CAMPUS APUCARANA CURSO TECNOLÓGICO EM DESIGN DE MODA

TATIANA TOSTI LEMES

RELATÓRIO DE ESTÁGIO
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO

APUCARANA 2010

TATIANA TOSTI LEMES

ESTÁGIO SUPERVISIONADO

Trabalho acadêmico apresentado à disciplina de Estágio Supervisionado do Curso de Tecnologia em Design de Moda da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, como requisito para obter aprovação nesta disciplina.

Orientador: Profº Nélio Pinheiro

APUCARANA 2010 .

.............................................................................................................................................. Catálogo Inverno 2010....................................................................................2 Apresentação da Empresa.............................................................................................................................................5 Descrição das Atividades..6 Modelagem......................................................................................................................................................... 5 Atividades desenvolvidas ............................7 Embasamento Teórico..................................................................................................................................12 Era da Inspeção..............................................................8 Moulage...................................SUMÁRIO ESTÁGIO SUPERVISIONADO.....................................................................................................................................................................4 Equipe Técnica..........6 Organização do Espaço Físico e Sistema.................................................................................................................................................................................14 Considerações Finais.....................................................................7 Produção de Moda..........................................................................................13 Análise Teórica Pratica..... 10 Organização do Espaço Físico e Sistema.............................................2 Apucarana...................................10 Controle da Qualidade........................................................................................................................................................................... 3 Público Alvo................................................................................................ 3 2010................................................................................................................................................................................................................................14 .................. Catálogo Inverno 2010......................................... 6 Corte e Revisão das Peças Piloto.....................................................................................................................................................................6 Despacho e Recebimento das Peças pelas Facções Terceirizadas.........................1 Objetivos do Estágio.............................................................................................................. 4 Produtos desenvolvidos pela empresa....................................................... 8 Corte e revisão da peças piloto...........................................12 Produção de Moda..........................2 Histórico da Empresa.......8 Modelagem Plana................................................................................2 Delimitação do Estágio ....................................... 4 Introdução......................................................... 3 SUMÁRIO.................................... 1 Importância do Estágio....................................................................................................................................9 Aviamentos.............................................................

........................................... 16 ..................................15 Anexo.......Referências..........................................................................................................................................

é ato educativo supervisionado. evidenciando o que se aprendeu entre academia e estágio. . Ainda procurou-se nesse trabalho descrever todas as atividades que a estagiária desenvolveu na empresa e ainda fazer o embasamento teórico de todas as atividades. Posteriormente. simulando-se desta forma o funcionamento de uma empresa virtual. desenvolvido no ambiente de trabalho. afim de preparar o estudante que esteja frequentando o ensino superior. segundo Art 1º e 2º. A mudança não ocorrerá somente no aluno. Abondanza (2002. para que o acadêmico possa neste exercício vivenciar a sua atuação profissional. é antes de tudo uma forma de inserir o acadêmico no campo profissional. assim a proposição de um novo modelo de concepção do estágio.31-46) diz que a realização do estágio supervisionado não é tão somente uma imposição legal. Neste contexto entende-se que o acadêmico deve receber uma preparação em sala de aula do que na realidade é uma empresa. IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO O estágio.1 INTRODUÇÃO Neste trabalho pretende-se descrever as atividades e importância do estágio realizado na empresa de roupas femininas Núbia. Pretende-se com este modelo reduzir o grau de insatisfação por parte das empresas que recebem o estagiário sem qualquer preparo para a sua nova experiência. foi realizado a análise teórica e pratica sobre o conteúdo desenvolvido em estágio. do Regulamento de estágio da UTFPR de 2010. Neste modelo a proposta é de que o aluno deverá ser submetido a um exercício de abstração em sala de aula. que passa a ter um papel de gestor da carreira do aluno. mas também no professor orientador. p. Descrevendo a importância do estágio. para o mercado de trabalho.

o ajustamento do Ensino Superior ao mercado de trabalho. b) é um elo entre teoria e prática. O estágio em questão.) e acabamento realizados na própria empresa. sendo os processos de desenvolvimento (criação. APRESENTAÇÃO DA EMPRESA Estágio realizado na Nubia Confecções. e) estágio com fator de DELIMITAÇÃO DO ESTÁGIO De acordo com as normas e regras da UTFPR. os alunos do Curso Superior de Tecnologia em Design de Moda estão aptos a iniciarem seus respectivos estágios supervisionados a partir da matricula no 3° período. cumprindo ao final um total de 660 horas. corte e bordados. consiste na terceirização dos processos de facção. encaixe. o estágio tem vários objetivos: a) estágio como um meio de preparação profissional.2 OBJETIVOS DO ESTÁGIO Para cumprir os objetivos do estágio. O método de produção da empresa em questão. respeitando a carga horária diária de no máximo seis horas. d) estágio favorecendo retroalimentação do sistema de ensino. realizando 30 horas semanais das 11:00 hrs as 17:00 hrs. teve início no dia oito de julho de 2009 e seu término no dia oito de dezembro de 2009. c) estágio como integração entre Universidade e o meio empresarial. foram seguidos todas as condições impostas pelo Regulamento de estágio da UTFPR de 2010. Para Berbel (1982). . modelagem. etc. comercializa e distribui roupas para o segmento feminino jovem. O estágio deverá ter no mínimo a carga horária total de 400 horas. empresa de pequeno porte que produz.

Nubia observou uma necessidade de profissionalização da sua empresa. e não havia uma pesquisa planejada. apenas observando o funcionamento da fábrica e da criação feita até então pela mãe Nubia. a sua filha e então estudante da faculdade de estilismo em moda na UEL..3 Comercializa e distribui principalmente nos polos de confecção atacadista de Maringá e Cianorte. e sim com produtos novos repostos nas lojas semanalmente. gorgurão.) e começou a fabricar em pequena escala. Através das lojas de atacado. que por se tratar de uma empresa de pronta entrega de atacado. Após um tempo. Seu método de criação era empírico. pois a concorrência nesses grandes polos era. apenas olhava na vitrine da concorrência. o setor de criação conta apenas com Rafaella. participou de um grupo da Rhodia onde recebia visitas técnicas que auxiliavam a criação e também começou a frequentar feiras específicas como a FENIT em São Paulo. etc. Hoje. e é muito intensa. inserindo aprendizados trazidos na un iversidade para a empresa. Para não perder o foco. Elle. como em varejo. Rafaella Rossival Powidayko. que atende tanto atacado. Rafaella vai em palestras . Rafaella assumiu a parte de criação. quando em 2000 seu marido e sócio Milton Assis Powidayko entrou na empresa e abriram as lojas de atacado em Maringá e Cianorte. Passado mais ou menos 2 anos. contratando seus primeiros funcionários e iniciando a empresa formalmente em 1990. além da loja de fábrica em Londrina. começou a trabalhar na empresa a principio como aprendiz. Logo verificou o crescimento da demanda e passou para um tear computadorizado. Passado um tempo. principalmente na criação. Nubia sentiu uma demanda por roupas de malharia (na época: cotton. Em 2004. Assim a empresa foi crescendo. copiava de revistas como Manequim. HISTÓRICO DA EMPRESA Nubia Rossival Powidayko iniciou seu trabalho informalmente em 1985 desenvolvendo peças exclusivas sob encomenda feitas de malharia retilínea em tear manual. aumentando a produção e atendendo apenas Londrina. não conta com coleções fechadas.

Há uma preocupação muito grande com a vestibilidade do produto devido ao publico alvo ser de mulheres reais. classe média. gerando diferenciações. Quando prontas. onde há verificação das tendências gerais para todas as empresas. ou muitas vezes até repetindo alguns modelos em tecidos diferenciados. testada. vestidos em tecido plano e malharia. faz a ficha técnica e passa para a modelista. linha de básicos e linha de tamanhos especiais. Logo. aprovada para depois ser produzida. esposa e trabalhadora. itens . PÚBLICO ALVO Mulheres de 28 a 38 anos. e nunca para de gerar alternativas. onde Rafaella poderia delegar tarefas e dividir a criação com pessoas especializadas em estamparia. Hoje a empresa produz cerca de 8. são resultados de uma peça piloto. Junto a sua mãe. mulheres que se dividem entre ser mãe. PRODUTOS DESENVOLVIDOS PELA EMPRESA Blusas e Camisas em tecido plano e malharia. há uma filtragem destas tendências e sua escolha parte da premissa das propostas que mais se adaptam ao público alvo da Nubia.000 peças por mês e já sente necessidade de uma especialização maior no setor de criação. devido à necessidade de “novidades” constantes. Definida as tendências a serem utilizados. e sua coleção como não é fechada vai se direcionando e focando mais nos itens que mais foram aceitos. Rafaella gera o máximo de alternativas possíveis. Depois de aprovada é produzida. cujo corpo não é o ideal de modelos magras e “perfeitas”. Rafaella escolhe as melhores alternativas geradas e os tecidos com que serão testados a primeira peça. coletes. vão para as lojas de atacado e Rafaella recebe um feed back das peças que mais venderam. (macacões. calças e bermudas de alfaiataria.4 como Senac Moda Informação em São Paulo e em palestras de fornecedores de tecidos. casacos. Todas as peças produzidas.

. Pode ser também chamado de fast fashion. 01 Modelista de Audaces – Área de Desenvolvimento Número total de funcionários registrados: 43 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS As atividades que foram desenvolvidas pela estagiária consistiram em: 1-Modelagem. 01 Estilista. 02 Pilotistas. 2-Corte e revisão das peças piloto. 5-Produção de moda catálogo Inverno 2010. 3-Organização do espaço físico e sistema. EQUIPE TÉCNICA A Equipe Técnica é composta pela seguinte equipe: 02 Modelistas.5 sazonais dependendo da demanda da coleção). 4-Despacho e recebimento das peças pela facções terceirizadas.

ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO E SISTEMA Apesar do pequeno porte da empresa. aviamentos e medidas. O sistema era sub utilizado. para que o tecido fosse localizado no estoque e cortado de acordo com as informações. Eram utilizadas a modelagem plana a moulage.6 DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES MODELAGEM A modelagem consistia na confecção do molde de peças básicas. A empresa não trabalha com nenhum tipo de controle sobre o estoque e o sistema informatizado de controle de produção. . junto com a ficha técnica. passadoria. essas são repassadas as pilotistas junto com a ficha técnica. Após a confecção a peça volta para a estagiária que revisa a costura. CORTE E REVISÃO DAS PEÇAS PILOTO Com a ficha técnica contendo desenho do modelo. o tecido. O molde pronto. Com a peça aprovada é conferido as medidas do molde e repassado para o modelista da Modelagem Computadorizada. Os moldes eram confeccionados a partir dos resultados das pesquisas de mercado e tendências realizadas pela estilista. ilhós. a graduação e plotagem dos moldes para o corte. Tanto no estoque de tecidos e aviamentos. a desorganização do ambiente de trabalho na produção era algo presente no dia-a-dia. isso ocorria por falta de treinamento do funcionário. as etiquetas e o acabamento (no caso de botões. sempre utilizando bases de peças já produzidas. a modelista confecciona o molde. que realizará o encaixe. etc). era repassado a estagiária. para que elas possam montar a peça. quanto no sistema de controle das peças. usado apenas o módulo para cadastrar novas peças. Após o corte e identificação das partes.

PRODUÇÃO DE MODA. o que implica em um prejuizo acumulado. as peças são marcadas e voltam para facção. Porém a empresa ainda sub utiliza os recursos que o sistema oferece. se fosse utilizado da maneira adequado. pois através do sistema seria possível um melhor controle gerencial sobre tudo o que acontece dentro da empresa. Conferir o papagaio (pedaço do enfesto para constar a quantidade de tecido cortado). No recebimento as peças chegam separadas por cor e tamanho para serem revisadas. consistia em montar uma espécie de ficha técnica para as facções e controle interno contendo informação sobre o lote. confeccionar a etiqueta de composição. no caso de defeitos. Depois de receber o treinamento sobre as funções do sistema. CATÁLOGO INVERNO 2010 Com as peças prontas e escolhidas para fotografar. inclusive o controle da produção. O papel da estagiária nessa função.7 Uma das funções exercidas pela estagiária em relação a desorganização do espaço físico foi a organização prévia tanto do estoque de matéria-prima quanto das peças prontas que estavam estocadas de forma irregular e misturadas. definimos os looks a serem montados. foi possível auxiliar no gerenciamento de controle de entrada e saida das peças prontas. maquiagem e cenário para produção. etiquetados por tamanho e embaladas para serem despachadas para as facções. o restante é repassado junto com a ficha e aviamentos necessários para o setor de acabamento. separar a etiqueta da marca especificada na ficha e aviamentos. DESPACHO E RECEBIMENTO DAS PEÇAS PELAS FACÇÕES TERCEIRIZADAS Após o enfesto e corte. as peças são separadas. A partir do conhecimento adquirido em treinamento. . o sistema só traria benefícios para empresa. foi possível conhecer toda a capacidade de gerenciamento que o sistema proporcionaria para a empresa. data de saída e chegada das peças. já em estúdio foi escolhido o cabelo.

podendo assim recortar o papel para o corte do protótipo. foi auxiliar na escolha de sapatos e acessórios e depois das fotos prontas. Funciona melhor com tecidos maleáveis e quantidades generosas. 154) a tabela de medidas serve como referencia para a construção de bases que reproduzem em duas dimensões as curvas do corpo humano. p. o tecido deve ser fino e de cor clara para que se possa enxergar melhor e fazer as marcações e recortes necessários. 156) MOULAGE De acordo com Jones (2005. escolher as melhores para a montagem do catálogo. marcados os piques de encaixe e pences se houverem. após a base. 148) Moulage em francês significa literalmente moldagem. p. Com o molde pronto são acrescentadas a margem de costura. p. . marcação de fio reto nome e tamanho e a identificação de cada parte. EMBASAMENTO TEÓRICO MODELAGEM PLANA É o método de recriar a figura do papel em tamanho real para depois transferir ao tecido.costura onde se modela o tecido diretamente ao corpo ou em um manequim de tamanho adequado. (DORIS.8 A função da estagiária nessa produção. 2003. é o método característico da alta . o modelista deve interpretar o modelo para que possa se adaptar ao modelo do desenho técnico seguindo a determinação do estilista. (FULCO. p. pode ser utilizado apenas para um protótipo ou para grandes quantidades dentro de uma indústria. 7) De acordo com Doris (2003. para isso é preciso que se tenha um padrão de medidas que é calculado dentro da média de manequins variados para que sirva ao maior número de consumidores possíveis.

ao contornar os moldes com giz ou lápis macio. 3-Corte: As peças pilotos são cortadas a mão com a tesoura de costura. CORTE E REVISÃO DA PEÇAS PILOTO De acordo com Jones (2005. para que se evite o amarrotamento e fixados a ficha junto com o desenho técnico. Por isso deve se ter uma pessoa responsável para verificar .156). por isso quando a piloto precisa de ajustes normalmente são acrescentadas aos moldes e não montam outra peça. Depois de pronto o tecido é removido e copiado para o papel para que se possa fazer o corte da peça piloto. para o corte da peça piloto deve-se seguir os seguintes passos: 1-Verificação do tecido a ser cortado: tecidos listrados. fixando-os com peso de metal ao contrário dos alfinetes que podem puxar fio ou enrrugar.9 Essa técnica é usado para confecção de peças trabalhadas no viés pois é possível moldar o tecido e conferir o movimento. Alguns tecidos possuem direção (ex.A Consultoria o custo de uma peça piloto é pelo menos três vezes maior do que a mesma peça no meio produtivo. 2-Encaixe dos moldes: com o tecido estendido sobre a mesa de corte coloque as partes encaixando de modo que não se desperdice. e o problema aparecer quando o produto ja estiver em produção. Veludo cotelê) ou seja devem ser cortados todos do mesmo lado para que não de diferença de cor e textura. para que se for necessário o corte de outra peça piloto não desperdiçar tempo. deve-se fazer um esboço do encaixe. no caso de peças de malha alguns detalhes como o debrum e acabamentos devem ser enrolados junto as demais peças chamados de fardo. p. usando toda a extensão da lâmina em ângulos retos e nunca levantando o tecido. Com base na reportagem escrita por Sérgio Amorin consultor sênior da S. no caso de malha e tecidos com elastano devem estar descansados para que depois de cortados as peças não encolham. barrados ou xadrezes devem ser colocados cuidadosamente para que o resultado seja satisfatório. isso pode causar grandes prejuízos pois a informação pode se perder ou simplesmente a pessoa responsável esquecer de anotar. pode ser usado tanto nas peças volumosas quanto nas justas ao corpo.

p. 2009. (2009. p. planejar e gerenciar as atividades de produção. ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO E SISTEMA De acordo com Slack.54). assegurando a execução das atividades que foram anteriormente previstas. estéticos e econômicos. AVIAMENTOS Segundo Jones (2005. et al. modelistas e piloteiras devem acompanhar todo o processo. tecidos finos usar botões chatos e leves devem estar bem presos e em pontos estratégicos para que não possam abrir. bainha. o PCP.10 elementos e detalhes da costura. para roupas justas e calças por exemplo a melhor escolha é o zíper. et al. p. p. et al.54) afirma que existem certas operações que são mais difíceis de controlar. 158) quando o protótipo apresenta falhas. por isso deve se levar em consideração aspectos técnicos. por isso designers. (2009. quantidade de pontos por cm entre outros Para Doris (2003. viés.162) o acabamento de uma roupa pode significar o sucesso ou o fracasso de uma roupa. 313) Slack. como as que tem um alto grau de contato com os consumidores. Cada aviamento deve ser escolhido com base no modelo e tecido. Planejamento e Controle da Produção são atividades responsáveis pela decisão do melhor emprego aos recursos que serão utilizados durante o processo de produção. de modo a satisfazer as demandas dos consumidores de forma contínua. gerando um valor alto das importações e vendas das roupas de luxo. posições da etiqueta. Pilotos não aprovados devem se manter na empresa e serem colocados a venda com preço de segunda linha apenas depois que a coleção ja estiver pronta para evitar a espionagem que possa copiar as idéias. p.. o molde deve ser corrigido e outro protótipo deve ser feito a partir do novo molde. para que possam apontar dificuldades e propor alterações para que o meio produtivo se torne mais fácil. Ou seja. devido a variabilidade que os consumidores possam impor as . Aviamentos utilizados como forma de decoração podem aumentar o valor de impostos sobre as peças . (SLACK.

pois lida com o planejamento até o gerenciamento e controle dos suprimentos de materiais e atividades de processo de uma empresa. pois tem como objetivo o planejamento e o controle de todos os recursos que são envolvidos no processo produtivo afim de gerar bens e serviços. devemos destacar algumas que sempre são utilizadas de maneira complementar para auxiliar a administração da produção. Concluindo Martins e Laugeni (2006. capacidade produtiva e tem a incumbência de transformar essas informações em ordens de fabricação. Sistema para a área de decisão da manufatura. devido a alta demanda do mercado por produtos novos. que são técnicas que se utilizam de simulação em computador. 21). p.213) afirmam que esta área de administração é muito importante . quando produzir e comprar. quanto um sistema de transformação de informações. com quais recursos produzir. que são os sistemas de cálculo de necessidades de recursos a partir de necessidades futuras de produtos. onde o principal objetivo é manter o mínimo de estoque necessário para atender a demanda e os sistemas de programação da produção com capacidade finita. Para Martins e Laugeni (2006. Entre todas as alternativas existentes para o controle da produção. p. em que existe um ciclo de vida dos produtos muito pequeno. . os Sistemas de Administração da Produção são os sistemas de informação que dão apoio a tomada de decisões táticas e operacionais referentes as seguintes questões: o que produzir e comprar. et al. ou Planejamento da Programação e do Controle da Produção. vendas previstas. As três principais são os sistemas MRP II/ERP. Para Corrêa. Os autores afirmam que este é um sistema para a área de decisão da manufatura. linha de produtos. 213) o PCP vai além. afim de garantir que os produtos sejam produzidos e entregues ao consumidor. os sistemas JIT. (2001. quanto produzir e comprar. ou Just In Time. para que os objetivos estabelecidos sejam alcançados.11 mesmas em relação a demanda por esses produtos. Como no caso do mercado de moda. Também é um sistema de transformação de informações pois gerencia informações sobre estoques. modo de produzir. p. ele é PPCP.

Baixa qualidade. as peças que tinham que se encaixar eram elaboradas a mão.. significa produzir a quantidade planejada e atender as especificações. ele produz qualidade. qualidade depende de quem irá consumir/utilizar o produto. desbancando na década seguinte os americanos no mercado automobilístico.] na opinião do operário. Alta qualidade. o conceito de qualidade começa a ser utilizado efetivamente pelas empresas por volta nos anos 70. pensa ele. 1988) A inspeção formal. 1988) De acordo com Martins e Laugeni (2006). se esta inspeção fosse de fato feita.. significa perda de negócios e talvez de seu emprego. (GARVIN. pois as partes que se encaixavam não poderiam ser mais elaboradas a mão: isso requeria uma grande quantidade de mão de obra qualificada para o serviço e bastantes tempo para a . foi necessária a partir de quando começou a se produzir em massa e a necessidade de peças encaixáveis entre si. Sua função é também. “[. e após a produção delas.12 CONTROLE DA QUALIDADE O conceito de qualidade é utilizado a milênios. pois somente ele pode fazer juízo sobre o que irá consumir/utilizar. que utilizou a qualidade como item de vantagem competitiva. (GARVIN. com a indústria japonesa. passam por uma inspeção para garantir alta qualidade. se puder se orgulhar de seu trabalho.. produzidos em pequenas quantidade. o constante aperfeiçoamento dos processos e a constante melhora de sua liderança” ERA DA INSPEÇÃO A maioria dos produtos dessa época eram feitos artesanalmente. mas apenas nos últimos tempos que ela vem sendo empregada nos termos que envolvem a gerência da empresa e reconhecida como parte essencial da estratégia da empresa.. para ele. Já para Deming (1990). manterá a empresa no ramo” “[.] qualidade para o administrador de fábrica.

permitindo que o trabalhador pudesse trabalhar de forma precisa. As fotos para o catálogo devem ser tiradas com os próprios protótipos enquanto as peças já estão em andamento na produção para que ambos fiquem . o tema Qualidade foi abordado como sendo algo distinto a ser gerenciado. especialmente para servir o militarismo americano. a interligação entre os departamentos afetando a qualidade. 1988) Em 1922. é enviado por mala direta para compradores e lojistas.(GARVIN. Todas as peças e moldes vinham com formatos e posições padrão. (GARVIN. clientes especiais e pontos de venda. (GARVIN. publicou um livro sobre qualidade. assegurando a padronização da peças.193) existem dois tipos de catálogos . ao tentarem fazer uma grande compra de armas de fogo.S. assim existia uma garantia de alta intercambiabilidade entre elas. o instiucional e o de vendas. enquanto o de vendas o produto é centro das atenções mostrando o tecido. 1988) O ponto chave que tornou o processo de produção padrão. CATÁLOGO INVERNO 2010 De acordo com Doris (2003. onde pela primeira vez. a relação entre qualidade e redução de custos. G. classificar e fazer reparos. foi a utilização de gabaritos e moldes. Radford. para assegurar a qualidade das mesmas e a garantia de que as peças se encaixarão perfeitamente. especialmente para maquinas e equipamentos.(GARVIN. que seguravam a peça no lugar. 1988) O Controle de Qualidade era limita a apenas a inspeção e outras atividades similares como contar. onde foram abordados temas como o design da qualidade.. etc. Essas pressões ao sistema de produção.13 execução deste serviço. aviamentos. deu origem ao Sistema Americano de Manufatura. 1988) PRODUÇÃO DE MODA. sem contar que eram bastante caras. inviabilizando também os governos. O institucional possui fotografias artísticas que valorizam a atitude e o clima da coleção é enviado para imprensa. com o propósito de utilizar maquinário capaz de produzir peças intercambiáveis. o processo de inspeção de qualidade era feito durante todo o processo de produção da peças. p. e. estampas etc.

