Técnicas de Energia Muscular (T.E.M.

)

http://fisioterapiamanualprofessorjoaopaulo.blogspot.com

Técnicas de Energia Muscular (TEM)
Conjunto de métodos de manipulação osteopática de tecidos moles, que incorporam com direção precisa e controlada, movimentos iniciados pelo paciente, contrações isométricas e/ou isotônicas, com o objetivo de melhorar a função musculoesquelética e reduzir a dor.

e Fred Mitchell Snr. • Objetivam a indução do relaxamento da musculatura hipertônica. . o subsequente alongamento do músculo.J. quando indicado.História das TEM • Desenvolveram-se a partir de procedimentos práticos criados por profissionais como T. e. Ruddy (1961). (1967).

rápidas e de baixa amplitude. .História das TEM • T. Ruddy – Abordagem conhecida como TEM pulsátil (série de contrações musculares contra a resistência. oscilando 20 vezes em 10 segundos. J.

em uma determinada direção. de encontro a um contra-esforço específico. – “o paciente utiliza seus músculos quando solicitados.História das TEM • Fred Mitchell Snr. a partir de uma posição precisamente controlada.” .

Princípios Neurofisiológicos da TEM A inibição muscular que ocorre durante a aplicação da TEM é justificada através de 02 mecanismos neurofisiológicos conhecidos como Inibição Pós-Contração (RPI – relaxamento pósisométrico) e Inibição Recíproca (IR). .

Inibição Pós-Contração (RPI – Relaxamento Pós-Isométrico • Após se contrair. o músculo entra automaticamente em um estado de relaxamento por um breve período de latência .

Inibição Recíproca (IR) • Quando um músculo é contraído. . seu antagonista é automaticamente inibido.

Método de Relaxamento Pós-Isométrico de Lewit .

. • “.músculos tensos agem de maneira inibitória sobre seus antagonistas. 1987) • “.Alongar ou Fortalecer? • Classicamente encoraja-se o fortalecimento dos grupos musculares fracos antes de dar atenção aos antagonistas encurtados e tensionados dos músculos fracos inibidos. 1987) .” (JANDA.músculos tensos têm um papel mais importante e talvez até primário em comparação com músculos fracos....” (JANDA. Está clinicamente provado que é melhor alongar primeiro os músculos tensos...

Músculos Posturais e Fásicos • Diversos autores sugerem que os músculos com função predominantemente estabilizadora se encurtam quando estressados. enquanto outros. mas se tornam enfraquecidos (inibidos). . não se encurtam. com maior atividade “motora” ou função fásica.

Músculos Posturais e Fásicos .

Fibras rápidas ou fásicas são dinâmicas e produzem o movimento voluntário. capazes de manter sua contração e tendem a se tornar encurtadas e tensas. são mais facilmente ativadas. se fadigam mais rapidamente e tendem a ser antagonistas. 1988) .Músculos Posturais e Fásicos • “As fibras lentas mantêm a postura.” (WADDELL.

1978) • Relaxamento da musc.”(JANDA. hipertônica → Restauração automática do tônus de seus antagonistas → O músculo hipertônico fraco se fortalecerá após o alongamento/relaxamento (JANDA. 1978) .Músculos Posturais e Fásicos • “Antes de fortalecer músculos enfraquecidos. qualquer grau de hipertonia em seus antagonistas deve ser tratado com técnicas adequadas de relaxamento.

Síndrome Cruzada Superior • TENSOS E ENCURTADOS – – – – Peitoral maior ou menor Trapézio (porção sup.) Levantador da escápula ECOM • ENFRAQUECIDOS – Trapézio (porção média e inferior) – Serrátil anterior – Rombóides .

• Rot e abd da escápula • Estabilização do úmero pelo lev.• Occipito. • Estresse postural na cervical inferior e 4 primeiras torácicas. cabeça levada para frente. trapézio. C1 e C2 em hiperextensão. • Dor referida para o tórax e ambos os braços (angina). . • Declínio da eficiência respiratória. da escápula.

Reto Femoral.Síndrome Cruzada Inferior • TENSOS E ENCURTADOS – Flexores do quadril – Iliopsoas. TFL. Adutores curtos – Grupo eretor da espinha no tronco • ENFRAQUECIDOS – Abdominais – Glúteos .

. do Piriforme. produzindo hiperlordose lombar e estresse sobre a junção L5-S1 com dor e irritação. flexionando a articulação do quadril. • Em 20% dos indivíduos pode haver a Sd.• Pelve inclina para frente sobre o plano frontal.

Posiciona-se o membro em questão no ponto em que a resistência é percebida inicialmente.Utilizando as TEM . 2. 3.TEM usando o RPI 1. sobressalto ou balanceio. . e resistida sem solavanco. Deve-se realizar a contração lentamente. Solicita-se uma contração de não mais do que 20% da força do paciente contra a resistência do fisioterapeuta.

. ou para alongá-lo além da barreira de resistência. inibindo o tônus muscular e dando a oportunidade para que o músculo assuma um novo comprimento de repouso / barreira de resistência sem esforço.TEM usando o RPI 4. tempo necessário de carga sobre os OTG para influenciar via neuronal as fibras intrafusais dos fusos neuromusculares. A contração deve ser mantida por 7 a 10 segundos.Utilizando as TEM .

Pedir para o paciente “liberar seu esforço lenta e completamente”.Utilizando as TEM . 6. Após a contração isométrica existe um período de latência de 10 a 20 segundos em que o músculo pode ser levado ao seu novo comprimento de repouso ou ser alongado com mais facilidade do que antes da isometria.TEM usando o RPI 5. . 7. Solicita-se que o paciente inspire e espire e relaxe completamente. só assim levando o membro afetado até a nova barreira de resistência. mantendo o membro no lugar.

2. 3. Colocar o membro na posição onde se perceba o ponto de resistência. . inspirando e expirando. solicita-se que o paciente “libere e relaxe”. Solicita-se uma contração de não mais do que 20% da força do paciente da musculatura antagonista.Utilizando as TEM .TEM usando a IR 1. e quando bem relaxado levar o membro até/além da nova barreira com/sem a participação do paciente. Ao final da contração.

8. Psoas. Grande dorsal. 10.Prática de tratamento com as TEM 1. 3. Escalenos. 5. 6. Piriforme. Quadrado lombar. ECOM . 9. 12. Peitoral maior. 4. TFL. Reto Femoral. 2. Fibras inferiores dos ísquio-tibiais. Adutores curtos e longos da coxa. 7. 11. Trapézio.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful