CAMPUS APUCARANA CURSO TECNOLÓGICO EM DESIGN DE MODA

TATIANA TOSTI LEMES

RELATÓRIO DE ESTÁGIO
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO

APUCARANA 2010

TATIANA TOSTI LEMES

ESTÁGIO SUPERVISIONADO

Trabalho acadêmico apresentado à disciplina de Estágio Supervisionado do Curso de Tecnologia em Design de Moda da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, como requisito para obter aprovação nesta disciplina.

Orientador: Profº Nélio Pinheiro

APUCARANA 2010 .

.........................................2 Delimitação do Estágio ............................................................. Catálogo Inverno 2010.........5 Descrição das Atividades...........................................12 Produção de Moda.................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 3 SUMÁRIO..................................................................................................... 3 Público Alvo..........................................................................2 Histórico da Empresa.....................................................14 Considerações Finais...........................................................................10 Controle da Qualidade...............................................................................................................................12 Era da Inspeção............................................................................................ 1 Importância do Estágio................................................................................................................................................................6 Despacho e Recebimento das Peças pelas Facções Terceirizadas......................................................................................... 10 Organização do Espaço Físico e Sistema.......................................................13 Análise Teórica Pratica......................................................................... 3 2010.......................................................................................... Catálogo Inverno 2010........................... 6 Corte e Revisão das Peças Piloto............................................................................................6 Modelagem........................2 Apresentação da Empresa..............................................................................................................7 Produção de Moda...............................SUMÁRIO ESTÁGIO SUPERVISIONADO.............................................................................4 Equipe Técnica........................................................................................................................................................ 4 Introdução..............................................................................................................................................14 ...........................................................................................................................2 Apucarana.........7 Embasamento Teórico......................................... 8 Corte e revisão da peças piloto....................................................................................................................6 Organização do Espaço Físico e Sistema...............................................9 Aviamentos..............................................................................................................................................................8 Moulage.................1 Objetivos do Estágio............... 5 Atividades desenvolvidas ..... 4 Produtos desenvolvidos pela empresa.............................................................................8 Modelagem Plana.............................................................

...................... 16 ..........................................................................................Referências....15 Anexo..........................................................................................................

Descrevendo a importância do estágio. Ainda procurou-se nesse trabalho descrever todas as atividades que a estagiária desenvolveu na empresa e ainda fazer o embasamento teórico de todas as atividades. é ato educativo supervisionado. para que o acadêmico possa neste exercício vivenciar a sua atuação profissional. do Regulamento de estágio da UTFPR de 2010. Abondanza (2002. evidenciando o que se aprendeu entre academia e estágio.1 INTRODUÇÃO Neste trabalho pretende-se descrever as atividades e importância do estágio realizado na empresa de roupas femininas Núbia. é antes de tudo uma forma de inserir o acadêmico no campo profissional. Neste modelo a proposta é de que o aluno deverá ser submetido a um exercício de abstração em sala de aula. mas também no professor orientador. desenvolvido no ambiente de trabalho. A mudança não ocorrerá somente no aluno. segundo Art 1º e 2º. Posteriormente. foi realizado a análise teórica e pratica sobre o conteúdo desenvolvido em estágio. simulando-se desta forma o funcionamento de uma empresa virtual. Neste contexto entende-se que o acadêmico deve receber uma preparação em sala de aula do que na realidade é uma empresa.31-46) diz que a realização do estágio supervisionado não é tão somente uma imposição legal. que passa a ter um papel de gestor da carreira do aluno. . afim de preparar o estudante que esteja frequentando o ensino superior. para o mercado de trabalho. Pretende-se com este modelo reduzir o grau de insatisfação por parte das empresas que recebem o estagiário sem qualquer preparo para a sua nova experiência. p. assim a proposição de um novo modelo de concepção do estágio. IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO O estágio.

b) é um elo entre teoria e prática. corte e bordados. O método de produção da empresa em questão. d) estágio favorecendo retroalimentação do sistema de ensino. comercializa e distribui roupas para o segmento feminino jovem. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA Estágio realizado na Nubia Confecções.) e acabamento realizados na própria empresa. . Para Berbel (1982). etc. sendo os processos de desenvolvimento (criação.2 OBJETIVOS DO ESTÁGIO Para cumprir os objetivos do estágio. os alunos do Curso Superior de Tecnologia em Design de Moda estão aptos a iniciarem seus respectivos estágios supervisionados a partir da matricula no 3° período. o estágio tem vários objetivos: a) estágio como um meio de preparação profissional. encaixe. consiste na terceirização dos processos de facção. realizando 30 horas semanais das 11:00 hrs as 17:00 hrs. respeitando a carga horária diária de no máximo seis horas. O estágio deverá ter no mínimo a carga horária total de 400 horas. cumprindo ao final um total de 660 horas. foram seguidos todas as condições impostas pelo Regulamento de estágio da UTFPR de 2010. o ajustamento do Ensino Superior ao mercado de trabalho. c) estágio como integração entre Universidade e o meio empresarial. modelagem. teve início no dia oito de julho de 2009 e seu término no dia oito de dezembro de 2009. e) estágio com fator de DELIMITAÇÃO DO ESTÁGIO De acordo com as normas e regras da UTFPR. empresa de pequeno porte que produz. O estágio em questão.

apenas olhava na vitrine da concorrência. o setor de criação conta apenas com Rafaella. Através das lojas de atacado. que por se tratar de uma empresa de pronta entrega de atacado. Hoje. Nubia sentiu uma demanda por roupas de malharia (na época: cotton. etc.3 Comercializa e distribui principalmente nos polos de confecção atacadista de Maringá e Cianorte. e é muito intensa. como em varejo. Em 2004. Após um tempo. quando em 2000 seu marido e sócio Milton Assis Powidayko entrou na empresa e abriram as lojas de atacado em Maringá e Cianorte. Elle. apenas observando o funcionamento da fábrica e da criação feita até então pela mãe Nubia.) e começou a fabricar em pequena escala. que atende tanto atacado. inserindo aprendizados trazidos na un iversidade para a empresa. a sua filha e então estudante da faculdade de estilismo em moda na UEL. copiava de revistas como Manequim. Seu método de criação era empírico. contratando seus primeiros funcionários e iniciando a empresa formalmente em 1990. Rafaella vai em palestras . Passado mais ou menos 2 anos. gorgurão. Rafaella assumiu a parte de criação. começou a trabalhar na empresa a principio como aprendiz. além da loja de fábrica em Londrina. Passado um tempo.. participou de um grupo da Rhodia onde recebia visitas técnicas que auxiliavam a criação e também começou a frequentar feiras específicas como a FENIT em São Paulo. aumentando a produção e atendendo apenas Londrina. Nubia observou uma necessidade de profissionalização da sua empresa. Assim a empresa foi crescendo. Rafaella Rossival Powidayko. Logo verificou o crescimento da demanda e passou para um tear computadorizado. e sim com produtos novos repostos nas lojas semanalmente. pois a concorrência nesses grandes polos era. e não havia uma pesquisa planejada. Para não perder o foco. principalmente na criação. HISTÓRICO DA EMPRESA Nubia Rossival Powidayko iniciou seu trabalho informalmente em 1985 desenvolvendo peças exclusivas sob encomenda feitas de malharia retilínea em tear manual. não conta com coleções fechadas.

