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SÍNTESE DOUTRINÁRIA CONGREGACIONAL E OS 28 ARTIGOS DA BREVE

EXPOSIÇÃO DAS DOUTRINAS FUNDAMENTAIS DO CRISTIANISMO
Esta é a síntese doutrinária das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil fruto da
43ª Assembleia Geral - UIECB que foi realizada em Águas de Lindoia - SP em 1995. Trata dos
assuntos como Dom de Línguas, Quebra de Maldição; Jejum; Revelação; Exorcismo; Cura interior
e Cura Divina entre outros:
1. DOM DE VARIEDADE DE LÍNGUAS
Cremos na contemporaneidade do dom de variedade de línguas, as quais podem ser de
natureza idiomática ou inteligível (estrangeira) e ininteligível (estranha).
Nossa crença na contemporaneidade deste dom tem o fundamento exposto abaixo e
obedece às orientações colocadas a seguir:
1.1 Argumentos a favor da contemporaneidade
Podem ser alinhados argumentos a favor da contemporaneidade do dom de variedade de
línguas:
Não é conclusiva a hermenêutica que se faz de 1 Coríntios 13.8-13, declarando-se que o
dom, junto ao de "ciência" e ao de "profecia" teriam natureza temporária; deixaram de ter vigência
em um determinado momento dentro do período de atuação da Igreja. Se o propósito primordial dos
dons espirituais é o serviço e a edificação da Igreja, enquanto esta cumpre seu ministério e necessita
ser edificada, todos os dons estão em vigência. No tempo que convém, conforme apraza o Espírito,
qualquer dom pode ser concedido. A omissão do dom de variedade de línguas nos versículos 9-13
pode ser entendida como um recurso estilístico, igualmente usado por Paulo ao levantar as hipóteses
contidas nos versículos 1 a 3. Neles Paulo omite vários dons, todos eles, porém, são menos
importantes que o amor.
Consequentemente, o verbo "pausontai" (1 Coríntios 13.8), traduzido por "cessarão" não
tem a alegada força para determinar que o dom deixaria de ser concedido ainda dentro do período
apostólico. Leve-se em conta que o propósito de Paulo, em 1 Coríntios 13, não é definir o tempo de
vigência de qualquer dom espiritual, e sim exaltar a dádiva do amor.
Os dons foram concedidos apenas para corroborar o ministério apostólico (mesmo os
chamados dons de sinais ou de efeito). Embora não apoiemos a ideia da continuidade do ministério
apostólico, que justifica a autoridade dos crentes de hoje para a realização de sinais, não
entendemos que os dons tenham cessado com a morte dos apóstolos. Os sinais que ocorrem hoje
não podem ter o mesmo caráter; isto é, não servem para confirmar a Palavra revelada; contudo, o
Senhor não está impedido de os realizar, de acordo com Sua Soberana vontade.
O encerramento do cânon bíblico também não implica na cessação de qualquer dom. O
que é "perfeito" (1 Coríntios 13.10) pode ser entendido como a volta de Jesus Cristo ou como o
estabelecimento do novo céu e da nova terra, quando a Igreja terá concluído seu ministério, não
sendo então necessária a manifestação de nenhum dom.
1.2 Conceito do dom de variedade de línguas
O dom de variedade de línguas é a capacitação sobrenatural dada por Deus, mediante o
Seu Espírito, ao crente em Cristo, para falar em língua estrangeira não conhecida e anteriormente
não aprendida ou em uma língua estranha. A narrativa de Atos 2 é o principal texto-base para o dom
de variedade de línguas de natureza idiomática e o ensino de 1 Coríntios 12 a 14 a principal base
para a manifestação do dom em línguas estranhas.
O dom de variedade de línguas, na condição de dom, como os demais relacionados na
Bíblia, é concedida pelo Espírito Santo, mediante o Seu aprazimento e "segundo a graça que nos foi
dada" (1 Coríntios 12.11; Romanos 12.6). Portanto, o referido dom não constitui sinal exclusivo de
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32). Ao ser exercido o dom. 1. usando o dom de discernimento (1 Coríntios 14.37.10.19).21-25. a Igreja deve julgar o conteúdo da fala. 2. Admite-se que o dom sirva para edificação pessoal.4. distribuído como apraz ao Espírito Santo.1 Conceito do dom de profecia Profetizar é a capacitação concedida pelo Espírito Santo ao crente em Cristo para pregar a Palavra de Deus (sentido querigmático).13.38. 2. se é dom. que é edificar o Corpo – a Igreja. quer no original grego (Novo Testamento). pretensamente.28). nem é um dos principais (1 Coríntios 12.28 e 21.3.27. não pode ser aprendido (1 Coríntios 12. Atos 11.14. não há apoio bíblico para a fala simultânea em grupo (1 Coríntios 14. pois. que pode ser manifestado no sentido querigmático e preditivo. exortar e conduzir ao arrependimento (1 Coríntios 14. quando muito. precisam ser consideradas as orientações bíblicas para o seu exercício: Não há sentido exercê-lo publicamente sem que haja interpretação (1 Coríntios 14. usurpando o lugar das Escrituras e levando os crentes a abandonarem ou desvalorizarem 2 . o apóstolo ensina que o referido dom não é concedido a todos os crentes. em seu conteúdo e seu método. que a glossolalia é prova de que o Espírito Santo foi recebido. sendo capaz de se restringir (1 Coríntios 14.27). Quando são narradas as experiências de falar em línguas na Bíblia. O profeta. É impossível desassociar o aspecto preditivo do termo profecia. Deve-se. em um dos seus aspectos. e para predizer a respeito de entendimentos futuros (Gênesis 49. Deve-se considerar incoerente e sem apoio bíblico o procedimento de "aprender" a falar em línguas. em nenhum lugar. Isso implica em que não há apoio bíblico para a ocorrência necessária de um estado de êxtase ou descontrole emocional ao profetizar.27-30). não se declara que ocorreram em estado de descontrole mental ou emocional (Atos 2.29). O apóstolo Paulo não indica. quer no original hebraico (Antigo Testamento).11). com o propósito de edificar. não pode contrariar os ensinamentos da Palavra de Deus (1 Coríntios 14. Os que falam em línguas devem fazê-lo sucessivamente.20). 11). DOM DE PROFECIA Cremos na contemporaneidade do dom de profecia. Embora não haja o sentido em que o termo é mais usado. embora isso vá de encontro ao propósito geral dos dons. não há como provar que o dom. confortar. Nossa crença encontra os seguintes fundamentos: 2.27). nem é exigido que todos os crentes em Cristo o tenham. tanto quanto não afirma que os que exercem o dom possuam um nível mais elevado de vivência cristã. porém. Esse cuidado evita os seguintes erros: A aceitação de profecias que têm. três (1 Coríntios 14. Ao contrário. ao exercer do dom.10. Atos 15. O número dos que exercem o dom no culto público deve ser limitado a dois ou.1. Efésios 2.um experiência marcante com o Espírito.3 A prática do dom de variedade de línguas Em função dos exageros e desvios quanto a este dom. A manifestação do dom não exige um estado de êxtase. Números 24. observar que o maior uso do termo profecia no Novo Testamento é com o significado de proclamar a Palavra de Deus e não de prognosticar.32-40). deve estar de plena posse de suas faculdades. cessou.2 – Conceito dos dons de curar A profecia. o objetivo de guiar homens e igrejas a decisões.

11).14. "o que é perfeito" (1 Coríntios 13.8). Esses textos mostram que emissários de Satanás também podem operar sinais e maravilhas. com autoridade do Filho. Atos 3.21. Textos considerados como apoio para afirmar a não contemporaneidade de tais dons recebem outra interpretação.19).7) Cumprimento na história (Deuteronômio 18. 2 Reis 4. não encontramos em 1 Coríntios 13.32-35). Apocalipse 22.28). quando então Ele será visto "face a face" (1 Coríntios 13. 2. sugeridos nas Escrituras. 20.1-3. tais dons são concedidos à Igreja hoje pelo Espírito Santo.2 – Conceito dos dons de curar Entendemos como dons de curar a capacitação de caráter sobrenatural dada aos crentes em Cristo. como fizeram servos de Deus no passado (2 Reis 5. enquanto se processava a formação do cânon bíblico. 3. para se provar a profecia: O caráter moral do profeta (Jeremias 23. 1 Reis 22. apoio para a negação da contemporaneidade dos referidos dons ou de quaisquer outros dons espirituais. e em nome dele. como alegam aqueles que não acreditam na contemporaneidade dos dons.3 – Julgamento da profecia e do profeta A Igreja neotestamentária mostrou grande cuidado com o discernimento da profecia e julgamento do profeta (1 Coríntios 14.1-14. 3. Se estas perguntas forem respondidas positivamente. para credenciar ou autenticar o ministério apostólico. a profecia não passou no teste.59. O fato de que Filipe também exerceu dons de curar (Atos 8. A mensagem tende a encobrir pecados? (Jeremias 28. segundo a Sua Soberana Vontade.3 Orientações quanto ao exercício dos dons de curar O exercício dos dons de curar deve obedecer a normas bíblicas e ao bom senso que deve caracterizar os cristãos. Atos 17.57. conforme segue: 3 . O profeta procede de acordo com a Palavra de Deus? Natureza espiritual da profecia.12). A mensagem desvia o povo de Deus? (Deuteronômio 12. 1 Coríntios 14.9. Gálatas 1.17-20).1-17).7-9).18.4-7). sendo diácono e não fazendo parte do colégio apostólico. para. Mateus 7. é prova de que os dons foram dados por Deus não só aos apóstolos.7. sem limitação de tempo e definição de circunstâncias (1 Coríntios 12.29). instrumentos de Deus.4 – Discernimento e julgamento do povo (1 Reis 22.1-11. A aceitação de profecias que tenham o objetivo de ser fonte de "novas verdades" para a Igreja e que podem ser introduzidas dissimuladamente como doutrinas inovadoras (2 Pedro 2.9.1 – Argumentos a favor da contemporaneidade Não encontramos na Bíblia base para negar a contemporaneidade dos dons de curar.10) não se refere à conclusão do cânon bíblico.sua consciência cristã e sua capacidade de raciocínio (Salmo 32. 2. ministrarem a bênção da cura de enfermos.8-13. mas à Pessoa de Cristo e à Sua volta. Assim. 9. Nossa crença encontra os seguintes fundamentos: 3. 3.1-10.9. A autenticidade de sinais (Êxodo 7. Há cinco testes. Lucas 12. DONS DE CURAR E CURA DIVINA Cremos na contemporaneidade dos dons de curar. Isaías 28.1-3).

1.18. o tratamento a aplicar deve ser. nas circunstâncias que a envolvem ou no seu caráter fantástico. tendo como objetivo propor uma orientação pessoal. Atos 4. Mateus 9. muitas vezes. visando disciplinar (1 Coríntios 11. 4. Romanos 8. A devida importância da visão não está em si mesma.9-16.23).22. os crentes de Corinto – 1 Coríntios 11. que podem acompanhar o ministério da Palavra (Marcos 16. imediata.1 – Definições Visão ou revelação é um modo de Deus se comunicar com o homem.30). porque essa atividade não tem fundamento nem referência bíblica e tem servido. Lucas 11.29-31). deve-se estimular o enfermo a permanecer firme na fé. Tiago 5. antes de tudo. 4. corre-se o risco de ocorrerem desvios e serem provocadas situações de dissensão na Igreja. A afirmação de que toda doença tem origem em um pecado determinado é falsa.30) e de intervenção divina.14. de quebra de leis naturais (1 Timóteo 5. Podem ser oriundas: do pecado (Tiago 5. Nossa aceitação da ocorrência das visões ou revelações na atualidade está baseada nos fundamentos abaixo expostos e seguem as orientações infra-relacionadas: 4.15. esclarecer.15-17). 13.3 – Advertências quanto ao perigo e exageros em relação a visões e revelações Se não houver conhecimento bíblico e discernimento quanto ao valor prático da visão ou revelação no presente contexto histórico. sempre mediante o Seu eterno propósito e soberana vontade. à prática do curandeirismo e comércio da fé. igualmente. o tratamento deverá ser através de disciplina pessoal. Se é provação. Atos 3. visando provação (Salmo 119.9. mas na mensagem que ela transmite. VISÕES OU REVELAÇÕES Cremos que visões ou revelações ainda ocorrem hoje.18. Ela deve deixar à mercê da soberana vontade do Pai a realização ou não de curas.2. mostrar ou descobrir a Sua vontade (Gênesis 15.17. Números 22. 3. e deve ser considerada nosso padrão (Marcos 16.15).71).14.15).18. que sempre precisa encontrar coerência com a Palavra escrita. João 9. Não se aconselha a promoção de "cultos de cura".27-31. de contaminação ambiental (Gênesis 3. Por este motivo. O serviço da Igreja é a pregação do Evangelho. Se é pecado.11-13). de intervenção divina. Entretanto concordam. O Senhor cura em resposta às orações a Ele dirigidas nesse sentido (Tiago 5.15-20.A origem das doenças deve ser levada em conta.19). A Bíblia não traz definição quanto à liturgia ou fórmula de atuação para o exercício dos dons de curar.8. A atuação de Jesus e dos apóstolos é diversificada quanto à forma. Atos 10. Elas 4 . Se a origem é quebra de leis naturais. de ação satânica (Mateus 17. 16.4 – Cura divina Os congregacionais filiados à União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil creem que Deus operou e ainda opera curas. O discernimento acerca da origem da enfermidade é de suma importância para aplicar o tratamento ao enfermo.2 – Visão ou revelação e Palavra de Deus Nenhuma visão ou revelação contemporânea possui a mesma qualidade e valor da Revelação expressa nas Sagradas Escrituras.1-12. devem ser seguidas as orientações abaixo: Não é necessário que haja um estado de espírito definido para ocorrerem visões.23).10). que Deus não instituiu um ministério específico de cura divina para a Igreja. insubstituível e imutável (Apocalipse 22. espiritual (por exemplo – Miriam– Números 12. 4.

