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CRITÉRIO TÉCNICO CT-ENPRO-001-CÁLCULOS HIDRÁULICOS


CLIENTE: FOLHA
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TÍTULO:
ENGENHARIA CRITÉRIOS PARA CÁLCULOS HIDRÁULICOS
PROGRAMA: WORD 2000
ARQUIVO DIGITAL: CT-ENPRO-001-CÁLCULOS HIDRÁULICOS=A.DOC

ÍNDICE DE REVISÕES
REV DESCRIÇÃO E/OU FOLHAS ATINGIDAS

0 PARA INFORMAÇÃO.
A REVISÃO GERAL.

REV. 0 REV. A REV. B REV. C REV. D REV. E REV. F REV. G REV. H


DATA 19/02/04 04/09/06
PROJETO EAB / ENPRO EAB / ENPRO
EXECUÇÃO MÁRCIO MÁRCIO
VERIFICAÇÃO ARY ARY
APROVAÇÃO ARY ARY
AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA PETROBRAS, SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE.
FORMULÁRIO PADRONIZADO PELA NORMA PETROBRAS N-381-REV.F ANEXO A – FOLHA 01 / 08.
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1. OBJETIVO.....................................................................................................................................4
2. ESTIMATIVA DO DIÂMETRO DE TUBULAÇÕES..............................................................4

2.1. Seleção preliminar dos diâmetros __________________________________________6

2.2. Seleção definitiva dos diâmetros________________________________________9


3. INFORMAÇÕES GERAIS.........................................................................................................10

3.1. Massa específica_____________________________________________________10

3.2. Densidade relativa de líquidos_________________________________________10

3.3. Viscosidade cinemática de líquidos_____________________________________10

3.4. Vazão volumétrica ________________________________________________________11

3.5. Velocidade média de escoamento_____________________________________________11

3.6. Velocidade sônica de fluido compressível______________________________________11

3.7. Número de Mach__________________________________________________________12

3.8. Velocidade de erosão_______________________________________________________13


4. CÁLCULO DA QUEDA DE PRESSÃO....................................................................................14

4.1. Tubulações_______________________________________________________________14

4.2. Válvulas de controle _______________________________________________________21

4.3. Placas de orifício e outros tipos de medidores de vazão __________________________22

4.4. Orifícios de restrição _____________________________________________________23

4.5. Entradas de bombas _____________________________________________________25

4.6. Braços de carregamento, mangotes flexíveis e filtros_____________________________25


5. SISTEMAS COM BOMBAS..................................................................................................... 25

5.1. Pressão máxima na sucção __________________________________________________25

5.2. Pressão na sucção _________________________________________________________26

5.3. NPSH disponível __________________________________________________________26

5.4. Pressão na descarga _______________________________________________________27

5.5. Altura manométrica total___________________________________________________28

5.6. Pressão máxima na descarga ________________________________________________28

5.7. Potência requerida no eixo__________________________________________________29


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6. TEMPERATURA E PRESSÃO DE PROJETO ..................................................................... 30

6.1. Temperatura de projeto ____________________________________________________30

6.2. Pressão de projeto_________________________________________________________30


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1. OBJETIVO

1.1. Este documento tem por objetivo estabelecer os critérios para cálculos hidráulicos em sistemas de
transferência sem mudança de fase. Para o cálculo da queda de pressão em escoamento bifásico,
consultar bibliografia específica (LUMMUS etc.) ou utilizar simuladores de processo (HYSYS, PRO
II).

1.2. Estes critérios devem ser aplicados para projetos nas seguintes áreas ou em parte delas:

Unidades de processo
Sistemas de transferência e estocagem
Sistemas de tocha
Sistemas de utilidades

• Vapor d’água, de baixa, média e alta pressão


• Água de resfriamento
• Água de resfriamento de mancais
• Água industrial
• Ar comprimido de serviço
• Ar comprimido de instrumento
• Nitrogênio
• Gás combustível
• Óleo combustível

Sistemas auxiliares

• Esgotamento e/ou limpeza de sistemas (“pump-out”)


• Selagem de bombas
• Drenagem
• Tratamento de efluentes
• Combate a incêndio

2. ESTIMATIVA DO DIÂMETRO DE TUBULAÇÕES

Os materiais e as respectivas espessuras (ou schedules) das tubulações estão definidos na


norma PETROBRAS N-76 e na ET-200.03.

No livro “Tabelas e Gráficos para Projetos de Tubulações”, de Pedro Silva Telles e Darcy
Paula Barros, podem ser encontradas tabelas com dados de tubulação (diâmentro, espessura,
peso linear, área da seção transversal etc.), conforme as normas ASME / ANSI e API.

Alguns diâmetros são restringidos pela norma PETROBRAS N-57, conforme a seguir:
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• Para qualquer tubulação de fluidos de processo, o menor diâmetro nominal sugerido é


de ¾”. Permitem-se tubulações com diâmetro de ½”, ou menores, para utilidades.
• Deve ser evitado o uso de tubulações com os seguintes diâmetros nominais: ¼”, 3/8”,
1 ¼”, 3 ½” e 5”. Permitem-se pequenos trechos de tubo ou acessórios de tubulação
com esses diâmetros nominais apenas quando necessário, para conectar diretamente
em equipamentos. O diâmetro nominal de 2 ½” deve ser usado somente para sistemas
de água de incêndio.
• Para evitar dificuldades na aquisição de válvulas e/ou conexões, as tubulações de
grande diâmetro devem ter os seguintes diâmetros nominais: 20”, 24”, 30”, 36”, 42”,
48”, 52”, 56” e 60”.

2.1. Seleção preliminar dos diâmetros

Os diâmetros de tubulações (exceto os referentes a oleodutos, polidutos, gasodutos, adutoras,


sistemas de tocha e sistemas de drenagem e tratamento de efluentes) podem ser estimados com
base em critérios de velocidade e queda de pressão recomendadas, de acordo com os valores
constantes das duas tabelas que se seguem.
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2.1.1 Líquidos
Velocidades Quedas de pressão máximas
SERVIÇO recomendadas
Item Descrição ft/s m/s psi/100ft kgf/cm²/km
1 HIDROCARBONETOS
1.a Recomendação geral
Densidade relativa = 1,6 5-8 1,5 – 2,4
Densidade relativa = 0,8 6 - 10 1,8 – 3,0
Densidade relativa = 0,3 10 - 15 3,0 – 4,6
1.b Serviços específicos
1.b.1 Fundo de torres e vasos; sucção de
bombas operando com:
Líquido saturado ou no ponto de bolha <6 < 1,8 0,5 1,15
Líquido subresfriado (Nota 3) 3-8 0,9 – 2,4 1,0 2,31
1.b.2 Líquido para refervedor 1-4 0,3 – 1,2 0,15 0,35
1.b.3 Saída de condensador 3-6 0,9 – 1,8 0,5 1,15
1.b.4 Líquido para resfriador 4-6 1,2 – 1,8
1.b.5 Líquido refrigerante 3-6 0,9 – 1,8 0,4 0,92
1.b.6 Escoamento por gravidade e tubulação
entre saída de condensador e bota de
controle de nível 3-8 0,9 – 2,4 0,4 0,92
1.b.7 Alimentação de líquido para torre 3-6 0,9 – 1,8
1.b.8 Descarga de bomba trecho longo 2,5 – 7,0 0,8 – 2,1
1.b.9 Descarga de bomba trecho curto 4 - 15 1,2 – 4,6
1.b.10 Entrada de válvula de controle (Nota 4) < 21,3 < 6,5
2 ÁGUA
2.a Recomendação geral 2 - 16 0,6 – 4,9 2,0 4,61
2.b Serviços específicos
2.b.1 Sucção de bombas 3,3 – 6,6 1,0 – 2,0 0,35 0,8
2.b.2 Água para alimentação de caldeira
P ≤ 50 kgf/cm² man 5 - 10 1,5 – 3,0 2,0 4,61
P > 50 kgf/cm² man 4,0 9,23
2.b.3 Água para serviço e resfriamento 6 - 12 1,8 – 3,7 2,0 4,61
2.b.4 Saída de condensador e dreno 3-5 0,9 - 1,5
2.b.5 Descarga de bomba trecho longo 2-7 0,6 – 2,1
2.b.6 Descarga de bomba trecho curto 4 - 14 1,2 – 4,3
3 LÍQUIDOS ESPECIAIS
3.a Tubulação de aço carbono
3.a.1 Água fenólica 3 0,9
3.a.2 Ácido sulfúrico concentrado 4 1,2
3.a.3 Água do mar, água ácida 6 1,8
3.a.4 Solução cáustica 4 1,2
3.a.5 Solução aquosa de amina 5-7 1,5 - 2,1
3.a.6 MEA e DEA em ebulição 4 1,2
3.a.7 MEA e DEA subresfriados 7 2,1
3.a.8 Enxofre líquido bombeado 7 2,1
3.a.9 Enxofre por gravidade 5 1,5
3.a.10 Soluções corrosivas em geral 8 2,4
3.a.11 Óleo lubrificante 6 1,8
3.b Tubulação de aço inoxidável
3.b.1 Solução de amina rica em CO2 5-7 1,5 – 2,1
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3.c Tubulação revestida de cimento ou


3.c.1 betume 15 4,6
Água do mar, água salgada
3.d Tubulação revestida de plástico ou
borracha
3.d.1 Líquidos em geral 10 3,0
3.d.2 Líquidos com sólidos em suspensão 3 (min) 0,9
(min)
Notas:

1 – Para drenagem e tratamento de efluentes, ver norma PETROBRAS N-38.


2 – Para projetos de sistemas de proteção contra incêndio em instalações com hidrocarbonetos, ver norma
PETROBRAS N-1203.
3 – Considera-se subresfriado o líquido que estiver, no mínimo, 10º C abaixo do ponto de ebulição.
4 – Valor máximo recomendado pela norma PETROBRAS N-1882:10 m/s
5 – Para líquidos com sólidos em suspensão é recomendável velocidade mínima de 3ft/s (0,9 m/s) para
evitar deposição.
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2.1.2 Vapores e gases


Velocidades Quedas de pressão
SERVIÇO recomendadas máximas
Item Descrição ft/s m/s psi/100ft kgf/cm²/km
1 HIDROCARBONETOS
1.a Recomendação geral
P > 35 kgf/cm² man 2,0 4,61
14 < P < 35 kgf/cm² man 1,5 3,46
10 < P < 14 kgf/cm² man 0,6 1,38
3,5 < P < 10 kgf/cm² man 0,3 0,69
0 < P < 3,5 kgf/cm² man 0,15 0,35
Vácuo 0,1 0,23
1.b Serviços específicos
1.b.1 Descarga para a atmosfera 200 61
1.b.2 Sucção de compressor 0,5 1,15
1.b.3 Coletor de sucção de compressor de gás
refrigerante 15 - 35 4,6 – 10,7 0,3 0,69
1.b.4 Tubulação de topo da torre 0,5 1,15
P > 3,5 kgf/cm² man 40 - 50 12,2 – 15,2 0,5 1,15
Torre atmosférica 60 - 100 18,3 – 30,5
Torre de vácuo 125 - 200 38,1 – 61,0 0,1 0,23
Retificadora 30 9,1
1.b.5 Tubulação de retorno de refervedor 0,3 0,69
1.b.6 Compressor alternativo (sucção e
descarga) (Nota 2)
massa específica = 160 kg/m3 20 6,1
massa específica = 16 kg/m3 42 12,8
massa específica = 1,6 kg/m3 91 27,7
massa específica = 0,16 kg/m3 200 61,0
1.b.7 Entrada de turbina a gás 150 - 350 45,7 - 106,7
1.b.8 Entrada de válvula de controle (Nota 3) < 0,3 Ma
1.b.9 Fluxo bifásico (Nota 4) 35 - 75 10,7 – 22,9
2 VAPOR D’ÁGUA
2.a Recomendação geral 100 30,5
2.a.1 Vapor saturado 140 42,7
2.a.2 Vapor superaquecido
P > 21 kgf/cm² man 1,5 3,46
10 < P< 21 kgf/cm2 man 1,0 2,31
3,5 < P < 10 kgf/cm² man 0,5 1,15
0 < P < 3,5 kgf/cm² man 0,25 0,58
2.b Vapor de alta pressão
2.b.1 Tubulação curta ( < 180 m) 125 38,1 1,0 2,31
2.b.2 Tubulação longa ( > 180 m) 100 30,5 0,5 1,15
2.b.3 Ramificações curtas 125 38,1 2,0 4,61
2.c Vapor exausto
2.c.1 P > pressão atmosférica 0,5 1,15
2.c.2 Ramais de coleta de vapores 1,5 3,46
2.d Vapor para bombas e máquinas 12,5 - 15 3,8 – 4,6
alternativas
2.e Entrada de turbina a vapor 120 - 320 36,6 – 97,5
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3 AR COMPRIMIDO E NITROGÊNIO
3.a Coletor 20 - 26 6,1 – 8,0 0,1 0,23
3.b Ramificações 26 - 33 8,0 – 10,0 0,35 0,80

Notas:
1 – Para sistema de tocha, ver norma API-521.
2 – Velocidade (m/s) ≃ 32,73 [massa específica (kg / m3 )] – 1/3 (válida para massa específica compreendida
entre 0,16 kg /m3 e 160 kg / m3).
3 – Valor máximo recomendado pela norma PETROBRAS N-1882: 0,5 Ma.
4 – Velocidade mínima recomendável de 10 ft/s (3,0 m/s), para evitar acúmulo de condensado na tubulação,
para prevenir contra golfadas em vasos sepadores, principalmente se a tubulação tiver pontos baixos.

2.2. Seleção definitiva dos diâmetros

Para trechos curtos, fluidos não viscosos, não sendo significativas as perdas de carga,
normalmente os diâmetros selecionados preliminarmente podem ser os definitivos.

Para trechos mais longos, fluidos mais viscosos, sendo significativas as perdas de carga,
recomenda-se avaliar a pressão necessária para o escoamento, a altura manométrica total e a
potência requerida no eixo (se for transferência com bomba) e o custo do sistema, para
diversas opções de diâmetro, para, em seguida, selecionar a melhor delas.

Na seleção definitiva dos diâmetros devem ser verificadas as restrições de processo e segurança,
caso existam (velocidade máxima, velocidade mínima, NPSHD , pressão máxima, pressão
mínima, nível de ruído etc).
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3. INFORMAÇÕES GERAIS

3.1. Massa específica


A massa específica (ρ) de uma substância a uma dada condição de pressão e temperatura é a massa
(kg) da unidade de volume (m3) dessa substância, kg/m3
3.1.1. Para vapores e gases, a massa específica pode ser calculada por:
MP
ρ=
0,08478 TZ

Na qual:

M : Massa molar (peso molecular) do gás, kg/kmol (para o ar atmosférico,


Mmédia=29,0 kg//kmol)

P : Pressão absoluta do gás, kgf/cm2

T : Temperatura absoluta do gás, K (K=oC + 273,15)

Z : Fator de compressibilidade do gás a P e T, adimensional (para gás perfeito, Z=1)

2 3
Nota: 0,08478 é o valor da constante universal dos gases (R), em kgf / cm .m
kmol.K
3.2. Densidade relativa de líquidos

A densidade relativa de líquidos é dada por:


d = 0,001 ρ

Na qual:

d : Densidade relativa do líquido (admitido praticamente incompressível) a uma dada


temperatura: relação entre a massa específica do líquido nessa temperatura e a massa
específica da água a 4 oC (1000 kg/m3), adimensional

3.3. Viscosidade cinemática de líquidos

A viscosidade cinemática de líquidos é dada por:


μ μ
ν= = 1000
d ρ
Sendo:
ν : Viscosidade cinemática do líquido a uma dada condição de pressão e temperatura, cSt (1 cSt=
1mm2/s)

μ : Viscosidade absoluta ou dinâmica do líquido na mesma condição de pressão e temperatura, cP


(1cP = 1g/m.s = 1 mPa.s)

Nota: A viscosidade absoluta ou dinâmica é empregada tanto para líquidos como para gases e
vapores, ao passo que a viscosidade cinemática é utilizada apenas para líquidos.
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3.4. Vazão volumétrica

A vazão volumétrica de um fluido em qualquer ponto particular de um sistema no qual foi


estabelecido um regime permanente de escoamento é dada por:
W
Q=
ρ

Na qual:

Q : Vazão volumétrica do fluido no ponto particular do sistema, nas condições de pressão


e temperatura desse ponto, m3/h.

Para todos os fluidos devem ser especificadas a pressão e a temperatura para as quais a vazão
volumétrica é referida.

W : Vazão mássica do fluido no sistema, kg/h

3.4.1. Para vapores e gases, considerando 3.1.1.:


WTZ
Q = 0,08478
MP

Para vapores e gases as vazões volumétricas poderão ser indicadas em pelo menos uma das três
condições padrões seguintes, nas quais a pressão absoluta é idêntica e igual a 1,033277 kgf/cm2
(1atm):

Condição Temperatura
Padrão (ºC)

Normal (N) 0

“Standard” (S) 15,5

Petrobras (P) 20

3.4.2. Para líquidos, considerando 3.2.:


W
Q= 0,001
d
3.5. Velocidade média de escoamento

A velocidade média de um fluido em escoamento à plena seção em um ponto particular de uma


tubulação de área transversal circular é dada por:
Q W
V= 0,5482 = 0,5482
D2 ρD2

Sendo:

V : Velocidade média de escoamento do fluido no ponto particular da tubulação, nas


condições de pressão e temperatura desse ponto, m/s

D : Diâmetro interno da tubulação, no ponto particular considerado, in


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3.5.1. Para vapores e gases, considerando 3.1.1.:


WTZ
V= 0,04648
MPD2

3.6. Velocidade sônica de fluido compressível

A velocidade máxima possível de escoamento de um gás em uma tubulação é a velocidade sônica (ou
crítica), velocidade que o som teria nesse gás em suas condições de operação, sendo expressa por:

0,5
⎡ kTZ ⎤
Vs = 91,182 ⎢
⎣ M ⎥⎦

Sendo:

k : Relação entre as capacidades caloríficas a pressão constante e a volume constante do gás, adimensional.

Vs : Velocidade sônica de escoamento do gás, m/s.

Nota: A velocidade sônica ocorre no fim da tubulação ou em algum ponto dela em que haja redução na área
de escoamento. As condições de pressão e temperatura são aquelas do ponto considerado, com as quais são
determinados os valores de k e Z.

