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RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM BIOQUÍMICA CLÍNICA- FARMÁCIA

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RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM BIOQUÍMICA CLÍNICA DO CURSO DE FARMÁCIA
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UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS

GESIANE GONÇALVES FERREIRA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM BIOQUÍMICA CLÍNICA DO CURSO DE FARMÁCIA

IPATINGA 17 DE MAIO DE 2011

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................................3 2 CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO................................................................4 3 ATIVIDADES REALIZADAS...............................................................................................5 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO.............................................................................................6 Glicose........................................... .............................................................................................6 Colesterol total............................................................................................................................7 Triglicerídeos..............................................................................................................................9 HDL............................................................................................................................. .............11 Ácido úrico............................................................................................................................. ...12 Proteínas totais..........................................................................................................................13 Creatinina......................................................................................................................... .........14 Uréia............................................................................................................................. .............15 Amilase........................................................................................... ..........................................16 Transaminases...........................................................................................................................16 Fosfatases ............................................................. ....................................................................16 Ferro............................................................................................................................. .............17 Cloreto................................ .......................................................................................................18 Mucoproteína............................................................................................................................1 8 -glutamil transferas.................................................................................................................19 5 CONCLUSÃO....................................................................................................................... 20 REFERÊNCIAS........................................................................................................................21

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1 INTRODUÇÃO

A bioquímica é o ramo do laboratório clínico onde os métodos químicos e bioquímicos são aplicados para a identificação de uma doença. Na prática, geralmente utilizam-se, embora não exclusivamente, a pesquisa do sangue e da urina devido à facilidade de obter estas amostras, porém, as análises bioquímicas também podem ser realizadas utilizando-se outros líquidos do organismo, como por exemplo, aspirados do suco gástrico e o líquido cerebrospinhal (GAW, 1999). Os testes de bioquímica clínica representam mais de um terço de todas as investigações laboratoriais de uma clínica ou um hospital e seus resultados são usados no diagnóstico ef ou no monitoramento do tratamento de doenças (GAW, 1999). O laboratório de bioquímica, assim como qualquer outro laboratório de ensino ou pesquisa, abrange um grande número de equipamentos, materiais e reagentes utilizados com frequência para a realização das atividades de trabalho, por isto, nesse ambiente, são inerentes vários riscos às atividades desenvolvidas, exigindo desta forma, uma atenção especial durante todos os procedimentos (MASTROENI & GERN, 2008). Os exames bioquímicos passam por três fases: a pré-analítica, analítica e pós-analítica. Todas elas devem ser realizadas com o máximo de atenção para garantir a eficácia e segurança dos resultados. Segundo MOURA et. al (2006), para a determinação dos resultados de um processo bioquímico é necessário estar atento quanto aos possíveis interferentes, às condições gerais do doseamento e ao estado clínico do paciente para se concluir corretamente o resultado obtido. Incluindo a estes fatos, existem muitos fatores que contribuem para o sucesso do controle de qualidade, entre eles podemos citar: o procedimento correto durante a coleta das amostras, pureza dos reagentes, padronização correta, aparelhagem utilizada, seleção e limpeza do material utilizado, treinamento técnico pessoal, ambiente e condições de trabalho, cálculos corretos e manutenção de um programa de controle de qualidade. O estágio em bioquímica tem como finalidade ampliar e aprimorar os conhecimentos sobre a área de atuação clínica, sobre como realizar as análises, o correto manuseio das informações e dos reagentes fornecidos pelos kits utilizados nos testes, e inclusive a interpretação dos resultados, que muitas vezes são associados aos sintomas clínicos para a conclusão de um diagnóstico.

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2 CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO

O estágio de bioquímica clínica foi realizado no laboratório 110 no andar térreo da Universidade Presidente Antônio Carlos, Campus Ipatinga, localizado na Rua Salermo, 299 Bairro Bethânia. As atividades foram instruídas e supervisionadas pelo professor Leonardo Araújo. O laboratório onde foram feitas as atividades do estágio é amplo, disposto com bancadas, em uma das quais estão dispostos os microscópios, também há cadeiras, televisor, lousa branca, armários com equipamentos e materiais para a realização de análises diversas, pias, refrigeradores para o armazenamento dos kits para os testes e as substâncias termolábeis, armários de madeira para armazenar vidrarias, produtos químicos, materiais de coleta sanguínea, outros ³kits´ bioquímicos que não precisam de refrigeração e materiais de escritório; e equipamentos de laboratório como estufa, capela de fluxo laminar, banho-maria, centrífuga e espectrofotômetro. As atividades transcorreram nos dias 05, 11, 12, 18, 19 e 26 do mês de abril com início às 13:30h e término às 18:30h, totalizando uma carga horária de 30 horas.

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3 ATIVIDADES REALIZADAS

No primeiro dia foram passadas as instruções sobre a localização de todos os matérias, suas denominações e funções; procedimentos de segurança dentro do laboratório e a importância dos equipamentos de proteção individual (EPIs). Logo após, deram-se início aos procedimentos para as análises como, coleta do sangue e preparação das amostras. Os testes realizados durante todo o período do estágio foram:
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Glicose Colesterol total Triglicerídeos HDL Ácido úrico Proteínas totais Creatinina Uréia Amilase Transaminases Fosfatases (Ácida e Alcalina) Ferro Cloreto Mucoproteína (faltam resultados) -glutamil transferase

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4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Glicose

Absorbância: Padrão 1: 0,309 Padrão 2: 0,336 Padrão 3: 0,425 Padrão(média) = (0,309 + 0,336 + 0,425) ÷ 3 = 0,356 Fator de correção (Fc) = 100 / 0,356 = 280 Amostra Bárbara Wagna Paulo Daine Douglas Juma Jaqueline Stéfani Magna Tálisson Absorbância: Padrão 1: 0,310 Padrão 2: 0,332 Padrão 3: 0,324 Padrão (média) = (0,310 + 0,332 + 0,324) ÷ 3 = 0,322 Fator de correção (Fc) = 100 ÷ 0 ,322 = 310 Absorbância 0,312 0,310 0,224 0,237 0,389 0,203 0,206 0,419 0,266 0,433 Resultado (Fc x
Absorbância) (mg/dL)

87 87 63 66 109 57 58 117 74 121

6

Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Absorbância 0,287 0,364 0,235 0,225 0,412 0,308 0,367 0,238 0,286 0,320

Resultado
(Fc x absorbância) (mg/dL)

89 113 73 70 128 95 114 74 89 99

Valor de referência: 70 ± 99mg/dL. Douglas, Stéfane, Talisson e as amostras 2, 5, 7 apresentaram valores de glicemia acima do valor de referência, mas nenhum apresentou valor que indicaria acometimento pela diabetes, principalmente porque as coletas sanguíneas foram realizadas aproximadamente às 14 horas da tarde sem aviso prévio, e certamente muitos dos indivíduos que se ofereceram para a análise, o fizeram logo após a refeição ou pouco tempo após, o que explica um aumento relativo da glicemia de alguns. Desta forma, os resultados não devem ser considerados como fora do padrão. Outros resultados estão abaixo do valor de referência como: Paulo, Daine, Juma e Jaqueline, o que certamente pode ser explicado pelo longo período sem alimentação, pois é sabido que muitos estudantes permanecem todo o período de aulas abstendo-se da refeição. Colesterol total

Absorbância: Padrão 1: 0,943 Padrão 2: 0,777 Padrão 3: 0,740 Padrão (média) = (0,943 + 0,777 + 0,740) ÷ 3 = 0, 820 Fator de correção (Fc) = 200 ÷ 0,820 = 243

7

Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Absorbância: Padrão 1: 0,432 Padrão 2: 0,343 Padrão 3: 0,364

Absorbância 0,686 0,890 0,541 0,860 0,767 0,594 0,151 0,740 1,310 0,720

Resultado (Fc x absorbância) (mg/dL) 167 216 131 209 186 144 37 180 318 175

Padrão (média) = (0,432 + 0,343 + 0,364) ÷ 3 = 0,379 Fator de correção (Fc) = 200 ÷ 0,379 = 527 Amostra Cláudia Juma Jaqueline Stéfani Leonardo Gesiane Valor de referência: < 200mg/dL. Todas as amostras apresentam resultados menores que 200mg/dL, o que é favorável. Mesmo assim, um valor acima do indicado não pode, por si só, esclarecer quanto a alguma patologia ou, principalmente a possibilidade de desenvolvimento de aterosclerose. Por isso, são dosados os níveis de HDL e LDL que compõem o colesterol total, e também é recomendado que se analise a quantidade de apolipoproteínas A e B para, em fim, se diagnosticar o risco do desenvolvimento de aterosclerose. Em contrapartida, o fato de que o nível de colesterol total estar à margem do recomendado, não significa não haver risco de cardiopatias. Absorbância 0,205 0,206 0,226 0,299 0,210 0,229 Resultado
(Fc x absorbância) (mg/dL)

108 109 119 158 111 121

8

Triglicerídeos

Absorbância: Padrão 1: 0,245 Padrão 2: 0,341 Padrão 3: 0,295 Padrão (média) = (0,245 + 0,341 + 0,295) ÷ 3= 0,293 Fator de correção (Fc) = 200 ÷ 0,082 = 682 Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Absorbância: Padrão 1: 0,255 Padrão 2: 0,277 Padrão 3: 0,337 Padrão (média) = ( 0,255 + 0,277 + 0,337) ÷ 3 = 0,289 Fc = 200 ÷ 0,289 = 690 Amostra Cláudia Juma Jaqueline Stéfani Leonardo Gesiane Absorbância 0,065 0,102 0,167 0,100 0,248 0,145 Resultado
(Fc x absorbância) (mg/dL)

Absorbância 0,167 0,820 0,660 0,132 0,760 0,108 0,167 0,940 0,250 0,152

(Fc x absorbância) (mg/dL)

Resultado

114 559 450 90 518 74 114 641 171 104

45 70 115 69 171 100

Valor de referencia: <150 mg/dL sem risco aterosclerótico. > 150 mg/dL suspeito para o risco aterosclerótico. > 200 mg/dL aumentando para o risco aterosclerótico.

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As amostras 9 e Leonardo apresentam valor acima da referência indicada, mas ainda assim, não ultrapassam os limites aceitáveis. Para a amostra Leonardo, sabe que, este -se voluntário pratica regularmente exercícios físicos e este pode ser um fator para o aumento do nível de triglicérides. Agora, as amostras 2, 3,5 e 8 apresentaram valores muito acima do limite, isto pode representar risco para o desenvolvimento de doenças como: pancreatite, diabetes e esteatose hepática. Porém, tomando por consideração que os voluntários cederam as amostra em um período após a refeição, pode-se sugerir uma nova análise, mas desta vez com 12 a 14 horas de jejum. A partir dos resultados obtidos de triglicerídeos é possível determinar os valores de VLDL por meio da fórmula TG/5. Estes valores estão a seguir. Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Cláudia Juma Jaqueline Stéfani Leonardo Gesiane TG (mg/dL) 114 559 450 90 518 74 114 641 171 104 45 70 115 69 171 100 VLDL (mg/dL)
(TG÷ 5)

22,8 111,8 90 18 103,6 14,8 22,8 128,2 34,2 20,8 9 14 23 13,8 34,2 20

Valor de referência para VLDL: <40mg/dL. Nota-se que o nível para VLDL para a amostra Leonardo está dentro do recomendável. O que não se pode dizer das amostras: 2, 3, 5 e 8. Estes altos valores podem significar um fator de risco cardiovascular e de pancreatite, pois esta lipoproteína é encarregada do transporte de colesterol e triglicerídeos.

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HDL

Absorbância: Padrão 1: 0,820 Padrão 2: 0,867 Padrão 3: 0,917 Padrão ( média) = (0,820 + 0,867 + 0,917) ÷ 3 = 0,868 Fator de correção (Fc) = 200 ÷ 0,868 = 230 Amostra Cláudia Juma Jaqueline Stéfani Leonardo Gesiane
Sexo Feminino;

Absorbância 0,152 0,159 0,258 0,304 0,210 0,270
Sexo Masculino

Resultado
(Fc x Absorbância) (mg/dL)

35 37 59 70 48 62

Valores de referências: Mulheres > 65 mg/dL Homens > 50 mg/dL Observa-se que quase todas as amostras apresentam resultados abaixo do recomendável, com exceção de Stéfani, considerando o indicado para cada sexo. Isto pode ter ocorrido devido a algum erro durante o manuseio dos reagentes, ou seja, durante o processo de análise. O que mais possível seja, é que os padrões não apresentaram níveis corretos e desta forma, todos os cálculos sofreram esta interferência. Níveis de HDL muito baixos podem indicar um alto risco para doenças cardiovasculares, porque mais moléculas de colesterol permanecerão na corrente sanguínea com a possibilidade de formação de placas de ateroma. Os valores de HDL, VLDL e colesterol total (CT) são utilizados para se calcular o valor de LDL pela fórmula LDL = CT ± (HDL + VLD). Mesmo havendo discordância dos valores padrões levando a interferência nos valores reais de HDL, os cálculos para LDL foram feitos a fim de demonstração. Lembrando que, os valores de VLDL utilizados para estes cálculos são referentes aos resultados dos testes realizados anteriormente.

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Amostra Cláudia Juma Jaqueline Stéfani Leonardo Gesiane

CT(mg/dL) 108 109 119 158 111 121

HDL (mg/dL) 35 37 59 70 48 62

VLDL (mg/dL) 9 14 23 13.8 34.2 20

LDL (mg/dL) 64 58 37 74.2 28.8 39

Valor de referência para LDL: < 100 mg/dL. Todas as amostram apresentam bons resultados para a determinação do nível de LDL, conforme o valor referência. Porém, é importante lembrar que, o baixo nível de LDL não é suficiente para excluir a possibilidade de do risco de cardiopatias. Para maiores detalhes, são necessários os exames de determinação de apolipoproteína B100, pois em altos níveis, mesmo que baixo valor de LDL, aumenta consideravelmente as chances para a formação de placas de ateroma. Ácido úrico

Absorbância: Padrão 1: 0,021 Padrão 2: 0,050 Padrão 3: 0,030 Padrão (média) = (0,021 + 0,050 + 0,030) ÷ 3 = 0,034 Fator de correção = 8 ÷ 0,034 = 235 Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Absorbância 0,020 0,009 0,023 0,025 0,013 0,003 0,003 0,020 0,017 0,012 Resultado
(Fc x absorbância) (mg/dL)

5 2 5 6 3 1 1 5 4 3

Valor de referência: Homem 3,4 ± 7 mg/dL

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Mulher 2,4 ± 5,7 mg/dL As amostras 6 e 7 estão muito abaixo do valor indicado como referência e nenhuma está acima dos valores. Geralmente, numerosas doenças, condições fisiológica, mudanças bioquímicas e mesmo fatores sociais e inclusive, comportamentais estão associados com as alterações na concentração plasmática do urato e o mais freqüente dos casos é que ocorra um aumento do seu nível, e não um descrécimo. Entre as etiologias mais comuns para a hiperuricemia estão: falência renal, cetoacidose, excesso de lactato e o uso de diuréticos. Provavelmente, a gota é uma das desordens mais considerada, relacionando-se o metabolismo das purinas ou da excreção renal do ácido úrico caracterizada por hiperuricemia, onde a precipitação do urato monossódio deposita-se nas juntas e cartilagens periarticular, ossos, bursa e tecidos subcutâneos levando a ataques clínicos recorrentes de artrite, nefropatia e frequentemente nefrolitíase. Proteínas totais

Absorbância: Padrão 1: 0,067 Padrão 2: 0,060 Padrão 3: 0,078 Padrão (média) = ( 0,067 + 0,060 + 0,078) ÷ 3 = 0,068 Fator de correção (Fc) = 4 ÷ 0,068 = 59 Amostra 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Absorbância 0,148 0,118 0,116 0,150 0,160 0,150 0,180 0,146 0,135 0,072 Resultado
(Fc x absorbância) (g/dL)

9 7 7 9 9 9 11 9 8 4

Valore de referência para adultos: 6 - 8 g/dL. A maioria das amostras, 60% apresentam valores acima do valor de referência. São as amostras: 1,4,5,6,7 e 8. E, somente a amostra 10 está baixo do deste valor.

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A dosagem das proteínas fornece informações que podem refletir estados de doença em muitos sistemas de órgãos, ou seja, fornece informações sobre o estado geral do paciente. Um aumento do nível de proteínas totais pode revelar mieloma múltiplo, macroglobulinemia, artrite reumatóide, lúpus eritematoso, endocardite bacteriana subaguda e linfogranuloma. Já uma diminuição pode descrever uma desnutrição grave, hiperhidratação, nefrose, insuficiência renal, deficiência de cálcio e vitamina D. Com estas determinações, pode-se concluir que deve ter havido um erro durante a manipulação dos reagentes, ou uma interpretação equivocada dos padrões, pois como se sabe, nenhum dos voluntários que tiveram variações do nível de proteínas totais apresentava qualquer agravo de saúde. Creatinina

Absorbância: Padrão 1: 0,194 Padrão 2: 0,202 Padrão 3: 0,440 Padrão (média) = (0,194 + 0,202 + 0,440) ÷ 3 = 0,278 Fator de correção = 3 ÷ 0,278 = 11 Amostra 1 2 3 4 7 6 7 8 9 10 Absorbância 0,025 0,018 0,023 0,032 0,023 0,033 0,020 0,025 0,036 0,029 Resultado (Fc x absorbância)
(mg/dL)

0,28 0,20 0,25 0,35 0,25 0,36 0,22 0,28 0,40 0,32

Valor de referência: 0,4 ± 1,4 mg/dL. Os resultados desta análise apresentam 90% com o índice do valor abaixo do valor referência. Provavelmente isto se deve ao manuseio errôneo durante a manipulação do exame, ou ainda uma leitura equivocada dos padrões, que são utilizados para os cálculos, influenciando diretamente nos resultados finais para as amostras.

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Porém, em geral, o aumento da sua concentração plasmática é mais comum, e quando isto ocorre de maneira significativa evidencia a presença de necrose muscular esquelética ou atrofia, ou seja, traumas, distrofias musculares progressivamente rápidas, poliomielite, esclerose lateral amiotrófica, amiotonia congênica, dermatomiosite, miastenia grave e fome. É um teste considerado mais confiável para a triagem para o índice de função renal que o exame de uréia, em virtude de sua relativa independência a fatores como dieta (ingestão de proteínas), grau de hidratação e do metabolismo de proteínas. Uréia

Absorbância: Padrão 1: 0,218 Padrão 2: 0,148 Padrão 3: 0, 177 Padrão (média) = (0,218 + 0,148 + 0,177) ÷ 3 = 0,181 Fator de correção (Fc) = 8 0 ÷ 0,181 = 442 Amostra 1 2 3 4 7 6 7 8 9 10 Absorbância 0,196 0,250 0,228 0,168 0,237 0,150 0,153 0,223 0,228 0,218
(Fc x absorbância) (m/gdL)

Resultado 87 111 101 74 105 66 68 99 101 96

Valore de referência: 10- 50 m/gdL Todas as amostras apresentam valor acima, e na maioria, muito acima do valor de referência. Isto ocorreu, certamente, devido ao preparo errôneo das misturas padrões, ou pela modificação da sua qualidade, o que influenciou diretamente nos resultados. As concentrações séricas de uréia podem variar amplamente no indivíduo saudável, porque são influenciadas por diversos fatores como, por exemplo, a ingestão diária de proteínas e o estado de hidratação, o uso de glicocorticóides e, também os hormônios

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tireoidianos elevam a uréia. Este aumento significativo na concentração plasmática de compostos nitrogenados não protéicos, principalmente uréia e creatinina, é denominado como azotemia e, geralmente é resultado de uma filtração glomerular diminuída devido a causas do tipo: Pré-rena (desidratação, choque, volume sanguíneo diminuído, insuficiência cardíaca congestiva), Renal (doença renal aguda ou crônica, desidratação e edema, catabolismo de proteína aumentado e o efeito antianabólico geral do glicocorticóides), Pós-renal (obstrução do trato urinário por cálculos). A diminuição sérica da uréia sérica ocorre somente em poucas ocasiões, principalmente em casos de uma nutrição pobre, o alto consumo de fluídos ou a administração excessiva de fluídos intravenosos na presença de função renal normal o que resultará em , uréia diminuída, pois, relativamente pouca uréia será absorvida pelos túbulos renais. O estado gestacional também pode levar a diminuição do valor de uréia. Amilase O teste de amilase não pode ser efetuado devido à falta da solução de iodo, necessária para o processo de análise. Porém, soube-se que seu valor de referência é de 60 a 160 U% e que se trata de uma enzima predominantemente de origem glandular pancreática e salivar. O aumento dos seus níveis podem ser decorrentes a pancreatite, lesões das glândulas salivares, por exemplo, a caxumba, também devido à apendicite, anueurisma dissecante aórtico e doença do trato biliar. Transaminases Os resultados do teste de transaminases não foram compartilhados. Porém, soube-se que esta enzima é encontrada no coração, fígado, músculo esquelético, rim, cérebro, pâncreas, baço e pulmão. O seu valor é elevado em casos de hepatites (viral e tóxica), cirrose, colestase, metástase hepática, traumatismo extenso prolongado. Fosfatases Os resultados do teste de fosfatases não foram compartilhados, mas teve-se conhecimento de que seus valores de referência são: ” 13 anos de idade: 56 a 156 UI >13 anos de idade: 13 a 24 UI

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Alto índice de fosfatase ácida pode evidenciar o indício de doença maligna da próstata, desta maneira, é uma análise voltada para homens. A fosfatase alcalina está presente em vários tecidos como: fígado, ossos, rins, intestinos e placenta. Níveis elevados ocorrem em casos de doenças ósseas (raquitismo, hiperparatiroidismo, fraturas cicatrizantes, tumores ósseos, mas também, ocorre elevação do nível de fosfatase alcalina por fatores fisiológicos, por exemplo, crescimento em criança e gestação. A diminuição do nível, abaixo do normal, é observado em situações de erro inativo de metabolismo em pacientes desnutridos, e é denominada como hipofosfatasia. Ferro

Absorbância: Padrão 1: 0,007 Padrão 2: 0,206 Padrão (média) = 0,007 + 0,206 ÷ 2 = 0,107 Fator de correção (Fc) = 100 ÷ 0,107 = 934 Amostra Jaqueline Juma Gesiane Gilmara Renato Stéfane Absorbância A1 0,185 0,163 0,134 0,175 0,317 0,217 Absorbância A2 0,203 0,279 0,271 0,303 0,492 0,382 Resultado (µg/dL)
[(A2-A1) x Fc]

17 108 128 120 163 154

Valor de referência: 45 a 150 Q g/dL. A amostra Jaqueline apresenta um nível muito abaixo do recomendável. Isto talvez se deva a uma alimentação carente do elemento ferro. Já as outras amostras estão dentro do padrão esperado, com exceção de duas, Renato e Stéfane, que têm valores acima da referência, mas não o suficiente para se acusar uma disfunção fisiológica causadora. O controle do nível sérico de ferro no organismo é regulado pela sua absorção e não pela sua excreção. Os estados patológicos que causam a elevação do ferro sérico podem ser: destruição aumentada em eritrócitos, como no caso de uma anemia hemolítica, formação sanguínea diminuída, liberação aumentada de ferro dos armazenamentos do corpo,

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armazenamento defeituoso de ferro, ou seja, anemia perniciosa e velocidade aumentada de absorção. Já a diminuição do nível de ferro é geralmente conseqüência de suprimento inadequado, ou aumento da demanda por cause da gestação ou fase de crescimento em crianças até 5 anos de idade, ainda por perda de sangue grave (hemorragia) e infecções crônicas. Cloreto

Absorbância: Padrão 1: 0,531 Padrão 2: 0,570 Padrão 3: 0,558 Padrão (média) = (0,531 + 0,570 + 0,558) ÷ 3 = 0,553 Fator de correção (Fc) = 100 ÷ 0,553 = 181 Amostra Jaqueline Juma Gesiane Gilmara Renato Stéfane Absorbância 0,557 0,520 0,519 0,521 0,530 0,498 Resultado
(Absorbància x Fc) (mEq/L)

