LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA VOCABULÁRIO FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS VERBOS E ADVÉRBIOS PRONOMES INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II FIGURAS DE LINGUAGEM PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO PONTUAÇÃO CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA CRASE FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

NOÇÕES DE LITERATURA LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL HUMANISMO, QUINHENTISMO, BARROCO E ARCADISMO ROMANTISMO CLASSICISMO

REALISMO/ NATURALISMO PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO

PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

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LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema versa sempre sobre algum acontecimento que já foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não é responsável por uma nova notícia, mas é uma releitura de uma notícia ou de um fato. ( ) Observando os elementos que compõe a charge, é correto afirmar que ela se refere a alguma notícia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum elemento verbal faz referência à aviação. ( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem. ( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita depois de algum desastre aéreo. ( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advérbio, adjetivo e substantivo. ( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso, quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada. 2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.

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GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pessoa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos. ( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de determinar para o leitor o sentido da charge. ( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros. ( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado” funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

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3. Uneb-BA

O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso central, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alterações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do modernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que: a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano; b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras; c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade; d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser humano; e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilíbrio das sensações humanas. 4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.

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GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

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Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadrinhos de Ziraldo. a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto. b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto. c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários. d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe. e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

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Em exposição até 13/8, das 11 às 18h. Av. Paulista, 1578 Informações: www.zip.net/guignard

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5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão: HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner

a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços. b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar. c) Tirar o proveito de todas as situações. 6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

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Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que: a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da expressão “Sei”, no primeiro quadrinho; b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai; c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitude do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola; d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à escola, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho; e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin generalizou a conclusão a que chegou. 7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam a frase sublinhada. Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin: 1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição. 2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão. 3. Considera-se injustiçado pelos pais. 4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso. As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o sentido da tira, estão na alternativa: a) 1 e 2. b) 1, 2 e 3. c) 2 e 3. d) 2, 3 e 4. e) 3 e 4.

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GABARITO

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8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos.

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Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista. De acordo com os elementos que constituem as tiras acima: ( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram representar, na escrita, sons naturais. ( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona, propensa às explosões agressivas. ( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu, arte marcial desenvolvida na antiga China. ( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a representação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens. 9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério

GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a enuncia. 02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma das pessoas em geral. 04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando que não há exceção à regra. 08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto. 16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.” 32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocondríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao campo amoroso. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor: a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem nada em comum; b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado pela sonoridade, num tom de humor;

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c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homonímica; d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para demonstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado; e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra relação a não ser a própria referência. 11. UFMA

GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.

Sobre a propaganda acima, é correto inferir que: a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão condenados a morrer;

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b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução; c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo, para não morrer, é preciso ir ao supermercado; d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso se mexer para não morrer de inanição. e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

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12. UFMG
“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais avançado sistema de processamento de documentos: Document Centre. Uma copiadora que também é impressora, fax e scanner, com capacidade de realizar as operações simultaneamente. Para você copiar, imprimir, receber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recuperar documentos com mais facilidade, menor manuseio de papel e maior segurança. O novo software Centreware permite explorar e gerenciar o equipamento de acordo com as suas necessidades, a partir do seu computador, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que só a Xerox pode lhe oferecer.”
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Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de propaganda, exceto:

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a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal. b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor. c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto. d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação. 13. UERJ

GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.

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Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o segundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento teria provocado a mudança. Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho... a) ...estivessem rindo deles?” b) ...fossem reais e eles o reflexo?” c) ... pudessem trocar de lugar com eles?” d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

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14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto não decorre apenas da decodificação pura e simples dos itens lingüísticos neles contidos. Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu conhecimento de mundo, suas crenças, suas vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar enunciados e o levam a construir o sentido do texto que leu. Uma das características do leitor proficiente é a capacidade de interpretar gráficos. Demonstre que você domina a habilidade de leitura, inferindo corretamente os resultados expressos no gráfico ao lado: Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pessoas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados: De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que: a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o motivo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas; b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirmase em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;

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c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais; d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício, uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas; e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do total de entrevistados. 15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto abaixo vem expressa de acordo com as normas de escrita do português padrão. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, onde é mostrado da cintura para baixo, segura um tipo de facão com a mão direita. Abraçado a sua perna há uma criança, que a expressão Foto: Paula Simas denota raiva e medo. O homem apóia sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para baixo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expressão denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da criança, como se protegendo-a. ( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo a ela de alguma ameaça. ( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva. ( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança, mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão. ( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino, como se o estivesse protegendo.

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GABARITO

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16. UEGO A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) o título “A República do Mau Humor” funciona como indicador de leitura, pois dá ao leitor a oportunidade de interpretar tanto o texto verbal como o não-verbal; ( ) o mau humor dos aliados do governo nos permite deduzir que os políticos aderem ao poder visando apenas ao seu benefício próprio; ( ) a parte inferior da charge remetenos ao contexto social brasileiro, onde a população, em sua maioFolha de São Paulo, 11.09.99 ria, sofre os efeitos; ( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo personagem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com que o brasileiro encara seus problemas; ( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiência do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso. 17. UnB-DF
“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA, CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

GABARITO

Os seres vivos são interdependentes. Dessa forma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevivência humana não estaria garantida. Essa variedade e a dependência entre as espécies interessa especialmente à nossa empresa. Pois o nosso trabalho depende de descobertas no mundo das informações genéticas. Informações que se perdem para sempre quando as espécies são extintas. Informações que oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender a uma população que está crescendo. Em um planeta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os. ( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade. ( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração. ( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não estaria garantida sem apoio de milhões de espécies. ( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das informações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre. ( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da população.

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18. UFPB-PSS
Texto I “Diogo Mainardi Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.” Texto II

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Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se: a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira. b) Os índios continuavam lutando entre si. c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida. d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congresso Nacional às causas indígenas. e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um momento de alegria para os índios. 19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques Nunca se soube o nome daquele jovem alto e magro vestido como milhões de chineses, de camisa branca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu grande momento, do que muitos líderes revolucionários do milênio. É certo que foi visto por mais gen5 de julho de 1989. te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que personalidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano Zapata.”

GABARITO

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Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do personagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais: a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade; b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade; c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho; d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário; e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

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Sérgio. ele acelerou o seu veículo. ô Eu aprendi A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu É bom aprender. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea. Texto para as questões 21 e 22. d) ao bom relacionamento entre homem e macaco. b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. a vida é cruel. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. REIS. ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi. d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas. para corrigi-la: Como muitas piadas. quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente. Logo depois. FROMER. voltou a pé para o local da placa e nela escreveu. Vinha o motorista dirigindo o seu carro. 5 GABARITO 10 15 20 IMPRIMIR 21. a comparação estabelecida entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. eu não sabia Que o homem criava e também destruía. esta se baseia em um equívoco. Do CD Cabeça de dinossauro. c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. ô. Nando. O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: 10 a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção. PESSOA. Ciro. UFR-RJ No texto Homem Primata.Interpretação de texto I Avançar . “Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia Eu não trabalhava. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir.20. ô. eu me perdi” BRITTO. Marcelo. Voltar Língua Portuguesa . Homem primata Capitalismo selvagem Ô. b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar.

c) 2 e 4.Interpretação de texto I Avançar . b) I. Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens. As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal. e) 3. 23. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante. III. Átila. simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem. d) II. d) 3 e 5. 1968. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico. IMPRIMIR GABARITO II. Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2. O militarismo. II. 2 e 4. 2. d) estagnação X mudança. Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. b) atraso X progresso. As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. os antônimos: a) lentidão X velocidade. é causa principal do desfecho presente no cartum. respectivamente. 4. você é barbaro. c) santidade X pecado. p. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II. e poderiam ser retiradas sem prejuízo para a clareza do texto. IV. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. I. PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos armamentos. enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história. 3. b) 1. III e IV. e) passado X presente. 4 e 5. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apresentados. 11 JAGUAR. 24. e) III e IV. Voltar Língua Portuguesa .22. c) I. 5. III e IV. III e IV. 1. PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo. 166-167.

p. o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto. ( ) Em Ele é um novo homem. 153. o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas.Interpretação de texto I Avançar . III Essas doenças. UFMT ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere. ( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele. 23/06/99. por problemas cardiovasculares. estresse Líder em soluções Veja. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa. GABARITO 27. e) através de um jogo de palavras. obesidade.” e) “Devagar se vai ao longe.” d) “Quando um não quer. Hoje. b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro.” c) “Se queres a paz.” 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. prepara-te para a guerra. Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos. Não seja mais uma vítima II das doenças cardiovasculares. Procure seu médico e siga a sua orientação. julgue os itens da questão 27. daí ser um elemento anafórico. ( ) Na última parte do texto. as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares.” 26.” b) “Quem tudo quer tudo pode. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto. INSTRUÇÃO: Com base no texto. dois não brigam. o autor procura confundir o leitor. Univali-SC “BOM CONSELHO Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou para rua e bebo a tempestade” Chico Buarque Ouça um bom conselho Que lhe dou de graça Inútil dormir Que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado Quem espera nunca alcança Ouça meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar 12 Ao compor o texto.25. associadas a tabagismo. c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida.

Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. Jeep® Só Existe Um.. a mulher é pálida sobre o leito e. segundo Mário de Andrade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pela nudez e sensualidade. Não te rias de mim. em outro momento. sofre muito o prestígio romântico da mulher. GABARITO 30. A partir de R$ 55.. à luz da lâmpada sombria. Unifor-CE “Façam a festa cantem dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira. Ele tem motor 4. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. duplo air-bag.” Nos versos acima. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. Potiguar-RN “Soneto Pálida. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. o sofrimento das noites de vigília. num segundo momento. U. autor que. anjo entre nuvens. 29. d) Inicialmente.. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher.. a revelação de que apenas é uma lavadeira. meu anjo lindo! Por ti – as noite eu velei chorando. 11/10/98.Interpretação de texto I Avançar . 13 28. CELULAR. Formas nuas no leito resvalando. julgue os itens da questão 8. em seguida. c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos. “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL.400. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. a mulher caracteriza-se pela pureza e. c) Em princípio. O amor sexual lhe repugnava. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. de outro lado.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas. Sobre o leito de flores reclinada Como a lua por noite embalsamada. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou. Jeep Grand Cherokee.. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. a fuga pelo sonho e pela morte.” Veja. A vida moderna em favor da vida de verdade. Negros olhos as pálpebras abrindo. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. Jeep Grand Cherokee.0L High Output. Aponte-a: a) De um lado. Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir. b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social. o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos. b) Num momento. a surpresa da visão da mulher amada..

certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha. c) Morte. 31. In: Libertinagem. b) Visita. 33. III. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos. d) Porque é amiga do poeta..) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem. e) os textos abordam temáticas diferentes. que mostra incerteza do poeta. In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira. e a segunda.) encontrará lavrado o campo. d) Noite. que revela a felicidade de um dia de trabalho.. iniludível! O meu dia foi bom. nas mulheres. Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA. pode a noite descer..1984. 14 GABARITO “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. b) Porque não poupa ninguém. A mesa posta. ou diga: – Alô. 34.. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso. d) IV. “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido. que revela segurança e certeza quanto ao futuro. os dois textos revelam posicionamentos antagônicos. IMPRIMIR Sobre os textos. Talvez eu sorria. E as feias. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. e a segunda. pode-se afirmar que: a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema. que revela sua ousadia e destemor diante da vida. Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes. Com cada coisa em seu lugar. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil. o segundo aborda a beleza da mulher madura.” Vinícius de Moraes. Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33.. II. Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes.Interpretação de texto I Avançar . Voltar Língua Portuguesa . c) Porque aparece toda noite. expressa pelos advérbios de negação e dúvida. que apresenta dúvida e descontrole emocional. o poema pode ser dividido em duas partes: I. e a segunda. Uniube-MG Com relação à estrutura. que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido. Talvez eu tenha medo. e a segunda.. sobre o tema: Mulheres. a primeira. embora diferentes. 32. IV. Manuel. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar. d) embora falem sobre o mesmo assunto. São Paulo: Global. a primeira. (. (A noite com seus sortilégios. a primeira. c) III.” Manuel Bandeira. E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas. a primeira. b) II. b) ambos os textos vêem apenas belezas. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou coroável). a casa limpa.

criando uma relação com Quase memória. apresentado na abertura do texto.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai. muito menos o tempo. elas aprendem mais e se desenvolvem melhor. UFGO Além de veicular informações sobre o produto. indica que. ou seja. 2000. de 7 jun. ao passado anterior ao passado. Porque não há aprendizado sem manchas. e) É um caso de associação de idéias. não sendo eu. o ‘meu’ embrulho não abre nada. no único tempo de um homem que. em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”. removendo manchas de gordura como nenhum outro. é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. era o tempo do qual eu mais participara. UFGO Acerca da organização das frases. Se abria alguma coisa era o espaço – até então. só a partir de agora. a linguagem publicitária procura persuadir o consumidor. ao passado depois do passado. estabelecem relação de causa e conseqüência. É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação. se sujarem”. pois a noção de passado é a mesma nos dois autores. Novo Omo Multi Ação. d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado. remetem à expressão “as crianças”. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido. 37. pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil. idéias deduzidas do início do texto. conotativo. o produto foi aprovado pelo consumidor. Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem..35. “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe. pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor. ( ) os vocábulos “elas” e “se”. ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. refere-se a um elemento extratextual. ao passado ‘ao lado’ do passado. em “como nenhum outro”. que seu filho precisa de liberdade para aprender. se sujarem. 15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é.Interpretação de texto I Avançar . ( ) a palavra ainda. no único personagem. apresentados no primeiro período do texto. Ora. ( ) o vocábulo outro. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . nunca pensara organizadamente na única pessoa. serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal. assim como você. PUC-PR “Nada mais diferente (.” 36. ou melhor. pelo fato de causar incoerência.” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “madeleine” na obra de Proust. Com base nessa informação e na leitura do texto. o meu caso. A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral. As questões 36 e 37 referem-se a ele. c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária. de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes. o primeiro é denotativo e o segundo. ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”.. ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes.

É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas. d) 2. Para isso. a idéia de plenitude. maio de 1998. “TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 16 Texto para as questões 39 e 40. 3 e 4. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto. c) 2 e 4. desejada pelo autor. conte com os amigos. uma língua expressa os valores culturais de seu povo. confusão: espere até poder expressar suas idéias. ( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal. julgue os itens da questão 38. O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pretende esteja envolvido na sua percepção de “língua”. 1984. o autor alude à idéia de que. ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino. Velô-Caetano e a Banda Nova. Em “Gosto de ser e de estar”. “Língua Gosto de sentir minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à mingua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira Fala! Flor do Lácio sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua (. A dinâmica do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. PolyGram. 39. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. Com Marte transitando em seu signo.) A língua é minha Pátria E eu não tenho Pátria: tenho mátria Eu quero frátria” GABARITO VELOSO. b) 1.Interpretação de texto I Avançar . é expressa com os verbos “ser” e “estar”. Você poderá contribuir com o parceiro. e) 3 e 4..INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. Língua. que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório.. 4. Caetano. Utilizando a expressão “Fala mangueira”. o que lhe trará entusiasmo. 2 e 3. Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade. 1. 3. UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos. No trabalho. 2. grito de guerra de uma escola de samba. este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde.” Marie Clarie. 38. ora implicitamente ora diretamente. sendo “pátria”.

como “roçar”. perpassa a idéia comum de “pluralidade”. 04. À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal. que é discreta a fortuna em seus reveses. 63. 2 e 3 apenas. como resposta. 08. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo. 2. e) 3 e 4 apenas.40. UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe. 3. Quem sobe a alto lugar. Salvador: EDUFBA. GABARITO IMPRIMIR O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. e logo o homem desce. Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. Pois vá descendo do alto. Cleise Furtado. 02. c) 1. o menos incompetente reina. p. Burro foi ao subir tão alto clima. do que burro em cima.Interpretação de texto I Avançar . Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”. verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo. a soma das alternativas corretas. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. onde jazia. burro parece. d) 2 e 4 apenas. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. 2. que subir é desgraça muitas vezes. Estão corretas: a) 1. Nas expressões “confusões de prosódia”. “dores”. 1996. que não merece. asno vai. Dê. Desanda a roda. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos. Em terra de incompetentes. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem. 1. “cores”. 3 e 4. Quando o pisava da Fortuna a Roda. Homem sobe. 17 41. 64. 32. 4. Voltar Língua Portuguesa . b) 1 e 4 apenas. que indigno cresce. 16. “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”. A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo. Homem sei eu que foi Vossenhoria.” MENDES.

Interpretação de texto I Avançar . A expressão “pra”. b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo. o jogo amoroso e as relações humanas. 5. b) o autor. 15. IV. Vinícius de e HOLANDA. Abril Educação. Este é um texto narrativo que relata uma transformação. traz marcas de oralidade. III e IV. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador. II. b) III e IV. Chico Buarque de Holanda. Uniube-MG Sobre o texto. 22. c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos. 24. 29. 27. Chico Buarque de. 6. A alternativa que traz os números das asserções corretas é: a) I e II. 16.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. 20. 17. 19. 44. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. 3. Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência. A expressão “ali”. refere-se à palavra cidade. c) I. 21. 23. nos versos 8 e 9. 11. 12. 18. 8. d) I. Então ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado De tanto esperar Depois os dois deram-se os braços Como há muito tempo Não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça E começaram a se abraçar. 25. 43. (Literatura Comentada). 28. III. c) ele. 14. p. d) ela. 7. “Valsinha Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar. E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto Convidou-a pra rodar. 1980. São Paulo. 30-I. E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos Como não se ouviam mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . II e IV. no verso 21. 42. 26. 9. Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar. só não se pode afirmar que: GABARITO a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. 2. 13. Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I. 4. 10.” MORAES. 18 1.

e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil. Porto Alegre. e) I.Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2. enfiados em calças jeans. 45. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil. local e data. Para uma adequada compreensão do texto 2. I. Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor. Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge. reis e princesas sonham até a Quartafeira de Cinzas. No Carnaval. cintos e chapéus vistosos. II e III. d) I.. GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro. c) II e IV. Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2. II. Em Barretos. b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições. estilizando a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas. pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional. PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. imaculadas botas de couro.Interpretação de texto I Avançar . 102. d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno. Zero Hora. 24/05/99. 24/01/99. IV. II. Os boiadeiros urbanos capricham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carnaval carioca em termos de público e opulência. Integrada ao calendário das maiores comemorações nacionais. b) I e III.) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”. TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country.” Adaptado de: Época – Especial “Nós. A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito. 46.. a partir de uma informação que esse já tem. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos. III e IV. TEXTO 2 19 Charge de lotti. Chegam de todos os cantos do país. III. o autor do texto 1 expressa um grau de indignação equivalente. como veículo de divulgação. o texto 2 pretende mobilizar seu humor. (. brasileiros”. é necessário levar em conta dados contextuais. a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . p.

UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam. ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho.. • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão.. • mestrado.. Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste. CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é. ( ) Conhecimentos de inglês são importantes.Interpretação de texto I Avançar . ou 10 pontos.. • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua.. • pós-graduação lato-sensu.. • bons – 25 pontos • médios – 13 pontos • ruins – zero” 20 GABARITO IMPRIMIR 47.. • um curso de especialização. por meio de estruturas gramaticalmente corretas.. espanhol – a valorização será maior. • doutorado. ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corresponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da de um bom domínio de conhecimentos de informática. Voltar Língua Portuguesa . por exemplo. Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego.. “TESTE Avalie suas chances de obter um emprego... ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez. informações coerentes com o teste do texto.. CURSOS COMPLEMENTARES Você fez. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é.Texto para a questão 47. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela. Sua imagem perante os colegas de trabalho é. mas se forem substituídos por outro idioma – como. se tem um domínio regular. • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou.

esse é um modelo bidimensional do Universo. mas os poucos que existem são confortáveis. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova. em geral. Cada planta é uma galáxia. Está correto. especialmente o que nos foi oferecido. querendo-a aproveitar. no primeiro período. pelo seu poder evocativo. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados.Interpretação de texto I Avançar . II. II e III. b) somente I e II. uma infração à norma culta. p. 2000. Há. No segundo parágrafo. Uma outra diferença importante é que o Universo está em expansão. d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental. ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da harmonia universal. b) um momento de percepção da realidade.Texto para as questões 48 e 49. e) I. cheia de vitóriasrégias. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. 21 49. em relação ao texto. III. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que. através de um discurso poético. “As maiores estruturas do Universo”. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais. é só estimular o turismo. “Às vezes. isso bastaria. d) somente II e III. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa. metafórico. A terra em si é de muitos bons ares. e) a exuberante natureza amazônica. considerando-se o uso atual. GABARITO Considere as seguintes afirmações: I. o melhor que eu puder. lagoas não costumam estar em expansão. Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor.” GLEISER. infindas. Claro. E em tal maneira é graciosa que. para alindar ou afear. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo. quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. há uma referência nova. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. Folha de S. enquanto. 17/05/99. Mais! 48. sempre aumentando. Paulo. não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. Paulo. E que não houvesse mais que uma pousada. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos. Águas são muitas. Marcelo. a imagem vale. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real. De qualquer forma. U. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado. 29. c) somente I e III. senão pela sua precisão. Moacyr. e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista. In: Folha de S. o que se afirma em: a) somente II. U. 50. Hotéis não há muitos. 27 ago.” SCLIAR. Salvador-BA Por inferência.

que está no céu. a ovelha desgarrada Cobrai-a. dentro do universo irreverente da poesia marginal. tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar. Se uma ovelha perdida. leia os textos a seguir. enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª. 22 d) O poema sugere que o “gorila”. F. pessoa do singular. d) exaltação da sabedoria de Deus. como afirmais na Sacra História: Eu sou. Mateus 18:12. c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador. pessoa do plural.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. b) O poema refere-se à obra Macunaíma. e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino. a) O poema não se refere à obra Macunaíma. Se basta a vos irar tanto um pecado. e prazer tão repentino Vos deu. U. Texto 2 “Pequei. Para responder às questões de números 52 a 54. que vos ha ofendido. é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. não é algo desejável para meu Pai. Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta. Considerando que o sujeito lírico expõe sentimentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. A abrandar-vos sobeja um só gemido. Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. e não queirais. Poesia Barroca. Pastor Divino. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira. mas não porque hei pecado. Vos tem para o perdão lisonjeado. 26 poetas hoje. b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino. “Macunaíma nos ajude na barriga do gorila Cabeça do meu pau? na barriga do gorila Meu alegre coração onde estás? na barriga do gorila” Barriga de minha perna onde estás? na barriga do gorila Dedos de minha mão onde estão? na barriga do gorila Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ.51. Porque.Interpretação de texto I Avançar . Senhor. Gregório de. GABARITO IMPRIMIR 52. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho. Senhor. de Mário de Andrade. c) O título do poema está na 1ª. que pereça um destes pequenos. escrever. quanto mais tenho delinqüido. à qual Gregório de Matos recorre. São Paulo: Melhoramentos. Perder na vossa ovelha a vossa glória.M. ouvir. corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos. se por acaso a encontrar. Que a mesma culpa.F. não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E. e já cobrada Glória tal. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1. Da vossa piedade me despido. pensar e sentir. Vos tenho a perdoar mais empenhado. Voltar Língua Portuguesa . metáfora de uma situação ou de um ente abominável. Roberto. Do mesmo modo.” MATOS.

oceanográficos. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados. antropológicos. E as musas escolhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas. se Ele não o salvar entrará em contradição com a Sagrada Escritura. que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados. F. Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades. Mas há também os arqueológicos. A palavra museu. c) suplica pela salvação divina. 54. de artes. e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. por isso. “para conservar. erguidos em homenagem à cerveja. GABARITO Sobre o texto. e) padeça. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura. e sobretudo expor para deleite e educação do público. conforme a definição do dicionário Aurélio.” SILVA. comemorado hoje. a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu. b) conversa com o Senhor.Interpretação de texto I Avançar . os religiosos. chantageando o Senhor. c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade. de armas. coleções de interesse artístico. que significa templo de musas. talvez não precise de uma grande festa nacional. do texto 2. merece a salvação. e) submete-se à vontade de Deus. d) peque. Marco Aurélio. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas. 55. histórico e técnico”.M. ao vinho ou aos insetos. mas não se arrepende deles. deixando que Ele decida se o salva ou não. F. Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra. valorizar pelos mais diversos modos. 18/05/00. 23 d) argumenta. razão pela qual acredita que não será salvo. Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender. pois.53. ecológicos. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas. os que reverenciam a colonização ou profissões. d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus. algumas passam quase em branco e outras são exaustivamente lembradas. O Dia do Museu.M. b) sofra. Jornal de Santa Catarina. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . estudar. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais. assinale a alternativa correta. pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e. visitados e respeitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve. vem do grego “mouseon”. c) se perca. Santa Catarina possui cerca de 100 museus.

O trecho . quando eles vieram.. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas. a soma das alternativas corretas. I. bastante comunicativos.. isto não queríamos nós entender.E também olhou para um castiçal de prata.. e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas. Isto tomávamos nós nesse sentido.) Acenderam-se tochas. como se davam ouro por aquilo. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim. nem a ninguém. UFSC De acordo com o texto.. 04. aconchegaram-se e adormeceram. Isto tomávamos nós nesse sentido. as quais não eram fanadas. um dos escrivães da armada portuguesa. pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário.Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D. Fasc. nem a ninguém. muito grande. Pêro Vaz de Caminha. E deitaram um manto por cima deles. Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo abandonaram o navio. fez sinal que lhas dessem. como se lá também houvesse prata! (. Manuel. 1999. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço. com um colar de ouro. como resposta. 57. UFSC A propósito do texto. estava sentado em uma cadeira. brancas. folgou muito com elas. por assim o desejarmos. como resposta.” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS. 02. Dê.folgou muito com elas. é correto afirmar que: 01. Mas nem sinal de cortesia fizeram. relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. e assim mesmo acenava para a terra. Todavia um deles fitou o colar do Capitão. D. a soma das alternativas corretas. como se davam ouro por aquilo. Pelo trecho .. Mas nem sinal de cortesia fizeram. Coxim – almofada que serve de assento. 01. SP. Os tupiniquins. e o da cabeleira esforçavase por não a estragar. escreve para o Rei de Portugal. e bem vestido. fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou categoria social lusitanas. 56.. 08. ao pescoço (. nem de falar ao capitão. Manuel. que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão..Interpretação de texto I Avançar ... Nada. A expressão . e novamente para o castiçal. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. pareceu despertar o interesse dos tupiniquins. 02. falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta. nem de falar ao Capitão. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação portuguesa. Fanadas – murchas...) Viu um deles umas contas de rosário.. 04. na embarcação portuguesa. e lançou-as ao pescoço. Em E eles entraram. evidencia que havia problemas de comunicação entre portugueses e tupiniquins. aos pés de uma alcatifa por estrado. carpete. e. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra. por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar. E também olhou para um castiçal de prata. E eles entraram.. e depois para o colar. assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s).. Abril. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. 08. E então estiraram-se de costas na alcatifa. Dê. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. consentindo. 24 Vocabulário: Alcatifa – tapete. e assim mesmo acenava para a terra.

O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos. A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa. em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição. Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria. ISTOÉ .Há um trecho em seu livro. A própria palavra tupi significa em pé.Nesses 500 anos.Interpretação de texto I Avançar . em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser. ter a percepção desse patrimônio. um tom de uma grande música cósmica.Os europeus chegaram trazendo o progresso.. regida por um grande espírito criador.Texto para as questões 58 e 59. ISTOÉ . qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká . aquele que emite belas palavras. 02. para as etnias indígenas desaparecidas.E qual é a razão desse desencontro? Kaká . Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes. 16.)” 25 GABARITO 58. ISTOÉ . Uma palavra na boca é como uma flecha no arco.A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser.. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). que são respectivamente o ter e o ser. É por isso que os guaraniscayowas. Como você pensa essa relação? Kaká . a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século. em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil. roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais. Para os povos indígenas.De desencontro. até para perceber que ela está em colapso. Nosso povo enxerga o ser como um som. em grandes áreas do País. trechos dessa entrevista. Ainda hoje. O pajé é aquele que fala com o coração.” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká . como resposta. o qual chamamos de Namandu-ruetê. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Para o tupi-guarani. uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa. com o desaparecimento de centenas de etnias. a soma das alternativas corretas.) ISTOÉ .O patrimônio da sabedoria. Os 500 anos de Brasil significam. A terra dos mil povos. em Dourados. A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional. Não no sentido de retórica. a sua expressão no mundo. Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssimas. Dê. ser e linguagem são uma coisa só. 01. 32. Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. motivado pelo acirramento de interesses econômicos. é na base do tiro. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado. ou Tupã. (. ver o índio de forma menos prepotente levaria a civilização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação. que significa o som que se expande. A palavra tupuy designa ser. a seguir. ISTOÉ . publicada na revista Isto é (21/7/99. (. Para Kaká Jecupe. são anos de descoberta ou de invasão? Kaká . Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo.. Apresentamos..Para quem fundamenta a sua cultura no teor. sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram. a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais. por ilusão dessas relações com os brancos. Um dos nomes da alma é neeng. de acordo com os trechos da entrevista que você acabou de ler. e fala do seu livro A terra dos mil povos. 04. que também significa fala. “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados. É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência. 7-11). 64. Um pajé é aquele que emite neeng-porã. 08. preferem recolher a sua palavra-alma. a oportunidade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso. A realidade atual indígena não é fácil. Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos. A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas. A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indígenas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais. trataram aqui como primitivos. O brasileiro não sabe da sua própria cultura. Porque fala e alma são uma coisa só. Na opinião do escritor tapuia. A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade. p.

presença de um forte sentimento ufanista. 32. a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais. 16. Alusão ao “grande espírito” criador do Universo. denominado Namandu-ru-etê ou Tupã. em Mato Grosso do Sul. a seguir. enquanto som. oposição índio feliz. 02. como resposta. 02. a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Dourados é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura. Emprego de termos de origem indígena. 32. e Quyquyho. Dê. como resposta. significa “som em pé”. em tupi. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. 64. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do índio. sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio. Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto. Dê. 61. provocado pela discórdia. depois do contato com a língua e a cultura do homem branco. é correto afirmar que: 01. pois a eles foi legada. 16. Texto para as questões 60 e 61. nos primeiros tempos. 04. 1982).” 26 GABARITO 60. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio. 16. 02. UFMS Os aspectos apontados. Visão ingênua e idealizada do índio. 08. vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. 04. a soma das alternativas corretas. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. na tradição indígena. mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. a linguagem. tendo a ver com sentimento. a soma das alternativas corretas. 04. UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os textos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). 32. “Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. palavra.59. e o ser são elementos distintos. na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos. 01. noção que a terra pertence aos indígenas. os guaranis-cayowas da região de Dourados. versus índio sofredor. 08. emoção. a soma das alternativas corretas. a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra. como resposta.”. exceto: 01. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios. podem ser encontrados em “Quyquyho”. 08. a partir da relação com o branco. ilustrada pela aglutinação dos termos índio e América. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . cuja letra reproduzimos abaixo. o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. entendendo alma e fala como “uma coisa só”.Interpretação de texto I Avançar . Dê.

mais do que no conto ou na novela. Está correto somente o que se afirma em: a) I. No conto. d) descritiva. Com base na definição acima. II. Ironiza a corrida armamentista. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. c) soldados de Herodes a elementos radioativos. somente. III. III. “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpinteiro José aportam a Belém. Na crônica moderna. c) III. Faz ver que. 1486. b) I e II. o advento de um Cristo seria impossível. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. II e III. e) I. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades. em nossa era. Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. sobretudo nos três primeiros parágrafos. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso. com narrador em terceira pessoa.As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue. b) narrativa.Interpretação de texto I Avançar . 63. 27 62. O casal dirige-se a uma estrebaria. 1944. Murilo. somente. p. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram. d) II e III. com narrador em primeira pessoa. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas. No romance. anotadas em estilo elegante. as personagens ganham amplo desenvolvimento. Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I.” MENDES. recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. 65. o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado. O menino nasce morto. o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. e) II e III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . II. c) I e III. b) II. Unifor-CE Anacronismo. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas. Atualiza a história de Cristo. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam. e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado. pois se apóia em argumentos encadeados. 1. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. e) dissertativa.m. d) I e II. somente. “Não há lugar para essa gente”. S. Poesia completa e prosa. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso internacional de solidariedade. Conversa portátil. Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: a) narrativa. c) descritiva. somente. Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I. Está correto o que se afirma em: a) II. GABARITO 64. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão. sobretudo nos três últimos parágrafos.

Nelson. porém. ora.. O amor começou ali. eu amo outro. Não temos nenhum amor a trair”. O marido baixou a cabeça. Durou um ano o amor sem palavras. Para apresentar o seu argumento de uma forma completa. Primeiro. Mas. súbito. tão só. uma aldeia miserável. 1995. ela poderia utilizar a seguinte construção: a) “Toda traição envolve outro amor. E. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Texto para as questões de 66 a 69. logo. 67. Foi parar quase na fronteira com a China. parecia um delírio. b) “Que não seja imortal. Até que. A menina não voltou. Resolveu viajar para a China. e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade). Olhou aquela miséria abjeta. Ele ficou muito tempo olhando. c) negar um amor para afirmar outro. como mulher. d) “não é pois todo amor alvo divino. nem princípio. c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. que começara muito antes e continuaria muito depois. cada um deve seguir a sua vida”. Quando embarcou. você não se deve sentir traído”. Aquela beleza absurda.” RODRIGUES. São Paulo: Companhia das Letras. certo de que a distância é o esquecimento. A cabra vadia: novas confissões. nunca. ninguém tem culpa dessa traição. o brasileiro teve que voltar para o Brasil. Um dia. UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China. de repente. a pé. logo. Não houve uma palavra entre os dois. UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e “durou um ano o amor sem palavras”. UERJ A esposa do milionário convenceu o marido. as faces escavadas da fome. por toda a parte. eu não te amava nem você me amava. pouco a pouco. Morreu só. b) marcar as repetições da narrativa. linda. “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. Doeu-lhe. logo. Os dois formavam um maravilhoso ser único. O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função central na constituição do sentido do texto. 68. Viu. o brasileiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam. andou em Hong Kong. logo. d) “Como você não me amava nem eu a você. Um amor que não tinha fim. Até que entra na primeira porta. o escândalo. ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. uma menina linda. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). eu não te trai”. Quis gritar. tens amor – eu medo! . b) “Só se trai a quem se ama. d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos. ora. c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. apanhou o automóvel e correu como um louco.Interpretação de texto I Avançar . mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. vê surgir. como num milagre. Depois não viu mais o junco. Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. nem você a mim. no meio de sordidez tamanha. 28 66. Tinha sede e queria beber. Foi também um adeus sem palavras.” (Casimiro de Abreu). Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. Desce e percorre. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais).. o amor. Um não conhecia a língua do outro. eu não amo você”.

há três meses. d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco. de olhos semicerrados. d) II. um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões. Mas. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi. Tanto que só passou a existir. na Flórida. b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa. Bobbie. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguinte recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário. V. 400 quilômetros ao nordeste de Roma. em 3 de junho. Bryan Lee Curtis. O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto. 70. (. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo. II. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços.69. Virou Anita. é quase desconhecida. um homem robusto. c) somente a III.. oficialmente. c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador. de 2 anos.” MARKUN. Às 11h56. os olhos salientes pela magreza do doente terminal. Petersburg. é venerada como heroína da unificação. Superinteressante. Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos.. Bryan morreu em casa. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas. Só no último dia 11 de maio. O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. 30 de junho de 1999. Em poucos dias.. no Brasil. ao lado da mãe. Enquanto agonizava. o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo. na Itália. Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado. uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio. Na imagem. e do filho Bryan Jr. da mulher. b) I e III. e) É pura e simplesmente uma narração. IV. numa fazenda em Mandriole. No colo dele. Univali-SC “Agonia pública Na cama. No conto de Nelson Rodrigues. um sapateiro. GABARITO Observe as afirmações abaixo: I. Lá. Dez anos depois. a boca aberta no esforço desesperado por ar. 71. em 30 de agosto de 1821. d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa. sua mãe ligou para o St. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. morreu nos braços de Garibáldi.)” Revista Veja. em Santa Catarina. Petersburg Times. 29 Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa. o cartório de Laguna. Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. III. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal. Estão de acordo com o texto: a) somente a II. pedindo a presença de um fotógrafo. com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. e) somente a V. agosto de 1999. a cabeça sem cabelos. quando abandonou o primeiro marido. onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845).Interpretação de texto I Avançar . Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita. por iniciativa da Câmara Municipal. IV e V. Paulo. jornal da cidade de St. O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882).

Assim. Aborrecido com o mau desempenho de seus discípulos. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar. o jovem ponderou: “Professor. portanto. “Assim. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”. Um deles. afirmou o professor.Interpretação de texto I Avançar . às vezes.. porém justo e lógico como o senhor tem sido. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. Univali-SC “As armadilhas da lógica (. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”. Relacionando essa observação ao texto acima. então. que a prova será na sexta-feira. julgue os itens que se seguem. digamos. é este que fundamenta aquele. b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia. rigoroso. efervescente. financeira e política da mensagem. porém. raciocinou. ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musical. (. nunca poderá reservar o sábado para nos testar. Assustados. porém. no entanto. emendou. pois. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom argumento. 30 Após a leitura do trecho acima. anunciou peremptoriamente. ( ) No texto. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. Não foi necessário prosseguir.. “Se o senhor concorda.. os jovens se remexeram em suas carteiras. “O senhor. que o sábado está descartado. e nada mais”. se o senhor não nos avisar do teste na quinta. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999. contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado. vocês terão uma prova toda semana”. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano. ficariam prejudicados os demais dias da semana. contrariando mais uma vez a regra imposta”. os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar. d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado. Pelo mesmo critério. com 48 horas disponíveis. ao terminar a nossa aula de quarta-feira. O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida. ainda não tinha terminado. 73.)” Luiz Barco.) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”. não deve ser usada em todos os casos. para ser coerente. como ele é o último dia com aulas na semana. logo descobriremos. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. “Parece-me justo”. GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha. Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse. O estudante.72.. E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado.

76.74. UFMT ( ) Na primeira estrofe. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . européia e cristã. ( ) No texto. pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global. por exemplo. opõe-se “cearense migrante”.66583624 (Chico Amaral) GABARITO Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. De carioca cerimonioso gaúcho modesto paulista preguiçoso Deus nos livre e guarde. ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira. UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito. sem manter assim relações de sentido com o poema. ( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor.. revelando. “À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário baiano lacônico mineiro perdulário Deus nos guarde. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75. o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77.. UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes. ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto.Interpretação de texto I Avançar .. predomina a narração com a manutenção da unidade temática.” Interpretando-se os sentimentos do poema. ( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearense sedentário”. onde as ondas se amansam. ou toma um café Hoje bobagem.cadeiras.. o sentido da vida para o eu lírico. concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”. assim como estes. 31 “UM DIA QUALQUER . ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem . pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um. ( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”. ( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade.

As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo. Entretanto. II. Mas somos nesta casa uma família de estranhos. rapaz. III. 78. Então hoje não tem crônica. b) somente I e II. e) II e III. reflexos no espelho (infiel) do dicionário.. Dissertação. aí está você. inclusive a simples claridade da hora. enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel. Revolto-me contra mim mesmo. em relação ao texto. d) a falta. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada na escrita. apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mundo imaginário em que vive o autor. 79.” O trecho acima apresenta características evidentes de: I. b) II. Não basta haver variedade de assunto. por vezes. II e III. d) somente II e III. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras. purê de palavras.. Está correto. casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. quer dizer: que não há para você. como que em presença de um inválido. e) I. Vivem constrangidos. fica em sua cadeira assuntando. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção. III. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto. as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. c) I e II. A ação de escrever priva. com predomínio do tom reflexivo e de marcas de análise psicológica. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . sem liberdade. vedada a você.Interpretação de texto I Avançar . falar-lhe de minhas dúvidas. que está de olho na maquininha. não revolve os intestinos da vida. Conclui que não há assunto. Ou. o que se afirma em: a) somente II.) Que é isso. de meus receios. que só a língua têm em comum. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. Prosa poética. pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes. escrever exige predisposição e inspiração. O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua. Impede a conjugação de tantos outros verbos. assuntando.” Carlos Drummond de Andrade. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. c) somente I e III. Escrever é triste. II. (. mais propriamente. e você não sabe ir além disso. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve.77. d) I e III. de falta de apetite para os milhares de assuntos. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. de minhas fraquezas. Narração em primeira pessoa. bem como a abundância de assunto. não corta na verdade a barriga da vida. porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. depende das condições intelectuais daquele que escreve. Os dedos sobre o teclado.

33 81. tão igual. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. E tinha canteiros de rosas. b) “Sábado”. c) solução e realidade. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão. Tão sossegados! Só nos jardins há amores-perfeitos. 83. Veio.” No texto. b) muito arredio e pouco confiável. É preciso gostar da vida. Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos.. e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. e) “luz cheia de sombras de asas”. como se dissesse – Bom-dia! Chega. mas triste. Tinha uma árvore. Tão sossegados! Só nos jardins há amoresperfeitos.80. e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador. essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador. Eles são as minhas aldeias. GABARITO IMPRIMIR d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador. depois até a gente tão simples. com qualquer coisa de gato e de mulher. 84. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!. e) segurança e incerteza. Os outros ficam aqui mesmo. nos olhos e nas mãos. não veio da cidade. c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário. nas árvores. b) lugarejo e beleza natural. Quem pode vai para fora. respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre. Ela pousa. Era um Jardim sereno. talvez. uma vez contextualizadas. as palavras destacadas conotam. A noite caindo sem desastres. luz cheia de sombras de asas. Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”. b) narração e a relação realidade-imaginação. Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”. d) “céu imenso perdido”. “ir para fora” tem um sentido mais libertador. realidade de uso interno. Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” corresponde. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica.” Álvaro Moreyra. c) “cheiro de terra”. Imagine o campo. semanticamente. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias. do tempo. b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado. Sábado. 82. Aquele jardim era meu amigo. Semanticamente. O cheiro de terra. Lembro-me dela. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão. Hoje.. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos. A vida arranja tudo pelo melhor. Uma voz de água no silêncio. um jardineiro risonho. Às vezes na imaginação.Interpretação de texto I Avançar . como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. às vezes na realidade. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca daquele que escreve. logo mais. c) pouco desconfiado e muito observador. amanhã. d) bastante descrente e desiludido. Voltar Língua Portuguesa . primeiro. e) com certa melancolia e pouca sinceridade. d) proteção e felicidade. Ah! dormir com o sentimento de pôr. a: a) meio arredio e misterioso. com certeza.

.. Ingo Tirgarten. e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail. mantendo assim o humor e a alegria de viver.. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios. o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo. afirma Aldo Colombo. desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver. “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone. 34 GABARITO Observe as afirmações: I. b) O telefone. e) todos os itens. por vezes. c) II. empresa especializada em sistemas de automação comercial. III e V. o fax e o telefone. d) I. II e IV.. V. e não desliga mais. IV e V. II. Depois capota”. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente. Uns dizem que o culpado é o trabalho. o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez.. fax ou e-mail”. IV. III. como almoços e jantares com o cliente em potencial. o e-mail. para o Terceiro Milênio. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver. uma das tantas doenças modernas. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas. As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I.) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e. uma sociedade totalmente estressada. 30% dos brasileiros sofrem de estresse. a partir daí. (. Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse. o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios. c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail. sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios. 86. É mais um desafio!” Missão Jovem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa ...85. Hans Dieter Didjurgeit. o celular. (. aboliu o Domingo. A psicóloga Marilda Lipp afirma: “Sob tensão pesada. Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma certa maneira de viver? O homem. d) Todos os empresários. trocou o dia pela noite..) O presidente da empresa de seguros ADD Makler. fax ou telefone. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem. agosto de 1999. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática. Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios. afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (. atualmente.)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos. inventou a Internet. O estresse é uma doença moderna. O homem é uma máquina que nunca desliga.Interpretação de texto I Avançar . II e III. fazendo uma coisa de cada vez. b) II..

UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século. A igreja lhe virou as costas. a gata transformou-se na representação da deusa Bastet.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos. ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo... tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos. o gato se desenvolveu com as conquistas romanas.” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. VI. tais como hipóteses ou teorias. e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. Sendo considerado como um animal santo.) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas. b) I.87. isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos.) Na Europa. II. III e VI. o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século. (. ( ) Um método impróprio no caso da zoologia. ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência. associada aos cultos pagãos e à feitiçaria. por mais elevado que seja o número destes últimos. IV e V. Citar superstições acerca dos gatos. os que realmente caracterizam o texto são: a) II. mas não das demais ciências. d) I. pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quantas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado. III. está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares. II. o gato foi honrado e enaltecido. Dos itens acima. “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). 35 88. No século XIII desenvolveramse as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal. Enaltecer a figura do gato no mundo atual. ( ) Na estrofe 8. a enunciados universais. pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões. UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Científica (1934). ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente. ( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais. (. III e IV.. fêmea do deus sol Rá. Nesta mesma época. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados. ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e felicidade. São idéias presentes no texto: I. III e VI. 89. e) todos os itens. Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente. de um ponto de vista lógico.Interpretação de texto I Avançar . Univali-SC “No antigo Egito. V. ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação.” Segundo Popper. algumas vezes. de Karl Popper. ( ) Na estrofe 6. ora um animal doce e afável). IV. c) I. enunciados “particulares”). Ora. Justificar a importância dos gatos e dos ratos. Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos.

Texto para as questões 90 e 91. roxas 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais.. brancas...” 36 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões. 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis. 8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos.. roxas. 17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil. “OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro. 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens. pardas. morenas... 33 Mãos todas de trabalhadores.. 32 . o pardo. 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais. pardas. o roxo e não apenas o branco e o semibranco. 28 coragem de morrer pelo Brasil. 30 mãos para agir pelo Brasil.Interpretação de texto I Avançar . 27 ouvidos para ouvir pelo Brasil. morenas.. pretas.. 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí.. 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor. 29 ânimo de viver pelo Brasil. 34 pretas... 50 Mãos brasileiras 51 brancas.. 16 o preto..

Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país. aproximando-se. Agora. 31). mas não se enxuga. um homem gordo.” 37 GABARITO IMPRIMIR Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um depois (a aparição do casal). tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado. Trata-se de um casal. no vestido da mulher. pobres plantas. Pobres larvas. 92. Agora.que revela o sentimento de compaixão do narrador. ( ) no fragmento. acontecem coisas. ( ) De tom otimista. (No terno branco reconheço o linho. o riacho.90. 17) tem. extraído do conto “Ecológica ”. em relação à compreensão e à interpretação do texto. vocês sabem. ( ) Com “Todo brasileiro poderá.” e “Pobres larvas.. a brisa. AEU-DF Julgue os itens seguintes. de idade. ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleonásticas e cognatas de verbos no infinitivo (l. de Moacyr Scliar. Pobres fibras.) A mulher também é gorda. 40 a 48). antes. cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo. usa terno branco. ( ) O termo “sindicais” (l. da técnica cinematográfica. e depois cortada. a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe. AEU-DF Julgue os itens abaixo. pobre substância. Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte.” (l. e depois esticada. ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo. revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e democrático. mas o acontecimento. Isto aqui já foi muito bucólico. dirigindo-se a ele. Também está suada. às vezes.. substância extraída do casulo de larvas. ( ) O termo “boreais” (l.” . em relação à semântica e à estilística. no texto. A campina. enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades. Pobre seda. 58).. o seu emprego propicia a expansão da narrativa. fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este. ( ) “Qualquer” (l. por fim se definem. Pobre seda. 31.” (l. 4) para “desse Brasil que vem aí” (l. UFGO “Segue-se um trecho. e depois tingida. não. ( ) o narrador. os pássaros. ( ) Ao se referir aos “Brasis” (l. de 1ª pessoa. Vão se aproximando lentamente.Interpretação de texto I Avançar . 53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros. Voltar Língua Portuguesa . 14). pobre substância. no quarteto repetido que abre e encerra o poema. e costurada. e baixota. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento. 91. seda. 15). 12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras. 26 e 27) e no gerúndio (l. pobres plantas. esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da repetição: “Pobres fibras. Reconheço.. ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l. “todo brasileiro e não apenas. é situado no presente. ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota. ( ) As “mãos” (l. Ele. gravata vermelha e chapéu panamá. na história. 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidariedade dos brasileiros. 30. resmunga constantemente. ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda. conotação pejorativa. Muito tranqüilo.

’ De repente. grudado a um canto da janela. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada em seu sentido denotativo. GABARITO Com base no texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros. ( ) Na terceira manchete. 38 93. o camarada intrépido. julgue os itens da questão 93. pois indica situações diferentes.Interpretação de texto I Avançar . Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos. um cidadão arranca a camisa e atira-se na água. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa.15. ( ) Das três manchetes criadas pelo redator. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio estivesse ali. Aluísio. revelou-se salazarista. 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha. ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos contra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela. entrevistado. 11/02/1981. serve para introduzir uma explicação. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo. 94. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro. das descomposturas e do crepitar dos vidros que se partiam sob um chuveiro de pedras. — Morra o cáften! João Coqueiro presenciara tudo aquilo. há uma intencional desconsideração pela vida da criança. Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto. o sangue a saltar-lhe nas veias. 11/02/81. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. Infelizmente. — Oh! Era demais. p. ( ) O uso dos dois pontos. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal. no texto. A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque. ( ) A referência “Isto é. por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO. Casa de Pensão. somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. naquela ocasião. UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas. pensava ele desesperado. porém. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideológico dos portugueses. mordendo os nós da mão. vozeando furiosos contra semelhante berraria. O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’. ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. já de carreira para o Largo do Machado. p. para o redator do Diário. os olhos injetados.” Isto é. — Morra o infame! bramia a malta. UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados.

d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. p. Entretanto. indiferente. Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade. U. pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha. é eminentemente descritivo. ( ) O segundo texto. mamãe. 39 Com base no texto. não mate mais a galinha.95. ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo. ( ) A fertilidade de um avestruz é. Além disso. A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver.” GABARITO No texto “Uma galinha”. cujo preço varia de 1. sempre teve como carro-chefe a criação de gado. A fazenda Chalé da Serra. de Clarice Lispector. a menina prometia nunca mais comer galinha. ( ) A função da linguagem. já esquecidos do fato. superior a de uma vaca.Interpretação de texto I Avançar . nos últimos cinco anos. A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha. Já são 800 animais. no qual se considera a situação da vida da personagem. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo. após o evento. caso aquela fosse morta.5 quilo.” Adaptado. Tem as asas atrofiadas. todos rodearam-na com uma atenção especial. fugindo sem saber pra onde. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare. vive em zonas semidesérticas. o filhote. mata e come a galinha. O animal estava sozinho no mundo. apenas dois dedos em cada pé e é onívora. analisando as características estilísticas. em torno de 110 quilos. 18 out. na Arábia e na África. Veja. Ave estrutioniforme. no prazo de doze meses. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho. é a mesma: predominantemente referencial. Atualmente é a maior das aves. 96. Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1. o avestruz atinge o peso de abate. parte de um verbete de dicionário. número idêntico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. os animais são um negócio de altíssimo rendimento. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutiocultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). Tinha a aparência de estar calma. a 8. percebe-se claramente que: IMPRIMIR a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se desvendam. ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo. Mas. interior de Sergipe. UFSE-PSS “O avestruz está em alta. – Não é necessário o emprego do sinal de crase na palavra em negrito. a família.500 reais.000 reais. em muito. Até que finalmente foi alcançado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo. Avestruz. em ambos os textos. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical. depois do acontecido. passadas algumas semanas. compreendendo a fusão entre o real e o mágico. no município de Simião Dias. cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano. Voltar Língua Portuguesa . 77. o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca. com seis espécies conhecidas. Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã. 2000. Compridos e desengonçados. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe. c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto.

o Cazuza da velha Janoca. e tudo era dele. sou Ponciano de Azeredo Furtado. o papai da Tia Maria. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor. (.. UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema. o “Velho” da boca dos trabalhadores. GABARITO TEXTO 2 “A bem dizer. em jeito de moça. 99. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor. os moleques da estrebaria. José. passei os anos de pequenice. C. abro o peito: – Seu filho da égua. sem freio nos dentes.. A grandeza da terra era a sua grandeza. e tudo era dele. Lá ia o gado para o pastoreador. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite.. responda às questões de números 99 e 100. Mas disso não faço glória. pois sou sujeito lavado de vaidade. IMPRIMIR 100. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que ficou órfão. gado do mais gordo. Tudo era do meu avô Bubu. Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. seja em sala de desembargador. mimoso no trato. Rio de Janeiro: José Olympio. e tudo era dele. modéstia de lado. UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca. 98.)” 40 LINS DO REGO. 1978.Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98. e a água boa e doce nas suas vertentes. Voltar Língua Portuguesa . Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar. no debaixo do capotão de meu avô. que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar. lá num inverno dos antigos. Trato as partes no macio. de palavra educada. É invencioneiro e linguarudo. 97. as águas do céu se derramavam na terra. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor. os trabalhadores do eito. de olhos miúdos. de barbas. “Meus verdes anos”. de cacete na mão. coronel de patente. O coronel e o lobisomem. Apesar de tudo. o velho Bubu. TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. sem medir consideração. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância. com uns padres-mestres a dez tostões por mês. (. Com base no texto 2. In: Ficção completa. Se não recebo cortesia de igual porte. Chegavam de longe portadores de outros engenhos. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. Ouvia apitar o trem na linha de ferro. 1976. do que tenho honra e faço alarde. o Dr. Digo. de corpo alto. pasto do mais fino. o meu pai da Tia Iaiá. lá estavam as negras da cozinha. tudo era do meu avô. J. o rio corria. Sim.. que pensa que é? Nos currais do Sobradinho. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu. O sol nascia. O seu grito estrondava até os confins. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto. e era dele. Não podia haver nada que não fosse do meu avô. seja em compartimento do governo.)” CARVALHO.Interpretação de texto I Avançar . UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos.

d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso. A aparência do bom moço. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis. São ordens que devem ser obedecidas. Para o antigo pecado capital da avareza. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do imaginário. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro.Leia o texto a seguir e responda às questões.. todos à sua volta. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja. Márcia . É a nova versão do invejoso. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mas ter tudo e.O Globo. executivos de empresas e apresentadores de TV. (. mas algo imaginário e. sucesso.Interpretação de texto I Avançar . A criativa preguiça. irreal. equivalente ao inferno. bebida ou drogas pesadas. b) compulsão cada vez maior pela vida interior. Não há mais a moralidade do pecado.) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior.) O psicanalista Eduardo Losicer. adotada por ídolos do esporte. o orgulho.” CEZIMBRA. 102. à qual o artigo se refere. a preguiça e a gula. O pecado da luxúria. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria. Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (. sob pena de exclusão do sistema.. para quem o que importa não é ser alguém. A maioria movida a compulsões por trabalho... orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século. relatando suas conclusões. é hoje um hábito do telespectador: o voyeurismo. Quem tem ódio do Governo. portanto. UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”.. UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer. a avareza. ira. prazerosa e lúdica. É preciso preencher um vazio existencial e afetivo. que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias. gula. b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer.. ironiza e ridiculariza estes desafetos. c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer. b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais. consumo. 103. sem noção de valores materiais. Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importados. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduardo Losicer. praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo. Este era o pecado da gula. bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI. 41 101. cinema e TV. encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido.) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover. (. valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais. c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema.. enquanto suas demandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório. a ira. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico. imagens de jornais. segundo o texto. que já não deseja ser o outro. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade). atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado. e) sensação de um vazio existencial e afetivo. O orgulho está em baixa. se possível. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos. estão sendo determinados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas. Vivemos sob a moralidade dos mandados. a inveja. trabalho. um superego. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno. avareza. c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade. Já não há mais lugar para a ira. preguiça. 16/05/99. roupas. que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso. e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem. Esta é a ameaça. d) determinação de alcançar o paraíso celeste. prazeres e lucro. do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha. transformou-se em mania de trabalho. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa..

105. III. a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder. p. Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. Enquanto diminuem os soluços de José. 32. Essas aptidões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora. Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho. e só ele tentou oferecer algum consolo. Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos.104. crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas. 26 de abril de 2000. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se metendo. crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 02. e adaptado. 08. protesta a psicóloga. Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. c) a terceira afirmação. Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para homossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite).” Fragmento retirado. José tropeça. com amigos ou numa parceria comercial. a partir do excerto exposto acima. ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘. gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar. Não se trata de uma medida isolada. machuca o joelho e começa a chorar. que: 01. uma aptidão emocional essencial para a preservação de relacionamentos estreitos. que pára. Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento. em vez de ter oferecido ajuda concreta.Interpretação de texto I Avançar . 42 É possível concluir. Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. pois simulou a própria dor. Mesmo que não concorde com eles.” Veja. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. ter chamado a professora. Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado. inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”. por exemplo. motivos e preocupações dos outros. Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles. o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. b) a segunda afirmação. Só ele notou a situação de dor de José. crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos. para o autor. e) todas as afirmações. de Daniel Goleman. como resposta. Dê. Serão criados banheiros especiais para deputados. a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha. 64. mas os outros continuam a correr – menos Roberto. Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da República. II. GABARITO Analise as afirmações abaixo: I. seja no casamento. 16. Poderia. 131. 04. a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional. do livro Inteligência Emocional. a soma das alternativas corretas. Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). d) nenhuma das afirmações. ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘. porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa. diz.

“correr animado”. de Manuel Antônio de Almeida. depois. o jovem foi convocado. Assim que anoitecia. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecendo do jovem soldado que não voltou. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Os amigos. ia correndo ao seu encontro e. para que tivessem lugar as novenas”. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido. houve mudança nos festejos do Espírito Santo. começava muito antes. As pessoas estranhavam. Uma tarde (era inverno) ele lá ficou. fixo o olhar ansioso naquele único ponto. o focinho voltado para aquela direção. ( ) Fidelidade.. Quiseram prendê-lo. UFMT ( ) O artigo indefinido. fazendo a crônica da fidelidade. todos os dias. ia esperá-lo voltar do trabalho. “era jovem”. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense. acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. Como todos sabem. mas quem esse cachorro está esperando?. a orelha em pé. 109. amizade. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados. introduz as personagens na narrativa. ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansioso”. Postava-se na esquina. uns bons. como se tivesse um relógio preso à pata. mesmo que se vão perdendo certos hábitos. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”. responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo. 43 107. “A disciplina do amor Foi na França. mas no coração do cachorro não morreu a esperança”. distraí-lo. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado.” Lygia Fagundes Telles. Mas eu avisei que o tempo era de guerra. em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. ( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores. ainda essa festa é motivo de grande agitação. “na maior alegria”. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109. um pouco antes das seis da tarde. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha. Então. ( ) O uso de mas. d) durante a festa havia muita confusão. disciplinadamente. para outros amigos. Assim que via o dono. na maior alegria. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado. voltava ao seu ponto de espera. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título. o jovem foi convocado. Tudo em vão. O jovem morreu num bombardeio. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história.”. Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias. c) com o passar do tempo. Hoje. Cefet-PR Leia o seguinte trecho e. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular.. cremos. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação.. outros maus. Casou-se a noiva com um primo. pontualmente. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .106. nove dias.. 108.Interpretação de texto I Avançar . UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”. Com relação ao texto. e) as novenas começavam sempre no domingo. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Os familiares voltaram-se para outros familiares. afeição são as idéias centrais do texto.

passava a leprosa que pedia esmolas. b) I e IV. 112. os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”. da carrocinha de cachorro. O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. ao escolher o seu espaço. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. c) passividade. III. Uneb-BA No segundo parágrafo. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas.” CONY. Podia ficar ali. Pelas manhãs. tão-somente no seu caráter externo. Ao meio-dia. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua. III e IV. b) “protegido”. A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. d) “tinha”. IV. “imaginava” e “levaria”. ele gostava de ficar ali. passava o sorveteiro. Um dia o menino cresceu. era uma forma de estar metade protegido pela casa. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. O menino tinha pavor da leprosa. O menino gostava. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão. e) “fascinado”. “gostava” e “cresceu”. levaria sempre uma merendeira consigo. À noite. ele sabia de tudo. dos mascarados do Carnaval. p. Tinha um lenço encardido em volta do rosto. I. d) I. só se abriam aos domingos. não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. Duas ficavam fechadas. quando todos começavam a ir para a cama. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar. e) II. 250-1. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. “invejava” e “crescesse”. como as estrelinhas de São João. Da janela. os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. mas continuou na janela. vendo a vida passar. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência. 111. revela: a) medo. Rio de Janeiro/São Paulo: Record.Interpretação de texto I Avançar . via passar o leiteiro. mas tinha medo da rua. 3. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro. II. IMPRIMIR GABARITO 113. d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. do bonde que cortara a perna do seu Almeida. e) comprometimento. esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. passava o moleque vendendo amendoim torradinho. numa reentrância da grade. Uneb-BA Sobre o menino. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. escondendo o nariz deformado. Um dia. c) inseguro de seu objetivo. “via” e “participava”. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra. 1999. In: Os anos mais antigos do passado – crônicas. “continuou” e “esperando”. b) alienação. À tarde. pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. ou em dias especiais. e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. imaginava o que elas continham. d) deslumbramento. mas nada tinha a ver com ele. ed. c) “envolvido”. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto.Texto para as questões de 110 a 113. Carlos Heitor. III e IV. c) II e III. e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. b) revoltado com a sua condição de aprisionado. quando crescesse. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas. em relação ao menino. metade envolvido com o mundo. o homem que afiava tesouras e facas. 44 110. Voltar Língua Portuguesa .

b) II. Formação técnica X Formação humanística. Tecnologia X Humanismo. e) do emprego de orações reduzidas. busca cursos oferecidos pelas escolas técnicas. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “competência técnica” que um curso de formação proporcionaria. Unifor-CE I. o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos. 114. bom. As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante.. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica. ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional. Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências. p. de preferência ministradas diretamente nas oficinas. Campinas: Mercado de Letras. d) da freqüência de preposições. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas. que mais lhe interessam. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor. “Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional. Linguagem e ensino. diz-se. III. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção. A respeito dos enunciados acima. ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas. o cidadão. e) II e III. d) integração descritivo-narrativa. Afinal. d) I e II. b) da ligação adequada das orações. Seriam efetivamente formações distintas?” 45 GERALDI. ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. b) exposição argumentativa de idéias.Interpretação de texto I Avançar . IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I. Profissional especializado. 117-8. e) descrição argumentativa. O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística. atualmente. entrando para a escola. João W. c) da ausência de conectivos. c) exposição descritiva de idéias. O resto. 115. a mão-de-obra nãoespecializada sofre não só os baixos salários. Unifor-CE Quanto à estrutura. II. 1996.As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. no mínimo menos perigoso. E.. c) III. 116.

a desobediência civil e o consumo de drogas. d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas. como autor da nota. Henrique Nunes. d) 3 e 4. para que o jovem forme seu caráter e suas convicções.’ No texto. Os filhos.” Missão Jovem. que pregavam o amor livre. Educação – ontem.‘” O Estado de S. C1. c) 1 e 2.Interpretação de texto I Avançar . estão sempre de mau humor. Os jovens libertários da década de 70. c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil. mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura. Voltar Língua Portuguesa . ao Ensino Fundamental e Ensino Médio. Implica amor e firmeza. apesar de subscrevê-lo. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e necessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. disse Brito ao juiz. passam horas falando ao telefone ou na Internet. b) 2 e 3. Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós. Mas isto deve ser progressivo. só sabem dar broncas e impor regras. são pais que optam por uma educação mais conservadora. 118. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”. agosto de 1999. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discurso direto. discurso indireto e discurso indireto livre. em seu depoimento. Alfenas-MG “Brito. os trajes nem sempre asseados. só vêem o erro e não os acertos. não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos. criam-se distorções. Porque experientes. horários e deveres. não sabem o que querem. existe quase um consenso: é preciso proibir. hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade. e) 2 e 4. U. implicam com sua maneira de falar. estão sempre desafiando os limites. GABARITO Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70.117. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis.. nem quanto custaria. sobretudo. por sua vez. Educar é também conceder liberdade. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reportagens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4. não interessou-se em saber onde seria publicado. IMPRIMIR b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições. Quando apenas um dos termos vale. 30/1/98. ’E desconhecia que a resposta implicaria gastos públicos.. Nunes teria ditado o texto para Brito que. hoje. de trajar e com suas amizades. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos. reclamam dos pais: os pais não confiam neles. ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘. Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente. são agressivos. Paulo. 46 ‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. Educar é ensinar que existem limites. exercitar o diálogo. Educar é.

Interpretação de texto I Avançar .. o protagonista da história. todo imundo. Trazia o coelho entre os dentes. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. Morto. diziam as crianças. Isto é. O meu pastor é filhote. E o homem continua achando que um banho.” PRATA. assim fizeram. Juntos cresceram e amigos ficaram. parecia vivo. Coitado do cachorro. o assassino confesso. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. Coitados de nós. Entendo de bicho.. No domingo. Mário. com as perninhas cruzadas. “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche. assustado. Para nós o cachorro é o irracional. 22/04/98. mas era infalível. morto. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho. Imagina. O coelho. – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem. Enterrado.. O cachorro rosnando lá fora.. Maquiada. o animal desconfiado que tem dentro de nós. quando entra o pastor alemão na cozinha. 120 e 121. Ficou lindo.. E agora. Imagina o pobre do cachorro que. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana. – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi.Texto para as questões 119. Vão crescer juntos. As crianças. é o cachorro. na semana passada. Depois de muito farejar descobre o corpo. Parecia que tinha visto um fantasma. como convém a um coelho cardíaco. é claro. Como o coelho não estava muito estraçalhado. bairro de classe média alta em São Paulo. E agora? Todos se olhavam. Coitado do dono do cachorro.) O personagem que mais me cativa nesta história toda. Provavelmente estivesse até chorando. só podia dar nisso. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. E lá foi colocado. O doido comprou um pastor alemão. Claro. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. Lembrou? Agora pintou uma nova. felizes. Simplesmente genial. E parece que o dono do cachorro tinha razão. Problema nenhum. sujo de terra e. que não pensamos duas vezes. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho. lívido. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. o coelho. quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado. lambendo as pancadas. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro. Quase mataram o cachorro. Notam o alarido e os gritos das crianças. deixar ele bem limpinho. Isso na sexta-feira.. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (. procurava em vão pelo amigo de infância. escorraçar o animal. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido. O bandido é o dono do cachorro. Eram dois vizinhos. Sim. Até perfume colocaram no falecido. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. O ser humano. 47 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. Pasmo. – O vizinho estava certo. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta.. desde sexta-feira. – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia. Vamos dar um banho no coelho. de tardinha. depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos.. O cachorro é o herói. pegar amizade. nós mesmos. Julgamos os outros pela aparência. Branco. arrebentado. animais racionais. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho.. – De jeito nenhum.

U. Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial. A lei vale para clínicas. de 1998. a) Identifique. 16/05/99. Deveria ser o requisito básico. mas o conhecimento adequado para preparar a receita da malhação não necessariamente. Paulo. descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. U.” Isto é. Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e. o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação. Reescreva as passagens abaixo. costuma haver um final moralizante. 123. U. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação). 3-18.E. A partir deste mês.E. Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo.” O Estado de S. p. no texto. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição. U. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada. b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior. b) narrativo. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física. Nas fábulas. Identifique o antagonista. b) O cachorro é o protagonista da história.119. narrativa. A abrangência da legislação vai além dos limites da academia. As entidades colocarão em prática a lei. GABARITO Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima. e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”. os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei. e) de propaganda. hotéis. 22 de março de 2000. formado em Educação Física. substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”. Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa. Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas. no entanto. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado. até cuidar de meninos de rua ou dos jardins. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário. O bom-humor e a disposição podem ser autênticos. reforma de prédios. clubes e até condomínios. que regulamenta a profissão (só agora. d) épico. 122. mas centenas de jovens belos e musculosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física. Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a educação física deverão ser registrados no conselho. portanto. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como atividade profissional. a) Depois de dois anos. depois de anos. Mais. 120. onde deveriam ter aprendido o que ensinam. c) descritivo.E. 121. Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento.Interpretação de texto I Avançar . Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula.

o rosto inchado. E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá. dentro de uma Ferrari. quando se pensa que a semana vai morrer. antes do vento espantado poder recomeçar. Então. verifica-se que. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá. a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos. Clarice. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho. Em relação ao texto acima. Durante todo o outono. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. GABARITO INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125. http://www. saiba dosar trabalho e lazer. A formiguinha.. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca.geocities. amiga. vou passar o inverno em Paris. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior. A propósito. mas já não me perguntam mais. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade. manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. último período do texto. e o vento: uma picada. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial. na semana passada. ( ) Nas linhas 8 e 9. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”. pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine. sem se preocupar com o inverno que estava por vir. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10.. ( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas características básicas: personificação ou antropomorfismo. fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. Seleção de Walnice Galvão. uma rosa molhada. Global. começou a esfriar. a abelha no quintal. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro. com um aconchegante casaco de visom. na fábula original. Então eu não digo nada. não desperdiçou um minuto sequer. exausta. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. julgue os itens a seguir. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. dançou. passados alguns dias. e intenção de transmitir um ensinamento.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. esse pronome deveria ser substituído por “o”. Não aproveitou nada do Sol. e um produtor gostou da minha voz. o ensinamento principal mudou.124. ( ) Considerando que. Quando abriu a porta para ver quem era. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra. Era o inverno que estava começando. Enquanto isso.html (com adaptações). enquanto a cigarra é considerada como boa-vida. não? No Rio de Janeiro. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos. reelaborada. sim. sangue e mel. Domingo de manhã também é a rosa da semana. a formiguinha trabalhou sem parar. ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira. a amiga deseja algo de lá? —Desejo. aproveitou o Sol. 1997. um preceito ou uma lição de vida. Se chovia só eu sabia que era sábado. Os melhores contos de Clarice Lispector. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida.” LISPECTOR. nesta versão. vejo que é sábado de tarde. não atende às exigências da escrita culta: para tal. curtiu para valer. sábado de manhã. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris.Interpretação de texto I Avançar . aparentemente submissa. “sempre”. nós já tínhamos tomado banho. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. armazenando comida para o período de inverno. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho. Voltar Língua Portuguesa . ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles. São Paulo.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2. escrita por La Fontaine. de súbito. tomando uma cervejinha. apesar de usual na língua falada. IMPRIMIR 125. cantou durante todo o outono. Tem sido sábado.

Interpretação de texto I Avançar . 2. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status.. por cúmulo. resolveu rotular as finais de “play-offs”. com a cultura colonizadora. é. referentes às idéias expressas no texto. d) 2 e 3.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que.. 09/12/1998. Há o importador e há o muambeiro. facilmente. A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras. timbaleiro ou seresteiro. embora um tanto jocoso.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso. mas o “back”. A história do futebol. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol. nestas terras. Entrava. empresário. 7/10/95. mas dos Estados Unidos. Estão corretos apenas: a) 1.)” VERÍSSIMO. 3. no Brasil. 127. A Confederação Brasileira de Futebol. O texto demonstra que. e os basbaques foram atrás. mas o “goalkeeper” não o zagueiro. “Se você começou como padeiro. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva. Veja. “Disputam-se “play-offs”. Nós é que nos oferecemos. mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”. atualmente. Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa. Jornal do Brasil. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. c) acabaram por subverter. uma história de triunfo da língua portuguesa. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol. É bobeira mesmo. 1. o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão. o basquete. Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto. não compliquemos. Não. (. definitivamente. é um sufixo pouco nobre. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política. (. houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol. Luís Fernando. c) 1 e 3. e) 2 e 4. UFPE No texto. p. CBF. Roberto Pompeu. introduzido por ingleses no país. 198. b) 1. Entre a assistência e o play-off. 50 Texto para as questões 127 a 129.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. UFMT ( ) Segundo a leitora. assim como brasileiros estão para curandeiros. não à língua inglesa da Inglaterra. (. O futebol.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a imposição de estrangeirismos no campo do futebol... b) rompem. grande investidor ou latifundiário. 126. há políticos e politiqueiros. Chamemos o fenômeno por seu nome. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora. 2 e 4. como “corner”. em campo não o goleiro. como no “goal” que virou “gol”. como existem médicos. entre outras coisas. ingleses e brasileiros. em virtude de irrefreável impulso de submissão. e com termos emprestados de outro esporte. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário. Aliás. que é o idioma.. ( ) De acordo com o texto. no campeonato nacional. UFPE Leia os enunciados abaixo. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa.” GABARITO TOLEDO. suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e. ( ) A teoria da leitora ganharia força. no regulamento do atual campeonato. no início era jogado em inglês. ao texto. mesmo” confere um tom de repreensão. 4. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo. terapeutas e curandeiros. 128. segundo ela. ao longo de algum tempo. “Play-off” é um termo importado do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva. esporte inglês. Seria um caso incurável de carência de colonizador. Existem suecos. 3 e 4.

Interpretação de texto I Avançar . s/d. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar. Uneb-BA Este exercício. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação. referido anteriormente. 51 130. d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial. enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial. extremoso. refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das questões de 110 a 113). c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. e aperto sobre o peito em vão os braços. o verbo ser. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. Marília de Dirceu. constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. ‘nós’.129. ‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor. b) Nesse trecho. de um semivivo corpo sepultura. c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga.” GABARITO GONZAGA. que eu assim resista à dor imensa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . no futuro do pretérito. 127. e) Na última oração do texto. que me cerca e mata. Tomás Antônio. indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se. inda. tem como referente os brasileiros em geral. já o eu-lírico se sente subjugado pela tirania do amor. o pronome de 1ª pessoa do plural. Amor na minha idéia te retrata. a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’. e) o menino vivencia uma experiência de opressão social. busca. “Nesta triste masmorra. UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto. Marília. Quando em meu mal pondero. São Paulo: Círculo do Livro. p. d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo. adoro a tua formosura. a) Na expressão ‘outro esporte’.

03/06/2000.” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. responda às questões de números 131 a 134. respectivamente. seus defeitos.03/06/2000. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. Marcelo Maciel. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos. “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo. depois um ovo no ministro da saúde e. O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras. b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas. E a situação de extrema violência que nós. UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas. seja qual for a manifestação. É esse o papel de um educador?” ÁVILA. Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes. cariocas.Interpretação de texto I Avançar . UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva. Por causa dessa intenção. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal. outro ataque ao governador Mário Covas. suas índoles. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros. a agressão sofrida pelo governador Mário Covas. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros.” IMPRIMIR 134. por mais digna que fosse a manifestação. Em função desse limite de espaço. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores. O Globo. GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação. Voltar Língua Portuguesa . O vice-presidente da república disse que o governador merece respeito. O Globo. b) construção de comprovações por meio de silogismos. Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O ministro da justiça cobrou punição judicial para os agressores. 133. Nada justificará. c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores. As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos. os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores.Com base nos textos abaixo. em 1º de junho. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpusera os limites do tolerável. 52 131. c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos. Nada justifica a agressão física. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista. 132. Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. Concordo. seja quem for o agredido ou o agressor. se é que assim se pode dizer. UERJ Em geral. jamais. UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve. é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracterizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação. Arthur.

Interpretação de texto I Avançar . No fundo da garganta. De celebrar dez anos. como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio. mas se esquece do material. o serviço de saúde. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces. Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. Feliz homem novo. uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material. d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. Braços e corações abertos também ao semelhante. no ano que se inicia. Voltar Língua Portuguesa . em janeiro.” Frei Beto. De menos ansiedade e mais profundidade. se teremos de parar no próximo sinal vermelho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos. 53 GABARITO 135. noite após noite. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público. de Chico Mendes. abastece o crime ao consumir drogas. d) pessoal e financeira. Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual. Vontade de remar contra a corrente e. Ano de nova qualidade de vida. na verdadeira democracia. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas. Quanto mais cidadania. e) política e econômica. sem projeto. 7. e) o homem busca a plenitude. os filhos. os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós. Feliz mulher nova. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. tolerância é cumplicidade com maracutaias. nas atuais circunstâncias. O Globo. um travo. enquanto tantos celebram a pós-modernidade. os propósitos altruístas. b) social e econômica. a adolescência tecida em sonhos e utopias. Olhemos a cidade. uma oração. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política. Ou a opção de um momento de silêncio. apegados à casa. mais democracia. vida nova. a leitura espiritual. Em volta. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. p. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil. pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família. em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições. “Ano Novo. Por que acelerar tanto. mas está condicionado às limitações materiais. c) existencial e política. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo. e comunicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais. como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada. Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. Agora. em dezembro. a rede educacional. Reencontrar. Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante. 01 de janeiro de 1998. o salário exíguo num pais tão caro. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela. a solidão entre matas. A começar pelo réveillon. uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998. Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Voto é delegação e. da ressurreição de Henfil e. IMPRIMIR 136. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário. Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado nos faz estranhos a nós mesmos. abrir espaço à presença do Inefável. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. a própria humanidade. as ruas são limpas. encharcando-se de bebidas alcoólicas. Ano Novo. Mergulhar em nós. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. um gesto litúrgico.Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138.

I. Veja. achando que isso resolve a questão. III. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo. não constrói. 54 139. desistindo o sobrinho do dinheiro herdado. d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. ao se libertar de memórias antigas.137. b) somente a II é correta. nada sugere.. e as sombras viessem perpassar ligeiras. d) somente a III é correta.). Só formar uma visão crítica do mundo não resolve. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) somente a I é correta... contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói. Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta. Oh.) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim..” A “luta terrível” na alma do sobrinho. II.. É impossível ensinar a pensar. inquietas sombras?. nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos.. c) apenas a afirmativa III está correta. d) estão corretas as afirmativas I e II. não o do trem. Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas.. Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno.” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (. Leia as afirmações a respeito do texto. 16 de fevereiro de 2000. Sair criticando o mundo. Univali-SC “Volta às aulas (. inquietas sombras?. tolerância é cumplicidade com maracutaias.” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (. Não.” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões.)... UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (. e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária.). UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão. ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro..” Stephen Kanitz. de que fala o autor.Interpretação de texto I Avançar . desistir da herança e chorar a perda do tio. III. c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária.” 138. e) II e III são corretas. extraído de Machado de Assis. tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança. b) apenas a afirmativa II está correta.” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez. contraste maldito! Aparentemente tudo se recomporia. que nada sugere. e) estão corretas as afirmativas I e III. b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador.”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem. lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele. II. e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem. consiste em: I.. Cefet-PR Leia o seguinte trecho. ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho.” d) “Em política.. amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente. como ao poeta. GABARITO 140.

gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’. Jornal de Santa Catarina. b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta. e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria. interpenetração cultural que marca o nosso tempo globalizante. 29/12/1999. ‘Se pensarmos bem.. porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas. incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é. Machado de Assis. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor. e tentassem descobrir as suas virtudes.Interpretação de texto I Avançar . Álvaro. conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria. Sobre o texto. Voltar Língua Portuguesa . isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. (. nosso escritor. “Protegendo a língua nacional”. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio.. Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais. a qualquer preço. e claro que desejável. IMPRIMIR b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas. a globalização. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’. a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’. com sucesso. só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar. Segundo ele. necessita de mudança de humor. É preciso inovar. sensibilidade e altivez – a inevitável. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis.141. muitas vezes. c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria. já em 1873. assim. A propósito. 142. deixou-nos. segundo Machado de Assis. não pode parar no século passado. e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade.)” AVENDANO. Nelson Marinho Teixeira. CASTRO. Jornal de Santa Catarina. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é. c) Investir no marketing pessoal é muito penoso. Jaime. em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costumes. argumenta. função etc. 19 e 20 de setembro de 1999. 55 GABARITO A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’. ‘Diferente do que muitas pessoas pensam. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras. e. mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. d) A língua portuguesa. está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). para enfrentar – com conhecimento. veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e. Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural.

UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01. 02. A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narrativo. Popular é. 08. Talvez você mesmo pense assim. Quer dizer. 08. apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. já que se trata de uma criação coletiva. veja bem. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . como resposta. próxima da variante popular. pois discorre sobre o conto popular. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica. 32. é correto afirmar: 01. 04. O texto pode ser classificado como opinativo. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. O texto utiliza uma linguagem informal. tal como aparece no texto. 16.Interpretação de texto I Avançar . caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. atentamente. 16. como resposta. uma manifestação cultural de caráter universal. 1994. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01. a soma das alternativas corretas. Irene. tendência à universalização. as criações populares não conhecem normas nem limites. Dê. caráter espontâneo. 145. manifestação culturalmente rica. a soma das alternativas corretas. p. obediência às normas socialmente aprovadas. a autora estabelece uma interlocução com o leitor. criação rústica. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar. visto que a autora apresenta seus próprios pontos de vista sobre o assunto. não se prende a um autor específico. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional. 08. mas também em caracterizar o termo popular. portanto. UFMS Em relação ao texto lido. Trata-se de um texto literário. Com isso. o texto segue o esquema básico introdução – desenvolvimento – conclusão. como resposta. 32. a soma das alternativas corretas. 02. pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. São Paulo. UFMS O termo popular. nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. 04. 32. embora tenha um caráter universal. Literatura e redação. se assim fosse. Quanto à estruturação formal. Dê. quando se trata de estudar gêneros literários. 16. 04. indiferença às imposições da cultura oficial. O conto popular. Em alguns momentos. sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral. todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular.” MACHADO. Scipione. inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. 28. Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. 144. possui um caráter eminentemente regional. 02.As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo. 56 143. Dê. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas. Leia. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva. Mas.

foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. sua televisão. GABARITO 147. Que corra atrás do prejuízo. Uma é o prestígio. Outra é a receptividade. (. já dizia Gláuber Rocha. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. que determina o prestígio de uma língua sobre as outras. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. Além disso. 18 de nov. Revista Exame.. temos complexo de vira-lata. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. ( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. e não econômica. seu cinema. UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia. Printar expulsou o imprimir. ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas. conseqüentemente. que vende como ninguém sua música. sua literatura. UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. Deletar tomou a vez do velho apagar. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres.Interpretação de texto I Avançar . é a ascendência cultural. O que vem de fora é melhor. Colômbia. no livre exercício de suas próprias soberanias. sua tecnologia e o american way of life. 1998. É isso. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos.. ( ) Segundo Squarisi. 170. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. IMPRIMIR 148. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. compreensão e interpretação textuais. Dad. 1948). Peça help. p. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. de acordo com a leitura. A informática serve de exemplo. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir. cuja Carta proclama os “direitos fundamentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. I. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões.” 57 146.) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. Startar cassou o começar. ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem.Texto para a questão 146. Voltar Língua Portuguesa .E. E vire in. printar e startar é meramente semântico.“ SQUARISI. Nós. como a realização dos postulados da justiça social’. Quem não aderiu se tornou out. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos.

que a pura excomunhão meteis no saco: já diz a freguesia que tendes de Saturno a natureza. qual uma harpia. 1587. a que os índios chamam “aí”. e roubais.). nem outro perigo que veja diante. e sem sustento. Salvador: EDUFBA. Gregório de. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos modernistas de primeira hora. Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar. e o segundo. recém-descoberta..149. UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho. uma alusão à suposta preguiça do brasileiro. Gabriel S. MENDES. que o faça mover uma hora mais que outra. parodiar. fogo. calma.)” IMPRIMIR MATOS.. e saístes do intento tosqueado. não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (. mas quem digo que vos valha? Valha-vos ser um zote. como se fosseis voraz lobo? Quisestes tosquear o vosso gado. Tratado Descritivo do Brasil.. 150. e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum. Org. fogem vossas ovelhas de vós. 171-2. pois não há fome. água. Valha-vos. Gleise F. seduzir. c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer. qual alternativa é incorreta? a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realidade com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus. heis de buscar a dente qual jumento erva para o jantar.. o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical. como sendo tão bobo. com o título de seu poema. Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia. e tendo tão larguíssimas orelhas..) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore. o poeta busca resgatar a língua original do Brasilcolônia. frio. 1996. pois os filhos tratais com tal crueza que os comeis. Voltar Língua Portuguesa . e para a ceia (. já no texto II. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário. Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE.Interpretação de texto I Avançar . Oswald de. mas ela vos sangrou na veia d’arca. In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos. paradisíaca.. e os portugueses preguiça. p. não vos cai em capelo o que o provérbio tantas vezes canta.” SOUSA. 58 Sobre os textos I e II. que é título de zotes ordinário. (. nome certo mui acomodado a este animal. não só no léxico como também na sintaxe. e um canalha: mixelo hoje de chispo. Sois tão grande velhaco. Poesias Reunidas. d) No texto I. de. o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal. que quem ousadamente se adianta em vez de tosquear fica em pêlo? Intentastes sangrar toda a comarca. pois ficando faminto.

. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade. por quê? JOÃO GRILO Porque.. o Filho de Davi. pode me chamar de Jesus. santificando-se através dela. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana. A hidra escura e vil da vil Teocracia. é Manuel. o Leão de Judá. o azeite. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta. Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez. JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam.. Castro..) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram. a gemonia. MANUEL Cale-se você.. Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram. que era Cristo. com o braço ocultando os olhos. soberbo.. p.... não é lhe faltando com o respeito não. Sua obrigação era ser humilde. mundano. mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel. In: Poesias completas de Castro Alves. Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento. MANUEL Foi isso mesmo. 1995. (. a gemer Galileu. Tours. de Deus. pois vão ser julgados. remembrando a negra Inquisição. 1972. Sou. Na fogueira Grandier.. Quem é? É Manuel? MANUEL Sim. Auto da Compadecida.” SUASSUNA. de Senhor.. não.Interpretação de texto I Avançar . de costas.Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós.. sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura. João Huss na sepultura. mais generosidade e virtude requer.. p. Arbues – foi Anchieta!” ALVES. autoritário. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos. mas você pode me chamar também de Jesus. Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante. 17. Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja. 146-8. (Coleção Prestígio). De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu. Lisboa. É justo!. Loiola – aqui foi Nóbrega. Rio de Janeiro: Ediouro. Se aqui houve selvagens – eles os educaram. 59 IMPRIMIR Texto III “ENCOURADO. grande grito. Colombo a soluçar. se quiser... Se lá carrascos foram – cá mártires morreram. mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado. Esse é um de meus nomes. João. JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo. porque quanto mais alta é a função. GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Sevilha e Nantes na tortura. ed. atrevido. as provas.. Rio de Janeiro: Agir. Mas você. O Santo Ofício. O tempo da mentira já passou... Seu tempo já passou. 145-6. BISPO Cale-se. 9 ed. Ariano. Levantem-se todos. Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem.

evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa. e as sombras viessem perpassar ligeiras. conservo alguma recordação doce e feiticeira. Depois. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. 1. e) II. como ao poeta. Texto para as questões 151. conservo alguma recordação doce e feiticeira.Os três textos. é outra coisa.. 60 GABARITO “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. Quanto às amigas. c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado. ignorando o ponto de vista do momento em que o texto é escrito. No Texto I. senhor. em determinado momento de sua vida. não o do trem. Em verdade. inquietas sombras ?. expressa no fragmento acima. assim. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano. 151. pouco apareço e menos falo. outras de menos. não consegui recompor o que foi nem o que fui. p. Capítulo II. o interno não agüenta tinta. Machado de. como bem e não durmo mal. se o rosto é igual.. II. vá. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. UFF-RJ “A certos respeitos. interrelacionam-se. V. e. III. Jurisprudência. d) II. tal como ocorreram então. como se diz nas autópsias. distanciando-se. IV e V. mas exigia documentos e datas como preliminares. Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. vida diferente não quer dizer vida pior. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. 152 e 153. 810-11. pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. mal comparando. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de suas reais funções. O mais do tempo é gasto em hortar. Quis variar. VI. III e VI. a fisionomia é diferente. O que aqui está é. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor. algumas datam de quinze anos. e. A certos respeitos. Distrações raras. Tanto no Texto I quanto no II. filosofia e política acudiram-me. IV e VI. Em tudo. Os amigos que me restam são de data recente. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V. tudo árido e longo. Sobre eles. d) O narrador. c) I. No Texto II. Dom Casmurro. Pois. Entretanto. e esta lacuna é tudo. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comportamento dos representantes do clero. mas falto eu mesmo. de memória. e tal freqüência é cansativa.Interpretação de texto I Avançar . b) II e III. Ora. I. O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falarme e a dizer-me que. e que apenas conserva o hábito externo. e restaurar na velhice a adolescência. era obra modesta. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no momento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram.” ASSIS. embora de épocas diferentes. e quase todas crêem na mocidade.” Em relação à posição do narrador. de memória. mas não a mim. Talvez a narração me desse a ilusão. v. III. e lembrou-me escrever um livro. IV. como tudo cansa. na época em que antigamente vivia. Se só me faltassem os outros. No Texto III. Duas ou três fariam crer nela aos outros. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha. pegasse da pena e contasse alguns. jardinar e ler. mas não me acudiram as forças necessárias. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. identifique as afirmativas verdadeiras. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado. esta monotonia acabou por exaurir-me também. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. como todos os documentos falsos.

e que apenas conserva o hábito externo.” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros.” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referências ao leitor de seus textos. O que aqui está é.” e) “Quanto às amigas. Só dói quando eu respiro. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos.Interpretação de texto I Avançar . vá. percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis. sd.” b) “Em tudo. não consegui recompor o que foi nem o que fui.152. algumas datam de quinze anos. e tenta. mas não a mim. como se diz nas autópsias. Assinale a Opção em que. “atar as duas pontas da vida”. UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala. a fisionomia é diferente. o interno não agüenta tinta. mas falto eu mesmo. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. Voltar Língua Portuguesa . como todos os documentos falsos. em sua narrativa. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. se o rosto é igual.” a) b) c) GABARITO d) IMPRIMIR e) Caulos.” 153. outras de menos. e quase todas crêem na mocidade. Porto Alegre: L&PM. através de outra linguagem – o cartum –. sobretudo no seguinte trecho: 61 “Se só me faltassem os outros. Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois. mal comparando. e tal freqüência é cansativa. e esta lacuna é tudo. com certo humor. senhor. não tem amigos de longa data.

tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau. Águas são muitas. dar-se-á nela tudo. 5. um no meio e os dois nos cabos. e outros quartejados de escaques.Texto para as questões 154 e 155. muito chã e muito formosa. a saber. não tínhamos nenhuma vergonha. c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi. para transportar água ou vinho. outros traziam três daqueles bicos. 1999. que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro. de as muito bem olharmos. planície. até agora. 4.” (Murilo Mendes). que nos parecia muito longa. Marília. infindas. b) “Minha terra tem palmeiras. Tem. vista do mar muito grande. p 39-40. Rio de Janeiro: Lacerda. 3. grandes barreiras. “tintura preta. e suas vergonhas tão altas. bem moças e bem gentis. é toda praia parma. a saber. / Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias). E alguns. 62 GABARITO Vocabulário: 1. Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. Ali andavam entre eles três ou quatro moças.” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. não pudemos saber que haja ouro. nem prata. porque. Nela. nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que pareciam espelhos de borracha. assim frios e temperados. 154. “espelhos de pau. metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta. ao longo do mar. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. De ponta a ponta. Aí andavam outros. que andavam sem eles. “chã”: terreno plano. (Castro Alves). tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. Pelo sertão nos pareceu. por bem das águas que tem. Esta terra. querendo-a aproveitar. “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez.Interpretação de texto I Avançar . a modos de azulada. compridos pelas espáduas. a estender olhos. “parma”: lisa como a palma da mão. nem coisa alguma de metal ou ferro. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. delas vermelhas. E em tal maneira é graciosa que. de que nós deste porto houvemos vista. quartejados de cores. delas brancas. Paulo Pereira (org. 2. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. d) “Irás a divertir-te na floresta. a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo. não podíamos ver senão terra com arvoredos. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). / sustentada. nalgumas partes. como os de Entre Douro e Minho. com cabelos muito pretos.

1978. o calor e o frio.” GABARITO Marque a alternativa que não está de acordo com o texto. dando-lhes títulos novos.. de modo significativo. “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente. sem prejuízo do sentido global. sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na escola? Nós não. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . criando estrofes simétricas e com títulos. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções. entre as classes mais pobres. Pelotas-RS Na imprensa brasileira. que é possível o Brasil mudar esse quadro.”. d) reconhecer e retomar a prática romântica.Interpretação de texto I Avançar . à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema. quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor. de modo esmagador. respectivamente. de forma tão natural quanto a chuva.) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída.F. a) Para o autor do texto. Oswald de. (. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte da nossa cultura. por ocasião das eleições de 1994.. e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas. Poesias reunidas. por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE.155. o sol. 156. o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro. a UNICEF e a Fundação Odebrecht. 5 10 63 O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana. via-de-regra. 80. dando-lhes novos títulos.. c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos posteriores a ela. agora já faz parte de nossa cultura”. b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha.. p. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam.) A vontade política e a criatividade do povo comprovam. Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema. (. dando títulos nacionalistas às estrofes. entre as classes sociais mais ricas e. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos. em algumas experiências. U. b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída. e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetência escolar.

“Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”. o macaco-prego só podia mesmo ser um sujeito muito esperto. em fevereiro de 1999. “Não existe um único líder no bando. Dê. Não é para menos. julho/00. Onívoros de carteirinha. 02. a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé. A outra é o chamado polegar pseudoopositor. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes. com força. como o macaco-aranha e o muriqui. da mesma forma que o macaco-prego. Com relações tão complexas. A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida. Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis. além do homem e do chimpanzé. observa Ottoni. capazes de partilhar alimento”.E.” Superinteressante. Para comer coquinhos. como resposta. proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. aliás. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. é marca registrada dos espertos macacos-prego.Interpretação de texto I Avançar . diz Eduardo Ottoni. e estavam com fome. 04. ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. Voltar Língua Portuguesa . O caso foi resolvido em março.157. O apetite insaciável. em flagrante. U. “São os únicos. quando a Polícia Florestal prendeu. As chefias são formadas por até três animais”. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção de poder e liderança. são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos. da Universidade de São Paulo. Ele consegue pescar. Parente mais próximo do homem. diferente dos outros primatas. o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos. o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América. abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida. 16. Entre os macacos-prego o poder é diluído.72. a soma das alternativas corretas. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades. esse macaco africano consegue aprender por observação. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados. As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recentemente. Os outros primatas normalmente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo. existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-prego. interior de São Paulo. 64 GABARITO IMPRIMIR De acordo com o texto: 01. depois que o zoológico municipal fechou. Se não houver frutas nem insetos à mão. Duas delas são fisiológicas. o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas. o dos macacos do Novo Mundo. A sociedade dos micos também é mais democrática que a média. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. 08. p. usar ferramentas e se reconhecer no espelho. que dá uma destreza enorme ao animal. Tiveram de apelar para o crime. Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas. seu prato preferido. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima. A primeira é o tamanho do cérebro. Apesar da distância.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. Mas se isto é um fato incontestável. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. E não vive. Univali-SC “Maria Maria Maria. é o suor. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta. Maria. em relação à compreensão e à interpretação do texto. como são todas as mulheres do planeta. mas que sabem perfeitamente os clássicos. é uma combinação de força e resistência. propõe a mediação. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. Nem tudo tinham os antigos. apenas suporta a dor de viver. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. c) Maria. a mulher da canção. Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta. se fazem novas. b) A mulher. Há portanto certos modos de dizer. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. por intermédio dos escritores. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. Cada tempo tem o seu estilo. apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. quando deve chorar. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. Maria É um dom. AEU-DF Julgue os itens abaixo. Em geral.158. Uma força que nos alerta. 65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri. não se lêem. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. Maria. ( ) Machado. no texto. A este respeito a influência do povo é decisiva. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. não se lêem muito os clássicos no Brasil. porém. Maria É o som. principalmente por parte dos escritores. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. a lágrima em riso. locuções novas. representada pela Maria da canção. nem tudo temos os modernos. é a cor. ou antes por uma exageração de princípio. ( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno. porque. Feitas as exceções devidas. entre a tradição e a modernidade. outros há que os adotam por princípio. Pelo contrário. o que é um mal. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. e) A mulher brasileira. desentranhar delas mil riquezas que.” GABARITO 159. uma certa magia. ( ) Machado de Assis.” Milton Nascimento e Fernando Brandt. simboliza os seres humanos que lutam. apenas agüenta. – não me parece que se deva desprezar. à força de velhas. e segue sua vida. transforma a dor em alegria. não imputa aos literatos tal responsabilidade. A influência popular tem um limite. em seu texto. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. d) Maria. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. o autor se opõe à tácita aceitação de modismos. Divergência digo. o capricho e a moda inventam e fazem correr. sofrem e resistem à dor de viver. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. Texto para as questões 159 e 160.Interpretação de texto I Avançar .

160. Ia fazendo receios. Mas. nem lutas fratricidas. Os sertões. 161. um povo prestativo.o senhor querendo se procurar. Apud SANTOS. CUNHA. Descemos por umas grotas.” RIBEIRO. vol. do Maranhão à Bahia. o autor leva constantemente o leitor à reflexão. Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície. econômica ou política nacional. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional. pois desconhece o preconceito racial. festeiro. Rio de Janeiro: Marco Zero. Sertão. ed. quando a gente não espera. Voltar Língua Portuguesa . prolongando-as até ao nosso tempo. aonde lá. Até. 13. 158. 227. porém. . Machado de Assis faz um ensaio crítico em que. por esses lugares. o sertão vem. em que todas as cores e raças se misturam livremente. com sua dialética irresistível.” Fragmento I Procuremos. neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça. Guimarães. na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (. p. 1984. por si. ( ) De roupagem metalingüística. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial. efêmera talvez. expõe os elementos que a compõem. – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. p. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras. II.” GABARITO VERÍSSIMO..” ROSA. Galvez. nem furacões. Literatura brasileira. AEU-DF Julgue os itens que seguem. Depois dele: o turismo multinacional. De repente. 5ª. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeitinho. que então vigoravam no Brasil do século XIX. Definamos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço. 12ª ed. Érico. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas. Carvalho. Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita.Interpretação de texto I Avançar . o texto lido pode ser classificado como crônica. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocultural. João Ubaldo. porto Alegre: Sulina. Manual de literatura brasileira. era o sertão churro. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores. Grande sertão: veredas. identificados abaixo. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. acolhamo-nos ao nosso assunto. 1984. Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre. Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes.se diz . nem vulcões. IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes. p.. 3ª ed. que o nome não se soubesse. 162. nem terremotos. Viva o povo brasileiro. Rio de Janeiro: Record. Apud Sergius Gonzaga. de coração bondoso. o mesmo. – valorização das idiossincrasias regionais. 1997. até. A marcha do povoamento. em magnífico resumo. julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo.” SOUZA. em grande parte oriundas das circunstâncias físicas. nem pestes. perfazendo indagação. Para isso. p. pela abertura de rodovias. Volnir e Adão E. o próprio. visto que aqui o preconceito é econômico. In: Obra completa. As circunstâncias históricas. E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia. Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou. muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros. Porto Alegre: Mercado Aberto. Euclides da. após apresentação de uma tese.. 66 Fragmento II “Quadrante que assim viemos. revela-as. nunca não encontra. p. os senhores de terras e gados. Márcio.. o imperador do Acre. 626. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros. 1995. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira. 1989.) Ali estão dois representantes do clã pastoril. originaram diferenças iniciais no enlace das raças. A estrada de todos os cotovelos. O tempo e o vento. ( ) Nele.

sem querer. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. Quanto a mim. com a sua livre poética. são por natureza os nossos filhos naturais. ressuscitada a cada geração. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. Para as companhias. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. ( ) Para ele. por iniciativa própria. ( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária. E. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. sem rede de segurança . apesar de equivocada. já que aqui não há executivos preparados. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. por sua vez. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford.Interpretação de texto I Avançar . existem colônias de franceses no Paraná. Os (ainda) chamados modernistas. 162. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. Hoje. “roubada” do Rio Grande do Sul. é latente a contenda entre novos e velhos poetas. Veja. Para os executivos e a família. AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. E assim. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. em relação à compreensão e à interpretação do texto. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. embora sem querer. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. não existe geração espontânea. Texto para a questão 163. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos.” BUCHALLA. Das 500 maiores companhias transnacionais. graças à Renault. o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. além de tudo. com os espetáculos de circo dos parnasianos. Tanto de um como de outro grupo etário.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar.” 67 GABARITO 163. essa transferência representa um reforço na filial. Desde 1990. ( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana. b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. procurar emprego em nosso país. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. a mudança é um sacolejo completo na vida. UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mais de 400 estão instaladas no país. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. em prol do equilíbrio universal. “No Brasil. ( ) Para Mário Quintana. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. 26/04/2000. jamais fiz distinção entre uns e outros. ( ) Ao apontar os novos como herdeiros.Leia o texto abaixo para responder a questão 41. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. Anna Paula. Acontece que. c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. Quanto a estes. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. Em São Paulo. d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial. em massa. entre novos e velhos. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. na incauta adolescência.

Reforçai. s/d. cajueiros. tão frios e temperados. Banana que nem chuchu. UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II. capivaras. já quinhentos anos passados. Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa. Tão fértil eu nunca vi. II e III. Banana que nem chuchu. Salvo o devido respeito.. Havia outra raça bronzeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral. papagaios. Edição Zero. é muito boa de ares. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha. neste tempo de agora. rios. confirma a visão de Caminha sobre a terra descoberta. b) No chão espeta um caniço.” 68 164. a arca. Tão fértil eu nunca vi. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I. nem surfistas. Araras. Tem macaco até demais. “Ainda não haviam louras. Cruzados não faltarão. e) III e IV. como os de Entre-Douro e Minho. cristalinos e plenos de peixes. porque. Como será esse país no futuro. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. Quanto aos bichos. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos. melancias. A gente vai passear. IV. nem biquínis. Fortaleza: Editora RISO. III. c) Tem goiabas. nem mulatas. d) Diamantes tem à vontade. Senhor.. um número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto. O corpo do texto é uma paráfrase da Carta de Caminha pois: I. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa. c) I. tem-nos muitos. No chão espeta um caniço. Bengala de castão de oiro. tem-nos muitos. Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. Era assim o Brasil de Cabral. araras e papagaios. árvores. II. nas praias douradas desse novo país.55. embora escrita no mesmo estilo. a terra em si. onças e capivaras. Rios e riachos corriam límpidos. d) II e IV. GABARITO 165. Tem goiabas.. Vossa perna encanareis. De tal maneira é graciosa que. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. mangueiras. palmeiras. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. Diamantes tem à vontade. p. apesar da leve mudança no estilo. onças. De plumagens mui vistosas.. quando for a vez desses meninos? Riachos. b) I e III. Texto para as questões 41 e 42.Textos para a questão 164. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia. Águas são muitas e infindas. melancias. critica de modo disfarçado a visão de Caminha sobre a terra descoberta. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha . assim os achávamos como os de lá.Interpretação de texto I Avançar . Esmeralda é para os trouxas. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta.

b) sentido excepcional. c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época. As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico. Em suas reminiscências. d) sentimento saudosista. Perpassam.” 69 167. Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. A respeito dos enunciados acima. b) II. 168. nem futuro. “Ser”. até o ruim de outrora ganha uma aura mágica.Interpretação de texto I Avançar . Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado. Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância. II. Ser é apenas uma face Do não ser. Unifenas “O Relógio Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos. c) halo de encantamento. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. e) IV. b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias. d) I e II. III. d) III e IV. está correto o que se afirma somente em: a) I. niilismo e revolta. Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente. d) explorar a sinonímia das palavras. c) II e III. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. sentimentos de angústia. IV. a cada instante que passa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Cada minuto de vida Nunca é mais. GABARITO 170. UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias. como se o bom e o interessante não tivessem presente. a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea. é sempre menos. como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70. “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia. Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. II. Unifor-CE I. em todo o poema. III. e) II e III. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana. no verso 5. que é de ligação. b) II e IV. ligado à classificação morfológica do verbo ser. e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor. e) ar misterioso. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado.” Cassiano Ricardo. corresponde à nossa existência que é o estado transitório. 169. c) III.166. estamos mais próximos da morte. e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. e não do ser. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta. Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. Nessa operação mental. O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra.

depois de muita hesitação. Voltar Língua Portuguesa . a polícia. c) numa época de força policial.As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo. julgando a matéria superior às minhas forças. fazer do livro uma espécie de romance. ninguém nos dará crédito. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. assim. com o decorrer do tempo. De fato ele não nos impediu escrever. contra a existência de uma censura prévia. d) perdera as anotações que havia feito. e a proibição de usar nomes verdadeiros. às vezes com louvores de sustentáculos dela. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei. sem disfarces. 70 171. ainda nos podemos mexer. inibe também a capacidade de criação literária. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. b) a falta de liberdade política. tiradas demagógicas. Além disso. quando formos verazes. ia-me parecendo cada vez mais difícil. os hábitos de um decênio de arrocho. Isto. o escritor é como um cego. redigir esta narrativa. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder. Repugnava-me deformá-las. casos passados há dez anos – e. Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas. é incorreta: a) existia uma censura prévia. e) as normas gramaticais e as ações da força policial. b) um depoimento verdadeiro. Entre elas. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. indulgentes ou cegos. dar-lhes pseudônimo. 173. caso o escrevesse. como realmente haviam ocorrido. esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. d) a impossibilidade de escrever com clareza. digo os motivos por que silenciei e por que me decido. realizando atos esquecidos. com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas. Efetivamente se queimaram alguns livros. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP.Interpretação de texto I Avançar . e) sem liberdade de criação. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e. como limites à liberdade de expressão. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas. ou alguém em quem não se pode confiar. e) tencionava prender-se aos fatos. me impediram o trabalho. “Resolvo-me a contar. como adiante se verá. enfim. para publicar suas obras. porém. Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. sem romanceá-los. Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos.” Graciliano Ramos. e disto escasso prejuízo veio à produção literária. com intenção de dar veracidade aos fatos. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. Não vai aqui falsa modéstia. antes de começar. palavras de ordem. em qualquer época ou lugar. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: GABARITO a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. que o impediria de publicar seu livro. mas foram raríssimos esses autos-de-fé. com os nomes que têm no registro civil. quase impossível. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu verdadeiro nome. seria injustiça. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. 172.

no século XVII. c) cultivado pelas elegias pastoris. e só por isso. IMPRIMIR 176. 2. linda. Voltar Língua Portuguesa . vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos. são símbolos do poder divino. homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme. a sobrevivência do bom senso mesmo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso. tanto espiritual. e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore. no mundo inteiro. considere o poema que segue. A mulher é honesta. mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes. Antes dele e depois dele. familiar e do mundo todo. transtornado. ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar. no seu cruel desenrolar. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas. d) O Bem e o Mal fazem parte da vida.Interpretação de texto I Avançar . e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva. como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras. paranóico. perigoso. desde que eles estejam floridos. desde os tempos bíblicos. b) recorrente na literatura universal. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados. o amigo é sincero. 175. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher. “Antes de lançares a semente no chão. o trai com um amigo. d) inerente a qualquer manifestação literária. um sentimento insano. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más. para quem é alvo dele. insuportável para quem sente e doído. por elevar seus galhos ao céu. Jorge de. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra. Poesias Completas. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento.” LIMA. o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. e) a árvore é sinônimo de vida. o general mouro. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população. 71 174. é velha como o mundo. Rio de Janeiro: Aguilar. doente. por aquilo que produz. Por fim. mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. simplesmente. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza. “Ciúme. A realidade. no ritmo lento da natureza. (. no texto em que Otelo. e) próprio da literatura socialmente engajada.)” Veja: 14/06/2000. quanto terrestre.Para responder às questões de números 174 a 175. v. b) os pássaros. induz a uma acomodação do homem à rotina diária. e as sementes. A morte é uma atitude extrema. p. 1974. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare. Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas. mata a mulher e se mata. b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina. d) a simplicidade da vida campestre. 57.. antes de calculares os lucros da seara. A tragédia.. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços. mata a doce Desdêmona. o verniz civilizatório ou.

d) medo da fugacidade do tempo. Uma rês geme. e) passa. Há 15 dias. levam os calouros para a rua e. o vento nasce e morre no horizonte. unidos. Protegido no copo de conhaque. b) intenso questionamento sobre tempo. USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo. Texto para as questões 178 e 179. no início do ano. E sempre prossegue rumo ao norte. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez. Em vez de cumprir tarefas vexatórias. de uma vez por todas.427 bolsas de sangue. “(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva. os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes. mesmo na cidade: tem presente seu passado. todas de São Paulo. d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários. Voltar Língua Portuguesa . 180. transformaram a recepção em coleta de sangue. gotejante: o vento a corta. os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível. promoveram o “trote solidário”. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo. que serão doados para obras sociais. 72 178. Para participar da festa.Interpretação de texto I Avançar . Lembrança – o vento pertence ao campo. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva. do Rio de Janeiro. Estranha faca: gelo e água. E no entanto o vento uiva. b) lembrança. E geme. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais. c) vento. e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida.) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica. E no entanto o tempo passa: Do campo. 26 de abril de 1999. IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser. vagabunda. d) nasce. Arrecadou-se mais de 200 quilos. na árvore dobrada.Época. Marceu . UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais. O hemocentro de São Paulo recebeu. e) curiosidade quanto à origem do vento. o vento chega arrefecido na cidade. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça. abolido. como faca. tarefa dos novatos de Oceanografia. c) desligamento da realidade. b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional. 179. Mais estranho: o mundo é redondo.” VIEIRA. 3. Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados. b) a influência maléfica de uma obra literária. c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. como tema constante das tragédias gregas.. a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. (. ou recolher lixo nas praias. Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ.. d) o adultério.” Flávio Aguiar. GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento. como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado. e) a importância do século XVII para a literatura brasileira.177. Escolas como a FGV.

na prática. No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. ambos desamparados. Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria. 73 182.março de 1999. uma exceção válida para muito poucos. A idéia central do texto é: a) As crianças. d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis. São alguns privilegiados – como artistas. 1/2000 (com adaptações). ter filhos e uma fazenda. e vivem nas ruas. In: Educação para o lazer. São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha. as outras crianças que têm casa.Interpretação de texto I Avançar . família. no outro. Com o tempo. mas pouco ou nada fazem nesse sentido. ainda que dificilmente ao mesmo tempo.” CAMARGO. é uma palavra invariável quanto a gênero e número.” Revista Caros Amigos . o objetivo de todos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . É como vida de atriz. UnB-DF Julgue os itens que se seguem. Mac Margolis. não me destruir com ela. “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil. e. a respeito da organização das idéias do texto. São Paulo: Moderna. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras. Univali-SC “. pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. p. em tese. Texto para as questões 182. mas. Luiz Octávio de Lima.181. a dança da garrafa. são apresentadoras dos programas infantis. ingênua e.. comecei a levar o trabalho numa boa. ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que. enquanto outras nada têm. ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. você tem que ser sexy. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas. 22. 1998. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é. de outro lado. Hoje uma soldada na guerra. e) Algumas crianças têm tudo: casa. Introdução. artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –. depois. Não quero trabalhar para sempre. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens. casar. mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam. Texto para a questão 183..” Ícaro Brasil. E depois? Daqui a cinco anos. o termo “muito”. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância. só que o palco é a capa da revista. Quero aprender com a indústria da moda. Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão. Então fica assim: de um lado. assistência. a passarela. em muito poucas circunstâncias. que intensifica “poucos” e “poucas”. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos. no Brasil. amanhã uma perua no shopping. penso em cair fora. Quero voltar ao Brasil. ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”. a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo. esportistas. têm família. Num dia. que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio.. no Bubby’s. ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”. destinados às crianças. maluquete. que poderiam contribuir para a educação infantil. em Nova York Trabalho e prazer. ( ) Na linha 4..

mas produtos de práticas sociais. 1999. espelham. A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. vestibulando e stress dão uma mistura explosiva. com cautela e moderação.” 74 184. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo. apesar de conviverem com ela. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes. Novos modos de sentir. ( ) No fragmento do texto. não invadem a vida das pessoas. construídos historicamente. às exigências do mercado de consumo para. Afinal. em seguida. Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido. portanto. mas utilizálas. 04. a soma das alternativas corretas. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e. na atualidade.183. 16. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem. apesar de simbólicos a princípio. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. DF: Ministério da Educação. 01. da Católica e outras faculdades. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que. Dê. estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. publicada em O Popular. ( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem. Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . para depois haver uma adaptação mercadológica. pensar. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. em 1º ago. pela significação textual. pois resultam de processos históricos e sociais que. SAIA DO STRESS A partir do dia 9. Gisele Bündchen. As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. com o desconhecido que amedronta. A organização de seus gêneros. ( ) No fragmento de texto. já que estas representam o trato com o novo. respectivamente. atender às demandas sociais. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima. O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tecnológicas é de desconfiança. DIA 9. 1999. 02. a indagação de suas fontes.Interpretação de texto I Avançar . toda segunda-feira. As tecnologias não são apenas produtos de mercado. viver e ser. por carregar bem o trabalho e precipitar-me. 185. o reconhecimento de suas possibilidades. Elas fazem parte da vida das pessoas. Leia-o. em primeiro lugar. o tempo. como resposta. você vai ficar mais relaxado e em boa companhia. respectivamente. resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. 32. o movimento: o mundo plural hoje vivido. as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas. acabam por concretizar-se. 08. É só ler e relaxar que você tira de letra qualquer questão de literatura. se mostram nos processos comunicativos derivados das necessidades sociais. e responda à questão proposta. a consciência de sua existência. Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasília. formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. p. é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. corresponde tanto a eu. com atenção. ainda não a entendem. julgue os itens seguintes. o espaço. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas. 133-4). ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. a democratização de seus usos. a trabalho e divertimento. Serão 16 sessões de uma análise completa e descomplicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias.

alguma palavra em guarani.Interpretação de texto I Avançar . senão a erva pode azedar. O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas. bem gelado. Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis. Tereré é o refresco. 04. com sol forte e poeira envolvendo tudo. Você corrige dois erros. (. IMPRIMIR GABARITO “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. daí se sugere que. UCDB. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. 08. para o vestibular. o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo. 23. sob um laranjal. mas também de ler os próprios livros. a soma das alternativas corretas. A expressão na hora do quiriri. 75 186. ótimo. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. 1996. 02. dará mais sabor à erva. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. De acordo com o clima. 16. Campo Grande. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress. Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”. Texto para a questão 187. pode ser associada à chegada da noite. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelectualmente danoso. de uma boca para a outra. 3. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição. tudo muito morno e quente. sem açúcar. “Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira. passa-se do chimarrão ao tereré. respeitando a vez de cada um. ( ) o canal. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto. explicitado pela palavra você. 32. 4. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. recebe a ênfase nessa comunicação. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro.Considerando-se que. Chimarrão é o mate cevado. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. a leitura obrigatória de livros da literatura brasileira tem um propósito pedagógico. o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. a conversa será mais lenta. é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse dever que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio. de cachimbo da paz. Você corrige um erro. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . O ideal é tomá-lo numa grande roda.. Ed. Se alguém falar alguma frase. Leia o texto que segue para responder a questão 186. regado a água quente. O arado e a estrela. Raquel. passar a cuia de uma mão para a outra. vestibular e leitura dos livros.)” NOVEIRA. ( ) o vestibulando terá. não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré. 01. uma bomba ou bombilha e a erva moída.’ Considere as seguintes atitudes: 1. 2. lendo o material anunciado. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. morena e matuta. p.. Dê. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. para não azedar o mate. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. devido à predominância da função fática. como chê-kambá ou cunhataí. Você fica louco da vida. como resposta. para “tirar de letra qualquer questão de literatura”.

pelo menos é o que informam os especialistas. soap-opera. E o leitor do noticiário. por exemplo. os brasileiros. falemos de nós. funk. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. o português.. por exemplo. Os índios têm lá os jogos deles. o preto e o branco.Interpretação de texto I Avançar . Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. Mas não pega. tudo é show. pretendemos ser.” Rachel de Queiroz. ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita.. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. Pegue um jornal. d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma. a todo instante tropeça e se engasga com rap.187. Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”. é estrangeira imposta pelo colonizador.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. especialmente o futebol (não mais foot-ball). se você for a fundo no assunto. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . toma um susto. pelo menos. que alguns tentaram. como as do texto. demonstra a intenção do jornalista em impor aquela língua. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. ou até na rua. Cantor de forró do Ceará. ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. se não for escolado no papo. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. contrapõem-se duas cores. tem significação mais extensa. inclui as apresentações em várias espécies de salas. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”. UEMS No texto I. chamando-o de ‘desporto’. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado. Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(. A começar que a nossa língua oficial. b) O fato do inglês “rechear” os jornais. Nas páginas dedicadas ao show business. e) Palavras estrangeiras. etc. mas devem ser chatos ou difíceis. o que foi uma bênção. pelo menos. que. ou. ( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro. Leia os textos que seguem. back é beque. cada uma fala o seu dialeto. que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”. já que a gente não os conhece nem de nome. “meio-de-campo”. etc. o pataxó. deixando de lado os índios que nós. ou pior. como na África.. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. e F. nós a recebemos do colonizador luso. por exemplo. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). para verdadeiro. etc. Imagina se. então. por exemplo: é todo recheado de inglês. como um peru de farofa. Mas. 76 GABARITO Texto II 188. UFMT Assinale V. No esporte é a mesma coisa. onde as melodias podem ser originalmente nativas. permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier. c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês. literalmente. é engraçado. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. Pois aqui no Brasil. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. punk. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book.

para as não comprováveis. Soneto. Estão corretas: a) I. Salvador-BA 77 “Ofendido vos tem minha maldade. Vencido quero ver-me e arrependido. b) I e III. Luz que claro me mostra a salvação. UEMS A respeito do texto II. Jesus!” MATOS. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos. falar português é como falar inglês. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. Jesus. ( ) Consciência da efemeridade das coisas. 1993. ensinava-lhes o caminho. Ofendido vos tem minha maldade. pálido. 281. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” E depois emborcou para a frente. O cortiço. para a ceia do seu homem. e encaminharam-se todos para o interior da casa. Bertoleza. Botelho. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada. não tendo coragem para matá-la. que o acompanharam logo. São Paulo: FTD. GABARITO 192. e ofendido. d) ou os cofres que tu vais encher. restituía-a ao cativeiro. 190.189. antes que alguém conseguisse alcançá-la. à frente deles. escamando peixe. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor. III. s/d. ( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe. amor. Misericórdia. que hei delinqüido. Maldade que encaminha a vaidade. desembainharam os sabres. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F. c) I e II. Num relance de grande perigo compreendeu a situação. ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado. Arrependido estou de coração.Interpretação de texto I Avançar . p.” AZEVEDO. e chegaram finalmente à cozinha. Bertoleza. e) e as coisas que tu vais transformar. e um calafrio percorreu-lhe o corpo. In: Poemas escolhidos. que a sua carta de alforria era uma mentira. d) II e III. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma. com as mãos cruzadas nas costas. II. Em virtude de tantas palavras importadas. U. e) III. São Paulo: Círculo do Livro. dai-me os braços. as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. De coração vos busco. Os polícias. e que o seu amante. Senhor. erguendo-se com ímpeto de anta bravia. A salvação pretendo em tais abraços. Quando necessárias. recuou de um salto e. Vaidade que todo me há vencido. Delinqüido vos tenho. João Romão ia atrás. ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3. então. estava de cócaras no chão. é possível concluir que: I. Gregório de. vendo que ela se não despachava. 229-30. c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. Arrependido a tanta enormidade. a rigidez métrica e a regularidade das rimas. Atravessaram o armazém. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão. b) antes de calculares os lucros da seara. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto. 191. depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. É verdade. Aluísio. p. Abraços que me rendem vossa luz.

do escravo preto junto ao filho do senhor branco. – e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras. nesses campos. analise a coerência das seguintes afirmações: 1. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. bem coletivo. Rio de Janeiro: José Olympio. ed. “Que estão fazendo. 3 e 4. Obra Poética. b) 1. inventa. inaugurado com a ama negra. 3. Gilberto. só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles. a influência da cultura africana. IMPRIMIR 5. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América. pipi. 2. 151-2. 1972. e) 1. p. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil. c) 1. a fala séria. Não fica bandeira escrita. flores das lutas da Independência! Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique.. da gente. “esse português de menino”. Cecília. mas fica escrita a sentença. nenen.” FREYRE..” MEIRELES. fruto da luta política. lili (. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente. As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. tirou-lhes as espinhas.Texto II “Através de grossas portas. d) 4 e 5. indistintamente. do princípio ao final do texto. sentem-se luzes acesas. A escolha das palavras. solene. O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras.) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança. um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido. os ossos. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana. as durezas. 193. 2 e 4. mas a linguagem em geral. as sílabas finais moles. imagina. sob a mesma influência do africano e do clima quente. Sem rr nem ss. pensam? Mostram livros proibidos? Lêem notícias nas Gazetas? Terão recebido cartas de potências estrangeiras?” (Antiguidades de Nimes em Vila Rica suspensas! Cavalo de La Fayette saltando vastas fronteiras! Ó vitórias. 2. Casa-Grande & Senzala. 3 e 5. é uma das falas mais doces deste mundo. ora ao texto II. O falar “doce”.. 3. 3 e 5. 9ª ed. firmou-se em todas as regiões do Brasil. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação.Interpretação de texto I Avançar . ao contacto do senhor com o escravo. c) Liberdade. 1958. b) Liberdade enfocada no plano individual. e mesmo a portuguesa. toda ela sofreu no Brasil. destacando. 4. bumbum. reforça a convergência encontrada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’. tem um sabor quase africano: cacá. e ninguém que não entenda!) E a vizinhança não dorme: murmura. principalmente. Estão corretas apenas: a) 2. Rio de Janeiro: José Aguilar. GABARITO Com base na compreensão do texto. tão tarde? Que escrevem. O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto. E não só a língua infantil se abrandou desse jeito. Voltar Língua Portuguesa . festas. A linguagem infantil brasileira. tatá. conversam.

então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha.” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede. d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. A Moreninha. 197. Viu-a.F. Oitenta por cento de ferro nas almas. 79 194. U. 1997 p.” d) “de suas noites brancas. Augusto amava deveras. 125. U.. orgulhoso: de ferro. este orgulho. Ora. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval.Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196. com seu vestido branco. reprimido. A vontade de amar.” 196.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. pois.F. que me paralisa o trabalho. este couro de anta. Noventa por cento de ferro nas calçadas.” d) “Tive ouro. Principalmente nasci em Itabira. Principalmente nasci em Itabira. atrevida. orgulhoso: de ferro. e suas lágrimas queimavam-lhe o coração. Hoje sou funcionário público. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas. sem mulheres e sem horizontes. Itabira é apenas uma fotografia na parede. viu-a chorar por ver que ele não chegava.. São Paulo: Ática.” 195. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste. estendido no sofá da sala de visitas. esta cabeça baixa. b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal. e pela primeira vez em sua vida. delineia-se o impulso erótico que é.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas. toda cheia de encantos e graças. e o amor. por esse mar imenso da imaginação. Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira. abandona a postura crítica. Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade. E o hábito de sofrer. Joaquim Manuel de. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro. tive fazendas. que voou. sem mulheres e sem horizontes. futuro aço do Brasil. ao se tornar funcionário público. de suas noites brancas.” MACEDO. exercia nele um poder absoluto e invencível. mais forte que seu espírito. vem de Itabira. c) o poeta. e.Interpretação de texto I Avançar . Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema. tive fazendas.F. PUC-RJ Texto 1: “Já era tarde. Tive ouro. tive gado. tive gado. no entanto. Hoje sou funcionário público. que tanto me diverte. é doce herança itabirana. Por isso sou triste. U. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. não há idéias mais livres que as do preso. esperando-o em cima do rochedo. o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma.

Era tempo de terra. ANDRADE. e a um e outro agradeço. Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda. E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. Mas sou cada vez mais. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde. Rio de Janeiro: Record. Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados. 1973. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos à visão extasiada. Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente. no mundo. ed. Em ambos os textos. 32. De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos. Teresa para o convento. Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou. Antologia Poética. Reunião. E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo. Maria ficou para tia. p. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza. Mas. 19. porque me tocou um amor crepuscular.” ANDRADE. Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. o sagrado terror converto em jubilação. João foi para os Estados Unidos. 1996. pois que tenho um amor. Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro. Onde não há jardim. Há que amar e calar.Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. Deus me deu um amor porque o mereci. Rio de Janeiro: José Olympio. eu que não me sabia e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado. 5 80 10 15 20 GABARITO 25 30 35 IMPRIMIR 40 Voltar Língua Portuguesa . as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis. a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade. Pois que tenho um amor. 161-3. mas sou. De tantos que já tive ou tiveram em mim. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou. que se armou em coágulo. Explique. ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno. o sumo se espremeu para fazer um vinho ou foi sangue. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. Carlos Drummond de.Interpretação de texto I Avançar . Raimundo morreu de desastre. pois jamais me sorriram. há que amar diferente. Texto para as questões de 198 a 201. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. com suas próprias palavras. p. um sistema de erros. Carlos Drummond de. talvez.

Há uma explicação correta em: 01. a soma das alternativas corretas. como resposta. UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. como resposta. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. servindo para especificá-lo. UFBA Com referência ao texto. Dê. “e”. 08. 81 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redescoberta. 16. 02. respectivamente.198. 200. 64. no verso 26. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. o que é um recurso do poeta para não se revelar amador. UFBA No poema. enfatiza a origem divina do amor. “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pelos que amam. 32.Interpretação de texto I Avançar . “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo. 08. 02. 02. na tentativa de atingir a plenitude amorosa. 199. 32. O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético. relativizando a força demoníaca com que ele atua. dando-lhe. Dê. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. 16. a soma das alternativas corretas. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. “um amor” e “amor” referem-se. o eu-lírico: 01. como resposta. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. como resposta. 08. 02. 16. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. 64. 08. “Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. 201. A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. 04. tende a se repetir. relata um desencanto amoroso passado que. 04. Dê. contudo. 64. a soma das alternativas corretas. 32. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado. 04. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. a soma das alternativas corretas. dimensão nova. 16. “tive” expressa a indeterminação do sujeito. 04. é correto afirmar: 01. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes. insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente. declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. Dê. decorrentes da ação do tempo. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. no presente. 32. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado. O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal.

/ Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador.” 204. com objetivo de atingir o maior número possível de falantes.” e) “Quisera pascer cuidados. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril. melhor traduz a formalidade do discurso acima. No caso do Brasil. Paulo. Assinale a alternativa que. apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala. de 19/04/2000. na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000.” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo.” c) “Por que. no país do ‘homem cordial’.” IMPRIMIR Folha de S.” Revista Veja.” b) “Tendo-a ao meu lado. É a língua cotidiana. UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: 82 “Porque.. / fecundar óvulos mortos. no país do ‘homem cordial’. Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua. na linguagem informal. 05/08/00. Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade..” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. ninguém fala.” b) “Por que. no país do ‘homem cordial’. nestes tempos neoliberais. vemos esse bem ser atingido em seu âmago. no país do ‘homem cordial’. somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua. somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho.” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza.202. b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa. no país do ‘homem cordial’.” 203. sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. no país do ‘homem cordial’.” e) “Por que.Interpretação de texto I Avançar . Voltar Língua Portuguesa . eu perdi o medo do mundo e do vento.” GABARITO d) “Por que. com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia.

Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca. e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro. Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses.M.) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras. Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206. 1989..” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras.” Um bodegueiro na FIEC. LP 838 448-1.” Burguesia. ao de Cazuza.142.A seguir. porém apontam para a impossibilidade de rompê-los. opondo-se. 206. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses. lindo e joiado.M. Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (. pela ironia.. d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia.Interpretação de texto I Avançar . Neves. 83 Texto 2 “Você não faria a menor falta Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume.” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa . GABARITO c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda. Israel/Cazuza/E. PolyGram.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta. questionando de forma contundente os seus valores. são apresentados dois trechos de músicas. o que não ocorre no de Falcão. pois. de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão. o segundo. F. In: Burguesia. pelo sarcasmo e pela denúncia explícita. 205. que a denuncia em tom de sarcasmo. VAT. no qual está camuflada uma crítica. de G. 1993. F. CD 804. In: Bonito.

a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora. Nunca foi tão difícil. Porque. 210. cujo sentido corresponde ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham. Mulher daqui pra frente. b) ironia. mulheres. p. Nem tão difícil. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto.Interpretação de texto I Avançar . mas da prática do obter e do ser.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais. onde sempre lhes disseram que deveriam estar. d) Uma vez profissional. mais difusa na realidade. das passeatas. Marta. e) das mulheres todas. A luta de base. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher. c) dos companheiros de trabalho. por melhores salários. Marina. contra todos os governos que as oprimem. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Porque não estão coladas nos filhos. para exigir seus direitos publicamente em passeatas. Muito está colocado.” SUPLICY. de formiguinha. mas basicamente com os companheiros de trabalho. mas tudo está por fazer. b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”. o que fazer de agora em diante. cumprindo a sua vida. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência. mulheres. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos. o que conseguimos. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir. o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos. as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado. 207. as creches continuam insuficientes. onde fomos usadas pelo sistema. 124-5. Porque não estão à disposição dos maridos. abordado nas questões de 62 a 64. c) metonímia. São Paulo: Linoart. Porque não estão em casa. d) comparação. amigos e marido. 209. 1981. Unifor-CE No segundo parágrafo. “exigimos”. 84 d) dos governos. b) de todas as mulheres.As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver. pela melhoria das condições de vida das mulheres. UFF-RJ Segundo o texto. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o governo somente.” COLASANTI. 208. Pensar pelo que brigamos até agora. Reflexões sobre o cotidiano. para conscientizar os colegas. fora dos jornais. o que deu errado. fora dos jornais” As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”. amigos e marido. É uma luta mais intimista de um lado. Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção. amigos e marido. a) “Nunca esteve tão bom para nós. Esta é uma hora para se parar e pensar. 1986. e) hipérbole. Os salários não são iguais.

b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo. Assinale a alternativa que contém silepse. o que nos deixa agradecidos. parece que foi ontem. 213. de 20 de dezembro de 1999. brancas. e) Purê de palavras. Formas claras De luares. Voltar Língua Portuguesa . com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho. de neblinas!. d) sinestesia.” Encontra-se uma figura de linguagem. e) antonomásia. Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza.. por exemplo. bons tempos. b) metonímia. Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica. chamada: a) metáfora. e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo. a) Alguém. o tempo trabalha a nosso favor.. no campo da concordância. ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias). IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão. participou do concurso e espera ser aprovado. fluídas.211. ‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’. d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral. no sentido conotativo. 212.. c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conotativo. 214.. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. da leitura do fragmento acima. não revolve os intestinos da vida. c) Fomos ouvidos com atenção. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos). ambas. Impede a conjugação de tantos outros verbos. autor de um livro sobre a evolução dos calendários.. somos seres lineares.. Ó Formas vagas. c) Não corta na verdade a barriga da vida. É possível afirmar. “Eis uma definição ampla de tempo. Denominase silepse esse tipo de concordância. que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão. UEPI Em: “Ó Formas alvas. Incensos dos turíbulos das aras. Unifor-CE Muitas vezes. há muito tempo que não o vejo. Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida. publicado na Revista Época. c) catacrese. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões. a presença de algumas das muitas expressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece. ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos. no sentido denotativo.’ E cedo cedo incorporamos a consciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura. cristalinas. resultante do cruzamento de sensações. e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve.Interpretação de texto I Avançar . UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”. d) Escrever é triste. maus tempos. de neves. ambas.” 85 GABARITO Pode-se observar. diz David Ewing Duncan.

UFF-RJ “Educai o coração da mulher. 86 b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada significação. c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se. uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração. 1997 p. terna e pudica esposa. mas a mulher que deve progredir com o século dezenove. considere-a desde o berço até seu leito de morte. cujo expoente é Oswald de Andrade. boa e providente mãe. e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela. da UNISC. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão. rumo à regeneração dos povos. trate-a como uma companheira da sua vida. ao lado do homem. inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los. b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida. Mulheres / Ed. fazendo-a crer que é rainha. boa e providente mãe”. nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Na mesa de um botequim Depois de umas e outras O samba ficou assim Estrambonático Palipopético Cibalenítico Estapafúrdico Protopológico Antropofágico Presolopépico Atroverático Batulitrético Pratofinâmbolo Calotolético Carambolâmbolo Posolométrico Pratofilônica Protopolágico Canecalônica É isso aí É isso aí Ninguém entendeu nada Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”. GABARITO A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. na sua grande maioria. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. de acordo com o texto. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das nações. Nísia. terna e pudica esposa. joguete ou escrava. ou sua escrava. Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete. filha e irmã dedicadíssima. 115-7.Interpretação de texto I Avançar . Voltar Língua Portuguesa . Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista. desde o berço até o leito de morte. a nomes de medicamentos. purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. com claro conteúdo semântico.215. preocupando-se com a tonicidade e a economia das palavras. devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras. e por conseguinte sobre o destino das nações. de Nelson Sargento. Cintilações de uma alma brasileira. d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida. a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela. Não façais dela a mulher da Bíblia. por último. 216. c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela. e a mulher será como deve ser. dedique-lhe. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala empolada no seu dia-a-dia. e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos.” FLORESTA. Florianópolis / Santa Cruz: Ed.

” Jornal do Conselho Federal de Medicina. separando as cores. 87 218. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo. é branca. o amarelo. e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’. dão aos raios solares as respectivas tonalidades. o anil. o amarelo. por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol. ao longo de um dia. o verde. d) As cores do arco-íris. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . explica o físico Henrique Fleming. O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta. o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. c) As cores. o tratamento médico fica comprometido. o laranja e o vermelho. a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude. a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta. que é a soma das cores restantes: o verde. e) sem uma certa dose de magia. Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana. no crepúsculo. acabam trombando e se desviando. Afinal. prenhe de respeito e carinho pelo semelhante. avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul). espalhando-se. Por fim. as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas.M. o azul. porque a atmosfera filtra os seus raios. colidindo com mais obstáculos. “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”.” Superinteressante . GABARITO Assinale a idéia não contida no texto. somadas. Setembro/99.1997. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes. e) Ao pôr-do-sol. poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera. ao trombarem. seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir. À medida que o Sol vai se pondo.Interpretação de texto I Avançar . dão à luz solar a cor branca. F. b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol. Quando o Sol está alto. Mas as menores (o violeta.217. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. o laranja e o vermelho. conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas. Existem partículas de poeira. pois o Sol está abaixo do horizonte. c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso. Lendo-se o trecho. laranja e vermelho. o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento. Com isso. da Universidade de São Paulo. d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente. até as ondas longas.

as imagens. como se diz. ficamos cegos a ele. Ática. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo. pode-se concluir que o ato de ler é. Falando em leitura. Por essas razões. pois.. 220. a figura que representa. Neste sentido. O formato.. um livro. Ler é interpretar. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura. O que é leitura. Voltar Língua Portuguesa . uma aula expositiva. d) errada. uma necessidade nossa. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade. podemos ter em mente alguém lendo jornal. revista. fotonovelas. talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances.. pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária. indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão. ‘passar os olhos’. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. d) ato prazeroso de decodificar romances. ‘ler o olhar de alguém’. histórias em quadrinhos. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto. ‘vive lendo’. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê.” Pode-se dizer que a afirmativa acima. ‘ler o espaço’. E consideramos sua beleza ou feiura. de uma situação. folheto. por economia ou preguiça. Um discurso político. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita.Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221.) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais.“ MARTINS. ‘ler o tempo’.Interpretação de texto I Avançar . UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora. em relação ao texto. melhor. pois. p. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’. ele pode ser considerado leitor. “Falando em leitura. para a autora. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento. diante de uma batida casual. São Paulo. a cor. Um dia. para a autora. uma fantasia. um quadro. Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns. Se o texto é visual. pois. uma conversa. sem jamais tê-los de fato enxergado. (.. 7-10. seu conteúdo passam a ter sentido. Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. 88 219. o material e as partes que o compõem. em última análise. o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra. ao começarmos a pensar a questão da leitura. ou de franca defesa. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente. uma língua estrangeira. (. Sentimonos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto. na medida em que interpreta o que observa. Maria Helena. a fazer sentido para nós. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos. surdos. um vaso. Quer dizer: não o lemos. para a autora.. não o compreendemos. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros.. fotonovelas e histórias em quadrinhos. e o leitor visto como decodificador da letra. IMPRIMIR c) certa. e) certa. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência. um cinzeiro. pois. por motivos os mais diversos. impossível dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido. diante de um empurrão proposital. está: a) certa. b) errada. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”.. uma peça musical. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente.) Sem dúvida. em ler superficialmente. minha reação pode ser de mero desagrado. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais. para a autora. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita.) (.. Se é sonoro.

pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo. c) surpreender-se com o gesto do menino. 223. onde os refugiados se encontravam instalados. responda às questões de números 222 e 223.Interpretação de texto I Avançar . b) admirar a composição com o fundo. UFR-RJ Paulo Freire. nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra. 2000. UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema. pois a leitura do texto depende da leitura da palavra. enquanto o trem no segundo plano comenta este tema. Assim como textos. b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra. e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra. c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto. Sebastião. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra. d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. Com base na foto abaixo. ao enquadrar o trem parado ao fundo. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bósnia. pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto. Êxodos.221. fotografias podem ser lidas: o menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto. São Paulo: Companhia das Letras.” 89 SALGADO. 222. d) refletir sobre o desamparo da criança. em 1994. d) a infância e o mundo adulto. b) o real e o imaginário. pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo. c) o progresso e a guerra. UERJ O fotógrafo.

F – V – F – F – V – V 16. e 89. b 33. F – V – V – V 38. a 19. b 13. c 5. e 84. 01 50. d 56. V – F – V – F – F 18. V – V – F – F – V 90. d 43. c 70. d 82. F – V – V – V 77. b 79. V – F – V – F – V – F 94. b 12. d 44. b 30. 54 10. V – V – F – V 93. e 53. c 6. V – F – V – F 3. c 54. b 31. F – F – F – V 48. c 45. b 46. b 87.Interpretação de texto I Avançar . V – F – V – V – F – F 2. b 68. c 41. a 40. V – V – F – V 37. d 69. V – V – F – V – F 92. V – V – V – F – F 17. V – F – F – F 76. V – V – F – F – V 28. c 57. b 4. a 78. c 15. a 52. b 14. 05 71. a 83. V – V – F – F – F 29. b 25. b 88. V – V – V – F 74. V – F – F 39. d 73. b 63. c 32. a 20. 56 42. a 26. b 85. c 27. d IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 56 59. V – V – F – V 9. d 66. V – V – F – V – F 96. c 72. b 11. 28 60. c 8. V – V – V – F 75. c 47. 07 58. e 80. b 67. a 81. V – V – F – F – V 95. d 86. a 65. d 35. c 36. b 21. b 22. e 51. c 24. e 7. d 23. d 55. 25 62.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1 1. a 34. c 64. 02 49. 34 61. V – V – F – V – F 91.

• Maquiada. a 133. 98. b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal. a 123. O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato. 121. passei os anos de pequenice. V – F – V – V – V 125. 99. c 104. 101. • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal. d 128. a) Agora surgiu uma nova. F – F – F – V 126. • As crianças o enterraram no fundo do quintal. a) Julgamento pela aparência. d 119. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d 116. d 131. 120. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho. c 115. . Nos currais do Sobradinho.ou Agora apareceu uma nova. c 102. V – V – V – F 108. arbitrária e violenta. .Interpretação de texto I Avançar . mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. no debaixo do capotão de meu avô. b 118. c 124.ou O ser humano. b) O(s) dono(s) do cachorro. 80 105. podendo ser caprichosa. c 132. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autoridade do patriarca. a 129. e 112. Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. a) Narrativa. 122. c 107. e 103. 100. a 113. b 117. A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial. • Julgamos os outros pela aparência. d 130. V – V – F – V 110. a 106. V – F – V – F – V 127. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. c 134. a 111. c 114. o animal desconfiado que tem dentro de nós. e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. V – F – V – V 109.2 97. • O ponto de vista é interno à narrativa. avô do personagem-narrador.

d 154. b 207. c 219. c 203. b 172. c IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a 140. e 168. V – F – V – F – F – V 192. Lili. F – F 148. 09 158. b 180. e 221. d 163. e 214. a 195. 54 199. a 171. a 153. d 217. a 197. d 215. ela se casou com J. a 141. d 211. c 220. 26 146. b 143. b 204. 22 187. a “que não amava ninguém”. a 222. F – V – V 149. a 205. c 151. e 212. e 179. d 181. b 177. V – F – V – V 188. Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada. e 210. V – F – V – F 184. V – F – V – F – V 164.Interpretação de texto I Avançar . c 166. c 169. V – V – V – F 161. a 178. d 182. uma personagem fora da quadrilha. caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. a 176. c 189. 51 201. d 209. 04 202. b 194. b 191. apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. c 213. V – V – V – F 162. é a única do grupo que ironicamente encontrou um par. a 208. F – V – V – F – F 183. a 138. V – F – F – V 186. c 136. b 190. e 137. c 167. a 170. c 152. 08 185. c 155. 46 200. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico. d 159. Pinto Fernandes. e 175. a 216. e 193. c 196. valorização da fantasia e da imaginação. 198. Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico. e 173. b 165. b 142. 34 144. b 157. d 223. e 139. V – V – F – F – F 160. a 174. b 156.3 135. b 218. e 206. 43 145. d 150. F – V – V – F – F 147.

e vai levá-las à feira. e. dar com. ( ) Atinar. Outrem a repetiu. pelo raciocínio. gravíssima” e “Era nova. ‘Não. e para Paulo era o início da revolução. repetiu Natividade acabando de ler a carta. Cada um pega delas.. Ele mesmo o disse. e continuou a viver sem mácula. até que muita gente a fez sua. 37. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política. as opiniões é que não. era uma ameaça ao imperador e ao império. à semelhança das idéias. achar. quando menos pensam. conforme o dicionário Aurélio. em gazeta ou em viagem de terra ou de mar. Não atinou que a frase do discurso não era propriamente do filho. em “preto e branco. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . são: metáfora em “A abolição é a aurora da liberdade”. caracteriza um hipérbato. Como então não sacrificar?. ( ) “– As opiniões é que não. concluindo um discurso em S. ‘Emancipado o preto. emancipando o preto. era enérgica. nascidas de nada e de ninguém. ela que sacrificara as opiniões aos princípios. verteas como pode. Paulo.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso. no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade. metonímia em “esperemos o sol“. era expressiva. pág 59 – 60. para os itens verdadeiros. Era nova. repetiu Natividade.’ — As opiniões é que não. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai. “Essas definições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contexto e à frase. mas a opinião uniu-os. era enérgica. mamãe. Há frases assim felizes. as opiniões é que não. onde todos as têm por suas. se era a política que o faria grande homem. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura.. não era de ninguém. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma. Não achava explicação.LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1. inclusive a vida e até a honra.. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos..” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”. era expressiva” – constituem exemplos de gradação de idéias. e F. em 1888. significa: “descobrir pelo tino. estão governando o mundo. acertar com. pegou da pena e escreveu uma carta longa e maternal. esperemos o sol. resta emancipar o branco. 1 GABARITO 1. Nem sempre as mães atinam.” Natividade ficou atônita quando leu isto. por conjetura ou por indício. UEGO Assinale V. Nascem modestamente. “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que. ficou sendo patrimônio comum. resta emancipar o branco’. discurso ou conversa. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também. Cap. Não atinou. como no caso de Aires. Estavam então longe um do outro. que para Pedro era um ato de justiça. Alguém a proferiu um dia. muitas aparecem órfãs. como a gente pobre.” ilustra um discurso indireto. ainda que por diversa razão. declarando no fim que tudo lhe poderia sacrificar..” Esaú e Jacó. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho. antítese.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Consolava-os a saudade de si mesmos. move os êmbolos das máquinas. d) as afirmativas II e III. U. Lisboa. Aguilar. e) somente a afirmativa I. há uma informação físico-química que. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. Portugália. GABARITO Após a leitura do poema. com as mãos sobre os joelhos. b) coloquial. sob tensão e a alta temperatura. quando a pressão é normal. olhando um para o outro. por isso. insípida e incolor. Quando pura é inodora.” ASSIS. 2 3. 1972.Leia o texto a seguir e responda a questão. sob um luar generoso e branco de camélia. à entrada do saguão. ácidos. Na segunda estrofe.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . 1989.F. apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão. Aguiar estava encostado ao portal direito. p. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. III.”. Antonio. bases. permite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas. D. Carmo.” GEDEÃO. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. II. In: Obra Completa. Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água. No texto. Memorial de Aires. há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água. Rio de Janeiro. Ao transpor a porta para a rua. Ao fundo. Com relação às afirmativas acima. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. ‘Lá estão eles’. b) as afirmativas I e III. embora incorreta. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. Reduzida a vapor. mas de um modo geral. dissolve tudo bem. lição pretendida pelo eu-lírico. 2. Embora com exceções. que. se denominam máquinas de vapor. Poesias completas (1956–1967). c) conotativa. É um bom dissolvente. pois na água também há um lugar para a tragédia humana. Machado de. d) paradoxal. entrei e parei logo. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III. o autor está empregando a linguagem: a) denotativa. Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. c) as afirmativas I e II. 244-5. sais. dei com os dois velhos sentados. analise as seguintes afirmativas: I. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. à esquerda. Fui a pé. ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. tinha os braços cruzados à cinta. achei aberta a porta do jardim. disse comigo. e) sinestésica.

d) III e IV. Sentaram-se à mesa. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico. Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III. I. A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão. Na redação do texto. Os olhos opacos. Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão. Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos. Sentiu-lhes o frio. Cansados. Sentaram-se à mesa. ( ) olhos opacos (v.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Serviu-lhes a paz. III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração. De seda. 5. Alforjes vazios. Desnudos. Nem vinho. Vieram famintos. pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular. 20. b) I e II. Olhou-os nos olhos. nem pão. Ao longo estendida. ( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais. ( ) Nos versos 16 e 17. IESB Julgue os itens. Vieram vestidos De linho. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia. II. 3 4. entre outras. nem peixe. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”.Texto para a questão 4: “A Paz 1. ocorre a figura de construção chamada polissíndeto.” 5. c) II e IV. 15. Na branca toalha.5) e olhos tão ávidos (v. sem incorrer em qualquer erro gramatical. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial. Chamou-os meus filhos. E ele chegou. GABARITO Texto para a questão 5.” Neusa Peçanha. Sentiu-lhes a fome. compreensão e interpretação textuais. IV. foi usada a linguagem de nível técnico. Nem água. U. 10. segundo os critérios da leitura. conseqüência.11) configuram oposição em nível conotativo. e) I e IV.

por exemplo. mas. e) inimigo irreconciliável. principalmente quando se tinha. e) meditativo. por fim de contas. 1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500. ficava-lhe sob a proteção. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira. ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia. Por exemplo. Da preguiça como método de trabalho. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis. tão do gosto do romance romântico da época. Incunabulu: berço] Adj. uma vida tão regular e tão lícita.. 4 GABARITO 7. “Prodígio de humor e ironia. 6. d) enfurecido. c) desistir. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias. isento de qualquer traço idealizante. e arranjasse depois a soltura por qualquer meio. Berta.) arranjasse depois a soltura.” WALDMAN. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico. Mário. Globo 1987 p.. intitulado Escapula. d) desanimar. FTD. e) destruir. em Memórias de um Sargento de Milícias. 8. e degradá-lo diante dos granadeiros. lhe havia podido escapar. Rio de Janeiro. origem. b) eufórico. Nesse sentido. como o Leonardo. mas tendo-o deixado mal. 83. São Paulo. na 1ª linha. muitas vezes. e devem ser entendidas no contexto em que se encontram. ed. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo. fosse qual fosse a sua natureza. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original. a) se o Leonardo (. há outras. Manuel A. *Incunábulo: [do lat. sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada.. b) machucar-se. Se o Leonardo não tivesse fugido. ‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto.. indica que o Major ficara: a) indiferente.” QUINTANA. c) uma vida tão regular e tão lícita. ‘incunábulo*’.m. Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal. uma leitura nos surpreende.Leia o texto a seguir e responda a questão.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Voltar Língua Portuguesa . driblando a escolta. a expressão fora às nuvens. de ser seu amigo. aliás de nobre sentido. por isso. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa. de. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal. o sentimento do Major frente à situação. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal. c) envaidecido. citada. que parecem estar insinuando outra coisa. consegui fugir. Texto para as questões 7 e 8. “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo. pois certas palavras e expressões apresentam significados novos ou fora do comum. d) fosse qual fosse a sua natureza. retiradas do fragmento transcrito do romance. “Esparadrapo”. O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda. “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII. 1992. no caminho para a prisão. 2 – Começo. Quem pregava ao Major Vidigal um logro. Memórias de um Sargento de Milícias.’” ALMEIDA. entre outras coisas. b) em sua vaidade de bom comandante de polícia. No entanto. O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão. o Vidigal era até capaz. a quem uma vez tivesse posto a mão./S. e tinha-o consigo em todas as ocasiões. UFMS Leia o texto abaixo.

tem especial relevância a existência da imprensa livre. indispensável para a afirmação da cidadania. participativa e laica. é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Univali-SC “Visões de um novo tempo (. b) em II e III. c) em I e II. Considere as seguintes afirmações: I.9. que possibilite o trânsito correto da informação. assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda. acreditamos. b) casa. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite.. e não o sentido figurado. É o tipo de texto que analisa. II e III. conotativo.. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade... PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio. Jornal de Santa Catarina. d) . se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente.” Carlos Drummond de Andrade. d) apenas em I. tem especial relevância a existência da imprensa livre. A continuação do exercício desta prática jornalística. 10. c) banda. interpreta e explica os dados da realidade. da difusão da informação de interesse público.. e) apenas em II. c) . d) turma.... o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade. II. Está correto o que se afirma: a) em I. cremos. U.. da difusão da informação de interesse público. Egon José. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias. pluralista. e) A continuação do exercício desta prática jornalística.. b) Esta base. III.” SCHRAMM. com boas intenções. o autor premia os cinco sentidos do corpo humano.. denotativo. e) companhia. cremos. que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. 5 Indique a opção..) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras. 22 de setembro de 1999. cuja frase. Nas referências descritivas de seres inanimados.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Esta base. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. foi a formação moral herdada de nossos fundadores.. 11. retirada do texto acima. Na construção de uma sociedade justa e democrática.

