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Sociologia e Vida Cotidiana

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A MCDonização da Sociedade
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E LETRAS – CCHL DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS – DCIES

“Sociologia e Vida Cotidiana: da pobreza a mcdonização da sociedade.”
Redação destinada à disciplina de Tópico Especial de Sociologia, Ministrada pelo Prof. Dr. Francisco Jr.

RONEI COUTO MELO MARÇO/2008 TERESINA - PI

“Sociologia e Vida Cotidiana: da pobreza a mcdonização da sociedade.”

1. Destrinchando conceitos Para relacionarmos a sociologia com a vida cotidiana, primeiro faz-se necessária a conceitualização do termo sociologia e a caracterização do cotidiano em que se fala. Bem, pretendo conceituar sociologia entornando os conceitos apresentados por Giddens (1991), que segundo ele, a sociologia é o estudo da vida social humana, dos grupos e das sociedades. É uma empresa cativadora e atraente que tem como objeto nós mesmo, seres humanos, nosso comportamento como humano e entre humanos. Apresenta o campo extremamente amplo que vai desde simples encontros ao acaso a grandes movimentos sociais magnificamente estratetizados. Quanto ao cotidiano, limito a este início de século XXI, onde as linhas de globalização ultrapassam qualquer diferença cultural. Um século onde culturas se “digerem”, onde culturas se perdem, se expandem, nascem. Talvez para alguns este século não seja tão revolucionário, maravilhoso quanto aos grandes séculos de iluminismo e modernismo, porém para os ditos sociólogos ativos, este século, desde seu início é um prato cheio, não sendo tão diferente dos que se foram.

2. “Sociologia e Vida Cotidiana: da pobreza a mcdonização da sociedade.” A partir de toda a conceitualização feita anteriormente, percebe-se que é impossível existir uma relação inter-humana que não seja alvo para estudo sociológico, o que nos prova que a sociologia está desde as crianças que brincam com brinquedos retirados do lixão aos bem-aventurados de berço que não sabe o que o sentimento de falta na sua vida. Podemos ver naqueles coletores de lixo o porquê daquela situação, traçando um histórico temporal das eras encruzilhada a situação atual da capacidade de moradia, bem-estar e empregatividade do Estado, isto é, uma análise sociológica

para explicar o que Durkheim batizou como ‘fenômeno social’ que é justamente esta amostra de acontecimento no âmbito da sociologia. Porque há diferenças sócio-econômicas tão grandes em um intervalo de poucos quarteirões? Porque há pessoas que tem a capacidade de se comunicar com cidadãos de vários povos enquanto outros não estão aptos a comunicar-se nem com seus conterrâneos? Estas questões, dentre inúmeras outras estão sob os auspícios da sociologia e cabe a ela usando de seus artefatos multidisciplinares (ponto que diferencia a sociologia das demais ciências) explicá-las claramente aos olhos da sociedade para que tais questões sejam combatidas ou ‘normalizadas’ pelos humanos. De onde vem a pobreza? Sabemos que a pobreza vem desde os tempos onde inicializou-se a propriedade privada e a escravidão, onde foram aparecendo o fato social que chamamos hoje de ‘classes sociais’ expressão advinda dos alemães Marx e Engels. Humanos cada vez mais necessitavam de outros humanos ‘maiores’ em termos de poderio de meios produtivos. E estes ‘maiores’ por sua vez precisavam dominar cada vez mais ‘menores’ para que operassem dentro do seu inventário material, crescendo assim a escravidão e a diferença do poder. Depois destas privatizações veio os Estados, com a idéia de unir os que obtinham o poder para que controlassem de forma comum a todos que adentrassem ou saíssem de seus domínios, e causar um menor impacto social nesta segunda classe e a criação de um sistema comum de valores. Com o passar do tempo foram geradas manifestações dos ‘menores’, que perceberam que o poder da massa unida pode ser maior que o poder absoluto, então foram feitas divisões mais igualitárias para que os menores tivessem mais chance de sobrepuserem-se diante da realidade, onde os ‘maiores’ tiveram que abrir mão de parte de seus detentos para divisão entre os ‘menores’. Ao delongar dos anos, foi crescendo o sistema econômico, as negociações de trocas passaram a ter Unidades Absolutas, a voz da massa foi-se abafando com o crescimento de membros desta, fez-se de mais forte a alienação entre os que antes não tinham nada e agora tem um pouco gerando assim um comodismo que ainda hoje permeia sobre seus descendentes, mesmo que os mais distantes. Séculos depois foram criadas e desenvolvidas novas idéias, conceitos e denominações de acordo com o sistema apresentado até chegar hoje às três

classes sociais que nos é apresentada. Foi-se criando uma maior dependência entre os Estados e suas populações e características. Foi-se percebendo traços característicos de cada povo – cultura – que ao longo com essas interdependências interestaduais foram se misturando entre si, criando novos traços. A essa interdependência dá-se o nome de Globalização, esta por sua vez sempre cresceu paralelamente à tecnologia, com a Informação, sendo diretamente proporcional a velocidade com que se propaga. Atualmente, temos uma maior rotatividade se comparada ao passado, entre os ‘maiores’ e ‘menores’, porém ainda exista de forma muito humilhante em muitos casos essa diferença que há de permear por muitos e muitos anos, ou quem sabe nunca se extinguir. Com o avanço constante da globalização, há uma brusca queda na elitização, onde atualmente se é capaz de juntar um desfavorecido e um high class em um mesmo ambiente, como exemplo poderíamos citar um shopping center, uma loja de fast food como Mcdonald’s que tem preços relativamente elevados se os produtos forem equiparados a uma lanchonete mais humilde, onde que antes era feito só para elite, porém com a globalização se é capaz de inserir nos seus ambientes ambas as classes conviventes e harmônicas entre si. Além da miscigenação cultural per sociedades, entre ‘tribos’, também está havendo uma troca de costumes entre as classes, onde o costume da classe mais alta se sobrepõe e influencia a classe mais baixa.

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