MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Atenção À Saúde Departamento de Atenção Básica

MANUAL DE ESTRUTURA FÍSICA DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE SAÚDE DA FAMÍLIA
Série A. Normas e Manuais Técnicos

Brasília -DF 2006

c 2006 Ministério da Saúde.  Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e  que não seja para venda ou qualquer fim comercial.  A coleção institucional do Ministério da Saúde pode ser acessada na íntegra na Biblioteca Virtual do  Ministério da Saúde: http://www.saude.gov.br/bvs  Série A. Normas e Manuais Técnicos  Tiragem: 1.ª edição 2006 10.000 exemplares  Elaboração, distribuição e informações:  MINISTÉRIO DA SAÚDE  Secretaria de Atenção à Saúde  Departamento de Atenção Básica  Esplanada dos Ministérios, bloco G, edifício sede, 6.º andar, sala 634  70058­900, Brasília DF  Tels.: (61) 3315 ­2898 / 3315­ 3025  Fax: (61) 3226­ 4340  Home page: www.saude.gov.br/dab  Coordenação Geral:  Luis Fernando Rolim Sampaio  Revisão Técnica:  Antonio Dercy Silveira Filho  Equipe de Formulação:  Aline Azevedo da Silva  Ana Luiza Bilharino  Antonio Dercy Silveira Filho  Berardo Augusto Nunan  Celina M. P. de C. e Silva  Dmitri Araujo  Eliane Pedrozo de Moraes  Estela Auxiliadora Almeida Lopes  Helen de Cássia Rodrigues Teixeira  José Bueno Alencar Filho  Luis Cláudio Sartori  Projeto Gráfico:  Paulo Valério Pires Selveira  As fotos e plantas das UBS deste manual foram cedidas pelas Secretarias Municipais de Saúde, de  Guarulhos(SP), Aratuba(CE), Tubarão (SC), Belo Horizonte (MG), Foz do Iguaçú(PR), Santo André(SP),  Vitória(ES),Porto Alegre(RS), Araguaína(TO), Fortaleza(CE), Caruaru(PE), Campo Grande(MS), Sobral (CE),  Gravataí (RS), Araucária (SC).  Impresso no Brasil / Printed in Brazil  Ficha Catalográfica  _______________________________________________________________________________________  Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.  Manual de estrutura física das unidades básicas de saúde : saúde da família / Ministério da Saúde,  Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica Brasília : Ministério da Saúde, 2006.  72p. (Série A. Normas e Manuais Técnicos)  ISBN 85­334­1001­8  1. Estrutura dos serviços. 2. Programas nacionais de saúde. 3. Saúde da família. I. Título. II. Série.  NLM WA 308  _______________________________________________________________________________________ Catalogação na fonte Editora MS OS 2006/0236  Títulos para indexação:  Em inglês: Manual of Physical Structure of the Basic Units of Health: Family Health  Em espanhol: Manual de la Estructura Física de las Unidades Básicas de Salud: Salud de la Familia 

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APRESENTAÇÃO 03  .

04  Consultório .

Os espaços sugeridos devem ser adequados à realidade local.APRESENTAÇÃO 1 2 3 I. ampliação. programação e elaboração de projetos para reforma. APRESENTAÇÃO José Gomes Temporão Secretário de Atenção à Saúde Este documento tem o objetivo de orientar profissionais e gestores municipais de saúde no planejamento. propondo que a estrutura física da UBS não seja um fator que dificulte a mudança das práticas em saúde das equipes Saúde da Família. Fachada de UBS APRESENTAÇÃO 05  . Também aponta que a UBS deve ser compatível tanto com a pró. Sala de Reunião 3. ao número de usuários esperados que 1. ao quantitativo da população adstrita e sua especificidade. construção ou até na escolha de imóveis para aluguéis de estabelecimentos ambulatoriais para Unidades Básicas de Saúde (UBS) para o trabalho das equipes Saúde da Família. Visa contribuir para a estruturação e o fortalecimento da estratégia Saúde da Família e para a continuidade da mudança do modelo de atenção à saúde no país.atividade da equipe Saúde da Família em seu trabalho na comunidade quanto com o imperativo de acolher às demandas espontâneas. dando respostas às necessidades de saúde da população de sua área de abrangência e garantindo a continuidade dos cuidados na comunidade enos domicílios quando necessários. Consultório 2.

Sala de Curativos 6. sendo importante ressaltar que os estados e municípios podem dispor de regulamentações próprias que devem ser consideradas na elaboração dos projetos arquitetônicos das Unidades Básicas de Saúde. auxiliar municípios com dificuldades na definição das questões estruturais. Estes fatores delineiam prioridades. na perspectiva da ambiência. Esse é um documento de orientação sendo importante ressaltar que os estados e municípios podem dispor de regulamentações próprias que devem ser consideradas na elaboração dos projetos arquitetônicos das Unidades Básicas de Saúde. 4. que dispõe sobre a Regulamentação técnica para planejamento. na rotina de sua aprendizagem. Fachada de UBS 5. Consultório 06  MANUAL DE ESTRUTURA FÍSICA DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE SAÚDE DA FAMÍLIA . até porque. financeira e administrativa. programação e avaliação de projetos físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde (EAS) e descreve como primeiro nível de atendimento “os Estabelecimentos de Atendimento Eletivo de Promoção e Assistência à Saúde em Regime Ambulatorial e de Hospital Dia”. estabelecem limites e propõem a organização dos processos de trabalho. Este Manual segue os princípios da Resolução da Diretoria Colegiada -RDC nº 50/ANVISA/fevereiro/2002.APRESENTAÇÃO 4 também viabilizar o acesso de estagiários e residentes de instituições formadoras da área da saúde. não se objetiva a padronização das estruturas físicas das Unidades Básica de Saúde (UBS) para o trabalho das equipes Saúde da Família (ESF) mas. Os parâmetros propostos neste documento foram orientados por condicionantes de ordem funcional. É importante salientar que nada impede que os municípios estejam ampliando as perspectivas estruturais trazidas. sim.

1 INTRODUÇÃO 07  .

08  Planta Baixa de UBS .

Planta Baixa de UBS 09  .

10  Sala de Recepção .

Desenvolver ações de qualificação dos profissionais da atenção básica por meio de estratégias de educação permanente e de oferta de cursos de especialização e residência multiprofissional e em medicina da família. acordado entre as três esferas de governo . c. 1. por meio de vínculos de trabalho que favoreçam o provimento e fixação dos profissionais. Garantir a infra-estrutura necessária ao funcionamento das Unidades Básicas de Saúde. e. dotando-as de recursos materiais. Garantir o financiamento da Atenção Básica como responsabilidade das três esferas de gestão do SUS. b.3 INTRODUÇÃO II.Ministério da Saúde. no bojo do Pacto de Gestão. equipamentos e insumos suficientes para o conjunto de ações propostas para esses serviços. INTRODUÇÃO O Programa Saúde da Família (PSF) criado em 1994 consolidou-se como a estratégia de organização da atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS) propondo uma mudança de modelo e contribuindo para a efetiva melhoria das condições de vida da comunidade. Aprimorar a inserção dos profissionais da Atenção Básica nas redes locais de saúde. Ampliar e qualificar a estratégia de saúde da família nos grandes centros urbanos. Secretarias Estaduais e Secretarias Municipais de Saúde . Além disso. Em 2006. são objetivos explícitos: a. Consolidar e qualificar a estratégia de saúde da família nos pequenos e médios municípios. Implantar o processo de monitoramento e avaliação da INTRODUÇÃO 11  . Administração e Gerência f. Sala de Nebulização 3. Sala de Curativos 2. d. g.a Saúde da Família é considerada como a estratégia prioritária para o fortalecimento da atenção básica e seu desenvolvimento deve considerar as diferenças loco-regionais.

que devem ser seguidos ao longo do tempo. acima de tudo. compromissada com a promoção à saúde. mediante o empoderamento dos indivíduos e famílias frente à vida. e conseqüentemente. As equipes SF devem estabelecer vínculos de compromisso e co-responsabilidade entre seus profissionais de saúde e a população adstrita por meio do conhecimento dos indivíduos. respeitando as especificidades locoregionais. da busca ativa dos usuários e suas famílias para o acompanhamento ao longo do tempo dos processos de saúde-doença que os 4. se reflita como impacto na melhoria dos indicadores de saúde. h. A Saúde da Família é uma estratégia de caráter substitutivo da atenção básica convencional.INTRODUÇÃO Atenção Básica nas três esferas de governo.000 pessoas residentes em seu território de abrangência. para que desta maneira consiga-se interferir nos padrões de produção de saúde-doença. com vistas à qualificação da gestão descentralizada. As equipes de saúde que atuam na estratégia Saúde da Família (SF) devem ser pró-ativas na identificação do processo saúdedoença e no reconhecimento de agravos. bem como acolher integralmente as necessidades de uma comunidade definida por limites territoriais (as ações de atenção à demanda espontânea). Consultório 5.400 a 4. a Equipe Saúde da Família tem composição multiprofissional e trabalha de forma interdisciplinar. É responsável pela atenção integral continuada à saúde de uma população entre 2. famílias e recursos disponíveis nas comunidades. Pátio Interno de UBS 12  MANUAL DE ESTRUTURA FÍSICA DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE SAÚDE DA FAMÍLIA . Para tal. mediante o cadastramento e o acompanhamento contínuo e integral dos usuários e suas famílias (as ações programadas). com as mudanças nos hábitos e padrões de vida. Apoiar diferentes modos de organização e fortalecimento da Atenção Básica que considere os princípios da estratégia de Saúde da Família.

e. Em seguida é realizado o diagnóstico de saúde da comunidade. que deverá estar trabalhando dentro de uma nova lógica. Consultório 8. Devem também garantir recursos financeiros compatíveis com os serviços prestados e sua devida aplicação. é imprescindível que os municípios tenham capacidade para organizar seus serviços de Saúde da Família. com maior capacidade de ação para atender às necessidades de saúde da população de sua área de abrangência. disponham de instalações adequadas. não raro. 6. do acolhimento. visando assegurar a acessibilidade e o acompanhamento dos processos saúdedoença dos usuários e famílias da área adstrita. do atendimento humanizado e contínuo ao longo do tempo. com base no qual se faz o planejamento e a priorização das ações a serem desenvolvidas pelos profissionais. o trabalho da equipe SF se inicia a partir do mapeamento do território e do cadastramento da população adstrita. Para atingir o objetivo proposto. apesar da constatação de um número significativo de unidades apresentarem estrutura física inadequada.INTRODUÇÃO 7 8 acometem ou poderão os acometer. Essas ações devem ser orientadas tendo em vista as responsabilidades dos municípios em relação à atenção básica definidas por portarias específicas. Para que esse avanço continue. de profissionais qualificados e em número suficiente. mas. A estratégia Saúde da Família tem demonstrado melhora na eficiência e na qualidade dos serviços prestados na atenção básica dos diferentes municípios nos quais foi implantada. Consultório A experiência de implantação da Saúde da Família tem INTRODUÇÃO 13  . Sala de Espera 7. A Unidade Básica de Saúde (UBS) onde atuam as Equipes Saúde da Família (ESF) pode ser o antigo Centro de Saúde reestruturado ou a antiga Unidade Mista. improvisada.

A equipe Saúde da Família da UBS deve se constituir tanto como o primeiro contato. (2) criam-se distorções na prestação da assistência clínica aos usuários. Portanto. reabilitação e manutenção da saúde dos usuários. (3) dificulta. impossibilita que se estabeleçam reais laços de co-responsabilidade entre ESF . Consultório 10. Sala de Curativos 11. As ESF devem resolver cerca de 85% dos problemas de saúde da comunidade. é necessário dispor de recursos estruturais e equipamentos compatíveis que possibilitem a ação dos profissionais de saúde em relação a esse compromisso. como o contato longitudinal e perene do usuário com o SUS. geralmente. É importante que a concepção arquitetônica das UBS se integre ao entorno. conseqüentemente. A experiência de implantação da Saúde da Família tem demonstrado ser incompatível a coexistência das equipes de atenção básica convencional e das equipes de Saúde da Família trabalhando em uma mesma estrutura física por gerar conflitos constantes entre as equipes e confusão na vinculação entre equipe Saúde da Família e comunidade adstrita. Não é um local de triagem onde a maior parte dos casos é encaminhada para os serviços especializados. 1 9. assistência. restringindo o papel das ESF às ações de promoção e prevenção. a criação de vínculos e de compromissos entre ESF e comunidade. que o acesso seja facilitado e que a identificação das unidades seja clara.INTRODUÇÃO 9 10 11 demonstrado ser incompatível a co-existência das equipes de atenção básica convencional e das equipes de Saúde da Família trabalhando em uma mesma estrutura física por gerar conflitos constantes entre as equipes e confusão na vinculação entre equipe Saúde da Família e comunidade adstrita. o que. usuários e famílias. pois. favorece a dicotomia das ações de promoção. as equipes acabam por competirem entre si neste papel. pois. Isto acontece porque: (1) são formas de organização da atenção básica que seguem lógicas distintas na maneira como planejam. prevenção. lidam e se organizam para atender e acompanhar a saúde da sua população. Consultório 14  MANUAL DE ESTRUTURA FÍSICA DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE SAÚDE DA FAMÍLIA . de acordo com os valores da comunidade local. sobremaneira. descompromissado da assistência.

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELAS EQUIPES SAÚDE DA FAMILIA NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE 15  .

16  Sala de Recepção .

Administração de medicamentos orais e injetáveis . Consultas e procedimentos odontológicos. Planejamento. Fachada de UBS 2. drenagem de abscessos e suturas . Acolhimento. 5. 3. etc. Consultório ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELAS EQUIPES SAÚDE DA FAMILIA NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE 17  . 4. Imunizações . Consultas médicas e/ou de enfermagem. associações comunitárias.ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELAS EQUIPES SAÚDE DA FAMILIA NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE 1 III. Realização de encaminhamento adequado das urgências. registro e marcação de consultas. 7. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELAS EQUIPES SAÚDE DA FAMÍLIA NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE 1. 9. etc. 2. Inalações . Ações individuais e/ou coletivas de promoção à saúde e prevenção de doenças. Realização de procedimentos médicos e de enfermagem. ONGs. Mapeamento da área adscrita e dos equipamentos sociais presentes nesse território como escolas. Atendimento em urgências básicas de médicos. Terapia de Reidratação Oral. . quando existir a equipe de saúde bucal. 8. de enfermagem e de odontologia. cadastramento e acompanhamento das famílias de sua área adscrita. busca ativa. recepção. A coleta de material para exames laboratoriais e a dispensação de medicamentos devem ser analisadas sob a perspectiva do custo beneficio da centralização ou descentralização dessas ações de acordo com o planejamento municipal. emergências e de casos de maior complexidade. 1. 6. Curativos. captação.

o que reforça a possibilidade de compartilhamento dos consultórios e demais espaços físicos da unidade entre programações diversas e os diferentes membros da equipe. atividades extramuros exercidas por todos os profissionais como visitas. na organização do processo de seu trabalho. além de atendimentos na UBS. entre diferentes profissionais e atividades.400 a 4. a utilização dos espaços físicos deve ser pensada de uma nova forma.ATIVIDADES DESENVOLVIDAS PELAS EQUIPES SAÚDE DA FAMILIA NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE 3 4  Tendo em vista que a ESF trabalha com uma população delimitada (entre 2. superando. 3. Sala de Reunião 4.000 pessoas) e considerando a premissa da interdisciplinaridade. A coleta de material para exames laboratoriais e a dispensação de medicamentos devem ser 1 analisadas sob a perspectiva do custo beneficio da centralização ou descentralização dessas ações de acordo com o planejamento municipal. a lógica de espaços exclusivos e permitindo a utilização dos mesmos de forma compartilhada. reuniões com a comunidade e outras. consultas e procedimentos domiciliares. Deve-se considerar ainda que o processo de trabalho da ESF demanda. Consultório 18  MANUAL DE ESTRUTURA FÍSICA DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE SAÚDE DA FAMÍLIA .

SUGESTÕES DE ESTRUTURA DE UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DE ACORDO COM O NÚMERO DE EQUIPES IMPLANTADAS E A COBERTURA POPULACIONAL 19  .

20  Sala de Curativos .

400 a 4.000 a 12.000 a 8. em realidades em que já se dispõe de uma rede física instalada que comporte um número maior de equipes e que a população a ser atendida apresente características de alta densidade e que as distâncias para o acesso de toda a população adscrita à unidade seja facilitado (viabilidade de acesso a pé). SUGESTÕES DE ESTRUTURA DE UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DE ACORDO COM O NÚMERO DE EQUIPES IMPLANTADAS E A COBERTURA POPULACIONAL Nº de Equipes Saúde da Família trabalhando na UBS 1 ESF 2 ESF 3 ESF População Coberta De 2.modalidade II estiverem alocadas na mesma USF. desde que seja garantido equipamento disponível para programação de SUGESTÕES DE ESTRUTURA DE UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DE ACORDO COM O NÚMERO DE EQUIPES IMPLANTADAS E A COBERTURA POPULACIONAL 1. é possível prever mais que três equipes desde que se assegurem áreas de recepção e salas em número adequado à realização das atividades.000 pessoas De 4.000 pessoas De 8. quanto ao número de consultórios e equipamentos odontológicos. poderá haver revezamento na utilização dos equipamentos pelas equipes.SUGESTÕES DE ESTRUTURA DE UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DE ACORDO COM O NÚMERO DE EQUIPES IMPLANTADAS E A COBERTURA POPULACIONAL 1 2 IV. especialmente. necessárias ao modelo de atenção proposto pela estratégia de Saúde da Família. Entretanto. quando duas ou três ESB . Fachada de UBS 2. devido às dificuldades de organização de agenda e dos fluxos operacionais que garantam as mudanças de práticas de saúde.000 pessoas O Ministério da Saúde não recomenda que trabalhem numa mesma UBS mais que três ESF. Sala de Procedimentos 21  . No caso específico do espaço utilizado para assistência odontológica.

no mínimo. 75 a 80% de sua carga horária de trabalho e para cada THD em. ESTRUTURA SUGERIDA PARA A UBS COM UMA ESF Ambientes Número de salas ou espaços Recepção para pacientes e acompanhantes Sala de Espera para pacientes e acompanhantes Consultório com sanitário Consultório Sala de procedimentos Almoxarifado Consultório odontológico com área para escovário Área para compressor e bomba a vácuo Área para depósito de material de limpeza (DML) Sanitário (para usuários) Copa / Cozinha alternativa Sala de utilidades Área para reuniões e educação em saúde Abrigo de resíduos sólidos Se a UBS proceder à esterilização no local Sala de recepção. Fachada de UBS 4.SUGESTÕES DE ESTRUTURA DE UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DE ACORDO COM O NÚMERO DE EQUIPES IMPLANTADAS E A COBERTURA POPULACIONAL 3 4 atividades clinicas de cada CD em . Sala de Espera 22  MANUAL DE ESTRUTURA FÍSICA DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE SAÚDE DA FAMÍLIA 1 . lavagem e descontaminação* Sala de esterilização e estocagem de material esterilizado** 1 1a3 1 1 2 1 1 1 1 2 1 1 1 1 1 1 3. no mínimo. 50% de sua carga horária de trabalho. Exemplo: 3 equipamentos odontológicos poderão ser utilizados por 2 ESB-Modalidade II.

lavagem e descontaminação* Sala de esterilização e estocagem de material esterilizado** 5. ESTRUTURA SUGERIDA PARA A UBS COM DUAS ESF Ambientes Número de sala ou espaço Recepção para pacientes e acompanhantes Sala de Espera para pacientes e acompanhantes Consultório com sanitário Consultório Sala de procedimentos Almoxarifado Consultório odontológico com área para escovário Área para compressor e bomba a vácuo Sanitário Copa / Cozinha alternativa Área para depósito de material de limpeza (DML) Sala de utilidades Área para reuniões e educação em saúde Abrigo de resíduos sólidos Se a UBS proceder à esterilização no local Sala de recepção. **Muitos municípios de médio e grande porte optam por centralizar a esterilização em uma unidade de esterilização vinculada à unidades de referência ou hospital. se essa for contígua à sala de esterilização e estocagem de material esterilizado. como forma que reduzir custos de manutenção. Consultório 1 3a5 1 3 3 1 1 1 3 1 1 1 1 1 1 1 * Pode ser substituída pela sala de utilidades. com garantia de qualidade. SUGESTÕES DE ESTRUTURA DE UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DE ACORDO COM O NÚMERO DE EQUIPES IMPLANTADAS E A COBERTURA POPULACIONAL 23  . se essa for contígua à sala de esterilização e estocagem de material esterilizado. Fachada de UBS 6.SUGESTÕES DE ESTRUTURA DE UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DE ACORDO COM O NÚMERO DE EQUIPES IMPLANTADAS E A COBERTURA POPULACIONAL 5 6 *Pode ser substituída pela sala de utilidades.

ESTRUTURA SUGERIDA PARA A UBS COM TRÊS ESF Ambientes Número de salas ou espaços Sala de espera p/ pacientes e acompanhantes Recepção . Fachada de UBS 24  MANUAL DE ESTRUTURA FÍSICA DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE SAÚDE DA FAMÍLIA . com garantia de qualidade.área para registro de pacientes Consultório com sanitário Consultório Sala de Vacina Sala de Curativos Sala de Nebulização Sala de procedimentos Sala de armazenamento e distribuição de medicamentos/ farmácia (quando não existirem farmácias publicas regionalizadas no município) Almoxarifado Consultório odontológico Área para compressor e bomba a vácuo Escovário Sanitário Gerência e Administração Depósito de lixo Sala de arsenal (estoque material limpo) Depósito de Material de Limpeza (DML) Mais de 5 1 1 2 3 1 1 1 2 Área para arquivo de prontuários-junto à recepção 1 1 1 1 1 3 1 1 1 1 7. como forma que reduzir custos de manutenção. Consultório 8.SUGESTÕES DE ESTRUTURA DE UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DE ACORDO COM O NÚMERO DE EQUIPES IMPLANTADAS E A COBERTURA POPULACIONAL 8 **Muitos municípios de médio e grande porte têm optado por centralizar a esterilização em uma unidade de esterilização vinculada à unidades de referência ou hospital.

Sala de Procedimentos SUGESTÕES DE ESTRUTURA DE UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DE ACORDO COM O NÚMERO DE EQUIPES IMPLANTADAS E A COBERTURA POPULACIONAL 25  .SUGESTÕES DE ESTRUTURA DE UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DE ACORDO COM O NÚMERO DE EQUIPES IMPLANTADAS E A COBERTURA POPULACIONAL 9 10 ESTRUTURA SUGERIDA PARA A UBS COM TRÊS ESF cont. Número de salas ou espaços 1 1 1 1 1 9. como forma que reduzir custos de manutenção. lavagem e descontaminação* Sala de esterilização e estocagem de material esterilizado** 1 * Pode ser substituída pela sala de utilidades. se essa for contígua à sala de esterilização e estocagem de material esterilizado. Fachada de UBS 10. **Muitos municípios de médio e grande porte têm optado por centralizar a esterilização em uma unidade de esterilização vinculada à unidades de referência ou hospital. Ambientes Copa / Cozinha alternativa Sala de Reuniões e Educação em Saúde Sala de utilidades Abrigo de resíduos sólidos Se a UBS proceder à esterilização no local Sala de recepção. com garantia de qualidade.

26  Planta Humanizada de UBS .

Planta Humanizada de UBS 27  .

28  Sala de Dispensação de Medicamentos .

1 CONSELHOS PRÉVIOS PARA ELABORAÇÃO DOS PROJETOS ARQUITETÔNICOS 29  .

Entende-se por Impacto ambiental as possíveis alterações que possam ocorrer no meio ou em algum de seus componentes por determinada ação ou atividade. é importante a realização de estudos que indiquem o Impacto ambiental causado pela construção. apresentam variações relativas. qualquer projeto. Assim.Divulgar os resultados para que possam ser utilizados no 1. Estas alterações precisam ser quantificadas. antes de ser colocado em prática deve ser analisado. Área Externa de UBS  30  CONSELHOS PRÉVIOS PARA ELABORAÇÃO DOS PROJETOS ARQUITETÔNICOS .CONSELHOS PRÉVIOS PARA ELABORAÇÃO DOS PROJETOS ARQUITETÔNICOS 1 2 V. estudar as possíveis mudanças de características sócio-econômicas e biogeofísicas de um determinado local (resultado do plano proposto) e deve conter quatro pontos básicos: . podendo ser positivas ou negativas.Prever possíveis impactos ambientais e quantificar as mudanças. considerando-se o local onde será implantado e buscando conhecer o que a área apresenta de recurso ambiental natural e social. público ou privado. Fachada de UBS 2. grandes ou pequenas. . CONSELHOS PRÉVIOS PARA ELABORAÇÃO DOS PROJETOS ARQUITETÔNICOS 1.Conhecer o ambiente que será afetado e quais as mudanças ocorridas pela ação. . projetando para o futuro.Auxiliar no entendimento de tudo que será feito. o que está sendo proposto e o material a ser utilizado. antes de tudo. Este processo de análise é denominado Estudo de Impacto Ambiental e permite. pois. . Quanto ao Local para construção Sempre que pensar em construir um Estabelecimento de Assistência a Saúde ou Unidade de Saúde.