é outra coisa. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. e que apenas conserva o hábito externo. / “Entretanto. o que é um mal. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras. Pelo contrário. porque. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. Em geral. Feitas as exceções devidas. ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Machado. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. desentranhar delas mil riquezas que.” 6 ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto.” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. porém de sentido diferente. / “Ora. o capricho e a moda inventam e fazem correr. mal comparando.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. – não me parece que se deva desprezar. A este respeito a influência do povo é decisiva. à força de velhas. vida diferente não quer dizer vida pior.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. esta monotonia acabou por exaurir-me também. ou de dois ou mais versos. o interno não agüenta tinta. Há portanto certos modos de dizer. se fazem novas. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem.12. para referir-se a determinados fatos. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. Mas se isto é um fato incontestável. ( ) Por “no século de quinhentos”. entendemos os anos de mil e quinhentos. locuções novas. não se lêem. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. / “Os amigos que me restam são de data recente. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. como tudo cansa. pegasse da pena e contasse alguns. / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. Nem tudo tinham os antigos. outros há que os adotam por princípio. mas que sabem perfeitamente os clássicos. pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes. ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos termos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam. ou antes por uma exageração de princípio.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguintes. como se diz nas autópsias. de membros da mesma frase. GABARITO 13. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplificam a figura de linguagem apresentada. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. não se lêem muito os clássicos no Brasil. porém. Divergência digo. / “O que aqui está é. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos.” b) Eufemismo é uma substituição de um termo. A influência popular tem um limite. em relação à semântica e à estilística. nem tudo temos os modernos. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. Cada tempo tem o seu estilo.

Tem sido sábado. de súbito. b) apenas a III está correta. São também utilizadas expressões populares no texto. GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado. quando se pensa que a semana vai morrer.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . e F para os falsos. II. ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado. F. e o vento: uma picada. e) II. IV. ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o estado de espírito da personagem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Os melhores contos de Clarice Lispector. Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. 16. nós já tínhamos tomado banho. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. aparentemente submissa. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora. Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. Global. trancados na ilha do nosso egoísmo”. Então eu não digo nada. 15. sangue e mel. não? No Rio de Janeiro. o rosto inchado. e) contraste e alusão. b) eclipse e paralelo. Se chovia só eu sabia que era sábado. Clarice. 1997. III. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. uma rosa molhada.M.. leia o texto “Atenção ao sábado”. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine. c) antítese e metáfora. vejo que é sábado de tarde. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.14. d) ênfase e comparação. III e IV estão corretas. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. Domingo de manhã também é a rosa da semana. Use V. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo. para os verdadeiros. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. a abelha no quintal. mas já não me perguntam mais. A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta. A palavra paciência tem um sentido denotativo. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. d) I e IV estão corretas. a) ironia e hipérbole. I. Há antíteses na letra da música acima. Seleção de Walnice Galvão. 7 ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico. sábado de manhã. c) todas as afirmações estão corretas. São Paulo. antes do vento espantado poder recomeçar.. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos.” LISPECTOR.

” 8 ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita. a soma das alternativas corretas. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. próprio.17. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’.” 08. Raquel. O arado e a estrela. Voltar Língua Portuguesa . o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. em prol do equilíbrio universal. regado a água quente. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. no texto em que estão inseridas. 1996. Ed. jamais fiz distinção entre uns e outros. “. a conversa será mais lenta. de cachimbo da paz. E. passar a cuia de uma mão para a outra. Tanto de um como de outro grupo etário. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira. Tereré é o refresco. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. morena e matuta. sob um laranjal. ressuscitada a cada geração. IMPRIMIR GABARITO 01. sem açúcar. UCDB. O ideal é tomá-lo numa grande roda. passa-se do chimarrão ao tereré.” 16. Os (ainda) chamados modernistas. de uma boca para a outra. com a sua livre poética. na incauta adolescência. como resposta.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . sob um laranjal. ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”. 23. Acontece que.. são por natureza os nossos filhos naturais. para não azedar o mate. um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo. Se alguém falar alguma frase. Campo Grande. sem açúcar. sem querer. habitual). “O ideal é tomá-lo numa grande roda. p. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. explosão criadora. retirados do texto de Raquel Noveira.” 02. (. tudo muito morno e quente. AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes. alguma palavra em guarani. De acordo com o clima. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. Quintana alude ao sentido denotativo da palavra modernista. ótimo. E assim. embora sem querer. por sua vez.)” NOVEIRA. Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’. entre novos e velhos. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. entre os trechos abaixo. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. 18. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. identifique. bem gelado. ( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas. além de tudo. a conversa será mais lenta. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. ( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” . sem rede de segurança . regado a água quente. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado.. “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata. Quanto a mim. como chê-kambá ou cunhataí. Chimarrão é o mate cevado. Quanto a estes. com os espetáculos de circo dos parnasianos. respeitando a vez de cada um. Sendo assim.. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. em relação à semântica e à estilística. dará mais sabor à erva. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia.” Dê. “Chimarrão é o mate cevado. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. uma bomba ou bombilha e a erva moída. não existe geração espontânea.” 04. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo.. aquele(s) em que há presença de conotação.

– Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. poderia ser substituída. b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa. Estão corretas: a) II e III. Disfarça. – Tá com o berro aí? – Tá na mão. d) eufemismo. d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante. tá recheado? – Tá. ou seja. II. 9 GABARITO 21. agosto/99 (ANTÍTESE). Servicinho manero.. Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”.. Foram utilizados dois níveis de linguagem. está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é.. b) “A supermoeda murchou“ – Veja. Dois homens tramando um assalto. “. – Valeu.. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes. agosto/99 (PROSOPOPÉIA). disfarça. c) “A canoa furada dos impostos” – Veja.. e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . é correto afirmar: I... É só entrá e pegá. Apareceu um guarda. Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora. sendo um popular. 30/06/99 (METÁFORA). com vocabulário rico.. e outro culto. O guarda passa por eles. – Então vamlá. 14/04/99 (PLEONASMO).. em linguagem formal. Pra arejá. c) hipérbole. – Ih. 20.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar ... b) I. cheio de gírias. mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. U. 22. UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho. na passagem do guarda. A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no segundo momento de suas falas. d) I e III. III. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”. Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22. – Discordo terminantemente. Ou que os iluministas do século 18. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa. c) I..” Luís Fernando Veríssimo.. II e III.. e) “O gigante e os anões” – Superinteressante.19. enche o cara de chumbo. b) prosopopéia. – Podes crê. e) ironia. retiradas de revistas de circulação nacional. sujou. O guarda se afasta. 27/01/99 (METONÍMIA).. c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa. sem mudar o sentido. e) I e II.. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach.. Engrossou. – O berro.. O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados. por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito.

Voltar Língua Portuguesa . c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra. 1984. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos. presente e futuro.. U. b) sinestesia. 26. Ninguém chupa a manga da camisa. Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa. despertando atenções para o eu-lírico.23.)” José Paulo Paes.E. b) Ambos focalizam a temática amorosa.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . p.” 24. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte. e) perífrase. e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários. A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese. b) Vi com meus próprios olhos. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas. Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso. (.” d) Toda profissão tem seus espinhos. 25. São Paulo: Brasiliense. c) Ambos enfocam a temática amorosa. você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha. d) metonímia. 10 Na composição do excerto. 87. 13. que sofre transformações decisivas do passado para o futuro.” CHACAL. p. IMPRIMIR Sobre os poemas. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar. 2000. Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efetuamos a concordância não com os termos expressos. d) relação entre percepção de sentidos diferentes. gosta de fazer bonito. através da ironia que minimiza diferenças entre passado. UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras. c) “Luar. U. como na poesia marginal em geral. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO. Drops de abril. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quanto do recurso a elementos prosaicos. c) metáfora. Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece. mas com a idéia a eles associada em nossa mente”. e) “Quando a gente é novo. embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte. Rio de Janeiro: 7 letras. 2ª ed. a) Aos amigos faltou-lhes coragem.. d) Ambos ignoram a temática amorosa. Beijo na boca. U.

27. UFGO-Modificada
“Mestre do Coro Quem te ensinô essa mandinga? - Foi o nego de sinhá. O nego custô dinhero, dinhero custô ganhá, Camarado. Coro Cai, cai, Catarina, sarta de má, vem vê Dalina. Mestre do Coro Amanhã é dia santo, dia de corpo de Deus Quem tem roupa vai na missa, quem não tem faz como eu.”

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O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes. Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que: ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela clareza e coerência. ( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que foi usado. ( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a norma padrão. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.
“O samba do Ernesto O Arnesto nos convidô prum samba Ele mora no Brás Nóis fumo e não encontremos ninguém Nóis vortemos com uma baita duma reiva Da otra vez nóis num vai mais Nóis num semos tatu Notro dia encontremos co’ Arnesto Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa Mais você devia ter ponhado um recado na porta Ansim Óia turma num deu pra espera Aduvido que isso num faiz már Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

GABARITO

28. UFMT ( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito tempo. ( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüística utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade. ( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto. ( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é adequada.

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29. Uniube-MG
“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias, batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada: a) onomatopéia. b) pleonasmo. c) aliteração. d) eufemismo. 30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

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GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é: a) hipérbole. b) metáfora. c) aliteração. d) metonímia. e) pleonasmo. 31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em: I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”; II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta”; III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”; IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV.

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Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a questão 32.
“– Meu avó, dá caça pra mim comer? – Sim, Currupira fez. Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando. – O que você está fazendo na capoeira, rapaiz! – Passeando. – Não diga! – Pois é, passeando... Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Currupira olhou pra ele e resmungou: – Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

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32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas variações. Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do trecho de Macunaíma, julgue os itens. ( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado, portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão. ( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons, indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade padrão língua. ( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático, uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter sido malévolo”. ( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal, está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância verbal. 33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso estilístico a ele atribuído. a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato. b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia. c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora. d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora. e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe. 34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” / “de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem: a) metáfora e comparação; b) metonímia e aliteração; c) antítese e aliteração; d) comparação e hipérbato; e) paradoxo e aliteração.

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LÍNGUA PORTUGUESA

1

FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. V–V–F–F–F c d V–V–V–V–V a a d c d c d F–F–V–V–V b F–V–V c c V–V–F–V–V 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 18 b a b e e a a d V–F–V F–V–V–F a c a V – F –V – F c c

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LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras” Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas: a) audaciosas. b) magníficas. c) impulsivas. d) duvidosas. 2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido equivalente. a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento. b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade. c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar. d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se. e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a solução. 3. Emescam-ES
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

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GABARITO

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto; isso ocorre em: a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso; b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais; e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de sentido, por: a) limite. b) momento final. c) término. d) objetivo. e) ponto extremo.

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5. Univali-SC
“Retrato do Brasil quando ainda jovem Como se explica o otimismo de nosso povo? Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos 500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

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Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto encontram-se, respectivamente, na opção: a) impressão / descrente / fantasia; b) equívoco / duvidoso / infelicidade; c) incerteza / seco / irrealização; d) indeterminação / cego / quimera; e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade. 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases apresentadas. Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ............... eram perseguidos. a) hesitar – compulçava –animaizinhos b) hesitar – compulsava – animaisinhos c) hesitar – compulsava – animaizinhos d) exitar – compulsava – animaisinhos e) exitar – compulçava – animaizinhos 7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos problemas que atingem todos aqueles que a compõem. As lacunas serão corretamente preenchidas com: a) armonioza – previlegiados – consciência b) armoniosa – privilegiados – conciência c) harmonioza – privilegiados – conciência d) harmoniosa – previlegiados – consciência e) harmoniosa – privilegiados – consciência 8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes Massiére) Um significado alternativo para a palavra acima destacada é: a) partidário. b) contrário. c) representante. d) rebelde. 9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código lingüístico...” = limitar. b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte. c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para evitar o ridículo de ser brega...” = impedir. d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

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10. UFPR Leia o texto abaixo:
“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do texto. ( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade. ( ) convocação – irritante – conserva – da abertura. ( ) observação – relevante – possui – da liberalidade. ( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites. ( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo. ( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade. 11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ..............., por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua. As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em: a) incompreencível – imprecisa – dezacordo b) incomprensiva – imprescisa – desacordo c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo d) incompreensível – imprecisa – desacordo e) incompreensível – imprescisa – desacordo 12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuízo do sentido original, em: a) a influência do povo é decisiva = prejudicial. b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu. c) a receber e dar curso a tudo = ensinar. d) depurando a linguagem = purificando. e) se isto é um fato incontestável = divergente. 13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de: a) naquela ocasião. b) nesse caso. c) além disso. d) nesse tempo. e) naquele lugar. 14. PUC-RJ-Adaptada
“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.

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As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto? a) ultrapassar. b) omitir. c) deixar de parte. d) ir além de. e) ser ilegalmente promovido.

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15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem prejuízo do sentido original, em: a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições. b) premido pelas circunstâncias = decepcionado. c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras. d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum. e) um futuro se não promissor = de desesperança. 16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela expressão grifada em: a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia. b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país. c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano. d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia. 17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e curtir um papo legal.” Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é: a) pintar um clima; b) caprichar no estilo; c) descolar um gato; d) curtir um papo legal. 18. Univali-SC
“Notas de um Nobel A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões. Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a 1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias, dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com observações perspicazes e poéticas. Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

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GABARITO

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectivamente, pelos sinônimos: a) mensageiro – inteligentes – modesto. b) representante – talentosas – insosso. c) que sabe – que observam – parco. d) eminente – sagazes – exagerado. e) propagandista – complicadas – sóbrio. 19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o significado do contexto em que o termo transcrito aparece em: a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer. b) “algum” em “com algum êxito” – pouco. c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal. d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal. e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” – Quando.

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20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está corretamente interpretada de acordo com seu sentido. a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria. b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos. c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” = moralizadora. d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te levar por pieguices.” = sentimentalismos. 21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada “... uma relação é provida do atributo mágico...” “... prenhe de respeito e carinho...” “... repousa no preceito basilar do cristianismo...” Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respectivamente: a) dotada, repleta, fundamental; b) portadora, isenta, simples;

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c) concebida, marcada, único; d) destituída, madura, básico; e) incentivadora, plena, indiscutível. 22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente. 01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo – leitura. 02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram. 04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações. 08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano ordenaram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões. 16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o próprio genoma.” – um trabalho – desviar.

GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de polícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e fiquei outra vez só.” = sondar. b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particulares de uma família...” = vangloriar.

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c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” = parecesse. d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmonizar.

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24. PUC-RS
“Não vai dar certo Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Patentes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo. É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar. O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele, construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...). A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que resolveu fazer a experiência. Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências. Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

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Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, características da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto formal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente: a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta. b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo. c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena. d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete. e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.

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LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1 1. 18. 15.Vocabulário Avançar .F-V-F-V d d 13. 2. 22. 17. 20. 6. 9. 10. b c c d e c e a c F-F. 3. 11. a c a c b a b c a 01 b e IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 14. 24. 21. 16. 8. 12. 4. 19. 23. 7. 5.

. 4. Você corrige dois erros. enviavam-se muitas cartas em mão. “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. e) Antigamente. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1. d) Aproveito-me desta oportunidade. Você corrige um erro. 1 ( ) A letra h não representa. b) hiato. UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir. GABARITO 3.. na Língua Portuguesa. para agradecer-lhe a gentileza do gesto. e) polícia e principais. d) ditongo. e F. dígrafo e ditongo. uma separação formal e intransponível. d) negociação e países. como humano. nenhuma fonema. dígrafo e ditongo. UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . entre mim e eles. nas palavras: a) ameaças e contrário. dígrafo e hiato.’ Considere as seguintes atitudes: 1. b) biologia e adquirida.” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato. Unifor-CE “Vejam que país. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. 4. acentuação.” “. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. Use V. b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha. 2. para os falsos. encontro consonantal e ditongo. ortografia e formação das palavras Avançar . c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um. encontro consonantal e hiato. c) ditongo. 3. ( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema.a lavadeira cheira a gim. existe.Fonologia. e) ditongo.. Você fica louco da vida. em: a) Dadas as nossas origens e objetivos. ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros. Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua. 2.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara. para os itens verdadeiros. respectivamente. mas é usada em palavras que a trazem da etimologia.” Lourenço Diaféria.. c) científicas e biogenética.

acentuação.. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”. distingüi. aguei. I. 08. tranqüilo. ortografia e formação das palavras Avançar . adqüiri. güaraná. d) III e IV. FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema. “Séculos quentíssimos. Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco. 2 GABARITO 8. 16. De acordo com as regras de acentuação gráfica.. 04. “Daqui a alguns milênios. atenção. e) Ambigüidade. Em chalera. e) apenas II e III.Fonologia..F. agüei. III.. “. respectivamente. güaraná. houve substituição da consoante final por semivogal. tranquilo. b) apenas II.. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples. “Os americanos acham.enquanto dá voltas.” I.” – fonema /k/. É goooool. Está(ão) correta(s): a) apenas I. Anhanguera.. ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da. “.” – fonemas / ku/. IV. o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado. houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica. agüei.” – fonema /k/.. b) Anbiguidade. U. Anhangüera. Em marcá. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas.. adqüiri.. guaraná. d) Ambiguidade.. e) I e III. II.” – fonemas /ku/. 02. 01. adquiri.. c) I e II. vai marcar. guaraná.. II e IV. notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra. formando um ditongo crescente.. c) apenas III.” – fonema /k/.. furacões. Dê. como resposta a soma das alternativas corretas. São corretas as afirmações: a) I. Anhangüera. como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas. algumas palavras sofreriam alterações.a velocidade da rotação. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 6. Anhanguera..E. “Nevascas.” – fonemas /kw/. c) Ambigüidade. adquiri.. Em sensacionau. Sem contração de preposição com artigo. guaraná.” – fonema /k/. “.. tranquilo. 64. III. agüei. aguei. distingui. U. distingüi. dá de chaleira. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”. 7. distingui.um pião enlouquecido. tranqüilo. a) Ambigüidade. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial. Anhangüera. adquiri. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira.. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s). b) II e III.. 32. II. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é. d) apenas I e II. distingui. tranqüilo.5..

c) Assessores. assim como o português. “Agora in Brasile. prazeiroso. ( ) As palavras gracias. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s). UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno. acentuação. ( ) O fato de o espanhol. o italiano e o francês. b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente. e) ditongo – dígrafo – ditongo. Unifor-CE Nas palavras Paquequer. d) Sicrano. ( ) Na Babel global. a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. ortografia e formação das palavras Avançar . tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português. asterisco. c) ditongo – dígrafo – hiato. alto-falante. Voltar Língua Portuguesa . ascenção. previlégio. como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado. pretensão. a) Empolgação. c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). U. cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. a) qualquer. e) recorria. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. prazeiroso. la mejor Parker Collection du monde. 3 9. entitular. Premier. b) adivinhar. 95. 88. da globalização lingüística. 11. frustado. despercebido. ocorrem. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo. porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina. e) Eletrecista. vultosa. venga a buscar la suya. d) velho. Gracias à abertura da nossa economia.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. I tutto para você pagar com money brasileiro. d) dígrafo – ditongo – ditongo. Come on. c) confessar. extrangeiro. 10. losango. pretenção. no texto. recriada por esse texto. beneficiente. d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. auto-falante.Fonologia. 180 e mucho más. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. Perché si non vous puede ficar sem. a confusão de línguas também impede a comunicação. b) dígrafo – hiato – ditongo. asterístico. 12. através. Paraíba e caudal. b) Eletricista. capisci?” Revista Veja/SP. IMPRIMIR GABARITO 13. celebral. ( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. celebral. ( ) As palavras estrangeiras funcionam. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato.

. e e o. d) óbvio. c) supérfluo – incêndio.. “Esse público buscava na literatura apenas distração...” 16.” 32..cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins.. FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm..... c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento. b) filológica.E. 4 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso.. assinale o que for correto. ortografia e formação das palavras Avançar . 17...... A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova. 19. “A prosa literária brasileira começa no Romantismo. Os vocábulos “macaco”. 08.” 08. U. São acentuados graficamente os vocábulos “só”.. O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i..14.. 16. U. na grafia da língua portuguesa.esperando o próximo.. úteis.. “. U.. de várias maneiras. “é” e “dá” porque devem ser acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em a.... 04... “... país... “. Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”.... como resposta.. O vocábulo “observação” tem quatro sílabas. d) incluído – sandália. d) viuv. a) cândido – armário... acentuação... “. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea....tão logo chegava ao final. e) estranh.. e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida. 18. sentido pejorativo. Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/. obrigatório. as palavras da alternativa: a) língua.. necessária... como resposta. d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha. 01.. que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções..... alguém.. Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.E. influência. b) exímio – vírus. aliás. O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas. lingüística.... a soma das alternativas corretas... 15... fechava o livro e o esquecia. a e e.. usado nessa palavra em negrito na citação acima.. c) português.. O sufixo ESA. b) cert.... e) límpido – vôo. ridicularizando ou ironizando a idéia expressa. c) calabr.Fonologia.. 02.. 16..... a soma das alternativas corretas... Dê... completará corretamente a grafia de: a) bel. Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos.. às vezes.. 01.. percebemos que havia um problemão a resolver.. b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante.passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis.” Dê. “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o.” 02.” 04.

c) colégio – sério... hamburger. e) Não estou ______ desses problemas políticos.. a todo instante tropeça e se engasga com rap. segundo a gramática normativa.... se não for escolado no papo. mas devem ser chatos ou difíceis. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. Os índios têm lá os jogos deles. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. falemos de nós.. se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios. 22. assinale a alternativa correta. entre as expressões entre parênteses. c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. é engraçado... funk. ou até na rua..) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. a) sacrário – difícil. ‘meio-de-campo’. acentuação.. por exemplo: é todo recheado de inglês. UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e. GABARITO 21.. sem guarda-chuva. ou. ele viu que. e) convênio – válido. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. milk shake: a) São estrangeirismos que. mas Camarões venceu. Cantor de forró do Ceará. Mas.. chamando-o de ‘desporto’. back é beque. rap... etc. F.. 5 Palavras como show... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. . de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez. depois. já que a gente não os conhece nem de nome. funk e hot dog. d) tórax – ingênuo. (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das. pelo menos. se você for a fundo no assunto. e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem. pelo menos. ortografia e formação das palavras Avançar .. os brasileiros...” Rachel de Queiroz... Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários.. ou pior. onde as melodias podem ser originalmente nativas. A começar que a nossa língua oficial. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. que.I. E o leitor do noticiário. (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu.... etc. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância. pelo menos é o que informam os especialistas. “(. deixando de lado os índios que nós.. (inverter – reverter) expressão escolhida: reverter.... incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos. o português. d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. cada uma fala o seu dialeto.. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’. Pegue um jornal.... que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’... nós a recebemos do colonizador luso. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. minhas. o que foi uma bênção..... e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’. iria passar . pretendemos ser. (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar. tem significação mais extensa. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa....20.. Todos pensaram que ele fosse ..Fonologia. b) ônibus – ígneo.. soap-opera. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte.. punk. Suas idéias vão . Imagina se. o placar. especialmente o futebol (não mais foot-ball).. No esporte é a mesma coisa. Correio do Estado 21/05/2000. como na África. por exemplo.... como a maconha... que alguns tentaram. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. então... c) Quando a chuva começou. as drogas mais leves. toma um susto.. (a par – ao par) expressão escolhida: a par. como um peru de farofa.. b) Há gente que pretende . Mas não pega. o pataxó. Nas páginas dedicadas ao show business. inclui as apresentações em várias espécies de salas. etc.. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas. tudo é show. Pois aqui no Brasil.

U. é um sufixo pouco nobre. acentuação.23. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias. (. Os artigos definidos. para os falsos. b) “iguais em tudo e na sina”. e dão lucro imediato. terapeutas e curandeiros. Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente.E.. 01. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto. para as verdadeiras. e) “todo o velho contagia”.Fonologia. “a capital” e “o ar”. empresário. leia o texto “Eiros”. 08.)” VERÍSSIMO. 7/10/95. IMPRIMIR GABARITO ( ) Os termos jornalistas. Morte e vida severina. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’. e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar.. d) “na minha longa descida”.. são monossílabos átonos. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”. c) “espécie” – “idéias”. e) “áreas” – “Mário”.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. 16. Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”. Use V. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”. c) “jamais o cruzei a nado”. grande investidor ou latifundiário. d) “só” – “três”. Jornal do Brasil. como existem médicos. Existem suecos. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. Aliás.F. não se precisa de limpa. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar. nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear. ortografia e formação das palavras Avançar . Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. terapeutas e curandeiros são formados pelo processo de derivação parassintética. b) “Até” – “propôs”. “os parisienses”. UFMT Para julgar os itens que seguem. (. há políticos e politiqueiros. Dê. ‘Se você começou como padeiro. U. 26. ingleses e brasileiros. Luís Fernando. jornaleiro. 25. segundo ela. e F.. como em “as páginas”. por isso jamais recebem acento gráfico. 24. João Cabral de Melo. de adubar nem de regar. timbaleiro ou seresteiro. 02. Voltar Língua Portuguesa . como resposta. Há o importador e há o muambeiro. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que. 04. a soma das alternativas corretas.” NETO.

UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica. d) silêncio. b) hífen – apóia – além. aí. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. 30. heroísmo. só. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em negrito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário. b) aceitável. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. b) Apenas II. réu. d) Crucifixo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . III. FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. e) intensidade. e) vírus – fáceis – país. d) Apenas II e III. e) I. em: a) América. pública e está. e) compreensível – artístico – várias. A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. e) Apedrejar. c) Apenas I e III. e) porém. a) fácil – vôlei – caí. Quais estão corretas? a) Apenas I. acentuação. 28. c) princípio. línguas e contrário. c) árvore. 31. domínio e até. Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência. véu. há. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. U. baú. Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam.Fonologia. d) provável – várias – obrigatória. 7 GABARITO 32. até. insuportável e dúvida. clássicos e século. b) mágoa. II. b) artística – compreensível – contemporânea. d) inferioridade. 29. céu e pôr são: a) sábado. e) místico. d) difícil – idéia – vocês. b) Apelar. c) privação. c) obrigatória – contrário – circunstâncias. pelas mesmas regras de “possível”. 33. pelas mesmas regras de água. II e III. também e incontestável. pára. I. respectivamente. c) caráter – cárie – até. Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas.27. “memória” e “atrás”. heróico. b) contigüidade. respectivamente. d) lêem.F. ocorreria mudança de significado e de classe. a) Apogeu. ortografia e formação das palavras Avançar . c) Circular.

cartomancia. c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz. FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”.. Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo. antifrase. tulipa. erudito. c) tênis.Fonologia. b) É preciso que se averigúe todas as alternativas.. e) flâmula. c) prototipo.. UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada .. e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção. Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta. U.... 39.. a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar. bimano. a) Existem coisas que o dinheiro não compra... e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador. (Hertz – Locadora de Veículos) 37.. d) Assim como “advinhar”. flacido.. capacidade de raciocínio lógico”. Mas a gente promete não falar delas. na profissão ou ter bom relacionamento familiar”. 36.. ingreme. (Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença. b) econômico.. Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica. (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas. “admitiu” está corretamente grafado.. e) latex... como em “sonegação”. b) rubrica. ortografia e formação das palavras Avançar .34... U... UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei.. 35... interim.... (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan. respeito da mente humana”. melhor. Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente é: a) pudico.. os jovens”... .. c) Grafa-se corretamente com “ç”. d) ureter. b) O encontro “sc”. a Hertz não para de conquistar o Brasil. de 19/09/2000. 40. ocorre corretamente em “ascensão”... acentuação. Hungria.. o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38..... como em “disciplina”. (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais.. Motor de sobra para esticar o pé.. • “A inteligência não se limita . • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego. Quando mais longe for.. a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo. o vocábulo “compreenção”.... crisantemo. d) público.

d) abstenção. b) poetisa. Identifique essa atitude. disse-se-dizia ela. Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar. Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. Se a palavra “jeans”. ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas. coisicas diminutas: a carinha não-comprida. calabreza. um narizinho que-carícia. Porém. e) I. II. II.” De acordo com essa definição. em “peão de boiadeiro virou caubói”. c) II e IV. explicando-a brevemente. 9 a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela. ( ) Abate é exemplo de derivação regressiva. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. Primeiras estórias. FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa. um hiato e um ditongo oral crescente. 44. compreensão. louro-cobre. lisos. III e IV. b) I e III. sofreu um processo de redução semelhante ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. e) excesso. pouco se vê. possivelmente seria grafada jins. que me gela!’” ROSA.41. andorinhava. admitem grafia ou pronúncia distintas. não parava. III. e “butique”. em seqüência. compridos. c) empresa. Aos tantos. 42. no meio deles. U.Fonologia. do trecho “enfiados em calças jeans”. 43. em “apelidados de peões de butique”. “Cê”. ascensão. b) este. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma significação. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. PUC-RS-Modificada I. e) prática. obsessivo. Explique o processo de formação dessa palavra. e. d) I. o perfilzinho agudo. espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pestanas til-til. U. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . II e III. d) país. Guimarães. ( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal. exceção. IV. acentuação. “Partida do audaz navegante”. c) trabalho. As palavras “caubói”. ( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e dezes-seis. os cabelos. do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. seria grafada chantilí. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada. Se comparadas às palavras que lhes deram origem. fosse adaptada ao português. ortografia e formação das palavras Avançar . 45. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa.

U. d) conseguir. c) pirogravura.F. b) desconhecida. Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê. mudança. Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo. II. b) deter. com a abertura da nossa economia. d) Crucifixo. e) Apedrejar. 47. II e III. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. com a abertura da nossa economia. 49. O prefixo – também de origem grega – significa afastamento. Está correto que se afirma em: a) I. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. somente. UERJ Quanto ao processo de formação. 51. c) I e II.46. e) I. b) III. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) transmissão. d) infância. U. d) II e III. somente. c) Circular. indicando resultado da ação. Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comportamento em: a) integração. 10 48. e) As razões porque não importaram outro povo. 52. acentuação. c) significativo. b) Apelar. 50. O radical da palavra tem origem grega. são desconhecidas para mim. não aproveitaram para importar outro povo. a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo. ortografia e formação das palavras Avançar . com a abertura da nossa economia. e) ceder. Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter.Fonologia. I. somente. O sufixo empregado forma substantivo. a) Apogeu. d) domingueira. somente. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo. c) trair. III. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia. b) endoculturação. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia.

U.. 16.E. e) filosofia – dicotomia. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição. e) I. b) psicultura – ictiologia. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento. a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV. como resposta. U. 56. d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV. acentuação.Fonologia. b) Apenas II.. As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo. b) Os afixos têm sentido semelhante I. II e III. 54. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente incorreto dizer.F. a soma das alternativas corretas. a) altiplano – acrobata. Quais estão corretas? a) Apenas I. ortografia e formação das palavras Avançar . o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”. d) Apenas II e III. “Talvez apenas desconheçam a própria língua..53. referente aos afixos em destaque. o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substantivos. 04. b) injusto – descomunal. d) preconceitos – descabidas. II e III. um radical latino e um radical grego.. é certo que: 01.as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma.” III. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados. c) multiforme – policromo. UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I. 08. Voltar Língua Portuguesa . 02. nas duas palavras. “. 57. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos. Dê.F. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos.” II. c) Apenas I e III. “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina.. a) inexpressiva – exportados. Nas palavras mental e sexual. assinale a seqüência correta.” A seguir. Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem. “Virou praga o uso indevido do gerúndio. c) recolocava – reconhecemos. c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV. 11 IMPRIMIR GABARITO 58. 55. U. III.” IV. “. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si. Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação.”. d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufixal a partir de um estrangeirismo. é prova do despreparo de algumas pessoas. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”. d) dissílabo – bisavô.. c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação. Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I. respectivamente. II.

sob todos os pontos de vista. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”. e) explicável. mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. contemplação. de afeto. a soma das alternativas corretas. d) onde em “aquele aspecto da sua casa. inexplorado. Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário. 16.a um radical. com uma fome danada? Dê. b) tribuna – contribuição – tributal. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. angustiado. sofrimento. parecia sentir alívio às suas”. c) regulador. U. e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”. pois ambas as palavras remetem à energia da luz. 64. pacificar. 65. 04. uma força. Não é que o canário tinha ressuscitado. ventania. 61. alimentício. intimidade. seja contra alguma coisa (al). Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. d) fumaça. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição. Você é diferente. que nos deu tanta alegria. representada pelo elemento “foto”. porque ambas as palavras representam uma ação. d) tributo – tributar – tributável. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo. a) sentimento. Dê. 02. a soma das alternativas corretas. E saiu para a rua. e) atribulação – atribular – atribulado. PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo. U. como resposta. seja dentro de (en). e) regularização. 08. macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases nominais. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor.. cerebral. 63. regularmente. achando a condição humana uma droga.F. a) tribunal – tributador – tribal. c) “Energia” relaciona-se com “alergia”. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo.E. prática. relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re.59. U. sabedor.”. para expressar a idéia de carinho. mofino. preocupação. d) régulo.Fonologia. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo. ortografia e formação das palavras Avançar . regressar. 02. 60. b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”. pode ser notado em: 01. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”. extinção. 12 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) facilidade. b) régua. apesar de o elemento em comum significar “grande”. a) abandono em “morrera de um abandono”. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”. reluzia vivinho da silva. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. acentuação. como resposta. 04. 62. c) atributo – atribuição – atributivo. Embebeu de éter a bolinha de algodão. Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado. 08.. onde encontrava. 16. perdão.E. UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria. pequenino por dentro. a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”. b) resistência. U.

b) des – igual – dade – s. ação contrária. obtido pela repetição de um elemento morfológico. d) padroeiro. c) neologismo. uso típico da região sertaneja. a) paterno. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva. criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade. c) impuro – ilícito. U. c) irrestrito – improfícuo – imberbe.Fonologia. 68. principalmente os sertanejos. e) incriminar – imiscuir – imanente. neste exemplo. UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical. Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mesmo sentido? a) incluir – irregular. d) irradiar – imigrar. e) arcaísmo. b) invalidar – inativo – ingerir.66. e) desigual – dades. c) desi – gual – da – des. 67. como em ‘ilógico’. há prefixos com o mesmo sentido. c) autos-de-fé – ocorre. de relevante valor expressivo. ortografia e formação das palavras Avançar . e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega. feliz e mente. U. em relação icônica com o determinado. o que prova que os falantes da língua portuguesa. mumumudos. d) ateu – incoercível – imerso. agregado à base um novo sentido. em seus cavalos. c) padronizar. b) irreal – influir. 69. 13 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . acentuação. composição por justaposição. 71. espiei os três outros. intugidos até então. e o prefixo indica negação. Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. Cefet-RJ Em “Como por socorro. são conservadores. d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação. a palavra destacada é um: a) neologismo. que se caracteriza pela facilidade de invenção de palavras novas. e) inflamar – irretocável. d) des – i – gual – da – des. b) arcaísmo. b) apadrinhar.F. PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in. d) arcaísmo.”. a) inaproveitável –irremovível – irromper. muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocábulo “PATRIMÔNIO”. Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. 70. e) padre. Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”.

houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”. respectivamente. c) posição além do limite. b) movimento em torno.” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente. b) Fez o salto real. e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas. UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua. d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa. e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação. c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea. Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”. pode-se afirmar que foi criado através da utilização de: a) prefixo que indica negação. ortografia e formação das palavras Avançar . o significado de: a) movimento através de.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .72.. 75. b) poeira. a) cafeteira. acentuação. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade.Fonologia. d) impossível. b) sufixo que expressa intensidade. a) E depois a tomaram como espantados. Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. c) nunca morou na favela. c) laranjeira. b) é contrária à favela. 77. 74. Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação. Me firmo. o neologismo “desfavelado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela. e) consumidor. 14 Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-.F. U. c) amamenta. O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”. e) cabeleira. e) trabalha em prol da favela. d) deixou de ser favelado. e) movimento intermitente. constitui um procedimento comum em língua portuguesa.” Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conversão de substantivo em adjetivo. tomar uma palavra designadora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo). UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim. d) movimento para além de. b) enxergado.” tem. c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis. UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos. 76. UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. 73. d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas. isto é. d) brasileira.

45. 9. dinâmica. 19. c 25. O valor subjetivo se soma ao objetivo. Linguarudo: derivação sufixal. d 34. transmitir afetividade (valor subjetivo). em um dado momento. um comportamento semelhante ao do pássaro andorinha. podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. a 35. 12. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1 1. 20. ortografia e formação das palavras Avançar . a 30. 17. 2. 18. 49. 15. 44. 48. ligeira e perspicaz como uma andorinha. espiando até “pelos entrefios”.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . d e e 19 GABARITO IMPRIMIR 43. Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). d 31. e 32. V – F – F – V – V a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). a e b c d e Lobisomem : composição por aglutinação. No texto. V–V–V a a c e a 105 e V–F–V–V–F–F b c b e a 54 b 23 c c a 21. Trata-se de um processo neológico conhecido como derivação imprópria. 4. 26 26. Voltar Língua Portuguesa . acentuação. a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). e 37. c 36. sendo tão pequena.Fonologia. c 24. 8. 42. ou seja. 13. c 28. 11. como é o caso. 10. d 40. b 39. significa que Brejeirinha tinha. 16. 51. 6. F – F – F 27. 52. c 23. c 22. 50. 46. 14. 53. a 38. 47. b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. d 41. 3. e 29. 5. 7. b 33.

58. 63. 76. 61. 59. ortografia e formação das palavras Avançar . 68. 55. 70. 75. 57. 74. 71. 65. e b b d a e 31 e d c c 09 66. 72. 77. 67.Fonologia. 62. 64. 73.54. 69. b a c c a c a d d e d c 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 60. acentuação. 56.

. b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas. ( ) Fosso. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação.) nessa questão de engenharia genética. Para tal. a definir melhor os direitos econômicos.. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação... o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos.F. no primado do direito. Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(. sem modificação sintática ou semântica. S U B S T A N T IV O S . que promete ser a questão do novo milênio”. a fim de evitar as violações dos direitos humanos.” o adjetivo em destaque poderia estar no plural. pode ser permutado por particularizar. a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano. ( ) Individualizar.. verbos e adverbios Avançar .Artigos..as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária. no nível mais fundamental..LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S . O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas. A D JE T IV O S . o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio. 2. sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados. ( ) Em “. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento. substantivos.” o artigo em destaque poderia ser eliminado. sem alteração sintática ou semântica. Em 1994... ( ) Em “. poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido. sem alteração de sentido....” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando.” GABARITO 1. IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos. Para eliminar esse fosso. U.. V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a necessidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas preventivas. a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações. mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária para a proteção dos direitos humanos. ( ) Em “. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio. O fosso entre as aspirações internacionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em matéria de direitos humanos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e. d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio.. adjetivos.

6. já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza. em “a mistura entre negros. O termo “a”. d) “No Brasil. verbos e adverbios Avançar .” A partir desse conceito.. adjetivos. d) É trágico verificar que. para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número. possui o mesmo valor morfológico no fragmento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (. 5. Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais. b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12. em “o artista brasileiro dos dias atuais”.” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000. só o trágico é que faz sucesso. c) brasileiro. exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem. Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase. e) combate. 7. O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes). 2 4.3. na televisão brasileira. U. em sua estrutura interna. em “o brasileiro era um envergonhado”./ Onde o rouxinol não canta./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Carlos Drummond de Andrade). d) envergonhado. b) conquista. b) “Paisagens da minha terra. d) século.) a nada menos que US$500 milhões”. b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos.F. c) grito.F. a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”. que alguns técnicos denominam como a da rerregulação. b) criadores.” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”. c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferreira Gullar).Artigos. c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada”. d) “Meu amigo. FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical. U. UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo. em “deixou de ser um peso para os criadores”.000 reais está longe de ser popular.” (Manuel Bandeira). e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande. no contexto. e) brancos.. Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . no trecho anterior. substantivos. vamos cantar. brancos e índios”. como adjetivo. que aparece destacado. a) brasileiro.

Voltar Língua Portuguesa . c) a mesma forma e o mesmo significado. U. b) formas e significados diferentes. mas o uso. UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo. tem sentido indeterminado. “UM DIA QUALQUER . ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema. substantivos. as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam. em várias regiões do país. 5 10 15 3 20 25 30 GABARITO 35 ( ) As palavras mal e mau. Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. para os itens verdadeiros.Artigos.F. não-específico. respectivamente: a) formas diferentes e o mesmo significado. adjetivos. em termos de sentido. IMPRIMIR 9. é sempre diferente. segundo a gramática normativa do português culto.8. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK. são pronunciadas de igual modo. ( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema. pois a forma de tratamento você. ou toma um café Hoje bobagem. Use V. pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12). d) a mesma forma e diferentes significados. verbos e adverbios Avançar . para os falsos. está incorreta. nessa estrofe. e F.66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo.

24/11/1999. b) adjetivo e adjetivo. c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza. b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores. II. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase. assim. Isto é. c) substantivo e adjetivo. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas. d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças. 12.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos. respectivamente: a) adjetivo e substantivo. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa. onde o aviador sobrevive à queda. uma versão nordestina para o Paciente Inglês.. 13. Caso tivéssemos uma condição em vez de condição. no trecho “Os candidatos à ansiedade são. III.” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) apenas I e III. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos. 11.”. b) mulherzinhas – coraçõezinhos. não haveria alteração no sentido global da frase. I. UFSE “.”. em “o primeiro descreve ‘ansiedade como condição dos privilegiados’ que. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza. Quais estão corretas? a) apenas I. d) apenas II e III. o uso coloquial. se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”. e) particípio e substantivo. sem que houvesse alteração no sentido.10.Artigos. As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo. 4 GABARITO A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são.. livres de ameaças reais. substantivos. PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo. e) I. cujas sementes deram início a este bosque. II e III. d) mulherzinhas – coraçãozinhos. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os. adjetivos. e) colherezinhas – floreszinhas. b) apenas II. verbos e adverbios Avançar . com freqüência. d) substantivo e substantivo. c) florezinhas – mulherezinhas.

. verbos e adverbios Avançar . d) acabamento. c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação.. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”. 02. segundo a gramática normativa. que se diferenciam. 04. adjetivos. Construindo o cidadão do futuro.... As palavras rústica. caráter e épocas estão acentuadas corretamente. procuram ... o uso da crase é facultativo. e) pintura. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes. 16. a mesma palavra seria um adjetivo. b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos. extraído de um folheto de divulgação deste vestibular.. 15. por serem todas elas proparoxítonas.. O substantivo em destaque tem como sinônimo: a) parede. b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno. de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo. Se.. que significa que está em via de efetivação... “alegria feroz” e “cidadãos que se dizem democratas”..14...”.. FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”... o subjuntivo e o imperativo.. d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu. sobretudo. que ameaça acontecer breve. como na expressão perigo eminente. Unifor-CE As lacunas da frase “Os . se assim fosse. os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam. No segmento indiferente a tudo. houvesse alteração para “Construindo o cidadão futuro”... 08. base.. a soma das alternativas corretas. o vocábulo futuro classifica-se gramaticamente como substantivo. c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome. 01. e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem.. c) fundação..” 5 No enunciado acima.Artigos. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente.” estão presentes os três modos verbais da língua portuguesa: o indicativo. como resposta. UERJ “Vestibular UERJ 2001. b) chão... IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 18. veja bem. substantivos.. FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis.. 16. justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa. quando se trata de estudar..” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17.. pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número.. Dê.. Em “. No trecho “Mas... entretanto.

saias verdes-oliva. os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas. saias verde-oliva. saias verde-olivas.” Carlos Drummond de Andrade. ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição. c) 4. 6 GABARITO Líder em soluções cardiovasculares ( ) As formas verbais seja. obesidade. substantivos. adjetivos. U. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 20% da população adulta brasileira é hipertensa. 20. estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares. p. IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. e) Na Aliança Luso-brasileira. verbos e adverbios Avançar . UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele. procure e siga estão no imperativo. saias azuis-pavões. e) 2. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. a primeira no pretérito e a segunda no presente. que correspondem a 32% de todos os óbitos. No poema há quantos adjetivos? a) 3. V Procure seu médico e siga a sua orientação. II Hoje. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta. ( ) As formas verbais foi e é são. b) 5. os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino.19. associadas a tabagismo. d) Na Aliança Lusa-brasileira.” Veja. 153. Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras mais cedo por problemas cardiovasculares. saias verdes-olivas. dos verbos ir e ser. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas. 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. Use V. para os falsos. III Essas doenças. respectivamente. para assinalar os itens verdadeiros.Artigos. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas. b) Na Aliança Luso-brasileira. c) Na Aliança Luso-brasileira. e F. a) Na Aliança Lusa-brasileira. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. d) 6. 21. 23/06/99. o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher.

da Argentina. 7 GABARITO Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo. I. logo de quem. Por birra. alinhou-se à facção das magérrimas. jornalistas. seca como uva passa. que ocupa cargo equivalente ao de Tessa no fictício gabinete conservador. muito a contragosto por parte das revistas. quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm. quem é gordo e. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas. Mas. a Inglaterra contaria com a companhia. Está(ão) correta(s): a) apenas I. a direita. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. quem diria. que estão tentando dar um jeitinho. já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus dias. Também apontaram a falta. e) I. sequíssima. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de comparação. II. verbos e adverbios Avançar . as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos. II e III. “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”. A ministra Tessa. Em “já que toda altíssima e magérrima”. Na quinta-feira. até porque. Incitadas pelo governo trabalhista. que equivale a muito seca. Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair. independentemente dos hambúrgueres que consuma. E não adianta a menina perder 20 quilos.” Veja. no máximo 42. Quem quiser que acredite que vai funcionar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . U. A ‘patrulha da gordura’ foi criada. representantes de agências de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. e para a imensa maioria das mortais. de tamanhos acima de 40. III. 28/06/2000. um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia. b) apenas II. as palavras sublinhadas desempenham. c) apenas I e III. Nesse departamento.F. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. digamos. normais. no contexto. e mais silhuetas. Previsivelmente. para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. nas butiques. desde que moda é moda. Tem de ser naturalmente magra’. Tessa Jowell. adjetivos. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária. principalmente em democracias solidíssimas como a inglesa. sob suspeita de anorexia. o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico. acima de tudo. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. convocou uma entusiasmada ministra.Artigos. Ou seja: dê menos destaque a silhuetas. respectivamente. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos. na voz de Theresa May. as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. d) apenas II e III. é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda. o que ocorre em “seca como uma uva passa”.22. ato contínuo. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos. atesta o fotógrafo paulistano André Schiliró. Embalada em sua cruzada. no caso. o papel de substantivos. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”. estão. claro. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. Difícil dar certo. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide. ‘A foto sempre engorda um pouco. Da reunião em Londres participaram produtores de moda. como a de Victoria Adams. fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. substantivos. e por isso a magra fotografa melhor. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos.

as tecedeiras de todas as intrigas. sensação. 24. Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. marcar a generalidade das situações que são objeto de seus comentários. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade. d) I e II. não comentasse com malícia estridente. d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas. b) II. achando a condição humana uma droga. angustiado. a soma das alternativas corretas. Dê. substantivos. 25. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I. d) água de rio – água pluvial.23. O pobre menino nasceu morto. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. 04. Uma poderosa nuvem abre o horizonte. em Oliveira. Uma nuvem poderosa abre o horizonte. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. verbos e adverbios Avançar . Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura. escuras e gárrulas como cigarras. E na desditosa cidade. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. poeira a um canto. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. vulto a uma esquina. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está adequada em: a) dor no abdome – dor abdominal. A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. pequenino por dentro. adjetivos. estado ou qualidade dos seres. situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência.” QUEIRÓS. III. desde longos anos.Artigos. que nos deu tanta alegria. bule rachado. e) I e III. O menino pobre nasceu morto. 8 GABARITO No texto. Eça de. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. e) associar as ações das duas irmãs. 26. pecha. c) III. entre os dentes ralos. não existia nódoa. Embebeu de éter a bolinha de algodão. coração dorido. janela entreaberta. b) nervo da audição – nervo auditivo. apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece. e) monumento de rocha – monumento rupestre. bolo encomendado nas Matildes. 16. U. as espalhadoras de todas as maledicências. FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A ilustre Casa de Ramires.E. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. como resposta. c) definir a conduta das duas irmãs como criticável. E saiu para a rua. 08. São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter. II. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. c) xampu de capelo – xampu capilar. respectivamente. 02. algibeira arrasada.

em jun. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro.C. e) ao menos uma tonelada”. É como se eu estivesse congelada.. U. Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver. 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei. ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a construção do sentido do texto. 2000.Restaurante chinês. de aproveitar a vida. sem que a idéia básica do período seja modificada. d) tanto quanto uma tonelada”. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações. Foi maravilhoso!” 9 27.C. comunicar-se. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General. as formas verbais “tinha estado” e “estava” indicam fatos situados no mesmo momento. a) surdo-mudo. Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”.Artigos. ( ) em “É como se eu estivesse congelada”. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar. comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês. d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas. b) justo uma tonelada”. ele que viesse falar comigo. apreciar a música. publicado em uma reportagem na revista Isto é. tu dirás que queres viver.. Não só por não ter me permitido comer. 30. e) Vives: agora mesmo que ensandeceste.Las Vegas (. e) guarda-noturno. de verdade do processo expresso pelo verbo. ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”.Leia abaixo o trecho do diário de P. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe. 01/01/2000 . “O diário de P. b) verde-oliva.S. vives. verbos e adverbios Avançar .) 21h30 . substantivos. adjetivos. 29. Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”.S. c) aproximadamente uma tonelada”. 28. A questão 27 refere-se a ele. e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade. d) azul-marinho. c) cívico-religioso. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas. c) Em 1970. rir. o lugar..

pode ser substituído. no texto de Carlos Drummond de Andrade. entre criaturas. b) como amante – adulteramente. Reescreva a frase acima. Londrina-PR “Que pode uma criatura. c) ainda que. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial. d) sem mistério – enigmaticamente. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. verbos e adverbios Avançar . o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. ao pecado de saber mais do que nos convinha.. FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo. sem perda de sentido. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido. 33. o paciente teria morrido”. não conseguiu capturar os fugitivos. transpondo-a para a voz ativa.” O advérbio talvez nos versos. Amar e malamar. mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio. b) não obstante. b) Além disso. b) A polícia. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos. amar?” A palavra até. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer. é defendida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. por: a) embora. a) com verdade – sinceramente. amar? Amar e esquecer. amar? Sempre e até de olhos vidrados. c) com liberdade – libertinamente. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um advérbio. b) A econologia. desamar.Artigos. 35.. substantivos. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. adjetivos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .31. Reescreva a frase acima. sociologia e ecologia. senão. Amar. combinação de princípos da economia. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação. 10 GABARITO 34. d) Saveiro Geração III. até a você. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula. U. 32. até agora. Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem. declarou o médico.E. Resiste a tudo. Tarifas que podem chegar a zero. e) sem virtude – desvirtuadamente. d) pode ser que.

” 40.. Para bem comparar a técnica utilizada. UFRS-Modificada “Os testes de QI. o quadro. observe seus efeitos de luz e sombra. b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade. o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram. verbos e adverbios Avançar . embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais. no passado. __________ três explosões na plataforma de petróleo. Se isso não __________ (satisfazer) sua curiosidade. U. 37. além dos testes de QI. é mais sombrio. Quando as __________ (ver).Artigos. Creio que __________ de problemas causados por falta de manutenção.” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia.. “Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou. b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo. 38. será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância.” GABARITO Utilizando-se o advérbio “só”. infelizmente. outros parâmetros serviram para medir a inteligência. d) no passado.. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram. há motivo para otimismo”. poderá adotar outra perspectiva. adjetivos. 39. já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa. para medir a inteligência. e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes. Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade.” e) “. poderá notar duas grandes fotos iluminadas.36. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade.... c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou. c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram. FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses. o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente. e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: a) “. a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram. substantivos.” 11 No texto.” b) “..

só conseguiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses. e) em todas as quatro frases. FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo. que vende e revela material fotográfico para amadores. do articulista Marcos Sá Corrêa: “. ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I. esperando oportunidade melhor. São inumeráveis as academias de ginástica. mas ele já havia saído. 42. sentiu o peso da responsabilidade. a lesão do jogador poderá estar curada. se ele manter adequadamente o tratamento. b) somente na frase II. a) Em pouco mais de três meses. III. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana. e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado.” Revista Época. d) somente na frase IV. Feita a pergunta.Artigos. b) pretendia – sentiu – sabia. mas se deteu. d) Leocádia estava terrivelmente irritada. quando eu for presidente. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa. respectivamente. c) somente na frase III.” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. passados os primeiros dias de euforia pela conclusão do curso. mandarei prender os que forem inimigos do país.. d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema. c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral. UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”.. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão. como a De Plá.41. II. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes. c) Fui até o hotel para encontrá-lo.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. c) tinha marcado – sentiu – visitara. 43. os que forem espertos saberão quando for a hora de partir. verbos e adverbios Avançar . será o momento de todos o aplaudirmos. CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I. d) chamara – sentiu – começaria. a) sabia – sentiu – chamara.” Dessas ocorrências. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . haveremos de descer a serra antes de o sol nascer. “for” equivale. NESSA ORDEM. de modo claro e objetivo. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento. 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empregado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso. adjetivos. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida. as locadoras de vídeo e os cursos de informática. Há lugares carentes que necessitam até de vagas para automóveis. IV. 44. Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia. substantivos. b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos. de 24/01/2000.

portanto o emprego está adequado. de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” 13 Com relação ao emprego do imperativo nos versos. não existia nódoa. uma das formas verbais não condiz com as demais. se verifica entre as formas verbais existia. poeira a um canto. as tecedeiras de todas as intrigas. e) Segui. algibeira arrasada. pecha. b) Tenhais. em Oliveira. janela entreaberta.45. c) Bebeu tanto até cair. Texto para a questão 47. e) não existiria. adjetivos.” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima. Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua. d) não existirá. no diálogo entre Calvin e sua mãe. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas. desde longos anos. E na desditosa cidade. Trata-se de: a) Ides. 14 de abril de 2001. b) não existiu. bolo encomendado nas Matildes. portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra). 48. neste texto. não comente. a) “Do querer até o poder vai larga distância”. escuras e gárrulas como cigarras. Voltar Língua Portuguesa . verbos e adverbios Avançar . FUVEST-SP A correlação de tempos que. podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. d) Pretendes. não tinha comentado. não tiverem descortinado. A ilustre Casa de Ramires. c) não existira. c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal. não tiver comentado. não descortinem. não teria comentado. vulto a uma esquina. A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada. não comentasse com malícia estridente. mantém-se apenas em: a) não existe. descortinassem e comentasse. Paulo. FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou. “As duas manas Lousadas! Secas. e) “Respiravam e até transpiravam” 46. não teriam descortinado. 47. pode-se perceber que. não comentava. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. c) Julgais. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. U. b) Juntou até 10 mil reais. não descortinavam. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra. bule rachado. IMPRIMIR GABARITO O Estado de S. não tinham descortinado.” QUEIRÓS. as espalhadoras de todas as maledicências.Artigos. Eça de. entre os dentes ralos. coração dorido. substantivos.

já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”. não tem gente parada. substantivos. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal. abrandando-lhe a linguagem. d) desejaria. 18/08/1999. UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais.” Para se manter a correspondência temporal no período. por exemplo. Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas.. a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse.. Mirtes? b) Nos Estados Unidos. em relação às palavras. e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas. Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso. d) anteposição de um substantivo. com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir.) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje.Artigos. além do sentido de ação. modo e pessoa. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras. c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes. c) presença indispensável à frase. U. creiamos. UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se. d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis. 53. 50.49. c) desejará. d) prever. seria necessário considerar. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco. U.F. b) preveria. GABARITO 52. Não pôde ser diferente. Voltar Língua Portuguesa . c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras. Para diferenciar o verbo do substantivo. a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. Assinale. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial. adjetivos. principalmente. b) flexão de tempo. a) Sabe que você tem razão. c) previera.” Veja. 51. UFRN Considere o período a seguir. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego. 14 A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. b) desejar. e) previr. verbos e adverbios Avançar . teríamos: a) previer. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso. IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (. e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis.

d) I e IV. vires.. requisesse... U...... “Se . aceitaríamos todas as condições”..... III.. 55.. por isso ninguém interviu para liberá-los”.. substantivos. a soma das alternativas corretas. U... 08.... |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal.. No trecho . II.. e seu plural é vêem.. 16.. c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver.54. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . adjetivos... Os verbos lembrar e esquecer. Em Por favor. Em .... começaram a se tornar realidade.. 56.. sendo o plural vede.. quando previr o temporal”.. Em O trigo. que isso é necessário... interviesse.) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” 15 Jorge de Lima. Alfenas-MG Observe: I.Artigos. requeresse.. que é dourado. |começa-| tema.. b) II e III. requeresse. III. II. a São Paulo. UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01. talvez você ... ao contrário de lembrar-se e esquecer-se. respectiva e corretamente.. 04. o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica.. c) III e IV... Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham. b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir.. comunica-me imediatamente”.. reavesse d) vier. não são regidos por preposição. Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III... intervisse. Dê.. |-a-| vogal temática. d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir........ as lacunas das frases acima: a) vieres. reouvesse e) vier. Em Mas se tu me cativas. e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver. sendo vinde a forma do plural.. cujo plural é vêm. a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo.. “Se ele propuser um acordo.. ela ficará contente”. vê através do pequeno embrião de árvore (.. Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver. reavesse c) vir. Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I. “Quando . reouvesse b) vier. vires. o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical. traga seu irmão”.. cativa-me!. vieres... UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar..... 32. intervisse.. o verbo cativar classifica-se como transitivo direto... vires. “Se você .. esses bens”..só se vê bem e os homens não têm mais tempo. “Ele voltará.. o modo verbal é o imperativo. interviesse. e seu amigo . “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis.... fará com que eu me lembre de ti... “Quando puseres a foto no álbum.. requisesse. 02. que faz a 3ª pessoa do plural vêm. reouvesse 57. interviesse.. vires. verbos e adverbios Avançar .. IV.. e) II e IV. como resposta. requeresse.

adjetivos.... A palavra morto é particípio do verbo matar. diga-lhe que seria bom que ele . a prática do esporte poderá ser moralizada. e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial.... “E não adianta a menina perder 20 quilos.” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63.. III... II....... Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você .... e) Nenhuma das afirmações.58.. d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato.F... naturalmente magra... eventualmente ...... ele. d) Apenas a afirmação III... do cigarro e do álcool. UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia..... c) Se a opinião pública intervir.. F.. mesmo que se .. b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade... a bolsa de estudos.. a João que se .. b) Apenas a afirmação II........ UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético.. a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59.... Seria preciso que .. E não adianta que a menina ..Artigos..... Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir..... para que você ... Tem de ser naturalmente magra (........ c) Cada uma das afirmações..... Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre . a fumar e a beber.. c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa.......” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse 16 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I... mas alguns talvez não o entendam bem... e) Todos lêem o código de ética de seu clube...... complete corretamente as lacunas.. É verdadeira: a) Apenas a afirmação I. O verbo morrer tem dois particípios........ o professor... A palavra morto é particípio do verbo morrer.. naturalmente magra. U.... porém. substantivos.. b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado..... 60.... 62....I........... d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação.. 20 quilos.. no processo........ a seguir o conselho... É preciso que .)” Considerando as transformações propostas.... verbos e adverbios Avançar .... 61.

d) deve ser substituído por “isto que”. 66. e) tenha sido. d) seguíssemos – admitíssemos. UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua. “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos. – transitivo direto e indireto.. admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão. um número sem fim de animais.. – transitivo indireto.64. UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás. 68. b) Os jornais não deram a notícia.. c) O relógio deu onze horas. para apresentar correção. 67. duvidar. verbos e adverbios Avançar .” Considerando-se o verbete. e) deve ser substituído por “ao que”.. quando for a vez desses meninos?”. já quinhentos anos passados. e) Esse dinheiro não dá.” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. – transitivo direto.. b) deve ser substituído por “aquilo de que”. e) seguiremos – admitiremos. mantendo a correlação exigida pela norma culta. c) está correto. b) seguíssemos – admitiríamos.. verifica-se erro em: a) “. a) pudesse ser. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima. – intransitivo.. nem mulatas.” a) está correto. c) teria sido.. “É prudente desconfiar de quem é desconfiado”. UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar.. UEL-PR “Se seguirmos Freud. pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos. c) tivéssemos seguido – vamos admitir. 65. sem acarretar mudança no significado da frase. o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam.” b) “Ainda não haviam louras.” 17 Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse.” e) “. substantivos.. a) seguirmos – admitíssemos.. nem surfistas. adjetivos. d) Quem dá aos pobres empresta a Deus..” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir.” d) “Era assim o Brasil de Cabral. – intransitivo. empregado com o sentido de não ter confiança. d) possa ser. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é: a) Dei com os dois velhos sentados. para apresentar correção. b) tivesse sido.Artigos. para apresentar correção..) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar. imaginava-se que um cérebro jovem (.

b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada. e) verbo de ligação e transitivo direto. porque vejo a questão de outra maneira. respectivamente.Artigos. Em filosofias / tropeço e caio... com isso. está na alternativa: a) projetam-se. essa história está cheirando mal.” 18 Considerando o que está dito no enunciado acima. o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos. e) foi queimado.” “Mas leio. b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar. Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guardado”. d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que. b) projetam. adjetivos. Voltar Língua Portuguesa .). equivalente a em negrito acima. c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conseqüência.. uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe.69. cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los. no enunciado. b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou. haja prejuízo do significado.. c) é projetado. assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas. Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado..” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou.”. c) tinham queimado. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali. Outra forma verbal.. verbos e adverbios Avançar . os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem). leio. e) Há... UFR-RJ “(. GABARITO 72. 71. c) transitivo indireto e verbo de ligação. b) transitivo direto e transitivo indireto.). d) tinham projetado. PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho. PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (. e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola.. d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado. como: a) transitivo direto e intransitivo. d) eram queimados. IMPRIMIR 74.. Tenho de ler tudo. c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa. d) intransitivo e transitivo indireto. c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem. Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros. 70. e) vão projetar-se. o que deixou sua mãe extremamente preocupada. b) foram queimados. substantivos. 73.

. que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é..Artigos. eles a popularizaram... 02.. a inocência. derrubado o muro da ditadura. Unifor-CE “. Desse texto. d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil. Dê... Quando registrarem a infância da aviação. substantivos.. U. de novo a estrada interrompida. 77. naqueles tristes momentos.. não se lêem muito os clássicos no Brasil. Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”. para sempre. d) ocorrerá trabalhos.. Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação. b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos.. Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia. Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita correlação entre os tempos verbais. a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76. e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil. d) tem descoberto. Voltar Língua Portuguesa .... e) existirá trabalhos.. o futuro. eles a tinham popularizado. no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil. 04. 78.. . c) terão trabalhos.E... adjetivos. verbos e adverbios Avançar . 79... .. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente.. c) Pouco se lê os clássicos no Brasil.. c) teria descoberto.75. gramaticalmente equivalente. 01.. Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais complexa” e a composta: a) tivesse descoberto. 16. foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura. os fotógrafos a popularizaram... estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida.” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão... como tantos brasileiros. e) terá descoberto. como resposta. em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil. eles a teriam popularizado. 08.. Não sabíamos que o país .” IMPRIMIR GABARITO A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra. U. do Império da República Velha. Pensávamos. a soma das alternativas corretas. Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação. ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos.. b) tinha descoberto.” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos..... os fotógrafos a popularizarão..F. F. Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação.... F... b) existirão trabalhos... que... Se tivessem registrado a infância da aviação.

. Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado. 5 10 15 20 20 25 30 GABARITO 80. São Paulo: Globo...’ Ah. Agora não sei esperar mais nada Desta nem da outra vida. e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios. substantivos. Unifor-CE “. 81. as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima. insultuoso é que ela o seja apenas para alguns.. b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais. exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida..’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio.) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?.. 1997.. 86/87. c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa. Só para judiar. A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado. No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre apesar de tudo apesar de todas as desesperanças. explique o emprego dos parênteses no verso 13. UFRJ Releia os versos 9 a 17. explique o que é a infância na concepção do poema. d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades. 82.... Nova antologia poética. E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires.’ Eu tinha oito anos e sabia esperar. quem sabe?.’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima. essas crianças!” QUINTANA. “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se.” Nas frases abaixo. adjetivos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Lentamente. verbos e adverbios Avançar .“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. Mário. p. 6ª ed. meu Deus..As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo.. UFRJ .Artigos.. Meu tio dizia: ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis. quem sabe?. o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio..

III. indiscutível. adjetivos. coluna de acordo com a 1ª. UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”. e passeie de mãos dadas com o ar. 01. tendo em vista o emprego de verbos. 04. c) I. I.. b) presentes e posteriores ao momento da fala. O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria. a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”. Uberlândia-MG Numere a 2ª. IV.F.. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas.. podem-se desenvolver espécies de milho (. aquela de chita. Dê. d) solicitação. foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala. III. em 1898”. 85. verbos e adverbios Avançar . Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”. Com o verbo na voz ativa. 86. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo. A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France..E. “(. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II.. 16. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá. IV. I. A seguir. d) que vão se realizar num futuro bem próximo. corresponde à forma composta “havia virado” ou “tinha virado”. a forma “eram invadidas”.Artigos. como resposta. b) aconselhamento. com o sentido de existir.” IV. denota um(a): a) treinamento. ( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado. nas formas destacadas. I. 02. “voar” está empregado em função substantiva.” Carlos Drummond de Andrade.” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal. U. II. substantivos.. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (. U. c) ordem. Em “Voar era um ideal delirante e dândi”.) ponha a saia mais leve. 84. c) passadas mas que têm validade permanente. a soma das alternativas corretas.” III. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ..83. 08. d) II. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo.” II. o presente do indicativo.. IV..) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética.) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos. b) I.).. na voz passiva. no imperativo. e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo. “(. e) ponderação. No trecho acima a seqüência de formas verbais.. “Por exemplo..

que rola majestosamente em seu vasto leito. a seqüência dos tempos verbais em negrito.. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na participação do “eu” que se expressa no texto. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”. que está corretamente reproduzida nas formas: a) pôde – pode. GABARITO Em relação ao texto. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequadamente explicado. que recebe no seu curso de dez léguas. 92. e) solicitação. d) tinha – tem. b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata. 90. Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente. “Onde avanço. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe.) como bem o sabiam os romanos (. com minha secretária Eunice. b) era – são. d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação. c) “(. 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90.. enroscando-se como uma serpente. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições. UERJ Classifique. é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo. e engrossando com os mananciais. quanto às vozes do verbo. O Guarani. torna-se rio caudal. d) certeza.Artigos. posterior ao momento em que se fala. o pequeno rio..)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído. b) “Se não zelássemos por nós. e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89. b) reflexão. d) “(. me dou. José de. curva-se humildemente aos pés do suserano. na frase acima.” ALENCAR. Olhemos a cidade. substantivos. c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer. as três construções destacadas. quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do pretérito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação. 91.) o povo é ignorante. “vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática.” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável. Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas. c) obteve – obtenha.. a) “Pelo Natal estarei aí..” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica. c) sugestão. e) exigiam – exigem. e) “rio caudal”. Descreva essa mudança. altivo e sobranceiro contra os rochedos.87. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . adjetivos. 88. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem. verbos e adverbios Avançar . vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte..

Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio.ninguém supera a televisão.. d) vem dominando.... Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”....) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência .) manipular os peões (..” 96.)” 94....” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua....) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa. 23 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . adjetivos.” d) “(.” b) “(.” c) “(..) nada adiantava esse dinheiro....” d) “..” d) “(. c) dominam.. U..Artigos. U..) Trunte retrucou que já era alguma coisa.93. Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(..F....) não compreende ele as coisas do Brasil...) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde.” c) “(.) poderemos (.. verbos e adverbios Avançar .” b) “(.uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca. obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado.. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica...F.. b) vêm dominando.” b) “..“ 95. substantivos.

14. 29. 15.Artigos. 31. 33. 22. c 45. e 46. 20. 19. como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. 21. combinação de princípos da economia. 36. 16. 11. 26. o paciente teria morrido. 8. 5. b 42. dispuser. 10. V–V–V–V–F c e d a d e V–V–F d b d c c a 13 d d 18. 13.LÍNGUA PORTUGUESA 1 A R T IG O S . c 47. vir. 6. 4. d Voltar Língua Portuguesa . d 41. Vier. d 37. 12. 34. verbos e adverbios Avançar . 40. 9. 7. d 49. c c c V–F–V–V e d d a b F–V–V–F c b c d e d d GABARITO IMPRIMIR 35. satisfizer. 23. 17. a 38. 30.” b) Ambientalistas defendem a econologia. 28. substantivos. 25. S U B S T A N T IV O S . 3. A D JE T IV O S . a 48. 32. a 44. declarou o médico. a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo. a 39. 2. d 43. 27. se mantenha. adjetivos. 24. V E R B O S E A D V É R B IO S 1. sociologia e ecologia.

77.2 50. 54. 78. e 83. a b e e a a e b a b d b b 28 a IMPRIMIR GABARITO 80. a 93. em me dou é agente e paciente. 81. 72. c 92. 15 86. a 96. 51. verifica-se que. 70.Artigos. a infância é um estado permanente no eu-lírico. verbos e adverbios Avançar . 58. 64. 62. adjetivos. 63. o que é sugado ao mim de mim: voz passiva. O emprego dos parênteses revela que. na concepção do poema. o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado. 60. c 87. b 94. 79. em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. 52. 53. 57. substantivos. 68. 73. do qual se distancia. 82. 71. 67. me dou: voz reflexiva. a 88. 66. c 85. 76. 56. 59. b e b b e e d b e c e d b c b 65. 74. 91. a 95. no verso 13. 69. c 89. 75. 90. Onde avanço: voz ativa. Em avanço o “eu” é agente. a Voltar Língua Portuguesa . A partir do emprego dos tempos verbais. b 84. 55. 61.

para os falsos. para os verdadeiros. até . I.. III.. d) I e II são verdadeiras. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. Além disso. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos.. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. a) Apenas I é verdadeira. II. Colômbia. Assinale a alternativa correta. é própria de linguagem formal no Brasil.”. considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e.” 1 GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados. modo e pessoa. 1948).desses direitos. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. 2. e) I e III são verdadeiras. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma. como a realização dos postulados da justiça social’. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes. conseqüentemente. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. favorece uma tonicidade não usual em português. c) Apenas III é verdadeira. ( ) Em que e na qual são pronomes relativos. ( ) Por equívoco do redator.. b) Apenas II é verdadeira.. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. no livre exercício de suas próprias soberanias.” estão flexionados no mesmo tempo. ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. e F. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito.Pronomes Avançar . Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. Use V.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1.. julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia. é correto afirmar que a ênclise: I. falta o hífen em “interamericano”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .E.

3..” (M. das relíquias que guardava. das alusões freqüentes na conversão. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos. rindo. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula. d) somente à palavra mais próxima: saudade. Voltar Língua Portuguesa . c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão.quando estava quase a suceder um desastre na entrada. a) “. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro. na sua fala. Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado. enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora. da veneração em que tinha a memória dele.” O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”. entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha. pra. e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma.. acontece um erro quanto à norma culta da Língua.Pronomes Avançar . pessoa do singular com a 3ª. pessoa do singular. U. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos. b) à forma de tocar violão. e) à forma verbal acrescentando. em vez de ficar séria e pensar em Deus. Exemplos: Tô. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser.. 7. de Assis) d) “. c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens. c) a saudade. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde. PUC-PR-Modificada Observe: IMPRIMIR “Revolucionou a forma de tocar violão.” (M. beleza e ritmo. falou-me também da piedade e saudade da viúva. acrescentando-lhe saudade.” (M.” (M. em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4. não deixaria de comparecer. b) É bom que falemos-lhes toda a verdade. à qual está ligado por hífen.. a senhora. beleza e ritmo. de Assis). Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo. A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco. b) A personagem mistura. de Assis) c) “Lalau sentou-se. 5..F.. de Assis) 6. a 2ª. Univali-SC 2 GABARITO Nos quadrinhos.

Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara. os. ou até mesmo por não acreditar. ( ) no enunciado B. um problema que para muitos é um problemão. tua. 3 8. faça uma consulta. muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequadamente. emitido por uma voz narrativa onisciente. Não fique na dúvida. respectivamente. faça isso agora. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. o. respectivamente. ou o próprio mal não deixa. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa.. Muitas vezes. Todos se habituariam e pensar coletivamente. nos negócios. tens caso íntimo à resolver.Texto para a questão 8. Onde é que a gente se encontra? C. ( ) no enunciado A. Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B. 817”. por a) teu. tua. em qualquer assunto que lhe preocupe. mau olhado no amor. Leitor. fazer voltar alguém em sua companhia.. Considerando-se os elementos em negrito. desorientado. tens amor não correspondido ou rompido. muita sonhou com ele. (. tens caso íntimo à resolver. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul. Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro. E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto. a palavra todos tem valor anafórico.. fazer voltar alguém em sua companhia. de Machado de Assis e Érico Veríssimo. tens amor não correspondido ou rompido. com a PROFa. tua. vossa. a PROFa. FUVEST-SP “/…/ estás desiludido. a expressão em destaque pode ter o sentido de “nós”.Pronomes Avançar . B. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso. e) vosso. lhes. b) teu.. 9. em qualquer assunto que lhe preocupe. te. Comprove estimado leitor. UFGO A. muita inveja. c) teu. d) vosso. mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê. C e D). deve-se substituir as palavras grifadas. te. BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos. no seu trabalho. ( ) no enunciado D. pois ambas necessitam da explicitação do termo gente. no seu trabalho. desconfiasse de toda a gente (. ( ) no enunciado C. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes. muita inveja. desanimado.) D. a expressão a gente. tem o sentido de “nós”.) fazia que ela evitasse a companhia das outras.. referindo-se ao emissor-personagem e seus comparsas. BETE.. desorientado. Muitas vezes não acha solução. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça. estás desiludido. alguma dormiu mal ou nada. não é uma novata na sua especialidade (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul. vossa. BETE mora no endereço abaixo a muitos anos. “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção. nos negócios. desanimado. você é testemunha disto. mau olhado no amor.

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico de pronome possessivo. a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre. b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos. c) A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...). e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma. Texto para as questões 11 e 12.
“Que me enganei ora o vejo: Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar.”

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11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Aponte-o: a) que. b) me. c) o. d) te. 12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituindo um pronome possessivo. Aponte-o: a) te. b) me. c) o. d) que. 13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a), exceto: a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos, ............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis) b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha...” (M. de Assis) c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconsiderada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de Assis) d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis) 14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial, apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal. Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente: a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo; b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se; c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passase no Piauí não é o mesmo das grandes capitais; d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que acha-se rodeada mal abre os olhos à luz; e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em dia pode se sair melhor do que aquela.

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15. U.E. Londrina-PR-Modificada
“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída por: a) onde. b) que. c) cujas. d) das quais. e) entre as quais. 16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regional, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa. a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a outra. b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de casas... c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar problemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á cirurgia o mais breve possível. d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cidade mais antiga do país. e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar a força, unindo os alunos maiores com os menores. 17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectivamente como: a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto. b) artigo definido e pronome demonstrativo. c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo. d) pronome pessoal e artigo definido. e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo. 18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo. a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu. b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele? 19. UFGO Considere os enunciados abaixo. A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições. B. Onde há fumaça, há fogo. C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm uma só nacionalidade. D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam. Segundo a norma padrão da língua portuguesa: ( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre orações, como no enunciado A. ( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não tem um referente explícito. ( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere a uma expressão com valor de lugar virtual. ( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a” ou “para”.

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20. UP-RN
“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.” “O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos: a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter sido pobre é o seu grande mal. d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo grande mal é ter nascido pobre. 21. F.M Triângulo Mineiro-MG
“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergonha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer testar seus conhecimentos’, argumenta.”
Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

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Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída por: a) Quem não teve-lhe acesso. b) Quem não as teve acesso. c) Quem não teve-as acesso. d) Quem não teve acesso a elas. e) Quem não teve-lhes acesso. 22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alternativa correta, de acordo com a norma culta. “A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da Lagoa continuam malcheirosas.” a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo de Freitas. b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a atenção de D. Pedro II. c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas. d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam chamado a atenção de D. Pedro II. 23. PUC-PR-Modificada
“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente preocupada”.

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Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antecedente os termos: a) O pai; b) havia partido; c) ao filho; d) nenhum recado; e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

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Língua Portuguesa - Pronomes

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24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados. a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te). b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe). c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me). d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se). e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me). 25. FUVEST-SP
“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho, fazendo a correção necessária. 26. PUC/Campinas-SP

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“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa. A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), questão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente: a) o centro – Mudança Climática. b) Buenos Aires – a delegação brasileira. c) o planeta – a reunião. d) Kyoto – estufa. e) a Convenção – mudanças catastróficas. 27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos. ( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto. ( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das formas tu/vós. ( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e possessivos continuam na segunda pessoa. 28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do português falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o: a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade. b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada. c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos. d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.

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29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente. a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa. b) Entre eu e ela já não há mais nada. c) Viram-nos, mas não os chamaram. d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

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30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças: I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje. II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação. III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que poucos procurá-los-ão”. IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor. A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é: a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) I e IV. 31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos retirados de jornais de circulação regional: a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia. b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau? c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói. d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quantidade e qualidade requeridos por uma população... . e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos capazes. 32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a linguagem oral no texto escrito. Por essa razão, a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo. b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos. c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo. d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos. e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos. 33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar pronome pessoal da forma oblíqua na função sujeito. ( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um período com pronome oblíquo átono. 34. UFSE
“... tu vais encher os cofres ... derrubada debaixo da fronde ... dando de comer aos pássaros”

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GABARITO

Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspondentes, obtém-se: a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer; b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer; c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer; d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer; e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

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35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ..............., em ............... de período. a) Mesóclise – futuro do presente simples – início. b) Separação – infinitivo – exórdio. c) Próclise – imperativo positivo – começo. d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura. e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio. 36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas: “Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.” Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente: a) conosco – conosco – mim – mim b) conosco – conosco – eu – eu c) com nós – conosco – eu – mim d) conosco – com nós – eu – eu e) com nós – conosco – mim – eu

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37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações: I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se. II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede. III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram. Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal: a) Apenas para a oração I. b) Apenas para a oração II. c) Apenas para a oração III. d) Para todas as orações. e) Para nenhuma das orações. 38. VUNESP Leia o texto que segue.
“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferença é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

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In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a, respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”. 39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro, defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma... a) dessa – daquelas. b) daquelas – destas. c) destas – dessa. d) desta – daquelas. e) desta – dessas.

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40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em: a) “Não me basta saber que sou amado.” b) “...no exílio em que a chorar me vejo.” c) “Não há que a terra pelo céu trocar.” d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.” e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

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41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa instituição.” Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é correspondente, obtém-se: a) não lhe procurem; b) não a procurem; c) não procurem-a; d) não procurem-lhe; e) não procurem-na. 42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um emprego de pronome não compatível com o uso formal da língua: “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem. b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa das águas que tem. d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem das águas que tem. e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das águas que tem. 43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal. a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.” c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.” d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.” e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.” 44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito corretamente.
“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

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01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecêla. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. 08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. 16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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45. Unifor-CE-Adaptada
“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a: a) alguns cientistas; b) robôs do futuro; c) seus programas; d) todos eles; e) homens. 46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em: a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes. b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou. c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades. d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada. e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

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47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’” Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos: a) palavra e mote. b) leitura e mote. c) palavra e mundo. d) leitura e daquele. e) continuidade e mundo. 48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorreção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em que o pronome foi empregado adequadamente. a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se aproveitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica. b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola. c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a nós pais para conversar. d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do cargo. e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das conseqüências, ataque-se primordialmente as causas. 49. UEMS I. O lugar...moro é muito pacato. II. Esse foi o número...gostei menos. III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso. a) onde - que - cujo. b) em que – de que – cujo o. c) no qual – o qual – do qual o. d) que – que – cujo o. e) em que – de que – cujo.

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50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em: a) não os tivessem; b) não tivessem-los; c) não o tivessem; d) não tivessem-o; e) não tivessem-no. 51. UFR-RJ
“O homem ainda faz O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um: a) pronome de tratamento; b) artigo definido; c) pronome oblíquo átono; d) pronome oblíquo tônico; e) pronome demonstrativo.

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A questão 52 refere-se ao texto a seguir.
“O Padeiro (fragmento) (Rubem Braga) Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: – Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? ‘Então você não é ninguém?’. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”

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In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.

52. UFRJ a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto? b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a. 53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma culta. a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita geralmente em apiários. b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são originárias da África do Sul. c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários, originaram-se na África do Sul. d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, originou-se na África do Sul. e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se na África do Sul.

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Texto para a questão 54.
“Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Eu considerei as contas que era preciso pagar, os passos que era preciso dar, as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia.

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54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilidades que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no poema Música, é exemplo disso: a) “Me disseram que era Chopin”. b) “dentadura dura”. c) “enquadrei o Chopin”. d) “que era preciso pagar”. e) “braços redondos”. 55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é: a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos que lhes foram distribuídos a mando de Herodes. b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de um boi branco e de um burro cansado. c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.

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d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono escorraçou os viajantes. e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo deve de ter sido uma visão aterrorizadora. 56. UFRJ
“Esaú e Jacó (fragmento) (Machado de Assis) – Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas.”

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In: Obra Completa. vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do autor.

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a) Identifique essas duas classes gramaticais. UFRJ “O impossível carinho Escuta.57. O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor. p. 1982. Manuel. 9ª ed. A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas diferentes classes gramaticais. eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA. Estrela da vida inteira.Pronomes Avançar . b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 118. Rio de Janeiro: José Olympio.

22. o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. 15. 20. que é o caso. 35. b) Na função completiva. sendo regido pela preposição entre. está correto o uso do pronome mim. Voltar Língua Portuguesa . 11. 10. 27. 30. 13. a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta). 36. 14. 31. 24. F–F–V–V d d b c c A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. 39. que estuda há oito anos. 26.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1 1. 5. 18. 23. 17. 7. 3. 6. 9. pronome pessoal do caso oblíquo. 32. 34. 16. 33. e por literatura. o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. O pronome em questão possui função completiva. desta forma. 2. 21. d GABARITO IMPRIMIR 19. 12. 8. 38. 29. pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. F–F–V–V–F d d b d b b c F–V–F–V c a d a e b b c a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito. 28. 4. 37. 25.Pronomes Avançar . b F–V–F c c e c d V–V c a c c Em “a fruta”.

52. 51. 55. b b e b 06 b d c d e a e a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. Se. 57. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes. 43. 2 53. 54. 56. 46. ele é posposto ao verbo.Pronomes Avançar . 47. a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. 42. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’. o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano. 41. b a a No texto de Machado.40. b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa. porém. 45. uma atitude marcante na sua obra madura. 44. 50. 48. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. 49. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes.

em favor da poesia. O resto em Carlitos. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua. b) impermeável. deitados de barriga. uma tomada de posição ante o fazer poético. c) recusando seu invólucro utilitário. Se consideramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. automatizados. o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. o verso citado propõe que. carvão de folhas. c) sofrer privações materiais. d) vaga. 3 ed. moscas de pensão.. A expressão mesmo sem fome muda a situação. de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno. portanto. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”.. mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra. deixando de lado o sujeito que olha. em um filme. cisco de olho. Perder a inteligência das coisas para vê-las. cozinhou as botas e as comeu.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3. UFMS “Mesmo sem fome. é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões. propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos. Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos. UFMS O poema cita Rimbaud.Noções de literatura Avançar . teréns de rua e de música. Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos. UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto. com fome.” BARROS. personagem dos filmes de Charles Chaplin. d) pelo ponto de vista do especialista. b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis. até os cadarços. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. poeta francês do século passado. comer as botas” é uma referência a Carlitos que. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . (Colhida em Rimbaud) Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem. Matéria de Poesias. c) fecunda. Aprender a capinar com enxada cega. Manoel de. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: Esfregar pedras na paisagem.. Nessa concepção. 1999. b) com objetividade. e) isolar-se do resto da humanidade. e Carlitos. Deixar os substantivos passarem anos no esterco. 2. Mesmo sem fome. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. Perguntar distraído: – O que há de você na água? Não usar colarinho duro. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 11 GABARITO 1. comer as botas.. 3. isolado na neve e não tendo com que se alimentar. e) cristalina. Jogar pedrinhas nim moscas.

IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Amo-te afim. RJ: Nova Aguilar. Vinícius de. UFPI Na seqüência “. c) verdade – mentira.Noções de literatura Avançar . enfim.Texto para as questões 4 a 7. presente na saudade. e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente. p. UFPI Dos versos 3 e 4. 336. E de te amar assim muito e amiúde. De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. b) o amor destrói o corpo amado.. d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar. não cante O humano coração com mais verdade. Amo-te.. 6. existe: a) a surpresa de se ver amando tanto. e) O artista recria a realidade usando palavras de amor. 7.. meu amor.. c) O amante experimenta formas diferentes de amar. 1986.” MORAES. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor. 5. “Soneto do amor total 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 Amo te tanto. não cante / O humano coração com mais verdade. b) a sensação de que o amor é indescritível.. de um calmo amor prestante. e) vida – morte.. 2 4. Amo-te como um bicho. d) o amor se esgota no próprio desejo. b) A realidade é diferente para quem ama pouco. simplesmente. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade. d) vício – virtude. b) pureza – impureza. c) o amante dá a vida pela amada. e) o amante vive a descrever o ser amado.. Poesia completa e prosa. E te amo além. É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: a) o amor culmina com a morte.. d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante.”.

outra no céu. 10. e a afirmação que as segue. foi quando. Um homem que tem fome como qualquer outro homem..” (Álvares de Azevedo). Larguei-as pela jovem madrugada ambas cheias e brancas e sem véu perdida uma. Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua...... Cassiano. Jeremias Sem-Chorar....Texto para as questões 8 e 9.. UFRS Leia as estrofes abaixo. .” (João Cabral de Melo Neto). que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a minha primeira musa. c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si..) tive saudades da casa paterna e chorei. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto..” (Gonçalves Dias). / Minha lira também seus tons varia. a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa .. 01 02 03 04 05 06 07 08 “Uma lua no céu apareceu cheia e branca... d) onomatopéia modernista.. porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas... 9.. em que é perceptível um lirismo ... UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte característica: a) variação semântica.... Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.. d) “Um dia (. 1964. 3 8...Noções de literatura Avançar .” (Casimiro de Abreu).. a outra abandonada uma nua na terra. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia.. c) reiteração expressiva.....” RICARDO. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida..” IMPRIMIR GABARITO Por meio de versos . de Vinícius de Moraes... / Pela regra geral de todos seres.. como acontece no verso de número . / Como estrelas e nuvens e mulheres.. fundindo-as.. “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. Rio de Janeiro: José Olympio. / e sem fazer esforço ou maravilha.... UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia.. típico de sua poesia. b) vício de linguagem. em alguns momentos. emocionada a mulher a meu lado estremeceu e se entregou sem que eu dissesse nada... b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.

inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo. Pela análise das afirmativas. O medo da rejeição amorosa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pelo poema Rosa do Povo. com que se inaugura a poesia moderna brasileira. II.. as imagens utilizadas e o uso recorrente de repetições. IV. sobre o texto. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor. 4 7 10 GABARITO 13 16 19 Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. da boca mas quando for tempo E é tempo todo tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão” GULLAR. III. o que esta rapidamente consegue realizar. ( ) No verso 8. PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Ser a flor das primaveras Que tenho no coração! E se ouviras o desejo Do amoroso sertanejo Que descora de paixão! Se tu viesses comigo Das serras ao desabrigo Aprender o que é amar Ouvi-lo no frio vento.) Ah! vem! amemos! vivamos! O enlevo do amor bebamos Nos perfumes do sertão!” 4 Analisar as afirmativas que seguem. I. alude à capacidade que o ser humano tem de fazer. Ferreira. ( ) No verso 7. determina o tom pessimista do texto. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro. nos versos 14 e 15. III e IV c) II e IV 12. ( ) A distribuição dos versos no espaço de papel.Noções de literatura Avançar . Toda poesia. o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente. Nas águas e no luar! (. entre outros recursos poéticos. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I. tema reincidente na poesia romântica. As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso. Das aves no sentimento. há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade. em muito mais tempo que a natureza. II. O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens. julgue os itens a seguir.. ( ) O poeta.11.

Ele caiu no chão. Ele era mais alto do que eu. 13. Rubem. Marília. conseguia esconder. enquanto caminhávamos. ‘Só tenho o senhor no mundo. 114. só tenho o senhor no mundo’. me vigiando curioso. e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. (Nossos Clássicos. surgiu inesperadamente. Voltei. São Paulo: Companhia das Letras. d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. em face de um mundo conturbado. forte e ameaçador. estou precisando de um dinheiro. de espinhas no rosto. esta é a última vez. eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu. cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra. então vi que era um menino franzino. Feliz ano novo. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade. a) Sentimento de angústia. ‘espere aqui’.Questões de 13 a 17. Devo seguir até o enjôo? Posso. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso. desconfiado. ed. ou dos cercos dos rios caudalosos. por parte do sujeito poético. Org. Melancolias. Eu disse. 36. doutor. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele. Carlos Drummond de. até que chegamos na minha casa. vou de branco pela rua cinzenta. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo. implacável. v. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. 1997. In: Antologia poética (Org. In: Tomás Antônio Gonzaga.” GONZAGA. o rosto fixo virado para o meu. O tempo é ainda de fezes. Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas. p. 2.) 5 14. Inferno. ele me acompanhando. revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não. ou da minada serra. o tempo não chegou de completa justiça. Fechei a porta. Em seguida. p. e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto. Fui na direção da minha casa. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente. alucinações e espera. 85-6. e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue. não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento. não faça isso de novo comigo. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. por Lúcia Helena. 1985. Uneb-BA “Tu não verás. que foi cobrindo a sua face. p. mercadorias espreitam-me. ou se falou eu não ouvi.” GABARITO ANDRADE.” FONSECA. pelo autor). e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. Rio de Janeiro São Paulo: Record. Introdução: Para responder a essas questões. 1997. Não acabou de falar. 90. ed. Tomás Antônio. 15.Noções de literatura Avançar . nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. sem armas. como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor. maus poemas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque. o pedinte. fui ao meu quarto. 24. com o barulho do tiro. Rio de Janeiro: Agir.

d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida. neste esmiuçamento. 1984. ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante. gritos. porém. mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida. A tarde caía. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês.” 6 LISPECTOR. E se esmoreceram..) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água. durante o Estado Novo. em manhã de bruma. porém. Certamente me irão fazer falta. c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária. exponho o que notei. Rio de Janeiro: José Olympio. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. a forma dos montes verdes. o que julgo ter notado. 79. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. como contavam a de seu pai. Ao longe.. Com base no texto abaixo.. 18. São Paulo: Record.) Nesta reconstituição de fatos velhos.. recomeçou a mãe. cresceram. tintos de luz. ed. conservaram-se.. deixá-las no esquecimento: valiam pouco. a cor das folhas que tombavam das árvores. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade. Jorge. Uneb-BA “– Não esqueci de nada. ed. ela ajeitava depressa as malas.. Um homem comprou cocada. Não as contesto. completam-se e me dão hoje impressão de realidade. e a mãe olhava a filha. pelo menos imagino que valiam pouco. Capitães da areia.. Memórias do cárcere. Rio de Janeiro: Record. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade. Se ele existisse. associaram-se. E os guindastes rodavam ruidosamente. cresceram. o que julgo ter notado” d) “Não as contesto. Clarice. gemidos. “(.)” GABARITO RAMOS.. exponho o que notei. de repente envelhecida e pobre. p. associaram-se. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais. Ah! ah!. As luzes se acenderam de repente. exclamou a mãe como a um desastre irremediável. Outros devem possuir lembranças diversas. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa..” AMADO. 1982. UERJ Por causa da perda das anotações. gestos. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se. 1996. conservaram-se. Pirulito apontava com o Querido-de-Deus. 17. (. a bolsa. mas espero que não recusem as minhas” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido. da leitura do texto. Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça. Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu.16. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade. é possível depreender.. Um dia iria fazer uma greve como seu pai.. 111. (. p. relatada pelo narrador. Outras. Graciliano. Laços e família: contos.. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos. Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história. e é inevitável mencioná-las. 12. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis.Noções de literatura Avançar . E Catarina? Catarina olhava a mãe. mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material. procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. e é inevitável mencioná-las” c) “neste esmiuçamento. o texto é impregnado de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro. o deus da bexiga. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos. num pátio branco. responda às questões de números 18 a 20. 19. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. Rio. frases autênticas. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras. Lutar pelo direito. A negra se levantou. 85.

narrador e personagem principal. 22. d) os versos dos tercetos em redondilha maior. Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22. que é a exaltação dos penhascos. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós. penhas. que vence os tigres por empresa Tomou logo render-me. o que mostra a influência do Barroco na lírica do poeta mineiro. 13 e 14. a exemplo do livro de Graciliano Ramos. b) nota-se. mais se apura. Santa Maria-RS Nesse poema. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas.F. UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura.20. que amor tirano. Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano. c) o sujeito lírico. nos versos 12. de Cláudio Manuel da Costa. Temei. temei. a presença de antítese.Noções de literatura Avançar . b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas). a pedra. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Vocabulário: penhas – penhascos ”Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. Que não me foi bastante a fortaleza. U. b) identidade de nome entre autor. um peito sem dureza! Amor. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . A partir dessa definição. U. que ostentais a condição mais dura. pois é tão duro quanto elas. que representa seu berço. e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade.” 7 21. Podese dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que. d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas. e) rima e versos decassílabos. dirige-se aos penhascos. c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas). pois é tão duro e resistente quanto eles. a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira. um elemento típico da paisagem mineira. mostrando que há obediência à regra principal do Arcadismo. c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados. constituem uma autobiografia – gênero literário definido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. nos versos 9 e 11. A que dava ocasião minha brandura.F. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. Onde há mais resistência.

10.INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos. UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica.. Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia.. Um espírito negro me desperta. ( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos. UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa. nesse texto. 24. 8 GABARITO IMPRIMIR 23. julgue os itens das questões de 23 a 26.Lira dos Vinte Anos. exemplo da tendência mórbida desse movimento.. In: Leandro & Leonardo. ( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade. me enlanguece a fronte. a figura feminina se constrói entre dois pólos. Foram sonhos contudo.Noções de literatura Avançar . ( ) No texto I. ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação à realidade. A minha vida Se esgota em ilusões. Voltar Língua Portuguesa . E a donzela ideal nos róseos lábios. Bernardes e Schiavon. Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não. o da virgindade idealizada e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”. Álvares de Azevedo apresenta. Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo. O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo . colocando-se como sujeito submisso em seu desejo de amor. 1997. E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos. Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar. Vol. não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA. Me ateia o sangue.. ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”. No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo.

11. Amiga. há ocorrência de inversão sintática. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro. Vem. aparece envolta em sensualidade e erotismo. frases em ordem indireta. São Paulo: Companhia das Letras.” MORAES. d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado. o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido.25. F. ( ) Escritos em séculos diferentes. Vinícius de. 196. Católica de Salvador-BA No poema. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa. ( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas. 9 GABARITO 27. 26. c) assemelha-se à “amiga”.. “A Ausente Amiga. Voltar Língua Portuguesa . cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático.. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo. UFMT ( ) No texto II. os dois poemas são decassílabos. IMPRIMIR 28. ( ) Nos textos I e II. e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual. d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais. Antologia Poética. Questões de 27 a 29. ( ) Em ambos. 1992. vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos. UFMT ( ) Quanto à métrica. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva.. Vem mergulhar em mim Como no mar. infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam. ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente. Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras. como um espelho e sua imagem. na visão do eu-lírico. como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I). amiga minha Em mim como no mar. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer.. Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba. F. teus seios Se enchem de leite. ( ) Neles. Católica de Salvador-BA Sobre o poema. p. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento. c) A mulher.Noções de literatura Avançar . ed.

29.. porque minha bisavó. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. você é engraçada! Você parece louca. você parece uma lagarta listada.” BANDEIRA. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. c) II e III são corretas. UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos. e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância. Texto para as questões 30 e 31. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. como uma mancha no ermo. trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa. A moça olhou de lado e esperou. d) busca a originalidade a qualquer preço. levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos. também. c) tenta conciliar o presente com o passado.. Manuel. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano. A meninice brincou de novo nos olhos dela. fresca e furta-cor. dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado. José Olympio. II. o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. b) a lembrança de um certo namorado de infância. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto. Rio. “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia. F. d) somente I é correta. que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro. I. deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e. 31.Noções de literatura Avançar . Lançando mão de um procedimento moderno. 10 30. 1979.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina. pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta. a) I e III são corretas. Foi esse o início de um destino esquerdo. O título do poema encerra uma ironia. e) I e II são corretas. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. fez exclamações. b) somente III é correta. ainda não me acostumei com o seu corpo. na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo. esfumaçados pela neblina que saía da chaminé daquela casa onde. O rapaz concluiu: – Antônia. com a sua cara. A moça arregalou os olhos. Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético. a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando. III. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver. livre de rima e de métrica.

que ainda demonstra sua submissão ao homem.” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem. estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e. na terceira pessoa do singular.. Católica-GO ( ) No texto.. ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físicas. de acordo com as normas da língua padrão.”.” Percebe-se nessa frase.Noções de literatura Avançar . levantando a voz como se nascesse rei”. e o bando de filhos seus primeiros súditos. a personagem. não se mostra tão conformada como a avó.32. que ocorreu porque a personagem era jovem e bela. continuava a ser uma pessoa vaidosa. ( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo. fresca e furta-cor. o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo. ( ) De acordo com o que se lê no período do texto.. nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias.” ( ) Na frase “.. portanto. ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e.. marcado por expressões como “. foram utilizados dois tipos de discursos: o indireto. sovar o dia do marido que vem chegando.” considerando-se o contexto.”. claramente. obrigatoriamente.. é correto afirmar que. ( ) “. Caso o verbo estivesse presente deveria.... porque me secaram as tetas. cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos. a quem todos deveriam se submeter e jamais questionar.. apesar de trabalhar muito.. U.”. a elipse do verbo ser. metáfora e prosopopéia. é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação.. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas. embora incapaz de modificar uma situação socialmente imposta às mulheres. é correto afirmar que a personagem.. com enormes riscos de ouro. 33. e o indireto livre... ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto. 11 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . U. faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora. a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa. ter como agentes tanto “meninos” como “tetas”. ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. ( ) De acordo com o texto. ( ) Em “. são respectivamente: hipérbole. Católica-GO ( ) Pela leitura do texto... ( ) A personagem demonstra que. a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa. ‘destino esquerdo’. levantando a voz como se nascesse rei. pois afirma: “Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte..

” ( ) “O luar. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido. na voz. um poema épico. b) é narrativo. / Pérolas vivas.Noções de literatura Avançar . de outro poema preto em verso branco. José.. / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora. Com que gana! E que suplício: não há ponto final..I..” ( ) “Ela vem. d) é lírico. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima. 1998. sonora barcarola. / Aroma de argental caçoula.” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias. (sororal) vibrante como um sino.. a pedra e o tronco. pela presença de termos chulos. merda. 58.I. c) é dramático. Língua vernácula entre os dentes.” 12 Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidência e com F os demais. a flor e a fera. e) é um misto de literário e não literário. U. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece. predominantemente. com exceção de: a) é literário. / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada. vulgares. Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária.. a luz tem cheiro. à tarefa.. e me livre de ti em paralelo. um soneto de versos. majestosamente. azul em fora. a folha e o inseto. ou por outra.. Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe. dor no cotovelo e tu. decassílabos. os ninhos e a hera. Voltar Língua Portuguesa . as nereidas frias. é branco. c) é literário. ao suplício.. construído em prosa poética. p. recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo. com que ânsia. – na face / De anjo morto.34. / Azul. a manhã nasce. – o ar e o chão. e) não é um soneto. pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos. E eu quero? É Sísifo o meu modelo. põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente. é leve. F. pela intensidade do sentimento do eu poético. / Despertar-me no leito: ouro em tudo. no olhar sobredivino. pela linguagem coloquial e referencial. ( ) “Tudo. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo. F. na mente. // Como lençóis claros de neve. / Que o sol filtrando em luz esteve. não há remate. merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra. Tem cheiro a luz. só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico. As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego.” NEVES. // Nasce a manhã. pois não é prosa nem poesia... / A água e o reptil. entre sombras. / É transparente. Vitória: Cultural. / Sobem das fundas úmidas Golcondas. que me livre de vez desses poemas. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil. próprio do texto contemporâneo. Reinaldo Santos. IMPRIMIR 36. / A noite no alto-mar anima as ondas. d) não é literário. In: Muito Soneto por nada. a fauna e a flora / A erva e o pássaro. GABARITO 35. b) não é literário.

)” Caetano Veloso. O verbo “como” (v. II. Vive como a expiar uma culpa tremenda.. Poemas.)” Chico Buarque de Holanda. ( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v.. 38. a dor. b) Apenas II. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v. Ringe e range. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína. principalmente. UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda. II. a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal.7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima. As duas canções apresentam. À luz quente do sol e à fria luz do luar. há uma preocupação com os procedimentos poéticos. 9). como rimas. c) Apenas I e II. ( ) A época áurea da cana-de-açúcar.. UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I. a sonoridade da moenda a trabalhar.. dessa atividade extrativa vegetal.8 ) e o pronome “você” (v. E ringindo e rangendo. é o assunto desse poema. em comum. 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 “Todo dia ela faz tudo sempre igual me acorda às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café (.. e) I.. talvez. causar. ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica. o mal que vai. com a repetição de recursos poéticos. Quais estão corretas? a) Apenas I. II e III. da canção de Caetano. III. permitem uma dupla leitura. ( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam. julgue os itens a seguir. respectivamente. rouquenha. Considerando o poema acima.” Da Costa e Silva. a rígida moenda. O engenho de madeira a gemer e a chorar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . em que a economia brasileira dependia. d) Apenas II e III. Nos versos selecionados. quanto ao significado e à função sintática.37. I.7). 13 “quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você está tão bonita você traz a coca-cola eu tomo você bota a mesa eu como eu como eu como eu como eu como você não tá entendendo nada do que eu digo eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (. repetições e paralelismos.Noções de literatura Avançar .

– torná-la minha. só 24 volumes. consultei o relógio. me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres. em cavalarias me perco. eu vou comprar. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade. Via-a assim.Noções de literatura Avançar . Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina. Evidentemente. “Biblioteca verde Papai. demais. Como te devoro. a pôr de lado as jóias e sedas. Depois. São Paulo: Ática. Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas. quis vestir-me. era dar prova de fraqueza. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas. Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. O que saberei. U. Quando crescer eu compro. Julguei. o que não saberei nunca. menino. compra. pai. ( ) Sublimação do amor. e doía-me que a vissem outros. Via-a dali mesmo. atirei-me a ler e escrever. (Orgulho. cavalgo de novo meu verde livro. – fascinando os olhos de todos. eu cresço logo. a torná-la. p. E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio. ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico. começava a despi-la. Antes de ler. 1 5 10 GABARITO 15 20 25 IMPRIMIR 30 Voltar Língua Portuguesa . em contos. se mais natural. Carlos Drummond de. pensava eu. menos luzidios que os olhos dela.. disposto a esquecê-la e a matá-la. Mas leio. 1992. esse cristal de fluida transparência: verde. – não sei se mais bela. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade. Sou o mais rico menino destas redondezas. as demais. os cabelos postos em à maneira do tempo. Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro. e os brilhantes. Não podendo dormir. poemas me vejo viver. o colo de leite. somente minha. – braços que eram meus. e sair. é livro demais para uma criança. Tenho de ler tudo. 96. Fica quieto. Compra assim mesmo. compra.” ANDRADE.. unicamente minha. Em filosofias tropeço e caio. Rio de Janeiro. Chega cheirando a papel novo. Reunião.) Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres. Agora não. 18 ed.” ASSIS. com vestido soberbo que havia de ter. que chegaria tarde. 1983. leio. Compra. Papai me compra agora. Amanhã começo a ler.39. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F. mata de pinheiros toda verde. inveja de mim mesmo. verde pastagem. É em percalina verde. que bom passar a mão no som da percalina. com os seus magníficos braços nus. Meu filho. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42. ( ) Ser humano revelado como contraditório. José Olympio. p. medievo. Agora não. não. Virgília começava a aborrecer-se de mim. verde. São só 24 volumes encadernados em percalina verde. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. reclinada no camarote. porém.672-673.

ou uma encíclica47. que bom passar a mão no som da percalina. b) “coleção/ de Obras Célebres. Não fosse ele. por outro lado. ou antes porei dois. o que não saberei nunca. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro. a não ser que ambos formem duas metades de um só. como me recomendara tio Cosme. decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz. c) “Tudo que sei é ela que me ensina. meu rapaz. torna-se também culpada pelo destino dele.” -v. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular. não só a sua vocação. UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê. Um só ponho. Até lá os sonhos perseguiam-me. 14-15. -v. pois ela depende da capacidade do leitor de atribuir sentidos ao que lê. por ter sido escritor de romances. mas a culpa é do vosso sexo. todos os destinos estão neste século.F. como era seu sonho de adolescência. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado. como também o enredo da narrativa. c) da predominância de orações coordenadas. b) “Antes de ler. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão.) Como te devoro. 10-11. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho. d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora. Tudo isto é obscuro. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber. b) Machado de Assis culpa as mulheres. tenente e imperador. porque um nasceu de outro. 25.) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica. d) “verde pastagem” -v. 6-7. 41.40.E. por tê-lo induzido a casar cedo. ‘Anda lá. 25-26. d) “(. -v. d) do emprego de verbos no modo imperativo. de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e no menor número de palavras. dona leitora. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v. nesse caso.” 47 15 GABARITO Vocabulário: Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação. que perturbava assim a adolescência de um pobre seminarista. -v.. (N. 42. dirigindo-se a uma leitora que. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. se papa. e) “Amanhã começo a ler. pai eu cresço logo. Agora não”. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares. U. UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v. esse cristal”.Noções de literatura Avançar .” -v. b) das construções com uso de vocativos. se eu fosse padre. 43. O que saberei. 17-18. e tio Cosme.. ou uma pastoral. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. verde pastagem. 19. c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances. -v. ainda acordado. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo. 25-26. A leitura não está unicamente inscrita no texto. está na biblioteca em verde murmúrio”. 29-32. 4-5. se bispo. e este livro seria talvez uma simples prática paroquial. c) “cristal/ de fluida transparência” -v. e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro.

na cidade”. Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira. 45. que aparece várias vezes no poema. quarta e quinta. ( ) Esse poema. 85-6. ( ) Segundo a acepção 1 do verbete. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial. os músculos. em um contexto de capoeira. 2.)” Considerando o verbete acima.Noções de literatura Avançar . Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas. discurso. digestivo e respiratório. dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós. litania) S. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete. a “pensar. imaginar? A máquina o fará por nós. Seleta em prosa e verso. INL. ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete. p. Relação. (Sin. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo.” RICARDO. na cidade? A máquina o fará por nós. ( ) A voz do poeta. narração. pelo lat.) nesta acepção: reza da capoeira. ( ) Como obra poética. 1 4 7 10 13 16 16 19 22 44. Fig. refere-se. orai por nós.f. Ó máquina. uma oração. ( ) O pronome “o”. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós. o autor vai associando partes da anatomia humana aos sistemas fisiológicos por ela dinamizados. ( ) Ao longo do poema. ou conversa longa e fastidiosa. UnB-DF Acerca das idéias do texto. sistema circulatório. a “labutar no campo. sistema lingüístico. lengalenga. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 1972. sistema neurovegetativo. Por que pensar. julgue os itens que se seguem. reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa.As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha Por que o raciocínio. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. julgue os itens seguintes. Por que labutar no campo. O cérebro eletrônico. a “subir a escada de Jacó”. no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”. na forma como se apresenta.1. terceira. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. e o texto III. sistemas motor. imaginar”. segunda. Cassiano. desvela a ironia com que se estrutura o poema. da seguinte forma: primeira estrofe. no verso 17. no verso 21. ( ) De acordo com a acepção 1 do verbete. Rio de Janeiro: José Olympio. (ant. ócio dourado. Bras. no verso 19. o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma prece. Cap. cantilena. os ossos? A automação. no último verso. no verso 15. corresponde. a “fazer um poema” e.

. então. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que descreve a paisagem. Vem cá. a fauna e flora. 17 Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos. agora. c) O autor. que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu.46. lento um trovador cheio de estrelas escuta. a canção que eu fiz pra te esquecer. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração. Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda. percebendo-se a sua influência ainda hoje. como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa.Noções de literatura Avançar .” Antônio Carlos Jobim. Luísa me dá tua mão o teu desejo é sempre o meu desejo vem. brasileiro. sofre a forte influência poética de Lord Byron e Musset. Antônio Carlos Jobim. já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana. conseqüentemente. me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando. d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e. U. GABARITO b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas. os costumes e tradições do indianismo. a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e. Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda. no silêncio..

a saltação que ela guarda. que não são artistas nem artesãos. num dos pulsos. outras vezes. se ouve palpitar um bicho.Noções de literatura Avançar . desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos. IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar. em nenhum momento. e nunca. Obra completa. com voz de pássaro rouco. 1994. Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação. 18 e de pássaro cantor. não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. impessoal. como em jaula. em série. não assinado. tais gaiolas vão penduradas nos muros. Voltar Língua Portuguesa .” NETO. Assim. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. 324-6. estejam presos ou soltos. Se são jaulas não é certo. vão num bolso. se pássaros. trabalho rotina. p.Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro. 2 O que eles cantam. mais perto estão das gaiolas ao menos. mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho. João Cabral de Melo. dentro das quais. pelo tamanho e quebradiço da forma. Umas vezes. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado. GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono. mais privadas.

seu foco principal está na mensagem que é transmitida. prestígio. poder. rotineira. na sexta estrofe.. a produção pessoal versus produção impessoal. barra. 48. ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso). as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu lírico e leitores) ou como as pessoas. o ouro vem. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos. É tão claro! – e turva tudo: honra. 19 GABARITO Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre. “gaiolas”.” MEIRELES. UnB-DF Ainda em relação ao texto. ( ) Na interpretação de poemas. em ordem direta. ( ) Quanto à posição da sílaba tônica. De seu calmo esconderijo. “gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. produção variada.Noções de literatura Avançar .. ( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sentido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio. 49. dócil e ingênuo. folha. torna-se pó. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . julgue os itens seguintes. ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos. ( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondilha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradicionais de construção de poemas. julgue os itens que se seguem. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos. “cantando”. ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários. Cecília. criativa versus produção em série. em função de seu assunto e da linguagem despojada. ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso. ( ) No primeiro verso do poema.47. quer dizer. Assim. Romance II. “canto”. a coesão e também a convergência e a densidade semântica do texto. infinitas galerias penetram morros profundos. amor e pensamento. por ser átona. considerando-se o número de sílabas em cada verso. UnB-DF Em relação ao texto. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade. ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”. ( ) A linguagem é poética. o povo. engenho. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros. “jaulas”.

229. nenhum sentido. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons. 1987. Toda Poesia. 20 GABARITO 50. e) sermos gente. e) da beleza dos substantivos saudosistas. d) sermos pessoas ajustadas e felizes. Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”. Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. de táxi. U. Ferreira. povo solidário e unido. o autor não se utiliza: a) de comparações. “Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento. maior. senão lutarmos juntos por um mundo melhor. d) da força dos verbos. c) não nos desesperarmos. de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar. casado. o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns. do dia-a-dia. b) do efeito dos adjetivos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . p. c) da construção de versos livres. amigo. U.Noções de literatura Avançar .” GULLAR.Texto para as questões 50 e 51. de ônibus. Civilização Brasileira. reservista. defuntas alegrias flores passarinhos facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro. Rio de Janeiro. Ando a pé. b) vermos algum sentido na vida. 51. e não vejo na vida. Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos.

como resposta. pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que caracterizam o sentido deste poema. 32. o eu-lírico só poderia falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . por vezes.Noções de literatura Avançar . Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se. Percebe-se. pela incomunicabilidade e. 01. revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades do “outro”. Falai! meu mundo é feito de outra vida. O último verso indica. 1977. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas. O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que. que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”. 256. p. 16. Falai! que estou distante e distraída. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”. portanto. Dê. Nos dois primeiros versos. a soma das alternativas corretas. profundamente interiorizado. portanto. o delírio. daquilo que não pode ser observado no mundo exterior. ela se permite dizer “inverdades”. Obra poética. e o da interioridade. uma por uma: porém minha alma sabe mais. O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo. Cecília. 02. promovendo uma espécie de autosondagem no domínio do mundo interior. revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”.E. Isso porque. A arte pode ser “inverossímil”. no poema. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem referência à própria criação artística. U. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”. há uma constatação de que a linguagem não é um instrumento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres. conseqüentemente.” MEIRELES. Rio de Janeiro. O verso “Falai! que estou distante e distraída”. 04. com meu tédio sem voz. Pode-se dizer que. nesse poema. a perda da percepção dos limites da realidade. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais. Nova Aguilar. trata-o com desdém. “Interpretação As palavras aí estão. mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”.52. ou seja. Há. no poema. representado por expressões como “palavras” e “Falai!”. Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto. a existência de dois universos: o da exterioridade. Talvez nós não sejamos nós. 08.

Apesar disso. Mal o pilhou portas aquém. batendo-lhe no ombro paternalmente. em pausa de tragédia. — Sei onde trago o meu nariz.. minha mulher ou a preta. Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa. do escrevente. manca da perna esquerda e um tanto aluada. roupa nova. Escrevera nesse bilhetinho. Depois. ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela. apenas quatro palavras. Abriu uma gaveta. voltando-se para dentro. Ora.. o moço veio um tanto ressabiado... minha filha e tem a audácia de o declarar. São Paulo: Editora Nacional. à missa. . — . Namoro à moda velha. são três: da primeira pessoa – quem fala. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E..Noções de literatura Avançar . ou à preta Luzia.. — Oh.. como sabe.. Laurinha. 1940. — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno. troca de olhares. o qual tinha duas. Abriu os olhos e a boca. é casar! concluiu de improviso o vingativo pai. O velho fechou de novo a carranca. — . da segunda pessoa – a quem se fala. O Colocador de pronomes. Ama. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!. ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize. não permitirei nunca. — Nada de frases. diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. Depois. e eu. sondando uma retirada estratégica. essa. e neste caso vassuncê. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara. fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra. Encontros na igreja. Ousou o escrevente namorar-lhe a filha. por instinto.. da terceira pessoa – de quem se fala. cozinheira. Escolha! O escrevente. Por fim o coronel. moço.. nos dias de folga. e neste caso Laurinha. gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e. Magro. Silenciaram ambos. repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial.. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino. e neste caso Maria do Carmo. Negrinha e O macaco que se fez homem. – nunca. depois de três dias de sobrecenho carregado. com o Acorda. donzela. Urupês. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’. desdobrou-o.. madurota. com bastante sucesso.. tornando a si. Monteiro. Para abrir o jogo. aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e. balbuciou medrosa confirmação. com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz. Ar um tanto palerma. mandou chamá-lo à sua presença. já se vê. a serenata fatal à esquina. O escrevente ressuscitou. explicou. Toda a gente lhe tinha um vago medo. moço. bilhetinho perfumado.. 22 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... corrigiu o erro.. mas o amor. derrubou a cabeça.. apesar da distância hierárquica que os separava. Depois. Escrevente. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa. Aqui se estrepou. encalhe da família.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56. com a pulga atrás da orelha.. O escrevente. In: Contos pesados. Não lhe erravam os pressentimentos. entretanto. e desd’aí transformou-se no tutu da terra. Pois agora. então. bastava esse movimento de peão.. quer o coronel dizer. Salvo se declara amor à minha mulher!.. Escolha!” LOBATO. — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente. com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas. histérica.. Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido. então nos dezessete. e a do Carmo. Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua. — Os pronomes. afora pontos exclamativos e reticências: Anjo adorado! Amo-lhe! . a qual não pode ser senão a Maria do Carmo. seu chefe natural. não receia sobrecenhos enfarruscados. — Laurinha. que é mais forte que a morte.. Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões. a tremer. num pasmo. vesga. Vinte e três anos. Depois. Parou. coronel. enchendo-se de coragem. o coronel trancou o escritório. nem tufos de cabelos no nariz. comoveu-se e com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos.. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas. vencido. Triburtino não era homem de brincadeiras. Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama‘lhe’.

parma.. craru.. ( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão. UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias. interrompendo o fluxo da narrativa. ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de estereótipos e clichês. 54. Magro. há um exemplo de metonímia..” (Deprecação) IMPRIMIR Com base nessa leitura. 56. e vive um só instante.. ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante. c) o eu poético fala de um estado de sofrimento. b) o eu poético se dirige a Deus. ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis. sar.53. E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. ( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem. UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças políticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade. E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou. é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansiedade do escrevente e para produzir um efeito de suspense. ( ) Nessa narrativa. ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da linguagem e do conteúdo do bilhetinho. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! Já lágrimas tristes choram teus filhos. ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada. Vinte e três anos. Voltar Língua Portuguesa . a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança. 23 55. d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual. em ambos os trechos. Ar um tanto palerma. mas cordial e receptivo a bajulações. o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico. ambas dicionarizadas. ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro. Senhor meu Deus. UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas. UFMT ( ) No trecho Escrevente. GABARITO 57. a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens. Teus filhos que choram tão grande mudança. é casar!” . ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora. UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora. ( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo. “Meu Deus. pois apresenta personagens e acontecimentos sem manifestar opinião. o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce. com o intuito de criar uma escrita brasileira.Noções de literatura Avançar . produzindo formas como ingreis. ( ) Na narrativa. é incorreto afirmar que. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais podem resultar em equívocos de sentido. e.

para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta. tornar seu mundo musical leve. 60. destacando. ô mulher. c) O amor. Ariano. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o poema a seguir. no texto. Rio de Janeiro. a falta de perspectivas de um operário da construção civil. deitado!” GABARITO SUASSANA. isto é. Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta. segue o modelo clássico de composição poética para falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis. “Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. enquanto não aparece negócio. traz meu lençol. com severa crítica social. que eu estou no banco.Noções de literatura Avançar . nos últimos instantes de sua vida.” 24 Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. ( ) Há indicações. provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia. através da repetição de alguns versos. U. estou muito esperançado Mas. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das personagens. d) O início de alguns versos se repete. o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. pessoal. e) São versos dodecassílabos. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs. fatos passíveis de serem verdade. d) Enredo. “Está tudo muito bem. também musicado. INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59. tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico. e a poesia. metaforizando tal passagem com a morte. UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho. 59. b) Escrito em versos alexandrinos. a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores.F. Farsa da Boa Preguiça. entre outras tantas letras para suas músicas.58. José Olympio. c) A prosa existe em função da confissão amorosa. para a criação de personagens. de que as personagens pertencem à elite burguesa. o operário da construção civil consegue. 1979.

Do tamarindo a flor abriu-se. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. Correm perfumes no correr da brisa. ao rival de Jatir. Também meu coração. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte.. não mais. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Já nos cimos do bosque rumoreja. d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada. como estas preces. Brilha a lua no céu. e) A natureza. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol. Gonçalves. o verso 20. “Leito de folhas verdes Por que tardas. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. Jatir. Agir. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. que não chega.) 21 22 23 24 25 26 27 28 Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico. No silêncio da noite o bosque exala. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. brilham estrelas. como estas flores.. movendo as folhas. o verso 27. à pessoa amada. Poesia. no poema. Já solta o bogari mais doce aroma. 25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 (. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. há pouco. Santa Maria-RS Leia o poema que se segue. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas.F. Onde o frouxo luar brinca entre flores.Noções de literatura Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . não desempenha nenhuma função específica. U.61. Rio de Janeiro. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS. Jatir! nem tardo acordes À voz do meu amor.

Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua. ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas. Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: — Para que é isso? perguntou ela com brandura. que não poderia amá-la.. ajoelhados à borda de um leito.. na cruel agonia que só compreendem aqueles. já não existe.A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola. e abraçando a irmã. Sua mãe lhe servirá de túmulo. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica. Ama-o por ele. “Apenas o médico saiu. não engana.” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Vive por mim!” e em: “O dia se passou.” 26 GABARITO 62. viram finar-se gradualmente uma vida querida. impelido com violência. haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis. — Lançar!.”. Nosso filho. Ana. a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações. depois de um sono curto e agitado. voou pelo aposento. Paulo.. — Para aliviá-la do seu incômodo. Paulo. — Iremos juntos!. Nesse texto em foco. casar com Ana! — Não tratemos disso agora. Logo que lançar o aborto. “A febre lavrava com intensidade. sejam elas virgens ainda. e abandonar-me só neste mundo.. fica-te um pai. mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem. Pela manhã. Maria. Vive por mim! — Se eu pudesse viver. de José Alencar... esse casamento nos tornaria infelizes a ti. evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias. e abandonar-me só neste mundo. De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar. A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças. Maria. ( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo. voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede. porque ele era mais teu do que meu. À noite declarou-se a febre. a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que. disse-lhe: — Perdes uma irmã.. os termos grifados exemplificam metáforas. elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação. exemplificando assim um caso de próclise. e F. lhe servirás de pai. ficará inteiramente boa. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava .” Neste período. para as afirmações verdadeiras. ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências. — Queres acompanhar teu filho.Noções de literatura Avançar .. e sempre mais graves. Maria. à tua irmã. Paulo. por ti e por mim. promete-me que se ela não for tua mulher. lhe servirás de pai. o teu. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho. desde o primeiro dia em que nos encontramos. Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula. que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala. — Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta. uma febre intensa que a fez delirar.”. achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes. Quero confessar-me... e a mim. que nenhum efeito produziu.. promete-me que se ela não for tua mulher. minha amiga! Quando ficares boa.. UEGO Assinale V. — O remédio de que eu preciso é o da religião. tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade..

Ambos muito quietos. ( ) Pelo texto apresentado. Custa um tostão. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo. Dyonelio. mas por sua mediocridade. ‘puxar’ cuidadosamente as somas. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho. Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões. relanceia-os lentamente pela janela. injustiça ou grosseria dos homens. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses. usa tinta encarnada. uma preterição. O primeiro escriturário confere contas. Os ratos. Não tarda. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno. que penetra na mente da personagem. ( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas..63. Era então uma simples contrariedade a esquecer. Já tomou um há pouco. seu anonimato e sua alienação. São Paulo: Ática.. quadros risonhos. É preciso antes submetê-los a uma conferência. O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis. há sempre multiplicações e adições a fazer. 1992. calcular. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados. lê um livro. uma acusação contra si mesmo.. ver se as operações de cálculo estão certas. Mesmo assim. não necessita ‘estar em dia’. de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo. julgue os seguintes itens. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. quando tem já um grupo de contas respeitável.. sem interromper a conferência das contas. Depois. ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais. pousa-os no escriturário: — Está na Secretaria – responde este. bate muitos carimbos. É um serviço que faz há muito tempo.Noções de literatura Avançar . O datilógrafo. 26-7. O serviço.. Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses. Ele se dirige para a sua carteira.. ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído. quando não está ‘batendo’. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro. pequena. pois. p. embora seja o protagonista. É preciso classificar as notas. aberto dentro da gavetinha ao lado. sentimentos e sensações. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho.. infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural. São ‘notas’ de consumo de materiais. Na sala. 27 De acordo com o texto acima.. se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho..” MACHADO. decifrando-lhe pensamentos. não era raro vir-lhe um remorso. não tinham. emperrados. 12ª ed. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’. Dispõe de grande prática. porém. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente. não se destaca pelas características elevadas de homem extraordinário por seus feitos. essa compreensão inteligente e leviana das coisas. depois então ‘lançá-las’ com capricho. Faz cálculos. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’. não.. seu valor ou sua magnanimidade. nesses momentos. em forma de faturas. Naziazeno não quer café. lembranças. que este é custeado pelos funcionários. contra esse espírito inferior de esquecer prontamente. não exige pressa. quando..

11. 37. 16. 38. 30. 58. 51. 7.Noções de literatura Avançar . 6. 34. 57. 36. 28. 21. 35. 5. 60. 3. 46. 12. 29. 56. 54. 52. 41. c c b b c c d c b e e V–F–F–V a b e d d d c b d e F–V–F–V V–V–F V–F–V F–V–F–V d a c d d 32. 27. 47. 8. 55. 45. 59. 40. V–F–F–V–V–F V–V–F–V–F–F V–V–V–F–F c d a V–V–F–F–V F–V–V–F–F c b b d V–V–V–V F–F–V–V d F–F–V F–F–V V–V–F–V–F a b 10 V–V–F–V V–F–F–F V–V–V–F–V F–V–V–V a e F–V–F b e V–V–V–V–F F–V–V–V–V IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 24. 33. 9. 13. 15. 2. 63. 19. 22. 20. 62. 23.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1 1. 43. 53. 39. 18. 10. 14. 44. 25. 42. 49. 17. 4. 31. 48. 50. 26. 61.

“melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degredados que aqui fossem deixados. U. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial. intenção catequética e informação sobre a terra. Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Dominação lingüística. 3. 02. relato de viagem e pregação religiosa. “No domingo de Páscoa. com medo do cevadoiro. não muito altas. por ser gente que ninguém entende. CASTRO. “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa. vendo-lhes tais feições. d) I e II.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1.” – Submissão religiosa. 1 2. de muito bons palmitos. GABARITO Dê. 1997. Estão corretas somente as características indicadas em: a) I.. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha.) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado. diante de nós. estavam assim como nós olhando para o nosso pregador. por ele chefiada. c) Informativa dos jesuítas no Brasil.” – Visão paradisíaca. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega. 64. “E uma daquelas moças era toda tingida (. porque desejávamos saber se o havia na terra.. a soma das alternativas corretas. Porto Alegre: L & PM. “Aqueles outros.” – Difusão do cristianismo. e) II e III.. 88 e 96. 16. pela manhã. III. que a muitas mulheres de nossa terra. 85. como resposta. provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena. 83. b) II. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: I. 08. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele. em 1549. sentimento nacionalista e participação em campanha republicana. determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (. Ao longo dele há muitas palmeiras.. como pardais. notificando a chegada da primeira missão jesuítica. E aquele de quem falei antes. d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa. inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia. chamava alguns para que viessem até ali. do que eles dariam se os levassem. b) A das relações estabelecidas entre os românticos.” – Interesse mercantil. mas ninguém o entendia e nem ele a nós. Ninguém não lhe deve falar de rijo. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento. 04. c) III. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro. 32. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamente indicada em: 01. Sílvio. II.) tão graciosa. Colhemos e comemos muitos deles. 87. que estiveram sempre presentes à pregação. p.Literatura no período colonial Avançar .

( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Barroco. distribuídas em períodos diversos. p. o perdão divino. Voltar Língua Portuguesa . buscar a espiritualidade. o andamento e as condições da obra de catequese. porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples. e) constituem obras de gêneros diferentes. 7.4. ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. apesar da linguagem rebuscada. In: Poemas escolhidos. junto à natureza. Uneb-BA 2 GABARITO “Toda a cidade derrota esta fome universal. d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais. outra parte se destaca desse conjunto. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. declarando daí: “Ponto em boca”. 5. Gregório de. o lastro que traz de areia. plena de inversões e de figuras. mas se a frota não traz nada. b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. c) constituem obras do mesmo gênero. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana. Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta. ao mesmo tempo. o peixe. da reação do povo faminto. São Paulo: Círculo do Livro. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas. c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. Mas ao mesmo tempo. ( ) Na época colonial. d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade. e se a Câmara olha e ri. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial. b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação. uns dão a culpa total à Câmara. e) O temor. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e. produzidas no século XVII. Unifor-CE No período colonial. que é muda a boca esfaimada. com as dificuldades e os sucessos. por que razão leva tudo? Que o povo por ser sisudo largue o ouro e largue a prata a uma frota patarata. ( ) Parte da obra do Pe. por parte do sujeito poético. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. 46-7. s/d. IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade. a carne. Décimas. José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasilcolônia. A fome me tem já mudo. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. que entrando co’a vela cheia. que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. é coisa que me não toca: Ponto em boca. ( ) Na poesia arcádica observa-se. os feijões. 6. outros à frota: a frota tudo abarrota dentro dos escotilhões. porque anda farta até aqui.” MATOS.Literatura no período colonial Avançar .

II. o que lograva. e) neoclássico. 58. Se cresce para mim. A presença de um grande número de antíteses. p. IV. 2. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. c) barroco. o que deixava. Quando não me aproveita a pena minha. ( ) A dor daquele que. c) II e III. Pague no mal presente o bem passado. por ignorância. 9. Sermões. “alta desgraça” / “alta ventura”). alta ventura. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos. In: Obras completas de Gregório de Matos. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. Padeça agora. Que quem errou. Suspiro agora em vão. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos.8. b) neoclássico. d) I e IV. os senhores em pé apontando para o açoite. In: AMORA. Que quem podia. os senhores rompendo galas. e tanto cresce.” VIEIRA. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha. verificam-se os seguintes traços do barroco: I. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. o bem. os escravos despidos e nus. E morra. Soneto. 1015. e) I e III. Salvador-BA “Porque não conhecia. Babu.” MATOS. Deixei como ignorante o bem. os senhores tratando-os como brutos. viver gozando. GABARITO No texto. procedimento que costuma estruturar os poemas realizados nesse estilo de época. quando menos confessado. sem ver. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos. 1981. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. IV. Salvador: Janaína. Pe. os escravos carregados de ferros. que me embaça: Se cresce contra mim. que esta pena merecia. s/d. o estilo: a) barroco. que tinha. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. Vim sem considerar. Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura. A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos.” Na estrofe acima. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem. o que gozava. Deixei sem atender. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal. Ou entendia pouco. que passo. aonde vinha. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. org. v. os senhores banqueteando. que possuía. Antônio Soares. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. alta desgraça. São Paulo: Cultrix. dirige-se o poeta à sua amada Babu. Antônio. 10. e morra suspirando O mal. marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ed. ou seja. III. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. e não quis. p.Literatura no período colonial Avançar . Gregório de. b) III e IV. como estátuas da soberba e da tirania. os senhores nadando em ouro e prata. U. ou pouco amava. Sermão vigésimo sétimo. ( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico. os escravos perecendo à fome. 3 De acordo com o texto. Confesse. o que convinha. d) barroco. O envolvimento político do jesuíta. os escravos muitos.

Mestiços. Ambição. O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive. Salvador: EDUFBA. Verdade Honra Vergonha. Poesia satírica de Gregório de Matos.. em cada verso. procura. nesse contexto. dou ao demo a gente asnal. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor. financeiros e étnicos. (. por rimas internas. ameaçando sua própria posição. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo. Numa cidade onde falta Verdade. Senhora Dona Bahia. Dê. d) simplicidade clássica. e sandeu. a soma das alternativas corretas. 08. c) antecipação da estética do Romantismo. nos tercetos. por constituírem um grupo em franco processo de ascensão social e econômica. que estima por cabedal Pretos.. UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Que mais por sua desonra? Falta mais que se lhe ponha? O demo a viver se exponha. ao longo do poema. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton. e sandeu”. O ritmo do poema. Negócio Ambição Usura. Pretos.)” Pretos Mestiços Mulatos. 4 Quais são os seus doces objetos? Tem outros bens mais maciços? Quais destes lhe são mais gratos? Dou ao demo os insensatos. como resposta. é uma alusão aos portugueses e seus descendentes. é marcado.11. Por mais que a fama a exalta. 12. U. Vergonha. Mulatos. 54. 02. nos tercetos. A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01. 64. tanto no aspecto formal quanto ideológico. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia. Usura. com fatos e comentário. p. enquanto o conteúdo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . As respostas. são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quartetos.Literatura no período colonial Avançar . Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma reação aos excessos do movimento Barroco. A expressão “povo néscio. MENDES. que não sabe que o perdeu Negócio. 16. 04. Honra. inicialmente abordando aspectos éticos. Cleise Furtado. 1998. desenvolve-se em pares de estrofes. A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas. que então viviam na cidade de Salvador. 32. Quem a pôs neste socrócio? Quem causa tal perdição? E o maior desta loucura? Notável desaventura de um povo néscio.

Que alegre. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias. d) II e III. c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. Está correto o que afirma em: a) I. 15. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. e) épica de Basílio da Gama. com que a noite escura. os meus montados São esses. que coisa é alegria. os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica.Literatura no período colonial Avançar . III e IV. a matutina aurora o negro manto. b) barroca. A natureza é descrita de forma objetiva. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. que sonora. a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” 5 Com relação ao fragmento apresentado.” COSTA. No soneto de Cláudio Manuel da Costa. que é o gozo do tempo presente. b) II e III. d) simbolista. U. A carta de Caminha. O último verso apresenta uma hipérbole. Voltar Língua Portuguesa . que avultado prazer tanto melhora? Só minha alma em fatal melancolia. somente. afirma-se: I. b) lírica barroca de Gregório de Matos. tanto mais aborrece a luz do dia. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem. não te nego. c) I e III. vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados. Na obra de Gregório de Matos. II. e às vezes. quanto a sombra da noite mais lhe agrada. E a suavidade do prazer trocada. III. e) I. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa. somente. Nise adorada não sabe inda. sufocando do sol a face pura. que suave. UFSE “Sou pastor. II e III. Cláudio Manuel da. c) III e IV. III. a amada representada por uma pastora. no espaço de uma natureza amena. A poesia de Tomás Antônio Gonzaga. IV. em Marília de Dirceu. II e II. que aí vês. tinha escondido a chama brilhadora. Potiguar-RN “Já rompe.” IMPRIMIR GABARITO A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem. somente. II. somente. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar. por te não ver. d) I. b) I e II. c) romântica. “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte.13. 14. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico. aquela fontezinha aqui murmura! E nestes campos cheios de verdura. e) II. 16. Nise. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema.

b 14. d 11. b 5. d 4.Literatura no período colonial Avançar . b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 58 12. V – F – V – F – F – F – V 9. 62 3. d 8. c 10.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1 1. d 13. c 2. d 15. c 16. F – V – V – F – V 7. d 6.

ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo. ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. delas brancas.Humanismo. que costumada seja ao viver dos homens. Eles não lavram. de bons rostos e bons narizes. não têm nem entendem em nenhuma crença. Pelo sertão nos pareceu. sem cobertura alguma. sexta-feira. não pudemos saber que haja ouro. julgue os itens abaixo. A carta de Pero Vaz de Caminha. que a terra e as árvores de si lançam. também. p. porque eles. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. Beijo as mãos de Vossa Alteza. muito chã e muito formosa. que nesta navegação agora se achou. Jaime. infindas. ao longo do mar. por bem das águas que tem. dar-se-á nela tudo. que aqui há muito. mo fez pôr assim pelo miúdo. hoje. nalgumas partes. B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota. vista do mar. Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. De ponta a ponta. até agora. pois o desejo que tinha de tudo vos dizer. Pero Vaz de Caminha. A feição deles é serem pardos. querendo-a aproveitar. a estender olhos. não podíamos ver senão terra com arvoredos. com quanto trigo e legumes comemos. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. nem galinha. Senhor. e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. E nesta maneira. nem criam. Coleção Clássicos e Contemporâneos. Barroco e Arcadismo Avançar . Porém a terra em si é de muito bons ares. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. Parece-me gente de tal inocência que. como os de Entre-Doiro-e-Minho. 199-241. nem lho vimos. me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. Ela me perdoe. Tem. não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza. Senhor. Esta terra. muito grande. ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil. de que nós deste porto houvemos vista. Águas são muitas. Não há aqui boi. delas vermelhas. Quinhentismo. E em tal maneira é graciosa que. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. se homem os entendesse e eles a nós. nem qualquer outra alimária. da vossa Ilha de Vera Cruz. os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados. assim frios e temperados. E. nem coisa alguma de metal ou ferro. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas. é tudo praia-palma. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país. Nem comem senão desse inhame. que nos parecia muito longa. grandes barreiras. ( ) Segundo Caminha. 1 GABARITO 1. bem feitos. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943. Andam nus. Nela. hoje esquecidos. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi. por conter elementos da função poética da linguagem. e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. maneira de avermelhados. Deste Porto Seguro. Q U IN H E N T IS M O . a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua importância histórica e. nem cabra. seriam logo cristãos. se algum pouco me alonguei. segundo parece. e dessa semente e fruitos. nem vaca.” CORTESÃO. primeiro dia de maio de 1500. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. nem prata. nem ovelha. o melhor que eu puder. porque.

( ) No nono parágrafo do texto. Sugere que o diabo. d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados). Quinhentismo. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal. apesar dessa prática. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno. 5. Quais estão corretas? a) Apenas I.Humanismo. 2 IMPRIMIR GABARITO b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo. 3. mesmo sendo estes mais bem alimentados.2. e) I. de Gil Vicente. b) Apenas I e II. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio. tem poderes maiores que Deus. c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual. que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à subsistência. Barroco e Arcadismo Avançar . b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira. UnB-DF Ainda com relação ao texto. Ressalta também que. animal nobre. considere as seguintes afirmações. nesta peça. III. I. julgue os seguintes itens. II e III. mantêm-se as mesmas relações de idéias. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade. que a derruba. de Gil Vicente. asno que a carrega. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista. colocandose a questão da salvação post mortem (após a morte). II. guardando traços dos dois períodos. as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas. d) Apenas II e III. d) O asno corresponde a Pero Marques. a associação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo. os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. ( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrativismo vegetal. para a Biologia. primeiro pretendente e segundo marido de Inês. ( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada revelam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário. o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. pois legumes são sementes e trigo é fruto. Voltar Língua Portuguesa . ao julgar justos e pecadores. a primeira contém a segunda. na construção da farsa. substitui o propósito de edificação espiritual. 4. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. o que evidencia o propósito de sátira social que. consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. pois. de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. um quadro exterior para a apresentação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. c) Apenas I e III. Além disso.

o melhor fruto que dela se pode tirar. terra a dentro.o que d’Ela receberei em muita mercê. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. Senhor. E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava. é toda a praia muito chã e muito formosa. Beijo as mãos de Vossa Alteza. parece-me que será salvar esta gente. ( ) Este texto. Ela me perdoe. de Pero Vaz de Caminha. Barroco e Arcadismo Avançar . não podíamos ver. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. querendo a aproveitar. as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. 8. muito grande. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. hoje. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da literatura clássica do período. b) Arcadismo. ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil.” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco. porque a estender olhos.” 3 GABARITO 6. Águas são muitas. E se a um pouco alonguei. ( ) Por não terem os portugueses se aventurado. já seria uma grande dádiva. AUE-DF Julgue os itens que seguem. que haver nela. a Ela peço que. ( ) No entender do autor. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for. e a terra de cima. parece-me que. senão terra e arvoredos terra que nos parecia muito extensa. ou outra coisa de metal ou ferro. será tamanho. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. d) Simbolismo. c) Realismo. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias. porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. por causa das águas que tem! Contudo. da Vossa Ilha de Vera Cruz. acrescentando da nossa fé! E desta maneira. ( ) A Carta. ( ) Nele. por me fazer singular mercê. Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras. até outra ponta que contra o norte vem. quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. que tinha o homem no centro de tudo. o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado. ( ) Para Caminha. Senhor. vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura. Deste Porto Seguro. meu genro . De ponta a ponta. primeiro dia de maio de 1500. ( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. nem lha vimos. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. a saber. Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela. até então. sexta-feira. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra. Quinhentismo. da ponta que mais contra o sul vimos. porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho. 7. Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata. tem característica oratórias. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. tamanha a sua abundância na nova terra. umas vermelhas e outras brancas. de que nós deste porto houvemos vista. Em tal maneira é graciosa que. dar-se-á nela tudo.Humanismo. por se tratar de uma missiva. quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. Pelo sertão. toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. e) Modernismo. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século.Texto para as questões 6 e 7. É pois que. mo fez pôr assim pelo miúdo. nos pareceu vista do mar. infinitas. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra.

Os teus cabelos são uns fios d’ouro. Manuel. e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. Voltar Língua Portuguesa .” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. do jesuíta Fernão Cardim. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo. Andam nus. utilize o texto das questões 6 e 7. Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I “Vivos olhos. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. Manuel da Nóbrega. por bem das águas que tem. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga. 10. o de Martim Afonso de Souza. ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. escrivão do primeiro colonizador. 4 b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições. bem feitos. Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos. no texto. Texto II “O seu semblante é redondo. de bons rostos e bons narizes. ora loiros.) Porém a terra em si é de muito bons ares.) ( ) Por “contra o sul vimos. descreve sua amada. e fina. e) do “Diário de Navegações”. Teu lindo corpo bálsamo vapora. (. ( ) Os termos “fruto” e “semente”. maneira de avermelhados. Maria Dorotéia. estão empregados em sentido figurado. A pastora Marília. por isso a amada do poeta deixa de ser associada à figura convencional da pastora. Negros e finos cabelos. c) O sujeito lírico. Carnes de neve formadas.. Texto III “Papoula. b) das “Cartas” dos missionários jesuítas. A oscilação que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real. Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas. a pastora Marília. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília. sem equívoco semântico. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor. Te cobre as faces. As descrições apenas atendem à idealização da mulher.. (Para esta questão. Sobrancelhas arqueadas. darse-á nela tudo. (.” GABARITO O texto acima apresenta fragmentos: IMPRIMIR a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”. referindo-se ao descobrimento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene. ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão. exigida pelas convenções neoclássicas. de Pero Lopes de Souza. antes de tudo. 11. na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão. querendo-a aproveitar.. AEU-DF Julgue os itens seguintes. em relação à semântica e à estilística. ligado à vida do poeta. suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu. Com crespos fios de ouro: Meus olhos se vêem graças e loureiros. ora é descrita como tendo cabelos negros. ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia. ser substituída por detalhadamente. estabelece-se um raciocínio analógico.Humanismo. sem nenhuma cobertura. caracterizado como pastor. escritas nos dois primeiros séculos. ou rosa delicada. ele é. Quinhentismo. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”.). deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul. carece de unidade de enfoques. para dar a idéia do clima da nova terra. uma idealização poética.9. Barroco e Arcadismo Avançar . com o padrão poético realizado em cada composição. E em tal maneira é graciosa que... que são cor de neve. e faces cor-de-rosa.. contra o norte vem”. do Pe.

F. Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII. José de. Marília. assinale a alternativa incorreta. azeite. que consiste no princípio de viver o presente. 106. Quinhentismo. é uma postura típica também dos árcades.Humanismo.12. pastoril. dos frios gelos e dos sóis queimado. São Paulo: Scipione. e) F – F – F – V – V. Marília bela. Barroco e Arcadismo Avançar . A seqüência correta de preenchimento dos parênteses. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) Eu. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. bucólica. e mais as finas lãs. a) Tematiza motivos de Minas Gerais. Tomás Antonio.” GONZAGA. em seus poemas e sermões. b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido. Tomás Antonio Gonzaga. d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica.” NICOLA. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos. ( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos. e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano. frutas. Marília de Dirceu. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. U. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia. de que me visto. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira. 13. b) V – V – V – V – F. voltamse para a natureza em busca de uma nova vida simples. a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas. 1999. In: NICOLA. d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa.p. 14. c) V – V – F – V – F. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro. “O Arcadismo. legume. fugere urbem (“fugir da cidade”). embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético. de cima para baixo. inspirados na frase de Horácio. b) Os árcades. das brancas ovelhinhas tiro o leite. e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna. dá-me vinho. c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades. de expressões grosseiro. Graças à minha estrela. é: a) V – F – F – F – F. onde o poeta viveu. ( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil. José de. d) F – F – V – V – V. que viva de guardar alheio gado. exemplificando as tensões do seu tempo. Graças. 1999. São Paulo: Scipione. de tosco trato. 5 Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário.p. tenho próprio casal e nele assisto. mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca. c) As composições satíricas atacam governantes da colônia. 116. não sou algum vaqueiro.

quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. mas vós não ofendeis a Deus com as palavras. Quinhentismo. Eu falo. eu quero. antes lavrador que Nero. Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão.. pelo conceitismo e cultismos. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. No canto I.Humanismo.. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. c) barroco. de Camões. dirigida a Inês. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas. e não cavalo folão. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. O fragmento é próprio do estilo: a) medieval. pelo bucolismo. 16. F. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques. mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”. eu discordo. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. d) árcade. de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. pelas comparações. GABARITO b) clássico-renascentista. Viória-ES –“Ah! Peixes. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. na passagem que narra o concílio dos deuses. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. estai quando quiserdes estar. Barroco e Arcadismo Avançar . Voltar Língua Portuguesa . eu lembro-me. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. significa “bravo”. que se encontram em passagens diversas de A farsa de Inês Pereira. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. mas vós não ofendeis a Deus com a memória. por sua religiosidade. IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores.15. no caso. pelo sentimentalismo. Por usar de siso mero. e) romântico.I. UFRS Assinale a alternativa correta. asno que leve quero. 17. antes lebre que leão.

. episódios da Inconfidência Mineira.M. os navegantes prosseguem. é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro. o que pode ser comprovado nas descrições.. IMPRIMIR b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil. que o poeta compara ao paraíso. Tomás Antônio Gonzaga 02. d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves. a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico.. b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta. Voltar Língua Portuguesa . Quinhentismo. F. por ser um poeta de transição. esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados. Cláudio Manuel da Costa 08. estende-se à música. antes associada ao Cabo das Tormentas. principalmente do Ceará e da Bahia..18. a soma das alternativas corretas.E. Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado... Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700. e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso.. que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema. d) crítica a Diogo Álvares Correia. Barroco e Arcadismo Avançar . Padre Antônio Vieira 04. c) apesar das ameaças do gigante. misto de missionário e colono português.. Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01... 19.. sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri.. a natureza mineira. 20. Gregório de Matos 16.. tem como representante maior no Brasil o poeta baiano ..Humanismo...M. uma nova tendência.. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor. e) narra.. No canto V de Os Lusíadas. ... ao dar lugar a um “medonho choro”. Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos.. é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões. c) exaltação à terra brasileira. c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos. escultura e arquitetura da época. d) a nuvem negra que se desfaz... bem como aspirações religiosas... no Uruguai. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem. d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange... basicamente. 22. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África... c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”. Manuel Botelho de Oliveira Dê.. a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira. que comanda um dos maiores extermínios de índios da história. 7 GABARITO b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou. que ajudava os espanhóis na luta contra os índios.. de Basílio da Gama. e) exaltação à índia Lindóia... UFRS Assinale a alternativa incorreta. ao qual imprimiu características barrocas. de traços bem definidos. Além da literatura. U.. como resposta. sobretudo..F.. 21. Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura.. nos seus poemas de contestação social. e que se convencionou chamar de . pintura.... deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado. textos em prosa.. contra o exército espanhol.. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai.. fazendo ressaltar . da qual participou.. pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa. F. U.

brando e piedoso. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. limpo e gracioso. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. um doce e humilde gesto. c) Apenas I e II. e tanto negociante.23. e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. sem ver de quê. tu a mi empenhado. Quais estão corretas? a) Apenas I. II. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. Voltar Língua Portuguesa . que se contrapõe à solenidade do poema épico. um ar sereno. quase forçado. “Um mover de olhos. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. a presença de uma voz moralizadora. assumindo uma atitude de insensibilidade. d) Apenas I e III e) I. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. 8 c) o futuro desejado revela.Humanismo. II e III. de Luís de Camões. uma pura bondade manifesto indício da alma. b) Apenas III. 25. Quinhentismo. é incorreto afirmar que: a) o eu poético. UFRS Leia o soneto abaixo. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. um medo sem ter culpa. considere as seguintes afirmações. Barroco e Arcadismo Avançar . A ti trocou-te a máquina mercante. um encolhido ousar. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. uma brandura. idealizando a figura feminina. I. um riso brando e honesto. de qualquer alegria duvidoso. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. III. mantém-se distanciado do objeto criticado. O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe. no poema. um despejo quieto e vergonhoso. c) a manifestação de apego a Portugal. “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. e tem trocado Tanto negócio. 24. b) o poema compara o presente e o passado da cidade. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. A mim foi-me trocando. Rica te vi eu já. Que em tua larga barra tem entrado. tu a mi abundante. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. Oh se quisera Deus.” IMPRIMIR GABARITO Em relação ao poema acima. d) o poema faz referência ao contexto da época. um desejo gravíssimo e modesto. no poema.

9 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . patifaria. que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor. ed. 179-80. U. Barroco e Arcadismo Avançar . Vocabulário: pica-flor – beija-flor. In: MEGALE. Nacional. Sendo só de mim o Pica. Heitor e MATSUOKA.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas). Gregório de. se no nome que me dais. MATOS GUERRA. muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia. 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. picardia – velhacaria. ao autor e à sua obra. décima – composição poética de 10 versos. Pica-flor aceito ser. pesquisa. que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha. passarinho. escuta. 4. e o mais vosso. claro fica. São Paulo. s.E. usura – juro de capital. Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas. mas resta saber. e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha. e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro. juro excessivo.26. trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia. meteis a flor. espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados. Quinhentismo. Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam. 1977. que fico então Pica-flor.Humanismo. Marilena. p. que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais. 1) “A uma freira.

27. característica do Barroco. 5 e 6. b) Sermões eucarísticos. c) a tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio. c) a técnica da disseminação e recolha. respectivamente. sobretudo. ocorrem elisões nos versos 2. ocorre elisão apenas no verso 2. d) Literatura informativa. corrupção e roubo generalizados. 16. b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. às poesias religiosa e satírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaccdde.F. No primeiro. 5 e 6. Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. a soma das alternativas corretas. extravagante. já que é dirigido a uma freira. o melhor fruto que dela se pode tirar pareceme que será salvar esta gente. Os dois poemas pertencem. Dê. notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada. 4. Voltar Língua Portuguesa . No segundo. 4. Barroco e Arcadismo Avançar . b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de palavras. a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes. e) Gênero lírico. como resposta.10 GABARITO 01. culta. No primeiro. querendo-a aproveitar. Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o termo “Pica-flor”. c) Ficção regionalista. e na utilização de palavras rebuscadas e extravagantes que caracterizam o segundo poema. Neles. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. gosto pela maledicência. que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano. notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabbddb. 04. Santa Maria-RS “As águas são muitas. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana. evidentes. são comuns durante o período colonial. No primeiro poema. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. 02. U. No primeiro poema. Quinhentismo. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia. evidentes. 08. No segundo. no primeiro poema. Em tal maneira é graciosa que. notam-se as seguintes características: a) o gosto por jogos de palavras. respectivamente. b) a tentativa de conciliar pólos opostos da experiência humana (o sagrado e o profano). infinitas. 9 e 10. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. estrutura característica da décima. dar-se-á nela tudo. No primeiro. sobretudo. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. no conjunto formado pelos versos 3. 32. no conjunto formado pelos versos 3.Humanismo. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. por causa das águas que tem! Contudo. caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas). Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra. Assinale a alternativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem. há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (representante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado). Os dois poemas pertencem. estrutura comumente utilizada na composição da décima.” IMPRIMIR Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. às poesias religiosa e lírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. No segundo. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia. a) Biografias de santos. a exemplo do que se verifica no trecho transcrito. que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas.

já velho e com um “saber só de experiência feito”. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou.Humanismo. d) Gregório de Matos Guerra. c) Apenas I e III. 29. ao descreverem o Brasil. a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas. e) Bento Teixeira Pinto.F. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade. III. Está correto apenas o que se afirma em a) I. 30. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. GABARITO A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta. ainda. na medida em que todos os escritores eram nativos da terra. ou seja. II. U. existe alguém mais ACM do que eu? Veja. U. pode ser definido como uma época em que: I. em Os Lusíadas: I. Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. e) I e III. não se pode falar. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. d) Apenas II e III. Santa Maria-RS O Quinhentismo. 24 de maio de 2000. Barroco e Arcadismo Avançar . II. III. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito.F. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . enquanto manifestação literária. uma produção informativa e doutrinária. na existência de uma literatura brasileira. b) Apenas II. d) I e II. c) III. b) Tomás Antonio Gonzaga. b) II.28. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. e) Apenas III. Quinhentismo. c) Cláudio Manuel da Costa.

PUC-SP “Tu. (. como dizendo que dariam ouro por aquilo. posta em sossego. d) retrata a beleza de Inês. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha.. como um todo. nem de falar ao Capitão nem a ninguém.) Viu um deles umas contas de rosário. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão. e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar. e aos pés uma alcatifa* por estrado. Naquele engano da alma ledo e cego.Humanismo. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português.” Vocabulário: *alcatifa – tapete. humanizando os versos.. e lançou-as ao pescoço. estava sentado em uma cadeira. De teus fermosos olhos nunca enxuito. b) celebra os amores secretos de Inês e de D. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. II e III. Desse episódio. obra de Camões. GABARITO Considere as seguintes afirmações sobre o texto. O episódio de Inês de Castro. quando eles vieram. Quinhentismo. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. (. 32. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. Barroco e Arcadismo Avançar . folgou muito com elas. Entretanto. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie vivenciado pelos portugueses na chegada ao Brasil. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) Apenas II. I. legítima herdeira do trono de Portugal. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. d) Apenas II e III. com um colar de ouro mui grande ao pescoço. como que nos dizendo que ali havia ouro.31. III. Como se fora pérfida inimiga. Mas não fizeram sinal de cortesia. A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta.. No trecho selecionado. “O Capitão. oferecem momentos em que o lirismo se expande. bem vestido.” 12 Os Lusíadas. do qual o trecho acima faz parte. De teus anos colhendo doce fruito. UFRS Leia o texto abaixo. É porque queres.. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. c) Apenas I e II. só tu. e) I. posta em sossego.) Entraram. Aos montes ensinando e às ervinhas. brancas. Se dizem fero Amor. linda Inês. acenou que lhas dessem. áspero e tirano. extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha. II. Estavas. O nome que no peito escrito tinhas. Deste causa à molesta morte sua. Tuas aras banhar em sangue humano. Nos saudosos campos do Mondego. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. puro amor. Que a fortuna não deixa durar muito. Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. Quais estão corretas: a) Apenas I.

o povo. Por isso vos canta. 5. José de. pousada – local onde se descansa durante uma viagem. 1998. Barroco e Arcadismo Avançar . a saber. acrescentamento – aumento. adição. Estudos de Língua e Literatura. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama. querendo-a aproveitar. por bem das águas que tem. Moderna. muito grande. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . São Paulo. acréscimo. E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute. ed. 1998. Vossa santa vinda O diabo espanta. São Paulo. dar-seá nela tudo. Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. De Jesus querida. 5. acrescentamento da nossa santa fé. o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. GABARITO 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa. isso bastaria. Douglas. muito numeroso. Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto. Quinhentismo. In: TUFANO. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. Estudos de Língua e Literatura. Com prazer. Douglas. In: TUFANO. E em tal maneira é graciosa que. Poesia. lume: luz. ed. infindas. U. 1) “Águas são muitas.” 13 Vocabulário: infindo – infinito.33. Porém. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. A Carta de Pero Vaz de Caminha. orientação.Humanismo. Moderna.E.” Vocabulário: folgar: alegrar. ANCHIETA. em 1498. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia.

fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marítimo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. a conquista e a colonização dos territórios ultramarinos. documentando o processo de conquista e colonização. 04.14 01. o índio. dar-se-á nela tudo. Nos dois excertos. III. de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo. IV. GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade. No primeiro. Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usufruir das riquezas e. Numa cidade onde falta Verdade. IV. Gregório de. II. 16. mantém uma estrutura formal e rítmica regular. FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem.” MATOS. desse modo. vergonha. 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava. mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica. Que mais por sua desonra? Honra. já conhecida dos portugueses. Barroco e Arcadismo Avançar . honra. Dê. Por mais que a fama a exalta. a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos. compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. infindas. Rio de Janeiro: Record. as reais intenções de expansão do comércio. Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI. querendo-a aproveitar. emprega a ordem direta. 02. refere-se à cidade de São Paulo. a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. E em tal maneira é graciosa que. Então. confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos primórdios do século XVI. a soma das alternativas corretas. Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectativas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. Evidenciam-se. evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do BrasilColônia. 34. No segundo. José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. confirmando. catequizar os índios. as obras dos jesuítas aparecem. não se pode falar em literatura no Brasil.Humanismo. Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI. V. V. ao mesmo tempo. b) apenas I. pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I. d) apenas I. emprega a gradação. O demo a viver se exponha. O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). O poema I. / como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”). V. paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. e) todas. II. III. informando sobre a natureza. Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África. IV. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra descoberta. Quinhentismo. o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta. enfatiza as idéias opostas. por bem das águas que tem”). c) apenas I. moral e cristã. 1990. portanto. V. as informações que a Coroa Portuguesa desejava obter. No primeiro excerto. Nos dois excertos. por bem das águas que tem”). como resposta. 08. No segundo excerto. II. denominado “ciclo dos descobrimentos”. igualmente ricas de informações. Nos dois excertos. mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas.

de converter o índio à fé católica. no sentido de salvação da alma. alimentados a peixe moqueado com biju. A seqüência correta é: a) F – F – V. b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica. para responder às questões 128 e 129: “Enfim. a fim de salvar o país da invasão holandesa. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . em suas composições. passará a Quaresma e a Semana Santa. 15 Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. mingau de amendoim e frutas. biólogas e engenheiros agrônomos. Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião. na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa. cada vez mais. nascerá erva nas igrejas. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil. Esguios.F. usa “salvação” no sentido religioso.Humanismo. associando. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas. 30 de junho de 1999. sempre que o choque ocorreu. U. Os moradores do parque.F. caso o Brasil fosse entregue aos holandeses. ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha. como nos campos. pedagogos. 36. “Eles não usam barba. a urbanização baterá às portas da reserva.” FERRAZ. dormem cedo e só têm uma conversa: índio. e não haverá memória de vosso nascimento. Em todos os momentos da humanidade. É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada. seu nome à característica presente nessa obra. corretamente. pois ambos destacam. Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”.F. U. Do Xingu. despojados os templos e derrubados os altares. Procuram transformar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes. Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmonia se deve ao trabalho desses especialistas. vindos de diversas regiões brasileiras. nele. Quinhentismo. apresenta. Neste canto do Brasil. elas têm cabelos compridos e tranças. e que as não pisa a devoção dos fiéis. quase três séculos depois. como costumava em semelhantes dias.” GABARITO 37. o mais forte sobrepujou o mais fraco.35. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor. Ver-se-ão ermas e solitárias. Senhor. que já começava a destruir as igrejas da cidade. porque não há quem venha à solenidade. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas. b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico. enfermeiras. c) F – V – F. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. Silvio. acabar-se-á no Brasil a cristandade católica. que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios. b) V – V – F. c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza. Quase sempre de forma violenta. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos. As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio. U. e) F – V – V. não haverá quem entre nelas. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. Passará um dia de Natal. e) dirige-se ao rei de Portugal. do Padre Antonio Vieira. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. em 1640. a fim de preservar o patrimônio da Igreja. d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil. dependerão de produtos fabricados pelo branco. motivos árcades. acabar-se-á o culto divino. Barroco e Arcadismo Avançar . Assinale a alternativa que identifica esse autor. Falam baixo. In: Veja. ou seja. d) V – F – V. médicos. várias vezes.

U. 39. (Gregório de Matos) 40. Vos tenho a perdoar mais empenhado. (Gregório de Matos) b) Temerária. a Eneida e Os Lusíadas. Quinhentismo. (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor. por lustrosa. utiliza uma: a) ironia. e mais amado. (Botelho de Oliveira) c) Fábio. soberba. U. Primaz da Cafraria do Pegu. bonzo bramá. (Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai. de Basílio da Gama. A exaltação. por densa. Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII.Humanismo. ocasionando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo. a luz lhe enfada. mas não porque hei pecado. como a Odisséia. Barroco e Arcadismo Avançar . A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal. nascendo cá. c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas. Da vossa alta clemência me despido. Em régio estado não desterras flores. e) prosopopéia. Por altiva. Se bem rei mais propício. 16 Sobe ao sol. Voltar Língua Portuguesa . acentuando seu caráter bárbaro. única figura feminina do poema. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. d) onomatopéia. morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo. incapaz de sentimentos nobres e humanitários.38. Que ele estrelas desterra em régio estado. e) Lindóia. cobre o dia. Que sem ser do Pequim. ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”. a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada. que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga. IMPRIMIR d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. b) antítese. momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica. GABARITO Porque quanto mais tenho delinqüido.F.E. a mariposa. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental. confiada. a névoa. A esse cede amor em mil ternezas. c) gradação. por ser do Açu. Quer ser filho do sol. Governador do Rio de Janeiro.

deve-se dizer que: a) somente I está correta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ali. Quinhentismo. pois. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto. que são: rimas ricas. Em tristes sombras morre a formosura. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que. esconder-se nos próprios sofrimentos. A respeito de tais afirmações. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. ao vivenciar a alegria. c) somente III está correta. interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“AB-B-A”). na tristeza. Há nele um jogo simétrico de contrastes. está fazendo referência à pureza primordial da infância. e não dura mais que um dia. que se opõe à degradação dos bens materiais. devido ao desapontamento sentido pelo poeta. E na alegria sinta-se tristeza.Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. nas sombras da noite.Humanismo. Porém. Na formosura não se dê constância. não sabe retê-la. Começa o mundo enfim pela ignorância. d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que. d) somente I e III estão corretas. GABARITO e) todas estão corretas. de outro. III. como o Sol. e na Luz falte a firmeza. e por “constância”. a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas. expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua. por um lado. II.” Gregório de Matos. Barroco e Arcadismo Avançar . diante do curso seguido pelas forças naturais. ao falar do mundo que se inicia pela ignorância. considere as afirmações abaixo: I. 17 41. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo. a formosura do dia. preferindo. Esse é um soneto oitocentista. se acaba o Sol. tais como o findar do dia e o início da noite. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. tristeza/alegria. 42. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. etc. luz/sombra. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto. c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. Em contínuas tristezas a alegria. b) somente II está correta. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. “alegria” e “firmeza”.. Depois da Lua se segue a noite escura. se desfrutem as alegrias e. que cumpre os padrões da forma fixa. cuja última firmeza é a inconstância. dia/noite. e) O poema toca também na questão da inocência. que compõem a figura da antítese.

e) utilização de muitas frases interrogativas. FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores. FEI-SP O autor do texto. onde das casas dos pequenos não se faz caso. vejo galas. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais. c) José de Alencar. outros sem ela. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento. e. b) Trovadorismo. as jóias e as baixelas. b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem.O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48. como se há de ver a fé. d) Carlos Drummond de Andrade. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. vejo jóias. Deus me guie. FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres. e) Fernando Sabino. e) segundo o autor. e) Romantismo. 47. dignificandoos e humanizando as relações entre os nobres e o povo. FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. d) Realismo. b) Gregório de Matos. 44. liteiras e coches. parte por parte. das janelas vejo ao perto jardins. a risco de quebrar. como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis. foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. b) uso constante da metáfora e da antítese. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. vejo baixelas. d) soneto com versos decassílabos. c) Arcadismo. vejo todo o palácio e também o oratório. uns com libré. e ao longe quintas. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes. Se o que vestem os lacaios e os pajens. b) texto curto. e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. Padre Vieira. Primeiro que tudo vejo cavalos. 45. enfim. que o ouro e a prata derretidos. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . nem têm nome de casas. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros. pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco. (…) Entremos e vamos examinando o que virmos. FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito. mas não vejo a fé. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte. em que predomina o desenvolvimento de um único conflito. nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. perfumes e sensações táteis. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações. 46. se queriam ir buscar a vida a outra parte. Trata-se de um sermão do quinto domingo da Quaresma. a quem não fazíeis a féria. d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. ou no Reino.Humanismo. e as sedas se se espremeram. Quinhentismo. ou fora dele. c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo. os prendíeis e obrigáveis por força. Barroco e Arcadismo Avançar . vejo criados de diversos calibres. haviam de verter sangue.

Mais que as da Europa doces. certa assimetria entre a disseminação e a recolha. São pois os quatro AA por singulares Arvoredos. e gosto preparado. …………………………………………… As laranjas da terra Poucas azedas são. Tem o segundo A. Música do Parnasso. E têm sempre a vantagem de maiores. Ares. Tomo I. Desterrando do Inverno os desfavores. E delas por adorno apetecido Faz a divina Flora seu vestido. aparece em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos. Quinhentismo. O quarto A.48. 127-135. Lhes dá salgado o mar o sal do gosto. p. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Com tal sustância. 1953. d) provocar fortes emoções em seu público. todas azedas.Humanismo. Nas que chamam da China Grande sabor se afina. Um exame atento desse procedimento no poema revela. E nesta maioria. e) confundir seus ouvintes. no final. no açúcar deleitoso. Tem o primeiro A. Que dão a Portugal muitos ciúmes. VUNESP A técnica de disseminação e recolha. antes se encerra Tal doce nestes pomos. Tenho recopilado O que o Brasil contém para invejado. para recolhê-las num só verso. Esmeraldas de Abril em seus verdores. E para preferir a toda a terra. Que como junto ao mar o sítio é posto. Como maiores são. Que sem tempero algum para apetite Faz gostoso convite. Manuel Botelho de. Que refrescam o peito. nos arvoredos Sempre verdes aos olhos. Mas as de Portugal entre alamedas São primas dos limões. nas águas frias. têm mais valia. E são tão deleitosas. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã. …………………………………………… As plantas sempre nela reverdecem. GABARITO 49. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utilizado pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Em si perfeitos quatro AA encerra. …………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes. e são sadias. nos ares puros Na tempérie agradáveis e seguros. Tem o terceiro A. b) convencer e ensinar o seu público. Que é do Mundo o regalo mais mimoso. Rio de Janeiro: INL. Barroco e Arcadismo Avançar . E nas folhas parecem. todavia. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia.” 19 OLIVEIRA. Que o têm clarificado nos seus gomos. E se pode dizer em graça rara Que a mesma natureza os temperara. As fruitas se produzem copiosas. característica do estilo barroco. e melhores. Açúcar. Águas. sempre ledos.

d 28. a leva em seus ombros para que atravesse o rio. c 12. F – F – V – V – V 11. e 19. na cena final. F – F – F – V 3. a 9. b 23. 04 27. ingenuamente. d 30. e 5. e 6. colaborando. e por não ter conhecimento dessa traição. b 18. a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”. c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete. para ser traído por ela. mas o encontro com o ermitão. c 21. F – V – F – F 8. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher. a 10. O marido de Inês. em sua fala. a decadente sociedade portuguesa. Seu primeiro marido era um repressor proibindoa de sair de casa até mesmo para ir a igreja. a 4.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . c 15. a 24. Barroco e Arcadismo Avançar . Quinhentismo. b 26. V – F – V – F – F 2. c 31. 18 20. b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que. 16. c 22. c 17. Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelicamente (os fins justificam os meios). b 25. Pero Marques diz dar plena liberdade à esposa. a 13. a IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Não sabe. B A R R O C O E A R C A D IS M O 1 1. Q U IN H E N T IS M O .Humanismo. é um encontro adúltero. para o qual ela se encaminha. na vida privada. F – V – F – V – F – F 7. e 29. e 14. pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais.

e 47. a 37. no açúcar deleitoso” No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação. e 33. c 41. Quinhentismo. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüência Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar. nos ares puros (…) Tem o terceiro A. Barroco e Arcadismo Avançar . b 35. d 45. e 36. Ou ainda. (…) O quarto A.2 IMPRIMIR GABARITO 32. 24 34. c 48.Humanismo. b 49. nas águas frias. nos arvoredos (…) Tem o segundo A. ou seja. b 46. b 38. a 44. pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. retomou os elementos assimetricamente. a 42. b) Como se trata de um poema. a) Disseminação: “Tem o primeiro A. e 40. c 43. Voltar Língua Portuguesa . e 39.

não!’” GABARITO DIAS. São Paulo: Cultrix. não me deixes.. por meio das frutas. rev. Voltar Língua Portuguesa . a manga. Texto para as questões 2 e 3. A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste. p.. IMPRIMIR 2.d. Gonçalves. no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo. não se constranjam. ( ) Na história da literatura brasileira. José de. através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada. a pêra. não me deixes. “Portanto. Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse. como a fruta que nos mandam em lata. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo. 1 1. “Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente. Quase a lamber o chão. 21. não. te amarei constante ‘Mas não me deixes. A Literatura Brasileira através de textos. In: MOISÉS. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência. Alencar opõe.) O povo que chupa o caju. s. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu.. Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira. o damasco e a nêspera?” ALENCAR. onde bela se mirava. c) supervalorização da natureza. da fantasia. não!’ E a corrente passava. não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor. ‘Ai.Romantismo Avançar . metonimicamente. a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias. novas águas Após as outras vão. ( ) No segundo parágrafo. piquem. e aum. não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão. F. ed. Censurem. Benção Paterna.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1. não me deixes. ilustres e não ilustres representantes da crítica. não! Por fim desfalecida e a cor murchada. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda. o cambucá e a jabuticaba. d) exaltação do sonho. mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala. Límpido ou turvo. Massaud. Leva-a do seu torrão. ou calem-se como lhes aprouver. A corrente impiedosa a flor enleia.. e sempre embalde: ‘Ai. 1998. São Paulo: Melhoramentos. e) desejo de morte pelo amor não correspondido. In: Sonhos de Ouro. 135-6. E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai. (. b) amor incondicional ao outro.

socialismo e ilogismo. U.E.. em seus diversos momentos. Marília. 2 “Perdoa-me. 08. Se a ti ergui meus olhos suspirando!. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) “À dor imensa que me cerca e mata”. b) No poema de Gonzaga.. a soma das alternativas corretas. que eu assim resista À dor imensa. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5. visão de meus amores Perdoa-me. como recurso estilístico. c) “Nesta triste masmorra”. 5.” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor. assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso. no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes. nacionalismo e religiosidade. como resposta. c) No poema de Álvares de Azevedo. d) Em ambos os poemas. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira. escapismo e subjetivismo. 02. a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado. busca. Meus ais. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”.” Tomás Antônio Gonzaga. a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor. Minha febre noturna delirando. Dê.” Álvares de Azevedo.. U. apresenta como características: 01. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente. GABARITO 4. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores. Amor na minha idéia te retrata. U.F. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores. de um semi-vivo corpo sepultura. leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra. 16. 04.3. F. que me cerca e mata.. extremoso.F.Romantismo Avançar . naturalismo e pitoresco. adoro a tua formosura. visão dos meus amores. imaginação criadora e amor à natureza. não. 6. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima. d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”. inda. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão.

depois (qu’importa?) Virei sempre sentar-me à tua porta. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada: a) subjetivismo. c) nacionalismo.. ‘Saúde.. uma vez que esta ultrapassa a condição humana. com a fome e com a morte.. Que vais fazer tão triste e solitário?. Quem no teu nome a escuridão projeta. Vão três pálidas virgens.. d) futurismo.. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte. II. “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas. O teu mísero pão. Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença..Instrução: Para responder às questões 7 e 8. Pertence ao movimento literário denominado Romantismo.. I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias. b) II e III. d) III e IV.. irmão! Eu sou a Indiferença. c) II e IV.Romantismo Avançar . b) ufanismo... 7.’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta.. ‘Saúde. e) condoreirismo.. Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” 3 GABARITO Instrução: Para responder à questão 7. Idealiza a função do poeta. meu irmão! Eu sou a Fome. meu irmão! Eu sou a Morte. e) I. amanhã. mísero atleta! Hoje. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II. Sou eu quem te sepulta a idéia imensa. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta. depois. II. Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde.. Suspende em meio o hino augusto e forte.. III. Fui eu que te vesti do meu sudário... analisar as afirmativas que seguem. Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta. III e IV. IV. 8. Sou eu quem o teu negro pão consome. sobre o texto. PUC-RS Pela análise das afirmativas. ler o texto que segue.

d) Apesar da intensa presença da natureza. movendo as folhas. Onde o frouxo luar brinca entre flores. Sejam vales ou montes. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. Também meu coração. pela presença dos elementos mitológicos. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. tais como “luar”. “bosque” e “perfumes”. como estas preces.Texto para a questão 9. Do tamarindo a flor abriu-se. lago ou terra. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor. 4 GABARITO 9. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. há pouco. Brilha a lua no céu. notam-se ainda no poema.Romantismo Avançar . Nem outras mãos. para expressar o amor por meio da espera. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. Não sentiram meus lábios outros lábios. Correm perfumes no correr da brisa. No silêncio da noite o bosque exala. c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. como estas flores. Jatir. Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. os aspectos marcantes do Arcadismo. e) Mesmo sendo romântico. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. “Leito de folhas verdes Por que tardas. sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Jatir. não mais. Vai seguindo após ti meu pensamento. Já nos cimos do bosque rumoreja. o poema em questão já se aproxima do parnasianismo. Onde quer que tu vás. b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais. Já solta o bogari mais doce aroma. ou dia ou noite. Outro amor nunca tive: és meu. brilham estrelas. “vales”. recebida principalmente de Camões. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

O romance Lucíola.” (Ferdinand Denis). UFSE No período romântico brasileiro. como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos. UEGO Assinale V. procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. É o que se pode verificar quando se lêem. à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias. as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos. e) I .. um gênesis americano. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante. 13. d) O Mulato e Canção do Exílio. c) “Imaginei um poema. ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica. de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época. Lúcia. b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. o marginal e o burguês.” (Gonçalves de Magalhães). para os itens verdadeiros.” (Machado de Assis). Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais.” (Gonçalves Dias). uma criação recriada. como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos. dos dois autores citados. o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência. ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa. mulheres feiticeiras. realçando seus preceitos e preconceitos. 12. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos. d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu. c) Ressurreição e O Navio Negreiro.Romantismo Avançar . e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade. uma Ilídia Brasileira. e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar. dignos de alta expressão literária. encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas]. UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros. alheia ao eu-lírico.10. e) “O maravilhoso.” (José de Alencar). colocando na mesma mulher as imagens de virgem. c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico. b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis. c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo.Juca Pirama e O Guarani. 14. e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura.. 5 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. e F. d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum. U. respectivamente. foi trabalhar a dualidade. buscando nelas aspectos heróicos.F. b) Quincas Borba e Os Escravos. sapos e jacarés sem conta: enfim. 11. tão necessário à poesia. enquanto a paisagem árcade é harmoniosa. independência e as terras que ocupavam. de Maria da Glória e da cortesã. para os falsos. devido aos exageros do eu-lírico.

.. Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto... “Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau.. e) I.. d) Apenas II e III....... A luz da aurora me intumesce os seios.” (Laurindo Rabelo) III.. As paixões vivifica..) O véu da noite me atormenta em dores.” 6 Dos exemplos citados abaixo.. c) Apenas I e II... Das folhas secas... “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna. do silêncio ou vozes... do chorar das fontes... I. a mulher é freqüentemente .. UFRS Leia o texto abaixo. (. b) Apenas II. Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum. de tudo........” (Bernardo Guimarães) II. como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos... “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado.) Se é vate quem dos povos. nela... E a velhinha. Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa.. “Tenho medo de mim. sob o olhar apaixonado do poeta. . Das horas longas a correr velozes. dono de uma sensibilidade extraordinária..” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I. UFRS Leia o texto abaixo... de cunho romântico no Brasil. Se assentou sobre o grande jirau.. quando fala..Romantismo Avançar ..15. Da luz.... da sombra. II e III....... de ti. a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16.. rainha da festa. identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima... é um tema dominante na poesia . que usa . excita o pasmo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ....... (.

escreveu romances indianistas e urbanos. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo. Iracema. b) juntamente com Diva e Iracema. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social.” (*organizações = personalidades) ALENCAR. e a alegria voltou a habitar em sua alma. buscava. De novo sentiu em sua alma a sede do amor. São Paulo: Scipione. …………… adorava. sentia-se no ermo. Diogo / Peri. através da Senhora. é desfeito. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. assim. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos. 18. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. Mantida a seqüência. …………… amava. talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. Texto para as questões 19 e 20. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*. p. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre. porém nunca se valeu da composição regionalista e. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. Neste excerto de O Guarani. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração.17. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente. As folhas lastram o chão. Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros. e tremia de pensar que Iracema houvesse partido. o outro uma paixão. o cristão tornara às praias do mar. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. FUVEST-SP “Assim. O Guarani. agora longos sóis.Romantismo Avançar . “Logo após a vitória. vinga. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares. arrependido. e) Alencar. b) Loredano / Álvaro / Peri. O imbu. Como o imbu na várzea. Mas basta um sopro do mar. deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. vê-se desprezado e humilhado pela esposa. numa tentativa de representar por completo o Brasil. filho da serra. após ser abandonada por Fernando Seixas. Diogo. leva-as a brisa. 56. mas o casamento. 1994. Alencar revela traços realistas. já comprometido. na praia. Diogo. d) Fernando. após o casamento. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. …………… desejava. achando boa terra e fresca a sombra. o último uma religião. trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução. as flores. 7 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mas embalde. c) Loredano / Peri / D.” ALENCAR. d) Álvaro / D. para tudo murchar. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. Lúcia Camargo que. Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores. e) Loredano / D. cheia de grandes desejos e nobres ambições. José de. Diogo / Peri. José de. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. não atingiu seu intento. Passava os já tão breves.

e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente. 04. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01. feijão-roxinho. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial. evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada. Mas cantava. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! . 02. existe uma explicação adequada em: 01. O trecho “os já tão breves. Angélica na cara! Isso é ser flor. frágil e inatingível. a firmeza de permanecer em terra estranha.. UFBA Com relação à linguagem. e morre amando. 21. à chegada do inverno e à volta do esposo. A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete.” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita. 08. como heróis ou como vilões. Dá vida em teu alento à minha vida. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo. 64. 20. como resposta. como resposta. se tens pena De quem morre por ti.. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta. enquanto a segunda. 16. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam. ambas com função revitalizadora. Dê. a soma das alternativas corretas. O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim. Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. a soma das alternativas corretas. respectivamente. A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita. senão em vós se uniformara.. UFF-RJ Na literatura. onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance. para ambos. 32. respectivamente. agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local. 64.” (Castro Alves) 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 02.Romantismo Avançar . já que a primeira dá idéia de concretude. sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo. de abstração do sentimento amoroso. 32. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! . 04. molho de batatinhas. Dê. pálida virgem.19. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica. 08.. Em quem. 16.

referentes ao romance romântico no Brasil. antes de partir. por isso tomara todas essas precauções. A Moreninha. c) José Lins do Rego. d) Apenas II e III. b) Álvares de Azevedo.22.Romantismo Avançar . d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. III. 25. c) Apenas I e II. de canela. e sugasse uma gota desse sangue precioso. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”. II. b) Apenas II. região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. o rio de um lado. FEI-SP Sobre o romance. circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos. de Joaquim Manuel de Macedo. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte. e) Gonçalves Dias. na sua apresentação inicial.” 9 GABARITO 24. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias. é a novela picaresca espanhola. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. em que as personagens vivem em contato constante com a natureza. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora. de Bernardo Guimarães. II e III. 23. porém. de Manuel Antônio de Almeida. Quais estão corretas? a) Apenas I. é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável. insere-se na linha primitivista da corrente romântica. Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27. d) José de Alencar. A heroína de A Escrava Isaura. UFRS Considere as afirmações abaixo. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português. I. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. urataí e outras árvores aromáticas. c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. “O índio. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. é mestiça. o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas. e sobretudo os répteis. e) I.

a moça não insistiu. desde que mo deu. 1999. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe. José de. São Paulo: FTD. o papel da mulher fraca. 27. p. b) somente III está correta. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. já lho disse uma vez. Uma noite porém. Essa tendência é típica do: a) romance urbano. III. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável. na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo. e inquiriu do motivo. enfocados como pessoas comuns. 1992. revoltou-se contra si próprio. é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres. especialmente para uma das gerações do Romantismo). d) Castro Alves. eu lha restituo. e até pareceu esquecer a sua observação. UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO. Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros. Fernando. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis. não lhe pedi nada mais. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. na narrativa. Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo. sem força de vontade.” ALENCAR. desempenha. b) romance regionalista. e) Olavo Bilac. vê com naturalidade o casamento de conveniência. com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza. c) Casimiro de Abreu. em que Seixas se mostrara mais preocupado. IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra. c) I e II estão corretas. Zeca. e) A obra apresenta o final feliz. Em sua música “Maldição”. c) romance indianista. típico desfecho da narrativa romântica. 104-6.26. d) poemas épicos. e) II e III estão corretas. mas o seu procedimento o indignava. b) Gonçalves Dias. b) Aurélia Camargo. Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia. é correto afirmar que: I. Senhora: perfil de mulher. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. II. d) I e III estão corretas. a) somente I está correta. Fernando disfarçou. Voltar Língua Portuguesa . enquanto romântica. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro. In: Vô imbolá. imprudência a que pusera remate o pedido do casamento. fatal. A mim basta-me o seu amor. Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã. FEI-SP Em O Guarani. valentia e brio. c) A obra. GABARITO 29. e) poemas históricos. FEI-SP A propósito do trecho transcrito. quanto à relação amorosa.Romantismo Avançar . 28.

” DIAS. IMPRIMIR A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. Só pode exaltar. “Não chores. através do sentimento nativista. Poesia Completa. Se o duro combate Os fracos abate.Romantismo Avançar . sem ousar dizer que amamos. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. conduzindo o eu-lírico à depressão. Penetra na vida: Pesada ou querida. Aos fortes. 31. os bravos. Cultrix. junto à natureza. Viver é lutar. transportando o eu-lírico para um lugar ideal. São Paulo. A vida é combate Que os fracos abate. Compr’ender. Segui-la. Só teme fugir. sem que se veja. p. temendo roçar os seus vestidos.. como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. E pois que és meu filho. e) Romantismo. meu filho. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. partes do poema Canção do Tamoio. inspiração em elementos nacionais. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos. Só pode exaltar. especialmente nos índios e em sua civilização. seus pensamentos. e) idealização da mulher. a) Barroco. Condor ou tapir. que a vida É luta renhida. transcendendo os limites da vida física. Gonçalves. a quem se adora. c) idealização do amor. Poemas de Gonçalves Dias. E.30. sem lhe ouvir. Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor. aos bravos. 11 GABARITO Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio. c) Modernismo. e desse amor se morre!” DIAS. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. [s/d]. Viver é lutar. As armas ensaia. representam um momento da literatura brasileira em que se buscou. Que os fortes. b) forte subjetivismo. Não chores. Meus brios reveste. d) realização de poemas lírico-amorosos. 1959. 372. fragueiro. Quer seja tapuia. Gonçalves. sem poder fitar seus olhos. revelando uma visão pessimista da vida. Voltar Língua Portuguesa . No arco que entesa Tem certa uma presa. d) Naturalismo. Valente serás. Sê duro guerreiro Robusto. b) Realismo. Amá-la. Tamoio nasceste. valorizando o idioma nacional. UFF-RJ As estrofes abaixo.

apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro. tanto a casa de Mariz. representante dos valores lusitanos..... em contraste com a vida na corte. UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema... sinônimo dos recursos naturais do Brasil. ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas.... e) I. experimentando.. tal como em Iracema e em O Guarani. Segundo Pereira: “Ih. No romance .. ela é motivo de constante preocupação para o pai. a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico. mais precisamente no Rio de Janeiro. a partir daí. 02.. Apesar do afeto que Pereira sente pela filha. a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim. UFMS Considerando a leitura do romance Inocência. Unicamp-SP Em Ubirajara.. conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino. independente do julgo da metrópole portuguesa. d) Apenas II e III. De acordo com a narrativa. Quais estão corretas? a) Apenas I. no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35.. do Visconde de Taunay...Romantismo Avançar . meu Deus. é coisa de meter medo. e) Senhora – adolescente – ascensão social.. tentanto tirá-la dos braços de seu amado. 34.. sob a influência das culturas européias. uma . uma vez que. b) Apenas II. c) Lucíola – aristocrata – degradação moral. I... aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura. o homem branco por quem se apaixonara. a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual.32....... na certeza de que serão vingadas. que se apaixona pela bela sertaneja. 33.... durante o inverno europeu..São redomas de vidro que tudo pode quebrar.. Essa exaltação dos recursos alimentares do país... 01. II. Em O Guarani. Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro.. Em O Guarani e Iracema. pode pôr a perder a honra familiar. é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira. III. II e III. Durante um almoço. que retratam o lado negativo da terra americana. Pereira enaltece a fartura do Brasil. c) Apenas I e II. b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física. Em Iracema... de José de Alencar. em especial a francesa... José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central. assinale a(s) alternativa(s) correta(s)... Essa comparação visa a demonstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo. UFRS Leia o texto abaixo. as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas. são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro.. d) Senhora – adolescente – enriquecimento material. por obra de qualquer descuido... 08. à míngua.. misturam-se cenas da Guerra do Paraguai. são destruídos.. quanto os Aimorés. 12 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... de José de Alencar.. mulheres numa casa. palco da história do amor de Inocência e Meyer. um processo gradativo de .” 04.

vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. mas divididos por razões econômicas. d) I e II. o autor consegue sustentar a atenção dos leitores. onde se morre abafado. com suas palavras. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais. ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar. servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses. 38. ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa. de José de Alencar: I. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu.. 13 “Nasci no campo. GABARITO 39. uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais. nada. p.36.. não. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 203. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso). os campos e as matas. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema. aos oito anos ia eu para a escola. o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica. ( ) Até o final do romance. possa encontrar sua felicidade. a personalidade. ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista. mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”. os costumes. III. trata-se de caso de exceção na ficção do autor. ao saltar do berço. o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua. Para responder às questões 37 e 38.. 37. foi ao ar livre.. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias. Rio de Janeiro: Edição de Ouro. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!. ( ) Heroína romântica. infante ainda. e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades. e ao desprender-me das faixas infantis. Aqui. com suas palavras. A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta. não. é correto afirmar. O autor valeu-se de uma narrativa. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. ( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império. ligado por laços afetivos sinceros.” ABREU. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia. 1965. Obras completas. e) II e III. senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha trazer-me de longe o perfume das florestas. Mas. e. Ao tratar desse tema. Está correto somente o que se afirma em: a) I. de José de Alencar. Não foi na cidade. não queria. UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância. c) III. leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida. UFPR Sobre o romance Senhora. iniciando-se a narrativa com as recordações da infância de Aurélia. os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados. ocultando habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas. b) II. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. UFRJ Associado ao tema da infância. Casimiro de. II.Romantismo Avançar . ( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal.

como um bálsamo poderoso. apaixona-se por Cirino. no cap. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos da natureza são descritos minuciosamente. 41. 16. Dê. focalizado em primeira pessoa. quitação. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. A ação do romance. b) Aurélia Camargo. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres. como resposta. preterida por Fernando Seixas. por promessa de seu pai. o amor tudo vence. mas. 02. de José de Alencar. em termos históricos. além de explorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. é um romance regionalista. levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão. como também as relações do homem com essa mesma natureza. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas. 02. a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização. no entanto. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. Pereira. Inocência é noiva de Manecão.Romantismo Avançar . 04. 01. é a do casamento. compra-o e ele contumaz caça-dote. 42. apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. intitulado “Loura e Morena”. sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse. 08. O tom confidencial da narrativa. nele. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos da presença do medievalismo na literatura romântica. com final feliz. como resposta. assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance.40. a soma das alternativas corretas. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o anão que vigia Inocência o tempo todo. resgate. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. 16. por isso. cuja linguagem possui os elementos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro. posse. transcorre no século XVII. 08. Tico. Dê. III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem. salva Peri da morte. o romance estrutura-se em quatro partes: preço. 64. em oposição à vilania e à maldade. é correto afirmar que: 01. de desigualdade econômica. 04. de tendência sertanista. porque. uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre. V. inclusive através de nomes científicos em notas de rodapé. Considerando a obra como um todo. de Visconde de Taunay. A jovem. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval. a soma das alternativas corretas. reforça a grandeza do índio Peri. 32. UFMS Sobre o romance Inocência.

b) sentimentalismo realista. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro. com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas. São Paulo: Scipione. e) nativismo modernista..’” NICOLA. No ano da graça de 1604. E provocaste a rajada. No texto de José de Alencar. romântica e exaltada. da grande nação tabajara. ler o texto que segue. 125. que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. 15 44. o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto. o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo. onde campeava sua guerreira tribo. p.) pertencia a D. e mais longos que seu talhe de palmeira. Instrução: Para responder às questões 45 e 46.. O pé grácil e nu. p.. José de. que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna. construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”. e) São versos típicos de uma poesia que.. “Após a independência. Iracema. 1998. a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom. temos uma das formas significativas do nacionalismo. “(. Antônio de Mariz. b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza. barca de granito.. sublime artista. (. Cefet-RJ “Iracema. mal roçando. a virgem dos lábios de mel.) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio. em que o homem é apenas um simples comparsa. d) bucolismo neoclassicista. José de.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti. O favo da jati não era doce como o seu sorriso...) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava. (. 10. 1994. c) romantismo indianista. identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas. a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época.” ALENCAR. Nas ondas da escravidão. c) Essa estrofe é uma oitava. Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa.. Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada.) A habitação (. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos.Romantismo Avançar . Entretanto. sintetizado pelo: a) realismo naturalista.43. Mais rápida que a ema selvagem. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro. São Paulo: Scipione. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.. século XIX. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior.

. mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta.. o passado histórico por meio de uma visão ... a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca..... à cultura europeizada por que passa Peri.45. muito respeitados pela segunda geração romântica. através da fundação daquela que se tornaria a sua capital. .. de Cecília. como se pode observar. Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia. GABARITO 47.. Vem tu agora... de Manuel Antônio de Almeida....... foi o primeiro escrito no Brasil. evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns. 48. PUC-RS A obra em questão .. O Lamartine É monótono e belo como a noite.. de José de Alencar.... que é a protagonista da obra. Basta de Shakespeare... c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza..... e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião.. nele. é correto afirmar que. Álvares de... c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista. .” Memórias de um sargento de milícias... a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47. em relação ao processo de . por exemplo... b) a dispersão do eu-lírico... FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”). Parece-me que vou perdendo o gosto......... Fantástico alemão. Com base no texto acima.. exprime-se na métrica irregular dos versos.. A personagem referida. o poder e a audácia dos novos habitantes. b) Romance de Manuel Antônio de Almeida. Tem na lira do gênio uma só corda.... Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento... a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46... d) Escrito na época do Romantismo. só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa. (…)” AZEVEDO.......Romantismo Avançar .. PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra ... é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias...... possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época...... e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa. Se pranteia por Deus de amor suspira.. poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo..... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas.... Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta... 16 “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa. própria da ironia romântica. Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas. da ideologia dominante. Lira dos vinte anos. d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira.

.. c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil. Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis. d) O Moço Loiro – realista – complexidade.As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil. e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta.. à liberdade dos índios. No texto... e) Lúciola – regionalista – diversidade. b) Senhora – abolicionista – simplicidade. como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal. e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação. que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro.. 4º trim... a dois índios... ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto... ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares....... como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para se redimirem.. A preocupação em retratar a . c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade.. apesar do tom artificial de alguns romances. contextos e temáticas urbanas. PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas. 51. sem que a sua vontade fosse consultada. d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado.. em obras como .. UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil. como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal. c) seria arquitetada por colonos degradados. p. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.. era o ataque aos senhores da terra. b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral. que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios.. contra a vontade deles... d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião. que alegavam razões religiosas para seus atos... a) A Moreninha – realista – desigualdade... condenados à morte ou espíritos baixos. que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados.. UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial. e) seria causada pelos condenados à morte.” DIAS. .. 50... Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião. bem como criou romances de tendência . do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro. 17 49... Gonçalves. b) insere-se no contexto do Romantismo.. convertendo os índios. eram colonos degradados... 1867.Romantismo Avançar .. 274.. José de Alencar retratou. condenados à morte. como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português. mas que eram movidas pela ganância. que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa.. cometera a violência de arrancar de suas terras.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .

é correto afirmar que: 01. desinteresse e tédio. d) aversão dos românticos à natureza. é um anti-herói.) Não permita Deus que eu morra.” AZEVEDO. Essa atitude do eu-lírico manifesta a a) ironia romântica. referidas na segunda estrofe. e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal..52. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”. o compadre.Romantismo Avançar . por méritos próprios. Onde canta o Sabiá. 02. característica das classes de alta cultura e condição social confortável. 08. 54. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional. “Luar de verão”. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá. (. ó minha lua. Nosso céu tem mais estrelas. As aves. A teus raios divinos me abandono. o barbeiro. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral. que aqui gorjeiam. destacando-se pela temática regionalista. Não gorjeiam como lá. é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça. Sem qu’inda aviste as palmeiras. contrariando as convenções literárias da época. Dê. 04. Leonardo. tornando a obra uma espécie de crônica da época. é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. Lira dos vinte anos.” 18 Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora. c) melancolia romântica. Leonardo. b) tendência romântica ao misticismo. “Minha terra tem palmeiras. o personagem principal. 53. 16. o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. a comadre. comentando as ações dos personagens. como resposta. Nossos bosques têm mais vida. um aventureiro. João VI. Nossas várzeas têm mais flores. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias. d) as estrelas e as flores. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. o personagem central. simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial. que previa heróis moralmente elevados. aproximando-a da estética realista. Nossa vida mais amores. que mais tarde se casa com Vidinha e. de imediato. UFRS Leia as estrofes seguintes. Álvares de. capazes de atos de bravura e coragem. o Romantismo. mas revela. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias. a soma das alternativas corretas. o narrador interrompe com freqüência a narrativa. Sem que eu volte para lá. Onde canta o Sabiá. torna-se sargento. e) fuga romântica para o sonho. Neste excerto.

a: a) idealização da amada. de Álvares de Azevedo. já cantam vitória. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I.55. c) à temática romântica da nostalgia. retratada como musa etérea. que. Alteiam-se os tetos d’altiva nação. de glória e terror! (. b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor. 56. incorporando-as ao orgulho nacional. nos ânimos fortes. e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais. sedentos de glória. In: RIEDEL. U.Juca-Pirama. e) força material do cotidiano. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima. Rio de Janeiro: Bloch. d) à vertente romântica indianista. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso. Condão de prodígios. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”. d) insegurança amorosa. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico.)” DIAS. severos. Literatura brasileira em curso. a um tempo temida e desejada. Cercadas de troncos – cobertos de flores. de Gonçalves Dias.Romantismo Avançar . b) à tendência romântica para a utopia. d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira. p. São muitos seus filhos. revela-se um traço forte de sua poesia. Dirce.F. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade.. 311 19 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo. Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras.Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes. Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão. Já prélios incitam. I.. é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico. Gonçalves. c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras.. expressa num detalhismo quase realista. pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico. 57. ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro.. 1969. São rudos. solene e distante. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) projeção da própria morte. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas. c) sátira impiedosa.

sedento e arquejante. b) os índios estão em guerra contra os tapuias. Condor ou tapir. presentes no poema. “onde eu pintara”. Não poderei na sepultura.” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas. ideal mimoso. tais como: ventura e tristeza. confirmando a filiação do poema à estética simbolista. U. d) As referências ao universo da pintura. 16. revelam o seu caráter romântico de segunda geração. a imagem da mulher amada.F. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. a) quem erra o alvo precisa fugir da caça. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis. Texto para a questão 60. murchas. ao menos. c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes.58. 20 59. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”. 08. Quando louco. b) Filiado ao Simbolismo. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas. vida e morte. Nos lábios frios comprimir chorando.Romantismo Avançar . e) As marcas do erotismo. No arco que entesa Tem certa uma presa. Conforme os versos transcritos. E essas violetas inodoras. d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. expressão de ideais românticos. Tapir – anta. exaltação da natureza. de Gonçalves Dias. No poento vidro que te guarda o sono! Álvares de Azevedo. É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito. Só teme fugir. Quer seja tapuia. “rompeu a tela”. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. é um conjunto de poemas que apresentam: 01. a) O idealismo. Dê. Não encheste minh’alma de ventura. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. “negro quadro”. o sonho. 04. satanismo.E. linguagem coloquial. e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana. de Castro Alves. a presença da morte. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Condor – ave semelhante à águia. criam efeitos sinestésicos. característica primordial do Romantismo. U. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes. (…) GABARITO 60. De bela adormecida. Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes. A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos. como resposta. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. imaginação criadora. 02. a soma das alternativas corretas. De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela.

04.” IMPRIMIR GABARITO Assinale a alternativa que identifica. 62. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização.F.. e considerando a obra como um todo. seja no processo de construção das personagens . O desfecho da obra apresenta histórias de luto. a retidão de caráter. dor e sofrimento. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras.. assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização.. a seu modo. vulneráveis e desonestas. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima. o mestiço povo brasileiro. A obra pode ser classificada como um romance de costumes. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX. estalar do açoite. 02. título da obra e período literário dos versos citados. Tinir de ferros. uma vez que registra traços dos hábitos. U. 63. U... a coragem e a fidelidade. b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica. Estreitou-se com a haste da palmeira. Iracema. Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco. o nascido do meu sofrimento. Voltar Língua Portuguesa . UFMS Memórias de um sargento de milícias. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira. Em sangue a se banhar. (.representação de pessoas comuns. porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo. entre os anos de 1852 e 1853. Dê. um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade.61. como resposta.Romantismo Avançar . As personagens do romance pertencem à classe dominante.a periferia do Rio de Janeiro. assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão. José de. à elite de sua época. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo. e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo. A dor lacerou suas entranhas. de José de Alencar. não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa. as mulheres são devassas.. tradições e falas de pessoas simples. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo. seja no espaço onde essas personagens circulam . autor. Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar. 16. 08. de Manuel Antônio de Almeida. corretamente. sentindo que se lhe rompia o seio. As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema. 01. O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. Apresenta-se. a soma das alternativas corretas. Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo. U. de baixa renda e seus dramas cotidianos -.. c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo. consciente da sua missão de gerar a nova raça. foi uma obra inicialmente publicada em folhetins. no romance. contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa. na perspectiva do idealismo romântico.F.F. a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema. características da estética romântica..” ALENCAR.linguagem simples e direta -.) – Tu és Moacir. seja no plano da forma . e vivem situações idealizadas. 64. Dentre as proposições abaixo. buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro. d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local. é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro. d) Alencar justifica.

as grinaldas da morte na fronte dela.” 22 Com relação ao fragmento acima. o que leva ao efeito cômico desejado. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez. II e III estão corretas. mulheres incorpóreas ou virgens. ( ) Nesta obra. como o esconderijo. Assinale a alternativa correta. como o subjetivismo.. e se redimem as transações vis repondo de pé herói e heroína. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora. Pesava como chumbo. na economia e principalmente na educação dos jovens. o amor platônico não é superado pelo amor físico. recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói. – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja. o equilíbrio. presente em grande parte da obra do autor. d) Apenas I e II estão corretas. a) Apenas I está correta. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna. o disfarce e o erro de identificação. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política. uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e. pode-se encontrar (Assinale V. ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários.. Não sei se a noite era límpida ou negra. que. Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. ainda. Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. a punição do violão. o egocentrismo e o sentimentalismo.. da qual faz parte a peça O Noviço. c) I. ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro). UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro. temas característicos da primeira geração romântica.. personagens que confirmam o amor inatingível. pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa. Aquele branco da mortalha.. Tematiza a morte. e após uma orgia. III. acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história. Desta forma. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor. eu achara abertas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) F – V – V – F. para os itens verdadeiros. que se casa pelo dote. baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados. 66. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens. no 1º. b) Apenas II e III estão corretas. elas só o são aparentemente. Era uma defunta!. em virtude da educação que recebera. eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. sempre se salva a dignidade última dos protagonistas. ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social.. c) V – F – F – V. direcionando-os para a vida religiosa. despreza o nacionalismo e o indianismo. ao contrário.. mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas. e) Apenas I e III estão corretas. o vidrento dos olhos mal-apertados. Idealiza figuras imaginárias. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama. 67. ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico. e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida. Acentua traços característicos da literatura romântica. Nessa obra.. Saí. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852). Abri-o: era o de uma moça. afirma-se: I. b) V – V – F – F. As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite.. A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V. Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. rompido temporariamente.65. eu ignoro por quê. II. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas. naquela tez lívida e embaçada. “Uma noite. parágrafo.Romantismo Avançar . por exemplo). idealizado na literatura ultra-romântica..

. Vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!… Tinha na mão o ferro do engomado… Como roncava maviosa e pura!… Quase caí na rua desmaiado! (…) É ela! é ela! — repeti tremendo. PUC-SP “Fragmento I Pálida à luz da lâmpada sombria. b) no segundo. não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso. o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado. à aflição e à busca da solidão. atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento.E. c) no primeiro. pastoril. a morte como alívio para o “mal-do-século”. o desajustamento do indivíduo ao meio social. bucolicamente ingênua e inocente. ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja. 08. como resposta.. 02. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . em poesia simples. a exaltação de sentimentos pessoais. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 23 Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros. d) no segundo. U. Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória. apesar de haver um tom de humor e sátira.Romantismo Avançar . a soma das alternativas corretas. “Se eu morresse amanhã. o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. Comparando os dois fragmentos. o dolorido afã. 16. a valorização de elementos ligados à natureza. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta. Dê. Sobre o leito de flores reclinada. Como a lua por noite embalsamada. como: 01.68. 69. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento. é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo. manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Fragmento II É ela! é ela! — murmurei tremendo. Mas cantou nesse instante uma coruja… Abri cioso a página secreta… Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” GABARITO Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. com desespero e pessimismo. E o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janela! (…) Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que estalavam nos meus passos Ir espiar seu venturoso sono. e) no segundo. que conduz à dor. podemos afirmar que. porém. a) no primeiro. com certeza. 04.

a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara. não é dizer que vieram de braço. c) Apenas III. como a exaltação do pitoresco nacional. estabelecendo. em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical. Assinale: a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas. I. d) se 1. que deforma os encantos da mulher amada. A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista. 71. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético.F. por saber quem é Leonardo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 3 e 4 estiverem corretas. 24 GABARITO “Desta vez. ( ) na poesia saudosista. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor. II e III.” Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto. uma interdependência entre paisagem e estado de alma. 72. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista. predomina uma sensibilidade plástica singular. 4. 2. de Manuel Antônio de Almeida. d) Apenas II e III. II.Romantismo Avançar . assim. Quais estão corretas? a) Apenas I. foram mais adiante do que isso. b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas. ( ) na poesia lírico-amorosa. III. numa representação quase sempre épica. comparações sobre comparações. moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro. e em lamentos melodramáticos. como este último tinha querido quando foram para o Campo. 3. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens. 3 e 4 estiverem corretas. o índio. b) Apenas II. c) se 2. detectado no sentimentalismo exagerado. pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional. as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade. O narrador. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias. fruto do negro e do branco. U. vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo. o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo. UFRS Leia o texto abaixo.70. e) I. provocados pelo sofrimento do amor irrealizado. porém. no qual está inserido o primeiro habitante do País. põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções. O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim. embora o texto esteja em prosa. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro. em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará. Luizinha e Leonardo. extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias. A linguagem do romance Iracema é altamente poética. a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico. porque tudo é narrado de forma explícita. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema. podemos dizer que: 1. a saudosista e a lírico-amorosa. de José de Alencar.

44. a escravidão causaria mais vergonha que a própria morte. pode-se dizer que servem de complemento à narrativa. atribuem-se à infância traços negativos. As notas contribuem tratando o ritual. a natureza é lugar paradisíaco. 16. 9. 7. e 23. o índio brasileiro também tem suas tradições. 43. 49. 12. pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada. 6. 8. Sim. não com o preconceito europeu. c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena. de experiências positivas. 40. mas com benevolência.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O 1 1. c 28. a 27. Considerando-se que as notas são objetivas e a narrativa é subjetiva. c 32. 2. d 30. a 29. 15. c 33. e não européia. segue. 4. 46. 45. V–F–V–V d e a c 21 e a e V–F–V–V–V e c c d c d 17. no texto. 14. 47. 23 20. já que. a 19. O romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício. d 25. já que.Romantismo Avançar . que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar. 06 a Não segue integralmente. 05 21. no último parágrafo. 34. 3. 13. 38. 36. F–F–V–F–F–F–V 50 c 27 d c c a a e b GABARITO IMPRIMIR 35. tendo sido derrotado no combate com Ubirajara. 39. 41. 42. a qual passa por diferentes estágios. sua cultura. 10. d 22. Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o nome do hóspede. b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista: Jaguaré é o nome do caçador. pois. Voltar Língua Portuguesa . e 26. 37. d 24. b 18. a a) Como todo povo. 48. e 31. 11. 5.

Romantismo Avançar . 58. 60. 61.50. 68. 66. 51. 69. 57. 59. 72. 53. 71. 63. 52. a b e c V–F–V–V a 17 c V–V–F–V a e 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 67. 56. 64. 70. 54. 55. a e c a 14 a b b c 13 a 05 62. 65.

como um todo. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. d) retrata a beleza de Inês. Tuas aras banhar em sangue humano. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano. II. obra de Camões. humanizando os versos. De teus anos colhendo doce fruito. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. Naquele engano da alma ledo e cego. O episódio de Inês de Castro. em Os Lusíadas: I. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. linda Inês. do qual o trecho acima faz parte. 3. tu. já velho e com um “saber só de experiência feito”. Aos montes ensinando e às ervinhas. Deste causa à molesta morte sua. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. posta em sossego. Que a fortuna não deixa durar muito. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. Entretanto. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. b) II.Classicismo Avançar . e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português.” 1 GABARITO Os Lusíadas.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. inserido em sua narrativa épica. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. oferecem momentos em que o lirismo se expande. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. O nome que no peito escrito tinhas. Está correto apenas o que se afirma em a) I. Se dizem fero Amor. d) I e II. posta em sossego. áspero e tirano. Voltar Língua Portuguesa . c) III. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. IMPRIMIR b) celebra os amores secretos de Inês e de D. puro amor. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. c) a manifestação de apego a Portugal. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. legítima herdeira do trono de Portugal. É porque queres. e) I e III. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. III. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. Como se fora pérfida inimiga. Desse episódio. De teus fermosos olhos nunca enxuito. 2. que se contrapõe à solenidade do poema épico. Estavas. Nos saudosos campos do Mondego. PUC-SP “Tu só.

LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1.Classicismo Avançar . a 1 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e 3. b 2.

UFMS Apresentamos. A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). não fazendo qualquer referência ao emprego de tais termos na língua escrita. Está certo que os abusos beiram o ridículo. a seguir. ‘Um idioma evolui quando entra em contato com outros. Também é comum — e fato antigo — que os vocábulos a atravessar fronteiras venham. que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. diz o professor John Robert Schmitz. Agora. em que João Gabriel de Lima discute o projeto de lei nº 1676. assim como o mico-leão-dourado e a arara-azul. Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. (08) é possível detectar a presença de duas “vozes” que dialogam com o discurso sobre a língua: a “voz” da ecologia e a “voz” da economia. Seria mais ou menos como cobrar uma pena pecuniária (gostou dessa. Dê. p. Rebelo?) de pagodeiros a cada erro de gramática que cometem. É normal que uma língua se nutra de outras. e só alguém que não entende nada do assunto pode achar que é possível bloquear esse intercâmbio’. em geral. Entre eles. a soma das alternativas corretas. 86-7). centros comerciais). (04) os lojistas que exibem cartazes com termos estrangeiros em suas vitrines prejudicam apenas a si mesmos. ser multados. A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert adotassem o termo ‘week-end’ para fim de semana. que proíbe o uso de palavras estrangeiras. de uma cultura dominante. O texto traz a opinião do articulista de Veja. São Paulo). (32) no terceiro período: A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada de nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). No entanto. seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centers (ops. estampar nas vitrines “sale” e “50% off” em vez de “liquidação” e “50% de desconto”.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II 1. não devendo. essa primazia pertence ao inglês. multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero. de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B. por isso. dois trechos de uma reportagem publicada na revista Veja (30/08/00. os pagodeiros deveriam ser penalizados porque cometem erros absurdos de gramática que corrompem o idioma. era o francês o responsável pela maior parte das palavras ditas internacionais. 1 Trecho 1: “O projeto é fruto de uma idéia fora do lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção.Interpretação de texto II Avançar .” GABARITO Segundo o texto. o projeto mostra total ignorância do fenômeno lingüístico. é correto afirmar que: (01) o exemplo utilizado pelos defensores da pureza do idioma — os cartazes de lojas de shopping centers — não prima exatamente pela originalidade. Para ilustrar essa tese. como resposta. Até o início do século XX. As informações entre parênteses têm por função explicar os termos que os antecedem. americano naturalizado brasileiro. (16) ao contrário dos lojistas. (02) o projeto de Aldo Rebelo limita-se a tentar impedir que a língua falada seja invadida por estrangeirismos.” Trecho 2: “Para os especialistas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

” In: Crítica literária. é um processo normal. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. certos modos de dizer. a partir de então. 2 Entre o ponto de vista do escritor e a opinião de especialistas. como resposta. (32) o trecho atribuído ao professor John Robert Schmitz vem em discurso direto. (16) enquanto Machado de Assis vincula as alterações por que um idioma passa ao fator tempo e às necessidades advindas dos usos e costumes. UFMS Veja. a soma das alternativas corretas. (08) ignora-se a influência do povo como propulsor das transformações ocorridas na língua. locuções novas. a evolução das línguas. os estudiosos tomam os estrangeirismos como elementos positivos que fariam o idioma evoluir para melhor. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. a soma das alternativas corretas. (16) até o início do século XX. (04) afirma-se categoricamente que as mudanças ocorrem primeiro na fala para. exceto: (01) a evolução de um idioma. portanto. mas pode ser facilmente recuperado pelo leitor. UFMS Todas as proposições a seguir. projetos e atitudes como os de Aldo Rebelo revelam-se absurdos porque traduzem um desconhecimento completo sobre a língua portuguesa e suas origens. podemos fazer as seguintes comparações: (01) da mesma forma que o escritor fala de riquezas que se acrescentariam à língua. 47. ao passo que Machado de Assis assume uma atitude complacente em relação a seus opositores.2. o que pode ser observado desde tempos mais remotos. criando. através do intercâmbio com outras línguas. (04) os vocábulos de uma dada língua que se incorporam a outras originam-se sempre de uma cultura dominante. p. (02) para os especialistas. tendo sido. agora. com isso. A este respeito a influência do povo é decisiva. um efeito de sentido de verdade e constituindo um importante argumento de autoridade para fundamentar a tese do intercâmbio lingüístico. que não vem explicitado no texto. “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. o francês foi o principal idioma a “exportar” palavras para os demais porque pertencia à cultura dominante da época. estão corretas. suplantado pelo inglês. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . com naturalidade. (08) em A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert….Interpretação de texto II Avançar . especialistas enfocam a questão do ponto de vista do intercâmbio com outras línguas. como resposta. (02) tanto Machado de Assis quanto especialistas aceitam. como o escritor Machado de Assis aborda a questão da língua. 3. já explorada no texto acima. referentes aos trechos da questão 1. (32) posições contrárias à evolução de uma língua são duramente criticadas. Dê. só então. serem incorporadas à escrita. Dê. que não se pode impedir. Há. a expressão em negrito remete ao termo franceses.

São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto. mas certas situações que levam a isso estão aí.4. poder e dinheiro. ônibus.” ZANINI. Laércio. rompe o asfalto. triste. o assassino foge ao perfil comum de tais tipos. nos círculos milionários. c) a capacidade de resistência possibilita o inusitado surgimento da flor. e lhes atribui um comportamento que as desqualifica. esta carta dá uma notável demonstração de machismo e desprezo pelas mulheres. Garanto que uma flor nasceu. […] Furou o asfalto. SP.Interpretação de texto II Avançar . Sua cor não se percebe. Suas pétalas não se abrem. o tédio. b) Quais os traços de caráter das mulheres em relação aos quais os homens deveriam se precaver. “A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque. Seu nome não está nos livros. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia. Tudo porque o homem não aprende. É feia. A durabilidade de tais ligações. Mas é realmente uma flor. Referida a um crime que teve repercussão na imprensa escrita e falada. 5. Há milênios. Façam completo silêncio. gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade. Paulo de 30/08/2000. Transcreva uma frase em que o termo ocorre. termina quando tal fêmea atinge seu objetivo. GABARITO IMPRIMIR a) O texto usa. paralisem os [negócios. real. Duro. d) nada pode interferir no fluxo da vida urbana. bondes. e muitas pela fama. na frase “o homem não aprende”? Voltar Língua Portuguesa . e) a convivência do homem com a natureza não deve ser estimulada. meios artísticos. Pior ainda. em relação às mulheres. posando com fêmeas muito mais jovens. nesse fato.” 3 O texto sugere que: a) as plantas não devem ser cultivadas nos centros urbanos. PUC-RS Texto Carlos Drummond de Andrade “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe. segundo o autor dessa carta? c) A quem se refere o autor da carta. Sublinhe o termo em questão na sua frase. Garça. Sento-me no chão da capital do país às [cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma [insegura. rio de [aço do tráfego. o nojo e o ódio. associado à descrição de comportamentos que desqualificariam as mulheres. esportivos e de poder. um termo fortemente conotado. b) a flor nasce sem as marcas da urbanidade. no geral. quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. ITA-SP O texto a seguir foi publicado na seção “Cartas do leitor” da Folha de S. Fingem acreditar que elas estão aí por amá-los.

Unicamp-SP (nota: o título de “ministro” é dado aos juízes do Supremo Tribunal Federal) “Pela diferença de um voto. redefiniram os locais de trabalho. com base no texto. GABARITO 7. Nicholas Negroponte. que corria o risco de ficar impedido de aplicar cortes de despesas com folha de pagamento previstas na lei. Existem ainda no STF outras cinco ações propostas pela oposição contra dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal. 12/10/2000. 4 Texto para as questões 7 e 8. d) “redefiniram os locais de trabalho”. Transcreva pelo menos três.6. b) a negação dos benefícios decorrentes das revoluções. revoluções não são sutis. as grandes redes — a Internet e a World Wide Web — atropelaram o mundo. mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que confirmou a constitucionalidade do artigo que estabelece os limites de gastos com pessoal para os três poderes. 8. A revisão promovida pelo ministro Marco Aurélio favoreceu o governo. Não há dúvida de que vivemos a revolução da informação e. especialmente em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário no âmbito dos Estados e Municípios.Interpretação de texto II Avançar . Uma retificação no voto do ministro Marco Aurélio de Mello garantiu a decisão do STF. desafiaram constituições. Paulo. d) o caráter radical das revoluções. durante longos períodos de tempo. c) a natureza precária das revoluções. b) O que os termos “retificação” e “revisão” informam sobre a participação do juiz Marco Aurélio de Mello no julgamento da questão? c) Do que trata o artigo 20 da lei de Responsabilidade Fiscal? Responda. a) No texto acima. 13/02/96. diante de telas de computadores. as ‘infovias’. ocorrem vários termos de jargão técnico que remetem a diversas fases do andamento de um processo no judiciário. e) “desafiaram constituições”. enquanto o CD-Rom trabalha. reordenaram prioridades. e) o traço progressista das revoluções. b) “tornaram as leis antiquadas”. a expressão que sintetiza os efeitos da revolução operada pela informática é a) “atropelaram o mundo”. Fuvest-SP No texto. Fuvest-SP A expressão “revoluções não são sutis” indica a) a natureza efêmera das revoluções. Tornaram as leis antiquadas. o governo saiu vitorioso ontem no julgamento do pedido de liminar contra o artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal.” O Estado de S.” Jornal do Brasil. c) “reformularam a economia”. “A explosão dos computadores pessoais. reformularam a economia. diz o professor do MIT.

leia o anúncio que se segue. a mensagem do anúncio estaria preservada. 53 (com adaptações). nº 82. é incorreto afirmar que: (01) no primeiro período.Interpretação de texto II Avançar . E ainda foi considerado o carro mais seguro do segmento pelo Clube do Automóvel. freios ABS de 5ª geração. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. ( ) Se o trecho “Tem carroceria 100% galvanizada” estivesse redigido como Tem 100% da carroceria galvanizada. Mas a tecnologia é imensa. p. para um segmento específico da sociedade. Dê. a soma das alternativas corretas. (32) a atribuição de uma qualidade negativa ao sapatinho (de cristal) sugere. sugerindo maior proximidade com o interlocutor/leitor.” Época. Tem um momento que você percebe que não é você que não entra no sapatinho de cristal. ( ) No trecho final. mesmo um anúncio honesto pode apresentar alguma impropriedade lingüística que comprometa a qualidade da mensagem transmitida. anúncios que apresentam apenas informações verídicas. 12 anos de garantia anticorrosão” permite dupla interpretação: ou todas as peças metálicas do XYZ têm 12 anos de garantia anticorrosão ou apenas a carroceria a tem. como resposta. apesar de gostar de homens de verdade. é possível considerar que o anúncio poderá ludibriar o consumidor que der a ele a primeira interpretação.9. “O XYZ é o primeiro com airbags laterais na categoria.” Caras. ( ) O trecho “Tem carroceria 100% galvanizada. Dessa forma. Há. UFMS Leia o seguinte texto da propaganda de calçados da coleção Primavera-Verão da Picadilly: “Chega um momento que você pára de acreditar em príncipes encantados e passa a exigir homens de verdade. ludibriando involuntariamente o consumidor. Todavia. são proibidos pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. como conteúdos pressupostos. 5 De acordo com o material publicitário reproduzido acima. entretanto. XYZ. O design é compacto. pois ludibriam o cliente. e. recorre-se à intertextualidade com o popular conto de fadas Gata Borralheira. ( ) O primeiro período do anúncio não apresentará alteração de sentido se for assim reescrito: O XYZ é o primeiro na categoria e tem airbags laterais. por oposição. que a interlocutora anteriormente acreditava em príncipes encantados. Tendo em vista essa observação. iniciado em “E ainda” o anúncio afronta o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor porque lança uma auto-avaliação sem informar que sistema antifurto a sustenta. uma vez que se toma o todo (a pessoa) pela parte (os pés). portanto. (08) a figura de linguagem que aparece no segundo período é a metonímia. direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura e profundidade. 15/9/00. os verbos parar (de) e passar (a) indicam. É o maldito sapatinho que não serve para você. Voltar Língua Portuguesa . (02) com o objetivo de opor realidade e fantasia. (16) os anunciantes da coleção Primavera-Verão da Picadilly utilizam argumentos genéricos para seduzir o grande público. estimulandoo a adquirir um produto ou a contratar um serviço. também conhecido como Cinderela. ar-condicionado inteligente. não se voltando. que acaba comprando gato por lebre. UnB-DF Um anúncio publicitário tem por finalidade influenciar o público. 12 anos de garantia anticorrosão. (04) o uso de você é um recurso típico do texto publicitário. 13/12/99. por isso. motor com 5 válvulas por cilindro. É o primeiro carro brasileiro com acoustic parking system. 10. Tem carroceria 100% galvanizada. Alguns anúncios são sabidamente enganosos. GABARITO IMPRIMIR Com relação a esse anúncio. a valorização dos calçados anunciados.

