SUMULA VINCULANTE Nº 11 DO STF – USO DE ALGEMA

TERCEIRO FORUM

Como já foi dito na atividade do Fórum anterior, “Só é lícito o uso de algemas
em caso de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo a integridade
física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a
excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar civil e
penal do agente ou da autoridade, e de nulidade da prisão ou do ato
processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado”.
É claro que a minha opinião como policial, é de que nosso foco, trata da
garantia de manter a integridade física do agente policial durante sua atividade
quotidiana, que em grande parte das vezes encontra-se na realização das
prisões. Posso dizer ainda, que não algemar o preso seria a mesma coisa que
prendê-lo em cela de porta aberta, ou seja, seria colocar os policiais em riscos
desnecessários. O que deve ser devidamente explanado ao tratar do tema de
utilização de algemas, é sua real finalidade no caso concreto, ou seja, a
imobilização do conduzido de maneira a não oferecer perigo ao policial, a ele
mesmo e à sociedade também, onde muito embora, busca-se de maneira
incessante, estabelecer a relação algemas com exposição indevida da pessoa.
Assim o que deve ser realmente combatido, é a veiculação de imagens de
indivíduos algemados, e não o uso de algemas em si, que como um todo, hoje
qualquer deslize por ato do policial já se torna uma grande arma contra ele,
perante os veículos de informações, a imprensa, os canais de televisão e a
visão da própria sociedade. Outra questão a ser levada em consideração é a
de diante do exposto, verifica-se a impossibilidade de uma previsão acertada
do comportamento de uma pessoa, pois nunca se sabe ou se pode afirmar,
principalmente a de sua reação diante de uma situação de estresse agudo
como no momento de uma prisão. Além disso, o próprio policial encontra-se
num estado de alerta, o que pode interferir na decisão do melhor procedimento
a ser adotado, que diante dessa situação uma padronização de procedimentos
é a opção mais adequada, tornando o ato de algemar em todas as situações a
mais segura para todos os envolvidos. É claro que mesmo defendendo a ideia
do uso da algema por nós policiais, o policial não pode se esquecer que deverá
agir com perspicácia e profissionalismo diante de uma ocorrência que envolva
infratores de reconhecida periculosidade, de forma a resguardar a sua
integridade física e a dos demais policiais. Finalizando o raciocínio, as algemas
usadas por policiais civis, militares, federais e outros agentes, não deverão ser
empregadas de modo arbitrário, mas, discricionário dentro dos limites legais.
Um exemplo clássico de arbitrariedade, seria do policial que algema um
suspeito ao ser abordado na rua, com o objetivo de averiguar a sua identidade,
onde é lógico que essa atitude não é legal perante a lei, e está longe de ser
chancelada pela tutela estatal. O policial que assim age poderá responder por
abuso de autoridade, bem como ainda sofrer sanções nas esferas
administrativa e cível. Finalizando a ideia, espero que possa ter contribuído
com opiniões que enriqueçam mais um Fórum da disciplina estudada em
questão.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful