LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA VOCABULÁRIO FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS VERBOS E ADVÉRBIOS PRONOMES INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II FIGURAS DE LINGUAGEM PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO PONTUAÇÃO CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA CRASE FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

NOÇÕES DE LITERATURA LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL HUMANISMO, QUINHENTISMO, BARROCO E ARCADISMO ROMANTISMO CLASSICISMO

REALISMO/ NATURALISMO PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO

PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

IMPRIMIR

Voltar

LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema versa sempre sobre algum acontecimento que já foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não é responsável por uma nova notícia, mas é uma releitura de uma notícia ou de um fato. ( ) Observando os elementos que compõe a charge, é correto afirmar que ela se refere a alguma notícia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum elemento verbal faz referência à aviação. ( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem. ( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita depois de algum desastre aéreo. ( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advérbio, adjetivo e substantivo. ( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso, quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada. 2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.

1

GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pessoa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos. ( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de determinar para o leitor o sentido da charge. ( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros. ( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado” funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

3. Uneb-BA

O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso central, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alterações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do modernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que: a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano; b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras; c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade; d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser humano; e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilíbrio das sensações humanas. 4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.

2

GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

IMPRIMIR

Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadrinhos de Ziraldo. a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto. b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto. c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários. d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe. e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

Voltar

Em exposição até 13/8, das 11 às 18h. Av. Paulista, 1578 Informações: www.zip.net/guignard

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão: HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner

a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços. b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar. c) Tirar o proveito de todas as situações. 6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

3

Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que: a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da expressão “Sei”, no primeiro quadrinho; b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai; c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitude do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola; d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à escola, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho; e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin generalizou a conclusão a que chegou. 7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam a frase sublinhada. Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin: 1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição. 2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão. 3. Considera-se injustiçado pelos pais. 4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso. As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o sentido da tira, estão na alternativa: a) 1 e 2. b) 1, 2 e 3. c) 2 e 3. d) 2, 3 e 4. e) 3 e 4.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos.

4

Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista. De acordo com os elementos que constituem as tiras acima: ( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram representar, na escrita, sons naturais. ( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona, propensa às explosões agressivas. ( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu, arte marcial desenvolvida na antiga China. ( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a representação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens. 9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério

GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a enuncia. 02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma das pessoas em geral. 04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando que não há exceção à regra. 08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto. 16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.” 32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocondríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao campo amoroso. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor: a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem nada em comum; b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado pela sonoridade, num tom de humor;

5

c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homonímica; d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para demonstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado; e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra relação a não ser a própria referência. 11. UFMA

GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.

Sobre a propaganda acima, é correto inferir que: a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão condenados a morrer;

IMPRIMIR

b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução; c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo, para não morrer, é preciso ir ao supermercado; d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso se mexer para não morrer de inanição. e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

12. UFMG
“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais avançado sistema de processamento de documentos: Document Centre. Uma copiadora que também é impressora, fax e scanner, com capacidade de realizar as operações simultaneamente. Para você copiar, imprimir, receber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recuperar documentos com mais facilidade, menor manuseio de papel e maior segurança. O novo software Centreware permite explorar e gerenciar o equipamento de acordo com as suas necessidades, a partir do seu computador, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que só a Xerox pode lhe oferecer.”
AO VIVO E EM CORES NA DOCUWORLD. Visite a feira de tecnologia avançada, dias 13 e 14 de maio, no Hotel Transamérica - SP.

Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de propaganda, exceto:

6

a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal. b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor. c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto. d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação. 13. UERJ

GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.

IMPRIMIR

Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o segundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento teria provocado a mudança. Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho... a) ...estivessem rindo deles?” b) ...fossem reais e eles o reflexo?” c) ... pudessem trocar de lugar com eles?” d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto não decorre apenas da decodificação pura e simples dos itens lingüísticos neles contidos. Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu conhecimento de mundo, suas crenças, suas vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar enunciados e o levam a construir o sentido do texto que leu. Uma das características do leitor proficiente é a capacidade de interpretar gráficos. Demonstre que você domina a habilidade de leitura, inferindo corretamente os resultados expressos no gráfico ao lado: Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pessoas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados: De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que: a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o motivo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas; b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirmase em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;

7

c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais; d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício, uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas; e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do total de entrevistados. 15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto abaixo vem expressa de acordo com as normas de escrita do português padrão. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, onde é mostrado da cintura para baixo, segura um tipo de facão com a mão direita. Abraçado a sua perna há uma criança, que a expressão Foto: Paula Simas denota raiva e medo. O homem apóia sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para baixo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expressão denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da criança, como se protegendo-a. ( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo a ela de alguma ameaça. ( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva. ( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança, mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão. ( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino, como se o estivesse protegendo.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

8

16. UEGO A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) o título “A República do Mau Humor” funciona como indicador de leitura, pois dá ao leitor a oportunidade de interpretar tanto o texto verbal como o não-verbal; ( ) o mau humor dos aliados do governo nos permite deduzir que os políticos aderem ao poder visando apenas ao seu benefício próprio; ( ) a parte inferior da charge remetenos ao contexto social brasileiro, onde a população, em sua maioFolha de São Paulo, 11.09.99 ria, sofre os efeitos; ( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo personagem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com que o brasileiro encara seus problemas; ( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiência do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso. 17. UnB-DF
“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA, CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

GABARITO

Os seres vivos são interdependentes. Dessa forma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevivência humana não estaria garantida. Essa variedade e a dependência entre as espécies interessa especialmente à nossa empresa. Pois o nosso trabalho depende de descobertas no mundo das informações genéticas. Informações que se perdem para sempre quando as espécies são extintas. Informações que oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender a uma população que está crescendo. Em um planeta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os. ( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade. ( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração. ( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não estaria garantida sem apoio de milhões de espécies. ( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das informações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre. ( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da população.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

18. UFPB-PSS
Texto I “Diogo Mainardi Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.” Texto II

9
Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se: a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira. b) Os índios continuavam lutando entre si. c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida. d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congresso Nacional às causas indígenas. e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um momento de alegria para os índios. 19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques Nunca se soube o nome daquele jovem alto e magro vestido como milhões de chineses, de camisa branca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu grande momento, do que muitos líderes revolucionários do milênio. É certo que foi visto por mais gen5 de julho de 1989. te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que personalidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano Zapata.”

GABARITO

IMPRIMIR

Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do personagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais: a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade; b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade; c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho; d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário; e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto I

Avançar

para corrigi-la: Como muitas piadas. quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. 5 GABARITO 10 15 20 IMPRIMIR 21. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir. b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna. Sérgio. b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar. ô Eu aprendi A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu É bom aprender. d) ao bom relacionamento entre homem e macaco.20. a vida é cruel. d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas. c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. UFR-RJ No texto Homem Primata. Nando. Marcelo. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: 10 a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção. Vinha o motorista dirigindo o seu carro. Logo depois. Texto para as questões 21 e 22. REIS. Ciro.Interpretação de texto I Avançar . esta se baseia em um equívoco. eu não sabia Que o homem criava e também destruía. a comparação estabelecida entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. voltou a pé para o local da placa e nela escreveu. eu me perdi” BRITTO. PESSOA. Voltar Língua Portuguesa . ô. ô. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. ele acelerou o seu veículo. FROMER. ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi. Do CD Cabeça de dinossauro. “Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia Eu não trabalhava.

d) II. Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens. As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal. 2. III. d) estagnação X mudança. III e IV. e) 3. c) santidade X pecado. 166-167. UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. b) 1. I. b) I. você é barbaro. IV. 4 e 5. é causa principal do desfecho presente no cartum. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II. 3. b) atraso X progresso. A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apresentados. d) 3 e 5. Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. 5. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 1968. simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem.Interpretação de texto I Avançar . e poderiam ser retiradas sem prejuízo para a clareza do texto. e) III e IV. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante. 1. 2 e 4. os antônimos: a) lentidão X velocidade. III e IV. As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. p. Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2.22. c) I. e) passado X presente. 11 JAGUAR. respectivamente. 4. PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. 23. II. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos armamentos. IMPRIMIR GABARITO II. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico. O militarismo. Átila. 24. c) 2 e 4. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. III e IV. Voltar Língua Portuguesa . enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história.

obesidade. 23/06/99. as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares. associadas a tabagismo. daí ser um elemento anafórico. b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios.Interpretação de texto I Avançar . 153. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos. por problemas cardiovasculares. III Essas doenças.25. e) através de um jogo de palavras. dois não brigam. Não seja mais uma vítima II das doenças cardiovasculares. ( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto. o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto. Procure seu médico e siga a sua orientação. PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro. prepara-te para a guerra.” 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. p. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa.” c) “Se queres a paz. Univali-SC “BOM CONSELHO Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou para rua e bebo a tempestade” Chico Buarque Ouça um bom conselho Que lhe dou de graça Inútil dormir Que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado Quem espera nunca alcança Ouça meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar 12 Ao compor o texto.” b) “Quem tudo quer tudo pode. ( ) Na última parte do texto.” e) “Devagar se vai ao longe.” d) “Quando um não quer. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade. o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas. julgue os itens da questão 27. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele. c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida. Hoje. o autor procura confundir o leitor.” 26. ( ) Em Ele é um novo homem. GABARITO 27. estresse Líder em soluções Veja. UFMT ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere. INSTRUÇÃO: Com base no texto.

segundo Mário de Andrade. duplo air-bag. Aponte-a: a) De um lado. meu anjo lindo! Por ti – as noite eu velei chorando. em seguida. Formas nuas no leito resvalando. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha.” Nos versos acima. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” Veja.. Negros olhos as pálpebras abrindo. c) Em princípio. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. U. anjo entre nuvens. num segundo momento. de outro lado. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. Não te rias de mim. A vida moderna em favor da vida de verdade. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir. o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos. Jeep Grand Cherokee. Jeep Grand Cherokee.0L High Output. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho.Interpretação de texto I Avançar . O amor sexual lhe repugnava. Sobre o leito de flores reclinada Como a lua por noite embalsamada. Jeep® Só Existe Um. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. julgue os itens da questão 8... autor que. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou. a fuga pelo sonho e pela morte. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira. a surpresa da visão da mulher amada. em outro momento. d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas. sofre muito o prestígio romântico da mulher. GABARITO 30. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. CELULAR.400. a mulher é pálida sobre o leito e.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. à luz da lâmpada sombria. b) Num momento.. Unifor-CE “Façam a festa cantem dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher... pela nudez e sensualidade. c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos. Ele tem motor 4. Potiguar-RN “Soneto Pálida. A partir de R$ 55. a mulher caracteriza-se pela pureza e. 29. o sofrimento das noites de vigília. b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social. Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo. 13 28. a revelação de que apenas é uma lavadeira. 11/10/98. d) Inicialmente. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda.

Com cada coisa em seu lugar. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos. que apresenta dúvida e descontrole emocional.. o poema pode ser dividido em duas partes: I. certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha. e a segunda. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil. III. b) Visita. d) Noite. que revela segurança e certeza quanto ao futuro. sobre o tema: Mulheres. nas mulheres.. e) os textos abordam temáticas diferentes. a casa limpa.1984. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera. o segundo aborda a beleza da mulher madura. Talvez eu tenha medo.) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem. que revela sua ousadia e destemor diante da vida. os dois textos revelam posicionamentos antagônicos..Interpretação de texto I Avançar . In: Libertinagem. a primeira. d) Porque é amiga do poeta. ou diga: – Alô. Voltar Língua Portuguesa . “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido. e a segunda. E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas. II... d) embora falem sobre o mesmo assunto. a primeira. Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou coroável). b) II. IV. IMPRIMIR Sobre os textos. que revela a felicidade de um dia de trabalho. c) III. Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes. 14 GABARITO “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental.) encontrará lavrado o campo. 32. a primeira. que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido. b) ambos os textos vêem apenas belezas. a primeira. b) Porque não poupa ninguém. Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes. 31. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar. (. embora diferentes.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33..” Vinícius de Moraes. 34. E as feias. c) Morte.” Manuel Bandeira. Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso. In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira. pode-se afirmar que: a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema. e a segunda. Uniube-MG Com relação à estrutura. A mesa posta. pode a noite descer. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. d) IV. c) Porque aparece toda noite. iniludível! O meu dia foi bom. que mostra incerteza do poeta. São Paulo: Global. e a segunda. Talvez eu sorria. 33. expressa pelos advérbios de negação e dúvida. (A noite com seus sortilégios. Manuel.

se sujarem”. ( ) o vocábulo outro. em “como nenhum outro”. As questões 36 e 37 referem-se a ele. 37. ou seja. pois a noção de passado é a mesma nos dois autores. de 7 jun.Interpretação de texto I Avançar . que seu filho precisa de liberdade para aprender. ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”. apresentado na abertura do texto. é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. não sendo eu. ou melhor. Ora. 15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é. “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”. assim como você. era o tempo do qual eu mais participara. no único personagem. Se abria alguma coisa era o espaço – até então. muito menos o tempo. indica que. ( ) os vocábulos “elas” e “se”.35. UFGO Acerca da organização das frases. PUC-PR “Nada mais diferente (. ao passado depois do passado. se sujarem. A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral. Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem. 2000. o produto foi aprovado pelo consumidor. no único tempo de um homem que. ( ) a palavra ainda.” 36. ao passado ‘ao lado’ do passado. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor..” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “madeleine” na obra de Proust. criando uma relação com Quase memória. de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai. o ‘meu’ embrulho não abre nada. pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil. estabelecem relação de causa e conseqüência. É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação. a linguagem publicitária procura persuadir o consumidor. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado. removendo manchas de gordura como nenhum outro. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido. Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe. remetem à expressão “as crianças”. só a partir de agora. pelo fato de causar incoerência. Porque não há aprendizado sem manchas. nunca pensara organizadamente na única pessoa. ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. o meu caso. e) É um caso de associação de idéias. conotativo.. Novo Omo Multi Ação. c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária. refere-se a um elemento extratextual. o primeiro é denotativo e o segundo. UFGO Além de veicular informações sobre o produto. apresentados no primeiro período do texto. ao passado anterior ao passado. Com base nessa informação e na leitura do texto. elas aprendem mais e se desenvolvem melhor. serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal. idéias deduzidas do início do texto. pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto. ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes.

julgue os itens da questão 38. o autor alude à idéia de que. 3 e 4.” Marie Clarie. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal. c) 2 e 4. Em “Gosto de ser e de estar”. “Língua Gosto de sentir minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à mingua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira Fala! Flor do Lácio sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua (. Caetano. ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino. PolyGram.) A língua é minha Pátria E eu não tenho Pátria: tenho mátria Eu quero frátria” GABARITO VELOSO. Para isso. A dinâmica do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. 1. uma língua expressa os valores culturais de seu povo. que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório. Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pretende esteja envolvido na sua percepção de “língua”. 39. sendo “pátria”. 16 Texto para as questões 39 e 40. No trabalho. 3. 2. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde. desejada pelo autor. o que lhe trará entusiasmo. 2 e 3.. Velô-Caetano e a Banda Nova. Com Marte transitando em seu signo. grito de guerra de uma escola de samba. ora implicitamente ora diretamente. ( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho. e) 3 e 4. maio de 1998. confusão: espere até poder expressar suas idéias. 38. a idéia de plenitude. Você poderá contribuir com o parceiro. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto. é expressa com os verbos “ser” e “estar”. d) 2. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Utilizando a expressão “Fala mangueira”. 4. “TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida. este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática.. O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. b) 1.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos. Língua. É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas. conte com os amigos. 1984.Interpretação de texto I Avançar . Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade.

perpassa a idéia comum de “pluralidade”. Dê. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”. 1996. Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe. Nas expressões “confusões de prosódia”. 32. Cleise Furtado. Homem sei eu que foi Vossenhoria. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão. 2. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. que é discreta a fortuna em seus reveses. 02. 2. 1. Voltar Língua Portuguesa . Pois vá descendo do alto. asno vai. Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”.40. como “roçar”. burro parece. GABARITO IMPRIMIR O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. Salvador: EDUFBA. que indigno cresce. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo. e) 3 e 4 apenas. o menos incompetente reina. 63. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos. A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo. Desanda a roda. d) 2 e 4 apenas. “cores”. do que burro em cima. como resposta. 64. 16. a soma das alternativas corretas. Homem sobe. onde jazia. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. que não merece. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói. Burro foi ao subir tão alto clima. b) 1 e 4 apenas. Quando o pisava da Fortuna a Roda. 4. 08. c) 1. À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal. p. Quem sobe a alto lugar. e logo o homem desce. que subir é desgraça muitas vezes. verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem. 04. 3.” MENDES. Em terra de incompetentes. Estão corretas: a) 1. 2 e 3 apenas. 3 e 4. “dores”. 17 41.Interpretação de texto I Avançar .

2. 14. III e IV. b) III e IV.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. 17. 9. 1980. São Paulo. o jogo amoroso e as relações humanas. Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I. c) I. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. 44. Chico Buarque de. traz marcas de oralidade.Interpretação de texto I Avançar . nos versos 8 e 9. refere-se à palavra cidade. 18 1. 12. 26. 24. Vinícius de e HOLANDA. c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador. A expressão “pra”. 20. só não se pode afirmar que: GABARITO a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. (Literatura Comentada). b) o autor. 7. 30-I. 11. Chico Buarque de Holanda. no verso 21. 4. 19. III. 15. Então ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado De tanto esperar Depois os dois deram-se os braços Como há muito tempo Não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça E começaram a se abraçar. A alternativa que traz os números das asserções corretas é: a) I e II. 8. Este é um texto narrativo que relata uma transformação. 27. IV. d) ela. 25. E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto Convidou-a pra rodar. 43. 18. 16. c) ele. Abril Educação.” MORAES. II e IV. 5. 6. 21. 10. 3. Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar. 42. 29. II. 22. “Valsinha Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência. 28. b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo. 13. A expressão “ali”. p. d) I. Uniube-MG Sobre o texto. E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos Como não se ouviam mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz. 23.

TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country. GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro. o texto 2 pretende mobilizar seu humor. b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições. enfiados em calças jeans. brasileiros”. II. Os boiadeiros urbanos capricham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carnaval carioca em termos de público e opulência.. a partir de uma informação que esse já tem. III. Para uma adequada compreensão do texto 2. 45. PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno.) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”. c) II e IV.” Adaptado de: Época – Especial “Nós. III e IV. e) I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o autor do texto 1 expressa um grau de indignação equivalente. d) I. (. como veículo de divulgação. e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil. reis e princesas sonham até a Quartafeira de Cinzas. estilizando a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas. a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras. II e III. TEXTO 2 19 Charge de lotti. Chegam de todos os cantos do país. Zero Hora. Em Barretos.Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2. b) I e III. p. local e data. 24/05/99. No Carnaval. 24/01/99. II. A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito. imaculadas botas de couro. IV. Integrada ao calendário das maiores comemorações nacionais. 46. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos. Porto Alegre. 102. I.Interpretação de texto I Avançar .. Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge. Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2. cintos e chapéus vistosos. Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor. pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil. é necessário levar em conta dados contextuais.

• doutorado. CURSOS COMPLEMENTARES Você fez. Voltar Língua Portuguesa . • mestrado. • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou. ( ) Conhecimentos de inglês são importantes.. Sua imagem perante os colegas de trabalho é. • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua.....Texto para a questão 47. ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corresponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da de um bom domínio de conhecimentos de informática. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é. por meio de estruturas gramaticalmente corretas.Interpretação de texto I Avançar .... • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão.. • um curso de especialização. se tem um domínio regular. UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam. ou 10 pontos. ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho. informações coerentes com o teste do texto.. ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez. Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela. CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é. “TESTE Avalie suas chances de obter um emprego.. • bons – 25 pontos • médios – 13 pontos • ruins – zero” 20 GABARITO IMPRIMIR 47.. Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste. por exemplo. • pós-graduação lato-sensu. espanhol – a valorização será maior. mas se forem substituídos por outro idioma – como.

b) somente I e II. Está correto. e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da harmonia universal. 2000. mas os poucos que existem são confortáveis. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. II. b) um momento de percepção da realidade.” GLEISER. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo. sempre aumentando. em geral. Claro. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. considerando-se o uso atual. cheia de vitóriasrégias. e) a exuberante natureza amazônica. Águas são muitas. Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor. ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Hotéis não há muitos. 21 49. 17/05/99. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos. “As maiores estruturas do Universo”. No segundo parágrafo. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. III. b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme.Interpretação de texto I Avançar . metafórico. especialmente o que nos foi oferecido. c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. esse é um modelo bidimensional do Universo. o que se afirma em: a) somente II. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que. Folha de S. querendo-a aproveitar. Marcelo. a imagem vale. Moacyr. Uma outra diferença importante é que o Universo está em expansão.” SCLIAR. uma infração à norma culta. De qualquer forma. 29. II e III.Texto para as questões 48 e 49. Cada planta é uma galáxia. d) somente II e III. Salvador-BA Por inferência. para alindar ou afear. não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. In: Folha de S. Mais! 48. isso bastaria. GABARITO Considere as seguintes afirmações: I. arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados. lagoas não costumam estar em expansão. pelo seu poder evocativo. E que não houvesse mais que uma pousada. c) somente I e III. A terra em si é de muitos bons ares. através de um discurso poético. e) I. há uma referência nova. quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. 50. senão pela sua precisão. em relação ao texto. Há. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova. U. o melhor que eu puder. as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. enquanto. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado. Paulo. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais. Paulo. U. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa. p. é só estimular o turismo. infindas. “Às vezes. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa. 27 ago. d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental. E em tal maneira é graciosa que. no primeiro período.

Senhor. de Mário de Andrade. quanto mais tenho delinqüido. A abrandar-vos sobeja um só gemido. São Paulo: Melhoramentos. metáfora de uma situação ou de um ente abominável. c) O título do poema está na 1ª. pensar e sentir. leia os textos a seguir. U. e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino. GABARITO IMPRIMIR 52. b) O poema refere-se à obra Macunaíma. não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E. como afirmais na Sacra História: Eu sou. 22 d) O poema sugere que o “gorila”. não é algo desejável para meu Pai.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras.Interpretação de texto I Avançar . Texto 2 “Pequei. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho. Para responder às questões de números 52 a 54.” MATOS. à qual Gregório de Matos recorre. Que a mesma culpa. Se basta a vos irar tanto um pecado. pessoa do plural. b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino. e já cobrada Glória tal. a ovelha desgarrada Cobrai-a. tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar. corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos. enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª. e não queirais. Vos tenho a perdoar mais empenhado. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1. Se uma ovelha perdida. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. Da vossa piedade me despido. Porque. Voltar Língua Portuguesa . Poesia Barroca. que pereça um destes pequenos. escrever. Considerando que o sujeito lírico expõe sentimentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado. ouvir. que está no céu. dentro do universo irreverente da poesia marginal. Mateus 18:12. Do mesmo modo. 26 poetas hoje.M. F. Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta. Perder na vossa ovelha a vossa glória.F. Pastor Divino.51. a) O poema não se refere à obra Macunaíma. se por acaso a encontrar. e prazer tão repentino Vos deu. “Macunaíma nos ajude na barriga do gorila Cabeça do meu pau? na barriga do gorila Meu alegre coração onde estás? na barriga do gorila” Barriga de minha perna onde estás? na barriga do gorila Dedos de minha mão onde estão? na barriga do gorila Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ. d) exaltação da sabedoria de Deus. c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador. mas não porque hei pecado. Vos tem para o perdão lisonjeado. Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. que vos ha ofendido. Senhor. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira. Roberto. é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. pessoa do singular. Gregório de.

23 d) argumenta.Interpretação de texto I Avançar . O Dia do Museu. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas. e) padeça. os que reverenciam a colonização ou profissões. do texto 2. talvez não precise de uma grande festa nacional. ao vinho ou aos insetos. Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades. a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu. conforme a definição do dicionário Aurélio. Marco Aurélio. F. Santa Catarina possui cerca de 100 museus. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade. 54. visitados e respeitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve.M. chantageando o Senhor. d) peque. Mas há também os arqueológicos. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura. A palavra museu. mas não se arrepende deles.” SILVA. se Ele não o salvar entrará em contradição com a Sagrada Escritura. estudar. e sobretudo expor para deleite e educação do público. c) suplica pela salvação divina. pois. e) submete-se à vontade de Deus. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E as musas escolhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas. “para conservar. razão pela qual acredita que não será salvo. comemorado hoje. oceanográficos. de armas. algumas passam quase em branco e outras são exaustivamente lembradas. Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra. histórico e técnico”. os religiosos. 55. deixando que Ele decida se o salva ou não. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados.M. valorizar pelos mais diversos modos. 18/05/00. coleções de interesse artístico. b) sofra. c) se perca. c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada. Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender. que significa templo de musas. d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus. pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. GABARITO Sobre o texto. de artes. ecológicos. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais. que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados. vem do grego “mouseon”. erguidos em homenagem à cerveja. antropológicos. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas.53. Jornal de Santa Catarina. e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. b) conversa com o Senhor. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e. F. assinale a alternativa correta. por isso. merece a salvação.

como resposta. 02. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra.E também olhou para um castiçal de prata. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins.. UFSC De acordo com o texto. fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou categoria social lusitanas.Interpretação de texto I Avançar . 1999. Dê.Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D.... D. as quais não eram fanadas. 57. Pelo trecho . e assim mesmo acenava para a terra. E também olhou para um castiçal de prata.folgou muito com elas. isto não queríamos nós entender.. pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário. e novamente para o castiçal. E então estiraram-se de costas na alcatifa. Manuel. Pêro Vaz de Caminha. 24 Vocabulário: Alcatifa – tapete. pareceu despertar o interesse dos tupiniquins. nem de falar ao Capitão. 01... um dos escrivães da armada portuguesa. falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta. e lançou-as ao pescoço. por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. Mas nem sinal de cortesia fizeram. Em E eles entraram. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão.. Todavia um deles fitou o colar do Capitão. E eles entraram. consentindo. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. como se davam ouro por aquilo.” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS. aos pés de uma alcatifa por estrado. é correto afirmar que: 01. como se davam ouro por aquilo.. e depois para o colar. escreve para o Rei de Portugal. 02. nem a ninguém. muito grande. A expressão . e assim mesmo acenava para a terra. O trecho .. Coxim – almofada que serve de assento. Fasc. bastante comunicativos. Isto tomávamos nós nesse sentido. 04. UFSC A propósito do texto. como se lá também houvesse prata! (. E deitaram um manto por cima deles.. como resposta. carpete. SP. Isto tomávamos nós nesse sentido.) Acenderam-se tochas. quando eles vieram. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço. estava sentado em uma cadeira. Manuel. a soma das alternativas corretas. Fanadas – murchas. 04. I. nem de falar ao capitão. com um colar de ouro. Abril. 56. entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação portuguesa.. Nada. na embarcação portuguesa. e bem vestido. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a soma das alternativas corretas. Dê. brancas.. nem a ninguém. relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo abandonaram o navio. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra.) Viu um deles umas contas de rosário. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas. e o da cabeleira esforçavase por não a estragar. 08. e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas. fez sinal que lhas dessem. Os tupiniquins. assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s). que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão. por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar. evidencia que havia problemas de comunicação entre portugueses e tupiniquins. aconchegaram-se e adormeceram. e. ao pescoço (. 08.. Mas nem sinal de cortesia fizeram. por assim o desejarmos. folgou muito com elas. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim.

Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. para as etnias indígenas desaparecidas.. A terra dos mil povos. ISTOÉ .O patrimônio da sabedoria. preferem recolher a sua palavra-alma. Na opinião do escritor tapuia. 32. A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional.. A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indígenas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais. Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria. a oportunidade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado. A própria palavra tupi significa em pé. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Não no sentido de retórica. Dê. o qual chamamos de Namandu-ruetê.Para o tupi-guarani. Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. de acordo com os trechos da entrevista que você acabou de ler. A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade. que significa o som que se expande. motivado pelo acirramento de interesses econômicos. A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas. É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência. Porque fala e alma são uma coisa só. Nosso povo enxerga o ser como um som. em grandes áreas do País. publicada na revista Isto é (21/7/99. em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser. em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil. (.)” 25 GABARITO 58. O pajé é aquele que fala com o coração. em Dourados.A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser.Interpretação de texto I Avançar . Para Kaká Jecupe. como resposta. sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram. são anos de descoberta ou de invasão? Kaká . UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição. até para perceber que ela está em colapso. roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais. 64. Apresentamos. Um dos nomes da alma é neeng.De desencontro. A realidade atual indígena não é fácil. trechos dessa entrevista. que são respectivamente o ter e o ser. ver o índio de forma menos prepotente levaria a civilização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação. trataram aqui como primitivos. Os 500 anos de Brasil significam. 7-11). aquele que emite belas palavras. (. O brasileiro não sabe da sua própria cultura. Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes.” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká . ter a percepção desse patrimônio. Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssimas. que também significa fala.Os europeus chegaram trazendo o progresso. ISTOÉ . regida por um grande espírito criador. é na base do tiro. a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais. Ainda hoje.E qual é a razão desse desencontro? Kaká . Para os povos indígenas. Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos. ser e linguagem são uma coisa só.) ISTOÉ . a seguir. a soma das alternativas corretas. por ilusão dessas relações com os brancos.Há um trecho em seu livro. qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká . ISTOÉ . a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século. uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa. “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados..Texto para as questões 58 e 59. A palavra tupuy designa ser. um tom de uma grande música cósmica.. Um pajé é aquele que emite neeng-porã.Para quem fundamenta a sua cultura no teor. Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo. Como você pensa essa relação? Kaká . A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa. 01. p. 02. e fala do seu livro A terra dos mil povos. É por isso que os guaraniscayowas. ou Tupã. 04.Nesses 500 anos. 16. ISTOÉ . 08. com o desaparecimento de centenas de etnias.O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos. a sua expressão no mundo.

denominado Namandu-ru-etê ou Tupã. 04. 04. a seguir. vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios. 16. depois do contato com a língua e a cultura do homem branco. 32. a linguagem. 04. a partir da relação com o branco. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio. Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto.”. na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. 32.” 26 GABARITO 60. a soma das alternativas corretas. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos. nos primeiros tempos. mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio. presença de um forte sentimento ufanista. UFMS Os aspectos apontados. 16. noção que a terra pertence aos indígenas. e Quyquyho. 02. como resposta. menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. Dê. Visão ingênua e idealizada do índio. palavra.59. em tupi. “Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. oposição índio feliz. 64. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os textos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). 08. 61. 1982). na tradição indígena. versus índio sofredor. exceto: 01. 08. Dê. 32. os guaranis-cayowas da região de Dourados. 02. Alusão ao “grande espírito” criador do Universo. 01. 02. 16. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a soma das alternativas corretas. enquanto som. e o ser são elementos distintos. o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. 08. a soma das alternativas corretas. a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Dourados é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura. a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais. provocado pela discórdia. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do índio. é correto afirmar que: 01. cuja letra reproduzimos abaixo. emoção. como resposta. entendendo alma e fala como “uma coisa só”.Interpretação de texto I Avançar . pois a eles foi legada. Dê. Texto para as questões 60 e 61. ilustrada pela aglutinação dos termos índio e América. Emprego de termos de origem indígena. significa “som em pé”. a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra. tendo a ver com sentimento. em Mato Grosso do Sul. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. podem ser encontrados em “Quyquyho”. como resposta.

c) descritiva. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa.m. com narrador em primeira pessoa. d) II e III. II. S. Unifor-CE Anacronismo. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades. sobretudo nos três primeiros parágrafos. somente. 1. O menino nasce morto. recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I. pois se apóia em argumentos encadeados. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam. com narrador em terceira pessoa. somente. Ironiza a corrida armamentista. Com base na definição acima. d) descritiva. mais do que no conto ou na novela. o advento de um Cristo seria impossível. No conto. b) II. O casal dirige-se a uma estrebaria. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas. b) I e II. c) III. Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. “Não há lugar para essa gente”. III. 27 62. Poesia completa e prosa. o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado. Atualiza a história de Cristo. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. GABARITO 64. c) soldados de Herodes a elementos radioativos. Conversa portátil. Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: a) narrativa. 1486. Na crônica moderna. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso. II. as personagens ganham amplo desenvolvimento. p.As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue. Está correto o que se afirma em: a) II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . sobretudo nos três últimos parágrafos. III. d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão. somente. anotadas em estilo elegante. b) narrativa. d) I e II.Interpretação de texto I Avançar . No romance. Está correto somente o que se afirma em: a) I. c) I e III. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas. 65. Murilo. “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpinteiro José aportam a Belém. Faz ver que. II e III. Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I. 63. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram. em nossa era. e) II e III. 1944.” MENDES. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso internacional de solidariedade. e) dissertativa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. e) I. somente.

São Paulo: Companhia das Letras. O amor começou ali. Durou um ano o amor sem palavras. Mas. b) “Só se trai a quem se ama. certo de que a distância é o esquecimento. ora. de repente. uma aldeia miserável.. o amor. logo. Morreu só. d) “Como você não me amava nem eu a você. porém. o brasileiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam. tão só. logo. 28 66. Depois não viu mais o junco. apanhou o automóvel e correu como um louco. como mulher. Viu. A cabra vadia: novas confissões. Desce e percorre. eu amo outro. nem você a mim. que começara muito antes e continuaria muito depois. ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função central na constituição do sentido do texto. pouco a pouco. por toda a parte. Um não conhecia a língua do outro.Interpretação de texto I Avançar . mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. súbito. Aquela beleza absurda. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais). Primeiro. andou em Hong Kong. UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e “durou um ano o amor sem palavras”. 68. Foi parar quase na fronteira com a China. Um dia.Texto para as questões de 66 a 69. b) “Que não seja imortal. ora. d) “não é pois todo amor alvo divino. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UERJ A esposa do milionário convenceu o marido. Foi também um adeus sem palavras. Não temos nenhum amor a trair”. eu não te trai”. no meio de sordidez tamanha. o escândalo. Não houve uma palavra entre os dois. Para apresentar o seu argumento de uma forma completa. nunca.. Até que. A menina não voltou. Quis gritar. b) marcar as repetições da narrativa. c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos. 1995. como num milagre. ela poderia utilizar a seguinte construção: a) “Toda traição envolve outro amor. Tinha sede e queria beber. você não se deve sentir traído”. c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. Nelson. 67. a pé. Ele ficou muito tempo olhando. Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade). “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. o brasileiro teve que voltar para o Brasil. linda. eu não amo você”. O marido baixou a cabeça. Até que entra na primeira porta. E. uma menina linda. tens amor – eu medo! . cada um deve seguir a sua vida”. Um amor que não tinha fim. Olhou aquela miséria abjeta. logo. Os dois formavam um maravilhoso ser único. as faces escavadas da fome. eu não te amava nem você me amava. ninguém tem culpa dessa traição.” RODRIGUES. logo. Doeu-lhe. nem princípio. UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China. c) negar um amor para afirmar outro. Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. Quando embarcou.” (Casimiro de Abreu). Resolveu viajar para a China. parecia um delírio. vê surgir.

onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845).. No conto de Nelson Rodrigues. em 30 de agosto de 1821. Mas. Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. (.” MARKUN. b) I e III. Petersburg Times. Em poucos dias. ao lado da mãe. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo. numa fazenda em Mandriole. d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa. há três meses. Bobbie. quando abandonou o primeiro marido. Estão de acordo com o texto: a) somente a II. na Itália. Virou Anita. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi.Interpretação de texto I Avançar . Enquanto agonizava. Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos. Superinteressante. um homem robusto. Univali-SC “Agonia pública Na cama. por iniciativa da Câmara Municipal. II. de olhos semicerrados. c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador. Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado. GABARITO Observe as afirmações abaixo: I. de 2 anos. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. 400 quilômetros ao nordeste de Roma. Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita. O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro.)” Revista Veja. da mulher. um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões. em 3 de junho. na Flórida. Dez anos depois. b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa. Petersburg. Lá. agosto de 1999. O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882). morreu nos braços de Garibáldi. Paulo. a boca aberta no esforço desesperado por ar. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas. o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo. uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final. Tanto que só passou a existir. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal. Só no último dia 11 de maio. sua mãe ligou para o St. IV e V. um sapateiro. Bryan morreu em casa. pedindo a presença de um fotógrafo. 29 Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa. 70.69. O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto. em Santa Catarina. d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 30 de junho de 1999... é venerada como heroína da unificação. No colo dele. Às 11h56. V. e) É pura e simplesmente uma narração. oficialmente. 71. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos. III. e do filho Bryan Jr. com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio. o cartório de Laguna. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços. Bryan Lee Curtis. d) II. os olhos salientes pela magreza do doente terminal. e) somente a V. IV. no Brasil. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguinte recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário. jornal da cidade de St. a cabeça sem cabelos. c) somente a III. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. Na imagem. é quase desconhecida.

Interpretação de texto I Avançar ... contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida. 30 Após a leitura do trecho acima. porém.) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma. “Parece-me justo”. como ele é o último dia com aulas na semana. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999. anunciou peremptoriamente. “O senhor. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora. que a prova será na sexta-feira. E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado. financeira e política da mensagem. ficariam prejudicados os demais dias da semana.. Assim. (. Assustados. Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse. Relacionando essa observação ao texto acima. então. é este que fundamenta aquele. logo descobriremos. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano. e nada mais”.. com 48 horas disponíveis. ainda não tinha terminado. no entanto. julgue os itens que se seguem. que o sábado está descartado. ( ) No texto. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto. b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia. digamos. ao terminar a nossa aula de quarta-feira. se o senhor não nos avisar do teste na quinta. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta. “Se o senhor concorda. O estudante. ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musical. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”. os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar. o jovem ponderou: “Professor. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom argumento. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado. afirmou o professor. pois. porém. para ser coerente. Um deles. Pelo mesmo critério. vocês terão uma prova toda semana”. não deve ser usada em todos os casos. então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado. efervescente. raciocinou. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”.)” Luiz Barco. nunca poderá reservar o sábado para nos testar. portanto. rigoroso.72. GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha. contrariando mais uma vez a regra imposta”. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário. Univali-SC “As armadilhas da lógica (. às vezes. porém justo e lógico como o senhor tem sido. Não foi necessário prosseguir. os jovens se remexeram em suas carteiras. Aborrecido com o mau desempenho de seus discípulos. 73. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. emendou. “Assim. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”.

76. ( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearense sedentário”. predomina a narração com a manutenção da unidade temática. européia e cristã. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75. onde as ondas se amansam. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete.cadeiras. ou toma um café Hoje bobagem. opõe-se “cearense migrante”. pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global. pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um.Interpretação de texto I Avançar . “À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário baiano lacônico mineiro perdulário Deus nos guarde. o sentido da vida para o eu lírico. ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto. UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito. ( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”. ( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca. concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”.66583624 (Chico Amaral) GABARITO Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. sem manter assim relações de sentido com o poema. 31 “UM DIA QUALQUER . ( ) No texto. por exemplo. ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor. revelando. ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem . De carioca cerimonioso gaúcho modesto paulista preguiçoso Deus nos livre e guarde. ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes..74. UFMT ( ) Na primeira estrofe. ( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade.” Interpretando-se os sentimentos do poema... assim como estes. o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro..

purê de palavras. que só a língua têm em comum. Prosa poética. apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mundo imaginário em que vive o autor.. Narração em primeira pessoa. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve. Dissertação. III. enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza. e) II e III. não corta na verdade a barriga da vida. mais propriamente. Impede a conjugação de tantos outros verbos. falar-lhe de minhas dúvidas. as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. II. como que em presença de um inválido.) Que é isso.77. em relação ao texto.” Carlos Drummond de Andrade. II. Está correto. Mas somos nesta casa uma família de estranhos. não revolve os intestinos da vida. e) I. Vivem constrangidos. 78. (. Não basta haver variedade de assunto. Então hoje não tem crônica. porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. Escrever é triste. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. rapaz. aí está você. de falta de apetite para os milhares de assuntos. por vezes. b) somente I e II. que está de olho na maquininha.Interpretação de texto I Avançar . escrever exige predisposição e inspiração. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano. de minhas fraquezas. Os dedos sobre o teclado. A ação de escrever priva. II e III. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo. fica em sua cadeira assuntando. vedada a você. bem como a abundância de assunto. pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela. d) a falta. c) somente I e III. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel. inclusive a simples claridade da hora. Entretanto. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes. quer dizer: que não há para você. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada na escrita. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção. b) II. com predomínio do tom reflexivo e de marcas de análise psicológica. c) I e II. d) I e III. e você não sabe ir além disso. depende das condições intelectuais daquele que escreve.. Conclui que não há assunto. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I. d) somente II e III. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua. III. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. sem liberdade. o que se afirma em: a) somente II. Revolto-me contra mim mesmo. de meus receios.” O trecho acima apresenta características evidentes de: I. assuntando. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras. 79. Ou.

tão igual. essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão.80. realidade de uso interno. respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre. c) pouco desconfiado e muito observador. as palavras destacadas conotam. 82. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca daquele que escreve. Uma voz de água no silêncio. Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”. c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário. e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. Semanticamente. luz cheia de sombras de asas.Interpretação de texto I Avançar . 33 81. como se dissesse – Bom-dia! Chega. Os outros ficam aqui mesmo. b) narração e a relação realidade-imaginação. O cheiro de terra. e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador.. amanhã. Às vezes na imaginação. Lembro-me dela. d) bastante descrente e desiludido. um jardineiro risonho.. d) proteção e felicidade. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos. Tão sossegados! Só nos jardins há amoresperfeitos. É preciso gostar da vida. “ir para fora” tem um sentido mais libertador. como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”.” No texto. c) “cheiro de terra”. do tempo. Tão sossegados! Só nos jardins há amores-perfeitos. e) com certa melancolia e pouca sinceridade. c) solução e realidade. e) “luz cheia de sombras de asas”. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. com qualquer coisa de gato e de mulher. Hoje. b) muito arredio e pouco confiável. b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado. b) “Sábado”. a: a) meio arredio e misterioso. mas triste. Ela pousa. 84. nas árvores. com certeza. semanticamente. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!. talvez. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica. Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos. A noite caindo sem desastres. e) segurança e incerteza. GABARITO IMPRIMIR d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador. Veio. às vezes na realidade. Era um Jardim sereno. não veio da cidade. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias. Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” corresponde. Ah! dormir com o sentimento de pôr. uma vez contextualizadas. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão. Quem pode vai para fora. primeiro. Eles são as minhas aldeias. Sábado. Aquele jardim era meu amigo.” Álvaro Moreyra. A vida arranja tudo pelo melhor. depois até a gente tão simples. nos olhos e nas mãos. d) “céu imenso perdido”. logo mais. b) lugarejo e beleza natural. 83. Tinha uma árvore. Imagine o campo. E tinha canteiros de rosas. Voltar Língua Portuguesa .

Ingo Tirgarten. Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios. atualmente.) O presidente da empresa de seguros ADD Makler. e) todos os itens. aboliu o Domingo. a partir daí. Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse. 30% dos brasileiros sofrem de estresse. agosto de 1999. afirma Aldo Colombo. o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios.Interpretação de texto I Avançar . uma sociedade totalmente estressada. e não desliga mais. por vezes. o e-mail. d) Todos os empresários. d) I. trocou o dia pela noite. e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail. sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios. o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio. II e IV. b) O telefone.. desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o fax e o telefone.. b) II. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente. fax ou telefone. II.85. V. “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone.. fazendo uma coisa de cada vez. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver. III e V. Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes... É mais um desafio!” Missão Jovem. Hans Dieter Didjurgeit. IV. O homem é uma máquina que nunca desliga. para o Terceiro Milênio. fax ou e-mail”. 34 GABARITO Observe as afirmações: I. c) II.. como almoços e jantares com o cliente em potencial. empresa especializada em sistemas de automação comercial. O estresse é uma doença moderna. c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail. 86. o celular. (. A psicóloga Marilda Lipp afirma: “Sob tensão pesada.) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e. IV e V. uma das tantas doenças modernas. inventou a Internet. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez. o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo. mantendo assim o humor e a alegria de viver. afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (.. II e III. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma certa maneira de viver? O homem. Uns dizem que o culpado é o trabalho.. Depois capota”. (. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática. As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e. III.)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas.

associada aos cultos pagãos e à feitiçaria.. Sendo considerado como um animal santo. 35 88. São idéias presentes no texto: I. ( ) Na estrofe 6. b) I.” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século. e) todos os itens. III e IV. ( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século. II.. pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo.” Segundo Popper. (.. 89. ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo.Interpretação de texto I Avançar . ( ) Um método impróprio no caso da zoologia. o gato se desenvolveu com as conquistas romanas. IV. UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século. Enaltecer a figura do gato no mundo atual. a enunciados universais. (. mas não das demais ciências. tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos. III e VI.. isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos. de um ponto de vista lógico. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais. ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência. Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos. pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quantas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado. IV e V. Dos itens acima. Ora. ( ) Na estrofe 8. Nesta mesma época.87. ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente. ora um animal doce e afável). II. ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e felicidade. Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos. os que realmente caracterizam o texto são: a) II. III. a gata transformou-se na representação da deusa Bastet. ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação. UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Científica (1934). “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). o gato foi honrado e enaltecido. d) I. VI. V. tais como hipóteses ou teorias. enunciados “particulares”). No século XIII desenvolveramse as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados. Citar superstições acerca dos gatos. algumas vezes. Univali-SC “No antigo Egito. III e VI.) Na Europa. e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. fêmea do deus sol Rá. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Justificar a importância dos gatos e dos ratos. por mais elevado que seja o número destes últimos.) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas. A igreja lhe virou as costas. está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares. de Karl Popper. Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente. c) I.

. pardas. morenas. morenas..Interpretação de texto I Avançar .Texto para as questões 90 e 91. o pardo.. 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí.... 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor. 17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil. 34 pretas.. roxas 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais.. 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis. brancas.” 36 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. roxas. 8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos. 50 Mãos brasileiras 51 brancas... 10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões.... 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais. pretas. 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens. “OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro. 28 coragem de morrer pelo Brasil. 32 . 33 Mãos todas de trabalhadores. 27 ouvidos para ouvir pelo Brasil. 16 o preto. 30 mãos para agir pelo Brasil. pardas. o roxo e não apenas o branco e o semibranco. 29 ânimo de viver pelo Brasil.

que revela o sentimento de compaixão do narrador.) A mulher também é gorda. ( ) O termo “sindicais” (l. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades. 31). ( ) Ao se referir aos “Brasis” (l. AEU-DF Julgue os itens seguintes. ( ) O termo “boreais” (l. e baixota. a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe..” (l. os pássaros. Também está suada. às vezes. 30. ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota. Agora. antes. 15).” e “Pobres larvas. ( ) no fragmento. A campina. ( ) De tom otimista. (No terno branco reconheço o linho. resmunga constantemente. 92. pobres plantas.. não.” (l. dirigindo-se a ele. tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado. ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo. Pobre seda. Agora. e costurada. 14). 31. de idade. cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo. 91. conotação pejorativa. Muito tranqüilo. Pobres fibras. “todo brasileiro e não apenas. 12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras. usa terno branco. a brisa. ( ) “Qualquer” (l. Reconheço. na história. substância extraída do casulo de larvas. seda. no vestido da mulher. Isto aqui já foi muito bucólico. ( ) Com “Todo brasileiro poderá. Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte. e depois esticada. 26 e 27) e no gerúndio (l. vocês sabem. pobre substância. Voltar Língua Portuguesa . esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da repetição: “Pobres fibras. ( ) o narrador. o riacho. Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país. é situado no presente. 53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros. no texto. pobre substância.” 37 GABARITO IMPRIMIR Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um depois (a aparição do casal). aproximando-se. ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l. e depois tingida. ( ) As “mãos” (l. mas o acontecimento. fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este. Trata-se de um casal. em relação à semântica e à estilística. 58). 17) tem.90. por fim se definem.. 4) para “desse Brasil que vem aí” (l. mas não se enxuga. revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e democrático. UFGO “Segue-se um trecho.” . o seu emprego propicia a expansão da narrativa.. ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda.Interpretação de texto I Avançar . 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidariedade dos brasileiros. gravata vermelha e chapéu panamá. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento. e depois cortada. em relação à compreensão e à interpretação do texto. Vão se aproximando lentamente. enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento. de Moacyr Scliar. Ele. de 1ª pessoa. Pobre seda. acontecem coisas. no quarteto repetido que abre e encerra o poema. ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleonásticas e cognatas de verbos no infinitivo (l. 40 a 48). pobres plantas. extraído do conto “Ecológica ”. da técnica cinematográfica. AEU-DF Julgue os itens abaixo. Pobres larvas. um homem gordo.

— Oh! Era demais. pois indica situações diferentes. ( ) Na terceira manchete. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque.15. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro. para o redator do Diário. Infelizmente. Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados. — Morra o infame! bramia a malta. UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas. um cidadão arranca a camisa e atira-se na água.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. naquela ocasião. porém. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada em seu sentido denotativo. por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO.’ De repente. vozeando furiosos contra semelhante berraria. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma. revelou-se salazarista. GABARITO Com base no texto. 11/02/1981. ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. das descomposturas e do crepitar dos vidros que se partiam sob um chuveiro de pedras. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. grudado a um canto da janela. ( ) Das três manchetes criadas pelo redator. A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto. Casa de Pensão. o sangue a saltar-lhe nas veias.Interpretação de texto I Avançar . UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural. Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto. 94. já de carreira para o Largo do Machado. pensava ele desesperado. p. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . entrevistado. ( ) A referência “Isto é. somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo. ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio estivesse ali. O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’. julgue os itens da questão 93. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos contra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideológico dos portugueses.” Isto é. p. Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos. ( ) O uso dos dois pontos. 11/02/81. serve para introduzir uma explicação. — Morra o cáften! João Coqueiro presenciara tudo aquilo. o camarada intrépido. Aluísio. os olhos injetados. 38 93. no texto. mordendo os nós da mão. 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha. há uma intencional desconsideração pela vida da criança. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal.

Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1. nos últimos cinco anos. Entretanto. mata e come a galinha. em ambos os textos. Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã. cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano. após o evento. na Arábia e na África. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. é a mesma: predominantemente referencial. indiferente. 2000. apenas dois dedos em cada pé e é onívora. interior de Sergipe.5 quilo. Avestruz. A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha.Interpretação de texto I Avançar . superior a de uma vaca. A fazenda Chalé da Serra. cujo preço varia de 1. mamãe. os animais são um negócio de altíssimo rendimento. d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. Compridos e desengonçados. vive em zonas semidesérticas. Veja. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutiocultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). caso aquela fosse morta. ( ) O segundo texto. ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo. Além disso. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo. Ave estrutioniforme. 39 Com base no texto. número idêntico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos. o avestruz atinge o peso de abate. UFSE-PSS “O avestruz está em alta. em torno de 110 quilos. o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca. pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha. 96. fugindo sem saber pra onde.000 reais. O animal estava sozinho no mundo. sempre teve como carro-chefe a criação de gado. Tem as asas atrofiadas. o filhote. Tinha a aparência de estar calma. Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade. no qual se considera a situação da vida da personagem. percebe-se claramente que: IMPRIMIR a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se desvendam.95. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. com seis espécies conhecidas. todos rodearam-na com uma atenção especial. A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver. 18 out. ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade. c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal. p. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe. no município de Simião Dias. a família. Já são 800 animais. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical. a menina prometia nunca mais comer galinha. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto. no prazo de doze meses. a 8. de Clarice Lispector. Voltar Língua Portuguesa . é eminentemente descritivo. U. Atualmente é a maior das aves. analisando as características estilísticas.500 reais. passadas algumas semanas. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo.” Adaptado. 77. Mas. ( ) A fertilidade de um avestruz é. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho.” GABARITO No texto “Uma galinha”. parte de um verbete de dicionário. em muito. Até que finalmente foi alcançado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo. compreendendo a fusão entre o real e o mágico. – Não é necessário o emprego do sinal de crase na palavra em negrito. já esquecidos do fato. não mate mais a galinha. depois do acontecido. ( ) A função da linguagem.

de palavra educada. Se não recebo cortesia de igual porte. e a água boa e doce nas suas vertentes. e tudo era dele. seja em sala de desembargador. TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. o Dr. 99. Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar.)” 40 LINS DO REGO. de olhos miúdos. tudo era do meu avô. Rio de Janeiro: José Olympio. do que tenho honra e faço alarde.. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor. (. O seu grito estrondava até os confins. sem medir consideração. os moleques da estrebaria. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto. J. 97. abro o peito: – Seu filho da égua. IMPRIMIR 100. sou Ponciano de Azeredo Furtado. o “Velho” da boca dos trabalhadores. em jeito de moça. Trato as partes no macio. O sol nascia. O coronel e o lobisomem. A grandeza da terra era a sua grandeza. In: Ficção completa.. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. o Cazuza da velha Janoca. lá estavam as negras da cozinha. “Meus verdes anos”. o velho Bubu. Com base no texto 2. 98. 1978. lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar. de corpo alto. UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema. pasto do mais fino. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas. Ouvia apitar o trem na linha de ferro. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade. mimoso no trato. gado do mais gordo. UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos. C. coronel de patente. pois sou sujeito lavado de vaidade.)” CARVALHO. de cacete na mão. no debaixo do capotão de meu avô. Apesar de tudo. José. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor. GABARITO TEXTO 2 “A bem dizer. e era dele. Digo. o meu pai da Tia Iaiá.. de barbas. lá num inverno dos antigos. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu. com uns padres-mestres a dez tostões por mês. responda às questões de números 99 e 100. Chegavam de longe portadores de outros engenhos. o papai da Tia Maria.Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor. Voltar Língua Portuguesa . e tudo era dele. Mas disso não faço glória. os trabalhadores do eito.. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância. que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. (. que pensa que é? Nos currais do Sobradinho. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca. Lá ia o gado para o pastoreador. modéstia de lado. Não podia haver nada que não fosse do meu avô. passei os anos de pequenice. Sim. É invencioneiro e linguarudo. e tudo era dele. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que ficou órfão. 1976. o rio corria. as águas do céu se derramavam na terra. seja em compartimento do governo. sem freio nos dentes. Tudo era do meu avô Bubu.Interpretação de texto I Avançar .

que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias. ironiza e ridiculariza estes desafetos. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria. A aparência do bom moço. equivalente ao inferno.. relatando suas conclusões. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno. UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer. Márcia . imagens de jornais. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do imaginário. Para o antigo pecado capital da avareza. gula.” CEZIMBRA. consumo. Este era o pecado da gula. atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a preguiça e a gula. O pecado da luxúria. b) compulsão cada vez maior pela vida interior. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro. preguiça. e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem. c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade. bebida ou drogas pesadas. Não há mais a moralidade do pecado. b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais.. transformou-se em mania de trabalho.) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior. 103. Vivemos sob a moralidade dos mandados. (. d) determinação de alcançar o paraíso celeste. é hoje um hábito do telespectador: o voyeurismo. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos. trabalho. Quem tem ódio do Governo. Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja.) O psicanalista Eduardo Losicer.O Globo. sucesso. a inveja... do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha. (.Leia o texto a seguir e responda às questões. 102. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico. todos à sua volta. roupas. É a nova versão do invejoso. a avareza. sob pena de exclusão do sistema..Interpretação de texto I Avançar . e) sensação de um vazio existencial e afetivo. que já não deseja ser o outro. valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais. enquanto suas demandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório. A criativa preguiça. para quem o que importa não é ser alguém. orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século. que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso. A maioria movida a compulsões por trabalho. mas ter tudo e. mas algo imaginário e. ira. Já não há mais lugar para a ira.. cinema e TV. São ordens que devem ser obedecidas. um superego. o orgulho. b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer. Esta é a ameaça.. sem noção de valores materiais. UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”. a ira. c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema. praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem.) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover. encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido. segundo o texto. bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI. prazerosa e lúdica. se possível. d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso. portanto. irreal. Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importados. c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade). Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa.. à qual o artigo se refere. executivos de empresas e apresentadores de TV. estão sendo determinados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação. prazeres e lucro. adotada por ídolos do esporte. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis. É preciso preencher um vazio existencial e afetivo. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. 16/05/99. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduardo Losicer. avareza. 41 101. O orgulho está em baixa. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo.

26 de abril de 2000.” Veja. a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha. 04. protesta a psicóloga. ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘. de Daniel Goleman. pois simulou a própria dor. e adaptado. como resposta. Essas aptidões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora. Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles. 02. que pára. 32. crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas. Enquanto diminuem os soluços de José. GABARITO Analise as afirmações abaixo: I. 105.” Fragmento retirado. que: 01. crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. c) a terceira afirmação. Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação. Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se metendo. crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos. II. a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional. Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. José tropeça. Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento. Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. 42 É possível concluir. Só ele notou a situação de dor de José. Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. e) todas as afirmações.104. inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”. machuca o joelho e começa a chorar. a partir do excerto exposto acima. Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). motivos e preocupações dos outros. Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da República. d) nenhuma das afirmações. b) a segunda afirmação. e só ele tentou oferecer algum consolo. ter chamado a professora. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . uma aptidão emocional essencial para a preservação de relacionamentos estreitos. com amigos ou numa parceria comercial. Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para homossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite). a soma das alternativas corretas. Dê. para o autor. seja no casamento. 64. do livro Inteligência Emocional. por exemplo. mas os outros continuam a correr – menos Roberto. gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar. 16. Serão criados banheiros especiais para deputados. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. p.Interpretação de texto I Avançar . Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. 131. diz. 08. a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder. porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. Poderia. Não se trata de uma medida isolada. ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘. III. Mesmo que não concorde com eles. em vez de ter oferecido ajuda concreta. Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado.

distraí-lo. na maior alegria. Uma tarde (era inverno) ele lá ficou. Assim que anoitecia. Casou-se a noiva com um primo. como se tivesse um relógio preso à pata. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”.. afeição são as idéias centrais do texto. a orelha em pé. e) as novenas começavam sempre no domingo. Com relação ao texto. houve mudança nos festejos do Espírito Santo.” Lygia Fagundes Telles. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.106. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. mas no coração do cachorro não morreu a esperança”. responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo. outros maus. Como todos sabem. todos os dias. depois. 109. o jovem foi convocado. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação. cremos. Assim que via o dono. de Manuel Antônio de Almeida. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense. mesmo que se vão perdendo certos hábitos. para outros amigos. uns bons.Interpretação de texto I Avançar . mas quem esse cachorro está esperando?. ( ) O uso de mas. durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias. para que tivessem lugar as novenas”. ( ) Fidelidade. “na maior alegria”. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história. UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”. ia correndo ao seu encontro e. O jovem morreu num bombardeio. 108. amizade.. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense. “era jovem”... 43 107. o focinho voltado para aquela direção. Então. em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. pontualmente. Mas eu avisei que o tempo era de guerra. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título. ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansioso”. acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. um pouco antes das seis da tarde. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecendo do jovem soldado que não voltou. ainda essa festa é motivo de grande agitação. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. Tudo em vão. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . voltava ao seu ponto de espera. nove dias. longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores. ia esperá-lo voltar do trabalho. ( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109. d) durante a festa havia muita confusão. fixo o olhar ansioso naquele único ponto. o jovem foi convocado. “A disciplina do amor Foi na França. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha. Os familiares voltaram-se para outros familiares. introduz as personagens na narrativa. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados. disciplinadamente. fazendo a crônica da fidelidade. Cefet-PR Leia o seguinte trecho e.”. começava muito antes. As pessoas estranhavam. é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. UFMT ( ) O artigo indefinido. chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias. “correr animado”. c) com o passar do tempo. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Os amigos. Postava-se na esquina. Quiseram prendê-lo. Hoje.

II. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas. vendo a vida passar. e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. d) deslumbramento. III. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra. III e IV. passava o sorveteiro. via passar o leiteiro. levaria sempre uma merendeira consigo. mas tinha medo da rua. “continuou” e “esperando”. da carrocinha de cachorro. 111. I. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas. 44 110. numa reentrância da grade. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. passava a leprosa que pedia esmolas. III e IV. revela: a) medo. p. “imaginava” e “levaria”. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. só se abriam aos domingos.Interpretação de texto I Avançar . metade envolvido com o mundo. ou em dias especiais. do bonde que cortara a perna do seu Almeida. tão-somente no seu caráter externo. era uma forma de estar metade protegido pela casa. ao escolher o seu espaço. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. imaginava o que elas continham. c) II e III. 250-1. O menino tinha pavor da leprosa. O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. escondendo o nariz deformado. “invejava” e “crescesse”. e) “fascinado”. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. quando crescesse. À noite. À tarde. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. ele sabia de tudo. 3. não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas. Um dia. Duas ficavam fechadas.Texto para as questões de 110 a 113. Um dia o menino cresceu. c) “envolvido”. e) II. d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. como as estrelinhas de São João. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. “gostava” e “cresceu”. os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”. Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar. c) passividade. 112.” CONY. b) alienação. Da janela. pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. “via” e “participava”. e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. O menino gostava. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada. b) revoltado com a sua condição de aprisionado. mas continuou na janela. esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. IV. mas nada tinha a ver com ele. Ao meio-dia. Tinha um lenço encardido em volta do rosto. o homem que afiava tesouras e facas. Uneb-BA No segundo parágrafo. passava o moleque vendendo amendoim torradinho. Podia ficar ali. Voltar Língua Portuguesa . b) “protegido”. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão. 1999. em relação ao menino. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência. e) comprometimento. A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. d) I. Pelas manhãs. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua. quando todos começavam a ir para a cama. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. Uneb-BA Sobre o menino. d) “tinha”. ele gostava de ficar ali. IMPRIMIR GABARITO 113. b) I e IV. c) inseguro de seu objetivo. ed. In: Os anos mais antigos do passado – crônicas. Carlos Heitor. dos mascarados do Carnaval. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro.

Formação técnica X Formação humanística. busca cursos oferecidos pelas escolas técnicas. 116. p.. Afinal. Linguagem e ensino. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) da ligação adequada das orações. e) do emprego de orações reduzidas.. Profissional especializado. “Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional. c) exposição descritiva de idéias. e) II e III. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “competência técnica” que um curso de formação proporcionaria. II.As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. 115.Interpretação de texto I Avançar . Unifor-CE Quanto à estrutura. ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. O resto. no mínimo menos perigoso. atualmente. que mais lhe interessam. III. 117-8. e) descrição argumentativa. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica. c) da ausência de conectivos. E. Seriam efetivamente formações distintas?” 45 GERALDI. Unifor-CE I. de preferência ministradas diretamente nas oficinas. diz-se. João W. d) integração descritivo-narrativa. a mão-de-obra nãoespecializada sofre não só os baixos salários. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor. Campinas: Mercado de Letras. bom. A respeito dos enunciados acima. 114. ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas. b) II. Tecnologia X Humanismo. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção. Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências. d) da freqüência de preposições. d) I e II. o cidadão. entrando para a escola. O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística. As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante. ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional. 1996. o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos. b) exposição argumentativa de idéias. c) III. está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I.

não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos. ’E desconhecia que a resposta implicaria gastos públicos. discurso indireto e discurso indireto livre. estão sempre desafiando os limites. Educar é. nem quanto custaria.” Missão Jovem. mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura. Os filhos. a desobediência civil e o consumo de drogas. Paulo. para que o jovem forme seu caráter e suas convicções. implicam com sua maneira de falar. Voltar Língua Portuguesa . U. agosto de 1999. Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discurso direto. Quando apenas um dos termos vale.’ No texto. Nunes teria ditado o texto para Brito que. Mas isto deve ser progressivo. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis. não interessou-se em saber onde seria publicado. Educação – ontem. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos. Alfenas-MG “Brito. disse Brito ao juiz. d) 3 e 4. só sabem dar broncas e impor regras.. b) 2 e 3. só vêem o erro e não os acertos. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e necessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. Porque experientes. ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘. são pais que optam por uma educação mais conservadora. Educar é também conceder liberdade. C1. de trajar e com suas amizades. Henrique Nunes. ao Ensino Fundamental e Ensino Médio. hoje. sobretudo. Os jovens libertários da década de 70. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reportagens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação. e) 2 e 4.‘” O Estado de S. d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas. Implica amor e firmeza. apesar de subscrevê-lo. são agressivos. criam-se distorções. GABARITO Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70. exercitar o diálogo.Interpretação de texto I Avançar .117. 118. Educar é ensinar que existem limites. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”. os trajes nem sempre asseados. que pregavam o amor livre. c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil. Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente. existe quase um consenso: é preciso proibir. 46 ‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. IMPRIMIR b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições. passam horas falando ao telefone ou na Internet. c) 1 e 2. horários e deveres. por sua vez. em seu depoimento. reclamam dos pais: os pais não confiam neles. não sabem o que querem. estão sempre de mau humor. 30/1/98. hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade.. como autor da nota.

nós mesmos. – O vizinho estava certo.. E o homem continua achando que um banho. o coelho. Pasmo. Mário. Para nós o cachorro é o irracional. Vão crescer juntos. Sim. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. procurava em vão pelo amigo de infância. que não pensamos duas vezes. na semana passada. é claro.. Provavelmente estivesse até chorando. Problema nenhum. Até perfume colocaram no falecido. desde sexta-feira. Isso na sexta-feira. pegar amizade. Coitado do dono do cachorro. deixar ele bem limpinho. O cachorro é o herói.. Morto. mas era infalível. o assassino confesso. “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu. Vamos dar um banho no coelho. escorraçar o animal. é o cachorro. Juntos cresceram e amigos ficaram. quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. Maquiada. Notam o alarido e os gritos das crianças. sujo de terra e. O bandido é o dono do cachorro. O doido comprou um pastor alemão.. Depois de muito farejar descobre o corpo. o protagonista da história. E lá foi colocado. bairro de classe média alta em São Paulo. diziam as crianças. 22/04/98. Coitados de nós. O meu pastor é filhote.. Coitado do cachorro. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho.Interpretação de texto I Avançar . como convém a um coelho cardíaco.. Branco.. E agora. E parece que o dono do cachorro tinha razão. O cachorro rosnando lá fora. com as perninhas cruzadas. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. Enterrado. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa.” PRATA. – De jeito nenhum. o animal desconfiado que tem dentro de nós. Quase mataram o cachorro.) O personagem que mais me cativa nesta história toda. lambendo as pancadas. As crianças. felizes.Texto para as questões 119. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana. Imagina o pobre do cachorro que. O ser humano. E agora? Todos se olhavam. parecia vivo. Julgamos os outros pela aparência. quando entra o pastor alemão na cozinha. Entendo de bicho. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro. todo imundo. Ficou lindo. Lembrou? Agora pintou uma nova. – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche. Claro. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. só podia dar nisso. No domingo. depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. assustado. de tardinha. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia. Trazia o coelho entre os dentes. Parecia que tinha visto um fantasma. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (. Isto é. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. Imagina. 47 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . morto. assim fizeram.. Como o coelho não estava muito estraçalhado. animais racionais. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. O coelho. Eram dois vizinhos.. Simplesmente genial.. – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem. lívido. arrebentado. 120 e 121. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança.

A lei vale para clínicas.E. substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”. a) Identifique. Nas fábulas. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado. b) narrativo. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física.” Isto é. que regulamenta a profissão (só agora. formado em Educação Física.” O Estado de S. clubes e até condomínios. a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. U. no texto. Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas. 120. b) O cachorro é o protagonista da história. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição. costuma haver um final moralizante. Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário. As entidades colocarão em prática a lei. 121.Interpretação de texto I Avançar . A abrangência da legislação vai além dos limites da academia. mas centenas de jovens belos e musculosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física. e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física. Identifique o antagonista. a) Depois de dois anos. b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”. Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo. c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação. portanto. GABARITO Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima. c) descritivo. Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento.E. U. U. Mais. U. narrativa. 16/05/99. descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. 22 de março de 2000. Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa. 123.E. os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei. b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação). mas o conhecimento adequado para preparar a receita da malhação não necessariamente. de 1998. A partir deste mês. no entanto. p. Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a educação física deverão ser registrados no conselho. 3-18. Paulo. Deveria ser o requisito básico. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como atividade profissional. e) de propaganda. Reescreva as passagens abaixo.119. onde deveriam ter aprendido o que ensinam. 122. depois de anos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . até cuidar de meninos de rua ou dos jardins. O bom-humor e a disposição podem ser autênticos. d) épico. Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial. reforma de prédios. o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. hotéis. Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e.

aproveitou o Sol. dentro de uma Ferrari.html (com adaptações). sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. um preceito ou uma lição de vida. aparentemente submissa. curtiu para valer. antes do vento espantado poder recomeçar. verifica-se que. e o vento: uma picada. nós já tínhamos tomado banho. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos. Global. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra.geocities.124. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris. e um produtor gostou da minha voz. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. http://www. escrita por La Fontaine. não? No Rio de Janeiro. reelaborada. com um aconchegante casaco de visom. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10. Então eu não digo nada. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo. começou a esfriar. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. apesar de usual na língua falada. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. sábado de manhã. ( ) Nas linhas 8 e 9. ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles. E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá. Não aproveitou nada do Sol. São Paulo. amiga. a formiguinha trabalhou sem parar. sangue e mel. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade. uma rosa molhada. sem se preocupar com o inverno que estava por vir. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial. pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine. ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira. ( ) Considerando que. tomando uma cervejinha. último período do texto. Os melhores contos de Clarice Lispector. enquanto a cigarra é considerada como boa-vida. a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos. quando se pensa que a semana vai morrer. armazenando comida para o período de inverno. vou passar o inverno em Paris. manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior. Clarice. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. Enquanto isso.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro. mas já não me perguntam mais. Quando abriu a porta para ver quem era. julgue os itens a seguir. Se chovia só eu sabia que era sábado. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá. e intenção de transmitir um ensinamento. A formiguinha. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. nesta versão. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. passados alguns dias.. GABARITO INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125. de súbito. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”. saiba dosar trabalho e lazer. “sempre”. Seleção de Walnice Galvão. exausta.Interpretação de texto I Avançar . o ensinamento principal mudou.. IMPRIMIR 125. Voltar Língua Portuguesa . 1997.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada. esse pronome deveria ser substituído por “o”.” LISPECTOR. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. dançou. Tem sido sábado. cantou durante todo o outono. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. Era o inverno que estava começando. na semana passada. A propósito. na fábula original. a amiga deseja algo de lá? —Desejo. Em relação ao texto acima. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida. Durante todo o outono. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho. ( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas características básicas: personificação ou antropomorfismo. não atende às exigências da escrita culta: para tal. a abelha no quintal. vejo que é sábado de tarde. fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo. não desperdiçou um minuto sequer. Domingo de manhã também é a rosa da semana. Então. sim. o rosto inchado. UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas.

no regulamento do atual campeonato. entre outras coisas.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. no início era jogado em inglês. “Disputam-se “play-offs”. 128. houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol. b) rompem. mas dos Estados Unidos. Aliás. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol. por cúmulo. UFPE Leia os enunciados abaixo. “Se você começou como padeiro. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. resolveu rotular as finais de “play-offs”. no Brasil. O futebol.. ao longo de algum tempo. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário. em virtude de irrefreável impulso de submissão. mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”. mas o “goalkeeper” não o zagueiro. timbaleiro ou seresteiro. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora. ao texto. nestas terras. 2 e 4. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol. embora um tanto jocoso. o basquete. grande investidor ou latifundiário. como no “goal” que virou “gol”. e com termos emprestados de outro esporte. Seria um caso incurável de carência de colonizador.. e os basbaques foram atrás. A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras.Interpretação de texto I Avançar . 198. não à língua inglesa da Inglaterra. A história do futebol. atualmente. 09/12/1998. Veja. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva. definitivamente. assim como brasileiros estão para curandeiros. em campo não o goleiro. Não. Existem suecos. há políticos e politiqueiros. Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa. 3. d) 2 e 3. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. (. p. Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto. Nós é que nos oferecemos. é. referentes às idéias expressas no texto.” GABARITO TOLEDO. com a cultura colonizadora. a imposição de estrangeirismos no campo do futebol. ingleses e brasileiros. 7/10/95. o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão. Chamemos o fenômeno por seu nome. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas. 2. O texto demonstra que. Roberto Pompeu. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado. 127. 1.. introduzido por ingleses no país. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política. 50 Texto para as questões 127 a 129. “Play-off” é um termo importado do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva. CBF. (. mesmo” confere um tom de repreensão. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa. segundo ela. empresário. Luís Fernando. c) 1 e 3. Há o importador e há o muambeiro. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo. e) 2 e 4. no campeonato nacional. como “corner”. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol.. terapeutas e curandeiros. Entre a assistência e o play-off. uma história de triunfo da língua portuguesa.. Entrava. UFMT ( ) Segundo a leitora. 3 e 4. ( ) A teoria da leitora ganharia força.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”. 126.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada. não compliquemos.. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso. mas o “back”. 4. b) 1. Estão corretos apenas: a) 1. A Confederação Brasileira de Futebol. como existem médicos. é um sufixo pouco nobre.)” VERÍSSIMO. (. Jornal do Brasil. facilmente. c) acabaram por subverter. É bobeira mesmo. UFPE No texto. ( ) De acordo com o texto. esporte inglês. que é o idioma.

e) o menino vivencia uma experiência de opressão social. e) Na última oração do texto. extremoso. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação. Marília de Dirceu. São Paulo: Círculo do Livro. c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. inda.Interpretação de texto I Avançar . no futuro do pretérito. Uneb-BA Este exercício. b) Nesse trecho.” GABARITO GONZAGA. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que eu assim resista à dor imensa. p. o pronome de 1ª pessoa do plural. a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’. 51 130. c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. tem como referente os brasileiros em geral. d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo. já o eu-lírico se sente subjugado pela tirania do amor. Quando em meu mal pondero. Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga. ‘nós’. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. s/d.129. UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto. enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das questões de 110 a 113). “Nesta triste masmorra. indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se. d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial. 127. busca. constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. Marília. de um semivivo corpo sepultura. o verbo ser. adoro a tua formosura. Tomás Antônio. Amor na minha idéia te retrata. e aperto sobre o peito em vão os braços. ‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor. referido anteriormente. que me cerca e mata. a) Na expressão ‘outro esporte’.

Interpretação de texto I Avançar . depois um ovo no ministro da saúde e. b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas. seja qual for a manifestação. O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos. cariocas. outro ataque ao governador Mário Covas. b) construção de comprovações por meio de silogismos. Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes. O Globo. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes.” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. E a situação de extrema violência que nós. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpusera os limites do tolerável. O Globo. UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas. UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve. Marcelo Maciel. Por causa dessa intenção.” IMPRIMIR 134.03/06/2000. respectivamente. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros. jamais. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos. O vice-presidente da república disse que o governador merece respeito. c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras. Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. seus defeitos. Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O ministro da justiça cobrou punição judicial para os agressores. UERJ Em geral. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal. c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores. Em função desse limite de espaço. suas índoles. seja quem for o agredido ou o agressor. Concordo. É esse o papel de um educador?” ÁVILA. por mais digna que fosse a manifestação. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA. As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos. UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva. GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação. Nada justificará.03/06/2000. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores. Nada justifica a agressão física. Voltar Língua Portuguesa . “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo. 132. Arthur. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores. 52 131.Com base nos textos abaixo. responda às questões de números 131 a 134. 133. é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracterizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação. em 1º de junho. se é que assim se pode dizer. a agressão sofrida pelo governador Mário Covas. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista.

os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário. No fundo da garganta. e) política e econômica. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio. sem projeto. tolerância é cumplicidade com maracutaias.” Frei Beto. d) pessoal e financeira. Ano Novo. em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições. como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos. de Chico Mendes. no ano que se inicia. vida nova. Voto é delegação e. o serviço de saúde. nas atuais circunstâncias. enquanto tantos celebram a pós-modernidade. e comunicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais. mas se esquece do material. os propósitos altruístas. d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. 7. e) o homem busca a plenitude. o salário exíguo num pais tão caro. Ano de nova qualidade de vida. Agora. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo. Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. De celebrar dez anos. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas. na verdadeira democracia. a própria humanidade. Em volta. as ruas são limpas. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público. Olhemos a cidade. Ou a opção de um momento de silêncio. um gesto litúrgico. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política. “Ano Novo. os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós. uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998. se teremos de parar no próximo sinal vermelho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. 01 de janeiro de 1998. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela. Mergulhar em nós. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público. apegados à casa. De menos ansiedade e mais profundidade. Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante. abastece o crime ao consumir drogas. a solidão entre matas. b) social e econômica. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. encharcando-se de bebidas alcoólicas. p. uma oração. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual. mas está condicionado às limitações materiais. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil. 53 GABARITO 135. em dezembro. Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude.Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138. Braços e corações abertos também ao semelhante. Feliz homem novo. mais democracia. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. noite após noite. A começar pelo réveillon. Voltar Língua Portuguesa . uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material. Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. IMPRIMIR 136. Vontade de remar contra a corrente e. Reencontrar. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado nos faz estranhos a nós mesmos. O Globo. em janeiro. a adolescência tecida em sonhos e utopias. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos. como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada. c) existencial e política. da ressurreição de Henfil e. o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo. a rede educacional.Interpretação de texto I Avançar . a leitura espiritual. pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família. um travo. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. abrir espaço à presença do Inefável. Por que acelerar tanto. os filhos. Feliz mulher nova. Quanto mais cidadania.

que nada sugere. desistir da herança e chorar a perda do tio. II.” d) “Em política. c) apenas a afirmativa III está correta.. lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele. b) apenas a afirmativa II está correta. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. e as sombras viessem perpassar ligeiras... Cefet-PR Leia o seguinte trecho. consiste em: I.. nada sugere.” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (.).” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez. III. d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta. 16 de fevereiro de 2000. não constrói. Sair criticando o mundo. b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador. c) somente a I é correta. Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões. Leia as afirmações a respeito do texto. extraído de Machado de Assis. 54 139. Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas. achando que isso resolve a questão.” 138. Só formar uma visão crítica do mundo não resolve. III. Veja. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança. inquietas sombras?. desistindo o sobrinho do dinheiro herdado.” Stephen Kanitz.. nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos. contraste maldito! Aparentemente tudo se recomporia.. UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão. Não.. d) estão corretas as afirmativas I e II.Interpretação de texto I Avançar . como ao poeta. c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária.. UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (.” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (. Univali-SC “Volta às aulas (.. inquietas sombras?.137. e) II e III são corretas. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo. I. contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói. b) somente a II é correta.” A “luta terrível” na alma do sobrinho. GABARITO 140.” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente. tolerância é cumplicidade com maracutaias. É impossível ensinar a pensar. Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno.”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem. e) estão corretas as afirmativas I e III. não o do trem. II.).. d) somente a III é correta. Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta. Oh..) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim. e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária.. e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem. ao se libertar de memórias antigas.). ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho. de que fala o autor. ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro.

Álvaro. muitas vezes. e. Sobre o texto. função etc. Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais. b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta. afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). Voltar Língua Portuguesa . só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar. e tentassem descobrir as suas virtudes.Interpretação de texto I Avançar . está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego. 19 e 20 de setembro de 1999. ‘Se pensarmos bem. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. argumenta. gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’. deixou-nos. Jornal de Santa Catarina. sensibilidade e altivez – a inevitável. Segundo ele. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. Jornal de Santa Catarina. necessita de mudança de humor. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade. para enfrentar – com conhecimento. conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria. incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é.)” AVENDANO. 55 GABARITO A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras. Machado de Assis. isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e.. a qualquer preço. mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio. e claro que desejável.. já em 1873. e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria. e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural. em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costumes. mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’. ‘Diferente do que muitas pessoas pensam. assim. com sucesso. 29/12/1999. c) Investir no marketing pessoal é muito penoso. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é. segundo Machado de Assis. c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria. d) A língua portuguesa. a globalização. Jaime. porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas. não pode parar no século passado. CASTRO. Nelson Marinho Teixeira. a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’.141. interpenetração cultural que marca o nosso tempo globalizante. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor. nosso escritor. A propósito. (. “Protegendo a língua nacional”. 142. IMPRIMIR b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas. É preciso inovar. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’.

A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narrativo. 16. 144. inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. a soma das alternativas corretas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . veja bem. já que se trata de uma criação coletiva. uma manifestação cultural de caráter universal. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01. Trata-se de um texto literário. 56 143. pois discorre sobre o conto popular. Scipione. Dê. sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral. todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular. manifestação culturalmente rica. tendência à universalização. 145.” MACHADO. Em alguns momentos. 16. obediência às normas socialmente aprovadas. possui um caráter eminentemente regional. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas. Quer dizer. a soma das alternativas corretas. O texto pode ser classificado como opinativo. mas também em caracterizar o termo popular. UFMS Em relação ao texto lido. Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. São Paulo. criação rústica. tal como aparece no texto. 32. 16. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. a autora estabelece uma interlocução com o leitor. atentamente. 02. O texto utiliza uma linguagem informal. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional. próxima da variante popular. apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica. nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. 32. Literatura e redação. Com isso. p. como resposta. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva. visto que a autora apresenta seus próprios pontos de vista sobre o assunto. Dê. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01. UFMS O termo popular. portanto. 04. 04. 1994. 28. quando se trata de estudar gêneros literários. 02. apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. caráter espontâneo. Quanto à estruturação formal. 02. 32. o texto segue o esquema básico introdução – desenvolvimento – conclusão.Interpretação de texto I Avançar . 08. se assim fosse. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar. 04. é correto afirmar: 01.As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo. 08. indiferença às imposições da cultura oficial. Talvez você mesmo pense assim. como resposta. Popular é. as criações populares não conhecem normas nem limites. caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. 08. Mas. O conto popular. a soma das alternativas corretas. Irene. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. Leia. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. Dê. não se prende a um autor específico. embora tenha um caráter universal. como resposta. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral.

que determina o prestígio de uma língua sobre as outras. conseqüentemente. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem. Além disso. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”. como a realização dos postulados da justiça social’. ( ) Segundo Squarisi. p. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres.. 1998. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões. sua literatura. Startar cassou o começar. ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem. É isso. O que vem de fora é melhor. ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. Outra é a receptividade. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. e não econômica. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. é a ascendência cultural.” 57 146. Dad. Voltar Língua Portuguesa . mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. I. 1948). Peça help. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. Nós. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. Que corra atrás do prejuízo. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir. printar e startar é meramente semântico. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. já dizia Gláuber Rocha. ( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. Printar expulsou o imprimir. (. seu cinema. Quem não aderiu se tornou out. sua televisão. temos complexo de vira-lata. ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas. E vire in. 18 de nov. UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos.E.Interpretação de texto I Avançar .) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. Uma é o prestígio. que vende como ninguém sua música. 170. GABARITO 147. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. Deletar tomou a vez do velho apagar. Revista Exame. de acordo com a leitura. UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem.Texto para a questão 146. cuja Carta proclama os “direitos fundamentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. no livre exercício de suas próprias soberanias.“ SQUARISI. A informática serve de exemplo. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos. sua tecnologia e o american way of life. IMPRIMIR 148.. Colômbia. compreensão e interpretação textuais. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção.

água.149. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (.)” IMPRIMIR MATOS. fogo.. Valha-vos. de. Gregório de. com o título de seu poema. Tratado Descritivo do Brasil. pois ficando faminto. nome certo mui acomodado a este animal. (. a que os índios chamam “aí”. pois os filhos tratais com tal crueza que os comeis. MENDES. qual alternativa é incorreta? a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realidade com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus. que a pura excomunhão meteis no saco: já diz a freguesia que tendes de Saturno a natureza. Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE. 150. Voltar Língua Portuguesa . In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos. que o faça mover uma hora mais que outra. como se fosseis voraz lobo? Quisestes tosquear o vosso gado. e saístes do intento tosqueado. paradisíaca. não vos cai em capelo o que o provérbio tantas vezes canta. 171-2. e os portugueses preguiça.. e para a ceia (. heis de buscar a dente qual jumento erva para o jantar. que é título de zotes ordinário. Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia. o poeta busca resgatar a língua original do Brasilcolônia. parodiar. Poesias Reunidas. d) No texto I.. e roubais. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos modernistas de primeira hora. 1587. 1996. Salvador: EDUFBA. Org. p. e o segundo. Sois tão grande velhaco. nem outro perigo que veja diante.. calma. já no texto II. mas quem digo que vos valha? Valha-vos ser um zote. frio. recém-descoberta. Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar. mas ela vos sangrou na veia d’arca.). não só no léxico como também na sintaxe. não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas. seduzir. o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal.Interpretação de texto I Avançar .) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore. e sem sustento. Gleise F. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário. c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer.” SOUSA. pois não há fome. 58 Sobre os textos I e II. que quem ousadamente se adianta em vez de tosquear fica em pêlo? Intentastes sangrar toda a comarca. o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical.. como sendo tão bobo. uma alusão à suposta preguiça do brasileiro. e um canalha: mixelo hoje de chispo. e tendo tão larguíssimas orelhas. Gabriel S.. qual uma harpia. Oswald de. e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum. fogem vossas ovelhas de vós. UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho.

(. 1995. ed. Levantem-se todos... Se lá carrascos foram – cá mártires morreram. o azeite. A hidra escura e vil da vil Teocracia. Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez. Rio de Janeiro: Ediouro. mas você pode me chamar também de Jesus. Seu tempo já passou. BISPO Cale-se. mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado.. O Santo Ofício.. com o braço ocultando os olhos. que era Cristo. Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento. João. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana. Mas você. o Filho de Davi. In: Poesias completas de Castro Alves. o Leão de Judá. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos. Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel. atrevido. JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam. a gemer Galileu... autoritário. Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja.. Colombo a soluçar. Se aqui houve selvagens – eles os educaram. É justo!. Sevilha e Nantes na tortura. 9 ed. sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura. Esse é um de meus nomes. a gemonia. Arbues – foi Anchieta!” ALVES. MANUEL Foi isso mesmo. grande grito. mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel. 59 IMPRIMIR Texto III “ENCOURADO. pode me chamar de Jesus. de costas. Castro. Na fogueira Grandier. O tempo da mentira já passou... 146-8. GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Rio de Janeiro: Agir.. Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante. não é lhe faltando com o respeito não. as provas. Tours.. João Huss na sepultura...” SUASSUNA. soberbo. p. Sua obrigação era ser humilde. De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu. de Deus. santificando-se através dela. (Coleção Prestígio). MANUEL Cale-se você. pois vão ser julgados... Quem é? É Manuel? MANUEL Sim. se quiser.Interpretação de texto I Avançar . JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo.. mais generosidade e virtude requer. por quê? JOÃO GRILO Porque. 1972. é Manuel. Loiola – aqui foi Nóbrega.. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta. Sou. não. Lisboa.. 17. remembrando a negra Inquisição.Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós. 145-6. porque quanto mais alta é a função. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem. mundano. Auto da Compadecida. Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram. p.) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram. de Senhor. Ariano.

III. conservo alguma recordação doce e feiticeira. Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. era obra modesta. pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. pegasse da pena e contasse alguns. IV. 151. e lembrou-me escrever um livro. de memória. Tanto no Texto I quanto no II. Dom Casmurro. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comportamento dos representantes do clero. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado. não consegui recompor o que foi nem o que fui. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. e quase todas crêem na mocidade.” ASSIS. p. de suas reais funções. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. mas exigia documentos e datas como preliminares. mas não me acudiram as forças necessárias.Interpretação de texto I Avançar . é outra coisa. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. v. VI. c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano. No Texto I. c) I. a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor. como ao poeta. e. Os amigos que me restam são de data recente. filosofia e política acudiram-me. No Texto III. o interno não agüenta tinta. Capítulo II. I. como se diz nas autópsias. e tal freqüência é cansativa. e restaurar na velhice a adolescência. III e VI. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. algumas datam de quinze anos. vida diferente não quer dizer vida pior. Quis variar. expressa no fragmento acima. tudo árido e longo. como todos os documentos falsos. conservo alguma recordação doce e feiticeira. esta monotonia acabou por exaurir-me também. Duas ou três fariam crer nela aos outros. e as sombras viessem perpassar ligeiras. jardinar e ler. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado. outras de menos. IV e V. Em verdade. Se só me faltassem os outros. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. d) II. Entretanto. V. interrelacionam-se. e que apenas conserva o hábito externo. O mais do tempo é gasto em hortar. e) II. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V.Os três textos. Em tudo. d) O narrador. senhor. inquietas sombras ?. Sobre eles. O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. não o do trem. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. identifique as afirmativas verdadeiras. em determinado momento de sua vida. a fisionomia é diferente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Quanto às amigas. de memória. b) II e III. se o rosto é igual. Depois. pouco apareço e menos falo. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. Jurisprudência. e. tal como ocorreram então. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha. Machado de. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falarme e a dizer-me que. mas falto eu mesmo. Ora. O que aqui está é. e esta lacuna é tudo. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta.” Em relação à posição do narrador. 60 GABARITO “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. Texto para as questões 151. A certos respeitos. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. 1. mal comparando. UFF-RJ “A certos respeitos. evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa. mas não a mim. 152 e 153. distanciando-se. Talvez a narração me desse a ilusão.. Distrações raras. Pois.. embora de épocas diferentes. ignorando o ponto de vista do momento em que o texto é escrito. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. na época em que antigamente vivia. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. 810-11. II. III. como bem e não durmo mal. IV e VI. vá. como tudo cansa. assim. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no momento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram. No Texto II.

através de outra linguagem – o cartum –. senhor. e quase todas crêem na mocidade.” a) b) c) GABARITO d) IMPRIMIR e) Caulos. em sua narrativa. Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referências ao leitor de seus textos. sobretudo no seguinte trecho: 61 “Se só me faltassem os outros. outras de menos. Assinale a Opção em que. não consegui recompor o que foi nem o que fui. UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala.Interpretação de texto I Avançar . como todos os documentos falsos. O que aqui está é. mas falto eu mesmo. Só dói quando eu respiro. como se diz nas autópsias. algumas datam de quinze anos. Porto Alegre: L&PM.” 153. percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis. não tem amigos de longa data. vá. e tal freqüência é cansativa.152.” b) “Em tudo.” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros.” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. e esta lacuna é tudo. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. e tenta. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. o interno não agüenta tinta. “atar as duas pontas da vida”. se o rosto é igual. mal comparando. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. a fisionomia é diferente. Voltar Língua Portuguesa . sd. e que apenas conserva o hábito externo. com certo humor.” e) “Quanto às amigas. mas não a mim.

a modos de azulada. “espelhos de pau. delas brancas. que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro.” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. outros traziam três daqueles bicos. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. que pareciam espelhos de borracha. que nos parecia muito longa. c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi. “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. Águas são muitas. 3. / sustentada. tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau. Rio de Janeiro: Lacerda. a estender olhos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo. porque. quartejados de cores. por bem das águas que tem. Marília. um no meio e os dois nos cabos. Paulo Pereira (org. p 39-40. UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha. 2. não pudemos saber que haja ouro. para transportar água ou vinho. tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que. Esta terra. “chã”: terreno plano. “tintura preta. como os de Entre Douro e Minho. nem coisa alguma de metal ou ferro. é toda praia parma. E alguns. dar-se-á nela tudo. 62 GABARITO Vocabulário: 1. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. a saber. 4. 1999. nem prata. / Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias).Texto para as questões 154 e 155. nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. Tem. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). assim frios e temperados. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. d) “Irás a divertir-te na floresta.Interpretação de texto I Avançar .” (Murilo Mendes). planície. não tínhamos nenhuma vergonha. “parma”: lisa como a palma da mão. e outros quartejados de escaques. e suas vergonhas tão altas. bem moças e bem gentis. E em tal maneira é graciosa que. Ali andavam entre eles três ou quatro moças. infindas. Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta. vista do mar muito grande. muito chã e muito formosa. de as muito bem olharmos. b) “Minha terra tem palmeiras. até agora. a saber. 154. (Castro Alves). grandes barreiras. De ponta a ponta. Nela. querendo-a aproveitar. delas vermelhas. 5. que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida. Aí andavam outros. com cabelos muito pretos. de que nós deste porto houvemos vista. não podíamos ver senão terra com arvoredos. Pelo sertão nos pareceu. que andavam sem eles. ao longo do mar. nalgumas partes. a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. compridos pelas espáduas.

o sol. criando estrofes simétricas e com títulos. (.”. em algumas experiências. o calor e o frio.. 5 10 63 O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana. 80. p. dando títulos nacionalistas às estrofes. dando-lhes novos títulos. de modo significativo. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE. Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema. b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha. Poesias reunidas. dando-lhes títulos novos. e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas. respectivamente. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções. que é possível o Brasil mudar esse quadro.) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos. à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema. agora já faz parte de nossa cultura”. a) Para o autor do texto. 156. de modo esmagador. por ocasião das eleições de 1994. c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos posteriores a ela.) A vontade política e a criatividade do povo comprovam. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor.Interpretação de texto I Avançar ..F.155. sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na escola? Nós não. Pelotas-RS Na imprensa brasileira. via-de-regra.” GABARITO Marque a alternativa que não está de acordo com o texto. 1978. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. U. o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro. A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte da nossa cultura. Oswald de. e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetência escolar. b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída. por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural. “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente. entre as classes sociais mais ricas e. (. de forma tão natural quanto a chuva. a UNICEF e a Fundação Odebrecht.. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam.. entre as classes mais pobres. sem prejuízo do sentido global. d) reconhecer e retomar a prática romântica.

Ele consegue pescar. a soma das alternativas corretas. A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida. U. da mesma forma que o macaco-prego. “São os únicos. Parente mais próximo do homem. além do homem e do chimpanzé. “Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”. que dá uma destreza enorme ao animal. Dê.72. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados. interior de São Paulo. Para comer coquinhos. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. como resposta. diferente dos outros primatas. O apetite insaciável. com força. depois que o zoológico municipal fechou. o macaco-prego só podia mesmo ser um sujeito muito esperto. como o macaco-aranha e o muriqui. diz Eduardo Ottoni. Duas delas são fisiológicas. 02. Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas. ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. Se não houver frutas nem insetos à mão. Os outros primatas normalmente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo. Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis. Tiveram de apelar para o crime. o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas. A outra é o chamado polegar pseudoopositor. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima. A primeira é o tamanho do cérebro.” Superinteressante. julho/00. 08. o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas. Com relações tão complexas. As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recentemente. em flagrante. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção de poder e liderança. o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos. em fevereiro de 1999. Onívoros de carteirinha. o dos macacos do Novo Mundo.157. seu prato preferido. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis. Apesar da distância. existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-prego. abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida. capazes de partilhar alimento”. 64 GABARITO IMPRIMIR De acordo com o texto: 01. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas. Entre os macacos-prego o poder é diluído. da Universidade de São Paulo. p. a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé.Interpretação de texto I Avançar . é marca registrada dos espertos macacos-prego. e estavam com fome. “Não existe um único líder no bando. Voltar Língua Portuguesa . quando a Polícia Florestal prendeu. proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes. aliás. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades. observa Ottoni. O caso foi resolvido em março.E. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. esse macaco africano consegue aprender por observação. A sociedade dos micos também é mais democrática que a média. As chefias são formadas por até três animais”. Não é para menos. 16. usar ferramentas e se reconhecer no espelho. 04. são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos.

a lágrima em riso. b) A mulher. à força de velhas. A este respeito a influência do povo é decisiva. desentranhar delas mil riquezas que. Mas se isto é um fato incontestável. locuções novas. porque. em relação à compreensão e à interpretação do texto. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes.” Milton Nascimento e Fernando Brandt. Nem tudo tinham os antigos. Maria É o som. é uma combinação de força e resistência. Univali-SC “Maria Maria Maria. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. porém. não se lêem. nem tudo temos os modernos. entre a tradição e a modernidade. não imputa aos literatos tal responsabilidade. o capricho e a moda inventam e fazem correr. ( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. como são todas as mulheres do planeta. AEU-DF Julgue os itens abaixo. mas que sabem perfeitamente os clássicos. Cada tempo tem o seu estilo. E não vive. Pelo contrário. uma certa magia. a mulher da canção. Uma força que nos alerta.” GABARITO 159. é o suor. Texto para as questões 159 e 160. ( ) Machado. apenas suporta a dor de viver. apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. ( ) Machado de Assis. Divergência digo. representada pela Maria da canção. ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. é a cor. Maria É um dom. sofrem e resistem à dor de viver. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. no texto. – não me parece que se deva desprezar. principalmente por parte dos escritores.158. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri. em seu texto. se fazem novas. ou antes por uma exageração de princípio. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. Maria. propõe a mediação. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. d) Maria. c) Maria. outros há que os adotam por princípio. simboliza os seres humanos que lutam. Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta. Maria. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas. e) A mulher brasileira. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. o autor se opõe à tácita aceitação de modismos. A influência popular tem um limite. Há portanto certos modos de dizer. apenas agüenta. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. Feitas as exceções devidas. quando deve chorar. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. o que é um mal. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. Em geral. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. transforma a dor em alegria. não se lêem muito os clássicos no Brasil. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. 65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem.Interpretação de texto I Avançar . e segue sua vida. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. por intermédio dos escritores.

Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou. um povo prestativo. Guimarães. Márcio. Descemos por umas grotas. Manual de literatura brasileira. Definamos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço. Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita. Porto Alegre: Mercado Aberto. Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre. ed. E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia. Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes. o mesmo. Literatura brasileira. nem vulcões. Voltar Língua Portuguesa . p. As circunstâncias históricas. II..o senhor querendo se procurar. Grande sertão: veredas. originaram diferenças iniciais no enlace das raças. De repente.. Machado de Assis faz um ensaio crítico em que. 1997. expõe os elementos que a compõem. visto que aqui o preconceito é econômico. 1984. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira. pela abertura de rodovias. p. julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo. nem lutas fratricidas. efêmera talvez. nem terremotos. IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes. 66 Fragmento II “Quadrante que assim viemos. vol. aonde lá. os senhores de terras e gados. AEU-DF Julgue os itens que seguem. nem furacões.” RIBEIRO. nem pestes. Rio de Janeiro: Record. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. festeiro.160. revela-as. após apresentação de uma tese.se diz . A marcha do povoamento. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores. que o nome não se soubesse. 626. CUNHA. perfazendo indagação. 3ª ed. Érico. João Ubaldo. 162. Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície. que então vigoravam no Brasil do século XIX. na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (. Sertão. o próprio. 227.. ( ) Nele. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros. Rio de Janeiro: Marco Zero. o autor leva constantemente o leitor à reflexão. até. porém. porto Alegre: Sulina. Euclides da. p. o sertão vem. 1995. em magnífico resumo. em que todas as cores e raças se misturam livremente. 1989. em grande parte oriundas das circunstâncias físicas. prolongando-as até ao nosso tempo. In: Obra completa. Mas. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial. quando a gente não espera. Ia fazendo receios. nunca não encontra. 5ª. Para isso. – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. p. acolhamo-nos ao nosso assunto. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocultural.” Fragmento I Procuremos. de coração bondoso. Apud SANTOS. 13. o imperador do Acre. Galvez. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. ( ) De roupagem metalingüística.) Ali estão dois representantes do clã pastoril. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeitinho. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional. Os sertões. O tempo e o vento. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras. p. 12ª ed.. Carvalho. Viva o povo brasileiro. pois desconhece o preconceito racial. Até. 1984. neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça. por si. com sua dialética irresistível.” ROSA.” SOUZA. por esses lugares. do Maranhão à Bahia. . Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. Apud Sergius Gonzaga. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas. 161. era o sertão churro. muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros. econômica ou política nacional. Depois dele: o turismo multinacional. 158. Volnir e Adão E. identificados abaixo. – valorização das idiossincrasias regionais. o texto lido pode ser classificado como crônica.Interpretação de texto I Avançar . A estrada de todos os cotovelos.” GABARITO VERÍSSIMO.

( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária. na incauta adolescência. por sua vez. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber.Interpretação de texto I Avançar . 26/04/2000. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. graças à Renault. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. Hoje. UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo. ( ) Ao apontar os novos como herdeiros. Tanto de um como de outro grupo etário. são por natureza os nossos filhos naturais. embora sem querer. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. Anna Paula. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. mais de 400 estão instaladas no país. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial. Em São Paulo. Das 500 maiores companhias transnacionais. em relação à compreensão e à interpretação do texto. essa transferência representa um reforço na filial. Para os executivos e a família.” BUCHALLA. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas. c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros. E. Os (ainda) chamados modernistas. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. Veja. Desde 1990. em prol do equilíbrio universal. Quanto a estes. b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná. ( ) Para Mário Quintana. com a sua livre poética. entre novos e velhos. ( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana. por iniciativa própria. procurar emprego em nosso país. Para as companhias. com os espetáculos de circo dos parnasianos. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. ressuscitada a cada geração. Texto para a questão 163. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. “No Brasil. E assim. apesar de equivocada. sem querer. ( ) Para ele. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos. 162. Acontece que. AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. “roubada” do Rio Grande do Sul. em massa. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. jamais fiz distinção entre uns e outros. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. a mudança é um sacolejo completo na vida. é latente a contenda entre novos e velhos poetas.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. existem colônias de franceses no Paraná. sem rede de segurança .” 67 GABARITO 163. além de tudo. não existe geração espontânea. Quanto a mim. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. já que aqui não há executivos preparados.Leia o texto abaixo para responder a questão 41. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz.

“Ainda não haviam louras. onças. Tem macaco até demais. b) I e III. nem mulatas. Reforçai. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. Águas são muitas e infindas. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos. Bengala de castão de oiro. onças e capivaras. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I. No chão espeta um caniço. Araras. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira. Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa. Banana que nem chuchu.. Havia outra raça bronzeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral.. p. melancias. neste tempo de agora. capivaras. c) Tem goiabas. UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II. IV. Edição Zero. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta.Textos para a questão 164. quando for a vez desses meninos? Riachos. De tal maneira é graciosa que.. tão frios e temperados. Vossa perna encanareis. apesar da leve mudança no estilo. Banana que nem chuchu. a arca.Interpretação de texto I Avançar . Era assim o Brasil de Cabral. GABARITO 165. Esmeralda é para os trouxas. cajueiros. papagaios. araras e papagaios. e) III e IV. já quinhentos anos passados. Tem goiabas.55. melancias. Tão fértil eu nunca vi. como os de Entre-Douro e Minho. a terra em si. A gente vai passear. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos. assim os achávamos como os de lá. nas praias douradas desse novo país. Texto para as questões 41 e 42. Cruzados não faltarão. d) Diamantes tem à vontade. porque. árvores. tem-nos muitos. Diamantes tem à vontade. Quanto aos bichos. cristalinos e plenos de peixes. rios. Fortaleza: Editora RISO. d) II e IV. c) I. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha . confirma a visão de Caminha sobre a terra descoberta. Salvo o devido respeito. Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa. III. Senhor. b) No chão espeta um caniço.” 68 164. embora escrita no mesmo estilo. II e III. Rios e riachos corriam límpidos. é muito boa de ares.. um número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. critica de modo disfarçado a visão de Caminha sobre a terra descoberta. s/d. mangueiras. ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. palmeiras. nem surfistas. II. Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira. nem biquínis. De plumagens mui vistosas. O corpo do texto é uma paráfrase da Carta de Caminha pois: I. Como será esse país no futuro. Tão fértil eu nunca vi. tem-nos muitos.

Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. estamos mais próximos da morte. e) IV. e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. é sempre menos. Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis. Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana. GABARITO 170. em todo o poema. Em suas reminiscências. b) II. e não do ser. Nessa operação mental. II. Unifor-CE I. no verso 5. Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. como se o bom e o interessante não tivessem presente. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância.” 69 167. b) II e IV. b) sentido excepcional. Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente. e) ar misterioso. 169. III. c) halo de encantamento. niilismo e revolta. Unifenas “O Relógio Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos.” Cassiano Ricardo. A respeito dos enunciados acima. d) sentimento saudosista. e) II e III. como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70. Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia. O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra. c) II e III. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea. UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias. Perpassam. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. IV. c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época. Ser é apenas uma face Do não ser. nem futuro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que é de ligação. d) I e II. até o ruim de outrora ganha uma aura mágica. “Ser”. II. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico. As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo. Cada minuto de vida Nunca é mais. a cada instante que passa. está correto o que se afirma somente em: a) I. corresponde à nossa existência que é o estado transitório. 168. e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta. sentimentos de angústia. c) III.166. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado.Interpretação de texto I Avançar . b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias. d) explorar a sinonímia das palavras. III. Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. d) III e IV. ligado à classificação morfológica do verbo ser.

como limites à liberdade de expressão. como adiante se verá. fazer do livro uma espécie de romance. De fato ele não nos impediu escrever. para publicar suas obras. caso o escrevesse. indulgentes ou cegos. sem romanceá-los. inibe também a capacidade de criação literária. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. 173. como realmente haviam ocorrido. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas. tiradas demagógicas. e) as normas gramaticais e as ações da força policial. c) numa época de força policial. quando formos verazes. com intenção de dar veracidade aos fatos. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. me impediram o trabalho. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. e a proibição de usar nomes verdadeiros. ia-me parecendo cada vez mais difícil. Não vai aqui falsa modéstia. o escritor é como um cego. mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas. é incorreta: a) existia uma censura prévia. Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. Voltar Língua Portuguesa . Efetivamente se queimaram alguns livros. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: GABARITO a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. casos passados há dez anos – e. Entre elas. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima. 70 171. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e. que o impediria de publicar seu livro. realizando atos esquecidos. julgando a matéria superior às minhas forças. em qualquer época ou lugar. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos. Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas. antes de começar. mas foram raríssimos esses autos-de-fé. 172. às vezes com louvores de sustentáculos dela. ninguém nos dará crédito. redigir esta narrativa. com os nomes que têm no registro civil. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara.Interpretação de texto I Avançar . Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos. Isto. e) tencionava prender-se aos fatos. seria injustiça. b) a falta de liberdade política. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder. dar-lhes pseudônimo. digo os motivos por que silenciei e por que me decido.” Graciliano Ramos. porém. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. b) um depoimento verdadeiro. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. e) sem liberdade de criação. os hábitos de um decênio de arrocho. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu verdadeiro nome. e disto escasso prejuízo veio à produção literária. d) perdera as anotações que havia feito. contra a existência de uma censura prévia. Repugnava-me deformá-las. ou alguém em quem não se pode confiar. ainda nos podemos mexer. com o decorrer do tempo.As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo. com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei. enfim. Além disso. depois de muita hesitação. a polícia. d) a impossibilidade de escrever com clareza. quase impossível. “Resolvo-me a contar. assim. palavras de ordem. sem disfarces. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. esperei que outros mais aptos se ocupassem dela.

o verniz civilizatório ou. p. b) os pássaros.)” Veja: 14/06/2000. no seu cruel desenrolar. antes de calculares os lucros da seara. simplesmente. desde os tempos bíblicos. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos. d) O Bem e o Mal fazem parte da vida. e) próprio da literatura socialmente engajada. e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra. e as sementes. homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme. A tragédia. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados. um sentimento insano. mata a mulher e se mata. A morte é uma atitude extrema. familiar e do mundo todo. Jorge de. insuportável para quem sente e doído. Rio de Janeiro: Aguilar. A realidade.. vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra. paranóico. por elevar seus galhos ao céu. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas. A mulher é honesta.. e só por isso. o amigo é sincero.Para responder às questões de números 174 a 175. no texto em que Otelo. mata a doce Desdêmona. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população. como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras. para quem é alvo dele. Por fim. a sobrevivência do bom senso mesmo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más. o trai com um amigo. são símbolos do poder divino.” LIMA. no mundo inteiro. tanto espiritual. b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina. Voltar Língua Portuguesa . Poesias Completas. mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. “Ciúme. por aquilo que produz. “Antes de lançares a semente no chão. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material. 2. IMPRIMIR 176. (. mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes. e) a árvore é sinônimo de vida. 71 174. quanto terrestre. 1974. Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas. d) a simplicidade da vida campestre. b) recorrente na literatura universal. linda. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento.Interpretação de texto I Avançar . no século XVII. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza. Antes dele e depois dele. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare. 175. o general mouro. 57. perigoso. considere o poema que segue. doente. v. o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. induz a uma acomodação do homem à rotina diária. é velha como o mundo. transtornado. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. no ritmo lento da natureza. e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore. d) inerente a qualquer manifestação literária. ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços. c) cultivado pelas elegias pastoris. desde que eles estejam floridos.

Mais estranho: o mundo é redondo.) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica. Uma rês geme. e) curiosidade quanto à origem do vento. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida.. E sempre prossegue rumo ao norte.. Arrecadou-se mais de 200 quilos. e) a importância do século XVII para a literatura brasileira. como tema constante das tragédias gregas.” Flávio Aguiar. mesmo na cidade: tem presente seu passado. IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser. o vento nasce e morre no horizonte.Interpretação de texto I Avançar . E geme. Para participar da festa. do Rio de Janeiro. todas de São Paulo. Em vez de cumprir tarefas vexatórias. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça. os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes. Escolas como a FGV. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo. c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. 180. de uma vez por todas. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz. Há 15 dias. 179.” VIEIRA. b) lembrança. c) desligamento da realidade. b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional. Protegido no copo de conhaque. ou recolher lixo nas praias. UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais. (. GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva. E no entanto o vento uiva.Época. b) intenso questionamento sobre tempo. Texto para as questões 178 e 179. no início do ano. como faca.177. os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível. como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado. d) nasce. Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ. levam os calouros para a rua e. tarefa dos novatos de Oceanografia. gotejante: o vento a corta. vagabunda. “(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva. e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo. d) medo da fugacidade do tempo. b) a influência maléfica de uma obra literária. a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. E no entanto o tempo passa: Do campo. 72 178. unidos. c) vento. Voltar Língua Portuguesa . Lembrança – o vento pertence ao campo. O hemocentro de São Paulo recebeu. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais. o vento chega arrefecido na cidade. abolido. USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo. transformaram a recepção em coleta de sangue. que serão doados para obras sociais. 26 de abril de 1999. na árvore dobrada.427 bolsas de sangue. promoveram o “trote solidário”. Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados. e) passa. Estranha faca: gelo e água. d) o adultério. Marceu . 3. d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários.

que poderiam contribuir para a educação infantil. esportistas. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas. é uma palavra invariável quanto a gênero e número.. Texto para a questão 183. não me destruir com ela. Luiz Octávio de Lima. Texto para as questões 182. ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. 73 182. no Brasil. E depois? Daqui a cinco anos. penso em cair fora. família. o termo “muito”. mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam. ingênua e. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos. maluquete. a passarela. ( ) Na linha 4.março de 1999. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. ter filhos e uma fazenda. têm família.. Não quero trabalhar para sempre. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância.181. o objetivo de todos. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é. que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio.Interpretação de texto I Avançar . você tem que ser sexy. e) Algumas crianças têm tudo: casa. enquanto outras nada têm. ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”. amanhã uma perua no shopping. No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. UnB-DF Julgue os itens que se seguem. 1/2000 (com adaptações). em muito poucas circunstâncias. assistência. 22. e. destinados às crianças. d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis. Introdução. ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que. São Paulo: Moderna.” Revista Caros Amigos . ambos desamparados. em Nova York Trabalho e prazer.. Quero voltar ao Brasil. ainda que dificilmente ao mesmo tempo. e vivem nas ruas. a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo. mas. Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria. em tese.” CAMARGO. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras. uma exceção válida para muito poucos. São alguns privilegiados – como artistas. a dança da garrafa. mas pouco ou nada fazem nesse sentido. Com o tempo. as outras crianças que têm casa. só que o palco é a capa da revista. p. de outro lado. no Bubby’s. a respeito da organização das idéias do texto. Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão. depois. comecei a levar o trabalho numa boa. Univali-SC “. artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –. “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil. Então fica assim: de um lado. são apresentadoras dos programas infantis. que intensifica “poucos” e “poucas”. São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha. In: Educação para o lazer. Mac Margolis.. casar. ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”. Quero aprender com a indústria da moda. É como vida de atriz.” Ícaro Brasil. no outro. Hoje uma soldada na guerra. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens. A idéia central do texto é: a) As crianças. 1998. na prática. Num dia.

com o desconhecido que amedronta. espelham. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes. ( ) No fragmento de texto. apesar de conviverem com ela. estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tecnológicas é de desconfiança. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e. corresponde tanto a eu. com atenção. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. 01. a democratização de seus usos. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. 04. p. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima. Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasília. A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. atender às demandas sociais. apesar de simbólicos a princípio. 08. Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se. e responda à questão proposta.” 74 184. da Católica e outras faculdades. pela significação textual. resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. em seguida. toda segunda-feira. É só ler e relaxar que você tira de letra qualquer questão de literatura. para depois haver uma adaptação mercadológica. 133-4). publicada em O Popular. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo.183. em primeiro lugar. 1999. Novos modos de sentir. respectivamente. Dê. não invadem a vida das pessoas. o reconhecimento de suas possibilidades. As tecnologias não são apenas produtos de mercado. a trabalho e divertimento. 1999. DF: Ministério da Educação. construídos historicamente. como resposta. 185. Serão 16 sessões de uma análise completa e descomplicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. 02. ( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem. por carregar bem o trabalho e precipitar-me. mas produtos de práticas sociais. o tempo. pois resultam de processos históricos e sociais que. o movimento: o mundo plural hoje vivido. em 1º ago. formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. Elas fazem parte da vida das pessoas. as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas. julgue os itens seguintes. Leia-o. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas. ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido. acabam por concretizar-se. Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . já que estas representam o trato com o novo. vestibulando e stress dão uma mistura explosiva. a consciência de sua existência. mas utilizálas. ainda não a entendem.Interpretação de texto I Avançar . às exigências do mercado de consumo para. é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias. SAIA DO STRESS A partir do dia 9. ( ) No fragmento do texto. se mostram nos processos comunicativos derivados das necessidades sociais. viver e ser. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas. o espaço. portanto. com cautela e moderação. você vai ficar mais relaxado e em boa companhia. A organização de seus gêneros. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. 32. pensar. respectivamente. na atualidade. a indagação de suas fontes. DIA 9. Afinal. a soma das alternativas corretas. Gisele Bündchen. 16.

não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados. a soma das alternativas corretas. é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse dever que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio. Você fica louco da vida. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress.. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. 08. (. respeitando a vez de cada um. UCDB. IMPRIMIR GABARITO “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. 02. p.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . devido à predominância da função fática. o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo. a leitura obrigatória de livros da literatura brasileira tem um propósito pedagógico. o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular. passa-se do chimarrão ao tereré. vestibular e leitura dos livros. De acordo com o clima. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição. Tereré é o refresco. Você corrige um erro. ( ) o canal. a conversa será mais lenta. pode ser associada à chegada da noite. morena e matuta. passar a cuia de uma mão para a outra.)” NOVEIRA. para não azedar o mate. 75 186. 1996. senão a erva pode azedar. 2.Considerando-se que. recebe a ênfase nessa comunicação. como chê-kambá ou cunhataí. 4. Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”. Se alguém falar alguma frase. 23. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo. O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. daí se sugere que. lendo o material anunciado. como resposta. sob um laranjal. O arado e a estrela. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelectualmente danoso. para o vestibular. com sol forte e poeira envolvendo tudo. 16. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia. Chimarrão é o mate cevado. Texto para a questão 187. uma bomba ou bombilha e a erva moída. 01.’ Considere as seguintes atitudes: 1. para “tirar de letra qualquer questão de literatura”.Interpretação de texto I Avançar . mas também de ler os próprios livros. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. alguma palavra em guarani. “Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. Você corrige dois erros. 04. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto.. 32. explicitado pela palavra você. Dê. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. ótimo. Ed. Campo Grande. regado a água quente. A expressão na hora do quiriri. dará mais sabor à erva. O ideal é tomá-lo numa grande roda. bem gelado. 3. Raquel. de uma boca para a outra. Leia o texto que segue para responder a questão 186. de cachimbo da paz. tudo muito morno e quente. Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis. ( ) o vestibulando terá. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. sem açúcar.

76 GABARITO Texto II 188. etc. literalmente. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. se você for a fundo no assunto. que alguns tentaram. por exemplo. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. chamando-o de ‘desporto’. pelo menos. já que a gente não os conhece nem de nome. por exemplo. a todo instante tropeça e se engasga com rap. Pois aqui no Brasil. etc. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. tudo é show..) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”. mas devem ser chatos ou difíceis. back é beque. os brasileiros. pelo menos. Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(. No esporte é a mesma coisa.” Rachel de Queiroz. soap-opera. tem significação mais extensa. toma um susto. que. especialmente o futebol (não mais foot-ball). e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”. por exemplo. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. o que foi uma bênção. ou pior. b) O fato do inglês “rechear” os jornais.. é engraçado. demonstra a intenção do jornalista em impor aquela língua. o pataxó. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. Leia os textos que seguem. Pegue um jornal. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier. Imagina se. como na África. Nas páginas dedicadas ao show business. etc.187. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. Mas não pega. d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma. deixando de lado os índios que nós. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFMT Assinale V. pretendemos ser. para verdadeiro. E o leitor do noticiário. e F. ou. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita. por exemplo: é todo recheado de inglês. punk. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. e) Palavras estrangeiras. ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”. inclui as apresentações em várias espécies de salas. Os índios têm lá os jogos deles. nós a recebemos do colonizador luso. se não for escolado no papo. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. cada uma fala o seu dialeto. “meio-de-campo”. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. o português.Interpretação de texto I Avançar . ( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. ou até na rua. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. como um peru de farofa.. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. funk. como as do texto. A começar que a nossa língua oficial. é estrangeira imposta pelo colonizador. Cantor de forró do Ceará. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado. então. pelo menos é o que informam os especialistas. onde as melodias podem ser originalmente nativas. o preto e o branco. Mas. UEMS No texto I. falemos de nós. contrapõem-se duas cores. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro. c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês.

” E depois emborcou para a frente. ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado. para a ceia do seu homem. Em virtude de tantas palavras importadas. c) I e II. e um calafrio percorreu-lhe o corpo. a rigidez métrica e a regularidade das rimas. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro. s/d. Salvador-BA 77 “Ofendido vos tem minha maldade. e encaminharam-se todos para o interior da casa. GABARITO 192. ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3.Interpretação de texto I Avançar . Ofendido vos tem minha maldade. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. vendo que ela se não despachava. b) I e III. ( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe. restituía-a ao cativeiro. Maldade que encaminha a vaidade. Num relance de grande perigo compreendeu a situação. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. Senhor. Bertoleza. então. dai-me os braços. escamando peixe. Quando necessárias. e) e as coisas que tu vais transformar. Estão corretas: a) I. antes que alguém conseguisse alcançá-la. com as mãos cruzadas nas costas. pálido. A salvação pretendo em tais abraços. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma. amor. Botelho. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F. erguendo-se com ímpeto de anta bravia. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto. Os polícias. para as não comprováveis. estava de cócaras no chão. Jesus!” MATOS. 191. e chegaram finalmente à cozinha. ( ) Consciência da efemeridade das coisas.189. II. b) antes de calculares os lucros da seara. Arrependido estou de coração. e que o seu amante. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão. Vencido quero ver-me e arrependido. d) II e III. UEMS A respeito do texto II. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. O cortiço. Jesus. ensinava-lhes o caminho. p. depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. III. 1993. e ofendido. Atravessaram o armazém. Luz que claro me mostra a salvação. não tendo coragem para matá-la. É verdade. Arrependido a tanta enormidade. Aluísio. Soneto. 229-30. Abraços que me rendem vossa luz. d) ou os cofres que tu vais encher. desembainharam os sabres. e) III. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7. In: Poemas escolhidos. as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. Bertoleza. Misericórdia. p. 190. que a sua carta de alforria era uma mentira.” AZEVEDO. Delinqüido vos tenho. que hei delinqüido. U. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos. recuou de um salto e. De coração vos busco. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. João Romão ia atrás. é possível concluir que: I. que o acompanharam logo. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada. Gregório de. São Paulo: Círculo do Livro. 281. à frente deles. falar português é como falar inglês. Vaidade que todo me há vencido. São Paulo: FTD.

reforça a convergência encontrada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’. a fala séria.” FREYRE. E não só a língua infantil se abrandou desse jeito. do escravo preto junto ao filho do senhor branco. p. imagina. a influência da cultura africana. sentem-se luzes acesas. 1972. 2. A linguagem infantil brasileira. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. Rio de Janeiro: José Olympio.. 3 e 4. inaugurado com a ama negra. 3 e 5. analise a coerência das seguintes afirmações: 1. nenen. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil. Obra Poética. O falar “doce”. Sem rr nem ss. GABARITO Com base na compreensão do texto. ed. bumbum. e ninguém que não entenda!) E a vizinhança não dorme: murmura. mas a linguagem em geral. lili (. “esse português de menino”.Interpretação de texto I Avançar . Voltar Língua Portuguesa . principalmente. 9ª ed. pensam? Mostram livros proibidos? Lêem notícias nas Gazetas? Terão recebido cartas de potências estrangeiras?” (Antiguidades de Nimes em Vila Rica suspensas! Cavalo de La Fayette saltando vastas fronteiras! Ó vitórias. UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as. 3. Estão corretas apenas: a) 2. as sílabas finais moles.. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação. IMPRIMIR 5. toda ela sofreu no Brasil. é uma das falas mais doces deste mundo. bem coletivo. As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. tatá. – e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras. Gilberto. b) 1. 3 e 5. Rio de Janeiro: José Aguilar. do princípio ao final do texto. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América. tão tarde? Que escrevem. tirou-lhes as espinhas. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras. firmou-se em todas as regiões do Brasil. tem um sabor quase africano: cacá. 4. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana. os ossos. c) 1. 2 e 4. c) Liberdade. 193.) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança. 3. um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente.Texto II “Através de grossas portas. 2. ao contacto do senhor com o escravo. as durezas. ora ao texto II. da gente. e mesmo a portuguesa. sob a mesma influência do africano e do clima quente. 151-2. b) Liberdade enfocada no plano individual. d) 4 e 5. fruto da luta política. flores das lutas da Independência! Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique. inventa. pipi. Casa-Grande & Senzala. O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto. Não fica bandeira escrita. destacando. e) 1. 1958. “Que estão fazendo. mas fica escrita a sentença. só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles.. conversam. festas. A escolha das palavras. nesses campos. solene. Cecília.” MEIRELES. indistintamente.

tive gado. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar . vem de Itabira. toda cheia de encantos e graças. Augusto amava deveras. reprimido. Noventa por cento de ferro nas calçadas.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. no entanto. 1997 p. este orgulho. e. este couro de anta. A Moreninha. c) o poeta. tive fazendas. tive gado. de suas noites brancas. orgulhoso: de ferro. tive fazendas. com seu vestido branco.” 196. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. exercia nele um poder absoluto e invencível. PUC-RJ Texto 1: “Já era tarde. U. A vontade de amar.” MACEDO. Joaquim Manuel de. que tanto me diverte. sem mulheres e sem horizontes. Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas. b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal. Itabira é apenas uma fotografia na parede. estendido no sofá da sala de visitas. e suas lágrimas queimavam-lhe o coração. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro.” 195. 197.. então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha. abandona a postura crítica. 79 194. o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma. Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade.F.Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196. Viu-a. E o hábito de sofrer. U. pois. por esse mar imenso da imaginação. e pela primeira vez em sua vida. Principalmente nasci em Itabira. Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira. d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano. Hoje sou funcionário público.F.. U.” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede. Tive ouro. é doce herança itabirana. esperando-o em cima do rochedo. Ora. Principalmente nasci em Itabira. e o amor. atrevida. não há idéias mais livres que as do preso. futuro aço do Brasil. que voou. esta cabeça baixa. Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema.” d) “de suas noites brancas. São Paulo: Ática. Hoje sou funcionário público. sem mulheres e sem horizontes. 125. viu-a chorar por ver que ele não chegava.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.” d) “Tive ouro. ao se tornar funcionário público. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste. Por isso sou triste.F. orgulhoso: de ferro. que me paralisa o trabalho. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. delineia-se o impulso erótico que é. mais forte que seu espírito. Oitenta por cento de ferro nas almas.

19. Antologia Poética. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos à visão extasiada. volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou. João foi para os Estados Unidos. 5 80 10 15 20 GABARITO 25 30 35 IMPRIMIR 40 Voltar Língua Portuguesa . Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais. Maria ficou para tia. E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo. Pois que tenho um amor. 161-3. porque me tocou um amor crepuscular. Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou. pois jamais me sorriram. Carlos Drummond de. De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos. ed. eu que não me sabia e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado. p. no mundo. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. Rio de Janeiro: José Olympio. Onde não há jardim. Carlos Drummond de. Era tempo de terra. mas sou. 32. Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda. Há que amar e calar. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.Interpretação de texto I Avançar . 1996. Teresa para o convento. as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis. Mas.” ANDRADE. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Rio de Janeiro: Record. Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro. ANDRADE. Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. o sumo se espremeu para fazer um vinho ou foi sangue. há que amar diferente. com suas próprias palavras. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza. ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno. talvez. p. a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade. pois que tenho um amor. Texto para as questões de 198 a 201. que se armou em coágulo. Deus me deu um amor porque o mereci. De tantos que já tive ou tiveram em mim. Mas sou cada vez mais. o sagrado terror converto em jubilação. Reunião. e a um e outro agradeço. Explique.Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados. E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. um sistema de erros. Raimundo morreu de desastre. 1973. Em ambos os textos.

A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente. 04. 32. relativizando a força demoníaca com que ele atua. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. a soma das alternativas corretas. declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido. 02. decorrentes da ação do tempo. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. 04. UFBA No poema. a soma das alternativas corretas. O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético. UFBA Com referência ao texto. na tentativa de atingir a plenitude amorosa. 81 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . contudo. “Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. o eu-lírico: 01. 02.198. 04. “e”. Dê. 16. 200. 32. 16. Há uma explicação correta em: 01. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado. 04. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas. o que é um recurso do poeta para não se revelar amador. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. como resposta. 16. 08. 02. 08. relata um desencanto amoroso passado que. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. 201. A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. servindo para especificá-lo. no verso 26. 64. como resposta. enfatiza a origem divina do amor. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal. como resposta. UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. “tive” expressa a indeterminação do sujeito. “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pelos que amam. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. a soma das alternativas corretas. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. como resposta. “um amor” e “amor” referem-se. respectivamente. 08. 32. 16. dando-lhe. 64. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. Dê. no presente. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado. 08. a soma das alternativas corretas. passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redescoberta. “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo. dimensão nova. 32. tende a se repetir. Dê. insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente.Interpretação de texto I Avançar . 02. 64. 199. é correto afirmar: 01. Dê. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes.

vemos esse bem ser atingido em seu âmago. 05/08/00. b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa. de 19/04/2000. Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar.. / fecundar óvulos mortos. Voltar Língua Portuguesa . no país do ‘homem cordial’. melhor traduz a formalidade do discurso acima.” b) “Tendo-a ao meu lado. / Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar.” b) “Por que. UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: 82 “Porque.” Revista Veja. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.Interpretação de texto I Avançar . Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua. Paulo.202.” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios. somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” e) “Quisera pascer cuidados.” c) “Por que. com objetivo de atingir o maior número possível de falantes. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. na linguagem informal. Assinale a alternativa que. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. no país do ‘homem cordial’. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril. É a língua cotidiana. Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua. apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala.. no país do ‘homem cordial’. na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000.” 204. d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador. no país do ‘homem cordial’. sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que.” e) “Por que. no país do ‘homem cordial’.” 203. Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho. No caso do Brasil. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” IMPRIMIR Folha de S.” GABARITO d) “Por que. ninguém fala. no país do ‘homem cordial’. eu perdi o medo do mundo e do vento.” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo. com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia. nestes tempos neoliberais. somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa.” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza.

” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa . opondo-se.) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras. LP 838 448-1.” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras. 83 Texto 2 “Você não faria a menor falta Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume. F. 205. 1989. d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia. Israel/Cazuza/E. lindo e joiado. In: Burguesia. Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca. e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro.” Um bodegueiro na FIEC. CD 804. pela ironia. VAT. pelo sarcasmo e pela denúncia explícita. são apresentados dois trechos de músicas. Neves.” Burguesia. que a denuncia em tom de sarcasmo. PolyGram. Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses. pois. ao de Cazuza. Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (. o que não ocorre no de Falcão.Interpretação de texto I Avançar . F.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta. In: Bonito.142. GABARITO c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda. de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão. 206. 1993.M. questionando de forma contundente os seus valores. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses. no qual está camuflada uma crítica.A seguir. o segundo. porém apontam para a impossibilidade de rompê-los.. Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206. de G.M..

c) dos companheiros de trabalho. A luta de base. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”. onde sempre lhes disseram que deveriam estar. São Paulo: Linoart. amigos e marido. abordado nas questões de 62 a 64. mulheres. as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado. b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”. Nunca foi tão difícil. Porque não estão coladas nos filhos. das passeatas. o que conseguimos. cujo sentido corresponde ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham. Reflexões sobre o cotidiano. mulheres. e) hipérbole. 207. Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. 209. 210.As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós. fora dos jornais. Nem tão difícil. Os salários não são iguais. as creches continuam insuficientes. mas tudo está por fazer. c) metonímia. para conscientizar os colegas. Unifor-CE No segundo parágrafo. d) Uma vez profissional. 124-5. pela melhoria das condições de vida das mulheres. 208. mas da prática do obter e do ser. É uma luta mais intimista de um lado. o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos. de formiguinha.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais.” COLASANTI. Porque. fora dos jornais” As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto. 84 d) dos governos. cumprindo a sua vida. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher. amigos e marido. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais. Muito está colocado. Mulher daqui pra frente. a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora.Interpretação de texto I Avançar . Pensar pelo que brigamos até agora. a) “Nunca esteve tão bom para nós. para exigir seus direitos publicamente em passeatas. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver. Porque não estão à disposição dos maridos. Porque não estão em casa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . “exigimos”. mais difusa na realidade. onde fomos usadas pelo sistema. o que fazer de agora em diante. p.” SUPLICY. o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir. e) das mulheres todas. mas basicamente com os companheiros de trabalho. Marina. contra todos os governos que as oprimem. 1986. amigos e marido. b) ironia. Esta é uma hora para se parar e pensar. b) de todas as mulheres. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o governo somente. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos. d) comparação. 1981. Marta. UFF-RJ Segundo o texto. o que deu errado. por melhores salários.

ambas. no sentido conotativo. d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo. parece que foi ontem. chamada: a) metáfora. UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”.. e) antonomásia. ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos. 213. bons tempos. maus tempos. 214. 212.Interpretação de texto I Avançar . a) Alguém. há muito tempo que não o vejo. ambas. diz David Ewing Duncan. participou do concurso e espera ser aprovado. que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão. fluídas.’ E cedo cedo incorporamos a consciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura.. publicado na Revista Época. com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho. UEPI Em: “Ó Formas alvas. e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo. “Eis uma definição ampla de tempo. Formas claras De luares.211. d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral. e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões. de neves. da leitura do fragmento acima. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’. d) sinestesia. resultante do cruzamento de sensações. c) Fomos ouvidos com atenção. e) Purê de palavras. Impede a conjugação de tantos outros verbos. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. a presença de algumas das muitas expressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece. o que nos deixa agradecidos. Unifor-CE Muitas vezes. de neblinas!. ‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos). por exemplo. b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes. É possível afirmar. de 20 de dezembro de 1999. Ó Formas vagas. brancas. Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica.. Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza. cristalinas. Assinale a alternativa que contém silepse..” Encontra-se uma figura de linguagem. Denominase silepse esse tipo de concordância. d) Escrever é triste. ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias). Voltar Língua Portuguesa . c) catacrese.” 85 GABARITO Pode-se observar. Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida. c) Não corta na verdade a barriga da vida. o tempo trabalha a nosso favor. autor de um livro sobre a evolução dos calendários. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conotativo. não revolve os intestinos da vida. Incensos dos turíbulos das aras. IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão. no campo da concordância... no sentido denotativo. somos seres lineares. b) metonímia.

Nísia. Não façais dela a mulher da Bíblia. filha e irmã dedicadíssima. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos. rumo à regeneração dos povos. a nomes de medicamentos.” FLORESTA. Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete. Florianópolis / Santa Cruz: Ed. e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos. dedique-lhe. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão. ou sua escrava. nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. mas a mulher que deve progredir com o século dezenove. desde o berço até o leito de morte. por último. 86 b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada significação. devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras. inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los. e por conseguinte sobre o destino das nações. Cintilações de uma alma brasileira. boa e providente mãe. UFF-RJ “Educai o coração da mulher. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. 115-7. da UNISC. Voltar Língua Portuguesa . a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela. trate-a como uma companheira da sua vida. terna e pudica esposa. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala empolada no seu dia-a-dia. UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Na mesa de um botequim Depois de umas e outras O samba ficou assim Estrambonático Palipopético Cibalenítico Estapafúrdico Protopológico Antropofágico Presolopépico Atroverático Batulitrético Pratofinâmbolo Calotolético Carambolâmbolo Posolométrico Pratofilônica Protopolágico Canecalônica É isso aí É isso aí Ninguém entendeu nada Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”. na sua grande maioria. purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. Mulheres / Ed. de Nelson Sargento. e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela. joguete ou escrava. de acordo com o texto. Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das nações. b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida. c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se. considere-a desde o berço até seu leito de morte. uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração.215. d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida.Interpretação de texto I Avançar . terna e pudica esposa. c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela. preocupando-se com a tonicidade e a economia das palavras. e a mulher será como deve ser. ao lado do homem. 1997 p. cujo expoente é Oswald de Andrade. fazendo-a crer que é rainha. com claro conteúdo semântico. GABARITO A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. boa e providente mãe”. 216.

seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera. separando as cores. ao trombarem.217. c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso. b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes. d) As cores do arco-íris. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. F. até as ondas longas. A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir. e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’. 87 218. e) Ao pôr-do-sol.” Superinteressante . avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul). Com isso. Afinal. ao longo de um dia. o amarelo. Lendo-se o trecho. o anil. dão aos raios solares as respectivas tonalidades. À medida que o Sol vai se pondo. a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta. o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento. “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”. Por fim. somadas. laranja e vermelho. porque a atmosfera filtra os seus raios.Interpretação de texto I Avançar . GABARITO Assinale a idéia não contida no texto. as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas. espalhando-se. prenhe de respeito e carinho pelo semelhante. o amarelo. Quando o Sol está alto. o laranja e o vermelho. Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana. por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol. acabam trombando e se desviando.” Jornal do Conselho Federal de Medicina. o tratamento médico fica comprometido. Existem partículas de poeira. O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta. da Universidade de São Paulo. c) As cores. Setembro/99. o verde. o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. e) sem uma certa dose de magia. a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo. d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . dão à luz solar a cor branca. colidindo com mais obstáculos. é branca. que é a soma das cores restantes: o verde. Mas as menores (o violeta. poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera. conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas. o laranja e o vermelho. explica o físico Henrique Fleming. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. o azul. no crepúsculo.M.1997. pois o Sol está abaixo do horizonte.

.) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos. seu conteúdo passam a ter sentido. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’.” Pode-se dizer que a afirmativa acima. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros. “Falando em leitura. IMPRIMIR c) certa.) (. em ler superficialmente. histórias em quadrinhos.“ MARTINS. UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora. um livro. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. na medida em que interpreta o que observa. Falando em leitura. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente. Sentimonos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. fotonovelas.. 220. 88 219. em última análise. ‘ler o olhar de alguém’. E consideramos sua beleza ou feiura. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento. (. Voltar Língua Portuguesa . não o compreendemos. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. e) certa. Ler é interpretar. por economia ou preguiça. um quadro.. para a autora. pode-se concluir que o ato de ler é. ‘ler o espaço’. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”.. uma língua estrangeira. ficamos cegos a ele. pois. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo. e o leitor visto como decodificador da letra. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura. minha reação pode ser de mero desagrado. talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances.. em relação ao texto. Neste sentido. para a autora. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais. Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. Se é sonoro. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos. sem jamais tê-los de fato enxergado. folheto. ele pode ser considerado leitor.. revista. a cor.Interpretação de texto I Avançar . Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns. um cinzeiro. pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo. de uma situação. pois. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente. diante de um empurrão proposital. surdos. Por essas razões. uma aula expositiva.) Sem dúvida. ‘passar os olhos’. ao começarmos a pensar a questão da leitura. as imagens. uma necessidade nossa. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto.. O que é leitura. para a autora. pois. para a autora. b) errada. Maria Helena. 7-10. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência. fotonovelas e histórias em quadrinhos. diante de uma batida casual. d) ato prazeroso de decodificar romances. um vaso. uma conversa. indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão. a figura que representa.Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221. São Paulo. Ática. O formato. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade. Um discurso político. uma fantasia. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê. Se o texto é visual. Quer dizer: não o lemos. Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto. o material e as partes que o compõem. Um dia. o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra. ‘ler o tempo’. ‘vive lendo’. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais. a fazer sentido para nós. impossível dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós. d) errada. p. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito. pois. uma peça musical. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária. como se diz. podemos ter em mente alguém lendo jornal. por motivos os mais diversos. melhor. (. está: a) certa. ou de franca defesa..

b) o real e o imaginário. Assim como textos. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. em 1994. Com base na foto abaixo. UFR-RJ Paulo Freire. b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra.Interpretação de texto I Avançar . enquanto o trem no segundo plano comenta este tema. d) refletir sobre o desamparo da criança. fotografias podem ser lidas: o menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto. responda às questões de números 222 e 223. onde os refugiados se encontravam instalados. pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo. d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra. c) o progresso e a guerra. c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto. 223. c) surpreender-se com o gesto do menino. pois a leitura do texto depende da leitura da palavra. nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. ao enquadrar o trem parado ao fundo. Sebastião. pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo.” 89 SALGADO. ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra.221. 2000. e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra. Êxodos. São Paulo: Companhia das Letras. d) a infância e o mundo adulto. UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema. b) admirar a composição com o fundo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bósnia. 222. pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto. UERJ O fotógrafo.

a 20. b 14. V – F – V – F 3. 25 62. d 23. a 78. b 11. c 36. b 22. 01 50. b 85. c 57. b 46. b 25. V – V – F – V – F 92. V – V – F – F – F 29. c 27. d IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1 1. F – F – F – V 48. a 34. c 70. 56 59. e 51. V – V – F – V 9. 54 10. d 73. b 67. V – F – F 39. a 65. d 55. c 45. a 81. e 89. V – V – F – V – F 91. c 8. b 63. d 56. c 5. b 21. V – V – V – F 74. d 66. 02 49.Interpretação de texto I Avançar . d 86. 28 60. b 79. a 26. c 32. V – V – F – V 37. F – V – V – V 38. 34 61. e 53. V – V – V – F 75. c 41. c 24. c 54. d 69. b 33. c 15. 07 58. c 6. e 84. c 72. b 30. V – V – F – F – V 90. b 87. d 44. e 80. d 35. F – V – V – V 77. 05 71. c 64. b 4. a 83. V – V – V – F – F 17. a 19. b 12. V – V – F – V 93. a 52. b 68. c 47. a 40. V – F – V – F – V – F 94. V – F – F – F 76. V – V – F – V – F 96. b 13. V – V – F – F – V 95. 56 42. d 82. e 7. d 43. b 31. V – F – V – V – F – F 2. V – V – F – F – V 28. b 88. F – V – F – F – V – V 16. V – F – V – F – F 18.

a 123. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. V – V – F – V 110. V – F – V – V 109. b 118. 121. d 116. 120. 101. c 107. a 129. V – F – V – V – V 125. Nos currais do Sobradinho. c 115.ou O ser humano. a 106. c 124. . O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato. O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autoridade do patriarca. A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial. arbitrária e violenta. podendo ser caprichosa. d 131. 100. 80 105.Interpretação de texto I Avançar . c 132. avô do personagem-narrador. • Maquiada. F – F – F – V 126. a) Agora surgiu uma nova. • O ponto de vista é interno à narrativa. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. passei os anos de pequenice. 99. a) Narrativa. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho. c 104. V – V – V – F 108. b 117. no debaixo do capotão de meu avô. a 133. o animal desconfiado que tem dentro de nós. d 119. e 112. d 130. a 111. . a) Julgamento pela aparência. d 128. c 114. b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal. V – F – V – F – V 127. e 103. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. c 134. b) O(s) dono(s) do cachorro.ou Agora apareceu uma nova. • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal. • As crianças o enterraram no fundo do quintal. c 102. 122. a 113. • Julgamos os outros pela aparência.2 97. 98.

F – V – V – F – F 183. b 165. e 175. e 221. d 211. e 193. V – V – V – F 162. V – F – V – F 184. d 159. a 141. a “que não amava ninguém”. e 214. V – V – F – F – F 160. c 152. a 197. a 174. a 208. uma personagem fora da quadrilha. e 179. d 154. a 171. b 207. a 222. d 215. b 190. V – F – F – V 186. a 216. d 182. V – F – V – V 188. e 206. e 212. b 157. 26 146. c 196. d 150. 46 200.3 135. c 189. c 213. 54 199. b 172. c 219. b 194. b 156. ela se casou com J. c 203. a 170. d 163. F – V – V – F – F 147. c 155. Pinto Fernandes. F – F 148. F – V – V 149. d 181. c 151. 43 145. c IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é a única do grupo que ironicamente encontrou um par. caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. b 191. 08 185. c 166. e 210. 34 144. 51 201. a 178. a 138. Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico. Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada. 04 202. a 195. 22 187. V – V – V – F 161. e 137. a 176. b 180. 198. b 142. Lili. d 209. 09 158. V – F – V – F – F – V 192. e 139. b 177. a 205. c 220. b 143. c 169. apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. e 173. b 204. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico. e 168. V – F – V – F – V 164. valorização da fantasia e da imaginação. b 218. a 153. c 136. a 140. c 167. d 223.Interpretação de texto I Avançar . d 217.

” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”. Nem sempre as mães atinam. resta emancipar o branco. até que muita gente a fez sua. nascidas de nada e de ninguém. pelo raciocínio. ( ) “– As opiniões é que não. Era nova. as opiniões é que não. quando menos pensam. era enérgica. “Essas definições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contexto e à frase. significa: “descobrir pelo tino.” Esaú e Jacó. acertar com.” Natividade ficou atônita quando leu isto. ‘Não. 37. era uma ameaça ao imperador e ao império. discurso ou conversa. Não atinou que a frase do discurso não era propriamente do filho. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . verteas como pode. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai. ela que sacrificara as opiniões aos princípios. Cap. se era a política que o faria grande homem. muitas aparecem órfãs. Há frases assim felizes.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . como no caso de Aires. onde todos as têm por suas. inclusive a vida e até a honra. em gazeta ou em viagem de terra ou de mar. “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que. Não achava explicação. dar com. pág 59 – 60. metonímia em “esperemos o sol“.” ilustra um discurso indireto. em 1888. que para Pedro era um ato de justiça. Paulo. não era de ninguém. pegou da pena e escreveu uma carta longa e maternal. em “preto e branco... no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade.’ — As opiniões é que não.. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho. era expressiva” – constituem exemplos de gradação de idéias. caracteriza um hipérbato. repetiu Natividade. achar. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave. estão governando o mundo. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma. concluindo um discurso em S. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política. antítese. Nascem modestamente. as opiniões é que não. e F. são: metáfora em “A abolição é a aurora da liberdade”.. Estavam então longe um do outro. emancipando o preto. e continuou a viver sem mácula. UEGO Assinale V. como a gente pobre. Como então não sacrificar?. gravíssima” e “Era nova. era enérgica.. à semelhança das idéias. Cada um pega delas. ‘Emancipado o preto. Alguém a proferiu um dia. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também. e para Paulo era o início da revolução. ( ) Atinar. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. e. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso. por conjetura ou por indício. esperemos o sol. mas a opinião uniu-os. mamãe.. conforme o dicionário Aurélio. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura.LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1. resta emancipar o branco’. era expressiva. ficou sendo patrimônio comum. para os itens verdadeiros. Ele mesmo o disse. declarando no fim que tudo lhe poderia sacrificar. ainda que por diversa razão. 1 GABARITO 1. e vai levá-las à feira. repetiu Natividade acabando de ler a carta. Outrem a repetiu. Não atinou.

sais. GABARITO Após a leitura do poema. Memorial de Aires. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III.” GEDEÃO. Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água. bases. É um bom dissolvente. sob tensão e a alta temperatura. 1972. b) as afirmativas I e III. Com relação às afirmativas acima. ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. permite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. e) somente a afirmativa I. U. d) as afirmativas II e III. move os êmbolos das máquinas. disse comigo. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. Antonio. No texto. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. b) coloquial. Rio de Janeiro. Consolava-os a saudade de si mesmos. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. Quando pura é inodora. Carmo. achei aberta a porta do jardim. III.”. embora incorreta. 2 3. Aguilar. lição pretendida pelo eu-lírico. com as mãos sobre os joelhos. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas. o autor está empregando a linguagem: a) denotativa. 244-5. sob um luar generoso e branco de camélia. pois na água também há um lugar para a tragédia humana. 2. Embora com exceções. mas de um modo geral. ácidos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . quando a pressão é normal. 1989. Reduzida a vapor. analise as seguintes afirmativas: I. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. d) paradoxal. Poesias completas (1956–1967). c) as afirmativas I e II.” ASSIS. dissolve tudo bem. II.Leia o texto a seguir e responda a questão. entrei e parei logo. ‘Lá estão eles’. Na segunda estrofe. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. e) sinestésica.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Portugália. Machado de. apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão. p. se denominam máquinas de vapor. tinha os braços cruzados à cinta. insípida e incolor. c) conotativa. à esquerda. dei com os dois velhos sentados. que. Fui a pé. por isso. Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água. Aguiar estava encostado ao portal direito. há uma informação físico-química que. olhando um para o outro. Ao transpor a porta para a rua. In: Obra Completa. D. Ao fundo. Lisboa.F. à entrada do saguão.

3 4. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico. Sentaram-se à mesa. Alforjes vazios. IESB Julgue os itens. Nem água. Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão. b) I e II. ( ) Nos versos 16 e 17. 5. IV. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”. “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração. 15. Na redação do texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” Neusa Peçanha. entre outras. Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III. ( ) olhos opacos (v. Vieram vestidos De linho. Serviu-lhes a paz. 20. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia. ( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais. De seda. U. nem peixe. conseqüência. segundo os critérios da leitura. c) II e IV. Vieram famintos. ocorre a figura de construção chamada polissíndeto. Sentaram-se à mesa. pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular. GABARITO Texto para a questão 5. foi usada a linguagem de nível técnico.Texto para a questão 4: “A Paz 1. Os olhos opacos. Chamou-os meus filhos. E ele chegou. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial.” 5. Cansados. nem pão. Desnudos. sem incorrer em qualquer erro gramatical.11) configuram oposição em nível conotativo. A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão. Ao longo estendida. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima. Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos. compreensão e interpretação textuais.5) e olhos tão ávidos (v. Na branca toalha. II. Sentiu-lhes o frio. Olhou-os nos olhos. III. 10. e) I e IV. I.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Sentiu-lhes a fome. d) III e IV. Nem vinho.

mas. Voltar Língua Portuguesa . era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal. Rio de Janeiro. ficava-lhe sob a proteção. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar. “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer. *Incunábulo: [do lat. 4 GABARITO 7.’” ALMEIDA. por fim de contas. principalmente quando se tinha.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . b) em sua vaidade de bom comandante de polícia. como o Leonardo. retiradas do fragmento transcrito do romance.m. 6. 2 – Começo. d) desanimar. Da preguiça como método de trabalho. e) destruir. 8. c) envaidecido. 1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500. a expressão fora às nuvens. Mário. ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia. e tinha-o consigo em todas as ocasiões. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. muitas vezes. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa. por isso. Globo 1987 p. uma leitura nos surpreende.. fosse qual fosse a sua natureza. c) desistir. ed. aliás de nobre sentido.. 83. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias. Berta. FTD. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original. indica que o Major ficara: a) indiferente. d) fosse qual fosse a sua natureza. uma vida tão regular e tão lícita. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal. Por exemplo. Quem pregava ao Major Vidigal um logro. UFMS Leia o texto abaixo. sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis.Leia o texto a seguir e responda a questão. origem. e degradá-lo diante dos granadeiros. ‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto. b) machucar-se. mas tendo-o deixado mal./S. “Prodígio de humor e ironia. a) se o Leonardo (. pois certas palavras e expressões apresentam significados novos ou fora do comum. o Vidigal era até capaz. “Esparadrapo”. que parecem estar insinuando outra coisa. por exemplo. de. entre outras coisas. O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda.. d) enfurecido. Manuel A.” WALDMAN. ‘incunábulo*’.) arranjasse depois a soltura. Se o Leonardo não tivesse fugido.. e devem ser entendidas no contexto em que se encontram. a quem uma vez tivesse posto a mão. Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal. e arranjasse depois a soltura por qualquer meio. e) inimigo irreconciliável. b) eufórico. consegui fugir. “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII. lhe havia podido escapar. c) uma vida tão regular e tão lícita. na 1ª linha. Nesse sentido. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico. São Paulo. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira. Memórias de um Sargento de Milícias. tão do gosto do romance romântico da época. o sentimento do Major frente à situação. isento de qualquer traço idealizante. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo. no caminho para a prisão. 1992. No entanto. citada.” QUINTANA. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo. e) meditativo. Texto para as questões 7 e 8. há outras. driblando a escolta. em Memórias de um Sargento de Milícias. O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão. intitulado Escapula. de ser seu amigo. Incunabulu: berço] Adj.

Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século. c) em I e II.. o autor premia os cinco sentidos do corpo humano. que possibilite o trânsito correto da informação. assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda. U. d) . 22 de setembro de 1999. c) banda. e) A continuação do exercício desta prática jornalística. d) turma.” Carlos Drummond de Andrade. acreditamos. Esta base. retirada do texto acima. indispensável para a afirmação da cidadania... d) apenas em I. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. da difusão da informação de interesse público. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . da difusão da informação de interesse público. A continuação do exercício desta prática jornalística.... Jornal de Santa Catarina. interpreta e explica os dados da realidade. pluralista. PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio. tem especial relevância a existência da imprensa livre. tem especial relevância a existência da imprensa livre. cuja frase. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. Está correto o que se afirma: a) em I. Na construção de uma sociedade justa e democrática.) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras... cremos. 11. 5 Indique a opção. Considere as seguintes afirmações: I. denotativo.. se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. II e III. com boas intenções. conotativo. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. É o tipo de texto que analisa. cremos.. II. b) casa. III. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. Egon José. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. e) apenas em II.9. e não o sentido figurado. b) Esta base.. O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias. 10. participativa e laica. c) ...” SCHRAMM. b) em II e III. Univali-SC “Visões de um novo tempo (. que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre..Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade. e) companhia. Nas referências descritivas de seres inanimados.

cuja opinião é diversa da minha neste ponto. porém. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. Mas se isto é um fato incontestável. / “Ora. para referir-se a determinados fatos. Divergência digo. nem tudo temos os modernos. / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. / “Entretanto. outros há que os adotam por princípio.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases. ( ) Por “no século de quinhentos”. como se diz nas autópsias. esta monotonia acabou por exaurir-me também. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. Feitas as exceções devidas. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro. ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos termos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. como tudo cansa. não se lêem muito os clássicos no Brasil. porém de sentido diferente. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. entendemos os anos de mil e quinhentos. GABARITO 13. Cada tempo tem o seu estilo. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. Há portanto certos modos de dizer. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Machado. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”. A influência popular tem um limite. “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação. a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. Pelo contrário. locuções novas.” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de membros da mesma frase. à força de velhas. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem.” b) Eufemismo é uma substituição de um termo. porque. ou de dois ou mais versos. o interno não agüenta tinta. o que é um mal. vida diferente não quer dizer vida pior. AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguintes. – não me parece que se deva desprezar. o capricho e a moda inventam e fazem correr. em relação à semântica e à estilística. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. desentranhar delas mil riquezas que. mas que sabem perfeitamente os clássicos. ou antes por uma exageração de princípio. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. / “O que aqui está é. e que apenas conserva o hábito externo. Nem tudo tinham os antigos. não se lêem. é outra coisa.12.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada. pegasse da pena e contasse alguns. se fazem novas. A este respeito a influência do povo é decisiva. Em geral. mal comparando. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplificam a figura de linguagem apresentada. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. / “Os amigos que me restam são de data recente.” 6 ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto.

e F para os falsos. 16. nós já tínhamos tomado banho. uma rosa molhada. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. Os melhores contos de Clarice Lispector. e) II. Se chovia só eu sabia que era sábado. mas já não me perguntam mais. GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado. Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. aparentemente submissa. Global. 1997. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . quando se pensa que a semana vai morrer. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. II.14. Use V. São também utilizadas expressões populares no texto. c) antítese e metáfora. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. Domingo de manhã também é a rosa da semana. ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o estado de espírito da personagem. e) contraste e alusão. trancados na ilha do nosso egoísmo”. a) ironia e hipérbole. III e IV estão corretas. antes do vento espantado poder recomeçar. Tem sido sábado. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. Clarice. Seleção de Walnice Galvão.M. São Paulo. e o vento: uma picada.. sábado de manhã. d) I e IV estão corretas. ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado. a abelha no quintal. 15. F. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . No sábado é que as formigas subiam pela pedra. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos. leia o texto “Atenção ao sábado”. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine. para os verdadeiros. c) todas as afirmações estão corretas. vejo que é sábado de tarde. b) apenas a III está correta. III. b) eclipse e paralelo. Então eu não digo nada. de súbito. 7 ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico. Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. não? No Rio de Janeiro. o rosto inchado. UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. A palavra paciência tem um sentido denotativo. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. I. IV. d) ênfase e comparação.. sangue e mel.” LISPECTOR. A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta. Há antíteses na letra da música acima. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.

sem querer. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. retirados do texto de Raquel Noveira. ( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas. Quintana alude ao sentido denotativo da palavra modernista. regado a água quente. Voltar Língua Portuguesa . a conversa será mais lenta. Chimarrão é o mate cevado. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. entre os trechos abaixo. com a sua livre poética. IMPRIMIR GABARITO 01. “. como resposta. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. Os (ainda) chamados modernistas. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. dará mais sabor à erva. habitual). jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. E assim. por sua vez. bem gelado. UCDB. sob um laranjal. jamais fiz distinção entre uns e outros.” 8 ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. entre novos e velhos. Campo Grande. Tereré é o refresco. Quanto a mim. Ed. explosão criadora. O arado e a estrela. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. p. no texto em que estão inseridas. aquele(s) em que há presença de conotação. com os espetáculos de circo dos parnasianos. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham..17. em prol do equilíbrio universal.. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão. De acordo com o clima.” 04. ótimo. 18. Acontece que. de uma boca para a outra. regado a água quente. não existe geração espontânea. E. AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes. 23.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar.” 16. como chê-kambá ou cunhataí. de cachimbo da paz. Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo. a conversa será mais lenta. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. na incauta adolescência. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira. Tanto de um como de outro grupo etário. para não azedar o mate. “O ideal é tomá-lo numa grande roda.. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. sem açúcar. identifique. respeitando a vez de cada um. Quanto a estes. “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata. sob um laranjal. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. morena e matuta. Raquel. embora sem querer. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. alguma palavra em guarani. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos.. 1996. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. passar a cuia de uma mão para a outra. passa-se do chimarrão ao tereré. O ideal é tomá-lo numa grande roda. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Se alguém falar alguma frase. sem rede de segurança . a soma das alternativas corretas. ( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” .” 08.” Dê. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional. uma bomba ou bombilha e a erva moída.” 02. em relação à semântica e à estilística. “Chimarrão é o mate cevado. além de tudo. ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. tudo muito morno e quente. sem açúcar. Sendo assim. são por natureza os nossos filhos naturais. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. ressuscitada a cada geração. (. próprio.)” NOVEIRA.

22. A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no segundo momento de suas falas. e) ironia. – Tá com o berro aí? – Tá na mão.. por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito. mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. – Ih. Pra arejá. É só entrá e pegá. com vocabulário rico. O guarda se afasta. b) I. Engrossou. e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa. 30/06/99 (METÁFORA).19... b) “A supermoeda murchou“ – Veja. O guarda passa por eles. UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho. – Discordo terminantemente. U. disfarça... c) hipérbole.. Foram utilizados dois níveis de linguagem.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . 20. enche o cara de chumbo. c) “A canoa furada dos impostos” – Veja...” Luís Fernando Veríssimo... Servicinho manero. sem mudar o sentido. “. na passagem do guarda. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”.. Apareceu um guarda. O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados. e outro culto. em linguagem formal. 14/04/99 (PLEONASMO). III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 27/01/99 (METONÍMIA).. retiradas de revistas de circulação nacional. Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora. agosto/99 (PROSOPOPÉIA). Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22. II e III. e) I e II. Disfarça.. – Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. sendo um popular. poderia ser substituída.. sujou. Dois homens tramando um assalto. d) eufemismo. – O berro. – Podes crê. é correto afirmar: I. Ou que os iluministas do século 18. – Então vamlá. Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”. b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa.. ou seja. Estão corretas: a) II e III. c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa. c) I. II.. – Valeu. d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante. d) I e III. b) prosopopéia.. está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é. agosto/99 (ANTÍTESE). O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach. cheio de gírias. 9 GABARITO 21. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes.. tá recheado? – Tá. e) “O gigante e os anões” – Superinteressante.

embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte. U.23.. b) sinestesia. 87. d) Ambos ignoram a temática amorosa. d) metonímia. e) “Quando a gente é novo. como na poesia marginal em geral. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte. p.” CHACAL. 13. 26. p.. c) “Luar. 2ª ed. 25. Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece. você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha.” 24. U. que sofre transformações decisivas do passado para o futuro. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar. Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO. Drops de abril. Rio de Janeiro: 7 letras.” d) Toda profissão tem seus espinhos.)” José Paulo Paes. despertando atenções para o eu-lírico. São Paulo: Brasiliense. A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese. d) relação entre percepção de sentidos diferentes. (. a) Aos amigos faltou-lhes coragem. Ninguém chupa a manga da camisa. através da ironia que minimiza diferenças entre passado. Beijo na boca. IMPRIMIR Sobre os poemas. c) metáfora. b) Vi com meus próprios olhos. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quanto do recurso a elementos prosaicos. 2000. U. c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra. gosta de fazer bonito. e) perífrase. 1984. Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira. mas com a idéia a eles associada em nossa mente”. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos. UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa. b) Ambos focalizam a temática amorosa. 10 Na composição do excerto.E. presente e futuro. Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efetuamos a concordância não com os termos expressos. Voltar Língua Portuguesa . c) Ambos enfocam a temática amorosa.

27. UFGO-Modificada
“Mestre do Coro Quem te ensinô essa mandinga? - Foi o nego de sinhá. O nego custô dinhero, dinhero custô ganhá, Camarado. Coro Cai, cai, Catarina, sarta de má, vem vê Dalina. Mestre do Coro Amanhã é dia santo, dia de corpo de Deus Quem tem roupa vai na missa, quem não tem faz como eu.”

11

O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes. Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que: ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela clareza e coerência. ( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que foi usado. ( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a norma padrão. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.
“O samba do Ernesto O Arnesto nos convidô prum samba Ele mora no Brás Nóis fumo e não encontremos ninguém Nóis vortemos com uma baita duma reiva Da otra vez nóis num vai mais Nóis num semos tatu Notro dia encontremos co’ Arnesto Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa Mais você devia ter ponhado um recado na porta Ansim Óia turma num deu pra espera Aduvido que isso num faiz már Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

GABARITO

28. UFMT ( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito tempo. ( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüística utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade. ( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto. ( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é adequada.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Funções da linguagem e Linguagem figurada

Avançar

29. Uniube-MG
“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias, batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada: a) onomatopéia. b) pleonasmo. c) aliteração. d) eufemismo. 30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

12

GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é: a) hipérbole. b) metáfora. c) aliteração. d) metonímia. e) pleonasmo. 31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em: I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”; II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta”; III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”; IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Funções da linguagem e Linguagem figurada

Avançar

Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a questão 32.
“– Meu avó, dá caça pra mim comer? – Sim, Currupira fez. Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando. – O que você está fazendo na capoeira, rapaiz! – Passeando. – Não diga! – Pois é, passeando... Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Currupira olhou pra ele e resmungou: – Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

13

32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas variações. Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do trecho de Macunaíma, julgue os itens. ( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado, portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão. ( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons, indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade padrão língua. ( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático, uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter sido malévolo”. ( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal, está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância verbal. 33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso estilístico a ele atribuído. a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato. b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia. c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora. d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora. e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe. 34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” / “de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem: a) metáfora e comparação; b) metonímia e aliteração; c) antítese e aliteração; d) comparação e hipérbato; e) paradoxo e aliteração.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Funções da linguagem e Linguagem figurada

Avançar

LÍNGUA PORTUGUESA

1

FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. V–V–F–F–F c d V–V–V–V–V a a d c d c d F–F–V–V–V b F–V–V c c V–V–F–V–V 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 18 b a b e e a a d V–F–V F–V–V–F a c a V – F –V – F c c

IMPRIMIR

GABARITO
Voltar

Língua Portuguesa - Funções da linguagem e Linguagem figurada

Avançar

LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras” Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas: a) audaciosas. b) magníficas. c) impulsivas. d) duvidosas. 2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido equivalente. a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento. b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade. c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar. d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se. e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a solução. 3. Emescam-ES
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

1

GABARITO

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto; isso ocorre em: a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso; b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais; e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de sentido, por: a) limite. b) momento final. c) término. d) objetivo. e) ponto extremo.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

5. Univali-SC
“Retrato do Brasil quando ainda jovem Como se explica o otimismo de nosso povo? Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos 500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

2

Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto encontram-se, respectivamente, na opção: a) impressão / descrente / fantasia; b) equívoco / duvidoso / infelicidade; c) incerteza / seco / irrealização; d) indeterminação / cego / quimera; e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade. 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases apresentadas. Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ............... eram perseguidos. a) hesitar – compulçava –animaizinhos b) hesitar – compulsava – animaisinhos c) hesitar – compulsava – animaizinhos d) exitar – compulsava – animaisinhos e) exitar – compulçava – animaizinhos 7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos problemas que atingem todos aqueles que a compõem. As lacunas serão corretamente preenchidas com: a) armonioza – previlegiados – consciência b) armoniosa – privilegiados – conciência c) harmonioza – privilegiados – conciência d) harmoniosa – previlegiados – consciência e) harmoniosa – privilegiados – consciência 8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes Massiére) Um significado alternativo para a palavra acima destacada é: a) partidário. b) contrário. c) representante. d) rebelde. 9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código lingüístico...” = limitar. b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte. c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para evitar o ridículo de ser brega...” = impedir. d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

10. UFPR Leia o texto abaixo:
“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do texto. ( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade. ( ) convocação – irritante – conserva – da abertura. ( ) observação – relevante – possui – da liberalidade. ( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites. ( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo. ( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade. 11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ..............., por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua. As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em: a) incompreencível – imprecisa – dezacordo b) incomprensiva – imprescisa – desacordo c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo d) incompreensível – imprecisa – desacordo e) incompreensível – imprescisa – desacordo 12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuízo do sentido original, em: a) a influência do povo é decisiva = prejudicial. b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu. c) a receber e dar curso a tudo = ensinar. d) depurando a linguagem = purificando. e) se isto é um fato incontestável = divergente. 13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de: a) naquela ocasião. b) nesse caso. c) além disso. d) nesse tempo. e) naquele lugar. 14. PUC-RJ-Adaptada
“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.

3

IMPRIMIR

GABARITO

As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto? a) ultrapassar. b) omitir. c) deixar de parte. d) ir além de. e) ser ilegalmente promovido.

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem prejuízo do sentido original, em: a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições. b) premido pelas circunstâncias = decepcionado. c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras. d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum. e) um futuro se não promissor = de desesperança. 16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela expressão grifada em: a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia. b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país. c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano. d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia. 17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e curtir um papo legal.” Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é: a) pintar um clima; b) caprichar no estilo; c) descolar um gato; d) curtir um papo legal. 18. Univali-SC
“Notas de um Nobel A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões. Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a 1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias, dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com observações perspicazes e poéticas. Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

4

GABARITO

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectivamente, pelos sinônimos: a) mensageiro – inteligentes – modesto. b) representante – talentosas – insosso. c) que sabe – que observam – parco. d) eminente – sagazes – exagerado. e) propagandista – complicadas – sóbrio. 19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o significado do contexto em que o termo transcrito aparece em: a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer. b) “algum” em “com algum êxito” – pouco. c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal. d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal. e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” – Quando.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está corretamente interpretada de acordo com seu sentido. a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria. b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos. c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” = moralizadora. d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te levar por pieguices.” = sentimentalismos. 21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada “... uma relação é provida do atributo mágico...” “... prenhe de respeito e carinho...” “... repousa no preceito basilar do cristianismo...” Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respectivamente: a) dotada, repleta, fundamental; b) portadora, isenta, simples;

5

c) concebida, marcada, único; d) destituída, madura, básico; e) incentivadora, plena, indiscutível. 22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente. 01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo – leitura. 02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram. 04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações. 08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano ordenaram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões. 16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o próprio genoma.” – um trabalho – desviar.

GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de polícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e fiquei outra vez só.” = sondar. b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particulares de uma família...” = vangloriar.

IMPRIMIR

c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” = parecesse. d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmonizar.

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

24. PUC-RS
“Não vai dar certo Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Patentes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo. É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar. O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele, construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...). A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que resolveu fazer a experiência. Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências. Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

6

Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, características da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto formal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente: a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta. b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo. c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena. d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete. e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Vocabulário

Avançar

2. 10. 3.LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1 1. 18.Vocabulário Avançar . 23. 16. 6. 9. 21. 24. 17.F-V-F-V d d 13. 22. 19. 14. a c a c b a b c a 01 b e IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 15. 20. 8. 12. 7. 5. 11. b c c d e c e a c F-F. 4.

4. Você fica louco da vida. dígrafo e ditongo. Unifor-CE “Vejam que país. na Língua Portuguesa. dígrafo e ditongo. 1 ( ) A letra h não representa.Fonologia.. ortografia e formação das palavras Avançar . uma separação formal e intransponível. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1.” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato. enviavam-se muitas cartas em mão. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. respectivamente. Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua. para agradecer-lhe a gentileza do gesto. 4. 2.” “.a lavadeira cheira a gim. encontro consonantal e hiato. como humano. 3. em: a) Dadas as nossas origens e objetivos. c) ditongo. nenhuma fonema. d) negociação e países. mas é usada em palavras que a trazem da etimologia.’ Considere as seguintes atitudes: 1. b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha. Você corrige um erro. d) Aproveito-me desta oportunidade. para os itens verdadeiros.. dígrafo e hiato. UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se. 2. ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros. e) ditongo. ( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema. GABARITO 3. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) polícia e principais.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um. acentuação. e) Antigamente. entre mim e eles. o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro.. c) científicas e biogenética. UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir. encontro consonantal e ditongo. existe. Use V. Você corrige dois erros. d) ditongo. b) biologia e adquirida. b) hiato.. nas palavras: a) ameaças e contrário. para os falsos. e F.” Lourenço Diaféria.

. 2 GABARITO 8.” – fonemas /ku/. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples. 32. houve substituição da consoante final por semivogal. ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da. d) III e IV. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s). III. II e IV.F.. “.. 02. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é. “Séculos quentíssimos. tranqüilo. respectivamente. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas. vai marcar. tranquilo. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial. distingüi. Sem contração de preposição com artigo.5.E. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira. Dê. c) Ambigüidade. houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica. São corretas as afirmações: a) I. como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas. atenção. tranquilo. Anhanguera. acentuação.. aguei.” – fonemas / ku/... distingui. Anhangüera. e) I e III. “. c) apenas III. guaraná. 7.... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. agüei. 04. Em chalera. d) Ambiguidade. 08. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”. II. b) apenas II.a velocidade da rotação. notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra. 6..um pião enlouquecido. U. algumas palavras sofreriam alterações. dá de chaleira. a) Ambigüidade. Anhangüera. Está(ão) correta(s): a) apenas I. 01.. b) II e III. adqüiri. Anhanguera. tranqüilo. adquiri. guaraná. U.. Anhangüera. IV. furacões. distingui. “. c) I e II.enquanto dá voltas. adquiri. II. Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco. I. güaraná. tranqüilo. distingüi. como resposta a soma das alternativas corretas.” – fonemas /kw/. formando um ditongo crescente. 16. “Daqui a alguns milênios. FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema. “Os americanos acham.” – fonema /k/. “Nevascas. e) Ambigüidade.” I. b) Anbiguidade. aguei. adquiri. d) apenas I e II.” – fonema /k/. adqüiri. agüei. agüei. distingui. Em marcá. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”.. De acordo com as regras de acentuação gráfica.” – fonema /k/. Em sensacionau. ortografia e formação das palavras Avançar . guaraná.... III. güaraná.Fonologia. o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado. e) apenas II e III. É goooool. 64...” – fonema /k/..

celebral. capisci?” Revista Veja/SP. 11. porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina. Come on. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo.Fonologia. 88. ( ) As palavras estrangeiras funcionam. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato. c) Assessores. ( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. losango. b) dígrafo – hiato – ditongo. tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português. venga a buscar la suya. Paraíba e caudal. 10. pretenção. da globalização lingüística. prazeiroso. cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. a confusão de línguas também impede a comunicação. ( ) As palavras gracias. b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente. U. e) recorria. 95. auto-falante. d) Sicrano. celebral. d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. ascenção. alto-falante. entitular. UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno. pretensão. 180 e mucho más. Voltar Língua Portuguesa . frustado. Premier. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s). e) ditongo – dígrafo – ditongo. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. “Agora in Brasile. através. o italiano e o francês. Perché si non vous puede ficar sem. ocorrem. Unifor-CE Nas palavras Paquequer. despercebido. b) adivinhar. b) Eletricista. ( ) Na Babel global.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. recriada por esse texto. a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. asterístico. beneficiente. acentuação. serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. assim como o português. previlégio. no texto. e) Eletrecista. a) Empolgação. como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado. 12. c) confessar. a) qualquer. IMPRIMIR GABARITO 13. c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). vultosa. extrangeiro. la mejor Parker Collection du monde. I tutto para você pagar com money brasileiro. asterisco. Gracias à abertura da nossa economia. d) velho. d) dígrafo – ditongo – ditongo. c) ditongo – dígrafo – hiato. 3 9. ortografia e formação das palavras Avançar . ( ) O fato de o espanhol. prazeiroso.

.. ortografia e formação das palavras Avançar ... c) supérfluo – incêndio. b) cert. completará corretamente a grafia de: a) bel. São acentuados graficamente os vocábulos “só”.. e) estranh.. 16. alguém. A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova. d) óbvio... O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i... a e e... necessária. “A prosa literária brasileira começa no Romantismo. úteis. d) viuv. U. que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções..esperando o próximo. as palavras da alternativa: a) língua.... 16. 19. 04. “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o.” 16.. b) filológica. 08.” 04... lingüística. FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm. Os vocábulos “macaco”... de várias maneiras.. “é” e “dá” porque devem ser acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em a. acentuação. assinale o que for correto.tão logo chegava ao final. como resposta.... c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento.” Dê.. a) cândido – armário. obrigatório. Dê. “... 17.” 02... e) límpido – vôo.passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea. c) português.. “. 18.E. ridicularizando ou ironizando a idéia expressa.... 4 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. 15. percebemos que havia um problemão a resolver. b) exímio – vírus. a soma das alternativas corretas.cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins. Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”. influência.. fechava o livro e o esquecia...Fonologia..... aliás.... sentido pejorativo... Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso. “... U.. a soma das alternativas corretas. O sufixo ESA...... d) incluído – sandália. b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante. país. O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas. 02..” 08.” 32.E... O vocábulo “observação” tem quatro sílabas. e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida... c) calabr... usado nessa palavra em negrito na citação acima..... como resposta.. “Esse público buscava na literatura apenas distração.... U. “..14. 01. Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. na grafia da língua portuguesa. d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha... Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos. 01.... e e o.. Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/.. às vezes...

... iria passar . chamando-o de ‘desporto’. back é beque.. d) tórax – ingênuo. Os índios têm lá os jogos deles. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . funk.. a todo instante tropeça e se engasga com rap.. são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários. deixando de lado os índios que nós.. b) ônibus – ígneo.. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. “(. que alguns tentaram. E o leitor do noticiário.. Suas idéias vão . ele viu que. (a par – ao par) expressão escolhida: a par. etc.. inclui as apresentações em várias espécies de salas. hamburger. pelo menos. (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar. milk shake: a) São estrangeirismos que. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância. que. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. sem guarda-chuva. Correio do Estado 21/05/2000. depois. como a maconha. Pois aqui no Brasil. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto.20. entre as expressões entre parênteses.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. por exemplo.. tudo é show. tem significação mais extensa... os brasileiros. ou. de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez.. Todos pensaram que ele fosse . por exemplo: é todo recheado de inglês. minhas. mas Camarões venceu. onde as melodias podem ser originalmente nativas. . ‘meio-de-campo’.... Nas páginas dedicadas ao show business.... então.” Rachel de Queiroz.... é engraçado.. ou até na rua.. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos... (inverter – reverter) expressão escolhida: reverter...I. pelo menos... ou pior.. etc. ortografia e formação das palavras Avançar . mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. como na África. GABARITO 21.Fonologia. F. assinale a alternativa correta. toma um susto. já que a gente não os conhece nem de nome. Mas. c) colégio – sério. A começar que a nossa língua oficial. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. o pataxó.. Mas não pega. funk e hot dog... Imagina se.. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas. 22... Cantor de forró do Ceará. nós a recebemos do colonizador luso. Pegue um jornal... pelo menos é o que informam os especialistas. d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. 5 Palavras como show.. e) Não estou ______ desses problemas políticos.. falemos de nós. as drogas mais leves... rap. (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das. mas devem ser chatos ou difíceis.. especialmente o futebol (não mais foot-ball). etc. como um peru de farofa.. (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu... punk. a) sacrário – difícil. se não for escolado no papo. se você for a fundo no assunto. c) Quando a chuva começou. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. acentuação... incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos. No esporte é a mesma coisa. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’.. soap-opera. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro.. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos.. que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’. pretendemos ser. Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’. UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e. b) Há gente que pretende . se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios. segundo a gramática normativa. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. o português. e) convênio – válido... e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). cada uma fala o seu dialeto. o placar.... o que foi uma bênção.. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa.

segundo ela. nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear.23. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que. para as verdadeiras. e) “áreas” – “Mário”. 25. há políticos e politiqueiros. João Cabral de Melo. Dê. para os falsos. e dão lucro imediato. terapeutas e curandeiros. é um sufixo pouco nobre. d) “só” – “três”. Aliás. 08.. Use V. “a capital” e “o ar”..E. b) “Até” – “propôs”. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. ‘Se você começou como padeiro. como resposta. timbaleiro ou seresteiro. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”. Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente.F. acentuação. ortografia e formação das palavras Avançar . (. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto. a soma das alternativas corretas. Morte e vida severina.. Jornal do Brasil. são monossílabos átonos. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias. (. grande investidor ou latifundiário. jornaleiro. 04. Luís Fernando. Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. empresário. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado.)” VERÍSSIMO. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”. UFMT Para julgar os itens que seguem. d) “na minha longa descida”. Voltar Língua Portuguesa . ingleses e brasileiros.” NETO. de adubar nem de regar. 24. por isso jamais recebem acento gráfico. e) “todo o velho contagia”. e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar. 7/10/95. U. Os artigos definidos. Há o importador e há o muambeiro. como existem médicos. Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. c) “espécie” – “idéias”. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar. não se precisa de limpa. U. e F. terapeutas e curandeiros são formados pelo processo de derivação parassintética. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”. Existem suecos. 26. 16..Fonologia. IMPRIMIR GABARITO ( ) Os termos jornalistas. “os parisienses”. leia o texto “Eiros”. 01. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’. como em “as páginas”. b) “iguais em tudo e na sina”. c) “jamais o cruzei a nado”. 02.

I. a) Apogeu. Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam. em: a) América. c) princípio. e) vírus – fáceis – país.F. d) provável – várias – obrigatória. U. Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência. céu e pôr são: a) sábado. c) Apenas I e III. 31. e) intensidade. c) Circular. línguas e contrário.27. há. c) árvore. 30. e) I. clássicos e século. c) privação. e) místico. b) artística – compreensível – contemporânea. b) mágoa. baú. e) Apedrejar. b) contigüidade. b) Apenas II. d) Apenas II e III. c) obrigatória – contrário – circunstâncias. 7 GABARITO 32. e) porém. pelas mesmas regras de água. b) Apelar. até. FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. d) Crucifixo. d) silêncio. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. pelas mesmas regras de “possível”. d) lêem. só. heroísmo. Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas. a) fácil – vôlei – caí. 29. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em negrito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário. III. Quais estão corretas? a) Apenas I. acentuação. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. insuportável e dúvida. b) aceitável. réu. pára. respectivamente. e) compreensível – artístico – várias. 33. d) difícil – idéia – vocês. respectivamente. c) caráter – cárie – até. ortografia e formação das palavras Avançar . II e III. b) hífen – apóia – além. domínio e até. também e incontestável. heróico. II. 28. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . véu. d) inferioridade. aí. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica.Fonologia. pública e está. ocorreria mudança de significado e de classe. “memória” e “atrás”.

. c) prototipo.. d) Assim como “advinhar”.. (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan. Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo. Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta. Hungria... e) latex.. Mas a gente promete não falar delas.. a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar. ortografia e formação das palavras Avançar .. tulipa. erudito... o vocábulo “compreenção”... a Hertz não para de conquistar o Brasil.34. • “A inteligência não se limita .. b) O encontro “sc”. a) Existem coisas que o dinheiro não compra. acentuação. d) público.. interim... b) É preciso que se averigúe todas as alternativas.. cartomancia. (Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença.... Motor de sobra para esticar o pé. .. os jovens”. 40. o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38. 39.. na profissão ou ter bom relacionamento familiar”. como em “sonegação”. ingreme. Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica. crisantemo.. (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas. antifrase. d) ureter. de 19/09/2000. (Hertz – Locadora de Veículos) 37. capacidade de raciocínio lógico”.. c) Grafa-se corretamente com “ç”. • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego. melhor. respeito da mente humana”. FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”. e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador... e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção. a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . “admitiu” está corretamente grafado. flacido. (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais. ocorre corretamente em “ascensão”. bimano. Quando mais longe for.. b) econômico.. U. como em “disciplina”.. U.... Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo.. e) flâmula..Fonologia. 36. UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada . c) tênis. UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei. 35. Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente é: a) pudico.. c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz... b) rubrica........

andorinhava. b) poetisa. 44. que me gela!’” ROSA.Fonologia. louro-cobre. b) I e III. e) prática. admitem grafia ou pronúncia distintas. e “butique”. 42. acentuação. o perfilzinho agudo. em “peão de boiadeiro virou caubói”. ascensão. c) trabalho. II. U. Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. compreensão. ( ) Abate é exemplo de derivação regressiva. exceção. d) país. IV. Aos tantos. Explique o processo de formação dessa palavra. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. os cabelos. do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”. lisos. em seqüência. III. d) I. coisicas diminutas: a carinha não-comprida. As palavras “caubói”. III e IV. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . calabreza. d) abstenção. possivelmente seria grafada jins. Se a palavra “jeans”. 9 a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela. FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro.” De acordo com essa definição. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma significação. Guimarães. PUC-RS-Modificada I. 43. e. seria grafada chantilí. Porém. pouco se vê. no meio deles. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. e) I. explicando-a brevemente. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. compridos. um hiato e um ditongo oral crescente. fosse adaptada ao português. disse-se-dizia ela. ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas. e) excesso. ( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal. obsessivo. Identifique essa atitude. do trecho “enfiados em calças jeans”. II. c) II e IV. qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. II e III. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada. “Partida do audaz navegante”. ( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e dezes-seis.41. Primeiras estórias. em “apelidados de peões de butique”. não parava. um narizinho que-carícia. U. b) este. sofreu um processo de redução semelhante ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. Se comparadas às palavras que lhes deram origem. c) empresa. espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pestanas til-til. ortografia e formação das palavras Avançar . Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar. “Cê”. 45.

O sufixo empregado forma substantivo. com a abertura da nossa economia. c) I e II. ortografia e formação das palavras Avançar . d) domingueira. 47. b) Apelar. I.46. a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo. c) significativo. Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . O prefixo – também de origem grega – significa afastamento. II e III. UERJ Quanto ao processo de formação. 50. Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comportamento em: a) integração. U. b) deter. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia. 10 48. e) As razões porque não importaram outro povo. b) endoculturação. b) desconhecida. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia. d) infância. b) III. com a abertura da nossa economia.F. U. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. somente. 51. a) Apogeu. e) Apedrejar. 49.Fonologia. somente. Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê. mudança. somente. c) trair. d) II e III. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. e) I. II. indicando resultado da ação. Está correto que se afirma em: a) I. são desconhecidas para mim. Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter. d) conseguir. O radical da palavra tem origem grega. somente. c) pirogravura. com a abertura da nossa economia. III. c) Circular. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo. e) transmissão. acentuação. d) Crucifixo. não aproveitaram para importar outro povo. 52. e) ceder.

. o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substantivos. b) Os afixos têm sentido semelhante I. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados. Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I. “. o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”. Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação. 04. c) recolocava – reconhecemos. 57. a) altiplano – acrobata. é certo que: 01. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos.”. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”.” IV.” II. U. respectivamente. assinale a seqüência correta.Fonologia. c) multiforme – policromo. b) Apenas II. Dê. “. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos. a) inexpressiva – exportados. III. “Virou praga o uso indevido do gerúndio..as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma. como resposta. 02. e) filosofia – dicotomia.E. 55.53.. um radical latino e um radical grego. “Talvez apenas desconheçam a própria língua.. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufixal a partir de um estrangeirismo. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição. e) I. b) injusto – descomunal.. é prova do despreparo de algumas pessoas. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento. Quais estão corretas? a) Apenas I.” III. 16. UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I. 56.” A seguir. d) Apenas II e III. U. d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica. As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo. ortografia e formação das palavras Avançar . “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina. a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV. c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação. U. II. II e III. c) Apenas I e III. 54. II e III.F. 08. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente incorreto dizer. 11 IMPRIMIR GABARITO 58. b) psicultura – ictiologia. d) dissílabo – bisavô.F. Nas palavras mental e sexual. Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem. d) preconceitos – descabidas. nas duas palavras. d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV. c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV.. referente aos afixos em destaque. acentuação. a soma das alternativas corretas.

onde encontrava. pequenino por dentro. pacificar. d) onde em “aquele aspecto da sua casa. como resposta. inexplorado. 02. alimentício. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance. Não é que o canário tinha ressuscitado. extinção. c) atributo – atribuição – atributivo. a) tribunal – tributador – tribal. UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo. ventania. que nos deu tanta alegria. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição. regressar. sob todos os pontos de vista. sabedor. cerebral.F. 16. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário. Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado. e) explicável. b) régua. contemplação. acentuação. 61. seja dentro de (en). representada pelo elemento “foto”.. seja contra alguma coisa (al). preocupação. relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re. PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo.. prática. achando a condição humana uma droga. 08. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo.a um radical. e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”.59. Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01. d) tributo – tributar – tributável. ortografia e formação das palavras Avançar . de afeto. perdão. 08. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”. 65. Embebeu de éter a bolinha de algodão.E.E. porque ambas as palavras representam uma ação. mofino.”. b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”. 62. macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases nominais. angustiado. U. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor. d) fumaça. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”. e) atribulação – atribular – atribulado. E saiu para a rua. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo. com uma fome danada? Dê. U. apesar de o elemento em comum significar “grande”. 60. e) regularização. intimidade. 02. regularmente. como resposta. a) abandono em “morrera de um abandono”. 04. Dê. reluzia vivinho da silva. d) régulo. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”.Fonologia. a) sentimento. pode ser notado em: 01. c) regulador. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. uma força. 16. U. b) tribuna – contribuição – tributal. pois ambas as palavras remetem à energia da luz. a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”. mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. 64. a soma das alternativas corretas. c) facilidade. para expressar a idéia de carinho. b) resistência. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. parecia sentir alívio às suas”. Você é diferente. sofrimento. 12 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . U. a soma das alternativas corretas. 63. c) “Energia” relaciona-se com “alergia”. 04.

muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa. e o prefixo indica negação. 68. d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação. 13 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) arcaísmo.Fonologia. d) padroeiro. d) des – i – gual – da – des. que se caracteriza pela facilidade de invenção de palavras novas. Cefet-RJ Em “Como por socorro. em seus cavalos. UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. U. c) irrestrito – improfícuo – imberbe. espiei os três outros. e) desigual – dades. 71. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocábulo “PATRIMÔNIO”. composição por justaposição. a) paterno. d) irradiar – imigrar. c) desi – gual – da – des. a) inaproveitável –irremovível – irromper. ação contrária. o que prova que os falantes da língua portuguesa. e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega. c) impuro – ilícito. obtido pela repetição de um elemento morfológico. d) ateu – incoercível – imerso. como em ‘ilógico’. de relevante valor expressivo. agregado à base um novo sentido. Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. e) incriminar – imiscuir – imanente. há prefixos com o mesmo sentido.”. e) padre. e) arcaísmo. b) invalidar – inativo – ingerir. c) autos-de-fé – ocorre. b) des – igual – dade – s. Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mesmo sentido? a) incluir – irregular. b) apadrinhar. c) neologismo. 69. acentuação. neste exemplo. mumumudos. e) inflamar – irretocável. 70. principalmente os sertanejos.F. ortografia e formação das palavras Avançar . criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade. intugidos até então. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva. Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”. são conservadores. uso típico da região sertaneja. em relação icônica com o determinado. U. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical. 67. a palavra destacada é um: a) neologismo. Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. d) arcaísmo.66. feliz e mente. b) irreal – influir. PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in. c) padronizar.

” Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conversão de substantivo em adjetivo. b) é contrária à favela. Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. e) trabalha em prol da favela. constitui um procedimento comum em língua portuguesa. c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis. 76. UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea. e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas.” tem. b) sufixo que expressa intensidade.. d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa.F. o neologismo “desfavelado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela. UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. b) poeira. a) E depois a tomaram como espantados. e) movimento intermitente. e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação. U. 14 Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-. b) enxergado. isto é. d) deixou de ser favelado. d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas. UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua. d) brasileira.Fonologia. c) amamenta. tomar uma palavra designadora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo). e) consumidor. houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”. respectivamente. acentuação. c) posição além do limite. Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”. 73. 74. b) Fez o salto real.. a) cafeteira. O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”. d) movimento para além de. e) cabeleira. c) nunca morou na favela. 75. d) impossível. Me firmo.72. c) laranjeira. Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação. pode-se afirmar que foi criado através da utilização de: a) prefixo que indica negação. 77. UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim.” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente. ortografia e formação das palavras Avançar . b) movimento em torno. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade. o significado de: a) movimento através de.

b 39. 4. d e e 19 GABARITO IMPRIMIR 43. sendo tão pequena. a e b c d e Lobisomem : composição por aglutinação. d 40.Fonologia. c 36. 7. 6. a 30. V – F – F – V – V a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). e 37. 51. c 24. ligeira e perspicaz como uma andorinha. um comportamento semelhante ao do pássaro andorinha. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1 1. 52. No texto. Linguarudo: derivação sufixal. espiando até “pelos entrefios”. O valor subjetivo se soma ao objetivo. b 33. e 32. a 35.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . 45. d 41. c 25. podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). 19. como é o caso. c 22. 11. 20. 44. Trata-se de um processo neológico conhecido como derivação imprópria. 13. dinâmica. V–V–V a a c e a 105 e V–F–V–V–F–F b c b e a 54 b 23 c c a 21. 47. 50. ortografia e formação das palavras Avançar . 46. significa que Brejeirinha tinha. F – F – F 27. 14. 3. c 23. 2. 53. 18. 42. transmitir afetividade (valor subjetivo). Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). d 31. ou seja. 17. 8. 16. 26 26. 10. 12. 15. a 38. e 29. 48. d 34. b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. Voltar Língua Portuguesa . 49. em um dado momento. 9. 5. acentuação. c 28.

55. 64.Fonologia. 77. 69. 70. 62. 71. 65. 75. 76. 61. 60. acentuação. 59. 73. 63. 58. 68.54. 67. ortografia e formação das palavras Avançar . 74. b a c c a c a d d e d c 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 57. e b b d a e 31 e d c c 09 66. 72. 56.

2.LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S .” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando. o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos. ( ) Individualizar...” GABARITO 1. A D JE T IV O S . IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos.” o adjetivo em destaque poderia estar no plural. que promete ser a questão do novo milênio”. ( ) Em “. a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano. sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados..” o artigo em destaque poderia ser eliminado. b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas. verbos e adverbios Avançar ... as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. sem modificação sintática ou semântica.F. a fim de evitar as violações dos direitos humanos. Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária para a proteção dos direitos humanos. U... sem alteração sintática ou semântica. o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio. d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio... a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações. sem alteração de sentido. Para tal. e.Artigos. Para eliminar esse fosso.. ( ) Fosso. Em 1994.) nessa questão de engenharia genética. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento. O fosso entre as aspirações internacionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em matéria de direitos humanos. substantivos. S U B S T A N T IV O S .as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária. adjetivos. ( ) Em “. poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido.. no primado do direito. no nível mais fundamental.. ( ) Em “. V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a necessidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas preventivas. O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas.. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio. a definir melhor os direitos econômicos. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação. pode ser permutado por particularizar.

a) brasileiro. e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande. c) grito. e) brancos. em sua estrutura interna. Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais.” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”. d) século. adjetivos. no trecho anterior. O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca. verbos e adverbios Avançar . 5. d) É trágico verificar que. U. c) brasileiro. b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Carlos Drummond de Andrade). em “deixou de ser um peso para os criadores”.” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000. Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica. 6. que aparece destacado.000 reais está longe de ser popular. brancos e índios”.Artigos. a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”. c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada”. já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza. 2 4. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes).” A partir desse conceito. d) “Meu amigo. b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos. na televisão brasileira. substantivos.3. U.” (Manuel Bandeira). Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase. para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número. que alguns técnicos denominam como a da rerregulação. b) criadores. c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferreira Gullar). só o trágico é que faz sucesso. exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem.) a nada menos que US$500 milhões”. em “a mistura entre negros.. no contexto. b) conquista. 7./ Onde o rouxinol não canta.F.. em “o brasileiro era um envergonhado”. em “o artista brasileiro dos dias atuais”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical. b) “Paisagens da minha terra. como adjetivo. vamos cantar. e) combate. d) “No Brasil.F. d) envergonhado. possui o mesmo valor morfológico no fragmento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (. O termo “a”. UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo.

“UM DIA QUALQUER .66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. é sempre diferente. Voltar Língua Portuguesa . Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”. tem sentido indeterminado. pois a forma de tratamento você. em várias regiões do país. em termos de sentido. e F. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. substantivos. adjetivos. UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo. b) formas e significados diferentes.8. ou toma um café Hoje bobagem.Artigos. Use V. não-específico. segundo a gramática normativa do português culto. c) a mesma forma e o mesmo significado. para os itens verdadeiros. para os falsos. ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema. verbos e adverbios Avançar . respectivamente: a) formas diferentes e o mesmo significado. ( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema. 5 10 15 3 20 25 30 GABARITO 35 ( ) As palavras mal e mau. d) a mesma forma e diferentes significados. IMPRIMIR 9. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK. mas o uso. U. são pronunciadas de igual modo. nessa estrofe. está incorreta. pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12). as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam.F.

I. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza. c) substantivo e adjetivo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 11. 13. PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo. Caso tivéssemos uma condição em vez de condição. c) florezinhas – mulherezinhas. d) substantivo e substantivo.. c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe. d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças. o uso coloquial. no trecho “Os candidatos à ansiedade são. II. 4 GABARITO A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são. onde o aviador sobrevive à queda. e) I. uma versão nordestina para o Paciente Inglês. b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores. adjetivos. sem que houvesse alteração no sentido.10. III. 24/11/1999.”. substantivos.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa. cujas sementes deram início a este bosque. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos. livres de ameaças reais. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa. e) colherezinhas – floreszinhas. c) apenas I e III. com freqüência.” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo. b) mulherzinhas – coraçõezinhos. d) mulherzinhas – coraçãozinhos.Artigos. As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo. verbos e adverbios Avançar . b) apenas II. se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”. e) particípio e substantivo. assim. não haveria alteração no sentido global da frase. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os.. II e III. Quais estão corretas? a) apenas I. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas. respectivamente: a) adjetivo e substantivo. em “o primeiro descreve ‘ansiedade como condição dos privilegiados’ que. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza. b) adjetivo e adjetivo. 12.”. UFSE “. d) apenas II e III. Isto é.

As palavras rústica.... segundo a gramática normativa.. que se diferenciam. caráter e épocas estão acentuadas corretamente. que ameaça acontecer breve. os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam. o subjuntivo e o imperativo. por serem todas elas proparoxítonas. e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem. UERJ “Vestibular UERJ 2001. se assim fosse. como resposta. como na expressão perigo eminente. procuram . a soma das alternativas corretas. que significa que está em via de efetivação.. e) pintura. o vocábulo futuro classifica-se gramaticamente como substantivo. o uso da crase é facultativo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .14.” 5 No enunciado acima.” estão presentes os três modos verbais da língua portuguesa: o indicativo... c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação.. sobretudo. de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo. d) acabamento. 01. verbos e adverbios Avançar ... Se. O substantivo em destaque tem como sinônimo: a) parede. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu.” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17.. No segmento indiferente a tudo.... Em “. 18. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente. entretanto. houvesse alteração para “Construindo o cidadão futuro”.. b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno. b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos.. 02..”. c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação.. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome. No trecho “Mas...Artigos.. Dê. base. Construindo o cidadão do futuro... quando se trata de estudar. a mesma palavra seria um adjetivo. FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem..... FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis... Unifor-CE As lacunas da frase “Os . “alegria feroz” e “cidadãos que se dizem democratas”. adjetivos.. pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número. 16.. c) fundação... extraído de um folheto de divulgação deste vestibular.. 15. b) chão. veja bem. Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”. 08. substantivos. 04. justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa. 16.

Use V. a) Na Aliança Lusa-brasileira. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. 20. para os falsos. e F. verbos e adverbios Avançar . Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. adjetivos. saias verde-olivas. estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares. b) Na Aliança Luso-brasileira. p. dos verbos ir e ser. que correspondem a 32% de todos os óbitos. procure e siga estão no imperativo. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas. os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas.” Veja. o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta. c) Na Aliança Luso-brasileira. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas. U. respectivamente. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor. ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição. d) Na Aliança Lusa-brasileira.19. 23/06/99. 153. c) 4. 6 GABARITO Líder em soluções cardiovasculares ( ) As formas verbais seja. b) 5. 21. substantivos.” Carlos Drummond de Andrade. No poema há quantos adjetivos? a) 3. III Essas doenças. V Procure seu médico e siga a sua orientação. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino. os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”. saias verdes-olivas. e) Na Aliança Luso-brasileira. II Hoje. associadas a tabagismo. IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. para assinalar os itens verdadeiros. obesidade. saias verdes-oliva. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas. e) 2. d) 6. saias verde-oliva. a primeira no pretérito e a segunda no presente.Artigos. 20% da população adulta brasileira é hipertensa. saias azuis-pavões. 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras mais cedo por problemas cardiovasculares. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele. ( ) As formas verbais foi e é são.

representantes de agências de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. Difícil dar certo. independentemente dos hambúrgueres que consuma. III. jornalistas. quem diria. o que ocorre em “seca como uma uva passa”. para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. de tamanhos acima de 40. normais. é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda. Mas. E não adianta a menina perder 20 quilos. adjetivos. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. II. A ‘patrulha da gordura’ foi criada. Previsivelmente. um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia. Está(ão) correta(s): a) apenas I. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide. muito a contragosto por parte das revistas. e para a imensa maioria das mortais. Tessa Jowell. d) apenas II e III. a Inglaterra contaria com a companhia. b) apenas II. U. que estão tentando dar um jeitinho. ato contínuo. as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos. Quem quiser que acredite que vai funcionar.22. que ocupa cargo equivalente ao de Tessa no fictício gabinete conservador. as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . logo de quem. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. Na quinta-feira. claro. c) apenas I e III. o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de comparação. fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. A ministra Tessa. Nesse departamento. atesta o fotógrafo paulistano André Schiliró. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. 7 GABARITO Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo. alinhou-se à facção das magérrimas. já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus dias. que equivale a muito seca. Por birra. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária. 28/06/2000. Em “já que toda altíssima e magérrima”. “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”. I. a direita. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico. e mais silhuetas. Também apontaram a falta. ‘A foto sempre engorda um pouco. Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair. como a de Victoria Adams. Tem de ser naturalmente magra’. principalmente em democracias solidíssimas como a inglesa. na voz de Theresa May. Embalada em sua cruzada. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’. sequíssima. o papel de substantivos. Ou seja: dê menos destaque a silhuetas. no máximo 42. quem é gordo e. no contexto. seca como uva passa. verbos e adverbios Avançar . convocou uma entusiasmada ministra. acima de tudo. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. nas butiques. até porque. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”.” Veja. digamos. quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm. estão. e por isso a magra fotografa melhor. Incitadas pelo governo trabalhista.F. substantivos. respectivamente. sob suspeita de anorexia. II e III. desde que moda é moda. as palavras sublinhadas desempenham.Artigos. da Argentina. no caso. e) I. Da reunião em Londres participaram produtores de moda. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos.

08. 25. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. estado ou qualidade dos seres. pequenino por dentro. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. A ilustre Casa de Ramires. A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. E na desditosa cidade. São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está adequada em: a) dor no abdome – dor abdominal. verbos e adverbios Avançar .E. Embebeu de éter a bolinha de algodão. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. que nos deu tanta alegria. d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas. 26. e) associar as ações das duas irmãs. b) II. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. sensação. desde longos anos. vulto a uma esquina. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. 16. coração dorido. Eça de. marcar a generalidade das situações que são objeto de seus comentários. algibeira arrasada. b) nervo da audição – nervo auditivo. 24. FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas. d) I e II. 02. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional. Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. escuras e gárrulas como cigarras. as tecedeiras de todas as intrigas. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade.Artigos. 04. Uma nuvem poderosa abre o horizonte. Uma poderosa nuvem abre o horizonte. em Oliveira. achando a condição humana uma droga. as espalhadoras de todas as maledicências. não existia nódoa. U. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. III. entre os dentes ralos. poeira a um canto. E saiu para a rua. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I.23. 8 GABARITO No texto. situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência. não comentasse com malícia estridente. apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. c) III. d) água de rio – água pluvial. como resposta. O menino pobre nasceu morto. angustiado. janela entreaberta. c) xampu de capelo – xampu capilar. O pobre menino nasceu morto. c) definir a conduta das duas irmãs como criticável. respectivamente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura. bolo encomendado nas Matildes. Dê. pecha. substantivos. II. bule rachado. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. e) monumento de rocha – monumento rupestre. adjetivos.” QUEIRÓS. e) I e III. a soma das alternativas corretas.

. d) azul-marinho. de aproveitar a vida. e) Vives: agora mesmo que ensandeceste. c) Em 1970. c) aproximadamente uma tonelada”. e) guarda-noturno. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . verbos e adverbios Avançar . U. adjetivos. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a construção do sentido do texto. apreciar a música. Não só por não ter me permitido comer. comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês. Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe. vives.Artigos. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações. 29.. b) verde-oliva. as formas verbais “tinha estado” e “estava” indicam fatos situados no mesmo momento. a) surdo-mudo. sem que a idéia básica do período seja modificada. em jun.Leia abaixo o trecho do diário de P.C. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar. d) tanto quanto uma tonelada”. Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”.Restaurante chinês.S.Las Vegas (. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General. e) ao menos uma tonelada”. tu dirás que queres viver. ( ) em “É como se eu estivesse congelada”. substantivos. e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade. ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza.C. 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei. publicado em uma reportagem na revista Isto é. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”.. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado. 01/01/2000 . Foi maravilhoso!” 9 27. de verdade do processo expresso pelo verbo. A questão 27 refere-se a ele. Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”. ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”.S. 2000. ele que viesse falar comigo. comunicar-se. b) justo uma tonelada”. c) cívico-religioso. o lugar. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro.) 21h30 . d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas. não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas. “O diário de P. 28. É como se eu estivesse congelada. rir. 30.

E. Reescreva a frase acima. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação. Reescreva a frase acima. pode ser substituído. b) A polícia. Londrina-PR “Que pode uma criatura. substantivos. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial. c) ainda que. no texto de Carlos Drummond de Andrade. c) com liberdade – libertinamente. adjetivos.Artigos. até agora. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer. b) como amante – adulteramente. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um advérbio. Tarifas que podem chegar a zero.. a) com verdade – sinceramente. entre criaturas. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre. amar? Amar e esquecer. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos. o paciente teria morrido”. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido. e) sem virtude – desvirtuadamente. o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial. ao pecado de saber mais do que nos convinha. Amar e malamar. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria. desamar. mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio. não conseguiu capturar os fugitivos. Amar. sem perda de sentido. b) Além disso. b) A econologia. transpondo-a para a voz ativa. combinação de princípos da economia. por: a) embora.” O advérbio talvez nos versos. 35. b) não obstante. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. Resiste a tudo. é defendida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) pode ser que. d) Saveiro Geração III. verbos e adverbios Avançar . U. amar?” A palavra até.. 32. declarou o médico. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula. senão. até a você. FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo. amar? Sempre e até de olhos vidrados. 10 GABARITO 34. d) sem mistério – enigmaticamente. sociologia e ecologia. 33.31.

é mais sombrio. d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência. Se isso não __________ (satisfazer) sua curiosidade. o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram. outros parâmetros serviram para medir a inteligência.. Creio que __________ de problemas causados por falta de manutenção. já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa. __________ três explosões na plataforma de petróleo. o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa ... poderá notar duas grandes fotos iluminadas.” GABARITO Utilizando-se o advérbio “só”.” 40. a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram. para medir a inteligência. FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses. b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência..” e) “. 37.” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia. infelizmente. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo. UFRS-Modificada “Os testes de QI. Quando as __________ (ver). b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade.. c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou. no passado. observe seus efeitos de luz e sombra. PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: a) “. adjetivos. será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância. Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram.. e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes. poderá adotar outra perspectiva. embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais. além dos testes de QI. d) no passado. substantivos. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência. c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade. e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram. há motivo para otimismo”. 39. o quadro.” b) “. verbos e adverbios Avançar .36..Artigos. U.” 11 No texto. Para bem comparar a técnica utilizada. “Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar. 38..

se ele manter adequadamente o tratamento. 44. haveremos de descer a serra antes de o sol nascer. b) pretendia – sentiu – sabia. mas se deteu. 42.. os que forem espertos saberão quando for a hora de partir. as locadoras de vídeo e os cursos de informática. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . IV. b) somente na frase II. Feita a pergunta. esperando oportunidade melhor. só conseguiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses. CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I. II. c) tinha marcado – sentiu – visitara. sentiu o peso da responsabilidade. como a De Plá. a) sabia – sentiu – chamara. d) somente na frase IV. NESSA ORDEM. Há lugares carentes que necessitam até de vagas para automóveis. III. d) chamara – sentiu – começaria. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana.41. São inumeráveis as academias de ginástica. de modo claro e objetivo. e) em todas as quatro frases. de 24/01/2000.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema. UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”. a) Em pouco mais de três meses. c) Fui até o hotel para encontrá-lo. será o momento de todos o aplaudirmos. FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo.” Dessas ocorrências. mandarei prender os que forem inimigos do país. Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida. d) Leocádia estava terrivelmente irritada. a lesão do jogador poderá estar curada..” Revista Época. “for” equivale. substantivos. b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos. adjetivos. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília.Artigos.” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. do articulista Marcos Sá Corrêa: “. verbos e adverbios Avançar . que vende e revela material fotográfico para amadores. ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I. e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado. c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão. passados os primeiros dias de euforia pela conclusão do curso. mas ele já havia saído. quando eu for presidente. c) somente na frase III. 43. respectivamente. 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empregado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso.

podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. IMPRIMIR GABARITO O Estado de S. Voltar Língua Portuguesa . c) Bebeu tanto até cair. não teria comentado. d) não existirá. pode-se perceber que. c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal. entre os dentes ralos. a) “Do querer até o poder vai larga distância”. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou. “As duas manas Lousadas! Secas. mantém-se apenas em: a) não existe. b) Juntou até 10 mil reais. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas. d) Pretendes. portanto o emprego está adequado. não tiver comentado. portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra). descortinassem e comentasse. e) não existiria. A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. não teriam descortinado. não tiverem descortinado. não comente. FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. Paulo.” QUEIRÓS. c) Julgais. não descortinem. não tinham descortinado. no diálogo entre Calvin e sua mãe. Eça de. pecha. A ilustre Casa de Ramires. poeira a um canto.Artigos. bolo encomendado nas Matildes. verbos e adverbios Avançar . neste texto. c) não existira. coração dorido. substantivos. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra. não existia nódoa. U. desde longos anos. 14 de abril de 2001. não descortinavam. não comentava. b) Tenhais. as espalhadoras de todas as maledicências. Texto para a questão 47. uma das formas verbais não condiz com as demais. 47. e) Segui. 48. FUVEST-SP A correlação de tempos que. janela entreaberta. Trata-se de: a) Ides.” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima. Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua. e) “Respiravam e até transpiravam” 46. não tinha comentado. não comentasse com malícia estridente. bule rachado. E na desditosa cidade. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. vulto a uma esquina.45. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” 13 Com relação ao emprego do imperativo nos versos. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. em Oliveira. escuras e gárrulas como cigarras. as tecedeiras de todas as intrigas. adjetivos. b) não existiu. algibeira arrasada. se verifica entre as formas verbais existia.

creiamos. IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (. a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial. UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais. abrandando-lhe a linguagem. Assinale. d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo. 50. d) anteposição de um substantivo. principalmente. adjetivos. Voltar Língua Portuguesa .” Veja. Mirtes? b) Nos Estados Unidos. e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas. e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis. 18/08/1999. c) desejará. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras. Não pôde ser diferente. verbos e adverbios Avançar . por exemplo. d) prever. U. 51. Para diferenciar o verbo do substantivo. Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal. substantivos. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso. UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se. e) previr. 14 A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. teríamos: a) previer.49.F. com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir. não tem gente parada. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco. c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras. em relação às palavras. d) desejaria. U. já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”. além do sentido de ação. c) previera.Artigos. b) flexão de tempo. c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes. modo e pessoa. GABARITO 52. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego.. a) Sabe que você tem razão.) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. b) preveria. seria necessário considerar. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional. 53. UFRN Considere o período a seguir. b) desejar. Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso. a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. c) presença indispensável à frase..” Para se manter a correspondência temporal no período.

.54.. Em Mas se tu me cativas. a São Paulo. o verbo cativar classifica-se como transitivo direto..... não são regidos por preposição... Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham.... e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver. que é dourado. vê através do pequeno embrião de árvore (.. quando previr o temporal”... o modo verbal é o imperativo.... “Se .) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” 15 Jorge de Lima. esses bens”... 55.. sendo o plural vede. reouvesse b) vier.. Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I. a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo. adjetivos.. reouvesse 57. UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar.... intervisse. b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir. |começa-| tema. intervisse. II. interviesse. as lacunas das frases acima: a) vieres. o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica. vires.. vires. b) II e III... II... aceitaríamos todas as condições”. começaram a se tornar realidade. ela ficará contente”. Alfenas-MG Observe: I....só se vê bem e os homens não têm mais tempo. reavesse d) vier. “Se você .. 56.... o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical.... 16. e seu plural é vêem.. UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01. 32. |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal. Em O trigo. respectiva e corretamente. reavesse c) vir. “Se ele propuser um acordo. que isso é necessário.. Em .. “Quando puseres a foto no álbum..... por isso ninguém interviu para liberá-los”..Artigos.. que faz a 3ª pessoa do plural vêm. Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver. Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III. traga seu irmão”. d) I e IV... requisesse.. requeresse. ao contrário de lembrar-se e esquecer-se... interviesse. “Ele voltará.. IV. 08.... substantivos. cativa-me!... Os verbos lembrar e esquecer.. c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver. U. III. vires.. verbos e adverbios Avançar . interviesse. como resposta. requeresse.. 02.. reouvesse e) vier. comunica-me imediatamente”.. requeresse.. Em Por favor. cujo plural é vêm.. d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir. vieres.. sendo vinde a forma do plural... No trecho . U.. e seu amigo . e) II e IV... “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis. Dê. fará com que eu me lembre de ti.... requisesse. talvez você ... a soma das alternativas corretas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) III e IV. |-a-| vogal temática. “Quando . 04. vires.... III.

.. PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I..... E não adianta que a menina . para que você ...... no processo....... F. 62.. verbos e adverbios Avançar ..... do cigarro e do álcool. Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir. Seria preciso que . porém.... b) Apenas a afirmação II....” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse 16 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ........... “E não adianta a menina perder 20 quilos.... UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia.I. b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade....” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63... adjetivos... 60..... mas alguns talvez não o entendam bem...... U.. Tem de ser naturalmente magra (... Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você ..)” Considerando as transformações propostas... diga-lhe que seria bom que ele .... UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético.Artigos....F....... substantivos...58. e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial.. o professor... e) Todos lêem o código de ética de seu clube.. a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59. e) Nenhuma das afirmações. d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação. A palavra morto é particípio do verbo matar... É preciso que . b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado.... É verdadeira: a) Apenas a afirmação I.. II... eventualmente . a prática do esporte poderá ser moralizada.. III. c) Se a opinião pública intervir. naturalmente magra... O verbo morrer tem dois particípios. a seguir o conselho........ a bolsa de estudos... ele..... Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre ......... a João que se . naturalmente magra.. 20 quilos.. d) Apenas a afirmação III. 61.. c) Cada uma das afirmações...... a fumar e a beber.. c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa.... A palavra morto é particípio do verbo morrer.. mesmo que se .... complete corretamente as lacunas....... d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato.........

e) Esse dinheiro não dá. d) Quem dá aos pobres empresta a Deus.. UEL-PR “Se seguirmos Freud. e) tenha sido.. 67. pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos... b) deve ser substituído por “aquilo de que”. já quinhentos anos passados. e) deve ser substituído por “ao que”. d) seguíssemos – admitíssemos. para apresentar correção. duvidar. mantendo a correlação exigida pela norma culta.. UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás.. c) está correto. sem acarretar mudança no significado da frase. verifica-se erro em: a) “. nem mulatas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua.. UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é: a) Dei com os dois velhos sentados. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar.” 17 Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse.” Considerando-se o verbete. – intransitivo. 68. e) seguiremos – admitiremos.” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir.. – transitivo direto e indireto. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima. – transitivo direto.” b) “Ainda não haviam louras... para apresentar correção. adjetivos. 65.” d) “Era assim o Brasil de Cabral.Artigos. 66. – intransitivo. nem surfistas.. empregado com o sentido de não ter confiança.. c) tivéssemos seguido – vamos admitir. “É prudente desconfiar de quem é desconfiado”. d) deve ser substituído por “isto que”.” a) está correto.) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. verbos e adverbios Avançar . d) possa ser. b) seguíssemos – admitiríamos. UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar. para apresentar correção. – transitivo indireto. b) Os jornais não deram a notícia. um número sem fim de animais. c) teria sido.” e) “. a) pudesse ser. a) seguirmos – admitíssemos.. o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam. substantivos. “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos. imaginava-se que um cérebro jovem (. quando for a vez desses meninos?”. b) tivesse sido. admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão.64. c) O relógio deu onze horas.” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira.

no enunciado.. e) foi queimado. PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho. c) tinham queimado..). e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola. verbos e adverbios Avançar . Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guardado”. equivalente a em negrito acima. IMPRIMIR 74. uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe. Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado. leio. c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conseqüência. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso.. respectivamente... essa história está cheirando mal. e) Há. b) foram queimados. substantivos. c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem. b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada. b) transitivo direto e transitivo indireto..” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou.69. 73. d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado. UFR-RJ “(. c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa. b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar. assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas.).Artigos. adjetivos. Tenho de ler tudo. o que deixou sua mãe extremamente preocupada. c) transitivo indireto e verbo de ligação. d) eram queimados. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali. b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou. b) projetam. Outra forma verbal.. d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que. Voltar Língua Portuguesa .” 18 Considerando o que está dito no enunciado acima. está na alternativa: a) projetam-se. com isso. d) tinham projetado... cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los. c) é projetado. porque vejo a questão de outra maneira. e) verbo de ligação e transitivo direto.”. e) vão projetar-se. Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros. 71. GABARITO 72. Em filosofias / tropeço e caio. 70. haja prejuízo do significado.” “Mas leio. os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem). d) intransitivo e transitivo indireto.. como: a) transitivo direto e intransitivo. o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos. PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (.

eles a popularizaram.. a inocência. e) terá descoberto... que. Se tivessem registrado a infância da aviação.. para sempre. Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia. estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida.” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão. como tantos brasileiros. os fotógrafos a popularizarão. Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”.75..... d) ocorrerá trabalhos.. b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos. como resposta... 78... eles a teriam popularizado. e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil. no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil. F. Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação. os fotógrafos a popularizaram... d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil... de novo a estrada interrompida... Voltar Língua Portuguesa .F.. gramaticalmente equivalente..” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos... Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação. c) Pouco se lê os clássicos no Brasil... Não sabíamos que o país . e) existirá trabalhos. foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura. Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação. ... do Império da República Velha. 02. verbos e adverbios Avançar . 16..Artigos.. Dê. que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é. 04. a soma das alternativas corretas. 08. Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais complexa” e a composta: a) tivesse descoberto. 01. U... b) tinha descoberto. d) tem descoberto. eles a tinham popularizado. ..... substantivos.” IMPRIMIR GABARITO A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra.E. Unifor-CE “. ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos. naqueles tristes momentos. adjetivos... derrubado o muro da ditadura. 79. não se lêem muito os clássicos no Brasil. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente. a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76.. c) terão trabalhos. Desse texto. U. Quando registrarem a infância da aviação. c) teria descoberto.. b) existirão trabalhos. Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita correlação entre os tempos verbais.. em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil. Pensávamos.. F. 77... o futuro..

. exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida.’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. UFRJ . Só para judiar..’ Eu tinha oito anos e sabia esperar. adjetivos... 82.” Nas frases abaixo. c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa. UFRJ Releia os versos 9 a 17. essas crianças!” QUINTANA. quem sabe?.As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo. Nova antologia poética. Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado.’ Ah... A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado. Unifor-CE “. E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires. No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre apesar de tudo apesar de todas as desesperanças. explique o que é a infância na concepção do poema. 81..“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. São Paulo: Globo. substantivos.. explique o emprego dos parênteses no verso 13. 5 10 15 20 20 25 30 GABARITO 80. quem sabe?.) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?. insultuoso é que ela o seja apenas para alguns.’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima. “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se. meu Deus. b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais... Meu tio dizia: ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis. Mário.Artigos. as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 86/87. verbos e adverbios Avançar . d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades. o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio... 1997. 6ª ed.. e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios. p. Lentamente. Agora não sei esperar mais nada Desta nem da outra vida.

04. “Por exemplo. “(. e) ponderação.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética.. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas. IV. o presente do indicativo. Dê. indiscutível. d) solicitação. na voz passiva.” Carlos Drummond de Andrade. a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”. Em “Voar era um ideal delirante e dândi”. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II.83. Uberlândia-MG Numere a 2ª. d) que vão se realizar num futuro bem próximo.F.. I. 08. c) I. 85. 16.. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo. aquela de chita. com o sentido de existir. b) I. coluna de acordo com a 1ª. “voar” está empregado em função substantiva.. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá. b) presentes e posteriores ao momento da fala.) ponha a saia mais leve.. “(.. A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France. UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”. III.” IV.).) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos. e passeie de mãos dadas com o ar. A seguir.” III. foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala. verbos e adverbios Avançar . adjetivos. 01.E. b) aconselhamento.. substantivos. a forma “eram invadidas”. 84.” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal. a soma das alternativas corretas. U. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (. podem-se desenvolver espécies de milho (. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam. como resposta. denota um(a): a) treinamento. IV. III. em 1898”. II.... IV. d) II. c) ordem. O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria. 86. tendo em vista o emprego de verbos. Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”. 02. corresponde à forma composta “havia virado” ou “tinha virado”. Com o verbo na voz ativa.. I. I. e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo. c) passadas mas que têm validade permanente. No trecho acima a seqüência de formas verbais. ( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado. U. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo. no imperativo. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ..Artigos.” II. nas formas destacadas.

” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica. d) certeza. c) obteve – obtenha. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequadamente explicado. adjetivos. a) “Pelo Natal estarei aí. vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba.) como bem o sabiam os romanos (. o pequeno rio. enroscando-se como uma serpente. UERJ Classifique.” ALENCAR.87. verbos e adverbios Avançar .” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável. “Onde avanço. 92. que está corretamente reproduzida nas formas: a) pôde – pode. Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas.Artigos. substantivos. b) “Se não zelássemos por nós. 88. as três construções destacadas. e) “rio caudal”.. b) era – são. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe. curva-se humildemente aos pés do suserano. altivo e sobranceiro contra os rochedos. que recebe no seu curso de dez léguas. b) reflexão. é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo. e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89. torna-se rio caudal. quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do pretérito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação.)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído. b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na participação do “eu” que se expressa no texto. d) tinha – tem.) o povo é ignorante. “vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática. Descreva essa mudança. e) solicitação. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem. 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90. d) “(.. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata. c) sugestão. que rola majestosamente em seu vasto leito. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 91. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte. posterior ao momento em que se fala. O Guarani. me dou. e engrossando com os mananciais. na frase acima. Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente. com minha secretária Eunice. c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer. GABARITO Em relação ao texto. a seqüência dos tempos verbais em negrito. e) exigiam – exigem.. Olhemos a cidade.. 90. c) “(. José de. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”... d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação. quanto às vozes do verbo.

” d) “. c) dominam......” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua.” d) “(.) manipular os peões (.)” 94..) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio.. U.) poderemos (. Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(.....ninguém supera a televisão... Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica.) nada adiantava esse dinheiro.” b) “.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa.” c) “(. d) vem dominando. U..F.. verbos e adverbios Avançar .....” c) “(.” b) “(.“ 95. obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado... Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”..) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência .” d) “(.. substantivos.) não compreende ele as coisas do Brasil. b) vêm dominando.” 96.93..) Trunte retrucou que já era alguma coisa. adjetivos.” b) “(..F.... 23 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ....uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca....Artigos.

29. 36. 34. 13.Artigos. 16. 6. 19. combinação de princípos da economia. 28. 11. S U B S T A N T IV O S . 9. 40. Vier. 20. c 45. 30. se mantenha.LÍNGUA PORTUGUESA 1 A R T IG O S . 7. c c c V–F–V–V e d d a b F–V–V–F c b c d e d d GABARITO IMPRIMIR 35. 10. a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo. a 39. 3. V–V–V–V–F c e d a d e V–V–F d b d c c a 13 d d 18. d Voltar Língua Portuguesa .” b) Ambientalistas defendem a econologia. adjetivos. V E R B O S E A D V É R B IO S 1. 14. 24. 23. A D JE T IV O S . 32. d 37. 8. como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. d 43. substantivos. verbos e adverbios Avançar . 2. c 47. 26. 31. b 42. 25. 27. 5. 22. 12. a 38. declarou o médico. e 46. d 41. satisfizer. 21. vir. dispuser. 33. 17. 4. o paciente teria morrido. d 49. sociologia e ecologia. a 44. 15. a 48.

74. 57. 55. e 83. a 96. a 93. em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. do qual se distancia. verifica-se que. 61. 75. a 88. 70. a infância é um estado permanente no eu-lírico. 71. verbos e adverbios Avançar . 15 86. 82.2 50. O emprego dos parênteses revela que. no verso 13. 81. 60. b e b b e e d b e c e d b c b 65.Artigos. substantivos. 63. 62. 68. 77. Onde avanço: voz ativa. o que é sugado ao mim de mim: voz passiva. c 87. 78. 90. 52. a Voltar Língua Portuguesa . 56. 69. 72. 58. 54. c 92. me dou: voz reflexiva. 73. 91. 79. 59. na concepção do poema. adjetivos. 53. o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado. 67. a b e e a a e b a b d b b 28 a IMPRIMIR GABARITO 80. b 84. c 89. 76. 64. em me dou é agente e paciente. A partir do emprego dos tempos verbais. 51. c 85. a 95. 66. Em avanço o “eu” é agente. b 94.

” estão flexionados no mesmo tempo. Colômbia. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia.”. I. falta o hífen em “interamericano”. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes. até . a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. para os falsos.Pronomes Avançar .LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1. II. a) Apenas I é verdadeira. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma. Assinale a alternativa correta. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. conseqüentemente. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. ( ) Em que e na qual são pronomes relativos. b) Apenas II é verdadeira.E. para os verdadeiros. 1948). como a realização dos postulados da justiça social’. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. é própria de linguagem formal no Brasil. Use V. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. 2. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa.. Além disso.. considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção.. e F. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos.. ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. ( ) Por equívoco do redator. Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”.. modo e pessoa.desses direitos. d) I e II são verdadeiras. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. é correto afirmar que a ênclise: I. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. no livre exercício de suas próprias soberanias. e) I e III são verdadeiras.” 1 GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados.. c) Apenas III é verdadeira. favorece uma tonicidade não usual em português. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. III.

” (M. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos. pra. Univali-SC 2 GABARITO Nos quadrinhos. b) à forma de tocar violão. beleza e ritmo.” (M. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde. entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha. de Assis). Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado. das alusões freqüentes na conversão. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula.quando estava quase a suceder um desastre na entrada.3. pessoa do singular. pessoa do singular com a 3ª. a 2ª. em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4. acrescentando-lhe saudade.” O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”. Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo. b) A personagem mistura. 7. das relíquias que guardava. 5. e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma. não deixaria de comparecer. Exemplos: Tô..” (M.. acontece um erro quanto à norma culta da Língua. c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens. b) É bom que falemos-lhes toda a verdade. a) “. à qual está ligado por hífen. a senhora. d) somente à palavra mais próxima: saudade.. rindo.Pronomes Avançar . Voltar Língua Portuguesa . U. A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro.” (M. c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão. da veneração em que tinha a memória dele. de Assis) d) “. na sua fala. beleza e ritmo. c) a saudade. em vez de ficar séria e pensar em Deus.. e) à forma verbal acrescentando. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos.. de Assis) 6. de Assis) c) “Lalau sentou-se.F. PUC-PR-Modificada Observe: IMPRIMIR “Revolucionou a forma de tocar violão.. enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora. falou-me também da piedade e saudade da viúva.

B. desorientado. E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequadamente. tua. pois ambas necessitam da explicitação do termo gente.Texto para a questão 8. no seu trabalho. tens caso íntimo à resolver. 9. Muitas vezes não acha solução. ou o próprio mal não deixa. d) vosso. muita inveja. respectivamente. a PROFa. tens amor não correspondido ou rompido. respectivamente. fazer voltar alguém em sua companhia.Pronomes Avançar .. referindo-se ao emissor-personagem e seus comparsas. Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B. UFGO A. tua. nos negócios. ( ) no enunciado B. desorientado. muita inveja. FUVEST-SP “/…/ estás desiludido. faça uma consulta. nos negócios. mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê. Onde é que a gente se encontra? C. Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara.” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes. 817”.. Todos se habituariam e pensar coletivamente. por a) teu. 3 8. desanimado. te. b) teu. muita sonhou com ele. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça. tem o sentido de “nós”. BETE mora no endereço abaixo a muitos anos. mau olhado no amor. lhes.. tens amor não correspondido ou rompido. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. vossa.) fazia que ela evitasse a companhia das outras.. fazer voltar alguém em sua companhia.. BETE. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . estás desiludido. deve-se substituir as palavras grifadas. um problema que para muitos é um problemão. te. c) teu. a palavra todos tem valor anafórico. em qualquer assunto que lhe preocupe. vossa. ( ) no enunciado A. ou até mesmo por não acreditar. desconfiasse de toda a gente (. Leitor. Comprove estimado leitor.) D. no seu trabalho. não é uma novata na sua especialidade (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul. alguma dormiu mal ou nada. Considerando-se os elementos em negrito. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa. em qualquer assunto que lhe preocupe. a expressão a gente. muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade. BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos. tens caso íntimo à resolver. Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro. Muitas vezes. Não fique na dúvida. os. o. (. emitido por uma voz narrativa onisciente. e) vosso. com a PROFa. faça isso agora. mau olhado no amor. a expressão em destaque pode ter o sentido de “nós”. de Machado de Assis e Érico Veríssimo. desanimado. ( ) no enunciado D. “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção. ( ) no enunciado C. C e D). tua.. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso. você é testemunha disto. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul.

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico de pronome possessivo. a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre. b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos. c) A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...). e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma. Texto para as questões 11 e 12.
“Que me enganei ora o vejo: Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar.”

4

11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Aponte-o: a) que. b) me. c) o. d) te. 12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituindo um pronome possessivo. Aponte-o: a) te. b) me. c) o. d) que. 13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a), exceto: a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos, ............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis) b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha...” (M. de Assis) c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconsiderada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de Assis) d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis) 14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial, apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal. Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente: a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo; b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se; c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passase no Piauí não é o mesmo das grandes capitais; d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que acha-se rodeada mal abre os olhos à luz; e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em dia pode se sair melhor do que aquela.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

15. U.E. Londrina-PR-Modificada
“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída por: a) onde. b) que. c) cujas. d) das quais. e) entre as quais. 16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regional, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa. a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a outra. b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de casas... c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar problemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á cirurgia o mais breve possível. d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cidade mais antiga do país. e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar a força, unindo os alunos maiores com os menores. 17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectivamente como: a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto. b) artigo definido e pronome demonstrativo. c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo. d) pronome pessoal e artigo definido. e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo. 18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo. a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu. b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele? 19. UFGO Considere os enunciados abaixo. A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições. B. Onde há fumaça, há fogo. C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm uma só nacionalidade. D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam. Segundo a norma padrão da língua portuguesa: ( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre orações, como no enunciado A. ( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não tem um referente explícito. ( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere a uma expressão com valor de lugar virtual. ( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a” ou “para”.

5

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

20. UP-RN
“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.” “O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos: a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter sido pobre é o seu grande mal. d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo grande mal é ter nascido pobre. 21. F.M Triângulo Mineiro-MG
“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergonha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer testar seus conhecimentos’, argumenta.”
Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

6

Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída por: a) Quem não teve-lhe acesso. b) Quem não as teve acesso. c) Quem não teve-as acesso. d) Quem não teve acesso a elas. e) Quem não teve-lhes acesso. 22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alternativa correta, de acordo com a norma culta. “A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da Lagoa continuam malcheirosas.” a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo de Freitas. b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a atenção de D. Pedro II. c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas. d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam chamado a atenção de D. Pedro II. 23. PUC-PR-Modificada
“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente preocupada”.

IMPRIMIR

GABARITO

Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antecedente os termos: a) O pai; b) havia partido; c) ao filho; d) nenhum recado; e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados. a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te). b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe). c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me). d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se). e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me). 25. FUVEST-SP
“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho, fazendo a correção necessária. 26. PUC/Campinas-SP

7

“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa. A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), questão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente: a) o centro – Mudança Climática. b) Buenos Aires – a delegação brasileira. c) o planeta – a reunião. d) Kyoto – estufa. e) a Convenção – mudanças catastróficas. 27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos. ( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto. ( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das formas tu/vós. ( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e possessivos continuam na segunda pessoa. 28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do português falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o: a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade. b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada. c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos. d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.

IMPRIMIR

GABARITO

29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente. a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa. b) Entre eu e ela já não há mais nada. c) Viram-nos, mas não os chamaram. d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças: I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje. II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação. III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que poucos procurá-los-ão”. IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor. A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é: a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) I e IV. 31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos retirados de jornais de circulação regional: a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia. b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau? c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói. d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quantidade e qualidade requeridos por uma população... . e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos capazes. 32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a linguagem oral no texto escrito. Por essa razão, a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo. b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos. c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo. d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos. e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos. 33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar pronome pessoal da forma oblíqua na função sujeito. ( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um período com pronome oblíquo átono. 34. UFSE
“... tu vais encher os cofres ... derrubada debaixo da fronde ... dando de comer aos pássaros”

8

GABARITO

Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspondentes, obtém-se: a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer; b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer; c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer; d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer; e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ..............., em ............... de período. a) Mesóclise – futuro do presente simples – início. b) Separação – infinitivo – exórdio. c) Próclise – imperativo positivo – começo. d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura. e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio. 36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas: “Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.” Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente: a) conosco – conosco – mim – mim b) conosco – conosco – eu – eu c) com nós – conosco – eu – mim d) conosco – com nós – eu – eu e) com nós – conosco – mim – eu

9

37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações: I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se. II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede. III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram. Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal: a) Apenas para a oração I. b) Apenas para a oração II. c) Apenas para a oração III. d) Para todas as orações. e) Para nenhuma das orações. 38. VUNESP Leia o texto que segue.
“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferença é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

GABARITO

In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a, respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”. 39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro, defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma... a) dessa – daquelas. b) daquelas – destas. c) destas – dessa. d) desta – daquelas. e) desta – dessas.

IMPRIMIR

40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em: a) “Não me basta saber que sou amado.” b) “...no exílio em que a chorar me vejo.” c) “Não há que a terra pelo céu trocar.” d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.” e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa instituição.” Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é correspondente, obtém-se: a) não lhe procurem; b) não a procurem; c) não procurem-a; d) não procurem-lhe; e) não procurem-na. 42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um emprego de pronome não compatível com o uso formal da língua: “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem. b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa das águas que tem. d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem das águas que tem. e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das águas que tem. 43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal. a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.” c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.” d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.” e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.” 44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito corretamente.
“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

10

GABARITO

01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecêla. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. 08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. 16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

45. Unifor-CE-Adaptada
“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a: a) alguns cientistas; b) robôs do futuro; c) seus programas; d) todos eles; e) homens. 46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em: a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes. b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou. c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades. d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada. e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

11

47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’” Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos: a) palavra e mote. b) leitura e mote. c) palavra e mundo. d) leitura e daquele. e) continuidade e mundo. 48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorreção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em que o pronome foi empregado adequadamente. a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se aproveitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica. b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola. c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a nós pais para conversar. d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do cargo. e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das conseqüências, ataque-se primordialmente as causas. 49. UEMS I. O lugar...moro é muito pacato. II. Esse foi o número...gostei menos. III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso. a) onde - que - cujo. b) em que – de que – cujo o. c) no qual – o qual – do qual o. d) que – que – cujo o. e) em que – de que – cujo.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em: a) não os tivessem; b) não tivessem-los; c) não o tivessem; d) não tivessem-o; e) não tivessem-no. 51. UFR-RJ
“O homem ainda faz O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um: a) pronome de tratamento; b) artigo definido; c) pronome oblíquo átono; d) pronome oblíquo tônico; e) pronome demonstrativo.

12

A questão 52 refere-se ao texto a seguir.
“O Padeiro (fragmento) (Rubem Braga) Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: – Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? ‘Então você não é ninguém?’. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”

GABARITO

In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.

52. UFRJ a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto? b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a. 53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma culta. a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita geralmente em apiários. b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são originárias da África do Sul. c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários, originaram-se na África do Sul. d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, originou-se na África do Sul. e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se na África do Sul.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

Texto para a questão 54.
“Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Eu considerei as contas que era preciso pagar, os passos que era preciso dar, as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia.

13

54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilidades que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no poema Música, é exemplo disso: a) “Me disseram que era Chopin”. b) “dentadura dura”. c) “enquadrei o Chopin”. d) “que era preciso pagar”. e) “braços redondos”. 55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é: a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos que lhes foram distribuídos a mando de Herodes. b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de um boi branco e de um burro cansado. c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.

GABARITO

d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono escorraçou os viajantes. e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo deve de ter sido uma visão aterrorizadora. 56. UFRJ
“Esaú e Jacó (fragmento) (Machado de Assis) – Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas.”

IMPRIMIR

In: Obra Completa. vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do autor.

Voltar

Língua Portuguesa - Pronomes

Avançar

eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: José Olympio. UFRJ “O impossível carinho Escuta.Pronomes Avançar .57. A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas diferentes classes gramaticais. Manuel. 9ª ed. p. O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor. 1982. a) Identifique essas duas classes gramaticais. 118. b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor.

e por literatura. 26. 24.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1 1. O pronome em questão possui função completiva. 20. 28. 39. 9. 34. 4. 10. 12. 21. que estuda há oito anos. 31. 38. 23. Voltar Língua Portuguesa . 2. está correto o uso do pronome mim. que é o caso. 32. 13. 18. 14. pronome pessoal do caso oblíquo. 7. 25. 30. F–F–V–V–F d d b d b b c F–V–F–V c a d a e b b c a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito. pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. 22. 5. d GABARITO IMPRIMIR 19.Pronomes Avançar . b F–V–F c c e c d V–V c a c c Em “a fruta”. 33. 37. 11. 29. 35. 36. 27. desta forma. 3. 6. 16. a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta). o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. sendo regido pela preposição entre. F–F–V–V d d b c c A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. 8. b) Na função completiva. 15. o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. 17.

a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes. 44.40. a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. 45.Pronomes Avançar . o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa. ele é posposto ao verbo. 56. porém. 55. 41. 42. b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. uma atitude marcante na sua obra madura. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes. 46. Se. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’. 47. 51. 43. 50. 52. 54. 49. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b b e b 06 b d c d e a e a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. b a a No texto de Machado. 48. 2 53. 57.

UFMS O poema cita Rimbaud. cozinhou as botas e as comeu. até os cadarços. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 11 GABARITO 1. moscas de pensão.. e) cristalina. d) pelo ponto de vista do especialista. 1999.. Perder a inteligência das coisas para vê-las. Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos. b) impermeável. o verso citado propõe que. c) fecunda.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3. Aprender a capinar com enxada cega. e Carlitos. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. uma tomada de posição ante o fazer poético. cisco de olho. Mesmo sem fome. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. b) com objetividade. d) vaga. O resto em Carlitos. 3.. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem. deitados de barriga. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. poeta francês do século passado. b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis. Perguntar distraído: – O que há de você na água? Não usar colarinho duro. 3 ed. UFMS “Mesmo sem fome. Nessa concepção. Deixar os substantivos passarem anos no esterco. (Colhida em Rimbaud) Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se.” BARROS. c) sofrer privações materiais. em um filme. 2. automatizados. é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões. personagem dos filmes de Charles Chaplin. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua. isolado na neve e não tendo com que se alimentar. em favor da poesia. comer as botas” é uma referência a Carlitos que. Manoel de. e) isolar-se do resto da humanidade. comer as botas. UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto. Jogar pedrinhas nim moscas. propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos. “Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: Esfregar pedras na paisagem. teréns de rua e de música.Noções de literatura Avançar . Se consideramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”. deixando de lado o sujeito que olha. Matéria de Poesias. mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra. de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno. A expressão mesmo sem fome muda a situação. carvão de folhas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos.. com fome. portanto. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. c) recusando seu invólucro utilitário.

. UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: a) o amor culmina com a morte. enfim. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. presente na saudade. e) o amante vive a descrever o ser amado. “Soneto do amor total 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 Amo te tanto. meu amor. UFPI Dos versos 3 e 4... e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente. e) O artista recria a realidade usando palavras de amor. RJ: Nova Aguilar. 6. não cante O humano coração com mais verdade.Texto para as questões 4 a 7. 7. b) a sensação de que o amor é indescritível.”. existe: a) a surpresa de se ver amando tanto. Amo-te. De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. Vinícius de.. UFPI Na seqüência “. b) pureza – impureza. 5. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor.. d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante. c) o amante dá a vida pela amada. p. c) verdade – mentira. Amo-te como um bicho. c) O amante experimenta formas diferentes de amar. b) A realidade é diferente para quem ama pouco.” MORAES. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar.. Poesia completa e prosa. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . de um calmo amor prestante. simplesmente. não cante / O humano coração com mais verdade. Amo-te afim.. d) o amor se esgota no próprio desejo.. d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor. E te amo além. É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. 1986. b) o amor destrói o corpo amado.Noções de literatura Avançar . 2 4. 336. e) vida – morte. d) vício – virtude. E de te amar assim muito e amiúde.

emocionada a mulher a meu lado estremeceu e se entregou sem que eu dissesse nada. 3 8. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia.. b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.. / Pela regra geral de todos seres... / Minha lira também seus tons varia....Texto para as questões 8 e 9. Larguei-as pela jovem madrugada ambas cheias e brancas e sem véu perdida uma.. / Como estrelas e nuvens e mulheres. / e sem fazer esforço ou maravilha.. a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa ..... foi quando. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. como acontece no verso de número . d) onomatopéia modernista. outra no céu.. a outra abandonada uma nua na terra..) tive saudades da casa paterna e chorei.... típico de sua poesia.” (João Cabral de Melo Neto). “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados... .. c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Jeremias Sem-Chorar... 01 02 03 04 05 06 07 08 “Uma lua no céu apareceu cheia e branca.. em alguns momentos. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida. UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte característica: a) variação semântica.. porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas.. 9.. Cassiano...Noções de literatura Avançar . em que é perceptível um lirismo . de Vinícius de Moraes.” (Casimiro de Abreu).. que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a minha primeira musa.. fundindo-as. Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua.” RICARDO. 10. b) vício de linguagem.... e a afirmação que as segue. Um homem que tem fome como qualquer outro homem... d) “Um dia (. Rio de Janeiro: José Olympio..” (Gonçalves Dias).. c) reiteração expressiva. UFRS Leia as estrofes abaixo..” IMPRIMIR GABARITO Por meio de versos .. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas..... 1964..” (Álvares de Azevedo).

Das aves no sentimento.11. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . I.) Ah! vem! amemos! vivamos! O enlevo do amor bebamos Nos perfumes do sertão!” 4 Analisar as afirmativas que seguem. com que se inaugura a poesia moderna brasileira.. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I. determina o tom pessimista do texto. julgue os itens a seguir. As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso. O medo da rejeição amorosa. da boca mas quando for tempo E é tempo todo tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão” GULLAR. sobre o texto. nos versos 14 e 15. entre outros recursos poéticos. Pela análise das afirmativas. pelo poema Rosa do Povo. III e IV c) II e IV 12. Ferreira.. o que esta rapidamente consegue realizar. ( ) No verso 8. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro. alude à capacidade que o ser humano tem de fazer. II. tema reincidente na poesia romântica.Noções de literatura Avançar . Toda poesia. O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens. III. ( ) A distribuição dos versos no espaço de papel. inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo. em muito mais tempo que a natureza. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor. Nas águas e no luar! (. 4 7 10 GABARITO 13 16 19 Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. ( ) O poeta. PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Ser a flor das primaveras Que tenho no coração! E se ouviras o desejo Do amoroso sertanejo Que descora de paixão! Se tu viesses comigo Das serras ao desabrigo Aprender o que é amar Ouvi-lo no frio vento. ( ) No verso 7. há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade. IV. o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente. as imagens utilizadas e o uso recorrente de repetições. II.

e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. só tenho o senhor no mundo’. 2. e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue. ou dos cercos dos rios caudalosos. o pedinte. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso. me vigiando curioso. estou precisando de um dinheiro. Fechei a porta. Devo seguir até o enjôo? Posso. ‘Só tenho o senhor no mundo. surgiu inesperadamente.” FONSECA. ou se falou eu não ouvi. ed. implacável. não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento. p. Eu disse. associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque. p. eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu. In: Tomás Antônio Gonzaga. enquanto caminhávamos. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade. In: Antologia poética (Org. Inferno. 1997. fui ao meu quarto. 15. Em seguida. conseguia esconder. 1997. vou de branco pela rua cinzenta. maus poemas. por Lúcia Helena. em face de um mundo conturbado. São Paulo: Companhia das Letras. 36. Carlos Drummond de. Fui na direção da minha casa. o tempo não chegou de completa justiça. com o barulho do tiro. o rosto fixo virado para o meu. (Nossos Clássicos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Rubem. ou da minada serra. de espinhas no rosto. como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor.” GONZAGA. e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. ed. revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não. sem armas.) 5 14. Tomás Antônio. Feliz ano novo. Ele caiu no chão. pelo autor). 85-6. O tempo é ainda de fezes. esta é a última vez. Não acabou de falar. Ele era mais alto do que eu. ele me acompanhando. não faça isso de novo comigo.Noções de literatura Avançar . que foi cobrindo a sua face. Rio de Janeiro: Agir. forte e ameaçador. 90. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente.” GABARITO ANDRADE. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas. Uneb-BA “Tu não verás. ‘espere aqui’. 114. Org. então vi que era um menino franzino. até que chegamos na minha casa. v. nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. p. por parte do sujeito poético. desconfiado. mercadorias espreitam-me. d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra. alucinações e espera. e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto. 13. Melancolias. Rio de Janeiro São Paulo: Record. Introdução: Para responder a essas questões. Marília. Voltei. 24.Questões de 13 a 17. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele. 1985. doutor. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo. a) Sentimento de angústia.

mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida. a bolsa. Rio de Janeiro: José Olympio. relatada pelo narrador. 19. (.. p. ela ajeitava depressa as malas..16. conservaram-se. frases autênticas. 18. exclamou a mãe como a um desastre irremediável. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos. o texto é impregnado de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro. Jorge. a forma dos montes verdes.. “(. conservaram-se.. 1984. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais. exponho o que notei. A tarde caía.. cresceram.)” GABARITO RAMOS. 1996. Se ele existisse. porém. a cor das folhas que tombavam das árvores. e é inevitável mencioná-las” c) “neste esmiuçamento. como contavam a de seu pai. Graciliano. (. e a mãe olhava a filha. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade. Não as contesto. Rio. 17.. completam-se e me dão hoje impressão de realidade.” AMADO. Um homem comprou cocada. Laços e família: contos. UERJ Por causa da perda das anotações. E os guindastes rodavam ruidosamente. Ah! ah!. procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe. p.. Outros devem possuir lembranças diversas. ed. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. São Paulo: Record. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido. o que julgo ter notado” d) “Não as contesto.. o que julgo ter notado. Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça. associaram-se. deixá-las no esquecimento: valiam pouco... c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária. recomeçou a mãe. d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida. Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história. ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante.) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água. Capitães da areia. Memórias do cárcere. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade. porém. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. 79. mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material. Certamente me irão fazer falta. tintos de luz. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras. da leitura do texto. mas espero que não recusem as minhas” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . gestos. Um dia iria fazer uma greve como seu pai.. gritos. em manhã de bruma. é possível depreender. 1982. E se esmoreceram. o deus da bexiga. Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu. 85. 111. Outras. ed.) Nesta reconstituição de fatos velhos..Noções de literatura Avançar . Clarice. A negra se levantou. associaram-se.. durante o Estado Novo. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade. Rio de Janeiro: Record. Pirulito apontava com o Querido-de-Deus. gemidos. Uneb-BA “– Não esqueci de nada. 12. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. cresceram. Lutar pelo direito. exponho o que notei. pelo menos imagino que valiam pouco. num pátio branco. responda às questões de números 18 a 20. Ao longe. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa. E Catarina? Catarina olhava a mãe. neste esmiuçamento. Com base no texto abaixo. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político. As luzes se acenderam de repente. de repente envelhecida e pobre. e é inevitável mencioná-las.” 6 LISPECTOR. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor.

d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas. que representa seu berço. 22. d) os versos dos tercetos em redondilha maior. que ostentais a condição mais dura. penhas. U. b) nota-se. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade. a presença de antítese.F. a pedra. dirige-se aos penhascos. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Vocabulário: penhas – penhascos ”Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara. pois é tão duro e resistente quanto eles. mostrando que há obediência à regra principal do Arcadismo. e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo. e) rima e versos decassílabos. A que dava ocasião minha brandura. A partir dessa definição. UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura. 13 e 14. que é a exaltação dos penhascos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” 7 21. constituem uma autobiografia – gênero literário definido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. nos versos 12. pois é tão duro quanto elas. a exemplo do livro de Graciliano Ramos. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. Que não me foi bastante a fortaleza. temei. nos versos 9 e 11. b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas). Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada. a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós. um peito sem dureza! Amor.Noções de literatura Avançar .20. o que mostra a influência do Barroco na lírica do poeta mineiro. de Cláudio Manuel da Costa. Podese dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. Onde há mais resistência. um elemento típico da paisagem mineira. que amor tirano. Temei. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas. Santa Maria-RS Nesse poema. c) o sujeito lírico. Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22. mais se apura. narrador e personagem principal. c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas). c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados. U. que vence os tigres por empresa Tomou logo render-me.F. b) identidade de nome entre autor.

Álvares de Azevedo apresenta. ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação à realidade. Voltar Língua Portuguesa . 8 GABARITO IMPRIMIR 23. E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos. UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa.. O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo . In: Leandro & Leonardo. 10. UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica.. E a donzela ideal nos róseos lábios. No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo..INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos. Bernardes e Schiavon. julgue os itens das questões de 23 a 26. Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia. nesse texto.Lira dos Vinte Anos. Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo. o da virgindade idealizada e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”.Noções de literatura Avançar . ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”. a figura feminina se constrói entre dois pólos. 1997. Me ateia o sangue. Um espírito negro me desperta. me enlanguece a fronte.. Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar. ( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade. Vol. 24. não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA. colocando-se como sujeito submisso em seu desejo de amor. Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não. ( ) No texto I. Foram sonhos contudo. A minha vida Se esgota em ilusões. ( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos. exemplo da tendência mórbida desse movimento.

teus seios Se enchem de leite. cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático. ( ) Escritos em séculos diferentes.. Questões de 27 a 29. Voltar Língua Portuguesa . Amiga. IMPRIMIR 28.. ( ) Neles. Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva. d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa.25. Vem mergulhar em mim Como no mar. os dois poemas são decassílabos. ( ) Em ambos.Noções de literatura Avançar . na visão do eu-lírico. c) assemelha-se à “amiga”. 9 GABARITO 27. d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento. e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual. São Paulo: Companhia das Letras. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos. amiga minha Em mim como no mar. Católica de Salvador-BA Sobre o poema. 26. F. Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras. tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro. Vem. infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam. UFMT ( ) Quanto à métrica. ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente. ( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas. vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim.” MORAES. há ocorrência de inversão sintática. c) A mulher. Antologia Poética. F.. “A Ausente Amiga. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. 1992. como um espelho e sua imagem. frases em ordem indireta. ed. como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I). aparece envolta em sensualidade e erotismo. 196. 11. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa. Vinícius de. p.. ( ) Nos textos I e II. UFMT ( ) No texto II. Católica de Salvador-BA No poema. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo. o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido.

e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora. Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. c) II e III são corretas. fez exclamações. c) tenta conciliar o presente com o passado. Foi esse o início de um destino esquerdo. c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina. d) busca a originalidade a qualquer preço. esfumaçados pela neblina que saía da chaminé daquela casa onde. O título do poema encerra uma ironia. 1979. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado. d) somente I é correta. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. Texto para as questões 30 e 31. na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . você é engraçada! Você parece louca. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano. também. e) I e II são corretas. I. que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro. UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte.29. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. III. fresca e furta-cor. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. a) I e III são corretas. Rio. levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos. pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas. porque minha bisavó. com a sua cara. b) somente III é correta. F. deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola. II. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos. ainda não me acostumei com o seu corpo. A moça olhou de lado e esperou. 10 30. o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia.. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e. dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo. Manuel. como uma mancha no ermo. você parece uma lagarta listada. “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia.” BANDEIRA. 31. livre de rima e de métrica. b) a lembrança de um certo namorado de infância. a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa.Noções de literatura Avançar . A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto. trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta. Lançando mão de um procedimento moderno. A meninice brincou de novo nos olhos dela. O rapaz concluiu: – Antônia. José Olympio. A moça arregalou os olhos. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando.. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver.

.. e o bando de filhos seus primeiros súditos.. a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa. ‘destino esquerdo’. faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento.”. Católica-GO ( ) No texto. metáfora e prosopopéia. ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físicas. ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto.. pois afirma: “Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte.Noções de literatura Avançar . a personagem.... 11 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .32.. e o indireto livre. ( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo.. a elipse do verbo ser. a quem todos deveriam se submeter e jamais questionar. cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos. sovar o dia do marido que vem chegando. é correto afirmar que a personagem. ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias. que ocorreu porque a personagem era jovem e bela.” ( ) Na frase “. não se mostra tão conformada como a avó..” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem. com enormes riscos de ouro.. Católica-GO ( ) Pela leitura do texto.”... levantando a voz como se nascesse rei. que ainda demonstra sua submissão ao homem. levantando a voz como se nascesse rei”. porque me secaram as tetas..”. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e. ( ) De acordo com o que se lê no período do texto. U. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas. marcado por expressões como “. é correto afirmar que. ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’. claramente. é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação. embora incapaz de modificar uma situação socialmente imposta às mulheres.” Percebe-se nessa frase. na terceira pessoa do singular. o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo. ( ) “..” considerando-se o contexto. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros. ( ) De acordo com o texto. portanto. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora.. fresca e furta-cor. ( ) Em “. 33. ( ) A personagem demonstra que.. obrigatoriamente.. foram utilizados dois tipos de discursos: o indireto. de acordo com as normas da língua padrão. ter como agentes tanto “meninos” como “tetas”. Caso o verbo estivesse presente deveria. continuava a ser uma pessoa vaidosa. apesar de trabalhar muito. estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e. a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa. são respectivamente: hipérbole. U.

a flor e a fera. In: Muito Soneto por nada. F. vulgares. Tem cheiro a luz. a pedra e o tronco. recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo. – na face / De anjo morto. pela linguagem coloquial e referencial..” NEVES. só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico. Vitória: Cultural. Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária. / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada.” 12 Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidência e com F os demais. Com que gana! E que suplício: não há ponto final. / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora.. José. azul em fora.” ( ) “Ela vem. próprio do texto contemporâneo. põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente.. a luz tem cheiro.” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias. predominantemente. / Azul.. ( ) “Tudo.34. c) é dramático.. um poema épico. na mente. que me livre de vez desses poemas. E eu quero? É Sísifo o meu modelo. d) é lírico. U. b) não é literário. IMPRIMIR 36. // Nasce a manhã. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil.I. majestosamente. pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos. c) é literário. Língua vernácula entre os dentes. na voz. dor no cotovelo e tu. / Pérolas vivas. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima. GABARITO 35. é branco. / É transparente. ou por outra. Reinaldo Santos. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo.. é leve. pela presença de termos chulos. a manhã nasce. sonora barcarola. / Sobem das fundas úmidas Golcondas. / Despertar-me no leito: ouro em tudo. merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra. d) não é literário. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido. entre sombras.. b) é narrativo. com exceção de: a) é literário. / Aroma de argental caçoula. as nereidas frias. As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego.Noções de literatura Avançar . 1998. à tarefa. Voltar Língua Portuguesa . pois não é prosa nem poesia.” ( ) “O luar. / Que o sol filtrando em luz esteve. e me livre de ti em paralelo. // Como lençóis claros de neve. ao suplício. a fauna e a flora / A erva e o pássaro. p. e) é um misto de literário e não literário. um soneto de versos.. / A água e o reptil. no olhar sobredivino. com que ânsia. e) não é um soneto. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece. os ninhos e a hera. a folha e o inseto. não há remate. / A noite no alto-mar anima as ondas. 58.. pela intensidade do sentimento do eu poético. merda. – o ar e o chão. (sororal) vibrante como um sino.. decassílabos. Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe.I. de outro poema preto em verso branco. F. construído em prosa poética.

II.7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso.. Quais estão corretas? a) Apenas I.)” Chico Buarque de Holanda. Poemas. 9). II e III. em que a economia brasileira dependia. a dor. quanto ao significado e à função sintática. Ringe e range. UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda. julgue os itens a seguir. d) Apenas II e III. III. ( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v. c) Apenas I e II. a rígida moenda. ( ) A época áurea da cana-de-açúcar. em comum. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima. é o assunto desse poema. E ringindo e rangendo. causar.. permitem uma dupla leitura.8 ) e o pronome “você” (v. Nos versos selecionados. As duas canções apresentam.” Da Costa e Silva.)” Caetano Veloso. b) Apenas II. 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 “Todo dia ela faz tudo sempre igual me acorda às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café (. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v. 13 “quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você está tão bonita você traz a coca-cola eu tomo você bota a mesa eu como eu como eu como eu como eu como você não tá entendendo nada do que eu digo eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (. Vive como a expiar uma culpa tremenda. repetições e paralelismos. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína. O verbo “como” (v. II. e) I. dessa atividade extrativa vegetal. À luz quente do sol e à fria luz do luar. principalmente. talvez. o mal que vai. rouquenha.. a sonoridade da moenda a trabalhar..37. como rimas. I. UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I. Considerando o poema acima.7). há uma preocupação com os procedimentos poéticos.. respectivamente.Noções de literatura Avançar .. ( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam. da canção de Caetano. O engenho de madeira a gemer e a chorar. ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica. 38. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal. com a repetição de recursos poéticos.

verde. p. José Olympio. Como te devoro. Julguei. e doía-me que a vissem outros. que bom passar a mão no som da percalina. Quando crescer eu compro. 1 5 10 GABARITO 15 20 25 IMPRIMIR 30 Voltar Língua Portuguesa . compra. Virgília começava a aborrecer-se de mim. Compra. Evidentemente.672-673. que chegaria tarde. ( ) Sublimação do amor. verde pastagem. Machado de. Chega cheirando a papel novo. – fascinando os olhos de todos. menos luzidios que os olhos dela. unicamente minha.) Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres. eu vou comprar. Depois. era dar prova de fraqueza. poemas me vejo viver. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina. pai. É em percalina verde. Memórias Póstumas de Brás Cubas. pensava eu. só 24 volumes. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F. Mas leio.. consultei o relógio. 1992. Agora não. porém. Amanhã começo a ler. com os seus magníficos braços nus.. cavalgo de novo meu verde livro. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. (Orgulho. e sair. São só 24 volumes encadernados em percalina verde. somente minha. Fica quieto. a pôr de lado as jóias e sedas. 18 ed. Via-a assim. U. Não podendo dormir. Rio de Janeiro. 1983. menino. Antes de ler. Reunião. o que não saberei nunca. “Biblioteca verde Papai. a torná-la. Agora não. atirei-me a ler e escrever. – torná-la minha. compra. Papai me compra agora. eu cresço logo. – braços que eram meus. e os brilhantes. o colo de leite. p. demais. me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres. em contos.” ASSIS. é livro demais para uma criança. Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas. esse cristal de fluida transparência: verde.” ANDRADE. Meu filho. disposto a esquecê-la e a matá-la. Em filosofias tropeço e caio. medievo. não. E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio. Carlos Drummond de.Noções de literatura Avançar . Via-a dali mesmo. mata de pinheiros toda verde. inveja de mim mesmo. se mais natural. Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas. as demais. reclinada no camarote. Tenho de ler tudo. com vestido soberbo que havia de ter. ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico. quis vestir-me. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade. em cavalarias me perco. Sou o mais rico menino destas redondezas. leio. O que saberei. começava a despi-la. Compra assim mesmo. ( ) Ser humano revelado como contraditório. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42. 96. – não sei se mais bela. São Paulo: Ática.39. os cabelos postos em à maneira do tempo.

(N.Noções de literatura Avançar . e no menor número de palavras.) Como te devoro.” -v. O que saberei. por outro lado.” 47 15 GABARITO Vocabulário: Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação. ainda acordado. ou uma pastoral. b) Machado de Assis culpa as mulheres. tenente e imperador. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro. porque um nasceu de outro. 25-26. e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro. torna-se também culpada pelo destino dele. se eu fosse padre. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular. -v. d) “(. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) “Amanhã começo a ler. -v. b) “coleção/ de Obras Célebres. por tê-lo induzido a casar cedo. que bom passar a mão no som da percalina. 42. b) “Antes de ler. está na biblioteca em verde murmúrio”. e este livro seria talvez uma simples prática paroquial. todos os destinos estão neste século. d) “verde pastagem” -v. mas a culpa é do vosso sexo.40. ou antes porei dois. 43. -v. decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz. se bispo. c) “Tudo que sei é ela que me ensina. U. esse cristal”. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares. c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v. 25. dirigindo-se a uma leitora que. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. pois ela depende da capacidade do leitor de atribuir sentidos ao que lê. 29-32. Não fosse ele. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão. ou uma encíclica47. e tio Cosme. 4-5. verde pastagem. dona leitora. Agora não”. UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v. 17-18. b) das construções com uso de vocativos. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. c) da predominância de orações coordenadas. como me recomendara tio Cosme. nesse caso. ‘Anda lá. 25-26. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber. meu rapaz. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo. por ter sido escritor de romances. Um só ponho. A leitura não está unicamente inscrita no texto. 10-11. -v. a não ser que ambos formem duas metades de um só.. como também o enredo da narrativa. 19. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho. Tudo isto é obscuro. de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. não só a sua vocação. c) “cristal/ de fluida transparência” -v. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado. 14-15. se papa. o que não saberei nunca.) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica..F. d) do emprego de verbos no modo imperativo.” -v. d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora. UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê. 6-7.E. como era seu sonho de adolescência. 41. que perturbava assim a adolescência de um pobre seminarista. Até lá os sonhos perseguiam-me. pai eu cresço logo.

os músculos. sistemas motor. Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas. desvela a ironia com que se estrutura o poema. no último verso.1. refere-se. julgue os itens seguintes. na cidade”. em um contexto de capoeira.) nesta acepção: reza da capoeira. o autor vai associando partes da anatomia humana aos sistemas fisiológicos por ela dinamizados. no verso 19. Cap. ( ) O pronome “o”. a “subir a escada de Jacó”. da seguinte forma: primeira estrofe. Seleta em prosa e verso. 1 4 7 10 13 16 16 19 22 44. p. Por que pensar. a “pensar. cantilena. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo. a “labutar no campo. 85-6. orai por nós. Fig. Bras. corresponde. narração. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial. no verso 15. lengalenga. pelo lat. Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira. Por que labutar no campo. dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós. digestivo e respiratório. ( ) Esse poema. reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa. ( ) De acordo com a acepção 1 do verbete. e o texto III. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete. os ossos? A automação. UnB-DF Acerca das idéias do texto. discurso. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete. quarta e quinta. no verso 17. sistema lingüístico. ou conversa longa e fastidiosa.Noções de literatura Avançar . sistema neurovegetativo. ( ) Como obra poética. 1972. uma oração.)” Considerando o verbete acima. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. no verso 21. ócio dourado. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós.As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha Por que o raciocínio. julgue os itens que se seguem. que aparece várias vezes no poema. sistema circulatório. 2. na cidade? A máquina o fará por nós. segunda. ( ) Segundo a acepção 1 do verbete. a “fazer um poema” e.f. Rio de Janeiro: José Olympio. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia. terceira. ( ) Ao longo do poema. imaginar”. no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”. Cassiano. litania) S. (ant. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. (Sin. O cérebro eletrônico.” RICARDO. 45. INL. o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma prece. Ó máquina. na forma como se apresenta. Relação. ( ) A voz do poeta. imaginar? A máquina o fará por nós.

no silêncio. Luísa me dá tua mão o teu desejo é sempre o meu desejo vem. como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim. já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana. me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando.46. Vem cá. c) O autor.Noções de literatura Avançar . GABARITO b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas. Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda. percebendo-se a sua influência ainda hoje. a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e. Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda.. Antônio Carlos Jobim.” Antônio Carlos Jobim. a fauna e flora. d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e. brasileiro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . lento um trovador cheio de estrelas escuta. agora. conseqüentemente. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração. que descreve a paisagem. sofre a forte influência poética de Lord Byron e Musset. os costumes e tradições do indianismo.. que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu. 17 Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos. a canção que eu fiz pra te esquecer. U. então. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa.

Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro. se ouve palpitar um bicho. mais perto estão das gaiolas ao menos. Voltar Língua Portuguesa . dentro das quais. em série. impessoal. Umas vezes. Assim.Noções de literatura Avançar . p. 2 O que eles cantam. trabalho rotina. 324-6. mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho. vão num bolso. Se são jaulas não é certo. João Cabral de Melo.” NETO. Obra completa. estejam presos ou soltos. 18 e de pássaro cantor. que não são artistas nem artesãos. em nenhum momento. como em jaula. tais gaiolas vão penduradas nos muros. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. não assinado. IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar. a saltação que ela guarda. outras vezes. 1994. pelo tamanho e quebradiço da forma. mais privadas. Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação. se pássaros. e nunca. GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado. desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos. com voz de pássaro rouco. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. num dos pulsos. não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente.

“canto”. 48. a coesão e também a convergência e a densidade semântica do texto. “cantando”. seu foco principal está na mensagem que é transmitida. Cecília. amor e pensamento. a produção pessoal versus produção impessoal. De seu calmo esconderijo.Noções de literatura Avançar . torna-se pó. prestígio. considerando-se o número de sílabas em cada verso. produção variada. barra. o povo.. ( ) No primeiro verso do poema. É tão claro! – e turva tudo: honra. julgue os itens seguintes. ( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondilha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradicionais de construção de poemas. “jaulas”. folha. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. na sexta estrofe. ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso). UnB-DF Ainda em relação ao texto. 19 GABARITO Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre. dócil e ingênuo.47. julgue os itens que se seguem. 49. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros. ( ) A linguagem é poética. UnB-DF Em relação ao texto. ( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sentido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro. em ordem direta. poder. criativa versus produção em série. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade.. “gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. quer dizer. rotineira. o ouro vem. ( ) Na interpretação de poemas. ( ) Quanto à posição da sílaba tônica. Romance II. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso. “gaiolas”. deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos. ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários. por ser átona. infinitas galerias penetram morros profundos. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos. engenho. as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu lírico e leitores) ou como as pessoas.” MEIRELES. em função de seu assunto e da linguagem despojada. ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”. ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos. Assim.

nenhum sentido.Noções de literatura Avançar . Rio de Janeiro.” GULLAR. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . p. 1987. defuntas alegrias flores passarinhos facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro. maior. b) vermos algum sentido na vida. povo solidário e unido. de táxi. “Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento. 51. e) da beleza dos substantivos saudosistas. Ando a pé. de ônibus. Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”.Texto para as questões 50 e 51. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons. U. d) sermos pessoas ajustadas e felizes. d) da força dos verbos. Toda Poesia. e) sermos gente. 229. o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns. o autor não se utiliza: a) de comparações. senão lutarmos juntos por um mundo melhor. 20 GABARITO 50. Civilização Brasileira. casado. do dia-a-dia. Ferreira. reservista. c) da construção de versos livres. Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos. U. e não vejo na vida. de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar. Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. b) do efeito dos adjetivos. amigo. c) não nos desesperarmos.

O verso “Falai! que estou distante e distraída”. 08. 256. por vezes. e o da interioridade. ou seja. profundamente interiorizado. portanto. 32. Obra poética. Pode-se dizer que. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Falai! meu mundo é feito de outra vida. representado por expressões como “palavras” e “Falai!”. Nos dois primeiros versos. 02. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”. O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que. a perda da percepção dos limites da realidade. “Interpretação As palavras aí estão. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem referência à própria criação artística. O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo. A arte pode ser “inverossímil”. 01. Percebe-se.E.” MEIRELES. mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”. pela incomunicabilidade e. no poema. o delírio. como resposta. Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto. com meu tédio sem voz. De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais. Nova Aguilar. a soma das alternativas corretas. pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que caracterizam o sentido deste poema. portanto. U. que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”. o eu-lírico só poderia falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. 16. nesse poema. no poema. revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”. revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades do “outro”. Isso porque. uma por uma: porém minha alma sabe mais. há uma constatação de que a linguagem não é um instrumento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico. Dê. ela se permite dizer “inverdades”. trata-o com desdém. Rio de Janeiro. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres. Talvez nós não sejamos nós. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas. daquilo que não pode ser observado no mundo exterior. p. Há. promovendo uma espécie de autosondagem no domínio do mundo interior. O último verso indica.52. conseqüentemente. Falai! que estou distante e distraída. 04.Noções de literatura Avançar . 1977. Cecília. a existência de dois universos: o da exterioridade. Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se.

Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões.. essa. por instinto.. donzela. Abriu uma gaveta. já se vê. diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. 1940. batendo-lhe no ombro paternalmente. sondando uma retirada estratégica.. moço. — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente... roupa nova. em pausa de tragédia. Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama‘lhe’. histérica. cozinheira.. O escrevente ressuscitou. O velho fechou de novo a carranca. apenas quatro palavras.. não receia sobrecenhos enfarruscados.. madurota. e desd’aí transformou-se no tutu da terra. Urupês. Salvo se declara amor à minha mulher!. repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial. encalhe da família. nem tufos de cabelos no nariz. bilhetinho perfumado. Depois. e a do Carmo. como sabe.. e neste caso Laurinha. — . — Laurinha. manca da perna esquerda e um tanto aluada. Parou... seu chefe natural. São Paulo: Editora Nacional. apesar da distância hierárquica que os separava. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua. derrubou a cabeça. Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido. Escrevera nesse bilhetinho. troca de olhares. — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno.. do escrevente.. e neste caso vassuncê.. a tremer. comoveu-se e com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos. Aqui se estrepou. Ama. — Os pronomes. explicou. — Sei onde trago o meu nariz. Depois. Apesar disso. a serenata fatal à esquina. mandou chamá-lo à sua presença. com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas. entretanto. 22 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . com o Acorda.. enchendo-se de coragem. vesga. então. fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra. Laurinha. Namoro à moda velha. aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e... Magro. Ar um tanto palerma.. Ora.. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara. são três: da primeira pessoa – quem fala. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo.. Monteiro. da segunda pessoa – a quem se fala. Toda a gente lhe tinha um vago medo. e neste caso Maria do Carmo. Pois agora.Noções de literatura Avançar . ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize. balbuciou medrosa confirmação. afora pontos exclamativos e reticências: Anjo adorado! Amo-lhe! . mas o amor. desdobrou-o. num pasmo. Escolha!” LOBATO. ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela. coronel. com bastante sucesso. Encontros na igreja. O escrevente.. que é mais forte que a morte. voltando-se para dentro. vencido. Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense. depois de três dias de sobrecenho carregado. Vinte e três anos. — Oh. Escolha! O escrevente. Escrevente. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas. Triburtino não era homem de brincadeiras. Negrinha e O macaco que se fez homem. corrigiu o erro. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’.. — Nada de frases. Para abrir o jogo. – nunca.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56. Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino. à missa. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa. minha mulher ou a preta.. e eu. com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz. O Colocador de pronomes. é casar! concluiu de improviso o vingativo pai. Por fim o coronel. ou à preta Luzia. a qual não pode ser senão a Maria do Carmo. com a pulga atrás da orelha. — . Depois. In: Contos pesados. da terceira pessoa – de quem se fala. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório. Abriu os olhos e a boca. então nos dezessete. Silenciaram ambos. Não lhe erravam os pressentimentos. . quer o coronel dizer. moço.. o moço veio um tanto ressabiado. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!. o coronel trancou o escritório. gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E. Mal o pilhou portas aquém. o qual tinha duas. tornando a si. minha filha e tem a audácia de o declarar. Depois. bastava esse movimento de peão. Ousou o escrevente namorar-lhe a filha. não permitirei nunca. nos dias de folga.

UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças políticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade.53. há um exemplo de metonímia. ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro. d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual. ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais podem resultar em equívocos de sentido. ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante.Noções de literatura Avançar . ( ) Nessa narrativa. 54. UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora. craru. interrompendo o fluxo da narrativa. com o intuito de criar uma escrita brasileira. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! Já lágrimas tristes choram teus filhos. UFMT ( ) No trecho Escrevente.. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou.. ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora. em ambos os trechos. Voltar Língua Portuguesa . ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de estereótipos e clichês.. a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens. é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansiedade do escrevente e para produzir um efeito de suspense. o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce. UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas. E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. e. ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da linguagem e do conteúdo do bilhetinho. Teus filhos que choram tão grande mudança. pois apresenta personagens e acontecimentos sem manifestar opinião. Senhor meu Deus. 23 55. E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã. ( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão. Magro. ambas dicionarizadas. GABARITO 57. 56. sar. parma. Ar um tanto palerma. ( ) Na narrativa. c) o eu poético fala de um estado de sofrimento. e vive um só instante. mas cordial e receptivo a bajulações.” (Deprecação) IMPRIMIR Com base nessa leitura. b) o eu poético se dirige a Deus. ( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo. UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias.. ( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico. é casar!” . Vinte e três anos. é incorreto afirmar que. “Meu Deus. produzindo formas como ingreis. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem. ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis. a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança.

“Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. também musicado. U. segue o modelo clássico de composição poética para falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados. ( ) Há indicações. o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. entre outras tantas letras para suas músicas. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das personagens. d) O início de alguns versos se repete. a falta de perspectivas de um operário da construção civil. Ariano. nos últimos instantes de sua vida. 60. c) O amor. traz meu lençol. no texto. tornar seu mundo musical leve. Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta. metaforizando tal passagem com a morte. e) São versos dodecassílabos. tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico. INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59. b) Escrito em versos alexandrinos. provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia. enquanto não aparece negócio. 59. d) Enredo. deitado!” GABARITO SUASSANA. o operário da construção civil consegue. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis. e a poesia. 1979. ô mulher.F. destacando.Noções de literatura Avançar . a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores. através da repetição de alguns versos. “Está tudo muito bem. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs. com severa crítica social. UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho. José Olympio. para a criação de personagens. Farsa da Boa Preguiça. Rio de Janeiro. de que as personagens pertencem à elite burguesa. estou muito esperançado Mas. pessoal. isto é.58. c) A prosa existe em função da confissão amorosa. o poema a seguir.” 24 Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta. que eu estou no banco. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . fatos passíveis de serem verdade.

25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 (. Do tamarindo a flor abriu-se. Gonçalves. Também meu coração. e) A natureza. ao rival de Jatir. Jatir. d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada. o verso 20. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. não mais. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS. como estas preces.) 21 22 23 24 25 26 27 28 Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico.. Correm perfumes no correr da brisa. que não chega. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. “Leito de folhas verdes Por que tardas. No silêncio da noite o bosque exala. há pouco. à pessoa amada. Já solta o bogari mais doce aroma. o verso 27. não desempenha nenhuma função específica. como estas flores. Jatir! nem tardo acordes À voz do meu amor. no poema. Rio de Janeiro. Santa Maria-RS Leia o poema que se segue. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor.Noções de literatura Avançar .F. Onde o frouxo luar brinca entre flores. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. Brilha a lua no céu. brilham estrelas. movendo as folhas. Agir. Poesia. Já nos cimos do bosque rumoreja.. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .61. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. U.

. na cruel agonia que só compreendem aqueles.. haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis. — Lançar!. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem. mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula. e abraçando a irmã. que não poderia amá-la. porque ele era mais teu do que meu. — O remédio de que eu preciso é o da religião. Nosso filho. esse casamento nos tornaria infelizes a ti. ficará inteiramente boa. Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio. ajoelhados à borda de um leito. — Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta. À noite declarou-se a febre. — Iremos juntos!.Noções de literatura Avançar . A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças. desde o primeiro dia em que nos encontramos. a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações. casar com Ana! — Não tratemos disso agora. que nenhum efeito produziu..A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola. Logo que lançar o aborto. uma febre intensa que a fez delirar. Vive por mim!” e em: “O dia se passou. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias.”. ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas. Maria.. para as afirmações verdadeiras. achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes... Paulo. Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: — Para que é isso? perguntou ela com brandura.” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”. Maria. disse-lhe: — Perdes uma irmã. a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta. ( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo. Nesse texto em foco. Paulo.. lhe servirás de pai.. lhe servirás de pai. sejam elas virgens ainda. por ti e por mim. de José Alencar. “A febre lavrava com intensidade.” 26 GABARITO 62. já não existe.” Neste período. Pela manhã. depois de um sono curto e agitado. elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação.. De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar.”. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito. Sua mãe lhe servirá de túmulo. Vive por mim! — Se eu pudesse viver. Quero confessar-me. “Apenas o médico saiu. UEGO Assinale V. promete-me que se ela não for tua mulher. ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências.. os termos grifados exemplificam metáforas. — Para aliviá-la do seu incômodo. — Queres acompanhar teu filho. Ana. Paulo. minha amiga! Quando ficares boa. Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava . impelido com violência. o teu. tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade. exemplificando assim um caso de próclise. evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho. não engana. Ama-o por ele. voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede. Maria.. e a mim. fica-te um pai. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . promete-me que se ela não for tua mulher. voou pelo aposento. e abandonar-me só neste mundo. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica. e abandonar-me só neste mundo. que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala.. viram finar-se gradualmente uma vida querida. e F.. e sempre mais graves. à tua irmã.

O serviço. seu anonimato e sua alienação. Faz cálculos. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais. 1992. embora seja o protagonista. injustiça ou grosseria dos homens. que este é custeado pelos funcionários.. ‘puxar’ cuidadosamente as somas. Naziazeno não quer café. calcular. uma preterição. relanceia-os lentamente pela janela. quando não está ‘batendo’. ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional. decifrando-lhe pensamentos. seu valor ou sua magnanimidade. Mesmo assim. Era então uma simples contrariedade a esquecer. usa tinta encarnada. Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões. O datilógrafo. mas por sua mediocridade. Dyonelio. porém. julgue os seguintes itens. não se destaca pelas características elevadas de homem extraordinário por seus feitos. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses. não necessita ‘estar em dia’. Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses. Já tomou um há pouco. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro..63. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados. O primeiro escriturário confere contas. quando tem já um grupo de contas respeitável. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’. em forma de faturas. de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores. Na sala. O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis. Ele se dirige para a sua carteira. contra esse espírito inferior de esquecer prontamente. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo.. bate muitos carimbos. depois então ‘lançá-las’ com capricho. Os ratos. que penetra na mente da personagem. Não tarda. ver se as operações de cálculo estão certas. 12ª ed. quando. 26-7. ( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas. É preciso classificar as notas.. se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho. lembranças. pequena. nesses momentos. p. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho.. pousa-os no escriturário: — Está na Secretaria – responde este.. infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural.. quadros risonhos. É preciso antes submetê-los a uma conferência. ( ) Pelo texto apresentado. há sempre multiplicações e adições a fazer. não era raro vir-lhe um remorso. Dispõe de grande prática. sentimentos e sensações.. sem interromper a conferência das contas. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho.” MACHADO. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente. aberto dentro da gavetinha ao lado. Depois.. ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído. É um serviço que faz há muito tempo.Noções de literatura Avançar .. lê um livro.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . essa compreensão inteligente e leviana das coisas. não exige pressa. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’.. uma acusação contra si mesmo. 27 De acordo com o texto acima. não tinham. São ‘notas’ de consumo de materiais. não. pois. Ambos muito quietos. Custa um tostão. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’. São Paulo: Ática. emperrados. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno.

33. 55. 6. 7. 20. 48. 63. 35. 5. 42. 39. 31. 52. 27. 59. 29. 51. 13.Noções de literatura Avançar . 12. V–F–F–V–V–F V–V–F–V–F–F V–V–V–F–F c d a V–V–F–F–V F–V–V–F–F c b b d V–V–V–V F–F–V–V d F–F–V F–F–V V–V–F–V–F a b 10 V–V–F–V V–F–F–F V–V–V–F–V F–V–V–V a e F–V–F b e V–V–V–V–F F–V–V–V–V IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 4. 54. 44. 49. 60. 40. 21. 50. 9. 28. 36. 22. 19. 10. 23. 57. 62. 15. 18. 16. 17. 38. 25. 41. 43. 45. 11. 61.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1 1. 30. 56. 3. 58. 24. 8. 37. c c b b c c d c b e e V–F–F–V a b e d d d c b d e F–V–F–V V–V–F V–F–V F–V–F–V d a c d d 32. 46. 53. 26. 34. 2. 14. 47.

08. 83. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha. intenção catequética e informação sobre a terra. notificando a chegada da primeira missão jesuítica. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamente indicada em: 01. Porto Alegre: L & PM. p. 3. estavam assim como nós olhando para o nosso pregador. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega. II.. “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa. porque desejávamos saber se o havia na terra. do que eles dariam se os levassem. não muito altas. Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Dominação lingüística.” – Difusão do cristianismo. mas ninguém o entendia e nem ele a nós. b) A das relações estabelecidas entre os românticos. “E uma daquelas moças era toda tingida (. pela manhã. diante de nós. inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia.. sentimento nacionalista e participação em campanha republicana.” – Submissão religiosa. CASTRO. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro. em 1549.” – Interesse mercantil. que a muitas mulheres de nossa terra.) tão graciosa. provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena. por ser gente que ninguém entende. 02. III. Sílvio. “Aqueles outros. 1 2.Literatura no período colonial Avançar .) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado. que estiveram sempre presentes à pregação. GABARITO Dê. Ao longo dele há muitas palmeiras. 16. como resposta. U. de muito bons palmitos. “No domingo de Páscoa. vendo-lhes tais feições. e) II e III.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1. Ninguém não lhe deve falar de rijo. como pardais.. 87. Colhemos e comemos muitos deles. 1997. a soma das alternativas corretas. c) III. b) II. porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial. 85. d) I e II. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento. Estão corretas somente as características indicadas em: a) I. por ele chefiada. 32. chamava alguns para que viessem até ali. 04. determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (. E aquele de quem falei antes. c) Informativa dos jesuítas no Brasil. 88 e 96. d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa. “melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degredados que aqui fossem deixados.. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: I.” – Visão paradisíaca. 64. com medo do cevadoiro. relato de viagem e pregação religiosa. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação. ( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Barroco. 6. o perdão divino. In: Poemas escolhidos. b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana. 46-7. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas. Décimas. a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples. é coisa que me não toca: Ponto em boca. por que razão leva tudo? Que o povo por ser sisudo largue o ouro e largue a prata a uma frota patarata. IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade. Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta. o lastro que traz de areia. uns dão a culpa total à Câmara. José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasilcolônia. 5. ( ) Na poesia arcádica observa-se. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. e) constituem obras de gêneros diferentes. Gregório de. d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. ( ) Na época colonial. c) constituem obras do mesmo gênero. com as dificuldades e os sucessos. buscar a espiritualidade. porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. Unifor-CE No período colonial. o andamento e as condições da obra de catequese. e se a Câmara olha e ri.Literatura no período colonial Avançar .” MATOS. outra parte se destaca desse conjunto. d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade. o peixe. Mas ao mesmo tempo. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. que é muda a boca esfaimada. b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra. junto à natureza. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. s/d. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. produzidas no século XVII. porque anda farta até aqui. que entrando co’a vela cheia. A fome me tem já mudo. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial.4. da reação do povo faminto. distribuídas em períodos diversos. e) O temor. São Paulo: Círculo do Livro. Voltar Língua Portuguesa . 7. declarando daí: “Ponto em boca”. plena de inversões e de figuras. por parte do sujeito poético. Uneb-BA 2 GABARITO “Toda a cidade derrota esta fome universal. apesar da linguagem rebuscada. outros à frota: a frota tudo abarrota dentro dos escotilhões. c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. mas se a frota não traz nada. ( ) Parte da obra do Pe. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. os feijões. verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais. p. a carne. ao mesmo tempo.

adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. que esta pena merecia. Que quem podia. Vim sem considerar. os senhores tratando-os como brutos. 10.8. e) neoclássico.” VIEIRA. 9. s/d. org. Se cresce para mim. os escravos perecendo à fome. sem ver. 2. Antônio. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha. quando menos confessado. Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura. que me embaça: Se cresce contra mim. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. o que lograva. Ou entendia pouco. que tinha. e) I e III. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos. marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. os escravos muitos. p. v. 1015. os escravos despidos e nus. verificam-se os seguintes traços do barroco: I. b) III e IV. o que deixava. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular. o bem. o estilo: a) barroco. Antônio Soares. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .” Na estrofe acima. como estátuas da soberba e da tirania. e morra suspirando O mal. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. A presença de um grande número de antíteses. 1981.Literatura no período colonial Avançar . c) II e III. e tanto cresce. aonde vinha. os escravos carregados de ferros. Deixei sem atender. “alta desgraça” / “alta ventura”). In: Obras completas de Gregório de Matos. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. III. Salvador-BA “Porque não conhecia. p. e não quis. IV. que passo. A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos. Quando não me aproveita a pena minha. viver gozando. b) neoclássico. alta ventura. Sermões.” MATOS. ou seja. procedimento que costuma estruturar os poemas realizados nesse estilo de época. c) barroco. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. Suspiro agora em vão. II. 58. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem. o que gozava. O envolvimento político do jesuíta. Deixei como ignorante o bem. os senhores nadando em ouro e prata. Que quem errou. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. Confesse. Salvador: Janaína. Padeça agora. U. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal. que possuía. d) I e IV. Soneto. os senhores rompendo galas. dirige-se o poeta à sua amada Babu. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. In: AMORA. IV. 3 De acordo com o texto. os senhores em pé apontando para o açoite. E morra. Gregório de. GABARITO No texto. os senhores banqueteando. por ignorância. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”. o que convinha. ( ) A dor daquele que. ed. alta desgraça. Babu. Sermão vigésimo sétimo. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. São Paulo: Cultrix. d) barroco. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos. Pague no mal presente o bem passado. ou pouco amava. Pe. ( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico.

A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01. inicialmente abordando aspectos éticos. UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Que mais por sua desonra? Falta mais que se lhe ponha? O demo a viver se exponha. a soma das alternativas corretas. dou ao demo a gente asnal. é marcado. é uma alusão aos portugueses e seus descendentes. 08. Verdade Honra Vergonha. por constituírem um grupo em franco processo de ascensão social e econômica. como resposta. O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive. Mulatos. d) simplicidade clássica.Literatura no período colonial Avançar . Negócio Ambição Usura. ao longo do poema. Pretos. e sandeu. 54. Vergonha. 04. Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma reação aos excessos do movimento Barroco.)” Pretos Mestiços Mulatos. nesse contexto.. desenvolve-se em pares de estrofes. nos tercetos. O ritmo do poema. que então viviam na cidade de Salvador. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton. p. Numa cidade onde falta Verdade. Mestiços. em cada verso. 32. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia. 4 Quais são os seus doces objetos? Tem outros bens mais maciços? Quais destes lhe são mais gratos? Dou ao demo os insensatos. 02. Usura. (. 64. que estima por cabedal Pretos. procura. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo. A expressão “povo néscio. tanto no aspecto formal quanto ideológico. são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quartetos. nos tercetos. Por mais que a fama a exalta. Dê. As respostas. enquanto o conteúdo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ameaçando sua própria posição.. 1998. 12. Senhora Dona Bahia. 16. que não sabe que o perdeu Negócio. Ambição. U. financeiros e étnicos. Quem a pôs neste socrócio? Quem causa tal perdição? E o maior desta loucura? Notável desaventura de um povo néscio. e sandeu”. Cleise Furtado. com fatos e comentário. c) antecipação da estética do Romantismo. MENDES. A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas. Salvador: EDUFBA.11. por rimas internas. Honra. Poesia satírica de Gregório de Matos.

somente. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa. c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. II e II. d) II e III.Literatura no período colonial Avançar . com que a noite escura. em Marília de Dirceu. que aí vês. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico. b) I e II. Voltar Língua Portuguesa . b) II e III.” COSTA. II. E a suavidade do prazer trocada.13. III. c) III e IV. II. 14. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. aquela fontezinha aqui murmura! E nestes campos cheios de verdura. os meus montados São esses. não te nego. sufocando do sol a face pura. “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte. Que alegre. A carta de Caminha. O último verso apresenta uma hipérbole. Cláudio Manuel da. UFSE “Sou pastor.” IMPRIMIR GABARITO A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. que sonora. b) lírica barroca de Gregório de Matos. tanto mais aborrece a luz do dia. c) romântica. 16. U. somente. Nise adorada não sabe inda. que avultado prazer tanto melhora? Só minha alma em fatal melancolia. no espaço de uma natureza amena. e) II. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar. e) I. quanto a sombra da noite mais lhe agrada. III e IV. que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” 5 Com relação ao fragmento apresentado. tinha escondido a chama brilhadora. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem. No soneto de Cláudio Manuel da Costa. a matutina aurora o negro manto. d) simbolista. Potiguar-RN “Já rompe. 15. somente. que suave. e às vezes. II e III. vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados. Nise. IV. Na obra de Gregório de Matos. afirma-se: I. e) épica de Basílio da Gama. por te não ver. que coisa é alegria. a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista. d) I. b) barroca. III. somente. a amada representada por uma pastora. A natureza é descrita de forma objetiva. c) I e III. Está correto o que afirma em: a) I. que é o gozo do tempo presente. A poesia de Tomás Antônio Gonzaga. os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica.

d 11. d 8. c 16. d 6. d 13. b 14. d 4. d 15.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1 1. 62 3. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . F – V – V – F – V 7. 58 12. b 5.Literatura no período colonial Avançar . c 2. c 10. V – F – V – F – F – F – V 9.

os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados. a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua importância histórica e. Andam nus. que nesta navegação agora se achou. Quinhentismo. Senhor. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. vista do mar. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. com quanto trigo e legumes comemos. como os de Entre-Doiro-e-Minho. bem feitos. A feição deles é serem pardos. Porém a terra em si é de muito bons ares. Pero Vaz de Caminha. nem criam. E em tal maneira é graciosa que. Tem. de que nós deste porto houvemos vista. não têm nem entendem em nenhuma crença. Jaime. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. é tudo praia-palma. Esta terra. sem cobertura alguma. não podíamos ver senão terra com arvoredos. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas. hoje esquecidos. Coleção Clássicos e Contemporâneos. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país. p. querendo-a aproveitar. ao longo do mar. que nos parecia muito longa. que a terra e as árvores de si lançam. nem vaca. ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. se algum pouco me alonguei. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. E. hoje. B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota. Barroco e Arcadismo Avançar . e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. se homem os entendesse e eles a nós. Senhor. nem cabra. Nem comem senão desse inhame. primeiro dia de maio de 1500. nem lho vimos. porque eles. por conter elementos da função poética da linguagem. nem prata. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. nalgumas partes. grandes barreiras. e dessa semente e fruitos. até agora. Pelo sertão nos pareceu. nem coisa alguma de metal ou ferro. seriam logo cristãos. Eles não lavram. Deste Porto Seguro. ( ) Segundo Caminha. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo. Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. A carta de Pero Vaz de Caminha. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943. não pudemos saber que haja ouro.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . Nela. dar-se-á nela tudo. Não há aqui boi. nem ovelha. que aqui há muito. mo fez pôr assim pelo miúdo. sexta-feira. Águas são muitas. 199-241. nem galinha. o melhor que eu puder. por bem das águas que tem. segundo parece. de bons rostos e bons narizes. ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil. julgue os itens abaixo. delas brancas. Parece-me gente de tal inocência que. infindas. assim frios e temperados. E nesta maneira. me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. muito grande. nem qualquer outra alimária. Ela me perdoe.Humanismo. da vossa Ilha de Vera Cruz. porque. muito chã e muito formosa. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Beijo as mãos de Vossa Alteza.” CORTESÃO. delas vermelhas. De ponta a ponta. maneira de avermelhados. 1 GABARITO 1. a estender olhos. Q U IN H E N T IS M O . pois o desejo que tinha de tudo vos dizer. que costumada seja ao viver dos homens. também. não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza.

Humanismo. a associação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente. pois legumes são sementes e trigo é fruto. e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal. tem poderes maiores que Deus. para a Biologia. c) Apenas I e III. nesta peça. d) O asno corresponde a Pero Marques. mesmo sendo estes mais bem alimentados. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista. Quinhentismo. Quais estão corretas? a) Apenas I. na construção da farsa. colocandose a questão da salvação post mortem (após a morte). que a derruba. 3. um quadro exterior para a apresentação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas. 4. de Gil Vicente. b) Apenas I e II. que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à subsistência. 5. Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. apesar dessa prática. b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. ( ) No nono parágrafo do texto. d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados). ao julgar justos e pecadores. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. UnB-DF Ainda com relação ao texto. primeiro pretendente e segundo marido de Inês. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo. ( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada revelam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário. Além disso. PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira. o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. julgue os seguintes itens. o que evidencia o propósito de sátira social que. Voltar Língua Portuguesa . c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual. considere as seguintes afirmações. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade. pois. a primeira contém a segunda. ( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrativismo vegetal.2. animal nobre. II. a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. II e III. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno. III. Barroco e Arcadismo Avançar . Sugere que o diabo. de Gil Vicente. 2 IMPRIMIR GABARITO b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo. asno que a carrega. e) I. substitui o propósito de edificação espiritual. d) Apenas II e III. Ressalta também que. mantêm-se as mesmas relações de idéias. guardando traços dos dois períodos. os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores. I. consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio.

até então. querendo a aproveitar. E se a um pouco alonguei. sexta-feira. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. Beijo as mãos de Vossa Alteza. acrescentando da nossa fé! E desta maneira. nem lha vimos. parece-me que. que tinha o homem no centro de tudo. ( ) Este texto. hoje. é toda a praia muito chã e muito formosa. Barroco e Arcadismo Avançar . ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. tem característica oratórias. a Ela peço que. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. Deste Porto Seguro. É pois que. Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras. que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil. nos pareceu vista do mar. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. De ponta a ponta. e) Modernismo. da ponta que mais contra o sul vimos. muito grande. E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava. parece-me que será salvar esta gente. mo fez pôr assim pelo miúdo. Senhor. e a terra de cima. d) Simbolismo. porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer. toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra. em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. ( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis.” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho.o que d’Ela receberei em muita mercê. terra a dentro. ( ) Por não terem os portugueses se aventurado. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . tamanha a sua abundância na nova terra. ( ) Nele. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for. 8. da Vossa Ilha de Vera Cruz. Quinhentismo. será tamanho. AUE-DF Julgue os itens que seguem. já seria uma grande dádiva. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. porque a estender olhos. Em tal maneira é graciosa que. por me fazer singular mercê. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto. ( ) A Carta. ou outra coisa de metal ou ferro. a saber. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da literatura clássica do período. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século. primeiro dia de maio de 1500. meu genro . Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias.Humanismo. por se tratar de uma missiva.” 3 GABARITO 6. c) Realismo. Ela me perdoe. por causa das águas que tem! Contudo. infinitas. Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata. de Pero Vaz de Caminha. quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. Águas são muitas. UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado. que haver nela. Senhor. de que nós deste porto houvemos vista. Pelo sertão. porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista.Texto para as questões 6 e 7. dar-se-á nela tudo. ( ) No entender do autor. ( ) Para Caminha. vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura. umas vermelhas e outras brancas. quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. senão terra e arvoredos terra que nos parecia muito extensa. não podíamos ver. até outra ponta que contra o norte vem. o melhor fruto que dela se pode tirar. b) Arcadismo. 7.

( ) Os termos “fruto” e “semente”. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília. Os teus cabelos são uns fios d’ouro. caracterizado como pastor. ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”. Com crespos fios de ouro: Meus olhos se vêem graças e loureiros. Sobrancelhas arqueadas. Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas. e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. As descrições apenas atendem à idealização da mulher. na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”.). a pastora Marília. (Para esta questão. escritas nos dois primeiros séculos. suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu. ora loiros.. ou rosa delicada. o de Martim Afonso de Souza. Barroco e Arcadismo Avançar . Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I “Vivos olhos. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor. utilize o texto das questões 6 e 7. Andam nus. ele é. estabelece-se um raciocínio analógico. Manuel da Nóbrega. do jesuíta Fernão Cardim. Manuel.9. uma idealização poética. no texto. (. carece de unidade de enfoques. Quinhentismo.. A oscilação que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real.. querendo-a aproveitar.. Teu lindo corpo bálsamo vapora. com o padrão poético realizado em cada composição. do Pe. escrivão do primeiro colonizador. antes de tudo. ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão. AEU-DF Julgue os itens seguintes. de Pero Lopes de Souza. para dar a idéia do clima da nova terra. 11. e fina.. A pastora Marília. estão empregados em sentido figurado. sem equívoco semântico. Negros e finos cabelos. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. 4 b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições.. e faces cor-de-rosa. c) O sujeito lírico.” GABARITO O texto acima apresenta fragmentos: IMPRIMIR a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”. 10. Maria Dorotéia. bem feitos.) ( ) Por “contra o sul vimos. por bem das águas que tem. ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia. descreve sua amada.) Porém a terra em si é de muito bons ares. Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos. ligado à vida do poeta. deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. Te cobre as faces. E em tal maneira é graciosa que. Texto III “Papoula.Humanismo. de bons rostos e bons narizes. darse-á nela tudo. que são cor de neve. ser substituída por detalhadamente. em relação à semântica e à estilística. por isso a amada do poeta deixa de ser associada à figura convencional da pastora. Voltar Língua Portuguesa . exigida pelas convenções neoclássicas. maneira de avermelhados. b) das “Cartas” dos missionários jesuítas. e) do “Diário de Navegações”. Carnes de neve formadas. Texto II “O seu semblante é redondo. (. contra o norte vem”. sem nenhuma cobertura.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo. ora é descrita como tendo cabelos negros. referindo-se ao descobrimento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene.

( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido. 13. em seus poemas e sermões. U. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses. b) V – V – V – V – F. de cima para baixo. voltamse para a natureza em busca de uma nova vida simples. 116. é uma postura típica também dos árcades. que consiste no princípio de viver o presente. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) Eu.” NICOLA. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. Barroco e Arcadismo Avançar .p. In: NICOLA. e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano.” GONZAGA. que viva de guardar alheio gado. frutas. Marília bela. 5 Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário. José de. de tosco trato. d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr. 1999.12.F. José de. Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII. exemplificando as tensões do seu tempo. a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas. assinale a alternativa incorreta. mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca. ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. azeite. de expressões grosseiro. dá-me vinho. 1999. embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos. pastoril. tenho próprio casal e nele assisto. d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica. inspirados na frase de Horácio. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . das brancas ovelhinhas tiro o leite. Tomás Antonio Gonzaga. dos frios gelos e dos sóis queimado. a) Tematiza motivos de Minas Gerais. b) Os árcades. 106. Quinhentismo.p. c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia. é: a) V – F – F – F – F. não sou algum vaqueiro. Tomás Antonio. onde o poeta viveu. de que me visto. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa. UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro. Marília de Dirceu. São Paulo: Scipione. c) V – V – F – V – F. e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna. Graças. d) F – F – V – V – V. legume. c) As composições satíricas atacam governantes da colônia.Humanismo. 14. “O Arcadismo. Graças à minha estrela. Marília. e) F – F – F – V – V. fugere urbem (“fugir da cidade”). e mais as finas lãs. ( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos. bucólica. São Paulo: Scipione.

mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”. eu lembro-me. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. que se encontram em passagens diversas de A farsa de Inês Pereira. de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. de Camões. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. e) romântico. UFRS Assinale a alternativa correta. por sua religiosidade. eu discordo. antes lavrador que Nero. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações. Quinhentismo. Barroco e Arcadismo Avançar . pelo bucolismo. 17. F. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. pelo conceitismo e cultismos. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. pelo sentimentalismo. Voltar Língua Portuguesa . Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. c) barroco. asno que leve quero.. d) árcade. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. pelas comparações.. IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. dirigida a Inês. mas vós não ofendeis a Deus com as palavras. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão. e não cavalo folão. significa “bravo”. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques.Humanismo. A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio. No canto I. eu quero. Eu falo.15. mas vós não ofendeis a Deus com a memória. GABARITO b) clássico-renascentista. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. antes lebre que leão. O fragmento é próprio do estilo: a) medieval. quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. estai quando quiserdes estar. Viória-ES –“Ah! Peixes. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. no caso. Por usar de siso mero. 16. Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas.I. na passagem que narra o concílio dos deuses.

