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História dos indigenas

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História Línguas indígenas americanas ou ameríndias

Antes da chegada dos portugueses, estima-se que cerca de 1.500 línguas diferentes eram faladas no território que veio a ser o Brasil. Essas são agrupadas em famílias, classificadas como pertencentes aos troncos Tupi, Macro-Jê e Aruaque. Há famílias, entretanto, que não puderam ser identificadas como relacionadas a nenhum destes troncos. São elas: Karib, Pano, Maku, Yanomami, Mura, Tukano, Katukina, Txapakura, Nambikwara e Guaikuru. Evidentemente, o fato de duas sociedades indígenas americanas falarem línguas pertencentes a uma mesma família não faz com que seus membros consigam entender-se mutuamente.[4] Apesar de o Brasil ter sido descoberto oficialmente em 1500 pelos portugueses, sua colonização só começou efetivamente em 1532 e de forma gradativa. Nestes trinta anos, o Brasil foi atacado pelos holandeses, ingleses e franceses que tinham ficado de fora do Tratado de Tordesilhas (acordo entre Portugal e Espanha, em 1494, que dividiu as terras recém descobertas). No ano de 1530, o rei de Portugal organiza a primeira expedição com objetivos de colonização. Foi comandada por Martim Afonso de Sousa e tinha como objetivos povoar o território brasileiro, expulsar os invasores e iniciar o cultivo de cana-de-açúcar no Brasil. Com isso a língua portuguesa passa a ser usada factualmente no território hoje conhecido como Brasil. Ao mesmo tempo, outras nações europeias vêm para o Brasil, como a França e a Holanda (que chegou a instalar uma colônia na região que é hoje o Estado de Pernambuco). No início da colonização portuguesa no Brasil, a língua dos ameríndios Tupinambá (tronco Tupi) era falada numa enorme extensão de território ao longo da costa atlântica. Hoje em dia especula-se, erroneamente, que no século XVI, ela passou a ser aprendida pelos portugueses, que de início eram uma minoria entre a população nativa. Aos poucos, o uso dessa língua, chamada de Brasílica, teria se intensificado e generalizado-se de tal forma que passou a ser falada por quase toda a população que integrava o sistema colonial brasileiro e, com o decorrer do tempo, teria-se modificado e, a partir da segunda metade do século XVII, passado a chamar-se de língua geral. Realmente, a língua geral era, em alguns casos específicos, falada por certas populações. Era a língua do contato entre ameríndios de diferentes tribos, entre ameríndios e portugueses e seus descendentes. A língua geral era assim uma língua franca entre contatos indígenas. Essa foi a primeira influência que a língua portuguesa recebeu no Brasil e que deixou algumas marcas no vocabulário popular falado atualmente no país. A língua geral possuía duas variantes:

Trecho da poesia Língua Portuguesa Última flor do Lácio, inculta e bela, És, a um tempo, esplendor e sepultura: Ouro nativo, que na ganga impura A bruta mina entre os cascalhos vela… Olavo Bilac

A Língua Geral Paulista: originária na língua dos ameríndios Tupi de São Vicente e do alto rio Tietê, passa a ser falada pelos bandeirantes no século XVII. Dessa forma, ouve-se tal idioma em locais em que esses ameríndios jamais estiveram, influenciando o modo de falar dos brasileiros. O Nheengatu, (ie’engatú = "língua boa") é uma língua tupi-guarani falada no Brasil e países limítrofes. O Nheengatu é uma língua de comércio que foi desenvolvida ou como que compilada pelos jesuítas portugueses nos séculos XVII e XVIII, tendo como fundamentos o vocabulário e a pronúncia tupinambá e como referência a gramática da língua portuguesa, tendo sido o vocabulário enriquecido com palavras do português e do castelhano.

O português no Brasil

O Marquês de Pombal instituiu o português como a língua oficial do Brasil, proibindo o uso da língua geral. Com a saída dos holandeses em 1654, o português passa a ser a única "Língua de Estado" do Brasil. No fim do século XVII, os bandeirantes iniciam a exploração do interior do continente, e descobrem ouro e diamantes. Devido a isso, o número de imigrantes portugueses no Brasil e o número de falantes da Língua Portuguesa no Brasil passam a aumentar, superando os falantes da língua geral (derivada do tupinambá). Em 17 de agosto de 1758, o Marquês de Pombal instituiu o português como a língua oficial do Brasil, ficando proibido o uso da língua geral. Nesta altura, devido à evolução natural da língua, o português falado no Brasil já tinha características próprias que o diferenciavam do falado em Portugal. No século XVII, devido à intensificação do cultivo de cana-de-açúcar, existe um grande fluxo de escravos vindos da África, que se espalharam por todas as regiões ocupadas pelos portugueses e que trazem uma influência lexical africana para o português falado

no Brasil. Para se ter uma ideia, no século XVI foram trazidos para o Brasil 100 mil negros. Este número salta para 600 mil no século XVII e 1 milhão e 300 mil no século XVIII. A influência lexical africana veio principalmente da língua iorubá, falado pelos negros vindos da Nigéria, e do quimbundo angolano. Com a transferência da corte portuguesa para o Brasil em 1808, como consequência das invasões francesas, ocorre uma relusitanização no falar da cidade do Rio de Janeiro, que passou a ser a capital do país. Acompanhando a família real, chegam ao Rio de Janeiro cerca de 15 mil portugueses. Com essa relusitanização expande-se e influencia outras partes do Brasil. Em 1822 o Brasil torna-se independente. Com isso o tráfico negreiro diminui e muitos imigrantes europeus, como alemães e italianos, chegam ao país. Em números absolutos os italianos formaram a maior corrente imigratória no país. Deste modo, as especificidades linguísticas dos imigrantes italianos interferiram nas transformações da língua portuguesa no Brasil. Assim, palavras foram agregadas de outros idiomas europeus. Na segunda metade do século XIX ocorre uma tentativa, dos autores romantistas, de criar uma personalidade literal brasileira. Entretanto, o movimento que consagrou rapidamente a norma brasileira foi o Modernismo brasileiro. Esse foi um movimento de nacionalização que rompeu com o Parnasianismo e com a imitação do padrão tradicional do português, privilegiando as peculiaridades do falar brasileiro. O Modernismo brasileiro nasceu no dia 11 de fevereiro de 1922, com a Semana de arte moderna de 1922. Representou uma verdadeira renovação da linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora e na ruptura com o passado. O evento marcou época ao apresentar novas ideias e conceitos artísticos. Há várias ideias acerca de quando começaram a divergir o português do Brasil e o de Portugal. O professor titular da USP Ataliba Teixeira de Castilho disse numa entrevista ao jornal da UNICAMP:[5] "Há várias posições sobre isso. Uns dizem que a partir do Século XIX começou a ser construída uma gramática do português brasileiro, quer dizer, uma nova língua, distinta do português europeu. Mas se analisar o português medieval, como fez a minha mulher Célia Maria Moraes de Castilho em sua tese de doutorado, descobre-se que aquilo que se explicava como um abrasileiramento do português, na verdade, já se encontrava lá, sobretudo nos documentos do Século XV. Ou seja, esse português veio para o Brasil e foi preservado. Nós estamos fazendo mudanças gramaticais a partir dessa base. Já Portugal, a partir do Século XVIII, imprimiu um novo rumo à língua, por isso é que muito do que aqui sobreviveu, não existe mais lá. Eles é que estão diferentes, não nós."[6] É preciso, também, não esquecer que em Portugal existe uma grande variedade de dialetos para além do de Lisboa, alguns mais próximos dos brasileiros. pt-BR

Os missionários jesuítas denominaram de tapuias os aborígenes não-tupis. Tijuca. Jandaia e Iara. abacaxi e araíba. [editar] Africanismos . crenças e fenômenos da natureza: urupema. não são utilizadas por um ou por outro. nomes de utensílios. já que não alteram a constituição morfológica e fonética da palavra a que se ligam. no entanto.pt-BR é um código de língua para o português brasileiro. Léxico Ver também: Lista de diferenças lexicais entre versões da língua portuguesa Ainda que o léxico brasileiro seja o mesmo que o do português europeu. moqueca. segundo alguns autores. Ceará. mandiguaçu (peixe grande). como acontece com alguns sufixos que. tipóia. existe uma série de peculiaridades que podem gerar confusão e desentendimentos entre os falantes das duas variantes. abatimirim (arroz miúdo) ou mesa-mirim (mesa pequena). funcionam mais como adjetivos do que como sufixos. enfermidades: catapora. -guaçu (grande) e -mirim (pequeno) nas palavras arapaçu (pássaro de bico grande). nomes ou sobrenomes de pessoas: Araci. apesar de estarem dicionarizadas em ambos os países (Brasil e Portugal). gerando a mesma estranheza quando ouvidas ou lidas por um falante da outra variante. jacarandá. Há ainda as palavras que. Amerindinismos Existem influências de outras línguas ameríndias não-tupis que se falavam no país à data da chegada dos portugueses e com as quais houve contato. Pará). Tupinismos São os chamados "brasileirismos" que derivam diretamente da língua tupi ou que por ela foram influenciados. brancarana (mulata clara) ou paroara (natural do Pará) e marajoara (natural da Ilha do Marajó. Taquara. substantivos peculiares da fauna e flora: como cupim. guri e xará. Outros exemplos são: • • • • • topônimos: Ipanema. como -rana (parecido com) e -oara (valor gentílico) nas palavras bibirana (planta da família das anonáceas). Existem. definido por normas ISO (ver ISO 639-1 e ISO 3166-1 alpha-2) e normas Internet (ver "IETF language tag"). Pará e Curicica. mingau. São exemplos destes sufixos o -açu (grande). babaçu (palmeira grande). mandioca. iracema. verdadeiros sufixos.

de goal.[7] [editar] Neologismos Há palavras novas (neologismos. xampu (pt champô. que designam novos objetos. mormente da família banto. parva calcinha Portugal saca-rolhas abre-latas hospedeira água-viva alforreca ou medusa água sanitária. lixívia SIDA (Síndrome de Imuno-Deficiência Adquirida) alho-porro amaragem aguarela ficheiro aterragem casa de banho.O tráfico de escravos. bonde por oposição a eléctrico ou aeromoça por oposição a hospedeira de bordo. Outras exemplos são gol (pt golo. etc) que têm uma formação distinta da que se verificou em Portugal. invenções. desjejum cuecas femininas . esporte (pt desporto. trem por oposição a comboio. especialmente da África para os engenhos brasileiros. desjejum. w. lavabo.c. técnicas. toalete. quarto-de-banho. inglês). comissária de bordo água-viva ou medusa água sanitária AIDS alho-poró amerissagem aquarela arquivo (de computador) aterrissagem banheiro. toilettes. A tabela abaixo ilustra outras diferenças lexicais: Brasil abridor de garrafas ou saca-rolhas abridor de latas aeromoça. mais rico de vocabulário e de expressão no resto do país. sanitário bonde brócolis café da manhã. eléctrico brócolos pequeno almoço. trouxe consigo. )). inglês. lavabos. São exemplos ônibus por oposição a autocarro. de shampoo. sanitários. do inglês sport). toda uma série de termos que em breve veio a determinar a criação de duas línguas africanas gerais: o nagô ou ioruba — especialmente na Bahia — e o quimbundo.

van. auriculares. relva grampeador Irã camião camioneta canadiano cancro dióspiro boleia carro descapotável carta de condução bilhete de identidade/BI/ cartão do cidadão porta-chaves ou chaveiro pestana betão autoclismo realizador dobragem fita gomada.caminhão ou camião (linguagem oral) caminhonete. carta carteira de identidade ou Registro Geral/RG chaveiro cílio. freio golo relva agrafador Irão . ferrovia favela fila de pessoas fones de ouvido freio. carteira de motorista. breque gol grama. pestana. bandeide (band-aid) estação de trem estrada de ferro. penso-rápido gare. fita adesiva pontapé de canto penso. fita-cola. fones travão. celha concreto descarga diretor (de cinema) dublagem durex. ferrovia bairro de lata fila ou bicha auscultadores. estação caminho de ferro. perua canadense câncer caqui carona carro conversível carta/carteira de habilitação. fita adesiva escanteio esparadrapo.

calção de banho soutien. rugby salva-vidas ou nadador-salvador atendedor de chamadas calções de banho. astronave pebolim (ou totó) perua. soutien-gorge tcheco. composição ferroviária Islão esferovite israelita fixe fato-de-banho biberão metro. espaçonave. rugby salva-vidas ou guarda-vidas secretária eletrônica sunga ou calção de banho sutiã. aparelho de telefonia celular terno time. sutiã checo ecrã telemóvel fato equipa. polaco privada sanitária. veículo espacial recuperável matraquilhos carrinha polaco retrete ou sanita râguebi. checo tela telefone celular (ou simplesmente celular). equipe tiro de meta torcida trem. metropolitano Moscovo barbatanas autocarro vaivém. vaso sanitário ou privada rúgbi. nave espacial.Islã isopor israelense. equipe pontapé de baliza claque comboio . soutien. pé-de-pato ônibus ônibus espacial. van polonês. israelita legal maiô mamadeira metrô Moscou nadadeiras.

não arredondada. avô. oclusiva. posterior. p Oral. antes. bilabial. frontal. esses dialetos compartilham as mesmas peculiaridades básicas do ponto de vista fonético. u Fechada. métrica. peça. ô Semi-fechada. surda Telha. entretanto. não arredondada item. oral. dentro de cada padrão. arredondada. arredondada rolha. ũ Fechada. frontal. dezenove consoantes e duas semivogais. ramo. não arredondada. velar. nunca. ânsia. têm. central. sendo treze vogais. nasal. oclusiva. central. cônsul. ontem. útero. sonora. linguodental. sonora Barco. não arredondada medo. oral. lanho. â Semi-aberta. maçã. õ Semi-fechada. oral. frontal. bilabial Marca. i Fechada. ova. tinta. nasal. arte. arredondada ótima. concêntrico. pêssego. oral. muito. n Nasal. . símbolo. êmbolo. central. centro. Existem vários dialetos dentro do português brasileiro e o europeu. oclusiva. bilabial. ombro. síncrono. uma mesma palavra tem notação fonética diferente no Brasil da dos outros países lusófonos. ẽ Semi-fechada. diferentes dos usados no português europeu. nasal. átomo. ĩ Fechada frontal. arredondada uva. linguodental. não arredondada. não arredondada. oclusiva. nasal.** Vogais ó semi-aberta. arredondada. plúmbeo. ñ Nasal. posterior. g Oral. posterior. Fonema * Características fonéticas Exemplos ** á Aberta. ã Semi-aberta. t Oral. sonora Data. alveolar Nervo. pano. muitas vezes. sonora. cômputo. oral. nasal. algum. Consoantes m Nasal.Vietnã Fonologia Vietname Os fonemas usados no português do Brasil são. posterior. não arredondada. renúncia. b Oral. palatal Arranhado. oclusiva. surda Pato. ê Semi-aberta. simples. também. sonora. é Semi-aberta. oral. O português brasileiro utiliza 34 fonemas. oral. frontal. ou seja. sonora Gato. d Oral. não arredondada sempre. âmbito. silvícola. posterior. oral. amplo.

perpetuando "mais uma vez a pronúncia de Portugal antes das grandes mutações fonéticas do século XVIII".[10] Por outro lado. dados históricos provam que a grande maioria dos imigrantes portugueses que se instalaram no Brasil durante não só o período colonial mas também no período pós-colonial eram oriundos das regiões Norte/Nordeste do país. Farelo. fricativa. velar. alveolar Oral. [8] No entanto. rato. vibrante. mãe. versus a pronúncia [ɐj]. cebola. sonora. palatal. auxílio. em palavras como "espelho" ou "vejo". exalar. *** automático. chuva. sonora Oral. alveolar Oral. uivo. certas inovações fonéticas ocorridas no português europeu no século XIX foram ignoradas no Brasil: manteve-se a pronúncia [ej] em ditongos como do "ei" em "primeiro". palatal. labiodental. Oral. surda Oral. sonora. Vento.[9] Alguns aspectos conservadores e inovadores da fonética brasileira: Aspectos conservadores Na maior parte do Brasil. velar. açúcar. em vez de [ʃ] e [ʒ] como em Portugal. Variação. sonora. uvular Oral. asceta. fricativa. Luz. xarope. Cavalheiro. gelo. pão.[11] . quanto. As vogais átonas permaneceram abertas. fricativa. **** Comparação ao português europeu Alguns autores sugerem que o português do Brasil seguiu as características do português europeu do Centro-Sul. casa. área. falam. a pronúncia do "e" tônico como [e]. oclusiva. pós-alveolar. sonora Oral. zero. carroça. surda Oral. Seta. o que sugere que o português do Brasil poderá ter uma grande influência dos dialetos setentrionais de Portugal. móvel. também. surda Oral. sonora Carro.k v f z s j x R r ʎ l y Semivogais w Oral. excesso. fricativa. sonora Oral. vibrante. vivem. alveolar. sonora Oral. pós-alveolar. versus [ɐ]. labiodental. têm. jarro. lateral aproximante. os -s e -z em final de palavra ou diante de consoante surda são realizados como [s] (como em "atrás" ou "uma vez") ou como [z] diante de consoante sonora ("desde"). fricativa. frequente. sonora. alveolar. lateral aproximante. fricativa. surda Oral. espesso.

aragonês.[13] porquanto tais fenômenos são encontrados em outras línguas neolatinas: • • • • • • ensurdecimento e queda do r final: ocorre também em francês. *fulô por flor ou *quelaro por claro): aparece na evolução do latim nas diversas línguas românicas. pronunciado /a/ no Brasil e /ɐ/ em Portugal). provençal. no Norte de Portugal. italiano centro-meridional. queda ou vocalização do l final (e. contestam a tese de que esse tipo de influência tenha sido determinante. em espanhol. terminação verbal átona desnasalizada (e. em Portugal.. etc. "António"). g. são pronunciadas com tanta nasalização quanto as vogais fonemicamente nasalizadas. preferindo interpretar tais mudanças fonéticas como "desenvolvimento ou a realização de tendências latentes. Isso pode afetar a escrita das palavras. que em algumas regiões é pronunciado [ɐ̃ni ˈmaw]. *andano em vez de andando): efetuou-se no catalão antigo. assinalam-se os seguintes: Desaparição da oposição entre timbre aberto e fechado nas vogais tônicas a. O mesmo fenômeno ocorre nas vogais das sílabas pretônicas (ex: o primeiro "a" de cadeira. *finaw em vez de final): possível de ouvir também em algumas zonas do Alto Minho. e da Madeira. e e o seguidas de consoante nasal (ex: "vênia" vs. como o do Baixo Minho. como em "animal". porém. *muier por mulher ou *trabaio por trabalho): no francês. Nota: o asterisco (*) marca as palavras ortograficamente incorretas Nasalização A nasalização é muito mais presente no português brasileiro que no europeu. g. Vocalização do "l" velar. no PB. g. Isso é especialmente perceptível em vogais antes de /n/ ou /m/ seguidos de vogal. Pelo mesmo motivo. Alguns autores. embrionárias ou incipientes na língua-tronco". sendo a explicação . ora pelos africanistas como influência das línguas dos escravos. no galego. redução de nd a n nos gerúndios (e. g. "Antônio" vs. g.[12] Os fenômenos fonológicos do PB que não ocorreram no PE ora são apresentados pelos tupinólogos como provas da influência tupi. catalão. ieísmo (e.Aspectos inovadores Entre outros. *amaro por amaram): ocorre o mesmo em alguns falares do Norte de Portugal. em dialetos crioulos portugueses. "vénia". vogais abertas (que não ocorrem em nasalização no português em geral) não ocorrem antes de /n/ ou /m/ no PB. andaluz. em Portugal Insular. alguns casos de epêntese (e. enquanto no PE quase não têm nasalização. mas ocorrem no PE.

a pronúncia é sempre [ɲ]. Em contraste. Alguns dialetos do PB seguem esse padrão também nas vogais anteriores à sílaba tônica. No PE. a nasalização de vogais tônicas antes de consoante nasal não ocorre. No Norte-Nordeste. enquanto no Sul a pronúncia é [baˈnɐ̃n ɐ]. A principal diferença entre os dialetos internos do Brasil é a presença frequente ou não de vogais abertas em sílabas átonas. elide (não pronuncia) algumas vogais átonas ou as reduz a uma vogal [ɨ] (um som que não existe no português do Brasil). isso quando não são reduzidos a [i] e [u]. Por exemplo. ainda não muito estudadas. Um exemplo famoso é a pronúncia de banana. que se fala [heboˈla] no Sudeste e [hɛbɔˈla] no Nordeste. são nasalizadas quase sempre. o A como [ɐ] e o E como [i]. não nasal. mesmo que pequena. o PB geralmente pronuncia o O como [u]. mesmo quando estão as reduzindo. Um fenômeno relacionado ao já descrito é uma divergência de pronúncia da consoante representada por nh. mas sua intensidade e frequência são variáveis entre a variante europeia e a brasileira. os dialetos do Sul-Sudeste sempre pronunciam E e O átonos como [e] e [o]. Dessa forma. De forma geral. o que faz com que essa pronúncia não nasal seja ouvida em boa parte da programação nacional de televisão e rádio. Em geral. que determinam a pronúncia aberta de E e O em posição átona em muitas palavras. nos sotaques do Norte e Nordeste há muitas regras complexas. ̃ Palatalização de /di/ e /ti/ . enquanto os brasileiros pronunciam os dois tempos verbais como [faˈlɐ̃mus] . [15] Exemplo: manhãzinha [mɐ̃j̃ ɐ̃zĩj̃ ɐ]. a palavra setembro é [seˈtẽbɾu]/[sɛˈtẽbɾʊ] no Brasil mas [s(ɨ)ˈtẽbɾu] em Portugal. ao invés do /õ/ nasal ouvido em grande parte do Brasil. São Paulo. talvez pela influência da forte imigração italiana. [16] Nas sílabas seguintes à tônica. Redução de vogais A redução de vogais é uma característica fonética notável da língua portuguesa. No Nordeste se fala [bɐˈnɐ̃n ɐ]. é realizada como a semivogal nasalizada [j̃]. Um outro caso é a distinção que o PE faz entre falamos [fɐˈlɐmuʃ] e falámos [fɐˈlamuʃ]. os brasileiros pronunciam as vogais de forma mais aberta que os portugueses. onde.para a maior parte das duplas grafias permitidas pelo Acordo Ortográfico. mas. o PE pronuncia o A átono principalmente como [ɐ]. Exemplo: “rebolar”. enquanto no Sul-Sudeste podem permanecer não nasalizadas se forem átonas. [14]Isso é tornado especialmente relevante pela condição de São Paulo como grande centro da mídia brasileira. Nesse caso a pronúncia pode variar de palavra para palavra ou até de falante para falante. Em contraste. Uma exceção importante é a maior cidade do país. a palavra homens é pronunciada em São Paulo com um /o/ oral. entre os dialetos é a frequência de nasalização das vogais antes de M e N. como harmónico [ɐɾˈmɔniku] e harmônico [aɦˈmõniku]. Uma outra diferença perceptível. em boa parte do Brasil. sede das principais emissoras de televisão (à exceção da Rede Globo).

o som /l/ em fim de sílaba é pronunciado como [u] em quase todos os dialetos do país. As regiões que ainda preservam o [ti] não palatalizado se localizam principalmente no Nordeste e no Sul do país. em certos contextos.Uma das tendências mais notáveis do PB modern é a palatalização de/d/ e /t/[17] na maioria das regiões. por exemplo. cócega > cosca). mas atualmente é a norma em muitos outros estados e grandes cidades.[18] Esse fenômeno acontece predominantemente em posição pretônica e com os encontros consonantais ks. como um xevá. e o som da letra R em fim de sílaba (qualquer que seja). Dialetos do português brasileiro A fala popular brasileira apresenta uma relativa unidade. Recentemente. bj. onde é comum para a maioria dos falantes abaixo de 40 anos. causando a redução da palavra e a criação de encontros consonantais: prática > prát'ca. como Belo Horizonte e Salvador. dv. dj.[20] Paralelamente. Esses fenômenos. A comparação das variedades dialetais do português brasileiro com as do português europeu leva à . Esse fenômeno pode ocorrer ainda mais intensamente em vogais átonas pós-tônicas (exceto as finais). matar e correr são normalmente pronunciados como [maˈta] e [koˈhe]. Exemplo: "opção" : [ɔpˈsɐʊ̃] > [ɔpiˈsɐʊ̃] ). Epêntese em encontros consonantais O PB tende a desfazer encontros consonantais em que a primeira consoante não seja /r/. tm e dm. abóbora > abobra. máquina > maq'na. por conta da influência maior do português europeu (no Nordeste) e do italiano e do espanhol (no caso do Sul). que também pode ser caracterizada. Isto também é visto no PE. Essa pronúncia deve ter começado no Rio de Janeiro e ainda é frequentemente associada a essa cidade. mn. encontros consonantais que não são comuns em português. de reduzir a vogal átona [i] em uma vogal muito fraca. maior ainda do que a da portuguesa[carece de fontes?]. foi difundida para algumas regiões do estado de São Paulo (talvez pela imigração). mas com menos frequência. apesar das dimensões continentais do Brasil. [r] (o som do dígrafo RR) é enfraquecido a [χ] ou [h]. quando está no fim de verbos. mas [pɾɨziˈdẽt(ɨ)] em Portugal. kt. ou /s/ por meio da inserção da vogal epentética /i/. respectivamente. fazem com que o PB tenha uma fonologia que favorece fortemente sílabas abertas. antes de /i/. costuma ser suprimido. por ser também uma característica da língua japonesa. em média. A palavra presidente. combinados com o fato de que /n/ e /m/ não ocorrem ̯ em fim de sílaba em português (sendo substituídos pela nasalização da vogal anterior). esses sons são pronunciados como [dʒ] e [tʃ] (ou [dᶾ] e [tᶴ]). Sempre foi a norma na comunidade japonesa do Brasil. ps. No ̃ ̃ entanto. algumas regiões brasileiras (como Minas Gerais e partes do Nordeste) apresentam uma tendência oposta. se fala [pɾeziˈdẽtᶴi] nas regiões brasileiras em que esse fenômeno ocorre. /l/. Assim. bt.[19] Supressão do R e vocalização do L Na maioria das regiões do Brasil. o que faz com que partes ou destratar sejam frequentemente realizados como [pahts] e [dʃtɾaˈta]. ft. isto é.

das entradas e dos tropeiros. escravos. O português paulista do século XVI precisa ser estudado. E não eram portugueses quaisquer. Eram portugueses da Corte. Em entrevista ao jornal da UNICAMP. estabelecidos e reconhecidos por linguistas tais como Amadeu Amaral. sul de Minas Gerais e Triângulo Mineiro 2. quando bandeirantes paulistas.parte do interior do estado de São Paulo e de Goiás. Baiano . Cearense . quando a população do Rio era de 14 mil habitantes e D. Gaúcho . no estado do Rio de Janeiro. Tudo isso integrava a Capitania de São Paulo. Há pouca precisão na divisão dialetal brasileira. porque ele foi levado para quase todo o país. há poucos estudos a respeito da maioria dos demais dialetos. Isso mudou em 1808. como os portugueses de então. Os principais dialetos do português brasileiro são: Dialetos do Brasil. parte do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. para o Mato Grosso. como o dialeto caipira. já que quase todos os traços regionais ou do português padrão europeu que não aparecem na língua culta brasileira são encontrados em algum dialeto do Brasil. verá que os paulistas tomaram várias direções. índios e europeus criaram um jeito de pronunciar que se espalhou pelo país através do comércio e outras formas. João VI chegou com sua Corte. eles levaram o português paulista até Macaé.conclusão de que aquelas representam em conjunto um sincretismo destas. Caipira . Contudo. cerca de 16 mil portugueses.cidade do Rio de Janeiro 5. Mineiro . para os estados do sul. Alguns dialetos.Ceará 3. parte do norte do Paraná.[5] o linguista Ataliba de Castilho diz que o padrão do português paulista espalhou-se pelo Brasil. E os cariocas começaram a chiar.Minas Gerais (a cidade de Belo Horizonte possui um jeito de falar próprio) . Seu prestígio fez com que imediatamente a língua local fosse alterada.região da Bahia 4. A primeira célula do português brasileiro surgiu em Minas Gerais com a exploração de pedras preciosas. "Se você olhar mapas que retratem os movimentos das bandeiras. com exceção do Nordeste e do Norte". Carioca . Na direção do Vale do Paraíba.Rio Grande do Sul (a cidade de Porto Alegre possui um jeito de falar próprio) 6. Era paulista a língua que se falava no Rio de Janeiro. para Minas e Goiás. já foram estudados. 1. e atualmente aceita-se a classificação proposta pelo filólogo Antenor Nascentes.

exclusivo da região metropolitana de Belém assim como o fluminense tem origens portuguesas. Nortista .. Paulínia e Hortolândia. apenas Goiás permaneceu com esse dialeto.estados da bacia do Amazonas. 11. Fluminense (ouvir) . "Manezinho da Ilha" . há ainda um pequeno dialeto no litoral catarinense. 12. o sotaque paraense tem o "chiado forte" quando pronunciado em palavras que tenham letra "s" no começo ou final de frases.Estados do Paraná e Santa Catarina (a cidade de Curitiba tem um falar próprio[21]. "Paraense" . exemplificando algumas cidades como Campinas e algumas da RMC. o norte catarinense e o vale do itajaí falam um dialeto com influências alemãs e o sul catarinense (mais precisamente em Criciúma) possui um falar bem parecido com o Italiano chegando a ser quase incompreensível[carece de fontes?] em algumas regiões.Paraná. 8.semelhante ao nordestino. Pernambuco e Piauí possuem diferenças linguísticas entre a capital e o interior).Estados do nordeste brasileiro (alguns estados como Ceará. • Obs: Algumas cidades do interior do estado de São Paulo tem um modo próprio de falar.Estados de Goiás. também é falado em algumas cidades de Santa Catarina e São Paulo que fazem divisa com o Paraná. graças as várias ondas de migração.Cidade de Florianópolis (próximo ao açoriano) 13. Ver artigo principal: Ortografia da língua portuguesa [editar] Ortografia . um modo diferente de se falar. o oeste e serra catarinense sofre influência do gaúcho. Sulista . O estado de Tocantins tem um falar próprio. Nordestino (ouvir) . mais falado na região da cidade de São Paulo. 15. apesar de o dialeto ter evoluído por causa da imigração forte em Mato Grosso. Mato Grosso e algumas regiões do Paraná. diferentemente do Caipira que é bem intenso no município de Piracicaba. próximo ao açoriano).cidade de São Paulo 10. como Americana. 14.Cidade de Brasília a cidade desenvolveu uma maneira própria de falar. e do Paulistano. "Brasiliense" .Estado do Rio de Janeiro (a cidade do Rio de Janeiro tem um falar próprio) 16. Paranaense . 9. Paulistano . Sertanejo .7.

reservando-o para palavras derivadas de nomes estrangeiros. mas pronunciada no português brasileiro (por exemplo. A ortografia do português europeu já não utilizava o trema. [editar] O trema Até a entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990. Português europeu acção baptismo contacto direcção eléctrico óptimo Português brasileiro Ação batismo contato direção elétrico Ótimo Com a implementação do Acordo Ortográfico de 1990. o trema era usado no português brasileiro para assinalar que a letra u nas combinações que. tranqüilo deixam de ter trema. já aprovado pela Assembleia da República portuguesa e assinado pelo Presidente da República. mülleriano e Bündchen são exemplos. No entanto. normalmente muda. gue e gui. que em Portugal são grafadas acção e actual. a maioria das consoantes mudas serão também eliminadas da ortografia oficial do português europeu. Acordo Ortográfico de 1990 Formulário Ortográfico de 1943 linguiça lingüiça . geralmente quando a consoante é muda no português europeu. a não ser em nomes próprios e derivados. mas ditas como no PB. em janeiro de 2009. as palavras ação e atual. como mülleriano (do antropônimo Müller). qui. A maior parte das diferenças diz respeito às consoantes "mudas". Palavras como lingüiça. como a nova do Acordo Ortográfico de 1990 são oficialmente aceitas como válidas. em recepção). Por exemplo. seqüestro. Com a entrada em vigor no novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa a partir de 1º de janeiro de 2009 o trema deixou de ser usado. ou vice-versa (por exemplo. Até 2012 vigora no Brasil um período de adaptação. em facto). deve ser pronunciada. o acento continua a ser usado em palavras estrangeiras e seus derivados: Müller.Desde 1945. existem duas normas ortográficas para o português: uma em vigor no Brasil e outra nos restantes países lusófonos. durante o qual tanto a antiga ortografia da Formulário Ortográfico de 1943. restando apenas um número pequeno de palavras que admitirão ortografia dupla. que foram eliminadas da escrita no Brasil. Exemplos: sangüíneo (pronuncia-se /sãˈgwinju/) e conseqüência (pronuncia-se /kõseˈkwẽsja/).

sequência frequência quinquênio pinguim bilíngue trilíngue quinquelíngue sequestro [editar] Acentuação Gráfica seqüência freqüência qüinqüênio pingüim bilíngüe trilíngüe qüinqüelíngüe seqüestro Devido à diferença de pronúncia entre o português falado no Brasil e o falado em Portugal. Nem todas. são marcadas pelo acento gráfico. porém. as proparoxítonas que no Brasil recebem acento circunflexo. a pronúncia de fato é fémea e estómago. Observe: Português europeu cómodo fenómeno tónico génio Português brasileiro cômodo fenômeno Tônico Gênio Note-se que existem exceções a esta regra. todas as palavras possuem uma sílaba tônica: a que recebe a maior inflexão de voz. As sílabas são subdivididas em tônicas. [editar] Sílaba tônica A sílaba tônica é a mais forte da palavra. (Em algumas variantes de português europeu. com palavras a proparoxítonas a receberem acento circunflexo em ambas as normas: fêmea. [editar] Acento Fonético De acordo com as teorias tradicionais. por terem a vogal tônica fechada.) Na Língua Portuguesa. o acento no português é abordado nos seguintes aspectos. subtônicas e átonas. particularmente no Norte de Portugal. Só existe uma sílaba tônica em cada palavra. apesar da grafia. . em Portugal recebem acento agudo. etc. por terem a vogal tônica aberta. estômago.

e a subtônica. Troqueu moraico . De acordo com a Teoria do Acento. A palavra é. A sílaba tônica sempre se encontra em uma destas três sílabas: na última (a palavra é oxítona). na. A mora é uma unidade de duração da sílaba. pois era a tônica da primitiva (táxi). temos a noção de acento primário (fu) e acento secundário (pa). oxítona. [editar] Sílabas átonas Todas as outras sílabas são denominadas de átonas. Guaranazinho . as palavras são divididas em pés. em vez da ideia de sílabas tônicas e subtônicas. sílabas leves).A sílaba tônica é a penúltima (tá).ra)(fu. O troqueu moraico é sensível ao peso (sílabas com mais de uma mora são chamadas sílabas pesadas e aquelas que têm apenas uma mora.Todo iambo é sensível ao peso. Cada pé possui seu cabeça. ta. pro. recai sobre o elemento da direita.A sílaba tônica é a última (ná).A sílaba tônica é zi. com o cabeça à esquerda. na penúltima (paroxítona) ou na antepenúltima (proparoxítona). Iambo . e a subtônica. A própolis . no caso. Entretanto.É um pé de duas sílabas.A sílaba tônica é a antepenúltima (pró). uma sílaba curta como pé possui uma mora. Taxímetro . Propolina . em inglês) possui duas moras. portanto. A palavra é.O guaraná . portanto. o cabeça do segundo pé possui maior intensidade que o do primeiro. Por exemplo. a palavra parafuso se divide em dois pés: (pa. com o cabeça à esquerda. que são as que provêm de outra palavra. na palavra . A proeminência. por exemplo. Feet é um exemplo de troqueu moraico. nos quais há um elemento preponderante.so). é a subtônica. O troqueu silábico é sensível à intensidade. como seguem: Troqueu silábico . Assim. Um outro aspecto considerado são os tipos de pés. a silaba tônica da palavra primitiva se transforma em subtônica da derivada. O táxi . pois era a tônica da primitiva (guaraná). sendo o pico de intensidade da palavra. pois era a tônica da primitiva (própolis). diferente do troqueu. o cabeça do primeiro pé é PA e o do segundo. [editar] Teoria Moderna do Acento Já as teorias modernas têm uma visão mais abrangente no que tange à questão do acento. portanto. enquanto uma sílaba longa como "feet" (pés. FU. Coincide com a tônica da palavra primitiva.ra)(fu.so). A palavra é.É um pé de duas moras. como. É o caso da língua portuguesa e bem representado em (pa. É composto ou por duas sílabas leves ou uma sílaba leve e uma pesada. Exemplo de língua iâmbica é o francês. proparoxítona. [editar] Sílaba subtônica A sílaba subtônica só existe em palavras derivadas.A sílaba tônica é xí. paroxítona. que recebe o nome de cabeça. ou seja. Por exemplo.A sílaba tônica é li.

temos. o primeiro "não" desse par.na)(lo. é pronunciado como [nũ]. Veja como referenciar e citar as fontes. Isso revela uma tendência no português brasileiro de responder não a uma pergunta literal. inserindoas no corpo do texto por meio de notas de rodapé. mas ao que o interlocutor quis saber pela pergunta. É comum no Brasil fazer uma negação dupla com "não" no início e no fim da frase. Por isso é comum responder a perguntas do tipo dizendo-se simplesmente "É". este último o mais proeminente da palavra.gie). acadêmico — Scirus. Se separarmos os pés troqueus. a sílaba proeminente em (ra.guaranazinho.nho). livros. o acento secundário nunca é vizinho do acento primário. não". [editar] Afirmação e negação O português falado informal raramente usa o advérbio "sim"[22]. como acento primário.na) será RA e em (zi. com função de ênfase.analogie. Pela estrutura acentual do português. Em algumas regiões. o que resulta numa ordem de palavras para negação inversa à prevalente em Portugal. Por favor. Um deles está citado anteriormente sobre a sílaba subtônica. [editar] Gramática Esta página ou se(c)ção não cita nenhuma fonte ou referência. Ou seja. átono. É também comum que se omita o primeiro "não". Esta teoria contraria a teoria tradicional em alguns aspectos. Retomando o exemplo de guaraná . Já a teoria do acento afirma que não pode haver choque de acentos. a sílaba RA e. É comum se incluir a forma verbal "não é" (ou sua contração "né") no fim de perguntas. No lugar dele. é preferido o verbo em questão. Encontre fontes: Google — notícias. Exemplo: "Vou não". como acento secundário da palavra guaranazinho. [editar] Dícticos . na teoria tradicional tem "na" como sílaba subtônica e "zi" como tônica. teremos dois pés bem formados e um pé degenerado (pé que não segue a formação esperada): (gua)(ra. Assim. como em "Não é. Isto foi constatado também em estudos da fonética acústica. que pode ser dividida nos pés (a. o que compromete sua credibilidade (desde Dezembro de 2008). como é o caso do português.nho). ZI. a sílaba ZI. sendo os elementos proeminentes NA e GIE. Exemplo: — Cê foi na prefeitura? — Fui. melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes.na)(zi. que.

há uma preferência maior pela ausência do artigo. em lugar de "Ande". Na forma falada. Quanto menor é o número de flexões que o verbo faz em relação aos pronomes. o que reduz o número de flexões do verbo em relação aos pronomes. correspondentes ao grau de proximidade do falante (isto/isso/aquilo. em situações formais. as formas de terceira pessoa seja e esteja podem ser usadas em substituição. É interessante notar que. Os pronomes você e vocês requerem formas verbais de terceira pessoa.[23] Talvez para desfazer a ambiguidade gerada por essa fusão. superiores hierárquicos ou autoridades (nesses casos é empregada a forma de tratamento o senhor ou a senhora). Apesar de dominante mesmo entre falantes escolarizados. é dito que no Brasil. os imperativos de segunda pessoa sê e está nunca são usados pelos brasileiros. Para desfazer a ambiguidade. O você em Portugal é uma forma de tratamento semiformal. fundiram-se na segunda forma. é facultativo o uso de artigo definido antes de pronome possessivo: o meu filho e meu filho são ambos corretos. em comparação a Portugal. Além disso. o uso do "você" torna ambíguo o pronome "seu". o alemão e o inglês. o modo imperativo do verbo concorda com o pronome tu ("Anda". substituindo este/esse).[24] [editar] Você e tu Em algumas regiões do Brasil. o pronome de tratamento você ganhou estatuto de pronome pessoal.No português europeu. e nessas áreas houve uma quase extinção do uso do tu e do vós. excetuando-se pessoas mais velhas ou. mesmo nas regiões que usam o pronome reto você. já no Brasil é a forma mais comum de se dirigir a qualquer pessoa. mas "Não anda" em vez de "Não andes"). frequentemente em combinação com formas pronominais e verbais de terceira pessoa. o seu correspondente pronome oblíquo te ainda é amplamente utilizado no português brasileiro. No entanto. é comum que o pronome demonstrativo venha acompanhado de um advérbio que indique a proximidade (esse aqui/esse aí. [editar] Artigo definido antes do possessivo Em todas as variantes do português. os pares "isto" e "isso" e "este" e "esse" são com frequência usados indiferentemente. este/esse/aquele). Na linguagem informal. No português brasileiro. • . para se ter maior precisão. o uso de te com você é condenado pelas gramáticas normativas usadas nas escolas brasileiras e é evitado na linguagem formal escrita. no caso dos verbos ser e estar. os pronomes demonstrativos têm três formas. Isso torna o português brasileiro mais parecido com as línguas de pronome pessoal obrigatório como o francês. que pode se referir tanto à terceira pessoa como à segunda. o pronome "seu" é usado unicamente para a segunda pessoa. mais necessário se faz o preenchimento do sujeito pronominal. Na língua falada informal. intensificou-se o uso da contração "dele". • Apesar do pouco uso do pronome reto tu no português falado na maior parte do Brasil.

Brasil: informal em algumas regiões. o uso do tu na forma culta (conjugado na 2ª pessoa do singular) é até bem mais usado que o você. Eu falo sin. O tu é amplamente utilizado nas regiões Norte . aparece também nas formas cê e ocê. muitas vezes conjuga-se o pronome pessoal tu com o que aparentemente seria a mesma forma utilizada na 3ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do subjuntivo para referir-se ao pretérito perfeito do indicativo.• O pronome possessivo teu também é ocasionalmente usado no português brasileiro para referir-se à segunda pessoa. Sul (exceto o Paraná) e no Rio de Janeiro. Em alguns lugares da região Sul. isto é a contração da forma da segunda pessoa do pretérito perfeito do indicativo: fizeste → fizes'e. Tu falas sin. usando-se os pronomes pessoais oblíquos de forma mais consistente (p. Em algumas regiões do Sul (sul. Ele/Ela Você O senhor/A senhora fala Portugal: informal Você no Brasil: informal e semiformal (por exemplo. 3. em que o "t" desaparece mas não se altera o som precedente de /s/.ª serviço religioso e arcaísmo histórico pess. embora seja muito menos comum do que o oblíquo te. tu foi. "tu comesse no bar ontem?". excetuando-se as formas em que a sílaba tônica é a última. para ti. nas outras. mas conjugado frequentemente na 3ª pessoa do singular: Tu fala. Uso dos pronomes pessoais e formas de tratamento 1.ex. A combinação você/te/teu no português brasileiro falado assemelhase em natureza à combinação vocês/vos/vosso encontrada frequentemente no português europeu coloquial. Norte e em praticamente todo o Nordeste (excluindo a Bahia). Em parte da Região Sul (especialmente em Santa Catarina) e do Nordeste. Ex: "Tu fizesse isso?". com o mesmo significado que teria para você). restrito a 2. sudoeste e oeste do Paraná. como tu 'tás. Na verdade.ª pess. tu é. Rio Grande do Sul e Santa Catarina) e do Norte (Pará). mesmo em situações semiformais Você em Portugal e algumas regiões brasileiras: semiformal • • • . comeste → comes'e. no trato com um desconhecido). Nordeste (excluindo a Bahia e Sergipe). o tratamento por tu é mais comum.ª pess. sin.

sendo usado em situações informais. "cê" jamais é objeto de verbo e não aparece em posição de foco. de maneira análoga ao pronome francês "tu". . é amplamente usada na televisão. da mesma maneira que o pronome formal "usted" em espanhol. Isso acelerou seu processo histórico de redução (a partir de vossa mercê). em todo o espaço geográfico do português Os senhores/As senhoras: sempre formal falam Quando o pronome você substituiu tu no português brasileiro. em especial. Portugal: usa-se (pouco) nos dialectos setentrionais e galegos (também se usa muito formalmente. pl. A forma cê. [editar] Cê e ocê Nós falamos O senhor/A senhora: sempre formal A gente: sempre informal Vós Eles/Elas Vocês Os senhores/As senhoras falais Brasil: usa-se somente em formalidades. o que explica por que não se encurtou da mesma maneira. dando origem às formas ocê e cê. mas são de uso corrente mesmo nos falares cultos [28]. em Portugal é usado em situações mais formais. esse pronome de tratamento foi sempre usado com menos frequência do que no Brasil. A forma cê é usada na língua falada do Brasil como pronome fraco [26]. Além disso. de maneira análoga a "toi" em francês.ª pess. 2.A gente 1.ª pess. 3.ª pess. o que também atua contra sua redução. "Ocê" é registrado em Cabo Verde [25]. mas "cê" só ocorre no português brasileiro. por exemplo). Em Portugal. pl. como no Brasil) Vocês: usado como plural tanto de "você" como de "tu". Por isso. onde "você" continuou a coexistir com "tu". serviço religioso e arcaísmo histórico. Cê e ocê são formas não padrão e não são aceitas na língua escrita. sendo notável na fala de personagens de telenovelas brasileiras. Enquanto isso. que também não tem redução equivalente (como "ted".[27] A forma ocê é associada ao falar rural e aos dialetos mineiro e caipira. as formas ocê e você exercem papel de pronomes fortes. pl. passou a ser usado com muito mais frequência do que era antes.

contudo. mudar-se. Exemplos PB Eu o convido Ele me viu Eu te amo Ele se encontra Me parece Vou o encontrar PE Convido-o Ele viu-me Amo-te Ele encontra-se Parece-me Vou encontrá-lo No PB falado. exemplo: eu lembro ao invés de eu me lembro. . o uso dos pronomes oblíquos é mais comum na fala culta quando eles se seguem a um infinitivo e são transformados respectivamente em 'lo'. 'la. 'ela'…)[30]. verbos que indicam movimento como levantar-se. a gramática normativa prescreve as mesmas regras de colocação pronominal para as duas variantes. sendo quase sempre substituídos pelos pronomes pessoais do caso reto ('ele'. com exceção de contextos litúrgicos onde o padrão bíblico. é muito mais comum dizer-se no Brasil a partida foi disputada do que a partida disputou-se ou a partida se disputou. essas regras privilegiam as tendências do PE. No entanto. Como exemplo. e a mesóclise.[editar] Uso de reflexivos e da voz passiva sintética Há no Sudeste e no Sul do Brasil uma tendência de se omitir o uso dos pronomes reflexivos em alguns verbos. Na linguagem formal escrita. 'os' e 'as' praticamente não são usados. possível nos tempos simples do futuro no PE. Há. 'a'. que privilegia essa colocação pronominal. ou eu deito ao invés de eu me deito. preferindo-se sempre o uso da próclise (pronome antes do verbo). por sua vez. sentar-se. 'los. 'las'. onde a voz passiva sintética com a partícula apassivadora -se é preferida. Em particular. o que se evidencia em suas restrições à próclise. O PE. é pouco utilizada no PB. O uso da voz passiva analítica é também muito mais comum em PB do que em outras variantes. é adotado. Entretanto. ou deitar-se são normalmente tratados como não-reflexivos na fala coloquial daquelas regiões. o uso dos oblíquos de terceira pessoa é obrigatório em qualquer caso. [editar] Pronomes oblíquos A colocação dos pronomes átonos é diferente na fala do Brasil e na de Portugal.[29] O PB é uma variante com forte tendência proclítica. A ênclise (depois do verbo) é usada apenas em formalidades. sendo uma exceção habitual as frases na negativa. os pronomes oblíquos 'o'. apresenta-se como uma variante mais enclítica. um início de revisão dessa questão por parte da Academia Brasileira de Letras.

que seria a fórmula vernácula. Azevedo [31]. Por exemplo. estou a fazer em vez de estou fazendo). Nas variantes dialetais portuguesas a norte do rio Tejo. linguista brasileiro. Essa teoria afirma que há uma forma B. No Brasil este fenômeno também existe.[editar] Gerúndio Um aspecto conservador do PB em relação ao PE é a dominância da construção estar + gerúndio. enriqueceram-se com uma ou mais acepções novas no Brasil. O uso do gerúndio permanece nas classes populares do Sul de Portugal[carece de fontes?] e das ilhas da Madeira e Açores. A forma B representa uma forma simplificada da língua (em termos gramaticais. virar também significa transformar-se em e prosa é também utilizado com o sentido de loquaz. Kato. mas não fonéticos) que poderia ter se desenvolvido do português do século XVI. Mário A. é sempre usado o gerúndio em qualquer pessoa… pessoa… região Há casos (como nos verbos continuar e acabar) O governo continua O governo continua a em que no Brasil também se pode não usar o defendendo… defender… gerúndio Português brasileiro [editar] Semântica Muitas palavras. em lugar da construção estar + a + infinitivo. adquirido através da escolarização. Mattos e Silva.Perini[32] e. (que dá ideia de ação durativa ou de movimento reiterado) tem vindo a ser substituído pelo infinitivo do verbo antecedido pela preposição a (e. [editar] Diglossia De acordo com alguns linguistas brasileiros contemporâneos (Bortoni. que se tornou dominante em Portugal. Perini. e uma forma A (português brasileiro padrão). língua materna de todos os brasileiros. com influências ameríndias e africanas. Milton M. mais recentemente. expressando mudança A vida vai moldando a A vida vai moldando a gradual). chega a comparar a profundidade . Bagno[33]). o português brasileiro seria uma língua caracterizada pela diglossia. Português europeu Observações (a norte do Tejo) Este tipo de estrutura é tão usada que pode dar a Eu estou cantando Eu estou a cantar ideia de que em Portugal não se usa gerúndio Neste caso (verbo ir. mas é mais raro e aplica-se a um número muito mais reduzido de contextos gramaticais. o gerúndio perifrástico combinado com verbos como estar e andar. conversador ou gabarola. g. e com grande impacto. enquanto a forma A seria baseada no português europeu do século XIX (e muito parecida com o português europeu padrão. com diferenças pequenas de ortografia e gramática). sem perderem o seu significado tradicional.

entretanto. especialmente em obras traduzidas. enquanto a forma A seria a forma escrita da língua. evitada somente em escrita informal (como em letras de músicas ou correspondência íntima). a forma B seria a forma falada do português brasileiro. No entanto. A forma B seria a usada em canções. de Mário de Andrade. de Guimarães Rosa). Teria havido tentativas de escrevê-las na forma B (como a obra ‘’Macunaíma’’. para fazer a linguagem empregada parecer mais elegante ou arcaica. telenovelas e outros programas de tevê. mas somente os escritos originalmente em português. ou ‘’Grande Sertão: Veredas”. A forma B é mais comum de ser encontrada em livros infantis. Na maioria as obras literárias seriam escritas na forma A. não obstante. essa proposta é polêmica e não tem aceitação ampla. é muito usada mesmo em diálogo informal. embora a forma A às vezes seja usada em filmes ou telenovelas históricos. A forma A. debate político). Segundo a teoria. evitada somente em fala muito formal (interrogação judicial. a forma A é exigida dos alunos. filmes. Mesmo professores de português usariam a forma B ao explicar a estrutura e uso da forma A. mas é afirmado que no presente a forma B só é usada em diálogo. [editar] Ver também O Wikcionário possui o verbete Lista de palavras diferentes • • • • • • • • • Língua portuguesa Acordo Ortográfico de 1990 CELPE-Bras Português angolano Português europeu Português moçambicano Academia Brasileira de Letras Lista de diferenças lexicais entre versões da língua portuguesa A ortografia no Brasil anterior à 1943 Notas e referências citadas . nem entre gramáticos.das diferenças entre as formas A e B do português brasileiro com as das diferenças entre o espanhol padrão e o português padrão. nem entre acadêmicos. nas provas.

