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06/04/2018 CST e CSOSN de ICMS - Saiba o que é e como correlacionar essas informações

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CST e CSOSN de ICMS – Saiba o que é e como correlacionar essas informações

As nomenclaturas CST e CSOSN ainda são motivo de dúvidas entre muitos empresários. Este artigo tem como objetivo esclarecer o que signi ca CST
e CSOSN, como esses códigos são compostos e a correlação existente entre ambos.

O que signi cam as siglas CST e CSOSN?

 A sigla CST signi ca Código de Situação Tributária. O CST foi instituído com a nalidade de identi car a origem da mercadoria e identi car o regime
de tributação a que está sujeita a mercadoria, na operação praticada. Cada código CST é composto por três dígitos, onde o 1° dígito indicará a origem
da mercadoria e os dois últimos dígitos a tributação pelo ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
A sigla CSOSN signi ca o Código de Situação da Operação no Simples Nacional, ou seja, o CSOSN irá aparecer apenas nos documentos scais
emitidos por empresas enquadradas no regime tributário (http://blog.lojistavirtual.com.br/ scal/regime-tributario/) Simples Nacional.

Qual a estrutura do CST e CSOSN?

Cada código CST é composto por três dígitos, onde o 1° dígito indicará a origem da mercadoria e os dois últimos dígitos a tributação pelo ICMS (CST
de ICMS). O CST visa reunir em grupos semelhantes, na Nota Fiscal, as operações realizadas pelo contribuinte do ICMS, conforme determina o
Ajustes Sinief nºs 06/2000 e 06/2008. (https://www.confaz.fazenda.gov.br/legislacao/ajustes/2008/ajuste-sinief-6-08)

O CSOSN é composto por 4 dígitos, onde o 1º digito indica a origem e os três últimos indicam a tributação pelo ICMS (CSOSN de ICMS).

O CST de ICMS é usado em conjunto com a CFOP para emissão de notas scais. No emprego desse código, um mesmo produto com diferentes CST e
CFOP podem acarretar graves erros de cálculos scais ou impedir a emissão de uma Nota Fiscal.

A Nota Fiscal contém na grade de “Dados do Produto” uma coluna própria para indicação do CST, que é composto de três dígitos, na forma “ABB”. O
primeiro dígito indica a origem da mercadoria ou serviço, com base na Tabela A. O segundo e o terceiro dígitos indicam a tributação pelo ICMS, com
base na Tabela B.

TABELA “A” – ORIGEM DA MERCADORIA OU SERVIÇO – CST e CSOSN

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CÓDIGO DESCRIÇÃO

0 Nacional, exceto as indicadas nos códigos 3 a 5;

1 Estrangeira – Importação direta, exceto a indicada no código 6;

2 Estrangeira – Adquirida no mercado interno, exceto a indicada no código 7;

3 Nacional, mercadoria ou bem com Conteúdo de Importação superior a 40%;

Nacional, cuja produção tenha sido feita em conformidade com os processos produtivos básicos de que tratam o Decreto-Lei nº 288/1967
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del0288.htm) , e as Leis nºs 8.248/1991
4 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8248.htm), 8.387/1991 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8387.htm), 10.176/2001
(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LEIS_2001/L10176.htm) e 11.484/2007 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2007/lei/l11484.htm);

5 Nacional, mercadoria ou bem com Conteúdo de Importação inferior ou igual a 40%;

6 Estrangeira – Importação direta, sem similar nacional, constante em lista de Resolução Camex e gás natural;

7 Estrangeira – Adquirida no mercado interno, sem similar nacional, constante em lista de Resolução Camex e gás natural.

 TABELA “B” – TRIBUTAÇÃO PELO ICMS  – CST 

CÓDIGO DESCRIÇÃO

00 Tributada integralmente

Tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária.

10 Nota: Este código é utilizado pelos contribuintes substitutos tributários, quando a operação própria é regularmente tributada, e há a
cobrança do ICMS Substituição Tributária na operação.

20 Com redução de base de cálculo

Isenta ou não tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária.

30 Nota: Este código é utilizado pelos contribuintes substitutos tributários, quando a operação própria é isenta ou não tributada, e há a
cobrança do ICMS Substituição Tributária na operação.

