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Esqueleto e Membros Do Feto

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ESQUELETO E MEMBROS DO FETO

Sonoembriologia
• Os ossos longos originam-se do Mesoderma; • 7ª semana  início do desenvolvimento dos MMSS; • 8ª semana  broto dos membros presentes; • 9ª semana  membros são maiores e movimentam-se; • 10ª semana  visão inicial dos dedos; • 16ª semana  esqueleto já terá iniciado seu processo de ossificação; • 16ª a 24ª semanas  período ideal para avaliação óssea do feto.

• Na avaliação morfológica através do Ultrasom, o exame e medidas dos ossos longos, são os melhores parâmetros para verificar o crescimento fetal. Nessa avaliação, é importante para determinar a ossificação das epífises, a aferição para determinar a idade gestacional:
– Epífise distal do fêmur  presente a partir da 32ª semana; – Epífise proximal da tíbia  presente a partir da 35ª semana; – Epífise proximal do úmero  presente a partir da 38ª semana.

O comprimento do fêmur, é um dos parâmetros para avaliar o peso e as relações biométricas do feto, além de distinguir as malformações ósseas mais comuns. O osso curto em forma de “Cabo de Telefone”, pode ser característico da Displasia Camptomélica.

Principais patologias – dois grupos • 1 – Osteocondrodisplasias;
• 2 – Disostóses.

• Amelia – ausência de uma ou duas extremidades; • Meromelia – apenas mãos e pés estão presentes.

Disostóses – exemplos

Osteocondrodisplasia • Micromelia – todo o membro é curto; s – exemplos
• Rizomelia – seguimento acometido é o proximal; • Mesomelia – seguimento acometido é o intermediário; • Acromelia – seguimento acometido é o distal; • Focomelia – todos os ossos são curtos.

Outros exemplos
• Camptodactilia – afastamento do hálux (comum na T-21); • Polidactilia – é mais freqüentes na borda cubital; • Sindactilia – fusão dos dedos ou artelhos; • Clinodactilia – desvio do eixo dos dedos; • Ectrodactilia – mãos com apenas 2 dígitos.

Displasias esqueléticas letais mais freqüentes

Displasia Tanatofórica – a mais aparece com redução freqüente • No Ultrasom

dos ossos longos com predomínio Rizomélico; • Há encurtamento e alargamento dos ossos longos; • Crânio em forma de trevo, hidrocefalia, macrocrania, corpos vertebrais achatados (platispondilia), Platiscéfalo (cabeça larga ou chata), rizomelia.

Osteogênese imperfeita • Distúrbio na síntese do colágeno

com múltiplas fraturas por fragilidade óssea; • No Ultrasom micromelia com encurtamento dos ossos longos, hipomineralização múltipla difusa e fraturas; • O diagnóstico é feito pela presença de “calos ósseos”, nos ossos longos e costelas fetais; • É mais comum no sexo feminino.

Acondrogênese
• Há desorganização da cartilagem, com ausência da arquitetura normal do osso; • Micromelia, ausência de ossificação da coluna, diminuição da ossificação do crânio, redução do diâmetro do tórax.

• Há encurtamento da musculatura, levando a diminuição dos ossos longos com encurtamento extremo, sendo mais nos MMII; • Associa-se a Hidrocefalia, palato fendido, micrognatia, escoliose, hidronefrose, cardiopatias estruturais.

Displasia campomélica

Síndrome das Costelas curtas com polidactilia • Cursa com hipolasia tórax, membros
curtos e polidactilia; • Associa-se com anomalias do sistema cardiovascular, urogenital, hidropisia e alterações no volume do líquido amniótico.

Displasia esquelética não letal

Acondroplasia – é a mais freqüente
• Tem rizomelia moderada, macrocrania, bossa frontal proeminente, cifose toracolombar, mãos com aspecto de tridente; • No Ultrasom há discrepância entre os Diâmetros Biparietal (DBP) e o comprimento do fêmur (CF), no 3º trimestre, sendo o achado mais comum; • Geralmente acompanha a braquicefalia.

Aneuploidias fetais • T – 13 – polidactilia;
• T- 18 – mãos em garra, acavalamento do 5º dedo sobre o 4º e do 2º sobre o 3º, fronte proeminente, pés varo-equino; • T – 21 – fêmur curto, hipoplasia da falange média do 5º dedo da mão, clinodactilia, afastamento anormal do hálux, braquicefalia (predomínio do DBP em relação ao DOF) e fronte alta.

Observações
• Nas displasias esqueléticas o achado comum é o polidramnio; • A presença de oligoâmnio pode associar as alterações esqueléticas com a Síndrome da banda amniótica.

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