mas não simboliza consagração.1).4-16).15. Durante o dia (Atos 10.13 e Tiago 5. com o fim de consagrá-los (Êxodo 29. porque era prescrição da Lei Mosaica. que é a aplicação de óleo ou unguento aromático com o objetivo de conservar. perfumar e embelezar (Ezequiel 16.27. devem ser julgadas.13. e sim o poder curador de Deus. 1 João 2. 1 Samuel 9. Números 7. que é a aplicação de óleo sobre pessoas. O ato da unção com óleo sobre os enfermos deve ser restrito a pastores e presbíteros.7). As revelações ou visões devem estar sujeitas à mesma disciplina da profecia.17. A Bíblia é a fonte de descobertas da vontade do Senhor e a bússola precisa para dirigir os santos.1 – Conceitos A Bíblia menciona três tipos de unção: Unção Espiritual.13). pode também ser praticada na presente época da Igreja.27.6. que opera através da oração da fé. por isso.18. Números 24. por isso. não determinada pelo Novo Testamento. Isaías 1. não sendo.17). Esta unção é de caráter permanente.21). Lucas 7. Visões ou revelações não podem ser entendidas como a forma mais eficiente de Deus indicar a Sua vontade e orientar o Seu povo. 1 Coríntios 1. Não há obrigatoriedade de se ungir com óleo todos os enfermos pelos quais se intercede. Visões ou revelações nunca devem ser usadas como meio promocional ou de "autoafirmação".2. Nossa crença encontra os seguintes fundamentos: 5.9-16.9). Levítico 8. 40. com base em Tiago 5. o povo de Deus desfruta da ação do Espírito Santo em sua vida. Mateus 6.18. Colossenses 2. curar. Rute 3. e só se fazia com o "óleo da unção" (cf. não é recomendável 5 .3. poder curador (o poder é de Deus.22-33). 40. Na questão do misticismo da fé o ruído que pensamos vir do Senhor. Além desse instrumento útil (2 Timóteo 3.9. como símbolo do poder curador de Deus.14. Esta unção. Unção com óleo literal.36. animais e objetos.7. e que. Unção com óleo simbólica. limpar. não pode ter origem nele (1 Reis 19). isto é. Durante o sono (Números 12.38. Apocalipse 3. conforme Tiago 5. e que substitui qualquer unção com óleo que represente consagração (Lucas 4. Durante a noite (Gênesis 46. A unção simbólica sobre animais e objetos era uma prática relativa à Lei Mosaica em seu caráter cerimonial. Êxodo 30.9.18). 2 Samuel 14. deve-se seguir as seguintes orientações na prática da unção sobre enfermos: O óleo não tem. em si mesmo. Hebreus 1. recomendada em nenhuma parte do Novo Testamento. que também se pode designar de cerimonial.19).14. 10. 1 Reis 1. 10. 15.39. aclarando a Palavra ao espírito humano e guiando-o a toda verdade (João 16. 5. realizada pelo Espírito Santo sobre Jesus e sobre os crentes. Daniel 4.16.14. Atos 4.10.1.26.16.6.3.8. pois podem ser simplesmente fruto de mente natural ou carnal (Jeremias 23.podem acontecer: Em momentos despertos (Daniel 10. Marcos 14. 5. Marcos 6. A unção com óleo sobre enfermos é também simbólica. não tem sentido ser hoje praticada.15).7.2).16. 30. UNÇÃO COM ÓLEO Cremos que a unção com óleo sobre enfermos. Êxodo 29. A prática desta unção se encontra mencionada em dois textos do Novo Testamento: Marcos 6.34.20.15.2 – Orientações para a prática À luz das Escrituras e diante dos conceitos acima emitidos. Atos 9.9.

Deve-se cuidar para que o óleo não venha a ser tornado um elemento mediador da fé.1 – Possessão Demoníaca É a invasão da pessoa não redimida pelo sangue de Jesus por espíritos demoníacos.13) e proteção (2 Tessalonicenses 3. A crença não pode ter como objeto o óleo e sim. cheio do Espírito Santo. Esta confissão tem os seguintes fundamentos: 7. em consequência da sua desobediência e.36.2 – Cuidados Há alguns cuidados que à luz da Bíblia e do bom senso. uma vez que passam a ser santuário do Espírito Santo (1 Coríntios 3. o Senhor. conforme segue abaixo: 6. podendo. Compreender que a metodologia para a prática da expulsão de demônios não se apresenta de forma específica nas Escrituras.7).16.3. 6. Esta afirmação encontra base nas Escrituras. tais como: passes místicos. realizado na cruz do Calvário. deve-se evitar nomeá-los de "espíritos" (espírito de prostituição/espírito de avareza etc). ou quando o Senhor.14-18.16.2-5. enfermidades resultem de possessão demoníaca e seja. Lucas 13. em alguns casos. Crentes em Cristo podem sofrer opressão demoníaca ou satânica. Assim deduzimos que qualquer crente em Cristo. 2 Coríntios 12. Compreender que uma pessoa liberta de demônios não está necessariamente convertida ao Senhor e Salvador Jesus Cristo. quando não resistem ao diabo (Tiago 4. quanto à prática da expulsão de demônios: Não confundir possessão demoníaca com certas enfermidades. 1 João 4.69). QUEBRA DE MALDIÇÃO Cremos que o sacrifício de Cristo. não são personificação de espíritos malignos e por isso. Lucas 8. 17. 1 Pedro 5. sem que seja alterada a liturgia do culto com inserções desnecessárias. o Senhor lhes garante completa libertação (João 8. a volição e a emoção (cf. tais como: epilepsia. portanto.26-34). Alguns exemplos bíblicos contêm apenas uma ordem dada aos espíritos (Mateus 8. dominando suas faculdades pessoais – a razão. 7.25. ainda que. esquizofrenia e outras. para fins de provação da fé e de disciplina. difícil de discernir a origem (Mateus 9. 6. dentro de Sua Soberania. A maldição se originou no 6 . Colossenses 1. que o demônio se retire da pessoa por ele invadida. pois os que recebem a Jesus como Senhor e Salvador ficam livres de serem atingidos por esta invasão do inimigo.4.19) e residência permanente do Pai e do Filho (João 14. Marcos 1. é suficientemente eficaz para livrar o homem que nele crê de qualquer maldição que lhe tenha sido imposta por Deus. entrevistas com demônios etc. é desnecessária qualquer palavra ou ritual para quebrar maldições. muitas vezes.23). Entender que as obras da carne. 6. 5.32-34. devem ser tomados por Igrejas e obreiros.18). embora sejam usadas pelos demônios. voltar a ser invadida por eles (Lucas 11.10-13). quando perdem o caminho da santidade e deixam de se submeter à vontade de Deus (1 Coríntios 5.aos cristãos.7-10).18). Atos 16.24-26). Não é procedente a expressão "óleo ungido". EXPULSÃO DE DEMÔNIOS OU EXORCISMO Cremos que os crentes em Cristo têm autoridade para expulsar demônios. em nome dele. Somente os incrédulos estão sujeitos à possessão maligna. o permite (Jó 1 e 2. por conseguinte. em nome de Jesus Cristo. pode ordenar.1 – Conceito e origem da maldição Maldição é uma consequência da quebra da Lei de Deus.

A genealogia de Jesus inclui nomes outrora comprometidos com pecados e com uma herança estranha à relação entre Deus e Israel. 3.5.6). 7. e a mais terrível das maldições. acionava o poder dos deuses ou forças ocultas para executarem o mal desejado contra o próximo (por exemplo.3. perdeu o seu poder (Romanos 8. implicaria em acreditar-se que a fé possuída pelos pais também salva os filhos automaticamente.4 – A maldição de nomes Não há fundamento para a crença de que nomes carregam em si maldições. são condenáveis por duas razões: Incluem súplica de perdão dos pecados dos antepassados. e que.10-13). que consiste em acreditar-se que os pecados.6 e Deuteronômio 5. a morte (Gênesis 2. Em Êxodo 20. com base em Êxodo 20.6 se trata apenas do desdobramento tanto do pecado da desobediência quanto da obediência na vida dos descendentes.5. 1 Coríntios 15. e isso não comprometeu a santidade do Filho de Deus.5.5357). Os crentes precisam e podem crer que nenhum débito existe acumulado contra eles. As provas da inconsequência desta crença podem-se dar mediante a consideração de nomes de personagens bíblicos: Daniel e seus amigos receberam nomes de deuses pagãos. pois não há como lembrar os pecados dos antepassados todos. Afirmar-se que uma aliança demoníaca dos pais "amarra" os filhos.pecado (desobediência e rebeldia contra Deus). uma vez proferida por um homem.1).5 – Os ritos para a quebra de maldição Os ritos para a quebra de maldição.6-9.13).6). nem a justiça daqueles repercute automaticamente nestes (Romanos 14. a partir do momento em que se apropriam da vitória de Cristo na cruz (Colossenses 2. alianças e padrões estabelecidos pelos antepassados podem acarretar maldição sobre os descendentes até à terceira e quarta geração. Criam que maldição era uma entidade espiritual em si mesma que. ter-se-ia de acreditar que as bênçãos também sejam automaticamente transmitidas (Êxodo 20.10. porque todos estamos libertos da maldição imposta pela Lei (Gálatas 3. realizados pelos que adotam tal prática.3 – A maldição hereditária A chamada "maldição hereditária". Este conceito prevalece hoje nas religiões de magia.7).9. por isso.33-39. o que se assemelha à oração em favor dos mortos.15). deve ser doutrina rejeitada pelas seguintes razões: Quem amaldiçoa é Deus.2 – A maldição já quebrada Os crentes em Cristo não devem temer nem preocupar-se com maldições (Romanos 8. 7. contudo continuaram fiéis ao Deus verdadeiro (Daniel 1. Deus amaldiçoa o pecador. nem lhe acarretou qualquer maldição (Mateus 1. Malaquias 3. Os maus feitos dos pais não passam para os filhos. Ele é quem age. nomes de pessoas e lugares precisam ser mudados se estão relacionados ou têm origem em nomes de santos e divindades do mal.8-12) ou aos conceitos de aceitar ou rejeitar o Evangelho de Cristo (Gálatas 1. enquanto que a bênção se origina da obediência ao Senhor (Deuteronômio 11. A responsabilidade humana é individual. Contrariam o bom senso. Ezequiel 18).12. visitando a maldade dos pais nos filhos que continuam praticando os mesmos pecados.17).43). 7. por desobediência a Ele. tanto quanto abençoa o penitente. 1 Samuel 17. A maldição divina não possui o sentido místico e supersticioso que os pagãos lhe atribuíam.26-32).14. Os crentes em Cristo creem que a benção e maldição relacionam-se aos conceitos de obediência e desobediência ao Senhor (Deuteronômio 27 e 28. 7 . Acreditar que as maldições familiares se transmitem automaticamente. 7.

por que as árvores genealógicas sobem em progressão geométrica. por exemplo. que devem considerá-los à luz das Escrituras e.22.24.10. conforme indicado nas palavras da oração da Igreja nascente. registradas em Atos 4. 8. não está no fato de a maldição proferida por homens realizar-se ou não.3.17-20. Romanos 15. como o objetivo de humilhar. 7. podem ser admitidos como tais.6 – Bênção ou maldição proferida por homens Os homens que proferiram bênção ou maldição. se aprovados. Embora incrédulos exijam sinais (Mateus 12. prejudicar e atingir com o mal a outras pessoas. Hebreus 2. 15. Não atribuir aos sinais lugar e valor além daqueles que a Palavra lhes dá. manifestar o Seu poder e a Sua glória (Deuteronômio 6. Notar que há grandes porções na Bíblia sem menção de um sinal sequer.1-4. pode se manifestar.8. Marcos 16.2).1520.38. Servir como avisos escatológicos (Mateus 24.18. Atos 2. As maldições a que se refere o Antigo Testamento estavam ligadas àquela antiga aliança. 2 Tessalonicenses 2.3-14.1-132). Neemias 9.39) e alguns necessitem 8 . pois o único alvo da fé é o Senhor (Lucas 23. 14. não realizou sinais (João 10. 3.22. João 6. Atos 4.2.23. não se deve ter a manifestação de sinais como uma necessidade imprescindível para a vida e serviço da Igreja.14. 2 Coríntios 12. que será estabelecido escatologicamente. do Reino já inaugurado em Cristo.11). 8.13. para confirmar a Palavra pregada.31. ainda hoje.14. Corroborar o ministério apostólico (Atos 4.1 – Conceito e objetivos dos sinais Sinais e prodígios são feitos sobrenaturais.2 – Advertências quanto aos sinais e prodígios Alguns cuidados precisam ser tomados pelos crentes em Cristo quanto à ocorrência de sinais e prodígios: Todos os fenômenos ou acontecimentos tidos como sinais devem ser submetidos à apreciação da Igreja. vida e obra de Jesus Cristo (Mateus 12. Testemunhar da presença divina nos ministérios de Jesus e dos apóstolos (Marcos 16. Apontar para Cristo e Seu Evangelho (João 20.12. Assim. Hebreus 2.30. No Novo Testamento os sinais relatados ocorreram com os seguintes objetivos: Marcar a inauguração do ministério terreno de Jesus Cristo (João 2.13. no presente.16-30.6.41). Marcos 13. Fundamentamos a declaração confessional acima conforme abaixo expomos: 8.38-40).7-11.30: "Enquanto estendes a mão para fazer curas. Apocalipse 13. usados por Deus.22.20) e nem todos os sinais têm origem divina (Atos 8. segundo a narração bíblica.10. 7. Marcos 16. 6. 16. 12.4).2). 8. Considerem-se os sinais como lampejos. 19. e não devem ser aplicadas à nova.16). por meio de sinais e prodígios.1-12). porque a maldição que não é imposta por Deus nasce da cólera e da amargura humana. Lucas 21. Fugir do perigo de basear a fé em sinais e prodígios. no exercício de Sua Soberania. Assessorar o ministério de propagação do Evangelho.3.9. SINAIS E PRODÍGIOS Cremos que Deus. 5.12. o fizeram por delegação específica de Deus.29-31.4). mostrada nas Escrituras. servindo apenas como canais da bênção ou maldição vinda dele (Gênesis 9.31. desprezar ou execrar a pessoa a quem é dirigida e traz prejuízos àquele que a profere. por intermédio do nome do teu santo Servo Jesus".9.25-28).13. porque há sinais de engano (Mateus 24.20-29. A preocupação do Senhor. 16. Vê-se que no Novo Testamento os crentes em Cristo recebem a recomendação de não amaldiçoarem (Tiago 3. mas na reação carnal das pessoas que desencadearam a vontade de destruir. sinais e prodígios. João Batista.8. Considerar também que o maior de todos os sinais já foi dado com a vinda. João 2.19).