40 Isenta – instrução normativa Fiscal FEDERAL E ESTADUAL (total isenção Federal e Estadual)

41 Não Tributada

50 Suspensão

51 Diferimento (Ex. 33,33% base): Diferimento.

ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária.

60 Nota: Este código utilizado quando o contribuinte emitente do documento scal esteja na condição de substituído, tendo o ICMS
referente à operação sido recolhido anteriormente, por substituição tributária.

Com redução de base de cálculo e cobrança do ICMS por substituição tributária.

Nota: Este código é utilizado pelos contribuintes substitutos tributários, quando há a cobrança do ICMS Substituição Tributária na
70 operação, e há previsão de redução de base de cálculo. A legislação não estipula se a redução de base de cálculo em questão seria
em relação à operação própria ou em relação à substituição tributária. Desta forma, entende-se que, tanto em um quanto em outro
caso, havendo previsão de redução de base de cálculo, será utilizado o código 70.

Outras.

Nota: Este código será utilizado nos casos que não se enquadrem nos códigos anteriores.
90
Outro exemplo: utilizado em casos de comercialização entre empresas de Minas Gerais, onde a alíquota de ICMS ao invés de ser
tributada com a alíquota normal de 18% é tributada com alíquota de 12%

 TABELA “B” – TRIBUTAÇÃO PELO ICMS  – CSOSN

Tributada pelo Simples Nacional com permissão de crédito: classi cam-se neste código as operações que permitem a indicação da alíquota do
101
ICMS devido no Simples Nacional e o valor do crédito correspondente

 Tributada pelo Simples Nacional sem permissão de crédito: classi cam-se neste código as operações que não permitem a indicação da alíquota
102
do ICMS devido pelo Simples Nacional e do valor crédito, e não estejam abrangidas nas hipóteses dos códigos 103, 203, 300, 400, 500 e 900

 Isenção do ICMS no Simples Nacional para faixa de receita bruta: classi cam-se neste código as operações praticadas por optantes pelo
103
Simples Nacional contemplados com isenção concedida para faixa de receita bruta nos termos da Lei Complementar nº 123, de 2006

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 Tributada pelo Simples Nacional com permissão de crédito e com cobrança do ICMS por substituição tributária: classi cam-se neste
código as operações que permitem a indicação da alíquota do ICMS devido pelo Simples Nacional e do valor do crédito, e com cobrança
do CMS por substituição tributária.

Nota:  Este código será utilizado pelo contribuinte na condição de substituto tributário. Não vislumbramos na legislação possibilidade de
utilização de crédito pelo destinatário da operação, sendo a operação sujeita ao regime da substituição tributária – eis que, neste
201
regime, em regra, o contribuinte substituído não apropria o crédito nas entradas, eis que também não terá o destaque do ICMS nas
operações subsequentes. Entendemos que o código 201 será utilizado na hipótese da operação ser destinada a revendedor que seja
optante pelo regime normal de apuração. Assim, caso, posteriormente, o contribuinte substituído faça jus ao ressarcimento do ICMS, se
a legislação do Estado permitir que tal procedimento seja por meio do aproveitamento do crédito, este já estará indicado no documento
scal relativo à operação realizada pelo contribuinte substituto.

 Tributada pelo Simples Nacional sem permissão de crédito e com cobrança do ICMS por substituição tributária. Equivalente a 10 tabela
anterior: classi cam-se neste código as operações que não permitem a indicação da alíquota do ICMS devido pelo Simples Nacional e do
valor do crédito, e não estejam abrangidas nas hipóteses dos códigos 103, 203, 300, 400, 500 e 900, e com cobrança do ICMS por
substituição tributária.

202 Nota: Este código será utilizado pelo contribuinte na condição de substituto tributário. Em contraponto ao código 201, entendemos que o
código 202 será utilizado nas hipóteses em que o destinatário não possa de modo algum aproveitar o crédito do ICMS pago pelo
remetente. Como exemplo, podemos citar os casos do  destinatário optante pelo Simples Nacional; do emitente sujeito à tributação do
ICMS, no Simples Nacional, por valores xos mensais; e do emitente que apura os impostos (inclusive o ICMS), no Simples Nacional, pelo
regime de caixa.

