Você está na página 1de 2

Disponibilização: Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009 Diário da Justiça Eletrônico - Caderno Administrativo São Paulo, Ano III - Edição 604 7

COLÉGIO RECURSAL DA 27ª CIRCUNSCRIÇÃO JUDICIÁRIA – PRESIDENTE PRUDENTE

SÚMULAS CÍVEIS
1. “Prolatada a sentença, não se conhece do agravo de instrumento interposto contra a decisão que apreciou o pedido de
tutela antecipada”.
2. “É admissível, no caso de lesão grave e difícil reparação, o recurso de agravo de instrumento no Juizado Especial
Cível”.
3. “O agravo de instrumento, sob pena de não conhecimento, deve ser instruído, no ato de sua interposição, não só com os
documentos obrigatórios, mas também os necessários à compreensão da controvérsia, salvo justo impedimento”.
4. “Não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível de recurso”.
5. “Não cabe recurso adesivo no Juizado Especial Cível”.
6. “É aplicável no Juizado Especial Cível o disposto no artigo 285-A do Código de Processo Civil, com a redação determinada
pela Lei n. 11.277, de 7-2-2006”.
7. “O juiz não receberá o recurso inominado quando a sentença estiver em conformidade com Súmula do Colégio Recursal
ou de Tribunal Superior, nos termos do artigo 518, § 1º, do Código de Processo Civil, acrescentado pela Lei n. 11.276, de 7-2-
2006”.
8. “Contra as decisões das turmas recursais são cabíveis apenas embargos de declaração e recurso extraordinário”.
9. “Inexiste omissão a sanar por meio de embargos de declaração quando o acórdão não enfrenta todas as questões
argüidas pelas partes, desde que uma delas tenha sido suficiente para o julgamento do recurso”.
10. “Nos termos dos artigos 17 e seus incisos, 18, caput e § 2º e 538, parágrafo único, todos do Código de Processo Civil,
embargos de declaração protelatórios justificam a condenação do embargante ao pagamento de multa de 1% e de indenização
de até 20% sobre o valor da causa”.
11. “Na hipótese de não se proceder ao recolhimento integral do preparo recursal no prazo do artigo 42 da Lei n. 9.099/95, o
recurso será considerado deserto, sendo inaplicável o artigo 511, § 2º, do Código de Processo Civil”.
12. “O preparo no Juizado Especial Cível, sob pena de deserção, será efetuado, independentemente de intimação, nas
quarenta e oito horas seguintes à interposição do recurso e deverá corresponder à soma das parcelas previstas nos incisos I e
II do art. 4º da Lei n. 11.608/03, sendo no mínimo 5 UFESP’s para cada parcela, em cumprimento ao artigo 54, parágrafo único,
da Lei n. 9.099/95, sem prejuízo do recolhimento do porte de remessa e retorno”.
13. “Indeferida a concessão do benefício da gratuidade da justiça, conceder-se-á o prazo de 48 horas para o preparo do
recurso”.
14. “Não é obrigatória a designação de audiência de conciliação e de instrução no Juizado Especial Cível em se tratando de
matéria exclusivamente de direito”.
15. “O relator, nas turmas recursais, em decisão monocrática, pode negar seguimento a recurso manifestamente
inadmissível, improcedente, prejudicado ou em desacordo com súmula ou jurisprudência dominante do próprio juizado ou de
tribunal superior”.
16. “O relator, nas turmas recursais, em decisão monocrática, pode dar provimento ao recurso se a decisão estiver em
manifesto confronto com Súmula de Tribunal Superior ou jurisprudência dominante do próprio juizado”.
17. “A gratuidade da justiça não abrange o valor devido em condenação por litigância de má-fé”.
18. “É facultado ao juiz exigir que a parte comprove a insuficiência de recursos para obter concessão do benefício da
gratuidade da justiça (art. 5º, LXXIV, da CF), uma vez que afirmação da pobreza goza apenas de presunção relativa de
veracidade”.
19. “Das decisões monocráticas do relator não se admite agravo interno”.
20. “O DPVAT exibe a qualidade de seguro obrigatório de responsabilidade civil e, portanto, prescreve em 3 anos a ação de
cobrança intentada pelo beneficiário”.
21. “A mera recusa ao pagamento de indenização decorrente de seguro obrigatório não configura dano moral”.
22. “O cadastramento indevido em órgãos de restrição ao crédito é causa, por si só, de indenização por danos morais,
quando se tratar de única inscrição e, de forma excepcional, quando houver outras inscrições”.
23. “Os juros de que trata o art. 406 do Código Civil de 2002 incidem desde sua vigência e são aqueles estabelecidos pelo
art. 161, § 1º, do Código Tributário Nacional”.
24. “É abusiva a cláusula que prevê a devolução das parcelas pagas a administradora de consórcio somente após o
encerramento do grupo. A devolução deve ser imediata, os valores atualizados desde os respectivos desembolsos e os juros
de mora computados desde a citação. São admissíveis as retenções da taxa de adesão, taxa de administração e seguro, desde
que previstas em cláusulas claras e não abusivas”.
25. “Plano Verão – No mês de janeiro de 1989 (Plano Verão; Medida Provisória nº 32/89, convertida na Lei nº 7.730/89),
as cadernetas com data-base na 1ª quinzena, deveriam ter sido corrigidas pelas instituições financeiras pelo índice de 42,72%
(STJ, Recurso Especial nº 43.055-0-SP)”.
26. “Plano Collor I – Nos meses de março, abril e maio de 1990 as cadernetas de poupança deveriam ter sido corrigidas
pelas instituições financeiras pelos seguintes índices: 84,32%, 44,80% e 7,87%, respectivamente, medidos pelo IPC”.
27. “As instituições financeiras depositárias dos valores disponíveis em cadernetas de poupança têm legitimidade passiva
para a ação em que se busca discutir a remuneração sobre expurgos inflacionários”.
28. “É de vinte anos o prazo prescricional para cobrança judicial da correção monetária e dos juros remuneratórios incidentes
sobre diferenças decorrentes de expurgos inflacionários em caderneta de poupança”.
29. “A diferença de remuneração da conta poupança decorrente de expurgos inflacionários deve ser atualizada
monetariamente pelos índices da caderneta de poupança, inclusive com incidência de juros remuneratórios de 0,5% ao mês,
desde quando deveriam ter sido creditados até a liquidação final, de forma capitalizada, e juros de mora de 1% ao mês a partir
da citação”.
30. “O crédito de juros ou correção em valor inferior ao devido não garante a quitação senão daquilo que efetivamente foi
pago, autorizando o depositante a buscar a complementação do que foi suprimido”.
31. “Não são cabíveis embargos de declaração contra acórdão que confirma a sentença pelos próprios fundamentos, nos
termos do art. 46 da Lei nº 9.099/1995”.
32. “Não se admite o pedido contraposto por quem não pode ser autor no procedimento do JEC”.
33. “O Juizado Especial Cível é competente para julgar ações que discutem diferenças de expurgos inflacionários”.
34. “O devedor pode opor embargos tanto na execução de título judicial quanto na de título extrajudicial, os quais serão
processados nos próprios autos da execução. Contra a sentença que decide esses embargos cabe recurso inominado”.

Publicação Oficial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo - Lei Federal nº 11.419/06, art. 4º
Disponibilização: Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009 Diário da Justiça Eletrônico - Caderno Administrativo São Paulo, Ano III - Edição 604 8

35. “Nas guias de recolhimento das taxas judiciais devem constar expressamente os dados do processo a que elas se
referem, sob pena de deserção”.
36. “O acesso da microempresa ou empresa de pequeno porte no sistema dos Juizados Especiais depende da comprovação
de sua qualificação tributária e documento fiscal referente ao negócio jurídico”.
37. “Para aferição do valor da causa levar-se-á em conta o valor do salário mínimo nacional em vigor na data da propositura
da ação”.
38. “O comparecimento pessoal da pessoa física em audiência não pode ser suprido por mandatário, salvo se houver
conciliação na própria audiência”.
39. “A perícia é incompatível com o procedimento da Lei 9.099/95 e afasta a competência dos juizados especiais”.
40. “É obrigatória a segurança do juízo pela penhora para apresentação de embargos à execução de título judicial ou
extrajudicial perante o Juizado Especial”.
41. “O silêncio do credor, após o prazo para cumprimento do acordo, deve ser entendido como satisfação da obrigação,
desde que previamente advertido desta conseqüência jurídica”.
42. “O condomínio e o espólio não podem propor ação no juizado especial em razão do disposto no artigo 8º, § 1º, da Lei
9.099/95”.
43. “O artigo 55 da Lei 9.099/95 só permite a condenação de sucumbência ao recorrente vencido”.
44. “Não cabem embargos infringentes no sistema dos juizados especiais”.

COLÉGIO RECURSAL DA 38ª CIRCUNSCRIÇÃO JUDICIÁRIA – FRANCA

1. O juiz não receberá o recurso inominado quando a sentença estiver em conformidade com Súmula deste Colégio Recursal
Cível.
O banco depositário é parte passiva legítima na ação de cobrança de diferença de correção monetária de caderneta
de poupança referentes aos valores que não foram transferidos ao BACEN ou até a véspera em que foram transferidos ao
BACEN.
3. Prescreve em vinte anos a ação de cobrança de juros remuneratórios e correção monetária decorrentes de expurgos
inflacionários em caderneta de poupança.
É devido o percentual de 44,80% incidente sobre saldos de caderneta de poupança, não transferidos ao BACEN, existentes
em abril de 1990, descontado o percentual creditado à época.
É devido o percentual de 21,87% incidente sobre saldos de caderneta de poupança, não transferidos ao BACEN, existentes
em fevereiro de 1991, descontado o percentual creditado à época.
A diferença de remuneração de caderneta de poupança deve ser atualizada monetariamente pelos índices da Tabela Prática
do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
7. Não cabe recurso adesivo no Juizado Especial Cível.
8. Não cabe recurso especial no Juizado Especial Cível.
9. Não é obrigatória a designação de audiência de conciliação, instrução e julgamento no Juizado Especial Cível em se
tratando de matéria exclusivamente de direito.

DIMA 2

Por deliberação do Excelentíssimo Senhor Desembargador Presidente do Tribunal de Justiça, publicamos, para conhecimento,
o COMUNICADO do Tribunal Regional Eleitoral, que segue:

Considerando que a publicação dos editais relativos a abertura de inscrição para judicatura eleitoral das Zonas 258ª –
Indianópolis e 348ª – Vila Formosa saíram com incorreção, torno-os sem efeito e abro novo prazo de inscrições. Outrossim,
abre-se inscrição também para a 257ª ZE – Vila Prudente e 185ª ZE – Guarulhos.

COMUNICADO

Por deliberação do Egrégio Tribunal Regional Eleitoral, acham-se abertas no Gabinete da Presidência da Corte, de 27
de novembro a 3 de dezembro do corrente, das 12:00 às 18:00 horas, as inscrições dos Juízes de Direito que atendam às
exigências da Resolução TRE/SP nº 181/2006, para provimento das seguintes Zonas:

185ª ZONA ELEITORAL – GUARULHOS


(exclusiva para Juízes de Direito das Varas da Comarca de Guarulhos)

257ª ZONA ELEITORAL – VILA PRUDENTE


(exclusiva para Juízes de Direito das Varas do Foro Regional de Vila Prudente da Comarca da Capital)

258ª ZONA ELEITORAL – INDIANÓPOLIS


(exclusiva para Juízes de Direito das Varas do Foro Regional de Santo Amaro da Comarca da Capital)

348ª ZONA ELEITORAL – VILA FORMOSA


(exclusiva para Juízes de Direito das Varas do Foro Regional do Tatuapé da Comarca da Capital)

As inscrições devem ser remetidas via fac-símile pelos nºs (11) 2858-2420, 2858-2430, 2858-2440 e 2858-2450, devendo
ser confirmado o recebimento pelo interessado nos mesmos telefones.
Fica dispensado o encaminhamento do original.
Na hipótese de estar o Magistrado autorizado pelo egrégio Tribunal de Justiça do Estado a residir fora da comarca, esta
situação deverá constar do pedido de inscrição, para cumprimento da Resolução nº 22.607/2008 do colendo Tribunal Superior
Eleitoral.

Publicação Oficial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo - Lei Federal nº 11.419/06, art. 4º