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SÔSAI SHIBUI

- O SERVIDOR - Relatos Orais

Tradução Literal

Sem checagem com original japonês e sem revisão de português Maio de 2000

original japonês e sem revisão de português Maio de 2000 Sôsai Shibui, Homem do Servir –

Sôsai Shibui, Homem do Servir – Relatos Orais Compilado pela Comissão de Redação da História da Difusão Igreja Messiânica Mundial

Revisado em junho de 2005

O Servidor – Relatos Orais

ÍNDICE

SOBRE ESTA PUBLICAÇÃO

4

1

- MEISHU SAMA E SÔSAI SHIBUI

6

 

1.1. - MEISHU SAMA E SÔSAI SHIBUI

6

1.2

– A DEDICAÇÃO DO REVMO. SHIBUI

16

A

OFERTA DAS CALIGRAFIAS

22

A

EMOÇÃO AO OFERTAR AS CALIGRAFIAS E IMAGENS

23

A

ATUAÇÃO DO REVERENDÍSSIMO SHIBUI É A DE DAIKOKU-TEN

24

O

EMPENHO OCULTO DO REVMO. SHIBUI NAS AQUISIÇÕES DE OBRAS DE ARTE

26

 

1.3

- O SERVIDOR DE DEUS

27

O

QUE É “SERVIDOR DE DEUS”?

27

“O SERVIDOR DE DEUS” E O SENTIMENTO DE MAKOTO

30

O

QUE APRENDI COM O REVMO. SHIBUI - "O SERVIDOR"

31

2

- SÔSAI SHIBUI, O JOHREI E A SENSIBILIDADE ESPIRITUAL

33

 

2.1

- A FORÇA DO JOHREI DE SÔSAI SHIBUI

33

A

FORÇA NO JOHREI DO REVMO. SHIBUI

34

JOHREI – UM ESTÍMULO PARA A DIFUSÃO

35

O CHOQUE AO RECEBER A LUZ ESPIRITUAL

35

A CURA EM POUCOS MINUTOS DE UMA PARALISIA INFANTIL

.36

RECORDAÇÕES DO JOHREI DO REVMO. SHIBUI

37

O JOHREI COLETIVO

40

A MISTERIOSA FORÇA NO JOHREI

41

RECEBENDO JOHREI COLETIVO

42

JOHREI QUE SALVA O ESPÍRITO

44

A

VISÃO DO REVMO. SHIBUI SOBRE A NOCIVIDADE DOS MEDICAMENTOS

45

A

NOCIVIDADE DOS MEDICAMENTOS E O JOHREI

45

O

PENSAMENTO DO REVMO. SHIBUI EM RELAÇÃO AO JOHREI

47

O

QUE É DEUS?

48

JOHREI E APERTO DE MÃO

48

PRELEÇÃO SOBRE JOHREI

48

A

FORÇA ESPIRITUAL DO REVMO. SHIBUI

.50

O

SENTIDO DA OFERENDA E O PRESENTE DOS ANCESTRAIS

50

A

RIGOROSIDADE DA FÉ

51

A

INTUIÇÃO PERSPICAZ DO REVMO. SHIBUI

52

A

SENSIBILIDADE ESPIRITUAL DO REVMO. SHIBUI

.53

A

FORÇA DO DISCERNIMENTO ESPIRITUAL DO REVMO. SHIBUI

53

 

2.2 - SÔSAI SHIBUI DURANTE A GUERRA

54

2.3 - A PERSONALIDADE DE SÔSAI SHIBUI

63

3

- AS ATIVIDADES DE DIFUSÃO DE SÔSAI SHIBUI

80

O Servidor – Relatos Orais

 

3.1 - SÔSAI SHIBUI NO PERÍODO DE (

)

80

3.2 - SÔSAI SHIBUI NO PERÍODO DE HOZAN-SÔ

84

3.3 - SÔSAI SHIBUI E OS MINISTROS

 

88

3.4 - REVMO. SHIBUI E A DIFUSÃO REGIONAL

96

4 - A MORTE DE SÔSAI SHIBUI

 

107

SUPLEMENTO - MESA REDONDA

114

 

SÔSAI SHIBUI COMO MISSIONÁRIO

 

114

INGRESSO NA FÉ DA SRA. HORIGOME

 

114

ÉPOCA DO TRATAMENTO PELA PURIFICAÇÃO

120

MÉTODO DE ORIENTAÇÃO DO REVMO. SHIBUI PARA A MINISTRAÇÃO DE JOHREI

127

O

JOHREI DE SÔSAI SHIBUI

128

DEDICANDO-SE A MEISHU SAMA, DEDICANDO-SE A DEUS

131

SERVIA-SE, CONCORRENDO-SE

 

132

O

MISTÉRIO NA HORA DA MORTE

134

O

QUE DEVE SER TRANSMITIDO É O ESPÍRITO DE MEISHU SAMA

137

O SENTIDO DE SERVIR À MEISHU SAMA

144

 

O

SERVIR REALIZADO DE CORPO E ALMA E COM ESPÍRITO DE ABNEGAÇÃO

144

O

SERVIR NA AQUISIÇÃO DE OBRAS DE ARTE

147

GRATIDÃO MONETÁRIA (DONATIVO)

 

149

PREPARATIVOS PARA O ESTABELECIMENTO DA IGREJA

151

O

PEQUENO SERVIR

155

OFERECER TUDO

 

158

NÃO SE PRECIPITE, NÃO SE IRRITE E NÃO SEJA NEGLIGENTE NO SEU TRABALHO

160

PARTE II

 

168

O PODER DO JOHREI MINISTRADO PELO REV. SHIBUI SÔSAI

168

 

APRENDENDO COM O REVDO. SHIBUI SÔSAI

168

O

DIAGNÓSTICO PELO TELEFONE

169

A

SALVAÇÃO DO DISCÍPULO

171

O

JOHREI COLETIVO

179

O APOSENTO LOCALIZADO NO PRIMEIRO ANDAR, QUE TINHA O ESPAÇO DE DOIS QUARTOS (COM DEZ TATAMI [ESTEIRAS] CADA UM), OU SEJA, XM2, ESTAVA SUPERLOTADO. PARA UM NOVATO COMO EU, PARECIA QUE TODAS AS

PESSOAS ERAM MAGNÍFICAS; PRINCIPALMENTE, AO VER OS MOVIMENTOS DOS JOVENS ALEGRES DE MINHA IDADE QUE SE MOSTRAVAM JÁ ACOSTUMADOS COM OS AFAZERES, E PENSAR QUE ELES ERAM MEUS VETERANOS, SENTI-ME PEQUENO E, AO MESMO TEMPO, NÃO PUDE DEIXAR DE SENTIR ALEGRIA NO MEU CORAÇÃO. MESMO NAQUELAS CONDIÇÕES, FELIZMENTE CONSEGUI SENTAR-ME NA FILA DA FRENTE. QUANTO TEMPO SERÁ QUE FICAMOS ESPERANDO NAQUELE AUDITÓRIO COMPLETAMENTE LOTADO, SENTADOS EM FILAS ORDENADAS TANTO NO SENTIDO HORIZONTAL

COMO NA VERTICAL?

182

O APOSENTO LOCALIZADO NO PRIMEIRO ANDAR, QUE TINHA O ESPAÇO DE DOIS QUARTOS (COM DEZ TATAMI [ESTEIRAS] CADA UM), OU SEJA, XM2, ESTAVA SUPERLOTADO. PARA UM NOVATO COMO EU, PARECIA QUE TODAS AS PESSOAS ERAM MAGNÍFICAS; PRINCIPALMENTE, AO VER OS MOVIMENTOS DOS JOVENS ALEGRES DE MINHA IDADE QUE

SE MOSTRAVAM JÁ ACOSTUMADOS COM OS AFAZERES, E PENSAR QUE ELES ERAM MEUS VETERANOS, SENTI-ME PEQUENO E, AO MESMO TEMPO, NÃO PUDE DEIXAR DE SENTIR ALEGRIA NO MEU CORAÇÃO. MESMO NAQUELAS

CONDIÇÕES, FELIZMENTE CONSEGUI SENTAR-ME NA FILA DA FRENTE. QUANTO TEMPO SERÁ QUE FICAMOS ESPERANDO NAQUELE AUDITÓRIO COMPLETAMENTE LOTADO, SENTADOS EM FILAS ORDENADAS TANTO NO SENTIDO HORIZONTAL

 

COMO NA VERTICAL? JOHREI REALMENTE EFICIENTE

182

184

JOHREI OBJETIVANDO SUFRAGAR OS ANTEPASSADOS

.189

A

FISIONOMIA SEVERA E A FISIONOMIA BONDOSA

194

O

AMOR HUMANO DE SÔSAI

197

O

CAMINHO DENOMINADO JOHREI

202

CRONOLOGIA SIMPLIFICADA DE SÔSAI SHIBUI

207

SOBRE ESTA PUBLICAÇÃO

No dia 6 de junho de 1994, no Solo Sagrado de Kyoto, haverá um grande evento na Obra Divina - a entronização da Imagem de Dai Miroku. Em tão significativo ano, ter publicado a obra Sôsai Shibui - O Servidor - Relatórios Orais, onde estão reunidos vários episódios sobre a Fé do Revmo. Shibui, é motivo de grande alegria e gratidão para todos os que reverenciam.

1994 será um ano importantíssimo, já que nele se dará a conclusão dos três Solos Sagrados. Acredito, também, que se inicia neste ano a Grande Obra de Salvação no Mundo Material. Então, em profunda oração pela concretização da Trilogia de Miroku, precisamos nos empenhar no cultivo de uma fé que nos permita dedicar no Plano Divino. Este livro é indispensável para o aprofundamento do aprendizado sobre a edificação da fé, para servirmos de acordo com a vontade de Meishu Sama.

Não posso negar a misteriosa Vontade Divina ao observar que a dedicação do Revmo. Shibui na Obra Divina relacionava-se profundamente com a expressão "Miroku". Primeiramente, ele foi nomeado Presidente da Igreja Kannon do Japão (Nippon Kannon Kyodan) e, posteriormente, tornou-se Presidente da Igreja Miroku do Japão (Nippon Miroku Kyo). Mais tarde, quando a Igreja passou a se chamar Igreja Messiânica Mundial (Sekai Kyusei Kyo), ele se tornou o responsável da Grande Igreja Miroku (Miroku Dai Kyokai), sendo a coluna de sustentação do desenvolvimento da nossa Igreja em sua fase inicial. Nessa época, Meishu Sama explicou sobre Miroku (5 6 7) da seguinte forma: Hakone é 5, Atami é 6 e Odawara é 7. Por isso, Ele fixou a sede da Igreja Miroku na cidade de Odawara e, a partir de fevereiro de 1950, a Imagem do Altar dessa sede passou a ser a Imagem de Dai Miroku. Esta Imagem circungirou conforme o destino e agora será entronizada no Solo Sagrado Kyoto - a Terra da Tranqüilidade - que representa o número 7, vindo a concretizar a Trilogia de Miroku. Isto não é outra coisa senão o misterioso Plano Divino. O Revmo. Shibui, no Mundo

Espiritual, deve ser quem, mais radiante, congratula Meishu Sama nesse momento.

Através da leitura deste livro, conheci a fé inabalável do Revmo. Shibui em Meishu Sama, que resulta em uma relação semelhante à contraposição de dois espelhos, como o Céu e a Terra, ou à sincronia das respirações. O Revmo. Shibui foi um religioso que, até o fim da sua vida, não pregou sermões. No entanto, é impossível expressar com palavras a grandeza da sua força de influência religiosa. Realmente era uma força natural, uma energia que brotava do interior do seu ser. A origem dessa energia era a fé absoluta que o levava a se dedicar por completo a Meishu Sama. Acredito que a palavra makoto seja o "sinônimo" da postura do Revmo. Sôsai Shibui. E nós fomos agraciados com a oportunidade única de dedicar na obra da construção do Solo Sagrado de Kyoto, de servir na Obra Divina na Era Heisei Miroku. Prometo esforçar-me o máximo para apreender a essência da Fé do Revmo. Sôsai Shibui e dedicar com o máximo de makoto.

Este livro é a compilação dos relatos de pessoas que tiveram contato com Revmo. Shibui e é também a primeira etapa para, futuramente, concluir a "Biografia de Sôsai Shibui". Sobre a composição desta Biografia, tenho um pedido a fazer: gostaríamos de poder contar com a colaboração de todos aqueles que possuem qualquer tipo de informação ou material sobre experiências com o Revmo. Sôsai Shibui.

Maio de 1994 Yassuhi Matsumoro Presidente da Igreja Messiânica Mundial

1 - MEISHU SAMA E SÔSAI SHIBUI

Meishu Sama e Sôsai Shibui eram ligados por um forte laço de confiança e reverência.

Não importa qual o aspecto observado, seja a postura de dedicação total a Meishu Sama, a dedicação monetária fora do comum ou a extraordinária força do Johrei e de difusão; em qualquer um Sôsai Shibui sobressaía-se. Esta é a prova de como Sôsai Shibui reverenciou e dedicou-se a Meishu Sama como existência absoluta e, por outro lado, compreendemos também que a sua força e sua atuação eram concedidas por Meishu Sama. A grande confiança que Meishu Sama depositava nele pode ser observada através das palavras de Meishu Sama:

“70% do que existe em nossa Igreja atualmente se deve ao Shibui.”

Gostaríamos de apresentar aqui alguns episódios que revelam a relação de confiança e devoção entre Meishu Sama e o Revmo. Shibui.

1.1. - Meishu Sama e Sôsai Shibui

Primeiramente, façamos um breve apanhado histórico dos anos que sucederam ao encontro de Meishu Sama e Sôsai Shibui.

Meishu Sama se encontrou pela primeira vez com Sôsai Shibui em 26 de janeiro de 1938. Desde o incidente de 26 de fevereiro de 1936 1 , o Japão caminhava rumo ao militarismo, o que dificultou a vida do povo gerando uma situação social sombria.

Nessa época, a mãe de Sôsai Shibui apresentara um problema nos quadris e, pela sugestão de uma amiga, começou a freqüentar a filial Nakano do "Método Okada de Tratamento pelo

1 Incidente de 26 de fevereiro de 1934

Shiatsu". Ao verificar o excelente resultado desse método com seus próprios olhos, Sôsai, acompanhado da sobrinha que padecia com cárie óssea, foi até a clínica filial indagar se havia cura para o problema da sobrinha. Como ele também padecia com otite, seu interesse fora ainda mais aguçado.

Mais tarde, como a purificação de sua sobrinha se intensificara, tomou a decisão de levá-la até o Hozan-so, distrito de Setagaya, para receber o tratamento diretamente de Meishu Sama. O irmão mais velho de Sôsai Shibui também começou a freqüentar o Hozan-so nessa época. Deu-se ali o primeiro e histórico encontro entre Meishu Sama e Sôsai Shibui, que tornou-se o alicerce da atual Igreja Messiânica Mundial.

Na época, Meishu Sama costumava reunir pessoas que haviam concluído o curso de iniciação para ministrar-lhes palestras sobre a natureza das doenças, o tratamento de enfermos, etc. (tais palestras eram chamadas de Curso Especial). Na noite do dia em que se deu o encontro, havia cerca de dez pessoas participando do Curso Especial. Com o consentimento de Meishu Sama, extraordinariamente, Sôsai Shibui pôde participar do Curso. Logo após a palestra, Meishu Sama fez uma consideração a seu respeito: “Aquele rapaz é uma pessoa muito inteligente e, futuramente, será muito útil”. Realmente, o olho clínico de Meishu Sama era motivo de admiração. Dizem que naquele dia Sôsai Shibui fora ao Hozan-so para certificar-se de que tipo de pessoa era Meishu Sama. Em apenas um encontro, Sôsai Shibui decidiu que ofereceria toda sua vida a esse homem. Mesmo antes de conversarem, já havia algo que unia seus corações. Dois meses depois, no dia 21 de fevereiro, ele visitou novamente o Hozan-so e, pela primeira vez, recebeu o tratamento diretamente de Meishu Sama. Ficou decidido também que, a partir do dia 1º de março, receberia as aulas do Curso de Iniciação.

O "Método Okada de Tratamento pelo Shiatsu" é o resultado da visão cosmopolita de Meishu Sama. Para desenvolvê-lo, Meishu

Sama aprimorou o "Método de Tratamento Tinkonkishin", criado por Deguti Onisaburo - líder espiritual da Igreja Oomoto, à qual fora filiado no passado - e centralizou-se no Johrei que lhe fora revelado por Deus. Ao mesmo tempo, não negligenciava os estudos sobre farmacologia e medicina. Seus frutos podem ser observados nos Ensinamentos que podemos ler atualmente.

No entanto, em dezembro de 1940, Meishu Sama afastou-se das atividades terapêuticas. Meishu Sama tomou essa decisão para precaver-se contra a acusação de violar as leis médicas, por parte de autoridades governamentais e policiais. A partir de então, iniciou- se um novo estágio em suas atividades. Na verdade, a tal calamidade chamada "Repressão" serviu para libertar Meishu Sama do restrito trabalho de tratamento para sua posição mais elevada, abrangente e livre - a de orientador geral. Assim, atividades como os tratamentos ordinários e as orientações básicas, até então desenvolvidas diretamente por Meishu Sama, passaram a ser desenvolvidas por discípulos autorizadas por Ele. Cada discípulo escolhido formou uma associação e passou a dedicar-se ao trabalho de difusão. Isso veio a ser a base do desenvolvimento e expansão organizacional da nossa Igreja. Nessa ocasião, Sôsai Shibui fundou a Associação Ôuti, posteriormente chamada de Associação Hinode (Sol Nascente) e, finalmente, de Associação Miroku.

Em 22 de janeiro de 1941 - dia do nascimento de Meishu Sama, em registro - foram realizadas acumuladas a cerimônia de comemoração do natalício de Meishu Sama e de abertura da Associação Õuti, no Restaurante Momiji-kan do Parque Shiba, Tóquio. O Momiji-kan é um tradicional e renomado restaurante de comida típica japonesa, freqüentado por membros da classe mais alta; inclusive o Imperador Meiji o utilizara. Sôsai Shibui preparou a melhor recepção possível, principalmente porque iria receber Meishu Sama. A Associação Õuti realizava mensalmente uma reunião para palestras e jantar; porém, como receberia Meishu

Sama, Sôsai Shibui empenhou o melhor de si para oferecer-Lhe a comida mais refinada, no melhor restaurante.

Um ano mais tarde, por ocasião da comemoração de um ano de fundação da Associação Õuti, em 25 de janeiro, Sôsai Shibui e todos os diretores receberam a visita de Meishu Sama na clínica de tratamento, em Shinjuku. Nessa ocasião também, dentro dos limites impostos pelo local, prepararam o melhor para recepcionarem Meishu Sama. Nesse dia, Meishu Sama outorgou um novo nome à Associação Õuti. Doravante se chamaria Associação Hinode (Associação Sol Nascente) - para que se desenvolvesse com o mesmo vigor do sol nascente. E, utilizando cinco folhas de shikishi (papel próprio para escrever poema) preparadas por Ele mesmo, caligrafou e outorgou alguns poemas. Após recitar os poemas especialmente compostos para esse dia, assistiram um filme no Cine Musashino e, a seguir, jantaram no restaurante Tóquio Kaidan, em Shinjuku. A comida servida ali era de beleza e sabor tão requintados que dizia-se que nem mesmo pessoas com nível de ministro do governo poderiam saboreá-las.

Nesse dia, Meishu Sama escreveu o seguinte:

Associação Hinode - finalmente deixaremos de dormir até

tarde”.

Dizem que, desse dia em diante, Ele abandonou o costume de permanecer acordado até altas horas da madrugada e acordar tarde.

Os poemas compostos por Meishu Sama naquele dia foram os seguintes:

Doravante será uma associação criada pelo vigor do sol nascente.

“A Associação Hinode é precursora do Mundo Komyo.”

“Desaparece Associação Hinode.”

a

escuridão

e,

em

seu

lugar,

surge

a

“Com o nascimento da Associação Hinode, se dissipam as trevas do leste asiático.”

“A

Associação

associados.”

Hinode

futuramente

terá

2

bilhões

de

“Crio a Associação Hinode nesse momento em que a porta da rocha dos Céus começa a se abrir.”

Esse encontro, graças à presença de Meishu Sama e a oportunidade de receber diretamente os Seus Ensinamentos, abriu caminho para um grande desenvolvimento. De acordo com o próprio nome, a Associação Hinode progrediu com o mesmo vigor com que o sol matinal se eleva. Jantares com grande número de participantes tornaram-se freqüentes. Os presidentes de outras associações também passaram a participar desses jantares como convidados. Após dois anos de sua fundação, mudou de nome pela terceira vez, passando a ser chamada de Associação Miroku.

Essa mudança também ocorreu mediante os Ensinamentos de Meishu Sama. Neles, consta o seguinte texto sobre Miroku:

"A Luz é composta pelo elemento fogo e pelo elemento água. Através da adição do elemento terra a eles, surge a atuação de fogo, água e terra. Com os elementos fogo e água apenas, tínhamos somente o trabalho do espírito, sem o da matéria. Porém, acrescentando-se a eles o elemento Solo, manifesta-se, pela primeira vez, a força da trilogia fogo-água-solo. Essa força é conhecida também por “Nyoi no Tama” ou “Mani no Tama”. E ainda, o Fogo é 5, a Água é 6 e Solo é 7. Os números 5-6-7 lê-se Miroku. Sakyamuni anunciou que dali a 5.670.000.000 de anos seria concretizado o Mundo de Miroku, ou seja, o mundo de perfeita ordem entre os elementos Fogo, Água e Solo”.

Meishu Sama próprio disse: “a dedicação realizada por Shibui foi uma atuação do elemento Solo”.

Portanto, o fato de Sôsai Shibui ter se encontrado com Meishu Sama, tornando-se o Seu braço direito em pouco tempo, e em três anos ter organizado o grupo de membros que Meishu Sama mais confiava, é digno de admiração, mas deve ter sido, sim, o Plano Divino.

Nessa época formulou-se a forte relação de confiança mútua com Meishu Sama tendo o Sôsai Shibui como o “homem do servir”, indispensável, e ele, tendo Meishu Sama como “Salvador”. Gostaria de abordar alguns episódios concernentes ao relacionamento de confiança entre os dois, sobre o encontro deles.

Deus Kannon e Meishu Sama se unificaram

O Revmo. Shibui contara assim sobre o seu primeiro encontro com Meishu Sama: “Na primeira vez em que eu encontrei o Grande Mestre, eu vi Deus Kannon e Meishu Sama se unificarem. Nesse momento, eu decidi, “Ah, vou me dedicar totalmente a Ele”.

Meishu Sama como Salvador

Disse

também

assim:

Quando

vim

Um Ministro

nela

primeira

vez,

encaminhado a Hôzan-Sô, e encontrei Meishu Sama, eu pensei:

“Ah, era ele que esperava por tanto tempo” e então empenhou-se ao servir, dedicando todo o seu patrimônio. Soube que o Revmo. Shibui fez algum aprendizado espiritual, antes. Creio que é por isso que compreendeu.

Um Ministro

Meishu Sama e o Revmo. Shibui em Shinjuku (XX)

Na época em que Shibui transformou sua residência em “consultório”, vez ou outra, Meishu Sama visitava-o. Em uma dessas ocasiões, quando Meishu Sama chegou, o “consultório” estava tão cheio de pacientes que não entrava mais uma agulha sequer.

Meishu Sama ficou observando Shibui ministrar Johrei, ininterruptamente, para cada pessoa daquela multidão e, também, os milagres decorrentes. Shibui apenas levantava e corria a mão uma vez para cada pessoa e, logo, já passava para o próximo. Ao ouvir, também, o relatório do Revmo. Shibui contando sobre as suas viagens à província de Mito para ministração de Johrei, realizadas após o encerramento das atividades no “consultório” de Shinjuku, Meishu Sama ficou com uma feição de grande alegria e disse apenas uma coisa: “isto é um fato que só mesmo sendo o Shibui pode ser realizado”. Pude perceber naquela expressão de Meishu Sama o quanto estava orgulhoso e feliz com seu discípulo. É como se Ele estivesse querendo gritar: “Vejam só o meu discípulo, ele é muito bom, não acham?

O Significado do Avental

Um ministro Responsável de Igreja

Sempre que ia ao encontro de Meishu Sama, Sôsai Shibui se apresentava usando avental. Shibui mesmo explicou o porquê disso.

Nas ocasiões de entrevista com Meishu Sama, sempre procuro usar quimono e avental. Parece que isto causa estranhezas nas pessoas e, certo dia, um membro me perguntou: “Reverendo, o normal para mim é uma pessoa tirar o avental quando vai se encontrar com alguém mais importante. Mas o senhor faz o contrário, quando vai se encontrar com Meishu Sama, faz questão

de vestir o avental. Por que?”. Então, lhe respondi: “Para vocês, pode ser que eu seja um mestre mas, perante Meishu Sama, não passo de um simples aprendiz, de um principiante. Estou sempre procurando não perder esse sentimento. Apresentar-me a Meishu Sama vestindo o avental é uma forma de eu expressar esse sentimento”.

