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RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM ESTERILIZAÇÃO - FARMÁCIA

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RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM ESTERILIZAÇÃO CLÍNICA DO CURSO DE FARMÁCIA
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UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS

GESIANE GONÇALVES FERREIRA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM ESTERILIZAÇÃO CLÍNICA DO CURSO DE FARMÁCIA

IPATINGA 17 DE MAIO DE 2011

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................................3 2 CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO................................................................4 3 ATIVIDADES REALIZADAS...............................................................................................5 3.1 Descontaminação..................................................................................................................5 3.2 Limpeza.................................................................................................................................6 3.3 Desinfecção...........................................................................................................................6 3.4 Esterilização..........................................................................................................................7 3.4.1 Esterilização por calor seco................................................................................................8 3.4.2 Esterilização por método químico......................................................................................9 3.5 Biossegurança....................................................................................................................10 3.5.1 Vestimenta obrigatória para funcionários da área técnica...............................................10 3.5.2 Equipamentos de proteção individual (EPIs) ..................................................................10 3.5.3 Equipamentos de proteção coletiva (EPCs) ....................................................................11 3.5.4 Material para descarte de material não contaminado, contaminado ou esterilização de material..................................................................................................................................11 4 CONCLUSÃO.......................................................................................................................13 REFERÊNCIAS........................................................................................................................14

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1 INTRODUÇÃO

A Esterilização de materiais é a total eliminação da vida microbiológica dos utensílhos de laboratório. É diferente de limpeza e diferente de assepsia. Como exemplo, uma tesoura cirúrgica pode ser lavada, e ela estará apenas limpa. Para ser esterilizada é necessário que seja submetida ao calor durante um determinado tempo, destruindo todas as bactérias, seus esporos, vírus e fungos. Existem várias técnicas de esterilização, que apresentam vantagens e desvantagens. Contudo a técnica usada mais regularmente é a autoclavagem. O estágio sobre esterilização tem como finalidade ampliar e aprimorar os conhecimentos sobre a área de atuação clínica laboratorial, sobre como realizar as análises, o correto manuseio das informações e dos reagentes fornecidos pelos kits utilizados nos testes, e inclusive a interpretação dos resultados, que muitas vezes são associados aos sintomas clínicos para a conclusão de um diagnóstico. Existem várias técnicas de esterilização, que apresentam vantagens e desvantagens. Entre eles estão: flambagem, calor seco, calor úmido, raios gama e os métodos químicos como, Gás Óxido de Etileno, Formaldeído, Ácido peracético, Plasma de Peróxido de Hidrogênio. Este relatório tem como objetivo descrever as atividades desenvolvidas no estágio de Análises Clínicas no setor de Esterilização assim como as principais atribuições do profissional farmacêutico no setor.

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2 CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO

O estágio de esterilização foi realizado na sala de aula 119 no andar térreo da Faculdade Presidente Antônio Carlos, Campus Ipatinga, localizado na Rua Salermo, 299 Bairro Bethânia. As atividades foram instruídas pela professora Thea Nobre. A sala onde foram ministradas as aulas de estágio dispõe de carteiras, televisor e lousa branca. As atividades transcorreram nos dias 1º ao 6 do mês de julho, totalizando uma carga horária de 25 horas.

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3 ATIVIDADES REALIZADAS

3.1 Descontaminação A descontaminação é um termo utilizado para descrever um processo ou tratamento que torna um material hospitalar, instrumento ou superfície, seguro para o manuseio e uso. Porém, não significa, necessariamente, que este o material após uma descontaminação, está seguro para sua utilização no paciente, uma vez que este pode variar desde um processo de esterilização ou desinfecção até a simples lavagem com água e sabão (BLOCK, 1991 apud SOUZA et al., 1998). Em alguns casos antes do processo de limpeza utiliza-se a descontaminação, que reduz o número de microorganismos existentes no artigo. A descontaminação não elimina microorganismos, mas diminui a virulência desses microorganismos, utilizam-se substâncias químicas ou calor para a descontaminação. No processo para artigos com sangue, utiliza-se imerção de substância enzimática que degradam a matéria tipo o sangue e reduz microorganismos ali presentes. A finalidade é evitar em caso de acidente a contaminação. Instrução para uma descontaminação adequada. y y y y Colocar os EPIs necessários. Identificar a área que necessita de descontaminação. Preparar os sacos para descarte de material contaminado Mover-se lentamente e cuidadosamente durante o tratamento da área com o descontaminante próprio (álcool iodado, hipoclorito, glutaraldeído, álcool 70%, germekil, etc.) evitando a formação de novos aerossóis. y Cobrir a área inteira com uma toalha absorvente e deixar o germicida agir por 30 minutos antes de recolher com os fragmentos grosseiros. y Colocar o material absorvente nos sacos para descarte e os perfuro cortantes nas caixas rígidas. y y y Remover as luvas cuidadosamente e descartá-las juntamente com o material contaminado. Lavar as mãos com água e sabão e solução anti-séptica. Registrar se houver acidente.

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3.2 Limpeza A limpeza é essencial antes da desinfecção e esterilização. A limpeza é feita com água e sabão ou detergente. Seu principal objetivo é a remoção de matéria orgânica do instrumental. Este processo deve ser iniciado o mais rápido possível, tão logo os instrumentos acabem de ser utilizados, devem ser submetidos a processo de limpeza para remoção de resíduos orgânicos (sangue, pus, gorduras), substâncias químicas (água oxigenada, álcool, éter, iodo, etc.) e outras secreções. Quanto mais tempo demorar em se iniciar este processo tanto mais dificuldade se terá para remover os resíduos fixados aos instrumentos. (Figura 1 e 2) Por conseguinte, aqueles instrumentos com áreas críticas de limpeza e áreas de difícil acesso, podem ocorrer à retenção de tecidos orgânicos e depósito de secreções ou soluções químicas e desinfetantes. Os Instrumentos novos que nunca foram utilizados e instrumentos que estejam retornando de manutenção ou conserto devem ser primeiramente, lavados e inspecionados antes de serem levados à esterilização.

3.3 Desinfecção Desinfecção é um processo menos letal que a esterilização, eliminando praticamente todos os microorganismos patogênicos reconhecidos, mas não necessariamente todas as formas microbianas (esporos), sendo indicada para submeter artigos e superfícies, quando estes forem de uso em múltiplos pacientes. Podem ser de baixo, médio e alto nível. Desinfecção é um processo menos letal que a esterilização, eliminando praticamente todos os microorganismos patogênicos reconhecidos, mas não necessariamente todas as formas microbianas (esporos), sendo indicada para submeter artigos e superfícies, quando estes forem de uso em múltiplos pacientes. Podem ser de baixo, médio e alto nível A desinfecção de baixo nível é capaz de eliminar todas as bactérias na forma vegetativa, não tem ação contra esporos, e apresenta ação contra fungos é utilizada em artigos que entram em contato com pele integra, ela não tem contato com secreções. Usa-se álcool a 70% , e pode usar o hipoclorito.

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A desinfecção de médio nível é para formas vegetativas, não destrói esporos, é utilizada para artigos que entram em contato com mucosas ou pele lesada. Utiliza-se ácido peracético e peróxido de hidrogênio. A desinfecção de alto nível destrói todas as bactérias vegetativas, microbactérias, fungos, vírus e parte dos esporos. O enxágüe deverá ser feito preferencialmente com água estéril e manipulação anti-séptica utilizam-se ácido peracético e peróxido de hidrogênio. Fatores que determinam a efetividade de um desinfetante y y y y y y y Concentração do princípio ativo Quantidade de material orgânico no material a ser descontaminado Tempo necessário para a ação Temperatura e pH Nível de contaminação Tipo de contaminação envolvida Características físicas do material a ser descontaminado

3.4 Esterilização Redução de 100% de microorganismos e elimina os esporos. A Esterilização de materiais é a total eliminação da vida microbiológica destes materiais. 3.4.1 Esterilização por calor úmido Atua também desnaturando e coagulando as proteínas das células microbianas, mas a água vai influenciar a destruição das membranas e enzimas pois pode induzir a destruição das pontes de hidrogênio, o que vai tornar estes processos mais eficazes e diminuir o tempo de exposição. Tipos de esterilização por calor úmido. ‡ Ebulição: Não é um verdadeiro método, pois não elimina formas resistentes. A sua condição mínima é a fervura a 100°C durante 15 min. ‡ Autoclavagem: é a exposição do material a vapor de água sob pressão, a 121°C durante 15min. É o processo mais usado e os materiais devem ser embalados de forma a permitirem o contacto total do material com o vapor de água. Deve ser realizado no vácuo para permitir que a temperatura não seja inferior à desejada, permitir a penetração do vapor nos poros dos

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corpos porosos e impedir a formação de uma camada inferior mais fria. Podem ser usadas autoclaves de parede simples (que são mais rudimentares) ou de parede dupla, que permitem melhor extração do ar e melhor secagem. É muito usado para o vidro seco e materiais que não oxidem com água. É utilizada ainda para esterilizar tecidos. A sua eficácia é avaliada por dois métodos. Indicadores químicos: mudam de cor consoante a temperatura (ex. tubos de Brown a fita adesiva Bowie-Dick). Indicadores biológicos: tubo com suspensão de esporos de bactérias muito resistente (Bacillus stearothermophylus) que morrem quando expostos por 12 min ou mais a uma temperatura de 121°C. Após um repouso de 14h, faz-se uma sementeira dos esporos, que deve dar negativa. (Figura 3) y y Vantagens: fácil uso, custo acessível para grandes hospitais. Desvantagens: Não serve para esterilizar pós e líquidos.

3.4.1 Esterilização por calor seco Atua sobre os microorganismos provocando a oxidação dos constituintes celulares orgânicos e a desnaturação e coagulação das proteínas. Penetra nas substâncias de uma forma mais lenta que o calor húmido e por isso exige temperaturas mais elevadas e tempos mais longos, para que haja uma eficaz esterilização. Tipos de esterilização por calor seco: ‡ Flambagem: aquece-se o material, principalmente fios de platina e pinças, na chama do bico de gás, aquecendo-os até ao rubro. Este método elimina apenas as formas vegetativas dos microrganismos, não sendo portanto considerado um método de esterilização. ‡ Incineração: é um método destrutivo para os materiais, é eficiente na destruição de matéria orgânica e lixo hospitalar. ‡ Raios infravermelhos: utiliza-se de lâmpadas que emitem radiação infravermelha, essa radiação aquece a superfície exposta a uma temperatura de cerca de 180O C. ‡ Forno Pasteur: é menos eficiente que a esterilização pelo vapor do autoclave. A esterilização pelo calor seco é eficiente quando realizada à 160°- 180° C por períodos de 2 à 4 horas. Neste processo o ponto crítico é a composição química de material que está sendo esterilizado, bem como o arranjo do material no forno. Material termolábil não deve ser utilizado no processo.

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‡ Estufa de ar quente: constitui-se no uso de estufas elétricas. É o método mais utilizado dentre os de esterilização por calor seco. (Figura 4) O uso do calor seco, por não ser penetrante como o calor úmido, requer o uso de temperaturas muito elevadas e tempo de exposição muito prolongado, por isso este método de esterilização só deve ser utilizado quando o contato com vapor é inadequado. Cabe observar também que o uso de temperaturas muito elevadas pode interferir na estabilidade de alguns materiais, como por exemplo, o aço quando submetido a temperaturas muito elevadas perde a têmpera; para outros materiais como borracha e tecidos além da temperatura empregada ser altamente destrutiva, o poder de penetração do calor seco é baixo, sendo assim a esterilização por este método inadequada.

3.4.2 Esterilização por método químico ‡ Gás Óxido de Etileno: O gás óxido de etileno é um produto altamente tóxico usado para esterilizar materiais. - Vantagens: Não danifica os materiais - Desvantagens: Danos ao meio ambiente quando manipulado erroneamente, alto custo, tóxico para o manipulador, requer aeração de 48 horas. Demorado. ‡ Glutaraldeído: Fornecido na forma de líquido a 25 ou 50%, são pouco voláteis a frio e utilizados para a desinfecção de instrumentos médicos. Irritante das mucosas e tóxicas necessita de cuidados especiais. - Vantagens: facilidade de uso - Desvantagens: esterilização é tempo dependente. É necessária a imersão total do material. Alergênico, tóxico e irritante. Microbactérias podem ser resistentes, bem como esporos. ‡ Formaldeído: Atualmente utilizado em processos fechados com autoclave especial. A esterilização é eficiente, mas depende de umidade local controlada. - Vantagens: Barato. Muito eficiente. Ciclo de 6 horas. Baixa temperatura (55°C) - Desvantagens: Requer equipamento específico e controle rigoroso. ‡ Ácido peracético: Líquido que esteriliza materiais por imersão. - Vantagens: rapidez: em 20 minutos sob imersão apresenta esterilização

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- Desvantagens: Tóxico, o material deve ser submerso, impossibilitando seu uso para pós e líquidos. ‡ Plasma de Peróxido de Hidrogênio: Sistema à gás que utiliza equipamento complexo composto de alto vácuo e gerador elétrico de plasma. Processo químico eficiente e de baixa temperatura (35~40°C). - Vantagens: Rapidez, eficiência, baixa temperatura. - Desvantagens: Custo alto do equipamento e processo, incompatibilidade de embalagens.

3.5 Biossegurança

3.5.1 Vestimenta obrigatória para funcionários da área técnica Calça comprida confeccionada em tecido resistente. Calças até os tornozelos, ou acima, não são admitidas. y y y Calçado fechado (sapato ou tênis) Blusa com manga curta ou comprida. As bijuterias como brincos, em tamanho e número discretos, podem ser utilizadas durante o trabalho técnico, entretanto os anéis, pulseiras e relógio devem ser evitados. y Maquiagem pode ser utilizada, porém de forma discreta (ex. batom), uma vez que podem interferir com o resultado de alguns exames (ex. bases, e outras em forma de pó). y Cabelos compridos devem estar presos ao manusear equipamentos rotativos ou manipulação e coleta de material biológico. y Homens com barba deverão seguir as mesmas precauções que indicadas para cabelos compridos.

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3.5.2 Equipamentos de proteção individual (EPIs) Jaleco branco, de manga comprida e com a logomarca da empresa. Luvas de látex Luvas plásticas para manipulação de equipamentos não contaminados durante a rotina

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Luvas em tecidos resistentes para trabalhos em altas temperaturas Óculos de proteção Máscara de proteção Protetor de ouvidos Toca para os cabelos Escudo de proteção contra respingos

3.5.3 Equipamentos de proteção coletiva (EPCs) Lava olhos Chuveiro Kit de primeiros socorros Extintores de incêndio Capelas de exaustão Câmara de fluxo laminar

y y y y y y

3.5.4 Material para descarte de material não contaminado, contaminado ou esterilização de material Recipiente de lixo plástico Pá plástica Lata de lixo de metal com acionamento por pedal Carrinho para transporte de sacos de lixo Frascos contendo solução germicida (germekil ou hipoclorito 2%) Saco plástico autoclavável Saco plástico branco para material contaminado Lâmpada ultravioleta Autoclaves Forno Pasteur Reservatórios para produtos químicos

y y y y y y y y y y y

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Frascos para pipetas e ponteiras contaminadas

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4 CONCLUSÃO

O setor de Esterilização como qualquer outro setor do Laboratório de Análise Clínicas, é um setor onde precisa trabalhar com muita atenção e precaução, ou seja, usando adequadamente os equipamentos de proteção individual (EPI¶s) devido o manuseio com vários tipos de amostras e materiais contaminantes. Na realização dos métodos dentro do laboratório de análises clínicas observa-se a importância do setor de esterilização para o bom desempenho dos outros setores do laboratório. Pois, através da esterilização há a possibilidade de reutilização do material com um índice de contaminação mínimo. Desta forma, este setor é fundamental para um Laboratório e o farmacêutico pode contribuir acompanhando a correta realização dos métodos e a utilização dos equipamentos, permitindo uma esterilização segura e eficiente para a reutilização dos materiais nos procedimentos de análise.

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REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE ESTUDOS E CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR (APECIH). Esterilização de Artigos em Unidades de Saúde. São Paulo, 1998. COSTA, A.O.; CRUZ, E.A.; GALVÃO, M.S.S.; MASSA, N.G. Esterilização e desinfecção: Fundamentos básicos, processos e controles. São Paulo. Cortez, 1990. Esterilização de Materiais. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Esteriliza%C3%A7%C3%A3o_%28materiais%29. Acesso em: 04 de julho de 2011. SOUZA, M. de. Biossegurança no laboratório clínica. Ed. Eventos, 1998. Tipos de Esterilização. Disponível em: http://www.hospvirt.org.br/enfermagem/port/tipos.htm. Acesso em 04 de julho de 2011. SOUZA, A.C.S.; PEREIRA, M.S.; RODRIGUES, M.A.V. Descontaminação prévia de materiais médico-cirúrgicos: estudo da eficácia de desinfetantes químicos e água e sabão. Rev.latinoam.enfermagem. Ribeirão Preto, v. 6, n. 3, p. 95-105, julho 1998.

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