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ANÁLISE DA EFICÁCIA DO ULTRA-SOM TERAPÊUTICO NA

ANÁLISE DA EFICÁCIA DO ULTRA-SOM TERAPÊUTICO NA

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  • 1 INTRODUÇÃO
  • 1.1 OBJETIVOS
  • 1.1.1 GERAL
  • 1.1.2 ESPECÍFICOS
  • 1.2 JUSTIFICATIVA
  • 2 REVISÃO DA LITERATURA
  • 2.1 SISTEMA TEGUMENTAR
  • 2.1.1 PELE
  • 2.1.1.1 Epiderme
  • 2.1.1.1.1 Camada Germinativa
  • 2.1.1.1.2 Camada Espinhosa
  • 2.1.1.1.3 Camada Granulosa
  • 2.1.1.1.4 Camada Lúcida
  • 2.1.1.1.5 Camada Córnea
  • 2.1.1.2 Derme
  • 2.1.1.2.1 Camada Papilar
  • 2.1.1.2.2 Camada Reticular
  • 2.1.1.2.3 Colágeno
  • 2.1.1.2.4 Elastina
  • 2.1.2 HIPODERME OU TELA SUBCUTÂNEA
  • 2.1.3 MICROCIRCULAÇÃO DA PELE
  • 2.1.4 SISTEMA LINFÁTICO
  • 2.2 FIBRO EDEMA GELÓIDE
  • 2.2.1 DEFINIÇÃO
  • 2.2.1.1 Definição Histológica
  • 2.2.1.2 Definição Etiopatológica
  • 2.2.1.3 Definição Clínica
  • 2.2.2 ETIOPATOGENIA
  • 2.2.2.1 Fatores Predisponentes
  • 2.2.2.2 Fatores Determinantes
  • 2.2.2.3 Fatores Condicionantes
  • 2.2.2.4 As Teorias
  • 2.2.2.4.1 Teoria Alérgica
  • 2.2.2.4.2 Teoria Tóxica
  • 2.2.2.4.3 Teoria Circulatória
  • 2.2.2.4.4 Teoria Metabólica
  • 2.2.2.4.5 Teoria Bioquímica
  • 2.2.2.4.6 Teoria Hormonal
  • 2.2.3 IDENTIFICAÇÃO DO FIBRO EDEMA GELÓIDE
  • 2.2.4 EXAMES COMPLEMENTARES
  • 2.2.4.1 Termografia
  • 2.2.4.2 Xerografia
  • 2.2.4.3 Ecografia Bidimensional
  • 2.2.4.4 Exame Anátomo-Patológico
  • 2.2.4.5 Impedância Bioelétrica
  • 2.2.5 ESTÁGIOS DO FIBRO EDEMA GELÓIDE
  • 2.2.5.1 Fibro Edema Gelóide Brando (Grau 1)
  • 2.2.5.2 Fibro Edema Gelóide Moderado (Grau 2)
  • 2.2.5.3 Fibro Edema Gelóide Grave (Grau 3)
  • 2.2.6 FORMAS CLÍNICAS DO FIBRO EDEMA GELÓIDE
  • 2.2.6.1 Fibro Edema Gelóide Consistente (Duro)
  • 2.2.6.2 Fibro Edema Gelóide Brando ou Difuso (Flácido)
  • 2.2.6.3 Fibro Edema Gelóide Edematoso
  • 2.2.7 ABORDAGENS TERAPÊUTICAS
  • 2.2.7.1 Prevenção
  • 2.2.7.2 Tratamento Cirúrgico
  • 2.2.7.3 Terapia Medicamentosa
  • 2.2.7.3.1 Mesoterapia
  • 2.2.7.3.2 Ativos Farmacológicos
  • 2.2.7.3.3 Enzimas de Difusão
  • 2.2.7.4 Terapia Física
  • 2.2.7.5 Eletroterapia
  • 2.2.7.5.1 Corrente Galvânica
  • 2.2.7.5.3 Correntes Excitomotoras
  • 2.2.7.5.4 Eletrolipoforese
  • 2.2.7.6 Endermologia
  • 2.2.7.7 Laser
  • 2.2.7.8 Drenagem Linfática
  • 2.2.7.9 Ultra-som
  • 2.3 ULTRA-SOM
  • 2.3.1 GERAÇÃO DA ONDA ULTRA-SÔNICA
  • 2.3.2 TIPOS DE ONDAS
  • 2.3.3 MODOS DE PROPAGAÇÃO
  • 2.3.4 CARACTERÍSTICAS DO ULTRA-SOM
  • 2.3.4.1 Atenuação
  • 2.3.4.2 Reflexão
  • 2.3.4.3 Refração
  • 2.3.4.4 Absorção
  • 2.3.4.5 Transmissão
  • 2.3.5 EFEITOS DO ULTRA-SOM
  • 2.3.5.1 Físicos
  • 2.3.5.2 Químicos
  • 2.3.5.3 Elétricos
  • 2.3.5.4 Biológicos
  • 2.3.5.5 Terapêuticos
  • 2.3.5.6 Fonoforese
  • 2.3.6 INDICAÇÕES
  • 2.3.7 CONTRA-INDICAÇÕES
  • 2.3.8 APLICAÇÃO DO ULTRA-SOM
  • 2.3.8.1 Calibração
  • 2.3.8.2 Agentes de Acoplamento
  • 2.3.8.3 Técnicas de Aplicação
  • 2.3.8.4 Manipulação do Cabeçote Transdutor
  • 2.3.8.5 Freqüência
  • 2.3.8.6 Área de Radiação Efetiva
  • 2.3.8.7 Intensidade e Potência
  • 2.3.8.8 Duração do Tratamento
  • 2.3.8.9 Intervalos entre os Tratamentos
  • 2.3.9 TERAPIA ULTRA-SÔNICA NO FIBRO EDEMA GELÓIDE
  • 2.3.9.1 Freqüência Utilizada
  • 2.3.9.2 Modo de Emissão
  • 2.3.9.3 Intensidade Utilizada
  • 2.3.9.4 Tempo de Aplicação
  • 2.3.9.5 Técnica de Aplicação
  • 2.3.9.6 Efeitos do Ultra-som sobre o Fibro Edema Gelóide
  • 3 MATERIAIS E MÉTODOS
  • 4 RESULTADOS
  • FIGURA 2 - Não tabagistas
  • Tabela 3 - Perimetria
  • Tabela 4 – Grau de satisfação
  • 5 DISCUSSÃO
  • ANEXOS

Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n.

01-2004 ISSN 1678-8265

LUCIANE WEIMANN

ANÁLISE DA EFICÁCIA DO ULTRA-SOM TERAPÊUTICO NA REDUÇÃO DO FIBRO EDEMA GELÓIDE

CASCAVEL 2004

Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 01-2004 ISSN 1678-8265

LUCIANE WEIMANN

ANÁLISE DA EFICÁCIA DO ULTRA-SOM TERAPÊUTICO NA REDUÇÃO DO FIBRO EDEMA GELÓIDE
Trabalho de Conclusão de Curso do curso de Fisioterapia do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Orientadora: Celeide P. A. Peres

CASCAVEL 2004

Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 01-2004 ISSN 1678-8265

TERMO DE APROVAÇÃO

LUCIANE WEIMANN

TÍTULO: Análise da Eficácia do Ultra-Som Terapêutico na Redução do Fibro Edema Gelóide

Trabalho de Conclusão de Curso aprovado como requisito parcial para obtenção do título graduado em Fisioterapia, na Universidade Estadual do Oeste do Paraná. ..................................................................... Orientadora: Profª . Ms. Celeide Pinto Aguiar Peres Colegiado de Fisioterapia – UNIOESTE ..................................................................... Profª . Juliana C. Frare Colegiado de Fisioterapia – UNIOESTE ..................................................................... Profª . Graciana Grespan Colegiado de Fisioterapia – UNIOESTE Cascavel, 11/02/2004

incentivo e oportunidades oferecidas. por todo o amor. paciência e carinho.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. Celso Weimann e Enita Weimann. iii . e ao meu irmão Eduardo Weimann. uma pessoa especial. Ao Victor Santolin. 01-2004 ISSN 1678-8265 Dedico este trabalho aos meus pais. pelo apoio.

iv . 01-2004 ISSN 1678-8265 AGRADECIMENTOS À Professora Celeide A. Às voluntárias deste trabalho. Peres. pela colaboração e materiais cedidos. pela orientação.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. pela atenção e colaboração. À Professora Juliana Frare. ajuda e disponibilidade na elaboração e conclusão deste trabalho.

...................................5 2........................................1............................................................................................................1 DEFINIÇÃO.............15 2....................ix LISTA DE ANEXOS..................................................20 2................................20 2.....2....................9 2.2.....................6 2..............1.................................5 Camada Córnea .............................3 MICROCIRCULAÇÃO DA PELE...x RESUMO ...................................................1...........1 SISTEMA TEGUMENTAR.1...................................................................13 2..................................................................................................2.........................1..............1....24 2........................2.................2.............3 Colágeno .....1.......4 As Teorias ..........1.....1.....1 Teoria Alérgica ..............................................14 2............4 Camada Lúcida ...................................1........3 Definição Clínica...1.................1..........1...............................................................3 1........................................................................1 GERAL......................1.......................................1........1 Camada Germinativa ..........................2...21 2..............................................................................................................................2..........................................................................................1..............................................................................2......................................1 Camada Papilar.1................................................................1...................1..................4 Elastina ........4 SISTEMA LINFÁTICO ...2......................1.................................8 2.............................................2........1..........1.4.....2..........................................................................................27 ...........12 2...............................27 2.... 1 1.....................................10 2..............................................................3 Camada Granulosa................................................18 2.................2...............................................................................1.......................1.........................................16 2.................1...11 2.....................................................1.............................................................2 ETIOPATOGENIA ..........................2.........1 PELE........................................................................26 2......................................................2.........................3 1.............................................................................................................................xi ABSTRACT..........................2..........................................1......viii LISTA DE TABELAS.......................................16 2...........2 FIBRO EDEMA GELÓIDE...................................1 Epiderme.........13 2....3 Fatores Condicionantes ..........1............1...................................2 Camada Reticular ..........................................................................................................11 2............................................................. 5 2.........1...............................xii 1 INTRODUÇÃO ......................1.................................................................................2.........................................................2 Derme ..........................................2.......................................................1 Fatores Predisponentes ..........................2 ESPECÍFICOS ................1............... 9 2.....1.................................................................................................... 01-2004 ISSN 1678-8265 SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS...........................2.................1.................................1...................................1 OBJETIVOS.....................3 1..............18 2....Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n................2...........2 Fatores Determinantes ........12 2..........................................................................2 Definição Etiopatológica .1......2 HIPODERME OU TELA SUBCUTÂNEA .4 2 REVISÃO DA LITERATURA....2 Camada Espinhosa ......1 Definição Histológica.......................................................2 JUSTIFICATIVA ................7 2..............10 2....

....2..41 2........................................................62 ........................3.....................................................................7.....2............29 2..............2....................................................3 Refração.55 2...2.....7..........2...........34 2..................8 Drenagem Linfática ......32 2.................2.....47 2.............................Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n.......3 MODOS DE PROPAGAÇÃO....................4 Exame Anátomo-Patológico ..................49 2.............................4 EXAMES COMPLEMENTARES ...........................................................................59 2...3 Fibro Edema Gelóide Grave (Grau 3) .............................................................7...4...2..................5 ESTÁGIOS DO FIBRO EDEMA GELÓIDE .39 2...........................2 Fibro Edema Gelóide Moderado (Grau 2) ........7.................3......................2.........5 Teoria Bioquímica ...........52 2.......................2.38 2.......2........................................2 Fibro Edema Gelóide Brando ou Difuso (Flácido) ........2.4 Terapia Física .................... 01-2004 ISSN 1678-8265 2...........1 Corrente Galvânica ..........................6.................................................................2 Ativos Farmacológicos .........2............4...............41 2............................................................2..3 Fibro Edema Gelóide Edematoso ...........................................................................2.........................................................2...................................................................38 2.........................................4....................2..................4 CARACTERÍSTICAS DO ULTRA-SOM .....................2..............................7................4....................6 Endermologia .......7............................7...7..................................4.......................................1 Fibro Edema Gelóide Brando (Grau 1) ....3 IDENTIFICAÇÃO DO FIBRO EDEMA GELÓIDE.....................................................................................................4..........................................46 2..........................48 2..2 Reflexão ...............................................37 2.................................44 2............................................3.............4..................................4 Teoria Metabólica.....7..............................2 Tratamento Cirúrgico .................4............45 2............................2........................2.30 2............................................3........................2..........53 2...33 2........2.34 2............................................2.......6 Teoria Hormonal .........................................5...............................5................................................................................................2 Correntes Diadinâmicas.....5.......4........1 Prevenção .37 2.....33 2..........2....2.....5...7............................52 2.....................................................7........3 Correntes Excitomotoras..................................5.............56 2..........................35 2.1 Mesoterapia .............................................4.3..........30 2..........................................................7.....................3 Teoria Circulatória..........................2.1 Termografia ..............................3 Terapia Medicamentosa ...2 TIPOS DE ONDAS .........................................28 2....3...........4...............................2.43 2...............40 2...7.............................32 2.........................29 2.5 Eletroterapia .......1 GERAÇÃO DA ONDA ULTRA-SÔNICA ........................................................................................................................................................3........................................5....5...2....................................2........................1 Fibro Edema Gelóide Consistente (Duro) ..2..............3 Ecografia Bidimensional ....................................4 Eletrolipoforese...................................2...............2..............................2...........................................3..........3................30 2.3 Enzimas de Difusão.50 2................2............4.5 Impedância Bioelétrica.........................................................................................2 Teoria Tóxica .........2..2..2...7.......................35 2..............3............................................60 2........................................34 2.......35 2..59 2..7...2...........2............................................1 Atenuação ..........................6......2 Xerografia...................................6........3 ULTRA-SOM ............41 2......7 ABORDAGENS TERAPÊUTICAS ........4.......................................2.54 2..6 FORMAS CLÍNICAS DO FIBRO EDEMA GELÓIDE.....................................9 Ultra-som..46 2......................................57 2......2.........2.7.......7 Laser ...............................................2..........

.........................................................................1 Freqüência Utilizada............4 Absorção .............4.....................................3......9..64 2...........3.....6 Área de Radiação Efetiva....................................5......................................5....................................3...........................................................71 2..............................................................5 EFEITOS DO ULTRA-SOM .3.................75 2..................69 2..............3..................................8.......1 Físicos ..........................................................3..........3...5 Técnica de Aplicação....................7 Intensidade e Potência ........9...................................8.........3............3........................................5.8...........5......8...............3..........101 ANEXOS .............................72 2.3................................62 2..........3 Elétricos...63 2........77 2.............................68 2............................................... 01-2004 ISSN 1678-8265 2...........3...3......9...78 2.........65 2..3...............................4 Tempo de Aplicação.........3................................................................................................4 Biológicos ............................83 4 RESULTADOS ............................3.5 Transmissão.........................................73 2.........3..................................................................7 CONTRA-INDICAÇÕES .........................................................................80 3 MATERIAIS E MÉTODOS....3................ .................9 Intervalos entre os Tratamentos....8....................66 2.............4 Manipulação do Cabeçote Transdutor .......................3.....................................................................................79 2......................3...........3...2 Modo de Emissão.........................3..........Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n............5....................69 2................................................67 2...................................67 2...........................................3.....................................6 Efeitos do Ultra-som sobre o Fibro Edema Gelóide .9..............3.........................................8........................8.........................................1 Calibração ......................8 APLICAÇÃO DO ULTRA-SOM................78 2.9............................................................................................................................75 2..9.............................6 INDICAÇÕES ..................................3..........................100 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..............2 Químicos ...........6 Fonoforese.................79 2............................................104 .............74 2...........5 Terapêuticos...............................................................4..........................................3 Técnicas de Aplicação..................8 Duração do Tratamento ................................9 TERAPIA ULTRA-SÔNICA NO FIBRO EDEMA GELÓIDE.....................................................................3 Intensidade Utilizada...................64 2........................................................77 2........................................................................................................................................3..........................8.......3..............................77 2..................94 CONCLUSÃO...........5 Freqüência .................................8......................................77 2....................................................................................................................................................66 2..........................69 2.........................................................2 Agentes de Acoplamento .................................................................3....86 5 DISCUSSÃO ...................................................................................5.

...................................................................................Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n.............................................................. Alimentação gordurosa............................................................................Forma clínica do fibro edema gelóide............... Não tabagista...................... 01-2004 ISSN 1678-8265 LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 FIGURA 2 FIGURA 3 FIGURA 4 FIGURA 5 - Uso de anticoncepcional............................. .......................... Permanência por tempo prolongado na postura sentada... 86 87 87 88 90 viii ...............................................

..................................................Grau do fibro edema gelóide observado no glúteo direito das participantes do grupo I............................... ...................................Porcentagem da onda incidente refletida pelas várias interfaces..................................................Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n.................. ...Grau do fibro edema gelóide observado no glúteo direito das participantes do grupo II..Perimetria............................................................... .............................................Grau do fibro edema gelóide observado no glúteo esquerdo das participantes do grupo I........... ......................................... .............................................................................................. ..........Grau do fibro edema gelóide observado no glúteo esquerdo das participantes do grupo II.. 01-2004 ISSN 1678-8265 LISTA DE TABELAS TABELA 1 TABELA 2 TABELA 3 TABELA 4 TABELA 5 TABELA 6 TABELA 7 TABELA 8 ..................... ...... 60 61 89 90 91 92 93 93 ix .....................................Coeficiente de atenuação do ultra-som nos tecidos...................................................................Grau de satisfação..........................

...................................Foto após dois meses de tratamento do grupo II.................................................................................................................................................................................Fotos de antes e depois do tratamento do grupo II............... Ficha de avaliação..... Fotos de antes e depois do tratamento do grupo I............... ................................................................Foto após dois meses de tratamento do grupo I............................................................................................... 104 106 107 108 109 110 111 x ................................................. 01-2004 ISSN 1678-8265 LISTA DE ANEXOS ANEXO 1 ANEXO 2 ANEXO 3 ANEXO 4 ANEXO 5 ANEXO 6 ANEXO 7 - Ficha de avaliação inicial............................... .................. ...................................Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n................ Ficha de evolução diária..

xi . e o segundo grupo não recebeu nenhuma intervenção terapêutica no período. ultra-som. As 10 participantes selecionadas para esta pesquisa foram aleatoriamente divididas em dois grupos. uma vez que diminuiu o grau de acometimento. onde o primeiro grupo foi submetido à terapia com ultra-som. fibro edema gelóide. com dose de 1. O tratamento consistiu de 20 sessões. Este trabalho teve como objetivo analisar a eficácia do ultra-som terapêutico na redução do fibro edema gelóide encontrado na região glútea de mulheres jovens e sedentárias. no modo contínuo.2 W/cm². Com o término do tratamento proposto nova avaliação foi realizada e revelou que a utilização do ultra-som mostrou-se eficaz no tratamento do fibro edema gelóide. O ultrasom foi utilizado na freqüência de 3 MHz.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. e foi aplicado por 7 minutos em cada glúteo. Todas as voluntárias foram submetidas à avaliação inicial. Palavras-chave: Fisioterapia Dermato Funcional. em dias alternados. 01-2004 ISSN 1678-8265 RESUMO A Fisioterapia Dermato Funcional é uma área da Fisioterapia que vem acabando com o empirismo dos tratamentos estéticos. uma vez que atua na comprovação científica dos métodos e técnicas utilizadas para o tratamento de patologias como o fibro edema gelóide. Após dois meses do término do tratamento outra avaliação realizada demonstrou que não houve manutenção dos resultados. para verificar o tipo e grau do fibro edema gelóide apresentado. realizadas 3 vezes por semana.

fibro edema geloide. After two months of the ending of the treatment another evaluation was carried through and it demonstrated that it did not have maintenance of the results. The ultrasound was used in the frequency of 3 MHz.2 W/cm². where the first group was submitted to the therapy with ultrasound. With the ending of the considered treatment new evaluation was developed and disclosed that the use of the ultrasound revealed to be efficient in the treatment of fibro edema geloide. The 10 participants selected for this research had been aleatory divided in two groups. to verify the type and degree of fibro edema gelóide presented. The treatment consisted of 20 sessions. and the second group did not receive any therapeutical intervention in the period. since it decreased the degree of the fibro edema geloide. This work had as objective to analyse the effectiveness of the therapeutical ultrasound in the reduction of fibro edema geloide found in the nadega region of sedentary young women. 01-2004 ISSN 1678-8265 ABSTRACT The Dermato Functional Physiotherapy is an area of the Physiotherapy that have finished with the empiricism of the esthetic treatments.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. performed 3 times per week. in alternating days. with dose of 1. ultrasound. xii . in the continuous way. Word-key: Dermato Functional Physiotherapy. since it acts in the scientific evidence of the methods and techniques used for the treatment of patologies as fibro edema geloide. All the volunteers had been submitted to the initial evaluation. and was applied for 7 minutes in each nadega.