1981 14. por exemplo. ↑ Paul Teyssier. 11. "História da Língua Portuguesa". pp. 4. ↑ Tal como. ↑ http://revistaseletronicas.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-44501998000200005 17. 12.br 15. ↑ http://g1.pucrs. 81. ↑ As duas grandes vertentes da história sociolinguística do Brasil (1500-2000) Dante Lucchesi 8. Lisboa: Livraria Sá da Costa.html 4.2002 .com 16. Lisboa: Livraria Sá da Costa.br 19. Manolo.br 20. apesar das muitas semelhanças linguísticas existentes entre ambas. ↑ UFSC. ↑ Omniglot. pp..br/ojs/index.globo. ↑ Paul Teyssier. 80. ↑ A tese citada está disponível na Biblioteca Digital da UNICAMP 7. os falantes de uma e outra língua não se entendem. ↑ Unicamp. português e o francês. ↑ Professores explicam o ritmo português falado em Curitiba Jornal de Comunicação UFPR . Gladstone Chaves de. Cacilda. ↑ Paul Teyssier.com. Ed.Portugueses (PDF file) 10. 9. de junho de 2006. Ensaio sobre a imigração portuguesa e os padrões de miscigenação no Brasil (séculos XIX e XX) . Melhorada e aum. Edição 328. "História da Língua Portuguesa". 13. ↑ Jornal da UNICAMP.pt 21. and Machado. Rio de Janeiro: Padrão. p.com/brasil/noticia/2010/11/censo-aponta-1907-milhoes-de-brasileiros-em-2010. ↑ Iltec. ↑ Ppglufpb. 81-83. ↑ Paul Teyssier. ↑ MELO. Sendo ambas línguas românicas ou neolatinas. ↑ INGLÊS BRITÂNICO x INGLÊS AMERICANO 3. ↑ Florentino. "História da Língua Portuguesa". a b 5. "História da Língua Portuguesa". Lisboa: Livraria Sá da Costa. "A língua do Brasil". Lisboa: Livraria Sá da Costa. 80-81. ↑ [1] 2. p.php/fale/article/viewFile/6861/4993 18.scielo. ↑ http://www.1. 6.

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nativos do Alasca ou povos indígenas da América. e os seus descendentes atuais. haja vista que o gentílico espanhol para a pessoa nativa da Índia é índio. indígena ou nativo americano são nomes dados aos habitantes humanos da América antes da chegada dos europeus. em substituição às palavras "índios". ainda hoje se refere às ilhas do Caribe como Índias Ocidentais. índios americanos. O termo "índio" provém do facto de que Cristóvão Colombo. a enciclopédia livre. os esquimós (inuit. há 12 mil anos. estes povos são também conhecidos pelas expressões povos aborígenes. primeiras nações (principalmente no Canadá). Na América do Norte. que têm uma cultura e genética diferente dos restantes. yupik e aleutas) e os métis (mestiços) do Canadá. estados e grupos étnicos. nem sempre são considerados naqueles grupos. Estes termos compreendem um grande número de distintas tribos. Mais tarde. muitos dos quais vivendo como comunidades com um estatuto político. estes povos foram considerados uma raça distinta e também foram apelidados de peles vermelhas. O termo ameríndio é usado para designar os nativos do continente americano. Por essa razão também. e dessa maneira chamou os povos indígenas que ali encontrou. pesquisa Índio. No entanto. estava convencido de que tinha chegado à Índia. Ir para: navegação. "indígenas" e outras consideradas preconceituosas. A hipótese mais aceite para a sua origem é que os primeiros habitantes da América tenham vindo da Ásia atravessando a pé o Estreito de Bering. quando chegou à América.Origem: Wikipédia. no final da idade do gelo. Índice [esconder] • • • • • • 1 Origem dos primeiros americanos 2 A agricultura na América Pré-Colombiana 3 Interação entre os europeus e os nativos americanos 4 Etnias e culturas indígenas no Brasil 5 Principais nações e tribos 6 Alguns grupos étnicos do Brasil .

Neves na década de 1990. entre 24 e 9 mil anos atrás.• • • 7 Referências 8 Ver também 9 Ligações externas [editar] Origem dos primeiros americanos Evolução do trecho de terra que ligava o nordeste asiático às Américas. a interpretação mais largamente aceite baseada nos achados arqueológicos era de que os primeiros humanos nas Américas teriam vindo numa série de migrações da Sibéria para o Alasca através de uma língua de terra chamada Beríngia. Existem outras teorias sobre a origem dos nativos americanos: • Vários antropólogos. O fóssil recebeu o nome de Luzia. O fóssil de uma mulher com 11 mil anos foi encontrado pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire na década de 1970. Na rota do Sul mudaram o pensamento dos arqueólogos. do Instituto de Biociências da USP Ao estudar a morfologia craniana de Luzia. encontrou traços que lembram os atuais aborígenes da Austrália e os negros da África. Ao lado do seu colega argentino Héctor Pucciarelli. do Museo de Ciencias Naturales de la Universidad de La Plata. Thor Heyerdahl demonstrou que é possível navegar da África para a América numa réplica dum barco de papiro do antigo Egito. Alguns apontam a semelhança física entre os Olmecas e os africanos. ambas vindas da Ásia. quer de europeus. . dos quais descendem atualmente todas as tribos indígenas das Américas. a teoria mais aceita para a origem dos ancestrais dos povos ameríndios. que se formou com a queda do nível dos mares durante a última idade do gelo. historiadores e arqueólogos têm sugerido que os nativos americanos são descendentes. mas cada uma delas composta por grupos biológicos distintos. quer africanos que atravessaram o Oceano Atlântico. apelido dado carinhosamente pelo biólogo Walter Alves Neves. provavelmente pelo estreito de Bering. O segundo grupo teria sido o dos povos mongolóides. A primeira teria ocorrido 14 mil anos atrás e seus membros teriam aparência semelhante à de Luzia. foram migrando em direção ao sul. Uma das etnias ameríndias que tem mais parentesco com os povos do nordeste asiático são os esquimós Até recentemente. A chegada dos mongolóides na América é estimada em 11 mil anos. Neves formulou a teoria de que o povoamento das Américas teria sido feito por duas correntes migratórias de caçadores e coletores. é a de que eles seriam caçadores-coletores que atravessaram a pé este trecho que ligava o continente asiático à América e uma vez na América.

no entanto. e Lemúria. Por favor. como a lhama para puxar o arado. abóbora e feijão. ou nórdicos. que era plantada nas áreas de floresta tropical. Os primeiros colonizadores das Américas (ameríndios) não eram muito evoluídos. O mais provável. além da mandioca. dando origem ao complexo mosaico de povos e línguas que hoje existem. limitando-se a tentar controlar o comércio de peles de animais e outras mercadorias da região. tiveram um rápido avanço em direção ao sul. houve proponentes da existência continentes perdidos. Encontre fontes: Google — notícias. A doutrina Mórmon diz os ameríndios são descendentes de Lehi e dos nefitas. pois havia poucos animais domesticáveis. é que as Américas tenham sido colonizadas por vagas de povos de diferentes origens. estes exploradores aparentemente não colonizaram a América. como por exemplo projéteis pontiagudos. igualmente. bem documentados – tenham substituído ou tenham se juntado com populações originais que lá já existiam. e tinham instrumentos de caça mais evoluídos. O desenvolvimento de outras culturas além destas foi limitado. Isto fez com que o desenvolvimento de outras diversas culturas. Os caçadores e coletores. o que compromete sua credibilidade (desde junho de 2009). Veja como referenciar e citar as fontes. baseada nas culturas de milho. ao longo dos tempos. livros. como a runa de Kensington.[1] [editar] Interação entre os europeus e os nativos americanos Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência. Apesar de os vikings. pois há indícios que seus instrumentos de caça eram pedras e cachorros domesticados para este fim. . todos naturais da América. entre os quais Atlântida. de onde poderiam ter vindo os primeiros habitantes humanos das Américas. terem explorado e estabelecido bases nas costas da América do Norte a partir do século X e terem aí deixado marcas. pois esta era desenvolvida há mais de 7000 anos. E é possível.• • • A maioria das religiões dos nativos americanos ensinam que os humanos foram criados na América no princípio dos tempos e sempre ali viveram. No século XIX e princípios do século XX. que esses povos – tal como aconteceu em tempos históricos. melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes. acadêmico — Scirus. inserindoas no corpo do texto por meio de notas de rodapé. personagens do Livro de Mórmon que teriam sido Israelitas que chegaram à Américas cerca de 590 AC.[1] [editar] A agricultura na América Pré-Colombiana O desenvolvimento da agricultura das sociedades Pré-Colombianas pode se comparar ao europeu.

No século XV. E/d. Os europeus também trouxeram com eles doenças contra as quais os nativos americanos não tinham imunidade.Por outro lado. tais como a varicela e a varíola que. Entre os séculos XV e XIX.Caciques Kaiapos durante entrevista coletiva. a colonização europeia das Américas mudou radicalmente as vidas e culturas dos nativos americanos.PA. mas alguns historiadores estimam que cerca de 80% da população de algumas tribos foi extinta pelas doenças europeias. mas extinguiu-se na última idade do gelo. em muitos casos por guerra.PA. A dívida histórica dos colonizadores para com os povos nativos é imensa. Raony . A reintrodução do cavalo teve um profundo impacto nos nativos americanos das Grandes Planícies da América do Norte. 17 de Abril de 2005. Ironicamente. estimado em 250 mil aruaques do Haiti. estes povos viram as suas populações devastadas pelas privações da perda das suas terras e animais. a nível internacional. É difícil estimar a percentagem de nativos americanos mortos por estas doenças. Foto: Valter Campanato/ABr. Kadjor . Panara . permitindo-lhes expandir os seus territórios.MT. por doenças e. por exemplo: • • • • • • IWGIA (International Work Group for Indigenous Affairs) Cultural Survival Abya Yala Net – NativeWeb Página do Melatti Do antropólogo Julio Cezar Melatti (UnB) Native Americans AIATSIS (Australian Institute of Aboriginal and Torres Strait Islander Studies Etnias e culturas indígenas no Brasil Brasília . como atesta o grande número de organizações que se dedica ao tema. os espanhóis e outros europeus trouxeram cavalos para as Américas e alguns destes animais escaparam e começaram a reproduzir-se livremente. o grupo foi extinto antes de 1650. o cavalo tinha originalmente evoluído nas Américas. trocar produtos com tribos vizinhas e caçar com mais eficiência. .PA. Cresce a discussão sobre formas de compensação pelos danos causados e outros assuntos indígenas. O primeiro grupo de nativos americanos encontrado por Cristóvão Colombo. foram violentamente escravizados e apenas 500 tinham sobrevivido no ano 1550. muitas vezes são fatais para estas pessoas. Kaye .

Pesquisas arqueológicas em São Raimundo Nonato. que registra a presença de quatro grupos ou nações indígenas. Atualmente estima-se que sejam faladas 170 línguas indígenas no Brasil. macro-jê. No Brasil colonial os portugueses tiveram como aliados os índios aldeados. o primeiro dos quais encontrado por Annette Laming-Emperaire na década de 1970 e que foi "batizado" de Luzia e que parecia mais aparentada com os aborígenes da Austrália ou com negritos das Ilhas Andaman. registram indícios da presença humana datados de há 48 mil anos. pelo viajante alemão Karl von den Steinen. de acordo com as suas línguas: tupi-guarani. os quais se tornaram súditos da Coroa. caribe e aruaque. Von den Steinen também assinala quatro grupos linguísticos: tupi-guarani. jê ou tapuia. Em Lapa Vermelha (Minas Gerais) foi encontrado um verdadeiro cemitério com ossos datados em 12 mil anos. no interior do Piauí. aruaque ou maipuré e caraíba ou caribes. [editar] Principais nações e tribos Ver verbete completo: Classificação dos nativos americanos • • • • • • • • • • • Inca ou Quéchua Asteca ou Aztlan Maias ou Quétzal Abipão Araucanos ou Mapuche Aruaques Chibchas Apaches Navajos Iroqueses ○ Cheroqui Muscógui . O primeiro inventário dos nativos brasileiros só é feito em 1884.

○ ○ • • • • Creek Seminoles Hurons Moicanos Comanches Esquimós Alguns grupos étnicos do Brasil Ver lista completa de Povos indígenas brasileiros • • • • • • • • • • • • • • • Guaranis Potiguaras Caingangues Tupinambás Goitacases Carajás Tapajós Ianomâmis Pataxós Mundurucus Guaicurus Parecis Coxiponês Nambikuaras Guatós .

São Paulo.Referências 1. . 1996 [editar] Ver também Anti-indigenismo Guerras indígenas nos Estados Unidos da América Nativos americanos nos Estados Unidos da América Medicina indígena [Esconder] v•e Fenótipos humanos Raças Brancos • Negros • Australóides • Amarelos • Indígenas Mestiços Mulato • Caboclo • Cafuzo • Ainoco [editar] Ligações externas • Povos Indígenas no Brasil . a enciclopédia livre. ↑ • • • • a b Nova Enciclopédia Ilustrada Folha.Instituto Socioambiental Povos indígenas do Brasil Origem: Wikipédia. Empresa Folha de Manhã.

000 aproximadamente 0.(Redirecionado de Povos indígenas brasileiros) Ir para: navegação. pesquisa Povos indígenas do Brasil Índios respectivamente das tribos: Assurini. Tapirajé. Kaiapó. principalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste .3% da população do Brasil[1] Regiões com população significativa Brasil. Rikbaktsa e Bororó População total 421. Tapirapés.

em torno de 1500.2 Povos indígenas emergentes • • 5 Cultura 6 Estatuto do Índio e legislação ○ ○ 6. e cujas raízes remontam às Américas desde antes da chegada dos europeus a este continente.Línguas Línguas indígenas e Português Religiões Religiões tradicionais e Cristianismo Grupos étnicos relacionados Povos ameríndios Os povos indígenas no Brasil incluem um grande número de diferentes grupos étnicos que habitam ou habitaram o território brasileiro. Índice [esconder] • • • • 1 Origens dos índios e história 2 O conceito de índio 3 O encontro com os europeus 4 Integração na sociedade brasileira ○ ○ 4.1 Dia do Índio 6.1 Reservas indígenas • 7 Os povos indígenas do Brasil ○ .2 Organizações e associações indígenas 7.1 Conflitos 4.

C.770 a. [2] A maioria dos pesquisadores acreditam que o povoamento da América do Sul deu-se a partir de 20 mil a.• • • • 8 Brasileiros descendente de indígenas famosos ○ 8. Por milhares de anos. o primeiro dos quais encontrado por Annette Laming-Emperaire na década de 1970 e que foi "batizado" de Luzia[2] e que parecia mais aparentada com os aborígines da Austrália ou com negrito das Ilhas Andaman.C. foi encontrado um verdadeiro cemitério com ossos datados em 12 mil anos.C. organizadas pela arqueóloga Niède Guidon no interior do Piauí. há cerca de 130 mil anos. por Jean-Baptiste Debret. A espécie humana surgiu na África. passaram a se espalhar pelo . Pesquisas arqueológicas em São Raimundo Nonato. a partir de então. em Lagoa Santa (MG). Rio Claro (SP) e Ibicuí (RS).200 a. As primeiras pessoas só saíram do Continente Africano há cerca de 50 mil anos e.[3] Em Lapa Vermelha.1 Dez municípios brasileiros com maior população indígena 9 Referências 10 Ver também 11 Ligações externas [editar] Origens dos índios e história "Família de um chefe Camacã se preparando para a festa". e de 12. (Minas Gerais).C. Todos os seres humanos são descendentes dos mesmos antepassados que habitaram a África milênios atrás..[3] Indícios arqueológicos no Brasil apontam para a presença humana em achados datados de 16 mil a. de 14. a África foi o único lugar do mundo onde havia seres humanos. registram indícios da presença humana datados como anteriores a 10 mil anos.

ao ser formado pela migração de índios. No Brasil. aquela grande cobertura de gelo derreteu e abriu-se o oceano que separa hoje o Continente Asiático do Americano. rumo ao norte. enquanto outra parcela rumou para o leste. atingindo o que hoje é o estado americano do Alaska. o que propiciava a formação de grande cobertura de gelo sobre as quais as pessoas podiam caminhar. Os sacrifícios humanos eram práticas constantes na cultura asteca e maia. ao continuarem migrando rumo ao leste. O incas construíram seu império subjugando diversos povos que viviam na região. mas séculos atrás eles viviam na região da Amazônia. impedindo novas migrações e separando definitivamente a população que ficou na Ásia da que migrou para a América. língua e cultura. parte desse grupo de pessoas tomou rumos diferentes: alguns seguiram para o oeste. ficaram separadas durante milênios devido às migrações para diferentes partes do mundo. como oferenda aos deuses. dando origem aos asiáticos. Com o crescimento populacional na Amazônia. do ponto de vista genético o conceito de raça é infundado. astecas e maias. Povos indígenas de cultura mais desenvolvida. africanos e europeus. a Ásia era uma região gelada. e índios de tribos inimigas eram capturados e sacrificados em rituais religiosos que incluíam arrancar o coração da pessoa quando ela ainda estava viva. rumo ao sul. Os habitantes originais das Américas nunca se enxergaram como um povo uno. os tupis viviam ao longo do litoral quando da chegada dos portugueses.[5]. uma imensa cobertura de gelo existia interligando a Ásia e a América do Norte. expulsando e exterminando outros povos indígenas que viviam naquelas áreas e ocupando as regiões que historicamente esses outros povos habitaram. Pelo contrário. até saírem da África e atingirem a região que hoje conhecemos como o Oriente Médio. a palavra "índio" era empregada para designar todas as pessoas do Extremo Oriente. ao longo de milhares de anos. no Estreito de Bering. Com o fim da Idade do Gelo. chegaram àquela região e atravessaram as geleiras.[4] O Brasil. [4] Os índios das Américas são descendentes desse grupo que seguiu para o leste e povoou a Ásia. em decorrência da adaptação de cada grupo a meios ambientais completamente diferentes. Ao chegar às Américas. saindo da América do Norte e povoando a América Central e a América do Sul. diferentes grupos indígenas nutriam grande animosidade e constantemente guerreavam entre si. linguísticas e fenótipas. Durante a Idade do Gelo. criaram grandes impérios por meio da conquista e da exploração de povos menos desenvolvidos. essas pessoas continuaram migrando. Como não havia outra alternativa. Cristóvão Colombo acreditou que havia encontrado um novo caminho para as Índias e resolveu chamar os nativos que encontrou de índios. Os tupis eram adeptos da antropofagia e tinham o hábito de comer . Os seres humanos. durante milhares de anos.[6] O conceito de "índio" é. Naquela época. apesar de terem a mesma origem ancestral. Apesar dessas diferenças serem muitas vezes interpretadas como formadoras de "raças" humanas diferentes. como os incas. portanto. Por centenas de anos esse grupo de pessoas viveu no Oriente Médio até que. em algum momento da História. impondo-lhes sua religião. uma invenção europeia.[4] Os humanos caminharam.resto do mundo. Esses milênios de separação criaram diferenças culturais. os tupis começaram a migrar para o sul. atingindo a Ásia. tornou-se um ponto de "reencontro" dessas pessoas que. atingindo a Europa e dando origem aos europeus. [editar] O conceito de índio Na Idade Média.

não um povo indígena. por meio do "indianismo romântico". eles . Os índios tupis do litoral viviam envolvidos em guerras com outros índios.[7] Quando os europeus chegaram às Américas encontraram.[4] Esse discurso até hoje produz eco nos meios popular e escolar brasileiros. sendo seu destino combater os europeus ou se submeter a eles. denominados de paulistas. sendo ele uma vítima indefesa da crueldade europeia. a História têm passado a tratar o índio não como uma vítima passiva da colonização europeia. um "quase-animal" que deveria ser domesticado ou derrotado.partes do corpo dos guerreiros vencidos das tribos inimigas.[4] Sem a ajuda dos índios. Nessa concepção. Uma "identidade indígena" só foi criada séculos depois. Essa concepção adentrou o século XX.[8] Os índios ajudaram os portugueses a escravizar e a exterminar outros índios. destruíram pessoas. [4] Para um grupo indígena. muitos índios se beneficiaram com a chegada dos portugueses. mas diferentes povos que nutriam animosidade entre si e não se enxergavam como pertencentes a um mesmo povo. pois era praxe os incas ordenarem a migração forçada de milhares de índios dominados para outras regiões. No século XIX houve uma reviravolta. Quando os espanhóis destruíram o Império Inca. Caso emblemático foi a Guerra dos Tamoios. mas também como um agente que interferiu e teve papel fundamental nesse processo. com o intuito de impedir uniões e rebeliões contra o Imperador. Os espanhóis só conquistaram o Império Asteca graças à ajuda de milhares de índios que eram explorados e se aliaram aos espanhóis para se livrarem da dominação asteca. travada no Rio de Janeiro nos anos de 1556 e 1557. ou tamoios. culturas e plantas. pois na sua cultura acreditavam absorver a força do inimigo ao comêlo. nas últimas décadas. portanto. muitos índios celebraram o acontecimento e puderam voltar para suas casas.[4] [editar] O encontro com os europeus A imagem do índio se modificou ao longo da História brasileira. expedições coloniais que visavam a escravização indígena. trazendo a ideia de que o índio era dono de uma moral intangível. As bandeiras. a colonização europeia em diversos pontos das Américas teria sido impraticável. Os tupiniquins e os temiminós ajudaram os portugueses a expulsar os franceses da região. e depois contaram com o apoio português para exterminar seus inimigos antigos: os índios tupinambás. com a chegada dos europeus. Sem negar a violência com que muitos europeus trataram os indígenas. Porém. as novas produções históricas têm dado visibilidade a uma outra análise da questão indígena.[8] No Brasil. eram formadas majoritariamente por índios e alguns poucos não índios. o índio era retratado como um selvagem. franceses. um outro grupo indígena poderia ser tão "estrangeiro" quanto os portugueses. Muitos índios se aliaram aos portugueses visando exterminar grupos indígenas inimigos. até que chegaram os portugueses e semearam guerras. O índio passou a ser tratado como o "bom selvagem". Nos primeiros séculos. espanhóis ou holandeses eram para ele. os índios viviam em harmonia nas Américas.

a chegada dos europeus representou um rompimento de milhares de anos de isolamento. maias e incas. Enquanto europeus. contra as quais os índios não tinham imunidade. os habitantes das Américas passaram a viver isolados do resto do mundo. Em muitos casos. é corriqueiro o senso comum afirmar que os índios foram "exterminados" e atualmente restam alguns poucos representantes dessa população. A vida junto aos "brancos" era muito atrativa e muitos indígenas abandonavam voluntariamente suas aldeias e iam viver junto com os portugueses.. Mas. Os índios brasileiros ainda viviam no Paleolítico. perguntando-lhe quem lhe dera. com a chegada dos europeus.[4] No Brasil. como a banana. a introdução de novos alimentos. em troca de roupas e ferramentas. Centros urbanos como Niterói ou Guarulhos eram aldeias indígenas que se transformaram em cidades.)"[4] A aliança entre índios e portugueses proporcionou vantagens para ambos os lados. muitos índios morreram por guerras e pela escravidão. fazendo as tecnologias se espalharem por essas regiões por meio desse choque cultural. os índios ficaram confinados por milênios sem interação com as outras populações humanas. Para os portugueses também houve benefícios: os índios aliados protegiam as povoações e guiavam os colonos nas suas expedições. pois com a expansão da colonização essas aldeias eram assimiladas dentro da sociedade ocidental. o espelho ou armas bem elaboradas. inclusive pessoas da própria família. mas foi assimilada dentro da sociedade . respondeu que vindo pelo navio dera por ela por alguma ferramenta um seu irmão (.próprios majoritariamente mestiços de mãe indígena e pai europeu. desconheciam tecnologias como a roda. com a exceção das grandes civilizações dos astecas. [4] Em 1605. a manga e a laranja diminuíram o estorvo que era para se obter comida nas tribos ou até mesmo a introdução do cavalo e do cachorro domesticado. A maioria dos grupos indígenas. ainda levavam um meio de vida primitivo quando comparados às populações da Europa. a jaca.[4] [editar] Integração na sociedade brasileira Os indígenas ficaram muito interessados no modo de vida dos europeus. As novas tecnologias trazidas pelos portugueses e desconhecidas dos índios provocaram uma revolução e um melhoramento na vida das tribos. É inegável que. Tecnologias como o anzol facilitaram enormente a pesca. Os índios se beneficiavam com a presença portuguesa. os índios nem precisavam sair de suas tribos. Portanto.. Ásia e África. que protegia as tribos de ameaças. o padre Jerônimo Rodrigues ficou espantado em Santa Catarina ao ser recebido por índios interessados em vender outros índios. separando a Ásia da América com um oceano no meio. Isto porque. O padre escreveu: "Outro moço vindo aqui onde estávamos. a grande mortalidade indígena se deu pelo contágio involuntário de doenças trazidas pelos europeus. Porém. contando com o seu apoio para exterminar tribos inimigas. sem poder ensinar ou aprender novas técnicas. o que muitas vezes se ignora no Brasil é que grande parte da população indígena não pereceu. desde o derretimento da camada de gelo no Estreito de Bering. vestido em uma camisa. o uso do machado diminuiu em várias horas o trabalho dispendido para se cortar coisas. africanos e asiáticos interagiam desde a Antiguidade. por terem vivido durante milênios isolados de outras populações.

mas ela é existente em maior ou em menor grau. segundo antropólogo Mércio Pereira Gomes. quando comparado com outros países da América Latina. sendo que seus descendentes não mais se identificam como "índios". Estimativas da população indígena na época do descobrimento apontam que existiam no território Brasileiro. que já terminou na maior parte do Brasil. Muitos índios foram viver ao lado de portugueses e africanos. ainda está em curso na região Norte.brasileira. no Sul do Maranhão. Fazendeiros. a contribuição indígena no Brasil é bem menor. que são vários milhões. Um caso "clássico". resolveram "presentear" os . a população com ascendência indígena.[4] É factível que essa miscigenação não foi tão intensa como aquela entre portugueses e africanos e. para conseguir mais terras.[4] [editar] Conflitos Nativos brasileiros. ao invés de ter diminuído desde 1500. dando origem a grande parcela da população brasileira. casos documentados começaram a aparecer. com os avanços em epidemiologia. Esse processo de assimilação indígena. com eles se miscigenaram. na realidade aumentou dezenas de vezes desde a chegada dos portugueses e a consequente multiplicação da população brasileira por meio da miscigenação entre índios. Durante o século XIX. Considerando-se todos os brasileiros que têm alguma ascendência indígena. por Jean-Baptiste Debret. cerca de 25% da população indígena da Amazônia já mora em cidades e só metade desse contingente se considera indígena. mesmo falando uma segunda língua e praticando rituais. por volta de 1816. europeus e africanos. é o da vila de Caxias. mais de mil povos. de brasileiros usando epidemias de varíola como arma biológica contra os índios. sendo cinco milhões de indígenas [9] Outras estimativas variam entre 2 milhões e meio de indígenas em 1500 a até 6 milhões[10]. Segundo a Funai.

Kalabaça. A partir das últimas décadas do século XX. Pitaguary. Kanindé no Ceará. em Olivença. Isto ocorre principalmente no nordeste brasileiro. realizado em Crateús . Cacique Pequena Jenipapo-Kanindé. em Água Branca (Alagoas) . Participantes do II Encontro do Povo Kariri. na região do Alto Rio Tapajós (Pará) Kaxixó. Tupinambá. Tabajara. aparecem novas etnias quando populações miscigenadas reivindicam a condição de povo indígena. Tremembé. no Vale do Jequitinhonha (Minas Gerais) Kariri. na região de Martinho Campos e Pompeu.índios timbira com roupas de pessoas infectadas pela doença (que normalmente são queimadas para evitar contaminação). Os índios levaram as roupas para as aldeias e logo os fazendeiros tinham muito mais terra livre para a criação de gado. Tapeba. em Pariconha. Fernando Tremembé e Jamille Kariri. em junho de 2007. em Abaré e Curaçá (Bahia) Kalankó. Bida Jenipapo-Kanindé. Maitapu. e Aranã.[13] São exemplos desse processo: • • • • • • Náua.[12] [editar] Povos indígenas emergentes Ver artigo principal: Povos indígenas emergentes Da esquerda para a direita: Dona Tereza Kariri. Casos similares ocorreram por toda América do Sul[11] As "doenças do homem branco" ainda afetam tribos indígenas no Amazonas. e Tumbalalá.Ceará. e Karuazu. Apium e um grupo Munduruku desconhecido. no Parque Nacional da Serra do Divisor (Acre) Tupinambá.

os rituais de cura e outros[carece de fontes?]. Há grande diversidade cultural entre os povos indígenas no Brasil. mas há também características comuns: • • • • A habitação coletiva. . os ritos de passagem dos adolescentes de ambos os sexos. com as casas dispostas em relação a um espaço cerimonial que pode ser no centro ou não[14]. nos bancos para homens e mulheres. com as festas que reúnem pessoas de outras aldeias. A arte como parte da vida diária. e na pintura corporal. A educação das crianças compartilhada por todos os habitantes da aldeia[carece de fontes?]. encontrada nos potes. sempre presente nos homens[carece de fontes?]. A vida cerimonial como base da cultura de cada grupo.• Pipipã. em Ibimirim (Pernambuco) [editar] Cultura Índia guajajara e seu filho. nas redes e esteiras.

armadilhas de caça e pesca.• Quanto à família. jacaré.. esta podia ser monogâmica ou poligâmica[carece de fontes?]. canoa. . em nomes de frutas nativas ou de animais como caju. Piauí etc. Deixaram forte herança na culinária brasileira. com pratos à base de mandioca. milho. tatu. guaraná e palmito. E deixaram no brasileiro hábitos como o uso do tabaco e o costume do banho diário[carece de fontes?]. [editar] Estatuto do Índio e legislação Índio pataxó. No Brasil colonial os portugueses tiveram como aliados os índios aldeados. a arte indígena também foi assimilada à brasileira em objetos. abacaxi. uso de redes e jangadas. os quais se tornaram súditos da Coroa[carece de fontes?]. tais como pamonha e biju. no vocabulário: em topônimos como Curitiba.

realizado no México. O Brasil não aderiu imediatamente ao instituto. foi criado pelo presidente Getúlio Vargas através do decreto-lei 5540 de 1943. mas após a intervenção do Marechal Rondon apresentou sua adesão e instituiu o Dia do Índio no dia 19 de abril.[16][17][18] [editar] Dia do Índio Ver artigo principal: Dia do Índio O Dia do Índio. também sediado no México. [editar] Organizações e associações indígenas As associações e organizações indígenas surgiram. e relembra o dia.[20] Com o objetivo de preservar e difundir a cultura indígena e facilitar o acesso à informação e comunicação entre as diferentes nações indígenas foi fundado o Índios online.[21] [editar] Os povos indígenas do Brasil . O Estatuto do Índio ainda determina que "os índios e as comunidades indígenas ainda não integrados à comunhão nacional ficam sujeitos ao regime tutelar". 19 de abril. ainda durante o século XX. nos anos 80. que tem como função zelar pelos direitos dos indígenas na América. no qual várias lideranças indígenas do continente resolveram participar do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. [15] Apesar dos diversos decretos. no Brasil. Durante este congresso foi criado o Instituto Indigenista Interamericano. temendo que suas reivindicações não fossem ouvidas pelos "homens brancos". Eles haviam boicotado os dias iniciais do evento. Entre os organismos e associações nativas que têm como objetivo estatutário a defesa dos direitos humanos dos povos indígenas incluem-se o Warã Instituto Indígena Brasileiro[19] e o GRUMIN. o índio brasileiro tem que se integrar na cultura brasileira para requerer emancipação.O Serviço de Proteção ao Índio (SPI) foi criado em 1910. em 1940.

[editar] Reservas indígenas Ver artigo principal: Lista de povos indígenas do Brasil . macro-jê. jê ou tapuias. que os chamavam de forma depreciativa. [3] O primeiro inventário dos nativos brasileiros só foi feito em 1884. como é o caso dos caiapós. Von den Steinen também assinala quatro grupos linguísticos: tupi. pelo viajante alemão Karl von den Steinen.Mapa de reservas indígenas brasileiras. de acordo com as suas línguas: tupis-guaranis. Entre as primeiras obras publicadas sobre os povos indígenas brasileiros. A denominação mais conhecida das várias etnias não é quase nunca a forma como seus membros se referem a si mesmos. encontram-se os livros escritos pelo mercenário alemão Hans Staden. no século XVI. muitas vezes inimigas. pelo missionário francês Jean de Léry e pelo historiador português Pero de Magalhães Gândavo. nuaruaques ou maipurés e caraíbas ou caribas. que registrou a presença de quatro grupos ou nações indígenas. e sim o nome dado a ela pelos brancos ou por outras etnias. caribe e aruaque.

Em 1961 foi criada a primeira reserva.Marechal Cândido Rondon. .[23] O modelo de criação das reservas indígenas mostrou-se como um dos únicos meios para que a cultura. os povos nativos da região. que passou a definir políticas de proteção às comunidades indígenas brasileiras. A definição de áreas de proteção às comunidades indígenas foram lideradas por Orlando Villas Bôas que em 1941 lançou a expedição chamada Roncador-Xingu. Cláudio. Em 1967 foi criada a Fundação Nacional do Índio (FUNAI). entre outros. o Parque Indígena do Xingu com forte atuação de Villas Bôas. Darcy Ribeiro. Marechal Rondon. seus irmãos Leonardo. os povos pré-coloniais remanescentes e mesmo a natureza sejam preservados nessas reservas. suas culturas e costumes fossem preservados.[22] para que a natureza.

Nesse sentido controles mais rígidos sobre a atuação das ONGs junto às comunidades indígenas estão sendo estudados. A demarcação de reservas indígenas é muitas vezes cercada de críticas favoráveis e desfavoráveis por vários setores da mídia e pela população afetada[carece de fontes?].[25] [editar] Brasileiros descendente de indígenas famosos • • • • • • • • Antônio de Sousa Neto Antônio Paraupaba Arariboia Cândido Rondon Carlos Saldanha Caroline Ribeiro Coelho Neto Cunhambebe . Uma crítica comum sobre as reservas indígenas brasileiras considera a atuação de ONGs nacionais e internacionais junto às comunidades indígenas sem que se tenha o conhecimento preciso da natureza da atuação dessas organizações.[24] não havendo portanto como associá-las a uma perda de soberania. uma das reservas indígenas brasileiras. No Brasil as reservas indígenas demarcadas pela FUNAI pertencem ao governo brasileiro para usufruto vitalício dos índios.Parque Indígena do Xingu. O modelo das reservas indígenas demarcadas pela FUNAI difere no modelo norte-americano onde as terras passam a pertencer aos povos indígenas.

21% 4) Santa Rosa do Purus (AC) – 48.29% 5) Ipuaçu (SC) – 47.• • • • • • • • • • • • • • Dira Paes Eunice Baía Filipe Camarão Gero Camilo Gilberto Freyre Helena Meirelles Ildi Silva Ismael Nery Letícia Ferreira de Souza Luci Pereira Luíza Brunet Mateus Luís Grou Suyane Moreira Vanessa da Mata[26] [editar] Dez municípios brasileiros com maior população indígena Segundo dados do recenseamento de 2000. cinco estavam na Região Norte e dois na Região Sul. Os três restantes são no Nordeste.[27] dos dez municípios brasileiros com maior população autodeclarada indígena.31% 2) Uiramutã (RR) – 74. desmontando o caráter ubíquo da população autóctone do Brasil. feito pelo IBGE. Sudeste e Centro Oeste. • • • • • 1) São Gabriel da Cachoeira (AM) – 76.87% .41% 3) Normandia (RR) – 57.

Instituto Socioambiental. ↑ http://ideias. UOL Educação.com/outros-olhos/cara-palida-em-sao-paulo/ 10. O Povo Brasileiro.html 7. ↑ 4. 2003.]: Leya.21% 10) Japorã (MS) – 39.scielo.sk.?" . 435– p. 24 de maio de 2008. 14. ↑ Etnogêneses Indígenas . 2010. ↑ Habitações indígenas.br/scielo.com/modelo-de-evolucao-da-populacao-no-brasil-colonial#toc1 11. Página visitada em 2008-04-19.l. Com Ciência (10/09/2003). ↑ "Reserva indígena: Vale do Javari. ↑ http://www. 9. 2011.l. 12. 13..A situação no Nordeste . Cinco milhões de índios estavam no Brasil antes do descobrimento. Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil.73% 9) São João das Missões (MG) – 40. no Amazonas. ↑ a b Leandro Narloch e Duda Teixeira. ↑ "O caso Caxias e outros mais" . ↑ http://www. 16. agoniza com malária e hepatite". ↑ a b Novos dados lançam dúvidas sobre o homem americano.]: Leya.001 de 19 de dezembro de 1973 .Instituto Socioambiental.24% Referências 1.com.pdf 2. 335–335 p.br/home/estatistica/populacao/trabalhoerendimento/pnad2009/tabelas_pdf/brasil_1_2. 317–317 p. O Globo. ↑ "Índio pode. 15.passeiopaulistano. Instituto Socioambiental. 8.70% 7) Pacaraima (RR) – 47. Carlos Olivieri. Guia Politicamente Incorreto da América Latina. .l.wikidot. [S.br/sk-hist. ↑ Darcy Ribeiro.gov. ↑ http://www. ↑ 3.36% 8) Benjamin Constant do Sul (RS) – 40. Página visitada em 2008-04-19.ibge.• • • • • 6) Baía da Traição (PB) – 47.]: Companhia de Bolso.Funai.. a b c d e f g h i j k l m a b c Leandro Narloch. ↑ http://www.Instituto Socioambiental. página oficial. ↑ Lei nº 6.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142004000100004 6. [S. 5. [S.

Página visitada em 2008-04-19. 19.Instituto Socioambiental. Página visitada em 2008-04- 25.br/] 22.ibge. ↑ Parque Nacional do Xingu (16 de Outubro de 2006).org/wiki/Categoria:Ind%C3%ADgeno-brasileiros 27. Terra Online (23 de abril de 2008).gov. 21. O Estado de São Paulo (22 de Abril de 2008).wikipedia. ↑ Gurumin.org. 23.Instituto Socioambiental.indiosonline. 26. ↑ www. [editar] Ver também A Wikipédia possui o Portal do Brasil • • • • • • Povos ameríndios Classificação dos nativos americanos Lista de povos indígenas do Brasil Línguas indígenas do Brasil Povos indígenas emergentes Povos indígenas no Nordeste do Brasil . ↑ Warã Instituto Indígena Brasileiro. ↑ Estatuto do Índio .br.17. ↑ http://pt. ↑ Jobim: é equívoco discutir demarcação de terra indígena. ↑ [ÍNDIOS ON LINE http://www. ↑ "Os Índios não são Incapazes" . 25. ↑ "Há ONGs que encobrem suas finalidades".sidra. 18. Página visitada em 2008-04-19. 24. 20. ↑ Xingu 40 Anos (2001-05-20). Página visitada em 2008-04-25.

constata IBGE (em português) Children of the Amazon. (em português) Página oficial da Fundação Nacional do Índio .• • • • • • • • • • Lista de línguas indígenas do Brasil Fundação Nacional do Índio (FUNAI) Jogos dos Povos Indígenas Reserva indígena Terras indígenas Medicina indígena Índio do Buraco Brasileiros brancos Afro-brasileiros Brasileiros asiáticos [editar] Ligações externas O Commons possui multimídias sobre Povos indígenas do Brasil • • • • • Instituto Socioambiental. Povos indígenas no Brasil.FUNAI (em português) Museu do Índio (em português) Glossário de grupos indígenas brasileiros (em português) População indígena dobrou em nove anos. a documentary on indigenous peoples in Brazil Documentary on Pacification in Amazonia Filmes • • .

a enciclopédia livre.No para Pará Origem: Wikipédia. veja Pará (desambiguação). Ir para: navegação. pesquisa Nota: Para outros significados. Estado do Pará (Bandeira) Hino: Hino do Pará Gentílico: paraense (Brasão) .

Mesorregiões .Microrregiões .Deputados federais Norte Amazonas. Amapá e Roraima 6 22 144 Belém 2011 a 2015 Simão Jatene (PSDB) Helenilson Pontes (PPS) 17 . Mato Grosso.Região .Governador(a) . Maranhão. Tocantins.Vice-governador(a) .Municípios Capital Governo .Localização .Estados limítrofes .

IDH (2005) Fuso horário Clima Cód.755 (16º) – médio[4] UTC-3 equatorial Am BR-PA www.515 km² (2º) [1] 2010 7 588 078 hab.Esper. (9º)[2] 6.Analfabetismo .Total População . infantil .2 anos (13º) 23.Mort.PIB .519.9% (16º) 0.Densidade Economia .pa.gov.Deputados estaduais . de vida . (15º) 11../km² (21º) 2008 R$58. ISO 3166-2 Site governamental 41 Marinor Brito (PSOL) Flexa Ribeiro (PSDB) Mário Couto (PSDB) 1 247 689.Senadores Área .08 hab.Estimativa .007 (22º) 2008[3] 72.7‰ nasc.PIB per capita Indicadores .br .000 (13º) R$7.

Sua capital. rio Jari e rio Pará. rio Amazonas. Marabá. rio Xingu.1 milhões habitantes. está situado no centro da região norte e tem como limites o Suriname e o Amapá a norte. Mato Grosso a sul. rio Tapajós. Os rios principais são. Parauapebas.[5] Outras cidades importantes do estado são. o Maranhão a leste.321. Santarém e Tucuruí. dividido em 144 municípios (com a criação de Mojuí dos Campos). Paragominas. Itaituba. Belém. É o segundo maior estado do país com uma extensão de 1. Caximbo e Acari. As altitudes superiores a 500 metros estão nas serras de Carajás. Ananindeua.689. Marituba. Castanhal.493 habitantes. sendo a segunda maior população metropolitana da região Norte. O topônimo "Pará" é de origem tupi e significa "mar".O Pará é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Barcarena.[6] Índice [esconder] . reúne em sua região metropolitana cerca de 2. contando com uma população de 7. Redenção. Altamira.515 km². Cametá. o oceano Atlântico a nordeste. rio Tocantins. Tocantins a sudeste. É o mais rico e mais populoso estado da região norte. o Amazonas a oeste e Roraima e a Guiana a noroeste. O relevo é baixo e plano. pouco maior que Angola. Abaetetuba. 58% do território se encontra abaixo dos 200 metros.247.

1 História

1.1 Divisão do estado
 

1.1.1 Possível polêmica 1.1.2 Sobrerrepresentação

• • • • • • • • •

2 Economia 3 Etnias

3.1 Imigrantes

4 Dialetos 5 Principais cidades 6 Educação 7 Cultura

7.1 Culinária

8 Ver também 9 Referências 10 Ligações externas

[editar] História Ver artigo principal: História do Pará O Forte do Presépio, fundado em 1616 pelos portugueses, deu origem a Belém, mas a ocupação do território foi desde cedo marcada por incursões de Neerlandeses e Ingleses em busca de especiarias. Daí a necessidade dos portugueses de fortificar a área. No século XVII, a região, integrada à capitania do Maranhão, conheceu a prosperidade com a lavoura e a pecuária. Em 1751, com a expansão para o oeste, cria-se o estado do Grão-Pará, que abrigará também a capitania de São José do Rio Negro (hoje o estado do Amazonas).

Em 1821, a Revolução Constitucionalista do Porto (Portugal) foi apoiada pelos paraenses, mas o levante acabou reprimido. Em 1823, o Pará decidiu unir-se ao Brasil independente, do qual estivera separado no período colonial, reportando-se diretamente a Lisboa. No entanto, as lutas políticas continuaram. A mais importante delas, a Cabanagem (1835), chegou a decretar a independência da província do Pará. Este foi, juntamente com a Revolução Farroupilha, no Rio Grande do Sul, o único levante do período regencial onde o poder foi tomado, sendo que a Cabanagem foi a única revolta liderada pelas camadas populares. A economia cresceu rapidamente no século XIX e início do século XX com a exploração da borracha, pela extração do látex, época esta que ficou conhecida como Belle Époque, marcada pelos traços artísticos da Art Nouveau. Nesse período a Amazônia experimentou dois ciclos econômicos distintos com a exploração da mesma borracha. Estes dois ciclos (principalmente o primeiro) deram não só a Belém, mas também a Manaus (Amazonas), um momento áureo no que diz respeito à urbanização e embelezamento destas cidades. A construção do Teatro da Paz (Belém) e do Teatro Amazonas (Manaus) são exemplos da riqueza que esse período marcou na história da Amazônia. O então intendente Antônio Lemos foi o principal personagem da transformação urbanística que Belém sofreu, onde chegou a ser conhecida como Paris N'América (como referência à influência da urbanização que Paris sofrera na época, que serviu de inspiração para Antônio Lemos). Nesse período, por exemplo, o centro da cidade foi intensamente arborizado por mangueiras trazidas da Índia. Daí o apelido que até hoje estas árvores (já centenárias) dão à capital paraense. Com o declínio dos dois ciclos da borracha, veio uma angustiante estagnação, da qual o Pará só saiu na década de 1960, com o desenvolvimento de atividades agrícolas no sul do Estado. A partir da década de 1960, mas principalmente na década de 1970, o crescimento foi acelerando com a exploração de minérios (principalmente na região sudeste do estado), como o ferro na Serra dos Carajás e do ouro em Serra Pelada. [editar] Divisão do estado Este artigo ou secção possui passagens que não respeitam o princípio da imparcialidade. Tenha algum cuidado ao ler as informações contidas nele. Se puder, tente tornar o artigo mais imparcial. (Justifique o uso desta marca na discussão do artigo) Ver artigo principal: Plebiscito sobre a divisão do estado do Pará

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na manhã do dia 5 de maio de 2011, um decreto legislativo que autoriza a realização de um plebiscito que vai decidir pela criação do estado de Carajás, que seria uma divisão do estado do Pará. O decreto foi promulgado pelo presidente do Congresso Nacional, José Sarney (PMDB-AP). Depois de promulgado, o plebiscito poderá ser realizado em até seis meses, de acordo com a organização da Justiça Eleitoral. Outro projeto, que também divide o estado do Pará foi aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados. O projeto que prevê a criação do estado de Tapajós, contudo, ainda precisa passar pela aprovação do Senado antes de ser promulgado. Se os dois plebiscitos forem realizados, a área atual do estado do Pará poderá ser divida em três estados. Pela proposta, o estado de Carajás, de autoria do ex-senador Leomar Quintanilha, estaria localizado a sul e sudeste do Pará, e prevê como capital a cidade de Marabá. Ao todo, o novo estado teria 39 municípios, com área equivalente a 25% do atual território do paraense. Já o projeto que prevê o plebiscito para o estado de Tapajós é de autoria do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). O novo estado estaria localizado a oeste do Pará, ocupando cerca de 58% da área total do estado. A capital do novo estado seria Santarém. Ao todo, 27 municípios estão previstos para o estado de Tapajós. O projeto que prevê o plebiscito ainda precisa ser aprovado pelo Senado Federal. [editar] Possível polêmica O tema da divisão do Estado do Pará para a criação de novas unidades federativas é um tema altamente polêmico e que tem afastado políticos da discussão, principalmente ocupantes de cargos majoritários. Porém, um menor percentual da classe política tem-se posicionado a favor ou contra tais projetos emancipacionistas. Há que se ressaltar o fato de fazerem mais de duas décadas as articulações políticas em torno das possíveis novas unidades. Já os políticos unionistas foram tomados, em tese, "de surpresa" - uma vez que sua organização em torno do projeto unificador não estava há tanto tempo dentro das pautas internas quanto os projetos separatistas para aqueles. Os motivos alegados pelos defensores das reformas territoriais e as consequências, para os possíveis novos estados e para o estado residual, são de inúmeras ordens: desde culturais até geoestratégicas, merecendo aí três de destaque: políticas, econômicas e orçamentárias. A aprovação da criação dos estados de Carajás e Tapajós, causaria um saldo negativo anual de cerca de R$ 2 bilhões à União, o estado de Tocantins por exemplo da União R$ 500 milhões, de repasse voluntário, cinco anos depois de criado, sendo R$ 100 milhões por ano[7]. [editar] Sobrerrepresentação

vegetal (madeira). ouro. onde destaca-se o município de Castanhal. Neste cenário. de grandes perdas tributárias para a esfera estadual. Expressa-se assim que os grande projetos mineroenergéticos pouco colaboram de maneira direta para a arrecadação das esferas públicas no Pará. no sentido de viabilizar recursos para a administração satisfatória de um estado. O Pará é o maior produtor de pimenta do reino do Brasil e está entre os primeiros na produção de coco da Bahia e banana. isenta de ICMS as empresas exportadoras. estanho).56%) da população nacional. calcário. destacam-se . Pela característica natural da região. indústria e no turismo. que ao serem beneficiados. As atividades agrícolas são mais intensas na região nordeste do estado. pretenso Estado de Carajás. por motivos constitucionais. fazendo proporcionalmente jus a uma bancada de apenas quatro deputados federais e de fração de um senador — uma vez que não atinge a proporção de 8/513 (cerca de 1. pecuária. sendo Parauapebas a principal cidade que a isso se dedica. [editar] Economia Ver artigo principal: Economia do Pará A economia se baseia no extrativismo mineral (ferro. é obrigatório respeitar o piso de oito deputados federais e o fixo de três senadores por unidade federativa: o que produziria uma sobrerrepresentação na Câmara dos Deputados e uma superrepresentação no Senado Federal. a legislação brasileira. ao longo da malfadada Rodovia Transamazônica (BR-230). na agricultura. A mineração é atividade preponderante na região sudeste do estado. costumando ficar entre quinto ou sexto maior exportador nos últimos anos — aproximadamente 87% de suas exportações são de minérios diversos. através da Lei Kandir. destinados sobretudo à China. A pecuária é mais presente no sudeste do estado. e também vem se consolidando em municípios como Barcarena e Marabá através de investimentos na vesticalização dos minérios extraídos. bauxita. a agricultura também se faz presente.Politicamente. Contudo. desde a década de 1960. As reservas minerais em exploração estão localizadas quase todas na região do Sudeste Paraense. agregam valor ao se transformarem em alumínio e aço no próprio Estado. como bauxita e ferro. justamente as principais responsáveis por maior parte da geração de riquezas no estado paraense. percebe-se a fragilidade de um modelo assentado nas exportações. com os distritos industriais de Icoaraci e Ananindeua. Entretanto. São Félix do Xingu é o município com maior produção de banana do país. haveria o nascimento de dois estados com populações comparáveis às dos estados de Tocantins e Rondônia. manganês. Lei Kandir: O atual território correspondente ao Estado do Pará é um dos maiores responsáveis pela pauta exportadora nacional. A indústria do estado concentra-se mais na região metropolitana de Belém. vindo assim a facilitar substancialmente o acesso a cargos eletivos por parte da classe política desses possíveis estados. independente de seu tamanho ou demografia. que possui um rebanho calculado em mais de 14 milhões de cabeças de bovinos.

0% 23.também como fortes ramos da economia as indústrias madeireira e moveleira. sudeste e até mesmo no centro-oeste (nas quais a soja se faz mais presente). contribuindo assim. devido à grande herança genética indígena e. [editar] Etnias O Pará teve um elevado número de imigrantes portugueses. que chegaram à capital quase que exclusivamente por questões políticas. O extrativismo mineral vem desenvolvendo uma indústria metalúrgica cada vez mais significativa.5% . que vai da região sudeste do Pará até São Luís do Maranhão. Em seguida vieram os italianos e seu poder desbravador marítimo. boa parte dele é exportado o que contribui para o município abrigar também a principal atividade portuária do Pará. é possível atestar a presença crescente de siderúrgicas. e sedia uma das maiores fábricas desse produto no mundo. além das companhias já presentes na cidade. Após deixar sua contribuição para o surgimento da cidade de Belém. em menor parcela. mas recentemente este cenário vem mudando. tendo um polo moveleiro instalado no município de Paragominas. no distrito de Vila do Conde. aquecendo a economia da cidade tanto pela exportação do grão como pela franca expansão de seu plantio: a produção local já representa 5% do total de grãos exportados. Nos últimos anos. as regiões sudeste e sudoeste do Pará tornaram-se uma nova área para essa atividade agrícola. com a expansão da cultura da soja por todo o território nacional. No momento Barcarena é um grande produtor de alumínio.0% 3. graças às disputas pela Península Ibérica. A maioria da população é parda. que segue até o porto de Santarém. espanhóis e japoneses. a “Sala Vicente Salles” do “Memorial dos Povos”. os japoneses estabeleceram-se no interior agrário. que não devasta áreas da floresta nativa porque consiste somente na queima do coco e não do coqueiro. fixando-se em municípios como Tomé-açu. No município de Barcarena é beneficiada boa parte da bauxita extraída no município de Paragominas e na região do Tapajós em Oriximiná. situado em Belém. e também pela falta de áreas livres a se expandir nas regiões sul. este é produzido principalmente no município de Bom Jesus do Tocantins. O polo siderúrgico de Marabá utilizava intensamente o carvão vegetal para aquecer os fornos que produzem o ferro gusa. Cor/Raça Pardos Brancos Negros Porcentagem 73. africana. Pela rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163) é escoada boa parte da produção sojeira do Mato Grosso. Os lusitanos foram seguidos pelos espanhóis. Estes povos têm suas trajetórias contadas em um espaço permanente. as indústrias estão investindo no reflorestamento de áreas devastadas e na produção de carvão do coco da palmeira Babaçu. para a devastação mais rápida das florestas nativas da região. O governo federal implementou em Marabá um pólo siderúrgico e metalúrgico. Ao longo da Estrada de Ferro Carajás.

de mamão hawai e do melão na década de 1970. deu-se no século XVII. com cerca de 13 mil habitantes. perdendo apenas para os estados de São Paulo e Paraná. Breves. Em Belém. existia no Pará cerca de . Óbidos. por terra e subiram o Rio Amazonas. Oriximiná. O consulado ficava em Recife. A presença na região oeste do Pará era tão acentuada. originários da Calábria. Francisco Caldeira Castelo Branco iniciou a ocupação da terra. Campania e Basilicata. que ligavam o Forte do Presépio a São Luís do Maranhão. Deixando contribuições que vão desde a culinária à arquitetura. Ao mesmo tempo em que trabalharam. Pernambuco. A terceira maior colônia japonesa no Brasil está no Pará. que havia uma representação do consulado da Itália em Óbidos. A fixação portuguesa foi efetivada com as missões religiosas e as bandeiras. no dia 22 de setembro do mesmo ano. Em Janeiro de 1616. Santa Izabel do Pará e Castanhal. no Japão. considerada a cidade mais italiana do Estado.[9] Italianos Os emigrantes italianos que vieram para o Pará são predominantemente da região Sul da Itália. Segundo o censo de 1920. Japoneses Os primeiros imigrantes japoneses que se destinaram a Amazônia saíram do Porto de Kobe. [editar] Imigrantes Portugueses A presença dos portugueses no estado. Eles vivem principalmente nos municípios de Tomé-Açu. Eles fincaram raízes familiares em Belém. mas aqui se dedicaram ao comércio.Amarelos ou Indígenas 0. no dia 24 de julho de 1926. Sabendo-se que Tomé-Açu foi o primeiro local do Norte do país a receber imigrantes japoneses. foram importantes no início do processo de industrialização da capital (1895). Os japoneses foram responsáveis pela introdução de culturas como a juta e a pimenta-do-reino na década de 1930. Santarém e Alenquer. o capitão português. por volta de 1929. núcleo da futura capital paraense. Abaetetuba. os italianos se dividiram entre a atividade comercial e os pequenos serviços. Os portugueses foram os primeiros a chegar no Pará. e só chegaram ao município de Tomé-Açu. com paradas no Rio de Janeiro e Belém.6% Fonte: PNAD (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração)[8] . fundando o Forte do Presépio. O primeiro comércio italiano de que se tem notícia é de 1888 que ficava em Santarém. Eram todos colonos.

A lambada paraense da década de 1970 também influenciou o maranhão.A população de Belém. registrou-se um refluxo causado pela perseguição a alemães. O "r" e o "s" são pronunciados de maneira semelhante . Santarém. A parte da religião umbandista também há uma cumplicidade entre os dois estados.[11] Franceses Os primeiros imigrantes franceses chegaram ao Brasil na segunda metade do século XIX.mil italianos. goiano e gaúcho. entre outros. Altamira. enquanto outro sotaque é utilizado na região sudeste do Pará (Região de Carajás): um dialeto derivado de misturas de nordestino. os maranhenses vão em busca de melhores condições materiais. no nordeste do Pará. sul e sudeste do Pará é formada basicamente por imigrantes maranhenses. na época do Ciclo da Borracha e até 1914 desembarcaram em Belém entre 15 mil e 25 mil imigrantes sírios-libaneses. assim como os franceses. Alenquer. não permaneceram em território paraense. O Maranhão e o Pará tem uma longa história de ligação que começou desde a criação dos Estados do Grão-Pará e Maranhão. "tu chegaste". usado na capital Belém. A parte cultural também há uma reciprocidade entre os dois estados. na região metropolitana de Belém do Pará. Os italianos. Oeste do estado. sobretudo nas intimidades. [10] Libaneses A emigração dos libaneses para o Pará se deu na metade do século XIX. o libaneses se deslocaram para os municípios de Cametá. Dialeto paraense tradicional: tem como característica mais distintiva o raro uso do pronome de tratamento "você". Monte Alegre. substituindo "você" por "tu": "tu fizeste". Inclusive a origem do carimbó (dança de negros) é do Maranhão que com o processo de aculturação tomou a forma paraense. dirigiram-se para a colônia de Benevides. tornando-a conhecida como Paris N'América. Breves. Abaetetuba. No Pará. por causa do Ciclo da Borracha.Por ser vizinho do Estado do Pará. muitas vezes chegando a omitir o pronome "tu". [editar] Dialetos O Pará tem pelo menos dois dialetos de destaque: o dialeto paraense tradicional. dois quais um terço foram para o Acre. Os franceses foram atraídos para a região. acabaram se instalando em Belém. mineiro. Marabá. japoneses e italianos. além da capital paraense. Maracanã. verbalizando expressões apenas como: "chegaste bem?". Soure. "tu és". "já almoçaste?". Óbidos.O hino do Círio de Nazaré foi composto por um poeta maranhense chamado Euclides Farias. capixaba. Maranhenses São os maiores imigrantes nacionais no Estado do Pará. Ao final da Segunda Guerra. e em boa parte do território estadual. (Pará).

Também é conhecido como Amazofonia. Sujeito ativo x passivo: enquanto em outros estados. Se não for nesse sentido. • Em uma visita a Belém. Exemplo: • • • • • • que isso? ao invés de que que isso? quanto isso custa? no lugar de quanto que isso custa? qual é o nome disso? ao invés de como que isso chama? (sic) como vai ser? substituindo como que vai ser? ele vai "pro" cinema ao invés de ele vai ao cinema eu vou "pra" feira no lugar de eu vou à feira No x para: nesse sotaque. é para você (formal) compra um açaí (informal) x compre um açaí (formal) atende o telefone que é para ti (informal) x atenda o telefone que é para você (formal) Existe concordância dos verbos com relação ao pronome de tratamento. é para ti (informal) x venha ver. Caso refira-se ao seu nome próprio. eu te avisei (informal) x eu lhe avisei (formal) Ramo ré (informal) x vamos ver (formal) vem ver. a maneira utilizada é ele se formou em engenharia ou a coligação se formou ano passado. Exemplos: • • verbo chamar: ele chama tem apenas o sentido de ele chamou o elevador ou ele chamou uma criança (sujeito ativo).à do Rio de Janeiro. Pasquale Cipro Neto. é ele se chama Alberto. afirmou que considera o dialeto de Belém semelhante em muitos aspectos ao de Lisboa. o para é mais utilizado quando o sentido é ao ou à: . as duas formas apresentam sentidos distintos no Pará. e decorre da forte influência portuguesa na linguagem. ele formou uma empresa (sujeito ativo). verbo formar: ele formou tem apenas o sentido de ele formou uma quadrilha. Portugal. o renomado professor de língua portuguesa. a pergunta seria qual é o nome dele?. a população utiliza verbos com sujeito ativo ou passivo e os considera quase com mesmo sentido. comparado aos outros do Brasil. diferenciando-se situações informais das formais: • • • • • Uso menos abusivo do Que: o paraense faz um pouco menos uso dos ques que outros brasileiros. Tal dialeto é considerado brando (à exceção da letra "s") e possuidor de menos vícios de linguagens. nunca coloca dois ques juntos.

"chegaste" etc. a diferença cultural é um dos motivos dessa região manifestar interesse de ser um estado autônomo. pelo motivo dessa região estar distante do vale amazônico. aproximando-se do planalto central. A região também registra o maior número de conflitos e mortes no campo. como "foste". apesar de muitos brasileiros esperarem um sotaque nordestino quando se fala em Pará[carece de diferença entre o sotaque do Pará e os da região Nordeste fontes?] Semelhanças e diferenças: • • .• ela foi "pro" shopping em detrimento de ela foi ao shopping apesar de soar como sotaque carioca para muitos paulistas. já que o paraense tem bem menos "gingado" e conjuga mais verbos como em Lisboa. Essa maneira de falar existe no Pará desde meados da década de 1970. sudestinos e sulistas para a região. goianos. é ainda maior a Dialeto da Região de Carajás: marcante o uso do "s" como o de São Paulo. Também são conhecidos como amazônicos da serra. [editar] Principais cidades Cidades mais populosas do Pará (estimativa de 2009 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)[2] Posiçã o 1 2 Cidade Belém Ananindeu a Mesorregi ão Metropolitana Metropolitana Pop. Mal-estar cultural: Essas diferenças culturais geraram mal estar entre os habitantes da região colonizada e do resto do estado (entre os "tradicionais paraenses" e os "novos paraenses"). atraídos com a descoberta da maior reserva mineralógica do planeta (Carajás) e pela oferta em abundância de terras baratas. é nitidamente distinguível o sotaque paraense do carioca. quando houve uma maciça migração desordenada de nordestinos. e outras peculiaridades. Posiçã o Cidade Marituba Breves Mesorregi ão Metropolitana Marajó Pop . derivados de disputas por terras em um sistema fundiário caótico da região. em altitudes mais elevadas. Hoje em dia. 101 15 8 101 09 4 ver • editar 1 437 60 11 0 505 512 12 .

. importantes para a economia do estado são. Tucuruí e Santarém. Itaituba.3 4 5 6 7 8 9 10 Santarém Marabá Castanhal Baixo Amazonas Sudeste Metropolitana 276 665 203 049 161 497 152 777 139 819 127 848 117 099 107 060 [12] 13 14 15 16 17 18 19 20 Altamira Sudoeste 98 750 97 350 96 010 92 567 75 583 72 720 68 600 67 208 Belém Paragomina Sudeste s Tucuruí Barcarena Redenção Tailândia Moju Sudeste Metropolitana Sudeste Nordeste Nordeste Parauapeba Sudeste s Abaetetuba Nordeste Itaituba Cametá Bragança Sudoeste Nordeste Nordeste São Félix Nordeste do Xingu Fonte: IBGE. Altamira. Castanhal. Ananindeua. Salinópolis. Marabá. [editar] Educação Ananindeua O Pará possui 144 municípios. Barcarena. dentre os quais. Paragominas. Parauapebas. Belém. Belém e Marituba fazem parte da Região Metropolitana de Belém. estimativa populacional 2009 Ananindeua. Canaã dos Carajás. Redenção.

9 .5 . são as denominadas frutas regionais. algumas das frutas nativas paraenses: • • • Açaí Bacuri Cupuaçu Result ados no ENEM P R A or ed n tu aç o gu ão ês 2 33 49 0 .1 .0 .9 di 2 9 a 2 36 0 59 . Outros pratos típicos da região são • • • • • • • • Açaí Caranguejo turú camusquim Caruru Paraense Casquinho de mussuã Chibé Cuscuz • • • • • • • • • Pato no tucupi Tacacá Maniçoba Peixe moqueado Pirarucu de sol Pupunha cuzida Sopa de aviú tapioquinha arroz paraense O Pará apresenta mais de uma centena de espécies comestíveis. Os nomes dos pratos são tão exóticos quanto seu sabor.9 0 .0 di 0 8 a 2 46 54 0 . A seguir.9 0 2 7 7[ 14 (1 (1 ] 9º 5º ) ) M 51 55 é . Os elementos encontrados na região.[editar] Cultura [editar] Culinária Ver artigo principal: Culinária do Pará A Culinária paraense possui grande influência indígena.2 . formam a base de seus pratos. e em muitas vezes apresentando um exótico sabor para as suas sobremesas.7 0 [3 8 6 13 (1 (1 ] 9º 7º ) ) M 36 52 é . já que são de origem indígena. o que deixa os gourmets maravilhados pela alquimia utilizada na produção destes pratos exóticos.

• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Graviola Pupunha Taperebá Castanha-do-pará Muruci Piquiá Tucumã Bacaba Camu-camu Uxi Ingá Sapotilha Abricó Abiu Ajirú Anajá Lista de governadores do Pará Lista de municípios do estado do Pará Lista de municípios do Estado do Pará por população Lista de mesorregiões do Pará Lista de microrregiões do Pará Lista de rios do Pará [editar] Ver também .

htm 7.PR-5/02). Página visitada em 30 de outubro de 2011. 5.html?question=0 Novos Estados de Carajás e Tapajós devem gerar rombo anual de R$ 2 bilhões à União]. a b 3. ↑ IBGE (10 de outubro de 2002). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.r7.124 de habitantes. . [http://noticias. ↑ Portal R7.• • • • • • • • • • Hino do Pará Brasão do Pará Música paraense Região Metropolitana de Belém Universidade da Amazônia Universidade Federal Rural da Amazônia Universidade do Estado do Pará Universidade Federal do Pará Fundação da Criança do Adolescente do Pará Turismo no Pará Referências 1.br/dlcv/tupi/vocabulario.usp. ↑ http://www. 2. (IBGE/2008). Cidade com cerca de 1. Página visitada em 17 de setembro de 2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (14 de agosto de 2009).fflch. ↑ Ranking do IDH dos estados do Brasil em 2005.com/brasil/noticias/novos-estados-de-carajas-e-tapajos-devem-gerar-rombo-anual-de-r-2bilhoes-a-uniao-20110620. 6. Página visitada em 22 de julho 2010. Área territorial oficial.424. ↑ Síntese dos Inidicadores Sociais 2009. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (15 de setembro de 2008). Página visitada em 22 de 4. ↑ região metropolitana da Amazônia. outubro de 2009. ↑ Estimativas do IBGE para 1º de julho de 2009.

Página visitada em 14 de agosto de 2008. ↑ [3] 12. ↑ http://download.com/vestibular/enem2006_desempenhoregiaouf.8.xls [editar] Ligações externas O Commons possui uma categoria com multimídias sobre Pará • • • Governo do Pará (em português) Tribunal de Justiça do Estado do Pará (em português) Emancipação de Tapajós gera debate em Santarém (em português) [Expandir] Pará . ↑ [2] 11.globo. ↑ População residente no Brasil em 2009: Publicação completa.br/educacao/enem2007_mediasredacao.xls 15.uol.com. ↑ Demografia 9. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). ↑ http://download.doc 14. 13. ↑ [1] 10.br/download/enem/2008/Enem2008_tabelas_01a101.inep. ↑ http://www.gov.

[Expandir] v•e Pará Portal — Geografia. Esportes C a p i Belém t a l M e s o r r eBaixo Amazonas • Marajó • Metropolitana de Belém • Nordeste Paraense • Sudeste Paraense • Sudoeste Paraense g i õ e s . Política. Cultura.

M i c r o r Almeirim • Altamira • Arari • Bragantina • Belém • Cametá • Castanhal • Conceição do Araguaia • Furos de Breves • Guamá • r Itaituba • Marabá • Óbidos • Parauapebas • Paragominas • Portel • Redenção • Salgado • Santarém • São Félix do Xingu • ToméeAçu • Tucuruí g i õ e s RBelém e g i õ e s M e t r o p o l .

i t a n a s e R I D E s M Belém • Ananindeua a i s d e 5 0 0 . 0 0 0 .

0 0 0 h a .h a b i t a n t e s M Santarém • Marabá a i s d e 2 0 0 .

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a n t e s V e j a t Interior do Pará a m b é m Norte, Brasil

[Expandir] v•e Regiões e estados do Brasil Subdivisões do Brasil

URegião Acre · Amapá · Amazonas · Pará · Rondônia · Roraima · Tocantins nNorte i Região Alagoas · Bahia · Ceará · Maranhão · Paraíba · Pernambuco · Piauí · Rio Grande do Norte · Sergipe dNordeste aRegião Distrito Federal · Goiás · Mato Grosso · Mato Grosso do Sul dCentroOeste e sRegião Espírito Santo · Minas Gerais · Rio de Janeiro · São Paulo Sudeste dRegião SulParaná · Rio Grande do Sul · Santa Catarina a F e d e r a ç ã o AFernando de Noronha · Atol das Rocas · Arquipélago de São Pedro e São Paulo · Trindade e Martim Vaz r q u i p é l

a g o s G e o e c o nAmazônica · Centro-Sul · Nordeste ô m i c a s O u t r Antártida Brasileira (ver também: Estação Antártica Comandante Ferraz) o s Propostas de novas unidades federativas do Brasil

[Expandir] v•e Fronteiras do Brasil C1 PCDL • 2 PCDL o m i s s õ e s d e m a r c a d o r a s d e .

f r o n t e i r a P a í s e s l i Argentina • Bolívia • Colômbia • Guiana Francesa (França) • Guiana • Paraguai • Peru • Suriname • Uruguai • Venezuela m í t r o f e s M Centro-Oeste • Norte • Sul .

a c r o r r e g i õ e s f r o n t e i r i ç a s EAcre • Amapá • Amazonas • Mato Grosso • Mato Grosso do Sul • Pará • Paraná • Rio Grande do Sul • Rondônia • Roraima • s Santa Catarina t a .

d o s f r o n t e i r i ç o s Sócioeconômico Área • Área urbana • População • Densidade demográfica • PIB • PIB per capita • IDH • Gini M Bifronteiriços ou Atalaia do Norte • Assis Brasil • Barra do Quaraí • Corumbá • Foz do Iguaçu • Laranjal do Jari • Oriximiná • São utríplices Gabriel da Cachoeira • Uiramutã • Uruguaiana nfronteiras i Fronteira Aceguá • Acrelândia • Alecrim • Almeirim • Alta Floresta d'Oeste • Alto Alegre • Alto Alegre dos Parecis • csimples Amajari • Antônio João • Aral Moreira • Bagé • Bandeirante • Barcelos • Barracão • Bela Vista • Belmonte • í Benjamin Constant • Bom Jesus do Sul • Bonfim • Brasileia • Cabixi • Cáceres • Capanema • Capixaba • p Caracaraí • Caracol • Caroebe • Chuí • Comodoro • Coronel Sapucaia • Costa Marques • Crissiumal • Cruzeiro i do Sul • Derrubadas • Dionísio Cerqueira • Dom Pedrito • Doutor Maurício Cardoso • Entre Rios do Oeste • o Epitaciolândia • Esperança do Sul • Feijó • Garruchos • Guaíra • Guajará • Guajará-Mirim • Guaraciaba • Herval s • Iracema • Itaipulândia • Itapiranga • Itaqui • Jaguarão • Japorã • Japurá • Jordão • Mâncio Lima • Manoel Urbano • Marechal Rondon • Marechal Thaumaturgo • Mercedes • Mundo Novo • Normandia • Novo Machado • f Nova Mamoré • Óbidos • Oiapoque • Pacaraima • Paraíso • Paranhos • Pato Bragado • Pedras Altas • Pérola r d'Oeste • Pimenteiras do Oeste • Pirapó • Plácido de Castro • Planalto • Poconé • Ponta Porã • Porto .

. acadêmico — Scirus. Por favor. livros. Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde Fevereiro de 2008).o n t e i r i ç o s Brasil • Esperidião • Porto Lucena • Porto Mauá • Porto Murtinho • Porto Velho • Porto Vera Cruz • Porto Walter • Porto Xavier • Pranchita • Princesa • Quaraí • Rodrigues Alves • Roque Gonzales • Santa Helena • Santa Helena • Santa Isabel do Rio Negro • Santa Rosa do Purus • Santa Vitória do Palmar • Santana do Livramento • Santo Antônio do Içá • Santo Antônio do Sudoeste • São Borja • São Francisco do Guaporé • São José do Cedro • São Miguel do Iguaçu • São Nicolau • Sena Madureira • Serranópolis do Iguaçu • Sete Quedas • Tabatinga • Tiradentes do Sul • Tunápolis • Vila Bela da Santíssima Trindade Portal do Pará Ritos de passagem Origem: Wikipédia. pesquisa Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência. Encontre fontes: Google — notícias. inserindoas no corpo do texto por meio de notas de rodapé. o que compromete sua credibilidade (desde junho de 2010). (Redirecionado de Rito de passagem) Ir para: navegação. melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes. Veja como referenciar e citar as fontes. a enciclopédia livre. Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.

e era reconhecido como sendo parte da linhagem ancestral. por exemplo. logo em seguida ao nascimento. a pessoa trocava de nome. Alguns anos mais tarde. . mais do que representarem uma transição particular para o indivíduo. marcavam pontos de desprendimento. marcando o fato que. entrando no seu período fértil. aquela que propiciava a entrada no reino dos mortos e garantia o retorno futuro ao mundo dos vivos. O casamento era uma delas. ela estava simbolicamente misturando o seu próprio sangue ao sangue do seu clã. Outras cerimônias seguiam-se. previamente escolhido. A dor e o sangue derramado eram. a idade adulta. Outras teorias foram desenvolvidas por Mary Douglas e Victor Turner na década de 1960. ao atingir a puberdade. de forma solene. e os ritos fúnebres eram considerados como a última transição. Para os rapazes. essa cerimônia geralmente se dava no momento em que ele fazia a caça e o abate do primeiro animal. A convivência com algumas pessoas devia ser deixada para trás e novas pessoas passavam a constituir o grupo de relacionamento direto. não mais existia . portanto. Entre os nativos norte-americanos. Essas cerimônias. Muitas vezes. Nesse rito. ou não. Todas essas cerimônias. representando que aquela identidade que assumira até então. Cada religião tem seus ritos.ela era uma nova pessoa. representava igualmente a sua progressiva aceitação e participação na sociedade na qual estava inserido. dependendo da situação celebrada. no entanto. Os ritos de passagem são realizados de diversas formas. era então pronunciado para ele pela primeira vez. Os ritos de passagem podem ter caráter religioso. Ligadas. isso se dava geralmente no momento da primeira menstruação. Para as mulheres. Em todas as sociedades primitivas. algumas tribos praticavam um rito onde a pele do peito dos jovens guerreiros era trespassada por espetos e repuxada por cordas. a primeira dessas cerimônias era praticada dentro do próprio ambiente familiar. dessa forma. Seu nome. Geralmente. essas cerimônias significavam a integração daquela pessoa como membro produtivo da tribo: ao derramar sangue para a preservação da comunidade (pela procriação ou pela alimentação). Variadas cerimônias marcavam. ao derramamento de sangue. estava apta a preparar-se para o casamento. o recém-nascido era apresentado aos seus antecedentes diretos. portanto tanto o cunho individual quanto o coletivo. sendo parecidos com de outras religiões. a cada uma dessas cerimônias. conhecidas como ritos de iniciação ou de passagem. determinados momentos na vida de seus membros eram marcados por cerimônias especiais. Velhas atitudes eram abandonadas e novas deviam ser aceitas. desde rituais místicos ou religiosos até assinatura de papéis (ou ainda os dois juntos). o jovem passava por outra cerimônia. tendo. ao longo da vida.Ritos de passagem são celebrações que marcam mudanças de status de uma pessoa no seio de sua comunidade. O termo foi popularizado pelo antropólogo alemão Arnold van Gennep no início do século vinte. considerados como uma retribuição à Terra das dádivas que a tribo recebera até ali. ainda.

cogitável. a troca do símbolo pela ostentação pura e simples. acaba criando a desestruturação do padrão social. era comum que esses ritos ocorressem espontâneamente. de manter a criança na fé dos seus antepassados? Obviamente. Batismo e festas de aniversário de 15 anos. por exemplo.Nos tempos atuais e nas sociedades modernas. Embora pudessem acontecer depois de alguma preparação. Muitas pessoas. após passarem incólumes por algum tipo de experiência traumática. o que não era. realmente. Rompê-las era colocar em risco a própria sobrevivência da tribo como unidade coerente. nas sociedades primitivas. No entanto. Quantas pretendem realmente cumprir a promessa solene. muitos desses ritos subsistiram embora muitos deles esvaziados do seu conteúdo simbólico. eram alçadas à condição de xamãs pela tribo. geralmente. Índice [esconder] • • • • 1 A Iniciação dos Xamãs e Heróis 2 Religiões afro-brasileiras 3 Outras religiões 4 Ver também [editar] A Iniciação dos Xamãs e Heróis Ao lado dos ritos que abordamos. são resquícios desse tipo de cerimônia. a partir de uma casualidade que era então tida como propiciada pelos deuses. Estados semicomatosos induzidos por doenças. Tomando o batizado cristão como exemplo. Essas pessoas. Estes eram os ritos de iniciação dos xamãs ou dos heróis. que hoje representam muito mais um compromisso social do que a marcação do início de uma nova fase na vida do indivíduo. ao menos. feita em frente ao seu sacerdote. que poderia ter provocado a sua morte. poderia-se perguntar quantas pessoas que batizam os seus filhos são. picada de animais peçonhentos. que poderiam configurar uma categoria distinta de passagem ou iniciação. eram consideradas como pertencendo a uma classe especial. havia outros ritos específicos. eram normalmente considerados como modificadores da pessoa. tais promessas eram obrigações indiscutíveis e sagradas. etc. . cristãs. que retornaria desses estados possuindo uma nova e mais clara visão do mundo. de certa forma institucionalizada e regulada pela família e pela sociedade.