 Isenção do ICMS no Simples Nacional para faixa de receita bruta e com cobrança do ICMS por substituição tributária: classi cam-se
neste código as operações praticadas por optantes pelo Simples Nacional contemplados com isenção para faixa de receita bruta nos
termos da Lei Complementar nº 123, de 2006, e com cobrança do ICMS por substituição tributária.

Nota: Este código será utilizado pelo contribuinte na condição de substituto tributário, caso este contribuinte enquadre-se na isenção do
ICMS pela faixa de receita bruta. Alguns Estados, como, por exemplo, Paraná e Bahia, concedem isenção do ICMS para algumas faixas de
receita bruta. No Paraná, são isentos do ICMS os contribuintes cuja receita bruta acumulada nos doze meses anteriores ao do período
203
de apuração não ultrapasse R$ 360 mil (artigo 3º (http://www.econeteditora.com.br/icms_parana/anexo8.php#art3) doAnexo VIII
(http://www.econeteditora.com.br/icms_parana/anexo8.php) do RICMS/PR). No Estado da Bahia,  as microempresas optantes pelo
Simples Nacional cuja receita bruta acumulada nos doze meses anteriores ao do período de apuração não ultrapasse R$ 180 mil são
isentas do ICMS (artigo 277 (http://www.econeteditora.com.br/icms_ba/ricms_2012/ricms_2012_art264_art303.php#art277) do
RICMS/BA). Nestes casos, em que tenhamos a isenção do ICMS determinada pela receita bruta do emitente, caso o contribuinte
enquadre-se na condição de substituto tributário, será utilizado o código 203.

300 Imune: classi cam-se neste código as operações praticadas por optantes pelo Simples Nacional contempladas com imunidade do ICMS

Não tributada pelo Simples Nacional: classi cam-se neste código as operações praticadas por optantes pelo Simples Nacional não sujeitas à
400
tributação pelo ICMS dentro do Simples Nacional

ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária ( substituído) ou por antecipação. Equivalente a 60 tabela anterior: Classi cam-
se neste código as operações sujeitas exclusivamente ao regime de substituição tributária na condição de substituído tributário ou no
caso de antecipações
500
Nota: Este código será usado sempre que o contribuinte optante pelo Simples Nacional, emitente da nota, esteja na condição de
substituído, tendo o ICMS referente à operação recolhido anteriormente, por substituição tributária ou por antecipação

Outros: classi cam-se neste código as demais operações que não se enquadrem nos códigos 101, 102, 103, 201, 202, 203, 300, 400 e
500.

Nota: Este código será utilizado nos casos que não se enquadrem nos códigos anteriores.

 Ex.: Nota scal especí ca, onde é obrigatório o destaque de ICMS em campo próprio em acordo com a legislação vigente.

3.3.3) Emissão de NF-e na situação de outras operações ou prestações: O código “900” será utilizado nos casos que não se enquadrem
900
nos códigos anteriores. Alguns exemplos: – Importações de mercadorias, NF-e (Entrada) em que o ICMS é pago por fora do regime
Simples Nacional; – Demais hipóteses de emissão de NF-e (Entrada) pelo contribuinte optante pelo Simples Nacional, na condição de
destinatário da operação, não se enquadrando esta operação nos demais códigos; – Devolução de mercadorias para contribuinte não
optante pelo Simples Nacional; 3.3.3.1) Informar o código “900” (“outros”) no campo CSOSN.  
(http://www.sefaz.mt.gov.br/portal/download/arquivos/Orientacao_de_Preenchimento_da_NF-e_versao_2015_leiaute_NF-
e_versao_3.10.pdf)

Com o objetivo de demonstrar o preenchimento da coluna indicativa do CST, elaboramos o quadro a seguir com os respectivos códigos das Tabelas A
e B, devidamente combinados.