Decisão

Luz do Oriente, vol. 2

“No verão de 1942, fui preso e até torturado, por causa de problemas com medicação. Soube que, naquela ocasião, Meishu Sama, preocupando-se comigo, disse: “Mesmo sendo o Shibui, vencer as torturas é impossível”. Porém, serrei os dentes e resisti. Da minha boca não saiu nem o “Mei” de Meishu Sama. O meu mais profundo sentimento naquele momento era: “Posso até ser morto, ”

mas se for por Meishu Sama

A segunda filha (de Sôsai Shibui), Motoko, relembra-se da época e diz o seguinte:

Naquela ocasião, papai disse: ‘Meishu Sama é o Salvador. Não me importo em morrer na prisão se for por Ele. Vocês também, mantenham esse espírito’, e foi à delegacia. Até hoje me lembro nitidamente que me comovi fortemente pela firme decisão do meu pai”.

A alegria de Meishu Sama (1)

Luz do Oriente, vol. 2

Este episódio fora apresentado como a narrativa do Sr. Shoda, sendo que na ocasião o Revmo. Shibui não estava viajando às regiões por ser durante o julgamento. Certa vez, não conseguindo recusar a forte solicitação da região Kansai, viajara a

algumas localidades. A alegria dos membros ao recebê-lo era mais do que o esperado e que em todos os lugares foi um grande sucesso.

Entretanto, quem se alegrava mais do que os membros fora Meishu Sama, e com a alegria estampada no rosto: “O que? Shibui voltou a atuar?” e, imediatamente, passara a fazer as caligrafias, animadamente. Dizem que do seu rosto transbordava uma alegria jamais vista antes.

A alegria de Meishu Sama (2)

Atsumu Ebita, “Tana-maku-hito”

Um dia, quando fora a Tóquio e voltara à tarde, em Hekiun- sô, ao descer do carro, imediatamente deixara as palavras, “entregue aquele cigarro ao Shibui”, e entrara no aposento.

Eu procurei o cigarro, pensando “onde está esse cigarro?”, no assento do carro, mas não o achei. Perguntei ao motorista, senhor Yamaguti, que respondeu-me: “e dentro do cinzeiro?” e, olhando-o, achei um cigarro consumido até a metade. Eu percebi:

é esse”. Embrulhei-o num lenço de papel e providenciei para que fosse entregue ao Revmo. Shibui, que se encontrava no Betsu-in. Ainda me lembro, nitidamente, das palavras que Meishu Sama disse naquela ocasião, com um ar de satisfação: “Daqui a pouco chegará o relato de graça do Shibui”.

Eu dediquei-me durante 3 anos, de 1951 a 1954, como servidor próximo de Meishu Sama. O conteúdo desse servir era desde o servir humilde, como a limpeza do interior do recinto ou do jardim, ir a pé até a cidade para compras, etc., sendo a maior parte trabalhos de servente, mas quando Meishu Sama fazia escritas das Imagens de Deus, as caligrafias ou os Ohikari, para mim também havia ordens para auxiliar, sendo permitido dedicar-me em local com menos de 1 metro de distância de Meishu Sama. A velocidade

das escritas de Meishu Sama sempre era igual, e em 1 hora, conforme o tempo previsto, escrevia o número de escritas pedidas. Entretanto, um dia, quando Meishu Sama adentrou o recinto, senti que a energia espiritual (Reiki) que transbordava de todo o Seu corpo era fortíssima, fora do comum, mas pensando que, se perguntasse sobre isso, seria uma falta de respeito, continuei arrumando os Ohikari e as Imagens que estavam sendo escritas uma após outra. Então, Meishu Sama disse sorrindo: “Finalmente, o Shibui está de volta e recomeçou as atividades de difusão. Hoje estou escrevendo a pedido dele”, e continuou a escrever sem baixar a velocidade.

O Meishu Sama daquele momento pareceu-me diferente do Meishu Sama de sempre. Parecia que Ele estava emanando felicidade de todo o corpo. Presumi que esse estado de Meishu Sama seria a figura de “ânimo de Deus”.

Um dedicante próximo de Meishu Sama

Meishu Sama e o Revmo. Shibui

O Revmo. Shibui adquiriu um local para se hospedar e ser a base para as atividades em Atami, em frente ao Betsu-in, no bairro de Shimizu. Ele se hospedava durante alguns dias, antes e depois dos Cultos.

Nessas ocasiões, freqüentemente Meishu Sama chamava-o mais ou menos às 8 horas da noite, e conferenciava: “Estou para conseguir uma obra de arte mas, de todo jeito, ainda falta o capital”. Nessas ocasiões, o Revmo. Shibui aceitava com boa vontade e viajava pelas regiões e entregava a soma para a aquisição até a data estipulada. Quando era chamado por Meishu Sama, o Revmo. Shibui vestia-se de quimono e, por cima, vestia um avental de tecido de lã. Ainda trago, nitidamente na memória, a imagem de Meishu Sama e o Revmo. Shibui conversando, frente a frente.

Um dedicante próximo de Meishu Sama

Lâmpada de 10 watts e farol

Na ocasião do Culto da Primavera em 1947, Meishu Sama disse: “Existe uma grande diferença entre a força de Johrei de vocês e a do Sr. Shibui. É como se a dos senhores fosse uma lâmpada de 10 watts e a dele, a de um farol”. Um reverendo que era tão eminente assim em Johrei, nas ocasiões de entrevista com Meishu Sama ou Culto, sempre estava de avental. Perguntando-lhe o porquê, ele disse: “É porque Meishu Sama é o patrão, eu, um aprendiz”, e senti que a sua imagem que servia humildemente ao Mestre era também uma advertência silenciosa para nós.

Um Membro

As palavras e atitudes do Revmo. Shibui

O Revmo. Shibui sempre dizia: “Perante Deus, o homem é para sempre um aprendiz (um moço de recados) e a mulher, uma criada”. Ele próprio, sempre que se apresentava a Meishu Sama, o fazia de avental. Assim, com o próprio corpo, ele nos ensinou o sentimento que deveríamos ter.

Um dedicante

1.2 – A dedicação do Revmo. Shibui

A firme decisão do Revmo. Shibui em se dedicar totalmente a Meishu Sama fica clara, não somente através do que o reverendíssimo dizia, mas também ao observarmos a dedicação que ele ofereceu efetivamente a Meishu Sama. Ele sempre dizia que as palavras de Meishu Sama eram a voz de Deus e, por isso, as obedeceria incondicionalmente. Nestes casos, falar é fácil e cumprir é muito difícil. Mas ele cumpriu sua palavra. Será que uma pessoa comum consegue coincidir palavra e ação, como ele coincidiu?

Quanto às dedicações que ofereceu a Meishu Sama, talvez o maior destaque seja para a dedicação monetária. Ainda jovem, Sôsai Shibui alcançou um grande sucesso empresarial e adquiriu inúmeras propriedades na capital do país. Mas a maior parte da sua fortuna ele ofereceu a Meishu Sama. Realmente, ele ofereceu tudo. Dispusera de seus bens, um após outro, para oferecê-los a Meishu Sama. Primeiramente, vendera cinco casas de aluguel, com jardim, situada no bairro Kashiwagui, Shinjuku. Em seguida, vendera um terreno de aproximadamente 10.000m 2 , guardado para a construção de uma casa de campo, situado às margens da linha ferroviária Odakyu, e ofereceu toda a quantia da venda como donativo. Posteriormente, vendera mais de dez lojas de um centro comercial no bairro de Suguinami e os imóveis que possuía nos bairros Nihonbashi e Kanda para levantar fundos para as viagens de Meishu Sama. Por que Sôsai Shibui conseguira realizar tais dedicações? Ele nos deixou algumas palavras que esclarece seu pensamento a respeito da dedicação monetária.

É muito interessante a orientação que o Sr. Sakae Iwamatsu recebeu do Revmo. Shibui logo após seu ingresso na fé. O reverendíssimo disse: “Hoje você não passa por dificuldades financeiras graças à herança recebida de seus pais, não é? Porém, enquanto você possuí-la, Deus não poderá conceder-lhe graças monetárias. Isto porque, na maioria das vezes, essas heranças estão impregnadas com o ódio, a inveja e o ciúme das pessoas. Por isso, devemos empregar tais heranças em coisas belas, que proporcionem felicidade às pessoas, na Obra de Deus, que salvará o mundo. Deus jamais deixará em dificuldade as pessoas que assim agem”. (trecho extraído do livro “Meishu Sama e os Pioneiros”)

No entanto, apesar de saber que quem oferece todos os bens à Obra de Deus nunca passa por dificuldades financeiras, ele não o fez visando benefícios pessoais. Sôsai Shibui simplesmente acreditava em Meishu Sama e a Ele queria ser útil. Seu único

objetivo era servir. Para Sôsai Shibui, Meishu Sama era a pessoa a quem ele de dedicaria de corpo e alma.

O significado da dedicação de Sôsai Shibui a Meishu Sama

está sintetizado em duas palavras: “dedicação total”. A palavra “total” em si, traz consigo a idéia de “sem limites”. Ou seja, a questão é “dedicar-se totalmente”, e não “dedicar-se até certo ponto”, dedicar-se limitadamente. Dizer: “vou dedicar-me até aqui”. Delimitar “até aqui” não é “dedicar-se totalmente”. Para Sôsai Shibui, se a dedicação não for total, deixa de ser dedicação. Ele determinou às pessoas que realmente acreditavam e estavam dispostas a empenhar o máximo de si: “Dedique-se totalmente”.

Atualmente, será que, vez ou outra, não estabelecemos limites em nossa dedicação, nem agimos visando os benefícios próprios? De um ponto de vista ordinário, talvez não haja nenhum mal nesse comportamento. Porém, do ponto de vista religioso, como será isso? “Dedicar-se totalmente” é difícil, porém, no dia-a- dia, será que estamos “acreditando totalmente”? Será que não estamos limitando nossa vida religiosa? Sabemos que na fé não pode haver limites.

Conhecer episódios que contam a dedicação de Sôsai Shibui a Meishu Sama, certamente, servirá de base para nossa fé.

A dedicação do Revmo. Shibui a Meishu Sama

O modo de servir, de dedicar, do Revmo Shibui a Meishu

Sama, era espantoso, e creio que não existe ninguém assim, além dele. Até hoje eu penso assim.

Um Ministro

Ofertou todas propriedades particulares à Obra Divina

Dentre o que o Revmo. Shibui ofertara a Meishu Sama, acredita-se que a dedicação material foi realmente de tamanha grandeza, que não existe nada comparável. O que Meishu Sama necessitava, o que desejava, ele conseguia obter, qualquer que fosse a dificuldade.

A alegria de Meishu Sama era a alegria do Revmo. Shibui, e isso era também a sua razão de viver. Creio que as suas relações e atuações sempre foram de um corpo só, frente e costas. E, misteriosamente, reuniam-se riquezas e tesouros sobre ele. Na época, o Revmo Shibui me parecia Daikoku-Sama (um dos deuses da fortuna), e pensava que atuava como ele.

Para se adquirir as obras de arte atualmente pertencente ao Museu de Belas Artes MOA, também houve, previamente, solicitação de Meishu Sama pelo telefone, ao Revmo. Shibui. Tudo era Plano de Meishu Sama, e o Revmo. atuou conforme a Vontade Divina. Entregava também artigos necessários ao dia-a-dia e na época de falta de produtos alimentícios se responsabilizava, também, pela dedicação na cozinha. Eu permaneci em Hozan-sô durante 3 anos, de 1946 a 1948, e era uma das minhas dedicações, contar o dinheiro vindo das regiões.

Na época, para fazer maços de 5.000 yens, 50 notas de 100 yens, contávamos durante horas, com os ministros. Somava-se 5 milhões a 6 milhões de yens, e lembro-me do que houve quando tinha mais, ultrapassado 10 milhões de yens. Após o término da guerra, durante algum tempo, não se utilizava muito nenhum banco. E entregava-o em mochila, a Meishu Sama, em Atami ou Hakone. Para o Revmo. Shibui, relatava apenas a soma e na sua mão não ficava nenhum maço. E esse dinheiro era utilizado para a aquisição de obras de arte, construção do Solo Sagrado, das instalações, aquisições de terrenos. (Tozan-sô, Hekiun-sô, Odawara Betsu-in,

Nijuseiki-sha, Shimizu-cho Betsu-in, Taikan-sô (Soreisha), Kôum- sam Dojo Sakimi-cho Dojé, Colégio Feminino de Odawara, etc).

Os objetos de uso, as aplicações, eram variadas, mas foram todas importantes preparações como locais de desenvolvimento. Além disso, deve haver muitos locais que eu desconheço. O que me lembro bem, especialmente, é sobre o Sakimi-chô Dojô. Aquele edifício foi o Revmo. Shibui quem adquirira um restaurante em Hamamatsu e construíra a fim de utilizá-lo como local de aprimoramento, cultos, hospedagem e descanso da Igreja Miroku. Quando já estava 90% construído, de repente viera Meishu Sama e dissera: “Faremos, aqui, um local para entrevista”. Eu fiquei pasmado por ser repentino, mas, espantosamente, o Revmo. Shibui aceitara imediatamente e se alegrara muito em poder ser utilizado por Meishu Sama. Eu fiquei muito emocionado ao ver o Revmo. que aceitara as palavras de Meishu Sama como palavras de Deus, completamente despojado da vontade própria.

O Revmo. Shibui obteve sucesso como empresário do setor

de roupas ocidentais e acumulara enorme fortuna, mas, tendo se encontrado com Meishu Sama, ofertou tudo para o desenvolvimento da Obra Divina. Para ele próprio, proibia-se o luxo e não possuía nenhuma caderneta bancária nem seguro de vida, não fizera nenhum tino de poupança. Ofertara todo o bem particular, não deixando nem aos familiares.

O sentido da dedicação monetária

Um dedicante

O episódio a seguir ocorreu entre 1948 e 1950. Época de

plena expansão.

Os ministros dirigentes da Igreja Miroku reuniam-se todo final de mês no Hozan-so para relatar ao Reverendíssimo Shibui os resultados alcançados na difusão pioneira e, também, juntos,

prepararem a programação das visitas missionárias que o Reverendíssimo deveria fazer no mês seguinte.

Naquela época, os ministros saíam para a difusão pioneira, levando em suas mochilas Ohikari, Imagens da Luz Divina, caligrafias de Meishu Sama, etc. Ao voltarem, traziam suas mochilas repletas de donativos. Chegavam e logo entregavam o relatório ao Sr. Kanda, o tesoureiro. A quantidade de dinheiro era enorme, a ponto de não conseguir contar e nem guardar tudo no cofre. Então, eles utilizavam um pequeno quarto, aos fundos do Hozan-so. Onde, primeiramente, despejavam todo o dinheiro, formando vários montes. Depois, organizavam o dinheiro destes montes em maços e iam empilhando-os. Com as notas de cem ienes, faziam maços de cinco mil. Dizem que esses maços pareciam verdadeiros tijolos. Quando terminavam de organizar todo o dinheiro, colocava-os novamente nas mochilas, que eram levadas até Meishu Sama pelos funcionários. E assim era tratado o dinheiro dos donativos. Ninguém nunca levantou suspeita em relação a este dinheiro. Todos estavam simplesmente empenhando-se ao máximo para dedicar todo o seu makoto a Meishu Sama. Nada mais do que isso. Empenhavam-se com alegria, no servir.

Perguntando ao Revmo. Shibui: “Com que sentimento devo fazer o donativo?”, respondeu-me: “Tudo o que existe neste mundo pertence a Deus Kannon (Sentido de Deus Supremo). Por isso, retirar, daquilo que recebemos através do trabalho, o necessário e devolver todo o restante a Deus é o correto, não é?

Assim, se este é o sentimento com que se faz o donativo, concluímos que o Revmo. Shibui acreditou convictamente que Meishu Sama, sim, é o Messias que salvará o mundo, e manteve o firme propósito de dedicar-se completamente a Ele.

Esposa de um Ministro responsável de Igreja

A oferta das caligrafias

O Revmo. Shibui estava sempre se empenhando em servir Meishu Sama; seu sentimento estava sempre voltado para Ele. Mesmo quando estava em repouso por causa das purificações, nós, que dedicávamos ao seu lado, podíamos perceber isto nitidamente, recebendo, também, a oportunidade de aprender muitas coisas.

O seguinte se passou na época da construção do Palácio de Cristal, na Terra Celestial - Atami. Meishu Sama sempre ia inspecionar essas Obras.

Nesta época, o Revmo. Shibui tomou conhecimento de que as obras estavam tendendo a atrasarem-se, o que o deixou profundamente entristecido. Ele sabia que o atraso era causado por falta de verbas e lamentava: “Se ao menos eu estivesse com saúde eu poderia fazer alguma coisa. Deixar Meishu Sama preocupar-se assim é imperdoável”.

Como ele não dispunha de uma quantia tão alta para oferecer naquele momento, chamou à sua presença o Rev. Eiti Kanda e ordenou-lhe que devolvesse à sede todas as Caligrafias recebidas de Meishu Sama, que preenchiam dois baús (uma quantidade muito grande para a época) e anexasse uma relação das mesmas. Ele tomou esta decisão, pois, outorgando estas caligrafias às unidades do interior, acreditava que Deus providenciaria os fundos necessários, na medida exata.

Para o Revmo. Shibui, tudo o que dizia respeito a Meishu Sama deveria ser colocado em primeiro plano, sejam quais forem as circunstâncias. Meishu Sama e as dedicações estavam sempre em primeiro lugar. Este foi o propósito com que ele vivia. Sua sinceridade inquebrantável e seu nobre sentimento faziam-nos emocionar profundamente, deixando marcado em nossos corações que é agindo assim que o alicerce imutável da Igreja será protegido.

Um Ministro

A emoção ao ofertar as caligrafias e Imagens

Isto se deu por volta de 1954.

Certo dia o Revmo. Shibui chamou-me ao seu aposento. Assim que entrei, com voz solene e serena, ele me perguntou:

Você não tem nada a me dizer?” Nesta época, ele estava purificando e não conseguia fazer uma dedicação monetária satisfatória, fato que parecia o entristecer muito. Como eu nunca o tinha visto desta maneira, fiquei um pouco nervoso e, cuidando para não ofendê-lo, disse: “Reverendo, por que o senhor não oferece as caligrafias e Imagens que possui?” Sem a menor hesitação, ele disse: “Sim, é isso que farei”. Então, junto com uma relação descritiva, ofereceu todas as caligrafias e Imagens que possuía. Eram mais de mil caligrafias e cem Imagens. Por isso, atualmente, na casa do Revmo. Shibui quase não há caligrafias e Imagens. É impossível avaliar o quanto esta doação foi importante para a construção dos jardins do Solo Sagrado.

Se for por Meishu Sama ou pelo desenvolvimento da Obra Divina, não meço esforços nem sacrifícios”, esta era a postura do Revmo. Shibui em relação ao servir a Meishu Sama. Isto me despertou: "Puxa! Eu recebi a grande bênção de encontrar um mestre único, maravilhoso. Preciso aprender o máximo com ele. Conquistar o máximo de tesouros". Então, vim esforçando-me para absorver tudo o que meus olhos e ouvidos podiam captar. Como sou grato!

Hoje, recordando com saudades a sua pessoa, gostaria, também, de expressar todo meu respeito e gratidão ao Revmo. Shibui.

Um Ministro

A atuação do Reverendíssimo Shibui é a de Daikoku-Ten

O Revmo. Shibui por várias vezes encarregou-se de adquirir os terrenos que Meishu Sama desejava. Na ocasião de compra do Heikiun-so, por exemplo, grande parte da soma necessária foi oferecida por ele. Esse imóvel pertencia a Kuni-no-Miya e, na época, custou sete milhões de ienes. Esta soma foi toda propagada em notas de cem ienes e colocada em uma bolsa, a qual fui incumbido de transportar de Hakone para Minaguti, em Atami. Ao perceber a grandeza da responsabilidade que estava recebendo, orei fervorosamente rogando proteção divina para cumpri-la sem transtornos. E, graças a Deus, minhas orações foram ouvidas. Ainda hoje, permanece nítido em minha memória o meu estado de espírito daquele momento. Eu senti que a Obra Divina doravante daria um grande salto em seu desenvolvimento, o que fez palpitar meu coração.

Após a guerra, era o Revmo. Shibui quem se encarregava de oferecer os ternos, camisas e outros acessórios usados por Meishu Sama. O Revmo. Shibui sabia que Meishu Sama apreciava o tom marrom, e, para ele, não havia maior felicidade que a de ver a expressão de alegria estampada no rosto de Meishu Sama. É como se a felicidade de Meishu Sama fosse a sua própria felicidade.

Quando Meishu Sama adquiria uma obra de arte, ou necessitava de dinheiro, o Revmo. Shibui sempre providenciava-o dentro do prazo. E nessas ocasiões era sempre eu quem recebia a grande dedicação de transportá-lo até Meishu Sama. Dedicação esta que, graças à proteção divina, sempre foi cumprida sem que houvesse um transtorno sequer.

Um dedicante próximo a Meishu Sama

Revmo Shibui, um homem que, por Meishu Sama, enfrentava qualquer situação

Recebi permissão divina de ingressar na Fé em março de 1945. E, no período entre janeiro de 1950 até a mudança e dissolução da Igreja Miroku, tive a permissão de dedicar junto ao Revmo. Shibui. Primeiro na Sede Geral desta, em Odawara e, posteriormente, no Hozan-so de Kaminoge, distrito de Setagaya.

Este episódio ocorreu em 1954.

Nesta época, Meishu Sama residia no Hozan-so, em Atami. Certo dia, depois das onze horas da manhã, veio um telefonema do Heikiun-so para a residência do Revmo. Shibui em Atami dizendo o seguinte: “Meishu Sama gostaria de servir-se neste jantar do arroz e curry das Lojas Nakamura de Shinjuku, Tóquio. Portanto, gostaria que duas porções fossem entregues até as dezoito horas. E diz para o pedido ser feito no nome de Okada”. Nesse dia, o Revmo. Shibui e sua esposa encontravam-se no Hozan-so de Kaminoge, distrito de Setagaya, onde receberam esse comunicado. Ao recebê- lo, a esposa do Reverendo pareceu ficar um tanto quanto embaraçada.

Isto porque, nesse dia, os meios de transportes públicos, como trens, metrôs e ônibus de Tóquio, estavam em greve geral, totalmente parados e, conseqüentemente, se não agissem rapidamente, não daria tempo. Estávamos, todos, realmente muito preocupados. Logo sua esposa transmitiu-lhe o comunicado de Atami. Então o Revmo. Shibui disse: “Se Meishu Sama falou que quer servir-se de curry, não importa como, temos que fazê-lo chegar até Suas mãos. Vamos de táxi para Shinjuku, imediatamente.” Assim foi feito. Fomos em quatro, o Reverendo, sua esposa, o Rev. Kanda e eu. Sabíamos que não seria fácil chegar até Shinjuku, por causa da distância e do trânsito transtornado pela greve. Mas pudemos sentir, através de cada palavra sua, quão grande era o seu sentimento. O Revmo. Shibui

dizia:

proteção divina.”

“Se

houver

makoto,

impreterivelmente,

receberemos

a

Finalmente chegamos às Lojas Nakamura e, imediatamente, dirigimo-nos ao proprietário: “Meu nome é Okada, de Atami e gostaria de pedir duas porções de arroz com curry (para viagem)”. Mas, infelizmente, justo nesse dia, era folga do setor que prepara o curry. Ainda perplexos, explicamos a situação ao proprietário e pedimo-lhes encarecidamente para que nos atendesse. Ao que nos respondeu: “Se é assim, concederei uma exceção e vou prepará-lo. Porém, preciso que esperem três horas.” Olhando para o relógio, começamos a orar para que ficasse pronto a tempo. E não foi fácil andar pela cidade, sem nenhuma finalidade, por três horas, só esperando o tempo passar. Tão logo o esperado arroz com curry ficou pronto, o Rev. Kanda tomou-o às suas mãos como se fosse um tesouro e embarcou no primeiro trem - a greve acabara de encerrar-se - para Atami. Despedimo-nos dele em oração, para que pudesse chegar a Atami dentro do horário. Então, sentimos uma imensa sensação de alívio, como se toda a força dos nossos corpos, até então tensos, houvesse se esvaecido. A começar pelo Revmo. Shibui, estávamos todos procurando; para tal, ultrapassar qualquer situação, por mais difícil que seja, é que, desta vez, por exemplo, o arroz com curry chegou a Meishu Sama em tempo.

O sentimento do Revmo. Shibui externado em sua postura

me fez emocionar do fundo do coração.

Um Ministro

O empenho oculto do Revmo. Shibui nas aquisições de Obras de Arte

É sabido que houve momentos que Meishu Sama padeceu

pela falta de recursos para adquirir obras de arte. Todavia, quando os vendedores traziam aquelas que Meishu Sama mais desejava,

Ele sempre conseguia adquiri-las. Houve casos em que fez empréstimos com terceiros.

Porém,

na

maioria

das

vezes,

oferecidos pelo Revmo. Shibui.

