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BACTÉRIA

Filos do Domínio Bacteria

Proteobacteria

Gram positivo

Cianobactérias

Planctomyces

Espiroquetas

Bacterias verdes sulfurosas

Bacterias verdes não-sulfurosas

Chlamydia

Deinococcus

Thermotoga

Aquifex

50 filos atualmente

Heterotróficos

Autotróficos

Filos do Domínio Archaea

Euryarchaeota

Crenarchaeota

Filos do Domínio Archaea  Euryarchaeota  Crenarchaeota Quimiotróficas

Quimiotróficas

Características

Procarioto*

Unicelular Reprodução assexuada

Nutrição por absorção

Metabolismo diversificado (heterotróficas e autotróficas)

Número de cromossomos: 1 ou 2

MORFOLOGIA BACTERIANA
MORFOLOGIA BACTERIANA

MORFOLOGIA

BACTERIANA

Tamanho

Tamanho  2 à 8 micrometros (µm)  0,2 à 0,5 µm

2 à 8 micrometros (µm)

0,2 à 0,5 µm

Tamanho  2 à 8 micrometros (µm)  0,2 à 0,5 µm

Morfologia celular

Formas mais comum de bactérias

Morfologia celular Formas mais comum de bactérias

Arranjo

Arranjo Arranjo de cocos

Arranjo de cocos

Arranjo

Arranjo de bacilos

Arranjo Arranjo de bacilos

Estrutura celular de bactérias

Estrutura celular de bactérias
Estrutura celular de bactérias

ESTRUTURAS EXTERNAS DA

PAREDE CELULAR

Flagelos - locomoção

Flagelos - locomoção Monotríqueo Lofotríqueo Anfitríquio Peritríqueo

Monotríqueo

Flagelos - locomoção Monotríqueo Lofotríqueo Anfitríquio Peritríqueo

Lofotríqueo

Flagelos - locomoção Monotríqueo Lofotríqueo Anfitríquio Peritríqueo

Anfitríquio

Flagelos - locomoção Monotríqueo Lofotríqueo Anfitríquio Peritríqueo

Peritríqueo

Estrutura de flagelos bacterianos

Estrutura de flagelos bacterianos
Estrutura de flagelos bacterianos
Etapas da biossíntese dos flagelos

Etapas da biossíntese dos flagelos

Flagelos

Taxia- movimento direcionado.

Quimiotaxia

Fototaxia

Aerotaxia

Osmotaxia

FÍMBRIAS - Aderência

 FÍMBRIAS - Aderência
 FÍMBRIAS - Aderência

Fímbrias- biofilme

Fímbrias- biofilme

PILI - Conjugação

 PILI - Conjugação

Glicocálice

Função:

Aderência

Reserva nutriente

Proteção- agentes químicos, fagocitose e dessecação

Cápsula- rígido

Camada limosa- flexíveis

Composição química

variável

Polissacarídeo

Proteíca

Ácido poli D- glutâmico

Streptococcus sp (cárie) Pseudomonas

Streptococcus sp (cárie)

Pseudomonas
Pseudomonas

Parede Celular

Parede Celular

Estrutura do Peptideoglicano

Estrutura do Peptideoglicano
Maneira pela qual as unidades de peptídeos e glicanos se associam, originando a camada de

Maneira pela qual as unidades de peptídeos e glicanos se associam, originando a camada de peptideoglicano

Acido teicóico, polímero de unidades repetidas de ribitol Carga negativa Estrutura geral de uma parede

Acido teicóico, polímero de unidades repetidas de ribitol

Carga negativa
Carga negativa

Estrutura geral de uma parede de bactérias Gram-positivas

Parede Celular

Parede Celular endotoxina Parede celular de Gram negativas Fosfolipídeos + proteínas+ POLISSACARÍDEOS

endotoxina

Parede Celular endotoxina Parede celular de Gram negativas Fosfolipídeos + proteínas+ POLISSACARÍDEOS

Parede celular de Gram negativas Fosfolipídeos + proteínas+ POLISSACARÍDEOS

ESTRUTURAS INTERNAS A PAREDE CELULAR

ESTRUTURAS

INTERNAS A PAREDE

CELULAR

Membrana citoplasmática

Membrana citoplasmática
Estrutura da membrana citoplasmática Ausência de esteróis (confere rigidez) e presença de hopanoides

Estrutura da membrana citoplasmática

Ausência de esteróis (confere rigidez) e presença de hopanoides

Funções da membrana citoplasmática

Funções da membrana citoplasmática

Funções da membrana citoplasmática

Funções da membrana citoplasmática

Permeabilidade da membrana plasmática

Substancia

Grau de

Potencial de difusão

permeabilidade

para o interior da

célula

Água

100

Excelente

Glicerol

0,1

Bom

Triptofano

0,001

Moderado/fraco

Glicose

0,001

Moderado/fraco

Íon cloretp

0,000001

Muito fraco

Íon potássio

0,0000001

Extremamente fraco

Íon sódio

0,00000001

Extremamente fraco

Fonte: Microbiologia de Brock, 2010.

