CADEIA DE SUPRIMENTOS

FMU Adolfo Filomensky Agosto 2010
1

• BIBLIOGRAFIA • FLEURY, Paulo Fernando. Logística empresarial. São Paulo: Atlas, 2000. • Gasnier, Daniel Georges. A dinâmica dos estoques: guia prático para planejamento, gestão de materiais e logística. São Paulo: IMAM, 2002. • LAMBERT, D., STOCK, J., VANTINE. Administração Estratégica da Logística. Vantine Associados, São Paulo, 1999.
2

LOGISTICA
• Logística como forma de sobrevivência • O conceito de Logística existe desde a década de 40, sendo utilizado, primeiramente, pelo exército dos EUA. Sua principal função era de abastecer, ou melhor, garantir o abastecimento de toda a tropa norte-americana na 2ª Guerra Mundial, compreendia desde a aquisição dos materiais, até sua distribuição no local correto na hora desejada. Imagine uma tropa sem munição ou comida? Perderia a guerra sem lutar. • Segundo o Council of Logistic Management, entidade americana, que possui milhares de associados em todo o mundo, "logística é o processo de planejar, implementar e controlar eficientemente, ao custo correto, o fluxo e armazenagem de matérias-primas, estoques durante a produção e produtos acabados. Além das informações relativas a estas atividades, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender aos requisitos do cliente".
3

• Com o passar dos anos, esse conceito foi evoluindo, e, na empresa, passou a existir a integração de diversas áreas tais como: produção, transportes, comunicação, estoques, surgindo um novo conceito que é o Supply Chain ou logística integrada. • Para resumir, logística envolve armazenagem e transporte. No exemplo de uma pizzaria delivery, não basta fazer uma excelente pizza ou ter um excelente preço. É imperativa uma excelente entrega, pois de acordo com a vontade dos clientes "os produtos devem estar nos lugares certos, na hora certa, nas quantidades certas, ao menor custo possível". Quem vai querer uma pizza que tem massa de um lado e mussarela do outro e totalmente fria?
4

• Em um ambiente altamente competitivo, os fatores qualidade e preço já não fazem tanta diferença, pois existe certa semelhança entre os concorrentes, mas a entrega certa a um custo baixo determina quem continuará no comércio e quem sairá dele. Daí as empresas começarem a voltar a aplicar conceitos logísticos para transporte e distribuição, ou seja, para continuarem competindo e sobrevivendo.
5

em quem o empreendedor acredita e que aceita como legítimas. 6 . além destes conselhos da vivência. A maioria das decisões é tomada a partir da experiência adquirida pelo empresário com o passar dos anos em determinada atividade.Gestão de negócios: para a tomada de decisões • Todos os dias os empresários estão envolvidos em decisões. comprovadas e tabuladas dos sistemas integrados que compreendem a Gestão de Negócios. empresários de diferentes ramos de negócio. Algumas que não causam grandes mudanças na organização e outras que podem selar a sorte da sobrevivência do negócio para sempre. ou ainda através de opiniões de amigos. as definições sobre as ações empresariais deveriam seguir. parentes. que sem dúvida é uma bagagem importantíssima. também as informações armazenadas. Porém.

cada vez mais perigosas. em função das vezes que são empregadas. Infelizmente.." em grandes prejuízos financeiros ou até mesmo da imagem da empresa perante seus clientes e fornecedores. uma minoria acredita nas conclusões analíticas referentes aos dados provenientes dos controles realizados.• Algumas reações administrativas de fato são espontâneas e atendem determinada necessidade. sejam manuais ou informatizados. considerando a informatização como fator chave. porém.os "achismos" . necessidades e anseios de sucesso no mercado. • Através das análises de centenas de empresas e seus problemas. outras podem transformar um simples "acredito que deva ser assim. Como seguem: 7 . e acabam utilizando as formas anteriormente citadas . seis ferramentas tornaram-se eficazes para a Gestão Estratégica do Negócio..

Desde a compra. para o cliente. para seus produtos e/ou serviços. com qualidade e segurança. até a entrega. mas todo o processo de logística. Lembrando.que precisam atender às expectativas do negócio como um todo. Assim. se possível surpreendendo o consumidor em todos os requisitos de eficiência e atendimento personalizado. 8 . mas sim. não apenas o controle de estoque da empresa é vital para a organização. que deve atender às necessidades comerciais e limites financeiros impostos pelo fluxo de caixa. que a entrega do produto e/ou serviço pode encerrar definitivamente um relacionamento comercial. criando a fidelidade e a primeira lembrança. ou estabelecer um vínculo de credibilidade duradouro entre as partes. no recebimento da mercadoria escolhida. passando pela administração interna de produtos .Administração e controle da logística empresarial: • Atualmente. apenas. a venda não está encerrada na definição de compra do produto por parte do cliente.

desde a participação dos funcionários. ou ainda pior. gerentes. ou como clientes.• Nada mais desastroso do que no momento da venda o produto que está no balcão. O "sistema". até a integração com o aplicativo (software específico) utilizado na empresa. é o processo organizacional como um todo que precisa ser avaliado e obedecer a certos princípios de evolução e atualização. a culpa normalmente é do "sistema" que apresentou algum problema. na verdade. não aparecer na relação do computador. Neste momento lembraram de algo assim em suas empresas. fornecedores e clientes: . ninguém saber ao certo o preço. 9 Análise e atualização dos cadastros de produtos e/ou serviços. sócios. nas mãos do cliente.

10 . o que na verdade demonstra a preocupação com uma parte apenas do processo.• Na grande maioria das empresas aqueles clientes que compram à vista são considerados péssimos consumidores. pois raramente é feito um cadastro deles. do ponto de vista sistêmico. neste caso o de cobrança e não o de formar um cadastro de clientes evolutivo em função dos interesses do negócio.

Portanto. Evitando. 11 . administrar o cadastro é um dos pontos vitais para o sucesso evolutivo de qualquer empresa.• Administrar efetivamente o que comprar é uma virtude que pode estar escorada em um aplicativo. além das necessidades futuras de compras. banco de dados onde estarão suas últimas compras. assim. prazos e preços pagos. que o vendedor venda o que ele deseja e que a empresa não compre o que realmente interessa aos seus clientes.

escondido entre processos antiquados e de alto custo. ou ainda amparado pelas zonas de conforto dos gestores das compras. logo todos se lembram dos concorrentes.e não somente ao mercado .quase sempre fica em um segundo plano. Mas. adequar os custos a realidade / limites da empresa . fazendo do momento da formação do preço de venda um suplício para todos os envolvidos e um desastre para o negócio.Adequação da elaboração dos custos e formação do preço de venda: • Ao falarmos de custos. 12 . em que buscar novos parceiros é um obstáculo quase intransponível.

os impostos. comissões e a margem de lucro devem formar o valor final. o lucro líquido almejado pela empresa em seu Plano Estratégico seja alcançado. os custos fixos. 13 .• O preço de venda deve ser justo para o consumidor. mas também adequado para a sobrevivência da empresa. de tal maneira que. O custo do produto e/ou serviço. no resultado final.

os custos fixos do mês. ou seja.Análise do demonstrativo de resultados: • Este demonstrativo retrata os valores de competência de determinado mês. outro parâmetro importante é o ponto de equilíbrio. impostos relativos ao faturamento. o custo da mercadoria vendida (CMV) em relação ao faturamento do mês. isto é valor referente ao faturamento mínimo para cobrir os custos fixos e variáveis da empresa. 14 . Este último considerando as despesas com investimento e financeiras. comissões relativas e os resultados mensais obtidos o lucro operacional e o lucro líquido. o faturamento real (não os recebimentos). Neste demonstrativo.

Análise e adequação do Fluxo de Caixa: • De posse do demonstrativo de resultados é necessário o Fluxo de Caixa para complementar a análise financeira da empresa. esta desigualdade é o sinal de que a empresa está afundando em um mar perigoso de dívidas. 15 . que realizada às pressas sempre acaba saindo muito caro para a empresa. e deve ser planejado para no mínimo seis meses. através das movimentações financeiras. ou necessidade de adequação do caixa através de alimentação financeira externa. evitando. Mais um lembrete: cuidado com o resultado positivo do fluxo de caixa e negativo do demonstrativo de resultado. Ele retrata o movimento real do caixa no mês. entradas e saídas de dinheiro. ou empréstimos de terceiros. assim. sustos durante a gestão empresarial.

