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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI CAMPUS ALTO PARAOPEBA ENGENHARIA DE BIOPROCESSOS Corpo em queda

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO JOÃO DEL-REI CAMPUS ALTO PARAOPEBA ENGENHARIA DE BIOPROCESSOS

Corpo em queda livre

Camila Henriques de Paula (124200024) Mariana Resende Alvim (124200008) Samille Henriques Pereira (124200058) Werlayne Tamyres Gomes Santos (124200057)

Ouro Branco, Minas Gerais, Brasil

2013

1 Resumo Neste relatório será determinado a aceleração da gravidade, utilizando analise gráfica para descrever a cinemática do corpo em queda livre, desprezando as resistências do ar. Apresentará conceitos de fundamentais importâncias, que envolvem deslocamento, velocidade e aceleração, mais especificamente para o nosso caso, a gravidade. A gravidade como muitos se “enganam” não é constante, seu valor varia de latitude para latitude, altitude para altitude. O relatório, portanto envolverá uma analise da gravidade, estudando as variáveis de espaço e de tempo percorrido por um corpo. Resumidamente, o movimento a ser estudado é denominado Queda Livre, e para um estudo mais “didático” do assunto, foram desprezados efeitos diversos como coeficiente de atrito do ar, a variação da gravidade de acordo com a altura, o movimento de rotação da Terra.

2 Introdução Galileu Galilei observou que a queda vertical dos corpos, no vácuo ou com resistência do ar desprezível, ocorria com aceleração constante, concluindo que é um movimento uniformemente variado (MRUV). Já que o efeito da aceleração gravitacional (g) em todos os corpos, à mesma altura, é o mesmo. Considerando, o movimento vertical de um corpo de pequenas dimensões e de massa relativamente alta comparada ao tamanho do corpo, para pequenas alturas, pode-se desprezar a resistência do ar. Desse modo, o corpo descreve um movimento uniformemente variado (MRUV) de descida ou subida. Um corpo abandonado ou lançado verticalmente para baixo irá descrever um movimento retilíneo acelerado. Nesse caso, pode-se dizer que o corpo cai em queda livre (sem resistência do ar). Utilizou-se um Photogate (que consiste numa fonte de luz infravermelha que atravessa de um lado para outro, onde há uma célula fotoelétrica) para obter o valor da aceleração da gravidade (g) em um corpo em queda livre. Ao deixar uma régua atravessar o Photogate em queda livre, ela foi capitada pelo sensor. Desse modo, é possível obter a aceleração pelo computador, além da distância percorrida e da velocidade.

3

Objetivo Medir a aceleração de um corpo em queda livre.

4 Descrição experimental

4.1 Arranjo experimental

Photogate

experimental 4.1 Arranjo experimental  Photogate  Régua com barras  Interface  Software LabPro

Régua com barras

Arranjo experimental  Photogate  Régua com barras  Interface  Software LabPro 4.2 Procedimento

Interface

Software LabPro

4.2 Procedimento experimental

Inicialmente a régua foi analisada, e observou-se que a distância do início de uma barra preta ao início da outra é de 5 (cinco) centímetros. Em seguida, foi verificado se a montagem estava conforme a figura do roteiro e foi providenciada uma superfície macia para amortecer a queda da régua.

Foi verificado se o Photogate estava conectado à entrada DIG/SONIC 1 da interface e abriu-se o programa Logger Pro no computados. É necessário conferir o funcionamento do Photogate, bloqueando programa com nossas mãos, sendo que o status deve aparecer como “Blocked”. Removendo nossas mãos o status deve mudar para “Unblocked”.Escolheu-se uma boa taxa de amostragem para o experimento. Clicou-se em collect para preparar o Photogate. Em seguida, segurou-se a parte de cima da régua e a soltou, através do Photogate ressaltando o cuidado ao soltar a régua, para que ela não toque os lados do Photogate e permaneça na posição vertical enquanto cai. Assim verifica-se o gráfico da velocidade vs. tempo, ajustam-se os dados obtidos de forma linear, apresentando uma reta do tipo y=at+b, aos dados, anotando os valores obtidos na aceleração. Repete-se o procedimento no mínimo 5 (cinco) vezes, em seguida, apresentam-se os valores medidos em uma tabela encontrando o valor médio de g com seu respectivo desvio.

5 Resultados As cinco medições resultaram em cinco gráficos, mostrados a seguir:

As cinco medições resultaram em cinco gráficos, mostrados a seguir: Figura 1: Gráficos da primeira medição.

Figura 1: Gráficos da primeira medição.

Figura 2: Gráficos da segunda medição. Figura 3: Gráficos da terceira medição.

Figura 2: Gráficos da segunda medição.

Figura 2: Gráficos da segunda medição. Figura 3: Gráficos da terceira medição.

Figura 3: Gráficos da terceira medição.

Figura 4: Gráficos da quarta medição. Figura 5: Gráficos da quinta medição. Através das medições

Figura 4: Gráficos da quarta medição.

Figura 4: Gráficos da quarta medição. Figura 5: Gráficos da quinta medição. Através das medições aceleração

Figura 5: Gráficos da quinta medição.

Através

das

medições

aceleração da gravidade:

obtiveram-se

os

seguintes

valores

g 1 = 9,759 m/s 2 g 2 = 9,648 m/s 2 g 3 = 9,706 m/s 2

para

g 4 = 9,703 m/s 2 g 5 = 9,709 m/s 2

Com esses valores, se obtém a média com g = 9,705 m/s 2 . E uma variância igual a s 2 = 0,00154 e desvio padrão s = 0,0393. O valor final da aceleração da gravidade medida é:

g = 9,705 ± 0,0393

O que significam as constantes a e b ?

De acordo com a equação y= mt + b, a será a derivada da velocidade, que será a aceleração e b será a velocidade inicial porque quando o tempo for igual a 0 se substituir na equação v=b.

Como você obteria o valor de g através de um gráfico distância vs. tempo? Derivar a função duas vezes para achar a tangente (g).

Se você soltasse a régua de uma altura maior, o que mudaria no gráfico velocidade vs. tempo? O que não mudaria? Alteraria os valores das medições com maior valor, mas manteria a aceleração média.

O que aconteceria a resistência do ar se não fosse desprezível? Esboce o gráfico velocidade vs. tempo esperado nesse caso. Seria totalmente linear.

v (m/s)

25

20

15

10

5

0

2 4 6 8 10
2
4
6
8
10

t (s)

Conclusão Essa experiência foi eficaz para entender o conceito de aceleração constante. Utilizando um método de medir grandezas físicas, é possível obter resultados de aceleração da gravidade bem confiáveis. Foram realizadas várias medições e, por meio dos dados obtidos, cálculos de média, variância e desvio padrão da aceleração da gravidade por uma aproximação das funções lineares de primeiro grau encontrados.

Referência Bibliográficas TALITA ALVES DOS ANJOS. Queda Livre. Mecânica. Disponível em:

<http://www.mundoeducacao.com.br/fisica/queda-livre.htm>. Acesso em 20 de junho de 2013.

HALLIDAY,

David.

WALKER,

Jearl.

RESNICK,

Robert.

Física, Mecância v.1, 4ª Ed. Editora LTC.

Fundamentos

de