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RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM IMUNOLOGIA - FARMÁCIA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM IMUNOLOGIA - FARMÁCIA

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RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM IMUNOLOGIA CLÍNICA DO CURSO DE FARMÁCIA
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UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS

GESIANE GONÇALVES FERREIRA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM IMUNOLOGIA CLÍNICA DO CURSO DE FARMÁCIA

IPATINGA 4 DE MAIO DE 2011

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LISTA DE FIGURAS E TABELAS

Figura 1. Princípio do teste de hepatite viral B IgG................................................................12 Figura 2. Princípio do teste de hepatite viral B IgM. ..............................................................15 Figura 3. Princípio do teste de rubéola IgG. ...........................................................................18 Figura 4. Princípio do teste de rubéola IgM. ..........................................................................20 Tabela 1. Determinação do grupo sanguíneo pela presença de hemoaglutinação...................24 Tabela 2. Resultados obtidos pelo teste de tipagem sanguínea................................................24

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SUMÁRIO

1INTRODUÇÃO........................................................................ ................................................4 2 CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO................................................................6 3 ATIVIDADES REALIZADAS...............................................................................................7 TESTES DE ASLO.........................................................................................................7 TESTE DE CHAGAS..................................... ................................................................8 TESTE DE -HCG.........................................................................................................9 TESE DE HEPATITE VIRAL B IgG...........................................................................11 TESTE DE HEPATITE VIRAL B IgM .......................................................................13 PCR LÁTEX................................................................. ................................................16 TESDE DE RUBÉOLA IgG........................................................................................17 TESTE DE RUBÉOLOA IgM........................................................................ ..............19 TESTE DE SÍFILIS......................................................................................................21 TIPAGEM SANGUÍNEA.............................................................................................23 TESTE DE WAALER ROSE.......................................................................................25 4 CONCLUSÃO.......................................................................................................................27 REFERÊNCIAS........................................................................................................................28 ANEXOS....................................................................................................................... ...........30

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1 INTRODUÇÃO

A imunologia é considerada uma ciência nova e sua origem está atribuída a Edward Janner, que em 1796 descobriu a utilização da vacínia como proteção contra a varíola humana, uma doença com conseqüências fatais. (JANEWAY et al., 2002) No setor de Imunologia em um Laboratório de Análises Clínicas, as reações imunoquímicas são as bases de uma grande variedade de ensaios clínicos sensíveis e específicos. Neste testes, em geral, utiliza-se anticorpos como reagentes para a detecção de substâncias químicas (antígenos) de interesse. É a especificidade e a alta afinidade de anticorpos para antígenos específicos, juntamente com a capacidade exclusiva dos anticorpos interligarem aos antígenos, que permitem a identificação e a dosagem de substâncias específicas pelos métodos imunológicos. (Tietz,1996) Anticorpos são imunoglobulinas capazes de se ligar especificamente a uma variedade de antígenos naturais e sintéticos (por exemplo, proteínas, glicídios, ácidos nucléicos, lipídeos e outras moléculas). A imunoglobulina G (IgG) é o reagente imunoquímico de uso mais freqüente. Atualmente, IgA ,IgM ,IgD e IgE não desempenham um papel importante na análise imunoquímica. Da mesma forma, os anticorpos monoclonais são amplamente utilizados como reagente em técnicas de imunoensaio. (Tietz,1996) Atualmente, os métodos imunológicos ampliaram sua ação para estudar os distúrbios do próprio sistema imunológico. As células linfóides anormais podem perturbar a produção de imunoglobulinas, defeitos congênitos podem prejudicar a produção de anticorpos circulantes, a função dos linfócitos, macrófagos, neutrófilos ou do complemento. A resposta imunológica anormal pode causar doenças alérgicas ou auto-imunes. Assim, os métodos imunológicos continuam em grande desenvolvimento e novas técnicas são frequentemente elaboradas. (MOURA, 2006) Dentre algumas reações utilizadas no Laboratório de Imunologia estão as reações de precipitação e aglutinação. A primeira ocorre entre antígenos multivalentes (macromoléculas solúveis) e anticorpos dos tipos IgG, IgA, IgM ou, possivelmente IgE, levando a formação de mosaicos tridimensionais que se agregam e se precipitam. Já as reações de aglutinação ocorrem entre um antígeno particulado e seu anticorpo específico (aglutinação direta) ou entre uma partícula inerte e recoberta pelo antígeno solúvel e seu anticorpo específico (aglutinação

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indireta ou passiva). Em geral, as reações de aglutinação, são simples, mas necessitam de uma cuidadosa padronização e do uso de controles positivos e negativos. O estágio de Imunologia tem como finalidade ampliar e aprimorar os conhecimentos sobre a área de atuação clínica imunológica, sobre como realizar as análises, o correto manuseio das informações e dos reagentes fornecidos pelos kits utilizados nos testes, e inclusive a interpretação dos resultados, que muitas vezes são associados aos sintomas clínicos para a conclusão de um diagnóstico.

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2 CARACTERIZAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO

O estágio de análises imunológicas foi realizado no laboratório 111 no andar térreo da Universidade Presidente Antônio Carlos, Campus Ipatinga, localizado na Rua Salermo, 299 Bairro Bethânia. As atividades foram instruídas e supervisionadas pela professora Míriam Oliveira, formada em bioquímica pela Universidade Presidente Antônio Carlos- Ipatinga, e especializada em imunologia clínica, atuante como docente da mesma disciplina na presente universidade. O laboratório onde foram feitas as atividades do estágio é amplo, disposto com bancadas, outra bancadas onde estão dispostos os microscópios, cadeiras, televisor lousa , branca, armários com equipamentos e materiais para a realização de análises diversas, pia s, refrigeradores para o armazenamento dos kits para os teste e as substâncias termolábeis. As atividades transcorreram nos dias 17, 18, 24, 25, 31 do mês de março e no dia 28 de abril sendo nas quintas-feiras das 9:30h às 13:30h, e nas sextas-feiras das 7:30h às 13:30h, totalizando uma carga horária de 30 horas.

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3 ATIVIDADES REALIZADAS

As atividades foram dividas parte teórica, quando foi apresentado o laboratório, a localização dos equipamentos, os materiais de utilização rotineira para as análises, procedimentos de segurança dentro do laboratório e durante as práticas com os materiais e amostras, também, foram apresentadas as finalidades, os princípios e a metodologia dos testes realizados; E em parte prática, quando foram realizados os testes a partir de amostras com a posterior obtenção dos resultados finais. A seguir, estão descritos os testes imunológicos realizados durante o período do estágio em imunologia clínica.

TESTES DE ASLO FINALIDADE É um teste imunológico qualitativo e semiquantitativo com a finalidade de determinar a antiestreptolisina ³O´ em soro sanguíneo através da aglutinação de partículas de látex sensibilizadas com Estreptolisina ³O´. (ASLOTEST, 2010). PRINCÍPIO DO MÉTODO É dado pela aglutinação que ocorre quando o reagente, constituído por uma suspensão de partículas de poliestireno sensibilizadas com Estreptolisina O, ao ser colocado em contato com soro sanguíneo contendo altos níveis de anticorpos antiestreptolisina O inicia a reação antígeno anticorpo, evidenciado pela aglutinação das partículas de látex que formam agregados facilmente visíveis. (ASLOTEST, 2010). A Estreptolisina ³O´ é uma toxina liberada pelo Streptococcus pyogenes, nas infecções causadas por ela, e é altamente antigênica levando à formação de Anticorpos AntieStreptoLisina O (ASLO). Estas bactérias são a causa mais frequente de faringite bacteriana em crianças e podem levar a complicações como: miocardite reumática glomerulonefrites agudas difusas. (ASLOTEST, 2010). Aproximadamente 85% dos portadores de febre reumática apresentam níveis elevados de ASLO a partir da quarta semana da doença, mas mesmo assim, nestes casos não há como e

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identificar a atividade da doença. Mesmo sendo considerado um teste importante, a ASLO apresenta apenas como resposta uma infecção prévia estreptocócica e sua elevação pode não significar um indicador de doenças reumáticas. (ASLOTEST, 2010). MATERIAIS E REAGENTES
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Pipetas 25QL. Ponteiras descartáveis. Placa de fundo preto. Bastões descartáveis. Kit contendo: látex, controles positivo e negativo. Amostra. Utilizou-se o soro para a realização do teste.

Foi lembrado que não se deve utilizar o plasma, as amostras lipêmicas e hemolisadas. PROCEDIMENTO TÉCNICO Foram seguidas as instruções descritas pela Bula do Kit teste. RESULTADOS Nenhuma das amostras analisadas apresentou aglutinação após a realização do teste, determinando-se todos os resultados como negativos para o teste de ASLO.

TESTE DE CHAGAS FINALIDADE DO TESTE Identificar a presença de anticorpos contra o Trypanosoma cruzi possíveis de ser encontrados em amostras de soro sanguínea. A doença de Chagas é causada por um protozoário, Trypanosoma cruzi. É uma infecção endêmica, de evolução crônica, e transmitida ao homem pelo inseto triatomíneo. Podem ser considerados, imunologicamente, 3 estágios: agudo, latente e crônico. Na fase aguda, verificam-se febre, miocardiopatia, linfoadenopatia, hepatoesplenomegalia e parasitemia. A multiplicação intracelular dos parasitas nos músculos lisos e estriados, além das células do sistema retículo endotelial, leva a formação de pseudocistos. Na fase latente não há sintomas e a doença pode evoluir para a fase crônica com sinais de miocardiopatia,

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degeneração das células ganglionares do sistema nervoso central e periférico, hipertrofia e dilatação de certos órgãos, tais como esôfago e cólon. Infelizmente prevalecem os altos índices de incidência e morbidade da doença e por isso ela se tornou um dos maiores problemas de saúde pública na América Latina. (IMUNO-HAI CHAGAS, 2004). PRINCÍPIO DO MÉTODO O teste tem por princípio a aglutinação pela reação de eritrócitos de aves estabilizados e sensibilizados com componentes antigênicos do Trypanosoma cruzi altamente purificados, que entram em contato com o soro contendo anticorpos contra esses antígenos. (IMUNO-HAI CHAGAS, 2004). MATERIAIS E REAGENTES
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Pipetas e ponteiras descartáveis. Tubos de ensaio. Diluente Kit com controles positivo e negativo, eritrócitos sensibilizados e 2Amostra. Utilizou-se o soro para a realização do teste.

mercaptanol.
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PROCEDIMENTO TÉCNICO Foram seguidas as instruções descritas pela Bula do Kit teste. RESULTADOS Nenhuma das amostras analisadas apresentou floculação apó a realização do teste, s determinando-se todos os resultados como negativos para o teste de Chagas.

TESTE DE

-HCG

FINALIDADE O teste de -hCG tem como objetivo a determinação quantitativa da gonadotrofina coriônica humana no soro ou urina ( -hCG QUANTITATIVO, 2007) para a detecção da

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gestão e para o diagnóstico de distúrbios precoces da gestação. (ACCULITE CLIA MICROWELLS, 2006). O hormônio gonadotropina coriônica humana (hCG) é secretado pelo tecido placentário, desde o momento da implantação do ovócito fecundado e serve para manter o corpo lúteo durante as primeiras semanas da gravidez. Sua concentração plasmática e urinária eleva-se dramaticamente durante a gestação normal. Porém, a hCG ou as glicoproteínas semelhantes ao hCG também podem ser produzidas por uma ampla variedade de tumores trofoblásticos e não trofoblásticos. (ACCULITE CLIA MICROWELLS, 2006). PRINCÍPIO DO MÉTODO É um método rápido de imuno-análise cromatográfica para a detecção qualitativa da Gonadotropina Coriônica Humana na urina ou no soro para auxiliar na detecção do início da gravidez. Onde uma combinação de anticorpos, incluindo um anticorpo hCG monoclonal, detectam seletivamente níveis elevados de hCG. (STRIP EASY TEST, 2007). A análise é feita pela imersão da tira de teste em urina ou soro e a posterior observação da formação de linhas coloridas. A amostra percorre via capilar ao longo da membrana para reagir com o conjugado colorido. Se a amostra contiver elevados níveis do hormônio, este reage com o anticorpo específico hCG colorido conjugado e formam uma linha colorida na região da linhas de teste da membrana. Mas, na ausência desta linha colorida sugere-se um resultado negativo. Como controle, uma linha colorida sempre aparecerá na região da linha de controle indicando que um volume adequado de amostra foi acrescentado e que ocorreu absorção da membrana. (STRIP EASY TEST, 2007). MATERIAIS E REAGENTES
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Vidraria Pipetas manuais ou automáticas Tira de teste Amostra. (podendo ser urina ou soro. Mas nesta análise foi utilizado o soro)

PROCEDIMENTO TÉCNICO Foram seguidas as instruções descritas pela Bula do Kit teste.

