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Concepções alternativas

Concepções alternativas

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Published by: nelacacador on Jan 27, 2010
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Com o ensino da Física e da Química pretendo promover a ligação da Ciência à Sociedade, ou seja, que o aluno compreenda o mundo em que

vive na sua globalidade e complexidade. Para tal, tentei escolher situações-problema do quotidiano e que, a partir destas, se organizem estratégias que promovam a consolidação de saberes no domínio científico e, paralelamente, o desenvolvimento de competências, atitudes e valores por parte dos alunos. Neste contexto, os conceitos são encarados como o ponto de chegada e não como o ponto de partida. Assim, os alunos conseguem compreender o papel do conhecimento científico nas decisões de foro social, político e ambiental, tornando-se cidadãos críticos e intervenientes na sociedade. As actividades práticas (webquest e desafios) aplicadas nas aulas permitem o desenvolvimento de atitudes processuais e a progressão na aprendizagem, quer em grupo, quer trabalhando individualmente. Outra sugestão metodológica diz respeito ao recurso das novas tecnologias. Quando as utiliza, o aluno, tem de proceder à análise crítica da informação recolhida, especialmente em termos de linguagem científica. Como consequência do estudo da organização dos elementos químicos dados anteriormente, surge a necessidade do estudo sobre a Tabela Periódica. No que diz respeito à Tabela Periódica em si, vai dar-se realce aos seguintes conceitos: número atómico, período e grupo. Para terminar, o estudo das fórmulas químicas deve ser associado à natureza dos elementos químicos que constituem uma dada substância, indicando algumas regras para a sua escrita nos próximos conteúdos. O estudo da Tabela Periódica surge para relacionar a estrutura do átomo e a organização dessa mesma tabela. Nesta fase, pretende dar-se especial atenção à evolução da estrutura da TP até à sua organização actual, analisar a posição dos elementos e relacioná-la com a configuração electrónica de cada um, estudar as propriedades dos elementos, em particular, do raio atómico e da energia de ionização, e das substâncias elementares correspondentes. Neste espírito, é visível a noção construtivista do conhecimento, pois o aluno é encarado como um sujeito activo no processo de ensinoaprendizagem e responsável pela construção do seu conhecimento.

Concepções Alternativas: As concepções alternativas, frequentemente, têm origem na necessidade que o ser humano tem de construir explicações para compreender o mundo em que vive e com o qual interage em todas

as suas esferas: sensorial, social e cultural. As experiências vividas pelo aluno no ambiente da escola e das aulas têm igual contribuição para a formação de Concepções Alternativas. É curioso notar a correspondência que existe, por vezes, entre as concepções alternativas dos alunos e os exemplos históricos da ciência. Por isso, considera que o estudo da história da ciência se cria uma atmosfera eficaz para estimular os alunos a ultrapassar as suas Concepções Alternativas. Todos os alunos, quando chegam pela primeira vez à escola já têm ideias pré-concebidas sobre os comportamentos e fenómenos naturais que observam no seu quotidiano. Temos que enfrentar essas concepções alternativas como facilitadoras da aprendizagem e não como uma barreira à mesma, aprendendo a conhecê-las e a valorizálas. Neste sentido, devemos tentar identificá-las e desenvolver estratégias significativas que provoquem a mudança conceptual e, consequentemente, a aprendizagem. As concepções alternativas sobre a Tabela Periódica prendem-se essencialmente com a noção de elemento químico (os átomos de um mesmo elemento químico têm o mesmo número atómico, ou seja, o mesmo número de protões). As primeiras ideias que estes alunos tiveram sobre átomos foram: - é uma “pequena quantidade de substância material”; - é “o último fragmento que se obtém após a divisão progressiva de uma porção de material”(na história da Química esta ideia foi defendida e partilhada pelos gregos Demócrito e Leucipo, no século V a.C.). As mesmas acham que os átomos variam de tamanho e de forma, representando-os através de bolas maciças e redondas (de certa forma, esta representação está de acordo com o modelo atómico apresentado por Dalton, no princípio do século XIX), que não existem espaços entre eles e que as suas propriedades são semelhantes às do material que lhe deu origem. Por exemplo, os átomos de um sólido têm as propriedades macroscópicas do sólido original, tais como, cor, dureza, temperatura, estado físico, entre outras. Na sequência, também consideram que as partículas têm os atributos macroscópicos dos materiais: aquecem, arrefecem, dilatam, entre outros. Quanto ao tamanho do átomo, também me parece difícil se aperceberem do real tamanho do átomo. Quando lhes explicamos que são muito pequeninos aparece a questão da pouca importância da massa atómica. Outra dificuldade que costumo encontrar é assumirem que as propriedades dos elementos químicos são iguais às das substâncias elementares correspondentes.

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