Você está na página 1de 324

Apresentação

2

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS Apresentação Edição e coordenação técnica Hilton Moreno Autores
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS Apresentação Edição e coordenação técnica Hilton Moreno Autores
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS Apresentação Edição e coordenação técnica Hilton Moreno Autores
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS Apresentação Edição e coordenação técnica Hilton Moreno Autores
Apresentação
Apresentação

Edição e coordenação técnica Hilton Moreno

Autores Hilton Moreno João José Barrico de Souza Joaquim G. Pereira Jobson Modena Marcus Possi

Coautores Cláudio Mardegan Hélio Eiji Sueta José Starosta Juliana Iwashita Kawasaki Luiz Fernando Arruda

Publicação

Atitude Editorial

Patrocínio

Atitude Eventos

Promoção e divulgação Revista O Setor Elétrico

Arruda Publicação Atitude Editorial Patrocínio Atitude Eventos Promoção e divulgação Revista O Setor Elétrico

Apresentação

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

Apresentação GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS © 2011 da Atitude Editorial Ltda. Todos os

© 2011 da Atitude Editorial Ltda. Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, por escrito, da Atitude Editorial Ltda.

Diretor

Adolfo Vaiser

Hilton Moreno

Edição e coordenação Hilton Moreno

Projeto Gráfico, Diagramação e Ilustração Leonardo Piva e Denise Ferreira

Revisão Gisele Folha Mós e Flávia Lima

Capa e divisórias internas Tikao Solutions

2011

Direitos exclusivos da Atitude Editorial Ltda. R. Dr. Franco da Rocha, 137 - Perdizes, São Paulo – SP - Brasil E-mail: contato@atitudeeditorial.com.br Tel.: (11) 3872-4404 www.atitudeeditorial.com.br

Apresentação

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

Apresentação GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS Apresentação Um antigo projeto se materializa com a
Apresentação GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS Apresentação Um antigo projeto se materializa com a
Apresentação GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS Apresentação Um antigo projeto se materializa com a
Apresentação GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS Apresentação Um antigo projeto se materializa com a

Apresentação

Um antigo projeto se materializa com a publicação desta obra.

O Guia O Setor Elétrico de Normas Brasileiras é uma forma que encontramos de devolver para a

comunidade técnica do setor elétrico nacional um pouco do muito que aprendemos com ela.

Com o Guia OSE de Normas, como carinhosamente chamamos esta publicação, reunimos sob a mesma capa quatro dos mais importantes documentos técnicos do País na área de instalações elétricas: a NBR 5410, de instalações elétricas de baixa tensão; a NBR 14039, de instalações elétricas de média tensão; a NBR 5419, de proteção contra descargas atmosféricas; e ao final, amarrando todas elas, a NR 10, norma de segurança em serviços de eletricidade do Ministério do Trabalho.

Além de reunir as quatro normas, o Guia OSE de Normas promoveu uma invejável reunião de reconhecidos especialistas. Ao todo foram dez profissionais que participaram da preparação desta publicação, compartilhando com prazer, dedicação e muito interesse os seus vastos conhecimentos com os leitores. Todos, sem exceção, além de fantásticos profissionais, são pessoas com grande preocupação em transmitir seus conhecimentos para a sociedade em que vivem. Deixamos aqui registrado nosso agradecimento a cada um dos autores pela dedicação que tiveram com este projeto.

Agradecemos o apoio de primeira hora que o Instituto Brasileiro do Cobre, Procobre, deu a este trabalho, assim como o apoio da Abrasip-MG – Associação Brasileira de Engenharia de Sistemas Prediais de Minas Gerais.

Agradecemos também a toda a equipe que ajudou a tornar esta obra uma realidade. E às nossas famílias que entenderam e apoiaram as horas dedicadas a este projeto.

Finalmente, numa publicação que trata de normas técnicas de instalações, não podemos esquecer de voltar um pensamento para aquele que muito nos ensinou nesta área, o eterno e saudoso Professor Ademaro Cotrim, que tão cedo nos deixou em agosto de 2000. Temos certeza que, se ainda estivesse entre nós, teria sido um dos autores e um dos mais entusiastas participantes deste Guia.

A publicação do Guia OSE de Normas espera contribuir com o aperfeiçoamento profissional e a

formação dos estudantes da área elétrica.

Boa leitura e bons conhecimentos,

Adolfo Vaiser e Hilton Moreno

São Paulo, novembro de 2011

Apresentação

6

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

Apresentação

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

Apresentação GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS Apresentação O Procobre é uma rede de instituições

Apresentação

O Procobre é uma rede de instituições latino-americanas cuja missão é a promoção do uso do cobre, impulsionando a pesquisa e o desenvolvimento de novas aplicações e difundindo sua contribuição para a melhoria da qualidade de vida e do progresso da sociedade.

É no contexto desta missão, que o Procobre vem trabalhando ao longo dos anos para difundir junto aos principais agentes da cadeia da construção civil a necessidade de que cada vez mais as instalações elétricas sejam seguras.

Uma vez que em nosso país as normas são voluntárias, o apoio ao “Guia O Setor Elétrico de Normas Brasileiras” torna- se imprescindível para o fomento de nossa missão, pois, somente por meio da conscientização e da divulgação das normas brasileiras junto aos profissionais do setor, é que conseguiremos contribuir para que as construções de nosso país tornem-se cada vez mais seguras.

Procobre – Instituto Brasileiro do Cobre

São Paulo, novembro de 2011

Apresentação

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

Sumário

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

Sumário GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS 13 147 245 285
Sumário GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS 13 147 245 285
Sumário GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS 13 147 245 285
13 147
13
147
245
245
285
285

NBR 5410

10

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

NBR 5410

12

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

ABNT NBR 5410:2004

INsTAlAções eléTRIcAs de BAIxA TeNsão

Sumário

1 HIsTóRIco 2 oBjeTIvos, cAmpo de AplIcAção e ABRANgêNcIA 3 oRIgem dA INsTAlAção 4 AspecTos
1
HIsTóRIco
2
oBjeTIvos, cAmpo de AplIcAção e ABRANgêNcIA
3
oRIgem dA INsTAlAção
4
AspecTos geRAIs de pRojeTo
5
IlumINAção
6
pRoTeção coNTRA cHoques eléTRIcos
7
pRoTeção coNTRA efeITos TéRmIcos (INcêNdIos e queImAduRAs)
8
9pRoTeção coNTRA soBRecoRReNTes
9
9pRoTeção coNTRA soBReTeNsões
10
pRoTeção coNTRA míNImA e máxImA TeNsão, fAlTA de fAse e INveRsão de fAse
11
pRoTeção dAs pessoAs que TRABAlHAm NAs INsTAlAções eléTRIcAs de BAIxA TeNsão
12
seRvIços de seguRANçA
13
seleção e INsTAlAção dos compoNeNTes
14
lINHAs eléTRIcAs
15
dImeNsIoNAmeNTo de coNduToRes
16
ATeRRAmeNTo e equIpoTeNcIAlIzAção
17
seccIoNAmeNTo e comANdo
18
cIRcuITos de moToRes
19
coNjuNTos de pRoTeção, mANoBRA e comANdo (quAdRos de dIsTRIBuIção)
20
veRIfIcAção fINAl
21
mANuTeNção e opeRAção
22
quAlIdAde dA eNeRgIA eléTRIcA NAs INsTAlAções de BAIxA TeNsão

014

014

014

015

022

031

035

037

037

057

057

058

060

069

090

105

116

117

120

121

125

127

NBR 5410

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

1 HIsTóRIco

A norma ABNT NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa

tensão tem a seguinte cronologia:

- É publicado o Código de Instalações Elétricas da extinta

Inspetoria Geral de Iluminação, situada na Cidade do Rio de

1914

Janeiro, então Capital Federal;

- Com a contribuição de especialistas da época, o Código de

1914 foi aperfeiçoado e transformado em uma norma publicada pelo Departamento Nacional de Iluminação e Gás, sob o título

1941

de Norma Brasileira para Execução de Instalações Elétricas com abrangência em todo o País;

- O documento de 1941 foi substituído pela norma NB-

1960

3, baseada na norma NFPA-70 – National Electrical Code, dos

Estados Unidos, tendo sido publicado neste ano pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT);

- A NB-3 foi substituída pela primeira edição da NBR 5410,

1980

baseada na norma IEC 60364 e na norma francesa NF C 15-100.

- 2ª revisão da NBR 5410; - 3ª revisão da NBR 5410; - 4ª revisão da NBR 5410.

1990

1997

2004

2 oBjeTIvos, cAmpo de AplIcAção e ABRANgêNcIA

A NBR 5410 - Instalações Elétricas de Baixa Tensão é a norma

aplicada a todas as instalações elétricas cuja tensão nominal é igual ou

inferior a 1.000 V em corrente alternada ou a 1.500 V em corrente contínua.

A NBR 5410 fixa as condições a que as instalações de baixa

tensão devem atender, a fim de garantir seu funcionamento adequado,

segurança de pessoas e animais domésticos e a conservação de bens.

Aplica-se a instalações novas e a reformas em instalações existentes,

entendendo-se, em princípio, como ‘reforma’ qualquer ampliação de instalação existente (como criação de novos circuitos e alimentação de novos equipamentos), bem como qualquer substituição de componentes que implique alteração de circuito.

A norma trata praticamente de todos os tipos de instalações de

baixa tensão, dentre as quais:

Edificações residenciais e comerciais em geral;

Estabelecimentos institucionais e de uso público;

Estabelecimentos industriais;

Estabelecimentos agropecuários e hortigranjeiros;

Edificações pré-fabricadas;

Reboques de acampamento (trailers), locais de acampamento

(campings), marinas e locais análogos;

Canteiros de obras, feiras, exposições e outras instalações temporárias.

A norma aplica-se também:

Aos circuitos internos de equipamentos que, embora alimentados

por meio de instalação com tensão igual ou inferior a 1.000 V em

corrente alternada, funcionam com tensão superior a 1.000 V, como

é o caso de circuitos de lâmpadas de descarga, de precipitadores eletrostáticos etc.;

• A qualquer linha elétrica (ou fiação) que não seja especificamente coberta pelas normas dos equipamentos de utilização;

• As linhas elétricas fixas de sinal, relacionadas exclusivamente à

segurança (contra choques elétricos e efeitos térmicos em geral) e à compatibilidade eletromagnética.

Entretanto, a norma não se aplica a:

• Instalações de tração elétrica;

• Instalações elétricas de veículos automotores;

• Instalações elétricas de embarcações e aeronaves;

• Equipamentos para supressão de perturbações radioelétricas, na medida que não comprometam a segurança das instalações;

• Instalações de iluminação pública;

• Redes públicas de distribuição de energia elétrica;

• Instalações de proteção contra quedas diretas de raios. No entanto, esta Norma considera as conseqüências dos fenômenos atmosféricos sobre as instalações (por exemplo, seleção dos dispositivos de proteção contra sobretensões);

• Instalações em minas;

• Instalações de cercas eletrificadas.

No momento da publicação deste guia, A NBR 5410 é complementada pelas normas NBR 13570 - Instalações Elétricas em Locais de Afluência de Público: Requisitos Específicos e NBR 13534 - Instalações Elétricas em Estabelecimentos Assistencias de Saúde: Requisitos para Segurança. Ambas complementam ou substituem, quando necessário, as prescrições de caráter geral contidas na NBR 5410, relativas aos seus respectivos campos de aplicação. A NBR 13570 aplica-se às instalações elétricas de locais como cinemas, teatros, danceterias, escolas, lojas, restaurantes, estádios, ginásios, circos e outros locais indicados com capacidades mínimas de ocupação (no de pessoas) especificadas. A NBR 13534, por sua vez, aplica-se a determinados locais como hospitais,ambulatórios,unidadessanitárias,clínicasmédicas,veterinárias e odontológicas etc., tendo em vista a segurança dos pacientes. A terminologia de instalações elétricas de baixa tensão utilizada na NBR 5410 é proveniente da norma NBR IEC 50 (826) - Vocabulário Eletrotécnico Internacional — Capítulo 826 — Instalações Elétricas em Edificações.

3 oRIgem dA INsTAlAção

De acordo com 3.4.3 da NBR 5410 (ver Figura 1), a norma aplica-se a partir do ponto de entrega, definido como o ponto de conexão do sistema elétrico da empresa distribuidora de eletricidade com a instalação elétrica da(s) unidade(s) consumidora(s) e que delimita as responsabilidades da distribuidora, definidas pela autoridade reguladora (ANEEL). Além disso, a NBR 5410 indica em 1.6 e 1.7 que a sua aplicação não dispensa o respeito aos regulamentos de órgãos públicos aos quais a instalação deve satisfazer. As instalações elétricas cobertas pela norma estão sujeitas também, naquilo que for pertinente, às normas para fornecimento de energia estabelecidas pelas autoridades

NBR 5410

reguladoras e pelas empresas distribuidoras de eletricidade. Desta forma, as prescrições estabelecidas em regulamentações federais, estaduais e municipais podem ser aplicadas nas instalações elétricas de baixa tensão sem causar conflitos legais com o texto da norma brasileira. Por exemplo, prescrições específicas do Corpo de Bombeiros sobre iluminação de emergência, bombas de incêndio, etc., podem ser acomodadas no projeto elétrico sem conflitos. Da mesma forma, apesar de a NBR 5410:2004 incluir os componentes do padrão de entrada da concessionária, uma vez que ela tem origem de aplicação no ponto de entrega, o item 1.7 mantém a autoridade da empresa distribuidora de energia elétrica em definir como será construído esse padrão de entrada.

Dispositivo de proteção
Dispositivo de proteção

Figura 1: Origem da instalação conforme a NBR 5410/2004 (inclui o padrão de entrada da concessionária)

4 AspecTos geRAIs de pRojeTo

4.1 Potência de alimentação

Em 4.2.1 da NBR 5410 prescreve-se que, na determinação da potência de alimentação de uma instalação ou de parte de uma instalação, devem-se prever os equipamentos a serem instalados, com suas respectivas potências nominais e, após isso, considerar as possibilidades de não simultaneidade de funcionamento destes equipamentos (fator de demanda), bem como capacidade de reserva para futuras ampliações.

É importante observar que o texto da norma refere-se às

potências nominais dos equipamentos e não às potências médias

absorvidas por eles. Isso significa que não é possível a aplicação do chamado fator de utilização no cálculo da potência de alimentação. Lembre-se que o fator de utilização é aquele que multiplica a potência nominal de um aparelho para se obter a potência média absorvida por ele durante sua operação. Esse é geralmente o caso de motores, sendo tipicamente considerado, nesta situação, um fator de utilização da ordem de 0,75. No entanto, reitera-se que a prescrição da norma não permite a utilização de tal fator no cálculo da potência de alimentação.

A determinação do fator de demanda exige um conhecimento

detalhado da instalação e das condições de funcionamento dos equipamentos de média tensão a ela conectados. Sua determinação deve ser realizada a partir de um estudo muito detalhado, pois, caso não seja adequadamente avaliado, o valor final da potência de alimentação pode resultar em subdimensionamento dos circuitos elétricos. Conforme o caso, a potência de alimentação deve ser

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

determinada por cargas ou por grupo de cargas e, geralmente, baseia-se nos dados conhecidos de outras instalações similares. No que diz respeito às cargas deve-se considerar para um equipamento a sua potência nominal dada pelo fabricante ou calculada a partir dos dados de entrada (tensão nominal, corrente nominal e fator de potência), ou calculada a partir da potência de saída, caso seja conhecido o rendimento do equipamento (Figura 2).

Equipamento de utilização

cos Φ N

η

(P N )

(P N )

(Saída)

P N = U N . I N . cos θ N

P N = U N . I N . cos θ N

P N =

√3 . U N . I N . cos θ N

P N = √3 . U N . I N . cos θ N

U N , I N , P N

(Entrada)

Equipamento monofásico

Equipamento trifásico

Rendimento

η =

P N / P N

Figura 2 – Determinação da potência nominal de um equipamento

4.1.1 Potência de iluminação

4.1.1.1 locais não residenciais

Conforme 4.2.1.2.2 da NBR 5410, as cargas de iluminação e tomadas em locais não destinados à habitação (estabe-lecimentos comerciais, industriais, institucionais, etc.) são as seguintes:

A quantidade e potência de pontos de iluminação devem ser determinadas como resultado da aplicação dos níveis mínimos de

iluminância da NBR 5413 e calculados pelos métodos dos lúmens, ponto

a ponto ou cavidade zonal, etc.

Para as luminárias que utilizam lâmpadas com equipamentos

auxiliares (reatores, ignitores, etc.), a potência total da luminária deve ser

a

incluindo suas perdas, fator de potência e distorções harmônicas (ver capítulo 5 deste guia).

soma das potências das lâmpadas com a dos equipamentos auxiliares,

4.1.1.2 locais residenciais

A seção 9.5.2 da NBR 5410 trata de aspectos relacionados à previsão de carga de iluminação em instalações residenciais, conforme descrito a seguir. A norma estabelece que, em cômodos com área igual ou inferior

a

6 m 2 deve ser prevista uma carga mínima de 100 VA e com área superior a 6 m 2 deve ser prevista uma carga mínima de 100 VA para os primeiros 6 m 2 , acrescida de 60 VA para cada aumento de 4 m 2 inteiros. Por exemplo, em uma sala de 4 m x 5 m, ou seja, com área de 20 m 2

(20 = 6 + 4 + 4 + 4 + 2), a potência de iluminação mínima a ser atribuída

a este cômodo será de 100 + 60 + 60 + 60 = 280 VA.

NBR 5410

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

4.1.2 Potência de tomadas

4.1.2.1 locais não residenciais

Conforme 4.2.1.2.3 da NBR 5410, deve ser feita a seguinte previsão de pontos de tomadas:

Em halls de serviço, salas de manutenção e salas de equipamentos, tais como casas de máquinas, salas de bombas, barriletes e locais análogos,

deve ser previsto no mínimo um ponto de tomada de uso geral, e aos circuitos termi-nais respectivos deve ser atribuída uma potência de no mínimo 1.000 VA.

Quando um ponto de tomada for previsto para uso específico,

deve ser a ele atribuída uma potência igual à potência nominal do equipamento a ser alimentado ou à soma das potências nominais dos equipamentos a serem alimen-tados. Quando valores precisos não forem conhecidos, a potência atribuída ao ponto de tomada deve seguir um dos dois seguintes critérios: (1) a potência ou soma das potências dos equipamentos mais potentes que o ponto pode vir a alimentar; (2) a potência deve ser calculada com base na corrente de projeto e na tensão do circuito respectivo.

Os pontos de tomada de uso específico devem ser localizados no

máximo a 1,5 m do ponto previsto para a localização do equipamento a ser alimentado.

Os pontos de tomada destinados a alimentar mais de um equipamento devem ser providos com a quantidade adequada de tomadas.

A NBR 5410 não tem prescrições específicas sobre previsão de quantidade de pontos de tomadas em locais não residenciais. Seguem-se algumas recomendações baseadas em literaturas:

locais industriais

A quantidade e a potência das tomadas em locais industriais dependem do tipo de ocupação dos diversos locais e devem ser determinadas caso a caso.

escritórios comerciais e locais similares

Sugestão 1: conforme indicado no livro Instalações elétricas, de Ademaro Cotrim Para escritórios comerciais ou locais similares com área ≤ 40 m 2 ,

quantidade mínima de tomadas de uso geral deve ser calculada pelo critério, dentre os dois seguintes, que conduzir ao maior número:

Um ponto de tomada para cada 3 m, ou fração, de perímetro.

Um ponto de tomada para cada 4 m 2 , ou fração, de área. Para escritórios comerciais ou locais análogos com área > 40 m 2 , a quantidade mínima de tomadas de uso geral deve ser calculada com base no seguinte critério: 10 pontos de tomadas para os primeiros 40 m 2 e 1 ponto de tomada para cada 10 m 2 , ou fração, de área restante. Em lojas e locais similares, devem ser previstos pontos de tomadas

de uso geral em quantidade nunca inferior a um ponto de tomada para

cada 30 m 2 , ou fração, não consideradas as tomadas para a ligação de lâmpadas, tomadas de vitrines e tomadas para a demonstração de aparelhos.

A potência a ser atribuída aos pontos de tomadas de uso geral em

escritórios comerciais, lojas e locais similares não deverá ser inferior a 200 VA por ponto de tomada.

Sugestão 2: conforme indicado no livro Instalações elétricas industriais, de João Mamede Filho Para escritórios comerciais ou locais similares com área ≤ 37 m 2 ,

a quantidade mínima de tomadas de uso geral deve ser calculada pelo critério, dentre os dois seguintes, que conduzir ao maior número:

• Um ponto de tomada para cada 3 m, ou fração, de perímetro.

• Um ponto de tomada para cada 4 m 2 , ou fração, de área.

Para escritórios comerciais ou locais análogos com área > 37 m 2 , a quantidade mínima de tomadas de uso geral deve ser calculada com base no seguinte critério: 8 pontos de tomadas para os primeiros 40 m 2 e 3 pontos de tomada para cada 37 m 2 , ou fração, de área restante. Em lojas e locais similares, devem ser previstos pontos de tomadas de uso geral em quantidade nunca inferior a um ponto de tomada para cada 37 m 2 , ou fração, não consideradas as tomadas para a ligação de lâmpadas, tomadas de vitrines e tomadas para a demonstração de aparelhos.

4.1.2.2 locais residenciais

A seção 9.5.2 da NBR 5410 trata de aspectos relacionados à previsão

de carga de tomadas em instalações residenciais, conforme descrito a seguir. Um ponto de tomada é um ponto de utilização de energia elétrica em que a conexão dos equipamentos a serem alimentados é feita por meio de tomada de corrente. Um ponto de tomada pode conter uma ou mais

tomadas de corrente.

A norma define o número mínimo de pontos de tomadas que devem

ser previstos num local de habitação, a saber:

• em banheiros deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada

próximo ao lavatório; • em cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos deve ser previsto no mínimo um ponto de tomada para cada 3,5 m, ou fração, de perímetro. E acima da bancada da pia em cozinhas, copas e copas-cozinhas devem ser previstas no mínimo duas tomadas de corrente, no mesmo ponto de tomada ou em pontos distintos (Figura 3);

no mesmo ponto de tomada ou em pontos distintos (Figura 3); Figura 3 – Pontos de

Figura 3 – Pontos de tomada acima da bancada em cozinha

NBR 5410

NBR 5410 Figura 4 – Potência atribuída a um ponto • em varandas deve ser previsto

Figura 4 – Potência atribuída a um ponto

• em varandas deve ser previsto pelo menos um ponto de tomada,

admitindo-se que este ponto de tomada não seja instalado na própria

varanda, mas próximo ao seu acesso, quando a varanda, por razões construtivas, não comportar o ponto de tomada, quando sua área for

inferior a 2 m 2 ou, ainda, quando sua profundidade for inferior a 80 cm; • em salas e dormitórios deve ser previsto um ponto de tomada para cada 5 m ou fração de perímetro;

• para os demais cômodos não tratados especificamente nos itens

anteriores, a norma estabelece que seja previsto, pelo menos, um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for igual ou inferior a 6

m 2 . Quando a área do cômodo ou dependência for superior a 6 m 2 , vale

a regra de um ponto de tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro. Uma vez determinada a quantidade de pontos de tomada, é preciso atribuir as potências para estes pontos. De um modo geral, a potência a ser atribuída a cada ponto de tomada

é função dos equipamentos que ele poderá vir a alimentar (Figura 4). Caso não sejam conhecidas as potências dos equipamentos, a norma então estabelece os seguintes valores mínimos:

• em banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço,

lavanderias e locais análogos, deve-se atribuir no mínimo 600 VA por

ponto de tomada, até 3 pontos, e 100 VA por ponto para os excedentes, considerando-se cada um desses ambientes separadamente. Quando

o total de tomadas, no conjunto desses ambientes, for superior a 6

pontos, admite-se que o critério de atribuição de potências seja de, no mínimo, 600 VA por ponto de tomada, até 2 pontos, e 100 VA por ponto para os excedentes, sempre considerando cada um dos ambientes separadamente. Vejamos dois casos para ilustrar esta regra:

• em uma cozinha há a previsão de 5 pontos de tomadas: a potência

mínima a ser considerada é de 600 + 600 + 600 + 100 + 100 = 2000 VA;

• em uma cozinha há a previsão de 7 pontos de tomadas. a potência

mínima a ser considerada é de 600 + 600 + 100 + 100 + 100 + 100 +

100 = 1700 VA.

- nos demais cômodos ou dependências, no mínimo 100 VA por ponto de tomada.

4.2 esquemas de aterramento

Os aterramentos devem assegurar, de modo eficaz, as necessidades

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

de segurança e de funcionamento de uma instalação elétrica, constituindo-se em um dos pontos mais importantes de seu projeto e de sua montagem.

4.2.1 aterramento de Proteção

O aterramento de proteção consiste na ligação à terra das massas

e dos elementos condutores estranhos à instalação e tem o objetivo de

limitar o potencial entre massas, entre massas e elementos condutores estranhos à instalação e entre os dois e a terra a um valor seguro sob condições normais e anormais de funcionamento. Além disso, deve proporcionar às correntes de falta um caminho de retorno para terra de baixa impedância, de modo que o dispositivo de proteção possa atuar adequadamente.

4.2.2 aterramento funcional

O aterramento funcional, que é a ligação à terra de um dos

condutores vivos do sistema (em geral, o neutro), tem por objetivo definir e estabilizar a tensão da instalação em relação à terra durante o funcionamento; limitar as sobretensões devidas a manobras, descargas atmosféricas e contatos acidentais com linhas de tensão mais elevada; e fornecer um caminho de retorno da corrente de curto-circuito monofásica

ou bifásica à terra ao sistema elétrico. Os aterramentos funcionais podem ser classificados em diretamente aterrados; aterrados através de impedância (resistor ou reator); ou não aterrados.

4.2.3 tiPos de esquemas de aterramento

Os aterramentos funcional e de proteção nas instalações de baixa tensão devem ser realizados conforme um dos três esquemas de aterramento básicos, classificados em função do aterramento da fonte de alimentação da instalação (transformador, no caso mais comum, ou gerador) e das massas, e designados por uma simbologia que utiliza duas letras fundamentais:

1a letra: indica a situação da alimentação em relação à terra:

• T: um ponto diretamente aterrado;

• I: nenhum ponto aterrado ou aterramento através de impedância razoável.

2a letra: indica as características do aterramento das massas:

• T: massas diretamente aterradas independentemente do eventual

aterramento da alimentação;

• N: massas sem um aterramento próprio no local, mas que utilizam o

aterramento da fonte de alimentação por meio de um condutor separado (PE) ou condutor neutro (PEN);

• I: massas isoladas, ou seja, não aterradas.

Outras letras: especificam a forma do aterramento da massa, utilizando o aterramento da fonte de alimentação:

• S: separado, isto é, o aterramento da massa é feito por um condutor (PE) diferente do condutor neutro;

NBR 5410

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

C: comum, isto é, o aterramento da massa do equipamento elétrico é feito com o próprio condutor neutro (PEN).

A partir dessas designações, são definidos os esquemas TT, TN e IT, descritos a seguir.

4.2.3.1 esquema tn

No esquema TN, um ponto da alimentação, em geral, o neutro, é diretamente aterrado e as massas dos equipamentos elétricos são ligadas

esse ponto por um condutor metálico (Figura 5). U c R F
esse ponto por um condutor metálico (Figura 5).
U
c
R F
esse ponto por um condutor metálico (Figura 5). U c R F Figura 5 - Esquema

Figura 5 - Esquema TN.

Esse esquema será do tipo TN-S, quando as funções de neutro e de proteção forem feitas por condutores distintos (N e PE), ou TN- C, quando essas funções forem asseguradas pelo mesmo condutor (PEN). Pode-se ter ainda um esquema misto TN-C-S. O esquema é concebido de modo que o percurso de uma corrente de falta fase-massa seja constituído por elementos condutores metálicos e, portanto, possua baixa impedância e alta corrente de curto-circuito. Neste caso, uma corrente de falta direta fase-massa é equivalente a uma corrente de curto-circuito fase-neutro. No sistema TN, a corrente de curto-circuito não depende do valor do aterramento da fonte (R F ), mas somente das impedâncias dos condutores pelas quais o sistema é constituído. Por isso, ela

elevada e a proteção é fortemente sensibilizada provocando sua

atuação. Deve-se dar preferência ao sistema TN-S porque, na operação normal do sistema, todo o condutor PE está sempre praticamente no mesmo potencial do aterramento da fonte, ou seja, com tensão zero ou quase zero em toda sua extensão. No entanto, no sistema TN-C, a tensão do condutor PEN junto à carga não é igual a zero, porque existem correntes de carga (incluindo harmônicas) e de desequilíbrio retornando pelo neutro, causando assim quedas de tensão ao longo do condutor PEN. Portanto, as massas dos equipamentos elétricos não estão no mesmo potencial do aterramento da fonte. Neste caso, sempre há uma diferença de potencial entre a mão e o pé do operador que toca o equipamento elétrico. Outro perigo do sistema TN-C é no caso de perda (ruptura) do condutor neutro (N), em que, instantaneamente, o potencial do condutor de fase passa para a massa da carga, colocando em risco a segurança das pessoas.

4.2.3.2 esquema tt

No esquema TT, o ponto da alimentação (em geral, o secundário do transformador com seu ponto neutro) está diretamente aterrado e as massas da instalação estão ligadas a um eletrodo de aterramento (ou a mais de um eletrodo) independentemente do eletrodo de aterramento da alimentação (Figura 6).

U C R F R M
U C
R F
R M

Figura 6 - Esquema TT.

De acordo com a figura, R F é a resistência do aterramento da

fonte de alimentação e R M é a resistência do aterramento da massa do equipamento elétrico. Trata-se de um esquema em que o percurso de uma corrente proveniente de uma falta fase-massa (ocorrida em um componente ou em um equipamento de utilização da instalação) inclui a terra e que a elevada impedância (resistência) desse percurso limite o valor da corrente de curto-circuito. No esquema TT, a corrente de curto-circuito, depende da qualidade do aterramento da fonte e da massa. Se o aterramento não for bom,

a proteção pode não atuar ou demorar muito para atuar, colocando

em risco a segurança das pessoas. Neste esquema de aterramento, é obrigatório o uso de dispositivo diferencial-residual no seccionamento automático da alimentação (ver capítulo 6 deste guia). As correntes de falta direta fase-massa são de intensidade inferior à de uma corrente de curto-circuito fase-neutro. Uma das possíveis utilizações do esquema TT é quando a fonte de alimentação e a carga estiverem muito distantes uma da outra.

4.2.3.3 esquema it

No esquema IT, não existe nenhum ponto da alimentação diretamente

aterrado; ela é isolada da terra ou aterrada por uma impedância (Z) de valor elevado. As massas são ligadas à terra por meio de eletrodo ou eletrodos de aterramento próprios (ver Figura 7). Nesse esquema, a corrente resultante de uma única falta fase- massa não possui, em geral, intensidade suficiente para fazer a proteção atuar, mas pode representar um perigo para as pessoas que tocarem a massa energizada, devido às capacitâncias da linha em relação à terra (principalmente no caso de alimentadores longos)

e à eventual impedância existente entre a alimentação e a terra.

Somente em dupla falta fase-massa, em fases distintas, a corrente de curto-circuito poderá provocar a atuação da proteção.

NBR 5410

U c Z R M
U
c
Z
R M

Figura 7 - Esquema IT.

Muitas indústrias, em alguns setores, utilizam o sistema IT, no qual a impedância (Z) é constituída de uma reatância projetada para que a corrente de curto-circuito, para a primeira falta fase-massa, seja limitada a um valor pequeno (por exemplo, 5 A). Essa corrente de curto-circuito sinaliza apenas a existência da primeira falta, sem necessidade de desligar o circuito, acionando apenas a equipe de manutenção, que não precisa corrigir a falha imediatamente, a produção do setor industrial continua normalmente e a equipe de manutenção pode programar seu serviço no horário mais adequado. Neste esquema de aterramento é obrigatório o uso de dispositivos supervisores de isolamento.

4.3 divisão da instalação

A divisão da instalação em circuitos conforme a NBR 5410. Uma vez determinadas as cargas a serem alimentadas em uma instalação elétrica, podemos planejar a distribuição destas cargas pelos diversos circuitos. Vejamos a seguir as regras da ABNT NBR 5410 sobre o assunto.

Pontos de iluminação e tomadas

Em 4.2.5.1, temos: “A instalação deve ser dividida em tantos circuitos quantos necessários, devendo cada circuito ser concebido de forma a poder ser seccionado sem risco de realimentação inadvertida através de outro circuito”. E, em 4.2.5.5, é dada a sentença: “Os circuitos terminais devem ser individualizados pela função dos equipamentos de utilização que alimentam. Em particular, devem ser previstos circuitos terminais distintos para pontos de iluminação e para pontos de tomada”. Juntas, estas duas prescrições obrigam a separação de iluminação e tomadas nas instalações em geral (Figura 8). No caso particular de locais de habitação, em 9.5.3.3 admite- se que, em algumas situações, pontos de iluminação e tomadas possam ser alimentados por circuito comum, desde que respeitadas algumas condições:

a) A corrente de projeto do circuito comum (iluminação + tomadas) não deve ser superior a 16 A;

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

Os pontos de iluminação não devem ser alimentados, em

b)

sua

(iluminação + tomadas); e

c)

não

caso esse circuito seja comum (iluminação + tomadas).

totalidade, por um só circuito, caso esse circuito seja comum

Os pontos de tomadas, já excluídos os indicados em 9.5.3.2,

podem ser alimentados, em sua totalidade, por um só circuito,

Dessa forma, é importante dizer que a regra para a divisão de circuitos é sempre a separação das cargas de iluminação e tomadas, ficando a exceção com alguns casos na área residencial. E mesmo nessa área, a junção de iluminação e tomadas no mesmo circuito é opcional. Cabe lembrar que, nos casos em que iluminação e tomadas

são separadas, um circuito de iluminação deve ter seção mínima

de 1,5 mm 2 e um circuito de tomada deve ter seção mínima de 2,5

mm 2 , sendo evidente que, quando juntamos estas cargas no mesmo circuito, este deve ter seção mínima de 2,5 mm 2 .

Para finalizar as prescrições de divisões de circuitos em locais de habitação, tem-se:

a) Em 9.5.3.1, está prescrito que todo ponto de utilização previsto

para alimentar, de modo exclusivo ou virtualmente dedicado, equipamento com corrente nominal superior a 10 A deve constituir

um

b)

cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais análogos devem ser atendidos por circuitos exclusivamente destinados à alimentação de tomadas desses locais.

Em 9.5.3.2, os pontos de tomada de cozinhas, copas, copas-

circuito independente; e

tomada de cozinhas, copas, copas- circuito independente; e Figura 8 - Circuitos terminais separados Conforme 4.2.5.6

Figura 8 - Circuitos terminais separados

Conforme 4.2.5.6 da NBR 5410, as cargas devem ser distribuídas entre as fases, de modo a obter-se o maior equilíbrio possível. Quando a instalação comportar mais de uma alimentação (rede pública, geração local, etc.), a distribuição associada especificamente a cada uma delas deve ser disposta separadamente e de forma claramente diferenciada das demais (Figura 9). Em particular, não se admite que componentes vinculados especificamente a uma determinada alimentação compartilhem, com elementos de outra alimentação, quadros de distribuição e linhas, incluindo as caixas dessas linhas, salvo as seguintes exceções:

a) circuitos de sinalização e comando, no interior de quadros;

NBR 5410

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

b)

conjuntos de manobra especialmente projetados para efetuar

o

intercâmbio das fontes de alimentação;

c)

linhas abertas e nas quais os condutores de uma e de outra

Em geral, quanto maior o número, mais severa é a intensidade daquela determinada influência.

Na NBR 5410, há três tipos de tabelas de influências externas diretamente relacionadas entre si, conforme indicado na Figura 11. A partir dos conceitos anteriores, cabe ao projetista classificar as influências externas predominantes na instalação elétrica de média tensão, observando-se que nem todas as influências precisam estar presentes numa instalação ou, às vezes, mesmo presentes, elas podem ser desprezadas. Para efeito de exemplo de aplicação das tabelas indicadas na Figura 10, suponha-se que tenha sido verificado que, no local onde será instalado um barramento blindado de baixa tensão, existe uma rede de sprinklers instalada sobre o barramento blindado. Neste caso, pode-se adotar um dos três procedimentos descritos a seguir (Figura 11):

• (A) Considerando-se que não seja colocado nenhum anteparo

entre o barramento blindado e a rede de sprinklers, o barramento estará sujeito a uma “chuva” de água após uma eventual atuação da rede de sprinklers. Neste caso, a influência externa sobre o barramento é AD4 (conforme Tabela 4 da norma), resultando em um grau de proteção mínimo do barramento IPX4;

• (B) Considerando-se que seja colocado m anteparo entre o

barramento blindado e a rede de sprinklers, o barramento não estará sujeito a uma “chuva” de água após uma eventual atuação

da rede de sprinklers. Neste caso, a influência externa sobre o barramento é AD1 (conforme Tabela 4 da norma), resultando em um grau de proteção mínimo do barramento IPX0;

• (C) Considerando-se que não seja colocado nenhum anteparo

entre o barramento blindado e a rede de sprinklers, e que o projetista avalie que a atuação dos sprinklers não é uma situação

alimentação sejam adequadamente identificados.

situação alimentação sejam adequadamente identificados. Figura 9 – Compartilhamento de linhas elétricas 4.7 i

Figura 9 – Compartilhamento de linhas elétricas

4.7 influências externas

A classificação das influências externas sobre a instalação

de baixa tensão deve ser realizada nas fases de elaboração e execução das instalações elétricas, sendo fundamental para a correta seleção e utilização dos componentes e para a garantia da segurança e funcionamento da instalação. Conforme 4.2.6 da NBR 5410, cada condição de influência externa é designada por um código que compreende sempre um grupo de duas letras maiúsculas e um número, como descrito a seguir:

Primeira letra: indica a categoria geral da influência externa:

A = meio ambiente;

B = utilização;

C = construção das edificações.

Segunda letra (A, B, C, externa.

)

indica a natureza da influência

Número (1, 2, 3,

)

indica a classe de cada influência externa.

(1, 2, 3, ) indica a classe de cada influência externa. Figura 10 – Relação entre
(1, 2, 3, ) indica a classe de cada influência externa. Figura 10 – Relação entre
(1, 2, 3, ) indica a classe de cada influência externa. Figura 10 – Relação entre
(1, 2, 3, ) indica a classe de cada influência externa. Figura 10 – Relação entre
(1, 2, 3, ) indica a classe de cada influência externa. Figura 10 – Relação entre
(1, 2, 3, ) indica a classe de cada influência externa. Figura 10 – Relação entre

Figura 10 – Relação entre as tabelas de influências externas

NBR 5410

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

NBR 5410 GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS Figura 11 – Exemplo de análise das

Figura 11 – Exemplo de análise das influências externas

usual na vida da instalação (podendo então desprezá-la na análise). Neste caso, a influência externa sobre o barramento é AD1 (conforme Tabela 4 da norma), resultando em um grau de proteção mínimo do barramento IPX0. No entanto, é preciso que

seja feito um alerta para que, após uma eventual atuação da rede de sprinklers, seja feita uma verificação no estado do barramento blindado, uma vez que, com o grau IPX0 poderia haver a penetração de água no invólucro, o que poderia comprometer seu adequado e seguro funcionamento sem a devida manutenção. Entre as três alternativas apresentadas, a única que resolve o assunto de modo permanente é a primeira opção, pois o barramento blindado estaria protegido de modo permanente e seguro contra

a presença de água em seu interior, no caso de acionamento da

rede de sprinklers. A desvantagem desta opção é o custo maior de

um equipamento IPX4 em comparação com o IPX0. Na segunda alternativa, embora o custo do barramento seja menor do que no primeiro caso, é preciso acrescentar o custo do anteparo antes de comparar o custo total com a alternativa (A). Além disso, é importante considerar que o anteparo poderá ser removido de propósito ou acidentalmente sem que seja recolocado, o que

anularia todo o raciocínio que justificou essa opção. A opção (C) é

a de menor custo inicial, porém deve ser pesado na decisão final o

risco de molhar o interior do barramento e o consequente custo de parada e manutenção do equipamento. A Tabela A.2, cuja fonte é a norma NBR 13570, fornece as classificações de algumas influências externas relativas a diversos locais de afluência de público.

tabela a.2 – classificação das influências externas de locais de afluência de Público

Item

Local

AD

AH

BB

BC

BD

BE

01

Auditórios, salas de conferência/reuniões, cinemas hotéis, motéis e similares, locais de culto, estabelecimentos de atendimento ao público, bibliotecas, arquivos públicos, museus, salas de arte

-*)

-*)

-*)

3**)

3

ou 4

2

 

Teatros, arenas, casas de espetáculos e locais análogos:

02

- palco

4

2**)

3

3**)

3

2

- demais locais

-*)

-*)

-*)

-*)

3

2

03

Salas polivalentes ou modulares, galpões de usos diversos e usos sazonais

-*)

-*)

-*)

-*)

3

ou 4

2

04

Lojas de departamentos

-*)

-*)

-*)

3**)

3

ou 4

2

 

Restaurantes, lanchonetes, boates, cafés e locais análogos:

4

-*)

-*)

3

3

2

05

- cozinha

- demais locais

-*)

-*)

-*)

3**)

3

2

06

Supermercados e locais análogos

-*)

-*)

-*)

3

3

2

07

Circulações e áreas comuns em centros comerciais, shopping centers

-*)

-*)

-*)

3

3

2

08

Danceterias, salões de baile, salões de festas, salões de jogos , boliches, diversões eletrônicas e locais análogos

-*)

2**)

-*)

3

3

ou 4

2

09

Estabelecimentos de ensino

-*)

-*)

-*)

3

3

2

10

Estabelecimentos esportivos e de lazer cobertos

-*)

2**)

-*)

3

3

ou 4

2

11

Estabelecimentos esportivos e de lazer ao ar livre, estádios

-*)

2**)

3

3**)

3

ou 4

2

12

Locais de feiras e exposições ao ar livre, parques de diversões, circos

-*)

2**)

3

4**)

3

2

13

Locais de feiras e exposições cobertos, mercados cobertos com boxes

-*)

2**)

-*)

3

3

2

14

Estruturas infláveis

-*)

-*)

-*)

-*)

-*)

2

15

Estações e terminais de sistemas de transporte

-*)

-*)

-*)

3

3

2

*) A classificação desta influência deve ser determinada de acordo com a aplicação específica do local. **) Pode ser que existam neste local áreas onde se aplique uma classificação diferente. NOTA - Exemplos de aplicação da tabela A.2: o palco de um teatro tem a seguinte classificação mínima de influências externas: AD4, AH2, BB3, BC3, BD3 e BE2.

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS tabela 2: Primeiro numeral - Penetração de objetos
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
tabela 2: Primeiro numeral - Penetração de objetos sólidos e acesso às Partes vivas
GRAU DE PROTEÇÃO
Primeiro
Numeral
Característico
Descrição Sucinta
Detalhes Breves dos Objetos a serem “excluídos” do invólucro
0
Não protegido.
Nenhuma proteção especial.
1
Protegido contra objetos sólidos maiores que 50 mm.
Uma grande superfície do corpo, como uma mão (mas sem proteção contra o acesso deliberado).
Objetos sólidos com diâmetro superior a 50 mm.
2
Protegido contra objetos sólidos maiores que 12 mm.
Dedos ou objetos similares não excedendo 80 mm de comprimento.
Objetos sólidos excedendo 12mm de diâmetro.
3
Protegido contra objetos sólidos maiores que 2,5mm.
Ferramentas, fios etc. de diâmetro ou espessura maior que 2,5 mm.
Objetos sólidos com diâmetro superior a 2,5mm.
4
Protegido contra objetos sólidos maiores que 1,0 mm.
Fios ou fitas de espessura maior que 1,0 mm. Objetos sólidos
com diâmetro não superior a 1,0mm.
5
Protegido contra pó.
O ingresso de pó não é totalmente prevenido, mas o pó não entra em quantidade
suficiente para interferir com a operação satisfatória do equipamento.
6
Hermético a pó.
Sem ingresso de pó
tabela 3: seGundo numeral - Proteção contra Penetraçnao de liquidos
GRAU DE PROTEÇÃO
Segundo
Numeral
Característico
Descrição Sucinta
Detalhes do tipo de proteção fornecida pelo invólucro
0
Sem proteção.
Sem proteção especial.
1
Protegido contra gotejamento de água.
Gotejamento de água (quedas de gotas verticais) não deve ter efeito nocivo.
2
Protegido contra gotejamento de água, quando inclinado até 15°.
Gotejamento vertical de água não deve ter efeito nocivo quando o invólucro
é inclinado até um ângulo de 15°, a partir de sua posição normal.
3
Protegido contra água pulverizada.
Água pulverizada caindo com um ângulo de até 60° com a vertical não deve ter efeito nocivo.
4
Protegido contra água borrifada.
Água borrifada contra o invólucro, de qualquer direção, não deve ter efeito nocivo.
5
Protegido contra jatos de água.
Água projetada por um bico sob pressão contra o invólucro,
de qualquer direção, não deve ter efeito nocivo
6
Protegido contra ondas de grande porte.
Água de ondas de grande porte, ou água projetada em jatos potentes,
não deve penetrar no invólucro em quantidades prejudiciais.
22
7
Protegido contra os efeitos da imersão de água.
O ingresso de água em quantidade prejudicial não deve ser possível, quando o invólucro é
imerso em água em condições definidas de pressão e tempo.
8
Protegido contra submersão.
O equipamento é adequado para submersão contínua em água,
sob condições que devem ser especificadas pelo fabricante.
4.8
Graus de Proteção
indústria, ensino, esporte, entre outras. A Tabela 4 fornece alguns
valores extraídos da NBR 5413.
Estes valores de iluminância são utilizados como referência para
Os invólucros dos equipamentos elétricos são classificados
por graus de proteção, definidos pela norma NBR IEC 60529
- Graus de proteção para invólucros de equipamentos elétricos
(código IP).
A representação mais comum do grau de proteção é feita pelas
letras ‘IP’ seguidas usualmente por dois algarismos (Tabelas 2 e 3),
sendo o primeiro relativo à proteção contra a penetração de objetos
sólidos e acesso às partes vivas e o segundo relativo à proteção
contra a penetração de líquidos.
o dimensionamento dos sistemas de iluminação das instalações. A
norma estabelece três valores médios para cada atividade (mínimo,
médio e máximo) e as características para a determinação de qual
valor médio deve ser considerado, de acordo com as características
da tarefa e do observador (idade, velocidade e precisão da tarefa e
refletância do fundo da tarefa).
De maneira geral é recomendado que se adote o valor médio.
O maior valor das iluminâncias deve ser utilizado quando:
• A tarefa se apresenta com refletâncias e contrastes bastante baixos;
5 IlumINAção
• Os erros são de difícil correção;
• O trabalho visual é crítico;
5.1
Projeto luminotécnico
• Alta produtividade ou precisão são de grande importância; e
• A capacidade visual do observador está abaixo da média.
A NBR 5410 estabelece em 4.2.1.2.2.a) que as cargas de
iluminação devem ser determinadas como resultado da aplicação
da norma NBR 5413.
A NBR 5413 - Iluminância de interiores estabelece os valores de
iluminâncias médias mantidas em serviço para iluminação artificial
em interiores, para diversas atividades e tarefas, como comércio,
O menor valor pode ser usado quando:
• As refletâncias ou contrastes são relativamente altos;
• A velocidade e/ou precisão não são importantes;
• A tarefa é executada ocasionalmente.
NBR 5410

NBR 5410

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

tabela 4 – valores de iluminância da nbr 5413

Classe

Iluminância (lux)

Tipo de atividade

A

20 -30 -50

Áreas públicas com arredores escuros

Iluminação geral para áreas usadas interruptamente ou com tarefas visuais simples

50

- 75 - 100

Orientação simples para permanência curta

100

-150 -200

Recintos não usados para trabalho contínuo; depósitos

200

-300 -500

Tarefas com requisitos visuais limitados, trabalho bruto de maquinaria, auditórios

B

500 -750 -1000

Tarefas com requisitos visuais normais, trabalho médio de maquinaria, escritórios

Iluminação geral para área de trabalho

1000

-1500 -2000

Tarefas com requisitos especiais, gravação manual, inspeção, indústria de roupas.

C

2000

-3000 -5000

Tarefas visuais exatas e prolongadas, eletrônica de tamanho pequeno

Iluminação adicional para tarefas visuais difíceis

5000 - 7500 - 10000

Tarefas visuais muito exatas, montagem de microeletrônica

10000 -15000 -20000

Tarefas visuais muito especiais, cirurgia

Além do nível de iluminância, a NBR 5413 estabelece as condições gerais de projeto, tais como plano de trabalho,

uniformidade e iluminação suplementar. Nestes assuntos, a norma

define:

• O plano de referência como sendo o campo de trabalho e quando este não for definido, um plano horizontal a 0,75m do piso;

• A iluminância no restante do ambiente não deve ser inferior

a 1/10 da adotada para o campo de trabalho, mesmo que haja

recomendação para valor menor;

• A uniformidade da iluminância (relação entre o menor valor de

iluminância do campo de trabalho e o valor médio) deve ser no mínimo 0,7; e

• No caso de ser necessário elevar a iluminância em limitado campo

de trabalho, possibilita a utilização de iluminação suplementar.

A NBR 5413, vigente desde 1992, na época da publicação deste guia era obsoleta em relação às normas internacionais, pois estabelece apenas as iluminâncias recomendadas em serviço. A

norma internacional ISO 8995-1: Lighting of work place, elaborada pela ISO em conjunto com a CIE - Comissão Internacional de Iluminação, trata de diversos parâmetros que contribuem para

a qualidade da iluminação no ambiente, além de ampliar a

abrangência dos tipos de atividades especificados na NBR 5413. A ISO 8995-1 define e estabelece parâmetros para a iluminância de tarefa e do entorno imediato (zona de, no mínimo, 0,5 m de largura ao redor da área da tarefa dentro do campo de visão), e estabelece recomendações para a distribuição da uniformidade e iluminância, direcionamento da luz, uso da iluminação natural e manutenção do sistema. Além das iluminâncias para cada tarefa e ambiente, a ISO 8995-

1 estabelece o indicador de controle de ofuscamento para evitar o desconforto visual (UGR) e o índice de reprodução de cor mínimo recomendado da fonte luminosa (Ra ou IRC). Para o dimensionamento do sistema de iluminação e a determinação das cargas de iluminação utilizam-se métodos de cálculo luminotécnico, como o Método dos Lumens e o Método ponto a ponto, amplamente difundidos e disponíveis em softwares

de cálculo.

Estas metodologias levam em consideração os desempenho das luminárias, lâmpadas e dos equipamentos auxiliares, como reatores

para lâmpadas de descarga, os transformadores para as lâmpadas halógenas e os controladores (drivers) para os leds.

5.2 desemPenho das luminárias

O desempenho de uma luminária pode ser considerado como

o resultado de uma combinação dos desempenhos fotométrico,

mecânico e elétrico.

5.2.1

O

desemPenho fotométrico

desempenho fotométrico está relacionado à eficiência com

que a luminária direciona luz ao plano desejado. É determinado pelas propriedades fotométricas da lâmpada e da luminária. No projeto luminotécnico, quando são conhecidas as dimensões do ambiente e as refletâncias do teto, das paredes e do piso, o

desempenho fotométrico pode ser analisado pelo Fator de Utilização

da luminária (U).

5.2.2

O

desemPenho mecânico

desempenho mecânico descreve o comportamento da

luminária sob estresse, podendo incluir condições extremas de temperatura, jatos d’água, vedação a pó, choques mecânicos e

proteção contra fogo. Estas condições são consideradas na NBR IEC 60598-1 - Luminárias. Requisitos gerais e ensaios.

As luminárias devem ser especificadas nos projetos de acordo

com o uso e característica da instalação. Atenção especial deve ser

considerada para as áreas molhadas ou úmidas. Conforme item 6.5.5.2.1 da NBR IEC 60598-1, não é permitido que a água se

acumule nos condutores, porta-lâmpadas ou outras partes elétricas.

De acordo com o tipo de proteção contra a penetração de pó,

objetos sólidos e umidade, as luminárias são classificadas conforme

o grau de proteção IP (ver 4.8 - Tabelas 2 e 3 deste guia).

5.2.3

O

desemPenho elétrico

desempenho elétrico descreve a eficiência com que a

luminária e seus equipamentos auxiliares produzem luz e o comportamento elétrico dos mesmos, tais como fator de potência, distorção harmônica e interferências eletromagnéticas. Desta forma, a eficiência da luminária é determinada também pela eficiência da lâmpada e dos equipamentos auxiliares (reatores, transformadores e controladores). No dimensionamento dos sistemas de iluminação é necessário conhecer os dados relativos ao

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS fluxo luminoso das lâmpadas e ao fator de
GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS
fluxo luminoso das lâmpadas e ao fator de fluxo luminoso do reator.
A NBR 5410, no item 4.2.1.2.2.b), determina que, para os
aparelhos fixos de iluminação de descarga, a potência nominal a
ser considerada deve incluir a potência das lâmpadas, as perdas e o
fator de potência dos equipamentos auxiliares.
Para cálculo das cargas de iluminação, a potência nominal
ou aparente (VA) pode ser calculada a partir dos dados elétricos
fornecidos pelos fabricantes.
Para se determinar a potência nominal (VA) do conjunto
luminária-lâmpadas-equipamentos, considera-se:
P
N = U x I
ou
P N = P ativa / FP
Onde:
P
N : potência nominal ou aparente (VA)
P
ativa : potência ativa (W)
U: tensão (V)
I:
corrente (A)
FP: fator de potência
Quando os dados dos fabricantes não são conhecidos ou os
equipamentos não estão definidos, considera-se que:
A potência da lâmpada é dada em W (assume-se que W = VA);
As perdas dos reatores podem ser consideradas aproximadamente
15% a 20% da potência da lâmpada;
24
Assim, por exemplo, a potência nominal de uma luminária
com 2 lâmpadas de 32 W cada + 1 reator eletromagnético duplo é
calculada por:
P
aparente = 2 x 32 + (2 x 32 x 0,15) = 73,6 VA
5.2.4 métodos de cálculos luminotécnicos
A seguir são apresentados o Método do Ponto a Ponto e o
Método dos Lumens, metodologias de cálculo mais utilizadas para
determinação da quantidade de luminárias necessárias para um
determinado ambiente ou a iluminância obtida com determinada
luminária.
5.2.4.1 método do Ponto a Ponto
Pode-se calcular a iluminância pelo Método Ponto a Ponto
quando a distância “d” entre a fonte de luz e o objeto a ser
iluminado for, no mínimo, cinco vezes a dimensão da fonte de luz
(Figura 13).
Este método é recomendado para os casos de fontes
pontuais, para a determinação da iluminância obtida com
lâmpadas de dimensões pequenas e de fachos de luz bem
definidos (lâmpadas dicróicas, por exemplo), alguns tipos de
luminárias de LEDs, entre outros.
Aplicam-se as seguintes equações para determinar as
iluminâncias:
NBR 5410
Figura 12- Considerações para cálculo pelo Método do Ponto a Ponto I E =
Figura 12- Considerações para cálculo pelo Método do Ponto a Ponto
I
E =

d 2

para luz incidindo perpendicularmente ao plano do objeto, e:

E

I α x cos 3 α

=

h 2

para luz que não incide perpendicularmente ao plano do objeto.

I

- intensidade luminosa (vertical), em cd

E

- iluminância no ponto, em lx

d

- distância da fonte luminosa ao objeto

α

- ângulo de abertura do facho

h

- distância vertical entre a fonte de luz e o plano do objeto

I α - intensidade luminosa no ângulo α, em cd

A iluminância (E) em um ponto é o somatório de todas as iluminâncias incidentes sobre esse ponto provenientes de diferentes pontos de luz dada pela equação:

E

=

I

1

h

2

+ Σ

(

I α x cos 3 α

h

2

)

Neste método não são consideradas as refletâncias das superfícies (teto, paredes e piso), sendo que, para isso, devem ser empregados algoritmos mais complexos, tais como “radiosidade” e “ray tracing”, utilizados em softwares de cálculo luminotécnico.

5.2.4.2 método dos lumens

Este é o método mais simples de cálculo e considera ambientes retangulares, com superfícies difusas e com um único tipo de luminária. Para início dos cálculos, é necessário o levantamento das seguintes características do local:

• Características construtivas da instalação: dimensões dos

ambientes e classificação de acordo com uso para determinação da iluminância requerida conforme norma NBR 5413;

• Refletâncias das superfícies: teto, paredes, piso;

• Frequência de manutenção e condições de limpeza do ambiente:

NBR 5410

para estimar o fator de manutenção (FM) ou fator de perdas luminosas (FPL)

etaPa 1- cálculo do Índice do local (K)

O índice do local (K) é uma relação definida entre as dimensões (em metros) do local (Figura 14), calculado conforme as seguintes

equações:

Iluminação direta

K =

c x l

h x(c + l)

c

- comprimento do ambiente

l

- largura do ambiente

h

- altura do ambiente

Iluminação indireta

K i =

3 x c x l

2 x h x (c + l)

h’ - distância do teto ao plano de trabalho

pd - pé-direito hs - altura de suspensão ht - altura so plano de trabalho

hs - altura de suspensão ht - altura so plano de trabalho Figura 13: Definição das

Figura 13: Definição das alturas para cálculo do índice K

etaPa 2 - definição dos comPonentes

A definição dos componentes deve levar em consideração as características fotométricas das luminárias, desempenho das lâmpadas e características elétricas dos equipamentos auxiliares. As principais características a serem consideradas são:

• Luminárias: curva de distribuição de intensidade luminosa, rendimento, controle de ofuscamento;

• Lâmpadas: eficiência luminosa (lm/W), fluxo luminoso, vida útil, depreciação luminosa;

• Equipamentos auxiliares: potência consumida, fator de potência, fator de fluxo luminoso, distorção harmônica. Recomenda-se o emprego de componentes mais eficientes e

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

adequados para as atividades desenvolvidas no local, pois, quanto mais eficiente for o conjunto luminária-lâmpada-equipamento auxiliar, maior será a economia de energia obtida no sistema de iluminação proposto.

etaPa 3 - determinação do fator de utilização (u)

O fator de utilização (U) indica o desempenho da luminária no

ambiente considerado no cálculo, sendo apresentado em tabelas dos fabricantes de luminárias. Para determinar o fator de utilização, basta cruzar o valor do índice do local (K) calculado anteriormente (dado na horizontal), com os dados de refletância das superfícies do teto, parede e piso (dado na vertical), conforme indicado na Tabela 5.

tabela 5: exemPlo Para determinação do fator de utilização de luminárias

TETO (%)

70

50

30

0

PAREDE(%)

50

30

10

50

30

10

30

10

0

PISO (%)

 

10

10

10

0

K

   

FATOR DE UTILIZAÇÃO (X0.01)

 

0,60

32

28

26

31

28

26

28

26

25

0,80

38

34

31

37

34

31

33

31

30

1,00

42

39

36

41

38

36

38

36

35

1,25

46

4

40

45

42

40

42

40

39

1,50

48

46

44

48

45

43

45

43

42

2,00

52

60

48

51

49

48

49

47

46

2,50

54

53

51

53

52

50

51

50

49

3,00

56

54

53

55

53

52

53

52

50

4,00

57

55

55

56

55

54

54

54

52

5,00

58

56

56

57

56

55

55

55

53

etaPa 4 - determinar o fator de manutenção (fm)

A iluminância diminui progressivamente durante o uso do sistema de iluminação devido às depreciações por acúmulo de

poeira nas lâmpadas e luminárias, pela depreciação dos materiais da luminária, pelo decréscimo do fluxo luminoso das lâmpadas e

pela depreciação das refletâncias das paredes.

O dimensionamento dos sistemas de iluminação deve considerar

um fator de manutenção (FM) ou fator de perdas luminosas (FPL) em função do tipo de ambiente e atividade desenvolvida, do tipo de luminária e lâmpada utilizada e da freqüência de manutenção dos sistemas.

A Tabela 6 sugere valores de fatores de manutenção conforme

período de manutenção e condição do ambiente. Valores mais precisos, conforme tipo de luminária e lâmpadas podem ser obtidos em publicações da CIE (Comissão Internacional de Iluminação) e/ ou através de fabricantes de luminárias.

tabela 6: fatores de manutenção recomendados

Ambiente

 

2500 h

5000 h

7500 h

Limpo

0,95

0,91

0,88

Normal

0,91

0,85

0,80

Sujo

0,80

0,66

0,57

Para reduzir a depreciação da luminária, deve-se adotar uma manutenção periódica dos sistemas através da limpeza de lâmpadas e luminárias e substituição programada de lâmpadas.

NBR 5410

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

etaPa 5 – determinar o fator de fluxo luminoso

O fator de fluxo luminoso (FFL), ou fator de reator, é o fator que irá determinar o fluxo luminoso emitido pelas lâmpadas com reatores eletrônicos. É a razão do fluxo luminoso emitido por uma lâmpada de referência, funcionando com reator comercial, pelo fluxo luminoso emitido pela mesma lâmpada quando funcionando com o reator de referência. Assim, quando:

FFL=1,0: o fluxo luminoso das lâmpadas é o nominal;

FFL=1,1:

o fluxo luminoso das lâmpadas é 10% superior ao

nominal; • FFL=0,95: o fluxo luminoso das lâmpadas é 5% inferior ao

nominal.

Este fator é obtido nos catálogos dos fabricantes de reatores eletrônicos, e é um valor específico para cada modelo de reator. Para reatores eletromagnéticos e, quando não informado pelo fabricante, adota-se FFL=1,0.

etaPa 6 - dimensionamento

O cálculo do número de luminárias necessárias para um determinado ambiente segue a seguinte equação:

N =

E med x A

n x φ n x U x FM x FFL

Onde:

N: número necessário de luminárias E med : iluminância média (lux) A: área do ambiente (m 2 ) n: número de lâmpadas em cada luminária φ n : fluxo luminoso de cada lâmpada (lm) U: fator de utilização FM: fator de manutenção FFL: fator de fluxo luminoso do reator

Quando o número de luminárias é conhecido, a iluminância média pode ser calculada por:

N =

N x n x φ n x U x FM x FFL

A

etaPa 7 - distribuição das luminárias

Após definida a quantidade total de luminárias necessárias para atender os níveis de iluminância e as condições requeridas de projeto, deve-se distribuí-las adequadamente no recinto (Figura 14). Para tanto, valem as seguintes observações:

• Deve-se distribuir as luminárias uniformemente no recinto;

• Deve-se obter valores próximos de “a” e “b”, sendo a > b, desde que respeitando a curva de distribuição luminosa da luminária;

• Recomenda-se que as distâncias “a” e “b” entre luminárias sejam o dobro da distância entre estas e as paredes laterais;

• Recomenda-se sempre o acréscimo de luminárias quando

a quantidade resultante do cálculo não for compatível com a distribuição desejada.

cálculo não for compatível com a distribuição desejada. Figura 14: Distribuição de luminárias Exemplo de

Figura 14: Distribuição de luminárias

Exemplo de aplicação do Método dos Lumens

O exemplo a seguir tem dois objetivos:

• Mostrar a aplicação do Método dos Lumens em um local de

habitação; e

• Comparar a potência de alimentação (VA) obtida neste método com a potência indicada no item 9.5.2.1 da NBR5410 (VA em função da área do cômodo).

No exemplo, são comparados três diferentes tipos de lâmpadas:

incandescente, fluorescente compacta e lâmpada de led.

A Tabela 7 ilustra as iluminâncias recomendadas para ambientes

residenciais conforme a norma NBR 5413.

tabela 7: nÍveis de iluminância recomendados Para residência

Residência

Mínimo

Médio

Máximo

Salas de estar Geral Local (leitura, escrita, bordado, etc.)

100

150

200

300

500

750

Cozinha Geral Local (fogão, pia, mesa)

100

150

200

200

300

500

Quartos de dormir Geral Local (espelho, penteadeira, cama)

100

150

200

200

300

500

Hall, escadas, despensas, garagens Geral Local

75

100

150

200

300

500

Banheiros

Geral

100

150

200

Local (espelhos)

200

300

500

NBR 5410

a) determinação da iluminância requerida conforme norma

nbr 5413

Tomando-se como exemplo uma sala de estar de 10m 2 (2,5 m de largura x 4,0 m de comprimento x 2,75 m de pé direito), verifica- se na Tabela 7 (em destaque) que a iluminância média geral varia de 100 a 200 lux. Nos cálculos a seguir será adotado o valor médio de 150 lux.

b) escolha da luminária

No exemplo será considerado um mesmo modelo de luminária para duas lâmpadas base E27 (Figura 16), que pode acomodar lâmpadas incandescentes de 60 W (caso 1), fluorescentes compactas de 15 W (caso 2) ou lampleds (lâmpadas de leds) de 12 W (caso 3).

W (caso 2) ou lampleds (lâmpadas de leds) de 12 W (caso 3). Figura 16: Luminária

Figura 16: Luminária utilizada no exemplo

c) lâmPadas

Embora as lâmpadas possam ser facilmente trocadas na mesma luminária, pois a base E27 é a mesma, cada lâmpada possui uma distribuição luminosa e características fotométricas e elétricas específicas. A Tabela 8 ilustra a comparação de dados reais obtidos em ensaios de laboratório entre três produtos encontrados no mercado. As características não refletem dados gerais das famílias de lâmpadas, mas dos modelos específicos em análise (foram ensaiadas duas amostras de cada tipo de lâmpada).

Comentários sobre os valores da Tabela 8:

• Em relação ao fluxo luminoso, as lâmpadas fluorescentes compactas são as mais fortes dentre os modelos analisados, apresentando também as maiores eficiências luminosas.

• Quando se analisa os potenciais de economia de energia tomando-

se a lâmpada incandescente como base, a solução em led apresentou melhor potencial, com economia de 73% considerando a potência aparente e 79% considerando a potência ativa.

• A lâmpada de led apresentou fator de potência maior em relação à lâmpada fluorescente compacta.

