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RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM PARASITOLOGIA - FARMÁCIA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM PARASITOLOGIA - FARMÁCIA

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RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM PARASITOLOGIA CLÍNICA DO CURSO DE FARMÁCIA
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM PARASITOLOGIA CLÍNICA DO CURSO DE FARMÁCIA

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FACULDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS COORDENAÇÃO DE ESTÁGIO PROFESSOR ORIENTADOR: Túlio Lage ESTAGIÁRIO(A): Gesiane Gonçalves Ferreira

PARASITOLOGIA CLÍNICA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR - I

EMPRESA: UNIPAC SETOR: de Parasitologia PERÍODO DE REALIZAÇÃO: 18/06/2011 a 30/06/2011 TOTAL DE DIAS: 5 dias TOTAL DE HORAS: 25 horas NOME DO(A) SUPERVISOR(A): Túlio Lage FUNÇÃO: Professor / Supervisor de estágio FORMAÇÃO PROFISSIONAL: Bacharel e licenciado em Biologia

Ipatinga - MG 2011

SUMÁRIO

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1 INTRODUÇÃO.........................................................................................................................4 2 CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO..................................................................5 3 SÍNTESE DA CARGA HORÁRIA SEMANAL......................................................................6 4 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS.........................................................................................7 4.1 Principais parasitos em nosso meio........................................................................................7 4.2 Controle de doenças................................................................................................................8 4.2.1 Ascaris lumbricoides e Entamoeba coli...............................................................................8 4.2.2 Taenia solium.......................................................................................................................8 4.3 Características dos principais parasitas...................................................................................8 4.3.1 Ascaris lumbricóides...........................................................................................................8 4.3.2 Taenia solium.......................................................................................................................9 4.3.3 Entamoeba coli.....................................................................................................................9 4.4 Pesquisa de parasitos..............................................................................................................9 4.4.1 Coleta...................................................................................................................................9 4.4.2 Exame macroscópico.........................................................................................................10 4.4.3 Exame microscópico.......................................................... ...............................................10 4.4.3.1 Método direto..................................................................................................................11 4.4.3.2 Métodos de concentração de fezes..................................................................................11 4.4.3.2.1 Método de concentração por sedimentação (Hoffman, Pons e Janer -HPJ)..............11 4.4.3.3 Métodos de concentração por flutuação.........................................................................12 4.4.3.3.1 Método de Ritchie........................................................................................................12 4.4.3.3.2 Método de Faust – (Centrífugo-Flutuação) .................................................................12 4.4.3.3.3 Métodos de Willis........................................................................................................13 4.4.3.4 Métodos de concentração por migração.........................................................................13 4.4.3.4.1 Método de Baerman-Moraes........................................................................................14 4.4.3.4.2 Método de Rugai, Mattos & Brisola............................................................................14 4.4.3.5 Métodos de contagem de ovos nas fezes........................................................................14 4.4.3.5.1 Método de Kato - Katz.................................................................................................15 4.4.3.6 Preparações perianais......................................................................................................15 4.4.3.6.1 Método da fita adesiva ou Métodos de Graham..........................................................15 4.4.4 Exames parasitológicos do sangue.....................................................................................15 4.4.4.1 Esfregaço Delgado ou gota espessa................................................................................16

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4.4.5 Sangue oculto nas fezes.....................................................................................................16 4.4.5.1 Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes.............................................................................16 5 CONCLUSÃO.........................................................................................................................18 REFERÊNCIAS .........................................................................................................................19