Proteinas transportadoras

Permite acúmulo de soluto contra gradiente de concentração

Permite maior velocidade no transporte de solutos

Permite a entrada dos solutos (ou seja não somente aqueles difundíveis pela membrana)

no transporte de solutos  Permite a entrada dos solutos (ou seja não somente aqueles difundíveis

As três classes de sistemas transportadores de

membrana (proteínas transportadoras)

As três classes de sistemas transportadores de membrana (proteínas transportadoras)

Estruturas dos transportadores transmembrânicos e

os tipos de eventos de transporte

Estruturas dos transportadores transmembrânicos e os tipos de eventos de transporte

Atividade do sistema Lac permease (um simportador) de

E. coli e de vários outros transportadores simples

Atividade do sistema Lac permease (um simportador) de E. coli e de vários outros transportadores simples

Mecanismos do sistema fosfotransferase de E. coli

Mecanismos do sistema fosfotransferase de E. coli

Mecanismos transportados do tipo ABC

Mecanismos transportados do tipo ABC
Mecanismos transportados do tipo ABC

Cromossomo e plasmídeos

Geralmente 1 cromossomo circular; plasmídeos- várias cópias- compatíveis

Ribossomos

Ribossomos

Corpúsculos de inclusão

Grânulos de armazenamento utilizados como fonte de material de reserva ou energia dentre os compostos armazenados estão os orgânicos glicogênio e poliidroxibutirato e os inorgânicos polifosfatos (volutina ou metacromáticos) e enxofre.

os orgânicos glicogênio e poliidroxibutirato e os inorgânicos polifosfatos (volutina ou metacromáticos) e enxofre .
os orgânicos glicogênio e poliidroxibutirato e os inorgânicos polifosfatos (volutina ou metacromáticos) e enxofre .

Vesículas de gás

Planctônicos

Cianobactérias, bactérias fototróficas verdes e púrpuras, Archaea

Esporulação

Esporulação

FUNÇÕES DAS ESTRUTURAS DE SUPERFÍCIE DE BACTÉRIAS

ESTRUTURA

Flagelos

Fímbrias

Cápsula

Parede celular

(Gram positiva)

Envoltório externo

lipopolissacarídio

(Gram negativa)

Membrana citoplasm. e mesossomos

FUNÇÃO

Locomoção

Conjugação Adesividade celular

Proteção Receptores fágicos Adesividade celular

Proteção mecânica

Receptores fágicos

Permeabilidade

Receptores fágicos

Permeabilidade Biossíntese, CTE

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Proteína

Proteína

Polissacarídios e polipetídios

Peptidioglicano, ácido teicóico

Polissacarídios

Fosfolipídio e

Fosfolipídio e proteína

NUTRIÇÃO

MICROBIANA

Visão geral

Conceito

Macronutrientes

Micronutrientes

Fatores de crescimento

Meios de cultura

Conceito

Mecanismo que fornece ás células as ferramentas químicas necessárias à síntese de

diversos monômeros

Fornecimento de nutrientes macromoléculas

monômeros  Fornecimento de nutrientes macromoléculas Síntese de • Metabolismo • Catabolismo • Anabolismo

Síntese de

Metabolismo

monômeros  Fornecimento de nutrientes macromoléculas Síntese de • Metabolismo • Catabolismo • Anabolismo

Catabolismo

Anabolismo

Exigências Nutricionais

• ÁGUA

Essencial para os microrganismos:

absorção nutrientes dissolvidos

Disponibilidade variável no ambiente

Se ambiente possui < concentração de água:

célula aumenta

ENERGIA

ENERGIA O 2 Compostos orgânicos Autotróficos fotossintetizantes H e t e r o t r ó

O2

Compostos orgânicos

ENERGIA O 2 Compostos orgânicos Autotróficos fotossintetizantes H e t e r o t r ó
ENERGIA O 2 Compostos orgânicos Autotróficos fotossintetizantes H e t e r o t r ó

Autotróficos

fotossintetizantes

Heterotróficos

ENERGIA O 2 Compostos orgânicos Autotróficos fotossintetizantes H e t e r o t r ó
ENERGIA O 2 Compostos orgânicos Autotróficos fotossintetizantes H e t e r o t r ó

CO2

H2O

Classificação nutricional de organismos

Grupo nutricional

Fonte de Carbono

Fonte de energia

Exemplos

Quimioautotróficos

CO 2

Compostos

Bactérias nitrificantes e sulfurosas

inorgãnicos

Quimioheterotróficos

Compostos

Compostos

Maioria das bactérias,

Orgânicos

Orgânicos

fungos, protozoários e

animais

Fotoautroficos

CO 2

Luz

Algas, Cianobactérias e plantas

Fotoheterotróficos

Compostos orgânicos

Luz

Bactérias violetas não sulfurosas

Macronutrientes

Nutrição microbiana

São nutrientes essenciais (provenientes do ambiente) e necessários em grande quantidade

Carbono,

nitrogênio,

fósforo,

hidrogênio,

oxigênio

 Carbono, nitrogênio, fósforo, hidrogênio, oxigênio enxofre e Comporão lipídeos, carboidratos ácidos

enxofre

e

Comporão

lipídeos,

carboidratos

ácidos nucléicos e proteínas

Mg +2 , Fe +2 , K + , Na +2 (molécula sinal)

cofatores

COMPOSIÇÃO QUÍMICA MÉDIA DE BACTÉRIAS, LEVEDURAS E FUNGOS (% PESO SECO)

Nutrição microbiana

Elementos

Bacteria

Levedura

Fungo

Carbono

50-53

45-50

40-63

Hidrogênio

7

7

7

Nitrogênio

12-15

7.5-11

7-10

Fósforo

2-3

0.8-2.6

0.4-4.5

Enxofre

0.2-1

0.01-0.24

0.1-0.5

Potássio

1-4.5

1-4

0.2-2.5

Sódio

0.5-1

0.01-0.1

0.02-0.5

Cálcio

0.01-1.1

0.1-0.3

0.1-1.4

Magnésio

0.1-0.5

0.1-0.5

0.1-0.5

Cloreto

0.5

-

-

Ferro

0.02-0.2

0.01-0.5

0.1-0.2

Nutrição microbiana

MACRONUTRIENTES ENCONTRADOS NATUREZA E EM MEIOS DE CULTURA

Elementos Carbono Hidrogênio Oxigênio Nitrogênio Fósforo Enxofre Potássio Magnésio Sódio Cálcio Ferro
Elementos
Carbono
Hidrogênio
Oxigênio
Nitrogênio
Fósforo
Enxofre
Potássio
Magnésio
Sódio
Cálcio
Ferro

Fontes de carbono

Nutrição microbiana

Melaço de cana, melaço de beterraba, amido, glicose

sacarose e lactose

Fatores que influenciam a escolha da fonte de carbono:

1- Alta concentração de açúcares rapidamente metabolizados 2- custo

3- pureza da fonte

4- facilidade de esterilização

CARBONO

todos os organismos requerem alguma forma de carbono

esqueleto das 3 maiores classes de nutrientes orgânicos: lipídeos,carboidratos e proteínas

heterotróficos utilizam compostos orgânicos como fonte de carbono

autotróficos utilizam o CO2 como fonte de carbono

Preferência da fonte de Carbono por fungos

filamentosos

1- Metano 7 2- Hidrocarboneto de cadeia longa      3- álcool
1- Metano
7
2- Hidrocarboneto de
cadeia longa
3- álcool
4- Glicerol
5- açúcar alcoólicos
1
13
6- dissacarídeos
7- monossacarídeos
Complexidade química
Proporção de uso

8- amido

9- celulose e hemicelulose

10- lipídeos e proteínas

11- quitina

12- queratina

13- lignina

Fontes de Nitrogênio:

Nutrição microbiana

Inorgânico : sais de amônia e nitratos.

Orgânico: uréia, farinha de soja, resíduos de frigoríficos e resíduos de fermentação.

Fatores que influenciam a escolha da fonte de nitrogênio:

1- ausência de inibidores 2- custo 3- mistura de fontes de N influenciam a regulação metabólica

NITROGÊNIO

todos os organismos necessitam em alguma forma

parte essencial dos aminoácidos(proteínas) e ácidos nucléicos

bactérias são mais versáteis para N que Eucariotos

podem utilizar o N2 (fixação biológica),nitratos, nitritos e sais de amônia

em geral compostos nitrogênio orgânico: aminoácidos e peptídeos

ENXOFRE, HIDROGÊNIO E FÓSFORO

essenciais a todos os organismos

S é necessário na biossíntese de cisteína, cistina, metionina

e de vitaminas (tiamina e biotina)

P é essencial para a síntese de ácidos nuclêicos e ATP

sais inorgânicos (sulfatos e fosfatos) podem ser utilizados para suprir estes elementos também presentes em fontes protêicas (aa), DNA e RNA

alguns destes elementos são encontrados na água ou na atmosfera

POTÁSSIO, MAGNÉSIO, CÁLCIO E FERRO

K, Mg cofatores enzimático

Ca estabilização parede celular e formação de endosporos

Fe faz parte dos citocromos, e proteínas transporte elétrons

Micronutrientes

Nutrição microbiana

São nutrientes essenciais (provenientes do ambiente) e

necessários em pequena quantidades.

Nutrição microbiana São nutrientes essenciais (provenientes do ambiente) e necessários em pequena quantidades.

MICRONUTRIENTES OU ELEMENTOS

TRAÇO

cofatores de enzimas

geralmente não é preciso adicionar: presentes na água

se água desmineralizada: adicionar solução

elementos traços

Fatores de crescimento

São

compostos

microrganismos

quantidades.

orgânicos

necessitam

Nutrição microbiana

que

em

alguns

pequenas

Vitaminas, aminoacidos, purinas e pirimidinas.

OBS:

Microrganismos

muito

exigentes

nutricionalmente

capacidade biossintética que os microrganismos

menos exigentes

apresentam

menor

Fatores de crescimento: vitaminas e suas funções

Nutrição microbiana

Fatores de crescimento: vitaminas e suas funções Nutrição microbiana

MEIO DE CULTIVO

São

soluções

nutrientes

utilizadas

Nutrição microbiana

para

promover

o

crescimento dos microrganismos em laboratório.

Sólidos, líquidos

Definidos,

indefinidos

seletivos, diferenciais

(complexos),

enriquecimento,

MEIO DE CULTIVO

Nutrição microbiana

Definidos: são preparados pela adição de quantidades precisas de compostos químicos inorgânicos ou orgânicos altamente purificados a uma determinada quantidade de água.

Indefinidos: A composição exata de cada nutriente não é

conhecida. Ex: peptona, extrato de levedura, leite soja,

carne entre outros

Substratos para meios complexos:

Extrato de Carne: extrato aquoso de tecido muscular,

concentrado sob a forma de pasta, contém carboidratos, N

orgânico, vitaminas hidrossolúveis e sais.

Peptona: produto da digestão da carne (enzimática ou

ácida), fonte de N orgânico e vitaminas.

Triptona: hidrolisado pancreático de carne , rica em

nitrogênio-amínico; destinado ao isolamento de organismos de

difícil crescimento.

Extrato de Levedura: extrato aquoso de células de leveduras lisadas, fonte excelente de substâncias estimulantes do crescimento como vitamina complexo B; contém compostos

orgânicos de N e C.

Extrato de malte: extrato aquoso de cevada

malteada. Rica em carboidratos, contém

material nitrogenado, vitaminas e sais minerais.

Tripticase: peptona derivada da caseína por digestão pancreática,fonte rica em nitrogênio de

aminoácidos.

Meios complexos são altamente nutritivos

geralmente mais fáceis de preparar

são os mais usados ( composição exata não é necessária)

mais adequados para fastidiosos

MEIO DE CULTIVO

Nutrição microbiana

Enriquecidos: Estimula o crescimento de microrganismos que está em baixo número permitindo que o microrganismos seja detectado. Ex: Meio com fenol

Seletivos: Favorece o crescimento de um microrganismo em detrimento de outro. Ex: meio com antibiótico, ágar Sabouraud: pH 5,6 e alta concentração de glicose (seletivo para fungos), ágar verde brilhante:

seletivo para enterobactérias Gram - (Salmonella); o corante verde

brilhante adicionado ao meio inibe as bactérias Gram (+)

Diferencial: Meio de cultura que permite diferenciar características

bioquímicas de microrganismos com mesma capacidade de crescimento.

Produção de enzimas: adição substrato e verificação halo hidrólise

Hemólise e ágar sangue: Streptococcus e Staphylococcus hemolíticos

EMB - seletivo

EMB - seletivo Ágar sangue - diferencial

Ágar sangue - diferencial

Meios Seletivos/Diferenciais

diagnóstico de patogênicos (coliformes fecais)

Ex: ágar MacConkey - contém sais biliares e corante cristal violeta, que inibem o

crescimento de Gram + e permitem o

desenvolvimento de Gram - e ainda lactose e o indicador vermelho neutro, que distingue as

Gram negativas produtoras de ácido (vermelhas) das Gram negativas não

produtoras de ácido (amarelas) identificação

de coliformes

Exemplos de meios seletivos e diferenciais

Exemplos de meios seletivos e diferenciais ágar MacConkey
Exemplos de meios seletivos e diferenciais ágar MacConkey

ágar MacConkey

Quanto ao estado físico os meios podem ser:

líquidos: (caldos) nutrientes são dissolvidos em

água e esterilizados

sólidos: são preparados a partir da adição de um agente solidificante, antes da esterilização do meio.

ágar-ágar: polissacarídeo obtido de algas

marinhas . Usado como agente solidificante dos

meios. Funde a 100°C e gelifica quando a temperatura é menor de 45°C. Não serve como

nutriente!!!!

semi-sólidos: obtido através da adição de uma quantidade reduzida de agente solidificante (0,3

Meios líquidos: multiplicação celular ; processos industriais em reatores

Meios sólidos: usados para imobilização de m.o. em placas ou tubos

aparecimento de massas celulares: colônias

Colônia: originada da multiplicação de m.o. em meio sólido importante para a caracterização dos m.o. para colônia ser visível : ≈1 x 106 células são

isolados em meios sólido visando obtenção de

culturas puras

Cultura pura: contém um único tipo de m.o.

sem contaminantes

Como cultivar um microrganismo em

meio de cultura

Meios líquidos (caldos)- agitação ou não

Meios sólidos

Técnicas

Plaqueamento direto Plaqueamento por diluição

Espalhamento

Pour plate

Cultivo em meio líquido

Cultivo em meio líquido

Cultivo em meio sólido- Plaqueamento direto

Cultivo em meio sólido- Plaqueamento direto

Cultivo em meio sólido- Plaqueamento de

diluições (espalhamento)

Cultivo em meio sólido- Plaqueamento de diluições (espalhamento)
Cultivo em meio sólido- Plaqueamento de diluições (espalhamento)

Cultivo em meio sólido- Plaqueamento Pour

plate

Cultivo em meio sólido- Plaqueamento Pour plate

Transporte de nutrientes

Classes de sistema de transportadores Transporte simples Transporte de grupo Sistema ABC

Tipos de transporte Uniportador Simportador

Antiportador

CRESCIMENTO

MICROBIANO

Conceito: Aumento do número de células

Conceito: Aumento do número de células

Condições ambientais

Temperatura

oxigênio

pH

Pressão atmosférica, hidrostática e osmótica

Efeito da temperatura no crescimento microbiano

Efeito da temperatura no crescimento microbiano

Efeito do oxigênio no crescimento microbiano

Efeito do oxigênio no crescimento microbiano Aeróbio Anaeróbio Facultativo Microaerófilo Anaeróbio aerotolerante

Aeróbio

Anaeróbio

Facultativo

Microaerófilo

Anaeróbio aerotolerante

Sistema para cultivo de anaeróbios

Sistema para cultivo de anaeróbios

Sistema para cultivo de aeróbios

Sistema para cultivo de aeróbios

Efeito do pH sobre o crescimento

Microrganismo acidófilo

Microrganismo alcalífilico

pH intracelular é sempre próximo do neutro

Efeito da concentração de NaCl no

crescimento

Efeito da concentração de NaCl no crescimento

METABOLISMO

MICROBIANO

Metabolismo:

• grego: metabole = mudança, transformação
• grego: metabole = mudança, transformação

Toda a atividade química realizada pelos organismos

São de dois tipos gerais:

- Aquelas que envolvem a liberação de energia: CATABOLISMO - Aquelas envolvidas na utilização da energia: ANABOLISMO

Muitos dos mecanismos metabólicos microbianos são também utilizados

pelos macro organismos, inclusive o homem.

