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HOBSBAWN. A Era dos Impérios (resumo)

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Published by: Professores Egina Carli e Eduardo Carneiro on Jun 22, 2009
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HOBSBAWN, E. A Era dos Impérios (1875-1914). 8º Edição. Paz e Terra: Rio de Janeiro, 2003. www.eduardoeginacarli.

blogspot.com - Era das Revoluções (1789-1848) - A Era do Capital (148-1875) - A Era dos Impérios (1875-1914). - Com as três obras o autor pretende explicar o século XIX e seu lugar na história. Explicar aquele mundo por qual passava por um processo de transformação revolucionária. “Localiza AS RAÌZES de no presente no solo do passado”. “A história é sempre a incompleta e problemática reconstrução do que já não existe [...] a História é uma representação do passado” Pierre Norra. - Em 1914: Gandh tinha 45; Lênin tinha 44 anos; Churchil (40 anos); Stalin tinha 35 anos; Keynes tinha 32 anos; Roosevelt tinha 30 anos; Hitler tinha 25 anos; Mao Tse-tung (21 anos); Charles de Gaule (20 anos); Mussoline (13 anos). “A Era dos Impérios foi a mais significativa na formação do pensamento moderno” p. 16. “A Era dos Impérios exige desmistificação. Pois, não sabemos o quanto dela ainda vive em nós” p. 19. - As pessoas no final do século XX ainda estavam envolvidas com o período que se encerrou em 1914. “A origem de parte do que caracteriza o final do século XX, ainda são os 30 anos que antecederam a 1º Guerra Mundial” p. 20. - Belle Époque: representa os encantos da memória (da elite), é a versão elitista do período. “O eixo central em que foi organizada a história do século XIX foi o triunfo e a transformação do capitalismo liberal” p. 23. - Obstáculos que se opunham ao progresso burguês durante os anos 1848-70: a)Antigo Regime; b) Economia Fechada; - Durante o período, as contradições do capital não estavam plenamente visíveis. - Foi um período de estabilidade social dentro da zona de economias industriais desenvolvidas. Ou seja, os pobres foram controlados. “A Era dos Impérios foi um período de PAZ sem paralelo no mundo ocidental, que gerou uma Era de Guerras Mundiais igualmente sem paralelo” p. 24. Foi essa Era que gerou em sua PERIFERIA as forças da rebelião e revolução que a tragariam. - Após a primeira guerra o mundo viveu o grande medo: de uma segunda guerra. - Era dos Impérios: movimento das massas organizadas da classe dos trabalhadores assalariados emergiu exigindo a derrubada do capitalismo. O movimento operário emergiu em economias prósperas. Nesse período, a DEMOCRACIA liquidou o LIBERALISMO BURGUÊS enquanto força política. (p. 25) - A Era dos Impérios = representou o avanço do mundo burguês liberal rumo a sua “morte estranha”. - MORTE ESTRANHA: pois aconteceu em seu apogeu. O progresso revelou as contradições inerentes ao sistema. “A civilização criada pela e para a burguesia liberal ocidental não era uma forma permanente do mundo industrial moderno. Era apenas uma fase de seu desenvolvimento”. P. 26. - Durante o período o desenvolvimento do mundo se identificou ao da sociedade liberal burguesa do século XIX. - A revolução que vigora na memória do mundo não é mais a francesa. - O mundo econômico se transformou de tal monta que se tornou IRRECONHECÍVEL. Isso exigiu que os teóricos inventassem novos CONCEITOS. A sociedade não era mais liberal.

- A Era dos Impérios: parecia antecipar e preparar um mundo qualitativamente diferente do passado. (p. 27). - Vivia-se o centenário da revolução francesa. “Não há como voltar ao mundo da sociedade liberal burguesa [...] ele agora pertence à História” p. 27. - 1880: a) numericamente maior do que o mundo de 1780 e geograficamente menor; b) a Europa era a região mais importante da economia mundial. Foi o século mais europeu que se conhece. c) O mundo subdesenvolvido eram colônias ou ex-colônias. D) ALTA TAXA DE MIGRAÇÃO: válvula de escape que mantinha a pressão social abaixo do ponto de rebelião. - A Revolução Industrial contribuiu para a guerra. - INDÚSTRIA: critério de desenvolvimento de MODERNIDADE. (p.40). “Os países desenvolvidos eram ainda essencialmente agrícolas” p. 40. - No entanto, passavam por um rápido processo de urbanização. Desenvolvimento no mundo capitalista não combina com vida rural. - A IGUALDADE REAL convivia com a IGUALDADE JURÍDICA. “O que define o século XIX era a MUDANÇA em função das regiões dinâmicas (núcleo do capitalismo desenvolvido)” p. 46. “A história linear e cronológica parecia sinônimo de progresso”. O homem genérico aumentava sua capacidade de transformar a natureza. “Era na TECNOLOGIA e em sua conseqüência mais óbvia, o crescimento da produção material e da comunicação, que o PROGRESSO era mais evidente” p. 47. “As ferrovias constituía o esforço de construção pública mais importante já empreendido pelo homem” p. 48. - MAQUINA (feita de ferro) era movida a VAPOR (carvão como fonte de energia). - No mundo desenvolvido, o PROGRESSO era distribuído de forma desigual. - A ciência tentou mostrar que era desenvolvido, pois tinham raças geneticamente superiores, mais eficientes, biologicamente mais evoluídas. “A grande depressão fechou a longa era de liberalismo econômico” p. 63. - O Liberalismo favoreceu os países manufatureiros. - Nação e Liberalismo passaram a desdizerem-se mutuamente. “O LIBERALISMO foi a anarquia da burguesia” p. 66. - O liberalismo econômico foi bom para os Estados Nacionais que tinham força de protegerem suas economias da concorrência externa. “O protecionismo expressava uma situação de concorrência econômica internacional” p. 68. - O PROTECIONISMO (1880-1914) incentivou as indústrias nacionais. A produção aumentou mais do que no período liberal. “O Cartel avançou às custas da concorrência de mercado”. “O taylorismo não se difundiu na Europa antes de 1914” p. 71. TAYLORISMO: Forma eficiente de controlar todo o processo de produção; Isola o trabalhador do grupo; Divisão sistemático-cronometrada de cada processo; Diferenciação salarial = premia quem produz mais. - Quando o Mundo entrava em depressão as potências repartiam entre si as colônias.

- IMPERIALISMO: pressão do capital por investimentos mais lucrativos e busca de mercados para escoar mercadorias produzidas. “A economia estava estruturada para transferir a pressão do capital por lucros aos operários” p. 76. “A ERA DOS IMPÈRIOS foi essencialmente caracterizada pela rivalidade entre os estados” p. 80. - POLÍTICA EXPANSIONISTA: conquista de colônias. - A expansão colonial é um subproduto da expansão comercial. - BELLE ÉPOQUE: 1890-1914. Coincidentemente a fase demonstrou uma queda do valor dos salários = explosão social. (Telefone, bicicleta, telégrafo, cinema, automóvel). - A rivalidade política entre os estados se juntou com as rivalidades entre os empresários nacionais. “As economias modernas amplamente controladas, organizadas e dominadas pelo Estado foram produto da primeira guerra mundial” p. 84. - Para a classe operária, “as décadas que precederam 1914 não figuram como uma idade de ouro” p. 85. Para os ricos, o pós Belle Époque representou um paraíso perdido. Cap. 3 – A Era dos Impérios (p. 87). “Era muito provável que uma economia mundial cujo ritmo era determinado por seu núcleo capitalista desenvolvido ou em desenvolvimento se transformasse num mundo onde os avançados dominam os atrasados; em suma, num mundo de impérios” p. 87. - O período é assim chamado por caracterizar um imperialismo moderno. “Foi o período da história mundial moderna em que chegou ao máximo o número de governantes que se autodenominavam imperadores” p. 88. “Num sentido menos superficial, o período que nos ocupa é obviamente a era de um novo tipo de império, o colonial” p. 88. - Desde a Idade Moderna a supremacia Ocidental era notável, no entanto, até então não havia nenhuma tentativa sistemática de traduzi-la em conquista formal, anexação e administração. - Com exceção da Europa e América, o mundo foi formalmente dividido. - As vítimas do processo foram os antigos impérios europeus pré-industriais sobreviventes da Espanha e Portugal. - A áfrica e o pacífico foram completamente divididos. - Na América Latina, a dominação econômica foi realizada sem a conquista formal. “As Américas constituíam a única região importante do globo onde não houve rivalidade séria entre grandes potências” p. 91. - A Doutrina Monroe1 estava em desenvolvimento. “Essa repartição do mundo entre um pequeno número de Estados, que dá título ao presente volume, foi a expressão mais espetacular da crescente divisão do planeta em fortes e fracos” p. 91. “Entre 1976 e 1015, cerca de um quarto da superfície continental do globo foi distribuído ou redistribuído, como colônia, entre meia dúzia de Estados” p. 91. - 1880: representava uma nova fase no padrão geral do desenvolvimento, notadamente diferente do mundo liberal (livre comércio\ livre concorrência). O papel do Estado passou a se consolidar. - Interpretação heterodoxa: o período representou mais uma fase de desenvolvimento do capitalismo. P. 92. - Em 1916, Lênin a conceitua de Imperialismo.

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Doutrina expressa em 1823 hostilizava qualquer tentativa de recolonização da América.

- O colonialismo é um dos aspectos dessa mudança mais geral. O conceito de imperialismo faz alusão ao colonialismo. “Era um termo novo para designar um fenômeno novo” p. 92. - No entanto, há que defendia que o fenômeno era antigo. “O cerne da analise leninista era que as raízes econômicas do novo imperialismo residiam numa nova etapa específica do capitalismo que levava à divisão territorial do mundo entre as grandes potências capitalista” p. 93. - O capitalismo monopolista conduziu ao colonialismo. - Os pensadores não marxistas negaram a conexão entre o imperialismo com o capitalismo, ou com uma etapa específica dele. Negou que o imperialismo beneficiasse os imperialistas. Negou que a exploração das zonas atrasadas fosse, de alguma forma, essencial ao capitalismo. - O maior fato do século XIX foi a criação de uma economia global única. Sem ela, não dá para entender as disputas imperialistas. “As minas eram os principais pioneiros da abertura do mundo ao imperialismo, muito eficazes nesse papel, porque os lucros eram suficientemente excepcionai para justificar também a construção de ramais de ferrovias” p. 97. - A função das colônias era complementar as economias metropolitanas. - CAUSAS: a) pressão do capital por investimentos mais rentáveis do que os realizados em seus países de origem (o imperialismo tem a ver com a exportação de capital); b) a procura por mercados; c) o protecionismo das grandes potências. “O Novo Imperialismo foi o subproduto natural de uma economia internacional baseada na rivalidade entre várias economias industriais concorrentes, intensificada pela pressão econômica dos anos 1880” p. 101. - O protecionismo é a economia operando com a ajuda da política. - Motivos econômicos para a aquisição de territórios coloniais gerou ação política imperialista. - O Capitalismo de 1860 é diferente do de 1880. O último é marcado por economias nacionais rivais, protegendo-se uma das outras. “Para evitar a guerra civil era preciso se tornar imperialista” Cecil Rhodes. - Os defensores argumentavam sobre os benefícios do imperialismo para os operários metropolitanos. - Devemos nos orgulhar da revolução industrial? Do imperialismo que ela gerou? “O impacto econômico do imperialismo foi significativo, mas mais significativa foi sua profunda desigualdade, pois as relações entre metrópoles e países dependentes eram altamente assimétricas” p. 110. “O que o imperialismo trouxe às elites efetivas ou potenciais do mundo dependente foi, portanto, essencialmente a OCIDENTALIZAÇÃO” p. 115. - As sociedades não-européias eram tratadas como inferiores. “O triunfo imperial gerou um tempo de incertezas” p. 122. - O imperialismo leva ao parasitismo do centro?

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