Manuel Botelho de Oliveira Dê.. 22. U.. Cláudio Manuel da Costa 08.. que o poeta compara ao paraíso.18. misto de missionário e colono português..... sobretudo.. Tomás Antônio Gonzaga 02. é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro. pintura. F.. 20.. c) apesar das ameaças do gigante. que comanda um dos maiores extermínios de índios da história. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem. Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01..... uma nova tendência.. Barroco e Arcadismo Avançar . pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa. episódios da Inconfidência Mineira.. c) exaltação à terra brasileira.. e) exaltação à índia Lindóia... 7 GABARITO b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou. a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico.. antes associada ao Cabo das Tormentas. b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta. fazendo ressaltar . escultura e arquitetura da época. de traços bem definidos.E. os navegantes prosseguem. No canto V de Os Lusíadas. bem como aspirações religiosas. Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África.. textos em prosa. a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira. é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões.. que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema. no Uruguai. que ajudava os espanhóis na luta contra os índios... contra o exército espanhol. Gregório de Matos 16. de Basílio da Gama. UFRS Assinale a alternativa incorreta.. c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”. ao dar lugar a um “medonho choro”. d) a nuvem negra que se desfaz. principalmente do Ceará e da Bahia. e) narra. e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso. Padre Antônio Vieira 04. Quinhentismo. a natureza mineira.. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai. deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado.. U. IMPRIMIR b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil.. por ser um poeta de transição. sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri. Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700.F. 19.. esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados. c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos. estende-se à música.. ao qual imprimiu características barrocas. d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves... nos seus poemas de contestação social.... 21. basicamente.Humanismo. Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos. Além da literatura. o que pode ser comprovado nas descrições. F. d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor. como resposta. Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado.. .. e que se convencionou chamar de ... Voltar Língua Portuguesa ..M. tem como representante maior no Brasil o poeta baiano ... d) crítica a Diogo Álvares Correia.M... a soma das alternativas corretas. da qual participou.

um riso brando e honesto. UFRS Leia o soneto abaixo. III. um desejo gravíssimo e modesto. no poema. um despejo quieto e vergonhoso. Quais estão corretas? a) Apenas I. d) o poema faz referência ao contexto da época. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos. Rica te vi eu já. e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. e tem trocado Tanto negócio. c) Apenas I e II. a presença de uma voz moralizadora. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. tu a mi abundante. de qualquer alegria duvidoso. mantém-se distanciado do objeto criticado. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. A mim foi-me trocando. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. de Luís de Camões. quase forçado. 8 c) o futuro desejado revela. sem ver de quê.Humanismo. Que em tua larga barra tem entrado. O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe. b) o poema compara o presente e o passado da cidade. um ar sereno. II. Quinhentismo. Voltar Língua Portuguesa . b) Apenas III. um doce e humilde gesto. idealizando a figura feminina. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. e tanto negociante. é incorreto afirmar que: a) o eu poético. no poema. limpo e gracioso.23. d) Apenas I e III e) I. Barroco e Arcadismo Avançar . cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. c) a manifestação de apego a Portugal. uma brandura. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. I. 24. um medo sem ter culpa. uma pura bondade manifesto indício da alma.” IMPRIMIR GABARITO Em relação ao poema acima. tu a mi empenhado. que se contrapõe à solenidade do poema épico. II e III. “Um mover de olhos. considere as seguintes afirmações. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. brando e piedoso. um encolhido ousar. A ti trocou-te a máquina mercante. assumindo uma atitude de insensibilidade. Oh se quisera Deus. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. 25.

Barroco e Arcadismo Avançar . se no nome que me dais.26. Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas. ed. meteis a flor. 1) “A uma freira. juro excessivo. Marilena.Humanismo. Gregório de.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas). escuta. e o mais vosso. 4. espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados. In: MEGALE. p. U. pesquisa.E. passarinho. patifaria. picardia – velhacaria. Pica-flor aceito ser. Nacional. e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro. e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha. que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor. Sendo só de mim o Pica. muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia. ao autor e à sua obra. Heitor e MATSUOKA. 179-80. que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais. s. 9 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . usura – juro de capital. Vocabulário: pica-flor – beija-flor. São Paulo. 1977. Quinhentismo. trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia. que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha. mas resta saber. décima – composição poética de 10 versos. Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam. MATOS GUERRA. que fico então Pica-flor. 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. claro fica.

5 e 6. evidentes. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaccdde. Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra. a) Biografias de santos. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. no primeiro poema. Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas. 16. querendo-a aproveitar. às poesias religiosa e lírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. evidentes. dar-se-á nela tudo. Os dois poemas pertencem.Humanismo. e) Gênero lírico.” IMPRIMIR Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. No primeiro. por causa das águas que tem! Contudo. No segundo. 08. como resposta. respectivamente. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabbddb. U. a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes. notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada. 27. no conjunto formado pelos versos 3. 9 e 10. d) Literatura informativa. b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. respectivamente. corrupção e roubo generalizados.F. e na utilização de palavras rebuscadas e extravagantes que caracterizam o segundo poema. No primeiro poema. a soma das alternativas corretas. característica do Barroco. no conjunto formado pelos versos 3. Barroco e Arcadismo Avançar . sobretudo. 02. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. Dê. o melhor fruto que dela se pode tirar pareceme que será salvar esta gente. Santa Maria-RS “As águas são muitas. b) Sermões eucarísticos. No primeiro poema. gosto pela maledicência. 32. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. ocorrem elisões nos versos 2. estrutura comumente utilizada na composição da décima. são comuns durante o período colonial. já que é dirigido a uma freira. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. estrutura característica da décima. caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas).10 GABARITO 01. notam-se as seguintes características: a) o gosto por jogos de palavras. b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de palavras. Assinale a alternativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. ocorre elisão apenas no verso 2. infinitas. No segundo. Os dois poemas pertencem. que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano. No primeiro. b) a tentativa de conciliar pólos opostos da experiência humana (o sagrado e o profano). 4. c) Ficção regionalista. Quinhentismo. Neles. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana. às poesias religiosa e satírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia. pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio. a exemplo do que se verifica no trecho transcrito. notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos. 4. Em tal maneira é graciosa que. Voltar Língua Portuguesa . há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (representante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado). extravagante. Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o termo “Pica-flor”. c) a técnica da disseminação e recolha. culta. No segundo. sobretudo. c) a tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. 04. 5 e 6. No primeiro.

na medida em que todos os escritores eram nativos da terra. c) Apenas I e III. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. 30. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade. U. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. existe alguém mais ACM do que eu? Veja. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. enquanto manifestação literária. II. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. não se pode falar. já velho e com um “saber só de experiência feito”. d) Apenas II e III. Barroco e Arcadismo Avançar . d) I e II. ao descreverem o Brasil. Santa Maria-RS O Quinhentismo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) Tomás Antonio Gonzaga. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. ou seja. Quinhentismo.F. III. GABARITO A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta. 24 de maio de 2000.28. b) Apenas II. na existência de uma literatura brasileira. III. Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu. c) Cláudio Manuel da Costa. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. Está correto apenas o que se afirma em a) I. e) Apenas III. U. ainda. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. e) Bento Teixeira Pinto. II.Humanismo. c) III. d) Gregório de Matos Guerra. em Os Lusíadas: I. b) II. a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas. 29. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque.F. e) I e III. pode ser definido como uma época em que: I. uma produção informativa e doutrinária.

Barroco e Arcadismo Avançar . (. III. estava sentado em uma cadeira. obra de Camões. brancas. como dizendo que dariam ouro por aquilo. II. UFRS Leia o texto abaixo. Deste causa à molesta morte sua. Naquele engano da alma ledo e cego. PUC-SP “Tu. quando eles vieram. Se dizem fero Amor. folgou muito com elas. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. b) celebra os amores secretos de Inês e de D. e aos pés uma alcatifa* por estrado. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. GABARITO Considere as seguintes afirmações sobre o texto. b) Apenas II. nem de falar ao Capitão nem a ninguém. Entretanto. linda Inês. legítima herdeira do trono de Portugal. Tuas aras banhar em sangue humano. Desse episódio. No trecho selecionado. O episódio de Inês de Castro. Quais estão corretas: a) Apenas I. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. (. 32. posta em sossego. e) I. áspero e tirano.31.. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. oferecem momentos em que o lirismo se expande. humanizando os versos. só tu. com força crua Que os corações humanos tanto obriga.. Mas não fizeram sinal de cortesia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Humanismo. Como se fora pérfida inimiga. puro amor. c) Apenas I e II. II e III. “O Capitão. e lançou-as ao pescoço. O nome que no peito escrito tinhas. do qual o trecho acima faz parte. d) Apenas II e III. extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha.) Viu um deles umas contas de rosário. Que a fortuna não deixa durar muito. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie vivenciado pelos portugueses na chegada ao Brasil. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. bem vestido.) Entraram. como um todo. e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar. De teus anos colhendo doce fruito. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês.. como que nos dizendo que ali havia ouro. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. Aos montes ensinando e às ervinhas. Quinhentismo. Estavas.” 12 Os Lusíadas. posta em sossego. A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta. Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. acenou que lhas dessem. É porque queres.” Vocabulário: *alcatifa – tapete. I. com um colar de ouro mui grande ao pescoço. Nos saudosos campos do Mondego. De teus fermosos olhos nunca enxuito.. d) retrata a beleza de Inês.

Estudos de Língua e Literatura. querendo-a aproveitar. In: TUFANO. São Paulo. ed. U. São Paulo. 5. 1998. isso bastaria. Estudos de Língua e Literatura. infindas. De Jesus querida. Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. muito grande. muito numeroso. orientação. Por isso vos canta. acrescentamento da nossa santa fé. o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. In: TUFANO. Vossa santa vinda O diabo espanta. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. lume: luz.” Vocabulário: folgar: alegrar. Porém. a saber. Com prazer. Barroco e Arcadismo Avançar . o povo. ed. pousada – local onde se descansa durante uma viagem. Quinhentismo. acrescentamento – aumento.33. GABARITO 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . acréscimo. José de. E em tal maneira é graciosa que. dar-seá nela tudo. ANCHIETA.Humanismo. 1) “Águas são muitas.E. Douglas. Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto. A Carta de Pero Vaz de Caminha. Moderna. Poesia. adição.” 13 Vocabulário: infindo – infinito. E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama. por bem das águas que tem. Moderna. Douglas. em 1498. 1998. 5. Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia.

Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usufruir das riquezas e. O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos primórdios do século XVI. Que mais por sua desonra? Honra. V. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra descoberta. V. querendo-a aproveitar. II. No segundo. E em tal maneira é graciosa que. 34. O demo a viver se exponha. No primeiro. mantém uma estrutura formal e rítmica regular. Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI. o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta. vergonha. as informações que a Coroa Portuguesa desejava obter. 16. mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica. Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI. e) todas. evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do BrasilColônia. José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas. IV. IV. No primeiro excerto. Gregório de. a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África.Humanismo. confirmando. o índio. a soma das alternativas corretas. pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I. Rio de Janeiro: Record. de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo. compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. 08. as obras dos jesuítas aparecem. II. V. a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos. 02.14 01. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ao mesmo tempo. Então. fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marítimo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. dar-se-á nela tudo. III. igualmente ricas de informações. emprega a gradação. infindas. Evidenciam-se. por bem das águas que tem”). IV. documentando o processo de conquista e colonização. desse modo. 1990. II. b) apenas I. denominado “ciclo dos descobrimentos”. não se pode falar em literatura no Brasil. c) apenas I. portanto. catequizar os índios. III. Dê. Nos dois excertos. Nos dois excertos.” MATOS. informando sobre a natureza. honra. V. Barroco e Arcadismo Avançar . como resposta. a conquista e a colonização dos territórios ultramarinos. Numa cidade onde falta Verdade. No segundo excerto. O poema I. Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. Por mais que a fama a exalta. FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem. emprega a ordem direta. 04. d) apenas I. moral e cristã. por bem das águas que tem”). Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectativas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo. as reais intenções de expansão do comércio. / como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”). refere-se à cidade de São Paulo. Nos dois excertos. a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava. GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade. já conhecida dos portugueses. enfatiza as idéias opostas. Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. Quinhentismo.

Ver-se-ão ermas e solitárias. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada. que já começava a destruir as igrejas da cidade. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. como nos campos. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá.” GABARITO 37. na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. passará a Quaresma e a Semana Santa. U. dormem cedo e só têm uma conversa: índio. b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico. quase três séculos depois. usa “salvação” no sentido religioso. que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios. sempre que o choque ocorreu. para responder às questões 128 e 129: “Enfim. c) F – V – F. Senhor. e não haverá memória de vosso nascimento. Quase sempre de forma violenta.Humanismo. Quinhentismo. dependerão de produtos fabricados pelo branco. nele. médicos. 30 de junho de 1999. a urbanização baterá às portas da reserva. Em todos os momentos da humanidade. caso o Brasil fosse entregue aos holandeses. Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”. a fim de preservar o patrimônio da Igreja. A seqüência correta é: a) F – F – V. do Padre Antonio Vieira. nascerá erva nas igrejas. biólogas e engenheiros agrônomos. cada vez mais. Do Xingu. Passará um dia de Natal. d) V – F – V.35. ou seja. ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha. e que as não pisa a devoção dos fiéis. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. o mais forte sobrepujou o mais fraco. enfermeiras. Esguios. como costumava em semelhantes dias. Assinale a alternativa que identifica esse autor. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. em 1640. pois ambos destacam. acabar-se-á o culto divino. 36.F. vindos de diversas regiões brasileiras. porque não há quem venha à solenidade. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas. d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil. b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica. Neste canto do Brasil. elas têm cabelos compridos e tranças. Silvio. de converter o índio à fé católica. Procuram transformar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes. despojados os templos e derrubados os altares. U. apresenta. U. c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos. no sentido de salvação da alma. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil. e) F – V – V. In: Veja. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor. Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmonia se deve ao trabalho desses especialistas.” FERRAZ. seu nome à característica presente nessa obra. 15 Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. Barroco e Arcadismo Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Falam baixo. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha. É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais. motivos árcades. alimentados a peixe moqueado com biju. várias vezes. acabar-se-á no Brasil a cristandade católica. pedagogos. “Eles não usam barba. Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião. não haverá quem entre nelas.F. b) V – V – F. associando. em suas composições. a fim de salvar o país da invasão holandesa. corretamente. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa. e) dirige-se ao rei de Portugal.F. Os moradores do parque. mingau de amendoim e frutas.

(Botelho de Oliveira) c) Fábio. Que ele estrelas desterra em régio estado. ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”. Por altiva. Se bem rei mais propício. utiliza uma: a) ironia. GABARITO Porque quanto mais tenho delinqüido. cobre o dia.E. U. c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas. que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga. Primaz da Cafraria do Pegu. Em régio estado não desterras flores. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental. 16 Sobe ao sol. Quer ser filho do sol. U.38. a mariposa. IMPRIMIR d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. Governador do Rio de Janeiro. única figura feminina do poema. soberba. d) onomatopéia. ocasionando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo. 39. nascendo cá. confiada. A esse cede amor em mil ternezas. às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. mas não porque hei pecado. Barroco e Arcadismo Avançar . a Eneida e Os Lusíadas. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai. (Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores. Que sem ser do Pequim. como a Odisséia. (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor. incapaz de sentimentos nobres e humanitários. Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII. e) Lindóia. Vos tenho a perdoar mais empenhado. por densa. A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal. a névoa.Humanismo. Da vossa alta clemência me despido. momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica. e) prosopopéia. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada. Voltar Língua Portuguesa . por ser do Açu. b) antítese. A exaltação. a luz lhe enfada. Quinhentismo. morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo. de Basílio da Gama. por lustrosa. (Gregório de Matos) b) Temerária. c) gradação. acentuando seu caráter bárbaro.F. (Gregório de Matos) 40. bonzo bramá. e mais amado.

interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“AB-B-A”). na tristeza. ali. A respeito de tais afirmações. luz/sombra. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que. preferindo. e não dura mais que um dia. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo. de outro. etc. que compõem a figura da antítese. que se opõe à degradação dos bens materiais. por um lado. considere as afirmações abaixo: I. por que nascia? Se é tão formosa a Luz. d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que. Em contínuas tristezas a alegria.. Esse é um soneto oitocentista.Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. “alegria” e “firmeza”. Barroco e Arcadismo Avançar . pois. devido ao desapontamento sentido pelo poeta.” Gregório de Matos. a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas. deve-se dizer que: a) somente I está correta. d) somente I e III estão corretas. não sabe retê-la. se desfrutem as alegrias e. está fazendo referência à pureza primordial da infância. ao vivenciar a alegria. ao falar do mundo que se inicia pela ignorância. a formosura do dia. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. e por “constância”. E na alegria sinta-se tristeza. diante do curso seguido pelas forças naturais. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua. dia/noite. c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. c) somente III está correta. esconder-se nos próprios sofrimentos. 42. se acaba o Sol. que são: rimas ricas. e na Luz falte a firmeza. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto. Depois da Lua se segue a noite escura. tristeza/alegria. Começa o mundo enfim pela ignorância. Quinhentismo. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. tais como o findar do dia e o início da noite. cuja última firmeza é a inconstância. II. GABARITO e) todas estão corretas. 17 41.Humanismo. Em tristes sombras morre a formosura. como o Sol. Há nele um jogo simétrico de contrastes. b) somente II está correta. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto. que cumpre os padrões da forma fixa. e) O poema toca também na questão da inocência. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. Na formosura não se dê constância. III. Porém. nas sombras da noite.

se queriam ir buscar a vida a outra parte. FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. parte por parte. c) José de Alencar. vejo todo o palácio e também o oratório. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. 44. b) Trovadorismo. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Quinhentismo. mas não vejo a fé. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. vejo baixelas. 47. Se o que vestem os lacaios e os pajens. como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis. dignificandoos e humanizando as relações entre os nobres e o povo. d) Realismo. foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores. b) texto curto. e as sedas se se espremeram. b) Gregório de Matos. (…) Entremos e vamos examinando o que virmos. 46. e) Romantismo. ou no Reino. Trata-se de um sermão do quinto domingo da Quaresma. as jóias e as baixelas. onde das casas dos pequenos não se faz caso. a risco de quebrar.O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48. outros sem ela.Humanismo. c) Arcadismo. a quem não fazíeis a féria. uns com libré. perfumes e sensações táteis. nem têm nome de casas. vejo jóias. e ao longe quintas. vejo galas. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações. haviam de verter sangue. liteiras e coches. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte. que o ouro e a prata derretidos. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes. das janelas vejo ao perto jardins. FEI-SP O autor do texto. b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem. os prendíeis e obrigáveis por força. vejo criados de diversos calibres. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais. como se há de ver a fé. ou fora dele. enfim. FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres. e. nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco. Deus me guie. d) Carlos Drummond de Andrade. 45. Barroco e Arcadismo Avançar . d) soneto com versos decassílabos. FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito. c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo. em que predomina o desenvolvimento de um único conflito. e) segundo o autor. d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. Primeiro que tudo vejo cavalos. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. Padre Vieira. b) uso constante da metáfora e da antítese. e) Fernando Sabino. é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. e) utilização de muitas frases interrogativas. e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes.

GABARITO 49. E nas folhas parecem. no açúcar deleitoso. Que sem tempero algum para apetite Faz gostoso convite. Que o têm clarificado nos seus gomos. no final. Açúcar. Tem o primeiro A. Como maiores são. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã. Nas que chamam da China Grande sabor se afina. Esmeraldas de Abril em seus verdores. Tenho recopilado O que o Brasil contém para invejado. todas azedas. nos ares puros Na tempérie agradáveis e seguros. e são sadias. Que é do Mundo o regalo mais mimoso. todavia. característica do estilo barroco. d) provocar fortes emoções em seu público. e melhores. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia. E para preferir a toda a terra. Um exame atento desse procedimento no poema revela. Tomo I. Tem o segundo A. Mais que as da Europa doces. VUNESP A técnica de disseminação e recolha. Que como junto ao mar o sítio é posto. Que dão a Portugal muitos ciúmes. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Com tal sustância. Tem o terceiro A. sempre ledos. b) convencer e ensinar o seu público. Lhes dá salgado o mar o sal do gosto. …………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes. Desterrando do Inverno os desfavores. 1953.48. E têm sempre a vantagem de maiores. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utilizado pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) confundir seus ouvintes. Ares. Quinhentismo. Barroco e Arcadismo Avançar . E delas por adorno apetecido Faz a divina Flora seu vestido. para recolhê-las num só verso. E se pode dizer em graça rara Que a mesma natureza os temperara. e gosto preparado. Em si perfeitos quatro AA encerra. Águas.Humanismo. E são tão deleitosas. Que refrescam o peito. Música do Parnasso. As fruitas se produzem copiosas. p. antes se encerra Tal doce nestes pomos. Mas as de Portugal entre alamedas São primas dos limões. aparece em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos. O quarto A. E nesta maioria.” 19 OLIVEIRA. São pois os quatro AA por singulares Arvoredos. nas águas frias. certa assimetria entre a disseminação e a recolha. Manuel Botelho de. …………………………………………… As laranjas da terra Poucas azedas são. têm mais valia. nos arvoredos Sempre verdes aos olhos. 127-135. …………………………………………… As plantas sempre nela reverdecem. Rio de Janeiro: INL.

pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais. a 13. a 24. Q U IN H E N T IS M O . b 26. a 10. para o qual ela se encaminha. Barroco e Arcadismo Avançar . 04 27. d 28. a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”. e 6. O marido de Inês. e 19. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher. Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelicamente (os fins justificam os meios). F – V – F – V – F – F 7. B A R R O C O E A R C A D IS M O 1 1.Humanismo. mas o encontro com o ermitão. para ser traído por ela. V – F – V – F – F 2. na cena final.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . em sua fala. 16. c 31. é um encontro adúltero. a 9. 18 20. c 22. Não sabe. c 15. Seu primeiro marido era um repressor proibindoa de sair de casa até mesmo para ir a igreja. b 23. a decadente sociedade portuguesa. e por não ter conhecimento dessa traição. e 5. colaborando. e 14. d 30. b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que. F – F – V – V – V 11. F – V – F – F 8. Quinhentismo. a leva em seus ombros para que atravesse o rio. a 4. Pero Marques diz dar plena liberdade à esposa. F – F – F – V 3. a IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b 25. c 17. c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete. c 21. ingenuamente. c 12. b 18. e 29. na vida privada.

c 43. pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüência Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar. Voltar Língua Portuguesa . e 33. 24 34. retomou os elementos assimetricamente. b 49. (…) O quarto A. Ou ainda.Humanismo. c 41. nos ares puros (…) Tem o terceiro A. b 35. nos arvoredos (…) Tem o segundo A. e 36. a 42. Quinhentismo. a 44. b 38. e 39. Barroco e Arcadismo Avançar .2 IMPRIMIR GABARITO 32. c 48. d 45. e 47. b) Como se trata de um poema. b 46. ou seja. no açúcar deleitoso” No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação. nas águas frias. a 37. e 40. a) Disseminação: “Tem o primeiro A.

. Censurem. São Paulo: Cultrix.) O povo que chupa o caju. através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais. Límpido ou turvo. Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira. e aum.. o damasco e a nêspera?” ALENCAR. ( ) No segundo parágrafo. não se constranjam. Gonçalves. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo. c) supervalorização da natureza. a pêra. piquem. Quase a lamber o chão. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo. A Literatura Brasileira através de textos. 1 1. 1998. metonimicamente. José de. “Portanto. rev. A corrente impiedosa a flor enleia. não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão. não!’” GABARITO DIAS. e sempre embalde: ‘Ai. Alencar opõe. Voltar Língua Portuguesa . A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste. E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai. da fantasia. “Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente. d) exaltação do sonho. e) desejo de morte pelo amor não correspondido. te amarei constante ‘Mas não me deixes. não me deixes. como a fruta que nos mandam em lata. ou calem-se como lhes aprouver. p. Leva-a do seu torrão. não!’ E a corrente passava. São Paulo: Melhoramentos. Benção Paterna. novas águas Após as outras vão. não. IMPRIMIR 2. no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo. ( ) Na história da literatura brasileira. por meio das frutas.d. F. não me deixes.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada. não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor. ed. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda. o cambucá e a jabuticaba.Romantismo Avançar . Massaud. a manga. b) amor incondicional ao outro. Texto para as questões 2 e 3. (. não me deixes. 135-6. 21. ‘Ai. In: MOISÉS.. s. mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala. a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias.. ilustres e não ilustres representantes da crítica. não! Por fim desfalecida e a cor murchada. onde bela se mirava. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência. Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse. In: Sonhos de Ouro.

F. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores. a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor. adoro a tua formosura. 04. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 02.” Álvares de Azevedo.. extremoso. como resposta. d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”. GABARITO 4. 5. Minha febre noturna delirando. b) “À dor imensa que me cerca e mata”. inda. 16. visão dos meus amores. busca. Amor na minha idéia te retrata.. c) No poema de Álvares de Azevedo. Se a ti ergui meus olhos suspirando!. no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes. socialismo e ilogismo. c) “Nesta triste masmorra”. assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso.Romantismo Avançar . como recurso estilístico.3. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima. em seus diversos momentos. U. Meus ais. escapismo e subjetivismo. nacionalismo e religiosidade. 6. de um semi-vivo corpo sepultura. apresenta como características: 01. imaginação criadora e amor à natureza.. que eu assim resista À dor imensa. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores. Dê.E. não.” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor.” Tomás Antônio Gonzaga. que me cerca e mata. 2 “Perdoa-me. 08. U. visão de meus amores Perdoa-me. F. naturalismo e pitoresco. d) Em ambos os poemas. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”. b) No poema de Gonzaga. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão.. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira. a soma das alternativas corretas.F. Marília. leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra. U. a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado.

Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” 3 GABARITO Instrução: Para responder à questão 7... 8. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. b) ufanismo. Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde. O teu mísero pão. d) III e IV. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta. Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte. mísero atleta! Hoje. II. b) II e III. com a fome e com a morte. Suspende em meio o hino augusto e forte. analisar as afirmativas que seguem... Que vais fazer tão triste e solitário?.. PUC-RS Pela análise das afirmativas. d) futurismo. 7. c) nacionalismo. III. meu irmão! Eu sou a Fome. sobre o texto. Fui eu que te vesti do meu sudário. uma vez que esta ultrapassa a condição humana. depois. Idealiza a função do poeta...’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta.. irmão! Eu sou a Indiferença. meu irmão! Eu sou a Morte. “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas..Romantismo Avançar .. Vão três pálidas virgens.. ‘Saúde. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II. Quem no teu nome a escuridão projeta... Pertence ao movimento literário denominado Romantismo.. Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta.Instrução: Para responder às questões 7 e 8. II. e) condoreirismo. I. depois (qu’importa?) Virei sempre sentar-me à tua porta. vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias.. Sou eu quem o teu negro pão consome. Sou eu quem te sepulta a idéia imensa. ‘Saúde. c) II e IV.. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada: a) subjetivismo. III e IV. IV. e) I. ler o texto que segue. amanhã.

Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor. Jatir. Não sentiram meus lábios outros lábios. 4 GABARITO 9. b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais. Já nos cimos do bosque rumoreja. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram. há pouco. Jatir. e) Mesmo sendo romântico. Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. Correm perfumes no correr da brisa. pela presença dos elementos mitológicos. notam-se ainda no poema. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. tais como “luar”. Outro amor nunca tive: és meu. No silêncio da noite o bosque exala. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. os aspectos marcantes do Arcadismo. Onde o frouxo luar brinca entre flores. ou dia ou noite. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. movendo as folhas. Também meu coração. como estas preces. Já solta o bogari mais doce aroma.Romantismo Avançar . Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. Brilha a lua no céu. Onde quer que tu vás. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. “bosque” e “perfumes”. não mais. Sejam vales ou montes. brilham estrelas. d) Apesar da intensa presença da natureza. Nem outras mãos. como estas flores. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. recebida principalmente de Camões. para expressar o amor por meio da espera. Do tamarindo a flor abriu-se. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. “vales”. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. Vai seguindo após ti meu pensamento. lago ou terra. que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o poema em questão já se aproxima do parnasianismo. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. “Leito de folhas verdes Por que tardas.Texto para a questão 9. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração.

encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas]. d) O Mulato e Canção do Exílio. independência e as terras que ocupavam. 14. c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico. É o que se pode verificar quando se lêem.Romantismo Avançar . dos dois autores citados. de Maria da Glória e da cortesã. UFSE No período romântico brasileiro. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos. dignos de alta expressão literária. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica. U. e F. realçando seus preceitos e preconceitos. os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós. o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência. de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época. sapos e jacarés sem conta: enfim.” (Gonçalves Dias). e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária. b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis.” (Ferdinand Denis). enquanto a paisagem árcade é harmoniosa.10. ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado. O romance Lucíola. e) “O maravilhoso. e) I . e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar. mulheres feiticeiras.” (Gonçalves de Magalhães). 5 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . respectivamente. as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos.. Lúcia.” (Machado de Assis). 12. procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos. um gênesis americano. d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu. Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais.F. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante. 13.Juca Pirama e O Guarani. à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias. b) Quincas Borba e Os Escravos. c) Ressurreição e O Navio Negreiro. UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros. foi trabalhar a dualidade. b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. UEGO Assinale V. alheia ao eu-lírico. uma Ilídia Brasileira. ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa. c) “Imaginei um poema. buscando nelas aspectos heróicos. 11. para os falsos. como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos. uma criação recriada. colocando na mesma mulher as imagens de virgem. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. para os itens verdadeiros..” (José de Alencar). c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo. como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos. o marginal e o burguês. tão necessário à poesia. d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum. devido aos exageros do eu-lírico.

“Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau.” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I.. do chorar das fontes... de cunho romântico no Brasil. “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado.. Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa. e) I.Romantismo Avançar . d) Apenas II e III. Se assentou sobre o grande jirau. a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16. I... b) Apenas II. do silêncio ou vozes.. Das horas longas a correr velozes.. UFRS Leia o texto abaixo. Das folhas secas. de tudo...... A luz da aurora me intumesce os seios.) Se é vate quem dos povos.. que usa ....” 6 Dos exemplos citados abaixo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. excita o pasmo.... Da luz.. é um tema dominante na poesia . II e III.... UFRS Leia o texto abaixo... Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto. rainha da festa.15... “Tenho medo de mim..” (Laurindo Rabelo) III....) O véu da noite me atormenta em dores.. de ti... c) Apenas I e II. sob o olhar apaixonado do poeta. (.. (... “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna...... E a velhinha.. . a mulher é freqüentemente .... da sombra.... identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima... As paixões vivifica... dono de uma sensibilidade extraordinária.. quando fala.” (Bernardo Guimarães) II.... nela. como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos. Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum..

deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. e tremia de pensar que Iracema houvesse partido. e a alegria voltou a habitar em sua alma. talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. São Paulo: Scipione. 7 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . cheia de grandes desejos e nobres ambições. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico. O imbu. p. …………… adorava. o último uma religião. após ser abandonada por Fernando Seixas. 56. o outro uma paixão. assim. leva-as a brisa.Romantismo Avançar . De novo sentiu em sua alma a sede do amor. sentia-se no ermo. para tudo murchar. arrependido. trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. porém nunca se valeu da composição regionalista e. O Guarani. d) Fernando. Diogo / Peri. na praia. agora longos sóis. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. b) juntamente com Diva e Iracema. já comprometido. vinga. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. o cristão tornara às praias do mar. não atingiu seu intento. Diogo / Peri. filho da serra. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares. Mas basta um sopro do mar. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*. FUVEST-SP “Assim. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social. e) Loredano / D. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. José de. “Logo após a vitória. José de. Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se. achando boa terra e fresca a sombra. As folhas lastram o chão. Texto para as questões 19 e 20. Neste excerto de O Guarani. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura. Iracema. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos. numa tentativa de representar por completo o Brasil. 1994. Lúcia Camargo que. escreveu romances indianistas e urbanos. Passava os já tão breves. b) Loredano / Álvaro / Peri. Diogo. mas o casamento. o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci. Mantida a seqüência. Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros. vê-se desprezado e humilhado pela esposa.” (*organizações = personalidades) ALENCAR. d) Álvaro / D. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo. após o casamento. é desfeito. Alencar revela traços realistas. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. Como o imbu na várzea.17.” ALENCAR. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. c) Loredano / Peri / D. …………… amava. e) Alencar. onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente. 18. buscava. mas embalde. Diogo. através da Senhora. as flores. …………… desejava. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre.

como heróis ou como vilões. já que a primeira dá idéia de concretude. respectivamente. Dê. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada. O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”. sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama.. como resposta. existe uma explicação adequada em: 01. 21. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo. agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! . e morre amando. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! .” (Castro Alves) 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . respectivamente. 02. 04. molho de batatinhas. se tens pena De quem morre por ti. e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente. ambas com função revitalizadora. A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. Em quem. frágil e inatingível. Angélica na cara! Isso é ser flor.Romantismo Avançar . Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam. 04. senão em vós se uniformara. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome. enquanto a segunda. 16. 32. A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita. O trecho “os já tão breves. UFF-RJ Na literatura. seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita.19. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor.” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz. pálida virgem. onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance. Dá vida em teu alento à minha vida. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo.. de abstração do sentimento amoroso. 32. evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. UFBA Com relação à linguagem. 08. Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. à chegada do inverno e à volta do esposo. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica. Dê. 16. 08. feijão-roxinho. 64. para ambos. 02. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim. O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem. Mas cantava. 20.. 64. a firmeza de permanecer em terra estranha. a soma das alternativas corretas. a soma das alternativas corretas.. como resposta.

Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. “O índio. FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora. c) Apenas I e II. e sobretudo os répteis. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte. c) José Lins do Rego. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro. Quais estão corretas? a) Apenas I. e) I. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. 25. A Moreninha. e sugasse uma gota desse sangue precioso. é mestiça. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. UFRS Considere as afirmações abaixo. II. d) Apenas II e III. de canela. por isso tomara todas essas precauções. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos.” 9 GABARITO 24. II e III. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”. o rio de um lado. de Bernardo Guimarães. III. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. em que as personagens vivem em contato constante com a natureza. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas. referentes ao romance romântico no Brasil. insere-se na linha primitivista da corrente romântica. urataí e outras árvores aromáticas. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias. 23. A heroína de A Escrava Isaura. de Joaquim Manuel de Macedo. b) Apenas II. e) Gonçalves Dias. FEI-SP Sobre o romance.22. o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos. c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. porém. região tida por ele como a mais autenticamente brasileira. é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. I.Romantismo Avançar . Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27. na sua apresentação inicial. b) Álvares de Azevedo. de Manuel Antônio de Almeida. antes de partir. b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém. é a novela picaresca espanhola. circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) José de Alencar.

Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia. desempenha. e) II e III estão corretas. Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros.” ALENCAR. vê com naturalidade o casamento de conveniência. a moça não insistiu. b) Aurélia Camargo. mas o seu procedimento o indignava. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. a) somente I está correta. c) romance indianista. b) romance regionalista. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis. Senhora: perfil de mulher. São Paulo: FTD. Fernando. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro. d) Castro Alves. sem força de vontade. b) somente III está correta. 28. é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres. o papel da mulher fraca. Essa tendência é típica do: a) romance urbano. Uma noite porém. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. revoltou-se contra si próprio. Fernando disfarçou. b) Gonçalves Dias. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. fatal. Em sua música “Maldição”. 104-6.Romantismo Avançar . e inquiriu do motivo. c) A obra. eu lha restituo. especialmente para uma das gerações do Romantismo). GABARITO 29. e) poemas históricos. d) poemas épicos. é correto afirmar que: I. FEI-SP A propósito do trecho transcrito. e) Olavo Bilac.26. 1999. típico desfecho da narrativa romântica. e até pareceu esquecer a sua observação. c) I e II estão corretas. FEI-SP Em O Guarani. imprudência a que pusera remate o pedido do casamento. não lhe pedi nada mais. valentia e brio. na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo. e) A obra apresenta o final feliz. IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra. desde que mo deu. em que Seixas se mostrara mais preocupado. In: Vô imbolá. com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza. José de. quanto à relação amorosa. c) Casimiro de Abreu. III. enfocados como pessoas comuns. já lho disse uma vez. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe. Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã. 1992. na narrativa. 27. UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO. Voltar Língua Portuguesa . enquanto romântica. p. Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro. A mim basta-me o seu amor. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável. Zeca. II. d) I e III estão corretas.

A vida é combate Que os fracos abate. Poemas de Gonçalves Dias. E. os bravos. Só pode exaltar. junto à natureza. a) Barroco. sem poder fitar seus olhos. Quer seja tapuia. sem lhe ouvir. E pois que és meu filho. b) forte subjetivismo. e) Romantismo. São Paulo. Viver é lutar. Sê duro guerreiro Robusto. d) Naturalismo. seus pensamentos. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos.. Aos fortes. valorizando o idioma nacional. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. “Não chores. representam um momento da literatura brasileira em que se buscou. revelando uma visão pessimista da vida. inspiração em elementos nacionais. Condor ou tapir. e) idealização da mulher. c) Modernismo. p. Penetra na vida: Pesada ou querida.Romantismo Avançar . Que os fortes. [s/d]. que a vida É luta renhida. Não chores. meu filho. transportando o eu-lírico para um lugar ideal. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor.” DIAS. através do sentimento nativista. Gonçalves. Poesia Completa. Viver é lutar.30. Se o duro combate Os fracos abate. temendo roçar os seus vestidos. especialmente nos índios e em sua civilização. As armas ensaia. Tamoio nasceste. transcendendo os limites da vida física. conduzindo o eu-lírico à depressão. sem que se veja. c) idealização do amor. 1959. Voltar Língua Portuguesa . 31. Valente serás. Compr’ender. Cultrix. 11 GABARITO Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio. Só teme fugir. fragueiro. Segui-la. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. Amá-la. b) Realismo. a quem se adora. No arco que entesa Tem certa uma presa. d) realização de poemas lírico-amorosos. 372. Só pode exaltar. sem ousar dizer que amamos. partes do poema Canção do Tamoio. UFF-RJ As estrofes abaixo. como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. Meus brios reveste. IMPRIMIR A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. aos bravos. Gonçalves. e desse amor se morre!” DIAS.

Essa comparação visa a demonstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo.. e) Senhora – adolescente – ascensão social. 33. mais precisamente no Rio de Janeiro.. III.São redomas de vidro que tudo pode quebrar. na certeza de que serão vingadas... independente do julgo da metrópole portuguesa. a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico.. conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino.. são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro. 01. tentanto tirá-la dos braços de seu amado... um processo gradativo de . apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro. representante dos valores lusitanos. Em Iracema. as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas. II. Unicamp-SP Em Ubirajara. 08.Romantismo Avançar .. b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física. pode pôr a perder a honra familiar. a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim.. é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira. é coisa de meter medo. que se apaixona pela bela sertaneja. Pereira enaltece a fartura do Brasil. a partir daí. no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35.32. Segundo Pereira: “Ih. de José de Alencar. tanto a casa de Mariz. assinale a(s) alternativa(s) correta(s). tal como em Iracema e em O Guarani. meu Deus. 02. em especial a francesa.. são destruídos. UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema.. d) Apenas II e III.... à míngua..... experimentando.. 34. que retratam o lado negativo da terra americana.. Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro.. e) I. De acordo com a narrativa. aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura. uma vez que.” 04. quanto os Aimorés..... sob a influência das culturas européias.. Apesar do afeto que Pereira sente pela filha. por obra de qualquer descuido...... No romance . José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central. c) Apenas I e II.. de José de Alencar... IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) Lucíola – aristocrata – degradação moral. 12 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima. palco da história do amor de Inocência e Meyer... Durante um almoço. II e III. misturam-se cenas da Guerra do Paraguai... a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual. Quais estão corretas? a) Apenas I. Em O Guarani. Essa exaltação dos recursos alimentares do país.... UFRS Leia o texto abaixo. uma . ela é motivo de constante preocupação para o pai. o homem branco por quem se apaixonara. I. b) Apenas II. UFMS Considerando a leitura do romance Inocência. Em O Guarani e Iracema. do Visconde de Taunay.. d) Senhora – adolescente – enriquecimento material. ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas..... em contraste com a vida na corte. sinônimo dos recursos naturais do Brasil. mulheres numa casa. durante o inverno europeu..

não.. os campos e as matas. Não foi na cidade. e. d) I e II. e) II e III. ao saltar do berço.36. trata-se de caso de exceção na ficção do autor. A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta.. ( ) Heroína romântica. e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades. leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida. e ao desprender-me das faixas infantis.. O autor valeu-se de uma narrativa. os costumes. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados. Obras completas. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso). 203. 37. ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista. a personalidade. ( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema. b) II. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu. com suas palavras. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias. infante ainda. c) III. ocultando habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas. onde se morre abafado. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais. ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa. mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética. de José de Alencar: I. Aqui. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. foi ao ar livre. Casimiro de. UFRJ Associado ao tema da infância. mas divididos por razões econômicas.” ABREU. o autor consegue sustentar a atenção dos leitores. ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar. p. vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais. Para responder às questões 37 e 38. aos oito anos ia eu para a escola. iniciando-se a narrativa com as recordações da infância de Aurélia. GABARITO 39. 38. 13 “Nasci no campo. senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha trazer-me de longe o perfume das florestas. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia. é correto afirmar. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica. UFPR Sobre o romance Senhora. Mas. ( ) Até o final do romance. o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta. possa encontrar sua felicidade. com suas palavras. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!.Romantismo Avançar . o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua. não. servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses. Está correto somente o que se afirma em: a) I. de José de Alencar. II. III. não queria. 1965. ( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ao tratar desse tema. nada. ligado por laços afetivos sinceros. UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância.. Rio de Janeiro: Edição de Ouro.

Dê. compra-o e ele contumaz caça-dote. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. inclusive através de nomes científicos em notas de rodapé. sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse. uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre. mas. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino. reforça a grandeza do índio Peri. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres. em termos históricos. de tendência sertanista. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. 32. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. preterida por Fernando Seixas. b) Aurélia Camargo. PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. a soma das alternativas corretas. o amor tudo vence. 08.40. no cap. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas. focalizado em primeira pessoa. de Visconde de Taunay. por isso. além de explorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. O tom confidencial da narrativa. incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval.Romantismo Avançar . III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem. como um bálsamo poderoso. cuja linguagem possui os elementos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro. porque. V. assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). 41. 16. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 04. como resposta. como também as relações do homem com essa mesma natureza. é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização. Inocência é noiva de Manecão. UFMS Sobre o romance Inocência. 04. o romance estrutura-se em quatro partes: preço. o anão que vigia Inocência o tempo todo. Pereira. apaixona-se por Cirino. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. salva Peri da morte. em oposição à vilania e à maldade. Tico. 01. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. é a do casamento. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro. A ação do romance. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos da natureza são descritos minuciosamente. resgate. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos da presença do medievalismo na literatura romântica. posse. a soma das alternativas corretas. é um romance regionalista. transcorre no século XVII. nele. 16. apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. Considerando a obra como um todo. 08. no entanto. como resposta. de desigualdade econômica. levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão. 42. intitulado “Loura e Morena”. 02. a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. com final feliz. 02. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. quitação. indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance. por promessa de seu pai. Dê. 64. de José de Alencar. A jovem. é correto afirmar que: 01.

a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão. que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras. Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . (. que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna. 10.) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza. São Paulo: Scipione. onde campeava sua guerreira tribo. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa. O favo da jati não era doce como o seu sorriso.. c) Essa estrofe é uma oitava. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. (.” ALENCAR. o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo. d) bucolismo neoclassicista. 15 44.’” NICOLA. p.. e mais longos que seu talhe de palmeira. da grande nação tabajara. Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti.43. 1998. No ano da graça de 1604.. em que o homem é apenas um simples comparsa. “(. Iracema. Instrução: Para responder às questões 45 e 46. sintetizado pelo: a) realismo naturalista. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século. Entretanto. E provocaste a rajada.. b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África.. Nas ondas da escravidão. identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas. mal roçando.) A habitação (. 125. José de. p. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro. José de. e) nativismo modernista. b) sentimentalismo realista. a virgem dos lábios de mel.) pertencia a D. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”. barca de granito. Antônio de Mariz. 1994. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos. O pé grácil e nu.. temos uma das formas significativas do nacionalismo. e) São versos típicos de uma poesia que. romântica e exaltada. São Paulo: Scipione. Cefet-RJ “Iracema. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior. o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto..) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom.Romantismo Avançar . construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique. século XIX.. sublime artista. c) romantismo indianista. “Após a independência. No texto de José de Alencar. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro. a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu. Mais rápida que a ema selvagem. com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas. ler o texto que segue..

o poder e a audácia dos novos habitantes. é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias. Álvares de..... por exemplo. .. da ideologia dominante. Parece-me que vou perdendo o gosto.. Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas.. e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa.. Basta de Shakespeare. Com base no texto acima.. FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”).. b) a dispersão do eu-lírico... Tem na lira do gênio uma só corda. a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46...... nele. exprime-se na métrica irregular dos versos.. Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia.. b) Romance de Manuel Antônio de Almeida... em relação ao processo de .. à cultura europeizada por que passa Peri....... através da fundação daquela que se tornaria a sua capital.. PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra ..... é correto afirmar que. a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47. evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns. PUC-RS A obra em questão . mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta.. Vem tu agora.... Se pranteia por Deus de amor suspira.. Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento..... poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo.. de Cecília. só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa. O Lamartine É monótono e belo como a noite.. muito respeitados pela segunda geração romântica...... A personagem referida.. que é a protagonista da obra...... GABARITO 47.. própria da ironia romântica... c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza.. Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta.. 16 “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa.... c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista... de José de Alencar. d) Escrito na época do Romantismo. o passado histórico por meio de uma visão . possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época. como se pode observar....Romantismo Avançar .. 48.. e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. ..45. UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas. Lira dos vinte anos.. a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca. foi o primeiro escrito no Brasil... Fantástico alemão.” Memórias de um sargento de milícias. de Manuel Antônio de Almeida....... (…)” AZEVEDO. d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira....

era o ataque aos senhores da terra.. que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro. c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil. ... d) O Moço Loiro – realista – complexidade. d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado. que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios. e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação. 17 49.. 50.. 1867.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 51.. cometera a violência de arrancar de suas terras. como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra. contra a vontade deles.. condenados à morte ou espíritos baixos. Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis. e) Lúciola – regionalista – diversidade... como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal.. p. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.. José de Alencar retratou. bem como criou romances de tendência . mas que eram movidas pela ganância. como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português.. b) insere-se no contexto do Romantismo. ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares. que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados.. A preocupação em retratar a .. 4º trim.. No texto. b) Senhora – abolicionista – simplicidade. b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral. UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial.... c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade.” DIAS...... ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto..... PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas. e) seria causada pelos condenados à morte... c) seria arquitetada por colonos degradados.. à liberdade dos índios... eram colonos degradados. e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta. UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil.. apesar do tom artificial de alguns romances. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para se redimirem. a) A Moreninha – realista – desigualdade. que alegavam razões religiosas para seus atos. Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião...As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil. do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro... contextos e temáticas urbanas. condenados à morte. sem que a sua vontade fosse consultada. que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa. a dois índios. como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal. convertendo os índios.. em obras como .Romantismo Avançar . d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião. Gonçalves... 274...

contrariando as convenções literárias da época. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral. ó minha lua.. c) melancolia romântica. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é um anti-herói. o compadre.) Não permita Deus que eu morra. mas revela. característica das classes de alta cultura e condição social confortável. o narrador interrompe com freqüência a narrativa. o personagem central. torna-se sargento. Leonardo. é correto afirmar que: 01. destacando-se pela temática regionalista. Sem que eu volte para lá. que previa heróis moralmente elevados. que mais tarde se casa com Vidinha e. (. o Romantismo. referidas na segunda estrofe. 53.Romantismo Avançar . como resposta. Nosso céu tem mais estrelas. d) aversão dos românticos à natureza. e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal. d) as estrelas e as flores. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional. aproximando-a da estética realista. é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. tornando a obra uma espécie de crônica da época. Não gorjeiam como lá. 04. por méritos próprios. b) tendência romântica ao misticismo.” 18 Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora. que aqui gorjeiam. a soma das alternativas corretas. Onde canta o Sabiá. Dê. UFRS Leia as estrofes seguintes. o barbeiro. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias. 16. desinteresse e tédio. Álvares de.52. e) fuga romântica para o sonho.” AZEVEDO. Sem qu’inda aviste as palmeiras. a comadre. Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias. comentando as ações dos personagens. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro. Nossos bosques têm mais vida. um aventureiro. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo. Leonardo. o personagem principal. 08. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”. capazes de atos de bravura e coragem. Lira dos vinte anos. Nossa vida mais amores. Nossas várzeas têm mais flores. o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. As aves. 02. simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial. Onde canta o Sabiá. A teus raios divinos me abandono. de imediato. 54. Essa atitude do eu-lírico manifesta a a) ironia romântica. é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça.. “Luar de verão”. “Minha terra tem palmeiras. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala. Neste excerto. João VI.

Cercadas de troncos – cobertos de flores.Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores. 1969. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas. pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico. severos. U. é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico...F. Dirce. b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor. a um tempo temida e desejada. In: RIEDEL. ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro. b) à tendência romântica para a utopia. c) sátira impiedosa. de Gonçalves Dias. São rudos. expressa num detalhismo quase realista. incorporando-as ao orgulho nacional. d) à vertente romântica indianista.Romantismo Avançar . São muitos seus filhos. d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira. já cantam vitória. de glória e terror! (.55. Gonçalves. Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão. UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”.Juca-Pirama.)” DIAS. e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais. que.. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso. d) insegurança amorosa. a: a) idealização da amada. c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras. c) à temática romântica da nostalgia. 311 19 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo. e) força material do cotidiano. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 57. retratada como musa etérea. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico. Rio de Janeiro: Bloch. de Álvares de Azevedo. Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras. 56. solene e distante. Já prélios incitam.. sedentos de glória. p. b) projeção da própria morte. Condão de prodígios. nos ânimos fortes. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade. Literatura brasileira em curso. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I. I. revela-se um traço forte de sua poesia. Alteiam-se os tetos d’altiva nação.

confirmando a filiação do poema à estética simbolista. a) O idealismo. a presença da morte. Tapir – anta. “negro quadro”. Dê. Conforme os versos transcritos. d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. vida e morte. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes. a) quem erra o alvo precisa fugir da caça. Nos lábios frios comprimir chorando. revelam o seu caráter romântico de segunda geração. Não encheste minh’alma de ventura. U. E essas violetas inodoras. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”. Condor – ave semelhante à águia. b) Filiado ao Simbolismo. “rompeu a tela”. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. tais como: ventura e tristeza. linguagem coloquial. 16. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis. a imagem da mulher amada. ao menos. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos. expressão de ideais românticos. Texto para a questão 60. imaginação criadora. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito. e) As marcas do erotismo.Romantismo Avançar . Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes. 04. Quando louco. No arco que entesa Tem certa uma presa. exaltação da natureza. b) os índios estão em guerra contra os tapuias. De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela. Não poderei na sepultura. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”. o sonho. “onde eu pintara”.F. (…) GABARITO 60. ideal mimoso. Quer seja tapuia. Só teme fugir. é um conjunto de poemas que apresentam: 01. como resposta.58.E. criam efeitos sinestésicos. 08. U. e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. No poento vidro que te guarda o sono! Álvares de Azevedo.” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas. 02. d) As referências ao universo da pintura. sedento e arquejante. Condor ou tapir. presentes no poema. murchas. É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro. de Castro Alves. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes. de Gonçalves Dias. característica primordial do Romantismo. 20 59. satanismo. a soma das alternativas corretas. De bela adormecida.

Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima. 01. a coragem e a fidelidade. seja no espaço onde essas personagens circulam . na perspectiva do idealismo romântico. corretamente. UFMS Memórias de um sargento de milícias. de Manuel Antônio de Almeida..Romantismo Avançar . A dor lacerou suas entranhas. e vivem situações idealizadas. estalar do açoite. as mulheres são devassas.. 62. uma vez que registra traços dos hábitos.. foi uma obra inicialmente publicada em folhetins.61.a periferia do Rio de Janeiro. à elite de sua época.F. contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa. sentindo que se lhe rompia o seio. não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa. tradições e falas de pessoas simples. 64. Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo. d) Alencar justifica. características da estética romântica. Dê. seja no plano da forma . buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro. 08. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema. 04. As personagens do romance pertencem à classe dominante.” ALENCAR. como resposta. 02. Tinir de ferros. Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar. (. consciente da sua missão de gerar a nova raça. O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho. a seu modo. porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo. U. o nascido do meu sofrimento. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica.. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo. Estreitou-se com a haste da palmeira. Em sangue a se banhar. um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade. assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização.F. vulneráveis e desonestas. Iracema. b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização.. 63.. de baixa renda e seus dramas cotidianos -. A obra pode ser classificada como um romance de costumes. Voltar Língua Portuguesa . no romance. a soma das alternativas corretas. Dentre as proposições abaixo. assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão. U. As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema.” IMPRIMIR GABARITO Assinale a alternativa que identifica. a retidão de caráter.F. entre os anos de 1852 e 1853. seja no processo de construção das personagens . c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo.linguagem simples e direta -. Apresenta-se. título da obra e período literário dos versos citados.representação de pessoas comuns.) – Tu és Moacir... d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local. O desfecho da obra apresenta histórias de luto. Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco. José de. e considerando a obra como um todo. e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo. dor e sofrimento. de José de Alencar. 16. é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo. U. o mestiço povo brasileiro. autor. a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira.

Desta forma.” 22 Com relação ao fragmento acima. o que leva ao efeito cômico desejado. personagens que confirmam o amor inatingível. – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja. III. ainda. o amor platônico não é superado pelo amor físico. acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história. a punição do violão. pode-se encontrar (Assinale V. Acentua traços característicos da literatura romântica. b) Apenas II e III estão corretas. que. naquela tez lívida e embaçada.65. Idealiza figuras imaginárias. o egocentrismo e o sentimentalismo. 66. direcionando-os para a vida religiosa. Era uma defunta!.. sempre se salva a dignidade última dos protagonistas. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora. e após uma orgia. Saí. e se redimem as transações vis repondo de pé herói e heroína. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna. como o subjetivismo. elas só o são aparentemente. temas característicos da primeira geração romântica. despreza o nacionalismo e o indianismo.. ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários. c) I.. ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico. rompido temporariamente. Pesava como chumbo. ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social. para os itens verdadeiros. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas. Assinale a alternativa correta. b) V – V – F – F. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852). o disfarce e o erro de identificação. as grinaldas da morte na fronte dela. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política. c) V – F – F – V. recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época.. no 1º. eu achara abertas. baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados. II e III estão corretas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida. ao contrário. A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V. d) Apenas I e II estão corretas. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor.. parágrafo. Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez. afirma-se: I. em virtude da educação que recebera. Abri-o: era o de uma moça. eu ignoro por quê. da qual faz parte a peça O Noviço. e) Apenas I e III estão corretas. como o esconderijo. “Uma noite. mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas. Não sei se a noite era límpida ou negra.. idealizado na literatura ultra-romântica.. uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e. Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. 67. II. por exemplo). que se casa pelo dote.Romantismo Avançar . UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro. d) F – V – V – F. Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. na economia e principalmente na educação dos jovens. mulheres incorpóreas ou virgens. Nessa obra. ( ) Nesta obra... Aquele branco da mortalha. As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói. o vidrento dos olhos mal-apertados. presente em grande parte da obra do autor.. a) Apenas I está correta. o equilíbrio. ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro). Tematiza a morte. eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa.

apesar de haver um tom de humor e sátira. o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. e) no segundo. bucolicamente ingênua e inocente. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 23 Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica. a morte como alívio para o “mal-do-século”. b) no segundo. o desajustamento do indivíduo ao meio social. Sobre o leito de flores reclinada. como resposta. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Fragmento II É ela! é ela! — murmurei tremendo. Como a lua por noite embalsamada.68. “Se eu morresse amanhã. podemos afirmar que. pastoril. Dê. d) no segundo.E. a valorização de elementos ligados à natureza. 04. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. o dolorido afã.. a soma das alternativas corretas. Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória. PUC-SP “Fragmento I Pálida à luz da lâmpada sombria. porém. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta. Mas cantou nesse instante uma coruja… Abri cioso a página secreta… Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” GABARITO Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento. não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso. é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo. manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes. como: 01. 69. com desespero e pessimismo. a exaltação de sentimentos pessoais. viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. U. 16. a) no primeiro. c) no primeiro. o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros. em poesia simples. 02.Romantismo Avançar . 08. atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento. E o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janela! (…) Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que estalavam nos meus passos Ir espiar seu venturoso sono. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”. Vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!… Tinha na mão o ferro do engomado… Como roncava maviosa e pura!… Quase caí na rua desmaiado! (…) É ela! é ela! — repeti tremendo. Comparando os dois fragmentos. ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja. com certeza. que conduz à dor. à aflição e à busca da solidão.

d) se 1. a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético. predomina uma sensibilidade plástica singular. de Manuel Antônio de Almeida. não é dizer que vieram de braço. b) Apenas II. comparações sobre comparações. em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical.” Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto. extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista. que deforma os encantos da mulher amada. II. ( ) na poesia lírico-amorosa. podemos dizer que: 1. U. e) I. 2. I. assim. vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente. e em lamentos melodramáticos. Luizinha e Leonardo. detectado no sentimentalismo exagerado. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens. O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor. d) Apenas II e III. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim. UFRS Leia o texto abaixo. pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional. Assinale: a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas. O narrador. como a exaltação do pitoresco nacional. 3 e 4 estiverem corretas. a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara. o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo. O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance. fruto do negro e do branco. 3 e 4 estiverem corretas. 4. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista. a saudosista e a lírico-amorosa. numa representação quase sempre épica. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema. II e III.Romantismo Avançar . A linguagem do romance Iracema é altamente poética. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo. em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará. provocados pelo sofrimento do amor irrealizado. c) se 2. como este último tinha querido quando foram para o Campo. porém. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias. estabelecendo. de José de Alencar. as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade. o índio. c) Apenas III. no qual está inserido o primeiro habitante do País. uma interdependência entre paisagem e estado de alma. foram mais adiante do que isso. 3. por saber quem é Leonardo. 24 GABARITO “Desta vez. 72. ( ) na poesia saudosista. III. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro. porque tudo é narrado de forma explícita. põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções.F. embora o texto esteja em prosa.70. 71. moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro.

6. a natureza é lugar paradisíaco. segue. d 25. 48. 3. 2. 9. 45. 13. não com o preconceito europeu. 46. sua cultura. atribuem-se à infância traços negativos. e 23. d 24. 39. no texto. de experiências positivas. 06 a Não segue integralmente. 05 21. V–F–V–V d e a c 21 e a e V–F–V–V–V e c c d c d 17. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista: Jaguaré é o nome do caçador. 49. 36. Considerando-se que as notas são objetivas e a narrativa é subjetiva. o índio brasileiro também tem suas tradições. 11. e 26. a escravidão causaria mais vergonha que a própria morte. Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o nome do hóspede. 14. já que.Romantismo Avançar . c 28. e 31. 34. 44. 41. Voltar Língua Portuguesa . tendo sido derrotado no combate com Ubirajara. a 29. Sim. 38. b 18. O romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício. 4. F–F–V–F–F–F–V 50 c 27 d c c a a e b GABARITO IMPRIMIR 35. no último parágrafo. a 27. a 19. a a) Como todo povo. a qual passa por diferentes estágios. b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios. pode-se dizer que servem de complemento à narrativa. 5. As notas contribuem tratando o ritual. 42. pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada. 16. c 32. 12. c 33. 43. 8. 37. d 30. 7. 40. 10. 23 20. c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena. 15. que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar. pois. 47. mas com benevolência.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O 1 1. d 22. já que. e não européia.

53. a b e c V–F–V–V a 17 c V–V–F–V a e 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 67. 59. 68. 69. a e c a 14 a b b c 13 a 05 62. 61. 63. 56. 65. 52. 70. 57. 66. 72. 71. 64.50. 58. 51. 55. 60. 54.Romantismo Avançar .

Que a fortuna não deixa durar muito. Deste causa à molesta morte sua. Aos montes ensinando e às ervinhas. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. oferecem momentos em que o lirismo se expande. IMPRIMIR b) celebra os amores secretos de Inês e de D.Classicismo Avançar . III. puro amor. d) retrata a beleza de Inês. d) I e II. áspero e tirano. inserido em sua narrativa épica. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. Estavas. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. como um todo. tu. O nome que no peito escrito tinhas. É porque queres. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. O episódio de Inês de Castro. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. 3. posta em sossego. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. linda Inês. c) a manifestação de apego a Portugal. que se contrapõe à solenidade do poema épico. Está correto apenas o que se afirma em a) I. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. legítima herdeira do trono de Portugal. com força crua Que os corações humanos tanto obriga. b) II. De teus fermosos olhos nunca enxuito. Voltar Língua Portuguesa . Nos saudosos campos do Mondego. Entretanto. humanizando os versos. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. PUC-SP “Tu só. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano. De teus anos colhendo doce fruito. 2. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. obra de Camões. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. do qual o trecho acima faz parte. já velho e com um “saber só de experiência feito”. Se dizem fero Amor.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. II. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. posta em sossego. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. Desse episódio. Tuas aras banhar em sangue humano. Naquele engano da alma ledo e cego. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito.” 1 GABARITO Os Lusíadas. Como se fora pérfida inimiga. em Os Lusíadas: I. c) III. e) I e III.

LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1.Classicismo Avançar . a 1 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b 2. e 3.

‘Um idioma evolui quando entra em contato com outros. em que João Gabriel de Lima discute o projeto de lei nº 1676. é correto afirmar que: (01) o exemplo utilizado pelos defensores da pureza do idioma — os cartazes de lojas de shopping centers — não prima exatamente pela originalidade. que proíbe o uso de palavras estrangeiras. diz o professor John Robert Schmitz.Interpretação de texto II Avançar . o projeto mostra total ignorância do fenômeno lingüístico. seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centers (ops. em geral. que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. (04) os lojistas que exibem cartazes com termos estrangeiros em suas vitrines prejudicam apenas a si mesmos. os pagodeiros deveriam ser penalizados porque cometem erros absurdos de gramática que corrompem o idioma. Dê. Está certo que os abusos beiram o ridículo. centros comerciais).” Trecho 2: “Para os especialistas. e só alguém que não entende nada do assunto pode achar que é possível bloquear esse intercâmbio’. UFMS Apresentamos. São Paulo). Agora. Até o início do século XX. por isso. Entre eles. Seria mais ou menos como cobrar uma pena pecuniária (gostou dessa. estampar nas vitrines “sale” e “50% off” em vez de “liquidação” e “50% de desconto”. (08) é possível detectar a presença de duas “vozes” que dialogam com o discurso sobre a língua: a “voz” da ecologia e a “voz” da economia. ser multados. (32) no terceiro período: A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada de nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). americano naturalizado brasileiro. 86-7).” GABARITO Segundo o texto. dois trechos de uma reportagem publicada na revista Veja (30/08/00. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). a soma das alternativas corretas. (02) o projeto de Aldo Rebelo limita-se a tentar impedir que a língua falada seja invadida por estrangeirismos. de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B. p. Para ilustrar essa tese. assim como o mico-leão-dourado e a arara-azul. A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert adotassem o termo ‘week-end’ para fim de semana. como resposta. essa primazia pertence ao inglês. As informações entre parênteses têm por função explicar os termos que os antecedem. (16) ao contrário dos lojistas. Também é comum — e fato antigo — que os vocábulos a atravessar fronteiras venham. era o francês o responsável pela maior parte das palavras ditas internacionais. não devendo.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II 1. O texto traz a opinião do articulista de Veja. não fazendo qualquer referência ao emprego de tais termos na língua escrita. 1 Trecho 1: “O projeto é fruto de uma idéia fora do lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção. É normal que uma língua se nutra de outras. Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. Rebelo?) de pagodeiros a cada erro de gramática que cometem. a seguir. multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero. de uma cultura dominante. No entanto.

locuções novas. com isso. 2 Entre o ponto de vista do escritor e a opinião de especialistas. portanto. Dê. “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. exceto: (01) a evolução de um idioma. (04) os vocábulos de uma dada língua que se incorporam a outras originam-se sempre de uma cultura dominante. como resposta. (08) ignora-se a influência do povo como propulsor das transformações ocorridas na língua. (02) tanto Machado de Assis quanto especialistas aceitam.Interpretação de texto II Avançar . criando. A este respeito a influência do povo é decisiva. p. a soma das alternativas corretas. o francês foi o principal idioma a “exportar” palavras para os demais porque pertencia à cultura dominante da época.2. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas.” In: Crítica literária. como resposta. ao passo que Machado de Assis assume uma atitude complacente em relação a seus opositores. (16) até o início do século XX. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. tendo sido. já explorada no texto acima. estão corretas. agora. (32) o trecho atribuído ao professor John Robert Schmitz vem em discurso direto. (04) afirma-se categoricamente que as mudanças ocorrem primeiro na fala para. Há. 47. o que pode ser observado desde tempos mais remotos. com naturalidade. podemos fazer as seguintes comparações: (01) da mesma forma que o escritor fala de riquezas que se acrescentariam à língua. os estudiosos tomam os estrangeirismos como elementos positivos que fariam o idioma evoluir para melhor. que não se pode impedir. (16) enquanto Machado de Assis vincula as alterações por que um idioma passa ao fator tempo e às necessidades advindas dos usos e costumes. a expressão em negrito remete ao termo franceses. um efeito de sentido de verdade e constituindo um importante argumento de autoridade para fundamentar a tese do intercâmbio lingüístico. UFMS Todas as proposições a seguir. a soma das alternativas corretas. (32) posições contrárias à evolução de uma língua são duramente criticadas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . serem incorporadas à escrita. certos modos de dizer. mas pode ser facilmente recuperado pelo leitor. é um processo normal. a partir de então. só então. Dê. 3. especialistas enfocam a questão do ponto de vista do intercâmbio com outras línguas. UFMS Veja. suplantado pelo inglês. referentes aos trechos da questão 1. a evolução das línguas. que não vem explicitado no texto. como o escritor Machado de Assis aborda a questão da língua. através do intercâmbio com outras línguas. (02) para os especialistas. (08) em A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert…. projetos e atitudes como os de Aldo Rebelo revelam-se absurdos porque traduzem um desconhecimento completo sobre a língua portuguesa e suas origens.

esta carta dá uma notável demonstração de machismo e desprezo pelas mulheres. meios artísticos. rompe o asfalto. PUC-RS Texto Carlos Drummond de Andrade “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe. mas certas situações que levam a isso estão aí. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia. o tédio. nos círculos milionários. É feia. termina quando tal fêmea atinge seu objetivo. GABARITO IMPRIMIR a) O texto usa. Há milênios. rio de [aço do tráfego. triste. “A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque. Sento-me no chão da capital do país às [cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma [insegura. associado à descrição de comportamentos que desqualificariam as mulheres. paralisem os [negócios. Façam completo silêncio. e) a convivência do homem com a natureza não deve ser estimulada. quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. bondes. b) a flor nasce sem as marcas da urbanidade. real. gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade. c) a capacidade de resistência possibilita o inusitado surgimento da flor. nesse fato. Suas pétalas não se abrem. Fingem acreditar que elas estão aí por amá-los. Sua cor não se percebe. e lhes atribui um comportamento que as desqualifica. e muitas pela fama. em relação às mulheres. o assassino foge ao perfil comum de tais tipos.” 3 O texto sugere que: a) as plantas não devem ser cultivadas nos centros urbanos. d) nada pode interferir no fluxo da vida urbana. Tudo porque o homem não aprende. A durabilidade de tais ligações. Paulo de 30/08/2000.” ZANINI. Pior ainda.4. no geral. ônibus. Sublinhe o termo em questão na sua frase. um termo fortemente conotado. ITA-SP O texto a seguir foi publicado na seção “Cartas do leitor” da Folha de S. b) Quais os traços de caráter das mulheres em relação aos quais os homens deveriam se precaver. São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto. o nojo e o ódio. 5. segundo o autor dessa carta? c) A quem se refere o autor da carta. esportivos e de poder. Laércio. Garanto que uma flor nasceu. na frase “o homem não aprende”? Voltar Língua Portuguesa . Duro. Mas é realmente uma flor. poder e dinheiro. SP. Transcreva uma frase em que o termo ocorre.Interpretação de texto II Avançar . Referida a um crime que teve repercussão na imprensa escrita e falada. Garça. Seu nome não está nos livros. […] Furou o asfalto. posando com fêmeas muito mais jovens.

Interpretação de texto II Avançar . Uma retificação no voto do ministro Marco Aurélio de Mello garantiu a decisão do STF. e) o traço progressista das revoluções. b) a negação dos benefícios decorrentes das revoluções. Unicamp-SP (nota: o título de “ministro” é dado aos juízes do Supremo Tribunal Federal) “Pela diferença de um voto. Nicholas Negroponte. d) “redefiniram os locais de trabalho”. enquanto o CD-Rom trabalha. b) O que os termos “retificação” e “revisão” informam sobre a participação do juiz Marco Aurélio de Mello no julgamento da questão? c) Do que trata o artigo 20 da lei de Responsabilidade Fiscal? Responda. ocorrem vários termos de jargão técnico que remetem a diversas fases do andamento de um processo no judiciário. reformularam a economia. e) “desafiaram constituições”.” Jornal do Brasil. que confirmou a constitucionalidade do artigo que estabelece os limites de gastos com pessoal para os três poderes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . com base no texto. c) a natureza precária das revoluções. A revisão promovida pelo ministro Marco Aurélio favoreceu o governo. as grandes redes — a Internet e a World Wide Web — atropelaram o mundo. revoluções não são sutis. Existem ainda no STF outras cinco ações propostas pela oposição contra dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal. Fuvest-SP No texto. Transcreva pelo menos três. durante longos períodos de tempo. diante de telas de computadores.” O Estado de S. Fuvest-SP A expressão “revoluções não são sutis” indica a) a natureza efêmera das revoluções. Não há dúvida de que vivemos a revolução da informação e. a) No texto acima.6. 12/10/2000. d) o caráter radical das revoluções. GABARITO 7. 13/02/96. Tornaram as leis antiquadas. desafiaram constituições. o governo saiu vitorioso ontem no julgamento do pedido de liminar contra o artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal. 4 Texto para as questões 7 e 8. a expressão que sintetiza os efeitos da revolução operada pela informática é a) “atropelaram o mundo”. mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas. especialmente em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário no âmbito dos Estados e Municípios. Paulo. diz o professor do MIT. “A explosão dos computadores pessoais. redefiniram os locais de trabalho. as ‘infovias’. c) “reformularam a economia”. reordenaram prioridades. que corria o risco de ficar impedido de aplicar cortes de despesas com folha de pagamento previstas na lei. b) “tornaram as leis antiquadas”. 8.

pois ludibriam o cliente.” Época. Tem carroceria 100% galvanizada. por oposição. freios ABS de 5ª geração. ( ) No trecho final. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. Todavia. entretanto. 10. Há. mesmo um anúncio honesto pode apresentar alguma impropriedade lingüística que comprometa a qualidade da mensagem transmitida. para um segmento específico da sociedade. Dessa forma. Dê. como conteúdos pressupostos. anúncios que apresentam apenas informações verídicas. ( ) O primeiro período do anúncio não apresentará alteração de sentido se for assim reescrito: O XYZ é o primeiro na categoria e tem airbags laterais. UFMS Leia o seguinte texto da propaganda de calçados da coleção Primavera-Verão da Picadilly: “Chega um momento que você pára de acreditar em príncipes encantados e passa a exigir homens de verdade.Interpretação de texto II Avançar . (08) a figura de linguagem que aparece no segundo período é a metonímia. recorre-se à intertextualidade com o popular conto de fadas Gata Borralheira. também conhecido como Cinderela. XYZ. por isso. e. Tem um momento que você percebe que não é você que não entra no sapatinho de cristal. É o primeiro carro brasileiro com acoustic parking system. 13/12/99. 12 anos de garantia anticorrosão. (04) o uso de você é um recurso típico do texto publicitário. é incorreto afirmar que: (01) no primeiro período. que acaba comprando gato por lebre. a valorização dos calçados anunciados. direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura e profundidade. como resposta. que a interlocutora anteriormente acreditava em príncipes encantados. uma vez que se toma o todo (a pessoa) pela parte (os pés). apesar de gostar de homens de verdade. O design é compacto. (16) os anunciantes da coleção Primavera-Verão da Picadilly utilizam argumentos genéricos para seduzir o grande público. leia o anúncio que se segue. motor com 5 válvulas por cilindro. nº 82. 12 anos de garantia anticorrosão” permite dupla interpretação: ou todas as peças metálicas do XYZ têm 12 anos de garantia anticorrosão ou apenas a carroceria a tem. iniciado em “E ainda” o anúncio afronta o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor porque lança uma auto-avaliação sem informar que sistema antifurto a sustenta. Voltar Língua Portuguesa . estimulandoo a adquirir um produto ou a contratar um serviço. os verbos parar (de) e passar (a) indicam. Alguns anúncios são sabidamente enganosos. 53 (com adaptações). ar-condicionado inteligente. Mas a tecnologia é imensa. p. não se voltando. a soma das alternativas corretas. ( ) Se o trecho “Tem carroceria 100% galvanizada” estivesse redigido como Tem 100% da carroceria galvanizada. ( ) O trecho “Tem carroceria 100% galvanizada. portanto. sugerindo maior proximidade com o interlocutor/leitor. É o maldito sapatinho que não serve para você. GABARITO IMPRIMIR Com relação a esse anúncio. ludibriando involuntariamente o consumidor. é possível considerar que o anúncio poderá ludibriar o consumidor que der a ele a primeira interpretação. (02) com o objetivo de opor realidade e fantasia. E ainda foi considerado o carro mais seguro do segmento pelo Clube do Automóvel.9. são proibidos pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. Tendo em vista essa observação. “O XYZ é o primeiro com airbags laterais na categoria. (32) a atribuição de uma qualidade negativa ao sapatinho (de cristal) sugere. UnB-DF Um anúncio publicitário tem por finalidade influenciar o público.” Caras. a mensagem do anúncio estaria preservada. 15/9/00. 5 De acordo com o material publicitário reproduzido acima.

