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Instalacoes Eletricas e Prediais

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  • 2. Os Circuitos Elétricos Residenciais e Diagramas de Ligações
  • 2.1 Tipos de Instalações Elétricas
  • 2.2 Símbolos e Convenções
  • 3.2 Maneiras de Instalar
  • 3.3 calculo dos condutores
  • 3.3.2 Limite de Queda de Tensão
  • 3.4 Exemplos de Cálculos de Condutores
  • 4.1.1 O Neutro
  • 4.2.2 Curto – Circuito
  • 5.2 O Traçado do Diagrama – Convenções
  • 5.3 Exemplo de Projeto
  • 6.1 Instalações em Linhas Aéreas
  • 8. Conservação de Energia Elétrica na Residência
  • 8.3 Recomendações Úteis para Utilização Adequada das Lâmpadas

Curso: Eletroeletrônica Docente: Assinatura

:

Módulo: II Turno:

Carga Horária: 80h Turma: 3

APRESENTAÇÃO
“O uso da energia e sua sustentabilidade, tem sido a grande preocupação do homem no último século. Racionamentos e apagões tem sido a rotina de muitos povos ao longo dos últimos anos. Para isso, é de suma importância o desenvolvimento e aplicação de alternativas para uso sustentável dessa fonte imprescindível á sobrevivência da vida humana. O objetivo dessa disciplina é apresentar de que forma o uso da energia pode ser maximizado nos projetos elétricos para edificações prediais e industriais. Nós, como profissionais da área de eletrônica, podemos e devemos trabalhar na elaboração de projetos para tornar o uso da energia mais racional através da pesquisa e aplicação dos nossos conhecimentos”. Prof. Luiz Tadeu

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Sumário
1. Noções de Eletricidade 1.1 Energia e Energia Elétrica 1.2 Tensão e Corrente Elétrica 1.3 Resistência Elétrica – Lei de Ohm 1.4 Potência e Energia Elétrica 1.5 Aparelhos de Testes 1.6 Aparelhos de Medição 1.7 Corrente Alternada 1.8 Potência em Corrente Alternada (CA) 1.9 O Fator de Potência 2. Os Circuitos Elétricos Residenciais e Diagramas de Ligações 2.1 Tipos de Instalações Elétricas 2.2 Símbolos e Convenções 2.3 Dimensionamento de Carga e Fator de Demanda 2.4 Divisão de Circuitos e Seção Mínima dos Condutores 2.5 Interruptores e Tomadas 2.5.1 Número de Tomadas por Cômodo 2.6 Esquemas de Ligações 2.7 “Three Way” (paralelo) e “Four Way” (intermediário) 2.8 Cálculo de Corrente 2.9 Outros Circuitos 3. Dimensionamento de Condutores 3.1 Tipos de Condutores 3.2 Maneiras de Instalar 3.3 Cálculo dos Condutores 3.3.1 Limite de Condução de Corrente 3.3.2 Limite de Queda de Tensão 3.4 Exemplos de Cálculos de Condutores 4. Proteção dos Circuitos Elétricos 4.1 Elementos Básicos 4.1.1 O Neutro 4.1.2 O Aterramento 4.1.3 Distúrbios nas Instalações Elétricas 4.1.4 Fugas de Corrente – Perdas – Sobrecarga 4.1.5 Curto – Circuito 4.2 Distúrbios nas Instalações Elétricas 4.2.1 Fugas de Corrente – Perdas - Sobrecargas 4.2.2 Curto – Circuito 4.3 Equipamento de Proteção 4.4 Dispositivo Diferencial Residual 4.4.1 Contato Direto 4.4.2 Contato Indireto 4.4.3 Fuga de Corrente 5. Projeto das Instalações 5.1 Importância do Projeto 5.2 O Traçado do Diagrama – Convenções 5.3 Exemplo de Projeto 5.4 Circuitos Especiais 6 6 7 8 8 9 9 11 12 13 15 15 17 17 19 20 21 21 22 23 23 23 23 26 28 28 31 34 35 35 36 36 36 36 37 37 37 38 38 38 41 41 41 43 43 44 44 52

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2 Instalações em Eletrodutos 6. Conservação de Energia Elétrica na Residência 8.5 Aquecimento de Água 8.3 Algumas Observações Importantes sobre Instalações Elétricas 7. Segurança 7.4 Situações nas quais as Pessoas possam estar Imersas 8.9 Máquina de Lavar Louça 8.12 Horário de Ponta ou Pico 8.4 Geladeira ou Freezer 8.1 Prevenção 7.2 Tensão de Contato 7.11 Secadora de Roupa 8.6 Televisor 8.3.13 Leitura e Controle do Consumo de Eletricidade 8.2.1 Instalações em Linhas Aéreas 6. Execução das Instalações Residenciais 52 6.8 Condicionador de Ar 8.10 Máquina de Lavar Roupa 8.14 Dicas de Segurança Bibliografia 53 53 55 57 57 58 58 59 60 60 60 61 61 68 68 71 72 72 72 72 73 73 73 73 77 75 6 .2 Luminotécnica e Iluminação 8.1 Choque Elétrico 7.3 Isolação e Classes de Proteção 7.6.1 Condutores de Proteção 7.3 Recomendações Úteis para Utilização Adequada das Lâmpadas 8.1 Medidas de Conservação de Energia Elétrica na Residência 8.7 Ferro Elétrico 8.

Energia Térmica. óleo combustível ou. Uma das mais importantes características da energia é a possibilidade de sua transformação de uma forma para outra. Distribuição: Nos centros consumidores. Para chegar à sua casa. indústrias e fazendas. porém inadequada para sua utilização imediata. Assim. Por isto é preciso transportar a energia elétrica produzida nas usinas até os locais de consumo: cidades. Para realizar este transporte é que são construídas as subestações e as linhas de transmissão. às ruas. energia química em energia elétrica (pilhas) etc. para o comércio e outros locais de consumo no nível de tensão adequado a utilização. Energia Elétrica A energia elétrica é uma forma de energia que pode ser transportada com facilidade. são construídas as subestações transformadoras. Entretanto na maioria das formas em que a energia se apresenta. na força hidráulica. Transmissão: As usinas hidroelétricas nem sempre se situam próximas aos centros consumidores. Esta rotação é causada por diferentes fontes primárias. ela tem que ser utilizada no mesmo local em que é produzida. A energia elétrica passa pelas seguintes fases: Geração: A energia elétrica é produzida a partir da energia mecânica de rotação de um eixo de uma turbina que movimenta um gerador. os transformadores instalados nos postes das cidades fornecem a energia elétrica diretamente para as residências. as nossas usinas são hidroelétricas.1 Energia e Energia Elétrica Energia é a capacidade de produzir trabalho e apresenta-se sob várias formas. composta de torres. A CEMIG valendo-se das características do Estado de Minas-Gerais onde são inúmeras as quedas d’água tem. Energia Química.1. a energia térmica pode ser convertida em energia mecânica (motores de explosão). A energia gerada através da força da água nas turbinas é levada para as subestações e distribuída através de linhas de transmissão. Energia Mecânica. etc. ela não pode ser transportada. ainda. A rede de distribuição recebe a energia em um nível de tensão adequado à sua distribuição por toda a cidade. postes e cabos de cobre e alumínio até as residências. 7 . ao seu trabalho. a força do vapor (térmica) que pode ter origem na queima do carvão. Sua função é baixar a tensão do nível de transmissão (muito alto) para o nível de distribuição. Energia Atômica. como a força de água que cai (hidráulica). ela percorre um longo caminho desde a usina. Energia Elétrica. Noções de Eletricidade 1. Portanto. a sua fonte de energia primária. Por exemplo. na fissão do urânio (nuclear).

iluminação. 8 . A energia elétrica é transportada sob a forma de uma corrente elétrica e esta se apresenta sob duas formas: CORRENTE CONTÍNUA – CC CORRENTE ALTERNADA – CA A corrente contínua é aquela que mantém sempre a mesma polaridade. no caso da energia elétrica. tem como unidade o Ampére (A): e a resistência que o circuito oferece à passagem da corrente é medida em Ohms ( ). A quantidade de água que flui pelo cano vai depender desta pressão. da grossura do cano. A maioria dos equipamentos elétricos funciona em corrente alternada (CA). A corrente continua (CC) é pouco utilizada. Ao número de variações que a corrente faz por segundo dá-se o nome de freqüência e a sua unidade é Hertz (Hz). provocado pela tensão. que estão em constante movimento desordenado. como é o caso das pilhas e baterias. Temos um pólo positivo e um negativo. daí ser comum falar em “ciclo por segundo” ao invés de Hz. A pressão que a água faz depende da altura da caixa. A esta corrente de elétrons chamamos de corrente elétrica (I). podemos necessitar de corrente continua (CC) ou corrente alternada (CA). Este movimento ordenado de elétrons. podemos compará-la com uma instalação hidráulica.2 Tensão e Corrente Elétrica Chamamos de elétrons as partículas invisíveis existentes nos fios. Dependendo do tipo de trabalho que temos de executar. etc. Um Hertz corresponde a um ciclo completo de variação da corrente. os eletrodomésticos. forma então uma corrente de elétrons. Para fazermos idéia do comportamento da corrente elétrica. temos: A pressão da energia elétrica é chamada tensão e sua unidade é o Volt (V): a corrente elétrica que circula pelo circuito e que depende da tensão e da resistência. A esta força chamamos de tensão elétrica (U). De maneira semelhante. e da abertura da torneira. Para que estes elétrons se movimentem de forma ordenada nos fios é necessário ter uma força que os empurre. fornecendo uma tensão constante.1. como os motores de indução. A corrente alternada tem a sua polaridade invertida certo número de vezes por segundo.

motores de corrente continua. Então: P = U x I U Como U = R x I e R = . 9 → P = U2 / R . Como exemplo. A unidade de energia elétrica é o Wh (Watt – hora). a potência encontrada é medida em Watts (W). cuja resistência seja de 1 . equipamentos que funcionam com pilhas ou baterias. uma lâmpada ao ser percorrida por uma corrente elétrica se acende e se aquece. uma tensão de 1V. são o HP (Horse Power) que equivale a 746W e o cv (Cavalo Vapor) que equivale a 735. A luz e o calor produzido nada mais são do que o resultado da potência elétrica que foi transformada em potência luminosa (luz) e potência térmica (calor). Outras unidades de potência. podemos calcular a potência P dos seguintes modos: I P = (R x I) x I → P = R x I2 e P = U x U R Energia Elétrica (E): é a potência vezes o tempo de utilização (em horas. etc. Corrente alternada Corrente contínua 1. Deste modo. E = U x I x h ou E = P x h Quando se tratar de circuito alimentado por corrente continua ou de circuito composto somente de resistência. estabelece que: Se aplicarmos a um circuito. por exemplo). Sendo que 1W equivale a 1V x 1A. Todas as unidades citadas até o momento. possuem múltiplos e submúltiplos. Lei de Ohm Assim chamada devido ao físico que a descobriu.4 Potência e Energia Elétrica Potência Elétrica (P): é calculada através da multiplicação da tensão pela corrente elétrica de um circuito. alimentado por corrente alternada. também muito usadas. a corrente que circulará pelo mesmo será de 1A.3 Resistência Elétrica – Lei de Ohm Chamamos de resistência elétrica a oposição que o circuito oferece à circulação da corrente elétrica. Assim: U I= R desta relação podemos tirar outras como: U=RxIeR= U I 1.5W. temos: sistema de segurança.

mas simplesmente testam a existência ou não das mesmas). é apresentada sob a forma de uma caneta ou chave de parafusos onde um dos terminais é a ponta da caneta (ou da chave) e o outro faz terá através do corpo do próprio operador. a corrente circulante não é suficiente para produzir a sensação de choque. nos fornecem os valores numéricos das grandezas que estão sendo medidas. Se a lâmpada acender significa que o fio utilizado é o fio fase. Nota: o equipamento a ser testado deverá estar desernegizado quando do uso da lâmpada série. sua construção é a representada na figura. Daí. Importante: a lâmpada incandescente utilizada tem que ser para a tensão de 220V. entretanto seu uso é restrito a circuito de baixa tensão.: dígitos). significa que o fio utilizado é o neutro. 1.Todas as unidades de medidas elétricas possuem múltiplos de submúltiplos. que nos ajudam a verificar defeitos em instalações elétricas assim como nos auxiliam a identificar o fio fase (tais aparelhos não medem os valores das grandezas elétricas. Um exemplo de sua utilização é a pesquisa de fase em uma instalação. a fim de limitar os valores da corrente. ela poderá estourar no teste. Teste da Lâmpada Para identificarmos os fios fase e neutro de uma instalação elétrica. se a lâmpada for de 127V. a presença de tensão no local pesquisado. Lâmpada néon Trata-se de uma lâmpada que tem a característica de acender quando um dos seus terminais é posto em contato com um elemento energizado e outro é posto em contato com a terra. a lâmpada acende e o neutro não).6 Aparelhos de Medição Os aparelhos de medição são instrumentos que. se a lâmpada permanecer apagada. provocando um acidente com o eletricista. evitando danos ao equipamento sob teste. que já foram estudados em eletricidade I. em sistemas de neutro aterrado (quando se encosta a ponta na fase. A grande vantagem deste instrumento é a sua robustez e o fato de indicar. através de escalas. podemos fazê-lo através de uma lâmpada incandescente de 220 volts.5 Aparelhos de Testes Antes de falarmos sobre os aparelhos que medem as grandezas elétricas vejamos alguns instrumentos simples. Devido a grande resistência interna da lâmpada. Um dos seus terminais é posto em contato com um dos fios e o outro terminal é posto em contato com um condutor devidamente aterrado (uma haste de terra cravada no chão). Caso contrário. de maneira simples. 1. Normalmente. quando se deseja saber a 10 . sendo recomendada a utilização de uma lâmpada de potência bem baixa (no máximo 10 à 15W). As ligações desses medidores são feitas de duas maneiras: em série com a carga. gráficos ou outros recursos semelhantes (por ex. Lâmpada série É um instrumento de fabricação caseira que serve para verificar a continuidade de um circuito ou equipamento elétrico. pois pode ser que os dois fios sejam fase-fase (220V) ou que o transformador que alimenta a instalação elétrica seja de 220V entre fase e neutro.

Registradores Têm o principio de funcionamento idêntico ao dos instrumentos indicadores. sendo que. através do movimento de um ponteiro em um quadrante com escala (ou de uma tela digital). Estes instrumentos possuem uma bobina que. e o secundário é uma bobina enrolada que está ligada ao medidor propriamente dito. a corrente máxima que a (bobina) suporta. largamente utilizado. o qual estamos realizando a medida. como para medir tensão. tipo alicate. Nota: esse instrumento possui escalas para corrente e tensão. para cada caso utilizam-se resistências em série ou em paralelo com a bobina de tal forma que só circula na mesma. conforme indica a figura. Um tipo desses instrumentos. Essas garras funcionam como núcleo de um transformador em que o primário é o condutor.corrente (A) circulante (amperímetro): e em paralelo com a carga. Deverá ser ajustado antes de ser feita a medição. é o medidor de corrente e tensão. teremos os valores da grandeza medida a cada instante e durante o tempo que quisermos. a deflexão do ponteiro se deve a duas bobinas (uma de tensão e outra de corrente) ligadas convenientemente. As figuras abaixo mostram o esquema de ligação: Os aparelhos de medição.: O amperímetro deverá abraçar apenas o(s) fio(s) da mesma fase. que associa as funções do voltímetro e do amperímetro (este aparelho tem indicações de qual deve ser o terminal comum que deve ser ligado ao lado da carga). Obs. Se não temos uma idéia do valor da corrente ou da tensão a ser medida. o wattímetro. O wattímetro é uma aplicação do mesmo principio somente que neste caso. devemos ajustar o aparelho para a maior escala de corrente ou tensão e se for o caso. onde se coloca tinta: sob a pena corre uma tira de papel com graduação na escala conveniente: a velocidade da tira de papel é constante e dada por um mecanismo de relojoaria. Geralmente a escala de corrente esta escrita na cor preta e a escala de tensão na cor vermelha. Deste modo. ao ser percorrida por uma corrente. nos dão os valores instantâneos das grandezas medidas. podem ser: Indicadores São aparelhos que. provoca a deflexão de um ponteiro (a deflexão é proporcional a corrente que passa). A medição de potência elétrica (W) é feita por um aparelho. esse instrumento possui dois terminais nos quais são conectados os fios que serão colocados em contato com o local a ser medido. 11 . segundo a maneira de indicar os valores. No caso de se medir tensão. quando se deseja conhecer a tensão (V) aplicada (voltímetro). Ele possui garras que abraçam o condutor onde passa a corrente elétrica a ser medida. tendo sido adaptada à extremidade do ponteiro uma pena. Este sistema é adotado tanto para medir corrente.: O uso do instrumento de medida deve obedecer todos os procedimentos operacionais a fim de evitar possíveis danos materiais. no máximo. ir diminuindo a escala para efetuarmos a medição corretamente. Obs.

podendo neste caso. a corrente vai variar de acordo com a resistência que ligarmos ao circuito. nas instalações residenciais. passa a girar com velocidade proporcional a energia consumida. o segundo as centenas e assim por diante.7 Corrente Alternada (CA) Até agora os raciocínios foram feitos considerando-se somente a corrente continua. Por exemplo. uma no final e outra no inicio do respectivo período. 1. considera-se o de menor valor. ligada em paralelo com a carga e uma de corrente. Deve-se tomar cuidado. Circuitos Monofásicos 12 . Observe a figura abaixo: Como temos a tensão constante. para cada valor de resistência. monofásicos e circuitos de duas fases e neutros. ser substituído pela “lâmpada série” uma vez que os circuitos internos são semelhantes e na verificação de continuidade não nos interessam valores de corrente.Alguns instrumentos deste tipo utilizam um disco ao invés de tira (rolo) de papel. circulará certa corrente no circuito (I = U/R) de tal forma que basta construir a escala convenientemente e. nada mais é do que um medidor de corrente ligado em série com uma pilha. As duas bobinas são enroladas sobre o mesmo núcleo de ferro. de modo geral. o ohmímetro (medidor de resistência). neste caso o tempo da medição é limitado a uma volta do disco. entretanto. A leitura destes medidores é feita seguindo a seqüência natural dos algarismos. a rotação do disco é transportada a um mecanismo integrador. ou seja. ou quatro janelas. isto é.: Quase todos os medidores existentes se baseiam em um dos tipos citados com adaptações no seu sistema de ligações. Obs. por força dos campos magnéticos formados (de tensão e de corrente) quando a carga esta ligada. são os medidores de energia de nossas residências. Nota: o número que se deve considerar é aquele pelo qual o ponteiro acabou de passar. se forem quatro ponteiros. ligada em série com a carga. a forma mais comum em que a corrente elétrica se apresenta é a corrente alternada. Os circuitos de corrente alternada são. os resultados acumulados em um sistema registrador que pode ser de ponteiros ou de ciclômetro (o medidor tem janelinhas onde aparecem os números) um exemplo. Nesses medidores o valor relativo a certo período de tempo corresponde à diferença entre as duas leituras realizadas. O ohmímetro também é frequentemente usado para se verificar a continuidade de um circuito. teremos o seu valor em ohm ( ) na escala. Através de um sistema de engrenagens. Um disco colocado junto ao núcleo. Assim. Integradores São aparelhos que somam os valores instantâneos e dão. quando ligarmos uma resistência ao circuito. quando o ponteiro esta entre dois números. impropriamente chamados de bifásicos. o primeiro a esquerda indica os milhares. no caso dos medidores de ponteiro: uma vez que cada ponteiro gira quase sempre em sentido inverso ao de seus vizinhos. entretanto. O medidor convencional de energia elétrica compõe-se de duas bobinas: uma de tensão. a cada instante.

