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12/03/2015

Apresentação

Apresentação do Expositor.

Objetivos.

Metodologia.

Presença.

Avaliação.

Sociedade Anônima
Características

Classificação

Constituição

Abertura de Capital

Fechamento de Capital

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Sociedade Anônima
Art. 1º A companhia ou sociedade anônima terá o
capital dividido em ações, e a responsabilidade dos
sócios ou acionistas será limitada ao preço de
emissão das ações subscritas ou adquiridas.

Art. 2º Pode ser objeto da companhia qualquer


empresa de fim lucrativo, não contrário à lei, à ordem
pública e aos bons costumes.

Capital Aberto x Capital Fechado
Art. 4o Para os efeitos desta Lei, a companhia é aberta
ou fechada conforme os valores mobiliários de sua
emissão estejam ou não admitidos à negociação no
mercado de valores mobiliários.

§ 1o Somente os valores mobiliários de emissão de


companhia registrada na Comissão de Valores
Mobiliários podem ser negociados no mercado de
valores mobiliários. (INs CVM 202/93 e 245/96)

§ 2o Nenhuma distribuição pública de valores mobiliários


será efetivada no mercado sem prévio registro na
Comissão de Valores Mobiliários (IN CVM 400/03)

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Ações fora do mercado
Art. 4o-A § 2o Consideram-se ações em circulação no
mercado todas as ações do capital da companhia
aberta menos as de propriedade do acionista
controlador, de diretores, de conselheiros de
administração e as em tesouraria.

Insider Trading (Art 27-D da Lei 6.385/76 e artigo 8º


da Instrução CVM 358)

Fechamento de Capital
Art. 4º § 4o O registro de companhia aberta para negociação
de ações no mercado somente poderá ser cancelado se a
companhia emissora de ações, o acionista controlador
ou a sociedade que a controle, direta ou indiretamente,
formular oferta pública para adquirir a totalidade das
ações em circulação no mercado, por preço justo, ao
menos igual ao valor de avaliação da companhia, apurado
com base nos critérios, adotados de forma isolada ou
combinada, de patrimônio líquido contábil, de patrimônio
líquido avaliado a preço de mercado, de fluxo de caixa
descontado, de comparação por múltiplos, de cotação das
ações no mercado de valores mobiliários, ou com base em
outro critério aceito pela Comissão de Valores Mobiliários,
assegurada a revisão do valor da oferta, em conformidade
com o disposto no art. 4o-A.
(IN CVM 361/02)

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Fechamento de Capital
Art. 4º § 5o Terminado o prazo da oferta pública
fixado na regulamentação expedida pela Comissão
de Valores Mobiliários, se remanescerem em
circulação menos de 5% (cinco por cento) do total
das ações emitidas pela companhia, a assembléia-
geral poderá deliberar o resgate dessas ações pelo
valor da oferta de que trata o § 4o, desde que
deposite em estabelecimento bancário autorizado
pela Comissão de Valores Mobiliários, à disposição
dos seus titulares, o valor de resgate, não se
aplicando, nesse caso, o disposto no § 6o do art.
44.

2ª QUESTÃO:
XXXIII CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE
CARGOS PARA INGRESSO NA MAGISTRATURA
ESTADUAL

Acionistas de 3% do capital social de uma Sociedade


Anônima, em fase de fechamento de seu capital,
propuseram ação objetivando a anulação de Assembleia
Geral que deliberou sobre o resgate das ações
remanescentes, porque oferecidas em valor que os
autores consideraram vil. A ação foi proposta em face da
sociedade, que arguiu a ilegitimidade de ambas as
partes. Decida, fundamentadamente.

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2ª QUESTÃO:
A ação não é cabível, embora a companhia seja em tese parte
legítima, uma vez que as decisões da assembleia geral
vinculam a pessoa jurídica (órgão deliberativo) - art. 121, LSA.
Preliminarmente, registre-se que os autores da ação são
titulares de menos de 5% do total das ações da companhia,
excluídas aquelas previstas no §2º, do art. 4º. Eventual
questionamento do preço "justo" pago pelo controlador ou
sociedade controladora realizador (a) da oferta pública (OPA)
de fechamento de capital pode ser feito por titulares de, no
mínimo, 10% das ações em circulação no mercado, em
assembleia especial, nos termos do caput, do art. 4º. O
enunciado não informa se tal assembleia foi ou não realizada,
se foi ou não feita nova avaliação, nem o resultado desta.

2ª QUESTÃO:
O que se pode concluir é que o preço pago na oferta pública
(com base na avaliação originária ou nova) foi aceito pelos
minoritários, com exceção dos titulares de menos de 5% das
ações remanescentes. Nesta hipótese, para não inviabilizar o
fechamento do capital e todo o procedimento da OPA já
realizado, inclusive os custos da oferta pública, o legislador
determinou o resgate compulsório das ações remanescentes,
a ser deliberado em AGE. O valor pago será o mesmo
atribuído às ações dos demais acionistas que aceitaram a
oferta, não sendo convocada assembleia especial para
deliberar o resgate, como determina o art. 4º, §5º. Assim
sendo, os acionistas remanescentes não podem condicionar a
aprovação do resgate compulsório à sua prévia aprovação,
como, via de regra, prevê o art. 44, §6º.

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Constituição
Art. 80. A constituição da companhia depende do
cumprimento dos seguintes requisitos preliminares:

I - subscrição, pelo menos por 2 (duas) pessoas, de


todas as ações em que se divide o capital social fixado
no estatuto;

II - realização, como entrada, de 10% (dez por


cento), no mínimo, do preço de emissão das ações
subscritas em dinheiro;

III - depósito, no Banco do Brasil S/A., ou em outro


estabelecimento bancário autorizado pela Comissão de
Valores Mobiliários, da parte do capital realizado em
dinheiro.

Constituição
Art. 82. A constituição de companhia por subscrição
pública depende do prévio registro da emissão na
Comissão de Valores Mobiliários, e a subscrição somente
poderá ser efetuada com a intermediação de instituição
financeira.

Art. 86. Encerrada a subscrição e havendo sido subscrito


todo o capital social, os fundadores convocarão a
assembleia-geral que deverá (...)

Art. 87. § 2º Cada ação, independentemente de sua


espécie ou classe, dá direito a um voto; a maioria não tem
poder para alterar o projeto de estatuto.(Ver requisitos
complementares nos Ar. 95 e 96 LSA)

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Constituição

Art. 88. A constituição da companhia por subscrição particular


do capital pode fazer-se por deliberação dos subscritores em
assembleia-geral ou por escritura pública, considerando-se
fundadores todos os subscritores.

1ª QUESTÃO:

Determinada sociedade anônima, constituída por subscrição


pública, aprovou, pela unanimidade de votos dos subscritores
presentes e que constituíam a maioria deles, em assembleia
constitutiva regularmente convocada, os seus estatutos,
alterando inúmeros dispositivos constantes do projeto
publicado. Os subscritores ausentes a essa assembleia
podem pedir a nulidade da constituição da sociedade?

Resposta fundamentada.

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1ª QUESTÃO:

Art. 87, § 2º, LSA. A maioria, qualquer que seja ela, não tem
poder para alterar o projeto de estatuto, somente a
unanimidade dos subscritores, portanto assiste razão aos
ausentes.

VALORES MOBILIÁRIOS

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Lei 6.385/76
Art. 2o São valores mobiliários sujeitos ao regime desta Lei:

I ‐ as ações, debêntures e bônus de subscrição;

II ‐ os cupons, direitos, recibos de subscrição e certificados de


desdobramento relativos aos valores mobiliários referidos no
inciso II;

III ‐ os certificados de depósito de valores mobiliários;

IV ‐ as cédulas de debêntures;

V ‐ as cotas de fundos de investimento em valores mobiliários


ou de clubes de investimento em quaisquer ativos;

Lei 6.385/76
Art. 2o São valores mobiliários sujeitos ao regime desta Lei:

VI ‐ as notas comerciais;

VII ‐ os contratos futuros, de opções e outros derivativos, cujos


ativos subjacentes sejam valores mobiliários;

VIII ