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Índice

Conteúdo
1. Introdução .............................................................................................................................. 2

1.1. Objectivos ........................................................................................................................ 2

Objectivo geral ....................................................................................................................... 2

Objectivo específico ................................................................................................................ 2

2. Avaliação do potencial eólico ................................................................................................ 3

2.1. Levantamento do recurso eólico ................................................................................... 3

2.2. Medição e características do vento – equipamentos ................................................... 5

2.2.1. Torre de medição ........................................................................................................ 5

Equipamentos de medição das características do vento ........................................................ 6

2.3. Classificação da severidade do regime de ventos ........................................................ 8

3. Energia Eólica no Mundo ..................................................................................................... 9

3.1. Os dez maiores produtores (2011-2017) ..................................................................... 11

3.2. Capacidade em relação a outras fontes ...................................................................... 13

4. Conclusão ............................................................................................................................. 14

5. Referências bibliográficas ................................................................................................... 15


1. Introdução

Nos últimos anos, a demanda energética tem aumentado principalmente em países em


desenvolvimento, em função do crescimento das actividades económicas e da melhoria da
qualidade de vida. Além disso, o esgotamento dos recursos hídricos e a queima de combustíveis
fósseis têm causado danos irreversíveis ao meio ambiente, comprometendo a qualidade de vida
das gerações futuras. Desde o século passado, o petróleo tem sido a fonte de energia mais
importante, porém este recurso é não-renovável. Dessa forma, torna-se necessário o
desenvolvimento de formas alternativas de energia. A energia hidroeléctrica é uma das principais
fontes de energia para a geração de electricidade, mas, apesar de ser considerada uma fonte de
energia limpa e renovável, sua utilização causa graves impactos ambientais, como o alagamento
de grandes áreas.

Neste contexto, os recursos energéticos solares e eólicos se apresentam como alternativas limpas,
não danosas ao meio ambiente e de carácter renovável. No entanto, a atracção de investimentos e
a realização de acções efectivas ao desenvolvimento tecnológico e científico de novas fontes
energéticas requerem a realização de estimativas da disponibilidade e distribuição dos seus
recursos ao longo de um dado território.

1.1.Objectivos

Objectivo geral
Avaliar o potencial eólico dos principais pais produtores de energia eólica

Objectivo específico

Falar da capacidade de geração dos dez maiores produtores

Analisar a capacidade de geração em relação a outras fontes


2. Avaliação do potencial eólico

A avaliação do potencial eólico de numa região requer trabalhos sistemáticos de colecta e análise
de dados sobre a velocidade e o regime de ventos para que a energia eólica seja considerada
tecnicamente aproveitável, é necessário que sua densidade seja maior ou igual a 500 W/m2, a uma
altura de 50 m, oque requer uma velocidade mínima do vento de 7 a 8 m/s.

Aliado a isto, vimos que seria necessário falar da determinação do recurso eólico, uma vez que
estimativa do potencial eólico de um local é actualmente conseguida por recurso a medições locais
das características do vento. Para tal, são instaladas na área em análise estações anemométricas
equipadas com sensores de medição da velocidade e direcção do vento.

2.1.Levantamento do recurso eólico

Segundo Fernandes (2005), A identificação de um local potencialmente interessante para a


instalação de um aproveitamento eólico é uma tarefa prolongada e trabalhosa que usualmente se
processa em três passos sequenciais. Numa fase inicial de prospecção, a zona estudada será de
grande abrangência, cobrindo uma vasta área de terreno. Nesta primeira instância tem-se por
objectivo a determinação, de um modo quase grosseiro, as zonas que exibem níveis interessantes
de recurso eólico.

Existem duas formas preferenciais para a execução da primeira fase. Por um lado, a consulta de
mapas de recurso eólico de grande escala fornece geralmente boas indicações sobre a área em
estudo. Na figura a baixo encontram-se o mapa de recurso eólico mundial.
Figure 1. Potencial eólico no mundo. Fonte: Google picture

Por outro lado, recorrendo a dados de vento de diversas fontes será sempre possível realizar uma
primeira simulação da distribuição do recurso na área, outras fontes possíveis são instituições de
monitorização e controlo ambiental ou universidade

Detectadas as áreas potencialmente interessantes transita-se para fase de identificação das zonas
de menor dimensão, na ordem de 5 km2, e de maior potencial. Nesta etapa, são já
fundamentalmente as características locais do terreno que ditam quais as zonas onde se deverão
verificar os maiores níveis de potencial eólico.

Ainda neste estádio a informação recolhida através da deslocação ao terreno, observando as suas
características e procurando por sinais de vento, seja a existência de moinhos, de vegetação
inclinada ou dunas, ou contactando com as populações locais, será de grande utilidade.

Depois de reduzida significativamente a área de interesse é chegada a altura da identificação


detalhada dos locais onde o recurso eólico atinge o seu máximo e da sua caracterização ao nível
do regime de ventos, para que, posteriormente, se possam tomar decisões relativas ao decurso do
projecto. É levada a cabo através da instalação de estações anemométricas para a medição das
características do vento, durante um período que, no mínimo, deverá ser de um ano.

A última fase do levantamento do potencial eólico e que consiste na determinação dos melhores
locais para a instalação dos aerogeradores que comporão o parque.

Com base na informação das características de vento recolhidas nas estações de medição é possível
caracterizar o regime de ventos do local de um ponto de vista energético. A informação recolhida
é de fundamental importância para um grande número de aspectos relacionados com o projecto.
Da sua qualidade depende a incerteza associada à caracterização do regime de ventos local e à
estimativa da distribuição do recurso na área de interesse.

2.2.Medição e características do vento – equipamentos

As campanhas de medição das características do vento visando o seu aproveitamento energético


passam obrigatoriamente pela instalação de uma torre para a colocação dos equipamentos de
medição das características do escoamento. A recolha de informação, realizada através dos
aparelhos instalados na própria torre, deverá decorrer, pelo menos, durante um ano, para que o
conjunto de dados recolhidos incorpore correctamente a sazonalidade típica dos regimes de ventos
observados em locais de latitude significativamente diferente da do equador

2.2.1. Torre de medição

O local previsto para instalação da torre deverá respeitar duas importantes premissas: (1)
deverá situar-se longe de qualquer obstáculo que interfira no escoamento; (2) deverá localizar-se
num ponto representativo da área em análise. Desta forma garante-se a representatividade das
medições. Refere-se porém, que devido às características dos terrenos em estudo, quer da sua
natureza orográfica, quer da sua extensão, o respeito pela segunda premissa nem sempre é
facilmente atingido.

É norma geral que a altura da torre de medição se situe o mais próximo possível da altura
previsível do eixo do rotor dos aerogeradores a instalar no local, minorando assim a incerteza
associada a posteriores cálculos. Actualmente, a altura das torres de medição situa-se entre 40 e
80 m. Na figura 2 faz-se a representação esquemática de uma torre típica de medição.

Figure 2. Estação de medição das características do vento

Equipamentos de medição das características do vento

As características de vento alvo de medições numa campanha deste género são fundamentalmente
a velocidade e a direcção.

Para a medição da velocidade do vento recorre-se na maioria das situações a anemómetros de


copos, Sua estrutura é, basicamente, três ou quatro copos em volta de um pole vertical. O
instrumento é fixo e geralmente instalado em um mastro, onde o vento é melhor capturado. E
os copos servem justamente para capturar o vento e girar as estacas.
A velocidade é medida pelo número de rotações por minuto (RPM) e, assim, uma média é
determinada. Para ver o registro desta média, se instala um registrador, que deve ficar em algum
local fechado próximo ao anemômetro.