Logo. esposa e trabalhadora. vão para as lojas de atacado e Rafaella recebe um feed back das peças que mais venderam. gerando diferenciações. linha de básicos e linha de tamanhos especiais. há uma filtragem destas tendências e sua escolha parte da premissa das propostas que mais se adaptam ao público alvo da Nubia. e nunca para de gerar alternativas. Definida as tendências a serem utilizados. cujo corpo não é o ideal de modelos magras e “perfeitas”. vestidos em tecido plano e malharia. são resultados de uma peça piloto. mulheres que se dividem entre ser mãe. Junto a sua mãe. e sua coleção como não é fechada vai se direcionando e focando mais nos itens que mais foram aceitos. Há uma preocupação muito grande com a vestibilidade do produto devido ao publico alvo ser de mulheres reais. Rafaella escolhe as melhores alternativas geradas e os tecidos com que serão testados a primeira peça. faz a ficha técnica e passa para a modelista. itens . Depois de aprovada é produzida. Hoje a empresa produz cerca de 8. aprovada para depois ser produzida. ou muitas vezes até repetindo alguns modelos em tecidos diferenciados. Rafaella gera o máximo de alternativas possíveis. devido à necessidade de “novidades” constantes. onde há verificação das tendências gerais para todas as empresas. calças e bermudas de alfaiataria. casacos.000 peças por mês e já sente necessidade de uma especialização maior no setor de criação. classe média.4 como Senac Moda Informação em São Paulo e em palestras de fornecedores de tecidos. coletes. (macacões. Todas as peças produzidas. PRODUTOS DESENVOLVIDOS PELA EMPRESA Blusas e Camisas em tecido plano e malharia. onde Rafaella poderia delegar tarefas e dividir a criação com pessoas especializadas em estamparia. PÚBLICO ALVO Mulheres de 28 a 38 anos. Quando prontas. testada.

Pode ser também chamado de fast fashion.5 sazonais dependendo da demanda da coleção). 2-Corte e revisão das peças piloto. 5-Produção de moda catálogo Inverno 2010. 4-Despacho e recebimento das peças pela facções terceirizadas. 3-Organização do espaço físico e sistema. EQUIPE TÉCNICA A Equipe Técnica é composta pela seguinte equipe: 02 Modelistas. . 01 Modelista de Audaces – Área de Desenvolvimento Número total de funcionários registrados: 43 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS As atividades que foram desenvolvidas pela estagiária consistiram em: 1-Modelagem. 01 Estilista. 02 Pilotistas.

era repassado a estagiária. junto com a ficha técnica. etc). ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO E SISTEMA Apesar do pequeno porte da empresa.6 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES MODELAGEM A modelagem consistia na confecção do molde de peças básicas. sempre utilizando bases de peças já produzidas. que realizará o encaixe. Tanto no estoque de tecidos e aviamentos. ilhós. Os moldes eram confeccionados a partir dos resultados das pesquisas de mercado e tendências realizadas pela estilista. quanto no sistema de controle das peças. a modelista confecciona o molde. as etiquetas e o acabamento (no caso de botões. A empresa não trabalha com nenhum tipo de controle sobre o estoque e o sistema informatizado de controle de produção. O molde pronto. aviamentos e medidas. CORTE E REVISÃO DAS PEÇAS PILOTO Com a ficha técnica contendo desenho do modelo. Com a peça aprovada é conferido as medidas do molde e repassado para o modelista da Modelagem Computadorizada. para que elas possam montar a peça. para que o tecido fosse localizado no estoque e cortado de acordo com as informações. Após a confecção a peça volta para a estagiária que revisa a costura. Eram utilizadas a modelagem plana a moulage. a desorganização do ambiente de trabalho na produção era algo presente no dia-a-dia. essas são repassadas as pilotistas junto com a ficha técnica. passadoria. isso ocorria por falta de treinamento do funcionário. Após o corte e identificação das partes. a graduação e plotagem dos moldes para o corte. O sistema era sub utilizado. usado apenas o módulo para cadastrar novas peças. o tecido. .

O papel da estagiária nessa função. foi possível auxiliar no gerenciamento de controle de entrada e saida das peças prontas. já em estúdio foi escolhido o cabelo. maquiagem e cenário para produção. etiquetados por tamanho e embaladas para serem despachadas para as facções. as peças são separadas. consistia em montar uma espécie de ficha técnica para as facções e controle interno contendo informação sobre o lote. Depois de receber o treinamento sobre as funções do sistema. o sistema só traria benefícios para empresa. A partir do conhecimento adquirido em treinamento.7 Uma das funções exercidas pela estagiária em relação a desorganização do espaço físico foi a organização prévia tanto do estoque de matéria-prima quanto das peças prontas que estavam estocadas de forma irregular e misturadas. separar a etiqueta da marca especificada na ficha e aviamentos. Porém a empresa ainda sub utiliza os recursos que o sistema oferece. as peças são marcadas e voltam para facção. data de saída e chegada das peças. o restante é repassado junto com a ficha e aviamentos necessários para o setor de acabamento. confeccionar a etiqueta de composição. definimos os looks a serem montados. PRODUÇÃO DE MODA. . o que implica em um prejuizo acumulado. CATÁLOGO INVERNO 2010 Com as peças prontas e escolhidas para fotografar. no caso de defeitos. pois através do sistema seria possível um melhor controle gerencial sobre tudo o que acontece dentro da empresa. se fosse utilizado da maneira adequado. foi possível conhecer toda a capacidade de gerenciamento que o sistema proporcionaria para a empresa. DESPACHO E RECEBIMENTO DAS PEÇAS PELAS FACÇÕES TERCEIRIZADAS Após o enfesto e corte. Conferir o papagaio (pedaço do enfesto para constar a quantidade de tecido cortado). No recebimento as peças chegam separadas por cor e tamanho para serem revisadas. inclusive o controle da produção.

o modelista deve interpretar o modelo para que possa se adaptar ao modelo do desenho técnico seguindo a determinação do estilista. (DORIS. (FULCO. para isso é preciso que se tenha um padrão de medidas que é calculado dentro da média de manequins variados para que sirva ao maior número de consumidores possíveis. p. marcados os piques de encaixe e pences se houverem. EMBASAMENTO TEÓRICO MODELAGEM PLANA É o método de recriar a figura do papel em tamanho real para depois transferir ao tecido. p. marcação de fio reto nome e tamanho e a identificação de cada parte. podendo assim recortar o papel para o corte do protótipo. 154) a tabela de medidas serve como referencia para a construção de bases que reproduzem em duas dimensões as curvas do corpo humano. é o método característico da alta . p. pode ser utilizado apenas para um protótipo ou para grandes quantidades dentro de uma indústria. foi auxiliar na escolha de sapatos e acessórios e depois das fotos prontas. Funciona melhor com tecidos maleáveis e quantidades generosas. 148) Moulage em francês significa literalmente moldagem.costura onde se modela o tecido diretamente ao corpo ou em um manequim de tamanho adequado. escolher as melhores para a montagem do catálogo. 156) MOULAGE De acordo com Jones (2005. após a base. 7) De acordo com Doris (2003. . 2003. Com o molde pronto são acrescentadas a margem de costura. p. o tecido deve ser fino e de cor clara para que se possa enxergar melhor e fazer as marcações e recortes necessários.8 A função da estagiária nessa produção.

156). para que se for necessário o corte de outra peça piloto não desperdiçar tempo. Alguns tecidos possuem direção (ex. 3-Corte: As peças pilotos são cortadas a mão com a tesoura de costura. Depois de pronto o tecido é removido e copiado para o papel para que se possa fazer o corte da peça piloto. usando toda a extensão da lâmina em ângulos retos e nunca levantando o tecido. Veludo cotelê) ou seja devem ser cortados todos do mesmo lado para que não de diferença de cor e textura. e o problema aparecer quando o produto ja estiver em produção. ao contornar os moldes com giz ou lápis macio. isso pode causar grandes prejuízos pois a informação pode se perder ou simplesmente a pessoa responsável esquecer de anotar. p. para o corte da peça piloto deve-se seguir os seguintes passos: 1-Verificação do tecido a ser cortado: tecidos listrados.A Consultoria o custo de uma peça piloto é pelo menos três vezes maior do que a mesma peça no meio produtivo. Por isso deve se ter uma pessoa responsável para verificar .9 Essa técnica é usado para confecção de peças trabalhadas no viés pois é possível moldar o tecido e conferir o movimento. para que se evite o amarrotamento e fixados a ficha junto com o desenho técnico. fixando-os com peso de metal ao contrário dos alfinetes que podem puxar fio ou enrrugar. 2-Encaixe dos moldes: com o tecido estendido sobre a mesa de corte coloque as partes encaixando de modo que não se desperdice. no caso de peças de malha alguns detalhes como o debrum e acabamentos devem ser enrolados junto as demais peças chamados de fardo. pode ser usado tanto nas peças volumosas quanto nas justas ao corpo. Com base na reportagem escrita por Sérgio Amorin consultor sênior da S. por isso quando a piloto precisa de ajustes normalmente são acrescentadas aos moldes e não montam outra peça. barrados ou xadrezes devem ser colocados cuidadosamente para que o resultado seja satisfatório. no caso de malha e tecidos com elastano devem estar descansados para que depois de cortados as peças não encolham. CORTE E REVISÃO DA PEÇAS PILOTO De acordo com Jones (2005. deve-se fazer um esboço do encaixe.

