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A arte barroca

A arte barroca estendeu-se por todo o século XVII e pelas primeiras décadas do XVIII.
Surgiu em Roma e aos poucos espalhou-se por toda a Europa e América Latina. O barroco
assumiu diversas características ao longo de seu tempo e, mais que um estilo artístico, era
um estilo de vida. A arte barroca era profundamente católica e foi usada como forma de
expressão da mensagem religiosa da Contra-Reforma.
A exuberância da arte barroca foi considerada de mau gosto pelos neoclássicos do século
XVIII. Foi em meados de 1750 que a palavra barroco passou a ter sentido pejorativo,
designando uma arte extravagante, muito rebuscada.

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Restauração portuguesa e o Barroco


A poesia portuguesa do Barroco, reunida em compilações do século XVIII, como a Fênix
Renascida (1716), reflete a influência espanhola. Alguns poemas cultistas recém-descobertos,
no entanto, revelam uma poesia visual muito sofisticada, que antecipa experiências de
vanguarda do século XX.
O teatro de Antônio José da Silva, "o
Judeu", nascido no Rio de Janeiro em
1705 e executado pela Inquisição em
Lisboa, em 1739, mostra clara influência
de Lope de Vega e de Cervantes.

Mas é na prosa que a literatura portuguesa se destaca:


• Entre as obras de maior expressão estão a do aristocrata D.
Francisco Manuel de Melo (1608-1666), autor da Carta de Guia
de Casados (1651), e também Nova Floresta, do padre Manuel
Bernardes (1644-1710), publicada em cinco volumes, entre 1706
e 1728, e que reúne narrativas e ditos de fundo moral. Há,
ainda, as célebres Cartas Portuguesas, publicadas em francês
em 1669 e atribuídas ao amor proibido e não-correspondido de
sóror Mariana Alcoforado por um militar. E, acima de tudo, estão
os sermões e as cartas do padre Antônio Vieira.

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A poesia
É o gênero que melhor refletiu o espírito barroco: contrastes bruscos, expressividade e formas
suntuosas, que complicam a sua interpretação.
Os autores europeus mais importantes do Barroco foram:

Na Inglaterra, John Donne (1572-1631) e John Milton (1608-1674), autor da
grande epopéia O Paraíso Perdido.

Na Alemanha, Andreas Gryphius (1616-1654).
• Na Espanha, Luis de Gôngora y Argote (1561-1627) e Francisco Gómez de
Quevedo y Villegas (1580-1645), autor de A História da Vida de Buscón.
• Na Itália, Giambattista Marino (1569-1625).

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Padre Antônio Vieira (1608-1697)

Padre Antônio Vieira

O ponto alto da arte literária barroca em Portugal é a obra sermonária do padre Antônio Vieira,
de vida atribulada como pregador e político. Dividido entre dois mundos – o europeu e o
brasileiro –, Vieira sintetiza como ninguém os conflitos e a inteligência apurada do homem
barroco.

"(...) Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas, como os pregadores fazem o sermão em
xadrez de palavras. Se de uma parte está branco, da outra há de estar negro; se de uma parte
dizem luz, da outra hão de dizer sombra; se de uma parte dizem desceu, da outra hão de dizer
subiu. Basta, que não havemos de ver num sermão duas palavras em paz? Todas hão de estar
sempre em fronteira com o seu contrário? (...)"

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O estilo barroco e a
Contra-Reforma
O termo barroco costuma designar o estilo artístico que floresceu
na Europa entre o final do Século 16 e meados do Século 18.
O aparecimento dos ideais barrocos parece intimamente ligado à
Contra-Reforma Católica.
Apesar de ter sido um estilo internacional, percebemos sua maior
força entre países como a Itália, Espanha e Áustria, não tendo atingido
muito os países protestantes como a Inglaterra.
Regional, individual
e subjetivo
Além disso, o barroco apresenta características regionais nas
diferentes localidades em que se desenvolveu.
A personalidade forte de alguns artistas do período também é um
grande diferencial dentro desse estilo artístico que deixava campo
aberto à subjetividade.
Suas principais características são a teatralidade das obras, o
dinamismo, a urgência, o conflito e o forte apelo emocional.
Na busca da emoção, para provocar o observador, o artista abusa
da verossimilhança das cenas retratadas, daí a importância também
na observação da natureza.
O artista para atingir esses efeitos lança mão principalmente de
cores, texturas, jogos de luz e sombra, diagonais e curvas, bem como
o domínio do uso do espaço. Os temas místicos e os tirados da vida
cotidiana são freqüentes no período.

Pintura, escultura e arquitetura


entrelaçadas uma à outra
A questão da harmonia também é importante para o barroco.
Entretanto, ela é vista numa obra de forma diferente do renascimento.
Para o renascentista, a harmonia do todo era garantida por cada
detalhe da obra em perfeito equilíbrio, cada detalhe separadamente
como um todo harmônico.
Já para o barroco, a harmonia do conjunto é mais importante, a
fusão harmônica dos diferentes componentes de um trabalho. A
harmonia individual pode ser sacrificada em nome da harmonia do
todo.
Além disso, essa valorização da unidade geral, entrelaçou muito a
arquitetura com a escultura e com a pintura. O ideal das construções
passou a ser o do inter-relacionamento desses elementos, dialogando
harmonicamente para o bem do conjunto.
No geral, o Barroco é um
clássico rebelde
O Barroco surgiu na Itália, aproveitando-se de alguns elementos
renascentistas e transformando-os.
O renascimento italiano influenciou sobremaneira a arte posterior.
Costuma-se dizer que vivíamos o estilo renascentista de construção,
por exemplo, quase até o Século 20, com a entrada em cena do
modernismo.
O barroco também se inspira, em certo sentido, na arquitetura
clássica. Mas recebe esse nome pelos críticos do período (com o
significado de grotesco) exatamente por não respeitar as combinações
e a utilização dos gregos e romanos.
Apesar de utilizar-se de formas naturalistas, não se pode dizer que
seja uma mera continuação do renascimento.

O artista era religioso, mas


independente da religião
A Espanha foi um dos países que mais desenvolveu esse estilo que
se espalhou pela Europa.
Além disso, importante no período é o fato do mecenato sair das
mãos da Igreja para concentrar-se na aristocracia.
O homem barroco é um ser dividido, em conflito, repleto de energia
e extremamente místico. Os artistas da época expressavam essa
energia e suas convicções espirituais em suas obras.
Um bom exemplo disso é a figura de Bernini. Entretanto, Rubens é
considerado um dos maiores expoentes do movimento. O italiano
Caravaggio também é extremamente importante, com influência por
várias partes da Europa.

http://www.scribd.com/doc/3374031/Literatura-Aula-05-Barroco-em-Portugal-
e-Literatura-informativa