que nos foi outorgado".29).14.1 – Batismo com o Espírito Santo é a bênção inicial da vida cristã Há expressões bíblicas que dão a entender que o batismo com o Espírito Santo é a experiência inicial da vida cristã: Novo Nascimento (João 3. O que crê em Cristo tem a garantia da vida que há nele. Confira ainda: 1 Coríntios 2.38) –Aquele que se arrepende e crê recebe a dádiva (dom) do Espírito Santo. O Espírito é o agente desta incorporação.4-6). de fato. que temos as primícias do Espírito.13). a Palavra ensina que são bem-aventurados os que não viram e creram (João 20. mas no Espírito. Romanos 8.27. igualmente gememos em nosso íntimo.8.24.12. 9.13. Recebimento do dom do Espírito (Atos 2. Não se deixar seduzir pela onda de sinais e prodígios deste novo século e evitar que tomem o lugar da pregação da Palavra. esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal. BATISMO COM O (DO) ESPÍRITO SANTO Cremos que o batismo com o Espírito Santo é o ato mediante o qual o crente em Cristo é identificado com o Seu Corpo. ou incorporado na família de Deus. Efésios 1.5. que em vós habita". 3. 6.7). fazendo-o nascer na família de Deus. quer judeus.30. Incorporação na família de Deus (Gálatas 4. 9. quer escravos. 1 João 2.13). Gálatas 3. esse tal não é dele". quer gregos.2 – Todos os crentes em Cristo são batizados com o Espírito Santo Esta afirmação está explícita em 1 Coríntios 12. Textos em abundância podem ser relacionados para provar que o batismo com o Espírito Santo é um experiência já realizada em todos os verdadeiros cristãos. a Igreja. E.deles para serem levados à fé em Deus (João 20. 2 Coríntios 1. por meio do seu Espírito. Romanos 8. aguardando a adoção de filhos. porém. Recebimento do selo do Espírito (Efésios 1. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito".11). Por ação do Espírito todos os crentes são introduzidos (batizados) no Corpo de Cristo. e que andamos por fé e não pelo que vemos (2 Coríntios 5.9 – "Vós. a redenção do nosso corpo". se alguém não tem o Espírito de Cristo. a esperança não confunde.13.6) – É o Espírito que age no homem.8.19. Efésios 4. Introdução no Corpo de Cristo (1 Coríntios 12.11 – "Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos. em um só Espírito. o instrumento eficaz para despertar a fé em Deus (Romanos 10.16 – "O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”.25). não estais na carne.5 – "Ora.2. todos nós fomos batizados em um corpo. Baseamos nossa crença no seguinte: 9. Note-se que os tempos verbais das referências abaixo estão no presente ou no pretérito: Romanos 5.14.16.6. Romanos 8. Romanos 8. 2 Timóteo 1.5. mas também nós. porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo.17). 9 . 14. 1 Tessalonicenses 4.23 – "E não somente ela. 4. se. 3. quer livres. mediante a ação do Espírito Santo.22. que o justo viverá pela fé (Gálatas 3. 5. o Espírito de Deus habita em vós.13 – "Pois.

que tinham sido batizados e cheios do Espírito no dia de Pentecostes. Para ter a experiência da plenitude o crente é exortado a buscá-la (Efésios 5. 10. ausência de sabedoria e discernimento na educação por parte dos pais.52. outras bênçãos seguem.25 e 1 Tessalonicenses 5.18.18-21).4 – A expressão "segunda benção" é inadequada para definir a experiência do batismo com o Espírito Santo Batismo com o Espírito Santo não é uma experiência distinta da conversão e marcada pelo dom de línguas.30. terceira. Nos conflitos existenciais – O conflito íntimo espiritual provocado pela tendência natural para o egocentrismo.9. chamada "segunda benção". isto é.3 – Batismo do Espírito e plenitude do Espírito são experiências distintas As razões que estabelecem a distinção são as seguintes: Batismo é um ato único e plenitude é um ato que pode ser repetido ou um processo (Atos 4.31). em nenhum lugar. social e moral. da salvação oferecida por Cristo Jesus. Os verbos que exprimem o dever do crente para com o Espírito Santo encontram-se no modo imperativo (Efésios 4. CURA INTERIOR Cremos que todos os homens têm feridas interiores. mas foram cheios novamente depois (Atos 2. pois. estar ou ficar cheio do Espírito. então. causando ao homem certas doenças mentais e psicológicas. sugestões e agressões do mundo dos espíritos demoníacos (Efésios 6. 9. o que só ocorre naquele que já experimentou a regeneração efetuada pelo mesmo Espírito. respaldadas por textos bíblicos: 10.11). O batismo é graça. Para ter a experiência do batismo com o Espírito Santo a pessoa se apropria. como resultado do viver no Espírito (Gálatas 5. Atos 9. ou ainda se pode entender como um revestimento de poder para o exercício do ministério (cf. Na esfera espiritual – As influências. 4. Batismo é um termo que está ligado à ideia de iniciação. universal para a Igreja. O dom de variedade de línguas é um dos dons concedidos pelo Espírito Santo.22-26) ou de ser por Ele cheio (Efésios 5.17).4.16. 5. 13. de acordo com o que lhe apraz. Conforme os itens anteriores. pela fé. em maior ou menor escala. é dom. Gálatas 5. Plenitude é. enquanto plenitude diz respeito a ser. imperfeições. transmitida pelas influências. Na família – A herança psíquica familiar.19). Após esta bênção.1 – A origem das doenças da alma As doenças da alma podem ter várias origens: No meio ambiente – A opressão do mundo caído promove conflitos de ordem econômica. serem classificadas de segunda. se constituir em sinal exclusivo do batismo com Espírito Santo. Efésios 5. das quais precisam ser curadas. 10. uma experiência de enchimento do Espírito (ato único ou processo) ou de concessão da vida para ser guiada ou dominada pelo Espírito (Efésios 5. quarta etc.12). em oposição à consciência do justo (Romanos 7). política.18). a Seu tempo e a Seu modo (1 Coríntios 12. nem afirma que aqueles que possuem o referido dom é que o foram. batismo do Espírito Santo é uma experiência inicial na vida cristã. nunca foram rebatizados. portanto. Não pode. que falar em línguas seja evidência de ser batizado com o Espírito Santo.31. podendo.18).15-21). nem se exige que todos os crentes o tenham. A Bíblia não indica. Esta confissão baseia-se nas seguintes afirmações.2 – A cura das doenças da alma Enfermos de alma podem encontrar a cura do seguinte modo: O processo de cura interior de uma pessoa é essencialmente precedido pela sua 10 . A plenitude é exigência feita ao cristão. Os apóstolos.

o Consolador.6.Propósito do Jejum O jejum é um instrumento de consagração ao Senhor. o que em suma representa o processo de santificação na vida do crente (1 Tessalonicenses 4. de dedicação à oração e de humilhação diante dele (Salmo 35. 11.7.29. A consciência do valor e propósito da vida humana para Deus (Gênesis 1.1 .aceitação do Evangelho Redentor de Cristo Jesus (Isaías 61. resistência a Satanás e apropriação da armadura de Deus (Tiago 4. Esdras 8. A substituição das más lembranças por louvores e pensamentos amáveis.18.1. Evitem-se os rituais de cura interior. Efésios 4. 10.25-34. Filipenses 4.1-17). Zacarias 7.13-17).5. João 16. Colossenses 3. Jonas 3. portanto. O jejum ritual ou formal é censurado pelas Escrituras (Isaías 58.3 –Recursos para a cura das almas Seguem abaixo alguns princípios que poderão ser utilizados num processo de aconselhamento pastoral.27. com o auxílio da ciência médica e psicoterapêutica com o cuidado de não se depender exclusivamente dela. 11.13. Tiago 5. Não tornar-se rotineiro ou mecânico.28.3). Filipenses 4. Neemias 9. O JEJUM Cremos que a prática do jejum não é exclusiva dos tempos vétero e neotestamentários e que.12).18). parte 11 .25: Mateus 6. assim.16-18). e nem deixar de aferir o caráter destas técnicas científicas com os princípios bíblicos. A sujeição completa a Deus. oração e dependência do Espírito Santo.5-8. pois a pessoa deixa de estar debaixo do domínio de Satanás e toma posse da graça de Deus.5). sugestão e agressão demoníaca à alma. 1 João 4.10-12).15. Nunca tornar-se elemento de ostentação ou de superioridade espiritual.21. Pode-se contar. construtivos e saudáveis (Filipenses 4.1). A confiança no poder de Deus para restaurar a alegria da salvação (Salmo 51. leitura da Palavra de Deus. Efésios 2. Jeremias 14. Lucas 18.3-8. Provérbios 29.23. atualmente em moda.7. para eliminar toda influência.3 – Ensino e exemplos bíblicos O jejum é recomendado pelo Senhor Jesus (Mateus 6. 2 Coríntios 6. como o próprio Jesus orientou (Mateus 6.33: Romanos 8. pois a saúde da alma geralmente necessita de tratamento demorado. visando a cura interior: A recuperação dos relacionamentos interpessoais.6. mas ser usado com um fim especifico (Atos 13.12.7). ocorrendo individual ou coletivamente (2 Samuel 12.14. Crentes em Cristo que ainda carregam dentro de si tais enfermidades podem ser curados por meio de tratamento que conste de aconselhamento pastoral.26. 1 Pedro 5. Mateus 11.2.10).16-18). João 10. é licito a Igreja utilizar-se dela nos dias atuais.10).7. mediante a confissão de pecados e prática do perdão (Mateus 6.3-6. Efésios 6.2. Lucas 4. 11. nesse processo. 118. tornando-se. Esta confissão acima encontra respaldo nas seguintes afirmações e comprovações bíblicas: 11.6.2 – Prática do Jejum A prática do jejum deve seguir às orientações bíblicas: Ser espontâneo. A confiança plena em Deus para evitar o medo e a ansiedade (Salmo 112.5.32.16).6.

15. mas que possui sabedoria. A Igreja de Antioquia (Atos 13. Estas informações se acham nas Escrituras do Velho e do Novo Testamento (*) nas quais possuímos a única regra perfeita para nossa crença sobre o Criador. Alguns exemplos de prática de jejum nas Escrituras: O próprio Jesus (Mateus 4. 5º .integrante do seu ensino à Igreja.28. (4) Rm 9. poder e bondade tão vastos que os homens não podem compreender (3). (19) Dt 32. (*) Os livros apócrifos não são parte da Escritura devidamente inspirada. Art.4. (17) Gn 17. (2) Jr 10. de maneira que as palavras que escreveram são as palavras de Deus (9).19-21.15. Art. (20) Mt 19. é verdade que na Divindade exista uma distinção de pessoas indicadas nas Escrituras Sagradas pelos nomes de Pai.5. (11) Jo 5.Da Natureza de Deus Deus o Soberano Proprietário do Universo é Espírito (12).16. Infinito (14) e Imutável (15) em sabedoria (16).5. (15) Ml 3. (18) Sl 144. (16) Sl 146. santidade (18). 3º – Da Natureza dessa Revelação As Escrituras Sagradas foram escritas por homens santos. mutuamente entre si (23). (22) Mt 28. bondade (20) e verdade (21). (13) Dt 32.19.Da Trindade da Unidade Embora seja um grande mistério que existam diversas pessoas em um só Ente. vivo e pessoal (2). e devem ser lidas por todos os homens (11).39. empregados por Elas.5-7. e preceitos infalíveis para todo o nosso proceder nesta vida (8). (14) Jr 23.24.16. poder (17). inspirados por Deus.1. 12.3). Filho e Espírito Santo (22) e pelo uso dos pronomes Eu. suas obras no céu e na terra manifestam. justiça (19).2. não meramente que existe. 1º – Do Testemunho da Natureza quanto à Existência de Deus Existe um só Deus (1).16 Art. governa todas as coisas (4). (12) Jo 4. 11. (7) 2 Tm 3. (9) 2 Pe 1. Tu e Ele. OS 28 ARTIGOS Os 28 Artigos da Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo.1.20.17 12 . (8) Is 8. Art.1. Art. Eterno (13). (5) Hb 1.4. O apóstolo Paulo (2 Coríntios 6.2.1.2). (6) Ex 34. Seu valor é incalculável (10).17. (1) Dt 6.19: (23) Jo 14. (3) Sl 8.40. conforme sua soberana e livre vontade.10.27). 4º .24. 2º – Do Testemunho da Revelação a Respeito de Deus e do Homem Ao testemunho das suas obras Deus acrescentou informações (5) a respeito de si mesmo (6) e do que requer dos homens (7).17. (21) Jo 7. (10) Rm 3.

e de fato todos morrem (33).7. mas reservou para si o julgamento final. (24) Gn 1. que é chamada por Deus de segunda morte (35). (39) Gl 3. (30) Gn 2. e também de temer o futuro. destruiu a harmonia em que estivera com Deus. Art. (31) Rm 5.7. O primeiro homem foi feito à semelhança de Deus (27). (26) Gn 2.17. o pecado da rebelião contra o seu Criador.16.Da Imortalidade da Alma A alma humana não acaba quando o corpo morre. (35) Ap 21.36-40. (32) Sl 50. continua capaz de pensar. (33) 1 Co 15. Avisou aos homens da pena com que com punirá toda injustiça. 10º . 8º . constituindo-o de uma alma que é espírito (25).Art.20-31. (29) Gn 1. mas com domínio sobre todas as outras criaturas deste mundo (28). maldade. com memória.Da Queda do Homem O homem assim dotado e amado pelo Criador era perfeitamente feliz (29). perdeu a semelhança divina. (40) 2 Co 5.Da Consciência e do Juízo Final Deus constituiu a consciência juiz da alma do homem (36). falsidade e desobediência ao seu governo (39). Deu-lhes mandamentos pelos quais se decidissem todos os casos (37).27. merece para sempre esta miséria. punindo todo pecado em exata proporção à culpa (40).12. afeições e vontade livre. 6º .8 Art.6. (38) Sl 49. (28) Gn 1. desejar.7. Seus descendentes herdaram dele a pobreza.28 Art. tendo preparado este mundo para a habitação do gênero humano.26. desobedeceu ao seu Criador (30).Da Consequência da Queda Estas não se limitam ao primeiro pecador. 11º . 7º . inteligente e nobre. a desgraça a inclinação para o mal e a incapacidade de cumprir bem o que Deus manda (32). criou o homem (24).15. todos merecem ser condenados.2-27. puro.31.14. lembrar-se do passado e gozar da mais perfeita paz e regozijo. tornou-se corrupto e miserável. 9º . que mais quereria acabar do que continuar a existir (34). cumprirá suas ameaças. Destinada por seu Criador a uma existência perpétua. mas tentado por um espírito rebelde (chamado por Deus. e de um corpo composto de matérias terrestres (26).Da Criação do Homem Deus. (34) Lc 16. (36) Rm 2. por consequência todos pecam. sentir remorso e horror e sofrer agonias tais. deste modo vieram sobre ela a ruína e a morte (31). sujeito Àquele que o criou.10 Art. a ingratidão e o desprezo com que os homens lhe retribuem 13 . Satanás). (25) Ec 12.10. que será em harmonia com seu próprio caráter (38). (27) Gn 1.Da Perversidade do Homem e do Amor de Deus Deus vendo a perversidade.21 Art. (37) Mt 22.

(58) Jo 1. convence o pecador dos seus pecados e da ruína (62) e mostra-lhe e excelência do Salvador (63). (52) Gl 3. (41) Hb 4.Do Impenitente Os pecadores que não crerem no Salvador e não aceitarem a Salvação que lhes está oferecida de graça.12. cheio de misericórdia compadeceu-se deles. (46) 1 Pe1.14. (62) Jo 16. ressuscitou (53) e subiu ao céu (54). tão preciosa e digna do Altíssimo (porque está perfeitamente em harmonia com seu caráter) procede do infinito amor do Pai. usando das palavras de Deus (61).Do Autor da Salvação Foi adquirida. tomou-os e mandou declarar-lhes.14.14. ele lhes deu a maior prova do seu amor (43) enviando-lhes um salvador que os livrasse completamente da ruína e miséria.8. (44) 2 Co 5. Ali intercede pelos seus remidos (55) e para valer-lhes tem todo o poder no céu e na terra (56). (49) Jo 1.13. 14 .31. jurou que não desejava a morte dos ímpios (42). 15º .18-20.19. move-o a arrepender-se. mas com Seu sangue (46). a todo o pecador o pleno proveito de sua obediência e sofrimentos. É nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (57).14. (50) At 10. (65) Gl 3. porém.7. e o assegura a todos os que. (53) Mt 28. (63) Jo 16.11. não com ouro.seus benefícios e o castigo que merecem (41). (64) Jo 1.18.Da Obra do Espírito Santo no Pecador O Espírito Santo enviado pelo Pai (59) e pelo Filho (60). (51) 1 Pe 2.26 Art. Art.38.1. (59) Jo 14.6.9 Art. tem a vida eterna e goza das bênçãos da Salvação (65). Art. assim.25. 14º . Assim produz uma grande mudança espiritual chamada nascer de Deus (64).5. (43) Rm 5. (61) Ef 6. Nasceu da Virgem Maria. aceitam-no por Seu Salvador (58). (60) Jo 16.20.26.8. (48) Mt 1. crendo nele. cumpriu todos os preceitos divinos (51) e sofreu a morte e a maldição como como o substituto dos pecadores (52).16. 13º . (56) Mt 28. (55) Hb 7. O pecador nascido de Deus está desde já perdoado. nem com prata.13. de graça. da corrupção e condenação e os restabelecesse para sempre no seu favor (44). viveu entre os homens (50). (45) 1 Jo 4. 12º . e quando os pecadores nem com tais palavras se importavam.17. (42) Ez 33. justificado e salvo. que deu seu unigênito Filho para salvar os seus inimigos (45). como se conta nos evangelhos. sendo Deus e continuando a sê-lo se fez homem (49). pelo modo e no lugar destinados para os inimigos de Deus (67).22. pois tomou para Si um corpo humano e alma humana (47) preparados pelo Espírito Santo no ventre de uma virgem (48). a aceitar e a confiar em Jesus Cristo. (47) Hb 2. (54) Mc 16. sua imensa bondade para com eles. pelo Filho.Da Origem da Salvação Esta Salvação.19. além disso.9. em palavras humanas. hão de levar a punição de suas ofensas (66).18. (57) At 5. que oferece.13.

