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CANTE PAUTAS MUSICAIS 03 – sCPBA de M J Delgado

in subsídio para o CANCIONEIRO POPULAR do BAIXO ALENTEJO
Volume II, Comentário, recolha e notas de Manuel Joaquim Delgado, 2ª ed. INIC, Lisboa, 1980 (1ª 1955).

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51 (em 25) PAUTAS MUSICAIS
in subsídio para o CANCIONEIRO POPULAR do BAIXO ALENTEJO Comentário, recolha e notas de Manuel Joaquim Delgado Vol. II, 2ª edição, 1980 (1ª 1955) Instituto Nacional de Investigação Científica, Lisboa Nº Título conti Ver Melodia digitalizada in
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Ai Que Chita tão bonita http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad01.mid Quando eu ouvi esta moda http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad02.mid Partida para os Açores http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad03.mid A Nossa Senhora d’Aires http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad04.mid A vinda do Rei a Beja http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad05.mid Ó Loendreiro http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad06.mid Chamaste-me extravagante http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad07.mid Solidão http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad08.mid Ao passar a ribeirinha http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad09.mid Vai colher a rosa http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad10.mid Manjerico da janela http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad11.mid Estava de abalada http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad12.mid Ao cantar do passarinho http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad13.mid Ó Pavão http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad14.mid Ai que praias http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad15.mid Se fores ao Alentejo http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad16.mid Lá vai o comboio, lá vai http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad17.mid Vamos nós seguindo http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad18.mid Não quero que vás à monda http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad19.mid Olha a laranja da China http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad20.mid

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Eu ouvi, mil vezes ouvi http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad21.mid Linda jovem era pastora http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad22.mid (A Rita) Esta é que é a moda http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad23.mid Vila Nova de Ferreira http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad24.mid Amareleja, minha terra http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad25.mid Se fores um dia a Serpa http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad26.mid Camponesa, camponesa http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad27.mid Ribeira vai cheia http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad28.mid Fui ao trevo http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad29.mid Eu esta manhã achei http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad30.mid Alecrim http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad31.mid Senta-te aqui, ó António Meu lírio roxo do campo http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad33.mid Anda cá se queres água Anda cá, José, se queres http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad35.mid Fui-te ver, estavas lavando http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad36.mid Os olhos da Marianita http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad37.mid Maria da Rocha http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad38.mid Meu lírio roxo (Se eu tivesse a liberdade...) http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad39.mid Ó minha amora madura http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad40.mid Ó erva cidreira http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad41.mid Todos os bem casadinhos http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad42.mid Doba, doba, dobadeira, doba http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad43.mid Moreninha alentejana http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad44.mid Rosa branca desmaiada http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad45.mid Já morreu quem me lavava http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad46.mid Ao romper da bela aurora http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad47.mid Acorda, Maria, acorda http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad48.mid

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Vai-te embora, António http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad49.mid Eu atrás das pulgas http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad50.mid Ó oliveira da serra http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad51.mid

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153 - 01 - Ai que chita tão bonita

Para ouvir a melodia melodia in http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad01.mid

Letra in:
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1. AI QUE CHITA TÃO BONITA Ai que chita tão bonita, riscadinha, riscadinha! Em vendo moças bonitas, digo logo esta é minha. Digo logo esta é minha, esta minha é que há-de ser. Ai que chita tão bonita, riscadinha pra vender.

154 - 02 - Quando eu ouvi esta moda

Pode ouvir a melodia in http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad02.mid

Letra in: http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

2. QUANDO EU OUVI ESTA MODA Quando eu ouvi esta moda Não estava na minha aldeia; Estava cumprindo uma pena Às grades duma cadeia. Às grades duma cadeia, Às grades duma prisão. Quando eu ouvi esta moda Não estava em Baleizão.