1 INTRODUÇÃO

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A parasitologia iniciou-se no século XIX, quando os organismos parasitários de outros seres vivos passaram a ser estudados. Os progressos desta ciência foram notáveis a partir do momento em que métodos de outras áreas foram implementados possibilitando a criação de novos meios, com os quais, estes organismos causadores de doenças pudessem ser diagnosticados e suas enfermidades tratadas e controladas (REY, 2002). A maioria dos diagnósticos de doenças parasitárias é feita através de exames de fezes (REY, 2002; LIMA et al., 2001; MOURA et al., 2006). O exame parasitológico das fezes (EPF) tem como objetivo diagnosticar os parasitos intestinais, por meio da pesquisa das diferentes formas parasitárias que são eliminadas nas excreções fecais (NEVES, 2005). Não somente isto, o EPF também pode ser realizado com outras finalidades, como por exemplo, estudo das funções digestivas, dosagem da gordura fecal, pesquisa de sangue oculto, entre outras. Diferentes materiais orgânicos podem ser submetidos ao exame parasitológico, um exemplo disto é a pesquisa de parasitos em lesões de pele, no escarro, no sedimento urinário, nas secreções vaginais e uretrais, no líquido céfalorraquidiano, em biópsias, em aspirados endoscópicos, etc. Porém, os materiais mais comuns são as amostras de fezes para pesquisa de protozoários e helmintos, preparações perianais para a pesquisa de Enterobius e esfregaços de sangue para o diagnóstico da malária e para o encontro de tripanossomas e microfilárias (MOURA et al., 2006). Para permitir a identificação do parasito suspeito, o material deve ser apropriadamente colhido, e no tempo mais indicado, de acordo com as características da doença suspeitada (MOURA et al., 2006). O estágio de Parasitologia tem o objetivo de ampliar e aprimorar os conhecimentos sobre a área de atuação clínica parasitológica, preparar o estudante para a rotina de um laboratório de parasitologia tomando por conhecimento os princípios dos vários métodos de preparo e análise de exames de fezes, e inclusive a interpretação dos resultados, que muitas vezes são associados aos sintomas clínicos para a conclusão de um diagnóstico. Este relatório descreve as atividades realizadas durante o estágio em Parasitologia clínica realizado no Laboratório de Parasitologia da Faculdade Presidente Antônio Carlos, assim como as principais atribuições do profissional farmacêutico neste setor.

2 CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO

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O estágio de parasitologia clínica foi realizado no laboratório 417 no quarto andar da Faculdade Presidente Antônio Carlos, Campus Ipatinga, localizado na Rua Salermo, 299 Bairro Bethânia. As atividades foram instruídas e supervisionadas pelo professor Túlio Lage. O laboratório onde foram feitas as atividades do estágio é amplo, disposto com bancadas nas quais estão dispostos os microscópios, também: cadeiras, televisor, lousa branca, armários com equipamentos e materiais para a realização de análises diversas, pia, armários, produtos químicos, materiais de coleta de urina e equipamentos de laboratório como capela de fluxo laminar e centrífuga.

3 SÍNTESE DA CARGA HORÁRIA SEMANAL

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Semana 05.05.11 – 06.05.11 12.05.11 – 13.05.11 19.05.11

Número de dias 02 02 01

Número de horas 10 10 05

4 ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

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Durante o período de estágio foram ministradas pequenas aulas teóricas antes do início das práticas, com ilustrações dos parasitas a serem identificados e esquemas das técnicas que seriam realizadas. Foram confeccionadas lâminas a partir de amostras de fezes previamente preparadas, cedidas pela instituição e positivas para diversos enteroparasitas. Também se confeccionaram lâminas a partir de amostras fornecidas por voluntários, e estas amostras foram processadas pelo método de HOFFMAN, PONS & JANER (HPJ), antes das análises. Pelo método microscópico, foi possível identificar diversos parasitas, tais como, Ascaris lumbricoides, Taenia sp, Entamoeba coli, Entamoeba histolytica, Giardia lamblia. Em relação aos hemoparasitas, foram analisadas lâminas de tripomastigotas sanguícolas de Trypanosoma cruzi e de amastigotas de Leishmania sp, já presentes no laboratório. Além disso, realizou-se o método de esfregaço estendido. Analisaram-se os vermes adultos de Taenia sp e de Ascaris lumbricóides, além de berne, vermes de mosca varejeira e os caramujos do gênero Biomphalaria. Foi feita a diferenciação entre os triatomíneos Triatoma infestans, Panstrongylus megistus e Rhodnius neglectus. Os diversos métodos parasitológicos de fezes, sangue e perianais que foram discutidos, aprendidos e realizados durante o período do estágio estão descritos a seguir.

4.1 Principais parasitos em nosso meio As parasitoses intestinais são extremamente freqüentes, e a incidência para essas contaminações está distribuída por todas as idades, classes sociais, e diferentes regiões do Brasil, com certa predominância entre uma e outra variável. Quadro 1. Parasitos mais frequentemente encontrados em exames laboratoriais. Protozoa Entamoeba histolytica Entamoeba coli Endolimax nana Iodamoeba butschlii Giardia intestinalis Chilomastix mesnili Trichomonas hominis Balantidium coli Metazoa Ascaris lumbricóides Necator americanus Trichuris trichiura Strongyloides stercoralis Enterobius vermicularis Taenia, sp. Hymenolepis nana Schistosoma mansoni

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Fonte: LIMA et al., 2001.

4.2 Controle de doenças 4.2.1 Ascaris lumbricoides e Entamoeba coli Para controle da doença é necessário uma educação sanitária que implemente hábitos como: uso de instalações sanitárias adequadas; lavagem das mãos antes de comer ou de manusear alimentos e após utilizar o banheiro; lavar frutas e legumes antes de consumi-los; armazenar os alimentos adequadamente protegendo-os contra poeira e vetores (REY, 2002). 4.2.2 Taenia solium O controle da teníase se baseia na modernização e aperfeiçoamento da criação de suínos e bovinos; melhoria do saneamento básico; tratamento precoce dos indivíduos contaminados; educação da população quanto à prevenção da doença e aos hábitos higiênicos; consumo de carne preparada de modo adequado (REY, 2002).

4.3 Características dos principais parasitas 4.3.1 Ascaris lumbricóides Para Rey (2002), trata-se de um parasita que se localiza ao longo das alças jejunais e no íleo do ser humano. Ele possui forma longa, cilíndrica e de extremidade afilada, sendo as fêmeas maiores que os machos. A reprodução do Ascaris lumbricoides é feita de forma sexuada, de modo que o macho deve fecundar a fêmea várias vezes para que os seus espermatozóides fiquem acumulados no útero da mesma. Os ovos férteis possuem uma forma oval contendo uma célula germinativa não-segmentada, um citoplasma finamente granuloso que é envolvido por uma grossa camada. Os seus ovos inférteis são os não fecundados pelas fêmeas e possuem uma forma mais alongada e uma casca mais delgada (REY, 2002).

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4.3.2 Taenia solium A Taenia solium pode chegar a medir até 5 metros, seu corpo que é constituído por proglotes e cresce de um extremo a outro se assemelhando a um triângulo. Apresenta cor branca até levemente amarelada ou rosada. A sua escólex é ovóide ou puntiforme com quatro ventosas e dupla coroa de acúleos inseridos em um “rostro”. Em relação a sua reprodução elas apresentam hermafroditismo, mas os órgãos genitais masculinos aparecem primeiro (REY, 2002). 4.3.3 Entamoeba coli Trata-se de um parasita que habita a cavidade intestinal, e nutri-se de detritos alimentares. Em sua morfologia pode-se notar o cariossomo excêntrico e um anel de grânulos periféricos, seu endoplasma é granuloso e cheio de vacúolos. A sua forma cística é esférica com cerca de 1 a 8 núcleos, seu citoplasma não apresenta vacúolos. Em alguns casos pode apresentar os corpos cromatóides que são formações refringentes (REY, 2002).

4.4 Pesquisa de parasitos 4.4.1 Coleta O paciente deve colher as fezes logo depois de emitidas, em quantidade aproximada de 30g em recipiente limpo e seco, de preferência de boca larga, ou ainda, na proporção de uma parte de fezes para três do conservador, quando este já está acondicionado no recipiente para a conservação do material. Lembrando que é preciso evitar contaminação por urina. Quando se trata de pesquisa das formas vegetativas dos protozoários, particularmente da ameba histolítica, o exame deve ser realizado imediatamente após a dejeção. Quando forem pesquisados os cistos dos protozoários e os ovos dos vermes, a análise pode ser realizada muitas horas depois da emissão do material, e alguns deles até mesmo dias depois. Em geral, o exame é feito no máximo dentro de uma semana, de maneira que, após o recebimento das fezes, elas são coadas em gaze, centrifugadas e ressuspendidas em éter, para separação dos detritos, colocadas em lâmina, coradas com lugol, recobertas com lamínula. Dependendo da consistência das fezes, recomendam-se duas medidas:

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1. Fezes diarréicas, com muco e sangue. Fazer microscopia direta. 2. Fezes formadas. Procede-se o exame imediato usando a centrifugo-sedimentação em formol-éter, da seguinte maneira:
a. Mistura-se as fezes em solução salina contendo formol a 10%, de modo a dar um

volume de 10 a 12 mL da suspensão, côa-se em duas camadas de gaze unida, para um tubo de centrifugação.
b. Centrifuga-se a 2.500 r.p.m., um minuto; rejeita-se o sobrenadante, acrescenta-se 2 a 3

mL de solução salina, ressuspendendo-se o sedimento; depois, completa-se o volume com esta e centrifuga-se novamente, por 1 minuto. c. Repete-se a operação anterior, ressuspende-se o sedimento em 2 a 3 mL de formol a 4%, completa-se o volume para 10mL com solução salina.
d. Depois de 5 minutos, adiciona-se 2 a 3 mL de éter sulfúrico, agita-se energeticamente,

centrifuga-se a 1.500-2.000 r.p.m., por 2 minutos.
e. Depois de desprezar o sobrenadante e limpar a superfície interna do tubo com algodão,

examina-se o sedimento corado pelo lugol. 4.4.2 Exame macroscópico Este não deve ser omitido, pois, além de permitir eventualmente a verificação de tênias, áscaris, oxiúros e necátor, é o método que orienta quanto à escolha da parte mais suspeita para ser submetida ao exame microscópico. 4.4.3 Exame microscópico

4.4.3.1 Método direto Em primeiro lugar faz-se o exame direto, a fresco e que consiste na diluição de pequena porção da matéria fecal com solução fisiológica, e em seguida o exame ao microscópio.

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A seguir, examina-se as lâminas preparadas como anteriormente, usando-se, em vez de solução salina, o lugol forte. Este tem a vantagem de corar os cistos dos protozoários, em particular seus núcleos e outras estruturas internas, permitindo a identificação e consequentemente, torna-se mais fácil distinguir os cistos. Pelo método direto compreende-se facilmente, que a sensibilidade do exame depende da quantidade de cistos e ovos presentes nas fezes eliminadas. Se houver poucos, passarão desapercebidos, porque examina-se uma porção muito pequena de material. 4.4.3.2 Métodos de concentração de fezes Estes métodos facilitam encontrar parasitas diminuindo a quantidade de materiais fecais na preparação a ser observada ao microscópio, concentrando os parasitos baseando-se nas diferenças de densidade existente entre as formas dos parasitas e o material fecal ou fazendo com que certas larvas migrem para fora do material fecal e sejam concentradas no fundo de um funil (MOURA et al., 2006). Desta forma, a concentração de ovos e cistos das fezes visa encontrá-los de modo mais rápido nas infecções, mesmo ligeiras, quando ocorre o exame direto é negativo. Os seguintes métodos são vantajosos, simples e eficientes (LIMA et al., 2001). 4.4.3.2.1 Método de concentração por sedimentação (Hoffman, Pons e Janer -HPJ) Indicado principalmente para a pesquisa de ovos de Schistosoma mansoni, serve também para a de ovos e larvas de outros vermes. É de fácil execução e baixo custo, é o mais usado nos laboratórios clínicos. Procedimento:
1. Dissolver a amostra de fezes em água destilada, em um frasco pequeno; 2. Filtrar em tamis coberto com uma gaze, utilizando um cálice de sedimentação; 3. Lavar o frasco da amostra, despejando a água na gaze; 4. Completar o cálice com água; 5. Deixar em repouso de 2 a 24 horas. 6. Desprezar o excesso de água, deixando apenas o sedimento e repetir este processo de

lavagem até a água utilizada ficar com aspecto de limpa;
7. Com uma pipeta ou canudinho, retirar uma amostra do fundo do cálice;

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8. Colocar uma gota da amostra na lâmina e cobrir com a lamínula, adicionando uma

gota de solução de lugol se necessário;
9. Examinar ao microscópio.

4.4.3.3 Métodos de concentração por flutuação Os métodos de flutuação utilizam a centrifugação para a lavagem do material fecal, seguida da suspensão desse material em líquido de densidade maior que dos achados que se pretende pesquisar. 4.4.3.3.1 Método de Ritchie Procedimento:
1. Dissolver a amostra de fezes em água e filtrar em tamis coberto com gaze; 2. Depositar o material em tubo cônico de centrífuga e centrifugar a 1500 rpm por 2

minutos;
3. Desprezar o sobrenadante e ressuspender novamente em água; 4. Repetir os passos 2 e 3 até que o sobrenadante apresente-se claro; 5. Adicionar cerca de 8 ml de formol a 10%, homogenizar e descansar por 10 minutos; 6. Adicionar cerca de 2 ml de éter, agitar vigorosamente, liberando o gás formado, e

centrifugar a 1500 rpm por 2 minutos;
7. Desprezar o sobrenadante e examinar o sedimento ao microscópio adicionando uma

gota da solução de lugol, se necessário. 4.4.3.3.2 Método de Faust – (Centrífugo-Flutuação) Procedimento:
1. Dissolver a amostra de fezes em água e filtrar em tamis coberto com uma gaze; 2. Depositar o material em tubo cônico de centrífuga e centrifugar a 1500 rpm por 2

minutos;
3. Desprezar o sobrenadante e ressuspender novamente em água; 4. Repetir os passos 2 e 3 até que o sobrenadante apresente-se claro; 5. Adicionar 10 ml de sulfato de zinco (ZnSO2) 33 %, densidade 1.180, homogenizar e

centrifugar a 1500 r.p.m. por 2 minutos;