8. 19º . para a glória de Deus.15. e que são de Cristo (73).5. estes fruto do espírito são prova de que passaram da morte para a vida. seu Salvador (76).7 (76) 1 Co 6. (84) Rm 8. (79) Ef 1. (72) 2 Co 3. não existe por vir além da morte um raio de esperança (68). Art. Usando desta capacidade. 18º . Perdem-se.(66) Jo 3.42.29.Da Obediência dos Crentes Ainda que os salvos não obtenham a salvação pela obediência à lei senão pelos merecimentos de Jesus Cristo (85).9 Art. (74) Ef 5.3-5.13. (67) 2 Ts 1.Dos Deveres do Crente É obrigação dos membros de uma Igreja local.29. reunirem-se (81) para fazer oração e dar louvores a Deus. (78) 1 Co 12. recebem a lei e todos os preceitos de Deus como um meio pelo 15 .Da União do Crente com Cristo e do Poder para o Seu Serviço Aqueles que têm o Espírito de Cristo estão unidos com Cristo (74).24. (73) Gl 5.13. excluírem (83) aqueles que depois mostram a sua desobediência aos preceitos do Salvador que não são de Cristo.43 Art.Da Única Esperança de Salvação Para os que morrem sem aproveitar-se desta salvação.23 Art.30 (75) Jo 15. eleva e purifica-lhe as afeições adiantando nele a semelhança de Jesus (72). para serem chamados e convertidos nesta vida e glorificados durante a eternidade (80). e como membro do seu corpo recebem a capacidade de servi-lo (75).16.18.30. e realmente vivem.Da União do Corpo de Cristo A Igreja de Cristo no céu e na terra é uma (77) só e compõe-se de todos os sinceros crentes no Redentor (78).1. (83) 1 Co 5. (81) Hb 10. (82) Rm 14. (68) Jo 8. (70) Jo 14. (80) Rm 8.11. (69) Mc 9.4.36. (77) Ef 3. esclarece-lhe a mente mais e mais com as verdades divinas (71). 21º . 17º . perseveraram nos seus pecados. Jamais terão alívio (69). receberem (82) entre si como membros aqueles que o pedem e que parecem verdadeiramente filhos de Deus pela fé. os quais foram escolhidos por Deus. celebrarem os ritos ordenados por Ele. Deus não deparou remédio para os que. 16º . valerem um dos outros e promoverem o bem de todos os irmãos. estudarem sua Palavra.Da Obra do Espírito Santo no Crente O Espírito Santo continua a habitar e a operar naquele que faz nascer de Deus (70). 20º . antes de haver mundo (79). e procurarem o auxílio e proteção do Espírito Santo em todos os seus passos (84).20 Art.16 Art.25. até o fim da vida neste mundo. procuram viver.22. (71) Jo 16.17.

8.45. mas como Governador de sua casa (92) estabeleceu nela diversos cargos (93) como de Pastor (94). todo o bem feito aos Seus (102). eram sombras dos bens vindouros e cessaram quando os mesmos bens vieram (103). 26º .5-9.3. (103) Hb 10. quando envia o Espírito Santo para regenerar o pecador (106). Presbítero (95). 22º . (109) 1 Co 11. em nome de Jesus. Art.Da Ceia do Senhor Na Ceia do Senhor foi instituída pelo Senhor Jesus Cristo. (108) 1 Co 10. Art. (87) Tt 3.48.11.29 Art.16.5. (92) Hb 3. (102) Mt 25. que é o Mestre (89). O crente faz isso em memória do Senhor.41 Art. (96) 1 Tm 3. Os ritos cristãos são somente dois: o batismo com água (104) e a Ceia do Senhor (105).qual Ele manifesta sua vontade sobre o procedimento dos remidos (86) e guardam-nos tanto mais cuidadosa e gratamente por se se acharem salvos de graça (87). (86) 1 Jo 5.Do Batismo com Água O batismo com água foi ordenado por Nosso Senhor Jesus Cristo como figura do batismo verdadeiro e eficaz. aos que ele quer para cumprirem os deveres desses ofícios (97). (91) Ef 1. feito pelo Salvador. com talentos próprios. (89) Mt 23. e. 24º .28. participar do pão e do vinho representa o fato de que a alma recebeu seu Salvador.Da Relação de Deus para com Seu Povo O Altíssimo Deus atende as orações (99) que. mas é da sua obrigação examinar-se primeiro fielmente quanto a sua fé. (85) Ef 2.22.1.9. divinamente instruídos pelo Ministério de Moisés.Do Sacerdócio dos Crentes e dos Dons do Espírito Todos os crentes sinceros são sacerdotes para oferecerem sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo (88). aceita os louvores (101) e reconhece como feito a Ele.40. para eles escolhe e habilita. o pão e o vinho representam vivamente ao coração do crente o corpo que foi morto e o sangue derramado no Calvário (108). lhe são apresentadas pelos crentes. (101) Cl 3. e Evangelista.8-10. (95) 1 Tm 3.19. (97) 1 Pe 5.17.26-28.2. a pessoa declara que aceita os termos do pacto em que Deus assegura as bênçãos da salvação (107).2. (93) 1 Co 12. 16 . (105) Mt 26.8-13. único Mediador (100) entre Deus e os homens. com fé. Pontífice (90) e Único Cabeça de sua Igreja (91). (98) Fl 2.1-7. (88) 1 Pe 2.29. 23º . (107) At 2.6. Diácono (96).16. (94) Ef 4. (106) Mt 3.Da Cerimônia e dos Ritos Cristãos Os ritos judaicos. Pela recepção do batismo com água. (99) Mt 18.28. (90) Hb 3.47.4-8. Art.1.1. 25º . (104) At 10. (100) 1 Tm 2. e quando existem devem ser reconhecidos pela igreja e preparados e dados por Deus (98). seu amor e o seu procedimento (109).

com todos os santos e anjos. (110) At 1.11.27 Art.Da Ressurreição para a Vida ou para a Condenação Vem a hora em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e ressuscitarão (113). os outros também ressuscitarão. Este documento. (115) 1 Co 15. (113) Jo 5.25-29. A aceitação destas Doutrinas Fundamentais serviu de base para rejeição de várias doutrinas antibíblicas e encorajou os congregacionais ao crescimento e a implantação sólida e definitiva desta grande denominação evangélica. (112) Mt 16. Robert Reid Kalley e aprovados em 02 de julho de 1876. os crentes que neste tempo estiverem vivos serão mudados (115).23.16.22. em Sua própria glória (111) e na glória de Seu Pai (112). mas para a condenação (117). e sendo arrebatados estarão para sempre com o Senhor (116). (117) Jo 5. 17 . consagrou-se como síntese doutrinária das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil. assentar-se-á no trono de Sua glória e julgará todas as nações. (116) 1 Ts 4.51.Da Segunda Vinda do Senhor Nosso Senhor Jesus Cristo virá do céu como homem (110). 28º . os mortos em Cristo ressurgirão primeiro (114).29.52. Os 28 artigos da Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo foram lavrados pelo Dr. de memorável valor histórico. (114) 1 Co 15.31. (111) Mt 25. 27º .Art.