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Revista Eletrônica Novo Enfoque, ano 2010, v. 11, n. 11, p.

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ESTÁGIO SUPERVISIONADO PARA ACADÊMICOS DE BIOMEDICINA

1Santos, A. N.; 1 Mendes, A. N. dos A.; 1Gonçalves, B. F. da S.; 1Brito, D. M. de; 1Pedro, E. M.; 1Ramos,
P. C. dos S.; 2 Souza- Lemos, C.
1 Acadêmicas do Curso de Biomedicina da Universidade Castelo Branco – 5° Período – Campus Realengo – Rio de Janeiro/RJ.
2 Doutora pela Fundação Oswaldo Cruz e professora da Universidade Castelo Branco – Campus Realengo – Rio de Janeiro/RJ.

RESUMO
A Biomedicina é a ciência que conduz estudos e pesquisas no campo de interface entre biologia e medicina,
voltada para o diagnóstico das doenças humanas, seus fatores ambientais e ecoepidemiológicos, com intuito de encontrar
sua causa, mecanismo, prevenção, diagnóstico e tratamento. O mercado atual seleciona cada vez mais os novos
profissionais que atuarão dentro de empresas e que farão parte do quadro funcional das instituições públicas e privadas. O
Estágio Supervisionado tem como objetivo esclarecer e auxiliar toda e qualquer dúvida quanto às premissas que envolvem
as atividades inerentes ao Estágio Supervisionado.
A perspectiva é que o estágio supervisionado é indispensável para a vida do futuro profissional porque dará oportunidade ao
aluno de se defrontar com problemas concretos que irá enfrentar após a conclusão do curso.

Palavras-Chave: Estágio supervisionado, estagiário biomédico.

INTRODUÇÃO:
O mercado atual seleciona cada vez mais os novos profissionais que atuarão dentro de empresas e que farão parte do
quadro funcional das instituições públicas e privadas. O Estágio Supervisionado tem como objetivo esclarecer e auxiliar
toda e qualquer dúvida quanto às premissas que envolvem as atividades inerentes ao Estágio Supervisionado, possibilitando
ao estudante a concretização e a integração teoria-prática-teoria dos conhecimentos necessários à sua formação profissional
básica; conscientizar o corpo discente sobre a importância de um bom estágio para garantir sua inserção no mercado de
trabalho; atender às especificidades do curso para cada etapa do estágio; oportunizar atividades de aprendizagem social,
profissional e cultural adequadas aos valores éticos de sua área de formação; promover por meio do exercício da reflexão
crítica, a identificação das possibilidades e limitações do campo de atividade específico e a criação de alternativas para
superá-las; estimular no estagiário uma atitude de questionamento contínuo, que possibilite a produção de novos
conhecimentos e sua divulgação.
A Lei 9.394/96, no Artigo 43, Inciso III, referente aos objetivos da educação superior, estabelece: “formar diplomados
nas diferentes áreas de conhecimento, hábitos para a inserção em setores profissionais e para a participação no
desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua”. Podemos concluir ser fundamental que o
futuro profissional tenha uma vivência prática em sua área específica de formação, permitindo-lhe apreciar, no dia a dia de
uma experiência orientada em situações concretas, o que irá enfrentar após a conclusão do curso e analisar esta prática à luz
da teoria estudada.
FUNDAMENTAÇÃO LEGAL:
Os estágios curriculares são regidos pela seguinte legislação:
• Lei 11.788, de 25/10/08 - dispõe sobre estágio do estudante de nível superior, educação profissional, de Ensino
Médio, da educação especial e dos anos finais do Ensino Fundamental, na modalidade profissional da Educação de
Jovens e Adultos.
• Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB Número 9.394/96, de 20/12/96

A perspectiva é que o estágio supervisionado é fator indispensável para a vida do futuro profissional, porque dará
oportunidade ao aluno de se defrontar com problemas concretos que irá enfrentar após a conclusão do curso.

O QUE É ESTÁGIO SUPERVISIONADO?


O Estágio Supervisionado é a exteriorização do aprendizado acadêmico fora dos limites da Universidade. É o
espaço onde o discente irá desenvolver seus conhecimentos junto às instituições públicas e privadas, correlacionando a
teoria e a prática, contribuindo para uma análise de pontos fortes e fracos das organizações e propondo melhorias para as
instituições.
O espaço destinado para o estágio faculta ao acadêmico a disponibilidade de consolidar seus conhecimentos com
os entraves que somente a prática por meio do dia-a-dia pode oferecer. Nesta configuração, a troca de experiência fará com
que o novo profissional torne-se mais preparado para atuar em diferentes áreas e lidar com a complexidade da realidade
cotidiana.

PLANEJAMENTO:
O planejamento do Estágio Curricular é feito pelo aluno da universidade e pelo supervisor da instituição
conveniada, com o apoio do professor de Estágio Supervisionado, segundo as normas vigentes de cada curso. O estagiário
deverá demonstrar capacidade, interesse e entusiasmo no planejamento das atividades.

COMPETÊNCIAS RELACIONADAS AO ESTÁGIO SUPERVISIONADO


DO PROFESSOR DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO
. Divulgar na sala de aula a relação das instituições conveniadas.
. Fornecer o material de estágio aos alunos.
. Analisar a proposta do estágio, por meio do plano de trabalho do aluno.
. Autorizar a realização do estágio e encaminhar a proposta à Divisão de Estágios e Atividades Extracurriculares,
solicitando o seguro ao aluno.
. Acompanhar e orientar os alunos no transcurso do estágio em todas as
suas fases.
. Receber e avaliar os relatórios finais dos alunos.
. Enviar à Coordenação de Curso o relatório final de Estágio Curricular.

DO ALUNO
. Escolher a instituição para realizar o Estágio Supervisionado. Caso a instituição escolhida não seja conveniada com a
instituição de ensino, procurar formulário na Divisão de Estágios para conveniá-la.
. Solicitar estágio à instituição conveniada, utilizando a Carta de Apresentação.
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. Elaborar plano de trabalho com o supervisor da instituição conveniada.
. Solicitar à instituição conveniada a Carta-Resposta do Estágio.
. Apresentar o Plano de Estágio e a Carta-Resposta com a aceitação da instituição conveniada ao professor de Estágio
Supervisionado da UCB para aprovação.
. Entregar na instituição conveniada o Termo de Compromisso.
.Comparecer assídua e pontualmente ao estágio.
. Cumprir as normas vigentes na instituição onde estiver estagiando.
. Preencher os instrumentos de acompanhamento, controle e avaliação das tarefas do estágio, solicitando o carimbo e a
assinatura do supervisor do seu estágio na instituição conveniada.
. Entregar ao professor de Estágio Supervisionado da instituição de ensino as avaliações feitas pelo supervisor da instituição
conveniada, nos prazos estipulados.
. Demonstrar durante o estágio cuidados especiais com atitudes, vestuário, aparência pessoal e linguagem, adequando-os ao
ambiente institucional onde estiver estagiando e às responsabilidades socioeducacionais e éticas da profissão que pretende
exercer.
. Elaborar relatório final de suas atividades no período de estágio, juntando os instrumentos utilizados para comprovação e
avaliação do estágio.
. Encaminhar o relatório final ao professor de Estágio Supervisionado da instituição de ensino.

DO COORDENADOR DE CURSO
. Encaminhar os relatórios finais dos alunos para a Divisão de Estágios e Atividades Extracurriculares.
. Avaliar as instituições conveniadas periodicamente, com vistas à manutenção ou ao cancelamento do convênio com a
instituição de ensino.
. Indicar instituições que possam ser campos de estágio e/ou prática de ensino.
. Acompanhar o planejamento e a execução da proposta de estágio curricular e/ou extracurricular do curso.

DA DIVISÃO DE ESTÁGIOS E ATIVIDADES EXTRACURRICULARES


. Estabelecer elo entre a instituição de ensino e instituições conveniadas.
. Organizar e manter atualizado o cadastro de possíveis campos de estágio.
. Solicitar apoio à Assessoria Jurídica da instituição de ensino visando à atualização do cadastro das instituições.
. Emitir a relação das instituições conveniadas e apresentá-la aos coordenadores de curso.
. Providenciar o seguro para o estagiário.
. Encaminhar aos coordenadores de cursos ou instituições conveniadas as cópias dos convênios assinados.
. Encaminhar à Assessoria Jurídica as cópias de novos convênios de outras instituições.

. Providenciar e encaminhar ao professor de estágio o material de Estágio Curricular composto de: carta de apresentação,
plano de estágio, carta-resposta, termo de compromisso, ficha de registro de atividades, ficha de avaliação do estagiário,
ficha de autoavaliação do estagiário, modelo da declaração de conclusão do estágio, dados gerais do estágio e roteiro para
elaboração do relatório final do estágio.

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ORIENTAÇÃO, ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO
A orientação e o acompanhamento deverão ser feitos, simultaneamente, pela supervisão da instituição conveniada
e pelo professor da instituição de ensino. Semanalmente, os alunos terão acompanhamento com os professores para dirimir
dúvidas ocorridas durante o estágio e repensar a prática a partir da teoria aprendida. A frequência do aluno será registrada
em documentos específicos (material de estágio), que deverão conter a assinatura e o carimbo do supervisor da instituição
conveniada.
Durante o estágio, o aluno submeter-se-á a avaliações realizadas pelo supervisor da instituição conveniada.
Caberá ao professor de Estágio Supervisionado da instituição de ensino definir os critérios de avaliação
correspondentes às avaliações legais da UCB/RJ, conforme deliberação do CEPE da Universidade Castelo Branco
(UCB/RJ) de 17/2/00, que regulamenta a avaliação da disciplina de Estágio Supervisionado. O relatório final, apresentado
conforme modelo em anexo, deverá compor a avaliação, com todos os outros documentos.

RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO CURRICULAR:


O relatório final de Estágio Curricular deverá ser composto das seguintes partes: capa, folha de Rosto,
apresentação, texto contendo: Introdução - Apresentação do relatório, informando sobre os objetivos do estágio, sua
duração e as áreas de trabalho onde foi realizado; Desenvolvimento - é a parte fundamental do relatório e deve enfocar, de
forma detalhada, todas as atividades desenvolvidas durante o estágio, incluindo, se possível, tabelas, quadros e/ou figuras,
recursos que permitem uma imediata visão de conjunto do que foi exposto. A descrição das atividades pode ser agrupada
segundo locais ou áreas de atuação do estágio, ou de acordo com a criatividade do aluno. Deverão ser respeitadas todas as
informações da instituição consideradas sigilosas; Conclusão - deverá incluir, obrigatoriamente, uma apreciação crítica
quanto ao valor do estágio para a formação profissional e explicações próprias sobre as divergências detectadas entre a
teoria e a prática, observadas nas experiências vivenciadas pelo estagiário. Devem ser apresentadas ainda propostas e
recomendações a fim de melhorar o estágio em seus vários aspectos.

ANEXOS
Todos os documentos de comprovação do estágio deverão ser devidamente assinados pelo responsável da
instituição conveniada e autenticados com o carimbo da instituição e do profissional, assim como projetos desenvolvidos ou
apresentados, entrevistas realizadas ou outras atividades.

OBSERVAÇÃO
As normas aqui apresentadas visam à padronização do relatório final do Estágio Curricular de todos os cursos da
UCB/RJ.

CARGA HORÁRIA
Para o CRBM-1 e o MEC referendar a habilitação de estágio supervisionado, esta atividade deverá conter carga
horária mínima de 500 horas para cada área, de acordo com Resolução do CFBM n.º 78 de 29/04/2002. Ou que esta carga
horária mínima seja correspondente a 20% da carga horária total do curso, de acordo com as Diretrizes Curriculares. A
Universidade Castelo Branco tem como sua diretriz de carga horária para estágio supervisionado de 800 horas para o curso
de Biomedicina.

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Segundo o CRBM, o programa de estágio extracurricular realizado após ou durante a graduação não podem ser
reconhecidos para inclusão de habilitação sendo apenas o estágio supervisionado reconhecido para a inclusão de
habilitação.
A diferença entre estágio supervisionado (curricular) e extracurricular é que o primeiro estágio citado esta
disponível ao aluno somente quando esta disciplina entra em sua martriz curricular, e/ou estabelecimentos conveniados com
as mesmas. Estágios extracurriculares não são supervisionados pela IES (Instituição de Ensino Superior) e não constam no
histórico escolar, podendo ser considerada apenas como atividade extracurricular.

LOCAIS DE ESTÁGIO:
Laboratórios de Diagnóstico Clínico; Universidades (pesquisa científica), Institutos de Pesquisa Biomédica,
Unidades Básicas de Saúde, Setores de Gestão Laboratorial, fisiologia em clubes de futebol, reprodução animal, clínicas e
indústrias.

DO CONSELHO REGIONAL DE BIOMEDICINA


CRBM insiste na fixação de 4 mil horas nos cursos de Biomedicina
Em consulta pública, o Conselho defende a revisão da Resolução n.º 4 do Conselho Nacional de Educação do
MEC. Na consulta pública realizada pela Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE) do
Ministério da Educação a respeito de "Convergência de denominação de Ciências Biológicas e da Saúde" e do "Referencial
dos cursos de Ciências Biológicas e da Saúde", o Conselho Regional de Biomedicina - 1ª Região deixou claro que há
necessidade mínima de 4 mil horas para o curso de graduação em Biomedicina, não bastando as 3.200 horas estabelecidas
pela Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação.
"Para a formação do egresso com o perfil delineado (no Referencial de Biomedicina) e para que sejam
contemplados, com qualidade, os temas abordados na sua formação, recomenda-se, no mínimo, 4 mil horas de curso",
considera a Comissão de Ensino e Docência do CRBM, que assina o documento entregue ao CNE, ao preencher o item
"infraestrutura recomendada" da consulta pública.
A Comissão de Ensino e Docência do CRBM vai além e pleiteia a alteração da carga horária mínima estabelecida
pelo CNE: "Se faz necessária a revisão da Resolução n.º 4/2009 da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de
Educação, que definiu como 3.200 horas a carga horária mínima dos cursos de Biomedicina."

GRAVE EQUÍVOCO
Com relação à denominação do curso, o CRBM afirma que "deve ser definitivamente designado de
BIOMEDICINA, conforme consenso da categoria".
Para o CRBM, "a Secretaria de Educação Superior deve ser imparcial em suas indicações", justificando: "Para todos os
cursos que hoje levam a expressão 'Análises Clínicas' em suas denominações, a SESU (secretaria de Estudo Superior), deve
sugerir enquadramento em Farmácia ou Biomedicina. De acordo com a exposição do CRBM, "na sugestão atual feita pelo
SESU e publicada na presente consulta pública há grave equívoco quando é sugerida a migração destes cursos somente para
o curso de Farmácia", justificando:
"As Análises Clínicas” são de competência do profissional biomédico, conforme legislação pertinente (Lei 6.686/1979);
sendo assim, a migração para Farmácia ou Biomedicina deve ser de livre arbítrio das instituições de ensino que precisam
adequar-se ao nome atual dos cursos".

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REFERENCIAL DO CURSO DE BIOMEDICINA ENCAMINHADO PARA O MEC PELO
CONSELHO REGIONAL DE BIOMEDICINA:

PERFIL DO EGRESSO:
Oportunizar a transferência e a aplicação de conhecimentos técnicocientíficos adquiridos nas disciplinas do curso,
através da vivência prática, em seus aspectos de observação, acompanhamento, gestão e execução.
Proporcionar ao estagiário a real experiência orientada na aplicação de conhecimentos adquiridos durante o curso, o estágio
contribui no desenvolvimento pessoal, social, técnico e ético do futuro profissional.

TEMAS QUE PODEM SER ABORDADOS DURANTE O CURSO DA GRADUAÇÃO EM


BIOMEDICINA:
Acupuntura, Análise Ambiental, Anatomia, Bioestatística, Bioética, Biofísica, Biologia Celular e Molecular,
Bioquímica Básica e Clínica, Biossegurança, Biotecnologia, Bromatologia, Citogenética, Citologia, Citopatologia, Coleta
Biológica, Deontologia, Diagnóstico por Imagem, Epidemiologia, Docência em Saúde, Embriologia, Ética e Legislação,
Farmacologia, Física, Fisiologia, Genética, Gestão de Serviços de Saúde, Hematologia Básica, Hematologia Clínica,
Hemoterapia, Histologia, Imunologia Básica e Clínica, Informática, Instrumentação Laboratorial, Laboratório Clínico,
Metodologia do Trabalho Científico, Microbiologia Básica, Clínica e de Alimentos, Parasitologia Básica e Clínica,
Patologia, Perícia Criminal, Psicobiologia, Química, Reprodução Humana, Saúde Pública, Sociologia, Toxicologia.

ÁREAS DE ATUAÇÃO - O BIOMÉDICO ATUA EM:


Laboratórios de Análises Clínicas, Biologia Molecular, Genética, Citogenética, de Análises Ambientais e Físico-
Químicas, Bromatológicas,Toxicológicas, e de Apoio a Transplante de Órgão; Gestão da Saúde Pública e Serviços de
Saúde, hospitais, instituições de ensino, institutos de pesquisas e investigação criminalística, indústrias de insumos e
diagnósticos,de bioinformática e alimentos; bancos de materiais biológicos, de sangue e de hemoterapia, centros de
reprodução humana, de diagnóstico por imagens e medicina nuclear; em escolas e clínicas de acupuntura, suporte a centros
cirúrgicos, em centros de pesquisa clínica, serviços de vigilância sanitária, zoonose, análises clínicas veterinárias, centros de
medicina desportiva e imunização, produção de vacinas.

INFRAESTRUTURA RECOMENDADA:
Laboratório de Anatomia, de Citologia e Histologia; Laboratórios de Microbiologia, Imunologia, Hematologia,
Bioquímica, Parasitologia, de Práticas Clínicas, de Análise de Alimentos, de Análises Clínicas e Análises Clínicas
Veterinárias; Laboratório de Fisiologia; Laboratório de Química e Bioquímica, Laboratório de Biologia Molecular,
Laboratório de Multimídia. Laboratórios de Fisiologia, Farmacologia e Biofísica. Para a formação do egresso com o perfil
acima delineado e para que sejam contemplados, com qualidade, os temas abordados na sua formação, recomendam-se, no
mínimo, 4.000 horas de curso. Logo, se faz necessária a revisão da Resolução n.º 4/09 da CES/CNE, que definiu como
3.200 horas a carga horária mínima dos cursos de Biomedicina. LEGISLAÇÃO PERTINENTE Lei 6.684 e 6.686/1979.
Decreto 88.439/1983.

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DISCUSSÃO
O egresso do aluno no estágio supervisionado depende exclusivamente dele, cabendo a instituição fornecer as
ferramentas necessárias para essa inclusão.
O aluno deve estar ciente das habilitações oferecidas pelo curso e buscar no estágio a área de habilitação a ser
seguida. É recomendado ao acadêmico ter um contato inicial com a área desejada utilizado como ferramenta “estágio
extracurricular” (não obrigatório), assim, terá tempo hábil para possível mudança de área de atuação. O empenho, a
responsabilidade e a dedicação são adjetivos importantes para este futuro estagiário, que será avaliado em toda sua rotina.

CONCLUSÃO
Pode-se concluir através do desenvolvimento deste estudo, que o estágio supervisionado visa aperfeiçoar em
caráter teório-prático a capacitação e a habilitação do acadêmico em Biomedicina em sua formação profissional, sendo
importante que o aluno tenha em mente a área de atuação a ser seguida futuramente como profissional biomédico.
Ressalta-se que a obrigatoriedade do local para a realização do estágio, não fica somente a cargo da instituição de ensino
que já apresenta ao acadêmico às instituições conveniadas com a mesma, cabendo também ao acadêmico a responsabilidade
de escolher ou indicar a instituição mais adequada a área de atuação escolhida, contando com o apoio e avaliação da
instituição formadora.

REFERÊNCIAS
Este está hospedado em Jornal Tribuna do Planalto
http://www.tribunadoplanalto.com.br

O Link direto para este artigo é:


http://www.tribunadoplanalto.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=2592

Conselho Regional de Biomedicina


http://www.crbm1.gov.br

Site do MEC
http://www.mec.com.br

- UCB/RJ. Manual de Estágio Supervisionado da Universidade Castelo Branco.

- Plano de Desenvolvimento Institucional da UCB/RJ- Disponível em www.universidadecastelobranco.br

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ANEXO1 : REGULAMENTO DOS ESTÁGIOS SUPERVISIONADOS:

Capítulo I - DA NATUREZA, FINALIDADES E OBJETIVOS DO ESTÁGIO


SUPERVISIONADO PROFISSIONALIZANTE

Artigo 1º - As 08 áreas de atuação contempladas no Estágio Supervisionado Profissionalizante são:


a) Hematologia Clínica;
b) Bioquímica Clínica e Enzimologia Clínica;
c) Parasitologia Clínica;
d) Bacteriologia Clínica;
e) Líquidos Corporais;
f) Imunologia Clínica;
g) Micologia Clínica;
h) Laboratório Clínico, Biossegurança e Controle de Qualidade.

Artigo 2º - O Estágio Supervisionado Profissionalizante desenvolve atividades que possibilitam o intercâmbio entre teoria e
prática por meio de técnicas de estudo de caso, apresentação de seminários referentes a temas encontrados na prática clínica
e, também, por meio de técnicas de discussão de casos em grupo.

Artigo 3º - Os objetivos do Estágio Supervisionado Profissionalizante são:


I - Favorecer ao Curso de Biomedicina um Projeto Concreto de Extensão Universitária, satisfazendo as reais necessidades
de atendimento na Área da Saúde da população;
II - Proporcionar aos alunos o contato fiel e a iniciação na prática clínica e profissional, estabelecendo, dessa forma, o
vínculo culminante da graduação na formação do profissional biomédico;
III - Favorecer aos alunos do Curso de Biomedicina o desenvolvimento de uma visão crítica, ampla e global de sua atuação
como profissional da Área da Saúde, habilitando-os para participar do desenvolvimento científico da profissão com a
garantia de uma educação continuada e permanente por iniciativa própria.

Capítulo II - DA ADMINISTRAÇÃO ACADÊMICA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO


Artigo 4º - O Estágio Supervisionado Profissionalizante tem como Órgão Deliberativo para a tomada de todas as decisões
referentes ao mesmo o Colegiado de Curso, constituído na forma prevista no Regimento Geral.
Artigo 5º - Compete ao Colegiado do Curso de Biomedicina:

I – indicar o professor responsável pela Coordenação de Estágio;


II – indicar os supervisores de estágio;
III – analisar, em grau de recurso, as questões atinentes ao Estágio Profissionalizante;
IV – resolver os casos omissos neste regulamento e interpretar seus dispositivos;
V – tomar, em primeira instância, todas as decisões e medidas necessárias ao efetivo cumprimento deste regulamento;
VI – analisar e aprovar alterações deste regulamento.

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Capítulo III - DA COORDENAÇÃO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO
PROFISSIONALIZANTE

Artigo 6º - A Coordenação do Estágio Supervisionado Profissionalizante é exercida por professor biomédico pertencente ao
quadro docente do Curso, indicado pelo Colegiado de Curso e designado pela Reitoria.
Artigo 7º - À Coordenação do Estágio Supervisionado Profissionalizante compete:
I – elaborar, anualmente, o calendário e o cronograma de todas as atividades relativas ao Estágio Supervisionado
Profissionalizante;
II – convocar, sempre que necessário, reuniões com os supervisores de estágio, com os objetivos de: avaliar o
funcionamento do estágio; atualizar e propor ações que possam melhorar sua dinâmica; manter a unidade do corpo docente
e discente no atendimento aos objetivos propostos pelo Projeto Pedagógico;
III – atender às necessidades dos alunos regularmente matriculados nos períodos estipulados por cada instituição de ensino
para a iniciação do estágio supervisionada do Curso de Biomedicina quanto aos aspectos que envolvam o processo ensino-
aprendizagem do estágio;
IV – controlar o funcionamento de todas as áreas do Estágio Supervisionado Profissionalizante, nos seus respectivos
horários e locais de trabalho;
V – manter atualizado o arquivo com todas as atividades realizadas pelo conjunto das áreas do Estágio Supervisionado
Profissionalizante;
VI – tomar, no âmbito de sua competência, todas as demais medidas necessárias ao efetivo cumprimento deste
Regulamento;
VII – apresentar, semestralmente, ao Colegiado de Curso, relatório de todas as atividades realizadas no período sob sua
responsabilidade;
VIII – encaminhar os casos omissos deste regulamento ao Colegiado de Curso.