07. 230. Texto 4 “Um aviãozinho monomotor (de um motor só) caiu ontem de manhã na Baía da Guanabara…” NP. Com a posterior elaboração e consolidação da jurisprudência romana. 298. Texto 3 “Liberado pelos médicos. S.91. cit. cit.” GABARITO NP.91. conta o professor de Língua Portuguesa Francisco Platão Savioli. a transformação de notícias em narrativas. . Atena virou Minerva e a instituição do voto de desempate. grande dramaturgo grego. ‘O episódio que deu origem à expressão está narrado na peça Eumênides. que inventou a expressão. Para julgar o crime. Clitemnestra. Só que o julgamento terminou empatado e a deusa decidiu pela absolvição de Orestes. apud. Nessa tragédia. na Antigüidade. V. a mistura freqüente de linguagem culta e popular (oral). 24. A tragédia de Ésquilo. op. II. IV e V. uma deformação dos significantes. Os malacos chegaram junto dela e mandaram-na passar as chaves.)’. Atena. e) I. Univali-SC “Deusa grega decidia julgamentos empatados De onde veio a expressão ‘voto de Minerva’? Da Grécia antiga. II.” NP. Agamênon.35. c) somente I e IV. mata os dois para vingar o pai e é perseguido pelas Fúrias.91. IV e VI. pintou confusão. VI. fugiram. de Ésquilo (525 a.” NP. para melhor se aproximar da língua padrão. d) I.C. o primeiro dos grandes dramaturgos clássicos gregos. ou de linguagem popular e técnica. Quanto às afirmações anteriores. 2 F. uma preocupação de fundo metalingüístico. estão corretas a) todas as afirmações. p.456 a. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . IV. em Atenas). p. Considerando somente os fragmentos de Notícias Populares acima. F. uma oralidade bem marcada da qual se projetam elementos emocionais para envolver o leitor. 12. III. que fica na mesma rua. Aí. Nessa hora. o juiz se utiliza do voto de Minerva para absolver o réu. marcas de oralidade. 27. em que não faltam. projetou o mito muito além da sua época. da Universidade de São Paulo. predomina I. Quando sacaram que pintou sujeira. 5. F.91. Ana Rosa Ferreira. 339. 6 Podemos concluir do texto acima que: a) Eumênides é a peça escrita por Ésquilo.07. inclusive. detonando três pipocos em Cícero. c) O texto contém uma explicação histórico-científica para a expressão “voto de Minerva”. O cara morreu na hora. apud.07.C. apud. no discurso jornalístico em questão. ajudada pelo amante. III. o preso entrou no carro de polícia para voltar ao distrito. Rolou uma briga e Eudes sacou o berro. II. julho de 1998.11. Christi estava tirando seu Santana da garagem. b) somente III e IV. a empresa está informatizando todo o seu sistema. assassina o marido. 07. Metodista-SP Texto 1 “Por isso. dado pelo presidente de um tribunal. Segundo os soldados. o filho dela. p. e) Tudo o que foi narrado pelo escritor do artigo não passa de ficção. pode-se dizer que. O discurso da violência — as marcas da oralidade no jornalismo popular.07. uma tendência para a hipérbole. b) O professor Francisco Platão Savioli explica em um texto descritivo a origem da expressão. Orestes. Paulo: editora EDUC/Cortez. III. 27. quando acontece empate em julgamento.Interpretação de texto II Avançar . Minerva é o nome romano da deusa da sabedoria. Egisto. cit. três monstruosas divindades aladas que puniam os criminosos. p. d) Atualmente. Atena funda um tribunal chamado Areópago (que realmente existiu. op. o malaco tentou roubar o revólver de Antônio Carlos. passou para outras civilizações. perceptível em nível morfológico. apud DIAS. F. 6.” Superinteressante. para resolver os pepinos em tempo. 1996 Texto 2 “Os malacos tinham arrombado a escola Paradigma. 4. U. op.

” Considere as seguintes afirmações sobre o texto acima: I. PUC/Campinas-SP “Na prática política. In Folha de São Paulo. Michael. ora ao fundamento mercantilista dos ‘negócios’. d) um “camaleão social”. U. c) o homem perspicaz. b) aquele que. (…). III. que é a busca do ‘acordo entre partes’. híbrido e. Esses hábitos já estão enraizados nessa cultura. ‘vamos ver’. a) o homem capaz de empreender encontros amistosos. II e III somente. “Modos brasileiros de escapar do ‘não’ Universalmente. espertos negociantes. Sérgio Buarque de Holanda os flagrou mais de meio século atrás no seu estudo do ‘homem cordial’. inteligente frente aos obstáculos impostos pelo cotidiano. Eles se comunicam por meio de frases como ‘eu fico devendo’. correspondente no Brasil do jornal dominical The Observer. II e III. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . de Londres e da Fairchild Publications. pela gentileza de seus atos. I e II somente. a palavra negociação associa-se ora ao requisito clássico da democracia. meio diplomata. ‘a gente se vê’ e ‘apareça lá em casa’ normalmente são escapadas e não promessas de um novo encontro. intencionalmente incapaz de magoar os outros. 14. O tema é a prática da má política. Seu talento nesse campo vem de eles terem aprendido como navegar em torno dos negativos. ‘se der’. Metodista-SP Assinale a alternativa que mais traduz o conceito de homem cordial no texto. por essa razão. Se essa ‘esquiva retórica’ fosse uma disciplina acadêmica. um tipo de enganador charmoso. os brasileiros seriam PhDs nela. meio malandra. e a tese é a de que as palavras deixam de ter sentido por causa dessa prática. O tema explorado é o do duplo sentido que a palavra negociação ganha no âmbito da prática política.” KEPP. ou mesmo das ‘negociatas’. de fato.Interpretação de texto II Avançar . Em relação ao texto. Essa declaração faz com que qualquer trato não cumprido soe como um acordo amistoso. está correto o que vem afirmado em a) b) c) d) e) II somente. podem ser classificados como ‘morde-e-assopra brasiliensis’.Texto para a questão 13. (…). A tese defendida é a de que a acepção mercantilista do termo negociação pode ser maliciosamente encoberta pela acepção democrática. as pessoas se escondem atrás de expressões comprometedoras para evitar a responsabilidade pelos atos ou opiniões e para fugir dos confrontos embaraçosos. está honestamente preocupado com as regras sociais. justificam-se como hábeis negociadores. Vários políticos valem-se dessa duplicidade de significados: sendo. Membros dessa espécie híbrida. 7 13. e) um “camaleão social” ironicamente analisado pela sua conduta. Veja as expressões propositadamente vagas como ‘pode ser’. I e III somente. É por essa razão que frases igualmente descompromissadas como ‘eu te ligo’. das quais os brasileiros diariamente se apropriam para desviar da palavra ‘não’. I. II. 1996.

Nada mais paradigmático a esse respeito do que a lista de afluentes do Amazonas. como vivem os habitantes da região. ou liam nos livros. ao acúmulo de informações memorizadas. basicamente.Instrução: as questões de números 15 e 16 referem-se ao texto. Ninguém soube responder. os da margem esquerda e os da margem direita. b) Nenhuma idéia é mais relevante. para a qual o próprio escritor muitas vezes não tem resposta. todos nós estávamos ansiosos. Eu perguntaria ao leitor. ficará cada vez mais por conta do computador. batalhas. Alfredo Steinbruch. e que foi cercada da maior expectativa: como tinha fama de ralador. mas indo até lá. olhou-nos e fez uma pergunta que nos deixou a todos perplexos. U. e) Segundo o texto. O que o computador não nos ensinará é como entender as coisas. que lecionava Física no Julinho. como se chamam os afluentes da margem direita?” Zero Hora. equivalente a: a) Nada é mais enfatizado. F. Rio Grande-RS Assinale a alternativa cujo teor é incompatível com as idéias veiculadas pela crônica. Perguntou por que havíamos copiado aquilo. lugares. a esse respeito. o texto aponta o computador como o grande mestre do futuro. e) Nenhuma informação memorizada é mais importante. c) Nada é comparável. não cumpre seu real objetivo. E todos nós imediatamente copiamos: calor – flechinha – dilatação. 26 set. é essencial que a educação contemple globalmente o ser. Revista ZH. Não sei como será a escola no futuro. datas. Texto “Quais são. d) Não há exemplo mais adequado. mas de uma coisa estou seguro: a regra do professor Steinbruch será mais válida do que nunca. U. que o conceba como alguém dotado de inteligência e afetividade. é o ensino da literatura. entendimento e emoção. Exemplar. em primeiro lugar: o que sentiste lendo esse texto? Em que ele aumentou a tua compreensão do mundo. O professor Alfredo entrou na sala. nunca tínhamos visto os rios da região. Ele pousou o giz. A memória do computador nos dará todo tipo de informações. Nós nunca tínhamos ido à Amazônia. Informação memorizada é algo que. a) No texto. Lembro muito bem a primeira aula que nos deu. e memorizavam — porque aquilo caía no exame. E também não nos ensinará o valor das emoções. E aí os nomes surgirão naturalmente. é preciso saber como acessar. está o objetivo maior da educação. os afluentes do Amazonas? Há pouco tempo faleceu um dos melhores professores que tive. Nesse binômio. Coisas que os alunos copiavam. A propósito. d) Numa perspectiva otimista e confiante. os escolares saberão dos afluentes do Amazonas não recitando os nomes. e portanto cheio de afluentes. mas sabíamos seus nomes. daqui em diante. ao qual caberá a intransferível tarefa de educar gerações. da vida? No futuro. Durante muito tempo. Rio Grande-RS A expressão Nada mais paradigmático é. se faz a respeito de um texto é: o que quis o autor dizer com isso? Pergunta difícil. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . foi direto para o quadro e escreveu: Calor → dilatação. 8 15. Trata-se de um rio longo. em geral. 16. Assim mesmo: calor – flechinha – dilatação.Interpretação de texto II Avançar . F. conhecendo como é o lugar. Não é preciso lembrar. no contexto. Era preciso recitá-los de memória. isto é. b) Entre outras idéias. o comentário do autor faz referência a um futuro em que inovações metodológicas tornarão o ensino mais produtivo e eficaz. mesmo. c) O texto é portador da idéia de que o ensino desvinculado da realidade e das vivências do aprendiz. O professor então passou o resto da aula explicando: é mais importante entender do que copiar. Por que é um mistério que nunca esclareci. A pergunta que. 1999. ensino foi sinônimo de informação: nomes. é criticado o ensino que visa.

uma informação manipulada que. Espaços públicos e privados passaram a se fundir a contragosto das intenções normativas. Fuvest-SP Segundo o texto.Texto para as questões 17 e 18. das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas. 9 17. decorrente da industrialização.Interpretação de texto II Avançar . seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção. a cada avanço tecnológico. c) ampliação do conhecimento / informação manipulada. Todavia. GABARITO 19. e) a violência urbana. “Um dos traços marcantes do atual período histórico é (…) o papel verdadeiramente despótico da informação. 18. intensificou-se nos bairros mais populares. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica. d) apropriadas por alguns Estados / criação de desigualdades. c) é da natureza do progresso que. c) as mudanças na organização de espaços públicos e privados foram conseqüência da industrialização e da migração. aprofundando assim os processos de criação de desigualdades. por mais que avance tecnologicamente. História da vida privada no Brasil.” MARINS. mas no avanço sobre mananciais — fonte para todas as pias. estruturados segundo os padrões da época. as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. Paulo César Garcez. (…) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta. b) a urbanização das grandes metrópoles originou-se em modelos institucionais. Texto para a questão 19: “O processo intenso de metropolização sofrido no Brasil a partir da instalação dos parques industriais e os surtos migratórios a eles associados inviabilizariam qualquer projeto de perpetuar o controle das formas de moradia e vizinhança nas grandes capitais. Por uma outra globalização. embora realizado de maneira desordenada. estão em relação de oposição os segmentos transcritos em: a) novas condições técnicas / técnicas da informação. Fuvest-SP No contexto em que ocorrem. seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. resultou de projetos governamentais. e) atual período histórico / periferia do sistema capitalista. em lugar de esclarecer. dos objetos que o formam. Fuvest-SP Deduz-se corretamente do texto que a) a humanidade. confunde. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas. não apenas nas ruas e na configuração heterogênea dos bairros. b) punhado de atores / objetivos particulares. d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares. nas condições atuais. a) as novas formas de vizinhança e de moradia resultaram de uma política de urbanização progressiva e organizada. Milton. corresponda um retrocesso político. e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas. d) o abastecimento de água das grandes cidades. O que é transmitido à maioria da humanidade é. não será capaz de superar o egoísmo. chuveiros e vasos sanitários das cidades — ou na própria violência que passaria a assaltar ruas e casas. de fato.” SANTOS.

eu gosto ainda mais. se. se. na época em que. Fuvest-SP Leia. Helena. d) As situações pitorescas de uma festa servem como pano de fundo às reflexões da narradora sobre o desejo de propriedade da gente-livre recém-liberta e as dificuldades para sua realização. a qual.Interpretação de texto II Avançar . Até parece que a festa é nossa. se. a) O texto põe a nu os desdobramentos de um sistema de desigualdades marcado por bloqueios e limitações sociais impostos a escravos recém-libertos. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto. “Domingo. eu gosto ainda mais.” Nesse primeiro período do texto. 10 GABARITO 20. caso. que é quase pegada à Chácara de vovó. ao reconhecer a festa popular como possibilidade imaginária de redefinição social pela superação fantasiosa das barreiras advindas da escravidão. Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito. e) porque. Esta também é negra da Chácara e ajudou no jantar. respectivamente e sem prejuízo do sentido. as quais. Agora é que vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia. Além disso teve de dar um jantar para a corte toda. entre elas. Fuvest-SP “Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. mas quando são na Igreja do Rosário. na qual. “quando” e “que” podem ser substituídas. b) pois. c) porém. que é quase pegada à Chácara de vovó. mas quando são na Igreja do Rosário. as palavras “mas”. 21. no Brasil do século XIX. a incorreta. c) Desvenda-se no discurso da menina narradora uma ótica de classe que parece apontar para a idéia de que os pobres não sabem como usar o dinheiro. Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. Minha vida de menina. da qual. 30 de maio de 1893 Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo. E este ano foi mesmo. Assinale. a qual. algumas afirmações críticas acerca do texto. e) Observa-se uma mescla de compaixão e ironia no discurso da narradora. por: a) contudo. Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia. b) A narradora descreve em seu diário a possibilidade de efetiva ascensão social propiciada pelo regime político do Império. Nenhum rejeita o cargo. d) entretanto. mesmo sabendo a despesa que dá!” MORLEY.Texto para as questões 20 e 21. a seguir. A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

tudo conjugado. Fora dormir inda agorinha. quarto.) O diabo é que também não tinha Pulvolaque. Quase meia-noite e ela tendo de dançar com ‘seu’ Pereira.Texto para a questão 22: “A garota-propaganda. levantou-se meio tonta. caso ela ficasse efetiva na programação. naturalmente). 11 GABARITO 22. quando voltaremos com novas atrações. do ‘Espetáculo Biscoiteste’. que tivera de agüentar a cantada de um patrocinador de programa (Agência Galo de Ouro — quem não anuncia se esconde) que prometera um cachê melhor. em pó. depois ficaria explicado porque a roupa dela é muito mais branca do que a minha. de 8 e meia às 10. E. Arrumou as coisas assim na base do mais ou menos. ( ) Quando não estava em frente das câmaras de televisão. Rio de Janeiro: 1962 (com adaptações). Dentro não havia leite: — Não faz mal — pensou. In: Primo Altamirando e elas. que estais no Céu. Um velho chato. mas muito bonzinho. Mas note bem. que não enruga nem encolhe. abriu a cortina do boxe. graças à carona que pegara. toda impermeável. Tomou então um cafezinho mesmo e correu ao quarto para se vestir e arrumar o cômodo o mais depressa possível. De 5 às 8. Tinha de estar pronta em seguida. saindo com pessoas desagradáveis e dormindo pouco. Iria à cidade apanhar os textos de uma outra agência que precisavam ser decorados até as três. Às quatro. não o tomara pela manhã. macio e confortável. Ali estão os dois escolhendo o menu.Interpretação de texto II Avançar . não conseguia mais separar sua vida privada de sua vida profissional. Eram onze e meia quando chegou à cidade. Abriu a geladeira de 7 pés. banheiro. e procurou o vestido verde que comprara no Credifácil. quando ela voltou para o seu apartamento com sala. Aceite o meu conselho e vá verificar pessoalmente. além disso. Já eram quase três da matina. Lembrou-se então que o deixara na véspera dentro da pia. com Pulvolaque se faz. ( ) A garota é chamada de “coitadinha” por ser vítima constante do assédio sexual dos patrocinadores. faz a oração da noite: ‘Padre Nosso. A pobrezinha. coitadinha! Já passava das oito horas da manhã e a garota-propaganda dormia gostosamente sobre o seu colchão Vulcaspuma. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Garota-propaganda não pode engordar. Foi quando o relógio despertador começou a tilintar irritantemente. Um perfume inebriante.’” PONTE PRETA. Finalmente. facilmente removível e lavável. Se fosse branco. que comprara dando apenas trinta por cento na entrada e começando a pagar as prestações na entrega das chaves. ( ) O nível de abrangência e a forma da narrativa permitem que se caracterize a postura do narrador como externa e restrita. quitinete e área interna. em pó… Às três horas o programa das donas-de-casa. a jurar que a liquidação anunciada era uma ma-ra-vi-lha. UnB-DF A partir da leitura compreensiva do texto. mas também não achou. com muito mais espaço interior e que você pode adquirir dando a sua velha de entrada (a sua velha geladeira. O vestido não estava no armário. aos pés do sofá-cama. vítima da sociedade de consumo. Estremunhada. copa. entrou no banheiro. boxe. (Tudo que se faz com leite. Foi botar na boca e ver logo que era leite em pó. a quem fingia aceitar a corte para poder ser escalada nos programas. era verde. Saltou da camioneta com tração dianteira e muito mais resistente. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. ( ) A garota-propaganda. muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã. como ficou dito. onde você adquire agora e só começa a pagar muito depois. tome de sorriso na frente da câmara. que deixa saudade. Ah… que agradável sensação de bem-estar! Depois do banho. decorando textos. a garota-propaganda passava seu tempo correndo de um lado para outro. mas preferiu outra coisa. o teleteste que distribui brindes para você. tinha de almoçar com um diretor de TV. Fechou o sofá-cama. É só até o dia 30. um lindo móvel que ocupa muito menos espaço em sua residência. colocou pasta de dentes na escova e pôs-se a escovar com força. embebida na água com Rinso e o diabo é que o vestido. no departamento comercial da televisão. fez todas as coisas que precisava fazer em uma velocidade espantosa e entregou-se ao suplício de almoçar com o diretor de TV. para decorar páginas e páginas de texto que apanhara na véspera. vai poder dormir um pouquinho. Afinal. (Você nunca dará corda num Mido). Procurou no armário uma lata daquele outro que se dissolve sem bater. Boa noite. O diabo era aquele perfume que saía do cangote do seu par. Stanislau. que parece linho mas é linholene. e foi até a cozinha tomar um copo de leite. Comeu rapidamente e aceitou o copo de leite que o garçom sugeriu. Ele pediu massa e perguntou se ela também queria (Aimoré você conhece — pensou ela). decorar outros textos.

c) pela incoerência. Utiliza-se de Itaparica. H. Texto para as questões de 24 a 26: 12 “Business Intercontinental da Iberia. e) Os pequenos erros são inevitáveis para a grandeza de homens e mulheres. c) apelo direto ao leitor. b) “acumular e utilizar pontos”.Interpretação de texto II Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Paulo. Viajar virou sinônimo de relaxar. Fuvest-SP Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio. você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld. c) Ainda que os pequenos erros sejam inevitáveis. e) “programa de milhagens”. 26. mas não podem escapar de seus pecadilhos e prevaricações. se se querem grandes. mas não essenciais. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente.23. ITA-SP Assinale a opção que melhor traduz o trecho em destaque do texto abaixo: ”O novo livro de Ubaldo pode ser visto como um belo exercício de retórica. b) trocadilhos. Caderno 2/Cultura. a relação entre o texto verbal e a imagem fotográfica caracteriza-se principalmente a) pelo sarcasmo. 25. Mais espaço entre as poltronas. d) enumeração acumulativa de vantagens. D. d) Não são os pequenos erros que tornam homens e mulheres grandes em suas realizações e virtudes. Fuvest-SP Neste anúncio. c) “Mais espaço entre as poltronas”. Além disso. b) pelo sentimentalismo. para a grandeza de homens e mulheres. 16/7/2000. e) expressões em inglês. Business Intercontinental da Iberia. d) “aeroportos no mundo todo”. da radioatividade natural e da história da ilha baiana para defender uma tese: a de que homens e mulheres podem ser igualmente grandes em suas realizações e virtudes. b) Os pequenos erros são importantes. a imagem fotográfica associa-se mais diretamente à palavra sorria e à expressão a) “mais de 300 salas VIP”. O Estado de S. só NÃO ocorre o uso de a) termos técnicos.” SEREZA. e) pelo sensacionalismo. Fuvest-SP No mesmo anúncio. d) pelo humor.” GABARITO 24. a) Os pequenos erros são inevitáveis e essenciais para a grandeza de homens e mulheres. não contribuem para a grandeza de homens e mulheres. Sorria.

Fuvest-SP Segundo o texto. Pelo contrário: suas garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo. predomínio de verbos no futuro do indicativo. e) “alguém que não sabe nada sobre segurança”. Fuvest-SP No texto encontram-se as seguintes estratégias de persuasão: a) recurso à complementação de sentido pela relação entre texto verbal e imagem. possibilidade de escolha quanto à duração do plano (mensal. possibilidade de o segurado vincular eventuais dívidas a seu inventário. preço acessível. baixo custo e facilidades de pagamento. Um Itauvida não rouba suas noites de sono. com todos os valores do seguro atualizados pelo TRD. d) baixo custo. d) apresentação das vantagens oferecidas pelo produto. apelo direto ao leitor pelo uso repetido do pronome “você”. as crianças). grande número de postos de venda/contratação. mensal ou anual. apelo à sensibilidade do leitor. c) preço acessível. b) “menos trabalho do que trocar um bebê”. tirou seu sossego e ainda vive nos braços da sua mulher? Então faça um Itauvida. Procure o seu corretor ou uma agência Itaú e faça hoje mesmo o seu Itauvida. Precisou de ajuda. você escolhe a forma de pagamento.” Texto publicitário produzido pela Agência DM9. 29. serviço de informações 24 horas. você faz um seguro de vida que pode durar sempre. facilidade de pagamento. criativo e de fácil memorização. E dá menos trabalho do que trocar um bebê. não é louco de deixar essas coisas para amanhã. E para esclarecer suas dúvidas. opção dupla para a forma de pagamento. repetição exaustiva do nome do produto. b) uso sistemático da linguagem denotativa. recorrência no uso da hipérbole e da metáfora. além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado. garantia de agilidade e segurança na indenização. definição e explicitação do público-alvo (no caso. enumeração acumulativa das qualidades e vantagens oferecidas pelo produto. anual ou vitalício). d) “deixar essas coisas para amanhã”. escolha da forma de pagamento. desobrigação da realização de exame médico prévio. c) presença funcional de um slogan curto. b) débito automático em conta para correntistas de diversos bancos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Porque quem é louco por alguém. 28. 13 27. Fuvest-SP A única alternativa em que aparece um trecho do texto que NÃO remete ao campo semântico mais diretamente sugerido pela fotografia é a) “o SOS Seguro Itaú é como um pediatra”.Interpretação de texto II Avançar . c) “equivalente a um pacote de fraldas descartáveis”. Por uma mensalidade equivalente a um pacote de fraldas descartáveis. e o débito é automático para os correntistas do Itaú.Texto para as questões de 27 a 29: “Uma pessoa que não sabe nada sobre segurança convenceu-me a fazer um Itauvida Responda sinceramente: você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa. comparação com produtos similares. e) presença de verbos no modo imperativo. opção pelos verbos no modo imperativo. Porque o Itauvida dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta). e) garantia de a indenização ser vinculada a inventários. são vantagens de quem adquire o seguro anunciado: a) dispensa de exame médico pré-contratação. desvinculação entre indenização e inventário. é só ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite. o SOS Seguro Itaú é como um pediatra: sabe tudo. seleção de imagens sensacionalistas para mobilizar a emoção do leitor.

III. Em virtude do acontecimento. IV. I. que resultou na morte de um ciclista sexta-feira à noite. um ciclista atravessou a pista e foi colhido pelo carro. que morreu vítima do atropelamento.Interpretação de texto II Avançar . resultará em inquérito para averiguar as circunstâncias do caso. III. a ambulância não será usada em serviço. que receberá.30. I. b) I. morrendo na hora. dependerá de autorização do comando. No deslocamento. ou seja. mas as demais unidades da PRF estão em condições de transportar feridos. agora. III. É o procedimento adotado neste tipo de situação. “UTI-Móvel sofre acidente/Veículo-ambulância usado em socorro atropela ciclista O acidente envolvendo a nova UTI Móvel da PRF (Polícia Rodoviária Federal). dentre tantas outras possíveis. informou o inspetor Carlos Alberto Bahr Fernandes. III. d) II. Pelotas-RS Leia o texto a seguir (Diário Popular. No texto fica implícito que o motorista não ficou ferido. a ordem seria: a) I. danos de pequeno valor no veículo. O conserto.” 14 Quando lemos um texto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . IV. como as que seguem. relatório e fotos do acidente. Se reordenássemos os itens acima expressos. na parte dianteira do veículo. II. As demais unidades da frota da PRF dispõem de equipamentos para o transporte de feridos. mas da vítima não sabemos sequer o nome: é apresentada apenas como ‘um ciclista’. Por enquanto. IV. II. o pára-brisa ficou quebrado. A matéria não coloca a vida humana em primeiro lugar. O texto permite-nos inferir que provavelmente um policial rodoviário estivesse conduzindo o veículo. O texto foi construído para informar que a nova UTI Móvel da PRF ficou danificada em acidente. Os danos na UTI Móvel foram de pequena CARRO da PRF mata ciclista e fica bastante monta. IV. 8/6/1999). O texto refere-se a um acidente que envolveu a nova UTI Móvel da Polícia Rodoviária Federal e um ciclista. II. IV. I. c) III. a ambulância não será usada em serviço. II. A ambulância havia sido acionada para atender a acidente no quilômetro 524. do nível de leitura menos profundo ao mais profundo. também. Há muitas informações sobre a ambulância. atropelado pelo veículo enquanto transitava no quilômetro 512 da BR-116. Segundanificado do o policial rodoviário. I. houve. dos itens mais explícitos aos menos explícitos. O texto acima comporta leituras. III. em conseqüência do acidente. U. e) IV. II. podemos fazer leituras com diferenciados graus de profundidade. F.

o ideal é não mexer na carcaça naufragada. o que se sobrepõe às expectativas dos parentes. IMPRIMIR Em relação ao texto. Décio. Voltar Língua Portuguesa . o que provocaria vazamento perigoso para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente. dê. Há lixo nuclear suportável em águas bem mais rasas. ( ) O poema foi construído a partir de alterações semânticas decorrentes de inversões fônicas de um grupo pequeno de fonemas. Nesses lugares não foram detectados traços perigosos de radiação. Uma operação de resgate. originalmente. A profundidade em que se encontra a embarcação. o melhor a fazer com o Kursk é deixá-lo onde está: no fundo do oceano. CAMPOS. (01) Em A informação há uma remissão para um dado que está fora do texto. A conclusão segue as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica e baseia-se em estudo realizado com outros dejetos nucleares que repousam no fundo de mares árticos. Augusto e CAMPOS. também é segura.31.” GABARITO Fragmento de texto. 2ª ed. 15 A partir das informações do poema acima.Interpretação de texto II Avançar . agosto de 2000.2).5) e “cloaca” (v. ( ) Os vocábulos “babe” (v. (08) O conector desde que impõe uma negação do que foi dito anteriormente. (02) A carcaça do Kursk não será uma preocupação constante para o governo russo.7) têm em comum um sentido negativo. uma propaganda encomendada para divulgar as qualidades do principal produto de uma fábrica de refrigerantes. e os primeiros testes apontam para isso. (64) O pronome isso retoma a idéia de que há vazamento de radiação vindo dos reatores do Kursk. ( ) Pode-se inferir que o texto foi. do ponto de vista ambiental. pelas famílias das vítimas. 108 metros. (32) O adjetivo perigosos deixa subentendido que existem traços de radiação. Unioeste-PR “O destino do Kursk A informação é triste para os parentes dos marinheiros. retirado da Revista Veja. “caco” (v. Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos. 1975. como resposta. é arriscada: o submarino pode rachar no processo. Décio. 32. (04) A informação triste para os parentes significa que o não resgate dos corpos é necessário para o bem comum. (16) A expressão além de muito cara é um argumento a mais para contrariar a solicitação de retirada dos corpos. 85. 52. a soma das afirmações corretas. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. Unb-DF “beba babe beba babe caco cola coca coca cola cola cola caco cloaca” PIGNATARI. babe cola e excrete caco pela cloaca. principalmente. além de muito cara. a até 20 metros da superfície. ( ) Uma síntese possível do texto é Beba coca. mas. São Paulo: Duas Cidades. p. Desde que não haja vazamento de radioatividade vindo dos reatores do Kursk. p. Coca-Cola. 1950-1960. A razão é simples. Haroldo de. porque é impossível ocorrer vazamento de radioatividade. In: PIGNATARI. desejada pela opinião pública e.

no canto das terras indígenas. Lá não temos problema de emagrecer. Rio de Janeiro: Garamond. o país não pode crescer.Texto para a questão 33: “Idéias sustentáveis A biodiversidade. entra em colapso. não temos academia de ginástica. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Em nossas aldeias. da capacidade de produção e do crescimento do consumo.” RAMIRO. que estamos cuidando deste patrimônio ao longo do tempo. Em energizês. Edgard. Cada um deles está em busca da chamada luz no final do túnel. Lá. a magia de tentar entender este Criador: o espírito da floresta. em termos de vida.” MORIN. a alimentação e. 16 33. pelo foco do silvícola. Queremos dizer isso a vocês. que não está nas terras indígenas no momento da fala. Simples assim. Saberes globais e saberes locais — o olhar transdisciplinar. uma nação está segura quando há três chances em 100 de faltar energia. ( ) O texto é narrado em primeira pessoa. o mundo parece ter atentado para o problema da extrema dependência em relação a poucas fontes de energia. estudaram. com uma pequena margem de sobra. a economia pára. lá. Tudo é feito de acordo com o movimento da noite. Há um cálculo mundial para detectar a probabilidade de um país ficar no escuro. quem realmente precisa aprender com os indígenas é a “ciência do homem branco”. contraria os hábitos das colônias indígenas remanescentes no território nacional. É difícil prever por quanto tempo a humanidade poderá contar com o fornecimento de petróleo a um custo compensador. UnB-DF Com referência às idéias do texto e sua relação com outras áreas do conhecimento. p. não um colapso na geração. as águas doces estão todas nas terras indígenas. ( ) Infere-se do texto que viver de acordo com o movimento do dia e da noite deu origem a academias de ginástica para emagrecer. na opinião do autor. A prova de que há uma certa angústia no ar em relação ao suprimento energético é a atitude dos grandes consumidores. Nós.Interpretação de texto II Avançar . é correto concluir que. há plantinhas e árvores grandes. 6/9/2000. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. 2000 (com adaptações). Se a geração de energia não for suficiente. Denise. copiaram e discutiram. essa taxa no Brasil era de 5%. o espírito da sabedoria com quem os pajés podem conversar. Se ela faltar. no sentido de mostrar que a ciência do homem branco precisa conversar com a ciência indígena. O sistema brasileiro opera próximo ao limite da capacidade instalada. são todas meio improvisadas as estimativas a respeito das reservas. Ou seja. O que pesa são os gastos industriais. comum entre os vikings. Desde que o preço do petróleo começou a subir teimosa e implacavelmente. mesmo com novas tecnologias de extração sendo desenvolvidas a cada dia. Texto para as questões 34 e 35: “O Brasil precisa arrumar novas fontes de energia para ver a luz no fim do túnel A relação entre crescimento econômico e energia é direta. para que nós. o remédio. Em 1997. pois o consumo doméstico é irrisório no cômputo geral. Subiu para 15% no início de 2000 e deve chegar a 20% no fim do ano. as olhemos e dali tiremos a água. que estão nas mãos de um número reduzido de controladores e que ninguém sabe por quanto tempo serão suficientes para suprir as necessidades globais. a magia da vida. no meio do mato. 135 (com adaptações). em geral. No que diz respeito ao petróleo. Dificilmente a falta de energia atinge as pessoas diretamente. os seres humanos. ( ) o culto do corpo são em mente sã. ( ) Pelo segundo período do texto. nunca tivemos a oportunidade de contar e de compartilhar o que significa para nós esse patrimônio. principalmente (o que às vezes vocês não percebem). Muitos pesquisadores já foram a nossas aldeias. O índice internacionalmente aceitável é de 3%. o país tem sete vezes mais possibilidade de sofrer com a falta de energia do que seria aceitável. do dia e do tempo. Estes podem compreender e transformar aquelas plantas no nosso sustento. os índios. Veja. o motivo é uma falha nas linhas de transmissão. no ano passado. Quando falta luz em casa.

gosto. o texto argumenta contrariamente ao princípio da Física segundo o qual energia não pode ser criada. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. pressuposta no início do romance. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. a situação brasileira é altamente favorável. 35. O senhor tolere. se em 1997 a população brasileira era de 140 milhões de habitantes. Não tenho abusões. ( ) O termo “energizês” é uma criação vocabular formada a partir de energia para designar a linguagem técnica internacional do setor da Bolsa de Valores de São Paulo que trata da economia de energia. vieram me chamar. significando solução para o problema. d) O aparecimento do bezerro com máscara de cachorro não causa estranhamento entre os sertanejos. Vieram emprestar minhas armas. Povo prascóvio. UFRS Leia o trecho abaixo de Grande Sertão: Veredas. ainda não-explorados. e denotativamente. esse figurava rindo feito pessoa. Alvejei mira em árvores no quintal. isto é o sertão. ( ) As porcentagens no primeiro parágrafo permitem afirmar que. cedi. desde mal em minha mocidade. com referência à luz como energia luminosa. de Guimarães Rosa. e com máscara de cachorro. Todo dia isso faço. a expressão “luz no final do túnel” foi explorada duplamente: com o sentido conotativo. 36. UnB-DF No que se refere às idéias do texto e sua vinculação com outras áreas do conhecimento. primeiro a cachorrada pega a latir.” 17 GABARITO IMPRIMIR Assinale a afirmativa correta em relação ao trecho. no baixo do córrego. havia chance de faltar energia para 7 milhões de pessoas. Por meu acerto. arrebitado de beiços. Mesmo que. ( ) No período final. Dono dele nem sei quem for. eu não quis avistar. instantaneamente — depois. o pronome “ela” pode referir-se tanto a “energia” como a “geração”. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não.Interpretação de texto II Avançar . a falta deverá atingir 33. para uma população estimada em 167 milhões no final de 2000. mas apenas transformada. cara de cão: determinaram — era o demo. os olhos de nem ser — se viu —. b) As palavras do narrador indicam que o “senhor” compreendeu adequadamente o ocorrido. se vai ver se deu mortos. Me disseram. pois o país conta com potenciais energéticos imensuráveis. os tiros sempre indicam que houve morte de homens. Daí. “— Nonada. erroso. a) “Nonada” remete a uma situação anterior. então. sobre a qual o narrador e o ouvinte estariam conversando. Cara de gente. Voltar Língua Portuguesa . Causa dum bezerro: um bezerro branco. ( ) Ao mencionar “a geração de energia”. por defeito como nasceu. ( ) Devido a novas tecnologias. pois aquilo que ele pensou não poderia ocorrer no sertão.34. c) A interpretação do interlocutor sobre os tiros está equivocada. e) Para o narrador. Deus esteja.4 milhões de pessoas. ( ) O tom de preocupação acerca do tema e a redação de trechos como “Simples assim” e “busca da chamada luz no final do túnel” indicam que a linguagem predominante no texto é a coloquial. UnB-DF A propósito das idéias e expressões do texto. ( ) No terceiro período. Mataram. ( ) As idéias do texto permitem inferir que os colapsos na geração de energia estão relacionados ao consumo industrial.

a televisão esteve associada a privilégio de classe é demonstrado por meio de um tipo de ordenação: a enumeração de fatos. duplo air-bag.” 18 A respeito da forma de ordenação de idéias empregada pelo autor. um tipo de ordenação muito utilizado nos textos jornalísticos: a ordenação por contraste de conceitos. ( ) a ordenação por tempo e espaço favorece um raciocínio que opera com noções de transformação e mudança. Texto para a questão 38: “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . já que o autor define a TV como um meio de comunicação demasiadamente popular. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente.37. UFGO O trecho abaixo. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO.” GABARITO Veja. ( ) sobressai. Jeep Grand Cherokee. A televisão foi implantada no Brasil em 1950. “Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso. apenas os mais ricos possuíam um televisor.0 L High Output. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. foi publicado na TVFolha. Ele tem motor 4. demasiadamente popular. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir dela. CELULAR. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão ‘Up Country’ para você chegar onde ninguém chegou. 2000. a especificação de conceitos. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. no fragmento. no fragmento. no Brasil. julgue os itens que seguem como verdadeiros ou falsos: ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. UFMT Com base no texto acima. 38. Jeep® Só Existe Um. A vida moderna em favor da vida de verdade.400 O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho.Interpretação de texto II Avançar . 11/10/98. A partir de R$ 55. mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média. No início da década de 60. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. consideradas num certo período e em determinado lugar. de 30 jul. Jeep Grand Cherokee. no interior do país. de Alcino Leite Neto. reacionário ou malfeito é apenas popular. ( ) o argumento de que. é possível afirmar que ( ) prevalece. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. então predominantemente rural.

Prova disso é que o que se destaca são os sentimentos do personagem. relógio. Táxi. cueca. Maço de cigarros. U. bilhetes. Papéis. pijama. telefone. (32) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a antítese e a metáfora. espuma. Maço de cigarros. de saída. pasta. marcado por uma das características fundamentais do romantismo: a solidão do homem que.” RAMOS. guardanapo. sabonete. cigarro. cigarro. chinelos. convertem-se no seu contrário. prova de anúncio. cadeiras. toalha. esclarecendo o título do texto. meias. Paletó. travesseiro. cadeira. xícara. caixa de fósforos. cigarro. caixas de entrada. revista. meias. calça.) são construídos a partir do uso exclusivo de substantivos. papel e caneta. níqueis. bloco de notas. Ricardo. Tal isolamento é necessário para que o personagem desenvolva suas idéias e realize as suas obras. pia. xícara. tempo. creme dental. Cigarro e fósforo. por exemplo. caneta e papel. memorandos. marcado por uma das características fundamentais da arte moderna e contemporânea: a pesquisa de novas formas de expressão estética criadas a partir do experimentalismo lingüístico. fósforo. espuma. folheto. fósforo. Mesa. pratos. telefone. a explicação do comportamento humano baseada na idéia de que o homem é um produto do meio em que vive. Contos brasileiros contemporâneos. xícara e pires. espátula. cadeiras. exemplificado pelo escritório da agência de publicidade em que trabalha e pela classe social a que pertence: a classe média. água. cadeiras. Televisor. copos. evidenciando que o personagem vive uma vida tediosa e aborrecida. limitada à rotina da polaridade casa-trabalho. cama. carro. espaço. escova. relógio. como resposta. guardanapos. cartas. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. Cigarro e fósforo. copos. Creme para cabelo. abotoaduras. água. projetor de filmes. lenço. J. p. no caso. Escova. talheres. pasta. cavalete. Vaso. bule. quadro-negro. talheres. de G. fósforo. Prova disso é que todos os elementos da narrativa (personagem. gravata. poltrona. Mesa. a soma das alternativas corretas. Cigarro e fósforo. Quadros. (64) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a repetição e a metonímia. calça. Provas disso são. etc. a falta de nome próprio e de descrição física do personagem. copo de papel. camisa. cinzeiros. papel. E. no isolamento de sua casa e do escritório da agência de publicidade em que trabalha. água. 1995. (02) Trata-se de um texto em prosa. xícara pequena. cartaz. papéis. (08) Trata-se de um texto em prosa em que as ações e a situação dramática são reduzidas ao contato com objetos do cotidiano. Mesa e poltrona. cortina. telefone. cigarro. Xícaras. Cueca. Pia. copo com lápis. documentos. Carteira. cinzeiro. etc. Coberta. pia. Chinelos. Pasta. vales. 19 (01) Trata-se de um texto em prosa. fósforo. caixa de fósforos. cadeiras. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. guardanapo. In: LADEIRA. (16) Trata-se de um texto em prosa em que a construção do personagem não permite uma universalização da experiência por ele vivida. chaves. vaso com plantas. espaço. sapatos. papéis. Abotoaduras. quadros. jornal. papel e caneta. papéis. não consegue adaptar-se à mediocridade que caracteriza a vida dos seus semelhantes. paletó. Bandeja. notas. relatórios. maço de cigarros. água. construídas por meio do uso exclusivo de substantivos. telefone. descarga. Mictório. Relógio. sapatos.) do que a determinação que o personagem principal sofre do meio social. evidenciando a passividade (não-ação) e a desumanização do personagem. pente. tempo. Maringá-PR Leia o texto a seguir e assinale o que for correto. papéis. Quadros. Mesa. bloco de papel. Jornal.39. gravata. toalha. espuma. telefone. camisa. telefone interno. lápis. pastas. pratos. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. Poltrona. canetas. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. fósforo. externo. 71. agenda. água quente. Cigarro. copo. papéis. caneta.Interpretação de texto II Avançar . marcado por uma das características fundamentais do realismo do século XIX: o determinismo social. telefone. papel. Água. cigarro. gilete. creme dental. Prova disso é o fato de que as ações e a situação dramática. revista. talheres. que exerce uma função criativa. (04) Trata-se de um texto em prosa. pincel. singular e diferenciado dos demais. caneta e papel. Carro. Prova disso é o fato de que a primeira enfatiza a idéia de rotina. livro. provavelmente artística. vaso. Prova disso é o fato de que a primeira contrapõe a rotina massacrante do trabalho à imprevisibilidade característica da vida doméstica. Cigarro e fósforo. papéis. giz. xícara. fósforo. prato. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . fotos. fósforo. São Paulo: Moderna. Escova de dentes. água. Mesa. cigarro. creme de barbear. cheques. água. sabonete. Prova disso é o fato de que importa menos a forma pela qual são construídos os elementos da narrativa (personagem. marcada pela solidão e pelo automatismo. caneta. Dê. Poltrona. descarga. caixa de fósforos. esboços de anúncios. água fria. “Circuito fechado Chinelos. garrafa. Mesa e poltrona.

De resto. presente no título. podemos afirmar que ( ) a palavra demagogia. 27% dos novos alunos da USP vieram de escola pública. o enunciador constrói argumentos que se apóiam em comprovações que. vestibulandos bem-sucedidos de escolas públicas cursaram estabelecimentos que muitas vezes estão em bairros de classe média. como justifica o projeto do Senado. Resta a aprovação da Câmara para que a criação de cotas no ensino superior e uma benevolência demagógica se tornem lei. no parágrafo final. permite-nos estabelecer a oposição “democracia versus demagogia”. USP e Unicamp. Em 1999. Por que as vagas serão reservadas apenas aos que fizeram integralmente seus estudos na escola pública? Quem a duras penas teve estudos pagos por um ou dois anos em uma barata e ineficaz escola privada. 20 GABARITO 40. Embora a grande maioria dos brasileiros tenha renda inferior a essa. a partir do segundo.” Folha de S. Cad. São poucos os de fato pobres que furam a barreira da ‘discriminação’. ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo e já. Os ainda poucos brasileiros que chegam ao ensino médio público estudam em escolas cujo nível claramente se degrada. em 98. 2. cujos pais têm boa formação educacional. Parece evidente que o enfoque sério do problema deve ser o da melhoria da educação pública. eles eram 32%. Um exame em detalhe da questão revela as inconsistências do projeto. 05/09/99. nas quais apenas 25% dos aprovados no vestibular. 53% estão atrasados nos estudos. Mas apenas esse argumento não mostra quão desinformada é a atitude dos que defendem tal medida. ( ) nos cinco parágrafos entre o início e a conclusão do texto. Mesmo assim.Interpretação de texto II Avançar . Com a nova lei. começa construir a oposição ao que foi afirmado. uma vez que são elas que lhes renderão votos nas urnas. ainda assim ela não basta para pagar mensalidades de escolas de elite. Apenas 25% dos brasileiros. em escola do Estado. estão em escolas desse nível de instrução. aumentaria em 7. de resto em detrimento de estudantes mais preparados. Paulo. deve ser excluído? É uma minoria seleta de grandes escolas privadas que coloca seus alunos nas melhores universidades. num processo decrescente vão reafirmar. A reação imediata diante desse tipo de iniciativa é lembrar aos parlamentares que universidade é centro de excelência. de formação dos melhores e mais capacitados quadros do país. Os senadores poderiam até acenar com dados de duas das melhores universidades do Brasil. Vale lembrar ainda que são 5 milhões os que cursam o ensino médio público. Segundo o Mec. Apenas 45% dos alunos das universidades federais viriam de escolas públicas. Alguma aritmética pode dar ainda a medida da inocuidade do projeto de cotas.000 o número de alunos de escolas públicas na USP. Há 20 anos eles foram 57%. Na justificação do projeto senatorial. cursaram o ensino médio. uma vez que a escola pública concretiza o termo democracia. ( ) falta vontade política para a solução de problemas cruciantes da sociedade brasileira. IMPRIMIR ( ) a frase “Reservar cotas para estudantes… pode reservar votos para os defensores de tal projeto” (último parágrafo) é sinônimo de democracia. Reservar cotas para estudantes do Estado não ataca o problema. justificam. Voltar Língua Portuguesa . Há cinco anos. 20% dos estudantes da Unicamp provêm de famílias com rendimento inferior a dez salários mínimos. p. 1.Texto para as questões 40 e 41: “Escola Pública e Demagogia O Senado acaba de reservar 59% das vagas das universidades públicas para estudantes que fizeram seus cursos fundamental e médio apenas nas escolas públicas. que há aos milhares. em idade de estudar no ensino médio. UEGO A partir da leitura do texto. pois os políticos só se interessam por soluções paliativas e que provocam impacto. a oposição estabelecida nos dois primeiros. na Unicamp e nas instituições federais que matriculam por ano 107 mil novos alunos. ademais se considerada a ambição de propósitos senatoriais. auxiliam as escolas até com dinheiro e participam da comunidade escolar. mas pode reservar votos para os defensores de tal projeto. alega-se que a lei é ‘medida de ação afirmativa’ que quer ‘atenuar a discriminação imposta às camadas mais pobres’.

comprovando o caráter demagógico da medida. ( ) no quarto. ( ) no segundo parágrafo. Além disso.Superior de Brasília-DF 21 “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos.Interpretação de texto II Avançar . quinto e sexto parágrafos são fornecidos detalhamentos da afirmação feita no terceiro e esses detalhamentos contribuem para dimensionar a inocuidade do projeto. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. compreensão e interpretação textuais: ( ) Desses. no interior de suas fronteiras. 1948). sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. fatores de coesão textual. a resolução sobre ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. ( ) no terceiro parágrafo. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. ( ) Infere-se que se estabele uma diferença entre liberdade política e liberdade de espírito. I.E. de acordo com a leitura. no livre exercício de suas próprias soberanias. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. Voltar Língua Portuguesa . Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. esclarecendo e conquistando a adesão do leitor às suas idéias. ( ) no último parágrafo. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. ( ) Cada país membro encarrega-se. como tal. uma vez que sua conclusão é incontestável. mas também ‘com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres.” GABARITO IMPRIMIR Julgue os itens a seguir. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. pode-se afirmar que: ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. o autor apresenta a degradação crescente do nível de ensino da escola pública. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. 42.41. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’. esses são anafóricos e. ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de que a proposta não chegue a ser lei. conseqüentemente. Colômbia. ( ) Os membros da OEA se obrigam a seguir as normas de promoção e proteção dos direitos do homem. como a realização dos postulados da justiça social’. de velar pela observância das normas criadas internacionalmente. temos uma primeira oposição ao proposto no primeiro e uma introdução ao terceiro. o enunciador apresenta os argumentos de seu opositor. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. UEGO Em relação à estrutura e ao conteúdo dos parágrafos. ( ) Infere-se que os direitos configurados na Carta Internacional de Garantias Individuais sofrem alguma espécie de limitação.

Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. U.) ‘Está enganado. o qual se constrói com uso do discurso direto. os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo. de linhas perfeitas. o proprietário senhorio. mas admite a possibilidade de o livro ser escrito futuramente. U. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. levando-se em consideração outras informações contidas no texto.Texto para as questões 43 e 44: “(…) Eu deixara o visitante falar. que era um anão. que significa “gabar-se. ( ) No fragmento em análise. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. há a mistura dos dois níveis de linguagem: o formal e o informal. aniquilar. a presença de um narrador personagem e. mais utilizado na linguagem oral: Eu tinha deixado o visitante falar… IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . companhias de serviços públicos. o referido Manual é escrito para as pessoas que têm poderes — como financeiro e político — e apresenta métodos para destruir aqueles que não têm esses poderes. bancos. exibiu o perfil para mim. Pela sua cara vejo que não gosta de mim’. nunca foi escrito. (Esse livro. ( ) De acordo com a fala da primeira personagem. imposto de renda. o nível informal. mas também das que ainda pretendia fazer”. mas também das que ainda pretendia fazer. que era um anão. levantou-se e. virando sua enorme cabeça de cabelos encarapinhados. os verbos em destaque exercem a função sintática de predicativo do sujeito. com relação ao modo de citação do discurso. embora tivesse a postura de um gigante presunçoso… ( ) O vocábulo “altura” em “Gosto de pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas”. (…)” 22 43. fodidos e oprimidos. como atormentar e destruir sem misericórdia. percebe-se. arruinar. 44.Católica-GO Com base na construção e organização gramatical do texto. ( ) De acordo com o texto. ( ) Em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. mostro como atacar saindo das sombras. ( ) O pronome “me” em “Em me preparei para enfrentar a adversidade” teria de vir. desmoralizar. os nossos inimigos podem ser pessoas ou instituições. ( ) À fala de Nariz de Ferro aplica-se a conhecida expressão “olho por olho. seja ele quem for.Interpretação de texto II Avançar . ( ) Em “Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. dente por dente”. era um pouco mais negro do que o rosto. Seu nariz imenso.” não teria o sentido de contraposição alterado. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. ( ) No fragmento em análise. o predomínio do diálogo. que era um anão. Ensino a técnica adequada para devassar. depois do verbo por anteceder a preposição “para”. qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros. Essa afirmação é reforçada por meio do vocábulo “jactar-se”. o verbo “deixara” poderia ser substituído por seu correspondente composto. de acordo com a regra de colocação pronominal. em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. ( ) O uso da palavra “ainda”. basta terem o poder. vangloriar-se”. ( ) O período “Nariz de Ferro. sem interrompê-lo. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. com relação ao modo de narrar.Católica-GO Levando em consideração as relações de sentido na construção do texto. companhias de cartões de crédito. ( ) Em “Eu deixara o visitante falar…”. se fosse assim reescrito: Nariz de Ferro. a loja comercial. mas também das que ainda pretendia fazer. Nariz de Ferro. a polícia. exterminar indivíduos e organizações odiosas. introduz o pressuposto de que Nariz de Ferro não escreveu o Manual. fodidos e oprimidos”. O nível formal evidencia-se pela predominância de uma construção sintática adequada à norma padrão. Gosto das pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas’. é ambíguo e provoca um efeito de sentido que permite uma referência tanto a aspectos psicológicos quanto físicos. Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. Nele descrevo. eu disse. a intromissão do narrador apresenta sutilmente uma característica negativa do caráter da personagem. ‘Eu me preparei para enfrentar a adversidade. forças armadas. minuciosa e sistematicamente. na verdade. pela presença de alguns vocábulos mais utilizados na linguagem oral.

em “Parava em cada vitrina”.Católica-GO Considere a charge que segue e julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas. Parava em cada vitrina. o emprego dessa forma contraria uma característica do texto — a oralidade — uma vez que a forma utilizada na linguagem coloquial é vitrine. festa inventada pros brasileiros serem caridosos…” ( ) A mocica fez ele parar… O uso do pronome do caso reto como complemento não é adequado. falando: Custa mil réis. Uma feita era dia da Flor. No entanto. ( ) A palavra “vitrina”. ( ) Em … “até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . de acordo com as normas da língua padrão. Essa afirmação confirma-se nos dois últimos períodos do texto. ( ) Em “Foi e viu um despropósito de coisas”. louro… Aqui diz que situação de crítica ao apeas pessoas que passam muito tempo conectadas à Internet go excessivo das pessoas acabam menosprezando seus ao mundo virtual e um laços de amizade… alerta em relação à utilização das informações que deveriam servir para colocá-las em sintonia com seu mundo real. Macunaíma. A mocica fez ele parar e botou uma flor na lapela dele. ( ) Em “Aqui diz que as pessoas que passam…”.”. em contraposição ao conceito inicial dado à festa da Flor. dividindo a língua em dois registros: o falado e o escrito. o brasileiro falado e o português escrito”. ( ) A expressão facial do internauta e outros elementos icônicos presentes na charge reforçam e exemplificam a mensagem verbal. Foi e viu um despropósito de coisas.” ANDRADE. tanto que até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. e examinava dentro dela aquela porção de monstros. têm como referente um mesmo elemento nominal: a palavra “louro”. 23 ( ) Em “se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. U. é de origem francesa e está grafada de acordo com a regra ortográfica vigente. Mário. festa inventada pros brasileiros serem caridosos e tinha tantos mosquitos carapanãs que Macunaíma largou o estudo e foi na cidade refrescar as idéias. 46. ( ) No texto. o complemento verbal refere-se aos dois verbos empregados: foi e viu. ( ) A charge apresenta uma Imagina. percebe-se uma referência explícita às variedades lingüísticas em nosso país.45. Macunaíma passeava e encontrou uma cunhatã com uma urupema carregadinha de rosas. ( ) O emprego do acento grave em “conectadas à Internet” está adequado por ter a palavra — “Internet” — sido considerada do gênero feminino em língua portuguesa.Interpretação de texto II Avançar . U. ( ) A referência à festa da Flor configura-se no texto como uma crítica ao sentido capitalista da criação de determinadas datas comemorativas. Julgue-as. observa-se uma intertextualização com a passagem bíblica referente ao Dilúvio. no texto verbal da charge. o segundo “que” é pronome relativo e. fica clara a consideração e a amizade do internauta por seu animal de estimação. “Uma feita era dia da Flor.Católica-GO As proposições que se seguem referem-se ao texto. o brasileiro falado e o português escrito. ( ) O imperativo do verbo “imaginar” e o pronome “seus”. exerce função sintática na frase em que aparece. “Macunaíma aproveitava e esperava se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. Já sabia o nome de tudo. como pronome relativo.

Das 500 maiores companhias transnacionais. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. 47. e) companhias transnacionais. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. Macacos também preferem o isolamento. a) b) c) d) e) o poema não é coerente. UEMS Na passagem A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. por isso a Bahia rouboulhe esta empresa. os versos do poema estão justapostos. o poema não possui “elos” conectivos. 26/04/2000. pois as frases estão soltas. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. Anna Paula. O mundo não é o que pensamos. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. Para as companhias.” BUCHALLA. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz.Texto para as questões 47 e 48: “No Brasil. e) o governo do Rio Grande do Sul não colocou guardas na Ford. UEMS A partir da leitura do poema abaixo podemos afirmar: “Cobras cegas são notívagas. os termos sublinhados referem-se respectivamente às seguintes passagens do texto: a) companhias transnacionais. Veja. não se preocupa com sua coerência. Podemos inferir que: a) o governo da Bahia convenceu o governo do Rio Grande do Sul a deixar a Ford naquele Estado. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. por isso esta empresa instalou-se lá. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. companhias transnacionais. essa transferência representa um reforço na filial. essa transferência representa um reforço na filial”. Para os executivos e a família. a mudança é um sacolejo completo na vida. c) o governo da Bahia trapaceou o governo do Rio Grande do Sul. um poeta. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. 24 No fragmento anterior. 49. UEMS “Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. Voltar Língua Portuguesa . O orangotango é profundamente solitário. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar.” GABARITO IMPRIMIR Carlos Drummond de Andrade. o poema é coerente. Andorinhas copulam no vôo. mudança dos executivos estrangeiros. mais de 400 estão instaladas no país. b) mudança dos executivos. d) empresas da Renault. graças à Renault. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. existem colônias de franceses no Paraná. muitos espanhóis na esteira da Telefônica.Interpretação de texto II Avançar . 48. transferência dos brasileiros. mudança dos executivos estrangeiros. Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos. Em São Paulo. b) o governo da Bahia ofereceu mais incentivos à Ford. Hoje. c) empresas da Ford. Para as companhias. pois não possui “elos” entre um verso e outro. ao construir um poema. Desde 1990. e isto garante a sua coerência. d) o governo do Rio Grande do Sul não quis a Ford em seu estado. transferência dos brasileiros. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. mas possui significação.

o Eniac. em todos eles. As lajes tinham sido arrancadas das rochas de uma pedreira. Texto para as questões 51 e 52: “Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas. → Rio de Janeiro. Esse fato autoriza a reiteração da dúvida: estarão os cientistas sonhando? Talvez sim. na época. Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade reparou em algo estranho. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. Leonardi explicou ao prefeito que precisava arrancar os trechos de calçadas com pegadas de dinos. para meter a picareta no calçamento e levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. Talvez não. nos arredores da cidade. ( ) Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros do período jurássico. como pensam alguns. 25 ( ) Ali estavam impressas pegadas de répteis… → lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. estava viajando pelo interior paulista em 1976 quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. Talvez estejam sonhando. Ali estavam impressas pegadas de répteis que habitaram a região de Araraquara 180 milhões de anos atrás. Talvez não. → os répteis que habitavam a região. ( ) … quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. Mas o padre-cientista não se abalou. “A cidade das calçadas jurássicas O padre italiano Giuseppe Leonardi. reparou em algo estranho. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. 1999. quando a cidade inteira estava muito ocupada em se divertir. um dos maiores paleontólogos do mundo. Lembremos: quando um dos primeiros computadores do mundo. UFPR No texto abaixo. O prefeito riu da cara dele e negou o pedido.Interpretação de texto II Avançar . Abril. várias expressões retomam ou antecipam outras para conferir coesão ao texto. ( ) Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros… → rochas de uma pedreira. ( ) O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. c) a potência do computador de hoje. b) a crítica que considera tresloucada a previsão da revista Popular Mechanics em 1946. em 1946. fazendo o que pareceu. que o guarda até hoje. no Rio de Janeiro. a revista Popular Mechanics escreveu que a nova maravilha eletrônica tinha 18 mil válvulas e pesava 30 toneladas. → o interior paulista. assim. → pegadas de répteis. que supera o Eniac. assinalando V (verdadeira) ou F (falsa). Ficou tão entusiasmado que até se esqueceu de ir ao dentista. todos os robôs venham a ser desligados. Unifor-CE O texto explora como idéia central: a) a incerteza que envolve o julgamento de alguns acerca da garantia dos cientistas a respeito dos robôs do futuro. foi produzido.” Superinteressante. um computador bem mais poderoso do que o Eniac cabe no bolso da camisa. que não seja possível sequer desligá-los.50. → o padre Giuseppe Leonardi. e) a comparação entre o peso dos primeiros computadores do mundo e o dos computadores na atualidade. A análise das marcas confirmou o seu palpite. nos arredores da cidade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Hoje. Marque a(s) alternativa(s) que aponta(m) corretamente essas ligações. no futuro. assumindo.” GABARITO 51. que o guarda até hoje. no Rio de Janeiro. d) a possibilidade de que. um dos primeiros computadores do mundo. uma previsão tresloucada: ‘Os computadores do futuro talvez usem apenas mil válvulas e pesem em torno de uma tonelada’. no Rio de Janeiro. Esperou o Carnaval. um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens. que o guarda até hoje.

cuja principal preocupação é gerar a instabilidade do regime socialista. b) a eficiência do computador independe de suas dimensões. quando as classes dominantes não resolvem salvar a pátria por meio do singular instrumento ‘democrático’ que são os golpes mais ou menos militares. alimentação. segundo o qual as eleições consolidam o poder político do povo. d) os defensores de uma falsa democracia. Mas o fato é que (repita-se pela milésima vez) o regime cubano conseguiu o que nenhum outro tinha conseguido na América Latina: tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade. Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona. 54. Note-se que isso não é uma vaga esperança: é uma realidade. mas se submetem a todo e qualquer tipo de ditadura. Isso. que só pode ser mencionada entre aspas. cinco séculos depois do Descobrimento. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) qualquer ameaça dos robôs do futuro ao homem será detida pelo simples gesto de desconectá-los. ele terá mostrado que o socialismo é possível nesta parte do mundo. e) os cidadãos. mas cultivado e agravado a miséria de um povo que. c) ainda hoje há previsões tresloucadas a respeito dos computadores. c)“permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias” = possibilitando uma vida menos humanitária. a bicicleta substitui o automóvel. e) robôs e computadores condicionam o poder da tecnologia. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. políticos e jornalistas que se dizem democratas. Antonio. b)“tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade” = livrar o povo de quem o sujeita e fazê-lo crer na ilusão de que seja digno.52. não sabe ler. vive doente. Texto para as questões de 53 a 56: “Um triste espetáculo é a alegria feroz com que os políticos e cidadãos que se dizem democratas. na miséria e na desgraça coletiva. tendo em vista a influência que já exerce em nosso país. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a TV descrevem as dificuldades de Cuba. e)“que só pode ser mencionada entre aspas” = cuja menção deve vir sempre ressalvada. d)“na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime” = em face da intuição de que o regime está perdendo força. o rádio. a fim de pagar os sustos que deu.Interpretação de texto II Avançar . os jornais. serve de boa massa para os demagogos elegerem quanto aventureiro consiga vender a sua deteriorada mercadoria política. Com certeza esperam que o regime odiado acabe na fome. a frase que está reconstruída de modo a preservar seu sentido é: a)“Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona” = pressupõe-se que essa atitude implique o funcionamento do socialismo. d) o computador é a expressão mais aprimorada do avanço da tecnologia. Recortes. relativa equivalência de oportunidades. para esses críticos eufóricos o que funciona é a ‘democracia’ brasileira. portanto. que impede o povo de superar a opressão social e política. c) todos os que sentem prazer em derrotar o socialismo cubano. permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias. Parece que lhes dá prazer noticiar e comentar que falta alimento e roupa. na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime.” CANDIDO. Fuvest-SP O autor identifica os opositores do regime cubano entre a) os membros da oligarquia cubana. ao invés da opressão política imposta pelas elites. sofre todas as privações e. graças à aquisição dos requisitos indispensáveis — saúde. afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos. 26 53. b) os entusiastas de um conceito superado de democracia. E mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. pois tem não apenas mantido. Provavelmente. Fuvest-SP Considerando-se o contexto em que aparece.

está correto somente o que se afirma em a) I. não se contentam com belas casas. além daquilo que já faz parte de seu patrimônio. não se contentam com esposas cheias de diamantes e filhas em flor.. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. IMPRIMIR c) a discrepância entre a visão que um escritor tem da vida em sociedade e a realidade vivida por algumas camadas sociais. sofrem com a arquitetura da casa do vizinho. que não é percebido como suficiente.’ Esse ‘apetite social’ é raríssimo entre os nossos homens ricos. na posse de bens particulares e influência pessoal. b) II.. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. Unifor-CE A expressão “apetite social” significa. d) I. tirar o povo da sujeição torpe: II. II. e porque todo homem que encontram não é um amigo e toda mulher não é romance. Kropotkin — têm enormes apetites sociais. ‘Dinheiro é a coisa mais importante do mundo. William Morris. pela camada mais alta da população.. que tempo. e se chamava Bernard Shaw. que passou a vida lutando. deve-se à convicção de que eles avaliam com pessimismo as possibilidades da democracia no Brasil.. a seu modo. que situação! A vida deveria ser boa para toda gente. e) I. III. queixam-se porque a operária está mal vestida. o que é insultuoso é que ela o seja apenas para alguns.’ Quem escreveu isso não foi nenhum de nossos estimados agiotas. Vejam que país. II. Nas expressões “relativa equivalência de oportunidades” e “afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos”. Voltar Língua Portuguesa . a iniqüidade mantida pelas oligarquias. d) I e II. a bicicleta substitui o automóvel” é contestada pelo autor. aquisição dos requisitos indispensáveis. Foi um homem que a vida inteira viveu de seu trabalho. a não ser ‘social’ seja tomado no sentido de ‘mundano’. aquisição dos requisitos indispensáveis.. e) II e III. no texto. GABARITO 57.. os elementos sublinhados indicam a preocupação do autor em manter sua objetividade diante dos dados que analisa. d) uma possibilidade de exploração. atribuída a “esses críticos”. a qualificação de “eufóricos”. b) uma preocupação mais ampla. Texto para as questões de 57 a 60: “Um amigo meu estava ofendido porque um jornal o chamou de boa-vida. Fuvest-SP No terceiro parágrafo. c) III. não apenas o daqueles mais ricos. Ele nos fala de alguns homens ricos: ‘Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida — homens como Ruskin. a lavadeira cheira a gim. b) I. terá mostrado que o socialismo é possível.55. terá mostrado que o socialismo é possível. c) I. a costureira é anêmica..” Rubem Braga. e) a ambição de possuir sempre mais. 27 56. tirar o povo da sujeição torpe. E nossos homens de governo têm uma pasmosa desambição de governar. mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. Não era um cínico. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações: I.Interpretação de texto II Avançar . II. No segundo parágrafo. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. mas um homem de vigorosa fé social. para tornar melhor a sociedade em que vivia — e em certa medida o conseguiu. Em relação ao texto. estão articuladas numa relação de causa (I) e efeito (II) as seguintes expressões: a) I. tendo em vista o bem da sociedade em geral. II.. da mão-de-obra oferecida por algumas profissões bastante desvalorizadas. para alguns homens: a) o usufruto de uma condição econômica bastante favorável. querem belas cidades. II. A veracidade das informações de que em Cuba “falta alimento e roupa.

d) relacionamento afetivo e condições socioeconômicas de preservá-lo. sem se deixar expor pela imprensa à opinião pública. especialmente os considerados pouco dignos dentro da sociedade. a par dos órgãos governamentais. um paralelo positivo entre: a) percepção das dificuldades de algumas camadas sociais e justiça social. Unifor-CE Depreende-se corretamente do texto que o cronista: a) defende sua própria opinião de que as pessoas mais ricas só vivem preocupadas com sua vida particular e com o bem-estar de sua família.. d) jornalistas devem ter sempre o cuidado necessário para não expor publicamente a situação econômica e social de algumas pessoas. b) enfatiza a necessidade do dinheiro. c) caberia à camada mais rica da sociedade. b) não há mérito social algum em pessoas que vivem apenas de seu trabalho. GABARITO 60. estabelecer condições para a igualdade social. c) reconhece as razões de pessoas que preferem viver sua vida discretamente.58. 28 d) aceita a postura de várias figuras ilustres. sem preocupar-se com sua sobrevivência. de que ricos são aqueles que buscam melhorar as condições de vida para todos os que compõem uma sociedade.” Essa afirmação estabelece. e) compartilha a opinião de Bernard Shaw. o objetivo principal e a forma de que dispõem os homens ricos de exibir tudo aquilo de que desfrutam. que possibilita a um escritor dedicar-se plenamente ao seu trabalho.. Unifor-CE “Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida têm enormes apetites sociais. de que tomar-se rico deve ser o objetivo final daqueles cujo trabalho é reconhecido publicamente.Interpretação de texto II Avançar . Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) a vida mundana se torna. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 59. c) senso estético de determinados grupos sociais e seu poder econômico. no texto. único meio de as pessoas desfrutarem de uma vida digna na sociedade. e) agiotas e escritores podem ter opiniões idênticas quanto ao real valor do dinheiro. b) prestação de serviços básicos e trabalho intelectual. inclusive Bernard Shaw. habitualmente. e) propriedades particulares e vida familiar organizada.

quanto ao que diz respeito à organização do convívio dele consigo mesmo e dele com os demais. fui beber com os amigos. Acaso é saudade. para dizer a verdade. ninguém os guardou debaixo da escada. A ausência da Senhora desencadeia um processo de descontentamento para o autor que menciona problemas com a ordem da casa e com a desordem dos sentimentos. Não tenho botão na camisa. PUC-SP Considere as seguintes afirmações: I. o prato na mesa por engano. E comecei a sentir falta das primeiras brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem. sem a Senhora. O texto apresenta uma visão da vida cotidiana de um homem que. desorganiza-se ao estar sozinho por um período superior a uma semana. tanto no que diz respeito às camisas e meias. por favor. acostumado a viver com uma mulher. e) O autor do texto explicita seu apelo por perceber que. calço a meia furada. A subjetividade presente no texto é marcada pela presença do pronome de tratamento Senhora. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Primeiros dias. São Paulo: Cultrix. não lhes poupei água e elas murcham. d) O autor do texto explicita seu sentimento de alegria por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma inversão de valores em sua vida cotidiana.) O conto brasileiro contemporâneo. “Apelo Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. b) Os interlocutores do texto são os amigos do autor que conversam com ele na esquina. Senhora. ah. Senhora. Com os dias. Venha para casa. não pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. (org. Assinale a alternativa correta. tanto no que diz respeito à organização da casa. como a última luz na varanda. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só. sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia. 29 61. bebem com ele à noite no bar e acompanham-no nas refeições diárias. b) Apenas I e III estão corretas. c) O autor do texto explicita seu sentimento de solidão por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma desordem em sua vida cotidiana. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe. II. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão.” TREVISAN. quanto ao que diz respeito às pessoas e aos animais. Senhora. sozinho. 62. o leite pela primeira vez coalhou. In BOSI. não senti falta. a imagem de relance no espelho. a) Apenas I está correta. e até o canário ficou mudo. p. 1997. Dalton. Senhora? Às suas violetas. na janela. pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. bom chegar tarde. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. Para não dar parte de fraco. d) Apenas II e III estão corretas.Interpretação de texto II Avançar . c) Apenas II está correta. conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. 190. e) Apenas III está correta. sozinho. PUC-SP Assinale a alternativa correta: a) O autor do texto explicita seu sentimento de liberdade por perceber que. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero.Texto para as questões 61 e 62. A. Toda a casa era um corredor deserto. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço. esquecido na conversa da esquina. III.

dobro-o. foi a forma que fez. 1994. até o onde quero. Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas? Pois aquilo é ferro forjado. Não há nele a queda-de-braço e o cara-a-cara de uma forja. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O poema mostra: ( ) o fazer poético como um processo racional.” NETO. ( ) uma analogia entre o ofício do ferrageiro e o do poeta. ( ) a relação criador-criatura enfocada sob uma perspectiva irônica. fundamentado em modelos preexistentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. não até uma flor já sabida. Só trabalho em ferro forjado que é quando se trabalha ferro. Conhece a Giralda em Sevilha? Decerto subiu lá em cima. Dou-lhe aqui humilde receita. corpo a corpo com ele. então. Salvador-BA “O Ferrageiro de Carmona Um ferrageiro de Carmona que me informava de um balcão: ‘Aquilo? É de ferro fundido. Existe grande diferença do ferro forjado ao fundido. não a mão. U.Interpretação de texto II Avançar . o efeito de verdade na obra de arte. mas ao que pode até ser flor se flor parece a quem o diga. contrapondo-se ao plano do fundir. é só derramá-lo na forma. O ferro fundido é sem luta. Nada têm das flores de forma moldadas pelas das Campinas. domo-o. 30 GABARITO Forjar: domar o ferro à força.63. 595-6. ligada à ação persuasiva do artefato sobre o objeto natural. Flores criadas numa outra língua. ( ) a “flor” forjada como exemplo de obra de arte criativa. é uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos. Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autor. ( ) a ação de forjar ligada à marca da pessoalidade no processo criativo. ( ) a criação da poesia como um processo cuja marca é a fluência das palavras. sem controle seletivo. ( ) a verossimilhança. cuja marca é a ausência do sujeito. ao senhor que dizem ser poeta: o ferro não deve fundir-se nem deve a voz ter diarréia. João Cabral de Melo. In: Obra Completa. p.

O único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . meio século atrás: espancado com uma vara fina. tem oito filhos. Depois da luta. o gerente não gosta mas ele não pode mudar de camisa todos os dias. o que se constata sobretudo pelos substantivos. que nada de mau aconteça e. No ar. privado de comida ‘nem que eu morra você vai ser um grande concertista’ e quando Sara. só sinto vontade de ganhar e de vencer. Depois da luta. que nada de mau aconteça.Interpretação de texto II Avançar . ele tocou Strauss no restaurante com o coração cheio de alegria — Elpídio na bateria. continue. Os grandes espelhos da parede vieram da Europa no fundo do porão. o que lhe confere teor dissertativo. Os garçons passam apressados carregando pratos e travessas. b) o que mais determina o texto são as reflexões. Depois de terminada a luta. namorou dentro desse espelho’. mulato. cristal puro. Respondo: ‘Minha avó nunca viu esse espelho. é: a) Toda essa história de carinho quando boto as lutas. só sinto vontade de ganhar e vencer porque o afeto antes é de boa sorte. Durante a luta. “Os Músicos Faz calor. trancado no banheiro. o pianista tem quarenta anos. cinqüenta anos. parabéns. e tudo continua no mesmo. violino. mas é também o mais triste. quanto ao afeto. bateria. sua mãe. em que as personagens se colocam vivas diante do processo narrativo. continue. continue. já que o afeto antes é de boa sorte e que nada de mau aconteça. desse modo. só sinto vontade de ganhar. Depois da luta. o mais moço. UFMA “Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. um rosto de quem vai perder as últimas esperanças. antes é de boa sorte. a tocar a valsa da Viúva Alegre. parabéns. continue. Todas as mesas estão ocupadas. b) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas e. d) predomina o caráter descritivo. c) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. Durante. o elemento determinante do texto é a narração.Texto para a questão 64. que nada de mau aconteça. o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Lúcia McCartney. Durante a luta. Rubem. vontade de vencer e. um grande borborinho. parabéns. e) apesar dos aspectos descritivos. depois. Ceetps-SP Com base nesse texto é correto afirmar que a) as ações ganham relevo e determinam a estrutura do texto. Nesse instante chegam os músicos. de forma mais concisa e coesa. 65. principalmente no que diz respeito à caracterização física dos músicos. Na mesa ao lado está o sujeito que é casado com a Miss Brasil. mas sou pobre e faço na minha mesmo’ — e todos começam.” A alternativa que melhor expressa a idéia contida na fala do lutador de boxe Acelino — Popó — de Freitas. adjetivos e mesmo verbos que auxiliam na caracterização do ambiente. parabéns. coloca um lenço no pescoço para proteger o colarinho.” FONSECA. visto que o afeto antes é de boa sorte. continue. ela veio noutro porão’. que nada de mau aconteça. 31 64. só sinto vontade de ganhar. e) Toda essa história de carinho acaba quando boto as lutas onde o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. enquanto lá embaixo as pessoas comem bebem suam sem ao menos por um instante levantar os olhos para o balcão onde ele trabalha com os outros dois: Stein. só sinto vontade de ganhar. as idéias discutidas ao longo dele. três: piano. ainda que antes o afeto seja de boa sorte. pois o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. c) trata-se de um misto de narração e dissertação em que as ações das personagens servem como apoio para as argumentações do comentarista. morreu. parabéns. ‘Tua vó fez risinhos e boquinhas. que nada de mau aconteça. parabéns. no violino — cinqüenta e seis anos. d) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. Durante. se fosse rico — ‘fazia filho na mulher dos outros. Durante. sinto vontade de ganhar e vontade de vencer. ainda tem um restinho mas sabe que vai perdê-las num dia de calor tocando os Contos dos Bosques de Viena. O afeto antes é de boa sorte. embora o único afeto que sinto pelos meus adversários seja antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. depois da luta. Durante. a fim de que o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. vontade de vencer. vontade de vencer. não exatamente ao mesmo tempo.

estavam cansados e famintos. quanto mais alto o nível hierárquico. In: Veja. pois haviam repousado bastante na areia do rio seco. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro. educação e status social pesam quando o assunto é qualidade de vida e longevidade. que por mais de 25 anos mapeou a saúde de 17 530 funcionários públicos e constatou que. mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco. Texto para as questões de 67 a 68: “Rico vive mais Nos últimos cinco anos. menor a taxa de mortalidade. F. GABARITO IMPRIMIR 67. dado que ordinariamente andavam pouco.. 32 66.. c) Porque haviam repousado bastante na areia do rio seco. maior o desgaste emocional e maior o número de situações estressantes. Estudos conduzidos nos Estados Unidos chegaram a conclusões semelhantes: (. d) Ainda que ordinariamente andassem pouco. mantém-se o sentido original apenas em: a) A viagem progredira bem três léguas. e) Em virtude de andarem ordinariamente pouco e de haverem repousado bastante na areia do rio seco. Vidas secas. a viagem progredira bem três léguas..) Médicos conscientes da tese ‘ricos. saudáveis’ consideram o saldo bancário. 9 jun.. importantes e portanto. b) haviam repousado bastante na areia do rio seco. d) visa demonstrar a existência de uma preocupação. a prática de exercícios e a exposição a substâncias tóxicas. por parte das autoridades. porém. Pequenas diferenças de salário. Fuvest-SP Reestruturando-se o terceiro período do texto. Até entre pessoas do mesmo estrato social.Texto para a questão 66: “Na planície avermelhada. c) objetiva conscientizar a população da necessidade de levar uma vida saudável. através dos galhos pelados da caatinga rala. pela saúde das camadas mais pobres. o esgotamento psíquico mina o sistema imunológico do organismo humano. o currículo escolar e o sucesso profissional tão importantes — ou até mais — quanto a genética. a viagem progredira bem três léguas. (.. Eduardo. A folhagem dos juazeiros apareceu longe. 134. eram três vezes maiores do que os anotados entre os de cargos superiores. a viagem progredira bem três léguas porque ordinariamente andavam pouco. Voltar Língua Portuguesa .” JUNQUEIRA. entre elas o cigarro.Interpretação de texto II Avançar . uma vez que haviam repousado bastante na areia do rio seco.. (.) Todos tinham emprego garantido e contavam com o mesmo padrão de assistência médica. Ordinariamente andavam pouco. afastando-se do fumo e de outras drogas. b) destaca o grande desenvolvimento da atividade de pesquisa científica nos últimos anos. e a viagem progredira bem três léguas. respeitados centros de pesquisas científicas do mundo produziram nada menos do que 193 estudos sobre a relação entre condição socioeconômica e saúde (. 23. a dieta alimentar.. Os registros de morte entre os trabalhadores menos qualificados. A princípio pode parecer óbvio: os ricos dispõem de mais recursos para pagar os melhores médicos.” RAMOS. Católica de Salvador-BA O texto: a) evidencia a existência de diferenças abismais entre as várias classes sociais.. E. 1999. a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra.). ano 32. os juazeiros alargavam duas manchas verdes.) quanto menor o nível social. e) mostra como saúde e qualidade de vida estão vinculadas a variáveis socioeconômicas e culturais. A ciência descobriu uma realidade mais complexa. n. os exames mais sofisticados e os hospitais mais bem estruturados. ordinariamente andavam pouco. Graciliano. p. como se sabe. Um clássico do tema é a pesquisa do médico inglês Michael Marmot.

pode-se inferir: a) A facilidade de acesso aos melhores hospitais pela classe privilegiada pode ser um fator importante. incomodado. entra e dá comigo. c) A falta de cuidados adequados com a saúde é. assim. entrei logo a pensar na filha de D. O gesto brando com que. para todas as asas. e voou a pedir-lhe misericórdia. e achando-a ainda no mesmo lugar. sob a vasta cúpula de um céu azul. d) O grau de escolaridade é o que realmente faz diferença quando se fala em saúde. Católica de Salvador-BA Da leitura do texto. Passa pela minha janela. aí vinham já as próvidas formigas… Não. 33 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Não caiu morta. Apiedei-me. b) Os que têm cargos superiores são menos atingidos por preocupações de ordem financeira. soube conservar. mas o medo. bati-lhe e ela caiu. Não lhe valeu a imensidade azul. espairecendo as suas borboletices. E esta reflexão. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque. viu dali o retrato de meu pai. no susto que tivera. Machado. a saber. Dei de ombros. saí do quarto. mas não é determinante quando se trata de saúde. tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. desde a invenção das borboletas. que estava ali o pai do inventor das borboletas. F. c) A classe operária é mais propensa à doença por herança porque nela são mais freqüentes os maus hábitos. insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa. com alguma simpatia. Era tempo. — me consolou do malefício. vivem mais. F. que tinha olhos. que é maior entre as pessoas de poucos recursos. pousou-me na testa. a infeliz expirou dentro de alguns segundos. para recreio dos olhos. dous palmos de linho cru. pois sabem que. e) Os empresários. porque eu a sacudisse de novo. contra uma toalha de rosto. Era tarde. acabarão resolvendo seus problemas de saúde. ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. um ar divino. e viu que me movia. e não é impossível que descobrisse meia verdade. ela foi pousar na vidraça. invariavelmente. Não era. uni o dedo grande ao polegar. minutos depois. Fiquei um pouco aborrecido. A idéia subjugou-a. Pois um golpe de toalha rematou a aventura. volto à primeira idéia. não teria mais segura a vida. têm mais acesso à medicina preventiva e a outras válvulas de escape.Interpretação de texto II Avançar . Católica de Salvador-BA Ao analisar os resultados das pesquisas a que o texto se refere. que é também sugestivo. 69. saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. A manhã era linda. é justo dizê-lo. Então disse consigo: ‘Este é provavelmente o inventor das borboletas’. podendo. descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo. ou cor de laranja.68. foi pousar na vidraça. mesmo trabalhando sob maior pressão. pois as pessoas cultas se cuidam mais. uma estatura colossal. A borboleta. tão negra como a outra. Memórias Póstumas de Brás Cubas. e muito maior do que ela. confesso. aterrou-a. se ela fosse azul. apesar dele. Lembrou-me o caso da véspera. não sabia.” ASSIS. Imaginei que ela saíra do mato. que me aborreceu muito. portanto. a principal causa da mortalidade. b) O que faz uma pessoa desfrutar de uma boa saúde é a adoção de hábitos físicos e alimentares sadios. Quando enxotada por mim. creio que para ela era melhor ter nascido azul. “A borboleta preta NO DIA SEGUINTE. e na dignidade que. Texto para responder a questão 70. nem a alegria das flores. que é sempre azul. tinha um certo ar escarninho. e me reconciliou comigo mesmo. e ri-me. despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. e beijou-me na testa. pernas. Suponho que nunca teria visto um homem. Deixei-me estar a contemplar o cadáver. Era negra como a noite. mas tornando lá. pode-se afirmar: a) Os abastados são mais otimistas. com dinheiro. modesta e negra. almoçada e feliz. e) As condições ambientais em que trabalham as classes privilegiadas as tornam menos vulneráveis às doenças. como eu estivesse a preparar-me para descer entrou no meu quarto uma borboleta. Esta última idéia restitui-me a consolação. uma vez posta. Eusébia. conservar melhor suas defesas. lancei mão de uma toalha. o que era o homem. — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. começou a mover as asas. depois de esvoaçar muito em torno de mim. d) As pessoas com cargos de menor responsabilidade não se estressam tanto e. e. por isso. não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete. Veio por ali fora. nem a pompa das folhas verdes. — uma das mais profundas que se tem feito. Sacudi-a. braços. senti um repelão dos nervos.

e) a criação de postos de trabalho na área da construção civil. e) Os problemas de mão-de-obra desqualificada — frutos da atual conjuntura econômica do País — se resolverão definitivamente.. Para os outros. Texto para as questões 71 e 72: “Eles sobraram Os números do IBGE. p. uma vez que o trabalho físico tende a desaparecer.) O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. c) a implementação de um programa de educação. um deus em relação à borboleta. no Brasil. o horizonte é desolador. não serão sanadas a longo prazo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . com a modernização. c) elabora uma comparação entre o susto que tivera ao ver a borboleta e o que tivera ao ver a filha de D. pode-se afirmar: a) A realidade do trabalhador brasileiro era desconhecida até a formação das frentes de trabalho. ano 32. F. será otimizado com: a) a manutenção da economia informal. Católica de Salvador-BA A partir da leitura do texto.” VALENTINI. uma vez que ele sempre pode contar com a economia informal. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. d) se surpreende com a relatividade das coisas. 29. d) A infra-estrutura deficiente do Brasil possibilitará trabalho constante. 34 71. d) o controle da natalidade nas camadas mais baixas. E o desafio. c) A situação do trabalhador braçal. 105. viadutos. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. O rosto dessa gente apareceu quando o governo de São Paulo abriu inscrições.Interpretação de texto II Avançar . Durante mais de uma década. Católica de Salvador-BA De acordo com o texto. para as chamadas frentes de trabalho. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. n. F. A idéia era selecionar 50 000 pessoas para cumprir um contrato de seis meses. no Brasil. b) a abertura de constantes frentes de trabalho. para o país. In: Veja. querendo confundi-lo. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. um mês atrás. cesta básica e seguro de acidentes pessoais. talvez. recebendo salário mensal de 150 reais. é alentadora. já não precisam tanto de força física. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito.70. o principal órgão de pesquisas sociais do país. Assim que a economia voltar a crescer. e) se sente desorientado com a borboleta que descreve infinitas voltas em torno de seu corpo. (. Isso porque as empresas. embora difícil. 72. Uma multidão de 460 000 pessoas lotou os locais de inscrição. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. Eusébia. Foram selecionados apenas os chefes de famílias numerosas. o governo abandonou estradas. 1999. os mais velhos e aqueles que estavam por mais tempo na fila do desemprego. Fatec-SP Da leitura do texto é correto afirmar que o narrador a) se vale da imagem de uma borboleta para mostrar tanto as ações impulsivas do homem como sua capacidade de racionalização. Segundo o Instituto. pelo menos na área de construção civil. Para garantir a sobrevivência. b) As dificuldades do trabalhador desqualificado.. b) fala de uma borboleta para representar a importância de pequenos momentos na vida dos homens. 21 jul. por uma ironia do seu passado recente. Exigências: ter acima de 16 anos de idade e estar desempregado há mais de um ano. ao constatar-se um gigante e. deixou ruas se esburacarem. pode-se inferir que o problema de emprego. Cíntia. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1º grau completo ou nem isso. assim que a economia brasileira voltar a crescer.

João. O homem estava morto. São Paulo: Ática. no Japão. Porque nossa família um dia há de subir na política…” BRAGA. conta o dinheiro dos bancos. Nossa família é feito Maria Polaca: faz tudo. a família Matarazzo. Nossa família. 76. d) ironia. 4. F. a família Pereira Carneiro. U. a família Guinle. U. Na vala comum da glória. A família Crespi. Uma poça de sangue. e) “vermelho” e “vermelhinho da silva”. entretanto. sugeridas também pelos nomes de família. serve no Exército e na Marinha. conduz os bondes. d) “vala comum da miséria” e “vala comum da glória”. nas usinas. no mato. 5. 35 73. O cadáver foi removido para o necrotério. na Inglaterra. U. Luto da família Silva. São Carlos-SP A leitura do texto permite afirmar que o autor a) quis desqualificar as famílias não importantes. e) retomar e explicar informações anteriores. como a Silva. O sangue que saía de sua boca era vermelho — vermelhinho da silva. nas fábricas. leio o nome do sujeito: João da Silva. A gente de nossa família trabalha nas plantações de mate. F. Nossa família. faz telhas de barro. A Assistência voltou vazia. Rubem. F. F.Interpretação de texto II Avançar . Nossa família quebra pedra. na França. 75. a expressão “vermelhinho da silva” traduz a idéia de a) intensidade. Apesar disso. v. assume a função de a) resumir e comentar informações anteriores. 1984. Sempre por baixo. Na vala comum da miséria. em todo lugar onde se trabalha. Veio tinindo. c) “vermelhinho da silva” e “sangue azul”. d) propôs uma reflexão sobre diferenças sociais. enrola o tapete do circo. Nós auxiliamos várias famílias importantes na América do Norte. b) retomar e sintetizar informações anteriores. Você não possuía sangue azul. c) explicitou a submissão dos países da América do Sul aos da América do Norte. Na seção dos ‘Fatos Diversos’ do Diário de Pernambuco. b) pretendeu enaltecer a tradição de famílias importantes na história brasileira. (…) João da Silva — Nunca nenhum de nós esquecerá seu nome. 74. Morava na rua da Alegria. é que trabalha para os homens importantes. c) pequenez. a família Rocha Miranda. laça os bois. enche os porões dos navios. faz os jornais. Morreu de hemoptise. p. João da Silva. nas praias. nas fazendas. em destaque no texto. 44-5. levanta os prédios. b) “em todo lugar onde se trabalha” e “a gente de nossa família trabalha nas plantações de mate”. nas cozinhas. São Carlos-SP O texto estrutura-se na oposição entre os Silva e as demais famílias. e) desprezo. nos pastos. São Carlos-SP A oração faz tudo. Sangue de nossa família. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Apud: Para gostar de ler. ed. todas essas famílias assim são sustentadas pela nossa família. d) explicar e comentar informações anteriores. U. b) carinho. Essa relação releva-se em a) “vai mal em política” e “há de subir na política”. João da Silva.INSTRUÇÃO: As questões de números 73 a 76 referem-se ao seguinte texto de Rubem Braga: “Luto da família Silva A Assistência foi chamada. vai mal em política. nos balcões. Um homem estava deitado na calçada. e) enfatizou a importância de se melhorarem os Silva para entrarem na política. nós temos de enterrar você é mesmo na vala comum. São Carlos-SP No texto. nas minas. c) expandir e explicar informações anteriores.

Jorge de. como promotora do entendimento entre os homens. 1997. na sua universalidade. e quando se desfizerem as nações instaladas ao depois [de Babel. ( ) o homem comum como elemento responsável pela perda do poder expressivo da palavra no seu uso cotidiano. do ponto em que se encontrar. o poeta não foi designado para vivificar a [palavra de novo? Para colhê-la de cima das águas e oferecê-la outra vez [aos homens do continente? E.77. e reconstituir seu conteúdo mágico? Acaso o poeta não prevê a comunhão das línguas. por acaso. irmão!” LIMA. In: Poesia Completa. p. as grandes palavras semitas podem [desaparecer? E. ( ) o poder mágico da palavra só atingível por aquele que ultrapassar a compreensão do “Verbo de Deus”. construtor da palavra perene.Interpretação de texto II Avançar . Voltar Língua Portuguesa . mesmo com a profanação dos homens de hoje. Quando toda a confusão for desfeita. Organização de Alexei Bueno. Salvador-BA “As Palavras Ressuscitarão As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas. por acaso. as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos. por acaso. a todos os homens da terra numa só língua — a [linguagem do Espírito? Se por acaso viveis mergulhados no momento e no [limite. E. as palavras nada significam nos discursos dos homens [públicos. ( ) a palavra divina tornada vazia de significação para o homem. 36 GABARITO O poema apresenta: ( ) a poesia como instrumento de redenção do homem. U. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. não foi ele apontado para restituir-lhe a sua essência. 388-9. as palavras se mumificaram na boca dos legisladores. E o Verbo de Deus é uno mesmo com a profanação [dos homens de Babel. a palavra imortal há de adoecer? E. quando o homem reconquistar os atributos perdidos [com a Queda. não me compreendereis. IMPRIMIR ( ) a linguagem poética. ( ) o poeta como reinventor da linguagem. o poeta não falará.

Deus meu. 290-1. Deixem-me em paz! Não tardo. Já disse que sou sozinho! Ah. b) uma mágoa de Lisboa. a todos. 1981. pois em Lisboa ainda pode viver bons momentos. o contrário [de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa. das artes. quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto. pois trata-se de uma época remota e irrecuperável. não me [enfileirem conquistas Das ciências (das ciências. com todo o direito a sê-lo. da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade.INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 78 a 81. Quero [ser sozinho. tenham paciência! Vão para o diabo sem mim. 37 GABARITO 78. “Lisbon Revisited Não: não quero nada. fútil. que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero [estar sozinho!” PESSOA. Obra Poética. [a vontade. que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo. pois ela tirou-lhe todos os bons sentimentos. Fora disso sou doido. guardem-na! Sou um técnico. p. nada me tirais. leia os versos de Fernando Pessoa. Assim. Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. Fernando. mas tenho técnica [só dentro da técnica. como sou. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada. c) um medo de revisitar Lisboa. pois lá passou uma infância vazia e sem sentimentos.Interpretação de texto II Avançar . F. Com todo o direito a sê-lo. nada sois [que eu me sinta. d) uma mágoa de sua cidade (Lisboa). São Carlos-SP A penúltima estrofe do poema permite considerar que o eu-lírico sente a) uma saudade carinhosa da infância. e) uma saudade melancólica da infância. pois a cidade nunca lhe proporcionou boas lembranças. Já disse que não quero nada. fazia-lhes. ouviram? Não me macem. das ciências!) Das ciências. U. por amor de Deus! Queriam-me casado. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos. Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais.

em virtude da sua solidão. Que foi? — Ah! não foi nada.Interpretação de texto II Avançar . Salvador-BA “Passava as noites em claro. ( ) Atitude de irreverência do narrador. b) a irritação do poeta com aqueles que pretendem ajudá-lo em seus problemas. Depois. e a pedrada. Dois gritos. — Deveras. 24. Para mim. metido no laranjal e procurando uma solução a tanta dificuldade. rápido como uma seta.. F... para desenvolver sua arte... c) tenta tornar-se uma outra pessoa. Visconde de. — O grito? balbuciou ela. p. b) importunem. em face do religioso. ( ) Concepção idealizada de mulher. era um macauã. 80. 82. ( ) Dimensão hiperbólica do sentimento amoroso. ímpetos tão desconhecidos e violentos.” TAUNAY. e) abandonem. para agradar a todos. a gente em tudo vê maravilhas. De noite. U. pode-se dizer que o poeta a) recusa-se a aceitar os valores que a sociedade tenta inculcar-lhe. como a que balbuciam duas cândidas almas na eterna e sempre nova declaração de amor... U. abrasada também de amor. superiores a todas as suas tentativas de resistência. São Carlos-SP Os dois últimos versos do poema revelam a) a conscientização do poeta em relação a seus problemas e à breve solução que lhes dará. meu anjo do céu... achou-se ao pé da janela e cobriu de beijos as mãos da sua amada. A princípio tomei também um grande susto.. e) aparta-se da sociedade. minha vida. por essa razão. a única que vi era você. c) ofendam d) maltratem. F. quem sabe? verificar se por aí não andava rondando aquele que no seio lhe inoculara tamanho desassossego. almeja fazer parte da companhia. Inocência. — Deveras? perguntou ela incrédula. Cirino. b) encontra na morte a única solução para os problemas. desde que Adão e Eva a trocaram. O que pareceu pedrada era um noitibó que frechou para mim e veio dar com a cabeça na parede. ( ) Íntima relação entre o nome da personagem feminina e o seu jeito de ser. U. queria respirar o ar da noite e beber na viração do sertão um pouco de tranqüilidade para sua alma não afeita ao tumultuar dos sentimentos que a agitavam e. Numa dessas noites de ansiedade. d) o desejo do poeta de manter-se afastado e isolado das pessoas. atordoavam-no ainda aqueles dois assobios que não podia explicar e sobretudo aquela pedrada tão bem dirigida. que por pouco talvez o houvesse estendido por terra. São Paulo: Ática. 81. A pobrezinha. 38 GABARITO Marque V para as afirmativas que podem ser comprovadas com o texto e F para as que não podem. São Carlos-SP Pela leitura do poema. F. c) a vontade do poeta de poder compartilhar da paz que outras pessoas sentem. destacada no poema. viu afinal reabrir-se a janela de Inocência. São Carlos-SP A forma verbal macem.79. 99-100. e) a inquietude gerada na alma do poeta. 1996. d) sente-se solitário e. no último parágrafo. ed. significa a) desprezem. à sombra das maravilhosas árvores do Éden. ( ) Atitude de vassalagem amorosa. verifiquei que não passava de miragem. fui ver no laranjal. ( ) Escapismo para o sonho. Com este madrigal encetou Cirino uma conversação como a da primeira noite. respondeu apressadamente Cirino. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . rápido como aquela pedra arrojada tão rigorosamente. U.

Pelo contrário. c) aceitar as inovações trazidas pelo povo — aquelas que dão vivacidade à língua — exercendo. que é importantíssima nesse processo. e) estudar sempre os autores clássicos. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) o reconhecimento de um escritor nem sempre se baseia em sua competência. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pois a leitura se torna mais agradável e compreensível. locuções novas. Mas se isto é um fato incontestável. não se lêem muito os clássicos no Brasil. é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. pois somente eles. porém. acompanhando sua época e abandonando o estilo de autores antigos e defasados. é função do escritor: a) inovar sempre a língua — registro de suas obras — criando as novidades a partir da influência popular. e) a língua reflete a história de cada época e sujeita-se a receber tanto a influência de seus escritores quanto a popular. e o escritor não está obrigado a receber e a dar curso a tudo o que o abuso. 85. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. 84. porém. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. sempre atual. Há. Unifor-CE De acordo com o texto. não admitindo as alterações que ocorrem por influência popular. ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito. Cada tempo tem seu estilo. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. com seus ensinamentos. o capricho e a moda inventam e fazem correr. não se lêem.Texto para as questões de 83 a 85: “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. b) as obras clássicas são aquelas em que a linguagem é imutável. Querer que a nossa pare no século de quinhentos. d) as opiniões divergentes entre escritores a respeito do uso correto da língua em suas obras. poderia eu citar até alguns escritores cuja opinião é diversa da minha neste ponto. 39 83. c) a divulgação das obras de escritores que gozam da aceitação popular. b) dominar com segurança a norma culta da língua e empregá-la fluentemente. certos modos de dizer.Interpretação de texto II Avançar . b) a necessidade de um equilíbrio entre tradição e renovação na língua. d) usar exclusivamente a linguagem do povo. que devem ser incorporadas pelos escritores em suas obras. Feitas as exceções devidas. sem as indevidas interferências surgidas em cada época ou de acordo com a vontade de seu autor. o que vai permitir uma aceitação maior de suas obras. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. A influência popular tem um limite. Entre as exceções.” Machado de Assis. c) o povo de uma nação é a fonte incontestável de todas as alterações da língua. e) a ausência de mérito literário em muitas obras consagradas pelo público. Unifor-CE A idéia central do texto é: a) a influência. o que é um mal. mas que sabem perfeitamente os clássicos. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. são os modelos adequados para a produção das obras consideradas modernas. pois muitos deles até mesmo ignoram as estruturas da língua que utilizam. A este respeito a influência do povo é decisiva. portanto. d) o mérito de um livro será maior quanto mais inovações ele apresentar. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. dos autores clássicos da língua. Em geral. um controle sobre elas e inibindo os abusos.

86. já foram 31”. Voltar Língua Portuguesa . 34. Unicamp-SP Considere o poema a seguir: “Inventário Povoam o escritório vários utensílios uns bastante sóbrios outros indiscretos Por exemplo: a mesa é sóbria. Vide sugestão na nota anterior que também poderia ser aplicada nestes casos. In: Poesias Reunidas (1968-1988). de Rubem Tavares.” “Não seria o caso de a Prefeitura pagar por cada nova pichação feita na cidade? É claro que sim. Aparentemente peças quase iguais às demais: os mesmos modos funcionais Contudo é preciso vê-las em sua marca: no rastro dos dedos no selo do gesto Ali onde transgridem a ética da classe que proíbe os objetos de serem pessoais Onde desconhecem o acordo em vigor que as coisas transforma em armas submissas Não pactuam — hostis minhas duas mãos acidulam o ar da repartição” 40 GABARITO a) De qual critério se serve o poeta para classificar as diferenças entre os “vários utensílios” que “povoam o escritório”? Por que essa classificação destoa tanto da nossa percepção habitual? b) Como aparece a presença humana em meio ao ambiente da repartição? 87. o lápis o papel. só no período de janeiro a abril. Em todo o ano passado foram registradas 33 ocorrências e. o cesto são só instrumentos sem vontade própria Dois os indiscretos: minhas duas mãos — úlcera no estômago da repartição ALVIM. com certeza o prefeito encontraria novas atribuições para a Guarda Municipal. p. já foram 31. as seguintes notas. em 1998 foram registradas 99 ocorrências em Guarulhos.” IMPRIMIR a) Qual é a conclusão implícita na seqüência “neste ano.Interpretação de texto II Avançar . no primeiro semestre de 2000. só no período de janeiro a abril. Se todos entrassem com uma ação simultaneamente. Rumina todos os papéis no oco das gavetas O que a mesa expele para a superfície é simples dejeto livre de mistério O arquivo também é móvel discreto e diz muito pouco de interesse humano A caneta. neste ano. publicada na revista Business Travell. 1988. Francisco. causando incêndios e sérios riscos à segurança dos vôos: segundo o Controle de Tráfego Aéreo. que se encontra na primeira nota? b) Explicite a sugestão dada no final da segunda nota. 13. Amostra Grátis. parcialmente adaptadas: “Para os lunáticos que insistem em soltar balões de grande porte. São Paulo: Duas Cidades. As autoridades deveriam enquadrar os responsáveis por crime inafiançável e trancafiá-los em presídios por longos anos. encontram-se. Unicamp-SP Na coluna “De zero a dez”. entre outras.

Eu considerei as contas que era preciso pagar. b) a reiteração das situações apresentadas. na enumeração de situações que favorecem a biopirataria na Amazônia. Alguma Poesia. além do fluxo de brasileiros para o exterior. d) somente a ratificação das situações já apresentadas.Texto para a questão 88. e) “as dificuldades…” 90.Interpretação de texto II Avançar . A existência de uma fronteira terrestre muito vasta para evitar contrabando. as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza e na dentadura amarela e preta maus cuidados voaram como borboletas. d) é atraída pela música de um provável Chopin. apesar de triste. o coesivo “além” possibilitou: a) a inclusão de mais uma situação. b) se apega aos “passos que era preciso dar”. que. afasta o narrador de suas preocupações cotidianas. estrangeiros residentes. UEPA “É nesse aspecto que a histeria sobre a biopirataria na Amazônia corre o risco de não levar a lugar nenhum. Carlos Drummond de. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . os passos que era preciso dar. apesar dos apelos tristonhos que a música de um piano lhe fazia do fundo da sala. c) “meus cuidados voaram como borboletas”. a presença de turistas internacionais. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. e) a exclusão das situações expostas. 41 88.” GABARITO Neste texto divulgado na Internet. e) se fixa na tristeza e na solidão. Fatec-SP A leitura de Música torna possível afirmar que a atenção do narrador a) tem suas preocupações ordinárias postas de lado pela sensualidade da música e da pianista de braços redondos. b) “sob o lustre complacente”. c) foi despertada pela relação material entre as teclas de um piano (“dentadura dura”) e sua própria dentadura (“dentadura amarela e preta”). professores e consultores. levando-o ao desatino da existência. Me disseram que era Chopin.” ANDRADE. d) “Enquadrei o Chopin na minha tristeza”. impossibilitam qualquer aparato de fiscalização. 89. o que se constata pela evocação de um “lustre complacente”. c) a retificação das situações anteriores. estudantes e pesquisadores estrangeiros que vêm desenvolver pesquisas. Fatec-SP A expressão que mais claramente remete à liberação das preocupações do narrador. sob o efeito da música de Chopin é: a) “braços redondos que nem coxas”. “Música Uma coisa triste no fundo da sala.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A teoria que se diz científica. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia. (04) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual. ed. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. para dar a impressão do bemestar do progresso. Cristovam. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar condicionado. (02) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados.Interpretação de texto II Avançar . arriscando incoerências. mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral. aventurando-se. além de dúvidas. Como o homem dentro de um carro fechado. UFBA O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: (01) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos.” BUARQUE. no calor sem ar condicionado. p. para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. Dê. Não pode se limitar a ver o Brasil. 5-6. incompatível com seus recursos. tentando usar o sentimento. no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real.’ Como aquele motorista. para descrever e entender o país. Prendem-se a modelos já preparados. Aquele encontro. 4. A teoria econômica diria que o consumidor obtém. (16) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico. o que constituiria entrave cultural. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações. construídas em torno de questões ultrapassadas.Texto para as questões de 91 a 93: “UM MERGULHO NO BRASIL Manaus 42 GABARITO Às duas da tarde do verão de 1984. eles não têm teorias alternativas. para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial. desvinculada de sua cultura. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. Pervertendo o processo econômico. usam linguagens especiais. (08) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se auto-avalia. A Desordem do Progresso. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar condicionado. como em qualquer mergulho. e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. São Paulo: Paz e Terra. a soma das alternativas corretas. em território tropical. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. Sobretudo quando. teorias e linguagens pouco acuradas. (32) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país. Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. no meio de um engarrafamento. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira. o caos e a irracionalidade. denunciar que o carro não tem ar condicionado e estamos todos morrendo de calor. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. com o carro e as janelas fechadas. deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população. no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade. os cientistas tendem a não expor as idéias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas. 1993. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil. A inconseqüência não é apenas do consumidor. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. como se tivessem lógica. (64) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes. A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento. com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza. o motorista apontou para o carro à frente. Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. Um mergulho no Brasil que. 91. Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. vê a si mesmo. como resposta. trabalhando na inconseqüência. Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos.

43 92. como se tivessem lógica. (02) “para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam. (64) A expressão “Para tanto” estabelece um relação de conseqüência com referência a “mergulho” (2o destacado). como resposta. diferentemente de “ar condicionado” (2o destacado).” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se. incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo. para dar a impressão do bem-estar do progresso. com o carro e as janelas fechadas.” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma conseqüência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro. (32) Os pontos de vista dos economistas e do autor coincidem com relação ao grau de funcionalidade das “janelas fechadas” e “das janelas abertas”. (08) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que.” — Os economistas. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. (04) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro. (04) A forma verbal “entender” tem o mesmo sentido de “Mergulhar”. a respeito do fato que então se comenta. 93. Dê. no desvendamento dos fatores externos que a constroem. Dê. (64) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. (16) O uso do “escafandro” sugere mascaramento do real objetivo do “mergulho” (1o destacado). UFBA O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: (01) “Para que todos pensem que tem ar condicionado. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . falso. dentro da ótica do consumismo. subestimam a aparência em favor da realidade. com argumentos falseadores. (32) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém.” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. (02) A expressão “Tem que” remete a uma possibilidade remota de análise da realidade. (08) A expressão “se ver pelos olhos dos outros” conota um falseamento da realidade individual. em território tropical. antes. (16) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. UFBA Há uma explicação coerente em: (01) O termo “ar condicionado” (1o destacado) está usado em sentido denotativo. a soma das alternativas corretas. como resposta. o caos a irracionalidade. a soma das alternativas corretas.

e) há línguas que são mais sintéticas que o português para expressar o sentimento que os povos lusófonos designam “saudade”. japoneses. d) comum a todos os seres humanos e remonta aos tempos antigos. 44 GABARITO 95. a dizê-lo. b) os cães. 53 anos. adaptado. Por outro lado. e Édson. c) comum a todos os seres humanos. o ‘póthos’ dos antigos gregos e sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no planeta ou nas 10 mil que já existiram. efetivamente. macedônios. mas a maneira de expressá-lo é diferente. ‘nedôstatok’. e) talvez anterior à razão. E seria uma grande pretensão acreditar que o sentimento que batizamos de ‘saudade’ seja exclusivo dos povos lusófonos. de uma forma ou de outra. Edmílson. ‘natsukashi’.” Correio Popular. ITA-SP NÃO se pode afirmar que a noção do sentimento saudade no texto seja a) atribuída exclusivamente ao ser humano. iniciada no Comercial de Ribeirão Preto. ‘sóvárgás’. contribui para tornar o trecho incoerente. alemães. ou talvez mesmo antes. ‘Sehnsucht’. Paulo. o professor Josué Machado lembrou pelo menos dez equivalentes da palavra ‘saudade’. 6/4/1996. Leão não dava um passo em falso. b) A expressão “por outro lado”. Desde que o homem é homem. armênios. já que seus outros dois irmãos. desde que aprendeu a falar aprendeu também. ‘ilgas’. Os russos têm ‘tosca’. ‘shauck’ e também ‘hanim’. Campinas. de 51 anos. Pode-se ainda acrescentar a essa lista o ‘desiderium’ latino. e húngaros. são médicos. existem outros idiomas que o fazem de forma até mais sintética que o português. c) trata-se de um mito a crença de que apenas os povos lusófonos têm uma palavra para designar o sentimento “saudade”. Embora línguas que nos são mais familiares como o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de uma expressão (seus equivalentes de ‘nostalgia’ e ‘falta’) para exprimir o que chamamos de saudade em todas as circunstâncias. sérvios e croatas.Interpretação de texto II Avançar .94. 96. assim como os seres humanos. a) O que aconteceria com Leão se ele. 20/10/2000. Folha de S. costumava ficar horas aprimorando seus defeitos após os treinos. Unicamp-SP Quando o treinador Leão foi escolhido para dirigir a seleção brasileira de futebol. o jornal Correio Popular publicou um texto com muitas imprecisões. a tese é que a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e têm palavras para designá-los. Em uma de suas colunas semanais nesta Folha. no início do segundo período. sempre impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado. do qual consta a seguinte passagem: “Durante sua carreira de goleiro. ele sente saudade. quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato mundial.” Saudade. Ao chegar à seleção brasileira em 1970. Um desses casos é o que envolve a palavra ‘saudade’. Leão. se até os cães demonstram sentir saudades de seus donos quando ficam separados por um motivo qualquer. Trata-se de uma grande e pretensiosa balela. ‘jal’. sentem saudade. b) uma prova de que a espécie humana é fruto da mutabilidade de espécies. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Por quê? c) Por que o emprego da palavra “racionalismo” é inadequado nessa passagem? As questões 95 a 97 referem-se ao seguinte texto: “Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes que muitos acabam se convencendo de que eles são de fato verdadeiros. ficasse aprimorando seus defeitos”? Reescreva o trecho de maneira a eliminar o equívoco. ITA-SP No texto. que seria uma exclusividade mundial da língua portuguesa. sua terra natal. d) há línguas que são mais sintéticas que outras para exprimir os sentimentos. árabes. letões. Todas as línguas do mundo exprimem com maior ou menor grau de complexidade todos os sentimentos humanos. seria de um etnocentrismo digno de fazer inveja à Alemanha nazista acreditar que esse sentimento é próprio apenas aos que falam português. ‘garod’. Ora. Cada atitude e cada declaração eram pensadas com um racionalismo típico de sua família. 58.

a repetição da palavra “louco” é redundante. sem prejuízo do sentido. c) uma equiparação do sentimento saudade dos cães ao dos seres humanos.97. a) Formosa e graça são. e) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. 99. o segundo uso da palavra “louco” assume sentido negativo. nesse anúncio. d) a generalização de uma idéia após a apresentação de exemplos. Mackenzie-SP “A moça não era formosa.” Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima. Para as questões 98 e 99 considere o texto das questões de 27 a 29. por meio da clareza e da elegância do estilo. b) Na estrutura sintática predomina a subordinação. ITA-SP NÃO se pode dizer que no texto haja a) uma declaração inicial que sintetiza a tese a ser defendida. c) denunciar. que funcionam como argumentos para a tese defendida. que a revista Veja se dispõe a a) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos. redundam em más reportagens. a palavra destacada tem o mesmo sentido. sintaticamente. é correto afirmar que a) em II. predicativos do sujeito moça. Fuvest-SP Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o texto: a) a única palavra que se refere diretamente à idéia de morte é “inventários”.Interpretação de texto II Avançar . focalizando o principal beneficiário do seguro. II. “/…/ você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa /…/”. c) nas três ocorrências. b) a exclusividade da forma impessoal. o autor sugere a idéia de longevidade do titular do seguro. GABARITO 100. e) exemplos de vocábulos de outras línguas para designar o sentimento “saudade”. talvez nem tivesse graça. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos. por serem mal contadas. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. c) o autor usa conotativamente a palavra “noite” para simbolizar a idéia da morte. PUC/Campinas-SP A revista Veja anunciou-se a si mesma. utilizando a seguinte frase: “Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas” Está implícito. d) em II. evitando-se assim reações negativas do leitor diante desse tema. “Porque quem é louco por alguém. por “delinqüente”. 98. d) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas. d) no trecho “você faz um seguro de vida que pode durar sempre”. não é louco de deixar essas coisas para amanhã”. e) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações. que é marcada apenas pelo emprego de orações na voz passiva. os usos da palavra “louco” assumem sentido oposto àquele verificado em I. já que não acrescenta nenhum sentido à frase. 101. b) contornar as histórias mal contadas. em estilo preciso. b) em I. e) a fotografia e a frase em maiúsculas desviam a atenção do leitor da idéia de morte. b) a imagem da criança reforça uma sugestão já presente no texto e no nome do produto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . c) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração. e) em II. Fuvest-SP I. os cabelos caíam despenteados. a palavra “louco” pode ser substituída. 45 Quanto ao sentido que o vocábulo “louco” assume nas três ocorrências destacadas no quadro acima. d) criticar certas histórias que.

Fuvest-SP I. a partir de 1822. ambas do dia 15/5/ 2000: “Governo suspende verba para a reforma agrária. 46 Considere as seguintes afirmações: I. Na 2ª manchete. b) a relação de dependência econômica do país. dança. O jovem. Metodista-SP Observe a imagem que segue: A partir da composição acima. d) sentam praça em algum lugar. As duas manchetes apresentam o mesmo fato.102. c) que a independência política é responsável indireta pela verdadeira revolução industrial que se desencadearia no país no século XX. embora empregando palavras diferentes. “Incra suspende crédito para assentamentos.” Folha de S. Paulo. exibida.” O Estado de S. pode-se considerar que seu equivalente mais próximo seria: a) sentam a pua em alguém. sem experiência. Fuvest-SP Leia as seguintes manchetes de dois jornais paulistas. se refere a expressão “às vezes literalmente”? Qual o duplo sentido produzido pela relação que aí se estabeleceu? 103. U. Fatec-SP Para determinar o valor sintático-semântico do substantivo “poltrona” na expressão “sentam poltrona”. b) A que palavra. c) sentam-se numa poltrona. II. Paulo. e) sentam orgulhosamente. III. Acostumados às apagadas. em relação às manchetes. GABARITO 105. b) sentam tijolos na parede. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . desempregados. o fato parece mais grave que na segunda. o autor demonstra a) que a independência política possibilitou a autonomia econômica do país com o ingresso das multinacionais e do capital estrangeiro. o recém-formado compete com levas de executivos de altíssimo gabarito. sob idêntico ponto de vista. c) III. arrogante. d) de forma criativa o progresso econômico que a abertura ao capital estrangeiro trouxe ao país. estabelecendo um paradoxo com a data da independência em 1822. às vezes literalmente. d) I e II. e) que as origens do mercado publicitário no Brasil remontam à época de sua independência em 1822. em II.Interpretação de texto II Avançar . invadido pelas multinacionais e pelo capital estrangeiro. mulheres dos dirigentes do Kremlin. Para se candidatar a um emprego. e) II e III. Está correto. 104. a) O advérbio “literalmente” está adequadamente empregado nos dois textos? Justifique sua resposta. literalmente. II. o emprego dos termos “INCRA” e “assentamento” particularizam a informação. os russos achavam que ela era influente demais. Na 1ª manchete. apenas o que se afirma em a) I. b) II.

b) O modo de reproduzir a cantiga indica sua variação rítmica à medida que a cena se desenvolve. vó? — Naão. Fatec-SP Da leitura de Sobre o Sentar-/Estar-no-mundo. apesar de aproximar-se da prosa. e mesmo de pé algum assento os fere: * eles levam em si os nós-senão-pregos. os ferem nós debaixo. onde cabe qualquer homem e a contento. d) A expressão enorme trouxa justifica o adjetivo trôpega que caracteriza negra velha. tomando como ponto central as oposições entre o sentir e o sentar. ecumênico. Ondequer que certos homens se sentem nas nádegas da alma. confere ao homem uma postura universalizante. a) O título já anuncia a importância da relação entre as duas mulheres. c) revela que o fato de certos homens ficarem a vida toda sentados causa-lhes um malestar indescritível para o corpo e para a alma. Mackenzie-SP A característica da poesia modernista que NÃO se encontra no texto é: a) liberdade formal. Batia compasso com a varinha na poeira da calçada. 47 106. pode-se afirmar que a) o sentido nuclear do poema se dá na relação entre poltrona e banco de colégio.Texto para as questões de 106 a 108: “A menina e a cantiga 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 … trarilarára… traríla… A meninota esganiçada margirça com a sáia voejando por cima dos joelhos em nó vinha meia dansando cantando no crepúsculo escuro. b) Expressa por meio de clichê o movimento dado à saia. exemplo único de concepção universal. como compete à poesia. e) Tem a coerência prejudicada por falta de pontuação. e) Há total descaso pela oralidade da expressão. por ser anatômica. de colégio. e) ironia. A educação pela pedra. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. senão pregos. qualquer o assento. … trarilarára… traríla… De repente voltou-se prá negra velha que vinha trôpega atrás. c) Apresenta erros de ortografia que impedem a clareza do texto. b) aponta para os incômodos causados pelos bancos de colégio que são pouco anatômicos. Texto para responder a questão 109. 109. 107. GABARITO “Sobre o sentar-/estar-no-mundo Ondequer que certos homens se sentem por afetuoso e diplomata o estofado. A vida toda. o abaulado amigo. as curvas de afeto. sentam poltrona. João Cabral de Melo.” NETO. d) linguagem coloquial. sentam bancos ferrenhos. e) o poema satiriza a prepotência de certos homens. … trarilarára… traríla…” Mário de Andrade. d) Enriquece a descrição da menina por meio de prefixos ligados a nomes. em efes e erres. b) sintaxe elíptica. Sentam poltrona: ou tábua-de-latrina.Interpretação de texto II Avançar . 108. c) A resposta da avó explicita a sua indiferença para com a menina. c) recriação de cena cotidiana. enorme trouxa de roupas na cabeça: — Qué mi dá. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o fragmento que vai da linha 2 à linha 3. e mesmo a tábua-de-latrina lhes nega assento além de anatômico. a) Revela-se poético. d) a tábua-de-latrina. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . se sentam mal sentados.

E um mundo só de gente bonita e inteligente não seria necessariamente um mundo de gente melhor. c) demonstrar que a engenharia genética promete ser a questão do novo milênio. que os bebês serão o que o mundo fizer deles. encontrarão uma forma de assegurar que os genes comprados tenham o destino desejado. Não sei o que herdou do pai. b) questionar a reprodução programada e. Todos os avanços na área da reprodução programada não mudam a situação da criança. atletas e gênios há sempre um simpatizante do nazismo. Leia-o e responda. o cientificismo totalitário para fins de ‘melhorar a raça’ mudou de vocabulário e ganhou respeitabilidade. está redimida a eugenia. b) a reprodução programada baseada em genes de indivíduos saudáveis e bonitos é uma nova edição do cientificismo totalitário para fins de “melhorar a raça”. F. Eu. E pensei: está aí. que no passado era coisa de cientistas loucos e fascistas. Para começar. não poderia fazer uma encomenda melhor ao laboratório: os óvulos da bela e inteligente Liv Ullmann fertilizados pelos genes geniais do Ingmar Bergmann.Interpretação de texto II Avançar . Se alguém quisesse planejar uma loira superior. Ela é filha da Liv Ullmann e do Ingmar Bergmann. um cantor country – ou um simpatizante do nazismo. preferiria ter os tipos de pais que nunca escolheriam um filho de um catálogo. ou aquela respeitabilidade forçada do inevitável. se fosse nascer hoje. Juiz de Fora-MG O principal objetivo comunicativo do autor do texto é: a) ironizar a comercialização de genes no Brasil. As pessoas pedirão: ‘Quero um surfista loiro bom em física quântica e uma modelo com PhD – mas um tem que ser de Capricórnio e o outro de Libra’. pelo menos no Brasil. a qualidade do sangue ou do ambiente. de 28/10/99. Juiz de Fora-MG Indique a única alternativa incompatível com a interpretação global do texto: a) a beleza de Linn Ullmann deve-se ao fato de ela ser fruto de reprodução programada. “O que vem por aí Pouco depois de ler a notícia sobre o americano que está oferecendo óvulos de modelos na Internet para quem quer ter filhos bonitos. implícitas nessa questão de engenharia genética. as questões 110 e 111. Mas desconfio que. mas não o inverso. que não tem qualquer opinião no assunto. escrito por Luís Fernando Veríssimo. Linn Ullmann teve sorte: herdou a beleza da mãe. U. F. li no Libération uma matéria sobre Linn Ullmann. que está em Paris para lançar um livro. GABARITO c) na comercialização de genes saudáveis e bonitos subentende-se que apenas as características físicas são geneticamente transmitidas. Não há garantia que entre os óvulos e os espermatozóides de modelos. Mas esta vitória da mentalidade ‘de direita’ redime a tese da ‘esquerda’ na velha discussão sobre o que determina caráter e destino. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . foi publicado no Jornal O Globo. Pela fotografia no jornal. em especial. Na comercialização de genes saudáveis e bonitos está subentendido que a personalidade não vai junto. atletas e gênios não exista um serial killer.O texto seguinte. depois. a comercialização de genes de pessoas saudáveis e bonitas. d) a reprodução programada permite que os pais escolham o filho que querem ter.” 48 110. Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem. Há algumas ironias. se esta é a palavra. que promete ser a questão do novo milênio. U. Como dizem que Bergmann é um gênio com um gênio violento e difícil – e a última é que ele foi um simpatizante do nazismo até o fim da Segunda Guerra – Linn pode ter herdado mais do que queria. o filho continua não podendo escolher os pais que o terão. Mesmo com toda reação contra e a discussão ética. 111. a genética ou a cultura. d) argumentar que entre óvulos e espermatozóides de modelos. mesmo que fosse eu.

uma boca enorme. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos. e) Atualmente as crianças não se preocupam com o futuro. podemos afirmar que se trata de um texto psicológico porque: a) mostra a solidão em que vive o narrador. agito a cabeça para repelir a visão que me exige essas deformidades monstruosas. sem sonhos. sem afeto e sem cultura. 112. É horrível! Se aparecesse alguém. p. que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. aos brinquedos eletrônicos. que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência da profissão. isso ocorre em: a) ‘suficiente discernimento’ – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso..) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto. c) retrata o conflito íntimo da personagem. Sou um aleijado. até não sei que hora. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. Marciano está dormindo. Devo ter um coração miúdo. nervos diferentes dos nervos dos outros homens. Patifes! E eu vou ficar aqui. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. Cesgranrio Analisando o texto. bruxas e reis. Fecho os olhos. b) ‘insistência pirralha’ – teima persistente da criança.Interpretação de texto II Avançar . E a desconfiança terrível. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. IMPRIMIR GABARITO 114. d) As crianças engordam muito porque ficam muito tempo em frente da tevê. (. Vitória. d) ‘ritmo da esquizofrenia’ – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais. as crianças são levadas precocemente ao consumo.. 08 set. Nem sequer tenho amizade a meu filho. Emescam-ES Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto. Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo. 49 113. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. Foi este modo de vida que me inutilizou. O sonho é substituído pela TV. com certeza me achava extraordinariamente feio. Se ao menos a criança chorasse. d) caracteriza o mundo exterior como hostil. Estão todos dormindo.Texto para as questões 112 e 113: “Hoje. Emescam-ES A frase que melhor sintetiza as idéias do texto acima encontra-se em: a) Hoje. no seu sentido geral. e) enfatiza as dificuldades de relacionamento da personagem com as pessoas que a cercam. A vela está quase a extinguir-se. a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. c) Os tempos modernos eliminam os sonhos da criança. Se Madalena me via assim. Texto para a questão 114: “Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos. dedos enormes. In: A Gazeta... 05. até que. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. corpo de criança e alma de mulher. Mormente por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos.. e) ‘indigência intelectual e espiritual’ – pobreza de cultura e de espírito.” Graciliano Ramos. Frei. lacunas no cérebro. c) ‘embotelhada em danças’ – especialista em danças. b) contrasta o modo de ser de Madalena com as ações do narrador. e as fadas. às escuras. Lá fora há uma treva dos diabos. Aos quatro anos. Voltar Língua Portuguesa . viciadas em indigência intelectual e espiritual. E um nariz enorme. Memórias de um Dinossauro.” Excerto de BETO. as histórias cedem lugar aos programas de auditório.. rios cheios e uma figura de lobisomem. 98. morto de fadiga. eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distancia a idade fisiológica da psicológica. cansadas perante um futuro que ainda não viveram. b) Os adultos cedem facilmente aos desejos das crianças. um grande silêncio.

História concisa da literatura brasileira. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. fruto da inspiração poética. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques. chamado Jean Baptista von Helmont.. um envolvimento e dois amantes. brisa ou filosofia. Paquera. p. sabemos que escorpiões não nascem assim.Interpretação de texto II Avançar .’ Parece-me que alma muito pessoal significa..) Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo. Definindo-lhe lucidamente o caráter. você verá nascer pequenos escorpiões. traço constante na poesia de Drummond”. disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que. tendo o manjericão agido como fermento. b) escarnecedor. Rio de Janeiro: Aguillar. São Paulo: Cultrix.. gabiru. Segundo Bosi. atividade da razão. a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade. ruas de sonhos ou musical da Metro. flerte.) Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado. A proteção dele não precisa ser parruda. Necessita de adivinhação. e passeie de mãos dadas com o ar. ‘expressão duma alma muito pessoal. bosques enluarados. Enlou-cresça.. 494. decidida. de saliva.” Hoje. transa. beira d’água. ponha a saia mais leve. c) irônico. Alfredo. c) o químico não tinha competência para a realização da experiência. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. em relação ao humor de Drummond pode-se afirmar que é um riso: a) que assinala uma ruptura com a geração que o antecede. relatou a seguinte experiência. Texto para as questões 117 e 118: “Namorado: ter ou não. (. mesmo assim pode não ter namorado. envolvimento. da qual fazia parte. Se você tem três pretendentes. b) uma hipótese alternativa para o fenômeno não foi lembrada. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . dois paqueras. aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba virando matéria privilegiada do humor. fliperamas. De alma escovada e coração estouvado. de pele. quindim. d) a geração espontânea não pode ser comprovada com experimentos. ponha ali erva de manjericão bem triturada. UERJ Em 1648. lágrima. Carlos Drummond de. fazer compra junto. nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele. distanciado e lúdico. um químico holandês.. Alguns dias mais tarde. argumentando indutivamente. 1982. (. mesmo. e) característico da primeira geração modernista. show do Milton Nascimento. 50 BOSI. UFR-RJ “O primeiro grande poeta que se firmou depois das estréias modernistas foi Carlos Drummond de Andrade. Obra completa. nuvem. até paixão é fácil. saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Aplique um segundo tijolo sobre o primeiro e exponha tudo ao sol. no caso. abobalhados de alegria pela lucidez do amor. é muito difícil. (. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor. sem qualquer reflexão..115. Namorado é a mais difícil das conquistas. d) tímido. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. é uma questão Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. semelhante ao de Gregório de Matos. sua frio e quase desmaia pedindo proteção. 116. caso. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. A conclusão do químico pode ser refutada logicamente pelo argumento indicado em: a) a experiência não resistiu à passagem do tempo. aquela de chita. Namorado não precisa ser o mais bonito. Mas namorado. ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. fazer sesta abraçado. para comprovar a tese da geração espontânea: “Faça um buraco num tijolo.) Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme.” ANDRADE. 1989. é poesia objetiva.

o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado. é correto afirmar que: a) a língua não oprime os artistas quando os submete à vontade do Estado. assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. Para eles. está corretamente explicado pela frase entre parênteses. e) sabe teorizar sobre os seus sentimentos. d) vivencia as sensações do amor sem se entregar. deve possuir função estrutural. e) o sentido da vida é construído por meio da loucura. (Remete à efemeridade do conhecimento do código de trânsito). que variam conforme as convenções gerais de cada época.Interpretação de texto II Avançar . 118. Pela perspectiva dos artistas. (Introduz uma comparação). e. UFMG De acordo com o texto. b) os artistas revelam o caráter transitório da norma culta ao infringirem-na. para ser bem-sucedida. ficam os gramáticos. em valor. d) os gramáticos impõem normas para os artistas não as transgredirem. b) Ela pode dar impressão de firmeza. 120. Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras. UFMG Em todas as alternativas. dominar a norma culta do idioma não excede. não dá. o emprego do termo. os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído. Ela pode dar impressão de firmeza. c) os escritores contrariam as regras gramaticais porque as desconhecem. d) Observa-se o mesmo nas normas da gramática. na próxima semana.. só sabe o que é namorar quem: a) cultiva o hábito de fazer poesia. guardiães da língua). pensa o poeta. De um lado. b) entra em sintonia com o outro no plano das sensações.” O neologismo em questão sintetiza o seguinte pensamento: a) só é possível crescer se a vida não fizer nenhum sentido. De outro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFR-RJ Para o autor. indica novas propostas para o futuro. exceto em: a) … assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. A língua existe para servir o indivíduo. […] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. e não para escravizá-lo. que variam conforme as convenções gerais de cada época. no outro. d) o sentido da vida se dá pela tensão entre crescimento e loucura. (Refere-se aos gramáticos. impondo normas. b) o sentido da vida se constrói a partir do crescimento intelectual. de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. dominar a norma culta do idioma não excede. em nome de sua arte. de ambigüidade. c) Para eles. Na maioria dos casos. Sendo uma aventura intelectual. de precisão. A resposta à questão inicial é simples. UFR-RJ “Enlou-cresça. Tanto no texto como no comportamento. por natureza convencional e efêmero: num dia. mas porque sabem tirar proveito da ruptura. o conhecimento do código de trânsito. destacado. ou expressão. em valor. clamando por liberdade. Esse tipo de postura gerou um impasse. Textos para as questões 119 e 120: “Pode um escritor. certa rua dá mão. o conhecimento do código de trânsito.” 51 GABARITO 119. Observa-se o mesmo nas normas da gramática. c) o crescimento e loucura são considerados processos incompatíveis. c) distingue o que é concreto do que é abstrato. pode ser que a mesma rua não exista. A transgressão. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma. (Refere-se à transgressão de função estrutural).117. os artistas.. contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa.

resistindo a apelos emocionais. Por isso. 52 Considerando essa definição. mas preferimos confessar-nos ‘escravos das circunstâncias’ quando nossos atos não são exatamente gloriosos. nas circunstâncias. Ética para meu filho. (. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser. Do mesmo modo. m. De onde vêm os remorsos? Para mim está claro: de nossa liberdade. então. 1997. o salário não aumenta mais por exigência do mercado internacional. então. eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua. é preciso alterar esse modelo econômico. então. Monica Stahel. B. se não fosse assim. Lóg. A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes. ao agirmos mal e nos darmos conta disso. ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: ‘Fiz sozinho. FERREIRA. postas duas proposições. ‘perdi a cabeça’. etc. chamada conclusão. d) O salário-mínimo não garante vida digna para a maioria da população. quebraria a Previdência. pode-se concluir que o silogismo a que se refere o título do texto é encontrado em: a) Boa parte da população sobrevive com apenas um salário-mínimo e o salário-mínimo não dá para viver. 24/03/2000. Texto para as questões 122 e 123: GABARITO “Ética para meu filho (. ao crescermos. que não pudemos escolher: ‘cumpri ordens de meus superiores’... Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia.. ‘vi que todo o mundo fazia a mesma coisa’. ‘é mais forte do que eu’. há circunstâncias que impedem o salário de ser maior.)” VERÍSSIMO. compreendemos que já estamos sendo castigados.) Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém. Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo. Nova Fronteira. estamos todos condenados a uma lógica do absurdo. Rio de Janeiro. É que. queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos. São Paulo: Martins Fontes. Grita exatamente porque sabe que foi ela. temos homens honrados e capazes. é claro) de nada e evitaríamos os remorsos.” SAVATER. S. F. Sérios. nem se daria ao trabalho de dizer nada. oportunismo político ou desinformação. O país só é viável se metade da sua população não for. delas se tira uma terceira. Aqui o sério é temerário. O Globo. sensatos. comprometeria o programa de estabilização do Governo. Fernando. ou talvez até risse e pronto.. a criança pequena grita chorosa: ‘Não fui eu!’. o adulto é irreal e o responsável é criminoso. o sensato é insensato. o salário-mínimo impõe miséria a grande parte da população.. L. que lesamos a nós mesmos — pouco ou muito — voluntariamente.Interpretação de texto II Avançar . UERJ silogismo. 1986. Trad. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . nelas logicamente implicada. Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. é preciso resistir a apelos emocionais da sociedade. inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. chamadas premissas. Dedução formal tal que. A. então.Texto para a questão 121: “Silogismo Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas. 121. de Holanda. c) Um salário-mínimo maior prejudicaria o país. quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim. adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível. o país necessita da miséria de grande parte da sua população.. não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos. mesmo reconhecendo que é pouco. Se não fôssemos livres. ‘não percebi o que estava fazendo’. b) Precisamos manter nosso prestígio com a comunidade financeira internacional. ninguém me ajudou!’ Do mesmo modo. mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. Em compensação. quando o pote da geléia que estava em cima do armário cai e quebra.

mas como pontos de vista que se baseiam em critérios. andar para cima e para baixo. no texto I. o principal mérito de sua análise é ter mostrado que a cor também existe como fenômeno que escapa à física. Goethe e o físico inglês Isaac Newton compreenderam o fenômeno da cor. PUC-RJ Leia o texto abaixo. Schopenhauer. sem fruto”. Assim. considerando-se o sentido do texto II. pode-se afirmar que: a) o texto II constitui uma representação estética da realidade contida no texto I. o que distingue basicamente a abordagem de Newton daquela de Goethe. continuando o caminho de Goethe. essas duas interpretações diversas do fenômeno cromático não devem ser pensadas como necessariamente incompatíveis. que é negado no texto II. 53 “Entristeceu. no qual o autor expõe seus argumentos em tom de conversa. não basta dizer que a cor surge da luz. embora as críticas de Goethe se revelassem posteriormente inconseqüentes. ou métodos de comparação. A respeito dos textos. O restante (. mas como aparece junto à luz. mais tarde desenvolvida por Schopenhauer? Voltar Língua Portuguesa . apenas uns 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. F. à toa! Como judeu errante. W. actualmente.) encontra-se em estado de improdutividade.. ao contrário de Goethe e Schopenhauer. b) ressaltar uma discussão teórica entre iguais. IMPRIMIR No que diz respeito ao fenômeno da cor. fenômeno na retina ou fenômeno físico.122. GABARITO 125. 124. c) identifica um embate como reforço do campo da sinceridade. Prefácio à edição brasileira de A Doutrina das Cores. caem por terra. Um vagabundo empurrado pela seca”. “Goethe estava interessado nas condições necessárias para que o fenômeno das cores se manifeste. Essa estratégia tem o seguinte objetivo: a) provocar a resposta direta do interlocutor. Vidas Secas. rios e montanhas. inteiramente distintos.’ A identidade da cor varia de acordo com os critérios estabelecidos para sua compreensão enquanto fenômeno de consciência. d) destaca a palavra dos outros como argumento de autoridade. UERJ O texto lido faz parte de um ensaio filosófico sobre ética. 123. de abandono. o autor obtém o seguinte efeito: a) valoriza o argumento das outras falas. c) diminuir a assimetria entre o filósofo e o leitor. e) as perspectivas pessimistas quanto ao uso do solo brasileiro. d) revelar opiniões compartilhadas pelos interlocutores. Para ele. Triângulo Mineiro-MG “A superfície do Brasil. José Saramago.. c) ambos os textos propõem o uso racional das terras no Brasil. preocupou-se somente em estabelecer os critérios para a produção da cor enquanto fenômeno físico. d) o texto I discorre sobre o aproveitamento agrícola das terras brasileiras. Ora. uns 400 milhões de hectares.” GIANNOTTI. M. em que se comenta o modo como o escritor alemão J. b) o texto II faz uma reflexão sobre os fatos narrados no texto I. é geralmente apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícola. Nesse aspecto.Interpretação de texto II Avançar . Newton. J. São Paulo: Nova Alexandria. é o primeiro a distingui-las claramente: ‘Do ponto de vista do sentido visual. Na verdade já estava procurando distinguir as condições ou esferas mediante as quais o fenômeno da cor se apresenta. incluindo lagos. Mais ou menos metade desta superfície. 1993. luz e cores são fenômenos de consciência (sensações e percepções) cujas condições são ocorrências fisiológicas na retina e no sistema nervoso. Considerar-se plantado em terra alheia! Engano.. de GOETHE. UERJ Ao trazer para seu texto a citação de outras falas — por meio do emprego das aspas —. de Graciliano Ramos. W. é de 850 milhões de hectares. sendo provocadas por sua vez por processos físicos. A sina dele era correr mundo. M. b) delimita o que é defendido e o que é atacado.

ao entretenimento. o lazer. as cidades apresentam dificuldades de se organizarem em formas que não sejam pelo trabalho. à diversão. ignorando o passado e o futuro. dos quais não pretende mais se afastar. Entre eles. trazendo preocupações novas. entregar-se aos devaneios e à solidão. O tempo é a minha matéria. devastou-se a natureza. de certa forma. lazer e entretenimento como ideais de vida. ( ) Entre as “preocupações novas” das autoridades. como a recessão e a violência. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . voltam com força total.Interpretação de texto II Avançar . Rio de Janeiro: Record. nesse texto. o entretenimento — ideais de vida de algumas civilizações antigas. O presente é tão grande. Não nos afastemos muito.126. do presente. ao lazer. o autor tece comentários acerca de fatos históricos ocorridos na segunda metade do século XVIII. não direi os suspiros ao anoitecer. A diversão. U. pode-se incluir a de buscar meios de viabilizar o acesso da população. Mas será que sempre foi assim? Sem dúvida. não pretendendo. F. porque isso significa que. tendo em vista a existência de graves problemas. em breve. opta por conhecer a realidade de seu próprio tempo. Também não cantarei o mundo futuro. exceto: a) O autor de “Mãos dadas” quer unir-se a seus semelhantes para libertar-se do passado. b) O poeta renuncia ao isolamento voluntário e reafirma sua solidariedade aos companheiros. “Introdução”. que raramente o questionamos. 1998. 9. d) O poeta busca a convivência com os outros homens à sua volta. 54 Todas as alternativas seguintes correspondem a uma leitura possível do poema drummondiano. como a grega. Vivemos hoje um modelo de vida tão assentado sobre o trabalho. Viçosa-MG Leia atentamente o texto: “Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. UnB-DF “O trabalho é a principal atividade do ser humano? Quase todas as pessoas responderiam afirmativamente a essa questão. surgiram jornadas de trabalho brutais. São Paulo: Moderna. Luiz Octávio de. tendo em vista que as “jornadas de trabalho brutais — fazem alusão ao início da Revolução Industrial na Inglaterra e que os “símbolos preciosos da civilização” incluem a Bastilha. não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida. não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. estamos chegando ao final de um ciclo civilizatório durante o qual nunca se trabalhou tanto e em que. Carlos Drummond de. a romana e. In: Educação para o lazer. a vida presente. ( ) Algumas autoridades estão assustadas com a possibilidade de que o homem atual possa vir a ter diversão. e) Ao voltar-se para a vida presente o poeta demonstra uma preocupação maior com o seu momento histórico. não nos afastemos. Nesse período. Não serei o cantor de uma mulher. destruíram-se símbolos preciosos da civilização e as cidades passaram a ser vistas apenas como espaços de trabalho e produção. fortaleza francesa que foi destruída em 1789. GABARITO A partir do texto. assustando algumas autoridades. 127. Estou preso à vida e olho meus companheiros. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. considero a enorme realidade. a paisagem vista da janela.” ANDRADE. 1998. 118. e do futuro de um mundo caduco que o sufoca. p. ( ) Infere-se que. Antologia poética. neste final de milênio. não! Ou que sempre será assim? Esperemos que não! Na verdade. ( ) O autor responsabiliza as jornadas de trabalho brutais pela devastação da natureza. principalmente a urbana. de uma história. c) O poema revela-nos um eu-lírico que. os homens presentes. o trabalho converteu-se efetivamente na primeira necessidade humana. o tempo presente. pois. ( ) Atualmente. muito novas mesmo…” LIMA CAMARGO. Mas. pela primeira vez na História. não haverá mais quem trabalhe. vamos de mãos dadas. a chinesa — foram esquecidos. p. julgue os itens que se seguem.

logo. (04)“A dupla jeans e camiseta e roupa feita em série acabaram com a elegância do povo.: Os outros produtos do mesmo tipo não têm a garantia HTP. como também não quero ser chamado de vagabundo. Nada de aposentadoria. Antônio Carlos. chegou a verões.: Antes a Internet era novidade e 5 milhões de brasileiros podiam viver sem computador. procurando pistolões.” (Roberto Campos. Cad. outras chateações. não ele). p. 57) – Inf. Opinião. que não os mencionados. Podia estar aposentado. E o dr. pôde. (…)” O Globo. 84) – Inf. eis que. (01) “Veja: uma revista tão boa que as notícias nem precisam ser ruins. com meus próprios horários e sem chefe ou patrão por perto. com base em minha memorável participação nas peças do jardim de infância em Aracaju. 103) – Inf. nem de tentar facilitar a vida. Cad. o povo era elegante. outra crônica. Eu. (16)“Sem alarde. p./jul. mas posso perfeitamente inventá-la. a Internet deixou de ser novidade e 5 milhões de brasileiros já não podem mais viver sem computador. mas a verdade é que. a incapacidade de ligar causa e efeito e aprender do passado são características imutáveis de nossa mentalidade. sem muito sucesso. não. 29) – Inf. como sabemos. a fim de recuperar o que não foi dito explicitamente. 27/9/99. lá vem a segunda-feira. pondo a mão no meu ombro. (08)“Continuamos incapazes de duas coisas: ligar causa e efeito e aprender do passado. o ministro Ornélas ou foi meu aluno ou quase foi — é o segundo ou terceiro ministro que foi meu aluno. O único clarificante e floculante de piscina com a garantia HTP. 1999. Além disso. eu também podia recorrer ao dr. 1998. Não tenho queixa. Não. como resposta. que me conhece desde rapazinho (eu. também padeço de segundafeirite que acomete todos os trabalhadores. me chama de ‘ilustre representante da esquerda democrática’. começam a ficar macambúzios na hora em que ouvem a musiquinha de encerramento do Fantástico. aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô ou a pleitear uma vaguinha no Retiro dos Artistas. começo na manhã da própria segunda. Alguns. jun. mas não adianta. é necessária na atual conjuntura. E manda a ética que me recuse a recorrer a pretensas vantagens derivadas de relacionamentos pessoais. o leitor competente deve saber ler nas entrelinhas. especialmente por um ex-colega de magistério. eu também posso). 128. p. quando João Ubaldo diz “…se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados…”. se bem que ele próprio aposentado. fico um pouco melancólico. entre as alternativas apresentadas abaixo. 6/10/99. ou seja. onde certa feita interpretei ‘Tatu subiu no pau’. quem lê deve ser capaz de inferir que a memória do escritor já o traiu pelo menos uma vez antes.: Quando usava outros tipos de vestimentas. p. Ao trabalho. 5/9/99. Argentina em primeiro lugar e Brasil em terceiro são premiados na Turquia. reconheça. nada disso. mas com inquestionável empenho. enfim. mas não só levantar a papelada me infunde pânico. a síndrome ataca de igual maneira. p. Opinião. UFMS Na construção do sentido de um texto. 7) – Inf.: O leitor lê Veja porque a revista não traz notícias ruins.: Para o autor. já depois de muito tempo trabalhando em casa. 55 Trabalho desde os 17 anos — já lá se vão 41 do que começou como primaveras.” (Raça. sempre é afável comigo. Quis muitas vezes descondicionar-me.” (Veja.” (Istoé. Dê. já está em outonos e. 28) – Inf. apesar de não sofrer as mesmas pressões que um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas. se transmuta em invernos. (02)“Vinho Mercosul no mundo. como não está a meu alcance aspirar ao marajanato (sei que esta palavra não existe. O Globo.Interpretação de texto II Avançar . morre de rir quando o crítico e. se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados. logo. Com base nessas explicações.: Os demais países do Mercosul não se inscreveram no Festival de Vinhos na Turquia. se o ex-ministro Magri. Antônio Carlos. 5/7/99.” (Revista do Mercosul. outros compromissos. deve ser capaz de fazer inferências. Por exemplo. argumentando comigo mesmo que desfruto de certa liberdade.” (Época. p. 29/9/99. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . p. 7.Texto para as questões de 128 a 131: “Segunda-feirite aguda João Ubaldo Ribeiro. aquela(s) em que a inferência feita não se sustenta a partir do fato mencionado. e. ago. a soma das alternativas corretas. (32)“Max Floc. Lá vêm outra semana. dos saudosos 30 mil dólares.

(08)Em “…um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas…”. também ele inventor de palavras. (01)Os conectores não só… como também e além disso são utilizados para ligar enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão. desesperado. (02)Em “…se bem que ele próprio aposentado. (16)A figura de linguagem presente em “…morre de rir quando o crítico…” é a metonímia. a soma das alternativas corretas. (04)Embora a peça “Tatu subiu no pau” tenha tido êxito de público. sujeitos a horários e normas rígidas. eles somam argumentos para apoiar ou justificar a não-aposentadoria do autor. Antônio Carlos.”. acabam sendo menos afetadas pela síndrome da segunda-feira do que os trabalhadores comuns. como resposta.129. (32)Já para criar segunda-feirite. por exemplo. UFMS Marque a(s) proposição(ões) que não está(ão) correta(s). (16)Para construir o vocábulo marajanato. no caso do texto. a concordância do adjetivo com os substantivos que o antecedem poderia ter sido feita também no masculino plural. Antônio Carlos. (01)Sendo quase sexagenário. o que significa que poderia ser substituída por pode indiferentemente. o autor emprega o sufixo grego -ite. inconformado. (02)O autor afirma que ainda não pediu aposentadoria apenas porque não tem condições financeiras para se sustentar. rinite e gastrite. (16)O escritor não admite recorrer a favores de ex-alunos ilustres. identificam-se as várias fases da vida humana às estações do ano. o escritor admite estar caminhando para o inverno da vida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . (04)As aspas em “ilustre representante da esquerda democrática” têm por função indicar uma expressão atribuída a uma outra voz. a performance do menino João Ubaldo não foi das melhores. a soma das alternativas corretas. (08)Em “…eu também podia recorrer ao dr. Dê. que me conhece desde rapazinho (eu. 131. ou seja. UFMS Assinale abaixo a(s) alternativa(s) verdadeira(s). Dê. (32)A palavra macambúzio significa revoltado. a de escritor. pelo fato de obedecer a princípios éticos. 56 GABARITO 130. (64)Se em “…não está ao meu alcance aspirar ao marajanato…” utilizássemos um pronome pessoal para substituir o objeto indireto. (04)A forma verbal pôde é um dos casos de palavras que admitem dupla acentuação. (02)Em “…aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô…” o advérbio provavelmente acrescenta ao conteúdo proposicional do enunciado a indicação da modalidade sob a qual ele deve ser interpretado. (01)No início do primeiro parágrafo. Dê. a soma das alternativas corretas. como. (64)João Ubaldo Ribeiro assume um tom irônico que perpassa todo o texto. (08)O direito de inventar palavras que o autor se atribui apóia-se no exemplo do exministro Magri. o conector se estabelece uma relação de condicionalidade com o que foi dito anteriormente. o resultado seria “…não está ao meu alcance aspirar-lhe…”. como o dr. (32)A segunda-feirite ataca todos os trabalhadores já no final da noite de domingo. ou seja. (64)Pessoas que exercem determinadas profissões.Interpretação de texto II Avançar . João Ubaldo Ribeiro faz uso do sufixo latino ato que forma substantivos a partir de adjetivos. uma vez que foi usada uma palavra no lugar de outra. o verbo morrer pelo advérbio de intensidade muito. que indica inflamação e que está presente também em bronquite. e na necessidade da situação atual. identifique aquele(s) que seja(m) adequado(s) ao texto lido. UFMS Dentre os enunciados abaixo. como resposta. como resposta. como em baronato. que não a do locutor. não ele)…” a informação entre parênteses vem corrigir uma possível ambigüidade de sentido.

19 (com adaptações). o neném nasce e chora. é lindo! He’s pretty and pink diz a nurse. tudo era apavorante.” MIRANDA.132. ( ) A exemplo da tipologia textual. escritora brasileira. associada a Rubem Braga. o imigrante passa a cada instante.75 dólar. corta o meu coração. apenas alguns. a arquitetura do medo. a maçã tem gosto de melancia que tem gosto de cereais que têm gosto de macarrão que tem gosto de waffle que tem gosto de vinho de Napa Valley que tem gosto de graveto que tem gosto de pão que tem gosto de ceasar salad que tem gosto de syrup que tem gosto de nescafé. faz calor mas não muito. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de noite esfria. fomos a um mercadão de varejo. enquanto ouço vou também desenvolvendo o meu cérebro e aprendendo a aferir os encantamentos na máquina de um amigo. parece uma cidade de papel onde tudo é florido e arrumado e limpo e vigiado. nº 30. com vantagem estilística e sem prejuízo de qualquer natureza. hot-dogs e fumamos charutos e tudo nos embriaga de felicidade. pagam 1. ‘Empurra!’ Fotografo até cansar de gastar os sessenta filmes do pacote. o imigrante passa a cada instante. ( ) A seqüência “a polícia passa a cada instante. p. todo mundo de carro. Smart Symphonies. em vez de dizer Push diz Purra! Purra! pois ouviu meu filho dizer. tudo aqui é em quantidades vertiginosas. a autora faz uma crítica da sociedade californiana do século XX. o desodorante era maior do que um pão de forma que era maior do que a presuntada que era maior do que um garrafão de suco de tomate maior do que o vidrão de peanut butter. ( ) Com a metáfora final do texto. de eternidade. Caros Amigos. a nurse midwife chamada Joyce faz o parto. a cidade é calmíssima. (…) eles mesmos lavam o carro num posto de gasolina. as frutas são coloridas mas sem sabor. fazemos de noite uma ceia para comemorar o nascimento. a massa de pizza vem num saco com sessenta.Interpretação de texto II Avançar . assim como o leite. tudo aqui tem o mesmo gosto. por causa dos terremotos. os dias estão azuis dignos de uma crônica de Rubem Braga. o suco de laranja (que tem gosto de beterraba que tem gosto de pastel) vem num galão. o imigrante e o chicano passam a cada instante. (…) filmo o nascimento do Raphael. a polícia passa a cada instante. a mãe sofre dores atrozes e mia feito um gatinho abandonado. comem-se muita verdura e fruta. ( ) A menção reiterada de grandes quantidades e o uso do grau comparativo de superioridade constituem um recurso estilístico que demonstra a profunda admiração da autora pelos hábitos californiamos. eu me sentia uma liliputiana no país de Gulliver. julgue os itens seguintes. ouvindo música clássica de um disco que o Raphael ganhou na maternidade given to over a million new parents in hospitals across America. ah. o texto de Ana Miranda classifica-se como crônica. UnB-DF “Notícias da Califórnia Aqui são quatro horas mais cedo. claro. entre outros romances. 57 A partir do texto acima. um sentimento vitorioso. as geladeiras são repletas de guloseimas. 9/99. o tubo de pasta de dentes era maior do que um tênis do Shaquille O’Neal. a garrafa de champagne era mais alta do que eu. ameaçador. tomamos vinho e comemos bolo de nozes. a autora informa ao leitor que ela escreve seu texto ouvindo música. por a polícia. as ruas espalhadas. poeta. o chicano passa a cada instante. GABARITO ( ) Assim como Gregório de Matos Guerra fez uma crítica da sociedade baiana do século XVII. de Ana Miranda. classic music to help stimulate your baby’s brain development . não há edifícios de mais de três andares. autora de Boca do Inferno. e as estruturas levíssimas. o chicano passa a cada instante” pode ser substituída. Ana.

( ) Entre os versos 11 e 15. Meu Deus que mulher durinha! Foi um buraco na minha vida. o autor emprega. Virei pirata: Dei em cima dela de todas as maneiras. em “À toa” (v. ( ) No verso 9. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . UnB-DF “Rondó de Efeito Olhei pra ela com toda a força. p.133. Que ela era bonita pra burro: Não fez efeito. 58 Com base no texto acima. Falei de macumba. In: Poesia completa e prosa. Me rasguei todo. li Elvira a Morta [Virgem. fica claro que o narrador oferece à jovem uma caixa de pó-de-arroz. duas figuras de linguagem da retórica tradicional: um hipérbato e um clímax. o narrador faz três investidas sucessivas que podem ser assim resumidas: elogio da beleza física da mulher. 406-7. julgue os itens que se seguem. produto de maquilagem muito usado pelas moças de pele alva. Disse que ela era boa. ( ) Para conquistar sua amada. romance primoroso e por tal forma comovente [que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas… Perdi meu tempo: não fez efeito. o passeio a pé. Pastilhas purgativas: É impossível que não faça efeito!” BANDEIRA. o automóvel. Ajoelhei. ( ) Apesar de se tratar de construções sintáticas diferentes.10) e “Perdi meu tempo” (v. oferecimento de vantagens materiais e chantagem emocional. Escrevi cartinhas e pra acertar a mão. Então banquei o sentimental Fiquei com olheiras. Que ela era gostosa. Utilizei o bonde.19) há a mesma informação semântica. Mafuá do malungo. Rio de Janeiro: Aguilar. Mas eu mato ela na cabeça: Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas. 1974. ofereci pó… À toa: não fez efeito. Manuel. Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nôzinho. Fiz versinhos. Chorei. simultaneamente.Interpretação de texto II Avançar .

b) o avanço da economia informal. que reconstrói os processos por meio dos quais um certo conhecimento vai-se configurando como saber escolar e. à qual o texto se refere. conseqüentemente. INSTRUÇÃO: Responder às questões 137 a 139 com base no texto. que relaciona a disciplina e seu conteúdo com as características. Isso porque as empresas. o papel e função atribuídos pela sociedade à instituição em que ensino e aprendizagem ocorrem. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. d) empregar e desempregar serem tarefas do governo.Texto de referência para as questões 134 a 136: ”ELES SOBRARAM Os números do IBGE. já não precisam tanto de força física. e) o governo ter aquecido e desaquecido a economia. b) a economia brasileira ter estagnado e voltado a crescer pela influência do governo.“ VALENTINI. 53. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. uma perspectiva histórica. deixou ruas se esburacarem. e) o descompasso entre modernização e economia. Apud: BASTOS. Cintia. e) modernização. as expectativas. as necessidades do grupo cultural a que se destina seu ensino. c) a modernização das empresas que. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . uma perspectiva cultural. para o país. o horizonte é desolador. Magda. empregam menos trabalhadores com escolaridade mínima. Para garantir a sobrevivência. única saída para os desempregados. E o desafio. o governo abandonou estradas. 21 de julho. vai-se constituindo em disciplina curricular. p. O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. por isso. p. o principal órgão de pesquisas sociais do país. subempregada.). Para os outros.Interpretação de texto II Avançar . viadutos. está no fato de: a) graças a sua ineficiência. a palavra que melhor traduz “enorme problema” é: a) sobrevivência. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. Veja. hoje. ensino. ao longo do tempo. que considera os processos de aprendizagem de um conteúdo específico. Língua portuguesa: história. Neusa (org. d) educação. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. Fempar Segundo o texto. Durante mais de uma década. com a modernização. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. 136. Fempar Pela essência do texto. 105. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. uma perspectiva psicológica. uma perspectiva política. 59 134.“ SOARES. 135. ”Uma reflexão sobre o ensino de todo e qualquer conteúdo pode e deve ser feita de várias e diferentes perspectivas: a perspectiva da própria ciência de que se recortou o conteúdo para constituir uma disciplina curricular. isto é. 1998. perspectivas. as condições sociais daqueles a quem se destina o ensino e daqueles encarregados de ensinar. d) o desaquecimento da economia que não permite a contratação da força física do trabalhador. a escola. São Paulo: Educ. por uma ironia de seu passado recente. o governo poder oferecer trabalho para a massa de subtrabalhadores. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1o grau completo ou nem isso. Segundo o Instituto. uma perspectiva social. a principal causa do “retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro” é: a) a existência de quase metade da população brasileira sem escolaridade mínima e. c) a intervenção do governo na economia ter sido devastadora. que busca identificar os pressupostos ideológicos que levam a instituir um certo conteúdo em disciplina curricular e que subjazem aos objetivos e procedimentos de ensino dessa disciplina. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. b) desemprego. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. que considera as condições sociais de produção de um determinado conhecimento. Assim que a economia voltar a crescer. Fempar A ironia. mas que os deixa desassistidos. 1999. c) globalização.

“todo e qualquer conteúdo” equivale à totalidade de um conteúdo. 60 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . estruturas de natureza semelhante.Interpretação de texto II Avançar . U. prioritariamente. a metas e ações. 4. e) 3 – 4. “pode e deve” sugere uma gradação. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão considerando a veracidade das afirmativas apresentadas de 1 a 4. Cada uma das perspectivas é caracterizada por uma ou mais orações adjetivas. facilitando a leitura. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) 1 – 2 – 3 – 4. d) psicológica diz respeito. 1. I. aluno e o contexto em que interagem. F. II e III. sobre a forma como as perspectivas são apresentadas. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) I e II. 139. Pelotas-RS Sobre as diferentes perspectivas apresentadas no texto. “objetivos e procedimentos” correspondem. e) III. III. A estrutura do parágrafo apresenta paralelismo. II. respectivamente. F. 3. “ensino e aprendizagem” relacionam-se como causa-conseqüência. b) 1 – 2 – 4. 138. b) I e III. Pela análise das afirmativas. ao “como” se aprende determinado conteúdo. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão com base nas afirmativas abaixo. U. b) social envolve professor. d) II e III. 2. F. d) 2 – 3 – 4. c) política se refere ao modo de pensar dos responsáveis pela definição dos conteúdos a serem ensinado. e) da própria ciência se relaciona à área de conhecimento específica do conteúdo a ser ensinado. U.137. c) I. ou seja. O uso do ponto-e-vírgula entre as diferentes perspectivas hierarquiza as informações. c) 1 – 2 – 3. Pela análise das afirmativas. só não é correto afirmar que a perspectiva: a) histórica precisa o momento em que determinado conteúdo passou a ser ensinado.

e) a expressão “energia solar” remete à idéia de energia proveniente da reflexão total dos raios luminosos por parte da Terra.Interpretação de texto II Avançar . defendido por muitos especialistas. remete à necessidade de a população encarar a possibilidade de um blecaute.. porque são ilimitadas as reservas desse combustível. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . conduz a uma leitura oposta a essa expressão popular. Pelotas-RS O título do texto — Um túnel no fim da luz – inverte uma expressão de uso popular... existem dois tipos de solução: as células fotovoltaicas e os aquecedores solares de água (.) A energia solar é outra fonte a ser considerada. Para exorcizar a ameaça. F. o Ministro das Minas e Energia quer antecipar as datas do programa de implantação de termelétricas. c) a existência de nexos de concessão ao longo do texto justifica-se pela necessidade de o autor apresentar apenas argumentos convergentes às idéias apresentadas. F.. isso é o que o governo federal dá a entender. A palavra fóssil tem. Assinale a alternativa com a frase que. contendo informações cientificamente corretas. b) a palavra “fóssil”. um significado preciso. para certos críticos. fornece uma quantidade significativa de gás natural. (. d) a expressão “sem dizer com todas as letras”. na expressão “combustível fóssil”.. um significado preciso. (.. Alimentadas principalmente pelo gás natural boliviano (. d) Os programas do governo federal representam a esperança de que o blecaute não chegue ao Brasil.. para eles. por causa do não aproveitamento de todos os nossos recursos energéticos. 141. para os críticos do programa de gás natural.. no Brasil. tem.As questões 140 e 141 baseiam-se no texto a seguir: ”Um túnel no fim da luz O fantasma do blecaute ronda o Brasil. o que. 61 GABARITO a) A inevitável falta de energia não virá de imediato. equivale a embarcar com todas as malas numa canoa furada. U. Nesse caso. 140.) O programa de gás natural.” Revista Galileu. e) O problema da falta de energia. U. (. (Adaptado). Pelotas-RS De acordo com o texto e seus conhecimentos. Segundo afirmam. embora ela diminua o peso das hidrelétricas. que significa “embora não declare explicitamente”. ficará sob controle com a aplicação de programas adequados.. a iniciativa tende a levar o país a utilizar um combustível cuja queima deverá lançar na atmosfera grandes quantidades de poluentes.). A iniciativa vem sendo debatida por especialistas da área.. no total da produção de energia brasileira. prevê a utilização de um combustível fóssil. é possível afirmar que: a) o pronome “isso” remete a uma expressão que aparece depois dele. essas usinas deverão somar mais de 15 mil MW ao sistema elétrico.) Sem dizer com todas as letras. país não limítrofe com o Brasil. b) A energia eólica e a energia solar – provenientes de combustíveis fósseis – não evitarão o blecaute no Brasil.). porque a Bolívia. c) O fantasma do blecaute ronda o Brasil.

Pronto. Ou seja. a soma das alternativas corretas. Unioeste-PR Segundo o texto.Texto para as questões 142 e 143. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. indique a(s) alternativa(s) incorreta(s). Dê. 64) a forma como lírio escreve. cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos. 62 142. 02) Se o psicólogo não conhecia Lírio. 32) o tipo de letra é um item que deve ser considerado somente durante a entrevista. A folha foi enviada a uma empresa do Recife. a 2000 quilômetros da sede de A Tribuna. 08) As inferências são duvidosas porque o teste de caligrafia não é um dispositivo científico. técnicos e administrativos. Portanto. Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna. a soma das alternativas corretas. como resposta. o mesmo deve ter melhorado suas potencialidades como repórter após ter se submetido ao teste da grafologia. 04) a denúncia sobre o Banco Marka. ”O que diz a letra Em 1995. Com base nessa afirmação. Com essas inferências duvidosas. ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka. a criatividade e a intuição que o cargo exigia. como podia estabelecer seu perfil negativo? Por isso. 143. a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso. feita por Lírio. julho de 2000. Este ano. Lírio foi descartado. como resposta. 55. Francisco Lopes. as inferências são duvidosas. Como ele soube? Simples.Interpretação de texto II Avançar . 02) Lírio deve ter melhorado a forma de escrever. p. Dê. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com tema livre. A grafologia pode até acertar algumas vezes. As linhas de Lírio não chegavam ao fim da folha. de Vitória. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . foi um sinal de audácia. 32) As inferências são duvidosas mediante o que está disposto na análise da letra de Lírio. e um psicólogo que nem o conhecia decretou: o candidato não tinha a agilidade. Lírio hoje trabalha em um dos maiores jornais do país. Unioeste-PR Observe que a expressão essas inferências duvidosas retoma um recorte textual anterior. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa. 04) As inferências são duvidosas porque alguns psicólogos condenam o uso da grafologia como técnica de avaliação. Pois Lírio acabou reprovado.“ Superinteressante. pois conseguiu emprego em um jornal importante. Tarefa simples. 16) as habilidades das pessoas para as mais diversas profissões não podem ser avaliadas exclusivamente pelo tipo de letra. muito pelo contrário. fez com que se sobressaísse a ponto de ganhar menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo. 08) o êxito de Lírio comprova que a grafologia não é um método justo de avaliação. 01) As inferências duvidosas atribuídas a Lírio decorrem da sua pouca idade. 16) As inferências não são duvidosas porque 30% das empresas grandes e médias usam a grafologia para selecionar candidatos. aquele que culminou com a queda do presidente do Banco Central. suas letras não se curvavam impetuosamente. é correto afirmar que: 01) a grafologia é um teste altamente eficaz para avaliar a profissão de repórter. Mas errou com Sérgio Lírio. Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor. procurou dar contornos mais adequados a sua letra.

Ou as pessoas de Deus. surgem teorias de conspirações clandestinas e o governo (em muitos casos. especialmente nos meios de comunicação de maior penetração. Infelizmente. enquanto uma intolerância generalizada ameaça polarizar ainda mais a sociedade. a resposta deve revolver em torno de uma reconciliação entre ciência e espiritualidade. Essa situação está gradualmente se transformando. Marcelo. A ciência é considerada a antítese da espiritualidade. Parte da culpa pertence. merecidamente!) perde a sua credibilidade. na maior parte desses veículos. capaz de curas milagrosas e de viagens interplanetárias. Com isso. Enquanto a ciência tenta entender o ‘como’. Caderno 5. Ela é encontrada no próprio ato criativo. Uneb-BA É comprovável no texto a afirmação: a) O homem da virada do milênio está ávido por uma compreensão da realidade metafísica. não creio que o caminho usado por esses autores revele a espiritualidade da ciência de forma correta. 1999. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . fadas e outras criaturas fantásticas) e de pregadores da ‘verdade’. A tecnologia é muitas vezes percebida como uma espécie de monstro. claro. como a televisão ou o cinema. Certas questões são exclusivas da ciência. Ela é encontrada na paixão com que os cientistas devotam toda uma vida na tentativa de desvendar os mistérios do mundo à sua volta. anjos. O acesso fácil aos computadores e às telecomunicações criou uma aldeia global. podemos reconciliar a ciência com o grande público. aquele momento de autotranscendência que desafia qualquer explicação racional. p. observamos a proliferação de seitas da ‘Nova Era’. pouco se preocupando com o ‘como’. como ‘O Tao da Física’ de Fritjot Capra. 18 jul. O que ainda vemos. à comunidade científica: historicamente. ao público. em que tudo se transforma tão rapidamente. Esse excesso de informação. causa muita confusão e estresse na cabeça das pessoas. de suas idéias e descobertas. onde a troca de informação entre diferentes culturas e pessoas do mundo é mais fácil e barata do que era em qualquer outro período da história humana. b) Os diferentes períodos históricos vividos pelo homem têm sido marcados por uma constante necessidade de integração cultural entre diferentes povos. 12. A julgar por esses livros. In: Folha de S. suas diferentes missões e o simples fato de elas serem necessárias para a nossa existência. poucos cientistas dedicaram parte do seu tempo à divulgação. o apetite das pessoas por verdades e certezas mais permanentes vem atingindo níveis jamais vistos ou mesmo previstos. d) O avanço tecnológico propicia ao ser humano uma melhor qualidade de vida. depende do sensacionalismo barato e de distorções da imagem do cientista ou de seu trabalho. e) Os governos têm sido intolerantes com a comunidade científica.Texto para as questões de 144 a 146: “Nestes tempos ‘pré-milenares’. necessariamente.Interpretação de texto II Avançar . O resultado é uma sensação de pânico e abandono avidamente explorada por oportunistas que se apresentam como a única alternativa em um ‘mundo louco’. como nas religiões orientais. uma atividade fria e manipuladora. ao mesmo tempo inspirador e aterrorizador. mas muito ainda precisa ser feito. Acredito que essa concepção completamente errônea do que é a ciência e de como ela funciona seja a responsável por sua impopularidade. Ciência e espiritualidade. Como. 63 GABARITO 144. tem levado o homem a aprofundar o seu autoconhecimento.” GLEISER. dedicada a tirar Deus das pessoas. fazendo com que sua divulgação não traga. deixando de lado o ‘porquê’. A espiritualidade da ciência não é encontrada através de comparações entre suas descobertas e as práticas e ensinamentos de diversas religiões. sua distorção? Vários livros de divulgação científica tiveram sucesso por revelar uma conexão entre ciência e espiritualidade. mas também de produzir armas que poderiam aniquilar a vida na Terra. sem dúvida. Paulo. c) A massificação do conhecimento. enquanto outras pertencem somente à religião. de várias superstições (gnomos. proporcionada pelas telecomunicações. Observamos também o crescimento do desprezo pela ciência e pelo que ela tem a dizer sobre o mundo. então. O fundamental é saber discernir os limites de ambas. desenvolvendo-lhe a espiritualidade. a religião aceita o ‘porquê’ baseada na fé. Folha Mais. descontados os fãs. Inevitavelmente. não creio que a ciência esteja simplesmente redescobrindo ‘verdades’ descobertas através da meditação ou de uma conexão mística com o mundo. Ela é encontrada em sua humanidade e na poesia que revela.

” 146. agora resolutamente. e o final da narrativa é maniqueísta. como mandava o Decálogo. As luzes do imenso lustre estavam todas acesas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Desci para recebê-la. (04)O texto se estrutura dentro de uma ambivalência traduzida no espaço físico iluminado. em volta da mesa. e esperei que me viessem chamar. ações ardilosas e desumanas. UFBA 64 GABARITO “Da janela do meu quarto vi. b) aplicar. que eu nunca vira ser usado em toda minha vida. tia Julieta. c) distancia-se cada vez mais do homem. subir o caminho ladeado de hortênsias e parar em frente à alta casuarina que se erguia no centro do gramado. varada por um frio que não existia. o carro de Ermê. d) cria uma situação de desconfiança entre os homens. sentada. eu disse a tia Helena.” FONSECA. 135 e 136. na ciência. fazendo brilhar os negros trajes a rigor que as tias e dona Maria Nunes usavam. contrastando com o espaço interior sombrio das personagens. não sei por que mas estou com medo. Elas ficaram impressionadas com a beleza e a educação de Ermê. (32)O Salão de Banquetes é um espaço sombrio destinado à prática de ações humilhantes contra os transgressores da hierarquia familiar.Interpretação de texto II Avançar . colocando-o no meu. a não ser dentro dela. conhecimentos do mundo oriental. Será nesta noite mesmo. avise às outras. ela é muito bonita mas é tão sombria! Você está com medo é das tias. In: Feliz ano novo. a ciência: a) caracteriza-se por ser uma atividade exercida pelo cientista com impessoalidade e impassibilidade. (08)A luta entre as forças do bem e do mal é evidente. e) ter ela por objetivo a busca do desvendamento de um mundo desconhecido. para preservá-los. mas também subjetivo. Levei Ermê para a Sala Pequena. Na mesa grande do Salão de Banquetes. onde as tias estavam. disse Ermê. que me observava atentamente. acelerou o carro e partiu. Uneb-BA Segundo o autor. a soma das alternativas corretas. como resposta. e trataram-na com muito carinho. e) ultrapassa os limites do racional. ao revelar conhecimentos sobre as primeiras causas das coisas. entrar lentamente pelo portão de pedra. como as outras. iluminado pelo claro brilho da lua cheia.145. Vesti minha casaca. como se soubesse que eu a estava observando. São Paulo: Companhia das Letras. (64)O fato de a tia Julieta passar o anel para o dedo do primogênito simboliza o rompimento de uma tradição familiar prescrita no Decálogo. Uneb-BA Para o autor. pregadas por diferentes religiões. Por instantes Ermê pareceu ouvir o som do vento na árvore. Nau Catrineta. d) comprovar as verdades de natureza mística. p. a espiritualidade da ciência consiste em: a) haver a necessidade de os cientistas serem religiosos. através de ações não só de caráter objetivo. A brisa fresca da noite de maio punha em desalinho os seus finos cabelos louros. Eu queria terminar logo a minha missão. eu disse. ligados à meditação. depois olhou na direção da casa. retirou o Anel de seu dedo indicador. com a capota arriada. já que está se perdendo no materialismo científico. …………………………………… Quando engoli o primeiro bocado. Dê. Rubem. 1989. em direção à casa. c) criar ela o seu próprio universo. Vi logo que Ermê havia recebido a aprovação de todas. 147. Estou com medo. não importando. 129. (16)As personagens membros da família estão presas a princípios conservadores. (02)A cena em destaque é ilustrativa do momento de passagem do protagonista para um outro estágio de vida: o de auto-afirmação através do casamento. com muita pompa e cerimônia. Com um gesto abrupto. foi cumprida a minha missão. pois busca o desvendamento do desconhecido através “do ato criativo. e passou o cachecol em torno do pescoço. Acho que é esta casa. Os fragmentos acima e a trama do conto permitem afirmar: (01)O narrador-personagem evidencia plena consciência e domínio da situação em que Ermê se vai envolver. …………………………………… Da janela do meu quarto vi que a madrugada começava a raiar. b) é mal interpretada pelas pessoas por causa da ação exclusiva dos oportunistas. de caráter inteiramente voltado para a essência das coisas.

In: Folha de S. É possível que isso tenha contido o ímpeto americano uma ou outra vez. Sargento Getúlio. 17 ago. pois está imbuído de valores relegados pelo processo civilizatório.148. agora. diz o padre. apropriadamente. Hoje essa terra não vale mais nada. a América Latina. porque eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. ao perceber que está se distanciando do seu espaço de origem. a gente nunca. Os jornalistas que viveram as redações no período da Guerra Fria. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 5. possa ser. O caráter do serviço a ser feito pela IPI (o nome lembra. não vale quase mais nada. que o governo dos Estados Unidos decide criar um serviço oficial de notícias para combater reações da opinião pública. nem merecedora de maior divulgação. nunca que eu posso sumir. depois da Europa. UFBA “E se benzeu e disse que não precisava dizer aquilo. (16)simboliza o indivíduo que tem a violência como afirmação de sua identidade. região que. Texto para as questões de 149 a 151: “Vozes conhecidas É assim como quem tomasse uma providência banal. porque havia mais homens e quem era homem não tinha de que temer. Por que vosmecê não some? Eu sumir. isso não. Dê. Haiti. anterior à guerra do Vietnã. que se mostre contra intervenções militares e outras operações do poder americano. Pentágono e Departamento de Estado. (32)mantém. Iraque. já foi uma boa terra. Granada. Iugoslávia. A criação da nova agência — IPI. passando do discurso à ação. com maus pressentimentos mesmo. O principal tema do governo dos Estados Unidos é. É que a situação mudou. não vão ter surpresas com a IPI. Um governo esperto tomaria precauções para que. diz o padre. Ah. Porque. Desde o genocídio que foi a guerra do Vietnã e. João Ubaldo. p. Janio de. diz ele depois de muito tempo. peça de destaque na engrenagem da Guerra Fria) já se denota nos setores do governo incumbidos por Clinton de formulá-lo: CIA. está uma frouxidão e um homem não sabe de quem depende e querem mudar tudo e nunca vai adiantar. FBI. Paulo. mais sensibiliza a opinião pública americana. Quem some é os outros. como resposta. o que é que deixam com o homem? Nada. ainda mais acentuadamente. 83-4. em que europeus se sujeitaram à pressão para integrar-se às ações militares.” FREITAS. com as pernas escarranchadas e ficou com a cabeça pendurada. e enfiou as duas mãos pelo meio da batina. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. que muda por questões de ordem religiosa. mas não de conseqüências na política ou na sociedade dos Estados Unidos. desde o esmorecer da Guerra Fria afinal extinta. com intermediação do padre. Não sei. Iraque e Iugoslávia. Não acredito que Antunes possa lhe sustentar. (64)age com determinação e rejeita imposições de qualquer natureza por valorizar sua liberdade. não sei. é América ainda. é correto afirmar que Getúlio: (01)cede aos apelos da Igreja e reafirma a sua religiosidade salvadora. (04)tem um caráter de herói épico e simboliza uma cultura em processo de destruição. (08)não consegue acompanhar a transformação por que passa o mundo. a agência UPI.” RIBEIRO. lá e no mundo. International Public Information — sugere projetos tendentes a chocar a opinião pública e suscitar reações. se Antunes não me sustenta. Quintal embora. eu sumir? Como que eu posso sumir. 1982. o que é que me sustenta? Não sei. Vozes conhecidas. (…) Quero ver esse bom em Aracaju que me diz que eu não posso. muito mais do que aquelas intervenções militares causadoras de algum amargor. não posso sumir de mim e eu estando aí sempre estou. nos dois casos. se primeiro eu sou eu e fico aí me vendo sempre. uma relação de dependência econômica. Ainda mais com tão grande presença índio-latina em sua população. 65 Com base no fragmento e no romance como um todo. e isso não é vida de homem. não fizesse disso um problema interno. p. a soma das alternativas corretas. (02)tenta reatar o seu passado ao presente. se tiram os recursos do homem. sacudindo a cabeça e fazendo um bico com a boca. não sei se vosmecê vai poder levar o homem para Aracaju. porque lá está uma novidade de gente e uma porção de jornais e dizem que quando vosmecê chegar vão lhe encher o couro e soltar o homem. Caderno 1. a opinião pública tomou consciência da desumanidade implícita nas intervenções militares e da costumeira falsidade de suas motivações. 1999. Uma vida. Essa terra.Interpretação de texto II Avançar . mas não o inibiu: Panamá. sem contar as muitas intervenções menos demonstradas. com Ancrísio Antunes. disse o padre. diante de um impasse de ordem política. Nem da Europa. Temos o que esperar com apreensão. é um enterro.

se a maioria das palavras globalizadas seguiu o rastro dos conquistadores. é consenso nos Estados Unidos. c) o mundo globalizado não acredita haver possibilidade de conflitos de proporções alarmantes. sem o paternalismo americano. 22/03/2000. iogurte ou caviar? (…) Corrêa da Costa. pode vir a desmoronar. conseqüente de um desequilíbrio de forças entre países periféricos. globalizada a partir do tupi. tende a se manter afastada de conflitos ideológicos. 151. o autor faz uma declaração que é justificada. Quem não entende o que é pizza. por ser ainda um território de relações amistosas com outros continentes. alguns termos pelo menos conseguiram escapar da ira divina. c) Os exemplos do Vietnã e da Guerra Fria são indicativos de quanto o futuro é incerto. em face de uma vivência com a prática da ideologia americana. no plano lingüístico. do ensaísta e ex-diplomata brasileiro Sergio Corrêa da Costa. e) O mundo. de certa forma. Mas é bom notar que. Embora Corrêa da Costa acredite que os fast foods e scanners surgidos na vida moderna levarão a língua inglesa à liderança. diz Corrêa da Costa. houve aquelas que andaram na contramão. Consuelo. ele já existia. na afirmativa a) As experiências passadas podem ser indícios de que os Estados Unidos querem angariar solidariedade para novas intervenções militares. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . (…) Ainda no campo das surpresas. d) A importância alcançada pela América Latina. d) A América Latina. consultou 130 publicações de quinze países. Salvador-BA Com base no ponto de vista do autor. Salvador-BA No segundo parágrafo. U. pode-se inferir: a) O poder americano. superando a Europa. no mundo. aquelas usadas em vários idiomas além daquele que lhes deu origem. Texto para as questões de 152 a 154: “Cidadãs do mundo 66 GABARITO As línguas mais globalizadas. muito antes de o conceito de globalização entrar em voga nos campos da política e da economia.149. hambúrguer. coligindo nada menos do que 3000 palavras que mantêm a grafia e o significado de origem em publicações de outras nacionalidades. Nada disso.Interpretação de texto II Avançar . e) Os Estados Unidos vêm mudando as suas estratégias no sentido de reativar a Guerra Fria. ‘Neste fin-de-siècle high tech. 150. o levantamento não deixa dúvida. Imaginava-se que a hegemonia americana já se tivesse estendido ao universo das línguas. Mas. Salvador-BA A leitura do texto permite inferir que os jornalistas referidos no quinto parágrafo “não vão ter surpresas com a IPI” porque a) a tendência atual é de um futuro sem conflitos significativos para a imprensa mundial. segundo o levantamento de um ensaísta brasileiro Diz a lenda que Deus condenou os homens a falar diversas línguas em Babel para puni-los pelo desejo de atingir o paraíso construindo uma enorme torre. sem a criação de um “serviço oficial de notícias” sob controle americano. de acordo com a sua visão. Veja. Uma prova de que o reinado das palavras não segue rigorosamente a lógica do poder político e econômico. É o caso de ‘piranha’. U. d) eles sabem das intenções da criação do IPI. brincando com os estrangeirismos. b) O mundo caminha para um estado de guerra. Se a surpresa quanto ao número de palavras foi grande. São as chamadas ‘palavras universais’. c) Uma política inteligente e nacionalista deveria coibir a intervenção estrangeira em assuntos latinoamericanos. e) todos conhecem a fundo a estrutura dos governos dos países latino-americanos no contexto atual. o espanto foi ainda maior quando ele se deu conta de que as palavras francesas continuam a superar as inglesas. ainda é o clássico francês que causa frisson’. b) O intervencionismo americano tem-se caracterizado como extremamente necessário. a julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (Editora Record). durante dois anos. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. prima pelo reconhecimento da democracia autêntica.” DIEGUEZ. b) os vários órgãos de imprensa ligados ao jornalismo internacional estão mais voltados para as questões latino-americanas. Elas mostram que. pois se vive uma nova Guerra Fria. U.

alguns termos pelo menos escaparam da ira divina.Interpretação de texto II Avançar . Estão corretas: a) 2. 3 e 5 67 153. c) “Quem não entende o que é pizza. 154. d) As palavras superam fronteiras geográficas e culturais.” O autor reitera sua crença no poder absoluto de Deus sobre todas as palavras. d) “Ainda no campo das surpresas. UFPE A alternativa que corresponde à estratégia utilizada pelo autor na passagem destacada é: GABARITO a) “Deus condenou os homens a falar diversas línguas.” O comentarista declara que as expectativas do autor em relação a sua pesquisa se confirmaram. hambúrguer. ‘palavras universais’. como se pôde constatar. ‘mundo’. na íntegra.” O autor reitera argumento de que as palavras emigraram conforme a rota dos colonizadores.152. se estendeu também ao universo das línguas. ‘atravessar barreiras’ são expressões cujos significados estão em harmonia com a temática do texto. 2. o que está indicado no subtítulo. globalizada a partir do tupi. e) A globalização das palavras respeitou. 5) ‘globalização’. UFPE Assinale a alternativa que corresponde ao tema central do texto. tem como suporte um outro texto anterior. conforme as perspectivas do poder político e econômico. a) A diversidade lingüística proveio da ira divina contra a pretensão do homem de alcançar o paraíso. b) A globalização lingüística é um fato e antecede a outra globalização em voga nos campos da política e da economia. 3) O título personaliza o objeto de que trata o comentário. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 3. prevalece a linguagem figurada. É o caso de “piranha”. 2) O texto. 4 e 5 b) 1. na verdade. e) “houve aquelas (palavras) que andaram na contramão. iogurte ou caviar?” A pergunta do autor constitui uma estratégia retórica para confirmar o argumento em questão. Por isso. as pegadas dos povos conquistadores. pode-se afirmar que: 1) O texto tem uma função predominantemente expressiva. 4) O ‘mas’ com que se inicia o segundo período aponta a direção contrária em que prosseguirá a argumentação. UFPE Considerando aspectos globais da composição do texto. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo. b) “A julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (…). c) A hegemonia americana. 4 e 5 c) 2 e 3 d) 1 e 2 e) 1.” O autor do comentário introduz o tema a ser tratado com apoio de argumentos científicos.

o homem estará entrando no inferno quando os computadores forem capazes de: a) prejudicar os seres humanos. 23 dez. c) o homem vem perdendo sua inteligência aos poucos. c) suplantar a inteligência humana. Será uma época em que. Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos. Ou seja. o nitinol. d) Nada. pela primeira vez na história da humanidade. b) Tudo. UFRN De acordo com o texto: a) o homem tem pelo menos uma certeza acerca do futuro. que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu. Para outros. c) Nada. d) otimização dos laboratórios. 51.Interpretação de texto II Avançar . 157. n. Sabemos apenas que. Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou. são até conservadoras. Potiguar-RN Observe estas duas orações: “Tive de lutar contra o técnico e contra o pugilista. A comida milagrosa? Já existe. na segunda oração há dois. UFRN Para alguns cientistas. 158. sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer. eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador. p. UFRN O milênio miraculoso será fruto do(a): a) genialidade dos homens. U. A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica. no inferno. d) desenhar cópias de si mesmos. As previsões acima podem parecer ousadas. 1998. na segunda oração apenas um. Pouca coisa se pode dizer com certeza sobre o futuro. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina. d) os cientistas temem cruzar fronteiras desconhecidas. Na primeira oração há dois adversários.Texto para as questões de 155 a 157: “Uma visão do futuro Estamos às portas de um milênio miraculoso. viver em Marte. c) progresso da Medicina. Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo. Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que os impeça de fazer mal à humanidade.) 68 155. Talvez estejam apenas sonhando. na segunda oração apenas um. É um derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80. assim. que não nos será possível sequer desligá-los. Basta aplicar um pouco de calor. estaremos entrando no paraíso.” [Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da Veja. já existe um metal. Na primeira oração há um adversário. No campo dos materiais. máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo. e os médicos conseguirão fazer crescer uma nova no mesmo lugar. eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir. Talvez não. Na primeira oração há um só adversário. mas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células.” Ambas têm em comum: a) Tudo.” “É uma medida favorável ao professor e diretor. Assumem. Assustador? Talvez. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70. 156. 126. Não sabemos quando teremos robôs escravos. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido. Na primeira oração há dois adversários. um dia. b) os cientistas perderam o controle sobre o computador. b) avanço da tecnologia. Para alguns cientistas. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta. na segunda oração há dois. Casas e carros serão feitos de materiais que podem consertar-se a si próprios. b) aprimorar formas de pensamento. no fundo. ano 31.

Wanderley Luxemburgo. o que leva o nome técnico de contrabando. Talvez seja exagero. negligência ou imperícia da pessoa. e) evidencia que os crimes recentemente cometidos no futebol chocam pelo seu ineditismo. não do seu desejo de praticar um ato não legal. e) avalia que o passe. olhando para o futebol. Em 94. o então treinador da seleção brasileira. uma falta bem menos grave do que a sonegação. d) assinala que os educadores exaltam o valor educativo do esporte baseados numa hipótese que nem sempre é comprovada na prática. Para coroar. c) deixa transparecer que sua defesa da proibição de os jovens freqüentarem campos de futebol se deve ao fato de o esporte ter sido profissionalizado. concluir que o esporte não cumpre os propósitos apregoados por educadores. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) comprova que os “problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade”. Mas. d) afirma que receber comissão sobre a venda de jogadores é. contrato de vinculação exclusiva de um atleta profissional a um clube. Em termos penais. b) demonstra uma certa reserva ao fato de existir nas escolas a disciplina Educação Física. declarando que não tivera a intenção de burlar a lei. boicotar jogadores que fossem à Justiça defender seus direitos. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. 69 GABARITO 159. é correto afirmar que o autor: a) partilha da crença de que o esporte é comprovadamente útil para desenvolver nos jovens valores como a disciplina e companheirismo. Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam: tráfico de influência. E Luxemburgo confessou seus crimes fiscais para rebater a acusação de que recebia comissão sobre a venda de jogadores. na linguagem do Direito. UFSE Percebe-se o tom irônico do autor quando ele: a) dá uma informação. A principal queixa relaciona-se ao anacrônico e absurdo instituto do passe.” Editorial da Folha de S. O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa. Culposo. tornou-se público que uma associação de grandes times brasileiros mantinha acordo para. c) cita que Wanderley Luxemburgo “admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais”. baseado apenas no futebol. explicando detalhada e tecnicamente tudo o que ocorreu com a seleção brasileira vitoriosa em 94.Interpretação de texto II Avançar . sonegação e formação de quadrilha. Há pouco. “o que leva o nome técnico de contrabando”. que recende a escravismo. “em termos penais. 29/8/2000. é anacrônico e absurdo. dirigentes providenciaram para que toneladas de bagagem trazidas pela vitoriosa seleção brasileira não fossem objeto de vistoria alfandegária. significa o que é resultante de imprudência. por exemplo em “crime culposo”. Com adaptações. Mas o educador que parasse para observar um pouco mais de perto o futebol profissional brasileiro provavelmente proibiria os jovens até de pisar num gramado. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética.Texto para as questões 159 a 162: “Onde a lei não vale É comum que educadores louvem o esporte por uma suposta capacidade de transmitir ao jovem as virtudes da disciplina e do companheirismo. UFSE Considerando-se o primeiro e o segundo parágrafos. para indicar que tudo o que veio antes na frase corresponde a um eufemismo para suavizar o significado do ato praticado. Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. anticonstitucionalmente. mas de forte estigma ético no meio futebolístico. 160. Esse tipo de raciocínio faz com que a prática de esportes nas escolas leve o nome até um pouco pomposo de Educação Física. valores úteis para a vida em sociedade. Paulo. uma falta bem menos grave do que a sonegação”.

o jovem tende ao retraimento. A diversão em grupo ensina o jovem a se relacionar. e) o Fisco não sabe que Luxemburgo recebeu milhares de reais. b) a seleção brasileira não tem mais treinador. mesmo quando não se pode garantir sua eficácia entre os praticantes de futebol. quanto qualquer outro instrumento. estimulando sua atenção.Interpretação de texto II Avançar . Texto para as questões 163 e 164: “Bons tempos aqueles em que espadas de pau e pistolas de plástico garantiam uma distância saudável entre a inocência e a malícia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . para provocar sensações mais intensas. c) a seleção brasileira é hoje diferente daquela do tempo de Luxemburgo. os videogames induzem à passividade porque inibem a vontade: com movimentos repetitivos e predefinidos. 32. não se raciocina. 162. diz o professor. Assim. b) é inaceitável a tese de que esportistas nem sempre apresentam comportamento ético. UFSE … “olhando para o futebol. o jovem vira um autômato que transforma impulsos visuais em movimentos motores limitados’. Vista no contexto. Atividades físicas e em grupo são um antídoto. c) a atuação dos profissionais brasileiros do futebol comprova a idéia de que o esporte nem sempre assegura a seus praticantes comportamentos desejáveis de um ponto de vista moral. b) podem tornar-se facilmente um vício. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. As vantagens são tanto físicas quanto emocionais. d) Wanderley Luxemburgo não é mais treinador da seleção brasileira. em excelentes meios de controle do comportamento de crianças e jovens muito agitados. O pior é que isso pode levar a uma espiral sem fim. ele precisa de empenho para parar’. inclusive com o risco de vício. o então treinador da seleção brasileira. que pesquisa efeitos da informática no comportamento. precisa de jogos cada vez mais violentos e cruéis. Na verdade. e) podem causar aborrecimentos e frustrações em jovens e crianças que não possuam a necessária rapidez de reflexos para esse divertimento. usar a cabeça só atrapalharia. 70 GABARITO 163. exemplificando a tese de que não há ética na vida nacional. numa época caracterizada pelo desenvolvimento tecnológico. atualmente. c) constituem-se no melhor exemplo de brincadeiras infantis. p. Desde que esses brinquedos foram substituídos por escopetas eletrônicas e inimigos que sangram. por isso é inadmissível que os jogadores não os garantam na prática. Está subentendido na frase acima que: a) faz pouco tempo que Wanderley Luxemburgo deixou de reconhecer sua omissão. esta frase significa que: a) os jogadores de futebol deixam muito a desejar no que se refere a “bom comportamento”. Aliás. É necessário ter rapidez de reflexos para dar conta de atirar primeiro e nunca fazer perguntas. Uma troca perigosa. junho/99. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética”. UFSE Há pouco. Para Setzer. d) representam o mais eficiente tipo de exercício para o desenvolvimento da agilidade mental de crianças e jovens. apesar do que se vê no futebol. Unifor-CE De acordo com o texto. diz o professor de Ciência da Computação Valdemar Setzer. os videogames: a) transformaram-se. ‘Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado a ponto de não ter de esforçarse para continuar jogando.” Adaptado de Superinteressante. ‘Em um videogame. e) é importante a defesa da idéia de que o esporte desenvolve valores úteis para a cidadania.161. isolando-se e trocando o mundo real pelo virtual. d) o futebol mostra que a Educação Física defende valores éticos. Wanderley Luxemburgo. Ele vai se acostumando a um certo padrão de excitação e. tão prejudicial para a formação da criança e do jovem. brincar passou a ser uma atividade passiva e solitária.

São Paulo: Círculo do Livro.Interpretação de texto II Avançar . ……………………………………… Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia. marcado por situações de extrema violência. Por que beber uísque. cortar lenha. para me fazer essa pergunta. entrando numa loja para comprar uma gravata. um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada. assim. 3267. para o narrador. e isso era bom. Que prazer em comer aquele peixe. Ele acendeu um fogo. uma simples mulher. algo de útil e concreto. Uneb-BA “Um sonho de simplicidade”. então seria preciso ganhar a vida de outro jeito. meio molhados. A vida bem poderia ser mais simples. esquentamos um pouco junto do fogo. de repente. nesse comércio de pequenas pilhas de palavras. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. bons. como os bois. a um tipo de diversão violento e cruel. e a água era boa. esse ofício absurdo e vão de dizer coisas. doces. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha. O telefone toca. d) estabelece proximidade entre o viver urbano e o viver rural. c) cobra do ser humano uma atitude em face da vida que coincide com o Carpe Diem. d) é possível desenvolver-se um tipo de videogame que ensine às crianças como viver e divertir-se em grupo. tive de repente um ataque de pudor. c) em que o relacionamento entre as pessoas atendesse a convenções. comida. nem sede. meu trago de cachaça. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome. 200 crônicas escolhidas. saber intrigas? Uma vez. Texto para as questões de 165 a 168: “Um sonho de simplicidade Então. c) o costume de não fazer perguntas induz o jovem a isolar-se do mundo. no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana. nem frio. as mangueiras e o ribeirão. seria ter uma vida: a) ligada aos bens/riquezas materiais. com frio. Todo mundo. entre grilos e vozes distantes de animais noturnos. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio. tirar areia do rio. cuidando tão-somente de um viver filantrópico. mas deixasse a alma sossegada e limpa. p. e) de evasão para um mundo de sonhos. E quando precisava de um pouco de evasão. o narrador: a) questiona o artificialismo do convívio social. que me fatigasse o corpo. na noite escura. São uma necessidade que inventei. Uneb-BA No texto. distraídos. b) a tendência a viver em grupo leva o jovem. b) despojada. dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo. brilhar um pouco. Voltar Língua Portuguesa . nem número. depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. Puxamos a rede afundando os pés na lama. dá na gente um sonho de simplicidade. que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome. Rubem. Precisamos de uma casa. a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) no mundo atual. fortes. precisamos apenas viver — sem nome. entre duas providências a tomar. É apenas um instante. os videogames significam proteção para os jovens. e) requer da sociedade uma postura mais solidária no convívio social. com certeza. tem de repente um sonho assim. Será um sonho vão? Detenho-me um instante. tanto dos adultos quanto dos outros jovens como ele. IMPRIMIR 166. b) revela-se cauteloso na defesa de um outro estilo de vida. Quando ficamos bem cansados. no meio do mato. apenas me fazem falta. por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs. e chegamos à choça de um velho seringueiro. de noite.164. me surpreendendo. d) em que a atividade física fosse intensa e servisse de bálsamo para a alma.” BRAGA. subimos a barranca. não assim. lavrar a terra. em detrimento do mundo real. que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar. muitas vezes. e) o relacionamento social é necessário para que se desenvolvam comportamentos considerados normais e sadios. 71 GABARITO 165. s/d. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum.

todos os gestos afinal impossíveis. 1993. o eco já não correspondendo ao apelo. porque o tempo não mais se divide em sessões.Interpretação de texto II Avançar . sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou”. In: Antologia poética. o pequenino. não respirado. enfatiza as dificuldades que o homem enfrenta na vida rural. a fuga da fuga. Não o morto nem o eterno ou o divino. b) “Porque a frase. b) no segundo parágrafo. afirma a inutilidade de sonhar com outras formas de viver. revela uma consciência crítica do seu comportamento urbano. p. sem calor. põe em destaque a necessidade de afeto no relacionamento humano. o verso / (E. a perda voluntária de amor e memória. o tempo elidido. mais longe de tudo. nenhum gasto de tecidos. 234-5. Rio de Janeiro: Record. a fuga de si mesmo. domado. o exílio sem água e palavra. c) “Caminhando contra o vento / sem lenço. vida mínima. 72 Texto para as questões de 169 e 170: “Vida menor A fuga do real. já sem dor. nem braço a mover-se nem unha crescendo.167. um sono. 168. apenas o vivo. mais me envolva. calado. Uneb-BA O narrador: a) no primeiro parágrafo. e) “Sei que a arte é irmã da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz / Que faz num momento e o mesmo momento desfaz”. a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada. senão inúteis. Uneb-BA A alternativa cujo fragmento apresenta a mesma idéia do narrador no parágrafo final. sem ciência nem ironia. um início. ainda mais longe a fuga do feérico. a desnecessidade do canto. confusão entre manhã e tarde. Mas a vida: captada em sua forma irredutível. indiferente e solitário vivo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Não a morte. o que se possa desejar de menos cruel: vida em que o ar. menos que terra. apresenta a quebra da rotina da vida como inviável. d) “Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichos. ausência deles.” ANDRADE Carlos Drummond de. e) no penúltimo parágrafo. sem dúvida. o enredo. já sem ornato ou comentário melódico. Isso eu procuro. sobretudo o verso) / É o que pode lançar mundos no mundo”. negros e mulheres / E adolescente / Fazem o carnaval”. essencial. é: a) “Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil”. d) no quarto parágrafo. e este fundindo-se. contudo. c) no terceiro parágrafo. a limpeza da cor. o conceito. vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte).

Texto para as questões de 171 e 172: 73 “Quando a aprendizagem. Unifor-CE Este texto: a) valoriza a aprendizagem ligada à educação. a integração nela é denominada endoculturação: cada indivíduo adquire. Unifor-CE De acordo com o texto: a) a educação integral do indivíduo está condicionada a diversas influências. assim. Salvador-BA De acordo com o ideal de vida do sujeito poético. ( ) deve ser desvinculada de envolvimentos com a realidade social. e) a aquisição da cultura depende do grau de socialização. econômico etc). os modos de vida da sociedade a que pertence. desde a infância. É evidente que ninguém aprende toda a cultura. 170. ( ) temática de caráter social. visando à expressividade. daí a objetividade no enfoque do tema. d) a transmissão da cultura é dever de qualquer educador. a educação e a socialização se verificam. representantes do poder público. as crenças. 172. como pais. c) compara o indivíduo ao grupo social de que faz parte. U. d) centraliza-se na definição de endoculturação. eliminando.” 171. o comportamento. U. mas encontrase condicionado a certos aspectos particulares da transmissão realizada pelos grupos de que faz parte. as angústias do homem. numa mesma sociedade. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) enfatiza a importância dos representantes do poder público.Interpretação de texto II Avançar . ( ) liberdade formal. e) encara a diversidade de modos de vida da sociedade. ( ) funções emotiva e poética da linguagem.169. a existência humana: ( ) deve ser simples e desapegada de valores materiais. ( ) deve estar isenta da preocupação com a passagem do tempo. Salvador-BA O poema apresenta: ( ) enumeração e reiteração de idéias. político. professores. c) pais e professores são os responsáveis mais diretos pela formação do indivíduo. amigos. b) os grupos sociais se firmam à sombra do comportamento dos indivíduos. vizinhos. representando bem uma arte engajada. ( ) uma linguagem referencial. ( ) constitui-se um breve espaço da vida humana marcado pela vulgaridade. pela transmissão por agentes sociais significativos (aqueles que têm autoridade — e esta autoridade é reconhecida pela pessoa sobre a qual a exercem. ( ) tem seu verdadeiro sentido quando associada à realidade sobrenatural e divina.

um dos resultados decorrentes do uso da tecnologia tem sido: a) o aumento da exploração da mão-de-obra infantil nas zonas rurais. a demanda por muitos filhos diminui e a ênfase passa a ser melhor qualidade de vida para eles.” Trecho adaptado de GOLDEMBERG.Interpretação de texto II Avançar . 31-2. Fatores culturais são também importantes. reduzindo suas oportunidades de obter melhor educação. d) o controle da população mundial baseia-se numa educação mais ampla e no uso da tecnologia nas tarefas cotidianas. parece estar levando a melhor. que levaria ao planejamento familiar. ‘pouca conversa’ e lembrar que ‘esse é um lugar de contemplação’. e ainda ocorre em algumas regiões — é bem compreendida: nas zonas rurais muitos filhos são a garantia de mais braços para ajudar na agricultura e uma forma de apoio aos velhos quando não puderem mais trabalhar. parecem estar invariavelmente associadas a trabalhos e obrigações escolares. ter muitos filhos era uma garantia para o futuro. no Brasil. c) a prática de uma agricultura mecanizada tem como conseqüência o aumento da mãode-obra avulsa. O Estado de S. José. b) os idosos recebem mais apoio familiar em zonas rurais. Movimento n. África e América Latina. sobretudo nas grandes cidades. até o momento. 174. o uso de máquinas na agricultura reduz a necessidade de mão-de-obra. os agrava e. mesmo em alguns países mais adiantados. b) a explosão populacional. Um museu de portas abertas. principalmente. e) a falta de conhecimento que atinge as zonas rurais dificulta o progresso da agricultura. 1/1/2000. na medida em que limita o uso da tecnologia. era muito grande. Um número menor de filhos significa maior cuidado com cada um. c) o controle da população nas regiões mais desenvolvidas do planeta. Essas razões levaram à ‘transição demográfica’ que se iniciou há mais de um século na Europa e estabilizou a taxa populacional nas nações mais ricas. como a mortalidade infantil. combustível para cozinhar ou para aquecimento — utilizam o trabalho das crianças. Lasar. Ao visitante dos museus é transmitida a noção de que nesse local carregado de responsabilidade o melhor a ser feito é observar ‘muito respeito’. A razão pela qual a população nas sociedades rurais primitivas aumenta — o que ocorreu até recentemente. tornando-as mão-de-obra desejável. Texto para as questões de 175 a 178: “Lasar Segall: um museu de portas abertas É bem provável que grande parte dos freqüentadores de museus no Brasil não procure voluntariamente essa instituição artístico-cultural. porque certas tarefas essenciais para a sobrevivência — tais como obter água potável. Unifor-CE De acordo com o texto. sem ocupação fixa. em vários países. em que a economia se baseia especialmente na agricultura. no passado. Ao contrário. d) a participação maior e mais efetiva das mulheres nas tarefas rotineiras da família. É compreensível. Além disso exigem das mulheres um esforço desnecessariamente grande. especialmente nas grandes cidades. por conseguinte. só que nesse caso esse conjunto de normas várias vai contribuir decisivamente para estabelecer preconceitos em relação à obra de arte que dificilmente serão eliminados. melhor educação e melhores expectativas de sobrevivência. que nessas circunstâncias reste pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus. em excursões ‘protegidas’ por uma escolta de professores e funcionários em missão obrigatória. a transição demográfica ainda não atingiu boa parte da Ásia. nos vários continentes. À medida que as sociedades se tornam mais ricas.” SEGALL. Paulo. mas o aumento da população e a melhoria do nível de vida. 74 173. Contudo. as visitas a museus. 1988.Texto para as questões de 173 e 174: “A tecnologia pode fazer muito para atenuar os problemas decorrentes da poluição. 3. o resto dessa disposição vai ser pulverizado por todo um aparato que sugere quais devem ser as atitudes e comportamentos adequados ao ambiente. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . p. então. Contudo. Atitude semelhante à que se tem numa igreja. Unifor-CE Conclui-se do texto que: a) a agricultura sempre exigiu e continua exigindo mão-de-obra numerosa. o que vai salvar a humanidade da bomba populacional é o efeito que o uso de melhores tecnologias tem no próprio aumento populacional. e) o desenvolvimento acelerado de todas as regiões do globo.

pelos órgãos governamentais. b) realçar ironicamente as metáforas. d) I e III. “pouca conversa”. Unifor-CE O texto: a) prova que o acervo dos museus reúne condições insatisfatórias para atrair a atenção dos visitantes. 75 177. d) pelo cunho de obrigatoriedade de que se revestem as visitas aos museus. b) II. d) eliminar qualquer tomada de posição do narrador. II. no Brasil. b) pelo fato de ser o museu um “lugar de contemplação”. “esse é um lugar de contemplação” estão empregadas para: a) distinguir a citação do resto do contexto. GABARITO 178. e) encara o museu como elemento mistificador da criação artística. mais comumente levam aos museus seus freqüentadores habituais.175. c) acentuar o valor significativo das expressões no contexto.Interpretação de texto II Avançar . no Brasil. Professores e funcionários representam a classe que freqüenta de maneira regular e voluntária os museus. e) pela impressão de se sentir como se estivesse numa igreja. vêm sendo pouco prestigiados. d) condena os preconceitos ligados ao acervo artístico-cultural dos museus. Os museus. III. c) III. Unifor-CE I. está correto o que se afirma SOMENTE em: a) I. e) fazer sobressair expressões pouco usuais. Unifor-CE A pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus explica-se: a) pela abundância de preconceitos em relação ao valor da obra de arte. como instituição artísticocultural. e) II e III. c) pelo excesso de tarefas impostas a partir de visitas aos museus. c) define os museus no Brasil como instituições artístico-culturais desprovidas do apoio dos governantes. A respeito dos enunciados acima. Não há espontaneidade de iniciativa em relação a visitas a museus no Brasil. Unifor-CE As aspas em “muito respeito”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) caracteriza as circunstâncias que. 176.

Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. Carmo. trata da essência da própria poesia. D. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. achei aberta a porta do jardim.” ANDRADE. Viçosa-MG Leia atentamente os seguintes versos: “Não faças versos sobre os acontecimentos. As afinidades. os incidentes pessoais não contam. Texto para a questão 180: “Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. preocupado em exaltar os mais nobres sentimentos humanos. e) O poeta. a vida é um sol estático. d) velado humorismo. com as mãos sobre os joelhos. 1989.” ASSIS.179. b) suavidade e melancolia. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. Memorial de Aires. F. de Carlos Drummond de Andrade: a) O autor defende um lirismo subjetivo. Não faças poesia com o corpo. UFR-RJ No texto o narrador descreve o quadro formado pelo casal de velhos com: a) impaciente ironia. os aniversários. olhando um para o outro. intensamente elaborado. Fui a pé. 1992. 76 d) Para o autor. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. b) Segundo o poeta. dei com os dois velhos sentados. Aguiar estava encostado ao portal direito. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. à esquerda. GABARITO 180. não aquece nem ilumina. In: Obra Completa. c) O autor defende a transcendência da poesia. c) desgosto e censura. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura correta do poema “Procura da poesia”. U. Não há criação nem morte perante a poesia. superior à própria vida e à morte. tinha os braços cruzados à cinta. disse comigo. e) ceticismo e desesperança. à entrada do saguão. completo e confortável corpo. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. entrei e parei logo. Carlos Drummond de. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . p. Diante dela. Ao transpor a porta para a rua. tão infenso à efusão lírica.Interpretação de texto II Avançar . Ao fundo. em seu discurso metalingüístico. esse excelente. Consolava-os a saudade de si mesmos. ‘Lá estão eles’. Machado. Rio de Janeiro: Aguilar. 95s. a poesia ultrapassa os limites do corpo e da própria vida cotidiana. a poesia não deve limitar-se a uma temática voltada para os simples acontecimentos da vida.

mas o homem é causa e efeito do verbo. UFF-RJ Assinale a opção que apresenta a afirmativa adequada sobre a relação entre o brasileiro de Guimarães Rosa. São Paulo. e) O brasileiro de Guimarães Rosa se aproxima do de Freyre por sua exclusão social e se distancia de Macunaíma por não ter definição na escala de valores culturais. e uma antítese do brasileiro de Mário de Andrade. De outro. o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala. embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. Ou seja. teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo.Interpretação de texto II Avançar . 12. herói sem nenhuma definição. nem na senzala e se aproxima de Macunaíma por sua indefinição na escala de valores culturais. Carlos Heitor. criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar. ou sem nenhum caráter — como queria o próprio Mário de Andrade. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal. por ser sobretudo uma criação verbal. um herói — ou heroína — sem nenhum caráter. de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade explicitada no texto I.” CONY. b) O brasileiro de Guimarães Rosa se opõe ao de Freyre por não ter lugar nem na casagrande. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . torna-se um refugo da casa-grande e da senzala. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. apesar do ressentimento social que o caracteriza.Texto para a questão 181: “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. potente e tendendo a ser feliz. Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa — outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. citemos a Capitu menina — e teremos como sempre a intervençao soberana de Machado de Assis. p. tomou sua própria vereda. o opositor de uma e de outra. o Macunaíma. 21/04/2000. Fomos e seremos assim. afastando-se do convívio social apontado por Gilberto Freyre e Mário de Andrade. 5º Caderno. o homem miscigenado. Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto. c) O homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade não apresenta nenhuma oposição à concepção do brasileiro de Guimarães Rosa. A imagem geométrica pode ser forçada. Por isso mesmo. De um lado. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. mas foi a que me veio na hora — e acho que fui entendido. GABARITO d) O homem de Guimarães Rosa. a) O homem de Guimarães Rosa. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. por ser um refugo da casa-grande e da senzala. 77 181. em nossa essência. Retomando a imagem literária. Folha Ilustrada. É também macunaímico.

mas de maneira muito romântica. Agora. mas de maneira muito romântica…” c) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…” d) “… e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Fátima. como centro dos 500 Anos de Resistência das Populações Indígenas no Brasil. 184. no plural. Veja. até expõem a cultura indígena. 22/03/2000. ‘As comemorações dos 500 anos. c) “mais de”. (…)” SÁ. no foyer do Centro Cultural Banco do Brasil. flechas…” b) “… expõem a cultura indígena. predomina na sociedade. Desde o início da semana. d) “500 anos”.Interpretação de texto II Avançar . UERJ A linguagem figurada. apresenta danças e ritos. crianças de diferentes idades vêm aprendendo história e deixando preconceitos de lado com a ajuda de Thini-á — um índio de 29 anos. mostra arcos. E está dando ao índio lugar de destaque na festa. O emprego da palavra ou expressão com essa finalidade está corretamente justificado em: a) “Histórias”. indica a necessidade de uma reflexão mais cuidadosa acerca de alguns dos marcos históricos do país.Texto para as questões 182 a 184: “A estrela é o índio Histórias de um Brasil com mais de 500 anos 78 Na contramão do vento que move as comemorações dos 500 anos. Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem: a) “… apresenta danças e ritos. b) “um”. organizado pela Cineduc: Cinema e Educação. revela que um discurso oficial. flechas e seduz o público com a fala mansa e um ótimo humor. que abandonou a aldeia ainda menino após uma invasão de terra em que perdeu vários parentes. GABARITO 182. encontra-se também em outros tipos de texto. Há três anos Thini-á percorre escolas do Rio (…). como dizia — e impedir conflitos futuros. Fala das tribos e da memória de seus ancestrais. demonstra que a indefinida identidade social do país é formada pelo encontro de três raças. coordenador do projeto. diz Ricardo Paes. b) “Brasil de antes de Cabral”. nem sempre verdadeiro. mostra arcos. conhecida característica de textos literários. As atividades incluem encontros com integrantes de tribos variadas. c) “crianças de diferentes idades”. UERJ Na construção “comemorações dos 500 anos”. contesta a prioridade dada à chegada do colonizador para a constituição do Brasil. de Pernambuco. referindo-se ao nome “Brasil”. a expressão sublinhada mantém com o termo núcleo — “comemorações” — a mesma relação sintática verificada em: a) “uma invasão de terra”. de certa forma. uma programação alternativa está deixando de lado a caravela para se embrenhar no Brasil de antes de Cabral. d) “deixando preconceitos de lado”. ele fala para mais crianças e adultos. Do massacre nasceu o desejo de falar aos pequenos homens brancos — os ‘filhos da elite’. Essa atividade pretende desmistificar isso e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue e se torne corriqueiro’. UERJ O subtítulo do texto — “Histórias de um Brasil com mais de 500 anos” — é construído de modo a anunciar o caráter alternativo e mesmo crítico do evento que será comentado. antecedendo a expressão “500 anos”. expressão ligada ao nome “Brasil”. 183. debates e uma exposição com trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado e textos do poeta Thiago de Mello. da tribo fulni-ô.

Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo. sexo. que vive. 186. Identifique o elemento lingüístico que melhor caracteriza essa humanização e transcreva um verso em que ele apareça. Cônscia de sua relevância mística. Continuará com pressa. vê apenas a handycam2 que mascara o seu rosto. Depois. Guerra. PAES. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. essa engenhoca que reina soberana no espaço exíguo que separa o homem de si mesmo. as câmaras de vídeo domésticas se tornaram o olhar autorizado da intimidade familiar (e de outras intimidades nem tão familiares assim). ele substitui a própria memória pela fita magnética. guardando imagens sem nexo. assumindo o papel de interlocutor do eu poético.Interpretação de texto II Avançar . Aposentei os dentes. enfim. pois entre ele e o turista havia um muro transparente. esporte — me dás tudo. De bom grado. J. por favor?). escancarando em público o vazio em que existimos. tudo. 1 2 IMPRIMIR GABARITO camcorder – filmadora handycam – filmadora de mão Voltar Língua Portuguesa .Texto para as questões 185 e 186: “À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol.” BUCCI. que o poupa de estar exposto ao destino. 03/12/1996. São Paulo: Companhia das Letras. Texto para as questões 187 e 188: “O Império das Lentes Nas cerimônias de casamento. pois quem poderia vivê-lo se ocupou em gravá-lo (ou em posar para a gravação). que se reserva a chance do inesperado. Eugênio. Veja. a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. O viajante já não é aquele que contempla o desconhecido. UERJ Indique o tema geral do poema e explique como ele é abordado criticamente por José Paulo Paes. P. Sob o foco automático. Nas férias. São as imagens do espetáculo que não foi vivido. claro. um vidro. como quem ainda tem uma longa lista a cumprir. uma câmara. mas esta também logo se perderá numa estante empoeirada. e normalmente muito rápido. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso em viver. Ali jaz o desejo que não se satisfez. UERJ No poema. 1992. Prosas seguidas de odes mínimas. as retinas das testemunhas foram substituídas pela camcorder1 do sujeito de terno gasto que grava o enlace andando de um lado para o outro (o distinto padre pode dar licença. a televisão é humanizada. ele apenas grava imagens. o estranho fenômeno se generaliza. Nas festas de escolas primárias. Ali jaz a vida que poderia ter sido. O turista é um apressado. os alunos aprenderam a se apresentar para filmadoras e não mais para pais e mães. jamais terá tempo de rever o que filmou. Se a televisão é a arena da história contemporânea. 79 185. a criança já não enxerga o sorriso de orgulho ou de apreensão na face do pai. Protegido por sua máscara eletrônica.

187. UERJ Cônscia de sua relevância mística, a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. No trecho citado, o autor emprega a ironia para intensificar sua crítica à situação descrita. Explique como esse recurso de linguagem intensifica a referida crítica.

188. UERJ Ali jaz a vida que poderia ter sido. Esta sentença, no primeiro momento, parece uma contradição. Identifique, em uma frase completa, essa contradição aparente.

Texto para a questão 189:
“Poética I Que é a Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.”
RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

80

189. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

GABARITO

a) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, / Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo) b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João Cabral de Melo Neto) c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas — debaixo de céu diverso — e sob a influência de impressões momentâneas.” (Gonçalves Dias) d) “Um dia (…) tive saudades da casa paterna e chorei. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida, que intitulei — Às Ave-Maria: — a saudade havia sido a minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

Texto para as questões 190 a 193:
“No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos. A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. Algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto. A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros. Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía. Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos. Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria. A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.”

81

190. UFMG A partir da leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo a) criticar a ação governamental no trato com a miséria. b) defender práticas de maior justiça social. c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas. d) mostrar a evolução da situação de miséria no Brasil. 191. UFMG “Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.” Essa frase é uma síntese de todas as seguintes passagens do texto, EXCETO a) A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. b) Continuávamos de bem com nossos travesseiros. c) Dormíamos o sono dos justos. d) Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. 192. UFMG O último parágrafo do texto tem todas as seguintes funções, EXCETO a) Ampliar o desenvolvimento das idéias. b) Reafirmar as idéias da introdução. c) Rearticular o parágrafo introdutório. d) Reorganizar as idéias desenvolvidas no texto. 193. UFMG De acordo com o texto, a miséria no Brasil assume uma posição crescentemente agressiva. Todas as seguintes passagens do texto comprovam essa afirmação, EXCETO a) Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. b) Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. c) Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. d) Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.

IMPRIMIR

GABARITO

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

Texto para as questões 194 a 197:
“Troca de e-mails
THE NEW YORK TIMES

Seguem abaixo trechos das mensagens de e-mail trocadas na terça-feira e ontem entre o VicePresidente Al Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado ‘dinheiro fácil’ na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim na proibição do ‘dinheiro fácil’. Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre.

82

Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: Re: Campanha eleitoral Obrigado por seu e-mail e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo — a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigaçao sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu e-mail, o senhor falou em restabelecer “a confiança em nosso processo eleitoral”. E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu e-mail. Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa.”
Traduzido do New York Times on-line, 16/03/2000.

GABARITO

194. UERJ O vice-presidente Gore propõe em seu e-mail uma rejeição, de parte a parte, do chamado “dinheiro fácil”, usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial. b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral. c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente. d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático. 195. UERJ O discurso político é marcado por estratégias de distanciamento que ressaltam a autoridade do locutor, e por traços de solidariedade que buscam o envolvimento dos interlocutores. Tais procedimentos retóricos são verificados em: a) “Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca…” b) “Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar…” c) “Eu darei o primeiro passo, pedindo ao Comitê Nacional Democrático…” d) “Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões…”

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

196. UERJ A mensagem-desafio de Al Gore tem como destinatário o seu adversário político, mas é possível interpretar que ela tenha sido tornada pública propositalmente. Considerando o conteúdo da mensagem e o seu contexto, a melhor explicação para que Al Gore tenha desejado torná-la pública é: a) provocar uma declaração desastrada de George Bush. b) contribuir para a moralização da política através da Internet. c) acusar seu adversário do uso de dinheiro ilícito na campanha. d) convencer o eleitor do caráter desonesto do outro candidato. Texto para as questões de 197 a 200:
“A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse ‘pareciam’, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos devãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de idéias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: ‘Mando-te uma carta qualquer dia desses’. Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla ‘enter’.”
SOUZA, Josias de. A revolução digital. In: Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.

83

GABARITO

197. UFMG Observe as expressões destacadas nestas frases: … falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro… … vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA dessas três expressões, na ordem em que aparecem nas frases acima. a) apesar de ser falada / apesar de ser impressa / se estivesse vivo. b) quando é falada / quando é impressa/ se estivesse vivo. c) porque é falada / porque é impressa / ainda que estivesse vivo. d) se é falada / se é impressa / ainda que estivesse vivo. 198. UFMG Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é a) defender a parceria entre o papel e o texto como uma história de êxitos. b) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. c) descrever as vantagens e desvantagens da Internet na atualidade. d) narrar a história do papel e do texto desde a antigüidade.

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

199. UFMG Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre palavra falada e palavra escrita, é CORRETO afirmar que, a) na comunicação interpessoal, a palavra falada pode emocionar, sensibilizar, convencer, fazer pensar e, com isso, suscitar um grande movimento de idéias e valores. b) no processo social de divulgação de conhecimentos, a palavra falada, associada à escrita, exerce um papel fundamental na educação e na formação de opiniões. c) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão. d) no processo social de produção e circulação de crenças, a palavra escrita, ao lado da falada, tem papel significativo no desenvolvimento da espiritualidade. 200. UFMG Considerando os procedimentos lingüísticos de articulação entre o primeiro parágrafo e os outros parágrafos do texto, é INCORRETO afirmar que a) o segundo, o terceiro e o quarto parágrafos se articulam com o primeiro pelo emprego linear do tempo cronológico. b) o terceiro parágrafo está articulado com o primeiro pelo uso de palavras que explicitam significados presentes no primeiro. c) o segundo parágrafo está articulado com o primeiro pelo emprego de palavra que se repetem. d) o quarto parágrafo se articula com o primeiro pelo uso de frase que explicita uma idéia sugerida no primeiro. Texto para a questão 201:
“O idioma, vivo ou morto? O grande problema da língua pátria é que ela é viva e se renova a cada dia. Problema não para a própria língua, mas para os puristas, aqueles que fiscalizam o uso e o desuso do idioma. Quando Chico Buarque de Hollanda criou na letra de ‘Pedro Pedreiro’ o neologismo ‘penseiro’, teve gente que chiou. Afinal, que palavra é essa? Não demorou muito, o Aurélio definiu a nova palavra no seu dicionário. Isso mostra o vigor da língua portuguesa. Nas próximas edições dos melhores dicionários, não duvidem: provavelmente virá pelo menos uma definição para a expressão ‘segura o tcham’. Enfim, as gírias e expressões populares, por mais erradas ou absurdas que possam parecer, ajudam a manter a atualidade dos idiomas que se prezam. O papel de renovar e atualizar a língua cabe muito mais aos poetas e ao povo do que propriamente aos gramáticos e dicionaristas de plantão. Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o ‘erro’ propriamente dito e a renovação. O poeta é, portanto, aquele que provoca as grandes mudanças na língua. Pena que o Brasil seja um país de analfabetos. E deve-se entender como tal não apenas aqueles 60 milhões de ‘desletrados’ que o censo identifica, mas também aqueles que, mesmo sabendo o abecedário, raramente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é comum ver nas placas a expressão ‘vendese à praso’, em vez de ‘vende-se a prazo’; ou ‘meio-dia e meio’, em vez de como é mesmo? O português de Portugal nunca será como o nosso. No Brasil, o idioma foi enriquecido por expressões de origem indígena e pelas contribuições dos negros, europeus e orientais que para cá vieram. Mesmo que documentalmente se utilize a mesma língua, no dia-a-dia o idioma falado aqui nunca será completamente igual ao que se fala em Angola ou Macau, por exemplo. Voltando à questão inicial, não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. Os intelectuais também o fazem, por querer ou por mera ignorância. E também nós outros, jornalistas, afinal, herrar é umano, ops, errare humanum est. Ou será oeste?”
SANTOS, Jorge Fernando dos. Estado de Minas, Belo Horizonte, 10 jun. 1996. (Texto adaptado)

84

GABARITO

201. UFMG Em todas as seguintes passagens, o autor deixa transparecer idéias que ele mesmo considera puristas, EXCETO em a) Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o “erro” propriamente dito e a renovação. b) … não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. c) Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. d) Pena que o Brasil seja um país de analfabetos, […] Por isso, é comum ver nas placas a expressão “vende-se à praso”…

IMPRIMIR

Voltar

Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

Avançar

Texto para as questões 202 e 203:
“Amor A verdade é que devemos tudo aos amores infelizes, aos amores que não dão certo. A poesia se faz antes ou depois do amor, ninguém jamais fez um bom poema durante um amor feliz. Pois se o amor está tão bom, pra que interrompê-lo? O amor feliz não é assunto de poesia. Literatura é quando o amor ainda não veio ou quando já acabou, literatura durante é mentira. Ou ela é empolgação ou é remorso, revolta, saudade, tédio, divagação desesperada — enfim, tudo que dá bom texto. Desconfie de quem explica um estado de exaltação criativa dizendo que está amando. Algo deve estar errado. — Você está amando, mas ela não está correspondendo, é isso? — Não, não. Ela também me ama. É maravilhoso. — É maravilhoso, mas você sabe que não pode durar, é isso? Seu poema é sobre a transitoriedade de todas as coisas, sobre o efêmero, sobre o fim inevitável da felicidade num mundo em que… — Não! É sobre a felicidade sem fim! — Não pode ser. — Mas é. Acabei o poema e vou fazer uma canção. Depois, talvez, uma cantata. E estou pensando num romance. Tudo inspirado no nosso amor. Não posso parar de criar. Estou transbordando de amor e idéia. Crio dia e noite. — E a mulher amada? — Quem? Ah, ela. Bom, ela sabe que a atenção que não lhe dou, dou ao nosso amor perfeito. Está explicado. Ele não canta a amada ou seu amor. Está fascinado por ele mesmo, amando. E o poema certamente é ruim. Porque o amor, para ser de verdade, tem de emburrecer. Só devem lhe ocorrer bobagens para dizer ou escrever durante um caso de amor. Ou é kitch, de mau gosto, piegas ou copiado, ou não é amor. Qualquer sinal de originalidade pode até ser suspeito. — Esses seus versos para mim… Estão ótimos. — Obrigado. — Essas juras de amor, essas rimas, essa métrica… De onde você tirou tudo isso? — Eu mesmo inventei. Pensando em você. — Seu falso! — O quê? — Só deixando de pensar em mim por algumas horas você faria uma coisa assim pensando em mim. Só tomando distância, escrevendo e reescrevendo, raciocinando e burilando, você faria isto. Um verso plagiado do Vinícius eu entenderia. Um verso original, e bom desse jeito é traição. Só não sendo sincero você seria tão inteligente! — Mas… — Não fale mais comigo. Pronto. O amor acabou, agora você pode ser criativo sem remorso. Você está infeliz, mas console-se. Pense em como isso melhorará o seu estilo.”
Adap.: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Estado de São Paulo: 25/07/1999.

85

GABARITO

202. UFR-RJ A partir da leitura do texto, depreende-se que a) os textos literários cujo tema é o amor tratam de um sentimento utópico. b) os poemas feitos nos momentos de a