como as que tem um alto grau de contato com os consumidores.162) o acabamento de uma roupa pode significar o sucesso ou o fracasso de uma roupa. 313) Slack. p. para roupas justas e calças por exemplo a melhor escolha é o zíper. de modo a satisfazer as demandas dos consumidores de forma contínua. Aviamentos utilizados como forma de decoração podem aumentar o valor de impostos sobre as peças . ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO E SISTEMA De acordo com Slack. (2009. et al. bainha. planejar e gerenciar as atividades de produção. quantidade de pontos por cm entre outros Para Doris (2003. viés. Ou seja. (SLACK. p. 158) quando o protótipo apresenta falhas. gerando um valor alto das importações e vendas das roupas de luxo. et al. assegurando a execução das atividades que foram anteriormente previstas. 2009. estéticos e econômicos. (2009.54) afirma que existem certas operações que são mais difíceis de controlar. devido a variabilidade que os consumidores possam impor as . o molde deve ser corrigido e outro protótipo deve ser feito a partir do novo molde. o PCP. Planejamento e Controle da Produção são atividades responsáveis pela decisão do melhor emprego aos recursos que serão utilizados durante o processo de produção. et al. p. Cada aviamento deve ser escolhido com base no modelo e tecido. Pilotos não aprovados devem se manter na empresa e serem colocados a venda com preço de segunda linha apenas depois que a coleção ja estiver pronta para evitar a espionagem que possa copiar as idéias. p. modelistas e piloteiras devem acompanhar todo o processo. por isso designers. para que possam apontar dificuldades e propor alterações para que o meio produtivo se torne mais fácil. p.10 elementos e detalhes da costura. tecidos finos usar botões chatos e leves devem estar bem presos e em pontos estratégicos para que não possam abrir. AVIAMENTOS Segundo Jones (2005.54).. posições da etiqueta. por isso deve se levar em consideração aspectos técnicos.

vendas previstas. devido a alta demanda do mercado por produtos novos. linha de produtos. p. (2001. Também é um sistema de transformação de informações pois gerencia informações sobre estoques. Entre todas as alternativas existentes para o controle da produção. ele é PPCP. quanto produzir e comprar. . Os autores afirmam que este é um sistema para a área de decisão da manufatura. pois tem como objetivo o planejamento e o controle de todos os recursos que são envolvidos no processo produtivo afim de gerar bens e serviços. os Sistemas de Administração da Produção são os sistemas de informação que dão apoio a tomada de decisões táticas e operacionais referentes as seguintes questões: o que produzir e comprar. onde o principal objetivo é manter o mínimo de estoque necessário para atender a demanda e os sistemas de programação da produção com capacidade finita. As três principais são os sistemas MRP II/ERP. pois lida com o planejamento até o gerenciamento e controle dos suprimentos de materiais e atividades de processo de uma empresa. p. capacidade produtiva e tem a incumbência de transformar essas informações em ordens de fabricação. com quais recursos produzir. Para Martins e Laugeni (2006. modo de produzir. os sistemas JIT. p. Sistema para a área de decisão da manufatura. ou Just In Time. devemos destacar algumas que sempre são utilizadas de maneira complementar para auxiliar a administração da produção. afim de garantir que os produtos sejam produzidos e entregues ao consumidor. Concluindo Martins e Laugeni (2006. et al.213) afirmam que esta área de administração é muito importante . quando produzir e comprar. 21). quanto um sistema de transformação de informações.11 mesmas em relação a demanda por esses produtos. que são os sistemas de cálculo de necessidades de recursos a partir de necessidades futuras de produtos. para que os objetivos estabelecidos sejam alcançados. Para Corrêa. 213) o PCP vai além. em que existe um ciclo de vida dos produtos muito pequeno. ou Planejamento da Programação e do Controle da Produção. que são técnicas que se utilizam de simulação em computador. Como no caso do mercado de moda.