gerando compressão dos vasos e comprometendo a circulação sanguínea. que retêm um maior teor de lipídio. Sendo assim. uma vez que atua na comprovação científica dos métodos e técnicas abordados para o tratamento de diversas patologias. A reação fibrótica que ocorre no fibro edema gelóide como conseqüência do edema do tecido conjuntivo e da hiperpolimerização da substância fundamental se manifesta em forma de nódulos ou placas de variada extensão e localização. podendo. . levando assim ao aumento de volume da célula. 01-2004 ISSN 1678-8265 1 1 INTRODUÇÃO A Fisioterapia Dermato Funcional é uma área da Fisioterapia que vem acabando com o empirismo dos tratamentos estéticos amplamente utilizados. 2003). 2003). resultante de uma alteração no meio interno. o fibro edema gelóide consiste numa infiltração edematosa do tecido conjuntivo.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. como é o caso do fibro edema gelóide (LEITE. Além disso. inclusive. em virtude da qual os mucopolissacarídeos que a integram sofrem um processo de gelificação. seguida de polimerização da substância fundamental que. o fibro edema gelóide pode ser definido clinicamente como um espessamento não inflamatório das capas subdérmicas. Segundo GUIRRO (2002). infiltrando-se nas tramas. é favorecida por causas locais e gerais. desenvolver problemas álgicos nas áreas atingidas (LOPES. produz uma reação fibrótica consecutiva. Essa polimerização (ou processo reativo) da substância fundamental amorfa. diferente e alterado e que estimula a retenção de líquidos. o fibro edema gelóide surge devido a um mau funcionamento dos adipócitos. Para FERNANDES (2003).

por exemplo. A ação metabólica do ultra-som sobre o fibro edema gelóide é extremamente benéfica. 2001). responsáveis pela sustentação da pele. os efeitos metabólicos (estimulando metabolismo e acelerando a cicatrização). é um recurso amplamente utilizado no tratamento do fibro edema gelóide. assim como na pesquisa e introdução de novos conceitos que. Isto motivou uma verdadeira revolução na indústria de cosméticos e aparelhos de estética. produzindo microvibrações moleculares que se traduzem como micromassagem. os efeitos foréticos (pelo aumento da permeabilidade celular) e os efeitos fibrolíticos (diminuindo a esclerose tecidual pelas fricções moleculares) constituem um método valioso no tratamento do fibro edema gelóide (ROSSI. Como conseqüência. Atualmente o público feminino. embora as bases fisiológicas dos seus efeitos sejam bastante desconhecidas por inúmeros profissionais da área (LONGO. 01-2004 ISSN 1678-8265 2 o rompimento das fibras de colágeno e elastina.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 2001). levaria ao inestético aspecto da pele. mais intensa nas junções tissulares. pode-se ainda destacar a fonoforese. quando interpretados e aplicados convenientemente. E a ação térmica resultante das fricções produzidas pela micromassagem estimula de maneira marcante a o microcirculação. Dentre outros efeitos do ultra-som de acordo com GUIRRO (2002). tem recorrido a métodos e técnicas com uma expectativa cada vez maior de bons resultados. na busca pelo belo. O ultra-som. a neovascularização com conseqüente aumento da . proporcionam resultados que certamente virão ao encontro dos anseios dos pacientes e profissionais (ROSSI. 2001).

agravamento ou melhora dos resultados obtidos após dois meses de tratamento. 01-2004 ISSN 1678-8265 3 circulação. após 20 sessões de terapia. 1.1. e melhora das propriedades mecânicas do tecido. .1 GERAL Verificar a eficácia do uso do ultra-som terapêutico na redução do fibro edema gelóide observado na região glútea de mulheres jovens e não praticantes de atividade física. Ø Verificar a manutenção.1 OBJETIVOS 1.2 ESPECÍFICOS Ø Identificar o fibro edema gelóide na região glútea das participantes. rearranjo e aumento da extensibilidade das fibras colágenas.1. Ø Analisar a eficácia do tratamento proposto.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. Ø Classificar o fibro edema gelóide quanto ao grau e tipo do acometimento. 1.

justifica-se este estudo pela importância da investigação quanto a utilização do ultra-som terapêutico visando reduzir o fibro edema gelóide. um problema que atinge um grande número de mulheres causando nestas um quadro patológico e estético indesejável. Portanto.2 JUSTIFICATIVA Na Fisioterapia Dermato Funcional o campo da pesquisa científica não disponibiliza de um embasamento teórico e científico suficiente para o tratamento do fibro edema gelóide. . 01-2004 ISSN 1678-8265 4 1.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n.

1 SISTEMA TEGUMENTAR O tegumento é o maior órgão do corpo. as glândulas sebáceas. Os anexos da pele representam apenas 0. proteger o organismo contra a perda de água por evaporação e contra o atrito. Além disso. por meio dos seus vasos. os folículos pilosos e as unhas. não faz parte da pele. 2001).1% da superfície total da pele e incluem as glândulas sudoríparas. além de permitir à pele uma considerável amplitude de movimento (GUIRRO e CARNEIRO. Abaixo e em continuidade com a derme está a hipoderme que. constituindo 16% do peso corporal (GARTNER . através das suas terminações nervosas. 1995). e uma porção conjuntiva de origem mesodérmica. A hipoderme serve de suporte e união da derme com os órgãos subjacentes. Todos. O tegumento recobre toda a superfície do corpo e apresenta-se constituído por uma porção epitelial de origem ectodérmica. As funções realizadas pelo sistema tegumentar são múltiplas. atravessam a epiderme (SIMÕES. graças à camada córnea que reveste a epiderme. JUNQUEIRA e . entre as quais.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 2002. exceto as unhas. 1999). a epiderme. glândulas e tecido adiposo. O sistema tegumentar é constituído pela pele e tela subcutânea. juntamente com os anexos cutâneos. embora tenha a mesma origem e morfologia da derme. a qual é formada apenas por duas camadas. recebe estímulos do ambiente. a derme. 01-2004 ISSN 1678-8265 5 2 REVISÃO DA LITERATURA 2. colabora na termorregulação do corpo. Suas glândulas sudoríparas participam GUIRRO.

entre 100 e 340 glândulas sudoríparas. a pele é muito mais do que o simples invólucro do corpo (SIMÕES. A pele representa 12% do peso seco total do corpo com peso de aproximadamente 4. que é produzida e acumulada na epiderme. o fluxo sanguíneo cutâneo é de aproximadamente 400 mililitros (mL) por minuto. por isso. Oferece uma grande superfície de dispersão calórica e de evaporação e. . o mais externo e revestido de grande complexidade.5 quilos. 1995).1.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. Um pedaço de pele com aproximadamente 3 cm de diâmetro contém: mais de 3 milhões de células. 2002). 2002). A melanina. e é o maior sistema de órgãos expostos ao meio ambiente. O fluxo sanguíneo pode ter uma grande variação. 50 terminações nervosas e 90 cm de vasos sanguíneos (GUIRRO e GUIRRO. Funciona também como um vasto emunctório e com fábrica de vitamina D e melanina. que tem função protetora contra os raios ultravioletas (GUIRRO e GUIRRO. Com cerca de 1.1 PELE A pele é o maior órgão do corpo humano. Sob condições normais.5 – 2 m² de área. 01-2004 ISSN 1678-8265 6 na excreção de várias substâncias. 2001). A superfície da pele está coberta por uma delgada película líquida que tende para a acidez. 2. tem função protetora contra os raios ultravioleta (JUNQUEIRA e CARNEIRO. desempenha importante papel na termorregulação por meio de seus vasos e glândulas.

5 e 4 milímetros (GUIRRO e GUIRRO. A pele constitui o mais extenso órgão sensorial do corpo. endócrino e imunitário (SIMÕES. camada mais profunda composta de tecido conjuntivo denso irregular. O limite entre a epiderme e a derme não é regular. observa-se a presença de melanócitos. neurológico. que constitui a maior parte da epiderme. Além desse epitélio. de origem ectodérmica. nomeadamente. Tipicamente. a pele não é contudo um órgão isolado. músculo-esquelético. camada superficial composta de células epiteliais intimamente unidas e 2) a derme. para recepção de estímulos táteis. em todos .Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 2002). A pele é composta de duas camadas principais: 1) a epiderme. 01-2004 ISSN 1678-8265 7 Sendo uma barreira por excelência.1 Epiderme É constituída essencialmente por um epitélio estratificado pavimentoso queratinizado. formando as papilas dérmicas (GUIRRO e GUIRRO. 1995). 2. mas caracteriza-se pela presença de saliências e reentrâncias das duas camadas que se embricam e se ajustam entre si. contendo perto de 20% do conteúdo total de água do organismo. circulatório. Encontra-se associada a muitos sistemas. que são células responsáveis pela produção de melanina (JUNQUEIRA e CARNEIRO. 2001).1. A porção mais profunda da epiderme é constituída de células epiteliais que se proliferam continuamente para que seja mantido o seu número. térmicos e dolorosos. Sua espessura situa-se entre 0.1. O seu teor de água é de cerca de 70% do peso da pele livre de tecido adiposo. 2002).

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os epitélios, não há vasos sanguíneos na epiderme, embora a derme subjacente seja bem vascularizada. Como resultado, o único meio pelo qual as células da epiderme podem obter alimento é através da difusão dos leitos capilares da derme. Esse método é suficiente para as células mais próximas da derme, mas à medida que as células se dividem e são empurradas para a superfície, ficando assim longe da fonte de alimento (derme), morrem (GUIRRO e GUIRRO, 2002). Quando as células da epiderme morrem elas se convertem em escamas de queratina que se desprendem da superfície epidérmica. A queratina é uma proteína que se hidrata facilmente e isto explica a tumefação da pele por imersão na água (DÂNGELO e FATTINI, 1995). A espessura da epiderme apresenta variações topográficas ao longo do organismo desde 75 a 150 milimicras, à exceção das palmas das mãos e plantas dos pés onde sua espessura atinge desde 0,4 milímetros até 1 milímetro (SAMPAIO, CASTRO e RIVITTI, 1992). A epiderme é em geral descrita como uma estrutura constituída de quatro a cinco camadas ou estratos, devido ao fato da camada lúcida estar ou não incluída (GUIRRO e GUIRRO, 2002; SAMPAIO, CASTRO e RIVITTI, 1992; JUNQUEIRA e CARNEIRO, 1995; AZULAY e AZULAY, 1999).

2.1.1.1.1 Camada Germinativa

É a camada mais profunda e assim denominada porque gera novas células e apresenta intensa atividade mitótica. É responsável pela constante renovação da

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epiderme, fornecendo células para substituir aquelas que são perdidas na camada córnea. Nesse processo as células partem da camada germinativa e vão sendo deslocadas para a periferia até a camada córnea, num período de 21 a 28 dias (GUIRRO e GUIRRO , 2002; JUNQUEIRA e CARNEIRO, 1995). Esta camada é constituída por dois tipos de células, as células basais e os melanócitos (SAMPAIO, CASTRO e RIVITTI, 1992).

2.1.1.1.2 Camada Espinhosa

É também denominada camada malpighiana. É constituída por células de Malpighi, ou células espinhosas, que vão se achatando à medida que exteriorizam, até chegarem a perder seus núcleos e transformarem-se em verdadeiras lâminas acidófilas anucleadas, que representam a camada córnea (AZULAY e AZULAY, 1999). As células desta camada têm importante função na manutenção da coesão das células da epiderme e, conseqüentemente, na sua resistência ao atrito (GUIRRO e GUIRRO, 2002; JUNQUEIRA e CARNEIRO, 1995).

2.1.1.1.3 Camada Granulosa

O citoplasma das células desta camada caracteriza-se por conter grânulos de querato-hialina que parecem estar associados com o fenômeno de queratinização dos epitélios. À medida que os grânulos aumentam de tamanho, o núcleo se desintegra, resultando na morte das células mais externas da camada granulosa. Assim, a camada

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granulosa é formada por células que estão em franca degeneração. O núcleo das células já apresenta sinais de atrofia e os filamentos que as uniam à camada espinhosa quase desaparecem (GUIRRO e GUIRRO, 2002; JUNQUEIRA e CARNEIRO, 1995).

2.1.1.1.4 Camada Lúcida

É constituída por várias camadas de células achatadas e intimamente ligadas. As camadas granulosa e lúcida constituem a chamada camada de transição, com importante função de barreira entre o meio interno e o exterior, pois impede a saída de água e impede a entrada de substâncias exógenas (AZULAY e AZULAY, 1999). A camada lúcida é mais proeminente em áreas de pele espessa e pode estar ausente em outros locais; não é observada com facilidade (GUIRRO e GUIRRO, 2002).

2.1.1.1.5 Camada Córnea

É a camada mais superficial da epiderme. Consiste de vários planos de células mortas e intimamente ligadas. A partir do momento em que seu citoplasma for substituído por uma proteína fibrosa denominada queratina, estas células mortas são referidas como corneificadas. Estas, formam uma cobertura ao redor de toda a superfície do corpo e não apenas protegem o organismo contra agressões físicas, químicas e biológicas, como também ajudam a restringir a perda de água do organismo. Embora a camada córnea seja de pequena espessura (cerca de 20 micrômetros), sua

2. 2002. colágeno e elastina. É suprida por vasos sanguíneos. Nesta camada foram descritas fibrilas especiais de colágeno. constituída por tecido conjuntivo frouxo. Também contém glândulas especializadas e órgãos dos sentidos (GUIRRO e GUIRRO. JUNQUEIRA e CARNEIRO. a mais profunda (GUIRRO e GUIRRO. 2002).1 Camada Papilar É delgada. comunicando esta com a hipoderme.2 Derme É uma espessa camada de tecido conjuntivo sobre a qual se apóia a epiderme. a mais superficial. Estes dois constituintes vão elaborar uma matriz que circunda as células e as estruturas dérmicas (SIMÕES. voltando ao estado original desde que cesse a tração (DÂNGELO e FATTINI. 2. A derme tem entre 1 a 4 mm de espessura e é constituída essencialmente por fibroblastos que produzem. 2002. 01-2004 ISSN 1678-8265 11 capacidade de retenção hídrica conserva a superfície da pele macia (GUIRRO e GUIRRO. AZULAY e AZULAY.1. 1999).1. que se inserem na lâmina basal e penetram .2.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n.1. Observa-se na derme a camada papilar. São as fibras colágenas e elásticas que conferem à pele sua capacidade de distender-se quando tracionada.1. entre outros. 1995). e a camada reticular. 2001). 1995). vasos linfáticos e terminações nervosas.

01-2004 ISSN 1678-8265 12 profundamente na derme. enquanto que a parte mais exterior da derme contém colágeno numa forma mais laxa (SIMÕES. 2002. constituída por tecido conjuntivo denso.1.1. 2002. e é assim denominada devido ao fato de que os feixes de fibras colágenas que a compõem entrelaçam-se em um arranjo semelhante a uma rede (GUIRRO e GUIRRO. em parte.3 Colágeno O colágeno é uma proteína fibrosa. 2001). 2. 2. JUNQUEIRA e CARNEIRO. Os feixes colágenos espessam-se da superfície para a profundidade. As fibras colágenas compreendem 95% do tecido conectivo da derme. 1995). enquanto na camada reticular os capilares são raros (GUIRRO e GUIRRO . substância excretada pelos fibroblastos. Uma grande diferença entre as duas camadas diz respeito ao seu conteúdo de capilares.1. A camada papilar apresenta um suprimento sanguíneo bastante rico.1.2.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. JUNQUEIRA e CARNEIRO.2 Camada Reticular É a mais espessa.2. responsáveis. sendo mais finos na derme . Ambas as camadas contêm muitas fibras elásticas. Estas fibrilas teriam a função de prender a derme à epiderme (JUNQUEIRA e CARNEIRO. A parte mais interior da derme contém colágeno num estado de compactamento elevado. 1995). pelas características de elasticidade da pele. formada a partir da polimerização do tropocolágeno. 1995).

2 HIPODERME OU TELA SUBCUTÂNEA Tecido sobre o qual a pele repousa. Na camada lamelar.1. em disposição vertical. CASTRO e RIVITTI. CASTRO e RIVITTI.1. O colágeno tem como função fornecer resistência e integridade estrutural a diversos tecidos e órgãos (GUIRRO e GUIRRO. ocorre aumento de espessura no ganho de peso. GARTNER e HIATT. É responsável pela elasticidade da pele (SIMÕES. formado por tecido conjuntivo que varia do tipo frouxo ou adiposo ao denso nas várias localizações e nos diferentes indivíduos. Está organizada em fibras curtas e sobrepostas.2. 2002). com aumento de volume dos adipócitos (GUIRRO e GUIRRO.1. 01-2004 ISSN 1678-8265 13 papilar e. 1992). onde os vasos sanguíneos são numerosos e delicados. 1999.4 Elastina Tal como o colágeno. grossos. na derme reticular. 2. entrelaçados e paralelos à superfície. a elastina é produzida por um precursor secretado pelos fibroblastos. 1992). que é composta por adipócitos globulares e volumosos. . SAMPAIO. das quais a mais superficial é chamada de areolar.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 2. Funcionalmente. 2002. 2002. A tela subcutânea compõe-se em geral de duas camadas. além de depósito nutritivo de reserva participa no isolamento térmico e na proteção mecânica do organismo à pressões e traumatismos s externos (GUIRRO e GUIRRO. 2001). SAMPAIO. a hipoderme. mais profunda.

na pele fina ocorre o inverso). 2001). . os vasos cutâneos constituem sempre um plexo profundo em conexão com um plexo superficial. região e segmento corporal. 1992). como são responsáveis pela termorregulação corporal e ainda pela absorção de substâncias que tenham conseguido ultrapassar a barreira epidérmica (SIMÕES. também chamado plexo subpapilar (CORMACK. sexo (a mulher tem a camada areolar mais espessa). enquanto o plexo superficial localiza-se entre as camadas papilar e reticular e é composto por capilares. idade (a camada areolar é mais espessa no adulto) (GUIRRO e GUIRRO. A coloração rósea da pele é principalmente causada pelo sangue nas amplas vênulas do plexo superficial. 1991). 2002). vênulas e arteríolas (SAMPAIO. 01-2004 ISSN 1678-8265 14 A proporção dessas camadas varia de acordo com diversos fatores: espessura da pele (na pele espessa a camada areolar é preponderante sobre a lamelar.1. 2.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. CASTRO e RIVITTI.3 MICROCIRCULAÇÃO DA PELE Apesar das variações topográficas da disposição vascular da pele. O plexo profundo situa-se em nível dermo-hipodérmico e é formado por arteríolas. Os capilares que formam o plexo vascular dérmico não só transportam os nutrientes.

os linfáticos podem transportar proteínas e material em grandes partículas. sendo aí filtrada e recolocada na circulação até atingir os vasos sanguíneos (LEDUC e LEDUC.4 SISTEMA LINFÁTICO 15 O sistema linfático representa uma via acessória pela qual o líquido pode fluir dos espaços intersticiais para o sangue. vasos coletores. Os vasos linfáticos estão dispostos em alças ao longo da derme papilar. passa através de vários linfonodos. na intimidade dos tecidos. . CASTRO e RIVITTI. Quando o líquido intersticial passa para dentro dos capilares recebe o nome de linfa. 01-2004 ISSN 1678-8265 2. que apresenta uma composição semelhante ao plasma sanguíneo. Consiste de um conjunto particular de capilares. A linfa absorvida nos capilares linfáticos é transportada para os vasos pré-coletores e coletores. o que é mais importante. troncos linfáticos e linfonodos que servem como filtros do líquido coletado pelos vasos e pelos órgãos linfóides que são encarregados de recolher. 2000). para fora dos espaços teciduais.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. nenhum dos quais pode ser removido por absorção direta pelos capilares sanguíneos (GUYTON e HALL. 1992). reunindo-se num plexo linfático subpapilar que através da derme desemboca num plexo linfático profundo. de localização dermo-hipodérmica (SAMPAIO. o líquido intersticial e reconduzí-lo ao sistema vascular sanguíneo. A linfa difere do sangue justamente por não conter células sanguíneas. E.1. 1997).