1.3 - O Servidor de Deus

esses

recursos

foram

Um Ministro

A expressão "Servidor de Deus" corresponde ao que, hoje, chamamos de "ministros integrantes", mas, acredito que existe uma ligeira diferença entre elas.

Quando ouvimos a expressão "servidores de Deus", de certa forma, logo a associamos à imagem daqueles que serviram ao lado de Meishu Sama. "Os servidores", para ser preciso.

No início da Igreja Messiânica Mundial, era pouquíssimo o número dos chamados "servidores", ministros integrantes. Na época, as pessoas que se empenharam no trabalho de difusão pioneira o fizeram porque se sentiram profundamente atraídas pelo poder do método terapêutico de Meishu Sama, pela Sua força espiritual, pela Sua força de orientação e pela Sua pessoa, em si.

Gostaríamos de apresentar aqui alguns episódios que nos permitirão vislumbrar a postura dos ministros integrantes, a começar pelo Revmo. Shibui, que trilharam, naquela época, o caminho da Fé como servidores de Deus.

O que é “Servidor de Deus”?

Na época, os ministros integrantes eram chamados de "servidores de Deus". Mas o Revmo. Shibui nos ensinou que tornar- se integrante não significa conseguir um emprego na Igreja. A

pessoa é levada a se tornar integrante pela afinidade da sua missão.

Em 1950, enquanto preparava-me para me tornar ministro integrante, dedicando com todo empenho na difusão pioneira, subitamente minha mãe sofreu um derrame cerebral e, não resistindo, faleceu no mesmo dia. Após o funeral, na reunião de família realizada, fui intensamente atacado por nossos parentes. Eles criticaram minha fé, acusaram-me de matar minha mãe, não lhe prestando assistência médica, e de, além de não trabalhar, estar tirando dinheiro e alimentos de casa.

Imediatamente, procurei o Revmo. Shibui no Hozan-so. Contei-lhe tudo que estava acontecendo e pedi-lhe orientação sobre como deveria proceder dali em diante.

Então, primeiramente, ele perguntou-me qual era meu sentimento. Respondi-lhe, então: “Fui salvo de uma tuberculose pulmonar, foi constatado em radiografias que a mancha no pulmão havia desaparecido completamente. Aprendi então que o Johrei não é apenas um método para curar doenças e, sim, para eliminar a infelicidade do mundo. Por isso, quero levar a todos aqueles que sofrem com doença, pobreza e conflito, a alegria da saúde, prosperidade e da paz. Eu quero continuar, pois estou completamente envolvido pelo desejo de participar da construção do Paraíso Terrestre”. O Revmo. Shibui, então, carinhosamente me disse: “Se é assim, venha participar do aprimoramento. E não precisa trazer nada.” Naquela época, para participar dos aprimoramentos de dez dias, era preciso oferecer dezoito litros de arroz e dois mil ienes. Além desta permissão, recebi também várias outras orientações dele.

O Revmo. Shibui me incentivou e ensinou: “Presta-se a assistência religiosa para solucionar a purificação das pessoas que foram conduzidas. As pessoas que nos dão mais trabalho para cuidar são aquelas com quem tivemos ligações mais profundas na

vida passada e, por isso, se reencontraram nesta vida como "mestre" e "discípulo". Por esta razão, o respeito e a ordem devem ser rigorosamente respeitados”. E mais: “As pessoas que hoje servem a Deus foram, há muitas e muitas gerações passadas, as mesmas que criaram a Era da Noite. Ou seja, espiritualmente falando, possuem uma grande quantidade de pecados. E agora, com a Transição para o Mundo do Dia, chegou o momento dessas pessoas resgatarem seus pecados através do servir a Deus. Por isso a purificação será mais rigorosa. Este processo se dará conforme a pessoa se elevar espiritualmente, através da solução de cada uma das purificações recebidas para purificar a alma. Assim, a purificação será muito rigorosa, sim, mas, a alegria ao solucioná-la também será imensa. Haverá adversidades, porém não haverá somente elas. Com certeza, alegrias também haverá. Como nosso aprimoramento se dá em meio a esta alternância, não podemos sucumbir. Devemos agir com perseverança e firmeza. Quanto mais acumulamos este tipo de experiências, melhor, pois estas serão muito úteis no futuro. E mais, sempre respeite os três princípios:

“não se precipitar”, “não se irrite”, “não seja preguiçoso”.

Além disso, explicou-me também o seguinte: “Seus parentes lhe disseram que você está ofendendo a honra dos seus antepassados. Porém, se forem ao Mundo Espiritual, compreenderão se você realmente o está fazendo ou não. O fato de dentre seus descendentes surgir pessoas que se dedicam à Obra de Deus é motivo de muito orgulho para os antepassados. E, como a salvação pela religião depende, principalmente, da sua grandeza e profundidade, aceite com espírito de gratidão e orgulho a permissão de se tornar um servidor, e dedique com todo empenho à Obra Divina. Resumindo, tornar-se servidor de Deus não é escolher uma profissão para se sustentar. É ser escolhido e utilizado, pela afinidade da missão, como elemento responsável pelo Servir dentro da Obra Divina. Por isso, é muito importante não fugirmos das situações árduas, os fatos tristes ou das coisas desagradáveis e, sim, enfrentá-las de frente.“

Percebi então que, uma vez entregando-se à Obra Divina, não é possível permanecer com o espírito de um assalariado comum.

Um Ministro

“O Servidor de Deus” e o sentimento de makoto

O seguinte se passou na época em que eu havia recebido a permissão de participar do aprimoramento no Hozan-so, mesmo não tendo um tostão sequer. Certo dia, o Revmo. Shibui e mais alguns ministros estavam recebendo Johrei em um ambiente de muita harmonia. Por coincidência, eu também me encontrava nesse recinto. Aproveitei essa oportunidade, então, para perguntar ao Revmo. Shibui: “O que eu posso fazer para conseguir atrair tantas pessoas, como aqui na Igreja Miroku?” Em contrapartida, ele perguntou a mim: “O que você pensa sobre Meishu Sama?” Respondi-lhe então: “Meishu Sama é uma pessoa para quem posso oferecer minha própria vida”. E ele disse: “Se você estiver, realmente, com esta disposição, será fácil. Então te pergunto: o que é oferecer a vida a Meishu Sama?” Quando ouvi esta pergunta, fiquei sem palavras. Ele dirigiu-se ao Rev. Kozo (?) Okada e perguntou: “E você, Okada, como pensa?” E ele respondeu: “Bem, quando ministro Johrei em uma pessoa que está purificando, muitas vezes faço-o apostando minha própria vida. Empenho-me depositando minha vida, todo o meu makoto. Procuro salvar-lhe a vida através do Johrei e, com meu makoto, vivificar o makoto desta pessoa e ligá-lo a Meishu Sama, anulando a minha pessoa. É assim que penso”. O Revmo. Shibui comentou então: “É isso mesmo. Acho que esse é o sentido de "oferecer a vida" a Meishu Sama. Formar pessoas que dedicam seu makoto a Meishu Sama, empenhando a própria vida. Isto sim é muito importante para as pessoas que servem. O que mais pode haver, além disso? E mais:

Quem servir não pode se tornar um “assalariado” do Johrei ou “operário religioso”. Ele é um modelo. É por ele oferecer seu makoto a Meishu Sama que serão formadas entre os membros

pessoas que também o ofereçam. Se não houver a prática, por mais que fale palavras bonitas, as pessoas não o seguirão.

Em suma, o "servidor de Deus", o "integrante" não pode trabalhar, realizar apenas as funções regulares, como um assalariado comum. O mais importante é formar elementos que dedicam seu makoto a Meishu Sama sem temores.”

E, finalmente, acrescentou: “Deus e Meishu Sama prevêem

e sabem tudo que fazemos. Eles estão sempre nos observando atentamente. Por mais que, superficialmente, façamos parecer que

estamos dedicando com o máximo empenho, bons resultados não aparecerão se, no íntimo, houver um sentimento negligente. Somente o verdadeiro sentimento de makoto é reconhecido e aceito por Deus e Meishu Sama. Todavia, de maneira alguma deve se tornar inflexível. Isto porque as pessoas com quem nos damos acabam tornando-se, também.”

Um Ministro

O que aprendi com o Revmo. Shibui - "O SERVIDOR"

Relembrando o passado, para falar a verdade, o Revmo. Shibui não possuía o dom da oratória; acredito que todos guardam esta mesma impressão dele. De suas palavras nos cultos mensais, por exemplo, não resta nada na memória sobre que tipos de palestras eram. Além do mais, não havia concordância em suas palavras. Porém, após ouvi-las, surgia no coração de todos o sentimento:

"Ah! Como eu preciso servir!"

O Revmo. Shibui quase não usava a palavra "donativo".

Mesmo assim, após suas palavras, eu não conseguia voltar para casa sem antes fazer o donativo de tudo o que havia na carteira. Se

assim não o fizesse, parecia que estava levando um grande prejuízo, como se estivesse me atrasando para embarcar em algo muito importante. Naquela época, era tudo muito difícil, o salário do meu marido estava sempre atrasado e não foram poucas as vezes que fiz tudo em donativo, retornando para casa apenas com o dinheiro da passagem do trem de volta. Hoje eu penso: "Afinal, o que será que era aquilo?" Refletindo bem, hoje chego à conclusão que o Revmo. Shibui, em sua plenitude, voltava-se para Meishu Sama, ou melhor, ele se entregou de corpo e alma ao servir, e era esse sentimento que naturalmente transmitia a nós. Em seu sentimento não havia "meio-termo", como, por exemplo, "até aqui eu dedico". Ele era total, absoluto. Quanto a dedicações, nunca o ouvi dizendo: "você, vá dedicar". Ele nos ensinou com algo que emanava de todo o seu corpo.

Uma Ministra

2 - SÔSAI SHIBUI, O JOHREI E A SENSIBILIDADE ESPIRITUAL

A força no Johrei que Sôsai Shibui possuía era imensa. Todas as pessoas que receberam seu Johrei são unânimes nesta afirmação. Mesmo aqueles doentes graves que vinham recebendo Johrei dos ministros, discípulos do Reverendo, sem alcançar um bom resultado, ao receberem por poucos instantes o Johrei do Revmo. Shibui, imediatamente sentiam alívio.

O forte-fraco em relação à força no Johrei são características observadas hoje também. Porém, a força do Johrei do Revmo. Shibui, mesmo naquela época, era algo que se sobressaltava. Não é preciso nem dizer que ela foi a força motriz para o desenvolvimento da Igreja Miroku.

Antes de encontrar Meishu Sama, o Revmo Shibui participou da seita budista Guedatsu, em busca da fé. Ele começou a se preocupar em polir sua espiritualidade bem cedo. Além das práticas da seita Guedatsu, fazia outros aprimoramentos, tais como se banhar em água fria todos os dias, pela manhã orar nos templos xintoístas descalço e, de vez em quando, banhar-se em cachoeiras.

Sua espiritualidade, como todos sabem, ficou evidenciada no Johrei, mas, além deste, evidenciou-se também na intuição espiritual e no poder de premonição.

Existe inúmeros episódios do Revmo. Shibui acerca disto.

2.1 - A força do Johrei de Sôsai Shibui

Todos sabem que Meishu Sama ministrava Johrei, emitindo a luz pela testa para aqueles doentes em estado grave ou em casos de emergência. Como poderemos observar nos episódios relatados a seguir, Sôsai Shibui também praticou essa forma de Johrei desde os tempos primórdios do consultório terapêutico, localizado em Shinjuku, aplicando-o em várias pessoas. Esta prática só é possível

àqueles que possuem espiritualidade altamente desenvolvida, pois também é perigosa. Em casos graves de doenças nos olhos, tumores, hemorróidas e outras, onde o ponto vital para ministrar Johrei se faz claro, geralmente Sôsai Shibui ministrava Johrei emitindo a luz pela testa. Existem vários episódios relacionados a isso. Nesse trabalho, gostaríamos de apresentar não somente os fatos em si, mas também as lições durante o Johrei e outros fatos que, especialmente, não têm relação direta com o Johrei.

Grande parte dos slogans usados na diretriz da Igreja Shinsei hoje são práticas cotidianas desenvolvidas por Sôsai Shibui na época da difusão pioneira. Por maiores ou mais variadas que sejam as transformações, a Verdade, revelada através da expansão explosiva da nossa igreja, sempre possuirá brilho universal e nos acercará. Gostaríamos que este trabalho se tornasse uma oportunidade para nos aprimorarmos, mais uma vez, através do Johrei de Sôsai Shibui.

A força no Johrei do Revmo. Shibui

A força que o Revmo. Shibui possuía no Johrei era muito forte, a ponto de não poder ser comparada. A diferença entre seu Johrei e a dos outros ministros era sempre muito evidente.

Certa vez, o Revmo. Shibui foi comunicado sobre a forte purificação de um membro que, mesmo recebendo a diligente assistência de Johrei dos ministros, permanecia desenganado. O Revmo. Shibui ordenou, então, para que o trouxessem à sua presença, mesmo que precisasse se fazer o impossível. Finalmente, com muito sacrifício, os ministros conseguiram levá-lo ao Reverendíssimo. Ao examinar a pessoa, ele comentou: “Ah! Este caso realmente ainda é impossível para os senhores”, e em seguida ministrou-lhe Johrei pessoalmente. Então, com um único Johrei, a febre da pessoa abaixou e ela ficou curada. Ficamos simplesmente abismados.

Um membro

Johrei – um estímulo para a Difusão

Meu primeiro encontro com o Revmo. Shibui se deu por volta do final de 1947, quando participei de uma reunião em sua presença, em Beppo. Na ocasião, eu acabara de me tornar membro e ainda não compreendia nada. Quando cheguei, a palestra do Reverendo já havia começado e o recinto estava completamente lotado. Entre os participantes, havia um monge. Repentinamente esse monge sofreu um desmaio, caindo entre a platéia. Então, calmamente o Revmo. Shibui falou a todos: “Não se preocupem, deixem-no assim mesmo.” E prosseguiu a palestra ministrando-lhe Johrei. Alguns minutos mais tarde, a purificação desse monge havia melhorado. Eu fiquei impressionado e perplexo com o que acabara de presenciar. Por um lado, achei tudo realmente extraordinário, mas, por outro, cheguei a duvidar se aquilo não passava de uma encenação. Mas esta dúvida logo desapareceu, pois eu vi o fato com os meus próprios olhos, eu não podia negá-lo. Realmente acho que foi real. Fiquei então a admirar: "Que força espiritual!". "Será que isso realmente existe?". Atraído pelo poder do Johrei, desejei profundamente tornar-me igual a ele. Considero esse episódio emocionante e memorável, um dos fatores que me levaram a fazer difusão como integrante.

Um Ministro

O choque ao receber a Luz espiritual

Quando recebíamos o Johrei do Revmo. Shibui, tínhamos a impressão de estar recebendo um choque elétrico. O Johrei de Meishu Sama, então, está acima de qualquer comentário, mas Johrei como o Revmo. Shibui nunca vi igual. Era algo impressionante, como se a energia espiritual penetrasse intensamente no corpo, fazendo-o estremecer.

Sempre que ele vinha, por vez, ministrava Johrei em umas cinco pessoas ao mesmo tempo. Ele dizia para ficarem em fila e ia ministrando, um após outro. Na época, a oferta de gratidão pelo Johrei variava de três mil a cinco mil ienes, uma fortuna. Para termos uma idéia, na época, por volta de 1948, um bom salário era mais ou menos oitocentos ienes; um operário comum recebia em torno de quinhentos ienes.

O Revmo. Shibui era um grande Reverendo. Acredito que nunca mais surgirá uma pessoa como ele. Para mim, ele foi uma grande personalidade, fora do padrão comum.

Um Ministro

A cura em poucos minutos de uma paralisia infantil

Este fato ocorreu em XXX, província de Guifu, durante um curso de aprimoramento. O Revmo. Shibui ministrou Johrei no quadril de uma menina de mais ou menos três ou quatro anos, que não andava por causa de uma paralisia infantil. Após ministrar-lhe alguns minutos de Johrei, ele falou: “Pronto. Experimente andar”. O pai da criança colocou-a de pé deixando-a apoiar em suas mãos. Em seguida, ela começou a andar sozinha, pela primeira vez em sua vida.

Então, com muita naturalidade, o Reverendo comentou:

Este é um caso de pseudo-paralisia. Por isso curou-se facilmente”. Todos os participantes se emocionaram profundamente. Se naquele momento houvesse alguém completamente ignorante, poderia até pensar que se tratasse de representação ou algum complô. Porém, nada mais era que a pura verdade, um milagre. Pensei então: "Eu também gostaria de possuir o mesmo poder de tratamento (Johrei) que ele!". Entre os participantes, também, cresceu o desejo de conduzir o maior número de pessoas aos cursos de aprimoramento, incrementando a atividade de difusão.

Um Dirigente de Igreja

Recordações do Johrei do Revmo. Shibui

Sou membro desde a época do consultório terapêutico em XXX, Shinjuku. Casei-me no final de 1941, logo após o início da Segunda Guerra Mundial. Tanto eu quanto meu marido tínhamos a saúde debilitada e, mesmo completando dois anos de casamento, não éramos agraciados com filhos. Consultamos vários médicos e como o diagnóstico foi unânime - seria muito difícil termos um filho - meu marido também ficou desapontado.

Estimulada por ele, comecei a freqüentar o curso de uma professora de ikebana nas proximidades da minha casa. Além, logicamente, das aulas de ikebana, ela se propôs a aplicar-me um tratamento. Ela disse: “Vou lhe aplicar um tratamento para que possa ter filhos”. E assim passou a ministrar-me Johrei todas as tardes. Com mais ou menos um mês de tratamento, comecei a ter diarréias. Então, por indicação da professora, procurei o "Consultório de Terapia por Shiatsu e Purificação - Estilo Shibui", nas proximidades da estação Shinjuku.

Quando sentei-me, pela primeira vez, diante do Revmo. Shibui para receber o tratamento, ele me disse: “Senhorita, você é tão bonita, com olhos e nariz tão bem definidos, mas, mesmo assim, parece muito triste. Sua saúde é debilitada, não é? Não se preocupe, continue freqüentando por algum tempo. Você se fortalecerá”. Não se contendo, a professora de ikebana, que fora me acompanhando, explicou-lhe: “Reverendo, esta moça se chama Ishimaru e, já estando casada há mais de dois anos, ainda não tem filhos. Por isso, seguindo o conselho do Ministro Onishi, trouxe-a aqui”. Ao ouvir isto, o Reverendo arregalou os olhos admirado: “O que?” Sua expressão facial naquele momento permanece muito clara em minha memória.

Alguns instantes mais tarde, ele disse: “Que estranho! Pela minha experiência profissional, assim que vejo uma mulher, logo identifico se é solteira ou casada. Que coisa! Então trata-se de uma jovem senhora! Mas, enfim, venha todos os dias”. Sua calma me tranqüilizou muito. Resolvi então, freqüentar por algum tempo. Durante um mês, após mandar meu marido para o trabalho, dirigia- me para o consultório de terapia, em Shinjuku.

Passado pouco mais de um mês, notei que estava saindo pus da junta do meu dedão do pé direito. Por mais que limpasse, não parava, continuava eliminando. Comuniquei o fato ao Revmo. Shibui. Assentindo, comentou: “Ah! Então era realmente isso. Quando criança, os médicos não disseram que a sua saúde frágil era de nascença, ou que era portadora de uma espécie de tuberculose infantil? No entanto, falando pela minha experiência, acredito que se trata de uma leve cárie espinhal. Mas realmente só um grande médico descobriria isso. Bem, como você está eliminando pus, acredito que a solução será rápida. Isso é muito bom. No mais, não precisa se preocupar com nada. Inclusive pode tomar banho também. Infelizmente não me lembro exatamente, mas, se não me engano, eliminei pus pelo dedão durante dois ou três meses.”

Mais algum tempo se passou e, para meu espanto, recebi o diagnóstico: "Terceiro mês de gravidez". Fui então a uma clínica de ginecologia e obstetrícia da redondeza fazer os exames para receber o manual para gestantes. O médico disse: “Seu corpo é muito frágil e não podemos garantir que o parto será sem riscos”. E ordenou que eu mantivesse repouso constante. Voltei para casa e logo dei início ao repouso, evitando qualquer afazer. Dois ou três dias depois, minha professora de ikebana veio visitar-me e disse:

O Revmo. Shibui ficou preocupado, por você não estar vindo nesses últimos dias, e pediu para que eu viesse ver o que aconteceu”.

Então, mais uma vez minha professora acompanhou-me até o consultório de terapia em Shinjuku. Chegando lá, o Revmo. Shibui, com firmeza, falou: “Parece que o médico lhe disse que o parto seria difícil, não é? Não tem problema, com meu tratamento faremos nascer sem nenhum problema. Fique tranqüila e venha todos os dias”. Nesta mesma noite, consultei o meu marido, chegando à seguinte conclusão: "Já que o médico disse que não será possível, vamos então confiar no Mestre de Shinjuku". Assim, passei a freqüentar Shinjuku.

Nesse meio tempo, a guerra foi gradativamente se agravando e ficou decidido que temporariamente eu ficaria na terra natal do meu marido, província de Yamaguti. Ao comunicar o fato ao Revmo. Shibui, ele disse: “Tem razão. Porém, antes de partir, faça o 'curso' que oferecemos e receba o talismã”. Então, procurei o Ministro Onishi próximo à minha casa, no Distrito de Setagaya, e recebi a seguinte orientação: “Converse com os seus pais o mais rápido possível. Com certeza tudo se resolverá da melhor forma”. Imediatamente enviei uma carta aos meus pais. Na carta-resposta minha mãe escreveu: "É melhor fazer exatamente como o Mestre de Shinjuku orientar" e, dentro do envelope, colocou também a quantia de trezentos ienes. Logo comuniquei ao Revmo. Shibui:

Meus pais enviaram-me trezentos ienes”. Então ele disse: “Que bom! Com cem ienes, faça o curso e, com os duzentos restantes, venha receber o tratamento todos os dias. Nesse meio tempo, a guerra também se apaziguará e nós iremos até Yamaguti. Por isso, não se preocupe, fique calma e não deixe de vir”. Dessa forma, mesmo o Reverendo sendo uma pessoa muito atarefada por causa dos tratamentos, ele sempre foi muito atencioso comigo. Recebi as aulas durante uma semana e ingressei na fé em março de 1944. O talismã que recebi era grande, quadrado, envolto em seda branca e veio dentro de uma linda caixa de madeira paulóvnia. Neste dia, o Revmo. Shibui, contente, repetia: “Que bom! Que bom!” E falou-me com um sorriso de pai misericordioso: “Como de nascença você tem a saúde debilitada, será difícil encaminhar ou aplicar o tratamento a um grande número de pessoas, não é? Mas não se

preocupe, procure fazê-lo aos parentes e amigos mais próximos. No entanto, existe um belo e importante servir, outorgado somente a você, ligado ao campo da arte e da literatura. Em breve você receberá esta missão e, através de seu cumprimento, sua salvação também. Hoje, olhando para o passado, compreendo que, como discípulo direto de Meishu Sama, o Revmo. Shibui era, também, um possuidor de grande percepção espiritual, e naquele momento previra a direção que tomaria a minha vida.

Fui para a província de Yamaguti, e lá procurei uma clínica de ginecologia e obstetrícia para fazer novos exames. Recebi, no oitavo mês de gestação, então, o seguinte diagnóstico: "Apesar de estar um pouco abaixo do peso, a senhora é uma gestante saudável e normal". Finalmente, de um parto muito tranqüilo, nasceu minha primeira filha. Um bebê robusto, pesando cerca de 3,700 kg. Saudável, ao ponto de duvidarem se realmente tinha nascido de mim, uma pessoa tão franzina. Fomos até condecorados com o título de "bebê de excelente saúde", na reunião para exame de saúde em bebês e infantis. Os médicos, admirados, diziam:

Desculpe-nos a indelicadeza, mas, considerando ser seu, este bebê é muito saudável, ao ponto de causar estranheza! Ele realmente é da senhora?!

Neste momento, então, veio à minha mente a expressão profundamente misericordiosa do Revmo. Shibui, e o sentimento de gratidão tomou conta de mim.

O Johrei coletivo

Um membro

Logo após o término da guerra, havia uma unidade da Igreja no bairro de Kawara, distrito de Shimokyo, em Kyoto. Era este local onde o Revmo. Shibui sempre se hospedava quando visitava Kyoto. Aqui, ele orientou também um grande número de Ministros. A ocasião de suas visitas era sempre marcada por dias

atarefadíssimos. Eu também recebi aqui o Johrei coletivo do Revmo. Shibui e a lembrança daquele momento está muito viva em minha memória. E isto se deve à força maravilhosa do seu Johrei.

O Revmo. Shibui ministrava Johrei coletivo da seguinte forma: primeiro formava cinco ou seis filas, na horizontal, com cerca de dez pessoas em cada uma, e ministrava Johrei. A seguir, o próprio Reverendo caminha por entre essas fileiras e ministrava Johrei em cada pessoa. Eu estava na última fila e ele ministrou-me Johrei nas costas. Nesse momento, senti como se um vento quente soprasse em minhas costas, o que me deixou muito impressionado. Pensei então: "como o Johrei dele é grandioso!".