155 - 03 - A Partida para os Açores

Pode ouvir a melodia in http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad03.mid

Letra in: http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

3. A PARTIDA PARA OS AÇORES Quando eu fui para os Açores chorou por mim minha mãe. Disse minha esposa: - Dá-me cá um beijo, ó meu amor. Deus queira que voltes bem. Deus queira que voltes bem de viagem tão custosa. Lembra-te de mim. Pensa-bem, que deixas nesta aldeia um botãozinho de rosa.

156 - 04 - A Nossa Senhora D'Aires

Pode ouvir a melodia in http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad04.mid

Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

4. A NOSSA SENHORA D'AIRES A Nossa Senhora d'Aires, está metida num deserto; em chegando a mocidade, ai! me parece um céu aberto. Me parece um céu aberto com toda a sua gentinha. Fui solteira, vim casada, ai! foi milagre da Santinha.

157 - 05 - A Vinda do Rei a Beja

Pode ouvir a melodia in http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad05.mid

Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

5. A VINDA DO REI A BEJA Ai que festa! Que linda festa! Como esta não se usou. A vinda do Rei a Beja foi o que mais m'agradou. Viva o Rei, viva a Rainha, vivam todos com prazer. Uma festa como esta já Beja não torna a ver.

158 - 06 - O Loendreiro

Pode ouvir a melodia in http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad06.mid

Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

6. Ó LENDROEIRO De Pax Julia fui Beja, minha nobreza é antiga E às outras causas inveja do bem que de ti se diga. CORO Ó lendroeiro, onde está teu lendroal? Teu amor primeiro foi meu rival.

159 - 07 - Chamaste-me estravagante

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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01 7. CHAMASTE-ME EXTRAVAGANTE Chamaste-me extravagante por eu ter uma noitada; eu sou um rapaz brilhante, recolho de madrugada. Recolho de madrugada, mesmo agora neste instante. Por eu ter uma noitada chamaste-me extravagante.
Ver também in http://janitasalome.blogspot.com/2006_03_01_archive.html Extravagante - Cantar ao Sol (1983) Chamaste-me extravagante Por eu ter uma noitada Eu sou um rapaz brilhante Recolho de madrugada Recolho de madrugada Mesmo agora neste instante Por eu ter uma noitada Chamaste-me extravagante Se este meu cante desprezares Por já vir rompendo o dia Inda nunca ouvi cantar Um rouxinol ao meio-dia Letra e música: Popular, Alentejo.

160 - 08 - SOLIDÃO

Pode ouvir a melodia in http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad06.mid

Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

8. SOLIDÃO Solidão ai dão, ai dão, cá pra mim quer sim, quer não; vem a morte e leva a gente, quem não há-de ter paixão. Quem não há-de ter paixão, quem paixão não há-de ter; vem a morte e leva a gente. Solidão até morrer. Solidão ai dão, ai dão, solidão do Alentejo. Mas que grande solidão há para além do Tejo.
(um mote glosado em Décimas por Inocêncio de Brito) Neste lugar solitário Em que o acaso me tem Brado, ninguém me responde Olho, não vejo ninguém.

161 - 09 - Ao Passar a ribeirinha

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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

9. AO PASSAR A RIBEIRINHA Ao passar a ribeirinha, pus o pé, molhi a meia; nã casí na minha terra, ó ai! Fui casar em terra alheia. Fui casar em terra alheia mui distante dos meus pais; ao passar a ribeirinha, ó ai! Minha vida são só ais!

ver também: Paroles Grupo Cantares De Portel Ao Passar Da Ribeirinha Ao passar a ribeirinha Pus o pé, molhei a meia, Pus o pé, molhei a meia, Pus o pé, molhei a meia! Namorei na minha terra, Fui casar em terra alheia, Fui casar em terra alheia, Porque não fiquei na minha! Fui casar em terra alheia, Minha mãe não me ralhou; Minha mãe já não se lembra Do tempo que já passou! Do tempo que já passou, Do tempo que já lá vai, Minha mãe já não se lembra Quando namorou meu pai! Minha mãe casai-me cedo, Que me dói a passarinha! Ó filha coçà c´o dedo, Que eu também cocei a minha! O padre da minha aldeia, No sermão do mês passado, Jurou p’la saúde dos filhos Que nunca tinha pecado! São Gonçalo de Amarante, Que estais virado pr’á vila, Virai-vos pró outro lado, Que vos dá o sol na pila!