na tentativa de adequar o nome às alterações histomorfológicas encontradas. cellulite. a denominação de Fibro Edema Gelóide (FEG) tem-se demonstrado como o conceito mais adequado para descrever o quadro historicamente conhecido e erroneamente denominado de celulite (GUIRRO e GUIRRO. derivada do adjetivo celulae.1 DEFINIÇÃO Para descrever ou definir o fibro edema gelóide é preciso ficar clara a inadequação do termo para se designar esta afecção. Paniculopatia Fibroesclerótica – Paniculopatia é uma doença do tecido adiposo e Fibroesclerótica quer dizer endurecimento pelo tecido fibroso.2. a qual não afeta preferencialmente o elemento celular. Contudo. 2002). dentre eles estão: a Lipodistrofia Ginóide – Lipodistrofia significa gordura com crescimento anormal e Ginóide faz referência ao sexo feminino.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. Lipodistrofia Edematofibroesclerótica – onde Edematofibroesclerótica significa inchaço. . que significa células.2 FIBRO EDEMA GELÓIDE 2. mais o sufixo ite. Este erro de conceituação existe há muitos anos e ainda hoje conduz a várias controvérsias e discussões (GUIRRO e GUIRRO. 01-2004 ISSN 1678-8265 16 2. retração e endurecimento. 2002. palavra de origem latina. 2001). o que não define o seu verdadeiro significado (GUIRRO e GUIRRO. quer dizer inflamação do tecido celular. Celulite. indicativo de inflamação. 2002. 1992). Alguns outros termos são utilizados para designar a celulite. PARIENTI. CIPORKIN.

o fibro edema gelóide é uma disfunção crônica. sem características inflamatórias. Sem dúvida trata -se de uma desordem localizada que afeta o tecido dérmico e subcutâneo. na microcirculação e nos adipócitos. os nódulos. que desenvolvem o aspecto em casca de laranja. Para LEITE (2003). Para HORIBE (2000). portanto ocorre comprovadamente nesta disfunção uma série de alterações estruturais na derme (pele). o fibro edema gelóide é uma alteração genuína e locorregional do panículo adiposo subcutâneo. com perda do equilíbrio histofisiológico local e que atinge principalmente a região dos quadris e coxas. O adipócito comprime as células nervosas provocando dor à palpação e devido ao aumento de tamanho ocorre a distensão do tecido conjuntivo. que resulta no inestético aspecto macroscópico (GUIRRO e GUIRRO. com alterações vasculares e lipodistrofia com resposta esclerosante. 01-2004 ISSN 1678-8265 17 O fibro edema gelóide afeta os tecidos cutâneo e adiposo em diversos graus. o fibro edema gelóide inicia com um aumento de líquido dentro do adipócito. . determinante do formato corporal característico da mulher. com perda da elasticidade. 2002). O organismo responde a essas alterações formando tramas de colágeno que tentam encapsular todo o extravasamento do adipócito. Formam-se assim. Segundo ZANI (1994).Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. que acomete as células gordurosas da tela subcutânea. e que ocorre quando há uma alteração na estrutura e disposição anatômica do tecido gorduroso subcutâneo. com conseqüente mudança no seu pH e alterações nas trocas metabólicas.

produz uma reação fibrótica consecutiva.2 Definição Etiopatológica Acredita-se que uma alteração do fibroblasto causada por diversos fatores faz com que as glicosaminoglicanas sofram alterações estruturais (hiperpolimerização). 2. causando importante desconforto emocional (NETO et al. O organismo então reage criando uma barreira fibrosa. o fibro edema gelóide é uma infiltração edematosa do tecido conjuntivo.1 Definição Histológica Segundo GUIRRO e GUIRRO (2002). o fibro edema gelóide. 2. de um problema circulatório. elevando seu poder hidrofílico e a pressão osmótica intersticial (GUIRRO e GUIRRO. na maioria dos casos.1. infiltrando-se nas tramas.1. que encarcera as células adiposas desenvolvendo. 01-2004 ISSN 1678-8265 18 O fibro edema gelóide é uma afecção benigna que atinge as mulheres.2.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. o fibro edema gelóide resulta. um problema que afeta a vida afetiva. Segundo CARDOSO (2002). . não inflamatória.. 2003). Assim. seguida de polimerização da substância fundamental que. 2002). propiciando a perda do plasma para o exterior dos vasos sanguíneos e conseqüentemente levando ao aumento de líquido nos espaços intercelulares. não apresentando risco de vida ou potencial inabilitante. então. porém.2. os capilares se enfraquecem. uma vez que a circulação se processa lentamente.

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Segundo PARIENTI (2001), esta alteração leva à hiperviscosidade da substância fundamental ligada à estase capilovenular e linfática. Desencadeia-se, então, uma série de sinais com transformação do tecido adiposo, em tecido celulítico. Estabelece-se um verdadeiro círculo vicioso. Isso traduz uma descompensação histoangiológica que evolui em quatro fases: Ø 1ª fase: estase venosa e permeabilidade capilar anormal. Ela se traduz por uma congestão do tecido subcutâneo com vasodilatação, bloqueios conjuntivos, seguida de uma exsudação plásmica com formação de um edema intersticial. Ø 2ª fase: organização progressiva e colagenização do exsudato plásmico. O fenômeno de estase acentua-se. A parede dos vasos capilares torna-se porosa e por esse motivo deixa de filtrar, no tecido subcutâneo, o soro que contém mucopolissacarídeos e sódio. Esta etapa vai dissociar a trama das fibras conjuntivas. Por essas razões, a pele perde sua elasticidade. Ø 3ª fase: sulcos celulíticos. O fibrócito desencadeia a produção de elementos fibrosos inelásticos que se entremeiam até dividir a hipoderme em

compartimentos com múltiplos alvéolos. A quantidade de adipócitos organiza-se em micronódulos. Ø 4ª fase: fase fibrocicatricial com alteração dos capilares. Os micronódulos comprimem as arteríolas, os nervos. As fibras conjuntivas aderem

superficialmente à pele e em profundidade às aponeuroses musculares.

Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 01-2004 ISSN 1678-8265 2.2.1.3 Definição Clínica

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Segundo GUIRRO e GUIRRO (2002), trata-se de um espessamento não inflamatório das capas subepidérmicas, às vezes doloroso, que se manifesta em forma de nódulos ou placas de variada extensão e localização. Devido a esta modificação na textura dos tecidos subcutâneos superficiais ocorre aumento da sensibilidade e diminuição da mobilidade por meio de fenômenos de aderência superficial e profunda (PARIENTI, 2001). Trata-se de um tecido mal-oxigenado, subnutrido, desorganizado e sem elasticidade, resultante de um mau funcionamento do sistema circulatório e das consecutivas transformações do tecido conjuntivo. Com este quadro histopatológico, compreende-se a aparência nodulosa na epiderme, e em fases mais avançadas a dor ao contato, à pressão ou palpação (GUIRRO e GUIRRO, 2002).

2.2.2 ETIOPATOGENIA

Segundo GUIRRO e GUIRRO (2002), não se pode falar em causa, visto que seria impossível garantir sua verdadeira influência, não sendo possível isolar cada um desses fatores, que somados, contribuem para o aparecimento do distúrbio. De maneira geral pode-se delinear uma etiologia para o fibro edema gelóide, enumerando e subdividindo os fatores que provavelmente desencadeiam o processo em três classes: fatores predisponentes, determinantes e condicionantes. Além disso, várias teorias se postulam como candidatas para tentar explicar o desenvolvimento do fibro

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edema gelóide. Cada uma guarda propriedades que justificam seu grau de aceitação e se complementam entre si.

2.2.2.1 Fat ores Predisponentes

São fatores que somados a outros se pode ter uma probabilidade razoável de instalação do fibro edema gelóide (LOPES, 2003; GUIRRO e GUIRRO, 2002; ROSSI, 2001). Ø Genéticos: São fornecidos pela presença de genes múltiplos com capacidade de expressão em pele de tecido celular subcutâneo de certas regiões. Depende de uma aptidão individual à capacidade de resposta (ROSSI, 2001). Segundo GUIRRO e GUIRRO (2002), a incidência para o desenvolvimento do fibro edema gelóide é maior na raça branca, quando comparada à raças negra e amarela. s Ø Sexo: Segundo ZANI (1994), o fibro edema gelóide acomete preferencialmente as mulheres, representando 95% dos casos. GUIRRO e GUIRRO (2002), ressaltam que a mulher apresenta um número duas vezes maior de adipócitos em relação ao homem e que, o corpo feminino tem tendência ao acúmulo graxo nos glúteos e coxas, gordura sexo-específica, ao passo que no homem, tais acúmulos situam-se predominantemente no abdome. Os estrógenos estimulam enzimas que produzem uma acumulação de gordura nos adipócitos, com conseqüente aumento de tamanho. Por outro lado, os estrógenos produzem retenção de líquidos gerando edema, ou seja, infiltração de líquido dentro e fora das células, com surgimento de uma

As fibras do tecido conjuntivo das mulheres são mais separadas que as dos homens. impedindo sua subida. Isto ativa não somente o ciclo menstrual e a puberdade. ao contrário do feminino. Esta alteração torna-se necessária para uma eventual gestação. ficando num ângulo de aproximadamente 90º em relação à superfície da pele. o cruzamento das fibras é desfeito e as fibras tomam uma posição paralela umas em relação às outras. assim como o seu tamanho. As fibras do tecido conjuntivo encontram-se dispostas cruzadas e interlaçadas. idade. oscila durante a vida. Ø Idade: As primeiras alterações do fibro edema gelóide apresentam-se muitas vezes ainda durante a puberdade. mantém as fibras cruzadas e inclinadas num ângulo de aproximadamente 45º por toda a vida (LEITE. O tecido masculino normal. 01-2004 ISSN 1678-8265 22 substância de aspecto gelatinoso que aumenta ainda mais o tamanho do adipócito. Sob o estímulo dos hormônios sexuais femininos. 2003). Esses dois processos tendem a comprimir os pequenos vasos sanguíneos. produzindo uma circulação deficiente e dor (BERTRANOU. Neste período. hormônios. Antes da puberdade o tecido conjuntivo conectivo de ambos os sexos é exatamente igual.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. mas não são entrelaçadas em forma reticular. o que favorece a insuflação das células gordurosas depositadas. mas também modifica a situação na região entre a . Seu número. formando uma trama firme que mantém os lóbulos adiposos no fundo da hipoderme. entretanto. as alterações hormonais elevam a taxa de estrogênios no sangue. que é influenciado pelos hábitos de vida. mas favorece o aparecimento de fibro edema gelóide. 2003).

são produzidos com o extravasamento causado pela estase circulatória.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. . ocasionando diminuição de glutation e cisteína. permitindo que moléculas gordurosas ali se depositem (ULRICH. 1982). desestruturando o tecido conjuntivo. pois a diminuição da taxa de glutation retarda o metabolismo celular. Os catecolestrógenos. considerados metabólitos dos estrógenos. 01-2004 ISSN 1678-8265 23 pele e a hipoderme. Produz também um aumento da quantidade de homocisteína que inibe a formação de pontes transversais entre o colágeno e elastina. produzindo um maior acúmulo de triglicérides intra adipocitários (ROSSI. Ø Desequilíbrio hormonal: Os estrógenos e a progesterona induzem um tamanho maior dos adipócitos e um número maior em certos locais. A lipólise também se acha diminuída pela redução do T3. O tecido conjuntivo torna-se espesso. com diminuição da difusão intercelular. Esta redução ocasiona uma série de alterações metabólicas. Estas substâncias competem com as catecolaminas que têm sua taxa diminuída. decisivas na etiologia da celulite. com acúmulo de toxinas e metabólitos. 2001). A testosterona faz com que o tamanho e número dos adipócitos localizados nas regiões trocantéricas sejam reduzidos. ocorre uma redução do metabolismo dos hormônios tireoideanos (na transformação de T4 em T3). Por outro lado. A diminuição de T3 provoca a diminuição da hialuronidase (que despolimeriza os mucopolissacarídeos) com conseqüente aumento da viscosidade da substância fundamental.

2003). será alvo de fácil acesso para as infiltrações teciduais (GUIRRO e GUIRRO. têm maior propensão para adquirir o fibro edema gelóide. favorece em grande escala o aparecimento do fibro edema gelóide. alimentos gordurosos. 2001). Ø Fumo: O uso. que não consegue mais desempenhar a contento suas funções (LEITE. a ansiedade afeta as secreções hormonais. isolado ou concomitante. Ø Sedentarismo: A falta de exercício físico agrava tanto as alterações vasculares quanto às das fibras. Ø Maus hábitos alimentares: Uma dieta rica em gorduras e hidratos de carbono ou mesmo o baixo consumo hídrico e excessivo consumo de sal agravam o quadro microcirculatório com aumento da resistência capilar. 01-2004 ISSN 1678-8265 2. interferindo no tecido gorduroso subcutâneo. ou o seu agravamento. fumante.2. Ø Estresse: Segundo ZANI (1994). ambos os fatores concorrem para a deterioração do tecido conjuntivo. de café e fumo. Ø Desequilíbrios glandulares e perturbações metabólicas do organismo em geral: diabetes.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n.2 Fatores Determinantes 24 Estes fatores estabelecem que uma pessoa do sexo feminino. principalmente por alterações na microcirculação (ROSSI. Assim. pessoas agitadas. chocolate e refrigerantes são alimentos que agravam o . sobrecarregadas de preocupações e problemas. hipotireoidismo e altas dosagens de cortisona determinam o aparecimento do fibro edema gelóide (ROSSI.2. 2002). com maus hábitos alimentares e ainda com um desequilíbrio hormonal. 2001). Açúcares refinados.

em ácido carbônico. favorecendo também o extravasamento de líquidos ao interstício. MG. 1985. o gás carbônico – CO2. Fisioterapia. mas não confirmados. quando dissolvido na água. principalmente nos quadros de insuficiência. além da perda (renal) ou falta de produção (hepática) protéica. joelhos valgos ou varos. concorrem para a piora do quadro.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. aumentando o edema. 2001). anteversão pélvica. Belo Horizonte. são atribuídos. Recomenda-se ingesta hídrica em torno de 2 litros por dia (ROSSI. De . com diminuição da pressão oncótica e aumento do transudato. . Bras. que perdem sua capacidade de reter líquido.I. cujo pH é normalmente levemente alcalino. O gás das bebidas. insuficiência de retorno venoso e varizes agravam o bloqueio da microcirculação. a ponto de serem fatores condicionantes da etiologia do fibro edema gelóide. além de induzir alterações de permeabilidade e resistência dos capilares sanguíneos (LEITE. A alteração do pH provoca o endurecimento das fibras protéicas (colágeno e elastina). Ø Patologias de base: As alterações renais e hepáticas. pela baixa capacidade de filtração/eliminação das toxinas. 01-2004 ISSN 1678-8265 25 quadro metabólico. 2003). MARINO 1 (1985 apud 1 MARINO. transforma-se. com conseqüente compressão da microcirculação. agravando o quadro do fibro edema gelóide (ROSSI. Ø Alterações posturais e ortopédicas: Hiperlordose lombar. 2001). Celulite e alterações posturais Tema Livre apresentado no VII Congr. Problemas circulatórios. com diminuição da elasticidade da pele e do tecido adiposo. como perturbações hemodinâmicas importantes. M. O excesso desta substância na derme e hipoderme provoca a acidificação dos tecidos.

com agravamento ou aparecimento do quadro. pela resistência oferecida à circulação de retorno veno-linfático. Salienta ainda que a localização do fibro edema gelóide na região dos quadris. 01-2004 ISSN 1678-8265 26 GUIRRO e GUIRRO. 2002). A gravidez atua como componente mecânico dificultando o retorno venoso dos membros inferiores.5%) apresentavam hiperlordose lombar com anteversão pélvica.2. 2001).2. A falta de orientação no uso do vestuário. que podem: . o aumento do estrogênio e progesterona concorre para diminuição da tonicidade das paredes vasculares. favorecendo sua dilatação com conseqüente alteração da permeabilidade vascular (ROSSI. região pélvica e porção superior da face externa da coxa é caracterizada pela presença da hiperlordose lombar. 2. causando compressão do plexo dérmico superficial por um longo período. como o hábito de se sentar. 85 deles (aproximadamente 95. defende tal etiologia a partir da constatação de que de 89 pacientes portadores de fibro edema gelóide. pela compressão das cadeias ganglionares da região poplítea a inguino crural. Ø Hábitos posturais e compressão interna: A posição preferencial durante o dia. contribuem para a instalação de edema de toda a região comprimida.3 Fatores Condicionantes A partir dos fatores acima citados criam-se perturbações hemodinâmicas locais. agravar o quadro celulítico. pode.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. favorecendo a manutenção do edema loco regional. com vestimentas apertadas.

2. 2002). 01-2004 ISSN 1678-8265 Ø Aumentar a pressão capilar. que associado a outros fatores. P. Ø Dificultar a reabsorção linfática. 1929.4 As Teorias 2. reconhecendo 3 etapas sucessivas: Ø A primeira fase congestiva da invasão serosa. 27 Estes fatores promovem alterações no tecido conjuntivo. 2. e fazem com que ele se torne mais hidrófilo. principalmente hormonais. .2.2. 2002). Thesis Méd. ocasionando um trânsito mais lento de líquidos na região. aumentando de volume. criam condições propicias à maior deposição de gordura (GUIRRO e GUIRRO. Assim sendo. É chamada de colagenização. Ø A segunda fase de hiperplasia e formação fibrosa relacionada com uma exsudação fibrinosa.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n.1 Teoria Alérgica LAGÉZE 2 (1929 apud GUIRRO e GUIRRO. o tecido passa a reter maior quantidade de água. afirmou a natureza alérgica do fibro edema gelóide. 2 LAGÉZE. porém já dolorosa. Sciatiques et Infiltrat Cellulalgiques. produzindo infiltração ainda flácida. com aspecto nodular. Lyon.4.2. Ø Favorecer a transudação linfática nos espaços intersticiais.

Press Méd. igual aos observados nas manifestações anafiláticas. 3 LAROCHE. O fibro edema gelóide seria uma série de edemas se repetindo e deixando persistir uma certa porção de exsudatos sobre os quais viria a se enxertar um novo surto. No decorrer desses 3 estados. 01-2004 ISSN 1678-8265 28 Ø A terceira fase de retração esclerosa. a natureza alérgica do fibro edema gelóide. G.2 Teoria Tóxica Para LAROCHE3 (1941 apud GUIRRO e GUIRRO. irreversível. 2002).4. 1941. resultando de um fenômeno de vasodilatação acentuada de controle nervoso. este seria um estado reativo de natureza defensiva contra uma intoxicação tornando-se um processo cicatricial. a partir do exame de cortes que mostram um exsudato de origem vascular. sendo nervos e vasos encerrados em uma massa comprimida. O acúmulo de resíduos (ácido úrico. logo. pode-se observar a inexistência de fenômenos inflamatórios. colesterol. por insuficiência hepática ou renal. o fibro edema gelóide deve ser considerado como uma reação do organismo às toxinas que o invadem. Sur queques erreurs graves par mecannaissance de la cellulite.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. então.2. invocando. . atrófica e cicatricial. 42 -521. ácido lático) tende a provocar um aumento de volume nas células e uma reação o que causaria o aparecimento do fibro edema gelóide.2. 2.

Concours Med. R. como certas modificações do estado físico-químico da substância fundamental conjuntiva. Med. Causas mais diversas têm sido invocadas para explicar o déficit circulatório: restrições mecânicas externas. às custas dos ácidos graxos etilênicos. 4 MERLEN.. 01-2004 ISSN 1678-8265 2. favorece a formação do fibro edema gelóide. 80-2311. causada por uma estase devida à presença de varizes..4. 2002).4 Teoria Metabólica DUVAL5 (1954. reconheceu no fibro edema gelóide uma origem hemodinâmica de natureza alérgica. Diagnostic et tratement de la cellulite. menciona uma perturbação nutritiva histológica de natureza metabólica e de caráter distrófico. 5 DUVAL.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n.4. Sem. A. impedindo a livre circulação dos líquidos intersticiais. 1958. 2. apud GUIRRO e GUIRRO. 2002).2. essencialmente por ácidos graxos saturados. 30:852. Esse desvio metabólico levaria a uma diminuição do anabolismo protéico e aumento do anabolismo lipídico. ou causas endógenas. 1954.2. Sugere-se que o fibro edema gelóide resulte de um acúmulo acima do normal de gorduras. entila clinique et mecanisme pathogenique.3 Teoria Circulatória 29 MERLEN4 (1958 apud GUIRRO e GUIRRO. La cellulite. A má circulação dos tecidos.2. . J. pois a estagnação do sangue não permite uma boa nutrição.2. como o uso de certos vestuários muito apertados.F.