quando circula pela bobina o mesmo valor de CA verifica-se uma queda de tensão. quando se tratar de bobinas. a tensão entre fase e neutro. verificaremos que não haverá nenhuma circulação de CC: entretanto. ele é um gerador trifásico e da origem a um circuito trifásico. Assim a reatância total do circuito (X) é dada pela diferença entre XL e XC (o maior destes dois valores determina se o circuito é indutivo ou capacitivo). das retas e da impedância podem ser representados graficamente através de um triangulo retângulo.8 Potência em Corrente Alternada Quando fazemos passar por uma bobina uma CC.732 3 Os circuitos trifásicos são mais usados em indústrias e grandes instalações. Portanto. Obs. teremos um circuito monofásico. X = XL . verificamos que praticamente não há queda de tensão. F2. quando ligamos a CA aparecerá uma corrente circulando por ele (pode-se demonstrar que. como abaixo: Onde: 13 . F3 e N). Entretanto. Se ligarmos este gerador a um circuito. Circuitos Trifásicos Quando temos um gerador com três bobinas.Se tivermos um gerador com uma só bobina que ao funcionar gera uma tensão entre seus terminais. um circuito monofásico é aquele que tem uma fase e um neutro (F e N) e a tensão no circuito é igual à tensão entre fase e neutro. Demonstra-se que: V VL = 3 × VF ou VF = L sendo que 3 = 1. dá-se o nome de “impedância” (Z). que as bobinas e capacitores se comportam de maneira diferente em relação à CA. então. também chamada de tensão de fase (VFN ou VF). Assim temos: Resistência Reatância Indutiva (bobinas) Reatância Capacitiva (capacitores) Impedância (soma vetorial) R XL XC Z A reatância capacitiva opõe-se à indutiva. F2 e F3) e a quatro fios (F1. quando se tratar de capacitor. quanto maior a capacidade. Verifica-se. ou tensão de fase (VFN ou VF) e a tensão entre fases ou tensão de linha (VFF ou VL). No circuito trifásico aparecem. Nos geradores de corrente alternada monofásicos convencionou-se chamar um dos terminais deste gerador de neutro (N). maior a corrente alternada circulante).XC XL > XC XC > XL Circuito Indutivo Circuito Capacitivo Os valores da resistência. Se substituirmos a bobina por um condensador ou capacitor. chamamos a este gerador de “gerador monofásico”. e reatância capacitiva. A esta oposição à passagem da corrente dá-se o nome de reatância indutiva. ligadas conforme a figura. Podemos ter os circuitos trifásicos a três fios (F1. 1. a não ser a queda devido à resistência do fio com que foi construída a bobina ( U = RI. e o outro de fase (F).: Usa-se chamar os geradores de corrente alternada de “alternadores”. com relação às tensões. A soma vetorial das reatâncias com a resistência.

temos que a potência desenvolvida em um circuito é: R x I2 = W (Watts) Por outro lado se substituirmos na expressão acima a resistência pela reatância total. podem-se obter as seguintes expressões matemáticas: Ø kVA = √kW2 + kVAr2 kW = kVA x cos Ø kVAr = kVA x sen Ø Obs. é utilizada para produzir o fluxo magnético necessário ao funcionamento dos motores e transformadores. Num copo de cerveja temos uma parte ocupada só pelo liquido e outra ocupada só pela espuma. quase sempre. de maneira semelhante ao copo de cerveja. que é a soma vetorial das duas potências ativa e reativa. Se quisermos aumentar a quantidade de liquido teremos que diminuir a espuma. Ao produto V x I (ou Z x I2) = VA chamamos de potência aparente. a expressão de potência W = U x I. podemos tomar as três acima e construir um triangulo com seus valores. é composta de potência ativa (kW) que corresponde ao liquido. Assim. que corresponde a 1000Var) VA = potência aparente (ou kVA.: 1 – os valores de cos. a potência elétrica solicitada. Assim. temos sempre uma impedância. ou seja. ou magnetizante. em geral não é válida para circuitos de corrente alternada. que corresponde a 1000VA) Assim como no caso anterior. termos: X x I2 = VA Expressão da potência reativa desenvolvida no circuito e que depende das reatâncias existentes. A soma 14 . constituída de resistência e reatância. Para termos uma idéia do que vem a ser as duas formas de energia. por exemplo. e potência reativa (kVAr) que corresponde a espuma. conforme veremos. Partindo do triângulo das potências. A potência reativa (kVAr). ou seja: kVA kVAr 90° kW kVA2 = kW2 + kVAr2 cos Ø = kW / kVA tg Ø = kVAr / kW Este triângulo é chamado. normalmente de “triângulo das potências”.Uma carga ligada a um circuito de corrente alternada é. vamos fazer uma analogia com um copo de cerveja. devendo ser acrescida à expressão um outro fator.9 O Fator de Potência A potência ativa (kW) é a que efetivamente produz trabalho. Assim temos: Var = X x I2 VA = Z x I2 = U x I W = R x I2 Onde: W = potência ativa (ou kW. Pela Lei de Ohm. 2 – anexo uma tabela com formas utilizadas para calculo das grandezas elétricas mais comuns. 1. o ângulo Ø é o ângulo do fator de potência (cos Ø = FP). sen e tg podem ser obtidos através de uma tabela de funções trigonométricas. por um motor elétrico comum. que corresponde a 1000W) VAr = potência reativa (ou kVAr.

devido a operações incorretas. de um circuito elétrico (fiação. etc.50 e qual a corrente que circula pelo circuito para a tensão igual a 220V? (Calcular também para FP = 1.vetorial (em ângulo de 90°). vejamos o seguinte exemplo: Qual a potência do transformador. de acordo com a legislação do FP).000 / 220 I = 90A I = 45A Resposta: Resposta: Transformador de 20 kVA Transformador de 10kVA Corrente de 90A Corrente de 45A Pelo exemplo. trabalham a vazio desnecessariamente durante grande parte do seu tempo de funcionamento.6. é interessante corrigirmos o fator de potência de uma instalação para os valores mais próximos possíveis da unidade (as companhias de energia elétrica cobram um ajuste sobre o FP. verifica-se que quanto menor o FP mais problemas trará o circuito transformadores maiores.) é limitada de tal forma que. Motores super dimensionados para as respectivas máquinas. Motores que.92. etc.: sem a necessária correção individual do FP. temos que reduzir a potência reativa. pela potência aparente (kVA). também a capacidade em kVA. somente pequenas cargas. Lâmpadas de descarga fluorescentes.1 Tipos de Instalações Elétricas 15 . durante longos períodos. Assim como o voluma do copo é limitado. das potências ativa e reativa á a potência aparente (kVA) que corresponde ao volume do copo (liquido mais espuma). se quisermos aumentar a potência ativa em um circuito. fiação mais grossa.5cv com FP = 0. Grandes transformadores de força sendo usados para alimentar.50 Para FP = 1.50 PkVA = 10 / 1. Os Circuitos Elétricos Residenciais e Diagramas de Ligações 2. As causas mais comuns do baixo FP são: Nível de tensão elevado acima do valor nominal.000 / 220 I = 10. quando o mesmo é inferior a 0.00) 1º Caso: 2º Caso: Para FP = 0.5kW. FP = cos Ø FP = kW / kVA Para ilustrarmos a importância do fator de potência (FP).00 PkVA = 20kVA PkVA = 10kVA I = PVA / V I = PVA / V I = 20.00 PkVA = PkW / cos Ø PkVA = PkW / cos Ø PkVA = 10 / 0.8. Exercícios: 1. alimentando uma carga de 7. Transformadores desnecessariamente ligados a vazio por períodos longos. Qual a potência do transformador necessária para se ligar um motor de 7. Qual o fator de potência do sistema? 2. Logo. que é igual ao coseno do ângulo Ø do triângulo do item 1. vapor de mercúrio. necessária para se ligar um motor de 10kW com FP = 0. O fator de potência é o quociente da potência ativa (kW). transformadores. Um transformador de 15kVA trabalhava a plena carga (100%). e qual a corrente que circula pelo circuito para tensão igual a 220V? 2. etc.

Para efeito da classificação acima.000V V ≥ 34.tensões de 127 e 220V . 2. por sua vez.Normas Técnicas. que estabelecem os seguintes limites para atendimento: Tensão secundaria de distribuição: quando a carga instalada na unidade consumidora for igual ou inferior a 50kW: Tensão primaria de distribuição: quando a carga instalada na unidade for superior a 50kW e a demanda contratada ou estimada pelo concessionário para o fornecimento for igual ou inferior a 2500kW: Tensão de transmissão: quando a demanda contratada ou estimada pelo concessionário para o fornecimento for superior a 2500kW. As concessionárias de energia elétrica.uma fase e um neutro .tensão de 127V Fornecimento a três fios .duas fases e um neutro . O atendimento poderá ser feito fora dos limites requeridos. desde que atenda a conveniências especificas do concessionário e/ou do consumidor e que seja obtida autorização do DNAEE. de conformidade com a legislação sobre “Condições Gerais de Fornecimento” (Portaria DNAEE – Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica).000V As instalações elétricas de baixa tensão são regulamentadas pela Norma Brasileira NBR – 5410/90 “Instalações Elétricas de Baixa Tensão” da ABNT – Associação Brasileira de As unidades consumidoras ligadas em baixa tensão podem ser atendidas das seguintes maneiras: A dois fios (uma fase e um neutro) A três fios (duas fases e um neutro) A quatro fios (três fases e um neutro).tensões de 127 e 254V Fornecimento a quatro fios . Fornecimento a dois fios .tensões de 127 e 220V A tabela abaixo mostra o exemplo de uma norma que classifica os consumidores em 6 tipos: FORNECIMENTO DE TENSÃO SECUNDARIA – REDE DE DISTRIBUIÇÃO AÉREA Tipo Especificações Ligação 16 . são considerados os seguintes limites: Tensão secundaria de distribuição: Tensão primaria de distribuição: Tensão de transmissão: V < 600V 2300V ≤ V < 34.três fases e um neutro . classificam os consumidores de acordo com a carga instalada.: 1. Obs.

Máquina de solda a transformador. se alimentados em 127V. Obs: Essa norma não é um padrão.v invertida. se alimentados em 127V. Máquina de solda a transformador com potência superior a 30kVA e com retificação em ponte trifásica alimentada em 220V – 3 fases. alimentados em 220V. Motores de indução trifásicos com potência superior a 50cv. Motores de indução trifásicos com potência superior a 15cv. Máquina de solda a transformador com potência superior a 15kVA. com 2 3 potência superior a 5cv. Aparelhos vedados a consumidores tipo A. e alimentados em 254V. 2.5cv. Aparelhos vedados ao fornecimento tipo A. e alimentados em 220V. se alimentados em 127V. a energia elétrica entregue pela concessionária estará disponível para ser utilizada.Carga A Até 10kW Entre 10kW e 15kW Entre 10kW e 20kW B C D Até 75kW E Até 37. se alimentados em tensão fase-neutro (127V) Motores monofásicos.5kW (rural) Até 75kW (rural) F Não Pode Constar Fases Fios Motores monofásicos com potência superior a 2cv. Essa entrada de energia fornecida pela concessionária e denominada de ENTREGA DE ENERGIA. alimentados em 220V ou 254V. alimentadas a 220V ou 254V com potência superior a 9kVA Aparelhos vedados ao fornecimento tipo A. Aparelhos vedados ao fornecimento tipo A. Motores monofásicos com potência superior a 5cv. 1 2 Máquina de solda a transformador com potência superior a 2kVA. 2 3 Motores monofásicos com potência superior a 12.2 Símbolos e Convenções 17 . Uma vez pronto o padrão de entrada estando ligados o medidor e o ramal de serviço. pois cada concessionária pode estabelecer critérios didferentes para classificar os consumidores. com potência superior 3 4 a 30kVA. 2 3 Motores monofásicos com potência superior a 5cv. Máquina de solda tipo motor-gerador. 3 4 Motores monofásicos com potência superior a 10cv. alimentados a 254V. alimentada em 220V – 2 fases ou 2220V – 3 fases em ligação V .

As tomadas de corrente deverão ser consideradas como sendo de 100VA cada. poderão ser utilizados os valores da tabela a seguir: Local Carga Mínima de Iluminação (W/m2) 18 . A carga de iluminação deve ser calculada de acordo com a NBR-5413/92 – Iluminação de Interiores. Para determinar a carga de uma instalação elétrica residencial. copa. e 100VA por tomada para as excedentes). até 3 tomadas. a titulo de referencia.A tabela a seguir mostra a simbologia utilizada nas instalações prediais: 2. a potência das lâmpadas e dos equipamentos elétricos.3 Dimensionamento de Carga e Fator de Demanda A carga pode ser considerada a potência elétrica de cada aparelho elétrico. área de serviço. com exceção das tomadas ligadas a um circuito especial que deverá atender: cozinha. deve-se somar a carga prevista para as tomadas de corrente. Entretanto. lavanderia (com carga de 600VA por tomada. Para as tomadas de uso especifico deve-se considerar a potência nominal do aparelho a ser alimentado.

48 0. como chuveiro elétrico.65 0.39 0.52 5001 – 6000 0.60 0.39 0. Fatores de demanda para iluminação e tomadas Fator de de uso geral (TUG´S) especial circuitos Potência (W) Fator de Demanda 0 a 1000 0.43 0.40 7001 – 8000 0. A Segunda relaciona a quantidade de circuitos especiais. com o fator de demanda.40 0.57 0.52 0.40 0.35 8001 – 9000 0.49 0.24 demanda para as tomadas de uso (TUE´S) em relação ao número de 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 1.46 0.45 6001 – 7000 0.00 1.Salas Quartos Escritórios Copa Cozinha Banheiro Dependências Incandescente 25 20 25 20 20 10 10 Fluorescente 4 4 4 3 3 Exemplo: Qual a potência mínima de iluminação incandescente a ser instalada num quarto de 3m de largura e 4m de comprimento? Área do quarto: 3m x 4m = 12m2 Iluminação mínima: 20W/m2 (tabela acima) Potência total de iluminação: 20 x 12 = 240W Obs: Para que cada consumidor possa ter a instalação elétrica dentro dos padrões estabelecidos pela concessionária.54 0.31 9001 – 1000 0.00 0.38 19 .40 0.86 1001 – 2000 075 2001 – 3000 0.76 0.70 0.27 Acima de 10000 0.40 0. é necessário que seja obedecido o critério do FATOR DE DEMANDA (FD).66 3001 – 4000 0. onde se utiliza duas tabelas: A primeira relaciona o consumo em Kilowatts com o FD.44 0.39 0. para iluminação e tomadas elétricas.45 0.59 4001 – 5000 0.38 0.84 0.

devem ter seus circuitos elétricos independentes.5mm2 2. pode ser usado um condutor de 0. módulos 24 22 21 21 Quant. Entretanto. Divide-se uma instalação elétrica em circuitos parciais para facilitar a manutenção. Sabe-se que o disjuntor (ou fusível) é calculado para toda a carga dói circuito.5mm2 2.2. onde serão instalados os dispositivos de proteção (independentes para cada circuito).4 Divisão de Circuitos e Seção Mínima dos Condutores A norma NBR 5410/90 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão.0mm2 2.75mm2. se tivermos vários circuitos. máx. máx.5mm2 6. Ora. máx. com vários disjuntores de capacidades menores. determina que os circuitos elétricos de tomada. se temos um só circuito. teremos um disjuntor de grande capacidade e um pequeno curto-circuito não será percebido por ele.5mm2 4. etc. lustres e aparelhos semelhantes. abajures. para que a proteção possa melhor dimensionada e para reduzir as quedas de tensão. salas e similares Aquecedor de água (boiler) Chuveiro elétrico Aparelhos de ar condicionado Fogões elétricos 1. aquele curto poderá ser percebido por um desses disjuntores que desligará somente o circuito parcial onde estiver ocorrendo um curto-circuito (ver item 4. Modelos de QDC Seccionador geral nenhum Bipolar Tripolar Interruptor DR Seccionador geral nenhum Bipolar Tripolar Interruptor DR Seccionador geral nenhum Bipolar Tripolar Interruptor DR Quant. Os circuitos deverão partir de um quadro de distribuição. A seção mínima dos condutores deverá ser especificada de acordo com as referencias abaixo: Iluminação Tomadas de correntes em quartos.0mm2 Nos cordões flexíveis para ligação de aparelhos eletrodomésticos.3). Nos circuitos de controle e sinalização (campainha) a bitola do condutor pode ser reduzida até 0. fornos. Quadro de distribuição de circuitos (QDC) é o centro de distribuição de toda a instalação elétrica de uma residência. módulos 18 16 15 15 Quant.5mm2. iluminação e equipamentos de corrente nominal superior a 10A (1270W em 127V) como chuveiros elétricos. módulos 32 30 29 29 Modelo QDC-18 Modelo QDC-24 Modelo QDC-32 Deverá haver um condutor neutro para cada circuito. não podendo ser o neutro seccionado para instalação de 20 .

Após aprovarem tudo. com resistência superior a mínima aceitável. com 21 . alem de um fator de potência extramente desfavorável (0. Retira-se o fio em menos de 30s e o papel de seda são deve inflamar com o gotejamento – NBR nº 6272. que provoca que provoca fogo é colocado sobre o produto e embaixo deste é colocado um papel de seda a uma altura de 20cm.proteção ou para qualquer outro fim. ou seja. que é de 5megaohms – NBR nº 6271. 2. sem umidade. 4) Sobrecorrente e durabilidade: primeiro o interruptor tem que resistir a 200 mudanças de posição. iremos relacionar alguns testes que o interruptor tem que se submeter para comprovar que esta dentro das normas da ABNT e receber a marca de conformidade do Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial – INMETRO. laboratórios e a equipe técnica. passando 35% da corrente nominal e o interruptor não pode aquecer mais de 45°C – NBR nº 6278. com corrente e tensão e tensão nominal. 5) Resistência mecânica: recebe o impacto de um martelo de 150g a uma altura de 10cm. Para exemplificar. 100 liga-deslida com tensão 10% e corrente 25% superior a nominal. e o produto não pode apresentar rachadura por onde pudesse ter acesso as partes energizadas do produto – NBR nº 6275. durante uma hora e não pode apresentar deformações – NBR nº 6266. ou seja. 1) Os organizadores vão reconhecer a fábrica.000 mudanças de posição.000 mudanças de posição (manobras). Como podemos observar. analisam as máquinas. O desenho abaixo mostra um circuito elétrico de uma residência com seus pontos de carga. sem deixar passar corrente. durante 1h. todo produto deve estar em conformidade com as normas da ABNT. interruptor passa por mais de 40.5 Interruptores e Tomadas Como foi explicado anteriormente. 6) Resistência ao calor: o produto em uma estufa a 100°C. 3) Elevação de Temperatura: ligam um condutor apertando um pouco o parafuso do borne do interruptor.3): segundo. iniciam as provas nos produtos. 220V e 10A – NBR nº 6269. 2) Isolamento e rigidez elétrica: o interruptor tem que resistir a 2000V. 7) Prova de resistência ao calor anormal ou fogo: em fio incandescente a 850°C. o interruptor tem que resistir a 40.

resistência a impactos.6 Esquemas de Ligações As ilustrações a seguir mostram alguns exemplos de instalações elétricas: Ligação de duas lâmpadas incandescentes Ligação de duas lâmpadas incandescentes e uma tomada bipolar O fio neutro deve estar sempre ligado à boquilha da lâmpada. evitando contatos acidentais. ou fração de perímetro. Plugues monoblocos – 10. 1 tomada junto ao lavatório. ou maior. para áreas maiores que 6m2. deve ser prevista uma tomada. para copas. enceradeira. atuação imediata contra curto-circuito. Tomadas – 10. Disjuntor – 20.000 mudanças de posição (inserção e retirada da tomada) prensa cabo que não permite que o cabo solte quando puxado.5. sótãos. aparelho de som. garagens e varandas. 1 tomada para cada 3.000 mudanças de posição (manobras).1 Numero de Tomadas por Cômodo Cada cômodo de uma residência deverá ter tantas tomadas quantos forem os aparelhos a serem instalados dentro do mesmo. e calculado somando o comprimento de cada lado deste cômodo. ou menor que 6m2. Esta medida evita que você tome choque quando for tocar a lâmpada. 2.000 mudanças de posição (inserção e retirada do plugue). evitando contatos acidentais e a resistência a impactos. etc. em banheiros. Uma sala de estar. cozinhas. 2. vídeo. sendo 12. ou fração de perímetro. bornes enclausurados. 1 tomada em subsolos. sendo que acima de cada bancada de 30cm. e o fio fase ao interruptor. Nota: o perímetro de um cômodo. deve ter tomadas para: televisor. A norma NBR 5410/90 determina as seguintes quantidades mínimas para instalação de tomadas: 1 tomada por cômodo para área igual.5m. T – Terra F – Fase N – Neutro 22 . abajures. 1 tomada para cada 5m. por exemplo. mesmo que o interruptor esteja ligado.000 com corrente e tensão nominal 8.tensão e corrente nominal.000 em vazio (sem carga). bornes enclausurados.