Nos casos em que for exigido o licenciamento ambiental. respeitando também outros dispositivos prescritos e estabelecidos em códigos.Endógena: observa o impacto causado pelas construções no meio ambiente externo alterando. estadual e municipal. reformas ou ampliações. Na elaboração de projetos arquitetônicos de unidades de saúde devem ser consideradas duas dimensões: uma endógena e outra exógena que serão descritas abaixo.Exógena: considera o edifício em suas condições desejáveis de salubridade por meio do distanciamento de pessoas das variáveis ambientais externas. de forma positiva ou negativa. conforme estabelece a resolução CONAMA nº 237/97: 1 3. Consultório 4. . todos os projetos deverão estar em conformidade com a RDC 50. portarias e normas executivas nos níveis federal. . decretos. . leis.O desenvolvimento do programa de necessidades básicas para elaboração do projeto consiste em um conjunto de atividades dos usuários da edificação que definem a proposição para a realização do empreendimento a ser realizado e deve conter todos os ambientes necessários ao desenvolvimento das atividades executadas na unidade.Quando se trata de construção de unidades de saúde. Sala de Vacina MANUAL DE ESTRUTURA FÍSICA DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE SAÚDE DA FAMÍLIA 31  .CONSELHOS PRÉVIOS PARA ELABORAÇÃO DOS PROJETOS ARQUITETÔNICOS 3 processo de tomada de decisão. o empreendedor deverá obedecer as seguintes etapas. . suas condições climáticas naturais. Esta dimensão está contemplada por instrumentos legais como o código de obras e postura dos municípios que são complementares às legislações federais que visam à redução de danos ambientais e de saneamento. contempladas e amparadas em normas técnicas e de higiene.

torna-se possível reduzir a possibilidade de contaminação do lixo comum.Requerimento da licença ambiental pelo empreendedor. .Solicitação de esclarecimentos e complementações. Com o gerenciamento adequado desse resíduo. .Definição pelo órgão ambiental competente. desse total.Deferimento ou indeferimento do pedido de licença. projetos e estudos ambientais necessários ao início do processo. . quando couber. 20 a 25% representam risco à saúde.CONSELHOS PRÉVIOS PARA ELABORAÇÃO DOS PROJETOS ARQUITETÔNICOS 6 . pelo órgão ambiental. Escovário 6. cerca de 120 toneladas de lixo urbano são produzidos por dia. dos documentos. projetos e estudos ambientais. de acordo com a legislação. sendo que 1% a 3% desse total é produzido por estabelecimentos de saúde e.Solicitação de esclarecimentos e complementações pelos órgãos competentes.Audiência pública. quando couber. com a participação do empreendedor. A destinação adequada bem como a sua manipulação é de responsabilidade de todas as esferas de governo. acompanhado dos documentos.Análise dos documentos. . decorrentes de audiências públicas. levando em 5. . se necessário. . . dandose a devida publicidade. Quanto aos cuidados com resíduos: Segundo dados levantados pela ANVISA no Brasil. Fachada de UBS 1 1 32  MANUAL DE ESTRUTURA FÍSICA DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE SAÚDE DA FAMÍLIA . projetos e estudos ambientais pelo órgão competente. diminui o risco de acidentes com trabalhadores de saúde reduzindo também o impacto causado no meio ambiente e a saúde pública.Emissão de parecer técnico conclusivo. 2.

como bolsas de sangue contaminado. O lixo hospitalar é constituído de resíduos produzidos nos diferentes geradores de Resíduos de Serviços de Saúde. os resíduos são classificados como: . dos funcionários. . Como exemplo estão os medicamentos para CONSELHOS PRÉVIOS PARA ELABORAÇÃO DOS PROJETOS ARQUITETÔNICOS 7. O local deve ter piso e paredes laváveis e lisas. dentre eles. Fachada de UBS 33  . Abrigo de Resíduos Sólidos 8. definidos como serviços que prestem atendimento à saúde humana ou animal que inclui vários tipos de serviços. as Unidades Básicas de Saúde. munindo-os de equipamentos para proteção individual que reduzam o risco de contaminação. dos pacientes e do público em geral. Devem ser armazenados temporariamente em sala que servirá para estacionamento ou guarda dos recipientes de transporte interno de resíduos. sendo de responsabilidade dos diretores de Serviços de Saúde a elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) referente ao estabelecimento sob sua responsabilidade.Grupo B (químicos): substâncias químicas capazes de causar danos à saúde ou ao meio ambiente. Envolve também órgãos de limpeza urbana que deverão treinar seus funcionários. independente de suas características. O lixo hospitalar exige cuidados e atenção especial em relação à sua coleta.Grupo A (potencialmente infectantes): Que tenham presença de agentes biológicos que apresentem risco de infecção. A cópia do PGRSS deve estar disponível para consulta sob solicitação da autoridade sanitária ou ambiental competente. transporte e destino final por conterem substâncias prejudiciais à saúde humana.CONSELHOS PRÉVIOS PARA ELABORAÇÃO DOS PROJETOS ARQUITETÔNICOS 7 8 1 consideração o impacto ambiental e na saúde pública. a legislação ambiental e outras orientações contidas neste Regulamento. De acordo com a RDC 33. sempre tampados e identificados. acondicionamento. que deve obedecer a critérios técnicos.

com tampa e devidamente identificado. como gaze. Devem ser acondicionados de acordo com orientações do serviço de limpeza local. Consultório 10. rígido. gesso. ampolas e vidros. 3. com tampa antivazamento. Abrigo de Resíduos Sólidos 1 34  MANUAL DE ESTRUTURA FÍSICA DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE SAÚDE DA FAMÍLIA . Os resíduos sólidos devem ser acondicionados em recipiente de material rígido.CONSELHOS PRÉVIOS PARA ELABORAÇÃO DOS PROJETOS ARQUITETÔNICOS 9 10 tratamento de câncer. contidos em recipientes e devidamente identificados. revelantes para laboratórios de raio X e reagentes para laboratórios. luvas. adequados a cada tipo de substâncias. materiais passíveis de reciclagem e papéis. utilizando sacos impermeáveis. de preferência plástico. . sendo acondicionados em recipiente adequado. Construção de Esgotos Sanitários É por meio deles que todos os líquidos são captados e são.Grupo E (perfuro cortante): Objetos e instrumentos que possam perfurar ou cortar. resistente a punctura e vazamento. como exames de medicina nuclear. . Esses materiais devem ser descartados no local de sua geração imediatamente após o uso em recipiente rígido. agulhas. . 9. resistente e estanque. bisturis. como lâminas.Grupo D (resíduos comuns): qualquer lixo que não tenha sido contaminado ou possa provocar acidentes.Grupo C (rejeitos radioativos): materiais que contenham radioatividade acima do padrão e que não possam ser reaproveitados. Resíduos líquidos deverão ser acondicionados em frascos de até dois litros ou em bombonas de material compatível com o líquido armazenado. etiquetados datados e mantidos em instalação destinada ao armazenamento provisório para futura liberação. Devem ser segregados de acordo com a natureza física do material e do resíduo nuclear presente.

SALA DE REUNIÃO PLANTA BAIXA DE UBS  35  .

Sala de dispensação de medicamentos 36  MANUAL DE ESTRUTURA FÍSICA DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE SAÚDE DA FAMÍLIA . . lactários e nutrição enteral. todas as unidades consideradas geradoras de Resíduos de Serviços de Saúde. . deverão tratar os seus resíduos antes de serem lançados à rede comum. . Área externa de UBS 12. pias. vasos sanitários. construindo assim as chamadas caixas de separação para os rejeitos de atividades desenvolvidas em cada área. na forma líquida ou pastosa. . refeitório.Caixa de gordura: instalada para atender às unidades de nutrição e dietética.Caixa de separação de produtos de lavagem: indicadas para áreas ou unidades de processamento de roupas. sendo necessário avaliar o tipo de produto químico e a quantidade para definir a necessidade de instalação ou não. caixas sifonadas. sendo necessário avaliar o equipamento utilizado e a necessidade de instalação.Caixa de separação de material químico em atividade: indicadas para laboratórios. lavatórios.Caixa de revelação de reveladores e fixadores: laboratórios de revelação de filmes de raio X e outros. como lavanderia. Lançamentos externos: Caso o local onde o estabelecimento esteja ou será implantado disponha de rede 11.Caixa de separação de graxa: oficinas de manutenção. mictórios. laboratórios a serem conhecidas: . . conduzindo a água captada pelas tubulações que compõem a rede predial de esgotos. .Caixa de separação de efluentes de lavadores de gás de chaminés e caldeiras. Conforme a RDC 33.CONSELHOS PRÉVIOS PARA ELABORAÇÃO DOS PROJETOS ARQUITETÔNICOS 11 12 representados por aparelhos sanitários como ralos. construídas em áreas onde a rede de esgoto não tem sistema de tratamento.Caixas de separação de gesso: para salas de gesso e ortopedia.

os mesmos poderão ser lançados sem tratamento. acondicionados de forma correta. evitam transtornos e gastos com a manutenção predial. em sacos e/ou recipientes impermeáveis. evitam transtornos e gastos com a manutenção predial. deverão ser tratados antes de serem lançados na rede pública. os resíduos sólidos deverão ser armazenados em ambiente externo. caso contrário. 13. de acordo com as suas características. em ambiente exclusivo com acesso facilitado para os veículos coletores. O ambiente para acondicionamento deve ser fixo e em local que possibilite a higienização dos recipientes coletores. ruptura e vazamentos. 3º plano: procedimentos 4º plano: áreas de apoio Materiais de boa qualidade. Fachada de UBS 14. especialmente na hidráulica e elétrica. embalados para que os resíduos segregados. Resíduos Sólidos: Ainda em consideração à RDC 33. nos chamados abrigos de recipientes de resíduos sólidos.consultórios médicos e de enfermagem. ou seja. Segue uma sugestão de agrupamento por planos: 1º plano: recepção e espera 2º plano: espera. especialmente na hidráulica e elétrica. Para otimização da realização das ações de atenção à saúde é importante que o projeto arquitetônico considere o processo de trabalho e os fluxos de pessoas dentro e fora da unidade. CONSELHOS PRÉVIOS PARA ELABORAÇÃO DOS PROJETOS ARQUITETÔNICOS 37  . para o consultório odontológico prever um local onde o ruído não prejudique as demais atividades realizadas por outros profissionais.CONSELHOS PRÉVIOS PARA ELABORAÇÃO DOS PROJETOS ARQUITETÔNICOS 13 14 de esgoto com tratamento de dejetos. até a realização da coleta externa. resistentes à punctura. Área Externa de UBS Materiais de boa qualidade. definidos com as equipes.

CONSELHOS PRÉVIOS PARA ELABORAÇÃO DOS PROJETOS ARQUITETÔNICOS
12

Definições Importantes: Área - ambiente aberto, sem paredes em uma ou mais de uma das faces. Sala - ambiente envolto por paredes em todo seu perímetro e uma porta. Sanitário - ambiente dotado de bacia (s) sanitária(s) e lavatório (s). Banheiro - ambiente dotado de bacia(s) sanitária(s), lavatório(s) e chuveiro(s). O planejamento deverá observar também as normas e portarias em vigor em nível municipal, estadual e federal, como a NBR 9050 da ABNT. 

O planejamento deverá observar também as normas e portarias em vigor em nível municipal, estadual e federal, como a NBR 9050 da ABNT.

12. Fachada de UBS

38 

MANUAL DE ESTRUTURA FÍSICA DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE

SAÚDE DA FAMÍLIA

1

CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS A SEREM OBSERVADAS

39 

CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS A SEREM OBSERVADAS
2 3 

VI. CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS A SEREM OBSERVADAS A estrutura das Unidades Básicas de Saúde deve enfocar as instalações elétricas e hidráulicas, ventilação, luminosidade, fluxo de usuários e facilidade na limpeza e desinfecção.

O planejamento deverá observar também as normas e portarias em vigor em nível municipal, estadual e federal, como a NBR 9050 da ABNT.

1. AMBIÊNCIA

3. LUMINOSIDADE

Ambiência de uma unidade básica de saúde significa o espaço físico (arquitetônico), que deve proporcionar uma atenção acolhedora e humana tanto para os trabalhadores e profissionais de saúde quanto para os usuários. Nos serviços de saúde, a ambiência é marcada tanto pelas tecnologias ali presentes quanto por outros componentes estéticos ou sensíveis apreendidos pelo olhar, olfato e audição. A luminosidade, a temperatura e os ruídos do ambiente são exemplos disso. Para um ambiente confortável, em uma unidade básica de saúde, existem componentes que atuam como modificadores e qualificadores

do espaço como, por exemplo: recepção sem grades, para que não intimide ou dificulte a comunicação e garanta privacidade ao usuário; colocação de placas de identificação dos serviços existentes e sinalização dos fluxos; espaços adaptados para portadores de deficiência; tratamento das áreas externas incluindo jardins; ambientes de apoio como copa, cozinha e banheiros.
2. VENTILAÇÃO

Recomenda-se que todos os ambientes sejam claros, com o máximo de luminosidade natural possível.
4. PISOS E PAREDES

Os materiais de revestimentos das paredes, tetos e pisos devem ser todos laváveis e de superfície lisa.
5. COBERTURA

A ventilação adequada é imprescindível para se manter a salubridade nos ambientes da UBS. Recomenda-se que todos os ambientes disponham de janelas ou de ventilação indireta adequada (exaustores), possibilitando a circulação de ar.

Recomenda-se evitar as calhas internas, embutidas e confinadas. Evite também lajes planas impermeabilizadas sem cobertura de proteção.
6. MATERIAIS DE ACABAMENTO

Não utilize materiais rugosos, porosos ou texturizados no acabamento, exceto para os ambientes administrativos ou gerenciais.

40 

CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS A SEREM OBSERVADAS

1. Fachada de UBS 2. Recepção

9. ARMÁRIOS E ESTANTES Prever passeio de proteção no perímetro externo da edificação. com o objetivo de se conseguir maior controle de transmissão de infecção. Bancadas. barras de apoio etc. portas com dimensões ampliadas. ÁREA EXTERNA RDC Nº 50 . armários e prateleiras deverão As portas devem ser revestidas possuir superfícies lisas. dar externamente lisos. preferência às maçanetas de preferencialmente protegidos alavancas. AS JANELAS material que possibilite a fácil Recomenda-se a utilização de limpeza. especialmente os ambientes que tendem a ser mais contaminados. como rampas de acesso. balcões. LAVATÓRIO E PIAS 11. como a sala de procedimentos. Armários e Estantes MANUAL DE ESTRUTURA FÍSICA DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE SAÚDE DA FAMÍLIA 41  . de material lavável duradouras e de fácil limpeza e desinfecção. Caso necessite de planejamento de rampas.capítulo de controle de infecções 10. c. Os corredores para circulação de pacientes devem ter largura mínima de 120cm. segurança e privacidade dos Prefira acabamentos ambientes.CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS A SEREM OBSERVADAS 4 7. AS PORTAS a. arredondados que facilitam a Prever uso de telas limpeza e evitam ferimentos mosqueteiras em áreas de nos trabalhadores e usuários. Deve-se restringir o acesso desnecessário de usuários aos ambientes. Sugere-se que algumas áreas sejam de tráfego restrito. Não use vegetação faceando a alvenaria. FLUXO DE PESSOAS E MATERIAIS 7. maçanetas do tipo alavanca. consultar tabela da NBR 9050 da ABNT. materiais de maior durabilidade Recomenda-se que estejam e que ofereçam facilidade de suspensos ou apoiados sobre manutenção (alumínio ou PVC) soco (revestido com o mesmo Recomenda-se a utilização de material de acabamento do materiais que propiciem piso) a 10cm do piso. mesas. grande incidência de insetos. As bancadas. 3. por pintura lavável ou outro 8. BANCADAS. Todo o projeto da estrutura física da UBS deve considerar adequações que permitam o acesso de pessoas deficientes e de pessoas com limitações. Fachada de UBS 4. b. d. necessidades das pessoas deverão ser interna e portadoras de deficiência. Os puxadores nas portas devem se adequar às Os armários e estantes.