se puder se orgulhar de seu trabalho.] qualidade para o administrador de fábrica. pensa ele. se esta inspeção fosse de fato feita. desbancando na década seguinte os americanos no mercado automobilístico. (GARVIN.. e após a produção delas. as peças que tinham que se encaixar eram elaboradas a mão. passam por uma inspeção para garantir alta qualidade.. pois as partes que se encaixavam não poderiam ser mais elaboradas a mão: isso requeria uma grande quantidade de mão de obra qualificada para o serviço e bastantes tempo para a .] na opinião do operário. Baixa qualidade. Alta qualidade. “[. o constante aperfeiçoamento dos processos e a constante melhora de sua liderança” ERA DA INSPEÇÃO A maioria dos produtos dessa época eram feitos artesanalmente. ele produz qualidade. manterá a empresa no ramo” “[. Já para Deming (1990). Sua função é também. o conceito de qualidade começa a ser utilizado efetivamente pelas empresas por volta nos anos 70. pois somente ele pode fazer juízo sobre o que irá consumir/utilizar.12 CONTROLE DA QUALIDADE O conceito de qualidade é utilizado a milênios.. significa produzir a quantidade planejada e atender as especificações. mas apenas nos últimos tempos que ela vem sendo empregada nos termos que envolvem a gerência da empresa e reconhecida como parte essencial da estratégia da empresa. 1988) De acordo com Martins e Laugeni (2006). foi necessária a partir de quando começou a se produzir em massa e a necessidade de peças encaixáveis entre si.. (GARVIN. para ele. produzidos em pequenas quantidade. 1988) A inspeção formal. qualidade depende de quem irá consumir/utilizar o produto. com a indústria japonesa. que utilizou a qualidade como item de vantagem competitiva. significa perda de negócios e talvez de seu emprego.

a interligação entre os departamentos afetando a qualidade. deu origem ao Sistema Americano de Manufatura. a relação entre qualidade e redução de custos. é enviado por mala direta para compradores e lojistas. 1988) O ponto chave que tornou o processo de produção padrão. ao tentarem fazer uma grande compra de armas de fogo. publicou um livro sobre qualidade. especialmente para maquinas e equipamentos. que seguravam a peça no lugar. enquanto o de vendas o produto é centro das atenções mostrando o tecido. Essas pressões ao sistema de produção. onde pela primeira vez. (GARVIN. (GARVIN. assegurando a padronização da peças. 1988) O Controle de Qualidade era limita a apenas a inspeção e outras atividades similares como contar. o instiucional e o de vendas. aviamentos.. 1988) Em 1922. estampas etc. G. onde foram abordados temas como o design da qualidade. para assegurar a qualidade das mesmas e a garantia de que as peças se encaixarão perfeitamente. inviabilizando também os governos.13 execução deste serviço. assim existia uma garantia de alta intercambiabilidade entre elas. o tema Qualidade foi abordado como sendo algo distinto a ser gerenciado. sem contar que eram bastante caras.(GARVIN.193) existem dois tipos de catálogos . com o propósito de utilizar maquinário capaz de produzir peças intercambiáveis. classificar e fazer reparos.S. e. CATÁLOGO INVERNO 2010 De acordo com Doris (2003. 1988) PRODUÇÃO DE MODA. p. Todas as peças e moldes vinham com formatos e posições padrão. clientes especiais e pontos de venda. permitindo que o trabalhador pudesse trabalhar de forma precisa. As fotos para o catálogo devem ser tiradas com os próprios protótipos enquanto as peças já estão em andamento na produção para que ambos fiquem . O institucional possui fotografias artísticas que valorizam a atitude e o clima da coleção é enviado para imprensa. etc. especialmente para servir o militarismo americano. foi a utilização de gabaritos e moldes.(GARVIN. o processo de inspeção de qualidade era feito durante todo o processo de produção da peças. Radford.