Fui um dia ao cemitério E pisei as campas todas; Levantou-se um morto e disse «Talvez um dia tu morras!» Santo António de Lisboa, Que pr´a mim foste um cabrão, Das três pernas que me deste Só duas chegam ao chão! O cão da minha vizinha Pôs-se na minha cadela; Vou fazer o mesmo à dona, Pr´a ficar ela por ela... Santo Cristo dos Milagres Casai-me que bem podeis! Que eu já tenh'as unhas gastas De coçar onde sabeis! Já tenho teias de aranha no sítio que bem sabeis

162 - 10 - Vai colher a rosa

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10. VAI COLHER A ROSA Vai colher a rosa. Vai colhê-la, vai. (bis) S'ela te picar, não digas ai, ai. (bis) Não digas ai, ai. Não digas ai, ui. (bis) Vai colher a rosa. Vai que eu também fui. (bis)

163 - 11 - Manjerico da janela

Ouvir melodia in http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad09.mid

Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

11. MANJERICO DA JANELA Manjerico da janela dá-me a mão, quero subir; eu queria falar com ela; mas à porta não posso ir. Mas a porta não posso ir, eu queria falar com ela. Dá-me a mão, quero subir, manjerico da janela.
Ver ainda in -http://pimmanjerico.blogspot.com/2009/03/construcao-do-muro.html

In "Quadras ao gosto popular" O vaso do manjerico Caiu da janela abaixo. Vai buscá-lo, que aqui fico A ver se sem ti te acho O vaso que dei àquela Que não sabe quem lh'o deu Há-de ser posto à janela Sem ninguém saber que é meu No dia de Santo António Todos riem sem razão Em S.João e S.Pedro Como é que todos rirão? O manjerico e a bandeira Que há no cravo de papelTudo isso enche a noite inteira, Ó boca de carne e mel. (Fernando Pessoa- Quadras)

164 - 12 - Estava de abalada

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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

12. ESTAVA DE ABALADA Estava de abalada lá prò meu montinho. Saiu-m'uma rosa (olaré) dançando ao caminho. Ó como és bonita, ó como és formosa. Dançando ao caminho (olaré) saiu-m'uma rosa.

165 - 13 - Ao cantar do passarinho

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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

13. AO CANTAR DO PASSARINHO Ó amor dá-me um beijinho, qu'eu um beijo te darei. Ai! Ao cantar do passarinho, estava no milho, acordei. Estava no milho, acordei. Estava no milho cantando, ao cantar o passarinho. Ai! Meu amor, vou despertando.

166 - 14 - Ó Pavão

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14. Ó PAVÃO Ó pavão, lindo Pavão, lindas penas que o paváo tem! Não há olhos para amar como são os do meu bem! Como são os do meu bem, como são os da minha amada! Ó Pavão, lindo pavão, ó pavão, pena riscada!

167 - 15 - Ai que Praias

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15. AI QUE PRAIAS... Ai que praias tão lindas, tão belas. Era meia-noite eu estava a sonhar, assentado num barco mais elas. Namorando ao fresco luar! Namorando ao fresco luar, gozando o fresco do vento. Ai que praias tão lindas, tão belas. Onde eu passo o meu bom tempo!

168 - 16 - Se fores ao Alentejo... Não bebas em Castro Verde...

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16. SE FORES AO ALENTEJO Se fores ao Alentejo, não bebas em Castro Verde que as fontes só têm rosas e a água não mata a sede. E a água não mata a sede. Cantar bem é que eu invejo; não bebas em Castro Verde, se fores ao Alentejo.

169 - 17 - Lá vai o comboio

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17. LÁ VAI O COMBOIO, LÁ VAI Lá vai o comboio, lá vai! Lá vai ele a assobiar. Lá vai o meu lindo amor para a vida militar. Para a vida militar, para aquela triste vida. Lá vai o comboio, lá vai... Leva força na subida. Leva força na subida, leva força no andar. Lá vai o comboio, lá vai!... Lá vai ele a assobiar.

170 - 18 - Vamos nós seguindo

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18. VAMOS NÓS SEGUINDO Vamos nós seguindo, por esses campos fora... Que a manhã vem vindo dos lados da aurora. Dos lados da aurora a manhã vem vindo. Por esses campos fora, vamos nós seguindo.

171 - 19 - Não quero que vás à monda

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19. NÃO QUERO QUE VÁS À MONDA Não quero que vás à monda nem à ribeira lavar; só quero que me acompanhes Ó meu lindo amor! no dia em que m'eu casar. Ó meu lindo amor! no dia em que m'eu casar. No dia em que m'eu casar hás-de ser minha madrinha; só quero que me acompanhes Ó meu lindo amor! eu não quero ir sozinha. Ó meu lindo amor! eu não quero ir sozinha.

172 - 20 - Olha a laranja da China

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20. OLHA A LARANJA DA CHINA Olha a laranja da China criada no alvoredo. Não te ponhas à esquina, que eu passo e não tenho medo. Que eu passo e não tenho medo, que eu passo e não faço mal. Olha a laranja da China criada num laranjal.

173 - 21 - Eu ouvi mil vezes ouvi

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21. EU OUVI, MIL VEZES OUVI Eu ouvi, mil vezes ouvi, lá no campo rufar os tambores. das janelas me bradam as damas, já lá vão, já lá vão, meus amores. Já lá vão, meus amores. Eu ouvi, mil vezes ouvi. Eu ouvi, mil vezes ouvi, lá no campo rufar os tambores.

174 - 22 - Linda jovem era pastora

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22. LINDA JOVEM ERA PASTORA Linda jovem era pastora que andava a guardar seu gado. Em vindo a tarde, à tardinha, chorava a jovem sozinha pensando em seu bem amado. Pensando em seu bem amado, não pensava em mais ninguém. Em vindo a tarde, à tardinha, chorava a jovem sozinha nas margens de Santarém.

175 - 23 - Rita - Esta é que a moda Que a Rita cantava...

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23. A RITA (ESTA É QUE É A MODA) Esta é que é a moda que a Rita cantou. Esta é que é a moda que a Rita cantou. Lá na praia nova, olaré, ninguém lhe ganhou. Lá na praia nova, olaré, ninguém lhe ganhou. Ninguém lhe ganhou, ninguém lhe ganhava. Ninguém lhe ganhou, ninguém lhe ganhava. Esta é que é a moda, olaré, que a Rita cantava. ---------------------------------Ver também in: http://alfarrabio.di.uminho.pt/cancioneiro/html/127.html

176 - 24 - Vila Nova de Ferreira

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24. VILA NOVA DE FERREIRA Vila Nova de Ferreira tens uma fonte à entrada; para não morreres à sede, ai!, bebes água enxovalhada. Bebes água enxovalhada para não morreres à sede. Não há vila mais bonita, ai!, que é, Ourique e Castro Verde. Que é, Ourique e Castro Verde, Cabeça Gorda e Salvada. Vila Nova de Ferreira, ai!, tens uma fonte à entrada.

177 - 25 - Amareleja

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25. AMARELEJA, TERRA MINHA Amareleja, terra minha, prenda do meu coração. Quando de ti estou (usando), ausente, é que te dou estimação. É que te dou estimação, ó prenda d'alma querida! Amareleja, terra minha, hei-de te amar toda a vida.

178 - 26 - Se fores um dia a Serpa

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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

26. SE FORES UM DIA A SERPA Se fores um dia a Serpa, pergunta pela Mariana. É uma moça baixinha que até no cantar tem fama. Que até no cantar tem fama. Esta moda não é esta; pergunta pela Mariana, se fores um dia a Serpa.

179 - 27 - Camponesa, camponesa

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27. CAMPONESA, CAMPONESA Camponesa, camponesa, eu sou de Campo Maior. Tenho a minha fala presa, ai! Não posso, não posso cantar melhor. Não posso cantar melhor, são erros da natureza. Eu sou de Campo Maior, ai!, camponesa, camponesa.