às vezes extremos. que seguindo as tradições africanas fazem o ritual do nascimento.a ele era atribuída a invenção da escrita e o desenvolvimento da agricultura. [editar] Religiões afro-brasileiras Os ritos de passagem são inseridos em algumas das religiões afro-brasileiras mas onde estão mais presentes é no Culto de Ifá.Por um outro lado. Há de se notar que Ísis. A idéia aqui. por exemplo. não era a de rito de passagem simplesmente como transição de um período para outro da vida. algumas fazem o ritual do casamento. por fim. ao passo que Ísis representa a parte de nós que realiza a busca e a reconstrução. que irá prosseguir seu trabalho civilizador. filho da fusão entre as duas partes. e nem ao menos uma cerimônia específica. com uma missão a cumprir. ritual do nome quando uma criança é apresentada ao Orun e ao Tempo. desfazer-se). por acaso ou por escolha própria. mas apenas cumpre a função de gerar em Ísis um novo ser. ritual de iniciação ou feitura de santo. Candomblé e Culto aos Egungun. O caráter de morte e renascimento nesses ritos era profundamente marcado. transformar-se em um novo ser. usa-se o termo fazer a cabeça onde pode existir a catulagem e pintura. que possui todas as características associadas ao processo das iniciações míticas. que Osíris (o conhecimento). Umbanda e Quimbanda A Umbanda e Quimbanda não incluem os ritos de passagem. eram duas faces distintas de uma mesma pessoa. mas também como de um estado de consciência para outro. geralmente associado a uma missão a cumprir. portanto. recolher suas partes através de um árduo e longo trabalho e. o ritual fúnebre e o ritual do Axexê quando a pessoa iniciada morre. Vê-se tal caráter em diversas lendas de heróis mitológicos. no mito egípcio de Osíris. ou seja: a idéia é que os dois. uma vez que não incorporam Orixás incorporam os Falangeiros de Orixás. na verdade. Osíris representa o aspecto de nossos conhecimentos prévios que hão de ser desfeitos. também. após ser reconstruído. em seguida sua esposa Ísis empreende uma longa busca pelos seus pedaços. como. e reúne-os para que ele gere com ela seu filho Hórus. era irmã de Osíris. Ou seja: essa forma de rito não depreendia uma idade ou ocasião específica. além de esposa. o contrário também poderia acontecer: dentro do processo normal de treinamento de um xamã. chegavam-sese a um ponto em que determinadas provas deveriam ser enfrentadas. Poderia acontecer a qualquer momento da vida. portanto. para que o treinando comprovasse a sua capacidade de enfrentar seus medos e seus próprios limites físicos e mentais. Osíris era uma divindade civilizadora . e tinha um cunho de transformação de personalidade mais profundo. nem feitura de santo propriamente dita. eram utilizados nesse sentido. é: aquele que busca o conhecimento deverá morrer (perder a individualidade. fome. após a iniciação. Isolamento. não permanece existindo. Note-se. A mensagem. seu corpo é despedaçado e espalhado por todo o Egito. . frio. No mito.

Este artigo não cita nenhuma fonte ou referência. Você pod Tupinambás Origem: Wikipédia. . Veja como referenciar e citar as fontes. é uma cerimonia de iniciação judaica. (Redirecionado de Tupinambá) Ir para: navegação. Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde novembro de 2008). Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior. o que compromete sua credibilidade (desde novembro de 2008). aprendizado das rezas e pontos riscados e cantados. e é feita a apresentação pública. A circuncisão. Encontre fontes: Google — notícias. acontece oito dias apòs o nascimento. a enciclopédia livre. veja Tupinambás (desambiguação). pesquisa Nota: Para outros significados. e não tem imposição do adoxú. [editar] Ver também • Ritual Este artigo é um esboço. inserindoas no corpo do texto por meio de notas de rodapé. que simboliza a admissão na comunidade religiosa. ou brit milá. Por favor.porém a cabeça não é raspada completamente. A reclusão nesses casos é de três a sete dias. livros. é feita a instrução esotérica. [editar] Outras religiões A cerimonia de batismo é um exemplo de ritual praticado por cristãos ao longo da història. melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes. acadêmico — Scirus.

Tupinambás em gravura de Theodor de Bry .

constituindo-se na língua raiz da língua geral paulista e do nheengatu. os tupinás (tupinaê). como nação. normalmente.Guerreiro Tupinambá O termo tupinambá provavelmente significa o mais antigo ou o primeiro e se refere a uma grande nação de índios. os aricobés etc. Entretanto. conhecidos pelos tupinambás como peró[1]. quando se fala em tupinambás. . os tamoios. está-se a referir às tribos que fizeram parte da Confederação dos Tamoios. dominavam quase todo o litoral brasileiro e possuíam uma língua comum. os temiminós. que teve sua gramática organizada pelos jesuítas e que passou a ser conhecida como o tupi antigo. os caetés. os amoipiras. os tabajaras. cujo objetivo era lutar contra os portugueses. os tupiniquins. da qual faziam parte. os potiguaras. Os tupinambás. dentre outros.

as diversas tribos que compunham a nação Tupinambá lutavam constantemente entre si. além das cartas jesuíticas da época..Apesar de terem raízes comuns.). nos dão notícias muito precisas acerca de quem eram e de como viviam os índios Tupinambás... todos do século XVI. Autores como o alemão Hans Staden (História verdadeira e descrição de uma terra de selvagens.1666) .) e os franceses Jean de Léry (História de uma viagem feita à terra do Brasil) e André Thevet (As singularidades da França Antártica. movidas por um intenso desejo de vingança que resultava sempre em guerras sangrentas em que os prisioneiros eram capturados para serem devorados em rituais antropofágicos.. Homem tupinambá .pintura de Albert Eckhout (1610 .

As tentativas de escravização dos índios para servirem nos engenhos de cana-de-açúcar no núcleo vicentino levaram à união das tribos numa confederação sob o comando de Cunhambebe chamada de Confederação dos Tamoios. com 199 pessoas. como o milagre de Anchieta: levitar entre os índios. Fatos lendários e fantásticos teriam ocorrido nesta época do cativeiro. Os tupinambás da Região Sudeste do Brasil tinham um vasto território. Também era comum a intercessão dos pajés junto aos espíritos através do uso dos maracás. no estado de São Paulo. englobando todas as aldeias tupinambás desde o Vale do Paraíba Paulista até o Cabo de São Tomé. os Tupinambá da Serra do Padeiro. Nesse período. Atualmente lutam pela homologação de suas terras. queriam que ele dali se retirasse pois pensavam tratar-se de um feiticeiro. que horrorizados.Em todas as tribos tupinambás. Segundo a tradição. que se estendia desde o Rio Juqueriquerê. com invejável poderio de guerra. É nesse ínterim que Nóbrega e Anchieta teriam sido levados por José Adorno de barco até Iperoig (atual Ubatuba). no estado do Rio de Janeiro. até o Cabo de São Tomé. nome originário de Meire Humane). para tentar fazer as pazes com os índios. chocalhos místicos cujo uso era obrigatório em qualquer cerimônia. como chama Alfred Métraux em seu livro A Religião dos Tupinambás. que era a mistura de sal e pimenta que os índios vendiam aos franceses (chamados pelos tupinambás de maíra[2]. ele teria escrito o Poema da Virgem. com os quais se aliaram quando estes estabeleceram a colônia da França Antártica na Baía de Guanabara. eram comuns as referências a "heróis civilizadores". em São Sebastião / Caraguatatuba. no município de Belmonte. com mais de 1 mil indígenas divididos em 21 aldeias . Nóbrega voltou até São Vicente com Cunhambebe e o Padre José de Anchieta ficou cativo dos tupinambás em Ubatuba. . O grosso da nação tupinambá localizava-se na Baía da Guanabara e em Cabo Frio. Atualmente. existem três núcleos de índios Tupinambás no litoral da Bahia: Olivença. Também. já demarcadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai). com vinte aldeias e 3 864 indígenas e a aldeia Patiburi.grupo que se negou a virar escravo nos engenhos e se abrigou no mato (por conta disso o extinto Serviço de Proteção ao Índio (SPI) os chamavam de "Tupinambá do Mato". município de Ilhéus. Esses heróis eram divindades que haviam criado ou dado início à civilização indígena (Meire Humane e Pae Zomé — mito ameríndio comum em toda a América Meridional). onde fabricavam o gecay.

depois de feitas as pazes. no final do século XVI. se concretizou. o golpe fatal aos tupinambás foi o ataque ao último reduto francês em Cabo Frio.Distribuição dos grupos de língua tupi na costa no século XVI Seja como for. profecia que. Por esses motivos e por algumas declarações que denotariam em tese conivência com o extermínio indígena é que o Padre José de Anchieta tem sido considerado muito polêmico até os dias atuais. Quando os portugueses atacaram os franceses do Rio de Janeiro. podiam ser encontrados numa aldeia de índios cristãos próxima da então recém-fundada cidade do Rio de Janeiro. Tudo destruído com fogo e passado ao fio da espada. Os sobreviventes ou se refugiaram nos matos e migraram para outras regiões ou alguns poucos ainda. gerando a atual população caiçara daquela região assim como a população cabocla do Vale do Paraíba Paulista e Fluminense. de fato. seriam todos destruídos. os padres. Nóbrega advertiu os índios de que. com muita diplomacia. local onde morreu e foi enterrado o Padre Nóbrega. ou se embrenharam nos matos ou foram assimilados pelos colonos em Ubatuba. se voltassem atrás na palavra empenhada. estes pediram ajuda aos índios. com a destruição de todas as aldeias. Diz-se que. embora. promovendo a Paz de Iperoig. Contudo. noutras oportunidades. na segunda metade do século XVI. Isto levou ao extermínio dos tupinambás que moravam em aldeias em torno da Baía da Guanabara. para não ajudarem os irmãos do Rio e não correrem riscos. conseguiram desmantelar a Confederação dos Tamoios. Referências . Os que conseguiram se salvar foram os que se embrenharam nos matos com alguns franceses e os índios tupinambás de Ubatuba que. que acudiram a seus aliados. o primeiro tratado de paz das Américas. tenha declarado que se entendia melhor com os índios do que com os portugueses.

< Civilização macrojê Ir para: navegação. livros abertos por um mundo aberto.fflch.usp. ↑ http://www.fflch. ↑ http://www.htm [editar] Ver também • Tupinambá de Olivença Civilização macrojê/História Origem: Wikilivros.1.usp. pesquisa • • • • Introdução Civilização macrojê Cultura Distribuição aproximada das famílias macro-jês no interior do Brasil na época da chegada dos portugueses .br/dlcv/tupi/licoes/licao01.htm 2.br/dlcv/tupi/vocabulario.

Distribuição aproximada das nações indígenas no litoral brasileiro no século XVI .

Mapa de 1629 mostrando o território dos índios tremembés no atual litoral do Ceará Índio aimoré em gravura de Johann Moritz Rugendas do século XIX .

Campos dos Goitacazes. cidade do estado brasileiro do Rio de Janeiro que se localiza no antigo território dos índios goitacazes Pintura de Johann Moritz Rugendas no século XIX intitulada "Coroados e Coropós" Pintura de 1875 intitulada "Dança dos Puris" .

Quadro de Albert Eckhout do século XVII intitulado "Dança Tarairiu" Retrato de Carl Friedrich Philipp von Martius .

Índia xerente .

Todos. até que. Na época da chegada dos colonizadores portugueses ao litoral brasileiro. provenientes do sul da Amazônia. as únicas exceções ao domínio tupi no litoral brasileiro eram os tremembés. nos atuais litorais do Maranhão. os povos do grupo linguístico macro-tupi. surgiu recentemente uma tese que aponta o oeste brasileiro como centro de origem do grupo[1]. Piauí e Ceará. ocasionando as chamadas "Guerras do Caju"[3]. Na época da safra de caju. os aimorés. no norte do Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo. por volta do ano 1000. . a partir do século XVI. No entanto. pertencentes ao grupo linguístico macro-jê[2]. Acredita-se que os povos macro-jês detinham a hegemonia sobre a maior parte do atual território brasileiro. ou seja. porém. o grupo linguístico macro-jê surgiu no leste do Brasil. migraram para o leste.Claude Lévi-Strauss Localização do Parque Indígena do Xingu no interior do Brasil Segundo a tese tradicional. expulsando grande parte dos macro-jês que habitavam o litoral brasileiro e forçando-os a se alojarem no interior do Brasil. que possuía condições naturais menos propícias que o litoral. no sul da Baía e norte do Espírito Santo e os goitacazes. os índios macro-jês do interior realizavam incursões ao litoral dominado pelos tupis para colher a fruta. devido a descobertas recentes que incluem os chiquitanos da Bolívia e Mato Grosso e os jabutis de Rondônia como pertencentes ao grupo macro-jê.

como a de Ilhéus. antes da chegada do homem branco. que ocupava o interior dos atuais estados brasileiros da Paraíba. por exemplo. os índios não tardaram a sucumbir perante as forças militares europeias e as doenças trazidas pelos europeus. inclusive a designação tupi para os povos do grupo macrojê: tapuia. Muitas tribos foram forçadas a fugir para o oeste e outras foram dizimadas sem deixar qualquer registro escrito sobre suas culturas e línguas. com a abertura da estrada de ferro que ligaria a cidade de Bauru ao estado de Mato Grosso. Os índios goitacazes. O avanço dos colonizadores europeus continuou ao longo dos séculos. diminuindo progressivamente a área dos índios de línguas macro-jês que. tal processo ocorreu no início do século XX. foi criado o Serviço de Proteção ao Índio. A revolta durou de 1688 a 1713 e terminou com a derrota e a quase extinção desses povos[6]. visando à plantação de canade-açúcar. quando os portugueses chegaram ao litoral brasileiro. sendo responsáveis pela morte de muitos colonos portugueses e pelo fracasso de muitas capitanias hereditárias. criação de gado e exploração de minas. "escravo". passando a ser conhecidos como puris. passaram a ser alvo da expansão da fronteira agrícola. estavam os paiacus. que significa "inimigo". como a varíola e o sarampo. no final do século XVII e início do século XVIII. as regiões montanhosas do sul do Brasil. a do Espírito Santo e a de São Tomé [4].Desta forma. Rio Grande do Norte e Ceará[5]. a nação tarairiu. em 1910. . como por exemplo a Confederação dos Cariris. Por exemplo. O avanço dos colonizadores portugueses sobre territórios habitados pelos índios do grupo macro-jê. a de Porto Seguro. O mesmo processo ocorreu na província argentina de Misiones. para o qual não apresentavam qualquer resistência natural. detinham o controle de praticamente todo o Brasil Central. imigrantes italianos. os caratiús e os cariris. os icós. alguma tribos jês se aliaram aos neerlandeses. quando estes invadiram o nordeste brasileiro no século XVII. Devido aos frequentes ataques dos caingangues locais aos trabalhadores envolvidos na construção da estrada. ucranianos. Guerras realizadas pelos governos provinciais da região forçaram o aldeamento dos índios e permitiram a fixação de agricultores na região. Espírito Santo e Minas Gerais. Entre eles. Os macro-jês ofereceram grande resistência à colonização portuguesa do território brasileiro. No entanto. Seu primeiro diretor foi o marechal Rondon. se depararam principalmente com tribos do grupo linguístico macro-tupi. os caripus. visando a cuidar da questão indígena no país[7]. que foi uma revolta generalizada das tribos de línguas macro-jês que habitavam o nordeste brasileiro contra os portugueses. causou reações violentas. Os colonizadores portugueses absorveram muito da cultura macro-tupi. poloneses. Ao longo do século XIX. coroados e coropós. que eram território tradicional dos índios caingangues. russos etc. alemães. Assim como algumas tribos tupis se aliaram aos portugueses. Entre as tribos. No oeste do estado brasileiro de São Paulo. foram derrotados em 1631 e se dispersaram pelo interior dos atuais estados brasileiros de Rio de Janeiro.

sob o argumento de que não existiriam mais índios no país. passando a ser conhecido pela denominação de povo xavante[14].No século XIX. No clássico romance de 1857 "O Guarani". devido a sua pouca familiaridade com os reais costumes timbiras[12]. o poeta brasileiro Gonçalves Dias lançou o poema épico "Os Timbiras". o povo aquém. se dividiu em dois: uma parte ficou na região e passou a ser conhecido como povo xerente. segundo o próprio Martius. Comércio e Obras Públicas do Império Brasileiro decretou o fim das aldeias indígenas no Brasil. . seria cram. em outro trecho do livro[11]. nesse grupo. que englobava tribos que falavam línguas semelhantes e que costumavam autodenominar-se utilizando a partícula gê. Peri [9]. Em 1874. no século XIX . Isso significou que as terras ocupadas pelos índios brasileiros passaram a ser consideradas legalmente sem dono e. Um nome alternativo. Grande parte das antigas tribos tapuias estava englobada pelo grupo gê[8]. Alencar lançou o romance "Ubirajara". passíveis de ocupação através de leilão público[15]. enfrenta uma tribo aimoré[10]. Ainda no século XIX. ele criou o grupo gê. o cientista alemão Carl Friedrich Philipp von Martius percorreu grande parte do território brasileiro e propôs uma divisão dos índios brasileiros segundo um critério linguístico. Com o advento do estilo romântico de literatura ao Brasil. Embora. Baseado nesse critério. o autor utilizou-se de tradições tupis para descrever os timbiras. Em 17 de julho de 1873. o Ministério de Agricultura. que significava "pai". que descreve uma grande batalha envolvendo duas tribos tupis contra uma tribo tapuia. o protagonista é um índio goitacá. portanto. "descendente") para a nomeação das tribos. contraditoriamente. Apesar de os timbiras serem uma etnia indígena pertencente ao grupo linguístico macro-jê. "chefe" ou "antepassado"'. pois. o índio passou a ser um tema frequentemente utilizado pelos autores. que vivia na região do atual estado brasileiro de Tocantins. A outra parte migrou para o oeste. O confronto reproduz a clássica rivalidade entre os índios do grupo linguístico macro-tupi e os do grupo macro-jê[13]. o autor também coloque Peri como índio guarani (uma etnia não falante de língua do tronco macro-jê). também era muito utilizada a partícula cran ("filho". que. para o atual estado brasileiro do Mato Grosso. de José de Alencar. No mesmo ano. em determinada ocasião.

José de Alencar .

Gonçalves Dias .

Outro intelectual que se destacou dentro desse processo de estudo da cultura indígena brasileira foi o antropólogo belga Claude Lévi-Strauss. Entre as etnias por ele visitadas. em Minas Gerais. pacificação de tribos indígenas hostis e criação de reservas indígenas onde os índios poderiam preservar sua cultura. Suas experiências ficaram registradas em seu famoso livro. criado em 1961. "Tristes Trópicos". Porém. realizou várias expedições pelo interior do Brasil visando a estudar a cultura indígena. que. em 1924 Dentro de um processo de reconhecimento científico e político do valor da cultura indígena. território tradicional dos caingangues no sul do Brasil No final do século XIX e início do século XX. . um descendente de várias etnias indígenas. Implantação da estrada de ferro Vitória . que é o nome pelo qual eles mesmos se reconhecem. logo em seguida. foi construída a Estrada de Ferro Vitória . durante a segunda metade da década de 1930.Distribuição do bioma da floresta de araucárias. destinada a abrigar índios pataxós hã-hã-hães. foi criada a Terra Indígena Caramuru-Paraguaçu.Minas. Em 1937. Os últimos remanescentes dos aimorés estão atualmente em reservas nos arredores do município de Resplendor. no sul do estado brasileiro da Baía. Vários nomes se destacaram dentro desse processo. em Minas Gerais. estavam a dos caingangues e a dos bororos. como os irmãos Villas-Bôas. como a dos bororos. o governo brasileiro começou a conceder lotes dentro da terra indígena para agricultores. no Brasil. iniciando um conflito fundiário que perduraria por décadas. o antropólogo Darci Ribeiro e o marechal Rondon: este.Minas perto de Coronel Fabriciano. por exemplo. o governo brasileiro iniciou uma política de pesquisa da cultura indígena. como o Parque Indígena do Xingu. sob a denominação de crenaque. desalojando os últimos índios aimorés que ainda habitavam a região. lançado em 1955.

Para evitar a confusão com a letra "g" do alfabeto. Em 1974. panará. pois. gerou grande destruição ambiental[19][20][21]. aquém. índios de todo o continente americano se reuniram na cidade mexicana de Pátzcuaro para debater a situação dos povos indígenas americanos. Em 1972. suiá e xoclengue. a qual pertencem as línguas apinajé. ouro e pedras preciosas em suas terras. foi instalada a fazenda Suiá-missu[18]. procurar lucrar através da permissão de exploração de madeira. porém. além da família jê. os índios xavantes e bororós ameaçaram invadir cidades do estado brasileiro do Mato Grosso em protesto contra a invasão de suas terras. puri. chamada Cricretum. transportando-os até uma nova morada: o Parque Nacional do Xingu. no estado brasileiro do Pará. Sua postura. No lugar desocupado pelos xavantes. guató. até a cidade de Santarém. timbira. Desde então. Como resultado deste contato. Na década de 1960. como era a tradicional postura indígena. as obras de construção da estrada BR-163. devido a denúncias de irregularidades administrativas no Serviço de Proteção ao Índio. os índios xerentes conseguiram. despontou no futebol mundial um descendente de índios fulniôs: Mané Garrincha[17]. a Empresa Brasileira de Aeronáutica começou a produzir um avião de treinamento para a Força Aérea Brasileira com o nome de Embraer EMB-326 Xavante. cariri. invés de buscar o confronto contra o homem branco. Atualmente. os índios xavantes foram expulsos de suas terras no estado brasileiro do Mato Grosso e transferidos para uma reserva indígena. no extremo norte do estado de Mato Grosso. Os índios alegavam possuir títulos de posse dos seus terrenos datados de 1918 enquanto que os invasores alegavam possuir títulos de posse dos mesmos terrenos dados pelo governo em 1958[23]. Tutu inovou ao. a data passou a ser comemorada como o dia do índio[16]. O termo "macro-jê" designa o tronco linguístico que abrange.Em 19 de abril de 1940. se tornaram os mais ricos do Brasil. ofaié. maxacali. considera-se "jê" o nome de uma família linguística. masacará. na bacia do Rio Peixoto de Azevedo. Como resultado. Através do nome. Em meados do século XX. os índios de sua aldeia. despontou o líder caiapó Tutu Pombo. maromomi. No início da década de 1970. 250 quilômetros a oeste. este foi substituído por um novo órgão: a Fundação Nacional do Índio. caingangue. demarcar parte de suas terras no estado do Tocantins[22]. tornou-se polêmica. botocudo. atingiram o território tradicional dos índio panarás. que ligaria a cidade de Cuiabá. as famílias bororo. muitas doenças se disseminaram entre os índios. pela primeira vez. Em 1967. camacã. ao mesmo tempo em que permitiu a autossuficiência econômica de sua aldeia. Em 1971. o termo "gê" foi substituído por "jê". . riquibatissa e tarairiu. Na década de 1970. no sul do Pará. gerando grande mortandade e levando a Força Aérea Brasileira a executar uma operação de resgate dos índios em 1975. se reconhecia a importância da contribuição indígena para a construção da identidade brasileira. carajá. caiapó. no estado brasileiro de Mato Grosso.

um escândalo abalou a reputação do líder caiapó Paulinho Paiacã. o presidente da empresa Eletronorte. A partir de 1989. . o cacique caiapó Raoni Metuktire tornou-se famoso mundialmente. a índia caiapó Tuíra torna-se famosa mundialmente ao ameaçar com um facão José Antônio Muniz Lopes. após Paulinho Paiacã cumprir dois anos. próximo à aldeia Cretire [24]. dizendo: "Aceito ser seu amigo. ao invés disso. Na ocasião. Também em 1989. Em 1984. Durante os trabalhos da assembleia nacional constituinte. atualmente. procurando. mataram onze peões que estavam desmatando um terreno no parque do Xingu. cinco meses e dezenove dias de prisão domiciliar preventiva. o xavante Mário Juruna representou os índios brasileiros no Quarto Tribunal Bertrand Russel. na cidade de Redenção. mas você tem que ouvir o índio" [26]. famoso mundialmente como defensor da floresta amazônica. Paulinho e sua esposa. a demarcação das terras de seu povo no norte do estado de Mato Grosso. que na ocasião fazia uma exposição sobre os projetos da empresa para a construção de cinco usinas hidrelétricas no Rio Xingu. um gesto do líder indígena Aílton Krenak ficou marcado como um dos símbolos da constituinte. Em 1994. Juruna foi eleito. não entender a gravidade de seu ato. no estado brasileiro de Mato Grosso do Sul[25]. pintou a face com a tinta preta do jenipapo para protestar contra o retrocesso no reconhecimento dos direitos dos índios[29]. do então ministro do interior Mário Andreazza. proteger o meio ambiente e o estilo de vida tradicional dos caiapós[27][28]. ao discursar no plenário. foram acusados de violentar a estudante Sílvia Letícia. Em 1982. portanto. o líder caiapó Raoni Metuktire tornou-se famoso nacionalmente ao conseguir. depois. Foi quando Krenak. no estado brasileiro do Pará. Em 1992. ao acompanhar o cantor inglês Sting em uma turnê para defesa dos índios e da floresta amazônica. foi homologada pelo presidente brasileiro Fernando Collor a Terra Indígena Ianomâmi na fronteira com a Venezuela. por não ser considerada integrada à cultura brasileira e. ele e sua mulher foram absolvidos da acusação de estupro: Paulinho. usar as gravações para cobrar as promessas feitas. Irecrã. pouco antes da conferência da Organização das Nações Unidas sobre o meio ambiente que seria realizado na cidade do Rio de Janeiro. o primeiro deputado federal brasileiro de origem indígena. Em 11 de agosto do mesmo ano. nos Países Baixos. parente de Raoni. por falta de provas e Irecrã.Em 1980. índios txucarramães (um ramo dos índios caiapós) liderados pelo cacique Raoni. exposto no Museu do Índio de Campo Grande. O gravador de Juruna encontra-se. Raoni presenteou o ministro com uma borduna (porrete indígena) e puxou o lóbulo da orelha do ministro. no Pará[30]. Juruna também ficou famoso por gravar as promessas dos políticos e. Porém o ministério público recorreu da decisão[31]. Raoni pertencia a um ramo político caiapó que se opunha à postura comercial e predatória do líder Tutu Pombo. após os índios bloquearem por mais de um mês a estrada BR-080. Juruna foi responsável pela criação da comissão permanente do índio no congresso nacional. que viria a elaborar e promulgar a constituição brasileira de 1988. pelo estado brasileiro do Rio de Janeiro. Na mesma época.

[32] Em 1998. Tradicionalmente. morreu o ex-deputado federal Mário Juruna. que estava ocupada por agricultores[40]. tornou-se a primeira mulher a assumir o posto de líder de uma aldeia indígena brasileira. Paulinho Paiacã e sua esposa Irecrã foram finalmente condenados a seis e quatro anos de prisão. da Aldeia Umutina. foi lançado um dos primeiros livros populares escritos por um indígena brasileiro: "A Terra dos Mil Povos: História Indígena do Brasil Contada por um Índio". No caso. o engenheiro da empresa de energia Eletrobras. Em 2003. em 1975[37]. A Fundação Nacional do Índio estuda pedir a progressão do regime para Paulinho. um povo indígena brasileiro conseguiu na justiça o direito de ser indenizado pelos danos causados pelo estado brasileiro. enquanto fazia uma exposição em Altamira. a Terra Indígena Maraiwatsede. passando a residir na aldeia caiapó A-ukre[33]. Seu corpo foi velado no salão negro da câmara dos deputados e então transportado para sua aldeia natal. . Em 2008. para ser sepultado[36]. que ocasionaria a remoção de várias aldeias indígenas da região[39].Em 1996. Em 2004. a justiça federal reconheceu o direito de os índios xavantes reocuparem a sua terra ancestral no estado brasileiro de Mato Grosso. Como resultado. em regime semilivre. a índia umutina Creuza Umutina. em Barra do Bugre. respectivamente: Paulinho. no Pará. enquanto dormia em um ponto de ônibus. No mesmo ano. no sul da Bahia. os panarás deixaram o parque indígena do Xingu e retornaram a seu território tradicional. Porém ambos não foram presos e abandonaram sua residência na cidade de Redenção. no estado brasileiro do Mato Grosso. Em 2010. em Barra do Garças. sobre a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte no Rio Xingu. do caiapó txucarramãe Kaka Werá Jecupé. um fato chocou o país: o índio pataxó hã-hã-hãe Galdino Jesus dos Santos morreu vítima de queimaduras provocadas por jovens de Brasília. uma conquista inédita: pela primeira vez. foi agredido a socos e golpes de facão por índios caiapós. tal cargo costuma ser ocupado por homens. Mato Grosso. por este já ter cumprido mais de dois terços de sua pena. entre os índios brasileiros. os danos referentes à construção da estrada BR-163 e à transferência forçada dos panarás para o parque do Xingu. em regime fechado e Irecrã. Creuza foi escolhida por eleição direta entre os membros da aldeia[38]. em seu território tradicional. o que lhe permitiria cumprir o resto da pena em sua aldeia[34]. Galdino havia ido para Brasília junto com oito líderes de seu povo para reivindicar junto ao governo federal a retomada de terras de seu povo que haviam sido invadidas por fazendeiros. de complicações renais causadas por diabete. O livro é uma coleção de contos tradicionais caiapós[35]. Em 2002. no limite entre os estados brasileiros de Mato Grosso e Pará. Em 20 de abril de 1997. Paulo Fernando Rezende. foi homologada a Terra Indígena Panará.

o líder caiapó Raoni recebeu o título de cidadão honorário da cidade de Paris. em Michoacán. no México • Estrada BR-163 • . em reconhecimento por sua luta pela defesa da Floresta Amazônica[41]. • Marechal Rondon • Praça de Gertrudis Bocanegra. em Pátzcuaro.Em 2011.

em show do The Police em 2007 . a primeira mulher líder de aldeia indígena brasileira • O cantor Sting. em 2000 • Creuza Umutina. na França.Congresso Nacional brasileiro • Raoni Metuktire em visita a Lille.

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se definem como aqueles que falam bem. com exceção da porção oriental. descendem os sete subgrupos kayapó atuais: Gorotire. A cosmologia. Mekrãgnoti. diferenciando assim esse tipo de oratória da fala comum. É praticamente recoberto pela floresta equatorial. . bonito (Kaben mei). como os discursos do conselho ou cerimoniais. assim como são intensas e ambivalentes as relações com a sociedade nacional e com ambientalistas do mundo todo. para quem a oratória é uma prática social valorizada. Kôkraimôrô. Kuben-Krân-Krên. do tronco Jê. os Irã'ãmranh-re ("os que passeiam nas planícies"). Língua A língua falada pelos Kayapó pertence à família lingüística Jê. vida ritual e organização social desse povo são extremamente ricas e complexas. desenhando no Brasil Central um território quase tão grande quanto a Áustria. Destes. Fresco e de outros afluentes do caudaloso rio Xingu. levando ao reconhecimento de que participam de uma cultura comum.Obrigado! As suas avaliações foram gravadas. os Goroti Kumrenhtx ("os homens do verdadeiro grande grupo") e os Porekry ("os homens dos pequenos bambus"). os homens Kayapó falam num tom de voz como se alguém estivesse dando-lhes um golpe na barriga (ben). Bacajá. Metyktire e Xikrin. Sabia que pode editar esta página? Editar esta páginaTalvez mais tarde KAYAPO Introdução Os Kayapó vivem em aldeias dispersas ao longo do curso superior dos rios Iriri. Existem diferenças dialetais entre os vários grupos Kayapó decorrentes das cisões que originaram tais grupos. Em certas ocasiões. em oposição a todos os grupos que não falam a sua língua. No século XIX os Kayapó estavam divididos em três grandes grupos. preenchida por algumas áreas de cerrado. Os Kayapó. Kararaô. mas em todos eles a língua é uma característica de maior abrangência étnica.

conforme a antiguidade do contato e o grau de isolamento em que cada um se encontra. Entre línguas de uma mesma família. o conhecimento sobre elas está permanentemente em revisão. por não se revelarem parecidas com nenhuma outra língua conhecida. as semelhanças entre elas sendo muito sutis. Edições Loyola. agrupadas em famílias e troncos. 1986. por sua vez. as semelhanças são maiores. também. umas são mais semelhantes entre si do que outras.Tupi e Macro-Jê . famílias de apenas uma língua. . 134 p. Trata-se de uma revisão especial para o ISA (setembro/1997) das informações que constam de seu livro Línguas brasileiras – para o conhecimento das línguas indígenas (São Paulo.). É importante lembrar que poucas línguas indígenas no Brasil foram estudadas em profundidade. Portanto. Conheça as línguas indígenas brasileiras. há dois grandes troncos .e 19 famílias lingüísticas que não apresentam graus de semelhanças suficientes para que possam ser agrupadas em troncos. de acordo com a classificação do professor Ayron Dall’Igna Rodrigues. têm-se em mente línguas cuja origem comum está situada há milhares de anos. Há. Os especialistas no conhecimento das línguas (lingüistas) expressam as semelhanças e as diferenças entre elas através da idéia de troncos e famílias lingüísticas. revelando origens comuns e processos de diversificação ocorridos ao longo do tempo. Veja o exemplo do português: No que diz respeito às línguas indígenas no Brasil.O grau de conhecimento dos Kayapó do português varia muito de grupo para grupo. Troncos e famílias Dentre as cerca de 180 línguas indígenas que existem hoje no Brasil. Quando se fala em tronco. resultado de separações ocorridas há menos tempo. às vezes denominadas “línguas isoladas”.

Tronco Tupi .

.

Tronco Macro-jê .

Organização social .

O restante do tempo é passado no interior ou nos entornos da casa. sobretudo. preparam a comida ou simplesmente entretêm-se com os membros de sua família. Trata-se do domínio das relações individuais como o afeto e a evitação. às atividades domésticas. essencialmente direcionado para assuntos "femininos". ele deixa a casa dos homens para habitar sob o teto de sua esposa. ao casamento e aos laços de amizade formal. assim como das relações de reciprocidade e de mediação. ao desenvolvimento físico do indivíduo e à integração no seio dos grupos de parentesco. Quando as mulheres não trabalham na roça. No mais. origem e coração da organização social e ritual dos Kayapó. por sua vez. célebre por sua complexidade. Conceitualmente. uma casa abriga várias famílias conjugais: uma . A periferia da aldeia é constituída por casas dispostas em círculo. o círculo das casas é território de mulheres. ao ciclo de vida. essa zona periférica é associada aos tabus alimentares. nas quais habitam famílias extensas. Esse centro é um lugar simbólico. repartidas de modo regular. No meio da aldeia. Note-se que essa estrutura espacial e simbólica pode ser reencontrada entre os outros grupos Jê. Os Kayapó são monogâmicos.As aldeias kayapó tradicionais são compostas por um círculo de casas construídas em torno de uma grande praça descampada. onde elas fiam. há a casa dos homens. Teoricamente. jamais deixam sua residência materna. As mulheres. ao parentesco. Essa porção da aldeia é associada. Quando um homem se casa. elas coletam frutos e lenha ou se banham. ocupam-se de suas crianças. onde as associações políticas masculinas se reúnem cotidianamente.

avó e seu marido, suas filhas com seus esposos e crianças. Quando o número de residências torna-se grande demais (40 pessoas ou mais), o grupo residencial sofre uma cisão e constrói uma ou mais casas novas contíguas à primeira. O centro da aldeia é constituído de duas partes: a praça, onde se desenrola a maior parte das atividades públicas, e a casa dos homens. A incorporação de um rapaz jovem na vida da casa dos homens se faz por meio de laços de amizade que nada têm a ver com os laços de parentesco. Assim, a incorporação nos grupos de homens políticos adultos (as associações masculinas) é um assunto exterior ao parentesco, o que contrasta fortemente com as relações alimentadas na periferia da aldeia. O centro é, pois, relacionado às associações masculinas e às atividades tipicamente reservadas aos homens - reunir-se, discursar, realizar cerimônias e rituais públicos. Organização política Na sociedade kayapó, não há um chefe que administre toda a aldeia. Cada associação possui um ou dois chefes, que exercem jurisdição sobre seu próprio grupo. Não é simples tornar-se um chefe. Um chefe potencial deve, durante muitos anos, seguir o ensinamento de um chefe mais experiente. Este último instrui aproximadamente quatro jovens, não apenas seus descendentes diretos (filhos ou netos) - situação privilegiada -, mas também pessoas não aparentadas. Tal ensinamento ocorre durante a noite, na casa do chefe veterano. Aqueles que não possuem qualquer laço de parentesco com o instrutor devem lhe oferecer alimentos. Uma noite de instrução dura aproximadamente duas horas, mas pode, ocasionalmente, se prolongar por cinco ou seis horas. Tal feito é interrompido apenas quando de longas expedições de caça ou de caminhadas pela floresta. O conhecimento transmitido dessa maneira é enorme. Antes de tudo, é ensinado um certo repertório de cantos e recitativos, cuja execução constitui uma parte essencial das diferentes cerimônias. Tal repertório compreende freqüentemente uma série de exortações morais e de encorajamentos para que as pessoas se preparem a tempo para um ritual, dancem de modo conveniente, se ornamentem de maneira apropriada etc. Esses recitativos contêm também fórmulas rituais, cuja finalidade é evitar as catástrofes anunciadas pelos fenômenos naturais (eclipse do sol ou da lua, queda de um meteoro etc.). Saber proferir da maneira correta tais cantos e recitativos, em público, é uma das funções rituais fundamentais de um chefe. Do mesmo modo, um certo número de "cantos de benção" é entoado publicamente pelo chefe cada vez que os objetos "selvagens", como as presas de guerra, são introduzidos no seio da aldeia. Esses cantos devem ser necessariamente entoados para evitar que a apropriação dos objetos seja fonte de perigo, podendo causar infortúnios e doenças. Podemos verificar essa forma de ensinamento sobretudo nas práticas guerreiras - no caso de conflitos com os inimigos, os chefes intervêm como responsáveis militares -, na mitologia e na história da tribo. Um conhecimento aprofundado desta última é extremamente importante no momento dos discursos e das tomadas de decisão. Com efeito, a argumentação dos discursos repousa freqüentemente sobre as comparações com os eventos ou situações semelhantes àqueles vividos pelos ancestrais. A

mitologia assume um papel importante, pois os mitos sempre evocam valores morais que podem ser utilizados em uma argumentação. Como os chefes não dispõem de meios coercitivos para impor uma decisão a seus discípulos, os discursos constituem, à sua medida, o único meio de persuasão disponível. Pelos discursos, nos quais os valores morais e os interesses de associação são colocados à frente, os chefes exercem sua influência e seu prestígio para propor e tornar aceitáveis suas idéias e proposições. Mas um chefe jamais toma uma decisão no sentido pleno da palavra, ele não detém poder. Ninguém dá atenção a um chefe que impõe sua própria vontade e, caso ele queira fazê-lo, poderá ser até mesmo banido. É conveniente que o chefe esteja atento às idéias que circulam no interior de seu grupo de discípulos e, se um consenso se encaminhar, ele deve formulá-lo rapidamente, de tal maneira que os outros se alinhem unanimemente à idéia ou ação, na qual ele aparece como propositor. É, aliás, nesse estágio que os discursos se tornam decisivos: eles dão freqüentemente a impressão de que o chefe propõe algo, o que é falso. Ele apenas formula de maneira hábil uma idéia pela qual um consenso estava para culminar. No caso de uma discórdia, o chefe consulta geralmente os membros mais velhos da associação. A eloqüência é, então, crucial para os líderes. Mas se a algum chefe falte essa extrema eloqüência, isso pode ser eventualmente compensado por outras qualidades extraordinárias. Aos chefes fracos, os Kayapó preferem aqueles combativos. É interessante notar que a função do chefe é caracterizada por um paradoxo aparente: de um lado, a combatividade e a dureza são encorajadas, de outro, a eloqüência é exigida para promover a conciliação. A primeira qualidade (combatividade) reenvia à virtude masculina da força física, de indiferença à dor, à capacidade de ser um bom guerreiro e de defender os interesses da associação e da comunidade contra as ameaças. A segunda qualidade (eloqüência) é indispensável para manter e promover a unidade. Essa última qualidade é ligada à generosidade que os chefes devem demonstrar em todas as circunstâncias: todos esperam deles que redistribuam imediatamente tudo o que obtêm (antigamente, suas presas de guerra; hoje em dia, os presentes dos visitantes). Os chefes devem colocar os interesses do grupo em primeiro plano, em detrimento dos interesses individuais, tendo na generosidade uma prova manifesta desse sentimento de solidariedade. No mais, os chefes devem velar para que as disputas individuais não degenerem em querelas entre facções, o que colocaria em risco a unidade da sociedade global. As disputas individuais não são toleradas na casa dos homens, pois o centro da aldeia kayapó é o lugar das atividades públicas do grupo e não o espaço onde se regulam as dificuldades individuais, comumente geridas no âmbito familiar. É porque as disputas são extremamente perigosas para a unidade da sociedade que os chefes se vêem implicados nos conflitos internos, ora pessoalmente quando de uma desavença individual, ora como líder de uma associação que deve defender o interesse de seus discípulos. No entanto, os chefes de diferentes associações devem, sempre que possível, evitar tais implicações e buscar o entendimento mútuo. É justamente na promoção de consensos que consiste o processo final de designação de um novo chefe.

O processo de formação dos chefes faz com que cada aldeia kayapó conheça sempre chefes aspirantes diferentes. Depois da iniciação, alguns jovens passam a se comportar como líderes de seus companheiros de idade. Outros acabam por compreender que a função de chefe não lhes interessa: não desenvolvem qualquer ambição política e interrompem sua formação. Os fatos e atos daqueles que possuem tal ambição são expostos - e eventualmente questionados - durante os anos seguintes pelos chefes existentes e pelos mais velhos em geral. O chefe velho permanece no centro de decisões de sua organização, mas, ao envelhecer, passa a confiar tarefas aos líderes jovens de seu grupo de alunos. É nessa fase, então, que os aspirantes podem demonstrar suas qualidades. Mas como eles não atingiram a idade de sustentar os seus discursos, pois não pertencem ao grupo de homens mais velhos da associação, ainda não podem utilizar esse meio de persuasão poderoso para incitar seus colegas à ação. Por isso, nessa etapa, o julgamento é essencialmente fundado sobre o comportamento exemplar. Certos critérios são aplicados para julgar a aptidão do candidato: os conhecimentos, o interesse pela cultura, a combatividade, a solidariedade e a generosidade. O período de aprendizagem prossegue até que o jovem líder se case e se junte a uma das associações de homens. Depois de alguns anos, o chefe veterano está tão velho que se torna difícil para ele participar das atividades públicas. Os jovens líderes tornam-se pais de três ou quatro crianças e já podem entrar no grupo de homens mais velhos de sua associação. É nesse momento que a sucessão é designada. A escolha não se dá por meio de eleições. O julgamento dos membros da associação a que pertence o candidato é determinante, os quais apontam sua preferência. O chefe veterano, todavia, tem a palavra final, especialmente se dois ou mais jovens são revelados candidatos igualmente sérios. Para evitar querelas posteriores entre os diferentes candidatos, ele deve consultar os chefes de outras associações, para quem propõe o nome do candidato que conte com a melhor reputação ou que tenha revelado o comportamento mais adequado. São os chefes de outras associações que finalmente decidem e proclamam oficialmente sua escolha para o público da aldeia. A função do chefe é, como ressaltado, caracterizada por uma certa dose de ambigüidade: de um lado, a tarefa exige um comportamento pacificador e, de outro, um comportamento decidido, combativo e mesmo agressivo. É preciso, em outras palavras, ser agressivo diante dos estrangeiros e apaziguador no seio da comunidade. Esse duplo papel torna a carreira de chefe muito difícil e não surpreende o fato de certos candidatos à chefia renunciarem no período preliminar de sua formação. No mais, poucos chefes respondem efetivamente ao ideal preconizado: alguns são muito agressivos, outros são demasiado pacifistas ou não generosos o suficiente. Apenas os chefes fortes conseguem encontrar um equilíbrio entre os dois papéis. Ao que parece, os chefes atuais estão claramente às voltas com esse problema. Com efeito, os brancos se dirigem geralmente a eles para transmitir mensagens e, sobretudo, para obter algo da comunidade. Isso explica porque os chefes atuais se encontram freqüentemente pressionados entre o mundo dos brancos e o da associação (ou da comunidade em seu conjunto), cada uma das partes tentando impor sua vontade. Cabe, assim, aos chefes encontrar uma solução capaz de satisfazer as duas partes. Tais

1970). De acordo com o critério morfo-semântico. pois a forma depende da função que o vocábulo desempenha na frase. constituindo-se as três primeiras classes. se organiza nos níveis fonológico. o pronome faz uma referência ao nome dentro de um contexto e por isso expressa também as categorias de gênero e número. o critério semântico não deve ser observado isoladamente. ou seja. os critérios mórfico e funcional estão também intimamente relacionados.desenvolvimentos recentes conduziram as comunidades a atribuir. e o que concorre para essa ordenação é o fato de apresentarem semelhanças de forma. "O sentido não é qualquer coisa de independente. tempo (aspecto) e pessoa (número). A diferença entre essas classes está no modo de significação e nas categorias gramaticais que cada uma delas expressa. o semântico baseia-se no seu modo de significação (extralingüístico e intralingüístico). O verbo funciona como núcleo do sintagma verbal. aos conjuntos "das unidades que têm as mesmas possibilidades de aparecer num dado enunciado" (Dubois.108). como acontece comumente na Gramática Tradicional. e as duas últimas. por nomear os seres. convém lembrar que a língua é um sistema de elementos e de relações. O termo ´sentido´ só pode ser entendido com o auxílio do conceito de ´forma´. O nome substantivo funciona como núcleo do sintagma nominal. o verbo. as classes de vocábulos podem ser diferenciadas de acordo com características sintáticas. A aplicação desses critérios nos conduzirá às classes de vocábulos. O critério formal ou mórfico baseia-se nas características da estrutura do vocábulo. . ou seja. os conectores estabelecem relações de sentido entre os elementos da frase e são invariáveis. de sentido e de função. além de possuir formas diferentes para pessoas e funções sintáticas. acompanhado por complementos e modificadores. mas unicamente tendo em vista as negociações com os brancos. pois o vocábulo é uma unidade de forma e de sentido. • • • • • o nome. ou. e o funcional baseia-se na função ou papel que ele desempenha na oração. o critério semântico e o critério mórfico se associam de forma muito estreita. Segundo Mattoso Câmara. mais particularmente. o semântico e o funcional. p. esse sistema. conjuga-se a uma forma. como vimos na introdução. verbos. se distingue das outras classes do grupo porque apresenta variação de modo. o advérbio especifica a significação de um processo verbal e é invariável. das relações de regência e concordância que se estabelecem. advérbios e conectivos. Para reforçar a opção por esses critérios. Do ponto de vista funcional. de vocábulos variáveis. de modo cada vez mais corrente. os vocábulos do português se agrupam em nomes. Os vocábulos de uma língua constituem um conjunto ordenado. formado de subsistemas. acompanhado por determinantes e modificadores. pronomes. 1973. Por outro lado." (Mattoso Câmara. morfo-sintático e semântico. na sua flexão. não é apenas um conceito. maiores poderes de decisão aos seus chefes. que expressa um processo. Daí poderem ser agrupados ou classificados levando em conta três critérios: o formal ou mórfico. Para ele. as regras antigas permanecem válidas. No interior da comunidade. expressa as categorias de gênero e número. de vocábulos invariáveis.

inclusive. Segundo ele. juntos. a definição de cada classe não leva em conta os mesmos critérios. isto é. o critério morfológico e o funcional. a classificação se apóia basicamente no critério semântico. tradicionalmente. Assim. privilegiando ora um. fica evidente a necessidade de basear a classificação dos vocábulos no critério funcional. Em português. . e não de pessoa. Elas devem ser analisadas e comparadas com a concepção defendida por Mattoso Câmara e apresentada no corpo deste estudo. a função que eles desempenham é fundamental para determinar suas características semânticas e morfológicas. corrida e construção são nomes que contêm a idéia de processo. e também é necessário classificá-las quanto a seus traços de significado". De uma forma geral. mas separando-se nitidamente dela)". o substantivo era diferenciado do verbo por apresentar flexão de gênero e número. Vejamos as definições normalmente encontradas nos compêndios gramaticais. permitem uma definição mais coerente desta classe de vocábulos: a)verbos são vocábulos que variam em tempo (+aspecto). é preciso estar atento à coerência que deve haver dentro de cada classe. O verbo.Retomando o conceito de função como um princípio da organização da oração. deve haver também uma relativa homogeneidade entre os componentes da classe quanto ao comportamento gramatical. Por isso. o que resulta em definições confusas. em geral. a origem da formação de inúmeros vocábulos.(Guimarães Rosa) Não desejo outro viver. Embora esses conjuntos de vocábulos possam ser estabelecidos com base em semelhanças de comportamento gramatical. complementado às vezes pelo morfológico. 1995). Por isso. Seguindo esse modelo. ao critério semântico. Já nos estudos lingüísticos mais recentes. distinções basadas nas flexões a que cada tipo de vocábulo se submetia. modo e pessoa (+ número). O vai e vem dos carros diminuía à medida que a noite avançava. O ir e vir das pessoas me incomodava. b)somente os verbos podem desempenhar a função de núcleo do predicado. aliando-o. por exemplo. Afirma que "é necessário classificar as palavras quanto a seus traços formais. Esse processo de nominalização é muito produtivo na língua. já que vocábulos de outras classes também podem conter esse traço de sentido. agora. ora outro critério. Essa mobilidade dos vocábulos é um forte argumento para que eles sejam observados sob diferentes aspectos -. distinguem-se. antecedido por um determinante ( artigo ou pronome). sendo. "classificar as palavras implica elaborar uma classificação sobre critérios formais (sem excluir da descrição a classificação semântica. pode funcionar como nome ao ocupar o núcleo do sintagma nominal. dez classes de vocábulos. a tradicional definição da classe dos verbos sob o ponto de vista basicamente semântico ("palavra que exprime uma ação") é inadequada. as gramáticas normativas também privilegiam o critério morfológico. devemos entender que "determinar a função de um constituinte é formular sua relação com os demais constituintes da unidade de que ambos fazem parte" (Perini. a separação entre as classes não é estanque. isto é. funcional e semântico. Exemplos: Viver é muito perigoso. tempo e modo. Por exemplo. estabelecendo. Por exemplo. a definição que se dá dessa classe deve se adequar ao conjunto de vocábulos nela incluído. com base em uma perspectiva morfológica. O problema com os livros de gramática e os livros didáticos é que. Para Perini (1995).morfológico. quanto ao seu comportamento sintático e morfológico. Os antigos gramáticos gregos e latinos já se preocupavam com o estudo das diferentes classes. Essa posição tem origens históricas.