Soma dos Dígitos do CST – Para informação em documentos scais

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IMPORTADOS IMPORTADOS

2º e 3º Digito do CST – SITUAÇÃO TRIBUTÁRIA NACIONAIS Importação Adq. mercado


Direta interno

00 Tributada integralmente 000 300 400 500 800 100 600 200 700

10 Tributada e com cobrança do ICMS por ST 010 310 410 510 810 110 610 210 710

20 Com redução de base de cálculo 020 320 420 520 820 120 620 220 720

30 Isenta/Não tributada e com cobrança do ICMS por ST 030 330 430 530 830 130 630 230 730

40 Isenta 040 340 440 540 840 140 640 240 740

41 Não Tributada 041 341 441 541 841 141 641 241 741

50 Com Suspensão 050 350 450 550 850 150 650 250 750

51 Com Diferimento 051 351 451 551 851 151 651 251 751

ICMS Cobrado na Operação Anterior por Substituição


60 060 360 460 560 860 160 660 260 760
Tributária

70 Com redução de base de cálculo no ICMS ST 070 370 470 570 870 170 670 270 770

90 Outras Operações 090 390 490 590 890 190 690 290 790

Suponhamos que a Empresa “A” tenha efetuado vendas de diversas mercadorias adquiridas de terceiros a um determinado cliente, como segue:

a) 1º item – Mercadoria estrangeira de importação direta, exceto a sem similar nacional constante em lista de Resolução Camex;
b) 2º item – Mercadoria nacional, com Conteúdo de Importação superior a 40%;
c) 3º item – Mercadoria estrangeira adquirida no mercado interno, sem similar nacional, constante em lista de Resolução Camex.

Assim, considerando a saída tributada, segue, a título de ilustração, como seria o preenchimento dos “Dados do Produto”, relativo à coluna do CST.

Dados do produto

Código produto Descrição dos produtos Situação tributária

01 Vinho Nacional – cx. C/6 un. 100


10 Vinho Alemão – cx. C/6 un. 300
25 Vinho Português – cx. C/6 un. 700

Notas Explicativas

O Ajuste Sinief nº 20/2012 (https://www.confaz.fazenda.gov.br/legislacao/ajustes/2012/aj_001_12) , acrescentou Notas Explicativas ao Anexo do


CST, numerando-se a já existente para o item 1, conforme segue:

1. O primeiro dígito indica a origem da mercadoria ou serviço, com base na Tabela A. O segundo e o terceiro dígitos indicam a tributação pelo ICMS,
com base na Tabela B;
2. O conteúdo de importação a que se referem os códigos 3 e 5 da Tabela Aé aferido de acordo com normas expedidas pelo Conselho Nacional de
Política Fazendária (Confaz);
3. A lista a que se refere a Resolução do Conselho de Ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex), de que tratam os códigos 6 e 7 da Tabela A,
contempla, nos termos da Resolução do Senado Federal nº 13/2012 (http://legis.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=264825), os
bens ou mercadorias importados sem similar nacional. 

Indicação na Nota Fiscal

Na grade de “Dados de Produto”, deverá ser informado o Código de Situação Tributária (CST), conforme as Tabela “A” e “B” mencionadas acima:

CST = 050

Tabela A = 0 = Mercadoria Nacional


Tabela B = 50 = Suspensão

TABELA DE EQUIVALÊNCIA CST e CSOSN

CSOSN CST

CSOSN QUE DEVERÁ ESTAR DESTACADO CST – A SER USADO PELA EMPRESA

00 Tributada Integralmente
101
20 Com redução de Base de Calculo

40 Isenta
41 Não tributada
102
50 Suspensão
51 Diferimento

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00 Tributada Integralmente
20 Com redução de Base de Cálculo
40 Isenta
103
41 Não tributada
50 Suspensão
51 Diferimento

10 Trib e com cobr de icms sub tributaria


201
70 Com redução da Base de Cálculo e cobrança de ICMS

10 Tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária


202 30 Isenta ou não tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária
70 Com redução da Base de Cálculo e cobrança de ICMS

10 Tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária


203 30 Isenta ou não tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária
70 Com redução da Base de Cálculo e cobrança de ICMS

00 Tributada Integralmente
20 Com redução de Base de Cálculo
40 Isenta
300
41 Não tributada
50 Suspensão
51 Diferimento

00 Tributada Integralmente
20 Com redução de Base de Cálculo
40 Isenta
400
41 Não tributada
50 Suspensão
51 Diferimento

500 60 ICMS pago anteriormente por substituição tributaria

900 90 Outras

Como podemos ver, este é um assunto complexo, no entanto, muito importante. Procure sempre orientação de seu contador sempre que você tiver
alguma dúvida sobre os assuntos scais de sua empresa.

Kamila Miranda

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