180 - 28 - Ribeira vai cheia

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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

28. RIBEIRA VAI CHEIA Ribeira vai cheia e o barco não anda. Tenho o meu amor lá daquela banda. Lá daquela banda e eu cá deste lado; ribeira vai cheia e o barco não anda. ---------------Vila Nova de Mil fontes, Princesa do Alentejo, Tenho saudades dos montes, Nos dias, em que te não vejo. ...

181 - 29 - Fui ao trevo
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29. FUI AO TREVO Fui ao trevo colher trevo, achí o trevo colhido. Se me atrevo, nã,o me astrevo, se me atrevo, nã,o me astrevo, ai!, ó Rosa a falar contigo. Ó Rosa a falar contigo, seja aqui ou onde for. Tu serás a minha amada, tu serás a minha amada, ai!, e eu serei o teu amor.

182 - 30 - Eu esta manhã achei
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30. EU ESTA MANHÃ ACHEI Eu esta manhã achei debaixo da minha janela uma cartinha de amores, olé quem ficou sem ela. Olé quem ficou sem ela, toda cheia de flores. Eu esta manhã achei uma cartinha de amores.

183 - 31 - Alecrim
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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

31. ALECRIM Alecrim, alecrim aos molhos, por causa de ti, choram nos meus olhos. Alecrim aos molhos, por causa de ti, choram nos meus olhos. CORO Ai, meu amor, quem te disse a ti que a flor do campo qu'era o alecrim. Ai, meu amor, quem te disse a ti que a flor do campo qu'era o alecrim. Alecrim, alecrim dourado, que nasce no campo sem ser semeado. Alecrim dourado, que nasce no campo sem ser semeado. CORO Ai, meu amor, quem te disse a ti que a flor do campo qu'era o alecrim. Ai, meu amor, quem te disse a ti que a flor do campo qu'era o alecrim.

184 - 32 - Senta-te aqui, ó Antonio
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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

32. SENTA-TE AQUI, Ó ANTÓNIO

Senta-te aqui, ó António, senta-te aqui ao meu lado, nesta cadeirinha nova feita da raiz do cravo.

Feita da raiz do cravo, feita da folha da rosa; senta-te aqui ao meu lado nesta cadeirinha nova.

185 - 33 - Meu Lírio Roxo do campo

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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01 33. MEU LÍRIO ROXO DO CAMPO Meu lírio roxo do campo, criado na primavera, desejava, amor, saber, ai, ai!, a tua intenção qual era. A tua intenção qual era desejava, amor, saber. Meu lírio roxo do campo, ai, ai!, Oh! quem te fora acolher. Oh! quem te fora acolher. Oh! meu amor, quem me dera! Desejava, amor, saber, ai, ai!, a tua intenção qual era.

186 - 34 - Anda cá se queres água
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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

34. ANDA CÁ SE QUERES ÁGUA Anda cá se queres água que os meus olhos te a darão. Ela é pouca, mas clara, nascida do coração. Ela é pouca, mas clara, nascida do coração. Ela é pouca, mas clara, nascida do coração.

187 - 35 - Anda cá, José, se queres
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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

35. ANDA CÁ JOSÈ SE QUERES Anda cá, José se queres a tua roupa lavada, ai, paga a uma lavadeira qu'eu não sou tua criada. Qu'eu não sou tua criada, qu'eu não sou criada tua. Ai. Ó José se me não queres, ai, põe o chapéu, vai prà rua. Põe o chapéu, vai prà rua, põe o chapéu, vai prà'strada. Ai, anda cá, José se queres ai, a tua roupa lavada.

188 - 36 - Fui-te ver, estavs lavando
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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

36. FUI-TE VER, ESTAVAS LAVANDO Fui-te ver, estavas lavando no rio sem assabão. Lavaste em água de rosas, ficou-te o cheiro na mão. Ficou-te o cheiro na mão, ficou-te o cheiro no fato. Se eu morrer e tu ficares, adora-me o meu retrato. Adora-me o meu retrato, adora meu coraçao. Fui-te ver, estavas lavando no rio sem assabão.

189 - 37 - Os olhos da Marianita

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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

37. OS OLHOS DA MARIANITA

Os olhos da Marianita são verdes cor de limão. Os olhos da Marianita são verdes cor de limão.

Ai, Ai, Ai, Ai,

sim, sim, sim, sim,

Marianita, ai, sim, Marianita, ai, não. Marianita, ai, sim, Marianita, ai, não.

outra versão com apoio para karaok: http://alfarrabio.di.uminho.pt/cancioneiro/html/212.html

Os olhos da Marianita são verdes cor do limão. Os olhos da Marianita são verdes cor do limão. Ai sim, Marianita, ai sim, Ai não, Marianita, ai não. Ai sim, Marianita, ai sim, Ai não, Marianita, ai não. Os olhos da Marianita, são negros cor do carvão. Os olhos da Marianita, são negros cor do carvão. Ai sim, Marianita, ai sim, Ai não, Marianita, ai não. Ai sim, Marianita, ai sim, Ai não, Marianita, ai não. ooo

189 - 37 - Maria da Rocha
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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

38. MARIA DA ROCHA Maria da Rocha, do alto rochedo, quem namora a Rocha (bis) não deve ter medo. Não deve ter medo, medo ninguém tem. Maria da Rocha, (bis) da Rocha meu bem.

191 - 39 - Meu lírio roxo – Se eu tivesse a liberdade...
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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

39. MEU LÍRIO ROXO Se eu tivesse a liberdade que o sol mais a lua tem meu lírio roxo que o sol mais a lua tem Entrava na tua casa, sem licença de ninguém meu lírio roxo sem licença de ninguém.

192 - 40 - Ó minha amora madura
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40. O MINHA AMORA MADURA

Ó minha amora madura (bis) ai, diz-me quem te amadurou. (bis) - Foi o sol, foi a geada, (bis) ai, o calor que ela apanhou. (bis) O calor que ela apanhou (bis) na horta da Calçadinha. (bis) Ai, Ó minha amora madura, (bis) minha amora madurinha. (bis)

193 - 41 - Ó erva Cidreira
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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

41. Ó Ó ERVA CIDREIRA Ó erva cidreira que'stás no alpendre, quanto mais se rega mais a folha prende. Mais a folha prende, mais a rosa cheira. Que'stás no alpendre, ó erva cidreira.

194 - 42 - Todos os bem casadinhos
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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

42. TODOS OS BEM CASADINHOS

Todos os bem casadinhos vão para a serra da neve; e eu também para lá irei antes que a morte me leve.

Antes que a morte me leve a mim mais ao meu lindo amor. Todos os bem casadinhos têm dobrado valor.

195 - 43 - Doba, doba, dobadeira, doba
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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

43 DOBA, DOBA, DOBADEIRA, DOBA

Doba, doba, dobadeira, doba. Não me empeces a meada que o novelo está pequeno e a mamã já está zangada.

A mamã já está zangada e o papá já se zangou. Doba, doba, dobadeira, doba. Mas, que linda doba que a mamã dobou!

196 - 44 - Moreninha Alentejana

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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

44. MORENINHA ALENTEJANA - Moreninha alentejana, quem te fez, morena, assim? - Foi o sol da primavera que caía sobre mim. Que caía sobre mim, que andava a ceifar o trigo. - Moreninha alentejana, por que não casas comigo? Por que não casas comigo? Por que não casas com ela? - Quem te fez, morena, assim? - Foi o sol da primavera.

197 - 45 - Rosa branca desmaiada

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45. ROSA BRANCA, DESMAIADA SOLISTA Rosa blanca, desmaiada, onde deixastes o cheiro? CORO Deixei-o no teu quintal à sombra do limoeiro. SOLISTA À sombra do limoeiro. já devia ser regada. CORO Onde deixastes o cheiro, Rosa blanca, desmaiada?

