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MEDICINA LEGAL – 1ª Aula

DPTC – Departamento de Polícia Técnica e Científica (se sustenta por três pernas)

1) Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto (IMLAP – lida com seres humanos
vivos ou mortos)
2) Instituto Criminalista Carlos Éboni (ICCE – lida com coisas/objetos por
exemplo: manchas, análise de escutas telefônicas, animais etc)
3) Instituto de Identificação Félix Pacheco (IICP)

IML: Dividido em 2 departamentos

 Clínica Médico-Legal: Onde é feito exames nos seres vivos como exames de
lesão corporal, de crime sexual, de flagrantes etc. Há especialidades específicas
incluindo neurologia, odontologia, oftalmologia, toxicologia, histopatologia etc.
 Necrotério: Onde são feito exames nos mortos.

Homicídios, Suicídios e Acidentes são considerados mortes violentas. O médico de


hospital NÃO pode assinar atestado de óbito. O chefe de serviço precisa ligar para
delegado policial que então emite uma Guia de Remoção de Cadáver. O corpo assim
deve ser levado ao IML.

A impressão digital de toda pessoa que entra no IML é coletada, seja vivo ou morto.

Somente Autoridade Competente (delegado policial, promotor, juíz) pode liberar o


Memorando de Apresentação e Guia de Remoção de Cadáver necessário para que uma
pessoa viva e um cadáver respectivamente, possa ser atendido no IML.

Sem Guia de Remoção de Cadáver, o transporte de um cadáver só pode ser feito com
um atestado de óbito.

Documentos c/ Valor Médico Legal

 Atestado Médico: Lembrar que sempre deve ser escrito: “Ao pedido do paciente
João Silva,”. Podemos classificar uma doença através da CID, entretanto,
eticamente não faz diferença em situações que podem levar conseqüências para o
paciente (Ex: Hanseníase – colegas começam discriminar etc).
Conselho Federal de Medicina recomenda escrever somente a conclusão /
conseqüência da doença / exame físico (Ex: Paciente deve ficar em repouso para
duas semanas).

 Relatório Médico-Legal: Descrição das partes de uma perícia médica.


Lembrar que laudo é o relatório manuscrito e que auto é o relatório mecanografado.
Relatório

Qualificação / Identificação: Precisa ter a identificação da autoridade solicitante, 2


(dois) legistas médicos, técnico e vítima.

História: O que aconteceu? Passou pelo hospital? Qual foi o tratamento? Podemos
verificar c/ o hospital, por exemplo, averiguar que o paciente engessado realmente
está com a perna quebrada.

Exame Direto: Materializando o corpo de delito. Tradução detalhada em palavras o


que estamos observando.

Discussão: Não é obrigatória. Podemos levantar uma discussão em casos de dúvida,


incoerências, má explicações, por exemplo, vítima destra que supostamente cometeu
suicídio cotando o lado direito do pescoço.

Conclusão: Enquadra o caso numa lei específica. Por exemplo, equimose demonstra
uma lesão leve que encaixa numa lei diferente que uma lesão grave de penetração
abdominal por faca.

Respostas aos Quesitos: Houve morte? Causa da morte? Instrumento ou meio?


Envenenamento, fogo, tortura (sinais de crueldade)?
Atualmente, muitos legistas médicos estão escrevendo: “Sem elemento p/ confirmar
ou negar,” pois, por exemplo, como é possível afirmar que um atropelamento foi
acidente mesmo?

Parecer

É uma nova, visão, novo entendimento de um caso que já tem relatório.

Exemplo:

Exame toxicológico deu negativo para carbamato (chumbinho).


É possível que a vítima possa ter morrido por carbamato?
Após uma revisão da literatura, pode se concluir que sim, pois uma lavagem gástrica
foi realizada, a substância é altamente volátil etc.