Verbo ..é toda e qualquer palavra que. número e modo. Pronome .Substantivo . Artigo . defeito ou condição (critério semântico). (critério funcional) em relação às pessoas do discurso (critério morfosemântico).é a palavra invariável.é a palavra que pode sofrer as flexões de tempo. (critério morfológico) que modifica . (critério morfológico) individualizando-o ou generalizando-o (critério semântico).. indica essencialmente um desenvolvimento.) é a palavra que pode ser conjugada.é a palavra que dá idéia de número (critério semântico).é a palavra que antecede o substantivo (critério funcional) e indica o seu gênero e número. estado. (critério morfológico) (. estado ou fenômeno) (critério semântico).é a palavra que substitui ou acompanha um substantivo (nome).é o nome de todos os seres (critério semântico) que existem ou que imaginamos existir. junto de um substantivo. Numeral . um processo (ação. (critério funcional) indica uma qualidade. Advérbio . pessoa. Adjetivo .

vamos procurar trabalhar. exprimindo uma circunstância (tempo. Preposição . Interjeição . Conjunção .essencialmente o verbo (critério funcional). e não palavras invariáveis. Comprova-o o fato de a interjeição não exercer nenhuma função na oração.é a palavra invariável (critério morfológico) que liga duas outras palavras entre si (critério funcional). a seguinte afirmação sobre as interjeições: "As interjeições são. na verdade. ou. Tendo em vista esse problema. ainda. conclui o raciocínio com base em um critério morfo-semântico ("palavra invariável que exprime noção ou sentimento repentino"). . com uma classificação que tenha uma coerência maior. ATENÇÃO Essas definições são incompletas e devem ser revistas. quase que exclusivamente o critério semântico. termos de uma mesma função sintática (critério funcional). Em um dos compêndios analisados. seguindo a tradição gramatical.é a palavra invariável (critério morfológico) que liga orações. modo.é a palavra invariável (critério morfológico) que exprime emoção ou sentimento repentino (critério semântico). porque privilegiam. encontra-se. nesta unidade. apesar de encaminhar a argumentação com base em um critério funcional ("a interjeição é uma frase implícita")." Esse tipo de definição é contraditório porque. inclusive. lugar etc. frases implícitas. estabelecendo entre elas certas relações (critério semântico). levando em conta as considerações anteriormente feitas.)(critério funcional).

Lourenço (1977). é um tanto enganoso. é a que seguiremos na abordagem de cada classe em particular. coerentemente com o que foi discutido antes. Trata-se. Essa orientação. seguindo a linha proposta por Mattoso Câmara. ao lado da de Perini. tempo. ainda não está) presente na sala de aula. Um primeiro aspecto a ser notado é que o título. mas ao menos os professores dispõem hoje de um bom guia para. portanto. Brincando com a gramática vem preencher. Oliveira. O que não havia era uma literatura que versasse sobre uma semântica sentencial. estrutura argumental. possibilidades de enriquecer as aulas de português com o ensino de semântica. orientam o estudo de cada uma das classes: o funcional. mas explicá-los através da construção de uma teoria do significado. Ensino. Brincando com a gramática. José Luiz C. Gramática. Ele permite assim que o professor trate do enorme repertório de conhecimentos e variedade de processos que mobilizamos ao interpretar. porque não se trata de uma introdução à semântica propriamente dita (o próprio autor ressalta que o livro não é uma exposição teórica de noções em semântica). Ilari não constrói uma teoria dos fenômenos semânticos. essa busca foi frustrada porque não encontrei nenhuma escora que sustentasse uma ponte entre a pesquisa e o ensino de semântica na academia e o ensino e a pesquisa (infelizmente ainda tão pouco presente) na escola "fundamental"1. aspecto. quando usamos a língua no dia-a-dia" (p. em suma que incorporasse os ganhos promovidos por uma semântica gramatical. com professores de língua materna de primeiro e segundo graus. quantificação. Palavras-chave: Semântica. Introdução à semântica. Negrini e Nina R. fazer uma reflexão gramatical sobre o significado. que exploram "operações que realizamos o tempo todo. Afinal uma introdução à semântica das línguas naturais deve não apenas descrever fatos semânticos. Na época. na série "Encontro com a linguagem". apresentam um estudo muito coerente das classes de vocábulos. Grammar. o mórfico e o semântico. sem nos preocuparmos em teorizar. Rodolfo (2001) Introdução à Semântica. Já havia então alguma literatura cuja preocupação é estender a semântica para a sala de aula3. É precisamente este vazio que a publicação de Introdução à semântica. R. P. Aquela foi uma busca também frustrante porque revelou um fato surpreendente e entristecedor: o enorme acúmulo de conhecimento sobre a semântica das línguas naturais que a pesquisa trouxe à tona não estava (não está!) contribuindo para modificar o ensino de língua materna.11).Elizabeth B. Key-words: Semantics. ILARI. mas apresenta uma série de "formatos de exercícios" que buscam valorizar o conhecimento epilingüístico dos alunos.2 indício ratificado por Ilari: "uma das características que empobrecem o ensino médio da língua materna é a pouca atenção reservada ao estudo da significação" (p. 1979a e 1979b)) ou diretamente vinculadas a problemas textuais (os vários trabalhos sobre coesão e coerência). quer na forma de ensino quer na de pesquisa. publicação destinada ao ensino de língua e literatura no Ensino Médio. de uma literatura ou voltada para questões mais propriamente lexicais (é o caso das análises dos conectivos elaboradas por Madre Olívia (1976. no entanto. creio. É talvez pouco. São Paulo: Contexto. Brincando com a Gramática. Três critérios. sistematicamente . 11). Em meados de 2000 busquei apoio bibliográfico para trabalhar. Teaching. que tratasse de fenômenos como pressuposição. Era um forte indício de que a semântica não estava (e.

isto é incluindo fenômenos que alguns autores poderiam classificar como pragmáticos. O(s) mundo(s) de que falamos. que situa o percurso de Ilari no panorama da história recente do ensino de língua materna. Linguagem e metalinguagem. A falta de referências internas acaba por dar uma sensação de que os temas não estão conectados.. Mas uma certa ordenação temática (e não apenas formal). argúcia e lupa". descrição definida. Linguagem figurada: processos analógicos. na avaliação correta de Geraldi. Elementos conceituais e afetivos do sentido. mas. tempo. Mecanismos de paráfrases baseados no léxico. intitulada "Sagacidade. poderia ajudá-lo. Tempo e Vagueza. Perguntas e respostas. A negação. dado que o objetivo é possibilitar o tratamento da variedade de modos de significar. Descrições definidas e indefinidas. os temas centrais da semântica contemporânea (referência. Este objetivo ele cumpre com maestria. Tipos de relações. como se houvesse uniformidade) em direção à pluralidade (não apenas os exemplos da literatura consagrada. A partir da década de 70. Nela Ilari explicita suas pretensões com o livro e conclui afirmando que espera que ele "possa ajudar seus leitores na construção de uma prática pedagógica mais criativa e gratificante". esbarra no fato de que os fenômenos semânticos estão interligados. aspecto. O livro é dividido em 25 capítulos. Quantificadores. Conotação. Pode-se sempre argumentar que tal ou qual tema deveria ou não ter sido incluído no repertório. São eles: Ambigüidade de segmentação. uma "Explicação prévia". Além disso. Implícitos (II).. que poderia ser conseguida através de referências cruzadas. a contar pelas análises de Freud!). Este manual se inicia por uma breve apresentação de João Wanderley Geraldi. Segue-se à apresentação. Atos de fala. Ora. que só se interessava pela Língua. Os capítulos estão ordenados alfabeticamente. O autor pretende realizar tal proeza através de apresentação de exercícios que põem à mostra a linguagem em funcionamento. Dêixis e anáfora. Paralelamente houve um crescente afastamento de uma relação pedagógica mecânica com a língua (presente nos famosos exercícios de confirmação) em direção a uma relação de atividade reflexiva e construtiva. Ao interpretarmos uma sentença . Frases feitas. cada um versando sobre um tópico em semântica. Comentários sobre um conteúdo. quantificação.) estão contemplados. Implícitos (I). a diversidade de temas escolhidos é bastante apropriada. o enfoque no ensino de língua alterou-se profundamente: houve um crescente afastamento do cânone uníssono (seja o literário. talvez para que o professor possa se sentir mais a vontade para utilizar o manual segundo suas próprias necessidades.estudados pela semântica. Aspecto. Referência.. mais uma contribuição do autor para essa pedagogia "libertadora" da língua. É aí exatamente que está a contribuição deste livro: ele é um excelente manual de exercícios para a reflexão sobre os atos de significar que realizamos espontaneamente a todo momento (inclusive quando sonhamos. Paráfrase: mecanismos sintáticos. Papéis temáticos. entendida em sentido amplo. cujo objetivo final é construir uma teoria que explique a capacidade que um falante tem de atribuir significado a um número ilimitado de sentenças. uma das dificuldades do semanticista. Conteúdo descritivo demais e de menos. Esse novo livro de Ilari é. seja o lingüístico. mas todas as possibilidades de textos. mas as diferentes variedades). que se dedicava apenas à literatura com L maiúsculo. não apenas a norma culta.

. de maneira que os temas sobram como se fossem unidades independentes. quantificamos. Se aspecto e tempo não precisam estar necessariamente vinculados. que não há um capítulo em que a noção de escopo é esclarecida. Na página 123. Mas esse recurso não é utilizado sistematicamente. aspectualizamos. em que o imperfeito indica a constituição de um mundo possível (bastante distante do mundo atual) e não um evento inacabado. o tempo capítulo 24). Há. há entre eles uma enorme afinidade. Ao falar sobre escopo. seguida por uma breve definição do tema e finaliza com a apresentação e análise de exemplos. Eis outro exemplo. enquanto o aspecto descreve as propriedades da estrutura interna desse evento. após ler todo o livro. A opção pelo formato tradicional pode dar a falsa impressão de que este livro não valoriza procedimentos de descoberta. porque é possível sentenças sem tempo aspectualizadas (A Terra gira em torno do sol. Os exercícios foram elaborados. nos vários capítulos. Dado que os capítulos são organizados apenas alfabeticamente (o aspecto é capítulo 2. ainda sobre o tema do aspecto: sabemos que ele está fortemente ligado aos "mundos de que falamos". Trata-se de uma falha a ser corrigida numa próxima edição. o problema da ambigüidade gerada pela interação entre o quantificador universal e a negação. bastante insatisfeito. tema do capítulo 15. como veremos mais adiante. implicamos. Vejamos a estrutura interna dos capítulos. referências internas. o autor indica ao leitor o capítulo sobre ambigüidade. a partir da análise da sentença Todos os hidrantes não tinham água. temporalizamos.. Seria possível ter amarrado os temas se encontrássemos. o leitor descobre. . e neste capítulo não há qualquer menção ao conceito de escopo. A parte teórica inicia com uma explicitação do objetivo do capítulo. por exemplo). Em João beijava a Maria o evento é passado e imperfeito. Não é este o caso. isoladas umas das outras. há referência a um capítulo que não existe. Sem dúvida. os tópicos ficam isolados.atribuímos referência. no livro. Ainda tendo em vista a estrutura dos capítulos. característica de manuais didáticos. E. uma noção central na semântica. o professor só teria a ganhar se as relações entre os temas tivessem sido explicitamente construídas ao longo do livro. o autor está discutindo. um único capítulo em que o termo ambigüidade aparece no título. Após esta exposição estão os exercícios que retomam o tema discutido no capítulo. "Ambigüidade de segmentação" (capítulo 1). O tempo localiza o evento na linha do tempo com respeito ao momento de fala. O professor encontra nos exercícios material mais que suficiente para construir a partir deles os diferentes conceitos teóricos apresentados. Esse vínculo aparece no exercício solicitado na página 115. entretanto. Trata-se de um caso clássico de ambigüidade de escopo. esclarecendo assim que nossa capacidade semântica é uma rede de relações (um sistema) entre sentenças. Nota-se de imediato que neles se repete um mesmo padrão: uma rápida exposição teórica e uma série de exercícios. Trata-se de uma estrutura bastante tradicional. precisamente para despertar no aluno a vontade de raciocinar lingüisticamente. que versa sobre a canção "João e Maria" de Chico Buarque de Hollanda (Agora eu era herói e meu cavalo só falava inglês). pressupomos.

Em outros termos. encaixar uma dada sentença que sua(s) pressuposição(ões) se mantém. que ainda sabe pouco do fundo comum de conceitos e teorias em que se dá a lingüística contemporânea? É aqui. quantos já não se enrolaram testando se há pressuposição através do teste da negação? Se negamos uma sentença como A Maria está grávida de novo obtemos A Maria não está grávida de novo. interrogar. Esta definição funciona bem para as sentenças mais simples. um conhecimento já compartilhado. embora no capítulo sobre implícitos não haja qualquer referência ao capítulo sobre a negação) não é nada banal. sucinta. Ela é. como João parou de fumar. A intenção. até porque sabemos que uma mesma sentença pode ao mesmo tempo pressupor e acarretar uma outra sentença (João saiu rapidamente acarreta e pressupõe que João saiu). Essas não são noções simples e uma breve explicação muitas vezes não é suficiente. Ela descreve duas situações bem distintas: 1. quase uma ficha de leitura. ou que ele pode compreendê-los intuitivamente. 12. É claro que podemos supor que o professor de língua materna já domina esses melindres e a teoria subjacente. aliás. 2. A sentença João e Maria são ricos acarreta a sentença A Maria é rica? A literatura afirma que a pressuposição é a informação que se mantém inalterada em uma família de sentenças (Pires de Oliveira 2001). que permitam que ele . Na "Explicação prévia" o autor reconhece que os professores "alteraram substancialmente sua prática pedagógica. em que são apresentados os conceitos de pressuposição e acarretamento. e o professor que não tem esse mínimo de teoria. é o caso em Ilari. tornando-a mais criativa e mais gratificante" após terem "assimilado um mínimo de teoria e algumas orientações de aplicação" (p.A principal característica da exposição teórica é ser rápida. ênfase minha). mas a relação entre pressuposição e negação (que aparece tematizada no capítulo sobre negação. topicalizar. exclamar. Um bom exemplo é o capítulo sobre implícitos (capítulo 11). claramente. a estrutura é: (não (de novo (estar grávida (Maria)))) Na segunda: (de novo (não (estar grávida (Maria)))) Apenas a primeira interpretação compartilha com a sentença na afirmativa a pressuposição Maria já esteve grávida. Ela é antes um roteiro que retoma uma discussão já feita. Na primeira. me parece. através da análise dos exemplos e dos exercícios. a Maria já esteve grávida antes e não está grávida de novo. Este. podemos negar. a menos que o professor já tenha um certo traquejo com semântica. comum definir a pressuposição apenas pelo teste da negação: negamos a sentença e verificamos quais informações se conservam. Quem já experimentou ensinar esses conceitos sabe da dificuldade que eles trazem. É. insuficiente. a Maria nunca esteve grávida e mais uma vez não está grávida. por isso mesmo. não é ensinar semântica ao professor. capítulo 16. no entanto. 85). que faz falta referências bibliográficas que possam ancorar o professor. Mas. uma sentença ambígua precisamente por causa da relação de escopo entre os operadores não e de novo. que não tem qualquer orientação de como aplicar os exercícios. "Diz-se que uma informação é pressuposta quando ela se mantém mesmo que neguemos a sentença que a veicula" (p.

nem para o conteúdo do livro nem para além de ele.17).37). piadas (p.61). ou sobre a manobra de trânsito que o provocou". interpretação de texto (p. produção de texto (p. estimulando a reflexão sobre a linguagem e os diversos modos de significar. Vejamos.139). "No trânsito de uma grande cidade. não se trata apenas de recuperar uma experiência lingüística bastante comum. Trata-se de um exercício que permite explorar.aprenda e aprofunde questões que lhe interessam. que os alunos adoram. na medida em que houve uma ruptura da máxima da relevância. O primeiro aspecto que transparece já no folhear o livro é a preocupação com a diversidade: os exercícios exploram diferentes tipos de texto (literários (p. o aluno deve desenhar uma estória em quadrinhos. temos às vezes a oportunidade de ouvir xingamentos. que aparece na página 70. Não há qualquer indicação para que o professor possa andar com seus próprios pés. Um desses diálogos é: – O senhor podia me passar o sal? – Podia.16). propagandas (p. No primeiro capítulo. sobre a maneira como dirige. tente determinar se algum deles dá informações objetivas sobre a pessoa xingada.14).116). bulas de remédio (p. os limites entre a semântica e a pragmática.. o exercício 9 (p. por exemplo.185). conseqüentemente. quer através de exercícios que levam o aluno a construir as regras que intuitivamente nos guiam (veja um exemplo mais adiante) e. O professor poderia propor aos alunos uma "encenação" e discutir as diferentes reações das pessoas. Essas críticas em nada ofuscam o valor deste livro que se sustenta na criteriosa análise dos fenômenos tratados e na excelência dos exercícios. A lista é enorme.). Afinal. charges (p. Outra característica dos exercícios é o cuidado em trabalhar a partir do conhecimento que temos (mesmo que inconsciente) da nossa língua. quer através do pedido explícito para que o aluno traga para a sala de aula a sua própria experiência.. Veja o seguinte exemplo.165).). descoberta (p. como a que aparece na letra de forró do gato Tico: Tico mia na cama. em especial porque ele permite falarmos "bobagens".149). sentido e escrita através da listagem de uma série de definições de palavras. canções populares (p.77). Na página 165. os exercícios cumprem seu desígnio: exploram o conhecimento intuitivo do aluno.. a refletir sobre a linguagem. recupera-se a relação entre som e sentido. da oralidade para o registro mais culto.. Faça uma listinha de xingamentos que evocam tipicamente situações de trânsito e. ou seja. . Como se pode ver.. Ele explora a relação entre som.113).189)4. entre outras questões. mas de refletir sobre práticas de linguagem típicas de situações como estas. De maneira criativa e em muitos casos cômica. notícias e matérias jornalísticas (p. da linguagem escrita para o desenho (e vice-versa). na tentativa de amenizar a interferência da escrita. a título de exemplificação. a semântica trabalha com oralidade. depois. nela encontramos: Abreviatura – ato de abrir um carro da polícia.). Este é um capítulo muito divertido. redações de alunos (p. Essa diversidade aparece sempre em mão dupla: transpor de um tipo de texto para outro. encontramos um exercício em que o aluno deve transformar diálogos em "tiras". Eis mais uma sugestão para uma segunda edição... diferentes linguagens (cartuns (p. explicitamente tematizada através de uma série de exercícios.37). Armarinho – ar proveniente do mar.... variedades de exercícios (caça-palavras (p. que estimulem o pesquisador no professor..

uma maneira eficiente de interferir na prática pedagógica de língua materna. Inúmeros outros exercícios podem ser citados para exemplificar procedimentos de descoberta. "que ensina a refletir sobre os recursos lingüísticos em seu funcionamento para extrair da reflexão um conhecimento sobre a linguagem. No capítulo sobre aspecto (capítulo 2). Já a segunda só pode ser usada com felicidade se a reunião estiver ocorrendo no momento mesmo em que a sentença é proferida. as segundas. o par no item e opõe A reunião dos condôminos é no salão de festas/. Mas também é possível esmiuçar ainda mais as diferenças. (. 9)./O Joãozinho está careca). O mínimo que se espera é que o aluno perceba que no português do Brasil o jogo permanente versus provisório pode ser feito através da diferença entre o presente simples e o contínuo ou através de itens lexicais distintos: o ser e o estar.. permitindo que professores e alunos descubram aspectos da linguagem que estiveram (e ainda estão) fora das salas de aula. Ao final de 2001. pois. Vale a pena conferir! . portanto. em outros termos. As primeiras sentenças de cada par estão no presente simples. ainda. um livro sobre "práticas de análises lingüísticas"" (p. um importante trabalho de leitura com diferentes tipos de textos e de linguagens.) É. Este manual de exercícios é. após ter trabalhado com meus alunos de graduação alguns dos exercícios deste manual.está sendo no salão de festas. bloqueada pelos professores em greve. com exceção das sentenças em d e em g em que a oposição se dá entre o verbo ser e estar (O Joãozinho é careca. há. Em muitos desses exercícios. Vamos apresentar apenas um caso. o autor propõe no exercício 6 (p. Ela pode inclusive indicar um padrão de reuniões. Claro que uma descrição mais fina pode trazer à tona que a primeira sentença não implica que a reunião esteja acontecendo no momento em que ela é proferida. Por exemplo.. 2. no presente contínuo (Você é bobo. em que são apresentados diversos textos sobre o episódio do então governador Mário Covas forçando a abertura do prédio da Secretária de Educação.. 23) que o leitor procure estabelecer diferenças de significado entre pares de sentenças. é preciso que eles coloquem a questão da relação entre som e sentido. Como já dissemos. É esta brincadeira que Ilari retoma de maneira criativa e instigante porque leva os alunos a considerarem porquês de nem todas as definições apresentadas serem igualmente boas e. as condições de verdade dessas sentenças não são as mesmas. Os textos apresentam diferentes posições políticas e o autor nos convida a elucidá-las através da análise semântica dos textos.Sexólogo – sexo apressado./Você está sendo bobo). permite uma prática pedagógica mais criativa e gratificante. creio que ele realiza seus objetivos: 1. a despeito do formato tradicional dos capítulos. O leitor pode verificar essa última afirmação nas páginas 70 a 74. propõe uma série de atividades específicas que tratam da questão do sentido através de uma reflexão sobre a linguagem em seu funcionamento. Esta é a característica mais importante desse manual: os exercícios possibilitam que os alunos reflitam sobre a linguagem em atividade e (re)-construam regras que balizam o seu funcionamento. para isto. Como bem diz Geraldi este é um livro exemplar. os exercícios são extremamente propícios para uma abordagem de descoberta. todos nós já brincamos de recortar as palavras e de criar derivações e etimologias malucas.. inclusive de muitos cursos de Letras. Ora.

Ensino Prático do Português. ______ 1979a. ______ 1979b. 2001. 1985. Análise Semântica. São Paulo: Ática. Petrópolis: Vozes. Ana. 1976.Referências Bibliográficas MOKVA. Semântica e Sintaxe. ILARI. Semântica. Roberta. Petrópolis: Vozes. Tese de Mestrado inédita. MADRE OLÍVIA. A Semântica na Sala de Aula. Semântica formal: uma introdução. Reflexões para professores de português. Treinamento Progressivo. Petrópolis: Vozes. UFSC. Florianópolis. . Semântica e a natureza da língua – contribuição semântica para uma gramática científica do português. Rodolfo e João Wanderley Geraldi. PIRES DE OLIVEIRA. 2001. Campinas: Mercado de Letras.

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