“Three Way” (paralelo) Esquema de instalação de um sistema “Three Way” para acionamento de uma lâmpada incandescente “Four Way” (intermediário) É usado quando se deseja usar uma lâmpada.Consideremos um cômodo tem o interruptor ao lado da porta com uma tomada abaixo dele (a 30cm do piso) e uma tomada adicional. a corrente de um aparelho é determinada pela fórmula: 23 .8 Cálculo da Corrente total do circuito em função da potência das cargas Como sabemos. ao energizarmos o circuito. Funciona invertendo as ligações entre dois interruptores no sistema “Three Way” que ficam nas extremidades. Os esquemas representam as ligações de lâmpadas incandescentes 2. O fio fase nunca deve ser ligado à lâmpada e sim ao interruptor. Por exemplo.7 “Three Way” (paralelo) e “For Way” (intermediário) Às vezes tem-se a necessidade de controlar uma ou varias lâmpadas de mais de um ponto. para que possamos acendê-la quando chegarmos e apaga-la quando atingirmos a outra extremidade da escada. Este curto circuito pode ocorrer quando ao enfiar os fios na tubulação. ligados à mesma lâmpada. 2. se uma instalação em eletrodutos metálicos aterrada houver um curto circuito. mesmo com o interruptor desligado. o fio raspa na entrada do tubo danificando o isolamento e fazendo o contato e o condutor e o eletroduto. Isto se faz em obediência à norma (NBR5410) que diz que o neutro nunca deve ser seccionado. ou conjunto de lâmpadas de mais de dois pontos. Com defeito. a lâmpada permanecerá acesa. numa escada é bom que haja um interruptor em cada extremidade. Nestes casos utiliza-se um conjunto de interruptores “Three Way” (paralelo) ou em conjunto “Four Way” (intermediário).

etc.016 mm2/m a 20°C Cobre – utilizado na fabricação de fios em geral e equipamentos elétricos (chaves. comprimento.Tomadas: 4 x 100 = 400VA Corrente 12 = 400VA / 127V = 3. Resistividade – 0. sendo medida em siemens por metro (s/m).0172 mm2/m a 20°C 24 . interligação de computadores. Esses circuitos deverão ser instalados com fiação / tubulação diferente dos demais circuitos elétricos. alguns conduzem melhor que outros.0m de comprimento.9 Outros Circuitos Em uma instalação residencial podem existir outros circuitos tais como telefone. 3.). Exercício: Dimensionar a carga de iluminação de uma sala de 4. área de seção e temperatura. etc.5m de largura por 6. interruptores. Calcular a corrente dessa carga. p1 a resistividade à temperatura θ1 e α1 o coeficiente de temperatura relativo a θ1. Exemplo de calculo de corrente: Alimentação da rede elétrica: 127V .utilizada em pastilhas de contato de contatores e reles. A resistência de um condutor depende de 4 fatores: material. ou dos fabricantes dos aparelhos. Dimensionamento de Condutores 3. somamos toda a carga ligada ao mesmo (lembre-se que.Lâmpadas: 100 + 60 + 100 + 60 + 60 = 380VA Corrente 11 = 380VA / 127V = 3. 1 σ = ( s / m) P Os metais mais usados para condução de energia elétrica são: Prata . a resistividade aumenta com a temperatura. deverão ser consultadas as normas e instruções dos concessionários dos serviços. Resistividade – cobre duro 0.1 Tipos de Condutores Todo metal é condutor de corrente de corrente elétrica. normalmente a resistividade é referida a 20°C. antenas para televisão. Onde: Unidade R = Resistência r = Resistividade (varia com o material empregado) mm2/m L = Comprimento do condutor m S = Seção (área) transversal do condutor mm2 Nos metais. ou seja. fax.2A 2. TV a cabo. alguns oferecem menor resistência à passagem de corrente elétrica. Entretanto. sendo essa variação expressa pela formula: p2 = p1 [1 + αθ2 – θ1)] sendo p2 a resistividade à temperatura θ2 .0179 mm2/m a 20°C cobre recozido 0.0A . Para execução desses circuitos. num circuito comum. tomadas. A condutividade σ é definida como o inverso da resistividade. cada tomada corresponde a uma carga de 100VA) e dividirmos pela tensão.I = VA / U Para determinarmos a corrente de um circuito.

Os outros podem ser usados em qualquer situação. Alumínio – utilizado na fabricação de condutores para linhas e redes por ser mais leve e de custo mais baixo. As normas brasileiras só admitem.Condutores isolados (fios) 25 .028 mm2/m a 20°C Os fios e cabos utilizados em instalações elétricas podem ser de alumínio ou cobre. ou por um encordoamento de fios sólidos. formando um cabo. seja por termofixos (vulcanização) como o EPR e o XLPE. referindo-se à tensão para a qual o condutor foi projetado. De acordo com o tipo de isolante utilizado os condutores podem ser: Características Tipo de Condutor Isolação Vo / V t PVC / A Cloreto de polivinila 0.6 / 1 70 PVC / B Cloreto de polivinila 12 / 20 70 PE Polietileno Termoplástico 12 / 20 70 Borracha EtilenoEPR 27 / 35 90 Propileno Polietileno reticulado XLPE 27 / 35 90 quimicamente Onde: Vo = tensão entre o condutor e a terra (kV) V = tensão entre condutores (kV) t = temperatura máxima de operação continua (°C) De acordo com a construção. Um condutor isolado é constituído por um fio ou cabo recoberto apenas por isolação. Os fios e cabos de alumínio podem ser de: CA – alumínio puro CAA – alumínio enrolado sobre um fio ou cabo de aço (alma de aço) Resistividade – 0. cabos unipolares. Resistividade – bronze silício 0. A escala de fabricação dos condutores adotada no Brasil é a “serie métrica” onde os condutores são representados pela sua seção transversal (área) em mm2. o uso de condutores de cobre. Sobre o condutor assim formado é aplicada uma camada de isolação. utilizada em equipamentos elétricos e linhas de tração elétrica. uma vez que a sua isolação não tem a resistência mecânica necessária para a sua instalação em dutos. Os condutores são construídos em dois tipos: “à prova de tempo” e para instalações embutidas. A NBR – 5410/90 prevê em instalações de baixa tensão o uso de condutores isolados. Normalmente são fabricados condutores de 0. È conveniente aqui estabelecer a diferença entre os termos isolação e isolamento. “Isolação” é um termo qualitativo referindo-se ao produto que cobre o condutor “isolamento” é quantitativo.5mm2 a 500mm2 (para transporte de energia). salvo para o caso de condutores de aterramento e proteção. Os primeiros só podem ser utilizados em instalações aéreas. que tem especificações próprias. utilizada em aparelhagem elétrica. . nas instalações residenciais. os condutores podem ser formados por um único fio sólido. cabos multiplexados e cabos nus.0246 mm2/m a 20°C Latão – liga de cobre e zinco. seja por termoplásticos como o PVC e o PE. Resistividade – aproximadamente a mesma do cobre. cabos multipolares. com isolação normalmente feita por compostos orgânicos. nas seções menores (até 16mm2).Bronze – liga de cobre e estanho.

por um condutor isolado recoberto por uma cobertura (também de material isolante. que da a forma redonda a seção do cabo) e com uma cobertura.Condutores isolados (cabos) Cabo múltiplo blindado com trança metálica .6 / 1kV) 3. em sua forma mais simples.Condutores isolados (cabos flexíveis) Cabo múltiplo blindado com fita de alumínio Um unipolar é constituído. como mostra a tabela abaixo: Ref. conforme mostramos na ilustrações anteriores. por dois ou mais condutores isolados envolvidos por uma capa interna (de material isolante.Cabo isolado por borracha . Descrição 26 . Um cabo multipolar é constituído. em sua forma mais simples.2 Maneiras de Instalar A NBR 5410/90 estabelece as maneiras de instalar. permitidas nas instalações elétricas de baixa tensão. usada para proteger a isolação. Cabos uni e multipolares (0.

com os elementos de sua fixação e suporte e. calhas. blocos alveolados. cabos unipolares ou cabo multipolar em eletroduto contido em canaleta aberta ou ventilada. (eletrodutos. Os eletrodutos podem ser 27 . As linhas elétricas podem ser constituídas apenas por condutores com os respectivos elementos de fixação e/ou de suporte. escadas para cabos. Condutores isolados ou cabos unipolares em eletroduto aparente Condutores isolados ou cabos unipolares em calha Condutores isolados ou cabos unipolares em moldura Condutor isolados. Cabos unipolares ou multipolar contido(s) em blocos alveolados Cabos unipolares ou cabo multipolar diretamente fixados em parede ou teto Cabos unipolares ou cabo multipolar embutido(s) diretamente em alvenaria Cabos unipolares ou multipolar em canaleta aberta ou ventilada Cabo multipolar ou eletroduto aparente Cabo multipolar em calha Cabos multipolares ou cabo multipolar em eletroduto enterrado no solo Cabos unipolares ou cabo multipolar enterrado(s) diretamente no solo Cabos unipolares ou cabo multipolar em canaleta fechada Cabo multipolar ao ar livre Condutores isolados e cabos unipolares agrupados ao ar livre Condutores isolados e cabos unipolares agrupados ao ar livre Cabos multipolares em bandejas não perfuradas ou em prateleiras Cabos multipolares em bandejas Cabos multipolares em bandejas verticais perfuradas Cabos multipolares em escadas para cabos ou em suportes Cabos unipolares em bandejas ou prateleiras Cabos unipolares em bandejas perfuradas Cabos unipolares em bandejas verticais perfuradas Cabos unipolares em escadas para cabos ou em suportes A seguir apresentamos as definições e comentários relativos aos componentes das chamadas “linhas elétricas”.A B C D E F G H J K L M N P Q 1 2 3 1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 1 2 3 - Condutor isolados. Condutores isolados. poços e galerias). destinado a transportar energia elétrica ou a transmitir sinais elétricos. Cabos unipolares ou cabo multipolar embutido(s) diretamente em parede isolante Condutores isolados. como é o caso de condutores fixados em paredes ou tetos e de condutores fixados sobre isoladores (em postes ou mesmo em paredes ou tetos). de seção circular ou não. destinado a conter produtos elétricos. Podem também ser constituídos por condutores contidos em condutos. cabos unipolares ou cabo multipolar em eletroduto embutido em alvenaria. Conduto (elétrico) – canalização destinada a conter condutores elétricos. canaletas. molduras. permitindo tanto a enfiação. cabos unipolares ou cabo multipolar em eletroduto em parede termicamente isolante. Eletroduto – elemento de linha elétrica fechada. o uso de vários tipos de condutos. a saber. bandejas. como ao conduto formado por diversos tubos. A NBR 5410/90 prevê. se for o caso. Na pratica o termo se refere tanto ao elemento (tubo). como a retirada destes por puxamento. nas instalações elétricas de baixa tensão. cabos unipolares ou multipolar em eletroduto contido em canaleta fechada. de proteção mecânica. Linha elétrica – conjunto constituído por um ou mais condutores.

Os termos “leito de (para) cabos” e “eletrocalha”. como definimos a seguir. Eletroduto rígido – eletroduto que não pode ser curvado. destina-se a evitar danos à isolação dos condutores por eventuais rebarbas. Condulete – caixa de derivação usada em linha aparente e dotada de tampa própria. complementando a fixação do eletroduto a caixa. buchas. podendo ser maciças e/ou ventiladas. fibra-cimento. ambos não constantes da terminologia oficial. Box – peça destinada a fixar um eletroduto flexível a uma caixa de derivação ou a um eletroduto rígido. etc. Calha – conduto fechado utilizado em linhas aparentes. Numa linha elétrica constituída por condutores contidos em eletrodutos encontra-se alem das curvas (de 45° e 90°). Caixa de derivação – caixa (metálica ou isolante) utilizada para passagem e/ou ligação de condutores entre si e/ou com dispositivos nela instalados. As bandejas. polietileno. 28 . curváveis. colocada na parte externa da caixa de derivação. é considerada perfurada se a superfície retirada da base for superior a 30% do total. transversalmente elásticos ou flexíveis. usando uma força razoável. mas sem qualquer outra ajuda. ao nível do solo. luvas. Deve ser Os eletrodutos podem ser rígidos. Canaleta – conduto com tampas. Eletroduto curvável – eletroduto que pode ser curvado com a mão. formada por travessas ligadas a duas longarinas longitudinais. Eletroduto flexível – eletroduto curvável que pode ser dobrado com a mão. arruelas e boxes. As travessas devem ocupar menos de 10% da área total da base. bem como as escadas para cabos.3 calculo dos condutores Poço – conduto vertical formado na estrutura do prédio. com tampas desmontáveis em toda a sua extensão. ferro. removíveis e instaladas em toda sua extensão. conduletes. a não ser com ajuda mecânica. Duto – eletroduto utilizado em linhas subterrâneas. retoma sua forma original logo após a cessação da força. são usados em linhas elétricas embutidas ou aparentes. usada em eletrodutos rígidos destinada a unir dois tubos ou um tubo e uma curva. As calhas podem ser metálicas (aço. podendo ou não ser perfurada.evitado o uso do termo conduite. Escada para cabos – suporte constituído por uma base descontinua. devem ser retirados. deformado sob ação de uma força transversal aplicada durante um curto intervalo de tempo. Bucha – peça de arremate das extremidades dos eletrodutos rígidos. como definimos a seguir. alumínio) ou isolantes (plásticos) suas paredes podem ser maciças ou perfuradas e a tampa pode ser simplesmente encaixada ou fixada com auxilio de ferramenta. durante o puxamento. e usado muitas vezes para designar bandejas ou escadas para cabos. metálicos (aço. caixas de derivação (também usadas em linhas com calhas e molduras). usadas como eletrodutos rígidos. Eletroduto transversalmente elástico – eletroduto curvável que. mas sem a ajuda de um outro meio e que é destinado a ser frequentemente dobrado em serviço. com uma força razoavelmente reduzida. alumínio). são em geral metálicas (aço. para permitir a instalação e a remoção de condutores. Bandeja – suporte de cabos constituído por uma base continua com rebordos e sem cobertura. Arruela – peça rosqueada internamente (porca). instalada na parte interna da caixa de derivação. alumínio) ou de material isolante (PVC. sem cobertura. Luva – peça cilíndrica rosqueada internamente.). 3. tais como interruptores e tomadas de corrente.

Os condutores são fabricados para operar dentro de certos limites de temperatura.) onde poderão ser utilizados condutores de 0. condutos. Nos circuitos de sinalização e controle (campainhas. no caso de um defeito. Observe que a seção mínima admissível. etc. dois critérios básicos a serem observados: Limite de condução de corrente. para a determinação da seção dos condutores. A NBR 5410/90 define que os condutores com isolamento termoplástico. se somam. A tabela seguinte dá a capacidade de condução de corrente para condutores instalados em eletrodutos. é aquela definida no item 2. Limite de queda de tensão. o mesmo se aquece. etc. antes de causar danos aos condutores.A Norma NBR 5410/90 define. aumentando ainda mais a temperatura. os dispositivos de proteção deverão estar dimensionados de forma a operar (abrir o circuito). Nos casos de redução da seção. geradas em cada um deles. Se o condutor está instalado em um eletroduto a dissipação é menor. para instalações residenciais. caso chegue a um condutor mais fino do que aquele. dissipando-se. deverá ser adotado o fio ali indicado. Se o condutor está instalado ao ar livre a dissipação é maior. calhas. e o calor gerado é transferido ao ambiente ao redor. o condutor tenderia a se resfriar mais depressa quando a corrente deixasse de circular pelo mesmo. portanto. e ao ar livre ou em instalações expostas. para instalações prediais. que deixa de cumprir a sua finalidade.1 Limite de Condução de Corrente Quando a circulação de corrente em um condutor. Limites de Condução de Corrente 29 . a partir dos quais começa a haver uma alteração nas características do isolamento.5mm2 nos seguintes casos: Nos cordões flexíveis para a ligação de aparelhos domésticos e aparelhos de iluminação (nas ligações internas dos lustres). a seção dos condutores poderá ser reduzida. ate 0. sejam especificados para uma temperatura de trabalho de 70°C (PVC/70°C) e as tabelas de capacidade de condução de corrente são calculadas tomando como base este valor e a temperatura ambiente de 30°C. observados os dois critérios separadamente. Após a analise.75mm2.5mm2.4. ou seja. as quantidades de calor. deverá ser adotado o resultado que levou ao condutor de maior seção. 3. Quando existem vários condutores no mesmo eletroduto. de acordo com a potência exigida. A seção dos condutores só poderá ser inferior a 1.3.

40 O número de condutores a considerar num circuito é o dos condutores efetivamente percorridos por correntes.Seção Nominal mm2 1.0 101.5 15.0 89.55 0.0 134.0 232.5 4.94 0.0 238.0 40. temperatura 70°C no condutor Quando o número de condutores instalados no mesmo eletroduto for superior a 3 e/ou a temperatura ambiente for superior a 30°C os valores da tabela de limites de condução de corrente (coluna “2 condutores carregados”) deverão ser multiplicados pelos seguintes fatores de redução indicados: Temperatura Ambiente (°C) 35 40 45 50 55 60 Nº de condutores no mesmo conduto 4 6 8 10 12 14 ≥16 Fator de Redução 0. paredes 2 condutores 3 condutores carregados carregados 13.0 76.0 148.0 111.0 70.0 34.0 57.0 153.0 328.0 282.0 28. pisos.0 1.0 115.87 0.5 18.0 Eletrodutos aparentes ou embutidos em alvenaria.5 24.0 207.0 239.0 43.5 12.0 120.0 126.0 17.0 171.0 196.0 95.0 232.0 21.0 25.0 60.50 0.0 80.0 36.0 70.0 276.0 30.5 2.0 41. Assim temos: Circuito trifásico sem neutro = 3 condutores carregados Circuito trifásico com neutro = 4 condutores carregados Circuito monofásico a 2 condutores = 2 condutores carregados Circuito monofásico a 3 condutores = 3 condutores carregados Circuito bifásico a 2 condutores = 2 condutores carregados Circuito bifásico a 3 condutores = 3 condutores carregados 30 .0 16.0 Ao ar livre 2 condutores carregados 15.0 125.0 101.5 25.0 3 condutores carregados 13.0 269.0 10.50 0.0 50.0 51.61 0.65 0.45 0.0 151.0 181.0 22.0 32.45 0.0 6.0 35.0 68.0 Condutores de cobre com isolamento de PVC.71 0.0 50.0 94.79 0.0 192.50 Fator de Redução 0. lajes.

c – seis condutores instalados em eletroduto e temperatura ambiente de 45°C. 3. 2. b – 35A – 6 condutores no eletrodo a 30°C. verifica-se que é necessária a utilização do fio de 16mm2 (poderia ser feita também a multiplicação do fator de redução pelos valores tabelados. 3 condutores carregados. assim. Exemplo: Determinar o condutor capaz de transportar.dois condutores instalados em eletroduto e temperatura ambiente de 30º C. o que se faz dividindo a corrente a ser transportada pelo fator de redução considerado: 6 condutores I= 35A 0.55 = 63. Ao final deste volume encontra-se uma tabela para condutores em eletrodutos.2 Limite de Queda de Tensão 31 . red. red.6A Consultando agora a tabela.55 x 0. com segurança. entretanto. a – 35A – 2 condutores no eletroduto – 30°C Trata-se de aplicação direta da tabela da pagina 28.79 35A 0. red.seis condutores instalados em eletroduto e temperatura ambiente de 30º C.Notas: 1. Serão aplicados simultaneamente os dois fatores (temperatura e número de condutores) quando as duas condições se verificarem ao mesmo tempo. b .5A fat. na qual já foram considerados os fatores de redução relacionados ao número de condutores. = 0. este método é mais trabalhoso).55 fat. ate se obter um número compatível com a corrente a ser transportada. = 0. portanto.435 = 80.3. c – 35A – 6 condutores no eletroduto – 45°C: 6 condutores 45°C I= 35A 0.55 Consultando agora a mesma tabela. o condutor neutro não deve ser computado. uma corrente de 35 A nos três casos indicados a seguir: a . ainda na mesma coluna verifica-se que o condutor apropriado é o de 25mm2.79 = fat. neste caso deve ser aplicado o fator de redução correspondente ao número de condutores. verifica-se que o fio de 6mm2 é suficiente. Quando num circuito trifásico com neutro as correntes são consideradas equilibradas. considerando-se. = 0. consultando a primeira coluna “2 condutores carregados”.

com condutor fino: 2 – com condutor grosso: U = RI Como o condutor grosso praticamente não tem resistência. tais como.U)I Ou seja. Na tabela. onde o condutor for mais fino que o traçado total. anexa. 1 . expressa em percentagem (%) e seu valor é calculado da seguinte maneira: U (%) = U de entrada – U na carga x 100% U de entrada No exemplo anterior tinha-se: 32 . encontra-se os valores de resistência dos tipos mais comuns de condutores utilizados em instalações prediais. se não houvesse a queda de tensão U. de características dos condutores. Exemplo numérico: Consideraremos o mesmo circuito anterior. qualidade do material. todo condutor tem certa resistência e quando circula corrente por uma resistência há uma dissipação de potência em forma de calor e.U)I W = (100 – 10)10 W = 90 x 10 W = 900W A resistência dos condutores depende de uma serie de fatores. Observe a ilustração A B V (tensão) Segundo a lei de Ohm. com dois aspectos: O primeiro com o fio mais fino (resistência R = 1Ohm). um valor menor que a potencia obtida. como a potência é determinada pelo produto de corrente pela tensão aplicada. haverá uma queda de tensão neste trecho. perda de potência U = 10V ( W). Se em um circuito alimentado por uma tensão V tiver um trecho (A-B). A tensão aplicada é U = 100V e a corrente I = 10A. consequentemente. o segundo com todos os condutores de seção grossa (sem resistência). freqüência da rede. temperatura de trabalho.Como vimos no inicio deste capitulo. uma queda de tensão no condutor. portanto. etc. normalmente. U = 1 x 10 não há queda de tensão ( U) e. espessura do fio. Queda de Tensão Percentual A queda de tensão é. A potência na carga será então: W = RI2 W = UI W = 1 x (10)2 W = 100 x 10 W = 100W W = 1000W W = (U . teremos na carga: W = (U . a queda de tensão no trecho A – B é dada por: UAB = U = RI A potencia dissipada (perda de potencia) no trecho A – B é: WAB = UI = (RI)I WAB = W = RI2 Onde a tensão aplicada à carga será igual a U = U.

U de entrada = 100V U na carga = 10V U na carga = 1000 – 10 = 90V A queda de tensão: U (%) = 100 – 90 x 100 = 10% 100 A NBR 5410/90 determina que a queda de tensão entre a origem de uma instalação e qualquer ponto de utilização não deve ser maior que 4% para as instalações alimentadas diretamente por um ramal de baixa tensão a partir de uma rede de distribuição pública de baixa tensão. pela distancia.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 Momento elétrico (A. para instalações elétricas e em eletrodutos. (m) desde o ponto de entrada de energia ate o final do circuito: Me = A.m As tabelas a seguir foram calculadas para condutores com isolamento em PVC/70°C. Condutor (mm2) 1 1. Esses 4% de queda de tensão admissíveis serão assim distribuídos: Ate o medidor de energia: 1% Do medidor ate o quadro de distribuição dos circuitos (QDC): 1. para uma dada tensão aplicada ao circuito (U de entrada) e considerando-se a queda de tensão admissível (%).0% O calculo da queda de tensão através dos dados do circuito é relativamente complexo.5 2.m) – Condutores em instalações aéreas 127V – monofásico 220V – monofásico 220V – trifásico 1% 2% 4% 1% 2% 4% 1% 2% 4% 37 74 149 65 130 259 75 150 299 55 110 221 96 192 383 111 222 443 91 182 363 157 314 628 179 358 715 141 282 564 244 488 977 282 564 1127 218 436 871 357 714 1427 412 824 1648 332 664 1327 574 1148 2297 666 1332 2664 498 996 1992 863 1726 3451 995 1990 3981 726 1452 2903 1257 2514 5028 1457 2914 5828 941 1882 3763 1630 3260 6519 1880 3760 7521 1176 2352 4704 2037 4074 8148 2340 4680 9361 1494 2988 5976 2588 5176 10353 3014 6028 12055 1841 3682 7363 3188 6376 12753 3667 7334 14667 Condutor (mm2) Momento elétrico (A. Momento elétrico (Me) é igual ao produto da corrente (A) que passa pelo condutor.0% A partir do QDC: 2. dão os valores do momento elétrico para cada condutor. envolvendo fatores que nem sempre estão definidos no mesmo.m) – Condutores em eletrodutos 127V – monofásico 220V – monofásico 220V – trifásico 1% 2% 4% 1% 2% 4% 1% 2% 4% 33 . Para maior facilidade foram organizadas tabelas que.

sabendo-se que a tensão do circuito é de 220V e a queda de tensão não pode ultrapassar a 4%. 2664A.5 2.m O valor calculado (2600A.5 4 6 10 16 25 35 50 70 95 37 55 91 146 219 363 552 847 1146 1530 2082 2702 74 110 182 292 438 726 1104 1694 2292 3060 4164 5404 149 221 363 584 876 1451 2208 3386 4586 6121 8328 10809 65 96 157 253 379 395 957 1467 2000 2651 3607 4681 130 192 314 506 758 790 1914 2934 4000 5302 7214 9362 259 383 628 1012 1517 1581 3867 5867 8000 10603 14427 18724 76 110 183 293 431 733 1128 1732 2316 3056 4151 5366 152 220 366 586 862 1466 2256 3464 4632 6112 8302 10732 304 440 733 1173 1725 2933 4513 6929 9263 12223 16604 21464 Exemplo de utilização das tabelas de momentos elétricos: A – determinar a bitola dos condutores aéreos a serem ligados a uma carga trifásica situada a 130m de distancia e cuja corrente é de 20A.90% 3. o fio de 10mm2.1 1. o que nos obriga a escolher o condutor mais grosso.m) a queda de tensão será menor e.m Fio de 10mm2 – momento elétrico = 2664A. para determinar o seu valor.m V% = ? 2600 x 4 2664 V% = = 3. basta realizar uma regra de três: Me do cond. 220V e 4% de queda de tensão.m Consultando a tabela de “condutores em instalações aéreas” na coluna referente a circuitos trifásicos.m) esta situado entre estes dois. B – determinar a queda de tensão percentual que realmente ocorre no caso acima.4 Exemplos de Cálculos de Condutores 34 .m V% = 4% Me calculado 2600A.m) é menor que o do circuito utilizado (2664A. Solução: Como o momento elétrico calculado (2600A. ou seja. Solução: O momento elétrico neste caso é: 20A x 130m = 2600A. verifica-se: Fio de 6mm2 – momento elétrico = 1648A.

Resposta: 10m de fio de 10mm2. deverá ser alimentada através de uma rede monofásica de 127V. e o seu momento elétrico (A.2. escolhem-se os condutores que deverão ser utilizados.m). para o dimensionamento de condutores de um circuito.8A. Consultando as tabelas de “limites de condução de corrente” e “momentos elétricos”. U = 2% Carga: 14kW = 14000W Calculo da corrente: I= W √3 x U Calculo do momento elétrico: 35 I= 14000 √3 x 200 10m c = 36. Consultando a tabela de limites de condução de corrente. Assim. 220V. que é a corrente que a instalação irá apresentar. Dimensionar e escolher os condutores para o ramal aéreo de 5m.Como foi explicado no irem 3. deve ser ligada a partir do QDC. explica de maneira mais clara o processo de calculo: Exemplo 1: Uma residência.8A . em instalação ao ar livre (2 condutores carregados) é de 70A. Desta forma.8 x 5 = 264 Ampéres x metros I= 6700 127 = 52. superior a 52. Carga da residência: 1 chuveiro: 10 lâmpadas de 60W 1 ferro elétrico: 1 TV: Outros: Total: Calculo da corrente: I= W U Calculo do momento elétrico: M=Axm M = 52. calculada acima. por um alimentador situado a 10m de distancia. Exemplo 2: Uma instalação de carga trifásica. o fio 10mm2 satisfaz perfeitamente. Os exemplos que se seguem. verifica-se que o fio indicado é o de 10mm2. portanto. “deverá sempre ser adotado o resultado que levar o condutor de maior seção”. com isolamento a prova de tempo.8A 4400W 600W 1000W 100W 600W 6700W RAMAL 5m Consultando a tabela de momentos elétricos (127V – 1%). deve ser determinada a corrente (A) que circulara pelo mesmo. de 14kW. devendo a fiação ser instalada em um eletroduto. verifica-se que a corrente máxima admissível para o fio de 10mnm2. Dimensionar os condutores. com carga a seguir.

M=Axm

10 = 368 Ampéres x metros

M = 36.8 x

Consultando a tabela “condutores em eletrodutos” do momento elétrico, verificamos que o fio indicado é o de 4,0mm2. Entretanto, pela tabela de limites de condução de corrente, a corrente máxima admissível para o fio de 4,0mm2 instalado em eletroduto é de 28A. Para a corrente calculada (36.8A) deveremos utilizar o fio de 10mm2, cuja corrente máxima admissível é de 50A. Resposta: 30m de fio de 10mm2. Exercícios 1 – Determinar o condutor capaz de transportar ema corrente de 50A nos 3 casos a seguir: a) dois condutores instalados em eletroduto e temperatura ambiente 30°C; b) oito condutores instalados em eletroduto e temperatura ambiente 30°C; c) oito condutores instalados em eletroduto e temperatura ambiente 40°C. 2 – Determinar a bitola dos condutores aéreos a serem ligados a uma carga trifásica localizada a 80m de distancia e cuja corrente é de 15A. Sabe-se que a tensão é de 220V e a queda de tensão não pode ultrapassar 4%. a) determinar a queda de tensão que realmente ocorre no caso acima. 3 – Dimensionar os condutores que deverão atender uma instalação com uma carga trifásica de 20kW, 220V. A carga deverá ser ligada a um alimentador situado a 18m de distancia devendo a fiação ser instalada em eletroduto. Queda de tensão máxima de 1%. ALIM. C 18m

4. Proteção dos Circuitos Elétricos
Uma instalação elétrica esta sujeita a acidentes de toda natureza e, para tanto, é necessária a existência de um sistema de proteção, a fim de danos maiores. A Norma NBR 5410/90 estabelece os critérios básicos para proceder na determinação da proteção a ser utilizada em uma instalação, proteção esta que pode ser do circuito (sobrecargas, curto – circuitos) ou de terceiros (incêndios, choques elétricos).

4.1 Elementos Básicos
Para um funcionamento eficiente dos dispositivos de proteção, dois elementos básicos da instalação devem ser bem dimensionados e distribuídos: O neutro; O aterramento. 4.1.1 O Neutro 36

forma.

O condutor neutro é o elemento do circuito que estabelece o equilíbrio de todo o sistema, assim, o mesmo não poderá ser seccionado por chaves, fusíveis ou de qualquer outra

A figura acima mostra a conexão correta do neutro e da fase em interruptores O neutro, como sabemos, é aterrado. Se a tubulação for metálica e aterrada, haverá um ponto comum entre a tubulação e o condutor neutro. Se houver uma passagem de corrente (fio desencapado) entre o condutor e a tubulação, conforme o indicado em A, quando desligarmos a lâmpada, o circuito se fará entre os pontos A, B e C, mantendo-a acesa. Devera haver um condutor neutro para cada circuito parcial, partindo do quadro de distribuição. 4.1.2 O Aterramento Denomina-se aterramento a ligação intencional com a terra, isto é, com a massa condutora da Terra. Todo equipamento elétrico devera, por razões de segurança, ter o seu corpo aterrado. Também as instalações (eletrodutos metálicos, caixas, quadros de derivação, etc.) deverão ser bem aterradas. Isto é necessário porque poderá haver circulação de corrente entre a parte elétrica e a parte mecânica do aparelho (o caso mais comum é o do fio desencapado encostado na estrutura). Estando o aparelho aterrado esta corrente será desviada para a terra e poderá operar o dispositivo de proteção do circuito, mas se o aparelho não estiver aterrado, o caminho mais fácil para esta corrente poderá ser o corpo do próprio operador, causando danos às vezes irreparáveis. Dois são os tipos de aterramento a considerar: O aterramento do sistema ou aterramento por questões funcionais; O aterramento do equipamento ou aterramento por questão de proteção. Um sistema aterrado possui o neutro ou outro condutor intencionalmente ligado a terra, diretamente ou através de uma impedância (resistência ou reatância). O aterramento de um equipamento de uma instalação elétrica consiste na ligação a terra, através dos condutores de proteção, de todas as massas (condutos metálicos, armações de cabos, carcaças de motores, caixas metálicas de equipamentos, etc.) e dos elementos condutores estranhos a instalação. Algumas maquinas elétricas portáteis vem com uma tomada de 3 pinos (um para aterramento), sendo comum colocar um adaptador que elimina o pino de aterramento. Isto não deve ser feito porque o aterramento, como foi dito anteriormente, evita que o operador venha a se acidentar quando utilizar o aparelho. Os aterramentos são efetuados com eletrodos de aterramento que podem ser: hastes, perfis, barras, cabos nus, fitas, etc. O termo eletrodo refere-se sempre ao condutor ou ao conjunto de condutores em contato com a terra e, portanto, abrange desde uma simples haste isolada até uma completa “malha de aterramento”, constituída pela associação de hastes com cabos. O “padrão” devera ser aterrado através de haste de terra de comprimento não inferior a 2,4m observadas as instruções da Norma ND – 5.1 – “Fornecimento em Tensão Secundária – Rede de Distribuição Aérea”. 37

4.2 Distúrbios nas Instalações Elétricas
Os principais distúrbios de natureza elétrica que podem ocorrer em uma instalação são: Fugas de corrente, perdas e sobrecargas; Curto – circuito 4.2.1 Fugas de corrente – Perdas – Sobrecarga A seta indica um ponto do circuito onde existe um mau isolamento. Ponto de baixa isolação Proteção Fugas de corrente: Se numa instalação uma fase estiver mal isolada e fizer contato com a terra (a tubulação, por exemplo), por esse ponto fluirá uma corrente de fuga que poderá causar problemas a instalação. Se, por exemplo, numa instalação tivermos uma fuga de corrente entre a proteção e a carga, a corrente de fuga se somara a corrente de carga e poderá fazer com que a proteção atue, desligando o circuito. Para verificarmos se existem fugas de corrente em uma instalação devemos desligar todos os equipamentos elétricos ligados ao circuito e verificar se circula, ainda, alguma corrente (isto pode ser feito através do próprio medidor de energia). Verifique se o disco do medidor continua girando. Se estiver, é porque existe fuga de corrente na instalação elétrica. Procedendo desta maneira e desligando os circuitos parciais gradualmente, conseguimos determinar em qual circuito e em que ponto esta acontecendo a fuga. Uma das causas mais comuns de fugas são as emendas, por isso não se deve passar em uma tubulação fios emendados, as emendas deverão ser feitas nas caixas próprias e deverão ser isoladas. Também deverão ser verificados os bornes de ligação dos aparelhos e equipamentos, para evitar a possibilidade de contato com partes metálicas. Perdas: As perdas de energia se caracterizam por só surgirem quando há carga ligada ao circuito, ou seja, quando há circulação de corrente. Assim, quando circula por um condutor uma corrente, o mesmo aquece e o calor despendido por ele será a perda, que é igual a R x I2 (R = resistência ao condutor). Quando a queda de tensão R x I for superior ao limite admissível, deve-se redimensionar o condutor para evitar que a perda assim provocada tenha valor significativo. Quando os terminais de um aparelho não estiverem firmemente ligados ao circuito, poderá haver um faiscamento, com conseqüente produção de calor e, portanto, perda de energia. Sobrecarga: Se ligarmos a um circuito cargas acima do limite para o qual o mesmo foi dimensionado, a sobrecorrente que circulara, produzira perdas e danificara os equipamentos (interruptores, tomadas, etc.) existentes e, se a proteção não estiver bem dimensionada poderá criar problemas como perdas de energia, queda de tensão, mal funcionamento dos aparelhos ligados ao circuito. A solução, neste caso, seria: ou retirar as cargas em excesso ou redimensionar o circuito. 4.2.2 Curto – Circuito O curto – circuito é como o próprio nome indica um caminho mais curto (ou mais fácil) para a corrente elétrica. 38 Carga

Quando acontece um curto – circuito. se a instalação fosse feita com fio de 0. quando ocorrer o curto – circuito. Assim. Em ambos os casos. ser desligada a energia elétrica. o dispositivo de proteção deverá estar bem dimensionado. assim a corrente de curto – circuito tem o seu valor limitado pela resistência do circuito por onde ela passa (resistência dos condutores. não atinge a instalação elétrica do consumidor.8 /km. Deve-se observar que os efeitos elétricos de um curto – circuito só atinge a região entre o local do curto e a fonte de energia. acontece apenas o desarme e para religá-lo basta acionar a alavanca.8 /km Comprimento do circuito: 2 x 5m = 10m Resistência total do circuito: 27. 4. Assim. a fim de. quando utilizados corretamente protegem a instalação contra curto – circuito e sobrecorrente. a corrente que circulava pelas duas lâmpadas colocadas em serie.V Carga Na primeira figura a corrente que circulava pela carga. etc. resistências dos contatos e das conexões. ligações frouxas. a utilização dos disjuntores é muito mais eficiente. cuja resistência é igual a 27. etc.3 Equipamento de Proteção Os equipamentos de proteção normalmente utilizados em instalações elétricas residenciais são seccionadores (chave faca) com fusíveis e disjuntores. como indicam as setas. os fusíveis acoplados a uma chave faca “queimam” necessitando serem substituídos. a corrente passou a circular pelo caminho de menor resistência. evitando-se emendas malfeitas.). passa a circular pelo ponto onde houve o curto – circuito. No circuito da figura anterior. pois. Também.278 = 457A Esse valor de curto – circuito para o cabo de 0. Se 39 .8 /km x 10m / 1000 = 0. Corrente curto – circuito A corrente de um circuito é determinada pela expressão I = U / R.Fusíveis São elementos de proteção contra curto – circuitos. passa somente a circular somente pela segunda lâmpada. .5mm2 implica na sua fusão com os riscos de incêndio. No caso de ser um disjuntor. tem-se: Icc = U / R R do fio: 27.278 Corrente de curto – circuito: Icc = 127V / 0. na segunda figura. No padrão de entrada a CEMIG só permite a utilização de disjuntores. O elemento fusível é constituído de um material mais fraco do que o circuito onde o mesmo esta ligado e quando ocorre o curto – circuito a corrente circulante provoca o aquecimento e consequentemente.5mm2. a fusão do elemento fusível interrompendo o circuito. Para se evitar a possibilidade de curto – circuito deve-se manter a instalação sempre em bom estado. um curto – circuito na rede de distribuição da rua.

que ao ser percorrida por uma corrente elevada aquece e entorta. destravando a alavanca do contato móvel. I = corrente efetiva IN = corrente nominal do disjuntor Observações: Os fusíveis e disjuntores deverão ser instalados em painéis. Os fabricantes de fusíveis fornecem estas curvas. Em contrapartida o seu preço é mais elevado que o do fusível. Os fusíveis queimados deverão ser substituídos por outros iguais e nunca “consertados”. A combinação dos disparadores protege o circuito contra correntes de alta intensidade e de curta duração. em catálogos de seus produtos. atrai a trava.Disjuntores São dispositivos “termomagnéticos” que fazem a proteção de uma instalação contra um curto – circuito e contra sobrecargas. de tal forma que se possa identificar rapidamente qual o equipamento desligado. basta liga-lo novamente). de tal maneira que podemos especificar a proteção de um circuito através das mesmas. As curvas “tempo x corrente” dos disjuntores são semelhantes as dos fusíveis e também são fornecidas pelo fabricante. liberando a alavanca do contato móvel. Disjuntores de 70 a 100A. teremos a curva “Tempo x Corrente” do mesmo. que são as correntes de curto – circuito (disparador magnético) e contra as correntes de sobrecarga (disparador térmico). desligando o circuito. Uma das vantagens evidentes do disjuntor sobre o fusível é a durabilidade (quando o mesmo opera. . Disjuntores de 10 a 60A. Isso porque se o 40 .lançarmos em um gráfico o tempo que o fusível gasta para abrir um circuito para determinados valores de corrente. Características de atuação com partida a frio a uma temperatura ambiente de θ a = 20°C. que é puxado pela mola. b) disparador magnético – é formado por uma bobina intercalada ao circuito. desligando o circuito. Características de atuação com partida a frio a uma temperatura ambiente de θ a = 40°C. que ao ser percorrida por uma corrente. Componentes de um disjuntor de proteção - Contato fixo Contato móvel Corpo ou encapsulamento isolante Mola Trava Acionador O disjuntor pode ser dividido em duas partes: a) disparador térmico – consiste em uma lâmpada bimetálica (dois metais de coeficientes de dilatação diferentes).

3 107 104.0 Correntes 30 28.3.2 8.0 Observações: os disjuntores de 10 a 60A são referidos a temperatura de 20°C e os de 70 a 100A são referidos a 40°C.6 54.8 24.6 90 87.5 26.8 77 74.5 44.4 13.8 (A) 40 38.5 9.1 Dimensionamento da Proteção Numa instalação. Neles a temperatura ambiente (interna) é geralmente superior a do local onde estão instalados os condutores. Caso contrário um problema em um ponto da instalação poderá ocasionar uma interrupção no fornecimento geral de energia.6 31.0 22.0 100 97.5 8. A tabela a seguir da as correntes nominais dos disjuntores que atendem à NBR 5361 em função de temperatura ambiente. Abordaremos 41 .8 13. que é calibrado a 40°C.0 52. por extensão.3 33.9A.0 18.5 13.2 29.0 9.8 15 14.8 34. A proteção de uma instalação deverá ser coordenada de tal forma que atuem em primeiro lugar as proteções mais próximas às cargas e as demais seguindo a seqüência.0 36.0 57. proporcionando segurança e conforto para o usuário.4 Dispositivo Diferencial Residual Ao fazermos uma instalação elétrica interna.8 30. esta deverá esta de acordo com as normas da ABNT. se não obedecermos a essas normas. poderá causar danos ao circuito que ele esta protegendo. Por outro lado. não poderemos ter no quadro de distribuição de um circuito de uma residência disjuntores de 50A. os equipamentos de utilização ligados ao circuito.0 42. tais dispositivos devem ser dimensionados de acordo com os dispositivos e condutores a proteger. apenas sentimos e isto é o que a torna perigosa.2 20 19.0 46. Nessas condições. o quadro será considerado a 40°C.2 51. atuará a partir de 72.3 93. se instalado num quadro de 30°C.3 22.8 70 67.9 73.0 19. além do profissional estar ciente das suas responsabilidades. Assim.) têm por finalidade principal proteger os condutores dos respectivos circuitos contra sobrecargas (correntes de sobrecarga e correntes de curto – circuito) e.0 21. a partir de 67. fusíveis. um disjuntor tripolar de 70A. que um disjuntor unipolar de 30A.5 72.5 48.5 28.2 67. que é calibrado a 20°C.5 32. como regra básica admiti-se uma diferença de 10°C. Nos dispositivos porta – fusíveis só poderão ser colocados os fusíveis de capacidade recomendada e nunca de capacidade superior. 4.4 36. por exemplo.0 38.0 27. calibrados a 20 ou 40°C. etc.0 55. os dispositivos de proteção (disjuntores.0 35.6 25.0 45.3 14.4 Nominais.6 25 23.8 12. Assim. Eletricidade não se vê. se o disjuntor geral instalado no “padrão” for de 40A. se os condutores forem considerados a 30°C. 4.4 17.5 23.6 9.2 50 47. A qualidade da instalação é fundamental.fusível for substituído por outro de capacidade maior. A tabela abaixo nos informa.9 96. Nas instalações residenciais são usados em geral disjuntores em caixa moldada. se instalado num quadro a 40°C atuará a partir de 27A. Correntes Nominais em Função da Temperatura Ambiente Temperatura Ambiente (°C) 20 30 40 50 Unipolar Multipolar Unipolar Multipolar Unipolar Multipolar Unipolar Multipolar 10 9.0 17.0 60 57. In 35 33.8 27.8A e se instalado num quadro a 50°C.2 18. instalados em quadro de distribuição.

Causa o efeito tetanização. perda desnecessária de energia. joelhos. O efeito do choque elétrico nas pessoas e animais pode causar conseqüências graves e irreversíveis. ou por atitude imprudente de uma pessoa com uma parte elétrica normalmente energizada (parte viva). Exemplo: encostar-se à carcaça de uma maquina de lavar. Mas.3 Fuga de Corrente Vamos imaginar a parte hidráulica de uma residência. choque elétrico e incêndios. em particular.4. etc. Exemplo: uma pessoa em contato com um fio energizado e desencapado. torneiras. A proteção contra choques elétricos poderá ser feita através de DISPOSITIVOS DIFERENCIAIS RESIDUAIS – DR. curtos – circuitos. por ruptura ou remoção indevida de partes isolantes. choque elétrico e incêndios de origem elétrica. INTERRUPTORES DIFERENCIAIS RESIDUAIS (IDR) 42 . fugas de corrente. portanto fazem também a proteção das instalações. Em condições normais a água circulará pelos canos ate a torneira.4. como fibrilação cardíaca e parada respiratória (Conforme Zona 4).1 Contato Direto Entende-se por contato direto o contato acidental. Esta fuga de corrente é prejudicial porque pode causar curto – circuitos. estará sujeita a efeitos fisiológicos irreversíveis. mas que pode ficar energizada por falha de isolamento ou por uma falha interna (curto). salvando vidas. 4. afinal. o que é um DR? Dispositivos Diferenciais Residuais são equipamentos que garantem a qualidade da instalação.alguns conceitos para facilitar o entendimento das definições apresentadas neste capitulo. onde os músculos se contraem e as pessoas ou animais ficam “agarrados” não conseguindo se soltar. derivações. seja por falha do isolamento.2 Contato Indireto É o contato entre uma pessoa e uma parte metálica de uma instalação ou de um componente normalmente sem tensão. É perigoso. como parada cardíaca e respiratória. ou seja. que é composta por encanamentos. 4. contribui pela redução das perdas. Podemos fazer uma analogia com o circuito elétrico e concluir que a fuga de corrente é uma perda de energia devido a uma falha no isolamento da instalação ou por uma falha interna nos equipamentos. Os DR’s podem ser de acordo com as funções: Disjuntores Diferenciais Residuais e Interruptores Diferenciais Residuais É importante saber que ambos exercem também a função de comando e de proteção. para a conservação da energia das instalações. Na NBR 5410/90 foi destacada e ampliada e proteção contra choques elétricos. o que por outro lado.4. DISJUNTORES RESIDUAIS DIFERENCIAIS (DDR) São dispositivos que protegem contra sobrecargas. com o objetivo de tornar cada vez mais seguras e confiáveis às instalações elétricas de baixa tensão. um pouco de água se perderá pelo caminho. mas se ocorrer um vazamento. porque o usuário não suspeita de energização acidental e não esta em condições de evitar um acidente. ocorrerá uma fuga de água do encanamento. 4. Podemos verificar que se uma pessoa for vitima de um choque de 50mA em 2s. Esses equipamentos possuem disjuntores acoplados ao Diferencial. pois tais dispositivos não admitem correntes de fugas excessivas.

ligado aos disjuntores conforme configuração da tabela passada. não sobrando espaço físico. é só verificar a corrente total do circuito. Devemos estar atentos para algumas observações na instalação para o correto funcionamento. Nas instalações já existentes podemos instalar já nos quadros de distribuição tanto o DDR quanto o IDR. Ao utilizá-lo é necessária a instalação de disjuntores em serie. cozinha. A proteção contra sobrecargas e curto – circuitos. Banheiras de hidromassagem – devem utilizar os DR’s nos aquecedores com resistência blindada. o DDR ou IDR atuam. O condutor PE não é seccionado. conforme a configuração dada no item anterior. pois o IDR protege apenas contra fugas de corrente. Os DR’s ocupam normalmente no quadro de distribuição um espaço de três disjuntores. Ele deve ser instalado no quadro de distribuição de circuitos. Por exemplo: 1) quadro geral (somatório das correntes de todos os circuitos) com 60A = DDR de 60A 2) chuveiro 35A = DDR de 35A 3) se tivermos uma corrente de 50A. além de proteger contra incêndios de origem elétrica. ou seja. trazendo segurança e economia para o usuário. 300mA e 500mA. se houver qualquer problema de fuga de corrente. Torneiras elétricas ou chuveiros com carcaça metálica e resistência nua.: o mais utilizado é um DR para todos os circuitos. no lugar da chave geral ou em serie com a mesma. Já as sensibilidades de 300mA e 500mA. acione o botão “teste”. não há seletividade. e banheiras de hidromassagem. ou de um disjuntor tripolar (DR com sensibilidade de 30mA). representem um risco a segurança do usuário e devem ser substituídos por um com carcaça plástica ou com resistência blindada. Atenção: em nenhum caso interligar o terra ao neutro após o DR. Portanto. desligando todo o circuito. Isto significa que estes equipamentos de resistência nua. protegem as instalações contra fugas de correntes excessivas e incêndios de origem elétrica trazendo economia para o usuário. por ter uma dimensão menor. Para verificar se o dispositivo esta instalado e em perfeito funcionamento. 43 . utilizar o DR apenas com chuveiros de carcaça de plástico ou resistência blindada. Não possuem Disjuntores acoplados. pode-se fazer uma seletividade nos circuitos mais críticos. estes DR’s ocupam um espaço de 8 disjuntores no quadro de distribuição. Para calcular qual o DDR a ser utilizado. da área de serviço. Existem disjuntores diferenciais residuais que ocupam um espaço de 5 disjuntores. deve-se colocar um DDR ou IDR para cada circuito. como por exemplos: circuitos do chuveiro. fica por conta do disjuntor. Obs. choques elétricos e incêndio de origem elétrica. Os de 30mA são chamados de alta sensibilidade e protegem as pessoas e animais contra choques elétricos. Os DR’s e IDR’s podem ser instalados conforme configurações abaixo: Proteção de aparelhos: O neutro passa por dentro dos DR’s se o condutor de proteção (PE) não passa pelo equipamento. Projeta-se um quadro maior e instala-se um DR para cada circuito escolhido. É bom lembrar que o quadro de distribuição normalmente está com sua capacidade física quase no limite. é o mais viável. etc. o IDR. Nesta situação. apresentam geralmente fugas de corrente elevadas que não permitem que o DISPOSITIVO DIFERENCIAL RESIDUAL fique ligado.São destinados somente á proteção contra fugas de corrente. Para a instalação dos DR’s é necessário que exista um aterramento na instalação e o fio terra não passe pelo equipamento (ao contrario do neutro). Nas instalações a projetar (não executadas). Para obter seletividade. As sensibilidades dos DR’s são de 30mA. salvando vidas.

atendendo a todas as necessidades para as quais foi especificada. · Esquemas (unifilares e outros que se façam necessários). Dimensionar a proteção a ser utilizada sabendo-se que a tensão é de 127V. Partes componentes de um projeto elétrico: O projeto é a representação escrita da instalação e deve conter no mínimo: · Plantas.Enfim. conforme a NBR 5410/90. antes de executar uma instalação elétrica. · Dimensionar. instalação de telefones: enfim. quando necessários. Atestado de Responsabilidade técnica 5. devemos fazer um projeto detalhado da mesma. onde conste: a localização dos equipamentos (proteção. de comando. ela venha a funcionar perfeitamente. para garantir a qualidade e segurança. definir o tipo e o caminhamento dos condutores e condutos.). de medição de energia elétrica e demais acessórios. · Detalhes de montagem. definir o tipo e a localização dos dispositivos de proteção. impedindo o desperdício de energia por fuga excessiva de corrente e salvando vidas. Neste diagrama deverão ser anotados todos os detalhes necessários a perfeita execução do mesmo. etc. utilizando-se as convenções definidas pela NBR 5410. tomadas. é necessário traçar-se um diagrama com a disposição física dos elementos da instalação. a fim de que no momento da execução não venhamos a ter duvidas.1 Importância do Projeto Quando executamos um trabalho qualquer é necessário que antes tenhamos verificado o que fazer e como fazer. Assim.2 O Traçado do Diagrama – Convenções Para facilitar o entendimento do projeto. os circuitos especiais como antenas para TV. os condutores e eletrodutos a serem usados. uma vez pronta a instalação.3 Exemplo de Projeto 44 . Projetar uma instalação elétrica de uma edificação predial ou industrial consiste em: · Quantificar e determinar os tipos e localizar os pontos de utilização de energia elétrica. condutos e proteções). 2) Dimensionar a proteção necessária para proteger um circuito elétrico dos seguintes elementos: Quarto Sala de TV Corredor A tensão é de 127V 2 1 2 1 1 1 tomadas de 100VA ponto de luz de 150VA tomadas de 100VA ponto de luz de 180VA tomada de 100VA ponto de luz de 60VA 5. controlando o isolamento da instalação. 5. · Memória de cálculo (dimensionamento de condutores. Projeto de Instalações elétricas prediais e residenciais 5. · Dimensionar. · ART. interruptores. todos os detalhes para que. o DDR e o IDR são equipamentos de suma importância que devem estar sempre presentes na instalação elétrica. devidamente dimensionados. · Memorial descritivo. Exercícios: 1) Calcular a corrente do circuito que deverá alimentar 3 tomadas especiais de 600VA e 1 tomada de 100VA em uma cozinha.

Isto permitira elaborar a divisão dos circuitos.2m2 x 25W/m2 = 580W 19.0m = 19. utilizando as medidas na escala 1:1 A partir da planta baixa de uma residência. a partir do perímetro.3m + 2 x 6.4 / 5 = 3.4W (mais 3 x 6.8m2 x 3W/m2 = 59.4m = 19. somar as cargas de cada cômodo.4m = 23.5W: pelo menos uma tomada: 100VA 1 x 100VA 200 3 x 20VA 20VA 1 x 100VA 180 Total (VA) Sala Área Perímetro Iluminação Tomadas 4.0m = 18.2m2 2 x 4.3m x 6.5m x 1. calcular a carga de iluminação.5m = 8.3m + 2 x 5. a partir da área.6m 19.25m2 x 10W/m2 = 82.3m x 5. calcular o número de tomadas de cada cômodo.25m2 -----8. vamos projetar a instalação da residência com os seguintes cômodos e Nome do cômodo Quantidade Sala 01 Cozinha 01 Quartos 03 Banheiro social 01 Banheiro suite 01 Depósito 01 Garagem 01 Área de serviço 01 Exercício: Esboçar a planta baixa da residência de acordo com a divisão apresentada. devemos adotar os seguintes procedimentos: calcular o perímetro e a área de cada cômodo.88 600VA 4 x 100VA 1000 45 .4m 23.8m2 2 x 3.5W do reator) pelo menos uma tomada 5. Em seguida estão representados estes cálculos para cada cômodo.respectivas dimensões: Para que possamos visualizar melhor. Total (VA) Varanda Área Perímetro Iluminação Tomadas Garagem Área Perímetro Iluminação Tomadas 3.

5VA 1 x 100VA 127 46 .9m = 8.2m2 x 20W/m2 = 204W 12.9m = 11.4m x 3.6 / 5 = 2.5m + 2 x 2.56 3.8m 4.5m + 2 x 2.9m = 10.3m2 2 x 1.0m = 10.5m x 2.3m2 x 20W/m2 = 226W 13.Banho social Área Perímetro Iluminação Tomadas Quarto 1 Área Perímetro Iluminação Tomadas Quarto 2 Área Perímetro Iluminação Tomadas Quarto 3 Área Perímetro Iluminação Tomadas Banho suíte Área Perímetro Iluminação Tomadas 1.3m2 2 x 3.5m x 2.0m = 12.4m + 2 x 3.3m2 x 10W/m2 = 43W (mais uma arandela de 60W) pelo menos uma tomada 3.4m x 3.5m = 11.56 4.25m2 2 x 2.9m x 2.2m2 2 x 3.5W) pelo menos uma tomada 20VA 6.0m = 10.9m = 7.2m2 x 20W/m2 = 204W 12.5m = 6.25m2 x 3W/m2 = 21.9m + 2.2m2 2 x 3.8 / 5 = 2.8m 10.0m2 2 x 4.0m = 12.0m + 2 x 1.75W (mais um reator de 6.0m 6.6m 11.8m 10.0m2 x 10W/m2 = 60W (mais uma arandela de 60W) pelo menos uma tomada: 60VA 60VA 1 x 100VA 220 200VA 3 x 100VA 500 200VA 3 x 100VA 500 220VA 3 x 100VA 520 60VA 60VA 1 x 100 VA 200 Total (VA) Deposito Área Perímetro Iluminação Tomadas 2.9m = 13.4m + 2 x 3.8 / 5 = 2.9m = 4.8m 7.0m x 1.72 3.

assim distribuídos: Totais Circuito 1 (iluminação) Varanda Garagem Sala Banho social Cozinha Área de serviço Deposito Circuito 2 (iluminação) Quarto 1 Quarto 2 Quarto 3 Banho suíte Corredor Circuito 3 (tomadas simples) 47 200VA 200VA 220VA 120VA 100VA 100VA 80VA 600VA 120VA 53VA 53VA 27VA 1033VA Totais 840VA .7m + 2 x 4. ainda.2m2 x 3W/m2 = 39.2m2 2 x 3.8m2 x 4W/m2 = 43.5m = 7. somando 7 circuitos.3m + 2 x 4. um circuito para tomadas especiais da cozinha e área de serviço e dois circuitos para chuveiro elétrico. a instalação deverá ser dividida em dois circuitos de iluminação. de aproximadamente 4400W para cada um.0m = 13.6m 13.6/5 = 2.4m 10. a carga de dois chuveiros elétricos.6W 2 x 20VA (mais dois reatores de 6. dois circuitos para tomadas comuns. Com base no item 2.Área de serviço Área Perímetro Iluminação Tomadas Cozinha Área Perímetro Iluminação Tomadas Corredor Área Perímetro Iluminação Tomadas 1m x 7.5 = 3.3m x 4.2W (mais dois reatores de 6.7m x 4.0m = 14.83 3.5W) 13VA 14.0m = 13.2W) 13.4/3.0m = 10.8m2 2 x 2.5m2 7.92 1 x 600VA + 2 x 100VA 853 2 x 20VA 13VA 2 x 600VA + 2 x 100VA 1453 Alem destas cargas deverá ser considerada.5m2 x 10W/m2 = 75W pelo menos uma tomada 100VA 1 x 100VA 200 2.4.

Esta distancia deverá ser reduzida para 3m para cada curva de 90° intercalada no trecho 48 . a interligação entre os diversos trechos dos circuitos. situadas no teto (lembrando-se que estas caixas são feitas. O próximo passo é interligar os elementos de cada circuito através de eletrodutos. de duas dimensões diferentes). com oito furos.Sala Banho social Cozinha Área de serviço Deposito Corredor Circuito 4 (tomadas simples) Quarto 1 Quarto 2 Quarto 3 Banho suíte Sala Circuito 5 (tomadas especiais) Cozinha Área de serviço Circuito 6 (chuveiro elétrico) Banho social Circuito 7 (chuveiro elétrico) Banho suítes Total Geral: 100VA 200VA 200VA 100VA 100VA Varanda Garagem 300VA 100VA 100VA 1200VA 300VA 300VA 300VA 100VA 100VA 1100VA 1200VA 600VA 1800VA 4400VA 4400VA Totais (VA) 4400VA 4400VA 14. o cruzamento entre os eletrodutos deve ser evitado. sempre que possível. a partir do quadro de distribuição de circuitos (QDC). seguir o caminho mais curto. a distancia máxima entre duas caixas consecutivas não deverá ultrapassar 15m nos trechos retos. procurando respeitar algumas regras básicas: o traçado do circuito deverá. para não comprometer a rigidez estrutural da lage. sempre deverá ser feita através das caixas para luminárias.773VA Em seguida vamos dimensionar os pontos de iluminação e tomada de cada cômodo. evitando-se o retorno dos condutores no sentido do QDC. normalmente.

O momento elétrico deste condutor. entre o QDC e a primeira luminária. a todo o momento.77ª. O calculo das correntes é feito a partindo-se do ponto mais distante do quadro de distribuição e somando-se os valores.00 – 0. que vai da luminária da sala até a luminária da varanda. à medida que se aproxima do mesmo. a corrente circulante é de 0.5mm2 de 49 . Assim.5 A. colocam-se somente as cargas do circuito. para o caso de 2 condutores no eletroduto.4). Neste desenho. sendo a distancia entre as luminárias.79 1.57 1. cada circuito separadamente.5m).5mm2.16 0. na aparece no desenho.79A x 3.70m (3. igual a 3.m (0. Devem ser considerados ainda os condutores mínimos especificados por norma para cada tipo de instalação (ver item 2. fazer uma tabela com os valores das correntes das cargas de trecho do circuito para evitar que.5 40 57 60 100 200 220 300 600 1800 POTENCIA (VA) 4400 CORRENTE (A) (127V) 0.73 2. É conveniente.m. antes de começar os cálculos.36 4. Assim tem-se: POTENCIA (VA) 20 26. com todos os cômodos e as respectivas correntes e potências de consumo: Para acompanhar o processo de calculo. seja necessário calcular novamente valor já existente. No primeiro trecho. que deve ser feito com fio de 0.45 0. para uma queda de tensão de 2% em que 127V é de 110 A. Ao tomar as medidas de comprimento dos circuitos. para o “pé direito” igual a 3m devem ser acrescidos mais 2.21 0. Exercício: Desenhar um único traçado.30) de fiação. Caso passem pelo mesmo eletroduto condutores de dois ou mais circuitos diferentes.79 A. admite uma corrente máxima de 17. Assim sendo.31 0. Para facilitar o entendimento e o calculo. depois.5m: o momento elétrico resultante será de 2. deve ser adotado para esse trecho. no primeiro trecho do circuito. ou seja. nos circuitos residenciais monofásicos. O condutor mínimo admissível por norma para esta situação é o de 1. usa-se desenhar o diagrama por partes. tais como as campainhas e os condutores que passarão em cada trecho do circuito. portanto.72 14. deverá ser considerada a corrente de todas as cargas do circuito. Exercício: Executar o traçado de cada circuito a fim de fazer a conexão com o distribuidor geral Calculo dos Condutores Para a determinação de seção dos condutores a serem usados. não pode ser esquecido o trecho do fio que é vertical e. superior aquela calculada. verificar qual o fio indicado. os mesmos deverão ser identificados. na ligação de uma tomada baixa ( ≅ 30cm). pelos dois processos já vistos (momento elétrico e máxima corrente admissíveis).17 CORRENTE (A) (127V) 20 Deve-se lembrar que.Nesta ocasião deverão ser lançados também os interruptores e demais elementos necessários. todos os condutores instalados em um eletroduto devem ser considerados como condutores carregados.47 0. Por exemplo. deve-se calcular a corrente circulante em cada trecho do circuito e medir o comprimento dos mesmos e. tome como exemplo o trecho que vai desde o QDC até a luminária da varanda.5mm2 que. deixando de fora toda a parte de comando (interruptores) e o circuito da campainha. condutor de 1. também superior ao valor calculado.

37A.13A): a distância considerada será a do QDC ao teto (1.m 110A.5m) mais a distância até a luminária (2. a corrente circulante será a soma de todas as correntes que chegam a luminária mais a corrente da própria luminária (8. podemos avaliar as quedas de tensão.5mm2.75 + 23.m 2% 6.17 + 8.88A.52A.5mm2 – 127V – 2.59% Total: 1.m Os cálculos dos outros circuitos são feitos usando a mesma metodologia do circuito 1.77A. trechos de maior carga.m 2.m Através de uma regra de três simples.m x4 = 0.30% 20. Para o circuito 1 o momento elétrico total será: MEt = 6. verifica-se que o condutor é de seção 1.m 6.75 A).m x1 = 0.0%) = 110A. entende-se por analogia.m x3 = 0.88 + 32. Entretanto.32A. Se não forem ultrapassados os limites.5 – 127V – 2.05% 8.09A. que percorre o seu tronco.m = 6.5 ou deixa-se sem qualquer indicação por se tratar do condutor mínimo admissível).m x1 = 0. a pratica recomenda fazer esse calculo somente para os maiores trechos. que os limites nos outros ramais também não serão ultrapassados.m ME do condutor: (#1.5m).17A.81A.m x2 = 0. Para o circuito 2: MEt = 1. Para o calculo dos condutores. ou seja.12% MEt = 76.37A.12% 16.75A.0% 1.81 + 12.m x 2% x1% = 6.m 2% x1% x1% x 110A.23% 50 . Como já citado anteriormente. deve-se começar pelo ponto mais distante em relação ao QDC para que se possa levantar a corrente total do circuito.13 = 48.seção (normalmente indica-se #1.02% 2.38% 32.37 + 16. Fazendo os cálculos e considerando 8 condutores carregados (corrente máxima admissível = 8.39% Exemplos de cálculos: 110A. Assim.37A. Para se fazer a verificação é necessário calcular essa queda de tensão total em todos os ramos do circuito (a partir do QDC).37 A.m x3 = 0. a queda de tensão máxima admissível a partir do QDC é de 2%.32 + 20.9A.m x4 = 0. obtém-se as quedas de tensão: 110A. Quando considerado o ultimo trecho.M x2 = 0.52 ME do condutor: (1.16% 12.m x 2% / 110A. de acordo com as tabelas a seguir:.m x1% = 0.0%) = 110A.

25 + 47.m 182Am.44A.m 2.88 = 53.25A.11% 18.12% 17.m x3 = 0.94 + 19.88% Para o circuito 6: 1 = 4400VA / 220V = 40A MEt = 20A x 5.04% x5 = 0.28% Total: 0.0% 3.21% Total: 0.0%) = 182A.4m = 108A.0%) = 506A.85A.5 – 127V – 2.m x2 = 0.m x2 = 0.0% 108Am.m 2.m x4 = 0.25 = 94.m x2 = 0.13A.98A.94A.20% 19.m x1 = 0.16A.m 2.09 + 17.03% 11.m x5 = 0.42% 0.5 – 127V – 2.10% 9.m 51 .44 + 9.28A.84% Para o circuito 5: MEt = 47. 2.m x3 = 0.88A.44A.10A.49A.52% 47.21% 25.m 182A.0%) = 182A.09A.44 + 9.50A.m x1 = 0.0%) = 182A.23.52% Total: 1.0% 47.m ME do condutor: (#4.2m = 244A.m x5 = 0.25A.m ME do condutor: (#4.0 – 220V – 2.m ME do condutor: (#2.m Total: Para o circuito 3: MEt = 5.0 – 220V – 2.45A.58% Para o circuito 4: MEt = 3.0%) = 506A.16 + 11.98 = 77.m 506A.43% Para o circuito 7: 1 = 4400VA / 220V = 40A MEt = 20A x 12. x1 = 0.m ME do condutor: (#2.28 + 25.5 – 127V – 2.m ME do condutor: (#2.m 182A.0% 5.m x1 = 0.06% 9.49 + 9.10% 9.85 + 18.m x4 = 0.

assim.506A.66A Circuito 5 (1800VA) In = 1800VA / 127V = 14. a corrente do mesmo nunca poderá ser superior a corrente máxima admissível para o condutor do circuito.44A Circuito 4 (1100VA) In = 110VA / 127V = 8.93% Calculo da Proteção Para proteção dos circuitos serão usados disjuntores termomagnéticos. Circuito 1 (1033VA) In = 1033VA / 127V = 8.13A Circuito 2 (840VA) In = 840VA / 127V = 6.m 1.61A Circuito 3 (1200VA) In = 1200VA / 127V = 9.0 – 220V – 1. 2. Deve-se ressaltar que a função do disjuntor. neste caso.17A Circuito 6 (4400VA) In = 4400VA / 220V = 20A Circuito 7 (4400VA) In = 4400VA / 220V = 20A Eletrodutos Os eletrodutos a serem utilizados deverão ser especificados de acordo com o item 6. Apresentação do Projeto: 52 ⇒ Id = Bipolar → 25A ⇒ Id = Bipolar → 25A ⇒ Id = Unipolar → 15A ⇒ Id = Unipolar → 10A ⇒ Id = Unipolar → 10A ⇒ Id = Unipolar → 10A ⇒ Id = Unipolar Ä 10A .0%) = 957A. e não as cargas instaladas.0% 873Am.773A / 220V = 40A MEt = 67.m ME do condutor: (#16. x1 = 0.m 957A.2.15A x 13m = 108A. é proteger a instalação.0% x1 = 0.m 244Am.96% Circuito: Do medidor até QDC 1 = 14.

Os condutos. Execução das Instalações Residenciais A norma brasileira para instalações elétricas de baixa tensão. .5mm2 e Ø 16mm. 2) Dimensionar a iluminação fluorescente e o número mínimo de tomadas para atender uma cozinha de 4m de comprimento e 3m de largura. recomenda-se a instalação dos cabos de tal maneira que os mesmos não sofram qualquer dano em função de bordas cortantes ou superfícies abrasivas. os valores precedidos do símbolo Ø correspondem ao diâmetro do eletroduto.Todos os condutores vivos. NBR – 5410/90 – item 6. inclusive a seção dos condutores e o diâmetro dos eletrodutos (desde que seja ressalvado na legenda. Observações: simbologia conforme item 2. é necessário um diagrama a parte com maiores detalhes do circuito especifico. calhas. condutores e eletrodutos não contados correspondem a: # 1. e função dos materiais e equipamentos disponíveis no mercado. Exercícios: 1) Dimensionar a iluminação incandescente e o número mínimo de tomadas necessárias para atender uma sala de 4m de comprimento e 3. Entretanto. conexões. serão analisadas somente aquelas maneiras relacionadas com as instalações residenciais. os valores precedidos do símbolo # corresponde a seção dos condutores em mm2. Assim.2. etc.6m de largura. . devendo ser usado.2.1 Instalações em Linhas Aéreas 53 . Dentro do escopo deste modulo. do mesmo circuito devem ser agrupados no mesmo conduto. tais como: chuveiros.O projeto deverá ser apresentado em escala usual. 6. Caso contrário.5mm2).4 circuitos Especiais Também deverão constar do diagrama os circuitos especiais. etc. com a segurança da instalação durante e após sua montagem. mudando assim todas as suas características quanto à condução de corrente. prevê a execução das instalações elétricas de varias maneiras diferentes. nas entradas de condutos em caixas de derivação ou equipamentos. 5. canaletas. devem ser constituídos de materiais não suscetíveis a corrosão ou protegidos contra elas. principalmente. não é necessário indicar o diâmetro dos eletrodutos de 16mm e a seção dos condutores de 1. entretanto. inclusive o neutro (se existir). 6. aquecedores. caixas de derivação. um embuchamento ou adaptador para proteger os cabos. contendo todos os dados necessários a sua boa execução.Toda curva de cabo deve ser feita de forma a evitar qualquer dano ao cabo. tais como eletrodutos. condutores especiais.10. que devem ser observadas para qualquer tipo de instalação e que se relacionam. bombas d’água. Projeto: Pesquisar sobre a ligação de uma bomba d’água com chave bóia (bóia automática de mercúrio). Os cabos ao serem instalados em eletrodutos não podem ficar sujeitos a esforços maiores do que aqueles para o qual foram projetados. em alguns casos. Existem algumas prescrições gerais. para tanto. etc. o cabo poderia ficar sujeito à tração.

4. Os cabos devem encontrar-se. como as residenciais. 54 . admitido pela norma. em vãos de até 15m. Em nenhum caso podem ser previstas com deflexão menor do que 90°.00m. devem obedecer a uma das seguintes condições: Estar a uma distancia horizontal igual ou superior a 1. Para dividir a tubulação em trechos não maiores que os especificados. em entradas de garagens residenciais. Os eletrodutos são fabricados. em locais acessíveis a veículos pesados. de PVC rígido (NBR – 6150) e metálicos flexíveis. em varas de 3m e a conexão entre duas peças deve ser feita através de luvas. Os trechos retilíneos e contínuos da tubulação não poderão ultrapassar a 15m. Em cada trecho da tubulação.50m. entre duas caixas. no máximo 270°. 4. Os cabos devem encontrar-se fora do alcance de janelas. exceto nos pontos de transição ou passagem de linhas abertas para linhas em eletrodutos.20m. “pesados” e “leves”. de passagem. seção superior a 6mm2. a uma altura igual ou superior a: 5. tais como dependências de serviço. Dentro dos eletrodutos só podem ser instalados condutores isolados. ou Estar acima do nível superior de janelas. os quais.50m acima do solo de sacadas. devem ser arrematados com buchas. presos ao fio ou cabo mensageiro com resistência mecânica adequada. Os eletrodutos normalizados podem ser rígidos de aço carbono (NBR – 5598. em áreas rurais. estacionamentos ou outros locais não acessíveis a veículos pesados. normalmente. nestes casos. Deve-se ter em mente que estas ligações devem corresponder a cargas de um mesmo consumidor. áreas de lazer. Em qualquer caso.2 Instalação em Eletrodutos As instalações em eletrodutos podem ser embutidas. cultivadas ou não.É comum o uso de linhas aéreas quando se deseja ligar cargas fora do corpo da residência. em relação ao solo. devem ter seção superior a 4mm2 e. o espaçamento entre os suportes deve ser igual ou inferior a 30m. e expostas. é o de 16mm2. A norma não faz qualquer referencia a eletrodutos plásticos flexíveis. que são utilizadas. não sendo permitida a utilização de condutores do tipo “a prova de tempo” ou cordões flexíveis. uma vez que as normas das concessionárias não permitem as interligações entre consumidores.5m.50m abaixo do solo de sacadas. terraços ou varandas. Devem ser empregados caixas de derivação: Em todos os pontos de entrada e saída dos condutores da tubulação. 2. este espaçamento deve ser reduzido de 3m para cada curva de 90°. Os eletrodutos são normalizados pelo seu diâmetro externo e pela espessura das paredes e são classificados como “extras”. 6. NBR -5624). normalmente. Tais observações são validas também para instalação de caixas de derivação. O diâmetro externo mínimo. para tanto. etc. podem ser previstas. Os condutores aéreos. e. no máximo.50m. Os condutores devem ser isolados. de tal forma que seja assegurada a resistência mecânica do conduto. A luva é uma vedação eficiente para evitar a penetração de umidade dando continuidade e regularidade à superfície interna: facilitando a passagem dos cabos. escadas. desde que. 3 curvas de 90° ou equivalente até. Podem também ser utilizados condutores de menor seção. Em todos os pontos de emendas ou derivação de condutores. ou Estar a uma distancia vertical igual ou superior a 0. em áreas industriais. ou Estar a uma distancia vertical igual ou superior a 3. em locais acessíveis apenas a pedestres. terraços ou varandas. sacadas. Nos trechos com curvas. iluminação. em vãos maiores. etc. etc.

Podem ser utilizados eletrodutos metálicos flexíveis para a ligação de motores ou aparelhos sujeitos a vibração e em maquinas que necessitam ser deslocadas para o uso. esta providencia é tomada com a finalidade de facilitar a enfiação.55 0. A quantidade de condutores que podem ser enfiados em um eletroduto depende do tipo de condutor (diâmetro externo) e do diâmetro interno do eletroduto.30 0.1mm.40 0. será: (6. Estas tabelas foram calculadas de tal maneira que.38 0.31 Consultando uma tabela de eletrodutos rígidos de aço carbono. de qualquer forma.1) 2 × 2 d2 ×N = = 15. ou reenfiação nos casos de modificações dos condutores nos eletrodutos. verifica-se que o indicado é o eletroduto de 20mm2. cujo diâmetro externo é de 6.para um só condutor).5mm K 0. ou seja: d2 ×N D= K Onde: D N d K diâmetro interno do eletroduto número de condutores diâmetro externo do condutor taxa máxima de ocupação Por exemplo. utilizamos a tabela. as emendas e conexões devem ser feitas dentro das caixas: os condutores só deverão ser enfiados depois que a rede de eletrodutos estiver concluída. expostos ao tempo. assim como todo o serviço de construção que os possa danificar. esses eletrodutos não devem ser embutidos.40 0.Os condutores devem ser contínuos de caixa a caixa. mesmo quando houver condutores de seções diferentes no mesmo duto. Entretanto. A única restrição imposta pela norma é relativa a parcela da área interna do eletroduto que pode ser ocupada (no máximo 55% .53 0. tipo LEVE 1. pode-se deduzir a expressão que da o diâmetro do eletroduto necessário.40 0. A taxa máxima de ocupação (relativa a área) dos eletrodutos por cabos isolados é dada pela tabela a seguir: NÚMERO DE CABOS ISOLADOS 1 2 3 4 Mais de 4 TAXA MÁXIMA DE OCUPAÇÃO CABOS SEM COBERTURA DE CABOS COM COBERTURA DE CHUMBO CHUMBO 0.31 0. é possível o dimensionamento. Esta tabela nos permite “transformar” as diferentes bitolas dos condutores em uma única para que possamos 55 D= . No caso de ter condutores com bitolas diferentes para serem instalados no mesmo eletroduto.35 Considerando-se as expressões matemáticas que relacionam o diâmetro e a área de uma seção circular e as taxas citadas na tabela. Anexo a este trabalho encontram-se tabelas para condutores e eletrodutos normalmente utilizados em instalações residenciais que dão o número máximo de condutores. “Relação entre as áreas dos condutores”. o diâmetro interno de um eletroduto capaz de conduzir dois condutores de 10mm2 isolados em PVC.40 0. nem utilizados nas partes externas das edificações ou. que podem ser enfiados em um eletroduto.

O eletroduto escolhido foi o de 31mm2. Através desta tabela procuramos a interseção entre o cabo de seção 10mm2 e o de 4mm2.dimensionar o eletroduto a ser utilizado. Cada ponta deve dar aproximadamente seis voltas sobre o condutor. conforme mostrado na próxima figura e em seguida torça uma sobre a outra em sentido oposto. raspe o condutor com as costas da lâmina.47 = 1. como se estivesse apontando um lápis. encontramos o valor 2.11 para se achar o seu equivalente em: 4mm2 = 5 x 2. As pontas devem ficar completamente enroladas e apertadas no condutor.55 + 3 = 13. Complete a torção das pontas com ajuda de um alicate.3 Algumas Observações Importantes sobre Instalações Elétricas Emendas e derivações: devem garantir a continuidade elétrica e a resistência mecânica do circuito.11 = 10.47. como mostrado. 6.41 + 5 = 6. retirando os restos do isolamento. basta consultar a outra tabela. no mínimo. a fim de eliminar a oxidação. nos fornece então o eletroduto de 31mm2. a interseção entre o cabo de 4mm2 e o de 10mm2 nos fornece o valor 0. retirando com um canivete ou estilete a cobertura isolante em PVC.41 cabos de 10mm2 Total = 1. Para tanto devem ser seguidos alguns procedimentos: Desencape as ponta do condutor. cruzando as pontas dos mesmos. 2ª opção: transformar os cabos de bitola 4mm2 em cabos de 10mm2. Para melhor entendimento vamos fazer o seguinte exemplo: Dimensionar o eletroduto que deverá conter 3 cabos de 2 e 5 cabos de bitola 10mm2. Execute sempre cortando em direção à ponta. Multiplicamos então o numero de cabos de 10mm2 por 2.41 cabos de 10mm2 A tabela “Número máximo de condutores instalados em eletrodutos”.11.55 cabos. 56 . bitola 4mm Para isto temos duas opções que conduzem ao mesmo resultado: 1ª opção: transformar os cabos de bitola 10mm2 em cabos de 4mm2. Caso o condutor apresente oxidação na região da emenda. Limpe o condutor. evitando-se assim que estas pontas perfurem o isolamento. 3 x 0. com o cuidado de não “ferir” o condutor. “Número máximo de condutores instalados em um eletroduto”. Observe as figuras abaixo: Emende os condutores.55 Total de cabos de 4mm2 = 10. Agora que já temos condutores de mesma bitola. Na tabela “Relação entre as áreas dos condutores”.

Observe abaixo uma emenda típica: Ligações dos Terminais Ao efetuarmos a ligação de um condutor em um terminal com o parafuso. através de uma resistência ou de um circuito eletrônico variam a intensidade luminosa da lâmpada instalada em seu circuito. Depois que a lâmpada esta acesa pode-se retirar o starter do circuito. passa a circular corrente entre os filamentos. deve-se tornar rígida a sua extremidade com solda. para evitar que o condutor escape debaixo da cabeça do parafuso. com starter: Quando fechamos o interruptor S. A função do capacitor ligado em paralelo com o starter é evitar o faiscamento entre os seus terminais durante a partida. luz mais branca. principalmente nas instalações comerciais. usa-se um fio mais fino enrolado sobre a emenda. vem sendo largamente adotada a iluminação fluorescente. Interruptores variados (dimmer) São interruptores que. o starter fecha e abre rapidamente. Para a ligação de aparelhos com cordões flexíveis. a fim de evitar que qualquer esforço mecânico efetuado sobre o condutor seja transmitido para os contatos elétricos. usar um terminal apropriado. Quando se trata de condutores maiores. ou então. A função do reator é provocar uma sobretensão durante a partida e depois evitar que a corrente atinja valores elevados. uma vez que não circula corrente pelo mesmo. usa-se torcer um condutor sobre o outro. a fim de garantir uma perfeita continuidade elétrica ao circuito. deve-se usar um nó de segurança nas extremidades do condutor. A instalação do dimmer é do mesmo modo do interruptor simples. ou seja.). quando ele está fechado os filamentos são aquecidos ionizando o vapor de mercúrio existente dentro do tubo e quando abre é dada a partida na lâmpada. deve-se fazer a volta no condutor no mesmo sentido da rotação do parafuso ao ser apertado. a fim de melhorar a resistência mecânica. Para analisarmos o seu funcionamento.Quando os condutores são de diâmetro pequeno. menor perda em forma de calor. Chaves de 3 posições 57 . sendo muito pratico. Em ambos os casos. principalmente para instalação em quartos de crianças. Quando o condutor for flexível (tipo cabo). Lâmpadas Fluorescentes Devido as grandes vantagens da iluminação fluorescente (maior rendimento luminoso. deve-se cobrir a emenda com solda. etc. vamos considerar uma lâmpada convencional.

Chaves de uso difundido em aparelhos de aquecimento (chapas térmicas. Como exemplo da tensão de contato pode-se citar o caso de uma pessoa. em principio. é a segurança das pessoas e animais que possam ter contato com a mesma. Assim. Ser instruídas. máquinas de coar café. cujo esquema de ligações é. A tensão de contato será 58 . Dimensionar o eletroduto que deverá conter 12 condutores de seção 6. toque uma torneira e num eletrodoméstico.1 Prevenção Uma das características importantes da NBR – 5410/90 alem da garantia de um bom funcionamento da instalação elétrica. etc.) de isolamento compatível com a tensão da instalação. médio e forte) que se deseja obter. Dotar as ferramentas (alicates. nada melhor que a prevenção dos acidentes. para garantia desta segurança. A tensão limite convencional (de contato) (VL) é o máximo da tensão de contato que pode ser mantida indefinidamente sem riscos à segurança de pessoas ou animais domésticos. que ao mesmo tempo.0mm2. 2. sobre socorros a prestar em casos de acidentes. etc. ser observadas algumas precauções. teórica e praticamente. obtém-se a maior temperatura (MAX). no qual haja um fio solto em contato com a estrutura do produto. As ferramentas elétricas portáteis deverão ser dotadas de isolação dupla ou reforçadas a fim de prevenir acidentes por falha na isolação básica. Os componentes da instalação elétrica deverão ser construídos e instalados de forma a evitar danos às pessoas. Ao fechar a chave 2 é ligada a resistência R2 (menor) que corresponde a temperatura intermediaria (MED). o seguinte: Exercícios: 1. Os modelos existentes no comercio. 7. chaves de parafusos. 7. 2 1 Ao fechar a chave 1 é ligada a resistência R1 (maior) que corresponde à temperatura menor (MIN). devendo para tanto. são do tipo “chaves rotativas”. tais como: Instalação dos interruptores de lamina (chaves de faca) de tal forma que seus contatos abram para baixo. a fim de evitar ligações acidentais. Dimensionar o eletroduto que deverá conter 6 condutores de seção 2. E. isolados em PVC cujo diâmetro externo é µ 47mm. as pessoas ocupadas em serviços elétricos deverão: Ser instruídas e esclarecidas sobre as precauções relativas ao seu trabalho.) que determinam a quantidade de calor (fraco.5mm2 e 4 condutores de 4mm2.2 Tensão de Contato Denomina-se “tensão de contato” a tensão que pode aparecer entre dois pontos simultaneamente acessíveis. O esquema básico de funcionamento destas chaves é o demonstrado no desenho. Quando se aciona as duas chaves simultaneamente. Segurança 7.

As perturbações causadas por um choque elétrico. A norma estabelece como limites máximos suportáveis para as tensões de contato. podendo produzir tremulação (fibrilação) do músculo cardíaco.30 90 0.60 0.2. com possível asfixia.10 220 0. A intensidade.18 150 0. outros locais em que as pessoas estejam em contato com a umidade. que se manifesta no organismo humano quando este é percorrido por uma corrente elétrica. o tempo de duração. a espécie e a freqüência da corrente elétrica. Os efeitos da perturbação produzida pelo choque elétrico variam e dependem de certas circunstancias.aquela que aparece entre os pontos tocados. 59 .12 0.08 500 0. os seguintes valores: Valores Máximos de Tensão de Contato Limite VL VL (V) Natureza da Corrente Situação 1 Situação 2 Alternada 15 . são principalmente: Inibição dos centros nervosos. Alterações no ritmo de batimento do coração.27 0.20 350 0. Tais medidas devem ser tomadas para evitar a ocorrência de “choques elétricos” perigosos.45 0.25 110 0. com conseqüente parada cardíaca. canteiros de obras. de natureza e efeitos diversos.1 Choque Elétrico Choque elétrico é a perturbação. tais como: O percurso da corrente no corpo humano.100Hz 50 25 Contínua pura (sem ondulação) 120 60 Os tempos de duração do contato estão limitados aos valores da tabela seguinte.36 0.04 Situação 1: ambientes normais Situação2: áreas externas. inclusive os que comandam a respiração. As condições orgânicas do individuo. após o qual a corrente deve ser interrompida.35 180 0. Alterações do sangue causadas por efeitos térmicos e eletrolíticos da corrente. Duração Máxima da Tensão de Contato Presumida Tempo máximo de atuação do Tensão de Contato Presumida + dispositivo de proteção (s) (V) Situação 1 Situação 2 25 ∞ 5 50 5 0.47 75 0. 7.17 0. Queimaduras de vários graus.

devemos anotar principalmente. crispação muscular e asfixia. asfixia. III) cujas características são: CLASSE 0 Características Sem meios de Principais proteção por Equipamento aterramento CLASSE I Proteção por aterramento previsto CLASSE II Isolação suplementar mais sem meios de proteção por aterramento CLASSE III Previsto para alimentação através de instalação de extra-baixa tensão de segurança 60 . Uma isolação que compreenda a básica e suplementar é chamada isolação dupla.3 Isolação e Classes de Proteção Os equipamentos elétricos podem ser isolados de várias maneiras. Isolação básica é uma camada simples.1). Acima de 100mA – asfixia imediata. queimaduras graves. do que a CC. De 9mA à 20mA – contrações musculares violentas. 7. aplicada sobre a básica. Assim. pode paralisá-lo. aplicada sobre as partes vivas para assegurar uma proteção básica contra choques elétricos. fibrilação ventricular. os efeitos dessas correntes sobre o ser humano. I. II.5 2 7 14 150 Como nas instalações comuns lidamos com CA 60Hz. Isolação suplementar é uma camada adicional.4. Quando o choque é em baixa tensão. pode se dar a crispação muscular. conforme se pode notar no quadro abaixo: Freqüência (Hz) 50-60 500 1000 5000 10000 100000 Limite Sensação (mA) 1 1. os equipamentos são classificados em quatro tipos (classe 0. as vezes. o processo de salvamento seria a respiração artificial. até uma contração violenta dos músculos. Quanto maior a freqüência.2). para aumentar a proteção. cada qual com suas características e aplicações específicas. distinta.Essas perturbações podem se manifestar todas de um a vez ou somente algumas. No quarto (mais de 100mA) o salvamento seria muito difícil e no ultimo casos praticamente impossível. Quando esta contração atinge o músculo cardíaco. Pode-se dizer: Até 9mA – não produz alterações de conseqüências mais graves. De 20 a 100mA – contrações violentas.4. mais elevado será o limite de sensação da corrente. No segundo e terceiro casos. o limite de sensação para CC é da ordem de 5mA e para CA é da ordem de 1mA. Isolação reforçada é o sistema de isolação único aplicado as partes vivas que asseguram um grau de proteção equivalente ao da isolação dupla. As sensações produzidas nas vitimas de choque elétrico variam desde uma ligeira contração superficial. se a zona toráxica for atingida. Contatos indiretos que são contatos de pessoas ou animais com massas que ficarão sob tensão devido a uma falha de isolamento (item 4. Vários Ampéres – asfixia imediata. De acordo com o tipo de isolação aplicada e as características de utilização. queimaduras. O homem é mais sensível a CA de freqüência industrial (50-60Hz). Os choques elétricos numa instalação podem provir de dois tipos de contatos: Contatos diretos que são os contatos de pessoas ou animais com partes vivas (condutoras) sob tensão (item 4. fazendo com que a vitima se agarre ao condutor sem conseguir soltar-se. fibrilação ventricular. perturbações circulatórias e.

Nas instalações residenciais são utilizados. O sistema TT tem um ponto diretamente aterrado. TN – C no qual as funções de neutro e de proteção são combinadas em um único condutor (condutor PEN) e TN – C – S. o conforto e a segurança. sem. Nota: consulte esta norma para estes casos.1 pág. os sistemas de distribuição se classificam em TN. Conservação de Energia Elétrica na Residência Com a finalidade de conceituar o termo Conservação de Energia estão apresentadas. àquelas situações que. 8. são caracterizadas essencialmente pelo banheiro. no entanto. 138. a seguir. sendo as massas ligadas a eletrodos de aterramento.1 Condutores de Proteção De acordo com o sistema de aterramento adotado.4 Situações na quais as pessoas possam estar Imersas A NBR 5410/90 dedica o capitulo 9 item 9. eletricamente independentes do eletrodo de aterramento da alimentação. O sistema IT não tem nenhum ponto de alimentação diretamente aterrado. A existência do condutor de proteção tem a finalidade de fornecer um melhor caminho para a corrente de falta. diminuir qualidade. os sistemas TN – C ou TN –C – S. O sistema TN tem um ponto diretamente aterrado. O que é conservação de energia elétrica? Conservar energia elétrica é utilizá-la de forma a obter o máximo beneficio com um menor consumo. TT e IT. no caso de instalações residenciais. Por que conservar? 61 .3. estando as massas aterradas. 7. onde os condutores neutros (N) e de proteção (PE) são distintos. De acordo com a disposição dos condutores. Tal preocupação pelos riscos particularmente apresentado. ou imerso. sendo que os condutores de proteção devem ser dimensionados pela tabela: Seção (S) dos condutores fase da instalação (mm2) Seção mínima dos condutores de proteção (mm2) S S ≤ 16 16 16 < S ≤ 35 S S > 35 2 Quando a tabela conduzir a uma seção não normalizada. adotar a seção logo acima na escala. normalmente. evitando os desperdícios ou o uso não adequado. evitando que a mesma circule pelo corpo da pessoa que vier tocar no aparelho. neutro e de proteção. em vista da melhor condutividade que apresenta o corpo humano molhado. quando somente em parte dos sistema as funções de neutro e proteção são combinadas em um só condutor. facilitando a operação do dispositivo de proteção. sendo as massas ligadas a este ponto através de condutores de proteção. este sistema se subdivide em: TN – S. para efeito de proteção.Precauções de Segurança Meio ambiente sem terra Ligação ao aterramento de proteção Não é necessária qualquer precaução Ligação a instalação de extra-baixa tensão de segurança 7. algumas definições que ajudarão o eletricista a compreender sua importância para o consumidor para a CEMIG e para o País.

aparentando ter uma luz mais “quente”. por exemplo. As definições são extraídas do Dicionário Brasileiro de Eletricidade. reproduzidas das normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas .2 Luminotécnica e Iluminação Conceitos sobre Grandezas Fotométricas O que é Luz ? Uma fonte de radiação emite ondas eletromagnéticas. em 30/12/85. portanto.ABNT. na tensão nominal de funcionamento. para o nosso País. As três cores primárias dosadas em diferentes quantidades permite obtermos outras cores de luz. amarelo e cyan.margenta. A cada definição. conforto e segurança sejam afetados. sem que a produção. 8. com o objetivo de otimizar o uso de energia elétrica. Grandezas e conceitos As grandezas e conceitos a seguir relacionados são fundamentais para o entendimento dos elementos da luminotécnica.Na verdade. 8. entre os limites de comprimento de onda mencionados (380 e 780m). Elas possuem diferentes comprimentos e o olho humano é sensível a somente alguns. verde e azul permite obtermos o branco. Se utilizássemos um filtro para remover a porção do vermelho da fonte de luz. Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – PROCEL O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – PROCEL foi criado pela portaria Interministerial nº 1877. a disponibilidade de recursos hídricos. as fontes de luz artificiais também apresentam diferentes resultados. seguem-se as unidades de medida e símbolo gráfico do Quadro de Unidades de Medida.Os custos crescentes. pelos Ministérios das Minas e Energias e o da Industria e Comercio. medida em lúmens. As lâmpadas incandescentes. Há uma tendência em pensarmos que os objetos já possuem cores definidas. a maçã refletiria muito pouca luz parecendo totalmente negra. a radiação eletromagnética capaz de produzir uma sensação visual.SI. Da mesma forma que surgem diferenças na visualização das cores ao longo do dia (diferenças da luz do sol ao meio-dia e no crepúsculo). Primeiramente deve-se conhecer onde a energia elétrica esta sendo consumida em uma residência. Luz é. e os grandes desperdícios fazem com que seja importante a conservação de energia elétrica. e acarreta uma conta menor de energia a ser paga pelo consumidor. sendo cerca de 6 vezes mais barato do que o kWh gerado. além de interpretações e comentários destinados a facilitar o seu entendimento. A sensibilidade visual para a luz varia não só de acordo com o comprimento de onda da radiação. a aparência de um objeto é resultado da iluminação incidente sobre o mesmo. a otimização dos investimentos. a baixa remuneração. tendem a reproduzir com maior fidelidade as cores vermelha e amarela do que as cores verde e azul. Podemos ver que a luz é composta por três cores primárias. a escassez de recursos. Sob uma luz branca. A combinação de duas cores primárias produz as cores secundárias . A combinação das cores vermelho. o custo de kWh conservado. mas também com a luminosidade. do Sistema Internacional .1 Medidas de conservação de energia elétrica na residência Como e onde fazer Conservação de Energia Elétrica. a maçã aparenta ser de cor vermelha pois ela tende a refletir a porção do vermelho do espectro de radiação absorvendo a luz nos outros comprimentos de onda. 62 . O fluxo luminoso é a quantidade de luz emitida por uma fonte. Vejamos algumas delas: Fluxo Luminoso Fluxo Luminoso é a radiação total da fonte luminosa.

é a quantidade de luz dentro de um ambiente. define uma nova grandeza luminotécnica. Portanto é o Fluxo Luminoso irradiado na direção de um determinado ponto. Essa direção é representada por vetores.Símbolo:  Unidade: lúmen (lm) Intensidade Luminosa Se a fonte luminosa irradiasse a luz uniformemente em todas as direções. Em outras palavras a equação que expressa esta grandeza é: Símbolo: E Unidade: lux (lx) Na prática. Considerase por isso a iluminância média (Em). Tal fato. Como o fluxo luminoso não é distribuído uniformemente. denominada de Iluminamento ou Iluminância. 63 . o Fluxo Luminoso se distribuiria na forma de uma esfera. Existem normas especificando o valor mínimo de Em. indica o fluxo luminoso de uma fonte de luz que incide sobre uma superfície situada à uma certa distância desta fonte. e pode ser medida com o auxílio de um luxímetro. razão pela qual é necessário medir o valor dos lúmens emitidos em cada direção. cujo comprimento indica a Intensidade Luminosa. Alguns dos exemplos mais importantes estão relacionados no anexo 1 (ABNT NBR 5523). é quase impossível de acontecer. Símbolo: I Unidade: candela (cd) A luz que uma lâmpada irradia. porém. para ambientes diferenciados pela atividade exercida relacionados ao conforto visual. Expressa em lux (lx). relacionada à superfície a qual incide. a iluminância não será a mesma em todos os pontos da área em questão.

em cd/m² I = Intensidade Luminosa. 64 . Em outras palavras. em graus Eficiência Luminosa As lâmpadas se diferenciam entre si não só pelos diferentes Fluxos Luminosos que elas irradiam.em cd A = área projetada. mas também pelas diferentes potências que consomem. a menos que sejam refletidos em uma superfície e aí transmitam a sensação de claridade aos olhos. A essa grandeza dá-se o nome de Eficiência Energética (antigo “Rendimento Luminoso”). nenhuma é visível. Expressa o rendimento de uma lâmpada ou de um aparelho de iluminação. Essa sensação de claridade é chamada de Luminância. equação que permite sua determinação é: onde L = Luminância. é a Intensidade Luminosa que emana de uma superfície.Luminância Das grandezas mencionadas. Por conseguinte. os raios de luz não são vistos. em m² a = ângulo considerado. pela sua superfície aparente. É razão entre o fluxo luminoso (em lúmen) e a potencia elétrica absorvida (em watt). é necessário que se saiba quantos lúmens são gerados por watt absorvido. Para poder compará-las. isto é.

não é necessário troca-la tantas vezes. Se você ligar uma lâmpada de tensão 115/120 volts em rede de 127 volts. Para que isso ocorra. Dessa forma. lavanderia e garagem. portanto em suas extremidades eletrodos de tungstênio. é a menos eficiente dos tipos encontrados usualmente. Tipos de lâmpadas usuais Incandescentes Operam através do aquecimento de um fio fino de tungstênio pela passagem de corrente elétrica. A tabela abaixo mostra o comparativo entra alguns tipos de lâmpadas comerciais. são de 40. mais econômico é o uso da fonte de luz. As potenciais mais usadas das lâmpadas incandescentes para uso domestico. ou seja. alem de proporcionar excelente reprodução de cores e ter dimensões reduzidas. A tensão e a potencia das lâmpadas podem ser identificadas através do valor nominal e da potência de consumo. A Unidade de medida é lúmen por watt (lm/W). 100 e 150 watts. em compensação. Fluorescentes São lâmpadas que usam descargas elétricas através de gás. Consistem em um bulbo cilíndrico de vidro revestido de material fluorescente (cristais de fósforo). inscritas no bulbo de vidro que envolve o argônio e o tungstênio. resultando em maior eficiência luminosa maior do que das incandescentes comuns. 60. é melhor utilizar lâmpadas fluorescentes que duram e iluminam mais que as incandescentes. Com relação a cor irradiada podem ser encontradas em diversas tonalidades. Fazendo uma analogia hidráulica. Embora seja a mais comum. Inicialmente tem-se um gasto maior. As lâmpadas halógenas são lâmpadas incandescentes construídas num tubo de quartzo com vapor de metal halógeno no bulbo. a lâmpada tem que ser usada na tensão certa. As lâmpadas fluorescentes são usadas na iluminação geral e necessitam. dura dez vezes mais que a incandescente. Em locais como cozinha. sem diminuição da vida útil. banheiro. reduz o valor da conta. seria relação da quantidade de água que sai de uma bomba ate um certa cota e a potencia elétrica necessária. a vida media da lâmpada cai para cerca de 350h. portanto. A vida media de uma lâmpada incandescente é de 1000h. São utilizadas na iluminação geral. para o seu funcionamento. dependendo do fabricante. nas diversas tensões. contendo vapor de mercúrio a baixa pressão em seu interior e. o que permite ao filamento atingir temperaturas mais elevadas. alem disso economiza energia elétrica e.quanto maior a eficiência luminosa. de dois equipamentos auxiliares. conforme a finalidade deverá ser aplicado o tipo de lâmpada adequado. Uma lâmpada fluorescente tem uma vida media de ate 10000h. mas. Reator 65 .

1 Apesar das lâmpadas fluorescentes compactas serem mais caras que as incandescentes. Sua vida útil é em torno de 8000h. Usado para ligar e desligar os eletrodos (em caso de reatores de partida convencional). Algumas.5 400 38. produção de calor. com reator eletrônico.Existem dois tipos: Convencional e o de Partida Rápida (não necessita de starter).1 40 470 11. substituindo com muita vantagem as lâmpadas incandescentes. Com comprimento variado de 104mm a 134mm. tem vasto campo de aplicação. mais comuns) e permitem o desenvolvimento de novas aplicações em luminária a serem utilizadas na iluminação. Lâmpadas fluorescentes compactas As fluorescentes compactas possuem baixas potencias (5 a 13 watts. Starter Usado para produzir a sobretensão necessária ao inicio da descarga e para limpar a corrente.8 9 12. substituem a lâmpada incandescente.8 7 10. Lâmpadas Fluorescentes Compactas Lâmpadas Incandescentes Potência da Potencia total Fluxo Eficiência Fluxo Eficiência Potencia lâmpada (incluindo reator) luminoso luminosa luminoso luminosa (watt) (watt) (watt) (lúmen) (lm/W) (lúmen) (lm/W) 5 8 250 29. Tipo de lâmpadas Incandescentes Potencia (watts) 40 60 Tabela de Características das Lâmpadas Fluxo Vida Vantagens Desvantagens Observações luminoso media (lumens) (h) 470 1000 Iluminação geral e Baixa eficiência Ligação imediata localizada de luminosa. Nota: existem lâmpadas fluorescentes compactas de diversas potencias tamanhos e tipos diferentes. alta sem 780 interiores.5 600 48 60 780 13 13 17 900 52. elas são bem mais econômicas e sua utilização se justifica quando são usadas por mais de 3h por dia. necessidade de 66 . A tabela a seguir mostra as características das fluorescentes quando comparadas as incandescentes.4 25 220 8.9 75 980 13.

00 150 40 100 40 100 40 12. Tabela Prática para escolha de Lâmpadas Potencia total das lâmpadas (Watts (W)) Área do Sala. Pela tabela.50 200 80 200 80 150 60 * Potencia da lâmpada sem reator Potencia total das lâmpadas (Watts (W)) Corredores e escadas (m) Incandescentes Fluorescentes Até 3 40 15 3 a 4. podendo mudar dependendo do fabricante. de cores. do tamanho e do tipo do cômodo. copa e cozinha Quarto e varanda Banheiro cômodo (m2) Maior Até Incandescente Fluorescente Incandescente Fluorescente Incandescente Fluorescente que 6. Verifique na tabela pratica a seguir.50 100 40 100 40 100 20 10.50 100 40 100 20 60 15 7.00 14.00 200 60 150 60 100 40 16.O.100 1480 150 2360 15 800 7500 Fluorescente 20 1060 comum 30 2075 Ótima eficiência Necessidade de 40 2775 10000 luminosa e baixo dispositivos Custo elevado de custo de auxiliares (reator 60 3850 instalação.5 a 5.00 200 80 150 60 150 60 20.00 20. Para a escolha correta da iluminação. Se as paredes forem escuras.25 7. 85 5900 relação as H.00 22.5 60 20 4.: a tabela acima apresenta valores médios. A Determinação da Iluminação Adequada A iluminação depende de vários fatores: A altura da luminária. use o valor de potencia da lâmpada imediatamente superior. etc. pisos e tetos.25 60 20 60 15 60 15 6. Boa vida de partida 5 250 media rápida) Fluorescente 7 400 8000 compacta 9 500 13 900 Obs. tipo de lustre ou globo.00 16. cores das paredes. tipos de lâmpadas. Boa reprodução somente reator 110 8300 incandescentes. em Fluorescente mais starter ou 10000 funcionamento. a lâmpada incandescente indicada é de 100 watts ou lâmpada fluorescente de 40 watts. Exemplo: A área da varanda é de 12m2 (3m de largura e 4m de comprimento).50 10. proceda da seguinte forma: Calcule a área do cômodo (comprimento multiplicado pela largura). a potencia da lâmpada.00 150 60 150 40 100 40 14.50 12.5 100 20 67 .