16 . Portanto.Elaboração do plano estratégico para o negócio: • O Plano de Negócios é um meio de manter a estratégia empresarial em dia. pronta para alterações administradas de rotas de segurança. realize periodicamente a adequação da estrutura organizacional à realidade do mercado em que sua empresa atua para evitar o aparecimento de fatores que possam comprometer a sobrevivência do seu negócio.

o Planejamento define como será realizado todo o processo de produção. Programação e Controle de Produção (PPCP) tem como função planejar e coordenar todas as atividades em relação à produção numa empresa. com o intuito de organizar a produção da melhor forma possível para atingir os objetivos da empresa. Programação e Controle da Produção • Planejamento. Para que possa ser aproveitada a maior potencialidade do PPCP. e diminuir o máximo possível os custos da produção industrial. sempre considerando a capacidade de trabalho e máquinas. o Máster Productio Schedule (MPS) e o Material Requirement Planning (MRP). O planejamento da produção constitui a primeira etapa de um sistema de PPCP. encontram-se outros planejamentos subseqüentes. Dentro desse sistema. aproveitar suficiente e eficientemente os recursos. De início. O Manufacturing Resources Planning (MRP II) corresponde a um sistema de planejamento que envolve as decisões referentes a como conduzir de acordo com os recursos disponíveis. o desenvolvimento e a utilização de um sistema de gerenciamento informatizado tornam-se uma grande preocupação nas indústrias modernas.Planejamento. sendo bastante abrangente em relação a seus itens abordados. • • • • 17 .

18 . Feito o plano. estoques e compras. através das Ordens de Produção. de forma a administrar como será executada a programação da produção. Este plano representa o quanto fabricar em cada período e é influenciado por um plano de vendas. e estas serão então distribuídas por intermédio da Liberação da Produção. o Controle de Produção verifica se as tarefas pré-estabelecidas estão de acordo com o tipo de produto. A etapa de Programação. definem-se as tarefas a ser executadas e em que prazo. Encerrada a fase de Programação. trabalhando com as variáveis de demanda. com prazos previstos e na quantidade solicitada. como funciona na prática um sistema de PPCP. pela capacidade produtiva e pela disponibilidade de matéria-prima. de forma clara. seguindo uma seqüência de operações para a realização de um processo produtivo eficiente. O segundo trata das necessidades reais de insumos para o processo produtivo.• • • • O primeiro determina o quê deve ser produzido e quando produzido. Este trabalho tem como objetivo demonstrar. representada basicamente por um plano de produção. compreende a execução de tudo definido durante o Planejamento.

19 .

20 .Plano Mestre de Produção • O programa mestre de produção (MPS – Máster Production Schedule ) é a fase mais importante do planejamento e controle de uma empresa. É a base do planejamento de utilização de mão-de-obra e equipamentos. e determina o aprovisionamento de materiais e capital. • Na manufatura. manufaturado e comprado. Constitui-se na principal entrada para o planejamento das necessidades de materiais. o MPS contém uma declaração da quantidade e do momento em que os produtos finais devem ser produzidos; esse programa direciona toda operação em termos do que é montado.

21 .

enfermeiras e cirurgiões. 22 . assim como os instrumentos. num hospital há um programa mestre que indica quais cirurgias estão planejadas e para quando. Também dirige a programação de pessoal para as cirurgias.• O MPS também pode ser utilizado em empresas de serviços. Por exemplo. Ele direciona o aprovisionamento de materiais para as cirurgias. incluindo anestesias. sangue e acessórios.

além de outros meios de transporte. que trocam perguntas para descobrir em que parte do tabuleiro o tesouro está escondido. Um guia com instruções é fornecido com o jogo. um balão. utilizando dois dados. Para explicar o processo. o MRP executa os cálculos para determinar a quantidade e o momento das necessidades de montagens. Os jogadores alternam-se. será utilizado um exemplo de produto – um jogo chamado “Caça ao Tesouro”. quais componentes e em que quantidade serão requisitados e recebidos. para se movimentarem sobre o tabuleiro. Esse produto fictício é um jogo que envolve de dois a oito jogadores. uma carroça. Para fazer isso. 23 . Tendo estabelecido esse nível de programação. • O programa mestre dirige o restante do processo MRP. para determinar seus movimentos. submontagens e materiais. de modo a atender ao programa. personagens de aventura usam um cavalo.• Manufacturing Requirement Planning MRP – Planejamento das Necessidades de Materiais O MRP que não deve ser confundido com a abordagem mais ampla MRP II; é a análise baseada em intervalos de tempo padrão que define quanto.

a empresa Warwick Operations Games Inc. Caso decida utilizar um sistema MRP para realizar essa tarefa. precisa saber quais os componentes a ser colocados em cada caixa do jogo. O papel de lista de materiais no processo MRP é mostrado na figura abaixo: 24 .• Para poder fabricar esse produto. assim como um cozinheiro necessita de uma lista de ingredientes necessários para preparar um prato. ela necessita de arquivos de computador com os ingredientes ou componentes de cada item. Esses arquivos são denominados listas de materiais .

25 .

ou em outras palavras.• Com o aumento da competição pelo mesmo mercado. • Assim. 26 . É preciso desenvolver novos produtos. a concorrência faz com que pessoas e empresas mantenham um esforço crescente para se tornarem competitivas. ser inovador nas relações comerciais. e eficiente na produção e distribuição de bens de consumo. Este é o novo desafio a ser vencido garantir valor para o cliente e rentabilidade em longo prazo para a empresa. faz-se necessário desenvolver uma nova visão da logística em que a palavra de ordem passa a ser integração e colaboração entre os participantes do processo e que efetivamente deixam de se coadjuvantes e precisam compartilhar suas funções e processos em um grande sistema que leva o nome de Cadeia de abastecimento integrada. garantir sustentabilidade nos negócios.

000 pessoas.Federal Express Corporation (FedEx) • Frota 500 aviões e 36. leitores de código de barras. descarregam e carregam ( em não mais que 30 min. • Num de seus principais centros de operação nos USA na cidade de Memphis. 135 aviões aterrissando a cada 45 seg. com equipe total de 120. uma demonstração prática de logística aplicada é feita a cada noite. transportando mais de 900 ton de carga aérea a cada 24 hs. • Um complexo formado por 275 km de esteiras transportadoras. (2008) 27 . rede de computadores e operadores produzem o mais formidável exemplo de crossdocking.000 veículos terrestres.) centenas de ton de cargas que são processadas e redistribuídas para todo mundo. • Durante duas horas.

28 . os fabricantes estão mais atentos a esta prática de fornecimento. cada vez mais os fabricantes estão enviando os seus produtos. para os varejistas. • Muitos fabricantes tem notado que a embalagem e o transporte de suas mercadorias podem influenciar diretamente no sucesso de suas vendas.Crossdocking • Na corrida pelo reabastecimento mais rápido dos produtos. • Dessa forma. através dos centros de distribuição ou não. diretamente de suas fábricas. os fabricantes eliminam os custos de armazenamento. mais econômica e mais rápida. • Com os surgimento do JIT (Just-In-Time).

crosdocking é um programa projetado para fornecer suporte à entrega de produtos aos clientes. sem armazenar o produto por um longo tempo. ou não.• Cossdocking é um método que movimenta os produtos de um fornecedor através de um centro de distribuição. • Crosdocking é utilizado em produtos com elevados índices de giro e de perecibilidade e que não podem ser estocados. 29 . • Devido a isso eles apenas “cruzam” o armazém indo direto aos pontos de venda sem passar pelo processo de estocagem. • Dessa forma. permitindo a uma companhia acelerar o fluxo dos produtos para o consumidor.

30 . • Tais veículos descarregam seus produtos em armazém.• Crossdocking que genericamente pode ser entendido como cruzamento de docas. que efetuara as entregas. • Execução de entregas principalmente em centros urbanos. os produtos cruzam o armazém através de esteiras. e em seguida carregam outro veículo de menor porte. na qual veículos de grande porte sofrem restrições como espaço e peso não podendo assim efetuar as entregas.

31 . • Aumento da disponibilidade do produto devido ao constante abastecimento ao cliente.Vantagens • Redução de custos: todos os custos associados com o excesso de estoque e com movimentação. • Redução do número de estoque (intermediários) em toda a cadeia de abastecimento. devido as encomendas freqüentes (redução de tempo). tornando constante. • Suaviza o fluxo de mercadoria. • Redução de área física necessária no centro de distribuição.

a produtividade. a busca de visibilidade dos inventários na cadeia de abastecimento. a velocidade da comunicação e a habilidade para se adaptar às condições de mudança são fatores fundamentais para o sucesso. que cada vez mais se mostra capaz de responder com precisão às necessidades das empresas neste campo. • Atualmente. 32 .• Paralelamente ao avanço da logística como ferramenta estratégica para incrementar competitividade e agregar valor ao produto. está o enorme avanço na tecnologia da informação e comunicação.

uma cadeia de suprimentos é dividida em três grandes subsistemas . de um lado. formando um conjunto de organizações que participam do processo de atender às demandas de diferentes mercados. somados à descontinuidade entre o ritmo da produção e da demanda. e ao seu canal de distribuição. 33 . • Na visão do planejamento logístico. de outro. e a distância entre a fábrica e os pontos de origem das Matérias-primas e dos componentes para fabricação do produto.Entendendo a Cadeia de Abastecimento • Sabemos que no processo produtivo o distanciamento geográfico entre a indústria e os mercados consumidores. • A cadeia de suprimento pode ser definida então como um sistema onde a indústria se liga a seus fornecedores. do outro. de um lado. geram um forte impacto nos custos das empresas.

Sistemas de comunicação e tecnologias aplicadas. programação e controle da produção. • Gerenciamento das informações: Registro e compartilhamento das informações geradas dentro do processo. transportes e armazenagem de materiais e componentes destinados à fabricação de produtos finais. • Logística da produção: Planejamento. • Logística da distribuição: Planejamento dos recursos da distribuição. compras. é importante que exista integração na cadeia que permita agregar valor ao fluxo de materiais dentro da cadeia. Para isso. produtos em processo e embalagem.• Logística do suprimento: Planejamento e controle de estoques. pois todo processo deve iniciar nele e toda cadeia deve se movimentar eficientemente para atendê-lo como ele deseja. • O consumidor é o destaque dentro deste novo ordenamento. transporte e movimentação de produtos acabados no canal de distribuição. 34 . Armazenagem.

4. da produção e da distribuição. b) Ter o menor custo possível. 35 . Qual é o principal objetivo da logística? a) Fazer com que produtos e serviços estejam disponíveis onde são necessários e no momento em que são desejados. Fatores que geram um forte impacto nos custos das empresas: a) O distanciamento geográfico entre a indústria e os mercados consumidores. d) Todas as alternativas anteriores. b) A distância entre a fábrica e os pontos de origem das matériasprimas e dos componentes para a fabricação do produto. sendo eles: a) Logística do suprimento. c) mostrar a origem do conceito sobre os recursos logísticos. O entendimento sobre o planejamento logístico mostra que a cadeia de suprimentos é dividida em grandes subsistemas. da cadeia de relacionamento e da distribuição. d) descrever as relações da organização com a sociedade que a cerca. d) Logística do suprimento e da distribuição. c) Ter o nível de serviço exigido pelo cliente. 3.• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Exercícios 1. c) A descontinuidade entre o ritmo da produção e da demanda. d) Todas as alternativas anteriores. 2. b) Logística do suprimento. A expressão “cadeia de suprimentos” é uma metáfora usada para: a) descrever as empresas que estão envolvidas no fornecimento de um produto ou serviço. c) Logística da produção e da distribuição. b) citar as organizações que se comunicam entre si de modo próativo.

gerenciamento dos inventários e a distribuição interna dos materiais. desenhados para aperfeiçoar os fatores de custos de materiais.GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS • A gestão da cadeia de suprimentos é conceituada pela CAPS (Associação Nacional de gestão de compras – EUA) como um conceito de gerenciamento dos sistemas empregados por varias organizações. materiais e serviços. de forma que a mercadoria seja produzida e distribuída na quantidade certa. transporte. almoxarifados. 36 . qualidade e serviços. de forma a minimizar os custos globais do sistema ao mesmo tempo em que atinge o nível de serviço desejado. • A gestão da cadeia de suprimentos é um sistema com abordagem no gerenciamento do fluxo completo de informação. A gestão de cadeias de suprimentos é um conjunto de abordagens utilizadas para integrar eficientemente fornecedores. Desta boa forma é possível se consolidar as seguintes atividades: compras. para a localização certa e no tempo certo. depósitos e armazéns. garantia da qualidade para os materiais entrantes. desde os fornecedores de matérias primas para as empresa e os almoxarifados até o cliente final. fabricantes.

• A administração da cadeia de suprimentos diz respeito ao relacionamento imediato vendedor/ comprador no decorrer de uma série mais longa de eventos; vê os vários compradores e vendedores como parte de um continuum e reconhece o benefício a ser obtido da tentativa de assumir uma visão estratégica e integrado da cadeia. em vez de focar os elos individuais e sua decorrente sub-otimização. 37 . • Em outras palavras. mas as interações entre várias organizações que constituem a cadeia. como mostra a figura abaixo. o foco da atenção gerencial não é apenas a empresa ou a organização individual.

38 .

serviços e atividade presente na cadeia. o conceito de valor não é tão simples quanto se possa presumir.• Um conceito analítico de cadeia de suprimentos deve levar em conta alguns dos conceitos apresentados por Porter (1985. e levar em conta o fluxo de valor que nela ocorre. No tocante a este ponto. infelizmente. O termo “valor” é usado par designar de maneira ampla três coisas diferentes: 39 .) ao tratar do conceito de cadeia de valor; neste sentido um conceito analítico de cadeia de suprimentos deve se abstrair da descrição das propriedades físicas dos produtos.

é usado para se referir à utilidade que decorre da aquisição do bem ou serviço pelo cliente.• Em primeiro lugar. o termo é usado em relação ao montante de dinheiro ganho por uma organização empresarial pelo fato de se envolver em determinado estágio da cadeia de suprimento. Em segundo lugar. Finalmente. este é o valor exigido pelo cliente. Cada um destes usos do termo “valor” implica algum tipo de relacionamento entre o que é fisicamente feito e sua utilidade (os benefícios financeiros e outro que se obtém com o que é feito). pelo quais insumos sem utilidades para o cliente são transformados em produtos que lhe são úteis – a isto se refere geralmente como processo de agregação de valor. o termo é usado com referência ao processo de transformação que tem lugar dentro das organizações empresariais. 40 .

• À medida que o trabalho é realizado.• As duas primeiras maneiras de entender valor são condições necessárias para o sucesso de uma empresa. mas diminui quando os custos não produtivos de estocagem e de manipulação são ascendentes. (2000). conforme Baily et al. 41 . A apropriação de valor em benefício dos acionistas é sem dúvida alguma o único propósito real da existência das organizações empresariais. algum valor é acrescido ao material; o valor acumula-se na medida em que os materiais fluem pelas operações. mas a terceira é a condição suficiente.

integrada a uma cadeia de suprimento por meio de relações de troca objetivas relativas à apropriação de valor (lucros operacionais líquidos auferidos em cada estágio diferenciado da cadeia de suprimento). 42 .• Estas considerações implicam que há uma cadeia de agregação de valor (parcela do dinheiro desembolsado pelo cliente final que cabe a cada estágio diferenciado da cadeia de suprimento).

isto é. a cadeia de suprimento existe somente quando um cliente coordena as ações de várias empresa independentes. todos os estágios de transformação das matérias-primas desde as fontes de origem até a transferência do produto acabado para um cliente final pertencem a uma única empresa e estão subordinados a uma única administração central; noutra. Numa cadeia de suprimento é propriedade integral de uma única empresa. 43 . cada uma executando uma e apenas uma atividade relevante para a obtenção de um produto ou serviço por ele desejado.• É possível inferir duas condições extremas de existência de uma cadeia de suprimento.