198 - 46 - Já morreu quem me lavava

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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

46. JÁ MORREU QUEM ME LAVAVA Já morreu quem me lavava, minha rica lavadeira. Deixava a roupa de neve naquela fresca ribeira. Naquela fresca ribeira é que a roupa aclarava, minha rica lavadeira. Já morreu quem me lavava.

199 - 47 - Ao romper da bela aurora

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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

47. AO ROMPER DA BELA AURORA Ao romper da bela aurora sai o pastor da cabana. Vai dizendo em altas vozes -Muito padece quem ama. Muito padece quem ama, mais padece quem namora. Sai o pastor da cabana ao romper da bela aurora.

200 - 48 - Acorda, Maria, acorda

melodia in http://wencesmc.web.interacesso.pt/midis/delgad09.mid

Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01 48. ACORDA, MARIA, ACORDA Acorda, Maria, acorda. Acorda, Mariazinha. Ai, quem tem amores não dorme, senão de madrugadinha. Senão de madrugadinha, é que a gente se consome. Ai, acorda, Maria, acorda. Quem tem amores não dorme.

201 - 49 - Vai-te embora, António

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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

49. VAI-TE EMBORA ANTÓNIO Vai-te embora, António, vai-te embora, vai; deixa a rapariga, que ela não tem pai. Que ela não tem pai, casar não se obriga. Vai-te embora, António, deixa a rapariga.

202 - 50 - Eu atrás das pulgas

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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

50. EU ATRÁS DAS PULGAS Eu atrás das pulgas elas òs saltinhos Eu atrás das pulgas elas òs saltinhos Vamos òs piolhos que são mais mansinhos. Vamos òs piolhos que são mais mansinhos. Que são mais mansinhos mais maus de apanhar; Que são mais mansinhos mais maus de apanhar; Eu atrás das pulgas, elas a saltar. Eu atrás das pulgas, elas a saltar.

203 - 51 - Ó oliveira da serra

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Letra in http://wencesmc.web.interacesso.pt/delgado1tx.htm#delgado01

51. Ó OLIVEIRA DA SERRA Ó oliveira da serra, o vento leva a flor. Ó oliveira da serra, o vento leva a flor. Ó ai, ó linda, só a mim ninguém me leva Ó ai, ó linda, prà terra do meu amor. Ó ai, ó linda, só a mim ninguém me leva Ó ai, ó linda, prà terra do meu amor. Prà terra do meu amor, ai, Jesus, ó quem me dera! Prà terra do meu amor, ai, Jesus, ó quem me dera! Ó ai, ó linda, o vento leva a flor. ó ai, ó linda, ó oliveira da serra.

LISTA 03 51 (em 25) PAUTAS MUSICAIS in subsídio para o CANCIONEIRO POPULAR do BAIXO ALENTEJO Volume II, Comentário, recolha e notas de Manuel Joaquim Delgado, 2ª ed. INIC, Lisboa, 1980 (1ª 1955). continuação de Lista 01 (ver antes) 63 PAUTAS MUSICAIS in TRADIÇÃO de SERPA, publicada entre Janeiro de 1899 e Junho de 1904 e LISTA 02 (ver antes) 89 PAUTAS de MODAS E DANÇAS recolhidas no ALENTEJO CANCIONEIRO DE MUSICAS POPULARES Cancioneiro de musicas populares: collecção recolhida e escrupulosamente trasladada para canto e piano por Cesar A. das Neves / coord. a parte poetica por Gualdino de Campos; pref. pelo Exmo Sr. Dr. Teophilo Braga. - V. 1, fasc. 1 (1893)-V. 3, fasc. n. 75 (1899).

CANTE PAUTAS MUSICAIS 03 – sCPBA de M J Delgado
in subsídio para o CANCIONEIRO POPULAR do BAIXO ALENTEJO
Volume II, Comentário, recolha e notas de Manuel Joaquim Delgado, 2ª ed. INIC, Lisboa, 1980 (1ª 1955).

51 pautas (em 25 páginas)
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Recolha, digitalização e organização de José Rabaça Gaspar Corroios 2010 – reorganização em 2011 12

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