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ESTO017-17 - Métodos Experimentais em Engenharia

ESTO017-17 - Métodos Experimentais em Engenharia Roteiro: Experimento #3 Coeficiente de restituição Edição: 2°

Roteiro: Experimento #3 Coeficiente de restituição

Edição: 2° Quadrimestre 2017

IT DOESN'T MATTER HOW BEAUTIFUL YOUR THEORY IS, IT DOESN'T MATTER HOW SMART YOU ARE.

IF IT DOESN'T AGREE WITH EXPERIMENT, IT'S WRONG. (RICHARD FEYNMAN)

Objetivos:

Avaliação de grandeza física através de métodos diferentes e comparação de resultados através do erro normalizado

Estimativa de incertezas experimentais; combinação e propagação de incertezas

Ajuste e linearização de curvas exponenciais e logarítmicas

Análise da característica física de dureza ou resistência em materiais diferentes

Estudo da variação da energia cinética de uma bola em choque parcialmente elástico

Determinação do coeficiente de restituição mediante procedimentos práticos

Utilização de dispositivos móveis para aquisição de sinais de áudio e imagem

1-

Introdução

Quando um material é submetido à ação de uma tensão externa, o mesmo apresenta uma resistência inicial à deformação. Define-se como tensão, a força aplicada por unidade de área do material, com a mesma unidade de pressão (N/m 2 ). A deformação, por sua vez, é definida como a variação diferencial no comprimento do material em relação ao seu comprimento original, e é adimensional (m/m). Quando a resistência de um material é testada, o mesmo pode romper ou deformar. A deformação pode ser permanente (ou seja, quando a força é removida, o material permanece deformado), ou temporária (quando a força é removida, o material volta para sua forma original). As forças podem ser classificadas de acordo com a forma de aplicação. Por exemplo, pode-se aplicar uma força de tração (esticando o material) ou uma força de

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compressão (pressionando o material). Alguns materiais podem apresentar boa resistência

às forças compressivas, mas baixa resistência às forças de tração, ou vice-versa.

Adicionalmente, materiais podem ser resistentes às forças de impacto, ou às forças

estáticas. Por exemplo, uma força de impacto é aplicada quando se bate um martelo em um

pedaço de madeira. Por outro lado, se o martelo for colocado sobre a mesa de madeira, a

força peso do martelo representa uma força estática.

Um material que amortece um movimento absorve energia quando é atingido por outro

corpo. Quando um objeto cai sobre um colchão, por exemplo, uma porção da energia da

queda é transferida ou absorvida pelo colchão. Se um objeto cair sobre concreto, a maior

parte da energia é transferida de volta para o objeto, o que eventualmente pode danificar ou

quebrar o material sendo testado.

A habilidade de um material para absorver energia quando é atingido, pode ser medida

por meio do seu coeficiente de restituição. Em geral, o coeficiente de restituição pode ser

definido como a razão das velocidades de um objeto em queda, no instante em que ele

atinge uma dada superfície e no instante em que ele deixa essa superfície. A princípio

pode-se avaliar o coeficiente de restituição do objeto que incide sobre a superfície e da

superfície sobre a qual o objeto incide, ou seja, o coeficiente de restituição é característica

de ambos os materiais que participam da colisão. Note que uma bola de aço liberada sobre

uma superfície de borracha, por exemplo, não saltará muito alto. Por outro lado, se a

mesma bola for solta sobre uma superfície de concreto, o salto deve ser mais alto devido ao

maior valor do coeficiente de restituição da colisão entre aço e concreto. O concreto não

absorve muita energia quando é impactado. Assim, nesta colisão, a energia permanece na

bola de aço, causando uma altura maior no rebote. Este tipo de evento é chamado de colisão

elástica.

2- Fundamentação Teórica

Uma forma de determinar o coeficiente de restituição consiste em medir a velocidade

ou a altura do movimento elástico do material sendo avaliado, quando um objeto feito deste

material é solto de uma determinada altura sobre um material fixo e mais duro ou resistente.

Como mencionado anteriormente, o coeficiente de restituição ( ) está associado à energia

2

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cinética dissipada em sucessivos impactos e pode ser obtido pela razão entre as velocidades

depois (v n+1 ) e antes (v n ) do impacto.

=

v

n

+

1

v n

(1)

As colisões podem ser classificadas pela capacidade de conservação de energia

cinética no choque. Se dois corpos se chocarem, a conservação da energia, bem como da

quantidade de movimento, não exige necessariamente que a velocidade de cada um se

mantenha. Um exemplo deste fato é o choque entre duas bolas (de sinuca, por exemplo) de

mesma massa: toda a energia pode ser transferida de uma bola para a outra, ou elas podem

dividir esta energia, dependendo, por exemplo, do ângulo do choque.

Caso uma das massas possa ser considerada praticamente infinita e fixa, a análise da

colisão é mais simples. É o caso de uma bola chocando-se com uma superfície que não se

deforma, e que está solidamente ligada à Terra.

Nestas condições, quando a esfera é solta de uma determinada altura, colidindo com a

superfície plana, e alcança uma altura igual à inicial, tem-se uma Colisão Perfeitamente

Elástica, com o valor do coeficiente de restituição equivalente a uma unidade ( =1). Nesse

caso a energia cinética envolvida na colisão foi totalmente conservada.

Caso a esfera, ao colidir com a superfície, mantenha-se em repouso, tem-se uma

Colisão Perfeitamente Inelástica e, nesse caso, o coeficiente de restituição é nulo ( =0),

pois toda a energia cinética foi dissipada na colisão (pense para onde foi a energia!).

Normalmente os materiais, ao se chocarem, dissipam parcialmente a sua energia.

Assim, uma esfera ao ser solta de certa altura retorna até uma altura menor que a anterior e

assim sucessivamente, até perder completamente a energia (Figura 1). Para este

comportamento é dado o nome de Colisão Parcialmente Inelástica, onde o coeficiente de

restituição ( ) possui valor entre zero e a unidade (0< <1).

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do ABC ESTO017-17 – Métodos Experimentais em Engenharia Figura 1 - Colisão Parcialmente Inelástica Seja V

Figura 1 - Colisão Parcialmente Inelástica

Seja V a velocidade imediatamente antes do choque no solo e v a velocidade

imediatamente após a colisão, de modo que a relação entre as energias cinéticas seja:

 

1 mV

2

2

Logo

 

V

2

Então

1

2

2

mv

v

2

 

v

V

 

2

=

2

 

(2)

(3)

1

(4)

Por outro lado, pelas equações clássicas de movimento uniformemente acelerado

(queda livre), se a bola for solta da altura H, o tempo que ela demora a cair até chocar com

o solo pela primeira vez é:

pois

H

=

1

2

g . t

2

0

t o

=

2 H g
2 H
g

(5)

A velocidade com que a bola chega ao solo imediatamente antes do primeiro choque é:

v

o

= gt

o

(6)

A velocidade com que sai imediatamente após o primeiro choque, levando em conta o

coeficiente de restituição, é:

4

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v

1

= v

o

(7)

Sejam t 1 , t 2 , t n-1 , os instantes em que se dão o segundo, o terceiro e o n-ésimo choque,

respectivamente. O intervalo de tempo entre o primeiro e o segundo choque é, supondo que

o tempo de subida é igual ao de descida (pense se isto é verdade):

A

t

1

=

t

1

t

=

0

2

v =

1

g

2

v

0

=

g

2

t

0

velocidade com que a bola sai imediatamente após o segundo choque é:

v

2

= v

1

=

2

v

0

O

intervalo de tempo entre o segundo e o terceiro choque é:

t

=

2

t

2

t

=

1

2

v

2

=

g

2

v

0

g

2

=

2

t

0

2

e assim sucessivamente, obtendo-se:

t

=

n

t

n

t

n

=

1

2

t

0

n

(8)

(9)

(10)

(11)

Com as hipóteses colocadas, o intervalo de tempo entre dois choques consecutivos é

proporcional à potência n do coeficiente de restituição , onde n é o número de choques

depois do primeiro. Da equação (11) é possível determinar o coeficiente de restituição

como função: do tempo medido entre os dois últimos choques; do tempo t 0 (até a bola

chegar ao solo pela primeira vez) e do número de choques n depois do primeiro impacto.

Considerando-se também que nas quedas sucessivas a energia potencial da bola a uma

altura h n transforma-se em energia cinética no solo, tem-se que:

Por consequência:

1 2 mgh = mv n n 2 v h t n + 1 n
1
2
mgh =
mv
n
n
2
v
h
t
n
+
1
n
+
1
n
+
1
=
=
=
v
h
t
n
n
n

5

(12)

(13)

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A equação (13) mostra que o coeficiente de restituição também pode ser determinado a

partir da medida das alturas de dois choques sucessivos, bem como dos intervalos de tempo

sucessivos envolvendo três choques.

3- Parte Experimental

3.1- Lista de Equipamentos e Material

Osciloscópio Tektronix 2022B

Caixa contendo dois circuitos amplificadores, cada um deles conectado a um

microfone de eletreto.

Fonte de alimentação (+3V)

Multímetro digital portátil

2 cabos de conexão banana/banana

2 cabos de conexão banana/jacaré

Cilindro de Plástico (cerca de 50 cm de altura e 22 cm de diâmetro): o objetivo

do cilindro consiste em induzir a bola a se deslocar verticalmente após cada

impacto (minimizando assim irregularidades na superfície da base)

Base de granito

Cronômetro

Esferas de diferentes materiais, por exemplo:

Bola de pebolim (material sintético)

Bola de gude (vidro)

Bola de borracha

Bola de aço

Bola de ping pong (material sintético)

3.2- Aparato Experimental

1.Monte o arranjo experimental ilustrado na figura 2.

6

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do ABC ESTO017-17 – Métodos Experimentais em Engenharia Bola de material a ser avaliado Cilindro de

Bola de material a ser avaliado

Cilindro de plástico

Bola de material a ser avaliado Cilindro de plástico Base de granito Figura 2 – Aparato

Base de granito

Figura 2 – Aparato para a determinação do coeficiente de restituição

2. A bola deverá cair sempre do mesmo ponto: considere a altura H do cilindro como

referência (meça este parâmetro). O objetivo do cilindro consiste em induzir a bola a

se deslocar verticalmente após cada impacto (minimizando assim irregularidades na

superfície da base).

3. Deverá ser medido o tempo entre dois impactos consecutivos da bola com a base de

granito. Esta medição será feita através de um conjunto consistindo de: “microfone de

eletreto – amplificador – osciloscópio”, projetado para captar o sinal acústico que

contém a informação dos impactos consecutivos. A medição do tempo entre os dois

impactos será feita com o osciloscópio. O circuito amplificador serve para condicionar

(amplificar) o sinal do microfone, de forma a se realizar sua captura no osciloscópio. O

circuito é baseado num amplificador operacional (Ver Anexo). Embora a caixa

contenha dois conjuntos (microfone+amplificador), apenas um deles será utilizado no

experimento.

Nota: Uma das grandezas de influência é a altura H. Convém observar que quanto

maior for a altura inicial da bola, a incerteza na altura resultará em uma incerteza padrão

relativa mais reduzida. Considerando outras possíveis grandezas de influência, que serão

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desprezadas por hipótese (por exemplo: atritos, resistência do ar, energia cinética devida à

rotação da bola), avalie se o valor da altura utilizado é adequado.

Também é importante notar que os testes são comparativos, mais precisamente, o

ensaio apresenta um procedimento para comparar alguns materiais. Considerando as

hipóteses e os materiais disponíveis, bem como os procedimentos do ensaio utilizado,

avalie quais são as maiores grandezas de influência em uma comparação dos valores

experimentais com possíveis valores de referência encontrados na literatura.

3.3- Medidas do coeficiente de restituição de diferentes materiais

1. Conferir que o tubo de plástico esteja vertical em relação à base de mármore. Medir

sua altura H, estimando a incerteza.

2. Segurar a bola, cujo material esta sendo avaliado, no topo do tubo de plástico.

3. Soltando a bola em queda livre, realizar a medição do tempo de queda t 0 (tempo que

ela demora a cair até chocar com o solo pela primeira vez), utilizando o cronômetro.

Calcule também t 0 a partir da expressão (5). Compare os dois valores, levando em conta as

incertezas associadas. Utilize para os cálculos de ε o valor mais preciso de t 0 .

4. Mediante o sinal de impacto acústico captado pelo microfone de eletreto (figura 3),

amplificado e apresentado na tela do osciloscópio, meça o intervalo de tempo entre os dois

primeiros impactos sucessivos ( t 1 ).