101 65 70 63 48 33

Valor de referência (soro): 96 - 109 mEq/L Se os cálculos foram feitos de maneira correta, com exceção da amostra Jaqueline, todos estão muito abaixo do valor mínimo de referência. Na verdade, o que pode ter ocorrido é a utilização de um kit invalidado e com qualidade inadequada, principalmente os padrões podem estar desalinhados, e desta forma, interferiu diretamente nos resultados. A hipocloremia ocorre por perda excessiva de íons de cloro corpóreo em situações como: perda gastrointestinais de HCL; cetoacidose diabética; excesso de mineralocorticóides, e doenças renais com perda de sal. Mucoproteína Os resultados deste teste não foram compartilhados. Porém, obteve-se a informação de que, para este teste bioquímico, os valores de referência são de 45 a 117 mgdL e que as f

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mucoproteínas estão em evidência durante uma fase aguda, ou seja, a sua concentração aumenta ou ainda pode diminuir em resposta ao estímulo inflamatório, como por exemplo: processos inflamatório agudos ou crônicos, localizados ou sistêmicos como tuberculose, diabetes mellitus, neoplasia, doença do colágeno, cirrose hepática, gota, psoríase e outras doenças infecciosas. Mas, as mucoproteínas não têm correlação entre os níveis séricos de PCR e ASLO, que são testes imunológicos para detecção de agentes inflamatórios. -glutamil transferase A seguir estão descritos os resultados obtidos para o teste de -glutamil transferase. Amostra 1 2 3 4 0 minuto 0,19 0,23 0,33 0,13 1º minuto 0,21 0,42 0,60 0,32 2º minuto 0,36 0,40 0,74 0,28 3º minuto 0,30 0,43 0,56 0,16 Resultado*
(U/L)

42 77 89 12

* A/min = [(A1 -A0)+(A2-A1 )+(A3-A2 )]/3 -GT (U/L) = A/min x 1158 Mulher: 4-18 U/L Todos os resutados estão muito acima do valor de referência com exceção da amostra 4. Acredita-se na possibilidade dos resultados terem sidos influenciados pela qualidade duvidosa dos reagentes contidos no kit. Tomou-se por conhecimento que, o principal valor clínico da medida de gama-GT está no estudo da doença hepatobiliar, porque esta, está aumentada quando há icterícia obstrutiva e na doença infiltrativa do fígado, também em alcoólatras crônicos e paciente em uso de drogas que induzem o sistema enzimático microssomal, por exemplo, a fenitoína. Valores de referência: (25r C) Homem: 6-28 U/L

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5 CONCLUSÃO

As atividades efetuadas durante o estágio em bioquímica permitiram uma melhor compreensão dos fundamentos teóricos na medida em que estabelece ram as relações lógicas da observação dos fenômenos. Durante todo o tempo notou-se que, para a obtenção de resultados confiáveis, é imprescindível seguir todos os procedimentos necessários adequadamente, conforme descritos na bula dos kits, juntamente a muita atenção e disposição. Afinal, as chances a favor dos erros são numerosas, como por exemplo, os erros da fase pré-analítica devido a problemas na identificadas das amostras, coleta da amostra de forma inadequada, desorientação do paciente sobre o preparo para a análise e a negligência aos fatores interferentes (outras doenças e uso de determinados medicamentos). Por ser uma área da saúde em constante dinâmica e atualizações, o profissional atuante deve sempre buscar informações para se adequar aos novos padrões de análises.

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REFERÊNCIAS

GAW, Allan et at. Bioquímica clínica. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1999. GAW, Allan; COWAN, Robert A.; O'REILLy, Denis St. J. Bioquímica Clínica. 2a. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan , 2001 MASTROENI, Marco F.; GERN, Regina M. M. Bioquímica: práticas adaptadas. São Paulo: Editora Atheneu, 2008. MOURA, Robeto de Almeida. WADA, Carlos S. PURCHIO, Adhemar. ALMEIDA, Therezinha Verrastro de. Técnicas de Laboratório.3 ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2006.

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