Bulbo enegrecido Recomendações Substitua a lâmpada Curta duração. possíveis causas e recomendações quanto a utilização das lâmpadas incandescentes e fluorescentes. Bulbo enegrecido Curta duração e quebra do filamento Luz muito intensa e curta duração Luz fraca e avermelhada Verifique as condições de ventilação do aparelho de iluminação Monte o lustre sobre suportes antivibratórios Substitua a lâmpada por uma de tensão compatível com a instalação elétrica Substitua a lâmpada por uma de tensão compatível com a instalação elétrica Problemas em lâmpadas fluorescentes Problemas Possíveis causas Recomendações Falha normal do fim da vida da Troque a lâmpada lâmpada Lâmpada que tremula Se a lâmpada é nova É provável que o fenômeno desapareça acendendo e apagando Se a lâmpada é relativamente nova pode ser que o starter esteja Troque o starter defeituoso Diminuição do fluxo Uso prolongado superior a duração Troque a lâmpada antes do seu termino luminoso media da lâmpada Eletrodos queimados ou interrompidos Troque a lâmpada Starter falho Troque-o A lâmpada não acende Assegure-se que a lâmpada esta Ligações incorretas devidamente assentada nos contatos Uso prolongado superior a duração Enegrecimento nas Troque a lâmpada media prevista para a lâmpada extremidades da lâmpada Reator e starter com defeito Providencie as trocas necessárias As extremidades da Reator defeituoso ou starter pode estar Providencie a troca necessária lâmpada ficam acesas em curto circuito Baixa tensão da instalação elétrica.3 Recomendações Úteis para Utilização Adequada das Lâmpadas Uma instalação inadequada pode ser prejudicial. Problemas em lâmpadas incandescentes Possíveis causas Funcionamento da lâmpada por tempo superior a sua duração Funcionamento da lâmpada com temperaturas excessivamente elevadas A lâmpada esta exposta a vibrações ou batida A tensão da lâmpada é inferior a tensão da instalação elétrica A tensão da lâmpada é superior a tensão da instalação elétrica Problemas Sensível diminuição do fluxo luminoso emitido pela lâmpada. assim o uso de lâmpadas de maior potencia e maior consumo de energia elétrica. dentro da faixa de operação lâmpada Recorra a aparelhos que proporcionem Temperatura ambiente muita baixa proteção térmica 8. Os tetos e as paredes internas devem ser pintados com cores claras.A seguir estão representados os principais problemas. ocasionando problemas de visão ou provocando acidentes. 68 . ou Verifique se a tensão de reator esta Dificuldades para acender a baixa qualidade do reator. para evitar.

etc. Aquisição Deve ser observada a etiqueta laranja fixada na parte frontal.. a seguir. trabalhos manuais. etc. deixando que a luz natural ilumine o ambiente. etc. devem ser sempre limpos. como globos. Onde for maior iluminação (para leitura. a capacidade em litros (amanho). Geladeira 1 porta 69 . devem ser usadas lâmpadas de maior potencia para a mesma quantidade de watts necessários. Para a decisão da aquisição. substitua as lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes compactas.. Não devem ser deixadas lâmpadas acesas em 8. arandelas. para a seu aquisição e manuseio são muito importantes.) devem ser utilizados abajures. Os locais onde estão instaladas as lâmpadas. Devem ser usados lustres ou globos de maior rendimento. pois as lâmpadas serão ligadas quando realmente necessário. lustres. pois estes aparelhos possuem o seu consumo sob controle governamental. Uma lâmpada fluorescente compacta de 9W tem iluminação equivalente a uma incandescente de 60W e dura cerca de 8 vezes mais. ou seja. arandelas. deve-se comparar os aparelhos de mesma faixa de volume. as recomendações dadas. Poe exemplo: um lustre de vidro claro (transparente) ilumina mais que um de vidro leitoso ou de cor. Sempre que for possível. Assim. Deve ser evitado acender lâmpadas durante o dia. Sempre que possível.4 Geladeira ou Freezer A geladeira (ou refrigerador) é responsável por cerca de 30% do consumo de energia elétrica. 2 ou 3 portas e freezer. Ela poderá oferecer maior conforto e economia. A temperatura do congelador e o volume interno devem ser adequados as necessidades do consumidor. A sujeira diminui o nível de iluminação. Por exemplo: uma lâmpada incandescente de 100W ilumina tanto quanto duas lâmpadas incandescentes de 60W cada.cômodos desocupados. marca e o consumo médio de energia por mês (kWh/mês). optando-se pelo de menor consumo de energia elétrica (número estampado em evidencia na etiqueta) e dentro das possibilidades financeiras do interessado. iluminação localizada. contendo. modelo. A seguir estão representadas tabelas com dados de geladeiras de 1 porta.

80 8.0 Brastemp -12.00 85.7 38.80 72.60 90.30 89.6 45.0 Fonte: PROCEL – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica Geladeira 2/3 portas Capacidade interna (em litros) 230 250 253 254 270 Modelo RG2801 SL2285 RU-26 BRA-26 01310-D Marca Temperatura congelador (°C) Consumo de energia (kWh/mês) 36.80 12.5 405 BRF-41 Brastemp -18.7 37.0 310 RU-31 Cônsul -12.80 8.0 254 BRA-26 Brastemp -12.8 392 RD-40 Cônsul -18.20 70.0 253 RU-26 Cônsul -12.00 9.20 9.3 33.0 3.0 4.0 4.6 405 BRF-41 Brastemp -18. Westinghouse -18.0 4. Westinghouse -18.80 12.0 50.20 77.0 270 01310-D Prosdócimo -12.6 394 RG39SL Gelomatic -18. Westinghouse -18.20 77.40 15.0 Tempo Capacidade Temperatura Congelamento máximo Consumo Tensão conservação de energia interna Modelo Marca congelador capacidade (volts) (em litros) (°C) (kg/24h) sem energia (kWh/mês) (horas) 306 BRF-30 Brastemp -18.20 6.0 4.0 230 RG2801 Esmaltec -12.7 327 RW33SL W.50 75.0 Steigleder -6. Westinghouse -18.3 42.0 38.0 220 394 RW39SL W.0 4. Westinghouse -18.0 2001 294 BRA-30 Brastemp -12.00 85. Westinghouse -18.0 4.50 86.20 6.6 38.Tensão (volts) Esmaltec -12.8 415 RW41SF W.5 Fonte: PROCEL – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica Congeladores Verticais – Freezer 70 .80 92.0 37.7 306 BRF-30 Brastemp -18.0 220 Continental 290 RDC300 -12.5 327 RW33SL W.1 414 RW41SF W.0 4.20 9.0 2001 294 BRA-30 Brastemp -12.5 44.0 324 BRA-33 Brastemp -12.5 49.6 28.0 127 394 RW39SL W.40 15.0 127 Continental 290 RDC300 -12.4 36.30 86.0 Prosdócimo -12.0 3.0 310 RU-31 Cônsul -12.0 4.0 4.9 31.5 394 RG39SL Gelomatic -18.80 9.6 28.0 Cônsul -12.80 9.60 95.3 40.0 307 01341-D Prosdócimo -12.0 4.7 36.00 9.0 4.7 392 RD-40 Cônsul -18.3 37.0 4.20 70.0 286 SL2285 Steigleder -6.0 307 01341-D Prosdócimo -12.

0 42.0 -22.0 53.0 50.0 -20.75 11.00 11.0 38.00 21.0 11.0 -21.0 -20.0 -20.0 52.0 -20.0 57.0 -22.00 7.00 11.0 11.00 -21.0 -21.0 11.0 -22.00 8.70 11.0 55.0 -20.00 11.00 11.00 6.0 66.00 15.00 6.Tensão (volts) Capacidade interna (em litros) 172 172 180 210 210 210 230 248 248 248 254 265 274 277 172 172 180 210 210 210 230 248 248 248 254 265 274 277 Modelo 04180C 04180S VU-18 CW21SL 04220C 04220S VU-23 04260C 04260S CW25SL BCA-26 VFC-280 VU-28 VFC-300 04180C 04180S VU-18 CW21SL 04220C 04220S VU-23 04260C 04260S CW25SL BCA-26 VFC-280 VU-28 VFC-300 Marca Prosdócimo Prosdócimo Cônsul W.00 21.0 -18.0 -20.00 7.00 13.70 11.00 11. Westinghouse Prosdócimo Prosdócimo Cônsul Prosdócimo Prosdócimo W.0 53.0 -20.0 50.0 66.0 -22.0 69.00 7.0 57.64 13.70 14.0 -20.70 9.70 11.0 41.0 66.00 Consumo de energia (kWh/mês) 57.0 11.0 46.00 12.00 6.0 57.0 -18.0 55.75 11.0 -20.00 11.00 9.00 7.0 -21.0 127 220 Fonte: PROCEL – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica Observação: se você não encontrar uma geladeira ou um freezer com os modelos acima mencionados.0 37.00 20.70 11. Westinghouse Brastemp Continental 2001 Cônsul Continental 2001 Tempo Temperatura Capacidade máximo de do congelamento conservação congelador (kg/24h) sem energia (ºC) (horas) -22. procure os modelos com o selo de identificação e faça as comparações de capacidade em litros com o consumo de energia (kWh).00 -22.00 13.64 12.0 57.00 15.64 13.00 20.00 11.0 -21.00 -20.0 -20. Westinghouse Brastemp Continental 2001 Cônsul Continental 2001 Prosdócimo Prosdócimo Cônsul W.70 11. Westinghouse Prosdócimo Prosdócimo Cônsul Prosdócimo Prosdócimo W.00 7.0 57.0 -21.00 8.0 -20.0 66.64 13. 71 .0 55.70 9.00 6.00 7.00 9.00 11.70 11.0 47.0 55.0 53.00 7.0 -22.70 14.00 12.0 -22.64 12.00 7.64 13.0 57.

desligue o aquecedor central. Banhos mais demorados são mais dispendiosos. Geralmente as carnes mais próximas do congelador e as verduras na parte de baixo. Chuveiro Elétrico Sua potencia varia de 2500 a 4400kW (normalmente). Em caso de viagem. O consumo de energia é de cerca de 30% menor com a chave nesta posição. Degele o refrigerador seguindo as recomendações do fabricante. O consumo médio mensal mínimo é de 13. assim. Instale-os em local bem arejado.Utilização Para um bom desempenho do refrigerador ou freezer. realmente. principalmente para o banho. Antes de adquirir um aquecedor elétrico central. Coloque os líquidos em recipientes fechados. regule o termostato do aquecedor para uma temperatura menor. certifique-se que sua capacidade de corresponde. Não forre as prateleiras com plásticos. sempre aplicando isolamento em todas as canalizações para conservação da temperatura. Cada tipo de chuveiro apresenta um consumo de energia em kWh de acordo com os seus valores de tensão e potencia. Não deve ser reaproveitada uma resistência “queimada”. Isto pode representar mais de mil litros de água e dezenas de kWh por mês.5 Aquecimento de Água Cerca de 20% do consumo de residência referem-se ao aquecimento de água. Aquecedor Central Elétrico de Água No verão. pois acarretara aumento de consumo. afim de evitar fuga de ar frio. Crie o habito de colocar ou retirar os alimentos de uma só vez. Coloque os alimentos de forma a facilitar ao máximo a circulação do ar. reduzindo. Não abra o refrigerador sem necessidade. Torneira elétrica 72 . Consulte o fabricante. Assim como os refrigeradores/freezers. com uma potencia de 4400W.4kWh para cada banho de duração de 8 minutos. 8. A borracha de vedação deve funcionar adequadamente. as necessidades e ao tamanho de sua família. tensão de 127V. Não os encostes às paredes ou moveis. Coloque os alimentos de acordo com a disposição recomendada pelo fabricante. Instale o aquecedor central no local mais próximo dos pontos onde você ira utilizar a água quente.8kWh e o máximo de 19. A etiqueta acima apresenta os dados de um chuveiro elétrico. O tempo de uso da água quente deve ser limitado ao mínimo. dependendo do modelo. seu tempo de funcionamento. Nos dias quentes. vidros ou qualquer outro material. No inverno regule o dial em posição mais baixa. os chuveiros elétricos possuem uma etiqueta amarela mostrando o seu consumo. o usuário deve seguir as seguintes recomendações: Leia o manual do fabricante. Evite colocar panos ou plásticos na parte traseira do refrigerador. Evite colocar alimentos ainda quentes dentro deles para não exigir mais do motor. Os orifícios de saída de água devem ser limpos periodicamente. o chuveiro deve ser usado com a chave na posição “verão”. Consulte o manual do fabricante para saber a regulagem correta. como raios solares ou fogões. A seguir as medidas de conservação de energia nos aparelhos normalmente utilizados para este fim. com boa ventilação e longe de qualquer fonte de calor. Cuidado com o vazamento de água quente.

Devem ser passadas. 8.7 Ferro Elétrico O aquecimento do ferro elétrico. Não deixe o televisor ligado sem necessidade. quase a mesma que um chuveiro elétrico comum. 8. Sempre que houver necessidade de se interromper o serviço. Evite o habito de dormir com o televisor ligado. regulando o termostato adequadamente. evitando liga-la com pouca louça. Aquecimento de Água Através de Energia Solar A utilização da energia solar. o ambiente não deve ser refrigerado excessivamente. No verão. primeiro as roupas que requeiram temperaturas mais baixas. para evitar a entrada de ar do ambiente externo. já é quente. O detergente deve ser usado na quantidade indicada no manual do fabricante. As portas e janelas devem ser mantidas bem fechadas. existem diversas firmas especializadas e com experiência comprovada. toda de uma só vez. portanto deve ser usada racionalmente.6 Televisor Os televisores modernos apresentam um consumo bem inferior aos antigos (a válvula). 8. deve ser evitado o seu uso. 8. Filtros sujos impedem a circulação livre de ar e forçam o aparelho a trabalhar mais. a energia solar poderá ser uma boa opção. quando a água. em geral. o usuário não deve se esquecer de desligar o ferro. através de coletores solares para o aquecimento de água. ainda evitará o risco de provocar algum acidente grave. No verão.9 Máquina de Lavar Louça Deve ser utilizada sempre em sua capacidade máxima. Se a residência tiver aquecedor central elétrico de água. várias vezes ao dia provoca um desperdício muito grande de energia elétrica. deve-se acumular a maior quantidade possível de roupa. pois. Locais refrigerados ou aquecidos com temperaturas muito deferente da ambiente gastam muita energia e são prejudiciais à saúde. Os filtros devem ser mantidos livres de resíduos. alem de poupar energia. Com os ferros automáticos.8 Condicionador de Ar O aparelho deve ser instalado em local com boa circulação de ar e abrigado da incidência de raios solares. O condicionador de ar deve ser desligado sempre que o ambiente ficar vazio por tempo prolongado. Para tanto. 8. mantendo-se o mesmo conforto. tem proporcionado economia significativa de energia elétrica.10 Máquina de Lavar Roupa 73 . ou seja. Os filtros devem ser limpos periodicamente. Por isso. deve ser usada a temperatura indicada para cada tipo de tecido.É um conforto que consome bastante energia.

as industrias.em economia de energia e de água. O filtro da máquina deve ser limpo com freqüência. 8.12 Horário de Ponta ou de “Pico” No sistema elétrico. os números que aparecem no visor já indicam a leitura -16754. linhas de transmissão. os hospitais e o comercio continuarem funcionando.. que se reduzam os investimentos no sistema elétrico. para que todos os consumidores continuem a desfrutar o conforto e a segurança oferecidos pela eletricidade. Nesse caso. a quantidade (peso) máxima de roupa indicada pelo fabricante. o período compreendido entre 17 22 horas. etc. como chuveiro elétrico. subestações e redes de distribuição. Alem das luzes das resistências. Deve ser observada a dosagem correta de sabão especificada pelo fabricante. Por que ele é assim chamado? Porque é nesse período que aumenta o consumo de eletricidade. Quando estão entre dois 74 . o que ira refletir na tarifa. que podem ser utilizados em um outro período do dia. para se tirar o máximo proveito da máquina de lavar. Sempre que ocorre aumento de consumo as concessionárias são obrigadas a ampliar o sistema elétrico construindo novas usinas. máquina de lavar roupa. dos escritórios continuarem ligadas. nos dias úteis é denominado horário de ponta ou de “pico”. de uma só vez. e que as pessoas tomam banho e ligam a televisão. ferro elétrico. Nesse caso. Existem dois tipos de relógio ou medidor. Deve ter garantia e boa resistência oferecida pelos fabricantes. O filtro de ar deve ser limpo periodicamente. 2º tipo: aquele que tem 4 ou 5 círculos com números. Deve consumir menos energia para realizar o mesmo trabalho. ou seja: Deve ter o tamanho adequado para as necessidades previstas. No horário de ponta. deve ser evitado o uso de determinados aparelhos. o ponteiro existente dentro de cada circula indicam a leitura.13 Leitura e Controle do Consumo de Eletricidade Como ler o medidor O leiturista da CEMIG passa em sua residência uma vês por mês e faz a leitura no medidor de energia elétrica. As instruções do manual do fabricante devem ser observadas. secadora. 8. O bom desempenho de qualquer aparelho elétrico começa desde a compra. Deve-se lavar. resultando 8. A CEMIG acha importante você acompanhar o seu próprio consumo para saber controlá-lo. sendo que cada circulo é semelhante a um relógio. contribuindo para. 1º tipo: aquele que funciona como um medidor de quilometragem de automóvel.11 Secadora de Roupa O tempo de funcionamento da secadora deve ser regulado de com a temperatura necessária à secagem dos diversos tipos de tecidos. A máquina deve ser sempre usada em sua capacidade máxima. para que não se tenha que repetir a operação “enxaguar”. conforme o manual do fabricante. é o horário em que as luzes das casas e das ruas se acendem.

Não deixe que elas mexam em aparelhos elétricos ligados. Anote. em seguida multiplique a potencia encontrada pelo número de horas em que o aparelho foi utilizado por mês. semana ou mês. 75 .000 Some os resultados encontrados para cada aparelho e lâmpadas. deve-se considerar sempre o número menor. desperdiçando energia e podendo causar curto circuitos.números. Nunca mexa no interior da televisão. primeiro verifique a potencia em watts na placa de identificação do aparelho. 8. Se você tiver crianças em casa. a fim de obter o consumo mensal aproximado de sua residência. que é utilizado 1h por dia. muito menos ponham os dedos nas tomadas. Ao trocar uma lâmpada não toque na parte metálica. garfos ou qualquer objeto de metal dentro de aparelhos elétricos ligados. Não coloque facas. Nunca mexa em aparelhos elétricos com as mãos molhadas ou com os pés em lugares úmidos. então. Como estimar o consumo mensal de energia elétrica na sua residência O consumo mensal de sua residência pode ser estimado observando o tempo de uso dos eletrodomésticos e suas respectivas potências. dia. A tabela abaixo fornece alguns exemplos de potencias encontradas nos principais eletrodomésticos. toque em fios e.000W × 1h × 12 Dias (no mês) Consumo (kWh ) = = 12 kWh / mês 1. mas vamos supor que você deseje saber quanto consumiu em determinada semana. através de “benjamins”. pois isto provoca aquecimento nos fios. Para isso. os valores indicados da seguinte forma: 2ª feira: a leitura é 12197 Domingo: a leitura é 12219 A diferença entre estes valores multiplicada pela constante do medidor (normalmente igual a 1 – confira na sua conta) vai ser o equivalente ao seu consumo da semana. 3 vezes por semana: 1. todo cuidado é pouco.14 Dicas de Segurança Quando você for fazer algum reparo na instalação da sua casa. Não ligue muitos aparelhos na mesma tomada. Consumo = (12219 – 12197) x 1 = 22kWh (quilowatt-hora). desligue o disjuntor ou chave geral. Aparelhos Televisor Chuveiro elétrico Ferro elétrico Geladeira (1 porta) Potencia media (watts) 100 4400 1000 150 Tempo de uso 6 horas por dia 8 min/banho 5 banhos por dia 1 hora por dia 3 vezes por semana Uso contínuo Consumo mensal (kWh) 18 76 12 40 Para calcular o consumo de energia elétrica de cada eletrodoméstico. mesmo que ela esteja desligada. No exemplo a seguir o medidor marca 16754 Para Acompanhar o seu Consumo O seu consumo de energia elétrica pode ser verificado em qualquer período: por hora. bem como uma estimativa de consumo para um tempo de uso médio. aplique a seguinte expressão: Exemplo: Um ferro elétrico de 1000W. A leitura da CEMIG é mensal.

Bibliografia NBR 5410 para Projetos de Instalações Prediais NBR 5419 para ATERRAMENTO Normas das concessionárias fornecedoras de energia elétrica Normas específicas aplicáveis 76 .

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