+3V fonte de alimentação microfone osciloscópio (CH1) Circuito amplificador
+3V
fonte de alimentação
microfone
osciloscópio (CH1)
Circuito
amplificador

Figura 3 – Aparato para a coleta do sinal acústico e visualização do sinal elétrico

amplificado

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Nota 1: Para realizar a conexão do microfone e do amplificador com a fonte de

alimentação e o osciloscópio, siga as instruções dos técnicos e do professor. Certifique-se

de conectar ao osciloscópio a saída do circuito correspondente ao microfone utilizado (S1

ou S2).

Mais detalhes sobre o circuito amplificador estão apresentados no Anexo desta apostila.

Cuidado: A tensão de alimentação do amplificador não deve ultrapassar 3V ou 3,5V para

não despolarizar o microfone. Ajuste a tensão da fonte de alimentação utilizando o

multímetro, antes de conectá-la ao circuito amplificador.

Para a medição do tempo entre dois impactos consecutivos sugere-se “congelar” a

imagem na tela do osciloscópio contendo o sinal do microfone amplificado, com os “picos”

característicos dos transitórios gerados (figura 4).

Transitórios gerados por 3 impactos consecutivos
Transitórios gerados por 3
impactos consecutivos

Figura 4 – Sinal acústico captado pelo microfone, amplificado e apresentado no

osciloscópio

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A operação de “congelar” a imagem pode ser realizada mediante o comando run/stop

ou single seq (figura 5). Não é necessário coletar os dados via flash memory, pois a medida

do tempo é realizada diretamente na tela do osciloscópio, através dos cursores verticais.

na tela do osciloscópio, através dos cursores verticais. Figura 5 – Localização das teclas run/stop e

Figura 5 – Localização das teclas run/stop e single seq para “congelar” a imagem na tela

do osciloscópio, e da tecla autoset

Nota 2- Para a obtenção de dois ou mais transitórios na tela do osciloscópio, contendo

os picos correspondentes aos impactos (figura 4), deve-se ajustar adequadamente os

controles de ganho de tensão (amplitude) e base de tempo (eixo horizontal) do osciloscópio.

A ponta de prova do osciloscópio e a correspondente configuração do canal 1 deverão

ser ajustadas para (x1).

Para o ajuste da amplitude, sugere-se que seja usado o modo automático do

osciloscópio (comando “autoset” na figura 5). Para o ajuste da base de tempo, pode ser

usado um valor entre 50 e 100 ms/divisão, dependendo do material sendo testado.

5. Utilize as equações (5) e (11) para o cálculo do coeficiente de restituição.

Atenção: Use o valor de t 0 calculado a partir da altura H (e não o valor medido com o

cronômetro).

6. Calcule também o coeficiente de restituição através da equação (13), a partir de dois

intervalos de tempo sucessivos envolvendo três colisões, isto é, tn+1 e tn .

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3.4- Avaliação da incerteza estatística e comparação dos resultados

Avalie a incerteza padrão de , repetindo algumas vezes o experimento, e usando o

desvio padrão como incerteza padrão. Utilize esta incerteza para comparar o valor do

medido com o valor encontrado na literatura. Discuta os resultados.

3.5- Obtenção do coeficiente de restituição a partir do gráfico ( t n x n)

1- Para a bola de ping pong (ou outra que tenha um alto coeficiente de restituição),

meça os valores de t n em função de n, com os valores de t n medidos com os cursores do

osciloscópio a partir da imagem na tela do osciloscópio. Atenção: n deve ser 10.

2- Construa uma tabela e um gráfico com os dados obtidos. Utilize escalas

logarítmicas (justifique porque!). Qual é o tipo de função que mais se ajustaria a este

gráfico?

3- Utilize um aplicativo que faça ajuste de funções (curvas) a partir de dados

experimentais, e com os dados do seu gráfico e as técnicas de ajuste do aplicativo,

determine o valor do coeficiente de restituição e do tempo t 0 , com suas respectivas

incertezas. Compare com os valores obtidos anteriormente.

Questões

1) Como você espera que variem as medidas de t 0 (tempo de queda até o primeiro

impacto), obtidas para diversas bolas? Em teoria, estes valores deveriam ser

2)

diferentes? Comente.

Comente sobre as principais fontes de incertezas nos procedimentos de medição do

coeficiente de restituição.

3) Faça uma tabela comparativa dos valores de coeficiente de restituição obtidos

através dos diferentes métodos utilizados. Avalie se, com as incertezas estimadas,

os métodos utilizados são compatíveis. Utilize o conceito de erro normalizado

(E norm ) para esta comparação:

11

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=

(14)

4) Comente o efeito da base de granito no ensaio. Ela afeta os resultados? Sua massa

afeta os resultados?

5) Pesquise na literatura valores para os coeficientes de restituição dos materiais

avaliados, e comente eventuais diferenças entre estes valores e aqueles obtidos no

experimento.

6) Descreva três exemplos de aplicações industriais para o procedimento descrito

neste experimento.

4-

Bibliografia

[1] SERWAY, R. A.; JEWETT Jr., J. W. Princípios de Física, Volume 1; Editora

Thompson, 3.ª Edição, 2002.

[2] HALLIDAY, D.; RESNICK, R.; WALKER, J. Fundamentos de Física; Editora LTC,

7.ª Edição, 2006.

Sobre coeficiente de restituição:

[3] http://www.feiradeciencias.com.br/sala05/05_RE_09.asp, acesso em 07/01/2014

[4] http://www.rumoaoita.com/materiais/ishizaka/mecanica/7.php, acesso em 07/01/2014

[5] http://figaro.fis.uc.pt/FEXP/Parte3/P3_intro1.html#analise, acesso em 07/01/2014

[6] http://hypertextbook.com/facts/2006/restitution.shtml, acesso em 07/01/2014

[7] FARKAS,N.; RAMSIER,R.D. Measurement of coefficient of restitution made easy;

Physics Education; Vol.41, Janeiro 2006, pp.73-75.

Sobre amplificador operacional:

[8] http://www.lsi.usp.br/~roseli/www/psi2307_2004-Teoria-7-AmpOp.pdf, acesso em

07/01/2014

[9] http://www.ifi.unicamp.br/~kleinke/f540/e_amp1.htm, acesso em 07/01/2014

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Sobre Ajuste de curvas:

[10] Ajuste de Curvas pelo método dos mínimos quadrados (MMQ), disponível em:

https://sites.google.com/site/ufabcmeebc1707/material-didatico

[11] Modelos matemáticos em Engenharia, disponível em:

https://sites.google.com/site/ufabcmeebc1707/material-didatico

5-

Autores

Apostila elaborada pelo professor J. F. Andrade Romero e revisada pelos Profs. J. T. C. L.

Toneli, J.C. Teixeira, M. T. Escote, D. Consonni, M. Minami, L.H.G. Coelho e A.O.N.

Panazio.

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ANEXO 1 - O Circuito Amplificador

O circuito amplificador produz o “condicionamento de sinal” cujo principal objetivo é

adequar as características do sinal proveniente do microfone de eletreto (baixa amplitude)

com os requerimentos do instrumento de medição (osciloscópio). A configuração é

basicamente um circuito amplificador baseado no circuito integrado do amplificador

operacional LM358 (figura 6).

V+ 8 2 - 1 3 + 4 terra
V+
8
2
-
1
3
+
4
terra

Figura 6 – Configuração dos pinos e símbolo do Amplificador Operacional LM358

A figura 7 mostra a configuração do amplificador utilizado no experimento. Deve-se

notar que a tensão de alimentação DC do circuito deve ser ajustada com o multímetro, antes

de ser conectada ao circuito, num valor entre +3V e +3,5V. Um valor maior que +3,5V despolariza o microfone de eletreto (saturação), causando mau funcionamento do amplificador.

14

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fonte de alimentação

osciloscópio
osciloscópio

microfone

Figura 7 – Circuito amplificador inversor

Deve-se notar que a caixa disponível no laboratório contém dois conjuntos

(microfone+amplificador), cada um com o esquema do circuito da Figura 7. No caso de se

utilizar apenas um destes conjuntos, é importante identificar o terminal de saída

correspondente ao microfone que está captando o sinal sonoro.

Embora o objetivo da disciplina não seja focar a área de instrumentação eletrônica ou

digital, sugere-se que seja consultada a bibliografia sobre amplificadores operacionais.

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ANEXO 2 - Outro método para o cálculo de ε

Além da expressão (13) apresentada neste roteiro e reproduzida abaixo, para o cálculo

do coeficiente de restituição a partir das velocidades, alturas ou intervalos de tempo entre

os choques sucessivos da bola, também é possível se obter o valor de ε, a partir do registro

dos instantes de tempo em que ocorrem os choques, utilizando-se a expressão generalizada

(15).

=

v

n

+

1

=

h n + 1 h n
h
n
+
1
h
n

=

t

n

+

1

   
 

v

n

   

t

n

t

t

1

 

=

n

+

1

 

n

+

 

p

 

t

n

t

n

p

para

n > 1

e p 0

(13)

(15)

Lembrando que t 1 , t 2 , t n-1 são, respectivamente, os instantes em que se dão o segundo,

o terceiro e o n-ésimo choque da bola na superfície fixa, a expressão (15) indica que o

coeficiente de restituição pode ser calculado a partir da relação entre dois intervalos de

tempo que incluem um ou mais choques, desde que o número p de choques incluídos nos

dois intervalos seja o mesmo. Assim, por exemplo, podem ser utilizadas as relações entre

os intervalos (t 10 -t 6 ) e (t 9 -t 5 ) (em que p=4) ou entre (t 12 -t 10 ) e (t 11 -t 9 ) (em que p=2), bem

como várias outras possíveis combinações. Ressalta-se que devem ser sempre tomados dois

intervalos compostos a partir de dois instantes consecutivos (por exemplo, t 10 e t 9 ou t 12 e

t 11 , nos exemplos dados acima).

Deve-se notar que o cálculo de ε a partir da expressão (13), em que:

=

t

n

+

1

t

n

consiste num caso particular da expressão (15), envolvendo os intervalos consecutivos:

t

=

n

t

n

t

n

1

e

t

n

+

1

=

t

n

+

1

t

n

que não incluem nenhum choque em sua duração, ou seja, em que p=1.

16

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A validade da expressão (15) pode ser comprovada, a partir da expressão (11), abaixo

reproduzida:

t

=

n

t

n

t

n

=

1

2

t

0

n

Podemos decompor a segunda parcela da expressão (15) da seguinte forma:

t

t

t

t

+

t

t

+

+

t

t

=

t

+

+

n

1

+

t

n

+

t

+

n

2

p

t

+

n

t

+

+

+

t

n

1

p

 

n

+

1

n

+

1

p

 

t

n

t

n

p

t

E

t

 

n

+

1

n

1

+

 

p

 

t

n

t

n

p

 

=

 

+

n

1

n

n

n

1

n

+

2

p

+

n

1

p

t

n

t

n

+

1

t

n

1

t

n

+

2

+

t

+

n

1

p

t

n

p

2

t

+

n

2

p

(

p

1

 

+

n

1

p

2

+

+

1)

0

 

2

t

0

n

+

1

p

(

p

1

+

 

p

2

+

+

1)

=

usando a expressão (11) teremos, portanto:

=

2

t

0

n

+

1

+

2

t

0

n

+

+

2

t

0

 

n

+

2

p

2

t

0

n

+

2

t

0

 

n

1

+

t

+

 

2

t

0

t

+

n

1

p

 

=

n

+

1

n

+

1

p

 

t

n

 

t

n

p

=

chegando-se então ao resultado desejado:

para

n > 1

e p 0

17

(11)

(16)

(17)

(15)

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ANEXO 3 - Atividade Proposta para o Projeto

Propor um método diferente para determinação do coeficiente de restituição de pelo

menos uma das bolas utilizadas no experimento.

O método proposto poderá fazer uso de um dispositivo móvel de

comunicação/informação (telefone celular, Iphone, notebook, tablet, Ipad, câmera

e aplicativos associados, para registro do som e/ou imagem dos

fotográfica, etc

)

choques sucessivos da bola.

Os grupos deverão entregar um Pré-Relatório contendo:

Tópicos sobre o método proposto: conceitos envolvidos, material necessário,

resumo do procedimento experimental, parâmetros a serem medidos, tratamento

matemático, etc

Fontes de incerteza associadas à metodologia proposta.

Os dados experimentais obtidos no laboratório, utilizando a metodologia proposta.

O Relatório deverá conter:

Cálculos para obtenção do coeficiente de restituição de acordo com o método

proposto

Comparação do valor do coeficiente de restituição com o valor obtido no

Resultados e incertezas associadas

experimento para a mesma bola. Justificar quaisquer diferenças.

Bibliografia

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