A misteriosa força no Johrei

Um Ministro

Na época em que eu estava dedicando no anexo de Odawara, passei por uma grave purificação de estreitamento anal. Esta purificação foi tão rigorosa que cheguei a pensar que morreria, e até comecei a me preparar para tal. Preocupado, um dos funcionários ligou para a residência do Revmo. Shibui em Tóquio. Apesar de estar muito ocupado, ele imediatamente deixou sua casa Hozan-so, no distrito de Setagaya, e veio para Odawara. O Reverendo adentrou com grande pressa o quarto onde eu estava repousando, e prontamente pôs-se a ministrar-me Johrei na região da virilha. A dor infernal que me assolava, como se num passe de mágica, de repente parou completamente e eu melhorei. Naquele momento, senti na pele a manifestação do mistério "Deus vir à Terra", e olhei para o Revmo Shibui como se estivesse olhando Deus, Meishu Sama. Ainda hoje não esqueço a gratidão por aquele olhar do Revmo. Shibui, de alegria e alívio por eu ter melhorado.

Um Ministro

Recebendo Johrei coletivo

Puxa! Realmente você tem muita sorte. Desta vez, receberemos o Reverendo que é o orientador daquele outro, e os Ministros da região Chubu receberão Johrei especialmente dele. Como esta é uma oportunidade única, inscreverei você também. Quanto à oferta de gratidão pelo Johrei, que tal fazer mais ou menos tanto? Então vou deixá-lo inscrito”. E ainda complementou o seu discurso indutivo ressaltando as qualidades e, principalmente, o Johrei maravilhoso daquele Reverendo.

Exemplificou-o, então, com a perfuração de um túnel, explicando que o Johrei que ministrávamos e recebíamos no dia-a- dia poderia ser comparado à força de uma picareta, e que o Johrei desse Reverendo era como perfurar com broca. Por isso, se recebê-lo ao menos uma vez, a atuação da "picareta" se tornará muito mais eficaz. Ao ouvir essa explicação vaga e nebulosa, passou rapidamente pela minha cabeça: "Mesmo assim, é um tanto caro!".

Logo pela manhã do tão esperado dia, pessoas já formavam fila em frente ao hall de entrada, esperando o início da recepção. Ao entrar nessa fila, soube de uma coisa que me deixou alterado. Além da gratidão pelo Johrei, era preciso oferecer donativo também, e eu não estava preparado. Limpei minha carteira e a quantia foi exata. Puxa! Suei frio.

No segundo andar, o salão formado por duas salas de aproximadamente 18m² cada estava lotado, e para mim, que era um novato, os presentes pareceram-me todos pessoas respeitáveis. Ao ver, principalmente, aqueles jovens que tinham mais ou menos a minha idade, alegres, se movimentando de um lado para outro com muita naturalidade e desenvoltura, pensei: "Todos eles são meus antecessores" e senti-me diminuindo, com o coração acelerado. Mesmo assim, com muita astúcia, consegui um lugar na primeira fila. E, principalmente enfileirados, esperamos por um bom tempo.

O chefe de cerimônia comunicou: “Por gentileza, aguardem por um

momento”. Mais tarde repetiu: “Mais um pouco, por favor”, e assim, ouvimos estes anúncios repetidas vezes. Quando estávamos todos

já cansados de esperar, o Reverendo orientador do superior do meu

Ministro chegou. Dono de uma constituição física grande, ele vestia um paletó xadrez muito vistoso que, junto à sua expressão serena e

alegre, seus olhos pequenos, porém de intenso brilho, fez de sua entrada no salão algo realmente marcante, principalmente por ter transformado completamente a atmosfera do recinto, radiando alegria. O chefe de cerimônia fez uma explanação sobre o objetivo daquele evento e, completando, relatou brevemente que haviam

sido preparados a gratidão pelo Johrei e donativo, também. Então,

o Reverendo gargalhou desprendidamente e disse: “Que coisa

ótima, em dobro? Por mim não tem problema, pode ser até o triplo também, viu?”. E todos os presentes acompanharam-no nas

gargalhadas. Entretanto, meu espírito não se encontrava em tal estado.

O Reverendo limpou as mãos na toalhinha úmida (oshibori) que havia sido preparada e iniciou o Johrei coletivo. Era a primeira vez que o via ministrar Johrei. Ele movimentava o braço amplamente, em um mesmo ritmo, dobrando o cotovelo como se fosse lançar uma bola. Parecendo ajustar-se a esse ritmo, uma jovem, posicionada um pouco para trás e de través, balançava uma grande ventarola na direção do Reverendo, de um lado para o outro, suavemente. Ao ficar de soslaio aquela cena curiosa, imediatamente dirigi meu olhar para baixo. Naquela época recebíamos o Johrei coletivo de pé, primeiro na frente e, conforme recebíamos o sinal, no lado esquerdo, nas costas e no lado direito do corpo. Então, eu, que estava na primeira fila, inconscientemente, comecei a contar, pelo número de pés, o número de pessoas que estavam na mesma fila. E claro, como não era possível contar até a extremidade da fila, fiz um cálculo aproximado. Virando-me para trás, foi ainda mais difícil para contar e só pude apelar para a imaginação. Então, multiplicando o total de pessoas por filas e colunas, pude chegar a um número aproximado do total de

participantes presentes naquele salão. Calculei então, quanto cada um oferecera em donativo e gratidão e, conseqüentemente, o quanto aquele encontro estava arrecadando em dinheiro. Quer dizer, a única coisa que passava em minha cabeça era calcular o quanto custava o Johrei ministrado por esse Reverendo. Foi quando, ainda antes de concluir meus cálculos, senti como se, de repente, uma rajada de vento pressionasse minhas costas. Eu não sei se nesse momento o Reverendo ministrava Johrei em minha direção ou não. Só sei que perdi a força dos braços e das pernas, acabando por dar meio passo à frente. Imediatamente procurei refazer-me, mas, mesmo procurando manter uma postura de cautela, meu corpo continuava a balançar no ritmo em que o Reverendo movia seu braço durante o Johrei. Eu estava a mais ou menos dois metros do Reverendo. Não era possível que o vento que a jovem fazia com a ventarola chegasse até mim, pois ele estava direcionado para o Reverendo. Comecei então a suar frio; a suar muito, e parecia também que eu tinha perdido o fôlego. Eu não sei se existe a expressão "pressão do vento", mas a verdade é que ela continuou por algum tempo e depois desapareceu. Não posso afirmar ao certo qual a intensidade da força manifestada pelo Johrei "máquina broca" do Reverendo. Mas sei que, no mínimo, jamais esquecerei o poder que baniu completamente do meu pensamento aquelas idéias como: "Puxa! Como é caro!", "Quanto custa um Johrei?", e ensinou-me que é uma tolice ter a pretensão de conjeturar sobre "as forças do mundo invisível", sem nunca antes tê-las vivenciado, por causa da minha imaturidade e escassez de experiências.

Johrei que salva o espírito

Um Ministro

Comecei a receber Johrei por causa da purificação com cárie vertebral e, com a graça de Deus, tive a permissão de ingressar na Fé e, inesperadamente, passei a dedicar na Igreja Hosei, Hozan-so.

Lá, tive oportunidade de receber Johrei do Revmo. Shibui. O

tempo de duração do Johrei que ele ministrava em mim era sempre mais longo que o dos outros dedicantes, o que acabou gerando ciúmes nas pessoas que estavam à minha volta.

Ao relatar essa situação ao Revmo. Shibui, ele disse-me carinhosamente: “Eu não estou ministrando Johrei para você. Ministro Johrei, especialmente, para salvar os espíritos que estão ligados a você. Por isso, não se preocupe com essas coisas”.

Lágrimas de gratidão verteram dos meus olhos. Sua palavra afetuosa e confortante fez renascer a esperança quase perdida e deu-me forças para suportar todas as dificuldades.

A

visão

do

Revmo.

medicamentos

Shibui

sobre

a

Um Membro

nocividade

dos

O Revmo. Shibui dizia: “A medicina usa vacinas para

prevenir a varíola, porém, se não as usasse, acabar-se-ia com a tuberculose. Os remédios são quem criam as doenças. Eles as fabricam e os hospitais se tornaram sua grande instituição. Quanto maior for o progresso da medicina, maior será o número de pessoas doentes”.

Um Responsável de Igreja

A nocividade dos medicamentos e o Johrei

Recebi a permissão de ingressar na fé em 1945, aos 16 anos. A frase do Revmo. Shibui: "No abdômen da sua mãe existe uma grande fortuna" foi a razão inicial que me levou ao caminho da dedicação integral.

Em meio à grande confusão do pós-guerra, saí de Osaka para fazer compras em Nagoya, passando pela casa de uma tia. Fiquei intensamente surpreso ao observar a atmosfera radiante que tomava sua casa. Almejando uma atmosfera assim para o meu lar e a cura da asma da minha mãe, ingressei-me na Fé. A partir de então, ministrar Johrei tornou-se mais interessante que a escola e, em meio ano, consegui formar mais de dez candidatos a membro. Então, tivemos a grande felicidade de receber, em Hara - cidade de Suita - o Revmo. Shibui, que veio de Kyoto para realizar a cerimônia de outorga.

Após o término da cerimônia, ele ofereceu Johrei à minha mãe, o que me deixou muito surpreso, pois tratava-se de um Reverendo muito importante. Ele encostou sua mão no abdômen da minha mãe e disse: “Sua mãe tem uma fortuna aqui dentro, heim?”. Assustei-me com tal comentário. Então, toquei seu abdômen e percebi que era duro como uma pedra. Posteriormente, ministrei Johrei a várias pessoas, mas nunca vi nada igual.

Minha mãe sofria com a asma desde a juventude e, ao invés de "fortuna", o que ela havia ingerido foram vários tipos de medicamentos alopáticos, chineses. Fizera aplicação de injeções, enfim, experimentou tudo o que ouviu dizer que era bom. Dentre esses, houve um remédio chinês, produzido de uma cobra venenosa da Região de Kansai, que ela tomou durante três anos. O que significava que "essas coisas é que estavam acumuladas em seu abdômen".

Durante o recebimento do Johrei, deu-se início a ação purificadora. Vômito e diarréia. Eram coisas que ela havia ingerido cinco ou seis anos antes de entrar para o Caminho. Pelo cheiro e pela cor do vômito, estava claro que se tratava do tal remédio à base de cobra. Nesse momento, ficou bem claro para mim que os remédios ingeridos, infalivelmente, permanecem no corpo e que, algum dia, deverão ser eliminados. Em meio a isso, o Revmo. Shibui me orientou: “Se você ajudar outras pessoas, sua mãe será

curada”. Ou seja, se não ajudar as pessoas, não é possível receber a proteção divina. Ao compreender isso um pouco melhor, nasceu em mim a vontade de fazer difusão pioneira. Comecei, então, pelo distrito de Akubi e, posteriormente, província de Hiroshima e Hyogo.

Alguns anos mais tarde, minha mãe começou a eliminar uma grande quantidade de catarro da asma, de manhã à noite, sem parar. O quadro era crítico ao ponto de eu temer pela sua vida. Ela eliminou durante dez dias e, finalmente, as crises desapareceram por completo. Isto aconteceu quando minha mãe tinha 41 ou 42 anos de idade e, até seu falecimento, aos 70 anos, nunca mais teve nenhuma crise asmática.

Não

existe

nada

mais

gratificante

que

a

purificação. A

purificação da minha mãe e a proteção divina que pude receber, graças ao que o Revmo. Shibui me ensinou em poucas palavras, é, até hoje, uma grande força para mim.

Um Ministro

O pensamento do Revmo. Shibui em relação ao Johrei

Por volta de fevereiro de 1948, o Revmo. Shibui veio à Kyushu fazer uma palestra. Eu me emocionei muito com o que ele disse naquela ocasião. Primeiro, ele escreveu a palavra Kanzeon Bossatsu e explicou: “Olhar o mundo escuro. A divindade de nível mais elevado tomou a forma de Bossatsu para socorrer as pessoas. E esse poder é isto aqui (o Johrei)”.

Ele falou cerca de quinze minutos apenas, mas tive a forte impressão de que se tratava deste mundo, do mundo do Dia.

Um Ministro

O que é Deus?

Certa vez, o Revmo. Shibui me disse: “Você consegue ver Deus? Não, não é? E o ar? Também não, não é mesmo?” Então, voltou-se para a janela e apontou para fora: “Você consegue ver o movimento daquele pequenino galho? Ele se mexe porque o ar, que é invisível, está em movimento”.

Suas palavras me tocaram profundamente!

Além disso, ele me ensinou: “A Igreja Messiânica Mundial é o milagre do Johrei e nada mais. As pessoas não a compreenderão se apelarem à razão ou aos sermões”.

Johrei e aperto de mão

Um Membro

O Revmo. Shibui freqüentemente apertava a mão das pessoas na hora do Johrei. Em certa ocasião, eu disse ao Reverendo: “Minha irmã também já recebeu Johrei. Antes de começar o Johrei, o senhor estava fumando e apertou a mão dela. Passados quatro ou cinco minutos, ela sentiu vir da mão do senhor um calor que tomou todo o seu corpo”. Então ele disse: “Todas as pessoas que eu aperto a mão tornam-se felizes”. É verdade. Minha irmã preocupava-se com os problemas de um casamento tardio. No entanto, ela fez um ótimo casamento e está muito feliz. Além dela, conheço muitas outras pessoas que se tornaram muito felizes.

Preleção sobre Johrei

Um Ministro

Isso ocorreu mais ou menos em 1952, na época do início da Igreja, situada em Hozan-sô. Nesse dia, tinha uma senhora que viera desde manhã purificando, para receber Johrei, e o seu marido

também a havia acompanhado, preocupado. Dentro de pouco, não

agüentando ficar sentada, começara a agoniar-se deitando e dobrando os joelhos, ficando com o dorso redondo como o de um camarão, num estado em que até a respiração se tornara difícil. Depressa, foram pedir ao Revmo. Shibui que se encontrava nos fundos. O Revmo veio com o rosto risonho: “Deixe-me ver”, e “Ah,

dizendo assim, começara imediatamente o Johrei. No

grande salão de Hozan-sô, com o intuito de assistir o seu Johrei, as pessoas que se encontravam aí cercaram o Revmo, e ficaram a olhar atentos. Ao pressionar mais ou menos na virilha, em alguns minutos, a respiração se acalmou, conseguindo ficar em decúbito dorsal. Além disso, ele estava ministrando Johrei com a mão direita, pressionando com os dedos da mão esquerda as virilhas e mais ou menos na altura dos ossos dos quadris também.

isso é (

)”,

Observando essa senhora deitada, compreendia-se visivelmente que ia se afrouxando. Ia se relaxando, deitada à vontade, e finalmente firmara como se estivesse dormindo. Acho que isso foi em uns 20 a 30 minutos. E, depois, essa senhora repentinamente se levantou, agradeceu ao Revmo. e foi-se embora. As pessoas que se encontravam no local estavam olhando emudecidas, mas, voltando-se a si, admiraram a grandiosidade da força do Johrei do Revmo.

O Revmo Shibui dizia: “Direcionando a palma da mão, uma

vez, em direção à testa da pessoa, instantaneamente compreende- se que lugar ela está purificando. Por isso, se emitir concentrando o Reiki nesse local, geralmente se cura em 3 minutos. Ainda, a dor da ponta dos pés elimina-se com a testa”. Isso realmente era assim mesmo. Além disso, “Se não puder salvar com Johrei, quando vier

(

)

de nada adianta. Doravante a Luz se intensificará

gradativamente, e temos que estar preparados para salvar quando surgir, para lá e para cá, pessoas com a purificação como a de hoje”. Assim, enfatizou a preciosidade do Johrei e disse: “Daqui para frente, será o Johrei em primeiro lugar, o Johrei em segundo lugar, e também o Johrei em terceiro lugar. Pois, com a lógica, não

se salva ninguém”. Além disso, o Revmo. disse: “Muita gente irá ao Mundo Espiritual em instantes, se não tiver recebido firmemente o Johrei nas virilhas e nos quadris. A pessoa de hoje, ainda bem que

acentuando que o importante é tornarmo-

se salvou, porque foi (

nos pessoas capazes de trabalhar na hora da chegada da Era da Grande Purificação.

)”,

Um Ministro

A força espiritual do Revmo. Shibui

Quando o Revmo. Shibui iniciava o tratamento com os clientes, haviam pessoas que não conseguiam falar, endurecendo o corpo como o de Buda de pedra, e rolando lágrimas. Gente que, emitindo voz estranha, começava a chorar, gente que ficava furiosa, se esperneando ou que começava a falar coisas estranhas, como que tivesse mudado de personalidade. O Revmo. conversava com os espíritos encostados em tais pessoas e era freqüente aconselhá- los ou ouvir os seus pedidos. Fazia o tratamento dessa maneira.

Uma dedicante

O sentido da oferenda e o presente dos ancestrais

As oferendas eram algo que os ancestrais ofereciam a Deus como presente e na ocasião do culto, era de costume todos os membros levarem oferendas, além do donativo. Certo dia, perguntando o sentido da oferenda ao Revmo, ele disse: “O donativo é a própria pessoa que oferece a Deus; entretanto, para o Culto aos ancestrais, também são permitidos a participarem nos ombros dos descendentes. E, no caso da entrevista com Meishu Sama, também, para fazê-los receber a Luz, é bom que saia de casa cumprimentando aos ancestrais: “Os senhores também, vamos juntos ao Culto”. E, nessa ocasião, levando e entregarão as oferendas na recepção: “É presente a Deus dos meus antepassados; como a eles, também é possível ofertar a Deus;

poderão receber a “Luz com alegria proporcional”. E as especialidades da região, coisas raras, produtos da época, etc, etc, foram oferecidas umas após outras no Altar, e sendo esclarecido que contêm tais sentidos depois, depois disso, a hora da oferenda se tornara prazerosa e sentia-me grato, imaginando os nossos ancestrais participando dignamente do Culto. E as oferendas no Altar foram se aumentando cada vez mais.

Um Ministro

A rigorosidade da fé

Foi no dia 5 de setembro de 1948 que me foi permitido o

ingresso na Fé. Em meados do mês seguinte, quando na residência

do

da Igreja 5 6 7

fora o Revmo Shibui para trocar a Imagem da Luz Divina, de Komyo

havia

também me convidado, e fui no dia para comemorar. O Revmo. Shibui que chegara parecia estar conversando algo, olhando o local

do Altar, subindo no primeiro andar, em três, com o Ministro que lhe

acompanhara e o (

se o Culto. E houve palestra do Revmo. Shibui e, após o término, iniciou-se a refeição. Tinha iguarias maravilhosas, parecendo até um banquete de casamento. Na época em que ainda faltavam as coisas, como é que conseguira tanto? Pensando assim, me servi, mas nesse dia não se realizou a troca da Imagem. Posteriormente,

perguntei sobre isso ao (

e ele disse que foram feitas as

seguintes observações pelo Revmo. Shibui.

E após conversarem por uns tempos, iniciou-

Nyorai para Dai Komyo Nyorai. Eu era novato, mas (

posteriormente se tornara responsável da Igreja (

que é o meu mestre de encaminhamento e que

(

)

),

)

).

),

O

andar térreo era a residência e tinha a sala do Altar e o primeiro

andar estava como o local de criação de bicho-da-seda. Que o Revmo. Shibui dissera: “O bicho-da-seda que tem o espírito mais baixo do que o homem está no primeiro andar, e o homem reside abaixo, no térreo, é errado. Está fora de cogitação entronizar a

A família do (

)

era agricultora e na residência havia (

).

Imagem de Dai Komyo Nyorai aí. Além disso, a sala do Altar está apenas coberta de madeira e não tem forro. Desse jeito, seria uma grande falta de respeito para se entronizar Deus Alto e Nobre. Acho que é falta de respeito até à Imagem de Komyo Nyorai, então nem se diga, da Dai Komyo Nyorai. Reforme o primeiro andar e faça uma sala, construindo a escadaria de entrada, na sala de assoalho após a entrada de chão, o Altar deve ser no local em que seja o mais nobre, visto da escadaria de entrada. Além disso, que seja de face leste ou sul. Se não, mesmo que entronize a Imagem de Dai Komyo Nyorai, será falta de respeito e não receberá a Luz nem será feliz”. E que falara serenamente sobre a severidade para com Deus. Depois de tanta despesa para o preparo afinal, foi-se embora sem fazer a troca da Imagem. Senti como se fosse me ensinado a rigorosidade da Fé.

Um Ministro

A intuição perspicaz do Revmo. Shibui

Uma senhora fora conduzida ao Revmo. Shibui com purificação. Ele disse: “Ela não se salva”. Perguntando o motivo, falou: “Ela não se salva porque não tem gratidão a Deus”. E ela foi para o Mundo Espiritual após uma semana.

Ainda na ocasião da participação do Culto em Odawara- Betsu-in, entregávamos os presentes dados de coração ao Revmo. Nós, que sofríamos do mal da falta de dinheiro, nos preocupávamos conforme a nossa capacidade. As pessoas em dedicação na recepção anotavam e comunicavam ao Revmo. Shibui, e ele, a cada vez que ouvia, assentia com a cabeça. Às vezes cumprimentando, separava os presentes colocando-os à esquerda e à direita. Os presentes colocados à esquerda eram levados aos fundos, mas os da direita continuavam no local. E eu perguntei sobre o motivo da separação, ao que ele me respondeu: “Os do lado esquerdo são presentes que os membros trouxeram de coração. Os do lado direito, são trazidos pela obrigação, pela

aparência, ou é algo ganho de terceiros, e são coisas em que não estão contidas o sentimento. Compreende-se muito bem vendo-se o conteúdo”. Soube da perspicácia, a temeridade, a respeitabilidade da intuição do Revmo. Shibui, e fui advertido que: “A Fé é apenas o makoto”. Ao mesmo tempo em que me comoveu, essa palavra se infiltrou no meu coração.

Um Ministro

A sensibilidade espiritual do Revmo. Shibui

Quando eu tinha 27 anos, fui participar do Culto, e o Revmo. Shibui me disse: “Você engravidou, né?”. E eu, surpresa, respondi:

Não, não estou”, e então, ele me disse: “Você que é a mãe ainda não percebeu, mas o bebê que fora concebido veio me comunicar. Entretanto, como é uma alma negra, receio se nascerá bem ou

e fiquei assustada. E a criança que nasceu fora acometida

de paralisia infantil após uma semana de vida. E recebendo bastante Johrei durante 1 ano, tornara-se uma criança com saúde normal. Mas, afinal, acabara a curta existência por causa da pneumonia, mas fiquei realmente admirada pela sensibilidade espiritual do Revmo. Shibui.

não

Um membro

A força do discernimento espiritual do Revmo. Shibui

Foi quando recebemos o Revmo. Shibui para o 2º Curso do “Tratamento pelo Shiatsu e Purificação Método Shibui”, no município de Koshigaya, Província de Saitama. Como era uma época em que realmente não existia nenhuma condução, fomos recepcionar o Revmo. com um carrinho conectado em uma bicicleta. Subindo o Revmo. no carrinho e seguindo em direção ao local do Curso, quando passamos em frente à casa de uma família tradicional, ele disse: “Ah, coitado do pessoal desta casa. Passando mais uns 10 anos, cairá em ruína e não restará nem a sombra”.

Nesse instante, quem estava andando ao lado do Revmo., sobre o carrinho, disse que pensou: “O que será que esse Revmo. diz? Mesmo que a sua força de Johrei seja maravilhosa, será que dá para saber até isso?

Essa família tradicional possuía grande propriedade e era agricultora de grande porte, e residia em casa extensa, envolta por pinheirais, com portão de entrada de estilo clássico, e tinha muitos empregados. Entretanto, a senhora dessa casa tinha vindo de uma família bastante ilustre, mas como não tinha filhos, o marido acabou procurando mulher fora de casa e depois essa mulher invadira a casa e pusera para fora o filho da irmã mais nova do marido, que tinha sido adotado. Mas ela também acabou falecendo pela doença, e a seguir, o marido, e em pouco tempo, tornou-se uma casa vazia. E, após reunião dos parentes, essa casa fora posta à venda e fora adquirida por uma imobiliária, e as árvores do monte dos fundos foram derrubadas e o terreno fora loteado para vender, e atualmente não há mais lembrança de outrora.

Quando os obreiros tinham cortado as árvores do monte e planaram a terra, era justamente época do inverno. Acharam um emaranhado de cobras do tamanho de um pilão, e acredito que tinha várias centenas. Elas não conseguiram se mover pelo frio e que foram queimadas, após jogar a gasolina sobre elas. Talvez esse monte dos fundos fosse habitação das cobras, e o Revmo Shibui, com sua percepção, sentiu algo espiritual nisso. Entretanto, nem pude perguntar o que daquela casa, na verdade, projetara nos seus olhos e dissera aquilo. Mas, simplesmente, fiquei admirado pela sua extrema força de percepção.

