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Com o ensino da Física e da Química pretendo promover a ligação da

Ciência à Sociedade, ou seja, que o aluno compreenda o mundo em


que vive na sua globalidade e complexidade. Para tal, tentei escolher
situações-problema do quotidiano e que, a partir destas, se
organizem estratégias que promovam a consolidação de saberes no
domínio científico e, paralelamente, o desenvolvimento de
competências, atitudes e valores por parte dos alunos. Neste
contexto, os conceitos são encarados como o ponto de chegada e não
como o ponto de partida. Assim, os alunos conseguem compreender o
papel do conhecimento científico nas decisões de foro social, político
e ambiental, tornando-se cidadãos críticos e intervenientes na
sociedade.
As actividades práticas (webquest e desafios) aplicadas nas aulas
permitem o desenvolvimento de atitudes processuais e a progressão
na aprendizagem, quer em grupo, quer trabalhando individualmente.
Outra sugestão metodológica diz respeito ao recurso das novas
tecnologias. Quando as utiliza, o aluno, tem de proceder à análise
crítica da informação recolhida, especialmente em termos de
linguagem científica.

Como consequência do estudo da organização dos elementos


químicos dados anteriormente, surge a necessidade do estudo sobre
a Tabela Periódica. No que diz respeito à Tabela Periódica em si, vai
dar-se realce aos seguintes conceitos: número atómico, período e
grupo. Para terminar, o estudo das fórmulas químicas deve ser
associado à natureza dos elementos químicos que constituem uma
dada substância, indicando algumas regras para a sua escrita nos
próximos conteúdos.

O estudo da Tabela Periódica surge para relacionar a estrutura do


átomo e a organização dessa mesma tabela. Nesta fase, pretende
dar-se especial atenção à evolução da estrutura da TP até à sua
organização actual, analisar a posição dos elementos e relacioná-la
com a configuração electrónica de cada um, estudar as propriedades
dos elementos, em particular, do raio atómico e da energia de
ionização, e das substâncias elementares correspondentes.

Neste espírito, é visível a noção construtivista do conhecimento, pois


o aluno é encarado como um sujeito activo no processo de ensino-
aprendizagem e responsável pela construção do seu conhecimento.

Concepções Alternativas:

As concepções alternativas, frequentemente, têm origem na


necessidade que o ser humano tem de construir explicações para
compreender o mundo em que vive e com o qual interage em todas
as suas esferas: sensorial, social e cultural. As experiências vividas
pelo aluno no ambiente da escola e das aulas têm igual contribuição
para a formação de Concepções Alternativas.

É curioso notar a correspondência que existe, por vezes, entre as


concepções alternativas dos alunos e os exemplos históricos da
ciência. Por isso, considera que o estudo da história da ciência se cria
uma atmosfera eficaz para estimular os alunos a ultrapassar as suas
Concepções Alternativas.

Todos os alunos, quando chegam pela primeira vez à escola já têm


ideias pré-concebidas sobre os comportamentos e fenómenos
naturais que observam no seu quotidiano. Temos que enfrentar essas
concepções alternativas como facilitadoras da aprendizagem e não
como uma barreira à mesma, aprendendo a conhecê-las e a valorizá-
las. Neste sentido, devemos tentar identificá-las e desenvolver
estratégias significativas que provoquem a mudança conceptual e,
consequentemente, a aprendizagem.

As concepções alternativas sobre a Tabela Periódica prendem-se


essencialmente com a noção de elemento químico (os átomos de um
mesmo elemento químico têm o mesmo número atómico, ou seja, o
mesmo número de protões).
As primeiras ideias que estes alunos tiveram sobre átomos foram:

- é uma “pequena quantidade de substância material”;

- é “o último fragmento que se obtém após a divisão progressiva


de uma porção de material”(na história da Química esta ideia
foi defendida e partilhada pelos gregos Demócrito e Leucipo, no
século V a.C.).

As mesmas acham que os átomos variam de tamanho e de forma,


representando-os através de bolas maciças e redondas (de certa
forma, esta representação está de acordo com o modelo atómico
apresentado por Dalton, no princípio do século XIX), que não existem
espaços entre eles e que as suas propriedades são semelhantes às do
material que lhe deu origem. Por exemplo, os átomos de um sólido
têm as propriedades macroscópicas do sólido original, tais como, cor,
dureza, temperatura, estado físico, entre outras. Na sequência,
também consideram que as partículas têm os atributos
macroscópicos dos materiais: aquecem, arrefecem, dilatam, entre
outros.
Quanto ao tamanho do átomo, também me parece difícil se
aperceberem do real tamanho do átomo. Quando lhes explicamos
que são muito pequeninos aparece a questão da pouca importância
da massa atómica. Outra dificuldade que costumo encontrar é
assumirem que as propriedades dos elementos químicos são iguais às
das substâncias elementares correspondentes.