~ 76%

Requerimentos de energia:

Síntese dos componentes celulares: parede, membrana, etc.

síntese de enzimas, ácidos nucléicos, polissacarídeos, etc.

reparos e manutenção da célula

crescimento e multiplicação

acumulação de nutrientes e excreção de produtos indesejáveis

motilidade

Metabolismo

Catabolismo

Anabolismo

Biomoléculas: Carboidratos, lipídeos, proteinas, bases nitrogenadas

Integração catabolismo e anabolismo

Metabolismo primário e secundário

Diversidade metabólica

Fontes de energia

Para a maioria dos micro-organismos a energia é retirada de moléculas químicas (nutrientes)

Para outros a energia é proveniente da luz.

Fluxo da energia

A concentração de ATP na

célula é baixa.

Numa célula em plena atividade chega a 2 mM

Em motores a explosão ou em turbinas o rendimento oscila em torno de 30%.

Fosforilação

Até 45%

Respiração Aeróbica

Geração de ATP

1- Fosforilação em nível de substrato

Ex 1 ) 2-P-glicerato Ex 2 ) 1,3 di-Pglicerato

PEP ------- piruvato

3-P glicerato

2 ) 1,3 di-Pglicerato PEP ------- piruvato 3-P glicerato 2 – Fosforilação oxidativa 3- Fotofosforilação –
2 ) 1,3 di-Pglicerato PEP ------- piruvato 3-P glicerato 2 – Fosforilação oxidativa 3- Fotofosforilação –
2 ) 1,3 di-Pglicerato PEP ------- piruvato 3-P glicerato 2 – Fosforilação oxidativa 3- Fotofosforilação –

2 Fosforilação oxidativa

3- Fotofosforilação ocorre somente em células fotossintéticas

1. Fosforilação em nível de

substrato

O grupo fosfato é adicionado a algum intermediário tornando-se de alta energia que pode ser transferido ao ADP.

2. Fosforilação oxidativa
2. Fosforilação oxidativa
A energia liberada pela oxidação de compostos químicos é utilizada na síntese de ATP
A energia liberada pela oxidação de compostos químicos é utilizada na síntese de
ATP

Oxidação: perda de elétrons (ou também perda de H)

H H + + e -

COOH-CH 2 -CH 2 -COOH COOH-CH=CH-COOH + 2H

(ácido succínico)

A Fosforilação oxidativa envolve uma cadeia de transporte de elétrons (série de reações integradas)

energia liberada aos poucos e mais eficientemente (até 45 %)

Fosforilação oxidativa

Fosforilação oxidativa Sistema O/R : próximo membro do sistema tem maior capacidade para receber elétrons

Sistema O/R: próximo membro do sistema tem maior capacidade para receber elétrons

3.Fotofosforilação:

A energia da luz é utilizada para a síntese de ATP
A energia da luz é utilizada para a síntese de ATP

Vias de degradação de nutrientes para

produção energia

Micro-organismos que obtém energia de nutrientes orgânicos

(Quimiotróficos) devem inicialmente decompor os nutrientes

em compostos que possam ser utilizados para a produção de energia.

Isso é feito por meio de uma série de reações químicas catalisadas por enzimas: catabolismo

Vias de degradação de nutrientes para produção de energia

Vias de degradação de nutrientes para produção de energia

Glicólise ou via Embden-Meyerhorf-Parnas

Objetivo: Oxidação de carboidratos (principalmente

glicose) à piruvato.

2 estágios:

Estágio 1- sem reação de óxido-redução. Consumo de 2 ATPs

Estágio 2- Reação de óxido-redução e produção

de 4 ATPs

Rendimento energético líquido: 2ATPs + 2NADH

Alguns compostos intermediários são usados na via biossintética

C 6 H 1 2 O 6 + 6O 2 + 38ADP + 38P 6CO

Via Entner-Doudoroff

Provavelmente esta via evoluiu mais

precocemente e envolve menos etapa de fosforilação (uma etapa) e menor produção de

ATP.

Gram e Archaea

Rendimento líquido: 1ATP + 1NADH + 1NADPH

Via Entner-Doudoroff

Via Entner-Doudoroff

Via Pentose Fosfato (PPS)

Gera mais intermediários para as vias biossintéticas que a EMP e ED.

Há uma descarboxilação que gera CO 2 ( o que não ocorria nas outras vias).

Produção de ribulose 5P

Rendimento líquido: 1ATP + 2 NADPH

Ciclo do ácido cítrico- TCA

Para cada molécula de ácido pirúvico 3 moléculas de CO 2 são formadas.

Formação de compostos intermediários- via anabólica Ex: Acetil coA- síntese de ácidos graxos cetoglutarato e oxalacetato- síntese de aa succinil coA- anel porfirina de citocromos

oxalacetato- síntese de fosfoenolpiruvato para

formação de glicose- GLICONEOGÊNESE

Rendimento líquido: 4 NADH + 1 FADH 2 + 1 ATP

Cadeia transportadora de e-

Carreadores associados à membrana.

As reações de transporte de e- faz-se com que a membrana fique energizado- força próton motiva- que gerará ATP.

Sequência dos carreadores- diferente para cada microrganismo

- Sequencia dos carreadores estão arranjados em ordem crescente de potencial redutor mais positivos

- Alternancia dos carreadores de transportam somente e- e os que transportam somente átomos de H

- Geração de uma força próton motiva, resultante da

separação de cargas ao longo da membrana tornando o ambiente extracelular ácido e intracelular, alcalino

Transporte de elétrons e geração Quimiosmótica de ATP

Transporte de elétrons e geração Quimiosmótica de ATP

Estrutura e função da ATP sintase (ATPase)

Estrutura e função da ATP sintase (ATPase)

Fermentação

Conceito bioquímico:

Obtenção de En a partir da oxidação parcial de carboidratos.

Fosforilação em nível de substrato

Baixo rendimento energético:

- Oxidação parcial dos compostos organicos

- Pouca diferença do Eh do doador e do receptor.

H

H

Autotróficos

Fotossíntese

Cianobactérias

O + CO 2 + Luz + E

2

PR + ATP

O + CO 2 + Luz + E 2 P R + A T P clorofila

clorofila a

Púrpuras

S + CO 2 + Luz

2

S

O

PR + ATP

a Púrpuras S + CO 2 + Luz 2 S O P R + A T

Bacterioclorofila

(CHO) n + H 2 O

(CHO) n + H 2 O +

Fotossíntese

transformação de energia luminosa em energia química processando o dióxido de carbono e outros compostos

(CO ), água (H

2

2

O) e minerais em compostos orgânicos e

produzindo oxigênio gasoso (O 2 )

A fotossíntese ocorre ao longo de duas etapas:

1-A fase fotoquímica, fase luminosa ou fase clara (fase dependente da luz solar ou etapa clara ou no claro) é a primeira fase do processo fotossintético

2-A fase química ou "fase escura", onde ocorre o ciclo de Calvin-benson

Compostos

Classe do

Química de

Uso do O 2

Sistemas para

metabolizados

metabolismo

aquisição de En

aquisição de En

Organotrópico (comp. org,

Fermentação

Doador e- (comp. org) Doador e- (comp. Org) Receptor- O 2 ou outros

Anaeróbico

EMP, ED, ou PPS

doador de e-

Respiração

Aeróbico e

EMP, ED ou PPS

anaeróbico

TCA, cadeia e-

Litotrófico (comp. Inorg. doador e-)

Litotrófico ou quimioautotrófico

Doador e- (H 2 , Fe +2 , H 2 S, NH 4 + ) Receptor (O 2 ou NO 3 )

Aeróbico e

cadeia e-

anaeróbico

 

Metanogenesis

Doador e- (H 2 , CH 3 OH, CH 3 NH 2 ) Receptor CO 2

Anaeróbico

Metanogênesis

Fotoautotrófico

Fotólise do H 2 O Fotólise H 2 S, HS - , Fe +2

Aeróbico

Fotossistemas I e II

Anaeróbico

Absorção de luz suplememta o uso de

Fotoheterotrófico

Fotólise H 2 S, HS -

 

Fotossistemas I e II

Bacteriorodopsina

Bomba de H+ ou Na+

compostos

organicos

Biossíntese de aminoácidos

Biossíntese de aminoácidos

Catabolismo de compostos aromáticos

Catabolismo de compostos aromáticos

VÍRUS

Conceito e características gerais

Elementos genéticos incapazes de replicarem-se

independentemente de uma célula hospedeira

Apresentam forma extracelular- partícula viral

Multiplicação- processo de infecção

Usam a maquinaria metabólica das células

Podem conferir ao hospedeiro propriedades novas

Mo mais numerosos infectando todos os tipos de organismos

Para que estudar vírus???

