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Farmácia Hospitalar - Comissão de farmácia e terapêutica

Farmácia Hospitalar - Comissão de farmácia e terapêutica

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Farmácia Hospitalar

Comissão de Farmácia
e Terapêutica
Dra. Sonia Lucena cipriano
Farmacêutica‑bioquímica. Diretora Técnica de Departamento da Saúde – Assistência Farmacêutica da
Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Coordenadora do Curso de Especialização em Farmácia
Hospitalar do HC‑FMUSP. Autora do livro Gestão Estratégica em Farmácia Hospitalar. Especialista em
Farmácia Hospitalar – SBRAFH. Especialista em Auditoria da Qualidade – Fundação Vanzolini. Especialista
em Gestão da Qualidade – Politécnica da USP. Especialista em Economia da Saúde da Faculdade de Saúde
Pública da USP. Mestre e Doutora em Saúde Pública – Faculdade de Saúde Pública da USP.
Dr. ricarDo paranhoS pireS Moreira
Farmacêutico‑bioquímico. Especialista em Medicina Farmacêutica pela UNIFESP. Doutorando em Ciências
pela Faculdade de Medicina da USP. Diretor Técnico – Assistência Farmacêutica – Secretaria de Estado da
Saúde de São Paulo.
Dr. GeorGe WaShinGton Bezerra Da cunha
Farmacêutico‑bioquímico pela UFC. Administrador Hospitalar pelo Instituto de Pesquisas Hospitalares.
Especialização em Programa de Estudos Avançados em Administração Hospitalar e Sistemas da Saúde
(PROAHSA – Fundação Getúlio Vargas). Ex‑Presidente da CEME (Central de Medicamentos do Ministério
da Saúde). Diretor Técnico do Serviço de Farmácia do Instituto do Coração – InCor HC‑FMUSP. Membro
da Comissão de Farmácia Hospitalar do CFF.
Dra. anDréa cáSSia pereira SforSin
Farmacêutica. Especialista em Farmácia Hospitalar e Introdução à Farmácia Clínica do HC‑FMUSP.
Presidente da Comissão de Farmacologia da Diretoria Clínica do HC‑FMUSP. Diretora do Serviço de
Assistência Farmacêutica da Divisão de Farmácia do Instituto Central do HC‑FMUSP. Coordenadora do
Subcomitê de Logística do Núcleo de Assistência Farmacêutica do HC‑FMUSP.
Dra. VanuSa BarBoSa pinto
Farmacêutica bioquímica. Especialista em Farmácia Hospitalar e Introdução à Farmácia Clínica
(HC‑FMUSP). Vice‑Presidente da Comissão de Farmacologia da Diretoria Clínica do HC‑FMUSP. Diretora
Técnica da Divisão de Farmácia do Instituto Central do HC‑FMUSP.
Número 15 ‑ Outubro/Novembro 2011
Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFF)
Pharmacia Brasileira nº 83 - Outubro/Novembro 2011 3
Número 15 ‑ Outubro/Novembro 2011
1. INTRODUÇÃO
A constante inovação tecnológica na
área da saúde, a introdução de novos produ‑
tos farmacêuticos, bem como a infuência da
propaganda sobre a prescrição médica, torna
a seleção de novas tecnologias um processo
imprescindível nas instituições hospitalares.
Este procedimento tem por objetivo otimizar
a efciência administrativa e a efcácia terapêu‑
tica, além de contribuir para a racionalidade na
prescrição e na utilização das novas tecnolo‑
gias. Neste contexto, o medicamento se conf‑
gura como um dos insumos mais importantes
dessa intensa incorporação tecnológica, o qual
necessita de constantes avaliações para garan‑
tir a sua melhor utilização (1).
A seleção dos medicamentos que farão
parte do acervo medicamentoso nos sistemas
de saúde é componente fundamental da Políti‑
ca Nacional de Assistência Farmacêutica, a qual
possui como eixos norteadores a garantia de
acesso e o uso racional dos mesmos (2). Além
disso, este processo é a etapa inicial e provavel‑
mente uma das mais importantes do ciclo da
Assistência Farmacêutica (3), sendo este contí‑
nuo, multidisciplinar e participativo que deve
se desenvolver baseado na efcácia, segurança,
qualidade e no impacto econômico.
Assim, é indispensável ao gestor da saú‑
de utilizar ferramentas que possam orientá‑lo
para a tomada de decisão dos medicamentos
que farão parte do elenco padronizado em
sua instituição. Desta forma, a criação de uma
Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT) é
uma excelente estratégia, adotada em diversos
países desenvolvidos, estabelecendo‑se como
importante instrumento, para que o gestor
possa tomar melhores decisões baseado em
diretrizes estabelecidas.
Para auxiliar na criação de uma CFT, é
fundamental a elaboração de regimento in‑
terno, onde conste: composição, atribuições
e responsabilidades, duração de mandato dos
membros, critérios e controle na participação,
avaliação e funcionamento geral.
O papel da CFT ultrapassa as fronteiras da
seleção e padronização, abrangendo a educa‑
Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFF)
4 Pharmacia Brasileira nº 83 - Outubro/Novembro 2011
Número 15 ‑ Outubro/Novembro 2011
2. OBJETIVOS
A Comissão de Farmácia e Terapêutica é
uma instância colegiada, de caráter consultivo
e deliberativo, que tem por objetivo selecionar
medicamentos a serem utilizados no sistema
da saúde nos três níveis de atenção. Além disso,
a CFT assessora a diretoria clínica, na formu‑
lação de diretrizes para seleção, padronização,
prescrição, aquisição, distribuição e uso de me‑
dicamentos dentro das instituições da saúde.
Com essa fnalidade, uma CFT deve adotar
critérios para seleção e padronização dos me‑
dicamentos/produtos farmacêuticos, como:
a) registro no país em conformidade com
a legislação sanitária;
b) necessidade segundo aspectos clínicos
e epidemiológicos;
c) valor terapêutico comprovado, com
base na melhor evidência científca em seres
humanos, destacando segurança, efcácia e
efetividade, com algoritmo de escolha (fuxo‑
grama) de tratamento defnido;
d) composição com única substância ati‑
va, admitindo‑se, apenas em casos especiais,
associações em doses fxas;
e) o princípio ativo conforme Denomina‑
ção Comum Brasileira (DCB) ou, na sua ausên‑
cia, Denominação Comum Internacional (DCI);
Desta forma, os medicamentos serão sele‑
cionados por sua relevância em saúde pública,
evidências de efcácia, segurança e custo‑efe‑
tividade favorável comparativamente. As de‑
cisões para a padronização de medicamentos
devem ser pautadas nos princípios da Medici‑
na Baseada em Evidências, que utiliza as ferra‑
mentas da Epidemiologia Clínica, da Estatísti‑
ca, da Metodologia Científca e da Informática
para trabalhar a pesquisa, o conhecimento e a
atuação em saúde, com o objetivo de oferecer
a melhor informação disponível para a tomada
de decisão (5).
ção permanente da equipe da saúde e a pro‑
moção do uso racional de medicamentos (4).
Por isso, recomenda‑se que as instituições da
saúde constituam Comissões de Farmácia e
Terapêutica.
Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFF)
Pharmacia Brasileira nº 83 - Outubro/Novembro 2011 5
Número 15 ‑ Outubro/Novembro 2011
3. COMPOSIÇÃO
A composição da Comissão de Farmácia
e Terapêutica possui característica multipro‑
fssional e depende da disponibilidade dos re‑
cursos humanos existentes na instituição (7).
Contudo, a CFT pode contar com assessores
“ad hoc”, que são profssionais pertencentes ou
não à Instituição, com a fnalidade de fornecer
subsídios para emissão de parecer técnico e to‑
mada de decisão.
f) informações sufcientes quanto às ca‑
racterísticas farmacotécnicas, farmacocinéticas
e farmacodinâmicas;
g) preço de aquisição, armazenamento,
distribuição e controle;
h) menor custo do tratamento/dia e
custo total do tratamento, resguardando
segurança, eficácia, efetividade e qualidade
de vida;
i) concentração, forma farmacêutica, es‑
quema posológico e apresentação, conside‑
rando a comodidade para a ministração aos
pacientes, faixa etária, facilidade para cálculo
O critério de participação deve estar vin‑
culado à competência técnica, contando com
representantes da saúde, com conhecimento
farmacológico, terapêutico, clínica médica e de
economia em saúde. Dessa forma, recomen‑
da‑se a composição baseada em um núcleo
central executivo e fexibilidade para incorpo‑
rar grupos técnicos de apoio de acordo com os
assuntos a serem abordados, sendo necessário
que sejam dispensados nos horários da Comis‑
são, das outras obrigações nas Unidades em
que prestam serviço.
Para compor o núcleo técnico executivo,
os membros e suplentes da CFT devem cons‑
tar no cadastro de profssionais com vínculo
institucional, os quais são submetidos ao di‑
retor clínico. É importante contar com repre‑
sentantes, com autonomia de decisão, das
seguintes áreas:
de dose a ser ministrada e de fracionamento
ou multiplicação de doses, bem como perfl
de estabilidade mais adequado às condições
de armazenamento e uso.
Para auxiliar na execução das atividades,
a CFT pode compor grupos técnicos de tra‑
balho, sempre que se fizer necessário. Estes
grupos técnicos podem ser criados a critério
da CFT ou quando solicitado pelo diretor
clínico da instituição e submetidos ao ple‑
nário que define o prazo para cumprimento
dos trabalhos e aprovação de sua compo‑
sição (6).
Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFF)
6 Pharmacia Brasileira nº 83 - Outubro/Novembro 2011
Número 15 ‑ Outubro/Novembro 2011
Os membros executivos e suplentes da
CFT devem ser designados pelo diretor clínico,
o qual promove as indicações de Presidente e
de Vice‑Presidente.
Adicionalmente, cada representante deve
contar com um suplente para substituí‑lo em
seus impedimentos, os quais participarão das
sessões do Plenário, com direito a voto nos im‑
pedimentos dos Membros Titulares por mo‑
tivo de afastamentos legais, férias, licenças ou
ausências justifcadas, não perdendo a conti‑
nuidade dos trabalhos a serem realizados. Para
melhor andamento das atividades, esta Co‑
missão deve contar com uma secretária para
apoio administrativo.
É fundamental que a CFT esteja formal‑
mente instituída por meio de documento le‑
gal, sendo elaborado regimento que normatize
seu funcionamento.
Os membros executivos e os suplentes
integrantes da CFT devem declarar os poten‑
ciais confitos de interesse. Além disso, durante
os trabalhos qualquer situação, que confgure
possível confito de interesse, deve ser declara‑
da pelo membro, que se absterá de participar
da atividade específca.
Ao término do mandato ou quando so‑
licitado, pode ser fornecido aos membros da
CFT uma declaração de participação para fns
de currículo.
• Diretoria Clínica
• Administração
• Serviço de Farmácia
• Serviço de Enfermagem
• Comissão de Controle de Infecção
Hospitalar (CCIH)
• Especialidades Médicas
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Número 15 ‑ Outubro/Novembro 2011
4. COMPETÊNCIAS
Compete à Comissão de Farmácia e Terapêutica as ações de assessoramento farmacoterapêu‑
tico, investigação científca e educação permanente.
a) Assessoramento farmacoterapêutico
• ·c|cçio c ¡+d|on|z+çio dos mcd|c+mcntos
• ||+bo|+çio c +tu+||z+çio do Cu|+ |+|m+cotc|+¡cut|co
• |c|n|çio dc d||ct||zcs ¡+|+ o uso |+c|on+| dos mcd|c+mcntos
• ||+bo|+çio dc no|m+s ¡+|+ ¡|csc||çio d|s¡cns+çio c uso dc mcd|c+mcntos
• ^v+||+çio ¡+|+ |nco|¡o|+çio dc nov+s tccno|og|+s
• ||omoçio c c|+bo|+çio dc ||otoco|os C||n|cos dc t|+t+mcnto
b) Investigação científca
• ||omoçio dc cstudos dc ut|||z+çio dc mcd|c+mcn‑
tos e de farmacoeconomia para analisar o perfl far‑
macoepidemiológico e de impacto econômico dos
medicamentos nas instituições da saúde;
• ^t|v|d+dcs vo|t+d+s +o gc|cnc|+mcnto dc ||scos c |+|‑
macovigilância (queixas técnicas, reações adversas ao
medicamento e erros de medicação).
c) Ações educativas
• |cscnvo|v|mcnto c +¡o|o às +çocs dc ¡|omoçio do uso |+c|on+| dc mcd|c+mcntos
• Co|+bo|+çio c ¡+|t|c|¡+çio cm +t|v|d+dcs dc cduc+çio ¡c|m+ncntc d+ cçu|¡c d+ s+udc
• ||+bo|+çio c d|vu|g+çio dc |nst|umcntos cduc+t|vos ut|||z+ndo os mc|os dc comun|c+çio
• |nccnt|vo c |c+||z+çio dc c+m¡+n|+s ¡+|+ ¡|+t|c+s scgu|+s do uso do mcd|c+mcnto
Neste contexto, a CFT desempenha papel
consultivo, científco e educativo, propondo na
instituição, as boas práticas de prescrição, dis‑
pensação, ministração e controle de medica‑
mentos, além de analisar estudos de utilização
dos medicamentos padronizados, com foco
no uso racional.
A CFT possui o papel de avaliar a adequa‑
ção de cada medicamento e produto farmacêu‑
t|co const+ntcs do Cu|+ |+|m+cotc|+¡cut|co
bem como a conveniência da inclusão ou ex‑
clusão dos medicamentos, em razão de novas
evidências científcas disponíveis sobre efcácia,
efetividade e segurança do medicamento.
Outro ponto consiste na atualização a
c+d+ do|s +nos do Cu|+ |+|m+cotc|+¡cut|co
scgu|ndo +s |ccomcnd+çocs d+ O|· c do |c‑
creto nº 7.508, de 28 de junho de 2011.
Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFF)
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5. ATRIBUIÇÕES
5.1 Atribuições do Presidente
Ao Presidente da CFT incumbe dirigir, coordenar e supervisionar as atividades da Comissão e,
especifcamente:
• const|tu|| C|u¡os ¯ccn|cos dc ¯|+b+||o c dc ^¡o|o
• |c¡|cscnt+| + C|¯ cm su+s |c|+çocs |ntc|n+s c cxtc|n+s
• |nst+|+| + Com|ssio c ¡|cs|d|| su+s |cun|ocs
• cm|t|| ¡|onunc|+mcnto d+ C|¯ çu+nto às çucstocs |c|+t|v+s +
medicamentos;
• ¡|omovc| + convoc+çio d+s |cun|ocs
• tom+| ¡+|tc n+s d|scussocs c vot+çocs c çu+ndo |o| o c+so
exercer direito do voto de desempate;
• dcs|gn+| mcmb|os cxccut|vos d+ C|¯ ¡+|+ cm|ssio dc ¡+|ccc|cs tccn|cos |c+||z+çio dc
estudos e levantamentos necessários à consecução dos objetivos da Comissão;
• +¡|ov+| “+d |c|c|cndum” nos c+sos dc m+n||cst+ u|gcnc|+
5.2 Atribuições dos Membros executivos e suplentes
• zc|+| ¡c|o ¡|cno dcscnvo|v|mcnto d+s +t||bu|çocs d+ C|¯
• +n+||s+| c |c|+t+| nos ¡|+zos cst+bc|cc|dos +s m+tc||+s çuc ||cs |o|cm +t||bu|d+s ¡c|o ||cs|‑
dente;
• com¡+|ccc| às |cun|ocs ¡|o|c||| voto ou ¡+|ccc|cs
• |cçuc|c| vot+çio dc m+tc||+ cm |cg|mc dc u|gcnc|+
• dcscm¡cn|+| +t||bu|çocs çuc ||cs |o|cm cst|¡u|+d+s ¡c|o ||cs|dcntc
• +¡|cscnt+| ¡|o¡os|çocs sob|c +s çucstocs +t|ncntcs à Com|ssio
• coo|dcn+| os g|u¡os tccn|cos dc t|+b+||o c +¡o|o
5.3 Atribuições da Secretária
• +com¡+n|+| +s |cun|ocs do Co|cg|+do
• +ss|st|| +o ||cs|dcntc c +os |c¡|cscnt+ntcs d+ C|¯
• o|c|ccc| cond|çocs tccn|co‑+dm|n|st|+t|v+s ¡+|+ o cum¡||mcnto d+s com¡ctcnc|+s d+ C|¯
• d+| cnc+m|n|+mcnto |o|m+| às dc||bc|+çocs do Co|cg|+do c ¡|c¡+|+| o cx¡cd|cntc
• m+ntc| cont|o|c dos ¡|+zos |cg+|s c |cg|mcnt+|s |c|c|cntcs +os ¡|occssos çuc dcv+m sc|
examinados nas reuniões da Comissão;
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• ¡|ov|dcnc|+| o cum¡||mcnto d+s d|||gcnc|+s dctc|m|n+d+s
• ¡|occdc| à o|g+n|z+çio dos tcm+s d+ o|dcm do d|+ d+s |cun|ocs obcdcc|dos os c||tc||os dc
prioridade determinados;
• cnv|+| +os |c¡|cscnt+ntcs d+ C|¯ co¡|+ d+s +t+s +¡|ov+d+s ¡+ut+s d+s |cun|ocs dc||bc|+‑
ções e outros documentos que lhe forem solicitados;
• |+v|+| c +ss|n+| +s +t+s dc |cun|ocs
• ¡|ov|dcnc|+| ¡o| dctc|m|n+çio do ||cs|dcntc + convoc+çio d+s scssocs o|d|n+||+s ou
extraordinárias;
• ¡|ov|dcnc|+| +|çu|vo dc documcntos ¡c|t|ncntcs
• c|+bo|+| |c|+to||o +nu+| d+s +t|v|d+dcs d+ Com|ssio
6. FUNCIONAMENTO
6.1 Estrutura das reuniões
Esta Comissão deve reunir‑se, ordinaria‑
mente, conforme cronograma e, extraordina‑
riamente, quando convocada pelo Presidente
ou solicitada pela maioria de seus membros
executivos. É necessária a defnição de um lo‑
cal para viabilizar o seu funcionamento.
De forma sistemática, as sessões da CFT
são iniciadas com a presença da maioria sim‑
ples dos seus membros (“quorum”). Não ha‑
vendo “quorum” a reunião será suspensa.
As reuniões podem seguir este roteiro:
• vc|||c+çio d+ ¡|cscnç+ do ||cs|dcntc c
em caso de sua ausência, abertura dos
trabalhos pelo Vice‑Presidente;
• vc|||c+çio dc ¡|cscnç+ dos mcmb|os c
existência de “quorum”;
• +¡|ov+çio c +ss|n+tu|+ d+ +t+ d+ |cun|io
anterior;
• |c|tu|+ c dcs¡+c|o do cx¡cd|cntc
• +¡|cscnt+çio dc +ssuntos ¡o| conv|d+‑
dos externos;
• |c|tu|+ d+ O|dcm do ||+ scgu|d+ ¡o|
discussão e votação;
• cnc+m|n|+mcnto d+s dc||bc|+çocs ¡+|+
Diretoria Clínica;
• organização da pauta da próxima reunião;
• cncc||+mcnto dos t|+b+||os
Em caso de urgência da discussão de um
determinado assunto, a CFT, por voto da maio‑
ria, pode alterar a pauta da reunião, e a Ordem
do Dia deve ser comunicada antecipadamente
a todos os membros executivos.
Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFF)
10 Pharmacia Brasileira nº 83 - Outubro/Novembro 2011
Número 15 ‑ Outubro/Novembro 2011
De preferência, as questões devem ser de‑
cididas por consenso. Contudo, se durante a
discussão verifcar‑se a impossibilidade de con‑
senso, e esgotados argumentos com bases em
evidências científcas, o Presidente tem o direito
ao voto de desempate. Além disso, o Presidente
e os membros da Comissão podem solicitar o
reexame de qualquer decisão exarada na reu‑
nião anterior, justifcando possível ilegalidade,
inadequação técnica ou de outra natureza.
Após a apresentação e leitura do parecer,
o Presidente ou o Vice‑Presidente submete à
discussão, dando a palavra aos membros que a
solicitarem.
O membro que não se considerar escla‑
recido quanto à matéria em exame, pode so‑
licitar vistas do expediente, propor diligências
ou adiamento da discussão e da votação. Após
entrar em pauta, recomenda‑se que seja esta‑
belecido um prazo para reapresentação da ma‑
téria para votação.
6.2 Defnição dos documentos
Considerando as informações técni‑
cas‑científcas utilizadas na análise de alteração
da padronização, é importante que a CFT es‑
tabeleça formulários‑padrão com os requisitos
necessários para o processamento da solici‑
tação, a exemplo do modelo (Anexo 1). Este
pedido pode ser realizado pelos profssionais
da equipe da saúde: médicos, farmacêuticos,
enfermeiros e odontólogos.
Outro documento necessário para análise
e tomada de decisão na CFT, é a elaboração
do Protocolo de Tratamento da Doença, com
defnição dos critérios de inclusão e exclusão,
algoritmo de escolha e monitorização do trata‑
mento, conforme modelo proposto (Anexo 2).
Recomenda‑se que os documentos def‑
nidos pela CFT sejam amplamente divulgados
na instituição, de fácil acesso e com fuxograma
estabelecido e difundido para todos os envol‑
vidos no processo.
A elaboração do parecer técnico pelo
membro designado da CFT pode seguir um
roteiro como apoio para efetuar a análise da
solicitação de padronização (Anexo 3).
Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFF)
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Número 15 ‑ Outubro/Novembro 2011
7. AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES
Com o objetivo de monitorar o funcionamento da CFT, sugere‑se elaborar indicadores de
desempenho, tais como:
Indicador Fórmula
Taxa de reuniões realizadas
nº de reuniões realizadas no período
x 100
n° reuniões programadas no período
Taxa de itens incluídos
nº de itens incluídos no período
x 100
nº de itens padronizados
Taxa de itens excluídos
nº de itens excluídos no período
x 100
nº de itens padronizados
Anualmente, deve‑se elaborar um relatório de desempenho de atividades executadas pela
CFT, incluindo os boletins e publicações elaborados, e os resultados dos indicadores.
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A Comissão de Farmácia e Terapêutica re‑
gulamentada de acordo com as orientações da
O|· c dc |und+mcnt+| |m¡o|tìnc|+ ¡+|+ çuc
a gestão da saúde seja realizada com maior se‑
gurança, qualidade e efetividade.
Nos dias atuais a CFT passou ter papel es‑
sencial na melhoria contínua dos serviços da
saúde, devido ao seu importante desempenho
na mitigação dos riscos envolvidos no processo
de seleção e padronização de medicamentos,
avaliando desde o impacto farmacoeconômi‑
co da incorporação de novas tecnologias até a
promoção do uso racional dos medicamentos.
A Comissão de Farmácia e Terapêutica, de
Farmácia ou de Farmacologia, ou qualquer que
seja a denominação, contribui para educação
permanente dos profssionais envolvidos no
ciclo do medicamento, conseguindo de forma
objetiva uma signifcativa racionalização no
uso do arsenal farmacoterapêutico.
Consequentemente, a equipe da saúde
passa a ter um referencial por meio do esta‑
belecimento de protocolos clínicos e diretrizes
terapêuticas, propiciando o melhor acesso a
farmacoterapia baseada em evidências, e es‑
tabelecendo o equilíbrio entre a demanda e
os recursos, proporcionando ao paciente um
atendimento com qualidade e segurança.
Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFF)
12 Pharmacia Brasileira nº 83 - Outubro/Novembro 2011
Número 15 ‑ Outubro/Novembro 2011
9. LEGISLAÇÕES PERTINENTES
• |o|t+||+ ||C n· !¯ dc 14 dc ,+nc||o dc 1·co |ctc|m|n+ + c||+çio dc Com|ssio dc |+d|on|z+çio
nos Hospitais de ensino;
• |o|t+||+ |· n· .o1o dc 1. dc m+|o dc 1··c ||og|+m+ dc Cont|o|c d+s |n|ccçocs |os¡|t+|+|cs –
^ncxo | – Com¡ctcnc|+s – |c|nc cm coo¡c|+çio com + Com|ssio dc |+|m+c|+ c ¯c|+¡cut|c+
política de utilização de ATM, germicidas e MMH para a instituição;
• |cso|uçio C|| n· 44· dc .4 dc outub|o dc .00o ||s¡oc sob|c +s +t||bu|çocs do |+|m+ccut|co
na Comissão de Farmácia e Terapêutica;
• |cso|uçio |·;^|V|·^ n· ·o dc 1¯ dc dczcmb|o dc .00c ||s¡oc sob|c + ¡|o¡+g+nd+ ¡ub||c|‑
dade, informação e outras práticas cujo objetivo seja a divulgação ou promoção comercial de
medicamentos;
• |cso|uçio do Consc||o |+c|on+| dc ·+udc n· !!c dc o dc m+|o dc .004 çuc cst+bc|ccc + |o||t|c+
Nacional de Assistência Farmacêutica, defnindo como um de seus eixos estratégicos (art.2º, I), a
garantia de acesso e equidade às ações de saúde, incluindo a Assistência Farmacêutica.
• |c| n· 1.401 dc .c dc +b||| dc .011 ^|tc|+ + |c| n· c0c0 dc 1· dc sctcmb|o dc 1··0 ¡+|+ d|s¡o|
sob|c + +ss|stcnc|+ |+|m+ccut|c+ c + |nco|¡o|+çio dc tccno|og|+ cm s+udc no ìmb|to do ·|stc‑
m+ |n|co dc ·+udc – ·|·
• |cc|cto n· ¯¯0c dc .c dc ,un|o dc .011 |cgu|+mcnt+ + |c| c0c0 dc 1· dc sctcmb|o dc 1··0
¡+|+ d|s¡o| sob|c + o|g+n|z+çio do ·|stcm+ un|co dc ·+udc – ·|· o ¡|+nc,+mcnto d+ s+udc +
assistência à saúde e a articulação interfederativa, e dá outras providências.
Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFF)
Pharmacia Brasileira nº 83 - Outubro/Novembro 2011 13
Número 15 ‑ Outubro/Novembro 2011
10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1) Marques DC, Zucchi P. Comissões farmacoterapêuticas no Brasil: aquém das diretrizes interna‑
c|on+|s |cv |+n+m ·+|ud |ub||c+ .00o1·(1)¯c‑o!
.) |cso|uçio do Consc||o |+c|on+| dc ·+udc n· !!c dc o dc m+|o dc .004 çuc cst+bc|ccc
a Política Nacional de Assistência Farmacêutica, defnindo como um de seus eixos estraté‑
gicos (art.2º, I), a garantia de acesso e equidade às ações de saúde, incluindo a Assistência
Farmacêutica.
!) |+||n | |u|z+ V| Oso||o dc C+st|o CC |+c|+do dos ·+ntos · ·c|cçio dc |cd|c+mcntos |n
Assistência farmacêutica para gerentes municipais. Rio de Janeiro: Organização Pan‑Americana
d+ ·+udc;O|g+n|z+çio |und|+| d+ ·+udc .00!
4) ^mc||c+n ·oc|cty o| |os¡|t+| ||+|m+c|sts ^·|| st+tcmcnt on t|c ¡|+|m+cy +nd t|c|+¡cu‑
t|cs comm|ttcc ^m | |os¡ ||+|m 1··.4·(c) .00c–·
¯) |v|dcncc‑b+scd |cd|c|nc \o|||ng C|ou¡ |v|dcncc‑b+scd |cd|c|nc ^ ncw +¡¡|o+c| to t|c
tc+c||ng o| mcd|c|nc |^|^ 1··..oc.4.·‑¯
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Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFF)
14 Pharmacia Brasileira nº 83 - Outubro/Novembro 2011
Número 15 ‑ Outubro/Novembro 2011
aneXo i – Modelo de formulário de Solicitação de alteração
na padronização de Medicamentos
(^d+¡t+do do Cu|+ |+|m+cotc|+¡cut|co |C .00c‑.010)
Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFF)
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Número 15 ‑ Outubro/Novembro 2011
Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFF)
16 Pharmacia Brasileira nº 83 - Outubro/Novembro 2011
Número 15 ‑ Outubro/Novembro 2011
aneXo ii – Modelo de protocolo de tratamento
(^d+¡t+do do Cu|+ |+|m+cotc|+¡cut|co |C .00c‑.010)
Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFF)
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Número 15 ‑ Outubro/Novembro 2011
Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFF)
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Número 15 ‑ Outubro/Novembro 2011
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Número 15 ‑ Outubro/Novembro 2011
aneXo iii – Modelo de roteiro de análise e parecer técnico
(^d+¡t+do do Cu|+ |+|m+cotc|+¡cut|co |C .00c‑.010)
Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFF)
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Este encarte foi idealizado e organizado pela Comissão de Farmácia Hospitalar do Conselho Federal de Far‑
mácia (Comfarhosp), composta pelos farmacêuticos hospitalares Marco Aurélio Schramm Ribeiro, Presidente
(CE), Ilenir Leão Tuma (GO), Eugenie Desireé Rabelo Nery (CE), José Ferreira Marcos (SP) e George Washing‑
ton Bezerra da Cunha (SP). O e‑mail da Comissão é comfarhosp@cff.org.br
Marco Aurélio
Schramm Ribeiro
Ilenir Leão Tuma Eugenie Desireé
Rabelo Neri
José Ferreira Marcos George Washington
Bezerra da Cunha
aneXo iV – Modelo de fluxograma de alteração na padronização de Medicamentos
(^d+¡t+do do Cu|+ |+|m+cotc|+¡cut|co |C .00c‑.010)

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