. e) brancos. a) brasileiro. 2 4. b) “Paisagens da minha terra.. possui o mesmo valor morfológico no fragmento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes). substantivos. d) envergonhado.) a nada menos que US$500 milhões”.F.” A partir desse conceito. em “o brasileiro era um envergonhado”. UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo. em “o artista brasileiro dos dias atuais”. U. c) brasileiro. d) “Meu amigo.3. b) conquista. b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos. brancos e índios”. U. que alguns técnicos denominam como a da rerregulação. verbos e adverbios Avançar . como adjetivo. a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”. que aparece destacado. d) É trágico verificar que..” (Manuel Bandeira). c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada”. d) século. adjetivos. na televisão brasileira. O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca. em sua estrutura interna. c) grito. vamos cantar. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem. b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12. d) “No Brasil. e) combate. e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande.” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”.” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000. em “deixou de ser um peso para os criadores”. já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza.

Use V. ou toma um café Hoje bobagem. Voltar Língua Portuguesa .F. verbos e adverbios Avançar . d) a mesma forma e diferentes significados. UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo. as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. está incorreta. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK. ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema. substantivos. nessa estrofe. U. tem sentido indeterminado. em várias regiões do país. e F.66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12). pois a forma de tratamento você. segundo a gramática normativa do português culto. em termos de sentido. 5 10 15 3 20 25 30 GABARITO 35 ( ) As palavras mal e mau.Artigos. para os falsos. Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”. IMPRIMIR 9. b) formas e significados diferentes. respectivamente: a) formas diferentes e o mesmo significado. para os itens verdadeiros.8. adjetivos. ( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema. mas o uso. não-específico. é sempre diferente. c) a mesma forma e o mesmo significado. são pronunciadas de igual modo. “UM DIA QUALQUER .

24/11/1999. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo. não haveria alteração no sentido global da frase. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza. PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme. 13. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos. Isto é.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa. III. e) I.Artigos. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas. 12. c) substantivo e adjetivo. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase. o uso coloquial. no trecho “Os candidatos à ansiedade são. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os. se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”. d) substantivo e substantivo. com freqüência. UFSE “. cujas sementes deram início a este bosque. c) apenas I e III. substantivos.. livres de ameaças reais. d) apenas II e III. onde o aviador sobrevive à queda. respectivamente: a) adjetivo e substantivo. d) mulherzinhas – coraçãozinhos. uma versão nordestina para o Paciente Inglês. As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos. c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe. assim. d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças. e) colherezinhas – floreszinhas. c) florezinhas – mulherezinhas. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza. b) adjetivo e adjetivo. sem que houvesse alteração no sentido. b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores. II e III. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa. 4 GABARITO A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são. Caso tivéssemos uma condição em vez de condição. 11. Quais estão corretas? a) apenas I. I.”.10. b) apenas II.. em “o primeiro descreve ‘ansiedade como condição dos privilegiados’ que.” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo. II. e) particípio e substantivo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) mulherzinhas – coraçõezinhos. adjetivos. verbos e adverbios Avançar .”.

que ameaça acontecer breve. 16.. a mesma palavra seria um adjetivo.14. 01. UERJ “Vestibular UERJ 2001. pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número. d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem. sobretudo.. Dê. caráter e épocas estão acentuadas corretamente. FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis.” 5 No enunciado acima.... procuram .... entretanto. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome. Construindo o cidadão do futuro. Se. e) pintura. b) chão. No trecho “Mas. o vocábulo futuro classifica-se gramaticamente como substantivo. por serem todas elas proparoxítonas.. como na expressão perigo eminente.. d) acabamento.”. 15. extraído de um folheto de divulgação deste vestibular.. a soma das alternativas corretas.” estão presentes os três modos verbais da língua portuguesa: o indicativo... 08.. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu.Artigos. 18. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s).. como resposta.. de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo. O substantivo em destaque tem como sinônimo: a) parede. Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes.. que significa que está em via de efetivação.. 16. 02.. verbos e adverbios Avançar . No segmento indiferente a tudo. Em “. o subjuntivo e o imperativo.. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente. houvesse alteração para “Construindo o cidadão futuro”. substantivos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam. FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”.. b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno. quando se trata de estudar... adjetivos.. se assim fosse. que se diferenciam. base. c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação. 04... segundo a gramática normativa. As palavras rústica... justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”. o uso da crase é facultativo.. “alegria feroz” e “cidadãos que se dizem democratas”.. Unifor-CE As lacunas da frase “Os ..” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17. c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação.. e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem.. b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos.. c) fundação. veja bem.

que correspondem a 32% de todos os óbitos. d) 6. adjetivos. d) Na Aliança Lusa-brasileira. saias verde-oliva. a) Na Aliança Lusa-brasileira. Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras mais cedo por problemas cardiovasculares. estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares. saias verde-olivas. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor. respectivamente. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. saias verdes-olivas.” Carlos Drummond de Andrade. procure e siga estão no imperativo. V Procure seu médico e siga a sua orientação.” Veja. U. ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele. ( ) As formas verbais foi e é são. o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher. 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. obesidade. IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. c) 4. 23/06/99. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. Use V. 20. saias azuis-pavões. a primeira no pretérito e a segunda no presente. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”. No poema há quantos adjetivos? a) 3. 6 GABARITO Líder em soluções cardiovasculares ( ) As formas verbais seja. 20% da população adulta brasileira é hipertensa. substantivos. os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas. verbos e adverbios Avançar . associadas a tabagismo. c) Na Aliança Luso-brasileira. para assinalar os itens verdadeiros. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta. b) 5. dos verbos ir e ser. b) Na Aliança Luso-brasileira. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas.19. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas. p. 21. II Hoje. e) Na Aliança Luso-brasileira. 153.Artigos. e) 2. para os falsos. III Essas doenças. e F. saias verdes-oliva. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas.

d) apenas II e III. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’. e para a imensa maioria das mortais. Quem quiser que acredite que vai funcionar. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos. respectivamente. Por birra. o que ocorre em “seca como uma uva passa”. a direita. da Argentina. Tem de ser naturalmente magra’. como a de Victoria Adams. c) apenas I e III. no caso. e mais silhuetas. sequíssima. alinhou-se à facção das magérrimas. claro. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus dias. ato contínuo. Nesse departamento. Mas. quem é gordo e. 7 GABARITO Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo.22. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária. verbos e adverbios Avançar .” Veja. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. digamos. o papel de substantivos. U. ‘A foto sempre engorda um pouco. as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos. Previsivelmente. Tessa Jowell. Incitadas pelo governo trabalhista. b) apenas II. Difícil dar certo. as palavras sublinhadas desempenham. Ou seja: dê menos destaque a silhuetas. quem diria. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. acima de tudo. e) I. que ocupa cargo equivalente ao de Tessa no fictício gabinete conservador. seca como uva passa. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”. e por isso a magra fotografa melhor. convocou uma entusiasmada ministra. na voz de Theresa May. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico. no contexto. para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. de tamanhos acima de 40. Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair.Artigos. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda. Na quinta-feira. III. A ‘patrulha da gordura’ foi criada. até porque. substantivos. nas butiques.F. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. Também apontaram a falta. estão. desde que moda é moda. muito a contragosto por parte das revistas. I. 28/06/2000. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de comparação. adjetivos. normais. quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm. Da reunião em Londres participaram produtores de moda. E não adianta a menina perder 20 quilos. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide. que estão tentando dar um jeitinho. II e III. II. um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia. a Inglaterra contaria com a companhia. representantes de agências de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. que equivale a muito seca. independentemente dos hambúrgueres que consuma. no máximo 42. atesta o fotógrafo paulistano André Schiliró. o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’. principalmente em democracias solidíssimas como a inglesa. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos. Está(ão) correta(s): a) apenas I. sob suspeita de anorexia. é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. Em “já que toda altíssima e magérrima”. logo de quem. “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”. A ministra Tessa. jornalistas. Embalada em sua cruzada.

A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. 04. e) monumento de rocha – monumento rupestre. sensação. as tecedeiras de todas as intrigas. apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece. como resposta. Embebeu de éter a bolinha de algodão. d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas. e) associar as ações das duas irmãs. não comentasse com malícia estridente. e) I e III. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. estado ou qualidade dos seres. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. d) I e II. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter. c) definir a conduta das duas irmãs como criticável. 08. a soma das alternativas corretas. marcar a generalidade das situações que são objeto de seus comentários. não existia nódoa. desde longos anos. 25. 8 GABARITO No texto. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas. pequenino por dentro. São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01. bule rachado. 26. Uma nuvem poderosa abre o horizonte. O menino pobre nasceu morto. respectivamente.Artigos. bolo encomendado nas Matildes. III. b) nervo da audição – nervo auditivo. em Oliveira. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional. Eça de. escuras e gárrulas como cigarras. b) II.E. substantivos. 02. c) III. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. entre os dentes ralos. coração dorido. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. O pobre menino nasceu morto. verbos e adverbios Avançar . achando a condição humana uma droga. II. poeira a um canto. situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência. Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. as espalhadoras de todas as maledicências. 24. d) água de rio – água pluvial. vulto a uma esquina. algibeira arrasada. pecha.23. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está adequada em: a) dor no abdome – dor abdominal. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. c) xampu de capelo – xampu capilar. E na desditosa cidade. A ilustre Casa de Ramires. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Uma poderosa nuvem abre o horizonte. adjetivos. angustiado. 16.” QUEIRÓS. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. que nos deu tanta alegria. E saiu para a rua. U. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. Dê. janela entreaberta.

Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações. e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade. Não só por não ter me permitido comer. vives. 2000. U. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . rir.S.Leia abaixo o trecho do diário de P. ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza.Artigos. as formas verbais “tinha estado” e “estava” indicam fatos situados no mesmo momento.. adjetivos. de aproveitar a vida. c) cívico-religioso. d) tanto quanto uma tonelada”.C. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a construção do sentido do texto. e) ao menos uma tonelada”. b) justo uma tonelada”. “O diário de P.Restaurante chinês. em jun. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General. comunicar-se. 28. A questão 27 refere-se a ele. d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas. e) Vives: agora mesmo que ensandeceste. comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês. ele que viesse falar comigo. substantivos. verbos e adverbios Avançar .) 21h30 . de verdade do processo expresso pelo verbo. b) verde-oliva. É como se eu estivesse congelada. o lugar.Las Vegas (. 01/01/2000 . 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei. ( ) em “É como se eu estivesse congelada”.S. 29.. 30. ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”.. Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”. tu dirás que queres viver. Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver. publicado em uma reportagem na revista Isto é. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe. a) surdo-mudo. c) aproximadamente uma tonelada”. d) azul-marinho. apreciar a música. c) Em 1970. sem que a idéia básica do período seja modificada. não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”.C. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro. Foi maravilhoso!” 9 27. e) guarda-noturno.

e) sem virtude – desvirtuadamente. declarou o médico.E. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula.Artigos. amar? Sempre e até de olhos vidrados.31. U. b) como amante – adulteramente.” O advérbio talvez nos versos. o paciente teria morrido”. não conseguiu capturar os fugitivos.. ao pecado de saber mais do que nos convinha. amar? Amar e esquecer. Londrina-PR “Que pode uma criatura. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial. FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo. Tarifas que podem chegar a zero. até agora. b) A econologia. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer. mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio. Amar.. Reescreva a frase acima. combinação de princípos da economia. adjetivos. d) pode ser que. sem perda de sentido. Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria. b) Além disso. no texto de Carlos Drummond de Andrade. d) sem mistério – enigmaticamente. senão. b) não obstante. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação. 10 GABARITO 34. Reescreva a frase acima. entre criaturas. Resiste a tudo. d) Saveiro Geração III. substantivos. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido. por: a) embora. verbos e adverbios Avançar . Amar e malamar. b) A polícia. 35. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um advérbio. é defendida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre. 32. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . amar?” A palavra até. o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. sociologia e ecologia. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. a) com verdade – sinceramente. c) ainda que. c) com liberdade – libertinamente. desamar. até a você. 33. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos. pode ser substituído. transpondo-a para a voz ativa.

“Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar. 38.” 40. além dos testes de QI. verbos e adverbios Avançar .” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia. e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram. __________ três explosões na plataforma de petróleo. o quadro. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência. infelizmente.” b) “.. o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram. c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou. d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade. poderá notar duas grandes fotos iluminadas. 39. b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência.. já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa. UFRS-Modificada “Os testes de QI. Quando as __________ (ver).36. d) no passado. Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. adjetivos. FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses.. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência.” e) “. poderá adotar outra perspectiva.. a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram. Creio que __________ de problemas causados por falta de manutenção. U. observe seus efeitos de luz e sombra. e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes. b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade.. e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. é mais sombrio. c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou.Artigos. outros parâmetros serviram para medir a inteligência. PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: a) “. há motivo para otimismo”. 37.. no passado. Se isso não __________ (satisfazer) sua curiosidade. embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo.” GABARITO Utilizando-se o advérbio “só”. substantivos. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . para medir a inteligência..” 11 No texto. Para bem comparar a técnica utilizada. será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância.. o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente.

mas se deteu. de modo claro e objetivo. São inumeráveis as academias de ginástica. quando eu for presidente. mandarei prender os que forem inimigos do país. os que forem espertos saberão quando for a hora de partir. só conseguiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses. as locadoras de vídeo e os cursos de informática. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília. CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . II.41. Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes. IV. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa. e) em todas as quatro frases. b) somente na frase II. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento. passados os primeiros dias de euforia pela conclusão do curso. d) Leocádia estava terrivelmente irritada. verbos e adverbios Avançar . esperando oportunidade melhor. de 24/01/2000. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana. se ele manter adequadamente o tratamento. 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empregado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso. e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado. c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral.” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. a) sabia – sentiu – chamara. d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema. que vende e revela material fotográfico para amadores. mas ele já havia saído. NESSA ORDEM. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão. respectivamente. a) Em pouco mais de três meses. sentiu o peso da responsabilidade. substantivos. UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”. 44. III. como a De Plá. Há lugares carentes que necessitam até de vagas para automóveis.” Dessas ocorrências. b) pretendia – sentiu – sabia.” Revista Época. será o momento de todos o aplaudirmos. a lesão do jogador poderá estar curada.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I. FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo. c) somente na frase III. c) Fui até o hotel para encontrá-lo. “for” equivale.. haveremos de descer a serra antes de o sol nascer. do articulista Marcos Sá Corrêa: “.. Feita a pergunta. adjetivos. 42.Artigos. b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos. d) chamara – sentiu – começaria. c) tinha marcado – sentiu – visitara. 43. d) somente na frase IV.

verbos e adverbios Avançar .” QUEIRÓS.Artigos. se verifica entre as formas verbais existia. bule rachado. as espalhadoras de todas as maledicências. portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra). escuras e gárrulas como cigarras. algibeira arrasada. bolo encomendado nas Matildes. uma das formas verbais não condiz com as demais. Eça de. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. Paulo. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra. Voltar Língua Portuguesa . descortinassem e comentasse. 48. não teriam descortinado. não comentava. 47. d) Pretendes.” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima. portanto o emprego está adequado. não tinha comentado. A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada.45. vulto a uma esquina. substantivos. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. não descortinavam. não existia nódoa. no diálogo entre Calvin e sua mãe. entre os dentes ralos. adjetivos. c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal. não teria comentado. pode-se perceber que. de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” 13 Com relação ao emprego do imperativo nos versos. desde longos anos. poeira a um canto. neste texto. a) “Do querer até o poder vai larga distância”. c) Julgais. pecha. não comente. Trata-se de: a) Ides. U. não comentasse com malícia estridente. b) Tenhais. Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua. FUVEST-SP A correlação de tempos que. b) Juntou até 10 mil reais. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou. A ilustre Casa de Ramires. e) Segui. não descortinem. Texto para a questão 47. podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. mantém-se apenas em: a) não existe. e) “Respiravam e até transpiravam” 46. em Oliveira. as tecedeiras de todas as intrigas. b) não existiu. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas. janela entreaberta. não tiver comentado. c) não existira. não tinham descortinado. não tiverem descortinado. “As duas manas Lousadas! Secas. IMPRIMIR GABARITO O Estado de S. c) Bebeu tanto até cair. coração dorido. d) não existirá. FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. e) não existiria. E na desditosa cidade. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. 14 de abril de 2001.

” Para se manter a correspondência temporal no período. 14 A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso.” Veja. GABARITO 52. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras.F. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial. IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (. não tem gente parada. seria necessário considerar. verbos e adverbios Avançar . UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais. além do sentido de ação. Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas. d) desejaria. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso. e) previr. com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir. b) flexão de tempo. modo e pessoa. UFRN Considere o período a seguir. d) prever. teríamos: a) previer. d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis. principalmente. c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras. 18/08/1999. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco. d) anteposição de um substantivo.) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. Assinale. substantivos. em relação às palavras. Mirtes? b) Nos Estados Unidos.. c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes. por exemplo. b) preveria. 51. creiamos. Não pôde ser diferente. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal. U.49.Artigos. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo. c) presença indispensável à frase. a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. c) desejará. e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas. abrandando-lhe a linguagem. c) previera. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego. já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”. adjetivos. 53. b) desejar. 50. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional.. U. Para diferenciar o verbo do substantivo. a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse. e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis. Voltar Língua Portuguesa . a) Sabe que você tem razão. UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se.

. 02.. não são regidos por preposição. vires.. b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir. esses bens”. interviesse... reavesse c) vir. cujo plural é vêm. Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham. b) II e III. fará com que eu me lembre de ti. d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir. a soma das alternativas corretas. as lacunas das frases acima: a) vieres. e) II e IV. Em Mas se tu me cativas. |-a-| vogal temática.. Dê. No trecho . que faz a 3ª pessoa do plural vêm. sendo o plural vede.. Em Por favor. talvez você . verbos e adverbios Avançar . vê através do pequeno embrião de árvore (.) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” 15 Jorge de Lima. por isso ninguém interviu para liberá-los”. requisesse.... sendo vinde a forma do plural. |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal. Os verbos lembrar e esquecer.. UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar. cativa-me!....Artigos... ao contrário de lembrar-se e esquecer-se. c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver. “Se você . c) III e IV. vires. 08. 56. “Quando puseres a foto no álbum.. aceitaríamos todas as condições”. U. substantivos... 55... e seu plural é vêem. comunica-me imediatamente”...... Em . vires.... requisesse. reouvesse e) vier...... quando previr o temporal”. interviesse. Em O trigo. requeresse... IV. III. “Se . como resposta.só se vê bem e os homens não têm mais tempo. adjetivos.. respectiva e corretamente. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ..... U..54... |começa-| tema.. a São Paulo. ela ficará contente”. III. vires.... “Quando .... 16. II.. requeresse.. II.. Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I.. intervisse. o modo verbal é o imperativo.. Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III... a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo. requeresse. 04... d) I e IV. “Ele voltará.. começaram a se tornar realidade.. traga seu irmão”.. 32. vieres. intervisse. o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical. e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver... o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica... “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis....... UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01. “Se ele propuser um acordo.. interviesse. reavesse d) vier.. Alfenas-MG Observe: I. reouvesse b) vier. Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver.... reouvesse 57. que é dourado. e seu amigo . o verbo cativar classifica-se como transitivo direto.. que isso é necessário...

a bolsa de estudos. c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa.... O verbo morrer tem dois particípios.... 61........ complete corretamente as lacunas. naturalmente magra.. d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação... 60.. d) Apenas a afirmação III.....” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse 16 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . A palavra morto é particípio do verbo morrer.. eventualmente ... 20 quilos.......... porém.... c) Se a opinião pública intervir. ele.... a fumar e a beber...... o professor.Artigos..... PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I... U. Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir.. d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato...... verbos e adverbios Avançar .... Tem de ser naturalmente magra (. c) Cada uma das afirmações.... a seguir o conselho. a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59...... b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade.)” Considerando as transformações propostas... III. do cigarro e do álcool. “E não adianta a menina perder 20 quilos...” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63. UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético.... II.58... e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial. mas alguns talvez não o entendam bem.. para que você .. UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia... b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado. 62........ adjetivos... no processo.. É verdadeira: a) Apenas a afirmação I.... E não adianta que a menina . diga-lhe que seria bom que ele ....F. Seria preciso que ... a João que se .. Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre . e) Todos lêem o código de ética de seu clube........ mesmo que se .. substantivos................. a prática do esporte poderá ser moralizada... Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você .... naturalmente magra. b) Apenas a afirmação II....I... É preciso que ...... A palavra morto é particípio do verbo matar.. e) Nenhuma das afirmações... F...

d) possa ser. adjetivos...” 17 Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse. quando for a vez desses meninos?”. c) teria sido. d) deve ser substituído por “isto que”. UEL-PR “Se seguirmos Freud.” b) “Ainda não haviam louras. já quinhentos anos passados.” Considerando-se o verbete.” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir. – transitivo indireto. verifica-se erro em: a) “. “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos.. a) seguirmos – admitíssemos. “É prudente desconfiar de quem é desconfiado”.. 65. 68. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) deve ser substituído por “aquilo de que”..” d) “Era assim o Brasil de Cabral. e) tenha sido. nem mulatas.. substantivos..64. pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos.” e) “. empregado com o sentido de não ter confiança. b) Os jornais não deram a notícia. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima. nem surfistas. 67.. d) seguíssemos – admitíssemos. – transitivo direto e indireto. admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão. o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam. sem acarretar mudança no significado da frase.” a) está correto. duvidar. um número sem fim de animais. UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás. – transitivo direto. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar. UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar. UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua. para apresentar correção.. d) Quem dá aos pobres empresta a Deus. UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é: a) Dei com os dois velhos sentados.. 66. c) tivéssemos seguido – vamos admitir. c) está correto. e) seguiremos – admitiremos. – intransitivo. verbos e adverbios Avançar . – intransitivo. e) Esse dinheiro não dá. b) tivesse sido.. para apresentar correção. mantendo a correlação exigida pela norma culta. a) pudesse ser. b) seguíssemos – admitiríamos. e) deve ser substituído por “ao que”.. para apresentar correção. imaginava-se que um cérebro jovem (.” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira..Artigos.) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. c) O relógio deu onze horas.

c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conseqüência.. Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros.”.. o que deixou sua mãe extremamente preocupada. o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos. d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado.).). b) foram queimados. e) vão projetar-se. c) tinham queimado. os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem). e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola. GABARITO 72.” “Mas leio... b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada. verbos e adverbios Avançar . d) tinham projetado. b) transitivo direto e transitivo indireto. respectivamente. b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou. e) verbo de ligação e transitivo direto. b) projetam.” 18 Considerando o que está dito no enunciado acima. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso. leio. d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que. cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los. PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho. uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe. Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guardado”. IMPRIMIR 74. com isso. b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar. 70..” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou. essa história está cheirando mal. no enunciado.69. d) eram queimados.. 71. c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem. está na alternativa: a) projetam-se. como: a) transitivo direto e intransitivo.. porque vejo a questão de outra maneira. 73.. PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali. Outra forma verbal. Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado. Em filosofias / tropeço e caio. c) é projetado. substantivos. assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas.. c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa..Artigos. haja prejuízo do significado. adjetivos. UFR-RJ “(. e) Há. Tenho de ler tudo. c) transitivo indireto e verbo de ligação. equivalente a em negrito acima. d) intransitivo e transitivo indireto. e) foi queimado. Voltar Língua Portuguesa .

. substantivos.. Unifor-CE “.. Voltar Língua Portuguesa . d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil. 78. Não sabíamos que o país . b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos. . verbos e adverbios Avançar .F.. U.. adjetivos. no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil. Se tivessem registrado a infância da aviação... c) teria descoberto. de novo a estrada interrompida. ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos. F. Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação. c) Pouco se lê os clássicos no Brasil. d) ocorrerá trabalhos.” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão. estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida. eles a popularizaram.. 16.E.... Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita correlação entre os tempos verbais.... U. Dê. 77... e) existirá trabalhos.. Pensávamos.. do Império da República Velha. não se lêem muito os clássicos no Brasil.. b) tinha descoberto. Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação. para sempre. Quando registrarem a infância da aviação.. a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76.. como tantos brasileiros.. em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil.. Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais complexa” e a composta: a) tivesse descoberto. os fotógrafos a popularizaram.. 08.. d) tem descoberto.. gramaticalmente equivalente. 79.... b) existirão trabalhos.. F.... Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”... naqueles tristes momentos. 01.. o futuro. 04.” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos. foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura. Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação. derrubado o muro da ditadura. que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é. a inocência.75. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente. e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil. Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia... e) terá descoberto. eles a tinham popularizado.” IMPRIMIR GABARITO A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra. Desse texto.. .. c) terão trabalhos. que. 02.. os fotógrafos a popularizarão.Artigos.. como resposta.. eles a teriam popularizado.. a soma das alternativas corretas.

..“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. verbos e adverbios Avançar .. E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires.’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima. São Paulo: Globo.Artigos. 5 10 15 20 20 25 30 GABARITO 80. explique o que é a infância na concepção do poema. 86/87. insultuoso é que ela o seja apenas para alguns... 6ª ed. o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio.” Nas frases abaixo. p.. adjetivos.) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?.. e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios. quem sabe?. Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado...As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo. Mário. c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa. Só para judiar.. quem sabe?. b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais.’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. meu Deus. 82. essas crianças!” QUINTANA. substantivos. “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se. as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima. UFRJ Releia os versos 9 a 17. 81. Unifor-CE “.. No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre apesar de tudo apesar de todas as desesperanças. UFRJ ... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. Lentamente. exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida. Nova antologia poética. d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades. Agora não sei esperar mais nada Desta nem da outra vida. A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado. Meu tio dizia: ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis.’ Ah. explique o emprego dos parênteses no verso 13.’ Eu tinha oito anos e sabia esperar. 1997.

) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos. adjetivos. ( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado. d) solicitação. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II. a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”. No trecho acima a seqüência de formas verbais. “(. como resposta. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (. 86. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam. nas formas destacadas. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas. verbos e adverbios Avançar .. UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Artigos. no imperativo.” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal.” Carlos Drummond de Andrade. IV. b) presentes e posteriores ao momento da fala. indiscutível. e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo.. Dê. O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria. b) I.) ponha a saia mais leve. 16. Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”. “voar” está empregado em função substantiva. 85.83. U. “(.. III.” II. 02. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá..” IV. 01. 04. A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France. IV.. e) ponderação. “Por exemplo. c) I. I.. o presente do indicativo.E. denota um(a): a) treinamento. Uberlândia-MG Numere a 2ª.). c) ordem. 08. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo. Com o verbo na voz ativa. Em “Voar era um ideal delirante e dândi”. substantivos. d) II. 84. aquela de chita. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo. a soma das alternativas corretas. podem-se desenvolver espécies de milho (. b) aconselhamento. foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala..) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética.. A seguir.F. tendo em vista o emprego de verbos. U. IV. coluna de acordo com a 1ª.” III. c) passadas mas que têm validade permanente.. I.. a forma “eram invadidas”. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. e passeie de mãos dadas com o ar. I. em 1898”. II. III. na voz passiva. corresponde à forma composta “havia virado” ou “tinha virado”. com o sentido de existir.. d) que vão se realizar num futuro bem próximo..

É o Paquequer: saltando de cascata em cascata. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte. a) “Pelo Natal estarei aí. as três construções destacadas. 88. “Onde avanço. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) “rio caudal”.” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica. quanto às vozes do verbo. “vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática. o pequeno rio..” ALENCAR. GABARITO Em relação ao texto. 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90. vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba. que está corretamente reproduzida nas formas: a) pôde – pode. Descreva essa mudança. 90. altivo e sobranceiro contra os rochedos. 91. que recebe no seu curso de dez léguas. José de. b) “Se não zelássemos por nós. verbos e adverbios Avançar . c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer. O Guarani. Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente. substantivos. c) obteve – obtenha. me dou. Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas. 92. b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos. e) solicitação.. Olhemos a cidade. b) reflexão. na frase acima. d) “(. torna-se rio caudal.Artigos. d) tinha – tem. b) era – são.. c) “(. c) sugestão. e engrossando com os mananciais. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”.. com minha secretária Eunice. que rola majestosamente em seu vasto leito.) o povo é ignorante. a seqüência dos tempos verbais em negrito. d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação. enroscando-se como uma serpente.) como bem o sabiam os romanos (. é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo.. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na participação do “eu” que se expressa no texto. quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do pretérito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições. e) exigiam – exigem.87. posterior ao momento em que se fala.)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído.” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável. e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89. curva-se humildemente aos pés do suserano. adjetivos.. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequadamente explicado. UERJ Classifique. d) certeza.

Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”........” d) “. verbos e adverbios Avançar .. obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado.ninguém supera a televisão. Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(.” 96. c) dominam.. U. d) vem dominando. b) vêm dominando.Artigos.)” 94. U.. 23 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .F.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa..” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua..) poderemos (.......” c) “(.F....“ 95.) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde..” d) “(.uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca.” c) “(.. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica..) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência .. substantivos.” d) “(.” b) “(.) nada adiantava esse dinheiro.) não compreende ele as coisas do Brasil... adjetivos..) manipular os peões (... Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio..” b) “.” b) “(....) Trunte retrucou que já era alguma coisa.93.

c 45. sociologia e ecologia. 27. como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. 8. S U B S T A N T IV O S . a 44. 34. 14. 26. 25. substantivos. vir. 40. c c c V–F–V–V e d d a b F–V–V–F c b c d e d d GABARITO IMPRIMIR 35. e 46. a 39. verbos e adverbios Avançar . V E R B O S E A D V É R B IO S 1. 3. 19. d 49. 5. d 37. 13. Vier. dispuser. 28. 29. A D JE T IV O S . adjetivos. 23. a 48.” b) Ambientalistas defendem a econologia. satisfizer. 30. V–V–V–V–F c e d a d e V–V–F d b d c c a 13 d d 18. 9. 24. 36. declarou o médico. c 47. 33. d 43. o paciente teria morrido. se mantenha. a 38.LÍNGUA PORTUGUESA 1 A R T IG O S . b 42. 7. 4. d 41. a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo. 10. 17. 32. 16. 2. 22. 21.Artigos. 11. 20. d Voltar Língua Portuguesa . 12. 6. 15. 31. combinação de princípos da economia.

63. 72. 53. 71. 62. verifica-se que. 77. 79.Artigos. c 89. 60. a 88. a Voltar Língua Portuguesa . o que é sugado ao mim de mim: voz passiva. em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. O emprego dos parênteses revela que. 82. a 95. 91. a 96. 54. 61. Em avanço o “eu” é agente. o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado. 69. do qual se distancia. b 84. substantivos. 76. 64. c 85. 68. no verso 13. 70. 66. a 93. 73. verbos e adverbios Avançar . me dou: voz reflexiva. adjetivos. a b e e a a e b a b d b b 28 a IMPRIMIR GABARITO 80. em me dou é agente e paciente. e 83. c 87. 78. 58. c 92. 74. 59. na concepção do poema. b 94. 67.2 50. 55. 90. 81. 56. Onde avanço: voz ativa. 57. a infância é um estado permanente no eu-lírico. 52. 75. 51. A partir do emprego dos tempos verbais. 15 86. b e b b e e d b e c e d b c b 65.

c) Apenas III é verdadeira. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher.” 1 GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados. b) Apenas II é verdadeira. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá.. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos.. como a realização dos postulados da justiça social’. e) I e III são verdadeiras. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Assinale a alternativa correta.” estão flexionados no mesmo tempo. no livre exercício de suas próprias soberanias.E.. para os falsos. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das. Colômbia. conseqüentemente. ( ) Por equívoco do redator.. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais.desses direitos. Use V. a) Apenas I é verdadeira. para os verdadeiros. modo e pessoa. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. II. 2. I. Além disso. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’.Pronomes Avançar . e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. é correto afirmar que a ênclise: I. ( ) Em que e na qual são pronomes relativos. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. e F. Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”.”. favorece uma tonicidade não usual em português. falta o hífen em “interamericano”. III. d) I e II são verdadeiras. UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma. é própria de linguagem formal no Brasil. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. 1948). julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia.. até . cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e.

. falou-me também da piedade e saudade da viúva. pessoa do singular.. a 2ª. e) à forma verbal acrescentando.” (M. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula. em vez de ficar séria e pensar em Deus. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde. c) a saudade. à qual está ligado por hífen. em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4. das relíquias que guardava. Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo. de Assis) d) “. das alusões freqüentes na conversão. c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão. beleza e ritmo.quando estava quase a suceder um desastre na entrada. U.F. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos. da veneração em que tinha a memória dele. a) “. enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora. beleza e ritmo. b) à forma de tocar violão.. b) A personagem mistura. a senhora.. entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha..” O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”. de Assis) c) “Lalau sentou-se.3. Univali-SC 2 GABARITO Nos quadrinhos. de Assis).” (M. 5. não deixaria de comparecer.” (M. e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma. Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado. pessoa do singular com a 3ª. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser. PUC-PR-Modificada Observe: IMPRIMIR “Revolucionou a forma de tocar violão. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro. Voltar Língua Portuguesa . c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos. de Assis) 6. b) É bom que falemos-lhes toda a verdade. pra. acontece um erro quanto à norma culta da Língua. d) somente à palavra mais próxima: saudade. A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco. rindo.Pronomes Avançar .” (M.. Exemplos: Tô. acrescentando-lhe saudade. 7. na sua fala.

C e D). tens caso íntimo à resolver. a PROFa. d) vosso. desconfiasse de toda a gente (. tua. desorientado. lhes. muita sonhou com ele. 3 8.. ( ) no enunciado C. tua. UFGO A. emitido por uma voz narrativa onisciente..) D. com a PROFa. respectivamente. B. pois ambas necessitam da explicitação do termo gente. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso. e) vosso. Considerando-se os elementos em negrito. Muitas vezes. Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro. E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto. estás desiludido. b) teu. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul. a expressão em destaque pode ter o sentido de “nós”. Onde é que a gente se encontra? C.. BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos. deve-se substituir as palavras grifadas. no seu trabalho. muita inveja. referindo-se ao emissor-personagem e seus comparsas. tens amor não correspondido ou rompido. faça isso agora. Todos se habituariam e pensar coletivamente. “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção. te. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa. muita inveja. respectivamente. ou até mesmo por não acreditar. não é uma novata na sua especialidade (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul. vossa. Comprove estimado leitor. FUVEST-SP “/…/ estás desiludido.Texto para a questão 8. tens caso íntimo à resolver. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça. tens amor não correspondido ou rompido. 9. ou o próprio mal não deixa. BETE mora no endereço abaixo a muitos anos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . fazer voltar alguém em sua companhia. ( ) no enunciado A. ( ) no enunciado D. no seu trabalho. tua. por a) teu. o. nos negócios. de Machado de Assis e Érico Veríssimo. você é testemunha disto. 817”. BETE.Pronomes Avançar .” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes.. Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara. fazer voltar alguém em sua companhia.) fazia que ela evitasse a companhia das outras. Leitor. tem o sentido de “nós”. mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê. desanimado. muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade. mau olhado no amor. nos negócios. Muitas vezes não acha solução. em qualquer assunto que lhe preocupe. (. ( ) no enunciado B. alguma dormiu mal ou nada. desorientado. c) teu. Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B.. a palavra todos tem valor anafórico. desanimado. faça uma consulta. os. Não fique na dúvida. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. um problema que para muitos é um problemão. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequadamente. mau olhado no amor. em qualquer assunto que lhe preocupe. a expressão a gente. te. vossa..

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico de pronome possessivo. a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre. b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos. c) A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...). e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma. Texto para as questões 11 e 12.
“Que me enganei ora o vejo: Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar.”

4

11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Aponte-o: a) que. b) me. c) o. d) te. 12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituindo um pronome possessivo. Aponte-o: a) te. b) me. c) o. d) que. 13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a), exceto: a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos, ............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis) b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha...” (M. de Assis) c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconsiderada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de Assis) d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis) 14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial, apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal. Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente: a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo; b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se; c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passase no Piauí não é o mesmo das grandes capitais; d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que acha-se rodeada mal abre os olhos à luz; e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em dia pode se sair melhor do que aquela.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

15. U.E. Londrina-PR-Modificada
“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída por: a) onde. b) que. c) cujas. d) das quais. e) entre as quais. 16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regional, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa. a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a outra. b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de casas... c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar problemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á cirurgia o mais breve possível. d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cidade mais antiga do país. e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar a força, unindo os alunos maiores com os menores. 17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectivamente como: a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto. b) artigo definido e pronome demonstrativo. c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo. d) pronome pessoal e artigo definido. e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo. 18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo. a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu. b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele? 19. UFGO Considere os enunciados abaixo. A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições. B. Onde há fumaça, há fogo. C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm uma só nacionalidade. D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam. Segundo a norma padrão da língua portuguesa: ( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre orações, como no enunciado A. ( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não tem um referente explícito. ( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere a uma expressão com valor de lugar virtual. ( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a” ou “para”.

5

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

20. UP-RN
“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.” “O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos: a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter sido pobre é o seu grande mal. d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo grande mal é ter nascido pobre. 21. F.M Triângulo Mineiro-MG
“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergonha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer testar seus conhecimentos’, argumenta.”
Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

6

Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída por: a) Quem não teve-lhe acesso. b) Quem não as teve acesso. c) Quem não teve-as acesso. d) Quem não teve acesso a elas. e) Quem não teve-lhes acesso. 22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alternativa correta, de acordo com a norma culta. “A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da Lagoa continuam malcheirosas.” a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo de Freitas. b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a atenção de D. Pedro II. c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas. d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam chamado a atenção de D. Pedro II. 23. PUC-PR-Modificada
“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente preocupada”.

IMPRIMIR

GABARITO

Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antecedente os termos: a) O pai; b) havia partido; c) ao filho; d) nenhum recado; e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados. a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te). b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe). c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me). d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se). e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me). 25. FUVEST-SP
“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho, fazendo a correção necessária. 26. PUC/Campinas-SP

7

“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa. A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), questão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente: a) o centro – Mudança Climática. b) Buenos Aires – a delegação brasileira. c) o planeta – a reunião. d) Kyoto – estufa. e) a Convenção – mudanças catastróficas. 27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos. ( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto. ( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das formas tu/vós. ( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e possessivos continuam na segunda pessoa. 28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do português falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o: a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade. b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada. c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos. d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.

IMPRIMIR

GABARITO

29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente. a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa. b) Entre eu e ela já não há mais nada. c) Viram-nos, mas não os chamaram. d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças: I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje. II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação. III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que poucos procurá-los-ão”. IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor. A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é: a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) I e IV. 31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos retirados de jornais de circulação regional: a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia. b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau? c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói. d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quantidade e qualidade requeridos por uma população... . e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos capazes. 32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a linguagem oral no texto escrito. Por essa razão, a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo. b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos. c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo. d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos. e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos. 33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar pronome pessoal da forma oblíqua na função sujeito. ( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um período com pronome oblíquo átono. 34. UFSE
“... tu vais encher os cofres ... derrubada debaixo da fronde ... dando de comer aos pássaros”

8

GABARITO

Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspondentes, obtém-se: a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer; b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer; c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer; d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer; e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ..............., em ............... de período. a) Mesóclise – futuro do presente simples – início. b) Separação – infinitivo – exórdio. c) Próclise – imperativo positivo – começo. d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura. e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio. 36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas: “Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.” Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente: a) conosco – conosco – mim – mim b) conosco – conosco – eu – eu c) com nós – conosco – eu – mim d) conosco – com nós – eu – eu e) com nós – conosco – mim – eu

9

37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações: I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se. II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede. III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram. Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal: a) Apenas para a oração I. b) Apenas para a oração II. c) Apenas para a oração III. d) Para todas as orações. e) Para nenhuma das orações. 38. VUNESP Leia o texto que segue.
“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferença é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

GABARITO

In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a, respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”. 39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro, defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma... a) dessa – daquelas. b) daquelas – destas. c) destas – dessa. d) desta – daquelas. e) desta – dessas.

IMPRIMIR

40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em: a) “Não me basta saber que sou amado.” b) “...no exílio em que a chorar me vejo.” c) “Não há que a terra pelo céu trocar.” d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.” e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa instituição.” Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é correspondente, obtém-se: a) não lhe procurem; b) não a procurem; c) não procurem-a; d) não procurem-lhe; e) não procurem-na. 42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um emprego de pronome não compatível com o uso formal da língua: “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem. b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa das águas que tem. d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem das águas que tem. e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das águas que tem. 43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal. a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.” c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.” d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.” e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.” 44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito corretamente.
“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

10

GABARITO

01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecêla. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. 08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. 16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

45. Unifor-CE-Adaptada
“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a: a) alguns cientistas; b) robôs do futuro; c) seus programas; d) todos eles; e) homens. 46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em: a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes. b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou. c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades. d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada. e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

11

47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’” Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos: a) palavra e mote. b) leitura e mote. c) palavra e mundo. d) leitura e daquele. e) continuidade e mundo. 48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorreção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em que o pronome foi empregado adequadamente. a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se aproveitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica. b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola. c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a nós pais para conversar. d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do cargo. e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das conseqüências, ataque-se primordialmente as causas. 49. UEMS I. O lugar...moro é muito pacato. II. Esse foi o número...gostei menos. III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso. a) onde - que - cujo. b) em que – de que – cujo o. c) no qual – o qual – do qual o. d) que – que – cujo o. e) em que – de que – cujo.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em: a) não os tivessem; b) não tivessem-los; c) não o tivessem; d) não tivessem-o; e) não tivessem-no. 51. UFR-RJ
“O homem ainda faz O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um: a) pronome de tratamento; b) artigo definido; c) pronome oblíquo átono; d) pronome oblíquo tônico; e) pronome demonstrativo.

12

A questão 52 refere-se ao texto a seguir.
“O Padeiro (fragmento) (Rubem Braga) Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: – Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? ‘Então você não é ninguém?’. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”

GABARITO

In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.

52. UFRJ a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto? b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a. 53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma culta. a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita geralmente em apiários. b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são originárias da África do Sul. c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários, originaram-se na África do Sul. d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, originou-se na África do Sul. e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se na África do Sul.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

Texto para a questão 54.
“Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Eu considerei as contas que era preciso pagar, os passos que era preciso dar, as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia.

13

54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilidades que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no poema Música, é exemplo disso: a) “Me disseram que era Chopin”. b) “dentadura dura”. c) “enquadrei o Chopin”. d) “que era preciso pagar”. e) “braços redondos”. 55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é: a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos que lhes foram distribuídos a mando de Herodes. b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de um boi branco e de um burro cansado. c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.

GABARITO

d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono escorraçou os viajantes. e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo deve de ter sido uma visão aterrorizadora. 56. UFRJ
“Esaú e Jacó (fragmento) (Machado de Assis) – Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas.”

IMPRIMIR

In: Obra Completa. vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do autor.

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor. O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor. 118. Rio de Janeiro: José Olympio. 1982.57. Estrela da vida inteira. A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas diferentes classes gramaticais. eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA. 9ª ed.Pronomes Avançar . 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Manuel. UFRJ “O impossível carinho Escuta. a) Identifique essas duas classes gramaticais. p.

3. pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. 18. sendo regido pela preposição entre. 13. 23.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1 1. 10. 26. 31. 33. 38. que é o caso. 6. 21. O pronome em questão possui função completiva. 9. 39. 20. d GABARITO IMPRIMIR 19. 27. 30. 36. 5. desta forma. 32. 14. 17. 12. que estuda há oito anos. 34. está correto o uso do pronome mim. 25. 29. e por literatura. a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta). F–F–V–V d d b c c A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. 8. Voltar Língua Portuguesa . 15. pronome pessoal do caso oblíquo. 37. 11. 28. o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. b) Na função completiva. 2. 24. 35. 7.Pronomes Avançar . 22. 16. b F–V–F c c e c d V–V c a c c Em “a fruta”. F–F–V–V–F d d b d b b c F–V–F–V c a d a e b b c a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito. 4.

46. b a a No texto de Machado. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 52. 56. 55. porém. 54. 57.Pronomes Avançar . 50. 51. 45. 43. uma atitude marcante na sua obra madura. Se. o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano. 44. 41. 48. 49. b b e b 06 b d c d e a e a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. 2 53. 42. ele é posposto ao verbo. a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa. b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’.40. 47.

e Carlitos. c) sofrer privações materiais. Se consideramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”. até os cadarços. comer as botas” é uma referência a Carlitos que.. portanto.. Aprender a capinar com enxada cega. mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra. d) vaga. 2. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: Esfregar pedras na paisagem. poeta francês do século passado. em favor da poesia.Noções de literatura Avançar . deitados de barriga. Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos. em um filme. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. cisco de olho. comer as botas. Deixar os substantivos passarem anos no esterco.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . carvão de folhas. de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno. é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões. com fome. Perder a inteligência das coisas para vê-las. isolado na neve e não tendo com que se alimentar. Nessa concepção. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 11 GABARITO 1. d) pelo ponto de vista do especialista. teréns de rua e de música. Mesmo sem fome. deixando de lado o sujeito que olha. cozinhou as botas e as comeu. Perguntar distraído: – O que há de você na água? Não usar colarinho duro. Manoel de. UFMS “Mesmo sem fome. 3. c) recusando seu invólucro utilitário. o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos. A expressão mesmo sem fome muda a situação. automatizados. b) com objetividade. UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto. e) cristalina. Jogar pedrinhas nim moscas. c) fecunda. e) isolar-se do resto da humanidade.. b) impermeável. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. moscas de pensão. Matéria de Poesias. (Colhida em Rimbaud) Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. personagem dos filmes de Charles Chaplin. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem. o verso citado propõe que. UFMS O poema cita Rimbaud.. 1999. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”.” BARROS. b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. uma tomada de posição ante o fazer poético. O resto em Carlitos. 3 ed. propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos.

Poesia completa e prosa.Texto para as questões 4 a 7. RJ: Nova Aguilar. presente na saudade. 6.. e) o amante vive a descrever o ser amado. enfim. d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor. c) o amante dá a vida pela amada. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade. Amo-te como um bicho.”. Amo-te. UFPI Na seqüência “. c) O amante experimenta formas diferentes de amar. b) o amor destrói o corpo amado. E de te amar assim muito e amiúde. b) pureza – impureza. Vinícius de. não cante / O humano coração com mais verdade. 2 4. b) a sensação de que o amor é indescritível. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. UFPI Dos versos 3 e 4.. e) vida – morte.. b) A realidade é diferente para quem ama pouco. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. simplesmente. c) verdade – mentira. d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . meu amor. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar. e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente. 336.. existe: a) a surpresa de se ver amando tanto. 7.. De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. d) o amor se esgota no próprio desejo. E te amo além. p. não cante O humano coração com mais verdade.Noções de literatura Avançar .” MORAES.. d) vício – virtude.. É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor. 5. e) O artista recria a realidade usando palavras de amor. UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: a) o amor culmina com a morte.. 1986. Amo-te afim. “Soneto do amor total 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 Amo te tanto. de um calmo amor prestante.

UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a minha primeira musa. como acontece no verso de número . emocionada a mulher a meu lado estremeceu e se entregou sem que eu dissesse nada. / Minha lira também seus tons varia. / e sem fazer esforço ou maravilha. UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte característica: a) variação semântica.. 9. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas... / Como estrelas e nuvens e mulheres. de Vinícius de Moraes.. e a afirmação que as segue. c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si. Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua.. Larguei-as pela jovem madrugada ambas cheias e brancas e sem véu perdida uma.....” (Álvares de Azevedo). outra no céu. a outra abandonada uma nua na terra... c) reiteração expressiva.... UFRS Leia as estrofes abaixo...Texto para as questões 8 e 9..” IMPRIMIR GABARITO Por meio de versos . porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas. Um homem que tem fome como qualquer outro homem. em que é perceptível um lirismo . fundindo-as. b) vício de linguagem..” (Gonçalves Dias)... b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas... . em alguns momentos... As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia... 1964.. 10. d) onomatopéia modernista. d) “Um dia (..” RICARDO. típico de sua poesia...” (João Cabral de Melo Neto).. Cassiano. Jeremias Sem-Chorar.. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. / Pela regra geral de todos seres.” (Casimiro de Abreu).... foi quando.. 01 02 03 04 05 06 07 08 “Uma lua no céu apareceu cheia e branca.. Rio de Janeiro: José Olympio....) tive saudades da casa paterna e chorei..... a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa .Noções de literatura Avançar . 3 8..

II. o que esta rapidamente consegue realizar. tema reincidente na poesia romântica.) Ah! vem! amemos! vivamos! O enlevo do amor bebamos Nos perfumes do sertão!” 4 Analisar as afirmativas que seguem. sobre o texto. entre outros recursos poéticos. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro. inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo. As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso. O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens. ( ) No verso 7. I. IV. Toda poesia. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I. ( ) No verso 8.. Das aves no sentimento.. ( ) A distribuição dos versos no espaço de papel. o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . determina o tom pessimista do texto. II. Nas águas e no luar! (. julgue os itens a seguir. Pela análise das afirmativas.11. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor. as imagens utilizadas e o uso recorrente de repetições. em muito mais tempo que a natureza. alude à capacidade que o ser humano tem de fazer. há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade. nos versos 14 e 15. Ferreira.Noções de literatura Avançar . da boca mas quando for tempo E é tempo todo tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão” GULLAR. pelo poema Rosa do Povo. III. ( ) O poeta. PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Ser a flor das primaveras Que tenho no coração! E se ouviras o desejo Do amoroso sertanejo Que descora de paixão! Se tu viesses comigo Das serras ao desabrigo Aprender o que é amar Ouvi-lo no frio vento. O medo da rejeição amorosa. III e IV c) II e IV 12. 4 7 10 GABARITO 13 16 19 Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. com que se inaugura a poesia moderna brasileira.

não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento. e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. In: Antologia poética (Org. em face de um mundo conturbado. só tenho o senhor no mundo’. Introdução: Para responder a essas questões. doutor. Org. Melancolias. 13. 114.” FONSECA. revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. forte e ameaçador. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade. de espinhas no rosto. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso.) 5 14. como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor. ele me acompanhando. Inferno. ‘Só tenho o senhor no mundo. 2. p. Em seguida. Fui na direção da minha casa. nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. até que chegamos na minha casa. surgiu inesperadamente. ou dos cercos dos rios caudalosos. Não acabou de falar. o tempo não chegou de completa justiça. alucinações e espera. esta é a última vez. 1985. Rubem. Marília. Voltei. associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque. São Paulo: Companhia das Letras. o pedinte. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele.Noções de literatura Avançar . Eu disse. (Nossos Clássicos. Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas. O tempo é ainda de fezes. estou precisando de um dinheiro. ou se falou eu não ouvi. 90. a) Sentimento de angústia. Devo seguir até o enjôo? Posso. Tomás Antônio. desconfiado. pelo autor). maus poemas. e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue. 24. ‘espere aqui’. mercadorias espreitam-me. Uneb-BA “Tu não verás. enquanto caminhávamos. ed.” GABARITO ANDRADE. Rio de Janeiro São Paulo: Record. Ele era mais alto do que eu. e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. me vigiando curioso. fui ao meu quarto. implacável. p. conseguia esconder. Fechei a porta. então vi que era um menino franzino. 85-6. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente. cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Questões de 13 a 17. Feliz ano novo. 1997. d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. v. por parte do sujeito poético. Carlos Drummond de. sem armas. eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu. 1997. que foi cobrindo a sua face. não faça isso de novo comigo. e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto. por Lúcia Helena. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo. com o barulho do tiro. ou da minada serra. ed. p. Rio de Janeiro: Agir.” GONZAGA. 36. vou de branco pela rua cinzenta. In: Tomás Antônio Gonzaga. o rosto fixo virado para o meu. Ele caiu no chão. 15.

“(. E se esmoreceram. o que julgo ter notado” d) “Não as contesto.. exclamou a mãe como a um desastre irremediável. Clarice. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras. 1982. 111.) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água. p. a forma dos montes verdes. e é inevitável mencioná-las” c) “neste esmiuçamento. A tarde caía. em manhã de bruma. As luzes se acenderam de repente. Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu.. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se. Outros devem possuir lembranças diversas. (. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos. Memórias do cárcere. ed. p. São Paulo: Record. mas espero que não recusem as minhas” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o que julgo ter notado. neste esmiuçamento. E Catarina? Catarina olhava a mãe. Rio de Janeiro: José Olympio.. Outras. num pátio branco. da leitura do texto. conservaram-se. Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história. de repente envelhecida e pobre.. Pirulito apontava com o Querido-de-Deus.. Capitães da areia. Lutar pelo direito. 18. é possível depreender. ed. A negra se levantou. gritos. relatada pelo narrador.) Nesta reconstituição de fatos velhos. o texto é impregnado de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro. pelo menos imagino que valiam pouco. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. completam-se e me dão hoje impressão de realidade. ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante.. Não as contesto. porém.” 6 LISPECTOR. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. Um dia iria fazer uma greve como seu pai. durante o Estado Novo. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos. responda às questões de números 18 a 20.)” GABARITO RAMOS. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais. Laços e família: contos. tintos de luz. 19. exponho o que notei. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade. e é inevitável mencioná-las. o deus da bexiga.. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido. Um homem comprou cocada. Certamente me irão fazer falta. Ao longe. gemidos. Jorge. frases autênticas. procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. recomeçou a mãe.. 17. gestos. cresceram. 79. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. E os guindastes rodavam ruidosamente.. associaram-se. deixá-las no esquecimento: valiam pouco. 12. associaram-se. exponho o que notei. Ah! ah!. 85. cresceram. a cor das folhas que tombavam das árvores. 1984... como contavam a de seu pai. Com base no texto abaixo.. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis. d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês.” AMADO. a bolsa. UERJ Por causa da perda das anotações. Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça. conservaram-se. Graciliano. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade. 1996.. Rio de Janeiro: Record. Rio. mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material. Se ele existisse.16. (. c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária. porém. mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida. e a mãe olhava a filha. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político.Noções de literatura Avançar . Uneb-BA “– Não esqueci de nada. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade. ela ajeitava depressa as malas.

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Vocabulário: penhas – penhascos ”Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. Temei. um elemento típico da paisagem mineira. que amor tirano. dirige-se aos penhascos. A que dava ocasião minha brandura. b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas). que vence os tigres por empresa Tomou logo render-me. que representa seu berço. penhas. U. c) o sujeito lírico. que é a exaltação dos penhascos. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada. e) rima e versos decassílabos. b) identidade de nome entre autor. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . nos versos 9 e 11. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas. nos versos 12. Onde há mais resistência. a exemplo do livro de Graciliano Ramos. e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo. UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós. que ostentais a condição mais dura. d) os versos dos tercetos em redondilha maior. 13 e 14. A partir dessa definição.F. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano. c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados. Que não me foi bastante a fortaleza.Noções de literatura Avançar . a presença de antítese. narrador e personagem principal. a pedra. constituem uma autobiografia – gênero literário definido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira. pois é tão duro quanto elas. mais se apura.” 7 21. Santa Maria-RS Nesse poema. Podese dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que.20. d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas. o que mostra a influência do Barroco na lírica do poeta mineiro. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade. c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas).F. pois é tão duro e resistente quanto eles. U. mostrando que há obediência à regra principal do Arcadismo. Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22. de Cláudio Manuel da Costa. 22. temei. b) nota-se. um peito sem dureza! Amor.

( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos. Álvares de Azevedo apresenta. 10. julgue os itens das questões de 23 a 26. colocando-se como sujeito submisso em seu desejo de amor.Noções de literatura Avançar . me enlanguece a fronte. Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não. ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação à realidade. ( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade. Voltar Língua Portuguesa . In: Leandro & Leonardo. Vol. A minha vida Se esgota em ilusões. Bernardes e Schiavon. 1997. O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo . Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo. 8 GABARITO IMPRIMIR 23. Me ateia o sangue.. Um espírito negro me desperta.INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos. Foram sonhos contudo.. a figura feminina se constrói entre dois pólos. UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa. ( ) No texto I. 24. Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar. o da virgindade idealizada e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”. nesse texto.Lira dos Vinte Anos. E a donzela ideal nos róseos lábios. Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia. exemplo da tendência mórbida desse movimento. UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica.. ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”. não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA. No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo.. E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos.

como um espelho e sua imagem. Voltar Língua Portuguesa . p. d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado. Vem. UFMT ( ) No texto II. ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente. Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba. ed. na visão do eu-lírico. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer. infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam. Questões de 27 a 29. tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro. 196. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva. Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras.. cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático.. Católica de Salvador-BA No poema. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa.. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento. o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido.. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos. c) A mulher. 9 GABARITO 27. e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual. Vinícius de. como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I). os dois poemas são decassílabos. Amiga. ( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas. IMPRIMIR 28. há ocorrência de inversão sintática.25. 26. c) assemelha-se à “amiga”. Antologia Poética. ( ) Neles. frases em ordem indireta. F. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo. 1992. amiga minha Em mim como no mar. ( ) Em ambos. UFMT ( ) Quanto à métrica. São Paulo: Companhia das Letras. Católica de Salvador-BA Sobre o poema. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. “A Ausente Amiga.Noções de literatura Avançar . F. d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais.” MORAES. vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim. 11. ( ) Escritos em séculos diferentes. aparece envolta em sensualidade e erotismo. Vem mergulhar em mim Como no mar. teus seios Se enchem de leite. ( ) Nos textos I e II.

levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos. fez exclamações. porque minha bisavó. b) somente III é correta. e) I e II são corretas. pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas. e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância. trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa. c) tenta conciliar o presente com o passado. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. como uma mancha no ermo. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano. 10 30. d) somente I é correta. III. na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta.29. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora. José Olympio. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo. com a sua cara. O rapaz concluiu: – Antônia. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. esfumaçados pela neblina que saía da chaminé daquela casa onde. Lançando mão de um procedimento moderno. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. também. d) busca a originalidade a qualquer preço. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado. você parece uma lagarta listada. Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético. Manuel. 1979. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver. A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto. A moça arregalou os olhos. UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos. I.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Estrela da vida inteira: poesias reunidas. c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina. Texto para as questões 30 e 31. a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. c) II e III são corretas. b) a lembrança de um certo namorado de infância. F. O título do poema encerra uma ironia. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e. II. fresca e furta-cor. 31. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. A moça olhou de lado e esperou. ainda não me acostumei com o seu corpo. o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando. você é engraçada! Você parece louca..Noções de literatura Avançar . “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia. a) I e III são corretas. deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola. A meninice brincou de novo nos olhos dela. que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro. livre de rima e de métrica. Foi esse o início de um destino esquerdo. Rio..” BANDEIRA.

” considerando-se o contexto.”.”. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas.. o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo.. portanto. ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físicas. U. é correto afirmar que. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento. Católica-GO ( ) No texto. são respectivamente: hipérbole. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e. a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa. marcado por expressões como “. levantando a voz como se nascesse rei.. com enormes riscos de ouro. obrigatoriamente. não se mostra tão conformada como a avó.”. ( ) A personagem demonstra que. U.” ( ) Na frase “. ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’. claramente. ( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo.. metáfora e prosopopéia... ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa. sovar o dia do marido que vem chegando. e o indireto livre. apesar de trabalhar muito. ‘destino esquerdo’..32... nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias.... a elipse do verbo ser. continuava a ser uma pessoa vaidosa. ( ) De acordo com o texto. e o bando de filhos seus primeiros súditos. Católica-GO ( ) Pela leitura do texto... faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento. ( ) Em “. embora incapaz de modificar uma situação socialmente imposta às mulheres. foram utilizados dois tipos de discursos: o indireto. levantando a voz como se nascesse rei”. cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos. que ocorreu porque a personagem era jovem e bela. é correto afirmar que a personagem. de acordo com as normas da língua padrão.” Percebe-se nessa frase. 11 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem. ( ) De acordo com o que se lê no período do texto.. estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e.. a quem todos deveriam se submeter e jamais questionar. Caso o verbo estivesse presente deveria. na terceira pessoa do singular. ( ) “. que ainda demonstra sua submissão ao homem. porque me secaram as tetas. pois afirma: “Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte... fresca e furta-cor.Noções de literatura Avançar . é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros. a personagem. 33. ter como agentes tanto “meninos” como “tetas”. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora. ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto.

predominantemente. a flor e a fera. Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe. – o ar e o chão. recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo. F.” ( ) “O luar. Voltar Língua Portuguesa .” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias.” NEVES. – na face / De anjo morto. Vitória: Cultural.I. ( ) “Tudo. b) não é literário. ao suplício. 58. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido. pois não é prosa nem poesia. In: Muito Soneto por nada. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo. merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra. / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora. e) não é um soneto. só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico. a folha e o inseto.. / Aroma de argental caçoula. / Azul.34. 1998. próprio do texto contemporâneo. merda. os ninhos e a hera.. entre sombras. / É transparente. e) é um misto de literário e não literário. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil. pela presença de termos chulos. As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego. ou por outra.. azul em fora. pela intensidade do sentimento do eu poético.. Tem cheiro a luz. / Pérolas vivas. GABARITO 35. a pedra e o tronco.. pela linguagem coloquial e referencial. e me livre de ti em paralelo. um soneto de versos. põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente. Reinaldo Santos. Língua vernácula entre os dentes. sonora barcarola.. é branco. p. decassílabos.I. com exceção de: a) é literário. José. / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada. / A noite no alto-mar anima as ondas. no olhar sobredivino. F.” 12 Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidência e com F os demais. // Nasce a manhã. / Despertar-me no leito: ouro em tudo. construído em prosa poética. as nereidas frias. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece. / A água e o reptil. de outro poema preto em verso branco.. à tarefa. Com que gana! E que suplício: não há ponto final. a fauna e a flora / A erva e o pássaro. d) é lírico. a luz tem cheiro. IMPRIMIR 36..Noções de literatura Avançar . que me livre de vez desses poemas. U.. vulgares. / Sobem das fundas úmidas Golcondas. majestosamente. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima. a manhã nasce. c) é dramático. b) é narrativo. / Que o sol filtrando em luz esteve. é leve. na voz. não há remate. (sororal) vibrante como um sino. com que ânsia. c) é literário.” ( ) “Ela vem. dor no cotovelo e tu. na mente. d) não é literário. E eu quero? É Sísifo o meu modelo. Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária. // Como lençóis claros de neve. pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos.. um poema épico.

UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I. quanto ao significado e à função sintática.)” Chico Buarque de Holanda. ( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam. 13 “quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você está tão bonita você traz a coca-cola eu tomo você bota a mesa eu como eu como eu como eu como eu como você não tá entendendo nada do que eu digo eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (.7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso. 9). é o assunto desse poema. Ringe e range. ( ) A época áurea da cana-de-açúcar.. Vive como a expiar uma culpa tremenda.)” Caetano Veloso..37. 38.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . As duas canções apresentam. há uma preocupação com os procedimentos poéticos. e) I. permitem uma dupla leitura. da canção de Caetano.. III. em comum. Nos versos selecionados. a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal. E ringindo e rangendo. a sonoridade da moenda a trabalhar.7). ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica. repetições e paralelismos. II. Considerando o poema acima. 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 “Todo dia ela faz tudo sempre igual me acorda às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café (. d) Apenas II e III. Quais estão corretas? a) Apenas I. como rimas.. ( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v. respectivamente.8 ) e o pronome “você” (v. O engenho de madeira a gemer e a chorar. dessa atividade extrativa vegetal. a dor. II. o mal que vai. UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda.. Poemas.Noções de literatura Avançar . julgue os itens a seguir. a rígida moenda. causar. b) Apenas II. principalmente. rouquenha. talvez. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v. À luz quente do sol e à fria luz do luar. c) Apenas I e II. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima. em que a economia brasileira dependia. I.” Da Costa e Silva. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína. com a repetição de recursos poéticos. O verbo “como” (v. II e III.

14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42. verde.” ANDRADE. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina. menino. demais. reclinada no camarote. Via-a assim. 1983. “Biblioteca verde Papai. era dar prova de fraqueza. não. o que não saberei nunca. – não sei se mais bela. Tenho de ler tudo. O que saberei. Rio de Janeiro. e os brilhantes. o colo de leite. unicamente minha. atirei-me a ler e escrever. U. Não podendo dormir.. medievo. quis vestir-me. Meu filho. menos luzidios que os olhos dela. São só 24 volumes encadernados em percalina verde. p. cavalgo de novo meu verde livro. Como te devoro.” ASSIS. É em percalina verde. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade.672-673. 1992. 96. mata de pinheiros toda verde. Evidentemente. ( ) Sublimação do amor. São Paulo: Ática. disposto a esquecê-la e a matá-la. a pôr de lado as jóias e sedas.. E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio. que chegaria tarde. Virgília começava a aborrecer-se de mim.Noções de literatura Avançar . – torná-la minha. e sair. pensava eu. ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas. se mais natural. Amanhã começo a ler. em contos. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F. p. Depois. somente minha. consultei o relógio. a torná-la. Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas.) Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres. me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres. verde pastagem. Mas leio. pai. – fascinando os olhos de todos. Reunião. em cavalarias me perco. Machado de. – braços que eram meus. só 24 volumes. compra. com os seus magníficos braços nus. esse cristal de fluida transparência: verde. eu vou comprar. leio. Agora não. Compra assim mesmo. Via-a dali mesmo. Quando crescer eu compro. Em filosofias tropeço e caio.39. e doía-me que a vissem outros. Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro. 18 ed. Papai me compra agora. Agora não. Chega cheirando a papel novo. Sou o mais rico menino destas redondezas. eu cresço logo. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. começava a despi-la. (Orgulho. os cabelos postos em à maneira do tempo. que bom passar a mão no som da percalina. compra. com vestido soberbo que havia de ter. Compra. Carlos Drummond de. é livro demais para uma criança. José Olympio. Memórias Póstumas de Brás Cubas. 1 5 10 GABARITO 15 20 25 IMPRIMIR 30 Voltar Língua Portuguesa . porém. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade. Julguei. Fica quieto. ( ) Ser humano revelado como contraditório. poemas me vejo viver. inveja de mim mesmo. as demais. Antes de ler.

Noções de literatura Avançar . de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. c) da predominância de orações coordenadas. e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro. ‘Anda lá. 29-32. -v.40. Um só ponho. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. d) do emprego de verbos no modo imperativo. porque um nasceu de outro.) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica. -v.” -v. b) das construções com uso de vocativos.. e este livro seria talvez uma simples prática paroquial. torna-se também culpada pelo destino dele. c) “cristal/ de fluida transparência” -v. não só a sua vocação. o que não saberei nunca. d) “verde pastagem” -v. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão. 14-15. 10-11. como era seu sonho de adolescência. 19.. e) “Amanhã começo a ler. se eu fosse padre. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado. como também o enredo da narrativa. O que saberei. 25. ou antes porei dois. -v. ou uma pastoral. 41. 25-26. UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê. 4-5. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v. como me recomendara tio Cosme. e tio Cosme. mas a culpa é do vosso sexo. pois ela depende da capacidade do leitor de atribuir sentidos ao que lê. que bom passar a mão no som da percalina. ou uma encíclica47. 25-26. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho. (N. se papa. pai eu cresço logo. por outro lado. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber. que perturbava assim a adolescência de um pobre seminarista. 42. Agora não”. b) Machado de Assis culpa as mulheres. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares. c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v. a não ser que ambos formem duas metades de um só. e no menor número de palavras.F. esse cristal”. ainda acordado. por tê-lo induzido a casar cedo. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro. está na biblioteca em verde murmúrio”. b) “coleção/ de Obras Célebres. verde pastagem.E. b) “Antes de ler.” -v. 43. por ter sido escritor de romances. d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora. nesse caso. dona leitora. meu rapaz. Não fosse ele. Até lá os sonhos perseguiam-me. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . U. dirigindo-se a uma leitora que.) Como te devoro.” 47 15 GABARITO Vocabulário: Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação. 6-7. tenente e imperador. d) “(. se bispo. decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz. Tudo isto é obscuro. -v. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular. 17-18. c) “Tudo que sei é ela que me ensina. A leitura não está unicamente inscrita no texto. todos os destinos estão neste século.

na cidade”. (Sin. julgue os itens que se seguem. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 45. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. Por que pensar. ( ) De acordo com a acepção 1 do verbete. O cérebro eletrônico.As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha Por que o raciocínio. litania) S. a “fazer um poema” e. no verso 21. Por que labutar no campo. julgue os itens seguintes. cantilena. segunda. imaginar? A máquina o fará por nós. ( ) Segundo a acepção 1 do verbete. ou conversa longa e fastidiosa.Noções de literatura Avançar . quarta e quinta. a “labutar no campo. sistemas motor. Ó máquina. no verso 19. (ant. digestivo e respiratório. na cidade? A máquina o fará por nós. os músculos. ócio dourado. p. orai por nós. ( ) O pronome “o”. sistema neurovegetativo. Fig. sistema circulatório. o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma prece. Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira. Bras. Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas. 1972. imaginar”. a “subir a escada de Jacó”. UnB-DF Acerca das idéias do texto. da seguinte forma: primeira estrofe. no último verso. corresponde. 85-6. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete. no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”. INL. ( ) A voz do poeta. desvela a ironia com que se estrutura o poema. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia.” RICARDO. terceira. 1 4 7 10 13 16 16 19 22 44. sistema lingüístico. Cap. reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa.1. Seleta em prosa e verso.) nesta acepção: reza da capoeira.)” Considerando o verbete acima. lengalenga. no verso 17. ( ) Esse poema. Relação. discurso. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo. 2. o autor vai associando partes da anatomia humana aos sistemas fisiológicos por ela dinamizados.f. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós. Rio de Janeiro: José Olympio. os ossos? A automação. pelo lat. que aparece várias vezes no poema. no verso 15. na forma como se apresenta. dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós. em um contexto de capoeira. ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete. e o texto III. Cassiano. ( ) Como obra poética. ( ) Ao longo do poema. refere-se. a “pensar. uma oração. narração.

Antônio Carlos Jobim. d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e.” Antônio Carlos Jobim. então.Noções de literatura Avançar .46.. no silêncio. me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando.. a canção que eu fiz pra te esquecer. a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e. como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim. a fauna e flora. que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu. Luísa me dá tua mão o teu desejo é sempre o meu desejo vem. lento um trovador cheio de estrelas escuta. c) O autor. que descreve a paisagem. sofre a forte influência poética de Lord Byron e Musset. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . os costumes e tradições do indianismo. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa. conseqüentemente. Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda. Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração. GABARITO b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas. 17 Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos. agora. U. brasileiro. Vem cá. percebendo-se a sua influência ainda hoje. já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana.

impessoal. p. Assim. tais gaiolas vão penduradas nos muros.Noções de literatura Avançar . desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos. GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono. João Cabral de Melo. não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente. mais perto estão das gaiolas ao menos. vão num bolso. que não são artistas nem artesãos. como em jaula. dentro das quais. 324-6.” NETO. pelo tamanho e quebradiço da forma. Umas vezes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. outras vezes. Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação. IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar. e nunca. não assinado. se ouve palpitar um bicho. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. Obra completa. 1994. mais privadas. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado.Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro. Voltar Língua Portuguesa . estejam presos ou soltos. a saltação que ela guarda. em série. Se são jaulas não é certo. trabalho rotina. em nenhum momento. com voz de pássaro rouco. 2 O que eles cantam. 18 e de pássaro cantor. mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho. num dos pulsos. se pássaros.

“cantando”. a coesão e também a convergência e a densidade semântica do texto. Cecília. ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso). 48. ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro.47. deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos. 19 GABARITO Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre. criativa versus produção em série. prestígio. em função de seu assunto e da linguagem despojada. as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu lírico e leitores) ou como as pessoas.Noções de literatura Avançar . por ser átona. na sexta estrofe. seu foco principal está na mensagem que é transmitida. UnB-DF Em relação ao texto. ( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondilha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradicionais de construção de poemas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. o ouro vem. dócil e ingênuo. “gaiolas”. amor e pensamento. ( ) Quanto à posição da sílaba tônica. folha. poder. ( ) Na interpretação de poemas. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso. julgue os itens seguintes. “canto”. em ordem direta. a produção pessoal versus produção impessoal. “jaulas”. infinitas galerias penetram morros profundos. ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”. julgue os itens que se seguem. considerando-se o número de sílabas em cada verso.” MEIRELES. De seu calmo esconderijo. UnB-DF Ainda em relação ao texto. torna-se pó. barra. Romance II. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. ( ) A linguagem é poética. engenho.. produção variada. o povo. “gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. ( ) No primeiro verso do poema. 49. rotineira. quer dizer. ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade. Assim. ( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sentido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio. ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários. É tão claro! – e turva tudo: honra. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros.

20 GABARITO 50. povo solidário e unido. de táxi. Civilização Brasileira. Ando a pé. o autor não se utiliza: a) de comparações. e) sermos gente. do dia-a-dia. p. e) da beleza dos substantivos saudosistas. d) sermos pessoas ajustadas e felizes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . senão lutarmos juntos por um mundo melhor. U. Ferreira. e não vejo na vida.” GULLAR. nenhum sentido. c) da construção de versos livres.Noções de literatura Avançar . de ônibus. 51. “Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento. o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns. 1987. de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar.Texto para as questões 50 e 51. U. maior. b) do efeito dos adjetivos. c) não nos desesperarmos. Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”. casado. b) vermos algum sentido na vida. reservista. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons. Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos. 229. Rio de Janeiro. defuntas alegrias flores passarinhos facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro. amigo. Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. Toda Poesia. d) da força dos verbos.

mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres. Nos dois primeiros versos. O verso “Falai! que estou distante e distraída”.Noções de literatura Avançar . 32. conseqüentemente. 02. Falai! meu mundo é feito de outra vida. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem referência à própria criação artística. Rio de Janeiro. e o da interioridade. revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades do “outro”. promovendo uma espécie de autosondagem no domínio do mundo interior. Talvez nós não sejamos nós. Há. portanto. como resposta. Percebe-se. no poema.E. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”. Pode-se dizer que. 1977. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico. 04. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. no poema. ela se permite dizer “inverdades”. profundamente interiorizado. portanto. De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais. 256. a existência de dois universos: o da exterioridade. Isso porque. a soma das alternativas corretas. por vezes. Nova Aguilar. ou seja. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”. há uma constatação de que a linguagem não é um instrumento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se. A arte pode ser “inverossímil”. daquilo que não pode ser observado no mundo exterior. O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que. revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”. Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto. U. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a perda da percepção dos limites da realidade. Dê. 08. Obra poética. Falai! que estou distante e distraída. pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que caracterizam o sentido deste poema. 16. Cecília. p. o delírio. 01. trata-o com desdém. pela incomunicabilidade e. nesse poema. O último verso indica. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas.” MEIRELES. O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo. representado por expressões como “palavras” e “Falai!”. “Interpretação As palavras aí estão. o eu-lírico só poderia falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”. uma por uma: porém minha alma sabe mais.52. com meu tédio sem voz.

batendo-lhe no ombro paternalmente. aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e. O escrevente ressuscitou. Monteiro. vesga. São Paulo: Editora Nacional.. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua. Escrevente. apesar da distância hierárquica que os separava. O velho fechou de novo a carranca. Negrinha e O macaco que se fez homem.. a tremer. mandou chamá-lo à sua presença.. enchendo-se de coragem. seu chefe natural. e desd’aí transformou-se no tutu da terra. e neste caso Maria do Carmo. balbuciou medrosa confirmação. da segunda pessoa – a quem se fala. e neste caso Laurinha. — Oh. donzela. Mal o pilhou portas aquém.Noções de literatura Avançar . — Sei onde trago o meu nariz. diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. madurota. troca de olhares. Salvo se declara amor à minha mulher!. moço. Pois agora. Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense. bastava esse movimento de peão. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara. em pausa de tragédia. manca da perna esquerda e um tanto aluada. o moço veio um tanto ressabiado. Apesar disso. derrubou a cabeça.. Ar um tanto palerma.. O escrevente. o qual tinha duas. Namoro à moda velha. à missa. Depois. Parou.. entretanto. do escrevente. Por fim o coronel. fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra. sondando uma retirada estratégica. é casar! concluiu de improviso o vingativo pai. a serenata fatal à esquina. com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas. Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido. minha mulher ou a preta. tornando a si. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório.. moço.. quer o coronel dizer. repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial. Urupês. roupa nova. então nos dezessete. com o Acorda.. desdobrou-o. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. 1940. vencido. num pasmo. Não lhe erravam os pressentimentos. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino. Para abrir o jogo. Magro. por instinto. 22 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . não receia sobrecenhos enfarruscados. que é mais forte que a morte.. e neste caso vassuncê. minha filha e tem a audácia de o declarar. Toda a gente lhe tinha um vago medo.. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa. então. Escolha! O escrevente. Triburtino não era homem de brincadeiras. Escrevera nesse bilhetinho. Encontros na igreja. apenas quatro palavras. O Colocador de pronomes. Depois. Laurinha. mas o amor. com a pulga atrás da orelha. Aqui se estrepou. Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa. Abriu uma gaveta. — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno. com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz..INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!.. Ousou o escrevente namorar-lhe a filha. – nunca. — . voltando-se para dentro. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E. Vinte e três anos. — Laurinha.. coronel. Depois. como sabe.. Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões. da terceira pessoa – de quem se fala. Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama‘lhe’. gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e. ou à preta Luzia. . o coronel trancou o escritório. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas. encalhe da família... Depois.. In: Contos pesados. nos dias de folga... bilhetinho perfumado. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’. a qual não pode ser senão a Maria do Carmo. corrigiu o erro. depois de três dias de sobrecenho carregado. são três: da primeira pessoa – quem fala. Ama. Silenciaram ambos. com bastante sucesso. afora pontos exclamativos e reticências: Anjo adorado! Amo-lhe! . nem tufos de cabelos no nariz. Escolha!” LOBATO. — . — Nada de frases. ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize. comoveu-se e com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos. Ora. — Os pronomes.. essa. explicou. e a do Carmo.. — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente. já se vê. e eu. não permitirei nunca.. Abriu os olhos e a boca. cozinheira.. histérica. ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela.

E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã. Vinte e três anos. UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças políticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade.53. Magro.. Teus filhos que choram tão grande mudança. é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansiedade do escrevente e para produzir um efeito de suspense.” (Deprecação) IMPRIMIR Com base nessa leitura. pois apresenta personagens e acontecimentos sem manifestar opinião. e.. ( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. c) o eu poético fala de um estado de sofrimento. Voltar Língua Portuguesa . E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. interrompendo o fluxo da narrativa. ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da linguagem e do conteúdo do bilhetinho. 56. 54. ( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo. a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens.. Ar um tanto palerma. parma.. ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora. com o intuito de criar uma escrita brasileira. b) o eu poético se dirige a Deus. ( ) Na narrativa. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! Já lágrimas tristes choram teus filhos. a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança. d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual. produzindo formas como ingreis. é incorreto afirmar que. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais podem resultar em equívocos de sentido. ambas dicionarizadas. é casar!” . o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce. UFMT ( ) No trecho Escrevente. “Meu Deus. há um exemplo de metonímia. em ambos os trechos. ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis. e vive um só instante. UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias. sar. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem. ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de estereótipos e clichês. UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora. o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico. ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro. ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante. UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas. Senhor meu Deus. ( ) Nessa narrativa. 23 55. ( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão.Noções de literatura Avançar . ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada. mas cordial e receptivo a bajulações. craru. GABARITO 57. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou.

a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores. estou muito esperançado Mas. ( ) Há indicações. no texto. fatos passíveis de serem verdade. também musicado. c) A prosa existe em função da confissão amorosa. “Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. que eu estou no banco. nos últimos instantes de sua vida. U.F. “Está tudo muito bem. através da repetição de alguns versos. traz meu lençol. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” 24 Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. ô mulher. e) São versos dodecassílabos. 59. 1979. o poema a seguir. deitado!” GABARITO SUASSANA. pessoal. entre outras tantas letras para suas músicas. INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59. tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico. segue o modelo clássico de composição poética para falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados.58. o operário da construção civil consegue. d) O início de alguns versos se repete. isto é. Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta. para a criação de personagens. e a poesia. c) O amor. 60. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs. Ariano. a falta de perspectivas de um operário da construção civil. para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta. enquanto não aparece negócio. José Olympio. UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho. provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia. Farsa da Boa Preguiça. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das personagens.Noções de literatura Avançar . b) Escrito em versos alexandrinos. o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis. metaforizando tal passagem com a morte. destacando. de que as personagens pertencem à elite burguesa. tornar seu mundo musical leve. com severa crítica social. d) Enredo. Rio de Janeiro.

que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS.) 21 22 23 24 25 26 27 28 Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico. como estas preces. Já solta o bogari mais doce aroma. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. Poesia. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. que não chega. Já nos cimos do bosque rumoreja. Também meu coração. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. e) A natureza. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. Agir. Correm perfumes no correr da brisa.. o verso 20. Santa Maria-RS Leia o poema que se segue. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. como estas flores. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte. Rio de Janeiro. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol. movendo as folhas. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. não mais. d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada.. no poema.61. Gonçalves. Do tamarindo a flor abriu-se. à pessoa amada. “Leito de folhas verdes Por que tardas. o verso 27. ao rival de Jatir.F. brilham estrelas. Jatir. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Onde o frouxo luar brinca entre flores. Brilha a lua no céu. 25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 (. No silêncio da noite o bosque exala. U.Noções de literatura Avançar . há pouco. Jatir! nem tardo acordes À voz do meu amor. não desempenha nenhuma função específica.

” 26 GABARITO 62. — Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta. e abraçando a irmã. achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . não engana. Ana. ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas. De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar. Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio.. A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças.. a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta. os termos grifados exemplificam metáforas. e abandonar-me só neste mundo. de José Alencar. Logo que lançar o aborto. Ama-o por ele. lhe servirás de pai. esse casamento nos tornaria infelizes a ti.” Neste período. Quero confessar-me. Pela manhã. — Iremos juntos!. — Lançar!. a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho. e sempre mais graves. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula. para as afirmações verdadeiras. Paulo. ajoelhados à borda de um leito. e a mim. Sua mãe lhe servirá de túmulo. o teu. Paulo. fica-te um pai. Nesse texto em foco. desde o primeiro dia em que nos encontramos. Vive por mim! — Se eu pudesse viver.. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava . por ti e por mim. à tua irmã.. promete-me que se ela não for tua mulher. — Queres acompanhar teu filho. “Apenas o médico saiu. voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede.”.. Maria.Noções de literatura Avançar . que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala. minha amiga! Quando ficares boa. À noite declarou-se a febre. sejam elas virgens ainda. exemplificando assim um caso de próclise. UEGO Assinale V. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito. “A febre lavrava com intensidade. Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua. — Para aliviá-la do seu incômodo..A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola. que não poderia amá-la. promete-me que se ela não for tua mulher. mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem.. Paulo. ( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo.. ficará inteiramente boa. porque ele era mais teu do que meu. Vive por mim!” e em: “O dia se passou. já não existe. viram finar-se gradualmente uma vida querida. Maria. evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”. tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade.” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”. e F. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que.. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem. elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação. — O remédio de que eu preciso é o da religião.”. Maria. lhe servirás de pai. Nosso filho. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias. Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: — Para que é isso? perguntou ela com brandura.. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica. que nenhum efeito produziu. haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis. casar com Ana! — Não tratemos disso agora. voou pelo aposento.. disse-lhe: — Perdes uma irmã. impelido com violência.. na cruel agonia que só compreendem aqueles. uma febre intensa que a fez delirar. depois de um sono curto e agitado. e abandonar-me só neste mundo. ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências.

É um serviço que faz há muito tempo. depois então ‘lançá-las’ com capricho. Não tarda. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’. ( ) Pelo texto apresentado. emperrados. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho. quadros risonhos.” MACHADO. sem interromper a conferência das contas. sentimentos e sensações. Ambos muito quietos. uma acusação contra si mesmo. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses. relanceia-os lentamente pela janela. porém. É preciso classificar as notas. pousa-os no escriturário: — Está na Secretaria – responde este. quando tem já um grupo de contas respeitável. Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses. não tinham. infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural. 26-7. usa tinta encarnada. que penetra na mente da personagem. não. O primeiro escriturário confere contas. lê um livro. embora seja o protagonista. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo. há sempre multiplicações e adições a fazer. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’. ‘puxar’ cuidadosamente as somas. O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis. seu valor ou sua magnanimidade. mas por sua mediocridade. não necessita ‘estar em dia’. decifrando-lhe pensamentos. uma preterição. aberto dentro da gavetinha ao lado. É preciso antes submetê-los a uma conferência. 1992.. lembranças. calcular. pequena. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente. Depois... pois. Dispõe de grande prática. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo. Naziazeno não quer café. ver se as operações de cálculo estão certas. que este é custeado pelos funcionários.. Faz cálculos. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho. ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído. ( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas. Os ratos. seu anonimato e sua alienação.. Mesmo assim. se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .63.. bate muitos carimbos. nesses momentos. São ‘notas’ de consumo de materiais. Já tomou um há pouco.. quando. essa compreensão inteligente e leviana das coisas. Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais. p. ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro. de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores. O datilógrafo. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados. Na sala. julgue os seguintes itens. O serviço. contra esse espírito inferior de esquecer prontamente..Noções de literatura Avançar . não se destaca pelas características elevadas de homem extraordinário por seus feitos.. quando não está ‘batendo’.. Custa um tostão. 27 De acordo com o texto acima. injustiça ou grosseria dos homens. Dyonelio.. 12ª ed.. não era raro vir-lhe um remorso. São Paulo: Ática. Era então uma simples contrariedade a esquecer. Ele se dirige para a sua carteira. não exige pressa. em forma de faturas.

15. 20. 52. 8. 28. 59. 13. 31. 38. 3. V–F–F–V–V–F V–V–F–V–F–F V–V–V–F–F c d a V–V–F–F–V F–V–V–F–F c b b d V–V–V–V F–F–V–V d F–F–V F–F–V V–V–F–V–F a b 10 V–V–F–V V–F–F–F V–V–V–F–V F–V–V–V a e F–V–F b e V–V–V–V–F F–V–V–V–V IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 55. 45. 56. 25. 16. 4. 9. 17. 24. 22. 12. 19. 63. 49. 18. 2.Noções de literatura Avançar . c c b b c c d c b e e V–F–F–V a b e d d d c b d e F–V–F–V V–V–F V–F–V F–V–F–V d a c d d 32. 48. 60. 42. 57. 6. 14. 35. 46.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1 1. 51. 58. 43. 11. 39. 44. 37. 23. 21. 34. 30. 54. 26. 47. 41. 53. 40. 33. 62. 7. 36. 5. 10. 50. 27. 29. 61.

“Aqueles outros. CASTRO. 87. de muito bons palmitos.. c) III. d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa.. Ninguém não lhe deve falar de rijo. Ao longo dele há muitas palmeiras. que estiveram sempre presentes à pregação. 1 2. pela manhã. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega.) tão graciosa. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: I. 64. que a muitas mulheres de nossa terra.” – Interesse mercantil. não muito altas. 32. mas ninguém o entendia e nem ele a nós. relato de viagem e pregação religiosa.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1. 1997. como pardais. GABARITO Dê. II. do que eles dariam se os levassem. “melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degredados que aqui fossem deixados. b) II. 3. Porto Alegre: L & PM. 02.” – Visão paradisíaca. E aquele de quem falei antes. estavam assim como nós olhando para o nosso pregador. porque desejávamos saber se o havia na terra. “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa. III. 88 e 96. Sílvio.) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado. como resposta. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro. 16. e) II e III. Estão corretas somente as características indicadas em: a) I. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamente indicada em: 01. por ser gente que ninguém entende. a soma das alternativas corretas. p. U. “E uma daquelas moças era toda tingida (. por ele chefiada. em 1549. 85. c) Informativa dos jesuítas no Brasil. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia.. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento. determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (. notificando a chegada da primeira missão jesuítica.” – Submissão religiosa. provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena. vendo-lhes tais feições. 08. b) A das relações estabelecidas entre os românticos. 04. intenção catequética e informação sobre a terra. 83. diante de nós. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele.Literatura no período colonial Avançar . “No domingo de Páscoa. Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Dominação lingüística. d) I e II. chamava alguns para que viessem até ali.” – Difusão do cristianismo. sentimento nacionalista e participação em campanha republicana.. porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial. com medo do cevadoiro. Colhemos e comemos muitos deles.

5. o lastro que traz de areia. In: Poemas escolhidos. ( ) Na poesia arcádica observa-se. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial. 46-7. com as dificuldades e os sucessos. por que razão leva tudo? Que o povo por ser sisudo largue o ouro e largue a prata a uma frota patarata. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas. buscar a espiritualidade. outros à frota: a frota tudo abarrota dentro dos escotilhões. junto à natureza. ( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Barroco. o peixe. a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples.” MATOS. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. uns dão a culpa total à Câmara. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. s/d. que é muda a boca esfaimada. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade. os feijões. Décimas. porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. ao mesmo tempo. a carne. José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasilcolônia. Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. Voltar Língua Portuguesa . b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana. plena de inversões e de figuras. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. e) O temor. e) constituem obras de gêneros diferentes. é coisa que me não toca: Ponto em boca. por parte do sujeito poético. b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra. o perdão divino. verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais. IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade. por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. Mas ao mesmo tempo. e se a Câmara olha e ri. c) constituem obras do mesmo gênero. b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação. A fome me tem já mudo. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e. Uneb-BA 2 GABARITO “Toda a cidade derrota esta fome universal. d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. mas se a frota não traz nada. Gregório de. 7.Literatura no período colonial Avançar . ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. 6. c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. porque anda farta até aqui. apesar da linguagem rebuscada. declarando daí: “Ponto em boca”. que entrando co’a vela cheia. distribuídas em períodos diversos. que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. Unifor-CE No período colonial. ( ) Na época colonial. p. outra parte se destaca desse conjunto. São Paulo: Círculo do Livro. ( ) Parte da obra do Pe. produzidas no século XVII. o andamento e as condições da obra de catequese.4. da reação do povo faminto.

Antônio Soares. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. e morra suspirando O mal. o que deixava. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal. Deixei como ignorante o bem. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. Antônio. d) I e IV. viver gozando. os senhores tratando-os como brutos. quando menos confessado. Gregório de. Deixei sem atender. 58. Padeça agora. Pague no mal presente o bem passado. e) I e III. os escravos muitos. alta ventura. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular.Literatura no período colonial Avançar . os senhores rompendo galas. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos. aonde vinha. Sermão vigésimo sétimo. d) barroco. b) III e IV. Quando não me aproveita a pena minha. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II.” VIEIRA. Vim sem considerar. A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos. 9. procedimento que costuma estruturar os poemas realizados nesse estilo de época. o estilo: a) barroco. v. o bem. que tinha. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. IV. que me embaça: Se cresce contra mim. ( ) A dor daquele que. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 3 De acordo com o texto. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. c) II e III. o que convinha. os escravos perecendo à fome. e) neoclássico. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”. Pe. Se cresce para mim.8. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. “alta desgraça” / “alta ventura”). A presença de um grande número de antíteses. c) barroco. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. 10. p. e não quis. verificam-se os seguintes traços do barroco: I. dirige-se o poeta à sua amada Babu. In: Obras completas de Gregório de Matos. ou pouco amava. II. Suspiro agora em vão. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem. In: AMORA. alta desgraça. p. IV. que passo. São Paulo: Cultrix. os escravos carregados de ferros. Ou entendia pouco. Confesse. GABARITO No texto. que esta pena merecia. e tanto cresce. os senhores nadando em ouro e prata. o que gozava. Babu. por ignorância.” MATOS. 1015. Salvador: Janaína. Salvador-BA “Porque não conhecia. como estátuas da soberba e da tirania. b) neoclássico. Sermões. ( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico. E morra. org. U. 2.” Na estrofe acima. ed. os escravos despidos e nus. o que lograva. Soneto. O envolvimento político do jesuíta. 1981. Que quem errou. ou seja. os senhores em pé apontando para o açoite. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. s/d. que possuía. os senhores banqueteando. III. sem ver. Que quem podia. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha. Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura.

IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 12. enquanto o conteúdo. Pretos. é uma alusão aos portugueses e seus descendentes.11. 54. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia.. 08. Poesia satírica de Gregório de Matos. p. Numa cidade onde falta Verdade. Mestiços. inicialmente abordando aspectos éticos. d) simplicidade clássica. c) antecipação da estética do Romantismo. Quem a pôs neste socrócio? Quem causa tal perdição? E o maior desta loucura? Notável desaventura de um povo néscio. 32. O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive.. A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas. A expressão “povo néscio. Por mais que a fama a exalta. 1998. dou ao demo a gente asnal. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo. é marcado. tanto no aspecto formal quanto ideológico. Dê. Mulatos. MENDES. Vergonha. Ambição. financeiros e étnicos. 64. As respostas. nesse contexto. UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Que mais por sua desonra? Falta mais que se lhe ponha? O demo a viver se exponha. e sandeu. ao longo do poema. a soma das alternativas corretas. Honra. como resposta. U. Negócio Ambição Usura. em cada verso. que não sabe que o perdeu Negócio. nos tercetos. 4 Quais são os seus doces objetos? Tem outros bens mais maciços? Quais destes lhe são mais gratos? Dou ao demo os insensatos. procura. Salvador: EDUFBA. nos tercetos.)” Pretos Mestiços Mulatos. por rimas internas. 04. Usura. A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01. O ritmo do poema. que então viviam na cidade de Salvador. 16.Literatura no período colonial Avançar . que estima por cabedal Pretos. são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quartetos. Senhora Dona Bahia. e sandeu”. (. desenvolve-se em pares de estrofes. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton. 02. Cleise Furtado. com fatos e comentário. ameaçando sua própria posição. Verdade Honra Vergonha. por constituírem um grupo em franco processo de ascensão social e econômica. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor. Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma reação aos excessos do movimento Barroco.

b) II e III.13. tinha escondido a chama brilhadora. com que a noite escura. II. b) lírica barroca de Gregório de Matos. IV. afirma-se: I. somente. somente.” COSTA. que é o gozo do tempo presente. que aí vês. quanto a sombra da noite mais lhe agrada. a matutina aurora o negro manto. Na obra de Gregório de Matos. não te nego. somente. por te não ver. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. II e III. e) II. Voltar Língua Portuguesa . que suave. vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados. e) I. e às vezes. II. O último verso apresenta uma hipérbole. 15. a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista. que sonora. b) I e II.Literatura no período colonial Avançar . “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte. a amada representada por uma pastora. III. os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica. Está correto o que afirma em: a) I. Potiguar-RN “Já rompe. somente. III e IV. c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. os meus montados São esses. d) II e III. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar. III. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa. A carta de Caminha. II e II. A natureza é descrita de forma objetiva. A poesia de Tomás Antônio Gonzaga. c) romântica. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. E a suavidade do prazer trocada. em Marília de Dirceu. que coisa é alegria. No soneto de Cláudio Manuel da Costa. 16. no espaço de uma natureza amena. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. b) barroca. d) I.” IMPRIMIR GABARITO A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem. tanto mais aborrece a luz do dia. Que alegre. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico. UFSE “Sou pastor. c) I e III. Nise adorada não sabe inda. U. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem. e) épica de Basílio da Gama. que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” 5 Com relação ao fragmento apresentado. 14. sufocando do sol a face pura. c) III e IV. que avultado prazer tanto melhora? Só minha alma em fatal melancolia. Cláudio Manuel da. Nise. aquela fontezinha aqui murmura! E nestes campos cheios de verdura. d) simbolista.

c 10. d 11.Literatura no período colonial Avançar . d 8.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1 1. d 15. d 13. d 6. F – V – V – F – V 7. 62 3. b 5. d 4. V – F – V – F – F – F – V 9. c 16. 58 12. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c 2. b 14.

que nesta navegação agora se achou. vista do mar. Ela me perdoe. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. como os de Entre-Doiro-e-Minho. Esta terra. nem vaca. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país. Pero Vaz de Caminha. sem cobertura alguma. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. se algum pouco me alonguei. nem cabra. que aqui há muito. querendo-a aproveitar. assim frios e temperados. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas. ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. Quinhentismo. seriam logo cristãos. mo fez pôr assim pelo miúdo. com quanto trigo e legumes comemos. até agora. que nos parecia muito longa. me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. A feição deles é serem pardos. é tudo praia-palma. por conter elementos da função poética da linguagem. nem qualquer outra alimária. primeiro dia de maio de 1500. hoje esquecidos. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi. Eles não lavram. o melhor que eu puder. nem ovelha. Barroco e Arcadismo Avançar . muito chã e muito formosa. delas brancas. Senhor. Não há aqui boi. também. delas vermelhas. e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. Pelo sertão nos pareceu. Águas são muitas. 199-241. não têm nem entendem em nenhuma crença. maneira de avermelhados. E. infindas. Q U IN H E N T IS M O . porque eles. se homem os entendesse e eles a nós. não podíamos ver senão terra com arvoredos. 1 GABARITO 1. porque. Senhor. de bons rostos e bons narizes. não pudemos saber que haja ouro. ao longo do mar.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota. Beijo as mãos de Vossa Alteza. a estender olhos. Coleção Clássicos e Contemporâneos. e dessa semente e fruitos. nem galinha. muito grande. grandes barreiras. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo. os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados. Nela. Nem comem senão desse inhame. Andam nus. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. nem prata. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. por bem das águas que tem. dar-se-á nela tudo. E nesta maneira. nem lho vimos. nem criam. da vossa Ilha de Vera Cruz. Porém a terra em si é de muito bons ares. nalgumas partes. Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. sexta-feira. ( ) Segundo Caminha. Parece-me gente de tal inocência que. A carta de Pero Vaz de Caminha. nem coisa alguma de metal ou ferro. a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua importância histórica e. não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza. ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . segundo parece. p. pois o desejo que tinha de tudo vos dizer. que costumada seja ao viver dos homens. e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. E em tal maneira é graciosa que. de que nós deste porto houvemos vista. bem feitos. De ponta a ponta. Jaime.Humanismo. julgue os itens abaixo. Deste Porto Seguro. Tem.” CORTESÃO. que a terra e as árvores de si lançam. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. hoje.

as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas. pois. II e III. Além disso. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. d) O asno corresponde a Pero Marques. Barroco e Arcadismo Avançar . que a derruba. I. asno que a carrega. c) Apenas I e III. ( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrativismo vegetal. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo. 4. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal. Sugere que o diabo. nesta peça.Humanismo.2. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio. Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade. 2 IMPRIMIR GABARITO b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. ao julgar justos e pecadores. tem poderes maiores que Deus. Voltar Língua Portuguesa . mesmo sendo estes mais bem alimentados. o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. d) Apenas II e III. b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira. guardando traços dos dois períodos. 5. II. consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno. primeiro pretendente e segundo marido de Inês. apesar dessa prática. Quinhentismo. animal nobre. UnB-DF Ainda com relação ao texto. Ressalta também que. a primeira contém a segunda. mantêm-se as mesmas relações de idéias. julgue os seguintes itens. substitui o propósito de edificação espiritual. o que evidencia o propósito de sátira social que. 3. para a Biologia. III. colocandose a questão da salvação post mortem (após a morte). pois legumes são sementes e trigo é fruto. de Gil Vicente. Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. ( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada revelam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário. Quais estão corretas? a) Apenas I. considere as seguintes afirmações. b) Apenas I e II. e) I. ( ) No nono parágrafo do texto. que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à subsistência. de Gil Vicente. um quadro exterior para a apresentação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados). os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores. a associação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente. na construção da farsa.

na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho. porque a estender olhos. vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura. parece-me que. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. até outra ponta que contra o norte vem. c) Realismo. ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. meu genro . quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. e) Modernismo. E se a um pouco alonguei. Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras. e a terra de cima. Em tal maneira é graciosa que. dar-se-á nela tudo. ( ) A Carta. Senhor. d) Simbolismo. ( ) No entender do autor. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra. Pelo sertão. por causa das águas que tem! Contudo. 8. Barroco e Arcadismo Avançar . b) Arcadismo. Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela. ( ) Por não terem os portugueses se aventurado. o melhor fruto que dela se pode tirar. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto. primeiro dia de maio de 1500. parece-me que será salvar esta gente. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século. porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer. a saber. de que nós deste porto houvemos vista. ( ) Este texto. terra a dentro. nos pareceu vista do mar. por me fazer singular mercê. Deste Porto Seguro. ( ) Nele.o que d’Ela receberei em muita mercê. é toda a praia muito chã e muito formosa. acrescentando da nossa fé! E desta maneira. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for. Quinhentismo. que tinha o homem no centro de tudo. E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da literatura clássica do período. hoje. AUE-DF Julgue os itens que seguem.” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco. tamanha a sua abundância na nova terra. Águas são muitas. querendo a aproveitar.Humanismo. já seria uma grande dádiva. em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . De ponta a ponta. a Ela peço que. É pois que. muito grande. nem lha vimos. da ponta que mais contra o sul vimos. infinitas. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista. de Pero Vaz de Caminha. por se tratar de uma missiva. sexta-feira. não podíamos ver. Senhor. o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. ou outra coisa de metal ou ferro. UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado. mo fez pôr assim pelo miúdo. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. que haver nela. senão terra e arvoredos terra que nos parecia muito extensa. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. tem característica oratórias. será tamanho. Ela me perdoe. toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. ( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis. ( ) Para Caminha. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias. Beijo as mãos de Vossa Alteza. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. 7. da Vossa Ilha de Vera Cruz.Texto para as questões 6 e 7. umas vermelhas e outras brancas.” 3 GABARITO 6. porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra. que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil. até então. Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata.

caracterizado como pastor. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. ou rosa delicada. ora loiros. Voltar Língua Portuguesa . ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”. com o padrão poético realizado em cada composição. de Pero Lopes de Souza. ele é. sem nenhuma cobertura. sem equívoco semântico. Manuel da Nóbrega. querendo-a aproveitar. do Pe. ligado à vida do poeta. referindo-se ao descobrimento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene. Com crespos fios de ouro: Meus olhos se vêem graças e loureiros. exigida pelas convenções neoclássicas.. ora é descrita como tendo cabelos negros. em relação à semântica e à estilística.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. 4 b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições. escritas nos dois primeiros séculos. Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos. Barroco e Arcadismo Avançar . antes de tudo. suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu. na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão. Maria Dorotéia. para dar a idéia do clima da nova terra. no texto. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília. ( ) Os termos “fruto” e “semente”. carece de unidade de enfoques. a pastora Marília. Os teus cabelos são uns fios d’ouro.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. Manuel. Quinhentismo. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor. bem feitos. o de Martim Afonso de Souza..” GABARITO O texto acima apresenta fragmentos: IMPRIMIR a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”..) Porém a terra em si é de muito bons ares. AEU-DF Julgue os itens seguintes.. 10. Sobrancelhas arqueadas. ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão. estão empregados em sentido figurado. darse-á nela tudo. uma idealização poética.. contra o norte vem”. A pastora Marília. Carnes de neve formadas. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”. Teu lindo corpo bálsamo vapora. e faces cor-de-rosa.Humanismo.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”.9. do jesuíta Fernão Cardim.) ( ) Por “contra o sul vimos. Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I “Vivos olhos. b) das “Cartas” dos missionários jesuítas. por bem das águas que tem. que são cor de neve. deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul. (. Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga. utilize o texto das questões 6 e 7. (. Texto II “O seu semblante é redondo.). E em tal maneira é graciosa que. (Para esta questão. Andam nus. 11. e) do “Diário de Navegações”. ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia. de bons rostos e bons narizes. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo. estabelece-se um raciocínio analógico. por isso a amada do poeta deixa de ser associada à figura convencional da pastora. e fina. e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. Texto III “Papoula. c) O sujeito lírico. maneira de avermelhados. Te cobre as faces. A oscilação que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real. Negros e finos cabelos. descreve sua amada.. escrivão do primeiro colonizador. ser substituída por detalhadamente. As descrições apenas atendem à idealização da mulher.

p. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos. c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades. e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) Eu. que viva de guardar alheio gado. e) F – F – F – V – V. d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr. d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. Tomás Antonio. ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. São Paulo: Scipione. U. fugere urbem (“fugir da cidade”). mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca. que consiste no princípio de viver o presente. Marília. bucólica. tenho próprio casal e nele assisto.F. Quinhentismo. de expressões grosseiro. In: NICOLA. c) As composições satíricas atacam governantes da colônia. “O Arcadismo. 1999. Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII. de que me visto. b) Os árcades. UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro. em seus poemas e sermões. e mais as finas lãs. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses. b) V – V – V – V – F. frutas. de cima para baixo. 5 Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário. exemplificando as tensões do seu tempo.p. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . azeite. 14. pastoril.” GONZAGA. c) V – V – F – V – F. 13. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. 106. b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido.Humanismo. é: a) V – F – F – F – F. assinale a alternativa incorreta. não sou algum vaqueiro.12. José de. voltamse para a natureza em busca de uma nova vida simples. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira. e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano. a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas. legume. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia. é uma postura típica também dos árcades. dá-me vinho. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa. Barroco e Arcadismo Avançar . a) Tematiza motivos de Minas Gerais. ( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil. 116. Marília bela. das brancas ovelhinhas tiro o leite.” NICOLA. São Paulo: Scipione. 1999. dos frios gelos e dos sóis queimado. d) F – F – V – V – V. embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético. onde o poeta viveu. José de. de tosco trato. Marília de Dirceu. inspirados na frase de Horácio. Graças. Graças à minha estrela. ( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos. Tomás Antonio Gonzaga.

Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão. eu discordo. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. antes lavrador que Nero. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. Eu falo. de Camões. pelo sentimentalismo. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas. antes lebre que leão. e) romântico.. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. c) barroco. mas vós não ofendeis a Deus com as palavras. Barroco e Arcadismo Avançar . e não cavalo folão.I. 16. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. F. d) árcade. no caso. GABARITO b) clássico-renascentista. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. pelas comparações. O fragmento é próprio do estilo: a) medieval. na passagem que narra o concílio dos deuses. asno que leve quero.Humanismo.15. pelo bucolismo. UFRS Assinale a alternativa correta. eu quero. quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. eu lembro-me. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”. Voltar Língua Portuguesa . Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. significa “bravo”. Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. Viória-ES –“Ah! Peixes. A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. por sua religiosidade. que se encontram em passagens diversas de A farsa de Inês Pereira. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. mas vós não ofendeis a Deus com a memória.. de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. pelo conceitismo e cultismos. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques. estai quando quiserdes estar. No canto I. Quinhentismo. dirigida a Inês. 17. Por usar de siso mero.

. o que pode ser comprovado nas descrições.. antes associada ao Cabo das Tormentas... episódios da Inconfidência Mineira.. que ajudava os espanhóis na luta contra os índios. Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos. U....F. Quinhentismo... que o poeta compara ao paraíso. e) exaltação à índia Lindóia. tem como representante maior no Brasil o poeta baiano . que comanda um dos maiores extermínios de índios da história. e que se convencionou chamar de . d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves. textos em prosa. de traços bem definidos.. de Basílio da Gama. Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700. ao dar lugar a um “medonho choro”... Barroco e Arcadismo Avançar . 22. sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri.M. b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta... principalmente do Ceará e da Bahia.. d) a nuvem negra que se desfaz.... pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa.. bem como aspirações religiosas. Voltar Língua Portuguesa . c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos. pintura.. como resposta.. c) apesar das ameaças do gigante. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai. e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso.. Tomás Antônio Gonzaga 02. esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados. Além da literatura.. nos seus poemas de contestação social. c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”. IMPRIMIR b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil. U. Padre Antônio Vieira 04... c) exaltação à terra brasileira.. estende-se à música..... e) narra.. 21. contra o exército espanhol. UFRS Assinale a alternativa incorreta. a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem. basicamente.. misto de missionário e colono português.. sobretudo.M.18. Cláudio Manuel da Costa 08. d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange. é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África.. uma nova tendência. deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado. Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado. a soma das alternativas corretas. que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema. No canto V de Os Lusíadas. Gregório de Matos 16... no Uruguai. Manuel Botelho de Oliveira Dê. 20.Humanismo. Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura. da qual participou. por ser um poeta de transição. escultura e arquitetura da época..E. 7 GABARITO b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou. F. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor. Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01.. é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões. 19... F. ao qual imprimiu características barrocas. os navegantes prosseguem.... a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira. fazendo ressaltar . d) crítica a Diogo Álvares Correia.. a natureza mineira.

brando e piedoso. 24. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar.” IMPRIMIR GABARITO Em relação ao poema acima. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. mantém-se distanciado do objeto criticado. 8 c) o futuro desejado revela. II e III. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. uma pura bondade manifesto indício da alma. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. um despejo quieto e vergonhoso. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. uma brandura. tu a mi empenhado. III. sem ver de quê. é incorreto afirmar que: a) o eu poético. um desejo gravíssimo e modesto. Quinhentismo. um doce e humilde gesto. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. Rica te vi eu já. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. um medo sem ter culpa. tu a mi abundante. limpo e gracioso. Voltar Língua Portuguesa . Barroco e Arcadismo Avançar . b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. a presença de uma voz moralizadora. b) Apenas III. no poema. d) o poema faz referência ao contexto da época. c) a manifestação de apego a Portugal. um riso brando e honesto. “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. assumindo uma atitude de insensibilidade. e tem trocado Tanto negócio. UFRS Leia o soneto abaixo. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos. c) Apenas I e II. quase forçado. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. que se contrapõe à solenidade do poema épico. A ti trocou-te a máquina mercante. I. 25. um encolhido ousar. O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. considere as seguintes afirmações. II. Oh se quisera Deus. Quais estão corretas? a) Apenas I. um ar sereno. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. de Luís de Camões. idealizando a figura feminina. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. A mim foi-me trocando. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. “Um mover de olhos. de qualquer alegria duvidoso. Que em tua larga barra tem entrado. b) o poema compara o presente e o passado da cidade. e tanto negociante. e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti.23.Humanismo. no poema. d) Apenas I e III e) I.

juro excessivo. Marilena. picardia – velhacaria. se no nome que me dais. Vocabulário: pica-flor – beija-flor. patifaria. 1977. ed. e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha. que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor. pesquisa. escuta. 9 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mas resta saber. ao autor e à sua obra. 179-80. p. Sendo só de mim o Pica. claro fica. Pica-flor aceito ser. que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais. meteis a flor. Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas. 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. usura – juro de capital.E. espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados. passarinho. 1) “A uma freira. MATOS GUERRA. que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha. Barroco e Arcadismo Avançar . e o mais vosso.Humanismo. São Paulo. 4. décima – composição poética de 10 versos. Nacional. que fico então Pica-flor. trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia. e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro. U. Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam. Gregório de. s. Heitor e MATSUOKA. Quinhentismo. muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia. In: MEGALE.26.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas).

16. respectivamente. que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano. c) a técnica da disseminação e recolha. extravagante. Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o termo “Pica-flor”. às poesias religiosa e satírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. Assinale a alternativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem. a soma das alternativas corretas. 9 e 10. No segundo. Voltar Língua Portuguesa . No primeiro. caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas). Quinhentismo. Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de palavras. dar-se-á nela tudo.Humanismo. há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (representante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado). que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas. evidentes. d) Literatura informativa. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia. no conjunto formado pelos versos 3. 27. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. são comuns durante o período colonial.” IMPRIMIR Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. o melhor fruto que dela se pode tirar pareceme que será salvar esta gente. no conjunto formado pelos versos 3. às poesias religiosa e lírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. 5 e 6. evidentes. infinitas. pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio. gosto pela maledicência. U. Neles. notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos. Dê. c) Ficção regionalista. e na utilização de palavras rebuscadas e extravagantes que caracterizam o segundo poema. querendo-a aproveitar. No primeiro. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaccdde. no primeiro poema. b) a tentativa de conciliar pólos opostos da experiência humana (o sagrado e o profano). respectivamente. 4. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana. b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. 04. No primeiro poema. Os dois poemas pertencem. ocorre elisão apenas no verso 2. corrupção e roubo generalizados. Barroco e Arcadismo Avançar . No segundo. No segundo. sobretudo. Em tal maneira é graciosa que.F. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabbddb. 32. c) a tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. sobretudo. culta. notam-se as seguintes características: a) o gosto por jogos de palavras. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes. No primeiro. 08. 02. notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada. a exemplo do que se verifica no trecho transcrito. Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra. já que é dirigido a uma freira. como resposta. por causa das águas que tem! Contudo. No primeiro poema. estrutura comumente utilizada na composição da décima. 5 e 6. característica do Barroco. estrutura característica da décima. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. Santa Maria-RS “As águas são muitas. e) Gênero lírico. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. ocorrem elisões nos versos 2. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia. a) Biografias de santos.10 GABARITO 01. b) Sermões eucarísticos. Os dois poemas pertencem. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. 4.

24 de maio de 2000. já velho e com um “saber só de experiência feito”. existe alguém mais ACM do que eu? Veja. Quinhentismo. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. II. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade.F. b) Tomás Antonio Gonzaga. b) II. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. III. ao descreverem o Brasil. b) Apenas II. Barroco e Arcadismo Avançar . uma produção informativa e doutrinária. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito.F. GABARITO A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta. pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque. a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas. Santa Maria-RS O Quinhentismo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. II. ainda. c) Cláudio Manuel da Costa. não se pode falar. Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu.Humanismo. d) Apenas II e III. 29. c) Apenas I e III. e) I e III. Está correto apenas o que se afirma em a) I. III. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. enquanto manifestação literária. U. em Os Lusíadas: I.28. na existência de uma literatura brasileira. na medida em que todos os escritores eram nativos da terra. 30. e) Apenas III. d) Gregório de Matos Guerra. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. c) III. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. U. pode ser definido como uma época em que: I. ou seja. d) I e II. e) Bento Teixeira Pinto.

) Entraram. extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha. O episódio de Inês de Castro. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão. Deste causa à molesta morte sua. 32. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. (.31.Humanismo. UFRS Leia o texto abaixo.” Vocabulário: *alcatifa – tapete.. Se dizem fero Amor. bem vestido. PUC-SP “Tu. (. Estavas. O nome que no peito escrito tinhas. É porque queres. posta em sossego. Quais estão corretas: a) Apenas I. De teus fermosos olhos nunca enxuito. e lançou-as ao pescoço.” 12 Os Lusíadas. Tuas aras banhar em sangue humano. No trecho selecionado. Entretanto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e aos pés uma alcatifa* por estrado. folgou muito com elas. do qual o trecho acima faz parte. b) Apenas II. Quinhentismo. III. b) celebra os amores secretos de Inês e de D. linda Inês. Desse episódio. d) retrata a beleza de Inês. e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar. como um todo. I. Aos montes ensinando e às ervinhas. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie vivenciado pelos portugueses na chegada ao Brasil. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. legítima herdeira do trono de Portugal. e) I. oferecem momentos em que o lirismo se expande. Naquele engano da alma ledo e cego. humanizando os versos. Barroco e Arcadismo Avançar . ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. brancas. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. “O Capitão. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. acenou que lhas dessem. c) Apenas I e II. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês.. Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. com um colar de ouro mui grande ao pescoço. II. como que nos dizendo que ali havia ouro. nem de falar ao Capitão nem a ninguém. quando eles vieram. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. áspero e tirano. GABARITO Considere as seguintes afirmações sobre o texto. Que a fortuna não deixa durar muito. A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta. puro amor. De teus anos colhendo doce fruito. só tu.. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. posta em sossego. como dizendo que dariam ouro por aquilo.) Viu um deles umas contas de rosário. Nos saudosos campos do Mondego. estava sentado em uma cadeira. II e III.. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão. Como se fora pérfida inimiga. d) Apenas II e III. Mas não fizeram sinal de cortesia. obra de Camões.

Moderna. ed. Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. Poesia. Estudos de Língua e Literatura. muito grande. ANCHIETA. orientação. Quinhentismo. In: TUFANO. a saber. acrescentamento – aumento.” 13 Vocabulário: infindo – infinito. Douglas. ed. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . por bem das águas que tem. em 1498. GABARITO 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda. o povo.” Vocabulário: folgar: alegrar. 1998. querendo-a aproveitar. U. lume: luz. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia. São Paulo. 1) “Águas são muitas. Barroco e Arcadismo Avançar . José de. dar-seá nela tudo. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa. São Paulo. o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. 1998. Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto. acrescentamento da nossa santa fé. adição. muito numeroso.33. 5. De Jesus querida. A Carta de Pero Vaz de Caminha. Douglas.E. Moderna. E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute. Vossa santa vinda O diabo espanta. Estudos de Língua e Literatura. Por isso vos canta. Porém. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. E em tal maneira é graciosa que. isso bastaria. In: TUFANO.Humanismo. pousada – local onde se descansa durante uma viagem. infindas. 5. acréscimo. Com prazer.

V. b) apenas I. 16. a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África. confirmando. mantém uma estrutura formal e rítmica regular. Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI.14 01. 04. emprega a gradação. IV. IV. III. No segundo excerto. o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta. já conhecida dos portugueses. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo.” MATOS. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra descoberta. informando sobre a natureza. No primeiro. querendo-a aproveitar. O poema I. III. V. No primeiro excerto. moral e cristã. refere-se à cidade de São Paulo. documentando o processo de conquista e colonização. a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos. V. E em tal maneira é graciosa que. por bem das águas que tem”). o índio. enfatiza as idéias opostas. Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usufruir das riquezas e. II. vergonha. 1990. 08. Barroco e Arcadismo Avançar . honra. paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. Evidenciam-se. confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos primórdios do século XVI. as reais intenções de expansão do comércio. como resposta. Numa cidade onde falta Verdade. igualmente ricas de informações. 34. compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. Nos dois excertos. denominado “ciclo dos descobrimentos”. evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do BrasilColônia. mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica. IV. infindas. II. as informações que a Coroa Portuguesa desejava obter. O demo a viver se exponha. Então. 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava. Por mais que a fama a exalta. ao mesmo tempo. José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. II. fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marítimo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. Quinhentismo. Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectativas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo. Que mais por sua desonra? Honra. GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade. Nos dois excertos. 02. as obras dos jesuítas aparecem. d) apenas I. desse modo. a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I. e) todas. portanto. emprega a ordem direta. por bem das águas que tem”). a conquista e a colonização dos territórios ultramarinos. / como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”). Rio de Janeiro: Record. O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). V. dar-se-á nela tudo. Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. Nos dois excertos. No segundo. FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem. c) apenas I. Dê. catequizar os índios. a soma das alternativas corretas.Humanismo. Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI. Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas. não se pode falar em literatura no Brasil. Gregório de.

o mais forte sobrepujou o mais fraco. Silvio. Os moradores do parque. nele. cada vez mais. Barroco e Arcadismo Avançar . que já começava a destruir as igrejas da cidade. c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza. passará a Quaresma e a Semana Santa. U. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pedagogos. motivos árcades. Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião. In: Veja.Humanismo. A seqüência correta é: a) F – F – V. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá. alimentados a peixe moqueado com biju. elas têm cabelos compridos e tranças. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. quase três séculos depois. d) V – F – V. enfermeiras. 36. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. no sentido de salvação da alma. acabar-se-á no Brasil a cristandade católica. de converter o índio à fé católica. Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmonia se deve ao trabalho desses especialistas. Em todos os momentos da humanidade. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas. biólogas e engenheiros agrônomos. 30 de junho de 1999. “Eles não usam barba. usa “salvação” no sentido religioso. e) dirige-se ao rei de Portugal. em suas composições. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil. porque não há quem venha à solenidade.F. dependerão de produtos fabricados pelo branco. pois ambos destacam. em 1640. ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor. b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica. nascerá erva nas igrejas. Assinale a alternativa que identifica esse autor. b) V – V – F. As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. ou seja.35. sempre que o choque ocorreu. médicos. vindos de diversas regiões brasileiras. Senhor. Passará um dia de Natal. como nos campos. b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico. despojados os templos e derrubados os altares. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas. Quinhentismo.” FERRAZ.F. e não haverá memória de vosso nascimento. Procuram transformar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes. Esguios. e) F – V – V. acabar-se-á o culto divino. c) F – V – F. não haverá quem entre nelas. do Padre Antonio Vieira. caso o Brasil fosse entregue aos holandeses. dormem cedo e só têm uma conversa: índio. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada. que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios. associando. d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil.” GABARITO 37. apresenta. 15 Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. U. mingau de amendoim e frutas. Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”. U. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha. a fim de salvar o país da invasão holandesa. Quase sempre de forma violenta. Do Xingu. É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais.F. Ver-se-ão ermas e solitárias. como costumava em semelhantes dias. Neste canto do Brasil. seu nome à característica presente nessa obra. na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. a urbanização baterá às portas da reserva. Falam baixo. corretamente. para responder às questões 128 e 129: “Enfim. a fim de preservar o patrimônio da Igreja. e que as não pisa a devoção dos fiéis. várias vezes. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos.

morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo. por ser do Açu. GABARITO Porque quanto mais tenho delinqüido. e mais amado. A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal. (Botelho de Oliveira) c) Fábio. Quer ser filho do sol. e) Lindóia.38. e) prosopopéia. Se bem rei mais propício.F.Humanismo. Voltar Língua Portuguesa . d) onomatopéia. U. Que ele estrelas desterra em régio estado. c) gradação. por densa. bonzo bramá. Primaz da Cafraria do Pegu. como a Odisséia. 16 Sobe ao sol. confiada. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai. incapaz de sentimentos nobres e humanitários. Barroco e Arcadismo Avançar . Em régio estado não desterras flores. cobre o dia. a mariposa. de Basílio da Gama. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental. (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor. (Gregório de Matos) b) Temerária. soberba. ocasionando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo. IMPRIMIR d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. a luz lhe enfada. por lustrosa. a Eneida e Os Lusíadas. c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas.E. Da vossa alta clemência me despido. 39. Por altiva. (Gregório de Matos) 40. U. única figura feminina do poema. b) antítese. Quinhentismo. Governador do Rio de Janeiro. mas não porque hei pecado. que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga. a névoa. nascendo cá. ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”. A exaltação. acentuando seu caráter bárbaro. (Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores. A esse cede amor em mil ternezas. Que sem ser do Pequim. utiliza uma: a) ironia. a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada. Vos tenho a perdoar mais empenhado. momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica. Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII.

Humanismo. Depois da Lua se segue a noite escura. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. que compõem a figura da antítese. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. A respeito de tais afirmações. Esse é um soneto oitocentista. está fazendo referência à pureza primordial da infância. preferindo. que são: rimas ricas. por um lado. esconder-se nos próprios sofrimentos. tais como o findar do dia e o início da noite. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto. se desfrutem as alegrias e.Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas. ao vivenciar a alegria. deve-se dizer que: a) somente I está correta.. dia/noite. cuja última firmeza é a inconstância. e por “constância”. E na alegria sinta-se tristeza. Em contínuas tristezas a alegria. Porém. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. GABARITO e) todas estão corretas. ali. como o Sol. na tristeza. Começa o mundo enfim pela ignorância. e na Luz falte a firmeza. 17 41. Quinhentismo. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. II. se acaba o Sol. ao falar do mundo que se inicia pela ignorância. e) O poema toca também na questão da inocência. expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua. diante do curso seguido pelas forças naturais. b) somente II está correta. que se opõe à degradação dos bens materiais. Barroco e Arcadismo Avançar . c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. “alegria” e “firmeza”. a formosura do dia. pois. não sabe retê-la. d) somente I e III estão corretas. e não dura mais que um dia. etc. Em tristes sombras morre a formosura. d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que. tristeza/alegria. Há nele um jogo simétrico de contrastes.” Gregório de Matos. devido ao desapontamento sentido pelo poeta. III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Na formosura não se dê constância. c) somente III está correta. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto. luz/sombra. considere as afirmações abaixo: I. interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“AB-B-A”). de outro. nas sombras da noite. que cumpre os padrões da forma fixa. 42. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo.

e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. e as sedas se se espremeram. FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. vejo baixelas. d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. d) Realismo. que o ouro e a prata derretidos. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes. como se há de ver a fé. nem têm nome de casas. Primeiro que tudo vejo cavalos. perfumes e sensações táteis. (…) Entremos e vamos examinando o que virmos. as jóias e as baixelas. b) uso constante da metáfora e da antítese. 47. uns com libré. FEI-SP O autor do texto. b) texto curto. e ao longe quintas. vejo todo o palácio e também o oratório.O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48. 46. vejo galas. se queriam ir buscar a vida a outra parte. Trata-se de um sermão do quinto domingo da Quaresma. como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. vejo criados de diversos calibres. b) Trovadorismo. haviam de verter sangue. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. liteiras e coches. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) Fernando Sabino. enfim. a quem não fazíeis a féria. b) Gregório de Matos. mas não vejo a fé. em que predomina o desenvolvimento de um único conflito. e) Romantismo. onde das casas dos pequenos não se faz caso. c) José de Alencar. e) segundo o autor. 45. c) Arcadismo. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros. é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações. FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres. como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis. ou no Reino. Se o que vestem os lacaios e os pajens. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte. 44. d) soneto com versos decassílabos. ou fora dele. b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem. Barroco e Arcadismo Avançar . c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo. das janelas vejo ao perto jardins. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais. dignificandoos e humanizando as relações entre os nobres e o povo. FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores. vejo jóias. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. Quinhentismo. pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco. e) utilização de muitas frases interrogativas. e. Padre Vieira. FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito. Deus me guie. d) Carlos Drummond de Andrade. nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. a risco de quebrar. outros sem ela.Humanismo. os prendíeis e obrigáveis por força. parte por parte.

no final. …………………………………………… As laranjas da terra Poucas azedas são. E para preferir a toda a terra. 127-135. Tem o segundo A. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Com tal sustância. Tem o primeiro A. todas azedas. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia. p. As fruitas se produzem copiosas. certa assimetria entre a disseminação e a recolha. têm mais valia. …………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes. Tem o terceiro A. E têm sempre a vantagem de maiores. nas águas frias. Que o têm clarificado nos seus gomos. Esmeraldas de Abril em seus verdores. b) convencer e ensinar o seu público. Mas as de Portugal entre alamedas São primas dos limões. no açúcar deleitoso.” 19 OLIVEIRA. sempre ledos. GABARITO 49. Que sem tempero algum para apetite Faz gostoso convite. Que refrescam o peito. Rio de Janeiro: INL. E se pode dizer em graça rara Que a mesma natureza os temperara. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã. Desterrando do Inverno os desfavores. Nas que chamam da China Grande sabor se afina. E delas por adorno apetecido Faz a divina Flora seu vestido. aparece em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos. Tomo I. e melhores. Que é do Mundo o regalo mais mimoso. Açúcar. Mais que as da Europa doces. E nesta maioria. Ares. d) provocar fortes emoções em seu público. O quarto A. Manuel Botelho de. nos arvoredos Sempre verdes aos olhos. característica do estilo barroco. Que dão a Portugal muitos ciúmes. e) confundir seus ouvintes. Tenho recopilado O que o Brasil contém para invejado. todavia. Lhes dá salgado o mar o sal do gosto. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utilizado pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . nos ares puros Na tempérie agradáveis e seguros.Humanismo. 1953. E nas folhas parecem. VUNESP A técnica de disseminação e recolha. Quinhentismo. Em si perfeitos quatro AA encerra. Barroco e Arcadismo Avançar . E são tão deleitosas. para recolhê-las num só verso. Como maiores são. Música do Parnasso. e são sadias.48. Que como junto ao mar o sítio é posto. Um exame atento desse procedimento no poema revela. São pois os quatro AA por singulares Arvoredos. …………………………………………… As plantas sempre nela reverdecem. Águas. antes se encerra Tal doce nestes pomos. e gosto preparado.

a 10. Seu primeiro marido era um repressor proibindoa de sair de casa até mesmo para ir a igreja. na cena final. O marido de Inês. a 13.Humanismo. d 28. c 31. V – F – V – F – F 2. B A R R O C O E A R C A D IS M O 1 1. ingenuamente. d 30. colaborando. Q U IN H E N T IS M O . 04 27. Quinhentismo. a 4. para ser traído por ela. a IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Barroco e Arcadismo Avançar . Não sabe. b 26. em sua fala. a 9. b 18. e 6. a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . c 12. na vida privada. é um encontro adúltero. b 25. 16. b 23. F – F – F – V 3. Pero Marques diz dar plena liberdade à esposa. c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete. F – F – V – V – V 11. para o qual ela se encaminha. pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais. a 24. e 14. F – V – F – V – F – F 7. a decadente sociedade portuguesa. b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que. e 5. 18 20. F – V – F – F 8. e por não ter conhecimento dessa traição. e 19. a leva em seus ombros para que atravesse o rio. c 21. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher. mas o encontro com o ermitão. e 29. c 17. c 22. Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelicamente (os fins justificam os meios). c 15.

24 34. Barroco e Arcadismo Avançar . e 39. Ou ainda. d 45. b 46. no açúcar deleitoso” No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação. b 35. retomou os elementos assimetricamente. b) Como se trata de um poema. e 33.2 IMPRIMIR GABARITO 32. a 42. c 41. nos arvoredos (…) Tem o segundo A. c 48. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüência Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar. Voltar Língua Portuguesa . nos ares puros (…) Tem o terceiro A. a 44. a) Disseminação: “Tem o primeiro A. pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. e 40. e 36.Humanismo. e 47. a 37. ou seja. Quinhentismo. b 38. nas águas frias. (…) O quarto A. b 49. c 43.

“Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente. d) exaltação do sonho. não! Por fim desfalecida e a cor murchada. não se constranjam. Massaud. A Literatura Brasileira através de textos.) O povo que chupa o caju. p. ou calem-se como lhes aprouver. rev. por meio das frutas. Texto para as questões 2 e 3..Romantismo Avançar . mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala. Alencar opõe. José de. não me deixes. Límpido ou turvo. não.d. não!’” GABARITO DIAS. piquem. não!’ E a corrente passava. IMPRIMIR 2. (. não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor. Quase a lamber o chão. ( ) Na história da literatura brasileira. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda. onde bela se mirava. e aum. F. “Portanto. 1 1. In: MOISÉS. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo. da fantasia. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada. metonimicamente. 1998. São Paulo: Melhoramentos. 21. a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias. 135-6. como a fruta que nos mandam em lata. através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo. Benção Paterna. Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira. ilustres e não ilustres representantes da crítica. o cambucá e a jabuticaba. Voltar Língua Portuguesa . e sempre embalde: ‘Ai. c) supervalorização da natureza.. s. no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo. Gonçalves.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu. A corrente impiedosa a flor enleia. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência. novas águas Após as outras vão. Leva-a do seu torrão. ‘Ai. A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste. ed. não me deixes.. In: Sonhos de Ouro. não me deixes. Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse. a manga. o damasco e a nêspera?” ALENCAR. b) amor incondicional ao outro. E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai. te amarei constante ‘Mas não me deixes. ( ) No segundo parágrafo. São Paulo: Cultrix.. Censurem. e) desejo de morte pelo amor não correspondido. a pêra. não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão.

04. 2 “Perdoa-me. 16. c) No poema de Álvares de Azevedo. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores. visão de meus amores Perdoa-me. d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”. Amor na minha idéia te retrata. no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) Em ambos os poemas. a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado. escapismo e subjetivismo. 08. c) “Nesta triste masmorra”. b) No poema de Gonzaga. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira. Dê. naturalismo e pitoresco.. 02. de um semi-vivo corpo sepultura. adoro a tua formosura.E. a soma das alternativas corretas. F. não.Romantismo Avançar . Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão. leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5. que me cerca e mata. nacionalismo e religiosidade. Minha febre noturna delirando. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima. extremoso.F.. como resposta. em seus diversos momentos. U.” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor. Marília. U. socialismo e ilogismo. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores. U. Meus ais. 5.F. assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso.” Álvares de Azevedo. 6. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente. apresenta como características: 01. imaginação criadora e amor à natureza. busca.. Se a ti ergui meus olhos suspirando!. inda. b) “À dor imensa que me cerca e mata”. a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor.” Tomás Antônio Gonzaga. como recurso estilístico. que eu assim resista À dor imensa. visão dos meus amores.3. GABARITO 4. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”.

vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias. II...’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta.Instrução: Para responder às questões 7 e 8. ‘Saúde.Romantismo Avançar .. mísero atleta! Hoje. Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta. II. depois (qu’importa?) Virei sempre sentar-me à tua porta.. 7. Suspende em meio o hino augusto e forte. irmão! Eu sou a Indiferença... PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada: a) subjetivismo. e) I. ler o texto que segue.. c) II e IV. Fui eu que te vesti do meu sudário. Vão três pálidas virgens. ‘Saúde.. Sou eu quem te sepulta a idéia imensa... sobre o texto. analisar as afirmativas que seguem. b) ufanismo. depois. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta. d) III e IV. Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” 3 GABARITO Instrução: Para responder à questão 7. IV. Quem no teu nome a escuridão projeta.. III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II. O teu mísero pão. Idealiza a função do poeta. e) condoreirismo. b) II e III. Sou eu quem o teu negro pão consome. 8. d) futurismo. uma vez que esta ultrapassa a condição humana. Pertence ao movimento literário denominado Romantismo. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte. com a fome e com a morte.. “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas. I. PUC-RS Pela análise das afirmativas. Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença. III e IV.. meu irmão! Eu sou a Fome.. amanhã... meu irmão! Eu sou a Morte. Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde.. Que vais fazer tão triste e solitário?. c) nacionalismo.

Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. Também meu coração. Vai seguindo após ti meu pensamento. que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram. o poema em questão já se aproxima do parnasianismo. ou dia ou noite. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. recebida principalmente de Camões. Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor. c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. notam-se ainda no poema. sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. No silêncio da noite o bosque exala. 4 GABARITO 9. há pouco. Outro amor nunca tive: és meu. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. brilham estrelas.Texto para a questão 9. os aspectos marcantes do Arcadismo. como estas preces. pela presença dos elementos mitológicos. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. Brilha a lua no céu. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. não mais. d) Apesar da intensa presença da natureza. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. Já solta o bogari mais doce aroma. Não sentiram meus lábios outros lábios. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. “bosque” e “perfumes”. Já nos cimos do bosque rumoreja. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. lago ou terra. como estas flores. “vales”. Jatir. Correm perfumes no correr da brisa. Jatir. “Leito de folhas verdes Por que tardas. Onde o frouxo luar brinca entre flores. e) Mesmo sendo romântico. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista.Romantismo Avançar . tais como “luar”. para expressar o amor por meio da espera. Sejam vales ou montes. b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais. Onde quer que tu vás. movendo as folhas. Nem outras mãos. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. Do tamarindo a flor abriu-se.

11.. as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos. ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado. e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar. e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade. 14. mulheres feiticeiras. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica. O romance Lucíola. procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos. tão necessário à poesia. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos. uma criação recriada. de Maria da Glória e da cortesã.” (Gonçalves Dias). d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu. independência e as terras que ocupavam. para os falsos. d) O Mulato e Canção do Exílio. de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época. como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos. alheia ao eu-lírico. 13. colocando na mesma mulher as imagens de virgem. c) “Imaginei um poema. e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária. devido aos exageros do eu-lírico.Juca Pirama e O Guarani.” (Machado de Assis). e) I .” (José de Alencar). o marginal e o burguês. b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis. como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos. e F. os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós. realçando seus preceitos e preconceitos. uma Ilídia Brasileira. foi trabalhar a dualidade. dignos de alta expressão literária.F. sapos e jacarés sem conta: enfim. buscando nelas aspectos heróicos. e) “O maravilhoso. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura. à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias. U. respectivamente. UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros. para os itens verdadeiros. Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais. dos dois autores citados.” (Gonçalves de Magalhães). Lúcia. ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa. É o que se pode verificar quando se lêem. c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo. UFSE No período romântico brasileiro..” (Ferdinand Denis). encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas].Romantismo Avançar .10. 5 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . um gênesis americano. d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum. c) Ressurreição e O Navio Negreiro. UEGO Assinale V. b) Quincas Borba e Os Escravos. b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. 12. enquanto a paisagem árcade é harmoniosa. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante. o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência. c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico.

. nela.. d) Apenas II e III...... A luz da aurora me intumesce os seios.. . UFRS Leia o texto abaixo... identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima..... I.. dono de uma sensibilidade extraordinária. Das horas longas a correr velozes... “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna. do chorar das fontes.... Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum. rainha da festa.. excita o pasmo.” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I.... E a velhinha. do silêncio ou vozes. sob o olhar apaixonado do poeta...... de ti.. quando fala. como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos. que usa .. As paixões vivifica. Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto...15.” 6 Dos exemplos citados abaixo.” (Laurindo Rabelo) III...... de cunho romântico no Brasil.. Das folhas secas. “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado. Da luz.. a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16.. de tudo.) Se é vate quem dos povos..” (Bernardo Guimarães) II. UFRS Leia o texto abaixo. II e III.. a mulher é freqüentemente .. da sombra.. “Tenho medo de mim..Romantismo Avançar . é um tema dominante na poesia ...... (.. Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa.. e) I. (. b) Apenas II.. “Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau.) O véu da noite me atormenta em dores..... Se assentou sobre o grande jirau. c) Apenas I e II... IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

Texto para as questões 19 e 20. agora longos sóis. e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. arrependido. achando boa terra e fresca a sombra. e tremia de pensar que Iracema houvesse partido. As folhas lastram o chão. …………… desejava. assim. deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros. para tudo murchar. d) Fernando. De novo sentiu em sua alma a sede do amor. cheia de grandes desejos e nobres ambições. o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci.Romantismo Avançar . 18. Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores. Alencar revela traços realistas. não atingiu seu intento. já comprometido. …………… adorava. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. 1994. 56. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente. e) Loredano / D. “Logo após a vitória. o outro uma paixão. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico. São Paulo: Scipione. filho da serra. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*. Iracema. José de. numa tentativa de representar por completo o Brasil. é desfeito. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se. O imbu. Diogo / Peri. o cristão tornara às praias do mar. 7 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . FUVEST-SP “Assim. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. as flores. e) Alencar. sentia-se no ermo. na praia.” (*organizações = personalidades) ALENCAR. mas embalde. José de. Como o imbu na várzea. vinga. c) Loredano / Peri / D. Mas basta um sopro do mar. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. o último uma religião. através da Senhora. escreveu romances indianistas e urbanos. Neste excerto de O Guarani. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos. após ser abandonada por Fernando Seixas. O Guarani. …………… amava.” ALENCAR. e a alegria voltou a habitar em sua alma. d) Álvaro / D. mas o casamento. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre.17. Lúcia Camargo que. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares. talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. Mantida a seqüência. vê-se desprezado e humilhado pela esposa. leva-as a brisa. porém nunca se valeu da composição regionalista e. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. buscava. trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução. onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. Diogo. b) juntamente com Diva e Iracema. b) Loredano / Álvaro / Peri. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. Diogo / Peri. Diogo. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. p. Passava os já tão breves. após o casamento.

O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo. O trecho “os já tão breves. feijão-roxinho. como heróis ou como vilões. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome. Dá vida em teu alento à minha vida. 32. seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita. e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente. de abstração do sentimento amoroso.. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica. como resposta. Mas cantava. existe uma explicação adequada em: 01. respectivamente.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! . 02. agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. se tens pena De quem morre por ti. 08. 16. 64. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor.. para ambos. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial. pálida virgem.” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz. 04. Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. senão em vós se uniformara. 21. Dê..19. O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”. à chegada do inverno e à volta do esposo. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. 64. 32. molho de batatinhas. Dê. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam. enquanto a segunda.Romantismo Avançar . sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama. como resposta. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! . Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem. A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete. 08. a soma das alternativas corretas. respectivamente. UFBA Com relação à linguagem. A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita. 02. 16. já que a primeira dá idéia de concretude.” (Castro Alves) 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim. a soma das alternativas corretas. e morre amando. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01. 04. Em quem. onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance. 20. UFF-RJ Na literatura. frágil e inatingível. a firmeza de permanecer em terra estranha. Angélica na cara! Isso é ser flor. ambas com função revitalizadora.

circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília. urataí e outras árvores aromáticas. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável. d) José de Alencar.22. de canela. c) Apenas I e II. II. é a novela picaresca espanhola. d) Apenas II e III.Romantismo Avançar . e) Gonçalves Dias. I. Quais estão corretas? a) Apenas I.” 9 GABARITO 24. por isso tomara todas essas precauções. o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos. 23. de Joaquim Manuel de Macedo. II e III. c) José Lins do Rego. e) I. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro. é mestiça. FEI-SP Sobre o romance. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. b) Álvares de Azevedo. referentes ao romance romântico no Brasil. b) Apenas II. e sugasse uma gota desse sangue precioso. b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém. de Bernardo Guimarães. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27. III. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. antes de partir. insere-se na linha primitivista da corrente romântica. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte. FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. em que as personagens vivem em contato constante com a natureza. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas. de Manuel Antônio de Almeida. e sobretudo os répteis. é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil. c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. A heroína de A Escrava Isaura. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos. 25. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. UFRS Considere as afirmações abaixo. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora. o rio de um lado. porém. na sua apresentação inicial. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. “O índio. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português. A Moreninha.

d) Castro Alves. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. FEI-SP A propósito do trecho transcrito. FEI-SP Em O Guarani. Essa tendência é típica do: a) romance urbano. Zeca. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis. Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã. e) Olavo Bilac. c) I e II estão corretas. enfocados como pessoas comuns. Senhora: perfil de mulher. 28. c) romance indianista. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. o papel da mulher fraca. III. José de. revoltou-se contra si próprio. c) Casimiro de Abreu.” ALENCAR. Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia. na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo. A mim basta-me o seu amor. é correto afirmar que: I. e até pareceu esquecer a sua observação. Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros. quanto à relação amorosa. UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO. d) I e III estão corretas. Fernando. fatal. In: Vô imbolá. e) poemas históricos. já lho disse uma vez. com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza. 1999. e) II e III estão corretas. e inquiriu do motivo. 1992. especialmente para uma das gerações do Romantismo). Fernando disfarçou. não lhe pedi nada mais. Voltar Língua Portuguesa . c) A obra. típico desfecho da narrativa romântica. a moça não insistiu. São Paulo: FTD. 104-6. enquanto romântica. Em sua música “Maldição”. é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres. IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra. Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo. vê com naturalidade o casamento de conveniência.Romantismo Avançar . mas o seu procedimento o indignava. a) somente I está correta. valentia e brio. e) A obra apresenta o final feliz. desde que mo deu. d) poemas épicos. p. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. 27. sem força de vontade. em que Seixas se mostrara mais preocupado. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável. na narrativa. Uma noite porém. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro. b) Gonçalves Dias. b) Aurélia Camargo. b) somente III está correta. GABARITO 29. imprudência a que pusera remate o pedido do casamento. eu lha restituo.26. desempenha. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro. II. b) romance regionalista.

e) idealização da mulher. Só pode exaltar. Aos fortes. “Não chores. Sê duro guerreiro Robusto. Viver é lutar. São Paulo. Compr’ender. A vida é combate Que os fracos abate. Quer seja tapuia. transportando o eu-lírico para um lugar ideal. Se o duro combate Os fracos abate. sem que se veja.” DIAS. E pois que és meu filho. 1959. E. 11 GABARITO Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio. p. Voltar Língua Portuguesa . Condor ou tapir. sem poder fitar seus olhos. b) forte subjetivismo. e) Romantismo. Gonçalves. os bravos. que a vida É luta renhida. Amá-la. Cultrix. Poemas de Gonçalves Dias.30. Gonçalves.. Segui-la. Tamoio nasceste. d) Naturalismo. 31. através do sentimento nativista. e desse amor se morre!” DIAS. Não chores. inspiração em elementos nacionais. IMPRIMIR A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. Só teme fugir. partes do poema Canção do Tamoio. As armas ensaia. c) Modernismo. Que os fortes. Poesia Completa. Viver é lutar. valorizando o idioma nacional. fragueiro. sem lhe ouvir. aos bravos. Meus brios reveste. 372. meu filho. revelando uma visão pessimista da vida. Valente serás. temendo roçar os seus vestidos. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. junto à natureza. d) realização de poemas lírico-amorosos. Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor. a quem se adora. Penetra na vida: Pesada ou querida. seus pensamentos. UFF-RJ As estrofes abaixo. representam um momento da literatura brasileira em que se buscou. transcendendo os limites da vida física. b) Realismo. especialmente nos índios e em sua civilização. a) Barroco. No arco que entesa Tem certa uma presa. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. Só pode exaltar. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. [s/d]. sem ousar dizer que amamos.Romantismo Avançar . conduzindo o eu-lírico à depressão. como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. c) idealização do amor.

tentanto tirá-la dos braços de seu amado. 34. tal como em Iracema e em O Guarani... uma . sinônimo dos recursos naturais do Brasil. meu Deus. é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira.. mais precisamente no Rio de Janeiro. à míngua. a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim.. independente do julgo da metrópole portuguesa. o homem branco por quem se apaixonara... por obra de qualquer descuido. a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico... UFMS Considerando a leitura do romance Inocência. d) Senhora – adolescente – enriquecimento material... que se apaixona pela bela sertaneja..32. representante dos valores lusitanos. misturam-se cenas da Guerra do Paraguai.. Essa comparação visa a demonstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo. 12 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima. do Visconde de Taunay. 02.. pode pôr a perder a honra familiar. na certeza de que serão vingadas.. c) Lucíola – aristocrata – degradação moral.... Quais estão corretas? a) Apenas I. as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas. b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física. a partir daí. experimentando.... a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual. que retratam o lado negativo da terra americana. 08. Pereira enaltece a fartura do Brasil. Em O Guarani. durante o inverno europeu....... e) Senhora – adolescente – ascensão social..” 04.São redomas de vidro que tudo pode quebrar. são destruídos. conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino. Segundo Pereira: “Ih. Em O Guarani e Iracema. d) Apenas II e III. UFRS Leia o texto abaixo.. ela é motivo de constante preocupação para o pai. No romance . Unicamp-SP Em Ubirajara. Durante um almoço. apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro. uma vez que.... tanto a casa de Mariz. sob a influência das culturas européias... 01. em contraste com a vida na corte.. Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro. III.... em especial a francesa. I. II e III. é coisa de meter medo. b) Apenas II. e) I.. de José de Alencar.. são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro.. um processo gradativo de .. Essa exaltação dos recursos alimentares do país. 33. José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central. Apesar do afeto que Pereira sente pela filha. no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35.. aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura.. ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas.Romantismo Avançar .. assinale a(s) alternativa(s) correta(s).. Em Iracema. palco da história do amor de Inocência e Meyer... mulheres numa casa. quanto os Aimorés.. II. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) Apenas I e II. de José de Alencar. UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema. De acordo com a narrativa.

mas divididos por razões econômicas.. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses. os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados. infante ainda. de José de Alencar. d) I e II. UFPR Sobre o romance Senhora. UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais. mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética. A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta. Mas. ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa. UFRJ Associado ao tema da infância. vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. Obras completas. o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta. e) II e III. ( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império. ocultando habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas. o autor consegue sustentar a atenção dos leitores. ( ) Heroína romântica. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos. ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista. de José de Alencar: I. leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida.” ABREU.Romantismo Avançar . Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. aos oito anos ia eu para a escola. não. Rio de Janeiro: Edição de Ouro. Não foi na cidade. nada. O autor valeu-se de uma narrativa. Está correto somente o que se afirma em: a) I. ( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal. Casimiro de. ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar. II. trata-se de caso de exceção na ficção do autor. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!. com suas palavras. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia. onde se morre abafado. 1965. Para responder às questões 37 e 38. ligado por laços afetivos sinceros. b) II. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias. com suas palavras. a personalidade. possa encontrar sua felicidade.. o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua. foi ao ar livre. ao saltar do berço. e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades. iniciando-se a narrativa com as recordações da infância de Aurélia. os campos e as matas. os costumes. Aqui.36. GABARITO 39.. e. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica. não queria. 203. 13 “Nasci no campo. p.. c) III. uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais. III. Ao tratar desse tema. não. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”. ( ) Até o final do romance. 38. senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha trazer-me de longe o perfume das florestas. e ao desprender-me das faixas infantis. 37. é correto afirmar. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso).

indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance. transcorre no século XVII. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres. A ação do romance. por promessa de seu pai. 32. 02. no entanto. de desigualdade econômica. de Visconde de Taunay. além de explorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. posse. III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização. 02. como resposta. a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. como um bálsamo poderoso. de tendência sertanista. 08. é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial. Pereira. de José de Alencar. 16.Romantismo Avançar . em oposição à vilania e à maldade. sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse. 41. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. preterida por Fernando Seixas. uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre. o amor tudo vence. Tico. V. no cap. 64. 08. Dê. A jovem. salva Peri da morte. 04. como resposta. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 16. mas. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos da presença do medievalismo na literatura romântica. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos da natureza são descritos minuciosamente. a soma das alternativas corretas. intitulado “Loura e Morena”. quitação. cuja linguagem possui os elementos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval. o romance estrutura-se em quatro partes: preço. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. apaixona-se por Cirino. Considerando a obra como um todo. b) Aurélia Camargo. Dê. com final feliz. focalizado em primeira pessoa. assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). UFMS Sobre o romance Inocência. inclusive através de nomes científicos em notas de rodapé. apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. 42. o anão que vigia Inocência o tempo todo. O tom confidencial da narrativa. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. é a do casamento. 01. nele. por isso.40. como também as relações do homem com essa mesma natureza. levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão. a soma das alternativas corretas. resgate. é correto afirmar que: 01. compra-o e ele contumaz caça-dote. Inocência é noiva de Manecão. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. é um romance regionalista. porque. reforça a grandeza do índio Peri. em termos históricos. 04.

b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século. c) romantismo indianista. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior. 125. o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto.Romantismo Avançar . Entretanto. José de. E provocaste a rajada. construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique. O pé grácil e nu. que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras. da grande nação tabajara. d) bucolismo neoclassicista. Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão.” ALENCAR. Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti. sublime artista. e) nativismo modernista. século XIX..) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio.. e) São versos típicos de uma poesia que. Cefet-RJ “Iracema. São Paulo: Scipione. “(. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos.. sintetizado pelo: a) realismo naturalista. O favo da jati não era doce como o seu sorriso.43. romântica e exaltada.. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. onde campeava sua guerreira tribo. identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas. b) sentimentalismo realista. ler o texto que segue. a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu. mal roçando.. 15 44. No texto de José de Alencar. (. temos uma das formas significativas do nacionalismo. em que o homem é apenas um simples comparsa.. No ano da graça de 1604. p.. “Após a independência. a virgem dos lábios de mel. 1994.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas. Mais rápida que a ema selvagem. Instrução: Para responder às questões 45 e 46.. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”. p. José de. barca de granito. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro.’” NICOLA. São Paulo: Scipione. c) Essa estrofe é uma oitava. (. e mais longos que seu talhe de palmeira. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa.) A habitação (. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada. 1998. o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo.. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza. Antônio de Mariz. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro. Nas ondas da escravidão.) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava. Iracema. 10.) pertencia a D. que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna. a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época.

. Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas. A personagem referida... c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista.... Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento.... é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias....... Tem na lira do gênio uma só corda...45. da ideologia dominante. Lira dos vinte anos.. evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns. é correto afirmar que.. possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época... d) Escrito na época do Romantismo. Parece-me que vou perdendo o gosto. Basta de Shakespeare. Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta. de Manuel Antônio de Almeida.. a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47. por exemplo.. a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46.. 16 “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa. b) Romance de Manuel Antônio de Almeida.... Com base no texto acima.. 48.. d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira.. exprime-se na métrica irregular dos versos. de José de Alencar... própria da ironia romântica.. só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa.. . o passado histórico por meio de uma visão .. FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”).... e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião. Vem tu agora.. (…)” AZEVEDO.. a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca. O Lamartine É monótono e belo como a noite.... GABARITO 47. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que é a protagonista da obra..... como se pode observar. de Cecília.... o poder e a audácia dos novos habitantes. PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra . b) a dispersão do eu-lírico.. Fantástico alemão...... Álvares de......Romantismo Avançar . UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas. à cultura europeizada por que passa Peri.. e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa..” Memórias de um sargento de milícias..... poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo....... Se pranteia por Deus de amor suspira. nele. foi o primeiro escrito no Brasil........ c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza..... através da fundação daquela que se tornaria a sua capital. Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia. PUC-RS A obra em questão . mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta. em relação ao processo de . muito respeitados pela segunda geração romântica...

como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra.. a) A Moreninha – realista – desigualdade... No texto. PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas. UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial.. Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião. 274. Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis. José de Alencar retratou. b) Senhora – abolicionista – simplicidade. eram colonos degradados. e) Lúciola – regionalista – diversidade. ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares. b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral. que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa. à liberdade dos índios... c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade. 4º trim. 51. sem que a sua vontade fosse consultada. que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro. UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil. A preocupação em retratar a . d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião. Gonçalves. apesar do tom artificial de alguns romances... contra a vontade deles. como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal.. ..... d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado.. e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta.. c) seria arquitetada por colonos degradados.As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil. mas que eram movidas pela ganância. e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação... condenados à morte ou espíritos baixos.. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para se redimirem... 50. p.. c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil.. que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios. 1867. em obras como .. como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português..... era o ataque aos senhores da terra.Romantismo Avançar ... convertendo os índios.. que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados... cometera a violência de arrancar de suas terras. d) O Moço Loiro – realista – complexidade.. como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal. e) seria causada pelos condenados à morte.. bem como criou romances de tendência . condenados à morte.. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto....” DIAS. contextos e temáticas urbanas.. do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro. a dois índios. b) insere-se no contexto do Romantismo.. que alegavam razões religiosas para seus atos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .... 17 49. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

“Luar de verão”. Sem que eu volte para lá. que aqui gorjeiam. o personagem central. Nossos bosques têm mais vida. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . uma das características da obra é a utilização da linguagem oral. A teus raios divinos me abandono. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala. contrariando as convenções literárias da época. como resposta. capazes de atos de bravura e coragem. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro. é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”. de imediato. referidas na segunda estrofe. Sem qu’inda aviste as palmeiras. Lira dos vinte anos. Nossas várzeas têm mais flores. o personagem principal. b) tendência romântica ao misticismo. característica das classes de alta cultura e condição social confortável. (. mas revela. e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal. ó minha lua. Leonardo. o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. 53. torna-se sargento. que mais tarde se casa com Vidinha e. 16. “Minha terra tem palmeiras. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias. As aves. 02. e) fuga romântica para o sonho. Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. o Romantismo. Onde canta o Sabiá. um aventureiro. Álvares de. a comadre. Não gorjeiam como lá. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias.52. 04. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional. é correto afirmar que: 01. simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial. tornando a obra uma espécie de crônica da época. comentando as ações dos personagens.Romantismo Avançar . é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. João VI. d) as estrelas e as flores..” 18 Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora. o barbeiro. 08. Nosso céu tem mais estrelas.. Onde canta o Sabiá. destacando-se pela temática regionalista. o compadre. Dê. por méritos próprios. Essa atitude do eu-lírico manifesta a a) ironia romântica. Nossa vida mais amores.) Não permita Deus que eu morra. o narrador interrompe com freqüência a narrativa. c) melancolia romântica. que previa heróis moralmente elevados. Neste excerto.” AZEVEDO. desinteresse e tédio. 54. é um anti-herói. a soma das alternativas corretas. UFRS Leia as estrofes seguintes. Leonardo. d) aversão dos românticos à natureza. aproximando-a da estética realista.

a um tempo temida e desejada. c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras. 1969. U. de glória e terror! (. sedentos de glória. de Álvares de Azevedo. que. e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais.. incorporando-as ao orgulho nacional. a: a) idealização da amada. solene e distante. b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor.F. c) sátira impiedosa.. Literatura brasileira em curso. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes. Já prélios incitam.Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”. São muitos seus filhos. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima.Romantismo Avançar . 56. São rudos. pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) à temática romântica da nostalgia. In: RIEDEL. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico. Cercadas de troncos – cobertos de flores. I.. retratada como musa etérea. é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso.)” DIAS. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas. d) à vertente romântica indianista. severos. Alteiam-se os tetos d’altiva nação. ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro. 311 19 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo. Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão. b) projeção da própria morte.Juca-Pirama. expressa num detalhismo quase realista. d) insegurança amorosa.. 57. Gonçalves. Condão de prodígios. nos ânimos fortes. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I. p.55. Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras. já cantam vitória. b) à tendência romântica para a utopia. de Gonçalves Dias. Dirce. revela-se um traço forte de sua poesia. e) força material do cotidiano. Rio de Janeiro: Bloch. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade. d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira.

Condor – ave semelhante à águia. Nos lábios frios comprimir chorando. 02. e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. b) os índios estão em guerra contra os tapuias. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis. de Gonçalves Dias. confirmando a filiação do poema à estética simbolista. c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes. Quer seja tapuia. linguagem coloquial. É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro. “onde eu pintara”. a imagem da mulher amada. a) quem erra o alvo precisa fugir da caça. U. Só teme fugir. De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana.58. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”. 08. “negro quadro”. Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes. satanismo. a soma das alternativas corretas. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito. vida e morte.E.” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas. Dê. Texto para a questão 60. o sonho. de Castro Alves. (…) GABARITO 60. sedento e arquejante. Não poderei na sepultura. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. Tapir – anta. a) O idealismo. Conforme os versos transcritos. imaginação criadora. expressão de ideais românticos. 16. “rompeu a tela”. 20 59. U. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . é um conjunto de poemas que apresentam: 01. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. Não encheste minh’alma de ventura. e) As marcas do erotismo. criam efeitos sinestésicos. E essas violetas inodoras. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. ao menos. característica primordial do Romantismo. ideal mimoso. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”.F. como resposta. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. No arco que entesa Tem certa uma presa. exaltação da natureza. b) Filiado ao Simbolismo. tais como: ventura e tristeza. d) As referências ao universo da pintura. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas. revelam o seu caráter romântico de segunda geração. murchas. De bela adormecida. A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos. 04. Condor ou tapir.Romantismo Avançar . d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. No poento vidro que te guarda o sono! Álvares de Azevedo. presentes no poema. a presença da morte. Quando louco.

as mulheres são devassas. d) Alencar justifica. Tinir de ferros. e vivem situações idealizadas. seja no plano da forma .F.. Estreitou-se com a haste da palmeira. a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo.” ALENCAR. Iracema. c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema. de Manuel Antônio de Almeida. contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa. Apresenta-se. O desfecho da obra apresenta histórias de luto. a retidão de caráter.. como resposta. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização. U.61. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo. características da estética romântica. a soma das alternativas corretas. 16. José de. título da obra e período literário dos versos citados. corretamente. vulneráveis e desonestas.F. Dentre as proposições abaixo.. no romance. entre os anos de 1852 e 1853. na perspectiva do idealismo romântico. tradições e falas de pessoas simples. a seu modo. e considerando a obra como um todo.) – Tu és Moacir. Voltar Língua Portuguesa .a periferia do Rio de Janeiro. assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão. o nascido do meu sofrimento. b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência. Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar.. 01. seja no espaço onde essas personagens circulam . e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo. O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. Dê. sentindo que se lhe rompia o seio.Romantismo Avançar . 08. de baixa renda e seus dramas cotidianos -. buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro. Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco. o mestiço povo brasileiro. estalar do açoite. 02.. não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica. autor. consciente da sua missão de gerar a nova raça. assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização. é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro. 64. porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo. dor e sofrimento.. uma vez que registra traços dos hábitos. U. A dor lacerou suas entranhas.linguagem simples e direta -. 04. U.” IMPRIMIR GABARITO Assinale a alternativa que identifica.representação de pessoas comuns. Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo. Em sangue a se banhar. à elite de sua época. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras. UFMS Memórias de um sargento de milícias. um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade. 63. As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema.F. A obra pode ser classificada como um romance de costumes. a coragem e a fidelidade. (. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo. d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local. 62. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira.. foi uma obra inicialmente publicada em folhetins. de José de Alencar. seja no processo de construção das personagens . As personagens do romance pertencem à classe dominante. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima..

o amor platônico não é superado pelo amor físico. b) V – V – F – F. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor. por exemplo).. ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários. II e III estão corretas. sempre se salva a dignidade última dos protagonistas.. mulheres incorpóreas ou virgens. Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. parágrafo. ao contrário. elas só o são aparentemente. a punição do violão. c) V – F – F – V. temas característicos da primeira geração romântica. afirma-se: I. Pesava como chumbo. naquela tez lívida e embaçada. direcionando-os para a vida religiosa. recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época. mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna. Saí. o disfarce e o erro de identificação. no 1º.” 22 Com relação ao fragmento acima. despreza o nacionalismo e o indianismo. “Uma noite. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas. e se redimem as transações vis repondo de pé herói e heroína. As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite. na economia e principalmente na educação dos jovens. Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados. Abri-o: era o de uma moça. personagens que confirmam o amor inatingível. d) Apenas I e II estão corretas. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora. como o subjetivismo. – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja. como o esconderijo. que se casa pelo dote. Desta forma. UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro.. acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama. Tematiza a morte. que. presente em grande parte da obra do autor. idealizado na literatura ultra-romântica. e) Apenas I e III estão corretas. Assinale a alternativa correta. Era uma defunta!. em virtude da educação que recebera. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852)... da qual faz parte a peça O Noviço. Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. d) F – V – V – F. ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro). eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. as grinaldas da morte na fronte dela. III. ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social. Não sei se a noite era límpida ou negra.65. pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa. A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto.. b) Apenas II e III estão corretas. o que leva ao efeito cômico desejado. Nessa obra. rompido temporariamente. pode-se encontrar (Assinale V. eu ignoro por quê. ( ) Nesta obra. uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e. o equilíbrio. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez. ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico. e após uma orgia..Romantismo Avançar . e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida. o vidrento dos olhos mal-apertados. ainda. Acentua traços característicos da literatura romântica. a) Apenas I está correta... II.. 67. Idealiza figuras imaginárias. eu achara abertas. para os itens verdadeiros. c) I. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens. 66. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói. o egocentrismo e o sentimentalismo. Aquele branco da mortalha. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

o desajustamento do indivíduo ao meio social. Vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!… Tinha na mão o ferro do engomado… Como roncava maviosa e pura!… Quase caí na rua desmaiado! (…) É ela! é ela! — repeti tremendo. ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja. em poesia simples.E. 16. apesar de haver um tom de humor e sátira. Dê. c) no primeiro. Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória. é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo. atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento. pastoril. não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso. bucolicamente ingênua e inocente. b) no segundo. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. com certeza. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”. Como a lua por noite embalsamada. 02. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 23 Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica. a soma das alternativas corretas. U. E o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janela! (…) Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que estalavam nos meus passos Ir espiar seu venturoso sono. porém. Mas cantou nesse instante uma coruja… Abri cioso a página secreta… Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” GABARITO Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. a morte como alívio para o “mal-do-século”. podemos afirmar que. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta. Comparando os dois fragmentos. d) no segundo. o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. a exaltação de sentimentos pessoais. o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado. 08..Romantismo Avançar . o dolorido afã. PUC-SP “Fragmento I Pálida à luz da lâmpada sombria. como: 01. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . com desespero e pessimismo. a) no primeiro. Sobre o leito de flores reclinada. que conduz à dor. 04. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento. manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Fragmento II É ela! é ela! — murmurei tremendo.68. a valorização de elementos ligados à natureza. como resposta. 69. e) no segundo. “Se eu morresse amanhã.. à aflição e à busca da solidão.

2. b) Apenas II. por saber quem é Leonardo. de José de Alencar. estabelecendo. Luizinha e Leonardo. as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade.F. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo. o índio. I. d) se 1. provocados pelo sofrimento do amor irrealizado. como a exaltação do pitoresco nacional. 3. 71. a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico. pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional. detectado no sentimentalismo exagerado. d) Apenas II e III. podemos dizer que: 1. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens. põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções. 72. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim. b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas. II e III. A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista. 3 e 4 estiverem corretas. e em lamentos melodramáticos. no qual está inserido o primeiro habitante do País. A linguagem do romance Iracema é altamente poética. foram mais adiante do que isso. ( ) na poesia saudosista. que deforma os encantos da mulher amada. a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias. UFRS Leia o texto abaixo. III. numa representação quase sempre épica. 24 GABARITO “Desta vez. em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical. embora o texto esteja em prosa. c) se 2. a saudosista e a lírico-amorosa. assim. ( ) na poesia lírico-amorosa. moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro. porém. em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético. O narrador. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema. U.70. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro. como este último tinha querido quando foram para o Campo. e) I. Assinale: a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas. 4. de Manuel Antônio de Almeida. porque tudo é narrado de forma explícita. comparações sobre comparações. c) Apenas III. vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista.Romantismo Avançar . o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor. predomina uma sensibilidade plástica singular.” Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 3 e 4 estiverem corretas. extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias. Quais estão corretas? a) Apenas I. não é dizer que vieram de braço. O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance. II. fruto do negro e do branco. uma interdependência entre paisagem e estado de alma.

d 30. d 24. 48. 40. pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada. 36. 37. já que. c 33. 7. a 19. a a) Como todo povo. e 31. 11. c 28. F–F–V–F–F–F–V 50 c 27 d c c a a e b GABARITO IMPRIMIR 35. 49. As notas contribuem tratando o ritual. no texto. 9. 10. a qual passa por diferentes estágios. a 27. O romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício. 16. V–F–V–V d e a c 21 e a e V–F–V–V–V e c c d c d 17. tendo sido derrotado no combate com Ubirajara. já que. sua cultura. 06 a Não segue integralmente. Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o nome do hóspede. 13. 05 21. 15. 23 20. b 18. 2. 46. pois. Sim.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O 1 1. de experiências positivas. mas com benevolência. 8. 41. Considerando-se que as notas são objetivas e a narrativa é subjetiva. a natureza é lugar paradisíaco. 47. 34. c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena. 4. não com o preconceito europeu. 5. b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios. 44. atribuem-se à infância traços negativos. 6. e não européia. e 26. Voltar Língua Portuguesa . 3. e 23. que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar. c 32. a 29. no último parágrafo. d 25.Romantismo Avançar . 14. pode-se dizer que servem de complemento à narrativa. a escravidão causaria mais vergonha que a própria morte. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista: Jaguaré é o nome do caçador. o índio brasileiro também tem suas tradições. 38. 43. segue. d 22. 12. 45. 42. 39.

57. 51. 72. 63. 66. 59. 54. 56. 61. 65. 71. 69. a b e c V–F–V–V a 17 c V–V–F–V a e 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .50. a e c a 14 a b b c 13 a 05 62. 53. 60. 67. 68. 52. 70. 55. 58.Romantismo Avançar . 64.

obra de Camões. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. O episódio de Inês de Castro. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. linda Inês. c) a manifestação de apego a Portugal. d) I e II.” 1 GABARITO Os Lusíadas. Voltar Língua Portuguesa . Está correto apenas o que se afirma em a) I. inserido em sua narrativa épica. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. c) III. que se contrapõe à solenidade do poema épico. O nome que no peito escrito tinhas. 2. 3. posta em sossego. No seu teor de crítica às navegações e conquistas.Classicismo Avançar . É porque queres. posta em sossego. PUC-SP “Tu só. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. De teus anos colhendo doce fruito. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. e) I e III. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. Naquele engano da alma ledo e cego. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. Entretanto. III. II. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. Estavas. em Os Lusíadas: I. legítima herdeira do trono de Portugal. já velho e com um “saber só de experiência feito”. d) retrata a beleza de Inês. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano. humanizando os versos. b) II. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. do qual o trecho acima faz parte. puro amor. Nos saudosos campos do Mondego. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. Desse episódio. Que a fortuna não deixa durar muito. De teus fermosos olhos nunca enxuito. Deste causa à molesta morte sua. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. tu. Tuas aras banhar em sangue humano. Se dizem fero Amor. áspero e tirano. FUVEST-SP Em Os Lusíadas.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. IMPRIMIR b) celebra os amores secretos de Inês e de D. Aos montes ensinando e às ervinhas. oferecem momentos em que o lirismo se expande. como um todo. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. Como se fora pérfida inimiga.

LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. a 1 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b 2. e 3.Classicismo Avançar .

assim como o mico-leão-dourado e a arara-azul. (32) no terceiro período: A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada de nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). (08) é possível detectar a presença de duas “vozes” que dialogam com o discurso sobre a língua: a “voz” da ecologia e a “voz” da economia. 1 Trecho 1: “O projeto é fruto de uma idéia fora do lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção. não devendo. Dê. seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centers (ops. Seria mais ou menos como cobrar uma pena pecuniária (gostou dessa. centros comerciais). o projeto mostra total ignorância do fenômeno lingüístico.” Trecho 2: “Para os especialistas. como resposta. estampar nas vitrines “sale” e “50% off” em vez de “liquidação” e “50% de desconto”. que proíbe o uso de palavras estrangeiras. e só alguém que não entende nada do assunto pode achar que é possível bloquear esse intercâmbio’. As informações entre parênteses têm por função explicar os termos que os antecedem. Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. Para ilustrar essa tese. os pagodeiros deveriam ser penalizados porque cometem erros absurdos de gramática que corrompem o idioma. era o francês o responsável pela maior parte das palavras ditas internacionais. 86-7). Agora. não fazendo qualquer referência ao emprego de tais termos na língua escrita. ser multados. Está certo que os abusos beiram o ridículo. por isso. Rebelo?) de pagodeiros a cada erro de gramática que cometem. que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. p. (16) ao contrário dos lojistas. é correto afirmar que: (01) o exemplo utilizado pelos defensores da pureza do idioma — os cartazes de lojas de shopping centers — não prima exatamente pela originalidade. A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). diz o professor John Robert Schmitz. dois trechos de uma reportagem publicada na revista Veja (30/08/00. a soma das alternativas corretas. UFMS Apresentamos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . No entanto. multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero. Também é comum — e fato antigo — que os vocábulos a atravessar fronteiras venham. ‘Um idioma evolui quando entra em contato com outros.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II 1.” GABARITO Segundo o texto. O texto traz a opinião do articulista de Veja. A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert adotassem o termo ‘week-end’ para fim de semana. a seguir. É normal que uma língua se nutra de outras. (02) o projeto de Aldo Rebelo limita-se a tentar impedir que a língua falada seja invadida por estrangeirismos. Entre eles. (04) os lojistas que exibem cartazes com termos estrangeiros em suas vitrines prejudicam apenas a si mesmos. Até o início do século XX. americano naturalizado brasileiro. em geral. essa primazia pertence ao inglês. São Paulo). em que João Gabriel de Lima discute o projeto de lei nº 1676. de uma cultura dominante. de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B.Interpretação de texto II Avançar .

como o escritor Machado de Assis aborda a questão da língua. a soma das alternativas corretas. projetos e atitudes como os de Aldo Rebelo revelam-se absurdos porque traduzem um desconhecimento completo sobre a língua portuguesa e suas origens. como resposta. especialistas enfocam a questão do ponto de vista do intercâmbio com outras línguas. estão corretas. tendo sido. (04) afirma-se categoricamente que as mudanças ocorrem primeiro na fala para. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. 3. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. os estudiosos tomam os estrangeirismos como elementos positivos que fariam o idioma evoluir para melhor. o francês foi o principal idioma a “exportar” palavras para os demais porque pertencia à cultura dominante da época. mas pode ser facilmente recuperado pelo leitor. o que pode ser observado desde tempos mais remotos. podemos fazer as seguintes comparações: (01) da mesma forma que o escritor fala de riquezas que se acrescentariam à língua. só então. (08) em A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert…. um efeito de sentido de verdade e constituindo um importante argumento de autoridade para fundamentar a tese do intercâmbio lingüístico. já explorada no texto acima. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . (32) o trecho atribuído ao professor John Robert Schmitz vem em discurso direto. (04) os vocábulos de uma dada língua que se incorporam a outras originam-se sempre de uma cultura dominante. a expressão em negrito remete ao termo franceses. p. (16) enquanto Machado de Assis vincula as alterações por que um idioma passa ao fator tempo e às necessidades advindas dos usos e costumes. locuções novas.2. suplantado pelo inglês.” In: Crítica literária. que não vem explicitado no texto. através do intercâmbio com outras línguas. (32) posições contrárias à evolução de uma língua são duramente criticadas. (16) até o início do século XX. UFMS Veja. é um processo normal. com isso. como resposta. ao passo que Machado de Assis assume uma atitude complacente em relação a seus opositores. com naturalidade. a partir de então. certos modos de dizer. “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. 2 Entre o ponto de vista do escritor e a opinião de especialistas. Há.Interpretação de texto II Avançar . que não se pode impedir. referentes aos trechos da questão 1. (08) ignora-se a influência do povo como propulsor das transformações ocorridas na língua. A este respeito a influência do povo é decisiva. exceto: (01) a evolução de um idioma. criando. UFMS Todas as proposições a seguir. a soma das alternativas corretas. a evolução das línguas. (02) tanto Machado de Assis quanto especialistas aceitam. serem incorporadas à escrita. portanto. agora. Dê. (02) para os especialistas. Dê. 47.

paralisem os [negócios. Tudo porque o homem não aprende. ITA-SP O texto a seguir foi publicado na seção “Cartas do leitor” da Folha de S. d) nada pode interferir no fluxo da vida urbana. PUC-RS Texto Carlos Drummond de Andrade “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe. e muitas pela fama. mas certas situações que levam a isso estão aí. Mas é realmente uma flor. ônibus. Seu nome não está nos livros. Transcreva uma frase em que o termo ocorre.” 3 O texto sugere que: a) as plantas não devem ser cultivadas nos centros urbanos. Sublinhe o termo em questão na sua frase. meios artísticos. e) a convivência do homem com a natureza não deve ser estimulada. b) Quais os traços de caráter das mulheres em relação aos quais os homens deveriam se precaver.4. Há milênios. Fingem acreditar que elas estão aí por amá-los. na frase “o homem não aprende”? Voltar Língua Portuguesa . Garça. Façam completo silêncio. segundo o autor dessa carta? c) A quem se refere o autor da carta. o assassino foge ao perfil comum de tais tipos. Suas pétalas não se abrem. GABARITO IMPRIMIR a) O texto usa. esportivos e de poder. SP. Referida a um crime que teve repercussão na imprensa escrita e falada. 5. nos círculos milionários. real. Pior ainda. Garanto que uma flor nasceu. c) a capacidade de resistência possibilita o inusitado surgimento da flor. A durabilidade de tais ligações. rio de [aço do tráfego. associado à descrição de comportamentos que desqualificariam as mulheres.” ZANINI. triste. termina quando tal fêmea atinge seu objetivo. posando com fêmeas muito mais jovens. Laércio. São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto. bondes. o nojo e o ódio. […] Furou o asfalto. b) a flor nasce sem as marcas da urbanidade.Interpretação de texto II Avançar . Sento-me no chão da capital do país às [cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma [insegura. Paulo de 30/08/2000. o tédio. poder e dinheiro. nesse fato. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia. esta carta dá uma notável demonstração de machismo e desprezo pelas mulheres. quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. “A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque. e lhes atribui um comportamento que as desqualifica. Sua cor não se percebe. Duro. É feia. um termo fortemente conotado. rompe o asfalto. no geral. gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade. em relação às mulheres.

“A explosão dos computadores pessoais. especialmente em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário no âmbito dos Estados e Municípios. d) o caráter radical das revoluções. reformularam a economia. a) No texto acima. Não há dúvida de que vivemos a revolução da informação e. GABARITO 7. durante longos períodos de tempo. com base no texto. reordenaram prioridades. que corria o risco de ficar impedido de aplicar cortes de despesas com folha de pagamento previstas na lei. Tornaram as leis antiquadas. 4 Texto para as questões 7 e 8. e) o traço progressista das revoluções. b) a negação dos benefícios decorrentes das revoluções. Nicholas Negroponte. revoluções não são sutis. Uma retificação no voto do ministro Marco Aurélio de Mello garantiu a decisão do STF.” O Estado de S. as ‘infovias’. d) “redefiniram os locais de trabalho”. redefiniram os locais de trabalho. a expressão que sintetiza os efeitos da revolução operada pela informática é a) “atropelaram o mundo”. c) “reformularam a economia”.Interpretação de texto II Avançar . c) a natureza precária das revoluções. Transcreva pelo menos três. b) “tornaram as leis antiquadas”. mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas. que confirmou a constitucionalidade do artigo que estabelece os limites de gastos com pessoal para os três poderes. Fuvest-SP A expressão “revoluções não são sutis” indica a) a natureza efêmera das revoluções. ocorrem vários termos de jargão técnico que remetem a diversas fases do andamento de um processo no judiciário. Fuvest-SP No texto. enquanto o CD-Rom trabalha. as grandes redes — a Internet e a World Wide Web — atropelaram o mundo. desafiaram constituições. Unicamp-SP (nota: o título de “ministro” é dado aos juízes do Supremo Tribunal Federal) “Pela diferença de um voto. Paulo. b) O que os termos “retificação” e “revisão” informam sobre a participação do juiz Marco Aurélio de Mello no julgamento da questão? c) Do que trata o artigo 20 da lei de Responsabilidade Fiscal? Responda. Existem ainda no STF outras cinco ações propostas pela oposição contra dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal.” Jornal do Brasil. 13/02/96.6. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . diz o professor do MIT. 12/10/2000. 8. o governo saiu vitorioso ontem no julgamento do pedido de liminar contra o artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal. diante de telas de computadores. A revisão promovida pelo ministro Marco Aurélio favoreceu o governo. e) “desafiaram constituições”.

Há. É o maldito sapatinho que não serve para você. Alguns anúncios são sabidamente enganosos.” Caras. os verbos parar (de) e passar (a) indicam. Tem um momento que você percebe que não é você que não entra no sapatinho de cristal. (16) os anunciantes da coleção Primavera-Verão da Picadilly utilizam argumentos genéricos para seduzir o grande público. é incorreto afirmar que: (01) no primeiro período. 13/12/99.Interpretação de texto II Avançar . como conteúdos pressupostos. freios ABS de 5ª geração. motor com 5 válvulas por cilindro. O design é compacto. a mensagem do anúncio estaria preservada. entretanto. 12 anos de garantia anticorrosão. GABARITO IMPRIMIR Com relação a esse anúncio. (08) a figura de linguagem que aparece no segundo período é a metonímia. p. a valorização dos calçados anunciados. (32) a atribuição de uma qualidade negativa ao sapatinho (de cristal) sugere. 12 anos de garantia anticorrosão” permite dupla interpretação: ou todas as peças metálicas do XYZ têm 12 anos de garantia anticorrosão ou apenas a carroceria a tem. Tem carroceria 100% galvanizada. E ainda foi considerado o carro mais seguro do segmento pelo Clube do Automóvel. e. é possível considerar que o anúncio poderá ludibriar o consumidor que der a ele a primeira interpretação. sugerindo maior proximidade com o interlocutor/leitor. Dessa forma. Dê. recorre-se à intertextualidade com o popular conto de fadas Gata Borralheira.” Época. por isso. uma vez que se toma o todo (a pessoa) pela parte (os pés). que acaba comprando gato por lebre. (02) com o objetivo de opor realidade e fantasia. É o primeiro carro brasileiro com acoustic parking system. ar-condicionado inteligente. para um segmento específico da sociedade. XYZ. anúncios que apresentam apenas informações verídicas. ludibriando involuntariamente o consumidor. Tendo em vista essa observação. ( ) No trecho final. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. Voltar Língua Portuguesa . a soma das alternativas corretas. 5 De acordo com o material publicitário reproduzido acima. UnB-DF Um anúncio publicitário tem por finalidade influenciar o público. pois ludibriam o cliente. (04) o uso de você é um recurso típico do texto publicitário. ( ) O trecho “Tem carroceria 100% galvanizada. mesmo um anúncio honesto pode apresentar alguma impropriedade lingüística que comprometa a qualidade da mensagem transmitida. por oposição. que a interlocutora anteriormente acreditava em príncipes encantados. são proibidos pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor.9. ( ) Se o trecho “Tem carroceria 100% galvanizada” estivesse redigido como Tem 100% da carroceria galvanizada. também conhecido como Cinderela. “O XYZ é o primeiro com airbags laterais na categoria. ( ) O primeiro período do anúncio não apresentará alteração de sentido se for assim reescrito: O XYZ é o primeiro na categoria e tem airbags laterais. direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura e profundidade. Mas a tecnologia é imensa. estimulandoo a adquirir um produto ou a contratar um serviço. nº 82. apesar de gostar de homens de verdade. como resposta. leia o anúncio que se segue. 10. não se voltando. iniciado em “E ainda” o anúncio afronta o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor porque lança uma auto-avaliação sem informar que sistema antifurto a sustenta. 53 (com adaptações). Todavia. portanto. 15/9/00. UFMS Leia o seguinte texto da propaganda de calçados da coleção Primavera-Verão da Picadilly: “Chega um momento que você pára de acreditar em príncipes encantados e passa a exigir homens de verdade.

o juiz se utiliza do voto de Minerva para absolver o réu. O cara morreu na hora. Ana Rosa Ferreira. op. na Antigüidade. 1996 Texto 2 “Os malacos tinham arrombado a escola Paradigma. 6. o primeiro dos grandes dramaturgos clássicos gregos. Nessa tragédia. predomina I. cit. p. p. II. 4. 339. 298. op. F. para melhor se aproximar da língua padrão. assassina o marido. 5. que inventou a expressão.456 a.07. Paulo: editora EDUC/Cortez.07.91. para resolver os pepinos em tempo. Univali-SC “Deusa grega decidia julgamentos empatados De onde veio a expressão ‘voto de Minerva’? Da Grécia antiga.91. conta o professor de Língua Portuguesa Francisco Platão Savioli. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Segundo os soldados. cit. F. inclusive. b) somente III e IV. ajudada pelo amante. Atena virou Minerva e a instituição do voto de desempate. uma oralidade bem marcada da qual se projetam elementos emocionais para envolver o leitor. b) O professor Francisco Platão Savioli explica em um texto descritivo a origem da expressão. o preso entrou no carro de polícia para voltar ao distrito. a mistura freqüente de linguagem culta e popular (oral). . Metodista-SP Texto 1 “Por isso. 12.07. op. de Ésquilo (525 a. e) Tudo o que foi narrado pelo escritor do artigo não passa de ficção. Agamênon. 2 F. Texto 4 “Um aviãozinho monomotor (de um motor só) caiu ontem de manhã na Baía da Guanabara…” NP. passou para outras civilizações. pintou confusão. cit. Minerva é o nome romano da deusa da sabedoria. marcas de oralidade. Christi estava tirando seu Santana da garagem. V. III. U.C.91. p. julho de 1998. apud DIAS. pode-se dizer que. II. apud.C. F. Com a posterior elaboração e consolidação da jurisprudência romana.” GABARITO NP. apud. IV e VI. Só que o julgamento terminou empatado e a deusa decidiu pela absolvição de Orestes. três monstruosas divindades aladas que puniam os criminosos. perceptível em nível morfológico. a empresa está informatizando todo o seu sistema. A tragédia de Ésquilo. o malaco tentou roubar o revólver de Antônio Carlos. grande dramaturgo grego. 27. Considerando somente os fragmentos de Notícias Populares acima. no discurso jornalístico em questão.07. Egisto.” Superinteressante. uma preocupação de fundo metalingüístico. que fica na mesma rua. VI.” NP. a transformação de notícias em narrativas. uma deformação dos significantes. II.11. p. da Universidade de São Paulo. 24. estão corretas a) todas as afirmações. Clitemnestra. uma tendência para a hipérbole. ou de linguagem popular e técnica.35. em Atenas). dado pelo presidente de um tribunal. o filho dela. Texto 3 “Liberado pelos médicos. III. d) I. c) O texto contém uma explicação histórico-científica para a expressão “voto de Minerva”. ‘O episódio que deu origem à expressão está narrado na peça Eumênides. fugiram. detonando três pipocos em Cícero. 07. mata os dois para vingar o pai e é perseguido pelas Fúrias.” NP. Aí. e) I. Os malacos chegaram junto dela e mandaram-na passar as chaves. Atena. apud. Quanto às afirmações anteriores. c) somente I e IV. projetou o mito muito além da sua época. d) Atualmente. O discurso da violência — as marcas da oralidade no jornalismo popular. Para julgar o crime. em que não faltam.Interpretação de texto II Avançar . Atena funda um tribunal chamado Areópago (que realmente existiu. S. quando acontece empate em julgamento. IV. Orestes.)’. Quando sacaram que pintou sujeira. Rolou uma briga e Eudes sacou o berro. IV e V. 230. 27. 6 Podemos concluir do texto acima que: a) Eumênides é a peça escrita por Ésquilo. Nessa hora.91. III.

Se essa ‘esquiva retórica’ fosse uma disciplina acadêmica. 1996. c) o homem perspicaz. Esses hábitos já estão enraizados nessa cultura. ‘vamos ver’. que é a busca do ‘acordo entre partes’. II e III somente. É por essa razão que frases igualmente descompromissadas como ‘eu te ligo’. as pessoas se escondem atrás de expressões comprometedoras para evitar a responsabilidade pelos atos ou opiniões e para fugir dos confrontos embaraçosos. espertos negociantes. justificam-se como hábeis negociadores. “Modos brasileiros de escapar do ‘não’ Universalmente. II. PUC/Campinas-SP “Na prática política. Essa declaração faz com que qualquer trato não cumprido soe como um acordo amistoso. b) aquele que. de fato. ‘se der’. d) um “camaleão social”. O tema explorado é o do duplo sentido que a palavra negociação ganha no âmbito da prática política.” Considere as seguintes afirmações sobre o texto acima: I.” KEPP. ora ao fundamento mercantilista dos ‘negócios’. podem ser classificados como ‘morde-e-assopra brasiliensis’. intencionalmente incapaz de magoar os outros. In Folha de São Paulo. 14. 7 13. os brasileiros seriam PhDs nela.Interpretação de texto II Avançar . Michael.Texto para a questão 13. das quais os brasileiros diariamente se apropriam para desviar da palavra ‘não’. Membros dessa espécie híbrida. inteligente frente aos obstáculos impostos pelo cotidiano. (…). correspondente no Brasil do jornal dominical The Observer. Eles se comunicam por meio de frases como ‘eu fico devendo’. III. Seu talento nesse campo vem de eles terem aprendido como navegar em torno dos negativos. ou mesmo das ‘negociatas’. I e II somente. um tipo de enganador charmoso. U. Veja as expressões propositadamente vagas como ‘pode ser’. está honestamente preocupado com as regras sociais. (…). Metodista-SP Assinale a alternativa que mais traduz o conceito de homem cordial no texto. I. meio diplomata. Vários políticos valem-se dessa duplicidade de significados: sendo. a) o homem capaz de empreender encontros amistosos. híbrido e. a palavra negociação associa-se ora ao requisito clássico da democracia. O tema é a prática da má política. pela gentileza de seus atos. I e III somente. e) um “camaleão social” ironicamente analisado pela sua conduta. de Londres e da Fairchild Publications. meio malandra. A tese defendida é a de que a acepção mercantilista do termo negociação pode ser maliciosamente encoberta pela acepção democrática. Em relação ao texto. por essa razão. está correto o que vem afirmado em a) b) c) d) e) II somente. Sérgio Buarque de Holanda os flagrou mais de meio século atrás no seu estudo do ‘homem cordial’. II e III. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ‘a gente se vê’ e ‘apareça lá em casa’ normalmente são escapadas e não promessas de um novo encontro. e a tese é a de que as palavras deixam de ter sentido por causa dessa prática.

O professor então passou o resto da aula explicando: é mais importante entender do que copiar. ao qual caberá a intransferível tarefa de educar gerações. para a qual o próprio escritor muitas vezes não tem resposta. b) Nenhuma idéia é mais relevante. conhecendo como é o lugar. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . entendimento e emoção. d) Numa perspectiva otimista e confiante. em primeiro lugar: o que sentiste lendo esse texto? Em que ele aumentou a tua compreensão do mundo. O professor Alfredo entrou na sala. em geral. Perguntou por que havíamos copiado aquilo. no contexto. 8 15. os da margem esquerda e os da margem direita. como vivem os habitantes da região. Eu perguntaria ao leitor. Ninguém soube responder. 1999. Nada mais paradigmático a esse respeito do que a lista de afluentes do Amazonas. Era preciso recitá-los de memória. os afluentes do Amazonas? Há pouco tempo faleceu um dos melhores professores que tive. O que o computador não nos ensinará é como entender as coisas. E todos nós imediatamente copiamos: calor – flechinha – dilatação. ensino foi sinônimo de informação: nomes. Texto “Quais são. o comentário do autor faz referência a um futuro em que inovações metodológicas tornarão o ensino mais produtivo e eficaz. U. A pergunta que. ou liam nos livros. Não é preciso lembrar. e memorizavam — porque aquilo caía no exame. b) Entre outras idéias.Interpretação de texto II Avançar . lugares. Trata-se de um rio longo. Revista ZH. d) Não há exemplo mais adequado. a esse respeito. mas sabíamos seus nomes. F. Ele pousou o giz. não cumpre seu real objetivo. c) O texto é portador da idéia de que o ensino desvinculado da realidade e das vivências do aprendiz. Rio Grande-RS Assinale a alternativa cujo teor é incompatível com as idéias veiculadas pela crônica. equivalente a: a) Nada é mais enfatizado. A propósito. Lembro muito bem a primeira aula que nos deu. Assim mesmo: calor – flechinha – dilatação. e que foi cercada da maior expectativa: como tinha fama de ralador. e) Nenhuma informação memorizada é mais importante. Por que é um mistério que nunca esclareci. os escolares saberão dos afluentes do Amazonas não recitando os nomes. Durante muito tempo. Não sei como será a escola no futuro. Nós nunca tínhamos ido à Amazônia. 26 set. o texto aponta o computador como o grande mestre do futuro. todos nós estávamos ansiosos. ao acúmulo de informações memorizadas. é criticado o ensino que visa. 16. E também não nos ensinará o valor das emoções. Exemplar. mas de uma coisa estou seguro: a regra do professor Steinbruch será mais válida do que nunca. batalhas. ficará cada vez mais por conta do computador. daqui em diante. U. que o conceba como alguém dotado de inteligência e afetividade. é essencial que a educação contemple globalmente o ser. e portanto cheio de afluentes. que lecionava Física no Julinho. datas. da vida? No futuro. é preciso saber como acessar. foi direto para o quadro e escreveu: Calor → dilatação.Instrução: as questões de números 15 e 16 referem-se ao texto. e) Segundo o texto. F. nunca tínhamos visto os rios da região. mesmo. basicamente. está o objetivo maior da educação. é o ensino da literatura. olhou-nos e fez uma pergunta que nos deixou a todos perplexos. Alfredo Steinbruch. A memória do computador nos dará todo tipo de informações. E aí os nomes surgirão naturalmente. se faz a respeito de um texto é: o que quis o autor dizer com isso? Pergunta difícil. Informação memorizada é algo que. Coisas que os alunos copiavam. a) No texto. mas indo até lá. Rio Grande-RS A expressão Nada mais paradigmático é. c) Nada é comparável. como se chamam os afluentes da margem direita?” Zero Hora. isto é. Nesse binômio.

embora realizado de maneira desordenada. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas. d) o abastecimento de água das grandes cidades. História da vida privada no Brasil. Fuvest-SP No contexto em que ocorrem. 9 17. Texto para a questão 19: “O processo intenso de metropolização sofrido no Brasil a partir da instalação dos parques industriais e os surtos migratórios a eles associados inviabilizariam qualquer projeto de perpetuar o controle das formas de moradia e vizinhança nas grandes capitais. mas no avanço sobre mananciais — fonte para todas as pias. seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. Espaços públicos e privados passaram a se fundir a contragosto das intenções normativas. Milton. b) punhado de atores / objetivos particulares.” SANTOS. b) a urbanização das grandes metrópoles originou-se em modelos institucionais. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica. aprofundando assim os processos de criação de desigualdades.Texto para as questões 17 e 18. a) as novas formas de vizinhança e de moradia resultaram de uma política de urbanização progressiva e organizada. c) ampliação do conhecimento / informação manipulada. “Um dos traços marcantes do atual período histórico é (…) o papel verdadeiramente despótico da informação. resultou de projetos governamentais. Fuvest-SP Segundo o texto. seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção. em lugar de esclarecer. d) apropriadas por alguns Estados / criação de desigualdades. e) atual período histórico / periferia do sistema capitalista. c) as mudanças na organização de espaços públicos e privados foram conseqüência da industrialização e da migração. Todavia. Paulo César Garcez. dos objetos que o formam. Por uma outra globalização. uma informação manipulada que. estão em relação de oposição os segmentos transcritos em: a) novas condições técnicas / técnicas da informação. c) é da natureza do progresso que. d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares. decorrente da industrialização. b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas. O que é transmitido à maioria da humanidade é. chuveiros e vasos sanitários das cidades — ou na própria violência que passaria a assaltar ruas e casas. e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas. intensificou-se nos bairros mais populares. 18. a cada avanço tecnológico. por mais que avance tecnologicamente. (…) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta. confunde. GABARITO 19.” MARINS. Fuvest-SP Deduz-se corretamente do texto que a) a humanidade. estruturados segundo os padrões da época. e) a violência urbana. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . corresponda um retrocesso político. das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca.Interpretação de texto II Avançar . não apenas nas ruas e na configuração heterogênea dos bairros. de fato. nas condições atuais. as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. não será capaz de superar o egoísmo.

algumas afirmações críticas acerca do texto.Interpretação de texto II Avançar . b) pois. Assinale. Helena. Agora é que vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia. respectivamente e sem prejuízo do sentido. eu gosto ainda mais. na qual. 30 de maio de 1893 Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. que é quase pegada à Chácara de vovó. ao reconhecer a festa popular como possibilidade imaginária de redefinição social pela superação fantasiosa das barreiras advindas da escravidão. c) Desvenda-se no discurso da menina narradora uma ótica de classe que parece apontar para a idéia de que os pobres não sabem como usar o dinheiro. A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda. as quais. entre elas. mas quando são na Igreja do Rosário. Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia. mesmo sabendo a despesa que dá!” MORLEY. a incorreta. E este ano foi mesmo. no Brasil do século XIX. Fuvest-SP Leia. 21. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto. a qual. Nenhum rejeita o cargo. a) O texto põe a nu os desdobramentos de um sistema de desigualdades marcado por bloqueios e limitações sociais impostos a escravos recém-libertos. na época em que. Até parece que a festa é nossa. por: a) contudo. da qual. c) porém. a qual. se. Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. d) entretanto. as palavras “mas”. Minha vida de menina. “Domingo. d) As situações pitorescas de uma festa servem como pano de fundo às reflexões da narradora sobre o desejo de propriedade da gente-livre recém-liberta e as dificuldades para sua realização.” Nesse primeiro período do texto. b) A narradora descreve em seu diário a possibilidade de efetiva ascensão social propiciada pelo regime político do Império. mas quando são na Igreja do Rosário. e) porque. 10 GABARITO 20. Além disso teve de dar um jantar para a corte toda. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a seguir. que é quase pegada à Chácara de vovó. se. se.Texto para as questões 20 e 21. e) Observa-se uma mescla de compaixão e ironia no discurso da narradora. caso. “quando” e “que” podem ser substituídas. Fuvest-SP “Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. eu gosto ainda mais. Esta também é negra da Chácara e ajudou no jantar. Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito.

toda impermeável. Procurou no armário uma lata daquele outro que se dissolve sem bater. (Você nunca dará corda num Mido). Boa noite. onde você adquire agora e só começa a pagar muito depois. In: Primo Altamirando e elas. saindo com pessoas desagradáveis e dormindo pouco. em pó… Às três horas o programa das donas-de-casa. ( ) O nível de abrangência e a forma da narrativa permitem que se caracterize a postura do narrador como externa e restrita. quando ela voltou para o seu apartamento com sala. Eram onze e meia quando chegou à cidade. não o tomara pela manhã. naturalmente). Tomou então um cafezinho mesmo e correu ao quarto para se vestir e arrumar o cômodo o mais depressa possível. com muito mais espaço interior e que você pode adquirir dando a sua velha de entrada (a sua velha geladeira. 11 GABARITO 22. colocou pasta de dentes na escova e pôs-se a escovar com força. Quase meia-noite e ela tendo de dançar com ‘seu’ Pereira. Iria à cidade apanhar os textos de uma outra agência que precisavam ser decorados até as três. em pó. Ali estão os dois escolhendo o menu.Interpretação de texto II Avançar . vítima da sociedade de consumo. Um perfume inebriante. Garota-propaganda não pode engordar. graças à carona que pegara. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . abriu a cortina do boxe. Abriu a geladeira de 7 pés. que estais no Céu. Afinal. mas preferiu outra coisa. Saltou da camioneta com tração dianteira e muito mais resistente. Rio de Janeiro: 1962 (com adaptações). O diabo era aquele perfume que saía do cangote do seu par. banheiro. Tinha de estar pronta em seguida. macio e confortável. a quem fingia aceitar a corte para poder ser escalada nos programas. depois ficaria explicado porque a roupa dela é muito mais branca do que a minha. não conseguia mais separar sua vida privada de sua vida profissional. Se fosse branco. Fora dormir inda agorinha. como ficou dito. que comprara dando apenas trinta por cento na entrada e começando a pagar as prestações na entrega das chaves. embebida na água com Rinso e o diabo é que o vestido. Dentro não havia leite: — Não faz mal — pensou. ( ) A garota é chamada de “coitadinha” por ser vítima constante do assédio sexual dos patrocinadores. mas muito bonzinho. a garota-propaganda passava seu tempo correndo de um lado para outro. Ele pediu massa e perguntou se ela também queria (Aimoré você conhece — pensou ela). do ‘Espetáculo Biscoiteste’. caso ela ficasse efetiva na programação. entrou no banheiro. Um velho chato. Comeu rapidamente e aceitou o copo de leite que o garçom sugeriu. copa. Fechou o sofá-cama. coitadinha! Já passava das oito horas da manhã e a garota-propaganda dormia gostosamente sobre o seu colchão Vulcaspuma. mas também não achou. A pobrezinha. que parece linho mas é linholene. para decorar páginas e páginas de texto que apanhara na véspera. Às quatro. É só até o dia 30. O vestido não estava no armário. quando voltaremos com novas atrações.) O diabo é que também não tinha Pulvolaque. (Tudo que se faz com leite. de 8 e meia às 10. era verde. aos pés do sofá-cama. Lembrou-se então que o deixara na véspera dentro da pia. além disso. facilmente removível e lavável. faz a oração da noite: ‘Padre Nosso. levantou-se meio tonta. De 5 às 8. Arrumou as coisas assim na base do mais ou menos.Texto para a questão 22: “A garota-propaganda. muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã. Foi botar na boca e ver logo que era leite em pó. Já eram quase três da matina. Mas note bem. a jurar que a liquidação anunciada era uma ma-ra-vi-lha. e foi até a cozinha tomar um copo de leite. o teleteste que distribui brindes para você. vai poder dormir um pouquinho. Stanislau. Foi quando o relógio despertador começou a tilintar irritantemente. tudo conjugado. quarto. no departamento comercial da televisão. que não enruga nem encolhe. Estremunhada. e procurou o vestido verde que comprara no Credifácil. fez todas as coisas que precisava fazer em uma velocidade espantosa e entregou-se ao suplício de almoçar com o diretor de TV. UnB-DF A partir da leitura compreensiva do texto. que deixa saudade. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. que tivera de agüentar a cantada de um patrocinador de programa (Agência Galo de Ouro — quem não anuncia se esconde) que prometera um cachê melhor. Ah… que agradável sensação de bem-estar! Depois do banho. Finalmente.’” PONTE PRETA. ( ) Quando não estava em frente das câmaras de televisão. Aceite o meu conselho e vá verificar pessoalmente. quitinete e área interna. decorar outros textos. decorando textos. tome de sorriso na frente da câmara. boxe. E. um lindo móvel que ocupa muito menos espaço em sua residência. ( ) A garota-propaganda. tinha de almoçar com um diretor de TV. com Pulvolaque se faz.

mas não podem escapar de seus pecadilhos e prevaricações. para a grandeza de homens e mulheres. 26.Interpretação de texto II Avançar . c) pela incoerência. Mais espaço entre as poltronas. você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld. e) expressões em inglês. O Estado de S. Além disso. só NÃO ocorre o uso de a) termos técnicos.” SEREZA. Fuvest-SP Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio. e) Os pequenos erros são inevitáveis para a grandeza de homens e mulheres. a) Os pequenos erros são inevitáveis e essenciais para a grandeza de homens e mulheres. da radioatividade natural e da história da ilha baiana para defender uma tese: a de que homens e mulheres podem ser igualmente grandes em suas realizações e virtudes. 16/7/2000. Fuvest-SP Neste anúncio. b) pelo sentimentalismo. Business Intercontinental da Iberia. H. não contribuem para a grandeza de homens e mulheres. se se querem grandes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) Ainda que os pequenos erros sejam inevitáveis. a imagem fotográfica associa-se mais diretamente à palavra sorria e à expressão a) “mais de 300 salas VIP”. 25. D. Viajar virou sinônimo de relaxar. Paulo. e) “programa de milhagens”. mas não essenciais. Caderno 2/Cultura. e) pelo sensacionalismo. c) apelo direto ao leitor. d) enumeração acumulativa de vantagens. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente. Fuvest-SP No mesmo anúncio. b) “acumular e utilizar pontos”.23. Sorria.” GABARITO 24. a relação entre o texto verbal e a imagem fotográfica caracteriza-se principalmente a) pelo sarcasmo. Texto para as questões de 24 a 26: 12 “Business Intercontinental da Iberia. d) Não são os pequenos erros que tornam homens e mulheres grandes em suas realizações e virtudes. c) “Mais espaço entre as poltronas”. ITA-SP Assinale a opção que melhor traduz o trecho em destaque do texto abaixo: ”O novo livro de Ubaldo pode ser visto como um belo exercício de retórica. Utiliza-se de Itaparica. b) Os pequenos erros são importantes. d) pelo humor. d) “aeroportos no mundo todo”. b) trocadilhos.

anual ou vitalício). d) baixo custo. as crianças). c) presença funcional de um slogan curto. Fuvest-SP No texto encontram-se as seguintes estratégias de persuasão: a) recurso à complementação de sentido pela relação entre texto verbal e imagem. grande número de postos de venda/contratação. b) uso sistemático da linguagem denotativa. possibilidade de escolha quanto à duração do plano (mensal. mensal ou anual. 13 27. recorrência no uso da hipérbole e da metáfora. b) “menos trabalho do que trocar um bebê”. baixo custo e facilidades de pagamento. preço acessível. c) preço acessível. você faz um seguro de vida que pode durar sempre. e) garantia de a indenização ser vinculada a inventários. predomínio de verbos no futuro do indicativo. garantia de agilidade e segurança na indenização. opção pelos verbos no modo imperativo. é só ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite. você escolhe a forma de pagamento. Porque quem é louco por alguém. tirou seu sossego e ainda vive nos braços da sua mulher? Então faça um Itauvida. o SOS Seguro Itaú é como um pediatra: sabe tudo. e) “alguém que não sabe nada sobre segurança”. seleção de imagens sensacionalistas para mobilizar a emoção do leitor. apelo direto ao leitor pelo uso repetido do pronome “você”. desobrigação da realização de exame médico prévio. serviço de informações 24 horas. apelo à sensibilidade do leitor. definição e explicitação do público-alvo (no caso. facilidade de pagamento. Porque o Itauvida dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta). enumeração acumulativa das qualidades e vantagens oferecidas pelo produto. Fuvest-SP A única alternativa em que aparece um trecho do texto que NÃO remete ao campo semântico mais diretamente sugerido pela fotografia é a) “o SOS Seguro Itaú é como um pediatra”. 29. escolha da forma de pagamento. são vantagens de quem adquire o seguro anunciado: a) dispensa de exame médico pré-contratação. Fuvest-SP Segundo o texto. d) “deixar essas coisas para amanhã”. Pelo contrário: suas garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo. desvinculação entre indenização e inventário. comparação com produtos similares. além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado. b) débito automático em conta para correntistas de diversos bancos. Procure o seu corretor ou uma agência Itaú e faça hoje mesmo o seu Itauvida. com todos os valores do seguro atualizados pelo TRD. e) presença de verbos no modo imperativo. opção dupla para a forma de pagamento.” Texto publicitário produzido pela Agência DM9. Um Itauvida não rouba suas noites de sono. repetição exaustiva do nome do produto.Interpretação de texto II Avançar . possibilidade de o segurado vincular eventuais dívidas a seu inventário. e o débito é automático para os correntistas do Itaú. d) apresentação das vantagens oferecidas pelo produto. Precisou de ajuda. E para esclarecer suas dúvidas. 28. E dá menos trabalho do que trocar um bebê. c) “equivalente a um pacote de fraldas descartáveis”. criativo e de fácil memorização. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . não é louco de deixar essas coisas para amanhã.Texto para as questões de 27 a 29: “Uma pessoa que não sabe nada sobre segurança convenceu-me a fazer um Itauvida Responda sinceramente: você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa. Por uma mensalidade equivalente a um pacote de fraldas descartáveis.

e) IV. “UTI-Móvel sofre acidente/Veículo-ambulância usado em socorro atropela ciclista O acidente envolvendo a nova UTI Móvel da PRF (Polícia Rodoviária Federal). c) III. b) I. Os danos na UTI Móvel foram de pequena CARRO da PRF mata ciclista e fica bastante monta. I. o pára-brisa ficou quebrado. agora. Pelotas-RS Leia o texto a seguir (Diário Popular. como as que seguem. também. II. Há muitas informações sobre a ambulância. II. relatório e fotos do acidente. II. III. As demais unidades da frota da PRF dispõem de equipamentos para o transporte de feridos. O texto permite-nos inferir que provavelmente um policial rodoviário estivesse conduzindo o veículo. morrendo na hora. IV. I. IV. III. U. informou o inspetor Carlos Alberto Bahr Fernandes.30. mas as demais unidades da PRF estão em condições de transportar feridos. O texto refere-se a um acidente que envolveu a nova UTI Móvel da Polícia Rodoviária Federal e um ciclista. dos itens mais explícitos aos menos explícitos. III. atropelado pelo veículo enquanto transitava no quilômetro 512 da BR-116. I. 8/6/1999). É o procedimento adotado neste tipo de situação. II. O texto acima comporta leituras. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . No texto fica implícito que o motorista não ficou ferido. ou seja. que resultou na morte de um ciclista sexta-feira à noite. IV. Segundanificado do o policial rodoviário. III. d) II. a ambulância não será usada em serviço. a ambulância não será usada em serviço. dentre tantas outras possíveis. O conserto. um ciclista atravessou a pista e foi colhido pelo carro. IV. danos de pequeno valor no veículo. II.” 14 Quando lemos um texto. resultará em inquérito para averiguar as circunstâncias do caso. que morreu vítima do atropelamento. a ordem seria: a) I. em conseqüência do acidente.Interpretação de texto II Avançar . houve. do nível de leitura menos profundo ao mais profundo. I. A matéria não coloca a vida humana em primeiro lugar. O texto foi construído para informar que a nova UTI Móvel da PRF ficou danificada em acidente. A ambulância havia sido acionada para atender a acidente no quilômetro 524. na parte dianteira do veículo. mas da vítima não sabemos sequer o nome: é apresentada apenas como ‘um ciclista’. F. III. Por enquanto. IV. No deslocamento. podemos fazer leituras com diferenciados graus de profundidade. dependerá de autorização do comando. que receberá. Em virtude do acontecimento. Se reordenássemos os itens acima expressos.

também é segura. dê.5) e “cloaca” (v. 15 A partir das informações do poema acima. o melhor a fazer com o Kursk é deixá-lo onde está: no fundo do oceano. e os primeiros testes apontam para isso. São Paulo: Duas Cidades. (01) Em A informação há uma remissão para um dado que está fora do texto. principalmente. uma propaganda encomendada para divulgar as qualidades do principal produto de uma fábrica de refrigerantes. 1950-1960. Augusto e CAMPOS. o ideal é não mexer na carcaça naufragada. Uma operação de resgate. 108 metros. porque é impossível ocorrer vazamento de radioatividade. o que provocaria vazamento perigoso para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente. CAMPOS. originalmente.2). do ponto de vista ambiental. Coca-Cola. Há lixo nuclear suportável em águas bem mais rasas. ( ) Pode-se inferir que o texto foi. além de muito cara. 52. é arriscada: o submarino pode rachar no processo. 85. Nesses lugares não foram detectados traços perigosos de radiação. p. como resposta.Interpretação de texto II Avançar . Décio. In: PIGNATARI. ( ) Uma síntese possível do texto é Beba coca. (32) O adjetivo perigosos deixa subentendido que existem traços de radiação. 2ª ed. Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos. babe cola e excrete caco pela cloaca. (04) A informação triste para os parentes significa que o não resgate dos corpos é necessário para o bem comum. A profundidade em que se encontra a embarcação. Unb-DF “beba babe beba babe caco cola coca coca cola cola cola caco cloaca” PIGNATARI. Haroldo de. A razão é simples. p. a até 20 metros da superfície.7) têm em comum um sentido negativo. Décio. desejada pela opinião pública e. (64) O pronome isso retoma a idéia de que há vazamento de radiação vindo dos reatores do Kursk. IMPRIMIR Em relação ao texto. ( ) O poema foi construído a partir de alterações semânticas decorrentes de inversões fônicas de um grupo pequeno de fonemas. retirado da Revista Veja. (02) A carcaça do Kursk não será uma preocupação constante para o governo russo. 32. Desde que não haja vazamento de radioatividade vindo dos reatores do Kursk. Unioeste-PR “O destino do Kursk A informação é triste para os parentes dos marinheiros. “caco” (v. o que se sobrepõe às expectativas dos parentes. (08) O conector desde que impõe uma negação do que foi dito anteriormente. 1975. A conclusão segue as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica e baseia-se em estudo realizado com outros dejetos nucleares que repousam no fundo de mares árticos. agosto de 2000. Voltar Língua Portuguesa . pelas famílias das vítimas. a soma das afirmações corretas. mas.31. (16) A expressão além de muito cara é um argumento a mais para contrariar a solicitação de retirada dos corpos. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. ( ) Os vocábulos “babe” (v.” GABARITO Fragmento de texto.

entra em colapso. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Veja. Se a geração de energia não for suficiente. Texto para as questões 34 e 35: “O Brasil precisa arrumar novas fontes de energia para ver a luz no fim do túnel A relação entre crescimento econômico e energia é direta. Nós. copiaram e discutiram.” RAMIRO. Edgard. essa taxa no Brasil era de 5%. O sistema brasileiro opera próximo ao limite da capacidade instalada. A prova de que há uma certa angústia no ar em relação ao suprimento energético é a atitude dos grandes consumidores. não um colapso na geração. a magia de tentar entender este Criador: o espírito da floresta. Há um cálculo mundial para detectar a probabilidade de um país ficar no escuro. p. Rio de Janeiro: Garamond. Lá. não temos academia de ginástica. Desde que o preço do petróleo começou a subir teimosa e implacavelmente. é correto concluir que. Cada um deles está em busca da chamada luz no final do túnel. os seres humanos. 2000 (com adaptações). É difícil prever por quanto tempo a humanidade poderá contar com o fornecimento de petróleo a um custo compensador. no ano passado. pois o consumo doméstico é irrisório no cômputo geral. em termos de vida. quem realmente precisa aprender com os indígenas é a “ciência do homem branco”. a magia da vida. no sentido de mostrar que a ciência do homem branco precisa conversar com a ciência indígena. Saberes globais e saberes locais — o olhar transdisciplinar. o país não pode crescer. Ou seja. Simples assim. nunca tivemos a oportunidade de contar e de compartilhar o que significa para nós esse patrimônio. Se ela faltar. em geral. Subiu para 15% no início de 2000 e deve chegar a 20% no fim do ano. que estão nas mãos de um número reduzido de controladores e que ninguém sabe por quanto tempo serão suficientes para suprir as necessidades globais. a economia pára. os índios.Texto para a questão 33: “Idéias sustentáveis A biodiversidade. que estamos cuidando deste patrimônio ao longo do tempo. a alimentação e. Quando falta luz em casa. ( ) Infere-se do texto que viver de acordo com o movimento do dia e da noite deu origem a academias de ginástica para emagrecer. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. Queremos dizer isso a vocês. o motivo é uma falha nas linhas de transmissão. o país tem sete vezes mais possibilidade de sofrer com a falta de energia do que seria aceitável. que não está nas terras indígenas no momento da fala. contraria os hábitos das colônias indígenas remanescentes no território nacional. lá. Estes podem compreender e transformar aquelas plantas no nosso sustento. comum entre os vikings. o mundo parece ter atentado para o problema da extrema dependência em relação a poucas fontes de energia. do dia e do tempo. 16 33. ( ) o culto do corpo são em mente sã. No que diz respeito ao petróleo. há plantinhas e árvores grandes. no canto das terras indígenas. no meio do mato. O índice internacionalmente aceitável é de 3%. Dificilmente a falta de energia atinge as pessoas diretamente. mesmo com novas tecnologias de extração sendo desenvolvidas a cada dia. as olhemos e dali tiremos a água. Em 1997. são todas meio improvisadas as estimativas a respeito das reservas. as águas doces estão todas nas terras indígenas. Lá não temos problema de emagrecer. uma nação está segura quando há três chances em 100 de faltar energia. UnB-DF Com referência às idéias do texto e sua relação com outras áreas do conhecimento. Tudo é feito de acordo com o movimento da noite.Interpretação de texto II Avançar . principalmente (o que às vezes vocês não percebem). O que pesa são os gastos industriais. Muitos pesquisadores já foram a nossas aldeias. ( ) Pelo segundo período do texto. o remédio. Em energizês. com uma pequena margem de sobra. estudaram. pelo foco do silvícola. 6/9/2000. o espírito da sabedoria com quem os pajés podem conversar. Denise. 135 (com adaptações). para que nós. Em nossas aldeias. da capacidade de produção e do crescimento do consumo. na opinião do autor. ( ) O texto é narrado em primeira pessoa.” MORIN.

para uma população estimada em 167 milhões no final de 2000. ( ) No período final. Me disseram. ( ) O tom de preocupação acerca do tema e a redação de trechos como “Simples assim” e “busca da chamada luz no final do túnel” indicam que a linguagem predominante no texto é a coloquial. Deus esteja.” 17 GABARITO IMPRIMIR Assinale a afirmativa correta em relação ao trecho. Mesmo que. gosto. desde mal em minha mocidade. c) A interpretação do interlocutor sobre os tiros está equivocada. 36. Alvejei mira em árvores no quintal. Causa dum bezerro: um bezerro branco. O senhor tolere. arrebitado de beiços. sobre a qual o narrador e o ouvinte estariam conversando. ( ) As porcentagens no primeiro parágrafo permitem afirmar que. Vieram emprestar minhas armas. Daí. b) As palavras do narrador indicam que o “senhor” compreendeu adequadamente o ocorrido. pois aquilo que ele pensou não poderia ocorrer no sertão. ( ) O termo “energizês” é uma criação vocabular formada a partir de energia para designar a linguagem técnica internacional do setor da Bolsa de Valores de São Paulo que trata da economia de energia. instantaneamente — depois. “— Nonada. o pronome “ela” pode referir-se tanto a “energia” como a “geração”. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade. esse figurava rindo feito pessoa. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. cara de cão: determinaram — era o demo. vieram me chamar. UnB-DF A propósito das idéias e expressões do texto. Cara de gente.34. então. se em 1997 a população brasileira era de 140 milhões de habitantes. e com máscara de cachorro. erroso. Não tenho abusões. os tiros sempre indicam que houve morte de homens. e) Para o narrador. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. o texto argumenta contrariamente ao princípio da Física segundo o qual energia não pode ser criada. Voltar Língua Portuguesa . Por meu acerto. Mataram. a falta deverá atingir 33.Interpretação de texto II Avançar . UFRS Leia o trecho abaixo de Grande Sertão: Veredas. pois o país conta com potenciais energéticos imensuráveis. ( ) As idéias do texto permitem inferir que os colapsos na geração de energia estão relacionados ao consumo industrial. isto é o sertão. ( ) Devido a novas tecnologias. significando solução para o problema. no baixo do córrego. d) O aparecimento do bezerro com máscara de cachorro não causa estranhamento entre os sertanejos. a expressão “luz no final do túnel” foi explorada duplamente: com o sentido conotativo. com referência à luz como energia luminosa. se vai ver se deu mortos. a) “Nonada” remete a uma situação anterior. Povo prascóvio.4 milhões de pessoas. a situação brasileira é altamente favorável. primeiro a cachorrada pega a latir. cedi. mas apenas transformada. Todo dia isso faço. ( ) No terceiro período. pressuposta no início do romance. 35. de Guimarães Rosa. ainda não-explorados. UnB-DF No que se refere às idéias do texto e sua vinculação com outras áreas do conhecimento. ( ) Ao mencionar “a geração de energia”. e denotativamente. os olhos de nem ser — se viu —. havia chance de faltar energia para 7 milhões de pessoas. Dono dele nem sei quem for. eu não quis avistar. por defeito como nasceu.

UFGO O trecho abaixo. foi publicado na TVFolha. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos.0 L High Output. 38. UFMT Com base no texto acima. ( ) sobressai. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . um tipo de ordenação muito utilizado nos textos jornalísticos: a ordenação por contraste de conceitos. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. no interior do país. duplo air-bag. demasiadamente popular.400 O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. é possível afirmar que ( ) prevalece.” GABARITO Veja. de Alcino Leite Neto. então predominantemente rural. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. A vida moderna em favor da vida de verdade. 11/10/98. Ele tem motor 4. de 30 jul. CELULAR. Jeep Grand Cherokee. no fragmento. a televisão esteve associada a privilégio de classe é demonstrado por meio de um tipo de ordenação: a enumeração de fatos. reacionário ou malfeito é apenas popular. mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média. consideradas num certo período e em determinado lugar. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão ‘Up Country’ para você chegar onde ninguém chegou. no fragmento. apenas os mais ricos possuíam um televisor.37. No início da década de 60. a especificação de conceitos. A partir de R$ 55. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. ( ) a ordenação por tempo e espaço favorece um raciocínio que opera com noções de transformação e mudança. A televisão foi implantada no Brasil em 1950. julgue os itens que seguem como verdadeiros ou falsos: ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. 2000.Interpretação de texto II Avançar . ( ) o argumento de que. já que o autor define a TV como um meio de comunicação demasiadamente popular. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. Jeep Grand Cherokee.” 18 A respeito da forma de ordenação de idéias empregada pelo autor. “Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso. Texto para a questão 38: “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. Jeep® Só Existe Um. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir dela. no Brasil.

espaço. cortina. Bandeja. espuma. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. caixas de entrada. cigarro. caixa de fósforos. papéis. papel e caneta. lenço. documentos. relógio. meias. evidenciando que o personagem vive uma vida tediosa e aborrecida. canetas. de G. não consegue adaptar-se à mediocridade que caracteriza a vida dos seus semelhantes. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. calça. 1995. calça. Dê. marcado por uma das características fundamentais do romantismo: a solidão do homem que. revista. sabonete. vales. sabonete. espaço. talheres. Creme para cabelo. folheto. Escova. (16) Trata-se de um texto em prosa em que a construção do personagem não permite uma universalização da experiência por ele vivida. descarga. esclarecendo o título do texto. caneta e papel. caneta e papel. cigarro. giz. copos. cigarro. construídas por meio do uso exclusivo de substantivos. guardanapo. Vaso. a explicação do comportamento humano baseada na idéia de que o homem é um produto do meio em que vive. fósforo. escova. xícara. creme de barbear. Cigarro e fósforo. gilete. jornal. espátula. Cigarro e fósforo. marcado por uma das características fundamentais do realismo do século XIX: o determinismo social. poltrona. Mesa. cigarro. talheres. Cigarro e fósforo. marcado por uma das características fundamentais da arte moderna e contemporânea: a pesquisa de novas formas de expressão estética criadas a partir do experimentalismo lingüístico. telefone. níqueis. Provas disso são. fósforo. xícara e pires. bule. maço de cigarros. Poltrona. telefone. bloco de papel. vaso com plantas. revista. água. papéis. Pia. J. Cigarro e fósforo. Cueca. fósforo. Prova disso é o fato de que importa menos a forma pela qual são construídos os elementos da narrativa (personagem. Mictório. pratos. Quadros. (64) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a repetição e a metonímia. etc. como resposta. tempo. Mesa. gravata. Táxi. 71. copo de papel. cartaz. vaso. convertem-se no seu contrário. descarga. Abotoaduras. Mesa e poltrona. caneta. Prova disso é que o que se destaca são os sentimentos do personagem. In: LADEIRA. Coberta. papel e caneta. Relógio. cadeiras. paletó. (04) Trata-se de um texto em prosa. marcada pela solidão e pelo automatismo. pente. Televisor. caixa de fósforos. espuma. Xícaras. fósforo. pia. garrafa. limitada à rotina da polaridade casa-trabalho. telefone. xícara. Contos brasileiros contemporâneos. fósforo. (02) Trata-se de um texto em prosa. a falta de nome próprio e de descrição física do personagem. Escova de dentes. telefone. talheres. guardanapos. lápis. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . fotos. papéis.Interpretação de texto II Avançar . no caso. água. exemplificado pelo escritório da agência de publicidade em que trabalha e pela classe social a que pertence: a classe média. cadeiras. caneta. livro. camisa. cueca. Prova disso é o fato de que as ações e a situação dramática. cama. espuma. cigarro. copo com lápis. “Circuito fechado Chinelos. camisa. travesseiro. água. telefone. Chinelos. prato. copos. Prova disso é que todos os elementos da narrativa (personagem. Papéis. Jornal. pastas. sapatos. tempo. guardanapo. (08) Trata-se de um texto em prosa em que as ações e a situação dramática são reduzidas ao contato com objetos do cotidiano. Poltrona. pratos. toalha. etc. cadeiras. toalha. bilhetes. xícara. Cigarro. caixa de fósforos. xícara pequena. Mesa. que exerce uma função criativa. fósforo. pasta. Carro. por exemplo. papel. sapatos. cigarro. papel. meias. creme dental. Quadros. quadros. esboços de anúncios. relógio. papéis. (32) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a antítese e a metáfora. papéis. cadeira. Água. p. água fria.39. São Paulo: Moderna. telefone. cartas. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. Prova disso é o fato de que a primeira contrapõe a rotina massacrante do trabalho à imprevisibilidade característica da vida doméstica. água. no isolamento de sua casa e do escritório da agência de publicidade em que trabalha. água quente. prova de anúncio. provavelmente artística. cheques. E. Tal isolamento é necessário para que o personagem desenvolva suas idéias e realize as suas obras. Maringá-PR Leia o texto a seguir e assinale o que for correto. chaves. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. cavalete. bloco de notas. de saída. singular e diferenciado dos demais. creme dental. cinzeiro. pincel. 19 (01) Trata-se de um texto em prosa.) do que a determinação que o personagem principal sofre do meio social. U. cadeiras. abotoaduras. água. carro.” RAMOS. Ricardo. projetor de filmes. Prova disso é o fato de que a primeira enfatiza a idéia de rotina. papéis. externo. Pasta. cinzeiros. Carteira. água. Mesa. gravata. evidenciando a passividade (não-ação) e a desumanização do personagem. relatórios. pia. Mesa e poltrona. fósforo. pijama.) são construídos a partir do uso exclusivo de substantivos. quadro-negro. pasta. notas. Maço de cigarros. chinelos. Maço de cigarros. memorandos. Paletó. a soma das alternativas corretas. telefone interno. agenda. copo.

p. 1.Texto para as questões 40 e 41: “Escola Pública e Demagogia O Senado acaba de reservar 59% das vagas das universidades públicas para estudantes que fizeram seus cursos fundamental e médio apenas nas escolas públicas. o enunciador constrói argumentos que se apóiam em comprovações que. 53% estão atrasados nos estudos. Os ainda poucos brasileiros que chegam ao ensino médio público estudam em escolas cujo nível claramente se degrada. Alguma aritmética pode dar ainda a medida da inocuidade do projeto de cotas. em idade de estudar no ensino médio. Reservar cotas para estudantes do Estado não ataca o problema. 2. Na justificação do projeto senatorial. 20 GABARITO 40. Há 20 anos eles foram 57%. num processo decrescente vão reafirmar. deve ser excluído? É uma minoria seleta de grandes escolas privadas que coloca seus alunos nas melhores universidades. a oposição estabelecida nos dois primeiros. 27% dos novos alunos da USP vieram de escola pública. Em 1999. Apenas 45% dos alunos das universidades federais viriam de escolas públicas.000 o número de alunos de escolas públicas na USP. podemos afirmar que ( ) a palavra demagogia. mas pode reservar votos para os defensores de tal projeto. cursaram o ensino médio. Mas apenas esse argumento não mostra quão desinformada é a atitude dos que defendem tal medida. São poucos os de fato pobres que furam a barreira da ‘discriminação’. Paulo. aumentaria em 7. ( ) nos cinco parágrafos entre o início e a conclusão do texto. permite-nos estabelecer a oposição “democracia versus demagogia”. Mesmo assim. a partir do segundo. como justifica o projeto do Senado. Os senadores poderiam até acenar com dados de duas das melhores universidades do Brasil. ainda assim ela não basta para pagar mensalidades de escolas de elite. Parece evidente que o enfoque sério do problema deve ser o da melhoria da educação pública. IMPRIMIR ( ) a frase “Reservar cotas para estudantes… pode reservar votos para os defensores de tal projeto” (último parágrafo) é sinônimo de democracia. A reação imediata diante desse tipo de iniciativa é lembrar aos parlamentares que universidade é centro de excelência. cujos pais têm boa formação educacional. auxiliam as escolas até com dinheiro e participam da comunidade escolar. na Unicamp e nas instituições federais que matriculam por ano 107 mil novos alunos. UEGO A partir da leitura do texto. eles eram 32%. começa construir a oposição ao que foi afirmado. uma vez que a escola pública concretiza o termo democracia. uma vez que são elas que lhes renderão votos nas urnas. no parágrafo final. em escola do Estado. Um exame em detalhe da questão revela as inconsistências do projeto. vestibulandos bem-sucedidos de escolas públicas cursaram estabelecimentos que muitas vezes estão em bairros de classe média. alega-se que a lei é ‘medida de ação afirmativa’ que quer ‘atenuar a discriminação imposta às camadas mais pobres’. USP e Unicamp. De resto. ( ) falta vontade política para a solução de problemas cruciantes da sociedade brasileira. Apenas 25% dos brasileiros. Com a nova lei. Por que as vagas serão reservadas apenas aos que fizeram integralmente seus estudos na escola pública? Quem a duras penas teve estudos pagos por um ou dois anos em uma barata e ineficaz escola privada. ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo e já. presente no título. Vale lembrar ainda que são 5 milhões os que cursam o ensino médio público. 20% dos estudantes da Unicamp provêm de famílias com rendimento inferior a dez salários mínimos. em 98. nas quais apenas 25% dos aprovados no vestibular. de formação dos melhores e mais capacitados quadros do país. Embora a grande maioria dos brasileiros tenha renda inferior a essa. que há aos milhares. Voltar Língua Portuguesa . Resta a aprovação da Câmara para que a criação de cotas no ensino superior e uma benevolência demagógica se tornem lei. justificam. estão em escolas desse nível de instrução.” Folha de S. ademais se considerada a ambição de propósitos senatoriais.Interpretação de texto II Avançar . de resto em detrimento de estudantes mais preparados. Há cinco anos. Cad. Segundo o Mec. pois os políticos só se interessam por soluções paliativas e que provocam impacto. 05/09/99.

UEGO Em relação à estrutura e ao conteúdo dos parágrafos. de acordo com a leitura. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. ( ) Cada país membro encarrega-se. como a realização dos postulados da justiça social’. ( ) Infere-se que se estabele uma diferença entre liberdade política e liberdade de espírito. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. temos uma primeira oposição ao proposto no primeiro e uma introdução ao terceiro. 42. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. uma vez que sua conclusão é incontestável.Interpretação de texto II Avançar . comprovando o caráter demagógico da medida. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. como tal.E.Superior de Brasília-DF 21 “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. Colômbia. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos.” GABARITO IMPRIMIR Julgue os itens a seguir. ( ) no último parágrafo. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. 1948). no interior de suas fronteiras. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. quinto e sexto parágrafos são fornecidos detalhamentos da afirmação feita no terceiro e esses detalhamentos contribuem para dimensionar a inocuidade do projeto. ( ) no segundo parágrafo. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. ( ) no quarto. fatores de coesão textual. conseqüentemente. esclarecendo e conquistando a adesão do leitor às suas idéias. no livre exercício de suas próprias soberanias. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. ( ) Infere-se que os direitos configurados na Carta Internacional de Garantias Individuais sofrem alguma espécie de limitação. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. o enunciador apresenta os argumentos de seu opositor. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. Além disso. de velar pela observância das normas criadas internacionalmente. pode-se afirmar que: ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo. compreensão e interpretação textuais: ( ) Desses. a resolução sobre ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. I. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de que a proposta não chegue a ser lei. o autor apresenta a degradação crescente do nível de ensino da escola pública. mas também ‘com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. Voltar Língua Portuguesa . esses são anafóricos e. ( ) Os membros da OEA se obrigam a seguir as normas de promoção e proteção dos direitos do homem. ( ) no terceiro parágrafo.41.

basta terem o poder. Gosto das pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas’. Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. mostro como atacar saindo das sombras. fodidos e oprimidos”. exterminar indivíduos e organizações odiosas. o referido Manual é escrito para as pessoas que têm poderes — como financeiro e político — e apresenta métodos para destruir aqueles que não têm esses poderes. percebe-se. sem interrompê-lo. que significa “gabar-se. ( ) No fragmento em análise. na verdade. dente por dente”. fodidos e oprimidos. levantou-se e. companhias de cartões de crédito. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. virando sua enorme cabeça de cabelos encarapinhados. o qual se constrói com uso do discurso direto. ( ) Em “Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. os verbos em destaque exercem a função sintática de predicativo do sujeito.Interpretação de texto II Avançar . mas admite a possibilidade de o livro ser escrito futuramente. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. há a mistura dos dois níveis de linguagem: o formal e o informal. introduz o pressuposto de que Nariz de Ferro não escreveu o Manual. depois do verbo por anteceder a preposição “para”. de linhas perfeitas. eu disse. Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados.Católica-GO Levando em consideração as relações de sentido na construção do texto. a intromissão do narrador apresenta sutilmente uma característica negativa do caráter da personagem. 44. O nível formal evidencia-se pela predominância de uma construção sintática adequada à norma padrão. qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros. ( ) No fragmento em análise. de acordo com a regra de colocação pronominal. com relação ao modo de narrar. ( ) De acordo com a fala da primeira personagem. U.Texto para as questões 43 e 44: “(…) Eu deixara o visitante falar. ( ) O uso da palavra “ainda”. o verbo “deixara” poderia ser substituído por seu correspondente composto. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. ( ) Em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. mas também das que ainda pretendia fazer”. desmoralizar. pela presença de alguns vocábulos mais utilizados na linguagem oral. (…)” 22 43. ( ) O pronome “me” em “Em me preparei para enfrentar a adversidade” teria de vir. exibiu o perfil para mim. mais utilizado na linguagem oral: Eu tinha deixado o visitante falar… IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) Em “Eu deixara o visitante falar…”. o nível informal. em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito.Católica-GO Com base na construção e organização gramatical do texto. o proprietário senhorio. mas também das que ainda pretendia fazer. arruinar. os nossos inimigos podem ser pessoas ou instituições. a loja comercial. aniquilar. o predomínio do diálogo. que era um anão. ( ) O período “Nariz de Ferro. ‘Eu me preparei para enfrentar a adversidade. a presença de um narrador personagem e. companhias de serviços públicos. Ensino a técnica adequada para devassar. com relação ao modo de citação do discurso. que era um anão. seja ele quem for. U.” não teria o sentido de contraposição alterado. ( ) De acordo com o texto. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. como atormentar e destruir sem misericórdia. bancos. mas também das que ainda pretendia fazer. os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo. minuciosa e sistematicamente. que era um anão. era um pouco mais negro do que o rosto. nunca foi escrito. imposto de renda.) ‘Está enganado. se fosse assim reescrito: Nariz de Ferro. a polícia. forças armadas. (Esse livro. Seu nariz imenso. levando-se em consideração outras informações contidas no texto. Nele descrevo. Pela sua cara vejo que não gosta de mim’. vangloriar-se”. é ambíguo e provoca um efeito de sentido que permite uma referência tanto a aspectos psicológicos quanto físicos. embora tivesse a postura de um gigante presunçoso… ( ) O vocábulo “altura” em “Gosto de pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas”. Essa afirmação é reforçada por meio do vocábulo “jactar-se”. Nariz de Ferro. ( ) À fala de Nariz de Ferro aplica-se a conhecida expressão “olho por olho.

”. ( ) O imperativo do verbo “imaginar” e o pronome “seus”. ( ) Em “Aqui diz que as pessoas que passam…”. como pronome relativo. percebe-se uma referência explícita às variedades lingüísticas em nosso país. dividindo a língua em dois registros: o falado e o escrito. ( ) Em … “até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. ( ) O emprego do acento grave em “conectadas à Internet” está adequado por ter a palavra — “Internet” — sido considerada do gênero feminino em língua portuguesa. louro… Aqui diz que situação de crítica ao apeas pessoas que passam muito tempo conectadas à Internet go excessivo das pessoas acabam menosprezando seus ao mundo virtual e um laços de amizade… alerta em relação à utilização das informações que deveriam servir para colocá-las em sintonia com seu mundo real. ( ) A charge apresenta uma Imagina. 46. U. Uma feita era dia da Flor. U. A mocica fez ele parar e botou uma flor na lapela dele. em “Parava em cada vitrina”. “Macunaíma aproveitava e esperava se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. ( ) A expressão facial do internauta e outros elementos icônicos presentes na charge reforçam e exemplificam a mensagem verbal. 23 ( ) Em “se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. Macunaíma passeava e encontrou uma cunhatã com uma urupema carregadinha de rosas. festa inventada pros brasileiros serem caridosos e tinha tantos mosquitos carapanãs que Macunaíma largou o estudo e foi na cidade refrescar as idéias. Macunaíma. ( ) A referência à festa da Flor configura-se no texto como uma crítica ao sentido capitalista da criação de determinadas datas comemorativas. de acordo com as normas da língua padrão.Católica-GO As proposições que se seguem referem-se ao texto. Julgue-as. Essa afirmação confirma-se nos dois últimos períodos do texto. ( ) Em “Foi e viu um despropósito de coisas”. o segundo “que” é pronome relativo e. Mário. ( ) A palavra “vitrina”. o brasileiro falado e o português escrito”. no texto verbal da charge. falando: Custa mil réis.45. exerce função sintática na frase em que aparece. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é de origem francesa e está grafada de acordo com a regra ortográfica vigente. o brasileiro falado e o português escrito. têm como referente um mesmo elemento nominal: a palavra “louro”. em contraposição ao conceito inicial dado à festa da Flor.Católica-GO Considere a charge que segue e julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas. fica clara a consideração e a amizade do internauta por seu animal de estimação.” ANDRADE. Parava em cada vitrina. o emprego dessa forma contraria uma característica do texto — a oralidade — uma vez que a forma utilizada na linguagem coloquial é vitrine.Interpretação de texto II Avançar . e examinava dentro dela aquela porção de monstros. “Uma feita era dia da Flor. tanto que até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. o complemento verbal refere-se aos dois verbos empregados: foi e viu. Foi e viu um despropósito de coisas. festa inventada pros brasileiros serem caridosos…” ( ) A mocica fez ele parar… O uso do pronome do caso reto como complemento não é adequado. Já sabia o nome de tudo. No entanto. observa-se uma intertextualização com a passagem bíblica referente ao Dilúvio. ( ) No texto.

Em São Paulo. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. mas possui significação. UEMS “Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. O mundo não é o que pensamos. a) b) c) d) e) o poema não é coerente. O orangotango é profundamente solitário. um poeta. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. Podemos inferir que: a) o governo da Bahia convenceu o governo do Rio Grande do Sul a deixar a Ford naquele Estado.Texto para as questões 47 e 48: “No Brasil. UEMS Na passagem A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. por isso a Bahia rouboulhe esta empresa. 26/04/2000. Veja. b) o governo da Bahia ofereceu mais incentivos à Ford. pois não possui “elos” entre um verso e outro. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. Macacos também preferem o isolamento. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. Anna Paula. 24 No fragmento anterior. companhias transnacionais. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. pois as frases estão soltas. Para as companhias. Desde 1990.” GABARITO IMPRIMIR Carlos Drummond de Andrade. e) o governo do Rio Grande do Sul não colocou guardas na Ford. c) o governo da Bahia trapaceou o governo do Rio Grande do Sul. 47. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos. ao construir um poema. não se preocupa com sua coerência. 49.” BUCHALLA. o poema não possui “elos” conectivos. existem colônias de franceses no Paraná. Andorinhas copulam no vôo. a mudança é um sacolejo completo na vida. o poema é coerente. graças à Renault. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. Das 500 maiores companhias transnacionais. c) empresas da Ford. Hoje. os versos do poema estão justapostos. mais de 400 estão instaladas no país. essa transferência representa um reforço na filial”. e isto garante a sua coerência. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. UEMS A partir da leitura do poema abaixo podemos afirmar: “Cobras cegas são notívagas. essa transferência representa um reforço na filial. d) empresas da Renault. Voltar Língua Portuguesa . e) companhias transnacionais. Para as companhias. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. b) mudança dos executivos.Interpretação de texto II Avançar . Para os executivos e a família. mudança dos executivos estrangeiros. 48. por isso esta empresa instalou-se lá. transferência dos brasileiros. os termos sublinhados referem-se respectivamente às seguintes passagens do texto: a) companhias transnacionais. d) o governo do Rio Grande do Sul não quis a Ford em seu estado. mudança dos executivos estrangeiros. transferência dos brasileiros. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford.

Hoje. Esperou o Carnaval. no Rio de Janeiro. UFPR No texto abaixo. estava viajando pelo interior paulista em 1976 quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara.50. A análise das marcas confirmou o seu palpite. → os répteis que habitavam a região. 1999. Talvez estejam sonhando. várias expressões retomam ou antecipam outras para conferir coesão ao texto. Marque a(s) alternativa(s) que aponta(m) corretamente essas ligações. Talvez não. Talvez não. para meter a picareta no calçamento e levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. o Eniac.” GABARITO 51. no futuro. e) a comparação entre o peso dos primeiros computadores do mundo e o dos computadores na atualidade. nos arredores da cidade. assinalando V (verdadeira) ou F (falsa).Interpretação de texto II Avançar . que o guarda até hoje. d) a possibilidade de que. em todos eles. 25 ( ) Ali estavam impressas pegadas de répteis… → lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. Unifor-CE O texto explora como idéia central: a) a incerteza que envolve o julgamento de alguns acerca da garantia dos cientistas a respeito dos robôs do futuro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . um dos maiores paleontólogos do mundo. um computador bem mais poderoso do que o Eniac cabe no bolso da camisa. em 1946. Ali estavam impressas pegadas de répteis que habitaram a região de Araraquara 180 milhões de anos atrás. Lembremos: quando um dos primeiros computadores do mundo. b) a crítica que considera tresloucada a previsão da revista Popular Mechanics em 1946.” Superinteressante. foi produzido. ( ) … quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. ( ) Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros… → rochas de uma pedreira. que o guarda até hoje. assim. que não seja possível sequer desligá-los. Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros do período jurássico. na época. como pensam alguns. c) a potência do computador de hoje. no Rio de Janeiro. a revista Popular Mechanics escreveu que a nova maravilha eletrônica tinha 18 mil válvulas e pesava 30 toneladas. um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens. que o guarda até hoje. Esse fato autoriza a reiteração da dúvida: estarão os cientistas sonhando? Talvez sim. que supera o Eniac. O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. → Rio de Janeiro. Texto para as questões 51 e 52: “Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas. Abril. → o interior paulista. um dos primeiros computadores do mundo. quando a cidade inteira estava muito ocupada em se divertir. ( ) Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. nos arredores da cidade. uma previsão tresloucada: ‘Os computadores do futuro talvez usem apenas mil válvulas e pesem em torno de uma tonelada’. ( ) O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. → o padre Giuseppe Leonardi. → pegadas de répteis. Leonardi explicou ao prefeito que precisava arrancar os trechos de calçadas com pegadas de dinos. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. assumindo. “A cidade das calçadas jurássicas O padre italiano Giuseppe Leonardi. Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade reparou em algo estranho. reparou em algo estranho. no Rio de Janeiro. todos os robôs venham a ser desligados. Mas o padre-cientista não se abalou. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. Ficou tão entusiasmado que até se esqueceu de ir ao dentista. As lajes tinham sido arrancadas das rochas de uma pedreira. fazendo o que pareceu.

na miséria e na desgraça coletiva. graças à aquisição dos requisitos indispensáveis — saúde. d) os defensores de uma falsa democracia. d) o computador é a expressão mais aprimorada do avanço da tecnologia. ao invés da opressão política imposta pelas elites. permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias. afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos. Note-se que isso não é uma vaga esperança: é uma realidade. Mas o fato é que (repita-se pela milésima vez) o regime cubano conseguiu o que nenhum outro tinha conseguido na América Latina: tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade. vive doente. para esses críticos eufóricos o que funciona é a ‘democracia’ brasileira.52. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) qualquer ameaça dos robôs do futuro ao homem será detida pelo simples gesto de desconectá-los. Parece que lhes dá prazer noticiar e comentar que falta alimento e roupa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) os entusiastas de um conceito superado de democracia. alimentação. Provavelmente. cinco séculos depois do Descobrimento. Fuvest-SP O autor identifica os opositores do regime cubano entre a) os membros da oligarquia cubana. mas se submetem a todo e qualquer tipo de ditadura. que só pode ser mencionada entre aspas. E mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. que impede o povo de superar a opressão social e política. a TV descrevem as dificuldades de Cuba. 26 53. Recortes. ele terá mostrado que o socialismo é possível nesta parte do mundo. c) ainda hoje há previsões tresloucadas a respeito dos computadores. Texto para as questões de 53 a 56: “Um triste espetáculo é a alegria feroz com que os políticos e cidadãos que se dizem democratas. Antonio. o rádio. e) robôs e computadores condicionam o poder da tecnologia. serve de boa massa para os demagogos elegerem quanto aventureiro consiga vender a sua deteriorada mercadoria política. Com certeza esperam que o regime odiado acabe na fome. na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime. cuja principal preocupação é gerar a instabilidade do regime socialista. b) a eficiência do computador independe de suas dimensões. c)“permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias” = possibilitando uma vida menos humanitária. mas cultivado e agravado a miséria de um povo que. não sabe ler. c) todos os que sentem prazer em derrotar o socialismo cubano. e) os cidadãos. portanto. políticos e jornalistas que se dizem democratas. Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona. d)“na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime” = em face da intuição de que o regime está perdendo força. a fim de pagar os sustos que deu. relativa equivalência de oportunidades. 54. Isso. e)“que só pode ser mencionada entre aspas” = cuja menção deve vir sempre ressalvada. segundo o qual as eleições consolidam o poder político do povo. tendo em vista a influência que já exerce em nosso país. Fuvest-SP Considerando-se o contexto em que aparece.Interpretação de texto II Avançar . pois tem não apenas mantido. os jornais. b)“tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade” = livrar o povo de quem o sujeita e fazê-lo crer na ilusão de que seja digno. a frase que está reconstruída de modo a preservar seu sentido é: a)“Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona” = pressupõe-se que essa atitude implique o funcionamento do socialismo. sofre todas as privações e.” CANDIDO. a bicicleta substitui o automóvel. quando as classes dominantes não resolvem salvar a pátria por meio do singular instrumento ‘democrático’ que são os golpes mais ou menos militares. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais.

tendo em vista o bem da sociedade em geral. terá mostrado que o socialismo é possível. II.’ Esse ‘apetite social’ é raríssimo entre os nossos homens ricos. e) a ambição de possuir sempre mais. não se contentam com belas casas. além daquilo que já faz parte de seu patrimônio. A veracidade das informações de que em Cuba “falta alimento e roupa. Unifor-CE A expressão “apetite social” significa. II. deve-se à convicção de que eles avaliam com pessimismo as possibilidades da democracia no Brasil. os elementos sublinhados indicam a preocupação do autor em manter sua objetividade diante dos dados que analisa.55.. que passou a vida lutando. Ele nos fala de alguns homens ricos: ‘Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida — homens como Ruskin. está correto somente o que se afirma em a) I.’ Quem escreveu isso não foi nenhum de nossos estimados agiotas. Em relação ao texto. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações: I.. e) I. não apenas o daqueles mais ricos. E nossos homens de governo têm uma pasmosa desambição de governar. e se chamava Bernard Shaw. para alguns homens: a) o usufruto de uma condição econômica bastante favorável. Vejam que país. III. d) I.Interpretação de texto II Avançar . Fuvest-SP No terceiro parágrafo. b) II. II. no texto. a lavadeira cheira a gim. Voltar Língua Portuguesa . GABARITO 57. c) III.” Rubem Braga. Foi um homem que a vida inteira viveu de seu trabalho.. b) uma preocupação mais ampla. a não ser ‘social’ seja tomado no sentido de ‘mundano’. mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. a bicicleta substitui o automóvel” é contestada pelo autor. a seu modo. Não era um cínico. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. a costureira é anêmica. atribuída a “esses críticos”. Nas expressões “relativa equivalência de oportunidades” e “afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos”. para tornar melhor a sociedade em que vivia — e em certa medida o conseguiu. ‘Dinheiro é a coisa mais importante do mundo.. que tempo. d) I e II. na posse de bens particulares e influência pessoal. mas um homem de vigorosa fé social.. II. No segundo parágrafo. dar-lhe o sentimento da própria dignidade.. sofrem com a arquitetura da casa do vizinho. querem belas cidades. terá mostrado que o socialismo é possível. a qualificação de “eufóricos”.. aquisição dos requisitos indispensáveis. d) uma possibilidade de exploração. Kropotkin — têm enormes apetites sociais.. da mão-de-obra oferecida por algumas profissões bastante desvalorizadas. e) II e III. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. tirar o povo da sujeição torpe. aquisição dos requisitos indispensáveis. c) I. II. o que é insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. a iniqüidade mantida pelas oligarquias. b) I. que não é percebido como suficiente. pela camada mais alta da população. estão articuladas numa relação de causa (I) e efeito (II) as seguintes expressões: a) I. não se contentam com esposas cheias de diamantes e filhas em flor. IMPRIMIR c) a discrepância entre a visão que um escritor tem da vida em sociedade e a realidade vivida por algumas camadas sociais. tirar o povo da sujeição torpe: II. 27 56. Texto para as questões de 57 a 60: “Um amigo meu estava ofendido porque um jornal o chamou de boa-vida. que situação! A vida deveria ser boa para toda gente. William Morris. queixam-se porque a operária está mal vestida. e porque todo homem que encontram não é um amigo e toda mulher não é romance.

no texto. estabelecer condições para a igualdade social.Interpretação de texto II Avançar . especialmente os considerados pouco dignos dentro da sociedade. o objetivo principal e a forma de que dispõem os homens ricos de exibir tudo aquilo de que desfrutam. um paralelo positivo entre: a) percepção das dificuldades de algumas camadas sociais e justiça social. e) compartilha a opinião de Bernard Shaw. GABARITO 60. a par dos órgãos governamentais. c) senso estético de determinados grupos sociais e seu poder econômico.” Essa afirmação estabelece. de que ricos são aqueles que buscam melhorar as condições de vida para todos os que compõem uma sociedade. habitualmente. inclusive Bernard Shaw. Unifor-CE Depreende-se corretamente do texto que o cronista: a) defende sua própria opinião de que as pessoas mais ricas só vivem preocupadas com sua vida particular e com o bem-estar de sua família. que possibilita a um escritor dedicar-se plenamente ao seu trabalho. sem se deixar expor pela imprensa à opinião pública. Unifor-CE “Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida têm enormes apetites sociais.. único meio de as pessoas desfrutarem de uma vida digna na sociedade. b) prestação de serviços básicos e trabalho intelectual. c) caberia à camada mais rica da sociedade. b) enfatiza a necessidade do dinheiro.58. e) agiotas e escritores podem ter opiniões idênticas quanto ao real valor do dinheiro. 59.. c) reconhece as razões de pessoas que preferem viver sua vida discretamente. sem preocupar-se com sua sobrevivência. d) jornalistas devem ter sempre o cuidado necessário para não expor publicamente a situação econômica e social de algumas pessoas. e) propriedades particulares e vida familiar organizada. 28 d) aceita a postura de várias figuras ilustres. de que tomar-se rico deve ser o objetivo final daqueles cujo trabalho é reconhecido publicamente. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) a vida mundana se torna. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) não há mérito social algum em pessoas que vivem apenas de seu trabalho. d) relacionamento afetivo e condições socioeconômicas de preservá-lo.

calço a meia furada. pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. 62. Toda a casa era um corredor deserto. não lhes poupei água e elas murcham. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só. ah. sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia. Para não dar parte de fraco. c) O autor do texto explicita seu sentimento de solidão por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma desordem em sua vida cotidiana. p. 190. Não tenho botão na camisa. PUC-SP Considere as seguintes afirmações: I. quanto ao que diz respeito às pessoas e aos animais. A subjetividade presente no texto é marcada pela presença do pronome de tratamento Senhora. E comecei a sentir falta das primeiras brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem. Primeiros dias. Senhora. a) Apenas I está correta.” TREVISAN. A. ninguém os guardou debaixo da escada. bom chegar tarde. não senti falta. (org. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço. Acaso é saudade.Interpretação de texto II Avançar . d) O autor do texto explicita seu sentimento de alegria por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma inversão de valores em sua vida cotidiana. e) Apenas III está correta. c) Apenas II está correta. Assinale a alternativa correta. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Senhora. Senhora. não pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. fui beber com os amigos. bebem com ele à noite no bar e acompanham-no nas refeições diárias. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. tanto no que diz respeito às camisas e meias. Com os dias. como a última luz na varanda. acostumado a viver com uma mulher. Dalton.) O conto brasileiro contemporâneo. sozinho. 1997. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe. e até o canário ficou mudo. sem a Senhora. “Apelo Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. quanto ao que diz respeito à organização do convívio dele consigo mesmo e dele com os demais. conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. d) Apenas II e III estão corretas. 29 61. Senhora? Às suas violetas. a imagem de relance no espelho. tanto no que diz respeito à organização da casa. São Paulo: Cultrix. b) Apenas I e III estão corretas. para dizer a verdade.Texto para as questões 61 e 62. II. esquecido na conversa da esquina. por favor. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão. o prato na mesa por engano. desorganiza-se ao estar sozinho por um período superior a uma semana. b) Os interlocutores do texto são os amigos do autor que conversam com ele na esquina. O texto apresenta uma visão da vida cotidiana de um homem que. A ausência da Senhora desencadeia um processo de descontentamento para o autor que menciona problemas com a ordem da casa e com a desordem dos sentimentos. PUC-SP Assinale a alternativa correta: a) O autor do texto explicita seu sentimento de liberdade por perceber que. III. sozinho. Venha para casa. o leite pela primeira vez coalhou. e) O autor do texto explicita seu apelo por perceber que. In BOSI. na janela.

63. então. mas ao que pode até ser flor se flor parece a quem o diga. é só derramá-lo na forma. ligada à ação persuasiva do artefato sobre o objeto natural. fundamentado em modelos preexistentes. Não há nele a queda-de-braço e o cara-a-cara de uma forja. ( ) a verossimilhança. Só trabalho em ferro forjado que é quando se trabalha ferro. 30 GABARITO Forjar: domar o ferro à força. ( ) a ação de forjar ligada à marca da pessoalidade no processo criativo. João Cabral de Melo. Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autor. p. Nada têm das flores de forma moldadas pelas das Campinas. não a mão. O ferro fundido é sem luta. não até uma flor já sabida. 1994.Interpretação de texto II Avançar . U. O poema mostra: ( ) o fazer poético como um processo racional. sem controle seletivo. Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas? Pois aquilo é ferro forjado. ( ) a criação da poesia como um processo cuja marca é a fluência das palavras. ao senhor que dizem ser poeta: o ferro não deve fundir-se nem deve a voz ter diarréia.” NETO. ( ) uma analogia entre o ofício do ferrageiro e o do poeta. 595-6. dobro-o. Flores criadas numa outra língua. In: Obra Completa. foi a forma que fez. ( ) a relação criador-criatura enfocada sob uma perspectiva irônica. Salvador-BA “O Ferrageiro de Carmona Um ferrageiro de Carmona que me informava de um balcão: ‘Aquilo? É de ferro fundido. Conhece a Giralda em Sevilha? Decerto subiu lá em cima. domo-o. Dou-lhe aqui humilde receita. cuja marca é a ausência do sujeito. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) a “flor” forjada como exemplo de obra de arte criativa. até o onde quero. o efeito de verdade na obra de arte. é uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos. corpo a corpo com ele. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. contrapondo-se ao plano do fundir. Existe grande diferença do ferro forjado ao fundido.