Capítulo IV - DA SUPERVISÃO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO


PROFISSIONALIZANTE

Artigo 8° - A supervisão do Estágio Supervisionado Profissionalizante é realizada de acordo com a norma interna de cada
instituição de ensino.
Artigo 9° - Compete aos Supervisores do Estágio Supervisionado Profissionalizante:
I – planejar, implementar e acompanhar todas as atividades práticas relativas ao Estágio Supervisionado Profissionalizante;
II – planejar e implementar todas as atividades didático-pedagógicas relativas à sua área de supervisão, incluindo relatórios,
seminários, estudos de caso e provas;
III – proporcionar aos alunos supervisionados:
• ampliação e atualização de conhecimentos teórico-práticos compatíveis com a realidade científico-profissional;
• uma dinâmica de estágio compatível com a realidade profissional que será por eles encontrada em sua respectiva área
de supervisão;
IV – reunir-se semanalmente com os alunos sob sua supervisão para a realização de seminários e estudos de caso;
V – zelar firmemente pela conduta ética e moral dos alunos, tendo com base inequívoca o Código de Ética Profissional do
Biomédico;

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VI – manter rigoroso controle sobre a assiduidade e frequência dos alunos estagiários, fatores fundamentais na avaliação do
desempenho dos mesmos;
VII – encaminhar à Coordenação de Estágio, bimestralmente, relatório de todas as atividades realizadas na Área de Estágio
sob sua responsabilidade, incluindo as avaliações realizadas no período.

Capítulo V - DOS ALUNOS EM FASE DE REALIZAÇÃO DO ESTÁGIO


SUPERVISIONADO PROFISSIONALIZANTE

Artigo 10° - Os alunos em fase de supervisão de estágio devem participar obrigatoriamente de todas as atividades propostas
pelos supervisores, desde as atividades teórico-práticas, atendimento de pacientes e estudo de caso, até as atividades
pedagógicas e de avaliação.
Artigo 11° - É obrigatória a frequência dos alunos estagiários a todas as atividades propostas pelo supervisor.
Parágrafo 1º - A frequência é critério de avaliação no âmbito do Estágio Supervisionado Profissionalizante cabendo
reprovação quando insuficiente.
Parágrafo único - É vedado aos alunos o uso de vestimentas inadequadas à relação profissional-paciente, tais como as muito
decotadas, justas, curtas e transparentes.
Artigo 12° - A conduta dos alunos em fase de supervisão de estágio deve pautar-se inequivocamente no Código de Ética do
Biomédico.

Capítulo VI - DA AVALIAÇÃO DOS ALUNOS NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO


PROFISSIONALIZANTE

Artigo 13° - A avaliação das atividades de estágio supervisionado dos alunos é atribuição exclusiva do Supervisor de
Estágio que deverá considerar os seguintes critérios:
I - assiduidade e frequência na respectiva área de atuação clínica;
II - desempenho nas atividades práticas, observando-se habilidade técnica, destreza, criatividade, desprendimento e
correção;
III - desempenho nas atividades teórico-práticas, envolvendo seminários, estudos de caso etc.;
IV - desempenho na relação profissional-paciente: capacidade de comunicação e interação;
V - postura ético-profissional;
VI - desempenho nas atividades de trabalho em equipe;
VII - desempenho em prova teórico-prática;
VIII - apresentação de relatório de cada área de estágio no final do mesmo, seguindo modelo padrão fornecido pelo docente
da área.
Artigo 14° - Os critérios de avaliação poderão ter pesos diferentes a juízo do docente supervisor.
Artigo 15° - A nota final de eficiência em cada área de estágio representa a média das notas obtidas durante o estágio,
expressas de 0 (zero) a 10 (dez).
Artigo 16° - A assiduidade mínima aceita para cada disciplina pré-requisito para estágios é de 75% de frequência, e a carga
horária dos estágios supervisionados deve ser cumprida na sua totalidade.
Parágrafo único - O não cumprimento do artigo 21 implica a reprovação do aluno.

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