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RESULTADOS Todas as amostras analisadas apresentaram coloração somente para a fi a de controle x e nenhuma para a faixa de teste, determinando-se todos os resultados como negativos.

TESE DE HEPATITE VIRAL B IgG FINALIDADE O teste tem o objetivo de detectar qualitativamente os anticorpos IgG para o antígeno core da hepatite B (HBc), em soro ou plasma humano. (IMMUNO COOMB II HBc IgG). O vírus da hepatite B (HBV) pertence a uma família de vírus de DNA, chamada Hepadnaviridae, apresentando hepatotropismo evidente e um único meio de replicação pelo mecanismo de transcrição reversa. O viríon completo ou partícula de Dane, consiste em uma molécula de DNA circular protegida por um capsídeo nuclear / antígeno de core (HBcAg), e envolvido por uma lipoproteína de envelope, que é o antígeno de superfície (HBsAg). O HBsAg também é encontrado no soro como partículas ou filamentos esféricos, incompletos e não infecciosos. Um pequeno componente do nucleocapsídeo do HBV, o antígeno HBe (HBeAg), também é detectável no sangue durante a fase replicativa deste vírus. (IMMUNO COOMB II HBc IgG). O vírus da hepatite B tem uma distribuição global e está amplamente presente. Suas principais vias de transmissão são: horizontal, através de contaminação sexual ou parenteral; e vertical, com a transmissão congênita da mãe infectada para o feto. As conseqüências clínicas da infecção por HBV variam de totalmente imperceptíveis, maioria dos casos, ou evolui para uma hepatite aguda com icterícia, podendo haver recuperação total dentro de seis meses após o início da doença. A minoria da população infectada pode desenvolver hepatite fulminante, freqüentemente seguido de óbito. Já em uma proporção significativa dos pacientes adultos, o HBV pode persistir, progredindo para hepatite crônica com desenvolvimento de cirrose e hepatocarcinoma. (IMMUNO COOMB II HBc IgG). Os anticorpos IgM e IgG contra o antígeno core do vírus, aparecem durante a fase aguda da infecção por HBV. Mas, enquanto os níveis de anti-HBc IgM declinam rapidamente, os níveis de anti-HBc IgG persistem por anos. Assim, o anti-HBc IgG é um indicador útil para determinar uma infecção prévia com o HBV. Além disso, o anti-HBc IgG é o único marcador HBV detectável durante a chamada ³janela sorológi a´ da hepatite B c

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aguda, ou seja, o período do desaparecimento do HBsAg, quando o anticorpo anti-HBs indicando liberação do vírus, ainda não é detectável. (IMMUNO COOMB II HBc IgG). PRINCÍPIO DO MÉTODO É um ensaio imunoenzimático (EIA) indireto em fase sólida, onde a fase sólida é um pente com doze projeções (³dentes´) e cada um dos dentes estão sensibilizados em duas posições: Ponto superior ± imunoglobulina humana (Controle Interno) Ponto inferior ± HbcAg recombinante. (IMMUNO COOMB II HBc IgG). A Placa Reveladora tem cavidades, e em cada uma contendo reagentes prontos para uso em diferentes etapas do teste, que é realizado com incubação em cada etapa. Antes de iniciar o teste, amostras de soro ou plasma são pré-diluídas a 1:10 e adicionadas ao diluente na primeira cavidades da Placa Reveladora e os anticorpos Anti-HBc, se presentes na amostra, irão ligar-se especificamente ao HBcAg no ponto inferior do dente do Pente. Os componentes não ligados são lavados na próxima etapa. Já na etapa seguinte, os IgG antiHBc capturados nos pontos Inferiores do dente, e a imunoglobulina humana nos pontos superiores (Controle Interno) reagirão com anticorpos anti-IgG humana marcados com fosfatase alcalina (FA). Nas próximas duas etapas, os componentes não ligados são removidos por lavagem. Na última etapa, a fosfatase alcalina ligada irá reagir com o substrato cromogênico e os resultados são visualizados como pontos cinza azulados na superfície dos dentes do Pente. (IMMUNO COOMB II HBc IgG). Este princípio está resumido na figura 1, a seguir.

Figura 1. Princípio do teste de hepatite viral B IgG. (Fonte: IMMUNO COOMB II HBc IgG).

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MATERIAIS E REAGENTES
y y y y y y

Pipetas de 10 QL, 25Q L e 100QL. Ponteiras descartáveis. Tesoura. Cronômetro. Tubo de ensaio Kit contendo: Placa reveladora, Pente, Controles positivo e negativo e Amostra. Utilizou-se o soro para a realização do teste.

Diluente.
y

PROCEDIMENTO TÉCNICO Foram seguidas as instruções descritas pela Bula do Kit teste. RESULTADOS Nenhuma das amostras analisadas apresentou reação enzimática de cor após a realização do teste, determinando-se todos os resultados como negativos para o teste de Hepatite B.

TESTE DE HEPATITE VIRAL B IgM FINALIDADE O teste tem por objetivo detectar qualitativamente anticorpos IgM para antígeno core da hepatite B (HBc) em soro ou plasma humano. É utilizado para o diagnóstico e monitoramento de Hepatite B, também auxilia na diferenciação entre Hepatite B aguda ou infecção crônica reativada e doença crônica assintomática ou remissão persistente. (IMMUNO COOMB II HBc IgM). O vírus da hepatite B (HBV) pertence a uma família de vírus de DNA, chamada Hepadnaviridae, apresentando hepatotropismo evidente e um único meio de replicação pelo mecanismo de transcrição reversa. O viríon completo ou partícula de Dane, consiste em uma molécula de DNA circular protegida por um capsídeo nuclear / antígeno de core (HBcAg), e envolvido por uma lipoproteína de envelope, que é o antígeno de superfície (HBsAg). O HBsAg também é encontrado no soro como partículas ou

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filamentos esféricos, incompletos e não infecciosos. Um pequeno componente do nucleocapsídeo do HBV, o antígeno HBe (HBeAg), também é detectável no sangue durante a fase replicativa deste vírus. (IMMUNO COOMB II HBc IgM). O vírus da hepatite B tem uma distribuição global e está amplamente presente. Suas principais vias de transmissão são: horizontal, através de contaminação sexual ou parenteral; e vertical, com a transmissão congênita da mãe infectada para o feto. (IMMUNO COOMB II HBc IgM). As conseqüências clínicas da infecção por HBV variam de totalmente A minoria da imperceptíveis, maioria dos casos, ou evolui para uma hepatite aguda com icterícia, podendo haver recuperação total dentro de seis meses após o início da doença. população infectada pode desenvolver hepatite fulminante, freqüentemente seguido de óbito. Já em uma proporção significativa dos pacientes adultos, o HBV pode persistir, progredindo para hepatite crônica com desenvolvimento de cirrose e hepatocarcinoma. (IMMUNO COOMB II HBc IgM). A detecção de anticorpos contra o antígeno ³core´ da Hepatite B (anti-HBc), em soro ou plasma humano é um importante diagnóstico na monitoração desta infecção. Geralmente os anticorpos anti-HBc são encontrados no soro logo após a soroconversão do HBsAg, e persiste até que os anticorpos anti-HBs se tornem detectáveis. Por isso, se os dois marcadores HBsAg e anti-HBs não estiverem presentes, os anticorpos anti-HBc podem indicar uma infecção recente ou um sangue potencialmente infectante. As duas classes de anticorpos IgG e IgM são encontradas no soro do paciente infectado. Os anticorpos IgM são os primeiros a serem encontrados e atingem seu pico durante a fase aguda. Já os anticorpos IgG podem persistir durante anos sem sinais de infecção. (ANTI-HBC EIA WELL, 2001). PRINCÍPIO DO MÉTODO É um teste imunoenzimático (EIA) em fase sólida, baseado no princípio de imunocaptura. A fase sólida é um pente com doze projeções (³dentes´). Cada dente é sensibilizado em duas posições: Ponto superior ± anti-HBc de coelho (Controle Interno). Ponto inferior ± anticorpos de cabra para IgM humano. A Placa Reveladora tem 6 fileiras cada uma contendo reagentes. O IgM será capturado pelos anticorpos anti-IgM nos pontos inferiores dos dentes do Pente. Logo, o IgM anti-HBc capturado nos pontos inferiores dos dentes e os anti-HBc de coelho dos pontos superiores (Controle Interno), reagirão com HBcAg. Na próxima etapa, o HBcAg ligado reagirá com os anticorpos de coelho antiHBc marcados com fosfatase alcalina (FA). Nas próximas duas etapas do teste, os

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componentes não ligados são removidos por lavagem. E por fim, na última etapa, a fosfatase alcalina ligada irá reagir com os componentes cromogênicos. Os resultados são visíveis como pontos cinza azulados na superfície dos dentes do Pente. (IMMUNO COOMB II HBc IgM). O princípio está simplificado na figura 2.

Figura 2. Princípio do teste de hepatite viral B IgM. (Fonte: IMMUNO COOMB II HBc IgM). MATERIAIS E REAGENTES
y y y y y y

Pipetas de 10 QL, 25Q L e 100QL. Ponteiras descartáveis. Tesoura. Cronômetro. Tubo de ensaio Kit contendo: Placa reveladora, Pente, Controles positivo e negativo e Amostra. Utilizou-se o soro para a realização do teste.

Diluente.
y

PROCEDIMENTO TÉCNICO Foram seguidas as instruções descritas pela Bula do Kit teste.

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RESULTADOS Nenhuma das amostras analisadas apresentou reação enzimática de cor após a realização do teste, determinando-se todos os resultados como negativos para o teste de Hepatite B .

PCR LÁTEX FINALIDADE O teste de PCR Látex tem por objetivo a determinação de Proteínas C-Reativas (PCR) no soro sanguíneo, também para a monitoração de infecções pós-operatórias, controle de doenças inflamatórias e infecciosas, para o diagnóstico, controle terapêutico aguda da artrite reumatóide. (PRC LÁTEX, 2009). Os índices de Proteína C Reativa encontram-se aumentados em quadros de febre reumática, espondilite anquilosante, infarto de miocárdio, carcinomas, inflamações agudas, artrite reumatóide, necrose tecidual, infecções bacterianas e após cirurgias. Esta proteína é sintetizada pelo fígado e tem a capacidade de induzir diversas reações do sistema imune, por exemplo, ativar complemento e fagocitose. Devido a isto, é considerada uma das proteínas de fase aguda, também como um marcador sensível na monitoração de inflamação aguda e na destruição de tecidos. (PRC LÁTEX, 2009). PRINCÍPIO DO MÉTODO O princípio do teste fundamenta-se em uma reação de aglutinação das partículas de látex inerte, em suspensão, (PRC LÁTEX, 2009), recobertas com Gama-globulina anti-PCR, especialmente tratadas para evitar aglutinações inespecíficas. A aglutinação ocorre quando o látex entra em contato a uma amostra com concentração de PCR igual ou superior a 6 mg/L. (BIO LÁTEX PCR, 2011). MATERIAIS E REAGENTES
y y y

e

acompanhamento de recidivas de diversas doenças, como na febre reumática e na fase

Pipeta de 50 µL. Ponteiras descartáveis Palitos descartáveis

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y y y

Lâmina de reação com fundo preto Kit com os reagentes (Látex PCR, controles positivo e negativo) Amostra. Utilizou-se o soro para a realização do teste.

Foi lembrado que não se deve utilizar o plasma, as amostras lipêmicas e hemolisadas. PROCEDIMENTO TÉCNICO Foram seguidas as instruções descritas pela Bula do Kit teste. RESULTADOS Dentre as amostras utilizadas para a análise, uma apresentou aglutinação e logo seguiu-se o procedimento do método semiquantitaivo. Após a realização do método semiquantitativo, realizado conforme as instruções da bula do kit teste, verificou-se que as concentrações da proteína C reativa não eram significativas, o que leva a conclusão de que a pessoa apresentaria algum sinal de infecção não grave. Este fato foi confirmado após interrogar o paciente que relatou um início de infecção de garganta.

TESDE DE RUBÉOLA IgG FINALIDADE O teste de rubéola IgG tem por obejtivo a determinação quantitativa de anticorpos IgG para o vírus da rubéola em soro ou plasma humano. O vírus da rubéola é encontrado principalmente em populações humanas a sua transmissão ocorre principalmente pelo ar ou por contato direto. É considerada uma infecção geralmente de manifestação benigna e autolimitante, linfoadenopatia, caracterizada por erupção maculopapoular (sarampo), febre tênue e e artrite leve. mas também podem ocorrer artralgia provisória

(IMMUNOCOMB II RUBÉOLA IgM). A infecção primária por rubéola contraída logo no início da gravidez, pode resultar em danos severos ao feto levando, inclusive ao aborto. Estes danos causado pela infecção congênita às incluem anormalidades anatômicas e neuro-sensoriais sérias, tais como surdez, defeitos cardíacos, catarata, glaucoma, retardo mental e ainda, complicações posteriores como o retardo no crescimento e a diabete mellitus. Por causa disto, têm utilizado a -se vacinação em massa para se reduzir a incidência de rubéola em todas as faixas etárias.

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Mesmo assim, de 10 a 20% dos jovens adultos ainda são suscetíveis ao vírus. (IMMUNOCOMB II RUBÉOLA IgM). A triagem de anticorpos IgG para o vírus da rubéola é útil para o diagnóstico da doença e para a determinação do estado da imunização. Os anticorpos para o vírus aparecem à medida que a erupção diminui. Nos adultos, os anticorpos IgG geralmente, persistem por toda a vida e como consequência, um nível estável de IgG anti-rubéola revela uma exposição prévia ao vírus, enquanto um aumento quadruplicado ou maior é diagnóstico positivo para uma infecção recente. (IMMUNOCOMB II RUBÉOLA IgM). PRINCÍPIO DO MÉTODO É um método de enzimaimunoensaio ou imunoenzimétrica em fase sólida baseada no princípio de detecção qualitativa e quantitativa indireta de anticorpos IgG para rubéola no soro ou plasma humano. Neste método, os anticorpos IgG anti - rubéola presentes na amostra ligam-se aos antígenos revestidos na microplaca formando complexos antígeno-anticorpos IgG. Após a incubação inicial, a microplaca é lavada para remover os materiais não ligados. A Enzima Conjugada anti-Anticorpos IgG humanos é adicionada à microplaca e então incubada novamente. Os anticorpos enzima - conjugado anti-IgG humano se ligam aos anticorpos IgG imobilizados pelos antígenos presentes. É realizada nova Lavagem para remover os excedentes. Após a realização das etapas, a coloração produzida indica a quantidade de anticorpos IgG presentes nas amostras e são comparadas a coloração do controle positivo. (BIOLISA RUBÉOLA IgG, 2011). Todo o princípio do teste está simplificado na figura 3.

Figura 3. Princípio do teste de rubéola IgG. (Fonte: IMMUNOCOMB II RUBÉOLA IgM).

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MATERIAIS E REAGENTES Pipetas 10 µL, 25 µL e 100 µL.
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Ponteiras descartáveis. Tesoura. Kit do teste: Placa reveladora, Pente e absorvente residual. Amostra. (Tanto o soro como o plasma podem ser testados, mas nesta análise

y y

foi utilizado soro.) PROCEDIMENTO TÉCNICO Foram seguidas as instruções descritas pela Bula do Kit teste. RESULTADOS Todas as amostras, com exceção de uma, não apresentaram nenhum ponto de coloração. Mesmo, assim, a amostra em exceção não alcançou coloração igual ou mais intensa que o ponto do controle positivo, considerando-se todas as amostras analisadas como resultados negativos.

TESTE DE RUBÉOLOA IgM FINALIDADE O teste rubéola IgM tem como objetivo a determinação qualitativa de anticorpos IgM para o vírus da Rubéola em soro ou plasma humano. O vírus da rubéola é encontrado principalmente em populações humanas a sua transmissão ocorre principalmente pelo ar ou por contato direto. É considerada uma infecção geralmente de manifestação benigna e autolimitante, linfoadenopatia, caracterizada por erupção maculopapoular (sarampo), febre tênue e e artrite leve. mas também podem ocorrer artralgia provisória

(IMMUNOCOMB II RUBÉOLA IgM). A infecção primária por rubéola contraída logo no início da gravidez, pode resultar em danos severos ao feto levando, inclusive ao aborto. Estes danos causado pela infecção congênita às incluem anormalidades anatômicas e neuro-sensoriais sérias, tais como surdez, defeitos cardíacos, catarata, glaucoma, retardo mental e ainda, complicações posteriores como o retardo no crescimento e a diabete mellitus. Por causa disto, têm utilizado a -se vacinação em massa para se reduzir a incidência de rubéola em todas as faixas etárias.

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Mesmo assim, de 10 a 20% dos jovens adultos ainda são suscetíveis ao vírus. (IMMUNOCOMB II RUBÉOLA IgM). A determinação de IgM anti-rubéola é útil para a distinção entre a infecção recente ou a vacinação e imunidade adquirida ou uma reinfecção em mulheres grávidas ou ainda, a medida de anticorpo IgM específico em recém nascido permite diagnosticar a infecção congênita. (IMMUNOCOMB II RUBÉOLA IgM). PRINCÍPIO DO MÉTODO É um teste de enzimaimunoensaio ou imunoenzimétrica em fase sólida baseada no princípio de detecção qualitativa e quantitativa indireta de anticorpos IgM para rubéola no soro ou plasma humano. Neste método, os anticorpos IgM anti - rubéola presentes na amostra ligam-se aos antígenos revestidos na microplaca formando complexos antígeno-anticorpos IgM. Após a incubação inicial, a microplaca é lavada para remover os materiais não ligados. A Enzima Conjugada anti-Anticorpos IgM humanos é adicionada à microplaca e então incubada novamente. Os anticorpos enzima - conjugado anti-IgM humano se ligam aos anticorpos IgM imobilizados pelos antígenos presentes. É realizada nova Lavagem para remover os excedentes. Após a realização das etapas, a coloração produzida indica a quantidade de anticorpos IgM presentes nas amostras e são comparadas a coloração do controle positivo. (BIOLISA RUBÉOLA, 2011). O princípio do teste está resumido na figura 4 a seguir.

Figura 4. Princípio do teste de rubéola IgM. (Fonte: IMMUNOCOMB II RUBÉOLA IgM).

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MATERIAIS E REAGENTES Pipetas 25 µL e 100 µL.
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Ponteiras descartáveis. Tesoura. Kit do teste: Placa reveladora, Pente e absorvente residual. Amostra. (Tanto o soro como o plasma podem ser testados, mas nesta análise

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foi utilizado soro.) PROCEDIMENTO TÉCNICO Foram seguidas as instruções descritas pela Bula do Kit teste. RESULTADOS Os resultados foram obtidos comparande-se a intensidade do ponto inferior de cada dente de amostra com o ponto do dente do controle positivo. A amostra analisada não apresentou ponto com coloração igual ou mais intensa que a coloração do ponto do controle positivo, considerando-se como resultado negativo.

TESTE DE SÍFILIS FINALIDADE O objetivo do teste de sífilis é detectar anticorpos (reaginas) da sífilis nas amostras de soro, plasma ou até mesmo de líquido cefalo-raquidiano (LCR). (SÍFILIS ± VDRL, 2009). O Treponema pallidum é o agente causador da sífilis e leva o organismo a produzir dois tipos de anticorpos: os não treponêmicos ou reaginas (inespecíficos) e os treponêmicos (específicos). O teste VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) desenvolvido por Harris, Rosenberg e Riedel na década de 40 é capaz de detectar anticorpos inespecíficos ou reaginas, presentes no soro de pacientes com infecção sifilítica, o que permite sua utilização como prova de triagem sorológica para esta doença. (VDRL BRÁS, 2004). A sífilis é uma doença infecciosa humana transmitida sexualmente. As outras possíveis formas de transmissão são a transfusão de sangue infectado e a perinatal. Clinicamente após um período de incubação, cerca de 10 a 90 dias, em 85% dos pacientes, ocorre o surgimento de um cancro, uma lesão solitária e indolor, caracterizando a sífilis primária. Na 4ª até a 10ª semana logo após o aparecimento deste cancro, surge sintomas m

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como perda de peso, cefaléia, anorexia, mialgia, artralgia, mal-estar, febre baixa, linfadenopatia generalizada e exantema, o que caracteriza a sífilis secundária. É durante este estágio que podem ocorrer também, as manifestações do comprometimento do sistema nervoso central. (RPR SÍFILIS,2011). Após as manifestações primárias ou secundárias, ocorre o período chamado de sífilis latente, determinado pelos testes sorológicos positivos e ausência de achados clínicos. Pode ter duração de 1 a 2 anos. Se não houver um tratamento adequado, pode se manifestar a sífilis terciária, causando goma, sífilis cardiovascular ou neurossífilis. (RPR SÍFILIS,2011). PRICÍPIO DO MÉTODO O teste, não-treponêmico, para diagnóstico da sífilis é baseado na reação de floculação na presença de anticorpos (reaginas) no soro ou plasma. (RPR SÍFILIS,2011). Quando a suspensão antigênica do teste é misturada à amostra em uma lâmina apropriada e submetida a um processo de rotação mecânica por alguns minutos, as partículas de colesterol revestidas irão flocular caso a amostra contenha reaginas, sendo esta floculação visível ao microscópio, ou permanecerão livres em suspensão no caso da amostra não conter reaginas. (VDRL BRÁS, 2004). MATERIAIS E REAGENTES
y y y y y y y y

Lâmina escavada Pipetas 50QL. Ponteiras descartáveis. Microscópio óptico Tubos de ensaio Solução salina 0,9% Kit com os reagentes Amostra. Utilizou-se o soro para a realização do teste.

PROCEDIMENTO TÉCNICO Foram seguidas as instruções descritas pela Bula do Kit teste.

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RESULTADOS Nenhuma das amostras analisadas apresentou floculação após a realização do teste, determinando-se todas negativas para o teste de sífilis.

TIPAGEM SANGUÍNEA FINALIDADE O objetivo do teste é determinar o grupo sanguíneo através do teste de aglutinação das hemácias com Anti-A, Anti-B e Anti-AB, este último facilita o reconhecimento de certos subgrupos raros e também serve para a confirmação do grupo sanguíneo ABO. E também com a utilização do Anti-D, para a possível determinação do fator Rh. (SORO ANTI-A, ANTI- B, ANTI-AB, 2008). O sistema ABO foi determinado por Landsteiner em 1901 e é representado por quatro grupos principais: A, B, A/B e O. (SORO ANTI-A, ANTI- B, ANTI-AB, 2008). Landsteiner descobriu que os glóbulos vermelhos podiam ser classificados por estes quatro tipos conforme a presença ou ausência de antígenos altamente reativos em sua superfície. Ele também comprovou a existência de anticorpos (aglutininas) para os antígenos A e B e que o soro de um indivíduo não contém anticorpos para o antígeno presente em seus próprios glóbulos vermelhos, mas, contra os que não possui. (ANTI-A, ANTI-B E ANTI- AB MONOCLONAL, 2000). Tudo isto demonstra a importância da compatibilidade ABO na prática transfusional. (ANTI-A, ANTI-B E ANTI- AB MONOCLONAL, 2000). Afinal, os anticorpos Anti-A e Anti-B podem causar reações hemolíticas transfusionais sérias, assim como a Doença Hemolítica do Recém Nascido. Desta forma, há a necessidade de se testar tanto o sang do ue receptor quanto do doador para a presençados antígenos A e/ou B. (SORO ANTI-A, ANTIB, ANTI-AB, 2008). PRINCÍPIO DO MÉTODO Os reagentes causam aglutinação direta macroscópica das hemácias que carregam os antígenos correspondentes. Assim, as hemácias que possuem o antígeno B se aglutinam quando misturadas ao reagente Anti B e também ao reagente Anti AB; As hemácias que possuem o antígeno A se aglutinam quando misturadas ao reagente Anti A e também ao reagente Anti AB; As hemácias que possuem antígenos AB aglutinam quando misturadas aos

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reagentes Anti A, Anti B e Anti AB. (SORO ANTI-A, ANTI- B, ANTI-AB, 2008). A ausência de aglutinação em para todos os reagentes demonstra ausência de antígenos. (ANTIA, ANTI-B E ANTI- AB MONOCLONAL, 2000). Quando houver antígenos D presentes nas hemácias, elas aglutinam quando entram em contanto com reagente Anti D. (SORO ANTI-A, ANTI- B, ANTI-AB, 2008). A tabela 1 a seguir, resume o princípio do método do teste com a determinação do grupo sanguíneo. Anti A + 0 0 + Anti B 0 + 0 + Anti AB + + 0 + GRUPO SANGUÍNEO A B Anti D Rh + + Rh 0

Tabela 1. Determinação do grupo sanguíneo pela presença de hemoaglutinação. MATERIAIS E REAGENTES
y y y

Lâmina de vidro. Kit contendo: Reagentes Anti A, Anti B, Anti AB e Anti D. Amostra. Utilizou-se sangue total colhido por punção venosa e capilar.

PROCEDIMENTO TÉCNICO Foram seguidas as instruções descritas pela Bula do Kit teste. RESULTADOS Os resultados estão apresentados na tabela 2 a seguir:
Amostra Anti A Anti B Anti AB Anti D

Tipo sanguíneo A Rh+
A Rh+ O Rh+

1 2 3

+
+ 0

0
0 0

+
+ 0

+
+ +

Tabela 2. Resultados obtidos pelo teste de tipagem sanguínea.

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TESTE DE WAALER ROSE FINALIDADE O teste Waaler Rose tem o objetivo de determinar o fator reumatóide (FR) no soro sanguíneo. (WAALER ROSE BIOTÉCNICA, 2009). PRINCÍPIO DO MÉTODO O princípio deste teste está na capacidade das partículas de látex, previamente sensibilizadas com a fração IgG, sofrerem uma reação de aglutinação nítida e rel tivamente a rápida, quando em contato a uma amostra com concentrações de fatores reumatóides igual ou superior a 8 UI/mL. O teste possui ainda fatores limitantes de seu processo, como a utilização do plasma ou soro homolisado ou lipêmico e mostras nestas co ndições podem gerar falso positivo, pois podem induzir a aglutinação inespecífica. (BIOCLIN, 2006). O fator reumatóide (FR) refere-se a um grupo de macroglobulinas, ou seja, antiglobulinas, que reagem com o fragmento Fc das Imunoglobulinas IgG. Este fator representa o achado mais importante para o teste sorológico em casos de artrite reumatóide. Não somente neste caso, mas o nível plasmático do fator reumatóide pode estar aumentado significativamente também na velhice, em casos de doenças do tecido conjuntivo, hepatopatias crônicas, sífilis, tuberculose, hanseníase, endocardite bacteriana, mononucleose, sarcoidose, calazar, rubéola, neoplasias, infestações parasitárias, transfusões de sangue, transplante renal, síndrome de Sjogren. (BIOCLIN, 2006). Pacientes com altos títulos de FR tendem a evoluir com complicações viscerais e a ter resposta terapêutica insatisfatória. (WAALER ROSE BIOTÉCNICA, 2009). MATERIAIS E REAGENTES
y y y y y

Pipeta de 50 µL Ponteiras descartáveis Palitos descartáveis Lâmina de reação de fundo claro Kit com os reagentes (Suspensão de hemácias de ovelha estabilizadas e Amostra (Utilizou-se o soro para a realização do teste).

sensibilizadas com IgG de coelho anti-hemácias de ovelha)
y

Foi lembrado que não se deve utilizar o plasma, as amostras lipêmicas e hemolisadas.

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PROCEDIMENTO TÉCNICO Foram seguidas as instruções descritas pela Bula do Kit teste. RESULTADOS Nenhuma das amostras analisadas apresentou aglutinação na realização do teste, determinando-se todas negativas para o teste de Waaler Rose . No último dia do estágio em imunologia clínica, foram sorteados 3 testes para a uma nova realização individual das análises e seus resultados foram registrados em forma de Laudos, conforme o modelo fornecido pela supervisora, e assinados pelo estagiário efetor do teste. Os testes sorteados foram: -hCG, Rubéola IgM e PCR Látex. Os laudos emitidos estão em anexo neste relatório.

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4 CONCLUSÃO O setor de Imunologia como qualquer outro setor do Laboratório de Análise Clínicas, é um setor onde se exige atenção e precaução, usando adequadamente os equipamentos de proteção individual (EPI¶s) devido o manuseio com amostras de sangue. Os procedimentos dos testes devem ser realizados cuidadosamente analisando cada passo e observando possíveis interferentes como soros hemolisados ou lipêmicos e outros, os quais podem vir a alterar a reação do teste e conseqüentemente vir dar um resultado falso positivo ou negativo, assim faz-se necessário a padronização da execução dos métodos para um resultado mais seguro e confiável. Com isso, o papel do farmacêutico no setor vem a ser o acompanhamento da realização correto dos exames, a padronização da execução dos métodos, interpretação dos resultados para liberação do laudo e garantia do controle de qualidade.

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REFERÊNCIAS

ACCULITE CLIA MICROWELLS. HUMAN CHORIONIC GONADOTROPIN (HCG). Belo Horizonte: USA diagnostic Ltda., 2006. Bula de kit de análise laboratorial. ANTI-A, ANTI-B E ANTI- AB MONOCLONAL. Rosário: Wiener Lab, 2000. Bula de kit de análise laboratorial. ANTI-HBC EIA WELL. Pomezia: Radim SPA, 2001. Bula de kit de análise laboratorial. ASLOTEST. Goiânia: Doles Reag. Equip. para Laboratórios Ltda., 2010. Bula de kit de análise laboratorial. BIOCLIN BIOLISA RUBÉOLA IgG. Belo Horizonte: Quibasa química básica Ltada., 2011. Bula de kit de análise laboratorial. BIOCLIN BIOLISA RUBÉOLA IgG. Belo Horizonte: Quibasa química básica Ltda., 2011. Bula de kit de análise laboratorial. BIOCLIN, Belo Horizonte: Quibasa química básica Ltda., 2006. Bula de kit de análise laboratorial. BIOCLIN, BIO LÁTEX PCR. Belo Horizonte: Quibasa Química básica Ltda., 2011. Bula de kit de análise laboratorial. IMMUNO COOMB II HBc IgG. Yavne: Orgenics Ltda. Bula de kit de análise laboratorial. IMMUNO COOMB II HBc IgM. Yavne: Orgenics Ltda. Bula de kit de análise laboratorial. IMMUNOCONB II RUBÉOLA IgM. São Paulo: Orgeniscs. Bula de kit de análise laboratorial. IMMUNOCONB II, RUBÉOLA IgM. São Paulo: Orgeniscs. Bula de kit de análise laboratorial. IMUNO RÁPIDO HCG. Teste de gravidez. São Carlos: Ama diagnóstica, 2008. Bula de kit de análise laboratorial. IMUNO-HAI CHAGAS. São Carlos: Wama Diagnóstica, 2004. Bula de kit de análise laboratorial. JANEWAY, Charles A. et al. Imunologia: o sistema imune na ssaúde e na doença. 5ª ed. Porte Alegre: Artmed, 2002. MOURA, Roberto de Alemida; WADA, Carlos S.; PURCHIO, Adhemar; ALMEIDA, Therezinha Verrastro de. Técnicas de Laboratório: Imunologia. 3° ed. São Paulo: Atheneu, 2006.

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PCR-LÁTEX DIRECTO LINHA MAXI. Rosario: Wiener lab., Argentina, 2000. Bula de kit de análise laboratorial. PRC LÁTEX. Varginha: Biotécnica, 2009. Bula de kit de análise laboratorial. RPR SÍFILIS. São Carlos: Wama Diagnóstica, 2011. Bula de kit de análise laboratorial. SÍFILIS ± VDRL Analisa Gold. Belo Horizonte: Analisa diagnóstica Ltda., 2009. Bula de kit de análise laboratorial. SORO ANTI-A, ANTI- B, ANTI-AB: Anticorpos monoclonais para tipagem sanguínea. São Paulo: Ebram produtos laboratoriais Ltda., 2008. Bula de kit de análise laboratorial. STRIP EASY TEST. Wiener Neudorf: Dialab G.m.b.H., 2007. Bula de kit de análise laboratorial. TIETZ. Fundamentos de Química Clínica: Fundamentos de Técnicas Imunoquímicas. 4° ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan S.A, 1998. VDRL BRÁS. Pinhais: Laborclin produtos para laboratórios Ltda., 2004. Bula de kit de análise laboratorial. WAALER ROSE BIOTÉCNICA. Varginha: Biotécnica Ind. Com. Ltda, 2009. Bula de kit de análise laboratorial. -hCG QUANTITATIVO. Belo Horizonte: Katal Biotecnologia, 2007. Bula de kit de análise laboratorial.

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ANEXO 1. Laudo do Exame de PCR Laboratório da Faculdade Presidente Antônio Carlos Setor de Imunologia ± Sala 111 Rua Salermo, 299 ± Bethânia, Ipatinga Tel.: (31) 2109-2300 - 0800 724 23 00 Cliente: Gesiane Gonçalves Ferreira Pajarinen IMUNOLOGIA Exame: PCR Látex Método: Reação de aglutinação das partículas de látex inerte, em suspensão, recobertas com Gama-globulina anti-PCR. Resultado: Não houve aglutinação, presumindo valores de concentração de PCR na amostra menores que 6mg/L. Valor de referência: Concentração de PCR < 6 mg/L. Registro: 01.28042011

Obs.: _________________________ Nome do aluno Reg. Acadêmico 110009928 Data de emissão: 28/04/2011 O presente laudo é parte das atividades realizadas em estágio supervisionado e não possui qualquer valor clínico.

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ANEXO 2. Laudo do Exame de -hCG Laboratório da Faculdade Presidente Antônio Carlos Setor de Imunologia ± Sala 111 Rua Salermo, 299 ± Bethânia, Ipatinga Tel.: (31) 2109-2300 - 0800 724 23 00 Cliente: Gesiane Gonçalves Ferreira Pajarinen IMUNOLOGIA Exame: Teste de gravidez. Método: Imuno-análise cromatográfica para detecção qualitativa da Gonadotropina Coriônica Humana (HCG) no soro. Resultado: Concentração de HCG inferior a 25 mUI/mL. Valor de referência: Concentração de HCG superior a 25 mUI/mL apresenta altas chances do desenvolvimento de gravidez. Concentração de HCG inferior a 25 mUI/mL apresenta baixas chances do desenvolvimento de gravidez. Registro: 01.28042011

Obs.: _________________________ Nome do aluno Reg. Acadêmico 110009928 Data de emissão: 28/04/2011 O presente laudo é parte das atividades realizadas em estágio supervisionado e não possui qualquer valor clínico.

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ANEXO 3. Laudo do Exame de Rubéola IgM Laboratório da Faculdade Presidente Antônio Carlos Setor de Imunologia ± Sala 111 Rua Salermo, 299 ± Bethânia, Ipatinga Tel.: (31) 2109-2300 - 0800 724 23 00 Cliente: Gesiane Gonçalves Ferreira Pajarinen IMUNOLOGIA Exame: Rubéola IgM Método: Imunoenzimetria de cor em fase sólida para detecção qualitativa indireta de anticorpos IgM para rubéola no soro ou plasma humano. Resultado: Intensidade de cor inferior ao controle positivo. Valor de referência: Ausência de anticorpos IgM para o vírus da Rubéola: Intensidade de cor inferior ao controle positivo. Presença de anticorpos IgM para o vírus da Rubéola: cor com intensidade maior ou igual ao controle positivo. Cor com intensidade ligeiramente menor que o ponto do controle positivo deve ser considerado um resultado indeterminado e a amostra deve ser retestada. Obs.: _________________________ Nome do aluno Reg. Acadêmico 110009928 Data de emissão: 28/04/2011 O presente laudo é parte das atividades realizadas em estágio supervisionado e não possui qualquer valor clínico. Registro: 01.28042011

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