3.7. Número de Mach

O número de Mach (Ma) é a relação entre a velocidade média de escoamento de um gás em um ponto
qualquer de uma tubulação e a velocidade sônica desse gás no mesmo ponto. É dado pela equação:

V
Ma =
Vs

Ou, considerando 3.5.1 e 3.6:

0,5
⎛ W ⎞ ⎛ TZ ⎞
Ma = 5,0971 x 10-4 ⎜ 2 ⎟ ⎜ ⎟
⎝ PD ⎠ ⎝ kM ⎠

Nas quais:

Ma : Número de Mach, adimensional

Esta equação permite calcular o diâmetro interno de uma tubulação para que, em um determinado ponto
dela, o número de Mach não ultrapasse um dado valor, ou seja:

0,5 0 , 25
⎛ W ⎞
-2 ⎛ TZ ⎞
D = 2,2577 x 10 ⎜ ⎟ ⎜ ⎟
⎝ PMa ⎠ ⎝ kM ⎠
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E também a pressão absoluta em um ponto da tubulação para que nele o escoamento seja sônico (Ma =
1,0):

0,5
⎛ W ⎞ ⎛ TZ ⎞
P = 5,0971 x 10-4 ⎜ 2 ⎟ ⎜ ⎟
⎝ D ⎠ ⎝ kM ⎠

3.8. Velocidade de erosão

Segundo a norma API RP 14E, a experiência tem mostrado que a perda de espessura em tubulações ocorre
devido a um processo de erosão/corrosão, que é acelerado pela presença de sólidos em suspensão no fluido,
altas velocidades de escoamento, presença de contaminantes corrosivos e existência de acessórios de
tubulação tipo curvas, tês etc, que provocam turbulência no escoamento.

3.8.1. Velocidade de erosão em escoamento bifásico (gás/líquido)

A norma API acima referida sugere a seguinte equação:

VE = K (ρ M )−0,5

Na qual:

VE : Velocidade de erosão, m/s

K : Constante empírica

ρ M
: Massa específica da mistura gás/líquido nas condições de pressão e temperatura de operação, kg/m3

3.8.2. Para o valor de K, a norma API sugere os seguintes valores:

Constante empírica K

Serviço Fluido limpo Fluido limpo / não corrosivo

Contínuo 122 183 a 244

Intermitente 152 ≤ 305

Nota: Para fluidos com sólidos em suspensão, os valores de velocidade deverão ser significativamente
reduzidos.
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3.8.3. A massa específica da mistura gás/líquido pode ser calculada pela equação:

1
ρM= = (ρ G )( y ) + (ρ L )(1 − y )
⎛ x ⎞ ⎛1− x ⎞
⎜⎜ ⎟⎟ + ⎜⎜ ⎟⎟
⎝ ρG ⎠ ⎝ ρ L ⎠

Sendo:

x = Fração mássica de gás na mistura, adimensional

y = Fração volumétrica de gás na mistura nas condições de pressão e temperatura de operação (C.O),
adimensional

ρ G = Massa específica do gás nas C.O., kg/m3

ρ L = Massa específica do líquido nas C.O., kg/m3

3.8.4. A correlação entre x e y é dada pela equação:

⎛1− x ⎞ ⎛ ρL ⎞ ⎛1− y ⎞
⎜ ⎟= ⎜⎜ ⎟⎟ ⎜⎜ ⎟⎟
⎝ x ⎠ ⎝ ρG ⎠ ⎝ y ⎠

3.8.5. Velocidade de erosão em escoamento de uma única fase (gás ou líquido)

VE = K ( ρ ) -0,5

Na qual:

ρ = Massa específica do gás ou do líquido nas C.O., kg/m3

Os demais termos são definidos em 3.8.1.. Os valores de K são os mesmos indicados em 3.8.2..

4. CÁLCULO DA QUEDA DE PRESSÃO

A queda de pressão deve ser calculada de acordo com o que se segue:

4.1. Tubulações
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4.1.1. O comprimento reto (Lreto) de uma tubulação com um dado diâmetro interno deve ser estimado
com base na planta de arranjo das instalações ou na planta de encaminhamento de tubulações. Para
tubulações quentes (acima de 250ºC) deve ser usado um fator de segurança multiplicativo de 1,5,
que leva em conta as curvas de expansão térmica.

4.1.2. O comprimento equivalente total dos acessórios dessa tubulação (Lacid), representando o somatório
dos comprimentos equivalentes individuais, deve ser obtido com base no CRANE - Technical
Paper No. 410 - Flow of Fluids through Valves, Fittings, and Pipe.

4.1.3. O comprimento equivalente total da tubulação (L) deve ser obtido pela seguinte equação, que
engloba um coeficiente de segurança de 10% para o comprimento total dos acessórios:

L = Lreto + 1,1 Lacid

Na qual:

L : Comprimento equivalente total da tubulação com um dado diâmetro interno, m

Lreto : Comprimento reto da tubulação considerada, m

Lacid : Comprimento equivalente total dos acessórios dessa tubulação, m


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4.1.4. Na fase preliminar de um projeto, quando estimativas de perdas de carga são desejáveis, sem que
todas as informações estejam disponíveis, o comprimento equivalente total da tubulação pode ser
estimado com base na equação:

[
L = Lreto 1 + ( 0,216 + 0,347 ∅0,5 ) Fc ]
Na qual:

∅ : Diâmetro nominal da tubulação considerada, in

Fc : Fator de complexidade, adimensional

4.1.5. O fator de complexidade pode ser obtido da tabela seguinte, quando nenhum valor específico é
fornecido:
Características das tubulações Fc
Tubulações curtas (até 30m) em áreas congestionadas. Exemplo típico são os
4
“manifolds” complexos, com muitas válvulas, reduções, acessórios etc.
Tubulações curtas (próximo dos 30 m) que normalmente não passam em “pipe-
racks”. Tubulações com diâmetro inferior a 3 polegadas que normalmente 2
acompanham as tubulações principais. Tubulações que conectam equipamentos.
Tubulações médias (30 a 100 m) com fácil acesso ao “pipe-rack”. Tubulações que
interligam equipamentos principais. Tubulações de carga, produtos intermediários e 1
finais dentro do limite de bateria da planta.
Tubulações longas (cerca de 150 m) e razoavelmente montadas em linha reta.
Tubulações que passam através de unidades de processo ou interligam unidades sem 0,5
passar pela tubovia.
Tubulações de utilidades além do limite de bateria da planta. Tubulações fora do
0,25
limite de bateria, em geral.
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4.1.6. A perda de carga em tubulações para água doce (potável, industrial, de resfriamento, de incêndio)
deve ser calculada pela equação de Hazen - Williams, adotando o valor de C=100.
A mesma equação deve ser aplicada em tubulações para água salgada (revestidas
internamente de concreto), adotando o valor de C=140 (para tubulações novas) e C=120
(para tubulações já em uso).
A equação de Hazen-Williams, específica para água, é a seguinte:

[ ] [ ]
1 1
V/C 0,54 Q/C 0,54
h = 495,35 L = 162,73 L
D0,63 D2,63

Sendo:

h : Perda de carga na tubulação devida ao escoamento do fluido, m


C : Constante de Hazen-Williams

4.1.7. A constante de Hazen-Williams, para alguns tipos de tubulação ou superfície interna, apresenta os
seguintes valores médios:

Tipo da tubulação ou superfície interna C


Revestimento de concreto (aplicado por centrífuga) 150 (*)
Tubulação nova de aço, plástico (PVC e ABS) 140
Revestimento de concreto (aplicado manualmente) 136 (*)
Tubulação nova de ferro fundido, cobre 130
Aço rebitado 110

(*) Valor máximo, para tubulações novas, baseado no diâmetro interno efetivo, diâmetro esse
que também deverá ser utilizado na equação de Hazen-Williams.

4.1.8. A perda de carga em tubulações para outros líquidos newtonianos que não a água (petróleo, seus
derivados, álcool carburante, etc.) deve ser calculada pela equação de Darcy:

fLV2 fLQ2
[ ]
2
fL W
h= 2,0073 = 0,60325 = 0,60325
D D5 D5 ρ

Sendo:

f : Fator de atrito (de Darcy) em um ponto particular de uma tubulação de área transversal
circular, pela qual escoa um fluido newtoniano, adimensional

4.1.9. O fator de atrito pode ser determinado em função do número de Reynolds, dado por:

DVρ ρQ W
Re = 25,4 = 13,924 = 13,924
μ μD μD
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Sendo:

Re : Número de Reynolds em um ponto particular de uma tubulação de área transversal


circular, pela qual escoa um fluido, adimensional

Assim:
64
• Para Re<2000 (região de fluxo laminar), f = Re

• Para 2000 ≤ Re ≤ 4000 (região de fluxo crítico), f é indeterminado, caracterizando uma região
de operação a ser evitada. Na impossibilidade de modificação do diâmetro, utilizar a média
ponderada dos valores de f obtidos pelos prolongamentos das curvas para regimes laminar e
turbulento.

• Para Re > 4000 (região de fluxo turbulento), f deve ser obtido pela equação de Colebrook:

f -0,5 + 2 log10 [( ) ( ) ]
ε/D
3,7
+
2,51
Re
f -0,5 = 0

• Para a região de fluxo em completa turbulência, a equação de Colebrook possibilita estimar o


valor do respectivo fator de atrito:

−2
⎡ ⎛ ε / D ⎞⎤
f T = 0,25 ⎢log10 ⎜ ⎟⎥
⎣ ⎝ 3,7 ⎠⎦

Nas quais:

ε : Rugosidade absoluta ou altura efetiva das irregularidades da parede da tubulação, in

f T : Fator de atrito (de Darcy) em regime de completa turbulência, adimensional

Nota: A equação de Chen, explícita para f, proporciona excelentes resultados quando


comparada com a de Colebrook:

[ [( ) ( ) [( ) ( ) ] ]]
1,1098 0,8981 -2
ε/D 5,0452 ε/D 7,149
f = 2 log10 - log10 +
3,7065 Re 2,5497 Re
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4.1.10. A rugosidade absoluta, para alguns tipos de tubulação ou superfície interna, apresenta os seguintes
valores:

Tipo da tubulação ou superfície interna ε, in


Tubo trefilado de latão, chumbo ou vidro 0,00006
Tubulação de aço comercial ou ferro forjado 0,0018
Tubulação de ferro fundido com revestimento de asfalto 0,0048
Tubulação de ferro galvanizado 0,006
Tubulação de ferro fundido 0,0102
Tubulação de concreto (liso a áspero) 0,012 a 0,12
Aço rebitado (liso a áspero) 0,036 a 0,36

4.1.11. A queda de pressão por atrito, correspondente a uma determinada perda de carga, é dada pela
equação geral:
ΔPa = 0,0001 ρh
Ou, para líquidos, considerando 3.2.:
ΔPa = 0,1 dh

Nas quais:

ΔPa : Queda de pressão por atrito, correspondente a uma determinada perda de carga,
kgf/cm2
Nota: Quando se pode desprezar as variações de energia cinética e de carga estática em
um sistema ou entre os pontos situados imediatamente a montante e a jusante de
um item nele instalado (caso típico das válvulas de controle que operam com
líquidos), tem-se:
ΔP = P1 - P2 = ΔPa

Sendo:

ΔP : Queda de pressão no sistema (ou em um item desse sistema), kgf/cm2

P1 : Pressão manométrica na entrada do sistema (ou de um item nele instalado),


kgf/cm2

P2 : Pressão manométrica na saída do sistema (ou de um item nele instalado),


kgf/cm2

4.1.12. Assim, considerando:

• A equação de Hazen-Williams, para água (ρ=1000 kg/m3; d=1), vem, por 4.1.6.:

[ ] [ ]
1 1
V/C 0,54 Q/C 0,54
ΔPa = 49,535 L = 16,273 L
D 0,63 D 2,63
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• A equação de Darcy, para outros líquidos newtonianos (petróleo, seus derivados,


álcool carburante, etc.), vem, por 4.1.8.:

fLρV2 fLρQ2 fLW2


ΔPa = 2,0073 x 10-4 = 6,0325 x 10-5 = 6,0325 x 10-5 =
D D5 ρ D5

-1 fLdV2 -2 fLdQ
2
fLW2
= 2,0073 x 10 = 6,0325 x 10 5 = 6,0325 x 10-8
D D d D5

4.1.13. Para vapores e gases, a queda de pressão em tubulações pode ser calculada pelo resultado da
integração da equação resultante da associação das formas diferenciais das equações de Darcy e
de Bernoulli:

( )( ) ( )[ [ ( )] ]
2
ΔP ΔP W2 fL ΔP
2 - - 3,0645 x 10-6 - 2ln 1 - =0
P1 P1 P1ρ1D4 0,0254D P1

Na qual:

ΔP = P1 - P2 : Queda de pressão na tubulação, kgf/cm2

P1 : Pressão absoluta do gás na entrada da tubulação, kgf/cm2

P2 : Pressão absoluta do gás na saída da tubulação, kgf/cm2

ρ1 : Massa específica do gás na entrada da tubulação, kg/m3

Nota: A equação foi desenvolvida admitindo-se escoamento isotérmico de gás perfeito


em regime permanente por tubulação horizontal, em condições tais que o fator de
atrito pudesse ser considerado constante em toda a extensão da tubulação.

A equação pode ser resolvida fazendo:

ΔP
=x
P1

e ajustando a função -2 ln (1-x) sob a forma de um polinômio do 3º grau, válido para x


compreendido entre 0 e 0,7 (R2 = 0,9999):

- 2 ln (1-x) ≅ 3,0519 x3 – 0,3718 x2 + 2,1969 x

O resultado é a equação:

⎡ P ρ D4 ⎤
3,0519 x 3 + ⎢3,2632 x10 5 1 1 2 − 0,3718⎥ x 2 +
⎣⎢ W ⎦⎥
⎡ 5 P1 ρ1 D ⎤
4
fL
+ ⎢2,1969 − 6,5264 x10 2 ⎥x + =0
⎣ W ⎦ 0,0254 D
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Determinado o valor de x, que não deverá ser considerado se for superior a 0,7, ΔP e P2
podem ser calculados:

ΔP = P1 x

P2 = P1 - ΔP = P1 (1-x)

Este valor de P2 deverá ser superior àquele para o qual é atingida a velocidade sônica,
conforme visto em 3.7, considerando escoamento isotérmico de gás perfeito:
0 ,5
⎛ W ⎞⎛ T ⎞
-4
P2 sônico = 5,0971x 10 ⎜ 2 ⎟⎜ ⎟
⎝ D ⎠⎝ kM ⎠

Caso o valor calculado de P2 seja igual ou inferior a P2 sônico, o escoamento será sônico
e o diâmetro da linha deverá ser aumentado.

Na hipótese de o valor calculado de x ser superior a 0,7, deve-se atribuir para x (pode ser
designado como x1) o valor 0,7 na equação e calcular um valor parcial de L (L1, no caso)
que satisfaça a equação. A queda de pressão nesse trecho parcial será igual a
ΔP1 = 0,7 P1 . O comprimento restante será igual a L2 = L – L1. A pressão no início desse
trecho será PA=0,3 P1 e a massa específica do gás ρ A = 0,3ρ1 .

Com estes valores, calcula-se um novo x (x2, no caso) pela equação:

ΔP2
x2 =
PA

A queda de pressão total na tubulação será igual a ΔP = ΔP1 + ΔP2 .

Nota: A queda de pressão para vapores e gases também pode ser estimada utilizando
programas simuladores de processo consagrados, como o HYSYS e o PRO-II.

4.2. Válvulas de controle

Para obter uma controlabilidade adequada, a queda de pressão nas válvulas de controle deve
satisfazer, onde cabível, o que se segue:

4.2.1. Critério no.1


Adotar o maior valor entre:

• O ΔP na válvula deve ser, no mínimo, igual a 20% do valor relativo à queda de


pressão por atrito no circuito na vazão máxima (sobre a descarga, se há uma bomba),
excluído o ΔP na própria válvula:

ΔP válv ≥ 0,20 ΔPa vazão máxima

• O ΔP na válvula deve ser, no mínimo, igual a 25% do valor relativo à queda de


pressão por atrito no circuito na vazão normal (sobre a descarga, se há uma bomba),
excluído o ΔP na própria válvula:
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ΔP válv ≥ 0,25 ΔPa vazão normal

4.2.2. Critério no. 2

O ΔP na válvula deve ser, no mínimo, igual a 10% do valor relativo à pressão absoluta
no reservatório (localizado na descarga ou na sucção da bomba). Este critério não se
aplica a sistemas com bombas nos quais o ponto inicial da tubulação de sucção e o ponto
final da tubulação de descarga têm a mesma pressão estática, como, por exemplo, em
refluxos e reciclos de torres de destilação.

ΔP válv ≥ 0,10 P pressão absoluta no reservatório


4.2.3. Critério nº 3

O ΔP mínimo na válvula deve ser igual a 1,05 kgf/cm² (15 psi) na vazão normal e igual
a 0,70 kgf/cm² (10 psi) na vazão máxima em sistemas de carga, refluxo e reciclo.

4.2.4. Critério nº 4

O ΔP máximo na válvula para fluido compressível não deve ser maior do que 50% do
valor relativo à pressão absoluta a montante da válvula.

4.2.5. Critério nº 5

O ΔP na válvula que regula a vazão de vapor d’água para turbina deve ser igual a 5% do
valor relativo à pressão absoluta a montante. Normalmente, esta é a pressão nominal
(absoluta) do coletor de vapor.

4.2.6. Critério nº 6

O ΔP na válvula que regula a vazão de vapor d’água para refervedor deve estar entre 5%
e 10% do valor relativo à pressão absoluta a montante. Normalmente, esta é a pressão
nominal (absoluta) do vapor utilizado no equipamento. O ΔP não deve ser menor do que
0,35 kgf/cm² (5 psi).

Nota: O diâmetro nominal de uma válvula de controle não deverá ser superior ao
diâmetro da tubulação no ponto em que for instalada.

4.3. Placas de orifício e outros tipos de medidores de vazão

Durante o projeto preliminar de um sistema, quando os detalhes ainda não são conhecidos, um
valor típico para o ΔP em placas de orifício de medição pode ser:

ΔP placa de orifício = 0,25 kgf/cm² (3,5 psi)


Para gases e vapores, a pressão diferencial máxima em placas de orifício de medição não deve
exceder 4% da pressão estática absoluta.

Para sistemas de baixa pressão (1 kgf/cm² man ou 15 psig), recomenda-se obter um valor mais
adequado junto aos projetistas de instrumentação.

Para medidores de vazão dos tipos turbina, deslocamento positivo, vibração, etc., devem ser
consultados os catálogos dos fabricantes e também os projetistas de instrumentação.
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4.4. Orifícios de restrição

Placas de orifício de restrição são recomendadas quando se deseja obter uma determinada queda
de pressão permanente num trecho de tubulação para limitar a vazão a um dado valor. Podem ser
utilizadas isoladamente ou em série com válvulas de controle.

O dimensionamento da placa requer o conhecimento do diâmetro do orifício, que pode ser


calculado como se segue:

4.4.1. Orifícios de restrição para líquidos

• Cálculo de x na equação:

x 3 − (1 + 242845ρ1 ΔPW −2 D 4 )x 2 − x + 1 = 0

(Para 0 < x <1)

• Determinação do valor de do:

do = D x0,5

Nas quais:

do = Diâmetro do orifício da placa, in

D = Diâmetro interno da tubulação no ponto de instalação na placa, in

Δ P = Queda de pressão permanente no orifício (pressão a montante – pressão a jusante), kgf/cm2

W = Vazão mássica do líquido, kg/h

x = Relação ( do/D)2, adimensional

ρ 1 = Massa específica do líquido a montante da placa, kg/m3.

4.4.2. Orifícios de restrição para gases

• Cálculo de KC na equação:

KC = 0,56812 r3 – 1,01226 r2 + 0,19470 r + 0,83587

Sendo r = P2 = 1 - ΔP
P1 P1
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• Determinação do valor de ɸ :

0,5
⎡ k +1 ⎤
⎛ kM ⎞⎛ 2 ⎞ k −1 ⎥
ɸ = ⎢⎜ ⎟⎜
⎢⎜ Z ⎟⎝ k + 1 ⎟⎠ ⎥
⎢⎣⎝ 1 ⎠ ⎥⎦

• Cálculo do valor de X:

0 ,5
WT1
X=
1962 D 2 P1 K cφ

• Determinação do valor de do:

do = D X 0,5 (1+X2)-0,25

Nas quais:

do = Diâmetro do orifício da placa, in

D = Diâmetro interno da tubulação no ponto de instalação da placa, in

k = Relação CP/CV , adimensional

M = Massa molar (peso molecular) do gás, kg/kmol

P1 = Pressão absoluta do gás a montante do orifício, kgf/cm2

P2 = Pressão absoluta do gás a jusante do orifício, kgf/cm2

ΔP = Queda de pressão permanente no orifício (presão a montante – pressão a jusante), kgf/cm2

r = Relação P2/P1 , adimensional

T1 = Temperatura absoluta do gás a montante do orifício, K

W = Vazão mássica do gás, kg/h

X = Como definido

Z1 = Fator de compressibilidade do gás a montante do orifício, adimensional (para gás perfeito, Z


= 1)

φ = Como definido
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4.5. Entradas de bombas


Normalmente, é considerado um ΔP correspondente a uma perda de carga de 0,6m (2ft) nas
entradas de bombas.

4.6. Braços de carregamento, mangotes flexíveis e filtros


Para estes itens, o ΔP deve ser obtido por meio de consulta aos catálogos dos respectivos
fabricantes. Como estimativa, para mangotes flexíveis, utilizados para GLP (mangotes da
CHEMIFLEX), pode-se adotar, para todos os diâmetros, f = 0,128. Considerando a equação de

Darcy (4.1.13.), vem:

2
△P=7,72 X 10 -6 LpQ
D5

Para mangotes de borracha lisa, utilizados para outros derivados líquidos que não o GLP, o
mangote pode ser considerado como se fosse tubulação de aço comercial.
Para filtros, o ΔP deve ser estimado para 50% de sujidade.

5. SISTEMAS COM BOMBAS

Neste item não serão considerados os termos referentes à energia cinética e suas variações, pois
para líquidos eles geralmente são pequenos em face dos demais.

5.1. Pressão máxima na sucção


A pressão máxima na sucção de uma bomba com descarga bloqueada, considerando constante a
densidade relativa do líquido na tubulação de sucção, é dada por:

Psuc máxima = Prs máxima + 0,1 dB ZH

Na qual:

Psuc máxima : Pressão manométrica máxima na sucção da bomba, kgf/cm²

Prs máxima : Pressão manométrica máxima no reservatório da sucção, kgf/cm²

dB : Densidade relativa do líquido na temperatura de bombeamento, adimensional

ZH : Elevação do nível máximo de líquido no reservatório da sucção em relação à linha de


centro da bomba, m

Notas:
1) A linha de centro de uma bomba horizontal corresponde à linha de centro do seu eixo; de
uma bomba vertical, ao olho do impelidor do primeiro estágio.
2) “Reservatório da sucção” também poderá representar algum ponto situado na linha de
sucção da bomba.
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5.2. Pressão na sucção


A pressão na sucção de uma bomba é estimada por:
Psuc = Prs mínima + 0,1 dB ( ZL - hsuctotal )

Na qual:

Psuc : Pressão manométrica na sucção da bomba, kgf/cm2

Prs mínima : Pressão manométrica mínima no reservatório da sucção, kgf/cm2

ZL : Elevação do nível mínimo de líquido no reservatório da sucção em relação à


linha de centro da bomba, m

hsuc total : Perda de carga total na sucção, correspondente à vazão de projeto da bomba, m

5.3. NPSH disponível

O NPSH disponível na sucção de uma bomba é dado por:

NPSH disponível = 10 (Psuc + Patm – PvapB)


dB

Ou, considerando 5.2.:

NPSH disponível = 10 (Prs mínima + Patm - PvapB) + (ZL - hsuctotal)


dB

Se, no reservatório da sucção, o líquido estiver no ponto de bolha, com temperatura igual à de
bombeamento:
Prsmínima = PvapB - Patm

Com o que:
NPSH disponível = (ZL – hsuctotal)

Nas quais:

NPSH disponível: NPSH disponível na sucção da bomba, m

Patm : Pressão atmosférica média no local de instalação da bomba, kgf/cm2 abs

PvapB : Pressão de vapor do líquido na temperatura de bombeamento,kgf/cm² abs

Nota: O NPSH disponível deve ser maior do que o requerido pela bomba e, como definido,
referido à linha de centro desta, observando-se, no caso de bombas centrífugas, que:

• A bomba será aceitável sem restrição, se:

NPSH disponível -NPSH requerido ≥ 1m

• A bomba irá requerer teste de cavitação assistida, se:


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0,5m ≤ NPSH disponível - NPSH requerido < 1m

• A bomba não será aceitável, se:

NPSH disponível - NPSH requerido < 0,5m

Dependendo das características e do estágio em que se encontra um determinado projeto, dos


custos envolvidos, e da prévia concordância do cliente, uma ou mais das possíveis soluções
indicadas a seguir poderão ser adotadas para contornar situações nas quais o NPSH disponível
inicialmente calculado é baixo:
• Modificar o arranjo da tubulação de sucção.
• Aumentar o diâmetro da tubulação de sucção.
• Introduzir limitações nas condições de operação: bombear produto de um tanque até ser
alcançado um nível mais elevado do que o normalmente utilizado para fins de cálculo do
NPSH disponível (nível mínimo operacional, definido como estando 0,50m acima da
geratriz superior da projeção interna do bocal de saída do produto do tanque), ou operar
com vazão mais baixa que a inicialmente prevista.
• Elevar o reservatório da sucção, se de baixa capacidade.
• Utilizar bombas em paralelo.
• Utilizar bomba auxiliar a montante, de baixa AMT (ver 5.5.).
• Selecionar bombas com menor NPSH requerido: bombas com rotação menor, bombas de sucção
dupla.
• Selecionar bombas verticais.
• Diminuir a temperatura de bombeamento de produtos leves, com alta pressão de vapor,
resfriando pelo menos uma parte do líquido a ser bombeado.
• Aumentar a temperatura de bombeamento de produtos pesados, com alta viscosidade, aquecendo
pelo menos uma parte do líquido a ser bombeado.

5.4. Pressão na descarga

A pressão na descarga de uma bomba é estimada pelo maior valor entre:

• Pdesc = Prdmáxima + 0,1 dB (Z D + hdesc total )

• Pdesc = Palto + 0,1dB (Z A + hdesc parcial )

A segunda equação é aplicável quando a tubulação de descarga da bomba apresenta um ponto


intermediário alto. Nesse ponto, no sentido de evitar a vaporização do líquido, é necessário que
a pressão absoluta seja superior à pressão de vapor do líquido, condição representada por:

Palto = (PvapA - Patm) + 0,1 dB Folga

Nas quais:

Pdesc: Pressão manométrica na descarga da bomba, kgf/cm²

Prdmáxima: Pressão manométrica máxima no reservatório da descarga, kgf/cm²


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Palto: Pressão manométrica no ponto alto da tubulação de descarga, kgf/cm²

PvapA: Pressão de vapor do líquido na temperatura do ponto alto da tubulação de descarga,


kgf/cm2 abs

ZD: Elevação do nível máximo de líquido no reservatório da descarga em relação à linha


de centro da bomba, m

ZA: Elevação da linha de centro da tubulação de descarga no seu ponto alto em relação à
linha de centro da bomba, m

hdesctotal: Perda de carga total na descarga, correspondente à vazão de projeto da bomba, m

hdescparcial: Perda de carga parcial na descarga (da bomba ao ponto alto da tubulação),
correspondente à vazão de projeto da bomba, m

Folga: Altura a ser acrescentada no sentido de garantir que o líquido não irá vaporizar no
ponto alto da tubulação de descarga, m

Notas:

1) Em projetos de Bases e Terminais, é usual adotar Folga=2m.


2) “Reservatório da descarga” também poderá representar algum ponto situado na linha de
descarga da bomba.

5.5. Altura manométrica total

A altura manométrica total de projeto de uma bomba centrífuga é estimada por:

AMTprojeto = 10 ( Pdesc - Psuc)


dB
Na qual:

AMTprojeto: Altura manométrica total de projeto da bomba centrífuga, m

5.6. Pressão máxima na descarga


A pressão máxima desenvolvida na descarga bloqueada de uma bomba centrífuga (pressão no
"shutoff") é dada por:

Pdesc máxima = Psuc máxima + 0,1 dB AMTmáxima

Na qual:

Pdesc máxima: Pressão manométrica máxima desenvolvida na descarga da bomba centrífuga


(pressão no “shutoff “), kgf/cm²

AMT máxima : Altura manométrica total de "shutoff" da bomba centrífuga, m

Nota: Quando a AMTmáxima não for conhecida, é razoável considerar:

AMT máxima = 1,2 AMT projeto

Este valor deverá ser verificado após a seleção da bomba.


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5.7. Potência requerida no eixo

A potência requerida no eixo de uma bomba centrífuga operando em suas condições de projeto
é dada por: (AMTprojeto) (Qprojeto) (dB)
POTeixo = 367,1 E

Ou, considerando 5.5.:

POTeixo = (Pdesc - Psuc) Q projeto


36,71 E

Nas quais:

POTeixo: Potência requerida no eixo da bomba centrífuga operando em suas condições de


projeto, kW

Qprojeto: Vazão de projeto da bomba centrífuga, m3/h

E: Eficiência da bomba centrífuga em suas condições de projeto (relação entre a energia


efetivamente cedida ao líquido pela bomba e a energia por ela recebida em seu eixo),
adimensional

6. TEMPERATURA E PRESSÃO DE PROJETO

Os seguintes critérios gerais devem ser usados na determinação da temperatura e da pressão de


projeto para sistemas de tubulação, quando nenhum dado específico é fornecido. Servirão
apenas como guias em alguns casos, nos quais o estabelecimento do par temperatura/pressão
de projeto irá depender de análise específica no sentido de evitar utilização desnecessária de
"rating" mais elevado.

6.1. Temperatura de projeto

A temperatura de projeto, em oC, se não houver nenhuma outra condição determinante, é


calculada adicionando-se 30 ºC à temperatura máxima de operação, quando esta é maior ou
igual a 0oC. Para temperatura de operação inferior a 0 ºC, a temperatura de projeto, em ºC,
será idêntica a ela.

6.2. Pressão de projeto


A pressão manométrica de projeto, em kgf/cm2, se não houver nenhuma outra
condição determinante, é o maior valor entre:

• O resultado da adição de 2,0 kgf/cm2 à pressão manométrica máxima de operação.

• O resultado da multiplicação por 1,1 da pressão manométrica máxima de operação.

• A pressão de projeto do reservatório de sucção quando se tratar de linha de sucção.

• A pressão de projeto do reservatório de descarga quando se tratar de linha de


descarga.
NO REV.
CRITÉRIO TÉCNICO CT-ENPRO-001-CÁLCULOS HIDRÁULICOS A
PROGRAMA FOLHA:
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TÍTULO:

CRITÉRIOS PARA CÁLCULOS HIDRÁULICOS

Notas:

1) A pressão de ajuste das PSVs de alívio térmico deve ser igual à pressão de projeto
da tubulação em que for instalada.

2) No caso de unidades existentes, devem ser adotados os valores de temperatura e


pressão de projeto estabelecidos nos respectivos projetos originais.

3) A pressão de projeto em linhas de descarga de bombas centrífugas deve ser


determinada com base na pressão máxima na descarga (pressão desenvolvida no
“shutoff” do equipamento).

4) Em permutadores de calor nos quais o fluido quente escoa pelo casco, a


temperatura de projeto do lado dos tubos deve ser igual à temperatura máxima de
operação do fluido quente.