• Não há muita diferença entre a distorção harmônica de tensão

entre os três tipos de lâmpadas, mas ela é significativa no caso da

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

tabela 8: comParação de dados medidos das amostras de lâmPadas incandescentes, fluorescentes comPactas e de leds

 

Caso 1:

Caso 2:

Caso 2:

Lâmpadas

Incandescente

Fluorescente

Fluorescente

 

compacta

compacta

Potência

60W

15W

12W

Amostra

1

2

3

4

5

6

Tensão (V)

127V

127V

127V

127V

127V

127V

Temperatura de cor (K)

2830

2842

2816

2861

2678

2673

Indice de reprodução de cor (Ra)

100

100

83

82

81

81

Fluxo (lm)

796

825

973

911

827

822

Eficiência luminosa (lm/W)

13,5

13,8

66,6

66,0

64,5

65,5

Tensão medida (V)

127

127

127

127

127

127

Corrente medida(A)

0,456

0,468

0,186

0,177

0,1

0,1

Fator de potência medido

1,00

1,00

0,62

0,61

0,127

0,124

Distorção harmônica tensão

1,7%

2,7%

2,1%

Distorção harmônica corrente

2,0%

109,0%

70,0%

Potência ativa (W)

59

60

15

14

13

13

Economia potência ativa (%)

-

76%

79%

Potência aparente (VA)

59

60

24

23

16

16

Economia (%)

-

61%

73%

distorção de corrente. Neste caso, a lâmpada led apresentou menor distorção harmônica em comparação com a lâmpada fluorescente compacta (Figuras 16, 17 e 18).

Voltage Resolution: 181.41 V/div Crest Value: 181.41 V Current Resolution: 2.001 A/div Crest Value: 4.002

Voltage Resolution: 181.41 V/div Crest Value: 181.41 V

Current Resolution: 2.001 A/div Crest Value: 4.002 A

Figura 16: Curva de tensão e corrente de uma lâmpada incandescente de 60W

Voltage Resolution: 183.09 V/div Crest Value: 183.1 V Resolution: 1.591 A/div Crest Value: 3.183 A

Voltage Resolution: 183.09 V/div Crest Value: 183.1 V

Resolution: 1.591 A/div Crest Value: 3.183 A

Figura 17: Curva de tensão e corrente de uma lâmpada fluorescente compacta de 15W

NBR 5410

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

Voltage Resolution: 178.94 V/div Crest Value: 178.9 V Current Resolution: 0.926 A/div Crest Value: 1.852

Voltage Resolution: 178.94 V/div Crest Value: 178.9 V

Current Resolution: 0.926 A/div Crest Value: 1.852 A

Figura 18: Curva de tensão e corrente de uma lâmpada de led de 12W

• A partir da Tabela 8, pode-se concluir que as temperaturas de cor das diferentes lâmpadas são muito próximas, entre 2673 K e 2861 K. O índice de reprodução de cor (Ra) é semelhante para lâmpadas de led e compactas, considerados adequados para iluminação interior da maior parte dos ambientes (Ra > 80). As figuras 19, 20 e 21 ilustram os diagramas espectrais das

spectrum 1.0-26.351mW/nm 1.2 1.0 0.8 0.6 0.4 0.2 0.0 300 400 500 600 700 Wavelength
spectrum
1.0-26.351mW/nm
1.2
1.0
0.8
0.6
0.4
0.2
0.0 300
400
500
600
700
Wavelength (nm)

Figura 19: Distribuição espectral de uma lâmpada incandescente de 60 W – 2700 K

spectrum 1.0-125.194mW/nm 1.2 1.0 0.8 0.6 0.4 0.2 0.0 300 400 500 600 700 Wavelength
spectrum
1.0-125.194mW/nm
1.2
1.0
0.8
0.6
0.4
0.2
0.0 300
400
500
600
700
Wavelength (nm)

Figura 20 - Distribuição espectral de uma lâmpada fluorescente compacta 15 W – 3000 K

três lâmpadas, onde se verifica que, embora as temperaturas de cor (aparência da cor) sejam semelhantes, elas apresentam características espectrais e de reprodução de cor diferentes conforme o comprimento de onda da luz.

spectrum 1.0-125.194mW/nm 1.2 1.0 0.8 0.6 0.4 0.2 0.0 300 400 500 600 700 Wavelength
spectrum
1.0-125.194mW/nm
1.2
1.0
0.8
0.6
0.4
0.2
0.0 300
400
500
600
700
Wavelength (nm)

Figura 21: Distribuição espectral de uma lâmpada de led 12 W – 3000 K

d) dados fotométricos da luminária

Para realização do cálculo luminotécnico é necessário analisar os dados fotométricos da luminária com cada fonte luminosa em seu interior. O fator de utilização e a curva de distribuição luminosa, fornecidos pelos fabricantes de luminárias são informações muito importantes para análise do desempenho fotométrico. Comparando-se os dados fotométricos da luminária em questão para cada tipo de lâmpada (figuras 22, 23 e 24), conclui-se que as curvas de distribuição luminosa são bem semelhantes. No entanto,

o fator de utilização das luminárias muda significantemente, pois

cada lâmpada possui uma distribuição luminosa diferente e a luminária em análise, por possuir um difusor jateado, difunde a luz emitida pelas lâmpadas também de forma diferente. Observa-se nas figuras que, embora a luminária para lâmpadas incandescentes possua a menor eficiência luminosa (relação lm/W), ela apresenta os maiores fatores de utilização em função do tipo da distribuição da luz da lâmpada incandescente na luminária em questão.

e) cálculo luminotécnico

Considera-se no exemplo:

• Dimensões da sala: 2,5 m de largura x 4,0 m de comprimento x 2,75 m de pé direito;

• Plano de trabalho a 0,75 m do piso;

• Refletâncias de teto 70%, paredes 50% e piso 10%;

• Ambiente normal e manutenção periódica de 7500 horas

etaPa 1- cálculo do Índice do local (K)

K =

K i =

c x l h x(c + l)

4 x 2,5 2 x (4 + 2,5)

= 0,77

NBR 5410

GUIA O SETOR ELÉTRICO DE NORMAS BRASILEIRAS

     
 

TETO (%)

 

70

 

50

 

30

0

 

PAREDE(%)

50

30

10

50

30

10

30

10

0

       
         
 
         

PISO (%)

 

10

 

10

 

10

0

PISO (%)   10   10   10 0
PISO (%)   10   10   10 0
PISO (%)   10   10   10 0

K

FATOR DE UTILIZAÇÃO (X0.01)

     

0,60

23

19

17

23

19

16

19

16

15

0,80

28

24

21

27

24

21

23

21

19

1,00

32

28

25

31

27

25

27

24

23

1,00 32 28 25 31 27 25 27 24 23
1,00 32 28 25 31 27 25 27 24 23

1,25

36

32

29

35

31

29

30

28

26

1,50

39

35

32

37

34

32

33

31

29

2,00

43

40

37

41

39

36

37

35

34

2,50

45

43

40

44

41

39

40

39

37

3,00

47

45

43

46

43

42

42

41

39

4,00

49

48

46

48

46

45

46

43

41

5,00

51

49

48

49

48

46

46

45

43

 
5,00 51 49 48 49 48 46 46 45 43  
5,00 51 49 48 49 48 46 46 45 43  
5,00 51 49 48 49 48 46 46 45 43  
 
 
 
 

Figura 22: Fator de utilização e curva de distribuição luminosa da luminária com 2 lâmpadas incandescentes de 60 W

 
 
   
   
   
   
 
 

TETO (%)

 

70

 

50

 

30

0

 

PAREDE(%)

50

30

10

50

30

10

30

10

0

PISO (%)

 

10

 

10

 

10

0

PISO (%)   10   10   10 0
PISO (%)   10   10   10 0

K

FATOR DE UTILIZAÇÃO (X0.01)

 

0,60

17

14

12

16

14

12

14

12

11

0,80

21

18

15

20

17

15

17

15

14

1,00

24

21

19

23

20

18

20

19

17

1,00 24 21 19 23 20 18 20 19 17
1,00 24 21 19 23 20 18 20 19 17

1,25

26

23

21

26

23

21

22

20

19

1,50

28

26

23

27

25

23

24

23

21

2,00

31

29

27

30

28

26

27

26

25

2,50

33

31

29

32

30

29

29

28

27

3,00

34

33

31

33

32

30

31

30

28

4,00

36

35

33

35

34

32

33

32

30

5,00

37

36

35

36

35

34

34

33

31

 
 
 
 

Figura 23: Fator de utilização e curva de distribuição luminosa da luminária com 2 lâmpadas compactas de 15 W

 
 
   
   
   
 
 

TETO (%)

 

70

 

50

 

30

0

 

PAREDE(%)

50

30

10

50

30

10

30

10

0

PAREDE(%) 50 30 10 50 30 10 30 10 0
PAREDE(%) 50 30 10 50 30 10 30 10 0

PISO (%)

 

10

 

10

 

10

0

K

FATOR DE UTILIZAÇÃO (X0.01)

     

0,60

19

16

13

18

15

13

15

13

12

0,80

23

19

17

22

19

17

18

16

15

1,00

26

23

20

25

22

20

21

19

18

1,00 26 23 20 25 22 20 21 19 18
1,00 26 23 20 25 22 20 21 19 18

1,25

29

26

2

28

25

23

24

22

21

1,50

31

28

26

30

27

25

27

25

23

2,00

34

32

30

33

31

29

30

28

27

2,50

36

34

32

35

33

31

32

31

29

3,00

38

36

34

36

35

33

34

32

31

4,00

39

38

35

38

37

36

36

35

33

5,00

41

39

38

39

38

37

37

36

34

 
5,00 41 39 38 39 38 37 37 36 34  
5,00 41 39 38 39 38 37 37 36 34  
5,00 41 39 38 39 38 37 37 36 34  
 
 
</