11. 4. Metodista-SP Texto 1 “Por isso.C. c) O texto contém uma explicação histórico-científica para a expressão “voto de Minerva”. IV. a empresa está informatizando todo o seu sistema. em que não faltam. d) I. Segundo os soldados. Ana Rosa Ferreira. S. detonando três pipocos em Cícero.35. d) Atualmente. 24. Clitemnestra. II. 07. 230. III. uma deformação dos significantes. A tragédia de Ésquilo.” NP. F. O discurso da violência — as marcas da oralidade no jornalismo popular. Atena funda um tribunal chamado Areópago (que realmente existiu. pintou confusão.07. fugiram. op.” Superinteressante. F. O cara morreu na hora. Orestes. e) Tudo o que foi narrado pelo escritor do artigo não passa de ficção. F. Rolou uma briga e Eudes sacou o berro. IV e V. Paulo: editora EDUC/Cortez. julho de 1998. e) I.” NP. op. pode-se dizer que.07. Egisto. p.C. p. c) somente I e IV. estão corretas a) todas as afirmações. apud. 2 F. uma oralidade bem marcada da qual se projetam elementos emocionais para envolver o leitor.91. III. Christi estava tirando seu Santana da garagem. o malaco tentou roubar o revólver de Antônio Carlos. Nessa tragédia. p. 339. assassina o marido. quando acontece empate em julgamento. conta o professor de Língua Portuguesa Francisco Platão Savioli. ou de linguagem popular e técnica. Considerando somente os fragmentos de Notícias Populares acima. ‘O episódio que deu origem à expressão está narrado na peça Eumênides. que fica na mesma rua. predomina I. Atena virou Minerva e a instituição do voto de desempate.07. cit. o primeiro dos grandes dramaturgos clássicos gregos. ajudada pelo amante. II. Texto 4 “Um aviãozinho monomotor (de um motor só) caiu ontem de manhã na Baía da Guanabara…” NP.456 a. 5. na Antigüidade. cit.91. Texto 3 “Liberado pelos médicos. uma preocupação de fundo metalingüístico. da Universidade de São Paulo. 6 Podemos concluir do texto acima que: a) Eumênides é a peça escrita por Ésquilo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . cit. 298. três monstruosas divindades aladas que puniam os criminosos.Interpretação de texto II Avançar . a transformação de notícias em narrativas. VI. . grande dramaturgo grego. em Atenas). a mistura freqüente de linguagem culta e popular (oral). o filho dela. Nessa hora. apud. IV e VI. Só que o julgamento terminou empatado e a deusa decidiu pela absolvição de Orestes. de Ésquilo (525 a.91.07. b) somente III e IV. b) O professor Francisco Platão Savioli explica em um texto descritivo a origem da expressão. projetou o mito muito além da sua época. perceptível em nível morfológico. uma tendência para a hipérbole. marcas de oralidade. V. no discurso jornalístico em questão. dado pelo presidente de um tribunal. Quanto às afirmações anteriores. 6. Agamênon. p. passou para outras civilizações. Os malacos chegaram junto dela e mandaram-na passar as chaves. 27. II. Aí. Minerva é o nome romano da deusa da sabedoria. Com a posterior elaboração e consolidação da jurisprudência romana.” GABARITO NP. op. para resolver os pepinos em tempo. Atena. 12. o juiz se utiliza do voto de Minerva para absolver o réu. U. Univali-SC “Deusa grega decidia julgamentos empatados De onde veio a expressão ‘voto de Minerva’? Da Grécia antiga. apud DIAS. mata os dois para vingar o pai e é perseguido pelas Fúrias.)’. para melhor se aproximar da língua padrão. 27. III. que inventou a expressão. Quando sacaram que pintou sujeira. o preso entrou no carro de polícia para voltar ao distrito.91. apud. Para julgar o crime. 1996 Texto 2 “Os malacos tinham arrombado a escola Paradigma. inclusive.

” Considere as seguintes afirmações sobre o texto acima: I. ora ao fundamento mercantilista dos ‘negócios’. II e III. podem ser classificados como ‘morde-e-assopra brasiliensis’. II e III somente. b) aquele que. I e II somente.Interpretação de texto II Avançar . d) um “camaleão social”. e) um “camaleão social” ironicamente analisado pela sua conduta. ‘a gente se vê’ e ‘apareça lá em casa’ normalmente são escapadas e não promessas de um novo encontro.” KEPP. correspondente no Brasil do jornal dominical The Observer. 7 13. intencionalmente incapaz de magoar os outros. Vários políticos valem-se dessa duplicidade de significados: sendo. de fato. Seu talento nesse campo vem de eles terem aprendido como navegar em torno dos negativos. U. híbrido e. A tese defendida é a de que a acepção mercantilista do termo negociação pode ser maliciosamente encoberta pela acepção democrática. inteligente frente aos obstáculos impostos pelo cotidiano. PUC/Campinas-SP “Na prática política. III. que é a busca do ‘acordo entre partes’. e a tese é a de que as palavras deixam de ter sentido por causa dessa prática. meio diplomata. 1996. Sérgio Buarque de Holanda os flagrou mais de meio século atrás no seu estudo do ‘homem cordial’. Metodista-SP Assinale a alternativa que mais traduz o conceito de homem cordial no texto. Esses hábitos já estão enraizados nessa cultura. pela gentileza de seus atos. está honestamente preocupado com as regras sociais. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Michael. ‘se der’. “Modos brasileiros de escapar do ‘não’ Universalmente.Texto para a questão 13. Membros dessa espécie híbrida. Em relação ao texto. O tema é a prática da má política. I. In Folha de São Paulo. (…). É por essa razão que frases igualmente descompromissadas como ‘eu te ligo’. Essa declaração faz com que qualquer trato não cumprido soe como um acordo amistoso. as pessoas se escondem atrás de expressões comprometedoras para evitar a responsabilidade pelos atos ou opiniões e para fugir dos confrontos embaraçosos. por essa razão. espertos negociantes. ou mesmo das ‘negociatas’. a palavra negociação associa-se ora ao requisito clássico da democracia. I e III somente. meio malandra. Eles se comunicam por meio de frases como ‘eu fico devendo’. justificam-se como hábeis negociadores. os brasileiros seriam PhDs nela. a) o homem capaz de empreender encontros amistosos. O tema explorado é o do duplo sentido que a palavra negociação ganha no âmbito da prática política. II. Se essa ‘esquiva retórica’ fosse uma disciplina acadêmica. das quais os brasileiros diariamente se apropriam para desviar da palavra ‘não’. está correto o que vem afirmado em a) b) c) d) e) II somente. (…). c) o homem perspicaz. Veja as expressões propositadamente vagas como ‘pode ser’. um tipo de enganador charmoso. de Londres e da Fairchild Publications. ‘vamos ver’. 14.

é o ensino da literatura. Por que é um mistério que nunca esclareci. b) Nenhuma idéia é mais relevante. para a qual o próprio escritor muitas vezes não tem resposta. o comentário do autor faz referência a um futuro em que inovações metodológicas tornarão o ensino mais produtivo e eficaz. os da margem esquerda e os da margem direita. lugares. isto é. A propósito. 1999. ficará cada vez mais por conta do computador. Não sei como será a escola no futuro. Ninguém soube responder. Não é preciso lembrar. os afluentes do Amazonas? Há pouco tempo faleceu um dos melhores professores que tive. E também não nos ensinará o valor das emoções. que o conceba como alguém dotado de inteligência e afetividade. 16. como vivem os habitantes da região. mas de uma coisa estou seguro: a regra do professor Steinbruch será mais válida do que nunca. ensino foi sinônimo de informação: nomes. mas indo até lá. não cumpre seu real objetivo. a esse respeito. Nós nunca tínhamos ido à Amazônia. F. d) Numa perspectiva otimista e confiante. Durante muito tempo. olhou-nos e fez uma pergunta que nos deixou a todos perplexos. daqui em diante. U.Interpretação de texto II Avançar . e portanto cheio de afluentes. Nesse binômio. se faz a respeito de um texto é: o que quis o autor dizer com isso? Pergunta difícil. Alfredo Steinbruch. o texto aponta o computador como o grande mestre do futuro. A pergunta que. é preciso saber como acessar. mesmo. U. no contexto. e memorizavam — porque aquilo caía no exame. nunca tínhamos visto os rios da região. Perguntou por que havíamos copiado aquilo. foi direto para o quadro e escreveu: Calor → dilatação. Nada mais paradigmático a esse respeito do que a lista de afluentes do Amazonas. O professor então passou o resto da aula explicando: é mais importante entender do que copiar. Eu perguntaria ao leitor. A memória do computador nos dará todo tipo de informações. Lembro muito bem a primeira aula que nos deu. F. d) Não há exemplo mais adequado. Informação memorizada é algo que. O que o computador não nos ensinará é como entender as coisas. é essencial que a educação contemple globalmente o ser. entendimento e emoção. ao acúmulo de informações memorizadas. 26 set. Trata-se de um rio longo. datas. Rio Grande-RS Assinale a alternativa cujo teor é incompatível com as idéias veiculadas pela crônica. conhecendo como é o lugar. basicamente. Coisas que os alunos copiavam. Rio Grande-RS A expressão Nada mais paradigmático é. da vida? No futuro. e) Segundo o texto. c) Nada é comparável. em geral. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . E todos nós imediatamente copiamos: calor – flechinha – dilatação. equivalente a: a) Nada é mais enfatizado. é criticado o ensino que visa. c) O texto é portador da idéia de que o ensino desvinculado da realidade e das vivências do aprendiz. 8 15. Assim mesmo: calor – flechinha – dilatação. em primeiro lugar: o que sentiste lendo esse texto? Em que ele aumentou a tua compreensão do mundo. todos nós estávamos ansiosos. que lecionava Física no Julinho. a) No texto. ao qual caberá a intransferível tarefa de educar gerações. Exemplar. batalhas. Ele pousou o giz. ou liam nos livros. e que foi cercada da maior expectativa: como tinha fama de ralador. Era preciso recitá-los de memória. mas sabíamos seus nomes. e) Nenhuma informação memorizada é mais importante.Instrução: as questões de números 15 e 16 referem-se ao texto. Revista ZH. Texto “Quais são. está o objetivo maior da educação. b) Entre outras idéias. E aí os nomes surgirão naturalmente. como se chamam os afluentes da margem direita?” Zero Hora. os escolares saberão dos afluentes do Amazonas não recitando os nomes. O professor Alfredo entrou na sala.

Fuvest-SP Deduz-se corretamente do texto que a) a humanidade. não será capaz de superar o egoísmo. c) é da natureza do progresso que. a) as novas formas de vizinhança e de moradia resultaram de uma política de urbanização progressiva e organizada. Fuvest-SP No contexto em que ocorrem. História da vida privada no Brasil.Texto para as questões 17 e 18. uma informação manipulada que. resultou de projetos governamentais. e) a violência urbana. em lugar de esclarecer. confunde. embora realizado de maneira desordenada. a cada avanço tecnológico. (…) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta. Todavia. seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas. estão em relação de oposição os segmentos transcritos em: a) novas condições técnicas / técnicas da informação. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica. de fato.” SANTOS. Texto para a questão 19: “O processo intenso de metropolização sofrido no Brasil a partir da instalação dos parques industriais e os surtos migratórios a eles associados inviabilizariam qualquer projeto de perpetuar o controle das formas de moradia e vizinhança nas grandes capitais. 9 17. d) o abastecimento de água das grandes cidades. intensificou-se nos bairros mais populares. e) atual período histórico / periferia do sistema capitalista. corresponda um retrocesso político. estruturados segundo os padrões da época. Por uma outra globalização.” MARINS. seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção. O que é transmitido à maioria da humanidade é. nas condições atuais. Paulo César Garcez. e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas. as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. mas no avanço sobre mananciais — fonte para todas as pias. d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares. b) punhado de atores / objetivos particulares. d) apropriadas por alguns Estados / criação de desigualdades. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas. “Um dos traços marcantes do atual período histórico é (…) o papel verdadeiramente despótico da informação. dos objetos que o formam. Milton. chuveiros e vasos sanitários das cidades — ou na própria violência que passaria a assaltar ruas e casas. GABARITO 19. Espaços públicos e privados passaram a se fundir a contragosto das intenções normativas. decorrente da industrialização. c) ampliação do conhecimento / informação manipulada. Fuvest-SP Segundo o texto. aprofundando assim os processos de criação de desigualdades. 18.Interpretação de texto II Avançar . das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. não apenas nas ruas e na configuração heterogênea dos bairros. b) a urbanização das grandes metrópoles originou-se em modelos institucionais. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) as mudanças na organização de espaços públicos e privados foram conseqüência da industrialização e da migração. por mais que avance tecnologicamente.

30 de maio de 1893 Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. a seguir. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto. mesmo sabendo a despesa que dá!” MORLEY. mas quando são na Igreja do Rosário. Minha vida de menina. Fuvest-SP Leia. que é quase pegada à Chácara de vovó.Texto para as questões 20 e 21. Assinale. eu gosto ainda mais. b) pois. Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito. 21. d) As situações pitorescas de uma festa servem como pano de fundo às reflexões da narradora sobre o desejo de propriedade da gente-livre recém-liberta e as dificuldades para sua realização. por: a) contudo. c) porém.Interpretação de texto II Avançar . Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia. algumas afirmações críticas acerca do texto. b) A narradora descreve em seu diário a possibilidade de efetiva ascensão social propiciada pelo regime político do Império. a incorreta. se. e) porque. se. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. caso. Helena. na qual. e) Observa-se uma mescla de compaixão e ironia no discurso da narradora. no Brasil do século XIX. Fuvest-SP “Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. c) Desvenda-se no discurso da menina narradora uma ótica de classe que parece apontar para a idéia de que os pobres não sabem como usar o dinheiro.” Nesse primeiro período do texto. mas quando são na Igreja do Rosário. Até parece que a festa é nossa. as palavras “mas”. Nenhum rejeita o cargo. se. Esta também é negra da Chácara e ajudou no jantar. d) entretanto. a qual. 10 GABARITO 20. a) O texto põe a nu os desdobramentos de um sistema de desigualdades marcado por bloqueios e limitações sociais impostos a escravos recém-libertos. “Domingo. eu gosto ainda mais. as quais. entre elas. a qual. ao reconhecer a festa popular como possibilidade imaginária de redefinição social pela superação fantasiosa das barreiras advindas da escravidão. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo. Agora é que vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia. respectivamente e sem prejuízo do sentido. que é quase pegada à Chácara de vovó. A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda. E este ano foi mesmo. na época em que. “quando” e “que” podem ser substituídas. Além disso teve de dar um jantar para a corte toda. da qual.

naturalmente). onde você adquire agora e só começa a pagar muito depois. boxe. como ficou dito. colocou pasta de dentes na escova e pôs-se a escovar com força. tome de sorriso na frente da câmara. Foi botar na boca e ver logo que era leite em pó. Ah… que agradável sensação de bem-estar! Depois do banho. que não enruga nem encolhe. Fechou o sofá-cama.) O diabo é que também não tinha Pulvolaque. Já eram quase três da matina. Garota-propaganda não pode engordar. Um velho chato. quando ela voltou para o seu apartamento com sala. quarto. com Pulvolaque se faz. Se fosse branco. vai poder dormir um pouquinho. Rio de Janeiro: 1962 (com adaptações). toda impermeável. que parece linho mas é linholene. Um perfume inebriante. que comprara dando apenas trinta por cento na entrada e começando a pagar as prestações na entrega das chaves. De 5 às 8. em pó. Stanislau. muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã. a jurar que a liquidação anunciada era uma ma-ra-vi-lha. Foi quando o relógio despertador começou a tilintar irritantemente. tudo conjugado. Iria à cidade apanhar os textos de uma outra agência que precisavam ser decorados até as três. fez todas as coisas que precisava fazer em uma velocidade espantosa e entregou-se ao suplício de almoçar com o diretor de TV. um lindo móvel que ocupa muito menos espaço em sua residência. não o tomara pela manhã. quitinete e área interna. e procurou o vestido verde que comprara no Credifácil. era verde. Arrumou as coisas assim na base do mais ou menos.’” PONTE PRETA. 11 GABARITO 22. O vestido não estava no armário. Eram onze e meia quando chegou à cidade. Mas note bem. Aceite o meu conselho e vá verificar pessoalmente. E. Ali estão os dois escolhendo o menu. Tinha de estar pronta em seguida. banheiro. vítima da sociedade de consumo. aos pés do sofá-cama. Comeu rapidamente e aceitou o copo de leite que o garçom sugeriu. entrou no banheiro. graças à carona que pegara. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. Afinal. a garota-propaganda passava seu tempo correndo de um lado para outro. mas preferiu outra coisa.Interpretação de texto II Avançar . mas muito bonzinho. abriu a cortina do boxe. caso ela ficasse efetiva na programação. embebida na água com Rinso e o diabo é que o vestido. In: Primo Altamirando e elas. no departamento comercial da televisão. Às quatro. saindo com pessoas desagradáveis e dormindo pouco. tinha de almoçar com um diretor de TV. Tomou então um cafezinho mesmo e correu ao quarto para se vestir e arrumar o cômodo o mais depressa possível. (Tudo que se faz com leite. Lembrou-se então que o deixara na véspera dentro da pia. Abriu a geladeira de 7 pés. faz a oração da noite: ‘Padre Nosso. o teleteste que distribui brindes para você. Finalmente. Saltou da camioneta com tração dianteira e muito mais resistente. Procurou no armário uma lata daquele outro que se dissolve sem bater. ( ) A garota-propaganda. além disso. (Você nunca dará corda num Mido). Dentro não havia leite: — Não faz mal — pensou. com muito mais espaço interior e que você pode adquirir dando a sua velha de entrada (a sua velha geladeira. em pó… Às três horas o programa das donas-de-casa.Texto para a questão 22: “A garota-propaganda. mas também não achou. para decorar páginas e páginas de texto que apanhara na véspera. Boa noite. UnB-DF A partir da leitura compreensiva do texto. ( ) Quando não estava em frente das câmaras de televisão. macio e confortável. coitadinha! Já passava das oito horas da manhã e a garota-propaganda dormia gostosamente sobre o seu colchão Vulcaspuma. decorar outros textos. Fora dormir inda agorinha. É só até o dia 30. Quase meia-noite e ela tendo de dançar com ‘seu’ Pereira. ( ) A garota é chamada de “coitadinha” por ser vítima constante do assédio sexual dos patrocinadores. a quem fingia aceitar a corte para poder ser escalada nos programas. e foi até a cozinha tomar um copo de leite. facilmente removível e lavável. Estremunhada. que deixa saudade. não conseguia mais separar sua vida privada de sua vida profissional. do ‘Espetáculo Biscoiteste’. que tivera de agüentar a cantada de um patrocinador de programa (Agência Galo de Ouro — quem não anuncia se esconde) que prometera um cachê melhor. copa. depois ficaria explicado porque a roupa dela é muito mais branca do que a minha. A pobrezinha. decorando textos. quando voltaremos com novas atrações. que estais no Céu. de 8 e meia às 10. O diabo era aquele perfume que saía do cangote do seu par. ( ) O nível de abrangência e a forma da narrativa permitem que se caracterize a postura do narrador como externa e restrita. Ele pediu massa e perguntou se ela também queria (Aimoré você conhece — pensou ela). levantou-se meio tonta. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

H. d) pelo humor. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente. a) Os pequenos erros são inevitáveis e essenciais para a grandeza de homens e mulheres. você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld. da radioatividade natural e da história da ilha baiana para defender uma tese: a de que homens e mulheres podem ser igualmente grandes em suas realizações e virtudes. mas não essenciais. Viajar virou sinônimo de relaxar. Business Intercontinental da Iberia. Sorria. e) expressões em inglês. O Estado de S. não contribuem para a grandeza de homens e mulheres. d) “aeroportos no mundo todo”. d) Não são os pequenos erros que tornam homens e mulheres grandes em suas realizações e virtudes. a imagem fotográfica associa-se mais diretamente à palavra sorria e à expressão a) “mais de 300 salas VIP”. b) Os pequenos erros são importantes. 16/7/2000. ITA-SP Assinale a opção que melhor traduz o trecho em destaque do texto abaixo: ”O novo livro de Ubaldo pode ser visto como um belo exercício de retórica. d) enumeração acumulativa de vantagens. c) “Mais espaço entre as poltronas”. D. c) Ainda que os pequenos erros sejam inevitáveis. para a grandeza de homens e mulheres. Caderno 2/Cultura.” GABARITO 24.Interpretação de texto II Avançar . Fuvest-SP No mesmo anúncio.” SEREZA. Além disso.23. Texto para as questões de 24 a 26: 12 “Business Intercontinental da Iberia. 26. só NÃO ocorre o uso de a) termos técnicos. b) “acumular e utilizar pontos”. c) apelo direto ao leitor. e) pelo sensacionalismo. c) pela incoerência. Fuvest-SP Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio. Fuvest-SP Neste anúncio. Mais espaço entre as poltronas. b) trocadilhos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) “programa de milhagens”. e) Os pequenos erros são inevitáveis para a grandeza de homens e mulheres. a relação entre o texto verbal e a imagem fotográfica caracteriza-se principalmente a) pelo sarcasmo. mas não podem escapar de seus pecadilhos e prevaricações. 25. Utiliza-se de Itaparica. b) pelo sentimentalismo. Paulo. se se querem grandes.

serviço de informações 24 horas. Um Itauvida não rouba suas noites de sono. e) garantia de a indenização ser vinculada a inventários. Pelo contrário: suas garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo. facilidade de pagamento. e) presença de verbos no modo imperativo. são vantagens de quem adquire o seguro anunciado: a) dispensa de exame médico pré-contratação. com todos os valores do seguro atualizados pelo TRD. b) uso sistemático da linguagem denotativa. comparação com produtos similares. E dá menos trabalho do que trocar um bebê. enumeração acumulativa das qualidades e vantagens oferecidas pelo produto. garantia de agilidade e segurança na indenização. predomínio de verbos no futuro do indicativo. anual ou vitalício). 13 27. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Por uma mensalidade equivalente a um pacote de fraldas descartáveis. apelo à sensibilidade do leitor. 28. escolha da forma de pagamento. b) “menos trabalho do que trocar um bebê”. Fuvest-SP A única alternativa em que aparece um trecho do texto que NÃO remete ao campo semântico mais diretamente sugerido pela fotografia é a) “o SOS Seguro Itaú é como um pediatra”. e o débito é automático para os correntistas do Itaú. repetição exaustiva do nome do produto. Fuvest-SP No texto encontram-se as seguintes estratégias de persuasão: a) recurso à complementação de sentido pela relação entre texto verbal e imagem. você faz um seguro de vida que pode durar sempre. as crianças). mensal ou anual. é só ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite. d) “deixar essas coisas para amanhã”.Texto para as questões de 27 a 29: “Uma pessoa que não sabe nada sobre segurança convenceu-me a fazer um Itauvida Responda sinceramente: você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa. c) “equivalente a um pacote de fraldas descartáveis”. o SOS Seguro Itaú é como um pediatra: sabe tudo. c) preço acessível. baixo custo e facilidades de pagamento. você escolhe a forma de pagamento. b) débito automático em conta para correntistas de diversos bancos. Precisou de ajuda. desvinculação entre indenização e inventário. tirou seu sossego e ainda vive nos braços da sua mulher? Então faça um Itauvida.” Texto publicitário produzido pela Agência DM9. opção pelos verbos no modo imperativo. desobrigação da realização de exame médico prévio. não é louco de deixar essas coisas para amanhã. d) apresentação das vantagens oferecidas pelo produto. criativo e de fácil memorização. 29. d) baixo custo. possibilidade de escolha quanto à duração do plano (mensal. E para esclarecer suas dúvidas. preço acessível. Porque o Itauvida dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta). c) presença funcional de um slogan curto. possibilidade de o segurado vincular eventuais dívidas a seu inventário. além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado. definição e explicitação do público-alvo (no caso. recorrência no uso da hipérbole e da metáfora. Procure o seu corretor ou uma agência Itaú e faça hoje mesmo o seu Itauvida. opção dupla para a forma de pagamento. Fuvest-SP Segundo o texto. seleção de imagens sensacionalistas para mobilizar a emoção do leitor. apelo direto ao leitor pelo uso repetido do pronome “você”. grande número de postos de venda/contratação.Interpretação de texto II Avançar . Porque quem é louco por alguém. e) “alguém que não sabe nada sobre segurança”.

relatório e fotos do acidente. danos de pequeno valor no veículo. dependerá de autorização do comando. No texto fica implícito que o motorista não ficou ferido. um ciclista atravessou a pista e foi colhido pelo carro. ou seja.Interpretação de texto II Avançar . U. “UTI-Móvel sofre acidente/Veículo-ambulância usado em socorro atropela ciclista O acidente envolvendo a nova UTI Móvel da PRF (Polícia Rodoviária Federal). O texto foi construído para informar que a nova UTI Móvel da PRF ficou danificada em acidente. 8/6/1999). c) III. II. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Pelotas-RS Leia o texto a seguir (Diário Popular. que receberá. Há muitas informações sobre a ambulância. III. Se reordenássemos os itens acima expressos. dentre tantas outras possíveis. a ambulância não será usada em serviço. O conserto. No deslocamento. As demais unidades da frota da PRF dispõem de equipamentos para o transporte de feridos. houve. III. do nível de leitura menos profundo ao mais profundo. mas as demais unidades da PRF estão em condições de transportar feridos. Em virtude do acontecimento. É o procedimento adotado neste tipo de situação. III. A ambulância havia sido acionada para atender a acidente no quilômetro 524. atropelado pelo veículo enquanto transitava no quilômetro 512 da BR-116. Segundanificado do o policial rodoviário. III. F. IV. a ambulância não será usada em serviço. II. o pára-brisa ficou quebrado. d) II. A matéria não coloca a vida humana em primeiro lugar. informou o inspetor Carlos Alberto Bahr Fernandes. I. I. Os danos na UTI Móvel foram de pequena CARRO da PRF mata ciclista e fica bastante monta. II. e) IV. Por enquanto. I.30. morrendo na hora. b) I. em conseqüência do acidente. mas da vítima não sabemos sequer o nome: é apresentada apenas como ‘um ciclista’. dos itens mais explícitos aos menos explícitos. O texto refere-se a um acidente que envolveu a nova UTI Móvel da Polícia Rodoviária Federal e um ciclista. resultará em inquérito para averiguar as circunstâncias do caso. que morreu vítima do atropelamento. IV. também.” 14 Quando lemos um texto. O texto permite-nos inferir que provavelmente um policial rodoviário estivesse conduzindo o veículo. agora. como as que seguem. II. na parte dianteira do veículo. IV. III. IV. O texto acima comporta leituras. podemos fazer leituras com diferenciados graus de profundidade. IV. a ordem seria: a) I. I. II. que resultou na morte de um ciclista sexta-feira à noite.

31. (08) O conector desde que impõe uma negação do que foi dito anteriormente. a até 20 metros da superfície. desejada pela opinião pública e. originalmente. (64) O pronome isso retoma a idéia de que há vazamento de radiação vindo dos reatores do Kursk. o que se sobrepõe às expectativas dos parentes. Unb-DF “beba babe beba babe caco cola coca coca cola cola cola caco cloaca” PIGNATARI. o melhor a fazer com o Kursk é deixá-lo onde está: no fundo do oceano. também é segura. 108 metros. (16) A expressão além de muito cara é um argumento a mais para contrariar a solicitação de retirada dos corpos. Décio. é arriscada: o submarino pode rachar no processo. principalmente. 2ª ed.Interpretação de texto II Avançar . Voltar Língua Portuguesa . A razão é simples. a soma das afirmações corretas. A conclusão segue as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica e baseia-se em estudo realizado com outros dejetos nucleares que repousam no fundo de mares árticos. São Paulo: Duas Cidades. p. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. ( ) O poema foi construído a partir de alterações semânticas decorrentes de inversões fônicas de um grupo pequeno de fonemas. 85. uma propaganda encomendada para divulgar as qualidades do principal produto de uma fábrica de refrigerantes. mas. ( ) Os vocábulos “babe” (v. o que provocaria vazamento perigoso para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente. “caco” (v.5) e “cloaca” (v. como resposta. 32. Unioeste-PR “O destino do Kursk A informação é triste para os parentes dos marinheiros. (04) A informação triste para os parentes significa que o não resgate dos corpos é necessário para o bem comum.7) têm em comum um sentido negativo. (01) Em A informação há uma remissão para um dado que está fora do texto. (32) O adjetivo perigosos deixa subentendido que existem traços de radiação.” GABARITO Fragmento de texto. 52.2). In: PIGNATARI. Haroldo de. retirado da Revista Veja. (02) A carcaça do Kursk não será uma preocupação constante para o governo russo. ( ) Uma síntese possível do texto é Beba coca. Nesses lugares não foram detectados traços perigosos de radiação. além de muito cara. IMPRIMIR Em relação ao texto. Coca-Cola. e os primeiros testes apontam para isso. Há lixo nuclear suportável em águas bem mais rasas. porque é impossível ocorrer vazamento de radioatividade. Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos. Décio. Augusto e CAMPOS. ( ) Pode-se inferir que o texto foi. p. dê. Desde que não haja vazamento de radioatividade vindo dos reatores do Kursk. pelas famílias das vítimas. do ponto de vista ambiental. CAMPOS. A profundidade em que se encontra a embarcação. 1975. agosto de 2000. babe cola e excrete caco pela cloaca. 15 A partir das informações do poema acima. Uma operação de resgate. 1950-1960. o ideal é não mexer na carcaça naufragada.

entra em colapso. não temos academia de ginástica. Saberes globais e saberes locais — o olhar transdisciplinar. Em energizês. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . no canto das terras indígenas. pois o consumo doméstico é irrisório no cômputo geral. é correto concluir que. É difícil prever por quanto tempo a humanidade poderá contar com o fornecimento de petróleo a um custo compensador. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. Tudo é feito de acordo com o movimento da noite. em termos de vida. UnB-DF Com referência às idéias do texto e sua relação com outras áreas do conhecimento. Dificilmente a falta de energia atinge as pessoas diretamente. Texto para as questões 34 e 35: “O Brasil precisa arrumar novas fontes de energia para ver a luz no fim do túnel A relação entre crescimento econômico e energia é direta. O índice internacionalmente aceitável é de 3%. 6/9/2000. Ou seja. Estes podem compreender e transformar aquelas plantas no nosso sustento.” RAMIRO. Quando falta luz em casa. p. ( ) Pelo segundo período do texto. o remédio. mesmo com novas tecnologias de extração sendo desenvolvidas a cada dia. a magia de tentar entender este Criador: o espírito da floresta. no meio do mato.Texto para a questão 33: “Idéias sustentáveis A biodiversidade. principalmente (o que às vezes vocês não percebem). copiaram e discutiram. No que diz respeito ao petróleo. lá.” MORIN. Rio de Janeiro: Garamond. ( ) Infere-se do texto que viver de acordo com o movimento do dia e da noite deu origem a academias de ginástica para emagrecer. Denise. a alimentação e. há plantinhas e árvores grandes. que não está nas terras indígenas no momento da fala. Nós. com uma pequena margem de sobra. Em 1997. Cada um deles está em busca da chamada luz no final do túnel. na opinião do autor. para que nós. no ano passado. o país tem sete vezes mais possibilidade de sofrer com a falta de energia do que seria aceitável. Há um cálculo mundial para detectar a probabilidade de um país ficar no escuro. Se ela faltar. Subiu para 15% no início de 2000 e deve chegar a 20% no fim do ano. essa taxa no Brasil era de 5%. as águas doces estão todas nas terras indígenas. A prova de que há uma certa angústia no ar em relação ao suprimento energético é a atitude dos grandes consumidores. nunca tivemos a oportunidade de contar e de compartilhar o que significa para nós esse patrimônio. comum entre os vikings. são todas meio improvisadas as estimativas a respeito das reservas. o motivo é uma falha nas linhas de transmissão. estudaram. O que pesa são os gastos industriais. os seres humanos. a economia pára. 135 (com adaptações). contraria os hábitos das colônias indígenas remanescentes no território nacional. 2000 (com adaptações). ( ) O texto é narrado em primeira pessoa. 16 33. quem realmente precisa aprender com os indígenas é a “ciência do homem branco”. o mundo parece ter atentado para o problema da extrema dependência em relação a poucas fontes de energia. pelo foco do silvícola. o espírito da sabedoria com quem os pajés podem conversar. Veja. Lá não temos problema de emagrecer. ( ) o culto do corpo são em mente sã. o país não pode crescer. no sentido de mostrar que a ciência do homem branco precisa conversar com a ciência indígena. O sistema brasileiro opera próximo ao limite da capacidade instalada. Desde que o preço do petróleo começou a subir teimosa e implacavelmente. Edgard. as olhemos e dali tiremos a água. que estamos cuidando deste patrimônio ao longo do tempo. Queremos dizer isso a vocês. não um colapso na geração. os índios. da capacidade de produção e do crescimento do consumo. Simples assim. Se a geração de energia não for suficiente. Muitos pesquisadores já foram a nossas aldeias. em geral. Lá. do dia e do tempo.Interpretação de texto II Avançar . a magia da vida. uma nação está segura quando há três chances em 100 de faltar energia. que estão nas mãos de um número reduzido de controladores e que ninguém sabe por quanto tempo serão suficientes para suprir as necessidades globais. Em nossas aldeias.

erroso. de Guimarães Rosa. isto é o sertão. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. ( ) O tom de preocupação acerca do tema e a redação de trechos como “Simples assim” e “busca da chamada luz no final do túnel” indicam que a linguagem predominante no texto é a coloquial. e denotativamente. cara de cão: determinaram — era o demo. gosto. e) Para o narrador. no baixo do córrego. ( ) No terceiro período. Vieram emprestar minhas armas. “— Nonada. primeiro a cachorrada pega a latir. Por meu acerto. então. Não tenho abusões. os olhos de nem ser — se viu —. pois aquilo que ele pensou não poderia ocorrer no sertão. Mataram. Dono dele nem sei quem for. com referência à luz como energia luminosa. ( ) O termo “energizês” é uma criação vocabular formada a partir de energia para designar a linguagem técnica internacional do setor da Bolsa de Valores de São Paulo que trata da economia de energia. se em 1997 a população brasileira era de 140 milhões de habitantes. para uma população estimada em 167 milhões no final de 2000. a) “Nonada” remete a uma situação anterior. a expressão “luz no final do túnel” foi explorada duplamente: com o sentido conotativo. vieram me chamar. 35. Daí. ( ) As porcentagens no primeiro parágrafo permitem afirmar que. eu não quis avistar. havia chance de faltar energia para 7 milhões de pessoas. Cara de gente. Me disseram. UFRS Leia o trecho abaixo de Grande Sertão: Veredas. por defeito como nasceu. ( ) Devido a novas tecnologias. O senhor tolere. Todo dia isso faço. pressuposta no início do romance. Alvejei mira em árvores no quintal. Voltar Língua Portuguesa . sobre a qual o narrador e o ouvinte estariam conversando. os tiros sempre indicam que houve morte de homens. UnB-DF No que se refere às idéias do texto e sua vinculação com outras áreas do conhecimento.34.4 milhões de pessoas. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade. UnB-DF A propósito das idéias e expressões do texto. Deus esteja. arrebitado de beiços. 36. ( ) Ao mencionar “a geração de energia”. d) O aparecimento do bezerro com máscara de cachorro não causa estranhamento entre os sertanejos. pois o país conta com potenciais energéticos imensuráveis. c) A interpretação do interlocutor sobre os tiros está equivocada. significando solução para o problema. ( ) As idéias do texto permitem inferir que os colapsos na geração de energia estão relacionados ao consumo industrial. se vai ver se deu mortos. mas apenas transformada. esse figurava rindo feito pessoa. e com máscara de cachorro. desde mal em minha mocidade. Povo prascóvio.Interpretação de texto II Avançar .” 17 GABARITO IMPRIMIR Assinale a afirmativa correta em relação ao trecho. o texto argumenta contrariamente ao princípio da Física segundo o qual energia não pode ser criada. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. b) As palavras do narrador indicam que o “senhor” compreendeu adequadamente o ocorrido. a situação brasileira é altamente favorável. Mesmo que. ainda não-explorados. cedi. instantaneamente — depois. a falta deverá atingir 33. ( ) No período final. Causa dum bezerro: um bezerro branco. o pronome “ela” pode referir-se tanto a “energia” como a “geração”. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos.

INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. Jeep Grand Cherokee. apenas os mais ricos possuíam um televisor. é possível afirmar que ( ) prevalece.0 L High Output. reacionário ou malfeito é apenas popular. CELULAR. a televisão esteve associada a privilégio de classe é demonstrado por meio de um tipo de ordenação: a enumeração de fatos. no interior do país. no fragmento. de Alcino Leite Neto. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. 2000. 11/10/98. ( ) sobressai.Interpretação de texto II Avançar . julgue os itens que seguem como verdadeiros ou falsos: ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. já que o autor define a TV como um meio de comunicação demasiadamente popular. demasiadamente popular. A vida moderna em favor da vida de verdade. 38. foi publicado na TVFolha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A partir de R$ 55.37. um tipo de ordenação muito utilizado nos textos jornalísticos: a ordenação por contraste de conceitos. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. Ele tem motor 4. duplo air-bag. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão ‘Up Country’ para você chegar onde ninguém chegou. a especificação de conceitos. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro.” 18 A respeito da forma de ordenação de idéias empregada pelo autor. No início da década de 60. então predominantemente rural. ( ) o argumento de que.400 O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. UFMT Com base no texto acima. Texto para a questão 38: “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média.” GABARITO Veja. “Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso. Jeep® Só Existe Um. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. consideradas num certo período e em determinado lugar. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir dela. ( ) a ordenação por tempo e espaço favorece um raciocínio que opera com noções de transformação e mudança. de 30 jul. UFGO O trecho abaixo. Jeep Grand Cherokee. no Brasil. A televisão foi implantada no Brasil em 1950. no fragmento.

cartaz. xícara e pires. Quadros. construídas por meio do uso exclusivo de substantivos. gravata. Vaso. água. In: LADEIRA. chaves. camisa. xícara. cadeiras. maço de cigarros. talheres. espátula. caneta e papel. pijama. Pia. creme dental. folheto. vaso com plantas. relógio. cheques. a falta de nome próprio e de descrição física do personagem. sapatos. Prova disso é o fato de que importa menos a forma pela qual são construídos os elementos da narrativa (personagem. fósforo. convertem-se no seu contrário. Cigarro e fósforo. cigarro. carro. (08) Trata-se de um texto em prosa em que as ações e a situação dramática são reduzidas ao contato com objetos do cotidiano. Mesa e poltrona. xícara. Maço de cigarros. gravata. pratos. telefone interno. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. projetor de filmes. não consegue adaptar-se à mediocridade que caracteriza a vida dos seus semelhantes.) são construídos a partir do uso exclusivo de substantivos. copo de papel. papéis. etc. poltrona. sabonete. fósforo. vaso. papel. bloco de papel. Escova. bilhetes. caixa de fósforos. cinzeiro. Coberta. J. jornal. espuma. a soma das alternativas corretas. Carteira. Contos brasileiros contemporâneos. chinelos. p. níqueis. calça. cigarro. Tal isolamento é necessário para que o personagem desenvolva suas idéias e realize as suas obras. travesseiro. telefone. canetas. Carro. agenda. quadro-negro. creme de barbear. lenço. evidenciando que o personagem vive uma vida tediosa e aborrecida. relatórios. calça. (16) Trata-se de um texto em prosa em que a construção do personagem não permite uma universalização da experiência por ele vivida. xícara pequena. papéis. meias. Prova disso é o fato de que a primeira enfatiza a idéia de rotina. caneta e papel. Televisor. fotos. Cigarro e fósforo. xícara. caixa de fósforos. água quente. fósforo. telefone. notas. fósforo. esclarecendo o título do texto. Mesa e poltrona. cortina. espaço. Chinelos. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. (04) Trata-se de um texto em prosa. revista. papéis. copo. Creme para cabelo. no isolamento de sua casa e do escritório da agência de publicidade em que trabalha. marcado por uma das características fundamentais do romantismo: a solidão do homem que. cavalete. cigarro. escova. Dê. prova de anúncio. pincel. copos. água fria. pia. cigarro. pia. 19 (01) Trata-se de um texto em prosa. Relógio. que exerce uma função criativa. espuma. São Paulo: Moderna. pratos. Cigarro. cadeira. guardanapo. água. singular e diferenciado dos demais. Mesa. pasta. marcado por uma das características fundamentais da arte moderna e contemporânea: a pesquisa de novas formas de expressão estética criadas a partir do experimentalismo lingüístico.Interpretação de texto II Avançar . papel e caneta. caneta. creme dental. esboços de anúncios. Mesa. talheres. pasta. bule. cigarro. tempo. inclusive no que se refere ao tempo cronológico.” RAMOS. guardanapos. (64) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a repetição e a metonímia. espaço. Prova disso é que todos os elementos da narrativa (personagem. gilete. caixa de fósforos. fósforo. de G. Cueca. relógio. por exemplo. copos. Água. Pasta. cartas. garrafa. água. quadros. papéis. Prova disso é o fato de que a primeira contrapõe a rotina massacrante do trabalho à imprevisibilidade característica da vida doméstica. abotoaduras. paletó. sabonete. Mesa. Cigarro e fósforo. meias. espuma. livro. papel e caneta. descarga.) do que a determinação que o personagem principal sofre do meio social. no caso. Escova de dentes. memorandos. de saída. tempo. a explicação do comportamento humano baseada na idéia de que o homem é um produto do meio em que vive. Xícaras. 1995. vales. marcado por uma das características fundamentais do realismo do século XIX: o determinismo social. Abotoaduras. Bandeja. cueca. lápis. copo com lápis. revista. Mictório. “Circuito fechado Chinelos. giz. cinzeiros. bloco de notas. Paletó. toalha. sapatos. camisa. pastas. Jornal. telefone. caneta. cadeiras. Provas disso são. Papéis. papéis. (32) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a antítese e a metáfora. Prova disso é o fato de que as ações e a situação dramática. guardanapo. Cigarro e fósforo. Quadros. cadeiras.39. telefone. papéis. papel. exemplificado pelo escritório da agência de publicidade em que trabalha e pela classe social a que pertence: a classe média. telefone. cadeiras. Poltrona. fósforo. toalha. como resposta. U. caixas de entrada. fósforo. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. marcada pela solidão e pelo automatismo. Maringá-PR Leia o texto a seguir e assinale o que for correto. 71. pente. Maço de cigarros. Poltrona. externo. limitada à rotina da polaridade casa-trabalho. Ricardo. Prova disso é que o que se destaca são os sentimentos do personagem. água. Táxi. documentos. etc. cigarro. água. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . cama. telefone. Mesa. prato. descarga. água. E. talheres. (02) Trata-se de um texto em prosa. provavelmente artística. evidenciando a passividade (não-ação) e a desumanização do personagem.

Em 1999. Voltar Língua Portuguesa . Segundo o Mec. alega-se que a lei é ‘medida de ação afirmativa’ que quer ‘atenuar a discriminação imposta às camadas mais pobres’. cujos pais têm boa formação educacional. 27% dos novos alunos da USP vieram de escola pública. começa construir a oposição ao que foi afirmado.Texto para as questões 40 e 41: “Escola Pública e Demagogia O Senado acaba de reservar 59% das vagas das universidades públicas para estudantes que fizeram seus cursos fundamental e médio apenas nas escolas públicas. IMPRIMIR ( ) a frase “Reservar cotas para estudantes… pode reservar votos para os defensores de tal projeto” (último parágrafo) é sinônimo de democracia. Resta a aprovação da Câmara para que a criação de cotas no ensino superior e uma benevolência demagógica se tornem lei. 20 GABARITO 40. a partir do segundo. A reação imediata diante desse tipo de iniciativa é lembrar aos parlamentares que universidade é centro de excelência. São poucos os de fato pobres que furam a barreira da ‘discriminação’. podemos afirmar que ( ) a palavra demagogia. num processo decrescente vão reafirmar. no parágrafo final. presente no título. de resto em detrimento de estudantes mais preparados. ( ) nos cinco parágrafos entre o início e a conclusão do texto. 53% estão atrasados nos estudos.000 o número de alunos de escolas públicas na USP. uma vez que são elas que lhes renderão votos nas urnas. como justifica o projeto do Senado. ademais se considerada a ambição de propósitos senatoriais. nas quais apenas 25% dos aprovados no vestibular. 20% dos estudantes da Unicamp provêm de famílias com rendimento inferior a dez salários mínimos.Interpretação de texto II Avançar . permite-nos estabelecer a oposição “democracia versus demagogia”. Embora a grande maioria dos brasileiros tenha renda inferior a essa. em idade de estudar no ensino médio. eles eram 32%. Os ainda poucos brasileiros que chegam ao ensino médio público estudam em escolas cujo nível claramente se degrada. Na justificação do projeto senatorial. deve ser excluído? É uma minoria seleta de grandes escolas privadas que coloca seus alunos nas melhores universidades. Apenas 25% dos brasileiros. Um exame em detalhe da questão revela as inconsistências do projeto. Os senadores poderiam até acenar com dados de duas das melhores universidades do Brasil. 05/09/99. De resto. ainda assim ela não basta para pagar mensalidades de escolas de elite. Mesmo assim. Por que as vagas serão reservadas apenas aos que fizeram integralmente seus estudos na escola pública? Quem a duras penas teve estudos pagos por um ou dois anos em uma barata e ineficaz escola privada. ( ) falta vontade política para a solução de problemas cruciantes da sociedade brasileira. em 98. Alguma aritmética pode dar ainda a medida da inocuidade do projeto de cotas. cursaram o ensino médio. 2. USP e Unicamp. 1. estão em escolas desse nível de instrução. de formação dos melhores e mais capacitados quadros do país. a oposição estabelecida nos dois primeiros. uma vez que a escola pública concretiza o termo democracia. que há aos milhares. Paulo. Com a nova lei. Parece evidente que o enfoque sério do problema deve ser o da melhoria da educação pública. aumentaria em 7. Cad. Há 20 anos eles foram 57%. Há cinco anos. UEGO A partir da leitura do texto. Mas apenas esse argumento não mostra quão desinformada é a atitude dos que defendem tal medida.” Folha de S. em escola do Estado. justificam. Vale lembrar ainda que são 5 milhões os que cursam o ensino médio público. Apenas 45% dos alunos das universidades federais viriam de escolas públicas. pois os políticos só se interessam por soluções paliativas e que provocam impacto. o enunciador constrói argumentos que se apóiam em comprovações que. ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo e já. auxiliam as escolas até com dinheiro e participam da comunidade escolar. vestibulandos bem-sucedidos de escolas públicas cursaram estabelecimentos que muitas vezes estão em bairros de classe média. p. na Unicamp e nas instituições federais que matriculam por ano 107 mil novos alunos. Reservar cotas para estudantes do Estado não ataca o problema. mas pode reservar votos para os defensores de tal projeto.

41. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. ( ) no segundo parágrafo. uma vez que sua conclusão é incontestável. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. comprovando o caráter demagógico da medida. UEGO Em relação à estrutura e ao conteúdo dos parágrafos. ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de que a proposta não chegue a ser lei. ( ) no último parágrafo. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem.Interpretação de texto II Avançar . ( ) no terceiro parágrafo. ( ) Infere-se que os direitos configurados na Carta Internacional de Garantias Individuais sofrem alguma espécie de limitação. Colômbia.” GABARITO IMPRIMIR Julgue os itens a seguir. o autor apresenta a degradação crescente do nível de ensino da escola pública. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. como a realização dos postulados da justiça social’. pode-se afirmar que: ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo. fatores de coesão textual. ( ) Os membros da OEA se obrigam a seguir as normas de promoção e proteção dos direitos do homem. como tal. de velar pela observância das normas criadas internacionalmente. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. o enunciador apresenta os argumentos de seu opositor. no livre exercício de suas próprias soberanias.E. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos.Superior de Brasília-DF 21 “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. esses são anafóricos e. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. ( ) Infere-se que se estabele uma diferença entre liberdade política e liberdade de espírito. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. Voltar Língua Portuguesa . deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. de acordo com a leitura. ( ) Cada país membro encarrega-se. mas também ‘com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. compreensão e interpretação textuais: ( ) Desses. 1948). na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. ( ) no quarto. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. quinto e sexto parágrafos são fornecidos detalhamentos da afirmação feita no terceiro e esses detalhamentos contribuem para dimensionar a inocuidade do projeto. temos uma primeira oposição ao proposto no primeiro e uma introdução ao terceiro. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. no interior de suas fronteiras. Além disso. esclarecendo e conquistando a adesão do leitor às suas idéias. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. 42. I. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’. conseqüentemente. a resolução sobre ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção.

( ) O período “Nariz de Ferro. os nossos inimigos podem ser pessoas ou instituições. Gosto das pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas’. que significa “gabar-se. minuciosa e sistematicamente. mas também das que ainda pretendia fazer. ( ) No fragmento em análise. com relação ao modo de narrar. que era um anão. U. Nele descrevo. virando sua enorme cabeça de cabelos encarapinhados. mas admite a possibilidade de o livro ser escrito futuramente. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo. qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros. é ambíguo e provoca um efeito de sentido que permite uma referência tanto a aspectos psicológicos quanto físicos. depois do verbo por anteceder a preposição “para”. o nível informal. em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. levando-se em consideração outras informações contidas no texto. ( ) De acordo com o texto. que era um anão. mas também das que ainda pretendia fazer”. Pela sua cara vejo que não gosta de mim’. com relação ao modo de citação do discurso. era um pouco mais negro do que o rosto. de acordo com a regra de colocação pronominal. como atormentar e destruir sem misericórdia. desmoralizar.Texto para as questões 43 e 44: “(…) Eu deixara o visitante falar. Seu nariz imenso. Ensino a técnica adequada para devassar. ( ) À fala de Nariz de Ferro aplica-se a conhecida expressão “olho por olho.) ‘Está enganado. ( ) De acordo com a fala da primeira personagem. companhias de cartões de crédito. imposto de renda. a loja comercial.Católica-GO Levando em consideração as relações de sentido na construção do texto. levantou-se e. dente por dente”. ( ) Em “Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. mostro como atacar saindo das sombras. ‘Eu me preparei para enfrentar a adversidade. a presença de um narrador personagem e. exibiu o perfil para mim. forças armadas. o referido Manual é escrito para as pessoas que têm poderes — como financeiro e político — e apresenta métodos para destruir aqueles que não têm esses poderes. (…)” 22 43. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. embora tivesse a postura de um gigante presunçoso… ( ) O vocábulo “altura” em “Gosto de pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas”. mais utilizado na linguagem oral: Eu tinha deixado o visitante falar… IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mas também das que ainda pretendia fazer. bancos. há a mistura dos dois níveis de linguagem: o formal e o informal. ( ) Em “Eu deixara o visitante falar…”. (Esse livro. o verbo “deixara” poderia ser substituído por seu correspondente composto. fodidos e oprimidos.Interpretação de texto II Avançar . fodidos e oprimidos”. Essa afirmação é reforçada por meio do vocábulo “jactar-se”. ( ) O uso da palavra “ainda”. os verbos em destaque exercem a função sintática de predicativo do sujeito. ( ) O pronome “me” em “Em me preparei para enfrentar a adversidade” teria de vir. o predomínio do diálogo.Católica-GO Com base na construção e organização gramatical do texto. Nariz de Ferro. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. o qual se constrói com uso do discurso direto. Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. percebe-se. companhias de serviços públicos. nunca foi escrito. na verdade. U. ( ) No fragmento em análise. exterminar indivíduos e organizações odiosas. a polícia. introduz o pressuposto de que Nariz de Ferro não escreveu o Manual. vangloriar-se”. 44. o proprietário senhorio. se fosse assim reescrito: Nariz de Ferro. ( ) Em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. eu disse. basta terem o poder. pela presença de alguns vocábulos mais utilizados na linguagem oral. Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. arruinar. seja ele quem for. a intromissão do narrador apresenta sutilmente uma característica negativa do caráter da personagem. que era um anão. sem interrompê-lo. aniquilar.” não teria o sentido de contraposição alterado. O nível formal evidencia-se pela predominância de uma construção sintática adequada à norma padrão. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. de linhas perfeitas.

“Uma feita era dia da Flor. observa-se uma intertextualização com a passagem bíblica referente ao Dilúvio. Já sabia o nome de tudo. ( ) A referência à festa da Flor configura-se no texto como uma crítica ao sentido capitalista da criação de determinadas datas comemorativas.” ANDRADE.45.”. ( ) Em … “até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. ( ) Em “Aqui diz que as pessoas que passam…”. ( ) No texto. percebe-se uma referência explícita às variedades lingüísticas em nosso país. “Macunaíma aproveitava e esperava se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. Mário. no texto verbal da charge. Parava em cada vitrina. falando: Custa mil réis. Essa afirmação confirma-se nos dois últimos períodos do texto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . A mocica fez ele parar e botou uma flor na lapela dele. exerce função sintática na frase em que aparece. têm como referente um mesmo elemento nominal: a palavra “louro”.Interpretação de texto II Avançar . o emprego dessa forma contraria uma característica do texto — a oralidade — uma vez que a forma utilizada na linguagem coloquial é vitrine. ( ) O imperativo do verbo “imaginar” e o pronome “seus”. o complemento verbal refere-se aos dois verbos empregados: foi e viu. ( ) A palavra “vitrina”. Uma feita era dia da Flor.Católica-GO As proposições que se seguem referem-se ao texto. ( ) O emprego do acento grave em “conectadas à Internet” está adequado por ter a palavra — “Internet” — sido considerada do gênero feminino em língua portuguesa. Julgue-as. 46.Católica-GO Considere a charge que segue e julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas. U. fica clara a consideração e a amizade do internauta por seu animal de estimação. ( ) A charge apresenta uma Imagina. No entanto. o segundo “que” é pronome relativo e. U. festa inventada pros brasileiros serem caridosos e tinha tantos mosquitos carapanãs que Macunaíma largou o estudo e foi na cidade refrescar as idéias. em “Parava em cada vitrina”. dividindo a língua em dois registros: o falado e o escrito. Macunaíma. e examinava dentro dela aquela porção de monstros. de acordo com as normas da língua padrão. louro… Aqui diz que situação de crítica ao apeas pessoas que passam muito tempo conectadas à Internet go excessivo das pessoas acabam menosprezando seus ao mundo virtual e um laços de amizade… alerta em relação à utilização das informações que deveriam servir para colocá-las em sintonia com seu mundo real. é de origem francesa e está grafada de acordo com a regra ortográfica vigente. festa inventada pros brasileiros serem caridosos…” ( ) A mocica fez ele parar… O uso do pronome do caso reto como complemento não é adequado. o brasileiro falado e o português escrito”. em contraposição ao conceito inicial dado à festa da Flor. ( ) A expressão facial do internauta e outros elementos icônicos presentes na charge reforçam e exemplificam a mensagem verbal. tanto que até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. Macunaíma passeava e encontrou uma cunhatã com uma urupema carregadinha de rosas. 23 ( ) Em “se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. como pronome relativo. Foi e viu um despropósito de coisas. ( ) Em “Foi e viu um despropósito de coisas”. o brasileiro falado e o português escrito.

c) empresas da Ford. mais de 400 estão instaladas no país.” BUCHALLA. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. companhias transnacionais. o poema é coerente. b) mudança dos executivos. 26/04/2000. Voltar Língua Portuguesa . ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. pois as frases estão soltas. mudança dos executivos estrangeiros. a mudança é um sacolejo completo na vida. os versos do poema estão justapostos.” GABARITO IMPRIMIR Carlos Drummond de Andrade. essa transferência representa um reforço na filial. mas possui significação. Veja. por isso esta empresa instalou-se lá.Texto para as questões 47 e 48: “No Brasil. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. essa transferência representa um reforço na filial”. 49. e isto garante a sua coerência. os termos sublinhados referem-se respectivamente às seguintes passagens do texto: a) companhias transnacionais. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. d) empresas da Renault. Para as companhias. transferência dos brasileiros. Desde 1990. 48. Das 500 maiores companhias transnacionais. Em São Paulo. não se preocupa com sua coerência. a) b) c) d) e) o poema não é coerente. 47. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. ao construir um poema. UEMS “Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. Podemos inferir que: a) o governo da Bahia convenceu o governo do Rio Grande do Sul a deixar a Ford naquele Estado. UEMS Na passagem A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. e) o governo do Rio Grande do Sul não colocou guardas na Ford. c) o governo da Bahia trapaceou o governo do Rio Grande do Sul.Interpretação de texto II Avançar . graças à Renault. transferência dos brasileiros. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos. 24 No fragmento anterior. Andorinhas copulam no vôo. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. existem colônias de franceses no Paraná. O orangotango é profundamente solitário. pois não possui “elos” entre um verso e outro. o poema não possui “elos” conectivos. Anna Paula. e) companhias transnacionais. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. O mundo não é o que pensamos. um poeta. UEMS A partir da leitura do poema abaixo podemos afirmar: “Cobras cegas são notívagas. Para as companhias. mudança dos executivos estrangeiros. Hoje. Para os executivos e a família. Macacos também preferem o isolamento. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. d) o governo do Rio Grande do Sul não quis a Ford em seu estado. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. b) o governo da Bahia ofereceu mais incentivos à Ford. por isso a Bahia rouboulhe esta empresa.

( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. A análise das marcas confirmou o seu palpite.50. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. c) a potência do computador de hoje. para meter a picareta no calçamento e levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. nos arredores da cidade. b) a crítica que considera tresloucada a previsão da revista Popular Mechanics em 1946.” GABARITO 51. que o guarda até hoje. Leonardi explicou ao prefeito que precisava arrancar os trechos de calçadas com pegadas de dinos. ( ) O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. d) a possibilidade de que. todos os robôs venham a ser desligados. que não seja possível sequer desligá-los. Ali estavam impressas pegadas de répteis que habitaram a região de Araraquara 180 milhões de anos atrás. 1999. no futuro. a revista Popular Mechanics escreveu que a nova maravilha eletrônica tinha 18 mil válvulas e pesava 30 toneladas. Talvez estejam sonhando. → Rio de Janeiro. como pensam alguns. o Eniac. na época. “A cidade das calçadas jurássicas O padre italiano Giuseppe Leonardi. → o padre Giuseppe Leonardi. Esse fato autoriza a reiteração da dúvida: estarão os cientistas sonhando? Talvez sim. no Rio de Janeiro.” Superinteressante. assim. → os répteis que habitavam a região. As lajes tinham sido arrancadas das rochas de uma pedreira. → o interior paulista. que o guarda até hoje. assumindo. Ficou tão entusiasmado que até se esqueceu de ir ao dentista. no Rio de Janeiro. nos arredores da cidade. um dos primeiros computadores do mundo. Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros do período jurássico. um dos maiores paleontólogos do mundo. Abril. quando a cidade inteira estava muito ocupada em se divertir. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. um computador bem mais poderoso do que o Eniac cabe no bolso da camisa. Hoje. assinalando V (verdadeira) ou F (falsa). que o guarda até hoje. em todos eles. estava viajando pelo interior paulista em 1976 quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. no Rio de Janeiro. várias expressões retomam ou antecipam outras para conferir coesão ao texto. um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens. 25 ( ) Ali estavam impressas pegadas de répteis… → lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. Marque a(s) alternativa(s) que aponta(m) corretamente essas ligações. fazendo o que pareceu. Mas o padre-cientista não se abalou. ( ) Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros… → rochas de uma pedreira. ( ) … quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. Unifor-CE O texto explora como idéia central: a) a incerteza que envolve o julgamento de alguns acerca da garantia dos cientistas a respeito dos robôs do futuro.Interpretação de texto II Avançar . → pegadas de répteis. foi produzido. reparou em algo estranho. Esperou o Carnaval. Talvez não. UFPR No texto abaixo. Talvez não. e) a comparação entre o peso dos primeiros computadores do mundo e o dos computadores na atualidade. Lembremos: quando um dos primeiros computadores do mundo. que supera o Eniac. Texto para as questões 51 e 52: “Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas. uma previsão tresloucada: ‘Os computadores do futuro talvez usem apenas mil válvulas e pesem em torno de uma tonelada’. Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade reparou em algo estranho. ( ) Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. em 1946.

serve de boa massa para os demagogos elegerem quanto aventureiro consiga vender a sua deteriorada mercadoria política. na miséria e na desgraça coletiva. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime. E mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração.Interpretação de texto II Avançar . que impede o povo de superar a opressão social e política. o rádio. 26 53. Fuvest-SP Considerando-se o contexto em que aparece. b)“tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade” = livrar o povo de quem o sujeita e fazê-lo crer na ilusão de que seja digno. políticos e jornalistas que se dizem democratas. vive doente. d) os defensores de uma falsa democracia. cinco séculos depois do Descobrimento. a frase que está reconstruída de modo a preservar seu sentido é: a)“Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona” = pressupõe-se que essa atitude implique o funcionamento do socialismo. quando as classes dominantes não resolvem salvar a pátria por meio do singular instrumento ‘democrático’ que são os golpes mais ou menos militares. 54. Antonio. pois tem não apenas mantido. e) os cidadãos. Note-se que isso não é uma vaga esperança: é uma realidade. c) todos os que sentem prazer em derrotar o socialismo cubano. segundo o qual as eleições consolidam o poder político do povo. portanto. ao invés da opressão política imposta pelas elites. Recortes. Fuvest-SP O autor identifica os opositores do regime cubano entre a) os membros da oligarquia cubana. que só pode ser mencionada entre aspas. b) a eficiência do computador independe de suas dimensões. alimentação. Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona. graças à aquisição dos requisitos indispensáveis — saúde. não sabe ler. Com certeza esperam que o regime odiado acabe na fome. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Parece que lhes dá prazer noticiar e comentar que falta alimento e roupa. e)“que só pode ser mencionada entre aspas” = cuja menção deve vir sempre ressalvada. relativa equivalência de oportunidades. Mas o fato é que (repita-se pela milésima vez) o regime cubano conseguiu o que nenhum outro tinha conseguido na América Latina: tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade. permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias. os jornais. c)“permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias” = possibilitando uma vida menos humanitária. Provavelmente. Isso.52. tendo em vista a influência que já exerce em nosso país. mas se submetem a todo e qualquer tipo de ditadura.” CANDIDO. c) ainda hoje há previsões tresloucadas a respeito dos computadores. d) o computador é a expressão mais aprimorada do avanço da tecnologia. a bicicleta substitui o automóvel. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) qualquer ameaça dos robôs do futuro ao homem será detida pelo simples gesto de desconectá-los. ele terá mostrado que o socialismo é possível nesta parte do mundo. para esses críticos eufóricos o que funciona é a ‘democracia’ brasileira. e) robôs e computadores condicionam o poder da tecnologia. mas cultivado e agravado a miséria de um povo que. cuja principal preocupação é gerar a instabilidade do regime socialista. d)“na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime” = em face da intuição de que o regime está perdendo força. sofre todas as privações e. afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos. b) os entusiastas de um conceito superado de democracia. a fim de pagar os sustos que deu. Texto para as questões de 53 a 56: “Um triste espetáculo é a alegria feroz com que os políticos e cidadãos que se dizem democratas. a TV descrevem as dificuldades de Cuba.

dar-lhe o sentimento da própria dignidade. Fuvest-SP No terceiro parágrafo. que situação! A vida deveria ser boa para toda gente. Vejam que país. ‘Dinheiro é a coisa mais importante do mundo. Em relação ao texto. Unifor-CE A expressão “apetite social” significa. sofrem com a arquitetura da casa do vizinho. que passou a vida lutando. Ele nos fala de alguns homens ricos: ‘Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida — homens como Ruskin. II. Nas expressões “relativa equivalência de oportunidades” e “afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos”. mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. Foi um homem que a vida inteira viveu de seu trabalho.. II. GABARITO 57.. mas um homem de vigorosa fé social. está correto somente o que se afirma em a) I. d) uma possibilidade de exploração. no texto. II. IMPRIMIR c) a discrepância entre a visão que um escritor tem da vida em sociedade e a realidade vivida por algumas camadas sociais. para tornar melhor a sociedade em que vivia — e em certa medida o conseguiu. E nossos homens de governo têm uma pasmosa desambição de governar. a não ser ‘social’ seja tomado no sentido de ‘mundano’. e se chamava Bernard Shaw.. b) II. b) uma preocupação mais ampla. queixam-se porque a operária está mal vestida. na posse de bens particulares e influência pessoal.Interpretação de texto II Avançar . Não era um cínico. e) II e III. a qualificação de “eufóricos”. c) III.. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. não apenas o daqueles mais ricos. a bicicleta substitui o automóvel” é contestada pelo autor. e porque todo homem que encontram não é um amigo e toda mulher não é romance.. aquisição dos requisitos indispensáveis. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações: I. William Morris. os elementos sublinhados indicam a preocupação do autor em manter sua objetividade diante dos dados que analisa. querem belas cidades. e) I. além daquilo que já faz parte de seu patrimônio. b) I. a iniqüidade mantida pelas oligarquias. c) I. d) I e II.” Rubem Braga. Voltar Língua Portuguesa . A veracidade das informações de que em Cuba “falta alimento e roupa. III. No segundo parágrafo. II. tirar o povo da sujeição torpe: II. aquisição dos requisitos indispensáveis. atribuída a “esses críticos”. terá mostrado que o socialismo é possível. não se contentam com belas casas. a lavadeira cheira a gim. Texto para as questões de 57 a 60: “Um amigo meu estava ofendido porque um jornal o chamou de boa-vida. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. Kropotkin — têm enormes apetites sociais. o que é insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. não se contentam com esposas cheias de diamantes e filhas em flor. tirar o povo da sujeição torpe. 27 56. terá mostrado que o socialismo é possível.55. a costureira é anêmica..’ Quem escreveu isso não foi nenhum de nossos estimados agiotas. d) I. estão articuladas numa relação de causa (I) e efeito (II) as seguintes expressões: a) I. para alguns homens: a) o usufruto de uma condição econômica bastante favorável.’ Esse ‘apetite social’ é raríssimo entre os nossos homens ricos. deve-se à convicção de que eles avaliam com pessimismo as possibilidades da democracia no Brasil. que não é percebido como suficiente. pela camada mais alta da população.. da mão-de-obra oferecida por algumas profissões bastante desvalorizadas. tendo em vista o bem da sociedade em geral. a seu modo.. e) a ambição de possuir sempre mais. que tempo. II.

c) caberia à camada mais rica da sociedade. o objetivo principal e a forma de que dispõem os homens ricos de exibir tudo aquilo de que desfrutam. d) relacionamento afetivo e condições socioeconômicas de preservá-lo. inclusive Bernard Shaw. de que tomar-se rico deve ser o objetivo final daqueles cujo trabalho é reconhecido publicamente. habitualmente.Interpretação de texto II Avançar . Unifor-CE Depreende-se corretamente do texto que o cronista: a) defende sua própria opinião de que as pessoas mais ricas só vivem preocupadas com sua vida particular e com o bem-estar de sua família. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) a vida mundana se torna.” Essa afirmação estabelece. 59. d) jornalistas devem ter sempre o cuidado necessário para não expor publicamente a situação econômica e social de algumas pessoas.. GABARITO 60. e) agiotas e escritores podem ter opiniões idênticas quanto ao real valor do dinheiro. de que ricos são aqueles que buscam melhorar as condições de vida para todos os que compõem uma sociedade. no texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a par dos órgãos governamentais.58. estabelecer condições para a igualdade social. que possibilita a um escritor dedicar-se plenamente ao seu trabalho. b) enfatiza a necessidade do dinheiro.. Unifor-CE “Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida têm enormes apetites sociais. um paralelo positivo entre: a) percepção das dificuldades de algumas camadas sociais e justiça social. especialmente os considerados pouco dignos dentro da sociedade. único meio de as pessoas desfrutarem de uma vida digna na sociedade. c) senso estético de determinados grupos sociais e seu poder econômico. b) não há mérito social algum em pessoas que vivem apenas de seu trabalho. sem se deixar expor pela imprensa à opinião pública. 28 d) aceita a postura de várias figuras ilustres. c) reconhece as razões de pessoas que preferem viver sua vida discretamente. e) compartilha a opinião de Bernard Shaw. e) propriedades particulares e vida familiar organizada. b) prestação de serviços básicos e trabalho intelectual. sem preocupar-se com sua sobrevivência.

desorganiza-se ao estar sozinho por um período superior a uma semana. (org. ah. sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia.Interpretação de texto II Avançar .Texto para as questões 61 e 62. na janela.) O conto brasileiro contemporâneo. não senti falta. e) Apenas III está correta. a imagem de relance no espelho. tanto no que diz respeito às camisas e meias. O texto apresenta uma visão da vida cotidiana de um homem que. sozinho. Não tenho botão na camisa. PUC-SP Considere as seguintes afirmações: I. Para não dar parte de fraco. o prato na mesa por engano. ninguém os guardou debaixo da escada. d) O autor do texto explicita seu sentimento de alegria por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma inversão de valores em sua vida cotidiana. pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. não lhes poupei água e elas murcham. sozinho. e) O autor do texto explicita seu apelo por perceber que. calço a meia furada. Primeiros dias. Senhora. p.” TREVISAN. para dizer a verdade. São Paulo: Cultrix. acostumado a viver com uma mulher. A ausência da Senhora desencadeia um processo de descontentamento para o autor que menciona problemas com a ordem da casa e com a desordem dos sentimentos. A subjetividade presente no texto é marcada pela presença do pronome de tratamento Senhora. o leite pela primeira vez coalhou. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Senhora. tanto no que diz respeito à organização da casa. Dalton. Acaso é saudade. não pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. 62. Toda a casa era um corredor deserto. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço. fui beber com os amigos. bebem com ele à noite no bar e acompanham-no nas refeições diárias. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só. b) Apenas I e III estão corretas. “Apelo Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. b) Os interlocutores do texto são os amigos do autor que conversam com ele na esquina. e até o canário ficou mudo. 1997. E comecei a sentir falta das primeiras brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem. Com os dias. conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. 29 61. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe. por favor. esquecido na conversa da esquina. 190. PUC-SP Assinale a alternativa correta: a) O autor do texto explicita seu sentimento de liberdade por perceber que. II. a) Apenas I está correta. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. d) Apenas II e III estão corretas. In BOSI. c) Apenas II está correta. quanto ao que diz respeito à organização do convívio dele consigo mesmo e dele com os demais. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. III. Assinale a alternativa correta. sem a Senhora. c) O autor do texto explicita seu sentimento de solidão por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma desordem em sua vida cotidiana. bom chegar tarde. Senhora? Às suas violetas. Venha para casa. quanto ao que diz respeito às pessoas e aos animais. como a última luz na varanda. A. Senhora.

595-6. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autor. Existe grande diferença do ferro forjado ao fundido. Só trabalho em ferro forjado que é quando se trabalha ferro. cuja marca é a ausência do sujeito. contrapondo-se ao plano do fundir. foi a forma que fez. domo-o. ( ) a “flor” forjada como exemplo de obra de arte criativa. João Cabral de Melo. até o onde quero. mas ao que pode até ser flor se flor parece a quem o diga. então. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. ( ) a criação da poesia como um processo cuja marca é a fluência das palavras. Dou-lhe aqui humilde receita. Salvador-BA “O Ferrageiro de Carmona Um ferrageiro de Carmona que me informava de um balcão: ‘Aquilo? É de ferro fundido. ( ) uma analogia entre o ofício do ferrageiro e o do poeta. ( ) a ação de forjar ligada à marca da pessoalidade no processo criativo. 30 GABARITO Forjar: domar o ferro à força. p. é só derramá-lo na forma. o efeito de verdade na obra de arte. Nada têm das flores de forma moldadas pelas das Campinas. Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas? Pois aquilo é ferro forjado. Conhece a Giralda em Sevilha? Decerto subiu lá em cima. dobro-o. ( ) a relação criador-criatura enfocada sob uma perspectiva irônica.63. ao senhor que dizem ser poeta: o ferro não deve fundir-se nem deve a voz ter diarréia.” NETO.Interpretação de texto II Avançar . U. In: Obra Completa. corpo a corpo com ele. é uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos. fundamentado em modelos preexistentes. sem controle seletivo. ligada à ação persuasiva do artefato sobre o objeto natural. O poema mostra: ( ) o fazer poético como um processo racional. ( ) a verossimilhança. não até uma flor já sabida. 1994. O ferro fundido é sem luta. não a mão. Não há nele a queda-de-braço e o cara-a-cara de uma forja. Flores criadas numa outra língua.

65. que nada de mau aconteça e. em que as personagens se colocam vivas diante do processo narrativo.Interpretação de texto II Avançar . violino. não exatamente ao mesmo tempo. Respondo: ‘Minha avó nunca viu esse espelho. parabéns. o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. privado de comida ‘nem que eu morra você vai ser um grande concertista’ e quando Sara. principalmente no que diz respeito à caracterização física dos músicos. o pianista tem quarenta anos. se fosse rico — ‘fazia filho na mulher dos outros. três: piano. o gerente não gosta mas ele não pode mudar de camisa todos os dias. Depois da luta. um rosto de quem vai perder as últimas esperanças. cristal puro. parabéns. Durante. Durante. mas é também o mais triste. tem oito filhos. já que o afeto antes é de boa sorte e que nada de mau aconteça. d) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas.” A alternativa que melhor expressa a idéia contida na fala do lutador de boxe Acelino — Popó — de Freitas. vontade de vencer e. d) predomina o caráter descritivo. continue. bateria. só sinto vontade de ganhar. UFMA “Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. o que se constata sobretudo pelos substantivos. Ceetps-SP Com base nesse texto é correto afirmar que a) as ações ganham relevo e determinam a estrutura do texto. ainda tem um restinho mas sabe que vai perdê-las num dia de calor tocando os Contos dos Bosques de Viena. 31 64. as idéias discutidas ao longo dele. Durante. Durante. Os garçons passam apressados carregando pratos e travessas. parabéns. cinqüenta anos. e) Toda essa história de carinho acaba quando boto as lutas onde o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. e) apesar dos aspectos descritivos. a fim de que o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. depois. b) o que mais determina o texto são as reflexões. Rubem. visto que o afeto antes é de boa sorte. morreu. continue. namorou dentro desse espelho’. O único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. vontade de vencer. ela veio noutro porão’. que nada de mau aconteça. sua mãe. que nada de mau aconteça. e tudo continua no mesmo. a tocar a valsa da Viúva Alegre. desse modo. b) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas e. parabéns. Todas as mesas estão ocupadas.Texto para a questão 64. parabéns. pois o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Lúcia McCartney. “Os Músicos Faz calor. só sinto vontade de ganhar e de vencer. continue. Durante a luta. trancado no banheiro. ainda que antes o afeto seja de boa sorte. c) trata-se de um misto de narração e dissertação em que as ações das personagens servem como apoio para as argumentações do comentarista. o mais moço. que nada de mau aconteça. Depois da luta. meio século atrás: espancado com uma vara fina. mulato. só sinto vontade de ganhar e vencer porque o afeto antes é de boa sorte. embora o único afeto que sinto pelos meus adversários seja antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Na mesa ao lado está o sujeito que é casado com a Miss Brasil. Depois de terminada a luta. sinto vontade de ganhar e vontade de vencer. no violino — cinqüenta e seis anos. o elemento determinante do texto é a narração. coloca um lenço no pescoço para proteger o colarinho. Durante a luta. O afeto antes é de boa sorte. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é: a) Toda essa história de carinho quando boto as lutas. continue. de forma mais concisa e coesa. depois da luta. um grande borborinho. o que lhe confere teor dissertativo. quanto ao afeto. parabéns. Depois da luta. só sinto vontade de ganhar.” FONSECA. enquanto lá embaixo as pessoas comem bebem suam sem ao menos por um instante levantar os olhos para o balcão onde ele trabalha com os outros dois: Stein. No ar. adjetivos e mesmo verbos que auxiliam na caracterização do ambiente. mas sou pobre e faço na minha mesmo’ — e todos começam. c) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. Nesse instante chegam os músicos. ele tocou Strauss no restaurante com o coração cheio de alegria — Elpídio na bateria. só sinto vontade de ganhar. Os grandes espelhos da parede vieram da Europa no fundo do porão. antes é de boa sorte. que nada de mau aconteça. continue. ‘Tua vó fez risinhos e boquinhas. vontade de vencer.

Um clássico do tema é a pesquisa do médico inglês Michael Marmot.. e) mostra como saúde e qualidade de vida estão vinculadas a variáveis socioeconômicas e culturais. educação e status social pesam quando o assunto é qualidade de vida e longevidade. ordinariamente andavam pouco. b) haviam repousado bastante na areia do rio seco.. importantes e portanto. n.Interpretação de texto II Avançar .” RAMOS. GABARITO IMPRIMIR 67. Até entre pessoas do mesmo estrato social. estavam cansados e famintos. d) visa demonstrar a existência de uma preocupação. A ciência descobriu uma realidade mais complexa.) Médicos conscientes da tese ‘ricos.. Fuvest-SP Reestruturando-se o terceiro período do texto. entre elas o cigarro. 32 66.. dado que ordinariamente andavam pouco. mantém-se o sentido original apenas em: a) A viagem progredira bem três léguas. afastando-se do fumo e de outras drogas. b) destaca o grande desenvolvimento da atividade de pesquisa científica nos últimos anos. os exames mais sofisticados e os hospitais mais bem estruturados. Estudos conduzidos nos Estados Unidos chegaram a conclusões semelhantes: (. A princípio pode parecer óbvio: os ricos dispõem de mais recursos para pagar os melhores médicos. Texto para as questões de 67 a 68: “Rico vive mais Nos últimos cinco anos. F. Pequenas diferenças de salário. (. A folhagem dos juazeiros apareceu longe. c) objetiva conscientizar a população da necessidade de levar uma vida saudável. a viagem progredira bem três léguas. os juazeiros alargavam duas manchas verdes.. através dos galhos pelados da caatinga rala. Os registros de morte entre os trabalhadores menos qualificados. que por mais de 25 anos mapeou a saúde de 17 530 funcionários públicos e constatou que. o currículo escolar e o sucesso profissional tão importantes — ou até mais — quanto a genética. a viagem progredira bem três léguas porque ordinariamente andavam pouco. Graciliano. como se sabe. Católica de Salvador-BA O texto: a) evidencia a existência de diferenças abismais entre as várias classes sociais. porém. uma vez que haviam repousado bastante na areia do rio seco. mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco. pois haviam repousado bastante na areia do rio seco. Vidas secas. menor a taxa de mortalidade. a prática de exercícios e a exposição a substâncias tóxicas. d) Ainda que ordinariamente andassem pouco. E. pela saúde das camadas mais pobres.) Todos tinham emprego garantido e contavam com o mesmo padrão de assistência médica. c) Porque haviam repousado bastante na areia do rio seco. (.). maior o desgaste emocional e maior o número de situações estressantes. saudáveis’ consideram o saldo bancário. respeitados centros de pesquisas científicas do mundo produziram nada menos do que 193 estudos sobre a relação entre condição socioeconômica e saúde (. 134. 9 jun. p. 23. Fazia horas que procuravam uma sombra.. Ordinariamente andavam pouco. por parte das autoridades. a viagem progredira bem três léguas. Eduardo. a viagem progredira bem três léguas. e) Em virtude de andarem ordinariamente pouco e de haverem repousado bastante na areia do rio seco. Voltar Língua Portuguesa . quanto mais alto o nível hierárquico. 1999. e a viagem progredira bem três léguas. In: Veja.) quanto menor o nível social. a dieta alimentar..Texto para a questão 66: “Na planície avermelhada. ano 32. o esgotamento psíquico mina o sistema imunológico do organismo humano..” JUNQUEIRA. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro. eram três vezes maiores do que os anotados entre os de cargos superiores.

que me aborreceu muito. não teria mais segura a vida. soube conservar. pois as pessoas cultas se cuidam mais. pode-se inferir: a) A facilidade de acesso aos melhores hospitais pela classe privilegiada pode ser um fator importante. d) As pessoas com cargos de menor responsabilidade não se estressam tanto e. Não era. Lembrou-me o caso da véspera. saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. e) As condições ambientais em que trabalham as classes privilegiadas as tornam menos vulneráveis às doenças. F. Pois um golpe de toalha rematou a aventura. Dei de ombros. Esta última idéia restitui-me a consolação. dous palmos de linho cru. Católica de Salvador-BA Da leitura do texto. conservar melhor suas defesas. invariavelmente.Interpretação de texto II Avançar . Era tarde. que é sempre azul. mesmo trabalhando sob maior pressão. espairecendo as suas borboletices. no susto que tivera. assim. entrei logo a pensar na filha de D. Então disse consigo: ‘Este é provavelmente o inventor das borboletas’. d) O grau de escolaridade é o que realmente faz diferença quando se fala em saúde. que é maior entre as pessoas de poucos recursos. não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete. e não é impossível que descobrisse meia verdade. o que era o homem. começou a mover as asas. e muito maior do que ela. e me reconciliou comigo mesmo. b) Os que têm cargos superiores são menos atingidos por preocupações de ordem financeira. nem a pompa das folhas verdes.68. Imaginei que ela saíra do mato. Fiquei um pouco aborrecido. portanto. descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo. 33 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . uma vez posta. Sacudi-a. foi pousar na vidraça. e na dignidade que. mas não é determinante quando se trata de saúde. têm mais acesso à medicina preventiva e a outras válvulas de escape. creio que para ela era melhor ter nascido azul. ela foi pousar na vidraça. A manhã era linda. braços. incomodado. Quando enxotada por mim. lancei mão de uma toalha. almoçada e feliz. uni o dedo grande ao polegar. que estava ali o pai do inventor das borboletas. a saber. Apiedei-me. e voou a pedir-lhe misericórdia. mas tornando lá. pousou-me na testa. Machado. tão negra como a outra. Católica de Salvador-BA Ao analisar os resultados das pesquisas a que o texto se refere. e achando-a ainda no mesmo lugar. entra e dá comigo. e beijou-me na testa. que tinha olhos. para recreio dos olhos. Veio por ali fora. Era negra como a noite. — me consolou do malefício. e viu que me movia. desde a invenção das borboletas.” ASSIS. para todas as asas. ou cor de laranja. é justo dizê-lo. senti um repelão dos nervos. Deixei-me estar a contemplar o cadáver. aí vinham já as próvidas formigas… Não. Era tempo. com alguma simpatia. depois de esvoaçar muito em torno de mim. apesar dele. — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. bati-lhe e ela caiu. pernas. não sabia. Texto para responder a questão 70. uma estatura colossal. que é também sugestivo. minutos depois. insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa. Não lhe valeu a imensidade azul. A borboleta. Memórias Póstumas de Brás Cubas. 69. A idéia subjugou-a. confesso. volto à primeira idéia. Eusébia. Não caiu morta. Suponho que nunca teria visto um homem. modesta e negra. pode-se afirmar: a) Os abastados são mais otimistas. a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque. e ri-me. tinha um certo ar escarninho. porque eu a sacudisse de novo. podendo. saí do quarto. Passa pela minha janela. sob a vasta cúpula de um céu azul. despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. por isso. ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. aterrou-a. e. c) A classe operária é mais propensa à doença por herança porque nela são mais freqüentes os maus hábitos. como eu estivesse a preparar-me para descer entrou no meu quarto uma borboleta. mas o medo. b) O que faz uma pessoa desfrutar de uma boa saúde é a adoção de hábitos físicos e alimentares sadios. acabarão resolvendo seus problemas de saúde. O gesto brando com que. contra uma toalha de rosto. — uma das mais profundas que se tem feito. tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. vivem mais. com dinheiro. viu dali o retrato de meu pai. e) Os empresários. E esta reflexão. a principal causa da mortalidade. c) A falta de cuidados adequados com a saúde é. um ar divino. nem a alegria das flores. se ela fosse azul. “A borboleta preta NO DIA SEGUINTE. F. pois sabem que.

os mais velhos e aqueles que estavam por mais tempo na fila do desemprego. Para os outros. Eusébia. um deus em relação à borboleta. e) Os problemas de mão-de-obra desqualificada — frutos da atual conjuntura econômica do País — se resolverão definitivamente. d) se surpreende com a relatividade das coisas. p. no Brasil. com a modernização. b) a abertura de constantes frentes de trabalho. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. uma vez que o trabalho físico tende a desaparecer. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços.) O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores.. Foram selecionados apenas os chefes de famílias numerosas. c) elabora uma comparação entre o susto que tivera ao ver a borboleta e o que tivera ao ver a filha de D. pode-se inferir que o problema de emprego. In: Veja. já não precisam tanto de força física. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. 21 jul. 72. embora difícil. não serão sanadas a longo prazo. E o desafio. 34 71. Uma multidão de 460 000 pessoas lotou os locais de inscrição. para as chamadas frentes de trabalho. Cíntia. c) A situação do trabalhador braçal. n. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1º grau completo ou nem isso. uma vez que ele sempre pode contar com a economia informal. Assim que a economia voltar a crescer. pode-se afirmar: a) A realidade do trabalhador brasileiro era desconhecida até a formação das frentes de trabalho. Católica de Salvador-BA A partir da leitura do texto. deixou ruas se esburacarem. (. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. por uma ironia do seu passado recente. recebendo salário mensal de 150 reais.” VALENTINI. b) As dificuldades do trabalhador desqualificado. assim que a economia brasileira voltar a crescer. Católica de Salvador-BA De acordo com o texto. querendo confundi-lo. pelo menos na área de construção civil. 1999. ao constatar-se um gigante e. Segundo o Instituto.70. Durante mais de uma década. Para garantir a sobrevivência. d) o controle da natalidade nas camadas mais baixas. ano 32. O rosto dessa gente apareceu quando o governo de São Paulo abriu inscrições. F. no Brasil.Interpretação de texto II Avançar . para o país. o horizonte é desolador. A idéia era selecionar 50 000 pessoas para cumprir um contrato de seis meses.. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. será otimizado com: a) a manutenção da economia informal. e) se sente desorientado com a borboleta que descreve infinitas voltas em torno de seu corpo. c) a implementação de um programa de educação. Exigências: ter acima de 16 anos de idade e estar desempregado há mais de um ano. Fatec-SP Da leitura do texto é correto afirmar que o narrador a) se vale da imagem de uma borboleta para mostrar tanto as ações impulsivas do homem como sua capacidade de racionalização. viadutos. talvez. cesta básica e seguro de acidentes pessoais. 29. o principal órgão de pesquisas sociais do país. 105. b) fala de uma borboleta para representar a importância de pequenos momentos na vida dos homens. d) A infra-estrutura deficiente do Brasil possibilitará trabalho constante. e) a criação de postos de trabalho na área da construção civil. o governo abandonou estradas. um mês atrás. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. F. Texto para as questões 71 e 72: “Eles sobraram Os números do IBGE. Isso porque as empresas. é alentadora.

conta o dinheiro dos bancos. Na seção dos ‘Fatos Diversos’ do Diário de Pernambuco. b) pretendeu enaltecer a tradição de famílias importantes na história brasileira. nós temos de enterrar você é mesmo na vala comum. 44-5. nos balcões. d) explicar e comentar informações anteriores. Morreu de hemoptise. Nossa família é feito Maria Polaca: faz tudo. U. d) ironia. a família Rocha Miranda. Nós auxiliamos várias famílias importantes na América do Norte. Na vala comum da miséria. a família Pereira Carneiro. serve no Exército e na Marinha. vai mal em política. Na vala comum da glória. 74. João. assume a função de a) resumir e comentar informações anteriores. Essa relação releva-se em a) “vai mal em política” e “há de subir na política”. e) enfatizou a importância de se melhorarem os Silva para entrarem na política. nas praias. nas minas. b) retomar e sintetizar informações anteriores. Rubem. São Carlos-SP A leitura do texto permite afirmar que o autor a) quis desqualificar as famílias não importantes. A Assistência voltou vazia. 4. Sempre por baixo. c) pequenez. a família Matarazzo. c) explicitou a submissão dos países da América do Sul aos da América do Norte. Morava na rua da Alegria.INSTRUÇÃO: As questões de números 73 a 76 referem-se ao seguinte texto de Rubem Braga: “Luto da família Silva A Assistência foi chamada. São Carlos-SP A oração faz tudo. F. U. São Carlos-SP O texto estrutura-se na oposição entre os Silva e as demais famílias. A família Crespi. Nossa família quebra pedra. v. Apud: Para gostar de ler. em destaque no texto. em todo lugar onde se trabalha. Sangue de nossa família. d) propôs uma reflexão sobre diferenças sociais. João da Silva. d) “vala comum da miséria” e “vala comum da glória”. Você não possuía sangue azul. Nossa família. todas essas famílias assim são sustentadas pela nossa família. F. p. entretanto. Um homem estava deitado na calçada. sugeridas também pelos nomes de família. F.Interpretação de texto II Avançar . Luto da família Silva. b) “em todo lugar onde se trabalha” e “a gente de nossa família trabalha nas plantações de mate”. no mato. a expressão “vermelhinho da silva” traduz a idéia de a) intensidade. e) retomar e explicar informações anteriores. laça os bois. Uma poça de sangue. é que trabalha para os homens importantes. Veio tinindo. leio o nome do sujeito: João da Silva. 5. 76. nas fazendas. e) desprezo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . A gente de nossa família trabalha nas plantações de mate. nas cozinhas. b) carinho. São Paulo: Ática. c) expandir e explicar informações anteriores. 35 73. faz os jornais. F. Apesar disso. O homem estava morto. a família Guinle. conduz os bondes. como a Silva. nas fábricas. 1984. 75. e) “vermelho” e “vermelhinho da silva”. nas usinas. U. enche os porões dos navios. faz telhas de barro. na Inglaterra. enrola o tapete do circo. ed. U. Nossa família. no Japão. nos pastos. João da Silva. na França. (…) João da Silva — Nunca nenhum de nós esquecerá seu nome. O sangue que saía de sua boca era vermelho — vermelhinho da silva. Porque nossa família um dia há de subir na política…” BRAGA. c) “vermelhinho da silva” e “sangue azul”. São Carlos-SP No texto. O cadáver foi removido para o necrotério. levanta os prédios.

as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos. 36 GABARITO O poema apresenta: ( ) a poesia como instrumento de redenção do homem. por acaso. E o Verbo de Deus é uno mesmo com a profanação [dos homens de Babel. ( ) o homem comum como elemento responsável pela perda do poder expressivo da palavra no seu uso cotidiano. o poeta não foi designado para vivificar a [palavra de novo? Para colhê-la de cima das águas e oferecê-la outra vez [aos homens do continente? E. Organização de Alexei Bueno. Salvador-BA “As Palavras Ressuscitarão As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas. ( ) a palavra divina tornada vazia de significação para o homem. não me compreendereis. do ponto em que se encontrar. ( ) o poder mágico da palavra só atingível por aquele que ultrapassar a compreensão do “Verbo de Deus”. Jorge de. na sua universalidade.77. por acaso. Quando toda a confusão for desfeita. como promotora do entendimento entre os homens. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. U. o poeta não falará. construtor da palavra perene.Interpretação de texto II Avançar . 1997. mesmo com a profanação dos homens de hoje. e reconstituir seu conteúdo mágico? Acaso o poeta não prevê a comunhão das línguas. e quando se desfizerem as nações instaladas ao depois [de Babel. E. as palavras se mumificaram na boca dos legisladores. as grandes palavras semitas podem [desaparecer? E. as palavras nada significam nos discursos dos homens [públicos. quando o homem reconquistar os atributos perdidos [com a Queda. Voltar Língua Portuguesa . irmão!” LIMA. 388-9. p. IMPRIMIR ( ) a linguagem poética. a todos os homens da terra numa só língua — a [linguagem do Espírito? Se por acaso viveis mergulhados no momento e no [limite. a palavra imortal há de adoecer? E. não foi ele apontado para restituir-lhe a sua essência. por acaso. In: Poesia Completa. ( ) o poeta como reinventor da linguagem.

quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto. pois a cidade nunca lhe proporcionou boas lembranças. Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada. pois trata-se de uma época remota e irrecuperável. São Carlos-SP A penúltima estrofe do poema permite considerar que o eu-lírico sente a) uma saudade carinhosa da infância. [a vontade. tenham paciência! Vão para o diabo sem mim. ouviram? Não me macem. Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais. pois ela tirou-lhe todos os bons sentimentos. “Lisbon Revisited Não: não quero nada. Fernando. mas tenho técnica [só dentro da técnica. c) um medo de revisitar Lisboa. 1981. que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo. Assim. pois em Lisboa ainda pode viver bons momentos. guardem-na! Sou um técnico. nada me tirais. nada sois [que eu me sinta. o contrário [de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa. Obra Poética. a todos. Já disse que não quero nada. fútil. p.Interpretação de texto II Avançar . d) uma mágoa de sua cidade (Lisboa). Com todo o direito a sê-lo. das ciências!) Das ciências. b) uma mágoa de Lisboa. e) uma saudade melancólica da infância. com todo o direito a sê-lo. das artes. Quero [ser sozinho. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos. F. como sou. que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero [estar sozinho!” PESSOA. não me [enfileirem conquistas Das ciências (das ciências. Fora disso sou doido. pois lá passou uma infância vazia e sem sentimentos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Deus meu. Já disse que sou sozinho! Ah. por amor de Deus! Queriam-me casado. Deixem-me em paz! Não tardo. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. 290-1. fazia-lhes. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. U. leia os versos de Fernando Pessoa. 37 GABARITO 78.INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 78 a 81. da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade.

quem sabe? verificar se por aí não andava rondando aquele que no seio lhe inoculara tamanho desassossego. e) aparta-se da sociedade. b) importunem. A pobrezinha. e a pedrada. Cirino. como a que balbuciam duas cândidas almas na eterna e sempre nova declaração de amor. superiores a todas as suas tentativas de resistência. e) a inquietude gerada na alma do poeta. ( ) Atitude de irreverência do narrador. São Carlos-SP Os dois últimos versos do poema revelam a) a conscientização do poeta em relação a seus problemas e à breve solução que lhes dará. Com este madrigal encetou Cirino uma conversação como a da primeira noite. destacada no poema. metido no laranjal e procurando uma solução a tanta dificuldade. por essa razão. no último parágrafo. c) a vontade do poeta de poder compartilhar da paz que outras pessoas sentem.. — Deveras. 99-100. A princípio tomei também um grande susto. U. desde que Adão e Eva a trocaram.. fui ver no laranjal. meu anjo do céu. almeja fazer parte da companhia.Interpretação de texto II Avançar .. ( ) Íntima relação entre o nome da personagem feminina e o seu jeito de ser. respondeu apressadamente Cirino. ( ) Dimensão hiperbólica do sentimento amoroso. Salvador-BA “Passava as noites em claro. Inocência. U. p. em face do religioso. viu afinal reabrir-se a janela de Inocência. minha vida. pode-se dizer que o poeta a) recusa-se a aceitar os valores que a sociedade tenta inculcar-lhe. abrasada também de amor. em virtude da sua solidão. para agradar a todos. c) ofendam d) maltratem. ( ) Escapismo para o sonho.” TAUNAY. Numa dessas noites de ansiedade. De noite. que por pouco talvez o houvesse estendido por terra... 82. atordoavam-no ainda aqueles dois assobios que não podia explicar e sobretudo aquela pedrada tão bem dirigida. ( ) Atitude de vassalagem amorosa. — O grito? balbuciou ela.79.. b) encontra na morte a única solução para os problemas. a gente em tudo vê maravilhas. F. U.. ed. e) abandonem. b) a irritação do poeta com aqueles que pretendem ajudá-lo em seus problemas. à sombra das maravilhosas árvores do Éden. significa a) desprezem. Depois. rápido como uma seta. O que pareceu pedrada era um noitibó que frechou para mim e veio dar com a cabeça na parede. São Carlos-SP A forma verbal macem. F. 80. era um macauã. 1996. U. queria respirar o ar da noite e beber na viração do sertão um pouco de tranqüilidade para sua alma não afeita ao tumultuar dos sentimentos que a agitavam e. verifiquei que não passava de miragem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . para desenvolver sua arte. São Carlos-SP Pela leitura do poema.. Para mim. Dois gritos. 24. Que foi? — Ah! não foi nada. achou-se ao pé da janela e cobriu de beijos as mãos da sua amada. ( ) Concepção idealizada de mulher. a única que vi era você. F. ímpetos tão desconhecidos e violentos. d) sente-se solitário e. d) o desejo do poeta de manter-se afastado e isolado das pessoas. 81. rápido como aquela pedra arrojada tão rigorosamente. 38 GABARITO Marque V para as afirmativas que podem ser comprovadas com o texto e F para as que não podem... c) tenta tornar-se uma outra pessoa. — Deveras? perguntou ela incrédula. São Paulo: Ática. Visconde de.

poderia eu citar até alguns escritores cuja opinião é diversa da minha neste ponto. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. que é importantíssima nesse processo. não se lêem muito os clássicos no Brasil. é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. A influência popular tem um limite.Interpretação de texto II Avançar . 85.” Machado de Assis. sempre atual. é função do escritor: a) inovar sempre a língua — registro de suas obras — criando as novidades a partir da influência popular.Texto para as questões de 83 a 85: “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. um controle sobre elas e inibindo os abusos. porém. b) a necessidade de um equilíbrio entre tradição e renovação na língua. Feitas as exceções devidas. pois muitos deles até mesmo ignoram as estruturas da língua que utilizam. 39 83. b) dominar com segurança a norma culta da língua e empregá-la fluentemente. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. portanto. o capricho e a moda inventam e fazem correr. Em geral. e) a língua reflete a história de cada época e sujeita-se a receber tanto a influência de seus escritores quanto a popular. c) a divulgação das obras de escritores que gozam da aceitação popular. são os modelos adequados para a produção das obras consideradas modernas. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. d) as opiniões divergentes entre escritores a respeito do uso correto da língua em suas obras. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. e o escritor não está obrigado a receber e a dar curso a tudo o que o abuso. não se lêem. Querer que a nossa pare no século de quinhentos. A este respeito a influência do povo é decisiva. e) estudar sempre os autores clássicos. Cada tempo tem seu estilo. c) aceitar as inovações trazidas pelo povo — aquelas que dão vivacidade à língua — exercendo. o que vai permitir uma aceitação maior de suas obras. Há. d) o mérito de um livro será maior quanto mais inovações ele apresentar. sem as indevidas interferências surgidas em cada época ou de acordo com a vontade de seu autor. pois a leitura se torna mais agradável e compreensível. d) usar exclusivamente a linguagem do povo. 84. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Pelo contrário. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) o reconhecimento de um escritor nem sempre se baseia em sua competência. o que é um mal. Unifor-CE A idéia central do texto é: a) a influência. Mas se isto é um fato incontestável. Entre as exceções. porém. b) as obras clássicas são aquelas em que a linguagem é imutável. certos modos de dizer. pois somente eles. ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito. Unifor-CE De acordo com o texto. locuções novas. c) o povo de uma nação é a fonte incontestável de todas as alterações da língua. acompanhando sua época e abandonando o estilo de autores antigos e defasados. dos autores clássicos da língua. com seus ensinamentos. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. não admitindo as alterações que ocorrem por influência popular. e) a ausência de mérito literário em muitas obras consagradas pelo público. que devem ser incorporadas pelos escritores em suas obras. mas que sabem perfeitamente os clássicos.

Vide sugestão na nota anterior que também poderia ser aplicada nestes casos. de Rubem Tavares. as seguintes notas. entre outras. Aparentemente peças quase iguais às demais: os mesmos modos funcionais Contudo é preciso vê-las em sua marca: no rastro dos dedos no selo do gesto Ali onde transgridem a ética da classe que proíbe os objetos de serem pessoais Onde desconhecem o acordo em vigor que as coisas transforma em armas submissas Não pactuam — hostis minhas duas mãos acidulam o ar da repartição” 40 GABARITO a) De qual critério se serve o poeta para classificar as diferenças entre os “vários utensílios” que “povoam o escritório”? Por que essa classificação destoa tanto da nossa percepção habitual? b) Como aparece a presença humana em meio ao ambiente da repartição? 87. em 1998 foram registradas 99 ocorrências em Guarulhos. Francisco. In: Poesias Reunidas (1968-1988). São Paulo: Duas Cidades. no primeiro semestre de 2000. só no período de janeiro a abril. já foram 31. p. Em todo o ano passado foram registradas 33 ocorrências e.Interpretação de texto II Avançar . encontram-se. publicada na revista Business Travell. Rumina todos os papéis no oco das gavetas O que a mesa expele para a superfície é simples dejeto livre de mistério O arquivo também é móvel discreto e diz muito pouco de interesse humano A caneta. 1988. Voltar Língua Portuguesa . neste ano. Unicamp-SP Na coluna “De zero a dez”. Amostra Grátis. só no período de janeiro a abril. 34. As autoridades deveriam enquadrar os responsáveis por crime inafiançável e trancafiá-los em presídios por longos anos. o lápis o papel. Se todos entrassem com uma ação simultaneamente.” IMPRIMIR a) Qual é a conclusão implícita na seqüência “neste ano.86.” “Não seria o caso de a Prefeitura pagar por cada nova pichação feita na cidade? É claro que sim. causando incêndios e sérios riscos à segurança dos vôos: segundo o Controle de Tráfego Aéreo. que se encontra na primeira nota? b) Explicite a sugestão dada no final da segunda nota. já foram 31”. Unicamp-SP Considere o poema a seguir: “Inventário Povoam o escritório vários utensílios uns bastante sóbrios outros indiscretos Por exemplo: a mesa é sóbria. com certeza o prefeito encontraria novas atribuições para a Guarda Municipal. o cesto são só instrumentos sem vontade própria Dois os indiscretos: minhas duas mãos — úlcera no estômago da repartição ALVIM. 13. parcialmente adaptadas: “Para os lunáticos que insistem em soltar balões de grande porte.

que.” GABARITO Neste texto divulgado na Internet. o coesivo “além” possibilitou: a) a inclusão de mais uma situação. “Música Uma coisa triste no fundo da sala. Fatec-SP A leitura de Música torna possível afirmar que a atenção do narrador a) tem suas preocupações ordinárias postas de lado pela sensualidade da música e da pianista de braços redondos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) é atraída pela música de um provável Chopin. apesar dos apelos tristonhos que a música de um piano lhe fazia do fundo da sala. levando-o ao desatino da existência. c) foi despertada pela relação material entre as teclas de um piano (“dentadura dura”) e sua própria dentadura (“dentadura amarela e preta”). estudantes e pesquisadores estrangeiros que vêm desenvolver pesquisas. a presença de turistas internacionais. Alguma Poesia. b) a reiteração das situações apresentadas. além do fluxo de brasileiros para o exterior. estrangeiros residentes. na enumeração de situações que favorecem a biopirataria na Amazônia. 89. Me disseram que era Chopin. 41 88. o que se constata pela evocação de um “lustre complacente”. as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza e na dentadura amarela e preta maus cuidados voaram como borboletas. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. UEPA “É nesse aspecto que a histeria sobre a biopirataria na Amazônia corre o risco de não levar a lugar nenhum. c) “meus cuidados voaram como borboletas”. b) se apega aos “passos que era preciso dar”. b) “sob o lustre complacente”.Texto para a questão 88. A existência de uma fronteira terrestre muito vasta para evitar contrabando. afasta o narrador de suas preocupações cotidianas. professores e consultores. d) “Enquadrei o Chopin na minha tristeza”.Interpretação de texto II Avançar . impossibilitam qualquer aparato de fiscalização. e) “as dificuldades…” 90. apesar de triste. Eu considerei as contas que era preciso pagar. Fatec-SP A expressão que mais claramente remete à liberação das preocupações do narrador. d) somente a ratificação das situações já apresentadas. sob o efeito da música de Chopin é: a) “braços redondos que nem coxas”. os passos que era preciso dar. e) se fixa na tristeza e na solidão. Carlos Drummond de. c) a retificação das situações anteriores. e) a exclusão das situações expostas.” ANDRADE.

Dê. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar condicionado. Aquele encontro. (02) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados. Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. como resposta. os cientistas tendem a não expor as idéias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. no meio de um engarrafamento. Cristovam. (04) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual. mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior.’ Como aquele motorista. É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. o motorista apontou para o carro à frente. Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. Como o homem dentro de um carro fechado. no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. A Desordem do Progresso. a soma das alternativas corretas. (64) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes. Um mergulho no Brasil que. em território tropical.” BUARQUE. o que constituiria entrave cultural. (08) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se auto-avalia. 1993. Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos. teorias e linguagens pouco acuradas. A teoria que se diz científica. Sobretudo quando. além de dúvidas. para dar a impressão do bemestar do progresso. para descrever e entender o país. Pervertendo o processo econômico. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil. UFBA O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: (01) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos. como em qualquer mergulho. o caos e a irracionalidade. 4. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira. no calor sem ar condicionado. Não pode se limitar a ver o Brasil.Texto para as questões de 91 a 93: “UM MERGULHO NO BRASIL Manaus 42 GABARITO Às duas da tarde do verão de 1984. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. ed. trabalhando na inconseqüência. desvinculada de sua cultura. com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza. vê a si mesmo. para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto. (16) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico. tentando usar o sentimento. p. A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento. com o carro e as janelas fechadas. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações. para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. 5-6. aventurando-se. usam linguagens especiais. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor. no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. 91. a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. São Paulo: Paz e Terra. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. (32) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. como se tivessem lógica. incompatível com seus recursos. arriscando incoerências. eles não têm teorias alternativas. construídas em torno de questões ultrapassadas. Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar condicionado. A teoria econômica diria que o consumidor obtém. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real. deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população. e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. Prendem-se a modelos já preparados. denunciar que o carro não tem ar condicionado e estamos todos morrendo de calor. A inconseqüência não é apenas do consumidor. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar.Interpretação de texto II Avançar .

” — Os economistas. (64) A expressão “Para tanto” estabelece um relação de conseqüência com referência a “mergulho” (2o destacado). dentro da ótica do consumismo. (32) Os pontos de vista dos economistas e do autor coincidem com relação ao grau de funcionalidade das “janelas fechadas” e “das janelas abertas”. a soma das alternativas corretas. (16) O uso do “escafandro” sugere mascaramento do real objetivo do “mergulho” (1o destacado). a soma das alternativas corretas. em território tropical. (32) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . com o carro e as janelas fechadas. (08) A expressão “se ver pelos olhos dos outros” conota um falseamento da realidade individual. a respeito do fato que então se comenta.” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se. com argumentos falseadores. (02) A expressão “Tem que” remete a uma possibilidade remota de análise da realidade. 93.” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma conseqüência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro. Dê. UFBA Há uma explicação coerente em: (01) O termo “ar condicionado” (1o destacado) está usado em sentido denotativo.43 92. o caos a irracionalidade. incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo. Dê. (16) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. no desvendamento dos fatores externos que a constroem. como resposta. UFBA O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: (01) “Para que todos pensem que tem ar condicionado. (64) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. (04) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro. falso. (08) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. subestimam a aparência em favor da realidade. como resposta. antes. como se tivessem lógica.Interpretação de texto II Avançar . (04) A forma verbal “entender” tem o mesmo sentido de “Mergulhar”. diferentemente de “ar condicionado” (2o destacado). se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. para dar a impressão do bem-estar do progresso.” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. (02) “para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam.

Desde que o homem é homem. de uma forma ou de outra.94. d) há línguas que são mais sintéticas que outras para exprimir os sentimentos. letões. a dizê-lo. ele sente saudade. sempre impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado. c) trata-se de um mito a crença de que apenas os povos lusófonos têm uma palavra para designar o sentimento “saudade”. Por quê? c) Por que o emprego da palavra “racionalismo” é inadequado nessa passagem? As questões 95 a 97 referem-se ao seguinte texto: “Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes que muitos acabam se convencendo de que eles são de fato verdadeiros. iniciada no Comercial de Ribeirão Preto. 6/4/1996. ‘Sehnsucht’. ficasse aprimorando seus defeitos”? Reescreva o trecho de maneira a eliminar o equívoco. alemães. árabes.Interpretação de texto II Avançar . ou talvez mesmo antes. e) há línguas que são mais sintéticas que o português para expressar o sentimento que os povos lusófonos designam “saudade”. Leão não dava um passo em falso. Unicamp-SP Quando o treinador Leão foi escolhido para dirigir a seleção brasileira de futebol. ‘jal’. ‘natsukashi’. ITA-SP No texto. Folha de S. sentem saudade. ITA-SP NÃO se pode afirmar que a noção do sentimento saudade no texto seja a) atribuída exclusivamente ao ser humano. ‘garod’. 96. efetivamente. a) O que aconteceria com Leão se ele. o ‘póthos’ dos antigos gregos e sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no planeta ou nas 10 mil que já existiram. existem outros idiomas que o fazem de forma até mais sintética que o português. Leão. Edmílson. ‘sóvárgás’. Pode-se ainda acrescentar a essa lista o ‘desiderium’ latino. macedônios. que seria uma exclusividade mundial da língua portuguesa.” Saudade. E seria uma grande pretensão acreditar que o sentimento que batizamos de ‘saudade’ seja exclusivo dos povos lusófonos. b) os cães. costumava ficar horas aprimorando seus defeitos após os treinos. c) comum a todos os seres humanos. japoneses. 20/10/2000. assim como os seres humanos. mas a maneira de expressá-lo é diferente. desde que aprendeu a falar aprendeu também. 53 anos. e húngaros. 58. Ao chegar à seleção brasileira em 1970. são médicos. Campinas. Por outro lado. quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato mundial. no início do segundo período. ‘nedôstatok’. do qual consta a seguinte passagem: “Durante sua carreira de goleiro. Cada atitude e cada declaração eram pensadas com um racionalismo típico de sua família. Todas as línguas do mundo exprimem com maior ou menor grau de complexidade todos os sentimentos humanos. Em uma de suas colunas semanais nesta Folha. já que seus outros dois irmãos. b) uma prova de que a espécie humana é fruto da mutabilidade de espécies. seria de um etnocentrismo digno de fazer inveja à Alemanha nazista acreditar que esse sentimento é próprio apenas aos que falam português. Os russos têm ‘tosca’. e Édson. Ora. d) comum a todos os seres humanos e remonta aos tempos antigos. b) A expressão “por outro lado”. ‘shauck’ e também ‘hanim’. Embora línguas que nos são mais familiares como o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de uma expressão (seus equivalentes de ‘nostalgia’ e ‘falta’) para exprimir o que chamamos de saudade em todas as circunstâncias. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Paulo. ‘ilgas’. o professor Josué Machado lembrou pelo menos dez equivalentes da palavra ‘saudade’. Um desses casos é o que envolve a palavra ‘saudade’. de 51 anos. adaptado. sua terra natal.” Correio Popular. e) talvez anterior à razão. se até os cães demonstram sentir saudades de seus donos quando ficam separados por um motivo qualquer. sérvios e croatas. armênios. a tese é que a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e têm palavras para designá-los. contribui para tornar o trecho incoerente. Trata-se de uma grande e pretensiosa balela. 44 GABARITO 95. o jornal Correio Popular publicou um texto com muitas imprecisões.

99.” Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima. Mackenzie-SP “A moça não era formosa. por serem mal contadas. utilizando a seguinte frase: “Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas” Está implícito. e) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. predicativos do sujeito moça. focalizando o principal beneficiário do seguro. c) nas três ocorrências. que a revista Veja se dispõe a a) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos. b) Na estrutura sintática predomina a subordinação. c) uma equiparação do sentimento saudade dos cães ao dos seres humanos. Fuvest-SP Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o texto: a) a única palavra que se refere diretamente à idéia de morte é “inventários”. GABARITO 100. os cabelos caíam despenteados. e) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações. a) Formosa e graça são. sintaticamente.Interpretação de texto II Avançar . em estilo preciso. d) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas. a palavra “louco” pode ser substituída. d) em II. Fuvest-SP I. “Porque quem é louco por alguém. por meio da clareza e da elegância do estilo. é correto afirmar que a) em II.97. por “delinqüente”. talvez nem tivesse graça. 101. o autor sugere a idéia de longevidade do titular do seguro. evitando-se assim reações negativas do leitor diante desse tema. não é louco de deixar essas coisas para amanhã”. redundam em más reportagens. b) contornar as histórias mal contadas. d) criticar certas histórias que. b) a exclusividade da forma impessoal. o segundo uso da palavra “louco” assume sentido negativo. que é marcada apenas pelo emprego de orações na voz passiva. que funcionam como argumentos para a tese defendida. c) o autor usa conotativamente a palavra “noite” para simbolizar a idéia da morte. b) em I. c) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração. Para as questões 98 e 99 considere o texto das questões de 27 a 29. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. já que não acrescenta nenhum sentido à frase. nesse anúncio. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 98. “/…/ você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa /…/”. a palavra destacada tem o mesmo sentido. PUC/Campinas-SP A revista Veja anunciou-se a si mesma. 45 Quanto ao sentido que o vocábulo “louco” assume nas três ocorrências destacadas no quadro acima. b) a imagem da criança reforça uma sugestão já presente no texto e no nome do produto. c) denunciar. e) exemplos de vocábulos de outras línguas para designar o sentimento “saudade”. sem prejuízo do sentido. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos. d) no trecho “você faz um seguro de vida que pode durar sempre”. e) em II. II. e) a fotografia e a frase em maiúsculas desviam a atenção do leitor da idéia de morte. a repetição da palavra “louco” é redundante. ITA-SP NÃO se pode dizer que no texto haja a) uma declaração inicial que sintetiza a tese a ser defendida. os usos da palavra “louco” assumem sentido oposto àquele verificado em I. d) a generalização de uma idéia após a apresentação de exemplos.

sem experiência. O jovem. o fato parece mais grave que na segunda. b) II. III. invadido pelas multinacionais e pelo capital estrangeiro. II. Fuvest-SP I. sob idêntico ponto de vista. e) sentam orgulhosamente. Na 1ª manchete. se refere a expressão “às vezes literalmente”? Qual o duplo sentido produzido pela relação que aí se estabeleceu? 103. Está correto. embora empregando palavras diferentes. 104. ambas do dia 15/5/ 2000: “Governo suspende verba para a reforma agrária. As duas manchetes apresentam o mesmo fato. Para se candidatar a um emprego. o emprego dos termos “INCRA” e “assentamento” particularizam a informação. c) sentam-se numa poltrona.102. d) sentam praça em algum lugar. b) a relação de dependência econômica do país. Paulo. Fatec-SP Para determinar o valor sintático-semântico do substantivo “poltrona” na expressão “sentam poltrona”. b) A que palavra. Metodista-SP Observe a imagem que segue: A partir da composição acima. literalmente. dança. em relação às manchetes. às vezes literalmente. exibida. GABARITO 105. e) que as origens do mercado publicitário no Brasil remontam à época de sua independência em 1822.” O Estado de S. em II. b) sentam tijolos na parede. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . desempregados. a partir de 1822. arrogante. d) I e II. U. pode-se considerar que seu equivalente mais próximo seria: a) sentam a pua em alguém. Paulo. estabelecendo um paradoxo com a data da independência em 1822. 46 Considere as seguintes afirmações: I. “Incra suspende crédito para assentamentos. o autor demonstra a) que a independência política possibilitou a autonomia econômica do país com o ingresso das multinacionais e do capital estrangeiro. e) II e III. apenas o que se afirma em a) I. c) III. d) de forma criativa o progresso econômico que a abertura ao capital estrangeiro trouxe ao país. Na 2ª manchete. o recém-formado compete com levas de executivos de altíssimo gabarito. mulheres dos dirigentes do Kremlin. a) O advérbio “literalmente” está adequadamente empregado nos dois textos? Justifique sua resposta.” Folha de S. os russos achavam que ela era influente demais.Interpretação de texto II Avançar . Acostumados às apagadas. c) que a independência política é responsável indireta pela verdadeira revolução industrial que se desencadearia no país no século XX. Fuvest-SP Leia as seguintes manchetes de dois jornais paulistas. II.

apesar de aproximar-se da prosa. b) aponta para os incômodos causados pelos bancos de colégio que são pouco anatômicos. c) revela que o fato de certos homens ficarem a vida toda sentados causa-lhes um malestar indescritível para o corpo e para a alma. de colégio. Batia compasso com a varinha na poeira da calçada. b) sintaxe elíptica. a) Revela-se poético. o abaulado amigo. as curvas de afeto. c) A resposta da avó explicita a sua indiferença para com a menina. em efes e erres. tomando como ponto central as oposições entre o sentir e o sentar. GABARITO “Sobre o sentar-/estar-no-mundo Ondequer que certos homens se sentem por afetuoso e diplomata o estofado. d) a tábua-de-latrina. Texto para responder a questão 109. d) Enriquece a descrição da menina por meio de prefixos ligados a nomes. Fatec-SP Da leitura de Sobre o Sentar-/Estar-no-mundo. sentam bancos ferrenhos. sentam poltrona.Interpretação de texto II Avançar . e mesmo de pé algum assento os fere: * eles levam em si os nós-senão-pregos. vó? — Naão. João Cabral de Melo. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o fragmento que vai da linha 2 à linha 3. d) linguagem coloquial. e) Tem a coerência prejudicada por falta de pontuação. 107. como compete à poesia.” NETO. A vida toda. enorme trouxa de roupas na cabeça: — Qué mi dá. b) O modo de reproduzir a cantiga indica sua variação rítmica à medida que a cena se desenvolve. a) O título já anuncia a importância da relação entre as duas mulheres. e) Há total descaso pela oralidade da expressão. senão pregos. … trarilarára… traríla… De repente voltou-se prá negra velha que vinha trôpega atrás. 108. 47 106. Ondequer que certos homens se sentem nas nádegas da alma. A educação pela pedra.Texto para as questões de 106 a 108: “A menina e a cantiga 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 … trarilarára… traríla… A meninota esganiçada margirça com a sáia voejando por cima dos joelhos em nó vinha meia dansando cantando no crepúsculo escuro. e) o poema satiriza a prepotência de certos homens. os ferem nós debaixo. e) ironia. se sentam mal sentados. Sentam poltrona: ou tábua-de-latrina. c) Apresenta erros de ortografia que impedem a clareza do texto. b) Expressa por meio de clichê o movimento dado à saia. c) recriação de cena cotidiana. e mesmo a tábua-de-latrina lhes nega assento além de anatômico. qualquer o assento. Mackenzie-SP A característica da poesia modernista que NÃO se encontra no texto é: a) liberdade formal. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. 109. onde cabe qualquer homem e a contento. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . … trarilarára… traríla…” Mário de Andrade. confere ao homem uma postura universalizante. por ser anatômica. d) A expressão enorme trouxa justifica o adjetivo trôpega que caracteriza negra velha. ecumênico. exemplo único de concepção universal. pode-se afirmar que a) o sentido nuclear do poema se dá na relação entre poltrona e banco de colégio.

que no passado era coisa de cientistas loucos e fascistas. Mas desconfio que. Juiz de Fora-MG Indique a única alternativa incompatível com a interpretação global do texto: a) a beleza de Linn Ullmann deve-se ao fato de ela ser fruto de reprodução programada. o filho continua não podendo escolher os pais que o terão. a genética ou a cultura.Interpretação de texto II Avançar . Todos os avanços na área da reprodução programada não mudam a situação da criança. mesmo que fosse eu. Não sei o que herdou do pai. Pela fotografia no jornal. 111. F. que promete ser a questão do novo milênio. Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem. c) demonstrar que a engenharia genética promete ser a questão do novo milênio. se fosse nascer hoje. a qualidade do sangue ou do ambiente. mas não o inverso. ou aquela respeitabilidade forçada do inevitável. se esta é a palavra. Na comercialização de genes saudáveis e bonitos está subentendido que a personalidade não vai junto. que está em Paris para lançar um livro. implícitas nessa questão de engenharia genética. U. preferiria ter os tipos de pais que nunca escolheriam um filho de um catálogo. que não tem qualquer opinião no assunto. Como dizem que Bergmann é um gênio com um gênio violento e difícil – e a última é que ele foi um simpatizante do nazismo até o fim da Segunda Guerra – Linn pode ter herdado mais do que queria. Se alguém quisesse planejar uma loira superior. Eu. Ela é filha da Liv Ullmann e do Ingmar Bergmann. Leia-o e responda. U. o cientificismo totalitário para fins de ‘melhorar a raça’ mudou de vocabulário e ganhou respeitabilidade. encontrarão uma forma de assegurar que os genes comprados tenham o destino desejado. Juiz de Fora-MG O principal objetivo comunicativo do autor do texto é: a) ironizar a comercialização de genes no Brasil. de 28/10/99. E pensei: está aí. E um mundo só de gente bonita e inteligente não seria necessariamente um mundo de gente melhor. b) questionar a reprodução programada e.” 48 110. depois. F. atletas e gênios há sempre um simpatizante do nazismo. d) a reprodução programada permite que os pais escolham o filho que querem ter. Para começar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . atletas e gênios não exista um serial killer. Mesmo com toda reação contra e a discussão ética. Há algumas ironias. está redimida a eugenia. não poderia fazer uma encomenda melhor ao laboratório: os óvulos da bela e inteligente Liv Ullmann fertilizados pelos genes geniais do Ingmar Bergmann. escrito por Luís Fernando Veríssimo. as questões 110 e 111. Não há garantia que entre os óvulos e os espermatozóides de modelos. “O que vem por aí Pouco depois de ler a notícia sobre o americano que está oferecendo óvulos de modelos na Internet para quem quer ter filhos bonitos. b) a reprodução programada baseada em genes de indivíduos saudáveis e bonitos é uma nova edição do cientificismo totalitário para fins de “melhorar a raça”. em especial. um cantor country – ou um simpatizante do nazismo. pelo menos no Brasil. Linn Ullmann teve sorte: herdou a beleza da mãe. d) argumentar que entre óvulos e espermatozóides de modelos. Mas esta vitória da mentalidade ‘de direita’ redime a tese da ‘esquerda’ na velha discussão sobre o que determina caráter e destino. que os bebês serão o que o mundo fizer deles. li no Libération uma matéria sobre Linn Ullmann. foi publicado no Jornal O Globo. a comercialização de genes de pessoas saudáveis e bonitas. GABARITO c) na comercialização de genes saudáveis e bonitos subentende-se que apenas as características físicas são geneticamente transmitidas.O texto seguinte. As pessoas pedirão: ‘Quero um surfista loiro bom em física quântica e uma modelo com PhD – mas um tem que ser de Capricórnio e o outro de Libra’.

com certeza me achava extraordinariamente feio. morto de fadiga. viciadas em indigência intelectual e espiritual. Emescam-ES Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto. Cesgranrio Analisando o texto. lacunas no cérebro. Aos quatro anos.” Excerto de BETO. Texto para a questão 114: “Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos. Emescam-ES A frase que melhor sintetiza as idéias do texto acima encontra-se em: a) Hoje. sem sonhos. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. podemos afirmar que se trata de um texto psicológico porque: a) mostra a solidão em que vive o narrador. eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distancia a idade fisiológica da psicológica. p. b) contrasta o modo de ser de Madalena com as ações do narrador. c) Os tempos modernos eliminam os sonhos da criança. Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo. c) retrata o conflito íntimo da personagem. IMPRIMIR GABARITO 114. até que. Frei. que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. 112. uma boca enorme.. bruxas e reis. E um nariz enorme. Vitória.. (. Estão todos dormindo. Mormente por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos. d) caracteriza o mundo exterior como hostil. Voltar Língua Portuguesa . cansadas perante um futuro que ainda não viveram. aos brinquedos eletrônicos. as histórias cedem lugar aos programas de auditório. Memórias de um Dinossauro. as crianças são levadas precocemente ao consumo. e as fadas.. Se ao menos a criança chorasse. c) ‘embotelhada em danças’ – especialista em danças. no seu sentido geral. d) ‘ritmo da esquizofrenia’ – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais. Devo ter um coração miúdo.Interpretação de texto II Avançar . corpo de criança e alma de mulher. e) enfatiza as dificuldades de relacionamento da personagem com as pessoas que a cercam.. O sonho é substituído pela TV. que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência da profissão.. Se Madalena me via assim. Nem sequer tenho amizade a meu filho. 98. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. Sou um aleijado. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. 05.) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto. Marciano está dormindo. É horrível! Se aparecesse alguém. um grande silêncio. In: A Gazeta. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. E a desconfiança terrível.Texto para as questões 112 e 113: “Hoje. rios cheios e uma figura de lobisomem. Fecho os olhos. encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos.. 49 113. às escuras. d) As crianças engordam muito porque ficam muito tempo em frente da tevê. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. sem afeto e sem cultura. 08 set. e) Atualmente as crianças não se preocupam com o futuro. Lá fora há uma treva dos diabos. agito a cabeça para repelir a visão que me exige essas deformidades monstruosas. A vela está quase a extinguir-se. Foi este modo de vida que me inutilizou. Patifes! E eu vou ficar aqui. b) Os adultos cedem facilmente aos desejos das crianças.” Graciliano Ramos. isso ocorre em: a) ‘suficiente discernimento’ – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso. dedos enormes. b) ‘insistência pirralha’ – teima persistente da criança. a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. até não sei que hora. e) ‘indigência intelectual e espiritual’ – pobreza de cultura e de espírito.

aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba virando matéria privilegiada do humor. para comprovar a tese da geração espontânea: “Faça um buraco num tijolo. show do Milton Nascimento. 1989. UFR-RJ “O primeiro grande poeta que se firmou depois das estréias modernistas foi Carlos Drummond de Andrade. mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme. fazer sesta abraçado. decidida.” ANDRADE. São Paulo: Cultrix. ‘expressão duma alma muito pessoal.) Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo. fliperamas. é uma questão Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. mesmo assim pode não ter namorado. 494. fruto da inspiração poética. Texto para as questões 117 e 118: “Namorado: ter ou não.. abobalhados de alegria pela lucidez do amor. d) tímido.. da qual fazia parte. Alfredo.) Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. caso. (. b) uma hipótese alternativa para o fenômeno não foi lembrada. dois paqueras. Namorado é a mais difícil das conquistas. ruas de sonhos ou musical da Metro. quindim. fazer compra junto. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques. flerte. ponha ali erva de manjericão bem triturada. Namorado não precisa ser o mais bonito. você verá nascer pequenos escorpiões. Carlos Drummond de. De alma escovada e coração estouvado. Segundo Bosi. e) característico da primeira geração modernista.. aquela de chita. c) irônico. chamado Jean Baptista von Helmont. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Rio de Janeiro: Aguillar. sabemos que escorpiões não nascem assim. nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele. ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade. até paixão é fácil. d) a geração espontânea não pode ser comprovada com experimentos. de saliva. A conclusão do químico pode ser refutada logicamente pelo argumento indicado em: a) a experiência não resistiu à passagem do tempo. Mas namorado.) Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. e passeie de mãos dadas com o ar.. Definindo-lhe lucidamente o caráter. disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que. beira d’água. lágrima. de pele. um envolvimento e dois amantes.’ Parece-me que alma muito pessoal significa. é muito difícil. Obra completa. Paquera. no caso. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela.115. A proteção dele não precisa ser parruda. sua frio e quase desmaia pedindo proteção.Interpretação de texto II Avançar . brisa ou filosofia.. em relação ao humor de Drummond pode-se afirmar que é um riso: a) que assinala uma ruptura com a geração que o antecede. saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. 50 BOSI. UERJ Em 1648. distanciado e lúdico. um químico holandês. ponha a saia mais leve. traço constante na poesia de Drummond”. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor. é poesia objetiva. envolvimento. transa. mesmo. nuvem. Enlou-cresça. semelhante ao de Gregório de Matos. Alguns dias mais tarde. 1982. bosques enluarados. Se você tem três pretendentes. p. História concisa da literatura brasileira. tendo o manjericão agido como fermento. Aplique um segundo tijolo sobre o primeiro e exponha tudo ao sol. Necessita de adivinhação. c) o químico não tinha competência para a realização da experiência. gabiru.. argumentando indutivamente. b) escarnecedor. atividade da razão. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 116. (. relatou a seguinte experiência. (. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança.” Hoje. sem qualquer reflexão.

d) vivencia as sensações do amor sem se entregar. certa rua dá mão. (Refere-se à transgressão de função estrutural). 120.117. Para eles. o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado. só sabe o que é namorar quem: a) cultiva o hábito de fazer poesia. que variam conforme as convenções gerais de cada época. contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Observa-se o mesmo nas normas da gramática. por natureza convencional e efêmero: num dia. que variam conforme as convenções gerais de cada época. para ser bem-sucedida. dominar a norma culta do idioma não excede. Textos para as questões 119 e 120: “Pode um escritor. pode ser que a mesma rua não exista. Ela pode dar impressão de firmeza. Tanto no texto como no comportamento. exceto em: a) … assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. no outro. Na maioria dos casos. De um lado. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma. indica novas propostas para o futuro. (Refere-se aos gramáticos. De outro.. dominar a norma culta do idioma não excede. clamando por liberdade. (Remete à efemeridade do conhecimento do código de trânsito). o conhecimento do código de trânsito. ficam os gramáticos. os artistas. 118. […] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. guardiães da língua). em nome de sua arte. d) o sentido da vida se dá pela tensão entre crescimento e loucura. e. o conhecimento do código de trânsito. está corretamente explicado pela frase entre parênteses. impondo normas. mas porque sabem tirar proveito da ruptura. assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído. não dá. d) os gramáticos impõem normas para os artistas não as transgredirem.. UFMG Em todas as alternativas. deve possuir função estrutural. c) Para eles. A resposta à questão inicial é simples. (Introduz uma comparação). é correto afirmar que: a) a língua não oprime os artistas quando os submete à vontade do Estado. c) os escritores contrariam as regras gramaticais porque as desconhecem. UFR-RJ Para o autor. b) o sentido da vida se constrói a partir do crescimento intelectual. b) Ela pode dar impressão de firmeza. d) Observa-se o mesmo nas normas da gramática. Pela perspectiva dos artistas. o emprego do termo. em valor.Interpretação de texto II Avançar . UFMG De acordo com o texto. de precisão. na próxima semana. pensa o poeta. e não para escravizá-lo. c) o crescimento e loucura são considerados processos incompatíveis.” O neologismo em questão sintetiza o seguinte pensamento: a) só é possível crescer se a vida não fizer nenhum sentido. Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras. A língua existe para servir o indivíduo. de ambigüidade. b) os artistas revelam o caráter transitório da norma culta ao infringirem-na. ou expressão. e) sabe teorizar sobre os seus sentimentos. destacado. e) o sentido da vida é construído por meio da loucura. b) entra em sintonia com o outro no plano das sensações. UFR-RJ “Enlou-cresça. c) distingue o que é concreto do que é abstrato. Sendo uma aventura intelectual. Esse tipo de postura gerou um impasse. em valor.” 51 GABARITO 119. A transgressão.

Em compensação. o salário não aumenta mais por exigência do mercado internacional. Sérios. nem se daria ao trabalho de dizer nada. quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim. não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos.Texto para a questão 121: “Silogismo Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas. B. 24/03/2000. Trad. quando o pote da geléia que estava em cima do armário cai e quebra. é preciso alterar esse modelo econômico. de Holanda. m. mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. Grita exatamente porque sabe que foi ela. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ou talvez até risse e pronto. Lóg. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia.. F. São Paulo: Martins Fontes. queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos. ‘vi que todo o mundo fazia a mesma coisa’. ‘é mais forte do que eu’. Nova Fronteira. L. A. Rio de Janeiro. oportunismo político ou desinformação. O Globo. postas duas proposições. ao agirmos mal e nos darmos conta disso... Ética para meu filho. etc. estamos todos condenados a uma lógica do absurdo. mesmo reconhecendo que é pouco. Texto para as questões 122 e 123: GABARITO “Ética para meu filho (. resistindo a apelos emocionais. Aqui o sério é temerário. 1986. A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes. Se não fôssemos livres. que lesamos a nós mesmos — pouco ou muito — voluntariamente. o sensato é insensato. chamada conclusão. FERREIRA. delas se tira uma terceira.. inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. há circunstâncias que impedem o salário de ser maior.)” VERÍSSIMO. 52 Considerando essa definição. então. Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo. De onde vêm os remorsos? Para mim está claro: de nossa liberdade. ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: ‘Fiz sozinho. quebraria a Previdência. que não pudemos escolher: ‘cumpri ordens de meus superiores’. é claro) de nada e evitaríamos os remorsos. UERJ silogismo. o país necessita da miséria de grande parte da sua população. o salário-mínimo impõe miséria a grande parte da população. Monica Stahel. O país só é viável se metade da sua população não for.” SAVATER. se não fosse assim. S. ao crescermos.. mas preferimos confessar-nos ‘escravos das circunstâncias’ quando nossos atos não são exatamente gloriosos. nas circunstâncias. compreendemos que já estamos sendo castigados. Por isso. ‘não percebi o que estava fazendo’. a criança pequena grita chorosa: ‘Não fui eu!’.. Dedução formal tal que. É que. comprometeria o programa de estabilização do Governo. nelas logicamente implicada. é preciso resistir a apelos emocionais da sociedade. então. adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível. c) Um salário-mínimo maior prejudicaria o país. ‘perdi a cabeça’. 1997. eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua. Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. 121. então.) Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém. b) Precisamos manter nosso prestígio com a comunidade financeira internacional. d) O salário-mínimo não garante vida digna para a maioria da população. pode-se concluir que o silogismo a que se refere o título do texto é encontrado em: a) Boa parte da população sobrevive com apenas um salário-mínimo e o salário-mínimo não dá para viver. o adulto é irreal e o responsável é criminoso. temos homens honrados e capazes. ninguém me ajudou!’ Do mesmo modo. sensatos. Do mesmo modo. chamadas premissas. (. Fernando.Interpretação de texto II Avançar . então. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser.

Schopenhauer. uns 400 milhões de hectares. no qual o autor expõe seus argumentos em tom de conversa.” GIANNOTTI. Prefácio à edição brasileira de A Doutrina das Cores. IMPRIMIR No que diz respeito ao fenômeno da cor. não basta dizer que a cor surge da luz. 53 “Entristeceu. de GOETHE. que é negado no texto II. d) destaca a palavra dos outros como argumento de autoridade. mas como pontos de vista que se baseiam em critérios.Interpretação de texto II Avançar . Considerar-se plantado em terra alheia! Engano. o autor obtém o seguinte efeito: a) valoriza o argumento das outras falas. J. M. “Goethe estava interessado nas condições necessárias para que o fenômeno das cores se manifeste. e) as perspectivas pessimistas quanto ao uso do solo brasileiro. d) revelar opiniões compartilhadas pelos interlocutores. pode-se afirmar que: a) o texto II constitui uma representação estética da realidade contida no texto I. F. Para ele. Triângulo Mineiro-MG “A superfície do Brasil. c) ambos os textos propõem o uso racional das terras no Brasil.. rios e montanhas. Newton. b) o texto II faz uma reflexão sobre os fatos narrados no texto I. Goethe e o físico inglês Isaac Newton compreenderam o fenômeno da cor. GABARITO 125. UERJ O texto lido faz parte de um ensaio filosófico sobre ética. Mais ou menos metade desta superfície. actualmente. no texto I. essas duas interpretações diversas do fenômeno cromático não devem ser pensadas como necessariamente incompatíveis. luz e cores são fenômenos de consciência (sensações e percepções) cujas condições são ocorrências fisiológicas na retina e no sistema nervoso.) encontra-se em estado de improdutividade. Ora. c) identifica um embate como reforço do campo da sinceridade. é de 850 milhões de hectares. b) ressaltar uma discussão teórica entre iguais. 124. c) diminuir a assimetria entre o filósofo e o leitor. PUC-RJ Leia o texto abaixo. UERJ Ao trazer para seu texto a citação de outras falas — por meio do emprego das aspas —. sem fruto”. caem por terra. de Graciliano Ramos. ou métodos de comparação. o que distingue basicamente a abordagem de Newton daquela de Goethe. Na verdade já estava procurando distinguir as condições ou esferas mediante as quais o fenômeno da cor se apresenta. de abandono. ao contrário de Goethe e Schopenhauer. Um vagabundo empurrado pela seca”. preocupou-se somente em estabelecer os critérios para a produção da cor enquanto fenômeno físico. Vidas Secas. d) o texto I discorre sobre o aproveitamento agrícola das terras brasileiras. A sina dele era correr mundo..122. José Saramago. é geralmente apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícola. O restante (. continuando o caminho de Goethe. embora as críticas de Goethe se revelassem posteriormente inconseqüentes. andar para cima e para baixo. A respeito dos textos. é o primeiro a distingui-las claramente: ‘Do ponto de vista do sentido visual. b) delimita o que é defendido e o que é atacado. 123. 1993. São Paulo: Nova Alexandria. W. à toa! Como judeu errante.. M. inteiramente distintos. apenas uns 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. sendo provocadas por sua vez por processos físicos. incluindo lagos. fenômeno na retina ou fenômeno físico. W. em que se comenta o modo como o escritor alemão J. mais tarde desenvolvida por Schopenhauer? Voltar Língua Portuguesa . mas como aparece junto à luz. Essa estratégia tem o seguinte objetivo: a) provocar a resposta direta do interlocutor.’ A identidade da cor varia de acordo com os critérios estabelecidos para sua compreensão enquanto fenômeno de consciência. considerando-se o sentido do texto II. Assim. o principal mérito de sua análise é ter mostrado que a cor também existe como fenômeno que escapa à física. Nesse aspecto.

não nos afastemos. e do futuro de um mundo caduco que o sufoca. “Introdução”. pois. 9. O presente é tão grande. considero a enorme realidade. ignorando o passado e o futuro. a vida presente. assustando algumas autoridades. 127. do presente.” ANDRADE. nesse texto. U. entregar-se aos devaneios e à solidão. Carlos Drummond de. de certa forma. São Paulo: Moderna. a romana e. Mas. e) Ao voltar-se para a vida presente o poeta demonstra uma preocupação maior com o seu momento histórico. Vivemos hoje um modelo de vida tão assentado sobre o trabalho. ( ) Entre as “preocupações novas” das autoridades. p. F. o entretenimento — ideais de vida de algumas civilizações antigas. não! Ou que sempre será assim? Esperemos que não! Na verdade.Interpretação de texto II Avançar . destruíram-se símbolos preciosos da civilização e as cidades passaram a ser vistas apenas como espaços de trabalho e produção. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. 54 Todas as alternativas seguintes correspondem a uma leitura possível do poema drummondiano. Estou preso à vida e olho meus companheiros. dos quais não pretende mais se afastar. ( ) Infere-se que. lazer e entretenimento como ideais de vida. Não nos afastemos muito. ao entretenimento. d) O poeta busca a convivência com os outros homens à sua volta. vamos de mãos dadas. de uma história. a chinesa — foram esquecidos. Também não cantarei o mundo futuro. não pretendendo. Antologia poética. opta por conhecer a realidade de seu próprio tempo. b) O poeta renuncia ao isolamento voluntário e reafirma sua solidariedade aos companheiros. porque isso significa que.126. ( ) Algumas autoridades estão assustadas com a possibilidade de que o homem atual possa vir a ter diversão. estamos chegando ao final de um ciclo civilizatório durante o qual nunca se trabalhou tanto e em que. ao lazer. Não serei o cantor de uma mulher. não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida. o tempo presente. o autor tece comentários acerca de fatos históricos ocorridos na segunda metade do século XVIII. não direi os suspiros ao anoitecer. GABARITO A partir do texto. 1998. os homens presentes. em breve. trazendo preocupações novas. devastou-se a natureza. o trabalho converteu-se efetivamente na primeira necessidade humana. neste final de milênio. julgue os itens que se seguem. Viçosa-MG Leia atentamente o texto: “Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. à diversão. In: Educação para o lazer. voltam com força total. 1998. as cidades apresentam dificuldades de se organizarem em formas que não sejam pelo trabalho. exceto: a) O autor de “Mãos dadas” quer unir-se a seus semelhantes para libertar-se do passado. ( ) O autor responsabiliza as jornadas de trabalho brutais pela devastação da natureza. que raramente o questionamos. tendo em vista que as “jornadas de trabalho brutais — fazem alusão ao início da Revolução Industrial na Inglaterra e que os “símbolos preciosos da civilização” incluem a Bastilha. pela primeira vez na História. pode-se incluir a de buscar meios de viabilizar o acesso da população. UnB-DF “O trabalho é a principal atividade do ser humano? Quase todas as pessoas responderiam afirmativamente a essa questão. A diversão. Nesse período. como a recessão e a violência. surgiram jornadas de trabalho brutais. c) O poema revela-nos um eu-lírico que. O tempo é a minha matéria. Entre eles. tendo em vista a existência de graves problemas. Mas será que sempre foi assim? Sem dúvida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . p. fortaleza francesa que foi destruída em 1789. não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. não haverá mais quem trabalhe. como a grega. ( ) Atualmente. 118. a paisagem vista da janela. principalmente a urbana. Rio de Janeiro: Record. Luiz Octávio de. muito novas mesmo…” LIMA CAMARGO. o lazer.

Por exemplo. nada disso. 29) – Inf. começo na manhã da própria segunda. a fim de recuperar o que não foi dito explicitamente. apesar de não sofrer as mesmas pressões que um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas. mas não adianta. jun. morre de rir quando o crítico e. Não tenho queixa. eu também posso). 128. especialmente por um ex-colega de magistério. 5/7/99.” (Revista do Mercosul. já depois de muito tempo trabalhando em casa. se bem que ele próprio aposentado. 29/9/99. Com base nessas explicações. como resposta. Antônio Carlos.: Os outros produtos do mesmo tipo não têm a garantia HTP. (16)“Sem alarde.” (Istoé.: O leitor lê Veja porque a revista não traz notícias ruins. O único clarificante e floculante de piscina com a garantia HTP. também padeço de segundafeirite que acomete todos os trabalhadores. (32)“Max Floc. p. o povo era elegante. enfim. a síndrome ataca de igual maneira. se o ex-ministro Magri. outros compromissos. se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados. Argentina em primeiro lugar e Brasil em terceiro são premiados na Turquia.” (Raça. pôde. pondo a mão no meu ombro. E manda a ética que me recuse a recorrer a pretensas vantagens derivadas de relacionamentos pessoais. 5/9/99. quando João Ubaldo diz “…se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados…”.Texto para as questões de 128 a 131: “Segunda-feirite aguda João Ubaldo Ribeiro. o ministro Ornélas ou foi meu aluno ou quase foi — é o segundo ou terceiro ministro que foi meu aluno. eu também podia recorrer ao dr. é necessária na atual conjuntura. já está em outonos e. logo. sem muito sucesso. mas a verdade é que. 84) – Inf. outras chateações. entre as alternativas apresentadas abaixo. sempre é afável comigo. Eu. p. não ele). dos saudosos 30 mil dólares. eis que. chegou a verões. a soma das alternativas corretas. Além disso.: Para o autor. logo.” (Época. (02)“Vinho Mercosul no mundo. Não. 28) – Inf. p. mas não só levantar a papelada me infunde pânico. como não está a meu alcance aspirar ao marajanato (sei que esta palavra não existe. (01) “Veja: uma revista tão boa que as notícias nem precisam ser ruins. Nada de aposentadoria. procurando pistolões. 1998. e. Podia estar aposentado. com meus próprios horários e sem chefe ou patrão por perto. que me conhece desde rapazinho (eu. aquela(s) em que a inferência feita não se sustenta a partir do fato mencionado. 7) – Inf. 27/9/99. a incapacidade de ligar causa e efeito e aprender do passado são características imutáveis de nossa mentalidade. 103) – Inf. não. Alguns. Quis muitas vezes descondicionar-me. fico um pouco melancólico. 57) – Inf. E o dr. nem de tentar facilitar a vida. a Internet deixou de ser novidade e 5 milhões de brasileiros já não podem mais viver sem computador. p.: Quando usava outros tipos de vestimentas. 55 Trabalho desde os 17 anos — já lá se vão 41 do que começou como primaveras. quem lê deve ser capaz de inferir que a memória do escritor já o traiu pelo menos uma vez antes. Antônio Carlos. o leitor competente deve saber ler nas entrelinhas. Lá vêm outra semana. mas posso perfeitamente inventá-la. como sabemos. 1999. como também não quero ser chamado de vagabundo. deve ser capaz de fazer inferências. p. Cad. Opinião. reconheça. que não os mencionados. 6/10/99. Cad. Dê. UFMS Na construção do sentido de um texto. Ao trabalho. (…)” O Globo. p. com base em minha memorável participação nas peças do jardim de infância em Aracaju. aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô ou a pleitear uma vaguinha no Retiro dos Artistas. outra crônica. (04)“A dupla jeans e camiseta e roupa feita em série acabaram com a elegância do povo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” (Veja. mas com inquestionável empenho. lá vem a segunda-feira. me chama de ‘ilustre representante da esquerda democrática’.Interpretação de texto II Avançar . p. onde certa feita interpretei ‘Tatu subiu no pau’.: Antes a Internet era novidade e 5 milhões de brasileiros podiam viver sem computador. se transmuta em invernos.” (Roberto Campos. argumentando comigo mesmo que desfruto de certa liberdade. ou seja. Opinião.: Os demais países do Mercosul não se inscreveram no Festival de Vinhos na Turquia. (08)“Continuamos incapazes de duas coisas: ligar causa e efeito e aprender do passado. 7. O Globo. ago./jul. começam a ficar macambúzios na hora em que ouvem a musiquinha de encerramento do Fantástico.

como. (04)A forma verbal pôde é um dos casos de palavras que admitem dupla acentuação. como o dr. (04)As aspas em “ilustre representante da esquerda democrática” têm por função indicar uma expressão atribuída a uma outra voz. (64)Pessoas que exercem determinadas profissões.”. a concordância do adjetivo com os substantivos que o antecedem poderia ter sido feita também no masculino plural. (08)Em “…eu também podia recorrer ao dr. (02)Em “…aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô…” o advérbio provavelmente acrescenta ao conteúdo proposicional do enunciado a indicação da modalidade sob a qual ele deve ser interpretado. (16)O escritor não admite recorrer a favores de ex-alunos ilustres. Dê. que indica inflamação e que está presente também em bronquite. o resultado seria “…não está ao meu alcance aspirar-lhe…”. por exemplo. (01)No início do primeiro parágrafo. como em baronato. (32)Já para criar segunda-feirite. rinite e gastrite. Dê. no caso do texto. (02)O autor afirma que ainda não pediu aposentadoria apenas porque não tem condições financeiras para se sustentar. a soma das alternativas corretas. (64)Se em “…não está ao meu alcance aspirar ao marajanato…” utilizássemos um pronome pessoal para substituir o objeto indireto. a soma das alternativas corretas. o que significa que poderia ser substituída por pode indiferentemente. sujeitos a horários e normas rígidas. (32)A segunda-feirite ataca todos os trabalhadores já no final da noite de domingo. como resposta. Antônio Carlos. acabam sendo menos afetadas pela síndrome da segunda-feira do que os trabalhadores comuns. João Ubaldo Ribeiro faz uso do sufixo latino ato que forma substantivos a partir de adjetivos. também ele inventor de palavras. (16)A figura de linguagem presente em “…morre de rir quando o crítico…” é a metonímia. a performance do menino João Ubaldo não foi das melhores. não ele)…” a informação entre parênteses vem corrigir uma possível ambigüidade de sentido. eles somam argumentos para apoiar ou justificar a não-aposentadoria do autor. a soma das alternativas corretas.Interpretação de texto II Avançar . desesperado. (16)Para construir o vocábulo marajanato. que me conhece desde rapazinho (eu. identifique aquele(s) que seja(m) adequado(s) ao texto lido. UFMS Marque a(s) proposição(ões) que não está(ão) correta(s). e na necessidade da situação atual. inconformado. identificam-se as várias fases da vida humana às estações do ano. Dê. que não a do locutor. UFMS Assinale abaixo a(s) alternativa(s) verdadeira(s).129. (01)Sendo quase sexagenário. Antônio Carlos. (64)João Ubaldo Ribeiro assume um tom irônico que perpassa todo o texto. (08)O direito de inventar palavras que o autor se atribui apóia-se no exemplo do exministro Magri. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a de escritor. o verbo morrer pelo advérbio de intensidade muito. (02)Em “…se bem que ele próprio aposentado. ou seja. (32)A palavra macambúzio significa revoltado. 56 GABARITO 130. o autor emprega o sufixo grego -ite. (08)Em “…um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas…”. pelo fato de obedecer a princípios éticos. o conector se estabelece uma relação de condicionalidade com o que foi dito anteriormente. UFMS Dentre os enunciados abaixo. 131. (04)Embora a peça “Tatu subiu no pau” tenha tido êxito de público. como resposta. uma vez que foi usada uma palavra no lugar de outra. (01)Os conectores não só… como também e além disso são utilizados para ligar enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão. o escritor admite estar caminhando para o inverno da vida. ou seja. como resposta.

a massa de pizza vem num saco com sessenta. classic music to help stimulate your baby’s brain development . ah. poeta. ( ) A exemplo da tipologia textual. a cidade é calmíssima. corta o meu coração.Interpretação de texto II Avançar . o imigrante passa a cada instante. escritora brasileira. parece uma cidade de papel onde tudo é florido e arrumado e limpo e vigiado. GABARITO ( ) Assim como Gregório de Matos Guerra fez uma crítica da sociedade baiana do século XVII. tudo era apavorante. apenas alguns. UnB-DF “Notícias da Califórnia Aqui são quatro horas mais cedo.75 dólar. o chicano passa a cada instante” pode ser substituída. as geladeiras são repletas de guloseimas. ( ) A menção reiterada de grandes quantidades e o uso do grau comparativo de superioridade constituem um recurso estilístico que demonstra a profunda admiração da autora pelos hábitos californiamos. fazemos de noite uma ceia para comemorar o nascimento. hot-dogs e fumamos charutos e tudo nos embriaga de felicidade. ( ) A seqüência “a polícia passa a cada instante. o tubo de pasta de dentes era maior do que um tênis do Shaquille O’Neal.132. todo mundo de carro. (…) filmo o nascimento do Raphael. tomamos vinho e comemos bolo de nozes. de Ana Miranda. fomos a um mercadão de varejo. a autora informa ao leitor que ela escreve seu texto ouvindo música. a garrafa de champagne era mais alta do que eu. de eternidade. o texto de Ana Miranda classifica-se como crônica. o neném nasce e chora. em vez de dizer Push diz Purra! Purra! pois ouviu meu filho dizer. não há edifícios de mais de três andares. tudo aqui tem o mesmo gosto. tudo aqui é em quantidades vertiginosas. e as estruturas levíssimas. por causa dos terremotos. (…) eles mesmos lavam o carro num posto de gasolina. o imigrante passa a cada instante. faz calor mas não muito. p. por a polícia. Smart Symphonies. a mãe sofre dores atrozes e mia feito um gatinho abandonado. o desodorante era maior do que um pão de forma que era maior do que a presuntada que era maior do que um garrafão de suco de tomate maior do que o vidrão de peanut butter.” MIRANDA. a maçã tem gosto de melancia que tem gosto de cereais que têm gosto de macarrão que tem gosto de waffle que tem gosto de vinho de Napa Valley que tem gosto de graveto que tem gosto de pão que tem gosto de ceasar salad que tem gosto de syrup que tem gosto de nescafé. a polícia passa a cada instante. a nurse midwife chamada Joyce faz o parto. autora de Boca do Inferno. eu me sentia uma liliputiana no país de Gulliver. as ruas espalhadas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . com vantagem estilística e sem prejuízo de qualquer natureza. pagam 1. 9/99. claro. entre outros romances. assim como o leite. 19 (com adaptações). ouvindo música clássica de um disco que o Raphael ganhou na maternidade given to over a million new parents in hospitals across America. as frutas são coloridas mas sem sabor. julgue os itens seguintes. o suco de laranja (que tem gosto de beterraba que tem gosto de pastel) vem num galão. de noite esfria. é lindo! He’s pretty and pink diz a nurse. 57 A partir do texto acima. ‘Empurra!’ Fotografo até cansar de gastar os sessenta filmes do pacote. um sentimento vitorioso. Ana. associada a Rubem Braga. a autora faz uma crítica da sociedade californiana do século XX. a arquitetura do medo. enquanto ouço vou também desenvolvendo o meu cérebro e aprendendo a aferir os encantamentos na máquina de um amigo. ameaçador. ( ) Com a metáfora final do texto. nº 30. o imigrante e o chicano passam a cada instante. Caros Amigos. comem-se muita verdura e fruta. o chicano passa a cada instante. os dias estão azuis dignos de uma crônica de Rubem Braga.

58 Com base no texto acima.19) há a mesma informação semântica. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . fica claro que o narrador oferece à jovem uma caixa de pó-de-arroz. Virei pirata: Dei em cima dela de todas as maneiras. Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nôzinho. ( ) Apesar de se tratar de construções sintáticas diferentes. Fiz versinhos.10) e “Perdi meu tempo” (v.Interpretação de texto II Avançar . Manuel. o autor emprega. Utilizei o bonde. Disse que ela era boa. Pastilhas purgativas: É impossível que não faça efeito!” BANDEIRA. 1974. ( ) Para conquistar sua amada. romance primoroso e por tal forma comovente [que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas… Perdi meu tempo: não fez efeito. simultaneamente. p. Chorei. Meu Deus que mulher durinha! Foi um buraco na minha vida. em “À toa” (v. ofereci pó… À toa: não fez efeito. julgue os itens que se seguem. produto de maquilagem muito usado pelas moças de pele alva. duas figuras de linguagem da retórica tradicional: um hipérbato e um clímax.133. Ajoelhei. Escrevi cartinhas e pra acertar a mão. o passeio a pé. li Elvira a Morta [Virgem. Mas eu mato ela na cabeça: Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas. Rio de Janeiro: Aguilar. Mafuá do malungo. Que ela era gostosa. ( ) Entre os versos 11 e 15. ( ) No verso 9. o narrador faz três investidas sucessivas que podem ser assim resumidas: elogio da beleza física da mulher. Então banquei o sentimental Fiquei com olheiras. 406-7. Falei de macumba. o automóvel. Me rasguei todo. oferecimento de vantagens materiais e chantagem emocional. In: Poesia completa e prosa. Que ela era bonita pra burro: Não fez efeito. UnB-DF “Rondó de Efeito Olhei pra ela com toda a força.

105. 21 de julho. ensino. uma perspectiva social. hoje. as necessidades do grupo cultural a que se destina seu ensino. o governo abandonou estradas. d) o desaquecimento da economia que não permite a contratação da força física do trabalhador. Segundo o Instituto. que relaciona a disciplina e seu conteúdo com as características. que reconstrói os processos por meio dos quais um certo conhecimento vai-se configurando como saber escolar e. Para os outros. uma perspectiva política. as expectativas. a escola. E o desafio. à qual o texto se refere.). Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. São Paulo: Educ. a principal causa do “retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro” é: a) a existência de quase metade da população brasileira sem escolaridade mínima e. conseqüentemente. Fempar A ironia. Cintia. 59 134. empregam menos trabalhadores com escolaridade mínima. INSTRUÇÃO: Responder às questões 137 a 139 com base no texto. deixou ruas se esburacarem. Veja. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. para o país. subempregada. uma perspectiva psicológica. Língua portuguesa: história.“ VALENTINI. está no fato de: a) graças a sua ineficiência. uma perspectiva cultural.Interpretação de texto II Avançar . já não precisam tanto de força física. que considera as condições sociais de produção de um determinado conhecimento. Magda. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. e) o descompasso entre modernização e economia. b) o avanço da economia informal. ”Uma reflexão sobre o ensino de todo e qualquer conteúdo pode e deve ser feita de várias e diferentes perspectivas: a perspectiva da própria ciência de que se recortou o conteúdo para constituir uma disciplina curricular. O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. c) globalização. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1o grau completo ou nem isso. com a modernização. a palavra que melhor traduz “enorme problema” é: a) sobrevivência. Fempar Pela essência do texto. Para garantir a sobrevivência. Assim que a economia voltar a crescer. uma perspectiva histórica. o governo poder oferecer trabalho para a massa de subtrabalhadores.“ SOARES. Isso porque as empresas. mas que os deixa desassistidos. 136. d) educação. e) modernização. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. Neusa (org. e) o governo ter aquecido e desaquecido a economia. única saída para os desempregados. isto é. 53. perspectivas. b) a economia brasileira ter estagnado e voltado a crescer pela influência do governo. Fempar Segundo o texto. p. Apud: BASTOS. b) desemprego. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. que busca identificar os pressupostos ideológicos que levam a instituir um certo conteúdo em disciplina curricular e que subjazem aos objetivos e procedimentos de ensino dessa disciplina. c) a modernização das empresas que. viadutos. d) empregar e desempregar serem tarefas do governo. o horizonte é desolador. p. o principal órgão de pesquisas sociais do país. ao longo do tempo. por uma ironia de seu passado recente. por isso. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 135. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. as condições sociais daqueles a quem se destina o ensino e daqueles encarregados de ensinar. vai-se constituindo em disciplina curricular. 1999. c) a intervenção do governo na economia ter sido devastadora. que considera os processos de aprendizagem de um conteúdo específico. 1998. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. o papel e função atribuídos pela sociedade à instituição em que ensino e aprendizagem ocorrem.Texto de referência para as questões 134 a 136: ”ELES SOBRARAM Os números do IBGE. Durante mais de uma década.

d) 2 – 3 – 4. “todo e qualquer conteúdo” equivale à totalidade de um conteúdo. O uso do ponto-e-vírgula entre as diferentes perspectivas hierarquiza as informações. e) 3 – 4. e) III. Pela análise das afirmativas. U. a metas e ações. estruturas de natureza semelhante. 4. e) da própria ciência se relaciona à área de conhecimento específica do conteúdo a ser ensinado. aluno e o contexto em que interagem. 139. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) I e II. c) 1 – 2 – 3. “ensino e aprendizagem” relacionam-se como causa-conseqüência. F. c) política se refere ao modo de pensar dos responsáveis pela definição dos conteúdos a serem ensinado. d) II e III. Pelotas-RS Sobre as diferentes perspectivas apresentadas no texto. I. 2. respectivamente. 60 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . prioritariamente. 3. b) 1 – 2 – 4. “objetivos e procedimentos” correspondem. II e III. c) I. II. U. só não é correto afirmar que a perspectiva: a) histórica precisa o momento em que determinado conteúdo passou a ser ensinado. III. Pela análise das afirmativas. d) psicológica diz respeito. sobre a forma como as perspectivas são apresentadas. “pode e deve” sugere uma gradação.137. F. 1. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão com base nas afirmativas abaixo. 138. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) 1 – 2 – 3 – 4. facilitando a leitura. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão considerando a veracidade das afirmativas apresentadas de 1 a 4. ou seja. Cada uma das perspectivas é caracterizada por uma ou mais orações adjetivas. b) I e III. ao “como” se aprende determinado conteúdo. F. U. A estrutura do parágrafo apresenta paralelismo.Interpretação de texto II Avançar . b) social envolve professor.

por causa do não aproveitamento de todos os nossos recursos energéticos.) Sem dizer com todas as letras. a iniciativa tende a levar o país a utilizar um combustível cuja queima deverá lançar na atmosfera grandes quantidades de poluentes.. tem. para os críticos do programa de gás natural. F. embora ela diminua o peso das hidrelétricas. contendo informações cientificamente corretas. remete à necessidade de a população encarar a possibilidade de um blecaute. d) a expressão “sem dizer com todas as letras”. essas usinas deverão somar mais de 15 mil MW ao sistema elétrico. para eles.. c) a existência de nexos de concessão ao longo do texto justifica-se pela necessidade de o autor apresentar apenas argumentos convergentes às idéias apresentadas. no total da produção de energia brasileira..” Revista Galileu. A iniciativa vem sendo debatida por especialistas da área. A palavra fóssil tem. F. e) O problema da falta de energia. Nesse caso. Alimentadas principalmente pelo gás natural boliviano (. 141. b) a palavra “fóssil”.).. isso é o que o governo federal dá a entender. um significado preciso.As questões 140 e 141 baseiam-se no texto a seguir: ”Um túnel no fim da luz O fantasma do blecaute ronda o Brasil.Interpretação de texto II Avançar . equivale a embarcar com todas as malas numa canoa furada. U. porque a Bolívia. Pelotas-RS O título do texto — Um túnel no fim da luz – inverte uma expressão de uso popular. 61 GABARITO a) A inevitável falta de energia não virá de imediato. Assinale a alternativa com a frase que..) O programa de gás natural. que significa “embora não declare explicitamente”. ficará sob controle com a aplicação de programas adequados. d) Os programas do governo federal representam a esperança de que o blecaute não chegue ao Brasil. existem dois tipos de solução: as células fotovoltaicas e os aquecedores solares de água (... na expressão “combustível fóssil”. b) A energia eólica e a energia solar – provenientes de combustíveis fósseis – não evitarão o blecaute no Brasil. no Brasil. defendido por muitos especialistas.. para certos críticos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Segundo afirmam. o que. é possível afirmar que: a) o pronome “isso” remete a uma expressão que aparece depois dele. U. um significado preciso. e) a expressão “energia solar” remete à idéia de energia proveniente da reflexão total dos raios luminosos por parte da Terra. (. Para exorcizar a ameaça. fornece uma quantidade significativa de gás natural.) A energia solar é outra fonte a ser considerada.. (.). o Ministro das Minas e Energia quer antecipar as datas do programa de implantação de termelétricas. c) O fantasma do blecaute ronda o Brasil. (Adaptado). conduz a uma leitura oposta a essa expressão popular. país não limítrofe com o Brasil. (.. Pelotas-RS De acordo com o texto e seus conhecimentos. prevê a utilização de um combustível fóssil. 140. porque são ilimitadas as reservas desse combustível.

Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna. Francisco Lopes. Unioeste-PR Segundo o texto. As linhas de Lírio não chegavam ao fim da folha. Dê. pois conseguiu emprego em um jornal importante. 16) as habilidades das pessoas para as mais diversas profissões não podem ser avaliadas exclusivamente pelo tipo de letra. e um psicólogo que nem o conhecia decretou: o candidato não tinha a agilidade. ”O que diz a letra Em 1995. A folha foi enviada a uma empresa do Recife. a 2000 quilômetros da sede de A Tribuna. 143. Este ano. 04) a denúncia sobre o Banco Marka. Portanto. 02) Lírio deve ter melhorado a forma de escrever. o mesmo deve ter melhorado suas potencialidades como repórter após ter se submetido ao teste da grafologia. a soma das alternativas corretas. foi um sinal de audácia. 16) As inferências não são duvidosas porque 30% das empresas grandes e médias usam a grafologia para selecionar candidatos. procurou dar contornos mais adequados a sua letra. ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka. é correto afirmar que: 01) a grafologia é um teste altamente eficaz para avaliar a profissão de repórter. suas letras não se curvavam impetuosamente. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 02) Se o psicólogo não conhecia Lírio. 55. como resposta. fez com que se sobressaísse a ponto de ganhar menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo.Interpretação de texto II Avançar . Com essas inferências duvidosas. Unioeste-PR Observe que a expressão essas inferências duvidosas retoma um recorte textual anterior. 01) As inferências duvidosas atribuídas a Lírio decorrem da sua pouca idade. feita por Lírio.“ Superinteressante. a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso. Pois Lírio acabou reprovado.Texto para as questões 142 e 143. 32) As inferências são duvidosas mediante o que está disposto na análise da letra de Lírio. Mas errou com Sérgio Lírio. a criatividade e a intuição que o cargo exigia. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor. indique a(s) alternativa(s) incorreta(s). Dê. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa. Lírio foi descartado. como podia estabelecer seu perfil negativo? Por isso. aquele que culminou com a queda do presidente do Banco Central. muito pelo contrário. de Vitória. cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos. Lírio hoje trabalha em um dos maiores jornais do país. Pronto. julho de 2000. 32) o tipo de letra é um item que deve ser considerado somente durante a entrevista. p. técnicos e administrativos. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com tema livre. Tarefa simples. Como ele soube? Simples. 08) As inferências são duvidosas porque o teste de caligrafia não é um dispositivo científico. Ou seja. a soma das alternativas corretas. 62 142. as inferências são duvidosas. A grafologia pode até acertar algumas vezes. 64) a forma como lírio escreve. 08) o êxito de Lírio comprova que a grafologia não é um método justo de avaliação. como resposta. 04) As inferências são duvidosas porque alguns psicólogos condenam o uso da grafologia como técnica de avaliação. Com base nessa afirmação.

12. A tecnologia é muitas vezes percebida como uma espécie de monstro. podemos reconciliar a ciência com o grande público. Caderno 5. dedicada a tirar Deus das pessoas. Com isso. de suas idéias e descobertas. O acesso fácil aos computadores e às telecomunicações criou uma aldeia global. não creio que a ciência esteja simplesmente redescobrindo ‘verdades’ descobertas através da meditação ou de uma conexão mística com o mundo. poucos cientistas dedicaram parte do seu tempo à divulgação. Paulo. e) Os governos têm sido intolerantes com a comunidade científica. em que tudo se transforma tão rapidamente. O que ainda vemos. proporcionada pelas telecomunicações. Ela é encontrada em sua humanidade e na poesia que revela. na maior parte desses veículos. merecidamente!) perde a sua credibilidade.Interpretação de texto II Avançar . desenvolvendo-lhe a espiritualidade. p. causa muita confusão e estresse na cabeça das pessoas. Ela é encontrada no próprio ato criativo. então. como ‘O Tao da Física’ de Fritjot Capra. O fundamental é saber discernir os limites de ambas. 1999. onde a troca de informação entre diferentes culturas e pessoas do mundo é mais fácil e barata do que era em qualquer outro período da história humana. não creio que o caminho usado por esses autores revele a espiritualidade da ciência de forma correta. capaz de curas milagrosas e de viagens interplanetárias. sua distorção? Vários livros de divulgação científica tiveram sucesso por revelar uma conexão entre ciência e espiritualidade. Enquanto a ciência tenta entender o ‘como’. como a televisão ou o cinema.Texto para as questões de 144 a 146: “Nestes tempos ‘pré-milenares’. Uneb-BA É comprovável no texto a afirmação: a) O homem da virada do milênio está ávido por uma compreensão da realidade metafísica. mas também de produzir armas que poderiam aniquilar a vida na Terra. a religião aceita o ‘porquê’ baseada na fé. d) O avanço tecnológico propicia ao ser humano uma melhor qualidade de vida. Infelizmente. enquanto outras pertencem somente à religião. necessariamente. Ciência e espiritualidade. ao mesmo tempo inspirador e aterrorizador. enquanto uma intolerância generalizada ameaça polarizar ainda mais a sociedade. A ciência é considerada a antítese da espiritualidade. suas diferentes missões e o simples fato de elas serem necessárias para a nossa existência. 63 GABARITO 144. A espiritualidade da ciência não é encontrada através de comparações entre suas descobertas e as práticas e ensinamentos de diversas religiões. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Parte da culpa pertence. uma atividade fria e manipuladora. A julgar por esses livros. c) A massificação do conhecimento. observamos a proliferação de seitas da ‘Nova Era’. Marcelo. surgem teorias de conspirações clandestinas e o governo (em muitos casos. tem levado o homem a aprofundar o seu autoconhecimento. fadas e outras criaturas fantásticas) e de pregadores da ‘verdade’. de várias superstições (gnomos. deixando de lado o ‘porquê’. à comunidade científica: historicamente. fazendo com que sua divulgação não traga. O resultado é uma sensação de pânico e abandono avidamente explorada por oportunistas que se apresentam como a única alternativa em um ‘mundo louco’. Essa situação está gradualmente se transformando. Como. descontados os fãs. o apetite das pessoas por verdades e certezas mais permanentes vem atingindo níveis jamais vistos ou mesmo previstos. Certas questões são exclusivas da ciência. Folha Mais. anjos. Observamos também o crescimento do desprezo pela ciência e pelo que ela tem a dizer sobre o mundo. 18 jul. Ou as pessoas de Deus. ao público. aquele momento de autotranscendência que desafia qualquer explicação racional. sem dúvida. a resposta deve revolver em torno de uma reconciliação entre ciência e espiritualidade. especialmente nos meios de comunicação de maior penetração. como nas religiões orientais. Ela é encontrada na paixão com que os cientistas devotam toda uma vida na tentativa de desvendar os mistérios do mundo à sua volta. Inevitavelmente. b) Os diferentes períodos históricos vividos pelo homem têm sido marcados por uma constante necessidade de integração cultural entre diferentes povos. pouco se preocupando com o ‘como’. Acredito que essa concepção completamente errônea do que é a ciência e de como ela funciona seja a responsável por sua impopularidade. Esse excesso de informação. claro. depende do sensacionalismo barato e de distorções da imagem do cientista ou de seu trabalho.” GLEISER. In: Folha de S. mas muito ainda precisa ser feito.

que me observava atentamente. colocando-o no meu. (08)A luta entre as forças do bem e do mal é evidente.145. b) é mal interpretada pelas pessoas por causa da ação exclusiva dos oportunistas. a ciência: a) caracteriza-se por ser uma atividade exercida pelo cientista com impessoalidade e impassibilidade. 129. na ciência. p. Com um gesto abrupto. (02)A cena em destaque é ilustrativa do momento de passagem do protagonista para um outro estágio de vida: o de auto-afirmação através do casamento. eu disse a tia Helena. Uneb-BA Para o autor. A brisa fresca da noite de maio punha em desalinho os seus finos cabelos louros. como mandava o Decálogo. com a capota arriada. depois olhou na direção da casa. …………………………………… Quando engoli o primeiro bocado. a espiritualidade da ciência consiste em: a) haver a necessidade de os cientistas serem religiosos. sentada. disse Ermê. ligados à meditação. Levei Ermê para a Sala Pequena. Será nesta noite mesmo. avise às outras. pregadas por diferentes religiões. Desci para recebê-la. Na mesa grande do Salão de Banquetes. agora resolutamente. Nau Catrineta. c) distancia-se cada vez mais do homem. em volta da mesa. Acho que é esta casa. e) ter ela por objetivo a busca do desvendamento de um mundo desconhecido. b) aplicar. 1989. Vesti minha casaca. ao revelar conhecimentos sobre as primeiras causas das coisas. para preservá-los. acelerou o carro e partiu. e o final da narrativa é maniqueísta.” 146. contrastando com o espaço interior sombrio das personagens. Elas ficaram impressionadas com a beleza e a educação de Ermê. conhecimentos do mundo oriental. iluminado pelo claro brilho da lua cheia. como se soubesse que eu a estava observando. (64)O fato de a tia Julieta passar o anel para o dedo do primogênito simboliza o rompimento de uma tradição familiar prescrita no Decálogo. pois busca o desvendamento do desconhecido através “do ato criativo. já que está se perdendo no materialismo científico. o carro de Ermê. como as outras. não sei por que mas estou com medo. ela é muito bonita mas é tão sombria! Você está com medo é das tias. não importando. de caráter inteiramente voltado para a essência das coisas.Interpretação de texto II Avançar . c) criar ela o seu próprio universo. retirou o Anel de seu dedo indicador. d) comprovar as verdades de natureza mística. d) cria uma situação de desconfiança entre os homens. 135 e 136. foi cumprida a minha missão. (16)As personagens membros da família estão presas a princípios conservadores. eu disse. a soma das alternativas corretas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Rubem. e) ultrapassa os limites do racional. entrar lentamente pelo portão de pedra. (32)O Salão de Banquetes é um espaço sombrio destinado à prática de ações humilhantes contra os transgressores da hierarquia familiar. 147. …………………………………… Da janela do meu quarto vi que a madrugada começava a raiar. fazendo brilhar os negros trajes a rigor que as tias e dona Maria Nunes usavam. As luzes do imenso lustre estavam todas acesas. Os fragmentos acima e a trama do conto permitem afirmar: (01)O narrador-personagem evidencia plena consciência e domínio da situação em que Ermê se vai envolver. tia Julieta. e esperei que me viessem chamar. In: Feliz ano novo. São Paulo: Companhia das Letras. Estou com medo. e trataram-na com muito carinho. (04)O texto se estrutura dentro de uma ambivalência traduzida no espaço físico iluminado. varada por um frio que não existia. Uneb-BA Segundo o autor. onde as tias estavam. Por instantes Ermê pareceu ouvir o som do vento na árvore. Eu queria terminar logo a minha missão.” FONSECA. através de ações não só de caráter objetivo. ações ardilosas e desumanas. subir o caminho ladeado de hortênsias e parar em frente à alta casuarina que se erguia no centro do gramado. como resposta. Dê. que eu nunca vira ser usado em toda minha vida. em direção à casa. UFBA 64 GABARITO “Da janela do meu quarto vi. com muita pompa e cerimônia. a não ser dentro dela. Vi logo que Ermê havia recebido a aprovação de todas. e passou o cachecol em torno do pescoço. mas também subjetivo.

(08)não consegue acompanhar a transformação por que passa o mundo. e enfiou as duas mãos pelo meio da batina. A criação da nova agência — IPI. mas não de conseqüências na política ou na sociedade dos Estados Unidos. (…) Quero ver esse bom em Aracaju que me diz que eu não posso. agora. UFBA “E se benzeu e disse que não precisava dizer aquilo. diz o padre. Os jornalistas que viveram as redações no período da Guerra Fria. Quem some é os outros. Dê. peça de destaque na engrenagem da Guerra Fria) já se denota nos setores do governo incumbidos por Clinton de formulá-lo: CIA. O principal tema do governo dos Estados Unidos é. Granada. diz o padre. Não sei. É possível que isso tenha contido o ímpeto americano uma ou outra vez. Quintal embora.” FREITAS. já foi uma boa terra. mais sensibiliza a opinião pública americana. que muda por questões de ordem religiosa. com Ancrísio Antunes.” RIBEIRO. não vale quase mais nada. Porque. (02)tenta reatar o seu passado ao presente. o que é que me sustenta? Não sei. mas não o inibiu: Panamá. eu sumir? Como que eu posso sumir. porque havia mais homens e quem era homem não tinha de que temer. é América ainda. não vão ter surpresas com a IPI. Ainda mais com tão grande presença índio-latina em sua população. Desde o genocídio que foi a guerra do Vietnã e. Sargento Getúlio. como resposta. ao perceber que está se distanciando do seu espaço de origem. diante de um impasse de ordem política. se primeiro eu sou eu e fico aí me vendo sempre. Iraque. Essa terra. João Ubaldo. com as pernas escarranchadas e ficou com a cabeça pendurada. FBI. Janio de. é correto afirmar que Getúlio: (01)cede aos apelos da Igreja e reafirma a sua religiosidade salvadora. Iugoslávia. 17 ago. muito mais do que aquelas intervenções militares causadoras de algum amargor. a agência UPI. Um governo esperto tomaria precauções para que. (32)mantém. Temos o que esperar com apreensão. Não acredito que Antunes possa lhe sustentar. região que. a soma das alternativas corretas. não sei se vosmecê vai poder levar o homem para Aracaju.Interpretação de texto II Avançar . a gente nunca. Por que vosmecê não some? Eu sumir. 1982. 5. porque lá está uma novidade de gente e uma porção de jornais e dizem que quando vosmecê chegar vão lhe encher o couro e soltar o homem. International Public Information — sugere projetos tendentes a chocar a opinião pública e suscitar reações. Uma vida. Pentágono e Departamento de Estado.148. 1999. está uma frouxidão e um homem não sabe de quem depende e querem mudar tudo e nunca vai adiantar. que o governo dos Estados Unidos decide criar um serviço oficial de notícias para combater reações da opinião pública. É que a situação mudou. sem contar as muitas intervenções menos demonstradas. nos dois casos. uma relação de dependência econômica. não sei. (04)tem um caráter de herói épico e simboliza uma cultura em processo de destruição. não fizesse disso um problema interno. passando do discurso à ação. sacudindo a cabeça e fazendo um bico com a boca. isso não. Iraque e Iugoslávia. diz ele depois de muito tempo. Haiti. Vozes conhecidas. se tiram os recursos do homem. Nem da Europa. Ah. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. porque eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. nunca que eu posso sumir. p. a América Latina. 65 Com base no fragmento e no romance como um todo. não posso sumir de mim e eu estando aí sempre estou. Hoje essa terra não vale mais nada. 83-4. desde o esmorecer da Guerra Fria afinal extinta. depois da Europa. e isso não é vida de homem. lá e no mundo. em que europeus se sujeitaram à pressão para integrar-se às ações militares. a opinião pública tomou consciência da desumanidade implícita nas intervenções militares e da costumeira falsidade de suas motivações. se Antunes não me sustenta. é um enterro. (16)simboliza o indivíduo que tem a violência como afirmação de sua identidade. possa ser. Caderno 1. Texto para as questões de 149 a 151: “Vozes conhecidas É assim como quem tomasse uma providência banal. (64)age com determinação e rejeita imposições de qualquer natureza por valorizar sua liberdade. que se mostre contra intervenções militares e outras operações do poder americano. disse o padre. Paulo. apropriadamente. com maus pressentimentos mesmo. nem merecedora de maior divulgação. ainda mais acentuadamente. In: Folha de S. com intermediação do padre. anterior à guerra do Vietnã. pois está imbuído de valores relegados pelo processo civilizatório. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O caráter do serviço a ser feito pela IPI (o nome lembra. o que é que deixam com o homem? Nada. p.

na afirmativa a) As experiências passadas podem ser indícios de que os Estados Unidos querem angariar solidariedade para novas intervenções militares. pode-se inferir: a) O poder americano. consultou 130 publicações de quinze países.Interpretação de texto II Avançar . Salvador-BA No segundo parágrafo. e) O mundo. Imaginava-se que a hegemonia americana já se tivesse estendido ao universo das línguas. pois se vive uma nova Guerra Fria. Salvador-BA A leitura do texto permite inferir que os jornalistas referidos no quinto parágrafo “não vão ter surpresas com a IPI” porque a) a tendência atual é de um futuro sem conflitos significativos para a imprensa mundial. Mas é bom notar que. d) A América Latina. (…) Ainda no campo das surpresas. iogurte ou caviar? (…) Corrêa da Costa. b) O mundo caminha para um estado de guerra. Se a surpresa quanto ao número de palavras foi grande. Texto para as questões de 152 a 154: “Cidadãs do mundo 66 GABARITO As línguas mais globalizadas. 150. no plano lingüístico. de acordo com a sua visão. em face de uma vivência com a prática da ideologia americana. pode vir a desmoronar. Embora Corrêa da Costa acredite que os fast foods e scanners surgidos na vida moderna levarão a língua inglesa à liderança. alguns termos pelo menos conseguiram escapar da ira divina. no mundo. São as chamadas ‘palavras universais’. conseqüente de um desequilíbrio de forças entre países periféricos. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. U. de certa forma. b) os vários órgãos de imprensa ligados ao jornalismo internacional estão mais voltados para as questões latino-americanas. 151. por ser ainda um território de relações amistosas com outros continentes. 22/03/2000. houve aquelas que andaram na contramão. d) eles sabem das intenções da criação do IPI. ‘Neste fin-de-siècle high tech. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) o mundo globalizado não acredita haver possibilidade de conflitos de proporções alarmantes. Uma prova de que o reinado das palavras não segue rigorosamente a lógica do poder político e econômico. c) Os exemplos do Vietnã e da Guerra Fria são indicativos de quanto o futuro é incerto. muito antes de o conceito de globalização entrar em voga nos campos da política e da economia. É o caso de ‘piranha’. o levantamento não deixa dúvida. a julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (Editora Record). do ensaísta e ex-diplomata brasileiro Sergio Corrêa da Costa. sem o paternalismo americano.149. globalizada a partir do tupi. é consenso nos Estados Unidos.” DIEGUEZ. Salvador-BA Com base no ponto de vista do autor. d) A importância alcançada pela América Latina. e) Os Estados Unidos vêm mudando as suas estratégias no sentido de reativar a Guerra Fria. c) Uma política inteligente e nacionalista deveria coibir a intervenção estrangeira em assuntos latinoamericanos. U. Elas mostram que. ainda é o clássico francês que causa frisson’. diz Corrêa da Costa. Nada disso. Consuelo. tende a se manter afastada de conflitos ideológicos. brincando com os estrangeirismos. durante dois anos. e) todos conhecem a fundo a estrutura dos governos dos países latino-americanos no contexto atual. ele já existia. coligindo nada menos do que 3000 palavras que mantêm a grafia e o significado de origem em publicações de outras nacionalidades. se a maioria das palavras globalizadas seguiu o rastro dos conquistadores. b) O intervencionismo americano tem-se caracterizado como extremamente necessário. Quem não entende o que é pizza. superando a Europa. prima pelo reconhecimento da democracia autêntica. segundo o levantamento de um ensaísta brasileiro Diz a lenda que Deus condenou os homens a falar diversas línguas em Babel para puni-los pelo desejo de atingir o paraíso construindo uma enorme torre. o autor faz uma declaração que é justificada. U. hambúrguer. o espanto foi ainda maior quando ele se deu conta de que as palavras francesas continuam a superar as inglesas. aquelas usadas em vários idiomas além daquele que lhes deu origem. Veja. Mas. sem a criação de um “serviço oficial de notícias” sob controle americano.

c) “Quem não entende o que é pizza. 3. 4) O ‘mas’ com que se inicia o segundo período aponta a direção contrária em que prosseguirá a argumentação. Por isso. É o caso de “piranha”. pode-se afirmar que: 1) O texto tem uma função predominantemente expressiva. ‘mundo’. d) As palavras superam fronteiras geográficas e culturais. 154. 2. 3) O título personaliza o objeto de que trata o comentário. iogurte ou caviar?” A pergunta do autor constitui uma estratégia retórica para confirmar o argumento em questão. conforme as perspectivas do poder político e econômico. a) A diversidade lingüística proveio da ira divina contra a pretensão do homem de alcançar o paraíso. 5) ‘globalização’. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. 4 e 5 c) 2 e 3 d) 1 e 2 e) 1.Interpretação de texto II Avançar . ‘atravessar barreiras’ são expressões cujos significados estão em harmonia com a temática do texto. d) “Ainda no campo das surpresas. globalizada a partir do tupi.” O autor reitera sua crença no poder absoluto de Deus sobre todas as palavras. prevalece a linguagem figurada. b) “A julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (…). Estão corretas: a) 2. 4 e 5 b) 1. hambúrguer.” O autor reitera argumento de que as palavras emigraram conforme a rota dos colonizadores.152. tem como suporte um outro texto anterior. 2) O texto. c) A hegemonia americana.” O comentarista declara que as expectativas do autor em relação a sua pesquisa se confirmaram. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . na verdade. alguns termos pelo menos escaparam da ira divina. UFPE Assinale a alternativa que corresponde ao tema central do texto. ‘palavras universais’. na íntegra. 3 e 5 67 153. se estendeu também ao universo das línguas. e) A globalização das palavras respeitou. UFPE A alternativa que corresponde à estratégia utilizada pelo autor na passagem destacada é: GABARITO a) “Deus condenou os homens a falar diversas línguas. o que está indicado no subtítulo. b) A globalização lingüística é um fato e antecede a outra globalização em voga nos campos da política e da economia. como se pôde constatar.” O autor do comentário introduz o tema a ser tratado com apoio de argumentos científicos. e) “houve aquelas (palavras) que andaram na contramão. UFPE Considerando aspectos globais da composição do texto. as pegadas dos povos conquistadores.

e os médicos conseguirão fazer crescer uma nova no mesmo lugar. b) Tudo. b) os cientistas perderam o controle sobre o computador. Para alguns cientistas. Pouca coisa se pode dizer com certeza sobre o futuro. É um derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80. e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células. A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica. d) Nada. As previsões acima podem parecer ousadas. Casas e carros serão feitos de materiais que podem consertar-se a si próprios. na segunda oração há dois. estaremos entrando no paraíso. A comida milagrosa? Já existe. 157.) 68 155. p. na segunda oração apenas um. Será uma época em que. na segunda oração há dois. no fundo.Interpretação de texto II Avançar .” Ambas têm em comum: a) Tudo. 51. 156. 1998. mas. Basta aplicar um pouco de calor. são até conservadoras. U. d) desenhar cópias de si mesmos. Na primeira oração há dois adversários. Na primeira oração há dois adversários. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. b) avanço da tecnologia. Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou. o nitinol. Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo. 126. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido. Talvez estejam apenas sonhando. 158. assim. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Na primeira oração há um só adversário. Para outros. já existe um metal. c) o homem vem perdendo sua inteligência aos poucos. n. Sabemos apenas que. não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta. Ou seja. na segunda oração apenas um. o homem estará entrando no inferno quando os computadores forem capazes de: a) prejudicar os seres humanos.Texto para as questões de 155 a 157: “Uma visão do futuro Estamos às portas de um milênio miraculoso. c) progresso da Medicina. 23 dez. eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador. sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer. No campo dos materiais. eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir. pela primeira vez na história da humanidade. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu. que não nos será possível sequer desligá-los. máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo. que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. Assumem. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina. Assustador? Talvez. Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos. um dia.” [Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da Veja. d) os cientistas temem cruzar fronteiras desconhecidas. c) suplantar a inteligência humana. d) otimização dos laboratórios. Na primeira oração há um adversário. Talvez não. b) aprimorar formas de pensamento. UFRN Para alguns cientistas. viver em Marte. Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que os impeça de fazer mal à humanidade. no inferno. ano 31. Não sabemos quando teremos robôs escravos. Potiguar-RN Observe estas duas orações: “Tive de lutar contra o técnico e contra o pugilista. UFRN De acordo com o texto: a) o homem tem pelo menos uma certeza acerca do futuro.” “É uma medida favorável ao professor e diretor. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70. c) Nada. UFRN O milênio miraculoso será fruto do(a): a) genialidade dos homens.

Wanderley Luxemburgo. 69 GABARITO 159. por exemplo em “crime culposo”. na linguagem do Direito. tornou-se público que uma associação de grandes times brasileiros mantinha acordo para. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . não do seu desejo de praticar um ato não legal. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. é anacrônico e absurdo. sonegação e formação de quadrilha. concluir que o esporte não cumpre os propósitos apregoados por educadores. c) deixa transparecer que sua defesa da proibição de os jovens freqüentarem campos de futebol se deve ao fato de o esporte ter sido profissionalizado. UFSE Percebe-se o tom irônico do autor quando ele: a) dá uma informação. boicotar jogadores que fossem à Justiça defender seus direitos. é correto afirmar que o autor: a) partilha da crença de que o esporte é comprovadamente útil para desenvolver nos jovens valores como a disciplina e companheirismo. b) demonstra uma certa reserva ao fato de existir nas escolas a disciplina Educação Física. que recende a escravismo. Culposo. mas de forte estigma ético no meio futebolístico. O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. e) avalia que o passe. uma falta bem menos grave do que a sonegação. d) assinala que os educadores exaltam o valor educativo do esporte baseados numa hipótese que nem sempre é comprovada na prática. “em termos penais. A principal queixa relaciona-se ao anacrônico e absurdo instituto do passe. olhando para o futebol. uma falta bem menos grave do que a sonegação”. para indicar que tudo o que veio antes na frase corresponde a um eufemismo para suavizar o significado do ato praticado. baseado apenas no futebol. Talvez seja exagero. Em 94. explicando detalhada e tecnicamente tudo o que ocorreu com a seleção brasileira vitoriosa em 94. anticonstitucionalmente.Texto para as questões 159 a 162: “Onde a lei não vale É comum que educadores louvem o esporte por uma suposta capacidade de transmitir ao jovem as virtudes da disciplina e do companheirismo. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética. Esse tipo de raciocínio faz com que a prática de esportes nas escolas leve o nome até um pouco pomposo de Educação Física. negligência ou imperícia da pessoa. Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam: tráfico de influência. significa o que é resultante de imprudência. o então treinador da seleção brasileira. e) evidencia que os crimes recentemente cometidos no futebol chocam pelo seu ineditismo. Há pouco. UFSE Considerando-se o primeiro e o segundo parágrafos. E Luxemburgo confessou seus crimes fiscais para rebater a acusação de que recebia comissão sobre a venda de jogadores.Interpretação de texto II Avançar . d) afirma que receber comissão sobre a venda de jogadores é. Em termos penais.” Editorial da Folha de S. Para coroar. Com adaptações. dirigentes providenciaram para que toneladas de bagagem trazidas pela vitoriosa seleção brasileira não fossem objeto de vistoria alfandegária. “o que leva o nome técnico de contrabando”. Mas. valores úteis para a vida em sociedade. Mas o educador que parasse para observar um pouco mais de perto o futebol profissional brasileiro provavelmente proibiria os jovens até de pisar num gramado. contrato de vinculação exclusiva de um atleta profissional a um clube. c) cita que Wanderley Luxemburgo “admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais”. declarando que não tivera a intenção de burlar a lei. Paulo. 29/8/2000. b) comprova que os “problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade”. 160. o que leva o nome técnico de contrabando.

que pesquisa efeitos da informática no comportamento. mesmo quando não se pode garantir sua eficácia entre os praticantes de futebol. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) é importante a defesa da idéia de que o esporte desenvolve valores úteis para a cidadania. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética”. numa época caracterizada pelo desenvolvimento tecnológico. ele precisa de empenho para parar’. Assim. É necessário ter rapidez de reflexos para dar conta de atirar primeiro e nunca fazer perguntas. b) podem tornar-se facilmente um vício. usar a cabeça só atrapalharia. junho/99. Está subentendido na frase acima que: a) faz pouco tempo que Wanderley Luxemburgo deixou de reconhecer sua omissão. por isso é inadmissível que os jogadores não os garantam na prática. A diversão em grupo ensina o jovem a se relacionar. atualmente. Vista no contexto. Unifor-CE De acordo com o texto. brincar passou a ser uma atividade passiva e solitária. Ele vai se acostumando a um certo padrão de excitação e. os videogames: a) transformaram-se. estimulando sua atenção. o então treinador da seleção brasileira. UFSE Há pouco. os videogames induzem à passividade porque inibem a vontade: com movimentos repetitivos e predefinidos. p. isolando-se e trocando o mundo real pelo virtual. em excelentes meios de controle do comportamento de crianças e jovens muito agitados. d) o futebol mostra que a Educação Física defende valores éticos. o jovem tende ao retraimento. quanto qualquer outro instrumento. Wanderley Luxemburgo. b) é inaceitável a tese de que esportistas nem sempre apresentam comportamento ético. e) podem causar aborrecimentos e frustrações em jovens e crianças que não possuam a necessária rapidez de reflexos para esse divertimento. d) representam o mais eficiente tipo de exercício para o desenvolvimento da agilidade mental de crianças e jovens. c) a atuação dos profissionais brasileiros do futebol comprova a idéia de que o esporte nem sempre assegura a seus praticantes comportamentos desejáveis de um ponto de vista moral. esta frase significa que: a) os jogadores de futebol deixam muito a desejar no que se refere a “bom comportamento”. e) o Fisco não sabe que Luxemburgo recebeu milhares de reais. o jovem vira um autômato que transforma impulsos visuais em movimentos motores limitados’. diz o professor. 32. c) constituem-se no melhor exemplo de brincadeiras infantis. precisa de jogos cada vez mais violentos e cruéis. Para Setzer.” Adaptado de Superinteressante. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. para provocar sensações mais intensas.161. As vantagens são tanto físicas quanto emocionais. Atividades físicas e em grupo são um antídoto. ‘Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado a ponto de não ter de esforçarse para continuar jogando. ‘Em um videogame. 70 GABARITO 163. Texto para as questões 163 e 164: “Bons tempos aqueles em que espadas de pau e pistolas de plástico garantiam uma distância saudável entre a inocência e a malícia. diz o professor de Ciência da Computação Valdemar Setzer. tão prejudicial para a formação da criança e do jovem. apesar do que se vê no futebol.Interpretação de texto II Avançar . exemplificando a tese de que não há ética na vida nacional. c) a seleção brasileira é hoje diferente daquela do tempo de Luxemburgo. d) Wanderley Luxemburgo não é mais treinador da seleção brasileira. inclusive com o risco de vício. não se raciocina. UFSE … “olhando para o futebol. O pior é que isso pode levar a uma espiral sem fim. b) a seleção brasileira não tem mais treinador. Desde que esses brinquedos foram substituídos por escopetas eletrônicas e inimigos que sangram. Aliás. Na verdade. 162. Uma troca perigosa.

nem frio. e a água era boa. subimos a barranca. Quando ficamos bem cansados. IMPRIMIR 166. O telefone toca. ……………………………………… Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia. nem sede. que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome. e) de evasão para um mundo de sonhos. para o narrador. no meio do mato. dá na gente um sonho de simplicidade. tanto dos adultos quanto dos outros jovens como ele. meu trago de cachaça. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha. e chegamos à choça de um velho seringueiro. a um tipo de diversão violento e cruel. algo de útil e concreto. o narrador: a) questiona o artificialismo do convívio social. Uneb-BA “Um sonho de simplicidade”. Puxamos a rede afundando os pés na lama. com certeza. entre duas providências a tomar. d) estabelece proximidade entre o viver urbano e o viver rural. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. apenas me fazem falta. São Paulo: Círculo do Livro. as mangueiras e o ribeirão. mas deixasse a alma sossegada e limpa. entre grilos e vozes distantes de animais noturnos. p. fortes. d) é possível desenvolver-se um tipo de videogame que ensine às crianças como viver e divertir-se em grupo. cuidando tão-somente de um viver filantrópico.” BRAGA. um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada. Uneb-BA No texto. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome. s/d. Texto para as questões de 165 a 168: “Um sonho de simplicidade Então. cortar lenha. dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo. não assim. c) o costume de não fazer perguntas induz o jovem a isolar-se do mundo. e isso era bom. tirar areia do rio. por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs. c) em que o relacionamento entre as pessoas atendesse a convenções. comida.Interpretação de texto II Avançar . de repente. Por que beber uísque. e) o relacionamento social é necessário para que se desenvolvam comportamentos considerados normais e sadios. bons. esquentamos um pouco junto do fogo. os videogames significam proteção para os jovens. me surpreendendo. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum. b) a tendência a viver em grupo leva o jovem. no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana. Rubem. marcado por situações de extrema violência. Voltar Língua Portuguesa . precisamos apenas viver — sem nome. meio molhados. e) requer da sociedade uma postura mais solidária no convívio social. como os bois. 3267. distraídos. É apenas um instante. tem de repente um sonho assim. b) revela-se cauteloso na defesa de um outro estilo de vida. d) em que a atividade física fosse intensa e servisse de bálsamo para a alma. nem número. Precisamos de uma casa. doces. brilhar um pouco. b) despojada. para me fazer essa pergunta. entrando numa loja para comprar uma gravata. Todo mundo. E quando precisava de um pouco de evasão. seria ter uma vida: a) ligada aos bens/riquezas materiais. c) cobra do ser humano uma atitude em face da vida que coincide com o Carpe Diem. a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço.164. nesse comércio de pequenas pilhas de palavras. em detrimento do mundo real. com frio. na noite escura. 200 crônicas escolhidas. saber intrigas? Uma vez. tive de repente um ataque de pudor. Ele acendeu um fogo. que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar. uma simples mulher. depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio. São uma necessidade que inventei. muitas vezes. lavrar a terra. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) no mundo atual. esse ofício absurdo e vão de dizer coisas. 71 GABARITO 165. assim. de noite. Será um sonho vão? Detenho-me um instante. que me fatigasse o corpo. Que prazer em comer aquele peixe. A vida bem poderia ser mais simples. então seria preciso ganhar a vida de outro jeito.

a fuga da fuga. Rio de Janeiro: Record. apenas o vivo. o eco já não correspondendo ao apelo. confusão entre manhã e tarde. a desnecessidade do canto. e) “Sei que a arte é irmã da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz / Que faz num momento e o mesmo momento desfaz”.” ANDRADE Carlos Drummond de. nem braço a mover-se nem unha crescendo. domado. já sem dor. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . menos que terra. vida mínima. Uneb-BA O narrador: a) no primeiro parágrafo. mais me envolva. d) “Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichos. 72 Texto para as questões de 169 e 170: “Vida menor A fuga do real. afirma a inutilidade de sonhar com outras formas de viver.Interpretação de texto II Avançar . ainda mais longe a fuga do feérico. contudo. apresenta a quebra da rotina da vida como inviável. c) no terceiro parágrafo. essencial. já sem ornato ou comentário melódico. 234-5. revela uma consciência crítica do seu comportamento urbano. o pequenino. sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou”. c) “Caminhando contra o vento / sem lenço. In: Antologia poética. vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte). indiferente e solitário vivo. todos os gestos afinal impossíveis. calado. sem ciência nem ironia. sem dúvida. sem calor. a limpeza da cor. o que se possa desejar de menos cruel: vida em que o ar. d) no quarto parágrafo. negros e mulheres / E adolescente / Fazem o carnaval”. o tempo elidido. um sono. o exílio sem água e palavra. é: a) “Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil”. senão inúteis. o conceito. 1993. b) no segundo parágrafo.167. a perda voluntária de amor e memória. não respirado. Não o morto nem o eterno ou o divino. Mas a vida: captada em sua forma irredutível. sobretudo o verso) / É o que pode lançar mundos no mundo”. e) no penúltimo parágrafo. Não a morte. e este fundindo-se. porque o tempo não mais se divide em sessões. mais longe de tudo. um início. a fuga de si mesmo. ausência deles. o verso / (E. 168. p. o enredo. b) “Porque a frase. enfatiza as dificuldades que o homem enfrenta na vida rural. nenhum gasto de tecidos. Isso eu procuro. Uneb-BA A alternativa cujo fragmento apresenta a mesma idéia do narrador no parágrafo final. a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada. põe em destaque a necessidade de afeto no relacionamento humano.

as crenças. b) enfatiza a importância dos representantes do poder público. U.Interpretação de texto II Avançar . Salvador-BA De acordo com o ideal de vida do sujeito poético. c) pais e professores são os responsáveis mais diretos pela formação do indivíduo. amigos. o comportamento. professores. ( ) liberdade formal. e) encara a diversidade de modos de vida da sociedade. Salvador-BA O poema apresenta: ( ) enumeração e reiteração de idéias.169. d) a transmissão da cultura é dever de qualquer educador. a existência humana: ( ) deve ser simples e desapegada de valores materiais. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . assim. político. a integração nela é denominada endoculturação: cada indivíduo adquire. 170. econômico etc). c) compara o indivíduo ao grupo social de que faz parte. U. ( ) deve ser desvinculada de envolvimentos com a realidade social. representantes do poder público. Unifor-CE Este texto: a) valoriza a aprendizagem ligada à educação. como pais. É evidente que ninguém aprende toda a cultura. d) centraliza-se na definição de endoculturação. Texto para as questões de 171 e 172: 73 “Quando a aprendizagem. a educação e a socialização se verificam. mas encontrase condicionado a certos aspectos particulares da transmissão realizada pelos grupos de que faz parte. pela transmissão por agentes sociais significativos (aqueles que têm autoridade — e esta autoridade é reconhecida pela pessoa sobre a qual a exercem. os modos de vida da sociedade a que pertence. ( ) uma linguagem referencial. ( ) deve estar isenta da preocupação com a passagem do tempo. ( ) tem seu verdadeiro sentido quando associada à realidade sobrenatural e divina. Unifor-CE De acordo com o texto: a) a educação integral do indivíduo está condicionada a diversas influências. desde a infância. ( ) constitui-se um breve espaço da vida humana marcado pela vulgaridade.” 171. ( ) funções emotiva e poética da linguagem. numa mesma sociedade. b) os grupos sociais se firmam à sombra do comportamento dos indivíduos. ( ) temática de caráter social. e) a aquisição da cultura depende do grau de socialização. 172. eliminando. vizinhos. visando à expressividade. representando bem uma arte engajada. as angústias do homem. daí a objetividade no enfoque do tema.

Paulo. Unifor-CE De acordo com o texto. d) o controle da população mundial baseia-se numa educação mais ampla e no uso da tecnologia nas tarefas cotidianas. Texto para as questões de 175 a 178: “Lasar Segall: um museu de portas abertas É bem provável que grande parte dos freqüentadores de museus no Brasil não procure voluntariamente essa instituição artístico-cultural. tornando-as mão-de-obra desejável. era muito grande. sobretudo nas grandes cidades. sem ocupação fixa. José. só que nesse caso esse conjunto de normas várias vai contribuir decisivamente para estabelecer preconceitos em relação à obra de arte que dificilmente serão eliminados. b) a explosão populacional.Texto para as questões de 173 e 174: “A tecnologia pode fazer muito para atenuar os problemas decorrentes da poluição. no Brasil. um dos resultados decorrentes do uso da tecnologia tem sido: a) o aumento da exploração da mão-de-obra infantil nas zonas rurais. A razão pela qual a população nas sociedades rurais primitivas aumenta — o que ocorreu até recentemente. O Estado de S. Contudo. É compreensível. na medida em que limita o uso da tecnologia. principalmente. em que a economia se baseia especialmente na agricultura. Lasar. o que vai salvar a humanidade da bomba populacional é o efeito que o uso de melhores tecnologias tem no próprio aumento populacional. Ao contrário. Movimento n. África e América Latina. Contudo. c) o controle da população nas regiões mais desenvolvidas do planeta. que nessas circunstâncias reste pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus. a transição demográfica ainda não atingiu boa parte da Ásia. parecem estar invariavelmente associadas a trabalhos e obrigações escolares. e ainda ocorre em algumas regiões — é bem compreendida: nas zonas rurais muitos filhos são a garantia de mais braços para ajudar na agricultura e uma forma de apoio aos velhos quando não puderem mais trabalhar. Além disso exigem das mulheres um esforço desnecessariamente grande. melhor educação e melhores expectativas de sobrevivência. e) a falta de conhecimento que atinge as zonas rurais dificulta o progresso da agricultura. 31-2. o resto dessa disposição vai ser pulverizado por todo um aparato que sugere quais devem ser as atitudes e comportamentos adequados ao ambiente. Fatores culturais são também importantes. mas o aumento da população e a melhoria do nível de vida. reduzindo suas oportunidades de obter melhor educação. até o momento. no passado.” SEGALL. parece estar levando a melhor. ter muitos filhos era uma garantia para o futuro. especialmente nas grandes cidades. o uso de máquinas na agricultura reduz a necessidade de mão-de-obra.” Trecho adaptado de GOLDEMBERG. Um museu de portas abertas. como a mortalidade infantil. d) a participação maior e mais efetiva das mulheres nas tarefas rotineiras da família. porque certas tarefas essenciais para a sobrevivência — tais como obter água potável.Interpretação de texto II Avançar . b) os idosos recebem mais apoio familiar em zonas rurais. as visitas a museus. em excursões ‘protegidas’ por uma escolta de professores e funcionários em missão obrigatória. Unifor-CE Conclui-se do texto que: a) a agricultura sempre exigiu e continua exigindo mão-de-obra numerosa. À medida que as sociedades se tornam mais ricas. mesmo em alguns países mais adiantados. e) o desenvolvimento acelerado de todas as regiões do globo. 1/1/2000. 3. Ao visitante dos museus é transmitida a noção de que nesse local carregado de responsabilidade o melhor a ser feito é observar ‘muito respeito’. c) a prática de uma agricultura mecanizada tem como conseqüência o aumento da mãode-obra avulsa. a demanda por muitos filhos diminui e a ênfase passa a ser melhor qualidade de vida para eles. combustível para cozinhar ou para aquecimento — utilizam o trabalho das crianças. os agrava e. 1988. Um número menor de filhos significa maior cuidado com cada um. 174. que levaria ao planejamento familiar. em vários países. 74 173. então. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . p. nos vários continentes. Essas razões levaram à ‘transição demográfica’ que se iniciou há mais de um século na Europa e estabilizou a taxa populacional nas nações mais ricas. Atitude semelhante à que se tem numa igreja. por conseguinte. ‘pouca conversa’ e lembrar que ‘esse é um lugar de contemplação’.

“esse é um lugar de contemplação” estão empregadas para: a) distinguir a citação do resto do contexto. como instituição artísticocultural. GABARITO 178. III. c) acentuar o valor significativo das expressões no contexto. c) define os museus no Brasil como instituições artístico-culturais desprovidas do apoio dos governantes. A respeito dos enunciados acima. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Não há espontaneidade de iniciativa em relação a visitas a museus no Brasil. está correto o que se afirma SOMENTE em: a) I. Unifor-CE I. “pouca conversa”. c) pelo excesso de tarefas impostas a partir de visitas aos museus. b) pelo fato de ser o museu um “lugar de contemplação”. pelos órgãos governamentais. b) II. 176. c) III. Professores e funcionários representam a classe que freqüenta de maneira regular e voluntária os museus. e) pela impressão de se sentir como se estivesse numa igreja. Unifor-CE A pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus explica-se: a) pela abundância de preconceitos em relação ao valor da obra de arte. no Brasil. vêm sendo pouco prestigiados. d) I e III. d) condena os preconceitos ligados ao acervo artístico-cultural dos museus. 75 177. d) eliminar qualquer tomada de posição do narrador. Os museus.175. Unifor-CE As aspas em “muito respeito”. II. d) pelo cunho de obrigatoriedade de que se revestem as visitas aos museus. Unifor-CE O texto: a) prova que o acervo dos museus reúne condições insatisfatórias para atrair a atenção dos visitantes. e) fazer sobressair expressões pouco usuais. e) encara o museu como elemento mistificador da criação artística. e) II e III. b) realçar ironicamente as metáforas. b) caracteriza as circunstâncias que. no Brasil.Interpretação de texto II Avançar . mais comumente levam aos museus seus freqüentadores habituais.

Memorial de Aires. Não faças poesia com o corpo. dei com os dois velhos sentados. UFR-RJ No texto o narrador descreve o quadro formado pelo casal de velhos com: a) impaciente ironia. Texto para a questão 180: “Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. completo e confortável corpo. Carmo. intensamente elaborado. Aguiar estava encostado ao portal direito. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. os incidentes pessoais não contam. ‘Lá estão eles’. F. à entrada do saguão. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. 95s. 1992. As afinidades.” ANDRADE. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .179. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. esse excelente. d) velado humorismo. achei aberta a porta do jardim. com as mãos sobre os joelhos. preocupado em exaltar os mais nobres sentimentos humanos. b) Segundo o poeta. trata da essência da própria poesia. Fui a pé. de Carlos Drummond de Andrade: a) O autor defende um lirismo subjetivo. p. 1989. Carlos Drummond de. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. disse comigo. Ao fundo. b) suavidade e melancolia. em seu discurso metalingüístico. c) desgosto e censura. entrei e parei logo. não aquece nem ilumina. tinha os braços cruzados à cinta. a poesia não deve limitar-se a uma temática voltada para os simples acontecimentos da vida. D.Interpretação de texto II Avançar . a vida é um sol estático. e) O poeta. a poesia ultrapassa os limites do corpo e da própria vida cotidiana. e) ceticismo e desesperança. Consolava-os a saudade de si mesmos. Diante dela. Rio de Janeiro: Aguilar. à esquerda. tão infenso à efusão lírica. c) O autor defende a transcendência da poesia. superior à própria vida e à morte. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura correta do poema “Procura da poesia”. In: Obra Completa. U. olhando um para o outro. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Viçosa-MG Leia atentamente os seguintes versos: “Não faças versos sobre os acontecimentos. Ao transpor a porta para a rua. Machado. os aniversários. Não há criação nem morte perante a poesia. 76 d) Para o autor. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa.” ASSIS. GABARITO 180. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu.

nem na senzala e se aproxima de Macunaíma por sua indefinição na escala de valores culturais. potente e tendendo a ser feliz. A imagem geométrica pode ser forçada. Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa — outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . É um refugo consciente da casa-grande e da senzala. GABARITO d) O homem de Guimarães Rosa. de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade explicitada no texto I. por ser sobretudo uma criação verbal. 12. o homem miscigenado. 21/04/2000. embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. c) O homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade não apresenta nenhuma oposição à concepção do brasileiro de Guimarães Rosa. Retomando a imagem literária. 77 181. citemos a Capitu menina — e teremos como sempre a intervençao soberana de Machado de Assis. um herói — ou heroína — sem nenhum caráter. mas o homem é causa e efeito do verbo. b) O brasileiro de Guimarães Rosa se opõe ao de Freyre por não ter lugar nem na casagrande. ou sem nenhum caráter — como queria o próprio Mário de Andrade.” CONY. teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo. 5º Caderno. De outro.Texto para a questão 181: “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. Folha Ilustrada. pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. e) O brasileiro de Guimarães Rosa se aproxima do de Freyre por sua exclusão social e se distancia de Macunaíma por não ter definição na escala de valores culturais. o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. apesar do ressentimento social que o caracteriza. o Macunaíma. Por isso mesmo. torna-se um refugo da casa-grande e da senzala. Fomos e seremos assim. Carlos Heitor. herói sem nenhuma definição. por ser um refugo da casa-grande e da senzala. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. afastando-se do convívio social apontado por Gilberto Freyre e Mário de Andrade. a) O homem de Guimarães Rosa. Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto. e uma antítese do brasileiro de Mário de Andrade. UFF-RJ Assinale a opção que apresenta a afirmativa adequada sobre a relação entre o brasileiro de Guimarães Rosa. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal. o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala. mas foi a que me veio na hora — e acho que fui entendido. É também macunaímico. Ou seja. São Paulo. tomou sua própria vereda. em nossa essência. o opositor de uma e de outra. De um lado. criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar.Interpretação de texto II Avançar . p.

d) “500 anos”. coordenador do projeto. O emprego da palavra ou expressão com essa finalidade está corretamente justificado em: a) “Histórias”. b) “um”. flechas…” b) “… expõem a cultura indígena. a expressão sublinhada mantém com o termo núcleo — “comemorações” — a mesma relação sintática verificada em: a) “uma invasão de terra”. Essa atividade pretende desmistificar isso e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue e se torne corriqueiro’. Agora.Texto para as questões 182 a 184: “A estrela é o índio Histórias de um Brasil com mais de 500 anos 78 Na contramão do vento que move as comemorações dos 500 anos. mostra arcos. referindo-se ao nome “Brasil”. até expõem a cultura indígena. UERJ O subtítulo do texto — “Histórias de um Brasil com mais de 500 anos” — é construído de modo a anunciar o caráter alternativo e mesmo crítico do evento que será comentado. conhecida característica de textos literários. Veja. b) “Brasil de antes de Cabral”. Do massacre nasceu o desejo de falar aos pequenos homens brancos — os ‘filhos da elite’. contesta a prioridade dada à chegada do colonizador para a constituição do Brasil. GABARITO 182. ‘As comemorações dos 500 anos. encontra-se também em outros tipos de texto. indica a necessidade de uma reflexão mais cuidadosa acerca de alguns dos marcos históricos do país. demonstra que a indefinida identidade social do país é formada pelo encontro de três raças. no plural. Fala das tribos e da memória de seus ancestrais. que abandonou a aldeia ainda menino após uma invasão de terra em que perdeu vários parentes. como centro dos 500 Anos de Resistência das Populações Indígenas no Brasil. 184. crianças de diferentes idades vêm aprendendo história e deixando preconceitos de lado com a ajuda de Thini-á — um índio de 29 anos. debates e uma exposição com trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado e textos do poeta Thiago de Mello. organizado pela Cineduc: Cinema e Educação. Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem: a) “… apresenta danças e ritos.Interpretação de texto II Avançar . d) “deixando preconceitos de lado”. E está dando ao índio lugar de destaque na festa. apresenta danças e ritos. antecedendo a expressão “500 anos”. As atividades incluem encontros com integrantes de tribos variadas. expressão ligada ao nome “Brasil”. 22/03/2000. uma programação alternativa está deixando de lado a caravela para se embrenhar no Brasil de antes de Cabral. mostra arcos. flechas e seduz o público com a fala mansa e um ótimo humor. ele fala para mais crianças e adultos. c) “crianças de diferentes idades”. de certa forma. UERJ Na construção “comemorações dos 500 anos”. 183. Fátima. no foyer do Centro Cultural Banco do Brasil. revela que um discurso oficial. Há três anos Thini-á percorre escolas do Rio (…). da tribo fulni-ô. diz Ricardo Paes. (…)” SÁ. c) “mais de”. de Pernambuco. nem sempre verdadeiro. Desde o início da semana. predomina na sociedade. mas de maneira muito romântica. UERJ A linguagem figurada. como dizia — e impedir conflitos futuros. mas de maneira muito romântica…” c) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…” d) “… e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

O viajante já não é aquele que contempla o desconhecido. O turista é um apressado. Cônscia de sua relevância mística. Guerra. Ali jaz a vida que poderia ter sido. pois quem poderia vivê-lo se ocupou em gravá-lo (ou em posar para a gravação). que se reserva a chance do inesperado. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso em viver.Texto para as questões 185 e 186: “À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol. Eugênio. jamais terá tempo de rever o que filmou. guardando imagens sem nexo. Se a televisão é a arena da história contemporânea. escancarando em público o vazio em que existimos. Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo. Veja. a criança já não enxerga o sorriso de orgulho ou de apreensão na face do pai. os alunos aprenderam a se apresentar para filmadoras e não mais para pais e mães. São as imagens do espetáculo que não foi vivido. Nas férias. a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. mas esta também logo se perderá numa estante empoeirada. São Paulo: Companhia das Letras. ele apenas grava imagens. ele substitui a própria memória pela fita magnética.” BUCCI. 03/12/1996. Protegido por sua máscara eletrônica. por favor?). 79 185. e normalmente muito rápido. 186. a televisão é humanizada. PAES. uma câmara. P. 1992. UERJ No poema. Identifique o elemento lingüístico que melhor caracteriza essa humanização e transcreva um verso em que ele apareça. um vidro. Nas festas de escolas primárias. as câmaras de vídeo domésticas se tornaram o olhar autorizado da intimidade familiar (e de outras intimidades nem tão familiares assim). assumindo o papel de interlocutor do eu poético. vê apenas a handycam2 que mascara o seu rosto. Sob o foco automático. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. UERJ Indique o tema geral do poema e explique como ele é abordado criticamente por José Paulo Paes. enfim. esporte — me dás tudo. essa engenhoca que reina soberana no espaço exíguo que separa o homem de si mesmo.Interpretação de texto II Avançar . Depois. que o poupa de estar exposto ao destino. o estranho fenômeno se generaliza. sexo. que vive. J. Aposentei os dentes. Texto para as questões 187 e 188: “O Império das Lentes Nas cerimônias de casamento. claro. as retinas das testemunhas foram substituídas pela camcorder1 do sujeito de terno gasto que grava o enlace andando de um lado para o outro (o distinto padre pode dar licença. Prosas seguidas de odes mínimas. Ali jaz o desejo que não se satisfez. Continuará com pressa. De bom grado. pois entre ele e o turista havia um muro transparente. como quem ainda tem uma longa lista a cumprir. 1 2 IMPRIMIR GABARITO camcorder – filmadora handycam – filmadora de mão Voltar Língua Portuguesa . tudo.

187. UERJ Cônscia de sua relevância mística, a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. No trecho citado, o autor emprega a ironia para intensificar sua crítica à situação descrita. Explique como esse recurso de linguagem intensifica a referida crítica.

188. UERJ Ali jaz a vida que poderia ter sido. Esta sentença, no primeiro momento, parece uma contradição. Identifique, em uma frase completa, essa contradição aparente.

Texto para a questão 189:
“Poética I Que é a Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.”
RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

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189. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

GABARITO

a) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, / Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo) b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João Cabral de Melo Neto) c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas — debaixo de céu diverso — e sob a influência de impressões momentâneas.” (Gonçalves Dias) d) “Um dia (…) tive saudades da casa paterna e chorei. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida, que intitulei — Às Ave-Maria: — a saudade havia sido a minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

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Texto para as questões 190 a 193:
“No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos. A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. Algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto. A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros. Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía. Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos. Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria. A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.”

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190. UFMG A partir da leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo a) criticar a ação governamental no trato com a miséria. b) defender práticas de maior justiça social. c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas. d) mostrar a evolução da situação de miséria no Brasil. 191. UFMG “Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.” Essa frase é uma síntese de todas as seguintes passagens do texto, EXCETO a) A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. b) Continuávamos de bem com nossos travesseiros. c) Dormíamos o sono dos justos. d) Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. 192. UFMG O último parágrafo do texto tem todas as seguintes funções, EXCETO a) Ampliar o desenvolvimento das idéias. b) Reafirmar as idéias da introdução. c) Rearticular o parágrafo introdutório. d) Reorganizar as idéias desenvolvidas no texto. 193. UFMG De acordo com o texto, a miséria no Brasil assume uma posição crescentemente agressiva. Todas as seguintes passagens do texto comprovam essa afirmação, EXCETO a) Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. b) Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. c) Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. d) Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.

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GABARITO

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Texto para as questões 194 a 197:
“Troca de e-mails
THE NEW YORK TIMES

Seguem abaixo trechos das mensagens de e-mail trocadas na terça-feira e ontem entre o VicePresidente Al Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado ‘dinheiro fácil’ na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim na proibição do ‘dinheiro fácil’. Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre.

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Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: Re: Campanha eleitoral Obrigado por seu e-mail e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo — a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigaçao sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu e-mail, o senhor falou em restabelecer “a confiança em nosso processo eleitoral”. E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu e-mail. Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa.”
Traduzido do New York Times on-line, 16/03/2000.

GABARITO

194. UERJ O vice-presidente Gore propõe em seu e-mail uma rejeição, de parte a parte, do chamado “dinheiro fácil”, usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial. b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral. c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente. d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático. 195. UERJ O discurso político é marcado por estratégias de distanciamento que ressaltam a autoridade do locutor, e por traços de solidariedade que buscam o envolvimento dos interlocutores. Tais procedimentos retóricos são verificados em: a) “Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca…” b) “Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar…” c) “Eu darei o primeiro passo, pedindo ao Comitê Nacional Democrático…” d) “Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões…”

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196. UERJ A mensagem-desafio de Al Gore tem como destinatário o seu adversário político, mas é possível interpretar que ela tenha sido tornada pública propositalmente. Considerando o conteúdo da mensagem e o seu contexto, a melhor explicação para que Al Gore tenha desejado torná-la pública é: a) provocar uma declaração desastrada de George Bush. b) contribuir para a moralização da política através da Internet. c) acusar seu adversário do uso de dinheiro ilícito na campanha. d) convencer o eleitor do caráter desonesto do outro candidato. Texto para as questões de 197 a 200:
“A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse ‘pareciam’, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos devãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de idéias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: ‘Mando-te uma carta qualquer dia desses’. Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla ‘enter’.”
SOUZA, Josias de. A revolução digital. In: Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.

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197. UFMG Observe as expressões destacadas nestas frases: … falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro… … vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA dessas três expressões, na ordem em que aparecem nas frases acima. a) apesar de ser falada / apesar de ser impressa / se estivesse vivo. b) quando é falada / quando é impressa/ se estivesse vivo. c) porque é falada / porque é impressa / ainda que estivesse vivo. d) se é falada / se é impressa / ainda que estivesse vivo. 198. UFMG Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é a) defender a parceria entre o papel e o texto como uma história de êxitos. b) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. c) descrever as vantagens e desvantagens da Internet na atualidade. d) narrar a história do papel e do texto desde a antigüidade.

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199. UFMG Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre palavra falada e palavra escrita, é CORRETO afirmar que, a) na comunicação interpessoal, a palavra falada pode emocionar, sensibilizar, convencer, fazer pensar e, com isso, suscitar um grande movimento de idéias e valores. b) no processo social de divulgação de conhecimentos, a palavra falada, associada à escrita, exerce um papel fundamental na educação e na formação de opiniões. c) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão. d) no processo social de produção e circulação de crenças, a palavra escrita, ao lado da falada, tem papel significativo no desenvolvimento da espiritualidade. 200. UFMG Considerando os procedimentos lingüísticos de articulação entre o primeiro parágrafo e os outros parágrafos do texto, é INCORRETO afirmar que a) o segundo, o terceiro e o quarto parágrafos se articulam com o primeiro pelo emprego linear do tempo cronológico. b) o terceiro parágrafo está articulado com o primeiro pelo uso de palavras que explicitam significados presentes no primeiro. c) o segundo parágrafo está articulado com o primeiro pelo emprego de palavra que se repetem. d) o quarto parágrafo se articula com o primeiro pelo uso de frase que explicita uma idéia sugerida no primeiro. Texto para a questão 201:
“O idioma, vivo ou morto? O grande problema da língua pátria é que ela é viva e se renova a cada dia. Problema não para a própria língua, mas para os puristas, aqueles que fiscalizam o uso e o desuso do idioma. Quando Chico Buarque de Hollanda criou na letra de ‘Pedro Pedreiro’ o neologismo ‘penseiro’, teve gente que chiou. Afinal, que palavra é essa? Não demorou muito, o Aurélio definiu a nova palavra no seu dicionário. Isso mostra o vigor da língua portuguesa. Nas próximas edições dos melhores dicionários, não duvidem: provavelmente virá pelo menos uma definição para a expressão ‘segura o tcham’. Enfim, as gírias e expressões populares, por mais erradas ou absurdas que possam parecer, ajudam a manter a atualidade dos idiomas que se prezam. O papel de renovar e atualizar a língua cabe muito mais aos poetas e ao povo do que propriamente aos gramáticos e dicionaristas de plantão. Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o ‘erro’ propriamente dito e a renovação. O poeta é, portanto, aquele que provoca as grandes mudanças na língua. Pena que o Brasil seja um país de analfabetos. E deve-se entender como tal não apenas aqueles 60 milhões de ‘desletrados’ que o censo identifica, mas também aqueles que, mesmo sabendo o abecedário, raramente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é comum ver nas placas a expressão ‘vendese à praso’, em vez de ‘vende-se a prazo’; ou ‘meio-dia e meio’, em vez de como é mesmo? O português de Portugal nunca será como o nosso. No Brasil, o idioma foi enriquecido por expressões de origem indígena e pelas contribuições dos negros, europeus e orientais que para cá vieram. Mesmo que documentalmente se utilize a mesma língua, no dia-a-dia o idioma falado aqui nunca será completamente igual ao que se fala em Angola ou Macau, por exemplo. Voltando à questão inicial, não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. Os intelectuais também o fazem, por querer ou por mera ignorância. E também nós outros, jornalistas, afinal, herrar é umano, ops, errare humanum est. Ou será oeste?”
SANTOS, Jorge Fernando dos. Estado de Minas, Belo Horizonte, 10 jun. 1996. (Texto adaptado)

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GABARITO

201. UFMG Em todas as seguintes passagens, o autor deixa transparecer idéias que ele mesmo considera puristas, EXCETO em a) Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o “erro” propriamente dito e a renovação. b) … não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. c) Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. d) Pena que o Brasil seja um país de analfabetos, […] Por isso, é comum ver nas placas a expressão “vende-se à praso”…

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Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

Texto para as questões 202 e 203:
“Amor A verdade é que devemos tudo aos amores infelizes, aos amores que não dão certo. A poesia se faz antes ou depois do amor, ninguém jamais fez um bom poema durante um amor feliz. Pois se o amor está tão bom, pra que interrompê-lo? O amor feliz não é assunto de poesia. Literatura é quando o amor ainda não veio ou quando já acabou, literatura durante é mentira. Ou ela é empolgação ou é remorso, revolta, saudade, tédio, divagação desesperada — enfim, tudo que dá bom texto. Desconfie de quem explica um estado de exaltação criativa dizendo que está amando. Algo deve estar errado. — Você está amando, mas ela não está correspondendo, é isso? — Não, não. Ela também me ama. É maravilhoso. — É maravilhoso, mas você sabe que não pode durar, é isso? Seu poema é sobre a transitoriedade de todas as coisas, sobre o efêmero, sobre o fim inevitável da felicidade num mundo em que… — Não! É sobre a felicidade sem fim! — Não pode ser. — Mas é. Acabei o poema e vou fazer uma canção. Depois, talvez, uma cantata. E estou pensando num romance. Tudo inspirado no nosso amor. Não posso parar de criar. Estou transbordando de amor e idéia. Crio dia e noite. — E a mulher amada? — Quem? Ah, ela. Bom, ela sabe que a atenção que não lhe dou, dou ao nosso amor perfeito. Está explicado. Ele não canta a amada ou seu amor. Está fascinado por ele mesmo, amando. E o poema certamente é ruim. Porque o amor, para ser de verdade, tem de emburrecer. Só devem lhe ocorrer bobagens para dizer ou escrever durante um caso de amor. Ou é kitch, de mau gosto, piegas ou copiado, ou não é amor. Qualquer sinal de originalidade pode até ser suspeito. — Esses seus versos para mim… Estão ótimos. — Obrigado. — Essas juras de amor, essas rimas, essa métrica… De onde você tirou tudo isso? — Eu mesmo inventei. Pensando em você. — Seu falso! — O quê? — Só deixando de pensar em mim por algumas horas você faria uma coisa assim pensando em mim. Só tomando distância, escrevendo e reescrevendo, raciocinando e burilando, você faria isto. Um verso plagiado do Vinícius eu entenderia. Um verso original, e bom desse jeito é traição. Só não sendo sincero você seria tão inteligente! — Mas… — Não fale mais comigo. Pronto. O amor acabou, agora você pode ser criativo sem remorso. Você está infeliz, mas console-se. Pense em como isso melhorará o seu estilo.”
Adap.: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Estado de São Paulo: 25/07/1999.

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GABARITO

202. UFR-RJ A partir da leitura do texto, depreende-se que a) os textos literários cujo tema é o amor tratam de um sentimento utópico. b) os poemas feitos nos momentos de amor são criativos e interessantes. c) fazer poemas sobre o amor exige um afastamento da relação amor