2. de uma perturbação da fisiologia molecular no íntimo da matriz intercelular conjuntiva. CIPORKIN. 1992).2. e. de início. surgimento após a puberdade. 01-2004 ISSN 1678-8265 2. haja vista a importante influência que os hábitos diários e antecedentes patológicos. ciclo menstrual. psicológicos e hereditários exercem sobre a instalação e evolução do fibro edema gelóide (ROSSI. considerado como resultante de uma deficiência glandular e.2. quaisquer que sejam as causas. além de sua relação com outros hormônios que interagem no fibro edema gelóide (GUIRRO e GUIRRO.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 2.6 Teoria Hormonal O fibro edema gelóide foi. 2002. depois. atribuído a um estado de hiperfunção hormonal.3 IDENTIFICAÇÃO DO FIBRO EDEMA GELÓIDE Um interrogatório bem conduzido certamente será de valor inestimável. o fibro edema gelóide resulta.2. lactação e estrogenioterapia. O estrógeno é o principal hormônio envolvido e principal responsável pelo agravamento do fibro edema gelóide.4. 2002).5 Teoria Bioquímica 30 Essa hipótese afirma que. muito especialmente. de uma polimerização dos mucopolissacarídeos (GUIRRO e GUIRRO. em última instância. 2. 2001).4. São evidências desse fato: a maior incidência em mulheres. . agravamento com a gestação.2.

2002). onde já se encontra alteração da sensibilidade. Ø Maior consistência tecidual. Após a preensão da pele juntamente com a tela subcutânea entre os dedos. Se a sensação dolorosa for mais incômoda do que o normal. com aparência rugosa. este também é um sinal do fibro edema gelóide. onde pressiona-se o tecido adiposo entre os dedos polegar e indicador ou entre as palmas das mãos. A posição de decúbito não é adequada. estrias. o primeiro teste para reconhecer o fibro edema gelóide consiste no “teste da casca de laranja”. decorrente da ação da gravidade. As quatro evidências clínicas encontradas na palpação do fibro edema gelóide. No exame físico. equimoses. segundo PARIENTI (2001). a anamnese permite verificar determinados pontos que irão orientar a estratégia terapêutica. varizes. Segundo GUIRRO e GUIRRO (2002). A inspeção deve ser efetuada com a paciente na posição ortostática. Além das alterações de relevo inspecionam-se alterações associadas como: coloração tecidual. 01-2004 ISSN 1678-8265 31 Além disso. Ø Diminuição da mobilidade por aderência aos planos mais profundos. Ø Maior sensibilidade àdor. telangectasias. uma vez que a acomodação dos tecidos. e a pele se parecerá com uma casca de laranja. classicamente conhecidas como “tétrade de Ricoux” são: Ø Aumento da espessura do tecido celular subcutâneo. . hiperceratose folicular.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. pode mascarar o grau de acometimento dos tecidos. promove-se um movimento de tração. O outro teste é denominado de “teste da preensão” (pinch test). tonicidade muscular e alterações posturais (GUIRRO e GUIRRO. é importante a propedêutica de inspeção e palpação.

ecografia bidimensional e exames anátomo-patológicos (GUIRRO e GUIRRO. surge um “mapa” de cores. cuja função é avaliar e classificar o fibro edema gelóide de acordo com a temperatura cutânea superficial. 2001). diretamente relacionada com alterações circulatórias ocasionadas pelo distúrbio.4 EXAMES COMPLEMENTARES 32 O diagnóstico paraclínico torna-se necessário para avaliar a importância das infiltrações celulíticas. Já zonas que indicam hipotermia. e objetivar a existência de enfermidades (afecções vasculares. que clinicamente corresponderia ao grau I ou ausência de fibro edema gelóide. que no exame aparecem como zonas escuras (“buracos negros” ou “pele de leopardo”).1 Termografia Trata-se de um método que mede a emissão infravermelha da superfície cutânea.) as quais será preciso igualmente tratar em paralelo (PARIENTI. Após o contato placa-pele por alguns segundos. 01-2004 ISSN 1678-8265 2.4. Imagem com coloração verde ou rosada significa menor envolvimento circulatório da área. 2. O método utiliza placas flexíveis. xerografia.2. tireoideanas. pode ser ampliado por meio de exames complementares: termografia cutânea.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. etc. associada à aplicação de testes clínicos. acompanhar a evolução desses acometimentos sob tratamento. indicam um . 2002). compostas de cristais termossensíveis de colesterol.2. O diagnóstico clínico de fibro edema gelóide baseado em uma anamnese adequada. indicando diferença de temperaturas em áreas localizadas da superfície cutânea.

2002. 2002).2.2. não permite uma avaliação de alterações microcirculatórias (GUIRRO e GUIRRO. pode-se avaliar também a circulação local (GUIRRO e GUIRRO. . bem como suas espessuras.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n.3 Ecografia Bidimensional Avalia a textura dos tecidos conjuntivos. como método de avaliação único não é seguro. 2002). época do ciclo menstrual. permite a formação de imagens (de cor azul. 2001). PARIENTI. pois fatores externos e internos podem alterar significativamente o resultado do exame. além disso.4. sendo possível a observação da ocorrência de edemas nestas regiões. 01-2004 ISSN 1678-8265 33 grau mais avançado.4. Embora o exame seja inócuo. temperatura e umidade da sala de exames (GUIRRO e GUIRRO. 2. tabagismo. Utilizando-se o método associado ao efeito “Doppler”. 2. em diversas tonalidades) que evidenciam a diversidade de espessuras dos tecidos conjuntivos e musculares. Trata-se de um exame não inócuo que deve ser prescrito apenas por médicos. febre. como por exemplo: exposição solar. A passagem de radiação por tecidos com diferentes espessuras.2 Xerografia O método consiste na radiação da pele com raios X.

dentre outras colorações (GUIRRO e GUIRRO. por exemplo.5 ESTÁGIOS DO FIBRO EDEMA GELÓIDE A classificação do fibro edema gelóide pode ser dividida em três ou quatro graus. 2.4. Entretanto. O erro é de 0. e maior na gordura que tem um conteúdo de água diminuído.2. 2002). fucsina resorcina e fucsina ácida (Weigert – Van Gieson). 2003). a qual apresenta as alterações clínicas mais marcantes.4 Exame Anátomo-Patológico 34 Tem o inconveniente de ser um método invasivo.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 01-2004 ISSN 1678-8265 2. a diferença é a gordura corporal total. 2. é a . de acordo com o aspecto clínico e histopatológico. a classificação em apenas três graus. O exame pode ser realizado através de biópsias com “punches” de 4 mm de diâmetro.2.2. colágenas e musculares lisas.4. É proporcional ao volume total de água corporal. A fração de hidratação do tecido magro permite calcular a massa magra.. Impedância é menor em tecidos magros onde os eletrólitos e a água são bons condutores de eletricidade. sendo demonstrativa de fibras elásticas. As colorações aplicadas podem ser.3 a 5% (NETO et al.5 Impedância Bioelétrica Mede a resistência à passagem de uma corrente elétrica através do corpo.

não fazendo menção às alterações histopatológicas. sendo esta classificação fundamentada na avaliação clínica. A aparência assemelha-se a um “saco de . sujeitas. bem como o prognóstico. é sempre curável (GUIRRO e GUIRRO. a ficarem mais aparentes mediante a compressão dos mesmos. A pele fica enrugada e flácida.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n.5. 01-2004 ISSN 1678-8265 35 classificação mais condizente com a anamnese de rotina nos consultórios (GUIRRO e GUIRRO. São consideradas as alterações cutâneas macroscópicas e a sensibilidade à dor.3 Fibro Edema Gelóide Grave (Grau 3) O acometimento tecidual pode ser observado tanto em posição ortostática como em decúbito.2 Fibro Edema Gelóide Moderado (Grau 2) As depressões são visíveis mesmo sem a compressão dos tecidos.5. 2002). 2. portanto. Nesta fase. e é freqüentemente curável (GUIRRO e GUIRRO. quanto ao prognóstico. as lesões teciduais surgem em três estágios. 2. não há alteração da sensibilidade à dor e. 2.1 Fibro Edema Gelóide Brando (Grau 1) Somente é percebido pela compressão do tecido entre os dedos ou da contração muscular voluntária.2. 2002). Já apresenta alteração da sensibilidade.2. 2002). Segundo ULRICH (1982).2.5.

01-2004 ISSN 1678-8265 36 nozes”. Disso sofrem as estruturas do tecido. é uma fase breve. Ø Terceira Fase: É a fase dos nódulos propriamente ditos. Ø Segunda Fase: Considerada como a fase exsudativa. Foi o primeiro a ter descrito tal anatomia. Tal exsudato dissocia as fibras conjuntivas e altera as terminações nervosas da região. Thesis Méd. seguindo-se uma outra fase. que progressivamente vai se transformando em colágeno. ainda que passível de melhora (GUIRRO e GUIRRO. sendo o tecido celular invadido por um composto de mucopolissacarídeos e eletrólitos. nela a dilatação arteriocapilar provocada pela estase acentua-se. Sciatiques et Infiltrat Cellulalgiques. Nesta fase. 1929. podendo ocorrer uma sobreposição de graus em uma mesma área de uma mesma paciente (GUIRRO e GUIRRO. o fibro edema gelóide é considerado como incurável. complementando os achados histológicos apresentados por outros autores. . 2 LAGÉZE.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. A sensibilidade à dor está aumentada e as fibras do conjuntivo estão quase totalmente danificadas. que comporta essencialmente uma estase venosa e linfática. formando um arcabouço fibroso. LAGÉZE2 (1929 apud GUIRRO e GUIRRO. 2002). Os estágios do fibro edema gelóide não são totalmente delimitados. Aparecem os fibroblastos. No que se refere a anatomia patológica do fibro edema gelóide. P. Lyon. As fases são: Ø Primeira Fase: Não é percebida pelos pacientes. 2002). 2002) a descreveu e a subdividiu em quatro fases. puramente circulatória.

2.6.J. equimoses e extremidades frias. Publ. oferecendo resistência a sua mobilização. 1970. A derme está espessada e aderente aos planos profundos. 2001). 01-2004 ISSN 1678-8265 37 Ø Quarta Fase: Com fibrose cicatricial. Sua incidência é maior em pessoas jovens e traduz estágios iniciais da patologia (ROSSI. . ocorrendo uma endoarterite e uma periarterite. A celulite – causas e tratamentos. G.2. rugosa. sendo os nervos comprimidos pelo conjunto de fibroses. Com uma regularidade quase constante percebem-se varicosidades. e apesar do espessamento cutâneo 6 LEONARD. Há retração esclerótica. As zonas atingidas conservam geralmente uma conformação bastante regular e uniforme.6 FORMAS CLÍNICAS DO FIBRO EDEMA GELÓIDE Segundo classificação feita por LEONARD 6 (1970 apud GUIRRO e GUIRRO. Europa-América. As arteríolas são atingidas.2. A pele fica cada vez mais seca.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. não são comuns as grandes deformações. 2. Nesta forma. sendo que pode-se entender essas alterações teciduais como decorrência da tonicidade muscular associada ao problema. atrófica e irreversível.1 Fibro Edema Gelóide Consistente (Duro) A pele está tensa e apresenta característica granulosa sub dérmica. 2002) distinguem-se três tipos de fibro edema gelóide.

2. Encontra-se quase que exclusivamente nos membros inferiores. 01-2004 ISSN 1678-8265 38 verificamos que a epiderme é de uma textura muito fina e delicada.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 2. 2001). ROSSI.6. ROSSI. os quais apresentam a massa muscular pouco desenvolvida (GUIRRO e GUIRRO. 2. Nos casos de indivíduos com peso normal ou abaixo. tornando-se difícil encontrar os contornos da área afetada. podendo apresentar estrias.3 Fibro Edema Gelóide Edematoso Apresenta um aspecto exterior de um edema tecidual puro e simples.2 Fibro Edema Gelóide Brando ou Difuso (Flácido) É a forma mais importante. 2002. com as regiões atingidas manifestando uma deformação total. Pode apresentar-se em grandes ou pequenas proporções. apresentando inclusive a musculatura bem definida (GUIRRO e GUIRRO. 2002. essa forma de fibro edema gelóide normalmente pode ser encontrada naqueles que são sedentários.6. . Na maioria das vezes é encontrado nos indivíduos que obtiveram perda de peso sem a associação da atividade física. em indivíduos com hipotonia muscular. nota-se uma oscilação dos tecidos superficiais. e a consistência da pele é pastosa. Apresenta consistência variável. tanto em número quanto nas manifestações aparentes.2. encontram-se os tecidos superficiais sem a menor consistência. Com o movimento. Nestes casos. às vezes muito firmes ou por vezes flácidas. 2001). Essa forma aparente do distúrbio é normalmente encontrada em indivíduos que praticam atividade física constantemente.

FRANCISCHELLI. . fragilidade capilar. 2002). varizes. Encontramos a forma edematosa do fibro edema gelóide em qualquer faixa de idade ou de peso. o tratamento envolve diversos profissionais. Porém vale salientar que os melhores resultados serão obtidos quando o corpo for submetido a um tratamento que recupere a saúde e não que vise somente a eliminação do fibro edema gelóide. equimoses. 01-2004 ISSN 1678-8265 39 situando-se quase sempre num grau médio entre esses dois extremos.2. 2002. Sendo assim. os melhores resultados são obtidos com procedimentos variados e complementares entre si. 2.7 ABORDAGENS TERAPÊUTICAS O fibro edema gelóide é um distúrbio de etiologia multifatorial. que dispõem de uma gama de tratamentos e recursos que. prurido local. Para isso.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 2002. 2001). ROSSI. sendo ainda muito importante a orientação da paciente para uma manutenção e/ou complementação doméstica (GUIRRO e GUIRRO. sendo assim. telangectasias. Há sinais e sintomas que destacam o comprometimento circulatório. 2003). sensação de pernas cansadas e fadiga muscular (GUIRRO e GUIRRO. a Fisioterapia Dermato Funcional dispõe de diversas técnicas que possuem finalidades positivas no tratamento do fibro edema gelóide (GUIRRO e GUIRRO. quando perfeitamente integrados. como insuficiência de retorno veno-linfático. proporcionam bons resultados.

Ø Em caso de sobrepeso. o balanço calórico deverá ser negativo. para não permitir a compressão da rede linfática superficial e venosa. visando diminuir o estresse diário. para se diminuir a retenção hídrica intersticial. presente em pessoas que trabalham sentadas. . Ø Os hábitos tóxicos devem ser abandonados ou reduzidos. torna-se importante a redução de sódio e hidratos de carbono. Ø Como o silício participa ativamente da síntese de colágeno.1 Prevenção 40 Segundo ROSSI (2001) existem algumas medidas úteis na prevenção do fibro edema gelóide: Ø Quando há edema associado. 01-2004 ISSN 1678-8265 2. Ø O vestuário não deverá ser constritivo. principalmente o fumo.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. é interessante um aumento no fornecimento de fibras. Ø Técnicas de relaxamento devem ser introduzidas.7. Ø A atividade física deve ser estimulada. evitando-se a compressão de linfáticos do cavo poplíteo e inguino-crural. Ø A posição preferencial durante o dia deverá ser corrigida. ricas em silício. com diminuição da ingesta associada preferentemente com o aumento do gasto calórico.2.

.2. para cortar as fibras que repuxam a pele. corticosteróides.3. Neste grupo incluem-se anestésicos. mas será preciso aguardar 6 meses para obter uma cicatrização definitiva (PARIENTI. e está indicado nos estágios mais avançados da celulite (ALVES.2. Além de liberar a pele.7.1 Mesoterapia A mesoterapia visa utilizar a derme como receptora e difusora de pequenas quantidades de medicamentos. desfazendo os nódulos. que também ajuda a elevar a pele.7. por baixo do furinho da celulite.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. É necessária a anestesia local. o hematoma decorrente do trauma leva à formação de tecido colágeno na região. 2002).7. 01-2004 ISSN 1678-8265 2. ultra-som e laser (GUIRRO e GUIRRO. fazendo uso da drenagem linfática.2. continuam sendo os critérios essenciais para a indicação operatória.2 Tratamento Cirúrgico 41 Subcisão é uma técnica que consiste na introdução de uma agulha. A qualidade da pele e principalmente a capacidade de retração cutânea da paciente. Os resultados serão visíveis dois meses após a intervenção. 2003). O uso de uma meia elástica durante 24 horas durante 6 semanas é imprescindível após a intervenção. com ponta cortante. gelo.3 Terapia Medicamentosa 2. 2. O procedimento só pode ser realizado por médicos habilitados. A fisioterapia precoce diminui sobremaneira o risco de complicações. 2001).

2001). A técnica tem origem francesa (GUIRRO e GUIRRO. em seguida. Realiza-se uma sessão por semana durante 3 semanas e. 2002. 01-2004 ISSN 1678-8265 42 antibióticos. Em cada ponto injeta-se 0. fonzylane. Faz-se cerca de dez injeções na zona celulítica. PARIENTI. 2002). permitem tratar as enfermidades arteriais. o qual porta uma agulha. e outras substâncias utilizadas no tratamento do fibro edema gelóide. 2001). . 2002). finalmente. A mesoterapia tem como objetivo difundir lentamente esses produtos em pequenas quantidades.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. a cada 2-3 meses como tratamento de manutenção (PARIENTI. Posteriormente é realizada uma sessão por mês durante 6 meses e. mas principalmente venosas e linfáticas (GUIRRO e GUIRRO. potencialmente eficazes. Esse método consiste em efetuar múltiplas injeções intradérmicas de uma mistura de diferentes substâncias farmacológicas. a cada 15 dias durante 2 meses. em determinadas regiões do organismo que apresentem sinais e sintomas de funções anormais (GUIRRO e GUIRRO. O composto é injetado com aplicador tipo pistola. ou simplesmente se efetua a penetração através de pressão. Essa mistura é composta de enzimas. Os medicamentos vasoativos injetados. esberiven. Os seguintes medicamentos podem ser utilizados: procaína 2%. geralmente de 4mm.05 a 1ml da mistura medicamentosa escolhida. vasodilatadores e de substâncias que auxiliam o metabolismo do tecido conjuntivo.

2002). ricos em saponinas. melhorando o retorno venoso e a circulação arterial (GUIRRO e GUIRRO. Estudos experimentais demonstraram que o extrato de ginkgo biloba tem ação antiedematosa.. etc.BOURGOIN. que contêm bioflavonóides.. Na microcirculação. aminofilina.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. com uso 7 HACHEM. Dentre os ativos utilizados com ação no tecido conjuntivo. Os princípios ativos conhecidos aos quais são atribuídos efeitos sobre o tecido adiposo são as metilxantinas (teobromina.3. Publi. além de ginkgo biloba e rutina. supl. modifica favoravelmente a permeabilidade capilar venosa e linfática (GUIRRO e GUIRRO. 1979. . regulador e normalizador do metabolismo e da divisão celular. 2002). cafeína. Estes agem diminuindo a hiperpermeabilidade capilar e aumentando o tônus venoso. Etude anatomo clinique des effects de I extrait trite de centella asiatica dans la lipodystrophie localisee. O silício é um elemento estrutural do tecido conjuntivo.AU-2. podendo ser utilizados por via tópica. A. destacam-se o silício e a Centella asiática. Dentre os princípios ativos atuantes na microcirculação encontram-se os extratos vegetais de hera e castanha-da-índia.2 Ativos Farmacológicos 43 Os ativos farmacológicos utilizados na terapêutica do fibro edema gelóide atuam no tecido conjuntivo ou na microcirculação.). sistêmica ou transdérmica. J. Therap.7. teofilina. Um estudo duplo-cego efetuado por HACHEM e BOURGOIN 7 (1979 apud GUIRRO e GUIRRO. 2002) em 35 mulheres afetadas por fibro edema gelóide. Os efeitos sistêmicos da cafeína quando utilizada por via tópica foram testados e revelam que as taxas séricas obtidas após uso criterioso de um gel hidroalcoólico a 5% foram inferiores às obtidas após ingestão de uma xícara de café. março.2. 01-2004 ISSN 1678-8265 2.

01-2004 ISSN 1678-8265 44 oral de extrato de Centella asiática e placebo. . As técnicas de administração de princípios ativos utilizados pela fisioterapia são: corrente contínua (ionização) e ultra-som (fonoforese). sendo encarregada de manter o equilíbrio hídrico. Despolimerizando o ácido hialurônico. foram executadas biópsias antes e após o tratamento.3. 2. Na análise histológica evidenciaram a ação da Centella asiática sobre a fibrose paniculada. pois estudos apontam o efeito deletério que esse recurso físico promove sobre as mesmas (GUIRRO e GUIRRO. Deve-se evidenciar a não recomendação dos tratamentos que associam as enzimas ao ultra-som. As enzimas podem ser encontradas na forma de comprimidos. mobilizando edemas e infiltrados no tecido conjuntivo (GUIRRO e GUIRRO. 2002).Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. A hialuronidase é uma das enzimas presentes no interstício. injetáveis e cremes. 2002). Para evidenciar os r esultados. tornando o tecido mais permeável à dispersão de outras substâncias e promovendo a reabsorção do excesso de fluidos. com a finalidade de assegurar uma absorção normal da substância fundamental amorfa através de todo o tecido conjuntivo. da região deltóidea e trocantérica. supositórios.2. podendo explicar assim sua ação sobre o fibro edema gelóide.3 Enzimas de Difusão As enzimas utilizadas para o tratamento do fibro edema gelóide tratam-se de mucopolissacaridases e de hialuronidases com ação despolimerizante.7. a hialuronidase reduz a viscosidade do meio intercelular.

o tônus muscular. Os exercícios aeróbicos de longa duração e de intensidade moderada são os mais indicados para o tratamento do fibro edema gelóide (ZANI. natação e ginástica aeróbica. Exercícios regulares melhoram a circulação. são atividades que necessitam de energia para a contração muscular e esta é ofertada através da degradação das gorduras e açúcares presentes no organismo. Isto pode favorecer o aparecimento de acúmulos de gordura. ajudam a queimar a gordura e a tonificar os músculos. notadamente na região abdominal. nódulos e placas celulíticas. 1994). Ø Aumento da flacidez músculo-tendínea. O tecido afetado pelo fibro edema gelóide é mal-oxigenado e mal nutrido. face medial e trocantérica das coxas e região glútea. 2001). com aumento da massa gordurosa. 2002. A atividade física. no sentido de se promover uma boa circulação arterial e redução da estase venosa. Ø Diminuição do mecanismo de bombeamento muscular dos membros inferiores. ROSSI. As atividades físicas como caminhadas.2. corridas.4 Terapia Física 45 Segundo GUIRRO e GUIRRO (2002) o sedentarismo pode contribuir para o agravamento do fibro edema gelóide através dos seguintes mecanismos: Ø Diminuição da massa muscular. portanto. bicicleta. aumentar o fluxo linfático e o metabolismo.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 01-2004 ISSN 1678-8265 2.7. pelo fato da circulação sanguínea e linfática ser deficiente. deve ser estimulada. além de melhorar a função cardiorrespiratória. e prover maior aporte nutricional aos tecidos comprometidos (GUIRRO e GUIRRO. dificultando o retorno venoso e linfático. As .

7. (GUIRRO e GUIRRO. Para que as gorduras possam entrar como fornecedoras de energia os exercícios devem ser realizados por um intervalo de tempo maior. os exercícios resistidos são de grande importância para o desenvolvimento da força muscular. daí a importância dos exercícios localizados. Além do exercício localizado.5 Eletroterapia 2. ele não é mais capaz de produzir o pico de tensão e desenvolve-se uma fraqueza com retração. À medida que o músculo se encurta. pode também causar dor 2002). ao contrário dos açúcares que são os primeiros a serem requisitados. A força muscular pode também ser alterada quando o tecido mole se encurta devido à adaptação que ocorre com o tempo.5.7.2.1 Corrente Galvânica É utilizada na sua forma pura (galvanização) ou em associação a drogas despolimerizantes (iontoforese). visando desenvolver a musculatura local. 01-2004 ISSN 1678-8265 46 gorduras fornecem mais energia que os açúcares. A perda da flexibilidade. grande importância deve ser dada aos exercícios respiratórios e de relaxamento. acima de 20 minutos (FERNANDES.2. Dentre os exercícios localizados.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. Geralmente o fibro edema gelóide manifesta-se de forma localizada. porém sua degradação é mais demorada. 2002). 2003). pois estes melhoram a oxigenação e promovem a diminuição do estresse físico e mental (GUIRRO e GUIRRO. No caso da corrente galvânica pura os efeitos podem . 2. aumentando o seu tônus.

ROSSI. que ocorre principalmente no nível do pólo negativo. 2.2 Correntes Diadinâmicas Segundo GUIRRO e GUIRRO (2002) as correntes diadinâmicas que podem ser utilizadas no tratamento do fibro edema gelóide são: . 2001).Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 01-2004 ISSN 1678-8265 47 promover um incremento na nutrição do tecido afetado conseqüente ao aumento da circulação local.5. O número de sessões é de 20. hera. enzimas proteolíticas (tiomucase). argila verde). os primeiros resultados aparecem em geral por volta da 6a ou 7a sessão de ionização. minerais (silício. 2001. A iontoforese consiste em fazer penetrar no organismo substâncias medicamentosas ionizáveis através do revestimento cutâneo por meio de uma corrente elétrica unidirecional que possui propriedades polares iontoforéticas (PARIENTI. que quebram as longas cadeias de mucopolissacarídeos em cadeias menores. 2002). Existe uma série de ativos utilizados em eletroterapia.7. tieroideanos (triiodotiroacetato). podendo-se realizar novas sessões após um descanso de 1 mês. Segundo PARIENTI (2001). A duração é em média de 20 minutos. maior eliminação de água retida no interstício. que é mais estimulante (GUIRRO e GUIRRO. obtidos de derivados vegetais (alcachofra. 2001). Os princípios ativos devem permitir o aumento do catabolismo lipídico.2. promover a despolimerização dos mucopolissacarídeos e incrementar a microcirculação cutânea (ROSSI. gingko biloba).

maior a profundidade do campo elétrico e. melhorando a hipotonia muscular associada.7. 01-2004 ISSN 1678-8265 48 Ø A corrente difásica (DF): proporcionando analgesia temporária. . porém. 2002). Ø A corrente monofásica (MF): possui uma predileção no sentido de atenuar a tonicidade vascular simpática e estimular o metabolismo do tecido conjuntivo. maior o número de unidades motoras recrutadas (GUIRRO e GUIRRO. melhorando assim o trofismo dos tecidos. Um ponto importante a ser observado é a sensibilidade do paciente. é extremamente desagradável. pois eleva o limiar de excitação das fibras nervosas sensitivas. bem como o aumento da circulação sanguínea e linfática.3 Correntes Excitomotoras A estimulação elétrica neuromuscular (NMES) é um importante complemento no tratamento do fibro edema gelóide.5. pois quanto mais agradável for. 2.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n.2. Ø A corrente curtos períodos (CP): indicada para situações que necessitem de aumento de circulação local ou segmentar. O objetivo desta modalidade terapêutica é propiciar o fortalecimento e/ou hipertrofia muscular. além de promover melhora dos transtornos circulatórios. conseqüentemente. Ø A corrente ritmo sincopado (RS): provoca contrações rítmicas das fibras musculares. maior intensidade o paciente suportará.

2001). Os limiares. que consiste da localização de dois eletrodos do tipo placa sobre cada extremo do ventre muscular a ser estimulado.4 Eletrolipoforese Trata-se de um procedimento que consiste em veicular ondas elétricas de intensidade e de freqüência definidas. sensitivo e motor. 01-2004 ISSN 1678-8265 49 Geralmente os equipamentos dispõem de 6 eletrodos positivos e 6 eletrodos negativos. em torno de 0.7.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n.5. Vários pares de agulhas finas (0. serão menores nestes pontos.5 a 60 Hz. de modo que a corrente atravesse o músculo em todo o seu comprimento (GUIRRO e GUIRRO. desempenhando o papel de eletrodos. aumento da circulação e aumento do metabolismo (ROSSI. Quando não se tem o conhecimento da localização dos pontos motores. redução dos depósitos adiposos. podendo ser trabalhados 6 grupos musculares (ROSSI.3mm) e longas (5 a 15cm). recomenda-se a aplicação da técnica mioenergética. poderemos ter uma boa contração muscular.2. 2001). em sessões com duração de 1520 minutos. 2002). Os resultados esperados e obtidos além de 10 sessões são representados por uma tonificação seletiva dos músculos. Os pontos motores são as áreas ótimas para a estimulação elétrica dos músculos esqueléticos. são ligadas a correntes de baixa . 2. distribuídos portanto em 6 canais. O número de sessões está compreendido entre 15 e 30. com um ritmo semanal de 2 a 3 vezes. Trabalhando-se com correntes de baixa freqüência (até 300Hz). os quais estão localizados na área onde o nervo penetra no epimísio.

2002). 01-2004 ISSN 1678-8265 50 intensidade. Esta técnica permite a redução do fibro edema gelóide bem como uma melhor condição da pele (LOPES. 2001).Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. . e ainda lipólise.2. e o espaço entre eles é determinado pela espessura da dobra cutânea. é considerado de uso médico (GUIRRO e GUIRRO. Como o processo é considerado invasivo. criando um campo elétrico entre elas (GUIRRO e GUIRRO. 2002. onde é utilizada a pressão negativa na sucção. A duração da sessão é de 50 minutos. logo é formado por uma câmara de aspiração onde o estancamento é garantido por válvulas laterais e longitudinais. que utiliza-se de um aparelho que permite uma dupla ação sinérgica de aspiração e mobilização dérmica. 2. A pele é aspirada pela depressão de ar criada entre os dois roletes motorizados que deslizam sobre a pele.6 Endermologia A endermologia é uma técnica terapêutica. A intensidade da corrente utilizada varia de 5 a 40 mA e a freqüência é escolhida entre 5 e 500 Hz. sendo que a implantação das agulhas pode ser alterada a cada sessão de acordo com a localização dos enchimentos celulíticos (PARIENTI. Atribui-se ao tratamento uma modificação do meio intersticial. que favorece trocas metabólicas. 2001). O cabeçote faz a função de “apalpar-sugarrolar”. sendo realizada uma vez por semana. 2003). PARIENTI.7. associada ao rolamento (manobra do “palper-rouler”) exercido pelos rolos presentes no cabeçote. O número de sessões varia de 3 a 6.

garantindo uma melhor circulação dos fluidos). 2003). 2002). que terá como função ser uma segunda pele. reverter o processo patológico do fibro edema gelóide instalado no tecido conjuntivo hipodérmico (SILVA. tonificação da pele (pelo estímulo gerado no fibroblasto associado ao descongestionamento dos tecidos) e desestresse muscular (por diminuir as tensões e otimizar as trocas tissulares) (LOPES. Além disso. com ação inclusive nas etapas mais avançadas do distúrbio. pode-se citar como ações resultantes do tratamento com endermologia a ação lipolítica (pela ação mecânica). além de garantir maior higiene ao tratamento. atenuar eventual desconforto provocado pela aspiração e pinçamento da prega cutânea pelo cabeçote.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. suavizando o aspecto acolchoado da pele. A endermologia visa. As funções do tratamento com a endermologia no fibro edema gelóide consistem em melhorar a maleabilidade do tecido. e facilitar as manobras e o deslizamento dos roletes em todas as regiões do corpo. bem como favorece na diminuição dos transtornos circulatórios. Logo. . antes da sessão de tratamento com a endermologia a paciente poderá vestir-se com uma malha finíssima em tecido sintético antialérgico. drenagem linfática e eliminação dos resíduos metabólicos (através da ação de hipervascularização associada ao desfibrosamento do tecido conjuntivo. 01-2004 ISSN 1678-8265 51 Segundo LOPES (2003). através de ação puramente mecânica. a endermologia estimula a dissolução dos nódulos e libera as aderências teciduais.

2000). A drenagem linfática manual da região glútea começa no nível dos gânglios inguinais. É sabido que a irradiação com energias próximas de 3 J/cm² exercem uma ação antiinflamatória.7 Laser 52 É possível relacionar os efeitos da radiação laser no tratamento do fibro edema gelóide. Em seguida.7. LEDUC e LEDUC.2. (GUIRRO e GUIRRO.2. neoformação de vasos sanguíneos e regeneração dos linfáticos. sendo que quantidades de energias maiores. diante do quadro de estase sanguínea e linfática. 01-2004 ISSN 1678-8265 2. mantendo. o equilíbrio hídrico dos espaços intersticiais. 2002). os círculos com os polegares drenam as faces externas das nádegas. regeneração de fibras nervosas. 2.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. ação da histamina sobre os esfíncteres capilares. próximas de 6 J/cm² são indicadas para processos de regeneração tecidual (GUIRRO e GUIRRO. Contudo. A técnica consiste em captar o líquido intersticial excedente que originou o edema e evacuá-lo em direção aos corredores de reserva ganglionares. dando ênfase às ações antiedematosa e fibrinolítica. antálgica e circulatória. As respostas decorrentes dos efeitos secundários são: vasodilatação no nível da microcirculação. para se conhecer a verdadeira ação do laser sobre o fibro edema gelóide há necessidade de estudos mais acurados. Deve-se levar em conta o fato de . 2002. estando a paciente em decúbito ventral. dessa forma. PARIENTI.8 Drenagem Linfática É de grande valia no tratamento do fibro edema gelóide.7. 2001.

Segundo GUIRRO e GUIRRO (2002). 01-2004 ISSN 1678-8265 53 que os dois terços externos da nádega são drenados pela via externa em direção aos gânglios inguinais.7. . devido à etiologia multifatorial. a massagem não representa mais que um coadjuvante no tratamento do fibro edema gelóide. incremento na circulação sanguínea e linfática. Então. rearranjo e aumento da extensibilidade das fibras colágenas. além de promover neovascularização com conseqüente aumento da circulação. As manobras de demanda são seguidas por manobras de pressão. A massagem promove analgesia. ao passo que o terço interno é drenado pela via interna em direção ao grupo ganglionar inguinal súpero-interno. 2.2. os círculos com os polegares ou com as falanges distais dos dedos forçam a linfa do terço interno da nádega em direção à sua face interna e à raiz da coxa.9 Ultra-som O uso do ultra-som no tratamento do fibro edema gelóide está vinculado à sua capacidade de fonoforese. A drenagem linfática manual da região glútea termina com a drenagem dos grupos superiores dos gânglios inguinais (LEDUC e LEDUC. e melhora das propriedades mecânicas do tecido (GUIRRO e GUIRRO. 2002).Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. auxilia na penetração de produtos com princípios ativos específicos. 2000). não devendo ser utilizada como recurso terapêutico único e completo. e aumenta a maleabilidade tecidual.

sendo que a partir de então sua evolução progrediu rapidamente. 01-2004 ISSN 1678-8265 54 2. para o tratamento das mais diversas lesões do sistema músculo-esquelético. LONGO. Hoje. a primeira aplicação do ultra-som em medicina. 1996). A liga entre chumbo. O cristal contrai sob a influência de uma corrente elétrica em uma determinada direção e expande-se quando a corrente elétrica for revertida. A vibração aciona as partículas do meio. O ultra-som foi originalmente produzido através de um cristal de quartzo vibrante quando submetido a uma corrente de alta freqüência. . Quando a corrente for desligada o cristal retorna a sua forma original (FUIRINI e LONGO. são utilizados cristais cerâmicos sintéticos. produzindo ondas por compressão e descompressão. Atualmente. com sucesso. ROBERTSON e BAKER. 2001).Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. zircônio e titânio é um excelente sintético pela sua durabilidade e eficiência em converter corrente elétrica em vibrações mecânicas.. Além disso. sendo descoberto por Langevin em 1917.3 ULTRA-SOM Foi no final da década de 40 e início da década de 50 que se conseguiu. embora as bases fisiológicas de seus efeitos sejam ainda bastante desconhecidas (GUIRRO et al. 1996b. 2001. a energia ultra-sônica está entre as mais utilizadas pelos profissionais fisioterapeutas. o ultra-som é muito utilizado no tratamento do fibro edema gelóide.

. As ondas ultra-sônicas são ondas longitudinais e provocam oscilações nas partículas do meio onde se propagam.0 Watts/cm² na maioria dos aparelhos. relatam que neste recurso a intensidade pode variar de 0. a qual se deforma na presença de um campo elétrico. conectado a uma cerâmica piezoelétrica sintética (titanato zirconato de chumbo – PZT). 2002.7 a 3 MHz (FUIRINI e LONGO.1 GERAÇÃO DA ONDA ULTRA-SÔNICA 55 O equipamento de ultra-som terapêutico consiste de um gerador de corrente elétrica de alta freqüência.000 a 20. (1996a).000. as cargas da rede cristalina interagem com o mesmo e produzem tensões mecânicas. as quais são mais altas que a faixa de audição humana. 1996b).. GUIRRO et al. que varia de 20 a 20. em 1880.1 a 3. E também destacam que para a obtenção de um efeito terapêutico satisfatório o aparelho de ultra-som terapêutico deve estar devidamente calibrado. O efeito piezoelétrico foi descoberto por Pierri e Jacques Curie. Possuem freqüências que variam de 20. 1996).000 de ciclos por segundos (ciclos/s). A freqüência para diagnóstico de imagem varia de 5 a 20 Mega Hertz (MHz) e para terapia de 0.000 ciclos/s.3. 01-2004 ISSN 1678-8265 2.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. fenômeno conhecido como efeito piezoelétrico inverso (GUIRRO et al. e consiste na formação de cargas elétricas na superfície de certos materiais sujeitos a pressões mecânicas. . procedimento este que visa garantir a intensidade de saída a mais próxima possível da intensidade selecionada no painel do aparelho. 1997). Ao se colocar um material piezoelétrico num campo elétrico. Os transdutores ultra-sônicos convertem a energia elétrica em energia mecânica e viceversa (GUIRRO e GUIRRO. GUIRRO et al.

01-2004 ISSN 1678-8265 56 Os sons e os ultra-sons são vibrações elásticas.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. em relação a cada meio.3. e portanto. 1998. YOUNG. osso e músculo. como. Ondas longitudinais são transportadas em meios líquidos não viscosos. embora com velocidades diversas. FUIRINI e LONGO. Ondas estacionárias poderão ser produzidas se a onda que incide na interface e a onda refletida na interface se tornarem superpostas a tal ponto que seus picos de intensidade se somem (LOW e REED.2 TIPOS DE ONDAS Podem ser produzidos três tipos de ondas: as longitudinais. 2. 1996b). as partículas se deslocam paralelamente à direção do som. com amplitude e comprimento de onda determinados. com comprimentos de ondas também diferentes (GUIRRO et al. As ondas estacionárias poderão ocorrer se parte das ondas forem refletidas por uma interface entre meios com impedâncias acústicas diferentes. por exemplo.. 1996). . Na transversal ou de cisalhamento. as transversais e as estacionárias. as partículas se deslocam perpendicularmente à direção da onda sonora. Ondas transversais são formas comuns de propagação de ondas em meios sólidos. líquidos e sólidos. 2001. capazes de se propagar através de gases. A alternância de pressão alta e baixa exercida pelo feixe de ultra-som resulta em regiões de compressão (elevada densidade de partícula) e de rarefação (baixa densidade de partícula) ao longo do caminho da onda. A longitudinal ou compressional é a onda mais comum.

alteração da pressão e micromassagem. 1996b). e sim que os dois efeitos não podem ser separados. com efeitos térmicos. e as ondas de polarização transversal propagam-se somente em meios sólidos (GUIRRO et al. O modo pulsado apresenta características como ondas sônicas pulsadas. 2002). . uma vez que os tecidos moles do corpo humano podem ser considerados como um fluído. Nos equipamentos de ultra-som terapêutico somente a onda longitudinal é utilizada. assumindo que os efeitos não térmicos serão acompanhados por algum aquecimento pela interação entre o tecido e o ultra-som. na prática. principalmente pela utilização estática prolongada do aplicador ultra-sônico em um dado ponto e numa intensidade elevada (GUIRRO et al. o modo contínuo se caracteriza por ondas sônicas contínuas. modulação em amplitude com freqüências de 16 Hz a 100Hz. o contínuo e o pulsado (GUIRRO e GUIRRO. ROBERTSON e DUCK (2001). sendo simultaneamente térmico e mecânico.3. em uma revisão dos efeitos biofísicos do ultra-som terapêutico. efeitos térmicos minimizados e alteração da pressão. sem modulação.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 01-2004 ISSN 1678-8265 57 As ondas estacionárias ocorrem.. referem não concordar em assumir que apenas um efeito é presente durante uma terapia. Segundo FUIRINI e LONGO (1996). BAKER..3 MODOS DE PROPAGAÇÃO Há dois regimes de pulso comumente empregados na prática clínica do ultrasom terapêutico. 2. 1996b).

ou mesmo células. alterando a permeabilidade de membranas. O microfluxo acústico é resultado da pressão .Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 1996b). Evitando-se a cavitação instável. facilita o fluxo sanguíneo. portanto. Os efeitos não térmicos resultantes principalmente da cavitação exercem efeitos marcantes na estimulação celular e em microorganismos. com relação às suas configurações normais. fenômeno este denominado de cavitação (GUIRRO et al. 1996b). 2002). O colapso dessas bolhas libera energia que pode romper as ligações moleculares. Já a cavitação instável pode promover danos teciduais decorrentes das altas temperaturas e pressões geradas em razão da liberação de energia no instante da ruptura da bolha de ar. Sob efeito da micromassagem. O efeito mecânico. altamente reativos (GUIRRO e GUIRRO. provocando a produção de radicais livres. os gases existentes nos tecidos podem resultar em pequenas bolhas de ar que oscilam através do campo ultra-sônico. As vibrações ultra-sônicas causam compressões e expansões nos tecidos em uma mesma freqüência que é emitida pelo aparelho. distorcer e/ou reorientar partículas intercelulares. a força de radiação produz uma alteração na permeabilidade da membrana celular. o suprimento de oxigênio e nutrientes.. também é chamado de micromassagem. e aumenta o metabolismo celular. e esta consiste na reação mecânica dos tecidos devido à pressão da onda ultra-sônica (GUIRRO et al. As forças de radiação (pressão acústica) podem deslocar.. dentre outros efeitos conseqüentes destas alterações. micro-fluxo acústico e força de radiação. 01-2004 ISSN 1678-8265 58 Na forma pulsada predominam os efeitos não térmicos ou mecânicos – cavitação estável.

aumento na permeabilidade da membrana e na distensibilidade das fibras colágenas. O aumento da temperatura está relacionado com o aumento do tempo de aplicação ou da intensidade utilizada. Esse aumento da temperatura tecidual ocasionará um aumento do fluxo sanguíneo local. É predominante na forma de onda contínua.1 Atenuação A perda de energia pelo feixe de ultra-som nos tecidos é denominada de atenuação (HARR. 2002).4. não havendo tempo hábil por parte do sistema circulatório sanguíneo para o resfriamento do tecido. 1998. levando a um aumento da capacidade de regeneração de tecidos lesados e da elasticidade tecidual (GUIRRO et al . A tabela 1 mostra os coeficientes de atenuação (citados em decibel/centímetro/Mega Hertz) relativos para diferentes tecidos biológicos.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 01-2004 ISSN 1678-8265 59 de radiação exercida pela onda ultra-sônica quando desloca-se através de um meio compressível como uma suspensão de célula ou tecido (GUIRRO e GUIRRO.3.. 2. já que essa não é modulada e emite feixes de onda contínuos. 2001).3.4 CARACTERÍSTICAS DO ULTRA-SOM 2. LOW e REED. . 1996b). podendo trazer respostas benéficas ou deletérias ao organismo. O efeito térmico decorre da absorção das ondas mecânicas pelo tecido e sua conversão gradual em calor.

Sheila.2 0. 3-30.3 20 41 342 (1MHz) 0. p.2 Reflexão Os tecidos oferecem uma resistência à passagem de ultra-som. 10ª ed. .0 1. Segundo FUIRINI e LONGO (1996). 1998. chamada de impedância acústica (HARR. In: KITCHEN.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. Propriedades eletrofísicas.Coeficiente de atenuação do ultra-som nos tecidos.4. 1998). Eletroterapia de Clayton.3. passam através de um meio. sobre sua forma de feixe. 01-2004 ISSN 1678-8265 Tabela 1 . 2. O modo pelo qual a intensidade vai caindo. BAZIN. Sarah.3-3. Gail T. São Paulo. 1996). 1998). a amplitude e a intensidade diminuem à medida que as ondas de ultra-som. Essa diminuição de intensidade é causada pela difusão do som em um meio heterogêneo. pela reflexão e refração nas interfaces e pela absorção do meio (FUIRINI e LONGO.6 1. Manole.002 60 Fonte: HARR. à medida que o feixe de u ltra-som segue sua trajetória através dos tecidos é conhecido como queda exponencial (HARR. Tecido Sangue Gordura Fígado Músculo Osso Pulmão Ar Água Atenuação (db/cm/MHz) 0.

Jr. maior será a quantidade de energia ultra-sônica refletida (FUIRINI e LONGO. 1996). STARKEY. quando a onda encontra uma interface. mas com velocidade característica do segundo meio (GUIRRO et al. Já a onda transmitida continua a se propagar após a interface.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. por exemplo. Quanto maior a diferença das impedâncias acústicas dos meios (tecidos). . parte dela é refletida e parte é transmitida.9 99. A onda refletida na interface retorna através do meio incidente com a mesma velocidade com que se aproximou da mesma. Esta terceira onda recebe a denominação de onda estacionária. devido a uma diferença da impedância acústica dos meios. Tabela 2 – Porcentagem da onda incidente refletida pelas várias interfaces. sangue. N. com propriedades acústicas diferentes. A tabela 2 mostra as porcentagens da onda incidente refletida pelas várias interfaces. Amparo: KLD – Biossistemas equipamentos eletrônicos Ltda. G. Fonte: FUIRINI. LONGO.99 Os valores disponíveis de impedância acústica para tecidos moles. essa reflexão pode ser parcial ou completa (quando toda energia é impedida de entrar na próxima camada de densidade) (FUIRINI e LONGO. formando uma terceira onda. com amplitudes variando de zero até duas vezes a amplitude da onda incidente. 1996. 1996. J.2 1 15-40 99. 01-2004 ISSN 1678-8265 61 A reflexão ocorre quando uma onda não consegue atravessar a próxima densidade. fígado e músculos são muito semilares que a reflexão é desprezível. A onda refletida pode sobrepor-se a uma nova onda incidente. 2001). Interfaces Água/Tecido mole* Tecido mole/Gordura Tecido mole/Osso Tecido mole/Ar PZT/Ar % de reflexão 0. Ultra-som. Assim. Quando ocorre. Se os dois meios possuírem a mesma impedância acústica a reflexão não ocorrerá.. 1996b)..

3 Refração 62 Refração é um desvio da onda de som nas várias interfaces dos tecidos. quantidade de proteína do tecido.3. e sai desse tecido ou interface a um ângulo diferente. 1996). 2001).3. diminui a energia remanescente disponível para os tecidos mais profundos (STARKEY. pois um desvio maior que 15º com a normal provoca um ângulo de refração de tal maneira que a onda incidente terá parte refletida e o restante refratado em direção paralela a interface. Cada vez que a onda é parcialmente refletida. viscosidade do fluido. chamado de ângulo de incidência. 1991).Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n.4. Os tecidos podem absorver parte ou toda energia neles introduzida. refratada ou absorvida. tornando o tratamento ineficaz (FUIRINI e LONGO.4 Absorção As ondas ultra-sônicas são absorvidas pelos tecidos e transformadas em calor (MACHADO. O feixe ultra-sônico deverá ser aplicado sempre perpendicularmente a superfície de tratamento. reflexão. ângulo de incidência. refratada ou absorvida ou passar para o próximo tecido. até atingir uma camada com outra densidade. Qualquer energia não refletida ou absorvida por uma camada de tecido continua a atravessar o tecido. . quantidade de água ou gordura. ela pode ser refletida. 2.4. A absorção do ultra-som depende da impedância acústica do tecido. freqüência do ultra-som. A onda de som penetrará no tecido ou interface a um ângulo. ângulo de refração. densidade do tecido e suas interfaces. Nesse ponto. 01-2004 ISSN 1678-8265 2.

Em contrapartida. hemoglobina.6 cm de gordura subcutânea (FUIRINI e LONGO.4. 01-2004 ISSN 1678-8265 63 refração e ondas transversais.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. podem ocorrer reflexões e alterações na propagação e absorção do feixe (GUIRRO e GUIRRO. a uma freqüência de 1 MHz a intensidade diminui em 50% ao atravessar 5 cm de gordura subcutânea. ligamentos. como na interface músculo-osso. cápsulas intra-articulares.3. nas interfaces teciduais. e a uma freqüência de 3 MHz a sua intensidade diminui em 50% ao atravessar 1.5 Transmissão As ondas de ultra-som se propagam mais facilmente em determinados tecidos que em outros. proteína no músculo. tendões com alta concentração de colágeno. Segundo FUIRINI e LONGO (1996). Por exemplo. 1996). Isto é determinado pela impedância acústica característica de cada tecido (FUIRINI e LONGO. . o ultra-som é bem absorvido por proteína em tecido nervoso. Quando as impedâncias acústicas dos dois meios são similares. 2002). não obtendo uma boa absorção pela pele e gordura. 2. 1996). quase toda a intensidade é transmitida.

tem-se um aumento da permeabilidade da membrana. O som atenua-se à medida que atravessa um meio ou diminui sua intensidade durante este trajeto. 1998). não ocorrendo o mesmo com o feixe ultra-sônico pulsátil (MACHADO. e uma aceleração dos processos osmóticos. As ondas ultra-sônicas ao penetrarem no tecido provocam uma vibração a nível celular (micromassagem). O potencial da membrana é alterado produzindo a sua despolarização (MACHADO. mas que apesar disso não há envolvimento de uma temperatura significativa. 1991). acelerando a velocidade de difusão de íons através da membrana celular. Esse efeito é decorrente da absorção das ondas ultra-sônicas pelo tecido. transformando-se em calor.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 1991). A vibração celular e de suas partículas provoca um atrito entre elas.5 EFEITOS DO ULTRA-SOM 64 2.3. refere que existem muitas situações em que o ultra-som produz bioefeitos. pode exercer um efeito sobre as células e tecidos mediante dois mecanismos físicos: térmico e atérmico (YOUNG. 01-2004 ISSN 1678-8265 2. Com relação aos efeitos atérmicos YOUNG (1998). O efeito térmico do ultra-som é considerado de grande importância. No ultra-som com feixe contínuo prevalece o efeito térmico.5. Parte dessa atenuação é causada pela conversão da energia em calor por .1 Físicos Quando o ultra-som penetra no corpo. Com isto.3. produzindo assim o efeito térmico.

1991).2 Químicos Segundo FUIRINI e LONGO (1996). acelerando as trocas químicas. Tecidos com elevado conteúdo protéico absorvem mais rapidamente que aqueles com maior conteúdo de gordura. hidrólise. o calor é então dissipado. A quantidade de absorção depende da natureza do tecido. o ultra-som age como um catalisador nas reações químicas. a temperatura do tecido deve manter-se entre 40 e 45ºC por aproximadamente cinco minutos. O aquecimento do tecido é causado pelo coeficiente de absorção (FUIRINI e LONGO. 01-2004 ISSN 1678-8265 65 absorção e o restante.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 1996. o ultra-som pode produzir efeitos tais como a inversão do açúcar da cana.5. Uma vez gerado. 1998). tanto pela difusão térmica como pelo fluxo sanguíneo local (YOUNG. Em geral. e da freqüência do ultra-som. seu grau de vascularização. 1996). exercendo grande influência no poder de catálise das enzimas e foto-reações (FUIRINI e LONGO. Para se obter efeitos terapêuticos do ultra-som pelo aquecimento sem lesão. Esta temperatura produz um temporário aumento da extensibilidade de estruturas colágenas. e quanto maior a freqüência. maior a absorção. aliviando a dor e diminuindo a rigidez articular (GUIRRO e GUIRRO. pela reflexão e refração do feixe. MACHADO. cristalizações de soluções supersaturadas.3. cristalização. 2. . 2002). oxidação e despolimerização de polímeros de cadeias longas.

citam o aumento da taxa metabólica dos tecidos. aumento da atividade enzimática nas células. aumento da taxa de sínteses de proteínas. Isso possivelmente deve-se ao fato de que a aplicação de ultra-som em proteínas atrai os metabólitos eletrofílicos liberados durante a isquemia e dor (FUIRINI e LONGO. do movimento dos fluídos e da circulação nos vasos sanguíneos expostos a ondas estáveis.3. aumento do transporte dos íons de cálcio através das membranas das células. Moléculas grandes como proteínas e celulose. diminuição da atividade elétrica dos tecidos. aumento da síntese de colágeno. Segundo FUIRINI e LONGO (1996). 01-2004 ISSN 1678-8265 2. quando submetidas à pressão. 2.4 Biológicos No corpo humano. o ultra-som exerce vários efeitos pronunciados sobre os tecidos biológicos (HARRELSON.3 Elétricos 66 O ultra-som é capaz de mudar as soluções eletrolíticas e causar trocas de íons. . aumento da elasticidade do colágeno. WEBER e LEAVER-DUNN.5. Com relação aos efeitos térmicos FUIRINI e LONGO (1996). 1996). liberação de histaminas e agentes quimiotáxicos.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. promoção de mudanças vasculares concomitantes. promoção da oscilação dos tecidos. exibem mudanças elétricas em suas superfícies.3. 2000). degranulação de mastócitos.5. as mudanças biológicas decorrentes dos efeitos não térmicos do ultra-som terapêutico seriam o aumento da permeabilidade das membranas e difusão celular.

2. E os efeitos térmicos seriam o aumento de mobilidade da articulação.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. .3. ou injeções intradérmicas (GUIRRO e GUIRRO. ativação do ciclo do cálcio.5 Terapêuticos Os efeitos não térmicos terapêuticos seriam a regeneração tissular e reparação dos tecidos moles.5. aumento da taxa de atividade enzimática. diminuição de espasmos musculares. 1991). estimulação das fibras nervosas aferentes (FUIRINI e LONGO. alívio da dor. 1996). diminuição da sensibilidade dos elementos neurais. redução de espasmos musculares. 2. 2001. Tratase de uma eficiente alternativa de transporte de substâncias além da utilização medicamentosa via oral. 2002. LOW e REED. aumento das propriedades viscoelásticas dos tecidos conjuntivos. normalização do tônus muscular. 1996). efeito sobre os nervos periféricos. diminuição de espasmos. aumento da circulação tissular. resolução de processos inflamatórios crônicos (FUIRINI e LONGO. 01-2004 ISSN 1678-8265 67 aumento da extensibilidade do colágeno.3. MACHADO.6 Fonoforese Fonoforese ou sonoforese é um termo que descreve a habilidade do ultra-som em incrementar a penetração de agentes farmacológicos ativos através da pele. síntese de proteína. aumento da circulação sanguínea.5. aumento da extensibilidade em tecidos ricos em colágeno. estimulação do calo ósseo.

2002. um efeito não térmico. distúrbios do sistema nervoso simpático. entre outras (GUIRRO e GUIRRO. poderia ser responsável em partes pelo efeito positivo da fonoforese (HARRELSON. luxações e fraturas. em reparo de lesões. distensões.6 INDICAÇÕES As indicações do ultra-som são amplas. neuroma. 2002). WEBER e LEAVER-DUNN. FUIRINI e LONGO 1996. transtornos circulatórios. contraturas. 2000). pontos gatilhos. uma vez que o feixe ultra-sonico é capaz de alterar os potenciais de membrana. espasmos musculares. 2001.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. . O aumento da permeabilidade de membrana promovida pelo ultra-som é o fator que torna possível a maior penetração de fármacos no organismo (GUIRRO e GUIRRO. Neste caso a dose deve ser cuidadosamente selecionada uma vez que as enzimas se desnaturam em temperaturas acima do limite suportável (GUIRRO e GUIRRO. em condições inflamatórias agudas e crônicas. STARKEY. A cavitação ultra-sônica é tida como responsável pela permeabilização de células e tecidos de interesse para aplicações farmacêuticas.3. Entre elas pode-se citar traumatismos do tecido ósseo. 1991). Há várias evidências de que o ultra-som possa promover a penetração de substâncias químicas. 2002). no fibro edema gelóide. 01-2004 ISSN 1678-8265 68 A agitação e o movimento rápido e contínuo das moléculas no trajeto das ondas sonoras. Na área de dermatologia a fonoforese é utilizada principalmente com enzimas de difusão. MACHADO. 2. de articulações e músculos como anomalias pós-traumáticas.

Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 01-2004 ISSN 1678-8265 2.3.7 CONTRA-INDICAÇÕES

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O ultra-som pode ser uma terapia efetiva, ou um risco potencial, dependendo de como é aplicada esta modalidade. Existem listas de contra-indicações e precauções como: áreas isquêmicas, tromboflebite e varizes, diretamente sobre endopróteses e implantes metálicos, sobre útero gravídico, tumores cancerígenos, sistema nervoso, áreas anestesiadas, infecção ativa, gônadas, área cardíaca, olhos, hemofílicos não tratados e placas epifisárias (YOUNG, 1998; STARKEY, 2001; FUIRINI e LONGO 1996; LOW e REED, 2001; GUIRRO e GUIRRO, 2002).

2.3.8 APLICAÇÃO DO ULTRA-SOM

2.3.8.1 Calibração

Segundo YOUNG (1998), o aparelho deve ser calibrado regularmente, em comparação a um dispositivo de calibração confiável, como um comparador de radiação, sendo muito importante saber que a leitura do medidor de saída de potência do aparelho não é uma orientação acurada. Estudos relatam a falta de uma apropriada calibração nos aparelhos de ultra-som utilizados, o que vem a se confirmar pela pesquisa de ARTHO et al. (2002), que publicaram um trabalho com o propósito de verificar aparelhos de ultra-som usados nas clínicas com relação à calibração de intensidade e de precisão de tempo. Foram obtidas medidas de 83 aparelhos de ultra-som em uso, esses que foram testados em 4

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intensidades (0.5, 1.0, 1.5, e 2.0 W/cm2) usando o modo contínuo com uma freqüência de 1 MHz. As intensidades e os cronômetros medidos foram convertidos a porcentagens de erro e comparados com o padrão (±20% para intensidade e o ±10% padrão para precisão de cronômetro). Como resultado foram encontrados 32 (39%) aparelhos fora do padrão de calibração para pelo menos uma das intensidades testadas. Destes aparelhos, 15 (18%) estavam dentro dos limites de 20%, e 17 (21%) estavam abaixo, para pelo menos uma das intensidades. Dos 32 aparelhos fora do padrão, 26 (31%) estavam fora para 2 ou mais intensidades, e 3 (4%) não respondiam a nenhuma delas. Dos cronômetros mecânicos testados, 7 (28%) estavam fora dos ±10% para precisão de cronômetro ao intervalo de 5 minutos, e 6 (24%) estavam fora do intervalo de 10 minutos. Todos os cronômetros digitais testados estavam obedecendo o valor estipulado. Concluíram, então, que mais de um terço de máquinas testadas neste estudo estavam fora do padrão para a intensidade, e aproximadamente um quarto dos cronômetros mecânicos para o tempo, sendo necessário melhorias adicionais na precisão dos aparelhos. A possibilidade de calibração do ultra-som terapêutico, no momento, está exclusivamente nas indústrias fabricantes. Contudo, o teste de cavitação deve ser realizado periodicamente indicando a emissão ou não da energia ultra-sônica. Neste teste a cavitação deve ser visível na intensidade de 0,1 W/cm², no modo contínuo. Apesar de ser uma análise qualitativa o teste pode fornecer uma indicação da intensidade emitida pelo transdutor, onde a uma potência de 5,5 a 6,0 W, a qual corresponde a uma intensidade entre 1,3 a 1,8 W/cm², pode-se observar a nebulização

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da água, desde que a freqüência de oscilação da cerâmica esteja próxima da normalidade (GUIRRO e SANTOS, 1997; GUIRRO e GUIRRO, 2002).

2.3.8.2 Agentes de Acoplamento

Os agentes de acoplamento são usados nas aplicações do ultra-som terapêutico em virtude deste não se propagar no ar, fazendo com que o coeficiente de atenuação entre os dois meios envolvidos se tornem similares, e assim quase toda a intensidade incidente seja transmitida (GUIRRO e SANTOS, 1997). A impedância acústica similar à dos tecidos, alta transmissibilidade para o ultrasom, alta viscosidade para agir como um lubrificante entre o transdutor e a parte que está sendo tratada, baixa suscetibilidade para a formação de bolhas, natureza quimicamente inativa, caráter hipoalergênico, esterilidade relativa, além de ser transparente e de baixo custo, são requisitos para a escolha do meio de acoplamento (LOW e REED, 2001; GUIRRO e GUIRRO, 2002; YOUNG, 1998). Os agentes de acoplamento mais utilizados são os géis preparados comercialmente, a água e o óleo mineral (HARRELSON, WEBER e LEAVER-DUNN, 2000). Segundo GUIRRO e GUIRRO (2002), existe uma grande variedade de agentes de acoplamento utilizados na prática clínica: gel, glicerina, água desgaseificada, parafina líquida, entre outros, sendo o gel hidrossolúvel e a água desgaseificada considerados como os materiais com maior eficiência. Estudos demonstram que a energia transmitida nos diferentes meios f i sempre inferior à incidente. O autor cita o

sendo melhor realizado quando a superfície a ser irradiada é razoavelmente plana. sendo que a base desta formulação deve ser preferencialmente o gel (GUIRRO e GUIRRO.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. sem muitas irregularidades. fonoforese. por exemplo.1996. formulações farmacológicas com fins terapêuticos para tratamentos específicos.65% para a glicerina e 72. portanto. Esta técnica também é utilizada quando não for possível o contato direto devido. além do gel hidrossolúvel. 2001). 01-2004 ISSN 1678-8265 72 uma taxa de 19. STARKEY. (GUIRRO e GUIRRO. 2. o transdutor é colocado diretamente sobre a pele.3.06% de transmissão da energia ultra-sônica para a parafina líquida. GUIRRO e GUIRRO. 2002). Se a superfície do corpo for muito irregular. a transferência de energia poderá ocorrer de duas formas: contato direto entre o cabeçote e o corpo ou através de tratamento submerso. à dor. permitindo um bom contato de toda superfície metálica do transdutor com a pele (FUIRINI e LONGO. Nesta técnica de aplicação pode-se utilizar como agente de acoplamento.8.3 Técnicas de Aplicação Segundo FUIRINI e LONGO (1996). 67. O modo de transferência de energia por contato direto é o mais utilizado. como as extremidades distais. considerando a parafina líquida ineficiente. Nesse.6% para o gel hidrossolúvel reafirmando. . FUIRINI e LONGO 1996). 2002. a eficiência do gel. 2002. faz-se uso da técnica de imersão. o que dificulta o bom contato entre o cabeçote e a pele.