42  Planta Baixa de UBS .

CONSIDERAÇÕES DE CADA AMBIENTE INTERNO QUE INTEGRA A UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA 43  .

posicionamento dos assentos para proporcionar interação entre os indivíduos.Área física para comportar aproximadamente 20 pessoas. É também recomendável que se busque a adequação dos tamanhos da sala proporcionalmente à demanda. bebedouros. Porém. Destacou-se para cada um destes espaços ou salas. UBS para 3 ESF . temperatura. Características: UBS para 1 ESF . equipamentos e mobiliários comuns aos ambientes específicos. telefone público e ventilador. sala de procedimentos. sala de vacinas e outros. 1. CONSIDERAÇÕES DE CADA AMBIENTE INTERNO QUE INTEGRA A UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA Os espaços e salas propostos a seguir prevêem seu compartilhamento por todos os profissionais da Equipe Saúde da Família. SALA DE ESPERA Definição: Espaço destinado aos usuários do serviço e seus acompanhantes que aguardarão o atendimento pela ESF Deve . Prever: quadro de avisos. incluindo adequações de luminosidade. não há pretensão de se esgotar a lista de equipamentos ou mobiliários necessários a estas ações. extintor de incêndio de pó químico seco. ser planejado de forma a proporcionar um ambiente confortável. respeitando-se as características de humanização e de qualidade no atendimento. exaustor ou ar condicionado. Obs. Recomenda-se o planejamento de mais de uma sala de espera. Sugestões sobre os demais equipamentos compõem parte dos anexos desta publicação. suporte suspenso para televisão e vídeo. Estas devem ser posicionadas próximas aos ambientes relativos aos diversos tipos de atendimento como consultórios.Área física para comportar aproximadamente 60 pessoas. entre outros.: Para as UBS com uma 44  CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS A SEREM OBSERVADAS 1.Área física para comportar aproximadamente 40 pessoas. ruídos.CONSIDERAÇÕES DE CADA AMBIENTE QUE INTEGRA A UNIDADE DE SAÚDE DA FAMILIA 1 2 VII. Sala de Espera  . de acordo com o porte da UBS. cadeiras. Sala de Recepção 2. com o intuito de orientar os projetos arquitetônicos quanto às dimensões necessárias ao desenvolvimento das ações de atenção básica Saúde da Família previstas para cada um deles. UBS para 2 ESF .

o consultório passa a não ser exclusivo do médico e/ou do enfermeiro. Prever: instalação de vaso sanitário. Área Interna de UBS 4. devendo ser compartilhado pelos profissionais da equipe. Dessa forma. Características: O layout adotado deverá dar condições de se fazer atendimento em mesa de escritório. CONSULTÓRIO Características: Ambiente interno com lavatório e bacia sanitária.: Em 1 metro linear arquiva-se aproximadamente 4000 prontuários individuais.000 prontuários Obs. porta-papel higiênico. UBS para 3 ESF Dois consultórios devem ter sanitário anexo. Definição: Espaço destinado ao atendimento individual.Espaço para arquivo com capacidade para cerca de 4. mictório. 4. 2. Armários e Estantes MANUAL DE ESTRUTURA FÍSICA DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE SAÚDE DA FAMÍLIA 45  . É recomendado que o arquivamento dos prontuários individuais seja organizado de forma a serem agrupados por família. 4 cadeiras. SALA DE RECEPÇÃO Definição: Espaço destinado à informação.CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS A SEREM OBSERVADAS 3 4 ou duas ESF. registro. portadispensador de sabão líquido. Bancadas.000 prontuários UBS para 3 ESF . ducha higiênica. o espaço da sala de espera e da recepção podem fazer parte do mesmo ambiente interno. INSTALAÇÃO SANITÁRIA nos sanitários anexos a consultórios. prateleiras. Prever também sanitários públicos separados por sexo. espelho. Características: UBS para 1 ESF . UBS para 1 ou 2 ESF Um sanitário deve ter seu acesso por um dos consultórios. 3. obedecendo a uma programação previamente estabelecida. com seu acesso pelo consultório. e atendimento em mesa de exame clínico. com o usuário e o acompanhante sentados. sem grades ou vidros separando trabalhador e usuário. uma vez que a equipe de Saúde da Família é multiprofissional e trabalha de forma interdisciplinar executando atividades intra e extramuro. lixeira com tampa e pedal e.Espaço para arquivo com capacidade para cerca de 8. porta-papel toalha. torneiras com fechamento que dispense o uso das mãos. lavatórios. computadores e telefones.Espaço para arquivo com capacidade para cerca de 12. quadro de avisos. Prever: balcão e/ou bancadas com altura de mesa. 3. agendamento e encaminhamento.000 prontuários UBS para 2 ESF . Recomenda-se que essa mesa seja adequada ao exame ginecológico.

mesa de exame clínico ou mesa para exame ginecológico. Obs. mas não deve. Considerando o principio da integralidade. respeitando as necessidades da população.CONSIDERAÇÕES DE CADA AMBIENTE QUE INTEGRA A UNIDADE DE SAÚDE DA FAMILIA 5 6 Prever: lavatório com torneiras com fechamento que dispense o uso das mãos.: Evite luz solar incidente. bem como a distribuição do mobiliário e equipamentos. de forma que o usuário não transite nas demais dependências da UBS.00m2. coleta de material para análises clínicas. de forma a possibilitar maior eficiência na utilização de imunobiológicos. A equipe deve pactuar com a comunidade a programação dos horários para a execução dessas atividades. 1 foco com haste flexível. 5. realização de pequenos procedimentos. a instalação de bancadas. Características: Por se tratar de ambiente que será utilizado em boa parte por usuários sadios. Obs. Prever: instalação de: Bancada 46  CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS A SEREM OBSERVADAS 5. inviabilizar a acessibilidade dos usuários. A equipe deve programar a execução dessa atividade. sem que isso promova limitação do acesso. telefone e computador. administração de medicação inalatória. de forma alguma. na determinação dos fluxos de pacientes preveja a localização desta sala. Cabe ressaltar que essa programação tem como objetivo racionalizar o processo de trabalho. 1 mesa tipo escritório com gavetas. Características: Por se tratar de um espaço destinado ao compartilhamento de procedimentos por toda a equipe.20m. 1 banqueta giratória cromada. SALA DE PROCEDIMENTOS Definição: Espaço destinado à realização de procedimentos tais como: administração de imunobiológicos e de medicação injetável. deve ser levado em conta o planejamento das atividades. porta-papel toalha. 3 cadeiras. terapia de reidratação oral e permanência de pacientes em observação. 1 armário vitrine. a equipe deve acolher a todos os usuários que busquem a unidade. Almoxarifado 6. porta-dispensador de sabão líquido. Recepção  . deve considerar o número de salas de procedimentos e a definição das atividades que serão realizadas em cada uma delas. SALA DE VACINAS Definição: Espaço destinado à administração de imunobiológicos e de medicação injetável. dando resposta adequada às suas necessidades. 1 biombo duplo. Tanto a estrutura física quanto mobiliários recomendados para as atividades estão descritas em capítulo especifico. pias e torneiras. 1 escada c/dois degraus. Área mínima: 9. 6. Em UBS com uma ou duas ESF.: Área mínima de 9 m2 com dimensão mínima de 2. lixeira com tampa e pedal. as condições técnicas adequadas e a privacidade do usuário.

porta-dispensador de sabão líquido. Caso a UBS não possua sala específica para coleta. recipiente para desinfecção das máscaras faciais. lixeira com tampa e pedal. torneiras com fechamento que dispense o uso das mãos. Sala de Nebulização MANUAL DE ESTRUTURA FÍSICA DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE SAÚDE DA FAMÍLIA 47  . A programação de horários não deve. 1 mesa para exame clínico. porta-papel-toalha. Prever: instalação de Bancada com pia.50m2. 3 cadeiras. Obs. torneiras com fechamento que dispense o uso das mãos. 3 cadeiras. 1 mesa tipo escritório com gavetas. 1 escada com dois degraus e 1 braçadeira. 1 mesa de exame clínico. 1 mesa auxiliar 7. 1 refrigerador 260 litros e computador. 8. torneiras com fechamento que dispense o uso das mãos. Características: Sala que comporte cadeiras ou bancos que servirão para a acomodação confortável dos pacientes durante o procedimento.: Evite luz solar incidente. Obs. 1 mesa tipo escritório com gavetas. 1 mesa tipo escritório com gavetas. porta-papel-toalha. Características: Deve ser previsto acesso de forma que o bilitar que sua realização se dê em uma das salas de procedimentos. 3 cadeiras. porta-dispensador de sabão líquido. restringir o acesso da população. SALA DE NEBULIZAÇÃO perfil epidemiológico local. Definição: Espaço destinado à administração de medicação inalatória em pacientes. Área mínima: 9. Características: Sua localização deve ser prevista de forma que o usuário não transite nas demais dependências da UBS. armários sobre e sob bancada.CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS A SEREM OBSERVADAS 7 8 com pia.00m2. a equipe deve programar horários para a execução dessa atividade. SALA DE CURATIVOS Definição: Espaço destinado à coleta de material para análises clínicas a ser encaminhado ao laboratório. armários sobre e sob bancada. 7. 9. no entanto. de forma a possibilitar que sua realização se dê em uma das salas de procedimentos. 1 central de nebulização com filtros e número de saídas adequado ao Definição: Espaço destinado ao tratamento de lesões. lavatório. SALA PARA COLETA Prever: instalação de Bancada com pia. Sala de Vacinas 8. respeitando as condições técnicas necessárias. armários sobre e/ou sob bancada. armários sob bancada. lixeira com tampa e pedal. Prever: Bancada com pia. porta-papel-toalha. armários sobre e sob bancada.: Área mínima: 6. porta-dispensador de sabão líquido. respeitando as condições técnicas necessárias. lixeira com tampa e pedal e portadispensador de sabão líquido. torneiras com fechamento que dispense o uso das mãos. porta-papel-toalha. lixeira com tampa e pedal.

torneiras com fechamento que dispense o uso das mãos.ESB Modalidade I (1 CD e 1 ACD) necessitará de 1 cadeira odontológica/equipo e ESB Modalidade II (1 CD. Prever: bancada com pia para processamento de materiais e instrumentais. cadeiras e equipos odontológicos em quantidade compatível com o número de equipes e com a modalidade destas equipes . 1 ACD e 1 THD) necessitará de 2 48  CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS A SEREM OBSERVADAS 9. 2. bem como às condições de ventilação natural. devem ser respeitadas as normas técnicas para armazenamento de medicamentos. armários sobre e sob bancada. lavatório (pia). 11. A iluminação geral da sala deve estar entre 150 e 3000 lux e a do refletor odontológico entre 10. 1 escada com dois degraus. sendo destinado ao arquivo de prontuários e ao armazenamento de medicamentos e de materiais de expediente. Este lava-pé deve possuir uma ducha manual e uma saída de esgoto para melhor eficiência da higienização. O layout adotado também deverá dar condições de se fazer atendimento em mesa de escritório.00 m2. Obs. 10. Estar atento à redução de ofuscamentos Definição: Local destinado à guarda de materiais diversos. utilizar as especificações técnicas do equipamento fornecidas pelo fabricante. Prever: instalação de estantes e armários com portas. UBS para 1 ou 2 ESF Sugere-se evitando superfícies reflexivas. 1 foco com haste flexível. Características: O almoxarifado deverá dispor de prateleiras e ter seu acesso limitado a funcionários. inclusive. 1 biombo duplo. Consultório  . Sempre que possível aproveitar a iluminação natural. 1 mocho. CONSULTÓRIO ODONTOLÓGICO Definição: Destinado à realização de procedimentos clínico-cirúrgicos.Na sala de curativos deve existir um lava-pé que possibilite a higienização de pés dos pacientes. dos que estejam em cadeira de rodas.Ambiente próximo da sala de lavagem e descontaminação sala de utilidades.000 lux.: 1 .CONSIDERAÇÕES DE CADA AMBIENTE QUE INTEGRA A UNIDADE DE SAÚDE DA FAMILIA 9 10 ou carro de curativo. Características: Para elaboração do layout.00 m2. 3. Sala de Procedimentos 10. com o usuário e o acompanhante sentados. caixa sifonada com tampa em aço inox. pela equipe de assistência ou dos próprios pacientes. ALMOXARIFADO que este ambiente seja anexo à recepção.Área mínima: 9.000 e 20. nesse caso. Lembramos que. no que se refere à dissipação de vapores de mercúrio. Obs. A distância da janela ao posto de trabalho não deve ser superior ao dobro da altura da janela para aproveitamento da luz natural.: área mínima de 3.

Em consultórios com mais de uma cadeira odontológica. no mínimo. O local de instalação destes equipamentos deve estar situado do lado de fora da USF e deve garantir a segurança do equipamento e a proteção contra intempéries. Características: Espaço dimensionado para receber instalação de lavatórios com espelhos. a dois (2) metros de distância do cabeçote e do paciente.CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS A SEREM OBSERVADAS 11 cadeiras odontológicas/equipos. Prever: ventilação suficiente para perfeito funcionamento e refrigeração do equipamento. 1 mesa tipo escritório com gavetas. Características: A distância máxima do compressor ao Definição: Espaço destinado à recepção. no momento da utilização. porta-saboneteira para sabão líquido. Sala de Esterilização e Estocagem de Material Esterilizado MANUAL DE ESTRUTURA FÍSICA DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE SAÚDE DA FAMÍLIA 49  . O aparelho de Raios-X Odontológico intra-oral pode ser instalado em sala própria com paredes baritadas ou no próprio consultório. Dimensões mínimas: Área mínima de 16m2 para instalação de uma cadeira odontológica. espelhos com altura adequada. e tratamento acústico visando diminuir a emissão de ruídos. ÁREA PARA COMPRESSOR E BOMBA consultório de odontologia é de 7 metros. porta-papel-toalha. tubulações para bomba a vácuo e/ou compressor. desde que a equipe possa manter-se. medicamentos. Sala de Dispensação de Medicamentos 12. porta-saboneteira para sabão líquido e lixeira com tampa e pedal. Prever: prateleiras. filtro de óleo e bomba a vácuo para o funcionamento do equipamento odontológico. Além disso. 13. guarda. mesa tipo 11. não podendo ficar instalado em nível diferente ao do consultório. 3 cadeiras. Prever: instalação de lavatório com 3 ou 4 torneiras. porta papeltoalha. ESCOVÁRIO Definição: Destinado à realização de procedimentos relacionados à prevenção de doenças bucais. 14. a distância mínima entre duas cadeiras odontológicas instaladas na mesma sala deve ser de 2m. computador. que permitam a utilização por crianças. controle e distribuição de drogas. insumos farmacêuticos e correlatos. 12. aparelho de Raios-X. SALA DE DISPENSAÇÃO DE MEDICAMENTOS (quando não existirem farmácias públicas regionalizadas) Definição: Espaço destinado a abrigar compressor. espaço adequado para manutenção preventiva e corretiva. armários. O local deverá estar de preferência em espaço próximo à sala de atendimento odontológico. as dimensões do espaço físico deverão ser proporcionais 16m2 por cadeira. computador e lixeira com tampa e pedal. Características: Deverá dispor de prateleiras e estar restrito ao acesso de funcionários. adolescentes e adultos.

Características: Prever acesso de forma que os usuários não necessitem transitar nas demais dependências da UBS.1. à temperatura. armários sobre e/ou sob bancada. CENTRAL DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO .00 x 2. hamper e lixeira com tampa e pedal. à iluminação. 4 cadeiras. adequando esta sala ao preparo de material. .visores entre esta sala e a de esterilização. Prever: instalação de bancada com pia. esterilização guarda e distribuição do material. 15. limpeza. adequada ao preparo do material.00 x 2.CONSIDERAÇÕES DE CADA AMBIENTE QUE INTEGRA A UNIDADE DE SAÚDE DA FAMILIA 14 escritório com gavetas. bancada seca (sem bojo). Sala de Procedimentos  . 15. no mínimo. bancada com bojo medindo 50(L)x40(c)x40(p). SALA DE UTILIDADES Características: Ambiente medindo. Características: Ambiente medindo. Sala de Recepção 14.CMS (SIMPLIFICADA) Definição: Espaços destinados à recepção.00m. ducha para lavagem e lixeira com tampa e pedal. Caso o município opte por ter estrutura centralizada para esterilização de materiais. comunicando-se com a sala de lavagem e descontaminação por meio de guichê (medindo 50 x 50cm) com porta de abrir. 17. Prever: . autoclave (sobre bancada). 2.00 x 2. de acordo com a seqüência abaixo. devendo seguir o fluxo de trabalho em linha.2. SALA DE ESTERILIZAÇÃO E ESTOCAGEM DE MATERIAL ESTERILIZADO torneiras com fechamento que dispense o uso das mãos. comunicando-se com a área de esterilização por meio de guichê (medindo 50 x 50cm) com porta de abrir. Prever: instalação de bancada com pia. 2. é recomendado que as Unidades Básicas de Saúde possuam apenas a sala de utilidades. armários para acondicionamento de materiais.00m. LAVAGEM E DESCONTAMINAÇÃO Características: Ambiente medindo. Caso a unidade não realize esterilização: Prever instalação de pia de despejo e ducha para lavagem. ao armazenamento e à segurança na definição de fluxos e acesso. 16. 15. localizado no eixo da bancada. pia de despejo. preparo. no mínimo. lavatório e exaustor.instalação de bancada com pia. Obs: observar especificidades quanto à ventilação. 1 refrigerador de 260 litros. guichê de distribuição de material. balcão com altura de mesa.50m. dois bancos de altura compatível com a manipulação de materiais sobre a bancada. 3. ÁREA DE REUNIÕES Definição: Espaço destinado a atividades educativas em grupo. SALA DE RECEPÇÃO. 50  CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS A SEREM OBSERVADAS 13. no mínimo.

vídeo. ABRIGO DE RESÍDUOS SÓLIDOS (DEPÓSITO DE LIXO) acondicionamento do lixo aguardando remoção pelo serviço de limpeza urbana. televisão. ADMINISTRAÇÃO E GERÊNCIA 19. ÁREA PARA DEPÓSITO DE MATERIAL DE LIMPEZA Definição: ambiente destinado à guarda de materiais de higienização da edificação. Definição: Local destinado ao 15. Características: observar fechamento devido às questões de segurança do lixo contaminado (lixo hospitalar). Fachada de UBS MANUAL DE ESTRUTURA FÍSICA DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE SAÚDE DA FAMÍLIA 51  . retroprojetor. 1 mesa tipo escritório telefone e computador e impressora. fogão. Características : sala de acesso fácil e restrito a funcionários. 20. Definição: Local destinado ao preparo de lanches para funcionários. cadeiras em número compatível com a quantidade de participantes de atividades educativas. geladeira. Características: sala de fácil acesso a funcionários e usuários. computador. 21. tela de projeção e outros equipamentos de mídia. 18. UBS para 1 ou 2 ESF: quando não for possível garantir sala específica para depósito de material de limpeza. mesa. Características: prever instalação de tanque e armário ou estante. COPA Definição: Local destinado às atividades administrativas da UBS. Prever: instalação de bancada com pia. Prever: instalação de quadro mural. sugere-se prever espaço com armário para depósito desses materiais na copa/cozinha. Prever separação entre resíduo comum e biológico. quadro mural.CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS A SEREM OBSERVADAS 15 16 Prever: instalação de quadro negro e/ou branco. armários sobre ou sob bancada. Consultório 16. torneiras com fechamento que dispense o uso das mãos. lixeira com tampa e pedal.

52  Planta Baixa de UBS .

Planta Baixa de UBS 53  .

54  Consultório .

1 MOBILIÁRIOS. EQUIPAMENTOS E INSTRUMENTAIS IMPRESCINDÍVEIS PARA UBS QUE PREVÊ O TRABALHO DE UMA ESF 55  .

Lavagem e Descontaminação 2.MOBILIÁRIOS. MOBILIÁRIOS. Sala de Procedimentos  . EQUIPAMENTOS E INSTRUMENTAIS IMPRESCINDÍVEIS PARA UBS QUE PREVÊ O TRABALHO DE UMA ESF Os quantitativos sugeridos são baseados no trabalho de uma ESF. abrigar duas ou três ESF estas quantidades devem ser ampliadas de acordo com o planejamento das ações destas equipes. 6 cubas redondas 2 tambores médios (por sala de procedimento) 4 campos cirúrgicos fenestrados 5 almotolias 1 cabo de bisturi 2 caixa inox pequenas (c/tampa) 2 caixa inox médias (c/tampa) • MOBILIÁRIOS 1 biombo duplo 1 armário vitrine 1 estetoscópio de pinar 1 detector ultra-sônico (fetal) 2 lanternas clínicas para exame 1 negatoscópio 1 oftalmoscópio 1 otoscópio 56  MOBILIÁRIOS. • EQUIPAMENTOS 1 caixa térmica para armazenar amostras para exames laboratoriais 1 cilindro de oxigênio (preso em suporte) 3 esfigmomanômetros (adulto) 1 esfigmomanômetro infantil 3 estetoscópios (adulto) 1 estetoscópio infantil 1 balança antropométrica adulto 1 balança infantil 1 régua antropométrica 1 central de nebulização c/5 saídas 1 nebulizador (para uso em visitas domiciliares e em caso de danos na central de nebulização) 2 focos c/ haste flexível 2 glicosímetros 1 suporte de soro 1 cadeira de rodas • INSTRUMENTAIS 4 tesouras Mayo reta 14 cm 1 Tesoura Metzembaun Reta 14cm 2 Tesouras Íris Reta 12 cm 2 Tesouras Íris Curva 12 cm 2 porta agulhas Hegar 6 pinças Hemostática (mosquito) 8 pinças Kelly reta 8 pinças Kelly curva 6 pinças Pean 14 cm 6 pincas Kocher reta 6 pincas Kocher curva 6 Pinças de dissecção (anatômica) 15 cm 6 Pinças de dissecção (anatômica) dente de rato 15 cm 10 Espéculos Collin pequenos 10 Espéculos Collin médios 5 Espéculos Collin grandes 6 pinças Cheron 25 cm 2 fitas métricas flexíveis inelásticas 6 cubas rim Os quantitativos sugeridos são baseados no trabalho de uma ESF caso a UBS for . EQUIPAMENTOS E INSTRUMENTAIS IMPRESCINDÍVEIS PARA UBS QUE PREVÊ O TRABALHO DE UMA ESF 1 2 VIII. caso a UBS for abrigar duas ou três ESF estas quantidades devem ser ampliadas de acordo com o planejamento das ações destas equipes. EQUIPAMENTOS E INSTRUMENTAIS IMPRESCINDÍVEIS PARA UBS QUE PREVÊ O TRABALHO DE UMA ESF 1. Sala de Recepção.

EQUIPAMENTOS E MOBILIÁRIO PARA O DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE ODONTOLOGIA NA ATENÇÃO BÁSICA SAÚDE DA FAMÍLIA 57  .

58  Consultório Odontológico .

EQUIPAMENTOS E MOBILIÁRIO PARA O DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE ODONTOLOGIA NA ATENÇÃO BÁSICA SAÚDE DA FAMÍLIA EQUIPAMENTOS 1 Amalgamador 1 Aparelho Fotopolimerizador 1 Cadeira Odontológica 1 Equipo odontológico com pontas 1 Refletor 1 Unidade auxiliar 1 Compressor com válvula de segurança 2 Mochos 1 Negatoscópio 1 Aparelho de Profilaxia com Jato de Bicarbonato INSTRUMENTAIS ODONTOLÓGICOS 3 Alveolótomos 10 Alavancas inox adulto 5 Alavancas inox infantil 2 Alavancas Seldim adulto 2 Aplicadores para cimento (duplo) 1.1  2 EQUIPAMENTOS E MOBILIÁRIO PARA O DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE ODONTOLOGIA NA ATENÇÃO BÁSICA SAÚDE DA FAMÍLIA IX. Consultório Odontológico EQUIPAMENTOS E MOBILIÁRIO PARA O DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE ODONTOLOGIA NA ATENÇÃO BÁSICA SAÚDE DA FAMÍLIA 59  . Consultório Odontológico 2.

5 2 Escavadores para pulpotomia 5 Esculpidores Hollemback 3s 1 Espátula de cera n°7 10 Espátulas de cimento n°24 10 Espelhos bucais 1 Espelho de mão e de parede 2 Extratores de tártaro 1/10 Forceps infantis e adultos (vários nºs) 2 Frascos de Dappen 2 Gengivotomos de Kirkland 2 Gengivotomos de Orban  1 Lamparina 1 Limpador de brocas 1 Maco escova 1 Macro modelo 15 Estojos de inox (tipo marmita) 2 Óculos de proteção 2 Limas ósseas 5 Pinças clínicas 5 Pinças Halstead (mosquito) curva e reta 10 Pinças para algodão 2 Placas de vidro 5 Portas agulha 2 Portas amálgama 3 Portas matriz 1 Removedor de brocas 10 Seringas Carpule 5 Sindesmótomos 10 Sondas exploradora 10 Sondas periodontais milimetradas 3 Tesouras cirúrgica reta e 3 tesouras cirúrgica curva 2 Tesoura íris 2 Tesoura standart 60  MANUAL DE ESTRUTURA FÍSICA DAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE 3. Consultório Odontológico SAÚDE DA FAMÍLIA .EQUIPAMENTOS E MOBILIÁRIO PARA O DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE ODONTOLOGIA NA ATENÇÃO BÁSICA SAÚDE DA FAMÍLIA 3 10 Aplicadores para hidróxido de cálcio 10 Bandejas de aço 10 Brunidores 2 Cabos para bisturi 10 Cabos para espelho 15 Caixas inoxidáveis com tampa 5 Condensadores Hollemback 01 e 02 5 Condensadores Eames 5 Condensadores Clev-dent 2 Correntes para prender guardanapo 2 Curetas alveolares Cureta de periodontia Gracey (vários n°s) 5 Escavadores de dentina n° 05 5 Escavadores de dentina n° 11.

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