Durante. as idéias discutidas ao longo dele. violino. só sinto vontade de ganhar. a fim de que o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Ceetps-SP Com base nesse texto é correto afirmar que a) as ações ganham relevo e determinam a estrutura do texto. que nada de mau aconteça e. vontade de vencer. d) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. que nada de mau aconteça. Durante. principalmente no que diz respeito à caracterização física dos músicos. continue. o que lhe confere teor dissertativo. embora o único afeto que sinto pelos meus adversários seja antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. o elemento determinante do texto é a narração. parabéns. Na mesa ao lado está o sujeito que é casado com a Miss Brasil. Durante. Rubem. em que as personagens se colocam vivas diante do processo narrativo. se fosse rico — ‘fazia filho na mulher dos outros. de forma mais concisa e coesa. 65. Nesse instante chegam os músicos. ela veio noutro porão’. continue. mulato. Durante a luta. Depois da luta. morreu. pois o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. e tudo continua no mesmo. ainda tem um restinho mas sabe que vai perdê-las num dia de calor tocando os Contos dos Bosques de Viena. O único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. o que se constata sobretudo pelos substantivos. um rosto de quem vai perder as últimas esperanças. mas é também o mais triste. parabéns. só sinto vontade de ganhar e vencer porque o afeto antes é de boa sorte. vontade de vencer e. só sinto vontade de ganhar. desse modo.” FONSECA. cristal puro. depois da luta. já que o afeto antes é de boa sorte e que nada de mau aconteça. Depois da luta. a tocar a valsa da Viúva Alegre. vontade de vencer. namorou dentro desse espelho’.Interpretação de texto II Avançar . continue. Respondo: ‘Minha avó nunca viu esse espelho. é: a) Toda essa história de carinho quando boto as lutas. O afeto antes é de boa sorte. No ar. no violino — cinqüenta e seis anos. que nada de mau aconteça. b) o que mais determina o texto são as reflexões. 31 64. privado de comida ‘nem que eu morra você vai ser um grande concertista’ e quando Sara. d) predomina o caráter descritivo. três: piano. não exatamente ao mesmo tempo.” A alternativa que melhor expressa a idéia contida na fala do lutador de boxe Acelino — Popó — de Freitas. Durante a luta. Os grandes espelhos da parede vieram da Europa no fundo do porão. meio século atrás: espancado com uma vara fina. Lúcia McCartney. Depois da luta. o gerente não gosta mas ele não pode mudar de camisa todos os dias. ‘Tua vó fez risinhos e boquinhas. Durante. sinto vontade de ganhar e vontade de vencer. depois. Todas as mesas estão ocupadas. que nada de mau aconteça. o mais moço. trancado no banheiro. que nada de mau aconteça. parabéns. ainda que antes o afeto seja de boa sorte. quanto ao afeto. um grande borborinho. visto que o afeto antes é de boa sorte. e) Toda essa história de carinho acaba quando boto as lutas onde o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. c) trata-se de um misto de narração e dissertação em que as ações das personagens servem como apoio para as argumentações do comentarista. sua mãe. parabéns. b) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas e. c) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. e) apesar dos aspectos descritivos. cinqüenta anos. parabéns. Os garçons passam apressados carregando pratos e travessas. mas sou pobre e faço na minha mesmo’ — e todos começam. continue. Depois de terminada a luta. tem oito filhos. coloca um lenço no pescoço para proteger o colarinho. bateria. parabéns. “Os Músicos Faz calor. UFMA “Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas.Texto para a questão 64. só sinto vontade de ganhar e de vencer. enquanto lá embaixo as pessoas comem bebem suam sem ao menos por um instante levantar os olhos para o balcão onde ele trabalha com os outros dois: Stein. o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. só sinto vontade de ganhar. continue. antes é de boa sorte. ele tocou Strauss no restaurante com o coração cheio de alegria — Elpídio na bateria. adjetivos e mesmo verbos que auxiliam na caracterização do ambiente. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o pianista tem quarenta anos.

ano 32. ordinariamente andavam pouco. (. mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco. o esgotamento psíquico mina o sistema imunológico do organismo humano. afastando-se do fumo e de outras drogas. 23. A folhagem dos juazeiros apareceu longe. saudáveis’ consideram o saldo bancário. os exames mais sofisticados e os hospitais mais bem estruturados. dado que ordinariamente andavam pouco. Ordinariamente andavam pouco. Vidas secas.) quanto menor o nível social. que por mais de 25 anos mapeou a saúde de 17 530 funcionários públicos e constatou que. Graciliano. Voltar Língua Portuguesa . p. A ciência descobriu uma realidade mais complexa.. e) Em virtude de andarem ordinariamente pouco e de haverem repousado bastante na areia do rio seco. c) objetiva conscientizar a população da necessidade de levar uma vida saudável. como se sabe. quanto mais alto o nível hierárquico. os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Um clássico do tema é a pesquisa do médico inglês Michael Marmot. F.. entre elas o cigarro. d) visa demonstrar a existência de uma preocupação. A princípio pode parecer óbvio: os ricos dispõem de mais recursos para pagar os melhores médicos. Eduardo.. pela saúde das camadas mais pobres. estavam cansados e famintos. Fazia horas que procuravam uma sombra. menor a taxa de mortalidade. b) haviam repousado bastante na areia do rio seco. e) mostra como saúde e qualidade de vida estão vinculadas a variáveis socioeconômicas e culturais. e a viagem progredira bem três léguas. Católica de Salvador-BA O texto: a) evidencia a existência de diferenças abismais entre as várias classes sociais.) Todos tinham emprego garantido e contavam com o mesmo padrão de assistência médica. a viagem progredira bem três léguas porque ordinariamente andavam pouco. educação e status social pesam quando o assunto é qualidade de vida e longevidade. (. In: Veja.” RAMOS. pois haviam repousado bastante na areia do rio seco. respeitados centros de pesquisas científicas do mundo produziram nada menos do que 193 estudos sobre a relação entre condição socioeconômica e saúde (. 1999.. Estudos conduzidos nos Estados Unidos chegaram a conclusões semelhantes: (. por parte das autoridades.. importantes e portanto. d) Ainda que ordinariamente andassem pouco. 32 66. a prática de exercícios e a exposição a substâncias tóxicas. b) destaca o grande desenvolvimento da atividade de pesquisa científica nos últimos anos. a dieta alimentar. GABARITO IMPRIMIR 67.Texto para a questão 66: “Na planície avermelhada. n.” JUNQUEIRA. 9 jun. o currículo escolar e o sucesso profissional tão importantes — ou até mais — quanto a genética.Interpretação de texto II Avançar . a viagem progredira bem três léguas. Pequenas diferenças de salário. eram três vezes maiores do que os anotados entre os de cargos superiores. Fuvest-SP Reestruturando-se o terceiro período do texto. Os registros de morte entre os trabalhadores menos qualificados. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro. através dos galhos pelados da caatinga rala. Texto para as questões de 67 a 68: “Rico vive mais Nos últimos cinco anos. a viagem progredira bem três léguas. a viagem progredira bem três léguas... porém. 134.). uma vez que haviam repousado bastante na areia do rio seco.. Até entre pessoas do mesmo estrato social. c) Porque haviam repousado bastante na areia do rio seco. mantém-se o sentido original apenas em: a) A viagem progredira bem três léguas. maior o desgaste emocional e maior o número de situações estressantes.) Médicos conscientes da tese ‘ricos. E.

Machado. — uma das mais profundas que se tem feito. e voou a pedir-lhe misericórdia. e muito maior do que ela. assim. no susto que tivera. Esta última idéia restitui-me a consolação. Então disse consigo: ‘Este é provavelmente o inventor das borboletas’. e) As condições ambientais em que trabalham as classes privilegiadas as tornam menos vulneráveis às doenças. d) As pessoas com cargos de menor responsabilidade não se estressam tanto e. Deixei-me estar a contemplar o cadáver. tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. Católica de Salvador-BA Ao analisar os resultados das pesquisas a que o texto se refere. aí vinham já as próvidas formigas… Não. pousou-me na testa. bati-lhe e ela caiu. soube conservar. saí do quarto. Era tarde. que é sempre azul. Não lhe valeu a imensidade azul. invariavelmente. acabarão resolvendo seus problemas de saúde. Suponho que nunca teria visto um homem. têm mais acesso à medicina preventiva e a outras válvulas de escape. Apiedei-me. Veio por ali fora. pode-se inferir: a) A facilidade de acesso aos melhores hospitais pela classe privilegiada pode ser um fator importante. A borboleta. que estava ali o pai do inventor das borboletas. c) A falta de cuidados adequados com a saúde é. Era tempo. não sabia. para todas as asas. despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. uma estatura colossal. pois as pessoas cultas se cuidam mais. — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. e beijou-me na testa. para recreio dos olhos. d) O grau de escolaridade é o que realmente faz diferença quando se fala em saúde. e viu que me movia. foi pousar na vidraça. pois sabem que. Sacudi-a. viu dali o retrato de meu pai. mas tornando lá. Não caiu morta. um ar divino. Quando enxotada por mim. F. O gesto brando com que. modesta e negra. b) O que faz uma pessoa desfrutar de uma boa saúde é a adoção de hábitos físicos e alimentares sadios. Não era. creio que para ela era melhor ter nascido azul. Católica de Salvador-BA Da leitura do texto. e achando-a ainda no mesmo lugar. — me consolou do malefício. E esta reflexão. almoçada e feliz. tão negra como a outra. a principal causa da mortalidade. é justo dizê-lo. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque. minutos depois. tinha um certo ar escarninho. se ela fosse azul. mas o medo. Era negra como a noite. que é também sugestivo. incomodado. Imaginei que ela saíra do mato. com dinheiro. ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. mas não é determinante quando se trata de saúde. uma vez posta. braços.” ASSIS. e) Os empresários. c) A classe operária é mais propensa à doença por herança porque nela são mais freqüentes os maus hábitos. Memórias Póstumas de Brás Cubas. nem a pompa das folhas verdes. e ri-me. não teria mais segura a vida.68. Lembrou-me o caso da véspera. que tinha olhos. “A borboleta preta NO DIA SEGUINTE. F. que me aborreceu muito. contra uma toalha de rosto. com alguma simpatia. senti um repelão dos nervos. confesso. podendo. lancei mão de uma toalha. e. A idéia subjugou-a. começou a mover as asas. por isso. conservar melhor suas defesas. entrei logo a pensar na filha de D. ou cor de laranja. 33 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. que é maior entre as pessoas de poucos recursos. Passa pela minha janela. depois de esvoaçar muito em torno de mim. desde a invenção das borboletas. mesmo trabalhando sob maior pressão. e na dignidade que. Dei de ombros. espairecendo as suas borboletices. nem a alegria das flores. Eusébia. Texto para responder a questão 70. uni o dedo grande ao polegar. Fiquei um pouco aborrecido. a infeliz expirou dentro de alguns segundos. e não é impossível que descobrisse meia verdade. entra e dá comigo. ela foi pousar na vidraça. b) Os que têm cargos superiores são menos atingidos por preocupações de ordem financeira. Pois um golpe de toalha rematou a aventura. não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete. como eu estivesse a preparar-me para descer entrou no meu quarto uma borboleta. apesar dele. A manhã era linda. sob a vasta cúpula de um céu azul. e me reconciliou comigo mesmo. vivem mais. a saber. insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa. volto à primeira idéia. pernas. portanto. aterrou-a. pode-se afirmar: a) Os abastados são mais otimistas. 69. descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo. o que era o homem.Interpretação de texto II Avançar . porque eu a sacudisse de novo. dous palmos de linho cru.

e) se sente desorientado com a borboleta que descreve infinitas voltas em torno de seu corpo. viadutos. Para os outros. deixou ruas se esburacarem. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. pode-se inferir que o problema de emprego. com a modernização. b) fala de uma borboleta para representar a importância de pequenos momentos na vida dos homens. uma vez que ele sempre pode contar com a economia informal.. Para garantir a sobrevivência. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. c) A situação do trabalhador braçal. os mais velhos e aqueles que estavam por mais tempo na fila do desemprego. será otimizado com: a) a manutenção da economia informal. pode-se afirmar: a) A realidade do trabalhador brasileiro era desconhecida até a formação das frentes de trabalho. c) a implementação de um programa de educação.. Católica de Salvador-BA De acordo com o texto. por uma ironia do seu passado recente. 105.70.” VALENTINI. recebendo salário mensal de 150 reais. 21 jul. d) se surpreende com a relatividade das coisas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . não serão sanadas a longo prazo. 1999. b) As dificuldades do trabalhador desqualificado. pelo menos na área de construção civil. d) A infra-estrutura deficiente do Brasil possibilitará trabalho constante. Texto para as questões 71 e 72: “Eles sobraram Os números do IBGE. é alentadora. Isso porque as empresas. b) a abertura de constantes frentes de trabalho. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1º grau completo ou nem isso. querendo confundi-lo. ano 32. (. n. assim que a economia brasileira voltar a crescer. Uma multidão de 460 000 pessoas lotou os locais de inscrição. E o desafio. Católica de Salvador-BA A partir da leitura do texto. um deus em relação à borboleta. Cíntia. e) Os problemas de mão-de-obra desqualificada — frutos da atual conjuntura econômica do País — se resolverão definitivamente. o governo abandonou estradas. Foram selecionados apenas os chefes de famílias numerosas. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. 29. Eusébia. talvez. um mês atrás. no Brasil. Segundo o Instituto. Durante mais de uma década. e) a criação de postos de trabalho na área da construção civil. para as chamadas frentes de trabalho. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. 72. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. p. Assim que a economia voltar a crescer. no Brasil.Interpretação de texto II Avançar . embora difícil. já não precisam tanto de força física. O rosto dessa gente apareceu quando o governo de São Paulo abriu inscrições. 34 71. o horizonte é desolador. In: Veja. o principal órgão de pesquisas sociais do país. ao constatar-se um gigante e. para o país. c) elabora uma comparação entre o susto que tivera ao ver a borboleta e o que tivera ao ver a filha de D. F. F. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. Exigências: ter acima de 16 anos de idade e estar desempregado há mais de um ano. A idéia era selecionar 50 000 pessoas para cumprir um contrato de seis meses. cesta básica e seguro de acidentes pessoais.) O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. uma vez que o trabalho físico tende a desaparecer. d) o controle da natalidade nas camadas mais baixas. Fatec-SP Da leitura do texto é correto afirmar que o narrador a) se vale da imagem de uma borboleta para mostrar tanto as ações impulsivas do homem como sua capacidade de racionalização. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços.

4. serve no Exército e na Marinha. e) “vermelho” e “vermelhinho da silva”. F. João da Silva. nos pastos. Nós auxiliamos várias famílias importantes na América do Norte. Morreu de hemoptise. Veio tinindo. João da Silva. Sempre por baixo. U. leio o nome do sujeito: João da Silva. a família Pereira Carneiro. Um homem estava deitado na calçada. assume a função de a) resumir e comentar informações anteriores. nas usinas. e) retomar e explicar informações anteriores. A Assistência voltou vazia. U. vai mal em política. em destaque no texto. Nossa família. 35 73. João. Uma poça de sangue. Apud: Para gostar de ler. a expressão “vermelhinho da silva” traduz a idéia de a) intensidade. 75. b) retomar e sintetizar informações anteriores. O cadáver foi removido para o necrotério. nas cozinhas. São Carlos-SP O texto estrutura-se na oposição entre os Silva e as demais famílias. d) ironia. Apesar disso. conta o dinheiro dos bancos. b) pretendeu enaltecer a tradição de famílias importantes na história brasileira. c) “vermelhinho da silva” e “sangue azul”. Rubem. faz telhas de barro. nos balcões. todas essas famílias assim são sustentadas pela nossa família. Nossa família. Luto da família Silva. F. F. enrola o tapete do circo. São Carlos-SP A oração faz tudo. Na vala comum da glória. O homem estava morto. (…) João da Silva — Nunca nenhum de nós esquecerá seu nome. e) enfatizou a importância de se melhorarem os Silva para entrarem na política. d) explicar e comentar informações anteriores. Sangue de nossa família. nas fábricas. 74. São Carlos-SP A leitura do texto permite afirmar que o autor a) quis desqualificar as famílias não importantes. p. na Inglaterra. nas fazendas. v. Na vala comum da miséria.INSTRUÇÃO: As questões de números 73 a 76 referem-se ao seguinte texto de Rubem Braga: “Luto da família Silva A Assistência foi chamada. Essa relação releva-se em a) “vai mal em política” e “há de subir na política”. São Paulo: Ática. laça os bois. conduz os bondes. 1984. no Japão. A gente de nossa família trabalha nas plantações de mate. b) carinho. U. Morava na rua da Alegria. no mato. enche os porões dos navios. entretanto. levanta os prédios. a família Matarazzo. Nossa família é feito Maria Polaca: faz tudo. nas praias. a família Rocha Miranda. sugeridas também pelos nomes de família. nas minas. em todo lugar onde se trabalha. é que trabalha para os homens importantes. c) expandir e explicar informações anteriores. d) “vala comum da miséria” e “vala comum da glória”. c) pequenez. 5. Porque nossa família um dia há de subir na política…” BRAGA. O sangue que saía de sua boca era vermelho — vermelhinho da silva. ed. Você não possuía sangue azul. faz os jornais. nós temos de enterrar você é mesmo na vala comum. 44-5. a família Guinle. F. b) “em todo lugar onde se trabalha” e “a gente de nossa família trabalha nas plantações de mate”. Na seção dos ‘Fatos Diversos’ do Diário de Pernambuco. U. c) explicitou a submissão dos países da América do Sul aos da América do Norte. São Carlos-SP No texto. 76. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . como a Silva. Nossa família quebra pedra. d) propôs uma reflexão sobre diferenças sociais. e) desprezo. A família Crespi. na França.Interpretação de texto II Avançar .

a palavra imortal há de adoecer? E. 1997. o poeta não foi designado para vivificar a [palavra de novo? Para colhê-la de cima das águas e oferecê-la outra vez [aos homens do continente? E. Salvador-BA “As Palavras Ressuscitarão As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas. Voltar Língua Portuguesa . IMPRIMIR ( ) a linguagem poética. não me compreendereis. por acaso. e quando se desfizerem as nações instaladas ao depois [de Babel. ( ) a palavra divina tornada vazia de significação para o homem. In: Poesia Completa. irmão!” LIMA. mesmo com a profanação dos homens de hoje. E. a todos os homens da terra numa só língua — a [linguagem do Espírito? Se por acaso viveis mergulhados no momento e no [limite. quando o homem reconquistar os atributos perdidos [com a Queda. ( ) o poder mágico da palavra só atingível por aquele que ultrapassar a compreensão do “Verbo de Deus”. por acaso. Jorge de. as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos. o poeta não falará. as grandes palavras semitas podem [desaparecer? E. do ponto em que se encontrar. ( ) o poeta como reinventor da linguagem. construtor da palavra perene. Organização de Alexei Bueno. por acaso. não foi ele apontado para restituir-lhe a sua essência. 388-9.Interpretação de texto II Avançar . U. ( ) o homem comum como elemento responsável pela perda do poder expressivo da palavra no seu uso cotidiano. E o Verbo de Deus é uno mesmo com a profanação [dos homens de Babel. como promotora do entendimento entre os homens. p. Quando toda a confusão for desfeita. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. as palavras se mumificaram na boca dos legisladores. 36 GABARITO O poema apresenta: ( ) a poesia como instrumento de redenção do homem.77. as palavras nada significam nos discursos dos homens [públicos. na sua universalidade. e reconstituir seu conteúdo mágico? Acaso o poeta não prevê a comunhão das línguas.

fútil. das ciências!) Das ciências. por amor de Deus! Queriam-me casado. pois lá passou uma infância vazia e sem sentimentos. Quero [ser sozinho. pois trata-se de uma época remota e irrecuperável. nada me tirais. 1981. Obra Poética.INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 78 a 81. leia os versos de Fernando Pessoa. U. o contrário [de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa. Com todo o direito a sê-lo. b) uma mágoa de Lisboa. a todos. guardem-na! Sou um técnico. não me [enfileirem conquistas Das ciências (das ciências. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. pois em Lisboa ainda pode viver bons momentos. e) uma saudade melancólica da infância. que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero [estar sozinho!” PESSOA. Já disse que não quero nada. Deixem-me em paz! Não tardo. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. pois ela tirou-lhe todos os bons sentimentos. Já disse que sou sozinho! Ah. São Carlos-SP A penúltima estrofe do poema permite considerar que o eu-lírico sente a) uma saudade carinhosa da infância. fazia-lhes. Fernando. com todo o direito a sê-lo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . F. quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto. pois a cidade nunca lhe proporcionou boas lembranças. c) um medo de revisitar Lisboa. Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada. [a vontade. Fora disso sou doido. como sou. que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo. tenham paciência! Vão para o diabo sem mim. da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade. ouviram? Não me macem. “Lisbon Revisited Não: não quero nada. Assim. Deus meu. Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. nada sois [que eu me sinta.Interpretação de texto II Avançar . mas tenho técnica [só dentro da técnica. 290-1. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos. Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais. p. 37 GABARITO 78. d) uma mágoa de sua cidade (Lisboa). das artes.

São Carlos-SP Pela leitura do poema. São Paulo: Ática. — O grito? balbuciou ela. Depois. e) aparta-se da sociedade. Inocência.Interpretação de texto II Avançar . superiores a todas as suas tentativas de resistência. Cirino. como a que balbuciam duas cândidas almas na eterna e sempre nova declaração de amor. por essa razão. O que pareceu pedrada era um noitibó que frechou para mim e veio dar com a cabeça na parede. F. São Carlos-SP Os dois últimos versos do poema revelam a) a conscientização do poeta em relação a seus problemas e à breve solução que lhes dará. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) a irritação do poeta com aqueles que pretendem ajudá-lo em seus problemas.. a única que vi era você. p. 38 GABARITO Marque V para as afirmativas que podem ser comprovadas com o texto e F para as que não podem. São Carlos-SP A forma verbal macem. ( ) Atitude de vassalagem amorosa. ( ) Concepção idealizada de mulher. b) importunem. e a pedrada. no último parágrafo. Numa dessas noites de ansiedade. U. ( ) Atitude de irreverência do narrador. A princípio tomei também um grande susto. achou-se ao pé da janela e cobriu de beijos as mãos da sua amada. b) encontra na morte a única solução para os problemas. 82. a gente em tudo vê maravilhas. almeja fazer parte da companhia. rápido como uma seta. em face do religioso. ( ) Dimensão hiperbólica do sentimento amoroso. em virtude da sua solidão. ed. U. à sombra das maravilhosas árvores do Éden. — Deveras. minha vida. F.. 1996.” TAUNAY. De noite. que por pouco talvez o houvesse estendido por terra. Para mim. quem sabe? verificar se por aí não andava rondando aquele que no seio lhe inoculara tamanho desassossego.. ímpetos tão desconhecidos e violentos. e) abandonem. atordoavam-no ainda aqueles dois assobios que não podia explicar e sobretudo aquela pedrada tão bem dirigida. para desenvolver sua arte. d) o desejo do poeta de manter-se afastado e isolado das pessoas.. c) a vontade do poeta de poder compartilhar da paz que outras pessoas sentem. c) tenta tornar-se uma outra pessoa. ( ) Escapismo para o sonho.. destacada no poema. 80. era um macauã. U. F. para agradar a todos. significa a) desprezem. abrasada também de amor. rápido como aquela pedra arrojada tão rigorosamente. Com este madrigal encetou Cirino uma conversação como a da primeira noite.79. fui ver no laranjal. 81. metido no laranjal e procurando uma solução a tanta dificuldade. Salvador-BA “Passava as noites em claro.. desde que Adão e Eva a trocaram. Visconde de.. 99-100. ( ) Íntima relação entre o nome da personagem feminina e o seu jeito de ser. — Deveras? perguntou ela incrédula.. U. pode-se dizer que o poeta a) recusa-se a aceitar os valores que a sociedade tenta inculcar-lhe... d) sente-se solitário e. c) ofendam d) maltratem. meu anjo do céu. viu afinal reabrir-se a janela de Inocência. verifiquei que não passava de miragem. Que foi? — Ah! não foi nada. A pobrezinha. e) a inquietude gerada na alma do poeta. Dois gritos. queria respirar o ar da noite e beber na viração do sertão um pouco de tranqüilidade para sua alma não afeita ao tumultuar dos sentimentos que a agitavam e. respondeu apressadamente Cirino. 24.

pois muitos deles até mesmo ignoram as estruturas da língua que utilizam. não se lêem muito os clássicos no Brasil. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . porém. A influência popular tem um limite. Unifor-CE A idéia central do texto é: a) a influência. Mas se isto é um fato incontestável. e) a língua reflete a história de cada época e sujeita-se a receber tanto a influência de seus escritores quanto a popular. sem as indevidas interferências surgidas em cada época ou de acordo com a vontade de seu autor. c) aceitar as inovações trazidas pelo povo — aquelas que dão vivacidade à língua — exercendo. um controle sobre elas e inibindo os abusos.” Machado de Assis. e) estudar sempre os autores clássicos. ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito. 84. com seus ensinamentos. Feitas as exceções devidas. que devem ser incorporadas pelos escritores em suas obras. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) o reconhecimento de um escritor nem sempre se baseia em sua competência. dos autores clássicos da língua. é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. e) a ausência de mérito literário em muitas obras consagradas pelo público. c) a divulgação das obras de escritores que gozam da aceitação popular. locuções novas. d) o mérito de um livro será maior quanto mais inovações ele apresentar. 39 83. Cada tempo tem seu estilo. 85. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. é função do escritor: a) inovar sempre a língua — registro de suas obras — criando as novidades a partir da influência popular. certos modos de dizer. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. b) as obras clássicas são aquelas em que a linguagem é imutável. Unifor-CE De acordo com o texto. o capricho e a moda inventam e fazem correr. e o escritor não está obrigado a receber e a dar curso a tudo o que o abuso. que é importantíssima nesse processo. mas que sabem perfeitamente os clássicos. b) dominar com segurança a norma culta da língua e empregá-la fluentemente. pois somente eles. o que é um mal. d) as opiniões divergentes entre escritores a respeito do uso correto da língua em suas obras. Em geral. o que vai permitir uma aceitação maior de suas obras. Pelo contrário. poderia eu citar até alguns escritores cuja opinião é diversa da minha neste ponto. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma.Interpretação de texto II Avançar .Texto para as questões de 83 a 85: “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. d) usar exclusivamente a linguagem do povo. Entre as exceções. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. pois a leitura se torna mais agradável e compreensível. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. Querer que a nossa pare no século de quinhentos. A este respeito a influência do povo é decisiva. sempre atual. não se lêem. acompanhando sua época e abandonando o estilo de autores antigos e defasados. c) o povo de uma nação é a fonte incontestável de todas as alterações da língua. não admitindo as alterações que ocorrem por influência popular. b) a necessidade de um equilíbrio entre tradição e renovação na língua. porém. são os modelos adequados para a produção das obras consideradas modernas. portanto. Há.

As autoridades deveriam enquadrar os responsáveis por crime inafiançável e trancafiá-los em presídios por longos anos. In: Poesias Reunidas (1968-1988). 1988.” IMPRIMIR a) Qual é a conclusão implícita na seqüência “neste ano. Voltar Língua Portuguesa . que se encontra na primeira nota? b) Explicite a sugestão dada no final da segunda nota. causando incêndios e sérios riscos à segurança dos vôos: segundo o Controle de Tráfego Aéreo. o lápis o papel. Francisco. com certeza o prefeito encontraria novas atribuições para a Guarda Municipal. Em todo o ano passado foram registradas 33 ocorrências e. publicada na revista Business Travell.Interpretação de texto II Avançar . parcialmente adaptadas: “Para os lunáticos que insistem em soltar balões de grande porte.86. no primeiro semestre de 2000. p. Vide sugestão na nota anterior que também poderia ser aplicada nestes casos. Se todos entrassem com uma ação simultaneamente. Aparentemente peças quase iguais às demais: os mesmos modos funcionais Contudo é preciso vê-las em sua marca: no rastro dos dedos no selo do gesto Ali onde transgridem a ética da classe que proíbe os objetos de serem pessoais Onde desconhecem o acordo em vigor que as coisas transforma em armas submissas Não pactuam — hostis minhas duas mãos acidulam o ar da repartição” 40 GABARITO a) De qual critério se serve o poeta para classificar as diferenças entre os “vários utensílios” que “povoam o escritório”? Por que essa classificação destoa tanto da nossa percepção habitual? b) Como aparece a presença humana em meio ao ambiente da repartição? 87. só no período de janeiro a abril. São Paulo: Duas Cidades. já foram 31. encontram-se. em 1998 foram registradas 99 ocorrências em Guarulhos. já foram 31”. neste ano. o cesto são só instrumentos sem vontade própria Dois os indiscretos: minhas duas mãos — úlcera no estômago da repartição ALVIM. Amostra Grátis. Rumina todos os papéis no oco das gavetas O que a mesa expele para a superfície é simples dejeto livre de mistério O arquivo também é móvel discreto e diz muito pouco de interesse humano A caneta. entre outras. 34. Unicamp-SP Na coluna “De zero a dez”. só no período de janeiro a abril. as seguintes notas. Unicamp-SP Considere o poema a seguir: “Inventário Povoam o escritório vários utensílios uns bastante sóbrios outros indiscretos Por exemplo: a mesa é sóbria. 13. de Rubem Tavares.” “Não seria o caso de a Prefeitura pagar por cada nova pichação feita na cidade? É claro que sim.

Fatec-SP A leitura de Música torna possível afirmar que a atenção do narrador a) tem suas preocupações ordinárias postas de lado pela sensualidade da música e da pianista de braços redondos. c) foi despertada pela relação material entre as teclas de um piano (“dentadura dura”) e sua própria dentadura (“dentadura amarela e preta”). A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. e) a exclusão das situações expostas. d) somente a ratificação das situações já apresentadas. e) “as dificuldades…” 90. Eu considerei as contas que era preciso pagar.Interpretação de texto II Avançar . A existência de uma fronteira terrestre muito vasta para evitar contrabando. o coesivo “além” possibilitou: a) a inclusão de mais uma situação. d) “Enquadrei o Chopin na minha tristeza”. Me disseram que era Chopin. 41 88. o que se constata pela evocação de um “lustre complacente”. d) é atraída pela música de um provável Chopin. Carlos Drummond de. levando-o ao desatino da existência. 89. sob o efeito da música de Chopin é: a) “braços redondos que nem coxas”. além do fluxo de brasileiros para o exterior. c) “meus cuidados voaram como borboletas”. b) se apega aos “passos que era preciso dar”. que. b) a reiteração das situações apresentadas. na enumeração de situações que favorecem a biopirataria na Amazônia. as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza e na dentadura amarela e preta maus cuidados voaram como borboletas. impossibilitam qualquer aparato de fiscalização. a presença de turistas internacionais. e) se fixa na tristeza e na solidão.” ANDRADE. estrangeiros residentes.Texto para a questão 88. estudantes e pesquisadores estrangeiros que vêm desenvolver pesquisas. Fatec-SP A expressão que mais claramente remete à liberação das preocupações do narrador. “Música Uma coisa triste no fundo da sala. professores e consultores. b) “sob o lustre complacente”. Alguma Poesia. c) a retificação das situações anteriores. UEPA “É nesse aspecto que a histeria sobre a biopirataria na Amazônia corre o risco de não levar a lugar nenhum. afasta o narrador de suas preocupações cotidianas. os passos que era preciso dar. apesar dos apelos tristonhos que a música de um piano lhe fazia do fundo da sala. apesar de triste.” GABARITO Neste texto divulgado na Internet. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

Texto para as questões de 91 a 93: “UM MERGULHO NO BRASIL Manaus 42 GABARITO Às duas da tarde do verão de 1984. vê a si mesmo. (02) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados. no calor sem ar condicionado. Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar condicionado. A inconseqüência não é apenas do consumidor. Cristovam. Como o homem dentro de um carro fechado. (08) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se auto-avalia. Um mergulho no Brasil que. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população. teorias e linguagens pouco acuradas. 5-6. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia. Aquele encontro. Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. incompatível com seus recursos. a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. arriscando incoerências. (64) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior. o motorista apontou para o carro à frente. (04) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual. 91. Prendem-se a modelos já preparados. p. com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza. os cientistas tendem a não expor as idéias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas. São Paulo: Paz e Terra. o que constituiria entrave cultural. Não pode se limitar a ver o Brasil. com o carro e as janelas fechadas. desvinculada de sua cultura. Dê. tentando usar o sentimento. denunciar que o carro não tem ar condicionado e estamos todos morrendo de calor. e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. trabalhando na inconseqüência. como em qualquer mergulho. É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. (32) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país. Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. em território tropical. UFBA O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: (01) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral. além de dúvidas. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas.” BUARQUE. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor. no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira.’ Como aquele motorista. eles não têm teorias alternativas. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil. 4. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. A teoria que se diz científica. Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento. usam linguagens especiais. aventurando-se. o caos e a irracionalidade. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. no meio de um engarrafamento. no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. para descrever e entender o país. para dar a impressão do bemestar do progresso. A Desordem do Progresso. como resposta.Interpretação de texto II Avançar . Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar condicionado. Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. A teoria econômica diria que o consumidor obtém. a soma das alternativas corretas. (16) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico. para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto. ed. para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial. Pervertendo o processo econômico. como se tivessem lógica. Sobretudo quando. construídas em torno de questões ultrapassadas. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. 1993.

43 92. o caos a irracionalidade. (32) Os pontos de vista dos economistas e do autor coincidem com relação ao grau de funcionalidade das “janelas fechadas” e “das janelas abertas”.” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Dê. (32) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém. como resposta.” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. 93. diferentemente de “ar condicionado” (2o destacado). (64) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. subestimam a aparência em favor da realidade. como resposta. a respeito do fato que então se comenta. UFBA Há uma explicação coerente em: (01) O termo “ar condicionado” (1o destacado) está usado em sentido denotativo. Dê. em território tropical. incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo.” — Os economistas. UFBA O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: (01) “Para que todos pensem que tem ar condicionado. (02) “para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam. com o carro e as janelas fechadas. a soma das alternativas corretas. (04) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro. (64) A expressão “Para tanto” estabelece um relação de conseqüência com referência a “mergulho” (2o destacado).” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma conseqüência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro. a soma das alternativas corretas. no desvendamento dos fatores externos que a constroem. (16) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. (08) A expressão “se ver pelos olhos dos outros” conota um falseamento da realidade individual. (04) A forma verbal “entender” tem o mesmo sentido de “Mergulhar”. (02) A expressão “Tem que” remete a uma possibilidade remota de análise da realidade. falso. (16) O uso do “escafandro” sugere mascaramento do real objetivo do “mergulho” (1o destacado). dentro da ótica do consumismo. para dar a impressão do bem-estar do progresso. como se tivessem lógica. com argumentos falseadores. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. antes.Interpretação de texto II Avançar . (08) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que.

que seria uma exclusividade mundial da língua portuguesa. ‘Sehnsucht’. Ao chegar à seleção brasileira em 1970. sentem saudade. ITA-SP No texto. de 51 anos. existem outros idiomas que o fazem de forma até mais sintética que o português. Leão. ficasse aprimorando seus defeitos”? Reescreva o trecho de maneira a eliminar o equívoco. Embora línguas que nos são mais familiares como o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de uma expressão (seus equivalentes de ‘nostalgia’ e ‘falta’) para exprimir o que chamamos de saudade em todas as circunstâncias. alemães. assim como os seres humanos. Os russos têm ‘tosca’. costumava ficar horas aprimorando seus defeitos após os treinos. sua terra natal. b) os cães. 20/10/2000. sérvios e croatas. ‘ilgas’. são médicos. Por outro lado. Todas as línguas do mundo exprimem com maior ou menor grau de complexidade todos os sentimentos humanos. macedônios. ou talvez mesmo antes. no início do segundo período. Em uma de suas colunas semanais nesta Folha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . letões. Um desses casos é o que envolve a palavra ‘saudade’. 96. ‘sóvárgás’. sempre impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado. japoneses. árabes. b) uma prova de que a espécie humana é fruto da mutabilidade de espécies. c) comum a todos os seres humanos. d) há línguas que são mais sintéticas que outras para exprimir os sentimentos. desde que aprendeu a falar aprendeu também. ‘nedôstatok’. adaptado. contribui para tornar o trecho incoerente. Ora. armênios.” Saudade. Trata-se de uma grande e pretensiosa balela. a dizê-lo. Cada atitude e cada declaração eram pensadas com um racionalismo típico de sua família. ITA-SP NÃO se pode afirmar que a noção do sentimento saudade no texto seja a) atribuída exclusivamente ao ser humano. o professor Josué Machado lembrou pelo menos dez equivalentes da palavra ‘saudade’. E seria uma grande pretensão acreditar que o sentimento que batizamos de ‘saudade’ seja exclusivo dos povos lusófonos. 58. ele sente saudade. Pode-se ainda acrescentar a essa lista o ‘desiderium’ latino. d) comum a todos os seres humanos e remonta aos tempos antigos. ‘shauck’ e também ‘hanim’. b) A expressão “por outro lado”. Campinas. mas a maneira de expressá-lo é diferente. 6/4/1996. e) há línguas que são mais sintéticas que o português para expressar o sentimento que os povos lusófonos designam “saudade”. o ‘póthos’ dos antigos gregos e sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no planeta ou nas 10 mil que já existiram. e húngaros. Paulo. iniciada no Comercial de Ribeirão Preto. o jornal Correio Popular publicou um texto com muitas imprecisões. Unicamp-SP Quando o treinador Leão foi escolhido para dirigir a seleção brasileira de futebol. Desde que o homem é homem. ‘garod’. seria de um etnocentrismo digno de fazer inveja à Alemanha nazista acreditar que esse sentimento é próprio apenas aos que falam português. de uma forma ou de outra.94. quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato mundial. e Édson. Edmílson.Interpretação de texto II Avançar . do qual consta a seguinte passagem: “Durante sua carreira de goleiro. já que seus outros dois irmãos.” Correio Popular. Leão não dava um passo em falso. Por quê? c) Por que o emprego da palavra “racionalismo” é inadequado nessa passagem? As questões 95 a 97 referem-se ao seguinte texto: “Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes que muitos acabam se convencendo de que eles são de fato verdadeiros. a) O que aconteceria com Leão se ele. a tese é que a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e têm palavras para designá-los. 53 anos. c) trata-se de um mito a crença de que apenas os povos lusófonos têm uma palavra para designar o sentimento “saudade”. 44 GABARITO 95. e) talvez anterior à razão. efetivamente. Folha de S. se até os cães demonstram sentir saudades de seus donos quando ficam separados por um motivo qualquer. ‘jal’. ‘natsukashi’.

sem prejuízo do sentido. c) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração. que é marcada apenas pelo emprego de orações na voz passiva. 98. em estilo preciso. e) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. c) nas três ocorrências. d) criticar certas histórias que. por “delinqüente”. que a revista Veja se dispõe a a) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos.Interpretação de texto II Avançar . e) em II. c) o autor usa conotativamente a palavra “noite” para simbolizar a idéia da morte. nesse anúncio. a) Formosa e graça são. o segundo uso da palavra “louco” assume sentido negativo. focalizando o principal beneficiário do seguro. 45 Quanto ao sentido que o vocábulo “louco” assume nas três ocorrências destacadas no quadro acima. PUC/Campinas-SP A revista Veja anunciou-se a si mesma. Fuvest-SP Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o texto: a) a única palavra que se refere diretamente à idéia de morte é “inventários”. d) no trecho “você faz um seguro de vida que pode durar sempre”. não é louco de deixar essas coisas para amanhã”. que funcionam como argumentos para a tese defendida.” Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima. b) Na estrutura sintática predomina a subordinação. II. redundam em más reportagens. b) contornar as histórias mal contadas. os cabelos caíam despenteados. e) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos. o autor sugere a idéia de longevidade do titular do seguro. c) uma equiparação do sentimento saudade dos cães ao dos seres humanos. d) a generalização de uma idéia após a apresentação de exemplos. por serem mal contadas. e) a fotografia e a frase em maiúsculas desviam a atenção do leitor da idéia de morte. sintaticamente. evitando-se assim reações negativas do leitor diante desse tema. d) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas. e) exemplos de vocábulos de outras línguas para designar o sentimento “saudade”. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. é correto afirmar que a) em II. ITA-SP NÃO se pode dizer que no texto haja a) uma declaração inicial que sintetiza a tese a ser defendida. 99.97. b) em I. “/…/ você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa /…/”. Fuvest-SP I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . GABARITO 100. Mackenzie-SP “A moça não era formosa. b) a imagem da criança reforça uma sugestão já presente no texto e no nome do produto. “Porque quem é louco por alguém. 101. a palavra “louco” pode ser substituída. a repetição da palavra “louco” é redundante. b) a exclusividade da forma impessoal. talvez nem tivesse graça. c) denunciar. Para as questões 98 e 99 considere o texto das questões de 27 a 29. predicativos do sujeito moça. a palavra destacada tem o mesmo sentido. já que não acrescenta nenhum sentido à frase. os usos da palavra “louco” assumem sentido oposto àquele verificado em I. d) em II. utilizando a seguinte frase: “Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas” Está implícito. por meio da clareza e da elegância do estilo.

b) sentam tijolos na parede. Fuvest-SP I.” Folha de S. b) a relação de dependência econômica do país. exibida. II. 46 Considere as seguintes afirmações: I. c) sentam-se numa poltrona. Metodista-SP Observe a imagem que segue: A partir da composição acima. II. apenas o que se afirma em a) I.” O Estado de S. e) que as origens do mercado publicitário no Brasil remontam à época de sua independência em 1822. se refere a expressão “às vezes literalmente”? Qual o duplo sentido produzido pela relação que aí se estabeleceu? 103. c) III. sob idêntico ponto de vista. d) de forma criativa o progresso econômico que a abertura ao capital estrangeiro trouxe ao país. em relação às manchetes. “Incra suspende crédito para assentamentos. os russos achavam que ela era influente demais. Na 1ª manchete. b) A que palavra. e) II e III. mulheres dos dirigentes do Kremlin. estabelecendo um paradoxo com a data da independência em 1822. As duas manchetes apresentam o mesmo fato. o fato parece mais grave que na segunda. invadido pelas multinacionais e pelo capital estrangeiro. Na 2ª manchete. GABARITO 105. d) sentam praça em algum lugar. ambas do dia 15/5/ 2000: “Governo suspende verba para a reforma agrária. Para se candidatar a um emprego. e) sentam orgulhosamente. Paulo. o recém-formado compete com levas de executivos de altíssimo gabarito. a partir de 1822. pode-se considerar que seu equivalente mais próximo seria: a) sentam a pua em alguém. Fuvest-SP Leia as seguintes manchetes de dois jornais paulistas. III. d) I e II. embora empregando palavras diferentes. 104. às vezes literalmente. dança. Fatec-SP Para determinar o valor sintático-semântico do substantivo “poltrona” na expressão “sentam poltrona”.Interpretação de texto II Avançar . Está correto. o autor demonstra a) que a independência política possibilitou a autonomia econômica do país com o ingresso das multinacionais e do capital estrangeiro. literalmente. O jovem. c) que a independência política é responsável indireta pela verdadeira revolução industrial que se desencadearia no país no século XX. Acostumados às apagadas. Paulo. desempregados.102. arrogante. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o emprego dos termos “INCRA” e “assentamento” particularizam a informação. sem experiência. a) O advérbio “literalmente” está adequadamente empregado nos dois textos? Justifique sua resposta. b) II. U. em II.

e) o poema satiriza a prepotência de certos homens. c) revela que o fato de certos homens ficarem a vida toda sentados causa-lhes um malestar indescritível para o corpo e para a alma. b) Expressa por meio de clichê o movimento dado à saia. o abaulado amigo. Fatec-SP Da leitura de Sobre o Sentar-/Estar-no-mundo. os ferem nós debaixo. 47 106. as curvas de afeto. Sentam poltrona: ou tábua-de-latrina. em efes e erres. João Cabral de Melo. se sentam mal sentados. apesar de aproximar-se da prosa. GABARITO “Sobre o sentar-/estar-no-mundo Ondequer que certos homens se sentem por afetuoso e diplomata o estofado. pode-se afirmar que a) o sentido nuclear do poema se dá na relação entre poltrona e banco de colégio. e) Tem a coerência prejudicada por falta de pontuação. e mesmo de pé algum assento os fere: * eles levam em si os nós-senão-pregos. vó? — Naão. Mackenzie-SP A característica da poesia modernista que NÃO se encontra no texto é: a) liberdade formal. a) Revela-se poético. e) ironia. ecumênico. e mesmo a tábua-de-latrina lhes nega assento além de anatômico. … trarilarára… traríla… De repente voltou-se prá negra velha que vinha trôpega atrás. … trarilarára… traríla…” Mário de Andrade. c) Apresenta erros de ortografia que impedem a clareza do texto. b) sintaxe elíptica.Texto para as questões de 106 a 108: “A menina e a cantiga 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 … trarilarára… traríla… A meninota esganiçada margirça com a sáia voejando por cima dos joelhos em nó vinha meia dansando cantando no crepúsculo escuro. d) Enriquece a descrição da menina por meio de prefixos ligados a nomes. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o fragmento que vai da linha 2 à linha 3. Ondequer que certos homens se sentem nas nádegas da alma. d) A expressão enorme trouxa justifica o adjetivo trôpega que caracteriza negra velha. c) recriação de cena cotidiana. 109. b) aponta para os incômodos causados pelos bancos de colégio que são pouco anatômicos. b) O modo de reproduzir a cantiga indica sua variação rítmica à medida que a cena se desenvolve. confere ao homem uma postura universalizante. d) linguagem coloquial. e) Há total descaso pela oralidade da expressão. enorme trouxa de roupas na cabeça: — Qué mi dá. de colégio. senão pregos. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. A educação pela pedra.Interpretação de texto II Avançar . exemplo único de concepção universal. por ser anatômica. A vida toda. d) a tábua-de-latrina. sentam bancos ferrenhos. tomando como ponto central as oposições entre o sentir e o sentar. onde cabe qualquer homem e a contento. c) A resposta da avó explicita a sua indiferença para com a menina.” NETO. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 108. a) O título já anuncia a importância da relação entre as duas mulheres. sentam poltrona. Texto para responder a questão 109. Batia compasso com a varinha na poeira da calçada. como compete à poesia. 107. qualquer o assento.

Interpretação de texto II Avançar . Todos os avanços na área da reprodução programada não mudam a situação da criança. “O que vem por aí Pouco depois de ler a notícia sobre o americano que está oferecendo óvulos de modelos na Internet para quem quer ter filhos bonitos. d) a reprodução programada permite que os pais escolham o filho que querem ter. depois. está redimida a eugenia. F. as questões 110 e 111. c) demonstrar que a engenharia genética promete ser a questão do novo milênio. GABARITO c) na comercialização de genes saudáveis e bonitos subentende-se que apenas as características físicas são geneticamente transmitidas. Mas esta vitória da mentalidade ‘de direita’ redime a tese da ‘esquerda’ na velha discussão sobre o que determina caráter e destino. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Como dizem que Bergmann é um gênio com um gênio violento e difícil – e a última é que ele foi um simpatizante do nazismo até o fim da Segunda Guerra – Linn pode ter herdado mais do que queria. o filho continua não podendo escolher os pais que o terão. As pessoas pedirão: ‘Quero um surfista loiro bom em física quântica e uma modelo com PhD – mas um tem que ser de Capricórnio e o outro de Libra’. Ela é filha da Liv Ullmann e do Ingmar Bergmann. que está em Paris para lançar um livro. de 28/10/99. escrito por Luís Fernando Veríssimo. se fosse nascer hoje. Mesmo com toda reação contra e a discussão ética. pelo menos no Brasil. implícitas nessa questão de engenharia genética. atletas e gênios há sempre um simpatizante do nazismo. Linn Ullmann teve sorte: herdou a beleza da mãe. E um mundo só de gente bonita e inteligente não seria necessariamente um mundo de gente melhor. foi publicado no Jornal O Globo.” 48 110. Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem. Juiz de Fora-MG Indique a única alternativa incompatível com a interpretação global do texto: a) a beleza de Linn Ullmann deve-se ao fato de ela ser fruto de reprodução programada. um cantor country – ou um simpatizante do nazismo. o cientificismo totalitário para fins de ‘melhorar a raça’ mudou de vocabulário e ganhou respeitabilidade. U. F. se esta é a palavra. d) argumentar que entre óvulos e espermatozóides de modelos. E pensei: está aí. U. que os bebês serão o que o mundo fizer deles. Para começar. Se alguém quisesse planejar uma loira superior. encontrarão uma forma de assegurar que os genes comprados tenham o destino desejado. em especial. a qualidade do sangue ou do ambiente. b) a reprodução programada baseada em genes de indivíduos saudáveis e bonitos é uma nova edição do cientificismo totalitário para fins de “melhorar a raça”. a comercialização de genes de pessoas saudáveis e bonitas.O texto seguinte. a genética ou a cultura. que no passado era coisa de cientistas loucos e fascistas. mas não o inverso. Não há garantia que entre os óvulos e os espermatozóides de modelos. mesmo que fosse eu. b) questionar a reprodução programada e. que promete ser a questão do novo milênio. Pela fotografia no jornal. li no Libération uma matéria sobre Linn Ullmann. Na comercialização de genes saudáveis e bonitos está subentendido que a personalidade não vai junto. Leia-o e responda. ou aquela respeitabilidade forçada do inevitável. não poderia fazer uma encomenda melhor ao laboratório: os óvulos da bela e inteligente Liv Ullmann fertilizados pelos genes geniais do Ingmar Bergmann. Há algumas ironias. Juiz de Fora-MG O principal objetivo comunicativo do autor do texto é: a) ironizar a comercialização de genes no Brasil. 111. atletas e gênios não exista um serial killer. preferiria ter os tipos de pais que nunca escolheriam um filho de um catálogo. Eu. Mas desconfio que. que não tem qualquer opinião no assunto. Não sei o que herdou do pai.

e) ‘indigência intelectual e espiritual’ – pobreza de cultura e de espírito. no seu sentido geral. E a desconfiança terrível. corpo de criança e alma de mulher. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. até que. b) contrasta o modo de ser de Madalena com as ações do narrador. 98. eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distancia a idade fisiológica da psicológica. um grande silêncio. Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo.. Devo ter um coração miúdo. as crianças são levadas precocemente ao consumo. Nem sequer tenho amizade a meu filho. p. 49 113. dedos enormes. Mormente por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos. e) enfatiza as dificuldades de relacionamento da personagem com as pessoas que a cercam. b) ‘insistência pirralha’ – teima persistente da criança. c) Os tempos modernos eliminam os sonhos da criança. rios cheios e uma figura de lobisomem. Lá fora há uma treva dos diabos. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. as histórias cedem lugar aos programas de auditório. que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência da profissão. sem afeto e sem cultura. 112. d) As crianças engordam muito porque ficam muito tempo em frente da tevê. e) Atualmente as crianças não se preocupam com o futuro.” Excerto de BETO. Estão todos dormindo. 05. cansadas perante um futuro que ainda não viveram. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal.Interpretação de texto II Avançar . com certeza me achava extraordinariamente feio. Memórias de um Dinossauro. Cesgranrio Analisando o texto.. Patifes! E eu vou ficar aqui.. Vitória. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. às escuras. Se Madalena me via assim. É horrível! Se aparecesse alguém. e as fadas.. d) ‘ritmo da esquizofrenia’ – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais. Marciano está dormindo. 08 set. até não sei que hora. lacunas no cérebro. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. Se ao menos a criança chorasse. Sou um aleijado.. In: A Gazeta. Texto para a questão 114: “Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos.” Graciliano Ramos. Voltar Língua Portuguesa . Aos quatro anos. uma boca enorme. d) caracteriza o mundo exterior como hostil. a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos..Texto para as questões 112 e 113: “Hoje. podemos afirmar que se trata de um texto psicológico porque: a) mostra a solidão em que vive o narrador. agito a cabeça para repelir a visão que me exige essas deformidades monstruosas. A vela está quase a extinguir-se. que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. viciadas em indigência intelectual e espiritual. Emescam-ES A frase que melhor sintetiza as idéias do texto acima encontra-se em: a) Hoje. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. aos brinquedos eletrônicos. morto de fadiga. isso ocorre em: a) ‘suficiente discernimento’ – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso. Foi este modo de vida que me inutilizou. E um nariz enorme. c) retrata o conflito íntimo da personagem. b) Os adultos cedem facilmente aos desejos das crianças. O sonho é substituído pela TV.) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto. (. Frei. IMPRIMIR GABARITO 114. bruxas e reis. Fecho os olhos. c) ‘embotelhada em danças’ – especialista em danças. sem sonhos. Emescam-ES Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto.