Figure 3. Anómetro de copos

A medição da direcção do vento é feita tipicamente por recurso a um cata-vento. A forma mais
familiar deste equipamento é caracterizada por uma pequena “barbatana” ligada um eixo vertical.
Assim, o cata-vento está constantemente em busca de equilíbrio, procurando o seu alinhamento
com a direcção do escoamento.
Figure 4. cata-vento

Não directamente relacionada com a medição das características do vento está a avaliação da
temperatura ambiente da pressão atmosférica locais. O seu conhecimento é útil numa fase posterior
do projecto, pelo que não raras vezes estas duas grandezas são alvo de medição. Para tal, no caso
da temperatura recorre-se uma sonda temperatura.

2.3.Classificação da severidade do regime de ventos

A classificação da severidade do regime de ventos de um local para onde se espera a instalação


de aerogeradores é de grande importância para a viabilidade de um aproveitamento eólico, pois é
com base nos resultados desta análise que será definida a qualidade construtiva dos aerogeradores
e fundações que compõem o parque eólico.

A opção por aerogeradores robustos e resistentes implica geralmente uma diminuição do


desempenho com origem na diminuição do diâmetro do rotor e da altura de torre. Na figura a baixo
mostra-se o possível resultado da selecção incorrecta do tipo de aerogerador.
Figure 5. Possíveis consequências da incorrecta selecção de aerogeradores

As situações ilustradas na figura 5, tiveram lugar Vechta, Noroeste da Alemanha, durante Outubro
de 2002 (figura a esquerda) e na província de Navarra em Espanha, em Dezembro de 2003 (figura
a direita), e foram resultado de tempestades de intensidade anormalmente alta. Condições
atmosféricas extremas, incluindo velocidades do vento elevadas, levaram ao colapso total dos
aerogeradores.

3. Energia Eólica no Mundo


O alto custo da produção de energia, juntamente com as vantagens da energia eólica como uma
fonte de energia renovável e amplamente disponível, tem levado vários países a estabelecer
incentivos regulamentando e dirigindo investimentos financeiros para estimular a geração de
energia eólica.

Os dois últimos estudos da Associação Mundial de Energia Eólica(WWEA, na sigla em inglês)


mostram um crescimento do uso de energia eólica no mundo. Os trabalhos, que avaliaram os anos
de 2010 e o primeiro semestre de 2011, revelam que, ao todo, 86 países já utilizam essa fonte
renovável para a produção de energia elétrica. Entre eles, destaca-se a China, que se tornou o país
com maior capacidade instalada, acrescentando 18.928 Megawatt (MW) em sua matriz em um
ano, bem como o centro da indústria eólica internacional.
Até 2005 a Alemanha liderava o ranking dos países em produção de energia através de fonte eólica,
mas em 2008 foi ultrapassada pelos EUA. Desde 2010, a China é o maior produtor de energia
eólica. Em 2011 o total instalado nesse país ultrapassava os 62.000 MW (62 GW). Comparado
com os 44.000 GW instalados até 2010, foi um aumento de 41%.

Somando todas as turbinas eólicas que foram instaladas até o final de 2010, tem-se a capacidade
mundial de gerar 430 Terawatt-hora(TWh) anuais, mais que o total da demanda de eletricidade do
Reino Unido, 6º economia do mundo. Para se ter uma idéia da magnitude da expansão desse tipo
de energia no mundo, em 2007 a capacidade mundial foi de cerca de 59 GW, em 2008 cerca de
120 GW e, em 2009, 158 GW. Esse aumento da participação da energia eólica no mundo está
relacionado a diversos fatores. Entre eles está a necessidade de os países poderem contar com uma
fonte de energia segura. Além disso, o seu custo de instalação está diminuindo e ela é livre de
emissão de CO2 e outros gases poluentes, além dos menores impactos sobre o meio ambiente.

Em alguns países, a energia elétrica gerada a partir do vento representa significativa parcela da
demanda. Na Dinamarca, ela representa 23% da produção, 6% na Alemanha e cerca de 8% em
Portugal e na Espanha (dados de setembro de 2007). Globalmente, a energia eólica não ultrapassa
o 1% do total gerado por todas as fontes
3.1.Os dez maiores produtores (2011-2017)
(Fonte: global wind report )

Pais Capacidade de geração (MW)

2011 2012 (primeiro ∆𝑿


semestre)
China 62.733 67.774 5.041
Estados unidos 46.919 49.802 2.889
Alemanha 29.075 30.016 0.941
Espanha 21.673 22.087 0.414
India 15.800 17.351 1.551
Itália 6.747 7.280 0.533
França 6.640 7.182 0.542
Reino unido 5.265 6.840 1.575
Canadá 4.290 5.511 1.221
Portugal 3.927 4.398 0.471

Pais Capacidade de geração (MW)

2013 2014 ∆𝑿
China 91.412 114.609 23.197
Estados unidos 61.091 65.879 4.788
Alemanha 34.250 39.165 4.915
Espanha 22.959 22.987 0.028
India 20.150 22.465 2.315
Reino unido 10.531 17.440 0.533
Itália 8.552 9◦lugar 8.663 0.111
França 8.254 8◦lugar 9.285 1.034
Canada 7.803 7◦lugar 9.649 1.846
Dinamarca 4.772 Brasil 5.939
Pais Capacidade de geração (MW)

2015 2017 ∆𝑿
China 145.362 188.392 43.03
Estados unidos 74.471 89.077 14.606
Alemanha 44.947 56.132 11.185
India 25.088 32.848 7.76
Espanha 23.025 23.170 0.145
Reino unido 13.603 18.872 5.269
Canadá 11.205 9◦lugar 12.239 1.034
França 10.358 7◦lugar 13.759 3.401
Itália 8.958 10◦lugar 9.479 0.521
Brasil 8.715 8◦lugar 12.763 4.048
3.2.Capacidade em relação a outras fontes

Energia solar Energia Energia Energia eólica


fotovoltaica geotérmica hidreléctrica
2015 227GW 13.2GW 1.064GW 433GW

Capacidade 2015

Energia solar fotovoltaica Energia geotérmica Energia hidreléctrica Energia eólica


4. Conclusão

O mercado de energia solar fotovoltaica (FV) cresceu 25% em relação a 2014, com um aumento
recorde de 50 GW, elevando o total global para 227 GW. O mercado anual em 2015 foi quase 10
vezes capacidade mundial acumulada de energia solar FV de uma década antes. China, Japão e
Estados Unidos foram responsáveis mais uma vez pela maior parte da capacidade adicionada, mas
mercados emergentes em todos os continentes contribuíram significativamente para o crescimento
mundial, impulsionado em grande medida pêlos custos cada vez mais competitivos da energia
solar FV.

Aproximadamente 28 GW de nova capacidade hidreléctrica (excluindo capacidade reversível)


foram licenciados em 2015, aumentando a capacidade global total para cerca de 1.064 GW.

Cerca de 315 MW de nova capacidade de eletricidade geotérmica foi acrescentada em 2015,


levando o total mundial para 13,2 GW.

Mas a energia eólica foi a principal fonte de nova capacidade de geração na Europa e nos Estados
Unidos em 2015 e a segunda maior na China. Mundialmente, um número recorde de 63 GW foi
acrescentado, para um total de cerca de 433 GW.

Vários estudos têm sido feitos para calcular qual é a potência máxima que a energia eólica pode
atingir em termos globais, sobretudo porque cada turbina adicionada retira uma parte da energia
dos ventos.

Os resultados têm sido conflituantes, mas a conclusão persistente é que os modelos computacionais
usados nos cálculos ainda são muito frágeis. Há centenas de terawatts disponíveis para a geração
eólica, superando largamente a demanda prevista.

Em um determinado ponto, contudo, a adição de novas turbinas não aumenta a geração total de
energia porque cada turbina reduz a quantidade de energia eólica disponível para as outras.
5. Referências bibliográficas

http://gwec.net/global-figures/graphs/

http://gwec.net/publications/global-wind-report-2/

http://www.ren21.net/wp-
content/uploads/2016/11/REN21_GSR2016_KeyFindings_port_02.pdf

GLOBAL WIND ENERGY COUNCIL. Global Wind 2007. 2nd. Ed. United States, 2008