O cabeçote e a superfície da bolsa em contato com a pele devem ser cobertos com agente de acoplamento. a reflexão e refração no padrão de absorção de energia nos tecidos que é muito irregular. e então aplica-se o cabeçote sobre a superfície da bolsa.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. como por exemplo a superfície interior dos dedos dos pés. pode-se usar uma placa metálica posicionada no fundo do recipiente. as ondas estacionárias que podem se formar causando estase temporária das células sanguíneas circulantes e dano endotelial. Em certas áreas do corpo de difícil tratamento. Segundo FUIRINI e LONGO (1996). Nesta técnica ocorre. 01-2004 ISSN 1678-8265 73 Na técnica de imersão a parte do corpo em questão é submersa em um recipiente completamente cheio de água em temperatura agradável.4 Manipulação do Cabeçote Transdutor Em todos os métodos é importante mover o cabeçote continuamente em relação aos tecidos devido a grande irregularidade do feixe de ultra-som no campo próximo. Submerge-se também o cabeçote e posiciona-se a uma certa distância da parte a ser tratada. uma terceira técnica para o tratamento de superfícies com forma irregular é a chamada almofada d’água. Esta placa refletirá o ultra-som para que chegue na área a ser tratada no sentido de baixo para cima (FUIRINI e LONGO 1996). sem dúvida.8. e a cavitação instável ou aquecimento excessivo (com altas intensidades) que poderá causar dano tecidual. O movimento . Trata-se de uma bolsa de plástico com água se adapta perfeitamente sobre a área a ser tratada.3. perda razoável de energia. 2.

sendo que alguns equipamentos apresentam uma maior variação das freqüências na forma de onda pulsada (GUIRRO et al. YOUNG. Segundo FUIRINI e LONGO (1996).3. conhecido como hertz (Hz). é necessário.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. O ultra-som terapêutico caracterizase por apresentar uma freqüência de 1 ou 3 mega hertz (MHz). Assim.8. 2001. para o tratamento o mais uniforme possível. sendo estes superposicionados levando a um movimento praticamente espiral. 1996b). . e (2) por meio de pequenos movimentos circulares. 2.. FUIRINI e LONGO 1996). de poucos centímetros. que se superpõem com a finalidade de assegurar o tratamento uniforme da área.. manter o cabeçote em movimento contínuo e lento. O cabeçote pode mover-se de duas formas: (1) por meio de movimentos curtos. maior será a sua absorção. sendo mais efetiva para o tratamento de tecidos superficiais. O controle da freqüência de saída do ultra-som proporciona ao terapeuta o controle da profundidade a ser atingida pela energia. sendo que a unidade para a freqüência será de ciclos por segundo.5 Freqüência A freqüência está relacionada com o número de ondas que passam por um determinado ponto em unidade de tempo. 1996b. 1998). uma vez que seu poder de penetração diminui (GUIRRO et al. quanto maior for a freqüência. 01-2004 ISSN 1678-8265 74 constante do cabeçote nivelará a dose emitida para os tecidos e eliminará os riscos de danos (LOW e REED.

Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n.5 cm. 01-2004 ISSN 1678-8265 75 Segundo HAYES. um transdutor com área de acoplamento maior (face metálica) não necessariamente tem uma ERA maior.7 Intensidade e Potência A intensidade é definida como a quantidade de energia que passa pela unidade de área na unidade de tempo.5 cm.3.6 Área de Radiação Efetiva A área de radiação efetiva (ERA) compreende todos os pontos nos quais a intensidade ultra-sônica é igual ou superior a 5% da intensidade ultra-sônica máxima espacial. 2002. sendo o watt por metro quadrado a sua unidade no . o ultra-som de 1 MHz tem sido utilizado para aquecer estruturas a uma profundidade igual ou maior que 2. SANDREY e MERRICK (2001). a profundidade de penetração das ondas é aproximadamente de 5 cm. 2. A ERA é geralmente de 4 cm² para a maioria dos aparelhos nacionais.8. expressa em cm². sem especificar a freqüência utilizada. a qual dependerá da área da cerâmica geradora do ultra-som e da energia produzida (GUIRRO e GUIRRO. 2.8. Deve-se entender que a ERA não deve ser considerada como a área física do cabeçote transdutor. Para MACHADO (2001). enquanto o ultra-som de 3 MHz tem sido utilizado para aquecer estruturas a uma profundidade menor que 2.3. FUIRINI e LONGO 1996). Portanto. decrescendo proporcionalmente.

A partir da intensidade pode-se obter o valor da potência da radiação ultr a-sônica emitida. é convenção na aplicação do ultra-som terapêutico a unidade ser W/cm² (GUIRRO e GUIRRO. Quando a intensidade for muito baixa não terá efeito terapêutico e se for com uma dose muito alta provocará efeitos indesejados.. 1996b). GUIRRO et al. 1996b). Os diferentes tecidos que se encontram no campo ultra-sônico. Para efeito ilustrativo. Os aparelhos mais avançados permitem valores de até 2 W/cm² no modo contínuo e de até 3 W/cm² em modo pulsado (FUIRINI e LONGO 1996). energia essa suficiente para causar lesões nos tecidos biológicos (GUIRRO e SANTOS. 1997. contudo a maioria das indústrias nacionais adotam uma ERA de 4 cm².. a sua profundidade.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. sendo necessário sua utilização apropriada para que seja eficaz (ARTHO et al. Esse valor é conseguido multiplicando-se a intensidade pela ERA. 2002). . mas como a área de radiação efetiva do transdutor é dada em cm². 2002).. 01-2004 ISSN 1678-8265 76 sistema internacional. A intensidade deve ser mantida num mínimo que possibilite um tratamento efetivo (GUIRRO et al. a freqüência da onda e o tempo de aplicação são fatores que determinam a intensidade selecionada. a qual pode variar entre os fabricantes. podemos considerar que um equipamento que tenha uma intensidade máxima de 3 W/cm² irá emitir 12 W de potência.

2. em geral menos severo.8. FUIRINI e LONGO 1996). aguda ou crônica. poderão ser tratados em dias alternados.9 TERAPIA ULTRA-SÔNICA NO FIBRO EDEMA GELÓIDE 2.3. por isso as freqüências mais elevadas são utilizadas nos tratamentos de tecidos superficiais.3. o tempo de dois minutos para áreas próximas de 10 cm². FUIRINI e LONGO 1996). 1998.8 Duração do Tratamento 77 As opiniões expostas nas literaturas sobre a duração do tratamento são variáveis. 01-2004 ISSN 1678-8265 2. Segundo GUIRRO e GUIRRO (2002). Recomenda-se que seja dispendido um tempo de tratamento total máximo de 15 minutos (YOUNG. como ocorre no . estabelece-se. duas ou três vezes por semana (YOUNG.9 Intervalos entre os Tratamentos O intervalo entre tratamentos sucessivos depende da natureza da lesão.1 Freqüência Utilizada Sabe-se que quanto maior for a freqüência utilizada.8. A duração depende da dimensão da área a ser tratada. 2.3.9. como regra geral. As lesões com caráter agudo devem ser tratadas diariamente e as lesões com caráter crônico.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 1998. maior será a absorção nos tecidos superficiais e menor será a profundidade de penetração.3.

Na emissão contínua predomina o efeito térmico. antiinflamatória e antiedematosa. uma ação analgésica. o ultra-som de 3 MHz deixa de ser efetivo após penetrar 3. e o efeito mecânico é predominante obtendo-se. GUIRRO e GUIRRO. o seu efeito térmico é menor. quando a região a ser tratada apresentar uma camada de 5-6 cm de panículo adiposo.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. Em geral para o tratamento do fbro i edema gelóide recomenda-se iniciar com doses baixas e aumentar a intensidade progressivamente. Segundo LONGO (2001). Na emissão pulsada entre um impulso e outro há um tempo que facilita a dispersão do calor. exceto se existir alguma circunstância que contra indique a aplicação de calor (ROSSI. Sendo assim. deste modo. No tratamento do fibro edema gelóide recomenda-se o uso do ultra-som em emissão contínua. a faixa de freqüência ideal no tratamento do fibro edema gelóide é de 3 MHz (ROSSI 2001.9.3 Intensidade Utilizada A dose do ultra-som é expressa em W/cm². Com isso. 01-2004 ISSN 1678-8265 78 fibro edema gelóide.3. 2002). Então. deve-se optar pelo uso do ultra-som de 1 MHz. sobretudo quando se . estas não devem ultrapassar 2 W/cm².3. 2001). 2.2 Modo de Emissão As ondas ultra-sônicas podem ser emitidas de modo contínuo ou pulsado.9.5 cm de tecido adiposo. 2. Porém.

Isto limita. 2. 2001). 2001).4 Tempo de Aplicação Como regra geral segundo GUIRRO e GUIRRO (2002).9. 20 sessões. portanto. além de outros efeitos colaterais. 01-2004 ISSN 1678-8265 79 trabalha em emissão contínua. tonturas. não aconselha uma aplicação por mais de 15 a 20 minutos contínuos em uma mesma sessão de tratamento. Então recomenda-se concentrar a utilização do ultra-som nas regiões mais afetadas. Já LONGO (2001). sendo bem menor que um glúteo ou uma coxa.9. PARIENTI (2001). de 2 a 3 vezes na semana. a qual consiste em manter o cabeçote emissor do ultra-som em contato direto com a pele . a área de tratamento. e que a zona de atuação é de 10x15cm. estresse.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n.5 Técnica de Aplicação No caso do fibro edema gelóide se utiliza a aplicação móvel por contato direto. Caso a aplicação seja em emissão pulsada a intensidade pode variar de 2 a 3 W/cm² (ROSSI. cita que a sessão de ultra-som não deve exceder 10 minutos. Deve-se aplicar. O ultra-som pode ser instituído no tratamento em dias alternados. no máximo. Com esses parâmetros verifica-se que a máxima área de tratamento não é grande. 2. Após o término destas deve-se aguardar 1 a 2 meses para então reiniciar o tratamento (ROSSI.3.3. pode-se estabelecer o tempo de dois minutos para áreas próximas de 10 cm². pois podem ocorrer vertigens.

nem se deve manter o transdutor fixo. 2001).3. produzindo microvibrações moleculares que se traduzem como micromassagem. o que favoreceria a atenuação do feixe (GUIRRO e GUIRRO. Simples rotações contínuas deverão ser feitas com o cabeçote. e gel deverá ser acrescentado caso necessário. o efeito . 2. apenas uma ligeira sensação de calor (GUIRRO e GUIRRO. O paciente não deve sentir pinçamentos ou aquecimentos excessivos. sendo que a melhora desta deve ser uma das principais preocupações no tratamento do fibro edema gelóide. 2002). 2002). mais intensa nas junções tissulares (ROSSI. Além disso. 2001). O transdutor deve ser mantido s empre perpendicular à área a ser tratada.6 Efeitos do Ultra-som sobre o Fibro Edema Gelóide Em virtude dos efeitos mecânicos. A ação térmica resultante das fricções produzidas pela micromassagem estimula de maneira marcante a microcirculação. térmicos e químicos. o que minimiza a energia refletida e refratada. estéril para evitar contaminação e não apresentar bolhas de ar no seu interior. 01-2004 ISSN 1678-8265 80 que se deseja tratar. A v elocidade de movimento não deve ser rápida. o ultra-som produz uma série de efeitos terapêuticos no fibro edema gelóide (ROSSI.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. Sua ação metabólica é extremamente benéfica.9. sendo que este deve ser suficientemente viscoso para agir como lubrificante entre o transdutor e a pele. É essencial que durante a emissão da energia ultra-sônica o transdutor esteja em constante movimentação e que seja mantido a todo o momento o contato com a mesma. A aplicação deve ser realizada via um agente de acoplamento.

Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. de que o ultra-som “quebra” o fibro edema gelóide. 01-2004 ISSN 1678-8265 81 térmico associado com a liberação de substâncias vasodilatadoras leva a uma ativação do metabolismo local (ROSSI. onde é observado o esvaziamento de adipócitos. Em parte pelo efeito térmico e em parte pela ação direta do ultra-som sobre os mecanismos contráteis e fibras nervosas obtém-se efeito analgésico e de relaxamento muscular. há muito repetido e afirmado. Produz-se uma despolimerização ou fragmentação das moléculas grandes de modo a diminuir a viscosidade do meio. sem quebra da membrana celular. Além da preservação da membrana celular verificou-se manutenção da integridade física de todas as estruturas. LONGO (2001). ressalta outro efeito do ultra-som em tecidos adiposos. Com isso. não causa dano a tecidos sãos. Os . 2002). 2001). ramos nervosos e outros. arteríolas. como mitocôndrias. mostrando que o ultra-som. quando utilizado nas doses terapêuticas recomendadas (máximo de 3 W/cm²). 2001. sob ação do ultra-som. que no fibro edema gelóide encontra-se aumentada (ROSSI. que diminuem a esclerose tecidual com as fricções moleculares. Este fato demonstra a inadequação do conceito. O ultra-som tem efeitos fibrolíticos. 2001). CARDOSO. favorecendo a penetração de substâncias farmacologicamente ativas. obtém-se um efeito de reabsorção de edemas (ROSSI. O aumento da permeabilidade das membranas celulares associado com o estímulo circulatório favorece os intercâmbios celulares e a reabsorção de líquidos e resíduos metabólicos. O uso do ultra-som também produz sobre os tecidos superficiais um aumento da permeabilidade das membranas biológicas e alterações nos potenciais de membrana.

extrato de centella asiática (ROSSI. O autor relata que soluções enzimáticas são inativadas por ultra-som na freqüência de 3 MHz. . Diante desse fato. que contenham cafeína. aconselha-se a utilização de um agente de acoplamento enriquecido com princípios ativos.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. A fonoforese tem a vantagem de que o medicamento a ser introduzido não necessita ter carga elétrica. Para potencializar os efeitos da fonoforese. ser polarizado. Deve-se optar pela iontoforese no caso de tratamento àbase de enzimas de difusão. pelo risco de ineficiência terapêutica. isto é. o uso do ultra-som no tratamento do fibro edema gelóide está vinculado aos seus efeitos fisiológicos associados à sua capacidade de veiculação de substâncias através da pele (fonoforese). rearranjo e aumento da extensibilidade das fibras colágenas. 2002). extrato de gingko biloba. deve-se evitar a utilização de enzimas em géis aditivados para fonoforese. extrato de alecrim. Segundo GUIRRO e GUIRRO (2002). Dentre outros efeitos do ultra-som pode-se destacar a neovascularização com conseqüente aumento da circulação. 01-2004 ISSN 1678-8265 82 efeitos não térmicos são os principais responsáveis pela permeação de substâncias (ROSSI. e melhora das propriedades mecânicas do tecido (GUIRRO e GUIRRO. 2001). com intensidades entre 1 e 3 W/cm². 2001).

com idade média de 21. do sexo feminino. submetidas à terapia com ultra-som terapêutico e 5 fizeram parte do grupo II ou grupo controle. As participantes foram divididas.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. em dois grupos de 5 pessoas. Assim sendo.32Kg. Contribuíram para a realização deste trabalho 10 indivíduos.9 anos. Uma integrante do grupo controle foi retirada do trabalho. um termo de consentimento. antes do início dos experimentos. um programa de fortalecimento muscular com correntes de média freqüência na região de glúteos. As participantes apresentavam média de altura de 1. o grupo II ficou com 4 integrantes. aleatoriamente. As voluntárias foram esclarecidas sobre os procedimentos experimentais e assinaram. 5 mulheres fizeram parte do grupo I. e não sofreram intervenção de tratamento . aceitando a participação e a utilização dos resultados obtidos. Toda a coleta de dados foi realizada nas dependências da Clínica de Fisioterapia da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). 01-2004 ISSN 1678-8265 83 3 MATERIAIS E MÉTODOS A pesquisa em questão caracteriza-se por ser um ensaio clínico randomizado.66m e média de peso corporal de 56. O processo de seleção do grupo amostral foi aleatório e voluntário. não praticantes de atividade física e que apresentassem fibro edema gelóide na região de glúteos. Logo. pois iniciou. logo em seguida. através de convite verbal. . demonstrando ter conhecimento das etapas do trabalho.

a qual permaneceu em posição ortostática realizando a contração muscular voluntária de glúteos. A perimetria foi realizada com uma fita métrica da marca Ricsen. modelo Cyber Shot DSC-P9. além da temperatura e sensibilidade local da pele. tomando como único ponto de referência a região púbica (localizada traçando-se uma linha vertical de 16 cm a partir do umbigo). As fotos foram realizadas em vista posterior enfatizando-se a região glútea. 2002). respectivamente. A temperatura e a sensibilidade local d pele foram a avaliadas mediante o toque da região e com a realização do Teste da Preensão (Pinch Test). por fim.J.US 9705. respectivamente. O grupo I foi submetido à terapia com ultra-som terapêutico. E. perimetria e o grau de satisfação pessoal com o quadro apresentado. Publ. Ainda nestas avaliações foram verificados. 01-2004 ISSN 1678-8265 84 Como instrumento da pesquisa foram utilizadas fichas de avaliação inicial (ANEXO 1). A celulite – causas e tratamentos. modelo Avatar V . G. com freqüência de 3 6 LEONARD. 1970. conforme classificação de ULRICH (1982) e LEONARD 6 (1970. apud GUIRRO e GUIRRO. que consistia de identificação. de fabricação brasileira. . o grau e o tipo do fibro edema gelóide apresentados pelas participantes. a própria participante avaliava o seu grau de satisfação com o fibro edema gelóide apresentado. tiradas a um metro de distância da participante. Para tanto. Europa-América. antecedentes pessoais e hábitos de vida. fez-se uso de imagens fotográficas utilizando máquina digital da marca Sony Digital Câmera. através de uma escala numérica de 0 a 10. sendo utilizado o aparelho da marca KLD Biossistemas. registrando nenhuma satisfação e muita satisfação.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n.

sendo utilizado um gel comum. Cada participante teve uma ficha de evolução diária de tratamento (ANEXO 2). com o término do trabalho. com duração de 15 minutos cada sessão. foram realizadas reavaliações (ANEXO 3). O tratamento consistiu de 20 sessões consecutivas. sempre antes e depois da realização das terapias. no modo contínuo. Com o término das vinte sessões. com dose de 1.5 semanas de tratamento. . Passados dois meses das reavaliações foram realizadas novas avaliações (ANEXO 3).Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. portanto. em uma área aproximada de 36cm². sendo 7 minutos de aplicação para cada glúteo. 01-2004 ISSN 1678-8265 85 MHz. Foi realizado o método por acoplamento direto. Uma integrante deste grupo precisou se ausentar ao final do tratamento e. em dias alternados. Limpou-se a pele da participante e o cabeçote do aparelho com um algodão embebido em álcool comum. sem princípios ativos. melhora ou agravamento do quadro do fibro edema gelóide. realizadas 3 vezes por semana. enquanto as demais participantes realizaram 20 sessões. realizou apenas 15 sessões. O grupo II que não recebeu esse tratamento teve direito ao mesmo. após 6. visando observar a manutenção. para posterior análise de resultados.2 W/cm2.

66 m. com uma média de idade de 21. FIGURA 1 . 01-2004 ISSN 1678-8265 86 4 RESULTADOS De acordo com o questionário aplicado na ficha de avaliação inicial constatou-se que a faixa etária das participantes deste estudo variou entre 20 e 25 anos.32 Kg e a média de altura foi de 1. enquanto que a maioria. independente da via de administração.Uso de anticoncepcional 30% 70% Não Sim . Com relação ao tempo de uso foi observado uma média de 3 anos e 1 mês. 7 participantes (70%) faziam uso do anticoncepcional.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. A média de peso corporal foi de 56. Os dados estão ilustrados na figura 1. Questionadas com relação ao uso de anticoncepcional.9 anos. foi verificado que 3 participantes (30%) não faziam uso.

referem uma alimentação gordurosa no seu cardápio. A ilustração deste dado segue na figura 2. FIGURA 2 . 6 participantes (60%). enquanto 4 (40%). negam a ingestão deste tipo de alimento. 01-2004 ISSN 1678-8265 87 As 10 participantes deste estudo negaram o tabagismo como um hábito de vida.Alimentação gordurosa 40% 60% Sim Não . conforme ilustrado na figura 3. FIGURA 3 .Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n.Não tabagistas 100% Com relação à alimentação.