Alguns dias mais tarde. c) irônico.115. Namorado é a mais difícil das conquistas. um envolvimento e dois amantes. disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que. Rio de Janeiro: Aguillar. mesmo assim pode não ter namorado. mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme. relatou a seguinte experiência. beira d’água.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . brisa ou filosofia. Alfredo. (. decidida. tendo o manjericão agido como fermento. aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba virando matéria privilegiada do humor. semelhante ao de Gregório de Matos. fruto da inspiração poética. show do Milton Nascimento. Namorado não precisa ser o mais bonito. é uma questão Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. caso. ‘expressão duma alma muito pessoal. transa. flerte. um químico holandês.” Hoje. (.) Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Mas namorado.) Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo. UERJ Em 1648. UFR-RJ “O primeiro grande poeta que se firmou depois das estréias modernistas foi Carlos Drummond de Andrade. abobalhados de alegria pela lucidez do amor. fliperamas. Se você tem três pretendentes. Texto para as questões 117 e 118: “Namorado: ter ou não. saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Paquera. é muito difícil.. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques. gabiru. d) a geração espontânea não pode ser comprovada com experimentos. atividade da razão. nuvem. Definindo-lhe lucidamente o caráter. fazer compra junto. b) uma hipótese alternativa para o fenômeno não foi lembrada. Enlou-cresça. quindim. envolvimento.. 494.Interpretação de texto II Avançar . e passeie de mãos dadas com o ar. mesmo. da qual fazia parte. para comprovar a tese da geração espontânea: “Faça um buraco num tijolo. de saliva. c) o químico não tinha competência para a realização da experiência. e) característico da primeira geração modernista. sem qualquer reflexão. d) tímido. argumentando indutivamente. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. até paixão é fácil. 50 BOSI. bosques enluarados. Aplique um segundo tijolo sobre o primeiro e exponha tudo ao sol. aquela de chita. Necessita de adivinhação..’ Parece-me que alma muito pessoal significa. História concisa da literatura brasileira. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. ponha a saia mais leve. sabemos que escorpiões não nascem assim. 1982. 116. chamado Jean Baptista von Helmont. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. São Paulo: Cultrix. (. nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele. traço constante na poesia de Drummond”. b) escarnecedor. Obra completa. lágrima. ponha ali erva de manjericão bem triturada. a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade. fazer sesta abraçado. Carlos Drummond de. A proteção dele não precisa ser parruda. distanciado e lúdico. De alma escovada e coração estouvado. no caso. Segundo Bosi. sua frio e quase desmaia pedindo proteção. dois paqueras.. A conclusão do químico pode ser refutada logicamente pelo argumento indicado em: a) a experiência não resistiu à passagem do tempo. você verá nascer pequenos escorpiões. p. ruas de sonhos ou musical da Metro. 1989.” ANDRADE.) Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado.. é poesia objetiva. ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor. de pele. em relação ao humor de Drummond pode-se afirmar que é um riso: a) que assinala uma ruptura com a geração que o antecede.

em nome de sua arte. e. d) os gramáticos impõem normas para os artistas não as transgredirem. é correto afirmar que: a) a língua não oprime os artistas quando os submete à vontade do Estado. 118. em valor. (Introduz uma comparação). b) Ela pode dar impressão de firmeza. os artistas. (Refere-se à transgressão de função estrutural). o emprego do termo. de ambigüidade. Na maioria dos casos. contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa. A resposta à questão inicial é simples. não dá. Pela perspectiva dos artistas. A transgressão. certa rua dá mão. impondo normas. UFMG De acordo com o texto. Observa-se o mesmo nas normas da gramática.” O neologismo em questão sintetiza o seguinte pensamento: a) só é possível crescer se a vida não fizer nenhum sentido. que variam conforme as convenções gerais de cada época. destacado. d) o sentido da vida se dá pela tensão entre crescimento e loucura. Textos para as questões 119 e 120: “Pode um escritor. só sabe o que é namorar quem: a) cultiva o hábito de fazer poesia.. b) os artistas revelam o caráter transitório da norma culta ao infringirem-na. De outro. assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma. b) entra em sintonia com o outro no plano das sensações. pode ser que a mesma rua não exista. UFMG Em todas as alternativas. e) o sentido da vida é construído por meio da loucura. mas porque sabem tirar proveito da ruptura. dominar a norma culta do idioma não excede. os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído. c) Para eles. para ser bem-sucedida.. em valor. de precisão. no outro. ou expressão. de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. b) o sentido da vida se constrói a partir do crescimento intelectual. e não para escravizá-lo. deve possuir função estrutural. indica novas propostas para o futuro. o conhecimento do código de trânsito. exceto em: a) … assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. d) vivencia as sensações do amor sem se entregar. o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado. c) os escritores contrariam as regras gramaticais porque as desconhecem. por natureza convencional e efêmero: num dia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ela pode dar impressão de firmeza. UFR-RJ Para o autor. Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras. está corretamente explicado pela frase entre parênteses. Tanto no texto como no comportamento.Interpretação de texto II Avançar . UFR-RJ “Enlou-cresça. clamando por liberdade. c) o crescimento e loucura são considerados processos incompatíveis. Esse tipo de postura gerou um impasse. (Refere-se aos gramáticos. (Remete à efemeridade do conhecimento do código de trânsito). c) distingue o que é concreto do que é abstrato.” 51 GABARITO 119. d) Observa-se o mesmo nas normas da gramática. o conhecimento do código de trânsito. 120. […] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. que variam conforme as convenções gerais de cada época. Para eles. De um lado. na próxima semana. dominar a norma culta do idioma não excede. guardiães da língua). e) sabe teorizar sobre os seus sentimentos. pensa o poeta.117. ficam os gramáticos. A língua existe para servir o indivíduo. Sendo uma aventura intelectual.

c) Um salário-mínimo maior prejudicaria o país. Dedução formal tal que. o sensato é insensato. Grita exatamente porque sabe que foi ela. O Globo.) Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém. então.. quando o pote da geléia que estava em cima do armário cai e quebra. É que. Monica Stahel. ninguém me ajudou!’ Do mesmo modo.Interpretação de texto II Avançar . mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. mas preferimos confessar-nos ‘escravos das circunstâncias’ quando nossos atos não são exatamente gloriosos. delas se tira uma terceira.)” VERÍSSIMO. 121. ao agirmos mal e nos darmos conta disso. inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. 24/03/2000.. Nova Fronteira. se não fosse assim. comprometeria o programa de estabilização do Governo. nas circunstâncias. é preciso alterar esse modelo econômico. m. temos homens honrados e capazes. 1986. o adulto é irreal e o responsável é criminoso. Aqui o sério é temerário. Sérios.Texto para a questão 121: “Silogismo Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas. então. etc. pode-se concluir que o silogismo a que se refere o título do texto é encontrado em: a) Boa parte da população sobrevive com apenas um salário-mínimo e o salário-mínimo não dá para viver. ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: ‘Fiz sozinho. oportunismo político ou desinformação. chamada conclusão.. queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos. ‘vi que todo o mundo fazia a mesma coisa’. Trad. nelas logicamente implicada. Do mesmo modo. Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo. compreendemos que já estamos sendo castigados. quebraria a Previdência. A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes.. ou talvez até risse e pronto. mesmo reconhecendo que é pouco. S. Lóg. é preciso resistir a apelos emocionais da sociedade. Fernando. resistindo a apelos emocionais. estamos todos condenados a uma lógica do absurdo. que lesamos a nós mesmos — pouco ou muito — voluntariamente. então. B. De onde vêm os remorsos? Para mim está claro: de nossa liberdade. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia. então. A. postas duas proposições. o país necessita da miséria de grande parte da sua população. F. (. é claro) de nada e evitaríamos os remorsos. Ética para meu filho. adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível. ‘é mais forte do que eu’. Se não fôssemos livres. L. o salário-mínimo impõe miséria a grande parte da população. d) O salário-mínimo não garante vida digna para a maioria da população. nem se daria ao trabalho de dizer nada. sensatos. 1997. chamadas premissas. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser. ‘perdi a cabeça’. que não pudemos escolher: ‘cumpri ordens de meus superiores’. eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua. Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. São Paulo: Martins Fontes..” SAVATER. Em compensação. a criança pequena grita chorosa: ‘Não fui eu!’. UERJ silogismo. FERREIRA. Texto para as questões 122 e 123: GABARITO “Ética para meu filho (. quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim. não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos.. O país só é viável se metade da sua população não for. b) Precisamos manter nosso prestígio com a comunidade financeira internacional. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o salário não aumenta mais por exigência do mercado internacional. 52 Considerando essa definição. ao crescermos. ‘não percebi o que estava fazendo’. Por isso. de Holanda. Rio de Janeiro. há circunstâncias que impedem o salário de ser maior.

caem por terra. Newton. andar para cima e para baixo. d) destaca a palavra dos outros como argumento de autoridade. “Goethe estava interessado nas condições necessárias para que o fenômeno das cores se manifeste. rios e montanhas. ao contrário de Goethe e Schopenhauer. é de 850 milhões de hectares.122. c) diminuir a assimetria entre o filósofo e o leitor. PUC-RJ Leia o texto abaixo.. embora as críticas de Goethe se revelassem posteriormente inconseqüentes.. J. Nesse aspecto. b) delimita o que é defendido e o que é atacado. Na verdade já estava procurando distinguir as condições ou esferas mediante as quais o fenômeno da cor se apresenta. incluindo lagos. o autor obtém o seguinte efeito: a) valoriza o argumento das outras falas. c) ambos os textos propõem o uso racional das terras no Brasil. Para ele. o que distingue basicamente a abordagem de Newton daquela de Goethe. que é negado no texto II. José Saramago. Prefácio à edição brasileira de A Doutrina das Cores. Triângulo Mineiro-MG “A superfície do Brasil. UERJ Ao trazer para seu texto a citação de outras falas — por meio do emprego das aspas —.” GIANNOTTI. M. uns 400 milhões de hectares. Essa estratégia tem o seguinte objetivo: a) provocar a resposta direta do interlocutor. b) ressaltar uma discussão teórica entre iguais. São Paulo: Nova Alexandria. de GOETHE. 123. sendo provocadas por sua vez por processos físicos. GABARITO 125. continuando o caminho de Goethe. b) o texto II faz uma reflexão sobre os fatos narrados no texto I. à toa! Como judeu errante. luz e cores são fenômenos de consciência (sensações e percepções) cujas condições são ocorrências fisiológicas na retina e no sistema nervoso. no qual o autor expõe seus argumentos em tom de conversa. e) as perspectivas pessimistas quanto ao uso do solo brasileiro. considerando-se o sentido do texto II. UERJ O texto lido faz parte de um ensaio filosófico sobre ética. Assim. é o primeiro a distingui-las claramente: ‘Do ponto de vista do sentido visual.) encontra-se em estado de improdutividade. c) identifica um embate como reforço do campo da sinceridade. Ora. mas como aparece junto à luz. 1993. O restante (. mais tarde desenvolvida por Schopenhauer? Voltar Língua Portuguesa . mas como pontos de vista que se baseiam em critérios. A sina dele era correr mundo. W. de abandono. apenas uns 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. IMPRIMIR No que diz respeito ao fenômeno da cor. d) revelar opiniões compartilhadas pelos interlocutores. Considerar-se plantado em terra alheia! Engano. Goethe e o físico inglês Isaac Newton compreenderam o fenômeno da cor. é geralmente apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícola. W. A respeito dos textos. ou métodos de comparação. Um vagabundo empurrado pela seca”. 124. preocupou-se somente em estabelecer os critérios para a produção da cor enquanto fenômeno físico. pode-se afirmar que: a) o texto II constitui uma representação estética da realidade contida no texto I. actualmente. M. sem fruto”. d) o texto I discorre sobre o aproveitamento agrícola das terras brasileiras.’ A identidade da cor varia de acordo com os critérios estabelecidos para sua compreensão enquanto fenômeno de consciência. Mais ou menos metade desta superfície. o principal mérito de sua análise é ter mostrado que a cor também existe como fenômeno que escapa à física. fenômeno na retina ou fenômeno físico. em que se comenta o modo como o escritor alemão J..Interpretação de texto II Avançar . inteiramente distintos. essas duas interpretações diversas do fenômeno cromático não devem ser pensadas como necessariamente incompatíveis. F. Schopenhauer. de Graciliano Ramos. Vidas Secas. no texto I. não basta dizer que a cor surge da luz. 53 “Entristeceu.

Mas. Rio de Janeiro: Record. julgue os itens que se seguem. O presente é tão grande. o tempo presente. de uma história. p.” ANDRADE. o entretenimento — ideais de vida de algumas civilizações antigas. a romana e. vamos de mãos dadas. ( ) O autor responsabiliza as jornadas de trabalho brutais pela devastação da natureza. F. 54 Todas as alternativas seguintes correspondem a uma leitura possível do poema drummondiano. opta por conhecer a realidade de seu próprio tempo. não nos afastemos. dos quais não pretende mais se afastar. considero a enorme realidade. pois. 9. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. Estou preso à vida e olho meus companheiros. não! Ou que sempre será assim? Esperemos que não! Na verdade. d) O poeta busca a convivência com os outros homens à sua volta. ( ) Entre as “preocupações novas” das autoridades. ao lazer. Entre eles. Mas será que sempre foi assim? Sem dúvida. não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida. voltam com força total.126. UnB-DF “O trabalho é a principal atividade do ser humano? Quase todas as pessoas responderiam afirmativamente a essa questão. as cidades apresentam dificuldades de se organizarem em formas que não sejam pelo trabalho. principalmente a urbana. destruíram-se símbolos preciosos da civilização e as cidades passaram a ser vistas apenas como espaços de trabalho e produção. GABARITO A partir do texto. Nesse período. O tempo é a minha matéria. Não serei o cantor de uma mulher. exceto: a) O autor de “Mãos dadas” quer unir-se a seus semelhantes para libertar-se do passado. e do futuro de um mundo caduco que o sufoca. Carlos Drummond de. como a recessão e a violência. Não nos afastemos muito. estamos chegando ao final de um ciclo civilizatório durante o qual nunca se trabalhou tanto e em que. não pretendendo. o trabalho converteu-se efetivamente na primeira necessidade humana. não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. Antologia poética. ( ) Infere-se que. em breve. Luiz Octávio de. pela primeira vez na História. Também não cantarei o mundo futuro.Interpretação de texto II Avançar . A diversão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “Introdução”. a paisagem vista da janela. fortaleza francesa que foi destruída em 1789. p. como a grega. c) O poema revela-nos um eu-lírico que. a chinesa — foram esquecidos. Vivemos hoje um modelo de vida tão assentado sobre o trabalho. b) O poeta renuncia ao isolamento voluntário e reafirma sua solidariedade aos companheiros. 1998. que raramente o questionamos. assustando algumas autoridades. tendo em vista a existência de graves problemas. o autor tece comentários acerca de fatos históricos ocorridos na segunda metade do século XVIII. U. ( ) Algumas autoridades estão assustadas com a possibilidade de que o homem atual possa vir a ter diversão. trazendo preocupações novas. devastou-se a natureza. não direi os suspiros ao anoitecer. surgiram jornadas de trabalho brutais. não haverá mais quem trabalhe. In: Educação para o lazer. pode-se incluir a de buscar meios de viabilizar o acesso da população. lazer e entretenimento como ideais de vida. o lazer. 1998. do presente. nesse texto. de certa forma. e) Ao voltar-se para a vida presente o poeta demonstra uma preocupação maior com o seu momento histórico. a vida presente. ao entretenimento. Viçosa-MG Leia atentamente o texto: “Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. São Paulo: Moderna. porque isso significa que. ignorando o passado e o futuro. à diversão. neste final de milênio. 118. muito novas mesmo…” LIMA CAMARGO. 127. ( ) Atualmente. tendo em vista que as “jornadas de trabalho brutais — fazem alusão ao início da Revolução Industrial na Inglaterra e que os “símbolos preciosos da civilização” incluem a Bastilha. entregar-se aos devaneios e à solidão. os homens presentes.

27/9/99. se bem que ele próprio aposentado. Não. O Globo. se o ex-ministro Magri. 128. outros compromissos. 5/7/99. com meus próprios horários e sem chefe ou patrão por perto. com base em minha memorável participação nas peças do jardim de infância em Aracaju. eis que. 103) – Inf. 28) – Inf. como resposta. mas não só levantar a papelada me infunde pânico. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .: Para o autor. mas não adianta. p. 29) – Inf. quem lê deve ser capaz de inferir que a memória do escritor já o traiu pelo menos uma vez antes. (02)“Vinho Mercosul no mundo. eu também posso). p. já está em outonos e. como não está a meu alcance aspirar ao marajanato (sei que esta palavra não existe. 7) – Inf. (…)” O Globo. é necessária na atual conjuntura. Alguns. E o dr. 55 Trabalho desde os 17 anos — já lá se vão 41 do que começou como primaveras. como sabemos. se transmuta em invernos. pôde. como também não quero ser chamado de vagabundo. pondo a mão no meu ombro. ou seja. também padeço de segundafeirite que acomete todos os trabalhadores. me chama de ‘ilustre representante da esquerda democrática’. fico um pouco melancólico. enfim. a incapacidade de ligar causa e efeito e aprender do passado são características imutáveis de nossa mentalidade. o ministro Ornélas ou foi meu aluno ou quase foi — é o segundo ou terceiro ministro que foi meu aluno. e. a fim de recuperar o que não foi dito explicitamente. o leitor competente deve saber ler nas entrelinhas. argumentando comigo mesmo que desfruto de certa liberdade. Nada de aposentadoria.” (Época. começam a ficar macambúzios na hora em que ouvem a musiquinha de encerramento do Fantástico. logo. Cad. apesar de não sofrer as mesmas pressões que um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas. 1999. Opinião. 5/9/99. 6/10/99.: Os outros produtos do mesmo tipo não têm a garantia HTP. procurando pistolões. sempre é afável comigo. Ao trabalho. Argentina em primeiro lugar e Brasil em terceiro são premiados na Turquia.Texto para as questões de 128 a 131: “Segunda-feirite aguda João Ubaldo Ribeiro. Não tenho queixa.” (Istoé. p. já depois de muito tempo trabalhando em casa. (01) “Veja: uma revista tão boa que as notícias nem precisam ser ruins. a soma das alternativas corretas. Podia estar aposentado. dos saudosos 30 mil dólares. jun. entre as alternativas apresentadas abaixo. logo. quando João Ubaldo diz “…se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados…”. p. morre de rir quando o crítico e. que me conhece desde rapazinho (eu. Quis muitas vezes descondicionar-me.Interpretação de texto II Avançar . E manda a ética que me recuse a recorrer a pretensas vantagens derivadas de relacionamentos pessoais. p. deve ser capaz de fazer inferências. mas a verdade é que. 84) – Inf. O único clarificante e floculante de piscina com a garantia HTP. a síndrome ataca de igual maneira. onde certa feita interpretei ‘Tatu subiu no pau’.: O leitor lê Veja porque a revista não traz notícias ruins.” (Revista do Mercosul./jul. 1998. lá vem a segunda-feira.” (Raça. Dê.: Os demais países do Mercosul não se inscreveram no Festival de Vinhos na Turquia. p. nada disso. mas com inquestionável empenho. não. se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados. Opinião. Antônio Carlos. ago.” (Veja. o povo era elegante. 7. p. Por exemplo. não ele). que não os mencionados. Eu. a Internet deixou de ser novidade e 5 milhões de brasileiros já não podem mais viver sem computador. outra crônica. sem muito sucesso. 57) – Inf. aquela(s) em que a inferência feita não se sustenta a partir do fato mencionado. mas posso perfeitamente inventá-la. (08)“Continuamos incapazes de duas coisas: ligar causa e efeito e aprender do passado. aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô ou a pleitear uma vaguinha no Retiro dos Artistas. Lá vêm outra semana. Antônio Carlos. começo na manhã da própria segunda. 29/9/99.: Antes a Internet era novidade e 5 milhões de brasileiros podiam viver sem computador. reconheça. (32)“Max Floc.” (Roberto Campos. (16)“Sem alarde. eu também podia recorrer ao dr. nem de tentar facilitar a vida. Cad. UFMS Na construção do sentido de um texto. chegou a verões. Com base nessas explicações. outras chateações. (04)“A dupla jeans e camiseta e roupa feita em série acabaram com a elegância do povo. especialmente por um ex-colega de magistério.: Quando usava outros tipos de vestimentas. Além disso.

ou seja. UFMS Dentre os enunciados abaixo. (02)Em “…aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô…” o advérbio provavelmente acrescenta ao conteúdo proposicional do enunciado a indicação da modalidade sob a qual ele deve ser interpretado. (04)A forma verbal pôde é um dos casos de palavras que admitem dupla acentuação. como o dr. (02)Em “…se bem que ele próprio aposentado. (01)Os conectores não só… como também e além disso são utilizados para ligar enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão. identifique aquele(s) que seja(m) adequado(s) ao texto lido. uma vez que foi usada uma palavra no lugar de outra. como resposta. (64)Se em “…não está ao meu alcance aspirar ao marajanato…” utilizássemos um pronome pessoal para substituir o objeto indireto. como resposta. (64)João Ubaldo Ribeiro assume um tom irônico que perpassa todo o texto. UFMS Marque a(s) proposição(ões) que não está(ão) correta(s). que não a do locutor. (01)Sendo quase sexagenário. (08)O direito de inventar palavras que o autor se atribui apóia-se no exemplo do exministro Magri. rinite e gastrite. o verbo morrer pelo advérbio de intensidade muito. 131. Dê. (04)As aspas em “ilustre representante da esquerda democrática” têm por função indicar uma expressão atribuída a uma outra voz. (02)O autor afirma que ainda não pediu aposentadoria apenas porque não tem condições financeiras para se sustentar. no caso do texto. a performance do menino João Ubaldo não foi das melhores. por exemplo. como em baronato. (32)Já para criar segunda-feirite. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o escritor admite estar caminhando para o inverno da vida.129.”. como. sujeitos a horários e normas rígidas. eles somam argumentos para apoiar ou justificar a não-aposentadoria do autor. a soma das alternativas corretas. o que significa que poderia ser substituída por pode indiferentemente. também ele inventor de palavras. não ele)…” a informação entre parênteses vem corrigir uma possível ambigüidade de sentido. a de escritor. (32)A segunda-feirite ataca todos os trabalhadores já no final da noite de domingo. UFMS Assinale abaixo a(s) alternativa(s) verdadeira(s). pelo fato de obedecer a princípios éticos. (04)Embora a peça “Tatu subiu no pau” tenha tido êxito de público. 56 GABARITO 130. Antônio Carlos. a concordância do adjetivo com os substantivos que o antecedem poderia ter sido feita também no masculino plural. o conector se estabelece uma relação de condicionalidade com o que foi dito anteriormente. (08)Em “…eu também podia recorrer ao dr. desesperado. (16)O escritor não admite recorrer a favores de ex-alunos ilustres. o resultado seria “…não está ao meu alcance aspirar-lhe…”. ou seja. que indica inflamação e que está presente também em bronquite. a soma das alternativas corretas. Dê. (08)Em “…um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas…”. que me conhece desde rapazinho (eu. acabam sendo menos afetadas pela síndrome da segunda-feira do que os trabalhadores comuns. o autor emprega o sufixo grego -ite. (16)Para construir o vocábulo marajanato. a soma das alternativas corretas.Interpretação de texto II Avançar . (16)A figura de linguagem presente em “…morre de rir quando o crítico…” é a metonímia. (32)A palavra macambúzio significa revoltado. João Ubaldo Ribeiro faz uso do sufixo latino ato que forma substantivos a partir de adjetivos. Dê. Antônio Carlos. inconformado. identificam-se as várias fases da vida humana às estações do ano. e na necessidade da situação atual. (64)Pessoas que exercem determinadas profissões. como resposta. (01)No início do primeiro parágrafo.

todo mundo de carro. associada a Rubem Braga. hot-dogs e fumamos charutos e tudo nos embriaga de felicidade. assim como o leite. de noite esfria. fazemos de noite uma ceia para comemorar o nascimento. as geladeiras são repletas de guloseimas. parece uma cidade de papel onde tudo é florido e arrumado e limpo e vigiado. a mãe sofre dores atrozes e mia feito um gatinho abandonado. ( ) Com a metáfora final do texto. a nurse midwife chamada Joyce faz o parto. o desodorante era maior do que um pão de forma que era maior do que a presuntada que era maior do que um garrafão de suco de tomate maior do que o vidrão de peanut butter. ( ) A menção reiterada de grandes quantidades e o uso do grau comparativo de superioridade constituem um recurso estilístico que demonstra a profunda admiração da autora pelos hábitos californiamos. classic music to help stimulate your baby’s brain development . o chicano passa a cada instante. eu me sentia uma liliputiana no país de Gulliver. o texto de Ana Miranda classifica-se como crônica. Smart Symphonies. o suco de laranja (que tem gosto de beterraba que tem gosto de pastel) vem num galão. por causa dos terremotos. as ruas espalhadas. a cidade é calmíssima. (…) eles mesmos lavam o carro num posto de gasolina. autora de Boca do Inferno. (…) filmo o nascimento do Raphael. escritora brasileira. ah. 19 (com adaptações). a autora informa ao leitor que ela escreve seu texto ouvindo música. comem-se muita verdura e fruta. em vez de dizer Push diz Purra! Purra! pois ouviu meu filho dizer. UnB-DF “Notícias da Califórnia Aqui são quatro horas mais cedo. apenas alguns. p. poeta. Ana. entre outros romances. nº 30. enquanto ouço vou também desenvolvendo o meu cérebro e aprendendo a aferir os encantamentos na máquina de um amigo. ouvindo música clássica de um disco que o Raphael ganhou na maternidade given to over a million new parents in hospitals across America. o tubo de pasta de dentes era maior do que um tênis do Shaquille O’Neal. a arquitetura do medo. o chicano passa a cada instante” pode ser substituída. a polícia passa a cada instante. o imigrante passa a cada instante.” MIRANDA. de Ana Miranda. julgue os itens seguintes. o imigrante e o chicano passam a cada instante. claro. tudo aqui tem o mesmo gosto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . com vantagem estilística e sem prejuízo de qualquer natureza. a garrafa de champagne era mais alta do que eu.75 dólar. por a polícia. a maçã tem gosto de melancia que tem gosto de cereais que têm gosto de macarrão que tem gosto de waffle que tem gosto de vinho de Napa Valley que tem gosto de graveto que tem gosto de pão que tem gosto de ceasar salad que tem gosto de syrup que tem gosto de nescafé. tomamos vinho e comemos bolo de nozes. não há edifícios de mais de três andares. 57 A partir do texto acima.132. tudo aqui é em quantidades vertiginosas. pagam 1. tudo era apavorante. ( ) A exemplo da tipologia textual. um sentimento vitorioso. Caros Amigos. faz calor mas não muito. 9/99. os dias estão azuis dignos de uma crônica de Rubem Braga. as frutas são coloridas mas sem sabor. a autora faz uma crítica da sociedade californiana do século XX. a massa de pizza vem num saco com sessenta. ameaçador. o imigrante passa a cada instante. corta o meu coração. o neném nasce e chora. ( ) A seqüência “a polícia passa a cada instante. fomos a um mercadão de varejo. GABARITO ( ) Assim como Gregório de Matos Guerra fez uma crítica da sociedade baiana do século XVII. e as estruturas levíssimas. ‘Empurra!’ Fotografo até cansar de gastar os sessenta filmes do pacote. de eternidade. é lindo! He’s pretty and pink diz a nurse.Interpretação de texto II Avançar .

IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . romance primoroso e por tal forma comovente [que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas… Perdi meu tempo: não fez efeito. Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nôzinho. Me rasguei todo.19) há a mesma informação semântica. julgue os itens que se seguem. o autor emprega. Que ela era gostosa. ( ) Apesar de se tratar de construções sintáticas diferentes. Então banquei o sentimental Fiquei com olheiras. p. Utilizei o bonde. Ajoelhei. Falei de macumba. Virei pirata: Dei em cima dela de todas as maneiras. duas figuras de linguagem da retórica tradicional: um hipérbato e um clímax.133. li Elvira a Morta [Virgem. UnB-DF “Rondó de Efeito Olhei pra ela com toda a força. Pastilhas purgativas: É impossível que não faça efeito!” BANDEIRA. Disse que ela era boa. o automóvel. o passeio a pé. Meu Deus que mulher durinha! Foi um buraco na minha vida. ( ) No verso 9. em “À toa” (v. ofereci pó… À toa: não fez efeito. 1974. 58 Com base no texto acima. fica claro que o narrador oferece à jovem uma caixa de pó-de-arroz. ( ) Entre os versos 11 e 15. Escrevi cartinhas e pra acertar a mão. In: Poesia completa e prosa. oferecimento de vantagens materiais e chantagem emocional.10) e “Perdi meu tempo” (v. Mas eu mato ela na cabeça: Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas. Rio de Janeiro: Aguilar. Manuel. Chorei.Interpretação de texto II Avançar . simultaneamente. Mafuá do malungo. Que ela era bonita pra burro: Não fez efeito. 406-7. Fiz versinhos. ( ) Para conquistar sua amada. produto de maquilagem muito usado pelas moças de pele alva. o narrador faz três investidas sucessivas que podem ser assim resumidas: elogio da beleza física da mulher.

“ SOARES. o governo abandonou estradas. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. única saída para os desempregados. o governo poder oferecer trabalho para a massa de subtrabalhadores. a palavra que melhor traduz “enorme problema” é: a) sobrevivência. 1998. b) o avanço da economia informal.). as expectativas. b) a economia brasileira ter estagnado e voltado a crescer pela influência do governo. Fempar A ironia. 105. vai-se constituindo em disciplina curricular. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1o grau completo ou nem isso. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. que considera as condições sociais de produção de um determinado conhecimento. viadutos. à qual o texto se refere. c) globalização. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a principal causa do “retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro” é: a) a existência de quase metade da população brasileira sem escolaridade mínima e. com a modernização. O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. uma perspectiva cultural. Fempar Segundo o texto. Durante mais de uma década. empregam menos trabalhadores com escolaridade mínima. o principal órgão de pesquisas sociais do país. Para os outros. c) a intervenção do governo na economia ter sido devastadora. E o desafio. e) o governo ter aquecido e desaquecido a economia. e) o descompasso entre modernização e economia. 59 134. perspectivas. p. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. que busca identificar os pressupostos ideológicos que levam a instituir um certo conteúdo em disciplina curricular e que subjazem aos objetivos e procedimentos de ensino dessa disciplina. c) a modernização das empresas que. ensino. INSTRUÇÃO: Responder às questões 137 a 139 com base no texto. está no fato de: a) graças a sua ineficiência.Interpretação de texto II Avançar . que considera os processos de aprendizagem de um conteúdo específico. que relaciona a disciplina e seu conteúdo com as características. Apud: BASTOS. para o país. b) desemprego. o papel e função atribuídos pela sociedade à instituição em que ensino e aprendizagem ocorrem. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. 135. uma perspectiva histórica. e) modernização. conseqüentemente. Fempar Pela essência do texto. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. 136. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. já não precisam tanto de força física. d) educação. uma perspectiva psicológica. as condições sociais daqueles a quem se destina o ensino e daqueles encarregados de ensinar. que reconstrói os processos por meio dos quais um certo conhecimento vai-se configurando como saber escolar e.“ VALENTINI. d) o desaquecimento da economia que não permite a contratação da força física do trabalhador. Magda. a escola. p. por uma ironia de seu passado recente. Cintia. Veja.Texto de referência para as questões 134 a 136: ”ELES SOBRARAM Os números do IBGE. ”Uma reflexão sobre o ensino de todo e qualquer conteúdo pode e deve ser feita de várias e diferentes perspectivas: a perspectiva da própria ciência de que se recortou o conteúdo para constituir uma disciplina curricular. Para garantir a sobrevivência. uma perspectiva política. o horizonte é desolador. uma perspectiva social. Isso porque as empresas. as necessidades do grupo cultural a que se destina seu ensino. por isso. Língua portuguesa: história. Assim que a economia voltar a crescer. subempregada. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. isto é. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. Segundo o Instituto. mas que os deixa desassistidos. d) empregar e desempregar serem tarefas do governo. 1999. deixou ruas se esburacarem. Neusa (org. ao longo do tempo. hoje. 53. 21 de julho. São Paulo: Educ.

4. a metas e ações. U. 1. c) 1 – 2 – 3. prioritariamente. respectivamente. “objetivos e procedimentos” correspondem. Cada uma das perspectivas é caracterizada por uma ou mais orações adjetivas. A estrutura do parágrafo apresenta paralelismo. I. d) 2 – 3 – 4. estruturas de natureza semelhante. facilitando a leitura. U. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão considerando a veracidade das afirmativas apresentadas de 1 a 4. e) 3 – 4. ou seja. sobre a forma como as perspectivas são apresentadas. ao “como” se aprende determinado conteúdo. III. “pode e deve” sugere uma gradação. 138. 139.137. F. “todo e qualquer conteúdo” equivale à totalidade de um conteúdo. 60 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . aluno e o contexto em que interagem. c) I. só não é correto afirmar que a perspectiva: a) histórica precisa o momento em que determinado conteúdo passou a ser ensinado. e) da própria ciência se relaciona à área de conhecimento específica do conteúdo a ser ensinado. F. c) política se refere ao modo de pensar dos responsáveis pela definição dos conteúdos a serem ensinado. e) III. b) I e III. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão com base nas afirmativas abaixo. d) psicológica diz respeito. 2. II. “ensino e aprendizagem” relacionam-se como causa-conseqüência. F. U. d) II e III. 3. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) I e II.Interpretação de texto II Avançar . Pela análise das afirmativas. O uso do ponto-e-vírgula entre as diferentes perspectivas hierarquiza as informações. II e III. b) 1 – 2 – 4. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) 1 – 2 – 3 – 4. Pela análise das afirmativas. b) social envolve professor. Pelotas-RS Sobre as diferentes perspectivas apresentadas no texto.

.). ficará sob controle com a aplicação de programas adequados.). a iniciativa tende a levar o país a utilizar um combustível cuja queima deverá lançar na atmosfera grandes quantidades de poluentes. porque são ilimitadas as reservas desse combustível. 141. país não limítrofe com o Brasil. 61 GABARITO a) A inevitável falta de energia não virá de imediato.” Revista Galileu. Pelotas-RS De acordo com o texto e seus conhecimentos.) O programa de gás natural. essas usinas deverão somar mais de 15 mil MW ao sistema elétrico.) A energia solar é outra fonte a ser considerada. na expressão “combustível fóssil”. equivale a embarcar com todas as malas numa canoa furada... d) Os programas do governo federal representam a esperança de que o blecaute não chegue ao Brasil. para eles. e) a expressão “energia solar” remete à idéia de energia proveniente da reflexão total dos raios luminosos por parte da Terra. prevê a utilização de um combustível fóssil. é possível afirmar que: a) o pronome “isso” remete a uma expressão que aparece depois dele. Pelotas-RS O título do texto — Um túnel no fim da luz – inverte uma expressão de uso popular. Nesse caso. no Brasil. c) a existência de nexos de concessão ao longo do texto justifica-se pela necessidade de o autor apresentar apenas argumentos convergentes às idéias apresentadas. Assinale a alternativa com a frase que.. o que.) Sem dizer com todas as letras. d) a expressão “sem dizer com todas as letras”. o Ministro das Minas e Energia quer antecipar as datas do programa de implantação de termelétricas. embora ela diminua o peso das hidrelétricas. tem.. conduz a uma leitura oposta a essa expressão popular. Para exorcizar a ameaça. fornece uma quantidade significativa de gás natural. b) a palavra “fóssil”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. U. isso é o que o governo federal dá a entender. para certos críticos. e) O problema da falta de energia. contendo informações cientificamente corretas. um significado preciso..As questões 140 e 141 baseiam-se no texto a seguir: ”Um túnel no fim da luz O fantasma do blecaute ronda o Brasil. 140. porque a Bolívia. b) A energia eólica e a energia solar – provenientes de combustíveis fósseis – não evitarão o blecaute no Brasil. para os críticos do programa de gás natural. (. (. A iniciativa vem sendo debatida por especialistas da área. existem dois tipos de solução: as células fotovoltaicas e os aquecedores solares de água (. F.. A palavra fóssil tem. Alimentadas principalmente pelo gás natural boliviano (. no total da produção de energia brasileira.Interpretação de texto II Avançar . remete à necessidade de a população encarar a possibilidade de um blecaute.. c) O fantasma do blecaute ronda o Brasil. (. (Adaptado). por causa do não aproveitamento de todos os nossos recursos energéticos. defendido por muitos especialistas. U. Segundo afirmam. um significado preciso. que significa “embora não declare explicitamente”.. F.

p. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa. ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka. 16) as habilidades das pessoas para as mais diversas profissões não podem ser avaliadas exclusivamente pelo tipo de letra. feita por Lírio. 62 142. Este ano. Dê. Unioeste-PR Observe que a expressão essas inferências duvidosas retoma um recorte textual anterior. 32) o tipo de letra é um item que deve ser considerado somente durante a entrevista. 08) o êxito de Lírio comprova que a grafologia não é um método justo de avaliação. 08) As inferências são duvidosas porque o teste de caligrafia não é um dispositivo científico. e um psicólogo que nem o conhecia decretou: o candidato não tinha a agilidade. 02) Lírio deve ter melhorado a forma de escrever. Com base nessa afirmação. Tarefa simples. 32) As inferências são duvidosas mediante o que está disposto na análise da letra de Lírio. 01) As inferências duvidosas atribuídas a Lírio decorrem da sua pouca idade. foi um sinal de audácia. Dê. cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos. como podia estabelecer seu perfil negativo? Por isso. fez com que se sobressaísse a ponto de ganhar menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo. suas letras não se curvavam impetuosamente. 04) a denúncia sobre o Banco Marka. julho de 2000. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor.“ Superinteressante. de Vitória.Texto para as questões 142 e 143. 02) Se o psicólogo não conhecia Lírio. Pronto. A grafologia pode até acertar algumas vezes. Como ele soube? Simples. ”O que diz a letra Em 1995. Lírio foi descartado. muito pelo contrário. Portanto. As linhas de Lírio não chegavam ao fim da folha. 55. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Com essas inferências duvidosas. aquele que culminou com a queda do presidente do Banco Central. Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna. a soma das alternativas corretas. 64) a forma como lírio escreve. técnicos e administrativos. Unioeste-PR Segundo o texto. 04) As inferências são duvidosas porque alguns psicólogos condenam o uso da grafologia como técnica de avaliação. é correto afirmar que: 01) a grafologia é um teste altamente eficaz para avaliar a profissão de repórter. Ou seja. a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso. como resposta. a soma das alternativas corretas. Mas errou com Sérgio Lírio. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com tema livre. a criatividade e a intuição que o cargo exigia. a 2000 quilômetros da sede de A Tribuna. indique a(s) alternativa(s) incorreta(s). Lírio hoje trabalha em um dos maiores jornais do país. Pois Lírio acabou reprovado. A folha foi enviada a uma empresa do Recife. procurou dar contornos mais adequados a sua letra. as inferências são duvidosas. 16) As inferências não são duvidosas porque 30% das empresas grandes e médias usam a grafologia para selecionar candidatos. como resposta. o mesmo deve ter melhorado suas potencialidades como repórter após ter se submetido ao teste da grafologia. 143. Francisco Lopes. pois conseguiu emprego em um jornal importante.Interpretação de texto II Avançar .

Infelizmente. Ela é encontrada na paixão com que os cientistas devotam toda uma vida na tentativa de desvendar os mistérios do mundo à sua volta. O resultado é uma sensação de pânico e abandono avidamente explorada por oportunistas que se apresentam como a única alternativa em um ‘mundo louco’. de suas idéias e descobertas. observamos a proliferação de seitas da ‘Nova Era’. onde a troca de informação entre diferentes culturas e pessoas do mundo é mais fácil e barata do que era em qualquer outro período da história humana. b) Os diferentes períodos históricos vividos pelo homem têm sido marcados por uma constante necessidade de integração cultural entre diferentes povos. como ‘O Tao da Física’ de Fritjot Capra. mas muito ainda precisa ser feito. O que ainda vemos. o apetite das pessoas por verdades e certezas mais permanentes vem atingindo níveis jamais vistos ou mesmo previstos. fadas e outras criaturas fantásticas) e de pregadores da ‘verdade’. Observamos também o crescimento do desprezo pela ciência e pelo que ela tem a dizer sobre o mundo. Certas questões são exclusivas da ciência. capaz de curas milagrosas e de viagens interplanetárias.Interpretação de texto II Avançar . então. 1999.Texto para as questões de 144 a 146: “Nestes tempos ‘pré-milenares’. aquele momento de autotranscendência que desafia qualquer explicação racional. proporcionada pelas telecomunicações. a religião aceita o ‘porquê’ baseada na fé. sua distorção? Vários livros de divulgação científica tiveram sucesso por revelar uma conexão entre ciência e espiritualidade. In: Folha de S. a resposta deve revolver em torno de uma reconciliação entre ciência e espiritualidade. em que tudo se transforma tão rapidamente. Essa situação está gradualmente se transformando. deixando de lado o ‘porquê’. enquanto uma intolerância generalizada ameaça polarizar ainda mais a sociedade. Parte da culpa pertence. como a televisão ou o cinema. dedicada a tirar Deus das pessoas. mas também de produzir armas que poderiam aniquilar a vida na Terra. Acredito que essa concepção completamente errônea do que é a ciência e de como ela funciona seja a responsável por sua impopularidade. tem levado o homem a aprofundar o seu autoconhecimento. poucos cientistas dedicaram parte do seu tempo à divulgação. Ela é encontrada no próprio ato criativo. claro. não creio que o caminho usado por esses autores revele a espiritualidade da ciência de forma correta. e) Os governos têm sido intolerantes com a comunidade científica. c) A massificação do conhecimento. A espiritualidade da ciência não é encontrada através de comparações entre suas descobertas e as práticas e ensinamentos de diversas religiões. enquanto outras pertencem somente à religião. Marcelo. sem dúvida. suas diferentes missões e o simples fato de elas serem necessárias para a nossa existência. A julgar por esses livros. Paulo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . na maior parte desses veículos. à comunidade científica: historicamente. Ciência e espiritualidade. A tecnologia é muitas vezes percebida como uma espécie de monstro. O acesso fácil aos computadores e às telecomunicações criou uma aldeia global. especialmente nos meios de comunicação de maior penetração. uma atividade fria e manipuladora. ao público. desenvolvendo-lhe a espiritualidade. Esse excesso de informação. depende do sensacionalismo barato e de distorções da imagem do cientista ou de seu trabalho. Ou as pessoas de Deus. fazendo com que sua divulgação não traga. necessariamente. ao mesmo tempo inspirador e aterrorizador. merecidamente!) perde a sua credibilidade.” GLEISER. p. Uneb-BA É comprovável no texto a afirmação: a) O homem da virada do milênio está ávido por uma compreensão da realidade metafísica. Enquanto a ciência tenta entender o ‘como’. podemos reconciliar a ciência com o grande público. d) O avanço tecnológico propicia ao ser humano uma melhor qualidade de vida. Com isso. não creio que a ciência esteja simplesmente redescobrindo ‘verdades’ descobertas através da meditação ou de uma conexão mística com o mundo. de várias superstições (gnomos. Caderno 5. causa muita confusão e estresse na cabeça das pessoas. pouco se preocupando com o ‘como’. 12. 63 GABARITO 144. descontados os fãs. Como. Folha Mais. Ela é encontrada em sua humanidade e na poesia que revela. surgem teorias de conspirações clandestinas e o governo (em muitos casos. 18 jul. anjos. O fundamental é saber discernir os limites de ambas. como nas religiões orientais. Inevitavelmente. A ciência é considerada a antítese da espiritualidade.

As luzes do imenso lustre estavam todas acesas. com muita pompa e cerimônia. Levei Ermê para a Sala Pequena. (08)A luta entre as forças do bem e do mal é evidente. (16)As personagens membros da família estão presas a princípios conservadores. In: Feliz ano novo. ações ardilosas e desumanas. a espiritualidade da ciência consiste em: a) haver a necessidade de os cientistas serem religiosos. a soma das alternativas corretas. e o final da narrativa é maniqueísta. em direção à casa. contrastando com o espaço interior sombrio das personagens. e passou o cachecol em torno do pescoço. (32)O Salão de Banquetes é um espaço sombrio destinado à prática de ações humilhantes contra os transgressores da hierarquia familiar. (02)A cena em destaque é ilustrativa do momento de passagem do protagonista para um outro estágio de vida: o de auto-afirmação através do casamento. ela é muito bonita mas é tão sombria! Você está com medo é das tias. p. acelerou o carro e partiu. e esperei que me viessem chamar. Eu queria terminar logo a minha missão. Na mesa grande do Salão de Banquetes. como resposta.Interpretação de texto II Avançar . como mandava o Decálogo. que eu nunca vira ser usado em toda minha vida. d) cria uma situação de desconfiança entre os homens. Rubem. varada por um frio que não existia. o carro de Ermê. para preservá-los. mas também subjetivo. 147. Uneb-BA Para o autor. de caráter inteiramente voltado para a essência das coisas. Uneb-BA Segundo o autor. a não ser dentro dela. Por instantes Ermê pareceu ouvir o som do vento na árvore. Vi logo que Ermê havia recebido a aprovação de todas. e) ter ela por objetivo a busca do desvendamento de um mundo desconhecido. c) distancia-se cada vez mais do homem. …………………………………… Quando engoli o primeiro bocado. fazendo brilhar os negros trajes a rigor que as tias e dona Maria Nunes usavam. foi cumprida a minha missão. sentada. eu disse a tia Helena. retirou o Anel de seu dedo indicador. 129. Vesti minha casaca. Dê. não importando.” FONSECA. c) criar ela o seu próprio universo. Os fragmentos acima e a trama do conto permitem afirmar: (01)O narrador-personagem evidencia plena consciência e domínio da situação em que Ermê se vai envolver. tia Julieta. (64)O fato de a tia Julieta passar o anel para o dedo do primogênito simboliza o rompimento de uma tradição familiar prescrita no Decálogo. como as outras. Nau Catrineta.” 146. onde as tias estavam. b) é mal interpretada pelas pessoas por causa da ação exclusiva dos oportunistas. pois busca o desvendamento do desconhecido através “do ato criativo. e) ultrapassa os limites do racional. colocando-o no meu. entrar lentamente pelo portão de pedra. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Acho que é esta casa. Com um gesto abrupto. 135 e 136. ao revelar conhecimentos sobre as primeiras causas das coisas.145. Desci para recebê-la. já que está se perdendo no materialismo científico. agora resolutamente. não sei por que mas estou com medo. (04)O texto se estrutura dentro de uma ambivalência traduzida no espaço físico iluminado. avise às outras. na ciência. depois olhou na direção da casa. Será nesta noite mesmo. 1989. d) comprovar as verdades de natureza mística. em volta da mesa. a ciência: a) caracteriza-se por ser uma atividade exercida pelo cientista com impessoalidade e impassibilidade. iluminado pelo claro brilho da lua cheia. subir o caminho ladeado de hortênsias e parar em frente à alta casuarina que se erguia no centro do gramado. Estou com medo. b) aplicar. pregadas por diferentes religiões. Elas ficaram impressionadas com a beleza e a educação de Ermê. eu disse. A brisa fresca da noite de maio punha em desalinho os seus finos cabelos louros. ligados à meditação. com a capota arriada. que me observava atentamente. UFBA 64 GABARITO “Da janela do meu quarto vi. conhecimentos do mundo oriental. …………………………………… Da janela do meu quarto vi que a madrugada começava a raiar. como se soubesse que eu a estava observando. São Paulo: Companhia das Letras. disse Ermê. e trataram-na com muito carinho. através de ações não só de caráter objetivo.

a agência UPI. 83-4. Uma vida. anterior à guerra do Vietnã. que se mostre contra intervenções militares e outras operações do poder americano. 17 ago. nunca que eu posso sumir. (64)age com determinação e rejeita imposições de qualquer natureza por valorizar sua liberdade. a gente nunca. Temos o que esperar com apreensão.148. nos dois casos. diz o padre. e isso não é vida de homem. região que. p. Sargento Getúlio. não posso sumir de mim e eu estando aí sempre estou. com as pernas escarranchadas e ficou com a cabeça pendurada. porque lá está uma novidade de gente e uma porção de jornais e dizem que quando vosmecê chegar vão lhe encher o couro e soltar o homem. possa ser. 1999. É possível que isso tenha contido o ímpeto americano uma ou outra vez. mais sensibiliza a opinião pública americana. é correto afirmar que Getúlio: (01)cede aos apelos da Igreja e reafirma a sua religiosidade salvadora. Essa terra. Porque.” FREITAS. peça de destaque na engrenagem da Guerra Fria) já se denota nos setores do governo incumbidos por Clinton de formulá-lo: CIA. Texto para as questões de 149 a 151: “Vozes conhecidas É assim como quem tomasse uma providência banal. se tiram os recursos do homem. Desde o genocídio que foi a guerra do Vietnã e. já foi uma boa terra. e enfiou as duas mãos pelo meio da batina. diante de um impasse de ordem política. é um enterro.Interpretação de texto II Avançar . p. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Hoje essa terra não vale mais nada. a soma das alternativas corretas. pois está imbuído de valores relegados pelo processo civilizatório. Não sei. (08)não consegue acompanhar a transformação por que passa o mundo. lá e no mundo. muito mais do que aquelas intervenções militares causadoras de algum amargor. porque havia mais homens e quem era homem não tinha de que temer. passando do discurso à ação. uma relação de dependência econômica. mas não de conseqüências na política ou na sociedade dos Estados Unidos. não vale quase mais nada. eu sumir? Como que eu posso sumir. UFBA “E se benzeu e disse que não precisava dizer aquilo. Paulo. É que a situação mudou. 1982. Iraque. agora. (32)mantém. Ainda mais com tão grande presença índio-latina em sua população. sacudindo a cabeça e fazendo um bico com a boca. Por que vosmecê não some? Eu sumir. O caráter do serviço a ser feito pela IPI (o nome lembra. Ah. com intermediação do padre. 65 Com base no fragmento e no romance como um todo. em que europeus se sujeitaram à pressão para integrar-se às ações militares. o que é que deixam com o homem? Nada. a América Latina. Pentágono e Departamento de Estado. se Antunes não me sustenta. que muda por questões de ordem religiosa. a opinião pública tomou consciência da desumanidade implícita nas intervenções militares e da costumeira falsidade de suas motivações. mas não o inibiu: Panamá. sem contar as muitas intervenções menos demonstradas. (…) Quero ver esse bom em Aracaju que me diz que eu não posso. diz ele depois de muito tempo. não vão ter surpresas com a IPI.” RIBEIRO. (04)tem um caráter de herói épico e simboliza uma cultura em processo de destruição. é América ainda. desde o esmorecer da Guerra Fria afinal extinta. nem merecedora de maior divulgação. A criação da nova agência — IPI. porque eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. Um governo esperto tomaria precauções para que. Vozes conhecidas. não sei. com Ancrísio Antunes. Janio de. o que é que me sustenta? Não sei. Iraque e Iugoslávia. (16)simboliza o indivíduo que tem a violência como afirmação de sua identidade. Os jornalistas que viveram as redações no período da Guerra Fria. que o governo dos Estados Unidos decide criar um serviço oficial de notícias para combater reações da opinião pública. João Ubaldo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 5. ao perceber que está se distanciando do seu espaço de origem. depois da Europa. International Public Information — sugere projetos tendentes a chocar a opinião pública e suscitar reações. se primeiro eu sou eu e fico aí me vendo sempre. O principal tema do governo dos Estados Unidos é. Nem da Europa. In: Folha de S. isso não. Quem some é os outros. com maus pressentimentos mesmo. Não acredito que Antunes possa lhe sustentar. Iugoslávia. Haiti. Caderno 1. como resposta. diz o padre. ainda mais acentuadamente. está uma frouxidão e um homem não sabe de quem depende e querem mudar tudo e nunca vai adiantar. Quintal embora. não fizesse disso um problema interno. Granada. apropriadamente. FBI. (02)tenta reatar o seu passado ao presente. não sei se vosmecê vai poder levar o homem para Aracaju. disse o padre. Dê.

e) todos conhecem a fundo a estrutura dos governos dos países latino-americanos no contexto atual. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. b) O intervencionismo americano tem-se caracterizado como extremamente necessário.” DIEGUEZ. brincando com os estrangeirismos. U. muito antes de o conceito de globalização entrar em voga nos campos da política e da economia. ele já existia. É o caso de ‘piranha’. tende a se manter afastada de conflitos ideológicos. conseqüente de um desequilíbrio de forças entre países periféricos. diz Corrêa da Costa. c) Uma política inteligente e nacionalista deveria coibir a intervenção estrangeira em assuntos latinoamericanos. Texto para as questões de 152 a 154: “Cidadãs do mundo 66 GABARITO As línguas mais globalizadas. Mas é bom notar que. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . hambúrguer. Mas. de acordo com a sua visão. pois se vive uma nova Guerra Fria. 151. Embora Corrêa da Costa acredite que os fast foods e scanners surgidos na vida moderna levarão a língua inglesa à liderança. Imaginava-se que a hegemonia americana já se tivesse estendido ao universo das línguas. é consenso nos Estados Unidos. Se a surpresa quanto ao número de palavras foi grande. ainda é o clássico francês que causa frisson’. Veja. o espanto foi ainda maior quando ele se deu conta de que as palavras francesas continuam a superar as inglesas. o levantamento não deixa dúvida. Quem não entende o que é pizza. b) O mundo caminha para um estado de guerra. e) Os Estados Unidos vêm mudando as suas estratégias no sentido de reativar a Guerra Fria. d) A importância alcançada pela América Latina. c) Os exemplos do Vietnã e da Guerra Fria são indicativos de quanto o futuro é incerto. globalizada a partir do tupi. do ensaísta e ex-diplomata brasileiro Sergio Corrêa da Costa. (…) Ainda no campo das surpresas.149. alguns termos pelo menos conseguiram escapar da ira divina. na afirmativa a) As experiências passadas podem ser indícios de que os Estados Unidos querem angariar solidariedade para novas intervenções militares. por ser ainda um território de relações amistosas com outros continentes. houve aquelas que andaram na contramão. superando a Europa. e) O mundo. aquelas usadas em vários idiomas além daquele que lhes deu origem. em face de uma vivência com a prática da ideologia americana. coligindo nada menos do que 3000 palavras que mantêm a grafia e o significado de origem em publicações de outras nacionalidades. no plano lingüístico. U. d) eles sabem das intenções da criação do IPI. Uma prova de que o reinado das palavras não segue rigorosamente a lógica do poder político e econômico.Interpretação de texto II Avançar . a julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (Editora Record). pode-se inferir: a) O poder americano. no mundo. Salvador-BA No segundo parágrafo. 22/03/2000. prima pelo reconhecimento da democracia autêntica. consultou 130 publicações de quinze países. Salvador-BA A leitura do texto permite inferir que os jornalistas referidos no quinto parágrafo “não vão ter surpresas com a IPI” porque a) a tendência atual é de um futuro sem conflitos significativos para a imprensa mundial. durante dois anos. U. São as chamadas ‘palavras universais’. se a maioria das palavras globalizadas seguiu o rastro dos conquistadores. ‘Neste fin-de-siècle high tech. b) os vários órgãos de imprensa ligados ao jornalismo internacional estão mais voltados para as questões latino-americanas. sem o paternalismo americano. sem a criação de um “serviço oficial de notícias” sob controle americano. Salvador-BA Com base no ponto de vista do autor. c) o mundo globalizado não acredita haver possibilidade de conflitos de proporções alarmantes. de certa forma. Consuelo. pode vir a desmoronar. segundo o levantamento de um ensaísta brasileiro Diz a lenda que Deus condenou os homens a falar diversas línguas em Babel para puni-los pelo desejo de atingir o paraíso construindo uma enorme torre. Elas mostram que. 150. Nada disso. o autor faz uma declaração que é justificada. iogurte ou caviar? (…) Corrêa da Costa. d) A América Latina.

Interpretação de texto II Avançar . UFPE A alternativa que corresponde à estratégia utilizada pelo autor na passagem destacada é: GABARITO a) “Deus condenou os homens a falar diversas línguas. e) A globalização das palavras respeitou. tem como suporte um outro texto anterior. 4) O ‘mas’ com que se inicia o segundo período aponta a direção contrária em que prosseguirá a argumentação. globalizada a partir do tupi. ‘mundo’. as pegadas dos povos conquistadores. 3. se estendeu também ao universo das línguas. Estão corretas: a) 2. 2. É o caso de “piranha”.152. pode-se afirmar que: 1) O texto tem uma função predominantemente expressiva. b) “A julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (…). IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . hambúrguer. na íntegra. e) “houve aquelas (palavras) que andaram na contramão. conforme as perspectivas do poder político e econômico. iogurte ou caviar?” A pergunta do autor constitui uma estratégia retórica para confirmar o argumento em questão. UFPE Considerando aspectos globais da composição do texto. Por isso. 5) ‘globalização’.” O autor reitera argumento de que as palavras emigraram conforme a rota dos colonizadores. 2) O texto. ‘atravessar barreiras’ são expressões cujos significados estão em harmonia com a temática do texto. como se pôde constatar.” O autor do comentário introduz o tema a ser tratado com apoio de argumentos científicos. c) A hegemonia americana. na verdade.” O comentarista declara que as expectativas do autor em relação a sua pesquisa se confirmaram. 3 e 5 67 153. 4 e 5 b) 1. prevalece a linguagem figurada. alguns termos pelo menos escaparam da ira divina.” O autor reitera sua crença no poder absoluto de Deus sobre todas as palavras. o que está indicado no subtítulo. d) As palavras superam fronteiras geográficas e culturais. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. c) “Quem não entende o que é pizza. d) “Ainda no campo das surpresas. UFPE Assinale a alternativa que corresponde ao tema central do texto. 154. b) A globalização lingüística é um fato e antecede a outra globalização em voga nos campos da política e da economia. ‘palavras universais’. a) A diversidade lingüística proveio da ira divina contra a pretensão do homem de alcançar o paraíso. 3) O título personaliza o objeto de que trata o comentário. 4 e 5 c) 2 e 3 d) 1 e 2 e) 1.

” “É uma medida favorável ao professor e diretor. 157. na segunda oração há dois. c) suplantar a inteligência humana.” [Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da Veja. eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir. o homem estará entrando no inferno quando os computadores forem capazes de: a) prejudicar os seres humanos. Casas e carros serão feitos de materiais que podem consertar-se a si próprios. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido. sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer. Sabemos apenas que. Na primeira oração há dois adversários. máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo. A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica. 156. 23 dez. As previsões acima podem parecer ousadas. que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. c) Nada. pela primeira vez na história da humanidade. Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos. estaremos entrando no paraíso. É um derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80. Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que os impeça de fazer mal à humanidade. na segunda oração apenas um. Potiguar-RN Observe estas duas orações: “Tive de lutar contra o técnico e contra o pugilista. Assumem. Para outros. Talvez estejam apenas sonhando. No campo dos materiais. na segunda oração há dois. Assustador? Talvez. no inferno. n. Talvez não.” Ambas têm em comum: a) Tudo. 126. e os médicos conseguirão fazer crescer uma nova no mesmo lugar. e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células. que não nos será possível sequer desligá-los. Na primeira oração há um adversário.Interpretação de texto II Avançar . 158. eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador. ano 31. Basta aplicar um pouco de calor. Não sabemos quando teremos robôs escravos. Pouca coisa se pode dizer com certeza sobre o futuro. U. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. b) avanço da tecnologia. c) progresso da Medicina. Na primeira oração há dois adversários. Ou seja. A comida milagrosa? Já existe. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina. Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo. Na primeira oração há um só adversário. assim. mas. d) desenhar cópias de si mesmos. UFRN O milênio miraculoso será fruto do(a): a) genialidade dos homens. d) Nada. na segunda oração apenas um.) 68 155. b) aprimorar formas de pensamento. um dia. UFRN Para alguns cientistas. b) Tudo. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70. d) otimização dos laboratórios. Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou. Para alguns cientistas. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu. b) os cientistas perderam o controle sobre o computador.Texto para as questões de 155 a 157: “Uma visão do futuro Estamos às portas de um milênio miraculoso. d) os cientistas temem cruzar fronteiras desconhecidas. viver em Marte. 51. são até conservadoras. já existe um metal. c) o homem vem perdendo sua inteligência aos poucos. Será uma época em que. 1998. o nitinol. UFRN De acordo com o texto: a) o homem tem pelo menos uma certeza acerca do futuro. no fundo. não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta. p. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

Em termos penais. para indicar que tudo o que veio antes na frase corresponde a um eufemismo para suavizar o significado do ato praticado. “em termos penais. Para coroar.Texto para as questões 159 a 162: “Onde a lei não vale É comum que educadores louvem o esporte por uma suposta capacidade de transmitir ao jovem as virtudes da disciplina e do companheirismo. Wanderley Luxemburgo. O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. contrato de vinculação exclusiva de um atleta profissional a um clube. Mas.Interpretação de texto II Avançar . 29/8/2000. boicotar jogadores que fossem à Justiça defender seus direitos. Em 94. 69 GABARITO 159. Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam: tráfico de influência. uma falta bem menos grave do que a sonegação”. o então treinador da seleção brasileira. negligência ou imperícia da pessoa. uma falta bem menos grave do que a sonegação. e) evidencia que os crimes recentemente cometidos no futebol chocam pelo seu ineditismo. é anacrônico e absurdo. baseado apenas no futebol. c) deixa transparecer que sua defesa da proibição de os jovens freqüentarem campos de futebol se deve ao fato de o esporte ter sido profissionalizado. Paulo. Talvez seja exagero. b) comprova que os “problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade”. Culposo. Com adaptações. sonegação e formação de quadrilha. “o que leva o nome técnico de contrabando”. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. Há pouco. o que leva o nome técnico de contrabando. concluir que o esporte não cumpre os propósitos apregoados por educadores. e) avalia que o passe. olhando para o futebol. na linguagem do Direito. valores úteis para a vida em sociedade. b) demonstra uma certa reserva ao fato de existir nas escolas a disciplina Educação Física. não do seu desejo de praticar um ato não legal. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Esse tipo de raciocínio faz com que a prática de esportes nas escolas leve o nome até um pouco pomposo de Educação Física. é correto afirmar que o autor: a) partilha da crença de que o esporte é comprovadamente útil para desenvolver nos jovens valores como a disciplina e companheirismo. explicando detalhada e tecnicamente tudo o que ocorreu com a seleção brasileira vitoriosa em 94. declarando que não tivera a intenção de burlar a lei. que recende a escravismo. UFSE Percebe-se o tom irônico do autor quando ele: a) dá uma informação. anticonstitucionalmente. tornou-se público que uma associação de grandes times brasileiros mantinha acordo para. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética. d) assinala que os educadores exaltam o valor educativo do esporte baseados numa hipótese que nem sempre é comprovada na prática. significa o que é resultante de imprudência. Mas o educador que parasse para observar um pouco mais de perto o futebol profissional brasileiro provavelmente proibiria os jovens até de pisar num gramado. c) cita que Wanderley Luxemburgo “admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais”. UFSE Considerando-se o primeiro e o segundo parágrafos. A principal queixa relaciona-se ao anacrônico e absurdo instituto do passe.” Editorial da Folha de S. por exemplo em “crime culposo”. Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. mas de forte estigma ético no meio futebolístico. E Luxemburgo confessou seus crimes fiscais para rebater a acusação de que recebia comissão sobre a venda de jogadores. dirigentes providenciaram para que toneladas de bagagem trazidas pela vitoriosa seleção brasileira não fossem objeto de vistoria alfandegária. d) afirma que receber comissão sobre a venda de jogadores é. 160.

o jovem vira um autômato que transforma impulsos visuais em movimentos motores limitados’.” Adaptado de Superinteressante. O pior é que isso pode levar a uma espiral sem fim. brincar passou a ser uma atividade passiva e solitária. A diversão em grupo ensina o jovem a se relacionar. e) podem causar aborrecimentos e frustrações em jovens e crianças que não possuam a necessária rapidez de reflexos para esse divertimento. c) a atuação dos profissionais brasileiros do futebol comprova a idéia de que o esporte nem sempre assegura a seus praticantes comportamentos desejáveis de um ponto de vista moral. inclusive com o risco de vício. e) é importante a defesa da idéia de que o esporte desenvolve valores úteis para a cidadania. Uma troca perigosa. É necessário ter rapidez de reflexos para dar conta de atirar primeiro e nunca fazer perguntas. ele precisa de empenho para parar’. Unifor-CE De acordo com o texto. 70 GABARITO 163. d) representam o mais eficiente tipo de exercício para o desenvolvimento da agilidade mental de crianças e jovens. Vista no contexto. apesar do que se vê no futebol. Assim. o jovem tende ao retraimento. mesmo quando não se pode garantir sua eficácia entre os praticantes de futebol. d) Wanderley Luxemburgo não é mais treinador da seleção brasileira. c) a seleção brasileira é hoje diferente daquela do tempo de Luxemburgo. p. Aliás. Texto para as questões 163 e 164: “Bons tempos aqueles em que espadas de pau e pistolas de plástico garantiam uma distância saudável entre a inocência e a malícia. tão prejudicial para a formação da criança e do jovem. diz o professor. 162. Está subentendido na frase acima que: a) faz pouco tempo que Wanderley Luxemburgo deixou de reconhecer sua omissão. UFSE … “olhando para o futebol. esta frase significa que: a) os jogadores de futebol deixam muito a desejar no que se refere a “bom comportamento”. os videogames induzem à passividade porque inibem a vontade: com movimentos repetitivos e predefinidos. numa época caracterizada pelo desenvolvimento tecnológico. em excelentes meios de controle do comportamento de crianças e jovens muito agitados.161. ‘Em um videogame. b) podem tornar-se facilmente um vício. precisa de jogos cada vez mais violentos e cruéis. Ele vai se acostumando a um certo padrão de excitação e. Wanderley Luxemburgo. quanto qualquer outro instrumento. isolando-se e trocando o mundo real pelo virtual. UFSE Há pouco. ‘Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado a ponto de não ter de esforçarse para continuar jogando.Interpretação de texto II Avançar . e) o Fisco não sabe que Luxemburgo recebeu milhares de reais. não se raciocina. As vantagens são tanto físicas quanto emocionais. 32. Na verdade. c) constituem-se no melhor exemplo de brincadeiras infantis. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. Atividades físicas e em grupo são um antídoto. d) o futebol mostra que a Educação Física defende valores éticos. para provocar sensações mais intensas. atualmente. b) a seleção brasileira não tem mais treinador. que pesquisa efeitos da informática no comportamento. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . exemplificando a tese de que não há ética na vida nacional. estimulando sua atenção. junho/99. os videogames: a) transformaram-se. Desde que esses brinquedos foram substituídos por escopetas eletrônicas e inimigos que sangram. usar a cabeça só atrapalharia. diz o professor de Ciência da Computação Valdemar Setzer. por isso é inadmissível que os jogadores não os garantam na prática. Para Setzer. b) é inaceitável a tese de que esportistas nem sempre apresentam comportamento ético. o então treinador da seleção brasileira. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética”.

71 GABARITO 165. dá na gente um sonho de simplicidade. então seria preciso ganhar a vida de outro jeito. d) estabelece proximidade entre o viver urbano e o viver rural. d) em que a atividade física fosse intensa e servisse de bálsamo para a alma. não assim. Uneb-BA No texto. 3267. tem de repente um sonho assim. tirar areia do rio. Será um sonho vão? Detenho-me um instante. Puxamos a rede afundando os pés na lama. entre grilos e vozes distantes de animais noturnos. dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo. entrando numa loja para comprar uma gravata. brilhar um pouco. 200 crônicas escolhidas. em detrimento do mundo real. c) cobra do ser humano uma atitude em face da vida que coincide com o Carpe Diem. Por que beber uísque. apenas me fazem falta. E quando precisava de um pouco de evasão. É apenas um instante. que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome. uma simples mulher. b) revela-se cauteloso na defesa de um outro estilo de vida. subimos a barranca. Ele acendeu um fogo. mas deixasse a alma sossegada e limpa. e a água era boa. que me fatigasse o corpo. me surpreendendo. esquentamos um pouco junto do fogo. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha.Interpretação de texto II Avançar . lavrar a terra. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. Que prazer em comer aquele peixe. para o narrador. esse ofício absurdo e vão de dizer coisas. p. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) no mundo atual. cuidando tão-somente de um viver filantrópico. que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar. Quando ficamos bem cansados. precisamos apenas viver — sem nome. a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço. os videogames significam proteção para os jovens. Voltar Língua Portuguesa . saber intrigas? Uma vez. algo de útil e concreto. Todo mundo. e) de evasão para um mundo de sonhos. Texto para as questões de 165 a 168: “Um sonho de simplicidade Então. Uneb-BA “Um sonho de simplicidade”. tive de repente um ataque de pudor. marcado por situações de extrema violência. distraídos. um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada. bons. de repente. ……………………………………… Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia. cortar lenha. depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio. b) a tendência a viver em grupo leva o jovem. por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs. no meio do mato.” BRAGA. São Paulo: Círculo do Livro. e chegamos à choça de um velho seringueiro. nesse comércio de pequenas pilhas de palavras. na noite escura. e) o relacionamento social é necessário para que se desenvolvam comportamentos considerados normais e sadios. como os bois. IMPRIMIR 166. tanto dos adultos quanto dos outros jovens como ele. nem sede. com frio. b) despojada. Precisamos de uma casa. e) requer da sociedade uma postura mais solidária no convívio social. São uma necessidade que inventei. entre duas providências a tomar.164. nem número. nem frio. c) em que o relacionamento entre as pessoas atendesse a convenções. c) o costume de não fazer perguntas induz o jovem a isolar-se do mundo. meu trago de cachaça. d) é possível desenvolver-se um tipo de videogame que ensine às crianças como viver e divertir-se em grupo. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum. A vida bem poderia ser mais simples. Rubem. O telefone toca. comida. doces. muitas vezes. fortes. as mangueiras e o ribeirão. e isso era bom. a um tipo de diversão violento e cruel. para me fazer essa pergunta. s/d. o narrador: a) questiona o artificialismo do convívio social. meio molhados. seria ter uma vida: a) ligada aos bens/riquezas materiais. com certeza. no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana. assim. de noite.

mais me envolva. o que se possa desejar de menos cruel: vida em que o ar. confusão entre manhã e tarde.Interpretação de texto II Avançar . indiferente e solitário vivo. domado. enfatiza as dificuldades que o homem enfrenta na vida rural. a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada. essencial. calado. revela uma consciência crítica do seu comportamento urbano. Uneb-BA O narrador: a) no primeiro parágrafo. Isso eu procuro. não respirado. menos que terra. e) “Sei que a arte é irmã da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz / Que faz num momento e o mesmo momento desfaz”. Rio de Janeiro: Record. vida mínima. o verso / (E. a limpeza da cor. 1993.167. sem ciência nem ironia. a fuga da fuga. o conceito. sem dúvida. põe em destaque a necessidade de afeto no relacionamento humano. negros e mulheres / E adolescente / Fazem o carnaval”. c) no terceiro parágrafo. o exílio sem água e palavra. sem calor. 234-5. mais longe de tudo. Mas a vida: captada em sua forma irredutível. o enredo. Não o morto nem o eterno ou o divino. b) “Porque a frase. p. Uneb-BA A alternativa cujo fragmento apresenta a mesma idéia do narrador no parágrafo final. apenas o vivo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . todos os gestos afinal impossíveis. d) no quarto parágrafo.” ANDRADE Carlos Drummond de. vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte). ainda mais longe a fuga do feérico. sobretudo o verso) / É o que pode lançar mundos no mundo”. 72 Texto para as questões de 169 e 170: “Vida menor A fuga do real. afirma a inutilidade de sonhar com outras formas de viver. já sem ornato ou comentário melódico. o eco já não correspondendo ao apelo. b) no segundo parágrafo. 168. d) “Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichos. já sem dor. é: a) “Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil”. o pequenino. a fuga de si mesmo. porque o tempo não mais se divide em sessões. a perda voluntária de amor e memória. senão inúteis. um sono. ausência deles. In: Antologia poética. sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou”. e) no penúltimo parágrafo. e este fundindo-se. contudo. c) “Caminhando contra o vento / sem lenço. nenhum gasto de tecidos. nem braço a mover-se nem unha crescendo. o tempo elidido. a desnecessidade do canto. um início. apresenta a quebra da rotina da vida como inviável. Não a morte.

Unifor-CE De acordo com o texto: a) a educação integral do indivíduo está condicionada a diversas influências. ( ) funções emotiva e poética da linguagem. b) enfatiza a importância dos representantes do poder público. Texto para as questões de 171 e 172: 73 “Quando a aprendizagem. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . desde a infância. representantes do poder público. É evidente que ninguém aprende toda a cultura. mas encontrase condicionado a certos aspectos particulares da transmissão realizada pelos grupos de que faz parte. ( ) deve ser desvinculada de envolvimentos com a realidade social. a integração nela é denominada endoculturação: cada indivíduo adquire. 170. o comportamento. professores. c) compara o indivíduo ao grupo social de que faz parte. e) encara a diversidade de modos de vida da sociedade. ( ) deve estar isenta da preocupação com a passagem do tempo. assim. a educação e a socialização se verificam.169. U. visando à expressividade. as angústias do homem.” 171. político. numa mesma sociedade. as crenças. d) a transmissão da cultura é dever de qualquer educador. representando bem uma arte engajada. ( ) liberdade formal.Interpretação de texto II Avançar . c) pais e professores são os responsáveis mais diretos pela formação do indivíduo. U. vizinhos. econômico etc). Salvador-BA De acordo com o ideal de vida do sujeito poético. ( ) uma linguagem referencial. Salvador-BA O poema apresenta: ( ) enumeração e reiteração de idéias. como pais. eliminando. b) os grupos sociais se firmam à sombra do comportamento dos indivíduos. pela transmissão por agentes sociais significativos (aqueles que têm autoridade — e esta autoridade é reconhecida pela pessoa sobre a qual a exercem. ( ) temática de caráter social. d) centraliza-se na definição de endoculturação. ( ) constitui-se um breve espaço da vida humana marcado pela vulgaridade. daí a objetividade no enfoque do tema. os modos de vida da sociedade a que pertence. amigos. a existência humana: ( ) deve ser simples e desapegada de valores materiais. ( ) tem seu verdadeiro sentido quando associada à realidade sobrenatural e divina. 172. e) a aquisição da cultura depende do grau de socialização. Unifor-CE Este texto: a) valoriza a aprendizagem ligada à educação.

até o momento. b) a explosão populacional. a demanda por muitos filhos diminui e a ênfase passa a ser melhor qualidade de vida para eles. b) os idosos recebem mais apoio familiar em zonas rurais. o uso de máquinas na agricultura reduz a necessidade de mão-de-obra. 1/1/2000. era muito grande. 1988. no Brasil. os agrava e. o que vai salvar a humanidade da bomba populacional é o efeito que o uso de melhores tecnologias tem no próprio aumento populacional.Texto para as questões de 173 e 174: “A tecnologia pode fazer muito para atenuar os problemas decorrentes da poluição. Unifor-CE Conclui-se do texto que: a) a agricultura sempre exigiu e continua exigindo mão-de-obra numerosa. Texto para as questões de 175 a 178: “Lasar Segall: um museu de portas abertas É bem provável que grande parte dos freqüentadores de museus no Brasil não procure voluntariamente essa instituição artístico-cultural. em excursões ‘protegidas’ por uma escolta de professores e funcionários em missão obrigatória. a transição demográfica ainda não atingiu boa parte da Ásia. Contudo. Unifor-CE De acordo com o texto. África e América Latina. e) a falta de conhecimento que atinge as zonas rurais dificulta o progresso da agricultura. 74 173. c) a prática de uma agricultura mecanizada tem como conseqüência o aumento da mãode-obra avulsa. 174. parecem estar invariavelmente associadas a trabalhos e obrigações escolares. Fatores culturais são também importantes. Paulo. Essas razões levaram à ‘transição demográfica’ que se iniciou há mais de um século na Europa e estabilizou a taxa populacional nas nações mais ricas. reduzindo suas oportunidades de obter melhor educação. d) a participação maior e mais efetiva das mulheres nas tarefas rotineiras da família. Contudo. principalmente. Um museu de portas abertas.Interpretação de texto II Avançar . 3. ter muitos filhos era uma garantia para o futuro. as visitas a museus. combustível para cozinhar ou para aquecimento — utilizam o trabalho das crianças. e ainda ocorre em algumas regiões — é bem compreendida: nas zonas rurais muitos filhos são a garantia de mais braços para ajudar na agricultura e uma forma de apoio aos velhos quando não puderem mais trabalhar. em vários países. o resto dessa disposição vai ser pulverizado por todo um aparato que sugere quais devem ser as atitudes e comportamentos adequados ao ambiente. José. e) o desenvolvimento acelerado de todas as regiões do globo. especialmente nas grandes cidades. porque certas tarefas essenciais para a sobrevivência — tais como obter água potável. Um número menor de filhos significa maior cuidado com cada um. que levaria ao planejamento familiar.” Trecho adaptado de GOLDEMBERG. c) o controle da população nas regiões mais desenvolvidas do planeta. Ao contrário. É compreensível. d) o controle da população mundial baseia-se numa educação mais ampla e no uso da tecnologia nas tarefas cotidianas. nos vários continentes. Lasar. Movimento n. no passado. tornando-as mão-de-obra desejável.” SEGALL. em que a economia se baseia especialmente na agricultura. 31-2. na medida em que limita o uso da tecnologia. p. ‘pouca conversa’ e lembrar que ‘esse é um lugar de contemplação’. mas o aumento da população e a melhoria do nível de vida. Além disso exigem das mulheres um esforço desnecessariamente grande. À medida que as sociedades se tornam mais ricas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . então. parece estar levando a melhor. só que nesse caso esse conjunto de normas várias vai contribuir decisivamente para estabelecer preconceitos em relação à obra de arte que dificilmente serão eliminados. A razão pela qual a população nas sociedades rurais primitivas aumenta — o que ocorreu até recentemente. O Estado de S. Atitude semelhante à que se tem numa igreja. que nessas circunstâncias reste pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus. mesmo em alguns países mais adiantados. sem ocupação fixa. por conseguinte. sobretudo nas grandes cidades. um dos resultados decorrentes do uso da tecnologia tem sido: a) o aumento da exploração da mão-de-obra infantil nas zonas rurais. como a mortalidade infantil. Ao visitante dos museus é transmitida a noção de que nesse local carregado de responsabilidade o melhor a ser feito é observar ‘muito respeito’. melhor educação e melhores expectativas de sobrevivência.

d) condena os preconceitos ligados ao acervo artístico-cultural dos museus.Interpretação de texto II Avançar . b) pelo fato de ser o museu um “lugar de contemplação”. c) III. vêm sendo pouco prestigiados. d) pelo cunho de obrigatoriedade de que se revestem as visitas aos museus. d) I e III. Não há espontaneidade de iniciativa em relação a visitas a museus no Brasil. c) pelo excesso de tarefas impostas a partir de visitas aos museus. e) fazer sobressair expressões pouco usuais. b) caracteriza as circunstâncias que. está correto o que se afirma SOMENTE em: a) I. como instituição artísticocultural. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) realçar ironicamente as metáforas. GABARITO 178. mais comumente levam aos museus seus freqüentadores habituais. no Brasil. A respeito dos enunciados acima. Unifor-CE I.175. Professores e funcionários representam a classe que freqüenta de maneira regular e voluntária os museus. “pouca conversa”. Unifor-CE As aspas em “muito respeito”. e) encara o museu como elemento mistificador da criação artística. pelos órgãos governamentais. “esse é um lugar de contemplação” estão empregadas para: a) distinguir a citação do resto do contexto. c) define os museus no Brasil como instituições artístico-culturais desprovidas do apoio dos governantes. 75 177. III. e) II e III. Unifor-CE O texto: a) prova que o acervo dos museus reúne condições insatisfatórias para atrair a atenção dos visitantes. Os museus. II. d) eliminar qualquer tomada de posição do narrador. b) II. Unifor-CE A pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus explica-se: a) pela abundância de preconceitos em relação ao valor da obra de arte. c) acentuar o valor significativo das expressões no contexto. e) pela impressão de se sentir como se estivesse numa igreja. 176. no Brasil.

” ANDRADE. à entrada do saguão. U. ‘Lá estão eles’. Rio de Janeiro: Aguilar. Carlos Drummond de. Não faças poesia com o corpo. os aniversários. a poesia ultrapassa os limites do corpo e da própria vida cotidiana. e) O poeta. GABARITO 180. superior à própria vida e à morte. não aquece nem ilumina. 1989. completo e confortável corpo. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. esse excelente. 76 d) Para o autor. Machado. Memorial de Aires. intensamente elaborado. p. c) desgosto e censura. de Carlos Drummond de Andrade: a) O autor defende um lirismo subjetivo. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura correta do poema “Procura da poesia”. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. tinha os braços cruzados à cinta. 1992. Carmo. disse comigo. tão infenso à efusão lírica. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. e) ceticismo e desesperança. b) Segundo o poeta.Interpretação de texto II Avançar . a poesia não deve limitar-se a uma temática voltada para os simples acontecimentos da vida. Ao fundo.” ASSIS. Fui a pé. c) O autor defende a transcendência da poesia. Viçosa-MG Leia atentamente os seguintes versos: “Não faças versos sobre os acontecimentos. trata da essência da própria poesia. à esquerda. entrei e parei logo. D. Não há criação nem morte perante a poesia. Ao transpor a porta para a rua. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Texto para a questão 180: “Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo.179. com as mãos sobre os joelhos. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. dei com os dois velhos sentados. b) suavidade e melancolia. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. As afinidades. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. F. Aguiar estava encostado ao portal direito. a vida é um sol estático. 95s. em seu discurso metalingüístico. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. olhando um para o outro. achei aberta a porta do jardim. UFR-RJ No texto o narrador descreve o quadro formado pelo casal de velhos com: a) impaciente ironia. os incidentes pessoais não contam. Diante dela. Consolava-os a saudade de si mesmos. preocupado em exaltar os mais nobres sentimentos humanos. In: Obra Completa. d) velado humorismo.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ou seja.Texto para a questão 181: “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. 5º Caderno. ou sem nenhum caráter — como queria o próprio Mário de Andrade. p. nem na senzala e se aproxima de Macunaíma por sua indefinição na escala de valores culturais. a) O homem de Guimarães Rosa. o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. b) O brasileiro de Guimarães Rosa se opõe ao de Freyre por não ter lugar nem na casagrande. tomou sua própria vereda. mas foi a que me veio na hora — e acho que fui entendido.” CONY. 77 181. Fomos e seremos assim. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal. potente e tendendo a ser feliz. Por isso mesmo. 21/04/2000. o Macunaíma. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. citemos a Capitu menina — e teremos como sempre a intervençao soberana de Machado de Assis. apesar do ressentimento social que o caracteriza. de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade explicitada no texto I. o opositor de uma e de outra. em nossa essência. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala. herói sem nenhuma definição. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. o homem miscigenado. embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. 12. teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo. Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto. GABARITO d) O homem de Guimarães Rosa. um herói — ou heroína — sem nenhum caráter. Folha Ilustrada. Carlos Heitor. De um lado. Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa — outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. torna-se um refugo da casa-grande e da senzala. o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala. criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar. A imagem geométrica pode ser forçada. mas o homem é causa e efeito do verbo.Interpretação de texto II Avançar . UFF-RJ Assinale a opção que apresenta a afirmativa adequada sobre a relação entre o brasileiro de Guimarães Rosa. São Paulo. e uma antítese do brasileiro de Mário de Andrade. por ser sobretudo uma criação verbal. De outro. c) O homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade não apresenta nenhuma oposição à concepção do brasileiro de Guimarães Rosa. e) O brasileiro de Guimarães Rosa se aproxima do de Freyre por sua exclusão social e se distancia de Macunaíma por não ter definição na escala de valores culturais. Retomando a imagem literária. É também macunaímico. afastando-se do convívio social apontado por Gilberto Freyre e Mário de Andrade. por ser um refugo da casa-grande e da senzala. pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial.

mas de maneira muito romântica. (…)” SÁ. da tribo fulni-ô. UERJ O subtítulo do texto — “Histórias de um Brasil com mais de 500 anos” — é construído de modo a anunciar o caráter alternativo e mesmo crítico do evento que será comentado.Texto para as questões 182 a 184: “A estrela é o índio Histórias de um Brasil com mais de 500 anos 78 Na contramão do vento que move as comemorações dos 500 anos. UERJ A linguagem figurada. de certa forma. flechas…” b) “… expõem a cultura indígena. demonstra que a indefinida identidade social do país é formada pelo encontro de três raças. revela que um discurso oficial. expressão ligada ao nome “Brasil”. Agora. de Pernambuco. coordenador do projeto. crianças de diferentes idades vêm aprendendo história e deixando preconceitos de lado com a ajuda de Thini-á — um índio de 29 anos. antecedendo a expressão “500 anos”. O emprego da palavra ou expressão com essa finalidade está corretamente justificado em: a) “Histórias”. ‘As comemorações dos 500 anos. Desde o início da semana. indica a necessidade de uma reflexão mais cuidadosa acerca de alguns dos marcos históricos do país. 22/03/2000. Do massacre nasceu o desejo de falar aos pequenos homens brancos — os ‘filhos da elite’. Há três anos Thini-á percorre escolas do Rio (…). debates e uma exposição com trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado e textos do poeta Thiago de Mello. como dizia — e impedir conflitos futuros. mas de maneira muito romântica…” c) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…” d) “… e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UERJ Na construção “comemorações dos 500 anos”. no foyer do Centro Cultural Banco do Brasil. Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem: a) “… apresenta danças e ritos. que abandonou a aldeia ainda menino após uma invasão de terra em que perdeu vários parentes. mostra arcos. até expõem a cultura indígena. a expressão sublinhada mantém com o termo núcleo — “comemorações” — a mesma relação sintática verificada em: a) “uma invasão de terra”. 184. Fátima. apresenta danças e ritos. c) “crianças de diferentes idades”. E está dando ao índio lugar de destaque na festa. flechas e seduz o público com a fala mansa e um ótimo humor. conhecida característica de textos literários. 183. diz Ricardo Paes. d) “deixando preconceitos de lado”.Interpretação de texto II Avançar . GABARITO 182. como centro dos 500 Anos de Resistência das Populações Indígenas no Brasil. Fala das tribos e da memória de seus ancestrais. referindo-se ao nome “Brasil”. organizado pela Cineduc: Cinema e Educação. encontra-se também em outros tipos de texto. uma programação alternativa está deixando de lado a caravela para se embrenhar no Brasil de antes de Cabral. no plural. ele fala para mais crianças e adultos. b) “Brasil de antes de Cabral”. As atividades incluem encontros com integrantes de tribos variadas. d) “500 anos”. nem sempre verdadeiro. b) “um”. mostra arcos. Veja. contesta a prioridade dada à chegada do colonizador para a constituição do Brasil. predomina na sociedade. c) “mais de”. Essa atividade pretende desmistificar isso e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue e se torne corriqueiro’.

a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. Protegido por sua máscara eletrônica. enfim. esporte — me dás tudo. um vidro. Texto para as questões 187 e 188: “O Império das Lentes Nas cerimônias de casamento. De bom grado.” BUCCI. assumindo o papel de interlocutor do eu poético. Guerra. e normalmente muito rápido. Continuará com pressa. PAES. 186. 1992. Nas festas de escolas primárias. 79 185.Interpretação de texto II Avançar . Ali jaz a vida que poderia ter sido. a criança já não enxerga o sorriso de orgulho ou de apreensão na face do pai. pois entre ele e o turista havia um muro transparente. 03/12/1996. guardando imagens sem nexo. que o poupa de estar exposto ao destino. uma câmara. essa engenhoca que reina soberana no espaço exíguo que separa o homem de si mesmo. J. Veja. São Paulo: Companhia das Letras. tudo. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso em viver. sexo. o estranho fenômeno se generaliza. a televisão é humanizada. Nas férias. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. ele apenas grava imagens. por favor?). as retinas das testemunhas foram substituídas pela camcorder1 do sujeito de terno gasto que grava o enlace andando de um lado para o outro (o distinto padre pode dar licença. Ali jaz o desejo que não se satisfez. O viajante já não é aquele que contempla o desconhecido. pois quem poderia vivê-lo se ocupou em gravá-lo (ou em posar para a gravação). Sob o foco automático. como quem ainda tem uma longa lista a cumprir. Prosas seguidas de odes mínimas. Depois. escancarando em público o vazio em que existimos. Identifique o elemento lingüístico que melhor caracteriza essa humanização e transcreva um verso em que ele apareça.Texto para as questões 185 e 186: “À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol. 1 2 IMPRIMIR GABARITO camcorder – filmadora handycam – filmadora de mão Voltar Língua Portuguesa . O turista é um apressado. jamais terá tempo de rever o que filmou. Se a televisão é a arena da história contemporânea. os alunos aprenderam a se apresentar para filmadoras e não mais para pais e mães. Aposentei os dentes. P. que se reserva a chance do inesperado. claro. UERJ No poema. as câmaras de vídeo domésticas se tornaram o olhar autorizado da intimidade familiar (e de outras intimidades nem tão familiares assim). São as imagens do espetáculo que não foi vivido. mas esta também logo se perderá numa estante empoeirada. Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo. vê apenas a handycam2 que mascara o seu rosto. Cônscia de sua relevância mística. que vive. Eugênio. UERJ Indique o tema geral do poema e explique como ele é abordado criticamente por José Paulo Paes. ele substitui a própria memória pela fita magnética.

187. UERJ Cônscia de sua relevância mística, a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. No trecho citado, o autor emprega a ironia para intensificar sua crítica à situação descrita. Explique como esse recurso de linguagem intensifica a referida crítica.

188. UERJ Ali jaz a vida que poderia ter sido. Esta sentença, no primeiro momento, parece uma contradição. Identifique, em uma frase completa, essa contradição aparente.

Texto para a questão 189:
“Poética I Que é a Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.”
RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

80

189. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

GABARITO

a) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, / Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo) b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João Cabral de Melo Neto) c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas — debaixo de céu diverso — e sob a influência de impressões momentâneas.” (Gonçalves Dias) d) “Um dia (…) tive saudades da casa paterna e chorei. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida, que intitulei — Às Ave-Maria: — a saudade havia sido a minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

Texto para as questões 190 a 193:
“No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos. A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. Algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto. A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros. Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía. Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos. Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria. A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.”

81

190. UFMG A partir da leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo a) criticar a ação governamental no trato com a miséria. b) defender práticas de maior justiça social. c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas. d) mostrar a evolução da situação de miséria no Brasil. 191. UFMG “Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.” Essa frase é uma síntese de todas as seguintes passagens do texto, EXCETO a) A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. b) Continuávamos de bem com nossos travesseiros. c) Dormíamos o sono dos justos. d) Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. 192. UFMG O último parágrafo do texto tem todas as seguintes funções, EXCETO a) Ampliar o desenvolvimento das idéias. b) Reafirmar as idéias da introdução. c) Rearticular o parágrafo introdutório. d) Reorganizar as idéias desenvolvidas no texto. 193. UFMG De acordo com o texto, a miséria no Brasil assume uma posição crescentemente agressiva. Todas as seguintes passagens do texto comprovam essa afirmação, EXCETO a) Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. b) Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. c) Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. d) Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

Texto para as questões 194 a 197:
“Troca de e-mails
THE NEW YORK TIMES

Seguem abaixo trechos das mensagens de e-mail trocadas na terça-feira e ontem entre o VicePresidente Al Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado ‘dinheiro fácil’ na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim na proibição do ‘dinheiro fácil’. Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre.

82

Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: Re: Campanha eleitoral Obrigado por seu e-mail e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo — a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigaçao sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu e-mail, o senhor falou em restabelecer “a confiança em nosso processo eleitoral”. E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu e-mail. Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa.”
Traduzido do New York Times on-line, 16/03/2000.

GABARITO

194. UERJ O vice-presidente Gore propõe em seu e-mail uma rejeição, de parte a parte, do chamado “dinheiro fácil”, usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial. b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral. c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente. d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático. 195. UERJ O discurso político é marcado por estratégias de distanciamento que ressaltam a autoridade do locutor, e por traços de solidariedade que buscam o envolvimento dos interlocutores. Tais procedimentos retóricos são verificados em: a) “Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca…” b) “Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar…” c) “Eu darei o primeiro passo, pedindo ao Comitê Nacional Democrático…” d) “Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões…”

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

196. UERJ A mensagem-desafio de Al Gore tem como destinatário o seu adversário político, mas é possível interpretar que ela tenha sido tornada pública propositalmente. Considerando o conteúdo da mensagem e o seu contexto, a melhor explicação para que Al Gore tenha desejado torná-la pública é: a) provocar uma declaração desastrada de George Bush. b) contribuir para a moralização da política através da Internet. c) acusar seu adversário do uso de dinheiro ilícito na campanha. d) convencer o eleitor do caráter desonesto do outro candidato. Texto para as questões de 197 a 200:
“A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse ‘pareciam’, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos devãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de idéias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: ‘Mando-te uma carta qualquer dia desses’. Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla ‘enter’.”
SOUZA, Josias de. A revolução digital. In: Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.

83

GABARITO

197. UFMG Observe as expressões destacadas nestas frases: … falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro… … vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA dessas três expressões, na ordem em que aparecem nas frases acima. a) apesar de ser falada / apesar de ser impressa / se estivesse vivo. b) quando é falada / quando é impressa/ se estivesse vivo. c) porque é falada / porque é impressa / ainda que estivesse vivo. d) se é falada / se é impressa / ainda que estivesse vivo. 198. UFMG Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é a) defender a parceria entre o papel e o texto como uma história de êxitos. b) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. c) descrever as vantagens e desvantagens da Internet na atualidade. d) narrar a história do papel e do texto desde a antigüidade.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

199. UFMG Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre palavra falada e palavra escrita, é CORRETO afirmar que, a) na comunicação interpessoal, a palavra falada pode emocionar, sensibilizar, convencer, fazer pensar e, com isso, suscitar um grande movimento de idéias e valores. b) no processo social de divulgação de conhecimentos, a palavra falada, associada à escrita, exerce um papel fundamental na educação e na formação de opiniões. c) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão. d) no processo social de produção e circulação de crenças, a palavra escrita, ao lado da falada, tem papel significativo no desenvolvimento da espiritualidade. 200. UFMG Considerando os procedimentos lingüísticos de articulação entre o primeiro parágrafo e os outros parágrafos do texto, é INCORRETO afirmar que a) o segundo, o terceiro e o quarto parágrafos se articulam com o primeiro pelo emprego linear do tempo cronológico. b) o terceiro parágrafo está articulado com o primeiro pelo uso de palavras que explicitam significados presentes no primeiro. c) o segundo parágrafo está articulado com o primeiro pelo emprego de palavra que se repetem. d) o quarto parágrafo se articula com o primeiro pelo uso de frase que explicita uma idéia sugerida no primeiro. Texto para a questão 201:
“O idioma, vivo ou morto? O grande problema da língua pátria é que ela é viva e se renova a cada dia. Problema não para a própria língua, mas para os puristas, aqueles que fiscalizam o uso e o desuso do idioma. Quando Chico Buarque de Hollanda criou na letra de ‘Pedro Pedreiro’ o neologismo ‘penseiro’, teve gente que chiou. Afinal, que palavra é essa? Não demorou muito, o Aurélio definiu a nova palavra no seu dicionário. Isso mostra o vigor da língua portuguesa. Nas próximas edições dos melhores dicionários, não duvidem: provavelmente virá pelo menos uma definição para a expressão ‘segura o tcham’. Enfim, as gírias e expressões populares, por mais erradas ou absurdas que possam parecer, ajudam a manter a atualidade dos idiomas que se prezam. O papel de renovar e atualizar a língua cabe muito mais aos poetas e ao povo do que propriamente aos gramáticos e dicionaristas de plantão. Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o ‘erro’ propriamente dito e a renovação. O poeta é, portanto, aquele que provoca as grandes mudanças na língua. Pena que o Brasil seja um país de analfabetos. E deve-se entender como tal não apenas aqueles 60 milhões de ‘desletrados’ que o censo identifica, mas também aqueles que, mesmo sabendo o abecedário, raramente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é comum ver nas placas a expressão ‘vendese à praso’, em vez de ‘vende-se a prazo’; ou ‘meio-dia e meio’, em vez de como é mesmo? O português de Portugal nunca será como o nosso. No Brasil, o idioma foi enriquecido por expressões de origem indígena e pelas contribuições dos negros, europeus e orientais que para cá vieram. Mesmo que documentalmente se utilize a mesma língua, no dia-a-dia o idioma falado aqui nunca será completamente igual ao que se fala em Angola ou Macau, por exemplo. Voltando à questão inicial, não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. Os intelectuais também o fazem, por querer ou por mera ignorância. E também nós outros, jornalistas, afinal, herrar é umano, ops, errare humanum est. Ou será oeste?”
SANTOS, Jorge Fernando dos. Estado de Minas, Belo Horizonte, 10 jun. 1996. (Texto adaptado)

84

GABARITO

201. UFMG Em todas as seguintes passagens, o autor deixa transparecer idéias que ele mesmo considera puristas, EXCETO em a) Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o “erro” propriamente dito e a renovação. b) … não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. c) Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. d) Pena que o Brasil seja um país de analfabetos, […] Por isso, é comum ver nas placas a expressão “vende-se à praso”…

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

Texto para as questões 202 e 203:
“Amor A verdade é que devemos tudo aos amores infelizes, aos amores que não dão certo. A poesia se faz antes ou depois do amor, ninguém jamais fez um bom poema durante um amor feliz. Pois se o amor está tão bom, pra que interrompê-lo? O amor feliz não é assunto de poesia. Literatura é quando o amor ainda não veio ou quando já acabou, literatura durante é mentira. Ou ela é empolgação ou é remorso, revolta, saudade, tédio, divagação desesperada — enfim, tudo que dá bom texto. Desconfie de quem explica um estado de exaltação criativa dizendo que está amando. Algo deve estar errado. — Você está amando, mas ela não está correspondendo, é isso? — Não, não. Ela também me ama. É maravilhoso. — É maravilhoso, mas você sabe que não pode durar, é isso? Seu poema é sobre a transitoriedade de todas as coisas, sobre o efêmero, sobre o fim inevitável da felicidade num mundo em que… — Não! É sobre a felicidade sem fim! — Não pode ser. — Mas é. Acabei o poema e vou fazer uma canção. Depois, talvez, uma cantata. E estou pensando num romance. Tudo inspirado no nosso amor. Não posso parar de criar. Estou transbordando de amor e idéia. Crio dia e noite. — E a mulher amada? — Quem? Ah, ela. Bom, ela sabe que a atenção que não lhe dou, dou ao nosso amor perfeito. Está explicado. Ele não canta a amada ou seu amor. Está fascinado por ele mesmo, amando. E o poema certamente é ruim. Porque o amor, para ser de verdade, tem de emburrecer. Só devem lhe ocorrer bobagens para dizer ou escrever durante um caso de amor. Ou é kitch, de mau gosto, piegas ou copiado, ou não é amor. Qualquer sinal de originalidade pode até ser suspeito. — Esses seus versos para mim… Estão ótimos. — Obrigado. — Essas juras de amor, essas rimas, essa métrica… De onde você tirou tudo isso? — Eu mesmo inventei. Pensando em você. — Seu falso! — O quê? — Só deixando de pensar em mim por algumas horas você faria uma coisa assim pensando em mim. Só tomando distância, escrevendo e reescrevendo, raciocinando e burilando, você faria isto. Um verso plagiado do Vinícius eu entenderia. Um verso original, e bom desse jeito é traição. Só não sendo sincero você seria tão inteligente! — Mas… — Não fale mais comigo. Pronto. O amor acabou, agora você pode ser criativo sem remorso. Você está infeliz, mas console-se. Pense em como isso melhorará o seu estilo.”
Adap.: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Estado de São Paulo: 25/07/1999.

85

GABARITO

202. UFR-RJ A partir da leitura do texto, depreende-se que a) os textos literários cujo tema é o amor tratam de um sentimento utópico. b) os poemas feitos nos momentos de amor são criativos e interessantes. c) fazer poemas sobre o amor exige um afastamento da relação amorosa. d) só a reciprocidade no relacionamento amoroso enseja um bom texto poético. e) os textos verdadeiramente literários são os que tratam da temática amorosa. 203. UFR-RJ Os diálogos, nesse texto, têm a função de a) caracterizar o discurso indireto na narrativa. b) r