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RELATÓRIO DA AÇÃO “ Gestão de conflitos e Estratégias de Motivação em

sala de aula

No ambito da ação de curta duração, intitulada “ Gestão de conflitos e


Estratégias de Motivação em sala de aula”, inscrevi-me no sentido de conhecer
e posteriormente aplicar alguns conhecimentos e troca de informações que
pudesse adquirir nesta formação .

Sou formadora de cursos profissionais há 10 anos, e, sendo eu formada numa


área totalmente distinta da educação, abracei desde o início esta ocupação
profissional com muito entusiasmo.

Não tendo tido nunca contacto com alunos, e, como profissional da área do
turismo, foi com alguma surpresa e apreensão que recebi as primeiras turmas
a quem dei formação.

Turmas de alunos repetentes, com envolventes socio económicas muito


difíceis, e com poucas ou nenhumas bases de regras em contexto de sala de
aula.

Ao longo destes anos estas características têm-se vindo a acentuar, e o titulo


desta formação pareceu-me totalmente pertinente e adequado ao tipo de
formação que dou.

Inscrevi-me no sentido de conhecer as melhores técnicas e estratégias a


aplicar em alunos com características muito particulares e com contextos
escolares muito problemáticos.
A formação iniciou de forma muito ativa, tendo a formadora procurado cativar a
atenção da plateia com diversas técnicas e estratégias, que na minha opinião
se revelaram uteis e adequadas.

Relativamente aos objetivos, começámos por tentar definir o conceito de


conflito, algo que se tornou demorado de conseguir, pois não existe uma
definição concreta. Assim, optou-se por tentar compreender o conceito, através
de exemplos do dia a dia, ou através de imagens apresentadas pela formadora.

Podemos dizer que antes de saber gerir o conflito, temos que identificar a
origem do mesmo, ou seja, identificar o problema que originou o conflito.

Aquando do surgimento de um conflito, temos que ter a capacidade de avaliar


as vantagens e desvantagens das varias soluções que podem existir para um
problema. Devemos sempre escolher aquela que dependa apenas de nós, ou
seja, sem necessitar da intervenção de mais ninguém.

De seguida tentou-se descrever diferentes estratégias de gestão de conflito em


contexto educacional, e concluiu-se que, muitas das vezes o conflito surge
apenas de uma simples divergência de opiniões, e nesse sentido, devemos
trabalhar o conflito, em vez de nos insurgirmos contra ele.

Quer isto dizer que gerir o conflito pode apenas passar por “aceitar” a opinião
do outro, ainda que seja muito distinta da nossa, trabalhando essa divergência
de forma a que o conflito seja eliminado ou minimizado.

Relativamente ao 3º objetivo a atingir, a relação entre estratégias de motivação


e gestão de conflitos no processo ensino-aprendizagem, está intimamente
ligada, na medida em que “ alunos motivados não geram conflitos”.

Através de um dialogo cuidado, com escuta ativa e “bondade interpretativa”


com os nossos alunos, talvez seja mais fácil identificar as necessidades dos
alunos, aplicar técnicas e ferramentas capazes de os motivar, e por
conseguinte, minimizar eventuais conflitos.
Enquanto formadora, considero que a formação foi pertinente e adequada,
ainda que não tenha correspondido totalmente às expetativas iniciais.

Inscrevi-me na formação com a ideia de que a formadora nos daria


“ferramentas concretas e mensuráveis para gerir conflitos em sala de aula,
assim como estratégias de motivação.

No entanto, reconheço que não existe formula secreta para estes dois
“dilemas” que acompanham desde há muito os formadores de cursos
profissionais, pois cada aluno é um aluno e cada professor lida com as
características e personalidade de cada um de forma distinta.

Entendi com a formação e com algumas observações pessoais da formadora


que uma maior “preocupação” e dedicação aos alunos, pode fazer toda a
diferença na hora de gerir um conflito.

Relativamente a sugestões de melhoria, não sendo eu docente, e tendo sido a


1ª vez que fiz uma formação do CFAEBI, gostaria de poder frequentar outras
formações mais direcionadas à área pedagógica, ou seja, pelo que pesquisei,
as formações são muito direcionadas para departamentos muito específicos,
quase nenhum onde eu me possa integrar.

Em jeito de conclusão, considero que a formação foi relevante, útil no meu dia
a dia, e até mesmo em situações de carater pessoal.

Adriana Pais Travasso