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14/2/2014

A Construção da Clínica Ampliada em um CAPS Infantil

A Construção da Clínica Ampliada em um CAPS Infantil Pós no Libertas. A teoria na prática
A Construção da Clínica Ampliada em um CAPS Infantil Pós no Libertas. A teoria na prática

Pós no Libertas. A teoria na prática e no social.

Sexta-feira, 14 de Fevereiro de 2014

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A Construção da Clínica Ampliada em um CAPS Infantil

Autores: Laura Anelise Faccio Wottrich; Hericka Zogbi J. Dias; Vanessa Limana Berni; Fernanda Steffen Culau; Maristela Peixoto

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Palavras-chaves:

CAPS

infantil,

Clínica

Ampliada,

Saúde Mental

Clínica Ampliada

Clínica Ampliada

A partir da proposta da Reforma Psiquiátrica,

importantes mudanças vêm acontecendo no campo

da saúde mental. Práticas e saberes são repensados

e novos dispositivos foram criados para substituir o atendimento no modelo hospitalocêntrico. Os CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), então, a exemplo

de um novo modelo de atendimento à saúde mental,

surgem com o objetivo de oferecer atenção integral a

sujeitos comprometidos psiquicamente. Nesses serviços, as propostas de intervenções não são estáticas, pois devem se adequar à demanda da clientela e do local em que estão inseridos. De acordo com as recomendações do Ministério da Saúde (2004), o trabalho desenvolvido nos CAPS deve ocorrer em um “meio terapêutico, obtido através da construção permanente de um ambiente facilitador, estruturado e acolhedor, abrangendo várias modalidades de tratamento” (p. 16). Dessa forma, entende-se que o tratamento não se restringe aos atendimentos individuais com hora marcada, devendo envolver outros dispositivos terapêuticos que, juntos, possibilitam uma atenção mais ampla e completa aos sujeitos. Como afirmam Milhomem e Oliveira (2007), o adoecimento psíquico é um fenômeno complexo e multifacetado, tendo variadas causas e exigindo, então, que as formas de tratamento sejam as mais diversas possíveis, justificando, assim, a necessidade de uma ampla gama de atividades terapêuticas nos CAPS. No trabalho com a infância e adolescência tais fatores são ainda mais importantes, exigindo também ações intersetoriais e a inclusão da família no tratamento. Tem-se, assim, a necessidade de que o serviço acolha os pacientes e seus cuidadores e ofereça espaços de interação e de produção de relações mais saudáveis. Neste sentido, pretende-se apresentar o trabalho desenvolvido no CAPSi da cidade de Santa Maria, RS, o qual atende crianças e adolescentes portadores de sofrimento psíquico grave e seus familiares e cuidadores. Essa experiência surge da parceria entre o curso de Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e o CAPSi, a qual envolveu atividades de estágio curricular, extensão e pesquisa. Inicialmente alunos da graduação desenvolveram oficinas abertas, com o intuito de aproximar usuários, familiares e comunidade através de atividades diversas, como culinária, fuxico, pintura, entre outras. Percebendo-se que essa proposta gerou uma abertura no serviço e que havia demanda para outros espaços semelhantes, a proposta foi ampliada, acolhendo novos alunos, e culminando com a criação de um projeto denominado PROCONVIVE – Projeto de implantação do espaço de convivência permanente para crianças usuárias do CAPS infantil da cidade de Santa Maria, RS, e avaliação do impacto da intervenção terapêutica em usuários e funcionários do CAPSi. Este é fruto do trabalho realizado pelo Grupo de Pesquisa Psicologia das Relações e Saúde do

Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria. Considerando os objetivos preconizados pela Portaria dos CAPS, pela Política de Humanização de

Saúde e o conceito de Clínica Ampliada, observou-se que a instituição referida oferecia tratamento

as crianças e adolescentes de forma ambulatorial, pois os usuários passavam pouco tempo no

serviço, comparecendo somente nos horários previamente agendados para as consultas. Neste sentido, o projeto veio auxiliar na implantação de um espaço de convivência permanente para os usuários e familiares do CAPSi com o objetivo de oferecer um ambiente acolhedor que pudesse auxiliar no tratamento, na diminuição da sintomatologia e na melhoria da qualidade das relações estabelecidas entre pacientes, cuidadores e trabalhadores do serviço.

O trabalho foi iniciado tendo em suas atividades a ideia de construção da clínica ampliada, visto que possibilitou uma permanência maior dos pacientes no serviço, indo além dos atendimentos

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individuais e das atividades com horário marcado. Nisso, também se percebeu a importância de permitir que os familiares e/ou cuidadores pudessem ter um espaço de escuta para que fosse possível um auxílio no tratamento das crianças e adolescentes.

O trabalho multiprofissinal dos CAPS tem como preceitos a proposta de clínica ampliada como

ferramenta terapêutica e a inclusão dos diferentes saberes e a interação destes durante o exercício do trabalho. Conforme prevê o Ministério da Saúde (2009), a clínica ampliada não desvaloriza nenhuma abordagem e busca integrar várias disciplinas para possibilitar um manejo eficaz da complexidade do trabalho em saúde. Trata-se de tirar do foco de intervenção a prática clínica centrada na doença e trabalhar com a singularidade de cada sujeito. Assim, a atenção a este indivíduo é dada diferentemente da clínica tradicional, já que o tratamento é pensado de acordo com as necessidades do sujeito, por uma equipe de profissionais, além de poder transpor o setting previsto tradicionalmente para outra lógica de abordagem terapêutica. Por clínica ampliada, entende-se um trabalho clínico no qual se envolve o sujeito e a doença, a família e o contexto, tendo como objetivo produzir saúde e aumentar a autonomia do sujeito, da família e da comunidade. Como meios de trabalho, utiliza a integração da equipe multiprofissional, a adscrição de clientela e a construção de vínculo, além da elaboração de um projeto terapêutico conforme a vulnerabilidade de cada caso, e a ampliação dos recursos de intervenção sobre o processo saúde-doença. (Ministério da Saúde, 2006). Diante dessa proposta de trabalho, torna-se responsabilidade, não só dos CAPS, mas de todos os serviços de saúde, oferecer, para além dos serviços clínicos e de urgência, ações combinadas entre usuários e comunidade que venham a promover o bem estar físico, psíquico e social dos sujeitos. Esse novo modo de pensar a saúde nos aponta para a complexidade do tema, em que exige ações intersetoriais e interdisciplinares, além

de uma reflexão sobre o que se faz e a forma como se está trabalhando a saúde.

Em nossa experiência, o que se propõe é estar no ambiente, disponível para acolher a demanda do

paciente e oferecer uma escuta e uma atenção ampliadas. Assim, o indivíduo tem a oportunidade

de se colocar enquanto sujeito de sua história, de forma a engajar-se no processo de promoção de

sua saúde, ampliando e descobrindo o que está para além do seu diagnóstico clínico. Acreditamos

que o estabelecimento de um ambiente suficientemente bom, pontuado por Winnicott (1983) no que se refere à construção vincular, conduz a uma vivência saudável, da qual a constante permanência nesse espaço se faz terapêutica a partir de novas formações subjetivas, diferentes daquelas que possivelmente originaram o adoecimento psíquico. Desde a efetivação do projeto muitas crianças e adolescentes demonstraram interesse em

permanecer por mais tempo no serviço. Isso nos permite inferir que a organização que se apresenta hoje no serviço, além de expandir as fronteiras do trabalho profissional, possibilita a transformação da relação institucional com os pacientes, tendo a promoção de saúde como resultado dessa ação. Consideramos, assim, que iniciativas desta natureza contribuem para o alcance da autonomia dos sujeitos acometidos psiquicamente, de forma que acreditamos estar contribuindo na implementação das diretrizes políticas atuais no que se refere à saúde mental da criança e do adolescente. Também nos remete à importância de outras práticas que aproximem acadêmicos, comunidade e serviços de saúde, a fim de que todos estejam envolvidos na construção

de um novo pensar e fazer em saúde pública.

Referências Bibliográficas:

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização da

Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada e compartilhada. Brasília: Ministério da Saúde, 2009. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. Humaniza SUS: documento base para gestores e trabalhadores do SUS. 3ª ed. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2006. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Saúde Mental no SUS: os centros de atenção psicossocial. Brasília:

Ministério da Saúde, 2004. MILHOMEM, Maria Aparecida G. Corrêa; OLIVEIRA, Alice Guimarães Bottaro. O trabalho em equipe nos Centros de Atenção Psicossocial – CAPS. Cogitare Enfermagem, v. 12, n.1, p.101-108,

jan./mar.

<http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/cogitare/article/view/8277/5786>. Acesso em: 28 de abril

de 2010.

WINNICOTT, D. W. O ambiente e os processos de maturação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1983.

2007.

Disponível

em:

Comentários

Artes Médicas, 1983. 2007. Disponível em: Comentários hermes bags svizra Data: 29/01/2014 hermes uk gatwick A

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