ainda que seja limitado o trabalho do estagiário a apenas atividades operacionais e não gerenciais. tecnologia da confecção e gestão interpessoal . . com pelo menos duas empresas diferentes para se ter uma noção maior e descobrir qual atividade se encaixa com suas habilidades. administração da produção. CONSIDERAÇÕES FINAIS Podemos concluir que o estágio obrigatório é uma excelente forma de inserir o aluno no mercado de trabalho. visto que tudo que se aprende na faculdade. muitas vezes não se pode aplicar no ambiente de trabalho devido ao empresário acreditar que o estagiário é mão-de-obra barata que serve apenas para resolver problemas imediatos. trazer uma experiência valiosa para a vida profissional e ainda ter a chance de ser contratado pela empresa. modelagem tridimensional. sem ter a chance de criar sistemas de prevenção que possam ocorrer a longo prazo. Dentre as matérias estudadas as mais aplicadas ao estágio foram: modelagem plana. Na opinião da autora deste trabalho o estágio deveria ser feito a partir do primeiro ano de curso e ter um treinamento específico sobre o papel do estagiário dentro da empresa. Para finalizar vale lembrar que o estágio é visto sob os olhos do empresários de uma maneira muito depreciada. Para muitas empresas o catálogo é a mais importante ferramenta de divulgação da marca e coleção.14 prontos juntos. ANÁLISE TEÓRICA PRATICA Realizando a análise teórica. gestão da qualidade. pode-se perceber a importância da teoria para a aplicação no ambiente de trabalho.

Disponível <http://www. Sérgio. São Paulo:Atlas. Nigel.uel. David A. Robert. Estudo dos estágios curriculares na Universidade Estadual de Londrina. Managing Quality: The Competitive Estrategic Edge. N.php/seminabio/article/download/6308/5742> Acessado . Disponível em: http://www. Qualidade. Rio de Janeiro:Senac. Fashion Design – manual do estilista: Sue Jenkyn Jones. Edwards W. GARVIN. ed. Sue Jenkyn. 1ª ed. Brusque:D. Fernando P. JONES. LAUGENI. Treptow. Rio de Janeiro: Editora. DORIS. 4 ed. GIANESI. Administração da produção. Peça Piloto ou Projeto Piloto. Irineu G. Petrônio Garcia. Paulo de Tarso. São Paulo:Cosac Naify. Administração da Produção. CAON. 2001.costuraperfeita.15 REFERÊNCIAS AMORIN.php?id=736> Acessado em 31/10/2010 em: BERBEL.br/revistas/uel/index. 2005. São Paulo:Saraiva. em 28/10/2010 CORRÊA. 2003. 2006. São Paulo:Atlas. Neusi Aparecida Navas. 2 ed. Inventando moda:planejamento de coleção. programação e controle da produção:MRPII/ERP:Conceitos.1990. Mauro. FULCO. CHAMBERS. a Revolução da Administração. Planejamento. uso e implantação. Henrique. DEMING. 2. SLACK. 1ª ed. JOHNSTON.1988.Treptow. 2003.br/secoes/mostrar_noticia. 2002. Stuart. MARTINS.com. Nova York:Free Press. Modelagem plana masculina.

16 ANEXO .

17 .

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