Numerosos

Infectam todas as formas celulares

Informação da genética e biologia dos processos celulares

Patogênicos

Ferramentas na genética de microrganismos e

engenharia genética.

Estrutura e crescimento viral

Não possuem células e portanto NÃO vivos

Apresentam informação para replicação

Extracelular- VIRION- inerte (material genético + prt)

Genoma diminuto- genes de funções não existentes no hospedeiro.

Estrutura e crescimento viral

DNA e/ou RNA

Linear ou circular

Fita dupla ou simples

Classificados de acordo com o material genético e célula hospedeira- Ex: bacteriófagos

Sistema de classificação viral- táxons (ordens,

família, gêneros e espécies)

Estrutura e crescimento viral

0.02- 0.3m (20-300 nm)

Ex: Vírus varíola- 200 nm; poliomelite- 28 nm

Microscopio eletronico- sec XX

Genomas pequenos- 1,18 Mb; alguns somente 5 genes

Estrutura viral- diversa

28 nm Microscopio eletronico- sec XX  Genomas pequenos- 1,18 Mb; alguns somente 5 genes 

Estrutura e crescimento viral

Estrutura viral- diversa

Virion- material genmetico+ capsídeo (unidades-capsômeros) + envelope

viral  Estrutura viral- diversa  Virion- material genmetico+ capsídeo (unidades-capsômeros) + envelope

Vírus envelopados

Nucleocapsídeo circundado por uma membrana (bicamada lipídica + proteínas)

Vírus envelopados  Nucleocapsídeo circundado por uma membrana (bicamada lipídica + proteínas) Hospedeiro vírus

Hospedeiro

vírus

Vírus complexos

Cabeça + cauda

Vírus complexos  Cabeça + cauda

Enzimas virais

São metabolicamente inertes

Apresentam enzimas importantes para infecção- lisozima

Alguns apresentam polimerase

Multiplicação viral

Cultivo- hospedeiro

Bacteriófagos- Ensaio de formação de placas de lise Cada placa origina-se da replicação de um único virion.

Replicação viral

5 etapas:

- Ligação - Penetração Eclipse - Síntese de ácidos nucléicos e prt virais Latência -
- Ligação
- Penetração
Eclipse
- Síntese de ácidos nucléicos e prt virais
Latência
- Montagem dos capsídeos
Maturação
- Liberação
Controle VIRAL da célula

Replicação viral

5 etapas:

- Ligação- especificidade

- Penetração- DNA/RNA ou virion

- Síntese de ácidos nucléicos e prt virais

- Montagem dos capsídeos

- Liberação

Penetração- DNA/RNA ou virion - Síntese de ácidos nucléicos e prt virais - Montagem dos capsídeos

Retrovírus

AIDS

RNA fita simples

Transcrição reversa (RNA

DNA)

Proteínas precoces (replicação do ácido nucleico)- função catalítica quantidade)

Proteínas tardias (capa viral) (estruturais quantidade)

Vírus temperados

Vírus temperados Lisogenia -Prt tardias reprimidas -Integração do genoma viral no genoma bacteriano

Lisogenia -Prt tardias reprimidas

-Integração

do genoma viral no genoma bacteriano

RECOMBINAÇÃO

BACTERIANA

AS BACTÉRIAS NÃO APRESENTAM REPRODUÇÃO SEXUADA!

COMO ENTÃO ACONTECE A VARIABILIDADE GENÉTICA?

Recombinação troca física de DNA entre elementos genéticos.

TRANSFORMAÇÃO

DNA livre é incorporado a uma célula receptora podendo promover

as alterações genéticas.

Gram negativas,

Gram positivas e Archaeas

Células competentes (naturais ou induzidas)

 Gram positivas e Archaeas  Células competentes (naturais ou induzidas)  Transfecção (DNA viral)

Transfecção (DNA viral)

TRANSDUÇÃO

Transferência de DNA de uma célula a outra via vírus

Generalizada e especializada (vírus temperados)

Transdução generalizada

(fagos temperados ou virulentos)

Partícula transdutora
Partícula
transdutora

Transdução especializada

(fagos temperados)

Transdução especializada (fagos temperados)

CONJUGAÇÃO

-Transferência genética que envolve contato entre duas células

- Codificado por plasmídeos

CONJUGAÇÃO -Transferência genética que envolve contato entre duas células - Codificado por plasmídeos
CONJUGAÇÃO -Transferência genética que envolve contato entre duas células - Codificado por plasmídeos