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ENTENDENDO O DÍZIMO

VOCÊ SABIA QUE A PRÓPRIA TEOLOGIA NEGA O DÍZIMO?
Parece contraditório não é?
Mas é verdade!
Quem faz um curso qualificado de teologia pode confirmar esta informação.
Muitos dos pioneiros a estudarem as escrituras, como Irineu, Orígenes, Martinho
Lutero, dentre outros, não consideravam os dízimos como prática válida após a
graça a nós concebida através do Messias, e isto é relatado em diversas
literaturas, escritos por diversos autores em épocas diferentes!
E pasmem:
- Inclusive, uma novidade que talvez você não saiba, é que o próprio Dicionário
Internacional de Teologia do Novo Testamento (Editora Vida Nova), estudado em
diversos cursos de teologia, não reconhece o dízimo como ensinamento neo
testamentário!
Sim... É isto mesmo que você está lendo!
Este dicionário é reconhecido pelas instituições internacionais de teologia!
Que na explanação da palavra DÍZIMO chega a afimar o seguinte:
- A palavra dízimo não é usada na igreja primitiva.
- O dízimo não é uma pratica neo testamentária.
- O dízimo não é uma ordenança e prática para os Cristãos e sim prática Judaica.
- O dízimio é algo ultrapassado contido na VELHA ALIANÇA com Israel como
afirma Irineu.
- O dízimo não era historicamente praticado entre os Cristãos até ser introduzido
pelo catolicismo e reafirmado através do Imperador Carlos Magno por interesses
políticos.
SE VOCÊ TEM DÚVIDAS, CONFIRA as imagens scaneadas do próprio Dicionário
(clique para ampliar)

E AGORA COMO FICAM OS DEFENSORES ATUAIS DO DÍZIMO DIANTE DE UMA
FONTE ADVINDA DE SEU PRÓPRIO MATERIAL DE ESTUDOS?

FONTE: Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento - Editora Vida
Nova
(Logo colocarei o link para download deste dicionário em português)

DÍZIMO NA HISTÓRIA - 1
A prática do dízimo historicamente começou no quinto século após a morte do
salvador, imposto pelo Catolicismo para manter a instituição católica, até então a
igreja primitiva não praticava esta ordenança.
Os dízimos foram uma das principais atribuições das jurisdições eclesiásticas no
final da Idade Média, estiveram na origem de inúmeros conflitos entre a justiça
eclesiástica e a real.

REFERENCIA HISTÓRICA DO DÍZIMO
A Igreja Católica institucionalizou a cobrança no Concílio de Macon, em 585,
estabelecendo a quantia de 10% das posses dos fiéis. Mas foi Carlos Magno, rei
dos francos, que expandiu a prática: conforme alargava seu império no século 9,
difundia a cobrança nas regiões conquistadas. Com o tempo, os governos
entraram na jogada. "A Igreja permitiu reis a cobrarem o dízimo, mediante o
compromisso de expandir a fé cristã".
Com a separação entre Igreja e Estado, a partir do século 18, o dízimo voltou a
ser um tributo exclusivamente religioso.
(Diego Omar Silveira, historiador da UFMG )
Com a separação entre Igreja e Estado, a partir do século 18, o dízimo voltou a
ser um tributo exclusivamente religioso.
Isto confirmado também em enciclopédias famosas como a Britânica.
Fica claro que o dízimo é o mantenedor de instituições religiosas, usando o
raciocínio lógico comparativo você percebe que o dízimo nas escrituras nunca foi
dinheiro, aliás não era aceito em dinheiro; nunca foi mensal, não encontramos
embasamento para um dízimo mensal nas escrituras.
Os sacerdotes Levitas recebiam comida e ainda tinham que dividir, deveria ser
comido aquele alimento até no lugar instruído!
Não é o que vemos hoje, algo somente para subsistência do pregador que no caso
se coloca no lugar de Sacerdote Levita, os quais alguns ostentam uma vida
material privilegiada com mansões, carros importados e até jatinhos. Veja o

versículo conforme os Levitas, Órfãos, Viúvas e necessitados usufruíam dos
alimentos, comprovando mais uma vez uma visão de igualdade social:
“Quando acabares de separar todos os dízimos da tua colheita no ano terceiro,
que é o ano dos dízimos, então os dará ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à
viúva, para que comam dentro das tuas portas, e se fartem; e dirás perante o
Senhor teu Deus:Tirei da minha casa as coisas consagradas e as dei também ao
levita, e ao estrangeiro, e ao órfão e à viúva, conforme a todos os teus
mandamentos que me tens ordenado; não transgredi os teus mandamentos, nem
deles me esqueci.”
Deuteronômio 26:12-13
Todos que tocam neste assunto já estabelecido até os dias de hoje, são
ridicularizados e silenciados pelo processo religioso o qual necessita desta
ferramenta para garantir a subsistência da instituição religiosa, porém sabemos
que pela mão do Criador que não habita em templos feitos por mãos humanas, se
fosse necessário proveria o que precisasse mesmo com apenas ofertas voluntárias
dos membros de uma denominação.
Porém usando o dízimo coagindo os fiéis pelo medo da maldição de estar
roubando a Deus, as instituições garantem seu sustento, isto vem deste a idade
medieval quando o catolicismo amedrontava com o terror das chamas infernais
para com aquele pobre fiel que não contribuísse.

REFERÊNCIAS:
DICIONÁRIO INTERNACIONAL DE TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO
DECRETO DE CARLOS MAGNO
BÍBLIA SAGRADA
SUPER ABRIL
:http://super.abril.com.br/religiao/qual-e-origem-do-dizimo-721026.shtml
TAMBÉM ESTE SITE FALA SOBRE O ASSUNTO
http://www.santovivo.net/gpage143.asp
PORQUE OS DÍZIMOS NÃO ERAM DINHEIRO?

O dinheiro já existia, como referenciado desde o Pentateuco, desde o Gênesis,
como exemplo temos
Gen 23:16 "E Abraão deu ouvidos a Efrom, e Abraão pesou a Efrom a prata de que
tinha falado aos ouvidos dos filhos de Hete, quatrocentos siclos de prata, corrente
entre mercadores."
Já havia moeda corrente com toda clareza...
Inclusive em Deut. 14-22,26 vemos uma referencia que deixa claro qual era
estabelecido somente dos alimentos, pois os dízimos separados teriam de ser
vendido no caso pra longas distancias para levar no lugar estabelecido (que por
sinal era só um) então deveria VENDER os alimentos que seriam dos dízimos e
utilizarem para comer sem esquecer dos levitas, orfãos viuvas e necessitados...
Os dízimos para Israel eram uma lição de cidadania, humanidade, igualdade e
dependência do pai, pois o sentido de ser da terra era que a própria fartura e
providência da terra, vinha de Deus e não da manufatura, habilidade ou lucro
advindo de negociações humanas.
Veja também que em Mat. 23.23 o farizeu dava o dízimo de ervas, temperos e
hortaliças, sendo que é um tempo muito a frente, os impérios já eram muito
desenvolvidos nas áreas políticas e economicas, o maior exemplo pra nós é a
moeda com a estampa de César! Então o farizeu cumpria a risca a lei, muito mais
dos que os religiosos contemporaneos!
A pergunta é, porque o farizeu não dava dízimo em dinheiro?
Porque o Messias não mudou isto? Por que hoje em dia mudaram?
A resposta é simples, não sabem o que era o dízimo, como, pra que e pra quem
funcionava!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
ENTENDA COMO FUNCIONAVA O DÍZIMO
O dizimo foi claramente uma lei instituída em certa época para certo povo, no caso
das escrituras para organização de Israel como comunidade, para que ninguém
fosse prejudicado.

Como funcionava?
Uma das tribos a de Levi, conforme está escrito (DEUT.14,27), não herdou posses
ou terras entre as outras de Israel, aos dessa tribo foram instituídos sacerdotes
que acabaram cuidando também de forma organizacional, da administração justa
entre o povo, pois unicamente eles dentre as 12 tribos, foi incumbida a missão de
receber as dízimas ou os dízimos de tudo que vinha da terra e animais
( agricultura e pecuária).
Do que era recebido pelos Levitas, advinha seu sustendo e também
obrigatoriamente uma parte era como se fosse um serviço social, para órfãos e
viúvas, estrangeiros, ou seja os necessitados! (DEUT.14.29)
Nosso maravilhoso Criador instituía ali uma sociedade organizada, 100% justa
sem desfavorecidos, sem desigualdade social e miséria!
Enxergam como isso era lindo e perfeito?

“Pois o Senhor vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus
grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita
recompensas; Que faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe
pão e roupa.”
Deuteronômio 10:17-18
Porém como toda lei é sombra, e não é cumprida corretamente pelo homem, os
sacerdotes logo começaram a não cumprir seus deveres e favores, roubando o
dízimo, vendendo e comerciando, corrompendo assim todo esquema constituído
pelo Criador!
Lendo o livro de Malaquias não por partes, mas em todo contexto você confirmará
uma repreensão específica para os sacerdotes Levitas (Malaquias 2;1,2 / 3;3)
Quando nosso Pai repreendeu dizendo roubará o homem de Deus, era pro
sacerdote, que por consequência levara toda a nação ao erro!
(Ler Malaq.3 inteiro)
Hoje porém o dízimo não é utilizado desta forma para ajudar os Levitas que não
obtinham terra, e nem órfãos, viúvas e necessitados!
E o mais significante ainda é que é um artifício da lei Mosaica, e para aquele povo
específico, ou seja para Israel, confere “Lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo,
que lhe mandei em Horebe para todo o Israel, a saber, estatutos e juízos.
(Malaquias 4;4)
Esta lei acabou-se no madeiro juntamente com as outras leis Mosaicas, pois agora
vivemos a graça, que aponta para um único sacerdote e em contra partida para
salvação de todos em qualquer lugar do mundo que Nele crer!
O que era para Israel, agora é para os gentios também, isto é algo que até hoje
muitos Judeus não aceitam e não conseguem entender!
O amor e a misericórdia continuam, e agora em escala maior e verdadeira
ensinados por Jesus, ao qual nos disse que os que fizessem o bem aos pequeninos
(o que incluem aos órfãos, as viuvasse necessitados), fariam a ele!
O sacerdote, que antes era o Levita, agora é o Rei dos Reis!

Vejam mais uma maravilha! Como está escrito, mudou o sacerdócio, mudou a lei!
(Hebreus 7:12)
Antes era olho por olho, e ele ensinou dar a outra face, ele nos trouxe a lei da reta
justiça e do amor ao próximo!
O dízimo não foi praticado por Jesus e pelos apóstolos e sim pelos judeus que
viviam na lei naquele tempo.
Paulo advertia os crentes da época a não voltarem a praticar artifícios da lei, pois
já não havia sentido!
Vemos nos escritos de Paulo que alguns queriam se circuncidar-se foram
repreendidos por ele, pois a lei é pratica física para se obter justificação, já a
graça é mediante a fé na nova aliança feita com o sacrifício do Salvador!
Confira:
" Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a
colocar-vos debaixo do jugo da servidão.
Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos circuncidarem, a Cristo de nada vos
aproveitará.
E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a
guardar toda a lei.
Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes
caído." Gálatas 5; 1 a 4
O dízimo também se compreende nas práticas da lei, a lei de Moisés para o povo
de Israel, hoje não estamos na lei, e os escolhidos não se limitam mais ao povo
Israelita, o que vivemos hoje não se limita a ordenanças a um certo povo de certa
época, estamos em outra dimensão na plenitude da graça. Se trouxermos de volta
isto, não entendemos a graça e indiretamente dizemos que o Salvador morreu em
vão, exatamente como está escrito:
"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e
a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e
se entregou a si mesmo por mim.
Não aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei, segue-se que
Cristo morreu em vão."
Gálatas 2; 20,21

A questão é, se uma denominação ou instituição religiosa quer estabelecer o
dízimo, que fique bem claro que é algo como prática particular denominacional e
não algo estabelecido ou praticado por Jesus e apóstolos!
Não é uma regra para os salvos na graça de Cristo, nem mesmo jamais se
enquadra no dízimo de Malaquias, porque não somos Israel, não há mais o templo
de Israel que era o único lugar onde podiam ser entregues as dízimas e não
existem mais sacerdotes Levitas para recebê-los!
Entendam e recebam com alegria queridos a revelação da graça advinda da na
morte do Messias que acabou com este sacerdócio conforme está escrito:
"E eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo; e tremeu a terra, e

fenderam-se as pedras;" (Mateus 27 : 51)
Isto significa que a graça se estendeu a todos nós! O que era para Judeus e
exclusivamente para sacerdotes, agora é para o mundo, para os gentios!
Nós somos templo e sacerdotes, conforme você pode conferir, leia com atenção e
abra seu entendimento:
"Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido,
para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua
maravilhosa luz;" (I Pedro 2 : 9)
Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em
vós?
1cor3;16
"O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não
habita em templos feitos por mãos de homens;" (Atos 17 : 24)
Os pregadores do dízimo estão exigindo para sí algo que não foi estabelecido pra
eles, e sim para certo povo de certa época, não tomando posse e não entendento
a maravilha estabelecida na graça. É um grande perigo pois estão anulando a
graça!
"Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes
caído." Gálatas 5; 4
Isto não deveria ser usado nas congregações de hoje, devido a crença na graça, e
se estamos na graça, é tempo de doar, de ajudar, de ofertar sem limitações de
dízimos, e sem obrigações, mas por um coração espontâneo pelo favor e bem do
próximo.
Portanto na graça, somos tão obrigados a dizimar quanto a circuncidar-nos

Fonte: http://entendendoodizimo.blogspot.com.br/