Embora não se registre na história a existência de alguma empresa que tenha conseguido a integração vertical completa. que é também terminal da Ferrovia de Detroit. esta representou o ideal perseguido pelas grandes empresas da primeira metade do século XX.• O exemplo da primeira condição extrema de existência de uma cadeia de suprimento é uma empresa com integração vertical completa. Henry Ford. por exemplo. descreve como “nossas barcaças de minério de ferro chegam ao nosso porto. 44 . Toledo & Ironton.

mas também que a expedição de automóveis e peças componentes se faça com igual facilidade para qualquer parte do país ou do mundo”. Em coerência com este ideal de verticalização. assim não somente conseguimos que todas as matériasprimas cheguem à nossa fábrica sem custos adicionais de manuseio e transporte. 45 . 1992).• Esta ferrovia se liga às minas de carvão. Ford chegou até mesmo a implantar um projeto de cultivo de seringueiras no Brasil. como parte do processo de produção de pneumáticos para veículos (Womack et al..

 Gerenciar as relações com fornecedores  Comprar materiais e serviços  Qualificar e selecionar fornecedores  Gerenciar a qualidade dos fornecedores e materiais  Gerenciar a logística de fornecimento  Receber materiais  Gerenciar estoques  Devolver materiais 46 . A lista a seguir enfoca as atividades que podem ser atribuídas a Suprimentos.A função Suprimentos • Algumas organizações podem diferir levemente na visão das atividades atribuídas à função Suprimento.

Os objetivos de Suprimentos podem parecer simples e extremamente diretos. Suprimentos ser reconhecida como uma função completa e estratégica. 47 . flexibilidade e eficiência de custos na produção.Objetivo de Suprimentos      Atender aos requisitos de qualidade Garantir o fluxo contínuo de materiais e serviços Aperfeiçoar o investimento em estoques Adquirir materiais aos mais baixos custos totais Desenvolver fontes competentes de suprimentos. apesar de. nas organizações de classe mundial de hoje. • 2) Minimização dos estoques em toda cadeia de Suprimentos. • Um outro fator é o da necessidade de empresas de ponta por: • 1) Qualidade.

multifuncionalidade. facilidade de fabricação. padronização das operações. • O desafio para suprimentos está claro: desenvolver a capacidade organizacional de utilizar as apropriadas estratégias centralizadas ou descentralizadas de compras e gestão de materiais para maximizar serviços com riscos aceitáveis; gerenciar fornecedores para obter a qualidade necessária dos materiais com os objetivos de investimentos em estoque. setups rápidos e modificações das linhas de produção para sincronizar manufatura e a demanda de consumo. tendo como diretriz os objetivos de retorno sobre o investimento; e adquirir produtos e serviços com base nos custos totais da cadeia em oposição à utilização de fornecedores de menor preço.• Isto requer uma nova abordagem para a gestão logística. que pode incluir técnicas como: melhoria da ferramenta de previsão dos padrões de demanda de consumo. 48 . Estas técnicas forçam o projeto de produtos em relação a custos. reposição contínua de produtos e utilização de ferramentas de melhoria das técnicas de produção.

A administração da manufatura tem como função fundamental a transformação de insumos e matérias-primas em produtos ou serviços. tornou-se obsoleta. 49 . com o aumento da competição e mudanças de prioridades. tornando-se flexível e enxuta.Conclusão • Podemos observar que nas ultimas décadas a gestão da cadeia de suprimentos vem ganhando força. A organização tradicional da manufatura. sendo a função de compras uma função de apoio na tomada de decisão para a administração dos materiais e otimização dos custos. adequada para se desenvolver como uma ferramenta de auxilio à manufatura. com sua pesada estrutura e conseqüente falta de agilidade. alavancadas pelas transformações ocorridas no mercado global. • As mudanças tecnológicas que envolvem as atividades de manufatura vêm se desenvolvendo intensamente. abrindo espaço para modelos mais flexíveis e mais ágeis.

3.O RELACIONAMENTO DA FUNÇÃO COMPRAS COM A CADEIA DE SUPRIMENTOS 50 .

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful