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Faculdade Metropolitana de Manaus

Hidroterapia

O Método de Bad Ragaz

Turma: Fisioterapia-5º Período Not.


Disciplina :Hidroterapia
Profa. Helena Martins
Equipe:
Laís Moraes
Luciana Carril
Taís Moraes
Sidneia Costa
O Método de Bad Ragaz
•Desenvolvido em Bad Ragaz, na Suíça, em 1960, sendo
então aperfeiçoado e publicado por Egger (1990) como "O
Novo Método dos Anéis de Bad Ragaz”.

•Em 1967 Dr. Zinn e equipe refinaram e modificaram os


exercícios de Knupfer.

•Em 1967 os fisioterapeutas Bridget Davis e Verena Laggatt


incorporaram os padrões da FNP de Margareth Knott, no
que resultou no método dos anéis de Bad Ragaz (MABR).
O Método de Bad Ragaz
•Exercícios resistivos de fortalecimento e mobilização
com indicações bem definidas, tendo como objetivo a
estabilização e fortalecimento, de acordo com as
necessidades do corpo, de modo que a resistência
proporcionada pelo terapeuta;

•Usam-se flutuadores de tornozelo e pélvico, além do


colar cervical e então move-se o paciente aproximando
e afastando do terapeuta, sendo usado em quadros
neurológicos, ortopédicos e reumatológicos e servem
como preparação para o trabalho funcional.
Técnicas
 Isocineticamente: o terapeuta promove uma
fixação, ao passo que o paciente se move na
água em linha reta ou em volta do terapeuta.
 Isotonicamente: o terapeuta atua na fixação
móvel de um ponto.
 Isometricamente: O paciente posiciona-se em
uma situação fixa e o terapeuta o puxa através
da água.
 Relaxamento: O terapeuta pode mover o
paciente passivamente através da água para
relaxamento, inibição tônica, alongamento de
tronco e tração da coluna vertebral.
Preparação do Paciente
 O paciente usa um flutuador cervical e um pélvico
(bóias circulares), na altura da L5-S2. Algumas vezes,
pequenos anéis são colocados nas extremidades
inferiores. O flutuador cervical serve para manter as
orelhas do paciente fora da água, possibilitando ouvir
as solicitações do terapeuta.
 Pequenos flutuadores colocados nas extremidades de
MMII previnem o afundamento desses segmentos e
possibilitam o alinhamento adequado da coluna. A
mão do fisioterapeuta oferece apoio à região lombar,
tanto ao sair quanto ao entrar nos flutuadores e nas
mudanças de posição.
Terapeuta
 terapeuta permanece a uma profundidade
cuja água esteja na sua cintura, não mais
profundo do que a região de T8-T10 ou
nível axilar;
 Calçar sapatos apropriados promovendo o
aumento de aderência e estabilidade;
 pés do terapeuta devem estar em uma
distancia igual à largura dos ombros com os
quadris e joelhos levemente flexionados, um
pé posicionado mais à frente do outro.
Equipamentos
 Colar Cervical.
 Flutuador pélvico.
 Flutuador de tornozelos.

Temperatura da água

 34-35º C.
Indicações
 Condições ortopédicas e reumatólogicas, condicionamento pré e pós
cirúrgico, após fratura, artrite reumatóide, osteoartrite, espondilite
anquilosante.
 Pacientes de cirurgias torácica, cardíaca e mamaria.
 Condições neurológicas, incluindo acidente vascular cerebral, trauma
cranioencefálico (TCE), mal de Parkinson, paraplegia e tetraplegias.
 Síndromes dolorosas de MMII e MMSS e coluna (fortalecimento leve)
condições neuromusculares.
 Disfunções traumato-ortopédicas em que o paciente apresenta déficit em
cinético funcional envolvendo ADM (aumentando a força, dor, ler-dort,
lombalgias.)
 Doenças reumáticas (fibromialgias, artroses e artrites).
 Qualquer condição que envolva déficit de musculatura de tronco ou
cinturas.
 Distrofia simpático-reflexa e problemas similares em que haja déficit
sensitivo.
 Mastectomia e pacientes de cirurgia cardíacas que se beneficiam do
fortalecimento e alongamentos de tronco e MMSS.
 Sintoma de atraso do desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM) como:
hipossensibilidade tátil.
Contra Indicações e Precauções
 Precauções devem ser tomadas para evitar excesso de fadiga dos
pacientes (a liberdade da água pode encorajar atividades
demasiadas).
 Os pacientes recebem uma grande quantidade de estímulo
vestibular durante o tratamento (evite tonturas).
 Cautela durante o tratamento dos pacientes com condições
agudas de coluna ou extremidades, devido a possibilidade de
alongar demasiadamente articulações doloridas edemaciadas e
com frouxidão.
 Pacientes com condições neurológicas onde exercícios ativos e
resistidos aumentam a espasticidade em tronco ou membros ou
na presença de hipertonia.
 Dor, quadros agudos e instabilidade articular.
 Posicionar-se adequadamente, utilizar mecânica correta.
 Evitar fadiga excessiva.
 Utilizar cuidadosamente as técnicas com pacientes espásticos.
 Monitorar o estímulo excessivo do aparelho vestibular.
Obrigada!!!
Referências
Skinner, AT; Thonson, AM (eds) Duffiels. Exercise in water, 3ª edição. London Bailiere Tindall. 1983.

Routi, RT; Morris, DM; Cole, AJ. Reabilitação aquática. São Paulo. Manole, 2000.

Koury, JM. Programa de Fisioterapia Aquática, São Paulo. Manole, 2000.

Schoedinger, P. Método Bad Ragaz - Valéria Figueiredo Cursos de Fisioterapia, Londrina, 1999
(apostila).;

Jakaitis,Fábio; Reabilitação e Terapia Aquática – Aspectos Clínicos e Práticos; São Paulo: Roca,
2007.

http://www.uninove.br/PDFs/Publicacoes/conscientiae_saude/csaude_v6n2/cnsv6n2_3p49.pdf; acessado
em 10 de setembro de 2013.

http://www.badragazringmethod.com; acessado em 10 de setembro de 2013.

http://www.aquabrasil.info/bad_ragaz1.shtml; acessado em 10 de setembro de 2013.