LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I FUNÇÕES DA LINGUAGEM E LINGUAGEM FIGURADA VOCABULÁRIO FONOLOGIA, ACENTUAÇÃO, ORTOGRAFIA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ARTIGOS, SUBSTANTIVOS, ADJETIVOS VERBOS E ADVÉRBIOS PRONOMES INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II FIGURAS DE LINGUAGEM PERÍODOS SIMPLES E COMPOSTO PONTUAÇÃO CONCORDÂNCIA E REGÊNCIA CRASE FUNÇÕES DE “QUE” E “SE”

NOÇÕES DE LITERATURA LITERATURA NO PERÍODO COLONIAL HUMANISMO, QUINHENTISMO, BARROCO E ARCADISMO ROMANTISMO CLASSICISMO

REALISMO/ NATURALISMO PARNASIANISMO/ SIMBOLISMO

PRÉ-MODERNISMO/ MODERNISMO

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LÍNGUA PORTUGUESA

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I
1. U. Católica de Brasília-DF Assinale V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A figura ao lado trata-se de uma charge, cujo tema versa sempre sobre algum acontecimento que já foi veiculado na mídia. Dessa forma a charge não é responsável por uma nova notícia, mas é uma releitura de uma notícia ou de um fato. ( ) Observando os elementos que compõe a charge, é correto afirmar que ela se refere a alguma notícia sobre aviação. Isso é comprovado pelos elementos icônicos, pois nenhum elemento verbal faz referência à aviação. ( ) O verbo ter, utilizado na fala do passageiro, poderia ser substituído pelo verbo haver, o que configuraria o uso do nível formal da linguagem. ( ) A opção de reserva de um lugar na caixa-preta, que em caso de sinistro com a aeronave, é um instrumento que pode ajudar a identificar as causas, é a responsável pelo humor na charge e, ao mesmo tempo, permite inferir que a charge foi feita depois de algum desastre aéreo. ( ) As palavras “algum”, “vago” e “caixa-preta” são respectivamente, adjetivo, advérbio, adjetivo e substantivo. ( ) Caixa-preta, sob o ponto de vista de sua estrutura, contém dois radicais, por isso, quanto ao processo de formação, é considerada uma palavra derivada. 2. Analise a charge que segue, publicada na revista Veja, de 07. jun. 2000.

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GABARITO

A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) nos desenhos humorísticos, a caricatura é uma representação gráfica de uma pessoa ou situação que explora aspectos ridículos ou grotescos. ( ) a legenda, texto curto que, às vezes, acompanha o desenho, tem a finalidade de determinar para o leitor o sentido da charge. ( ) o cartunista interpreta uma idéia presente no imaginário do torcedor brasileiro: os técnicos de futebol, quando cometem erros, são chamados de burros. ( ) a frase “O técnico Wanderley Luxemburgo examina as condições do gramado” funciona de modo redundante, visto que repete o significado contido no desenho.

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3. Uneb-BA

O equilíbrio da pressão nas membranas celulares dos tecidos nervosos, sem variação nos níveis de sódio e potássio, provoca impulsos que vão do córtex cerebral até o sistema nervoso central, confirmando uma sensação agradável e sem grandes alterações. De tão relaxado, você pode até tirar um cochilo.

“O Humanismo Lírico de Guignard”. Um dos maiores pintores do modernismo brasileiro.

Folha Ilustrada. Folha de São Paulo, 14 de julho 2000, p. 34.

No texto do convite para ver a exposição de Guignard, no MASP, passa-se a idéia de que: a) ver Guignard é ter uma aula de como funciona o sistema nervoso humano; b) a emoção provocada pela arte nem sempre pode ser traduzida com palavras; c) a arte causa, no homem, uma sensação de leveza tal, que o adormece para a realidade; d) o sentimento gerado pela obra de arte lírica é constante e equilibrado em cada ser humano; e) o humanismo lírico de Guignard está na sua capacidade de associar a arte ao equilíbrio das sensações humanas. 4. UFPE Observe os quadrinhos abaixo e responda à questão.

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GABARITO

Ziraldo. O Menino Maluquinho.

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Assinale a alternativa em que se faz um comentário inaceitável com relação aos quadrinhos de Ziraldo. a) O menino tinha idéia clara acerca da finalidade apelativa do seu texto. b) Os termos do cartaz reproduzem a sintaxe típica desse gênero de texto. c) O menino demonstra inabilidade para ajustar-se às exigências de textos publicitários. d) As incorreções gramaticais do segundo quadro vão da ortografia à sintaxe. e) Os erros do cartaz constituíram uma estratégia para atrair possíveis consumidores.

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Em exposição até 13/8, das 11 às 18h. Av. Paulista, 1578 Informações: www.zip.net/guignard

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5. Univali-SC A leitura dos quadrinhos abaixo remete-nos à seguinte conclusão: HUMOR EM TIRAS

Márcio Kühner

a) Os ditados não estão sempre certos. d) Devemos rir dos nossos percalços. b) Errar é fundamental para crescer. e) É preciso sempre acertar. c) Tirar o proveito de todas as situações. 6. PUC-RS Instrução: Responder às questões 2 e 3 com base no texto abaixo.

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Considerando as atitudes e falas dos personagens, é correto concluir que: a) a mãe já sabia que Calvin havia decidido não ir mais à escola, como se depreende da expressão “Sei”, no primeiro quadrinho; b) a mãe de Calvin, indecisa sobre o que fazer com o filho, viu-se obrigada a consultar o pai; c) Haroldo, o tigre presente no último quadrinho, demonstra apoio incondicional à atitude do menino, pelo fato de estar disposto a acompanhá-lo à escola; d) não havendo outra saída, foi necessário usar a força física para mandar Calvin à escola, como se depreende da expressão “esmagar”, do último quadrinho; e) as expressões “os pais” e “uma criança”, no último quadrinho, indicam que Calvin generalizou a conclusão a que chegou. 7. PUC-RS Instrução: Responder à questão 3 com base nas idéias abaixo, que completam a frase sublinhada. Pela leitura da tira, é correto afirmar que Calvin: 1. Demonstra temer uma vida adulta em meio à poluição. 2. Usa sua fantasia para tentar convencer sua mãe do acerto de sua decisão. 3. Considera-se injustiçado pelos pais. 4. Conclui que seu projeto para o futuro foi rejeitado por ser ambicioso. As idéias que complementam adequadamente a frase sublinhada, de acordo com o sentido da tira, estão na alternativa: a) 1 e 2. b) 1, 2 e 3. c) 2 e 3. d) 2, 3 e 4. e) 3 e 4.

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GABARITO

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8. U.F. Goiânia-GO Leia as tiras do cartunista Angeli, publicadas no caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, em 29. jul. 1999. Depois assinale V, para os itens verdadeiros, e F para os falsos.

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Sansão e Dalila são personagens do universo gráfico de Angeli. Eles formam um casal sem charme, cujo cotidiano é retratado de forma ridícula pelo cartunista. De acordo com os elementos que constituem as tiras acima: ( ) as expressões crak, flap e tuf! são consideradas onomatopéias, porque procuram representar, na escrita, sons naturais. ( ) a falta de diálogo entre o casal, durante a refeição, indica uma vida monótona, propensa às explosões agressivas. ( ) a sigla TPM – que significa tensão pré-menstrual – opõe-se à expressão kung fu, arte marcial desenvolvida na antiga China. ( ) o humor das tiras tem função social, pois procura descontrair o leitor, com a representação caricaturesca de cenas do cotidiano dos personagens. 9. UFMS Observe a tira humorística que segue e marque a(s) opção(ões) verdadeira(s).
URBANO, o aposentado A.Silvério

GABARITO

Globo, 22/09/2000.

01. A frase apresentada no balão 3 pode ser associada à profissão da personagem que a enuncia. 02. Atribui-se a uma dada estação do ano a capacidade de influenciar o estado de alma das pessoas em geral. 04. Em Todos mesmo (balão 4), o advérbio em negrito é usado como reforço, indicando que não há exceção à regra. 08. O uso do artigo definido em a outra metade (balões 1 e 3) está equivocado, uma vez que se trata de referentes que aparecem pela primeira vez no texto. 16. Os enunciados Encontrei a outra metade da minha laranja! (balão 1) e Encontrei a outra metade do meu comprimido! (balão 3) retomam, através de figuras distintas, o enunciado mais genérico “Encontrei a companheira ideal.” 32. O efeito humorístico da tira advém do fato de que se a personagem hipocondríaca leva sua obsessão às últimas conseqüências, associando-a inclusive ao campo amoroso. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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10. UFMA

Jaguar.

Na tira acima, o autor: a) trabalha a fala das personagens no contexto, relacionando termos que não possuem nada em comum; b) subverte a lógica homonímica através da utilização de um jogo de palavras marcado pela sonoridade, num tom de humor;

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c) aproxima palavras heterógrafas (termos de grafias diferentes) e heterófonas (termos de sons diferentes) que, apesar de sugerirem humor, não subvertem a lógica homonímica; d) usa sua criatividade e faz uma brincadeira lingüística com Há fogo / Afogo para demonstrar que ambos os termos possuem o mesmo significado; e) considera os termos grifados acima como palavras sinônimas que não possuem outra relação a não ser a própria referência. 11. UFMA

GABARITO

Revista Veja, de 19/04/2000.

Sobre a propaganda acima, é correto inferir que: a) inanição gera morte e morte gera imobilidade. Logo, os usuários da Internet estão condenados a morrer;

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b) ir ao supermercado implica, infelizmente, em deslocamento e deslocamento implica em não morrer de fome. Logo, sem se mexer, a Internet é a solução; c) não comer implica em não se mexer e não se mexer implica em não sair de casa. Logo, para não morrer, é preciso ir ao supermercado; d) a Internet possibilita a compra e a compra implica em deslocamento. Logo, é preciso se mexer para não morrer de inanição. e) para consultar a fatura da compra pela Internet, é preciso se mexer e se mexer implica em ir ao supermercado. Logo, o ideal é não acessar a Internet.

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12. UFMG
“Com o Document Centre a Xerox reinventa a copiadora O mercado evolui. A Xerox revoluciona. Todo o poder da tecnologia digital chega ao seu escritório com o mais avançado sistema de processamento de documentos: Document Centre. Uma copiadora que também é impressora, fax e scanner, com capacidade de realizar as operações simultaneamente. Para você copiar, imprimir, receber, enviar, criar, transformar, alterar, arquivar e recuperar documentos com mais facilidade, menor manuseio de papel e maior segurança. O novo software Centreware permite explorar e gerenciar o equipamento de acordo com as suas necessidades, a partir do seu computador, via rede e até mesmo via Internet. Document Centre é tudo isso e mais a garantia e a assistência técnica que só a Xerox pode lhe oferecer.”
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Todas as afirmativas apresentam recursos lingüísticos que estão presentes nesse texto de propaganda, exceto:

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a) Articulam-se a linguagem verbal e a não-verbal. b) Impessoaliza-se o tratamento do leitor. c) Enumeram-se cumulativamente as características do produto. d) Recorre-se não só à conotação, mas também à denotação. 13. UERJ

GABARITO

Ziraldo, Jornal do Brasil, 11/11/1999.

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Na tira de Ziraldo, os personagens mudam de atitude do primeiro quadrinho para o segundo. Pelo terceiro quadrinho, pode-se deduzir o que não está escrito: um pensamento teria provocado a mudança. Esse pensamento poderá ser traduzido como: “E se os caras dentro do espelho... a) ...estivessem rindo deles?” b) ...fossem reais e eles o reflexo?” c) ... pudessem trocar de lugar com eles?” d) ... duvidassem da realidade do mundo?”

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14. U.F. Pelotas-RS A compreensão de um texto não decorre apenas da decodificação pura e simples dos itens lingüísticos neles contidos. Na realidade, ao ler, o leitor deixa aflorar seu conhecimento de mundo, suas crenças, suas vivências, que possibilitam conexões entre os Contrariar enunciados e o levam a construir o sentido do texto que leu. Uma das características do leitor proficiente é a capacidade de interpretar gráficos. Demonstre que você domina a habilidade de leitura, inferindo corretamente os resultados expressos no gráfico ao lado: Uma pesquisa encomendada pela entidade Parceria Contra as Drogas entrevistou 700 pessoas, entre 13 e 21 anos, de cinco cidades há três anos e obteve os seguintes resultados: De acordo com os dados representados no gráfico, pode-se dizer que: a) a descoberta do novo sempre atraiu o homem a aventuras cujas conseqüências, muitas vezes, são desconsideradas em virtude do prazer do desconhecido, sendo esse o motivo para que de noventa a cem jovens recorram às drogas; b) como todo ser em formação, a maior parte dos jovens procura uma maneira de afirmase em seu grupo, recorrendo, para isso, ao uso de psicotrópicos;

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c) não é verdadeira a argumentação de que o maior contingente de jovens, rebeldes por natureza, procura nas drogas formas de transgredir normas sociais; d) a orientação familiar não seria uma das primeiras providências no combate ao vício, uma vez que não está na família a causa principal de o jovem se envolver com drogas; e) são de toda ordem as causas que levam o jovem ao consumo de drogas; com exceção dos problemas com a família, essa diversidade, somada, representa mais de 3/4 do total de entrevistados. 15. UFPR Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que a descrição da foto abaixo vem expressa de acordo com as normas de escrita do português padrão. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, onde é mostrado da cintura para baixo, segura um tipo de facão com a mão direita. Abraçado a sua perna há uma criança, que a expressão Foto: Paula Simas denota raiva e medo. O homem apóia sua outra mão na cabeça da criança, como se protegesse ela. ( ) Um homem com roupas típicas de trabalhador rural, mostrado da cintura para baixo, segura uma espécie de facão. Abraçado a sua perna há um menino, cuja expressão denota raiva e medo. A outra mão do homem repousa sobre a cabeça da criança, como se protegendo-a. ( ) A foto mostra um menino abraçado às pernas de um homem vestido como um trabalhador rural, onde está segurando uma espécie de facão com a mão direita. A expressão da criança é de medo e raiva, e é como se o homem estivesse protegendo a ela de alguma ameaça. ( ) Na foto, mostra um homem, que está segurando uma espécie de facão e vestido como trabalhador rural. Uma criança está abraçada à perna dele, que apóia a mão sobre sua cabeça, como se estivesse protegendo. E onde o olhar da criança exprime medo e raiva. ( ) Na foto, aparecem um menino e um homem. O enquadramento destaca a criança, mostrando o homem apenas na altura da cintura. A ele está abraçada a criança, cujo olhar é de medo e raiva. O homem, que, em traje de trabalhador rural, empunha um facão, parece estar protegendo o menino, sobre cuja cabeça pousa a mão. ( ) A foto mostra, da cintura para baixo, um homem que traja roupa de trabalhador rural e empunha uma espécie de facão. Uma criança, com expressão de medo e raiva, está abraçada à perna do homem. Ele apóia a mão sobre a cabeça do menino, como se o estivesse protegendo.

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GABARITO

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16. UEGO A leitura da charge permite as seguintes afirmações: ( ) o título “A República do Mau Humor” funciona como indicador de leitura, pois dá ao leitor a oportunidade de interpretar tanto o texto verbal como o não-verbal; ( ) o mau humor dos aliados do governo nos permite deduzir que os políticos aderem ao poder visando apenas ao seu benefício próprio; ( ) a parte inferior da charge remetenos ao contexto social brasileiro, onde a população, em sua maioFolha de São Paulo, 11.09.99 ria, sofre os efeitos; ( ) a frase de 2º balão “Um dia, só eles vão rir de tudo isso!”, proferida pelo personagem que representa o povo, deixa transparecer o humor e o descompromisso com que o brasileiro encara seus problemas; ( ) a frase “Não esquenta, mulher!”, proferida pelo personagem denuncia a ineficiência do cobertor com que ele se agasalha, uma vez que o frio é intenso. 17. UnB-DF
“ACREDITAMOS EM OPORTUNIDADES IGUAIS INDEPENDENTEMENTE DE RAÇA, CREDO, SEXO, REINO, TRIBO, CLASSE, ORDEM, FAMÍLIA, GÊNERO OU ESPÉCIE.

GABARITO

Os seres vivos são interdependentes. Dessa forma, sem apoio de milhões de espécies, a sobrevivência humana não estaria garantida. Essa variedade e a dependência entre as espécies interessa especialmente à nossa empresa. Pois o nosso trabalho depende de descobertas no mundo das informações genéticas. Informações que se perdem para sempre quando as espécies são extintas. Informações que oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição e a medicina. Para atender a uma população que está crescendo. Em um planeta do mesmo tamanho.”

Isto é. nº 1.575. 8/12/99. p. 125 (com adaptações).

Considerando as informações prestadas pelo anúncio acima, o sentido da mensagem e a correção gramatical dos itens a seguir, julgue-os. ( ) A figura explora e exemplifica a biodiversidade. ( ) Mesmo sabendo que nem todos os reinos estão representados na figura, isto não contradiz o argumento principal da propaganda, colocado acima da ilustração. ( ) Devido à interdependência dos seres vivos, a sobrevivência da espécie humana não estaria garantida sem apoio de milhões de espécies. ( ) O trabalho desenvolvido pela empresa depende de descobertas no mundo das informações genéticas e, quando as espécies são extintas, se perdem para sempre. ( ) As informações genéticas oferecem soluções inéditas para a agricultura, a nutrição, a medicina, a população que está crescendo e o planeta, que tem o tamanho da população.

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18. UFPB-PSS
Texto I “Diogo Mainardi Índios furibundos invadiram o Congresso Nacional para protestar contra as comemorações dos 500 anos de descobrimento do Brasil. Paramentados com seus tradicionais cocares, calções de banho e tênis Nike, foram até o senador Antonio Carlos Magalhães e apontaram-lhe uma lança. Foi bonito ver todos aqueles índios lutando juntos – 500 anos atrás, eles provavelmente estariam devorando uns aos outros. Pois eu concordo com os índios: não há o que comemorar. Em 500 anos de História, não fizemos nada que justificasse uma festa. A meu ver, deveríamos ficar recolhidos num canto, chorando pelo joelho de Ronaldinho. Foi o que fiz.” Texto II

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Lendo o texto I e relacionando-o com a charge (texto II), conclui-se: a) O selvagem da charge não é o índio, mas sim a respeitável autoridade brasileira. b) Os índios continuavam lutando entre si. c) O índio da charge é mais autêntico porque não usa tênis Nike e veste calça comprida. d) O objetivo de Mainardi e Chico é o mesmo: registrar a política favorável do Congresso Nacional às causas indígenas. e) As comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil representaram um momento de alegria para os índios. 19. UFMA
“O chinês anônimo desafia os tanques Nunca se soube o nome daquele jovem alto e magro vestido como milhões de chineses, de camisa branca e calça de tergal. Ninguém ouviu sua voz. Jamais se soube o paradeiro do solitário rebelde que barrou uma coluna de 17 tanques naquela manhã de junho de 1989. Sozinho, nas fotografias e no balé diante das câmeras de vídeo – os tanques se deslocavam e a silhueta se movia, simultaneamente, para a esquerda e para a direita – o chinês anônimo fez mais, em seu grande momento, do que muitos líderes revolucionários do milênio. É certo que foi visto por mais gen5 de julho de 1989. te, nas telas de TV, dentro dos lares, do que personalidades como o mongol Kublai Khan, o francês Maximilien de Robespierre ou o mexicano Emiliano Zapata.”

GABARITO

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Depreende-se da compreensão do texto acima que há uma gradação ascendente do personagem envolvido, que assim passa do anonimato de um momento para a fama de um milênio. Isso fica evidente através dos seguintes itens lexicais: a) jovem alto e magro solitário rebelde silhueta líder revolucionário personalidade; b) silhueta solitário rebelde sem paradeiro sozinho personalidade; c) jovem alto e magro sem voz solitário rebelde líder revolucionário sozinho; d) sem paradeiro silhueta solitário rebelde chinês anônimo líder revolucionário; e) solitário rebelde líder revolucionário sozinho personalidade chinês anônimo.

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voltou a pé para o local da placa e nela escreveu. a comparação estabelecida entre o homem e macaco alude: a) a uma das teorias sobre a origem da espécie humana. e) ao capitalismo selvagem da sociedade contemporânea.Interpretação de texto I Avançar . Ciro. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. eu não sabia Que o homem criava e também destruía. c) às semelhanças biológicas entre os dois seres. Nando. UFR-RJ No texto Homem Primata. Do CD Cabeça de dinossauro. “Homem Primata Desde os primórdios Até hoje em dia O homem ainda faz O que o macaco fazia Eu não trabalhava. para corrigi-la: Como muitas piadas. REIS. b) ao comportamento irracional do homem na sociedade moderna. d) ao bom relacionamento entre homem e macaco. ô Eu me perdi na selva de pedra Eu me perdi. d) imprimir maior velocidade ao carro para escapar dos quebra-molas. 5 GABARITO 10 15 20 IMPRIMIR 21. c) corrigir a mensagem da placa para retificar informação incompleta. Homem primata Capitalismo selvagem Ô. FROMER. PESSOA. a vida é cruel. ô Eu aprendi A vida é um jogo Cada um por si E Deus contra todos Você vai morrer e não vai pro céu É bom aprender. Vinha o motorista dirigindo o seu carro. ô.20. ele acelerou o seu veículo. Logo depois. Texto para as questões 21 e 22. UERJ Leia a piada reproduzida a seguir. Marcelo. eu me perdi” BRITTO. quando se deparou com uma placa de sinalização: Imediatamente. Sérgio. Voltar Língua Portuguesa . esta se baseia em um equívoco. O comportamento do motorista que explica mais adequadamente o efeito cômico da piada é: 10 a) voltar a pé ao local da placa para efetuar uma correção. b) ler a mensagem da placa como uma ordem para acelerar. ô.

III.Interpretação de texto I Avançar . II. 11 JAGUAR. d) estagnação X mudança. As armas apresentam-se em gradação ascendente quanto ao seu poder letal. I. 3. você é barbaro. 24. b) 1. e) 3. A simplicidade da linguagem contrasta com a seriedade do tema. 2. III e IV. Voltar Língua Portuguesa . As ilustrações são um recurso para chamar a atenção do leitor. e) passado X presente. A estrutura narrativa e as ilustrações têm efeito argumentativo marcante. 1968. Instrução: Responder às questões de 23 a 25 com base no texto. 5. enquanto nos itens 6 a 10 essa responsabilidade é atribuída apenas aos armamentos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 1. b) I. os antônimos: a) lentidão X velocidade. III e IV. c) santidade X pecado. Átila. PUC-RS Instrução: Responder à questão com base nas afirmativas a seguir. enquanto o 9 prepara-o para o desfecho da história. 4 e 5. p. d) 3 e 5. Os itens 1 e 2 apresentam ao leitor os personagens. IMPRIMIR GABARITO II. 2 e 4. III e IV.22. Os itens 2 a 5 do cartum apresentam o homem como o responsável pelas ações bélicas. IV. e) III e IV. O militarismo. b) atraso X progresso. PUC-RS Instrução: Responder à questão analisando a veracidade das afirmativas abaixo. Concluí-se que as afirmativas corretas encontram-se na alternativa: a) I e II. A vestimenta dos personagens ilustra cronologicamente o desenrolar dos fatos apresentados. 23. UFR-RJ A oposição entre os quatro primeiros versos de Homem primata e o texto Pecados do século XXI (questões 101 a 103) envolve. c) I. 166-167. c) 2 e 4. d) II. A absolescência das armas utilizadas pelo homem levam-no a um final trágico. 4. é causa principal do desfecho presente no cartum. Conclui-se que a alternativa que apresenta a numeração correspondente às afirmativas corretas é: a) 1 e 2. simbolizado pelos uniformes que os personagens vestem. e poderiam ser retiradas sem prejuízo para a clareza do texto. respectivamente.

23/06/99. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . estresse Líder em soluções Veja.” d) “Quando um não quer. ( ) A leitura do texto desfaz a polissemia do título atribuindo-lhe o sentido da morte.” b) “Quem tudo quer tudo pode. INSTRUÇÃO: Com base no texto.Interpretação de texto I Avançar . associadas a tabagismo. UFMT ( ) A polissemia presente no título do texto se revela pelos sentidos diversos que ele sugere. Hoje. p.25. c) utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida. o autor procura confundir o leitor. o pronome possessivo sua provoca certa ambigüidade que pode ser desfeita se substituído por dele.” 26. e) através de um jogo de palavras. daí ser um elemento anafórico. GABARITO 27. por problemas cardiovasculares. b) enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios. dois não brigam. ( ) Na última parte do texto. III Essas doenças. as chuteiras mais cedo por IV problemas cardiovasculares. 20% da população adulta V brasileira é hipertensa. Procure seu médico e siga a sua orientação.” c) “Se queres a paz.” e) “Devagar se vai ao longe. prepara-te para a guerra. Não seja mais uma vítima II das doenças cardiovasculares. julgue os itens da questão 27. 153. d) inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade. Milhares de brasileiros pendurarão que correspondem a 32% de todos os óbitos. o autor se preocupou em: a) contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas. Univali-SC “BOM CONSELHO Faça como eu digo Faça como eu faço Aja duas vezes antes de pensar Corro atrás do tempo Vim de não sei onde Devagar é que não se vai longe Eu semeio o vento Na minha cidade Vou para rua e bebo a tempestade” Chico Buarque Ouça um bom conselho Que lhe dou de graça Inútil dormir Que a dor não passa Espere sentado Ou você se cansa Está provado Quem espera nunca alcança Ouça meu amigo Deixe esse regaço Brinque com meu fogo Venha se queimar 12 Ao compor o texto. obesidade. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I e vida sedentária levam ao óbito E não foi só ele. PUC-RS O ditado popular que melhor sintetiza as idéias expressas no cartum é: a) “O feitiço virou contra o feiticeiro. ( ) Em Ele é um novo homem. o adjetivo novo apresenta sentido igual ao do título do texto. ( ) O sentido da palavra hoje é encontrado na primeira parte do texto.” 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado.

Não te rias de mim. 11/10/98. em outro momento. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar! na escuna fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Quem em sonhos se banhava e se esquecia! Era mais bela! o seio palpitando.” Nos versos acima. 13 28. A partir de R$ 55. de outro lado. pela nudez e sensualidade... ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. autor que. a mulher é pálida sobre o leito e. d) Inicialmente. CELULAR. “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. UFMT ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. A vida moderna em favor da vida de verdade. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. a fuga pelo sonho e pela morte. num segundo momento. meu anjo lindo! Por ti – as noite eu velei chorando. Negros olhos as pálpebras abrindo. o sofrimento das noites de vigília. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que se a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir. julgue os itens da questão 8. c) Em princípio. anjo entre nuvens. segundo Mário de Andrade. GABARITO 30. O amor sexual lhe repugnava. e) adota uma visão de mundo muito semelhante à da poesia de Manuel Bandeira. a revelação de que apenas é uma lavadeira. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!” O texto acima é um poema de Álvares de Azevedo. a surpresa da visão da mulher amada. a mulher caracteriza-se pela pureza e. 29. Aponte-a: a) De um lado. Sobre o leito de flores reclinada Como a lua por noite embalsamada. Há no soneto uma contradição entre as imagens que caracterizam a mulher. Jeep® Só Existe Um.” Veja..0L High Output.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. Ele tem motor 4. Unifor-CE “Façam a festa cantem dancem que eu faço o poema duro o poema-murro sujo como a miséria brasileira.. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão “Up Country” para você chegar onde ninguém chegou. U. O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. Jeep Grand Cherokee. à luz da lâmpada sombria. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos.Interpretação de texto I Avançar . Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. c) opõe a poesia que ele faz à poesia dos que se preocupam com temas políticos. o poeta Ferreira Gullar: a) defende uma poesia voltada para o canto e a exaltação dos sentimentos líricos. Jeep Grand Cherokee. em seguida.. Formas nuas no leito resvalando.400. sofre muito o prestígio romântico da mulher. b) Num momento. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente. b) expõe sua condição de artista marcado pelo desejo de participação social. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. duplo air-bag. d) deixa claro que suas opções estéticas coincidem com as dos poetas concretistas. Potiguar-RN “Soneto Pálida.

b) Porque não poupa ninguém. O item que melhor caracteriza essa divisão é: a) I. 14 GABARITO “Receita de mulher As muito feias que me perdoem Mas beleza é fundamental. IMPRIMIR Sobre os textos. chamando-a de iniludível? a) Porque ela é fácil de se enganar. e a segunda.. d) Porque é amiga do poeta. a primeira.. que mostra o poeta despreparado para o que lhe espera. E as feias.Interpretação de texto I Avançar .” Vinícius de Moraes. o segundo aborda a beleza da mulher madura. ou diga: – Alô. que revela segurança e certeza quanto ao futuro. Uniube-MG Para o poeta a palavra Indesejada se refere à: a) Amada. e a segunda..) Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um resto de nuvem. que mostra coragem e segurança para enfrentar o desconhecido. Talvez eu sorria. In: Os melhores poemas de Manuel Bandeira.. 34. certas feias em cujos olhos vejo isto: Uma menininha que é batida e pisada e nunca sai da cozinha. o poema pode ser dividido em duas partes: I. d) IV. b) ambos os textos vêem apenas belezas. pode-se afirmar que: a) os dois textos são ambíguos na abordagem do tema. nas mulheres. Talvez eu tenha medo. São Paulo: Global. que apresenta dúvida e descontrole emocional. IV. d) Noite. a primeira. Com cada coisa em seu lugar. embora diferentes.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 31 a 33. a casa limpa. Uniube-MG Com relação à estrutura. que revela sua ousadia e destemor diante da vida.” Manuel Bandeira. 31. pode a noite descer. b) II. a primeira. sobre o tema: Mulheres. e a segunda. “Mulheres Como as mulheres são lindas! Inútil pensar que é do vestido. (A noite com seus sortilégios. E depois não há só as bonitas: Há também as simpáticas. Voltar Língua Portuguesa . c) III. que mostra incerteza do poeta. II. os dois textos revelam posicionamentos antagônicos.. b) Visita.) encontrará lavrado o campo. In: Libertinagem. 33. É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso. c) Morte. Manuel. e a segunda. d) embora falem sobre o mesmo assunto. c) enquanto o primeiro texto fala só na beleza infantil. (. 32. Univali-SC Compare os versos de Manual Bandeira e Vinícius de Moraes. que apresenta certeza expressa pelo tom afirmativo dos verbos.. III. Como deve ser bom gostar de uma feia!” BANDEIRA.1984. a primeira. e) os textos abordam temáticas diferentes. A mesa posta. expressa pelos advérbios de negação e dúvida. c) Porque aparece toda noite. Uniube-MG Por que o poeta cumprimenta a Indesejada das gentes. “Consoada Quando a Indesejada das gentes chegar (Não sei se dura ou coroável). iniludível! O meu dia foi bom. que revela a felicidade de um dia de trabalho.

idéias deduzidas do início do texto. apresentados no primeiro período do texto. PUC-PR “Nada mais diferente (.. 37. Se abria alguma coisa era o espaço – até então.) entre o biscoito de Proust e o embrulho do pai. ( ) o vocábulo manchas aparece no texto com dois sentidos diferentes. de 7 jun. Com base nessa informação e na leitura do texto. nunca pensara organizadamente na única pessoa. Omo Multi Ação está ainda mais eficiente porque sabe. o primeiro é denotativo e o segundo. Porque não há aprendizado sem manchas. ou melhor. serve para destacar a atitude desejável de um consumidor ideal. pois não remete a nenhum termo explicitamente presente no texto. pelo fato de causar incoerência. 2000. Ora. não sendo eu. estabelecem relação de causa e conseqüência.. ( ) o vocábulo outro. que seu filho precisa de liberdade para aprender. d) É um caso de referencialidade porque faz referência a um livro do passado. As questões 36 e 37 referem-se a ele. b) É uma comparação que demonstra as leituras do autor.” Assinale a alternativa que identifica e explica a referência feita ao episódio da “madeleine” na obra de Proust. o meu caso. elas aprendem mais e se desenvolvem melhor. ( ) o segmento “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. ou seja. muito menos o tempo. pode-se afirmar que: ( ) liberdade de ação e aprendizagem infantil. em “Omo Multi Ação está ainda mais eficiente”. no único tempo de um homem que. ( ) os vocábulos “elas” e “se”. assim como você. A madeleine trouxe o gosto que leva ao passado geral. Uma fórmula inovadora que age nos primeiros instantes da lavagem. O biscoito abriu as portas do tempo – do tempo perdido. indica que. o produto foi aprovado pelo consumidor. ( ) a palavra ainda. era o tempo do qual eu mais participara.35. UFGO Acerca da organização das frases.Interpretação de texto I Avançar . ( ) a oração “Porque não há aprendizado sem manchas” estabelece uma relação de dependência com frase “Novo Omo Multi Ação”. no único personagem. removendo manchas de gordura como nenhum outro. Novo Omo Multi Ação. só a partir de agora. remetem à expressão “as crianças”. É por isso que estamos lançando o novo Omo Multi Ação. ao passado depois do passado. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . “Quando a gente deixa as crianças experimentarem. ao passado ‘ao lado’ do passado. é possível afirmar que: ( ) o trecho “removendo manchas de gordura como nenhum outro” NÃO pode ser substituído por “que remove manchas como nenhum outro”. se sujarem. 15 O texto publicitário que você lerá abaixo foi extraído de Isto é. de Carlos Heitor Cony: a) É uma similaridade e provoca a percepção de que tempo e espaço são valores diferentes. criando uma relação com Quase memória. em “como nenhum outro”. se sujarem”. ao passado anterior ao passado. refere-se a um elemento extratextual. o ‘meu’ embrulho não abre nada. UFGO Além de veicular informações sobre o produto. conotativo. pois a noção de passado é a mesma nos dois autores. e) É um caso de associação de idéias. a linguagem publicitária procura persuadir o consumidor.” 36. c) É um caso de intertextualidade e serve para estabelecer relações na cadeia de leituras e de escrita literária. apresentado na abertura do texto.

UFMT ( ) A organização desse texto se calca em conselhos. 16 Texto para as questões 39 e 40. o autor alude à idéia de que. 3. Terá que enfrentar algum mal-estar passageiro que a obrigará a ter mais cuidado com a saúde. Velô-Caetano e a Banda Nova. É tempo também de investir “no social”: lute com a velha preguiça de sair e vá ao encontro das pessoas. grito de guerra de uma escola de samba. Você poderá contribuir com o parceiro. este é um mês de ação e decisões: hora de colocar projetos em prática. 2 e 3. ( ) O lugar comum investir no social tem o sentido usual reiterado por referir-se a conselho.. o que lhe trará entusiasmo.Interpretação de texto I Avançar . Caetano.) A língua é minha Pátria E eu não tenho Pátria: tenho mátria Eu quero frátria” GABARITO VELOSO. é expressa com os verbos “ser” e “estar”. 3 e 4. Língua. Está(ão) correta(s) apenas: a) 1. Utilizando a expressão “Fala mangueira”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . conte com os amigos. sendo “pátria”. 39. O verso “Lusamérica latim em pó” alude não só à pulverização do latim que deu origem às línguas latinas como à divisão-união de Portugal e Brasil. Os neologismos “mátria” e “fátria” disfarçam o sentimento de união que o autor pretende esteja envolvido na sua percepção de “língua”. c) 2 e 4. ora implicitamente ora diretamente. 1984. uma língua expressa os valores culturais de seu povo. d) 2. e) 3 e 4. Em “Gosto de ser e de estar”. A dinâmica do mês é o aprofundamento das relações e a expressão das emoções. 4. julgue os itens da questão 38.. 1. No trabalho. maio de 1998. Com Marte transitando em seu signo. ampliando a intimidade e a cumplicidade do casal. PolyGram. “Língua Gosto de sentir minha língua roçar A língua de Luís de Camões Gosto de ser e de estar E quero me dedicar A criar confusões de prosódia E uma profusão de paródias Que encurtem dores E furtem cores como camaleões Gosto do Pessoa na pessoa Da rosa no Rosa E sei que a poesia está para a prosa Assim como o amor está para a amizade E quem há de negar que esta lhe é superior E quem há de negar que esta lhe é superior E deixa os portugais morrerem à mingua Minha pátria é minha língua Fala Mangueira Fala! Flor do Lácio sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer O que pode esta língua (.” Marie Clarie.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto. a idéia de plenitude. b) 1. 38. Vida íntima em alta: dê vazão à sua sensualidade. que implicam o aspecto do ser permanente e do ser transitório. “TOURO De 21/4 a 20/5 Você está curando suas velhas feridas e aprendendo a confiar de novo na vida. confusão: espere até poder expressar suas idéias. Para isso. UFPE Leia as afirmativas abaixo sobre as idéias apresentadas no texto. desejada pelo autor. 2. ( ) Há no texto uma única marca lingüística que mostra ser o interlocutor você feminino.

17 41. o autor estabelece uma relação de proporcionalidade. Quem sobe a alto lugar. 2. Salvador: EDUFBA. 1996. Com os versos “E sei que a poesia está para a prosa/Assim como o amor está para a amizade”. Voltar Língua Portuguesa . A glória indevidamente conquistada rebaixa o indivíduo em vez de exaltá-lo. UFBA “À despedida do seu mau governo Senhor Antão de Souza de Menezes. Nas expressões “confusões de prosódia”. e) 3 e 4 apenas. 02. Homem sobe. que subir é desgraça muitas vezes. 08. 2.Interpretação de texto I Avançar . À ascensão social deverá corresponder o mérito pessoal. A irracionalidade em proveito de alguns representa a satisfação de muitos. “dores”. “profusão de paródias” e “furtem cores como camaleões”. como “roçar”. d) 2 e 4 apenas.40. 64. Burro foi ao subir tão alto clima. Pois vá descendo do alto. 32. 16. Homem sei eu que foi Vossenhoria. Em terra de incompetentes. É preferível o anonimato a um destaque que desabone o homem. p. que é discreta a fortuna em seus reveses. perpassa a idéia comum de “pluralidade”. burro parece. 04. 3 e 4. É tão fácil conquistar um alto posto quanto é fácil dignificá-lo. que indigno cresce. asno vai. Dê. O autor incorpora à sua canção elementos relacionados à expressão sensorial. 3. 4. onde jazia. que não merece. Quando o pisava da Fortuna a Roda. Um mau governo é fruto da falta de senso do povo que o escolhe. 63. do que burro em cima. UFPE Os enunciados abaixo referem-se aos recursos utilizados na criação de Língua. b) 1 e 4 apenas. “cores”. a soma das alternativas corretas. A fortunilha autora de entremezes Transpõe em burro o herói. Cleise Furtado. Desanda a roda. 2 e 3 apenas. verá quanto melhor se lhe acomoda ser homem em baixo.” MENDES. o menos incompetente reina. GABARITO IMPRIMIR O discurso da sátira contida no soneto pode ser assim sintetizado: 01. como resposta. e logo o homem desce. Estão corretas: a) 1. Senhora Dona Bahia: poesia satírica de Gregório de Matos. Nos versos “Gosto do Pessoa na pessoa/Da rosa no Rosa” o autor utiliza o recurso da inversão. c) 1. 1.

Uniube-MG Sobre o texto. 12. E ali dançaram tanta dança Que a vizinhança toda despertou E foi tanta felicidade Que toda a cidade se iluminou E foram tantos beijos loucos Tantos gritos roucos Como não se ouviam mais Que o mundo compreendeu E o dia amanheceu em paz. 4. Este é um texto narrativo que relata uma transformação. 18. 9. 44. 7. traz marcas de oralidade. 18 1. o jogo amoroso e as relações humanas. 27. III. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A expressão “ali”. 2. 42. 28. 10. 8. d) o conceito de amor implícito no texto não inclui o prazer físico entre os personagens. Nos versos 21 e 22 estabelece-se uma relação de conseqüência. 13. Vinícius de e HOLANDA. II. 20. no verso 21. 19. d) ela. p. Uniube-MG Leia as asserções a seguir para responder à questão abaixo: I. Uniube-MG A expressão “seu jeito” (verso 6) tem como referente: a) o narrador. 43. IV. b) III e IV. 16. II e IV.Interpretação de texto I Avançar . III e IV. 24. 5. c) ele. 17. 1980. c) I. 25. 30-I. 6. 22. b) o autor. 3. Então ela se fez bonita Como há muito tempo não queria ousar Com seu vestido decotado Cheirando a guardado De tanto esperar Depois os dois deram-se os braços Como há muito tempo Não se usava dar E cheios de ternura e graça Foram para a praça E começaram a se abraçar. 21. 15. Chico Buarque de. nos versos 8 e 9. 26. refere-se à palavra cidade. 11. Abril Educação. A alternativa que traz os números das asserções corretas é: a) I e II. c) o gesto amoroso da dança produz o efeito de instaurar a paz entre os seres humanos. d) I. 23. Chico Buarque de Holanda. “Valsinha Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar.” MORAES. só não se pode afirmar que: GABARITO a) o texto estabelece uma relação de semelhança entre a dança. 29.Leia atentamente o texto abaixo para responder às questões de 42 a 44. 14. Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar. São Paulo. A expressão “pra”. b) o gesto amoroso da dança começa no interior da casa e atinge o mundo. E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto Convidou-a pra rodar. (Literatura Comentada).

pois faz alusão a um fato recente de repercussão regional. o texto 2 pretende mobilizar seu humor.. Instrução: Responder à questão 15 analisando as afirmativas sobre os textos 1 e 2. 24/01/99. PUC-RS A problemática comum aos textos 1 e 2 é: a) a crescente valorização da vida rural no Brasil. Apesar de não utilizar frases exclamativas como o gaúcho da charge. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . enfiados em calças jeans. (. GABARITO c) a evidente influência do que vem de fora sobre o brasileiro. brasileiros”. Integrada ao calendário das maiores comemorações nacionais. o autor do texto 1 expressa um grau de indignação equivalente. TEXTO 1 “A vida em Barretos nunca mais foi a mesma depois que peão de boiadeiro virou caubói e música caipira passou a ser chamada de country.” Adaptado de: Época – Especial “Nós.Instrução: Responder às questões de 45 a 46 com base nos textos 1 e 2.Interpretação de texto I Avançar . II e III. a partir de uma informação que esse já tem. c) II e IV. local e data. d) a pacífica convivência entre o antigo e o novo Brasil moderno. b) o obstinado apego do homem do campo às suas tradições. 24/05/99. estilizando a rotina do campo para o fascínio de legiões urbanas. imagina-se domar perigosos touros e potros ariscos.. 102. cintos e chapéus vistosos. Para uma adequada compreensão do texto 2. imaculadas botas de couro. Zero Hora. III e IV. 45. Em Barretos. b) I e III. p. Porto Alegre. II. a 44ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos está para abrir as porteiras. TEXTO 2 19 Charge de lotti. reis e princesas sonham até a Quartafeira de Cinzas. A charge (texto 2) destina-se a um público mais restrito. Os boiadeiros urbanos capricham na indumentária (chegam a importá-la) e vivem uma fantasia que só fica a dever ao Carnaval carioca em termos de público e opulência. 46. No Carnaval. d) I.) É uma multidão de turistas vestidos a caráter e apelidados de “peões de butique”. I. III. PUC-RS A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. e) a saudável popularização dos costumes gaúchos em outros centros do Brasil. Enquanto o texto 1 visa principalmente a informar o leitor. é necessário levar em conta dados contextuais. II. Chegam de todos os cantos do país. IV. e) I. como veículo de divulgação.

. por exemplo.. • até o ensino médio – 40 pontos • até a faculdade – 60 pontos INGLÊS Sua fluência é.. Voltar Língua Portuguesa . • boa – 15 pontos • média – 8 pontos • ruim – zero Caso você fale uma terceira língua.. “TESTE Avalie suas chances de obter um emprego. • mestrado. Assinale o número de pontos que você tem em cada fator e some tudo no final para obter sua pontuação no teste. • bons – 25 pontos • médios – 13 pontos • ruins – zero” 20 GABARITO IMPRIMIR 47. CURSOS COMPLEMENTARES Você fez. • boa – 30 pontos • média – 15 pontos • ruim – zero Seus conhecimentos técnicos dentro da profissão. acrescente 20 pontos se tem um bom domínio dela. ou 10 pontos. • pós-graduação lato-sensu... informações coerentes com o teste do texto... ( ) Conhecimentos de inglês são importantes.. por meio de estruturas gramaticalmente corretas. Sua imagem perante os colegas de trabalho é.Texto para a questão 47. • bom – 15 pontos • médio – 8 pontos • ruim – zero FORMAÇÃO ACADÊMICA Você completou.. Existem vários fatores que fazem uma pessoa ter maior ou menor facilidade para encontrar um bom emprego. ( ) A pontuação atribuída a uma boa imagem perante os colegas de trabalho corresponde: a de um curso de mestrado ou a de uma boa fluência em inglês acrescida da de um bom domínio de conhecimentos de informática. • um curso de especialização. se tem um domínio regular. UnB-DF Julgue se os itens a seguir apresentam. • doutorado.Interpretação de texto I Avançar . ( ) quem tiver cursos complementares de pós-graduação será menos valorizado no mercado de trabalho. espanhol – a valorização será maior.. mas se forem substituídos por outro idioma – como.. ( ) Todo candidato que tiver conhecimentos técnicos ruins e domínio de informática médio terá “pontuação no teste” inferior a dez. CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA Seu domínio é.

A terra em si é de muitos bons ares. uma infração à norma culta. Está correto. Hotéis não há muitos. Águas são muitas. em relação ao texto. arquipélagos de ilhas verdes de tamanhos e formas variados. De qualquer forma. c) somente I e III. No segundo parágrafo. Uma outra diferença importante é que o Universo está em expansão. Paulo. metafórico. não deixarei também de dar conta disso a Vossa Excelência. Registra-se um propósito do narrador no sentido de se ater a um relato fiel a suas constatações e impressões pessoais. p. c) a emoção em face da semelhança entre o mundo da fantasia e o real.” GLEISER. gosto de viabilizar o Universo como a superfície de uma lagoa. Unifor-CE “Uma nova carta de Caminha Senhor. E em tal maneira é graciosa que. c) As lagoas e as vitórias-régias são a síntese de um universo delimitado. as distâncias entre galáxias e seus aglomerados. e) O cosmo é constituído de espaços específicos para serem contemplados pelo artista. senão pela sua precisão. Tome Vossa Excelência minha ignorância por boa vontade e creia bem por certo que. e cada grupo de plantas é um agregado de galáxias. é só estimular o turismo. Claro. d) a preocupação com questões de ordem ecológica e transcendental. U. In: Folha de S. 2000. mas os poucos que existem são confortáveis. Marcelo. pelo seu poder evocativo. b) somente I e II. o que se afirma em: a) somente II.Interpretação de texto I Avançar . Salvador-BA Por inferência. infindas. não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu. no primeiro período. lagoas não costumam estar em expansão. considerando-se o uso atual. 29. a imagem vale. ao englobar duas realidades antagônicas na busca da harmonia universal. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. especialmente o que nos foi oferecido. cheia de vitóriasrégias. e) a exuberante natureza amazônica. 17/05/99. para alindar ou afear. Salvador-BA A confissão do autor tem por objetivo revelar: a) uma grande sensibilidade. quanto à relação entre o pronome possessivo e o pronome de tratamento. Posto que outros escreveram a Vossa Excelência sobre a nova do achamento dessa vossa terra nova. as belas plantas flutuantes que aparecem em bandos. II e III. Cada planta é uma galáxia. o texto permite afirmar: a) Há múltiplas formas de enxergar o mundo. querendo-a aproveitar. b) um momento de percepção da realidade. Folha de S.Texto para as questões 48 e 49. “Às vezes. pois estou me restringindo a visualizar a superfície da lagoa. 27 ago. Mais! 48. GABARITO Considere as seguintes afirmações: I. sempre aumentando. Paulo. U. através de um discurso poético. d) somente II e III. II. ausente no relato da carta original de Pero Vaz de Caminha. 50. III. isso bastaria. E que não houvesse mais que uma pousada. e) I.” SCLIAR. Há. há uma referência nova. d) A amplitude do universo é inversamente proporcional à imaginação do homem. b) O espaço físico do mundo palpável é uniforme. em geral. “As maiores estruturas do Universo”. Moacyr. 21 49. enquanto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o melhor que eu puder. esse é um modelo bidimensional do Universo.

b) ira que Deus mostra em relação aos que pecam e deixam de seguir o caminho divino. que está no céu. a) O poema não se refere à obra Macunaíma. mas não porque hei pecado. c) expiação dos pecados para aqueles que ferem os ensinamentos do Criador. Uberlândia-MG Leia o poema seguinte e assinale a alternativa incorreta. pensar e sentir. c) O título do poema está na 1ª.” MATOS. pessoa do plural. que pereça um destes pequenos. b) O poema refere-se à obra Macunaíma.F. Senhor. Que a mesma culpa.51. como afirmais na Sacra História: Eu sou. Vos tenho a perdoar mais empenhado. e prazer tão repentino Vos deu. d) exaltação da sabedoria de Deus. “Macunaíma nos ajude na barriga do gorila Cabeça do meu pau? na barriga do gorila Meu alegre coração onde estás? na barriga do gorila” Barriga de minha perna onde estás? na barriga do gorila Dedos de minha mão onde estão? na barriga do gorila Lobos de minha orelha onde estais? SCHWARZ. GABARITO IMPRIMIR 52. ouvir. não é algo desejável para meu Pai.” Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras. Para responder às questões de números 52 a 54. 22 d) O poema sugere que o “gorila”. Roberto. F. e) preocupação especial de Deus com os que pecam e desviam-se do caminho divino. São Paulo: Melhoramentos. Pastor Divino. Se uma ovelha perdida. Considerando que o sujeito lírico expõe sentimentos que poderiam ser nossos o título do poema não está inadequado. recuperando o episódio em que o herói come carne da perna de Curupira. a ovelha desgarrada Cobrai-a.M. metáfora de uma situação ou de um ente abominável. não deixará ele as noventa e nove sobre os montes e irá à procura daquela que se perdeu? E. tem-nos espoliado bens físicos e espirituais: a capacidade de andar. Poesia Barroca. Voltar Língua Portuguesa . e não queirais. U. Mateus 18:12. escrever. pessoa do singular. Gregório de. que exclui da salvação os que se desviam do santo caminho. é tão somente uma brincadeira que o poeta faz. quanto mais tenho delinqüido. enquanto o poema em sua totalidade está escrito na 1ª. Senhor. de Mário de Andrade. certamente vos digo que se alegrará mais com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. 26 poetas hoje. Se basta a vos irar tanto um pecado.Interpretação de texto I Avançar . corresponde à: a) preocupação de Deus com todos os que seguem os seus ensinamentos. Vos tem para o perdão lisonjeado. à qual Gregório de Matos recorre. e já cobrada Glória tal. Do mesmo modo. Da vossa piedade me despido. Triângulo Mineiro-MG A idéia do Texto 1. se por acaso a encontrar. A abrandar-vos sobeja um só gemido. Texto 1 “Se um certo homem vem a ter cem ovelhas e uma delas se perder. que vos ha ofendido. Porque. Perder na vossa ovelha a vossa glória. leia os textos a seguir. dentro do universo irreverente da poesia marginal. Texto 2 “Pequei.

e) submete-se à vontade de Deus. Triângulo Mineiro-MG O verbo destacado no Texto 1 significa: a) morra. Muitos museus são dedicados à história de cidade na qual estão sediados.M. estudar. explicando-lhe que é uma ovelha tão importante quanto as demais e. chantageando o Senhor. oceanográficos. O Dia do Museu. 55. Mas há também os arqueológicos. valorizar pelos mais diversos modos. 18/05/00. Univali-SC “Opções diferentes no Estado Entre tantas datas comemorativas. d) peque. por isso. GABARITO Sobre o texto.” SILVA. visitados e respeitados pelos catarinenses porque não há quem os preserve. pois. entre tantos outros que chegam a impressionar pela variedade de temas científicos e culturais. 23 d) argumenta. e) padeça. b) sofra. c) suplica pela salvação divina. ao vinho ou aos insetos.M. A palavra museu. b) O texto preocupa-se em lembrar a importância de todas as datas comemorativas. deixando que Ele decida se o salva ou não. F. E as musas escolhidas nos municípios catarinenses são as mais variadas. que Gregório Matos: a) reconhece seus pecados. coleções de interesse artístico. do texto 2. se Ele não o salvar entrará em contradição com a Sagrada Escritura. c) É um texto informativo sobre uma data comemorativa pouca lembrada. mas pode servir de momento de reflexão sobre a existência dessas instituições surgidas na antigüidade. de armas. e sobretudo expor para deleite e educação do público. Jornal de Santa Catarina. comemorado hoje. erguidos em homenagem à cerveja. Marco Aurélio. talvez não precise de uma grande festa nacional. assinale a alternativa correta. os que reverenciam a colonização ou profissões. Santa Catarina possui cerca de 100 museus. mas não se arrepende deles. razão pela qual acredita que não será salvo. a) O objetivo do texto é explicar morfologicamente o significado da palavra museu.53. de acordo com um levantamento da Gerência de Organização de Museus da Fundação Catarinense de Cultura. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . merece a salvação. vem do grego “mouseon”. ecológicos. “para conservar. Eles estão espalhados por pelos menos 50 cidades. que significa templo de musas. F. algumas passam quase em branco e outras são exaustivamente lembradas.Interpretação de texto I Avançar . d) O autor se utiliza da narração para argumentar sobre a necessidade dos museus. pois está arrependido de todos os pecados que cometeu durante a sua vida. b) conversa com o Senhor. antropológicos. conforme a definição do dicionário Aurélio. 54. histórico e técnico”. os religiosos. e) O texto sugere que os museus de Santa Catarina não são valorizados. Triângulo Mineiro-MG Pode-se entender. de artes. c) se perca.

Os tupiniquins ficaram constrangidos com a presença dos portugueses e logo abandonaram o navio. e assim mesmo acenava para a terra. Pelo trecho . nem a ninguém.. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão. Todavia um deles fitou o colar do Capitão.. E eles entraram. bastante comunicativos. 1999. a soma das alternativas corretas. por assim o desejarmos! Mas se ele queria dizer que levaria as contas e mais o colar. nem de falar ao capitão. na embarcação portuguesa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . por que não lho havíamos de dar! E depois tornou as contas a quem lhas dera. a dormir sem procurarem maneiras de esconder suas vergonhas. fica implícito que os tupiniquins desconheciam hierarquia ou categoria social lusitanas. é correto afirmar que: 01. 56. e depois tirou-as e meteu-as em volta do braço.. e.folgou muito com elas. SP. O trecho . e depois para o colar.. um dos escrivães da armada portuguesa.. Mas nem sinal de cortesia fizeram.” COLEÇÃO BRASIL 500 ANOS. e o da cabeleira esforçavase por não a estragar. aconchegaram-se e adormeceram. Dê. quando eles vieram. Dê. E deitaram um manto por cima deles. Isto tomávamos nós nesse sentido. 02. consentindo. folgou muito com elas. 04. fez sinal que lhas dessem. A expressão .) Viu um deles umas contas de rosário. Pêro Vaz de Caminha descreve como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. a soma das alternativas corretas. isto não queríamos nós entender. Manuel. falaram aos marinheiros que havia muita riqueza na terra descoberta.Interpretação de texto I Avançar . assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s). Fasc. D. entende-se que os tupiniquins estavam dentro da embarcação portuguesa. 04. e assim mesmo acenava para a terra. E também olhou para um castiçal de prata. estava sentado em uma cadeira. como resposta. 02. Coxim – almofada que serve de assento. E então estiraram-se de costas na alcatifa. nem de falar ao Capitão. e as cabeleiras delas estavam raspadas e feitas. como se davam ouro por aquilo. Fanadas – murchas. Manuel. 24 Vocabulário: Alcatifa – tapete. O Capitão mandou pôr por baixo de cada um seu coxim. carpete. 01. como se lá também houvesse prata! (. Mas nem sinal de cortesia fizeram. nem a ninguém. que aconteceu em 24 de abril de 1500: “O Capitão. e começou a fazer acenos com a mão em direção à terra. escreve para o Rei de Portugal. Pêro Vaz de Caminha. relatando como foi o contato entre os portugueses e os tupiniquins. 08. evidencia que havia problemas de comunicação entre portugueses e tupiniquins. 57. pareceu despertar o interesse dos tupiniquins.. e acenou para a terra e novamente para as contas e para o colar do Capitão.. I.. por assim o desejarmos.. com um colar de ouro. muito grande. Abril. as quais não eram fanadas. UFSC A propósito do texto. ao pescoço (...E também olhou para um castiçal de prata. UFSC De acordo com o texto. pode ser substituída por divertiu-se muito com as contas do rosário. Isto tomávamos nós nesse sentido. brancas. 08.. aos pés de uma alcatifa por estrado. como resposta. como se davam ouro por aquilo.Texto para as questões 56 e 57: “A carta de Pêro Vaz de Caminha Num dos trechos de sua carta a D. Em E eles entraram. e lançou-as ao pescoço. e novamente para o castiçal... Os tupiniquins. e bem vestido. como se quisesse dizer-nos que havia ouro na terra. Nada.) Acenderam-se tochas.

64. O brasileiro não sabe da sua própria cultura. ter a percepção desse patrimônio. a sua expressão no mundo. a soma das alternativas corretas.)” 25 GABARITO 58.. é na base do tiro. Por aí você pode ver que a relação da linguagem com a cultura é muito profunda para o tupi-guarani. publicada na revista Isto é (21/7/99. são anos de descoberta ou de invasão? Kaká . até para perceber que ela está em colapso.Há um trecho em seu livro. para as etnias indígenas desaparecidas. 08. por ilusão dessas relações com os brancos. A própria palavra tupi significa em pé.De desencontro. (. A biopirataria mencionada na entrevista consiste no roubo de ervas medicinais indígenas pelas indústrias farmacêuticas multinacionais. A terra dos mil povos. motivado pelo acirramento de interesses econômicos.. É por isso que os guaraniscayowas. preferem recolher a sua palavra-alma. Porque fala e alma são uma coisa só. 04. qual foi o maior patrimônio que o Brasil já perdeu? Kaká .” O que significa exatamente a palavra para o índio? Kaká . “A história oficial tem sido contada do ponto de vista dos dominadores e não dos dominados. A palavra tupuy designa ser.Texto para as questões 58 e 59. uma palavra pode proteger ou destruir uma pessoa. ISTOÉ . A base do desencontro entre índios e brancos está nos valores assumidos por cada uma dessas culturas. Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. Como você pensa essa relação? Kaká .Interpretação de texto I Avançar .Para quem fundamenta a sua cultura no teor. Essa perspectiva se inverte na entrevista abaixo. que são respectivamente o ter e o ser. aquele que emite belas palavras. 32. trataram aqui como primitivos.O Brasil está se preparando para comemorar seus 500 anos. trechos dessa entrevista. Para os povos indígenas. Nosso povo enxerga o ser como um som. um tom de uma grande música cósmica. que significa o som que se expande. ISTOÉ . UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). roubando todo o conhecimento ancestral que os povos indígenas detêm a respeito de ervas medicinais. ver o índio de forma menos prepotente levaria a civilização atual a voltar o olhar sobre si mesma para avaliar sua própria situação. sob a ótica dos que habitavam o Novo Mundo quando os colonizadores europeus aqui chegaram. 01. Se matam enforcados (como vem acontecendo há cerca de dez anos. como resposta. Os 500 anos de Brasil significam. de acordo com os trechos da entrevista que você acabou de ler. 02. ISTOÉ . que também significa fala. 7-11). O pajé é aquele que fala com o coração. Apresentamos. a tensão entre índios e brancos é um problema deste final de século.O patrimônio da sabedoria.Os europeus chegaram trazendo o progresso. A representação do índio como “pobre coitado” é um dos estereótipos cultivados pelo imaginário nacional. Ainda hoje. a oportunidade de resgatar sua raízes culturais dilapidadas pelo progresso. ser e linguagem são uma coisa só. Tem todo um modelo insistindo no imaginário que vê o índio como um pobre coitado. É preciso que a civilização olhe para os índios com menos prepotência. Dê. (. A realidade atual indígena não é fácil. a seguir.) ISTOÉ .E qual é a razão desse desencontro? Kaká . Na opinião do escritor tapuia. a noção de progresso está a ver ao seu redor o acúmulo de bens materiais. Para Kaká Jecupe. Desencontro que provocou e continua provocando situações gravíssimas. o qual chamamos de Namandu-ruetê. regida por um grande espírito criador. e fala do seu livro A terra dos mil povos. em Mato Grosso do Sul) porque a garganta é a morada do ser. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Esses 500 anos oferecem a possibilidade de rever as suas raízes.. A noção do progresso relacionada ao ser desloca a questão do acúmulo de bens materiais para a do aprimoramento da criatividade. em grandes áreas do País..A semente desse desencontro está na sociedade que tem na sua estrutura de cultura a questão do ter e encontrou uma cultura aqui voltada para o ser. Um pajé é aquele que emite neeng-porã. em Dourados. com o desaparecimento de centenas de etnias. ISTOÉ . Um dos nomes da alma é neeng. Os interesses que provocam essas ações continuam os mesmos interesses econômicos: Hoje há um elemento a mais que são as indústrias farmacêuticas multinacionais que estão praticando a biopirataria. em que você escreve: “De acordo com a nossa tradição. 16. ou Tupã.Nesses 500 anos. p. em que o índio tapuia Kaká Werá Jecupe analisa os 500 anos do descobrimento do Brasil.Para o tupi-guarani. Não no sentido de retórica. A noção de progresso dos indígenas está em desenvolver a sua capacidade criativa.

Uso da narração como forma de estruturação das idéias no texto. 02. o termo “neeng-porã” não significa “belas-palavras” enquanto mero ornamento do discurso. a metáfora usada cria um efeito de sentido de realidade ao identificar a linguagem com uma arma de caça e guerra. “Quyquyho nasceu no centro entre montanhas e o mar Quyquyho viu tudo lindo tudo índio por aqui Indiamérica deu filhos foi Tupi foi Guarani Quyquyho morreu feliz deixando a Terra para os dois Guarani foi pro Sul. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 32. 08. UFMS Reconheça abaixo o(s) item(ns) que representa(m) pontos comuns entre os textos 1 (entrevista) e 2 (letra de música). Dê. 02. nos primeiros tempos. 16. cuja letra reproduzimos abaixo. depois do contato com a língua e a cultura do homem branco. Indicação da(s) razão(ões) que explica(m) as divergências entre brancos e índios. menção à origem comum das tribos Tupi e Guarani. na tradição indígena. 16. mas que se combinam harmoniosamente na constituição da “grande música cósmica”. como resposta. na frase “Uma palavra na boca é como uma flecha no arco. Dê. 04.” 26 GABARITO 60. significa “som em pé”. Tupi foi pro Norte e Formaram suas tribos cada um no seu lugar Vez em quando se encontravam pelos rios da América E lutavam juntos contra o branco em busca de servidão E sofreram tantas dores acuados no sertão Guarani foi pro Sul Tupi entrou no Amazonas Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani Quyquyho na lua cheia Quer Tupi quer Guarani. exceto: 01. é correto afirmar que: 01. a linguagem. 08. Referência à violência praticada pelo branco contra o índio.”. os guaranis-cayowas da região de Dourados. denominado Namandu-ru-etê ou Tupã. 32. provocado pela discórdia. UFMS Os aspectos apontados. UFMS-MS Com base no trecho em que se discorre sobre a linguagem na visão do índio. vêem no gesto de pôr fim à vida a forma de fazer calar a palavra-alma. 16. a palavra é vista como uma forma de poder nas relações interpessoais. 08. 1982). 02. Texto para as questões 60 e 61. 61. 32. podem ser encontrados em “Quyquyho”. 01. Dê. a partir da relação com o branco. presença de um forte sentimento ufanista. pois a eles foi legada. a soma das alternativas corretas. Também o compositor Geraldo Espíndola retrata os fatos a partir do ponto de vista do índio na canção “Quyquyho” (LP Prata da Casa. versus índio sofredor.Interpretação de texto I Avançar .59. oposição índio feliz. 04. 64. sugestão de uma relação harmoniosa entre a terra e o índio. em Mato Grosso do Sul. e o ser são elementos distintos. e Quyquyho. 04. Emprego de termos de origem indígena. alusão ao deslocamento geográfico das duas tribos. como resposta. em tupi. entendendo alma e fala como “uma coisa só”. ilustrada pela aglutinação dos termos índio e América. como resposta. a seguir. palavra. emoção. tendo a ver com sentimento. a soma das alternativas corretas. a principal causa apontada por Kaká para justificar os suicídios ocorridos em Dourados é o desencanto que os índios passam a ter com sua própria língua e cultura. noção que a terra pertence aos indígenas. Alusão ao “grande espírito” criador do Universo. Visão ingênua e idealizada do índio. a soma das alternativas corretas. enquanto som.

e) I. Ironiza a corrida armamentista. somente. b) narrativa. pois se apóia em argumentos encadeados. b) II. sobretudo nos três últimos parágrafos. II. S. grita o dono do hotel onde se realiza um congresso internacional de solidariedade. Unifor-CE O texto apresenta-se de forma predominantemente: a) narrativa. o autor se vale intencionalmente de um anacronismo quando associa: a) a Virgem e o carpinteiro José à cidade de Belém. as tramas se cruzam e os espaços de ação se multiplicam. adaptando o sentido da paixão cristã às duras condições de vida nas grandes cidades.m. mais do que no conto ou na novela. somente.Interpretação de texto I Avançar . c) soldados de Herodes a elementos radioativos. 27 62. recebido por um boi branco e um burro cansado do trabalho. Os soldados de Herodes distribuem elementos radioativos a todos os meninos de menos de dois anos. Murilo. O menino nasce morto. 1. comparando-a a fatos narrados em passagens bíblicas. b) I e II. Unifor-CE Pode-se inferir que o autor do texto: I. Com base na definição acima. d) nuvem em forma de cogumelo a súbita explosão. II e III. Confusão de data quanto a acontecimentos ou pessoas. o advento de um Cristo seria impossível. com narrador em terceira pessoa. o que importa são as emoções profundas e intemporais do homem. c) I e III. Poesia completa e prosa.As questões de números 62 a 64 referem-se ao texto que segue. e) II e III.” MENDES. III. Atualiza a história de Cristo. p. as personagens ganham amplo desenvolvimento. No conto. Está correto somente o que se afirma em: a) I. 65. e) uma estrebaria a um boi branco e um burro cansado. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. b) a fala do dono de um hotel à realização de um congresso. No romance. com narrador em primeira pessoa. somente. Unifor-CE Atente para as seguintes afirmações: I. Na crônica moderna. do Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. O casal dirige-se a uma estrebaria. Unifor-CE Anacronismo. d) II e III. “Não há lugar para essa gente”. anotadas em estilo elegante. d) descritiva. o cotidiano pouco ou nenhum interesse tem. “Natal 1961 Deslocados por uma operação burocrática – o recenseamento da terra – a Virgem e o carpinteiro José aportam a Belém. 63. e) dissertativa. o reduzido espaço narrativo obriga o narrador a selecionar e a concentrar as ações essenciais de suas poucas personagens num tempo quase sempre bastante limitado. d) I e II. Conversa portátil. sobretudo nos três primeiros parágrafos. Uma poderosa nuvem em forma de cogumelo abre o horizonte e súbito explode. em vista das atrocidades em que os homens se especializaram. 1944. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . GABARITO 64. Está correto o que se afirma em: a) II. Faz ver que. 1486. em nossa era. c) descritiva. III. c) III. somente. II.

porém. Primeiro. A cabra vadia: novas confissões. b) “Só se trai a quem se ama. posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure” (Vinícius de Morais). Passou de um silêncio a outro silêncio mais profundo. de repente. d) ressaltar a dificuldade dos encontros amorosos. mas a infiel disse-lhe sem medo: – “Eu não amo você. pouco a pouco. nem você a mim.. Até que entra na primeira porta. Foi também um adeus sem palavras. Quando embarcou. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) “não é pois todo amor alvo divino. b) marcar as repetições da narrativa. tens amor – eu medo! .. andou em Hong Kong. 68. b) “Que não seja imortal. parecia um delírio. Para apresentar o seu argumento de uma forma completa. eu não amo você”. d) “Como você não me amava nem eu a você. Um dia. logo. Até que. o brasileiro foi percebendo esta verdade: – são as palavras que separam. por toda a parte. São Paulo: Companhia das Letras. logo. Essa aparente contradição se desfaz se procurarmos interpretar o texto relacionando-o aos seguintes versos da poesia brasileira: a) “quando o amor tem mais perigo é quando ele é sincero” (Cacaso). ela poderia utilizar a seguinte construção: a) “Toda traição envolve outro amor. Olhou aquela miséria abjeta. o brasileiro teve que voltar para o Brasil. Durou um ano o amor sem palavras. cada um deve seguir a sua vida”. nunca. ora. UERJ A esposa do milionário convenceu o marido. Um amor que não tinha fim. c) “e se te fujo é que te adoro louco és bela – eu moço. Quis gritar. como mulher. O amor começou ali. Tinha sede e queria beber. Essa função é a de: a) revelar as obsessões do autor. uma aldeia miserável. Depois não viu mais o junco.” (Casimiro de Abreu). c) “Na dívida entre o amor e a traição eu escolhi. certo de que a distância é o esquecimento. Ele ficou muito tempo olhando. vê surgir. e mais aguda seta que o destino?” (Carlos Drummond de Andrade). UERJ Há uma contradição aparente entre as passagens “um amor que não tinha fim” e “durou um ano o amor sem palavras”. Mas. 67. Resolveu viajar para a China. tão só. o amor. UERJ O pequeno conto de Nelson Rodrigues narra o improvável encontro entre um milionário brasileiro e uma menina miserável do interior da China. 28 66. linda.” RODRIGUES. eu amo outro. 1995. Um não conhecia a língua do outro. O marido baixou a cabeça. uma menina linda. Morreu só. Foi parar quase na fronteira com a China. Os dois formavam um maravilhoso ser único. Desce e percorre. “Certo milionário brasileiro foi traído pela esposa. súbito. nem princípio. Aquela beleza absurda. a pé. que começara muito antes e continuaria muito depois. Viu. ora. A menina não voltou.Interpretação de texto I Avançar . Não houve uma palavra entre os dois.Texto para as questões de 66 a 69. Não temos nenhum amor a trair”. Doeu-lhe. o escândalo. no meio de sordidez tamanha. você não se deve sentir traído”. eu não te amava nem você me amava. apanhou o automóvel e correu como um louco. ele a viu num junco que queria seguir o navio eternamente. O caráter improvável desse encontro pode ser lido como uma metonímia que tem função central na constituição do sentido do texto. eu não te trai”. como num milagre. ninguém tem culpa dessa traição. Nelson. logo. c) negar um amor para afirmar outro. E. logo. as faces escavadas da fome.

Univali-SC “Agonia pública Na cama. O motivo para tornar pública a própria agonia foi a esperança de servir de alerta sobre os malefícios do cigarro. 30 de junho de 1999.Interpretação de texto I Avançar . e) É pura e simplesmente uma narração. em 3 de junho. Mas. UERJ O narrador de um conto assume determinados pontos de vista para conduzir o seu leitor a observar o mundo sob perspectivas diversificadas. d) II. a cabeça sem cabelos. na Flórida. um homem robusto. um americano de 34 anos devastado pelo câncer nos pulmões. II. Dez anos depois. em 30 de agosto de 1821. Paulo. 29 Sobre o texto acima pode-se afirmar: a) Observa-se a predominância de figuras de linguagem que realça a narrativa. V.” MARKUN. Virou Anita. III. Lá. Estão de acordo com o texto: a) somente a II. quando abandonou o primeiro marido. Às 11h56. O autor chama a atenção para a desvalorização em relação à história de Anita Garibáldi. c) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o do narrador. expediu o chamado mandado de registro de nascimento tardio. uma fotografia tirada apenas dois meses antes daquele momento final. c) É um texto jornalístico com elementos descritivos para caracterizar a situação do doente. de olhos semicerrados. o retrato de sua morte espalhou-se pelo mundo.69. No conto de Nelson Rodrigues. da mulher. d) alterna o ponto de vista do personagem milionário com o da personagem chinesa. para embarcar no navio comandado pelo revolucionário italiano Giuseppe Garibáldi (1807–1882). Em poucos dias. Bryan morreu em casa. Enquanto agonizava. Bryan Lee Curtis. b) expressa de maneira indireta o ponto de vista da personagem chinesa. O autor isenta-se de opinar a respeito do assunto. Petersburg. por iniciativa da Câmara Municipal. numa fazenda em Mandriole. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Os parágrafos narram a trajetória da heroína catarinense Anita Garibáldi. é quase desconhecida. oficialmente. Ninguém sabe se a data e o local estão corretos. Univali-SC “A reconstrução de Anita Ana Maria de Jesus Ribeiro mudou de nome e carimbou seu passaporte para a História aos 18 anos. um sapateiro. com a cabeça a prêmio e perseguida pelo Exército austríaco. Petersburg Times. é venerada como heroína da unificação. Bobbie. o cartório de Laguna. d) É um pequena dissertação argumentativa contra o uso do tabaco. de 2 anos. a boca aberta no esforço desesperado por ar. 71. há três meses. IV. Na imagem. Naquela época não existia certidão de nascimento e o chamado “assento de batismo” jamais foi encontrado. O documento afirma que Ana Maria de Jesus Ribeiro nasceu em Laguna. (. onde nasceu e combateu ao lado de rebeldes republicanos na Revolução Farroupilha (1835–1845). 400 quilômetros ao nordeste de Roma. O texto é um relato poético da vida de Anita Garibáldi. Tanto que só passou a existir. na Itália.. Superinteressante. IV e V. no Brasil. No colo dele. em 4 de agosto de 1849 – há exatos 150 anos –. pedindo a presença de um fotógrafo. 70. agosto de 1999.. A divulgação das fotos chocantes foi o último desejo do moribundo. Só no último dia 11 de maio. GABARITO Observe as afirmações abaixo: I. os olhos salientes pela magreza do doente terminal. Este trecho sintetiza um pouco a vida heróica de Anita. e) somente a V. em Santa Catarina. musculoso e de farta cabeleira loira aparece com o filho pequeno nos braços. ao lado da mãe. jornal da cidade de St. sua mãe ligou para o St. e do filho Bryan Jr. b) I e III.. c) somente a III.)” Revista Veja. morreu nos braços de Garibáldi. b) É um texto poético com intuito de relatar o drama vivido por um paciente terminal. a narrativa busca emocionar o leitor por meio do seguinte recurso: a) expressa diretamente o ponto de vista do personagem milionário.

raciocinou. GABARITO e) chamar a atenção para a lógica como armadilha. que podia ser rigoroso mas não impermeável a um bom argumento. às vezes. c) reafirmar que o “aluno sempre tem razão”.. ( ) No texto. porém justo e lógico como o senhor tem sido. se o senhor não nos avisar do teste na quinta.. (. julgue os itens que se seguem. Antes que todos saíssem do estado de curiosidade e espanto. ( ) O texto é uma paródia da embalagem original de um produto. no entanto. afirmou o professor. retirado da revista Superinteressante de maio de 1999. porém. efervescente. 73. “Parece-me justo”.72. d) provar que o cálculo realizado pelo aluno está equivocado. anunciou peremptoriamente. Univali-SC “As armadilhas da lógica (.) Ele lecionava lógica de segunda a sábado para uma turma. que o sábado está descartado. Assim. e nada mais”. emendou. ( ) Esse é um texto característico da literatura que se propagou no Brasil a partir de 1922 como uma espécie de crítica ao imperialismo norte-americano. Um deles. o jovem ponderou: “Professor. ( ) O modo como foi desenhada a letra inicial de “Clichetes” permite a leitura musical. Aborrecido com o mau desempenho de seus discípulos. Unb-DF O texto poético pode servir de base ao texto publicitário. quero acreditar que nunca poderá nos dar tal prova”. os jovens se remexeram em suas carteiras. contrariando mais uma vez a regra imposta”. rigoroso. Depois de esperar que o evidente mau humor do mestre passasse. Assustados. logo descobriremos. b) mostrar que há lógica matemática até em pequenas situações do dia-a-dia. “Se o senhor concorda. digamos. então. 30 Após a leitura do trecho acima. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . E ressaltou: “Como na vida o tempo é escasso e bem determinado. não deve ser usada em todos os casos. ao terminarmos as aulas da quinta-feira e percebermos que não nos avisaram da prova da sexta-feira. “MASCARAR” está para mascar assim como “MENTAL” está para menta. porém. Pelo mesmo critério. isso significa que sexta-feira é o último dia para aplicar o teste”. O mestre percebeu que havia caído numa armadilha da lógica ao formular uma regra impossível de ser coerentemente seguida. então saberemos com 48 horas de antecedência que ela só poderá ser no sábado.Interpretação de texto I Avançar . ainda não tinha terminado. vocês terão uma prova toda semana”. como ele é o último dia com aulas na semana. eu só avisarei de véspera que o teste será realizado. Relacionando essa observação ao texto acima.. para ser coerente. “O senhor. é este que fundamenta aquele. portanto..)” Luiz Barco. pois. manteve a impassividade de quem tinha a certeza de ter encontrado uma brecha lógica. que a prova será na sexta-feira. ficariam prejudicados os demais dias da semana. Não foi necessário prosseguir. nunca poderá reservar o sábado para nos testar. os senhores terão no máximo 24 horas para se preparar. O estudante. um dia perdeu a paciência: “A partir de agora. ao terminar a nossa aula de quarta-feira. com 48 horas disponíveis. pode-se pressupor que o autor pretende: a) fazer que os professores não se utilizem da “prova” para forçar seus alunos a estudar. contrariando sua própria norma de termos no máximo um dia de preparo”. financeira e política da mensagem. “Assim.

UFGO O poema abaixo é de José Paulo Paes. assim como estes.Interpretação de texto I Avançar . opõe-se “cearense migrante”. 31 “UM DIA QUALQUER . o poema reafirma os estereótipos a respeito dos diversos tipos de brasileiro. pode-se afirmar que: ( ) em seu sentido global.cadeiras. ( ) A linguagem do texto é marcada pela logicidade e linearidade.” Interpretando-se os sentimentos do poema. predomina a narração com a manutenção da unidade temática. UFMT ( ) Na primeira estrofe.. UFMT ( ) Lendo somente as palavras em negrito. ou toma um café Hoje bobagem. ( ) o poema é bem-humorado por causa das inversões de sentido utilizadas pelo autor. 76.. o sentido da vida para o eu lírico. “À IMPROPRIEDADE De cearense sedentário baiano lacônico mineiro perdulário Deus nos guarde. européia e cristã.. ( ) o título “À impropriedade” funciona como um ornamento dispensável ao texto. sem manter assim relações de sentido com o poema.. pode-se perceber que a imagem de vida do eu lírico permanece inalterada mesmo com a proximidade do século vinte e um. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” (CD–SKANK) 75. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens das questões de 75 a 77. ( ) O espraiar das ondas é sugerido pela reiteração de fonemas nasais em toda a estrofe primeira. ( ) o poema construído com antíteses parcialmente implícitas: ao conceito de “cearense sedentário”. revelando.66583624 (Chico Amaral) GABARITO Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. por exemplo. ( ) Há também na primeira estrofe um traço erotizante traduzido pela imagem . ( ) No texto.74. onde as ondas se amansam. ( ) O texto ressalta a uniformidade da formação cultural brasileira: branca. ( ) A última linha do texto estabelece intertextualidade com os versos “Navegar é preciso/ viver não é preciso”. De carioca cerimonioso gaúcho modesto paulista preguiçoso Deus nos livre e guarde. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . concretiza-se uma paródia do célebre poema de Bandeira: “a onda anda/aonde anda/a onda?”.

III. Está correto somente o que está caracterizado em: a) I. aí está você. como que em presença de um inválido. que está de olho na maquininha. (. Vivem constrangidos.” O trecho acima apresenta características evidentes de: I. o que se afirma em: a) somente II. c) somente I e III. em relação ao texto. Não basta haver variedade de assunto. d) somente II e III. casmurro e indisposto para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos. falar-lhe de minhas dúvidas. b) II. mas com igual indiferença pelo que vão dizendo. Entretanto. Os dedos sobre o teclado. e você não sabe ir além disso. e) II e III.) Que é isso.77. Está correto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. Minha natureza cria embaraços à aproximação de uns aos outros. não revolve os intestinos da vida. purê de palavras. II e III. sem liberdade. 78. O escritor empenha-se em produzir textos de qualidade superior à daqueles escritos por simples falantes da Língua. vedada a você. Mas somos nesta casa uma família de estranhos. apoiada em figuras de linguagem e empenhada na expressão do mundo imaginário em que vive o autor. assuntando. enquanto lá fora a vida estoura não só em bombas como também em dádivas de toda natureza. b) escrever bem implica sensibilidade e talento na percepção da matéria a ser explorada na escrita. A ação de escrever priva. Ou. de meus receios. As questões de números 78 a 80 baseiam-se no texto abaixo. com predomínio do tom reflexivo e de marcas de análise psicológica. bem como a abundância de assunto. Dissertação. 79. Narração em primeira pessoa. escrever exige predisposição e inspiração. d) I e III. Unifor-CE “Bem quisera ter mais intimidade com ela. e) letras e escritor embaralham-se no momento de passarem a expressão das idéias para o papel. depende das condições intelectuais daquele que escreve. Prosa poética. de falta de apetite para os milhares de assuntos. Assalta-me freqüentemente a impressão de que vivemos num alojamento de emigrantes. que só a língua têm em comum. II. porque ao assunto deve corresponder certo número de sinaizinhos. III. d) a falta.. o escritor de usufruir de coisas simples do cotidiano. b) somente I e II. rapaz. por vezes. O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. não corta na verdade a barriga da vida. as letras se reunindo com o maior ou menor velocidade. e) I. pois suponho ser em parte o causador desse mal-estar. Escrever é triste. Revolto-me contra mim mesmo. II. inclusive a simples claridade da hora. c) I e II. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. c) a indisposição para a tarefa de encher o papel de sinaizinhos pretos é própria das pessoas casmurras. Então hoje não tem crônica.Interpretação de texto I Avançar . mais propriamente. Unifor-CE De acordo com o último parágrafo do texto: a) momentos de reflexão são importantes para que o assunto venha a ocupar a mente daquele que escreve. quer dizer: que não há para você. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. fica em sua cadeira assuntando. Impede a conjugação de tantos outros verbos. voltada para a exterioridade das ações e marcada por um tom de convicção. Conclui que não há assunto. de minhas fraquezas. “Hoje não escrevo 32 Chega um dia de falta de assunto.” Carlos Drummond de Andrade.

Aquele jardim era meu amigo. Ela pousa. uma vez contextualizadas. O cheiro de terra. d) há matizes de significado entre as palavras arroladas na mesma série sinonímica. b) muito arredio e pouco confiável. As questões de 81 a 84 referem-se ao seguinte texto: “Os Jardins Sempre olhei para os jardins com doçura e gratidão. nos olhos e nas mãos. “ir para fora” tem um sentido mais libertador. semanticamente. Era um Jardim sereno.” No texto. d) proteção e felicidade.Interpretação de texto I Avançar . Hoje. logo mais. b) narração e a relação realidade-imaginação. respectivamente: a) esconderijo e flor silvestre. 82. tão igual. c) pouco desconfiado e muito observador. Cesgranrio A palavra ou expressão que marca o ingresso no imaginário é: a) “amores-perfeitos”. com qualquer coisa de gato e de mulher. 33 81. Uma voz de água no silêncio. mas triste. e) com certa melancolia e pouca sinceridade. Tão sossegados! Só nos jardins há amores-perfeitos. c) solução e realidade. às vezes na realidade. depois até a gente tão simples. A noite caindo sem desastres. não veio da cidade. um jardineiro risonho. d) bastante descrente e desiludido. com certeza. realidade de uso interno. Tão sossegados! Só nos jardins há amoresperfeitos. d) “céu imenso perdido”. luz cheia de sombras de asas. Ah! dormir com o sentimento de pôr. c) o emprego adequado da palavra decorre da atividade de consulta ao dicionário. b) as palavras dicionarizadas perdem a essência de seu significado. Imagine o campo. o adjetivo infiel denota que: a) nem sempre o significado dicionarizado das palavras satisfaz plenamente a busca daquele que escreve. como se convidasse – Não quer andar? Este desejo de viver no campo. a: a) meio arredio e misterioso. É preciso gostar da vida. A vida arranja tudo pelo melhor. b) lugarejo e beleza natural. que enche de ar refrigerante os meus sentimentos. GABARITO IMPRIMIR d) fantasia e a irrealização pessoal do narrador.” Álvaro Moreyra. talvez. Eles são as minhas aldeias. c) sensibilidade e o contraste do sentimento com a razão. essa construção caracteriza a: a) realidade e a expressão dos anseios do narrador. Quem pode vai para fora. nas árvores. as palavras destacadas conotam. Semanticamente. e) reflexão e a progressiva introspecção do narrador. b) “Sábado”. Unifor-CE No fragmento “reflexos no espelho (infiel) do dicionário”. Cesgranrio “Eles são as minhas aldeias. c) “cheiro de terra”. Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!. 84. do tempo.. Às vezes na imaginação. E tinha canteiros de rosas. e) o escritor não pode dispensar o auxílio do dicionário – o que lhe garante a perfeição do texto. Sábado.. Voltar Língua Portuguesa . e) segurança e incerteza. Cesgranrio A caracterização do jardineiro “com qualquer coisa de gato e de mulher” corresponde. Os outros ficam aqui mesmo. Tinha uma árvore. Cesgranrio O texto estrutura-se com períodos curtos. e) “luz cheia de sombras de asas”. Veio. como se dissesse – Bom-dia! Chega.80. bem cedo a luz que desce de um céu imenso perdido. primeiro. 83. Lembro-me dela. amanhã.

Univali-SC “A Tecnologia aproxima os empresários Telefone e Internet são importantes ferramentas na hora de fechar negócios. III e V. não sabe mais distribuir corretamente as 24 horas. garante o sócio gerente da Mega Sul Informática. d) Todos os empresários. empresa especializada em sistemas de automação comercial. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . II e IV. III. A psicóloga Marilda Lipp afirma: “Sob tensão pesada. c) Há novas tecnologias no mercado que substituem o e-mail. O homem é uma máquina que nunca desliga. afirma Aldo Colombo. o fax e o telefone são usados para manter contato permanente até o fechamento do negócio. uma sociedade totalmente estressada. O desafio para o Terceiro Milênio é reaprender a viver. O estresse é uma doença moderna. fax ou telefone. b) II. Ingo Tirgarten. Hans Dieter Didjurgeit. atualmente. por vezes.. a partir daí. Uns dizem que o culpado é o trabalho. 86. Univali-SC “Atenção ao estresse! Mas será que isso leva ao estresse? Estatísticas confiáveis dizem que pelo menos 30% dos brasileiros sofrem de estresse. II e III. Os pobres humanos que estão no limiar do terceiro milênio devem reaprender a viver para não prepararem. inventou a Internet. c) II..85.. desliga mesmo! O homem desaprendeu a viver. 30% dos brasileiros sofrem de estresse. é uma máquina nunca desligada: isto provoca circuito e.Interpretação de texto I Avançar . IV.. sempre utilizam a tecnologia (telefone e internet) na hora de fechar negócios. e) A apresentação dos produtos que serão vendidos aos clientes devem ser apresentado via e-mail. É mais um desafio!” Missão Jovem. V. fax ou e-mail”. agosto de 1999.. o ser humano rende maravilhosamente durante algum tempo. o celular. fazendo uma coisa de cada vez. (. uma das tantas doenças modernas. b) O telefone.)” A idéia central do texto está na opção: a) Não se fazem mais negócios pelos métodos antigos. II. o fax e o e-mail têm substituído muitos encontros com o cliente para fechamento de negócios. como almoços e jantares com o cliente em potencial.. (. Será que é mesmo? Será que não é o resultado de uma certa maneira de viver? O homem.) A Mega Sul costuma apresentar seu produto na empresa do cliente em potencial e. d) I.. Os almoços e jantares com clientes são cada vez menos freqüentes. IV e V. e não desliga mais. mantendo assim o humor e a alegria de viver.. As idéias contidas no texto estão nos itens: a) I. sendo substituídos por apresentações e reuniões na empresa do futuro cliente.. 34 GABARITO Observe as afirmações: I. Depois capota”. A culpa para o estresse é não saber fazer uma coisa de cada vez. o e-mail. o fax e o telefone. aboliu o Domingo. afirma que jantares e almoços funcionam com mais eficiência no pós-venda (. trocou o dia pela noite. para o Terceiro Milênio.) O presidente da empresa de seguros ADD Makler. e) todos os itens. “Hoje em dia muitos negócios são fechados por telefone. As novas tecnologias da informação têm modificado a forma de os empresários apresentarem seus produtos ao mercado potencial e fecharem negócios.

está longe de ser óbvio que se justifique inferir enunciados a partir dos singulares. pintores e escritores que prestam homenagem à sua graça e à beleza de seu corpo. ora um animal doce e afável). “indução” é: marque V (verdadeiro) ou F (falso). a gata transformou-se na representação da deusa Bastet. pois qualquer conclusão que obtemos dessa maneira pode acabar sendo falsa: não importa quantas ocorrências de cisnes brancos possamos ter observado. ( ) Um método físico para o exame tanto das partículas quanto do universo. Sendo considerado como um animal santo. tais como hipóteses ou teorias. III e IV. A igreja lhe virou as costas. Enaltecer a figura do gato no mundo atual.” Revista DC – Diário Catarinense – 25 de abril de 1999. III. “Costuma-se chamar de “indutiva” a uma inferência se ela passa de enunciados singulares (também chamados. algumas vezes. de um ponto de vista lógico. enunciados “particulares”). ( ) Um método lógico que nos permite concluir com segurança se certas teorias são validadas pela observação. Ora.. Justificar a importância dos gatos e dos ratos. ( ) Os sentidos das estrofes 6 e 7 contradizem a postura revelada até então pelo eu lírico de atribuir desimportância à mudança de século. ( ) Um raciocínio cuja justificação lógica não é evidente.87. III e VI. o gato foi honrado e enaltecido. V. Metaforizar sobre os poderosos nos dias atuais. c) I. por mais elevado que seja o número destes últimos.) No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas. II.. Exemplificar as várias concepções a respeito dos gatos. (. ( ) A passagem de enunciados particulares a universais através de um inferência. ( ) Na estrofe 8. ( ) Um método impróprio no caso da zoologia. Ele foi admirado por sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente. UFMT ( ) Ações corriqueiras são usadas no texto (estrofes 5 e 6) com intenção de apontar as alterações provocadas pela chegada do novo século. IV e V. IV. ( ) Uma leitura possível dos versos Era um filme domingo/Penas do paraíso volta-se aos filmes vistos aos domingos que versavam sobre a dualidade sofrimento e felicidade.Interpretação de texto I Avançar . tais como as descrições dos resultados de observações ou experimentos. e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa.. o gato se desenvolveu com as conquistas romanas. b) I. Descrever a história dos gatos ao longo dos tempos. (. Univali-SC “No antigo Egito. UFPR Leia com atenção esta passagem introdutória de A Lógica da Investigação Científica (1934). IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . III e VI. II. 89. de Karl Popper. isto não justifica a conclusão de que todos os cisnes são brancos. d) I.. percebe-se a preocupação do produtor do texto em registrar o sentido literal das palavras e expressões. os que realmente caracterizam o texto são: a) II. o verso Com os pés no século vinte e um revela o jogo feito ao longo do texto entre mudanças e não-mudanças pelo passar do século. ( ) Na estrofe 6.” Segundo Popper. 35 88. e) todos os itens. Nesta mesma época. Dos itens acima. Citar superstições acerca dos gatos. mas não das demais ciências.) Na Europa. VI. No século XIII desenvolveramse as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal. fêmea do deus sol Rá. associada aos cultos pagãos e à feitiçaria. a enunciados universais. São idéias presentes no texto: I.

.... roxas. morenas.. 50 Mãos brasileiras 51 brancas. 34 pretas.. 35 de artistas 36 de escritores 37 de operários 38 de lavradores 39 de pastores 40 de mães criando filhos 41 de pais ensinando meninos 42 de padres benzendo afilhados 43 de mestres guiando aprendizes 44 de irmãos ajudando irmãos mais moços 45 de lavadeiras lavando 46 de pedreiros edificando 47 de doutores curando 48 de cozinheiros cozinhando 49 de vaqueiros tirando leite das vacas chamadas comadres de homens..Interpretação de texto I Avançar ... 30 mãos para agir pelo Brasil.. pardas. 12 As mulheres do Brasil em vez das cores boreais 13 terão as cores variamente tropicais. 29 ânimo de viver pelo Brasil. 33 Mãos todas de trabalhadores. o pardo. 10 Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças 11 terão as cores das profissões e regiões. 55 Eu ouço as vozes 56 eu vejo as cores 57 eu sinto os passos 58 desse Brasil que vem aí. pretas.. roxas 52 tropicais 53 sindicais 54 fraternais. 31 mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis. pardas. 27 ouvidos para ouvir pelo Brasil.” 36 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 32 ... 16 o preto. 17 Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil 18 lenhador 19 lavrador 20 pescador 21 vaqueiro 22 marinheiro 23 funileiro 24 carpinteiro 25 contanto que seja digno do governo do Brasil 26 que tenha olhos para ver pelo Brasil.. 14 Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil 15 todo brasileiro e não apenas o bacharel e o doutor.Texto para as questões 90 e 91. “OUTRO BRASIL QUE VEM AÍ (Gilberto Freyre) 1 Eu ouço as vozes 2 eu vejo as cores 3 eu sinto os passos 4 de outro Brasil que vem aí 5 mais tropical 6 mais fraternal 7 mais brasileiro. brancas. 28 coragem de morrer pelo Brasil. o roxo e não apenas o branco e o semibranco. morenas. 8 O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados 9 terá as cores das produções e dos trabalhos.

12) alude à cor mestiça das mulheres brasileiras. Por exemplo: dois pontos aparecem no horizonte. Reconheço. vocês sabem. ( ) O texto é uma apologia ao patriotismo. 58). 4) para “desse Brasil que vem aí” (l. antes. 40 a 48). revela a crença do escritor em um Brasil mais justo e democrático. Agora. ( ) Ao se referir aos “Brasis” (l. ( ) Com “Todo brasileiro poderá. UFGO “Segue-se um trecho. não. gravata vermelha e chapéu panamá. no quarteto repetido que abre e encerra o poema. 30. Pobre seda. 14).. ( ) o narrador.que revela o sentimento de compaixão do narrador. em relação à semântica e à estilística. 31. 92. é situado no presente. Pobre seda. acontecem coisas. 26 e 27) e no gerúndio (l. esse envolvimento tem como principal conseqüência o uso da repetição: “Pobres fibras. pobres plantas. usa terno branco. 53) está associado à consciência de classe dos trabalhadores brasileiros. “todo brasileiro e não apenas.. extraído do conto “Ecológica ”..” . tenta envolver o leitor no episódio que está sendo narrado. ( ) no fragmento. pobres plantas. pobre substância. de idade. em relação à compreensão e à interpretação do texto. e depois tingida. seda. no texto. por fim se definem. ( ) A passagem do verso “de outro Brasil que vem aí” (l. ( ) “Qualquer” (l. ( ) As “mãos” (l. 31). ( ) O termo “sindicais” (l. ( ) O termo “boreais” (l. ( ) a metalinguagem é o processo que o narrador utiliza quando descreve o linho e a seda. Vão se aproximando lentamente. enxuga com um grande lenço o rosto vermelho e suarento.. de Moacyr Scliar. ( ) As qualidades necessárias para se chegar à presidência do país deixam de ser a cultura e a cor da pele e passam a ser os valores intrínsecos a um cidadão patriota.Interpretação de texto I Avançar . ( ) A ação de cada profissional no seu trabalho é realçada no poema pelas formas pleonásticas e cognatas de verbos no infinitivo (l. Isto aqui já foi muito bucólico. o seu emprego propicia a expansão da narrativa. o riacho. pobre substância. 17) tem. AEU-DF Julgue os itens seguintes. da técnica cinematográfica. 33 e 50) metonimicamente representam o labor e a solidariedade dos brasileiros.) A mulher também é gorda. e depois esticada. às vezes. na história. a descrição é uma modalidade discursiva que permite a criação de visões de conjunto e de detalhe.” 37 GABARITO IMPRIMIR Pela leitura do fragmento acima: ( ) a narrativa organiza-se entre dois movimentos: um antes (o bucolismo) e um depois (a aparição do casal).90. e costurada. ( ) De tom otimista. a brisa. salienta o desejo de que a mudança esperada esteja em andamento. 15). Gilberto Freyre alude às tão diferentes realidades que formam este país. Voltar Língua Portuguesa . os pássaros. Ele.” e “Pobres larvas. Pobres larvas. substância extraída do casulo de larvas. Muito tranqüilo. de 1ª pessoa. dirigindo-se a ele. no vestido da mulher. mas o acontecimento. Pobres fibras. 91. A campina. o poema expõe o seu desejo de que a eqüidade sempre supere as desigualdades. e depois cortada. AEU-DF Julgue os itens abaixo. mas não se enxuga. Trata-se de um casal. cujas exigências se baseiam inicialmente no trabalho e no amor à prática e a seu povo. Também está suada. Agora. (No terno branco reconheço o linho. resmunga constantemente.” (l. aproximando-se. um homem gordo. fibras de plantas que uma vez cresceram num prado igual a este.” (l. e baixota. conotação pejorativa.

O redator imediatamente recriou a manchete: ‘Camarada intrépido salva miúdo que ia ser comido por jacaré’. ( ) Confere vivacidade e veracidade à afirmação do autor em “vozeando furiosos contra semelhante berraria” o uso do discurso direto que se segue a ela. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . somente a primeira mantém relação de sentido com um contexto político português. para o redator do Diário. pensava ele desesperado. ( ) Na terceira manchete. Casa de Pensão. 38 93. por Deus que o estrangulava!” AZEVEDO. UFSE-PSS “Os vizinhos chegavam às janelas. ( ) O trecho apresenta uma estrutura narrativa. vozeando furiosos contra semelhante berraria. p. “O menino e o jacaré Uma piada que circulou por aqui nos últimos dias dá a medida do engajamento político-ideológico dos portugueses. — É o que sucede a quem mora perto de um João Coqueiro! bradou um da turma. Infelizmente. ( ) “Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama!” – a frase está empregada em seu sentido denotativo. UFMT ( ) O humor contido no texto apresenta um aspecto caricatural. um cidadão arranca a camisa e atira-se na água.INSTRUÇÃO: A partir da leitura do texto.15. ( ) O uso dos dois pontos. já de carreira para o Largo do Machado. — Morra o cáften! João Coqueiro presenciara tudo aquilo. 11/02/1981.” Isto é. ( ) Um da turma bradou que era o que sucedia a quem morava perto de um João Coqueiro. — Era demais tanta injúria! — Se Amâncio estivesse ali. Essa é a transposição correta da 1ª fala do texto para o discurso indireto. — Oh! Era demais. naquela ocasião. entrevistado. serve para introduzir uma explicação.Interpretação de texto I Avançar . Ouviu-se logo o estardalhaço impetuoso dos gritos. mordendo os nós da mão. 15” torna ambíguo o sentido da palavra aqui na primeira linha. E formidável matacão foi de encontro à vidraça iluminada do chalé de Amélia. grudado a um canto da janela. Aluísio. com várias personagens e as alterações decorrentes dos fatos apontados. 94. Um dos vizinhos apitou e outro despediu um jarro de água sobre os desordeiros. ( ) Há no texto marcas de diferenças lexicais entre o português do Brasil e o de Portugal. julgue os itens da questão 93. p. ( ) Das três manchetes criadas pelo redator. pois indica situações diferentes. Imediatamente imaginou a manchete: ‘Administração incompetente dos socialistas de Mário Soares provoca morte de miúdo no parque. 11/02/81. ( ) As formas verbais chegavam e vozeando indicam ações pontuais ou que se efetuam rapidamente.’ De repente. os olhos injetados. Conta-se que um redator do Diário estava visitando o zoológico quando viu um menino cair num lago onde havia um jacaré. A manchete mudou para: ‘Fascista desumano tira alimento de jacaré faminto. — Queixe-se à Câmara Municipal! acudiu outro. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. o camarada intrépido. o sangue a saltar-lhe nas veias. há uma intencional desconsideração pela vida da criança. das descomposturas e do crepitar dos vidros que se partiam sob um chuveiro de pedras. — Morra o infame! bramia a malta. — Quem mora junto ao chiqueiro sente o fedor da lama! gritou um segundo. GABARITO Com base no texto. porém. ( ) A referência “Isto é. revelou-se salazarista. no texto.

pois desde o sábado se encolhera num canto da cozinha. compreendendo a fusão entre o real e o mágico. Até vinte avestruzes podem ser criados no espaço de um hectare. Foi uma surpresa quando os elementos da casa viram a galinha abrir as asas de curto vôo e alcançar a murada do terraço e fugir vacilante para a liberdade.95. sempre teve como carro-chefe a criação de gado. não mate mais a galinha. ( ) Negócio e fêmea são palavras que recebem acento gráfico pela mesma razão gramatical.” GABARITO No texto “Uma galinha”. apenas dois dedos em cada pé e é onívora. Compridos e desengonçados. Avestruz. o adulto – dezesseis vezes mais que o preço de uma vaca. ( ) A função da linguagem. A cozinheira deu um grito e o dono da casa levado pela necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar começa a captura da galinha. U. ( ) O segundo texto. ( ) A fertilidade de um avestruz é. cujo preço varia de 1. o avestruz atinge o peso de abate. Já são 800 animais. no município de Simião Dias. área ocupada por um único boi na pecuária extensiva. nos últimos cinco anos. ( ) Os dois segmentos introduzidos por um travessão são exemplos de oralidade. é eminentemente descritivo. bois e vacas começaram a dividir espaço com exóticos exemplares de um novo investimento: a estrutiocultura (é assim que se chama a criação de avestruzes). A fazenda Chalé da Serra. na Arábia e na África. Potiguar-RN “Uma galinha Era uma galinha de domingo. Uma pequena menina nota o fato e começa a gritar: — Mamãe. no prazo de doze meses.500 reais. – Não é necessário o emprego do sinal de crase na palavra em negrito. Tinha a aparência de estar calma. vive em zonas semidesérticas. p. Veja. 96. Mas. no qual se considera a situação da vida da personagem. Uma fêmea começa a produzir aos 3 anos e é tratada apenas com capim e ração à base de soja e milho. Entretanto. 2000. cada fêmea gera em média quinze filhotes por ano. em ambos os textos. assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. Estava viva ainda porque não passava de nove horas da manhã. superior a de uma vaca. número idêntico ao de toda a vida produtiva de uma vaca – e o período de fertilidade de um avestruz é superior a trinta anos. parte de um verbete de dicionário. A mãe é vencida pela filha e a galinha foi deixada viver. analisando as características estilísticas. interior de Sergipe. o filhote. Tem as asas atrofiadas.000 reais.” Adaptado. percebe-se claramente que: IMPRIMIR a) Os referentes semânticos e os signos estéticos são portadores de sons e formas que se desvendam. após o evento. mamãe. passadas algumas semanas. já esquecidos do fato. todos rodearam-na com uma atenção especial. Ave estrutioniforme. em muito. ela pôs um ovo! Ela quer nosso bem! Diante do fato novo. UFSE-PSS “O avestruz está em alta. b) Perfeito domínio do Português arcaico e contemporâneo. 18 out. Até que finalmente foi alcançado: entretanto logo que foi levado de volta para a cozinha põe um ovo. de Clarice Lispector. a família. em torno de 110 quilos. 77. Nascido de um ovo que pesa aproximadamente 1.Interpretação de texto I Avançar . O animal estava sozinho no mundo. c) A tendência regionalista acaba assumindo a característica de experiência estética universal. Atualmente é a maior das aves. 39 Com base no texto.5 quilo. depois do acontecido. caso aquela fosse morta. fugindo sem saber pra onde. Voltar Língua Portuguesa . é a mesma: predominantemente referencial. Além disso. d) Mostra a personagem disposta numa determinada situação cotidiana que se prepara para um evento pressentido até ocorrer o desfecho. a menina prometia nunca mais comer galinha. com seis espécies conhecidas. a 8. mata e come a galinha. indiferente. os animais são um negócio de altíssimo rendimento. já que correspondem a explicações inseridas pelo autor do texto.

mimoso no trato. UERJ Estabeleça uma comparação entre os textos quanto ao tratamento dado ao tema. seja em compartimento do governo. o “Velho” da boca dos trabalhadores. A minha impressão firme era de que nada havia além dos limites do Corredor. Sim. pois sou sujeito lavado de vaidade. 97. Não podia haver nada que não fosse do meu avô. (. Se não recebo cortesia de igual porte. UERJ Descreva a caracterização que o texto faz da autoridade. 1976. Apesar de tudo. de palavra educada. e era dele. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. pasto do mais fino. José Maria mandava buscar lenha para a sua cozinha no Corredor. e tudo era dele. TEXTO 1 “Olhava eu o meu avô como se fosse ele o engenho. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto. Fixara-se em mim a certeza de que o mundo inteiro estava ali dentro. o rio corria. sem medir consideração. os moleques da estrebaria. e tudo era dele. Digo. Lá ia o gado para o pastoreador. O sol nascia. “Meus verdes anos”. abro o peito: – Seu filho da égua. só havia de concreto mesmo o Engenho Corredor. de olhos miúdos. (. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância. o velho Bubu. as águas do céu se derramavam na terra. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca.)” CARVALHO.. sem freio nos dentes. tudo era do meu avô. UERJ Identifique o foco narrativo adotado nos textos. gado do mais gordo. coronel de patente. Tudo era do meu avô Bubu. lá estavam as negras da cozinha.. sou Ponciano de Azeredo Furtado. In: Ficção completa. Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar.Interpretação de texto I Avançar .. Mas disso não faço glória. O coronel e o lobisomem. Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei: – Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. 99. O seu grito estrondava até os confins. A grandeza da terra era a sua grandeza. e a água boa e doce nas suas vertentes.)” 40 LINS DO REGO. no debaixo do capotão de meu avô. de cacete na mão. 98. 1978. UERJ Transcreva a passagem do texto em que o personagem-narrador informa que ficou órfão. que pensa que é? Nos currais do Sobradinho. Com base no texto 2. o meu pai da Tia Iaiá. José. Voltar Língua Portuguesa . que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. Chegavam de longe portadores de outros engenhos. os cabras do eito lhe tiravam o chapéu. com uns padres-mestres a dez tostões por mês. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. É invencioneiro e linguarudo. em jeito de moça. de corpo alto. os trabalhadores do eito. J. o Cazuza da velha Janoca. lá num inverno dos antigos. responda às questões de números 99 e 100. o papai da Tia Maria. de barbas. GABARITO TEXTO 2 “A bem dizer. modéstia de lado.. Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas. passei os anos de pequenice. do que tenho honra e faço alarde. seja em sala de desembargador.Compare os textos 1 e 2 e responda às questões de números 97 e 98. o Dr. Trato as partes no macio. Ouvia apitar o trem na linha de ferro. C. IMPRIMIR 100. lá saíam os carros-de-boi a gemer pela estrada ao peso das sacas de lã ou dos sacos de açúcar. Rio de Janeiro: José Olympio. e tudo era dele.

102. o orgulho. 16/05/99. segundo o texto. executivos de empresas e apresentadores de TV. bebida ou drogas pesadas. praticamente superado por uma legião de mulheres que buscam um corpo cada vez mais magro e mais jovem. é hoje um hábito do telespectador: o voyeurismo. Para o antigo pecado capital da avareza. encobre um sujeito dissimulado que cumpre um papel preestabelecido. o autor pretende: a) expressar suas opiniões pessoais sobre a pesquisa desenvolvida pelo psicanalista Eduardo Losicer. Quem tem ódio do Governo. a ira. que está à frente da pesquisa sobre as novas psicopatologias.. cinema e TV. e) sensação de um vazio existencial e afetivo. a inveja..” CEZIMBRA. relatando suas conclusões. um superego. ira. Esta é a ameaça. Este era o pecado da gula. a preguiça e a gula. prazeres e lucro.Leia o texto a seguir e responda às questões.. b) levar o receptor (leitor) a rejeitar as opiniões do pesquisador Eduardo Losicer. sucesso. sem noção de valores materiais. do time rival ou do parceiro que lhe deu um fora debocha.. que já não deseja ser o outro. consumo. É preciso preencher um vazio existencial e afetivo.Interpretação de texto I Avançar . (. e) as novas versões para os sete pecados capitais apenas se explicam no campo do imaginário. 41 101. Não há possibilidade de escolha entre o céu e o inferno.) O psicanalista Eduardo Losicer. adotada por ídolos do esporte. 103. c) informar o receptor (leitor) sobre o trabalho do psicanalista Eduardo Losicer. “Pecados do Século XXI As versões modernas para a luxúria. É a nova versão do invejoso. Vivemos hoje como se cada indivíduo fosse apenas um conjunto de leis. todos à sua volta. à qual o artigo se refere.. b) compulsão cada vez maior pela vida interior. Pouca gente se orgulha de si mesmo ou da vida que leva (. ironiza e ridiculariza estes desafetos. (. d) a modernidade se caracteriza por ser um paraíso.. que levava homens e mulheres a pensar ou a fazer sexo em excesso. Os setes pecados capitais do cristianismo – inveja. e) elaborar uma mensagem rica em musicalidade e figuras de linguagem. equivalente ao inferno. atesta que: a) o homem contemporâneo se empenha em mudar os valores do século passado. A criativa preguiça. d) determinação de alcançar o paraíso celeste. UFR-RJ No texto “Pecados do século XXI”.. Já não há mais lugar para a ira. c) a punição da modernidade é a exclusão do sistema. Não há mais a moralidade do pecado. roupas. temos hoje o seu avesso: o consumismo desenfreado e compulsivo do perdulário contemporâneo. estão sendo determinados pelo(a): a) conflito interno entre ceder ou não à tentação. O orgulho está em baixa. valores de uma sociedade que trocou a existência natural pelo acúmulo de sensações e de bens materiais. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . orgulho e luxúria – adquiriram novas versões neste final de século. a avareza. Márcia . Não resistir ao apelo de uma caixa de bombons importados. mas ter tudo e. enquanto suas demandas internas caem no vazio e dão origem às compulsões: – O paraíso atual é obrigatório. transformou-se em mania de trabalho. bem como sobre sua relevância na caracterização do homem do século XXI. UFR-RJ Os valores dos indivíduos contemporâneos.) Os indivíduos contemporâneos vêm sofrendo de ausência cada vez maior de vida interior. se possível. preguiça. – Este vazio na alma dá origem a condutas compulsivas para preencher este vazio afetivo com dinheiro. um dos membros do Aspas (Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade). gula. Vivemos sob a moralidade dos mandados. b) a grande ameaça da sociedade está na subversão dos valores individuais. A maioria movida a compulsões por trabalho. prazerosa e lúdica.) todo mundo sabe que hoje em dia é fundamental se autopromover. UFR-RJ A pesquisa do psicanalista Eduardo Losicer. para quem o que importa não é ser alguém. portanto. d) refletir sobre a natureza do código lingüístico. tão elogiada pelos defensores da vida contemplativa. mas algo imaginário e. São ordens que devem ser obedecidas. A aparência do bom moço. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. c) Associação de Pesquisadores e Analistas da Subjetividade. explica que o indivíduo contemporâneo obedece essencialmente a ordens externas. avareza. sob pena de exclusão do sistema.. irreal. trabalho.O Globo. imagens de jornais. O pecado da luxúria.

por exemplo. 105. Desde que um deputado distrital de Brasília propôs a criação de banheiros separados para homossexuais (o primeiro deles será inaugurado no próximo mês numa cidade-satélite). 64. 08.” Fragmento retirado. a soma das alternativas corretas. inserido no Capítulo “A Arte de Viver em Sociedade”. Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. Ana Bock tem sido convocada pelas rádios para explicar como e por que isso está ocorrendo na capital da República. a partir do excerto exposto acima. e adaptado. de Daniel Goleman. Dê. Univali-SC “Guerra ao preconceito Psicóloga diz que sociedade precisa respeitar os gays. Só ele notou a situação de dor de José. para o autor. Enquanto diminuem os soluços de José. 32. protesta a psicóloga.104. II. Poderia. com amigos ou numa parceria comercial. gritando: – Eu também machuquei o joelho! Roberto possui uma inteligência interpessoal exemplar. crianças como Roberto se dão bem praticamente só com crianças problemáticas. 02. 04. em vez de ter oferecido ajuda concreta. Serão criados banheiros especiais para deputados. do texto “Rudimentos em Inteligência Social”. 26 de abril de 2000. e) todas as afirmações. III.” Veja. Não se trata de uma medida isolada. Parece que é extraordinariamente capaz de reconhecer os sentimentos dos coleguinhas de brincadeiras e de estabelecer rápidas e suaves ligações com eles. Presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP). ’É tão absurdo quanto querer criar banheiros especiais para deputados‘. diz. ’O homossexualismo é apenas um dos assuntos que vamos atacar‘. d) nenhuma das afirmações. 131. Unioeste-PR Leia o texto a seguir: “Rudimentos em Inteligência Social É hora do recreio e um bando de meninos atravessa correndo o gramado. GABARITO Analise as afirmações abaixo: I. 16. p. Os psicólogos não têm compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. Roberto curva-se e massageia o próprio joelho. mas os outros continuam a correr – menos Roberto. crianças como Roberto conseguem detectar e intuir sentimentos. como resposta. a paulista Ana Bock é autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de tratar a homossexualidade como doença. 42 É possível concluir. o relacionamento que Roberto estabeleceu com o coleguinha ferido indicou uma preocupação que foi altruísta. b) a segunda afirmação. machuca o joelho e começa a chorar. ainda que o máximo que pudesse fazer fosse esfregar o próprio joelho. crianças como Roberto tendem a ser melhores na interpretação de expressões faciais. do livro Inteligência Emocional. ter chamado a professora. Seu objetivo é envolver os psicólogos numa espécie de compromisso com o bem-estar da sociedade e com os direitos humanos. porque centram o problema unicamente em sua própria pessoa. Mesmo que não concorde com eles. que pára. que: 01. seja no casamento. e só ele tentou oferecer algum consolo.Interpretação de texto I Avançar . pois simulou a própria dor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a preocupação de Roberto com o colega indica o grau elevado de sua inteligência emocional. Esse pequeno gesto revela um talento para o relacionamento. uma aptidão emocional essencial para a preservação de relacionamentos estreitos. Está(ão) de acordo com o texto: a) a primeira afirmação. a atitude de Roberto não condiz com o esperado pelo coleguinha. Essas aptidões em pré-escolares são os botões de talentos que desabrocham pela vida afora. c) a terceira afirmação. Ela está começando a sentir as conseqüências do vespeiro em que está se metendo. motivos e preocupações dos outros. José tropeça. a atitude de Roberto demonstra que o mesmo não se adapta a algumas brincadeiras e se sente feliz por assim proceder.

depois. Quiseram prendê-lo. ( ) A personificação do cachorro se concretiza por expressões como: “o olhar ansioso”. afeição são as idéias centrais do texto. amizade. ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte.. b) quem nasce no Espírito Santo é chamado de fluminense. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido. Assim que via o dono. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. As pessoas estranhavam. ( ) O uso de mas. a festa do Espírito Santo é uma das festas prediletas do povo fluminense. pontualmente. cremos. “correr animado”. Com relação ao texto. em “Mas eu avisei que o tempo era de guerra. o jovem foi convocado. Tudo em vão. Casou-se a noiva com um primo. a autora busca maior envolvimento do leitor na narrativa. Cefet-PR Leia o seguinte trecho e. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto abaixo e julgue os itens das questões 107 a 109. Extraído de Memórias de um Sargento de Milícias. é correto afirmar que: a) os hábitos antigos é que eram bons. ia esperá-lo voltar do trabalho. para outros amigos. disciplinadamente. Como todos sabem. Os familiares voltaram-se para outros familiares.106. houve mudança nos festejos do Espírito Santo. Mas eu avisei que o tempo era de guerra. e) as novenas começavam sempre no domingo. na maior alegria. longe porém está o que agora se passa daquilo que se passava nos tempos a que temos feito remontar os leitores. ( ) Os elementos lá e aquela (última frase do texto) remetem à mesma significação. Os amigos. ia correndo ao seu encontro e. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram esquecendo do jovem soldado que não voltou. mesmo que se vão perdendo certos hábitos. UFMT ( ) O artigo indefinido. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. voltava ao seu ponto de espera. durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias. atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. de Manuel Antônio de Almeida. introduz as personagens na narrativa. Então. mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. ( ) O tempo da narração é o mesmo dos eventos narrados. fazendo a crônica da fidelidade. Hoje. ( ) O narrador é onisciente – intruso: conhece todos os eventos e presentifica-se no enunciado.” Lygia Fagundes Telles. ainda essa festa é motivo de grande agitação.. nove dias. Postava-se na esquina.Interpretação de texto I Avançar . a orelha em pé. UFMT – Modificada ( ) Com a frase “Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo?”. o jovem foi convocado.”. UFMT – Modificada ( ) O texto pertence ao gênero narrativo. Uma tarde (era inverno) ele lá ficou. todos os dias. fixo o olhar ansioso naquele único ponto. “na maior alegria”. ( ) As personagens não são nomeadas porque o narrador quer evidenciar uma idéia mais que uma história em particular. ( ) A ênfase dada à persistência nas ações do animal contraria a idéia contida no título. outros maus. um pouco antes das seis da tarde. chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. ( ) O tom poético do texto pode ser exemplificado pela metáfora presente em “. Assim que anoitecia. ( ) Fidelidade. o focinho voltado para aquela direção. para que tivessem lugar as novenas”. Pensa que o cachorro desistiu de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina.. d) durante a festa havia muita confusão. 109. como se tivesse um relógio preso à pata. acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. começava muito antes. mas quem esse cachorro está esperando?. responda: “Era esse dia domingo do Espírito Santo. uns bons. c) com o passar do tempo. 108. “era jovem”. “A disciplina do amor Foi na França.. 43 107. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia. mas no coração do cachorro não morreu a esperança”. O jovem morreu num bombardeio. quebra a seqüência narrativa e inicia o conflito da história. distraí-lo. A festa não começava no domingo marcado pela folhinha. nas expressões “um jovem” e “um cachorro”.

A alternância de hábitos dentro da casa é proporcionada por acontecimentos de rotina. 250-1. c) II e III. b) A janela tem uma função unilateral em sua existência.Interpretação de texto I Avançar . 1999. IV. 111. o menino mostra-se: a) realista quanto a seu futuro. da carrocinha de cachorro. p. d) imprudente na escolha da realidade a ser observada. Da janela. O narrador restringe a utilidade de duas das três janelas. c) “envolvido”. passava o sorveteiro. Uneb-BA Identifique as afirmativas verdadeiras referentes ao primeiro parágrafo do texto. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e II. escondendo o nariz deformado. os outros meninos que iam para a escola levando merendeiras – ele invejava as merendeiras dos outros meninos. c) passividade. ao escolher o seu espaço. o homem que afiava tesouras e facas. quando crescesse. do bonde que cortara a perna do seu Almeida. não era sombrio como a outra sala que só se abria quando havia visitas. d) “tinha”. passava o moleque vendendo amendoim torradinho. A outra dava para um aposento que era uma espécie de hall. O menino tinha pavor da leprosa. ele gostava de ficar ali. III. c) inseguro de seu objetivo. a lata que servia de fogareiro despejando fagulhas. metade envolvido com o mundo. Voltar Língua Portuguesa . d) deslumbramento. quando todos começavam a ir para a cama. III e IV. Tinha um lenço encardido em volta do rosto. revela: a) medo. mas tinha medo da rua. ou quando alguma coisa de extraordinário acontecia no mundo ou dentro da própria casa. b) alienação. d) O seu caráter questionador leva-o a ser incompreendido por todos. Uneb-BA No segundo parágrafo. os termos que semanticamente se aproximam são: a) “descobriu”.Texto para as questões de 110 a 113. O menino gostava. numa reentrância da grade. 112. “invejava” e “crescesse”. “via” e “participava”. Como a baratinha que encontrou o dinheiro e foi para a janela. pode-se afirmar: a) Ele não interage com o mundo real. passava a leprosa que pedia esmolas. “gostava” e “cresceu”. “A Janela e o Menino (Resumo dos anos mais antigos do passado) A casa tinha um jardim e três janelas que davam para a rua. e) II. ele sabia de tudo. em relação ao menino. Na tradução do relacionamento do menino com o mundo. Um dia. do homem que deu um tiro na mulher que o traíra. II. esperando a hora em que avisassem que era tarde e o chamassem para dentro. mas ficava fascinado pela pontualidade com que ela ia ao portão e apanhava a moedinha que o pai sempre deixava para ela. ou em dias especiais. imaginava o que elas continham. Uneb-BA Sobre o menino. Uneb-BA A expressão “vendo a vida passar”. III e IV. 3. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. À noite. Carlos Heitor. “imaginava” e “levaria”. mas nada tinha a ver com ele. vendo a vida passar. via passar o leiteiro. e) A sua forma de agir sobre o mundo se modifica quando ele se torna adulto. Ao meio-dia. Podia ficar ali. levaria sempre uma merendeira consigo. “continuou” e “esperando”. Um dia o menino cresceu. e) auto-suficiente para definir sua relação com a realidade circundante. I. b) revoltado com a sua condição de aprisionado. A casa focalizada é apresentada como uma realidade física. tão-somente no seu caráter externo. e) comprometimento. Era da janela que o menino via o mundo e dele participava sem se contaminar.” CONY. Duas ficavam fechadas. Pelas manhãs. IMPRIMIR GABARITO 113. dos mascarados do Carnaval. À tarde. só se abriam aos domingos. mas continuou na janela. O menino descobriu a janela e a escolheu como seu lugar predileto. c) A violência da rua acaba inviabilizando a sua vida de reclusão. b) “protegido”. b) I e IV. d) I. Os moradores da casa são sistemáticos e conservadores quanto à vida social. ed. e) “fascinado”. In: Os anos mais antigos do passado – crônicas. era uma forma de estar metade protegido pela casa. como as estrelinhas de São João. 44 110.

b) da ligação adequada das orações. 114. de preferência ministradas diretamente nas oficinas. está de acordo com o texto o que se afirma somente em: a) I. A respeito dos enunciados acima. Campinas: Mercado de Letras. que mais lhe interessam.. II. p. Formação técnica X Formação humanística. o texto organiza-se como: a) simples narração de fatos. Unifor-CE Quanto à estrutura. no mínimo menos perigoso. atualmente. ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos: são as chamadas disciplinas técnicas. d) integração descritivo-narrativa. ora premido pelas circunstâncias imediatas da vida. E. d) da freqüência de preposições. 117-8. busca cursos oferecidos pelas escolas técnicas. O avanço atual da tecnologia explica o especial interesse do estudante pelas escolas técnicas. e) descrição argumentativa. As condições oferecidas pelas escolas técnicas não correspondem às expectativas do estudante. 115. entrando para a escola. Profissional especializado. c) exposição descritiva de idéias. “Sobre a formação de técnicos Interessado em se fazer profissional.Interpretação de texto I Avançar .As questões de números 114 a 116 referem-se ao texto que segue. O resto. o cidadão. e) II e III. Afinal. Tecnologia X Humanismo. mas também as primeiras dispensas quando os “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações do sistema de produção. Unifor-CE A coesão do segundo parágrafo decorre: a) do uso de reticências. João W. 116. Linguagem e ensino. a mão-de-obra nãoespecializada sofre não só os baixos salários. c) da ausência de conectivos. b) II. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência em face da “competência técnica” que um curso de formação proporcionaria. diz-se. c) III. e) do emprego de orações reduzidas. III. o resto é apenas um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver: passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades” para satisfazer exigências formais de uma formação que se quer técnica. 1996. ora movido pelos sonhos do mercado: uma vez profissional. Unifor-CE I. bom. d) I e II. b) exposição argumentativa de idéias. sonha o estudante de agora com um futuro se não promissor. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. Seriam efetivamente formações distintas?” 45 GERALDI. O texto deixa em aberto a questão da integração entre formação técnica e formação humanística.

não sabem o que querem. em seu depoimento. ’E desconhecia que a resposta implicaria gastos públicos. hoje e sempre – implica conjugar liberdade e responsabilidade. 46 ‘Para dar-nos a conhecer os pensamentos e as palavras de personagens reais ou fictícios. C1. disse que recebeu autorização de Pitta para responder às reportagens que tratavam da não aplicação dos 30% em Educação. passam horas falando ao telefone ou na Internet. de trajar e com suas amizades. para que o jovem forme seu caráter e suas convicções. b) 2 e 3. Univali-SC “A hora de dizer não Há quem afirme que a atual geração de filhos vem recebendo dos pais uma educação mais conservadora do que estes receberam dos avós. Educar é também conceder liberdade. Porque experientes. não interessou-se em saber onde seria publicado. Os jovens libertários da década de 70. que pregavam o amor livre. a desobediência civil e o consumo de drogas.. não entendem seus problemas e tratamos como crianças diante dos amigos. implicam com sua maneira de falar. como autor da nota. Paulo. Implica amor e firmeza.‘” O Estado de S. mas apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura.” Missão Jovem. IMPRIMIR b) “Uma educação mais conservadora” significa mais proibições. ao Ensino Fundamental e Ensino Médio. Educar é. Alfenas-MG “Brito. Educar é ensinar que existem limites. criam-se distorções. só sabem dar broncas e impor regras. existe quase um consenso: é preciso proibir. por sua vez. ’Eu não sabia de que maneira isso seria feito‘. os trajes nem sempre asseados. são agressivos. os pais conhecem os erros que eles mesmos cometeram e querem evitar que isso aconteça aos filhos. horários e deveres. nem quanto custaria.117. Nunes teria ditado o texto para Brito que. d) “Exercitar o diálogo” subentende-se discutir o problema entre duas pessoas. Mas isto deve ser progressivo. Educação – ontem. só vêem o erro e não os acertos. sobretudo.Interpretação de texto I Avançar . reclamam dos pais: os pais não confiam neles. c) “Educação” diz respeito à Educação Infantil. GABARITO Deduz-se do texto que: a) “É proibido proibir” era o grito de libertação dos jovens da década de 70. disse Brito ao juiz. Quando apenas um dos termos vale. 30/1/98. Educar é trazer para fora as possibilidades existentes na criança e no adolescente. dispõe o narrador de três moldes lingüisticos diversos conhecidos pelos nomes de discurso direto. U. estão sempre desafiando os limites. Henrique Nunes. 118. d) 3 e 4.. estão sempre de mau humor. discurso indireto e discurso indireto livre. exercitar o diálogo. Voltar Língua Portuguesa . agosto de 1999.’ No texto. são pais que optam por uma educação mais conservadora. c) 1 e 2. apesar de subscrevê-lo. e) 2 e 4. o repórter fez uso do discurso direto nos períodos: a) 1 e 4. São estes pais que reclamam dos filhos: eles não aceitam ouvir um “não”. Os filhos. Pais e educadores estão redescobrindo a dimensão educativa de uma palavra antipática e necessária: não! Ainda é recente o grito de libertação: É proibido proibir! No entanto. hoje. e) Só liberdade e só responsabilidade produzem jovens mais livres e responsáveis.

Branco. lívido. E parece que o dono do cachorro tinha razão. Notam o alarido e os gritos das crianças. o coelho. O cachorro rosnando lá fora. é o cachorro. lambendo as pancadas. desde sexta-feira... Como o coelho não estava muito estraçalhado.. – O que foi? Que cara é essa? – O coelho. Sim. felizes. Até perfume colocaram no falecido. Lembrou? Agora pintou uma nova. como convém a um coelho cardíaco. o animal desconfiado que tem dentro de nós. Trazia o coelho entre os dentes. O coelho. diziam as crianças. Entendo de bicho. deixar ele bem limpinho. 22/04/98. – De jeito nenhum. O meu pastor é filhote. – Morreu na sexta-feira! – Na sexta? Foi. E o homem continua achando que um banho. Isto é.. Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. parecia vivo. Enterrado. Coitados de nós. pegar amizade. na semana passada. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. Juntos cresceram e amigos ficaram. animais racionais.. 120 e 121. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. Julgamos os outros pela aparência. Ficou lindo. de tardinha. Morto. depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. Provavelmente estivesse até chorando. o dono do cachorro e a família tomavam um lanche. procurava em vão pelo amigo de infância. Vamos dar um banho no coelho. Imagina. O doido comprou um pastor alemão.” PRATA. No domingo. só podia dar nisso. que não pensamos duas vezes. – O vizinho estava certo. desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. Eram dois vizinhos. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. Depois de muito farejar descobre o corpo. com as perninhas cruzadas. Para nós o cachorro é o irracional.. o protagonista da história. morto. Pasmo. Vão crescer juntos. O bandido é o dono do cachorro. todo imundo.) O personagem que mais me cativa nesta história toda. O ser humano.Texto para as questões 119. Quase mataram o cachorro. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana.. sujo de terra e. assustado. mas era infalível. quando entra o pastor alemão na cozinha. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido. E agora.. O cachorro é o herói. quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. “O coelho e o cachorro (fragmento) De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu. Coitado do cachorro. arrebentado. Maquiada.. é claro. Mário. bairro de classe média alta em São Paulo. Isso na sexta-feira. o assassino confesso. Imagina o pobre do cachorro que. meu Deus? – E agora? A primeira providência foi bater no cachorro.. E lá foi colocado. Coitado do dono do cachorro. E agora? Todos se olhavam. escorraçar o animal. As crianças. – O que tem o coelho? – Morreu! – Todos: – Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem. Problema nenhum. 47 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto I Avançar . – Já pensaram como vão ficar as crianças? – Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia. assim fizeram. Descobriram! Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. Papo de vizinho: – Mas ele vai comer o meu coelho. Simplesmente genial. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. Parecia que tinha visto um fantasma. Claro. nós mesmos.

IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . substituindo os termos sublinhados por outros do padrão mais formal da língua: a) “Agora pintou uma nova”. b) O cachorro é o protagonista da história. até cuidar de meninos de rua ou dos jardins. hotéis. U. A lei vale para clínicas. p. Deveria ser o requisito básico. Nas fábulas. com uma disposição que parece não terminar nunca e ter sempre à mão – com justificativas científicas – a série ideal de exercícios para deixar o corpo do aluno próximo da perfeição.E. e) Nova lei regulamenta a profissão de professor de Educação Física. que serão obrigados a registrar o profissional como funcionário. b) Transcreva dos três últimos parágrafos do texto uma frase completa que justifique a resposta anterior. de 1998. mas o conhecimento adequado para preparar a receita da malhação não necessariamente. Norte Fluminense-RJ O autor utiliza expressões da linguagem coloquial. mas centenas de jovens belos e musculosos que comandam animadíssimas aulas nas academias nunca passaram nem perto de uma faculdade de Educação Física. d) Conselhos Regionais de Educação Física prometem acabar com a ginástica como atividade profissional.” O Estado de S. narrativa. GABARITO Assinale a alternativa que está de acordo com o texto acima. incentivos fiscais para quem recupera patrimônio tombado. Paulo. os conselhos estão preparados para fiscalizar sua aplicação). O bom-humor e a disposição podem ser autênticos. no texto. depois de anos.E.” Isto é. Identifique o antagonista. c) descritivo. U. portanto. U. Todos os estabelecimentos que tiverem como principal atividade a educação física deverão ser registrados no conselho. que regulamenta a profissão (só agora.119. Reescreva as passagens abaixo. 123. 16/05/99. A abrangência da legislação vai além dos limites da academia. 121. clubes e até condomínios. As entidades colocarão em prática a lei. d) épico. Alfenas O excerto pode ser considerado como um texto: a) argumentativo. os Conselhos Regionais e Federal de Educação Física prometem acabar com essa espécie de professor de fachada. A partir deste mês. b) Bom-humor é uma das características de todos os professores de Educação Física. Norte Fluminense-RJ Entre as modalidades discursivas – dissertativa.E. U. Univali-SC “Ordem na malhação Professor de ginástica costuma ser daquelas pessoas eternamente bem-humoradas.Interpretação de texto I Avançar . c) Há tanta autenticidade na disposição e no bom-humor como no conhecimento para a malhação. b) narrativo. formado em Educação Física. e) de propaganda. a) Identifique. descritiva – uma delas apresenta estrutura com enredo e personagens. Norte Fluminense-RJ O texto de Mário Prata nos conta uma história em tom de fábula. 3-18. reforma de prédios. b) “As crianças enterraram ele no fundo do quintal”. a) Cite a modalidade predominante no texto de Mário Prata. os conselhos estão preparados para fiscalizar a aplicação da lei. onde deveriam ter aprendido o que ensinam. Excerto (de texto que trata da mudança de localização do Palácio dos Bandeirantes) para a questão 122: 48 “É uma parceria que implica da mudança de zoneamento. 122. no entanto. Ela estabelece que só poderá trabalhar na área aquele que for registrado no conselho e. o critério de julgamento utilizado pelos seres humanos. a) Depois de dois anos. 120. costuma haver um final moralizante. Mais. 22 de março de 2000.

e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. verifica-se que. São Paulo. tomando uma cervejinha. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão.Interpretação de texto I Avançar . não atende às exigências da escrita culta: para tal. esse pronome deveria ser substituído por “o”. “sempre”. A formiguinha. Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca.. a significação de “o que” está expressa depois dos dois-pontos. pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine. ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris. ( ) Considerando que. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. último período do texto. a abelha no quintal. vou passar o inverno em Paris. Clarice. sem se preocupar com o inverno que estava por vir. Então. E a cigarra falou para a formiguinha: — Olá. Seleção de Walnice Galvão. quando se pensa que a semana vai morrer. curtiu para valer. na fábula original. IMPRIMIR 125. a amiga deseja algo de lá? —Desejo. exausta. Global. Em relação ao texto acima. cantou durante todo o outono. ( ) Nas linhas 8 e 9. Domingo de manhã também é a rosa da semana. já que dá a animais ou a seres inanimados voz e comportamento similares aos humanos.. Se você encontrar um tal de La Fontaine por lá. uma rosa molhada. pois mudou a maneira de se enxergar a relação lazer/trabalho. Enquanto isso. Então eu não digo nada. Tem sido sábado.” LISPECTOR. sim. Voltar Língua Portuguesa . a formiguinha trabalhou sem parar. sangue e mel. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. nesta versão. saiba dosar trabalho e lazer.124. dentro de uma Ferrari. dançou. antes do vento espantado poder recomeçar. julgue os itens a seguir. ( ) São claros os limites entre eventos vividos e a reflexão sobre eles. as relações semântico-sintáticas estão organizadas de tal forma que a vírgula é desnecessária ( ) Na linha 10. escrita por La Fontaine. armazenando comida para o período de inverno. A propósito. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. ( ) A personagem é caracterizada por traços realistas visando retratar a realidade brasileira. Durante todo o outono. e intenção de transmitir um ensinamento. UnB-DF “A formiga e a cigarra Era uma vez uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. http://www.” 49 Fábula de La Fontaine reelaborada. um preceito ou uma lição de vida. enquanto a cigarra é considerada como boa-vida. Os melhores contos de Clarice Lispector. com um aconchegante casaco de visom. Se chovia só eu sabia que era sábado. ( ) O emprego dado ao pronome “ele”. sábado de manhã. UFMT ( ) A apresentação das ações respeita uma ordem cronológica e espacial. reelaborada. mas já não me perguntam mais. GABARITO INSTRUÇÃO: Leia o texto de Clarice Lispector e jugue os itens da questão 125. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. não desperdiçou um minuto sequer. ( ) O gênero fábula é uma narrativa breve tradicional que apresenta duas características básicas: personificação ou antropomorfismo. entrou em sua singela e aconchegante toca repleta de comida. e o vento: uma picada. a formiga é vista como uma trabalhadora-modelo. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome. amiga.com/soho/Atrium/8069/Fabulas/fabula2. começou a esfriar. fazendo-se o ajuste devido entre o pronome e o verbo. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. na semana passada. o ensinamento principal mudou. Não aproveitou nada do Sol. Será que você poderia cuidar da minha toca? — Claro. aparentemente submissa.geocities. nós já tínhamos tomado banho. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. não? No Rio de Janeiro. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. de súbito. Quando abriu a porta para ver quem era. a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade. e um produtor gostou da minha voz. aproveitou o Sol.html (com adaptações). manda ele pro DIABO QUE O CARREGUE! MORAL DA HISTÓRIA: Aproveite sua vida. sem problema! Mas o que lhe aconteceu? Como você conseguiu grana pra ir a Paris e comprar esta Ferrari? — Imagine você que eu estava cantando em um bar. vejo que é sábado de tarde. Era o inverno que estava começando. da brisa suave do fim da tarde nem do bate-papo com os amigos ao final do expediente de trabalho. ( ) A modalidade discursiva utilizada é o monólogo interior. apesar de usual na língua falada. passados alguns dias. 1997. o rosto inchado.

.. b) rompem. referentes às idéias expressas no texto. que o povo acabou por revesti-lo com o que tem de mais particular e íntimo. grande investidor ou latifundiário. Chamemos o fenômeno por seu nome. A história do futebol. Não. A escolha de expressões como “um caso incurável de carência do colonizador” e “é bobeira. mesmo” confere um tom de repreensão.)” VERÍSSIMO. Aliás. facilmente. 09/12/1998. o ciclo da pobreza poderia ser rompido por meio da carreira política. d) retrocederam na sua disposição de incorporar o vocabulário do futebol à língua portuguesa. nestas terras.. no Brasil. 127. (. O triunfo da língua reflete o triunfo o futebol. uma história de triunfo da língua portuguesa. 128. b) 1. ( ) Na opinião da leitora de Veríssimo. em campo não o goleiro. “Se você começou como padeiro.. A aclimatação deu-se às vezes por simples aportuguesamento das palavras. 2. ao longo de algum tempo. e) rejeitam influências do inglês europeu sobre o vocabulário do futebol. em virtude de irrefreável impulso de submissão. e os basbaques foram atrás. no campeonato nacional. esporte inglês. mas o “goalkeeper” não o zagueiro. terapeutas e curandeiros. entre outras coisas. ao texto. 2 e 4. caso se recorresse ao par banqueiro/bancário.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. introduzido por ingleses no país. houve mudanças de atitude do brasileiro em relação ao uso de termos estrangeiros no futebol. mas dos Estados Unidos. 198. Há o importador e há o muambeiro. c) 1 e 3. “Disputam-se “play-offs”. CBF.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 126: “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estanhando que “brasileiro” seja o único adjetivo pátrio conhecido em “eiro” que. 50 Texto para as questões 127 a 129. O futebol. p. empresário. e com termos emprestados de outro esporte. UFPE Leia os enunciados abaixo. 7/10/95. mas o “back”.” GABARITO TOLEDO. (. que é o idioma. no regulamento do atual campeonato. como existem médicos. Estão corretos apenas: a) 1. embora um tanto jocoso. 4. 3 e 4. UFPE No texto. Entrava. ( ) A teoria da leitora ganharia força. alguns morfemas funcionariam como indicadores de status. (. assim como brasileiros estão para curandeiros. Veja. UFMT ( ) Segundo a leitora. a imposição de estrangeirismos no campo do futebol.) Isto se dá quando nem estão nos pedindo nada. Algumas poucas palavras inglesas ainda não caíram em completo desuso. O texto demonstra que.Interpretação de texto I Avançar . suecos e ingleses estão para médicos e terapeutas. ( ) O jornalista apresenta argumentos que contrariam a hipótese levantada pela leitora. Nós é que nos oferecemos. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . mas “corner” já está perdendo feio para “escanteio”. não compliquemos. um dos únicos países do mundo que não tem nada a ver com futebol. Eis que agora se tenta entregar o futebol de volta à língua inglesa – e. é um sufixo pouco nobre. Roberto Pompeu. Entre a assistência e o play-off. 1. por cúmulo. como “corner”. Jornal do Brasil. atualmente. o basquete. O tema da submissão brasileira à cultura estrangeira foi abordado sob o ponto de vista da prática esportiva. Luís Fernando. não à língua inglesa da Inglaterra. Seria um caso incurável de carência de colonizador. “Play-off” é um termo importado do basquete americano que ultimamente passou a integrar o repertório da crônica esportiva. ( ) De acordo com o texto. com a cultura colonizadora. c) acabaram por subverter. como no “goal” que virou “gol”. definitivamente. há políticos e politiqueiros. o autor admite que os brasileiros: a) reagem contra todo tipo de submissão. Existem suecos.. segundo ela. é. e) 2 e 4. no início era jogado em inglês. timbaleiro ou seresteiro. A Confederação Brasileira de Futebol. açougueiro ou carvoeiro” – escreve Elza – “as chances são mínimas de acabar como advogado. É bobeira mesmo. d) 2 e 3. 3. Mostra que o futebol se enraizou a tal ponto. resolveu rotular as finais de “play-offs”. ingleses e brasileiros.. Coube à Confederação Brasileira de Futebol a adaptação dos termos ingleses à língua portuguesa. 126.

b) Nesse trecho. de um semivivo corpo sepultura. e aperto sobre o peito em vão os braços. Tomás Antônio. e) Na última oração do texto. a palavra em negrito constitui um recurso de coesão que relaciona o núcleo da expressão a ‘futebol’. c) Em “Seria um caso incurável de carência de colonizador”. refere-se também ao texto “A Janela e o Menino” (das questões de 110 a 113). constata-se que: a) ambos se sentem aprisionados e tristes. Movo ligeiro para o vulto os passos: eu beijo a tíbia luz em vez de face. o verbo ser. então mais vivamente te diviso: vejo o teu rosto e escuto a tua voz e riso. d) a condição do menino é fruto de sua opção existencial. UFPE Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação inaceitável em relação aos recursos gramaticais em negrito no texto. Marília de Dirceu. Marília. Quando em meu mal pondero. enquanto a do sujeito poético é resultado de uma imposição circunstancial. indicando que o autor não tem certeza de que a ação possa realizar-se.129. ‘nós’.” GABARITO GONZAGA. tem como referente os brasileiros em geral. p. referido anteriormente. d) O verbo ‘chamar’ encontra-se no modo subjuntivo. 127. Relacionando-se as situações vividas pelo menino do texto de Carlos Heitor Cony e pelo eu-lírico do poema de Tomás Antônio Gonzaga. no futuro do pretérito. extremoso. já o eu-lírico se sente subjugado pela tirania do amor. indica que o autor preferiu não ser taxativo em sua apreciação. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . São Paulo: Círculo do Livro. busca. que eu assim resista à dor imensa. adoro a tua formosura. “Nesta triste masmorra. Uneb-BA Este exercício. s/d. que me cerca e mata. o pronome de 1ª pessoa do plural. Amor na minha idéia te retrata. ‘mesmo’ foi aí inserido para reforçar a avaliação do autor. a) Na expressão ‘outro esporte’.Interpretação de texto I Avançar . c) um e outro sofrem pela incapacidade de romper as barreiras que os isolam do mundo. inda. e) o menino vivencia uma experiência de opressão social. 51 130. b) os dois se mostram desiludidos em face da impossibilidade de amar.

UERJ As duas cartas acima são de leitores expressando suas opiniões sobre o episódio de agressão ao governador de São Paulo em manifestação de professores em greve. Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. O veículo de publicação das cartas – o jornal – impõe um limite de espaço para os textos. responda às questões de números 131 a 134. 133.Com base nos textos abaixo. c) propor uma reflexão acerca da atitude dos agressores. O vice-presidente da república disse que o governador merece respeito.03/06/2000. Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem? O ministro da justiça cobrou punição judicial para os agressores. UERJ O fragmento que expõe a tese de cada uma das cartas. seja qual for a manifestação. É esse o papel de um educador?” ÁVILA. UERJ Em geral.03/06/2000. estamos vivendo? Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” COSTA DA SILVA. suas índoles. Marcelo Maciel. Por causa dessa intenção. O que causa espanto é que se tratava de uma manifestação de professores. c) utilizar orações de estruturação negativa para defender a posição de outros. Voltar Língua Portuguesa . seus defeitos. respectivamente. b) iniciar com considerações gerais para contestar opiniões muito difundidas. afirmando que a última manifestação transpusera os limites do tolerável. depois um ovo no ministro da saúde e. é possível afirmar que as perguntas nela presentes têm o seguinte significado: a) questionar as atitudes dos políticos brasileiros. GABARITO d) empregar estruturas de repetição para reforçar idéias centrais da argumentação. Arthur. b) apontar falhas no discurso de autoridades brasileiras. UERJ Pela leitura da carta de Arthur Costa da Silva. por mais digna que fosse a manifestação. Nada justificará. Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes. O Globo. E a situação de extrema violência que nós. c) expressão de opinião sem fundamentos desenvolvidos. As autoridades e a imprensa nacional têm-se manifestado severamente contra esses atos. outro ataque ao governador Mário Covas. d) escolha de assunto segundo o interesse do editor do jornal. d) mostrar solidariedade ao comportamento dos manifestantes. “O país está chocado com as agressões que os representantes do povo estão sofrendo. Concordo.” IMPRIMIR 134. a agressão sofrida pelo governador Mário Covas. esse tipo de carta no jornal busca convencer os leitores de um dado ponto de vista. jamais. suas capacidades limitadas para soluções e amplas para confusões. Em função desse limite de espaço. em 1º de junho. Nada justifica a agressão física. b) construção de comprovações por meio de silogismos. pode ser identificado em: a) “Já conhecemos nossos governantes” / “Quando o ministro vai achar que foram transpostos os limites do tolerável?” b) “Só não conhecíamos ainda nossos manifestantes” / “a última manifestação transpusera os limites do tolerável. cariocas. é possível verificar que ambas as cartas transcritas se caracterizam por: a) finalizar com perguntas retóricas para expressar sua argumentação. “Cartas de leitores Já conhecemos nossos governantes e políticos. seja quem for o agredido ou o agressor. 52 131.Interpretação de texto I Avançar .” c) “Nada justifica a agressão física” / “Mas os demais cidadãos brasileiros não merecem?” d) “É esse o papel de um educador” / “Primeiro foi uma paulada no governador de São Paulo. 132. os dois textos apresentam como traço comum: a) combate a pontos de vista de outros leitores. O Globo. se é que assim se pode dizer.

Olhemos a cidade. a violência da paisagem urbana e nossa dificuldade de conectar efeitos e causas. uma oração. Um apetite do Absoluto e a consciência aguda de nossa finitude. Agora. De menos ansiedade e mais profundidade.Leia o texto a seguir e responda às questões de 135 a 138. encharcando-se de bebidas alcoólicas. Voto é delegação e. Dentro do coração o medo de quem vive numa cidade que lhe é hostil. c) a sociedade deveria procurar “nascer de novo” num plano espiritual. A começar pelo réveillon. 01 de janeiro de 1998. abrir espaço à presença do Inefável. Aceitar a proposta de Jesus a Nicodemos: nascer de novo. b) social e econômica. no ano que se inicia. No fundo da garganta. d) o homem tem buscado a renovação política com base na democracia. Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante. o serviço de saúde. IMPRIMIR 136. Vontade de remar contra a corrente e. nas atuais circunstâncias. o salário exíguo num pais tão caro. a própria humanidade. Ano de nova qualidade de vida. apegados à casa. um gesto litúrgico. e) o homem busca a plenitude. Voltar Língua Portuguesa . em vez de competir com o próximo? Ano novo de eleições. UFR-RJ O texto é uma dissertação argumentativa que parte da tese de que: a) o homem busca o progresso espiritual. Braços e corações abertos também ao semelhante. 53 GABARITO 135. UFR-RJ Pode-se afirmar que o autor do texto “Ano Novo. Ano de comemorar 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. a leitura espiritual. a solidão entre matas. p. 7. os propósitos altruístas. mais democracia. mas está condicionado às limitações materiais. um travo. Estaremos chegando mais perto de nós mesmos? Há uma abissal distância entre o que somos e o que queremos ser. da ressurreição de Henfil e. pedir colo a Deus e resgatar boas coisas: uma oração em família. abastece o crime ao consumir drogas. Como se meninos de rua fossem cogumelos espontâneos e não frutos do darwinismo econômico que segrega a maioria pobre e favorece a minoria abastada. Ano Novo. as ruas são limpas. b) a sociedade tem buscado a espiritualidade no fim do segundo milênio. O Globo. “Ano Novo. Reencontrar. de Chico Mendes. Feliz homem novo. Feliz mulher nova. tolerância é cumplicidade com maracutaias. a realidade desfilar nos ilusórios devaneios de uma telenovela. c) existencial e política. vida nova. o gesto solidário que ameniza a dor de um enfermo. O mesmo executivo que teme o seqüestro e brada contra os bandidos. Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces.” Frei Beto. os sacolões? Nosso bairro tem um bom sistema sanitário. mas se esquece do material. De celebrar dez anos. Quanto mais cidadania. e) política e econômica. Despir-nos do lobo voraz que na arena competitiva do mercado nos faz estranhos a nós mesmos. Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. enquanto tantos celebram a pós-modernidade. como se a vida fosse uma janela da qual contemplamos. d) pessoal e financeira. na verdadeira democracia. Ou a opção de um momento de silêncio. e comunicar nossa disposição de cancelar o consumo de seus produtos? Por que não competir mais conosco em busca de melhores índices de virtudes e de valores morais. em dezembro. Em volta. se teremos de parar no próximo sinal vermelho? Por que não escrever ao patrocinador do programa de violência e de pornografia na TV. em janeiro. governa o povo através de seus representantes e de mobilizações diretas junto ao poder público.Interpretação de texto I Avançar . Por que acelerar tanto. Mergulhar em nós. noite após noite. livre de pasteurização que nos massifica na mediocridade bovina de quem rumina hábitos mesquinhos. a efusão de espíritos em abraços afetuosos. há áreas de lazer? Participamos do debate sobre o uso de verbas públicas? O político em quem votamos teve desempenho satisfatório? Prestou contas de seu mandato? Em política. a adolescência tecida em sonhos e utopias. a rede educacional. sem projeto. os filhos. uma vida nova Hoje estamos ingressando em 1998. como se a alegria saísse do forno e a felicidade viesse engarrafada. Olhamos para trás: a infância que resta na memória com sabor de paraíso perdido. os apetrechos eletrônicos que perenizam a criança que ainda existe em nós. uma vida nova” propõe à sociedade uma renovação: a) política e material. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população? Melhoraram o transporte público.

lamentar a morte do tio e alegrar-se com a herança deixada por ele. como ao poeta. e depois responda: “Há dessas lutas terríveis na alma de um homem. É impossível ensinar a pensar. contestando as teorias do passado forma uma geração de contestadores que nada constrói.137. II.. d) estão corretas as afirmativas I e II.. Sair criticando o mundo. 16 de fevereiro de 2000. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . não constrói. não o do trem. Leia as afirmações a respeito do texto.). Minha recomendação ao jovem de hoje é para que se concentre em uma das competências mais importantes para o mundo moderno: aprender a pensar e a tomar decisões.. desistir da herança e chorar a perda do tio. 54 139..” c) “Olhamos para trás: a infância que resta na memória (. II.Interpretação de texto I Avançar . nada sugere. nem um curso de lógica consegue formar jovens críticos... ah! mas então seria chorar duas coisas: o tio e o dinheiro. c) apenas a afirmativa III está correta.” e) “Chegamos mais perto do fim do século XX e do início do terceiro milênio. e) estão corretas as afirmativas I e III. c) somente a I é correta. UFF-RJ “Talvez a narração me desse a ilusão. Só formar uma visão crítica do mundo não resolve. b) somente a II é correta. ninguém sabe o que se passa no interior de um sobrinho. inquietas sombras?. e) II e III são corretas. GABARITO 140. Aprender a pensar e a tomar decisões é uma das competências mais importantes para o mundo moderno. Não. que nada sugere. UFR-RJ Fica evidente a proposta de sermos sujeitos do nosso tempo em: a) “Recriar-nos e reapropriar-nos da realidade circundante (. de que fala o autor.). Oh.. b) apenas a afirmativa II está correta. c) Corresponde a uma explicação sobre o valor de uma narração literária. Cefet-PR Leia o seguinte trecho.. III.” 138. contraste maldito! Aparentemente tudo se recomporia. Sendo assim: a) apenas a afirmativa I está correta.) Ensinar a pensar também não é tão fácil assim.). tolerância é cumplicidade com maracutaias.” Os dois pontos e o recurso gráfico do itálico no trecho acima permitem-nos a seguinte interpretação da frase “Aí vindes outra vez. tendo de chorar a morte de um tio e receber-lhe a herança.” b) “Há o jeito velho de empanturrar-se de carnes e doces (. I. b) Refere-se a um desabafo proferido pelo narrador. achando que isso resolve a questão. extraído de Machado de Assis. Univali-SC “Volta às aulas (. amaldiçoar a herança deixada pelo tio e recompor-se da perda o parente.” A “luta terrível” na alma do sobrinho. d) somente a III é correta..” Stephen Kanitz. Veja. consiste em: I. III.” d) “Em política. e as sombras viessem perpassar ligeiras. Está de acordo com o texto a alternativa: a) I e II são corretas. e) Trata-se de uma citação de frase empregada anteriormente em obra literária... mas o do Fausto: Aí vindes outra vez.”: a) Indica a citação da obra “Fausto” escrita pelo poeta do trem. Não é um curso de lógica nem uma questão de formar uma visão crítica do mundo. ao se libertar de memórias antigas. d) Trata-se de um meio de o poeta do trem se libertar da lembrança de outro poeta. inquietas sombras?.. desistindo o sobrinho do dinheiro herdado.

141. (. e) Pode-se ser tudo usando marketing pessoal. c) Investir no marketing pessoal é muito penoso. e. argumenta. segundo Machado de Assis. d) O marketing pessoal deve ser uma preocupação na hora de procurar emprego. ao abordar o problema da globalização atual na língua pátria. 142. 29/12/1999. não pode parar no século passado. A propósito. Jaime. muitas vezes. Univali-SC “Um investimento que vale a pena Sabe aquele funcionário que está sempre de bom humor. d) A língua portuguesa. marketing pessoal não é tentar passar uma boa imagem daquilo que você não é. Sobre o texto. Nelson Marinho Teixeira. porque a América foi incapaz de produzir riquezas novas. só com a abertura a todo e qualquer termo estrangeiro seremos capazes de acompanhar. É preciso inovar. Jornal de Santa Catarina. a qualquer preço. Álvaro. afirma o gerente de marketing da Karsten e professor do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina (SENAC). incentivando os colegas e chamando para si a responsabilidade de determinadas tarefas inclusive aquelas que ninguém se propõe a fazer? Pois é. “Protegendo a língua nacional”. está correta a alternativa: a) Certos modos de dizer. mas passar bem uma imagem daquilo que você realmente é’.. Jornal de Santa Catarina. mas sem xenofobismo ou intolerância de nenhuma espécie. veremos que a vida é mais simples do que nós a encaramos e. 19 e 20 de setembro de 1999. ‘Cada um deve investir naquilo que faz e que os outros não fazem’. c) Não é condenável praticar o xenofobismo ou a intolerância de qualquer espécie no que se refere à língua pátria. assim. Voltar Língua Portuguesa . em decorrência do acréscimo de termos estrangeiros e das necessidades dos usos e costumes. deixou-nos. CASTRO. IMPRIMIR b) Deve-se passar a imagem daquilo que se é ao invés de imitar outras pessoas. isso seria uma tarefa fácil se as pessoas não ficassem tentando imitar o modelo de outras pessoas. Univali-SC “Parece-me que é chegado o momento de romper com tamanha complacência cultural. voltando a valorizá-la e eliminando as contribuições estrangeiras. e tentassem descobrir as suas virtudes. a seguinte lição: ‘Não há dúvida que as línguas se aumentam e se alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes’. 55 GABARITO A melhor interpretação para o texto é: a) O funcionário deve fazer só o que os outros não querem. ‘Diferente do que muitas pessoas pensam. para enfrentar – com conhecimento. Machado de Assis. esse funcionário está em alta nas empresas que pretendem sobreviver no próximo milênio. gastamos muito tempo em busca de sermos o que não podemos ser’. conscientizar a nação de que é preciso agir em prol da língua pátria. Por quê? Simplesmente porque investe no seu marketing pessoal. locuções novas e novas palavras são características do estilo de Machado de Assis.)” AVENDANO. necessita de mudança de humor. a globalização. função etc. ‘Se pensarmos bem. já em 1873. e claro que desejável. Esse é o único meio de participar de valores culturais globais sem comprometer os locais. b) As línguas mudam com o passar do tempo e o número de vocábulos aumenta. interpenetração cultural que marca o nosso tempo globalizante. com sucesso. sensibilidade e altivez – a inevitável.Interpretação de texto I Avançar . e) É preciso acabar com a complacência que cerca a língua pátria. É preciso agir com espírito de abertura e criatividade. Segundo ele. nosso escritor..

é correto afirmar: 01. a soma das alternativas corretas. a autora estabelece uma interlocução com o leitor. p. Trata-se de um texto literário. nascida de modo espontâneo e totalmente indiferente a tudo que seja imposto pela cultura oficial. sobrevive até hoje apenas por força da transmissão oral. O texto pode ser classificado como opinativo. Literatura e redação. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que completa(m) corretamente a frase: O conto popular é um gênero narrativo que: 01. Irene. 02. desenvolve traços próprios que o distinguem de outros tipos de narrativas. 1994. São Paulo. Elas estão acima de qualquer tipo de aprovação social. Quer dizer. Dê. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu e continua exercendo sobre a literatura e as outras manifestações artísticas e culturais. criação rústica. 08. caracterizada pela simplicidade e pobreza expressiva. 56 143. atentamente. a soma das alternativas corretas. Leia. a soma das alternativas corretas. UFMS O termo popular. como resposta. quando se trata de estudar gêneros literários. 145. Em alguns momentos. Dê. pode ser associado à(s) seguinte(s) características(s): 01. é possível dizer que o conto popular é um gênero narrativo que desenvolve traços que se repetem em histórias criadas nos mais variados locais e épocas. A autora se preocupa não apenas em definir o conto popular enquanto gênero narrativo. 144. 08. Com isso. O conto popular. mas também em caracterizar o termo popular. 32. pois discorre sobre o conto popular. já que se trata de uma criação coletiva. como resposta. Scipione. apresenta um modo narrativo que o singulariza diante de outros tipos de narrativas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . apresenta características composicionais que variam no tempo e no espaço. seja uma criação coletiva e tenha vivido muito tempo graças à transmissão oral. 08. 04. Geralmente se entende por popular um tipo de criação rústica. Talvez você mesmo pense assim. 16. veja bem. Popular é. inclusive aquelas de caráter eminentemente técnico? Se este legado existe. como resposta. 04. tendência à universalização. não pode ser considerado como um gênero literário devido a sua simplicidade e pobreza expressiva. tal como aparece no texto. 02.” MACHADO.Interpretação de texto I Avançar . caráter espontâneo. embora tenha um caráter universal. todo o texto antes de resolvê-las: “A importância do conto popular em nossa cultura é tão forte que precisamos ter muito claro o que se deve entender por popular. Quanto à estruturação formal. 04. O texto utiliza uma linguagem informal. 28. se assim fosse. pois isto eliminaria a tendência universalizante das manifestações populares. as criações populares não conhecem normas nem limites. Dê. 16. 32. indiferença às imposições da cultura oficial. próxima da variante popular. o texto segue o esquema básico introdução – desenvolvimento – conclusão. obediência às normas socialmente aprovadas. visto que a autora apresenta seus próprios pontos de vista sobre o assunto. uma manifestação cultural de caráter universal. UFMS Em relação ao texto lido. 02.As questões de 143 a 145 baseiam-se no texto abaixo. Mas. manifestação culturalmente rica. Suas características composicionais não conhecem fronteiras de tempo nem de lugar. possui um caráter eminentemente regional. não se prende a um autor específico. 32. é porque a cultura popular é algo muito mais rico do que podemos imaginar. 16. Também não pode ser entendido como sinônimo de regional. portanto.

E vire in.Texto para a questão 146. Deletar tomou a vez do velho apagar. Revista Exame. Peça help. 1948). O que vem de fora é melhor. ( ) O léxico do português brasileiro tem sido ampliado pela entrada e acomodação de estrangeirismos.Interpretação de texto I Avançar . 170. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. ( ) Infere-se do texto que os direitos da mulher estão dissociados dos direitos do homem. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. 1998. ( ) As expressões “se tornou out” e “vire in” significam respectivamente “estar por fora” e “ficar por dentro”. printar e startar é meramente semântico. ( ) Segundo Squarisi. Que corra atrás do prejuízo. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. (. Outra é a receptividade. Printar expulsou o imprimir. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 147 e 148: “Invasão de língua estrangeira tem várias razões. I. temos complexo de vira-lata. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. ( ) O preconceito sexual ou religioso enquadra-se no campo das liberdades políticas. Dad. GABARITO 147. sua tecnologia e o american way of life. p.) Hoje aportuguesamos termos que nem sonhavam figurar no Aurélio. Superior de Brasília-DF Julgue os itens a seguir. IMPRIMIR 148. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. seu cinema. ( ) A concessão dos direitos civis à mulher enquadra-se no âmbito dos direitos humanos. A informática serve de exemplo. que determina o prestígio de uma língua sobre as outras.” 57 146. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. Voltar Língua Portuguesa . conseqüentemente. O inglês avançou nas nossas fronteiras porque é falado pela maior potência do planeta. Startar cassou o começar. é a ascendência cultural.“ SQUARISI. no livre exercício de suas próprias soberanias. ( ) As obrigações do Estado não se limitam ao campo da cidadania. como a realização dos postulados da justiça social’. UFMT ( ) O aportuguesamento do vocabulário da informática em deletar. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. cuja Carta proclama os “direitos fundamentais da pessoa humana” como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. sua televisão. que vende como ninguém sua música. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção..E. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e.. sua literatura. Além disso. ( ) A Organização dos Estados Americanos foi criada especificamente para proteger os direitos fundamentais do homem. já dizia Gláuber Rocha. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. UFMT – Modificada ( ) Dizer que os brasileiros têm complexo de vira-lata significa dizer que eles sofrem de xenofobia. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. de acordo com a leitura. Uma é o prestígio. Nós. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão mas também’ com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. e não econômica. Quem não aderiu se tornou out. É isso. compreensão e interpretação textuais. 18 de nov. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. Colômbia. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos.

p. e o segundo. (. Org. o de tomar a literatura quinhentista como fonte de inspiração temática e formal. a que os índios chamam “aí”. de. mas quem digo que vos valha? Valha-vos ser um zote. já no texto II. Gleise F. Oswald de. calma. e) A linguagem dos dois textos apresenta pontos em comum. pois não há fome. Voltar Língua Portuguesa .. frio. fogem vossas ovelhas de vós. Sois tão grande velhaco. qual alternativa é incorreta? a) O texto de Gabriel de Sousa utiliza o recurso da comparação para dar conta da realidade com que se defronta na terra ultramarina e transmiti-la aos europeus. conhecido por ser muito ambicioso Reverendo vigário. uma alusão à suposta preguiça do brasileiro. qual uma harpia. Tratado Descritivo do Brasil. Mas a intenção era diversa: o primeiro queria encantar. pois ficando faminto. 150. pois os filhos tratais com tal crueza que os comeis. não só no léxico como também na sintaxe. 1996.. que o faça mover uma hora mais que outra. c) É inegável o tom jocoso e irônico de Oswald de Andrade ao fazer. e sem sustento.. como sendo tão bobo. 58 Sobre os textos I e II. Texto II “Festa da Raça Hu certo animal se acha também nestas partes A que chamam Preguiça Tem hua guedelha grande no toutiço E se move com passos tam vagorosos Que ainda que ande quinze dias aturado Não vencerá a distância de hu tiro de pedra” ANDRADE. ontem um passa-aqui do Arcebispo! (. paradisíaca. 1587. com o título de seu poema. seduzir. não vos cai em capelo o que o provérbio tantas vezes canta. d) No texto I. Poesias Reunidas. parodiar. Gabriel S. que quem ousadamente se adianta em vez de tosquear fica em pêlo? Intentastes sangrar toda a comarca. o poeta busca resgatar a língua original do Brasilcolônia.” SOUSA. Valha-vos.149. UFPE Texto I “Capítulo CVII (em que se declara que bicho é o que se chama preguiça): Nestes matos se cria um animal mui estranho.)” IMPRIMIR MATOS. o objetivo é ressaltar as peculiaridades da terra tropical.) e são estes animais tão vagarosos que posto um ao pé de uma árvore. b) O poema de Oswald de Andrade ilustra um procedimento comum aos nossos modernistas de primeira hora. e os portugueses preguiça. Salvador: EDUFBA. e saístes do intento tosqueado. nome certo mui acomodado a este animal. e um canalha: mixelo hoje de chispo.Interpretação de texto I Avançar .. recém-descoberta. e tendo tão larguíssimas orelhas. nem outro perigo que veja diante. não chega ao meio dela desde pela manhã até as vésperas.). e roubais. e para a ceia (. Gregório de. heis de buscar a dente qual jumento erva para o jantar.. como se fosseis voraz lobo? Quisestes tosquear o vosso gado. MENDES.. água. In: Senhora Dona Bahia – Poesia Satírica de Gregório de Matos. Uneb-BA GABARITO Texto I “A um vigário de certa freguesia. 171-2. fogo. que é título de zotes ordinário. mas ela vos sangrou na veia d’arca. que a pura excomunhão meteis no saco: já diz a freguesia que tendes de Saturno a natureza.

. O tempo da mentira já passou. Rio de Janeiro: Ediouro. mas você pode me chamar também de Jesus. pode me chamar de Jesus. MANUEL Foi isso mesmo. (.Texto II “Jesuítas e Frades Que o mundo antigo s’erga e lance a maldição Sobre vós. 145-6.. Seu tempo já passou. grande grito. Sevilha e Nantes na tortura. O Santo Ofício. a gemer Galileu. o azeite. porque pensa que assim pode se persuadir de que sou somente homem. a gemonia. Em vez de Inquisidor – tivemos a vedeta..Interpretação de texto I Avançar . Levantem-se todos. Ariano. p. Sou. santificando-se através dela. Com que autoridade está repreendendo os outros? Você foi um bispo indigno de minha Igreja. Você estava mais espantado do que ele e escondeu essa admiração por prudência mundana. pois vão ser julgados. de Deus.. 1972.) Oh! não! Mil vezes não! O poeta Americano Vos deve sepultar no verso soberano – Pano negro que tem por lágrimas de prata As lágrimas que a Musa inspirada desata!!! Se aqui houve cativos – eles os libertaram. Se aqui houve selvagens – eles os educaram. Muita oportunidade teve de exercer sua autoridade. de Senhor. É justo!. Loiola – aqui foi Nóbrega.. Arbues – foi Anchieta!” ALVES. Se aqui houve fogueiras – eles nelas sofreram. Ele gosta de me chamar Manuel ou Emanuel. 17.. não. o Leão de Judá. 146-8. Se lá carrascos foram – cá mártires morreram. Que direito tem você de repreender João porque falou comigo com certa intimidade? João foi um pobre em vida e provou sua sinceridade exibindo seu pensamento. mundano. não é lhe faltando com o respeito não.. Na fogueira Grandier. Colombo a soluçar.. JOÃO GRILO Aquele Jesus a quem chamavam Cristo? JESUS A quem chamavam. p.. João Huss na sepultura. as provas. remembrando a negra Inquisição. Esse é um de meus nomes. 1995. por quê? JOÃO GRILO Porque. A hidra escura e vil da vil Teocracia. autoritário.. BISPO Cale-se. Rio de Janeiro: Agir. mais generosidade e virtude requer. mas se não me engano aquele sujeito acaba de chamar o senhor de Manuel. Castro. Tours.. mas eu pensava que o senhor era muito menos queimado.” SUASSUNA. GABARITO Voltar Língua Portuguesa . com o braço ocultando os olhos.. Sua obrigação era ser humilde. Lisboa.. Não quero faltar com o respeito a uma pessoa tão importante. que era Cristo.. 9 ed. porque quanto mais alta é a função. Que a maldição vos lance a pena do Gaulês Tendo por tinta a borra das caldeiras de pez. Que o Germano a sangrar maldiz em feros hinos. JOÃO GRILO Apesar de ser um sertanejo pobre e amarelo.. atrevido. 59 IMPRIMIR Texto III “ENCOURADO. sinto perfeitamente que estou diante de uma grande figura. De mil autos-da-fé o fumo enchendo o céu. (Coleção Prestígio). é Manuel. João. ed. soberbo.. Quem é? É Manuel? MANUEL Sim. se quiser.. o Filho de Davi. Auto da Compadecida. de costas. Mas você. MANUEL Cale-se você.. In: Poesias completas de Castro Alves.

c) O julgamento sobre a vida antiga não é o mesmo que o narrador tinha. 152 e 153. identifique as afirmativas verdadeiras. é outra coisa. Quis variar.Os três textos. Quanto às amigas. UFF-RJ “A certos respeitos. algumas datam de quinze anos. não consegui recompor o que foi nem o que fui. II. de suas reais funções. o interno não agüenta tinta. O mais do tempo é gasto em hortar. Capítulo II. mas exigia documentos e datas como preliminares. esta monotonia acabou por exaurir-me também. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. a fisionomia é diferente. não o do trem. VI. Dom Casmurro. V. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. IV. Duas ou três fariam crer nela aos outros. Pois. A alternativa em que todas as afirmativas indicadas são verdadeiras é: a) I e V. pensei em fazer uma História dos subúrbios menos seca que as memórias do padre Luís Gonçalves dos Santos relativas à cidade. Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos. outras de menos. uma vez que focalizam a ação do clero na realidade do Brasil. 151. vida diferente não quer dizer vida pior. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. distanciando-se. b) O narrador aspira a uma reconstrução textual do passado. A certos respeitos. mas o do Fausto: Aí vindes outra vez. jardinar e ler. inquietas sombras ?. tal como ocorreram então. era obra modesta. mas não a mim. No Texto I. senhor. Em tudo. Rio de Janeiro: José Aguilar 1971. e esta lacuna é tudo. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. d) II. mas falto eu mesmo..” Em relação à posição do narrador. Tanto no Texto I quanto no II. I. Os Textos I e III apresentam um ponto em comum: um enfoque crítico do comportamento dos representantes do clero. c) I. e) II. Os amigos que me restam são de data recente. vá. Entretanto. e lembrou-me escrever um livro. como todos os documentos falsos. Distrações raras. mal comparando. IV e VI. Talvez a narração me desse a ilusão. embora de épocas diferentes. v. a ação dos religiosos no continente americano é amaldiçoada devido ao seu caráter opressor. b) II e III. Ora. IV e V. no tempo em que os eventos narrados ocorreram. Se só me faltassem os outros. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . O Texto II evidencia um contraste entre as ações dos religiosos na Europa e na América. O que aqui está é. e quase todas crêem na mocidade. e restaurar na velhice a adolescência. de memória. ignorando o ponto de vista do momento em que o texto é escrito. conservo alguma recordação doce e feiticeira. de memória. Sobre eles. e tal freqüência é cansativa. aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei. como bem e não durmo mal. pegasse da pena e contasse alguns. mas não me acudiram as forças necessárias. pretende reconstituir os eventos ocorridos em seu passado. expressa no fragmento acima. d) O narrador. Depois. como ao poeta. No Texto II. Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falarme e a dizer-me que. na época em que antigamente vivia. III. No Texto III. 60 GABARITO “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida. p. conclui-se que: a) A narrativa é feita a partir das mesmas idéias sobre si que o narrador possuía no momento mesmo em que os episódios da vida antiga ocorreram. interrelacionam-se.” ASSIS. Jurisprudência. o pastor religioso é apresentado como um exemplo de comportamento mundano.. e) A análise dos encantos da vida antiga parte dos mesmos pressupostos que o narrador tinha. se o rosto é igual. evidencia-se uma crítica à hipocrisia religiosa. e. em determinado momento de sua vida. e as sombras viessem perpassar ligeiras. e. Em verdade. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. conservo alguma recordação doce e feiticeira. 810-11. Texto para as questões 151. filosofia e política acudiram-me. 1.Interpretação de texto I Avançar . a ação do representante terreno do clero é voltada para a defesa de valores essencialmente cristãos. pouco apareço e menos falo. como se diz nas autópsias. Machado de. III. tudo árido e longo. e que apenas conserva o hábito externo. assim. III e VI. mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta. como tudo cansa.

Só dói quando eu respiro. e que apenas conserva o hábito externo. vá. em sua narrativa. senhor. não consegui recompor o que foi nem o que fui. Porto Alegre: L&PM.” d) “Duas ou três fariam crer nela aos outros. Assinale a Opção em que. e tal freqüência é cansativa. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. não tem amigos de longa data. se o rosto é igual. um homem consola-se mais ou menos das pessoas que perde. algumas datam de quinze anos. mal comparando. percebe-se um certo humor semelhante ao que constitui o texto de Machado de Assis.” 153. como todos os documentos falsos.” b) “Em tudo. com certo humor. e tenta. outras de menos. Voltar Língua Portuguesa . “atar as duas pontas da vida”.152. e quase todas crêem na mocidade. mas a língua que falam obriga muita vez a consultar os dicionários. a fisionomia é diferente. sd.” a) b) c) GABARITO d) IMPRIMIR e) Caulos. sobretudo no seguinte trecho: 61 “Se só me faltassem os outros. Identifique o fragmento em que o narrador emprega uma forma lingüística que expressa o leitor a quem se dirige: a) “Pois. UFF-RJ O narrador do texto pouco aparece e menos fala. mas falto eu mesmo. o interno não agüenta tinta. UFF-RJ Uma das características da prosa de Machado de Assis é a presença de referências ao leitor de seus textos.” e) “Quanto às amigas. através de outra linguagem – o cartum –. como se diz nas autópsias. O que aqui está é.Interpretação de texto I Avançar . mas não a mim. e esta lacuna é tudo.” c) “Uma certidão que me desse vinte anos de idade poderia enganar os estranhos.

5. com cabelos muito pretos.” (Murilo Mendes). 62 GABARITO Vocabulário: 1. vista do mar muito grande. Nela. a modos de azulada”: é uma tintura feita com o sumo do fruto jenipapo. nem prata. 3. Esta terra. / Onde canta o sabiá” (Gonçalves Dias). a modos de azulada. “chã”: terreno plano. “Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços. “espelhos de pau. metade deles da sua própria cor e metade de tintura preta. Ali andavam entre eles três ou quatro moças. p 39-40. quartejados de cores. “tintura preta. tinham os beiços furados e nos buracos uns espelhos de pau. a) “O Novo Mundo nos músculos / Sente a seiva do porvir”. que pareciam espelhos de borracha”: associação de imagem com a tampa de um vasilhame de couro. não tínhamos nenhuma vergonha. que pareciam espelhos de borracha. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. assim frios e temperados.” Carta de Pero Vaz de Caminha in: ROBERTO. delas brancas. grandes barreiras. 4. ao longo do mar. Marília. planície. Tem. querendo-a aproveitar. é toda praia parma. Aí andavam outros. E alguns. a saber. porque. até agora. que nos parecia muito longa. dar-se-á nela tudo. bem moças e bem gentis. 2. muito chã e muito formosa. um no meio e os dois nos cabos. nem lho vimos Porém a terra em si é de muito bons ares. de as muito bem olharmos. outros traziam três daqueles bicos. por bem das águas que tem. (Castro Alves).Interpretação de texto I Avançar . e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. como os de Entre Douro e Minho. e outros quartejados de escaques. Águas são muitas. Pelo sertão nos pareceu. “parma”: lisa como a palma da mão.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. d) “Irás a divertir-te na floresta. E em tal maneira é graciosa que. tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que. De ponta a ponta. e suas vergonhas tão altas. não podíamos ver senão terra com arvoredos. compridos pelas espáduas. c) “A terra é mui graciosa / Tão fértil eu nunca vi.Texto para as questões 154 e 155. nalgumas partes. de que nós deste porto houvemos vista. para transportar água ou vinho. Rio de Janeiro: Lacerda. infindas. “escaques”: quadrados de cores alternadas como os do tabuleiro de xadrez. no meu braço” (Tomás Antônio Gonzaga) e) “Todos cantam sua terra / Também vou cantar a minha” (Casimiro de Abreu). não pudemos saber que haja ouro. UFF-RJ Assinale o fragmento que representa uma retomada modernista da Carta de Pero Vaz de Caminha. 154. nem coisa alguma de metal ou ferro. / sustentada. Senhor me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até a outra ponta que contra o norte vem. b) “Minha terra tem palmeiras. a saber. 1999. a estender olhos. que andavam sem eles. que recebia o nome de “espelho” por ser feita de madeira polida. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa. Paulo Pereira (org. delas vermelhas.

dando-lhes títulos novos.. que é possível o Brasil mudar esse quadro. Estamos às vésperas de uma eleição e o nosso voto pode contribuir decisivamente para que a escola volte a ser a grande solução do Brasil e deixe de ser apenas mais um problema.” GABARITO Marque a alternativa que não está de acordo com o texto. criando estrofes simétricas e com títulos. UFF-RJ “Pero Vaz Caminha a descoberta Seguimos nosso caminho por este mar de longo Até a oitava da Páscoa Topamos aves E houvemos vista de terra os selvagens Mostraram-lhes uma galinha Quase haviam medo dela E não queriam pôr a mão E depois a tomaram como espantados primeiro chá Depois de dançarem Diogo Dias Fez o salto real 15 as meninas da gare Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis Com cabelos mui pretos pelas espáduas E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas Que de nós as muito olharmos 20 Não tínhamos nenhuma vergonha” ANDRADE. 80. por “como o fracasso na escola passou a ser encarado de forma muito natural. dando títulos nacionalistas às estrofes. 1978. de forma tão natural quanto a chuva. agora já faz parte de nossa cultura”. por ocasião das eleições de 1994. advertem os eleitores a respeito do cuidado com a escolha dos seus candidatos.) A vontade política e a criatividade do povo comprovam. b) recortar e recriar em versos trechos da carta de Caminha. o sol. (. sem prejuízo do sentido global. de modo esmagador. o calor e o frio.155. quase sempre às duas grandes vítimas desse monstrengo caótico que virou o ensino brasileiro: a criança e o professor. dando-lhes novos títulos. Oswald de. c) A expressão “duas grandes vítimas desse monstrengo caótico” remete a termos posteriores a ela. entre as classes sociais mais ricas e. d) reconhecer e retomar a prática romântica. Poesias reunidas. sob o título “Você acha normal que uma criança carente fracasse na escola? Nós não. o problema da repetência será resolvido com vontade política e criatividade por parte do povo brasileiro. U. respectivamente. via-de-regra. em algumas experiências. “Os altos índices de repetência escolar só não são mais perversos que o conformismo de nossa sociedade com esse absurdo que está presente. (. 156.F. b) A seqüência “o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte de nossa cultura” pode ser substituída. p.. de modo significativo. c) imitar e refazer em prosa a Carta de Caminha criando títulos para as várias seções. d) As expressões “volte a ser” e “deixe de ser” levam.. e) identificar e recusar os processos de colagem modernistas. Pelotas-RS Na imprensa brasileira.) O pior é que a responsabilidade da cultura da repetência é atribuída..Interpretação de texto I Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a UNICEF e a Fundação Odebrecht. entre as classes mais pobres. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 5 10 63 O procedimento poético empregado por Oswald de Andrade em seu texto é: a) reconhecer e adotar a métrica parnasiana. a) Para o autor do texto. à dedução de que a escola já foi a grande solução do Brasil e de que há necessidade de que não seja mais um problema. A verdade é que o fracasso na escola passou a ser encarado de forma tão natural que agora já faz parte da nossa cultura.”. e) O conformismo de nossa sociedade é menos perverso que os altos índices de repetência escolar.

capazes de partilhar alimento”. Foi isso o que aconteceu em Fernandópolis. 08.72.E. sobra tempo para atividades sociais e para cultivar amizades. “São os únicos. existem duas razões fisiológicas para o desenvolvimento cognitivo do macaco-prego. usar ferramentas e se reconhecer no espelho. e estavam com fome. usam uma ferramenta: ajeitam o fruto cuidadosamente numa pedra e jogam uma outra em cima. eles mudam a dieta e podem atacar plantações ou mesmo assaltar casas.Interpretação de texto I Avançar . o macaco-aranha e o muriqui são macacos africanos. A população da cidade entrou em pânico com uma misteriosa quadrilha que aproveitava a ausência dos moradores para roubar comida. da mesma forma que o macaco-prego. As chefias são formadas por até três animais”. O apetite insaciável. são muito mais parecidos com seus primos de terceiro grau da África do que com seus conterrâneos.157. Duas delas são fisiológicas. Se não houver frutas nem insetos à mão. Os outros primatas normalmente se organizam em torno de um macho dominante que controla o abastecimento do grupo. Entre os macacos-prego o poder é diluído. o macaco-prego só podia mesmo ser um sujeito muito esperto. seu prato preferido. p. é marca registrada dos espertos macacos-prego. um bando bem organizado de 55 micos assaltantes. 64 GABARITO IMPRIMIR De acordo com o texto: 01. que dá uma destreza enorme ao animal. aliás. Parente mais próximo do homem. “Eles podem andar sobre duas patas e também são perfeitamente capazes de aprender por observação”. esse macaco africano consegue aprender por observação. em flagrante. “Não existe um único líder no bando. quando a Polícia Florestal prendeu. a soma das alternativas corretas. depois que o zoológico municipal fechou. As razões desse desenvolvimento cognitivo só começaram a ser compreendidas muito recentemente. a primeira palavra que vem à cabeça é o chimpanzé. 02. U. Dê. em fevereiro de 1999. Ele consegue pescar. com força. diferente dos outros primatas. Apesar da distância. julho/00. proporcionalmente maior nesses micos do que nos outros macacos americanos. eles são capazes de procurar comida nos lugares mais improváveis. ressalta o etólogo Eduardo Ottoni. o dos macacos do Novo Mundo. Os mandachuvas dividem a própria comida com os seus subordinados. A outra é o chamado polegar pseudoopositor. além do homem e do chimpanzé. 16. da Universidade de São Paulo. interior de São Paulo. Sem precisar disputar o coquinho de cada dia a mordidas. Onívoros de carteirinha.” Superinteressante. Os coitados haviam sido soltos numa mata na vizinhança da cidade. Com relações tão complexas. na sociedade dos macacos-prego não existe a noção de poder e liderança. diz Eduardo Ottoni. como o macaco-aranha e o muriqui. como resposta. observa Ottoni. o macaco-aranha e o muriqui são espécies de macacos da América. abrir latas e frutas e escavar a terra movido pelo ímpeto de encontrar comida. Não é para menos. A primeira é o tamanho do cérebro. Para comer coquinhos. Maringá-PR Leia o texto a seguir: “Gênio da selva Apetite favorece a inteligência Quando se fala em bicho inteligente. o macaco-prego é o parente mais próximo do homem e pertence a um grupo menos evoluído de primatas. 04. A sociedade dos micos também é mais democrática que a média. Tiveram de apelar para o crime. Voltar Língua Portuguesa . O caso foi resolvido em março. Os macacos-pregos pertencem a um grupo menos evoluído de primatas.

E não vive. A opção que melhor sintetiza o trecho da canção é: a) Todas as mulheres merecem ser amadas. por intermédio dos escritores. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. d) Maria. sofrem e resistem à dor de viver. A influência popular tem um limite. é o suor. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. uma certa magia. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . nem tudo temos os modernos. Divergência digo. porém. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. Mas se isto é um fato incontestável. desentranhar delas mil riquezas que. não se lêem. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. como são todas as mulheres do planeta. mas que sabem perfeitamente os clássicos. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. Uma mulher que merece viver e amar Como outra qualquer do planeta. Maria. ( ) É notória a sua preferência pelo aristocrático e o tradicional e o seu desprezo pelo popular e o moderno. principalmente por parte dos escritores. se fazem novas. à força de velhas. apenas suporta a dor de viver. Maria.158. não imputa aos literatos tal responsabilidade. ( ) Ele é de opinião que se pode muito bem prescindir do conhecimento dos clássicos para se saber corretamente a língua culta. Texto para as questões 159 e 160. porque. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. o capricho e a moda inventam e fazem correr. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. a mulher da canção. em seu texto. o autor se opõe à tácita aceitação de modismos. ou antes por uma exageração de princípio.” Milton Nascimento e Fernando Brandt. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão.Interpretação de texto I Avançar . apesar de defender a preservação da essência lingüística do Português. Maria É um dom. Em geral. ( ) Conquanto reconheça a necessidade de atualização da língua. representada pela Maria da canção. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. Univali-SC “Maria Maria Maria. Pelo contrário. c) Maria. – não me parece que se deva desprezar. locuções novas. em relação à compreensão e à interpretação do texto. Cada tempo tem o seu estilo. ( ) Machado. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. o que é um mal. É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri. A este respeito a influência do povo é decisiva. b) A mulher. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. ( ) Machado de Assis. e segue sua vida. apenas agüenta. Uma força que nos alerta. entre a tradição e a modernidade. propõe a mediação. a lágrima em riso. Feitas as exceções devidas. simboliza os seres humanos que lutam. outros há que os adotam por princípio. Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. é a cor. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. quando deve chorar. é uma combinação de força e resistência. Nem tudo tinham os antigos. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. AEU-DF Julgue os itens abaixo. Há portanto certos modos de dizer.” GABARITO 159. Maria É o som. e) A mulher brasileira. não se lêem muito os clássicos no Brasil. no texto. transforma a dor em alegria. 65 “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem.

Machado de Assis faz um ensaio crítico em que. do Maranhão à Bahia. na face e nas vidas das gentes que hoje se acham no réveillon do Comercial? E se eu vos assegurar que neste clube se agita uma espécie de microcosmo do Rio Grande? (. expõe os elementos que a compõem.. 3ª ed. . pois desconhece o preconceito racial. 1989. Ia fazendo receios. após apresentação de uma tese. Érico. – valorização das idiossincrasias regionais. era o sertão churro. Viva o povo brasileiro.” GABARITO VERÍSSIMO. em magnífico resumo. Manual de literatura brasileira. muitos deles descendentes dos primeiros sesmeiros. que então vigoravam no Brasil do século XIX. 158. ( ) Nele. perfazendo indagação. ( ) fragmento II ( ) fragmento V ( ) fragmento I e III ( ) fragmento II e IV – integração nacional. 162. de coração bondoso. por si. O tempo e o vento. 1984. acolhamo-nos ao nosso assunto. porém. De repente. o mesmo. p. que o nome não se soubesse. o texto lido pode ser classificado como crônica. pela abertura de rodovias.” Fragmento I Procuremos. Guimarães. nem pestes. aonde lá. Grande sertão: veredas. que dribla todas as dificuldades com o célebre jeitinho. festeiro. vol.se diz . AEU-DF Julgue os itens que seguem. Fragmento IV “Agora estamos fartos de aventuras exóticas e mesmo de adjetivos clássicos e é possível dizer que este foi o último aventureiro exótico da planície. o grupo escolheu fragmentos que apresentam temáticas e enfoques diferenciados da realidade sociocultural. Inaptos para discriminar as nossas raças nascentes. revela-as. em que todas as cores e raças se misturam livremente. Os sertões. Um aventureiro que assistiu às notas de mil réis acenderem os charutos e confirmou de cabeça que a lenda requentou. E mais! Um povo que convive em amenidade e cortesia. Fragmento V “E mais! Um país de povo alegre. – lançamento de uma fábrica brasileira de cigarros. o imperador do Acre. Mas. visto que aqui o preconceito é econômico.. ( ) Toda a fundamentação lingüística de Machado é profundamente influenciada pelas premissas saussurianas. UnB-DF “Um grupo de alunos de uma escola de propaganda e marketing recebeu a tarefa de criar textos publicitários a partir de fragmentos de textos da literatura brasileira.Interpretação de texto I Avançar . o autor leva constantemente o leitor à reflexão. nunca não encontra. p. efêmera talvez. um povo prestativo. Volnir e Adão E.” SOUZA. p.. A marcha do povoamento. ( ) Evitando o estilo fácil e superficial. os senhores de terras e gados. IMPRIMIR Em cada um dos itens seguintes. 1984. Literatura brasileira. 1997. o sertão vem. porto Alegre: Sulina. CUNHA. 5ª. 66 Fragmento II “Quadrante que assim viemos. Galvez. 227. Rio de Janeiro: Marco Zero. com sua dialética irresistível. A estrada de todos os cotovelos. In: Obra completa. no meio de serras de parte-vento e suas mães árvores. João Ubaldo. Depois dele: o turismo multinacional. Carvalho. p. em grande parte oriundas das circunstâncias físicas. ( ) De roupagem metalingüística.” ROSA.160. Apud Sergius Gonzaga. Apud SANTOS. até. Para isso. um país feliz! E mais! Um povo que nunca enfrentou guerras. 1995.” RIBEIRO.. Porto Alegre: Mercado Aberto. neste intricado caldeamento a miragem fugitiva de uma sub-raça. 13. econômica ou política nacional. o próprio. quando a gente não espera. Até. 161. julgue se o(s) fragmento(s) acima poderia(m) subsidiar a elaboração de um texto publicitário com a temática apresentada abaixo. originaram diferenças iniciais no enlace das raças. prolongando-as até ao nosso tempo. Márcio. em relação à teoria e aos estilos de época na Literatura Brasileira. identificados abaixo. nem furacões. Sertão.) Ali estão dois representantes do clã pastoril. As circunstâncias históricas. nem lutas fratricidas. Ante o que vimos a formação brasileira do norte é mui diversa da do sul. nem vulcões. 626. nem terremotos. ed. Definamos rapidamente os antecedentes históricos do jagunço.o senhor querendo se procurar. Rio de Janeiro: Record. 12ª ed. Voltar Língua Portuguesa . – divulgação de qualidades do país com vistas à atração de turistas para a festa de comemoração dos 500 anos do descobrimento do Brasil. por esses lugares. Descemos por umas grotas. II. Euclides da. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. Fragmento III “E se eu lhe disser que vossa História está toda escrita. p.

a mudança é um sacolejo completo na vida. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. 26/04/2000. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis. Quanto a mim. Desde 1990. por sua vez. sem rede de segurança . com os espetáculos de circo dos parnasianos. c) As multinacionais empregam executivos estrangeiros. embora sem querer. com a sua livre poética. Para os executivos e a família. graças à Renault. sem querer. ( ) Ao apontar os novos como herdeiros. são por natureza os nossos filhos naturais. d) As multinacionais transferem executivos da matriz para o Brasil objetivando reforçar sua filial. ( ) Para Mário Quintana. 162. mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. em massa. deixa subjacente a condição de inferioridade deles em relação aos velhos. Veja. “No Brasil. b) A Renault construiu uma colônia de franceses no Paraná. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. Acontece que. na incauta adolescência. essa transferência representa um reforço na filial. é latente a contenda entre novos e velhos poetas. Quanto a estes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Hoje. Em São Paulo. por iniciativa própria. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. em prol do equilíbrio universal. Os (ainda) chamados modernistas. UEMS De acordo com o texto é correto afirmar que: a) Os estrangeiros têm vindo.Interpretação de texto I Avançar . E. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. E assim. o ímpeto da loucura é exclusivo da senilidade. ( ) No primeiro parágrafo diz que a poética parnasiana. já que aqui não há executivos preparados.” BUCHALLA. AEU-DF-Modificada Julgue os itens abaixo. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. apesar de equivocada.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. procurar emprego em nosso país. em relação à compreensão e à interpretação do texto.Leia o texto abaixo para responder a questão 41. Tanto de um como de outro grupo etário. não existe geração espontânea. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. ressuscitada a cada geração. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. ( ) Depreende-se de todo que Quintana não estabelece relação direta entre a qualidade do poeta e sua faixa etária. além de tudo.” 67 GABARITO 163. Das 500 maiores companhias transnacionais. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. mais de 400 estão instaladas no país. também foi responsável pelo aprendizado dos modernistas. “roubada” do Rio Grande do Sul. Texto para a questão 163. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. e) Todas as 400 empresas transnacionais instaladas no Brasil trouxeram seus executivos da matriz. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. jamais fiz distinção entre uns e outros. Anna Paula. entre novos e velhos. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. ( ) Para ele. Para as companhias. existem colônias de franceses no Paraná.

55. Águas são muitas e infindas. Esmeralda é para os trouxas. verifica-se que Murilo Mendes ironiza a exaltação da terra feita por Caminha. onças. Essa relação pode dar-se em forma de paráfrase ou de paródia. cajueiros. UFPB-PSS Após a leitura dos textos I e II. mangueiras. nem surfistas. A gente vai passear.. No dia seguinte nasce e) Quanto aos bichos. De tal maneira é graciosa que. Como será esse país no futuro. Vossa perna encanareis. Quanto aos bichos. tem-nos muitos.. neste tempo de agora. Tem macaco até demais.. De plumagens mui vistosas. p. porque. e) III e IV. Bengala de castão de oiro. nem biquínis. assim os achávamos como os de lá. onças e capivaras. capivaras. c) Tem goiabas. apesar da leve mudança no estilo. c) I. faz críticas explícitas ao aspecto ufanista da Carta. palmeiras. Tão fértil eu nunca vi. No chão espeta um caniço. embora escrita no mesmo estilo. Texto para as questões 41 e 42. Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira.” 68 164. araras e papagaios. Banana que nem chuchu. Banana que nem chuchu. tão frios e temperados. a terra em si. s/d. Havia outra raça bronzeada que corria nua pelas matas e florestas e pelo litoral. quando for a vez desses meninos? Riachos. Cruzados não faltarão. Tem goiabas. querendo aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas que tem. Era assim o Brasil de Cabral. GABARITO 165. O corpo do texto é uma paráfrase da Carta de Caminha pois: I. mantém o mesmo olhar positivo de Caminha sobre o futuro da terra brasileira. melancias. Reforçai. Araras. Tão fértil eu nunca vi. UFPB-PSS A intertextualidade é a relação que ocorre entre dois ou mais textos. Senhor. nem mulatas. IV. “Ainda não haviam louras. b) I e III. tem-nos muitos. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): a) I.. é muito boa de ares. confirma a visão de Caminha sobre a terra descoberta. nas praias douradas desse novo país. b) No chão espeta um caniço. Edição Zero. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . cristalinos e plenos de peixes. III. Texto I “Fragmento da Carta de Pero Vaz de Caminha . papagaios. II e III. critica de modo disfarçado a visão de Caminha sobre a terra descoberta. II. d) Diamantes tem à vontade. um número sem fim de animais povoavam as selvas e constelações de pássaros enfeitavam os céus sem fumaça do novo mundo descoberto. Fortaleza: Editora RISO. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. árvores.” Texto II “Carta de Pero Vaz (Murilo Mendes) A terra é mui graciosa. a arca. Rios e riachos corriam límpidos. como os de Entre-Douro e Minho. melancias. Salvo o devido respeito. ainda haverá?” Texto extraído da revista Rivista. d) II e IV.Textos para a questão 164. já quinhentos anos passados. Essa ironia é traduzida claramente pelo(s) verso(s): a) A terra é mui graciosa. rios. Diamantes tem à vontade.Interpretação de texto I Avançar .

sentimentos de angústia. é sempre menos. e) ar misterioso. em todo o poema. c) halo de encantamento. como demonstram os relatos das décadas de 60 e 70. que é de ligação. d) o saudosismo é sentimento característico daqueles que usufruíram de um passado agradável. d) sentimento saudosista. como se o bom e o interessante não tivessem presente. Em suas reminiscências. ligado à classificação morfológica do verbo ser. Está correto o que se afirma apenas em: a) I e III. b) II. As questões de números 167 e 169 referem-se ao texto abaixo. III. c) II e III. Cada minuto de vida Nunca é mais. IV. até o ruim de outrora ganha uma aura mágica. d) III e IV. e) IV. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) II e IV. b) sentido excepcional. e) usar a paronímia a fim de confundir o leitor.” 69 167. é correto afirmar que o autor pretendia: a) dizer que havia muitas índias na terra descoberta. “É próprio da natureza humana olhar o passado com melancolia. Unifor-CE I. Entre o saudosismo e a mitificação não há distância. b) dizer que Cabral descobriu o caminho que o levaria para as Índias. Unifor-CE A expressão aura mágica denota no texto um: a) passado feliz. e não do ser. corresponde à nossa existência que é o estado transitório. nem futuro.Interpretação de texto I Avançar . Unifor-CE De acordo com o texto: a) as noções de presente. está correto o que se afirma somente em: a) I.” Cassiano Ricardo. O relógio faz pensar na efemeridade de nossa existência na Terra. A respeito dos enunciados acima. Unifenas “O Relógio Diante de coisa tão doída conservemo-nos serenos. c) III. II. Existe um tipo de operação mental capaz de transfigurar os acontecimentos do passado. c) os relatos das décadas de 60 e 70 revelam uma nota da melancolia reinante na época.166. passado e futuro fundem-se simultaneamente na mente humana. d) I e II. Considere as seguintes afirmações a respeito do texto: I. 168. Os versos 3 e 4 expressam a idéia de que. estamos mais próximos da morte. Nessa operação mental. UFPB-PSS A respeito da manchete: Cabral descobre o caminho das Índias. GABARITO 170. d) explorar a sinonímia das palavras. no verso 5. Desde o instante em que se nasce já se começa a morrer. e) o bom e o interessante representam-se como alvo permanente da ambição humana. a cada instante que passa. Perpassam. III. Os relatos das décadas de 60 e 70 limitam-se a um registro dos fatos sociais mais notáveis. Ser é apenas uma face Do não ser. II. a passagem do saudosismo para a mitificação é instantânea. niilismo e revolta. b) é tendência própria da natureza humana a visão fantasiosa do passado. e) II e III. “Ser”. c) usar a homonímia para causar um efeito humorístico. 169.

é incorreta: a) existia uma censura prévia. b) a falta de liberdade política. quando formos verazes. depois de muita hesitação. 173. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e. mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se se vissem impressas. sem disfarces. como adiante se verá. Em geral a reação se limitou a suprimir ataques diretos. o escritor é como um cego. Além disso. os hábitos de um decênio de arrocho. com o uso de pseudônimos ou de outros disfarces. a polícia. inibe também a capacidade de criação literária. indulgentes ou cegos. com os nomes que têm no registro civil. Efetivamente se queimaram alguns livros. que o impediria de publicar seu livro. em qualquer época ou lugar. Não vai aqui falsa modéstia. d) escrever romances só é possível em determinadas situações políticas. b) julgava-se incapaz de colocar num livro os acontecimentos que vivenciara. às vezes com louvores de sustentáculos dela. quase impossível. caso o escrevesse. realizando atos esquecidos. ainda nos podemos mexer. “Resolvo-me a contar. seria injustiça. assim. Repugnava-me deformá-las. contra a existência de uma censura prévia. tiradas demagógicas. como limites à liberdade de expressão. esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. 70 171. sem romanceá-los. e) tencionava prender-se aos fatos. fazer do livro uma espécie de romance. b) um depoimento verdadeiro. ia-me parecendo cada vez mais difícil. Não caluniemos o nosso pequenino fascismo tupinambá: se o fizermos. Unifor-CE O autor enumera razões que justificam um silêncio de dez anos. redigir esta narrativa. os civis não conseguem fazer-se ouvir pelas autoridades do poder.As questões de números 171 a 173 baseiam-se no texto abaixo. Nunca tivemos censura prévia em obra de arte. dar-lhes pseudônimo. enfim. Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas. me impediram o trabalho. Não será impossível acharmos nas livrarias libelos terríveis contra a república novíssima. e a proibição de usar nomes verdadeiros. perderemos qualquer vestígio de autoridade e. repetindo palavras contestáveis e obliteradas? Restar-me-ia alegar que o DIP. mas nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei. com o decorrer do tempo. c) numa época de força policial. para publicar suas obras. Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a delegacia de Ordem Política e Social. 172. digo os motivos por que silenciei e por que me decido. mas foram raríssimos esses autos-de-fé. antes de começar. julgando a matéria superior às minhas forças. principalmente escrita: IMPRIMIR a) os fatos reais em oposição à invenção literária. casos passados há dez anos – e. Unifor-CE O autor situa num mesmo plano. Certos escritores se desculpam de não haverem forjado coisas excelentes por falta de liberdade – talvez ingênuo recurso de justificar inépcia ou preguiça. Apenas nos suprimiu o desejo de entregar-nos a esse exercício. e disto escasso prejuízo veio à produção literária.Interpretação de texto I Avançar . porém. ou alguém em quem não se pode confiar. palavras de ordem. ninguém nos dará crédito. Unifor-CE Infere-se do final do texto que: GABARITO a) sempre há pessoas que aceitam a opressão política e se beneficiam dela. com intenção de dar veracidade aos fatos. como realmente haviam ocorrido. d) perdera as anotações que havia feito. De fato ele não nos impediu escrever. Isto.” Graciliano Ramos. c) a força policial e a ausência de anotações que sirvam de apoio à narrativa. e) as normas gramaticais e as ações da força policial. Voltar Língua Portuguesa . d) a impossibilidade de escrever com clareza. e) sem liberdade de criação. c) sentia-se desautorizado a relatar fatos sobre pessoas reais e identificá-las por seu verdadeiro nome. Entre elas.

e o Bem e o Mal sempre brotando da árvore. Jorge de. o trai com um amigo. simplesmente. Assim foi descrita magistralmente por William Shakespeare. d) inerente a qualquer manifestação literária. mata a mulher e se mata. no mundo inteiro. UFR-RJ A narração que dá início ao texto aborda um tema: a) ausente nas obras clássicas. e) a árvore é sinônimo de vida. as ruas não estão coalhadas de corpos adúlteros ou apaixonados desprezados. e sempre galhos subindo para a glória de Deus e sempre galhos descendo para a fome da terra. mas o marido só enxerga à sua volta indícios da traição inexistente. paranóico. tanto espiritual.Interpretação de texto I Avançar . Antes dele e depois dele.” LIMA. e antes de somares o valor da jóia que vais dar a tua noiva. antes de calculares os lucros da seara. por elevar seus galhos ao céu. e os ramos benfazejos descendo sobre novos berços. mata a doce Desdêmona. 2. “Antes de lançares a semente no chão. b) os pássaros. b) A árvore sempre foi e continuará associada à noção da bondade divina. induz a uma acomodação do homem à rotina diária. homens e mulheres mataram (e matam) pelo mesmo motivo: o ciúme. d) O Bem e o Mal fazem parte da vida. “Ciúme. Por fim.)” Veja: 14/06/2000. 1974. são símbolos do poder divino. como nas parábolas sagradas dando de comer aos pássaros ou secando nas pedras.. por aquilo que produz. ou os cofres que tu vais encher e as coisas que tu vais transformar. desde os tempos bíblicos. quanto terrestre. GABARITO Texto para as questões 176 e 177. p. a sobrevivência do bom senso mesmo que o cotovelo doa colocam freios em boa parte das pessoas que dele sofrem – por isso. e) O cultivo da terra garante os alimentos de toda a população. vê através do pequeno embrião de árvore: a sombra. um sentimento insano. o general mouro. no século XVII. 57. familiar e do mundo todo. e as sementes. A mulher é honesta. IMPRIMIR 176. Poesias Completas. o verniz civilizatório ou. considere o poema que segue. e) próprio da literatura socialmente engajada. transtornado. d) a simplicidade da vida campestre. A tragédia. c) cultivado pelas elegias pastoris. para quem é alvo dele. UFSE Infere-se corretamente do poema que: a) os galhos de uma árvore podem simbolizar mais as coisas boas que as más. Rio de Janeiro: Aguilar. 175. b) recorrente na literatura universal. doente. Voltar Língua Portuguesa . 71 174. no texto em que Otelo. mas as tragédias clássicas acabam sendo a melhor tradução para a força destruidora e devastadora desse sentimento. o amigo é sincero. perigoso. linda.Para responder às questões de números 174 a 175. v. c) as crianças serão sempre mais felizes e saudáveis se crescerem em contato com a natureza. no seu cruel desenrolar. mesmo aqueles que prejudicam uma plantação comendo as sementes. Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas. (. como lidar com esse veneno Marido apaixonado desconfia que a mulher. e só por isso. UFSE A idéia central do poema está em: a) Uma semente é a síntese da vida individual.. desde que eles estejam floridos. o pastor tocando a sua gaita e a virgem derrubada debaixo da fronde. A morte é uma atitude extrema. é velha como o mundo. e o neto do pastor subindo nos galhos à procura dos ninhos escondidos. A realidade. no ritmo lento da natureza. insuportável para quem sente e doído. c) A árvore que brota da semente é o símbolo da riqueza material.

todas de São Paulo.. e) curiosidade quanto à origem do vento. unidos. E no entanto o vento uiva. “(minuano) A chuva escorre na vidraça: na rua o vento uiva. USU-RJ O vento só não causa no poeta: a) postura nostálgica em relação ao tempo. E geme. como fizeram os alunos de Odontologia no ano passado. Voltar Língua Portuguesa . d) nasce. Estranha faca: gelo e água. que serão doados para obras sociais. c) vento. Em vez de cumprir tarefas vexatórias. UFR-RJ O comentário sobre o ciúme chama a atenção do leitor para: a) a ação inibidora das convenções sociais. abolido. divirto-me como os desenhos abstratos Que desenha em gotas na vidraça. de uma vez por todas. Uma rês geme. Protegido no copo de conhaque. Escolas como a FGV. o vento chega arrefecido na cidade. e) Os calouros são a favor dos trotes independentemente do tipo. b) intenso questionamento sobre tempo. no início do ano. Texto para as questões 178 e 179. USU-RJ Marque a opção que apresenta a palavra que primeiro marca o tempo no poema: a) chuva. Mais estranho: o mundo é redondo. como tema constante das tragédias gregas. Ninguém precisou pedir dinheiro na esquina ou teve os cabelos pintados. E no entanto o tempo passa: Do campo. b) lembrança. tarefa dos novatos de Oceanografia.427 bolsas de sangue. 3. E sempre prossegue rumo ao norte. do Rio de Janeiro. o vento nasce e morre no horizonte. 180. d) o adultério. d) Os trotes tradicionais podem virar trotes solidários. Em outros estados há iniciativas de trote solidário semelhantes ao da UERJ.. como faca. 179. Em todo o país começa a vir à tona uma série de boas idéias que pode transformar o ritual de entrada na universidade um momento agradável – e não em festivais de estupidez. e) passa. promoveram o “trote solidário”. os calouros só precisaram levar 1 quilo de alimento não perecível. alunos do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Veiga de Almeida. vagabunda. Marceu . na árvore dobrada. os calouros ensinaram crianças de favelas a escovar dentes. ou recolher lixo nas praias. c) desligamento da realidade.Interpretação de texto I Avançar .) A solução encontrada pela UERJ foi transformar o trote em atividade cívica. e) a importância do século XVII para a literatura brasileira. mesmo na cidade: tem presente seu passado.” Flávio Aguiar.” VIEIRA. transformaram a recepção em coleta de sangue. a Faculdade de Economia e Administração (FEA) e a PUC. 72 178. Lembrança – o vento pertence ao campo. 26 de abril de 1999. (. d) medo da fugacidade do tempo. Há 15 dias. Arrecadou-se mais de 200 quilos. Para participar da festa.177. O vento nasce e morre no horizonte: o mundo é redondo.Época. c) As universidades têm obrigação de criar trotes sociais. GABARITO Há caminhos suaves para abolir o trote violento. IMPRIMIR A idéia central do texto é: a) O trote aos calouros deve ser. c) os perigos do verniz civilizatório para o homem. O hemocentro de São Paulo recebeu. b) Há várias maneiras de camuflar o trote tradicional. levam os calouros para a rua e. Univali-SC “Calouros como gente As boas iniciativas que transformam o ritual de entrada na faculdade num momento feliz. gotejante: o vento a corta. b) a influência maléfica de uma obra literária.

no Bubby’s. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . pessoas que conseguem imprimir um ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução. enquanto outras nada têm. assistência. ( ) Na linha 4. que intensifica “poucos” e “poucas”. família. São apresentadoras medíocres interessadas apenas em ensinar a dança da bundinha. mas. Introdução. depois. 22. Luiz Octávio de Lima. que ficam diante da televisão vendo as representantes da inconseqüência nesse vale-tudo sombrio.. casar. em muito poucas circunstâncias. Texto para a questão 183. Texto para as questões 182. o objetivo de todos. penso em cair fora. Mac Margolis. esportistas. Num dia. 1998. Divertir-se trabalhando ou trabalhar divertindo-se é.. E depois? Daqui a cinco anos. a respeito da organização das idéias do texto. essas coisas constrangedoras para um país que se diz sério e pretende crescer a começar por sua infância. Não quero trabalhar para sempre.Interpretação de texto I Avançar . UnB-DF Julgue os itens que se seguem. no outro. Quero aprender com a indústria da moda. e vivem nas ruas. amanhã uma perua no shopping. “Confissões de Gisele Bündchen para o editor-chefe da revista Ícaro Brasil. ( ) Depreende-se do texto que “pessoas que conseguem imprimir ritmo pessoal de intensidade e tempo ao seu trabalho e condições próprias de execução” são aquelas que alcançam o “objetivo de todos”. mesmo quando dispõem de outras alternativas e as aproveitam. ( ) O texto “ainda que” confere à oração subordinada uma idéia de conseqüência e admite ser corretamente substituído por já que. ( ) Infere-se da leitura do texto que a intensidade e o tempo aplicados ao trabalho são fatores relacionados ao “ritmo pessoal”. em tese.. Com o tempo. b) Os programas infantis ensinam às crianças danças constrangedoras e escandalosas. maluquete. ( ) O texto demonstra que a tese de que somente o trabalho lúcido dignifica o homem não é comprovada na prática. o termo “muito”. de outro lado.181.março de 1999. p. e) Algumas crianças têm tudo: casa. não me destruir com ela. mas pouco ou nada fazem nesse sentido. In: Educação para o lazer.” Revista Caros Amigos .” CAMARGO. 73 182. são apresentadoras dos programas infantis. destinados às crianças. no Brasil. uma exceção válida para muito poucos. a dança da garrafa. na prática. 1/2000 (com adaptações). É como vida de atriz. Hoje uma soldada na guerra. em Nova York Trabalho e prazer. as outras crianças que têm casa. c) A responsabilidade das apresentadoras de programas infantis nem sempre é o ponto forte da programação das emissoras. ingênua e. têm família. é uma palavra invariável quanto a gênero e número. artesãos profissionais e alguns executivos e empresários –. podem ser vistas como pertencentes a dois grandes grupos. Lygia – texto de Álvaro de Alves de Faria. só que o palco é a capa da revista. São alguns privilegiados – como artistas. Então fica assim: de um lado. d) Uma crítica às apresentadoras de programas infantis. ambos desamparados. ainda que dificilmente ao mesmo tempo.” Ícaro Brasil. No começo eu confesso que trabalhava mais pelo dinheiro. Univali-SC “. que poderiam contribuir para a educação infantil. São Paulo: Moderna. a passarela. “É difícil ser faber e ludens ao mesmo tempo Somos sempre faber e ludens.. A idéia central do texto é: a) As crianças. você tem que ser sexy. Algumas pessoas dizem que o trabalho é sua principal diversão. ter filhos e uma fazenda. Quero voltar ao Brasil. a grande legião de crianças abandonadas à própria sorte neste país absurdo. comecei a levar o trabalho numa boa. e.

UFMS Assinale a(s) alternativa(s) que se mostra(m) ao texto lido. 04. Qualquer inovação tecnológica traz certo desconforto àqueles que. apesar de conviverem com ela. atender às demandas sociais. formatos e recursos procura reproduzir as dimensões da vida no mundo moderno. como a qualquer pessoa nas mesmas circunstâncias. 16. julgue os itens seguintes. na atualidade. com cautela e moderação. em seguida. p. como resposta. UFGO Leia a mensagem publicitária abaixo. 133-4). ( ) Para que o fragmento de texto obedeça às exigências da norma culta formal. Texto para a questão 184: “O trecho abaixo foi retirado dos PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS – ENSINO MÉDIO (Brasília. apesar de simbólicos a princípio. espelham. Os processos comunicativos têm sua origem nas necessidades sociais e. pela significação textual. acabam por concretizar-se. para depois haver uma adaptação mercadológica. O sentimento experimentado por aqueles que ainda não entendem as inovações tecnológicas é de desconfiança. ( ) No fragmento do texto. DIA 9. ( ) No fragmento de texto. SAIA DO STRESS A partir do dia 9. viver e ser. toda segunda-feira. mas utilizálas. com o desconhecido que amedronta. a democratização de seus usos. por carregar bem o trabalho e precipitar-me. a trabalho e divertimento. Gisele Bündchen. é correto concluir que a entrevistada admite que deixou de ser muito faber para se tornar mais ludens. não invadem a vida das pessoas. o pronome pessoal “você” está empregado como indicador de um sujeito indeterminado. As tecnologias da comunicação e informação não podem ser reduzidas a máquinas. A escola não deve opor-se às tecnologias de comunicação e informática. A organização de seus gêneros. Os padrões das inovações tecnológicas adaptam-se. estas ainda resistem ao seu uso por falta de conhecimento sobre o assunto. É só ler e relaxar que você tira de letra qualquer questão de literatura. o reconhecimento de suas possibilidades. construídos historicamente. o tempo. 08.183. resultam de processos sociais e negociações que se tornam concretas. já que estas representam o trato com o novo. a indagação de suas fontes. 02. corresponde tanto a eu. 1999. UnB-DF Com relação ao texto e ao fragmento de texto acima. respectivamente. Dê. se mostram nos processos comunicativos derivados das necessidades sociais. 185. o movimento: o mundo plural hoje vivido. Elas fazem parte da vida das pessoas. As tecnologias em questão podem ser tomadas como máquinas. com atenção. 32. DF: Ministério da Educação. adequando-as às suas possibilidades e às exigências do mercado de consumo. Seus padrões são arquitetados simbolicamente como conteúdos sociais. o espaço.” 74 184. Fique esperto! Toda 2ª vai ter um novo livro pra você! IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . da Católica e outras faculdades. a consciência de sua existência. portanto. em primeiro lugar. Novos modos de sentir. a soma das alternativas corretas. Serão 16 sessões de uma análise completa e descomplicada dos livros indicados para os vestibulares da Federal. mas produtos de práticas sociais. às exigências do mercado de consumo para. os múltiplos aspectos que caracterizam a vida do homem. pensar. as expressões “Quero aprender” e “não me destruir” são empregadas como semanticamente equivalentes. e responda à questão proposta. as expressões “levar o trabalho numa boa” e “cair fora” devem ser substituídas. As tecnologias não são apenas produtos de mercado. Embora hoje as tecnologias de comunicação e informática façam parte do cotidiano das pessoas. pois resultam de processos históricos e sociais que. respectivamente. em 1º ago. ainda não a entendem. Afinal. Cabe à escola o esclarecimento das relações existentes.Interpretação de texto I Avançar . vestibulando e stress dão uma mistura explosiva. você vai ficar mais relaxado e em boa companhia. 1999. 01. publicada em O Popular. ( ) Considerando que as expressões “faber” e “ludens” correspondem. Leia-o.

xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. UCDB. para o vestibular. O mate é o principal ingrediente tanto do chimarrão quanto do tereré. para “tirar de letra qualquer questão de literatura”.Considerando-se que. a conversa será mais lenta. como resposta. ótimo. recebe a ênfase nessa comunicação. a leitura obrigatória de livros da literatura brasileira tem um propósito pedagógico. O que importa realmente para quem toma mate não são as condições atmosféricas. IMPRIMIR GABARITO “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. Dê. 16. a soma das alternativas corretas. sem açúcar. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. Você corrige um erro. como chê-kambá ou cunhataí. Você corrige dois erros. senão a erva pode azedar. Se houver os serviços de alguma bugra para “carregar mate”. UFMS Marque a(s) alternativa(s) que NÃO está(ão) de acordo com o texto. devido à predominância da função fática.. 08. mas também de ler os próprios livros. 04. 75 186. passar a cuia de uma mão para a outra. 23. 02. Raquel. Se alguém falar alguma frase. explicitado pela palavra você. 2. o de acreditar que a análise do livro dispensa a leitura do mesmo. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro. Ed. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. 4. com sol forte e poeira envolvendo tudo. ( ) o canal. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. “Carregar mate” significa alguém ficar segurando a chaleira. A expressão na hora do quiriri.Interpretação de texto I Avançar . É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo.. Você fica louco da vida. Leia o texto que segue para responder a questão 186. o vestibulando estará valendo-se de um meio de atenuação do stress decorrente das muitas exigências do vestibular. ( ) o vestibulando terá. De acordo com o clima. de cachimbo da paz.)” NOVEIRA. ( ) a metonímia utilizada na última frase do texto pode induzir o leitor a um equívoco intelectualmente danoso. O uso de palavras ou expressões em guarani faz parte de um ritual mágico inerente à tradição. As duas bebidas – o chimarrão e o tereré – são tomadas sempre durante o dia. dará mais sabor à erva. Tereré é o refresco. vestibular e leitura dos livros. pode ser associada à chegada da noite. uma bomba ou bombilha e a erva moída. Os serviços de uma bugra para “carregar mate” são indispensáveis. “Faz parte de nossa tradição tomar mate. sob um laranjal. mas o espírito de serenidade e união que se cria entre os participantes. bem gelado. O arado e a estrela. de uma boca para a outra. Chimarrão é o mate cevado. pode-se afirmar que: ( ) se depreende do texto uma associação entre stress. tudo semelhante a “um coração verde com uma artéria de prata”. alguma palavra em guarani. não apenas de relaxar-se e ler a análise dos livros indicados. Campo Grande. respeitando a vez de cada um.’ Considere as seguintes atitudes: 1. 32. passa-se do chimarrão ao tereré. 3. (. para não azedar o mate. morena e matuta. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. O ideal é tomá-lo numa grande roda. Texto para a questão 187. daí se sugere que. lendo o material anunciado. 01. p. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. regado a água quente. tal como aparece no 6º (sexto) parágrafo. é oportuno perguntar-se: no cumprimento desse dever que se impõe ao vestibulando? Analisando-se os efeitos de sentido que a linguagem permite criar no referido anúncio. 1996. tudo muito morno e quente.” (Lourenço Diaféria) Voltar Língua Portuguesa . Importante mesmo é que haja um clima de comunhão.

permitem que o falante invente e importe as palavras que melhor lhe convier. literalmente. Pegue um jornal. pretendemos ser. UEMS No texto I. o que foi uma bênção.. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão “centroavante”. especialmente o futebol (não mais foot-ball). ou até na rua. Leia os textos que seguem.. que alguns tentaram. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. é possível inferir que: a) A autora defende a utilização de uma “língua geral” dos índios como língua oficial do brasileiro. Ficamos nas adaptações tipo “futevôlei”. por exemplo: é todo recheado de inglês. cada uma fala o seu dialeto. então. back é beque. e F. por exemplo.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. o preto e o branco. Imagina se. que não se pode traduzir literalmente por “arte teatral”.187. chamando-o de ‘desporto’. punk. para falso: ( ) Na expressão pichar em muro caiado. mas devem ser chatos ou difíceis. se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios. pelo menos. como um peru de farofa. Nas páginas dedicadas ao show business. Mas. etc. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto. tudo é show. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. toma um susto. se não for escolado no papo. soap-opera. etc. a todo instante tropeça e se engasga com rap.Interpretação de texto I Avançar . ( ) Escrever em muros e paredes e aplicar piche são acepções do verbo pichar e ambos cabem no texto. Pois aqui no Brasil. inclui as apresentações em várias espécies de salas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A começar que a nossa língua oficial. etc. Eles servirão de base para as questões 188 e 189: Texto I “(. o português. tem significação mais extensa. e) Palavras estrangeiras. 76 GABARITO Texto II 188. No esporte é a mesma coisa. por exemplo. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro. c) O português é língua oficial do Brasil e o inglês. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. Mas não pega. é engraçado. o pataxó. onde as melodias podem ser originalmente nativas. uma de aceitação e outra de não-aceitação de problemas relativos à ortografia. para verdadeiro. já que a gente não os conhece nem de nome. d) Os neologismos impostos pelos jornalistas esportivos deveriam ser banidos do nosso idioma. se você for a fundo no assunto. como na África. funk. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos. ou.” Rachel de Queiroz. E o leitor do noticiário. ( ) O texto faz alusão à escola pela escolha tanto da forma de dizer quanto daquilo que diz. pelo menos é o que informam os especialistas. deixando de lado os índios que nós. nós a recebemos do colonizador luso. Os índios têm lá os jogos deles. por exemplo. ( ) As opções 3 e 4 refletem posturas diferentes em face da escrita. demonstra a intenção do jornalista em impor aquela língua. Cantor de forró do Ceará. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. UFMT Assinale V.. ou pior. “meio-de-campo”. que. os brasileiros. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). é estrangeira imposta pelo colonizador. b) O fato do inglês “rechear” os jornais. pelo menos. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. como as do texto. falemos de nós. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade. contrapõem-se duas cores.

Quando necessárias. que hei delinqüido. Em virtude de tantas palavras importadas. então. 191. p. e um calafrio percorreu-lhe o corpo. já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado. c) o valor da jóia que vais dar a tua noiva. O cortiço. pálido.189. Reconheceu logo o filho mais velho do seu primitivo senhor. antes que alguém conseguisse alcançá-la. restituía-a ao cativeiro. ( ) Estruturação do poema segundo padrões clássicos: soneto. Arrependido estou de coração. Botelho. Os polícias. d) ou os cofres que tu vais encher. Luz que claro me mostra a salvação.” AZEVEDO. que a sua carta de alforria era uma mentira. Arrependido a tanta enormidade. e) III. b) I e III. ( ) Consciência da efemeridade das coisas. escamando peixe. Salvador-BA 77 “Ofendido vos tem minha maldade. Senhor. UEMS A respeito do texto II. d) II e III. ( ) Predominância do hipérbato na primeira estrofe. UFSE “vê através do pequeno embrião de árvore” O verso em que o poeta emprega a palavra correspondente à expressão em negrito é: a) antes de lançares a semente no chão. De coração vos busco. as palavras estrangeiras são bem-vindas à língua portuguesa. que o acompanharam logo. Jesus!” MATOS. GABARITO 192. recuou de um salto e. e ofendido. A salvação pretendo em tais abraços. a rigidez métrica e a regularidade das rimas. 190. São Paulo: Círculo do Livro. Bertoleza. e chegaram finalmente à cozinha. s/d. amor. para a ceia do seu homem. Uneb-BA Texto I “O sujeito fez sinal aos dois urbanos. Maldade que encaminha a vaidade.Interpretação de texto I Avançar . p. 281. Soneto. III. Gregório de. Ofendido vos tem minha maldade. São Paulo: FTD. ( ) Dualidade entre o profano e o sagrado. Aluísio. para as não comprováveis. vendo que ela se não despachava. Atravessaram o armazém. Vencido quero ver-me e arrependido. falar português é como falar inglês. que havia já feito subir o jantar dos caixeiros. adivinhou tudo com a lucidez de quem se vê perdido para sempre: adivinhou que tinha sido enganada. Num relance de grande perigo compreendeu a situação. b) antes de calculares os lucros da seara. depois um pequeno corredor que dava para um pátio calçado. Bertoleza. desembainharam os sabres. João Romão ia atrás. é possível concluir que: I. Misericórdia. com as mãos cruzadas nas costas. Delinqüido vos tenho. II. erguendo-se com ímpeto de anta bravia. Estão corretas: a) I. c) I e II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) Relação de causa e efeito apresentada no verso 3. Vaidade que todo me há vencido. O inglês é tão usado no Brasil que algumas palavras acabam sendo incorporadas ao nosso idioma. Jesus.” E depois emborcou para a frente. É verdade. In: Poemas escolhidos. Assinale V para as afirmativas comprováveis no texto e F. dai-me os braços. e) e as coisas que tu vais transformar. ensinava-lhes o caminho. rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue. 229-30. não tendo coragem para matá-la. quando viu parar defronte dela aquele grupo sinistro. e encaminharam-se todos para o interior da casa. e que o seu amante. 1993. ( ) Relação de equivalência semântica entre os versos 6 e 7. Abraços que me rendem vossa luz. U. à frente deles. estava de cócaras no chão.

e ninguém que não entenda!) E a vizinhança não dorme: murmura. e) Liberdade como valor imprescindível à condição humana. conversam. nenen. – e há indagações minuciosas dentro das casas fronteiras. GABARITO Com base na compreensão do texto. só deixando para a boca do menino branco as sílabas moles. nesses campos. As afirmativas a seguir referem-se ora ao texto I. 3. solene. E não só a língua infantil se abrandou desse jeito. indistintamente. Obra Poética. 9ª ed. do escravo preto junto ao filho do senhor branco.Interpretação de texto I Avançar . Cecília. e mesmo a portuguesa. inaugurado com a ama negra. Não fica bandeira escrita. Casa-Grande & Senzala. fruto da luta política. “esse português de menino”. 4. 151-2. 3 e 5. ed. O falar “doce”. 3 e 4. d) 4 e 5. Gilberto. 2. UFPE “Abrasileiramento da língua portuguesa no Brasil dos primeiros tempos A ama negra fez muitas vezes com as palavras o mesmo que com a comida: machucou-as. pipi. 3 e 5. Efeitos semelhantes aos que sofreram o inglês e o francês noutras partes da América. tirou-lhes as espinhas. O fato apreciado pelo autor constitui uma particularidade da língua portuguesa em solo americano. Estão corretas apenas: a) 2. sentem-se luzes acesas. b) 1. imagina. as sílabas finais moles. 1972. a influência da cultura africana. as durezas. sob a mesma influência do africano e do clima quente. um amolecimento de resultados às vezes deliciosos para o ouvido. ora ao texto II..) Esse amolecimento se deu em grande parte pela ação da ama negra junto à criança. flores das lutas da Independência! Liberdade – essa palavra que o sonho humano alimenta: que não há ninguém que explique. 2. mas a linguagem em geral. tatá. mas fica escrita a sentença. A que evidencia uma idéia comum aos dois textos é: a) Morte vista como libertação. tão tarde? Que escrevem. O autor põe em paralelo os campos da linguagem e da gastronomia brasileiras. destacando. bem coletivo. Sem rr nem ss. lili (. 1958. bumbum. os ossos. Rio de Janeiro: José Aguilar. festas. 3. da gente. Daí esse português de menino que no Norte do Brasil. c) Liberdade. palavras que só faltam desmanchar-se na boca da gente. firmou-se em todas as regiões do Brasil. toda ela sofreu no Brasil. 2 e 4. reforça a convergência encontrada pelo autor entre ‘falar’ e ‘saborear’. analise a coerência das seguintes afirmações: 1.. ao contacto do senhor com o escravo. p. b) Liberdade enfocada no plano individual. Rio de Janeiro: José Olympio. inventa.. A linguagem infantil brasileira. e) 1. pensam? Mostram livros proibidos? Lêem notícias nas Gazetas? Terão recebido cartas de potências estrangeiras?” (Antiguidades de Nimes em Vila Rica suspensas! Cavalo de La Fayette saltando vastas fronteiras! Ó vitórias. Voltar Língua Portuguesa .Texto II “Através de grossas portas. A escolha das palavras. é uma das falas mais doces deste mundo.” MEIRELES. O autor demonstra perceber que há níveis distintos de formalidade entre o falar da criança e aquele do adulto. principalmente. 78 d) Denúncia da exploração do homem pelo homem. IMPRIMIR 5. a fala séria. “Que estão fazendo. c) 1.” FREYRE. tem um sabor quase africano: cacá. 193. do princípio ao final do texto.

Leia o texto abaixo para responder às questões de 194 a 196. Mas como dói!” Carlos Drummond de Andrade.. 125. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . A vontade de amar. de suas noites brancas. 197. que tanto me diverte.F. orgulhoso: de ferro. Augusto amava deveras. Tive ouro. 79 194. reprimido. que voou. Itabira é apenas uma fotografia na parede.” MACEDO. Hoje sou funcionário público. delineia-se o impulso erótico que é.” d) “Tive ouro. e pela primeira vez em sua vida.” 196.” b) “Itabira é apenas uma fotografia na parede. esperando-o em cima do rochedo. e suas lágrimas queimavam-lhe o coração. estendido no sofá da sala de visitas.Interpretação de texto I Avançar . ao se tornar funcionário público. Juiz de Fora-MG Assinale a alternativa que melhor expressa uma relação de causa e conseqüência: a) “Alguns anos vivi em Itabira.” d) “de suas noites brancas. Hoje sou funcionário público. pois. tive fazendas. Juiz de Fora-MG Assinale a única alternativa correta: a) no poema. por esse mar imenso da imaginação. Por isso sou triste. que me paralisa o trabalho. U. não há idéias mais livres que as do preso. A Moreninha. tive fazendas. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.” b) “Noventa por cento de ferro nas calçadas. exercia nele um poder absoluto e invencível. tive gado. e o amor. este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval.” c) “este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval. vem de Itabira. e. este orgulho. Ora. c) o poeta. esta cabeça baixa. De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço: esta pedra de ferro. “Confidência do Itabirano Alguns anos vivi em Itabira. Viu-a. E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação. b) o orgulho faz com que o poeta renegue sua terra natal. este couro de anta.F. Principalmente nasci em Itabira. PUC-RJ Texto 1: “Já era tarde. E o hábito de sofrer. toda cheia de encantos e graças. Noventa por cento de ferro nas calçadas. no entanto. U. viu-a chorar por ver que ele não chegava. orgulhoso: de ferro. U. São Paulo: Ática. Oitenta por cento de ferro nas almas. então começou a criar mil sublimes quadros e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha. Juiz de Fora-MG Assinale o verso que melhor o explica o título do poema: a) “Por isso sou triste. sem mulheres e sem horizontes. é doce herança itabirana. 1997 p.F. futuro aço do Brasil. sem mulheres e sem horizontes. Principalmente nasci em Itabira. d) o poeta expressa seu entusiasmo por ser itabirano. Mas como dói!” c) “Oitenta por cento de ferro nas almas. o nosso encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de sua alma. tive gado. com seu vestido branco. abandona a postura crítica. atrevida..” 195. Joaquim Manuel de. mais forte que seu espírito.

as flores nascem de um secreto investimento em formas improváveis. E o tempo que levou uma rosa indecisa a tirar sua cor dessas chamas extintas era o tempo mais justo. talvez. 19. Amanhecem de novo as antigas manhãs que não vivi jamais. 5 80 10 15 20 GABARITO 25 30 35 IMPRIMIR 40 Voltar Língua Portuguesa . ou triunfantes e ao vê-los amorosos e transidos em torno. 1996. Rio de Janeiro: Record. Rio de Janeiro: José Olympio. o sumo se espremeu para fazer um vinho ou foi sangue. Há que amar e calar. pois jamais me sorriram. eu que não me sabia e cansado de mim julgava que era o mundo um vácuo atormentado. Teresa para o convento. De tantos que já tive ou tiveram em mim. Mas sou cada vez mais. percebe-se a utilização de uma mesma temática mas com tratamentos distintos. Eis que eu mesmo me torno o mito mais radioso e talhado em penumbra sou e não sou. Deus me deu um amor porque o mereci. E talvez a ironia tenha dilacerado a melhor doação. Raimundo morreu de desastre. Pois que tenho um amor. Reunião. Antologia Poética. mas sou. 161-3. p. Mas me sorriam sempre atrás de tua sombra imensa e contraída como letra no muro e só hoje presente. Em ambos os textos. ANDRADE. no mundo. De uma grave paciência ladrilhar minhas mãos. Maria ficou para tia. 1973. o sagrado terror converto em jubilação. Mas. Enquanto a outra acaricia os cabelos e a voz e o passo e a arquitetura e o mistério que além faz os seres preciosos à visão extasiada. com suas próprias palavras. p. Para fora do tempo arrasto meus despojos e estou vivo na luz que baixa e me confunde. Onde não há jardim. Carlos Drummond de.Interpretação de texto I Avançar . Deus – ou foi talvez o Diabo – deu-me este amor maduro. “Campo de Flores Deus me deu um amor no tempo de madureza. Texto para as questões de 198 a 201. quando os frutos ou não são colhidos ou sabem a verme. pois que tenho um amor. Seu grão de angústia amor já me oferece na mão esquerda. João foi para os Estados Unidos. a concepção de amor presente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de Andrade. Carlos Drummond de. Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Hoje tenho um amor e me faço espaçoso para arrecadar as alfaias de muitos amantes desgovernados. ed.Texto 2: “Quadrilha João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. e a um e outro agradeço. que se armou em coágulo. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. um sistema de erros. Explique. volto aos mitos pretéritos e outros acrescento aos que amor já criou. 32. porque me tocou um amor crepuscular. há que amar diferente.” ANDRADE. Era tempo de terra.

“Onde não há jardim” determina o período em que as flores nascem. como resposta. articula sua experiência individual a outras vivências amorosas. 08. enfatiza a origem divina do amor. esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que até então o haviam dominado. 32. 32. a soma das alternativas corretas. relata um desencanto amoroso passado que. na tentativa de atingir a plenitude amorosa. 64. A experiência do amor é diferenciada em função do momento da vida em que ela ocorre. 16. O período constituído pelos versos 5 e 6 é construído pelo processo de coordenação e subordinação. 32. “desgovernados” e “triunfantes” expressam estados de espírito experimentados pelos que amam. “ao vê-los amorosos e transidos em torno” indica circunstância de tempo. 04. no verso 26. “pois” introduz um enunciado de valor argumentativo. O tempo atual é de crescimento pessoal do sujeito poético. O pensamento que se expõe do verso 9 ao verso 11 tem como declaração principal: “sou cada vez mais”. em relação ao tempo em que o sentimento amoroso estava hibernando em seu interior. dimensão nova. respectivamente. dando-lhe. A racionalidade bloqueia a expectativa de eternizar o presente. “um amor” e “amor” referem-se. é correto afirmar: 01. Dê. 64. a soma das alternativas corretas. ao amor vivenciado pelo eu-lírico e ao sentimento amoroso sem objeto determinado.Interpretação de texto I Avançar . 08. 16. 199. Dê. 16. o eu-lírico: 01. 16. 02. 201. 04. “há que” indica possibilidade com relação à declaração anterior. o que é um recurso do poeta para não se revelar amador. O enunciado do verso 18 está constituído de idéias que se excluem. 08. relaciona enunciados sintaticamente equivalentes. 08. 02. como resposta.198. O título alegoriza um momento em que a vida pode brotar rejuvenescida pelo amor. decorrentes da ação do tempo. Há uma explicação correta em: 01. “que baixa e me confunde” refere-se a “tempo”. Dê. a soma das alternativas corretas. 04. UFBA Constitui declaração comprovável no texto: 01. “tive” expressa a indeterminação do sujeito. 02. UFBA No poema. 81 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . insere a sua realidade amorosa na realidade preexistente. 200. no presente. como resposta. “ou” e “ou” ligam idéias indicativas de situações contrastantes. 02. O sentimento amoroso submete o indivíduo a situações de caráter paradoxal. declara-se ansioso por recuperar o tempo perdido. 32. contudo. tende a se repetir. servindo para especificá-lo. Dê. a soma das alternativas corretas. 04. relativizando a força demoníaca com que ele atua. passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de redescoberta. O jogo do amor está ligado a questões essencialmente culturais. UFBA Com referência ao texto. “e”. “sou cada vez mais” conota um redimensionamento da capacidade de perceber o mundo. como resposta. 64.

somos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palestra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. no país do ‘homem cordial’. b) que devemos evitar o uso excessivo de termos da língua inglesa. / Ter os olhos de Marília / Para cismar e cismar.” c) “Minha terra tem macieiras da Califórnia / Onde cantam gaturamos de Veneza. / fecundar óvulos mortos. Assinale a alternativa que. ficamos tão perplexos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e lisonjas palavreia no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. Pode-se inferir que o autor do trecho acima considera: a) imperiosa a proliferação de termos da língua inglesa em nossa língua. Esse mesmo nível de linguagem é encontrado no fragmento: a) “Toda paisagem tem um ar de sonho.” 203. no país do ‘homem cordial’. apareceu o seguinte texto: “Tem coisa que se a gente que é uma das mais avançadas empresas de energia elétrica do mundo não fala.” b) “Por que. c) que a nossa língua materna está sendo a língua inglesa. Voltar Língua Portuguesa . nestes tempos neoliberais.” e) “Por que.” c) “Por que. / ou esgueirado pelas bordas / do poço do mundo estéril. no país do ‘homem cordial’. com a proliferação das formas da língua inglesa imperando sobre as coisas mais simples do nosso dia-a-dia.Interpretação de texto I Avançar . no país do ‘homem cordial’. no país do ‘homem cordial’. ficamos tão embaraçados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés chalra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. Paulo. com objetivo de atingir o maior número possível de falantes. sem comprometer o sentido do texto: a) “Por que. na Folha de São Paulo de 25 de julho de 2000.” e) “Quisera pascer cuidados.” 204.” Revista Veja. d) que um povo livre não usa a língua de seu colonizador.202.” Observe que a linguagem utilizada tem a marca do coloquialismo. na linguagem informal. 05/08/00. eu perdi o medo do mundo e do vento. vemos esse bem ser atingido em seu âmago.” b) “Tendo-a ao meu lado. ficamos tão atrapalhados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e bajulações tagarela no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes.” IMPRIMIR Folha de S.” GABARITO d) “Por que. É a língua cotidiana. ficamos tão aturdidos na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e adulações conversa no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. Uneb-BA Numa propaganda da empresa paulista de eletricidade.” d) “Ó cidade de Ouro Preto / Boa da gente morar! / Numa casa com mirantes / Entre malvas e gerânios. A língua materna é o bem mais caro a que um povo livre pode aspirar. No caso do Brasil.. UFMA Considere a fala abaixo do economista Cláudio de Moura Castro: 82 “Porque. melhor traduz a formalidade do discurso acima. no país do ‘homem cordial’. Uniube-MG “Um dos critérios básicos dos conquistadores europeus para se imporem sobre os colonizados foi forçar o uso de sua língua. ninguém fala.. somos tão atabalhoados na etiqueta do celular? A mesma pessoa que faz gentilezas e rapapés palra no aparelho diante de um grupo de amigos ou clientes. de 19/04/2000.

Triângulo Mineiro-MG A leitura permite afirmar que: a) ambos os textos criticam os hábitos e valores burgueses. que a denuncia em tom de sarcasmo. 206. e) os dois textos criticam os hábitos e valores burgueses: o primeiro. opondo-se. 83 Texto 2 “Você não faria a menor falta Num dia de domingo no Beach Park Eu não te levaria nem morta para passear comigo no Iguatemi Eu não me atreveria a passar vexame Perante os meus amigos lá da Aldeota Pois agora eu tenho o maior respaldo Nas altas paneladas da alta sociedade Eu sei que a burguesia fede Mas tem dinheiro pra comprar perfume. Israel/Cazuza/E. no qual está camuflada uma crítica. GABARITO c) no texto de Cazuza a crítica feita à burguesia é branda.” c) [A burguesia] “Quer ir em Nova Iorque fazer compras... o que não ocorre no de Falcão. ao de Cazuza. F. porém apontam para a impossibilidade de rompê-los. Leia-os atentamente para responder às questões de números 205 e 206. d) ambos os textos fazem uma crítica social explícita à burguesia.” e) “A burguesia quer ficar rica!” Voltar Língua Portuguesa . pelo sarcasmo e pela denúncia explícita. são apresentados dois trechos de músicas. LP 838 448-1.142. b) o texto de Falcão tende a ser uma exaltação aos valores burgueses. CD 804. 1993. o segundo.M. questionando de forma contundente os seus valores.” IMPRIMIR d) “A burguesia não tem charme nem é discreta.Interpretação de texto I Avançar .” Burguesia. 1989. Triângulo Mineiro-MG A idéia de falta de autenticidade à burguesia pode ser comprovada pelo seguinte verso do texto 1: a) “A burguesia fede!” b) “Com suas perucas de cabelo de boneca. Neves.” Um bodegueiro na FIEC. de G. In: Burguesia. de Falcão/Tarcísio Matosin Falcão. VAT. pois. In: Bonito.A seguir. pela ironia.) A burguesia não tem charme nem é discreta Com suas perucas de cabelo de boneca A burguesia quer ser sócia do Country Quer ir em Nova Iorque fazer compras. 205. Texto 1 “A burguesia fede! A burguesia quer ficar rica! (.M. F. lindo e joiado. PolyGram.

A luta de base. p. mulheres. b) ironia. b) de todas as mulheres. Sinto que existe todo um trabalho a ser feito de conscientização feminina – pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais – já que as lutas não serão primordialmente mais no nível do “queremos”. pela melhoria das condições de vida das mulheres. e) Um obstáculo a mais na maratona sempre perigosa do viver. 209. 84 d) dos governos. Reflexões sobre o cotidiano. São Paulo: Linoart. É uma luta mais intimista de um lado. por melhores salários. mulheres. para exigir seus direitos publicamente em passeatas. e) hipérbole. as creches continuam insuficientes” d) “o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher” e) “É uma luta mais intimista de um lado. onde fomos usadas pelo sistema. Nunca foi tão difícil.Interpretação de texto I Avançar . 207. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a fala do dono do hotel e a menção ao congresso internacional de solidariedade articulam-se de modo a constituir uma: a) metáfora. d) comparação. e) das mulheres todas. o que deu errado. Porque não estão à disposição dos maridos.” COLASANTI. fora dos jornais” As questões 209 e 210 referem-se ao texto “Natal 1961”. cumprindo a sua vida. Unifor-CE Há conotação em: a) “movimentos na economia” provocam cíclicas retrações no sistema de produção. 1986. amigos e marido. UFF-RJ Segundo o texto. Porque não estão coladas nos filhos. as creches continuam insuficientes. o sexo é uma confusão total entre o agir e o sentir. cujo sentido corresponde ao fragmento de Marina Colasanti: “Culpadas estão quase todas as que trabalham. 124-5. “exigimos”. Mulher daqui pra frente. mais difusa na realidade. 210. c) Ei-lo às voltas com estudos que o distanciam de seus interesses imediatos. a) “Nunca esteve tão bom para nós. onde o confrontamento não será mais com a polícia e o governo somente. mas basicamente com os companheiros de trabalho. amigos e marido. UFF-RJ Assinale a opção que transcreve a passagem do texto. das passeatas. abordado nas questões de 62 a 64. Marina. Porque não estão em casa. 1981. 208. amigos e marido. mas tudo está por fazer. não se sentem cumprindo à perfeição aquelas que são consideradas suas atribuições primordiais. Os salários não são iguais. Nem tão difícil. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. mas da prática do obter e do ser. o que conseguimos. fora dos jornais. c) metonímia. o que fazer de agora em diante. d) Uma vez profissional. onde sempre lhes disseram que deveriam estar. torna-se mais leve a luta pela sobrevivência. a luta fundamental para as mulheres é: a) de cada mulher. para conscientizar os colegas.As questões 207 e 208 referem-se ao seguinte texto: “Nunca esteve tão bom para nós. Unifor-CE No segundo parágrafo.” SUPLICY. c) dos companheiros de trabalho. Marta. o trabalho é complicadíssimo em termos psíquicos para a mulher: fonte de culpa e medos. b) Passa-se pelas chamadas disciplinas de “humanidades”. Pensar pelo que brigamos até agora. Porque. Esta é uma hora para se parar e pensar. de formiguinha. contra todos os governos que as oprimem. Muito está colocado.” b) “o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais” c) “Os salários não são iguais.

a) Alguém. b) Vossa Senhoria demonstra ser a mais preparada das concorrentes. d) sinestesia. IMPRIMIR b) “há muito tempo que não o vejo” e “parece que foi ontem” estão. que: a) “tempo de vida” e “o tempo trabalha a nosso favor” estão. UFMA Considere o trecho do ensaio “O fascínio do calendário”. Unifor-CE O segmento em que uma metáfora está explicitada em outra metáfora é: a) A vida estoura em bombas como também em dádivas de toda natureza. ambas. Impede a conjugação de tantos outros verbos. c) catacrese. c) “bons tempos” está no sentido denotativo e “parece que foi ontem” no sentido conotativo. não revolve os intestinos da vida. Incensos dos turíbulos das aras. b) metonímia. Assinale a alternativa que contém silepse. ‘Uma das primeiras coisas de que tomamos consciência quando nos tornamos conscientes é a passagem do tempo’. brancas. no campo da concordância. e) “há muito tempo que não vejo” está no sentido denotativo e “bons tempos” no sentido conotativo. e) Purê de palavras. fluídas. o que nos deixa agradecidos. d) “tempo de vida” está no sentido conotativo e “maus tempos” no sentido denotativo. reflexos no espelho (infiel) do dicionário. por exemplo. b) O mundo deixa de ser realidade quente para se reduzir a marginália. Desse fato resulta a substituição da concordância formal pela concordância ideológica. Ó Formas vagas.. ambas.. Nosso linguajar cotidiano está cheio disto: tempo de vida. c) Fomos ouvidos com atenção.. no sentido conotativo. de 20 de dezembro de 1999. d) Todos farão o possível para que as realizações correspondam à esperança geral. Denominase silepse esse tipo de concordância. É possível afirmar.” 85 GABARITO Pode-se observar. Formas claras De luares. 214. da leitura do fragmento acima. e) antonomásia. cristalinas. participou do concurso e espera ser aprovado. ‘A razão é simples: nascemos e depois morremos. a presença de algumas das muitas expressões lingüísticas nas quais o fator tempo aparece. Unifor-CE Muitas vezes. de neblinas!.. opera-se uma integração entre os mecanismos gramaticais da Língua e a significação de palavras e expressões. O lapso de tempo corresponde à expectativa média de vida entre as mulheres (79 anos). 213.’ E cedo cedo incorporamos a consciência do tempo em nossa vida e em nossa cultura. d) Escrever é triste. ou do mosquito Anopheles (de 7 a 10 dias). 212.Interpretação de texto I Avançar .” Encontra-se uma figura de linguagem. chamada: a) metáfora. e) Os escritores não desconhecemos as dificuldades daquele que escreve. extraída do Oxford English Dictionary: ‘Uma extensão finita de uma existência contínua’. há muito tempo que não o vejo.211. somos seres lineares. bons tempos. UEPI Em: “Ó Formas alvas. “Eis uma definição ampla de tempo. Voltar Língua Portuguesa .. de neves. diz David Ewing Duncan.. autor de um livro sobre a evolução dos calendários. maus tempos. o tempo trabalha a nosso favor. resultante do cruzamento de sensações. no sentido denotativo. parece que foi ontem. com base nas expressões suscitadas nas três últimas linhas do trecho. publicado na Revista Época. c) Não corta na verdade a barriga da vida.

terna e pudica esposa. quando nada mais é que a escrava dos vossos caprichos. ao lado do homem. e) o homem ser a fonte das alegrias e desventuras dela. d) o homem evitar vê-la como objeto e procurar tê-la como sua companheira de vida. preocupando-se com a tonicidade e a economia das palavras. Voltar Língua Portuguesa . 216. Pode-se depreender que os termos selecionados: a) ligam-se ao movimento antropofágico da 1ª geração modernista. dedique-lhe. Florianópolis / Santa Cruz: Ed. na sua grande maioria. de acordo com o texto. purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz. devendo ela participar de suas alegres e tristes aventuras. e) enfatizam o uso de vocábulos estranhos e esdrúxulos. c) são palavras que fazem parte do cotidiano da língua e relacionam-se. UFF-RJ “Educai o coração da mulher. inspirando nela o deleite que se experimenta ao cumpri-los. trate-a como uma companheira da sua vida. a nomes de medicamentos. desde o berço até o leito de morte. 115-7. da UNISC. terna e pudica esposa. Guarde-se bem o homem de ter a mulher para seu joguete. Cessai aqueles tolos discursos com os quais atordoais sua razão. como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dele. esclarecei seu intelecto com o estudo de coisas úteis e com a prática dos deveres. rumo à regeneração dos povos. nem muito menos a mulher da Idade Média: da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo. é: IMPRIMIR a) o homem exercer uma influência real sobre o destino dela e sobre o destino das nações. cujo expoente é Oswald de Andrade. e a mulher será como deve ser. Mulheres / Ed. GABARITO A condição indispensável para que ocorra uma mudança no papel que a mulher exerce como “filha e irmã dedicadíssima. Nísia. e por conseguinte sobre o destino das nações. com claro conteúdo semântico. uma educação como exige a grande tarefa que ela deve cumprir na sociedade como o benéfico ascendente do coração. UFMA Considere o texto: “Fui fazer um samba Na mesa de um botequim Depois de umas e outras O samba ficou assim Estrambonático Palipopético Cibalenítico Estapafúrdico Protopológico Antropofágico Presolopépico Atroverático Batulitrético Pratofinâmbolo Calotolético Carambolâmbolo Posolométrico Pratofilônica Protopolágico Canecalônica É isso aí É isso aí Ninguém entendeu nada Eu também não entendi” “Idioma Esquisito”. Não façais dela a mulher da Bíblia. por último. fazendo-a crer que é rainha. 1997 p. joguete ou escrava. c) o homem vê-la como aquela que exerce uma influência real sobre o destino dela. Cintilações de uma alma brasileira. mas a mulher que deve progredir com o século dezenove. d) ironizam a linguagem rebuscada de determinadas pessoas que utilizam uma fala empolada no seu dia-a-dia. filha e irmã dedicadíssima. de Nelson Sargento. boa e providente mãe”. b) o homem guardar-se de tratá-la como companheira da sua vida. boa e providente mãe. a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela.” FLORESTA.Interpretação de texto I Avançar .215. ou sua escrava. considere-a desde o berço até seu leito de morte. 86 b) são neologismos criados intencionalmente na língua e possuem comprovada significação.

Lendo-se o trecho. tingem o céu de azul e o Sol fica amarelo. Triângulo Mineiro-MG “Antes de tudo a atenção médica como uma forma de relação entre pessoas é provida do atributo mágico da afeição pela condição humana. porque a atmosfera filtra os seus raios. poluição e gotículas d’água infiltradas entre as moléculas de gás que compõem a atmosfera.” Jornal do Conselho Federal de Medicina. acabam trombando e se desviando. Nós enxergamos o Sol com tonalidades diferentes. d) o sucesso do diagnóstico médico depende da empatia com o cliente. espalhando-se. a) A tonalidade azul do céu se deve à ação da atmosfera sobre as cores cujas ondas têm menor amplitude. Por fim. b) A ação da atmosfera sobre os raios solares é responsável pelas diferentes tonalidades do Sol. que é a soma das cores restantes: o verde.1997. Existem partículas de poeira. A vermelha é a última onda de luz que consegue cruzar a atmosfera e nos atingir. as cores formadas por ondas de maior amplitude contornam essas partículas e as moléculas. c) a consulta médica deve incorporar as práticas de um ritual religioso. dão à luz solar a cor branca. somadas. Afinal. d) As cores do arco-íris. b) entre médico e paciente deve prevalecer um código humano de fraternidade. da Universidade de São Paulo. o azul. é branca. o amarelo. o azul e o anil) não conseguem se desviar e trombam. laranja e vermelho. “A nossa percepção do Sol muda por causa das irregularidades na camada de ar que envolve a Terra e pela distância que a luz percorre na atmosfera”. explica o físico Henrique Fleming. e repousa no preceito basilar do cristianismo: ‘ama a teu próximo como a ti mesmo’. separando as cores. Mas as menores (o violeta. o anil. ao trombarem. pois o Sol está abaixo do horizonte. prenhe de respeito e carinho pelo semelhante. o tratamento médico fica comprometido. o laranja e o vermelho. o laranja e o vermelho. e) sem uma certa dose de magia. o verde. À medida que o Sol vai se pondo. O branco resulta da soma das sete cores do arco-íris – o violeta. 87 218. c) As cores. e) Ao pôr-do-sol. F. Cesgranrio “O Sol muda de cor por causa da atmosfera ?Por que o Sol muda de cor durante o dia? !A luz solar não é amarela nem vermelha. avermelhando gradativamente o horizonte (embora o resto do céu continue azul). a distância a ser percorrida pelos raios solares aumenta. o amarelo. colidindo com mais obstáculos. ao longo de um dia. Quando o Sol está alto. GABARITO Assinale a idéia não contida no texto. Com isso. dão aos raios solares as respectivas tonalidades. Setembro/99. conclui-se que: a) a conhecida máxima cristã norteia qualquer forma de relação entre as pessoas. o céu fica preto com a ausência de luz: não chega mais nenhuma cor e nem se vê mais nenhum espalhamento.M.Interpretação de texto I Avançar . no crepúsculo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .217.” Superinteressante . por isso o astro-rei fica vermelho no pôr-do-sol. até as ondas longas. seus raios têm que atravessar um pedaço maior da atmosfera.

uma aula expositiva. basta que se decifrem as palavras para acontercer a leitura.Interpretação de texto I Avançar . Voltar Língua Portuguesa . ‘ler o olhar de alguém’. o leitor é visto como um decifrador da letra se contenta em ler superficialmente. a fazer sentido para nós. por economia ou preguiça. um: a) gesto mecânico de decifrar sinais.” Pode-se dizer que a afirmativa acima. GABARITO b) gesto rotineiro de “passar os olhos”.Leia o texto a seguir e responda às questões 219 a 221. para a autora.. ficamos cegos a ele. d) ato prazeroso de decodificar romances. por motivos os mais diversos. (.) (. a figura que representa. um vaso. diante de um empurrão proposital. 88 219.. o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. Sentimonos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. uma necessidade nossa. na medida em que interpreta o que observa. histórias em quadrinhos. em relação ao texto. O formato. mas o mais comum é pensarmos em leitura de livros.. ‘ler o espaço’. Minha resposta a esse incidente revela meu modo de lê-lo.. só podemos ler textos escritos e esses textos precisam ter uma relação direta com a nossa realidade.. seu conteúdo passam a ter sentido.) Sem dúvida. São Paulo. fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’. o material e as partes que o compõem. e) modo de perceber as relações sintáticas que constroem o texto. Maria Helena. talvez seja rato de biblioteca ou consumidor de romances. em última análise. fotonovelas. diante de uma batida casual. 220. E consideramos sua beleza ou feiura. uma conversa. O que é leitura. Neste sentido. e o leitor visto como decodificador da letra. Quer dizer: não o lemos.. pois. nos encontramos diante de um deles como se fosse algo totalmente novo. uma língua estrangeira. Se é sonoro. pois. não o compreendemos. uma fantasia.“ MARTINS. e) certa. “Falando em leitura. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais. uma peça musical. IMPRIMIR c) certa. UFR-RJ “Ler não é uma atividade restrita ao ato de decifrar um código escrito. sem jamais tê-los de fato enxergado. a leitura é uma atividade que se constrói através de um diálogo entre quem lê e o que é lido. Bastará porém decifrar palavras para acontecer a leitura? Como explicaríamos as expressões de uso corrente ‘fazer a leitura’ de um gesto. ‘vive lendo’. como se diz.. p. impossível dar-lhe sentido porque ele diz muito pouco ou nada para nós. d) errada. Só então se estabeleceu uma ligação efetiva entre nós e esse objeto. Outra coisa: às vezes passamos anos vendo objetos comuns. pois a autora afirma que o ato de ler é usualmente relacionado com a escrita. Reagimos assim ao que não nos interessa no momento. c) ato de construir sentido para aquilo que se lê. ou de franca defesa. Se o texto é visual. a cor. melhor. 7-10. para a autora. surdos. b) errada. folheto. indicando que o ato de ler vai além da escrita? Se alguém na rua me dá um encontrão. Falando em leitura. minha reação pode ser de mero desagrado. pois. um livro. Um dia. limitamo-los à sua função decorativa ou utilitária.) Será assim também que acontece com a leitura de um texto escrito? Com freqüência nos contentamos. E quando se diz que uma pessoa gosta de ler. de uma situação. podemos ter em mente alguém lendo jornal. Sobretudo se esses sinais não se ligam de imediato a uma experiência. o ridículo ou adequação ao ambiente em que se encontra. revista. Por essas razões. está: a) certa. ele pode ser considerado leitor. ainda que o indivíduo não saiba decodificar a escrita. ‘passar os olhos’. pois. as imagens. ‘ler o tempo’. (. um cinzeiro. um quadro. para a autora. ao começarmos a pensar a questão da leitura. pode-se concluir que o ato de ler é. E a tendência natural é ignorá-las ou rejeitá-las como nada tendo a ver com a gente.. para a autora. Ler é interpretar. UFR-RJ Partindo-se das reflexões da autora. em ler superficialmente. Ática. ainda que nossos olhos continuem a fixar os sinais gráficos. fotonovelas e histórias em quadrinhos. Um discurso político.

Sebastião. d) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. pois a leitura do mundo depende da leitura da palavra. pois a leitura da palavra depende da leitura do mundo. onde os refugiados se encontravam instalados. c) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o texto. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Êxodos.Interpretação de texto I Avançar . pois a leitura de cada palavra depende da leitura do texto.221. pois a leitura do texto depende da leitura da palavra. ressalta o contraste entre: a) o metal e a terra. b) quando se começa a ler o mundo não se pode deixar de ler a palavra. “O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado fez esta foto num campo de refugiados instalados em equipamentos ferroviários na fronteira da Croácia com a Sérvia e a Bósnia. UERJ O fotógrafo. b) o real e o imaginário. Com base na foto abaixo. ao afirmar que “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e que a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele”. d) refletir sobre o desamparo da criança. enquanto o trem no segundo plano comenta este tema. e) quando se começa a ler o texto não se pode deixar de ler cada palavra. c) surpreender-se com o gesto do menino. b) admirar a composição com o fundo. UFR-RJ Paulo Freire. fotografias podem ser lidas: o menino que aparece no primeiro plano funciona como o tema da foto. d) a infância e o mundo adulto.” 89 SALGADO. em 1994. responda às questões de números 222 e 223. São Paulo: Companhia das Letras. c) o progresso e a guerra. 2000. nos diz que: a) quando se começa a ler a palavra não se pode deixar de ler o mundo. UERJ A escolha da figura humana no primeiro plano busca provocar no espectador a seguinte atitude: a) questionar a opção pelo tema. ao enquadrar o trem parado ao fundo. 222. Assim como textos. 223. pois a leitura da palavra não depende da leitura do mundo.

V – V – V – F – F 17. b 85. 07 58. d 55. d 73. a 81. e 84. V – F – V – F – V – F 94. b 79. 01 50. V – V – F – F – F 29. d 44. d 56. a 78. c 41. c 24. 56 42. d 69. c 57. 25 62. c 5. V – F – V – F – F 18. c 15. c 70. a 19. 34 61. d IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e 80. d 86. V – F – V – F 3. a 40. a 20. c 47. V – V – F – F – V 90.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO I 1 1. e 7. d 82. V – V – V – F 74. d 43. V – F – F – F 76. b 88. b 68. V – V – F – V 9. 05 71. b 87. b 67. 28 60. V – V – F – F – V 28. a 52. d 23. a 65. b 31. e 53. V – V – F – V 93. b 4. c 45. F – V – F – F – V – V 16. V – F – V – V – F – F 2. F – F – F – V 48. c 27. c 8. V – F – F 39. F – V – V – V 38. a 34. F – V – V – V 77. d 35. c 6. e 89. c 32. b 25. V – V – F – V – F 96. b 63. b 46. 02 49. b 14. d 66. c 64. c 36. c 72. V – V – F – F – V 95. a 83. c 54. V – V – V – F 75. 56 59. a 26. V – V – F – V – F 92. b 12. b 11. b 13. b 21. b 30. e 51. b 22. V – V – F – V 37. V – V – F – V – F 91. 54 10.Interpretação de texto I Avançar . b 33.

mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. . • Maquiada. passei os anos de pequenice. b 118. d 116. a 111. . e não impõe a si mesma limites para reagir ao que julgue falta de consideração. a) Narrativa. que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. a 123. F – F – F – V 126.Interpretação de texto I Avançar . c 104. no debaixo do capotão de meu avô. b 117. 120. V – F – V – F – V 127.ou Agora apareceu uma nova.2 97.ou O ser humano. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c 124. b) Uma dentre as reescrituras: • As crianças enterram-no no fundo do quintal. • As crianças o enterraram no fundo do quintal. O primeiro texto apresenta um tom nostálgico e respeitoso diante do poder e da autoridade do patriarca. V – F – V – V – V 125. d 131. • Julgamos os outros pela aparência. a 133. V – F – V – V 109. arbitrária e violenta. b) O(s) dono(s) do cachorro. o animal desconfiado que tem dentro de nós. 121. • O ponto de vista é interno à narrativa. Nos currais do Sobradinho. c 132. V – V – F – V 110. Uma dentre as formulações: • Os textos são ambos narrados em primeira pessoa. avô do personagem-narrador. e 112. um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia. A autoridade se considera digna de trato respeitoso e cordial. 80 105. c 107. 100. a 113. a 129. a) Julgamento pela aparência. c 134. V – V – V – F 108. a 106. 98. d 130. c 114. b) Uma dentre as frases: • E o homem continua achando que um banho. 99. c 102. c 115. d 119. a) Agora surgiu uma nova. d 128. O segundo satiriza a família e os representantes da ordem social com quem o narrador travou contato. 122. 101. • As crianças enterraram o coelho no fundo do quintal. e 103. podendo ser caprichosa.

caracterização do poder absoluto do amor sobre as personagens. V – F – V – V 188. 22 187. F – F 148. Diferente dos outros que cumpriram um destino solitário ou trágico. b 177. e 139. d 163. b 190. c 196. b 156. d 217. a 197. c 152. 43 145. a 171. V – V – F – F – F 160. a 205. V – F – F – V 186. c IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e 179. uma personagem fora da quadrilha. d 215. V – F – V – F – F – V 192. d 211. d 159. 08 185. a 208. F – V – V – F – F 183. c 169. a 176. ela se casou com J. é a única do grupo que ironicamente encontrou um par. b 194. 198. d 209. a 195. a 140. b 143. c 136. valorização da fantasia e da imaginação. b 191. d 223. b 207. e 212. a “que não amava ninguém”. F – V – V – F – F 147. c 219. c 155. 26 146. d 181. c 203. V – V – V – F 161. e 168. e 206. 34 144. c 166. b 218. c 189. e 221. e 214. a 153. apontando o desencanto e o desencontro entre as personagens. d 182. V – V – V – F 162. Pinto Fernandes. b 142. 54 199. Lili. d 154. e 137.Interpretação de texto I Avançar .3 135. Resposta: A concepção de amor no texto 1 indica idealização do sentimento amoroso e da mulher amada. F – V – V 149. 46 200. b 165. c 167. e 175. a 174. c 151. 09 158. b 180. e 173. V – F – V – F – V 164. e 210. 51 201. V – F – V – F 184. b 157. O tema é tratado no texto 2 a partir de um tom crítico e irônico. c 213. a 138. a 141. b 204. b 172. e 193. a 170. 04 202. a 216. a 222. c 220. a 178. d 150.

‘Não.” Natividade ficou atônita quando leu isto. por conjetura ou por indício. caracteriza um hipérbato. UEGO Assinale V. as opiniões é que não. até que muita gente a fez sua.” ilustra um discurso indireto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . acertar com. era expressiva” – constituem exemplos de gradação de idéias. mamãe. ainda que por diversa razão. mas a opinião uniu-os. que para Pedro era um ato de justiça. Nem sempre as mães atinam. quando menos pensam. era expressiva. ( ) As figuras de linguagem presentes na frase do discurso. pegou da pena e escreveu uma carta longa e maternal. para os itens verdadeiros. Não atinou que a frase do discurso não era propriamente do filho. achar.. à semelhança das idéias. em “preto e branco. Relia a frase da carta e a do discurso e tinha medo de o ver perder a carreira política. muitas aparecem órfãs. resta emancipar o branco. As próprias idéias nem sempre conservam o nome do pai. verteas como pode. ( ) “– As opiniões é que não. dar com. Como então não sacrificar?. uma questão grave e gravíssima os fez concordar também. esperemos o sol.’ — As opiniões é que não. Paulo respondeu com trinta mil expressões de ternura. resta emancipar o branco’.. pág 59 – 60. conforme o dicionário Aurélio. “Desacordo no Acordo Não esqueça dizer que. ( ) Atinar. metonímia em “esperemos o sol“. em 1888. no dia 20 de maio: “A abolição é a aurora da liberdade. como no caso de Aires. gravíssima” e “Era nova. onde todos as têm por suas. emancipando o preto. pelo raciocínio. concluindo um discurso em S.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .. “Essas definições encaixam-se perfeitamente à interpretação que Natividade deu ao contexto e à frase.. inclusive a vida e até a honra. era enérgica. em gazeta ou em viagem de terra ou de mar. e continuou a viver sem mácula. Ele mesmo o disse. são: metáfora em “A abolição é a aurora da liberdade”. e para Paulo era o início da revolução. Paulo. Estavam então longe um do outro.. discurso ou conversa. declarando no fim que tudo lhe poderia sacrificar. Nascem modestamente. Há frases assim felizes. as opiniões é que não. Cap. ‘Emancipado o preto. era uma ameaça ao imperador e ao império. repetiu Natividade acabando de ler a carta. antítese. A diferença única entre eles dizia respeito à significação da reforma. Era nova. repetiu Natividade. estão governando o mundo. significa: “descobrir pelo tino. e. Natividade não acabava de entender os sentimentos do filho. ficou sendo patrimônio comum.” ( ) “Trinta mil expressões de ternura”.. se era a política que o faria grande homem. Não achava explicação. como a gente pobre. Outrem a repetiu. era enérgica. não era de ninguém. Cada um pega delas. e vai levá-las à feira. ela que sacrificara as opiniões aos princípios. nascidas de nada e de ninguém. 37.” Esaú e Jacó. e F. A data explica o fato: foi a emancipação dos escravos. Alguém a proferiu um dia. Não atinou. 1 GABARITO 1. para os falsos: ( ) A citação: “uma questão grave.LÍNGUA PORTUGUESA FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A Texto para a questão 1.

Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. Ao fundo. Machado de. Quando pura é inodora. II. move os êmbolos das máquinas. mas de um modo geral. c) as afirmativas I e II. 1989. 2 3. Embora com exceções. 2. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. Aguiar estava encostado ao portal direito. embora incorreta. Portugália. que. olhando um para o outro. quando a pressão é normal. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. insípida e incolor. ácidos. tinha os braços cruzados à cinta. à entrada do saguão. à esquerda. lição pretendida pelo eu-lírico. pode-se dizer que está(ão) correta(s): a) somente a afirmativa III. b) coloquial. GABARITO Após a leitura do poema. sob tensão e a alta temperatura. Consolava-os a saudade de si mesmos. p.” GEDEÃO. há uma informação físico-química que. In: Obra Completa. Congela a zero graus centesimais e ferve a 100. d) as afirmativas II e III. Antonio. Poesias completas (1956–1967). e) sinestésica. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . sais. “Sem data Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. Memorial de Aires. disse comigo. Carmo. bases. se denominam máquinas de vapor. com as mãos sobre os joelhos. Lisboa. apareceu a boiar o cadáver de Ofélia com um nenúfar na mão. UFR-RJ Em “Consolava-os a saudade de si mesmos. Com relação às afirmativas acima. e) somente a afirmativa I. No texto. dei com os dois velhos sentados. Rio de Janeiro. ‘Lá estão eles’. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. achei aberta a porta do jardim. D. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. A mudança de tempo verbal na poesia simboliza a passagem de uma linguagem pretensamente denotativa para uma linguagem que relata ações humanas. U. permite constatar o descompasso existente entre o mundo da ciência e o mundo da poesia. Pelotas-RS Leia atentamente o poema abaixo: “Lição sobre a água Este líquido é água. por isso. Na segunda estrofe. entrei e parei logo. 1972. ciclo hidrológico) mesclada a uma leitura conotativa.Leia o texto a seguir e responda a questão. É um bom dissolvente. Ao transpor a porta para a rua. d) paradoxal. pois na água também há um lugar para a tragédia humana. c) conotativa. dissolve tudo bem. Foi nesse líquido que numa noite cálida de verão. Aguilar. Reduzida a vapor. Fui a pé. III.F. analise as seguintes afirmativas: I. há uma leitura denotativa da realidade (propriedade e funções da água.” ASSIS.”. o autor está empregando a linguagem: a) denotativa.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . 244-5. sob um luar generoso e branco de camélia. b) as afirmativas I e III.

Estão corretas as afirmações dos itens: a) I e III. Sentaram-se à mesa. E ele chegou. b) I e II. De seda.11) configuram oposição em nível conotativo. Alforjes tão cheios Os olhos tão ávidos. Desnudos. compreensão e interpretação textuais. nem pão. sem incorrer em qualquer erro gramatical. A função de linguagem predominante no excerto é a referencial. entre outras. “O sistema circulatório sangüíneo é um vasto e complexo circuito de vasos que tem como peça principal o coração. conseqüência. Chamou-os meus filhos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Cansados. ( ) O verso 21 poderia ser escrito assim: “Chamou-os de meus filhos”. I. Ao longo estendida. Os olhos opacos. Predomina no texto o nível elevado de linguagem por situar-se acima da linguagem padrão. Na redação do texto. nem peixe. III.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . pois é do seu trabalho que resulta a força propulsora que impulsiona o sangue através de toda a rede vascular. Olhou-os nos olhos. 20. Na branca toalha. ( ) olhos opacos (v. 3 4. Nem água. c) II e IV. II. segundo os critérios da leitura. Vieram famintos. Nem vinho. Alforjes vazios. d) III e IV.” Neusa Peçanha. 5. foi usada a linguagem de nível técnico. Alfenas-MG Considere as seguintes afirmações a respeito do excerto acima. Serviu-lhes a paz. 10. IV. A palavra “pois” introduz oração que indica conclusão.Texto para a questão 4: “A Paz 1. ( ) Nos versos 16 e 17. GABARITO Texto para a questão 5. Vieram vestidos De linho. e) I e IV. IESB Julgue os itens. Sentiu-lhes o frio. ( ) O terceiro movimento da leitura do texto apresenta intertextualidade com o texto bíblico.” 5. U. ocorre a figura de construção chamada polissíndeto. ( ) Os dois primeiros movimentos do texto juntam indivíduos de diferentes classes sociais. caracterizada por um léxico próprio das áreas da ciência e da filosofia. Sentiu-lhes a fome. Sentaram-se à mesa. 15.5) e olhos tão ávidos (v.

e) inimigo irreconciliável. O vocábulo que melhor traduz o emprego conotativo dessa expressão é: a) fracassar. principalmente quando se tinha. de ser seu amigo. citada. fosse qual fosse a sua natureza. sob pena de a compreensão do texto como um todo ficar prejudicada. ‘O Major Vidigal fora às nuvens com o caso: nunca um só garoto. ficava-lhe sob a proteção.) arranjasse depois a soltura. o Vidigal era até capaz. Berta. como o Leonardo. uma leitura nos surpreende. ed. há outras. d) enfurecido. e) destruir. e arranjasse depois a soltura por qualquer meio. aliás de nobre sentido. de. “Esparadrapo Há palavras que parecem exatamente o que querem dizer.’” ALMEIDA. tão do gosto do romance romântico da época. Já se vê pois que as fortunas do Leonardo redundavam-lhe sempre em mal. indica que o Major ficara: a) indiferente. entre outras coisas. por exemplo. 8. lhe havia podido escapar. ofendê-lo em sua vaidade de bom comandante de polícia. o Leonardo havia sido detido pelo Major Vidigal.. 2 – Começo./S. na 1ª linha. em Memórias de um Sargento de Milícias. e devem ser entendidas no contexto em que se encontram. Mário. tinha-o por seu inimigo irreconciliável enquanto não lhe desse desforra completa. e) meditativo. a expressão fora às nuvens. mas tendo-o deixado mal. driblando a escolta. Se o Leonardo não tivesse fugido. e degradá-lo diante dos granadeiros. Globo 1987 p. extraído de um ensaio sobre Memórias de um Sargento de Milícias. era realmente um mal naquele tempo ter por inimigo o Major Vidigal. Nesse sentido. d) desanimar. UFMS O texto literário utiliza a língua de maneira criativa e original. b) em sua vaidade de bom comandante de polícia. “Esparadrapo”. por isso. UFMS Leia o texto abaixo. intitulado Escapula. FTD. “Prodígio de humor e ironia. pois certas palavras e expressões apresentam significados novos ou fora do comum.m. a seqüência que apresenta sentido claramente irônico. origem. 4 GABARITO 7. a) se o Leonardo (. e entretanto aquele lhe viera pôr sal na moleira. Rio de Janeiro. Quem quebrou a cara fica mesmo com cara de esparadrapo. Quem pregava ao Major Vidigal um logro. “Memórias de um Sargento de Milícias (fragmento) No capítulo XIII. IMPRIMIR Identifique entre as alternativas abaixo. o sentimento do Major frente à situação. No entanto. consegui fugir. Voltar Língua Portuguesa .. Da preguiça como método de trabalho. e tinha-o consigo em todas as ocasiões. 1992. Por exemplo. ‘incunábulo*’.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .. b) machucar-se.” QUINTANA. 6. b) eufórico. retiradas do fragmento transcrito do romance. UFR-RJ A expressão “quebrar a cara” é largamente empregada na língua portuguesa com sentido conotativo. Incunabulu: berço] Adj. 83. isento de qualquer traço idealizante. muitas vezes. O trecho abaixo reproduzido é parte desse capítulo e aborda. 1 – Diz-se do livro impresso até o ano de 1500. Memórias de um Sargento de Milícias. uma vida tão regular e tão lícita. a quem uma vez tivesse posto a mão. Manuel A. no caminho para a prisão. São Paulo.” WALDMAN. O romântico fruto de uma pisadela e de um beliscão. mas. c) envaidecido. c) desistir. no romance não há lugar para as tintas sentimentais e heróicas nem para o abuso de peripécias inverossímeis. *Incunábulo: [do lat. d) fosse qual fosse a sua natureza.Leia o texto a seguir e responda a questão. Texto para as questões 7 e 8. por fim de contas.. c) uma vida tão regular e tão lícita. que parecem estar insinuando outra coisa.

acreditamos. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. Está correto o que se afirma: a) em I. 10. II e III.” SCHRAMM. e) apenas em II. foi a formação moral herdada de nossos fundadores. Na construção de uma sociedade justa e democrática.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar .. b) em II e III.9. denotativo.. o autor premia os cinco sentidos do corpo humano..” Carlos Drummond de Andrade. d) .. assinale a alternativa que contenha um sinônimo para a palavra senda: a) vereda. tem especial relevância a existência da imprensa livre. indispensável para a afirmação da cidadania. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. U. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. cremos. conotativo. III... e) companhia. d) apenas em I. e não o sentido figurado.. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade.) Mas a cidadania não se constrói apenas com palavras. se vale do sentido como conotativo da linguagem: a) Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente. com boas intenções. tem especial relevância a existência da imprensa livre. cuja frase.. É o tipo de texto que analisa.. b) casa. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) banda. cremos. interpreta e explica os dados da realidade. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. onde cada um pudesse ter de acordo com suas capacidades e segundo suas necessidades. Egon José.. b) Esta base. PUC-PR Considerando apenas o sentido próprio. participativa e laica. Nas referências descritivas de seres inanimados. d) turma. 5 Indique a opção. da difusão da informação de interesse público. é uma das boas notícias que aguardamos para o próximo século. 11.. o desejo de interferir ativamente no comando dos destinos da comunidade. Esta base. O texto constrói-se basicamente no uso de sinestesias e prosopéias. Considere as seguintes afirmações: I. pluralista. que possibilite o trânsito correto da informação. de qualidade e com profunda afinidade com a realidade. Univali-SC “Visões de um novo tempo (. e) A continuação do exercício desta prática jornalística. c) .. da difusão da informação de interesse público. 22 de setembro de 1999. Jornal de Santa Catarina. que acreditavam poder aqui edificar uma sociedade livre. A continuação do exercício desta prática jornalística. retirada do texto acima. II. c) em I e II. Este edifício tem como alicerce a vontade férrea de nossa gente...

GABARITO 13. entendemos os anos de mil e quinhentos. Mas estudar-lhes as formas mais apuradas da linguagem. / “Entretanto. mas que sabem perfeitamente os clássicos. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. porém de sentido diferente.” e) Onomatopéia é o emprego de palavra cuja pronúncia imita o som natural da coisa significada.” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . / “Foi então que os bustos pintados nas paredes entraram a falar-me e a dizer-me que. Quis variar e 1embrou-me escrever um livro. Em geral. pela qual se pode evitar usar expressões mais diretas ou chocantes. o que é um mal. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. à força de velhas. Mas se isto é um fato incontestável. “A LÍNGUA NA LITERATURA BRASILEIRA (Machado de Assis) Entre os muitos méritos dos nossos livros nem sempre figura o da pureza da linguagem. defeito grave a que se junta o da excessiva influência da língua francesa. e o escritor não está obrigado a receber e dar curso a tudo o que o abuso. como se diz nas autópsias. Divergência digo. – não me parece que se deva desprezar. mal comparando. UFF-RJ Assinale a opção em que os elementos grifados nos trechos a seguir exemplificam a figura de linguagem apresentada.” d) Metonímia é a designação de um objeto por palavra designativa de outro objeto que tem com o primeiro uma relação. porém. se alguns caem naqueles defeitos por ignorância ou preguiça. Nem tudo tinham os antigos. ( ) “Divergência” não implica diferentes posturas diante do tema abordado por Machado. em relação à semântica e à estilística. com os haveres de uns e outros é que se enriquece o pecúlio comum. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. como tudo cansa. pegasse da pena e contasse alguns. ( ) Por “no século de quinhentos”. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem. Feitas as exceções devidas. vida diferente não quer dizer vida pior. / “Os amigos que me restam são de data recente. ou antes por uma exageração de princípio. A influência popular tem um limite. o interno não agüenta tinta. o capricho e a moda inventam e fazem correr. outros há que os adotam por princípio. locuções novas. esta monotonia acabou por exaurir-me também. desentranhar delas mil riquezas que. AEU-DF Leia o texto “A língua na literatura brasileira” e depois julgue os itens seguintes. de membros da mesma frase. ele exerce também uma grande parte da influência a este respeito. nem tudo temos os modernos. ou de dois ou mais versos. para referir-se a determinados fatos.12. se fazem novas. / “Ora. ( ) A expressão “ganham direito de cidade” alude à irrefutável inserção de novos termos na língua e sua conseqüente aceitação por parte de todos que a utilizam. porque. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. A este respeito a influência do povo é decisiva. Pelo contrário. são os erros de grafia e de pronúncia das palavras. Há portanto certos modos de dizer. todos os antigos foram estudar a geologia dos campos santos. não se lêem muito os clássicos no Brasil. uma vez que eles não alcançavam reconstituir-me os tempos idos.” 6 ( ) Os “solecismos” de que nos fala no texto.” b) Eufemismo é uma substituição de um termo. Este ponto é objeto de divergência entre os nossos escritores. Cada tempo tem o seu estilo. é outra coisa. não se lêem. cuja opinião é diversa da minha neste ponto. semelhante à pintura que se põe na barba e nos cabelos. Não é raro ver intercalados em bom estilo os solecismos da linguagem comum. ( ) Há silepse de pessoa em “nem tudo temos os modernos”. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. a) Paronomásia é o emprego de palavras semelhantes no som. Entre as exceções poderia eu citar até alguns escritores. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. / “O que aqui está é. e que apenas conserva o hábito externo.” c) Anáfora é a repetição de uma ou mais palavras no princípio de duas ou mais frases.

e F para os falsos. Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão. b) apenas a III está correta. A palavra paciência tem um sentido denotativo. Os melhores contos de Clarice Lispector. para os verdadeiros. IV. Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã. Tem sido sábado. Use V. Domingo de manhã também é a rosa da semana. 16. UFMT-Modificada Antes de julgar os itens abaixo. 1997. III e IV estão corretas. antes do vento espantado poder recomeçar. I. c) antítese e metáfora. Reconheça as figuras de linguagem que aparecem nestas duas frases. de súbito. Não é propriamente rosa que eu quero dizer. aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. a) ironia e hipérbole. F. uma rosa molhada. “Atenção ao Sábado Acho que sábado é a rosa da semana. II. mas já não me perguntam mais. ( ) Ocorre personificação em a semana vai morrer e antes do vento espantado. Se chovia só eu sabia que era sábado. Global. d) I e IV estão corretas. III.. Há antíteses na letra da música acima. São Paulo. Então eu não digo nada. leia o texto “Atenção ao sábado”. não? No Rio de Janeiro. e o vento: uma picada. vou na valsa A vida é tão rara Enquanto todo mundo espera a cura do mal E a loucura finge que isso é normal Eu finjo ter paciência O mundo vai girando cada vez mais veloz A gente espera do mundo e o mundo espera de nós Um pouco mais de paciência” Lenine. A alternativa correta considerando o texto apresentado é: a) nenhuma está correta. Clarice. sábado de manhã. e alguém despeja um balde de água no terraço: sábado ao vento é a rosa da semana. com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e. o rosto inchado. aparentemente submissa.M.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . nós já tínhamos tomado banho. b) eclipse e paralelo. Univali-SC “Paciência Até quando o corpo pede um pouco mais de alma A vida não pára Enquanto o tempo acelera e pede pressa Eu me recuso faço hora. a abelha no quintal.” LISPECTOR. No sábado é que as formigas subiam pela pedra. O autor se utiliza de prosopopéia em alguns versos. ( ) A expressão Tem sido sábado deixa de indicar um dado sobre o tempo e descreve o estado de espírito da personagem. sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento. De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana. c) todas as afirmações estão corretas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) II. sangue e mel. Itajubá-MG “Motivos de alegria e de tristeza” – “. 15.14. e) contraste e alusão. d) ênfase e comparação. trancados na ilha do nosso egoísmo”.. São também utilizadas expressões populares no texto. vejo que é sábado de tarde. quando se pensa que a semana vai morrer. GABARITO Analise as afirmações abaixo com base no texto apresentado. Seleção de Walnice Galvão. 7 ( ) Sábado ao vento e grande esforço metálico são construções de valor denotativo e monossêmico.

morena e matuta.. Há uns que são legítimos e outros que são falsificados. para não azedar o mate. 23. respeitando a vez de cada um. UCDB.” 04. ótimo. ‘Carregar mate’ significa alguém ficar segurando a chaleira. É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo.17. em relação à semântica e à estilística. AUE-DF Leia o texto “Novos & velhos” e julgue os itens seguintes. em prol do equilíbrio universal. “Chimarrão é o mate cevado. os novos significam muito mais do que simples herdeiros: embora sem saber. jamais teriam feito aquilo tudo se não se houvessem grandemente impressionado. na incauta adolescência. a conversa será mais lenta. retirados do texto de Raquel Noveira.” 16. por sua vez.” Dê. E assim. os seus severos jogos atléticos eram uma sadia reação contra a languidez dos românticos. não existe geração espontânea. Porque na verdade a sandice não constituiu privilégio de ninguém. são por natureza os nossos filhos naturais. Por essas e outras é que é mesmo um equívoco esta querela. no texto em que estão inseridas. fizeram eles questão de trabalhar mais perigosamente. Sendo assim. como chê-kambá ou cunhataí. E. Raquel. Se alguém falar alguma frase. ( ) Ao colocar entre parênteses a palavra “ainda” .” 02. Importante mesmo é que haja um clima de comunhão..)” NOVEIRA. sem açúcar. uma bomba ou bombilha e a erva moída. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’. passa-se do chimarrão ao tereré.coisa que os acrobatas antecessores não podiam dispensar. tudo semelhante a ‘um coração verde com uma artéria de prata’.. “Faz parte de nossa tradição tomar mate.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . p. O arado e a estrela. dará mais sabor à erva. “É bom que haja no céu um sol bem vermelho e uma poeira cor-de-tijolo envolvendo tudo. embora sem querer. sem querer. a animação da prosa e o ritmo dos sorvos. Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfurarem a tarde com suas pontas de lata. tudo muito morno e quente. sob um laranjal. aquele(s) em que há presença de conotação. entre novos e velhos. ( ) A expressão “sem rede de segurança” significa sem as amarras da técnica poética tradicional. Levar a chaleira lá dentro para esquentar de novo quando a água começar a esfriar. Acontece que. alguma palavra em guarani. a conversa será mais lenta. (. Os (ainda) chamados modernistas. entre os trechos abaixo. 18. a soma das alternativas corretas. “O ideal é tomá-lo numa grande roda. de cachimbo da paz. como resposta. Para tomar mate é necessário adquirir-se uma cuia. com a sua livre poética. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. IMPRIMIR GABARITO 01. Se houver os serviços de alguma bugra para ‘carregar mate’. bem gelado. Quanto a mim. próprio. Chimarrão é o mate cevado. ( ) Os “acrobatas” são os poetas parnasianos em oposição aos nefelibatas simbolistas. UFMS A conotação ocorre quando as palavras ganham. Ed. Quanto a estes. ( ) Há ironia em “a sandice não constitui privilégio de ninguém”. além de tudo. conforme poema do gaúcho Aparício Silva Rillo. “. sem rede de segurança . Quintana alude ao sentido denotativo da palavra modernista.” 8 ( ) No texto “geração espontânea” reporta-se a criação súbita. identifique. explosão criadora. estando equitativamente distribuída entre novos e velhos. de uma boca para a outra. “Se for na hora do quiriri e algumas estrelas perfumarem a tarde com suas pontas de lata. com os espetáculos de circo dos parnasianos. 1996. Tanto de um como de outro grupo etário.” 08. Voltar Língua Portuguesa . ressuscitada a cada geração. Campo Grande. passar a cuia de uma mão para a outra. regado a água quente. habitual). Tereré é o refresco. De acordo com o clima. regado a água quente. fomos uns aprendendo dos outros e acabando realmente por herdar suas qualidades ou repudiar seus defeitos. o que não deixa de ser uma maneira indireta de herdar. sob um laranjal. O ideal é tomá-lo numa grande roda. um outro sentido que se acrescenta ao seu sentido primeiro (sentido denotativo.. “NOVOS & VELHOS (Mário Quintana) Não. jamais fiz distinção entre uns e outros. sem açúcar.

.19. d) I e III. e) Traga o revólver que vamos dominar facilmente o caixa. Apareceu um guarda. – Discordo terminantemente. agosto/99 (PROSOPOPÉIA).. O conteúdo e o vocabulário da linguagem dos assaltantes não está de acordo com os níveis de linguagem empregados. Univali-SC Indique o item em que a figura de linguagem existente nas manchetes. agosto/99 (ANTÍTESE).. enche o cara de chumbo. Estão corretas: a) II e III. c) Tu trazes o revólver que vais dominar o caixa. ou seja. d) eufemismo. 20. 9 GABARITO 21... O guarda se afasta. b) I. Alfenas-MG “Os prédios são altos e se espreitam traiçoeiramente com binóculos na sombra”. – Podes crê. 14/04/99 (PLEONASMO). 30/06/99 (METÁFORA).. – Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. – Ih. – Valeu.. III. e) “O gigante e os anões” – Superinteressante. 22.. e) ironia. – Então vamlá. Ou que os iluministas do século 18. sem mudar o sentido. UEMS A expressão “Tu traz o berro que nóis vemo rendê o caixa bonitinho”. cheio de gírias.. disfarça. d) “Um passado escrito por pólen e lascas de madeira” – Superinteressante. U. c) I. d) Traga-me o revólver que vamos dominar de maneira bela o caixa. retiradas de revistas de circulação nacional. c) hipérbole. “. com vocabulário rico. 27/01/99 (METONÍMIA). tá recheado? – Tá. Dois homens tramando um assalto. Predomina nessa frase a figura de linguagem denominada: a) metáfora. está denominada corretamente entre parênteses: a) “O pai do ciberespaço” – Isto é. na passagem do guarda. A linguagem utilizada pelos assaltantes pode ser considerada correta apenas no segundo momento de suas falas. sendo um popular. mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach. é correto afirmar: I.. c) “A canoa furada dos impostos” – Veja. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . II. poderia ser substituída. Servicinho manero. Engrossou.” Luís Fernando Veríssimo. em linguagem formal. O guarda passa por eles. b) Me traga o revólver que nós vamos dominar facilmente o caixa. Leia o texto abaixo e responda às questões 21 e 22. Foram utilizados dois níveis de linguagem. sujou...Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . b) prosopopéia.. e outro culto. por: a) Você traz o revólver que nós vamos dominar o caixa bonito. – Tá com o berro aí? – Tá na mão. b) “A supermoeda murchou“ – Veja.. É só entrá e pegá. Pra arejá. – O berro.. II e III. e) I e II. Disfarça.... UEMS Sobre a linguagem utilizada nesse trecho.

gosta de fazer bonito. o poeta emprega termos figurados por falta de palavras mais apropriadas.” d) Toda profissão tem seus espinhos. que sofre transformações decisivas do passado para o futuro. b) relação de termos que consiste no uso do todo pela parte.E. 13. através da ironia que minimiza diferenças entre passado. Rio de Janeiro: 7 letras. é correto afirmar: a) Ambos redimensionam a desilusão amorosa tanto através da elevação espiritual quanto do recurso a elementos prosaicos. b) Ambos focalizam a temática amorosa. preferindo dar ênfase aos assuntos cotidianos. 25.” 24. “Happy End o meu amor e eu nascemos um para o outro agora só falta quem nos apresente” GABARITO CACASO. U. c) metáfora. 1984. (. Assinale a alternativa em que esse tipo de figura acontece.23. c) suavização de uma idéia através da substituição de uma palavra.)” José Paulo Paes. d) Ambos ignoram a temática amorosa. Drops de abril. 87. U. despertando atenções para o eu-lírico. A figura de linguagem em questão é a: a) catacrese. d) metonímia. Alfenas-MG Definição: “Silepse é uma figura de linguagem que ocorre quando efetuamos a concordância não com os termos expressos. mas com a idéia a eles associada em nossa mente”. d) relação entre percepção de sentidos diferentes. Voltar Língua Portuguesa . Ninguém chupa a manga da camisa. e) “Quando a gente é novo. a) Aos amigos faltou-lhes coragem.Funções da linguagem e Linguagem figurada Avançar . Londrina-PR Leia os poemas abaixo: “Pronto pra outra gravei seu olhar seu andar sua voz seu sorriso. IMPRIMIR Sobre os poemas. presente e futuro. São Paulo: Brasiliense. e) Ambos ridicularizam a desilusão amorosa. b) sinestesia. você foi embora e eu vou na papelaria comprar uma borracha.. 2000.. UFR-RJ No fragmento “que bom passar a mão no som da percalina” percebe-se: a) a correlação entre o sentido próprio e o sentido figurado das palavras. c) Ambos enfocam a temática amorosa. 2ª ed. b) Vi com meus próprios olhos. 10 Na composição do excerto. U.” CHACAL. embora continuem professando a fé no amor definitivo que não será superado sequer pela morte. Alfenas-MG “Ninguém coça as costas da cadeira. p. e) perífrase. espere um pouco / Que é pro meu samba poder chegar. 26. p. c) “Luar. Beijo na boca. e) emprego de termos que se referem a conceitos contrários. como na poesia marginal em geral.

27. UFGO-Modificada
“Mestre do Coro Quem te ensinô essa mandinga? - Foi o nego de sinhá. O nego custô dinhero, dinhero custô ganhá, Camarado. Coro Cai, cai, Catarina, sarta de má, vem vê Dalina. Mestre do Coro Amanhã é dia santo, dia de corpo de Deus Quem tem roupa vai na missa, quem não tem faz como eu.”

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O fragmento transcrito apresenta um registro lingüístico próprio também das rodas de capoeira, conforme pode ser atestado em O pagador de promessas, de Dias Gomes. Sobre a linguagem do trecho citado, pode-se afirmar que: ( ) a variedade não-padrão cumpre seu papel comunicativo, desde que pautada pela clareza e coerência. ( ) na 1ª estrofe, o vocábulo custô tem o mesmo sentido, nas duas construções em que foi usado. ( ) a palavra camarado apresenta uma flexão de gênero, imprópria, de acordo com a norma padrão. INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 28.
“O samba do Ernesto O Arnesto nos convidô prum samba Ele mora no Brás Nóis fumo e não encontremos ninguém Nóis vortemos com uma baita duma reiva Da otra vez nóis num vai mais Nóis num semos tatu Notro dia encontremos co’ Arnesto Qui pidiu discurpa mas nóis num aceitemos Isso num si faiz Arnesto nóis num s’ importa Mais você devia ter ponhado um recado na porta Ansim Óia turma num deu pra espera Aduvido que isso num faiz már Num tem importância nóis si habitua”
Adoniran Barbosa e Nicola Caparrino.

GABARITO

28. UFMT ( ) O texto retrata um pedido de desculpas de amigos que não se vêem há muito tempo. ( ) “Aduvido, vortemos, ponhando, ansim, óia” são marcas de uma variedade lingüística utilizada por pessoas de pouca ou nenhuma escolaridade. ( ) “Prum, num, cuma, duma, pra” marcam a moralidade oral do texto. ( ) Sempre que é usada a primeira pessoa do plural, no texto, a desinência verbal é adequada.

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29. Uniube-MG
“Cumprida a obrigação, Fabiano levantou-se com a consciência tranqüila e marchou para casa. Chegou-se à beira do rio. A areia fofa cansava-o, mas ali, na lama seca, as alpercatas dele faziam chape-chape, os badalos dos chocalhos que lhe pesavam no ombro, pendurados em correias, batiam surdos.”
RAMOS, Graciliano, Vidas secas.

Observando-se, neste excerto de Vidas secas, a linguagem do autor, pode-se afirmar que a expressão grifada é uma figura de linguagem denominada: a) onomatopéia. b) pleonasmo. c) aliteração. d) eufemismo. 30. U.E. Londrina-PR Observe os quadros abaixo.

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GABARITO

O comentário irônico de Mafalda no último quadro refere-se, fundamentalmente, a uma figura de linguagem presente nos quadros anteriores, que é: a) hipérbole. b) metáfora. c) aliteração. d) metonímia. e) pleonasmo. 31. Uniube-MG Há figuras de linguagem em: I. antítese em “o meu dia foi bom, pode a noite descer”; II. prosopopéia em “a noite com seus sortilégios encontrará lavrado o campo, a casa limpa, a mesa posta”; III. metáfora em “com cada coisa em seu lugar”; IV. comparação em “quando a indesejada das gentes chegar / (não sei se dura ou coroável)”. Estão corretas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) I e IV. d) II e IV.

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Leia, a seguir, o fragmento retirado do livro Macunaíma, de Mário de Andrade, e responda a questão 32.
“– Meu avó, dá caça pra mim comer? – Sim, Currupira fez. Cortou carne de perna moqueou e deu pro menino, perguntando. – O que você está fazendo na capoeira, rapaiz! – Passeando. – Não diga! – Pois é, passeando... Então contou o castigo da mãe por causa dele ter sido malévolo pros manos. E contando o transporte da casa de novo pra deixa onde não tinha caça deu uma grande gargalhada. O Currupira olhou pra ele e resmungou: – Tu não é mais curumi, rapaiz, tu não é mais curumi não... Gente grande que faiz isso...”

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32. UFGO Uma característica importante das línguas é o fato de que elas não são uniformes nem estáticas. Fatores como região, classe social, idade, entre outros, explicam suas variações. Tendo em vista o comentário que você acabou de ler e as particularidades lingüísticas do trecho de Macunaíma, julgue os itens. ( ) A construção “dá caça pra mim comer” é típica da linguagem oral, representado, portanto, uma variação de “dê-me caça para eu comer”, própria da norma padrão. ( ) O emprego de palavras como “rapaiz” e “faiz”revela variação no nível dos sons, indicando pronúncia de um falante, no caso o Currupira, que utiliza a variedade padrão língua. ( ) Em “por causa dele ter sido malévolo”, ocorreu uma variação no nível sintático, uma vez que esse enunciado, na norma padrão, corresponde a “por causa de ele ter sido malévolo”. ( ) O enunciado “Tu não é mais curumi”, apesar de ser um exemplo de falar informal, está de acordo com a língua padrão, como se pode verificar pela concordância verbal. 33. Cesgranrio Assinale a opção em que há correspondência entre o período e o recurso estilístico a ele atribuído. a) “Quem pode vai para fora” – hipérbato. b) “Aquele jardim era meu amigo” –metonímia. c) “Eles são as minhas aldeias” – metáfora. d) “Uma voz de água no silêncio” – anáfora. e) “Que bom ver outra vida! Que bom ouvir a outra face do disco!” – anástrofe. 34. U. Santa Ursula-RJ-Modificada Primeiramente, nos versos “de carne e de memória” / “de osso e de esquecimento” e nos versos “bocas bafos bacias” / “bandejas bandeiras bananeiras”, o autor se utiliza dos seguintes recursos de linguagem: a) metáfora e comparação; b) metonímia e aliteração; c) antítese e aliteração; d) comparação e hipérbato; e) paradoxo e aliteração.

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LÍNGUA PORTUGUESA

1

FUNÇ Õ E S DA L IN G U A G E M E L IN G U A G E M F IG U R A D A
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. V–V–F–F–F c d V–V–V–V–V a a d c d c d F–F–V–V–V b F–V–V c c V–V–F–V–V 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 18 b a b e e a a d V–F–V F–V–V–F a c a V – F –V – F c c

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LÍNGUA PORTUGUESA

V O C A B U L Á R IO
1. UFRN-Adaptada Essas previsões podem parecer ousadas, mas, no fundo, são até conservadoras” Assinale a opção em que o vocábulo traduz o sentido de ousadas: a) audaciosas. b) magníficas. c) impulsivas. d) duvidosas. 2. Unifor-CE Assinale a alternativa em que se substitui uma frase por outra de sentido equivalente. a) os videogames induzem à passividade = os videogames não permitem o isolamento. b) a ponto de não ter de esforçar-se = tanto que não precisa de muita vontade. c) porque inibem a vontade = porque estimulam o desejo de brincar. d) o jovem tende ao retraimento = o jovem procura distrair-se. e) Atividades físicas e em grupo são um antídoto = exercícios físicos comuns são a solução. 3. Emescam-ES
“Hoje, a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Momento por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos, que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. Aos quatro anos, eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distância a idade fisiológica da psicologia, corpo de criança e alma de mulher. O sonho é substituído pela TV, as histórias cedem lugar aos programas de auditório, e as fadas, bruxas e reis, aos brinquedos eletrônicos. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. (...) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto, cansadas perante um futuro que ainda não viveram, viciadas em indigência intelectual e espiritual.”
Excerto de “Memória de um Dinossauro”, de Frei Betto. A Gazeta, Vitória, 08. set. 98 p. 05.

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GABARITO

Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto; isso ocorre em: a) “suficiente discernimento” – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso; b) “insistência pirralha” – teima persistente da criança; c) “embotelhada em danças” – especialista em danças; d) “ritmo da esquizofrenia” – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais; e) “indigência intelectual e espiritual” – pobreza de cultura e de espírito. 4. UFF-RJ No fragmento “O meu fim evidente era atar as duas pontas da vida, e restaurar na velhice a adolescência.”, pode-se substituir a palavra em negrito, sem alteração de sentido, por: a) limite. b) momento final. c) término. d) objetivo. e) ponto extremo.

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5. Univali-SC
“Retrato do Brasil quando ainda jovem Como se explica o otimismo de nosso povo? Algumas pesquisas e levantamentos recentes, tenham ou não a ver com as comemorações dos 500 anos de Descobrimento, revelam um Brasil cuja ambigüidade torna cada vez mais difícil decifrá-lo e defini-lo em termos de personalidade e temperamento. De um país em crise e cheio de mazelas, onde, segundo o IBGE, quase um quarto da população ganha R$ 4,00 por dia, o que se esperaria? Que fosse a morada de um povo infeliz, cético e pessimista, não? Não. Por incrível que pareça, não. Os brasileiros não só consideram seu país um lugar bom e ótimo para viver, como estão otimistas em relação ao seu futuro e acreditam que ele se transformará numa superpotência em cinco anos. Pelo menos essa é conclusão de um levantamento sobre a “utopia brasileira” realizado há pouco pelo Data Folha.”
VENTURA, Zuenir. Época, 08/05/2000.

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Os sinônimos que poderiam ser utilizados para substituir as palavras destacadas no texto encontram-se, respectivamente, na opção: a) impressão / descrente / fantasia; b) equívoco / duvidoso / infelicidade; c) incerteza / seco / irrealização; d) indeterminação / cego / quimera; e) que tem dois sentidos / que não crê / felicidade. 6. Unifor-CE Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases apresentadas. Sem ..............., a criança ............... os comandos do jogo eletrônico, em que ............... eram perseguidos. a) hesitar – compulçava –animaizinhos b) hesitar – compulsava – animaisinhos c) hesitar – compulsava – animaizinhos d) exitar – compulsava – animaisinhos e) exitar – compulçava – animaizinhos 7. Unifor-CE Uma sociedade ............... é aquela em que os ............... têm ............... dos problemas que atingem todos aqueles que a compõem. As lacunas serão corretamente preenchidas com: a) armonioza – previlegiados – consciência b) armoniosa – privilegiados – conciência c) harmonioza – privilegiados – conciência d) harmoniosa – previlegiados – consciência e) harmoniosa – privilegiados – consciência 8. U.F. Juiz de Fora-MG “...Sou adepto do voto inútil! Vote inútil!!!” (Luiz Eurípedes Massiére) Um significado alternativo para a palavra acima destacada é: a) partidário. b) contrário. c) representante. d) rebelde. 9. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Para se restringir a compreensão das mensagens a uns poucos detentores do código lingüístico...” = limitar. b) “O uso correto do idioma não é um refinamento...” = requinte. c) “Porém, o oficialismo deveria, pelo menos, abster-se de usar estrangeirismos para evitar o ridículo de ser brega...” = impedir. d) “Não se trata de xenofobia.” = aversão a coisas estrangeiras.

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10. UFPR Leia o texto abaixo:
“A referência a Xuxa, além de providencial, é pertinente. Ela é pioneira nesse fenômeno, tão característico do Brasil de hoje, que é a erotização das crianças. Faz anos que, consciente ou inconscientemente, lhes dá aulas de sedução. Outras a seguiram na TV, entre louras que a imitam e reboladoras profissionais, mas Xuxa detém a palma do pioneirismo. Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira.”
Veja, 18/08/1999.

Marque V (verdadeiro) ou F (falso) na(s) alternativa(s) em que todas as expressões são apropriadas para substituir as expressões em negrito, sem prejuízo para o sentido do texto. ( ) menção – apropriada – interrompe – da licenciosidade. ( ) convocação – irritante – conserva – da abertura. ( ) observação – relevante – possui – da liberalidade. ( ) menção – apropriada – conserva – da falta de limites. ( ) saudação – obrigatória – interrompe – do vale-tudo. ( ) alusão – relevante – ostenta – da liberalidade. 11. Unifor-CE O solecismo ou erro de sintaxe torna a linguagem ...............ou ..............., por estar em ............... com as normas do padrão culto da língua. As lacunas da frase apresentada estão corretamente preenchidas em: a) incompreencível – imprecisa – dezacordo b) incomprensiva – imprescisa – desacordo c) incomprensiva – imprecisa – dezacordo d) incompreensível – imprecisa – desacordo e) incompreensível – imprescisa – desacordo 12. Unifor-CE O vocábulo em negrito está corretamente substituído por outro, sem prejuízo do sentido original, em: a) a influência do povo é decisiva = prejudicial. b) não lhe inseriu riquezas novas = descobriu. c) a receber e dar curso a tudo = ensinar. d) depurando a linguagem = purificando. e) se isto é um fato incontestável = divergente. 13. U. Alfenas-MG-Adaptada A palavra “então” do trecho “apontou o então chefe da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como autor da nota” tem o sentido de: a) naquela ocasião. b) nesse caso. c) além disso. d) nesse tempo. e) naquele lugar. 14. PUC-RJ-Adaptada
“Se além das prendas (...), D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência...”
Machado de Assis.

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As expressões abaixo estão dicionarizadas como acepções possíveis para preterir. Qual delas melhor poderia substituir o verbo no contexto em que é empregado no texto? a) ultrapassar. b) omitir. c) deixar de parte. d) ir além de. e) ser ilegalmente promovido.

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15. Unifor-CE A expressão em negrito está corretamente substituída por outra, sem prejuízo do sentido original, em: a) provocam cíclicas retrações = periódicas diminuições. b) premido pelas circunstâncias = decepcionado. c) para satisfazer exigências formais = leis costumeiras. d) mão-de-obra não-especializada = trabalho incomum. e) um futuro se não promissor = de desesperança. 16. Uniube-MG-Adaptada A expressão “dia-a-dia” no trecho “as coisas mais simples do nosso dia-a-dia”, pode ser substituída, sem que se altere o sentido da frase, apenas pela expressão grifada em: a) Não há trabalho para se fazer de supetão, mas dia a dia. b) Dia após dia aumenta a violência em nosso país. c) Obras de Machado de Assis fazem parte de meu cotidiano. d) A insegurança do brasileiro aumenta a cada dia. 17. Uniube-MG “Se pintar um clima, você pode caprichar no estilo, descolar um gato e curtir um papo legal.” Considerando-se a variedade lingüística que se pretendeu reproduzir nessa frase, é correto afirmar que a expressão proveniente de variedade diversa é: a) pintar um clima; b) caprichar no estilo; c) descolar um gato; d) curtir um papo legal. 18. Univali-SC
“Notas de um Nobel A julgar pelas últimas declarações do escritor português José Saramago, o Prêmio Nobel de Literatura que lhe foi atribuído em 1998 tornou-se um fardo difícil de ser carregado. Saramago reclama de falta de tempo para escrever. Hoje ele é uma espécie de arauto da língua portuguesa que percorre os quatro cantos do mundo propagandeando o idioma de Camões. Os recém-lançados Cadernos de Lanzarote II, segundo volume de seus diários, vão de 1996 a 1997 e mostra um Saramago andarilho, que deixa seu lar em Lanzarote, uma das Ilhas Canárias, dá voltas pela Europa, circula no Brasil e ainda tem tempo de salpicar as páginas de seu diário com observações perspicazes e poéticas. Para quem conhece os romances de Saramago, o estilo pode parecer frugal. Mas é aquele tipo de simplicidade que só alguém que pensa e escreve bem sabe fazer. Não faltam ao escritor o senso de humor, a ironia e uma delicadeza especial na percepção das coisas. (...)”
VOLPATO, Cadão – Época, 26 de abril de 1999.

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GABARITO

No texto, os vocábulos arauto, perspicazes e frugal podem ser substituídos, respectivamente, pelos sinônimos: a) mensageiro – inteligentes – modesto. b) representante – talentosas – insosso. c) que sabe – que observam – parco. d) eminente – sagazes – exagerado. e) propagandista – complicadas – sóbrio. 19. F. Católica de Salvador-BA-Adaptada A substituição proposta à direita mantém o significado do contexto em que o termo transcrito aparece em: a) “toda” em “metade de toda a força” – qualquer. b) “algum” em “com algum êxito” – pouco. c) “apenas” em “foram selecionados apenas os chefes” – mal. d) “ainda” em “O Brasil ainda tem uma vantagem” – afinal. e) “Assim que” em “Assim que a economia voltar a crescer, isso vai ser consertado” – Quando.

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20. Uniube-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está corretamente interpretada de acordo com seu sentido. a) “E só estando ao abrigo das necessidades (e do mau tempo) é que poderemos, com calma e sapiência, manipular os peões...” = sabedoria. b) “Pena que os bispos sejam tão renitentes.” = teimosos. c) “Acho que nenhum patriota sincero se oporia a esta medida tão salutar e higiênica” = moralizadora. d) “Conto com teu bom senso para tratar com severidade os trabalhadores, sem deixar-te levar por pieguices.” = sentimentalismos. 21. F.M. Triângulo Mineiro-MG-Adaptada “... uma relação é provida do atributo mágico...” “... prenhe de respeito e carinho...” “... repousa no preceito basilar do cristianismo...” Os sinônimos mais adequados para as palavras em negrito nos trechos acima são, respectivamente: a) dotada, repleta, fundamental; b) portadora, isenta, simples;

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c) concebida, marcada, único; d) destituída, madura, básico; e) incentivadora, plena, indiscutível. 22. U.E. Maringá-PR Assinale a(s) alternativa(s) em que as palavras em destaque podem ser substituídas pelas palavras que estão em itálico, respectivamente. 01. “A conclusão da primeira etapa de decodificação do genoma humano...” – o epílogo – leitura. 02. “A complicação é que se desconhecem quantas casas e edifícios existem de fato na metrópole e qual a função de cada um dos imóveis.” – o obstáculo – ignoram. 04. “As estimativas variam de 38.000 a 120.000” – as avaliações. 08. “As poderosas máquinas da Celera Genomics e do Projeto Genoma Humano ordenaram as seqüências de letras...” – prostraram – as apreensões. 16. “Identificar os genes será uma tarefa árdua e mais complexa do que foi decifrar o próprio genoma.” – um trabalho – desviar.

GABARITO

32. “...os geneticistas ainda são incapazes de encontrar a padaria ou a delegacia de polícia no complexo DNA do ser humano.” – hábeis – no elucidado. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas. 23. U.F. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que a palavra ou expressão em negrito não está adequadamente interpretada de acordo com seu sentido no texto. a) “Quis continuar a falar, para escrutar-lhe bem a alma; não pude, ele esquivou-se, e fiquei outra vez só.” = sondar. b) “...ninguém me dava o direito de presumir intenções e intervir nos negócios particulares de uma família...” = vangloriar.

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c) “Bastou que uma idéia se me afigurasse possível para que eu a acreditasse certa.” = parecesse. d) “...Félix achara um modo de conciliar umas e outras, amando sem casar.” = harmonizar.

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24. PUC-RS
“Não vai dar certo Outro dia, dois cientistas americanos apresentaram um pedido ao Serviço de Marcas e Patentes dos Estados Unidos para registrar uma criatura que estão produzindo em laboratório. A tal criatura seria uma mistura de homem com animal. Não se sabe direito que animal é este, mas deram a entender que tanto pode ser um macaco como um camundongo. É fácil imaginar um homem-macaco. Afinal, todos nós, no passado, já protagonizamos essa dobradinha. E nem faz tanto tempo. Conheço gente que ainda se lembra de quando o avô desceu da árvore (...) Já cruzamento de um homem com camundongo é mais difícil de visualizar. O único parâmetro conhecido é o Mickey, o rato mais bem-sucedido da história. Em cima dele, construiu-se um império que é, na verdade, uma ratoeira humana (...). A idéia de cruzar artificialmente seres humanos com animais não é nova. Já foi imaginada no começo do século pelo inglês H. G. Wells, em A Ilha do Dr. Moreau e, nos anos 50, pelo americano James Clavell, em A Mosca da Cabeça Branca. Ambas as histórias renderam vários filmes. Em todos eles, a parte humana levou um baita prejuízo. No filme do homem que virou mosca, o pobre Vincent Price ficou desesperado porque, com seu corpinho de mosca, não conseguia chamar a atenção de sua mulher, para que esta o fizesse voltar ao normal. E olhe que ele foi o cientista que resolveu fazer a experiência. Boa idéia. O ideal seria se os dois cientistas se oferecessem como cobaias de suas experiências. Um cruzaria o outro com o macaco. E o outro cruzaria o um com o camundongo.”
CASTRO, Ruy. Manchete, 19/04/98 (adaptado)

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Se as expressões “Outro dia”, “A tal criatura”, “dobradinha” e “corpinho”, características da linguagem coloquial, fossem substituídas por expressões do português culto formal, sem alteração básica no significado, seria correto utilizar, respectivamente: a) Uma vez – a experiência – par – figura diminuta. b) Dia desses – este monstro – dualidade – corpo minúsculo. c) Certo dia – o experimento – dupla – silhueta pequena. d) Há pouco tempo – o resultado – casal – corpete. e) Recentemente – esse ser – parceria – corpúsculo.

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21. 4. 18. 23. 11. 8. 2. 9. 14. 16. a c a c b a b c a 01 b e IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 7. 24. 12. 10. 15. 3. b c c d e c e a c F-F.LÍNGUA PORTUGUESA V O C A B U L Á R IO 1 1.Vocabulário Avançar . 17. 20. 19. 22. 5.F-V-F-V d d 13. 6.

acentuação. ortografia e formação das palavras Avançar . para os falsos. c) científicas e biogenética.” Nas palavras em negrito observa-se uma seqüência de: a) hiato. 2. d) negociação e países. entre mim e eles. d) Aproveito-me desta oportunidade. 4. e F. enviavam-se muitas cartas em mão.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . e) polícia e principais. Você fica louco da vida. 2. nas palavras: a) ameaças e contrário. dígrafo e ditongo. existe. dígrafo e ditongo.. Use V. b) A EMESCAM fica situada na Avenida Nossa Senhora da Penha. e) ditongo. “O grafiteiro pixou no muro caiado: ‘Herrar é umano. mas é usada em palavras que a trazem da etimologia. dígrafo e hiato. xinga o cara de ignorante e manda repintar o muro. para os itens verdadeiros. e) Antigamente.. uma separação formal e intransponível. como humano.. para agradecer-lhe a gentileza do gesto. Você corrige um erro. encontro consonantal e hiato. em: a) Dadas as nossas origens e objetivos. ( ) As letras x e ch podem representar o mesmo fonema. Unifor-CE “Vejam que país. Você corrige dois erros. 4. b) biologia e adquirida. b) hiato. Emescam-ES O emprego da expressão abaixo em negrito vai de encontro ao “bom uso” da nossa língua. UFSE Os encontros vocálicos das palavras SEARA e GLÓRIA encontram-se..” Lourenço Diaféria. nenhuma fonema. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) ditongo. na Língua Portuguesa. respectivamente.’ Considere as seguintes atitudes: 1. encontro consonantal e ditongo.Fonologia. c) Daqui há pouco tempo estaremos iniciando o século vinte e um. UFMT Leia o texto de Lourenço Diaféria e julgue os itens a seguir. 1 ( ) A letra h não representa. o que ocasiona certa dificuldade na escrita de palavras como pichar e xícara. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1. 3. ( ) Poderia ser acrescentada à “questão de múltipla escolha” mais uma alternativa: Você corrige três erros. c) ditongo.” “. Você não corrige nada e elogia a criatividade do grafiteiro.a lavadeira cheira a gim. GABARITO 3.

” – fonema /k/. distingui...” – fonema /k/. É goooool. Sem contração de preposição com artigo. d) apenas I e II. II e IV. adquiri. adquiri.F. “Nevascas. houve substituição da consoante final por semivogal. adquiri. 6.” – fonemas /ku/. PUC-RJ Leia o período abaixo e as afirmações relacionadas às expressões nele contidas: “O ceticismo constitui uma marca característica do conto machadiano que vem sendo amiúde assinalada pelos estudiosos da literatura brasileira. ma-cha-di-a-no e as-si-na-la-da.. distingüi. Dê.enquanto dá voltas. adqüiri. 01. 16. Anhangüera. Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam também corretamente grafadas.. 2 GABARITO 8. d) Ambiguidade. vai marcar. tranqüilo.. Anhangüera. ortografia e formação das palavras Avançar . distingui.” – fonema /k/. como: marcar → marcá chaleira → chalera sensacional → sensacionau Analise as afirmações relacionadas com essas alterações fonéticas. distingui.. c) apenas III. tranqüilo. III. como resposta a soma das alternativas corretas. adqüiri... acentuação. De acordo com as regras de acentuação gráfica.. formando um ditongo crescente. IV. São corretas as afirmações: a) I. houve queda de consoante final e deslocamento da sílaba tônica. 02. 32. aguei. III. Maringá-PR-Modificada Assinale a(s) alternativa(s) em que a(s) letra(s) destacada(s) corresponde(m) adequadamente ao(s) fonema(s) propostos(s). e) I e III.5.. Anhangüera. II.. “. Em chalera. respectivamente. guaraná. distingüi.. II. FGV-SP A palavra língua está corretamente escrita com acento agudo e sem trema. tranquilo. güaraná. tranqüilo. “Séculos quentíssimos. 08. A separação silábica das palavras “machadiano“ e “assinalada” é.. c) I e II. 7. b) apenas II. d) III e IV. agüei. guaraná..” – fonema /k/. Em marcá.. b) II e III. “Daqui a alguns milênios. e) Ambigüidade. b) Anbiguidade. “. Está(ão) correta(s): a) apenas I. 64.” – fonemas / ku/. Anhanguera. “Os americanos acham. a expressão “pelos estudiosos” deveria grafar-se “pôr estudiosos”. notavelmente aqueles que se concentram na chamada fase realista de sua obra. aguei. guaraná. o verbo “constituir” escreve-se “constituía” em uma das formas do passado.. güaraná. agüei. houve simplificação de um ditongo decrescente em vogal simples. furacões..um pião enlouquecido.” – fonemas /kw/... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . a) Ambigüidade. algumas palavras sofreriam alterações. Em sensacionau. c) Ambigüidade.Fonologia. “. 04. dá de chaleira. atenção. U. agüei. tranquilo. e) apenas II e III. O advérbio derivado de “notável” deveria estar grafado no texto como “notavelmente”. sensacional!” Se essa fala fosse transcrita em nível coloquial. Anhanguera.a velocidade da rotação.” I.E. Santa Maria-RS “Ele domina a número cinco. U. I..

o italiano e o francês. como argumentos a favor da simplicidade do produto anunciado. ( ) As palavras gracias. prazeiroso. ascenção. U. e) Eletrecista. asterístico. e) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente. acentuação. Paraíba e caudal. 180 e mucho más. venga a buscar la suya. vultosa. pretenção. UFMT ( ) A fábrica de canetas Parker explorou o fenômeno. FGV-SP Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas. Unifor-CE Nas palavras Paquequer. d) Acentuam-se todas as palavras paroxítonas. ocorrem. no texto. c) ditongo – dígrafo – hiato. asterisco. Come on. da globalização lingüística. e) ditongo – dígrafo – ditongo. d) velho. c) Assessores. Premier. celebral. ( ) Na Babel global. b) Eletricista. IMPRIMIR GABARITO 13. celebral. b) adivinhar. prazeiroso. Alfenas-MG O acento gráfico em “conferência” tem a regra de emprego assim expressa: a) Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em a(s). frustado. capisci?” Revista Veja/SP. 12. assim como o português. a) Empolgação. alto-falante. 10. I tutto para você pagar com money brasileiro. previlégio. ortografia e formação das palavras Avançar . d) dígrafo – ditongo – ditongo. “Agora in Brasile. losango. a confusão de línguas também impede a comunicação. ( ) O fato de o espanhol. extrangeiro. beneficiente. la mejor Parker Collection du monde. e) recorria. b) Acentuam-se as palavras proparoxítonas terminadas em ditongo crescente. ( ) As palavras estrangeiras funcionam. serem línguas neo-latinas facilita a compreensão da mensagem pela propaganda. b) dígrafo – hiato – ditongo. a) qualquer.Fonologia. 3 9. através. entitular. Perché si non vous puede ficar sem. porque a língua inglesa é também uma língua neo-latina. UEPI Marcar a opção em que o segmento em negrito não forma dígrafo.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto e julgue os itens da questão 9. d) Sicrano. 11. pretensão. ( ) O sentido de money e come on é evidente no texto. c) confessar. 95. 88. despercebido. Gracias à abertura da nossa economia. Voltar Língua Portuguesa . a Parker do Brasil ha portato a tutti noi a crème de la crème das Parkers do mundo: Duofold Centennial. c) Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em a(s). recriada por esse texto. cultural e econômica para lançar seu produto no mercado brasileiro. auto-falante. respectivamente os seguintes encontros: a) ditongo – hiato – hiato. tutto e monde são formadas a partir de radicais presentes nas palavras correspondentes do português.

.. 16. como resposta. c) Feriadão começa com o 2º maior congestionamento... b) Ora! Você fez um dramalhão por coisa tão insignificante. A alternativa em que este valor está presente é: a) Ao revisar a prova.. Assinale a(s) alternativa(s) em que todas as letras destacadas representam na escrita o fonema /s/. d) O casacão da noite envolveu a cidadezinha.. Ponta Grossa-PR Tendo em vista a acentuação gráfica e a separação silábica dos vocábulos. U.. 04..E. e) Um carro! Presentão como esse você só ganha uma vez na vida. país. O vocábulo “observação” tem quatro sílabas..” Dê...... b) exímio – vírus.. a) cândido – armário.....passando o tempo a torcer e a chorar por seus heróis... b) filológica. “Esse público buscava na literatura apenas distração. e) estranh.... aliás. 08.” 02. Uniube-MG São acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. “A prosa literária brasileira começa no Romantismo.. “.. completará corretamente a grafia de: a) bel... U.E..... as palavras da alternativa: a) língua. necessária. 01...esperando o próximo.. fechava o livro e o esquecia. na grafia da língua portuguesa... a e e.. O vocábulo “evoluído” tem cinco sílabas.. alguém... “. a soma das alternativas corretas.cujo ócio permitia a leitura de romances e folhetins.... acentuação. c) supérfluo – incêndio..” 32. assinale o que for correto...” 04... 18. 15... 4 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) límpido – vôo. obrigatório.... São acentuados graficamente os vocábulos “só”... O vocábulo “muriqui” não é acentuado pois não levam acento gráfico os oxítonos terminados em i.. “primata” e “apetite” não recebem acento gráfico porque não se acentuam os paroxítonos terminados em o. de várias maneiras. 17. b) cert.14. U.. sentido pejorativo.. usado nessa palavra em negrito na citação acima. 02.. c) português... a soma das alternativas corretas. FUVEST-SP Os sufixos aumentativos têm. Os vocábulos “macaco”.. influência.. d) óbvio..... Alfenas-MG “Fernando Henrique fez a defesa dos países em risco”.. como resposta. lingüística. ridicularizando ou ironizando a idéia expressa. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo várzea. d) viuv. úteis.Fonologia.. e e o.” 08. “.” 16. às vezes.. “.. percebemos que havia um problemão a resolver.. que lhe ofereceria praticamente as mesmas emoções. “é” e “dá” porque devem ser acentuados todos os monossílabos tônicos terminados em a. 16.tão logo chegava ao final.. c) calabr. Maringá-PR-Modificada O fonema /s/ é expresso.... d) incluído – sandália. 01.. O sufixo ESA.. Dê. 19.. ortografia e formação das palavras Avançar .

mas Camarões venceu. F. traduzindo como pode os nomes importados – goal keeper já é goleiro.. c) colégio – sério.. minhas. o placar. Mas não pega.. o português. E o leitor do noticiário..I.. Cantor de forró do Ceará. (inverter – reverter) expressão escolhida: reverter.. sem guarda-chuva. O meu querido ministro Pelé tenta descaracterizar o neologismo. etc. nós a recebemos do colonizador luso. pelo menos. as drogas mais leves. (ao encontro das – de encontro às) expressão escolhida: ao encontro das. de Vitória-ES Assinale a opção em que se fez. Os índios têm lá os jogos deles. ou pior. pelo menos é o que informam os especialistas. se você for a fundo no assunto.. rap.. como a maconha.. entre as expressões entre parênteses. inclui as apresentações em várias espécies de salas... Unifor-CE Assinale a alternativa em que os dois vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação gráfica do vocábulo ignorância. toma um susto. como um peru de farofa. funk. Nas páginas dedicadas ao show business. tudo é show. 22. Já que os nossos esportes foram importados (até a palavra que os representa – sport – é inglesa). especialmente o futebol (não mais foot-ball).. No esporte é a mesma coisa. que. “(.. acentuação. ele viu que. d) São galicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. e nunca fomos capazes de inventar nenhuma modalidade de peleja esportiva.. ortografia e formação das palavras Avançar ... por exemplo: é todo recheado de inglês... Pois aqui no Brasil.) Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. segundo a gramática normativa.. d) tórax – ingênuo. nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade.. c) São anglicismos que poderiam muito bem ser excluídos da língua que falamos. os brasileiros. cada uma fala o seu dialeto. b) Há gente que pretende ... falemos de nós.. a) sacrário – difícil... mas devem ser chatos ou difíceis.20. assinale a alternativa correta. a escolha inadequada para o preenchimento da lacuna: a) O Brasil perdia para Camarões nas Olimpíadas... pretendemos ser. mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. hamburger. b) Atestam a pobreza lingüística da língua portuguesa.. (despercebido – desapercebido ) expressão escolhida: desapercebido d) Ele pensa exatamente como eu. soap-opera.. do Recife ou Bahia só se apresenta com seu song book. (a par – ao par) expressão escolhida: a par.. ou até na rua. pelo menos... Imagina se.. GABARITO 21. já que a gente não os conhece nem de nome. punk. b) ônibus – ígneo.. Correio do Estado 21/05/2000. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões. não tem nada a ver com o falar dos amazônicos.. depois.. Mas. Verdade que o jornalismo esportivo procura aclimatar o dialeto.. Todos pensaram que ele fosse . o que foi uma bênção. a todo instante tropeça e se engasga com rap. funk e hot dog. UEMS Leia o texto de Rachel de Queiroz e.. chamando-o de ‘desporto’. etc.. (descriminar – discriminar) expressão escolhida: descriminar. então. deixando de lado os índios que nós... A começar que a nossa língua oficial...Fonologia.. milk shake: a) São estrangeirismos que. iria passar ..... Ficamos nas adaptações tipo ‘futevôlei’.” Rachel de Queiroz. por exemplo.. é engraçado. e) convênio – válido. são termos necessários que assumem forma da língua portuguesa e podem ser usados quando necessários. etc. Suas idéias vão . c) Quando a chuva começou.. que não se pode traduzir literalmente por ‘arte teatral’. mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. onde as melodias podem ser originalmente nativas.. e há traduções já não tão assimiladas que ninguém diz mais senão ‘centroavante’. e) Não estou ______ desses problemas políticos. ou. que alguns tentaram.. tem significação mais extensa. e) São estrangeirismos e por isso não contribuem para a boa linguagem. se não for escolado no papo. 5 Palavras como show. como na África... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. Pegue um jornal. .... ‘meio-de-campo’.. o pataxó. back é beque. se fosse realidade a falada ‘língua geral’ dos índios. Engraçado nós sermos um país tão apaixonado por esporte. com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. incapaz de formar palavras para designar aqueles elementos.

ortografia e formação das palavras Avançar . como em “as páginas”. segundo ela. são monossílabos átonos. acentuação. a soma das alternativas corretas. Dê. FUVEST-SP “Só os roçados da morte compensam aqui cultivar. ‘Se você começou como padeiro.Fonologia. terapeutas e curandeiros. c) “espécie” – “idéias”. jornaleiro. Existem suecos.F. 01. Ponta Grossa-PR-Modificada Assinale o que for correto.” NETO.) É a diferença entre jornalista e jornaleiro ou entre músico ou musicista e roqueiro. Jornal do Brasil. Aliás. ( ) O morfema -eiro é usado exclusivamente para formar adjetivos a partir de substantivos. ( ) A forma -eiro tem o mesmo significado em todas as suas concordâncias. U. como existem médicos. e) “áreas” – “Mário”. por isso jamais recebem acento gráfico. “os parisienses”. 08. 6 O mesmo processo de formação da palavra sublinhada em “não se precisa de limpa” ocorre em: a) “no mesmo ventre crescido”. nem é preciso esperar pela colheita: recebe-se na hora mesma de semear. empresário. Morte e vida severina.. 24.. não se precisa de limpa. como resposta. para as verdadeiras. as estiagens e as pragas fazem-nos mais prosperar.. d) “só” – “três”.. açougueiro ou carvoeiro’ – escreve Elza – ‘as chances são mínimas de acabar como advogado. 25. ingleses e brasileiros. Há o importador e há o muambeiro. Voltar Língua Portuguesa . Os vocábulos “tecnologia” e “inimaginadas” têm cinco e seis sílabas respectivamente. “a capital” e “o ar”.E. e dão lucro imediato. terapeutas e curandeiros são formados pelo processo de derivação parassintética. Santa Maria-RS Em qual alternativa os pares de palavras não seguem a mesma regra de acentuação? a) “pátria” – “próprio”. c) “jamais o cruzei a nado”. b) “Até” – “propôs”. para os falsos. d) “na minha longa descida”.)” VERÍSSIMO. há políticos e politiqueiros.23. 02. Use V. Há duas sílabas em “ruas” e quatro em “aparelhos”. 7/10/95. a não ser que se dê o trabalho de ser político antes’. IMPRIMIR GABARITO ( ) Os termos jornalistas. é um sufixo pouco nobre. 26. grande investidor ou latifundiário. João Cabral de Melo. Os artigos definidos. 16. e cultivá-los é fácil: simples questão de plantar. Luís Fernando. UFMT Para julgar os itens que seguem. U. Os vocábulos “século” e “inédito” acentuam-se graficamente pelo mesmo motivo por que se acentua “câmera”. timbaleiro ou seresteiro. b) “iguais em tudo e na sina”. (. leia o texto “Eiros”. e F. 04. e) “todo o velho contagia”. de adubar nem de regar. (. Em “química” se usa acento gráfico no “i” pelo mesmo motivo por que se acentua o “i” de “dirigíveis”. “Eiros A leitora Elza Marques Marins me escreve uma carta divertida estranhando que ‘brasileiro’ seja o único adjetivo pátrio conhecido em ‘eiro’ que.

c) árvore. d) provável – várias – obrigatória. pública e está. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações sobre a acentuação gráfica. b) mágoa. 31. só. 30. heróico. c) Apenas I e III. a) fácil – vôlei – caí. e) Apedrejar. b) aceitável. I. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. c) Circular. U. A palavra possuído recebe o acento gráfico pela mesma regra de aí. b) hífen – apóia – além. e) místico. clássicos e século. em: a) América. d) Apenas II e III. línguas e contrário. até. b) Apelar. heroísmo. d) difícil – idéia – vocês. Unifor-CE Todas as palavras estão acentuadas pela mesma razão que justifica o acento no vocábulo influência.F.Fonologia. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . pára. 29. Se fosse retirado o acento gráfico das palavras várias. réu. há. também e incontestável. FUVEST-SP O prefixo assinalado em “tresvariando” traduz idéia de a) substituição. 33. céu e pôr são: a) sábado. 7 GABARITO 32. respectivamente. respectivamente. Cesgranrio-Modificada As palavras que se acentuam. c) obrigatória – contrário – circunstâncias. aí. 28. Quais estão corretas? a) Apenas I. c) princípio. c) privação. e) porém. II. A palavra risível recebe o acento gráfico pela mesma regra que preceitua o uso do acento em ridículo. b) Apenas II. acentuação. b) artística – compreensível – contemporânea. d) inferioridade. ocorreria mudança de significado e de classe. c) caráter – cárie – até. domínio e até. insuportável e dúvida. e) vírus – fáceis – país. a) Apogeu. III. Santa Maria-RS Assinale a alternativa cujas palavras devem ser acentuadas. d) Crucifixo. e) I. “memória” e “atrás”.27. véu. b) contigüidade. Unifor-CE A série em que se observa a mesma regra de acentuação da palavra em negrito no segmento “uma escolta de professores e funcionários” é: a) contemporânea – provável – contrário. II e III. e) intensidade. pelas mesmas regras de “possível”. d) silêncio. pelas mesmas regras de água. ortografia e formação das palavras Avançar . baú. e) compreensível – artístico – várias. d) lêem.

UFRS-Modificada Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas das frases abaixo: • “Ele se baseia numa idéia ultrapassada . a) Você tem o dever de pôr as coisas no lugar.. UFSE A afirmação correta é: a) “Há pouco” está corretamente empregado na frase: Daqui há pouco eu o verei. .. Alfenas-MG A alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente é: a) pudico. “admitiu” está corretamente grafado. • “Uma pessoa excessivamente tímida ou muito agressiva terá problemas para conseguir um bom emprego... b) econômico.. acentuação. flacido.. cartomancia.. d) Assim como “advinhar”... Motor de sobra para esticar o pé... 36. e) latex. antifrase.... b) É preciso que se averigúe todas as alternativas... Hungria. c) Grafa-se corretamente com “ç”.... de 19/09/2000. respeito da mente humana”.. 40. FEI-SP Em “É impossível esquecer as profecias de Aldous Huxley em seu Admirável Mundo Novo”. o vocábulo “compreenção”..Fonologia.. Mas a gente promete não falar delas. e) flâmula. d) ureter. c) prototipo. • “A inteligência não se limita .. como em “disciplina”. Unifor-CE A mesma regra de acentuação da palavra infância observa-se em: a) indivíduo. 39.. c) tênis. ortografia e formação das palavras Avançar .... tulipa. U. a Hertz não para de conquistar o Brasil.. o termo em destaque foi formado por qual dos processos de formação das palavras? a) Derivação prefixal b) Derivação regressiva c) Derivação parassintética d) Derivação sufixal e) Derivação imprópria 38. (Revista Forbes) b) Espaço de sobra para esticar as pernas. e) A forma “influência” completa corretamente a frase “O educador... (Renault) d) Ele faz dois anos e nós a diferença. (Audi) c) Chegou o Renault Clio Sedan. ingreme.. como em “sonegação”. bimano.. Quando mais longe for.. c) Quê! Ela também estava lá? d) São os sábios que constróem a verdadeira paz. b) rubrica. b) O encontro “sc”. e) Foi esquecido um item na prova por falta de atenção.. a) Existem coisas que o dinheiro não compra. crisantemo. capacidade de raciocínio lógico”.. U. os jovens”. (Hertz – Locadora de Veículos) 37.. na profissão ou ter bom relacionamento familiar”. erudito. Alfenas-MG Assinale a frase em que há erro de acentuação gráfica. Cefet-PR Os textos publicitários abaixo foram retirados da Folha de São Paulo. interim.... 35. melhor. ocorre corretamente em “ascensão”. d) público. a) a – à – acender d) a – à – ascender b) à – a – acender e) à – à – ascender c) a – a – assender 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ...34.... Assinale aquele que apresenta erro segundo a norma culta. (Publicidade do Toyota Corolla feita pela Savoy Sul e Motors Shopping) e) Para conquistar você cada vez mais.

pouco se vê. compreensão. d) I. ( ) A correta separação das sílabas das palavras período e dezesseis é pe-río-do e dezes-seis. exceção. “Partida do audaz navegante”. e) I. d) país. pelos entrefios: — ‘Tanto chove. d) abstenção. Alfenas-MG-Adaptada “Formas variantes são as palavras que com a mesma significação. sofreu um processo de redução semelhante ao ocorrido com a expressão de assentimento “tá”. As palavras “caubói”. II. 9 a) Os diminutivos com que o narrador caracteriza a personagem traduzem também sua atitude em relação a ela. admitem grafia ou pronúncia distintas. e. lisos. ( ) Nas palavras hectare e filhote há em comum um encontro consonantal. qual é a palavra que admite forma variante? a) cotidiana. II e III. Alfenas-MG O erro ortográfico está em: a) catequizar. explicando-a brevemente. Se a palavra “jeans”. calabreza. b) “Andorinhava” é palavra criada por Guimarães Rosa. FUVEST-SP “A gente via Brejeirinha: primeiro. II. III e IV. c) II e IV. espiava agora — o xixixi e o empapar-se da paisagem — as pestanas til-til. que me gela!’” ROSA. disse-se-dizia ela. ortografia e formação das palavras Avançar . os cabelos. Guimarães. compridos. coisicas diminutas: a carinha não-comprida.41. 45. apresentam-se de acordo com os padrões fonéticos e gráficos da língua portuguesa. no meio deles. U. do trecho “Cê vai querer a costela com chantilly ou creme de leite?”. 42. b) este. e “butique”. Se a palavra “chantilly” do trecho anterior fosse corretamente aportuguesada. obsessivo. PUC-RS-Modificada I. em seqüência. 43. A alternativa que contém apenas afirmativas corretas é: a) I e II. b) poetisa. um narizinho que-carícia. um hiato e um ditongo oral crescente. U. louro-cobre. Primeiras estórias. Se comparadas às palavras que lhes deram origem. fosse adaptada ao português. UFSE-PSS Analise se é V (verdadeiro) ou F (falso): ( ) Na palavra pecuária encontram-se. o perfilzinho agudo. III. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) empresa. acentuação. ( ) Assessórios feitos de couro de avestruz atingem preços exorbitantes –Todas as palavras assinaladas estão corretamente grafadas. Identifique essa atitude. seria grafada chantilí. ( ) Abate é exemplo de derivação regressiva. não parava. Porém. e) prática.” De acordo com essa definição. IV. “Cê”. Aos tantos. Indique resumidamente o sentido dessa palavra no texto. b) I e III. do trecho “enfiados em calças jeans”. 44. em “peão de boiadeiro virou caubói”. e) excesso. ascensão. c) trabalho. em “apelidados de peões de butique”. andorinhava.Fonologia. Explique o processo de formação dessa palavra. possivelmente seria grafada jins.

Santa Maria-RS-Modificada Assinale a alternativa em que a palavra em itálico foi corretamente grafada: a) Porquê. somente. com a abertura da nossa economia. somente. O radical da palavra tem origem grega. ortografia e formação das palavras Avançar . O sufixo empregado forma substantivo. b) endoculturação. b) III. d) Crucifixo. b) desconhecida. 47. a) Apogeu. 50. b) deter. UERJ Observe as seguintes palavras: lobisomem linguarudo Identifique o processo de formação de cada uma delas. Está correto que se afirma em: a) I. c) pirogravura.Fonologia. somente. 51. e) ceder. U. não aproveitaram para importar outro povo? b) Com a abertura da nossa economia. c) significativo. I. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 49. a palavra “estatuária” é classificada do mesmo modo que: a) algarismo. com a abertura da nossa economia. UERJ Quanto ao processo de formação. c) Circular. e) Apedrejar. mudança. e) transmissão. Por quê? d) Não entendi o porque de não importarem outro povo. c) I e II. b) Apelar. são desconhecidas para mim. 10 48. acentuação. não aproveitaram para importar outro povo. Unifor-CE Só não se encontra o mesmo processo de formação da palavra comportamento em: a) integração. III. d) II e III. U.F. e) I. com a abertura da nossa economia. II e III. indicando resultado da ação. d) infância. 52. c) trair. somente. d) conseguir. e) As razões porque não importaram outro povo. O prefixo – também de origem grega – significa afastamento. por quê não aproveitaram para importar outro povo? c) Com a abertura da nossa economia. FGV-SP Assinale a alternativa em que se observe o mesmo processo de formação de palavras que ocorre em empobrecer. Unifor-CE Observe que se afirma a respeito da formação da palavra anacronismo. d) domingueira.46. Alfenas-MG O substantivo derivado dos seguintes verbos que tem grafia diferente dos demais é: a) reter. II.

F. U. e) I. b) o mesmo prefixo de origem latina que denota afastamento. 04. é prova do despreparo de algumas pessoas.. II e III. b) injusto – descomunal. II. Voltar Língua Portuguesa . d) Os afixos têm sentido semelhante em III e IV. II e III. acentuação. “Talvez apenas desconheçam a própria língua. As palavras irracionais e indispensáveis apresentam o mesmo prefixo. 08. a) inexpressiva – exportados. Dê. Ponta Grossa-PR Quanto à formação de vocábulos.53. c) o mesmo prefixo de origem grega que denota negação. 57.as contribuições já incorporadas e a serem incorporadas ao nosso idioma. o substantivo “fundação” é formado por sufixação a partir do verbo “fundar”. 55.. Nas palavras mental e sexual. “glamourizou” é forma de pretérito perfeito de um verbo criado por derivação sufixal a partir de um estrangeirismo. c) Os afixos têm sentido semelhante em II e IV. UFRS Abaixo são feitas três afirmações sobre formação de palavras: I.E. “simultaneamente” é vocábulo formado por parassíntese a partir de um adjetivo na forma feminina. 16.. b) Os afixos têm sentido semelhante I. U. assinale a seqüência correta.” A seguir. o sufixo utilizado forma adjetivos a partir de substantivos. referente aos afixos em destaque. As palavras justificável e admirável são adjetivos formados a partir de verbos. a soma das alternativas corretas.” III. 11 IMPRIMIR GABARITO 58. Uberlândia-MG-Modificada Observe os afixos em destaque nos fragmentos abaixo: I.F. c) multiforme – policromo. d) dissílabo – bisavô. 02. U. 56. b) psicultura – ictiologia. Juiz de Fora-MG Marque a alternativa em que os elementos destacados. e) radicais que definem os dois verbos como cognatos entre si. possuam o mesmo significado de (in-) em: “Talvez até seja politicamente incorreto dizer. III. Quais estão corretas? a) Apenas I. um radical latino e um radical grego. Unifor-CE Assinale a alternativa em que não ocorrem.” II. “... c) recolocava – reconhecemos.” IV. como resposta. Unifor-CE Os verbos alindar e afear apresentam: a) o mesmo prefixo de origem latina que denota transformação. d) radicais que mantêm entre os dois verbos uma relação sinonímica.Fonologia. nas duas palavras. ortografia e formação das palavras Avançar . respectivamente. “parisiense” é vocábulo composto formado por justaposição. e) filosofia – dicotomia. a) altiplano – acrobata.. é certo que: 01.”. o prefixo indica negação nos vocábulos “impossíveis” e “inimaginados”. d) Apenas II e III. b) Apenas II. c) Apenas I e III. “Virou praga o uso indevido do gerúndio. “. d) preconceitos – descabidas. 54. a) Os afixos têm sentido semelhante em I e IV.

a) tribunal – tributador – tribal. 64. Alfenas-MG O sentido do radical da palavra “regularidade” não é o mesmo em: a) desregrado. U. macaco-prego – substantivo composto formado pela justaposição de duas bases nominais. sofrimento. ainda que as duas palavras remetam à idéia de calor. a) abandono em “morrera de um abandono”. 04. perdão. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. Ponta Grossa-PR Analisou-se corretamente a formação dos vocábulos em: 01.. a soma das alternativas corretas. 16. mofino. embora essas palavras tenham o mesmo elemento de composição. e) atribulação – atribular – atribulado. seja contra alguma coisa (al). 62. a soma das alternativas corretas. relações – substantivo formado por derivação pelo acréscimo do prefixo re. com uma fome danada? Dê.. U. Dê. pois ambas as palavras remetem à energia da luz. b) suas em “chorando as dores das heroínas de romance. 12 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 61. e) lhe em “bastaria que um homem lhe tocasse”.E. regularmente. apesar de o elemento em comum significar “grande”. d) régulo. 08. 60. de afeto. intimidade. como resposta. recentemente – advérbio formado por sufixação a partir de um adjetivo. regressar. extinção. onde encontrava. Embebeu de éter a bolinha de algodão. pacificar. c) “Energia” relaciona-se com “alergia”. 02. alimentício.Fonologia. E saiu para a rua. pode ser notado em: 01. d) tributo – tributar – tributável. preocupação. mandachuvas – substantivo composto formado pela junção de uma base verbal a uma nominal. parecia sentir alívio às suas”. UFPI-Adaptada Marque a alternativa que contém exemplo de derivação imprópria. U. Unifor-CE Assinale a alternativa em que os três vocábulos são cognatos de tributário.59. 65.F. angustiado. ventania. 08. porque ambas as palavras representam uma ação. para expressar a idéia de carinho. cerebral. U. como resposta. reluzia vivinho da silva.”. ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. que nos deu tanta alegria.E. 04. achando a condição humana uma droga. 63. sob todos os pontos de vista. uma força. ortografia e formação das palavras Avançar . seja dentro de (en). 16. b) tribuna – contribuição – tributal. Ponta Grossa-PR-Modificada O potencial de afetividade do sufixo diminutivo. inexplorado. representada pelo elemento “foto”. e) regularização. c) devorar em “durante meses um devorar constante de romances”. b) resistência. e) explicável.a um radical. b) régua. c) atributo – atribuição – atributivo. pequenino por dentro. acentuação. b) “Termelétrica” relaciona-se com “termologia”. d) fumaça. c) regulador. d) onde em “aquele aspecto da sua casa. Pelotas-RS-Modificada Assinale a alternativa correta. c) facilidade. PUC-RJ Assinale a alternativa em que todos os itens são formados a partir de um verbo. Não é que o canário tinha ressuscitado. Você é diferente. contemplação. a) sentimento. a) “Hidrelétrica” relaciona-se com “hidratante”. destreza – substantivo formado por derivação sufixal com base em adjetivo. prática. d) “Megawatt” relaciona-se com “megalomania”. sabedor. 02. e) “Fotovoltaica” relaciona-se com “fotossíntese”.

Assinale a alternativa em que todos os elementos constituem partes significativas da palavra desigualdades: a) de – si – gual – da – des. obtido pela repetição de um elemento morfológico. agregado à base um novo sentido. em seus cavalos.66. intugidos até então. c) irrestrito – improfícuo – imberbe. d) ateu – incoercível – imerso. e) arcaísmo. 68.”. como em ‘ilógico’. d) irradiar – imigrar. ortografia e formação das palavras Avançar . e) padre. d) arcaísmo. a palavra destacada é um: a) neologismo. ação contrária. o que prova que os falantes da língua portuguesa. espiei os três outros. b) des – igual – dade – s. a) inaproveitável –irremovível – irromper. a) paterno. acentuação. há prefixos com o mesmo sentido. 69. em relação icônica com o determinado. criação de intensa produtividade neste tipo de texto em que predomina a informalidade. principalmente os sertanejos. b) apadrinhar. d) des – i – gual – da – des. PUC-PR Na palavra infelizmente temos três partes com um significado próprio: in. d) padroeiro. Santa Maria-RS Nas palavras “intocado” e “irreconhecível”. e) incriminar – imiscuir – imanente. Cefet-RJ Em “Como por socorro. mumumudos. neste exemplo.F. c) desi – gual – da – des. e o prefixo indica negação. b) arcaísmo. UFPE Assinale a série de palavras cujos prefixos indicam negação. c) padronizar. e) desigual – dades. uso típico da região sertaneja. b) invalidar – inativo – ingerir. escritores e escrever são vocábulos que possuem o mesmo radical.Fonologia. Em qual das alternativas a seguir as duas palavras apresentam os prefixos com esse mesmo sentido? a) incluir – irregular. são conservadores. feliz e mente. e) pseudônimo – a composição desse vocábulo é feita por um radical de origem grega. e) inflamar – irretocável. d) impossível – é uma palavra derivada por prefixação. composição por justaposição. c) neologismo. b) ataques – é uma palavra formada por derivação regressiva. que se caracteriza pela facilidade de invenção de palavras novas. Alfenas Assinale a palavra cujo significado do radical não corresponde ao do vocábulo “PATRIMÔNIO”. U. de relevante valor expressivo. Unifor-CE A alternativa incorreta em relação à formação de palavras é: a) criaturas. 70. 71. c) autos-de-fé – ocorre. U. 13 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) irreal – influir. c) impuro – ilícito. 67. muito usado pelo autor para mostrar a força inovadora da língua portuguesa.

d) Com cabelos mui pretos pelas espáduas. e) E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas. ortografia e formação das palavras Avançar . UFF-RJ “A conversão de substantivos em adjetivos. e) consumidor.” Assinale a opção em que a palavra em negrito exemplifica este procedimento de conversão de substantivo em adjetivo. c) nunca morou na favela. b) sufixo que expressa intensidade.F. b) enxergado. a) E depois a tomaram como espantados. o neologismo “desfavelado” significa pessoa que: a) mora próximo à favela. d) movimento para além de. b) poeira. b) Fez o salto real. e) prefixo que indica repetição e sufixo que denota ação. pode-se afirmar que foi criado através da utilização de: a) prefixo que indica negação. e) cabeleira. 74. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) brasileira. UFR-RJ-Adaptada “aporrinhado devendo prestação mais prestação da casa que não comprei mas compraram para mim. 77. tomar uma palavra designadora (substantivo) e usá-la como caracterizadora (adjetivo). c) amamenta.. isto é. d) deixou de ser favelado. e) movimento intermitente. respectivamente. c) Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis. triste e chateado desfavelado” Carlos Drummond de Andrade. houve a intercalação de uma consoante entre a raiz “chá” e o sufixo “eira”. 73. c) prefixo e sufixo que denotam ação momentânea.” O mesmo processo de formação da palavra desligados ocorre em: a) superficialmente. 14 Tendo em vista o conteúdo do texto e o sentido do prefixo des-. O sufixo tem o sentido de “lugar que contém”. a) cafeteira. o significado de: a) movimento através de. Uneb-BA Com referência ao termo “rerregulação”. 76. Identifique a palavra que passou pelo mesmo processo de formação. Santa Maria-RS Na palavra “chaleira”. UFR-RJ “Sentimo-nos isolados do processo de comunicação que essas mensagens instauram – desligados. b) é contrária à favela. U. d) prefixo e sufixo que exprimem ação freqüentativa. Me firmo. UFR-RJ O prefixo da palavra em negrito na oração “ao transpor a porta para a rua. b) movimento em torno. c) posição além do limite. acentuação.72. c) laranjeira. d) impossível. 75.” tem. constitui um procedimento comum em língua portuguesa.Fonologia.. e) trabalha em prol da favela.

18. acentuação. V–V–V a a c e a 105 e V–F–V–V–F–F b c b e a 54 b 23 c c a 21. a e b c d e Lobisomem : composição por aglutinação. d 34. Voltar Língua Portuguesa . ligeira e perspicaz como uma andorinha. c 22. 46. podem ter um sentido pejorativo (“Que novelinha mais boba!”) ou ainda. 8. F – F – F 27. 47. c 36. transmitir afetividade (valor subjetivo). 5. b 39. como é o caso. 51. 45. d 31. a 35. 44. c 28. No texto. significa que Brejeirinha tinha. 10. A C E N T U A Ç Ã O O R T O G R A F IA E F O R M A Ç Ã O D A S P A L AV R A S 1 1. 53. 50. 19. sendo tão pequena. 16. a 38. 11. 6. 15. c 24. 52. espiando até “pelos entrefios”.Fonologia. 7. ou seja. 20. 42. d 40. a palavra mudou de classe gramatical (andorinha > andorinhar). 12. 26 26. d e e 19 GABARITO IMPRIMIR 43. 2. Eles podem traduzir a idéia de intensidade (“Os dois estavam agarradinhos”). ortografia e formação das palavras Avançar . 48. dinâmica. b 33. e 32. Trata-se de um processo neológico conhecido como derivação imprópria. c 25. 17. c 23. 3. 4. a 30. 49. d 41.LÍNGUA PORTUGUESA F O N O L O G IA . 13. em um dado momento. 14. e 29. V – F – F – V – V a) Nem sempre os diminutivos traduzem apenas uma idéia de pequenez (valor objetivo). Linguarudo: derivação sufixal. um comportamento semelhante ao do pássaro andorinha. b) “Andorinhava” é um verbo criado a partir de um substantivo. 9. O valor subjetivo se soma ao objetivo. e 37.

60.54. acentuação. 77. ortografia e formação das palavras Avançar . 74. 75. 69. 64. b a c c a c a d d e d c 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 73. 58. 57. 67. 68. 76. 61. 72. 59. 63. e b b d a e 31 e d c c 09 66. 70. 62. 56. 71. 65.Fonologia. 55.

U. ( ) Em “... S U B S T A N T IV O S . sem alteração sintática ou semântica. a comunidade mundial deve individualizar e eliminar as causas iniciais das violações.” o artigo em destaque poderia ser eliminado. ( ) Fosso. Para eliminar esse fosso...Artigos. substantivos. Para tal. b) a questão da engenharia genética apresenta ironias implícitas.” GABARITO 1. O fosso entre as aspirações internacionais ao gozo dos direitos humanos e a realidade das violações generalizadas desses direitos constitui o desafio básico que deverá ser enfrentado pelo programa das Nações Unidas em matéria de direitos humanos.. sem alteração de sentido. ( ) Individualizar..) nessa questão de engenharia genética. d) a questão da engenharia genética é a única questão do novo milênio. e. o artigo definido “a” indica que: a) a questão da engenharia genética será apenas uma das questões do novo milênio. ( ) Em “.. no nível mais fundamental. mediante projetos concretos que têm por objeto ajudar a estabelecer e reforçar as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária para a proteção dos direitos humanos.LÍNGUA PORTUGUESA A R T IG O S . sociais e culturais e a conseguir que sejam mais respeitados. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação.F. IESB-DF Julgue os itens a seguir segundo critérios sintáticos e semânticos. ( ) Em “. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação eficaz do direito ao desenvolvimento. Em 1994. poderia ser permutado por hiato sem alteração de sentido. que promete ser a questão do novo milênio”. V E R B O S E A D V É R B IO S Texto para a questão 1: 1 “Direitos Humanos no Mundo Os trágicos acontecimentos ocorridos em Ruanda e noutras partes do mundo realçam a necessidade de fortalecer a capacidade que a comunidade internacional tem para adotar medidas preventivas. a fim de evitar as violações dos direitos humanos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa ... a definir melhor os direitos econômicos. sem modificação sintática ou semântica. adjetivos.. verbos e adverbios Avançar . o Centro aumentou consideravelmente as suas atividades em termos de serviços de consultoria e assistência técnica para programas na área dos direitos humanos. no primado do direito.” a expressão em destaque poderia ser permutada por centrando. O Centro de Direitos Humanos do Secretariado contribui para a execução do programa de direitos humanos das Nações Unidas. as Nações Unidas estão a centrar os seus esforços nas atividades destinadas a conseguir a aplicação.as instituições democráticas e a infra-estrutura nacional e regional necessária.. A D JE T IV O S ..” o adjetivo em destaque poderia estar no plural.. Juiz de Fora-MG Considerando-se o fragmento “(. pode ser permutado por particularizar. c) a questão da engenharia genética será a principal questão do novo milênio.. a melhorar a vida quotidiana de cada ser humano. 2.

exercem a mesma função sintática e têm significado diferente é: a) Curta o curta: aproveite o feriado para assistir ao festival de curta-metragem. U. a partir de contribuições das operadoras de telecomunicações”.) a nada menos que US$500 milhões”. em “a mistura entre negros. brancos e índios”./ Onde o rouxinol não canta. no contexto. em “o artista brasileiro dos dias atuais”. 7. d) século. c) brasileiro. FUVEST-SP A frase em que os vocábulos sublinhados pertencem à mesma classe gramatical. no trecho anterior. e) brancos. substantivos. b) “Paisagens da minha terra. b) “Um dos instrumentos é a criação de fundos. Santa Maria-RS-Modificada Os substantivos derivados de verbos denotam ação e são chamados deverbais. já há uma proposta de legislação prevendo a criação de um fundo dessa natureza. adjetivos. Santa Maria-RS-Modificada Identifique a alternativa que contém uma palavra formada por derivação sufixal que se classifica.F. a palavra sublinhada que admite flexão de gênero é: a) “Fez-se de triste o que se fez amante” (Vinícius de Moraes). 2 4. d) “Meu amigo. em sua estrutura interna./ vamos chorar de mansinho/ e ouvir muita vitrola” (Carlos Drummond de Andrade).. só o trágico é que faz sucesso. e) O Brasil será um grande parceiro e não apenas um parceiro grande. e) combate.3. d) envergonhado. para nele expressar dadas categorias gramaticais como gênero e número. c) “É pouco perto do desafio monumental que se abre com a atual revolução da informação digitalizada”. b) O novo novo: será que tudo já não foi feito antes? c) O carro popular a 12.” (Manuel Bandeira).Artigos. O termo “a”. em “o brasileiro era um envergonhado”. c) grito. a) brasileiro.” e) “A questão mais premente é a de evitar que aumente a exclusão social”.. UERJ “Flexão é o processo de fazer variar um vocábulo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” A partir desse conceito. Uneb-BA “O desenvolvimento das telecomunicações entra em nova fase. em “deixou de ser um peso para os criadores”. 5. c) “Sou um homem comum/ de carne e de memória/ de osso e de esquecimento” (Ferreira Gullar). d) “No Brasil. que aparece destacado. verbos e adverbios Avançar . vamos cantar. que alguns técnicos denominam como a da rerregulação. O único substantivo que não faz parte desse grupo é: a) busca.” Observe a informação divulgada por um dos editoriais da Folha de São Paulo de 9 de julho de 2000. d) É trágico verificar que. b) conquista.000 reais está longe de ser popular. possui o mesmo valor morfológico no fragmento: a) “os gastos públicos com tecnologias relacionadas à Internet chegam anualmente (. b) criadores. na televisão brasileira.F. U. 6. como adjetivo.

nessa estrofe. em várias regiões do país. b) formas e significados diferentes. pois o verbo ir tem a mesma regência do verbo chegar em chego na barra do céu (verso 12).66583624 (Chico Amaral) Na espuma das ondas As meninas se lançam As cadeiras redondas Onde as ondas se amansam Todo dia é na praia Todo minuto é pra um Todo dia é todo o tempo O tempo todo. substantivos.F. verbos e adverbios Avançar . tempo algum Eu passei lá na vila Ele é de Vila Isabel Meu nego meu jongo Hoje eu chego na barra do céu Você me entenda Dança de Oxum é assim Se joga no mundo Cai nas ondas e volta para mim Hoje é final de século Hoje é um dia qualquer Você vai ao cinema Ou toma um foguete. para os falsos. IMPRIMIR 9. c) a mesma forma e o mesmo significado.Artigos. as duas ocorrências do termo “gênio” apresentam. não-específico. e F. ou toma um café Hoje bobagem. U. pois a forma de tratamento você. respectivamente: a) formas diferentes e o mesmo significado. são pronunciadas de igual modo. Use V.8. ( ) A oração Você vai ao cinema (verso 19) equivale a Vai-se ao cinema. Juiz de Fora-MG Em “Como dizem que Bergaman é um gênio com um gênio violento e difícil”. 5 10 15 3 20 25 30 GABARITO 35 ( ) As palavras mal e mau. “UM DIA QUALQUER . adjetivos. mas o uso. segundo a gramática normativa do português culto. drama Hoje é um dia comum Você deita na cama Com os pés no século vinte e um Então corre pra ver Então fica para ver Então corre pra ver Beleza do mundo descer Toda rua começa Onde acaba o meu mal De conversa em conversa Eu já passei da capital Era um filme domingo Penas do paraíso Eu só guardo o que me ensinou que tocar é preciso” CD–SKANK. é sempre diferente. em termos de sentido. está incorreta. ( ) A regência verbal em Você vai ao cinema. UFMT Leia o texto “Um dia qualquer” antes de avaliar os itens abaixo. Voltar Língua Portuguesa . d) a mesma forma e diferentes significados. para os itens verdadeiros. tem sentido indeterminado.

13. III. 4 GABARITO A expressão paciente inglês do trecho é formada por duas palavras que são. e) colherezinhas – floreszinhas. bem mais numerosos e bem menos ociosos do que pensam o psicoterapeuta e o sociólogo.Artigos. e) I. b) Um abaixo-assinado solicitava ao proprietário do terreno que não derrubasse as árvores.. Caso tivéssemos uma condição em vez de condição. poderiam ser substituídas por um indefinido sem mudar o sentido da frase. sem que houvesse alteração no sentido.”. 11. UFSE “.a capacidade recém-adquirida do homem” O plural da palavra em negrito em cada uma das frases abaixo se faz de modo idêntico ao de recém-adquirida em: a) Havia um cofre boca-de-lobo numa das salas da velha casa. onde o aviador sobrevive à queda. II. c) florezinhas – mulherezinhas. UFRS-Modificada Considere as seguintes afirmações acerca do uso de artigos. PUC-PR-Modificada “Podia ser roteiro de filme. b) apenas II. d) apenas II e III. adjetivos. e) particípio e substantivo. na frase “Peritos dizem algo mais ou menos assim: os americanos estão nadando em riqueza. o uso coloquial. com freqüência. se diferencia do uso prescrito pela gramática normativa. e) Uma árvore carregada de folhas e frutos constitui uma obra-prima da natureza. 12. substantivos.”. d) substantivo e substantivo. 24/11/1999. II e III. UFF-RJ Na flexão dos diminutivos. respectivamente: a) adjetivo e substantivo. b) mulherzinhas – coraçõezinhos. d) mulherzinhas – coraçãozinhos. c) substantivo e adjetivo.. livres de ameaças reais. assim. uma versão nordestina para o Paciente Inglês. d) O pássaro-preto costuma alimentar-se das sementes encontradas em roças. b) adjetivo e adjetivo. se dão ao luxo de ‘olhar para dentro’ e criar medos irracionais”. Isto é. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . As duas ocorrências do artigo definido o anteposto às palavras psicoterapeuta e sociólogo.10. Quais estão corretas? a) apenas I. cujas sementes deram início a este bosque. O artigo indefinido uns poderia substituir o definido os. I. não haveria alteração no sentido global da frase. Assinale o par de palavras em que os dois usos ocorrem: a) colherzinhas – florzinhas. c) apenas I e III.” Trecho do texto “O Paciente Mosoró” de Adriane Araújo. no trecho “Os candidatos à ansiedade são. em “o primeiro descreve ‘ansiedade como condição dos privilegiados’ que. c) Naquele sítio havia uma antiga árvore-mãe. verbos e adverbios Avançar .

justifica-se a próclise do pronome oblíquo pela presença da conjunção subordinativa.. O advérbio eminentemente é derivado do adjetivo eminente.. entretanto.Artigos. os elementos sublinhados a) alteram o sentido mais usual dos nomes que qualificam.. FEI-SP Observe o texto: “Se as pedras da mesma casa em que viveis. a soma das alternativas corretas. a mesma palavra seria um adjetivo..... c) termo gerador de nomes derivados – resultado de uma derivação.. como na expressão perigo eminente. As palavras rústica... No segmento indiferente a tudo.. 08. Construindo o cidadão do futuro. verbos e adverbios Avançar .. b) promovem um contra-senso que prejudica a objetividade dos argumentos... adjetivos.. base. segundo a gramática normativa. 18. 16. 16. procuram . b) designação de seres e conceitos – expressão de um fenômeno. 01. d) papel sintático de termo núcleo – papel sintático de modificador de outro nome..”.. “alegria feroz” e “cidadãos que se dizem democratas”... veja bem.. O substantivo em destaque tem como sinônimo: a) parede. e) pintura... sobretudo. UFMS Marque a(s) proposição(ões) verdadeira(s). d) acrescentam informações que esvaziam o sentido dos nomes a que se referem.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. 04. 02. extraído de um folheto de divulgação deste vestibular. c) produzem efeito estilístico desvinculado do desenvolvimento da argumentação. d) acabamento. Em “. como se justificaria a influência que a tradição popular exerceu. o uso da crase é facultativo. que ameaça acontecer breve. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros”.” estão corretamente preenchidas em: a) alunos-educandos – escola-modelos b) aluno-educandos – escolas-modelos c) alunos-educando – escolas-modelo d) alunos-educandos – escolas-modelo e) alunos-educando – escolas-modelos 17. como resposta. quando se trata de estudar. que significa que está em via de efetivação. c) fundação. 15. Dê.. Unifor-CE As lacunas da frase “Os .. houvesse alteração para “Construindo o cidadão futuro”. e) reforçam qualidades já pressupostas nos nomes a que se referem. No trecho “Mas.. b) chão. por serem todas elas proparoxítonas.14. UERJ “Vestibular UERJ 2001. o vocábulo futuro classifica-se gramaticamente como substantivo. caráter e épocas estão acentuadas corretamente..” estão presentes os três modos verbais da língua portuguesa: o indicativo. Casos como esse permitem considerar substantivos e adjetivos como nomes. o subjuntivo e o imperativo... substantivos..” 5 No enunciado acima. pelas respectivas características a seguir: a) invariabilidade mórfica – variabilidade em gênero e número.. que se diferenciam... se assim fosse. FUVEST-SP Nas expressões “triste espetáculo”. de modo que seria igualmente correta a forma indiferente à tudo. Se.

c) 4. ( ) A palavra composta cardiovasculares pode também ter seus elementos usados separadamente: cardíacos e vasculares. b) 5.Artigos. respectivamente. p. e) Na Aliança Luso-brasileira. procure e siga estão no imperativo. substantivos. ( ) As formas verbais foi e é são. 20% da população adulta brasileira é hipertensa.” Veja. UFMT Esta pergunta refere-se ao texto “Tão novo e já pendurou as chuteiras”. os porteiros usavam ternos cinza-chumbo e as recepcionistas. d) Na Aliança Lusa-brasileira. 3ª pessoa do singular e podem ser entendidas como um conselho ao interlocutor. a) Na Aliança Lusa-brasileira. Vem o frio nervoso da serra Vêm os perfumes brandos do mato dormindo Vem o gosto delicado da brisa E pousam na água. verbos e adverbios Avançar . os porteiros usavam ternos cinzas-chumbos e as recepcionistas. para assinalar os itens verdadeiros. os porteiros usavam ternos cinzas-chumbo e as recepcionistas. ( ) A palavra vítima possui um só gênero gramatical para indicar tanto seres do sexo feminino quanto do masculino. O emprego de adjetivos e de locuções adjetivas é uma características da descrição. saias verdes-olivas.” Carlos Drummond de Andrade. que correspondem a 32% de todos os óbitos. obesidade. III Essas doenças. saias azuis-pavões. 20. b) Na Aliança Luso-brasileira. “Tão novo e já pendurou as chuteiras I E não foi só ele. c) Na Aliança Luso-brasileira. FGV-SP Assinale a alternativa gramaticalmente correta. e) 2. U. adjetivos. No poema há quantos adjetivos? a) 3. 21. d) 6. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . IV Não seja mais uma vítima das doenças cardiovasculares. 23/06/99. Alfenas-MG “Copo d’água no sereno O copo no peitoril Convoca os eflúvios da noite. saias verde-oliva. 153. dos verbos ir e ser. os porteiros usavam ternos cinza-chumbos e as recepcionistas. associadas a tabagismo. os poteiros usavam ternos azuis-marinhos e as recepcionistas. 12% é diabética e 30% tem colesterol elevado. estresse e vida sedentária levam ao óbito por problemas cardiovasculares. II Hoje. e F. para os falsos. 6 GABARITO Líder em soluções cardiovasculares ( ) As formas verbais seja. V Procure seu médico e siga a sua orientação.19. a primeira no pretérito e a segunda no presente. saias verde-olivas. saias verdes-oliva. Use V. Milhares de brasileiros pendurarão as chuteiras mais cedo por problemas cardiovasculares. o que abre a possibilidade de o interlocutor do texto ser tanto homem quanto mulher.

e por isso a magra fotografa melhor. Quem quiser que acredite que vai funcionar. Todas reclamaram da figura ‘impossível’ das modelos — impossível para elas. Santa Maria-RS “Fofas vingadas Governo inglês faz campanha contra magreza excessiva Têm os governos o direito de determinar quem é magro. I. Tradução: menos modelos e atrizes de biotipos esbeltíssimos. as revistas de moda inglesas concordaram na semana passada em criar um código de conduta destinado a promover a exibição de modelos de pesos e alturas variados em seus ensaios fotográficos. II. a direita. Por birra. Na quinta-feira. III. respectivamente. muito a contragosto por parte das revistas. o que ocorre em “seca como uma uva passa”. sob suspeita de anorexia. A ministra Tessa. desde que moda é moda. ato contínuo. Em “solidíssimas” e “esbeltíssimos”. a intervenção oficial animou o eterno debate ideológico. “Vamos esmagar as imagens estereotipadas das mulheres na mídia”. sequíssima. doenças que em casos extremos podem ser letais) com a busca incessante das adolescentes por um corpinho de sílfide. verbos e adverbios Avançar .Artigos. Ou seja: dê menos destaque a silhuetas. fez um apelo à indústria de vestuário para que conserte a situação. c) apenas I e III. que estão tentando dar um jeitinho. II e III. a ministra inglesa pediu à comissão que fiscaliza a televisão britânica que vigie ‘o grau de diversidade de formas das mulheres nos programas de TV’. depois de uma reunião promovida pela ministra para Mulheres da Inglaterra. Todas as medidas inglesas têm aplicação voluntária. Do lado das gordinhas está a nova esquerda do governo Tony Blair. quem é gordo e. na voz de Theresa May. no caso. como a de Victoria Adams. 7 GABARITO Considere as afirmativas a respeito do emprego do grau superlativo. alinhou-se à facção das magérrimas. Está(ão) correta(s): a) apenas I. quem deve sair nas páginas das revistas? Não têm. nas butiques. estão. Embalada em sua cruzada. ‘A foto sempre engorda um pouco. Tessa Jowell. seca como uva passa. Da reunião em Londres participaram produtores de moda. claro. adjetivos. acima de tudo.22. até porque. da Argentina. que ocupa cargo equivalente ao de Tessa no fictício gabinete conservador. as altas e magras são insubstituíveis na frente das câmeras. d) apenas II e III. e para a imensa maioria das mortais. substantivos. e) I. que equivale a muito seca. já que toda altíssima e magérrima que se preza nasceu assim e assim continuará pelo resto de seus dias. representantes de agências de modelos e um seleto grupinho de adolescentes normais. o Senado argentino aprovou um projeto de lei que obriga as fábricas a fazer roupas em ‘tamanhos verdadeiros’. b) apenas II. no contexto. as qualidades das modelos passaram a representar as próprias modelos. convocou uma entusiasmada ministra. Tem de ser naturalmente magra’. A ‘patrulha da gordura’ foi criada. principalmente em democracias solidíssimas como a inglesa. jornalistas.” Veja. o papel de substantivos. independentemente dos hambúrgueres que consuma. Nesse departamento. que ditam o padrão de beleza de nossos tempos. Incitadas pelo governo trabalhista. é convidada para desfilar e posar em editoriais de moda. 28/06/2000. U. Mas. E não adianta a menina perder 20 quilos. Difícil dar certo. quem diria. as palavras sublinhadas desempenham.F. Também apontaram a falta. de tamanhos acima de 40. sob o impacto do alerta dado no mês passado pela Associação Médica Britânica: pela primeira vez. a Inglaterra contaria com a companhia. um estudo científico relacionou o aumento dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia. no máximo 42. o significado dos adjetivos foi intensificado com o objetivo de fazer uma avaliação pessoal da democracia inglesa e descrever o tipo físico de prestígio. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . atesta o fotógrafo paulistano André Schiliró. normais. e mais silhuetas. É possível elevar uma qualidade ao seu grau máximo por um processo de comparação. a spice girl que emagreceu 7 quilos (confessados) e. Previsivelmente. logo de quem. Em “já que toda altíssima e magérrima”. como os que vêem nas passarelas e fotos de moda. para quem tudo não passa de ‘loucura politicamente correta’. digamos.

janela entreaberta. coração dorido. Uma poderosa nuvem abre o horizonte. enfatizar seu livre acesso a qualquer ambiente na cidade. 26. Eça de. Dê. substantivos. a soma das alternativas corretas. III. não comentasse com malícia estridente. a) atribuir às personagens traços negativos de caráter. e) monumento de rocha – monumento rupestre.Artigos.23. que nos deu tanta alegria. O pobre menino nasceu morto. São substantivos abstratos os elementos itálicos em: 01. entre os dentes ralos. O menino pobre nasceu morto. sensação. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. b) acentuar a exclusividade do comportamento típico das personagens. 08. d) I e II. e) I e III. e) associar as ações das duas irmãs. c) definir a conduta das duas irmãs como criticável. Ponta Grossa-PR Os substantivos abstratos designam ação. tirou o canário para fora com infinita delicadeza. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. verbos e adverbios Avançar . E na desditosa cidade. o emprego de artigos definidos e a omissão de artigos indefinidos têm como efeito. vulto a uma esquina. bule rachado. d) particularizar a maneira de ser das manas Lousadas. U. algibeira arrasada. Realizou-se um congresso de solidariedade internacional. II. as tecedeiras de todas as intrigas. não existia nódoa. b) nervo da audição – nervo auditivo. marcar a generalidade das situações que são objeto de seus comentários. Uma nuvem poderosa abre o horizonte. pequenino por dentro. estado ou qualidade dos seres. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) II. colocá-las como responsáveis pela maioria dos acontecimentos na cidade. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho. bolo encomendado nas Matildes. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura. 24. situá-las numa cidade onde são famosas pela maledicência. as espalhadoras de todas as maledicências. Embebeu de éter a bolinha de algodão. E saiu para a rua. em Oliveira. desde longos anos. angustiado. A alteração na posição das palavras provocou alteração de sentido somente em: a) I. adjetivos. apontar Oliveira como cidade onde tudo acontece. Unifor-CE Considere as seguintes construções: I. respectivamente. A ilustre Casa de Ramires. FUVEST-SP “As duas manas Lousadas! Secas. 04. Realizou-se um congresso internacional de solidariedade. poeira a um canto. 02. Emescam–ES A relação de equivalência de sentido entre as expressões não está adequada em: a) dor no abdome – dor abdominal. 16. 25. c) III. 8 GABARITO No texto. pecha. d) água de rio – água pluvial. c) xampu de capelo – xampu capilar.E. escuras e gárrulas como cigarras. como resposta.” QUEIRÓS. É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. achando a condição humana uma droga.

IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) justo uma tonelada”. é possível substituir a forma verbo ser de “é” para “era”. A questão 27 refere-se a ele. 2000. mas (por causa) de todo o ritual que envolve uma refeição: conversar. 30. UFGO Considerando-se a importância da escolha das expressões verbais para a construção do sentido do texto. não fora o trabalho desenvolvido pelos filósofos iluministas. Não só por não ter me permitido comer.Las Vegas (. c) aproximadamente uma tonelada”. U. ( ) a forma verbal “estava” indica um momento anterior àquele expresso pela forma verbal “percebi”. de aproveitar a vida.C. c) Em 1970. 01/01/2000 .Leia abaixo o trecho do diário de P. Unifor-CE Há analogia de sentido entre a frase “Pesem em torno de uma tonelada” e “Pesem: a) apenas uma tonelada”. adjetivos. Alfenas-MG Assinale a alternativa cuja palavra composta é pluralizada da mesma forma que “Ibero-americanos”.Artigos. 29. Foi maravilhoso!” 9 27. em jun. Estava com muito apetite! Hoje percebi quanto tempo deixei de viver. apreciar a música. publicado em uma reportagem na revista Isto é. b) Os ideólogos do capitalismo usam todos os apelos populistas de que se pudessem valer para introduzir um forte golpe. comunicar-se. comi super bem!) Nunca tinha estado num restaurante chinês. e) ao menos uma tonelada”. b) verde-oliva. FUVEST-SP Está INCORRETA a articulação de tempos e modos verbais em: a) Se por acaso eu importunara o General.S. não houve argumento capaz de convencer a imprensa paulista de que seria de interesse geral a 1ª Bienal Internacional do Livro. a) surdo-mudo. d) Todos seríamos escravos de idéias maniqueístas... substantivos. 28.S. e) guarda-noturno. 1 biscoito da sorte 3 colheres de sopa de arroz frito 2 camarões com alho 1 um pedaço de peixe frito 1 buquê de brócolis (Adorei. “O diário de P. rir. tu dirás que queres viver.Restaurante chinês. sem que a idéia básica do período seja modificada. de verdade do processo expresso pelo verbo. vives.C. ( ) o uso do subjuntivo no final do texto deve-se ao caráter de certeza.) 21h30 . as formas verbais “tinha estado” e “estava” indicam fatos situados no mesmo momento. pode-se afirmar que: ( ) em suas duas primeiras orações. o lugar. verbos e adverbios Avançar . d) azul-marinho. pois ambas pertencem a tempos verbais do passado. É como se eu estivesse congelada. e) Vives: agora mesmo que ensandeceste. e se a tua consciência reouver um instante de sagacidade. ( ) em “É como se eu estivesse congelada”. d) tanto quanto uma tonelada”. ele que viesse falar comigo.. c) cívico-religioso.

Uniube-MG-Adaptada “Talvez eu tenha medo / Talvez eu sorria. FUVEST-SP a) “Se eu não tivesse atento e olhado o rótulo. a) com verdade – sinceramente. sociologia e ecologia. c) com liberdade – libertinamente. amar? Sempre e até de olhos vidrados. e) 12 até 18 dias sem juros no cheque especial. UFPI Marque a alternativa que substitui corretamente a locução adjetiva por um advérbio. Amar e malamar. substantivos. Reescreva a frase acima. b) Além disso. transpondo-a para a voz ativa.Artigos. b) não obstante. o paciente teria morrido”. adjetivos. d) sem mistério – enigmaticamente. mas dizê-lo por completo equivalia a um sacrilégio. não conseguiu capturar os fugitivos. até a você.. declarou o médico. pode ser substituído. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . por: a) embora. no texto de Carlos Drummond de Andrade. sem perda de sentido. corrigindo a impropriedade gramatical que nela ocorre. tem o mesmo valor semântico que em: a) O marinheiro chegou até o porto ao amanhecer. entre criaturas. senão. 33. combinação de princípos da economia. b) como amante – adulteramente. b) A polícia. verbos e adverbios Avançar . desamar.” O advérbio talvez nos versos. ao pecado de saber mais do que nos convinha. 35. b) A econologia. Reescreva a frase acima. Amar. c) As apurações estaduais foram suspensas até segunda ordem. e) O nome secreto de Deus era o princípio ativo da criação. FUVEST-SP A única frase em que as formas verbais estão corretamente empregadas é: a) Especialistas temem que órgãos de outras espécies podem transmitir vírus perigosos. c) ainda que. d) Saveiro Geração III. Resiste a tudo. 10 GABARITO 34.31. d) A inteligência é como um tigre solto pela casa e só não causará problema se o suprir de carne e o manter na jaula. Londrina-PR “Que pode uma criatura. U. amar?” A palavra até. e) sem virtude – desvirtuadamente. 32. o Brasil ainda estará muito longe de tornar-se um participante ativo do jogo mundial.. até agora. c) O primeiro-ministro e o presidente devem ser do mesmo partido. mesmo que for adotado algum tipo de ajuste fiscal imediato. amar? Amar e esquecer.E. é defendida por ambientalistas como maneira de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. embora nenhum fará a sociedade em que eu acredito. Tarifas que podem chegar a zero. d) pode ser que.

. outros parâmetros serviram para medir a inteligência. há motivo para otimismo”. poderá adotar outra perspectiva. observe seus efeitos de luz e sombra. “Se você __________ (vir) à exposição e se __________ (dispor) a visitar o terceiro andar.” e) “.” c) “para que ele tenha novamente a possibilidade de novas produções normativas” d) “Na esquizofrenia. PUC-RJ Assinale a alternativa em que o termo em negrito é um advérbio que marca claramente uma opinião: a) “. e) Ouviram-se / tratam-se / existam / confirme / sobraram. é mais sombrio. Se isso não __________ (satisfazer) sua curiosidade. b) hoje os testes de QI são melhores do que no passado para avaliar a inteligência.” 11 No texto. UFRS-Modificada “Os testes de QI. 39.. adjetivos. embora não __________ provas que __________ isso: não __________ objetos para exames periciais.. b) O único jornal que só pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. o quadro. 38. para medir a inteligência. aponte a opção que ainda mantém o mesmo sentido da oração acima: a) Só um jornal pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber: o de minha propriedade. c) os testes de QI nunca serviram para medir a inteligência. U. poderá notar duas grandes fotos iluminadas.” GABARITO Utilizando-se o advérbio “só”. o advérbio mais deixa pressuposta a idéia de que: a) os testes de QI serviram. e) hoje os testes de QI não são melhores do que no passado para avaliar a inteligência. d) O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é só de minha propriedade. já não servem mais para avaliar a capacidade cerebral de uma pessoa. Potiguar-RN “O único jornal que pode oferecer ao público as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade. 37. a) Ouviram-se / trata-se / existam / confirme / sobraram..Artigos. além dos testes de QI. substantivos.. __________ três explosões na plataforma de petróleo. no passado. FUVEST-SP Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas abaixo. será conveniente que você __________ (manter-se) a uma boa distância.. e sair dela desejando um equilíbrio diferente do que tinha antes. verbos e adverbios Avançar .” 40. FGV-SP Complete as frases com os verbos indicados entre parênteses. Creio que __________ de problemas causados por falta de manutenção.. Quando as __________ (ver). o sofrimento das pessoas que estão atingidas mentalmente. c) O único jornal que pode oferecer ao público só as notícias que todos gostariam de saber é de minha propriedade.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . infelizmente. d) no passado. d) Ouviram-se / se trata / existam / confirmem / sobraram. Para bem comparar a técnica utilizada. b) Ouviu-se / se tratam / exista / confirme / sobrou.36.” b) “. c) Ouviu-se / se trata / exista / confirmem / sobrou. um dos antigos parâmetros usados para medir a inteligência.

verbos e adverbios Avançar . 12 Assinale a alternativa em que o termo em negrito aparece com o mesmo sentido empregado no texto acima: a) Até que ponto poderemos aceitar tal proposta? b) Pensando nisso. ao verbo “ser” e ao verbo “ir” a) somente na frase I. d) Leocádia estava terrivelmente irritada. 42. d) “Até Madonna quis interpretar o papel de Frida Kahlo no cinema. NESSA ORDEM.Artigos. adjetivos. como a De Plá. sentiu o peso da responsabilidade. 44. até que poderíamos programar um passeio para este final de semana. e) conseguiu responder – sentiu – tinha marcado. III.41. as vacas que forem para o brejo serão contadas quando eu for à Brasília.” Dessas ocorrências.. só conseguiu responder que começaria o mais breve possível a ladainha das entrevistas que tinha marcado nas clínicas que visitara há meses. quando eu for presidente. Há lugares carentes que necessitam até de vagas para automóveis.Brotou nos morros cariocas franquias de supérfluos. e) em todas as quatro frases. c) Se a Patrícia previr tempo seco para o litoral. a) sabia – sentiu – chamara. Sabia que o pai o chamara para aquela conversa com a intenção de saber dele o que pretendia fazer da vida. “for” equivale. a) Em pouco mais de três meses. c) somente na frase III.” GABARITO Os verbos que indicam corretamente a sucessão cronológica dos fatos narrados são. respectivamente. CEETPS-SP Considere as seguintes ocorrências de “for”: I. será o momento de todos o aplaudirmos. os que forem espertos saberão quando for a hora de partir. Feita a pergunta. de modo claro e objetivo. 43. c) Fui até o hotel para encontrá-lo. mas ele já havia saído. Tinha ganas de dizer a Alberto tudo o que ele merecia. aquele que for culpado confessará tudo quando for à prisão.. b) pretendia – sentiu – sabia. São inumeráveis as academias de ginástica. b) O moderador interviu assim que ficou a par dos problemas técnicos. do articulista Marcos Sá Corrêa: “. IV.” e) Até que enfim o governo reconheceu o direito dos manisfestantes.” Revista Época. passados os primeiros dias de euforia pela conclusão do curso. as locadoras de vídeo e os cursos de informática. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFMA Considere o seguinte trecho “A favela invisível se debruça sobre o Rio”. mandarei prender os que forem inimigos do país. FGV-SP Assinale a alternativa em que não haja erro de conjugação de verbo. a lesão do jogador poderá estar curada. PUC/Campinas-SP “Naquele exato momento. substantivos. mas se deteu. c) tinha marcado – sentiu – visitara. esperando oportunidade melhor. haveremos de descer a serra antes de o sol nascer. II. b) somente na frase II. d) chamara – sentiu – começaria. e) Quando o negociador propor uma saída honrosa. d) somente na frase IV. se ele manter adequadamente o tratamento. que vende e revela material fotográfico para amadores. de 24/01/2000.

poeira a um canto. Voltar Língua Portuguesa .45. pode-se perceber que.” Assinale a frase em que a palavra até expressa o mesmo sentido que tem no fragmento acima. d) o sujeito verbal (3ª pessoa) mantém-se o mesmo. não tiver comentado. mantém-se apenas em: a) não existe. c) Bebeu tanto até cair. c) não existira. d) Arrastou-se até o quarto onde desmaiou. eram elas as esquadrinhadoras de todas as vidas. A questão 48 tem por base a história em quadrinhos abaixo apresentada. E na desditosa cidade. uma das formas verbais não condiz com as demais. 14 de abril de 2001. desde longos anos. janela entreaberta. Paulo. no diálogo entre Calvin e sua mãe. d) não existirá. b) Tenhais. Texto para a questão 47. Alfenas “Uma parceria implica até em cuidar de meninos de rua. ITA-SP Os versos abaixo são da letra da música Cobra. Trata-se de: a) Ides. b) não existiu. se verifica entre as formas verbais existia. não comentava. adjetivos. não comentasse com malícia estridente. FUVEST-SP A correlação de tempos que. verbos e adverbios Avançar . “As duas manas Lousadas! Secas. U. em Oliveira. escuras e gárrulas como cigarras. FGV-SP Observando os três primeiros quadrinhos. não tinham descortinado. não descortinem. de Rita Lee e Roberto de Carvalho: “Não me cobre ser existente Cobra de mim que sou serpente” 13 Com relação ao emprego do imperativo nos versos. neste texto. não descortinavam. b) a diferença de formas (cobre/cobra) não é registrada nas gramáticas normativas. pecha.” QUEIRÓS. e) Segui. c) a diferença de formas (cobre/cobra) deve-se ao deslocamento da 3ª para a 2ª pessoa do sujeito verbal. algibeira arrasada. não teria comentado. b) Juntou até 10 mil reais. as espalhadoras de todas as maledicências. portanto o emprego está adequado. 47. coração dorido. que seus olhinhos furantes de azeviche sujo não descortinassem e que sua solta língua. e) o primeiro verbo no imperativo negativo opõe-se ao segundo verbo que se encontra no presente do indicativo. bolo encomendado nas Matildes. e) “Respiravam e até transpiravam” 46. substantivos. não teriam descortinado. IMPRIMIR GABARITO O Estado de S. bule rachado. descortinassem e comentasse. entre os dentes ralos.Artigos. vulto a uma esquina. Eça de. as tecedeiras de todas as intrigas. não existia nódoa. não tiverem descortinado. a) “Do querer até o poder vai larga distância”. podemos afirmar que a) a oposição imperativo negativo e imperativo afirmativo justifica a mudança do verbo cobre/cobra. não tinha comentado. d) Pretendes. 48. portanto há inadequação na flexão do segundo verbo (cobra). não comente. e) não existiria. A ilustre Casa de Ramires. c) Julgais.

d) Propusemo-nos a analisar a língua sem preconceitos e vimos que as influências estrangeiras são inevitáveis. e) previr. 18/08/1999. teríamos: a) previer. b) A ama negra interviu junto ao filho do senhor branco.” Para se manter a correspondência temporal no período. substantivos. U. Assinale. abrandando-lhe a linguagem. b) desejar. b) flexão de tempo. em relação às palavras. Passeemos pelo seu vocabulário e creiamos nisso. a forma verbal deseje deverá ser substituída por: a) desejasse. a seguinte característica que só os verbos possuem: a) terminação em r. c) desejará. adjetivos.. b) preveria.” Veja. não tem gente parada. d) anteposição de um substantivo. c) Muitas palavras do português provieram do contacto com línguas estrangeiras. IMPRIMIR “Um alimento em pó incolor (. Os brasileiros nem sempre se precavêm diante de influências lingüísticas estrangeiras. creiamos. verbos e adverbios Avançar . UFRN Considere o período a seguir. UFSE Os verbos que aparecem nos enunciados abaixo estão corretamente flexionados em: a) As influências africanas manteram-se. principalmente. já que namoro consta do dicionário como “ato de namorar”. d) desejaria. c) O estrangeiro tem mais e melhores dentes. Santa Maria-RS-Modificada Na linguagem coloquial. modo e pessoa. 53. c) previera. com as mesmas características do verbo haver no sentido de existir. a) Sabe que você tem razão. 14 A comparação entre as palavras sublinhada acima demostra que o significado geral de “expressar ação” não é suficiente para identificar o verbo como classe gramatical. 51.. UERJ “Os aliados não querem romper o namoro com o FHC – querem é namorar mais. e) Vi um catálogo na Amazon que tem uns dinamarqueses bem acessíveis. seria necessário considerar. U.49.) poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. além do sentido de ação. d) prever. GABARITO 52. Alfenas-MG Fragmentos para a questão: “Especialistas contestam argumento do governo de que privatização não estaria sujeita à regra que prevê isonomia entre os candidatos” Caso transpuséssemos a forma verbal “prevê” para o futuro do subjuntivo. c) presença indispensável à frase. 50. Para diferenciar o verbo do substantivo. Não pôde ser diferente. há uma tendência de uso do verbo ter como impessoal. e) Influências estrangeiras também norteam o destino das línguas. Mirtes? b) Nos Estados Unidos. Quem se propor a estudar as línguas faladas na América pode constatar isso.Artigos. Voltar Língua Portuguesa .F. por exemplo. d) Ele tem como equipamento standard o que aqui é opcional. Assim crêem os estudiosos dos fatos que intervêem na história das línguas. nas frases abaixo a alternativa em que ocorre esse emprego.

reouvesse e) vier. 56.... intervisse. c) III e IV. quando previr o temporal”. ao contrário de lembrar-se e esquecer-se. vires. ela ficará contente”.. UFSE-Adaptada “e as coisas que tu vais transformar... interviesse. por isso ninguém interviu para liberá-los”.. interviesse. b) II e III. requisesse. Assinale a alternativa cujas formas verbais preencham. “Se você . Em . verbos e adverbios Avançar .. |-ra-| desinência modo-temporal e |-m| desinência número-pessoal.Artigos.. 08. d) I e IV.. U.. o acento nos verbos ver e ter é justificado pela mesma regra de acentuação gráfica... c) 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo do verbo ver. Dê. e seu amigo ... UFSC Assinale a(s) proposição(ões) verdadeira(s): 01... o verbo começaram apresenta a seguinte estrutura: |começ-| radical. b) 2ª pessoa do singular do imperativo do verbo vir... 32.... Os verbos lembrar e esquecer. as lacunas das frases acima: a) vieres. e) 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo do verbo ver. |começa-| tema.... requeresse. Em Mas se tu me cativas. 55..) Vê o jovem enforcado num dos galhos sem folhas” 15 Jorge de Lima.. como resposta.. Em O trigo. vieres.. vê através do pequeno embrião de árvore (. Identifica-se corretamente a forma verbal vê em negrito nos versos acima como: a) 3ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo ver. a São Paulo. intervisse. e) II e IV..... “Retiveram os documentos porque supuseram que fossem úteis. 16.. requisesse. que é dourado.. II. substantivos. “Se ele propuser um acordo. fará com que eu me lembre de ti...54.... adjetivos.. vires. requeresse.. “Ele voltará... esses bens”. “Se ... reavesse c) vir. começaram a se tornar realidade.. vires. d) 3ª pessoa do presente do indicativo do verbo vir.. interviesse... que isso é necessário.. vires.. “Quando puseres a foto no álbum. reouvesse 57. “Quando ... cujo plural é vêm. traga seu irmão”. U.... II... não são regidos por preposição. |-a-| vogal temática. sendo vinde a forma do plural. Alfenas-MG Considere as seguintes frases: I.. cativa-me!. Alfenas-MG Observe: I. que faz a 3ª pessoa do plural vêm. o verbo cativar classifica-se como transitivo direto... 02. o modo verbal é o imperativo.... talvez você .. reouvesse b) vier. Estão corretas as formas verbais só nos itens: a) I e III.... comunica-me imediatamente”.. requeresse. III. reavesse d) vier. e seu plural é vêem... a soma das alternativas corretas... 04. Em Por favor. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . sendo o plural vede..... III.. respectiva e corretamente.só se vê bem e os homens não têm mais tempo. No trecho .. IV. a vírgula é utilizada para isolar o sujeito do verbo. aceitaríamos todas as condições”..

b) Apenas a afirmação II.. adjetivos.....I.. É verdadeira: a) Apenas a afirmação I..” As formas verbais que preenchem adequadamente essas lacunas são: a) vir – intervisse – obtivesse b) vir – intervisse –obtesse c) vir – interviesse – obtivesse d) ver – intervisse – obtivesse e) ver – interviesse – obtesse 16 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e) Todos lêem o código de ética de seu clube... III... a prática do esporte poderá ser moralizada.... naturalmente magra.. Seria preciso que .. porém.... E não adianta que a menina . F.... b) Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade.. e) Nenhuma das afirmações. d) Alguns dos envolvidos nos episódios de 94 absteram-se de comentar o fato... a) perda – fosse – fosse d) perda – seja – seja b) perde – seja – seja e) perca – seja – fosse c) perda – fosse – seja 59..... do cigarro e do álcool. 61. a João que se ... eventualmente .. A palavra morto é particípio do verbo matar... O verbo morrer tem dois particípios. ele. 60... naturalmente magra....... Vitória-ES O seguinte período apresenta lacunas: “Se você .. c) Cada uma das afirmações....... c) O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa.. Santa Maria-RS Observe as formas verbais utilizadas nos períodos a seguir.. a bolsa de estudos.. A palavra morto é particípio do verbo morrer.. a fumar e a beber............” serão adequadamente preenchidas com: a) solicitam – abstenha – dispunha – volta b) solicitaram – abstivesse – dispusesse – voltava c) solicitam – abstém – disposse – voltava d) solicitam – abstivesse – disponha – volta e) solicitavam – abstesse – disposse – voltava 63..)” Considerando as transformações propostas. b) O editorial afirma que o educador que se detesse sobre o futebol ficaria desapontado.Artigos. d) Os crimes fiscais foram confessados porque o técnico temia outra acusação.... diga-lhe que seria bom que ele .... “E não adianta a menina perder 20 quilos.. substantivos..... d) Apenas a afirmação III...... Emescam-ES As lacunas de : “Os médicos sempre . UFSE A frase que apresenta voz passiva é: a) As pessoas nem tinham se recuperado do susto quando surgiu outra denúncia.......... verbos e adverbios Avançar . o professor...... U.. PUC-PR-Modificada Considere estas afirmações: I.. mas alguns talvez não o entendam bem.58.. 20 quilos.....F...... É preciso que ....... para que você ......... c) Se a opinião pública intervir. II.. Tem de ser naturalmente magra (.... e) O jornalista se baseou em fatos bastante conhecidos para escrever o editorial.. a seguir o conselho... 62...... no processo.. UFSE A forma verbal em negrito está corretamente flexionada em: a) Todos desejam que a imprensa continui a defender um esporte ético. complete corretamente as lacunas... mesmo que se ........

IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . nem surfistas.. – transitivo direto. d) seguíssemos – admitíssemos. d) possa ser. UFSE Um verbete de dicionário registra exemplos de uso correto do verbo desconfiar. imaginava-se que um cérebro jovem (. verbos e adverbios Avançar . 67. UFRS-Modificada Em: “Até algum tempo atrás.. e) tenha sido. pois trata-se de outro sentido do verbo desconfiar.. c) está correto.) fosse muito mais poderoso e criativo do que um outro já maduro e desgastado pela idade. b) Os jornais não deram a notícia. UFPB-PSS Levando-se em conta a norma culta da língua. UEL-PR “Se seguirmos Freud. verifica-se erro em: a) “..” 17 Assinale a alternativa que substitui a forma verbal fosse. c) O relógio deu onze horas.” c) “Árvores gigantescas e multidões de palmeiras formavam o imenso verde da futura bandeira.. nem mulatas. c) teria sido. – transitivo direto e indireto. pois o emprego do verbo desconfiar está de acordo com os exemplos. UFR-RJ A alternativa em que está correta a classificação do verbo dar quanto à predicação é: a) Dei com os dois velhos sentados. mantendo a correlação exigida pela norma culta. para apresentar correção. b) deve ser substituído por “aquilo de que”.. duvidar. – intransitivo.” d) “Era assim o Brasil de Cabral. quando for a vez desses meninos?”..” e) “.. Indique a alternativa em que os respectivos verbos podem substituir as formas sublinhadas na citação acima. já quinhentos anos passados. adjetivos. para apresentar correção. a) seguirmos – admitíssemos.” b) “Ainda não haviam louras. admitiremos que o desejo de destruição do outro só não é posto em prática por repressão. – transitivo indireto.. “Mas convém que Gaspar não desconfie absolutamente destes nossos projetos.” Os tempos verbais assinalados acima estão correlacionados: a forma escolhida para o verbo seguir limita as possibilidades de flexão de admitir.. d) deve ser substituído por “isto que”. substantivos. – intransitivo. 66. c) tivéssemos seguido – vamos admitir.. e) deve ser substituído por “ao que”. o segmento em negrito na frase “Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam. um número sem fim de animais. a) pudesse ser.” a) está correto. b) tivesse sido. sem acarretar mudança no significado da frase. d) Quem dá aos pobres empresta a Deus. para apresentar correção. 65. e) Esse dinheiro não dá. empregado com o sentido de não ter confiança.Artigos.. e) seguiremos – admitiremos. b) seguíssemos – admitiríamos..” Considerando-se o verbete. “É prudente desconfiar de quem é desconfiado”.64. 68.

com isso. PUC-PR “O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho. e) foi queimado. o verbo cheirar foi utilizado com a mesma transitividade de: a) Pelas análises que fizemos. e) vão projetar-se. b) A forma verbal havia partido expressa uma ação anterior à forma verbal deixou. no enunciado.69. adjetivos. d) intransitivo e transitivo indireto.. IMPRIMIR 74. Voltar Língua Portuguesa . substantivos.” A forma verbal equivalente a em negrito na frase está em: a) queimou.. c) Vê se não te esqueces do livro – advertiu o jovem.. e) verbo de ligação e transitivo direto.” “Mas leio. essa história está cheirando mal. a palavra “vêem” é empregada com o mesmo valor em: a) Não consigo concordar com isso. c) é projetado. b) foram queimados. 71. d) A forma verbal havia partido pode ser substituída por partira sem que. equivalente a em negrito acima. e) Os alunos viram o professor chegar e dirigir-se à secretaria da escola. os auditivos (que prestam mais atenção no que vêem).. leio. verbos e adverbios Avançar . c) O enunciado é composto de duas orações que encerram uma relação de causa e conseqüência. GABARITO 72... assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) As formas verbais havia partido e deixou expressam ações simultâneas.). b) Eles se calaram porque viram que a discussão não levaria a nada. c) tinham queimado.. 73. 70.” 18 Considerando o que está dito no enunciado acima. Tenho de ler tudo. respectivamente. cavalgo de novo” Os empregos do verbo ler nos versos acima permite classificá-los. b) transitivo direto e transitivo indireto.”. uma ambigüidade gerada pela locução sua mãe. o que deixou sua mãe extremamente preocupada. UFR-RJ “(.. está na alternativa: a) projetam-se.. b) O vento que impelia aquela chuva cheirava a almíscar. d) tinham projetado.Artigos. d) eram queimados. como: a) transitivo direto e intransitivo.). Uniube-MG-Adaptada No trecho “Com seu vestido decotado / cheirando a guardado”. porque vejo a questão de outra maneira. c) transitivo indireto e verbo de ligação. Unifor-CE “Efetivamente se queimaram alguns livros. haja prejuízo do significado. Unifor-CE Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado.. b) projetam. e) Há. d) Os alunos foram à biblioteca ver se encontravam o livro indicado. Outra forma verbal. Em filosofias / tropeço e caio. d) Olhava para os cantos sem saber o que viera cheirar ali. PUC-RS-Modificada De acordo com o sentido que tem no trecho “Há basicamente três tipos de alunos: (. c) No jardim pôs-se diante da roseira e ficou cheirando a rosa.

e) existirá trabalhos. U.. substantivos. que o Brasil nunca foi muito diferente do que hoje é.. 01. . 04.. Católica de Salvador-BA 19 “haverá trabalho para essa massa de gente. Se os fotógrafos tivessem registrado a infância da aviação. gramaticalmente equivalente.. Voltar Língua Portuguesa .. b) existirão trabalhos. Pensávamos. e) Não se faz a leitura dos clássicos no Brasil. não se lêem muito os clássicos no Brasil. 77. Quando os fotógrafos registraram a infância da aviação.. ao longo da qual todos os problemas seriam resolvidos. c) teria descoberto... a) encontraríamos – perdera – viríamos b) encontrássemos – perdeu – veríamos c) íamos encontrar – tinha perdido – havíamos visto d) encontraríamos – havia perdido – teríamos visto e) encontrássemos – perderia – viríamos 76.. 79.. do Império da República Velha.. a soma das alternativas corretas. 02. verbos e adverbios Avançar . de novo a estrada interrompida. d) ocorrerá trabalhos. d) tem descoberto. Unifor-CE “. F. Se tivessem registrado a infância da aviação... como tantos brasileiros.. no qual lança o desafio da possível construção de um novo Brasil. Católica de Salvador-BA-Adaptada Há correspondência modo-temporal entre a forma verbal simples “descobriu” no trecho “A ciência descobriu uma realidade mais complexa” e a composta: a) tivesse descoberto.. para sempre. o futuro. derrubado o muro da ditadura..E..F.” IMPRIMIR GABARITO A forma verbal da frase acima está corretamente substituída por outra. eles a tinham popularizado...” A única variação estrutural correta para expressão destacada na oração em evidência é: a) haverão trabalhos. Desse texto. Se tivéssemos prestado mais atenção à história da Colônia. eles a teriam popularizado... que. a inocência... foi retirado o fragmento a seguir: “Para nós durante a ditadura.. U...Artigos.. Dê.75. e) terá descoberto... Pelotas-RS O cineasta Cacá Dieguez escreveu um artigo sob o título “O futuro passou”... b) No Brasil nunca se leu muitos os clássicos... como resposta. c) Pouco se lê os clássicos no Brasil....” Assinale a alternativa com as formas verbais que preenchem as lacunas de acordo com a norma padrão. . Não sabíamos que o país . em: a) Os clássicos não são muito lidos no Brasil. b) tinha descoberto. estava apenas exilado temporariamente: ele voltaria nos braços da democracia restabelecida. naqueles tristes momentos. eles a popularizaram. adjetivos. os fotógrafos a popularizarão. d) Não é muito o que se lê dos clássicos no Brasil.. F. 16.. Ponta Grossa-PR Escolha as estruturas aceitáveis considerando a perfeita correlação entre os tempos verbais... os fotógrafos a popularizaram. Quando registrarem a infância da aviação... Quando os fotógrafos tiverem registrado a infância da aviação.. 78.. 08. c) terão trabalhos.

1997. Considerando essa posição do eu-lírico em relação ao passado. No entanto o menino (que não sei como insiste em não morrer em mim) ainda e sempre apesar de tudo apesar de todas as desesperanças. Agora não sei esperar mais nada Desta nem da outra vida. Meu tio dizia: ‘Bobo! Não sabes que elas sempre trazem uma roupa de malha por baixo?’ (Naqueles voluptuosos tempos não havia maiôs nem biquinis. 6ª ed. 86/87. 82.’ Eu tinha oito anos e sabia esperar. adjetivos... meu Deus.. b) Espera-se que ele passe a vida lutando por seus ideais.As questões 80 e 81 referem-se ao texto abaixo. Lentamente. São Paulo: Globo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Só para judiar. p. verbos e adverbios Avançar . 81. Unifor-CE “... UFRJ . insultuoso é que ela o seja apenas para alguns.. E eu com os olhos cada vez mais arregalados até parecerem dois pires.... d) Não me admira que eles queiram morar em belas cidades. explique o que é a infância na concepção do poema. exceto em: a) Meu amigo não gosta de que o chamem de boa-vida. essas crianças!” QUINTANA. quem sabe?. Nova antologia poética. o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio. c) A melhor sociedade deve ser aquela em que todos tenham vida boa.’ (versos 14 a 17) “o menino às vezes segreda-me baixinho ‘Titio.. quem sabe?.. A expressão “Naqueles voluptuosos tempos” (verso 13) marca uma posição do eu-lírico em relação ao passado.Artigos. Mário. “O circo o menino a vida A moça do arame equilibrando a sombrinha era de uma beleza instantânea e fulgurante! A moça do arame ia deslizando e despindo-se. explique o emprego dos parênteses no verso 13.’ Ah. 5 10 15 20 20 25 30 GABARITO 80..) Sim! Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?.’” (versos 27 a 30) Observando o emprego dos tempos verbais nos vocábulos sublinhados acima. UFRJ Releia os versos 9 a 17.“Mas toda a deliciante angústia dos meus olhos virgens segredava-me sempre: ‘Quem sabe?..” Nas frases abaixo. e) Deve ser sempre louvado alguém que sofre com os problemas alheios.. as formas verbais em negrito estão corretamente transpostas para o mesmo tempo e modo da forma em negrito acima. substantivos.

Artigos.. I. adjetivos. IV. II. b) aconselhamento.F.. ou um tipo de tomate que cresce mais rápido e é mais produtivo. 85. ( ) o tempo verbal denota um fato que provavelmente acontecerá. b) I. no imperativo. substantivos.) virologistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) dos EUA desenvolveram experiência em que um gene causador de câncer em ratos. como resposta. Com o verbo na voz ativa. foi empregado para expressar ações: a) presentes e simultâneas ao momento da fala. U. a soma das alternativas corretas. I. “Por exemplo. o verbo haver foi empregado no pretérito perfeito do indicativo. O verbo usado em “As formas estranhas dos aeroplanos experimentais invadiam as páginas dos jornais” assumiria.” IV. Ponta Grossa-PR Marque as alternativas corretas. IV. 04.. d) solicitação. III. I. c) ordem. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança.83. “Todos sabem que cães e gatos são espécies diferentes e que não se misturam. aquela de chita.” Carlos Drummond de Andrade. UFR-RJ-Adaptada “Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre (. Dê. denota um(a): a) treinamento. d) II. o presente do indicativo. e) passadas que negam o aspecto durativo do verbo. assinale a alternativa que apresenta a seqüência correta: a) II. coluna de acordo com a 1ª. 84. ( ) o tempo verbal denota um fato passado que poderia ter acontecido após outro fato passado.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa por meio da manipulação genética.. 86. 08. d) que vão se realizar num futuro bem próximo. “(.” II. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . “(. “voar” está empregado em função substantiva.E. c) passadas mas que têm validade permanente. tendo em vista o emprego de verbos. a forma “eram invadidas”. No trecho acima a seqüência de formas verbais.). III. Em “Voar era um ideal delirante e dândi”. com o sentido de existir. A seguir. UFR-RJ No verso “Você sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?”. verbos e adverbios Avançar . e) ponderação... 01. e passeie de mãos dadas com o ar. em 1898”. IV.) ponha a saia mais leve. corresponde à forma composta “havia virado” ou “tinha virado”.. indiscutível.. nas formas destacadas.. a frase “Cada proeza dos aviadores era narrada em detalhe” ficaria “Narrava-se em detalhe cada proeza dos aviadores”. podem-se desenvolver espécies de milho (. 16. b) presentes e posteriores ao momento da fala.. Uberlândia-MG Numere a 2ª. na voz passiva. 02.” III. U... c) I. A forma verbal simples empregada em “Paris virara a capital mundial da aviação desde a fundação do Aéro-Club de France.” ( ) o tempo verbal indica uma verdade universal. Em “Nos dez primeiros anos deste século havia uma mania pop em Paris – voar”.

quem zelaria por este pobre povo?” – O futuro do pretérito está sendo utilizado para indicar surpresa e indignação.” – O presente do indicativo está sendo utilizado para indicar uma verdade científica. 22 Leia os versos abaixo para responder às questões de números 89 e 90. d) “(. UERJ Classifique. que recebe no seu curso de dez léguas. a) “Pelo Natal estarei aí.. c) sugestão. Uniube-MG Assinale a alternativa em que o emprego do tempo verbal não está adequadamente explicado. quanto às vozes do verbo. d) a relação entre os parágrafos marca-se pela comparação. as três construções destacadas. posterior ao momento em que se fala.” ALENCAR.. O Guarani. na frase acima. e ainda ocorre em algumas regiões” Observe. Olhemos a cidade. “vassalo e tributário” exercem a mesma função sintática. que está corretamente reproduzida nas formas: a) pôde – pode.. que rola majestosamente em seu vasto leito.) como bem o sabiam os romanos (.” – O futuro do presente está sendo utilizado para indicar um fato provável. e engrossando com os mananciais. Dir-se-ia que vassalo e tributário desse rio das águas. curva-se humildemente aos pés do suserano. c) a freqüência dos verbos de ação personifica o rio Paquequer.Artigos. c) obteve – obtenha. vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba. pode-se afirmar que o uso da forma verbal destacada expressa uma: a) ordem. b) reflexão. José de. o pequeno rio. UFR-RJ-Adaptada “Ano novo de eleições. a seqüência dos tempos verbais em negrito. com minha secretária Eunice.) o povo é ignorante. e) solicitação. b) “Se não zelássemos por nós. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) “rio caudal”. As obras que beneficiam certas empresas trazem proveito à maioria da população?” Tendo em vista o contexto que envolve a frase “Olhemos a cidade”.. Unifor-CE “De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio d’água que se dirige para o norte. me dou. adjetivos.. “Onde avanço. e) exigiam – exigem. e o que é sugado ao mim de mim em ecos se desmembra” 89. enroscando-se como uma serpente. Descreva essa mudança. 88. GABARITO Em relação ao texto. substantivos. d) tinha – tem. b) era – são. UERJ A seqüência das construções verbais em negrito retrata uma mudança na participação do “eu” que se expressa no texto. torna-se rio caudal. 92.87. 91. c) “(. verbos e adverbios Avançar . Unifor-CE “o que ocorreu até recentemente. b) não há nenhum termo que expresse progressão temporal dos fatos. é correto afirmar que: a) os três parágrafos inscrevem-se num momento estático do tempo. É o Paquequer: saltando de cascata em cascata.. altivo e sobranceiro contra os rochedos. 90.)” – O pretérito imperfeito do indicativo está sendo utilizado para indicar um fato passado não concluído. d) certeza.

.) manipular os peões (.” 96.)” 94..93.) não compreende ele as coisas do Brasil. U.” b) “(. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não admite passagem para a voz passiva: a) “essa liberdade só pode funcionar se submetida a intensa supervisão da comunidade científica.. b) vêm dominando. verbos e adverbios Avançar .. substantivos.“ 95.” c) “Talvez apenas desconheçam a própria língua.) nada adiantava esse dinheiro..) poderemos (.) poderemos transformar a manipulação genética em um dos maiores benefícios da ciência ..F...” b) “(...uma escola escreve ‘College’ ao lado de sua marca..” b) “. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “Virou praga o uso indevido do gerúndio...) Trunte retrucou que já era alguma coisa.. adjetivos..F....” d) “.. d) vem dominando.) a manipulação genética de alimentos e animais não poderá gerar efeitos danosos à nossa saúde.” d) “(...Artigos..” d) “(.. Uniube-MG Assinale a única alternativa que não pode ser passada para a voz passiva: a) “(.. 23 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ..... Uniube-MG Assinale abaixo a única alternativa correta: Transpondo-se para a voz passiva a oração “As grandes corporações multinacionais vêm dominando o consumo da população das cidades”.ninguém supera a televisão.. obtém-se a forma verbal: a) vem sendo dominado... U..” c) “(.) a experiência provaria que o câncer pode se tornar uma doença contagiosa.” c) “(... c) dominam.

23. 6. d 41. d 43. 2. o paciente teria morrido. e 46. 13. 15. 27. como uma maneira de viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento. 24. adjetivos. sociologia e ecologia. a 44. 28. 12. 4. a) “Se eu não estivesse atento e não tivesse olhado o rótulo.” b) Ambientalistas defendem a econologia. 17. 26. substantivos. 10. 34. 25. vir. b 42. 8. 5. S U B S T A N T IV O S . 29. a 48.LÍNGUA PORTUGUESA 1 A R T IG O S . A D JE T IV O S . 21. 36. 14. 19. se mantenha. satisfizer. 11. d 49. d Voltar Língua Portuguesa . 32. 3.Artigos. 31. d 37. 33. V E R B O S E A D V É R B IO S 1. combinação de princípos da economia. a 39. 30. 16. 20. declarou o médico. Vier. a 38. 9. V–V–V–V–F c e d a d e V–V–F d b d c c a 13 d d 18. c 47. dispuser. 7. verbos e adverbios Avançar . c c c V–F–V–V e d d a b F–V–V–F c b c d e d d GABARITO IMPRIMIR 35. 40. 22. c 45.

Artigos. 71. b e b b e e d b e c e d b c b 65. 82. 52. 75. verifica-se que. 53. 91. a 95. b 94. e 83. 73. 55. c 89. 54. 74. a 96. 70. 72. o que é sugado ao mim de mim: voz passiva. c 85. c 87. Em avanço o “eu” é agente. 57. 56. 62. 60. 69. 68. b 84. a b e e a a e b a b d b b 28 a IMPRIMIR GABARITO 80.2 50. em o que é sugado ao mim de mim é apenas o lugar em que a ação acontece. na concepção do poema. a 93. a 88. 78. 76. A partir do emprego dos tempos verbais. 79. 58. 66. o eu-lírico faz um comentário (ou dá uma explicação) sobre o passado. 63. 61. verbos e adverbios Avançar . 81. 59. adjetivos. em me dou é agente e paciente. a infância é um estado permanente no eu-lírico. 67. 77. Onde avanço: voz ativa. O emprego dos parênteses revela que. c 92. me dou: voz reflexiva. do qual se distancia. 64. no verso 13. a Voltar Língua Portuguesa . 15 86. 90. substantivos. 51.

aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. e F. é própria de linguagem formal no Brasil.. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. e) I e III são verdadeiras. a) Apenas I é verdadeira. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. ( ) Por equívoco do redator.Pronomes Avançar . julgue os itens a seguir segundo os critérios da morfologia. conseqüentemente. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. 2. no livre exercício de suas próprias soberanias. para os falsos. d) I e II são verdadeiras. 1948). na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos.E. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . modo e pessoa. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. para os verdadeiros. Além disso. favorece uma tonicidade não usual em português.. I. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. foi usada como recurso obrigatório por se tratar de dois pronomes. ( ) Em “da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos” é possível permutar-se a expressão destacada pela contração das. III.” estão flexionados no mesmo tempo. até .. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher.” 1 GABARITO ( ) Os verbos existentes no trecho que vai de “Os Estados. II. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. é correto afirmar que a ênclise: I.”. c) Apenas III é verdadeira. b) Apenas II é verdadeira. Use V. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. Superior de Brasília-DF Após ter lido atentamente o texto “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos”.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1. “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. ( ) Em que e na qual são pronomes relativos.. falta o hífen em “interamericano”. como a realização dos postulados da justiça social’.desses direitos. Assinale a alternativa correta. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’ mas também com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. Colômbia.. ( ) As duas ocorrências do pronome se classificam-se da mesma forma. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. a resolução sobre a ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. UFPI Na frase “A realidade tornava-se-lhe odiosa.. considerados não como cidadãos mas como ‘pessoas’ e.

acrescentando-lhe saudade. c) Quando os viste? d) Não concordarei com o que nos dirão.” (M. b) “Mascarenhas fez-me notar à esquerda da capela o lugar em que estava sepultado o ex-ministro. c) Há erro de grafia ao reproduzir as falas coloquiais das personagens.. Uberlândia-MG Assinale a única alternativa em que os elementos em destaque não podem ser substituídos por onde. à qual está ligado por hífen. falou-me também da piedade e saudade da viúva. b) à forma de tocar violão. pessoa do singular com a 3ª. em que caía a cadeira” a expressão em negrito pode ser substituída por: a) onde d) com as quais b) enquanto e) entre as quais c) nos quais 4.quando estava quase a suceder um desastre na entrada. d) somente à palavra mais próxima: saudade.” (M. b) A personagem mistura. PUC-PR-Modificada Observe: IMPRIMIR “Revolucionou a forma de tocar violão. não deixaria de comparecer.” (M. Identifique-o: a) Falta vírgula depois do vocativo. de Assis) c) “Lalau sentou-se. acontece um erro quanto à norma culta da Língua. a senhora. beleza e ritmo. Emescam–ES A posição do termo sublinhado em relação ao verbo não está adequada à norma culta brasileira em: a) Se me tivesse convidado.. enfiou a cabeça por entre as cortinas para fora.. 5. pra. 7.3. rindo. de Assis). Exemplos: Tô. UFPI Na frase “mas tinha desses abatimentos. Voltar Língua Portuguesa . U. Univali-SC 2 GABARITO Nos quadrinhos...Pronomes Avançar . a 2ª. na sua fala. em vez de ficar séria e pensar em Deus. das alusões freqüentes na conversão. a) “. A cadeira em que se sentou era uma velha cadeira de espaldar de couro lavrado e pés em arco. das relíquias que guardava.” O pronome lhe do exemplo refere-se: a) ao sujeito do verbo “revolucionou”. de Assis) 6.” (M. pessoa do singular. e) Não se falou coisa alguma sobre a prometida reforma. e) à forma verbal acrescentando. de Assis) d) “. dessas súbitas fadigas de todo o seu ser.F. d) Os substantivos próprios estão com letra maiúscula. e) Há pontos de exclamação e interrogação demais nos trechos. c) a saudade.. da veneração em que tinha a memória dele. entre o carro de bois e a sege em que a senhora vinha. b) É bom que falemos-lhes toda a verdade. beleza e ritmo.

a expressão em destaque pode ter o sentido de “nós”. tem o sentido de “nós”. tens caso íntimo à resolver. tua.) fazia que ela evitasse a companhia das outras.) D. a palavra todos tem valor anafórico. fazer voltar alguém em sua companhia. mau olhado no amor. Tire um tempo para você mesmo e faça uma consulta com a PROFa. em qualquer assunto que lhe preocupe. fazer voltar alguém em sua companhia. muita sonhou com ele. não é uma novata na sua especialidade (cientista em grafologia e astrologia) é a mais célebre da América do Sul. te. e) vosso. nos negócios. FUVEST-SP “/…/ estás desiludido. o. tens caso íntimo à resolver.. estás desiludido. de Machado de Assis e Érico Veríssimo.Pronomes Avançar . d) vosso. vossa. respectivamente. 817”. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . os. Joga-se búzios e tarô Avenida Jabaquara. ( ) no enunciado D... ( ) no enunciado A. com a PROFa. você vai compreender porque ela é a mais célebre da América do Sul. em qualquer assunto que lhe preocupe. B. um problema que para muitos é um problemão. desorientado. 9. Muitas vezes não acha solução. já que substitui um grupo nominal anteriormente expresso. b) teu. desanimado. c) teu. desorientado. as palavras muita e alguma estão sendo usadas inadequadamente... mas o mal existe e a solução do mal também e as vezes a cura está perto e a gente não vê. Considerando-se os elementos em negrito. muita inveja. faça uma consulta. emitido por uma voz narrativa onisciente. ou até mesmo por não acreditar.Texto para a questão 8. BETE é resolvido em uma simples consulta de poucos minutos. no seu trabalho. Porquê? Ela tem um trabalho honesto e certeiro. UFGO A. alguma dormiu mal ou nada. Muitas vezes. É por que é um mal espiritual latente e você não sabe. mau olhado no amor. Não fique na dúvida. nos negócios. vossa. Onde é que a gente se encontra? C.. Leitor. no seu trabalho. deve-se substituir as palavras grifadas. desconfiasse de toda a gente (. tua. você é testemunha disto. lhes. Comprove estimado leitor. ( ) no enunciado B. pois ambas necessitam da explicitação do termo gente. a PROFa. tens amor não correspondido ou rompido. (. a expressão a gente. ou o próprio mal não deixa. BETE. tua. ( ) no enunciado C. desanimado. faça isso agora. referindo-se ao emissor-personagem e seus comparsas. E as pessoas aprenderiam a gostar menos dessas coisas que representam luxo e conforto. BETE mora no endereço abaixo a muitos anos. 3 8. C e D). muita inveja. por a) teu.” Observando-se apenas o correto uso dos pronomes. “Solução Você que muitas vezes pegou este anúncio e nunca teve tempo para ler com mais atenção. tens amor não correspondido ou rompido. te. muitas vezes a gente sofre sem ter necessidade. Todos se habituariam e pensar coletivamente. respectivamente. Os enunciados acima foram retirados dos livros Esaú e Jacó (A) e O resto é silêncio (B. Toda a gente voltou da ilha com o baile na cabeça.

10. UFPI Marque a alternativa em que o pronome lhe é empregado com o valor semântico de pronome possessivo. a) Tudo de repente (...) lhe pareceu lúgubre. b) Os seus deveres (...) eram-lhe pesados como fardos injustos. c) A realidade tornava-se-lhe odiosa. d) Veio-lhe o nojo das engarrafadas dos emplastros (...). e) — dous lábios de fogo que, num beijo, lhe chupassem a alma. Texto para as questões 11 e 12.
“Que me enganei ora o vejo: Nadam-te os olhos em pranto Arfa-te o peito, e no entanto Nem me podes encarar.”

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11. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome substitui toda uma oração. Aponte-o: a) que. b) me. c) o. d) te. 12. U. Potiguar-RN Em um dos versos acima, um pronome pessoal oblíquo está substituindo um pronome possessivo. Aponte-o: a) te. b) me. c) o. d) que. 13. U.F. Uberlândia-MG Todas as alternativas abaixo podem ser preenchidas por cujo(a), exceto: a) “Lalau não demorou muito. (...) Vinha um pouco esbaforida, voando-lhe os cabelos, ............... eram curtinhos e em cachos...” (M. de Assis) b) “A casa ............... lugar e direção não é preciso dizer, tinha entre o povo o nome de Casa Velha...” (M. de Assis) c) “Não estava contente comigo. Tinha-me deixado resvalar a uma promessa inconsiderada, ............... execução parecia complicar-se de circunstâncias estranhas...” (M. de Assis) d) “Voltei-me para D. Antônia; esta, depois de hesitar um pouco, deliberou entrar na sacristia, ............... porta estava aberta.” (M. de Assis) 14. UFF-RJ A colocação do pronome pessoal no português do Brasil, no uso coloquial, apresenta, em algumas circunstâncias, tendências diferentes da de Portugal. Identifique o par de orações em que ocorrem, quanto a colocação do pronome pessoal no português do Brasil, o uso culto e o uso coloquial, respectivamente: a) “da qual estamos todas tão distantes que não poder-nos-ia servir de modelo;”/ da qual estamos todas tão distantes que nos não poderia servir de modelo; b) “Esta é uma hora para se parar e pensar.”/ Esta é uma hora para parar-se e pensar-se; c) “pois o que se passa no Piauí não é o mesmo das grandes capitais –”/ pois o que passase no Piauí não é o mesmo das grandes capitais; d) “purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que se acha rodeada mal abre os olhos à luz.”/ purgai a sua alma de tantas nocivas frivolidades pueris de que acha-se rodeada mal abre os olhos à luz; e) “a mulher de hoje em dia pode sair-se melhor do que aquela;”/ a mulher de hoje em dia pode se sair melhor do que aquela.

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15. U.E. Londrina-PR-Modificada
“... Stingo descobre as verdades escondidas sobre as quais eles estão encobrindo...”.

Esse trecho se torna adequado à norma culta se a expressão em destaque for substituída por: a) onde. b) que. c) cujas. d) das quais. e) entre as quais. 16. Univali-SC Assinale, dentre as frases a seguir, retiradas de jornais de circulação regional, a que está de acordo com as normas da Língua Portuguesa. a) É outra daquelas questões onde não é certo optar por uma alternativa, excluindo a outra. b) Além dos efeitos sociais e econômicos referidos, um plano de retomada da indústria de construção fere uma carência objetiva do país, onde há necessidade de milhões de casas... c) Um reflexo na pupila (menina dos olhos), em um recém-nascido poderá revelar problemas na retina, tumores intra-oculares, ou até catarata congênita onde realizar-se-á cirurgia o mais breve possível. d) A surpresa aconteceu na sétima prova, onde houve a divergência sobre a terceira cidade mais antiga do país. e) Participaram todos os 540 alunos distribuídos em 8 equipes, onde se buscou equilibrar a força, unindo os alunos maiores com os menores. 17. FEI-SP Em “as paredes vejo-as”, os termos em destaque são classificados respectivamente como: a) artigo definido e pronome pessoal do caso reto. b) artigo definido e pronome demonstrativo. c) artigo definido e pronome pessoal do caso oblíquo. d) pronome pessoal e artigo definido. e) preposição e pronome pessoal do caso oblíquo. 18. FGV-SP A propósito do segmento de frase “Ser-me-ia impossível descobrir entre mim e elas pontos de identificação…”, atenda ao que se pede abaixo. a) Explique o uso do pronome mim em vez do pronome eu. b) Se, no lugar de elas, que é pronome pessoal de terceira pessoa do plural, utilizássemos outro, de segunda pessoa do singular, qual seria ele? 19. UFGO Considere os enunciados abaixo. A. Os atletas não se prepararam bem, onde se saíram mal nas competições. B. Onde há fumaça, há fogo. C. Vivemos numa economia globalizada, onde os produtos industrializados não têm uma só nacionalidade. D. Saiu da casa cedinho onde só voltou depois que todas dormiam. Segundo a norma padrão da língua portuguesa: ( ) o relativo onde pode ser empregado, estabelecendo relação conclusiva entre orações, como no enunciado A. ( ) o empregado do relativo onde, no enunciado B, está inadequado, porque ele não tem um referente explícito. ( ) o relativo onde, no enunciado C, está empregado adequadamente, porque se refere a uma expressão com valor de lugar virtual. ( ) o verbo voltar, no enunciado D, exige que o relativo onde seja precedido por “a” ou “para”.

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20. UP-RN
“Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro.” “O grande mal desse povo brasileiro é ter nascido pobre.”

Se uníssemos as duas orações com pronome relativo, teríamos: a) Sem a reforma agrária cujo grande mal do povo brasileiro é ter nascido pobre, não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. b) Sem a reforma agrária cujo grande mal é ter nascido pobre não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro. c) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição do povo brasileiro que ter sido pobre é o seu grande mal. d) Sem a reforma agrária não há como resolver a desnutrição desse povo brasileiro cujo grande mal é ter nascido pobre. 21. F.M Triângulo Mineiro-MG
“Incontestável representante do bom gosto, a escritora e colunista Danuza Leão não tem vergonha de aplaudir o Show do Milhão. (...) Da mesma franqueza de Danuza comunga o plubicitário Roberto Justus. ‘A atração educa quem não teve acesso àquelas informações e diverte quem quer testar seus conhecimentos’, argumenta.”
Telejornal. O Estado de S. Paulo. 03/09/2000, p. T8-T9.

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Seguindo as convenções da norma culta, a oração destacada no texto pode ser substituída por: a) Quem não teve-lhe acesso. b) Quem não as teve acesso. c) Quem não teve-as acesso. d) Quem não teve acesso a elas. e) Quem não teve-lhes acesso. 22. F.M. Triângulo Mineiro-MG Una as frases por um pronome relativo e assinale a alternativa correta, de acordo com a norma culta. “A Lagoa Rodrigo de Freitas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. As águas da Lagoa continuam malcheirosas.” a) D. Pedro II já havia chamado a atenção para as águas malcheirosas da Lagoa Rodrigo de Freitas. b) A Lagoa Rodrigo de Freitas, cujas águas continuam malcheirosas, já havia chamado a atenção de D. Pedro II. c) D. Pedro II afirmara que as águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam mal cheirosas. d) A Lagoa Rodrigo de Freitas que as águas continuam malcheirosas já havia chamado a atenção de D. Pedro II. e) As águas da Lagoa Rodrigo de Freitas continuam malcheirosas e elas já haviam chamado a atenção de D. Pedro II. 23. PUC-PR-Modificada
“O pai havia partido sem deixar nenhum recado ao filho, o que deixou sua mãe extremamente preocupada”.

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Considerando o trecho acima, pode-se afirmar que a expressão o que tem como antecedente os termos: a) O pai; b) havia partido; c) ao filho; d) nenhum recado; e) toda a parte do enunciado que antecede à própria expressão o que.

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24. PUC-PR Assinale a alternativa em cujo enunciado o pronome que está entre parênteses pode ser colocado corretamente em qualquer um dos pontilhados. a) Ninguém ..... irá ..... esquecer ..... tão cedo. (te). b) ..... Estou ..... dizendo ..... a pura verdade. (lhe). c) Ela ..... quer ..... dizer ..... o que aconteceu de fato. (me). d) ..... Haviam ..... encontrado ..... até então duas vezes. (se). e) ..... Mandou ..... vir ..... mais cedo no dia seguinte. (me). 25. FUVEST-SP
“‘As pessoas ficam zoando, falando que a gente não conseguiria entrar em mais nada, por isso vamos prestar Letras’, diz a candidata ao vestibular. Entre os motivos que a ligaram à carreira estão o gosto por literatura e inglês, que estuda há oito anos.”
Adaptado da Folha de S. Paulo, 22/10/00.

No trecho que não está entre aspas ocorre um desvio em relação à norma culta. Reescreva o trecho, fazendo a correção necessária. 26. PUC/Campinas-SP

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“No centro da Convenção sobre Mudança Climática esteve o reconhecimento de que o planeta pode passar por mudanças catastróficas no próximo século, com o agravamento do efeito estufa. A delegação brasileira na reunião de Buenos Aires, onde se deu o encontro, assim como em Kyoto, foi chefiada pelo ministro da Ciência e Tecnologia. Ela teve um papel destacado no Japão, ao apresentar proposta que desembocou no “mecanismo de desenvovimento limpo” (MDL), questão central na pauta na Argentina.”

Os pronomes grifados referem-se a outras palavras do texto. São elas, respectivamente: a) o centro – Mudança Climática. b) Buenos Aires – a delegação brasileira. c) o planeta – a reunião. d) Kyoto – estufa. e) a Convenção – mudanças catastróficas. 27. UFMT-Adaptada Julgue as afirmações a seguir. Use V, para assinalar os itens verdadeiros, e F, para os itens falsos. ( ) Substituindo o pronome lhe por dele na oração Ousou o escrevente namorar-lhe a filha, as duas formas pronominais funcionam como objeto indireto. ( ) Na maioria das variedades do português falado no Brasil, empregam-se as formas de tratamento você/vocês para designar o interlocutor do discurso ao invés das formas tu/vós. ( ) Quando se usa você/vocês no lugar de tu/vós, o verbo, os pronomes oblíquos e possessivos continuam na segunda pessoa. 28. U. Potiguar-RN Os trechos que seguem mostram que certas construções típicas do português falado, são utilizadas na modalidade escrita, exceto um deles. Aponte-o: a) Procure preocupar-se com os problemas que você tem maior dificuldade. b) Uma escola, onde na frente havia uma lanchonete, deverá ser totalmente reformada. c) Sempre me pareceu muito severo aquele diretor sob cujas ordens trabalhei muitos anos. d) Consideramos propícia a escolha do momento dele falar.

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29. U. Alfenas-MG Assinale a opção onde o pronome pessoal está empregado incorretamente. a) Para mim, cumprimentá-la seria uma ofensa. b) Entre eu e ela já não há mais nada. c) Viram-nos, mas não os chamaram. d) Permitiu-lhe, a ele, fazer a ronda. e) Aquele era o carro para mim; comprá-lo com que dinheiro?

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30. U. Alfenas-MG Dadas as sentenças: I. Os projetos que me enviaram estão em ordem; devolvê-los-ei ainda hoje. II. Não te conto toda a verdade já que preocupo-me demais com tua situação. III. “Esses são os livros que se acham à disposição do público, mas acredita-se que poucos procurá-los-ão”. IV. Quero que você se habitue com minhas falhas, eu deveria preparar-me melhor. A seqüência que contém as frases corretas quanto à colocação dos pronomes átonos é: a) II e III. b) I e II. c) I e III. d) II e IV. e) I e IV. 31. Univali-SC Identifique a opção correta quanto à colocação pronominal nos trechos retirados de jornais de circulação regional: a) Que todo pai sinta-se imensamente feliz na comemoração de seu dia. b) Por que todos os dias perdem-se tantos blocos de notas fiscais em Blumenau? c) Preserve-a a todo custo. Não esqueça que para seu filho você é o maior herói. d) O “Bem” do título acima, se expressa pela existência de postos de trabalho na quantidade e qualidade requeridos por uma população... . e) ... utilizando a imagem do “Zé Carioca” e outras, que mostram-nos menores e menos capazes. 32. PUC/Campinas-SP Observe a seguinte passagem do texto: “‘Pare aí’, me diz você. ‘O escrevente escreve antes, o leitor lê depois.’ ‘Não!’ lhe respondo, ‘Não consigo escrever sem pensar você por perto, espiando o que escrevo.’” Nela, o autor, utilizando o discurso direto, apresenta um diálogo imaginário entre o autor e seu leitor, introduzindo a linguagem oral no texto escrito. Por essa razão, a) os pronomes oblíquos átonos foram colocados depois do verbo. b) os pronomes oblíquos átonos são enclíticos. c) os pronomes oblíquos átonos não foram utlizados no diálogo. d) os pronomes oblíquos átonos são proclíticos. e) os pronomes oblíquos átonos são mesoclíticos. 33. UFMT-Modificada Julgue as seguintes afirmações. Use V, para os itens verdadeiros, e F, para os falsos. ( ) A norma gramatical contrariada em Para mim brincar é Não se deve usar pronome pessoal da forma oblíqua na função sujeito. ( ) A norma gramatical contrariada em Me dá um cigarro é Não se deve iniciar um período com pronome oblíquo átono. 34. UFSE
“... tu vais encher os cofres ... derrubada debaixo da fronde ... dando de comer aos pássaros”

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GABARITO

Substituindo corretamente as formas substantivas pelos pronomes pessoais correspondentes, obtém-se: a) encher-lhes – debaixo dela – dando-os de comer; b) encher-lhes – debaixo a ela – dando-lhes de comer; c) enchê-los – debaixo dela – dando-lhes de comer; d) enchê-los – debaixo a ela – dando-os de comer; e) encher-los – debaixo dela – dando de comê-los.

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35. F.M. Itajubá-MG Marque a opção que pode preencher corretamente as lacunas da seguinte afirmativa: Em “Dir-se-á que, até certo ponto, a felicidade se constrói”, segundo a norma culta, é um caso de ............... obrigatória por se tratar de um verbo no ..............., em ............... de período. a) Mesóclise – futuro do presente simples – início. b) Separação – infinitivo – exórdio. c) Próclise – imperativo positivo – começo. d) Silepse – presente do subjuntivo – abertura. e) Zeugma – futura do subjuntivo – princípio. 36. F.I. Vitória-ES O seguinte período apresenta algumas lacunas: “Ela ficou em casa ............... dois, para conversar ............... sobre o livro, mas disse ao meu irmão que era difícil para ............... ler aquele livro sozinho, porque as letras eram pequenas demais para ............... ler, sem forçar meus olhos hipermetropes.” Os pronomes de 1ª pessoa que completam adequadamente as lacunas são, respectivamente: a) conosco – conosco – mim – mim b) conosco – conosco – eu – eu c) com nós – conosco – eu – mim d) conosco – com nós – eu – eu e) com nós – conosco – mim – eu

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37. PUC-PR Observe a colocação dos pronomes átonos destas orações: I. O T-6 de Mororó, deixando uma asa pelo caminho, partiu-se. II. Depois de arrastá-lo até sua casa, o colocou na rede. III. Há cinco anos, no entanto, os dois se reencontraram. Seria possível, sem erro de sintaxe, adotar outra ordem pronominal: a) Apenas para a oração I. b) Apenas para a oração II. c) Apenas para a oração III. d) Para todas as orações. e) Para nenhuma das orações. 38. VUNESP Leia o texto que segue.
“Não digo com isto que um e outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular, a diferença é que cada um sabia melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

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In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 78.

No segundo período desse texto reconheça as classes de palavras a que pertence o a, respectivamente, em “a fruta” e “a ia buscar”. 39. UEMS Ao comparar as diversas cidades do mundo com a cidade do Rio de Janeiro, defendia com ardume e paixão a beleza... sobre cada uma... a) dessa – daquelas. b) daquelas – destas. c) destas – dessa. d) desta – daquelas. e) desta – dessas.

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40. UFPB-PSS No verso “Ao coração que sofre, separado...”, o vocábulo que refere-se ao termo antecedente. Observa-se esta mesma relação em: a) “Não me basta saber que sou amado.” b) “...no exílio em que a chorar me vejo.” c) “Não há que a terra pelo céu trocar.” d) “Não digo que já lhe coubesse a primazia da beleza.” e) “Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras...”

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41. Unifor-CE “É bem provável que freqüentadores de museus não procurem essa instituição.” Substituindo-se a expressão em negrito na frase acima pelo pronome que lhe é correspondente, obtém-se: a) não lhe procurem; b) não a procurem; c) não procurem-a; d) não procurem-lhe; e) não procurem-na. 42. UFF-RJ Assinale a opção em que a reformulação da frase abaixo apresenta um emprego de pronome não compatível com o uso formal da língua: “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” a) E em tal maneira é graciosa que, se a quisermos aproveitar, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem. b) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitá-la, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. c) E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, tudo nela se dará, por causa das águas que tem. d) E em tal maneira é graciosa que, ao querer-se aproveitá-la, tudo dar-se-á nela, por bem das águas que tem. e) E em tal maneira é graciosa que, querendo aproveitar ela, tudo dar-se-á por bem das águas que tem. 43. UFF-RJ Assinale a opção em que a palavra em negrito é um pronome pessoal. a) “Muitos deles ou quase a maior parte dos que andavam ali traziam aqueles bicos de osso nos beiços.” b) “E alguns, que andavam sem eles, tinham os beiços furados.” c) “outros traziam três daqueles bicos, a saber, um no meio e os dois nos cabos.” d) “assim frios e temperados, como os de Entre Douro e Minho.” e) “porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá.” 44. UFSC Observe o período abaixo e assinale a(s) proposição(ões) em que ele foi reescrito corretamente.
“— Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

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GABARITO

01. — Os homens esqueceram dessa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 02. — Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não deves esquecêla. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. 04. — Disse a raposa: —Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. 08. — Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que você cativa. Os homens esqueceram-se essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. 16. — Os homens esqueceram essa verdade: tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecê-la. Dê, como resposta, a soma das alternativas corretas.

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45. Unifor-CE-Adaptada
“Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas, em todos eles, um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens...”

O pronome os em “que os impeça” refere-se a: a) alguns cientistas; b) robôs do futuro; c) seus programas; d) todos eles; e) homens. 46. Emescam-ES A substituição do termo em negrito não se fez adequadamente em: a) Acharam os livros muito interessantes. Acharam-los muito interessantes. b) Fizemos o trabalho como você orientou. Fizemo-lo como você orientou. c) Daremos a ele todas as oportunidades. Dar-lhe-emos todas as oportunidades. d) Refiz a lição que estava errada. Refi-la, que estava errada. e) Enviamos cartas a vocês. Enviamos-lhes cartas.

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47. UFR-RJ “...fica um mote que agradeço a Paulo Freire: ‘a leitura do mundo parece sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele’” Uma das funções dos pronomes demonstrativos é retomar, dentro de um enunciado, elementos anteriormente citados. A análise do fragmento acima revela que os demonstrativos esta e aquele referem-se, respectivamente, aos vocábulos: a) palavra e mote. b) leitura e mote. c) palavra e mundo. d) leitura e daquele. e) continuidade e mundo. 48. Univali-SC Ao ler jornais de circulação regional, percebe-se, algumas vezes, a incorreção no emprego do pronome oblíquo átono. Dentre as frases a seguir, assinale aquela em que o pronome foi empregado adequadamente. a) A ativação desse setor da economia, conhecido por seus efeitos rápidos na área de emprego e por seu contágio imediato sobre áreas de indústria e de serviços, se aproveitará dos atuais sinais de aquecimento da atividade econômica. b) Informamos que encontra-se em fase de conclusão uma nova escola. c) Felizmente, ao ver minha caixa de correspondência, havia um e-mail do promotor público de Itapema, me informando que iria nesta segunda-feira pela manhã receber a nós pais para conversar. d) Ele vai ocupar a vaga aberta pelo advogado que também já se desincompatibilizou do cargo. e) O comportamento dos jovens é um sintoma. Impõe-se que, sem descuidar-se das conseqüências, ataque-se primordialmente as causas. 49. UEMS I. O lugar...moro é muito pacato. II. Esse foi o número...gostei menos. III. A peça ...enredo é humorístico, tem sido sucesso. a) onde - que - cujo. b) em que – de que – cujo o. c) no qual – o qual – do qual o. d) que – que – cujo o. e) em que – de que – cujo.

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50. Unifor-CE Na frase “não tivessem presente, nem futuro”, as palavras em negrito estão corretamente substituídas pelo pronome que lhes é correspondente em: a) não os tivessem; b) não tivessem-los; c) não o tivessem; d) não tivessem-o; e) não tivessem-no. 51. UFR-RJ
“O homem ainda faz O que macaco fazia”

Do ponto de vista morfológico, o termo destacado no verso acima é um: a) pronome de tratamento; b) artigo definido; c) pronome oblíquo átono; d) pronome oblíquo tônico; e) pronome demonstrativo.

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A questão 52 refere-se ao texto a seguir.
“O Padeiro (fragmento) (Rubem Braga) Tomo meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando: – Não é ninguém, é o padeiro! Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo? ‘Então você não é ninguém?’. Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou uma pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era: e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: ‘Não é ninguém, não senhora, é o padeiro’. Assim ficara sabendo que não era ninguém... Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.”

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In: Ai de ti, Copacabana, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1964, pp. 44, 45.

52. UFRJ a) Que sentido assume o pronome indefinido ninguém no texto? b) Quando esse pronome indefinido é usado na função sintática de sujeito, a dupla negação pode ou não ocorrer. Justifique essa afirmativa, exemplificando-a. 53. U.E. Londrina-PR Assinale a alternativa que está estruturada de acordo com a norma culta. a) Originárias da África do Sul, as abelhas africanas são agressivas, cuja criação é feita geralmente em apiários. b) As agressivas abelhas africanas, cuja criação é feita geralmente em apiários, são originárias da África do Sul. c) As agressivas abelhas africanas, que a criação delas é feita geralmente em apiários, originaram-se na África do Sul. d) As agressivas abelhas africanas, cuja a criação é feita geralmente em apiários, originou-se na África do Sul. e) As abelhas africanas, cujas quais são agressivas e criadas em apiários, originaram-se na África do Sul.

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Texto para a questão 54.
“Música Uma coisa triste no fundo da sala. Me disseram que era Chopin. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. Eu considerei as contas que era preciso pagar, os passos que era preciso dar, as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza meus cuidados voaram como borboletas.”
ANDRADE, Carlos Drummond de. Alguma Poesia.

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54. FATEC-SP O tratamento poético da linguagem apresenta, por vezs, certas possibilidades que a norma gramatical não admite ou não recomenda; é possível afirmar que, no poema Música, é exemplo disso: a) “Me disseram que era Chopin”. b) “dentadura dura”. c) “enquadrei o Chopin”. d) “que era preciso pagar”. e) “braços redondos”. 55. Unifor-CE O período cuja redação está inteiramente clara e correta é: a) Todos os meninos menores de dois anos sofreram os efeitos dos elementos radioativos que lhes foram distribuídos a mando de Herodes. b) A recepção que a Virgem e o carpinteiro José puderam desfrutar ironicamente, foi de um boi branco e de um burro cansado. c) A poderosa nuvem que o autor se refere foi a visão que também vitimou os habitantes das duas cidades japonesas que recaíram as bombas atômicas.

GABARITO

d) Nem bem chegaram ao hotel em cujo se realizava um congresso internacional o dono escorraçou os viajantes. e) A súbita explosão de cuja se formou uma poderosa nuvem em forma de cogumelo deve de ter sido uma visão aterrorizadora. 56. UFRJ
“Esaú e Jacó (fragmento) (Machado de Assis) – Que estranhos? Não vou viver com ninguém. Viverei com o Catete, o Largo do Machado, a Praia de Botafogo e a do Flamengo, não falo das pessoas que lá moram, mas das ruas, das casas, dos chafarizes e das lojas.”

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In: Obra Completa. vol. 1. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985, p. 987.

Vimos que, no texto da questão 52, Rubem Braga fez uso expressivo do indefinido ninguém. Diga com que sentido o mesmo termo é usado por Machado de Assis no texto acima, relacionando tal significado com um posicionamento marcante na obra do autor.

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57. 1982. O poema de Bandeira constrói-se com base na relação entre o eu-lírico e seu interlocutor. b) Diga que traço gramatical comum aos vocábulos indica a presença do interlocutor. Estrela da vida inteira. 118. A existência desse interlocutor é evidenciada em vocábulos que pertencem a duas diferentes classes gramaticais. 9ª ed. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a) Identifique essas duas classes gramaticais. p. eu não quero contar-te o meu desejo Quero apenas contar-te a minha ternura Ah se em troca de tanta felicidade que me dás Eu te pudesse repor – Eu soubesse repor– No coração despedaçado As mais puras alegrias da tua infância!” BANDEIRA.Pronomes Avançar . Rio de Janeiro: José Olympio. Manuel. UFRJ “O impossível carinho Escuta.

7. F–F–V–V d d b c c A fim de desfazer o desvio em relação à norma culta. e por literatura. 13. 6. 15. 33. a é pronome pessoal do caso oblíquo (retomando fruta). O pronome em questão possui função completiva. b) Na função completiva. 12. 23. 28. sendo regido pela preposição entre. 24. o a é artigo definido feminino e em “a ia buscar”. 5. pode-se reescrever o trecho da seguinte forma: Entre os motivos que a ligaram à carreira está o gosto por inglês. pronome pessoal do caso oblíquo. 9. está correto o uso do pronome mim. 37. d GABARITO IMPRIMIR 19. 22. 18.LÍNGUA PORTUGUESA PRONO M E S 1 1. 31. 20. 4. 14. 29. F–F–V–V–F d d b d b b c F–V–F–V c a d a e b b c a) Só se emprega o pronome pessoal do caso reto eu na função de sujeito. 2. 27. desta forma. 21. 26. que estuda há oito anos. 32. 35. 25. 34. 36.Pronomes Avançar . 11. b F–V–F c c e c d V–V c a c c Em “a fruta”. 3. o pronome adequado da 2ª pessoa do singular a ser empregado é o ti. 39. 30. 16. 38. 8. 10. que é o caso. 17. Voltar Língua Portuguesa .

b) O traço gramatical comum é a 2ª pessoa. 49. 50. 57.Pronomes Avançar . 2 53. 45. 43. b b e b 06 b d c d e a e a) O pronome “ninguém” significa “pessoa sem importância”. uma atitude marcante na sua obra madura. 54. 46. 48. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 47. 56.40. porém. Se. 42. b a a No texto de Machado. 55. 52. ele é posposto ao verbo. não ocorre a dupla negação: “Ninguém veio”. o pronome é usado com o sentido de ‘pessoa alguma’ / ‘pessoa nenhuma’. 51. b) Se o pronome (sujeito) é anteposto ao verbo. a dupla negação ocorre: “Não veio ninguém”. 41. o autor revela seu ceticismo em relação ao ser humano. Ao preferir a paisagem física da cidade aos seus semelhantes. 44. a) Classe gramatical dos verbos e classe gramatical dos pronomes.

“Muita coisa se poderia fazer em favor da poesia: Esfregar pedras na paisagem. c) recusando seu invólucro utilitário. o verso citado propõe que. Perder a inteligência das coisas para vê-las. personagem dos filmes de Charles Chaplin. Nos versos mais transparentes enfiar pregos sujos. o verso 10 ressalta que na poesia a palavra deve ser: a) exata. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 3 ed. comer as botas” é uma referência a Carlitos que. até os cadarços. d) alimentar-se bem para ter boas idéias. e) sem se preocupar com sua carga simbólica. UFMS Esse poema é uma espécie de manifesto. d) vaga. e) isolar-se do resto da humanidade. de acordo com o texto de Manuel de Barros é olhar as coisas: a) em seu significado mais moderno.. O resto em Carlitos.. Perguntar distraído: – O que há de você na água? Não usar colarinho duro. com fome. A fala de furnas brenhentas de Mário-pega-sapo era na rua. uma tomada de posição ante o fazer poético.. “Perder a inteligência das coisas para vê-las”. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. (Colhida em Rimbaud) Esconder-se por trás das palavras para mostrar-se. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1 11 GABARITO 1. em um filme. moscas de pensão. A expressão mesmo sem fome muda a situação. c) sofrer privações materiais. comer as botas. Nos dias de lazer compor um muro podre para os caramujos.. mistura de azuis e ouro – um amarelo grosso de ouro da terra. Deixar os substantivos passarem anos no esterco. isolado na neve e não tendo com que se alimentar. deitados de barriga. Mesmo sem fome.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A Texto para as questões 1 a 3. é necessário: a) duvidar das imagens carregadas de sugestões. Jogar pedrinhas nim moscas. carvão de folhas. Manoel de. UFMS “Mesmo sem fome.” BARROS. 2. d) pelo ponto de vista do especialista. Aprender a capinar com enxada cega. em favor da poesia. b) apropriar-se de realidades aparentemente estéreis. Nessa concepção. propõe que a palavra seja descarregada de seus significados já prontos. UFMS O poema cita Rimbaud. e) cristalina. 1999. até que eles possam carrear para o poema um gosto de chão – como cabelos desfeitos no chão – ou como uma bule de Braque – áspero de ferrugem. cisco de olho. cozinhou as botas e as comeu. teréns de rua e de música. Matéria de Poesias. 3. portanto. Por isso as crianças e as putas no jardim o entendiam. automatizados. deixando de lado o sujeito que olha. b) impermeável. b) com objetividade. Se consideramos o poema uma espécie de “conselho a um aprendiz de poeta”.Noções de literatura Avançar . e Carlitos. poeta francês do século passado. c) fecunda.

c) O amante experimenta formas diferentes de amar.Texto para as questões 4 a 7. É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. p. d) O amor do amigo vale mais que a paixão do amante. e) o temor de que outro poeta cante o amor mais fielmente. E de te amar assim muito e amiúde. b) A realidade é diferente para quem ama pouco. d) vício – virtude.. UFPI Completam-se no soneto os elementos do dualismo: a) amizade – inimizade. existe: a) a surpresa de se ver amando tanto.. Amo-te como um bicho. UFPI Na seqüência “.... b) pureza – impureza. com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. de um calmo amor prestante. 7. Amo-te.. Vinícius de. UFPI Sobre a última estrofe é correto afirmar que: a) o amor culmina com a morte. 2 4.”. RJ: Nova Aguilar. enfim. meu amor. b) a sensação de que o amor é indescritível. Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. pode-se inferir que: a) O poeta confunde as formas de amar. De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. UFPI Dos versos 3 e 4. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . E te amo além. c) a pretensão de cantar como ninguém o amor. presente na saudade. Amo-te afim. e) O artista recria a realidade usando palavras de amor.” MORAES.. e) o amante vive a descrever o ser amado. não cante O humano coração com mais verdade. d) o desencanto com a impossibilidade de cantar o amor. c) o amante dá a vida pela amada. c) verdade – mentira. d) o amor se esgota no próprio desejo. 5.Noções de literatura Avançar . 6. e) vida – morte. não cante / O humano coração com mais verdade. Poesia completa e prosa. 1986. 336.. simplesmente. b) o amor destrói o corpo amado. “Soneto do amor total 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 Amo te tanto.

b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas. como acontece no verso de número . Rio de Janeiro: José Olympio.... 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. 01 02 03 04 05 06 07 08 “Uma lua no céu apareceu cheia e branca. c) reiteração expressiva. d) “Um dia (.Texto para as questões 8 e 9.. 3 8.. de Vinícius de Moraes. a outra abandonada uma nua na terra. em alguns momentos. “POÉTICA 1 Que é Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. Jeremias Sem-Chorar. 1964.” (Casimiro de Abreu)...... Vinícius de Moraes aproxima a mulher e a lua.. UFRS Leia as estrofes abaixo. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. / Minha lira também seus tons varia.... . outra no céu..” RICARDO. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida... Cassiano. 9.Noções de literatura Avançar . que intitulei – As Ave-Maria – a saudade havia sido a minha primeira musa..) tive saudades da casa paterna e chorei.... b) vício de linguagem..... em que é perceptível um lirismo . a) octossílabos – amoroso – 06 d) octossílabos – despojado – 07 b) heptassílabos – social – 07 e) decassílabos – sensual – 06 c) decassílabos – moralizante – 08 Voltar Língua Portuguesa ....” (Álvares de Azevedo).. 10. emocionada a mulher a meu lado estremeceu e se entregou sem que eu dissesse nada.. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento: a) “Como varia o vento – o céu – o dia.. UERJ A repetição da palavra “homem” na segunda estrofe exemplifica a seguinte característica: a) variação semântica... / Como estrelas e nuvens e mulheres.. Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.... Um homem que tem fome como qualquer outro homem. e a afirmação que as segue. c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si. porque foram compostas em épocas diversas – debaixo de céu diverso – e sob a influência de impressões momentâneas. Larguei-as pela jovem madrugada ambas cheias e brancas e sem véu perdida uma...” (Gonçalves Dias).. / e sem fazer esforço ou maravilha.... / Pela regra geral de todos seres.” IMPRIMIR GABARITO Por meio de versos . fundindo-as. foi quando.. típico de sua poesia. d) onomatopéia modernista.” (João Cabral de Melo Neto)..

11. Ferreira. pelo poema Rosa do Povo. há uma homenagem explícita a Carlos Drummond de Andrade.. PUC-RS-Modificada “Donzela! Se tu quiseras Ser a flor das primaveras Que tenho no coração! E se ouviras o desejo Do amoroso sertanejo Que descora de paixão! Se tu viesses comigo Das serras ao desabrigo Aprender o que é amar Ouvi-lo no frio vento. inserem o texto no conjunto de obras literárias do Modernismo. julgue os itens a seguir. O ritmo cadenciado do poema sintoniza-se com o tom melancólico das imagens. ( ) A distribuição dos versos no espaço de papel. determina o tom pessimista do texto. o que esta rapidamente consegue realizar.. As metáforas associadas aos elementos da natureza expressam o extravasamento do sentimento amoroso. Nas águas e no luar! (. O medo da rejeição amorosa. ( ) O poeta. sobre o texto. tema reincidente na poesia romântica. Pela análise das afirmativas. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II d) III e IV b) II e III e) I. III e IV c) II e IV 12. ( ) No verso 8. alude à capacidade que o ser humano tem de fazer.Noções de literatura Avançar . III. nos versos 14 e 15. II. o poeta alude à importante conquista científica obtida por Thomas Edison na primeira metade do século XIX: a lâmpada fluorescente. UnB-DF 1 “A vida muda como a cor dos frutos lentamente e para sempre A vida muda como a flor em fruto velozmente A vida muda como a água em folhas o sonho em luz elétrica a rosa desembrulha do carbono o pássaro. as imagens utilizadas e o uso recorrente de repetições.) Ah! vem! amemos! vivamos! O enlevo do amor bebamos Nos perfumes do sertão!” 4 Analisar as afirmativas que seguem. 4 7 10 GABARITO 13 16 19 Relacionando as idéias do texto a outras áreas do conhecimento. entre outros recursos poéticos. I. IV. A mulher é convidada a buscar nos elementos circundantes o sentido do amor. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Toda poesia. Das aves no sentimento. em muito mais tempo que a natureza. com que se inaugura a poesia moderna brasileira. da boca mas quando for tempo E é tempo todo tempo mas não basta um século para fazer a pétala que um só minuto faz ou não mas a vida muda a vida muda o morto em multidão” GULLAR. II. ( ) No verso 7.

Carlos Drummond de. conseguia esconder. e de uma palidez tão grande que nem mesmo o sangue. 1997. Marília.Noções de literatura Avançar . cem cativos tirarem o cascalho e a rica terra. Devo seguir até o enjôo? Posso. com o barulho do tiro. nem espremer entre as dentadas rodas da doce cana o sumo. o pedinte. que foi cobrindo a sua face. não me abandone!’ Sua voz era de mágoa e ressentimento. ou se falou eu não ouvi. O tempo é ainda de fezes. ou da minada serra. 1997. e já brilharem os granetes de oiro no fundo da bateia. surgiu inesperadamente. 114. alucinações e espera.” GONZAGA. por parte do sujeito poético. só tenho o senhor no mundo’. p. In: Tomás Antônio Gonzaga. b) Personagem-narrador movido por um sentimento que provoca a distorção da realidade. Melancolias. ‘Só tenho o senhor no mundo. Fechei a porta. Ele era mais alto do que eu. forte e ameaçador. 1985.) 5 14. pelo autor). ele me acompanhando. de espinhas no rosto. doutor. como foi que ele descobriu o meu endereço? ‘Doutor. Não verás enrolar negros pacotes das secas folhas do cheiroso fumo. revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não. estou precisando de um dinheiro. Introdução: Para responder a essas questões. Eu disse. c) Alusão a uma natureza não convencionada pelo estilo árcade. até que chegamos na minha casa. Inferno. Rio de Janeiro São Paulo: Record. Uneb-BA “Preso à minha classe e a algumas roupas. me vigiando curioso. Uneb-BA “Um dia saí para o meu passeio habitual quando ele. maus poemas. esta é a última vez. então vi que era um menino franzino. sem armas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 13. fui ao meu quarto. v. o tempo não chegou de completa justiça. e eu podia sentir o seu hálito azedo e podre de faminto. Uneb-BA “Tu não verás. p.” GABARITO ANDRADE. d) Acontecimento circunstancial como revelador de estados psicológicos. 2. Voltei. eu juro!’ – e ele encostou o seu corpo bem junto ao meu. a) Sentimento de angústia. In: Antologia poética (Org. 36. em face de um mundo conturbado. Não acabou de falar. (Nossos Clássicos. Org. e) Personagem consciente da necessidade de igualdade social. vou de branco pela rua cinzenta. Rio de Janeiro: Agir. Não verás separar ao hábil negro do pesado esmeril a grossa areia. associe os fragmentos transcritos em cada uma às afirmativas apresentadas nas alternativas indicadas em destaque. enquanto caminhávamos. São Paulo: Companhia das Letras. 15. implacável. 24. por Lúcia Helena. não faça isso de novo comigo. Rubem. p. 90. Tomás Antônio. desconfiado. ed. ed. Fui na direção da minha casa. Feliz ano novo. o rosto fixo virado para o meu. ‘espere aqui’. abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso. Em seguida. ou dos cercos dos rios caudalosos.Questões de 13 a 17. mercadorias espreitam-me. 85-6. Ele caiu no chão.” FONSECA. identifique apenas uma única alternativa correta e marque o número correspondente.

Lutar pelo direito. exponho o que notei. Graciliano. E Catarina? Catarina olhava a mãe. frases autênticas. d) constitui uma interpretação de dados da realidade conhecida. neste esmiuçamento. o que julgo ter notado” d) “Não as contesto. recomeçou a mãe. São Paulo: Record. c) dispensa elementos da realidade social exterior à arte literária. 1982. Com base no texto abaixo. Mas que significa isso? Essas coisas verdadeiras podem não ser verossímeis.. é possível depreender. 12. o texto é impregnado de dúvidas acerca da exatidão do que será levantado no livro. 111.. Clarice. Um homem comprou cocada. Pedro Bala olhou mais uma vez os homens que nas docas carregavam fardos para o navio holandês. 1984. Ao longe. Memórias do cárcere. Ah! ah!. As luzes se acenderam de repente.” 6 LISPECTOR. 19. cresceram. Rio de Janeiro: José Olympio. exclamou a mãe como a um desastre irremediável. Rio.. Pirulito apontava com o Querido-de-Deus. Um dia iria fazer uma greve como seu pai. (. procurando o mais rapidamente possível remediar a catástrofe.. ver-me-ia propenso a consultá-lo a cada instante. porém. Uneb-BA “Boa-Vida estendeu a mão numa saudação quando ela falou em Omolu. “(. 85. No que diz respeito às relações entre escrita literária e realidade. conservaram-se. pelo menos imagino que valiam pouco. mas espero que não recusem as minhas: conjugam-se.. Certamente me irão fazer falta. como contavam a de seu pai. a bolsa. O trecho que melhor representa um exemplo dessas dúvidas é: a) “Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material” b) “Outras. A tarde caía. durante o Estado Novo. quando uma freada súbita do carro lançou-as uma contra a outra e fez despencarem as malas. b) representa uma conscientização do artista sobre a realidade. associaram-se. ed. gritos. e é inevitável mencioná-las” c) “neste esmiuçamento. Jorge. num pátio branco. tintos de luz. mas espero que não recusem as minhas” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . completam-se e me dão hoje impressão de realidade. Um dia um homem assim como João de Adão poderia contar a outros meninos na porta das docas a sua história.. (.. UERJ Por causa da perda das anotações. ah! dizia balançando a cabeça em surpresa. responda às questões de números 18 a 20. mortificar-me-ia por dizer com rigor a hora exata de uma partida. Uneb-BA “– Não esqueci de nada. Não as contesto. em manhã de bruma. E os guindastes rodavam ruidosamente. Outras. 18. relatada pelo narrador.)” GABARITO RAMOS. exponho o que notei.16. p. deixá-las no esquecimento: valiam pouco. UERJ O fragmento transcrito expressa uma reflexão do autor-narrador quanto à escrita de seu livro contanto a experiência que viveu como preso político. Boa-Vida ajudou a que ela botasse o tabuleiro na cabeça.” AMADO. e é inevitável mencioná-las. E se esmoreceram.Noções de literatura Avançar . mas terá sido uma perda irreparável? Quase me inclino a supor que foi bom privar-me desse material. Se ele existisse. de repente envelhecida e pobre. ela ajeitava depressa as malas.. porém. 17. p. Rio de Janeiro: Record. a forma dos montes verdes.. da leitura do texto. o que julgo ter notado.) Nesta reconstituição de fatos velhos. o deus da bexiga. Os pescoços musculosos iam curvados sob os fardos. gestos. e a mãe olhava a filha.. a seguinte característica da literatura: a) revela ao leitor vivências humanas concretas e reais.. Outros devem possuir lembranças diversas. a cor das folhas que tombavam das árvores. associaram-se. Laços e família: contos. conservaram-se. gemidos. A negra se levantou. e também a Catarina acontecera um desastre? seus olhos piscaram surpreendidos. 1996.. quantas demoradas tristezas se aqueciam ao sol pálido. ed. 79. Seus olhos tinham um intenso brilho na noite recém-chegada. Capitães da areia. Nas largas costas negras e mestiças brilhavam gotas de suor. Afirmarei que sejam absolutamente exatas? Leviandade. cresceram.) Não resguardei os apontamentos obtidos em largos dias e meses de observação: num momento de aperto fui obrigado a atirá-los na água..

” 7 21. c) possibilidade de comprovação histórica de contextos e fatos narrados. c) rima e versos alexandrinos (11 sílabas). A que dava ocasião minha brandura.F. U. que vence os tigres por empresa Tomou logo render-me. b) nota-se. nos versos 9 e 11. constituem uma autobiografia – gênero literário definido como relato da vida de um indivíduo feito por ele mesmo. dirige-se aos penhascos. que ostentais a condição mais dura. Santa Maria-RS Nesse poema. b) identidade de nome entre autor. Santa Maria-RS Esse poema árcade é um soneto que apresenta: a) os quartetos com rima alternada. pois é tão duro e resistente quanto eles. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Vocabulário: penhas – penhascos ”Destes penhascos fez a natureza O berço em que nasci! oh quem cuidara.Noções de literatura Avançar .F.20. d) os versos dos tercetos em redondilha maior. 22. a) há presença de um elemento típico da paisagem natural mineira. a pedra. penhas. e) o sujeito lírico usa as pedras como símbolo do amor à pátria e como seu próprio símbolo. Que não me foi bastante a fortaleza. Por mais que eu mesmo conhecesse o dano. c) o sujeito lírico. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . a presença de antítese. um elemento típico da paisagem mineira. nos versos 12. A partir dessa definição. Que entre penhas tão duras se criara Uma alma terna. Leia o seguinte poema para responder às questões 21 e 22. pois é tão duro quanto elas. UERJ A relação entre autor e narrador pode assumir feições diversas na literatura. mais se apura. narrador e personagem principal. Temei. Onde há mais resistência. 13 e 14. Podese dizer que tal relação tem papel fundamental na caracterização de textos que. Nunca pude fugir ao cego engano: Vós. b) versos brancos e decassílabos (10 sílabas). que é a exaltação dos penhascos. temei. que representa seu berço. U. a exemplo do livro de Graciliano Ramos. e) rima e versos decassílabos. mostrando que há obediência à regra principal do Arcadismo. ele declara Contra o meu coração guerra tão rara. d) o sujeito lírico se compara aos penhascos de Minas. um peito sem dureza! Amor. o que mostra a influência do Barroco na lírica do poeta mineiro. d) notoriedade do autor e de sua história junto ao público e à sociedade. é possível afirmar que o caráter autobiográfico de uma obra é reconhecido pelo leitor em virtude de: a) conteúdo verídico das experiências pessoais e coletivas relatadas. de Cláudio Manuel da Costa. que amor tirano.

UFMT ( ) Os dois textos apresentam temática comum: a busca da realização amorosa. não sei aonde vou chegar Que será essa ilusão Que eu vivo a buscar Diz pra mim se é você Esse alguém que eu tanto quero Eu preciso descobrir Se é você meu doce mistério de amor O que eu quero é viver você Quero sorrir o teu sorriso Quero pensar os pensamentos teus Você é tudo que eu preciso” BARBOSA. exemplo da tendência mórbida desse movimento. Texto II “Doce Mistério Eu não sei de onde vem Esse amor que chega e domina Viva luz a brilhar. O encanto do meu sonho se evapora E das nuvens de nacar da ventura Rolo tremendo à solidão da vida!” Álvares de Azevedo . 1997.. A minha vida Se esgota em ilusões. ( ) O “eu-lírico” do texto II projeta sua passividade. o da virgindade idealizada e o da projeção da sensualidade do “eu-lírico”. me enlanguece a fronte. ( ) São características do “eu-lírico” do texto I a realização pelo sonho e a inadaptação à realidade. Álvares de Azevedo apresenta. E quando a fada Que diviniza meu pensar ardente Um instante em seus braços me descansa E roça a medo em meus ardentes lábios Um beijo que de amor me turva os olhos. Texto I “VIII O pobre leito meu desfeito ainda A febre aponta da noturna insônia. Aqui lânguido à noite debati-me Em vãos delírios anelando um beijo. Me ateia o sangue.Lira dos Vinte Anos. colocando-se como sujeito submisso em seu desejo de amor. ( ) No texto I. Voltar Língua Portuguesa ..INSTRUÇÃO: A partir da leitura dos dois textos.. ( ) Esse caráter de duplicidade é incomum na produção da geração “mal-do-século”.Noções de literatura Avançar . No doce berço do moreno seio Minha vida embalou estremecendo. E a donzela ideal nos róseos lábios. Foram sonhos contudo. Um espírito negro me desperta. ( ) A mulher do texto II é apresentada por meio de seus atributos físicos. Nesse olhar que o meu ilumina Vou flutuando na paixão Não.. In: Leandro & Leonardo. Bernardes e Schiavon. 10. UFMT ( ) Figura central da 2ª geração romântica. julgue os itens das questões de 23 a 26. a figura feminina se constrói entre dois pólos. nesse texto. Vol. 24. 8 GABARITO IMPRIMIR 23.

o eu-lírico: a) queixa-se de um amor não correspondido. frases em ordem indireta. São Paulo: Companhia das Letras. 196. F. IMPRIMIR 28. d) A voz poética não encontra eco no coração do ser desejado. tu desfaleces e caminhas Como se cega ao meu encontro. 26.Noções de literatura Avançar . infinitamente amiga Em algum lugar teu coração bate por mim Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus Em algum lugar tuas mãos se crispam. teus seios Se enchem de leite. 11. ( ) Neles. é correto afirmar: a) O amor físico revela-se isento de sofrimento. vem nadar em mim como no mar Vem te afogar em mim. e) O sujeito poético – com a lembrança do mar – reprime a intensidade de seu desejo. UFMT ( ) No texto II. ( ) Nos textos I e II. e) vê a figura feminina sob uma perspectiva dualista: angelical e sensual. última doçura A tranqüilidade suavizou a minha pele E os meus cabelos. p. ( ) Ambos os textos apresentam construções metafóricas. aparece envolta em sensualidade e erotismo. os dois poemas são decassílabos. como um espelho e sua imagem. ( ) Em ambos. d) invoca a mulher para compartilhar de seus apelos sensuais. Vem mergulhar em mim Como no mar. cada estrofe é independente nos planos semântico e sintático.” MORAES. há ocorrência de inversão sintática. b) demonstra sentimento de possessividade amorosa. Questões de 27 a 29. Vem. ocorrem rimas pobres organizadas irregularmente.. amiga minha Em mim como no mar. Amiga. Católica de Salvador-BA Sobre o poema. UFMT ( ) Quanto à métrica.. Voltar Língua Portuguesa . Só meu ventre Te espera cheio de raízes e de sombras. c) assemelha-se à “amiga”. ( ) Escritos em séculos diferentes. Antologia Poética. F. 1992. amiga Minha nudez é absoluta Meus olhos são espelhos para o teu desejo E meu peito é tábua de suplícios Vem. c) A mulher. como “vou flutuando na paixão” (texto II) e “no doce berço do moreno seio” (texto I). 9 GABARITO 27. ambos os textos primam pela obediência às normas da variedade culta da língua portuguesa. Meus músculos estão doces para os teus dentes E áspera é minha barba.. na visão do eu-lírico. “A Ausente Amiga. o desejo de encontrar a amada é enfatizado pela repetição do verbo querer.. b) A realidade focalizada é vista de uma forma objetiva. Católica de Salvador-BA No poema. ed.25. Vinícius de.

fresca e furta-cor. você é engraçada! Você parece louca. porque desde cedo me secaram as tetas e o jeito era recorrer ao leite das cabras do quintalão de pedras e. Texto para as questões 32 e 33: “Porque minhas tranças estavam macias e lustrosas. José Olympio. 10 30. b) a lembrança de um certo namorado de infância. ainda não me acostumei com o seu corpo. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela vida afora. Manuel. fez exclamações.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Rio. põe dentro e fora de tanto arrancarem pedacinhos de carne e sustança do suco de ossos e sangue para sovar o dia do marido que vem chegando. O rapaz concluiu: – Antônia. você parece uma lagarta listada. b) somente III é correta. a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. livre de rima e de métrica. II. – Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada? A moça se lembrava: – A gente fica olhando. a) I e III são corretas. dizia e repetia que crianças de dentes fortes e olhos devem beber leite de cabra já que as mães se secam muito cedo. b) adota uma atitude combativa a valores considerados falsos. e) valoriza fatos e coisas do cotidiano. 31. Lançando mão de um procedimento moderno. O rapaz prosseguiu com muita doçura: – Antônia. UFR-RJ Analise as afirmativas a seguir e depois assinale a opção correta. trata-se de um texto modernista porque: a) apresenta uma linguagem aproximada à da prosa. como uma mancha no ermo. Texto para as questões 30 e 31. F. também. e) a descoberta da efemeridade dos namoros da sua infância. à beira do fogão encostei meu umbigo temperando as sopas dos meninos e pondo o leite pra ferver.29.. pois não há no texto o lirismo que caracteriza as composições poéticas românticas. que ainda falava e orava com um fio da voz e se cobria num canto do quarto escuro. Foi esse o início de um destino esquerdo.Noções de literatura Avançar . I. o poeta torna tênue o limite entre prosa e poesia. d) somente I é correta. “Namorados O rapaz chegou-se para junto da moça e disse: – Antônia.. c) II e III são corretas. esfumaçados pela neblina que saía da chaminé daquela casa onde.” BANDEIRA. d) busca a originalidade a qualquer preço. A métrica rígida do poema é um procedimento comum do estilo de época ao qual se filia o texto. 1979. UFR-RJ A pergunta feita pelo rapaz provocou na moça: a) a constatação da fugacidade do tempo. com a sua cara. Estrela da vida inteira: poesias reunidas. e) I e II são corretas. A moça arregalou os olhos. levantando a voz como se nascesse rei e o bando de filhos seus primeiros súditos. na longa rede cheirosa de sabão preto feito em casa mesmo. A moça olhou de lado e esperou. III. c) tenta conciliar o presente com o passado. O título do poema encerra uma ironia. e meus olhos acharam por bem esburacarem-se parecendo por fim a dois lagos meio verdes meio azuis. c) um brilho amargo e saudoso no olhar de menina. deitei-me naquele dia sob a telha de vidro da gaiola. A meninice brincou de novo nos olhos dela. d) um retorno ao comportamento infantil diante do inusitado. porque minha bisavó. Católica de Salvador-BA Do ponto de vista estético. Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte.

. fresca e furta-cor. faz também um desabafo de uma mulher que teve sua vida destruída pelo casamento. e que se preocupava em tingir os cabelos com tons mais claros. 33.” ( ) Na frase “.”. ( ) De acordo com o texto.” considerando-se o contexto..”. apesar de trabalhar muito. ( ) De acordo com o que se lê no período do texto. a vida de sofrimento iniciou-se com o casamento.”. a personagem.” Percebe-se nessa frase.... Católica-GO ( ) No texto. metáfora e prosopopéia. nem sabia mais se seria eu aquela de tranças macias. ‘que’ (= destino esquerdo) e ‘como um toco de carne’. ( ) A personagem demonstra que. ‘destino esquerdo’. a utilização do verbo nascer no subjuntivo e do operador como se permite a leitura de uma crítica ao estereotipo do homem como senhor absoluto da casa. e o indireto livre.. sovar o dia do marido que vem chegando.. 11 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . que ocorreu porque a personagem era jovem e bela. Católica-GO ( ) Pela leitura do texto. cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos.” ( ) Para expor a opinião da bisavó da personagem. foram utilizados dois tipos de discursos: o indireto.. de acordo com as normas da língua padrão.32. ao mesmo tempo em que descreve suas mudanças físicas. é correto afirmar que predominam o nível padrão e a denotação. a personagem deitou-se em uma rede preta e cheirosa. pois afirma: “Daí mais um pouco fui embranquecendo os fios do cabelo da fronte. U.. ( ) Em “.. ( ) Em “a pele de meu rosto sabia a fruta veludosa. ( ) Em “Foi esse o início de um destino esquerdo. levantando a voz como se nascesse rei. Caso o verbo estivesse presente deveria. claramente. a quem todos deveriam se submeter e jamais questionar. são respectivamente: hipérbole. portanto. e o bando de filhos seus primeiros súditos. o verbo secaram usado na terceira pessoa do plural pode estar relacionado e.. obrigatoriamente. ter como agentes tanto “meninos” como “tetas”. a elipse do verbo ser.. é correto afirmar que a personagem. marcado pelos verbos de elocução e pelas orações substantivas. U. continuava a ser uma pessoa vaidosa. é correto afirmar que. que me marcou a testa a fogo e me fez arrastar uma banda do coração como um toco de carne empedrado pela a vida a fora. na terceira pessoa do singular. estar no mais-que-perfeito do subjuntivo e.... com enormes riscos de ouro.. não se mostra tão conformada como a avó. ( ) “. porque me secaram as tetas. ( ) Em relação à linguagem utilizada no texto. embora incapaz de modificar uma situação socialmente imposta às mulheres. marcado por expressões como “.Noções de literatura Avançar . o verbo saber foi usado no mesmo sentido que na frase seguinte: “Naquele atropelo.. levantando a voz como se nascesse rei”.. que ainda demonstra sua submissão ao homem.

p. e) não é um soneto. b) não é literário. e) é um misto de literário e não literário. tem a brancura sagrada / Dos alvos corporais do altar exposto à prece. construído em prosa poética. com exceção de: a) é literário. um poema épico. a fauna e a flora / A erva e o pássaro. só é possível afirmar sobre o texto acima: a) é lírico.” 12 Identifique com V os fragmentos que pertencem à mesma estética da estrofe em evidência e com F os demais. entre sombras. / Despertar-me no leito: ouro em tudo. // Nasce a manhã. na voz. pela linguagem coloquial e referencial. é leve. no olhar sobredivino. // Como lençóis claros de neve. In: Muito Soneto por nada. pois os versos não estão distribuídos em tercetos e quartetos. d) não é literário. ( ) “Tudo..” ( ) “O luar. c) é literário. 58. não há remate. / A noite no alto-mar anima as ondas.Noções de literatura Avançar . põe nela todo o incêndio das auroras para torná-la emocional e ardente. recursos de estilo a esmo destilo e figuras de linguagem pra tratar de teu sorriso eletrônico e teu cabelo. (sororal) vibrante como um sino.. a pedra e o tronco. próprio do texto contemporâneo. e me livre de ti em paralelo. Reinaldo Santos.I. / Oh sonora audição colorida do aroma!” ( ) “Foste de branco e vens de branco ainda trajada. GABARITO 35. azul em fora. predominantemente.. a luz tem cheiro. ou por outra. Vitória-ES Pode-se afirmar a respeito do texto acima. / É transparente.. Língua vernácula entre os dentes. à tarefa.” ( ) “Ela vem. – o ar e o chão. decassílabos. pois não é prosa nem poesia.” ( ) “Entre as trêmulas mornas ardentias. majestosamente. merda: Amo o poema assim como ele ama a pedra. José. / Pérolas vivas. as nereidas frias.. os ninhos e a hera. U.. com que ânsia. dor no cotovelo e tu. / A túnica nupcial que em níveas dobras desce / Pelo teu corpo. Com que gana! E que suplício: não há ponto final. pelo trabalho estético e jogo verbal estabelecido. de outro poema preto em verso branco. na mente. a folha e o inseto. é branco. Ei-la que assoma / Pelo ar sutil. d) é lírico. pela intensidade do sentimento do eu poético. 1998. b) é narrativo.34.I. / A água e o reptil. Vitória-ES Quanto ao gênero e modalidade literária. / Azul. c) é dramático. que me livre de vez desses poemas. Salvador-BA “Enche de estranhas vibrações sonoras a tua Estrofe. sonora barcarola. E eu quero? É Sísifo o meu modelo. / Aroma de argental caçoula.. merda. vulgares. / Que o sol filtrando em luz esteve... F. – na face / De anjo morto.” NEVES. ao suplício. a flor e a fera.. / Sobem das fundas úmidas Golcondas. pela presença de termos chulos. / – Tudo vozeia e estala em estos de pletora. IMPRIMIR 36. Tem cheiro a luz. um soneto de versos. a manhã nasce. F. Vitória: Cultural. As questões 35 e 36 referem-se ao seguinte texto: “Com que gana me entrego. Voltar Língua Portuguesa .

talvez.7) mantém a correção gramatical sem alterar o sentido do verso. 9).” Da Costa e Silva. e) I. em que a economia brasileira dependia. há uma preocupação com os procedimentos poéticos. III.8 ) e o pronome “você” (v. com a repetição de recursos poéticos. quanto ao significado e à função sintática.. a cana a triturar Parece que tem alma adivinha e desvenda A ruína... o mal que vai. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. a dor. À luz quente do sol e à fria luz do luar. d) Apenas II e III. Poemas. II. a sonoridade da moenda a trabalhar. 38.Noções de literatura Avançar . em comum. O engenho de madeira a gemer e a chorar. 13 “quando eu chego em casa nada me consola você está sempre aflita com lágrimas nos olhos de cortar cebola você está tão bonita você traz a coca-cola eu tomo você bota a mesa eu como eu como eu como eu como eu como você não tá entendendo nada do que eu digo eu quero é ir-me embora eu quero é dar o fora (. respectivamente.)” Caetano Veloso. Quais estão corretas? a) Apenas I. E ringindo e rangendo. da canção de Caetano. ( ) O poeta utiliza a figura de linguagem denominada prosopopéia quando afirma que a moenda “tem alma adivinha e desvenda” (v. c) Apenas I e II. O verbo “como” (v. repetições e paralelismos. ( ) A inserção de uma vírgula após “alma” (v.7). causar. UnB-DF GABARITO “A moenda Na remansosa paz da rústica moenda. Considere as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima. permitem uma dupla leitura. Considerando o poema acima. é o assunto desse poema. dessa atividade extrativa vegetal. II e III. Nos versos selecionados. As duas canções apresentam.)” Chico Buarque de Holanda. UFRS Leia os dois fragmentos abaixo: I. I. Vive como a expiar uma culpa tremenda. ( ) O poema alude a problemas que podem advir do consumo de bebida alcoólica. principalmente. ( ) Os dois primeiros versos da segunda estrofe recuperam. Ringe e range. rouquenha. ( ) A época áurea da cana-de-açúcar. a rígida moenda. a tematização do cotidiano e dos atos automatizados da existência banal..37. b) Apenas II. II.. julgue os itens a seguir. 1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 “Todo dia ela faz tudo sempre igual me acorda às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar E essas coisas que diz toda mulher Diz que está me esperando pro jantar E me beija com a boca de café (. como rimas.

Machado de. – não sei se mais bela. (Orgulho. se mais natural. porém. Às onze horas estava arrependido de não ter ido ao teatro. compra. verde pastagem.672-673. eu vou comprar. ( ) Atitude reflexiva do narrador em face da realidade.. São Paulo: Ática.” ASSIS. É em percalina verde. U. que chegaria tarde. ( ) Ser humano revelado como contraditório. ( ) Imagem da mulher amada envolvida pelo tom irônico. Antes de ler.) Ninguém mais aqui possui a coleção das Obras Célebres. Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta à casa a qualquer hora num fechar de páginas? Tudo que sei é que ela que me ensina. e sair. me compra a Biblioteca Internacional de Obras de Célebres. poemas me vejo viver. pensava eu. ( ) Sublimação do amor. verde. Agora não. é livro demais para uma criança. 96. Carlos Drummond de. Virgília começava a aborrecer-se de mim. a despenteá-la com as minhas mãos sôfregas e lascivas. com vestido soberbo que havia de ter. Não podendo dormir. o que não saberei nunca. “Biblioteca verde Papai.” ANDRADE. 1983. era dar prova de fraqueza. Via-a dali mesmo. Reunião. Rio de Janeiro. está na Biblioteca em verde murmúrio de flauta-percalina eternamente. Papai me compra agora. O que saberei. Marque com V as características comprováveis com o texto e com F. em contos. menino. atirei-me a ler e escrever. Evidentemente. Salvador-BA “A Transação Vaguei pelas ruas e recolhi-me às nove horas. com os seus magníficos braços nus. menos luzidios que os olhos dela. José Olympio. medievo. as demais. Depois. o colo de leite. que bom passar a mão no som da percalina. começava a despi-la. consultei o relógio. Mas leio. reclinada no camarote. Como te devoro. Sou o mais rico menino destas redondezas.. p. os cabelos postos em à maneira do tempo. 1 5 10 GABARITO 15 20 25 IMPRIMIR 30 Voltar Língua Portuguesa . Compra assim mesmo. Chega cheirando a papel novo. unicamente minha. Compra. só 24 volumes. e os brilhantes. a pôr de lado as jóias e sedas. Fica quieto. – braços que eram meus. quis vestir-me. pai. Amanhã começo a ler. a torná-la. 18 ed. ( ) Relação amorosa caracterizada pela possessividade.39. demais. Em filosofias tropeço e caio. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Meu filho. Quando crescer eu compro. Via-a assim. p. Julguei. leio. não. em cavalarias me perco. Agora não. – torná-la minha. e doía-me que a vissem outros.Noções de literatura Avançar . mata de pinheiros toda verde. E esta idéia fez-me sucessivamente desesperado e frio. – fascinando os olhos de todos. inveja de mim mesmo. 1992. Tenho de ler tudo. compra. 14 Leia o texto a seguir e responda às questões de 40 a 42. cavalgo de novo meu verde livro. eu cresço logo. disposto a esquecê-la e a matá-la. esse cristal de fluida transparência: verde. somente minha. São só 24 volumes encadernados em percalina verde.

verde pastagem. d) em primeira pessoa dirige-se a uma leitora. Não fosse ele. 10-11. não só a sua vocação. está na biblioteca em verde murmúrio”.) É correto afirmar que o narrador: a) em terceira pessoa culpa a leitora por ele não ter sido padre e não ter escrito uma encíclica. 25.Noções de literatura Avançar . Tudo isto é obscuro. por ter sido escritor de romances. -v. UFR-RJ O recurso gramatical utilizado pelo autor para reproduzir um diálogo pode ser demonstrado através: a) do emprego de verbos irregulares.) Como te devoro. Até lá os sonhos perseguiam-me.. como me recomendara tio Cosme. 17-18. se bispo. o que não saberei nunca. 29-32. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ou antes carruagem de fugir de mim e me trazer de volta”. tenente e imperador. 42. c) “cristal/ de fluida transparência” -v. pois ela depende da capacidade do leitor de atribuir sentidos ao que lê. a não ser que ambos formem duas metades de um só. e) “carruagem/ de fugir de mim” -v. A leitura não está unicamente inscrita no texto. Agora não”. por outro lado. UFR-RJ A expressão que se refere à Biblioteca Verde no plano denotativo é: a) “mata/ de pinheiros toda verde” -v. 6-7. 19. -v.F. todos os destinos estão neste século. b) Machado de Assis culpa as mulheres. de Machado de Assis: “LXIII Metades de um Sonho Fiquei ansioso pelo sábado. como era seu sonho de adolescência. ou uma encíclica47.” 47 15 GABARITO Vocabulário: Encíclica – Carta solene dirigida pelo Papa ao clero do mundo católico ou unicamente aos bispos de uma nação. mas a culpa é do vosso sexo. d) “verde pastagem” -v. se eu fosse padre.” -v. Um só ponho. pai eu cresço logo. b) “Antes de ler. nesse caso. e este livro seria talvez uma simples prática paroquial. U. b) das construções com uso de vocativos. e) do uso do pronome oblíquo na primeira pessoa do singular. b) “coleção/ de Obras Célebres. d) do emprego de verbos no modo imperativo. O que saberei.” -v. c) é machista e culpa as mulheres pelas mudanças nos destinos dos homens que não querem escrever romances. -v. (N. 43. por tê-lo induzido a casar cedo. que bom passar a mão no som da percalina. 14-15. culpando as mulheres de terem perturbado sua adolescência e mudado. c) “Tudo que sei é ela que me ensina. dona leitora. c) da predominância de orações coordenadas. d) “(. porque um nasceu de outro. ou antes porei dois. -v. e tio Cosme. é livro demais para uma criança Compra assim mesmo. se papa. e não os digo aqui para não alongar esta parte do livro. 41. UFR-RJ No texto deparamo-nos com um leitor que “devora” os livros que lê. Santa Maria-RS Observe a postura do narrador no seguinte fragmento de Dom Casmurro. ainda acordado.. ou uma pastoral. 4-5. Mas se a biblioteca é para esse eu-lírico um manancial de saber. ‘Anda lá. esse cristal”.40. 25-26. que perturbava assim a adolescência de um pobre seminarista. como também o enredo da narrativa. e) em primeira pessoa culpa as mulheres por não ter sido Napoleão.E. e) “Amanhã começo a ler. meu rapaz. dirigindo-se a uma leitora que. O(s) verso(s) que melhor traduz(em) esta afirmação é (são): a) “ Meu filho. decifrar o que nela está escrito não assegura a seu leitor um conhecimento de tudo o que ela traduz. 25-26. torna-se também culpada pelo destino dele. volta-me papa!’ Ah! por que não cumpri esse desejo? Depois de Napoleão. e no menor número de palavras.

no verso 21. UnB-DF “Ladainha (a-í) (Do grego litaneia.1. desvela a ironia com que se estrutura o poema. ( ) Ao longo do poema. na cidade? A máquina o fará por nós. dando-lhe um ritmo estracorporal? Por que levantar o braço para colher o fruto? A máquina o fará por nós.” RICARDO. (Sin. narração. ou conversa longa e fastidiosa. Por que subir a escada de Jacó? A máquina o fará por nós. a “labutar no campo. cantilena. ( ) Todas as ocorrências do vocábulo “máquina” desempenham a função de vocativo. ( ) Segundo a acepção 1 do verbete. Bras. ( ) De acordo com a acepção 1 do verbete. a “fazer um poema” e. o músculo mecânico mais fáceis que um sorriso. 2. no verso 15. INL.Noções de literatura Avançar . o texto 2ª Ladainha tem a forma de uma prece. p. da seguinte forma: primeira estrofe. sistema lingüístico. imaginar”. ( ) A voz do poeta. Ó máquina. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e o texto III.As questões 44 e 45 referem-se ao seguinte texto: “2ª Ladainha Por que o raciocínio. a “subir a escada de Jacó”. que aparece várias vezes no poema. Relação. quarta e quinta. reproduzido do Novo Aurélio Século XXI: dicionário da língua portuguesa. os ossos? A automação. digestivo e respiratório. uma oração. na forma como se apresenta. ( ) O pronome “o”. Por que o coração? O de metal não tornará o homem mais cordial. orai por nós. litania) S. sistema neurovegetativo. sistema circulatório. Canto do ritual de abertura de uma roda de capoeira. 45.) nesta acepção: reza da capoeira. o texto estabelece ambigüidade de sentido entre as acepções 1 e 2 do verbete.)” Considerando o verbete acima. ( ) Esse poema. Por que labutar no campo. Seleta em prosa e verso. julgue os itens que se seguem. o autor vai associando partes da anatomia humana aos sistemas fisiológicos por ela dinamizados. ( ) Como obra poética. imaginar? A máquina o fará por nós. Cassiano. Oração formada por uma série de invocações curtas e respostas repetidas. na cidade”. corresponde. sistemas motor. O cérebro eletrônico. 85-6. os músculos. lengalenga. UnB-DF Acerca das idéias do texto. (ant. Rio de Janeiro: José Olympio. Por que pensar. no último verso. refere-se. no verso 17. 1 4 7 10 13 16 16 19 22 44.f. segunda. Por que fazer um poema? A máquina o fará por nós. pelo lat. no verso 19. Fig. ócio dourado. 1972. no poema a resposta repetida é o refrão “A máquina o fará por nós”. a “pensar. terceira. discurso. em um contexto de capoeira. Cap. ao “ritual de abertura” mencionado na acepção 2 do verbete. julgue os itens seguintes.

agora. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .. brasileiro.Noções de literatura Avançar . Luísa me dá tua mão o teu desejo é sempre o meu desejo vem. c) O autor.46. então. sofre a forte influência poética de Lord Byron e Musset. me exorciza me dá tua boca e a rosa louca vem me dar um beijo e um raio de sol nos teus cabelos como um brilhante que partindo a luz explode em sete cores revelando. os sete mil amores que eu guardei somente pra te dar Luísa.” Antônio Carlos Jobim. a fauna e flora. d) O lirismo amoroso constitui a fonte de todo o lirismo europeu e. os costumes e tradições do indianismo. a canção que eu fiz pra te esquecer. GABARITO b) Esta é uma composição escrita nos moldes camonianos de Os Lusíadas. 17 Indique a opção que apresenta uma afirmação correta: a) Antônio Carlos Jobim apresenta grandes influências da literatura ocidental em seus versos. a lua como flutua vem navegando o azul do firmamento e. Luísa eu sou apenas um pobre amador apaixonado um aprendiz do teu amor acorda. Antônio Carlos Jobim. amor que eu sei que embaixo desta neve mora um coração. conseqüentemente. Potiguar-RN “Luísa Rua espada nua bóia no céu imensa e amarela tão redonda. percebendo-se a sua influência ainda hoje. lento um trovador cheio de estrelas escuta. já que os mesmos são inspirados na produção poética greco-parnasiana. no silêncio. que descreve a paisagem. U. Vem cá.. que também é conhecida como influência da Geração de Orpheu. como vemos nesta canção de Antônio Carlos Jobim.

mais privadas. 18 e de pássaro cantor. não assinado. Mas onde esteja: a gaiola será de pássaro ou pássara: é alada a palpitação. Voltar Língua Portuguesa . estejam presos ou soltos. 324-6. pelo tamanho e quebradiço da forma.Texto para as questões 47 e 48: “O relógio 1 Ao redor da vida do homem há certas caixas de vidro. João Cabral de Melo. Assim. IMPRIMIR de operário que executa seu martelo regular proibido (ou sem querer) do mínimo variar. é diferente de todos: cantam numa linha baixa. p. GABARITO têm sempre o mesmo compasso horizontal e monótono. a saltação que ela guarda. com voz de pássaro rouco. num dos pulsos. impessoal. 1994. vão num bolso. variam de repertório: dir-se-ia que não importa a nenhum ser escutado. se pássaros. se ouve palpitar um bicho. 2 O que eles cantam. mais perto estão das gaiolas ao menos.Noções de literatura Avançar . mas operários para quem tudo o que cantam é simplesmente trabalho. Obra completa. desconhecem as variantes e o estilo numeroso dos pássaros que sabemos. e nunca. que não são artistas nem artesãos. Se são jaulas não é certo. em série. tais gaiolas vão penduradas nos muros. Umas vezes.” NETO. dentro das quais. em nenhum momento. trabalho rotina. outras vezes. como em jaula. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. não pássaro de plumagem: pois delas se emite um canto de uma tal continuidade que continua cantando se deixa de ouvi-lo a gente: como a agente às vezes canta para sentir-se existente.

o povo. julgue os itens seguintes. a contagem das sílabas métricas exige a elisão de uma das vogais idênticas em “do homem” e a desconsideração da última sílaba gramatical do verso.47. ( ) Na 2ª estrofe encontram-se metáfora (3º e 4º versos) e antítese (5º verso). em ordem direta. ( ) Quanto à posição da sílaba tônica. “jaulas”. a terra vai sendo aberta por intermináveis sulcos. “canto”. produção variada. 49. De seu calmo esconderijo. rotineira. É tão claro! – e turva tudo: honra. quer dizer. ( ) A noção de trabalho no texto apresenta as oposições: artistas e artesãos versus operários. barra. o ouro vem. torna-se pó. julgue os itens que se seguem. engenho. 48. UnB-DF Em relação ao texto. UnB-DF Ainda em relação ao texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) A linguagem é poética.” MEIRELES. em função de seu assunto e da linguagem despojada. ( ) Na interpretação de poemas. criativa versus produção em série...Noções de literatura Avançar . ( ) O entendimento do poema é facilitado pelo fato de o título permitir que o sentido metafórico da terceira estrofe se associe à idéia de relógio. ( ) A ocorrência próxima dos substantivos “jaula”. “gaiolas”. seu foco principal está na mensagem que é transmitida. “gaiola” e “pássaro” e das palavras com o mesmo radical “cantor”. infinitas galerias penetram morros profundos. ( ) Em ambas as estrofes predominam tanto aspectos descritivos quanto líricos. ( ) A utilização de estrofes que são quartetos e de versos de sete sílabas (redondilha maior) comprova que o Modernismo desprezou totalmente as formas tradicionais de construção de poemas. 19 GABARITO Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta em relação ao que se observa no trecho acima e como falsas aquelas em que isso não ocorre. “cantando”. amor e pensamento. esses versos são graves e redondilha maior é o nome dado a eles. a produção pessoal versus produção impessoal. as duas ocorrências da expressão “a gente” podem ser interpretadas como nós (eu lírico e leitores) ou como as pessoas. a coesão e também a convergência e a densidade semântica do texto. folha. poder. prestígio. Romance II. deve existir sempre uma margem de flexibilidade em conseqüência da multiplicidade de sentidos. ( ) As estrofes acima comprovam que o poema de onde eles foram extraídos é uma obra do Arcadismo brasileiro. UFSE-PSS Considere as seguintes estrofes do Romanceiro da Inconfidência: “Mil bateias vão rodando sobre córregos escuros. por ser átona. Assim. “canta” e “cantar” constitui um recurso próprio da construção em versos que intensifica a sonoridade. ( ) No primeiro verso do poema. na sexta estrofe. considerando-se o número de sílabas em cada verso. Cecília. dócil e ingênuo.

defuntas alegrias flores passarinhos facho da tarde luminosa nomes que já nem sei bocas bafos bacias bandejas bandeiras bananeiras tudo misturado essa lenha perfumada que se acende e me faz caminhar sou um homem comum brasileiro. c) da construção de versos livres. 51. Rio de Janeiro. b) do efeito dos adjetivos. U. de ônibus. Toda Poesia. 229. d) da força dos verbos. o autor não se utiliza: a) de comparações. 20 GABARITO 50.Texto para as questões 50 e 51. e) da beleza dos substantivos saudosistas. d) sermos pessoas ajustadas e felizes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 1987. p. o guarda-sol vermelho ao meio-dia em Pastos-Bons. U. “Homem comum Sou um homem comum de carne e de memória de osso e esquecimento. povo solidário e unido. e) sermos gente. nenhum sentido.Noções de literatura Avançar . senão lutarmos juntos por um mundo melhor.” GULLAR. o poeta faz um hino de louvor a: a) sermos pessoas comuns. c) não nos desesperarmos. b) vermos algum sentido na vida. amigo. e não vejo na vida. Sou como você feito de coisas lembradas e esquecidas rostos e mãos. reservista. casado. de táxi. Santa Úrsula-RJ Nos últimos 5 versos. de avião e a vida sopra dentro de mim pânica feito a chama de um maçarico e pode subitamente cessar. Santa Úrsula-RJ Para alargar e definir a imagem de “homem comum”. Ferreira. maior. do dia-a-dia. Ando a pé. Civilização Brasileira.

ou seja. O último verso indica. nesse poema. Nos dois primeiros versos. portanto. que são conseqüências diretas do processo de introspecção do “eu”. De muito inverossímil se perfuma o lábio fatigado de ais. Nova Aguilar. Falai! meu mundo é feito de outra vida. uma por uma: porém minha alma sabe mais. o delírio. indica o desrespeito do eu-lírico para com as outras pessoas. Dê. conseqüentemente. quando afirma: “meu mundo é feito de outra vida”. como resposta. o eu-lírico só poderia falar sobre si mesmo e não sobre “nós”. O verso “Talvez nós não sejamos nós” revela o estado de total conflito em que se encontra o eu-lírico. pela incomunicabilidade e.” MEIRELES. 02. e o da interioridade. Esta insuficiência sugere que a vida humana marca-se. promovendo uma espécie de autosondagem no domínio do mundo interior. ela se permite dizer “inverdades”. Obra poética. portanto. trata-o com desdém. profundamente interiorizado. a perda da percepção dos limites da realidade. p. U. Percebe-se. O eu-lírico volta-se para dentro de si mesmo. Rio de Janeiro. 1977. Os versos “De muito inverossímil se perfuma / o lábio fatigado de ais” fazem referência à própria criação artística. Há. 32. revelando seu egoísmo e seu desinteresse para com as necessidades do “outro”. com meu tédio sem voz. Falai! que estou distante e distraída. mesmo chamando o interlocutor pelo tratamento cerimonioso “vós”. 16. no poema. a soma das alternativas corretas.52. um “eu” bipartido entre dois mundos e que se reconhece como ser diferenciado dos demais seres. Isso porque. Pode-se dizer que. 08. 21 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . “Interpretação As palavras aí estão.E. representado por expressões como “palavras” e “Falai!”. a existência de dois universos: o da exterioridade. O verso “Falai! que estou distante e distraída”. existe uma intenção de busca da verdade subjetiva. daquilo que não pode ser observado no mundo exterior. O eu-lírico experimenta uma introspecção tão imensa que. Maringá-PR Leia o poema a seguir e assinale o que for correto. Cecília. pelo isolacionismo e pela solidão – aspectos que caracterizam o sentido deste poema. no poema. O poeta pode criar mundos e fingir sentimentos – o que fica evidenciado na expressão “lábio fatigado de ais”. há uma constatação de que a linguagem não é um instrumento suficiente para expressar aquilo que habita o universo interior do eu-lírico. revelado em expressões como “alma” e “tédio sem voz”. A arte pode ser “inverossímil”.Noções de literatura Avançar . 04. 01. 256. por vezes. Talvez nós não sejamos nós.

Dizendo amo-‘lhe’ declara que ama a uma terceira pessoa.. minha mulher ou a preta.. Negrinha e O macaco que se fez homem. em pausa de tragédia. depois de três dias de sobrecenho carregado.. vencido. enchendo-se de coragem. madurota. Ar um tanto palerma. comoveu-se e com lágrimas nos olhos disse gaguejante: — Beijo-lhe as mãos. O Colocador de pronomes. Depois. seu chefe natural.INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens das questões 53 a 56. Escrevera nesse bilhetinho.Noções de literatura Avançar . Ora. então nos dezessete. à missa. com o Acorda. Magro. e neste caso Laurinha. Tirou de dentro um bilhetinho cor-de-rosa.. Se amasse a ela deveria dizer amo-‘te’. Salvo se declara amor à minha mulher!. — Laurinha. encalhe da família. Vinte e três anos. e neste caso Maria do Carmo. que é mais forte que a morte.. e eu. Depois... coronel. mas o amor. não receia sobrecenhos enfarruscados. — Nada de frases. Aqui se estrepou.. bilhetinho perfumado. Urupês.. o coronel trancou o escritório. Depois. moço. Abriu uma gaveta. — É sua esta peça de flagrante delito? O escrevente. Silenciaram ambos. vesga. já se vê. — Os pronomes. o qual tinha duas. com a pulga atrás da orelha. Namoro à moda velha. Encontros na igreja. essa. Ledor de versos lacrimogêneos e pai duns acrósticos dados à luz no Itaoquense.... o moço veio um tanto ressabiado. por instinto. nem tufos de cabelos no nariz. do escrevente. voltando-se para dentro. é casar! concluiu de improviso o vingativo pai. quer o coronel dizer. batendo-lhe no ombro paternalmente. com disfarce de pretexto – para umas certidõezinhas. — . — Sei onde trago o meu nariz. a serenata fatal à esquina. Esgüelara um vereador oposicionista em plena sessão da câmara. que nesse tempo não existia a gostosura dos cinemas. entretanto. são três: da primeira pessoa – quem fala. Ama. São Paulo: Editora Nacional. ponta de lenço de seda a entremostrar-se no bolsinho de cima e medição de passos na rua d’Ela. ou à preta Luzia. Por fim o coronel. com uma lágrima a escorrer rumo à asa do nariz. Abriu os olhos e a boca. histérica. 22 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. e desd’aí transformou-se no tutu da terra. da terceira pessoa – de quem se fala. mandou chamá-lo à sua presença. a tremer. diálogos de flores – o que havia de inocente e puro. 1940. Objeto amado: a filha mais moça do coronel Triburtino. Depois. então. nos dias de folga. derrubou a cabeça. Velhacamente o velho cortou-lhe o fio das expansões. fechou a carranca e disse: — A família Triburtino de Mendonça é a mais honrada desta terra. apesar da distância hierárquica que os separava. cozinheira. aconteceu que o pai do anjo apanhou o bilhetinho celestial e. Escolha! O escrevente.. troca de olhares. gritou: — Do Carmo! Venha abraçar o teu noivo! O escrevente piscou seis vezes e. – nunca. corrigiu o erro. desdobrou-o. Monteiro. . O velho fechou de novo a carranca. Ousou o escrevente namorar-lhe a filha. a qual não pode ser senão a Maria do Carmo. O escrevente.. Pois agora. In: Contos pesados. bastava esse movimento de peão. ouviu? que contra ela se cometa o menor deslize.. como sabe. donzela. Escolha!” LOBATO. Não lhe erravam os pressentimentos. Mal o pilhou portas aquém. manca da perna esquerda e um tanto aluada. minha filha e tem a audácia de o declarar. balbuciou medrosa confirmação. da segunda pessoa – a quem se fala. “O Colocador de Pronomes Havia em Itaoca um pobre moço que definhava de tédio no fundo dum cartório. — Oh. vamos ao que serve: declaro-o solenemente noivo de minha filha! E. com bastante sucesso. e a do Carmo. Laurinha. Apesar disso. roupa nova.. explicou. tornando a si. ergueu o braço para defender a cabeça e relanceou os olhos para a rua. sondando uma retirada estratégica. moço.. afora pontos exclamativos e reticências: Anjo adorado! Amo-lhe! . Toda a gente lhe tinha um vago medo.. Vivia em paz com as suas certidões quando o frechou venenosa seta de Cupido. coronel! Nunca imaginei tanta generosidade em peito humano! Agora vejo com que injustiça o julgam aí fora!.. Triburtino não era homem de brincadeiras. e neste caso vassuncê. sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. — Muito bem! continuou o coronel em tom mais sereno. Vassuncê escreveu este bilhete à Laurinha dizendo que ama‘lhe’.. apenas quatro palavras. não permitirei nunca.. repetiu a boa lição da sua gramática matrimonial. Parou. O escrevente ressuscitou. Para abrir o jogo. — .. num pasmo.. Escrevente.

56. craru. ( ) O adjetivo celestial descreve objetivamente o aspecto sublime e superior da linguagem e do conteúdo do bilhetinho. ( ) As expressões pai duns acrósticos e quando o frechou venenosa seta de cupido são casos de metáfora. ó Deus grande! cobriste o teu rosto Com denso velâmen de penas gentis. com o intuito de criar uma escrita brasileira. Senhor meu Deus. ( ) Nessa narrativa. as frases nominais são usadas para compor o perfil da personagem. b) o eu poético se dirige a Deus. interrompendo o fluxo da narrativa.. parma. a) o eu poético enuncia uma proposta de mudança. c) o eu poético fala de um estado de sofrimento. ( ) A substituição de (l) por (r) é um fenômeno comum no português não-padrão. ( ) A forma frechou é uma variante ortográfica de flechou. Voltar Língua Portuguesa . Magro. ( ) No trecho sapecado a medo num velho pinho de empréstimo. UFMG Leia estes trechos de dois poemas de Gonçalves Dias. pois apresenta personagens e acontecimentos sem manifestar opinião. e vive um só instante.” (Deprecação) IMPRIMIR Com base nessa leitura. ( ) O narrador é contemporâneo dos acontecimentos e os relata à medida em que vão ocorrendo. ( ) O narrador pode ser classificado como objetivo ou neutro. ( ) Na narrativa. ambas dicionarizadas. E sofre até morrer! (Sofrimento) Tupã. ( ) A interpretação que o coronel dá ao bilhete mostra que equívocos gramaticais podem resultar em equívocos de sentido. é incorreto afirmar que. a seqüência temporal é interrompida pelas constantes evocações da memória das personagens.53.. mas cordial e receptivo a bajulações. Teus filhos que choram tão grande mudança. d) o eu poético se refere a uma situação que não é apenas individual. há um exemplo de metonímia.. Vinte e três anos. é um recurso usado pelo narrador para recriar a ansiedade do escrevente e para produzir um efeito de suspense. UFMT ( ) A intercalação do parágrafo descritivo entre “Pois agora. 54. ( ) A troca de (l) por (r) é a troca de uma consoante lateral por consoante vibrante. sar. “Meu Deus. o coronel Triburtino é uma personagem contraditória: colérico. produzindo formas como ingreis. GABARITO 57. UFMT ( ) No trecho Escrevente. Ar um tanto palerma. é casar!” . UFMT ( ) A narrativa de Lobato explora caricatualmente o mundo dos coronéis – forças políticas locais caracterizadas pelo autoritarismo e arbitrariedade.. em ambos os trechos. ó Deus grande! teu rosto descobre: Bastante sofremos com tua vingança! Já lágrimas tristes choram teus filhos. e. E jazem teus filhos clamando vingança Dos bens que lhes deste da perda infeliz! Tupã. ( ) O uso da letra maiúscula na forma Ela sugere o endeusamento da mulher amada.Noções de literatura Avançar . ( ) O namoro entre o escrevente e Laurinha é descrito pelo narrador por meio de estereótipos e clichês. 23 55. UFMT ( ) Monteiro Lobato usa a forma frechou para transgredir as normas ortográficas. o que há no mundo Que não seja sofrer? O homem nasce.

Uberlândia-MG Assinale a alternativa correta. b) Escrito em versos alexandrinos. o operário da construção civil consegue. que eu estou no banco. Rio de Janeiro. o poema a seguir. para dar ao ouvinte/leitor a idéia da rotina contra a qual ele se revolta.F. destacando. no texto. “Construção E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contramão atrapalhando o sábado. estou muito esperançado Mas. de que as personagens pertencem à elite burguesa. c) O amor. através da repetição de alguns versos. b) A ficção é um produto da imaginação criadora que lida com fatos verossímeis. 1979. o sonho e a fantasia fazem com que o operário se transporte para um mundo mágico. também musicado. ( ) Há indicações. Univali-SC Chico Buarque de Holanda compôs. enquanto não aparece negócio. Ariano. a falta de perspectivas de um operário da construção civil. José Olympio. e) São versos dodecassílabos. pessoal. d) O início de alguns versos se repete. segue o modelo clássico de composição poética para falar da rotina de um operário e de seus sonhos não-realizados. e a poesia. 59. entre outras tantas letras para suas músicas. tornar seu mundo musical leve. UFMT ( ) O texto defende a idéia de que o valor do ócio é superior ao do trabalho.58. ( ) O narrador utiliza-se do discurso direto para registrar a fala espontânea das personagens. tempo e espaço são elementos que não podem entrar na composição de um texto do gênero lírico. para a criação de personagens. INSTRUÇÃO: Leia o texto e julgue os itens da questão 59. provocando a própria morte para interromper a repetição do seu dia-a-dia. 60. metaforizando tal passagem com a morte. U.” 24 Sobre o texto está correto a alternativa: a) Embora massacrado pela rotina. com severa crítica social. “Está tudo muito bem. d) Enredo. fatos passíveis de serem verdade. a) No Barroco a religiosidade aparece como em um cenário idealizado onde todos são felizes e os poetas são pastores. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . isto é. c) A prosa existe em função da confissão amorosa. traz meu lençol. ô mulher.Noções de literatura Avançar . Farsa da Boa Preguiça. nos últimos instantes de sua vida. deitado!” GABARITO SUASSANA.

Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor. brilham estrelas.61. Jatir. o verso 27. Poesia. b) É registrada a passagem do tempo na natureza: desde a noite até a manhã seguinte. U. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração.Noções de literatura Avançar . Já solta o bogari mais doce aroma.F. no poema. “Leito de folhas verdes Por que tardas. Jatir! nem tardo acordes À voz do meu amor. Do tamarindo a flor abriu-se. d) O eu-lírico é masculino e espera a sua amada. Rio de Janeiro. Gonçalves. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. No silêncio da noite o bosque exala. Santa Maria-RS Leia o poema que se segue.. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper d’alva Um só giro do sol. Agir. há pouco. e) A natureza. c) O poema é todo escrito em versos brancos e pode ser classificado como poesia simbolista. Já nos cimos do bosque rumoreja. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. 25 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 (.. Brilha a lua no céu. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. que não chega. ao rival de Jatir. Onde o frouxo luar brinca entre flores. movendo as folhas. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . como estas flores. Também meu coração. à pessoa amada. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” DIAS. como estas preces. não desempenha nenhuma função específica. o verso 20. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Correm perfumes no correr da brisa.) 21 22 23 24 25 26 27 28 Pode-se afirmar sobre o poema: GABARITO a) O verso 24 faz referência ao eu-lírico. não mais.

. ( ) É artifício da produção de textos o uso das reticências.. a palavra “só” tem equivalente função morfológica em ambas as situações. de José Alencar. Maria. Paulo. Nesse texto em foco. — Lançar!. ( ) Estas frases: “E o copo que Lúcia sustentava .” e em “Sua mãe lhe servirá de túmulo”. De joelhos à cabeceira eu suplicava-lhe que bebesse o remédio que a devia salvar.. mesmo por causa dessa semelhança! Tu viverias sempre entre mim e ela! — Pois bem. murmurou descaindo inerte sobre as almofadas do leito. Pela manhã. ela olhou-me tristemente: Era o primeiro! Mas o tato das entranhas maternas. À noite declarou-se a febre. viram finar-se gradualmente uma vida querida. A febre lavrava com intensidade: eu já não tinha esperanças. Ana. porque ele era mais teu do que meu.. o teu.Noções de literatura Avançar . achei-a mais tranqüila: — Tu me prometes.A questão 62 reporta-se ao romance Lucíola.. Expelir meu filho de mim? E o copo que Lúcia sustentava na mão trêmula. desde o primeiro dia em que nos encontramos. Sinto que a vida me foge! A instâncias minhas bebeu finalmente o remédio. — Mas essa promessa me daria tanto alívio agora! — Escuta. uma febre intensa que a fez delirar. ( ) O texto apresentado enquadra-se como narrativo-descritivo. à tua irmã. e a mim. “Apenas o médico saiu. a surpresa e estupefação da personagem ante a situação nova com que se defronta. O dia se passou na cruel agonia que só compreendem aqueles que. para as afirmações verdadeiras.. minha amiga! Quando ficares boa. Lúcia tomou os sacramentos com uma resignação angélica. Quero confessar-me. Vive por mim! — Se eu pudesse viver. voou pelo aposento e espedaçou-se de encontro à parede. Maria. sejam elas virgens ainda.. os termos grifados exemplificam metáforas.. para as falsas: ( ) Em “– Pois bem.”. e abraçando a irmã. que nenhum efeito produziu.” Neste período. que também ilustra a oralidade ou a espontaneidade da fala. e sempre mais graves. ajoelhados à borda de um leito. — Juro-te! Beijou-me as mãos: — Ela vai ter tanta necessidade de um pai! Os acessos da febre repetiram-se durante três dias. esse casamento nos tornaria infelizes a ti. Paulo. tudo o que tu quiseres eu farei para a tua felicidade. impelido com violência. depois de um sono curto e agitado. disse-lhe: — Perdes uma irmã. lhe servirás de pai. Sua mãe lhe servirá de túmulo. ( ) Nos trechos: “– Queres acompanhar teu filho.. UEGO Assinale V.. lhe servirás de pai. promete-me que se ela não for tua mulher. e abandonar-me só neste mundo. Paulo. exemplificando assim um caso de próclise. casar com Ana! — Não tratemos disso agora.. e F. voou pelo aposento. Logo que lançar o aborto. por ti e por mim. Maria. e abandonar-me só neste mundo. já não existe. “A febre lavrava com intensidade. que não poderia amá-la. — Queres acompanhar teu filho. haveria forças que me separassem de ti? Haveria sacrifício que eu não fizesse para comprar mais alguns dias da minha felicidade? Mas Deus não quis. na cruel agonia que só compreendem aqueles. não engana. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ficará inteiramente boa.”. Vive por mim!” e em: “O dia se passou. Uma tarde em que o médico apresentou a Lúcia um remédio: — Para que é isso? perguntou ela com brandura. elas foram usadas por duas vezes indicando então que o narrador imprime ao enredo a hesitação. promete-me que se ela não for tua mulher. — O remédio de que eu preciso é o da religião. evidencia-se um desrespeito às convenções gramaticais quanto ao uso do pronome oblíquo “lhe”. — Para aliviá-la do seu incômodo. — Iremos juntos!. fica-te um pai. Ama-o por ele.” 26 GABARITO 62.. Nosso filho. Foi então que conheci quanto eu vivia no seu pensamento: ela não disse no delírio uma só palavra que não se referisse a mim e alguma circunstância de nossa vida mútua..

São Paulo: Ática. 27 De acordo com o texto acima. julgue os seguintes itens. O datilógrafo. essa compreensão inteligente e leviana das coisas. lembranças. não era raro vir-lhe um remorso. mas por sua mediocridade. não tinham. ergue-se e repassa-as uma a uma (com todas as suas ‘primeiras’. pois.. não necessita ‘estar em dia’. seu valor ou sua magnanimidade. Já tomou um há pouco. Ambos muito quietos. decifrando-lhe pensamentos. não se destaca pelas características elevadas de homem extraordinário por seus feitos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . uma acusação contra si mesmo. São ‘notas’ de consumo de materiais. UnB-DF “O Horácio prepara o cafezinho. estará aí ’ – conjetura mentalmente Naziazeno. de ‘achar’ no ambiente aspectos compensadores. aberto dentro da gavetinha ao lado. Dispõe de grande prática.. Desde que o governo suspendeu a verba pra o cafezinho. sentimentos e sensações. p. Não tarda. É preciso antes submetê-los a uma conferência. É um serviço que faz há muito tempo. Custa um tostão. Mesmo assim. depois então ‘lançá-las’ com capricho. 12ª ed. não. Depois. O trabalho de Naziazeno é monótono: consiste em copiar num grande livro cheio de ‘grades’ certos papéis. ‘segundas’ e ‘terceiras vias’ nos dedos – que ele a cada passo molha nos lábios com um certo ruído.. O serviço.. sem interromper a conferência das contas. uma preterição. se surpreendia ‘entusiasmado’ nesse trabalho.. quando não está ‘batendo’. em forma de faturas. Faz cálculos.Noções de literatura Avançar .. ( ) O último parágrafo do texto revela um conceito de trabalho como momento de evasão dos problemas individuais. infere-se que a obra da qual ele foi retirado é um romance rural. seu anonimato e sua alienação. É preciso classificar as notas. ordenado e sistemático como ‘um jogo de armar’. contra esse espírito inferior de esquecer prontamente.. ( ) A narrativa focaliza uma personagem que se opõe ao herói tradicional.63. ‘puxar’ cuidadosamente as somas. que penetra na mente da personagem. há sempre multiplicações e adições a fazer.. injustiça ou grosseria dos homens. Era então uma simples contrariedade a esquecer. dispô-las por ordem cronológica e pelas várias ‘verbas’. 1992. Dyonelio. Naziazeno não quer café. pequena. ‘— O Cipriano certamente foi buscá-lo. Naziazeno interroga o datilógrafo: — O diretor saiu? O funcionário levanta os olhos do livro. –Naziazeno ‘leva um atraso’ de uns bons dez meses.. Ele hoje não tem ‘assento’ pra um serviço desses. embora seja o protagonista. ( ) Pelo texto apresentado. Todos aqueles indivíduos que lhe pareciam realizar o tipo médio normal eram obstinados. quadros risonhos. Os ratos. bate muitos carimbos. 26-7. Na sala. pousa-os no escriturário: — Está na Secretaria – responde este. calcular. ( ) Muitas das aspas utilizadas no texto revelam a intenção do narrador de ironizar a atividade pelo uso do jargão burocrático ou de destacar um segundo sentido para as expressões utilizadas. usa tinta encarnada. relanceia-os lentamente pela janela.” MACHADO. emperrados.. não exige pressa. lê um livro... quando. Ele se dirige para a sua carteira. Ele já se ‘refugiou’ nesse trabalho em outras ocasiões. trabalham mais dois: o primeiro escriturário e o datilógrafo. ver se as operações de cálculo estão certas. porém. O primeiro escriturário confere contas. quando tem já um grupo de contas respeitável. nesses momentos. que este é custeado pelos funcionários. ( ) O texto é construído pelo foco de um narrador onisciente.

19. 34. 54. 50. 3. 41. 57. 36. 8. 30. 58.LÍNGUA PORTUGUESA NO Ç ÕE S D E L IT E R A T U R A 1 1. 46. 24. 31. 44. 2. 10. 4. 35. 59. 7. 27. 52. 49. 20. 37. 38. 42. 45. 48. 6. 17. 51. 61. c c b b c c d c b e e V–F–F–V a b e d d d c b d e F–V–F–V V–V–F V–F–V F–V–F–V d a c d d 32. 43. 33. 53. 5. 28. 18. 60. 63. 56. 15. 25. 47. V–F–F–V–V–F V–V–F–V–F–F V–V–V–F–F c d a V–V–F–F–V F–V–V–F–F c b b d V–V–V–V F–F–V–V d F–F–V F–F–V V–V–F–V–F a b 10 V–V–F–V V–F–F–F V–V–V–F–V F–V–V–V a e F–V–F b e V–V–V–V–F F–V–V–V–V IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Noções de literatura Avançar . 14. 23. 39. 16. 9. 22. 55. 11. 13. 12. 62. 40. 21. 26. 29.

d) A das influências que Luís de Camões exerce sobre os escritores de Língua Portuguesa. estavam assim como nós olhando para o nosso pregador.” – Difusão do cristianismo.) tão graciosa. III. em 1549. GABARITO Dê. 88 e 96. II. 1 2. vendo-lhes tais feições. 83. Estão corretas somente as características indicadas em: a) I. Sílvio. 64. do que eles dariam se os levassem. sentimento nacionalista e participação em campanha republicana. c) Informativa dos jesuítas no Brasil. com medo do cevadoiro. a soma das alternativas corretas. UFSE Nas manifestações literárias dos dois primeiros séculos de nossa história podem estar presentes as seguintes características: I.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1. “Aqueles outros. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ao longo dele há muitas palmeiras. p. Potiguar-RN A carta escrita pelo Padre Manuel da Nóbrega. d) I e II. mas ninguém o entendia e nem ele a nós. determinou o Capitão de ir ouvir missa e pregação naquele ilhéu (. E aquele de quem falei antes. 3. 1997. não muito altas. b) A das relações estabelecidas entre os românticos. c) III. inaugura que tipo de literatura no Brasil? a) Hábitos da cultura européia. por ser gente que ninguém entende.. CASTRO.” – Submissão religiosa. 87. provocaria vergonha” – Idealização da mulher indígena.) Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu e dentro dele foi levantado um altar muito bem preparado. U. notificando a chegada da primeira missão jesuítica. porque desejávamos saber se o havia na terra. O descobrimento do Brasil: A Carta de Pero Vaz de Caminha. b) II.. “No domingo de Páscoa. diante de nós. 04. “Andamos por ali vendo o ribeirão o qual é de muita água e muito boa. 85.. “melhor e muito melhor informação da terra dariam dois homens dentre os degredados que aqui fossem deixados. UFBA A idéia do trecho transcrito de A Carta de Pero Vaz de Caminha está devidamente indicada em: 01. 02. 32. pela manhã. 08.Literatura no período colonial Avançar . Nem certamente eles aprenderiam a falar como nós” – Dominação lingüística. que a muitas mulheres de nossa terra. Colhemos e comemos muitos deles. “eles passavam de uma confraternização a um retraimento.” – Visão paradisíaca. Porto Alegre: L & PM. que estiveram sempre presentes à pregação.” – Interesse mercantil. e) II e III.. relato de viagem e pregação religiosa. como resposta. por ele chefiada. Ninguém não lhe deve falar de rijo. “O velho falou enquanto o Capitão estava com ele. de muito bons palmitos. “E uma daquelas moças era toda tingida (. 16. intenção catequética e informação sobre a terra. chamava alguns para que viessem até ali. por mais pergunta que lhe fizéssemos com respeito a ouro. como pardais. porque então logo se esquivam” – Animosidade inter-racial.

c) O equilíbrio de interesses pautando o comércio da Bahia com o exterior. Décimas. outros à frota: a frota tudo abarrota dentro dos escotilhões. ( ) Na época colonial. por parte do sujeito poético.” MATOS. com as dificuldades e os sucessos. outra parte se destaca desse conjunto. ( ) Encontra-se nos Sermões do Padre Antônio Vieira a tendência conceptista do Barroco. Mas ao mesmo tempo. a carne. 5. d) A denúncia da omissão do poder político em face do problema da cidade. Unifor-CE No período colonial. Uneb-BA 2 GABARITO “Toda a cidade derrota esta fome universal. o lastro que traz de areia. d) representam os momentos mais altos do estilo barroco. b) A sensatez do povo da Bahia por defender as riquezas da terra. e) O temor. por lastro de açúcar troca: Ponto em boca. que entrando co’a vela cheia. verificam-se os seguintes fenômenos de nossa vida literária: a) Constituição de um exigente público leitor e surgimento das primeiras editoras nacionais. declarando daí: “Ponto em boca”. José de Anchieta insere-se no objetivo geral da literatura dos jesuítas: informar aos superiores da Companhia de Jesus a situação geral do Brasilcolônia. São Paulo: Círculo do Livro. ( ) No Barroco brasileiro observa-se a consciência de que a vida é efêmera. que é muda a boca esfaimada. IMPRIMIR É uma idéia comprovável no texto: a) A indiferença do sujeito poético diante do que ocorre na cidade. b) Manifestação de sentimentos nacionalistas e consolidação do romance de temática urbana. como os escritores tinham a formação cultural da metrópole. ( ) Na poesia arcádica observa-se. por que razão leva tudo? Que o povo por ser sisudo largue o ouro e largue a prata a uma frota patarata. e se a Câmara olha e ri. Voltar Língua Portuguesa . os feijões. s/d. plena de inversões e de figuras. 7. os sermões do Padre Antônio Vieira e a lírica de Tomás Antônio Gonzaga: a) representam gêneros e estilos diversos da literatura do período colonial. buscar a espiritualidade. d) reflexos de princípios estéticos do Barroco e do Arcadismo europeus e manifestação de sentimentos nativistas. que se manifesta na preocupação com o conteúdo e o desdobramento das idéias por meio do jogo de contrastes. porque anda farta até aqui. A fome me tem já mudo. UFSE Assinale como verdadeiras as frases que fazem uma afirmação correta e como falsas aquelas em que isso não ocorre. distribuídas em períodos diversos. uns dão a culpa total à Câmara. da reação do povo faminto. é coisa que me não toca: Ponto em boca. porque se reveste em muitos casos de verdadeiro valor literário. 46-7. In: Poemas escolhidos. junto à natureza. apesar da linguagem rebuscada.4. mas se a frota não traz nada. o perdão divino. a imitação dos modelos greco-latinos e o ideal de uma vida simples.Literatura no período colonial Avançar . Unifor-CE A obra catequética de José de Anchieta. p. Gregório de. o andamento e as condições da obra de catequese. as manifestações literárias foram marcadas pela necessidade de se libertarem dessas raízes culturais e criarem uma literatura de acordo com a realidade brasileira. o que se traduz num problema para os poetas: gozar intensamente as delícias da vida terrena e. ao mesmo tempo. b) constituem o que se costuma caracterizar como literatura de informação. ( ) Parte da obra do Pe. c) constituem obras do mesmo gênero. e) surgimento dos primeiros manifestos românticos e exploração de temas indianistas. c) Surgimento dos nossos primeiros grandes críticos literários e consolidação de um público de leitores. o peixe. e) constituem obras de gêneros diferentes. 6. produzidas no século XVII.

A utilização do recurso da hipérbole para melhor traduzir o sofrimento dos escravos. ( ) O sujeito poético revela consciência do motivo que o levou ao sofrimento. E morra. e não quis.Literatura no período colonial Avançar . Antônio Soares. e morra suspirando O mal. Salvador-BA “Porque não conhecia. os senhores em pé apontando para o açoite. viver gozando. Vim sem considerar. Pague no mal presente o bem passado. org. IV. alta ventura. Confesse. Gregório de. Quando não me aproveita a pena minha. e tanto cresce. os escravos perecendo à fome. II. Padeça agora. Que quem podia. o bem. adotado por Gregório de Matos nesses versos satíricos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Babu. b) neoclássico. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. d) barroco.” VIEIRA. “alta desgraça” / “alta ventura”). Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. o que gozava. quando menos confessado. ( ) O poema enquadra-se no Barroco por apresentar o jogo de contrastes e o rigor formal. Pe. os escravos muitos. Que quem errou. Salvador: Janaína. p. que possuía. ( ) A dor daquele que. In: AMORA. adotado por Cláudio Manuel da Costa nesses versos paródicos. 1981. valendo-se de antíteses (“contra mim” / “para mim”. o estilo: a) barroco. ( ) A saudade do bem perdido serve de consolo e de compensação para o eu-lírico. p. verificam-se os seguintes traços do barroco: I. como estátuas da soberba e da tirania. os escravos despidos e nus. d) I e IV. os escravos prostrados com as mãos atadas atrás como imagens vilíssimas da servidão e espetáculos da extrema miséria. A predominância dos aspectos denotativos da linguagem. alta desgraça. Deixei como ignorante o bem. O envolvimento político do jesuíta. GABARITO No texto. que tinha.” MATOS. os senhores rompendo galas. A presença de um grande número de antíteses.8. os escravos carregados de ferros. s/d. o que deixava. os escravos adorando-os e temendo-os como deuses. que passo. procedimento que costuma estruturar os poemas realizados nesse estilo de época. afastou-se da felicidade é injusta para o sujeito poético. e) I e III. e) neoclássico. ou pouco amava. UFPB-PSS “Sermão vigésimo sétimo Os senhores poucos. aonde vinha. 10. c) barroco. sem ver. Sermão vigésimo sétimo.” Na estrofe acima. o que convinha. Soneto. os senhores banqueteando. Deixei sem atender. Antônio. o que lograva. Sermões. São Paulo: Cultrix. Suspiro agora em vão. adotado por Gregório de Matos nesses versos líricos. 9. os senhores nadando em ouro e prata. c) II e III. que esta pena merecia. 2. U. 58. 1015. Unifor-CE “Cada dia vos cresce a formosura. IV. ( ) A trajetória do eu-lírico é caracterizada pela busca incessante do prazer. III. que me embaça: Se cresce contra mim. 3 De acordo com o texto. Ou entendia pouco. dirige-se o poeta à sua amada Babu. ( ) O sujeito poético desconhecia os riscos que envolviam a sua escolha. v. Se cresce para mim. ed. marque com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas. ( ) A problemática focalizada no texto restringe-se a uma esfera particular. por ignorância. In: Obras completas de Gregório de Matos. b) III e IV. ou seja. os senhores tratando-os como brutos.

08. Por mais que a fama a exalta. Potiguar-RN O Neoclassicismo ou Arcadismo que representa na literatura uma reação aos excessos do movimento Barroco. c) antecipação da estética do Romantismo. 1998. nos tercetos. dou ao demo a gente asnal.)” Pretos Mestiços Mulatos. Honra. Salvador: EDUFBA. Cleise Furtado. UFBA “Volta a criticar o mau governo da Bahia Que falta nesta cidade? Que mais por sua desonra? Falta mais que se lhe ponha? O demo a viver se exponha. d) simplicidade clássica. e sandeu”. Mulatos. a soma das alternativas corretas. 16. A leitura do fragmento e os conhecimentos sobre o autor e sua obra satírica permitem afirmar: 01. nesse contexto. um retorno à: a) ciência impulsionada pela Física de Newton. ao longo do poema.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . inicialmente abordando aspectos éticos. p. A expressão “povo néscio. 32. 12. e sandeu. enquanto o conteúdo. Esse fragmento inicial do poema tem como conteúdo uma crítica ao governo da Bahia. Pretos. b) revolução industrial e à ascensão do capitalismo. que não sabe que o perdeu Negócio. Dê. Negócio Ambição Usura. com fatos e comentário. por rimas internas. desenvolve-se em pares de estrofes. A estrutura formal dos tercetos organiza-se em perguntas e respostas.. ameaçando sua própria posição. O autor se identifica com os poetas de sua época pelo uso da sátira e pelo exercício da crítica aos costumes da sociedade em que vive. Usura. Mestiços. 04. é uma alusão aos portugueses e seus descendentes. 02. Ambição. é marcado. tanto no aspecto formal quanto ideológico. 4 Quais são os seus doces objetos? Tem outros bens mais maciços? Quais destes lhe são mais gratos? Dou ao demo os insensatos. (. nos tercetos. financeiros e étnicos.11. Senhora Dona Bahia. 64. As respostas. Numa cidade onde falta Verdade.Literatura no período colonial Avançar . como resposta. Quem a pôs neste socrócio? Quem causa tal perdição? E o maior desta loucura? Notável desaventura de um povo néscio. que então viviam na cidade de Salvador. U. MENDES. Vergonha. mestiços e mulatos são o alvo preferido pelo autor. O ritmo do poema. que estima por cabedal Pretos. em cada verso. procura. 54. são retomadas e confirmadas nas conclusões dos quartetos. Poesia satírica de Gregório de Matos. por constituírem um grupo em franco processo de ascensão social e econômica. Verdade Honra Vergonha.

Na obra de Gregório de Matos. II e II. a amada representada por uma pastora. tanto mais aborrece a luz do dia. afirma-se: I. Que alegre. A ordem inversa do último verso confirma o traço neoclássico do poema.” COSTA. A natureza é descrita de forma objetiva. por te não ver. no espaço de uma natureza amena. tinha escondido a chama brilhadora. não te nego. os meus montados São esses. sufocando do sol a face pura. d) amorosa do indianismo de Gonçalves Dias. b) lírica barroca de Gregório de Matos. 16. que suave. e) épica de Basílio da Gama. U. IV. d) II e III. 14. aquela fontezinha aqui murmura! E nestes campos cheios de verdura. b) II e III. em Marília de Dirceu. II e III.13. que avultado prazer tanto melhora? Só minha alma em fatal melancolia. E a suavidade do prazer trocada. que coisa é alegria. III. d) simbolista. c) romântica. UFPB-PSS Leia o terceto extraído de um soneto de Cláudio Manuel da Costa. Nise adorada não sabe inda. A referência à natureza relaciona-se ao Carpe diem.Literatura no período colonial Avançar . II. vale-se do bucolismo arcádico ao colocar. A poesia de Tomás Antônio Gonzaga. A carta de Caminha. O último verso apresenta uma hipérbole. os temas históricos e os detalhes de época são mais visíveis na poesia satírica do que na lírica. que sonora. 15. No soneto de Cláudio Manuel da Costa. “Oh quão lembrado estou de haver subido Aquele monte. c) I e III. b) barroca. a matutina aurora o negro manto. somente. d) I. sem qualquer identificação com o espírito do eu-lírico. que aí vês. Está correto o que afirma em: a) I. e às vezes. vivo contente Ao trazer entre a selva florescente A doce companhia dos meus gados. somente. somente. que é o gozo do tempo presente. II. Estão corretas apenas as afirmativas: a) I e II. e) I. quanto a sombra da noite mais lhe agrada. b) I e II. Cláudio Manuel da. o teatro catequético de Anchieta e a poesia de Gregório de Matos são criações culturais exemplares do estilo barroco. Nise. Potiguar-RN “Já rompe. Unifor-CE Considere as seguintes afirmações: I. e) II. c) em que foi mestre o árcade Cláudio Manuel da Costa. III. a oposição claro/escuro e a antítese dia/noite revelam a permanência de características da estética: a) realista. c) III e IV.” IMPRIMIR GABARITO A estrofe acima ilustra o cenário e o modo de viver idealizados na poesia: a) que José de Anchieta dedicou à Virgem. somente. com que a noite escura. Voltar Língua Portuguesa . que baixando Deixei do pranto o vale umedecido!” 5 Com relação ao fragmento apresentado. UFSE “Sou pastor. III e IV.

d 4. 62 3. d 11.Literatura no período colonial Avançar . d 8. 58 12. c 16.LÍNGUA PORTUGUESA L IT E R A T U R A N O P E R ÍO D O C O L O N IA L 1 1. b IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c 10. d 15. V – F – V – F – F – F – V 9. b 5. b 14. d 6. d 13. c 2. F – V – V – F – V 7.

nem ovelha. ( ) A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada pela história brasileira o primeiro documento publicitário oficial do país. delas vermelhas. nem coisa alguma de metal ou ferro. ( ) Segundo Caminha. e dessa semente e fruitos. segundo parece. os habitantes da Ilha de Vera Cruz eram desavergonhados. Senhor. da vossa Ilha de Vera Cruz. nem cabra. dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta terra vi. hoje esquecidos. Nela. infindas. nalgumas partes. que aqui há muito. nem criam. E nesta maneira. me parece que da ponta que mais contra o sul vimos até outra ponta que contra o norte vem. e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova. nem prata. Barroco e Arcadismo Avançar . que nos parecia muito longa. De ponta a ponta. ao longo do mar. por conter elementos da função poética da linguagem. Deste Porto Seguro. querendo-a aproveitar. Nem comem senão desse inhame. 199-241.Humanismo. Águas são muitas. e a terra por cima toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. A feição deles é serem pardos. porque eles. porque. B A R R O C O E A R C A D IS M O Texto para as questões 1 e 2: “Senhor: Posto que o Capitão-mor desta vossa frota. se homem os entendesse e eles a nós. dar-se-á nela tudo. não têm nem entendem em nenhuma crença. primeiro dia de maio de 1500. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ( ) Pero Vaz de Caminha foi o único português a enviar notícias da descoberta do Brasil ao rei de Portugal. Ela me perdoe. de que nós deste porto houvemos vista. Esta terra. muito grande. A carta de Pero Vaz de Caminha. bem feitos. UnB-DF Evidenciando a leitura compreensiva do texto. até agora. Coleção Clássicos e Contemporâneos. Senhor. delas brancas. 1 GABARITO 1. julgue os itens abaixo. Q U IN H E N T IS M O . com quanto trigo e legumes comemos. Pero Vaz de Caminha. p. nem vaca. nem galinha. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas. Pelo sertão nos pareceu. como os de Entre-Doiro-e-Minho. assim frios e temperados. nem lho vimos. muito chã e muito formosa. ( ) Diferentemente de outros documentos do século XVI acerca da descoberta do Brasil. de bons rostos e bons narizes. ( ) A carta de Caminha é um texto essencialmente descritivo. E em tal maneira é graciosa que. grandes barreiras. Quinhentismo. que costumada seja ao viver dos homens. se algum pouco me alonguei. a estender olhos. que nesta navegação agora se achou. não podíamos ver senão terra com arvoredos. Andam nus. Porém o melhor fruito que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. é tudo praia-palma. E. sexta-feira. Rio de Janeiro: Livros de Portugal 1943.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . Eles não lavram. que a terra e as árvores de si lançam. Jaime.” CORTESÃO. não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza. nem qualquer outra alimária. vista do mar. Beijo as mãos de Vossa Alteza. por bem das águas que tem. seriam logo cristãos. e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. Tem. Parece-me gente de tal inocência que. sem cobertura alguma. Porém a terra em si é de muito bons ares. E com isto andam tais e tão rijos e tão nédios que o não somos nós tanto. Não há aqui boi. maneira de avermelhados. hoje. porque neste tempo de agora os achávamos como os de lá. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. pois o desejo que tinha de tudo vos dizer. a carta de Pero Vaz de Caminha continua a ser lida devido à sua importância histórica e. não pudemos saber que haja ouro. ainda que – para o bem contar e falar – o saiba fazer pior que todos. mo fez pôr assim pelo miúdo. o melhor que eu puder. também. será tamanha que haverá nela bem vinte ou vinte e cinco léguas por costa.

a primeira contém a segunda. UFRS Em relação ao Auto da Barca do Inferno. II. ( ) No nono parágrafo do texto. b) Apenas I e II. na construção da farsa.2. para a Biologia. de tal modo que a intenção religiosa vê-se sufocada ou pelo menos minimizada pelo gosto de sátira da própria sociedade. tem poderes maiores que Deus. III. 5. d) O asno corresponde a Pero Marques. os silvícolas aparentavam ser mais fortes e bonitos que os conquistadores. mantêm-se as mesmas relações de idéias. Trata-se de um grande painel que satiriza a sociedade portuguesa do seu tempo. ao julgar justos e pecadores. Representa a transição da Idade Média para o Renascimento. II e III. 2 IMPRIMIR GABARITO b) O escudeiro Brás da Mata corresponde ao cavalo. ( ) As expressões de tratamento com que a correspondência é aberta e fechada revelam o respeito e a sujeição do remetente ao destinatário. pois legumes são sementes e trigo é fruto. o que demostra que a intenção religiosa é ainda aqui dominante. nesta peça. a associação estabelecida entre “semente e fruitos” e “trigo e legumes” é biologicamente incoerente. 4. Sugere que o diabo.Humanismo. julgue os seguintes itens. que era a única forma de obtenção dos alimentos necessários à subsistência. Além disso. colocandose a questão da salvação post mortem (após a morte). PUC-SP O argumento da peça A Farsa de Inês Pereira. Voltar Língua Portuguesa . guardando traços dos dois períodos. e) I. substitui o propósito de edificação espiritual. mesmo sendo estes mais bem alimentados. asno que a carrega. c) O segundo casamento exemplifica o primeiro termo. UnB-DF Ainda com relação ao texto. c) A sátira social se liga de modo nítido ao objetivo de edificação espiritual. animal nobre. ( ) O nono parágrafo do texto ressalta uma prática dos silvícolas brasileiros: o extrativismo vegetal. d) Apenas II e III. as expressões “inhame” e “semente e fruitos” são repetitivas. d) As personagens são personificações alegóricas (tipos reais caricaturizados). a) A segunda parte do provérbio ilustra a experiência desastrosa do primeiro casamento. de Gil Vicente. primeiro pretendente e segundo marido de Inês. considere as seguintes afirmações. 3. pois. Quinhentismo. I. de Gil Vicente. um quadro exterior para a apresentação no palco de sátiras ou caricaturas profanas. b) O elemento religioso oferece apenas um pretexto. c) Apenas I e III. Ressalta também que. Identifique a alternativa que não corresponde ao provérbio. Uniube-MG Assinale a afirmativa correta a respeito do Auto da Barca do Inferno. que a derruba. ( ) Substituindo-se “Posto que” por Haja vista. de Gil Vicente: a) O que mais se evidencia é o propósito de sátira social. Quais estão corretas? a) Apenas I. o que evidencia o propósito de sátira social que. consiste na demonstração do refrão popular “Mais quero asno que me carregue que cavalo que me derrube”. apesar dessa prática. Barroco e Arcadismo Avançar . e) Cavalo e asno identificam a mesma personagem em diferentes momentos de sua vida conjugal.

( ) A Carta. nos pareceu vista do mar. não podíamos ver. mo fez pôr assim pelo miúdo. Contudo a terra em si é de muito bons ares frescos e temperados como o de Entre-Douro-e-Minho. Beijo as mãos de Vossa Alteza. muito grande. porque neste tempo de agora assim os achávamos como os de lá. parece-me que será salvar esta gente. meu genro . será tamanho. a saber.” 3 GABARITO 6. Pelo sertão. Em tal maneira é graciosa que. senão terra e arvoredos terra que nos parecia muito extensa. ( ) Nele. ou outra coisa de metal ou ferro. que constituem a “Literatura de Informação” do Brasil. Barroco e Arcadismo Avançar . as únicas informações que nos dá do interior são as transmitidas pelos indígenas. primeiro dia de maio de 1500. e a terra de cima. a Ela peço que. tem característica oratórias. tamanha a sua abundância na nova terra. acrescentando da nossa fé! E desta maneira. hoje. mesmo que Portugal não explorasse e colonizasse a nova terra. já seria uma grande dádiva. De ponta a ponta. parece-me que. Ela me perdoe.” O fragmento destacado reflete uma temática recorrente durante o: a) Barroco. que haver nela. ( ) O texto lido é uma descrição bem objetiva da terra descoberta. E que não houvesse mais do que ter Vossa alteza aqui esta pousada para esta navegação de Calicute bastava. o maior bem a que se deviam dedicar os portugueses é aquele que deriva das águas. por se tratar de uma missiva. d) Simbolismo. quase já uma transição do Renascimento para o Barroco. E se a um pouco alonguei. nem lha vimos. ( ) O “será salvar a gente” é o que os soldados portugueses deveriam fazer para evitar que tribos indígenas mais fortes dizimassem outras menores e mais frágeis. Águas são muitas. infinitas. 8. sexta-feira. em relação à teoria literária e aos estilos de época na Literatura Brasileira. e) Modernismo. Senhor. na qual o pecador vivia um conflito interno entre ceder ou não à tentação. vemos a preocupação de Caminha com o silvícola brasileiro e a preservação de sua cultura.Humanismo. por causa das águas que tem! Contudo. porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer. de que nós deste porto houvemos vista. ( ) Para Caminha. “CARTA (Pero Vaz de Caminha) Esta terra. o melhor fruto que dela se pode tirar. ( ) Ainda dentro do Humanismo renascentista. AEU-DF Julgue os itens abaixo em relação à compreensão e à interpretação do texto. ( ) No entender do autor. terra a dentro. Deste Porto Seguro. mande vir a ilha de São Tomé a Jorge Osório. ( ) As constantes inversões e a sintaxe rebuscada da Carta é uma característica da literatura clássica do período. Senhor. da Vossa Ilha de Vera Cruz. toda chã e muito cheia de grandes arvoredos. tê-la unicamente como suporte das viagens às Indias. UFR-RJ “Não há mais a moralidade do pecado. dar-se-á nela tudo. Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela. é toda a praia muito chã e muito formosa. ( ) Por não terem os portugueses se aventurado. AUE-DF Julgue os itens que seguem. umas vermelhas e outras brancas. Traz ao longo do mar em algumas partes longas barreiras. e esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar. Vossa Alteza há de ser de mim muito bem servida. Quinhentismo.o que d’Ela receberei em muita mercê. é certo que tanto neste cargo que me elevo como em outra qualquer coisa que de Vossos serviços for. c) Realismo. até outra ponta que contra o norte vem. ( ) Este texto. de Pero Vaz de Caminha. b) Arcadismo. até então. 7. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. porque a estender olhos.Texto para as questões 6 e 7. É pois que. bem vinte ou vinte e cinco léguas de costa. da ponta que mais contra o sul vimos. querendo a aproveitar. que tinha o homem no centro de tudo. quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. é o primeiro de uma série de textos no nosso primeiro século. por me fazer singular mercê. Caminha menciona as duas principais finalidades das expedições marítimas portuguesas: a expansão da fé católica e a descoberta de ouro e prata.

Texto III “Papoula. por bem das águas que tem. ( ) Os termos “fruto” e “semente”.. Com crespos fios de ouro: Meus olhos se vêem graças e loureiros. A pastora Marília. A oscilação que se observa nas descrições de Marília permite ao leitor concluir que: a) Embora Marília corresponda a um ser real. e faces cor-de-rosa. querendo-a aproveitar. ( ) A expressão “pelo miúdo” poderia. ora loiros. ou rosa delicada. utilize o texto das questões 6 e 7. Voltar Língua Portuguesa . escrivão do primeiro colonizador. e) do “Diário de Navegações”.. com o padrão poético realizado em cada composição. que são cor de neve.. suas liras são destinadas a afirmar a dignidade e a valia do pastor Dirceu. fugindo às convenções bucólicas e pastoris do Arcadismo. de bons rostos e bons narizes.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. ( ) A palavra chã que aparece no texto em “toda chã” e “muito chã” é a grafia da época para chão. Texto II “O seu semblante é redondo. o de Martim Afonso de Souza. escritas nos dois primeiros séculos. ele é. estão empregados em sentido figurado. Teu lindo corpo bálsamo vapora. 10. descreve sua amada.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. de Pero Lopes de Souza. antes de tudo. E em tal maneira é graciosa que. do Pe. referindo-se ao descobrimento de uma nova terra e às primeiras impressões do aborígene.. c) da “Carta” de Pero Vaz de Caminha a El-Rey D. deduzimos que os conquistadores se movimentaram do litoral norte para o sul. Manuel. carece de unidade de enfoques.). exigida pelas convenções neoclássicas. As descrições mostram a intenção do autor em não revelar o objeto de seu amor..Humanismo. sem equívoco semântico. ( ) Ao citar o “Entre-Douro-e-Minho”. do jesuíta Fernão Cardim. Os teus cabelos são uns fios d’ouro. 4 b) O autor das liras está preocupado com a coerência dessas descrições.9. caracterizado como pastor. e fina. AEU-DF Julgue os itens seguintes. Maria Dorotéia. Barroco e Arcadismo Avançar . a pastora Marília. (Para esta questão.. c) O sujeito lírico. no texto. contra o norte vem”. (.) ( ) Por “contra o sul vimos. Negros e finos cabelos. As descrições apenas atendem à idealização da mulher. maneira de avermelhados. 11.) Porém a terra em si é de muito bons ares. ser substituída por detalhadamente. darse-á nela tudo. (. d) Apesar de o autor invocar a pastora Marília. Andam nus. uma idealização poética. bem feitos. Cefet-RJ “A feição deles é serem pardos. b) das “Cartas” dos missionários jesuítas. Te cobre as faces. Quinhentismo. sem nenhuma cobertura. e estão acerca disso com tanta inocência como têm em mostrar o rosto. para dar a idéia do clima da nova terra. ora é descrita como tendo cabelos negros. Carnes de neve formadas. na atmosfera atormentada dos conflitos da paixão.” Tomás Antônio de Gonzaga – “Marília de Dirceu”. em relação à semântica e à estilística. Nem estima nenhuma coisa cobrir nem mostrar suas vergonhas. Sobrancelhas arqueadas. por isso a amada do poeta deixa de ser associada à figura convencional da pastora. Uniube-MG Compare as descrições de Marília: Texto I “Vivos olhos. estabelece-se um raciocínio analógico. Manuel da Nóbrega. conforme é apresentada nas liras de Tomás Antônio Gonzaga.” GABARITO O texto acima apresenta fragmentos: IMPRIMIR a) do “Diálogo sobre a conversão dos gentios”. d) da “Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil”. ligado à vida do poeta.

e) F – F – F – V – V. 14. ( ) A obra poética de Gregório de Matos oscila entre os valores transcendentais e os valores mundanos. azeite. a) Tematiza motivos de Minas Gerais. Tomás Antonio Gonzaga. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Graças. é uma postura típica também dos árcades. José de. e mais as finas lãs. Setecentismo ou Neoclassicismo é o período que caracteriza principalmente a segunda metade do século XVIII. Barroco e Arcadismo Avançar . c) As composições satíricas atacam governantes da colônia. 1999. “O Arcadismo. c) O fingimento poético justifica-se pela contradição entre a realidade do progresso urbano e o mundo bucólico idealizado pelos árcades. ( ) Os sermões do Padre Vieira caracterizam-se por uma construção de imagens desdobradas em numerosos exemplos que visam a enfatizar o conteúdo da pregação. São Paulo: Scipione. UFRS Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo sobre os dois grandes nomes do barroco brasileiro. legume. b) Os árcades. Quinhentismo. inspirados na frase de Horácio.12. dá-me vinho. não sou algum vaqueiro. frutas. de que me visto. José de. pastoril. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. Marília bela. das brancas ovelhinhas tiro o leite. embora a mitologia pagã não venha a construir-se como elemento estético. Santa Maria-RS A respeito da poesia de Gregório de Matos. d) F – F – V – V – V. mostram exacerbados sentimentos patrióticos expressos em linguagem barroca.” NICOLA.” GONZAGA. de cima para baixo. Tomás Antonio. a) Os modelos seguidos são os clássicos greco-latinos e os renascentistas. de expressões grosseiro. 116. e) Apresenta uma divisão entre prazeres terrenos e salvação eterna. que consiste no princípio de viver o presente. Cefet-RJ “Lira I (1ª parte) Eu.F. 1999. Graças à minha estrela. In: NICOLA. d) O uso de pseudônimos pastoris transparece: o pobre pastor Dirceu é o Dr. Marília. que viva de guardar alheio gado. bucólica.p. voltamse para a natureza em busca de uma nova vida simples. ( ) O poeta e o pregador alertam os contemporâneos para o desvio operado pela retórica retumbante e vazia. tenho próprio casal e nele assisto. e) O carpe diem (“gozar o dia”) horaciano. A seqüência correta de preenchimento dos parênteses. assinale a alternativa incorreta. é: a) V – F – F – F – F. de tosco trato. b) A lírica religiosa apresenta culpa pelo pecado cometido. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. Marília de Dirceu. em seus poemas e sermões. dos frios gelos e dos sóis queimado. d) O lirismo amoroso é marcado por sensível carga erótica. b) V – V – V – V – F. 13. c) V – V – F – V – F. ( ) Gregório de Matos e o Padre Vieira. U. São Paulo: Scipione. onde o poeta viveu. tingindo as artes de uma nova tonalidade burguesa.p. exemplificando as tensões do seu tempo. 106. ( ) A produção satírica de Gregório de Matos e o tom dos sermões do Padre Vieira representam duas faces da alma barroca no Brasil. 5 Assinale a alternativa que não caracteriza este período literário. fugere urbem (“fugir da cidade”).Humanismo.

pelo bucolismo. significa “bravo”. que enfrenta o mar desconhecido em frágeis embarcações.. GABARITO b) clássico-renascentista. 17. IMPRIMIR b) encontra acolhida a suas palavras entre os deuses maiores e menores. No canto I. Qual é essa característica? c) Considerando o desfecho dos dois casamentos de Inês. Há um trecho nessa fala que se relaciona literalmente com o final da peça. Quinhentismo. Júpiter: a) conclama os deuses a auxiliarem os portugueses na Ásia. estai quando quiserdes estar. revela uma atitude contrária a uma característica atribuída ao seu primeiro marido. explique por que essa peça de Gil Vicente pode ser considerada uma sátira moral. Pero: I onde quiserdes ir vinde quando quiserdes vir. na passagem que narra o concílio dos deuses. mas vós não ofendeis a Deus com as palavras. A vossa bruteza é melhor que o meu alvedrio. após o malogrado matrimônio com o escudeiro. pelas comparações. UNICAMP-SP Leia agora as seguintes estrofes. Viória-ES –“Ah! Peixes. eu quero. d) árcade. Barroco e Arcadismo Avançar . Voltar Língua Portuguesa . quantas invejas vos tenho a essa natural irregularidade!. O fragmento é próprio do estilo: a) medieval. de Gil Vicente: “Inês: Andar! Pero Marques seja! Quero tomar por esposo quem se tenha por ditoso de cada vez que me veja. Eu falo. Com que podeis vós folgar que eu não deva consentir?” (nota: folão. Instrução: As questões de números 16 e 17 referem-se a Os Lusíadas. pelo conceitismo e cultismos. como recompensa pelos ásperos perigos da viagem. mas vós não ofendeis a Deus com a memória. e não cavalo folão. e) romântico.I. eu lembro-me.Humanismo. antes lavrador que Nero. que se encontram em passagens diversas de A farsa de Inês Pereira. c) barroco.15. Por usar de siso mero.. eu discordo. c) reconhece a grandeza do povo lusitano. F. no caso. dirigida a Inês. pelo sentimentalismo. mas vós não ofendeis a Deus com o entendimento. 16. Que trecho é esse? Qual é o pormenor da cena final da peça que ele está antecipando? b) A fala de Pero. asno que leve quero. mas vós não ofendeis a Deus com a vontade”. “fogoso”) 6 a) A fala de Inês ocorre no momento em que aceita casar-se com Pero Marques. de Camões. antes lebre que leão. e) mostra dúvidas quanto à possibilidade de que os feitos do povo lusitano venham a suplantar a glória dos gregos e romanos. d) aceita as justificativas de Baco para impedir a chegada dos navegadores portugueses à Índia. UFRS Assinale a alternativa correta. por sua religiosidade.

Itajubá-MG Na fase quase inicial de nossa literatura. e) narra. 7 GABARITO b) pertenceu ao Barroco brasileiro e tematizou. Santa Maria-RS O poema épico O Uraguai. como resposta..... Tomás Antônio Gonzaga 02. d) se insere no Barroco brasileiro e sua produção literária abrange. e) A métrica – Concretismo – Caetano Veloso. a natureza mineira. ao dar lugar a um “medonho choro”. textos em prosa.. d) crítica a Diogo Álvares Correia. pintura. episódios da Inconfidência Mineira.E. c) Contraste – Barroco – Gregório de Matos. principalmente do Ceará e da Bahia. a soma das alternativas corretas. No canto V de Os Lusíadas.. c) apesar das ameaças do gigante. estende-se à música. de Basílio da Gama..Humanismo. pois foi a precursora das Obras Poéticas de Cláudio Manuel da Costa.. sobretudo. Ponta Grossa-PR O termo Barroco denominou manifestações artísticas dos anos 1600 e início dos anos 1700. escultura e arquitetura da época. IMPRIMIR b) das obras mais importantes do Arcadismo no Brasil. c) pertenceu ao Barroco brasileiro e sua veia crítica valeu-lhe a alcunha de “Boca do Inferno”.. os navegantes prosseguem. que morre após Diogo Álvares decidir-se por Moema. 21... e que se convencionou chamar de . c) exaltação à terra brasileira... misto de missionário e colono português..M. UFRS Assinale a alternativa incorreta. por ser um poeta de transição... fazendo ressaltar .. que comanda um dos maiores extermínios de índios da história.. Padre Antônio Vieira 04.. Entre as vozes do Barroco brasileiro figuram: 01.. U.. e) exaltação à índia Lindóia.. e) a voz de “tom horrendo e grosso” do gigante Adamastor. tem como representante maior no Brasil o poeta baiano . bem como aspirações religiosas. 22. basicamente.... a) Adamastor representa os perigos enfrentados pelos navegadores lusitanos na travessia do oceano Atlântico para o oceano Índico.. da qual participou.. Cláudio Manuel da Costa 08. Além da literatura. é uma: a) composição que narra as lutas dos índios de Sete Povos das Missões. esperando ardentemente que os perigos e castigos profetizados sejam afastados.. de traços bem definidos. b) Figuras – Dadaísmo – Emiliano Perneta. nos seus poemas de contestação social. U. uma nova tendência. é correto afirmar que: a) se insere no Arcadismo brasileiro. . d) Silepses – Parnasianismo – Castro Alves... antes associada ao Cabo das Tormentas.M.18. que ajudava os espanhóis na luta contra os índios. Marque a opção que preenche adequadamente o enunciado. F. 20. que o poeta compara ao paraíso. no Uruguai.. d) a nuvem negra que se desfaz. Triângulo Mineiro-MG Sobre Gregório de Matos. F. o que pode ser comprovado nas descrições.. Manuel Botelho de Oliveira Dê.. 19. contra o exército espanhol. Gregório de Matos 16. deixa ver aos navegadores que o perigo já foi afastado. b) os portugueses assistem à transformação do gigante Adamastor em penedo quando tentam ultrapassar a parte mais meridional da África. Quinhentismo.F.. Voltar Língua Portuguesa .. Barroco e Arcadismo Avançar ... ao qual imprimiu características barrocas...... sediado lá para pôr em prática o Tratado de Madri. abre novas esperanças em relação aos objetivos da viagem. a) Sonhos – Romantismo – Bento Teixeira...

tu a mi empenhado. limpo e gracioso. O poeta elabora um modelo de mulher perfeita e superior. II. 24. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. b) o poema compara o presente e o passado da cidade. III. Deste em dar tanto açúcar excelente Pelas drogas inúteis. Que em tua larga barra tem entrado. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. 8 c) o futuro desejado revela. um longo e obediente sofrimento: Esta foi a celeste formosura da minha Circe. b) Apenas III. c) Apenas I e II. de Luís de Camões. uma pura bondade manifesto indício da alma. no poema. um medo sem ter culpa. Voltar Língua Portuguesa . d) Apenas I e III e) I.23. “Triste Bahia! Oh quão dessemelhante Estás. brando e piedoso. considere as seguintes afirmações. I. que abelhuda Simples aceitas do sagaz Brichote. tu a mi abundante. O poeta sugere o desejo erótico ao referir a figura mitológica de Circe. um ar sereno. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. e estou do nosso antigo estado! Pobre te vejo a ti. quase forçado. “Um mover de olhos. que se contrapõe à solenidade do poema épico. um riso brando e honesto. O poeta não se deixa seduzir pela beleza feminina. UFMG Leia o poema de Gregório de Matos. a presença de uma voz moralizadora. mantém-se distanciado do objeto criticado. um desejo gravíssimo e modesto. e tanto negociante. Quinhentismo.” IMPRIMIR GABARITO Em relação ao poema acima. II e III. idealizando a figura feminina. Barroco e Arcadismo Avançar . 25. Oh se quisera Deus. c) a manifestação de apego a Portugal. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. um encolhido ousar. que de repente Um dia amanheceras tão sisuda Que fora de algodão o teu capote!” Com base nessa leitura. A mim foi-me trocando. de qualquer alegria duvidoso.Humanismo. assumindo uma atitude de insensibilidade. é incorreto afirmar que: a) o eu poético. uma brandura. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. e tem trocado Tanto negócio. no poema. um doce e humilde gesto. Rica te vi eu já. um despejo quieto e vergonhoso. d) o poema faz referência ao contexto da época. A ti trocou-te a máquina mercante. Quais estão corretas? a) Apenas I. sem ver de quê. UFRS Leia o soneto abaixo. e o mágico veneno que pôde transformar meu pensamento.

que guardais no passarinho melhor! Se me dais este favor. Heitor e MATSUOKA. Vocabulário: pica-flor – beija-flor. trazendo pelos pés os homens nobres: posta nas palmas toda a picardia. claro fica.Humanismo. e querem governar o mundo inteiro! Em cada porta um bem freqüente olheiro da vida do vizinho e da vizinha. décima – composição poética de 10 versos. que nos quer governar cabana e vinha: não sabem governar sua cozinha. mas resta saber. U. muito pobres: eis aqui a cidade da Bahia. In: MEGALE.” Vocabulário: vinha – terreno plantando de videiras (uvas). Marilena. Gregório de. usura – juro de capital. Nacional. Sendo só de mim o Pica. e seus Costumes A cada canto um grande conselheiro.26. que fico então Pica-flor. MATOS GUERRA. se no nome que me dais. São Paulo. juro excessivo. que satirizando a delgada fisionomia do poeta lhe chamou “Pica-flor” Décima Se Pica-flor me chamais. passarinho. espreita e esquadrinha para a levar à praça e ao terreiro Muitos mulatos desavergonhados. 9 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ed. pesquisa. 4. Barroco e Arcadismo Avançar . s. patifaria. 2) Aos Senhores Governadores do Mundo em Seco da Cidade da Bahia. Maringá-PR Assinale o que for correto em relação aos poemas. Estupendas usuras nos mercados: todos os que não furtam. p. escuta. Quinhentismo. meteis a flor. Pica-flor aceito ser. 1) “A uma freira. e o mais vosso. 179-80. ao autor e à sua obra.E. picardia – velhacaria. 1977.

No primeiro poema. 02. 08. Tais elisões fazem que o poema apresente versos isométricos. Voltar Língua Portuguesa . a exemplo do que se verifica no trecho transcrito. caracterizados pelo uso da redondilha maior (verso de 7 sílabas poéticas). evidentes. a) Biografias de santos. já que é dirigido a uma freira. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaccdde. No segundo. Os dois poemas pertencem.Humanismo. 9 e 10. e na utilização de palavras rebuscadas e extravagantes que caracterizam o segundo poema. b) Sermões eucarísticos. Santa Maria-RS “As águas são muitas. estrutura característica da décima. No primeiro. 4. 5 e 6. a descrição dos tipos humanos e dos costumes que caracterizam a cidade da Bahia revela a ironia do poeta para com uma sociedade marcada pela incompetência dos governantes. No segundo. como resposta. gosto pela maledicência. pela desonestidade e pela prática generalizada do roubo no comércio. o melhor fruto que dela se pode tirar pareceme que será salvar esta gente. 27. Os dois poemas pertencem à poesia satírica cultivada por Gregório de Matos Guerra. Barroco e Arcadismo Avançar . c) a tensão entre o teocentrismo e o antropocentrismo. querendo-a aproveitar. às poesias religiosa e lírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. respectivamente. pela prática cotidiana da fofoca e da bisbilhotice. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metonímia e a ironia. respectivamente. evidentes. c) Ficção regionalista. Os dois poemas pertencem. U. notam-se as seguintes características: a) o gosto por jogos de palavras. 4. usados para expressar a tensa harmonia de aspectos contrários da vida humana. As principais figuras de linguagem presentes no poema são a metáfora e a ironia.10 GABARITO 01. b) a forte presença do paradoxo e do oxímoro. que ganha o sentido de um convite erótico claramente profano. dar-se-á nela tudo. que variam entre a redondilha maior (7 sílabas poéticas) e o verso de 8 sílabas poéticas. A estrutura de rimas apresentada pelo poema é abbaabbddb. culta. 04. característica do Barroco.F. Tais características tornam-se evidentes no jogo poético realizado com o termo “Pica-flor”. estrutura comumente utilizada na composição da décima. corrupção e roubo generalizados. sobretudo. 16. b) valorização de pormenores (detalhes) mediante jogos de palavras. são comuns durante o período colonial. Assinale a alternativa que identifica os textos que transmitiam esse tipo de mensagem. Dê. Quinhentismo. No primeiro poema. no primeiro poema. notam-se as seguintes características do Cultismo: a) linguagem rebuscada. às poesias religiosa e satírica cultivadas por Gregório de Matos Guerra. Isso faz que o poema apresente versos heterométricos. há uma crítica ácida aos tipos humanos e aos costumes que caracterizam a cidade da Bahia: incompetência das autoridades. 5 e 6. Neles. extravagante. No segundo. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve alcançar. ocorre elisão apenas no verso 2. No primeiro. Os dois poemas pertencem à poesia cultista cultivada por Gregório de Matos Guerra. a soma das alternativas corretas. No primeiro. c) a técnica da disseminação e recolha. d) Literatura informativa. ocorrem elisões nos versos 2. notam-se os seguintes recursos: a) a ênfase no uso do verso decassílabo para a composição de sonetos. por causa das águas que tem! Contudo. b) a tentativa de conciliar pólos opostos da experiência humana (o sagrado e o profano). e) Gênero lírico. 32. no conjunto formado pelos versos 3.” IMPRIMIR Visões otimistas sobre as potencialidades da natureza e dos indivíduos. sobretudo. há um jogo poético com o termo “Pica-flor”. há um jogo poético com o termo “Pica-flor” que marca a harmonia do relacionamento estabelecido entre o poeta (representante do mundo profano) e a freira (representante do mundo sagrado). no conjunto formado pelos versos 3. Em tal maneira é graciosa que. infinitas.

Está correto apenas o que se afirma em a) I. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. a produção escrita se prende à descrição da terra e do índio ou a textos escritos pelos jesuítas. já velho e com um “saber só de experiência feito”. b) Apenas II. U. pode ser definido como uma época em que: I. III. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. U.Humanismo. GABARITO A crítica a personagens baianas com influência nos meios políticos pode também ser identificada na poesia satírica de: a) Padre José de Anchieta. os textos mostram um forte instinto de nacionalidade. e) Apenas III. ou seja. se pode falar na existência de uma literatura brasileira porque.F. Santa Maria-RS O Quinhentismo. c) Cláudio Manuel da Costa. II. 24 de maio de 2000. enquanto manifestação literária. não se pode falar. b) II. c) III. pois a cultura portuguesa estabelecia as formas de pensamento e expressão para os escritores na colônia. d) Gregório de Matos Guerra. Está(ão) correta(s): a) Apenas I. c) Apenas I e III.28. Quinhentismo. III. e) Bento Teixeira Pinto. b) Tomás Antonio Gonzaga. 29.F. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. uma produção informativa e doutrinária. ainda. 30. d) Apenas II e III. d) I e II. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. ao descreverem o Brasil. e) I e III. Santa Maria-RS Observe a charge de Chico Caruso: 11 – Espelho meu. II. na medida em que todos os escritores eram nativos da terra. em Os Lusíadas: I. Barroco e Arcadismo Avançar . IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . existe alguém mais ACM do que eu? Veja. na existência de uma literatura brasileira.

A interpretação que o escrivão dá aos gestos do índio em relação ao colar do Capitão corrobora a intenção dos portugueses em explorar as possíveis jazidas de ouro da terra recém descoberta. Desse episódio. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. As palavras de Caminha evidenciam o confronto entre civilização e barbárie vivenciado pelos portugueses na chegada ao Brasil. d) retrata a beleza de Inês. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . como um todo.31. folgou muito com elas. De teus anos colhendo doce fruito. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro.. linda Inês. quando eles vieram. Nos saudosos campos do Mondego.) Viu um deles umas contas de rosário. d) Apenas II e III. Naquele engano da alma ledo e cego. posta em sossego. 32. (. Se dizem fero Amor. Porém um deles pôs olho no colar do Capitão. como que nos dizendo que ali havia ouro. só tu. obra de Camões. III.” 12 Os Lusíadas. legítima herdeira do trono de Portugal. e lançou-as ao pescoço.” Vocabulário: *alcatifa – tapete. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano inserido em sua narrativa épica. b) celebra os amores secretos de Inês e de D. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa.) Entraram. Quais estão corretas: a) Apenas I. Que a fortuna não deixa durar muito. e) I.Humanismo. Barroco e Arcadismo Avançar . Aos montes ensinando e às ervinhas. áspero e tirano. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. humanizando os versos. com um colar de ouro mui grande ao pescoço.. Como se fora pérfida inimiga. GABARITO Considere as seguintes afirmações sobre o texto. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do capitão. É porque queres. Quinhentismo. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. com força crua Que os corações humanos tanto obriga.. como dizendo que dariam ouro por aquilo. estava sentado em uma cadeira.. Mas não fizeram sinal de cortesia. Entretanto. nem de falar ao Capitão nem a ninguém. extraído da Carta de Pero Vaz de Caminha. Estavas. De teus fermosos olhos nunca enxuito. e começou de acenar com a mão para a terra e depois para o colar. posta em sossego. Deste causa à molesta morte sua. No trecho selecionado. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. PUC-SP “Tu. II. Tuas aras banhar em sangue humano. I. brancas. acenou que lhas dessem. do qual o trecho acima faz parte. e aos pés uma alcatifa* por estrado. O episódio de Inês de Castro. UFRS Leia o texto abaixo. puro amor. c) Apenas I e II. Caminha sugere uma prática que viria a se tornar corrente nas relações entre portugueses e selvícolas: o escambo (a permuta) de produtos da terra por artigos manufaturados europeus. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. oferecem momentos em que o lirismo se expande. bem vestido. O nome que no peito escrito tinhas. b) Apenas II. “O Capitão. II e III. (.

Quanto mais disposição para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja. em 1498. Estudos de Língua e Literatura. pousada – local onde se descansa durante uma viagem. Moderna. na sua viagem de descobrimento do caminho marítimo da Índia. In: TUFANO. isso bastaria.” Vocabulário: folgar: alegrar. querendo-a aproveitar. 1998. U. lume: luz. De Jesus querida. por bem das águas que tem. acrescentamento da nossa santa fé. Moderna. 5. acrescentamento – aumento. a saber. ANCHIETA. Com prazer. Porém. adição. Londrina-PR Leia os fragmentos a seguir e assinale o que for correto. Como folga o povo Porque vossa vinda Lhe dá lume novo! Cordeirinha santa. muito numeroso. A Carta de Pero Vaz de Caminha. Quinhentismo. São Paulo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. Por isso vos canta. 5.E. Douglas. Calecute – primeira cidade da Índia em que desembarcou Vasco da Gama. muito grande. ed. In: TUFANO. Barroco e Arcadismo Avançar . o povo. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar.33.Humanismo. José de. infindas. acréscimo. E que não houvesse mais que ter aqui esta pousada para esta navegação de Calecute. Porque vossa vinda Lhe dá lume novo. ed. São Paulo.” 13 Vocabulário: infindo – infinito. 1) “Águas são muitas. Vossa santa vinda O diabo espanta. Poesia. orientação. GABARITO 2) “À Santa Inês Cordeirinha linda. Estudos de Língua e Literatura. dar-seá nela tudo. Douglas. 1998. E em tal maneira é graciosa que.

desse modo. No segundo. a soma das alternativas corretas. as reais intenções de expansão do comércio. informando sobre a natureza. refere-se à cidade de São Paulo. Falta mais que se lhe ponha? Vergonha. evidenciam-se as primeiras manifestações literárias do BrasilColônia. emprega a ordem direta. já conhecida dos portugueses. honra. II. 02. Caracterizam esses fragmentos: 1) a beleza da nova terra descoberta. o índio. denominado “ciclo dos descobrimentos”. querendo-a aproveitar. as obras dos jesuítas aparecem. paralelamente às obras dos cronistas e viajantes. V. / como folga o povo / porque vossa vinda / lhe dá lume novo”).Humanismo. compreendido por um conjunto de obras cujo objetivo era divulgar os descobrimentos marítimos e terrestres. portanto. não se pode falar em literatura no Brasil. E em tal maneira é graciosa que. II. documentando o processo de conquista e colonização. infindas. o primeiro escrito por Pero Vaz de Caminha e o segundo pelo Padre José de Anchieta. catequizar os índios. IV. a conquista e a colonização dos territórios ultramarinos. V. Pero Vaz de Caminha nos permite perceber as expectativas dos portugueses com relação ao Brasil (“dar-se-á nela tudo. Tais características esclarecem os objetivos dos primeiros colonizadores portugueses: usufruir das riquezas e. moral e cristã. Quinhentismo. O poema I. confirmando. No primeiro. Os melhores poemas de Gregório de Matos Guerra. dar-se-á nela tudo. III. por bem das águas que tem”). como resposta. 2) a necessidade de revigorar a fé cristã do povo que aqui habitava.” MATOS. a cruz do cristianismo e a preocupação em “dilatar a fé” escondem objetivos mercantilistas e expansionistas da coroa portuguesa. No primeiro excerto. a terra brasileira confrontada com a paisagem desoladora da África. Numa cidade onde falta Verdade. vergonha. 34. IV. Dê. Gregório de. e) todas. 08. José de Anchieta exalta a figura de Santa Inês e incentiva o povo a praticar a fé religiosa cristã (“Cordeirinha linda. a vida no mar e as conseqüências morais e políticas desses fatos. V. Os dois fragmentos pertencem à literatura informativa e jesuítica do Brasil do século XVI. Que mais por sua desonra? Honra. Nos dois excertos.14 01. Nos dois excertos. Nos dois excertos. mantém uma estrutura formal e rítmica regular. Barroco e Arcadismo Avançar . por bem das águas que tem”). pode-se dizer que são verdadeiras a) apenas I. II. emprega a gradação. 16. IV. confirmam-se as afirmações dos historiadores: nos primórdios do século XVI. 04. fica muito evidente o objetivo maior do expansionismo marítimo de Portugal e da Espanha: “dilatar a fé e o império”. O que existia eram relatos de viagem (de escasso valor literário). Os dois fragmentos pertencem à chamada literatura informativa que representa o Brasil do século XVI. c) apenas I. O demo a viver se exponha. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . No segundo excerto. igualmente ricas de informações. as informações que a Coroa Portuguesa desejava obter. b) apenas I. mais parecia um paraíso intacto (“Águas são muitas. Então. ao mesmo tempo. de conquista de novas fontes de riquezas e de trabalho escravo. V. d) apenas I. 1990. mas acrescidas de um dado novo: a intenção pedagógica. enfatiza as idéias opostas. Evidenciam-se. Rio de Janeiro: Record. FGV-SP Leia o texto abaixo e as afirmações que a ele se seguem. GABARITO “Que falta nessa cidade? Verdade. Por mais que a fama a exalta. III.

e que as não pisa a devoção dos fiéis. várias vezes. Quase sempre de forma violenta. pedagogos. quase três séculos depois. como costumava em semelhantes dias. o orador: a) considera os holandeses hereges e violentos com aqueles que não fossem seus compatriotas. o mais forte sobrepujou o mais fraco. É a tribo dos brancos composta de cientistas sociais. vindos de diversas regiões brasileiras. Ver-se-ão ermas e solitárias. Quinhentismo. apresenta. Do Xingu. 36. seu nome à característica presente nessa obra. nele. enfermeiras. biólogas e engenheiros agrônomos. Em todos os momentos da humanidade. 15 Relacione o texto com a carta de Pero Vaz de Caminha e indique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas quanto à preocupação do homem branco em relação ao índio: ( ) O texto tem o mesmo objetivo da carta. Silvio. acabar-se-á o culto divino. que já começava a destruir as igrejas da cidade. elas têm cabelos compridos e tranças. e) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da amada. U. e não se celebrarão os mistérios de vossa Paixão. b) Basílio da Gama – preocupação com feito histórico. b) V – V – F. caso o Brasil fosse entregue aos holandeses. nascerá erva nas igrejas.” GABARITO 37. para responder às questões 128 e 129: “Enfim. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) dirige-se a Deus e prevê o esvaziamento da religião católica.F. Boa parte da engenhosa engenharia social e cultural que mantém o Parque do Xingu funcionando em harmonia se deve ao trabalho desses especialistas. Neste canto do Brasil. Leia o seguinte fragmento do “Sermão pelo bom sucesso das armas de Portugal contra as de Holanda”. Santa Maria-RS Leia o texto a seguir. a fim de preservar o patrimônio da Igreja. “Eles não usam barba. a urbanização baterá às portas da reserva. c) pede a Deus que evite a invasão de ervas nos templos. Os moradores do parque. O foco agora é preparar os índios para o inevitável confronto com a civilização que um dia ocorrerá. e) dirige-se ao rei de Portugal. acabar-se-á no Brasil a cristandade católica. a) Cláudio Manuel da Costa – desencanto e brevidade do amor. não haverá quem entre nelas. As cidadezinhas vizinhas do parque vão transformar-se em municípios de porte médio. Chorarão as pedras das ruas como diz Jeremias que chorava as de Jerusalém destruída: chorarão as ruas de Sião.35. A seqüência correta é: a) F – F – V. corretamente. como nos campos. cada vez mais. Esguios.” FERRAZ. U. de converter o índio à fé católica. Falam baixo. do Padre Antonio Vieira.F. Barroco e Arcadismo Avançar . d) V – F – V. ( ) O texto tem o mesmo objetivo que a carta de Caminha. Santa Maria-RS O texto relaciona-se à invasão holandesa no Brasil. um punhado de brancos está conseguindo driblar essa inevitabilidade. ao destacar que o rei deveria cuidar da salvação dos índios. passará a Quaresma e a Semana Santa. dormem cedo e só têm uma conversa: índio. porque não há quem venha à solenidade. sempre que o choque ocorreu.F. ou seja. motivos árcades. U. a fim de salvar o país da invasão holandesa. pois ambos destacam. dependerão de produtos fabricados pelo branco.Humanismo. associando. e não haverá memória de vosso nascimento. In: Veja. Procuram transformar o abraço sufocante em um caminhar de mãos dadas de culturas tão diferentes. e) F – V – V. na medida em que tanto a “tribo de brancos” quanto o escrivão da esquadra de Cabral mostram preocupação com os índios do Xingu. em suas composições. Santa Maria-RS Autor de Obras Poéticas. 30 de junho de 1999. d) é um profeta e previu o que realmente aconteceria com a religião católica no Brasil. mingau de amendoim e frutas. usa “salvação” no sentido religioso. despojados os templos e derrubados os altares. médicos. c) Tomás Antônio Gonzaga – celebração da natureza. em 1640. Assinale a alternativa que identifica esse autor. c) F – V – F. ( ) O texto não tem o mesmo objetivo da carta pois Caminha. Senhor. alimentados a peixe moqueado com biju. no sentido de salvação da alma. Passará um dia de Natal. d) Basílio da Gama – inspiração religiosa. que o rei de Portugal deveria cuidar da salvação dos índios.

mas não porque hei pecado. (Gregório de Matos) 40. Por altiva. única figura feminina do poema. 39. ao afirmar que “Chorarão as pedras das ruas”. que pouco entendes de finezas! Quem faz só o que pode a pouco obriga: Quem contra os impossíveis se afadiga. A alternativa que contém os versos que melhor expressam este conflito é: a) Um paiá de Monal. utiliza uma: a) ironia. 16 Sobe ao sol. Santa Maria-RS Padre Antonio Vieira. momento em que os ideais da Reforma entram em confronto com a Contra-Reforma católica. e mais amado. Que ele estrelas desterra em régio estado. Que sem ser do Pequim. U. cobre o dia. Quinhentismo. Em régio estado não desterras flores. Londrina-PR O Barroco manifesta-se entre os séculos XVI e XVII. c) gradação. a) O poema narra a expedição de Gomes Freire de Andrada. A exaltação. UFRS Assinale a afirmativa incorreta em relação à obra O Uraguai. b) O Uraguai segue os padrões estéticos dos poemas épicos da tradição ocidental. a névoa. Da vossa alta clemência me despido. de Basílio da Gama. e) prosopopéia. soberba. (Gregório de Matos) b) Temerária. U. ocasionando no plano das artes uma difícil conciliação entre o teocentrismo e o antropocentrismo.Humanismo. morre de amor após o desaparecimento de seu amado Cacambo. Barroco e Arcadismo Avançar . Se bem rei mais propício. A esse cede amor em mil ternezas.38. por ser do Açu. por densa. como a Odisséia. b) antítese. d) onomatopéia. GABARITO Porque quanto mais tenho delinqüido. c) Basílio da Gama expressa uma visão européia em relação aos indígenas. Primaz da Cafraria do Pegu. bonzo bramá. Vos tenho a perdoar mais empenhado.F. às missões jesuíticas espanholas da banda oriental do rio Uruguai. nascendo cá. acentuando seu caráter bárbaro. confiada. por lustrosa. Voltar Língua Portuguesa . IMPRIMIR d) Nas figuras de Cacambo e Sepé Tiaraju está representado o povo autóctone que defende o solo natal. incapaz de sentimentos nobres e humanitários. e) Lindóia. a Eneida e Os Lusíadas. (Botelho de Oliveira) e) Pequei Senhor. (Gregório de Matos) d) Luzes qual sol entre astros brilhadores. Governador do Rio de Janeiro.E. (Botelho de Oliveira) c) Fábio. a luz lhe enfada. a mariposa. Quer ser filho do sol.

ali. Começa o mundo enfim pela ignorância. cuja última firmeza é a inconstância. d) O poema focaliza e acentua a ignorância do ser humano que. E tem qualquer dos bens por natureza A firmeza somente na inconstância. Barroco e Arcadismo Avançar . se acaba o Sol. c) O tema central do soneto de Gregório de Matos revela-se em sua última estrofe. Em tristes sombras morre a formosura. e na Luz falte a firmeza. b) somente II está correta. que cumpre os padrões da forma fixa. por “ignorância do mundo” e “qualquer dos bens”. dia/noite. 42. na tristeza. A respeito de tais afirmações. que são: rimas ricas. que compõem a figura da antítese. “alegria” e “firmeza”. preferindo. II. como o Sol. interpoladas nas quadras (“A-B-A-B”) e alternadas nos tercetos (“AB-B-A”). por que nascia? Se é tão formosa a Luz. b) O alternar de dias e noites serve de expressão a um estranho desejo do poeta de que.” Gregório de Matos. e) O poema toca também na questão da inocência. se desfrutem as alegrias e. está fazendo referência à pureza primordial da infância. CEETPS-SP Assinale a alternativa que aponta a afirmação correta a partir do que se lê no texto. deve-se dizer que: a) somente I está correta. não sabe retê-la. luz/sombra. Esse é um soneto oitocentista.. CEETPS-SP Sobre as características barrocas desse soneto. d) somente I e III estão corretas. por que não dura? Como a beleza assim se transfigura? Como o gosto da pena assim se fia? Mas no Sol. Em contínuas tristezas a alegria. etc.Humanismo. Porém. Quinhentismo. tristeza/alegria. Depois da Lua se segue a noite escura. de outro. c) somente III está correta. 17 41.Texto para responder às questões 41 e 42: “Nasce o Sol. a formosura do dia. ao vivenciar a alegria. devido ao desapontamento sentido pelo poeta. que se opõe à degradação dos bens materiais. diante do curso seguido pelas forças naturais. GABARITO e) todas estão corretas. ao falar do mundo que se inicia pela ignorância. E na alegria sinta-se tristeza. Há nele um jogo simétrico de contrastes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e não dura mais que um dia. considere as afirmações abaixo: I. por um lado. tais como o findar do dia e o início da noite. e por “constância”. esconder-se nos próprios sofrimentos. e pode ser definido como uma reflexão acerca da transitoriedade dos bens do mundo. III. pois. Na formosura não se dê constância. nas sombras da noite. expresso por pares antagônicos como Sol/ Lua. O tema do eterno combate entre elementos mundanos e forças sagradas é indicado. a) O texto afirma que a alegria é encontrada em contínuas tristezas.

47. ou fora dele. das janelas vejo ao perto jardins. dignificandoos e humanizando as relações entre os nobres e o povo. e) Romantismo. que o ouro e a prata derretidos. foram adquiridas com tanta injustiça ou crueldade. haviam de verter sangue. c) Arcadismo. FEI-SP Padre Vieira é freqüentemente estudado como um autor contemporâneo a: a) Luís de Camões. c) José de Alencar. ou no Reino. a quem não fazíeis a féria. do Padre Antônio Vieira: “Como estamos na corte. d) Carlos Drummond de Andrade. e) segundo o autor. nem sombra dela na vossa casa?” Vocabulário: libré: uniforme de criados de casas nobres os socorros do outro exército doméstico: a vestimenta dos outros serviçais jornaleiros: trabalhadores que recebiam pagamento ao final do dia a quem não fazíeis a féria: a quem não concedíeis dias de folga 18 43. busquemos esta fé em alguma casa grande e dos grandes. FEI-SP O sermão pode ser definido como: a) composição em versos recitados nos palácios para divertir os nobres. e. e ao longe quintas. b) Gregório de Matos. FEI-SP Sobre o fragmento do sermão acima transcrito.O texto abaixo refere-se às questões de 43 a 48. Se o que vestem os lacaios e os pajens. Barroco e Arcadismo Avançar . Trata-se de um sermão do quinto domingo da Quaresma. 46. como se há de ver a fé na vossa família? Se as galas. mas não vejo a fé. vejo baixelas.Humanismo. c) união de duas idéias contrárias em um único pensamento. Quinhentismo. onde das casas dos pequenos não se faz caso. parte por parte. vejo todo o palácio e também o oratório. E por que não aparece a fé nesta casa: eu o direi ao dono dela. as jóias e as baixelas. e) Fernando Sabino. a risco de quebrar. perfumes e sensações táteis. desde os telhados até os alicerces estão chovendo os suores dos jornaleiros. Primeiro que tudo vejo cavalos. em que predomina o desenvolvimento de um único conflito. b) texto curto. 44. Deus me guie. d) soneto com versos decassílabos. enfim. (…) Entremos e vamos examinando o que virmos. b) Padre Vieira critica o povo por não ter a fé que os nobres possuem. e no princípio do ano lhe pagais com esperanças e no fim com desesperações. d) composição de cantigas de amor e cantigas de amigo. 45. vejo galas. d) Realismo. liteiras e coches. vejo criados de diversos calibres. FEI-SP Não é característica da escola literária a que Padre Vieira pertence: a) emprego freqüente de palavras que designam cores. como se há de ver a fé nessa falsa riqueza? Se as pedras da mesma casa em que viveis. a fé não tem qualquer relação com as ações desenvolvidas pelos homens. como se há de ver a fé. e) utilização de muitas frases interrogativas. b) uso constante da metáfora e da antítese. as paredes vejo-as cobertas de ricos tapizes. Padre Vieira. c) narrativa longa em que são apresentados diversos conflitos paralelos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . é possível afirmar que: a) o autor discorre sobre a inabalável fé da corte e da nobreza. c) o autor conclui que não é possível encontrar a fé em uma casa onde se encontram aqueles que exploram e maltratam os homens do povo. os prendíeis e obrigáveis por força. pertence à escola literária conhecida como: a) Baroco. FEI-SP O autor do texto. e as sedas se se espremeram. uns com libré. nem têm nome de casas. outros sem ela. e) discurso religioso cujo objetivo principal é a edificação moral dos ouvintes. vejo jóias. e os socorros do outro exército doméstico masculino e feminino depende do mercador que vos assiste. se queriam ir buscar a vida a outra parte. d) o sermão é um elogio à corte pela maneira como trata os seus serviçais. b) Trovadorismo.

e são sadias. E têm sempre a vantagem de maiores. …………………………………………… As laranjas da terra Poucas azedas são. Tomo I. Esmeraldas de Abril em seus verdores. característica do estilo barroco. Que o têm clarificado nos seus gomos. E se pode dizer em graça rara Que a mesma natureza os temperara. nos arvoredos Sempre verdes aos olhos. Tem o terceiro A. 127-135. nos ares puros Na tempérie agradáveis e seguros. Barroco e Arcadismo Avançar . Em si perfeitos quatro AA encerra. certa assimetria entre a disseminação e a recolha.Humanismo. e gosto preparado. antes se encerra Tal doce nestes pomos. E delas por adorno apetecido Faz a divina Flora seu vestido. Tem o primeiro A.48. Que é do Mundo o regalo mais mimoso. E para preferir a toda a terra. b) convencer e ensinar o seu público. todas azedas. todavia. Que dão a Portugal muitos ciúmes. d) provocar fortes emoções em seu público. Mais que as da Europa doces. Que refrescam o peito. Desterrando do Inverno os desfavores. Como maiores são. “À Ilha de Maré – Termo desta Cidade da Bahia Aqui se cria o peixe regalado Com tal sustância. As fruitas se produzem copiosas. Analise o procedimento na passagem mencionada e responda: a) Qual a assimetria que se observa entre o processo de disseminação e recolha utilizado pelo poeta? b) O que levou o poeta a essa solução? IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . no açúcar deleitoso. para recolhê-las num só verso. E nesta maioria. Quinhentismo. Ares. têm mais valia. 1953. São pois os quatro AA por singulares Arvoredos. …………………………………………… As plantas sempre nela reverdecem. Música do Parnasso. Rio de Janeiro: INL. Nas que chamam da China Grande sabor se afina. e melhores. e) confundir seus ouvintes. sempre ledos. no final. Que como junto ao mar o sítio é posto. E nas folhas parecem. E são tão deleitosas. Um exame atento desse procedimento no poema revela. aparece em À Ilha de Maré a partir do verso 31: consiste em alinhar palavras e descrever poeticamente seus conceitos. p. …………………………………………… Tenho explicado as fruitas e legumes. Açúcar. FEI-SP Verifica-se nesse fragmento a franca intenção de o autor: a) divertir a platéia. Manuel Botelho de. Lhes dá salgado o mar o sal do gosto. O quarto A. VUNESP A técnica de disseminação e recolha. Mas as de Portugal entre alamedas São primas dos limões. Tem o segundo A. nas águas frias.” 19 OLIVEIRA. Tenho recopilado O que o Brasil contém para invejado. c) afastar os homens da verdadeira fé cristã. Que sem tempero algum para apetite Faz gostoso convite. Águas. GABARITO 49.

em sua fala. Pero Marques diz dar plena liberdade à esposa. b) A característica contrária à do primeiro marido é o fato de que. O marido de Inês. Q U IN H E N T IS M O . V – F – V – F – F 2. colaborando. c 17. c 12. a 9. b 26. na vida privada. a 24. pois para conseguir uma vida folgada abandona seus próprios ideais. Seu primeiro marido era um repressor proibindoa de sair de casa até mesmo para ir a igreja. b 23. e 5.Humanismo. c 21. a 13. a 10.LÍNGUA PORTUGUESA H U M A N IS M O . a decadente sociedade portuguesa. b 25. e 29. na cena final. a 4. e 14. F – F – F – V 3. d 28. a leva em seus ombros para que atravesse o rio. c 15. 04 27. F – F – V – V – V 11. e 6. d 30. Pode-se dizer que Inês comporta-se maquiavelicamente (os fins justificam os meios). Barroco e Arcadismo Avançar . ingenuamente. c 22. e por não ter conhecimento dessa traição. F – V – F – V – F – F 7. 18 20. mas o encontro com o ermitão. B A R R O C O E A R C A D IS M O 1 1. F – V – F – F 8. c 31. 16. Não sabe. para ser traído por ela. c) A Farsa de Inês Pereira é considerada uma sátira moral porque reflete. Pero Marques se comporta como um asno: por servir de montaria à mulher. Quinhentismo. a IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . para o qual ela se encaminha. e 19. b 18. é um encontro adúltero. a) Trata-se do seguinte trecho: “asno que me leve quero”.

a 37. b 46. b 35. e 47. a 42. 24 34. e 33. Ou ainda.Humanismo. c 48. a 44. nas águas frias. nos ares puros (…) Tem o terceiro A. c 43. a) Disseminação: “Tem o primeiro A. Voltar Língua Portuguesa . pode-se dizer que o poeta agiu dessa forma com o intuito de preservar a rima. Barroco e Arcadismo Avançar . c 41. e 39. b 38. e 36. b) Como se trata de um poema. b 49. nos arvoredos (…) Tem o segundo A. d 45. pode-se também dizer que ele optou por seguir a seqüência Terra (arvoredos e açúcar) — Água — Ar. no açúcar deleitoso” No momento de recolha o poeta não manteve a mesma ordem da disseminação.2 IMPRIMIR GABARITO 32. retomou os elementos assimetricamente. (…) O quarto A. ou seja. Quinhentismo. e 40.

e) desejo de morte pelo amor não correspondido. não! ‘Comigo fica ou leva-me contigo ‘Dos mares à amplidão. não!’ E a corrente passava. São Paulo: Cultrix. ( ) O texto dá a entender que a língua se adapta ao meio para onde foi levada. no percurso que vai do Romantismo ao Modernismo. “Portanto. UFMT ( ) Envolvidos pelo ideário político da independência. Leva-a do seu torrão. 1998. Buscava inda a corrente por dizer-lhe Que a não deixasse.Romantismo Avançar . por meio das frutas.. In: MOISÉS. metonimicamente. IMPRIMIR 2.) O povo que chupa o caju. 1 1. não!’” GABARITO DIAS.d. Censurem. “Não me Deixes! Debruçada nas águas dum regato A flor dizia em vão A corrente. d) exaltação do sonho. o ambiente brasileiro ao ambiente europeu. não! Por fim desfalecida e a cor murchada. Católica de Salvador-BA O lamento da flor representa fielmente o sentimento romântico de: a) evasão no tempo. Alencar e outros escritores românticos empenham-se na construção da nação brasileira. ‘Ai. Quase a lamber o chão. p. piquem. ( ) Na história da literatura brasileira. rev. E a flor sempre a dizer curva na fonte: ‘Ai. não me deixes. não!’ E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor. através da luta pela emancipação da língua e da literatura nacionais. José de. A corrente impiedosa a flor enleia. A Literatura Brasileira através de textos. A afundar-se dizia a pobrezinha: ‘Não me deixaste. te amarei constante ‘Mas não me deixes. São Paulo: Melhoramentos. mais precisamente aos órgãos fonadores e à alma do povo que fala. b) amor incondicional ao outro. In: Sonhos de Ouro. como a fruta que nos mandam em lata. F. ed. ou calem-se como lhes aprouver. Benção Paterna. não se constranjam. o cambucá e a jabuticaba. Límpido ou turvo. não.. (. a pêra.. Alencar opõe. o damasco e a nêspera?” ALENCAR. não me deixes. Texto para as questões 2 e 3. 21. onde bela se mirava. Não alcançarão jamais que eu escreva neste meu Brasil cousa que pareça vinda em conserva lá da outra banda. ilustres e não ilustres representantes da crítica. pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo. da fantasia. Voltar Língua Portuguesa . e sempre embalde: ‘Ai. Massaud.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O INSTRUÇÃO: Leia atentamente o texto a seguir e julgue os itens da questão 1. novas águas Após as outras vão. 135-6. ( ) No segundo parágrafo. c) supervalorização da natureza. e aum. não me deixes. a manga. Gonçalves.. a bandeira da ruptura com o princípio da imitação aos clássicos é empunhada por todas as escolas literárias. s.

escapismo e subjetivismo. Marília. que eu assim resista À dor imensa. a razão nada pode contra o sentimentalismo exacerbado.. em seus diversos momentos. e sempre embalde” e) “Leva-a do seu torrão” Para responder as questões 4 e 5. Juiz de Fora-MG Em que verso se encontra referência direta ao contexto histórico biográfico? a) “Que peno e morro de amorosas dores”. 2 “Perdoa-me.” Álvares de Azevedo. c) “Nesta triste masmorra”. F. naturalismo e pitoresco. socialismo e ilogismo. Minha febre noturna delirando.” c) “E a corrente passava” d) “Dizia sempre a flor. 02. Dê. b) No poema de Gonzaga. d) “Se a ti ergui meus olhos suspirando”. Meus ais. nacionalismo e religiosidade.” Tomás Antônio Gonzaga. Amor na minha idéia te retrata. meus tristes ais vão revelando Que peno e morro de amorosas dores.. no verso: a) “A flor dizia em vão” b) “Mas não me deixes. visão de meus amores Perdoa-me. Se a ti ergui meus olhos suspirando!. Se eu pensava num beijo desmaiando Gozar contigo uma estação de flores! De minhas faces os mortais palores. o eu refere-se ao passado a partir da dor do presente. c) No poema de Álvares de Azevedo. a soma das alternativas corretas. não. inda. imaginação criadora e amor à natureza. leia atentamente os textos abaixo: “Lira XXII Nesta triste masmorra. visão dos meus amores. busca. como resposta.Romantismo Avançar .. que me cerca e mata. extremoso. U.3. assinale a alternativa inaceitável: a) Em ambos os poemas o eu sucumbe e morre em conseqüência do sofrimento amoroso.E. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de um semi-vivo corpo sepultura. a idéia funciona como uma tentativa racional de vencer a dor. U.F. adoro a tua formosura. d) Em ambos os poemas. 6. b) “À dor imensa que me cerca e mata”. Juiz de Fora-MG Depois de ler comparativamente os dois textos acima. 04. U. 08.F.. 5. apresenta como características: 01. Católica de Salvador-BA Observa-se a inversão. GABARITO 4. 16. Ponta Grossa-PR A poesia romântica brasileira. como recurso estilístico.

depois (qu’importa?) Virei sempre sentar-me à tua porta.. II. IV. conclui-se que está correta a alternativa: a) I e II. – ‘Eu sofrerei’ – responde-lhe o Poeta. Fui eu que te vesti do meu sudário. ler o texto que segue. Pertence ao movimento literário denominado Romantismo. 7.. III e IV. Vão três pálidas virgens... Vão três pálidas virgens silenciosas Através da procela irriquieta. Idealiza a função do poeta. c) nacionalismo. III. meu irmão! Eu sou a Morte. d) futurismo.. uma vez que esta ultrapassa a condição humana. Expressa a força do poeta através de sua capacidade de superar mesmo a morte.. e) I. amanhã. b) II e III. sobre o texto. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . b) ufanismo. c) II e IV.. d) III e IV. Mostra a estreita convivência do poeta com a indiferença. ‘Saúde. meu irmão! Eu sou a Fome. analisar as afirmativas que seguem.. Na fronte cismadora do – Poeta – ‘Saúde.. PUC-RS Pela análise das afirmativas. “As Três Irmãs do Poeta É noite! As sombras correm nebulosas. O teu mísero pão. Volve ao nada! Não sentes neste enleio Teu cântico gelar-se no meu seio?!’ – ‘Eu cantarei no céu’ – diz-lhe o Poeta!” 3 GABARITO Instrução: Para responder à questão 7.... Quem no teu nome a escuridão projeta. Sou eu quem te sepulta a idéia imensa. PUC-RS O texto pode ser vinculado a uma tendência de expressão poética denominada: a) subjetivismo. com a fome e com a morte. Que vais fazer tão triste e solitário?. e) condoreirismo. 8. vão sombrias Rindo colar um beijo as bocas frias. I. irmão! Eu sou a Indiferença. Suspende em meio o hino augusto e forte.... ‘Saúde. depois. II. Sou eu quem o teu negro pão consome.Instrução: Para responder às questões 7 e 8.Romantismo Avançar ..’ – ‘Eu lutarei’ – responde-lhe o Poeta. mísero atleta! Hoje..

Jatir! nem tardo acodes À voz do meu amor. Já solta o bagari mais doce aroma! Como prece de amor. não mais. que em vão te chama! Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil A brisa da manhã sacuda as folhas!” Gonçalves Dias. “bosque” e “perfumes”. o poema em questão já se aproxima do parnasianismo. tais como “luar”. “Leito de folhas verdes Por que tardas.Romantismo Avançar . ou dia ou noite. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. Melhor perfume ao pé da noite exala! Não me escutas. Já solta o bogari mais doce aroma. Nem outras mãos. Vai seguindo após ti meu pensamento. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Já nos cimos do bosque rumoreja. os aspectos marcantes do Arcadismo. Sejam vales ou montes. pode-se dizer que o poema muito se aproxima da estética simbolista. notam-se ainda no poema. 4 GABARITO 9. Do tamarindo a flor jaz entreaberta. pela presença dos elementos mitológicos. Brilha a lua no céu. Do tamarindo a flor abriu-se. recebida principalmente de Camões. e) Mesmo sendo romântico. Correm perfumes no correr da brisa. lago ou terra.Texto para a questão 9. Não sentiram meus lábios outros lábios. Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zelosa Com mimoso tapiz de folhas brandas. c) O poema de Gonçalves Dias demonstra profunda influência renascentista. vegeta: Eu sou aquela flor que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida. para expressar o amor por meio da espera. d) Apesar da intensa presença da natureza. como estas flores. que não as tuas A arasóia na cinta me apertaram. movendo as folhas. Jatir. principalmente no que diz respeito ao bucolismo. No silêncio da noite o bosque exala. A cujo influxo mágico respira-se Um quebranto de amor. Onde o frouxo luar brinca entre flores. Jatir. Onde quer que tu vás. a) Principalmente pela manifestação de elementos simbólicos. Também meu coração. melhor que a vida! A flor que desabrocha ao romper dalva Um só giro do sol. b) O poema romântico indianista recupera as antigas cantigas de amigo medievais. há pouco. como estas preces. que tanto a custo À voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração. brilham estrelas. Outro amor nunca tive: és meu. sou tua! Meus olhos outros olhos nunca viram. “vales”.

” (Ferdinand Denis). e F. realçando seus preceitos e preconceitos. ( ) O romance Lucíola ambienta-se na época do autor e retrata os costumes da sociedade carioca do Segundo Reinado. 5 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) Observa-se neste romance a atitude romântica de eleger a prostituta como centro da narrativa. o Romantismo deu expressão à consolidação da Independência.” (Machado de Assis). É o que se pode verificar quando se lêem. o marginal e o burguês. c) A paisagem romântica reflete os sentimentos do eu-lírico.Juca Pirama e O Guarani. UFF-RJ Assinale o fragmento que não corresponde ao indianismo romântico: a) “As leis da cavalaria no tempo em que floresceu em Europa não excediam por certo em pundonor e brios à bizarria dos selvagens brasileiros. d) na lírica confidencial de Álvares de Azevedo e de Casimiro de Abreu. respectivamente.. uma Ilídia Brasileira. c) “Imaginei um poema. e isto basta para não ir buscar entre as tribos vencidas os títulos da nossa personalidade literária.” (Gonçalves Dias). e) “O maravilhoso. c) Ressurreição e O Navio Negreiro.F. sapos e jacarés sem conta: enfim. 13. de Maria da Glória e da cortesã. e) na ficção regionalista e indianista de José de Alencar.Romantismo Avançar . dignos de alta expressão literária. independência e as terras que ocupavam. foi trabalhar a dualidade.10. O romance Lucíola. U. uma criação recriada. 12. e) I . UEGO Assinale V. como na força incompreensível de uma natureza constantemente mutável em seus fenômenos. Uberlândia-MG Existem diferenças básicas entre a paisagem retratada pelos árcades e a paisagem retratada pelos românticos. b) “Não há hoje a menor razão porque desconheçamos a importância da parte indígena na população do Brasil. um gênesis americano. para os itens verdadeiros. para os falsos. mulheres feiticeiras. enquanto a paisagem árcade é harmoniosa. 14. dos dois autores citados. e menos ainda para que apaixonados declamemos contra selvagens que por direito natural defendiam a sua liberdade. UFSE No período romântico brasileiro. buscando nelas aspectos heróicos. à afirmação de uma nova Nação e à busca das raízes históricas e míticas de nossa cultura – características que se encontram amplamente: a) na poesia de Gonçalves de Magalhães influenciada pela de Gonçalves Dias. c) nos romances de costumes de Joaquim Manuel de Macedo.” (Gonçalves de Magalhães).. Escolha a alternativa correta que define essas duas paisagens: a) A paisagem romântica é amena e monótona e a paisagem árcade é sempre graciosa e fulgurante. alheia ao eu-lírico. ( ) Uma das formas com que Alencar conciliou a impossibilidade de união entre os dois grupos distintos. encontrar-se-á nos antigos costumes desses povos [indígenas]. b) nos romances urbanos da primeira fase de Machado de Assis. procurando justificar suas dores e compreendendo o tipo de vida que levava. Unifor-CE Nossos primeiros escritores nacionalistas – Gonçalves Dias e José de Alencar entre eles – voltaram seus olhos sobre nossas raízes históricas-culturais. d) A paisagem árcade é mais visual enquanto a paisagem romântica só é perceptível através da leitura. d) “É certo que a civilização brasileira não está ligada ao elemento indiano nem dele recebeu influxo algum. as obras: a) Senhora e Lira dos Vinte Anos. b) A paisagem árcade é bucólica e a paisagem romântica é ainda mais bucólica. ( ) O amor é visto unicamente sob o aspecto da sexualidade e apresentado como uma mera satisfação de instintos animais. de José de Alencar permite entrever várias características do Romantismo: ( ) Observa-se uma preocupação em não ferir o tradicionalismo e as convenções familiares da época. colocando na mesma mulher as imagens de virgem.” (José de Alencar). devido aos exageros do eu-lírico. como nunca ouviste falar de outro: guerreiros diabólicos. Lúcia. d) O Mulato e Canção do Exílio. b) Quincas Borba e Os Escravos. tão necessário à poesia. os aspectos estéticos e os históricos ligaram-se de modo especialmente estreito e original: entre nós. 11.

UFRS Leia o texto abaixo.” (Casemiro de Abreu) Quais exemplos correspondem à concepção citada? a) Apenas I.......15.) Se é vate quem dos povos.) O véu da noite me atormenta em dores.. A luz da aurora me intumesce os seios....... de cunho romântico no Brasil.. quando fala. identifique aquele(s) que expressa(m) a concepção acima. do chorar das fontes.. que usa . As paixões vivifica. II e III. .. “Tenho medo de mim. E a velhinha.” (Bernardo Guimarães) II. Se assentou sobre o grande jirau. UFRS Leia o texto abaixo.... Isso faz com que ele expresse suas idéias e emoções de uma forma original e seja capaz de revelar realidades inacessíveis ao homem comum. (.....” (Laurindo Rabelo) III. Das folhas secas. “Uma das facetas do Romantismo é conceber o poeta como um gênio inspirado.. como termo de comparação capaz de expressar a intensidade dos seus sentimentos. “Se é vate quem acesa a fantasia Tem de divina luz na chama eterna.. dono de uma sensibilidade extraordinária. de tudo.... rainha da festa.. d) Apenas II e III. Se é vate quem do mundo o movimento Co’o movimento das canções governa..... nela... e) I. Das horas longas a correr velozes... Da luz.... Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas desse texto.. a mulher é freqüentemente . c) Apenas I e II... do silêncio ou vozes.... “Meia-noite soou na floresta No relógio de sino de pau. de ti... da sombra. a) O amor – nacionalista – homenageada – a religião b) A pátria – sentimental – martirizada – o mito c) O amor – intimista – idealizada – a natureza d) A infância – histórica – divinizada – a Idade Média e) A morte – nacionalista – humilhada – a música 16.. é um tema dominante na poesia . sob o olhar apaixonado do poeta. I.. b) Apenas II... excita o pasmo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ...” 6 Dos exemplos citados abaixo. (.....Romantismo Avançar ...

já comprometido. talvez um dia cope a verde folhagem e enflore. e tremia de pensar que Iracema houvesse partido. b) Loredano / Álvaro / Peri. para tudo murchar. o cristão tornara às praias do mar. Como a seca várzea com a vinda do inverno reverdece e se matiza de flores. os trechos pontilhados serão preenchidos corretamente com os nomes de a) Álvaro / Peri / D. e) Loredano / D. d) Fernando.Romantismo Avançar . leva-as a brisa. 18. b) juntamente com Diva e Iracema. buscava. Lúcia Camargo que. mas embalde. arrependido. numa tentativa de representar por completo o Brasil. São Paulo: Scipione. 7 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e sua beleza esmaltou-se de meigos e ternos sorrisos. ouvindo gemer o vento e soluçar as ondas. O amigo e a esposa não bastavam mais à sua existência. assim.” (*organizações = personalidades) ALENCAR. filho da serra. o último uma religião. cheia de grandes desejos e nobres ambições. quando parece que o tempo nunca poderá estancar o coração. não atingiu seu intento. O Guarani. Diogo. Mas basta um sopro do mar. mas o casamento. …………… adorava. através da Senhora. deixando ermo aquele sítio tão povoado outrora pela felicidade. O imbu.17. após ser abandonada por Fernando Seixas. Alencar revela traços realistas. trabalha e consegue juntar os mil contos do dote para devolução. onde havia construído sua cabana e onde o esperava a terna esposa. vê-se desprezado e humilhado pela esposa. agora longos sóis. 1994. 56. Passava os já tão breves. é desfeito. De novo sentiu em sua alma a sede do amor. Neste excerto de O Guarani. a formosa filha do sertão com a volta do esposo reanimou-se. FUVEST-SP “Assim. Como o imbu na várzea. que apresentava três sentimentos bem distintos: um era uma loucura. …………… desejava. As folhas lastram o chão. e) Alencar. Outra vez sua graça encheu os olhos do cristão. porém nunca se valeu da composição regionalista e. na praia. Diogo / Peri. Diogo. c) Loredano / Peri / D. as flores. recebe uma herança e vinga-se: “compra” de volta o ambicioso noivo. achando boa terra e fresca a sombra. Texto para as questões 19 e 20.” ALENCAR. José de. vinga. p. o narrador caracteriza os diferentes tipos de amor que três personagens masculinas do romance sentem por Ceci. constrói uma personagem feminina sem tantas idealizações e já indica o caminho da crítica social. era o coração do guerreiro branco na terra selvagem. O cristão amou a filha do sertão como nos primeiros dias. c) O enredo de Senhora baseia-se na história de uma moça pobre. o amor se transformava tão completamente nessas organizações*. …………… amava. Iracema. “Logo após a vitória. se nasce da várzea porque o vento ou as aves trouxeram a semente. Senhora completa a série considerada de perfis femininos que o autor utiliza para a composição da crônica de costumes brasileiros. Mas breves sóis bastaram para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria. A amizade e o amor o acompanharam e fortaleceram durante algum tempo. Mantida a seqüência. sentia-se no ermo. José de. UEMS Assinale a única alternativa verdadeira sobre José de Alencar e sua obra Senhora: a) ainda que considerando romântico. escreveu romances indianistas e urbanos. d) Álvaro / D. Diogo / Peri. após o casamento. e a alegria voltou a habitar em sua alma. o outro uma paixão. Com os olhos engolfados na imensidade do horizonte. descobrir no azul diáfano a alvura de uma vela perdida nos mares. mas agora longe de sua casa e de seus irmãos.

A atitude contemplativa de Martim pode ser considerada fortuita. Dê. 02. evidencia a fragilidade do amor do guerreiro por sua pátria e a resistência do imbu na várzea. Assinale a opção em que a visão da mulher não se enquadra nesta característica: a) “Ah! Vem. A comparação presente no primeiro período do penúltimo parágrafo. O aproveitamento da fauna e da flora americana fixa e valoriza a cor local. 64. 04. A amizade entre Poti e Martim é reveladora do objetivo do autor de mostrar o colonizador como amistoso e cordial. A expressão “sede do amor” difere de sede de amor. UFBA A leitura do fragmento e do romance de onde foi extraído permite afirmar: 01. A ação se transfere das praias do mar para o seio da floresta. seguindo uma tendência da época em que a obra foi escrita.. para ambos. A comparação entre a várzea e a filha do sertão remete. como heróis ou como vilões. Os personagens atuam impulsionados por sentimentos que os levam à prática de atos grandiosos ou de ações aviltantes que os caracterizam. respectivamente. 32.. onde ocorre o desfecho da história de amor de que trata o romance. fato inteiramente alheio à seqüência dos acontecimentos que constituem o enredo. existe uma explicação adequada em: 01. O movimento da narrativa é retardado pela inserção desse episódio de reencontro entre Iracema e Martim. O trecho “os já tão breves. senão em vós se uniformara. As palavras “diáfano” e “alvura” referem-se a um mesmo nome. 02. agora longos sóis” contém idéias antitéticas que estão relacionadas com a mudança de estado de espírito experimentada pelo cristão.. 16. à chegada do inverno e à volta do esposo. 20. Em quem.” (Adélia Prado) e) “Baixas do céu num vôo harmonioso! . Une nos lábios meus minha alma à tua!” (Álvares de Azevedo) b) “Anjos longiformes De faces rosadas E pernas enormes Quem vos acompanha?” (Vinícius de Moraes) c) “Anjo no nome. ambas com função revitalizadora. feijão-roxinho. Quem és tu bela e branca desposada? Da laranjeira em flor a flor nevada Cerca-te a fronte ó ser misterioso! . já que a primeira dá idéia de concretude. 08. pálida virgem. Dê.. e morre amando. de abstração do sentimento amoroso. A razão que leva a filha da floresta e o guerreiro branco a se exilarem justifica. como resposta. a soma das alternativas corretas. se tens pena De quem morre por ti. molho de batatinhas. a firmeza de permanecer em terra estranha.” (Castro Alves) 8 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e Anjo juntamente: Ser Angélica flor e anjo florente. 04. 21. 32. 08. como resposta. respectivamente. a visão romântica representativa da mulher é a de uma figura idealizada. 16. 64. Angélica na cara! Isso é ser flor.Romantismo Avançar . Mas cantava. enquanto a segunda. UFBA Com relação à linguagem. frágil e inatingível.19. Dá vida em teu alento à minha vida. O termo “embalde” expressa a incerteza da realização da ação de “buscava”. A oração “para murchar aquelas flores de uma alma exilada da pátria” exprime a conseqüência da ação do tempo no estado de ânimo do guerreiro branco. a soma das alternativas corretas. sem qualquer conseqüência para o desenrolar da trama.” (Gregório de Matos) d) “Minha mãe cozinhava exatamente: arroz. UFF-RJ Na literatura.

e) I. Uma das fontes de inspiração do romance Memórias de um Sargento de Milícias. “O índio. 23.22. e) Gonçalves Dias. b) Álvares de Azevedo. b) Apenas II. em que as personagens vivem em contato constante com a natureza. b) Bernardo Guimarães foi o primeiro escritor regionalista brasileiro com o romance Ermitão de Muquém. de Joaquim Manuel de Macedo. e sugasse uma gota desse sangue precioso. A heroína de A Escrava Isaura. d) reconstitui acontecimentos históricos verídicos do período inicial da colonização do Brasil. antes de partir. b) aponta para um tempo em que os indígenas recuperarão o território brasileiro e expulsarão os brancos e negros. porém. urataí e outras árvores aromáticas. c) José Lins do Rego. O autor desse romance é: a) Machado de Assis. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . por isso tomara todas essas precauções. c) Apenas I e II. de Manuel Antônio de Almeida. UFRS Considere as afirmações abaixo. de canela. Cefet-PR Assinale a alternativa incorreta sobre o Romantismo. II e III. A Moreninha. de Bernardo Guimarães. e sobretudo os répteis. II. O fragmento abaixo foi retirado do romance O Guarani. FEI-SP Sobre o romance. FEI-SP O Guarani foi publicado em 1857 e na época gerou uma grande repercussão. na sua apresentação inicial. são destacadas sua tez clara “como marfim” e sua beleza “branca”. referentes ao romance romântico no Brasil. de uma corda de pequenas fogueiras feitas de louro. 25. Quais estão corretas? a) Apenas I. Desta maneira tornava aquele retiro impenetrável. I. o fumo odorífero que se escapava das fogueiras afastaria até mesmo os insetos. a) O romance indianista de José de Alencar representa contestação política ao domínio português. e) pretende narrar a fundação de uma nova nação a partir da miscigenação entre brancos e indígenas. III. é mestiça. e) Franklin Távora é considerado o criador da Literatura do Norte. Peri não sofreria que uma vespa e uma mosca sequer ofendesse a cútis de sua senhora. c) O aproveitamento da linguagem do sertão é um dos traços marcantes da obra do Visconde de Taunay. é possível afirmar que: a) projeta um futuro trágico para o Brasil. Leia-o com atenção e responda às questões 24 a 27. d) José de Alencar. o rio de um lado. c) defende a união entre negros e índios contra os colonizadores portugueses. d) Apenas II e III. circulou a alguma distância o lugar onde se achava Cecília. e do outro as chamas que afugentariam os animais daninhos. é a novela picaresca espanhola.” 9 GABARITO 24. insere-se na linha primitivista da corrente romântica. d) A Moreninha garante a Joaquim Manuel de Macedo o pioneirismo na prosa romântica brasileira. região tida por ele como a mais autenticamente brasileira.Romantismo Avançar .

valentia e brio. vê com naturalidade o casamento de conveniência. na despedida ela disse-lhe: — A sua promessa de casamento o está afligindo. c) I e II estão corretas. Aurélia percebeu imediatamente a mudança que se havia operado em seu noivo.Romantismo Avançar . A mim basta-me o seu amor. típico desfecho da narrativa romântica. II. especialmente para uma das gerações do Romantismo). b) Aurélia Camargo. d) I e III estão corretas. a moça não insistiu. José de. FEI-SP A propósito do trecho transcrito. e até pareceu esquecer a sua observação. O autor pretende demonstrar a inferioridade do indígena brasileiro frente ao colonizador europeu. GABARITO 29. 1999. e) poemas históricos. eu lha restituo. fatal. c) romance indianista. d) Castro Alves. sem força de vontade. enfocados como pessoas comuns. desde que mo deu. São Paulo: FTD. 27. Referimo-nos a: a) Álvares de Azevedo. Não se perdoava a imprudência de apaixonar-se por uma moça pobre e quase órfã. Fernando disfarçou. e inquiriu do motivo. o autor procura valorizar as origens do povo brasileiro e transformar certos personagens em heróis. 104-6. a) somente I está correta. c) Casimiro de Abreu. IMPRIMIR Considerando-se o fragmento inserido no contexto da obra. Uneb-BA “Quando Seixas convenceu-se que não podia casar com Aurélia. A descrição do amor que Peri nutre por Ceci visa a criar uma imagem idealizada do índio brasileiro. Em sua música “Maldição”. é correto afirmar que: I. c) A obra. 28. e) Olavo Bilac. 1992. enquanto romântica. quanto à relação amorosa. não lhe pedi nada mais. na narrativa.” ALENCAR. Uma das obras em que podemos observar tal influência é Noite na taverna e seu autor foi um dos mais influenciados por Poe. é verdadeira a afirmativa: a) O personagem Seixas revela-se guiado por sentimentos nobres.26. desempenha. O trecho descreve os conflitos entre o homem branco e o negro. p. o papel da mulher fraca. revoltou-se contra si próprio. b) somente III está correta. mas o seu procedimento o indignava. com traços do caráter do “bom selvagem”: pureza. UEMS 10 “Maldição baudelaire macalé luiz melodia/ quanta maldição/ o meu coração não quer dinheiro/quer poesia/ baudelaire e macalé luiz melodia/ rimbaud a missão/ poeta e ladrão/ escravo da paixão sem guia/ edgar allan poe tua mão na pia/ lava com sabão/ tua solidão/ tão infinita quanto o dia/ vicentinho van gogh luiza erundina/ voltem pro sertão/ pra plantar feijão/ tulipas para a burguesia/ baudelaire macalé luiz melodia/ waly salomão/ itamar assumpção/ o resto é perfumaria” BALEIRO. e) A obra apresenta o final feliz. Fernando. d) Os personagens são desprovidos de idealizações. b) Gonçalves Dias. Uma noite porém. Essa tendência é típica do: a) romance urbano. In: Vô imbolá. imprudência a que pusera remate o pedido do casamento. III. Voltar Língua Portuguesa . já lho disse uma vez. d) poemas épicos. FEI-SP Em O Guarani. Zeca Baleiro menciona Edgar Allan Poe (grande influência para muitos escritores brasileiros. em que Seixas se mostrara mais preocupado. b) romance regionalista. Zeca. Senhora: perfil de mulher. e) II e III estão corretas. O rompimento deste enlace irrefletido era para ele uma coisa irremediável.

e) Romantismo. conduzindo o eu-lírico à depressão. Só teme fugir. e desse amor se morre!” DIAS. [s/d].” DIAS. sem ousar dizer que amamos. d) Naturalismo. Amá-la. 11 GABARITO Identifique o momento literário a que pertence o poema Canção do Tamoio. São Paulo. Gonçalves. a quem se adora. No arco que entesa Tem certa uma presa. sem lhe ouvir. especialmente nos índios e em sua civilização. IMPRIMIR A característica que situa o fragmento dentro da poética romântica é: a) evasão no espaço. Quer seja tapuia. os bravos. p. Segui-la. transportando o eu-lírico para um lugar ideal. Penetra na vida: Pesada ou querida. 372. Só pode exaltar. Rio de Janeiro: José Aguilar Ltda. Sê duro guerreiro Robusto. d) realização de poemas lírico-amorosos. Poesia Completa. representam um momento da literatura brasileira em que se buscou. transcendendo os limites da vida física. temendo roçar os seus vestidos. Gonçalves. Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. fragueiro. junto à natureza. e) idealização da mulher. partes do poema Canção do Tamoio. Se o duro combate Os fracos abate. E pois que és meu filho. b) forte subjetivismo. c) Modernismo. revelando uma visão pessimista da vida. Que os fortes. Viver é lutar.30. sem poder fitar seus olhos. Arder por afogá-la em mil abraços: Isso é amor. Valente serás. As armas ensaia. Brasão dos tamoios Na guerra e na paz. 31. b) Realismo. UFF-RJ O sofrimento amoroso é freqüente nas obras dos poetas românticos. aos bravos. Tamoio nasceste. a) Barroco. meu filho. Só pode exaltar. Cultrix. E. Compr’ender. A vida é combate Que os fracos abate. sem que se veja. Viver é lutar. valorizando o idioma nacional. Não chores. como se pode observar abaixo: “Se Se Morre de Amor! Sentir. Meus brios reveste. inspiração em elementos nacionais. seus pensamentos. Aos fortes. Condor ou tapir.. através do sentimento nativista. c) idealização do amor. UFF-RJ As estrofes abaixo.Romantismo Avançar . Poemas de Gonçalves Dias. Voltar Língua Portuguesa . “Não chores. 1959. que a vida É luta renhida.

32. pode pôr a perder a honra familiar.. e) I. I. Em O Guarani e Iracema.. do Visconde de Taunay.São redomas de vidro que tudo pode quebrar. UFRS Leia o texto abaixo.... UFRS Leia as afirmações abaixo sobre os romances O Guarani e Iracema.. uma vez que... durante o inverno europeu. que retratam o lado negativo da terra americana. são destruídos. Essa comparação visa a demonstrar a superioridade do modo de vida na corte e a pobreza e a ignorância do sertanejo.. independente do julgo da metrópole portuguesa.. o homem branco por quem se apaixonara. II e III.. 08. III.” 04. a partir daí. II. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa ... no empenho de construir uma visão do período pré-cabralino? 35... é coisa de meter medo. na certeza de que serão vingadas. misturam-se cenas da Guerra do Paraguai... em contraste com a vida na corte. b) A Pata da Gazela – camponesa – degeneração física... meu Deus.. c) Apenas I e II..... d) Senhora – adolescente – enriquecimento material. 01. a) Que sentido têm as sucessivas mudanças de nome do protagonista no romance? b) Qual o papel das notas explicativas nesse romance? Do que elas tratam em sua maior parte? c) Como o romance e suas notas tratam o ritual antropofágico. 33. Em O Guarani. mulheres numa casa... Apesar do afeto que Pereira sente pela filha. de José de Alencar. um processo gradativo de . 12 Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima. aliás uma opinião estendível a outras mulheres em idade casadoura. Unicamp-SP Em Ubirajara. Em Iracema. à míngua. experimentando.. palco da história do amor de Inocência e Meyer.. Durante um almoço.. sob a influência das culturas européias. conflito que traz para a cena do romance o soldado Cirino.. mais precisamente no Rio de Janeiro. ao ouvir de Meyer notícias sobre a morte de pessoas.. tanto a casa de Mariz. representante dos valores lusitanos.... assinale a(s) alternativa(s) correta(s). UFMS Considerando a leitura do romance Inocência. tentanto tirá-la dos braços de seu amado. quanto os Aimorés. sinônimo dos recursos naturais do Brasil. por obra de qualquer descuido. em especial a francesa. ela é motivo de constante preocupação para o pai... b) Apenas II. Essa exaltação dos recursos alimentares do país. d) Apenas II e III. de José de Alencar.. Às descrições da natureza típica do cerrado brasileiro. Segundo Pereira: “Ih. a guardiã do “segredo da jurema” abandona sua tribo para seguir Martim.... tal como em Iracema e em O Guarani. Quais estão corretas? a) Apenas I.. De acordo com a narrativa. 02. e) Senhora – adolescente – ascensão social. c) Lucíola – aristocrata – degradação moral. José de Alencar propõe uma interpretação de Brasil em que o índio exerce um papel central.... Pereira enaltece a fartura do Brasil. que se apaixona pela bela sertaneja.. apaixona-se por um provinciano recém chegado ao Rio de Janeiro. é um reflexo da busca e aclamação dos elementos constitutivos de uma nação brasileira. uma . as personagens indígenas – Peri e Iracema – morrem em circunstâncias trágicas. No romance . a) Lucíola – cortesã – purificação espiritual.Romantismo Avançar .. 34. são ressaltados aspectos pitorescos do sertão brasileiro...

trata-se de caso de exceção na ficção do autor. diferentemente do que ocorre na obra de Gonçalves Dias. o autor consegue sustentar a atenção dos leitores. aos oito anos ia eu para a escola.. o autor já indica a combinação que fará entre elementos históricos e fantasia. UFRJ Associado ao tema da infância. Fernando passa por uma transformação que o redime de suas atitudes iniciais. c) III. possa encontrar sua felicidade.” ABREU. ( ) Em sua trajetória ao longo da narrativa. mas divididos por razões econômicas. Não foi na cidade. UFRJ O texto de Casimiro de Abreu apresenta um tema relevante no Romantismo: a infância. onde se morre abafado. o que o opõe aos autores da geração literária que sucedeu à sua. e ao desprender-me das faixas infantis. ocultando habilmente as razões que levaram ao desentendimento entre os protagonistas. mas não deixou de explorar sistematicamente recursos típicos da linguagem poética.. oferecendo condições para um desfecho feliz ao lado de Aurélia. Obras completas.. Ao apresentar esta obra como “lenda do Ceará”. os campos e as matas. o romance apresenta os fatos do enredo em ordem cronológica. Da minha infância querida Que os anos não trazem mais!” Casimiro de Abreu. é correto afirmar. o texto de Casimiro de Abreu aborda ainda outro tema significativo na literatura romântica: a relação entre o homem e a natureza. Casimiro de. não. não. Rio de Janeiro: Edição de Ouro. 1965. UFPR Sobre o romance Senhora. ( ) Até o final do romance. ao saltar do berço. d) I e II. senti a brisa da praia brincar com meus cabelos e o vento da montanha trazer-me de longe o perfume das florestas. ligado por laços afetivos sinceros. Está correto somente o que se afirma em: a) I. iniciando-se a narrativa com as recordações da infância de Aurélia. leia os textos a seguir: “Meus oito anos Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida. vi quase ao mesmo tempo o céu e o mar. 38. O autor valeu-se de uma narrativa. b) II.. p. o texto segue o padrão literário romântico? Justifique a resposta. servindo como porta-voz direta das críticas do autor aos valores burgueses. os costumes. os valores e a cultura do índio real estão fielmente retratados. e) II e III. foi ao ar livre.36. a personalidade. com suas palavras. Ao tratar desse tema. com suas palavras. Que deliciosa vida aquela! Como eu corria por aqueles prados! Que colheita que fazia de flores! Que destemido caçador de borboletas! Ah! meus oito anos! Quem me dera tornar a tê-los!. GABARITO 39. Aqui. ( ) A transação que resulta no vínculo entre Aurélia e Fernando acaba por permitir que outro casal. 13 “Nasci no campo. uma vez que o restante de sua obra romanesca é dedicado à reelaboração das origens históricas do país ou à apresentação romântica de cenários regionais. de José de Alencar: I. Aurélia recusa-se a utilizar-se do dinheiro para alcançar seus objetivos. ( ) A escassez de detalhes descritivos e a incorporação de elementos da cultura popular são algumas das características fundamentais do estilo de Alencar. de José de Alencar. Assinale V (verdadeiro) ou F (falso). e confesso francamente que a palmatória não me deixou grandes saudades. nada. 37. não queria. A abordagem desse tema é integralmente feita de acordo com o padrão romântico na literatura brasileira? Justifique a resposta. ( ) Ambientado no Rio de Janeiro do Segundo Império. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Mas. 203. III. ( ) Escrito na forma de um relato de memórias da protagonista. e. ( ) Heroína romântica. II.Romantismo Avançar . Unifor-CE Considere as seguintes afirmações sobre o romance Iracema. Para responder às questões 37 e 38. infante ainda.

incorporado a uma atmosfera metaforicamente medieval. levando-o a acobertar a fuga dos amantes da ira de Manecão. a) O casamento é apresentado como uma transação comercial e. o anão que vigia Inocência o tempo todo. A apresentação que o narrador faz do rio Paquequer registra um típico processo de animização. como resposta. é correto afirmar que: 01. UFMS Sobre o romance Inocência. 04. por promessa de seu pai. Tico. Inocência é noiva de Manecão. A ação do romance. no entanto. O tom confidencial da narrativa. salva Peri da morte. reforça a grandeza do índio Peri. 42. Dê. b) Aurélia Camargo. o romance estrutura-se em quatro partes: preço. 16. inclusive através de nomes científicos em notas de rodapé. no cap. quitação. A descrição que o narrador faz de Álvaro (cap. 08. Considerando a obra como um todo. 02. Dê. apesar do autor ter escrito a obra na segunda metade do século XIX. é ilustrada através da oposição entre Cecília e Isabel. por isso. de tendência sertanista. assinale a(s) alternativa(s) procedente(s). de desigualdade econômica. a soma das alternativas corretas. e) O romance gira em torno de intrigas amorosas. como também as relações do homem com essa mesma natureza. em termos históricos. 08. transcorre no século XVII. preterida por Fernando Seixas. 04. d) A narrativa marca-se pelo choque entre o mundo do amor idealizado e o mundo da experiência degradante governado pelo dinheiro.40. como resposta. além de explorar o conflito amoroso próprio da vertente romântica. 64. de José de Alencar. posse. como um bálsamo poderoso. indique a alternativa que não condiz com o enredo do romance. A natureza age como mediadora: o óleo da cabuíba. visto que resulta de acordo no qual as aparências sociais devem ser mantidas. O brasão escondido de Loredano e sua devoção a Dom Antônio de Mariz são exemplos da presença do medievalismo na literatura romântica. a austeridade do pai de Inocência é quebrada pela intensidade do amor que a filha devota a Cirino. a soma das alternativas corretas. é um romance regionalista. Unioeste-PR Com respeito à leitura de O Guarani. em oposição à vilania e à maldade. cuja linguagem possui os elementos necessários para a descrição da paisagem do interior brasileiro. 14 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . PUC-SP A questão central proposta no romance Senhora. 32. de Visconde de Taunay. 41. o pitoresco da paisagem sertaneja recebe especial atenção do narrador: os elementos da natureza são descritos minuciosamente. A elevação de sentimentos e nobreza de caracteres. mas. uma espécie de curandeiro ambulante que tenta salvá-la da febre. Pereira. intitulado “Loura e Morena”. 02. com final feliz. V. nele. 01. III – “A Bandeira”) é representativa da tese de Rousseau sobre a bondade natural do selvagem. 16. o amor tudo vence. resgate. compra-o e ele contumaz caça-dote. é a do casamento.Romantismo Avançar . A jovem. c) O casamento é só de fachada e a união não se consuma. apaixona-se por Cirino. é um dos tipos humanos descritos por Taunay que dá à narrativa um colorido especial. porque. focalizado em primeira pessoa. sujeita-se ao constrangimento de uma união por interesse.

Nas ondas da escravidão. alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.) Havia a necessidade de auto-afirmação da Pátria que se formava. (. a nova nação ‘precisava ajustar-se aos padrões de modernidade da época. 10.. construída sobre uma eminência e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique. 15 44. que tinha os cabelos mais negros do que a asa da graúna. São Paulo: Scipione. nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século. tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos.) florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio. José de. O favo da jati não era doce como o seu sorriso. barca de granito. No ano da graça de 1604. “(. com versos de sete sílabas que cumprem um padrão de rimas. José de. d) A expressão “barca de granito” é uma metáfora de “Palmares”. via-se à margem direta do rio uma casa larga e espaçosa. 1998. p. século XIX. 125.) A habitação (. romântica e exaltada. o lugar que acabamos de descrever estava deserto e inculto.43. e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior. p.) pertencia a D. a virgem dos lábios de mel. sublime artista. Unifor-CE “Palmares! A ti meu grito! A ti. b) sentimentalismo realista. temos uma das formas significativas do nacionalismo. Cefet-RJ “Iracema. a comunidade dos escravos que resistiram ao cativeiro. d) bucolismo neoclassicista.. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias.” Está incorreta a seguinte afirmação sobre a estrofe acima: a) O tom. Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza.. e) nativismo modernista. No texto de José de Alencar. Solta a flâmula agitada aos uivos da marujada. “Após a independência. (. O pé grácil e nu. identificou-se plenamente com a causa dos abolicionistas.. que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras.. mal roçando. a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu. b) O estilo e o elemento histórico remetem ao autor de Navio Negreiro e Vozes d’África. 1994. e) São versos típicos de uma poesia que.. São Paulo: Scipione. Que no soçobro infinito Abriste a vela ao trovão. em que o homem é apenas um simples comparsa. E provocaste a rajada.’” NICOLA. onde campeava sua guerreira tribo. sintetizado pelo: a) realismo naturalista. e mais longos que seu talhe de palmeira. fidalgo português cota d’armas e um dos fundadores da cidade do Rio de Janeiro.. Entretanto.” IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ler o texto que segue. Iracema. da grande nação tabajara..” ALENCAR. Instrução: Para responder às questões 45 e 46. Mais rápida que a ema selvagem.Romantismo Avançar . c) romantismo indianista. Antônio de Mariz.. c) Essa estrofe é uma oitava. o tema e o sentimento predominante indicam tratar-se de versos de Álvares de Azevedo.

d) Escrito na época do Romantismo. de Cecília... d) a recusa dos autores estrangeiros manifesta o projeto nacionalista típico da segunda geração romântica brasileira. a) rejeita – pessimista – adaptação b) redimensiona – inovadora – rejeição c) enaltece – ufanista – conformação d) idealiza – conservadora – rejeição e) recupera – comprometida – adaptação Texto para a questão 47. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa ... Se pranteia por Deus de amor suspira. é correto afirmar que... A personagem referida.... Álvares de. Vem tu agora..... b) Romance de Manuel Antônio de Almeida. à cultura europeizada por que passa Peri.” Memórias de um sargento de milícias. Durante o primeiros tempos de serviço tudo correu às mil maravilhas.... Basta de Shakespeare.... muito respeitados pela segunda geração romântica.. e) Não há como negar o tom realístico do qual se carrega a narrativa. Fantástico alemão.. Como a lua no mar e o som das ondas… Mas pranteia uma eterna monodia.. Fibra de amor e Deus que um sopro agita: Se desmaia de amor a Deus se volta.. FUVEST-SP Considerando-se este excerto no contexto do poema a que pertence (“Idéias íntimas”). foi o primeiro escrito no Brasil.. é correto afirmar: a) Memórias de um sargento de milícias.. 16 “Ossian o bardo é triste como a sombra Que seus cantos povoa.. a) O Guarani – irmão – mitifica b) Iracema – tutor – critica c) O Guarani – pai – representa d) Iracema – tio – retrata e) Ubirajara – progenitor – rejeita 46.. b) a dispersão do eu-lírico.. GABARITO 47. o poder e a audácia dos novos habitantes... o passado histórico por meio de uma visão .. por exemplo.. Lira dos vinte anos... PUC-RS O Brasil português revela-se no trecho da obra ..... de Manuel Antônio de Almeida.. mas isso não era coisa em que alguém fizesse conta... Tem na lira do gênio uma só corda. como se pode observar.. de José de Alencar..... nele..........45. possui pouco valor como documentário ou crônica de uma época.Romantismo Avançar . (…)” AZEVEDO. exprime-se na métrica irregular dos versos.. UEMS “O major tinha razão: o Leonardo não parecia ter nascido para emendas.. PUC-RS A obra em questão .... 48.. ..... e) Lamartine é criticado por sua irreverência para com Deus e a religião.. O Lamartine É monótono e belo como a noite....... ..... evidenciado na linguagem simples e na representação de pessoas comuns.. da ideologia dominante.. só algum mal-intencionado poderia notar em casa de Vidinha uma certa fartura desusada na despensa. Com base no texto acima. Parece-me que vou perdendo o gosto.. própria da ironia romântica. Memórias de um sargento de milícias está totalmente de acordo com as características do momento. c) A crítica vê em seu romance um caráter regionalista.. que é a protagonista da obra.. c) o eu-lírico rejeita a literatura e os demais poetas porque se identifica inteiramente com a natureza... em relação ao processo de . a) o eu-lírico manifesta tanto seu apreço quanto sua insatisfação em relação aos escritores que evoca. através da fundação daquela que se tornaria a sua capital.. poeta ardente Que ilumina o clarão das gotas pálidas Do nobre Johannisberg! Nos teus romances Meu coração deleita-se… Contudo..

... 274... c) seria arquitetada por colonos degradados.. b) insere-se no contexto do Romantismo.. que se dedicavam intensamente à causa da conversão do indígena brasileiro. como se o consenso de todos estes comandantes justificasse a atitude de enviar os dois índios ao rei português. p... e) Lúciola – regionalista – diversidade. . mas que eram movidas pela ganância. c) recusa a idéia da violência que teria caracterizado a colonização portuguesa no Brasil. cometera a violência de arrancar de suas terras. c) A Escrava Isaura – regionalista – diversidade. b) seria conduzida por personagens da mais alta idoneidade moral. a) A Moreninha – realista – desigualdade. apesar do tom artificial de alguns romances. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para se redimirem... era o ataque aos senhores da terra..... e com instâncias ao rei de Portugal para que por amor da religião se apoderasse d’esta descoberta... bem como criou romances de tendência . como se esta tivesse sido um evento relevante e benéfico para os habitantes de nossa terra. e) valoriza e confirma a iniciativa de alguns órgãos de imprensa que celebram a conquista portuguesa como fator importante para nosso posterior desenvolvimento como nação. à liberdade dos índios. a dois índios. em obras como .. condenados à morte ou espíritos baixos.As questões 49 e 50 referem-se ao seguinte texto: “O primeiro navio destacado da conserva para levar a Portugal a notícia do descobrimento do Brasil. d) ressalta a concordância a que os capitães da frota de Pedro Álvares teriam chegado. ato contra o qual se tinham pronunciado os capitães da frota de Pedro Álvares. 50.. convertendo os índios.. e) seria causada pelos condenados à morte...Romantismo Avançar . Gonçalves.” DIAS.. que alegavam razões religiosas para seus atos. 1867. d) seria derivada da cobiça disfarçada com pretextos da religião... IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) Senhora – abolicionista – simplicidade. que evitava o ataque dos colonos degradados aos senhores da terra e à liberdade dos índios. UFF-RJ Índice é tudo aquilo que indica ou denota uma qualidade ou característica especial. d) O Moço Loiro – realista – complexidade. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro... como se a esquadra de Pedro Álvares não houvesse enviado dois índios a Portugal. José de Alencar retratou.. 4º trim... como elemento motivador para um distanciamento e uma diferenciação em relação a Portugal.. UFF-RJ A visão de Gonçalves Dias no texto: a) reforça a posição dos brasileiros que desejam comemorar os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil. Gonçalves Dias afirma que “fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia” porque aquela história: a) seria produzida por pessoas moralmente condenáveis. 51.. do país através de temas nacionais configura-se como um dos aspectos mais significativos do Romantismo brasileiro. contra a vontade deles. Fizera-se o índice primeiro do que era a história da colônia: era a cobiça disfarçada com pretextos da religião. sem que a sua vontade fosse consultada.. que buscavam no Brasil a redenção de seus pecados..... contextos e temáticas urbanas.. ou espíritos baixos e viciados que procuravam as florestas para darem largas às depravações do instinto bruto. A preocupação em retratar a .. que busca ressaltar os aspectos negativos da colonização portuguesa.. eram colonos degradados. condenados à morte.. No texto. 17 49.. PUC-RS Além dos romances históricos e/ou indianistas..

mas revela. 04. o compadre. 53. por méritos próprios.” AZEVEDO.52. Nosso céu tem mais estrelas. um aventureiro.” 18 Em relação à Canção do Exílio é correto afirmar que: a) exalta a natureza brasileira em sua fauna e sua flora. Neste excerto. a comadre. é um anti-herói. 02. é filho de Leonardo Pataca e de Maria da Hortaliça. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Lira dos vinte anos. d) as estrelas e as flores. 54. o chefe de polícia) e os problemas morais e sociais do Rio de Janeiro sob o reinado de D. FUVEST-SP “Teu romantismo bebo. torna-se sargento. ó minha lua. Leonardo. A teus raios divinos me abandono. João VI. c) melancolia romântica. 08. Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá. o personagem principal. capazes de atos de bravura e coragem. b) tendência romântica ao misticismo. e) fuga romântica para o sonho. Essa atitude do eu-lírico manifesta a a) ironia romântica. uma das características da obra é a utilização da linguagem oral. As aves. (. o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala. extraídas do poema Canção do Exílio de Gonçalves Dias. que mais tarde se casa com Vidinha e. tornando a obra uma espécie de crônica da época. contrariando as convenções literárias da época. b) se trata de um soneto clássico que celebrizou o poeta como um dos mais importantes do Romantismo brasileiro. Torno-me vaporoso… e só de ver-te Eu sinto os lábios meus se abrir de sono. destacando-se pela temática regionalista. Álvares de. que aqui gorjeiam. referidas na segunda estrofe. que previa heróis moralmente elevados. UFRS Leia as estrofes seguintes. UFMS Com relação às Memórias de um Sargento de Milícias. “Minha terra tem palmeiras. Dê. simbolizam a falta de preocupação com os problemas do período colonial. “Luar de verão”. aproximando-a da estética realista. Leonardo. comentando as ações dos personagens. é um romance urbano que apresenta grande variedade de tipos humanos (a parteira. o barbeiro. fruto de “uma pisadela e de um beliscão”. Sem qu’inda aviste as palmeiras. e) os versos da última estrofe acentuam o sentimento do exílio e expressam o desejo do poeta de morrer em Portugal. Nossos bosques têm mais vida. Onde canta o Sabiá.) Não permita Deus que eu morra. Onde canta o Sabiá. de imediato. o personagem central. o narrador interrompe com freqüência a narrativa. Não gorjeiam como lá. desinteresse e tédio. Nossa vida mais amores. Sem que eu volte para lá. d) aversão dos românticos à natureza. característica das classes de alta cultura e condição social confortável. Nossas várzeas têm mais flores. 16..Romantismo Avançar . o Romantismo. é correto afirmar que: 01. como resposta.. a soma das alternativas corretas. c) é um canto de amor à pátria e teve alguns dos seus versos incorporados à letra do Hino Nacional.

UFMG Em relação ao poema “Canção do exílio”. mas da lágrima em troca eu temo um riso!” Na estrofe acima. b) projeção da própria morte.. Literatura brasileira em curso. a: a) idealização da amada. d) à vertente romântica indianista. Já meigos atendem à voz do cantor: São todos Timbiras. Nos meus olhos incertos sinto lágrimas. UFSE “Quando junto de ti sinto às vezes Em doce enleio desvairar-me o siso. Já prélios incitam.)” DIAS. São rudos. que. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . de glória e terror! (.. 56. de Gonçalves Dias. revela-se um traço forte de sua poesia. Gonçalves. ao idealizar a coragem e o heroísmo do índio brasileiro. São muitos seus filhos. é incorreto afirmar que ele pertence: a) ao projeto nacionalista romântico. de Álvares de Azevedo. sedentos de glória.Romantismo Avançar ..55. expressa num detalhismo quase realista. solene e distante.F. nos ânimos fortes. I. 311 19 Reflita sobre as tendências da poesia romântica indianista e assinale a alternativa que não confirma a visão idealizada do poeta em relação ao indígena brasileiro: a) O índio de Gonçalves Dias ganhou o tom dos valorosos cavaleiros medievais e reafirmou o sentimento nacionalista de nosso Romantismo. Condão de prodígios. guerreiros valentes! Seu nome lá voa na boca das gentes. a um tempo temida e desejada.. e) A poesia romântica indianista resgatou o passado histórico do Brasil e valorizou a bravura de seus habitantes naturais. Dirce. severos. 1969. já cantam vitória. atribuiu-lhe também alguns distúrbios de personalidade. 57. Rio de Janeiro: Bloch. incorporando-as ao orgulho nacional. e) força material do cotidiano. c) sátira impiedosa. por temor de que a realidade rechace o devaneio lírico. b) “I-Juca-Pirama” expressa o nacionalismo de seu autor. In: RIEDEL. retratada como musa etérea. d) insegurança amorosa. c) O poema gonçalvino enalteceu e preservou as tradições indígenas brasileiras. d) O poeta romântico transformou o silvícola em um dos símbolos da autonomia cultural e da superioridade da nação brasileira. b) à tendência romântica para a utopia. p. c) à temática romântica da nostalgia. Alteiam-se os tetos d’altiva nação.Juca -Pirama No meio das tabas de amenos verdores. Cercadas de troncos – cobertos de flores. U. Temíveis na guerra que em densas coortes Assombram das matas a imensa extensão. Vitória-ES Observe com atenção o fragmento abaixo: “I.Juca-Pirama. pela qual se rebaixa a linguagem ao plano do cômico.

b) os índios estão em guerra contra os tapuias. E com a nívea mão recata o seio… Essa trança beijar de seus cabelos Oh! quantas vezes. ao menos. A rósea face Mas ela não o quis… rompeu a tela Parece em visos de um amor lascivo Onde eu pintara meus doirados sonhos. Condor ou tapir. “Idéias Íntimas (fragmento) VII XIII Em frente do meu leito. Nos lábios frios comprimir chorando. 04. a) O idealismo. U. Quando louco. De fogos vagabundos acender-se… Se posso no viver sonhar com ela. Só teme fugir. De bela adormecida. de Castro Alves. e) o bom índio se conhece pela qualidade do seu arco. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . o sonho. U. revelam o seu caráter romântico de segunda geração. tais como: ventura e tristeza. característica primordial do Romantismo. “onde eu pintara”. CEETPS-SP Assinale a alternativa correta com relação ao texto. imaginação criadora. É uma estampa No meu peito na vida e no sepulcro.” Vocabulário: Tapuia – identificação dada a tribos inimigas. No arco que entesa Tem certa uma presa. presentes no poema.F. Ponta Grossa-PR Espumas flutuantes. Quer seja tapuia. 02. linguagem coloquial. 08. como resposta. é um conjunto de poemas que apresentam: 01. sedento e arquejante. ideal mimoso. No poento vidro que te guarda o sono! Álvares de Azevedo. 20 59. Santa Maria-RS Considere os versos de “Canção do Tamoio”. a presença da morte. vida e morte. d) As referências ao universo da pintura.Romantismo Avançar . a imagem da mulher amada. a) quem erra o alvo precisa fugir da caça. expressão de ideais românticos. o poema denuncia sua familiaridade com relatos infantis. Não encheste minh’alma de ventura.58. murchas. c) Ao dizer “É uma estampa/de bela adormecida”. (…) GABARITO 60. “rompeu a tela”. a soma das alternativas corretas. “negro quadro”. de Gonçalves Dias. o poema recorre a imagens nebulosas e sugestivas. em negro quadro Havia uma outra imagem que eu sonhava A minha amante dorme. da loucura e do sonho presentes no poema serão retomadas de maneira similar na poesia parnasiana. Condor – ave semelhante à águia. 16. Meus tristes lábios imprimi ardentes Sua imagem divina ter no peito. E essas violetas inodoras. “Um dia vivemos! O homem que é forte Não teme da morte. Conforme os versos transcritos. Tapir – anta. e) As marcas do erotismo. d) quem não tem boa pontaria é excluído do grupo de guerreiros. criam efeitos sinestésicos. exaltação da natureza. confirmando a filiação do poema à estética simbolista. Texto para a questão 60. c) a covardia é o único sentimento a ser temido pelos fortes. Dê. Não poderei na sepultura. satanismo.E. b) Filiado ao Simbolismo.

e considerando a obra como um todo. Iracema. c) A expressão “nascido do meu sofrimento” pode ser lida como índice da origem violenta da formação social brasileira.. é incorreto afirmar que: a) destaca o elemento indígena como a verdadeira origem do povo brasileiro. c) a linguagem é um misto de narração e descrição lírica. não se pode negar o teor realístico do qual se carrega a narrativa. de Manuel Antônio de Almeida.Romantismo Avançar . corretamente.. UFMS Memórias de um sargento de milícias. vulneráveis e desonestas. seja no espaço onde essas personagens circulam . Voltar Língua Portuguesa .linguagem simples e direta -. U. Estreitou-se com a haste da palmeira. A dor lacerou suas entranhas. Apresenta-se. b) Castro Alves – O Navio Negreiro – Romantismo..” ALENCAR. seja no plano da forma . 64. a soma das alternativas corretas. foi uma obra inicialmente publicada em folhetins. José de. As questões 62 e 63 referem-se ao fragmento abaixo: 21 “Iracema. a) Álvares de Azevedo – Noite na Taverna – Romantismo.. 62. b) o sentimento amoroso justifica as duras ações colonizadoras. Juiz de Fora-MG Sobre o romance Iracema. assinale a alternativa incorreta: a) O amor entre Iracema e Martim desculpa simbolicamente a colonização. 63. Dê. e vivem situações idealizadas. seja no processo de construção das personagens . Embora o romance esteja inserido entre as produções do Romantismo. uma vez que registra traços dos hábitos. porém logo o choro infantil inundou sua alma de júbilo. Dentre as proposições abaixo. as mulheres são devassas. U. como resposta. entre os anos de 1852 e 1853. um nítido contraste entre as personagens masculinas e as femininas: enquanto os homens se distinguem pela honestidade. a coragem e a fidelidade.. tradições e falas de pessoas simples.F.a periferia do Rio de Janeiro. e) Castro Alves – Vozes d’África – Romantismo. estalar do açoite. do povo que vivia no Rio de Janeiro no começo do século XIX. A obra pode ser classificada como um romance de costumes. sentindo que se lhe rompia o seio. O tombadilho Que das luzernas avermelha o brilho.. contrariando todo o desenvolvimento orientado pela narrativa. Legiões de homens negros como a noite Horrendos a dançar.” IMPRIMIR GABARITO Assinale a alternativa que identifica. b) Iracema entrega-se a Martim sem resistência. Juiz de Fora-MG A partir do fragmento acima. de baixa renda e seus dramas cotidianos -. autor. a seu modo. U. 02. Tinir de ferros. características da estética romântica. 16. na perspectiva do idealismo romântico.) – Tu és Moacir. buscou a margem do rio onde crescia o coqueiro.61. o nascido do meu sofrimento. de José de Alencar. a morte da terra virgem pela necessidade se implantar nela uma civilização. 08. d) Álvares de Azevedo – Conde Lopo – Romantismo. o mestiço povo brasileiro. assinale a(s) correta(s) em relação ao romance em questão. consciente da sua missão de gerar a nova raça. O desfecho da obra apresenta histórias de luto. no romance. d) é uma obra de teor nacionalista em que há uso da cor local. Em sangue a se banhar. 04.. título da obra e período literário dos versos citados.F. 01. (. dor e sofrimento. Santa Maria-RS “Era um sonho dantesco. c) Aluísio Azevedo – O Mulato – Naturalismo. As personagens do romance pertencem à classe dominante.. à elite de sua época.representação de pessoas comuns. a retidão de caráter.F. d) Alencar justifica.

baseada na exploração de tipos sociais facilmente identificados.” 22 Com relação ao fragmento acima. Saí. Uniube-MG Marque (V) para as declarações que estão de acordo com o romance Senhora. e após uma orgia. parágrafo. personagens que confirmam o amor inatingível. mas um ser venal inferior como é o caso de Seixas. em virtude da educação que recebera. ( ) o Brasil Colonial como pano de fundo histórico-social. – era o anjo do cemitério! Cerrei as portas da igreja. mulheres incorpóreas ou virgens. e aqueles traços todos me lembravam uma idéia perdida.Romantismo Avançar . 66. de José de Alencar e (F) para as que não se aplicam adequadamente ao romance: ( ) O autor coloca no centro do romance não mais um herói. Quando dei acordo de mim estava num lugar escuro: as estrelas passavam seus raios brancos entre as vidraças de um templo. e F para os falsos) ( ) o predomínio da caricatura na concepção das personagens.. Era uma defunta!. c) I. o amor platônico não é superado pelo amor físico. Aquele branco da mortalha. gemendo ainda nos sonhos como na agonia voluptuosa do amor. direcionando-os para a vida religiosa. temas característicos da primeira geração romântica. o disfarce e o erro de identificação. eu ignoro por quê. e se redimem as transações vis repondo de pé herói e heroína. e) Apenas I e III estão corretas. Tomei o cadáver nos meus braços para fora do caixão. Cefet-PR O excerto a seguir foi extraído da obra Noite na Taverna. por exemplo). “Uma noite.. As taças tinham ficado vazias na mesa: aos lábios daquela criatura eu bebera até a última gota o vinho do deleite. Abri-o: era o de uma moça. UFGO Martins Pena foi o fundador da comédia de costumes do teatro brasileiro. b) Apenas II e III estão corretas.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . elas só o são aparentemente. da qual faz parte a peça O Noviço. naquela tez lívida e embaçada.65. como o esconderijo. que.. III. II. acaba por restabelecer-se na medida em que o autor arranja uma solene redenção fazendo Seixas resgatar-se na segunda parte da história. ( ) Este romance testemunha que Alencar crê nas “razões do coração” e se seu moralismo se abate sobre as mazelas de um mundo antinatural (o casamento por dinheiro). o que leva ao efeito cômico desejado. Idealiza figuras imaginárias. 67.. Tematiza a morte. uma vez que a resolução dos conflitos se encaminha para o final feliz e a conseqüente realização amorosa dos dois jovens e. ( ) Nesta obra. As luzes de quatro círios batiam num caixão entreaberto. demonstrando a ingenuidade e a simplicidade que permeiam a edificação da trama. Acentua traços característicos da literatura romântica. a punição do violão. pode-se encontrar (Assinale V. o vidrento dos olhos mal-apertados. como o subjetivismo. que se casa pelo dote. ainda. na economia e principalmente na educação dos jovens. para os itens verdadeiros. sempre se salva a dignidade última dos protagonistas. livro de contos escrito pelo poeta ultra-romântico Álvares de Azevedo (1831 – 1852). A alternativa que contém a seqüência correta é: a) F – V – V – V. sei apenas que a cabeça me escaldava de embriaguez. II e III estão corretas. a) Apenas I está correta. no 1º. ao contrário.. afirma-se: I. Pesava como chumbo. rompido temporariamente. recursos ostensivamente colhidos nos romances de folhetim da época. ( ) Embora existam personagens más em seu romance (Seixas.. idealizado na literatura ultra-romântica. Assinale a alternativa correta. época em que a influência jesuítica foi decisiva na política. presente em grande parte da obra do autor. eu achara abertas. as grinaldas da morte na fronte dela. c) V – F – F – V. d) F – V – V – F.. o egocentrismo e o sentimentalismo. ( ) uma vinculação nítida com o contexto romântico. b) V – V – F – F. Desta forma. Não sei se a noite era límpida ou negra.. o equilíbrio. Dei um último olhar àquela forma nua e adormecida com a febre nas faces e a lascívia nos lábios úmidos. Nessa obra. despreza o nacionalismo e o indianismo. eu deixara dormida no leito dela a condessa Bárbara. pois Alencar acredita que pode operar-se nesse caráter uma transformação capaz de restituí-lo gradualmente à sua natureza generosa. ( ) a utilização de recursos dramáticos considerados primários.. d) Apenas I e II estão corretas.

viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã. Vê-la mais bela de Morfeu nos braços! Como dormia! que profundo sono!… Tinha na mão o ferro do engomado… Como roncava maviosa e pura!… Quase caí na rua desmaiado! (…) É ela! é ela! — repeti tremendo. PUC-SP “Fragmento I Pálida à luz da lâmpada sombria.. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . podemos afirmar que. que conduz à dor. U. 02. 04. o poeta expressa as condições mais rasteiras de seu cotidiano. o poeta confere ao tema amoroso tratamento idêntico ao verificado no primeiro fragmento. a exaltação de sentimentos pessoais. c) no primeiro. d) no segundo. Como a lua por noite embalsamada. como: 01.. ao substituir a musa virginal pela lavadeira entretida com o rol de roupa suja. b) no segundo. manifesta-se o desejo de amar e a realização amorosa se dá plenamente entre os amantes. a soma das alternativas corretas. pastoril. o poeta figura a mulher adormecida e a toma como objeto de amor jamais realizado. com desespero e pessimismo. A dor no peito emudecera ao menos Se eu morresse amanhã!” 23 Nele estão contemplados temas recorrentes em sua poesia e na estética romântica. Caracterizam duas faces diferentes da obra do poeta. a valorização de elementos ligados à natureza. Dê. 16. a) no primeiro. e) no segundo.E. a morte como alívio para o “mal-do-século”. E o eco ao longe murmurou — é ela! Eu a vi — minha fada aérea e pura — A minha lavadeira na janela! (…) Esta noite eu ousei mais atrevido Nas telhas que estalavam nos meus passos Ir espiar seu venturoso sono. 69. apesar de haver um tom de humor e sátira. Minha mãe de saudades morreria Se eu morresse amanhã! Quanta glória pressinto em meu futuro! Que aurora de porvir e que manhã! Eu perdera chorando essas coroas Se eu morresse amanhã! Que sol! Que céu azul! Que doce n’alva Acorda a natureza mais louçã! Não me batera tanto amor no peito Se eu morresse amanhã! Mas essa dor da vida que devora A ânsia de glória. Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d’alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Fragmento II É ela! é ela! — murmurei tremendo. bucolicamente ingênua e inocente. como resposta. atribui à mulher traços de idealização iguais aos do primeiro fragmento. é um dos poemas mais lembrados de Álvares de Azevedo. o dolorido afã. em poesia simples. “Se eu morresse amanhã. Mas cantou nesse instante uma coruja… Abri cioso a página secreta… Oh! meu Deus! era um rol de roupa suja!” GABARITO Os fragmentos acima são de Álvares de Azevedo e desenvolvem o tema da mulher e do amor. porém.Romantismo Avançar . Comparando os dois fragmentos. o desajustamento do indivíduo ao meio social. com certeza. Sobre o leito de flores reclinada. à aflição e à busca da solidão. 08.68. a análise crítica e científica dos fenômenos sociais brasileiros. Ponta Grossa-PR “Se eu morresse amanhã”. não se caracteriza o rebaixamento do tema amoroso.

O narrador aponta para a ingenuidade da personagem frente à vida e às experiências desconhecidas do primeiro amor. detectado no sentimentalismo exagerado. 72. A linguagem do romance Iracema é altamente poética. e) I. Luizinha e Leonardo. extraído do romance Memórias de um Sargento de Milícias. II. III. põe em dúvida o caráter da personagem e as suas intenções. provocados pelo sofrimento do amor irrealizado. porém. O narrador. embora o texto esteja em prosa. b) Apenas II.70. numa representação quase sempre épica. Assinale: a) se apenas 2 e 4 estiverem corretas. d) se 1.” Considere as afirmações abaixo sobre o comentário feito em relação à palavra ingenuamente na última frase do texto. fruto do negro e do branco. no qual está inserido o primeiro habitante do País. 3. que deforma os encantos da mulher amada. vieram de mãos dadas muito familiar e ingenuamente. 2. ( ) na poesia saudosista. como a exaltação do pitoresco nacional. o poeta demonstra acentuadas marcas do nacionalismo vigente no Romantismo. I. porque tudo é narrado de forma explícita. em Iracema temos o nascimento lendário do Ceará. b) se apenas 2 e 3 estiverem corretas. a saudosista e a lírico-amorosa. Ela é o refúgio acolhedor e o ideal de evasão do eu-poético. de Manuel Antônio de Almeida. e em lamentos melodramáticos. 71. ( ) na poesia lírico-amorosa. pode-se encontrar um ultraromantismo já convencional. as cenas de amor carnal entre Iracema e Martim são de tal forma construídas que o leitor as percebe com vivacidade.F. podemos dizer que: 1. E ingenuamente não sabemos se se poderá aplicar com razão ao Leonardo. UFRS Leia o texto abaixo. ( ) em todas as vertentes da poesia de Gonçalves Dias. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . A produção poética desse autor pode ser caracterizada da seguinte forma: ( ) na poesia indianista. Moacir é o filho nascido da união de Iracema e Martim. De maneira simbólica ele representa o homem brasileiro. Uberlândia-MG-Modificada Sobre Iracema. não é dizer que vieram de braço. d) Apenas II e III. de José de Alencar. a natureza tem um caráter expressivo e dinâmico.Romantismo Avançar . Quais estão corretas? a) Apenas I. 3 e 4 estiverem corretas. II e III. por saber quem é Leonardo. como este último tinha querido quando foram para o Campo. estabelecendo. o índio. O narrador acentua o tom irônico que caracteriza o romance. foram mais adiante do que isso. 24 GABARITO “Desta vez. U. uma interdependência entre paisagem e estado de alma. em que se sobressai o tratamento exótico da natureza tropical. moldada por um cenário natural tipicamente brasileiro. c) Apenas III. 4. a história de amor entre Iracema e Martim e as manifestações de ódio das tribos tabajara e potiguara. comparações sobre comparações. Alencar consegue belos efeitos lingüísticos ao abusar de imagens sobre imagens. UFGO A poesia de Gonçalves Dias pode ser dividida em três grandes vertentes temáticas: a indianista. predomina uma sensibilidade plástica singular. c) se 2. 3 e 4 estiverem corretas. assim.

V–F–V–V d e a c 21 e a e V–F–V–V–V e c c d c d 17. b) As notas tratam da língua e dos costumes dos índios. mas com benevolência. 12. Voltar Língua Portuguesa . 13. d 22.LÍNGUA PORTUGUESA R O M A N T IS M O 1 1. Considerando-se que as notas são objetivas e a narrativa é subjetiva. 4. sua cultura. c 33. a 19. a natureza é lugar paradisíaco. a a) Como todo povo. e 23. F–F–V–F–F–F–V 50 c 27 d c c a a e b GABARITO IMPRIMIR 35. 05 21. no texto. 39. 38. 42. já que. e 31. a 29. 14. d 24. 34. O romance confirma isso quando Pojucã pergunta se não é digno deste sacrifício. no último parágrafo. 15. 7. a escravidão causaria mais vergonha que a própria morte. que desmitificam sua imagem de passado idealizado a que se desejaria retornar. Sim. pois a relação entre o homem e a natureza é apresentada de forma idealizada. 8. 11. Ubirajara é o nome do guerreiro e Jurandir é o nome do hóspede. b 18. 43. 45. Tais estágios são refletidos na mudança de nome do protagonista: Jaguaré é o nome do caçador. 10. 36. c 28. 6. c) O ritual antropofágico é tratado sob a perspectiva indígena. a 27. 9. 44. 41. não com o preconceito europeu. 40. d 30.Romantismo Avançar . 47. 46. 3. d 25. 2. pode-se dizer que servem de complemento à narrativa. já que. segue. 5. c 32. o índio brasileiro também tem suas tradições. pois. 06 a Não segue integralmente. As notas contribuem tratando o ritual. e não européia. 16. 48. de experiências positivas. e 26. tendo sido derrotado no combate com Ubirajara. 23 20. 49. a qual passa por diferentes estágios. 37. atribuem-se à infância traços negativos.

52. 53.Romantismo Avançar . 56. 58. 55. a e c a 14 a b b c 13 a 05 62. 63.50. 54. 68. 69. 60. 72. 71. 57. 65. 61. 70. 64. 51. 66. 67. a b e c V–F–V–V a 17 c V–V–F–V a e 2 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . 59.

Que a fortuna não deixa durar muito.LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1. do qual o trecho acima faz parte. mais forte que as conveniências e causa da tragédia de Inês. De teus fermosos olhos nunca enxuito. oferecem momentos em que o lirismo se expande. Voltar Língua Portuguesa . e) I e III. exemplificam o gênero épico na poesia portuguesa. d) a condenação enfática do heroísmo guerreiro e conquistador. e) o emprego de uma linguagem simples e direta. c) III. d) retrata a beleza de Inês. é considerado o ponto alto do lirismo camoniano. ensinando aos montes o nome que no peito escrito tinha. que a sede tua Nem com lágrimas tristes se mitiga. pode afirmar-se que seu núcleo central a) personifica e exalta o Amor. encontra-se refletida e sintetizada a experiência das perdas que causaram. b) a presença de recursos expressivos de natureza oratória. Naquele engano da alma ledo e cego. cujo território essas personagens se recusavam a abandonar. experiência esta já acumulada na época em que o poema foi escrito. posta em sossego. já velho e com um “saber só de experiência feito”. tu. como um todo. inserido em sua narrativa épica. Como se fora pérfida inimiga. Desse episódio. Tuas aras banhar em sangue humano. com força crua Que os corações humanos tanto obriga.” 1 GABARITO Os Lusíadas. as falas de Inês de Castro e do Velho do Restelo têm em comum a) a ausência de elementos de mitologia da Antigüidade clássica. Se dizem fero Amor. legítima herdeira do trono de Portugal. PUC-SP “Tu só. FUVEST-SP Em Os Lusíadas. em Os Lusíadas: I. humanizando os versos. De teus anos colhendo doce fruito. obra de Camões. e) relata em versos livres a paixão de Inês pela natureza e pelos filhos e sua elevação ao trono português. O episódio de Inês de Castro. Pedro e o casamento solene e festivo de ambos. Aos montes ensinando e às ervinhas. IMPRIMIR b) celebra os amores secretos de Inês e de D. Estavas. puro amor. 3. No seu teor de crítica às navegações e conquistas. Deste causa à molesta morte sua. O nome que no peito escrito tinhas. c) a manifestação de apego a Portugal. FUVEST-SP Considere as seguintes afirmações sobre a fala do velho do Restelo. É porque queres. III. linda Inês. As críticas aí dirigidas às grandes navegações e às conquistas são relativizadas pelo pouco crédito atribuído a seu emissor.Classicismo Avançar . áspero e tirano. II. c) tem como tema básico a vida simples de Inês de Castro. Entretanto. d) I e II. Está correto apenas o que se afirma em a) I. 2. b) II. A condenação enfática que aí se faz à empresa das navegações e conquistas revela que Camões teve duas atitudes em relação a ela: tanto criticou o feito quanto o exaltou. Nos saudosos campos do Mondego. posta em sossego. que se contrapõe à solenidade do poema épico.

Classicismo Avançar . e 3. b 2. a 1 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .LÍNGUA PORTUGUESA C L A S S IC IS M O 1.

assim como o mico-leão-dourado e a arara-azul. a seguir. e só alguém que não entende nada do assunto pode achar que é possível bloquear esse intercâmbio’. não fazendo qualquer referência ao emprego de tais termos na língua escrita. os pagodeiros deveriam ser penalizados porque cometem erros absurdos de gramática que corrompem o idioma. Entre eles. americano naturalizado brasileiro.LÍNGUA PORTUGUESA INTERPRETAÇÃO DE TEXTO II 1.” Trecho 2: “Para os especialistas. UFMS Apresentamos.” GABARITO Segundo o texto. p. Repete-se no terreno do idioma a mesma lengalenga que se desenrola no campo da economia. de uma cultura dominante. A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada da nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). 1 Trecho 1: “O projeto é fruto de uma idéia fora do lugar (mais uma): a de que o português falado no Brasil estaria ameaçado de extinção. centros comerciais). Dê. Agora. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Até o início do século XX. (08) é possível detectar a presença de duas “vozes” que dialogam com o discurso sobre a língua: a “voz” da ecologia e a “voz” da economia. dois trechos de uma reportagem publicada na revista Veja (30/08/00. seus defensores sempre utilizam o mesmo e surrado exemplo: cartazes de lojas de shopping centers (ops. O texto traz a opinião do articulista de Veja. em geral. era o francês o responsável pela maior parte das palavras ditas internacionais. de autoria do deputado Aldo Rebelo (PC do B. (02) o projeto de Aldo Rebelo limita-se a tentar impedir que a língua falada seja invadida por estrangeirismos. As informações entre parênteses têm por função explicar os termos que os antecedem. é correto afirmar que: (01) o exemplo utilizado pelos defensores da pureza do idioma — os cartazes de lojas de shopping centers — não prima exatamente pela originalidade. em que João Gabriel de Lima discute o projeto de lei nº 1676. multar um lojista por uma caipirice que depõe unicamente contra ele próprio é um exagero. como resposta. (16) ao contrário dos lojistas. Também é comum — e fato antigo — que os vocábulos a atravessar fronteiras venham. (04) os lojistas que exibem cartazes com termos estrangeiros em suas vitrines prejudicam apenas a si mesmos. estampar nas vitrines “sale” e “50% off” em vez de “liquidação” e “50% de desconto”. o projeto mostra total ignorância do fenômeno lingüístico. (32) no terceiro período: A invasão do inglês (o avanço do neoliberalismo) resultaria na derrocada de nossa inculta e bela língua (a empresa nacional). Seria mais ou menos como cobrar uma pena pecuniária (gostou dessa. não devendo. A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert adotassem o termo ‘week-end’ para fim de semana. que leciona Lingüística Aplicada na Universidade de Campinas. a soma das alternativas corretas. que proíbe o uso de palavras estrangeiras. por isso. No entanto. essa primazia pertence ao inglês. São Paulo). diz o professor John Robert Schmitz. Está certo que os abusos beiram o ridículo. ‘Um idioma evolui quando entra em contato com outros. ser multados. Para ilustrar essa tese.Interpretação de texto II Avançar . É normal que uma língua se nutra de outras. Rebelo?) de pagodeiros a cada erro de gramática que cometem. 86-7).

projetos e atitudes como os de Aldo Rebelo revelam-se absurdos porque traduzem um desconhecimento completo sobre a língua portuguesa e suas origens. (16) enquanto Machado de Assis vincula as alterações por que um idioma passa ao fator tempo e às necessidades advindas dos usos e costumes. mas pode ser facilmente recuperado pelo leitor. (04) os vocábulos de uma dada língua que se incorporam a outras originam-se sempre de uma cultura dominante. é um processo normal. exceto: (01) a evolução de um idioma. tendo sido. estão corretas. (02) para os especialistas. “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. com naturalidade. 47. que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. através do intercâmbio com outras línguas. 3. (08) em A tal ponto que nem os esforços da Academia Francesa de Letras impediram que os conterrâneos de Gustave Flaubert…. (08) ignora-se a influência do povo como propulsor das transformações ocorridas na língua. que não vem explicitado no texto. um efeito de sentido de verdade e constituindo um importante argumento de autoridade para fundamentar a tese do intercâmbio lingüístico. referentes aos trechos da questão 1. com isso. (02) tanto Machado de Assis quanto especialistas aceitam. o francês foi o principal idioma a “exportar” palavras para os demais porque pertencia à cultura dominante da época. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . criando.2. p. a evolução das línguas. locuções novas. como resposta. ao passo que Machado de Assis assume uma atitude complacente em relação a seus opositores. certos modos de dizer. UFMS Veja. UFMS Todas as proposições a seguir. agora. a soma das alternativas corretas. (04) afirma-se categoricamente que as mudanças ocorrem primeiro na fala para.” In: Crítica literária. a expressão em negrito remete ao termo franceses. só então. portanto. especialistas enfocam a questão do ponto de vista do intercâmbio com outras línguas. a soma das alternativas corretas. a partir de então. como resposta. suplantado pelo inglês. já explorada no texto acima. (32) posições contrárias à evolução de uma língua são duramente criticadas. o que pode ser observado desde tempos mais remotos. (16) até o início do século XX. (32) o trecho atribuído ao professor John Robert Schmitz vem em discurso direto. Querer que a nossa pare no século de quinhentos é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. A este respeito a influência do povo é decisiva. podemos fazer as seguintes comparações: (01) da mesma forma que o escritor fala de riquezas que se acrescentariam à língua. Dê. 2 Entre o ponto de vista do escritor e a opinião de especialistas. os estudiosos tomam os estrangeirismos como elementos positivos que fariam o idioma evoluir para melhor. Há. serem incorporadas à escrita. Dê. como o escritor Machado de Assis aborda a questão da língua. que não se pode impedir.

Há milênios. A durabilidade de tais ligações. c) a capacidade de resistência possibilita o inusitado surgimento da flor. Suas pétalas não se abrem. Tudo porque o homem não aprende.” ZANINI. e) a convivência do homem com a natureza não deve ser estimulada. ITA-SP O texto a seguir foi publicado na seção “Cartas do leitor” da Folha de S. esta carta dá uma notável demonstração de machismo e desprezo pelas mulheres. o nojo e o ódio. poder e dinheiro. real. paralisem os [negócios. quando essa fêmea mostra também intelecto e capacidade de sobrevivência sem seu protetor. rio de [aço do tráfego.4. b) Quais os traços de caráter das mulheres em relação aos quais os homens deveriam se precaver. meios artísticos. Façam completo silêncio. posando com fêmeas muito mais jovens. o assassino foge ao perfil comum de tais tipos. na frase “o homem não aprende”? Voltar Língua Portuguesa . PUC-RS Texto Carlos Drummond de Andrade “Uma flor nasceu na rua! Passem de longe. nesse fato. em relação às mulheres. mas certas situações que levam a isso estão aí. um termo fortemente conotado. termina quando tal fêmea atinge seu objetivo. esportivos e de poder. Paulo de 30/08/2000. no geral. segundo o autor dessa carta? c) A quem se refere o autor da carta. “A recente morte violenta de uma jornalista choca a todos porque. Sua cor não se percebe. rompe o asfalto. b) a flor nasce sem as marcas da urbanidade. Laércio. triste. SP.Interpretação de texto II Avançar . ônibus. Pior ainda. e lhes atribui um comportamento que as desqualifica. Transcreva uma frase em que o termo ocorre. Garça. GABARITO IMPRIMIR a) O texto usa. Duro. Uma flor ainda desbotada Ilude a polícia. Seu nome não está nos livros. Mas é realmente uma flor. Sublinhe o termo em questão na sua frase. São poucas vezes atraídas pelo seu intelecto. Referida a um crime que teve repercussão na imprensa escrita e falada. associado à descrição de comportamentos que desqualificariam as mulheres. o tédio. d) nada pode interferir no fluxo da vida urbana. […] Furou o asfalto. nos círculos milionários.” 3 O texto sugere que: a) as plantas não devem ser cultivadas nos centros urbanos. bondes. Fingem acreditar que elas estão aí por amá-los. gosta de passar aos demais uma imagem de eterna juventude e virilidade. É feia. 5. Sento-me no chão da capital do país às [cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma [insegura. e muitas pela fama. Garanto que uma flor nasceu.

ocorrem vários termos de jargão técnico que remetem a diversas fases do andamento de um processo no judiciário. reformularam a economia. reordenaram prioridades. c) “reformularam a economia”. Fuvest-SP No texto. d) “redefiniram os locais de trabalho”. Tornaram as leis antiquadas.Interpretação de texto II Avançar . e) “desafiaram constituições”.” Jornal do Brasil. Unicamp-SP (nota: o título de “ministro” é dado aos juízes do Supremo Tribunal Federal) “Pela diferença de um voto. Paulo. Fuvest-SP A expressão “revoluções não são sutis” indica a) a natureza efêmera das revoluções. Existem ainda no STF outras cinco ações propostas pela oposição contra dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal. b) a negação dos benefícios decorrentes das revoluções. enquanto o CD-Rom trabalha. A revisão promovida pelo ministro Marco Aurélio favoreceu o governo. especialmente em relação aos Poderes Legislativo e Judiciário no âmbito dos Estados e Municípios. b) O que os termos “retificação” e “revisão” informam sobre a participação do juiz Marco Aurélio de Mello no julgamento da questão? c) Do que trata o artigo 20 da lei de Responsabilidade Fiscal? Responda.6. as ‘infovias’. a expressão que sintetiza os efeitos da revolução operada pela informática é a) “atropelaram o mundo”. revoluções não são sutis.” O Estado de S. 12/10/2000. Não há dúvida de que vivemos a revolução da informação e. as grandes redes — a Internet e a World Wide Web — atropelaram o mundo. a) No texto acima. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . durante longos períodos de tempo. 13/02/96. redefiniram os locais de trabalho. o governo saiu vitorioso ontem no julgamento do pedido de liminar contra o artigo 20 da Lei de Responsabilidade Fiscal. Uma retificação no voto do ministro Marco Aurélio de Mello garantiu a decisão do STF. diante de telas de computadores. mudaram o conceito de realidade e obrigaram as pessoas a ficar sentadas. d) o caráter radical das revoluções. desafiaram constituições. 4 Texto para as questões 7 e 8. diz o professor do MIT. b) “tornaram as leis antiquadas”. “A explosão dos computadores pessoais. com base no texto. 8. que corria o risco de ficar impedido de aplicar cortes de despesas com folha de pagamento previstas na lei. GABARITO 7. que confirmou a constitucionalidade do artigo que estabelece os limites de gastos com pessoal para os três poderes. c) a natureza precária das revoluções. Transcreva pelo menos três. Nicholas Negroponte. e) o traço progressista das revoluções.

freios ABS de 5ª geração. por isso. O design é compacto. e. 15/9/00. estimulandoo a adquirir um produto ou a contratar um serviço. nº 82. Todavia. é possível considerar que o anúncio poderá ludibriar o consumidor que der a ele a primeira interpretação. p. UnB-DF Um anúncio publicitário tem por finalidade influenciar o público. 53 (com adaptações). a soma das alternativas corretas. E ainda foi considerado o carro mais seguro do segmento pelo Clube do Automóvel. (02) com o objetivo de opor realidade e fantasia. ar-condicionado inteligente. (04) o uso de você é um recurso típico do texto publicitário. sugerindo maior proximidade com o interlocutor/leitor.9. por oposição. como resposta. a mensagem do anúncio estaria preservada. (08) a figura de linguagem que aparece no segundo período é a metonímia. a valorização dos calçados anunciados. “O XYZ é o primeiro com airbags laterais na categoria. que a interlocutora anteriormente acreditava em príncipes encantados. também conhecido como Cinderela. 13/12/99. ( ) No trecho final. Voltar Língua Portuguesa . que acaba comprando gato por lebre. uma vez que se toma o todo (a pessoa) pela parte (os pés). pois ludibriam o cliente. 12 anos de garantia anticorrosão” permite dupla interpretação: ou todas as peças metálicas do XYZ têm 12 anos de garantia anticorrosão ou apenas a carroceria a tem. não se voltando. Mas a tecnologia é imensa. leia o anúncio que se segue.” Época. apesar de gostar de homens de verdade. direção hidráulica e coluna de direção ajustável em altura e profundidade. Tem um momento que você percebe que não é você que não entra no sapatinho de cristal. ( ) Se o trecho “Tem carroceria 100% galvanizada” estivesse redigido como Tem 100% da carroceria galvanizada. recorre-se à intertextualidade com o popular conto de fadas Gata Borralheira. 12 anos de garantia anticorrosão. Tendo em vista essa observação. anúncios que apresentam apenas informações verídicas. GABARITO IMPRIMIR Com relação a esse anúncio. Alguns anúncios são sabidamente enganosos. ludibriando involuntariamente o consumidor. julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. Dê. para um segmento específico da sociedade. iniciado em “E ainda” o anúncio afronta o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor porque lança uma auto-avaliação sem informar que sistema antifurto a sustenta. (16) os anunciantes da coleção Primavera-Verão da Picadilly utilizam argumentos genéricos para seduzir o grande público. UFMS Leia o seguinte texto da propaganda de calçados da coleção Primavera-Verão da Picadilly: “Chega um momento que você pára de acreditar em príncipes encantados e passa a exigir homens de verdade. entretanto. ( ) O primeiro período do anúncio não apresentará alteração de sentido se for assim reescrito: O XYZ é o primeiro na categoria e tem airbags laterais. motor com 5 válvulas por cilindro. Há. mesmo um anúncio honesto pode apresentar alguma impropriedade lingüística que comprometa a qualidade da mensagem transmitida. é incorreto afirmar que: (01) no primeiro período. ( ) O trecho “Tem carroceria 100% galvanizada.” Caras. É o primeiro carro brasileiro com acoustic parking system. 5 De acordo com o material publicitário reproduzido acima. os verbos parar (de) e passar (a) indicam. É o maldito sapatinho que não serve para você. (32) a atribuição de uma qualidade negativa ao sapatinho (de cristal) sugere. XYZ. Tem carroceria 100% galvanizada. como conteúdos pressupostos. Dessa forma. são proibidos pelo Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. 10. portanto.Interpretação de texto II Avançar .

S. julho de 1998. op. Nessa hora.07. mata os dois para vingar o pai e é perseguido pelas Fúrias. fugiram. Para julgar o crime.91. ‘O episódio que deu origem à expressão está narrado na peça Eumênides. IV e V. uma preocupação de fundo metalingüístico. Aí.C. quando acontece empate em julgamento. II. da Universidade de São Paulo. p. III. Christi estava tirando seu Santana da garagem. estão corretas a) todas as afirmações. na Antigüidade. Orestes. a transformação de notícias em narrativas. projetou o mito muito além da sua época. uma tendência para a hipérbole.” Superinteressante. passou para outras civilizações. O cara morreu na hora. o primeiro dos grandes dramaturgos clássicos gregos.Interpretação de texto II Avançar . assassina o marido. U. pintou confusão. d) Atualmente. 2 F. Ana Rosa Ferreira.91. Com a posterior elaboração e consolidação da jurisprudência romana. cit. Clitemnestra. Quando sacaram que pintou sujeira. Atena. O discurso da violência — as marcas da oralidade no jornalismo popular. três monstruosas divindades aladas que puniam os criminosos. IV. II. p. apud.91.” NP. pode-se dizer que. uma oralidade bem marcada da qual se projetam elementos emocionais para envolver o leitor. ou de linguagem popular e técnica.07. o preso entrou no carro de polícia para voltar ao distrito. Metodista-SP Texto 1 “Por isso. de Ésquilo (525 a. o filho dela. o malaco tentou roubar o revólver de Antônio Carlos. apud. Nessa tragédia. 339.456 a. e) Tudo o que foi narrado pelo escritor do artigo não passa de ficção. b) somente III e IV. p. Texto 4 “Um aviãozinho monomotor (de um motor só) caiu ontem de manhã na Baía da Guanabara…” NP.)’. Os malacos chegaram junto dela e mandaram-na passar as chaves. uma deformação dos significantes. p. Univali-SC “Deusa grega decidia julgamentos empatados De onde veio a expressão ‘voto de Minerva’? Da Grécia antiga.C. Só que o julgamento terminou empatado e a deusa decidiu pela absolvição de Orestes. e) I.11. 1996 Texto 2 “Os malacos tinham arrombado a escola Paradigma. IV e VI. 27. Atena funda um tribunal chamado Areópago (que realmente existiu. Segundo os soldados. cit. inclusive. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Paulo: editora EDUC/Cortez. F.” GABARITO NP. III. 230. VI. o juiz se utiliza do voto de Minerva para absolver o réu. cit.07. apud. em Atenas). detonando três pipocos em Cícero. Considerando somente os fragmentos de Notícias Populares acima. III. em que não faltam. que inventou a expressão. para melhor se aproximar da língua padrão. d) I. ajudada pelo amante. dado pelo presidente de um tribunal.” NP. Texto 3 “Liberado pelos médicos. op. 24. que fica na mesma rua. Atena virou Minerva e a instituição do voto de desempate. b) O professor Francisco Platão Savioli explica em um texto descritivo a origem da expressão. 4. F.35. A tragédia de Ésquilo. no discurso jornalístico em questão. Rolou uma briga e Eudes sacou o berro. c) somente I e IV. para resolver os pepinos em tempo. predomina I. 6. grande dramaturgo grego. 27. 5. Agamênon. II.07. 12. apud DIAS. V. 298. c) O texto contém uma explicação histórico-científica para a expressão “voto de Minerva”.91. Quanto às afirmações anteriores. marcas de oralidade. conta o professor de Língua Portuguesa Francisco Platão Savioli. perceptível em nível morfológico. 6 Podemos concluir do texto acima que: a) Eumênides é a peça escrita por Ésquilo. . Minerva é o nome romano da deusa da sabedoria. a mistura freqüente de linguagem culta e popular (oral). F. a empresa está informatizando todo o seu sistema. Egisto. 07. op.

de fato. a) o homem capaz de empreender encontros amistosos.” Considere as seguintes afirmações sobre o texto acima: I. podem ser classificados como ‘morde-e-assopra brasiliensis’. híbrido e. e) um “camaleão social” ironicamente analisado pela sua conduta. ‘a gente se vê’ e ‘apareça lá em casa’ normalmente são escapadas e não promessas de um novo encontro.” KEPP. I e III somente. Esses hábitos já estão enraizados nessa cultura. os brasileiros seriam PhDs nela. correspondente no Brasil do jornal dominical The Observer. ‘se der’. O tema é a prática da má política. II. U. meio malandra. Sérgio Buarque de Holanda os flagrou mais de meio século atrás no seu estudo do ‘homem cordial’. A tese defendida é a de que a acepção mercantilista do termo negociação pode ser maliciosamente encoberta pela acepção democrática. É por essa razão que frases igualmente descompromissadas como ‘eu te ligo’. II e III. por essa razão. intencionalmente incapaz de magoar os outros. c) o homem perspicaz.Interpretação de texto II Avançar . O tema explorado é o do duplo sentido que a palavra negociação ganha no âmbito da prática política. Essa declaração faz com que qualquer trato não cumprido soe como um acordo amistoso. inteligente frente aos obstáculos impostos pelo cotidiano.Texto para a questão 13. d) um “camaleão social”. Michael. 7 13. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . “Modos brasileiros de escapar do ‘não’ Universalmente. ou mesmo das ‘negociatas’. Em relação ao texto. está correto o que vem afirmado em a) b) c) d) e) II somente. b) aquele que. as pessoas se escondem atrás de expressões comprometedoras para evitar a responsabilidade pelos atos ou opiniões e para fugir dos confrontos embaraçosos. Seu talento nesse campo vem de eles terem aprendido como navegar em torno dos negativos. a palavra negociação associa-se ora ao requisito clássico da democracia. Se essa ‘esquiva retórica’ fosse uma disciplina acadêmica. I e II somente. Membros dessa espécie híbrida. e a tese é a de que as palavras deixam de ter sentido por causa dessa prática. I. Vários políticos valem-se dessa duplicidade de significados: sendo. Eles se comunicam por meio de frases como ‘eu fico devendo’. das quais os brasileiros diariamente se apropriam para desviar da palavra ‘não’. II e III somente. Metodista-SP Assinale a alternativa que mais traduz o conceito de homem cordial no texto. 1996. de Londres e da Fairchild Publications. (…). (…). III. espertos negociantes. um tipo de enganador charmoso. que é a busca do ‘acordo entre partes’. pela gentileza de seus atos. meio diplomata. PUC/Campinas-SP “Na prática política. Veja as expressões propositadamente vagas como ‘pode ser’. In Folha de São Paulo. 14. justificam-se como hábeis negociadores. está honestamente preocupado com as regras sociais. ora ao fundamento mercantilista dos ‘negócios’. ‘vamos ver’.

é o ensino da literatura. todos nós estávamos ansiosos. Lembro muito bem a primeira aula que nos deu. O professor Alfredo entrou na sala. 26 set. da vida? No futuro. A pergunta que. foi direto para o quadro e escreveu: Calor → dilatação. Rio Grande-RS A expressão Nada mais paradigmático é. a esse respeito. A propósito. Revista ZH. ao acúmulo de informações memorizadas. e) Segundo o texto. é preciso saber como acessar. Assim mesmo: calor – flechinha – dilatação. ao qual caberá a intransferível tarefa de educar gerações. ficará cada vez mais por conta do computador. que o conceba como alguém dotado de inteligência e afetividade. ou liam nos livros. E também não nos ensinará o valor das emoções. Era preciso recitá-los de memória. Nada mais paradigmático a esse respeito do que a lista de afluentes do Amazonas. Por que é um mistério que nunca esclareci. Trata-se de um rio longo. F. 1999. se faz a respeito de um texto é: o que quis o autor dizer com isso? Pergunta difícil. A memória do computador nos dará todo tipo de informações. d) Não há exemplo mais adequado. no contexto. equivalente a: a) Nada é mais enfatizado. Exemplar. Texto “Quais são. Eu perguntaria ao leitor. a) No texto. c) Nada é comparável. em primeiro lugar: o que sentiste lendo esse texto? Em que ele aumentou a tua compreensão do mundo. Nós nunca tínhamos ido à Amazônia. mas sabíamos seus nomes. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mas de uma coisa estou seguro: a regra do professor Steinbruch será mais válida do que nunca. Ninguém soube responder. Informação memorizada é algo que. E todos nós imediatamente copiamos: calor – flechinha – dilatação. nunca tínhamos visto os rios da região. E aí os nomes surgirão naturalmente. Coisas que os alunos copiavam. O que o computador não nos ensinará é como entender as coisas. e) Nenhuma informação memorizada é mais importante. Durante muito tempo. o texto aponta o computador como o grande mestre do futuro. conhecendo como é o lugar. é criticado o ensino que visa. em geral. Não sei como será a escola no futuro. isto é. c) O texto é portador da idéia de que o ensino desvinculado da realidade e das vivências do aprendiz. que lecionava Física no Julinho. O professor então passou o resto da aula explicando: é mais importante entender do que copiar. Alfredo Steinbruch. Ele pousou o giz. e que foi cercada da maior expectativa: como tinha fama de ralador. é essencial que a educação contemple globalmente o ser. para a qual o próprio escritor muitas vezes não tem resposta. e portanto cheio de afluentes. os afluentes do Amazonas? Há pouco tempo faleceu um dos melhores professores que tive. b) Nenhuma idéia é mais relevante.Instrução: as questões de números 15 e 16 referem-se ao texto. o comentário do autor faz referência a um futuro em que inovações metodológicas tornarão o ensino mais produtivo e eficaz. daqui em diante. e memorizavam — porque aquilo caía no exame. 16. Nesse binômio. está o objetivo maior da educação. U. Não é preciso lembrar. batalhas. como se chamam os afluentes da margem direita?” Zero Hora. d) Numa perspectiva otimista e confiante. mesmo. F. U. lugares. Perguntou por que havíamos copiado aquilo. basicamente. Rio Grande-RS Assinale a alternativa cujo teor é incompatível com as idéias veiculadas pela crônica. os escolares saberão dos afluentes do Amazonas não recitando os nomes. olhou-nos e fez uma pergunta que nos deixou a todos perplexos. não cumpre seu real objetivo. os da margem esquerda e os da margem direita. entendimento e emoção. b) Entre outras idéias. 8 15. como vivem os habitantes da região. datas. ensino foi sinônimo de informação: nomes. mas indo até lá.Interpretação de texto II Avançar .

confunde. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . d) o abastecimento de água das grandes cidades. GABARITO 19. Espaços públicos e privados passaram a se fundir a contragosto das intenções normativas.” MARINS. e) atual período histórico / periferia do sistema capitalista. b) punhado de atores / objetivos particulares. História da vida privada no Brasil.” SANTOS. c) as mudanças na organização de espaços públicos e privados foram conseqüência da industrialização e da migração. b) o crescente avanço da técnica terminará por superar o atraso das relações políticas. a) as novas formas de vizinhança e de moradia resultaram de uma política de urbanização progressiva e organizada. b) a urbanização das grandes metrópoles originou-se em modelos institucionais. de fato. não apenas nas ruas e na configuração heterogênea dos bairros. Por uma outra globalização. Todavia. chuveiros e vasos sanitários das cidades — ou na própria violência que passaria a assaltar ruas e casas. uma informação manipulada que. a cada avanço tecnológico. seja porque lhe escapa a possibilidade de controle. por mais que avance tecnologicamente. d) o alcance universal do progresso técnico está em oposição à sua utilização para fins particulares. e) é próprio da informação atualizada que ela seja acessível somente às minorias mais ricas. d) apropriadas por alguns Estados / criação de desigualdades. das sociedades que o habitam e dos homens em sua realidade intrínseca. seja porque não dispõe totalmente dos novos meios de produção. É desse modo que a periferia do sistema capitalista acaba se tornando ainda mais periférica. nas condições atuais. dos objetos que o formam. O que é transmitido à maioria da humanidade é. mas no avanço sobre mananciais — fonte para todas as pias. 18. resultou de projetos governamentais. Paulo César Garcez. Fuvest-SP Segundo o texto. “Um dos traços marcantes do atual período histórico é (…) o papel verdadeiramente despótico da informação. corresponda um retrocesso político. em lugar de esclarecer. aprofundando assim os processos de criação de desigualdades. Milton. c) ampliação do conhecimento / informação manipulada. c) é da natureza do progresso que. estruturados segundo os padrões da época. Texto para a questão 19: “O processo intenso de metropolização sofrido no Brasil a partir da instalação dos parques industriais e os surtos migratórios a eles associados inviabilizariam qualquer projeto de perpetuar o controle das formas de moradia e vizinhança nas grandes capitais. decorrente da industrialização. embora realizado de maneira desordenada. não será capaz de superar o egoísmo. Fuvest-SP No contexto em que ocorrem. intensificou-se nos bairros mais populares. Fuvest-SP Deduz-se corretamente do texto que a) a humanidade. Essas técnicas da informação (por enquanto) são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas. as técnicas da informação são principalmente utilizadas por um punhado de atores em função de seus objetivos particulares. 9 17. (…) As novas condições técnicas deveriam permitir a ampliação do conhecimento do planeta. estão em relação de oposição os segmentos transcritos em: a) novas condições técnicas / técnicas da informação.Texto para as questões 17 e 18.Interpretação de texto II Avançar . e) a violência urbana.

10 GABARITO 20. Fuvest-SP Leia. eu gosto ainda mais. Fuvest-SP “Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. Esta também é negra da Chácara e ajudou no jantar. Até parece que a festa é nossa. se. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . “Domingo. eu gosto ainda mais. as palavras “mas”. 30 de maio de 1893 Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina. se. as quais. b) A narradora descreve em seu diário a possibilidade de efetiva ascensão social propiciada pelo regime político do Império. a seguir. A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda. a qual. a incorreta. c) Desvenda-se no discurso da menina narradora uma ótica de classe que parece apontar para a idéia de que os pobres não sabem como usar o dinheiro. Nenhum rejeita o cargo. Agora é que vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia.Texto para as questões 20 e 21. por: a) contudo. ao reconhecer a festa popular como possibilidade imaginária de redefinição social pela superação fantasiosa das barreiras advindas da escravidão. b) pois. mas quando são na Igreja do Rosário. Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia. que é quase pegada à Chácara de vovó. Helena. 21. a) O texto põe a nu os desdobramentos de um sistema de desigualdades marcado por bloqueios e limitações sociais impostos a escravos recém-libertos. mas quando são na Igreja do Rosário. entre elas. Assinale. caso. c) porém. d) entretanto.” Nesse primeiro período do texto.Interpretação de texto II Avançar . na qual. que é quase pegada à Chácara de vovó. algumas afirmações críticas acerca do texto. a qual. Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito. Além disso teve de dar um jantar para a corte toda. no Brasil do século XIX. d) As situações pitorescas de uma festa servem como pano de fundo às reflexões da narradora sobre o desejo de propriedade da gente-livre recém-liberta e as dificuldades para sua realização. da qual. respectivamente e sem prejuízo do sentido. Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. E este ano foi mesmo. “quando” e “que” podem ser substituídas. na época em que. Minha vida de menina. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo. e) Observa-se uma mescla de compaixão e ironia no discurso da narradora. e) porque. mesmo sabendo a despesa que dá!” MORLEY. se.

) O diabo é que também não tinha Pulvolaque. Mas note bem. quarto. copa. vai poder dormir um pouquinho. a jurar que a liquidação anunciada era uma ma-ra-vi-lha. que estais no Céu. ( ) Quando não estava em frente das câmaras de televisão. Um velho chato. decorando textos. tome de sorriso na frente da câmara. quando voltaremos com novas atrações. (Você nunca dará corda num Mido). Afinal. toda impermeável. Tomou então um cafezinho mesmo e correu ao quarto para se vestir e arrumar o cômodo o mais depressa possível. e foi até a cozinha tomar um copo de leite. É só até o dia 30. levantou-se meio tonta. naturalmente). 11 GABARITO 22. Iria à cidade apanhar os textos de uma outra agência que precisavam ser decorados até as três. que tivera de agüentar a cantada de um patrocinador de programa (Agência Galo de Ouro — quem não anuncia se esconde) que prometera um cachê melhor. Quase meia-noite e ela tendo de dançar com ‘seu’ Pereira. Estremunhada. ( ) A garota é chamada de “coitadinha” por ser vítima constante do assédio sexual dos patrocinadores. não conseguia mais separar sua vida privada de sua vida profissional. além disso. muito obrigada pela atenção dispensada e até amanhã. Foi quando o relógio despertador começou a tilintar irritantemente. Já eram quase três da matina. decorar outros textos. a garota-propaganda passava seu tempo correndo de um lado para outro. banheiro. Lembrou-se então que o deixara na véspera dentro da pia. onde você adquire agora e só começa a pagar muito depois. Se fosse branco. Aceite o meu conselho e vá verificar pessoalmente. tudo conjugado. Foi botar na boca e ver logo que era leite em pó. não o tomara pela manhã. com Pulvolaque se faz. um lindo móvel que ocupa muito menos espaço em sua residência. Finalmente.’” PONTE PRETA. coitadinha! Já passava das oito horas da manhã e a garota-propaganda dormia gostosamente sobre o seu colchão Vulcaspuma. (Tudo que se faz com leite. Abriu a geladeira de 7 pés. era verde. que parece linho mas é linholene. do ‘Espetáculo Biscoiteste’. em pó… Às três horas o programa das donas-de-casa. mas muito bonzinho. Arrumou as coisas assim na base do mais ou menos. colocou pasta de dentes na escova e pôs-se a escovar com força. O vestido não estava no armário. saindo com pessoas desagradáveis e dormindo pouco. Boa noite. no departamento comercial da televisão. O diabo era aquele perfume que saía do cangote do seu par. mas preferiu outra coisa. UnB-DF A partir da leitura compreensiva do texto. o teleteste que distribui brindes para você. facilmente removível e lavável. que deixa saudade. a quem fingia aceitar a corte para poder ser escalada nos programas. caso ela ficasse efetiva na programação. A pobrezinha. depois ficaria explicado porque a roupa dela é muito mais branca do que a minha. ( ) A garota-propaganda. Ele pediu massa e perguntou se ela também queria (Aimoré você conhece — pensou ela). julgue os itens a seguir como verdadeiros ou falsos. entrou no banheiro.Interpretação de texto II Avançar . In: Primo Altamirando e elas. com muito mais espaço interior e que você pode adquirir dando a sua velha de entrada (a sua velha geladeira. abriu a cortina do boxe. graças à carona que pegara. mas também não achou. Ali estão os dois escolhendo o menu. como ficou dito. para decorar páginas e páginas de texto que apanhara na véspera. tinha de almoçar com um diretor de TV. Saltou da camioneta com tração dianteira e muito mais resistente. fez todas as coisas que precisava fazer em uma velocidade espantosa e entregou-se ao suplício de almoçar com o diretor de TV. Ah… que agradável sensação de bem-estar! Depois do banho. quando ela voltou para o seu apartamento com sala. Fora dormir inda agorinha. Eram onze e meia quando chegou à cidade. quitinete e área interna. embebida na água com Rinso e o diabo é que o vestido. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . macio e confortável. De 5 às 8. Dentro não havia leite: — Não faz mal — pensou. ( ) O nível de abrangência e a forma da narrativa permitem que se caracterize a postura do narrador como externa e restrita. Fechou o sofá-cama. E. Às quatro. Stanislau. Procurou no armário uma lata daquele outro que se dissolve sem bater. Um perfume inebriante. que não enruga nem encolhe. vítima da sociedade de consumo. de 8 e meia às 10. boxe.Texto para a questão 22: “A garota-propaganda. e procurou o vestido verde que comprara no Credifácil. que comprara dando apenas trinta por cento na entrada e começando a pagar as prestações na entrega das chaves. faz a oração da noite: ‘Padre Nosso. aos pés do sofá-cama. em pó. Tinha de estar pronta em seguida. Garota-propaganda não pode engordar. Comeu rapidamente e aceitou o copo de leite que o garçom sugeriu. Rio de Janeiro: 1962 (com adaptações).

b) pelo sentimentalismo. c) Ainda que os pequenos erros sejam inevitáveis.” GABARITO 24. 26. a) Os pequenos erros são inevitáveis e essenciais para a grandeza de homens e mulheres. b) “acumular e utilizar pontos”. e) “programa de milhagens”. c) apelo direto ao leitor. Caderno 2/Cultura. Além disso. D. 16/7/2000. c) “Mais espaço entre as poltronas”. se se querem grandes. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . H. d) “aeroportos no mundo todo”. d) pelo humor. 25. b) trocadilhos. Fuvest-SP No mesmo anúncio. Fuvest-SP Neste anúncio.Interpretação de texto II Avançar . e) Os pequenos erros são inevitáveis para a grandeza de homens e mulheres. Utiliza-se de Itaparica. d) Não são os pequenos erros que tornam homens e mulheres grandes em suas realizações e virtudes. mas não essenciais. para a grandeza de homens e mulheres. ITA-SP Assinale a opção que melhor traduz o trecho em destaque do texto abaixo: ”O novo livro de Ubaldo pode ser visto como um belo exercício de retórica. da radioatividade natural e da história da ilha baiana para defender uma tese: a de que homens e mulheres podem ser igualmente grandes em suas realizações e virtudes. Texto para as questões de 24 a 26: 12 “Business Intercontinental da Iberia. b) Os pequenos erros são importantes. não contribuem para a grandeza de homens e mulheres. mas não podem escapar de seus pecadilhos e prevaricações. O Estado de S. a relação entre o texto verbal e a imagem fotográfica caracteriza-se principalmente a) pelo sarcasmo. c) pela incoerência. e) expressões em inglês. você conta com mais de 300 salas VIP em aeroportos no mundo todo e pode acumular e utilizar pontos no seu programa de milhagens voando com qualquer linha aérea da aliança oneworld. Mais espaço entre as poltronas.23. Principalmente quando você tem à sua disposição uma poltrona de design ergonômico com maior capacidade para reclinar e 132 cm de espaço entre a sua poltrona e a da frente. só NÃO ocorre o uso de a) termos técnicos. a imagem fotográfica associa-se mais diretamente à palavra sorria e à expressão a) “mais de 300 salas VIP”. Fuvest-SP Entre os recursos de persuasão empregados no texto verbal do anúncio. Paulo. e) pelo sensacionalismo. d) enumeração acumulativa de vantagens.” SEREZA. Viajar virou sinônimo de relaxar. Business Intercontinental da Iberia. Sorria.

as crianças). b) “menos trabalho do que trocar um bebê”. não é louco de deixar essas coisas para amanhã. apelo direto ao leitor pelo uso repetido do pronome “você”. seleção de imagens sensacionalistas para mobilizar a emoção do leitor.Interpretação de texto II Avançar . b) débito automático em conta para correntistas de diversos bancos. Um Itauvida não rouba suas noites de sono. com todos os valores do seguro atualizados pelo TRD. Fuvest-SP Segundo o texto. recorrência no uso da hipérbole e da metáfora. Precisou de ajuda. Pelo contrário: suas garantias são válidas 24 horas por dia em qualquer parte do mundo. d) apresentação das vantagens oferecidas pelo produto.” Texto publicitário produzido pela Agência DM9. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . você faz um seguro de vida que pode durar sempre. grande número de postos de venda/contratação. E para esclarecer suas dúvidas. e) presença de verbos no modo imperativo. escolha da forma de pagamento. predomínio de verbos no futuro do indicativo. b) uso sistemático da linguagem denotativa. 13 27. enumeração acumulativa das qualidades e vantagens oferecidas pelo produto. Porque o Itauvida dispensa exame médico (basta uma declaração de saúde na proposta). baixo custo e facilidades de pagamento. possibilidade de escolha quanto à duração do plano (mensal. você escolhe a forma de pagamento. Fuvest-SP No texto encontram-se as seguintes estratégias de persuasão: a) recurso à complementação de sentido pela relação entre texto verbal e imagem. Porque quem é louco por alguém. Fuvest-SP A única alternativa em que aparece um trecho do texto que NÃO remete ao campo semântico mais diretamente sugerido pela fotografia é a) “o SOS Seguro Itaú é como um pediatra”. repetição exaustiva do nome do produto. criativo e de fácil memorização. c) preço acessível. d) “deixar essas coisas para amanhã”. o SOS Seguro Itaú é como um pediatra: sabe tudo. desobrigação da realização de exame médico prévio. opção dupla para a forma de pagamento. opção pelos verbos no modo imperativo. são vantagens de quem adquire o seguro anunciado: a) dispensa de exame médico pré-contratação. c) presença funcional de um slogan curto. comparação com produtos similares. c) “equivalente a um pacote de fraldas descartáveis”. desvinculação entre indenização e inventário. Procure o seu corretor ou uma agência Itaú e faça hoje mesmo o seu Itauvida. E dá menos trabalho do que trocar um bebê. mensal ou anual. d) baixo custo. 28. facilidade de pagamento. possibilidade de o segurado vincular eventuais dívidas a seu inventário. definição e explicitação do público-alvo (no caso. é só ligar para ele a qualquer hora do dia ou da noite. tirou seu sossego e ainda vive nos braços da sua mulher? Então faça um Itauvida. Por uma mensalidade equivalente a um pacote de fraldas descartáveis. serviço de informações 24 horas. e o débito é automático para os correntistas do Itaú. apelo à sensibilidade do leitor. e) garantia de a indenização ser vinculada a inventários. e) “alguém que não sabe nada sobre segurança”. 29.Texto para as questões de 27 a 29: “Uma pessoa que não sabe nada sobre segurança convenceu-me a fazer um Itauvida Responda sinceramente: você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa. preço acessível. além de a indenização não ficar presa a inventários nem responder por eventuais dívidas do segurado. anual ou vitalício). garantia de agilidade e segurança na indenização.

houve. do nível de leitura menos profundo ao mais profundo. Segundanificado do o policial rodoviário. um ciclista atravessou a pista e foi colhido pelo carro. c) III. o pára-brisa ficou quebrado. I. No texto fica implícito que o motorista não ficou ferido. dentre tantas outras possíveis. em conseqüência do acidente. II. que resultou na morte de um ciclista sexta-feira à noite. ou seja. I. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . b) I. O conserto. III. a ambulância não será usada em serviço. II.30. informou o inspetor Carlos Alberto Bahr Fernandes. O texto acima comporta leituras. IV. agora. também. “UTI-Móvel sofre acidente/Veículo-ambulância usado em socorro atropela ciclista O acidente envolvendo a nova UTI Móvel da PRF (Polícia Rodoviária Federal). mas da vítima não sabemos sequer o nome: é apresentada apenas como ‘um ciclista’. dos itens mais explícitos aos menos explícitos. Em virtude do acontecimento. dependerá de autorização do comando. a ambulância não será usada em serviço. d) II. que receberá. III. 8/6/1999). Se reordenássemos os itens acima expressos. resultará em inquérito para averiguar as circunstâncias do caso. Os danos na UTI Móvel foram de pequena CARRO da PRF mata ciclista e fica bastante monta. mas as demais unidades da PRF estão em condições de transportar feridos. Pelotas-RS Leia o texto a seguir (Diário Popular. e) IV. atropelado pelo veículo enquanto transitava no quilômetro 512 da BR-116. No deslocamento. I. Por enquanto. como as que seguem. U. O texto permite-nos inferir que provavelmente um policial rodoviário estivesse conduzindo o veículo. III. A matéria não coloca a vida humana em primeiro lugar. IV.Interpretação de texto II Avançar .” 14 Quando lemos um texto. III. relatório e fotos do acidente. É o procedimento adotado neste tipo de situação. O texto foi construído para informar que a nova UTI Móvel da PRF ficou danificada em acidente. podemos fazer leituras com diferenciados graus de profundidade. I. que morreu vítima do atropelamento. na parte dianteira do veículo. II. danos de pequeno valor no veículo. IV. O texto refere-se a um acidente que envolveu a nova UTI Móvel da Polícia Rodoviária Federal e um ciclista. III. a ordem seria: a) I. As demais unidades da frota da PRF dispõem de equipamentos para o transporte de feridos. II. IV. IV. A ambulância havia sido acionada para atender a acidente no quilômetro 524. II. Há muitas informações sobre a ambulância. morrendo na hora. F.

Haroldo de.” GABARITO Fragmento de texto. originalmente. A conclusão segue as recomendações da Agência Internacional de Energia Atômica e baseia-se em estudo realizado com outros dejetos nucleares que repousam no fundo de mares árticos. Décio. CAMPOS. A razão é simples. ( ) Os vocábulos “babe” (v. uma propaganda encomendada para divulgar as qualidades do principal produto de uma fábrica de refrigerantes. Unioeste-PR “O destino do Kursk A informação é triste para os parentes dos marinheiros. Nesses lugares não foram detectados traços perigosos de radiação. dê. São Paulo: Duas Cidades. ( ) O poema foi construído a partir de alterações semânticas decorrentes de inversões fônicas de um grupo pequeno de fonemas. (16) A expressão além de muito cara é um argumento a mais para contrariar a solicitação de retirada dos corpos. (01) Em A informação há uma remissão para um dado que está fora do texto. Coca-Cola. (32) O adjetivo perigosos deixa subentendido que existem traços de radiação. 1950-1960. a até 20 metros da superfície. o melhor a fazer com o Kursk é deixá-lo onde está: no fundo do oceano. p. Há lixo nuclear suportável em águas bem mais rasas. ( ) Uma síntese possível do texto é Beba coca. IMPRIMIR Em relação ao texto. babe cola e excrete caco pela cloaca. retirado da Revista Veja. agosto de 2000. 108 metros. é arriscada: o submarino pode rachar no processo.2). mas. Décio.31. além de muito cara. p. principalmente. 1975. Teoria da poesia concreta: textos críticos e manifestos. Voltar Língua Portuguesa .7) têm em comum um sentido negativo. “caco” (v. e os primeiros testes apontam para isso. também é segura. o que se sobrepõe às expectativas dos parentes. do ponto de vista ambiental. Desde que não haja vazamento de radioatividade vindo dos reatores do Kursk. A profundidade em que se encontra a embarcação. 15 A partir das informações do poema acima. 85. pelas famílias das vítimas. a soma das afirmações corretas. 32. ( ) Pode-se inferir que o texto foi. como resposta. 2ª ed. o que provocaria vazamento perigoso para as pessoas envolvidas e para o meio ambiente. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. Augusto e CAMPOS. Uma operação de resgate.Interpretação de texto II Avançar . porque é impossível ocorrer vazamento de radioatividade. (04) A informação triste para os parentes significa que o não resgate dos corpos é necessário para o bem comum. o ideal é não mexer na carcaça naufragada.5) e “cloaca” (v. (02) A carcaça do Kursk não será uma preocupação constante para o governo russo. (64) O pronome isso retoma a idéia de que há vazamento de radiação vindo dos reatores do Kursk. desejada pela opinião pública e. 52. In: PIGNATARI. (08) O conector desde que impõe uma negação do que foi dito anteriormente. Unb-DF “beba babe beba babe caco cola coca coca cola cola cola caco cloaca” PIGNATARI.

Muitos pesquisadores já foram a nossas aldeias. O índice internacionalmente aceitável é de 3%. ( ) O texto é narrado em primeira pessoa. Desde que o preço do petróleo começou a subir teimosa e implacavelmente. entra em colapso. Em energizês. principalmente (o que às vezes vocês não percebem). Dificilmente a falta de energia atinge as pessoas diretamente. no meio do mato. Denise. Estes podem compreender e transformar aquelas plantas no nosso sustento. Ou seja. no canto das terras indígenas. o remédio. que estão nas mãos de um número reduzido de controladores e que ninguém sabe por quanto tempo serão suficientes para suprir as necessidades globais. há plantinhas e árvores grandes. ( ) o culto do corpo são em mente sã. do dia e do tempo. o mundo parece ter atentado para o problema da extrema dependência em relação a poucas fontes de energia. quem realmente precisa aprender com os indígenas é a “ciência do homem branco”. Queremos dizer isso a vocês. O sistema brasileiro opera próximo ao limite da capacidade instalada. Texto para as questões 34 e 35: “O Brasil precisa arrumar novas fontes de energia para ver a luz no fim do túnel A relação entre crescimento econômico e energia é direta. no sentido de mostrar que a ciência do homem branco precisa conversar com a ciência indígena. Quando falta luz em casa. o motivo é uma falha nas linhas de transmissão. o país tem sete vezes mais possibilidade de sofrer com a falta de energia do que seria aceitável.Texto para a questão 33: “Idéias sustentáveis A biodiversidade. o país não pode crescer. Em nossas aldeias. Lá não temos problema de emagrecer. p. Se ela faltar. 2000 (com adaptações). comum entre os vikings. O que pesa são os gastos industriais. Nós. os seres humanos. É difícil prever por quanto tempo a humanidade poderá contar com o fornecimento de petróleo a um custo compensador. as águas doces estão todas nas terras indígenas. copiaram e discutiram. são todas meio improvisadas as estimativas a respeito das reservas. as olhemos e dali tiremos a água. que estamos cuidando deste patrimônio ao longo do tempo. no ano passado. Subiu para 15% no início de 2000 e deve chegar a 20% no fim do ano. estudaram. 16 33. em termos de vida. Saberes globais e saberes locais — o olhar transdisciplinar. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. da capacidade de produção e do crescimento do consumo. os índios. 6/9/2000. Se a geração de energia não for suficiente. com uma pequena margem de sobra. Simples assim. não um colapso na geração. ( ) Pelo segundo período do texto. Veja. essa taxa no Brasil era de 5%. contraria os hábitos das colônias indígenas remanescentes no território nacional. para que nós. Tudo é feito de acordo com o movimento da noite.” MORIN.Interpretação de texto II Avançar . No que diz respeito ao petróleo. uma nação está segura quando há três chances em 100 de faltar energia. Cada um deles está em busca da chamada luz no final do túnel. a alimentação e. é correto concluir que. ( ) Infere-se do texto que viver de acordo com o movimento do dia e da noite deu origem a academias de ginástica para emagrecer. a economia pára. o espírito da sabedoria com quem os pajés podem conversar. Edgard. pois o consumo doméstico é irrisório no cômputo geral. a magia da vida. mesmo com novas tecnologias de extração sendo desenvolvidas a cada dia. UnB-DF Com referência às idéias do texto e sua relação com outras áreas do conhecimento. nunca tivemos a oportunidade de contar e de compartilhar o que significa para nós esse patrimônio. pelo foco do silvícola. em geral. 135 (com adaptações). Lá. Rio de Janeiro: Garamond. lá. não temos academia de ginástica. Em 1997. A prova de que há uma certa angústia no ar em relação ao suprimento energético é a atitude dos grandes consumidores. a magia de tentar entender este Criador: o espírito da floresta. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .” RAMIRO. na opinião do autor. que não está nas terras indígenas no momento da fala. Há um cálculo mundial para detectar a probabilidade de um país ficar no escuro.

Interpretação de texto II Avançar . cara de cão: determinaram — era o demo. julgue os seguintes itens como verdadeiros ou falsos. para uma população estimada em 167 milhões no final de 2000. então. e com máscara de cachorro. Não tenho abusões.4 milhões de pessoas. Vieram emprestar minhas armas. c) A interpretação do interlocutor sobre os tiros está equivocada. eu não quis avistar. mas apenas transformada. a expressão “luz no final do túnel” foi explorada duplamente: com o sentido conotativo. ( ) No período final. significando solução para o problema. ( ) Devido a novas tecnologias.” 17 GABARITO IMPRIMIR Assinale a afirmativa correta em relação ao trecho. ( ) As porcentagens no primeiro parágrafo permitem afirmar que. Mataram. instantaneamente — depois. ( ) As idéias do texto permitem inferir que os colapsos na geração de energia estão relacionados ao consumo industrial. Me disseram. b) As palavras do narrador indicam que o “senhor” compreendeu adequadamente o ocorrido. Cara de gente. pois aquilo que ele pensou não poderia ocorrer no sertão. erroso. 35. Todo dia isso faço. os tiros sempre indicam que houve morte de homens. d) O aparecimento do bezerro com máscara de cachorro não causa estranhamento entre os sertanejos. Alvejei mira em árvores no quintal. Voltar Língua Portuguesa . Deus esteja. sobre a qual o narrador e o ouvinte estariam conversando. a situação brasileira é altamente favorável.34. vieram me chamar. os olhos de nem ser — se viu —. Dono dele nem sei quem for. O senhor tolere. ( ) Ao mencionar “a geração de energia”. por defeito como nasceu. primeiro a cachorrada pega a latir. cedi. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. Causa dum bezerro: um bezerro branco. ( ) O tom de preocupação acerca do tema e a redação de trechos como “Simples assim” e “busca da chamada luz no final do túnel” indicam que a linguagem predominante no texto é a coloquial. ( ) No terceiro período. havia chance de faltar energia para 7 milhões de pessoas. O senhor ri certas risadas… Olhe: quando é tiro de verdade. UnB-DF A propósito das idéias e expressões do texto. a) “Nonada” remete a uma situação anterior. no baixo do córrego. Mesmo que. o texto argumenta contrariamente ao princípio da Física segundo o qual energia não pode ser criada. julgue os itens que se seguem como verdadeiros ou falsos. 36. arrebitado de beiços. isto é o sertão. “— Nonada. UnB-DF No que se refere às idéias do texto e sua vinculação com outras áreas do conhecimento. Daí. Povo prascóvio. e denotativamente. UFRS Leia o trecho abaixo de Grande Sertão: Veredas. se em 1997 a população brasileira era de 140 milhões de habitantes. esse figurava rindo feito pessoa. com referência à luz como energia luminosa. ( ) O termo “energizês” é uma criação vocabular formada a partir de energia para designar a linguagem técnica internacional do setor da Bolsa de Valores de São Paulo que trata da economia de energia. desde mal em minha mocidade. se vai ver se deu mortos. pois o país conta com potenciais energéticos imensuráveis. a falta deverá atingir 33. Por meu acerto. pressuposta no início do romance. gosto. de Guimarães Rosa. e) Para o narrador. ainda não-explorados. o pronome “ela” pode referir-se tanto a “energia” como a “geração”.

já que o autor define a TV como um meio de comunicação demasiadamente popular. Jeep Grand Cherokee. ( ) A palavra trilha refere-se unicamente a caminhos pouco percorridos. então predominantemente rural. UFGO O trecho abaixo. 2000. foi publicado na TVFolha. ( ) a ordenação por tempo e espaço favorece um raciocínio que opera com noções de transformação e mudança. A partir de R$ 55. a televisão esteve associada a privilégio de classe é demonstrado por meio de um tipo de ordenação: a enumeração de fatos. duplo air-bag. no fragmento. ( ) sobressai.” 18 A respeito da forma de ordenação de idéias empregada pelo autor. Texto para a questão 38: “A VIDA MODERNA OFERECE TV DIGITAL. demasiadamente popular. no fragmento. ( ) A expressão “onde ninguém chegou” pode significar sucesso profissional. UFMT Com base no texto acima. tração Quadra-Trac® 4x4 permanente.400 O mundo tem lugares onde você pode viver emoções muito maiores do que ir e vir do trabalho. 38. no Brasil. de 30 jul. ( ) Os argumentos utilizados para convencer o leitor se baseiam nos atrativos da vida moderna e não no objeto em si da propaganda. Jeep® Só Existe Um. INTERNET E O JEEP GRAND CHEROKEE PARA VOCÊ FUGIR DISSO TUDO. um tipo de ordenação muito utilizado nos textos jornalísticos: a ordenação por contraste de conceitos. freios a disco nas quatro rodas com ABS e suspensão ‘Up Country’ para você chegar onde ninguém chegou.” GABARITO Veja.0 L High Output. é possível afirmar que ( ) prevalece. CELULAR.37. a especificação de conceitos. 11/10/98. A vida moderna em favor da vida de verdade. no interior do país. No início da década de 60. Além de câmbio automático e ar-condicionado para você chegar lá inteiro. A televisão foi implantada no Brasil em 1950. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . de Alcino Leite Neto. “Muito do que se condena na televisão brasileira como sendo obtuso. Ele tem motor 4. reacionário ou malfeito é apenas popular. apenas os mais ricos possuíam um televisor.Interpretação de texto II Avançar . ( ) o argumento de que. julgue os itens que seguem como verdadeiros ou falsos: ( ) A propaganda defende a idéia de que a tecnologia é insuficiente para o homem ser feliz na vida moderna. Jeep Grand Cherokee. ( ) A tese que sustenta o texto é a de que a vida moderna propicia não só alta tecnologia como também possibilidades de se fugir dela. mas durante muito tempo aparelhos de TV foram privilégio das classes alta e média. E o Jeep Grand Cherokee dá liberdade para você seguir qualquer trilha. consideradas num certo período e em determinado lugar.

Paletó. escova. Táxi. cheques. prova de anúncio. espaço. Tal isolamento é necessário para que o personagem desenvolva suas idéias e realize as suas obras. Maço de cigarros. Televisor. pratos. notas. agenda. papel e caneta. Carro. fósforo. cadeiras. cortina. jornal. prato. cama. telefone.) são construídos a partir do uso exclusivo de substantivos. Papéis. cigarro. Cigarro e fósforo. cueca. inclusive no que se refere ao tempo cronológico.) do que a determinação que o personagem principal sofre do meio social.39. pastas. Prova disso é que o que se destaca são os sentimentos do personagem. papel e caneta. (16) Trata-se de um texto em prosa em que a construção do personagem não permite uma universalização da experiência por ele vivida. livro. telefone interno. cadeiras. Prova disso é o fato de que as ações e a situação dramática. vaso com plantas. Relógio. bloco de papel. Mesa e poltrona. no isolamento de sua casa e do escritório da agência de publicidade em que trabalha. como resposta. tempo. (64) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a repetição e a metonímia. vales. E. papéis. giz. Água. Poltrona. cinzeiros. pente. evidenciando que o personagem vive uma vida tediosa e aborrecida. inclusive no que se refere ao tempo cronológico. Mesa e poltrona. cigarro. níqueis. Pasta. exemplificado pelo escritório da agência de publicidade em que trabalha e pela classe social a que pertence: a classe média. pijama. quadros. Pia. paletó. Cigarro e fósforo. toalha. quadro-negro. papéis. travesseiro. telefone. água fria. espuma. fósforo. gilete. caneta e papel. fósforo. a explicação do comportamento humano baseada na idéia de que o homem é um produto do meio em que vive. creme dental. xícara. (02) Trata-se de um texto em prosa. lápis. espuma. Chinelos. guardanapo. copos. convertem-se no seu contrário. relógio. caixa de fósforos. marcada pela solidão e pelo automatismo. vaso. gravata. construídas por meio do uso exclusivo de substantivos. pincel. creme dental. maço de cigarros. Prova disso é o fato de que a primeira enfatiza a idéia de rotina. Prova disso é o fato de que a primeira contrapõe a rotina massacrante do trabalho à imprevisibilidade característica da vida doméstica.” RAMOS. chinelos. camisa. Ricardo. guardanapo. fotos. cadeiras. lenço. calça. telefone. (04) Trata-se de um texto em prosa. Dê. carro. Quadros. tempo. projetor de filmes. papel. papéis. caixa de fósforos. pasta. talheres. papéis. pratos. creme de barbear. singular e diferenciado dos demais. cigarro. água. pia. 71. por exemplo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . J. xícara. memorandos. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. água. Prova disso é o fato de que importa menos a forma pela qual são construídos os elementos da narrativa (personagem. Abotoaduras. Mesa. Prova disso é que todos os elementos da narrativa (personagem. 19 (01) Trata-se de um texto em prosa. Mictório. externo. calça. Coberta. provavelmente artística. fósforo. guardanapos. chaves. copos. bloco de notas. telefone. documentos. p. xícara e pires. Mesa. abotoaduras. Cigarro e fósforo. relógio. Bandeja. Contos brasileiros contemporâneos. telefone. poltrona. espátula. água quente. camisa. cartas. descarga. garrafa. Quadros. cadeiras. canetas. a falta de nome próprio e de descrição física do personagem. esboços de anúncios. etc. cavalete. fósforo. fósforo. “Circuito fechado Chinelos. caixa de fósforos. pia. caneta. copo de papel. xícara. folheto. Escova. cigarro. a segunda é o recurso por meio do qual as ações mecânicas do personagem são identificadas. de saída. meias. telefone. Creme para cabelo. meias. copo.Interpretação de texto II Avançar . no caso. papel. Xícaras. xícara pequena. água. sapatos. limitada à rotina da polaridade casa-trabalho. cigarro. sabonete. cartaz. bilhetes. Maringá-PR Leia o texto a seguir e assinale o que for correto. etc. sapatos. esclarecendo o título do texto. (32) As principais figuras de linguagem presentes no texto são a antítese e a metáfora. pasta. espaço. marcado por uma das características fundamentais da arte moderna e contemporânea: a pesquisa de novas formas de expressão estética criadas a partir do experimentalismo lingüístico. marcado por uma das características fundamentais do romantismo: a solidão do homem que. Escova de dentes. bule. que exerce uma função criativa. caneta e papel. água. toalha. água. Poltrona. a soma das alternativas corretas. Mesa. Cueca. São Paulo: Moderna. marcado por uma das características fundamentais do realismo do século XIX: o determinismo social. Jornal. papéis. gravata. caixas de entrada. talheres. evidenciando a passividade (não-ação) e a desumanização do personagem. caneta. copo com lápis. relatórios. Cigarro e fósforo. Maço de cigarros. cadeira. (08) Trata-se de um texto em prosa em que as ações e a situação dramática são reduzidas ao contato com objetos do cotidiano. revista. cinzeiro. fósforo. de G. descarga. água. revista. Provas disso são. In: LADEIRA. Carteira. Vaso. 1995. não consegue adaptar-se à mediocridade que caracteriza a vida dos seus semelhantes. espuma. Cigarro. talheres. papéis. U. cigarro. sabonete. Mesa.

estão em escolas desse nível de instrução. 2. ( ) nos cinco parágrafos entre o início e a conclusão do texto. Mesmo assim. ademais se considerada a ambição de propósitos senatoriais. 20 GABARITO 40.Texto para as questões 40 e 41: “Escola Pública e Demagogia O Senado acaba de reservar 59% das vagas das universidades públicas para estudantes que fizeram seus cursos fundamental e médio apenas nas escolas públicas. 1. justificam. na Unicamp e nas instituições federais que matriculam por ano 107 mil novos alunos. Embora a grande maioria dos brasileiros tenha renda inferior a essa. mas pode reservar votos para os defensores de tal projeto. De resto. uma vez que são elas que lhes renderão votos nas urnas. nas quais apenas 25% dos aprovados no vestibular. em 98. em idade de estudar no ensino médio. começa construir a oposição ao que foi afirmado. em escola do Estado. Reservar cotas para estudantes do Estado não ataca o problema. podemos afirmar que ( ) a palavra demagogia. no parágrafo final. Voltar Língua Portuguesa . vestibulandos bem-sucedidos de escolas públicas cursaram estabelecimentos que muitas vezes estão em bairros de classe média. ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo e já. aumentaria em 7.000 o número de alunos de escolas públicas na USP. que há aos milhares. A reação imediata diante desse tipo de iniciativa é lembrar aos parlamentares que universidade é centro de excelência. 53% estão atrasados nos estudos. ainda assim ela não basta para pagar mensalidades de escolas de elite. IMPRIMIR ( ) a frase “Reservar cotas para estudantes… pode reservar votos para os defensores de tal projeto” (último parágrafo) é sinônimo de democracia. de formação dos melhores e mais capacitados quadros do país. de resto em detrimento de estudantes mais preparados. permite-nos estabelecer a oposição “democracia versus demagogia”. Por que as vagas serão reservadas apenas aos que fizeram integralmente seus estudos na escola pública? Quem a duras penas teve estudos pagos por um ou dois anos em uma barata e ineficaz escola privada.Interpretação de texto II Avançar . Segundo o Mec. a partir do segundo. 05/09/99. presente no título. deve ser excluído? É uma minoria seleta de grandes escolas privadas que coloca seus alunos nas melhores universidades. o enunciador constrói argumentos que se apóiam em comprovações que. Alguma aritmética pode dar ainda a medida da inocuidade do projeto de cotas. Os ainda poucos brasileiros que chegam ao ensino médio público estudam em escolas cujo nível claramente se degrada. Os senadores poderiam até acenar com dados de duas das melhores universidades do Brasil. eles eram 32%. São poucos os de fato pobres que furam a barreira da ‘discriminação’. auxiliam as escolas até com dinheiro e participam da comunidade escolar. cursaram o ensino médio. Há cinco anos. Vale lembrar ainda que são 5 milhões os que cursam o ensino médio público. alega-se que a lei é ‘medida de ação afirmativa’ que quer ‘atenuar a discriminação imposta às camadas mais pobres’. Na justificação do projeto senatorial. Apenas 25% dos brasileiros. cujos pais têm boa formação educacional. Em 1999. pois os políticos só se interessam por soluções paliativas e que provocam impacto. 20% dos estudantes da Unicamp provêm de famílias com rendimento inferior a dez salários mínimos.” Folha de S. Resta a aprovação da Câmara para que a criação de cotas no ensino superior e uma benevolência demagógica se tornem lei. Cad. num processo decrescente vão reafirmar. UEGO A partir da leitura do texto. Há 20 anos eles foram 57%. Com a nova lei. p. USP e Unicamp. uma vez que a escola pública concretiza o termo democracia. a oposição estabelecida nos dois primeiros. Parece evidente que o enfoque sério do problema deve ser o da melhoria da educação pública. como justifica o projeto do Senado. 27% dos novos alunos da USP vieram de escola pública. Paulo. Apenas 45% dos alunos das universidades federais viriam de escolas públicas. Um exame em detalhe da questão revela as inconsistências do projeto. Mas apenas esse argumento não mostra quão desinformada é a atitude dos que defendem tal medida. ( ) falta vontade política para a solução de problemas cruciantes da sociedade brasileira.

41. sem prejuízo da possibilidade de que as leis de cada um possam ampliar esses direitos ou reconhecer outros mais favoráveis’. pode-se afirmar que: ( ) o enunciador apresenta o fato no primeiro parágrafo. aprovada pela Nona Conferência Internacional Americana (Bogotá. conseqüentemente. Esse sistema interamericano de promoção e proteção dos direitos fundamentais do homem teve seu início formal com a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem. como a realização dos postulados da justiça social’. no livre exercício de suas próprias soberanias. durante a qual também foi criada a Organização dos Estados Americanos. e se criam os órgãos destinados a velar pela fiel observância desses direitos. esses são anafóricos e. uma vez que sua conclusão é incontestável. ( ) Cada país membro encarrega-se. cuja Carta proclama os ‘direitos fundamentais da pessoa humana’ como um dos princípios em que se fundamenta a Organização. ( ) no último parágrafo. mas também ‘com a preocupação pelo destino dos homens e das mulheres. o autor apresenta a degradação crescente do nível de ensino da escola pública. fatores de coesão textual.” GABARITO IMPRIMIR Julgue os itens a seguir.Superior de Brasília-DF 21 “A Nona Conferência Internacional Americana e os Direitos Humanos Os Estados americanos. de acordo com a leitura. como tal. tais como as convenções sobre concessão dos direitos civis e políticos à mulher. ( ) no quarto. Além disso.E. no qual se reconhecem e definem com precisão a existência desses direitos. ( ) Infere-se que os direitos configurados na Carta Internacional de Garantias Individuais sofrem alguma espécie de limitação. Colômbia. foram aprovadas algumas resoluções que se enquadram no campo dos direitos humanos. ( ) Infere-se que se estabele uma diferença entre liberdade política e liberdade de espírito. o enunciador apresenta os argumentos de seu opositor. I. na qual os Governos da América estabelecem ‘os princípios fundamentais que devem proteger os trabalhadores de toda classe’ e que ‘estabelece os direitos mínimos de que devem eles gozar nos Estados americanos. considerados não como cidadãos mas como pessoas’ e. estruturaram um sistema regional de promoção e proteção dos direitos humanos. temos uma primeira oposição ao proposto no primeiro e uma introdução ao terceiro. se estabelecem normas de conduta obrigatórias destinadas a sua promoção e proteção. 1948). ao mesmo tempo em que acena com a possibilidade de que a proposta não chegue a ser lei. 42. compreensão e interpretação textuais: ( ) Desses. ( ) Os membros da OEA se obrigam a seguir as normas de promoção e proteção dos direitos do homem. Voltar Língua Portuguesa . ( ) no terceiro parágrafo.Interpretação de texto II Avançar . comprovando o caráter demagógico da medida. pois reconhecem que ‘as finalidades do Estado não se cumprem apenas com o reconhecimento dos direitos do cidadão’. a resolução sobre ‘Condição Econômica da Mulher Trabalhadora’ e a ‘Carta Internacional Americana de Garantias Sociais’. no interior de suas fronteiras. mediante um processo evolutivo que resultou na adoção de diferentes instrumentos internacionais. de velar pela observância das normas criadas internacionalmente. ( ) no segundo parágrafo. deve-se garantir ‘simultaneamente tanto o respeito às liberdades políticas e do espírito. UEGO Em relação à estrutura e ao conteúdo dos parágrafos. quinto e sexto parágrafos são fornecidos detalhamentos da afirmação feita no terceiro e esses detalhamentos contribuem para dimensionar a inocuidade do projeto. esclarecendo e conquistando a adesão do leitor às suas idéias.

é ambíguo e provoca um efeito de sentido que permite uma referência tanto a aspectos psicológicos quanto físicos. imposto de renda. Essa afirmação é reforçada por meio do vocábulo “jactar-se”. há a mistura dos dois níveis de linguagem: o formal e o informal. ( ) No fragmento em análise. seja ele quem for. U. bancos. era um pouco mais negro do que o rosto. qualquer pessoa ou instituição que tem força e sacaneia os outros. O nível formal evidencia-se pela predominância de uma construção sintática adequada à norma padrão. fodidos e oprimidos. a intromissão do narrador apresenta sutilmente uma característica negativa do caráter da personagem. os métodos mais sujos e destruidores para se ir à forra de qualquer inimigo. ( ) De acordo com o texto. o referido Manual é escrito para as pessoas que têm poderes — como financeiro e político — e apresenta métodos para destruir aqueles que não têm esses poderes. companhias de cartões de crédito. a loja comercial. com relação ao modo de citação do discurso. que era um anão. Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados.” não teria o sentido de contraposição alterado. eu disse. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. ( ) Em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. minuciosa e sistematicamente. pela presença de alguns vocábulos mais utilizados na linguagem oral. aniquilar. se fosse assim reescrito: Nariz de Ferro. levantou-se e. 44. a polícia. que significa “gabar-se. o qual se constrói com uso do discurso direto. Nele descrevo. U. levando-se em consideração outras informações contidas no texto. ( ) No fragmento em análise. sem interrompê-lo. (…)” 22 43. embora tivesse a postura de um gigante presunçoso… ( ) O vocábulo “altura” em “Gosto de pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas”. ( ) O período “Nariz de Ferro.Católica-GO Com base na construção e organização gramatical do texto. Seu nariz imenso. exibiu o perfil para mim. de linhas perfeitas. ‘Eu me preparei para enfrentar a adversidade. Nariz de Ferro.Católica-GO Levando em consideração as relações de sentido na construção do texto. mais utilizado na linguagem oral: Eu tinha deixado o visitante falar… IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . mas também das que ainda pretendia fazer. exterminar indivíduos e organizações odiosas. mas admite a possibilidade de o livro ser escrito futuramente. dente por dente”. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. depois do verbo por anteceder a preposição “para”. como atormentar e destruir sem misericórdia. ( ) Em “Estou acabando de escrever o Manual dos frustrados. fodidos e oprimidos”.) ‘Está enganado. mas tinha a postura de um gigante presunçoso. mas também das que ainda pretendia fazer. companhias de serviços públicos. o predomínio do diálogo. introduz o pressuposto de que Nariz de Ferro não escreveu o Manual. com relação ao modo de narrar. ( ) De acordo com a fala da primeira personagem. (Esse livro. ( ) À fala de Nariz de Ferro aplica-se a conhecida expressão “olho por olho. Pela sua cara vejo que não gosta de mim’. Ensino a técnica adequada para devassar. percebe-se. os nossos inimigos podem ser pessoas ou instituições. a presença de um narrador personagem e. basta terem o poder. nunca foi escrito. Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. que era um anão. o verbo “deixara” poderia ser substituído por seu correspondente composto. ( ) Em “Eu deixara o visitante falar…”.Texto para as questões 43 e 44: “(…) Eu deixara o visitante falar. que era um anão. mas também das que ainda pretendia fazer”. virando sua enorme cabeça de cabelos encarapinhados. arruinar. na verdade. julgue as proposições a seguir como verdadeiras ou falsas. ( ) O uso da palavra “ainda”. forças armadas. em “Nariz de Ferro gostava de jactar-se não apenas das coisas que havia feito. o proprietário senhorio. o nível informal. mostro como atacar saindo das sombras. ( ) O pronome “me” em “Em me preparei para enfrentar a adversidade” teria de vir. vangloriar-se”. de acordo com a regra de colocação pronominal. os verbos em destaque exercem a função sintática de predicativo do sujeito.Interpretação de texto II Avançar . desmoralizar. Gosto das pessoas que não sabem qual é a verdadeira altura delas’.

exerce função sintática na frase em que aparece.” ANDRADE. louro… Aqui diz que situação de crítica ao apeas pessoas que passam muito tempo conectadas à Internet go excessivo das pessoas acabam menosprezando seus ao mundo virtual e um laços de amizade… alerta em relação à utilização das informações que deveriam servir para colocá-las em sintonia com seu mundo real. ( ) A referência à festa da Flor configura-se no texto como uma crítica ao sentido capitalista da criação de determinadas datas comemorativas. o brasileiro falado e o português escrito”. U. em contraposição ao conceito inicial dado à festa da Flor. têm como referente um mesmo elemento nominal: a palavra “louro”. U. ( ) A palavra “vitrina”. percebe-se uma referência explícita às variedades lingüísticas em nosso país. ( ) Em “Aqui diz que as pessoas que passam…”. Foi e viu um despropósito de coisas. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . ( ) Em “Foi e viu um despropósito de coisas”. ( ) Em … “até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. “Uma feita era dia da Flor. ( ) O imperativo do verbo “imaginar” e o pronome “seus”. Mário. Uma feita era dia da Flor. fica clara a consideração e a amizade do internauta por seu animal de estimação. é de origem francesa e está grafada de acordo com a regra ortográfica vigente. ( ) O emprego do acento grave em “conectadas à Internet” está adequado por ter a palavra — “Internet” — sido considerada do gênero feminino em língua portuguesa. “Macunaíma aproveitava e esperava se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. Macunaíma. 23 ( ) Em “se aperfeiçoando nas duas línguas da terra. como pronome relativo. ( ) A charge apresenta uma Imagina. A mocica fez ele parar e botou uma flor na lapela dele.Católica-GO Considere a charge que segue e julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas. o complemento verbal refere-se aos dois verbos empregados: foi e viu. no texto verbal da charge.45. Julgue-as. Macunaíma passeava e encontrou uma cunhatã com uma urupema carregadinha de rosas. ( ) A expressão facial do internauta e outros elementos icônicos presentes na charge reforçam e exemplificam a mensagem verbal. de acordo com as normas da língua padrão.Interpretação de texto II Avançar . tanto que até parecia a serra do Ererê onde tudo se refugiou quando a enchente grande inundou o mundo. observa-se uma intertextualização com a passagem bíblica referente ao Dilúvio. e examinava dentro dela aquela porção de monstros.”. o emprego dessa forma contraria uma característica do texto — a oralidade — uma vez que a forma utilizada na linguagem coloquial é vitrine. Essa afirmação confirma-se nos dois últimos períodos do texto. No entanto. 46. festa inventada pros brasileiros serem caridosos e tinha tantos mosquitos carapanãs que Macunaíma largou o estudo e foi na cidade refrescar as idéias. o segundo “que” é pronome relativo e. festa inventada pros brasileiros serem caridosos…” ( ) A mocica fez ele parar… O uso do pronome do caso reto como complemento não é adequado. em “Parava em cada vitrina”. o brasileiro falado e o português escrito. Já sabia o nome de tudo. ( ) No texto. Parava em cada vitrina. falando: Custa mil réis. dividindo a língua em dois registros: o falado e o escrito.Católica-GO As proposições que se seguem referem-se ao texto.

24 No fragmento anterior. O mundo não é o que pensamos. o poema é coerente.Texto para as questões 47 e 48: “No Brasil.” BUCHALLA. UEMS “Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. o poema não possui “elos” conectivos. não se preocupa com sua coerência. Andorinhas copulam no vôo. por isso a Bahia rouboulhe esta empresa. c) empresas da Ford. transferência dos brasileiros. Voltar Língua Portuguesa . Podemos inferir que: a) o governo da Bahia convenceu o governo do Rio Grande do Sul a deixar a Ford naquele Estado. d) o governo do Rio Grande do Sul não quis a Ford em seu estado. b) o governo da Bahia ofereceu mais incentivos à Ford. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. a) b) c) d) e) o poema não é coerente. e) o governo do Rio Grande do Sul não colocou guardas na Ford. 49. com a venda de bancos para grupos estrangeiros e com a chegada da nova safra de montadoras de automóveis.” GABARITO IMPRIMIR Carlos Drummond de Andrade. mais de 400 estão instaladas no país. Das 500 maiores companhias transnacionais. existem colônias de franceses no Paraná. ao construir um poema. mas possui significação. mas mexeu também com a rotina de milhares de estrangeiros. essa transferência representa um reforço na filial. pois não possui “elos” entre um verso e outro. O processo se intensificou com as privatizações ocorridas no setor de telecomunicações. UEMS Na passagem A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford.Interpretação de texto II Avançar . mas de passagem O processo de abertura econômica do país produziu mudanças na vida dos brasileiros. Para os executivos e a família. 47. 48. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. Para as companhias. b) mudança dos executivos. Macacos também preferem o isolamento. Hoje. um poeta. e) companhias transnacionais. essa transferência representa um reforço na filial”. O orangotango é profundamente solitário. ‘roubada’ do Rio Grande do Sul. Certas árvores só frutificam de 25 em 25 anos. Anna Paula. Em São Paulo. a mudança é um sacolejo completo na vida. nada mais natural que essas empresas transfiram para o país alguns executivos da matriz. mudança dos executivos estrangeiros. muitos espanhóis na esteira da Telefônica. pois as frases estão soltas. companhias transnacionais. os versos do poema estão justapostos. d) empresas da Renault. por isso esta empresa instalou-se lá. 26/04/2000. grupos cada vez maiores de executivos oriundos de outros países mudaram-se com a família para o Brasil para trabalhar. c) o governo da Bahia trapaceou o governo do Rio Grande do Sul. graças à Renault. e isto garante a sua coerência. UEMS A partir da leitura do poema abaixo podemos afirmar: “Cobras cegas são notívagas. Desde 1990. Como o Brasil ganhou espaço no mundo dos negócios. mudança dos executivos estrangeiros. Para as companhias. A Bahia recebeu uma recente onda de americanos por causa da transferência da Ford. Veja. os termos sublinhados referem-se respectivamente às seguintes passagens do texto: a) companhias transnacionais. transferência dos brasileiros.

no Rio de Janeiro. fazendo o que pareceu. foi produzido. ( ) Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. um dos maiores paleontólogos do mundo. estava viajando pelo interior paulista em 1976 quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. Talvez não. Ao pisar nas lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade reparou em algo estranho. que não seja possível sequer desligá-los. 25 ( ) Ali estavam impressas pegadas de répteis… → lajes cor-de-rosa usadas como calçamento na cidade. Hoje. Leonardi explicou ao prefeito que precisava arrancar os trechos de calçadas com pegadas de dinos. Esse fato autoriza a reiteração da dúvida: estarão os cientistas sonhando? Talvez sim. assumindo. reparou em algo estranho. b) a crítica que considera tresloucada a previsão da revista Popular Mechanics em 1946. a revista Popular Mechanics escreveu que a nova maravilha eletrônica tinha 18 mil válvulas e pesava 30 toneladas. na época. UFPR No texto abaixo. Marque a(s) alternativa(s) que aponta(m) corretamente essas ligações. → o interior paulista. no Rio de Janeiro. ( ) … quando uma súbita dor de dente o obrigou a fazer uma parada em Araraquara. um ‘chip’ da bondade que os impeça de fazer mal aos homens. Abril. Ali estavam impressas pegadas de répteis que habitaram a região de Araraquara 180 milhões de anos atrás. em 1946. todos os robôs venham a ser desligados. várias expressões retomam ou antecipam outras para conferir coesão ao texto. O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. um computador bem mais poderoso do que o Eniac cabe no bolso da camisa.” GABARITO 51. um dos primeiros computadores do mundo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . nos arredores da cidade. no futuro. Talvez não. nos arredores da cidade. assinalando V (verdadeira) ou F (falsa). Esperou o Carnaval. c) a potência do computador de hoje. que o guarda até hoje. que o guarda até hoje. que supera o Eniac. em todos eles. → os répteis que habitavam a região. ( ) Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros… → rochas de uma pedreira. o Eniac. d) a possibilidade de que. uma previsão tresloucada: ‘Os computadores do futuro talvez usem apenas mil válvulas e pesem em torno de uma tonelada’. ( ) O prefeito riu da cara dele e negou o pedido. → pegadas de répteis. → Rio de Janeiro. e) a comparação entre o peso dos primeiros computadores do mundo e o dos computadores na atualidade. Lá ficaram gravados os únicos registros de dinossauros brasileiros do período jurássico. 1999. como pensam alguns. As lajes tinham sido arrancadas das rochas de uma pedreira. que o guarda até hoje.50. quando a cidade inteira estava muito ocupada em se divertir. Talvez estejam sonhando. Ficou tão entusiasmado que até se esqueceu de ir ao dentista. Unifor-CE O texto explora como idéia central: a) a incerteza que envolve o julgamento de alguns acerca da garantia dos cientistas a respeito dos robôs do futuro. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral. → o padre Giuseppe Leonardi. Lembremos: quando um dos primeiros computadores do mundo. no Rio de Janeiro. para meter a picareta no calçamento e levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral.Interpretação de texto II Avançar . Texto para as questões 51 e 52: “Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em seus programas. “A cidade das calçadas jurássicas O padre italiano Giuseppe Leonardi. Mas o padre-cientista não se abalou. A análise das marcas confirmou o seu palpite. assim. ( ) … levar o tesouro para o Departamento Nacional de Produção Mineral.” Superinteressante.

ao invés da opressão política imposta pelas elites. e)“que só pode ser mencionada entre aspas” = cuja menção deve vir sempre ressalvada. Texto para as questões de 53 a 56: “Um triste espetáculo é a alegria feroz com que os políticos e cidadãos que se dizem democratas. ele terá mostrado que o socialismo é possível nesta parte do mundo. Provavelmente. pois tem não apenas mantido. Fuvest-SP O autor identifica os opositores do regime cubano entre a) os membros da oligarquia cubana. Isso. mas se submetem a todo e qualquer tipo de ditadura. tendo em vista a influência que já exerce em nosso país. vive doente. o rádio.Interpretação de texto II Avançar . portanto. c) ainda hoje há previsões tresloucadas a respeito dos computadores. os jornais. relativa equivalência de oportunidades. cinco séculos depois do Descobrimento.52. cuja principal preocupação é gerar a instabilidade do regime socialista. que impede o povo de superar a opressão social e política. Fuvest-SP Considerando-se o contexto em que aparece. Recortes. a frase que está reconstruída de modo a preservar seu sentido é: a)“Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona” = pressupõe-se que essa atitude implique o funcionamento do socialismo. na miséria e na desgraça coletiva. na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime. políticos e jornalistas que se dizem democratas. quando as classes dominantes não resolvem salvar a pátria por meio do singular instrumento ‘democrático’ que são os golpes mais ou menos militares. Um dos pressupostos dessa atitude é que o socialismo não funciona. graças à aquisição dos requisitos indispensáveis — saúde. b) a eficiência do computador independe de suas dimensões. que só pode ser mencionada entre aspas. d) os defensores de uma falsa democracia. Antonio. 26 53. a bicicleta substitui o automóvel. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c)“permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias” = possibilitando uma vida menos humanitária. e) robôs e computadores condicionam o poder da tecnologia. Parece que lhes dá prazer noticiar e comentar que falta alimento e roupa. d)“na alvoroçada esperança de uma derrocada do seu regime” = em face da intuição de que o regime está perdendo força.” CANDIDO. Note-se que isso não é uma vaga esperança: é uma realidade. d) o computador é a expressão mais aprimorada do avanço da tecnologia. 54. para esses críticos eufóricos o que funciona é a ‘democracia’ brasileira. alimentação. mas cultivado e agravado a miséria de um povo que. afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos. serve de boa massa para os demagogos elegerem quanto aventureiro consiga vender a sua deteriorada mercadoria política. b) os entusiastas de um conceito superado de democracia. não sabe ler. sofre todas as privações e. Com certeza esperam que o regime odiado acabe na fome. c) todos os que sentem prazer em derrotar o socialismo cubano. E mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. b)“tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade” = livrar o povo de quem o sujeita e fazê-lo crer na ilusão de que seja digno. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) qualquer ameaça dos robôs do futuro ao homem será detida pelo simples gesto de desconectá-los. e) os cidadãos. permitindo uma vida de teor humano em contraste com a iniqüidade mantida pelas oligarquias. a TV descrevem as dificuldades de Cuba. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais. Mas o fato é que (repita-se pela milésima vez) o regime cubano conseguiu o que nenhum outro tinha conseguido na América Latina: tirar o povo da sujeição torpe e dar-lhe o sentimento da própria dignidade. segundo o qual as eleições consolidam o poder político do povo. a fim de pagar os sustos que deu.

’ Esse ‘apetite social’ é raríssimo entre os nossos homens ricos. e) I. d) uma possibilidade de exploração. b) I. a lavadeira cheira a gim. sofrem com a arquitetura da casa do vizinho. II. Vejam que país..55.. da mão-de-obra oferecida por algumas profissões bastante desvalorizadas. b) uma preocupação mais ampla. mesmo que o regime cubano dure apenas o tempo de uma geração. para alguns homens: a) o usufruto de uma condição econômica bastante favorável. Kropotkin — têm enormes apetites sociais. d) I. A veracidade das informações de que em Cuba “falta alimento e roupa. c) I. a seu modo. ‘Dinheiro é a coisa mais importante do mundo. a bicicleta substitui o automóvel” é contestada pelo autor. III..’ Quem escreveu isso não foi nenhum de nossos estimados agiotas. e se chamava Bernard Shaw. II.” Rubem Braga. os elementos sublinhados indicam a preocupação do autor em manter sua objetividade diante dos dados que analisa. tendo em vista o bem da sociedade em geral. além daquilo que já faz parte de seu patrimônio. e) II e III. Unifor-CE A expressão “apetite social” significa. estão articuladas numa relação de causa (I) e efeito (II) as seguintes expressões: a) I. d) I e II. não se contentam com belas casas. atribuída a “esses críticos”. Ele nos fala de alguns homens ricos: ‘Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida — homens como Ruskin. Fuvest-SP Considere as seguintes afirmações: I.. Fuvest-SP No terceiro parágrafo. deve-se à convicção de que eles avaliam com pessimismo as possibilidades da democracia no Brasil. Não era um cínico. GABARITO 57. está correto somente o que se afirma em a) I. a não ser ‘social’ seja tomado no sentido de ‘mundano’. No segundo parágrafo. 27 56. Voltar Língua Portuguesa . II. o que é insultuoso é que ela o seja apenas para alguns. E nossos homens de governo têm uma pasmosa desambição de governar. que situação! A vida deveria ser boa para toda gente. c) III. terá mostrado que o socialismo é possível. b) II. na posse de bens particulares e influência pessoal. que tempo.. e) a ambição de possuir sempre mais. tirar o povo da sujeição torpe: II.. não se contentam com esposas cheias de diamantes e filhas em flor. querem belas cidades. II. Texto para as questões de 57 a 60: “Um amigo meu estava ofendido porque um jornal o chamou de boa-vida. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. Em relação ao texto. aquisição dos requisitos indispensáveis. e porque todo homem que encontram não é um amigo e toda mulher não é romance. as máquinas agrícolas estão sendo puxadas por animais.Interpretação de texto II Avançar .. a qualificação de “eufóricos”. para tornar melhor a sociedade em que vivia — e em certa medida o conseguiu. aquisição dos requisitos indispensáveis. que não é percebido como suficiente. Nas expressões “relativa equivalência de oportunidades” e “afastamento mínimo possível entre os salários mais altos e os mais baixos”. terá mostrado que o socialismo é possível. a iniqüidade mantida pelas oligarquias. II. mas um homem de vigorosa fé social. IMPRIMIR c) a discrepância entre a visão que um escritor tem da vida em sociedade e a realidade vivida por algumas camadas sociais. dar-lhe o sentimento da própria dignidade. não apenas o daqueles mais ricos. no texto. pela camada mais alta da população. a costureira é anêmica. que passou a vida lutando. William Morris. queixam-se porque a operária está mal vestida.. Foi um homem que a vida inteira viveu de seu trabalho. tirar o povo da sujeição torpe.

b) não há mérito social algum em pessoas que vivem apenas de seu trabalho. d) jornalistas devem ter sempre o cuidado necessário para não expor publicamente a situação econômica e social de algumas pessoas. no texto. de que tomar-se rico deve ser o objetivo final daqueles cujo trabalho é reconhecido publicamente.” Essa afirmação estabelece. habitualmente. de que ricos são aqueles que buscam melhorar as condições de vida para todos os que compõem uma sociedade.. 28 d) aceita a postura de várias figuras ilustres. c) caberia à camada mais rica da sociedade. inclusive Bernard Shaw. especialmente os considerados pouco dignos dentro da sociedade. sem preocupar-se com sua sobrevivência. Unifor-CE Depreende-se corretamente do texto que o cronista: a) defende sua própria opinião de que as pessoas mais ricas só vivem preocupadas com sua vida particular e com o bem-estar de sua família. e) propriedades particulares e vida familiar organizada. Unifor-CE “Homens ricos ou aristocratas com um desenvolvido senso de vida têm enormes apetites sociais. b) prestação de serviços básicos e trabalho intelectual. GABARITO 60. único meio de as pessoas desfrutarem de uma vida digna na sociedade. e) agiotas e escritores podem ter opiniões idênticas quanto ao real valor do dinheiro. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) a vida mundana se torna.. d) relacionamento afetivo e condições socioeconômicas de preservá-lo. 59. sem se deixar expor pela imprensa à opinião pública. b) enfatiza a necessidade do dinheiro. a par dos órgãos governamentais. e) compartilha a opinião de Bernard Shaw. c) reconhece as razões de pessoas que preferem viver sua vida discretamente. que possibilita a um escritor dedicar-se plenamente ao seu trabalho. um paralelo positivo entre: a) percepção das dificuldades de algumas camadas sociais e justiça social. o objetivo principal e a forma de que dispõem os homens ricos de exibir tudo aquilo de que desfrutam.Interpretação de texto II Avançar .58. estabelecer condições para a igualdade social. c) senso estético de determinados grupos sociais e seu poder econômico.

sozinho. na janela. sem a Senhora. 190. deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. ah. ninguém os guardou debaixo da escada.” TREVISAN. A. desorganiza-se ao estar sozinho por um período superior a uma semana. pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. 29 61. Senhora. PUC-SP Assinale a alternativa correta: a) O autor do texto explicita seu sentimento de liberdade por perceber que. bebem com ele à noite no bar e acompanham-no nas refeições diárias. c) O autor do texto explicita seu sentimento de solidão por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma desordem em sua vida cotidiana. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . deixando os jornais no chão e comendo a salada sem tempero. PUC-SP Considere as seguintes afirmações: I. calço a meia furada. Primeiros dias. como a última luz na varanda. Para não dar parte de fraco. A subjetividade presente no texto é marcada pela presença do pronome de tratamento Senhora. bom chegar tarde. d) Apenas II e III estão corretas. fui beber com os amigos. não senti falta. p. a) Apenas I está correta. Com os dias. (org. o leite pela primeira vez coalhou. Venha para casa. Toda a casa era um corredor deserto. sem o perdão de sua presença a todas as aflições do dia. b) Os interlocutores do texto são os amigos do autor que conversam com ele na esquina.) O conto brasileiro contemporâneo. conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. sozinho. 62. acostumado a viver com uma mulher. não lhes poupei água e elas murcham. e) O autor do texto explicita seu apelo por perceber que.Interpretação de texto II Avançar . Senhora. Não tenho botão na camisa.Texto para as questões 61 e 62. A ausência da Senhora desencadeia um processo de descontentamento para o autor que menciona problemas com a ordem da casa e com a desordem dos sentimentos. quanto ao que diz respeito à organização do convívio dele consigo mesmo e dele com os demais. Dalton. 1997. e) Apenas III está correta. a imagem de relance no espelho. esquecido na conversa da esquina. Assinale a alternativa correta. III. tanto no que diz respeito à organização da casa. E comecei a sentir falta das primeiras brigas por causa do tempero na salada — o meu jeito de querer bem. d) O autor do texto explicita seu sentimento de alegria por perceber que a ausência da Senhora foi aos poucos provocando uma inversão de valores em sua vida cotidiana. In BOSI. não pode agir como seus amigos: chegando tarde a casa. Acaso é saudade. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço. c) Apenas II está correta. “Apelo Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. b) Apenas I e III estão corretas. Uma hora da noite eles se iam e eu ficava só. Senhora? Às suas violetas. para dizer a verdade. e até o canário ficou mudo. Que fim levou o saca-rolhas? Nenhum de nós sabe. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão. São Paulo: Cultrix. quanto ao que diz respeito às pessoas e aos animais. II. o prato na mesa por engano. por favor. Senhora. tanto no que diz respeito às camisas e meias. O texto apresenta uma visão da vida cotidiana de um homem que.

Nada têm das flores de forma moldadas pelas das Campinas. p. cuja marca é a ausência do sujeito. foi a forma que fez. ( ) a verossimilhança. não a mão. mas ao que pode até ser flor se flor parece a quem o diga.” NETO. ( ) a “flor” forjada como exemplo de obra de arte criativa. Existe grande diferença do ferro forjado ao fundido. ao senhor que dizem ser poeta: o ferro não deve fundir-se nem deve a voz ter diarréia.Interpretação de texto II Avançar . Rio de Janeiro: Nova Aguilar. sem controle seletivo. ( ) a criação da poesia como um processo cuja marca é a fluência das palavras. domo-o. O poema mostra: ( ) o fazer poético como um processo racional. Salvador-BA “O Ferrageiro de Carmona Um ferrageiro de Carmona que me informava de um balcão: ‘Aquilo? É de ferro fundido. Flores criadas numa outra língua. Reparou nas flores de ferro dos quatro jarros das esquinas? Pois aquilo é ferro forjado. então. 30 GABARITO Forjar: domar o ferro à força. Não há nele a queda-de-braço e o cara-a-cara de uma forja. ( ) a ação de forjar ligada à marca da pessoalidade no processo criativo. ( ) uma analogia entre o ofício do ferrageiro e o do poeta. In: Obra Completa. Dou-lhe aqui humilde receita. O ferro fundido é sem luta. ligada à ação persuasiva do artefato sobre o objeto natural. fundamentado em modelos preexistentes.63. João Cabral de Melo. não até uma flor já sabida. é só derramá-lo na forma. Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autor. ( ) a relação criador-criatura enfocada sob uma perspectiva irônica. Conhece a Giralda em Sevilha? Decerto subiu lá em cima. U. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 1994. 595-6. até o onde quero. dobro-o. corpo a corpo com ele. Só trabalho em ferro forjado que é quando se trabalha ferro. é uma distância tão enorme que não pode medir-se a gritos. o efeito de verdade na obra de arte. contrapondo-se ao plano do fundir.

UFMA “Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. Na mesa ao lado está o sujeito que é casado com a Miss Brasil. o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. Durante. Durante a luta. desse modo. só sinto vontade de ganhar. c) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas.Texto para a questão 64. Durante. ele tocou Strauss no restaurante com o coração cheio de alegria — Elpídio na bateria. o que se constata sobretudo pelos substantivos. Durante. d) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas. continue. antes é de boa sorte. O afeto antes é de boa sorte. Todas as mesas estão ocupadas.” FONSECA. de forma mais concisa e coesa. enquanto lá embaixo as pessoas comem bebem suam sem ao menos por um instante levantar os olhos para o balcão onde ele trabalha com os outros dois: Stein. trancado no banheiro. parabéns. o mais moço. d) predomina o caráter descritivo. só sinto vontade de ganhar. que nada de mau aconteça. 65.Interpretação de texto II Avançar . que nada de mau aconteça. Ceetps-SP Com base nesse texto é correto afirmar que a) as ações ganham relevo e determinam a estrutura do texto. só sinto vontade de ganhar e vencer porque o afeto antes é de boa sorte. depois da luta. Depois de terminada a luta. em que as personagens se colocam vivas diante do processo narrativo. “Os Músicos Faz calor. mulato. mas é também o mais triste. Depois da luta. que nada de mau aconteça. Rubem. c) trata-se de um misto de narração e dissertação em que as ações das personagens servem como apoio para as argumentações do comentarista. vontade de vencer. adjetivos e mesmo verbos que auxiliam na caracterização do ambiente. Depois da luta. Respondo: ‘Minha avó nunca viu esse espelho. parabéns. e) apesar dos aspectos descritivos. O único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. no violino — cinqüenta e seis anos. só sinto vontade de ganhar e de vencer. b) o que mais determina o texto são as reflexões. o gerente não gosta mas ele não pode mudar de camisa todos os dias. meio século atrás: espancado com uma vara fina. principalmente no que diz respeito à caracterização física dos músicos. parabéns. é: a) Toda essa história de carinho quando boto as lutas. ainda que antes o afeto seja de boa sorte. que nada de mau aconteça. parabéns. violino. o pianista tem quarenta anos. tem oito filhos. e tudo continua no mesmo. não exatamente ao mesmo tempo. a tocar a valsa da Viúva Alegre. visto que o afeto antes é de boa sorte. cristal puro. 31 64. Durante. um grande borborinho. parabéns. continue. ainda tem um restinho mas sabe que vai perdê-las num dia de calor tocando os Contos dos Bosques de Viena. quanto ao afeto. bateria. vontade de vencer. Os garçons passam apressados carregando pratos e travessas. namorou dentro desse espelho’. vontade de vencer e. continue. Nesse instante chegam os músicos. sua mãe. sinto vontade de ganhar e vontade de vencer. se fosse rico — ‘fazia filho na mulher dos outros.” A alternativa que melhor expressa a idéia contida na fala do lutador de boxe Acelino — Popó — de Freitas. Durante a luta. embora o único afeto que sinto pelos meus adversários seja antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. parabéns. um rosto de quem vai perder as últimas esperanças. três: piano. cinqüenta anos. e) Toda essa história de carinho acaba quando boto as lutas onde o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. o elemento determinante do texto é a narração. continue. já que o afeto antes é de boa sorte e que nada de mau aconteça. coloca um lenço no pescoço para proteger o colarinho. o que lhe confere teor dissertativo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . No ar. que nada de mau aconteça e. privado de comida ‘nem que eu morra você vai ser um grande concertista’ e quando Sara. pois o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. morreu. Depois da luta. b) Toda essa história de carinho acaba quando boto as luvas e. mas sou pobre e faço na minha mesmo’ — e todos começam. continue. Lúcia McCartney. Os grandes espelhos da parede vieram da Europa no fundo do porão. só sinto vontade de ganhar. as idéias discutidas ao longo dele. ‘Tua vó fez risinhos e boquinhas. depois. a fim de que o único afeto que sinto pelos meus adversários é antes de subir no ringue e depois de terminada a luta. ela veio noutro porão’.

dado que ordinariamente andavam pouco. Um clássico do tema é a pesquisa do médico inglês Michael Marmot. pois haviam repousado bastante na areia do rio seco.Texto para a questão 66: “Na planície avermelhada. Fazia horas que procuravam uma sombra. 23. F. A princípio pode parecer óbvio: os ricos dispõem de mais recursos para pagar os melhores médicos. a viagem progredira bem três léguas porque ordinariamente andavam pouco.). a viagem progredira bem três léguas. e) Em virtude de andarem ordinariamente pouco e de haverem repousado bastante na areia do rio seco. ano 32. educação e status social pesam quando o assunto é qualidade de vida e longevidade. Pequenas diferenças de salário. entre elas o cigarro. quanto mais alto o nível hierárquico. a prática de exercícios e a exposição a substâncias tóxicas. porém. Eduardo. Voltar Língua Portuguesa . respeitados centros de pesquisas científicas do mundo produziram nada menos do que 193 estudos sobre a relação entre condição socioeconômica e saúde (. Vidas secas. ordinariamente andavam pouco. e a viagem progredira bem três léguas. importantes e portanto. In: Veja. uma vez que haviam repousado bastante na areia do rio seco.. mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco. o currículo escolar e o sucesso profissional tão importantes — ou até mais — quanto a genética. a viagem progredira bem três léguas. Graciliano. mantém-se o sentido original apenas em: a) A viagem progredira bem três léguas. por parte das autoridades. a dieta alimentar.) Todos tinham emprego garantido e contavam com o mesmo padrão de assistência médica. 134.. Até entre pessoas do mesmo estrato social. Ordinariamente andavam pouco. A folhagem dos juazeiros apareceu longe. maior o desgaste emocional e maior o número de situações estressantes. p. e) mostra como saúde e qualidade de vida estão vinculadas a variáveis socioeconômicas e culturais.. o esgotamento psíquico mina o sistema imunológico do organismo humano. n..) Médicos conscientes da tese ‘ricos.. A ciência descobriu uma realidade mais complexa.” RAMOS. os exames mais sofisticados e os hospitais mais bem estruturados. 1999.Interpretação de texto II Avançar . c) Porque haviam repousado bastante na areia do rio seco. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro. eram três vezes maiores do que os anotados entre os de cargos superiores. estavam cansados e famintos.) quanto menor o nível social. b) haviam repousado bastante na areia do rio seco.. menor a taxa de mortalidade.. através dos galhos pelados da caatinga rala. 32 66. d) visa demonstrar a existência de uma preocupação. Texto para as questões de 67 a 68: “Rico vive mais Nos últimos cinco anos. Os registros de morte entre os trabalhadores menos qualificados. que por mais de 25 anos mapeou a saúde de 17 530 funcionários públicos e constatou que. b) destaca o grande desenvolvimento da atividade de pesquisa científica nos últimos anos. c) objetiva conscientizar a população da necessidade de levar uma vida saudável. d) Ainda que ordinariamente andassem pouco. 9 jun. GABARITO IMPRIMIR 67. (. Estudos conduzidos nos Estados Unidos chegaram a conclusões semelhantes: (. pela saúde das camadas mais pobres. Fuvest-SP Reestruturando-se o terceiro período do texto. E. os juazeiros alargavam duas manchas verdes. a viagem progredira bem três léguas.. como se sabe. saudáveis’ consideram o saldo bancário.” JUNQUEIRA. Católica de Salvador-BA O texto: a) evidencia a existência de diferenças abismais entre as várias classes sociais. (. afastando-se do fumo e de outras drogas.

a saber. pois as pessoas cultas se cuidam mais. A idéia subjugou-a. dous palmos de linho cru. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque. confesso. Era tempo. Machado. pode-se inferir: a) A facilidade de acesso aos melhores hospitais pela classe privilegiada pode ser um fator importante. pousou-me na testa. Veio por ali fora. Era negra como a noite. Não lhe valeu a imensidade azul. não teria mais segura a vida. Era tarde.Interpretação de texto II Avançar . a infeliz expirou dentro de alguns segundos. mas tornando lá. vivem mais. e. para recreio dos olhos. “A borboleta preta NO DIA SEGUINTE. aterrou-a. para todas as asas. despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. Apiedei-me.” ASSIS. e beijou-me na testa. modesta e negra. contra uma toalha de rosto. Texto para responder a questão 70. F. creio que para ela era melhor ter nascido azul.68. bati-lhe e ela caiu. e me reconciliou comigo mesmo. apesar dele. A borboleta. b) Os que têm cargos superiores são menos atingidos por preocupações de ordem financeira. — uma das mais profundas que se tem feito. Esta última idéia restitui-me a consolação. — me consolou do malefício. almoçada e feliz. começou a mover as asas. A manhã era linda. c) A falta de cuidados adequados com a saúde é. uma estatura colossal. invariavelmente. Sacudi-a. c) A classe operária é mais propensa à doença por herança porque nela são mais freqüentes os maus hábitos. Dei de ombros. no susto que tivera. tão negra como a outra. Não era. uma vez posta. E esta reflexão. 69. Deixei-me estar a contemplar o cadáver. nem a alegria das flores. lancei mão de uma toalha. Católica de Salvador-BA Ao analisar os resultados das pesquisas a que o texto se refere. ela foi pousar na vidraça. Lembrou-me o caso da véspera. pois sabem que. têm mais acesso à medicina preventiva e a outras válvulas de escape. que estava ali o pai do inventor das borboletas. Memórias Póstumas de Brás Cubas. mesmo trabalhando sob maior pressão. Suponho que nunca teria visto um homem. podendo. um ar divino. — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo. espairecendo as suas borboletices. braços. conservar melhor suas defesas. que tinha olhos. d) As pessoas com cargos de menor responsabilidade não se estressam tanto e. e na dignidade que. volto à primeira idéia. viu dali o retrato de meu pai. e) As condições ambientais em que trabalham as classes privilegiadas as tornam menos vulneráveis às doenças. ou cor de laranja. a principal causa da mortalidade. b) O que faz uma pessoa desfrutar de uma boa saúde é a adoção de hábitos físicos e alimentares sadios. F. que me aborreceu muito. mas não é determinante quando se trata de saúde. e) Os empresários. incomodado. insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa. que é maior entre as pessoas de poucos recursos. porque eu a sacudisse de novo. Eusébia. e muito maior do que ela. e achando-a ainda no mesmo lugar. Quando enxotada por mim. Então disse consigo: ‘Este é provavelmente o inventor das borboletas’. 33 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . entrei logo a pensar na filha de D. Católica de Salvador-BA Da leitura do texto. nem a pompa das folhas verdes. uni o dedo grande ao polegar. e ri-me. como eu estivesse a preparar-me para descer entrou no meu quarto uma borboleta. d) O grau de escolaridade é o que realmente faz diferença quando se fala em saúde. Passa pela minha janela. portanto. saí do quarto. desde a invenção das borboletas. sob a vasta cúpula de um céu azul. descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo. por isso. Fiquei um pouco aborrecido. e viu que me movia. tinha um certo ar escarninho. foi pousar na vidraça. com alguma simpatia. acabarão resolvendo seus problemas de saúde. se ela fosse azul. aí vinham já as próvidas formigas… Não. assim. tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. não sabia. não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete. é justo dizê-lo. e voou a pedir-lhe misericórdia. o que era o homem. com dinheiro. pernas. minutos depois. senti um repelão dos nervos. O gesto brando com que. Não caiu morta. Pois um golpe de toalha rematou a aventura. mas o medo. que é sempre azul. ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. depois de esvoaçar muito em torno de mim. soube conservar. pode-se afirmar: a) Os abastados são mais otimistas. Imaginei que ela saíra do mato. e não é impossível que descobrisse meia verdade. entra e dá comigo. que é também sugestivo. saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai.

21 jul. cesta básica e seguro de acidentes pessoais. E o desafio. e) se sente desorientado com a borboleta que descreve infinitas voltas em torno de seu corpo. e) a criação de postos de trabalho na área da construção civil. ano 32. Uma multidão de 460 000 pessoas lotou os locais de inscrição. Exigências: ter acima de 16 anos de idade e estar desempregado há mais de um ano. ao constatar-se um gigante e. com a modernização. A idéia era selecionar 50 000 pessoas para cumprir um contrato de seis meses.70. no Brasil. uma vez que o trabalho físico tende a desaparecer. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. Fatec-SP Da leitura do texto é correto afirmar que o narrador a) se vale da imagem de uma borboleta para mostrar tanto as ações impulsivas do homem como sua capacidade de racionalização. pode-se afirmar: a) A realidade do trabalhador brasileiro era desconhecida até a formação das frentes de trabalho. Segundo o Instituto. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. (. um deus em relação à borboleta. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. será otimizado com: a) a manutenção da economia informal. 1999. 29. os mais velhos e aqueles que estavam por mais tempo na fila do desemprego. e) Os problemas de mão-de-obra desqualificada — frutos da atual conjuntura econômica do País — se resolverão definitivamente. Cíntia. o horizonte é desolador.. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) elabora uma comparação entre o susto que tivera ao ver a borboleta e o que tivera ao ver a filha de D. F. assim que a economia brasileira voltar a crescer. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1º grau completo ou nem isso. no Brasil. d) o controle da natalidade nas camadas mais baixas. Católica de Salvador-BA A partir da leitura do texto. 105. Texto para as questões 71 e 72: “Eles sobraram Os números do IBGE. b) a abertura de constantes frentes de trabalho. 72. d) se surpreende com a relatividade das coisas. um mês atrás. pelo menos na área de construção civil. viadutos. p. o principal órgão de pesquisas sociais do país. d) A infra-estrutura deficiente do Brasil possibilitará trabalho constante. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. O rosto dessa gente apareceu quando o governo de São Paulo abriu inscrições.. querendo confundi-lo. Foram selecionados apenas os chefes de famílias numerosas.) O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. Assim que a economia voltar a crescer. por uma ironia do seu passado recente. n. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema.” VALENTINI. Eusébia. Para garantir a sobrevivência. recebendo salário mensal de 150 reais. Durante mais de uma década. c) A situação do trabalhador braçal. uma vez que ele sempre pode contar com a economia informal. F. para o país. c) a implementação de um programa de educação. Isso porque as empresas. para as chamadas frentes de trabalho. 34 71. pode-se inferir que o problema de emprego. não serão sanadas a longo prazo. b) fala de uma borboleta para representar a importância de pequenos momentos na vida dos homens. b) As dificuldades do trabalhador desqualificado. Para os outros. deixou ruas se esburacarem. In: Veja. já não precisam tanto de força física.Interpretação de texto II Avançar . embora difícil. talvez. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. Católica de Salvador-BA De acordo com o texto. é alentadora. o governo abandonou estradas.

e) “vermelho” e “vermelhinho da silva”. João. 35 73. faz os jornais. na França. levanta os prédios. Apud: Para gostar de ler. Luto da família Silva. São Carlos-SP O texto estrutura-se na oposição entre os Silva e as demais famílias. faz telhas de barro. sugeridas também pelos nomes de família. Na seção dos ‘Fatos Diversos’ do Diário de Pernambuco. Nós auxiliamos várias famílias importantes na América do Norte. nos balcões. São Carlos-SP A leitura do texto permite afirmar que o autor a) quis desqualificar as famílias não importantes. vai mal em política. 1984. enche os porões dos navios. a família Matarazzo.Interpretação de texto II Avançar . d) propôs uma reflexão sobre diferenças sociais. b) “em todo lugar onde se trabalha” e “a gente de nossa família trabalha nas plantações de mate”. O cadáver foi removido para o necrotério. Você não possuía sangue azul. nas usinas. F. 76. como a Silva. Nossa família. nas minas. no Japão. b) retomar e sintetizar informações anteriores. a expressão “vermelhinho da silva” traduz a idéia de a) intensidade. 4. conduz os bondes. Nossa família. U. nós temos de enterrar você é mesmo na vala comum. nas praias. Na vala comum da glória. enrola o tapete do circo. e) retomar e explicar informações anteriores. v. Essa relação releva-se em a) “vai mal em política” e “há de subir na política”. A Assistência voltou vazia. F. Na vala comum da miséria. 5. Apesar disso. Veio tinindo. laça os bois. d) ironia. ed. serve no Exército e na Marinha. São Carlos-SP No texto. João da Silva.INSTRUÇÃO: As questões de números 73 a 76 referem-se ao seguinte texto de Rubem Braga: “Luto da família Silva A Assistência foi chamada. a família Rocha Miranda. O homem estava morto. 44-5. leio o nome do sujeito: João da Silva. em todo lugar onde se trabalha. nas fábricas. Um homem estava deitado na calçada. a família Guinle. Rubem. d) “vala comum da miséria” e “vala comum da glória”. a família Pereira Carneiro. Nossa família é feito Maria Polaca: faz tudo. São Carlos-SP A oração faz tudo. é que trabalha para os homens importantes. d) explicar e comentar informações anteriores. c) explicitou a submissão dos países da América do Sul aos da América do Norte. 75. 74. João da Silva. Sangue de nossa família. F. nas cozinhas. conta o dinheiro dos bancos. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . U. Sempre por baixo. b) pretendeu enaltecer a tradição de famílias importantes na história brasileira. São Paulo: Ática. c) pequenez. no mato. nas fazendas. entretanto. U. p. O sangue que saía de sua boca era vermelho — vermelhinho da silva. b) carinho. nos pastos. c) “vermelhinho da silva” e “sangue azul”. A família Crespi. todas essas famílias assim são sustentadas pela nossa família. e) enfatizou a importância de se melhorarem os Silva para entrarem na política. na Inglaterra. c) expandir e explicar informações anteriores. Porque nossa família um dia há de subir na política…” BRAGA. Uma poça de sangue. (…) João da Silva — Nunca nenhum de nós esquecerá seu nome. Morava na rua da Alegria. assume a função de a) resumir e comentar informações anteriores. Nossa família quebra pedra. em destaque no texto. e) desprezo. A gente de nossa família trabalha nas plantações de mate. Morreu de hemoptise. U. F.

por acaso. Jorge de. não me compreendereis. o poeta não foi designado para vivificar a [palavra de novo? Para colhê-la de cima das águas e oferecê-la outra vez [aos homens do continente? E. construtor da palavra perene. p. 388-9. o poeta não falará. por acaso. e reconstituir seu conteúdo mágico? Acaso o poeta não prevê a comunhão das línguas. ( ) o poeta como reinventor da linguagem. Organização de Alexei Bueno. In: Poesia Completa. a palavra imortal há de adoecer? E. não foi ele apontado para restituir-lhe a sua essência. 36 GABARITO O poema apresenta: ( ) a poesia como instrumento de redenção do homem. na sua universalidade. ( ) o homem comum como elemento responsável pela perda do poder expressivo da palavra no seu uso cotidiano. IMPRIMIR ( ) a linguagem poética. Salvador-BA “As Palavras Ressuscitarão As palavras envelheceram dentro dos homens separadas em ilhas. ( ) a palavra divina tornada vazia de significação para o homem. mesmo com a profanação dos homens de hoje. E o Verbo de Deus é uno mesmo com a profanação [dos homens de Babel. por acaso. 1997.Interpretação de texto II Avançar . as palavras apodreceram nas promessas dos tiranos. do ponto em que se encontrar. quando o homem reconquistar os atributos perdidos [com a Queda. as palavras nada significam nos discursos dos homens [públicos. como promotora do entendimento entre os homens. a todos os homens da terra numa só língua — a [linguagem do Espírito? Se por acaso viveis mergulhados no momento e no [limite. Voltar Língua Portuguesa . e quando se desfizerem as nações instaladas ao depois [de Babel.77. ( ) o poder mágico da palavra só atingível por aquele que ultrapassar a compreensão do “Verbo de Deus”. U. Quando toda a confusão for desfeita. as grandes palavras semitas podem [desaparecer? E. as palavras se mumificaram na boca dos legisladores. E. irmão!” LIMA. Rio de Janeiro: Nova Aguilar.

fútil. mas tenho técnica [só dentro da técnica. 37 GABARITO 78. pois em Lisboa ainda pode viver bons momentos. e) uma saudade melancólica da infância. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .INSTRUÇÃO: Para responder às questões de números 78 a 81. pois lá passou uma infância vazia e sem sentimentos. Já disse que sou sozinho! Ah. Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer. que maçada quererem que eu seja da companhia! Ó céu azul — o mesmo da minha infância — Eterna verdade vazia e perfeita! Ó macio Tejo ancestral e mudo. Não me tragam estéticas! Não me falem em moral! Tirem-me daqui a metafísica! Não me apregoem sistemas completos. nada me tirais. Deus meu.Interpretação de texto II Avançar . com todo o direito a sê-lo. Lisboa de outrora de hoje! Nada me dais. guardem-na! Sou um técnico. Quero [ser sozinho. Já disse que não quero nada. Ou deixem-me ir sozinho para o diabo! Para que havemos de ir juntos? Não me peguem no braço! Não gosto que me peguem no braço. U. ouviram? Não me macem. Pequena verdade onde o céu se reflete! Ó mágoa revisitada. “Lisbon Revisited Não: não quero nada. Obra Poética. nada sois [que eu me sinta. quotidiano e tributável? Queriam-me o contrário disto. d) uma mágoa de sua cidade (Lisboa). não me [enfileirem conquistas Das ciências (das ciências. o contrário [de qualquer coisa? Se eu fosse outra pessoa. pois a cidade nunca lhe proporcionou boas lembranças. Com todo o direito a sê-lo. [a vontade. pois ela tirou-lhe todos os bons sentimentos. das ciências!) Das ciências. São Carlos-SP A penúltima estrofe do poema permite considerar que o eu-lírico sente a) uma saudade carinhosa da infância. Assim. a todos. que eu nunca tardo… E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero [estar sozinho!” PESSOA. da civilização moderna! Que mal fiz eu aos deuses todos? Se têm a verdade. 290-1. fazia-lhes. Fernando. leia os versos de Fernando Pessoa. b) uma mágoa de Lisboa. Deixem-me em paz! Não tardo. p. 1981. como sou. pois trata-se de uma época remota e irrecuperável. por amor de Deus! Queriam-me casado. das artes. F. tenham paciência! Vão para o diabo sem mim. Fora disso sou doido. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. c) um medo de revisitar Lisboa.

b) importunem. no último parágrafo. por essa razão. e) aparta-se da sociedade. 24.. atordoavam-no ainda aqueles dois assobios que não podia explicar e sobretudo aquela pedrada tão bem dirigida. respondeu apressadamente Cirino. b) encontra na morte a única solução para os problemas. em virtude da sua solidão. U. Inocência. Depois.. São Carlos-SP Os dois últimos versos do poema revelam a) a conscientização do poeta em relação a seus problemas e à breve solução que lhes dará. queria respirar o ar da noite e beber na viração do sertão um pouco de tranqüilidade para sua alma não afeita ao tumultuar dos sentimentos que a agitavam e. U. d) o desejo do poeta de manter-se afastado e isolado das pessoas. 81. que por pouco talvez o houvesse estendido por terra. d) sente-se solitário e. viu afinal reabrir-se a janela de Inocência. ( ) Íntima relação entre o nome da personagem feminina e o seu jeito de ser. abrasada também de amor.. fui ver no laranjal. — Deveras. verifiquei que não passava de miragem.. almeja fazer parte da companhia. rápido como aquela pedra arrojada tão rigorosamente.. Cirino. achou-se ao pé da janela e cobriu de beijos as mãos da sua amada. como a que balbuciam duas cândidas almas na eterna e sempre nova declaração de amor. Salvador-BA “Passava as noites em claro. ed. São Carlos-SP Pela leitura do poema. O que pareceu pedrada era um noitibó que frechou para mim e veio dar com a cabeça na parede. A princípio tomei também um grande susto.. meu anjo do céu. F. U. b) a irritação do poeta com aqueles que pretendem ajudá-lo em seus problemas. A pobrezinha. F. ( ) Dimensão hiperbólica do sentimento amoroso. era um macauã. Dois gritos. 38 GABARITO Marque V para as afirmativas que podem ser comprovadas com o texto e F para as que não podem. e) abandonem. c) a vontade do poeta de poder compartilhar da paz que outras pessoas sentem. desde que Adão e Eva a trocaram. São Carlos-SP A forma verbal macem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Visconde de. a única que vi era você. rápido como uma seta. e) a inquietude gerada na alma do poeta.. ( ) Escapismo para o sonho. ( ) Atitude de vassalagem amorosa.. c) tenta tornar-se uma outra pessoa... ímpetos tão desconhecidos e violentos. minha vida. Com este madrigal encetou Cirino uma conversação como a da primeira noite. Para mim. metido no laranjal e procurando uma solução a tanta dificuldade. De noite. significa a) desprezem. c) ofendam d) maltratem. ( ) Atitude de irreverência do narrador. à sombra das maravilhosas árvores do Éden.79. em face do religioso. — Deveras? perguntou ela incrédula. destacada no poema. para desenvolver sua arte. F. 1996. p. São Paulo: Ática. Que foi? — Ah! não foi nada. a gente em tudo vê maravilhas. ( ) Concepção idealizada de mulher. Numa dessas noites de ansiedade.” TAUNAY. 99-100. 80. para agradar a todos. e a pedrada. pode-se dizer que o poeta a) recusa-se a aceitar os valores que a sociedade tenta inculcar-lhe. quem sabe? verificar se por aí não andava rondando aquele que no seio lhe inoculara tamanho desassossego.Interpretação de texto II Avançar . — O grito? balbuciou ela. U. superiores a todas as suas tentativas de resistência. 82.

que de força entram no domínio do estilo e ganham direito de cidade. Pelo contrário. é função do escritor: a) inovar sempre a língua — registro de suas obras — criando as novidades a partir da influência popular. e) a ausência de mérito literário em muitas obras consagradas pelo público. Em geral. Unifor-CE De acordo com o texto. c) o povo de uma nação é a fonte incontestável de todas as alterações da língua.” Machado de Assis. certos modos de dizer. porém. não admitindo as alterações que ocorrem por influência popular. não se lêem. mas que sabem perfeitamente os clássicos. pois somente eles. e o escritor não está obrigado a receber e a dar curso a tudo o que o abuso. e) estudar sempre os autores clássicos. portanto. que devem ser incorporadas pelos escritores em suas obras. d) o mérito de um livro será maior quanto mais inovações ele apresentar. b) as obras clássicas são aquelas em que a linguagem é imutável. ele exerce também uma grande parte de influência a este respeito. Mas se isto é um fato incontestável. é um erro igual ao de afirmar que a sua transplantação para a América não lhe inseriu riquezas novas. não se lêem muito os clássicos no Brasil. pois a leitura se torna mais agradável e compreensível. acompanhando sua época e abandonando o estilo de autores antigos e defasados. Cada tempo tem seu estilo. A este respeito a influência do povo é decisiva. são os modelos adequados para a produção das obras consideradas modernas. sem as indevidas interferências surgidas em cada época ou de acordo com a vontade de seu autor. 39 83. 84. não me parece aceitável a opinião que admite todas as alterações da linguagem.Texto para as questões de 83 a 85: “Não há dúvida que as línguas se aumentam e alteram com o tempo e as necessidades dos usos e costumes. c) aceitar as inovações trazidas pelo povo — aquelas que dão vivacidade à língua — exercendo. depurando a linguagem do povo e aperfeiçoando-lhe a razão. dos autores clássicos da língua. Entre as exceções. ainda aquelas que destroem as leis da sintaxe e a essencial pureza do idioma. o que é um mal. que é importantíssima nesse processo. Unifor-CE Conclui-se corretamente do texto que: a) o reconhecimento de um escritor nem sempre se baseia em sua competência. o capricho e a moda inventam e fazem correr. c) a divulgação das obras de escritores que gozam da aceitação popular. sempre atual. locuções novas. Querer que a nossa pare no século de quinhentos. Feitas as exceções devidas. b) a necessidade de um equilíbrio entre tradição e renovação na língua. 85. porém. Há. Unifor-CE A idéia central do texto é: a) a influência. d) as opiniões divergentes entre escritores a respeito do uso correto da língua em suas obras. o que vai permitir uma aceitação maior de suas obras. e se é verdadeiro o princípio que dele se deduz. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . um controle sobre elas e inibindo os abusos. e) a língua reflete a história de cada época e sujeita-se a receber tanto a influência de seus escritores quanto a popular. Escrever como Azurara ou Fernão Mendes seria hoje um anacronismo insuportável. A influência popular tem um limite.Interpretação de texto II Avançar . com seus ensinamentos. pois muitos deles até mesmo ignoram as estruturas da língua que utilizam. d) usar exclusivamente a linguagem do povo. poderia eu citar até alguns escritores cuja opinião é diversa da minha neste ponto. b) dominar com segurança a norma culta da língua e empregá-la fluentemente.

Aparentemente peças quase iguais às demais: os mesmos modos funcionais Contudo é preciso vê-las em sua marca: no rastro dos dedos no selo do gesto Ali onde transgridem a ética da classe que proíbe os objetos de serem pessoais Onde desconhecem o acordo em vigor que as coisas transforma em armas submissas Não pactuam — hostis minhas duas mãos acidulam o ar da repartição” 40 GABARITO a) De qual critério se serve o poeta para classificar as diferenças entre os “vários utensílios” que “povoam o escritório”? Por que essa classificação destoa tanto da nossa percepção habitual? b) Como aparece a presença humana em meio ao ambiente da repartição? 87. o cesto são só instrumentos sem vontade própria Dois os indiscretos: minhas duas mãos — úlcera no estômago da repartição ALVIM. com certeza o prefeito encontraria novas atribuições para a Guarda Municipal. já foram 31”. 34. parcialmente adaptadas: “Para os lunáticos que insistem em soltar balões de grande porte. Vide sugestão na nota anterior que também poderia ser aplicada nestes casos. Unicamp-SP Considere o poema a seguir: “Inventário Povoam o escritório vários utensílios uns bastante sóbrios outros indiscretos Por exemplo: a mesa é sóbria. In: Poesias Reunidas (1968-1988). Amostra Grátis. no primeiro semestre de 2000. Rumina todos os papéis no oco das gavetas O que a mesa expele para a superfície é simples dejeto livre de mistério O arquivo também é móvel discreto e diz muito pouco de interesse humano A caneta. encontram-se. em 1998 foram registradas 99 ocorrências em Guarulhos.Interpretação de texto II Avançar . São Paulo: Duas Cidades. 1988. Unicamp-SP Na coluna “De zero a dez”. 13.” “Não seria o caso de a Prefeitura pagar por cada nova pichação feita na cidade? É claro que sim. As autoridades deveriam enquadrar os responsáveis por crime inafiançável e trancafiá-los em presídios por longos anos. publicada na revista Business Travell. que se encontra na primeira nota? b) Explicite a sugestão dada no final da segunda nota. Em todo o ano passado foram registradas 33 ocorrências e. só no período de janeiro a abril. o lápis o papel. Se todos entrassem com uma ação simultaneamente. de Rubem Tavares. Voltar Língua Portuguesa . só no período de janeiro a abril.86. p. entre outras. já foram 31.” IMPRIMIR a) Qual é a conclusão implícita na seqüência “neste ano. neste ano. causando incêndios e sérios riscos à segurança dos vôos: segundo o Controle de Tráfego Aéreo. as seguintes notas. Francisco.

professores e consultores. estudantes e pesquisadores estrangeiros que vêm desenvolver pesquisas. “Música Uma coisa triste no fundo da sala. Eu considerei as contas que era preciso pagar. Me disseram que era Chopin. Alguma Poesia.Interpretação de texto II Avançar . os passos que era preciso dar. levando-o ao desatino da existência. Fatec-SP A leitura de Música torna possível afirmar que a atenção do narrador a) tem suas preocupações ordinárias postas de lado pela sensualidade da música e da pianista de braços redondos. e) a exclusão das situações expostas. b) a reiteração das situações apresentadas. c) foi despertada pela relação material entre as teclas de um piano (“dentadura dura”) e sua própria dentadura (“dentadura amarela e preta”). na enumeração de situações que favorecem a biopirataria na Amazônia. b) “sob o lustre complacente”. além do fluxo de brasileiros para o exterior. o coesivo “além” possibilitou: a) a inclusão de mais uma situação. 89. d) é atraída pela música de um provável Chopin. que. afasta o narrador de suas preocupações cotidianas. sob o efeito da música de Chopin é: a) “braços redondos que nem coxas”. apesar dos apelos tristonhos que a música de um piano lhe fazia do fundo da sala. impossibilitam qualquer aparato de fiscalização. a presença de turistas internacionais. e) “as dificuldades…” 90.” ANDRADE. A mulher de braços redondos que nem coxas martelava na dentadura dura sob o lustre complacente. as dificuldades… Enquadrei o Chopin na minha tristeza e na dentadura amarela e preta maus cuidados voaram como borboletas. 41 88. Fatec-SP A expressão que mais claramente remete à liberação das preocupações do narrador. c) a retificação das situações anteriores. o que se constata pela evocação de um “lustre complacente”. c) “meus cuidados voaram como borboletas”.Texto para a questão 88.” GABARITO Neste texto divulgado na Internet. d) somente a ratificação das situações já apresentadas. b) se apega aos “passos que era preciso dar”. A existência de uma fronteira terrestre muito vasta para evitar contrabando. d) “Enquadrei o Chopin na minha tristeza”. UEPA “É nesse aspecto que a histeria sobre a biopirataria na Amazônia corre o risco de não levar a lugar nenhum. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) se fixa na tristeza e na solidão. apesar de triste. Carlos Drummond de. estrangeiros residentes.

(32) evidenciaria a necessidade de se promover a reabilitação das profissões diretamente relacionadas com o desenvolvimento socioeconômico e científico do país. mas sim mostrando que por trás deste há uma loucura geral. Tomar contato com aquela realidade foi como mergulhar no âmago da lógica da economia brasileira. 5-6. Temem abrir as janelas e demonstrar a todos a incompetência de formulações. como resposta. (04) traria à tona subsídios para uma insurreição do povo brasileiro contra teorias sociais acadêmicas em prática na sociedade atual. UFBA O texto sugere que “um mergulho no Brasil”: (01) revelaria a distorção das teorias dos sociólogos. desvinculada de sua cultura. como se tivessem lógica. no sentido de apreender a lógica que rege suas ações. o motorista apontou para o carro à frente. a partir de valores desvinculados das reais necessidades do indivíduo. tentando usar o sentimento. Dê. Cristovam. como em qualquer mergulho. Como o homem dentro de um carro fechado. os cientistas tendem a não expor as idéias que pareçam romper com o comodismo teórico do consumismo de escolas estabelecidas. Fazendo do ar que deveria ser usado para dominar o calor da tarde o símbolo do poder de não sentir calor. para descrever e entender o país. além de dúvidas. Mesmo que às custas de sofrer um calor maior. eles não têm teorias alternativas. para dar a impressão do bemestar do progresso. É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. Tem que entender como o Brasil vê o Brasil. influi na divulgação e na legitimação do absurdo. denunciar que o carro não tem ar condicionado e estamos todos morrendo de calor. p. usam linguagens especiais. aventurando-se. 1993. construídas em torno de questões ultrapassadas. Pervertendo o processo econômico. A teoria econômica diria que o consumidor obtém. Um mergulho no Brasil que. arriscando incoerências. Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que. Não apenas os consumidores se comportam como gostariam de ser vistos. Para tanto é preciso desvencilhar-se dos preconceitos. Mergulhar na realidade do país exige um mergulho nas teorias que mais fortemente vêm influenciando a consciência dos brasileiros. com a finalidade de dar ao mundo a impressão de riqueza.” BUARQUE. ele respondeu: ‘Para que todos pensem que tem ar condicionado. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .’ Como aquele motorista. A realidade de um motorista suando para dar a impressão de que não sente calor não pode ser explicada buscando uma lógica no seu comportamento. o que constituiria entrave cultural.Interpretação de texto II Avançar . Prendem-se a modelos já preparados. São Paulo: Paz e Terra. Sobretudo quando. teorias e linguagens pouco acuradas. Mesmo quando se atrevem a desnudar o real. 91. 4. permitiu um conhecimento maior da realidade brasileira do que quadros estatísticos e formulações teóricas da economia. o caos e a irracionalidade. (02) desvendaria submissão a comportamentos sociais padronizados. Os cientistas sociais que tentam mergulhar na realidade brasileira produzem teorias conforme imaginam que seus colegas desejam. A inconseqüência não é apenas do consumidor. (16) denunciaria o artificialismo das teorias utilizadas pelos cientistas sociais por vaidade intelectual e busca de prestígio acadêmico. graças ao fato de se ver pelos olhos dos outros. para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial. para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto. ed. com o carro e as janelas fechadas. A teoria que se diz científica.Texto para as questões de 91 a 93: “UM MERGULHO NO BRASIL Manaus 42 GABARITO Às duas da tarde do verão de 1984. no meio de um engarrafamento. trabalhando na inconseqüência. Não pode se limitar a ver o Brasil. Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. (64) subentenderia uma análise criteriosa dos fatores que contribuem para que se passe uma visão fantasiosa do país e dos seus habitantes. a soma das alternativas corretas. no calor sem ar condicionado. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. Aquele encontro. Tem que ser um mergulho na lógica que faz o Brasil mover-se. vê a si mesmo. os demais brasileiros sacrificam demais o conforto possível. em território tropical. no meio de um longo engarrafamento no centro da cidade. e perguntou: ‘O senhor sabe por que aquele Volks está com todos os vidros fechados?’ Antes que eu dissesse não. A Desordem do Progresso. Como gostaria que os outros o vissem: como o confortado dono de um carro com ar condicionado. incompatível com seus recursos. deve começar pelo entendimento da alma do conjunto de sua população. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. (08) implicaria uma avaliação de como o brasileiro age e de como ele se auto-avalia.

” — Isso quer dizer que o “caos e a irracionalidade” são uma conseqüência do ilogismo das teorias que se propõem interpretar a índole do povo brasileiro. falso. (08) A expressão “se ver pelos olhos dos outros” conota um falseamento da realidade individual. (64) “É preciso explicar por que os brasileiros fecham os vidros do país. (32) “A teoria econômica diria que o consumidor obtém. a respeito do fato que então se comenta.Interpretação de texto II Avançar . (32) Os pontos de vista dos economistas e do autor coincidem com relação ao grau de funcionalidade das “janelas fechadas” e “das janelas abertas”. (16) “Mas um mergulho no caos da consciência coletiva brasileira dificilmente se faz se usamos o escafandro das teorias formuladas para explicar. (02) A expressão “Tem que” remete a uma possibilidade remota de análise da realidade.” — A resposta do motorista demonstra seu ponto de vista preconceituoso. um nível de satisfação maior do que o grau de conforto das janelas abertas. se submete a uma economia desadaptada a suas necessidades. antes. (64) A expressão “Para tanto” estabelece um relação de conseqüência com referência a “mergulho” (2o destacado). (02) “para dar a impressão de dispor dos instrumentos do conforto” e “para que os outros pensem que eles têm o ar condicionado do saber academicamente oficial” — Indicam que o objetivo do consumidor e do cientista social decorrem de pressões que os manipulam. Dê.” — Os economistas. 93. (04) “não sentir calor” e “sofrer um calor maior” — As expressões estão usadas para enfatizar o contraste existente no comportamento do brasileiro. UFBA O sentido do enunciado está devidamente apreendido em: (01) “Para que todos pensem que tem ar condicionado. Dê. o caos a irracionalidade. diferentemente de “ar condicionado” (2o destacado). a soma das alternativas corretas. incompatível com seus recursos” — O autor se fundamenta num fato para avaliar criticamente o comportamento do povo brasileiro no seu todo. como se tivessem lógica. (04) A forma verbal “entender” tem o mesmo sentido de “Mergulhar”. com o carro e as janelas fechadas. para dar a impressão do bem-estar do progresso. dentro da ótica do consumismo. como resposta. a soma das alternativas corretas. UFBA Há uma explicação coerente em: (01) O termo “ar condicionado” (1o destacado) está usado em sentido denotativo. (16) O uso do “escafandro” sugere mascaramento do real objetivo do “mergulho” (1o destacado). subestimam a aparência em favor da realidade. no desvendamento dos fatores externos que a constroem.” — Isso significa que uma análise da identidade do povo brasileiro deve fundamentar-se. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . em território tropical. como resposta. com argumentos falseadores. (08) “Aquele comportamento era similar ao de toda a população brasileira que.43 92.

‘garod’. Ao chegar à seleção brasileira em 1970. Em uma de suas colunas semanais nesta Folha. c) comum a todos os seres humanos. 6/4/1996. quando fez parte do grupo que conquistou o tricampeonato mundial. 58. o jornal Correio Popular publicou um texto com muitas imprecisões. 20/10/2000. E seria uma grande pretensão acreditar que o sentimento que batizamos de ‘saudade’ seja exclusivo dos povos lusófonos. a dizê-lo. a tese é que a) todos os povos têm os mesmos sentimentos e têm palavras para designá-los. ‘ilgas’. que seria uma exclusividade mundial da língua portuguesa. Campinas. 53 anos. ou talvez mesmo antes. ele sente saudade. e) talvez anterior à razão.Interpretação de texto II Avançar . b) uma prova de que a espécie humana é fruto da mutabilidade de espécies. contribui para tornar o trecho incoerente. árabes. Unicamp-SP Quando o treinador Leão foi escolhido para dirigir a seleção brasileira de futebol. d) comum a todos os seres humanos e remonta aos tempos antigos. Leão. e Édson. 96. de uma forma ou de outra. alemães. assim como os seres humanos. efetivamente. ‘shauck’ e também ‘hanim’. o professor Josué Machado lembrou pelo menos dez equivalentes da palavra ‘saudade’. Por quê? c) Por que o emprego da palavra “racionalismo” é inadequado nessa passagem? As questões 95 a 97 referem-se ao seguinte texto: “Certos mitos são repetidos tantas e tantas vezes que muitos acabam se convencendo de que eles são de fato verdadeiros. se até os cães demonstram sentir saudades de seus donos quando ficam separados por um motivo qualquer. sua terra natal. adaptado. ITA-SP No texto. Leão não dava um passo em falso. Desde que o homem é homem. macedônios. ‘jal’. Paulo. e) há línguas que são mais sintéticas que o português para expressar o sentimento que os povos lusófonos designam “saudade”. ITA-SP NÃO se pode afirmar que a noção do sentimento saudade no texto seja a) atribuída exclusivamente ao ser humano. 44 GABARITO 95. existem outros idiomas que o fazem de forma até mais sintética que o português. d) há línguas que são mais sintéticas que outras para exprimir os sentimentos. armênios. Embora línguas que nos são mais familiares como o inglês e o francês tenham de recorrer a mais de uma expressão (seus equivalentes de ‘nostalgia’ e ‘falta’) para exprimir o que chamamos de saudade em todas as circunstâncias. iniciada no Comercial de Ribeirão Preto. Por outro lado. o ‘póthos’ dos antigos gregos e sabe-se lá quantas mais expressões equivalentes nas cerca de 6 mil línguas atualmente faladas no planeta ou nas 10 mil que já existiram. e húngaros. sempre impôs seu estilo ao mesmo tempo arredio e disciplinado. ‘sóvárgás’. c) trata-se de um mito a crença de que apenas os povos lusófonos têm uma palavra para designar o sentimento “saudade”.94.” Correio Popular. desde que aprendeu a falar aprendeu também. Pode-se ainda acrescentar a essa lista o ‘desiderium’ latino. Todas as línguas do mundo exprimem com maior ou menor grau de complexidade todos os sentimentos humanos. seria de um etnocentrismo digno de fazer inveja à Alemanha nazista acreditar que esse sentimento é próprio apenas aos que falam português. Um desses casos é o que envolve a palavra ‘saudade’.” Saudade. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . letões. japoneses. já que seus outros dois irmãos. b) A expressão “por outro lado”. Os russos têm ‘tosca’. Ora. são médicos. mas a maneira de expressá-lo é diferente. Cada atitude e cada declaração eram pensadas com um racionalismo típico de sua família. sérvios e croatas. ‘nedôstatok’. ficasse aprimorando seus defeitos”? Reescreva o trecho de maneira a eliminar o equívoco. costumava ficar horas aprimorando seus defeitos após os treinos. Edmílson. a) O que aconteceria com Leão se ele. Trata-se de uma grande e pretensiosa balela. ‘natsukashi’. ‘Sehnsucht’. no início do segundo período. b) os cães. do qual consta a seguinte passagem: “Durante sua carreira de goleiro. Folha de S. sentem saudade. de 51 anos.

é correto afirmar que a) em II. b) contornar as histórias mal contadas. redundam em más reportagens. por “delinqüente”. 98. Fuvest-SP I. 45 Quanto ao sentido que o vocábulo “louco” assume nas três ocorrências destacadas no quadro acima. 99. e) analisar casos nebulosos e apresentá-los em matérias de redação clara e precisa. e as lágrimas faziam-lhe encarquilhar os olhos. os cabelos caíam despenteados. “Porque quem é louco por alguém. b) a exclusividade da forma impessoal. c) denunciar. por serem mal contadas. b) em I. Fuvest-SP Está INCORRETA a seguinte afirmação sobre o texto: a) a única palavra que se refere diretamente à idéia de morte é “inventários”. que funcionam como argumentos para a tese defendida. talvez nem tivesse graça. que é marcada apenas pelo emprego de orações na voz passiva. por meio da clareza e da elegância do estilo. utilizando a seguinte frase: “Histórias muito mal contadas em reportagens muito bem escritas” Está implícito. a palavra “louco” pode ser substituída. em estilo preciso. a palavra destacada tem o mesmo sentido. o autor sugere a idéia de longevidade do titular do seguro. e) exemplos de vocábulos de outras línguas para designar o sentimento “saudade”. os usos da palavra “louco” assumem sentido oposto àquele verificado em I. os vícios de linguagem que costumam prejudicar as reportagens. focalizando o principal beneficiário do seguro. c) uma equiparação do sentimento saudade dos cães ao dos seres humanos. o segundo uso da palavra “louco” assume sentido negativo.Interpretação de texto II Avançar . d) O pronome oblíquo refere-se a lágrimas. e) em II.97. e) a fotografia e a frase em maiúsculas desviam a atenção do leitor da idéia de morte. “/…/ você não é completamente louco por aquele sujeito que chegou na sua casa /…/”. sintaticamente. 101. d) criticar certas histórias que. b) a imagem da criança reforça uma sugestão já presente no texto e no nome do produto. a) Formosa e graça são. e) O ponto e vírgula estabelece a relação de concessão entre as orações. nesse anúncio.” Assinale a alternativa correta em relação ao fragmento acima. c) A anteposição do adjetivo despenteados ao verbo alteraria o sentido da oração. d) a generalização de uma idéia após a apresentação de exemplos. a repetição da palavra “louco” é redundante. d) no trecho “você faz um seguro de vida que pode durar sempre”. Mackenzie-SP “A moça não era formosa. PUC/Campinas-SP A revista Veja anunciou-se a si mesma. c) nas três ocorrências. sem prejuízo do sentido. Para as questões 98 e 99 considere o texto das questões de 27 a 29. b) Na estrutura sintática predomina a subordinação. não é louco de deixar essas coisas para amanhã”. c) o autor usa conotativamente a palavra “noite” para simbolizar a idéia da morte. d) em II. predicativos do sujeito moça. já que não acrescenta nenhum sentido à frase. ITA-SP NÃO se pode dizer que no texto haja a) uma declaração inicial que sintetiza a tese a ser defendida. evitando-se assim reações negativas do leitor diante desse tema. II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . que a revista Veja se dispõe a a) corrigir a redação confusa de notícias publicadas em outros periódicos. GABARITO 100.

Interpretação de texto II Avançar . II. invadido pelas multinacionais e pelo capital estrangeiro. desempregados. o emprego dos termos “INCRA” e “assentamento” particularizam a informação. pode-se considerar que seu equivalente mais próximo seria: a) sentam a pua em alguém. dança.102. Na 2ª manchete. III. sem experiência. sob idêntico ponto de vista. embora empregando palavras diferentes. a) O advérbio “literalmente” está adequadamente empregado nos dois textos? Justifique sua resposta. GABARITO 105. “Incra suspende crédito para assentamentos. exibida. U. apenas o que se afirma em a) I. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . em II. e) II e III. a partir de 1822. d) de forma criativa o progresso econômico que a abertura ao capital estrangeiro trouxe ao país. d) I e II. Fuvest-SP I. As duas manchetes apresentam o mesmo fato. c) que a independência política é responsável indireta pela verdadeira revolução industrial que se desencadearia no país no século XX. Metodista-SP Observe a imagem que segue: A partir da composição acima. estabelecendo um paradoxo com a data da independência em 1822. 46 Considere as seguintes afirmações: I. os russos achavam que ela era influente demais.” O Estado de S. Paulo. o fato parece mais grave que na segunda.” Folha de S. b) sentam tijolos na parede. d) sentam praça em algum lugar. literalmente. e) que as origens do mercado publicitário no Brasil remontam à época de sua independência em 1822. Acostumados às apagadas. o autor demonstra a) que a independência política possibilitou a autonomia econômica do país com o ingresso das multinacionais e do capital estrangeiro. Paulo. 104. c) sentam-se numa poltrona. c) III. Fuvest-SP Leia as seguintes manchetes de dois jornais paulistas. em relação às manchetes. Para se candidatar a um emprego. Na 1ª manchete. se refere a expressão “às vezes literalmente”? Qual o duplo sentido produzido pela relação que aí se estabeleceu? 103. b) II. II. Fatec-SP Para determinar o valor sintático-semântico do substantivo “poltrona” na expressão “sentam poltrona”. e) sentam orgulhosamente. mulheres dos dirigentes do Kremlin. b) A que palavra. O jovem. arrogante. às vezes literalmente. ambas do dia 15/5/ 2000: “Governo suspende verba para a reforma agrária. o recém-formado compete com levas de executivos de altíssimo gabarito. Está correto. b) a relação de dependência econômica do país.

107. … trarilarára… traríla… De repente voltou-se prá negra velha que vinha trôpega atrás. d) a tábua-de-latrina. por ser anatômica. as curvas de afeto. c) Apresenta erros de ortografia que impedem a clareza do texto. vó? — Naão. o abaulado amigo. em efes e erres. 47 106. e) o poema satiriza a prepotência de certos homens. 108. e) ironia. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta sobre o fragmento que vai da linha 2 à linha 3. e mesmo de pé algum assento os fere: * eles levam em si os nós-senão-pregos. os ferem nós debaixo. Batia compasso com a varinha na poeira da calçada. se sentam mal sentados.Interpretação de texto II Avançar . exemplo único de concepção universal. A vida toda. confere ao homem uma postura universalizante. b) O modo de reproduzir a cantiga indica sua variação rítmica à medida que a cena se desenvolve. de colégio. Sentam poltrona: ou tábua-de-latrina. senão pregos. 109. apesar de aproximar-se da prosa. pode-se afirmar que a) o sentido nuclear do poema se dá na relação entre poltrona e banco de colégio. c) A resposta da avó explicita a sua indiferença para com a menina. b) Expressa por meio de clichê o movimento dado à saia. Texto para responder a questão 109. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ondequer que certos homens se sentem nas nádegas da alma. e mesmo a tábua-de-latrina lhes nega assento além de anatômico. … trarilarára… traríla…” Mário de Andrade. Mackenzie-SP A característica da poesia modernista que NÃO se encontra no texto é: a) liberdade formal. João Cabral de Melo. a) O título já anuncia a importância da relação entre as duas mulheres. A educação pela pedra. e) Há total descaso pela oralidade da expressão. sentam poltrona. Mackenzie-SP Assinale a alternativa correta. onde cabe qualquer homem e a contento. qualquer o assento. b) sintaxe elíptica. c) recriação de cena cotidiana. d) A expressão enorme trouxa justifica o adjetivo trôpega que caracteriza negra velha. b) aponta para os incômodos causados pelos bancos de colégio que são pouco anatômicos. d) linguagem coloquial. sentam bancos ferrenhos.Texto para as questões de 106 a 108: “A menina e a cantiga 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 … trarilarára… traríla… A meninota esganiçada margirça com a sáia voejando por cima dos joelhos em nó vinha meia dansando cantando no crepúsculo escuro. Fatec-SP Da leitura de Sobre o Sentar-/Estar-no-mundo. c) revela que o fato de certos homens ficarem a vida toda sentados causa-lhes um malestar indescritível para o corpo e para a alma. tomando como ponto central as oposições entre o sentir e o sentar. como compete à poesia. enorme trouxa de roupas na cabeça: — Qué mi dá. ecumênico. a) Revela-se poético. GABARITO “Sobre o sentar-/estar-no-mundo Ondequer que certos homens se sentem por afetuoso e diplomata o estofado. d) Enriquece a descrição da menina por meio de prefixos ligados a nomes. e) Tem a coerência prejudicada por falta de pontuação.” NETO.

Há algumas ironias. escrito por Luís Fernando Veríssimo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . se esta é a palavra. preferiria ter os tipos de pais que nunca escolheriam um filho de um catálogo. as questões 110 e 111. As pessoas pedirão: ‘Quero um surfista loiro bom em física quântica e uma modelo com PhD – mas um tem que ser de Capricórnio e o outro de Libra’. se fosse nascer hoje. Linn Ullmann teve sorte: herdou a beleza da mãe. o filho continua não podendo escolher os pais que o terão. de 28/10/99. mas não o inverso. mesmo que fosse eu. Mesmo com toda reação contra e a discussão ética. ou aquela respeitabilidade forçada do inevitável. que não tem qualquer opinião no assunto. que os bebês serão o que o mundo fizer deles. um cantor country – ou um simpatizante do nazismo. Se alguém quisesse planejar uma loira superior. U. b) questionar a reprodução programada e.O texto seguinte. pelo menos no Brasil. Como dizem que Bergmann é um gênio com um gênio violento e difícil – e a última é que ele foi um simpatizante do nazismo até o fim da Segunda Guerra – Linn pode ter herdado mais do que queria. “O que vem por aí Pouco depois de ler a notícia sobre o americano que está oferecendo óvulos de modelos na Internet para quem quer ter filhos bonitos. a comercialização de genes de pessoas saudáveis e bonitas. a genética ou a cultura. encontrarão uma forma de assegurar que os genes comprados tenham o destino desejado. Juiz de Fora-MG Indique a única alternativa incompatível com a interpretação global do texto: a) a beleza de Linn Ullmann deve-se ao fato de ela ser fruto de reprodução programada. E um mundo só de gente bonita e inteligente não seria necessariamente um mundo de gente melhor. Eu. U. Os pais já podem escolher o tipo de filho que querem. que promete ser a questão do novo milênio. depois. Mas esta vitória da mentalidade ‘de direita’ redime a tese da ‘esquerda’ na velha discussão sobre o que determina caráter e destino.Interpretação de texto II Avançar . d) a reprodução programada permite que os pais escolham o filho que querem ter. Pela fotografia no jornal. Todos os avanços na área da reprodução programada não mudam a situação da criança. não poderia fazer uma encomenda melhor ao laboratório: os óvulos da bela e inteligente Liv Ullmann fertilizados pelos genes geniais do Ingmar Bergmann. 111. Mas desconfio que. F. atletas e gênios há sempre um simpatizante do nazismo. Não sei o que herdou do pai. F. foi publicado no Jornal O Globo. que no passado era coisa de cientistas loucos e fascistas. que está em Paris para lançar um livro. implícitas nessa questão de engenharia genética. Não há garantia que entre os óvulos e os espermatozóides de modelos. GABARITO c) na comercialização de genes saudáveis e bonitos subentende-se que apenas as características físicas são geneticamente transmitidas. Leia-o e responda. Juiz de Fora-MG O principal objetivo comunicativo do autor do texto é: a) ironizar a comercialização de genes no Brasil. em especial. b) a reprodução programada baseada em genes de indivíduos saudáveis e bonitos é uma nova edição do cientificismo totalitário para fins de “melhorar a raça”. atletas e gênios não exista um serial killer. a qualidade do sangue ou do ambiente. c) demonstrar que a engenharia genética promete ser a questão do novo milênio. Na comercialização de genes saudáveis e bonitos está subentendido que a personalidade não vai junto.” 48 110. Ela é filha da Liv Ullmann e do Ingmar Bergmann. está redimida a eugenia. li no Libération uma matéria sobre Linn Ullmann. Para começar. d) argumentar que entre óvulos e espermatozóides de modelos. E pensei: está aí. o cientificismo totalitário para fins de ‘melhorar a raça’ mudou de vocabulário e ganhou respeitabilidade.

Se ao menos a criança chorasse. d) ‘ritmo da esquizofrenia’ – ritmo que revela psicopatias e distúrbios mentais.. Mormente por não possuir suficiente discernimento e ser capaz de seduzir os adultos. Lá fora há uma treva dos diabos. podemos afirmar que se trata de um texto psicológico porque: a) mostra a solidão em que vive o narrador. Estão todos dormindo. Memórias de um Dinossauro. dedos enormes. nervos diferentes dos nervos dos outros homens.. um grande silêncio. até que. É horrível! Se aparecesse alguém. Voltar Língua Portuguesa . Aos quatro anos. O sonho é substituído pela TV. d) As crianças engordam muito porque ficam muito tempo em frente da tevê. com certeza me achava extraordinariamente feio. b) ‘insistência pirralha’ – teima persistente da criança. p.. c) ‘embotelhada em danças’ – especialista em danças. Os sentimentos e os propósitos esbarraram com a minha brutalidade e o meu egoísmo.. e) enfatiza as dificuldades de relacionamento da personagem com as pessoas que a cercam. A vela está quase a extinguir-se. Cesgranrio Analisando o texto. Sou um aleijado. Marciano está dormindo.) Há crianças assustadoramente gordas de açúcar e sem afeto. O armário é tão cheio quanto o espírito vazio. a erotização televisivamente monitorada faz da criança um consumidor precoce. Que miséria! Casimiro Lopes está dormindo. Emescam-ES Um dos itens abaixo apresenta explicação inadequada de alguns termos usados no texto.” Excerto de BETO. corpo de criança e alma de mulher. no seu sentido geral. 98. b) contrasta o modo de ser de Madalena com as ações do narrador. Se Madalena me via assim. Vitória. c) retrata o conflito íntimo da personagem. lacunas no cérebro. E um nariz enorme. b) Os adultos cedem facilmente aos desejos das crianças. Julgo que delirei e sonhei com atoleiros. Creio que nem sempre fui egoísta e brutal. Foi este modo de vida que me inutilizou. morto de fadiga. 112. (. E a desconfiança terrível.Texto para as questões 112 e 113: “Hoje. Patifes! E eu vou ficar aqui. eis o menino revestido de grifes e a menina embotelhada em danças da esquizofrenia que distancia a idade fisiológica da psicológica. Texto para a questão 114: “Madalena entrou aqui cheia de bons sentimentos e bons propósitos. 08 set. sem afeto e sem cultura. e) Atualmente as crianças não se preocupam com o futuro. d) caracteriza o mundo exterior como hostil. 05. uma boca enorme. encoste a cabeça à mesa e descanse uns minutos. e) ‘indigência intelectual e espiritual’ – pobreza de cultura e de espírito.Interpretação de texto II Avançar . e as fadas. c) Os tempos modernos eliminam os sonhos da criança. A profissão é que me deu qualidades tão ruins. as crianças são levadas precocemente ao consumo. às escuras. Nem sequer tenho amizade a meu filho. Entretanto o luar entra por uma janela fechada e o nordeste furioso espalha folhas secas no chão. cansadas perante um futuro que ainda não viveram. rios cheios e uma figura de lobisomem. Frei. 49 113. isso ocorre em: a) ‘suficiente discernimento’ – necessária competência para avaliar ou julgar com bom senso. Devo ter um coração miúdo.. viciadas em indigência intelectual e espiritual. até não sei que hora. Fecho os olhos.. que me aponta inimigos em toda a parte! A desconfiança é também conseqüência da profissão. In: A Gazeta. Emescam-ES A frase que melhor sintetiza as idéias do texto acima encontra-se em: a) Hoje.” Graciliano Ramos. as histórias cedem lugar aos programas de auditório. bruxas e reis. aos brinquedos eletrônicos. que cedem aos caprichos do desejo para se verem livres da insistência pirralha. sem sonhos. IMPRIMIR GABARITO 114. agito a cabeça para repelir a visão que me exige essas deformidades monstruosas.

disse Otto Maria Carpeaux da sua obra que. ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição. flerte. Necessita de adivinhação. (. Rio de Janeiro: Aguillar. sua frio e quase desmaia pedindo proteção. ruas de sonhos ou musical da Metro.. 1982. Definindo-lhe lucidamente o caráter. mas aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme. e passeie de mãos dadas com o ar. saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. fazer sesta abraçado. Paquera. é muito difícil. 50 BOSI. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .. Mas namorado. nuvem. brisa ou filosofia. UFR-RJ “O primeiro grande poeta que se firmou depois das estréias modernistas foi Carlos Drummond de Andrade. aquele hiato entre o parecer e o ser dos homens e dos fatos que acaba virando matéria privilegiada do humor. gabiru. semelhante ao de Gregório de Matos. Quem não tem namorado não é quem não tem um amor: é quem não sabe o gosto de namorar. até paixão é fácil. ‘expressão duma alma muito pessoal. Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Se você tem três pretendentes. lágrima. A proteção dele não precisa ser parruda. é poesia objetiva. c) irônico. (..’ Parece-me que alma muito pessoal significa. a aguda percepção de um intervalo entre as convenções e a realidade. chamado Jean Baptista von Helmont.” Hoje. Namorado não precisa ser o mais bonito. tendo o manjericão agido como fermento. aquela de chita. beira d’água. Segundo Bosi. fazer compra junto. decidida. São Paulo: Cultrix. e) característico da primeira geração modernista. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor. ponha ali erva de manjericão bem triturada. mesmo. fruto da inspiração poética. um químico holandês. um envolvimento e dois amantes. ponha a saia mais leve. de pele. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. p. Aplique um segundo tijolo sobre o primeiro e exponha tudo ao sol. Alfredo. 494. caso. d) tímido. b) uma hipótese alternativa para o fenômeno não foi lembrada. relatou a seguinte experiência. dois paqueras. mesmo assim pode não ter namorado.) Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado. c) o químico não tinha competência para a realização da experiência. UERJ Em 1648. A conclusão do químico pode ser refutada logicamente pelo argumento indicado em: a) a experiência não resistiu à passagem do tempo.. História concisa da literatura brasileira. envolvimento. para comprovar a tese da geração espontânea: “Faça um buraco num tijolo.. distanciado e lúdico.Interpretação de texto II Avançar . transa. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques. show do Milton Nascimento. Texto para as questões 117 e 118: “Namorado: ter ou não. Namorado é a mais difícil das conquistas. Alguns dias mais tarde. atividade da razão.) Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e de medo. Carlos Drummond de. você verá nascer pequenos escorpiões. sem qualquer reflexão. argumentando indutivamente. quindim. de saliva. em relação ao humor de Drummond pode-se afirmar que é um riso: a) que assinala uma ruptura com a geração que o antecede. é uma questão Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo.” ANDRADE. no caso. Obra completa. traço constante na poesia de Drummond”. 1989.115. da qual fazia parte. Enlou-cresça. b) escarnecedor. nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. d) a geração espontânea não pode ser comprovada com experimentos. 116. sabemos que escorpiões não nascem assim.) Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. bosques enluarados.. abobalhados de alegria pela lucidez do amor. De alma escovada e coração estouvado. fliperamas. (.

118.. o emprego do termo. impondo normas. (Refere-se aos gramáticos. o conhecimento do código de trânsito. exceto em: a) … assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. Sendo uma aventura intelectual. o conhecimento do código de trânsito. Ela pode dar impressão de firmeza. De um lado. indica novas propostas para o futuro. (Introduz uma comparação). d) os gramáticos impõem normas para os artistas não as transgredirem. ficam os gramáticos. os artistas. de ambigüidade. c) o crescimento e loucura são considerados processos incompatíveis. UFR-RJ “Enlou-cresça. Observa-se o mesmo nas normas da gramática. ou expressão. o ato de grafar não deveria submeter-se à vontade unificadora do Estado. em nome de sua arte. no outro. mas porque sabem tirar proveito da ruptura. Na maioria dos casos. que variam conforme as convenções gerais de cada época. 120.” O neologismo em questão sintetiza o seguinte pensamento: a) só é possível crescer se a vida não fizer nenhum sentido. UFR-RJ Para o autor. (Refere-se à transgressão de função estrutural). c) distingue o que é concreto do que é abstrato. […] de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. Pela perspectiva dos artistas. é correto afirmar que: a) a língua não oprime os artistas quando os submete à vontade do Estado. contrariar as regras da gramática? Essa é uma das principais questões levantadas pelo poeta português Fernando Pessoa. de ironia ou sugerir diversas coisas ao mesmo tempo. Tanto no texto como no comportamento. destacado. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . UFMG De acordo com o texto. na próxima semana. dominar a norma culta do idioma não excede. dominar a norma culta do idioma não excede. e) sabe teorizar sobre os seus sentimentos. guardiães da língua). (Remete à efemeridade do conhecimento do código de trânsito). A língua existe para servir o indivíduo. Acontece que os artistas pretendem escrever para as gerações futuras. e não para escravizá-lo. e. está corretamente explicado pela frase entre parênteses. deve possuir função estrutural. não dá. que variam conforme as convenções gerais de cada época. De outro.” 51 GABARITO 119. Para eles. os gramáticos não passam de meros guardiães de uma inutilidade consagrada pelo poder constituído. UFMG Em todas as alternativas.. b) Ela pode dar impressão de firmeza. só sabe o que é namorar quem: a) cultiva o hábito de fazer poesia. d) o sentido da vida se dá pela tensão entre crescimento e loucura. de precisão. clamando por liberdade. A resposta à questão inicial é simples. assim como uma pessoa jamais deveria aceitar a imposição de uma religião que seu espírito recusasse. para ser bem-sucedida. d) vivencia as sensações do amor sem se entregar. c) Para eles.Interpretação de texto II Avançar . e) o sentido da vida é construído por meio da loucura. pode ser que a mesma rua não exista. em valor. b) os artistas revelam o caráter transitório da norma culta ao infringirem-na. d) Observa-se o mesmo nas normas da gramática. c) os escritores contrariam as regras gramaticais porque as desconhecem. b) o sentido da vida se constrói a partir do crescimento intelectual. certa rua dá mão. Textos para as questões 119 e 120: “Pode um escritor. em valor. Esse tipo de postura gerou um impasse. pensa o poeta.117. A transgressão. Os artistas da língua não passam para a posteridade porque rompem com a norma. por natureza convencional e efêmero: num dia. b) entra em sintonia com o outro no plano das sensações.

‘é mais forte do que eu’. então. De onde vêm os remorsos? Para mim está claro: de nossa liberdade. quando sabemos que fizemos algo vergonhoso procuramos afirmar que não tivemos outro remédio senão agir assim. delas se tira uma terceira. o adulto é irreal e o responsável é criminoso. o país necessita da miséria de grande parte da sua população.. c) Um salário-mínimo maior prejudicaria o país. B. Ética para meu filho. então. sensatos. 52 Considerando essa definição. de Holanda.. L. Não há pior castigo do que perceber que por nossos atos estamos boicotando o que na verdade queremos ser. ‘vi que todo o mundo fazia a mesma coisa’. chamada conclusão. 24/03/2000. nelas logicamente implicada. (. 1997. Sérios. ao agirmos mal e nos darmos conta disso. nas circunstâncias. S. Dedução formal tal que. postas duas proposições.)” VERÍSSIMO. ou talvez até risse e pronto. o salário-mínimo impõe miséria a grande parte da população. Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa. Em compensação. etc. mantêm uma política econômica solidamente fundeada na miséria alheia e uma admirável coerência baseada na fome dos outros. mesmo reconhecendo que é pouco. queremos sempre ser livres para nos atribuir o mérito do que realizamos. pode-se concluir que o silogismo a que se refere o título do texto é encontrado em: a) Boa parte da população sobrevive com apenas um salário-mínimo e o salário-mínimo não dá para viver. o sensato é insensato. adultos e responsáveis são os que defendem o reajuste possível. O país só é viável se metade da sua população não for. eis-nos num silogismo bárbaro: se o país só sobrevive com mais da metade da sua população condenada a uma subvida perpétua. Lóg. é preciso resistir a apelos emocionais da sociedade. ninguém me ajudou!’ Do mesmo modo. chamadas premissas. se não fosse assim. inviabilizaria o país e provavelmente desmancharia o penteado do Malan. então.. b) Precisamos manter nosso prestígio com a comunidade financeira internacional. Como boa parte da população brasileira vive de um mínimo que não dá para viver e as circunstâncias que o impedem de ser maior não vão mudar tão cedo. há circunstâncias que impedem o salário de ser maior. não nos poderíamos sentir culpados (nem orgulhosos. Nova Fronteira. m. Grita exatamente porque sabe que foi ela.. A. FERREIRA. ‘não percebi o que estava fazendo’.” SAVATER. O Globo. Fernando. resistindo a apelos emocionais. A nossa estabilidade e o nosso prestígio com a comunidade financeira internacional se devem à tenacidade com que homens honrados e capazes. 1986. o salário não aumenta mais por exigência do mercado internacional. é claro) de nada e evitaríamos os remorsos. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ao crescermos. Do mesmo modo. Quem prega um salário-mínimo maior o faz por demagogia. Rio de Janeiro. a criança pequena grita chorosa: ‘Não fui eu!’.) Veja: alguém pode lamentar ter procedido mal mesmo estando razoavelmente certo de que não sofrerá represálias por parte de nada nem de ninguém. compreendemos que já estamos sendo castigados. ao fazer um desenho muito bonito essa mesma criança irá proclamar: ‘Fiz sozinho. Se não fôssemos livres.. Monica Stahel. então. 121. oportunismo político ou desinformação. ‘perdi a cabeça’. d) O salário-mínimo não garante vida digna para a maioria da população. É que. Trad. Aqui o sério é temerário. mas preferimos confessar-nos ‘escravos das circunstâncias’ quando nossos atos não são exatamente gloriosos. comprometeria o programa de estabilização do Governo. nem se daria ao trabalho de dizer nada.. São Paulo: Martins Fontes. quebraria a Previdência. Por isso. Texto para as questões 122 e 123: GABARITO “Ética para meu filho (. F. estamos todos condenados a uma lógica do absurdo.Texto para a questão 121: “Silogismo Um salário-mínimo maior do que o que vão dar desarrumaria as contas públicas.Interpretação de texto II Avançar . quando o pote da geléia que estava em cima do armário cai e quebra. que não pudemos escolher: ‘cumpri ordens de meus superiores’. que lesamos a nós mesmos — pouco ou muito — voluntariamente. temos homens honrados e capazes. UERJ silogismo. é preciso alterar esse modelo econômico.

ou métodos de comparação. Vidas Secas. Triângulo Mineiro-MG “A superfície do Brasil. de abandono. O restante (. andar para cima e para baixo.. d) o texto I discorre sobre o aproveitamento agrícola das terras brasileiras. b) o texto II faz uma reflexão sobre os fatos narrados no texto I. pode-se afirmar que: a) o texto II constitui uma representação estética da realidade contida no texto I. à toa! Como judeu errante. embora as críticas de Goethe se revelassem posteriormente inconseqüentes. no texto I. caem por terra. é geralmente apropriada ao uso e ao desenvolvimento agrícola. sem fruto”. mas como pontos de vista que se baseiam em critérios. M. Nesse aspecto. Na verdade já estava procurando distinguir as condições ou esferas mediante as quais o fenômeno da cor se apresenta. Considerar-se plantado em terra alheia! Engano. é o primeiro a distingui-las claramente: ‘Do ponto de vista do sentido visual. mais tarde desenvolvida por Schopenhauer? Voltar Língua Portuguesa . 124. de GOETHE. b) delimita o que é defendido e o que é atacado. ao contrário de Goethe e Schopenhauer. “Goethe estava interessado nas condições necessárias para que o fenômeno das cores se manifeste. UERJ Ao trazer para seu texto a citação de outras falas — por meio do emprego das aspas —. rios e montanhas. inteiramente distintos. no qual o autor expõe seus argumentos em tom de conversa. não basta dizer que a cor surge da luz. c) ambos os textos propõem o uso racional das terras no Brasil. o principal mérito de sua análise é ter mostrado que a cor também existe como fenômeno que escapa à física. A respeito dos textos. e) as perspectivas pessimistas quanto ao uso do solo brasileiro. mas como aparece junto à luz. 123.) encontra-se em estado de improdutividade. preocupou-se somente em estabelecer os critérios para a produção da cor enquanto fenômeno físico. apenas uns 60 milhões desses hectares estão a ser utilizados na cultura regular de grãos. essas duas interpretações diversas do fenômeno cromático não devem ser pensadas como necessariamente incompatíveis. PUC-RJ Leia o texto abaixo. F.Interpretação de texto II Avançar . d) destaca a palavra dos outros como argumento de autoridade. em que se comenta o modo como o escritor alemão J. luz e cores são fenômenos de consciência (sensações e percepções) cujas condições são ocorrências fisiológicas na retina e no sistema nervoso. o autor obtém o seguinte efeito: a) valoriza o argumento das outras falas.. Assim. J. Para ele. o que distingue basicamente a abordagem de Newton daquela de Goethe. Essa estratégia tem o seguinte objetivo: a) provocar a resposta direta do interlocutor. W.122. Um vagabundo empurrado pela seca”. GABARITO 125. continuando o caminho de Goethe. b) ressaltar uma discussão teórica entre iguais. sendo provocadas por sua vez por processos físicos. considerando-se o sentido do texto II. c) diminuir a assimetria entre o filósofo e o leitor. José Saramago. Mais ou menos metade desta superfície. Ora. 1993. M. Newton.. Prefácio à edição brasileira de A Doutrina das Cores. de Graciliano Ramos. fenômeno na retina ou fenômeno físico. d) revelar opiniões compartilhadas pelos interlocutores. Goethe e o físico inglês Isaac Newton compreenderam o fenômeno da cor.” GIANNOTTI. Schopenhauer. A sina dele era correr mundo. incluindo lagos. W. que é negado no texto II. é de 850 milhões de hectares. 53 “Entristeceu.’ A identidade da cor varia de acordo com os critérios estabelecidos para sua compreensão enquanto fenômeno de consciência. São Paulo: Nova Alexandria. c) identifica um embate como reforço do campo da sinceridade. actualmente. UERJ O texto lido faz parte de um ensaio filosófico sobre ética. uns 400 milhões de hectares. IMPRIMIR No que diz respeito ao fenômeno da cor.

p. Mas. muito novas mesmo…” LIMA CAMARGO. “Introdução”. Também não cantarei o mundo futuro. Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças. trazendo preocupações novas. voltam com força total. 9. A diversão. GABARITO A partir do texto. Estou preso à vida e olho meus companheiros. à diversão. c) O poema revela-nos um eu-lírico que. como a grega. e) Ao voltar-se para a vida presente o poeta demonstra uma preocupação maior com o seu momento histórico. 127. principalmente a urbana. não pretendendo. pela primeira vez na História. vamos de mãos dadas. ao entretenimento. São Paulo: Moderna. lazer e entretenimento como ideais de vida. fortaleza francesa que foi destruída em 1789. a paisagem vista da janela. em breve. Vivemos hoje um modelo de vida tão assentado sobre o trabalho. os homens presentes. Carlos Drummond de. de certa forma. o trabalho converteu-se efetivamente na primeira necessidade humana. Nesse período. não nos afastemos. como a recessão e a violência. porque isso significa que. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . ao lazer. opta por conhecer a realidade de seu próprio tempo. nesse texto. a chinesa — foram esquecidos. devastou-se a natureza. de uma história. o entretenimento — ideais de vida de algumas civilizações antigas. In: Educação para o lazer. entregar-se aos devaneios e à solidão. O tempo é a minha matéria. do presente. neste final de milênio. a romana e. não! Ou que sempre será assim? Esperemos que não! Na verdade. pois. 1998. surgiram jornadas de trabalho brutais. p. Antologia poética. considero a enorme realidade.” ANDRADE. estamos chegando ao final de um ciclo civilizatório durante o qual nunca se trabalhou tanto e em que. 118. UnB-DF “O trabalho é a principal atividade do ser humano? Quase todas as pessoas responderiam afirmativamente a essa questão. julgue os itens que se seguem.Interpretação de texto II Avançar . e do futuro de um mundo caduco que o sufoca. não haverá mais quem trabalhe. dos quais não pretende mais se afastar. tendo em vista a existência de graves problemas. ignorando o passado e o futuro. o tempo presente. exceto: a) O autor de “Mãos dadas” quer unir-se a seus semelhantes para libertar-se do passado. b) O poeta renuncia ao isolamento voluntário e reafirma sua solidariedade aos companheiros. 54 Todas as alternativas seguintes correspondem a uma leitura possível do poema drummondiano. O presente é tão grande. Rio de Janeiro: Record. Viçosa-MG Leia atentamente o texto: “Mãos dadas Não serei o poeta de um mundo caduco. não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.126. que raramente o questionamos. não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins. a vida presente. ( ) Atualmente. pode-se incluir a de buscar meios de viabilizar o acesso da população. ( ) O autor responsabiliza as jornadas de trabalho brutais pela devastação da natureza. Não serei o cantor de uma mulher. U. Entre eles. Mas será que sempre foi assim? Sem dúvida. destruíram-se símbolos preciosos da civilização e as cidades passaram a ser vistas apenas como espaços de trabalho e produção. 1998. o autor tece comentários acerca de fatos históricos ocorridos na segunda metade do século XVIII. ( ) Algumas autoridades estão assustadas com a possibilidade de que o homem atual possa vir a ter diversão. não direi os suspiros ao anoitecer. assustando algumas autoridades. ( ) Infere-se que. as cidades apresentam dificuldades de se organizarem em formas que não sejam pelo trabalho. o lazer. F. Luiz Octávio de. tendo em vista que as “jornadas de trabalho brutais — fazem alusão ao início da Revolução Industrial na Inglaterra e que os “símbolos preciosos da civilização” incluem a Bastilha. Não nos afastemos muito. ( ) Entre as “preocupações novas” das autoridades. d) O poeta busca a convivência com os outros homens à sua volta.

(01) “Veja: uma revista tão boa que as notícias nem precisam ser ruins. (08)“Continuamos incapazes de duas coisas: ligar causa e efeito e aprender do passado. Ao trabalho. enfim. p. 7. Quis muitas vezes descondicionar-me. com meus próprios horários e sem chefe ou patrão por perto. O Globo. (02)“Vinho Mercosul no mundo. aquela(s) em que a inferência feita não se sustenta a partir do fato mencionado. (…)” O Globo.: Antes a Internet era novidade e 5 milhões de brasileiros podiam viver sem computador.” (Roberto Campos. especialmente por um ex-colega de magistério.: Quando usava outros tipos de vestimentas. 7) – Inf. a síndrome ataca de igual maneira. p. Além disso. mas posso perfeitamente inventá-la. outras chateações. logo. p. 27/9/99. a soma das alternativas corretas. eu também posso). Cad. Nada de aposentadoria. 128. que me conhece desde rapazinho (eu. pôde. outros compromissos. já depois de muito tempo trabalhando em casa. com base em minha memorável participação nas peças do jardim de infância em Aracaju. 5/7/99. Lá vêm outra semana. como resposta. outra crônica. eis que. quem lê deve ser capaz de inferir que a memória do escritor já o traiu pelo menos uma vez antes. 1998. E o dr. 29) – Inf. fico um pouco melancólico. Argentina em primeiro lugar e Brasil em terceiro são premiados na Turquia. mas a verdade é que. Antônio Carlos. como também não quero ser chamado de vagabundo. procurando pistolões. Cad. eu também podia recorrer ao dr. o leitor competente deve saber ler nas entrelinhas. Opinião. Podia estar aposentado. a fim de recuperar o que não foi dito explicitamente. mas com inquestionável empenho. 103) – Inf. Por exemplo. E manda a ética que me recuse a recorrer a pretensas vantagens derivadas de relacionamentos pessoais. Antônio Carlos. p. começam a ficar macambúzios na hora em que ouvem a musiquinha de encerramento do Fantástico. Não tenho queixa. mas não só levantar a papelada me infunde pânico. não. como não está a meu alcance aspirar ao marajanato (sei que esta palavra não existe.” (Istoé.: Os outros produtos do mesmo tipo não têm a garantia HTP. sempre é afável comigo. como sabemos.” (Raça. 5/9/99. nem de tentar facilitar a vida. 55 Trabalho desde os 17 anos — já lá se vão 41 do que começou como primaveras. 6/10/99. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . e. a incapacidade de ligar causa e efeito e aprender do passado são características imutáveis de nossa mentalidade. já está em outonos e./jul. entre as alternativas apresentadas abaixo. Não. 28) – Inf. lá vem a segunda-feira.: O leitor lê Veja porque a revista não traz notícias ruins.: Os demais países do Mercosul não se inscreveram no Festival de Vinhos na Turquia. (04)“A dupla jeans e camiseta e roupa feita em série acabaram com a elegância do povo. nada disso. é necessária na atual conjuntura. sem muito sucesso. se o ex-ministro Magri.” (Veja. mas não adianta. logo. também padeço de segundafeirite que acomete todos os trabalhadores. 29/9/99.” (Época. reconheça. (16)“Sem alarde.Texto para as questões de 128 a 131: “Segunda-feirite aguda João Ubaldo Ribeiro. 1999. Opinião. Alguns. deve ser capaz de fazer inferências. ago. a Internet deixou de ser novidade e 5 milhões de brasileiros já não podem mais viver sem computador. dos saudosos 30 mil dólares. se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados. p. o ministro Ornélas ou foi meu aluno ou quase foi — é o segundo ou terceiro ministro que foi meu aluno. UFMS Na construção do sentido de um texto. quando João Ubaldo diz “…se não me engabelam outra vez os neurônios carunchados…”. apesar de não sofrer as mesmas pressões que um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas. Dê. que não os mencionados. morre de rir quando o crítico e.Interpretação de texto II Avançar . O único clarificante e floculante de piscina com a garantia HTP. aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô ou a pleitear uma vaguinha no Retiro dos Artistas. p. o povo era elegante. chegou a verões. não ele). argumentando comigo mesmo que desfruto de certa liberdade.” (Revista do Mercosul. me chama de ‘ilustre representante da esquerda democrática’. ou seja. se bem que ele próprio aposentado. Eu.: Para o autor. onde certa feita interpretei ‘Tatu subiu no pau’. começo na manhã da própria segunda. 57) – Inf. jun. Com base nessas explicações. pondo a mão no meu ombro. 84) – Inf. se transmuta em invernos. p. (32)“Max Floc.

56 GABARITO 130. rinite e gastrite. (32)Já para criar segunda-feirite. desesperado. o verbo morrer pelo advérbio de intensidade muito. (08)Em “…eu também podia recorrer ao dr. que não a do locutor. como em baronato. (16)Para construir o vocábulo marajanato. (01)Sendo quase sexagenário. como. acabam sendo menos afetadas pela síndrome da segunda-feira do que os trabalhadores comuns. identifique aquele(s) que seja(m) adequado(s) ao texto lido. o resultado seria “…não está ao meu alcance aspirar-lhe…”. a performance do menino João Ubaldo não foi das melhores. o escritor admite estar caminhando para o inverno da vida. (04)Embora a peça “Tatu subiu no pau” tenha tido êxito de público. eles somam argumentos para apoiar ou justificar a não-aposentadoria do autor. pelo fato de obedecer a princípios éticos. o conector se estabelece uma relação de condicionalidade com o que foi dito anteriormente. e na necessidade da situação atual. (02)Em “…se bem que ele próprio aposentado. no caso do texto. Antônio Carlos. a soma das alternativas corretas. (64)Se em “…não está ao meu alcance aspirar ao marajanato…” utilizássemos um pronome pessoal para substituir o objeto indireto. João Ubaldo Ribeiro faz uso do sufixo latino ato que forma substantivos a partir de adjetivos. UFMS Dentre os enunciados abaixo. (64)João Ubaldo Ribeiro assume um tom irônico que perpassa todo o texto. Dê.”. (08)O direito de inventar palavras que o autor se atribui apóia-se no exemplo do exministro Magri. por exemplo. sujeitos a horários e normas rígidas. (16)A figura de linguagem presente em “…morre de rir quando o crítico…” é a metonímia. não ele)…” a informação entre parênteses vem corrigir uma possível ambigüidade de sentido. (02)Em “…aposentar-me provavelmente me levaria a ter de estabelecer uma banca de camelô…” o advérbio provavelmente acrescenta ao conteúdo proposicional do enunciado a indicação da modalidade sob a qual ele deve ser interpretado. uma vez que foi usada uma palavra no lugar de outra. o autor emprega o sufixo grego -ite. como o dr. a soma das alternativas corretas. ou seja. (01)Os conectores não só… como também e além disso são utilizados para ligar enunciados que constituem argumentos para uma mesma conclusão. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . também ele inventor de palavras. (16)O escritor não admite recorrer a favores de ex-alunos ilustres. (64)Pessoas que exercem determinadas profissões. ou seja. UFMS Marque a(s) proposição(ões) que não está(ão) correta(s). (02)O autor afirma que ainda não pediu aposentadoria apenas porque não tem condições financeiras para se sustentar. que me conhece desde rapazinho (eu. como resposta. (08)Em “…um trabalhador sujeito a horários e normas rígidas…”. Dê. a de escritor. 131. Antônio Carlos. inconformado.Interpretação de texto II Avançar . que indica inflamação e que está presente também em bronquite. UFMS Assinale abaixo a(s) alternativa(s) verdadeira(s). identificam-se as várias fases da vida humana às estações do ano. a concordância do adjetivo com os substantivos que o antecedem poderia ter sido feita também no masculino plural. (32)A palavra macambúzio significa revoltado. como resposta. como resposta. o que significa que poderia ser substituída por pode indiferentemente. (04)A forma verbal pôde é um dos casos de palavras que admitem dupla acentuação. (01)No início do primeiro parágrafo. a soma das alternativas corretas. (32)A segunda-feirite ataca todos os trabalhadores já no final da noite de domingo. (04)As aspas em “ilustre representante da esquerda democrática” têm por função indicar uma expressão atribuída a uma outra voz. Dê.129.

19 (com adaptações). tudo aqui tem o mesmo gosto. tudo aqui é em quantidades vertiginosas. de eternidade. classic music to help stimulate your baby’s brain development . a garrafa de champagne era mais alta do que eu. é lindo! He’s pretty and pink diz a nurse. tomamos vinho e comemos bolo de nozes. pagam 1. a mãe sofre dores atrozes e mia feito um gatinho abandonado. parece uma cidade de papel onde tudo é florido e arrumado e limpo e vigiado. e as estruturas levíssimas. por causa dos terremotos. Caros Amigos. 9/99. a arquitetura do medo. assim como o leite. todo mundo de carro. com vantagem estilística e sem prejuízo de qualquer natureza. a maçã tem gosto de melancia que tem gosto de cereais que têm gosto de macarrão que tem gosto de waffle que tem gosto de vinho de Napa Valley que tem gosto de graveto que tem gosto de pão que tem gosto de ceasar salad que tem gosto de syrup que tem gosto de nescafé. entre outros romances.75 dólar. GABARITO ( ) Assim como Gregório de Matos Guerra fez uma crítica da sociedade baiana do século XVII. (…) filmo o nascimento do Raphael. as geladeiras são repletas de guloseimas. UnB-DF “Notícias da Califórnia Aqui são quatro horas mais cedo. as ruas espalhadas. em vez de dizer Push diz Purra! Purra! pois ouviu meu filho dizer. o imigrante passa a cada instante. julgue os itens seguintes. tudo era apavorante. fazemos de noite uma ceia para comemorar o nascimento. ouvindo música clássica de um disco que o Raphael ganhou na maternidade given to over a million new parents in hospitals across America. nº 30. a nurse midwife chamada Joyce faz o parto. apenas alguns. o neném nasce e chora. de Ana Miranda. hot-dogs e fumamos charutos e tudo nos embriaga de felicidade. p. os dias estão azuis dignos de uma crônica de Rubem Braga. não há edifícios de mais de três andares. poeta. o imigrante passa a cada instante. o suco de laranja (que tem gosto de beterraba que tem gosto de pastel) vem num galão. o tubo de pasta de dentes era maior do que um tênis do Shaquille O’Neal. ( ) Com a metáfora final do texto. 57 A partir do texto acima. claro. ameaçador. a polícia passa a cada instante. enquanto ouço vou também desenvolvendo o meu cérebro e aprendendo a aferir os encantamentos na máquina de um amigo. o chicano passa a cada instante. o imigrante e o chicano passam a cada instante. a autora informa ao leitor que ela escreve seu texto ouvindo música. a massa de pizza vem num saco com sessenta. ( ) A exemplo da tipologia textual. ‘Empurra!’ Fotografo até cansar de gastar os sessenta filmes do pacote. Smart Symphonies.” MIRANDA. Ana. ( ) A menção reiterada de grandes quantidades e o uso do grau comparativo de superioridade constituem um recurso estilístico que demonstra a profunda admiração da autora pelos hábitos californiamos. o desodorante era maior do que um pão de forma que era maior do que a presuntada que era maior do que um garrafão de suco de tomate maior do que o vidrão de peanut butter. eu me sentia uma liliputiana no país de Gulliver. comem-se muita verdura e fruta. associada a Rubem Braga. a autora faz uma crítica da sociedade californiana do século XX.Interpretação de texto II Avançar .132. ( ) A seqüência “a polícia passa a cada instante. a cidade é calmíssima. faz calor mas não muito. autora de Boca do Inferno. um sentimento vitorioso. o chicano passa a cada instante” pode ser substituída. por a polícia. de noite esfria. corta o meu coração. fomos a um mercadão de varejo. ah. (…) eles mesmos lavam o carro num posto de gasolina. o texto de Ana Miranda classifica-se como crônica. as frutas são coloridas mas sem sabor. escritora brasileira. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .

10) e “Perdi meu tempo” (v. ( ) Para conquistar sua amada. Escrevi cartinhas e pra acertar a mão. Que ela era gostosa. Utilizei o bonde. romance primoroso e por tal forma comovente [que ninguém pode lê-lo sem derramar copiosas lágrimas… Perdi meu tempo: não fez efeito. Que ela era bonita pra burro: Não fez efeito. ( ) Apesar de se tratar de construções sintáticas diferentes. simultaneamente. 406-7.133. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa .Interpretação de texto II Avançar . ( ) Entre os versos 11 e 15. 58 Com base no texto acima. fica claro que o narrador oferece à jovem uma caixa de pó-de-arroz. p. o passeio a pé. Cantei as modinhas mais tristes do repertório do Nôzinho. duas figuras de linguagem da retórica tradicional: um hipérbato e um clímax. Mafuá do malungo. Falei de macumba. em “À toa” (v. Mas eu mato ela na cabeça: Vou lhe mandar uma caixinha de Minorativas. Manuel. Pastilhas purgativas: É impossível que não faça efeito!” BANDEIRA. In: Poesia completa e prosa. Fiz versinhos. o narrador faz três investidas sucessivas que podem ser assim resumidas: elogio da beleza física da mulher. o autor emprega. o automóvel. julgue os itens que se seguem. Ajoelhei. ( ) No verso 9. produto de maquilagem muito usado pelas moças de pele alva. UnB-DF “Rondó de Efeito Olhei pra ela com toda a força. 1974. li Elvira a Morta [Virgem. ofereci pó… À toa: não fez efeito. Rio de Janeiro: Aguilar. Meu Deus que mulher durinha! Foi um buraco na minha vida.19) há a mesma informação semântica. Disse que ela era boa. oferecimento de vantagens materiais e chantagem emocional. Então banquei o sentimental Fiquei com olheiras. Me rasguei todo. Chorei. Virei pirata: Dei em cima dela de todas as maneiras.

p. por isso. à qual o texto se refere. Essa população equivale a quase a metade de toda a força de trabalho do país e coloca para a sociedade um enorme problema. isto é. 21 de julho. por uma ironia de seu passado recente. Apud: BASTOS. conseqüentemente. única saída para os desempregados. as expectativas. Fempar A ironia. e) o descompasso entre modernização e economia. ensino. a palavra que melhor traduz “enorme problema” é: a) sobrevivência. o horizonte é desolador. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) educação. d) empregar e desempregar serem tarefas do governo. que reconstrói os processos por meio dos quais um certo conhecimento vai-se configurando como saber escolar e. 136. Concepções de linguagem e o ensino da língua portuguesa. INSTRUÇÃO: Responder às questões 137 a 139 com base no texto. 1998. o governo abandonou estradas. 1999. ”Uma reflexão sobre o ensino de todo e qualquer conteúdo pode e deve ser feita de várias e diferentes perspectivas: a perspectiva da própria ciência de que se recortou o conteúdo para constituir uma disciplina curricular. subempregada. a principal causa do “retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro” é: a) a existência de quase metade da população brasileira sem escolaridade mínima e. c) a intervenção do governo na economia ter sido devastadora. c) a modernização das empresas que. o principal órgão de pesquisas sociais do país. 135. p. que busca identificar os pressupostos ideológicos que levam a instituir um certo conteúdo em disciplina curricular e que subjazem aos objetivos e procedimentos de ensino dessa disciplina. São Paulo: Educ. b) desemprego. e) o governo ter aquecido e desaquecido a economia. 59 134. que considera as condições sociais de produção de um determinado conhecimento. 36 milhões de brasileiros em idade de trabalhar têm só o 1o grau completo ou nem isso.“ SOARES. ao longo do tempo. 53. Veja. Magda. b) o avanço da economia informal. uma perspectiva social. b) a economia brasileira ter estagnado e voltado a crescer pela influência do governo. Durante mais de uma década. E o desafio. a escola. Fempar Segundo o texto. que é o que eles têm a oferecer se não forem educados. já não precisam tanto de força física. mas que os deixa desassistidos. empregam menos trabalhadores com escolaridade mínima. Para garantir a sobrevivência. com a modernização. é evitar que continue crescendo a população de subtrabalhadores. as necessidades do grupo cultural a que se destina seu ensino. Para os outros. Língua portuguesa: história. Neusa (org.Texto de referência para as questões 134 a 136: ”ELES SOBRARAM Os números do IBGE. Fempar Pela essência do texto. 105. mostram um retrato dramático da realidade do trabalhador brasileiro. e) modernização. vai-se constituindo em disciplina curricular. uma perspectiva cultural. hoje. O problema é saber durante quanto tempo eles poderão sobreviver à custa desses serviços. Cintia. está no fato de: a) graças a sua ineficiência. c) globalização. uma perspectiva psicológica. Isso porque as empresas. isso tudo vai ser consertado e haverá trabalho para essa massa de gente. O Brasil ainda tem uma vantagem a oferecer a esses trabalhadores. o governo poder oferecer trabalho para a massa de subtrabalhadores. as condições sociais daqueles a quem se destina o ensino e daqueles encarregados de ensinar.“ VALENTINI. o papel e função atribuídos pela sociedade à instituição em que ensino e aprendizagem ocorrem. uma perspectiva histórica. Segundo o Instituto. viadutos. perspectivas.). d) o desaquecimento da economia que não permite a contratação da força física do trabalhador. que relaciona a disciplina e seu conteúdo com as características. uma perspectiva política. para o país. muitos deles ainda conseguem emprego na economia informal com algum êxito. que considera os processos de aprendizagem de um conteúdo específico.Interpretação de texto II Avançar . deixou ruas se esburacarem. Assim que a economia voltar a crescer.

4. d) 2 – 3 – 4. U.Interpretação de texto II Avançar . 139. F. 60 IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . aluno e o contexto em que interagem. F. b) social envolve professor. “objetivos e procedimentos” correspondem. a metas e ações. ao “como” se aprende determinado conteúdo. II e III. respectivamente. 2. I. facilitando a leitura. c) 1 – 2 – 3. “pode e deve” sugere uma gradação.137. A estrutura do parágrafo apresenta paralelismo. e) III. d) psicológica diz respeito. O uso do ponto-e-vírgula entre as diferentes perspectivas hierarquiza as informações. Pelotas-RS Sobre as diferentes perspectivas apresentadas no texto. U. sobre a forma como as perspectivas são apresentadas. b) I e III. prioritariamente. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão com base nas afirmativas abaixo. Cada uma das perspectivas é caracterizada por uma ou mais orações adjetivas. b) 1 – 2 – 4. F. 1. estruturas de natureza semelhante. c) I. 3. ou seja. III. Pelotas-RS INSTRUÇÃO: Responder a questão considerando a veracidade das afirmativas apresentadas de 1 a 4. 138. c) política se refere ao modo de pensar dos responsáveis pela definição dos conteúdos a serem ensinado. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) 1 – 2 – 3 – 4. II. “todo e qualquer conteúdo” equivale à totalidade de um conteúdo. conclui-se que estão corretas as da alternativa: a) I e II. só não é correto afirmar que a perspectiva: a) histórica precisa o momento em que determinado conteúdo passou a ser ensinado. e) 3 – 4. “ensino e aprendizagem” relacionam-se como causa-conseqüência. U. e) da própria ciência se relaciona à área de conhecimento específica do conteúdo a ser ensinado. Pela análise das afirmativas. Pela análise das afirmativas. d) II e III.

fornece uma quantidade significativa de gás natural. embora ela diminua o peso das hidrelétricas. A palavra fóssil tem. prevê a utilização de um combustível fóssil. porque a Bolívia. por causa do não aproveitamento de todos os nossos recursos energéticos. conduz a uma leitura oposta a essa expressão popular. para eles. ficará sob controle com a aplicação de programas adequados. F. b) A energia eólica e a energia solar – provenientes de combustíveis fósseis – não evitarão o blecaute no Brasil.. defendido por muitos especialistas. b) a palavra “fóssil”. c) O fantasma do blecaute ronda o Brasil. (.. Nesse caso.Interpretação de texto II Avançar . 141. isso é o que o governo federal dá a entender. essas usinas deverão somar mais de 15 mil MW ao sistema elétrico. d) Os programas do governo federal representam a esperança de que o blecaute não chegue ao Brasil. Assinale a alternativa com a frase que. país não limítrofe com o Brasil. e) O problema da falta de energia. o Ministro das Minas e Energia quer antecipar as datas do programa de implantação de termelétricas.. (Adaptado).) O programa de gás natural. na expressão “combustível fóssil”. (.) Sem dizer com todas as letras. Segundo afirmam.. existem dois tipos de solução: as células fotovoltaicas e os aquecedores solares de água (. Alimentadas principalmente pelo gás natural boliviano (. Pelotas-RS O título do texto — Um túnel no fim da luz – inverte uma expressão de uso popular. o que. no total da produção de energia brasileira... IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . contendo informações cientificamente corretas. porque são ilimitadas as reservas desse combustível. e) a expressão “energia solar” remete à idéia de energia proveniente da reflexão total dos raios luminosos por parte da Terra. equivale a embarcar com todas as malas numa canoa furada. U.. c) a existência de nexos de concessão ao longo do texto justifica-se pela necessidade de o autor apresentar apenas argumentos convergentes às idéias apresentadas. no Brasil. a iniciativa tende a levar o país a utilizar um combustível cuja queima deverá lançar na atmosfera grandes quantidades de poluentes.. A iniciativa vem sendo debatida por especialistas da área.). Para exorcizar a ameaça. d) a expressão “sem dizer com todas as letras”. que significa “embora não declare explicitamente”.. 61 GABARITO a) A inevitável falta de energia não virá de imediato.. (. para os críticos do programa de gás natural. Pelotas-RS De acordo com o texto e seus conhecimentos. um significado preciso.” Revista Galileu. é possível afirmar que: a) o pronome “isso” remete a uma expressão que aparece depois dele.) A energia solar é outra fonte a ser considerada.). tem. U. 140. para certos críticos. um significado preciso. remete à necessidade de a população encarar a possibilidade de um blecaute.As questões 140 e 141 baseiam-se no texto a seguir: ”Um túnel no fim da luz O fantasma do blecaute ronda o Brasil. F.

55. 08) o êxito de Lírio comprova que a grafologia não é um método justo de avaliação. ganhou menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo por denunciar o escândalo do Banco Marka. Pronto. Estava prestes a ser contratado pelo diário A Tribuna. de Vitória. como podia estabelecer seu perfil negativo? Por isso. e um psicólogo que nem o conhecia decretou: o candidato não tinha a agilidade. a soma das alternativas corretas. 04) As inferências são duvidosas porque alguns psicólogos condenam o uso da grafologia como técnica de avaliação. As linhas de Lírio não chegavam ao fim da folha. a criatividade e a intuição que o cargo exigia. ”O que diz a letra Em 1995. Portanto. 04) a denúncia sobre o Banco Marka. 16) As inferências não são duvidosas porque 30% das empresas grandes e médias usam a grafologia para selecionar candidatos. Dê. 01) As inferências duvidosas atribuídas a Lírio decorrem da sua pouca idade. Lírio foi descartado. técnicos e administrativos. 64) a forma como lírio escreve. 32) o tipo de letra é um item que deve ser considerado somente durante a entrevista. Com essas inferências duvidosas. é correto afirmar que: 01) a grafologia é um teste altamente eficaz para avaliar a profissão de repórter. Com base nessa afirmação. aquele que culminou com a queda do presidente do Banco Central. 02) Lírio deve ter melhorado a forma de escrever. procurou dar contornos mais adequados a sua letra. muito pelo contrário. a 2000 quilômetros da sede de A Tribuna. 32) As inferências são duvidosas mediante o que está disposto na análise da letra de Lírio. pois conseguiu emprego em um jornal importante. p. Unioeste-PR Observe que a expressão essas inferências duvidosas retoma um recorte textual anterior. 02) Se o psicólogo não conhecia Lírio. 08) As inferências são duvidosas porque o teste de caligrafia não é um dispositivo científico. como resposta. indique a(s) alternativa(s) incorreta(s). a pressão da caneta no papel não era suficiente para um repórter audacioso.“ Superinteressante. 62 142. Mas errou com Sérgio Lírio. Unioeste-PR Segundo o texto. como resposta. Sérgio Lírio tinha 23 anos e era tido como um repórter promissor. a soma das alternativas corretas. suas letras não se curvavam impetuosamente. Este ano. Um diretor do jornal gostara dele e do seu currículo e a vaga parecia certa. 143. Faltava apenas uma etapa: escrever um texto de trinta e poucas linhas com tema livre. Lírio hoje trabalha em um dos maiores jornais do país. Como ele soube? Simples. o mesmo deve ter melhorado suas potencialidades como repórter após ter se submetido ao teste da grafologia. Ou seja. Francisco Lopes. julho de 2000. fez com que se sobressaísse a ponto de ganhar menção honrosa no Prêmio Icatu de Jornalismo. A grafologia pode até acertar algumas vezes. as inferências são duvidosas. Tarefa simples. A folha foi enviada a uma empresa do Recife. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Dê. foi um sinal de audácia. cerca de 30% das empresas grandes e médias usam grafologia para filtrar o preenchimento de cargos executivos. Seu caso está longe de ser isolado – segundo pesquisa da empresa de consultoria Deloitte Touche Tohmatsu. 16) as habilidades das pessoas para as mais diversas profissões não podem ser avaliadas exclusivamente pelo tipo de letra. feita por Lírio. Pois Lírio acabou reprovado.Texto para as questões 142 e 143.Interpretação de texto II Avançar .

claro. não creio que a ciência esteja simplesmente redescobrindo ‘verdades’ descobertas através da meditação ou de uma conexão mística com o mundo. 18 jul. Marcelo. O acesso fácil aos computadores e às telecomunicações criou uma aldeia global. observamos a proliferação de seitas da ‘Nova Era’. ao mesmo tempo inspirador e aterrorizador. aquele momento de autotranscendência que desafia qualquer explicação racional. a resposta deve revolver em torno de uma reconciliação entre ciência e espiritualidade. sem dúvida. Ou as pessoas de Deus. enquanto uma intolerância generalizada ameaça polarizar ainda mais a sociedade. Folha Mais. enquanto outras pertencem somente à religião. Parte da culpa pertence. c) A massificação do conhecimento. b) Os diferentes períodos históricos vividos pelo homem têm sido marcados por uma constante necessidade de integração cultural entre diferentes povos. na maior parte desses veículos. necessariamente. 1999. especialmente nos meios de comunicação de maior penetração. como a televisão ou o cinema. A ciência é considerada a antítese da espiritualidade.Interpretação de texto II Avançar . Enquanto a ciência tenta entender o ‘como’. anjos. sua distorção? Vários livros de divulgação científica tiveram sucesso por revelar uma conexão entre ciência e espiritualidade. uma atividade fria e manipuladora. Acredito que essa concepção completamente errônea do que é a ciência e de como ela funciona seja a responsável por sua impopularidade. Com isso. Inevitavelmente. Ela é encontrada no próprio ato criativo. podemos reconciliar a ciência com o grande público. não creio que o caminho usado por esses autores revele a espiritualidade da ciência de forma correta. O resultado é uma sensação de pânico e abandono avidamente explorada por oportunistas que se apresentam como a única alternativa em um ‘mundo louco’. descontados os fãs. Ela é encontrada em sua humanidade e na poesia que revela. à comunidade científica: historicamente. O que ainda vemos. p. 63 GABARITO 144. 12. In: Folha de S. então. A julgar por esses livros. A espiritualidade da ciência não é encontrada através de comparações entre suas descobertas e as práticas e ensinamentos de diversas religiões. Como. fazendo com que sua divulgação não traga. a religião aceita o ‘porquê’ baseada na fé. merecidamente!) perde a sua credibilidade. depende do sensacionalismo barato e de distorções da imagem do cientista ou de seu trabalho. e) Os governos têm sido intolerantes com a comunidade científica. poucos cientistas dedicaram parte do seu tempo à divulgação. Ela é encontrada na paixão com que os cientistas devotam toda uma vida na tentativa de desvendar os mistérios do mundo à sua volta. tem levado o homem a aprofundar o seu autoconhecimento. capaz de curas milagrosas e de viagens interplanetárias. suas diferentes missões e o simples fato de elas serem necessárias para a nossa existência. dedicada a tirar Deus das pessoas. como ‘O Tao da Física’ de Fritjot Capra. ao público. Essa situação está gradualmente se transformando.Texto para as questões de 144 a 146: “Nestes tempos ‘pré-milenares’. O fundamental é saber discernir os limites de ambas. mas também de produzir armas que poderiam aniquilar a vida na Terra. o apetite das pessoas por verdades e certezas mais permanentes vem atingindo níveis jamais vistos ou mesmo previstos. causa muita confusão e estresse na cabeça das pessoas. em que tudo se transforma tão rapidamente. fadas e outras criaturas fantásticas) e de pregadores da ‘verdade’. Paulo. Esse excesso de informação. onde a troca de informação entre diferentes culturas e pessoas do mundo é mais fácil e barata do que era em qualquer outro período da história humana. surgem teorias de conspirações clandestinas e o governo (em muitos casos. deixando de lado o ‘porquê’. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . Ciência e espiritualidade. A tecnologia é muitas vezes percebida como uma espécie de monstro.” GLEISER. como nas religiões orientais. Caderno 5. Observamos também o crescimento do desprezo pela ciência e pelo que ela tem a dizer sobre o mundo. desenvolvendo-lhe a espiritualidade. pouco se preocupando com o ‘como’. d) O avanço tecnológico propicia ao ser humano uma melhor qualidade de vida. de várias superstições (gnomos. proporcionada pelas telecomunicações. Uneb-BA É comprovável no texto a afirmação: a) O homem da virada do milênio está ávido por uma compreensão da realidade metafísica. Certas questões são exclusivas da ciência. Infelizmente. de suas idéias e descobertas. mas muito ainda precisa ser feito.

não sei por que mas estou com medo. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .145. 129. As luzes do imenso lustre estavam todas acesas. Dê. em direção à casa. entrar lentamente pelo portão de pedra. ligados à meditação. 135 e 136. varada por um frio que não existia. Na mesa grande do Salão de Banquetes. mas também subjetivo. com muita pompa e cerimônia. (16)As personagens membros da família estão presas a princípios conservadores. colocando-o no meu. c) criar ela o seu próprio universo. o carro de Ermê. Vi logo que Ermê havia recebido a aprovação de todas. que me observava atentamente. em volta da mesa. Eu queria terminar logo a minha missão. Uneb-BA Para o autor. como se soubesse que eu a estava observando. c) distancia-se cada vez mais do homem. a soma das alternativas corretas.” FONSECA. para preservá-los. (32)O Salão de Banquetes é um espaço sombrio destinado à prática de ações humilhantes contra os transgressores da hierarquia familiar. d) cria uma situação de desconfiança entre os homens. como resposta. e trataram-na com muito carinho. ao revelar conhecimentos sobre as primeiras causas das coisas. b) é mal interpretada pelas pessoas por causa da ação exclusiva dos oportunistas. sentada. …………………………………… Quando engoli o primeiro bocado. iluminado pelo claro brilho da lua cheia. a espiritualidade da ciência consiste em: a) haver a necessidade de os cientistas serem religiosos. avise às outras. e o final da narrativa é maniqueísta. disse Ermê. contrastando com o espaço interior sombrio das personagens. Nau Catrineta. e passou o cachecol em torno do pescoço. ela é muito bonita mas é tão sombria! Você está com medo é das tias.Interpretação de texto II Avançar . subir o caminho ladeado de hortênsias e parar em frente à alta casuarina que se erguia no centro do gramado. eu disse. que eu nunca vira ser usado em toda minha vida. e) ter ela por objetivo a busca do desvendamento de um mundo desconhecido. e esperei que me viessem chamar. já que está se perdendo no materialismo científico. UFBA 64 GABARITO “Da janela do meu quarto vi. (08)A luta entre as forças do bem e do mal é evidente. Rubem. Vesti minha casaca. não importando. agora resolutamente. através de ações não só de caráter objetivo. (04)O texto se estrutura dentro de uma ambivalência traduzida no espaço físico iluminado. a ciência: a) caracteriza-se por ser uma atividade exercida pelo cientista com impessoalidade e impassibilidade. p. na ciência. 147. onde as tias estavam. pregadas por diferentes religiões. depois olhou na direção da casa. b) aplicar. São Paulo: Companhia das Letras. d) comprovar as verdades de natureza mística. retirou o Anel de seu dedo indicador. Desci para recebê-la. (02)A cena em destaque é ilustrativa do momento de passagem do protagonista para um outro estágio de vida: o de auto-afirmação através do casamento. de caráter inteiramente voltado para a essência das coisas. In: Feliz ano novo. …………………………………… Da janela do meu quarto vi que a madrugada começava a raiar. conhecimentos do mundo oriental. com a capota arriada. como as outras. Por instantes Ermê pareceu ouvir o som do vento na árvore. Acho que é esta casa. Elas ficaram impressionadas com a beleza e a educação de Ermê. eu disse a tia Helena. pois busca o desvendamento do desconhecido através “do ato criativo. (64)O fato de a tia Julieta passar o anel para o dedo do primogênito simboliza o rompimento de uma tradição familiar prescrita no Decálogo. como mandava o Decálogo. A brisa fresca da noite de maio punha em desalinho os seus finos cabelos louros. Uneb-BA Segundo o autor. Levei Ermê para a Sala Pequena.” 146. Os fragmentos acima e a trama do conto permitem afirmar: (01)O narrador-personagem evidencia plena consciência e domínio da situação em que Ermê se vai envolver. 1989. acelerou o carro e partiu. foi cumprida a minha missão. Com um gesto abrupto. ações ardilosas e desumanas. Estou com medo. e) ultrapassa os limites do racional. tia Julieta. Será nesta noite mesmo. fazendo brilhar os negros trajes a rigor que as tias e dona Maria Nunes usavam. a não ser dentro dela.

Rio de Janeiro: Nova Fronteira. Não sei. pois está imbuído de valores relegados pelo processo civilizatório. 83-4. mais sensibiliza a opinião pública americana. como resposta. lá e no mundo. uma relação de dependência econômica. com Ancrísio Antunes. isso não. sem contar as muitas intervenções menos demonstradas. (32)mantém. diz ele depois de muito tempo. com maus pressentimentos mesmo. Desde o genocídio que foi a guerra do Vietnã e. A criação da nova agência — IPI. já foi uma boa terra. não vão ter surpresas com a IPI. Texto para as questões de 149 a 151: “Vozes conhecidas É assim como quem tomasse uma providência banal.” RIBEIRO. se tiram os recursos do homem. Vozes conhecidas. diante de um impasse de ordem política. Ainda mais com tão grande presença índio-latina em sua população. é América ainda. mas não de conseqüências na política ou na sociedade dos Estados Unidos. disse o padre. ainda mais acentuadamente. Caderno 1. (08)não consegue acompanhar a transformação por que passa o mundo. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . agora. o que é que me sustenta? Não sei. peça de destaque na engrenagem da Guerra Fria) já se denota nos setores do governo incumbidos por Clinton de formulá-lo: CIA. É possível que isso tenha contido o ímpeto americano uma ou outra vez. possa ser. Janio de. Paulo. apropriadamente. desde o esmorecer da Guerra Fria afinal extinta. se Antunes não me sustenta. Iugoslávia. Uma vida. Temos o que esperar com apreensão. a gente nunca. 17 ago. João Ubaldo. International Public Information — sugere projetos tendentes a chocar a opinião pública e suscitar reações. 1999. que muda por questões de ordem religiosa. 65 Com base no fragmento e no romance como um todo. FBI. Ah. (04)tem um caráter de herói épico e simboliza uma cultura em processo de destruição. se primeiro eu sou eu e fico aí me vendo sempre. que se mostre contra intervenções militares e outras operações do poder americano. a soma das alternativas corretas.” FREITAS. é um enterro. (02)tenta reatar o seu passado ao presente. eu sumir? Como que eu posso sumir.148. a agência UPI. o que é que deixam com o homem? Nada. diz o padre. O caráter do serviço a ser feito pela IPI (o nome lembra. Sargento Getúlio. não vale quase mais nada. É que a situação mudou. diz o padre. porque eu sou Getúlio Santos Bezerra e igual a mim ainda não nasceu. UFBA “E se benzeu e disse que não precisava dizer aquilo. p. Não acredito que Antunes possa lhe sustentar. depois da Europa. muito mais do que aquelas intervenções militares causadoras de algum amargor. passando do discurso à ação. porque lá está uma novidade de gente e uma porção de jornais e dizem que quando vosmecê chegar vão lhe encher o couro e soltar o homem. nunca que eu posso sumir. Porque. e enfiou as duas mãos pelo meio da batina. com as pernas escarranchadas e ficou com a cabeça pendurada. Haiti. 5. p. In: Folha de S. Dê. a América Latina. Um governo esperto tomaria precauções para que. O principal tema do governo dos Estados Unidos é. nem merecedora de maior divulgação. e isso não é vida de homem. que o governo dos Estados Unidos decide criar um serviço oficial de notícias para combater reações da opinião pública. Pentágono e Departamento de Estado. não fizesse disso um problema interno. 1982. a opinião pública tomou consciência da desumanidade implícita nas intervenções militares e da costumeira falsidade de suas motivações. região que. Quintal embora. mas não o inibiu: Panamá. (64)age com determinação e rejeita imposições de qualquer natureza por valorizar sua liberdade. em que europeus se sujeitaram à pressão para integrar-se às ações militares. Os jornalistas que viveram as redações no período da Guerra Fria.Interpretação de texto II Avançar . está uma frouxidão e um homem não sabe de quem depende e querem mudar tudo e nunca vai adiantar. Granada. Por que vosmecê não some? Eu sumir. é correto afirmar que Getúlio: (01)cede aos apelos da Igreja e reafirma a sua religiosidade salvadora. Iraque. (…) Quero ver esse bom em Aracaju que me diz que eu não posso. porque havia mais homens e quem era homem não tinha de que temer. não sei se vosmecê vai poder levar o homem para Aracaju. Hoje essa terra não vale mais nada. Iraque e Iugoslávia. não sei. ao perceber que está se distanciando do seu espaço de origem. sacudindo a cabeça e fazendo um bico com a boca. não posso sumir de mim e eu estando aí sempre estou. com intermediação do padre. anterior à guerra do Vietnã. Essa terra. Nem da Europa. (16)simboliza o indivíduo que tem a violência como afirmação de sua identidade. Quem some é os outros. nos dois casos.

é consenso nos Estados Unidos. por ser ainda um território de relações amistosas com outros continentes. pois se vive uma nova Guerra Fria. o espanto foi ainda maior quando ele se deu conta de que as palavras francesas continuam a superar as inglesas. É o caso de ‘piranha’. d) A importância alcançada pela América Latina. e) Os Estados Unidos vêm mudando as suas estratégias no sentido de reativar a Guerra Fria. hambúrguer. 22/03/2000.” DIEGUEZ. b) O mundo caminha para um estado de guerra. prima pelo reconhecimento da democracia autêntica. (…) Ainda no campo das surpresas. Se a surpresa quanto ao número de palavras foi grande. diz Corrêa da Costa. 151. d) A América Latina.149. U. aquelas usadas em vários idiomas além daquele que lhes deu origem. pode-se inferir: a) O poder americano. conseqüente de um desequilíbrio de forças entre países periféricos. de acordo com a sua visão. iogurte ou caviar? (…) Corrêa da Costa. Uma prova de que o reinado das palavras não segue rigorosamente a lógica do poder político e econômico. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo.Interpretação de texto II Avançar . c) Uma política inteligente e nacionalista deveria coibir a intervenção estrangeira em assuntos latinoamericanos. de certa forma. consultou 130 publicações de quinze países. Mas. b) os vários órgãos de imprensa ligados ao jornalismo internacional estão mais voltados para as questões latino-americanas. a julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (Editora Record). 150. se a maioria das palavras globalizadas seguiu o rastro dos conquistadores. Nada disso. e) O mundo. houve aquelas que andaram na contramão. durante dois anos. Salvador-BA Com base no ponto de vista do autor. c) o mundo globalizado não acredita haver possibilidade de conflitos de proporções alarmantes. coligindo nada menos do que 3000 palavras que mantêm a grafia e o significado de origem em publicações de outras nacionalidades. ainda é o clássico francês que causa frisson’. Mas é bom notar que. o levantamento não deixa dúvida. segundo o levantamento de um ensaísta brasileiro Diz a lenda que Deus condenou os homens a falar diversas línguas em Babel para puni-los pelo desejo de atingir o paraíso construindo uma enorme torre. superando a Europa. globalizada a partir do tupi. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . do ensaísta e ex-diplomata brasileiro Sergio Corrêa da Costa. sem a criação de um “serviço oficial de notícias” sob controle americano. tende a se manter afastada de conflitos ideológicos. Consuelo. U. o autor faz uma declaração que é justificada. U. Veja. ‘Neste fin-de-siècle high tech. e) todos conhecem a fundo a estrutura dos governos dos países latino-americanos no contexto atual. Imaginava-se que a hegemonia americana já se tivesse estendido ao universo das línguas. b) O intervencionismo americano tem-se caracterizado como extremamente necessário. no mundo. pode vir a desmoronar. c) Os exemplos do Vietnã e da Guerra Fria são indicativos de quanto o futuro é incerto. d) eles sabem das intenções da criação do IPI. alguns termos pelo menos conseguiram escapar da ira divina. São as chamadas ‘palavras universais’. em face de uma vivência com a prática da ideologia americana. Embora Corrêa da Costa acredite que os fast foods e scanners surgidos na vida moderna levarão a língua inglesa à liderança. Elas mostram que. sem o paternalismo americano. Texto para as questões de 152 a 154: “Cidadãs do mundo 66 GABARITO As línguas mais globalizadas. brincando com os estrangeirismos. muito antes de o conceito de globalização entrar em voga nos campos da política e da economia. no plano lingüístico. Quem não entende o que é pizza. Salvador-BA A leitura do texto permite inferir que os jornalistas referidos no quinto parágrafo “não vão ter surpresas com a IPI” porque a) a tendência atual é de um futuro sem conflitos significativos para a imprensa mundial. Salvador-BA No segundo parágrafo. na afirmativa a) As experiências passadas podem ser indícios de que os Estados Unidos querem angariar solidariedade para novas intervenções militares. ele já existia.

d) “Ainda no campo das surpresas. 3. se estendeu também ao universo das línguas. o vetusto latim persiste em terceiro lugar no pódio dos idiomas mais presentes no mundo.” O autor reitera argumento de que as palavras emigraram conforme a rota dos colonizadores. 2. hambúrguer. Estão corretas: a) 2. UFPE Considerando aspectos globais da composição do texto. b) “A julgar pelo livro Palavras sem Fronteira (…). IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . 4) O ‘mas’ com que se inicia o segundo período aponta a direção contrária em que prosseguirá a argumentação. 4 e 5 b) 1. as pegadas dos povos conquistadores.” O autor reitera sua crença no poder absoluto de Deus sobre todas as palavras. conforme as perspectivas do poder político e econômico. na íntegra. prevalece a linguagem figurada. 154. iogurte ou caviar?” A pergunta do autor constitui uma estratégia retórica para confirmar o argumento em questão.152. b) A globalização lingüística é um fato e antecede a outra globalização em voga nos campos da política e da economia. a) A diversidade lingüística proveio da ira divina contra a pretensão do homem de alcançar o paraíso. UFPE Assinale a alternativa que corresponde ao tema central do texto. ‘atravessar barreiras’ são expressões cujos significados estão em harmonia com a temática do texto. UFPE A alternativa que corresponde à estratégia utilizada pelo autor na passagem destacada é: GABARITO a) “Deus condenou os homens a falar diversas línguas. É o caso de “piranha”. globalizada a partir do tupi. Por isso. e) “houve aquelas (palavras) que andaram na contramão. como se pôde constatar.” O comentarista declara que as expectativas do autor em relação a sua pesquisa se confirmaram. 4 e 5 c) 2 e 3 d) 1 e 2 e) 1. c) “Quem não entende o que é pizza. 3) O título personaliza o objeto de que trata o comentário. 5) ‘globalização’. e) A globalização das palavras respeitou. pode-se afirmar que: 1) O texto tem uma função predominantemente expressiva. na verdade. 3 e 5 67 153. tem como suporte um outro texto anterior.Interpretação de texto II Avançar . ‘palavras universais’. o que está indicado no subtítulo. alguns termos pelo menos escaparam da ira divina. d) As palavras superam fronteiras geográficas e culturais. 2) O texto. ‘mundo’.” O autor do comentário introduz o tema a ser tratado com apoio de argumentos científicos. c) A hegemonia americana.

b) aprimorar formas de pensamento. Pouca coisa se pode dizer com certeza sobre o futuro. Na primeira oração há um só adversário. na segunda oração há dois.) 68 155. U. n. na segunda oração apenas um. Também não sabemos se será possível reanimar alguém que já morreu. 158. UFRN Para alguns cientistas. d) desenhar cópias de si mesmos. Todos concordam que estamos cruzando rapidamente a fronteira do desconhecido. estaremos entrando no paraíso. c) suplantar a inteligência humana. UFRN De acordo com o texto: a) o homem tem pelo menos uma certeza acerca do futuro. ano 31. máquinas de orgasmo ou naves para viajar no tempo. um dia. no fundo. o nitinol. p. Basta aplicar um pouco de calor. b) os cientistas perderam o controle sobre o computador. d) otimização dos laboratórios. Potiguar-RN Observe estas duas orações: “Tive de lutar contra o técnico e contra o pugilista. 23 dez. A pessoa tem a mão decepada por uma serra elétrica. na segunda oração apenas um. Não sabemos quando teremos robôs escravos. sejam quais forem os milagres que o próximo milênio trouxer. que consegue desamassar sua própria superfície sem esforço. já existe um metal. eles não precisarão da ajuda humana para se reproduzir. Na primeira oração há dois adversários. no inferno. Talvez não. No campo dos materiais. c) Nada. Talvez estejam apenas sonhando. 126. Um alimento em pó incolor com 90% de proteína em sua fórmula poderá ser modificado para ter o sabor que se deseje. As previsões acima podem parecer ousadas. Assustador? Talvez. o homem estará entrando no inferno quando os computadores forem capazes de: a) prejudicar os seres humanos. 51. Na primeira oração há dois adversários. eles serão possíveis graças ao mesmo gênio: o computador. Computadores já ensaiam formas primitivas de pensamento autônomo. que não nos será possível sequer desligá-los. Não sabemos se nossos bisnetos vão passear ou. d) Nada. não seremos os seres mais inteligentes sobre a face do planeta. É um derivado da soja produzido pela empresa Archer Daniels Midland desde meados dos anos 80. 1998. Estamos chegando bem próximos de uma época em que os computadores serão capazes de desenhar cópias de si mesmos.Texto para as questões de 155 a 157: “Uma visão do futuro Estamos às portas de um milênio miraculoso. 157. b) avanço da tecnologia. A comida milagrosa? Já existe. Para alguns cientistas. viver em Marte. O dia chegará em que substituir órgãos humanos defeituosos será rotina.Interpretação de texto II Avançar . na segunda oração há dois. são até conservadoras. Na primeira oração há um adversário. Para outros. 156. e atualmente alguns laboratórios conseguem produzir válvulas cardíacas com base em algumas poucas células. Assumem.” [Adaptado de] Especial do Milênio (parte integrante da Veja. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . Será uma época em que.” “É uma medida favorável ao professor e diretor. c) o homem vem perdendo sua inteligência aos poucos. Casas e carros serão feitos de materiais que podem consertar-se a si próprios. c) progresso da Medicina. mas. pela primeira vez na história da humanidade. e os médicos conseguirão fazer crescer uma nova no mesmo lugar. Alguns cientistas já se preocupam em garantir que os robôs do futuro tragam em sua programação um chip da bondade que os impeça de fazer mal à humanidade. UFRN O milênio miraculoso será fruto do(a): a) genialidade dos homens. Ou seja. Membros reimplantáveis? Os cientistas começaram a regenerar a pele humana ainda nos anos 70.” Ambas têm em comum: a) Tudo. d) os cientistas temem cruzar fronteiras desconhecidas. Sabemos apenas que. b) Tudo. assim.

b) demonstra uma certa reserva ao fato de existir nas escolas a disciplina Educação Física. 69 GABARITO 159. Culposo. uma falta bem menos grave do que a sonegação. concluir que o esporte não cumpre os propósitos apregoados por educadores. e) evidencia que os crimes recentemente cometidos no futebol chocam pelo seu ineditismo. para indicar que tudo o que veio antes na frase corresponde a um eufemismo para suavizar o significado do ato praticado. UFSE Percebe-se o tom irônico do autor quando ele: a) dá uma informação. negligência ou imperícia da pessoa. que recende a escravismo. Mas. explicando detalhada e tecnicamente tudo o que ocorreu com a seleção brasileira vitoriosa em 94. e) avalia que o passe. é correto afirmar que o autor: a) partilha da crença de que o esporte é comprovadamente útil para desenvolver nos jovens valores como a disciplina e companheirismo. na linguagem do Direito. por exemplo em “crime culposo”. o que leva o nome técnico de contrabando. Em termos penais. b) comprova que os “problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade”. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . valores úteis para a vida em sociedade. d) assinala que os educadores exaltam o valor educativo do esporte baseados numa hipótese que nem sempre é comprovada na prática. dirigentes providenciaram para que toneladas de bagagem trazidas pela vitoriosa seleção brasileira não fossem objeto de vistoria alfandegária. Esse tipo de raciocínio faz com que a prática de esportes nas escolas leve o nome até um pouco pomposo de Educação Física. anticonstitucionalmente. 29/8/2000. olhando para o futebol.Texto para as questões 159 a 162: “Onde a lei não vale É comum que educadores louvem o esporte por uma suposta capacidade de transmitir ao jovem as virtudes da disciplina e do companheirismo. Com adaptações. baseado apenas no futebol. boicotar jogadores que fossem à Justiça defender seus direitos. Há pouco. é anacrônico e absurdo. Para coroar. UFSE Considerando-se o primeiro e o segundo parágrafos.Interpretação de texto II Avançar . o então treinador da seleção brasileira. uma falta bem menos grave do que a sonegação”. Talvez seja exagero. “em termos penais. Em 94. declarando que não tivera a intenção de burlar a lei. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética. mas de forte estigma ético no meio futebolístico. Uma série de denúncias relativamente recentes escancarou o que muitos já desconfiavam: tráfico de influência. 160. Mas o educador que parasse para observar um pouco mais de perto o futebol profissional brasileiro provavelmente proibiria os jovens até de pisar num gramado. Os problemas de jogadores e dirigentes com o Fisco não são novidade. E Luxemburgo confessou seus crimes fiscais para rebater a acusação de que recebia comissão sobre a venda de jogadores. não do seu desejo de praticar um ato não legal. Paulo. contrato de vinculação exclusiva de um atleta profissional a um clube. d) afirma que receber comissão sobre a venda de jogadores é. Wanderley Luxemburgo. c) cita que Wanderley Luxemburgo “admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais”. “o que leva o nome técnico de contrabando”. tornou-se público que uma associação de grandes times brasileiros mantinha acordo para.” Editorial da Folha de S. sonegação e formação de quadrilha. A principal queixa relaciona-se ao anacrônico e absurdo instituto do passe. c) deixa transparecer que sua defesa da proibição de os jovens freqüentarem campos de futebol se deve ao fato de o esporte ter sido profissionalizado. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais. significa o que é resultante de imprudência. O técnico inovou outra vez ao tentar criar a figura da sonegação culposa.

Interpretação de texto II Avançar . o jovem vira um autômato que transforma impulsos visuais em movimentos motores limitados’. d) representam o mais eficiente tipo de exercício para o desenvolvimento da agilidade mental de crianças e jovens. c) constituem-se no melhor exemplo de brincadeiras infantis. e) é importante a defesa da idéia de que o esporte desenvolve valores úteis para a cidadania. em excelentes meios de controle do comportamento de crianças e jovens muito agitados. ele precisa de empenho para parar’. c) a atuação dos profissionais brasileiros do futebol comprova a idéia de que o esporte nem sempre assegura a seus praticantes comportamentos desejáveis de um ponto de vista moral. brincar passou a ser uma atividade passiva e solitária. exemplificando a tese de que não há ética na vida nacional. não se raciocina. d) o futebol mostra que a Educação Física defende valores éticos. mesmo quando não se pode garantir sua eficácia entre os praticantes de futebol. É necessário ter rapidez de reflexos para dar conta de atirar primeiro e nunca fazer perguntas. quanto qualquer outro instrumento. Está subentendido na frase acima que: a) faz pouco tempo que Wanderley Luxemburgo deixou de reconhecer sua omissão. ‘Em um videogame. b) é inaceitável a tese de que esportistas nem sempre apresentam comportamento ético. esta frase significa que: a) os jogadores de futebol deixam muito a desejar no que se refere a “bom comportamento”. numa época caracterizada pelo desenvolvimento tecnológico. tão prejudicial para a formação da criança e do jovem. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . por isso é inadmissível que os jogadores não os garantam na prática. 70 GABARITO 163. UFSE Há pouco. c) a seleção brasileira é hoje diferente daquela do tempo de Luxemburgo. apesar do que se vê no futebol. Na verdade. o jovem tende ao retraimento. Vista no contexto. 32. d) Wanderley Luxemburgo não é mais treinador da seleção brasileira. Desde que esses brinquedos foram substituídos por escopetas eletrônicas e inimigos que sangram. Texto para as questões 163 e 164: “Bons tempos aqueles em que espadas de pau e pistolas de plástico garantiam uma distância saudável entre a inocência e a malícia. usar a cabeça só atrapalharia. A diversão em grupo ensina o jovem a se relacionar. Assim. o então treinador da seleção brasileira. é inescapável a tese de que a prática esportiva não é garantia do exercício da ética”.” Adaptado de Superinteressante. para provocar sensações mais intensas. diz o professor de Ciência da Computação Valdemar Setzer. Aliás. Wanderley Luxemburgo. Uma troca perigosa. ‘Os videogames são projetados para que o jovem fique excitado a ponto de não ter de esforçarse para continuar jogando. Atividades físicas e em grupo são um antídoto. os videogames induzem à passividade porque inibem a vontade: com movimentos repetitivos e predefinidos. Para Setzer. O pior é que isso pode levar a uma espiral sem fim. estimulando sua atenção. que pesquisa efeitos da informática no comportamento. inclusive com o risco de vício. diz o professor. p. e) o Fisco não sabe que Luxemburgo recebeu milhares de reais. 162. junho/99. Unifor-CE De acordo com o texto. precisa de jogos cada vez mais violentos e cruéis. isolando-se e trocando o mundo real pelo virtual. UFSE … “olhando para o futebol. admitiu não ter informado ao Fisco o recebimento de milhares de reais.161. Ele vai se acostumando a um certo padrão de excitação e. b) a seleção brasileira não tem mais treinador. os videogames: a) transformaram-se. As vantagens são tanto físicas quanto emocionais. atualmente. b) podem tornar-se facilmente um vício. e) podem causar aborrecimentos e frustrações em jovens e crianças que não possuam a necessária rapidez de reflexos para esse divertimento.

de repente. São Paulo: Círculo do Livro. cortar lenha. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. 3267. algo de útil e concreto. que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar. saber intrigas? Uma vez. mas deixasse a alma sossegada e limpa. Ele acendeu um fogo. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha. fortes. precisamos apenas viver — sem nome. E quando precisava de um pouco de evasão. dá na gente um sonho de simplicidade. tive de repente um ataque de pudor. muitas vezes. não assim. brilhar um pouco. assim. tirar areia do rio. apenas me fazem falta. e) requer da sociedade uma postura mais solidária no convívio social. e) de evasão para um mundo de sonhos. Unifor-CE Infere-se do texto que: a) no mundo atual. Será um sonho vão? Detenho-me um instante. Puxamos a rede afundando os pés na lama. no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana. entre duas providências a tomar. d) é possível desenvolver-se um tipo de videogame que ensine às crianças como viver e divertir-se em grupo. que me fatigasse o corpo. b) despojada. e isso era bom. meio molhados. nem frio. meu trago de cachaça. esquentamos um pouco junto do fogo. Rubem. Uneb-BA No texto. nesse comércio de pequenas pilhas de palavras. seria ter uma vida: a) ligada aos bens/riquezas materiais. para me fazer essa pergunta. c) cobra do ser humano uma atitude em face da vida que coincide com o Carpe Diem. dizer coisas… Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo. d) em que a atividade física fosse intensa e servisse de bálsamo para a alma. d) estabelece proximidade entre o viver urbano e o viver rural. Por que beber uísque. Que prazer em comer aquele peixe. O telefone toca. uma simples mulher. lavrar a terra. c) em que o relacionamento entre as pessoas atendesse a convenções. que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome. IMPRIMIR 166. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum. São uma necessidade que inventei. a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço. subimos a barranca. por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs. Quando ficamos bem cansados. tanto dos adultos quanto dos outros jovens como ele. 71 GABARITO 165. em detrimento do mundo real.Interpretação de texto II Avançar . com frio. entrando numa loja para comprar uma gravata. Precisamos de uma casa. e a água era boa. e chegamos à choça de um velho seringueiro. ……………………………………… Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio. e) o relacionamento social é necessário para que se desenvolvam comportamentos considerados normais e sadios. na noite escura. Texto para as questões de 165 a 168: “Um sonho de simplicidade Então. É apenas um instante. para o narrador. como os bois.” BRAGA. A vida bem poderia ser mais simples. c) o costume de não fazer perguntas induz o jovem a isolar-se do mundo. Uneb-BA “Um sonho de simplicidade”. depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. marcado por situações de extrema violência. tem de repente um sonho assim. comida. cuidando tão-somente de um viver filantrópico. esse ofício absurdo e vão de dizer coisas. as mangueiras e o ribeirão. s/d. um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada.164. doces. no meio do mato. a um tipo de diversão violento e cruel. entre grilos e vozes distantes de animais noturnos. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome. me surpreendendo. com certeza. 200 crônicas escolhidas. bons. b) revela-se cauteloso na defesa de um outro estilo de vida. Voltar Língua Portuguesa . então seria preciso ganhar a vida de outro jeito. p. Todo mundo. nem sede. nem número. de noite. distraídos. os videogames significam proteção para os jovens. o narrador: a) questiona o artificialismo do convívio social. b) a tendência a viver em grupo leva o jovem.

apresenta a quebra da rotina da vida como inviável. essencial. já sem dor. Uneb-BA O narrador: a) no primeiro parágrafo. menos que terra. sem calor. todos os gestos afinal impossíveis. o eco já não correspondendo ao apelo. In: Antologia poética. porque o tempo não mais se divide em sessões. revela uma consciência crítica do seu comportamento urbano. 1993. mais me envolva. o verso / (E. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . o que se possa desejar de menos cruel: vida em que o ar. a desnecessidade do canto. 168. põe em destaque a necessidade de afeto no relacionamento humano. calado. afirma a inutilidade de sonhar com outras formas de viver. confusão entre manhã e tarde. a fuga de si mesmo. 72 Texto para as questões de 169 e 170: “Vida menor A fuga do real. ausência deles. não respirado. Uneb-BA A alternativa cujo fragmento apresenta a mesma idéia do narrador no parágrafo final. e este fundindo-se. ainda mais longe a fuga do feérico. sem ciência nem ironia. c) “Caminhando contra o vento / sem lenço. a limpeza da cor.167. um sono. e) no penúltimo parágrafo. Não a morte. enfatiza as dificuldades que o homem enfrenta na vida rural. o exílio sem água e palavra. sem dúvida. nenhum gasto de tecidos. 234-5. Rio de Janeiro: Record. mais longe de tudo. o enredo. contudo. sobretudo o verso) / É o que pode lançar mundos no mundo”. o pequenino. sem documento / No sol de quase dezembro / Eu vou”. d) “Enquanto os homens exercem seus podres poderes / Índios e padres e bichos. a mão tornando-se enorme e desaparecendo desfigurada. b) “Porque a frase. um início. senão inúteis. b) no segundo parágrafo.” ANDRADE Carlos Drummond de. vida mínima. Mas a vida: captada em sua forma irredutível. o tempo elidido. a fuga da fuga. já sem ornato ou comentário melódico. p. o conceito. nem braço a mover-se nem unha crescendo. c) no terceiro parágrafo. Não o morto nem o eterno ou o divino. é: a) “Os livros são objetos transcendentes / Mas podemos amá-los do amor táctil”. indiferente e solitário vivo. a perda voluntária de amor e memória. Isso eu procuro. e) “Sei que a arte é irmã da ciência / Ambas filhas de um Deus fugaz / Que faz num momento e o mesmo momento desfaz”.Interpretação de texto II Avançar . domado. vida a que aspiramos como paz no cansaço (não a morte). negros e mulheres / E adolescente / Fazem o carnaval”. d) no quarto parágrafo. apenas o vivo.

Interpretação de texto II Avançar . representantes do poder público. ( ) tem seu verdadeiro sentido quando associada à realidade sobrenatural e divina.” 171. representando bem uma arte engajada. visando à expressividade. c) pais e professores são os responsáveis mais diretos pela formação do indivíduo. amigos. professores. pela transmissão por agentes sociais significativos (aqueles que têm autoridade — e esta autoridade é reconhecida pela pessoa sobre a qual a exercem. as angústias do homem. Salvador-BA O poema apresenta: ( ) enumeração e reiteração de idéias. Unifor-CE De acordo com o texto: a) a educação integral do indivíduo está condicionada a diversas influências. vizinhos. político. U. ( ) deve ser desvinculada de envolvimentos com a realidade social. ( ) liberdade formal. a educação e a socialização se verificam. c) compara o indivíduo ao grupo social de que faz parte. b) enfatiza a importância dos representantes do poder público. Texto para as questões de 171 e 172: 73 “Quando a aprendizagem. numa mesma sociedade. como pais. econômico etc). assim. U. e) a aquisição da cultura depende do grau de socialização. É evidente que ninguém aprende toda a cultura. Unifor-CE Este texto: a) valoriza a aprendizagem ligada à educação. desde a infância.169. ( ) constitui-se um breve espaço da vida humana marcado pela vulgaridade. ( ) uma linguagem referencial. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . d) centraliza-se na definição de endoculturação. a existência humana: ( ) deve ser simples e desapegada de valores materiais. 170. as crenças. b) os grupos sociais se firmam à sombra do comportamento dos indivíduos. ( ) deve estar isenta da preocupação com a passagem do tempo. 172. Salvador-BA De acordo com o ideal de vida do sujeito poético. ( ) temática de caráter social. a integração nela é denominada endoculturação: cada indivíduo adquire. ( ) funções emotiva e poética da linguagem. e) encara a diversidade de modos de vida da sociedade. daí a objetividade no enfoque do tema. mas encontrase condicionado a certos aspectos particulares da transmissão realizada pelos grupos de que faz parte. o comportamento. os modos de vida da sociedade a que pertence. d) a transmissão da cultura é dever de qualquer educador. eliminando.

Interpretação de texto II Avançar . o uso de máquinas na agricultura reduz a necessidade de mão-de-obra. O Estado de S. Texto para as questões de 175 a 178: “Lasar Segall: um museu de portas abertas É bem provável que grande parte dos freqüentadores de museus no Brasil não procure voluntariamente essa instituição artístico-cultural. Ao contrário. 1/1/2000. e) o desenvolvimento acelerado de todas as regiões do globo. Essas razões levaram à ‘transição demográfica’ que se iniciou há mais de um século na Europa e estabilizou a taxa populacional nas nações mais ricas. Unifor-CE De acordo com o texto. os agrava e. parecem estar invariavelmente associadas a trabalhos e obrigações escolares. em excursões ‘protegidas’ por uma escolta de professores e funcionários em missão obrigatória. Atitude semelhante à que se tem numa igreja. p.” Trecho adaptado de GOLDEMBERG. José. tornando-as mão-de-obra desejável. Paulo. Unifor-CE Conclui-se do texto que: a) a agricultura sempre exigiu e continua exigindo mão-de-obra numerosa. porque certas tarefas essenciais para a sobrevivência — tais como obter água potável. até o momento. b) a explosão populacional. sobretudo nas grandes cidades. em vários países. especialmente nas grandes cidades. a demanda por muitos filhos diminui e a ênfase passa a ser melhor qualidade de vida para eles. África e América Latina. então. só que nesse caso esse conjunto de normas várias vai contribuir decisivamente para estabelecer preconceitos em relação à obra de arte que dificilmente serão eliminados. no passado. 1988. era muito grande. principalmente. parece estar levando a melhor. Além disso exigem das mulheres um esforço desnecessariamente grande. um dos resultados decorrentes do uso da tecnologia tem sido: a) o aumento da exploração da mão-de-obra infantil nas zonas rurais.” SEGALL. mesmo em alguns países mais adiantados. o que vai salvar a humanidade da bomba populacional é o efeito que o uso de melhores tecnologias tem no próprio aumento populacional. d) o controle da população mundial baseia-se numa educação mais ampla e no uso da tecnologia nas tarefas cotidianas. em que a economia se baseia especialmente na agricultura. É compreensível. Um museu de portas abertas. e) a falta de conhecimento que atinge as zonas rurais dificulta o progresso da agricultura. Contudo. ‘pouca conversa’ e lembrar que ‘esse é um lugar de contemplação’. mas o aumento da população e a melhoria do nível de vida. Fatores culturais são também importantes. Movimento n. as visitas a museus. Contudo. Lasar. nos vários continentes. por conseguinte.Texto para as questões de 173 e 174: “A tecnologia pode fazer muito para atenuar os problemas decorrentes da poluição. 174. que nessas circunstâncias reste pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus. 31-2. a transição demográfica ainda não atingiu boa parte da Ásia. que levaria ao planejamento familiar. combustível para cozinhar ou para aquecimento — utilizam o trabalho das crianças. 3. IMPRIMIR GABARITO Voltar Língua Portuguesa . c) o controle da população nas regiões mais desenvolvidas do planeta. como a mortalidade infantil. sem ocupação fixa. c) a prática de uma agricultura mecanizada tem como conseqüência o aumento da mãode-obra avulsa. na medida em que limita o uso da tecnologia. reduzindo suas oportunidades de obter melhor educação. Um número menor de filhos significa maior cuidado com cada um. 74 173. o resto dessa disposição vai ser pulverizado por todo um aparato que sugere quais devem ser as atitudes e comportamentos adequados ao ambiente. A razão pela qual a população nas sociedades rurais primitivas aumenta — o que ocorreu até recentemente. Ao visitante dos museus é transmitida a noção de que nesse local carregado de responsabilidade o melhor a ser feito é observar ‘muito respeito’. b) os idosos recebem mais apoio familiar em zonas rurais. ter muitos filhos era uma garantia para o futuro. À medida que as sociedades se tornam mais ricas. no Brasil. melhor educação e melhores expectativas de sobrevivência. e ainda ocorre em algumas regiões — é bem compreendida: nas zonas rurais muitos filhos são a garantia de mais braços para ajudar na agricultura e uma forma de apoio aos velhos quando não puderem mais trabalhar. d) a participação maior e mais efetiva das mulheres nas tarefas rotineiras da família.

175. está correto o que se afirma SOMENTE em: a) I. c) III. Unifor-CE I. 75 177. c) define os museus no Brasil como instituições artístico-culturais desprovidas do apoio dos governantes. GABARITO 178. d) I e III. Unifor-CE As aspas em “muito respeito”. mais comumente levam aos museus seus freqüentadores habituais. d) eliminar qualquer tomada de posição do narrador. e) encara o museu como elemento mistificador da criação artística. b) realçar ironicamente as metáforas. Não há espontaneidade de iniciativa em relação a visitas a museus no Brasil. e) II e III. 176. II. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . e) pela impressão de se sentir como se estivesse numa igreja. Os museus. “esse é um lugar de contemplação” estão empregadas para: a) distinguir a citação do resto do contexto. d) condena os preconceitos ligados ao acervo artístico-cultural dos museus. b) pelo fato de ser o museu um “lugar de contemplação”. Unifor-CE A pouca simpatia de parte do estudante para com o acervo dos museus explica-se: a) pela abundância de preconceitos em relação ao valor da obra de arte. e) fazer sobressair expressões pouco usuais. vêm sendo pouco prestigiados. no Brasil. Professores e funcionários representam a classe que freqüenta de maneira regular e voluntária os museus. b) II.Interpretação de texto II Avançar . III. como instituição artísticocultural. b) caracteriza as circunstâncias que. “pouca conversa”. d) pelo cunho de obrigatoriedade de que se revestem as visitas aos museus. c) acentuar o valor significativo das expressões no contexto. c) pelo excesso de tarefas impostas a partir de visitas aos museus. no Brasil. pelos órgãos governamentais. A respeito dos enunciados acima. Unifor-CE O texto: a) prova que o acervo dos museus reúne condições insatisfatórias para atrair a atenção dos visitantes.

1992. olhando um para o outro. U. Carlos Drummond de. D. tinha os braços cruzados à cinta. b) suavidade e melancolia. entrei e parei logo. Carlos Drummond de Andrade: poesia e prosa. 1989. Diante dela. à esquerda. c) desgosto e censura. Rio de Janeiro: Aguilar. completo e confortável corpo. GABARITO 180. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .179.” ANDRADE.Interpretação de texto II Avançar . b) Segundo o poeta. achei aberta a porta do jardim. e) ceticismo e desesperança. Machado. e) O poeta. Consolava-os a saudade de si mesmos. 95s. Não há criação nem morte perante a poesia. os aniversários. p. esse excelente. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de vir para casa. Texto para a questão 180: “Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. Não faças poesia com o corpo. d) velado humorismo. tão infenso à efusão lírica. UFR-RJ No texto o narrador descreve o quadro formado pelo casal de velhos com: a) impaciente ironia. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho. Viçosa-MG Leia atentamente os seguintes versos: “Não faças versos sobre os acontecimentos. a poesia ultrapassa os limites do corpo e da própria vida cotidiana. superior à própria vida e à morte. Carmo. ‘Lá estão eles’. As afinidades. continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro: digo o que me pareceu. F. disse comigo. não aquece nem ilumina. com as mãos sobre os joelhos. em seu discurso metalingüístico. trata da essência da própria poesia. dei com os dois velhos sentados. Rio de Janeiro: Nova Aguilar. 76 d) Para o autor. Ao fundo. Fui a pé. preocupado em exaltar os mais nobres sentimentos humanos. a poesia não deve limitar-se a uma temática voltada para os simples acontecimentos da vida. os incidentes pessoais não contam. a vida é um sol estático. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma leitura correta do poema “Procura da poesia”. Aguiar estava encostado ao portal direito.” ASSIS. Ao transpor a porta para a rua. In: Obra Completa. c) O autor defende a transcendência da poesia. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. intensamente elaborado. de Carlos Drummond de Andrade: a) O autor defende um lirismo subjetivo. à entrada do saguão. Memorial de Aires.

por ser um refugo da casa-grande e da senzala. De outro. UFF-RJ Assinale a opção que apresenta a afirmativa adequada sobre a relação entre o brasileiro de Guimarães Rosa. A imagem geométrica pode ser forçada. É também macunaímico. GABARITO d) O homem de Guimarães Rosa. 21/04/2000. p. teríamos Guimarães Rosa como a hipotenusa fechando o triângulo. b) O brasileiro de Guimarães Rosa se opõe ao de Freyre por não ter lugar nem na casagrande. o homem miscigenado.Interpretação de texto II Avançar . pois sem definição catalogada na escala de valores culturais oriundos de sua formação racial. embora as circunstâncias mudem e nós mudemos com elas. de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade explicitada no texto I. Retomando a imagem literária. o opositor de uma e de outra. herói sem nenhuma definição. o produto daquilo que Gilberto Freyre chamou de casa-grande e senzala. Folha Ilustrada. em nossa essência. São Paulo. Um rapaz da platéia me perguntou onde ficaria o homem de Guimarães Rosa — outra coordenada que nos ajuda a definir o brasileiro. c) O homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade não apresenta nenhuma oposição à concepção do brasileiro de Guimarães Rosa. a) O homem de Guimarães Rosa. o Macunaíma. 5º Caderno. torna-se um refugo da casa-grande e da senzala. Evidente que o universo de Rosa é sobretudo verbal.” CONY. IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa . nem na senzala e se aproxima de Macunaíma por sua indefinição na escala de valores culturais. 12. por ser sobretudo uma criação verbal. tomou sua própria vereda. apesar do ressentimento social que o caracteriza. potente e tendendo a ser feliz. ou sem nenhum caráter — como queria o próprio Mário de Andrade. Fomos e seremos assim. Por isso mesmo. um herói — ou heroína — sem nenhum caráter. Nem por acaso um dos personagens mais importantes do mundo de Rosa é uma mulher que se faz passar por jagunço. mas o homem é causa e efeito do verbo. o personagem rosiano tem a ver com o homem de Gilberto Freyre e de Mário de Andrade. 77 181. e uma antítese do brasileiro de Mário de Andrade.Texto para a questão 181: “Acompanho com assombro o que andam dizendo sobre os primeiros 500 anos do brasileiro. Tomando Gilberto Freyre como a linha vertical e Mário de Andrade como a linha horizontal de um ângulo reto. De um lado. afastando-se do convívio social apontado por Gilberto Freyre e Mário de Andrade. Concordo com todas as opiniões emitidas e com as minhas em primeiríssimo lugar. mas foi a que me veio na hora — e acho que fui entendido. Carlos Heitor. Tenho para mim que há dois referenciais literários para nos definir. e) O brasileiro de Guimarães Rosa se aproxima do de Freyre por sua exclusão social e se distancia de Macunaíma por não ter definição na escala de valores culturais. É um refugo consciente da casa-grande e da senzala. citemos a Capitu menina — e teremos como sempre a intervençao soberana de Machado de Assis. Ou seja. criando a sua própria vereda mas sem esquecer o ressentimento social do qual se afastou e contra o qual procura lutar.

Fátima. nem sempre verdadeiro. UERJ A linguagem figurada. uma programação alternativa está deixando de lado a caravela para se embrenhar no Brasil de antes de Cabral. indica a necessidade de uma reflexão mais cuidadosa acerca de alguns dos marcos históricos do país. Há três anos Thini-á percorre escolas do Rio (…). GABARITO 182. de certa forma. UERJ O subtítulo do texto — “Histórias de um Brasil com mais de 500 anos” — é construído de modo a anunciar o caráter alternativo e mesmo crítico do evento que será comentado. d) “deixando preconceitos de lado”. mas de maneira muito romântica. organizado pela Cineduc: Cinema e Educação.Interpretação de texto II Avançar . da tribo fulni-ô. debates e uma exposição com trabalhos do fotógrafo Sebastião Salgado e textos do poeta Thiago de Mello. encontra-se também em outros tipos de texto. Desde o início da semana. antecedendo a expressão “500 anos”. até expõem a cultura indígena. coordenador do projeto. no foyer do Centro Cultural Banco do Brasil. 183. As atividades incluem encontros com integrantes de tribos variadas. Essa atividade pretende desmistificar isso e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue e se torne corriqueiro’. b) “um”. c) “crianças de diferentes idades”. apresenta danças e ritos. b) “Brasil de antes de Cabral”. no plural. ‘As comemorações dos 500 anos. O emprego da palavra ou expressão com essa finalidade está corretamente justificado em: a) “Histórias”. mas de maneira muito romântica…” c) “… uma programação alternativa está deixando de lado a caravela…” d) “… e deixar uma semente para que o contato com a cultura indígena continue…” IMPRIMIR Voltar Língua Portuguesa .Texto para as questões 182 a 184: “A estrela é o índio Histórias de um Brasil com mais de 500 anos 78 Na contramão do vento que move as comemorações dos 500 anos. flechas…” b) “… expõem a cultura indígena. referindo-se ao nome “Brasil”. como dizia — e impedir conflitos futuros. mostra arcos. c) “mais de”. revela que um discurso oficial. Fala das tribos e da memória de seus ancestrais. a expressão sublinhada mantém com o termo núcleo — “comemorações” — a mesma relação sintática verificada em: a) “uma invasão de terra”. 184. conhecida característica de textos literários. diz Ricardo Paes. predomina na sociedade. ele fala para mais crianças e adultos. contesta a prioridade dada à chegada do colonizador para a constituição do Brasil. que abandonou a aldeia ainda menino após uma invasão de terra em que perdeu vários parentes. de Pernambuco. d) “500 anos”. Do massacre nasceu o desejo de falar aos pequenos homens brancos — os ‘filhos da elite’. E está dando ao índio lugar de destaque na festa. Agora. mostra arcos. (…)” SÁ. Veja. crianças de diferentes idades vêm aprendendo história e deixando preconceitos de lado com a ajuda de Thini-á — um índio de 29 anos. Verifica-se um exemplo de metonímia no seguinte fragmento da reportagem: a) “… apresenta danças e ritos. flechas e seduz o público com a fala mansa e um ótimo humor. UERJ Na construção “comemorações dos 500 anos”. como centro dos 500 Anos de Resistência das Populações Indígenas no Brasil. expressão ligada ao nome “Brasil”. demonstra que a indefinida identidade social do país é formada pelo encontro de três raças. 22/03/2000.

” BUCCI. enfim. esporte — me dás tudo. assumindo o papel de interlocutor do eu poético. Cônscia de sua relevância mística. 1992. como quem ainda tem uma longa lista a cumprir. Nas festas de escolas primárias. e normalmente muito rápido. a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. escancarando em público o vazio em que existimos. 79 185. a criança já não enxerga o sorriso de orgulho ou de apreensão na face do pai. um vidro. pois entre ele e o turista havia um muro transparente. pois quem poderia vivê-lo se ocupou em gravá-lo (ou em posar para a gravação). São Paulo: Companhia das Letras. uma câmara. J. ele apenas grava imagens.Interpretação de texto II Avançar . os alunos aprenderam a se apresentar para filmadoras e não mais para pais e mães. Aposentei os dentes. ele substitui a própria memória pela fita magnética. 1 2 IMPRIMIR GABARITO camcorder – filmadora handycam – filmadora de mão Voltar Língua Portuguesa . Se a televisão é a arena da história contemporânea. sexo. O turista é um apressado. Continuará com pressa. Veja. 186. P. a televisão é humanizada. Texto para as questões 187 e 188: “O Império das Lentes Nas cerimônias de casamento. mas esta também logo se perderá numa estante empoeirada. guardando imagens sem nexo. Protegido por sua máscara eletrônica. Prosas seguidas de odes mínimas. Ali jaz o desejo que não se satisfez. por favor?). tudo. vê apenas a handycam2 que mascara o seu rosto. Depois. 03/12/1996. UERJ Indique o tema geral do poema e explique como ele é abordado criticamente por José Paulo Paes. Sob o foco automático. as câmaras de vídeo domésticas se tornaram o olhar autorizado da intimidade familiar (e de outras intimidades nem tão familiares assim). Ali jaz a vida que poderia ter sido. que se reserva a chance do inesperado. São as imagens do espetáculo que não foi vivido. essa engenhoca que reina soberana no espaço exíguo que separa o homem de si mesmo. Para que ir lá fora? A comida suculenta que pões à minha frente como-a toda com os olhos. Nos dramalhões que encenas há tamanho poder de vida que eu próprio nem me canso em viver. que o poupa de estar exposto ao destino. as retinas das testemunhas foram substituídas pela camcorder1 do sujeito de terno gasto que grava o enlace andando de um lado para o outro (o distinto padre pode dar licença. Eugênio. Nas férias. Guerra. jamais terá tempo de rever o que filmou. Identifique o elemento lingüístico que melhor caracteriza essa humanização e transcreva um verso em que ele apareça. que vive. UERJ No poema. o estranho fenômeno se generaliza. Vou pregar minha porta: já não preciso do mundo. claro. De bom grado. PAES.Texto para as questões 185 e 186: “À televisão Teu boletim meteorológico me diz aqui e agora se chove ou se faz sol. O viajante já não é aquele que contempla o desconhecido.

187. UERJ Cônscia de sua relevância mística, a madrinha chora no exato instante em que os refletores lhe incandescem a maquiagem. No trecho citado, o autor emprega a ironia para intensificar sua crítica à situação descrita. Explique como esse recurso de linguagem intensifica a referida crítica.

188. UERJ Ali jaz a vida que poderia ter sido. Esta sentença, no primeiro momento, parece uma contradição. Identifique, em uma frase completa, essa contradição aparente.

Texto para a questão 189:
“Poética I Que é a Poesia? uma ilha cercada de palavras por todos os lados. 2 Que é o Poeta? um homem que trabalha o poema com o suor do seu rosto. Um homem que tem fome como qualquer outro homem.”
RICARDO, Cassiano. Jeremias Sem-Chorar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1964.

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189. UERJ O eu-lírico no texto de Cassiano Ricardo expressa uma definição sobre a elaboração da poesia. Essa definição é semelhante ao conteúdo do seguinte fragmento:

GABARITO

a) “Como varia o vento – o céu – o dia, / Como estrelas e nuvens e mulheres, / Pela regra geral de todos seres, / Minha lira também seus tons varia, / e sem fazer esforço ou maravilha.” (Álvares de Azevedo) b) “O artista intelectual sabe que o trabalho é a fonte da criação e que a uma maior quantidade de trabalho corresponderá uma maior densidade de riquezas.” (João Cabral de Melo Neto) c) “[Minhas poesias] não têm unidade de pensamento entre si, porque foram compostas em épocas diversas — debaixo de céu diverso — e sob a influência de impressões momentâneas.” (Gonçalves Dias) d) “Um dia (…) tive saudades da casa paterna e chorei. As lágrimas correram e fiz os primeiros versos da minha vida, que intitulei — Às Ave-Maria: — a saudade havia sido a minha primeira musa.” (Casimiro de Abreu)

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Texto para as questões 190 a 193:
“No Brasil das últimas décadas, a miséria teve diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida. Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha. Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas consciências. Dormíamos o sono dos justos. A urbanização do Brasil deu à miséria certa impessoalidade. Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. Algo para ser visto pela janelinha do carro, ora esparramada sobre a calçada, ora refugiada sob o viaduto. A modernidade trouxe novas formas de contato com a riqueza. Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro. Os semáforos ganharam uma inesperada função social. Passamos a exercitar nossa infinita bondade pingando esmolas em mãos rotas. Continuávamos de bem com nossos travesseiros. Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. Aos poucos, foi perdendo a docilidade. A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. Os telejornais passaram a despejar violência sobre o tapete da sala, aos pés de nossos sofás. Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. Tão simples quanto virar uma torneira ou acionar o interruptor, bastava apertar o botão da TV. Embora violenta, a miséria ainda nos excluía. Súbito, a miséria cansou de esmolar. Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. A miséria não bate mais à nossa porta; invade. Não estende a mão diante do vidro do carro; arranca os relógios dos braços distraídos. Acuada, a cidade passou de opressora a vítima dos morros. No Brasil de hoje, a riqueza é refém da miséria. A constituição do perfil da miséria no Brasil está diretamente relacionada com a crescente modernização do país.”

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190. UFMG A partir da leitura desse texto, é CORRETO afirmar que ele tem por objetivo a) criticar a ação governamental no trato com a miséria. b) defender práticas de maior justiça social. c) denunciar a culpa sentida pelas classes privilegiadas. d) mostrar a evolução da situação de miséria no Brasil. 191. UFMG “Embora violenta, a miséria ainda nos excluía.” Essa frase é uma síntese de todas as seguintes passagens do texto, EXCETO a) A rua oferecia-nos algo além de água encanada e luz elétrica. b) Continuávamos de bem com nossos travesseiros. c) Dormíamos o sono dos justos. d) Era como se dispuséssemos de um eficiente sistema de miséria encanada. 192. UFMG O último parágrafo do texto tem todas as seguintes funções, EXCETO a) Ampliar o desenvolvimento das idéias. b) Reafirmar as idéias da introdução. c) Rearticular o parágrafo introdutório. d) Reorganizar as idéias desenvolvidas no texto. 193. UFMG De acordo com o texto, a miséria no Brasil assume uma posição crescentemente agressiva. Todas as seguintes passagens do texto comprovam essa afirmação, EXCETO a) Com o tempo, a miséria conquistou os tubos de imagem dos aparelhos de TV. b) Ela agora não pede; exige. Ela já não suplica; toma. c) Ela passou a apresentar-se como um elemento da paisagem. d) Logo a miséria estava batendo, suja, esfarrapada, no vidro de nosso carro.

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Texto para as questões 194 a 197:
“Troca de e-mails
THE NEW YORK TIMES

Seguem abaixo trechos das mensagens de e-mail trocadas na terça-feira e ontem entre o VicePresidente Al Gore e o Governador George W. Bush, do Texas: Do: Sr. Gore Para: Sr. Bush Assunto: Campanha eleitoral Congratulações por sua indicação partidária. Penso que as vitórias mútuas desta noite nos proporcionam uma chance rara para a mudança no modo de se conduzir campanhas eleitorais e de se restabelecer a confiança dos eleitores em nosso processo eleitoral. Assim sendo, eu o desafio a aceitar minha proposta de que nós dois rejeitemos o uso do chamado ‘dinheiro fácil’ na veiculação de propaganda eleitoral. Eu darei o primeiro passo pedindo ao Comitê Nacional Democrático para não veicular nenhuma propaganda eleitoral não regulamentada através do uso de verbas de procedência ignorada, a menos que o Partido Republicano passe a agir nesse sentido. Portanto, está nas mãos do senhor e de seu partido o início eventual de uma guerra acirrada de propaganda; o senhor tem o poder de unir-se a mim na proibição do ‘dinheiro fácil’. Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar a política para sempre.

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Do: Sr. Bush Para: Sr. Gore Assunto: Re: Campanha eleitoral Obrigado por seu e-mail e seus cumprimentos. Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões importantes do nosso tempo — a reforma educacional, a modernização de nossas forças armadas e o resgate de padrões de qualidade no nosso governo. O senhor e eu fizemos várias propostas de reforma de financiamento de campanha. Mas antes de debatermos estas mudanças, é importante que os americanos saibam se as leis de financiamento de campanha atuais foram obedecidas. Assim sendo, eu o desafio a esclarecer acusações graves. Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca e ao Departamento de Justiça para a liberação de todos os registros e fotos relativos à investigaçao sobre abusos no financiamento da sua própria campanha. Em seu e-mail, o senhor falou em restabelecer “a confiança em nosso processo eleitoral”. E isso é o ponto central da questão. São necessárias novas leis de financiamento de campanha. O que é até mesmo mais importante é o dever dos funcionários públicos de obedecer às leis existentes, e eu receio que seu próprio histórico não inspire confiança. Agradeço seu e-mail. Esta sua Internet é uma invenção maravilhosa.”
Traduzido do New York Times on-line, 16/03/2000.

GABARITO

194. UERJ O vice-presidente Gore propõe em seu e-mail uma rejeição, de parte a parte, do chamado “dinheiro fácil”, usado de maneira não regulamentada na veiculação de propagandas eleitorais. O tom da mensagem-réplica do governador Bush reflete basicamente as seguintes atitudes: a) crítica e desconfiança pela indicação do democrata Gore à sucessão presidencial. b) animosidade e distanciamento do processo de moralização da campanha eleitoral. c) ceticismo e ironia no tocante à seriedade das palavras e intenções de seu oponente. d) ressentimento e desdém quanto às instruções dadas por Gore ao Comitê Democrático. 195. UERJ O discurso político é marcado por estratégias de distanciamento que ressaltam a autoridade do locutor, e por traços de solidariedade que buscam o envolvimento dos interlocutores. Tais procedimentos retóricos são verificados em: a) “Eu espero que o senhor interfira junto à Casa Branca…” b) “Se o senhor estiver disposto a fazer a coisa certa, nós podemos mudar…” c) “Eu darei o primeiro passo, pedindo ao Comitê Nacional Democrático…” d) “Eu o felicito também, e anseio por uma campanha que trate das questões…”

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196. UERJ A mensagem-desafio de Al Gore tem como destinatário o seu adversário político, mas é possível interpretar que ela tenha sido tornada pública propositalmente. Considerando o conteúdo da mensagem e o seu contexto, a melhor explicação para que Al Gore tenha desejado torná-la pública é: a) provocar uma declaração desastrada de George Bush. b) contribuir para a moralização da política através da Internet. c) acusar seu adversário do uso de dinheiro ilícito na campanha. d) convencer o eleitor do caráter desonesto do outro candidato. Texto para as questões de 197 a 200:
“A revolução digital Texto e papel. Parceiros de uma história de êxitos. Pareciam feitos um para o outro. Disse ‘pareciam’, assim, com o verbo no passado, e já me explico: estão em processo de separação. Secular, a união não ruirá do dia para a noite. Mas o divórcio virá, certo como o pôr-do-sol a cada fim de tarde. O texto mantinha com o papel uma relação de dependência. A perpetuação da escrita parecia condicionada à produção de celulose. Súbito, a palavra descobriu um novo meio de propagação: o cristal líquido. Saem as árvores. Entram as nuvens de elétrons. A mudança conduz a veredas ainda inexploradas. De concreto há apenas a impressão de que, longe de enfraquecer, a ebulição digital tonifica a escrita. E isso é bom. Quando nos chega por um ouvido, a palavra costuma sair por outro. Vazando-nos pelos olhos, o texto inunda de imagens a alma. Em outras palavras: falada, a palavra perde-se nos devãos da memória; impressa, desperta o cérebro, produzindo uma circulação de idéias que gera novos textos. A Internet é, por assim dizer, um livro interativo. Plugados à rede, somos, autores e leitores. Podemos visitar as páginas de um clássico da literatura. Ou simplesmente arriscar textos próprios. Otto Lara Resende costumava dizer que as pessoas haviam perdido o gosto pela troca de correspondências. Antes de morrer, brindou-me com dois telefonemas. Em um deles prometeu: ‘Mando-te uma carta qualquer dia desses’. Não sei se teve tempo de render-se ao computador. Creio que não. Mas, vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. O papel começa a experimentar o mesmo martírio imposto à pedra quando da descoberta do papiro. A era digital está revolucionando o uso do texto. Estamos virando uma página. Ou, por outra, estamos pressionando a tecla ‘enter’.”
SOUZA, Josias de. A revolução digital. In: Folha de São Paulo, São Paulo, 6 de maio de 1996. Caderno Brasil, p. 2.

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197. UFMG Observe as expressões destacadas nestas frases: … falada, a palavra perde-se nos desvãos da memória; impressa, desperta o cérebro… … vivo, Otto estaria surpreso com a popularização crescente do correio eletrônico. Assinale a alternativa que apresenta uma interpretação CORRETA dessas três expressões, na ordem em que aparecem nas frases acima. a) apesar de ser falada / apesar de ser impressa / se estivesse vivo. b) quando é falada / quando é impressa/ se estivesse vivo. c) porque é falada / porque é impressa / ainda que estivesse vivo. d) se é falada / se é impressa / ainda que estivesse vivo. 198. UFMG Com base na leitura feita, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é a) defender a parceria entre o papel e o texto como uma história de êxitos. b) discutir as implicações da era digital no uso da escrita. c) descrever as vantagens e desvantagens da Internet na atualidade. d) narrar a história do papel e do texto desde a antigüidade.

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199. UFMG Considerando a argumentação do autor quanto à relação entre palavra falada e palavra escrita, é CORRETO afirmar que, a) na comunicação interpessoal, a palavra falada pode emocionar, sensibilizar, convencer, fazer pensar e, com isso, suscitar um grande movimento de idéias e valores. b) no processo social de divulgação de conhecimentos, a palavra falada, associada à escrita, exerce um papel fundamental na educação e na formação de opiniões. c) na produção cultural de ciência e arte, a palavra escrita tem função marcante, porque sua permanência material independe da memória humana e sua circulação instiga a reflexão. d) no processo social de produção e circulação de crenças, a palavra escrita, ao lado da falada, tem papel significativo no desenvolvimento da espiritualidade. 200. UFMG Considerando os procedimentos lingüísticos de articulação entre o primeiro parágrafo e os outros parágrafos do texto, é INCORRETO afirmar que a) o segundo, o terceiro e o quarto parágrafos se articulam com o primeiro pelo emprego linear do tempo cronológico. b) o terceiro parágrafo está articulado com o primeiro pelo uso de palavras que explicitam significados presentes no primeiro. c) o segundo parágrafo está articulado com o primeiro pelo emprego de palavra que se repetem. d) o quarto parágrafo se articula com o primeiro pelo uso de frase que explicita uma idéia sugerida no primeiro. Texto para a questão 201:
“O idioma, vivo ou morto? O grande problema da língua pátria é que ela é viva e se renova a cada dia. Problema não para a própria língua, mas para os puristas, aqueles que fiscalizam o uso e o desuso do idioma. Quando Chico Buarque de Hollanda criou na letra de ‘Pedro Pedreiro’ o neologismo ‘penseiro’, teve gente que chiou. Afinal, que palavra é essa? Não demorou muito, o Aurélio definiu a nova palavra no seu dicionário. Isso mostra o vigor da língua portuguesa. Nas próximas edições dos melhores dicionários, não duvidem: provavelmente virá pelo menos uma definição para a expressão ‘segura o tcham’. Enfim, as gírias e expressões populares, por mais erradas ou absurdas que possam parecer, ajudam a manter a atualidade dos idiomas que se prezam. O papel de renovar e atualizar a língua cabe muito mais aos poetas e ao povo do que propriamente aos gramáticos e dicionaristas de plantão. Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o ‘erro’ propriamente dito e a renovação. O poeta é, portanto, aquele que provoca as grandes mudanças na língua. Pena que o Brasil seja um país de analfabetos. E deve-se entender como tal não apenas aqueles 60 milhões de ‘desletrados’ que o censo identifica, mas também aqueles que, mesmo sabendo o abecedário, raramente fazem uso desse conhecimento. Por isso, é comum ver nas placas a expressão ‘vendese à praso’, em vez de ‘vende-se a prazo’; ou ‘meio-dia e meio’, em vez de como é mesmo? O português de Portugal nunca será como o nosso. No Brasil, o idioma foi enriquecido por expressões de origem indígena e pelas contribuições dos negros, europeus e orientais que para cá vieram. Mesmo que documentalmente se utilize a mesma língua, no dia-a-dia o idioma falado aqui nunca será completamente igual ao que se fala em Angola ou Macau, por exemplo. Voltando à questão inicial, não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. Os intelectuais também o fazem, por querer ou por mera ignorância. E também nós outros, jornalistas, afinal, herrar é umano, ops, errare humanum est. Ou será oeste?”
SANTOS, Jorge Fernando dos. Estado de Minas, Belo Horizonte, 10 jun. 1996. (Texto adaptado)

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GABARITO

201. UFMG Em todas as seguintes passagens, o autor deixa transparecer idéias que ele mesmo considera puristas, EXCETO em a) Claro que os erros devem ser denunciados. Mas há uma diferença entre o “erro” propriamente dito e a renovação. b) … não é só o cidadão comum que atenta contra a língua pátria. c) Nesse sentido, é no mínimo um absurdo ficar patrulhando os criadores. d) Pena que o Brasil seja um país de analfabetos, […] Por isso, é comum ver nas placas a expressão “vende-se à praso”…

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Língua Portuguesa - Interpretação de texto II

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Texto para as questões 202 e 203:
“Amor A verdade é que devemos tudo aos amores infelizes, aos amores que não dão certo. A poesia se faz antes ou depois do amor, ninguém jamais fez um bom poema durante um amor feliz. Pois se o amor está tão bom, pra que interrompê-lo? O amor feliz não é assunto de poesia. Literatura é quando o amor ainda não veio ou quando já acabou, literatura durante é mentira. Ou ela é empolgação ou é remorso, revolta, saudade, tédio, divagação desesperada — enfim, tudo que dá bom texto. Desconfie de quem explica um estado de exaltação criativa dizendo que está amando. Algo deve estar errado. — Você está amando, mas ela não está correspondendo, é isso? — Não, não. Ela também me ama. É maravilhoso. — É maravilhoso, mas você sabe que não pode durar, é isso? Seu poema é sobre a transitoriedade de todas as coisas, sobre o efêmero, sobre o fim inevitável da felicidade num mundo em que… — Não! É sobre a felicidade sem fim! — Não pode ser. — Mas é. Acabei o poema e vou fazer uma canção. Depois, talvez, uma cantata. E estou pensando num romance. Tudo inspirado no nosso amor. Não posso parar de criar. Estou transbordando de amor e idéia. Crio dia e noite. — E a mulher amada? — Quem? Ah, ela. Bom, ela sabe que a atenção que não lhe dou, dou ao nosso amor perfeito. Está explicado. Ele não canta a amada ou seu amor. Está fascinado por ele mesmo, amando. E o poema certamente é ruim. Porque o amor, para ser de verdade, tem de emburrecer. Só devem lhe ocorrer bobagens para dizer ou escrever durante um caso de amor. Ou é kitch, de mau gosto, piegas ou copiado, ou não é amor. Qualquer sinal de originalidade pode até ser suspeito. — Esses seus versos para mim… Estão ótimos. — Obrigado. — Essas juras de amor, essas rimas, essa métrica… De onde você tirou tudo isso? — Eu mesmo inventei. Pensando em você. — Seu falso! — O quê? — Só deixando de pensar em mim por algumas horas você faria uma coisa assim pensando em mim. Só tomando distância, escrevendo e reescrevendo, raciocinando e burilando, você faria isto. Um verso plagiado do Vinícius eu entenderia. Um verso original, e bom desse jeito é traição. Só não sendo sincero você seria tão inteligente! — Mas… — Não fale mais comigo. Pronto. O amor acabou, agora você pode ser criativo sem remorso. Você está infeliz, mas console-se. Pense em como isso melhorará o seu estilo.”
Adap.: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O Estado de São Paulo: 25/07/1999.

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GABARITO

202. UFR-RJ A partir da leitura do texto, depreende-se que a) os textos literários cujo tema é o amor tratam de um sentimento utópico. b) os poemas feitos nos momentos de amor são criativos e interessantes. c) fazer poemas sobre o amor exige um afastamento da relação amorosa. d) só a reciprocidade no relacionamento amoroso enseja um bom texto poético. e) os textos verdadeiramente literários são os que tratam da temática amorosa. 203. UFR-RJ Os diálogos, nesse texto, têm a função de a) caracterizar o discurso indireto na narrativa. b) refutar o ponto de vista do autor por meio dos personagens. c) reproduzir o ponto de vista dos personagens sobre o amor. d) servir de recurso para a