sem ter a chance de criar sistemas de prevenção que possam ocorrer a longo prazo. trazer uma experiência valiosa para a vida profissional e ainda ter a chance de ser contratado pela empresa. com pelo menos duas empresas diferentes para se ter uma noção maior e descobrir qual atividade se encaixa com suas habilidades. tecnologia da confecção e gestão interpessoal . gestão da qualidade.14 prontos juntos. ANÁLISE TEÓRICA PRATICA Realizando a análise teórica. Dentre as matérias estudadas as mais aplicadas ao estágio foram: modelagem plana. . Na opinião da autora deste trabalho o estágio deveria ser feito a partir do primeiro ano de curso e ter um treinamento específico sobre o papel do estagiário dentro da empresa. muitas vezes não se pode aplicar no ambiente de trabalho devido ao empresário acreditar que o estagiário é mão-de-obra barata que serve apenas para resolver problemas imediatos. ainda que seja limitado o trabalho do estagiário a apenas atividades operacionais e não gerenciais. visto que tudo que se aprende na faculdade. Para finalizar vale lembrar que o estágio é visto sob os olhos do empresários de uma maneira muito depreciada. administração da produção. modelagem tridimensional. Para muitas empresas o catálogo é a mais importante ferramenta de divulgação da marca e coleção. CONSIDERAÇÕES FINAIS Podemos concluir que o estágio obrigatório é uma excelente forma de inserir o aluno no mercado de trabalho. pode-se perceber a importância da teoria para a aplicação no ambiente de trabalho.

2003. Edwards W.costuraperfeita. 2 ed. São Paulo:Saraiva. São Paulo:Atlas. SLACK.1988. Estudo dos estágios curriculares na Universidade Estadual de Londrina. São Paulo:Cosac Naify. 4 ed. Treptow. Brusque:D.php/seminabio/article/download/6308/5742> Acessado .15 REFERÊNCIAS AMORIN.br/revistas/uel/index. Peça Piloto ou Projeto Piloto. Sue Jenkyn. 1ª ed. Robert. 2002. Disponível em: http://www. Fashion Design – manual do estilista: Sue Jenkyn Jones. GARVIN. Petrônio Garcia. Administração da produção. São Paulo:Atlas. Nova York:Free Press.br/secoes/mostrar_noticia. LAUGENI. em 28/10/2010 CORRÊA. Qualidade. ed.uel. Nigel. Mauro. N. 1ª ed. Managing Quality: The Competitive Estrategic Edge. DORIS. Planejamento. MARTINS. Sérgio.Treptow.php?id=736> Acessado em 31/10/2010 em: BERBEL. Rio de Janeiro:Senac. Paulo de Tarso. FULCO. Inventando moda:planejamento de coleção. Neusi Aparecida Navas.com. Irineu G. CHAMBERS. Henrique. DEMING. Rio de Janeiro: Editora. Modelagem plana masculina. Fernando P. 2001. JONES. uso e implantação. 2. Disponível <http://www. a Revolução da Administração. 2006. Stuart.1990. Administração da Produção. 2005. CAON. JOHNSTON. David A. GIANESI. 2003. programação e controle da produção:MRPII/ERP:Conceitos.

16 ANEXO .

17 .

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