2.2 - Sôsai Shibui durante a guerra

Um Ministro

Sôsai Shibui que, venerando ardentemente a Meishu Sama como Salvador, amanhecia e anoitecia unicamente com Johrei, sem

distinção de dia e noite. Sôsai Shibui que, com sua impressionante força de Johrei, percorrera todas as regiões, gerando e criando inúmeros discípulos de Meishu Sama. Sua atuação realmente foi de “+”, e aí é possível entrever a figura de um eminente missionário.

Os milagres e episódios que apresentamos aqui indicam que, paralelamente à força de Johrei de Sôsai Shibui que já narramos, ele também era possuidor de capacidade paranormal muito proeminente. Não temos como saber de que maneira nascera tal capacidade, mas, durante a guerra, também, sempre dedicara- se à Obra Divina e deixara as suas pegadas em muitas regiões.

A graça durante a guerra

Em abril de 1944, o Revmo. Shibui disse para pensar em evacuação por causa da expansão da linha de fogo e, conforme a pessoa, dissera para evacuar-se imediatamente. Na época, repentinamente escassearam-se os produtos de comércio, ficando sob controle de preços, e como fora notificado também que as grandes lojas também se tornariam locais de distribuição, o Revmo. Watanabe, também compreendendo a situação social, partira para servir em Guifu, e eu fiquei como responsável de loja. Eu acabei essa tarefa, e perseverei-me até quase o fim da guerra, mas com o grande ataque aéreo de Tóquio de 10 de março de 1945, a loja se incendiara e os arredores em frente à Estação Akihabara de Kanda tornaram-se um campo completamente destruído pelo fogo. Eu estava convocado para guarda (normalmente fica-se em casa, e ao ser dado o alarme do ataque aéreo, seguia imediatamente ao batalhão, entrando sob o seu comando) e como fora completamente queimado, evacuei-me à casa dos meus pais no Bairro de Tovoshima.

Entretanto, também incendiara-se com o bombardeio de maio de 1945. Apesar de acreditando que entronizando a Imagem de Komyo na loja de Kanda a graça de tornar as grandes desgraças em pequenas, e as pequenas, em nulas, eu estava pensando que,

nesse estado infernal, não tem jeito, mesmo que mostrasse a qualquer hora. Entretanto, recebi a graça e fora me ensinando as passagens e o local de refúgio e fui salvo com dois carrinhos carregando a Imagem de Deus. Os arredores eram amontoados de cadáveres carbonizados, queimados a ponto de não se distinguir se eram homens ou mulheres. Encontrávamos em estado tão trágico assim, mas o fato de podermos olhar um ao outro, a família inteira, sem ninguém faltar, foi pela grandiosa Graça de Meishu Sama e o fruto do cuidado e orientação do Revmo. Shibui, e estou profundamente grato.

Predição olhando o mapa

Um Responsável de uma Igreja

Ao ver o mapa, o Revmo. Shibui manifestava a intuição espiritual, e o local que seria incendiado enxergava-se vermelho no mapa, e predizia-se quase sem nenhuma margem de erro, como:

Daqui para lá, não dá. Este pedaço sobrará. O bairro de Toyoshima não sobrará nada”, etc. E fora me dito. “Os arredores onde mora o sr. Tanaka se incendiará todo. Portanto, é melhor se evacuar”, mais ou menos em março de 1945. Entretanto, enquanto estava hesitando por vários motivos, acabara se incendiando.

Um Membro

Previsão do local do ataque aéreo pela vidência espiritual

O Revmo. Shibui possuía intuição espiritual perspicaz, e disse: “O Kaminogue não terá ataque aéreo”. Disse que, abrindo e olhando concentradamente o mapa de Tóquio, podia-se videnciar espiritualmente os locais se incendiando em chamas vermelhas, e isso acertava quase que totalmente. E a tristeza e a alegria das pessoas que, ouvindo-o obedientemente, e se evacuaram, e de quem não lhe dera ouvidos, realmente estavam nitidamente separados, como entre claro e escuro.

Previsão de ataque aéreo

Um Membro

O Revmo. Shibui possuía intuição espiritual muito aguçada e possuía também a vidência espiritual, e tinha muitas coisas que ele insinuava. Ele disse a um membro para se evadir. Então ele perguntou-lhe: “Revmo, a casa vai se incendiar?” Ele respondeu: “É melhor não fazer o filho passar medo”. A residência dele ficava em

Tóquio. Incendiou-se quase tudo pelo ataque aéreo, mas

milagrosamente, a sua casa se escapara. Indo à Igreja agradecer,

( ),

disse: “Revmo, a casa não se incendiou”. O Revmo. disse: “Eu não disse que ia incendiar, não foi?” E todos ficaram admirados pelo acontecimento exatamente conforme a previsão.

Um Membro

A capacidade de previsão do Revmo. Shibui

Isso foi um acontecimento após Meishu Sama se mudar a Hakone e o Revmo. Shibui passar a morar onde Meishu Sama residia. Diariamente, junto com uns 3 ministros que fariam o tratamento básico de Johrei, o Revmo. fazia o tratamento final, em mais ou menos 150 pessoas.

Mais ou menos ao meio-dia, repentinamente meditara descansando a mão que estivera fazendo o tratamento, e posteriormente chamara uma pessoa. A pessoa chamada, ao se apresentar dizendo “aqui estou, porque fui chamado”, o Revmo. Shibui, com um olhar peculiar: “A sua casa creio que fica em

né?”. “Sim, senhor”. “Aí já está perigoso. Favor se mudar”. “Sim,

então, que lado seria bom?” “Hum, creio que o lado

Deve ter casa vazia ai. Apresse-se. Não precisa vir na dedicação de tratamento básico, portanto, mude-se em 10 dias a partir de hoje”. “Sim, assim farei”. Ouvindo essa conversa, fiquei apreensivo pelas palavras ditas pelo Revmo. Shibui, e quando nem se passara meio

seria bom.

mês, o local onde havia a casa dessa pessoa tornara-se campo incendiado pelo ataque aéreo. Assim, pelo meu conhecimento, tem 3 ou 4 pessoas que escaparam do ataque aéreo pela intuição espiritual ou a capacidade de previsão do Revmo. Shibui. E, na verdade, eu também sou uma das pessoas que ganhara a vida pela intuição do Revmo. Shibui.

Isso foi quando eu morava na Província de Ishikawa. Recebemos o Revmo. Shibui nesse local e, na época, meu pai, meu irmão e irmã mais novos estavam morando em Nishi-Okubo, em Tóquio. Perguntando sobre o bombardeio dizendo o endereço, ”

pensando por uns 20 segundos, disse: “não dá mais

Então eu

falei: “Vou a Tóquio esta noite e volto pelo menos com algumas coisas”. Aí dissera: “Se partir agora, pulará em oceano de chamas”, e me deteve a viagem. Posteriormente, soube que, no dia seguinte,

em 25 de junho, os arredores onde era a nossa casa tornaram-se um campo incendiado. Se eu tivesse desobedecido as palavras do

Revmo. Shibui, estaria me deparando com o ataque aéreo justamente na hora em que eu teria chegado a Nishi-Okubo, em Tóquio. E também perguntei como é que ficaria a casa do meu tio

também Tóquio, e ele disse-me: “Escapará por um triz”.

Realmente, se três lados da casa haviam se tornado oceano de fogo, queimando até o muro, em verdade, realmente, a casa foi salva.

em (

),

Um Dedicante

A

difusão

do

Shibui

durante

guerra

Revmo.

a

Certa vez, uma pessoa que morava em Hiroshima, vendo o Revmo. Shibui curando as doenças com Johrei, veio dizendo que, se com isso curam-se as doenças, gostaria de levar consigo, empregando umas 2 ou 3 pessoas aptas a fazer esse tratamento. O Revmo. Shibui prometeu: “Se formular dezenas de pessoas para o ingresso na Fé, com a intenção de salvar toda Hiroshima, irei visitar”.

O Revmo. Shibui ficara de viajar a Kôfu, Nagoya, Osaka e

Hiroshima e, instantes antes da sua partida, eu também, acompanhando-o com o grande ataque aéreo desde de manhã por centenas de aviões B29, as regiões industriais de Yokosuka foram destruídas em um instante, e à noite, na cidade, chovia bomba incendiária e nós também ficamos sem poder nos locomover. Então, nesse dia, desistimos de viajar e ficara combinado que, no dia seguinte, eu iria buscar o Revmo. no Hozan-sô, Kaminogue, Setagaya-ku e da Estação Shinjuku, partir para Kôfu. Como seria bem cedo, pedi à minha filha que preparasse o lanche que iríamos tomar no trem, e entregar-me na Estação Shinjuku. Bem, eu saí do Consultório de Shinjuku conforme combinado, mas nesse dia também houve ataque aéreo desde de manhã e não parecia parar, mesmo passando o meio-dia.

Revmo. Shibui disse: “Se esperar mais, transtornará toda a programação feita, portanto, vamos, deixando tudo conforme a Vontade Divina”, e entoara a Amatsu Norito em frente ao Altar. Partimos, após pedir proteção a Deus. Chegando à Estação de Kaminogue, disseram que desde ontem os trens estavam parados e que esse seria o primeiro a ser dirigido. Em Shibuya também conseguimos passar sem problemas, mas chegando a Shinjuku, novamente houve o ataque aéreo, e na estação não se encontrava ninguém, por estarem todos evacuados. Nós também, junto com o Revmo. Shibui, escondemo-nos dentro de um trem próximo. Em pouco tempo, os aviões inimigos se foram e o alarme de ataque aéreo fora dissolvido. Então um funcionário da estação chegara e começara a falar em voz alta: “Este trem seguirá para Kôfu, por favor, desçam”. Deus nos fez embarcar justamente no trem que se dirigirá a Kôfu. E este trem também era uma partida milagrosa depois de 2 dias parados.

O Revmo. Shibui estava rindo, dizendo: “Deus faz direitinho”.

Mas, enfim, não houve a despedida dos Ministros que estava programada, nem chegara o lanche que a minha filha iria entregar, e dirigimo-nos a Kôfu, com fome. A região de Kôfu também estava

agitada, com sirene avisando o ataque e o Curso fora realizado em meio a isso, e ao terminar, imediatamente partimos para Nagoya e depois a Osaka, e chegamos a Hiroshima, o último local programado para o Curso. Nesse ínterim, não sei se digo misteriosamente ou pela graça, o ataque aéreo vinha após a partida do Revmo, e não nos encontramos nenhuma vez em situação perigosa.

Um Responsável de Igreja

Coisa mais medonha do que o ataque aéreo

Depois de casada, eu comecei a tomar remédio como que estivesse banhando-me com elas, após duas operações no abdômen. Fiquei com o corpo idêntico a de um doente. Coisas más acontecem em seguida, e após a partida do meu marido para o combate a nossa casa se incendiou pelo bombardeio, e estava passando dias infernais. Nessa ocasião, fora me ensinado por um colega do meu irmão que em Kaminogue, Setagaya-ku, havia tratamento de Deus Kannon e que todos que foram abandonados pelos médicos melhoraram. Para mim, que estava dependente da medicina, era coisa inacreditável, mas como minha mãe me disse para aceitar a bondade dos outros com franqueza, e ir pelo menos uma vez, fui ao Hozan-sô, Kaminogue, com o sentimento de me agarrar até a uma palha.

A maioria das pessoas que descia na estação era doente e tinha pessoas que pareciam que iam desmaiar, ou com o rosto pálido e raquítico, e eu também era uma delas. Recebi uma ficha na recepção e, subindo ao Hozan-sô, havia uma maravilhosa pintura da Imagem do Deus Kannon pendurada em um enorme Toko-no- ma (local mais nobre de uma casa). E no salão estavam sentados vários Ministros. E esperei a minha vez, e recebi o Johrei básico 2 e posteriormente esperei no cômodo dos fundos, com as outras

2 Johrei básico – Johrei que recebe primeiramente de um discípulo, para depois receber o Johrei do Revmo.

pessoas, o Johrei do Revmo. Shibui. Finalmente chegara a minha vez, mas o Johrei do Revmo. terminara em mais ou menos 5 minutos e me assustei pelo tempo tão curto. E como era durante a guerra, lá fora todos, inclusive doentes, estavam usando roupas de proteção contra ataque aéreo, mas as pessoas, dedicando em Hozan-sô, principalmente as senhoras, com quimono e obi (faixa colorida que cinge a cintura) e usando avental alvíssimo, me fez cair em dúvida, se esse era o Japão que está guerreando atualmente. Eu, sem querer, perguntei ao Revmo: “Onde fica o abrigo antiaéreo?” O Revmo., rindo me disse: “Aqui não cai bombas, mas todos carregam bomba nas próprias costas. Se ela se dissolver, se vai de uma só vez”. Não compreendi, de imediato, esse sentido.

Ao retornar para casa, houvera mudança no meu corpo, parecendo que havia sido despida uma pele, e enquanto freqüentava, a ida a Hozan-sô gradativamente foi-se tornando prazerosa. Isso não foi só porque só eu, mas compreendia-se que todos que recebiam Johrei juntos estavam melhorando visivelmente. E cheguei a fazer o Curso para o Ingresso na Fé. O Revmo. nos transmitiu profundamente o significado da purificação e a Transição da Noite para o Dia e, ouvindo as palavras energéticas:

Atualmente estamos tocando um pouco no corpo, mas brevemente, chegará a época em que essa Luz se canalizará a 100, 1000 pessoas”, senti como que despertasse. Após receber o Ohikari, não temia mais o ataque aéreo, e em seguida, a minha mãe e o meu tiveram permissão para ingressar na Fé. E cheguei a um estado em que, mesmo durante o ataque aéreo, podia ministrar Johrei sem me abalar. Isso porque eu compreendi que existe coisa mais temerosa do que o ataque aéreo.

Um Membro

2.3 - A personalidade de Sôsai Shibui

Parece que o Sôsai Shibui, originariamente, era uma pessoa circunspecta e mesmo na residência utilizava hakama 3 e mantinha constantemente a postura certa e, em sala de tatami, sempre sentava-se corretamente. E também na vida cotidiana, para com os familiares, constatava com extrema serenidade. Ainda, para com funcionários da loja de traje ocidental também era bastante rigoroso e fazia longas admoestações. Dizem que havia ocasiões em que até para clientes que tinham vindo fazer pedidos de roupas dava sermões. Aliás, existe também episódio em que, quando o funcionário fora entregar a encomenda, dessa vez, ele tivera o revide do sermão. Entretanto, após o ingresso na Fé, depois que iniciara a difusão, dizem que se mirava no espelho para treinar o sorriso, para dar boa impressão às pessoas que contatar, ou que treinava a sentar-se em posição mais descontraída, para fazer as outras pessoas sentirem-se à vontade (Meishu Sama e os Pioneiros). Não se sabe se foi o efeito disso, mas passara a ser comentado: “Como o Revmo. Shibui contata as pessoas com grande capacidade de compreensão, mesmo as pessoas que se encontram pela primeira vez, é normal se retornassem com amizade e satisfação como se ele fosse um velho conhecido. E as palavras que pronunciavam eram dotadas de uma misteriosa força de persuasão; quem as ouvia, seguia-as naturalmente (Meishu Sama e os Pioneiros)”. Este é um episódio interessante em que nos faz imaginar a brandura do gênio que ele possuía por natureza e ao mesmo tempo a sua força de vontade.

Tem-se o seguinte episódio como assunto que nos transmite o sentimento de compaixão do Sôsai Shibui. Por exemplo, dentre os membros, parece que havia muitos que, estando nas suas casas, não tinham apetite nem ânimo, mas ao chegarem no Hozan-sô, repentinamente animavam-se e também ficavam com fome. E o Revmo. Shibui dizia à pessoa da cozinha: “Faça oniguiri (bolinho de

3 N.T.: peça de vestuário masculino em forma de saia pregada e aberta dos lados que se usa sobre o quimono em ocasiões de cerimônias

arroz)”, cuidando firmemente desses fiéis, e acontecimentos como esse fazem lembrar a personalidade com espírito de compaixão, de delicadeza, de sentimento, de Sôsai Shibui.

Entretanto, ao mesmo tempo, será que não podemos pensar que sua personalidade é que estava dotada de alguma “força” especial que movia as pessoas? Acredita-se que essa “força” é relacionada também com a sua maravilhosa força de Johrei que já vimos. É a personalidade do Sôsai Shibui como a força que move as pessoas. Parece que podemos vislumbrar a verdadeira magnitude através dos fatos.

Meu encontro com o Revmo. Shibui

Encontrei-me pela primeira vez com o Revmo. Shibui em

1944, na ocasião da realização do Curso na minha casa em

O rosto do Revmo., sentado de costas, à Imagem

de Deus Kannon no toko-no-ma, tinha aspecto muito feliz, cheio de afeição envolvente. Dissera, nessa ocasião, que: “Mesmo quem aparente ser sadio à primeira vista, debaixo da pele está cheio de toxinas e pus. Recebendo o Johrei e se tornando límpida por dentro do corpo, será possível ser bonita”. E essas palavras estão profundamente gravadas em mim. Ainda, na hora do Johrei, a sua mão colocada no meu ombro era tão macia e cálida, que me fez emocionar.

Wakayama, (

).

O curso continuara por durante 3 dias, de manhã à tarde, e depois, havia conversações com meu pai e discípulos influentes até tarde da noite. Tocara-se também sobre a situação política da época e pelas suas palavras: “Não vai demorar que no centro de Tóquio chegará a nascer eulária”, fiquei surpresa. Ainda, a recepção do Revmo. era difícil porque na época estava tudo sob controle do governo, mas, misteriosamente, no dia da chegada, os produtos necessários completavam-se suficientemente. O Revmo. dizia, risonho: “Deus é quem prepara tudo.

Ela dava atenção pormenorizada a cada uma das pessoas e creio que o meu pai também, criado por esse amor do Revmo., é que fora sendo permitido o Servir.

Recebemos duas vezes o Revmo. em Wakayama, mas na hora da despedida, todos que iam se despedir subiam no trem e

não saíam de perto do Revmo., até a última hora. Lembro-me com

saudade do o rosto do (

)

ou (

),

dizendo: “Está na hora”.

era muito cálido e bondoso, mas

possuía dignidade e pensava que era um tanto difícil de me

aproximar: “Será que isso foi pela minha imaturidade? Uma Membro

Para mim, o Revmo.

A personalidade do Revmo. Shibui

Mais ou menos em 1947 ou 1948, fui dedicar em Hozan-sô, mas desde essa época aumentaram-se as viagens do Revmo Shibui às regiões, e principalmente à região Chubu, viajara muitas vezes, pela solicitação do Revmo. Watanabe.

Eu

sempre

dedicava

responsabilizando-me

pelas

providências e aquisições das passagens de trem.

Sobre a má situação do pós guerra, a dificuldade de aquisição de passagens era fora do comum. E mesmo que recebêssemos o Revmo, eu quase não tinha oportunidade de ouvir a sua palestra ou receber Johrei. O Revmo, que era atarefadíssimo, não tinha um dia sequer de descanso, estando, por exemplo, hoje em Nagoya, amanhã em Quioto ou Osaka, e quando certo, Okazaki, ou Província de Guifu, etc. Por isso, pela providência do Revmo. Watanabe, no caso de Quioto ou Osaka, viajei muitas vezes, correndo atrás dele.

E com o coração palpitando, que hoje é em outra localidade, poderei ouvir sossegadamente a palestra, esperava ansiosamente.

E finalmente ele aparecia e em primeiro lugar olhava os rostos dos participantes lotado no recinto, ministrava um curto Johrei. Esperando pela palestra, ansiada, falava só um pouquinho e dizia:

Como hoje estou purificando um pouco”, ou “Hoje findo aqui, porque tenho outros compromissos”, e deixando o resto com outros Ministros, desaparecia nos fundos. É claro que sabia que ele deveria ter outros afazeres importantes, mas, ressentido, perguntando descontente ao Revmo. Watanabe, este disse: “Como hoje as cabeças dos participantes estão purificando, suspenderá a palestra porque não compreenderão.” Assim, às vezes tinha ocasiões em que eu ficava confuso, parecendo que havia compreendido, mas não.

foi ao encontro de uma outra

seita, havia muito poucos participantes, e o responsável da recepção, acanhado, fizera a pergunta, e ele dissera que: “Hoje o recinto estava lotado de espíritos e foi um sucesso”. Ouvi certo dia esse episódio e, pensando bem sobre isso, espelhado no fato de que o Revmo. Shibui é possuidor de alta capacidade parapsicológica, compreendi e convenci-me de que o Revmo é uma pessoa com elevada força espiritual.

Quando o (

)

da Seita

(

)

Um Ministro

As impressões sobre o Revmo. Shibui

Pelas palavras do Revmo., sem querer, ia abrindo a carteira. As suas falas, de maneira nenhuma, poder-se-ia dizer que eram hábeis, mas parecia que íamos sendo absorvidos por elas.

Confiava em Meishu Sama do fundo do coração, e por Meishu Sama, enfrentava seja água ou fogo. Assim sentíamos.

Dedicou-se, ele próprio, para mostrar o exemplo de ser aprendiz de Deus e Meishu Sama.

Especialmente ao Revmo. Shibui era outorgado de Meishu Sama grande número de Suas Escritas e, oferecendo-as como donativo, foi utilizada como um capital enorme, e o grau de sua contribuição para o progresso da Obra Divina, acredita-se, foi imenso.

Mesmo que ouvisse muitas coisas sobre Tengoku-kai mantinha atitudes alheias, como se não ligasse para isso, e era freqüente eu pensar que ele é realmente uma pessoa magnânima.

Um Responsável de uma Igreja

Revmo. Shibui que se dedica totalmente a Meishu Sama

Província

de Ishikawa. Ele era de pouca fala, mas ficou gravada fortemente a impressão de que não se descuidava de nada, guardando algo grandioso no íntimo. Na época, o Revmo. Shibui, quando se tratava de assunto referente a Meishu Sama, endireitava a maneira de sentar-se para falar. Recebemo-lo com o sentimento de curvar a cabeça, pela sua figura constante de dedicação total a Meishu Sama. Lembrando-me de que o Revmo. Shibui, na ocasião da entrevista com Meishu Sama, estava sempre usando um avental e, perguntando posteriormente sobre isso, disse apenas “É porque sou um discípulo”, e não contara nada sobre as suas vantagens.

Foi quando recebemos o Revmo. Shibui em (

),

Um Ministro

O cuidado pelo subalterno

Na época do fim da guerra, faltava também os vestuários e eu sempre estava usando roupa esfarrapada. Entretanto, o Revmo. Shibui, incapaz de passar indiferente, reformara a sua roupa para mim. A de uso diário usara a parte avessa aprontando-me uma roupa asseada, e trouxe especialmente para mim. Como era utilizado o lado do avesso, o bolso do peito estava colocado do lado

oposto, mas fiquei muito contente pelo seu sentimento e usava-o com alegria. Emocionei-me muito porque a roupa de cerimônia, como ele tinha um tipo físico cheio, reformou-se para que caísse bem em mim.

A singeleza do Revmo. Shibui

Um Ministro

É a lembrança de quando foi decidido festejar o sexagésimo aniversário de Meishu Sama em uma casa de retiro, no meio do Monte Nokoguiri, Boshu. Dois dias antes, ficamos de ir fazer a limpeza. A época era justamente de emergência nacional, de carência de materiais necessários, e tínhamos que levar tudo, desde os materiais de limpeza, até vassouras de dentro e de jardim, panos de limpeza, balde, panelas, lenhas, carvão, aquecedor, até arroz. Os 5 acompanhantes que viram isso estavam indecisos, parecendo estarem com vergonha de carregar a bagagem, dizendo:

Desse jeito, vamos parecer grupo de palhaços”. E justamente o Revmo. Shibui chegara aí, e disse: “Ah, isso é engraçado. Eu levo as vassouras compridas, e os senhores, carreguem o restante”, e imediatamente se pusera a caminhar; então, todos, acabando-se o descontentamento de instantes atrás, pegaram a bagagem o quanto antes e seguiram o Revmo.

Chegando ao local, imediatamente iniciamos a limpeza, mas demorou-se além do previsto, resolvendo-se que todos iríamos pernoitar aí. Com os materiais que levamos, cozinhamos o arroz e, fazendo oniguiri (bolinho de arroz), distribuindo um para cada um, desde o Revmo. Shibui, saciamos a fome. Não consigo esquecer, até hoje, o sabor daquele oniguiri. Terminando o serviço, na hora de descansar, o Revmo, com cuidado conosco, disse: “Durmam no kotatsu (aquecedor caseiro com coberta)” e ele sozinho, passara a noite lendo. As costas do Revmo. sentado no quarto sombrio e frio pareceu-me tão sagradas como as de um Buda, e não pude deixar de unir as mãos.

Um Responsável de uma Igreja

A personalidade do Revmo. Shibui que atrai as pessoas

É um acontecimento de quando o Revmo. Shibui viajara para

o Curso em Hiroshima e eu também o acompanhei. Nessa ocasião,

a pessoa que solicitava o Curso em Hiroshima contara o seguinte

episódio:

Minha esposa foi curada de doença e, com alegria, ingressou nesta Igreja, mas eu não entendo nem um pouco sobre a Graça Divina. Entretanto, eu soube da grandeza do coração do Revmo. Shibui por uma palavra e apaixonei-me por ele e, então, ingressei-me na fé conforme disse o Revmo.” Então perguntei qual fora essa palavra que fê-lo se apaixonar por Revmo. Shibui.

Disse que isso foi quando ele fora ao Consultório de Shinjuku

e estava assistindo o Curso. O Revmo Shibui voltava da difusão e

imediatamente iniciara o Curso na sala de tratamento do 3º andar. Em frente ao Altar da pequena sala, algumas dezenas de pessoas

estavam fazendo o Curso para ingresso na Fé. E dentro delas, estava esse senhor.

Exatamente nesse momento, a minha filha iniciara o preparo do almoço, mas como era um dia de chuva e também frio, começou

a cozinhar o arroz na entrada do térreo. Como era durante a guerra,

estava queimando a lenha, e então imediatamente essa fumaça espalhara para o 1º e 3º andar, e com isso, desde o Revmo Shibui a todos que estavam participando do Curso começaram a tossir. O dedicante próximo dele descera para ver o que estava acontecendo, viu e imediatamente levara para cozinhar fora, e pedindo desculpas no lugar da minha filha, o Revmo. Shibui disse:

Ah, sim. Por isso é que pensei que ainda é cedo para espantar os pernilongos”. E fez as pessoas explodirem de gargalhadas.

Geralmente nessas ocasiões, os dirigentes ralham, dizendo:

Se cuidem mais”, mas no jeito dele rir e portar-se como se nada tivesse acontecido, e nas suas palavras, esse senhor de Hiroshima, disse apaixonar-se por completo pelo Revmo. Shibui. Realmente ele era uma pessoa que parecia desconhecer a ira. Naquele seu físico “cheio”, ele aparentava uns 20 anos mais jovem. Sempre estava sorrindo e as queixas que muitas pessoas faziam ouvia como se fosse o seu próprio problema. Ao contatar com aquele sentimento alegre e aberto do Revmo., creio que todos sentiam como se fosse chuva misericordiosa na seca.

A convicção do Revmo. Shibui

Um Responsável de uma Igreja

Era durante a guerra, mas por causa do relacionamento com Meishu Sama e por problemas de tratamento médico, havia muitos investigadores vigiando em locais estratégicos próximos do

Shinjuku. Faziam interrogatórios para cada uma

das pessoas que vinham para receber Johrei e, levando a maioria delas na delegacia, faziam inquirições induzidas, às vezes, dando- lhes cigarros: “O Shibui é um criminoso, vocês estão sendo enganados. Não disse para não tomarem remédios? Não falou mal do Imperador?” E, como assustavam-nas: “Não voltem nunca mais ao Consultório. Se voltarem, se tornarão criminosos”, houve uma época que quase não vinha clientes. O Revmo., previndo o incidente vindouro, ordenou-nos severamente: “Eu, mesmo sendo assassinado, não pronunciarei nem o “M” de Meishu Sama, portanto, os senhores também, mesmo que forem levados e inquiridos de todas as formas, só digam que não sabem de nada”.

Consultório de (

),

Nós também estávamos preparados para a prisão, ordenando o que a nós competia para que possa ser levado a qualquer momento à delegacia. Logo o Revmo. fora preso, mas por sorte, pôde voltar em 1 semana. Isso porque, dentro dos membros, tinha um delegado de polícia e, pela sua intervenção, pôde retornar

em tempo relativamente curto. Entretanto, a tortura nesse ínterim fora demasiada, fazendo-o, por exemplo, sentar-se e colocando uma madeira atrás dos joelhos dobrados, punha pedra pesada sobre o colo, ou enfiavam lápis entre os dedos e apertavam forte a mão, e à noite, levavam à cela dos condenados à morte, e ficara com o corpo cheio de piolhos, e que durante uma semana quase não havia dormido. Além disso, saíra um furúnculo enorme em seu pescoço e disse que o sofrimento da tortura somado ao desse furúnculo fora mais penoso que a morte.

Ao retornar-se, o Revmo. fora cumprimentar diretamente o Altar e, ao mesmo tempo, o furúnculo vazara sozinho, e o pus espirrara-se por uns 30 centímetros. “Graças a ser aprisionado, Deus me alongou a vida por uns 10 anos”. No peito do Revmo, que não expressando nem um pouco o sofrimento que passara, transformava-o em gratidão, todos nós nem conseguíamos falar, de lágrimas.

Quando fora liberado, diz que o investigador encarregado mostrou-lhe a caderneta que tinha anotado as inquirições. Então, compreendeu-se a circunstância, porque suspeita fora levado à delegacia. Na época, a esposa de um jardineiro vinha para o tratamento, mas por causa da doença da vista, não conseguia caminhar sozinha; vinha, então, conduzida pelas mãos, por um filho de mais ou menos 40 anos. Entretanto, pessoas para receberem Johrei, vinham dezenas e centenas e, geralmente para recebê-lo, devia-se esperar. Parece que, nesse tempo de espera, criticava a política do momento ou desabafava-se dos descontentamentos. O investigador que soube disso, ao fazer-lhe inquirição, parece que ele mentira para se escapar da circunstância, dizendo que fora o Revmo. Shibui quem estivera falando isso. Essa foi a causa direta do Revmo. ter sido preso e encarcerado.

Esse filho, nem sabendo que pelo seu pronunciamento descuidado o Revmo Shibui recebera o sofrimento da morte, após esse ocorrido também vinha diariamente. Como o problema da vista

da sua mãe também gradativamente estava melhorando, vinha acompanhando-a com alegria. E também o Revmo. Shibui, com a mesma humildade de sempre da mesma maneira de sempre, ou melhor, especialmente com maior cuidado, fazia Johrei nos olhos dele. Como nós sabíamos da história, cada vez que víamos essa mãe e filho, não conseguíamos conter a ira, e tinham pessoas que nem falavam com eles. Um dia, não conseguindo me conter mais, perguntei: “Por que o senhor trata tão bem aquelas pessoas?” Então o Revmo disse: “Qualquer pessoa que seja, são todas discípulos de Deus. Além do mais, sobre esse acontecimento, nem eles sabem. Todos os sofrimentos são para o próprio polimento. Portanto, devemos ter gratidão, sim, mas nunca ter rancor”. Nós fomos tocados pela convicção da Fé do Revmo. Shibui e, pela sua magnanimidade e grandeza de alma, envergonhamo-nos pelo nosso pequenino espírito.

Regalo aos discípulos

Um Responsável de uma Igreja

Quando havia a residência do Revmo. Shibui em Asahi-mati

de Atami, fomos entregar oferendas, acompanhando (

era difícil conseguir passagens de trem, e era um sacrifício enorme ficar em fila para consegui-las. Ainda, o interior do trem, até no corredor, era cheio de gente, uma grande confusão, e além disso, viajar a Atami carregando cheio nas costas as oferendas era um sacrifício que hoje em dia nem se imagina. Finalmente, chegando a Atami e quando estávamos descansando na sua residência, assustamo-nos porque o Revmo. que havia tomado banho saíra sem roupas. E disse: “Muito obrigado, desde longe. Se cansaram, não? Tomem banho, todos”. Assim, nos regalou carinhosamente. Nas suas palavras havia cuidados para não nos deixar constrangidos e todos nós banhamo-nos em banheira de madeira, que na época era rara. Foi indescritível como era gostoso: com o banho quente e gostoso e pelo sentimento amável do Revmo,

Na época

).

sentimos como que o cansaço e o sacrifício de até chegar em Atami foram totalmente enxugados.

O modo de falar do Revmo. Shibui

Um Ministro

O Revmo não falava muito. A impressão que tive era de falar pouco a pouco – não como a água que corre sobre uma madeira em pé – conforme surgia na mente, mas continha a essência. Meishu Sama também dizia: “Mesmo que falasse um milhão de vezes, não é possível mover a alma. Move-se a alma com uma só palavra. O importante é mover a alma com a alma”. Mas as palavras do Revmo Shibui era realmente isso. Não havia ligações entre as suas palavras e eu ficava sem compreender nada, e quando estava falando também, não era com uma fisionomia severa, e sim, sentia um calor indescritível naquele aspecto – os olhos redondos e bochechas cheias e a cor clara – e no seu modo de falar.

Como eram palavras pronunciadas por sua figura que porta, como se diz, uma dignidade, ou uma autoridade, até hoje guardo essa impressão. E disse assim: “Não devem olhar para trás, nem para os lados. Sigam direto para a frente, haja o que houver”. Isso eu guardo até hoje, profundamente impressionado.

Um Ministro

As palavras do Revmo. que move as pessoas

Tive a oportunidade de um dia, após a entrevista com Meishu Sama, visitar a Sede da Igreja Miroku em Odawara, e ouvir a palestra do Revmo. Shibui. As suas palestras eram normalmente realizadas sem ter um tema definido, e pronunciadas com simplicidade e à vontade, mas nesse dia, o tema era sobre o donativo. No entanto, não é que ele diz algo como de que maneira

deve ser o donativo. O ponto principal da palestra era que Meishu Sama necessita de dinheiro para a Obra Divina. E não é que após a ”

Entretanto, a

palestra incentiva dizendo: “Senhores, participem

maioria das pessoas, acredito, ficou com o sentimento de desejar participar do Servir monetário. Um colega que havia convidado servira até com o dinheiro da passagem de volta, pela grande

emoção, e cheguei a emprestar-lhe.

o makoto do Revmo. Shibui ao

dedicar-se a Meishu Sama se torna em força dos espíritos das palavras e comovem e movem as pessoas.

Acredito que o ardor e

O Reverendíssimo é o verdadeiro praticante do poema de Meishu Sama:

“As palavras que mesmo inábeis são pronunciadas com makoto se tornam em forças que movem as pessoas”.

Um Responsável de uma Igreja

A força espiritual e a personalidade do Revmo. Shibui

Somada a convicção da Fé à qualidade própria da personalidade do Revmo. Shibui, é transmitida a forte emoção às pessoas. Isso não é pelas palavras difíceis nem pela habilidade da fala. Acredito que foi a prova da força espiritual que só ele recebera de Meishu Sama.

Um dedicante

Torne-se um alicerce – o motivo do meu ingresso na fé é essa palavra do Revmo. Shibui

da Associação Zen-

Toku de Osaka, em abril de 1947, em Osaka. Na época, estava purificando-me da tuberculose e, surpreendido com os

Eu ingressei na Fé conduzido por (

)

Ensinamentos como “Princípios da Lei da Natureza”, “Princípios da Purificação”, “Transição da Noite para o Dia”, etc, etc. “Isso é

grave”, “Devo agarrar-me a isso”, pensei assim fortemente. Ouvindo

durante a noite toda, emocionei-me de

as orientações do ( coração.

)

e (

)

Desde 1947 a 1955, responsabilizei-me da parte contábil sob

o Revmo. Shibui. E, durante esse tempo, também ouvi e recebi

incontáveis orientações que, através da vida, se tornam em sangue

e carne. Mas, dentre elas, existem palavras que até hoje guardo

com carinho e tenho-as como meu ponto de apoio. Foram as primeiras palavras que me disse na ocasião do meu primeiro encontro com o Revmo. Shibui: “Senhor Kanda, o senhor siga como as panelas. As panelas envelhecem sendo utilizadas diariamente pelos outros, e vão pegando o brilho”. “Quanto mais se passa o

tempo, mais chegam as pessoas que se sentam na sala. Por isso, a gente fica em baixo, e de jeito nenhum se intromete. Desse momento em diante, guardando essas palavras, vim me esforçando ao máximo. Ainda, ao ser confiado o selo legal do Revmo., senti ardentemente a responsabilidade, e creditando que servir ao Revmo, que me confiou, é a minha vida, e gravando na minha alma

e no meu corpo a importância de ser confiado até esse ponto,

pensei: “Para esse Reverendíssimo, devo dedicar-me mesmo que o meu corpo se esfacele.

Um Ministro

Deixando as suas coisas para depois

Certo dia, após mudar-se para Hozan-sô, Meishu Sama chamara o Revmo. Shibui e dissera a respeito de Tozan-sô que até lá Ele tinha habitado: “Dou-lho a você, use-o como quiser”. Na época, o Revmo. morava em Hozan-sô, Tóquio, mas como era algo demasiadamente gratificante, tratara-se que ele passaria a administrar a parte da construção principal e na segunda

construção, iria residir o ( sempre me emocionava.

).

O Revmo. nunca se priorizava, e isso

Um dedicante próximo de Meishu Sama

O Revmo. Shibui que não demonstrava o sofrimento

O Revmo. Shibui era uma pessoa que de maneira nenhuma expressara os seus sofrimentos ou iras.

Certa vez, foi quando uma pessoa residente em um enorme prédio de apartamentos pedira para que a visitasse por causa de um mal repentino. Não sei se foi por causa do acúmulo de cansaço por ministrar Johrei diariamente a centenas de pessoas, sem distinção de dia ou noite, mas ele estava com severa purificação, passando muito mal do estômago e no intestino. Eu disse: “Poderia mandar algum outro auxiliar”, e ele respondera: “A pessoa está pedindo, por favor, para que eu vá”, e não dando ouvidos aos nossos conselhos, saíra imediatamente.

A pessoa doente encontrava-se num estado em que parecia com convulsão estomacal, mas com o Johrei do Revmo. Shibui, melhorara imediatamente. Quando saímos ao hall do apartamento, ele disse: “Espere-me um pouco aqui”, e voltou depressa. Eu, como fora me dito, estava esperando-o no local, durante 30 minutos, 1 hora, mas ele não retornava. Preocupado com ele, que se encontrava purificando severamente, procurei-o para lá e para cá, mas não o achava. Por fim, fui ao lado do toalete, e ouvi gemido agoniado de dentro. Assustado, perguntei: “É o Reverendíssimo?”, respondeu-me: “Estou bem” e saíra, começando a andar como se nada tivesse acontecido. Entretanto, pude imaginar o seu sofrimento insuportável pela sua boca firmemente fechada. E ao retornar-se, imediatamente iniciara Johrei para as pessoas que estiveram aguardando-o.

Ainda, com purificação de escabiose dos quadris às pernas,

estivera sofrendo dias e dias, não conseguindo descansar por dor e coceira que não tinham dia em noite. Mesmo dentro desse sofrimento, de maneira nenhuma descansava da Obra Divina, que é

o

Johrei.

O

Revmo. Shibui, mesmo se encontrando com esses

sofrimentos, mantinha sempre o sorriso e envolvia carinhosamente

a todas as pessoas que vinham atraídas pelo seu espírito bondoso.

Um Responsável de uma Igreja

Impressão sobre a personalidade do Revmo. Shibui

As palavras e os movimentos do Revmo. que possuía o

físico todo arredondado e rico em elasticidade eram leves e não tinham desperdício e sempre havia atmosfera tranqüila. E a Luz do olhar penetrante que soltava do fundo daquele sorriso suave, e o ressoar de sua voz clara, era impressionante e, além disso, a alegria (o calor) ilimitadamente abrangente, acho que não eram de uma pessoa comum.

O Revmo. Shibui próximo de nós

Um Ministro

A Meishu Sama apenas venerava-O respeitosamente, mas com o Revmo. Shibui podia conversar à vontade, e sentia-me próximo, e isso era motivo de grande gratidão.

Um Membro

O Revmo. Shibui como um comerciante

O Revmo Shibui era um comerciante. Dizia: “De maneira nenhuma forcem ou liquidem o ingresso na Fé. O que querem

vender, deixem-no escondido. Se deixá-lo escondido, vende-se melhor”, “Mesmo no comércio, se colocar o preço de 100 yens, em algo que não se vende por 10 yens, vende-se bem”.

A vida simples do Revmo.

Um Membro

Os donativos dos membros eram bastante elevados, mas na residência do Revmo. Shibui, chegara a faltar sempre sabão na hora de lavar as roupas, e em tudo na vida particular, era simples e econômico.

Um Membro

Os alimentos que o Revmo. Shibui gostava

Na época em que o Revmo. Shibui residia em Hozan-sô, Kaminogue, gostava muito de moti e o almoço geralmente era de moti. Até a sua medida estava estipulada. Ensopado de legumes com moti, macarrão de trigo negro, macarrão, a essência do sabor, eram todos feitos em casa por leigos, mas o Revmo. elogiava que os sabores eram ótimos, não ficando para trás dos feitos pelos profissionais. Nessas ocasiões, qualquer cansaço desaparecia.

Um dedicante

Uma cena do Revmo. Shibui nos seus últimos anos de vida

Nós havíamos nos mudado a Kyoto e, em 1952, o meu

De vez em quando, o Revmo. visitava

Kyoto. Acompanhávamos-lo a locais famosos ou históricos e ele

deleitava-se com momentos de descanso e sempre mantinha-se risonho e à vontade.

marido fundou a Igreja (

).

O Revmo. deleitava as pessoas ao redor. Relembrando-me agora novamente a personalidade infinitamente bondosa do Revmo. Shibui, encontro-me mergulhada nas suas lembranças.

A minha vontade, agora, é de clamar em voz alta que o Revmo. que concluiu, como se nada estivesse fazendo, coisas que são impossíveis para pessoas comuns e simples, é o pioneiro da Igreja Messiânica Mundial que no passado, no presente e no futuro, nunca mais surgirá.

Uma Dedicante

3 - AS ATIVIDADES DE DIFUSÃO DE SÔSAI SHIBUI

As atividades de difusão de Sôsai Shibui são possíveis de

serem divididas em 4 períodos diferentes, a saber: o primeiro

período foi o de Consultório em (

Fé, em 1938 a 1944. O segundo é o de Hozan-sô, Kaminogue,

Setagaya-ku, onde passara em 1944, após a mudança de Meishu Sama. Depois, tornara-se Presidente, em 1947, ao fundar a Nippon Kannon Kyodan, Presidente da Igreja Miroku em 1949, e Presidente da Igreja Miroku da Igreja Messiânica Mundial em 1950 – esse período de Presidente, até se tornar Conselheiro ao ser revogado o

),

sistema de (

em Kaminogue, desde 1952.

Shinjuku, desde o ingresso na

),

),

e por fim, o período de Responsável da Igreja (

Quer dizer que ele realizou as atividades de difusão em cada um desses períodos, mas havia sutis diferenças nas condições de época e na posição do Sôsai Shibui que se tornaram no cenário de cada um deles. Portanto, para se compreender corretamente as circunstâncias inteiras das atividades de difusão de Sôsai Shibui e para prometer a perfeição, acreditamos que devemos analisar esses períodos, pormenorizadamente, cada um deles, juntamente com os respectivos cenários. Entretanto, aqui, não realizaremos essas análises profundas. Aliás, resolvemos seguir os episódios de cada período, o espírito de Sôsai Shibui, as relações de confiança entre ele e os Ministros, etc. pelos fatos. Será que, dessa maneira, não poderemos contatar com o espírito missionário de Sôsai Shibui, com fibra, inabalável pelas épocas?

3.1 - Sôsai Shibui no período de (

)

em Shinjuku, é o ponto de partida do Revmo. Shibui na

Igreja Messiânica Mundial. Desde os meados da Era Taisho (1912-

com uma loja de trajes

ocidentais denominada (

nesta loja. Foi em 1938. Sôsai Shibui, nessa época, já estava com mais de 50 anos, mas durante 17 anos, até partir para o Mundo

e iniciara a atividade de tratamento

( ),

1926), ele trabalhava aqui em (

)

),

Espiritual, em 1955, com 69 anos, trabalhou pelo progresso da Igreja Messiânica Mundial, esquecendo-se até do sono e da

alimentação, e esse ano foi também o ano inicial da dedicação total

era também a sua residência. Conservara o

andar térreo como loja de trajes ocidentais, deixando a sua administração com funcionários, e reformou o 1º andar para residência e o 2º como Consultório. Até fazer de Consultório,

reformando a sua casa, trabalhava visitando os pacientes, mas,

posteriormente, (

Sôsai Shibui. A construção do Consultório era bastante antiga, e como havia poucas janelas, a ventilação não era boa e no verão fazia calor abafado, e Sôsai Shibui praticava Johrei, transpirando por todo o corpo. Ao contrário, no inverno, era muito frio por causa dos ventos que entravam pelas frestas, incomodando-o bastante.

foi se tornando o ponto principal da atividade de

a Meishu Sama. (

)

)

nessa época, parece que era uma

sucessão de milagres. Sobre esses milagres, são detalhados nos

episódios da força de Johrei de Sôsai Shibui narrados neste livro. Esses milagres chamaram a fama e, procurando a maravilhosa força de Johrei de Sôsai Shibui, grande número de pessoas passou

a ir diariamente ao Consultório. O horário de atendimento era das 8 da manhã às 4 da tarde, mas de manhã as pessoas esperavam em fila, e à tarde, parece que ele atendia até mais ou menos às 7 horas, bem além do horário estipulado para o atendimento. Ainda,

tinha muitas bengalas

nos é contado que no Consultório de (

esquecidas, de pessoas que iam com problemas nas pernas. Parece que isso foi porque as pessoas que não conseguiam caminhar sem a ajuda de bengala recuperavam-se completamente ao receber Johrei e, tornando-se possível caminharem sem elas,

retornaram-se assim mesmo, e como resultado ficaram esquecidas.

É claro que o Consultório de (

não era grande sucesso desde o

início. No começo, era uma ou duas pessoas por dia, mas a fama

chamava a fama, chegando, enfim, até a reformar a sua residência.

e diz que falou:

Meishu Sama vira esse aglomerado de gente de (

De que maneira o Shibui trata de tanta gente assim? Isso é uma arte que só a ele é possível”.

O Consultório de (

),

)

)

)

Os episódios da época de (

)

não se limitam só nisso.

Existem também muitos, entre os que apresentamos em outros

itens. Em (

interessantes, como o ponto de partida das atividades de difusão extraordinária de Sôsai Shibui.

foi grande também, o número de ocorridos

)

O Johrei em (

)

mais obrigado por Revmo.

Katsuiti Watanabe, e isso foi o primeiro encontro com o Revmo. Shibui. Assim, foi possível observar de perto o Revmo. ministrando

Johrei. Ele pronunciava algumas palavras somente de vez em quando e continuava ministrando Johrei. Como todas as pessoas que recebiam Johrei diziam que melhoravam, no início, eu pensei que estivesse utilizando “iscas”, habilmente.

Eu visitei o Consultório de (

)

Um Responsável de uma Igreja

Grande sucesso do Consultório de (

)

Grande número de pessoas ia diariamente ao Consultório de Tratamento pelo Shiatsu e Purificação pelo Método Shibui, em Shinjuku. Estava sendo realizado Johrei individual, mas inicialmente, recebia-se Johrei básico dos Ministros auxiliares e, posteriormente, recebia-se o aspirado Johrei do Revmo., mas isso era após uma longa fila de espera. O Johrei do Revmo. era de uns 3 ou 4 minutos. Duvidei se com isso melhorava, mas na realidade esses 3 ou 4 minutos produziam milagres misteriosos, uns após outros; acredito que todos iam adquirindo grande alegria e esperança. Os senhores Ministros, atarefados, nem tinham tempo para tomarem um chá, e o Revmo. Shibui também, nem conseguia tomar as refeições, e parece que era diário; os Ministros que o auxiliavam realmente passaram aperto pela fome.

Um Membro

Duração de 3 ou 4 minutos para cada Johrei

Eu ingressei na

Fé em

3

de março de 1944,

isto é,

sou

membro desde a época do Consultório.

Shinjuku, era um pequeno

prédio de 2 andares. Encabeçados por Revmo. Shibui, alguns Ministros e Ministras o auxiliavam. E, no 1º andar, recebi o “tratamento básico”, cuidadoso, do Ministro auxiliar. Era um tratamento com leve massagem em todo o corpo e creio que durou uns 15 minutos. E, subindo ao 3º andar, o Revmo. Shibui estava sentado de costas à Imagem de Deus Kannon e me lembro que era um curto espaço de tempo, mas irradiou Reiki da minha testa, de forma próximo ao atual Johrei. Pois, na sala apertada, estava cheia de homens e mulheres esperando o tratamento. “Acho que já está bom, a pessoa seguinte”, era assim, e isso era em poucos minutos. Acho que, na época, a consulta era de 1 yen.

Na época, o Consultório de (

),

Um Membro

Retirada de desejos de (

)

do Revmo. Shibui, vinha diariamente

grande número de pessoas para receber Johrei. Havia dentre elas muitas pessoas sofrendo de variadas doenças, e gente com sofrimentos infernais. Entretanto, a cada dia iam melhorando, e passando-se uma semana, recuperavam-se a ponto de duvidarem se ele é aquela pessoa que estivera sofrendo tanto. Realmente era uma grande graça. Mas o que nos embaraçava mais era por causa de toalete. Como era toalete de uma residência comum, não estava feita para atender a mais de 100 pessoas que vinham diariamente. Principalmente as fezes se amontoavam tanto que, por fim, pedimos para fazer a retirada, estipulando o preço. A pessoa que pedimos esse trabalho disse: “De vocês não são muito bons para esterco, porque é só de doentes. Não é muito aconselhável para produtos agrícolas.” Se não vier mais para retirar, seria

No Consultório de (

)

embaraçoso, então, era um sacrilégio, mas devemos a ele produtos oferecidos no Altar, assim continuando o serviço com bom humor.

Um Membro

3.2 - Sôsai Shibui no período de Hozan-Sô

Após a perseguição jurídica de 1950, depois do término da

guerra, Sôsai Shibui, que decidira pôr-se novamente na vanguarda

e

novamente erguera a placa da Igreja (

Kaminogue, Setagaya-ku. De Meishu Sama recebera as palavras:

Só tem o senhor para me substituir. More em Fujimi-tei em meu lugar”. Fujimi-tei era uma das construções de Hozan-sô, e como era um edifício do agrado de Meishu Sama, o Revmo. Shibui estava cerimonioso, mas como tivera repetidos convites de Meishu Sama, passara a residir aí.

em Hozan-Sô,

de difusão, pediu a Meishu Sama e recebera o título (

)

)

incorporou as Igrejas de origem da antiga Igreja

Miroku e expandira-se normalmente a linha de difusão. Aqui

também pode-se perceber a capacidade de Sôsai Shibui como um missionário. Entretanto, a maneira dele contatar os membros na

Igreja (

paixão transformara-se para algo cheio de humanidade, contendo o calor da maturidade. Pode-se dizer que havia, no fundo, a vigorosa

diferindo de antes, de algo rigoroso transbordante da

A Igreja (

)

)

figura em que se superou a ferida da perseguição judicial.

foram a época mais

calma e tranqüila dos seus últimos anos em que se dedicou a Meishu Sama.

Dizem que esses dias na Igreja (

)

Indo-me ao aprimoramento em Hozan-sô

Em 1950, seguindo o conselho do meu superior, permaneci durante mais ou menos 1 mês em Hozan-sô, Kaminogue, em Tóquio, para estudo e aprimoramento. Era o Revmo. Shibui, para

quem eu me dediquei nessa ocasião. Para mim, que era um novato e provinciano, sentia-me subjugado por tudo, pelo jeito da construção, pelas coisas que via e ouvia pela primeira vez.

Era uma noite quando ainda se passara somente à semana mais ou menos após ir a Hozan-sô. Eu tinha um amigo que iniciara

comigo, a que era monge de um templo, vindo da região s

uma Ministra, superiora desse meu amigo, e dizendo algo como “Estou precisando urgente de auxiliares. Estudar também é bom, mas agora, gostaria que trabalhassem na ativa, no Johrei. É chegado o momento. Não temos um minuto a perder. Está cheio de gente”. E apressadamente, levou o meu amigo, de trem noturno. Fiquei um tanto desapontado, porque estava contente em ter conseguido um bom amigo, mas a expressão “É chegado o momento” dentro da fala animada da Ministra, pelo qual parecia até que as ervas e as árvores obedeciam, não sei porque, deixou-me uma forte repercussão no meu espírito.

. Viera

Nos estabelecimentos, inúmeras pessoas se moviam, cada uma na sua posição, maravilhosamente, como se fossem engrenagens se encaixando. Mostrando um aspecto animado, movimentando-se atarefadamente, e o que se constituía no eixo dessas engrenagens era o Johrei. Todos queriam se purificar o quanto antes possível. Se não purificar, não será útil, não será utilizado, e estava transbordante a vontade de adquirir qualquer que seja o conhecimento referente a isso, e poderia se dizer que expressava-se por uma única palavra, oficina de “purificação”.

Por exemplo, acho que era mais ou menos uma vez por semana, vinha o Revmo Shibui. Aí, então, em todas as salas corria o aviso e todos, enchendo o coração de expectativa de poder receber Johrei, nos rostos pairavam a tensão da expectativa e nos afazeres também, mudava-se a tensão, comparando-se a de até havia pouco. Repentinamente corria-se o sinal de Johrei; as pessoas, no mesmo instante, mesmo que estivessem cortando um nabo na cozinha, começavam a correr o quanto antes possível, com

grande animação. Em todos os corredores de imensa construção, soava o barulho de pessoas apressadas e enfileiravam-se no salão, conforme a chegada. E, aguardando o aparecimento do Revmo., silenciavam-se em direção às almofadas colocadas em frente. É claro que diariamente, mesmo que fosse durante o trabalho, revezávamo-nos para receber o Johrei do Ministro responsável, e naquela época, como o Johrei era feito sem a roupa na parte superior do corpo, com explicações detalhadas, indicando os locais, a vez do Johrei era a hora mais esperada do dia.

Após o cumprimento das 10 horas da noite, éramos liberados, mas era costume ir às salas dos Ministros, confirmando antecipadamente, se não teriam algum compromisso, e eles e nós também passávamos as noites esquecendo-nos de que elas se adentravam.

Nessa época, havia a reunião da Associação Miroku em Odawara Betsu-in e receber o Revmo. Shibui, que normalmente era difícil de encontrar, era, sobretudo, a maior origem da energia concreta da atividade de difusão e, da mesma forma, a entrevista com Meishu Sama cumpria a importante missão que não podia faltar. Foi também diretamente do Revmo. Shibui que recebi o Ohikari de Dai Komyo e aquela tensão foi o recebimento – estremecível a todos – da missão de Deus.

O dia da estada em Hozan-sô

Um Ministro

O dia da estada do Revmo. Shibui em Hozan-sô era animado como se fosse festa. Não só membros, mas os estudiosos, gente famosa, ex-militares, etc. solicitavam entrevista com ele, e ouviam com interesse sobre a força de Meishu Sama, a Transição da Noite para o Dia, etc, indo-se embora profundamente emocionados. A conversação do Revmo. não era especialmente hábil, mas somente

ao olhar o seu rosto éramos envoltos por algo deleitoso e cálido, e atraídos.

Um Dedicante

Recebia-se Johrei esperando a vez com a senha numerada

Depois que eu fui dedicar no Hozan-sô e ao procurar o Revmo. Shibui, em Shinjuku, a serviço de Meishu Sama, o que me admirei em primeiro lugar é que era demasiadamente grande o número de pessoas que diariamente queriam receber Johrei e, não só no térreo, mas no 1º e também no 2º andar, afluíam pessoas. Inúmeras pessoas que receberam as senhas numeradas para a espera faziam fila desde manhã até a noite, ininterruptamente, e o Revmo. não tinha nem tempo para refeição, e eu fiquei admirado, pensando como que o físico agüentava, desse jeito.

Na época, a vigilância das autoridades governamentais era

estava fazendo investigações

disfarçando-se à paisana, entre os clientes, mas dentro da proteção

de Meishu Sama, em todas as circunstâncias, conforme se passava o tempo, a Obra Divina caminhava se desenvolvendo.

rigorosa e lembro-me que (

)

Um Dedicante próximo de Meishu Sama

Prazerosa ida a Hozan-sô

Quando fui ao Hozan-sô, estavam mais ou menos 100 pessoas. Algumas delas estavam perguntando por quanto tempo deveriam freqüentar. Dentre pessoas, que na maioria recebiam a resposta de 15 dias, 1 mês, fora me dito: “Venha mais ou menos durante meio ano”. Certa vez, não pude ir por causa de afazeres, e nesse dia, não passei bem o tempo inteiro, chegando a um estado em que não conseguia ficar em pé. A minha avó me chamou a atenção, que fora me dito: “Venha durante meio ano”, e passei a continuar novamente. Enquanto freqüentava diariamente, os dias

passaram a ser bastante deleitosos e, quando não ia, sentia falta. Estava pensando se em Hozan-sô havia algo que me atraía. Perguntando sobre isso ao Revmo. Shibui, ele me disse: “Eu sou o grande ancestral”, e a dúvida que eu tinha até lá fora sanada e achei que pude compreender e convencer-me.

O Johrei do Revmo. Shibui era de apenas uns 3 minutos e acho que era difícil uma pessoa que chegasse a receber por 5 minutos. Mesmo em outro espaço de tempo, o Johrei do Revmo. era verdadeiramente grandioso.

3.3 - Sôsai Shibui e os Ministros

Um Dedicante

A existência da atual Igreja Messiânica Mundial deve-se 70% a Shibui”, dissera Meishu Sama, não só porque Sôsai Shibui se dedicou em servir monetariamente. Estavam contidos também os grandes resultados de sua energia dedicada à educação dos membros e ministros. Mesmo atualmente, a sua força de influência resplandece na Igreja Messiânica Mundial. Aqui, vamos apresentar episódios cheios de humanidade entre Sôsai Shibui e discípulos, sob Meishu Sama.

Os mestres ligados como uma corrente

Eu fui ligado a Deus em 1947, após a experiência do término da guerra, aos xx anos, Mas foi o encontro com o Johrei um estranho mistério que encaminhou o meu destino. E também é profunda a sensação de que o encontro com os primorosos

mestres, sim, fora a causa decisiva. Iniciando-se no meu superior imediato, o Revmo. Katsuiti Watanabe, que esse Ministro devotava- se e o Revmo. Shibui que o Revmo Watanabe admirava

Atrás deles, sempre se encontrava os seus

infinitamente

superiores e eles estavam interligados como uma corrente e atrás das palavras e ações do Revmo. Shibui brilhava a existência de

Meishu Sama. Posteriormente estudei sobre o espírito guardião, mas está em mim fortemente gravada a impressão de que isso fosse como uma corrente de espíritos guardiões vivos.

A felicidade de, em pouco tempo, ter podido conhecer esses mestres ligados como uma corrente, venerando Meishu Sama no topo, mostrou-me a profundeza distante deste “caminho” e assustou e alegrou a minha pequenina existência. Talvez possa se dizer que me fora mostrada uma nova civilização, totalmente fascinada pela personalidade messiânica, que não são apenas as palavras escritas em Ensinamentos.

Na realidade, foram poucos os meus encontros com o Revmo Shibui, mas a quantidade do encontro não é a questão, e o ardor pelo Revmo. que fora gravado no meu coração não se apagará nunca.

Um Ministro

A missão da difusão é a minha vida

Acho que foi em 1949, na época da Associação Miroku, que eu recebi a qualificação de preletor substituto. Foi me permitido a participação em aprimoramento em Odawara Betsu-in de poucas pessoas de preletores substitutos, alojando-nos no local. Terminado o rigoroso aprimoramento, sem problema nenhum, cada um recebeu com reverência 10 Ohikari do Revmo Shibui. E, nessa ocasião, nos foi dito algo com o sentido: “Vejam as caminhadas desses Ohikari”. Neles serão representados os destinos dos senhores”, e foi uma emoção que me fazia estremecer o corpo. E o verdadeiro sentido de “que será representado o destino”, até hoje eu desconheço, mas em pouco mais de um mês, os 10 Ohikari foram permitidos à outorga em 7 Províncias, desde Fukui, Nagano e Tóquio.

Um Ministro

A difusão pioneira

Desde 1944, eu estava vivendo a vida de dedicação sob a

Shinjuku, e

depois em Hozan-sô, ao lado dele. Entretanto, recebi a solicitação de pessoa amiga da minha filha: “Gostaria que viesse ministrar

Johrei em (

Falei sobre isso ao Revmo. Shibui e ele consultara imediatamente a Meishu Sama. De Meishu Sama recebi as palavras: “Na Província de Aomori, foram 2 ou 3 pessoas, mas enfim, não conseguiram desbravar; de fato, no começo é melhor uma semana, portanto, vá,

custe o que custar.”

da Província de Aomori, porque tem muitos doentes”.

orientação do Revmo. Shibui, no Consultório de (

),

)

Apesar de ter recebido tais palavras, fiquei imensamente preocupada se eu havia vivido até lá sem nenhuma presunção como acompanhante do Revmo. Shibui, e se seria realmente possível seguir as palavras de Meishu Sama, sozinha em terra frígida do nordeste. Enquanto temia amedrontada, como um passarinho e levantar vôos distanciando-se dos pais pássaros, chegou-se o dia da partida do Hozan-sô. Nessa ocasião, Revmo.

Shibui, compreendendo o meu sentimento, disse-me carinhosamente: “Se não der certo, volte quando quiser”. Por essas palavras, as preocupações de até lá se voaram e parti,

corajosamente à terra de (

),

ainda desconhecida.

Acreditando na palavra de que, quando tiver mais de 10

corri,

esforçando-me absorvida na difusão. Felizmente fui agraciada todos os meses com novos membros, mas também aumentaram os que iam se afastando e, além disso, a vigilância das autoridades pela difusão era rigorosa, e nessa cidade aos pés de castelo com forte conceito feudalista, os ventos sopravam deste para pessoas de fora ou viajantes e, finalmente, não havia mais pessoas para ingressarem na Fé e fiquei perdida, dias e dias, angustiada e com fome e frio. Dentre os dias que passavam improdutivos, somente os

pessoas para o ingresso na fé, o Revmo, viria a (

),

cabeça como uma lanterna giratória. Pensando: “Não é um serviço que é possível a mim, sem estudo, mas tenho que fazer alguma coisa.” Assim, quanto mais me afligia, menos conseguia me mover, e lembrando-me daquelas palavras carinhosas do Revmo. Shibui:

Se não for possível, volte a qualquer hora”, fiquei cheia de vontade de retornar a Hozan-sô, não conseguindo fazer mais nada. Finalmente decidi-me e retornei a Hozan-sô e pedi do fundo do coração ao Revmo. Shibui: “Revmo., para mim é impossível fazer a difusão. Mande algum outro ministro para a difusão pioneira. Por favor, deixe-me ao lado do senhor, para dedicar-me o resto de minha vida, para o serviço de cozinha ou dedicação na Sede”.

O Revmo., que ouvira o meu pedido até o fim, mudando a cor do rosto, com a feição rigorosa nunca antes vista, disse-me:

Pense esta noite, sem dormir, em frente ao Altar, se é melhor fazer essa preciosa difusão pioneira, ou terminar a sua vida como uma cozinheira. E me dê a resposta amanhã de manhã. Atualmente, é a sua purificação, portanto, freqüente o Hozan-sô e a Sede durante uma semana”. Havia me retornado pensando que poderia receber palavras carinhosas de conforto, e nem poderia imaginar que receberia palavras tão rigorosas. Por que aquele Revmo. Shibui tão bondoso repreende-me tanto? Eu, nesse momento, não compreendia nada, sentindo até ódio do Revmo., e desatei a chorar em frente ao Altar. Mesmo assim, continuei a orar em frente ao Altar, sem dormir um sono. Passaram-se algumas horas orando. Com o passar do tempo, percebi que como a parábola: “O leão derruba o próprio filho em profundo penhasco”, o Revmo. me

encorajara, enrijecendo o seu coração por uma

. Então, aquele

rancor que havia sentido dele desapareceu e pude perceber que, conforme disse o Revmo., aquilo era a minha purificação.

E durante 1 semana fui orar perante o Altar da Sede e com

coragem centuplicada parti para novamente a (

decidido nunca mais retornar-me. Desde aí, nos sofrimentos ou nos deleites, sinto como se fosse ontem aquele olhar severo do Revmo. Shibui. Se não tivesse aquelas palavras severas e gratificantes,

que havia me

),

como estaria eu atualmente? Só ao pensar, me dá medo. Graças a Deus, recebi permissão até de Igreja agraciada por saúde também, e a família inteira, 6 pessoas, estamos tendo permissão de viver a vida celestial, mas isso é graças à proteção de Meishu Sama, é claro, e também da orientação do grandioso amor do Revmo. Shibui daquele momento; agora, encontro-me cheia de gratidão.

Uma Responsável de uma Igreja

Tendo o Revmo Shibui como modelo

Eu recebi o Ohikari em 1946, do Revmo Shibui, em Hozan-

sô, Setagaya-ku, Tóquio. Foi quando recebemos o Revmo. Shibui

Oomiya. Sempre me admirava da humildade do

Ministro Morimoto, responsável pela filial, e havia muitas coisas

para se aprender. O ministro Morimoto normalmente era bem simples e econômico, mas a cozinha, os cuidados e as atenções quando da recepção do Revmo. Shibui não eram comuns. Senti realmente que estava praticando da mesma maneira quando o Revmo. Shibui recebia Meishu Sama. E isso se tornou em boa oportunidade para nós também aprendermos como devemos ser.

na

filial

(

),

Um Membro

Cortesia e Fé

Isso é um fato ocorrido com um ex-Ministro.

Essa pessoa foi espancada na traseira com bastão de beisebol durante o treinamento militar, e foi infeliz com as pancadas, não melhorando mesmo com o internamento, e tanta raiva do serviço militar. Retornando, recebera Johrei da Ministra Mitsu Nagano, que no passado estudara na mesma classe, recuperando- se imediatamente. Posteriormente, recebera a permissão de dedicar-se totalmente, e além disso, recebera a qualificação de (

E a sua Igreja, motivada por inúmeros milagres, desenvolveu-se bastante.

Entretanto, não se sabe desde quando, o espírito da presunção fora ficando forte, e como a pessoa que criara-o até lá era uma Ministra, além disso, da mesma idade, creio que fora se desmotivando de acompanhá-lo. Depois, começou a atrapalhar ou fazer coisas desagradáveis contra ele. Estava explícita a ambição de apoderar-se do cargo de responsável pela filial.

Parece-me que a Ministra Nagano havia pensado que se ele fosse uma pessoa capaz de exercer a função, ele poderia se afastar, mas observando-o, não era uma pessoa com tanta capacidade. O grau de confiança dos membros era diferente. Então contara a realidade, como ele é, ao Revmo. Shibui. Ele chamou os dois, e falou da seguinte maneira: “O Senhor está progredindo bastante e deve valer a pena o esforço. Além disso, ficar sob uma Ministra deve ser sem graça. Ficou com vontade de substituí-la?” Então ele respondeu: “Sim, é mesmo, por favor”. Aí então, ele disse “Ah, sim, esforça-se bastante. Entretanto, uma pessoa que descarta quem lhe cria futuramente será descartada pela pessoa que criar. Em tudo, como nós seremos modelo, a rigorosidade de discernir a cortesia e seguir a ordem está aí. Para cultivar a Fé nas pessoas, deve-se louvar a virtude do Ministro superior e aplaudir o esforço dos subalternos e incentivá-los, anulando-se. E sendo elogiado de cima e dos subalternos, pela primeira vez, sobressairá o próprio valor. Esforce-se muito no seu íntimo com relação a esses pontos”. Assim disse simples e carinhosamente. Essa pessoa, pelas palavras do Revmo. Shibui, notou que estava cometendo um grave engano, e diz que posteriormente fora pedir desculpas à Ministra Nagano e ao Revmo. Shibui.

O Revmo. Shibui freqüentemente afirmava a preciosidade do elo espiritual e ensinara que os problemas que surgem na sociedade se solucionarão se dedicasse obedecendo à ordem. O

Revmo. valorizava o elo espiritual e não fazia mudança de pessoal, salvo em caso extremamente necessário.

O mestre e o seu espírito

Um Ministro

Foi mais ou menos em março de 1945, quando os Revmos.

Sôsai Shibui e Katsuiti Watanabe viajaram para (

encontrei-me pela primeira vez com os dois mestres, e recebi o Vínculo Divino. Na época, a guerra estava muito violenta e o ataque

aéreo estava sendo feito quase que diariamente, mas convicto de que, se tiver o Ohikari no peito não haveria perigo, que Deus e Meishu Sama irão me guardar, se tornar-se útil a Meishu Sama, em um homem que Ele necessita, me guardará e, todos os dias, corria para o Servir.

).

Nessa ocasião,

O Revmo. Watanabe contava quase que diariamente sobre o Revmo. Shibui. Da mesma maneira que o Revmo. Shibui dedicava Makoto para Meishu Sama, o Revmo. Watanabe também dedicava- se totalmente ao Revmo. Shibui. Eu dedicava-me na difusão pioneira sob o Revmo. Watanabe, desde 1945 a janeiro de 1950, mas sentia como que o espírito do Revmo. Shibui apresentasse totalmente no espírito do Revmo. Watanabe. Na primavera de 1950, recebi ordem do Revmo. para ir me dedicar em Odawara, sede da

Igreja Miroku. Não estava muito convicto, mas confiando somente no Makoto, recebi suas orientações. Posteriormente a Igreja Miroku dissolvera-se para a fundação e reforma da Igreja Messiânica Mundial, e o Revmo. Shibui passara a residir no Hozan-sô,

Tamagawa, Tóquio, como responsável da Igreja (

).

Fiquei como responsável da administração. O Revmo. Watanabe também sempre vinha a Hozan-sô e, mesmo dentro da rigorosidade, nos orientava, envolvendo-nos com grande coração. Não esqueço até hoje da gratidão pelo Revmo. Watanabe que sempre louvava o Revmo. Shibui como mestre e cuidava para que

ele pudesse servir sempre a Meishu Sama, com saúde. O Revmo. Watanabe entregava alimentos da época no Hozan-sô e eu sentia como que a frescura desses produtos contassem a sua sinceridade. Eu também agradecia todos os dias pela figura de alegria do Revmo. Shibui e pelo espírito sincero do Revmo. Watanabe que pensara no mestre.

O Revmo. Shibui e o meu marido

Um Ministro

Casei-me em março de 1949, pelo apadrinhamento do

Revmo. Shibui. Em 1944, o meu marido recebera o convite do seu

(posteriormente responsável pela Igreja Korin), em

Nagoya, e encontrou-se com o Revmo. Watanabe, tendo a aula de ingresso na Fé ministrada pelo Revmo. Shibui, recebendo o Ohikari. Objetivou a difusão, recebendo as orientações dos dois Revmos. Foi estimado principalmente pelo Revmo. Shibui, e para corresponder à sua expectativa com toda a força na difusão, desde a província de Shiga, de Hokkaido a Kyushu, desbravou o Japão de norte a sul, e no sentido de acender a chama da salvação, denominaram-no de “homem-isqueiro”. E o Revmo. estimava meu marido assim. Pela apresentação de membro da Província de Shiga, viajou com discípulos até Hakodate, Hokkaido, onde não estava muito desenvolvida, e finalmente quando foi possível formular uma base, com muito ânimo, relatou ao Revmo. Shibui:

amigo (

),

Finalmente pegou fogo em Hokkaido”, o Revmo. pensara, um instante que tratava-se de incêndio. Contando a causa, ficara muito alegre, “Ah, sim, muito bom”.

Dentro do contato com a personalidade do Revmo., o meu marido pensava que a Fé é alegrar o mestre, e ele próprio se esforçava e também transmitiu esse sentimento aos outros. Dedicar-se ao próximo é o atalho para a dedicação a Deus, e creio que havia aprendido muito bem a importância da dedicação ao próximo.

Uma Dedicante

3.4 - Revmo. Shibui e a Difusão Regional

Quando falamos da História da expansão da Igreja Messiânica Mundial, não é possível contá-la sem falar de que maneira os Ensinamentos de Meishu Sama e a maravilha do Johrei foram sendo divulgados em todas as regiões do território nacional. Essa extensão da difusão que atingiu todas as metrópoles regionais formula o esqueleto da atual “Igreja” e analisar sobre a história da expansão regional da Igreja é também acompanhar as pegadas das atuações de Meishu Sama e Ministros pioneiros, da época.

Na época da fundação da Igreja, os pioneiros que, conduzidos por Meishu Sama, se dedicaram fervorosamente na difusão, dentro de uma grande dificuldade, foram construindo a base da atual Igreja Messiânica Mundial. Dentro dos seus corações, continham a fé absoluta e a “ardente paixão” por Meishu Sama. Essa “ardente paixão” é que impeliu-se à “vontade de transmitir” os Ensinamentos de Meishu Sama. E, não considerando as dificuldades como dificuldades, foram se dedicando absortos, esquecendo até do sono e da alimentação. Nós, que atualmente sucedemos ao caminho que os pioneiros da Igreja desbravaram, não devemos, de maneira nenhuma, esquecer essa sagrada história da Obra Divina. E será que o que é necessário, não seria continuar a contar essa “ardente paixão” à atualidade?

Será que o Revmo. Shibui não foi uma pessoa que, dentro

da história da expansão regional da Igreja Messiânica Mundial, mais atuou e mais se sacrificou e tinha a mais “ardente paixão” por Meishu Sama? Sôsai Shibui desenvolvia ativamente as difusões regionais desde antes da guerra. Na época em que tinha o

Consultório em (

e posteriormente saía para tratamento às províncias próximas de

Tóquio. E na manhã seguinte, cedinho, retornava a (

estava grande número de pessoas à espera do tratamento de Sôsai

).

Shinjuku, Tóquio, fazia as consultas até à noite,

),

mas aí já

Shibui; portanto, poder-se-ia dizer que quase não havia tempo para se descansar. Realmente sua agenda era como a de um super- homem. Entretanto, nesses episódios de Sôsai Shibui sentimos como se surgisse a sua imagem deleitando-se com isso, não sendo, para ele, esforços penosos.

Entretanto, sozinho, era impossível ir-se a todas as regiões. Gradativamente, parece que seus discípulos passaram a viajar como seus representantes. E na oportunidade de evacuação forçada durante a 2 a Guerra Mundial, Sôsai Shibui fê-los retornarem às suas terras natais e presume-se que estava pensando na difusão regional, tendo esses locais como pontos básicos. Pode-se dizer que os pontos básicos importantes das difusões regionais da atual Igreja Messiânica Mundial devem-se muito aos esforços dessa época, de Sôsai Shibui e dos Ministros que eram seus discípulos. É claro que não podemos deixar de reverenciar aos esforços de Ministros que estiveram na vanguarda das difusões regionais, mas Sôsai Shibui, em pessoa, viajava inúmeras vezes ativamente às regiões e ainda, correspondendo às solicitações dos Ministros, viajava para conferências. Estava cumprindo uma agenda que hoje em dia nem se poderia imaginar.

E, nas regiões que Sôsai Shibui comparecia, os membros aumentaram de verdade, explosivamente. Isso significa que a “ardente paixão” de Sôsai Shibui por Meishu Sama fora sendo compreendida por número muito grande de pessoas. Significa também que Sôsai Shibui possuía maravilhosa “força” para transmitir o próprio sentimento a grande número de pessoas. Em alguns episódios que apresentamos aqui, é contada a maneira com que grande número de membros da época vão ficando fascinados pela força maravilhosa do Johrei e, ao mesmo tempo, comoveram- se e simpatizaram-se com os sentimento dos Ministros por Meishu Sama.

Ao seguirmos as pegadas das difusões regionais de Sôsai Shibui através desses episódios, ao mesmo tempo em que

podemos estudar sobre a origem da Igreja Messiânica Mundial e uma das faces da História das expansões regionais, será que nós podemos aprender muita coisa da vigorosa e “ardente paixão” de Sôsai Shibui, daquela época?

Ainda, quanto às difusões regionais de Sôsai Shibui, fora nos deixado inúmeros episódios, mas acreditamos que há, ainda, muitos que não foram desenterrados. Gostaríamos de receber as colaborações de todos os leitores.

Difusões regionais

O Revmo. Shibui dedicava-se na difusão pioneira, viajando às regiões, exceto nos dias que antecediam e sucediam a entrevista com Meishu Sama. Era uma época em que era difícil até para se conseguir as passagens de trem, e era uma situação em que a subida e a descida de trem eram feitas pelas janelas. Em todas as regiões, eram realizados Cursos de Ingresso na Fé, e pelo tratamento recebido pelo Revmo. curavam-se doenças difíceis, e aconteciam milagres uns após os outros. A extensão da difusão crescia com uma vigorosidade espantosa, desconhecendo os limites, e foram se instalando os pontos básicos da salvação da humanidade em Hokkaido, nas regiões de Tohoku, Kanto, Tokai, Tyubu, Hokuriku, Kansai, Shikoku, Tyugoku, Kyushu, etc.

As dificuldades do Revmo. Shibui eram grandes. Aos Cursos de Ingresso na Fé das regiões viajara ativamente e ia mesmo que fosse longe ou nas entranhas de montanhas, carentes do meio de trânsito. Para quem estivesse doente, tratava-o com coração, e para com os aflitos, orientava, às vezes com carinho, às vezes com rigor. Todas as pessoas que contatavam com ele foram envolvidas com um calor e estimavam-no como um pai piedoso, e ainda nele confiavam, e alimentadas nesse sentimento, trabalhavam na Obra Divina, dedicavam-se na difusão, como seus mãos e pés.

Como aumentaram muito os Cursos Regionais de Ingresso na Fé, não vencia mais viajar sozinho e incumbira então os Revs Watanabe, Iwatsu, e os Revs. de diretoria de representá-lo, mas continuava ativamente, no pico da Associação Miroku, que progredia incessantemente.

Um Dedicante

Difusões regionais, esquecendo-se do sono e da fome

ministrava

atarefadamente o Johrei até às 7 horas da noite, mais ou menos, mas era freqüente viajar a Mito ou Yokohama, após isso. E retornava na manhã seguinte, mas ao chegar, como já havia muitas pessoas aguardando-o, iniciava-se o Johrei, sem tempo para se descansar. Poderia dizer que era, realmente, um trabalho pesado. Além disso, mais ou menos a cada 10 dias, visitava Meishu Sama, na Sua residência. Segundo os Ministros próximos de Meishu Sama, às vezes varavam a noite e, então, freqüentemente viam os dois conversarem quase que encostando-se as cabeças, com a lâmpada suspensa. O Revmo. Shibui dizia: “Se dormir bem demais, a cabeça caduca-se e torna-se inútil. É melhor não dormir muito. Se usar a cabeça, e quanto mais usá-la, ela se torna mais clara e límpida”.

O

Revmo.

Shibui,

na

época

de

(

),

Um Membro

Ida a Mito, varando a noite

A maravilhosa força da ação da difusão pioneira do Revmo. Shibui talvez seja inimaginável às pessoas que não o conheceram. Se nós pudéssemos manifestar alguma parcela dela, acredito que algo como a triplicação da Igreja seja fácil.

),

Shinjuku, mas num dos dias atarefadíssimos em que não se podia

Este é um fato ocorrido na época de Consultório em (

desperdiçar nem um segundo sequer, um casal de pais de um estudante do Colégio Mito, que estava sofrendo de pleura, e como fora sentenciado pelo médico que é uma doença incurável, vieram pedir, por favor que desejava receber o Johrei do Revmo., pedindo que fosse até lá. Eu estava pensando: “É impossível, pois estamos tão atarefados assim”. Mas à tardezinha, passados alguns dias, ao começar a escurecer, as pessoas que esperavam o Johrei se escassearam repentinamente; então, o Revmo disse: “Vou esta noite a Mito”, que me fez assustar. Creio que o Revmo. aceitara o pedido de imediato para desbravar a difusão no Mito.

Jantamos apressadamente e ficamos bastante tempo balançando-nos no trem comum, que partia de Ueno, e quando

chegamos a Mito, já havia passado das 9 horas. O Revmo., que vira

o mapa de Mito, disse: “Este bairro é mais perto ir andando sobre o trilho do trem”, e começara a andar. O trilho de trem é extremamente ruim pra se andar sobre os dormentes, porque não são iguais às larguras dos passos. Eu estava andando com cuidado para não levar um tombo, mas olhando sem querer para a frente, o Revmo. estava caminhando como se fosse um bêbado, fazendo um

zigue-zague no meio do trilho. Eu gritei: “O que foi, Revmo?” e ele respondeu-me rindo: “Andar no meio é seguro, pois mesmo que cochile um pouco e saia do caminho, o pé se bate no trilho”. O melhor local de sono do Revmo. que estava cansado, dedicando-se

a

Meishu Sama desde cedo até tarde da noite, era dentro dos trens,

e

sobre os dormentes.

Caminhando durante mais ou menos 30 minutos e chegando

à

casa do endereço, o Revmo nem sequer descansou, quase nem

cumprimentou e dizendo: “Desculpem-me por fazê-los esperar”, imediatamente iniciou o Johrei. O Johrei fora feito até mais ou menos às 3 horas da madrugada. E disse: “Vamos embora, porque se perdermos o primeiro trem, vai ser difícil”, e rapidamente, se despedindo, começara a correr em direção à Estação Mito, sobre o trilho que havia vindo, tomando o 1º trem de ida a Ueno às 5 horas da manhã. Até às 7 horas, devemos chegar ao Consultório. Ao

subirmos no trem, no mesmo instante em que sentamo-nos, Revmo. e eu pegamos em sono profundo.

Mesmo estando tenso, chegando-se em Shinjuku, o cansaço e a fome assaltaram-nos. Mesmo assim, o Revmo. não se retornara diretamente ao Consultório, visitando 3 ou 4 casas relativamente próximas ao Consultório, onde moram pacientes graves que não conseguem andar para ministrar-lhes Johrei. E após isso é que, juntamente, com o Revmo, todos os dedicantes tomam o desjejum. A repetição desses dias atarefados sem dia e noite continuou durante 1 mês. E gradativamente expandiu-se a Luz da Salvação na terra de Mito. O fato da difusão em Mito ter começado a entrar em órbita foi porque houve esses esforços do Revmo. Shibui.

O milagre em Koshigaya

Um Responsável de uma Igreja

Foi em 20 de agosto de 1945, logo após o fim da guerra, que recebemos o Revmo. Shibui pela primeira vez, em Koshigaya, Província de Saitama, para o Curso de Tratamento pelo Shiatsu e Purificação Método Shibui. O local do curso era a 8 km da Estação Koshigaya, e como era uma época totalmente sem meios de transporte, recepcionamo-lo com um carrinho conectado em uma bicicleta. Nessa época estava fazendo seca, com um sol forte diariamente, e qualquer pessoa desejava chuva. Então, antes de iniciar o Curso, o Revmo. Shibui disse: “Senhores, como parece-me que estão bastante ansiosos por chuva, daqui a pouco, eu vou fazer chover um pouquinho, aguardem”, e iniciou-se o Curso sobre o tratamento. Quando se passara mais ou menos 30 minutos, começou a escurecer, com um pouco de vento, e ao pensar que estava formando o tempo de chuva, repentinamente iniciou-se a chover torrencialmente, parecendo até que foi despejado de uma só vez a água da bacia por toda a redondeza, chegando a fazer-nos preocupar se desse jeito poderíamos retornar-nos às nossas casas. Mas em mais ou menos 30 minutos, a chuva se amenizara e

depois, cessara. Nesse ínterim, o Revmo. Shibui continuara, risonho, com o Curso e uma pessoa que por durante longo tempo sofrera de gastroptose, curou-se com apenas um tratamento. E ela disse: “Essa chuva, diz-se chuva purificadora, e foi deus-dragão que saíra para cumprimentar a Deus”. As pessoas que vieram nessa ocasião para o tratamento sofriam por longos anos de nevralgia crônica, de asma, dor de cabeça, enxaqueca, tontura, nervosismo, doenças de estômago e intestino, etc., mas quase todos curaram-se com uma vez apenas de Johrei. Tornara-se grande fama: “Apareceu neste mundo um Deus extraordinário”.

Este é um episódio de quando o Revmo. Shibui fora a Koshigaya pela 1ª vez. Quando ele já deveria ter tomado o trem na Estação Koshigaya após o término do Curso, repentinamente começara uma forte tempestade. Havia um local sempre escuro

numa vila próxima, mas com essa tempestade, quebrara-se um grande pinheiral que havia ali. Justamente nessa hora, a purificação de uma menina de 11 anos tornara-se bastante severa. Chegando ao meio da noite, fazendo gemidos medonhos do fundo do ventre,

Levando-se imediatamente, jogava-lhes

dentro de sua boca, engolindo-os gradativamente sem mastigar- lhes. Acabava com o sushi em monte, em apenas 1 ou 2 minutos, e tentava sair para fora descendo de sala à sala do chão, rastejando- se como se fosse um lagarto. Mesmo que dois ou três homens, adultos, tentassem detê-la, não se conseguia. Aí, pedindo à Ministra Mitsu Nagano para vir e ministrar-lhe Johrei, ela fez em pé na sala de chão, em direção à cabeça da menina. Tempos depois, ela voltou a deitar-se e continuando ainda o Johrei; dormira profundamente. Isso se repetiu várias vezes.

dizia: “Tragam sushi (

).

Posteriormente, diz-se que a Ministra Nagano relatara ao Revmo. Shibui, no que ele disse: “Parece que a purificação dela é deus-dragão. Se for o seu espírito protetor secundário, ao mesmo tempo em que ela sair do corpo, ela deverá morrer. Entretanto, pode ser que se salve, se for encosto de deus-dragão que estivera encostado no pinheiral”. Depois, a purificação dela melhorou e

tornou-se saudável. Esse arredor era o local onde o Rio Nakagawa

e Arakawa se uniam, e todos os anos 1 ou 2 pessoas que pescavam morriam afogadas. Mas, depois desse acontecimento, nunca mais houve tal acidente. E com isso, fomos orientados:

Acredito que o deus-dragão que estivera encostado no pinheiral subiu ao Céu. Daqui por diante, será permitida a grande expansão”.

E

realmente, após isso, expandiu-se mais e mais.

 

Nessa época, parece-me que estava sendo comentado que

o

Revmo. Shibui seria a reencarnação de (

)

que é o Deus da

desbravação e que andara lutando contra satanás das regiões, e isso era uma coisa que, pensando nesses fatos, podemos concluir que é mesmo.

Um Ministro

A difusão em Guifu

O dia do término da guerra, 15 de agosto de 1945, era o dia

Província de Guifu, sendo

que estava programado para receber o Revmo. Shibui, para a palestra. Eu tinha ido à Estação Guifu para a aquisição de

do Curso para o ingresso na Fé, em (

),

passagem, e ouvi de um jornalista sobre a derrota da guerra, e

ao

Revmo., pois, pensei, como não sabe da derrota, poderia falar que

o Japão venceria. Entretanto, ao contrário de minha preocupação, o Revmo. só tocara um pouquinho nisso. Na época, a difusão na

como centro, e principalmente logo

Província de Guifu tinha a (

fiquei nervoso, pensando em retornar logo a (

)

e avisar

)

após o término da guerra, foi difundida ativamente em várias

regiões de província, como (

).

Em mais ou menos 1948 a 1949, a difusão era feita

e o Revmo. Shibui

)

em 1948, tornando-se a força motriz do grande progresso da região

ativamente nos arredores do município de (

fora aí também. O Revmo. Watanabe estabelecera Igreja em (

)

Em 1948, foram conduzidas 7 pessoas; em janeiro de 1948,

40 pessoas; em fevereiro, mais de 100, e depois, a cada mês,

desenvolvia-se ainda. Eu recebi a Igreja (

Recebemos o Revmo. Shibui na Província de Guifu,

incontáveis vezes, mas por ele ser muito atarefado, gradativamente, foi se tornando difícil recebê-lo. Após o término da guerra, viajava

e Kansai. Em maio de 1950, as 4 Igrejas

mais principalmente a (

em 1948 na cidade de

( ).

)

)

filiais, a (

),

(

),

(

)

e (

),

deram nova partida como Igreja (

),

no

município de (

),

Bairro de (

),

com 1500 membros.

Um Responsável de uma Igreja

Fukui – como fogo de um incêndio em campina

Foi em 19 de dezembro de 1944 que recebemos pela primeira vez o Revmo. Shibui em Oono, Província de Fukui. “Vai chegar de Tóquio um notabilíssimo mestre que só ao erguer a mão, cura qualquer doença. Tornara-se afamado dessa maneira.” Na época, a região de Hokuriku era um local de bastante difícil acesso em sentido cultural, econômico e também pela condição natural e, além disso, na sociedade onde carecia de produtos, durante a guerra, só ao dizer: “Tóquio”, sentia-se uma cultura diferente, mais avançada.

Entretanto, ouvindo o que dizia o Revmo. Shibui, de maneira nenhuma era ininteligível pelo senso comum. Coincidentemente, uma pessoa com derrame cerebral recebera Johrei, e em 20 ou 30 minutos, as mãos e as pernas que até lá estavam difíceis de se movimentarem, recomeçara, como que por mágica, a moverem-se como antes, e além disso, a voz que estava difícil de sair começara novamente. Chegamos a pensar que a alegria dessa pessoa era impossível de se expressar em escritas ou palavras, e nós, que observávamos esse fato de perto, estávamos simplesmente abismados, não conseguindo acreditar que pudesse existir uma coisa dessas neste mundo.

O Revmo. Shibui disse: “De qualquer maneira, a desconfiança é o início da crença. Precisa experimentar de fato, para conhecer. É possível a qualquer um”. Nessa ocasião, 9 pessoas que tinham vindo de cidade de Oono e mais 12 pessoas de outras localidades, no total de 21 pessoas que estavam ouvindo atentamente a palestra, receberam o Vínculo Divino.

O Revmo. Shibui disse: “Isto não é Deus nem Buda, é uma lembrança por ter recebido afinidade com um grande Mestre chamado Meishu Sama. A quem receber esta lembrança e ministrar Johrei, é permitido excepcionalmente milagres que, humanamente, é impossível de se sonhar. Ministrem firmemente o Johrei pra outras pessoas. Para quem ministrar mais Johrei, receberá grande força proporcional a isso”. Para nós, que não entendíamos de nada, sentíamos temos no fato de salvar as pessoas, mas por outro lado, surgia o sentimento: “Vou tentar” e estávamos com o coração repleto de esperança.

Nós, que estávamos ministrando Johrei, éramos pela primeira vez, e os que estavam recebendo também, o eram, mas misteriosamente, recebíamos graças pelo Johrei, e pelos milagres, a onda da alegria correu pelas vilas. E assim, em abril de 1946, realizamos o 2º Curso de ingresso na Fé em Oono, recebendo o Revmo. Shibui e novamente 16 pessoas receberam o Vínculo Divino. As 57 pessoas que ingressaram na Fé, nesses 2 cursos, trabalharam como boas colunas de Deus, e a partir de Oono, a linha de difusão se expandia como fogo de incêndio em campina. Mas, além de tudo, cada vez que o Revmo. Shibui visitava a província, a força da difusão se ampliava cada vez mais.

Um Membro

Seppu – o Revmo. Shibui, a força motriz da difusão

No fim do ano de 1947, o Revmo. Shibui viera a Seppu e isso se tornou a força motriz da minha difusão. Nessa época, em

Kyushu, haviam 3 Igrejas, bases para a difusão, e os responsáveis, Oira, de Saga, Maki, de Ooita, e Ozaki, de Seppu, os três unidos, centralizados no(a) responsável Ozaki, estavam fazendo a difusão. E o Rev. Oonishi era o Superintendente Geral de Kyushu e, acima dele, encontrava-se o Revmo. Shibui. Assim, na época de 1947, quando eu estava fazendo a difusão pioneira em Amakusa, ele vinha como representante do Revmo. Shibui e chefiava Cerimônias como a da Entronização da Imagem de Deus.

Um Ministro

4 - A MORTE DE SÔSAI SHIBUI

Sôsai, o Sosaburo Shibui, dedicou-se de corpo e alma os seus derradeiros 17 anos à Igreja Messiânica Mundial, e em 17 de maio de 1955, tornara-se uma pessoa que não mais se retorna. Exatamente 3 meses após a ascensão de Meishu Sama, e o horário também era 15:30 horas, mais ou menos igual ao dele. E neste ano, a 1ª etapa áurea da Igreja Messiânica Mundial encerrava as cortinas.

Dedicara-se de manhã à noite na difusão, na época tumultuada de pós-guerra, carregando nos ombros a grande responsabilidade da Nippon Kannon Kyodan, a seguir da Igreja Miroku do Japão, administrando a Igreja, e em 1949, quando edificou a sua base, Sôsai Shibui, talvez pelo excesso de trabalho, fora acometido pela terceira vez de hemorragia cerebral. Nessa ocasião, pelo Johrei de Meishu Sama, milagrosamente escapara da morte e se dedicava ao tratamento, mas antes de recuperar-se dessa purificação, o grande incêndio de Atami, e em seguida, a perseguição judicial, estavam minando o espírito e o físico de Sôsai Shibui. Diz que ele soube da ascensão de Meishu Sama, acamado pela hemorragia cerebral. Será que nesse momento, Sôsai Shibui não se convencera novamente que estava próximo o dia em que iria partir para o lado de Meishu Sama?

Na verdade, parece que ele possuía alguma premonição pelo seu futuro, desde antes dessa ocorrência. Isto é, antes de se entrar na purificação, parece que ele insinuava levemente aos discípulos que esse dia estava próximo. E que, na mesma época,

também, fizera o testamento com presença de

para o seu filho ( testemunhas:

)

As minhas posses são todas conferidas por Deus, permitidas para utilizar no Servir a Deus. Como você não está servindo, não posso lhe ceder. Isto é, que se seus bens são de Deus e que não havia nada que pudesse herdar particularmente. E isso parece que

foi um fato verídico, pois na família Shibui, é quase que nulo, algo que pareça ser herança do Reverendíssimo. (Atsumu Himuta). As palavras de Sôsai Shibui dessa ocasião representam a sua maneira de viver. Isto é, o seu modo de viver, que dedicara-se unicamente a Meishu Sama. Unicamente à Fé, e ofertara tudo o que possuía para o Servir. Ao mesmo tempo, nessas palavras, está contida o amor pela família e a rigorosidade da Fé. A Fé absoluta de Sôsai Shibui; realmente, dedicou-se totalmente a Meishu Sama e à Igreja, após a ascensão d’Ele. E finalmente, nesta vida, a sua chama apagara-se. Entretanto, Sôsai Shibui, após o retorno ao Mundo Espiritual, será que não estaria continuando com o Servir, sob Meishu Sama, no Mundo dos Céus?

Um pouco antes do retorno de Sôsai Shibui ao Mundo Espiritual, uma vez a 2º Líder Espiritual visitara-o juntamente com seus familiares. Diz que, nessa ocasião, Nidai-Sama, como se advertisse a todos os presentes, dissera: “A existência da atual família Okada se deve totalmente ao Revmo. Shibui. Vocês também, nunca se esqueçam esse favor”. (Atsuma Himuta)

Agora sim, será que não é o momento não só de nos lembrarmos das virtudes deixadas por Sôsai Shibui, mas sim, de aprender muitas coisas da sua maneira de viver como uma pessoa que professa a Fé?

Homenagem póstuma (Revista Tijyo Tengoku, Nº 71, 15 de junho de 1955)

A tu que acompanhas o Mestre, Que guarda-O, Deus do Mundo Espiritual. Sinto tua perda, de rara personalidade neste mundo, Que aceita purezas e impurezas.

(Nidai-Sama)

Perda do grandioso pioneiro

O Revmo. Shibui, Conselheiro da Igreja Messiânica Mundial,

que se encontrava purificando, partiu ao Mundo Espiritual, no dia 17 de maio p.p., às 15:30 horas. Tinha 70 anos.

Imediatamente, no dia 19, fora sepultado com a presença

somente de familiares e, no dia 21, após a realização do Culto de 100º dia de Ascensão de Meishu Sama, fora realizada solenemente

a Cerimônia Funeral, na Sede Provisória de Sakimi-cho, com

profunda ligação com o Revmo. com a participação, desde a representante de Nidai-Sama (a tia), dos Diretores, dos Responsáveis pelas Igrejas, e de grande número de membros.

Ele havia entrado em purificação desde setembro do ano passado e encontrava-se em tratamento em Momoyama-dai, Atami, mas repentinamente, no dia 9 de maio deste ano, o seu estado se agravou, e entrara em estado de coma, e aguardando o retorno de Nidai-Sama, em Atami, recebera o último Johrei dela, tendo partido ao Mundo Espiritual.

Província de Saitama, em 22 de

),

Após se formar no primário dessa vila, estudara em Escola

Japonesa de Estudos Chineses. Na época, existia costumes da

sociedade feudal, parecendo que também fora obrigado a ter tal cultura. O fato de ter sido observada a característica substancial, séria e firme, em alguns aspectos da sua figura, talvez seja pela educação da infância e principalmente também pelo temperamento

de samurai herdado desde os ancestrais.

em (

março de 1886, era descendente de (

O Revmo. nascera em (

).

),

),

senhor do castelo de (

Em 1921, viajara ao sudeste da Ásia. Talvez, Shangai, Hong

Kong, Birmânia, Singapura, Calcutá, Bombaim, etc. Foi quando ele tinha 14 anos. A época era logo após a 2ª Guerra Mundial e já o Revmo. Shibui encontrava-se trabalhando com a loja de traje

se o abismo da estagnação econômica e acredita-se que ele partira para viagem de estudo e observação com o intuito de desbravação de um novo horizonte. É possível observar o temperamento progressista.

Foi em novembro de 1937 que o Revmo. ingressara no “Tratamento pelo Shiatsu Método Okada”, que antecedia a Igreja Messiânica. Recebera as aulas diretamente de Meishu Sama, que na época, encontrava-se no Hozan-sô, em Tamagawa, Tóquio.

Antes disso, o Revmo. havia feito pesquisas sobre o espírito, como

A causa do ingresso foi por procurar o falecido

mestre Issai Nakajima, tentando curar a doença da senhora sua mãe, e contatara com os Ensinamentos de Meishu Sama, e após isso, abandonara totalmente a profissão, tornando-se literalmente o alicerce da Grande Obra Divina de Salvação do Mundo.

membro da (

).

Acreditamos que esse grandioso desejo do Reverendíssimo ficará eternamente na História da Igreja Messiânica Mundial. Realmente após isso, entrara em atividade de difusão, dedicando- se totalmente, correndo para todos os lados. Nota-se o quanto o Revmo. ficara absorvido em Meishu Sama e no Seu Ideal, ao observar as suas atuações posteriores.

Qual será o motivo pelo qual tomara a iniciativa de entrar no caminho da salvação, largando, sem nenhum apego, os resultados dos seus esforços que edificara durante a metade de sua vida: os inúmeros clientes, os subalternos, a fortuna, etc?

Será que não fora conduzido por alguma inspiração revelativa dos Céus? Ou talvez o Revmo., desapontando e desesperançado pelas contradições que a sociedade humana possui na vida diária do homem, e procurando sempre viver sincero como um ser humano, havia pedido a Deus? O Revmo. dedicara a metade d