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6. Recolher com alça de platina a película superficial, adicionar uma gota da solução de

lugol e observar ao microscópio. Pode-se também completar a solução até formar uma membrana superficial e colocar uma lamínula sobre o tubo cônico para que os cistos e ovos grudem na lamínula. 4.4.3.3.3 Métodos de Willis (Para ovos) Procedimento: 1. Emulsionar bem cerca de 2g de fezes em solução satura de cloreto de sódio (32%), dentro de um recipiente apropriado. 2. Obtida a emulsão, encher o recipiente com a mesma solução saturada de cloreto de sódio até que superfície líquida coincida perfeitamente com a borda do vaso. 3. Deitar sobre a boca do recipiente uma lâmina, que deverá ficar em contato como líquido. Deixar a lâmina permanecer por pelo menos cinco minutos, para que os ovos subam à superfície e adiram à lâmina. 4. Retirar com cuidado a lâmina, virando-a sem espalhar o líquido aderente que encerra os ovos e outros objetos leves. 5. Observar em microscópio. 4.4.3.4 Métodos de concentração por migração As larvas de Strongyloides stercoralis têm grande afinidade à água morna e migram através do material fecal até chegar à água, não tendo sustentação através desta, as larvas sedimentam-se no fundo do recipiente.

4.4.3.4.1. Método de Baerman-Moraes (Para isolamento de larvas de estrongilóides) As larvas, em água aquecida, sedimentam espontaneamente.

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1. Tomar cerca de 10g de fezes e espalhá-las, com o auxílio de um bastão de metal, sobre a tela metálica de uma superfície aplanada circular de aproximadamente 5 a 6 cm de diâmetro. 2. Colocar tela no funil.
3. Colocar água a 45°C no funil, até que cubra parcialmente as fezes contidas na tela.

4. Depois de uma hora, abrir a pinça que fecha o tubo de borracha, deixando escoar 5 a 7 mL de líquido para um vidro relógio. 5. Examinar com microscópio. 4.4.3.4.2 Método de Rugai, Mattos & Brisola (larvas de S. Stercoralis e de ancilostomídeos) Procedimento:
1. Encher, com aproximadamente 70 a 100 ml de água corrente aquecida a 40-45°C, um

copo cônico de sedimentação (capacidade de 125ml);
2. Estender um pedaço de gaze, dobrada em quatro partes, sobre a abertura de um

recipiente pequeno contendo fezes, e repuxar as extremidades para trás;
3. Transferir o recipiente com as fezes para o interior do copo cônico de sedimentação,

de modo que o líquido alcance toda a extensão da abertura do recipiente;
4. Deixar em repouso durante 60 minutos; 5. Colher o sedimento, no fundo do copo cônico, com pipeta capilar longa e colocá-lo na

lâmina e cobrir com a lamínula; Obs: alguns autores recomendam retirar o recipiente do copo Cônico antes da colheita do sedimento. Entretanto, outros preferem manter o recipiente, para evitar o revolvimento do líquido. 4.4.3.5 Métodos de contagem de ovos nas fezes A contagem pode ser útil na determinação do papel da infecção na doença (como por exemplo, a anemia) e na verificação do sucesso ou não do tratamento. 4.4.3.5.1 Método de Kato - Katz Utilização do Kit (quantitativo - OPG). Procedimento:

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1. Depositar uma pequena quantidade de fezes sobre uma folha de papel higiênico

colocando a tela por cima e pressionando com a paleta;
2. Colocar sobre uma lâmina de vidro a placa de plástico e depositar no centro do orifício

as fezes que ultrapassaram as malhas da tela (40 - 60 mg);
3. Comprimir as fezes no orifício da placa até completá-lo; 4. Sobrepor a lamínula de celofane (embebida em verde malaquita) e inverter a

preparação realizando pressão com o polegar sobre a lâmina até obter uma uniformidade do material;
5. Deixar em repouso por cerca de 60 minutos a temperatura ambiente; 6. Contar todos os ovos encontrados e multiplicar o total por 24, resultando em

ovos/grama de fezes. 4.4.3.6 Preparações perianais Às vezes são necessários outros métodos para se colher o material. É o caso, por exemplo, de quando se averigua a presença de oxiúros, cujos ovos raramente se encontram nas fezes, porque a maioria deles adere à parede do reto e margem do ânus, em razão mesmo da biologia do verme. 4.4.3.6.1 Método da fita adesiva ou Métodos de Graham Recomenda-se a utilização da fita adesiva Scotch (transparente), da qual, aplica-se um pedaço na região perianal, retira-se e coloca-se sobre a lâmina. Os ovos se prendem na parte colante e a própria fita serve de lamínula 4.4.4 Exames parasitológicos do sangue Em geral são colhidas amostras de sangue periférico, sem anticoagulantes, por punção polpa digital ou do lobo da orelha. Pode ser usado sangue com anticoagulante se as preparações forem feitas dentro de 1 hora após a colheita, mas as colorações de preparações feitas com sangue sem anticoagulantes se coram melhor. 4.4.4.1 Esfregaço Delgado ou gota espessa

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Para se detectar parasitos no sangue como Trypanossoma e Plasmodium. Procedimentos:
1. Colocar uma gota de sangue na extremidade direita da lâmina; 2. Encostar uma lâmina extensora na gota com uma inclinação de 45 graus; 3. Deixar a gota se espalhar na superfície de contato das duas lâminas; 4. Arrastar a gota espalhada até o final da lâmina; 5. Deixar a lâmina secar; 6. Fixar a lâmina em metanol e corar pelo Giemsa.

4.4.5 Sangue oculto nas fezes É um exame químico das fezes e tem sua importância, que fundamentalmente é a pesquisa correta de sangue nas fezes, porque tanto o resultado positivo como o negativo têm significação clínica (LIMA et al., 2001). Seu princípio está fundamentado na determinação de sangue em amostras biológicas com a observação de efeitos catalíticos dos compostos do heme sobre a oxidação de substâncias orgânicas como a benzidina. É importante lembrar dois fatos: 1. Pequena atividade fecal de peroxidase pese originar-se da carne da dieta ou, mais raro, de substâncias vegetais. 2. Pequenas quantidades de sangue podem não ter significado clínico. Disso resulta que as reações para pesquisa nas fezes precisam ter sensibilidade apropriada. A pesquisa de sangue oculto nas fezes deve ser precedida de dieta rigorosa por quatro dias, da qual se excluem as carnes, os vegetais verdes (clorofila) e os medicamentos à base de ferro (LIMA et al., 2001). 4.4.5.1 Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes Procedimento:
1. Espalhar pequena quantidade de fezes sobre o papel de filtro limpo e colocar duas

gotas de água oxigenada sobre o esfregaço;
2. Adicionar duas gotas de solução de benzidina; 3. Observar imediatamente a presença ou não de cor.

Leitura:

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Nenhuma mudança de cor: Negativo Cor esverdeada: Traços Cor verde claro: + Cor vede escuro: ++ Cor verde azulado: +++ Azul intenso: ++++ Obs: Existem kits para a realização do exame de sangue oculto nas fezes. Estes já possuem os reagentes necessários para detectar a presença de sangue, sendo necessário apenas adicionar a amostra de fezes ao kit e seguir o procedimento e as informações do fabricante.

5 CONCLUSÃO

As atividades efetuadas durante o estágio em Parasitologia Clínica permitiram uma melhor compreensão dos fundamentos teóricos na medida em que estabeleceram as relações

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lógicas da observação dos fenômenos. Neste setor, como qualquer outro setor do Laboratório de Análise Clínicas, há a necessidade de muita atenção e precaução, uso adequado dos equipamentos de proteção individual (EPI’s) devido ao manuseio com amostras de fezes, sempre consideradas como potencialmente contaminantes. É evidente a importância do trabalho do farmacêutico no Laboratório de Análises Clínicas, sendo o responsável pela liberação e interpretação dos resultados, e orientação aos técnicos quanto á metodologia correta dos exames.

REFERÊNCIAS

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LIMA, A. Oliveira. SOARES, J. Benjamin. GRECO, J.B. GALEZZI, João. CANÇADO, J. Romeu. Métodos de Laboratório aplicados á Clínica – Técnicas e Interpretação. 8 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A, 2001 MOURA, Robeto de Almeida. WADA, Carlos S. PURCHIO, Adhemar. ALMEIDA, Therezinha Verrastro de. Técnicas de Laboratório.3 ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2006. NEVES, David Pereira. Parasitologia Humana: Exames Parasitológico de Fezes. 11 ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2005. REY, Luís. Bases da Parasitologia Médica. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.

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