3 cm entre a medida inicial e a medida . permanece a maior parte do dia na postura sentada. que foi submetido à terapia. Observa -se. E nesse mesmo grupo foi observado um aumento de 0. 01-2004 ISSN 1678-8265 88 Quanto ao hábito de permanência por tempo prolongado na postura sentada. ou seja. um aumento do diâmetro de 1. demonstrando a média dos valores da mensuração na primeira avaliação. para o grupo I. FIGURA 4 . foi verificado que a grande maioria das participantes. Ao analisar as medidas de perimetria do grupo controle notou-se um aumento do diâmetro de 1. antes do tratamento. Das 10 participantes do estudo. ou seja.Permanência por tempo prolongado na postura sentada 10% 90% Sim Não Os resultados da perimetria estão detalhados na tabela 3. a média realizada após dois meses de tratamento. a média verificada depois do tratamento.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. e por fim. Esses dados estão ilustrados na figura 4. 9 delas.3 cm entre a medida realizada depois das vinte sessões de terapia e a medida realizada após dois meses de tratamento. e apenas 1 participante (10%) refere que esta postura não é a principal adotada durante o seu dia.5 cm entre a medida de antes e depois do tratamento. para os dois grupos da pesquisa. adota preferentemente esta postura durante o seu dia. 90%.

incluso na ficha de avaliação (ANEXO 1). Foram realizadas as médias antes do tratamento.Perimetria PERÍODO Antes do tratamento Depois do tratamento Após 2 meses de tratamento GRUPO I 92.1 entre a avaliação inicial e a avaliação após dois meses. 01-2004 ISSN 1678-8265 89 realizada após 6. e uma diminuição de 0.6 cm 93.5 cm Outro parâmetro utilizado foi uma escala de grau de satisfação.3 entre a avaliação inicial e a avaliação depois do tratamento. . No grupo II observou-se uma diminuição de 0.4 cm desta última medida para a medida de perimetria após 2 meses. no grupo I um aumento de 0. As médias dos dois grupos do estudo encontram-se detalhados na tabela 4.4 entre a avaliação inicial e a avaliação depois do tratamento. E uma diminuição de 0. Tabela 3 .6 cm 94.9 cm 94. bem como depois da terapia ultra-sônica e também após 2 meses de tratamento.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. e um aumento de 0.5 semanas de tratamento do grupo I.2 entre a avaliação inicial e a avaliação após dois meses de terapia. verificouse. Assim.9 cm GRUPO II 93.1 cm 93.

2 ou 3 – os resultados foram divididos conforme observação do glúteo direito e . Os dados estão ilustrados na figura 5. verificou-se que a maioria das participantes envolvidas neste estudo apresentavam a forma flácida do fibro edema gelóide.8 5. flácido e edematoso.3 4. quanto às formas clínicas apresentadas.6 4.4 5.Forma clínica do fibro edema gelóide 10% 90% Flácido Duro Segundo a classificação do fibro edema gelóide quanto ao estágio encontrado grau 1. enquanto apenas 10% apresentavam o fibro edema gelóide na sua forma consistente ou dura.2 90 GRUPO II 4.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 01-2004 ISSN 1678-8265 Tabela 4 – Grau de satisfação PERÍODO Antes do tratamento Depois do tratamento Após dois meses de tratamento GRUPO I 5. FIGURA 5 .7 Com relação à classificação do fibro edema gelóide. sendo elas: fibro edema gelóide duro.

revelaram que 40% apresentavam acometimento em grau 3 e que 60% apresentavam o fibro edema gelóide em grau 1. . depois deste. Os detalhes estão na tabela 5. A última avaliação. Tabela 5 – Grau do fibro edema gelóide observado no glúteo direito das participantes do grupo I PERÍODO Antes do tratamento Depois do tratamento Após dois meses de tratamento GRAU 1 1 3 1 GRAU 2 3 2 3 GRAU 3 1 1 Os resultados obtidos analisando o glúteo esquerdo do grupo I. Os resultados estão detalhados na tabela 6.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. que foi submetido à terapia. e após 2 meses de terapia. enquanto 20% apresentavam grau 2 e 20% apresentavam grau 3. tal qual no início. sendo que nenhuma apresentava grau 3. E a avaliação realizada após 2 meses de terapia demonstrou os mesmos resultados observados na primeira avaliação. observou-se que dos 60% de grau 1 apenas 40% manteve este grau e 20% evoluiu para grau 2. antes do tratamento. Além disso. para os dois grupos da pesquisa. 01-2004 ISSN 1678-8265 91 do glúteo esquerdo. revelaram que a maioria das voluntárias apresentavam grau 2 no início da pesquisa. A avaliação realizada após as vinte sessões de ultra-som terapêutico revelou que as participantes apresentavam grau 1 e grau 2. que foi submetido à terapia. demonstrou que novamente 40% das participantes apresentavam grau 3. Os resultados obtidos analisando o glúteo direito do grupo I. realizada após dois meses. Depois do tratamento obser vouse que 60% mantinham o grau 1.

Grau do fibro edema gelóide observado no glúteo esquerdo das participantes do grupo I PERÍODO Antes do tratamento Depois do tratamento Após dois meses de tratamento GRAU 1 3 3 2 GRAU 2 1 1 GRAU 3 2 1 2 Os resultados obtidos analisando o glúteo direito do grupo II. ou seja. Na segunda avaliação.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. duas participantes evoluíram do grau 2 para o grau 3. revelaram que a maioria (60%) apresentavam grau 2. uma vez que este grupo teve uma desistência. . E na avaliação realizada após dois meses de tratamento do grupo I verificou-se que 50% apresentavam grau 2 e os demais 50% apresentavam grau 3. Os resultados podem ser visualizados na tabela 7. realizada depois do tratamento do grupo I. 01-2004 ISSN 1678-8265 92 Tabela 6 . enquanto que 20% apresentavam grau 1 e 20% grau 3. verificou-se que as 4 participantes (100%). apresentavam fibro edema gelóide em grau 2. não sendo submetido a nenhuma intervenção. que serviu de grupo controle.

Por fim. Tabela 8 . verificou-se que a maioria (75%) das participantes evoluíram para fibro edema gelóide grau 3.Grau do fibro edema gelóide observado no glúteo esquerdo das participantes do grupo II PERÍODO Antes do tratamento Depois do tratamento Após dois meses de tratamento GRAU 1 1 1 1 GRAU 2 4 2 GRAU 3 1 3 . 25% apresentava grau 1 e 25% já apresentava grau 3. na avaliação realizada após dois meses de terapia com o grupo I. Na segunda avaliação observou-se que 50% apresentavam grau 2. e nenhuma participante apresentava grau 3. enquanto 25% mantiveram o grau 1. enquanto 20% apresentavam grau 1.Grau do fibro edema gelóide observado no glúteo direito das participantes do grupo II PERÍODO Antes do tratamento Depois do tratamento Após dois meses de tratamento GRAU 1 1 GRAU 2 3 4 2 GRAU 3 1 2 Os resultados obtidos analisando o glúteo esquerdo do grupo II revelaram que a maioria das voluntárias (80%) apresentavam fibro edema gelóide grau 2.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. Os resultados estão expostos na tabela 8. 01-2004 ISSN 1678-8265 93 Tabela 7 .

Para ROSSI (2001). o uso do anticoncepcional poderia agravar o quadro de fibro edema gelóide apresentado pelas participantes deste trabalho. desencadeando o problema. que foram analisados neste estudo. Os anticoncepcionais. 01-2004 ISSN 1678-8265 94 5 DISCUSSÃO Conforme visto existem vários fatores predisponentes no aparecimento do fibro edema gelóide. apenas alguns fatores foram analisados nesta pesquisa. os hábitos desordenados e abusos na dieta criam com o passar do tempo desequilíbrios a nível celular que originarão uma reação em cadeia influenciando diretamente na formação do fibro edema gelóide. De acordo com CARDOSO (2002). Com relação a alimentação verificou-se que a maioria das participantes apresentava uma alimentação gordurosa. Porém. uma vez que a maioria fazia uso deste método contraceptivo. as substâncias do cigarro determinam espessamento das paredes dos vasos sanguíneos prejudicando a circulação. As participantes não apresentavam o tabagismo como um hábito de vida. maus hábitos alimentares e maus hábitos posturais. a alterações nos adipócitos. pode comprimir as cadeias ganglionares da . Outra provável etiologia para o fibro edema gelóide seriam os fatores determinantes. por apresentarem na sua constituição hormônios femininos levariam segundo FERNANDES (2003). e isso é importante. como o tabagismo. Sendo assim.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. como a postura sentada por período prolongado. por exemplo. já deficiente no fibro edema gelóide. pois segundo FERNANDES (2003). a posição preferencial adotada durante o dia.

Observou-se que no grupo I houve um aumento do diâmetro entre a medida de antes e depois do tratamento. Posteriormente observou-se uma diminuição do valor numérico. Outro parâmetro utilizado como avaliação complementar foi a escala de grau de satisfação. mas como uma medida complementar e indireta na avaliação deste.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. pois um aumento na circunferência da região glútea poderia estar relacionada com ganho de peso e este com o fibro edema gelóide. ao término deste t abalho. ou seja. realizada pela própria participante. Analisando-se os resultados do grupo I verificou-se inicialmente um aumento do valor numérico dado pela participante. a qual graduava de zero a dez a sua satisfação com relação ao seu fibro edema gelóide apresentado na região glútea. uma diminuição do r diâmetro entre a medida realizada após o tratamento e a medida realizada após dois meses de terapia no grupo controle. observou-se. ou seja. 01-2004 ISSN 1678-8265 95 região poplítea e inguino crural e agravar o quadro do fibro edema gelóide devido à resistência oferecida à circulação de retorno veno-linfático. a satisfação com o tratamento havia melhorado. E também um aumento do diâmetro entre a medida realizada depois das vinte sessões de terapia e a medida realizada após dois meses de tratamento. que não recebeu nenhuma intervenção terapêutica. A perimetria realizada não foi utilizada para identificar o fibro edema gelóide ou classificá-lo. entre a avaliação inicial (pré-tratamento) e a avaliação após dois meses de terapia . Contudo. E como pôde ser observado nos resultados a maioria das participantes permanecem sentadas por tempo prolongado. De forma semelhante verificou-se um aumento do diâmetro entre a medida inicial e a medida realizada após o tratamento no grupo controle. favorecendo o desenvolvimento do fibro edema gelóide.

O que diferiu. Observando-se as formas clínicas do fibro edema gelóide apresentado pelas participantes deste estudo nota-se que os resultados estão de acordo com GUIRRO e GUIRRO (2002). as quais não eram praticantes de atividade física. que foi submetido à terapia. observou-se inicialmente.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. foi que na avaliação final não houve retorno para a classificação original de todas as participantes tal qual foi observado no glúteo direito. Já no grupo controle observou-se o inverso: inicialmente uma queda quanto ao grau de satisfação e posteriormente uma melhora com relação a satisfação do fibro edema gelóide apresentado. 01-2004 ISSN 1678-8265 96 verificou-se que as participantes estavam menos satisfeitas ao final do estudo com relação a satisfação referida no início. que referem-se a forma flácida do fibro edema gelóide como sendo a mais comumente encontrada. após um período de dois meses o fibro edema gelóide voltou a ter o mesmo aspecto observado no início deste estudo. especialmente em indivíduos sedentários como é o caso das participantes deste estudo. Posteriormente. e sim uma piora pois verificou-se um aumento do grau de acometimento em 20% das participantes. Em relação a observação do glúteo esquerdo do grupo I verificou-se que inicialmente houve um decréscimo do grau de acometimento em 20% das participantes e manutenção da classificação para as demais. ou seja. na avaliação realizada após dois meses do tratamento. uma melhora no aspecto do fibro edema gelóide. no entanto. Com relação a classificação do fibro edema gelóide quanto ao estágio encontrado analisando-se isoladamente o glúteo direito do grupo I. As possíveis causas para esta diferença de resultados entre os dois glúteos podem ser . com conseqüente redução do grau de acometimento. verificou-se a mesma classificação encontrada na primeira avaliação. da primeira para a segunda avaliação. ou seja.

foi verificado que após dois meses sem intervenção houve um retorno à classificação inicial. uma vez que o aparelho de ultra-som estava localizado próximo ao lado direito das participantes. e FERNANDES (2003). Como visto. o sistema muscular e a gordura localizada também devem ser . LOPES (2003). que solicitava a mudança de posicionamento da participante. quando é comparada a fotografia da primeira avaliação com a fotografia realizada após as vinte sessões de terapia. ou seja. o grupo que foi submetido ao tratamento proposto utilizando ultra-som apresentou. ou devido a disposição da área que foi tratada durante a aplicação. por exemplo. não houve manutenção dos resultados obtidos com o tratamento por um período prolongado. Segundo GUIRRO e GUIRRO (2002). NETO et al. de modo a deixar o glúteo esquerdo mais próximo do aparelho. Isto está de acordo com GUIRRO e GUIRRO (2002). sendo alterado posteriormente para maior comodidade da terapeuta. ou seja. e LONGO (2001). ROSSI (2001). de uma forma geral. inicialmente. redução do grau de acometimento do fibro edema gelóide na região glútea. 01-2004 ISSN 1678-8265 97 devido ao próprio biotipo da participante com assimetria da microcirculação e distribuição do fibro edema gelóide. Isto pode possivelmente ser explicado. que afirmam que o ultrasom terapêutico constitui um recurso eficaz no tratamento do fibro edema gelóide. sendo mais difícil a sua aplicação no glúteo esquerdo. o fibro edema gelóide não deve ser considerado isoladamente para o tratamento pois é preciso buscar a saúde da paciente em todos os seus aspectos. Vale ressaltar que este modo de aplicação foi realizado apenas no início da pesquisa. Contudo. ser visualizada no ANEXO 4.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. (2003). Esta redução inicial pode.

na última avaliação verificou-se que a maioria das participantes apresentava piora do quadro uma vez que evoluíram para grau 3. que demonstram bem este exemplo de piora quanto ao grau de acometimento. Analisando-se o grupo controle. pois permitem a comunicação do terapeuta com companheiros e pacientes. Isto pode ser melhor observado em ANEXO 6 e ANEXO 7. Estas fotografias digitais segundo RATNER e THOMAS (2003). devido a não padronização da vestimenta das participantes e pela inconstante iluminação proporcionada pelo ambiente. durante a inspeção e através das imagens fotográficas. têm sido utilizadas para capturar e documentar as amplas manifestações de doenças da pele.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. As classificações referentes ao grau de acometimento do fibro edema gelóide foram realizadas nas avaliações. neste grupo que não recebeu intervenção terapêutica notou-se que não houve melhora alguma do quadro do fibro edema gelóide. Isto pode ser obtido através da adoção de medidas alimentares equilibradas e com a prática de atividades físicas. Um obstáculo não sobreposto observado nesta pesquisa foi em relação a execução das fotografias. posteriormente. foi verificado que na primeira e na segunda avaliação a maioria das participantes se enquadravam na classificação do fibro edema gelóide em grau 2 e que. Ou seja. mas manutenção ou evolução para grau mais avançado. Outro aspecto relevante para a execução deste trabalho diz respeito a inspeção e as fotografias digitais que foram . A não manutenção dos resultados obtidos com o tratamento proposto pode ser visualizada em ANEXO 5. tanto glúteo direito como glúteo esquerdo. 01-2004 ISSN 1678-8265 98 abordadas para devolver ou manter a harmonia corporal.

Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. visando minimizar a subjetividade na determinação da classificação. 01-2004 ISSN 1678-8265 99 analisadas apenas por um examinador. .

verificou-se que os resultados obtidos ao término da terapia não foram mantidos após dois meses do tratamento. o fibro edema gelóide foi identificado na região glútea e posteriormente classificado quanto ao grau e tipo do acometimento. Conclui-se que embora a utilização do ultra-som tenha mostrado eficácia na redução do fibro edema gelóide em mulheres jovens e sedentárias há a necessidade de se realizar pesquisas mais acuradas. bem como a utilização de uma amostragem mais significativa. através de estudos comparativos. Isto se faz necessário a fim de se aferir. . Para tanto. Por fim. Através da análise dos resultados obtidos com a pesquisa pode-se concluir que o ultra-som terapêutico utilizado como recurso no tratamento do fibro edema gelóide foi eficaz após vinte sessões de terapia.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. a verdadeira eficácia do ultra-som nos tecidos acometidos pelo fibro edema gelóide. sugere-se o uso de meios avaliativos complementares e mais fidedignos como por exemplo a termografia. 01-2004 ISSN 1678-8265 100 CONCLUSÃO Conforme os objetivos propostos para este estudo.

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Há quanto tempo?________ Tabagismo: ( )não ( )sim. Qual?__________________________________ Hipertensão( ) Hipotensão( ) Normotensa( ) Disfunção hormonal: ( )não ( )sim. Ficha Clínica: Peso: __________ Altura: _________ Diabetes: ( )não ( )sim Uso de medicamentos: ( )não ( )sim. Identificação: Data: __/__/__ Nome: ______________________________________________ Idade: ______ Profissão:___________________________Cor:____________Telefone:____________ B.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. De bebidas alcoólicas: ( )não ( )sim Ingestão diária de líquidos: ( litros Alimentação gordurosa: ( )sim ( )não Permanece por muito tempo na posição sentada:( )não ( )sim História de fibro edema gelóide na família: ( )não ( )sim Aparecimento do fibro edema gelóide em outras regiões:_______ Tratamentos anteriores para o fibro edema gelóide: ( )não ( )sim. Qual?__________________________________ Transtorno circulatório: ( )não ( )sim Anticoncepcional: ( )não ( )sim. 01-2004 ISSN 1678-8265 104 ANEXOS ANEXO 1 A. quantos por dia?______ Ingestão diária de refrigerantes: ( )não ( )sim. E o resultado foi: ( )ruim ( )bom ( )ótimo )abaixo de 1litro ( )entre 1 e 2 litros ( )acima de 2 .

Grau de satisfação pessoal quanto ao fibro edema gelóide em glúteos: 0_____1_____2_____3_____4_____5_____6_____7_____8_____9_____10 pouco satisfeita muito satisfeita . Caracterização do Fibro Edema Gelóide: 105 Glúteo D Grau: Tipo: Temperatura local da pele: Sensibilidade: Glúteo E Grau: Tipo: Temperatura local da pele: Sensibilidade: D.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 01-2004 ISSN 1678-8265 C. Perimetria: E.

Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 01-2004 ISSN 1678-8265 ANEXO 2 106 Identificação:______________________________________ EVENTO Primeira avaliação 1a sessão 2a sessão 3a sessão 4a sessão 5a sessão 6a sessão 7a sessão 8a sessão 9a sessão 10a sessão 11a sessão 12a sessão 13a sessão 14a sessão 15a sessão 16a sessão 17a sessão 18a sessão 19a sessão 20a sessão Segunda avaliação Terceira avaliação DATA ASSINATURA .

Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. Grau de satisfação pessoal quanto ao fibro edema gelóide em glúteos: 0_____1_____2_____3_____4_____5_____6_____7_____8_____9_____10 pouco satisfeita muito satisfeita . 01-2004 ISSN 1678-8265 ANEXO 3 107 C. Caracterização do Fibro Edema Gelóide: Glúteo D Grau: Tipo: Temperatura local da pele: Sensibilidade: Glúteo E Grau: Tipo: Temperatura local da pele: Sensibilidade: D. Perimetria: E.

. bilateral. 01-2004 ISSN 1678-8265 ANEXO 4 108 ANTES DO TRATAMENTO.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. bilateral. Paciente 1 com fibro edema gelóide grau 2. DEPOIS DO TRATAMENTO. Paciente 1 com fibro edema gelóide grau 3.

ANEXO 6 . bilateral. Paciente 1 com fibro edema gelóide grau 3.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 01-2004 ISSN 1678-8265 ANEXO 5 109 APÓS 2 MESES DO TRATAMENTO.

DEPOIS DO TRATAMENTO.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. bilateral. ANEXO 7 . e grau 3 em glúteo direito. 01-2004 ISSN 1678-8265 110 ANTES DO TRATAMENTO. Paciente 2 com fibro edema gelóide grau 2. Paciente 2 com fibro edema gelóide grau 2 em glúteo esquerdo.

Paciente 2 com fibro edema gelóide grau 3.Monografias do Curso de Fisioterapia – Unioeste n. 01-2004 ISSN 1678-8265 111 APÓS 2 MESES DO TRATAMENTO. . bilateral.

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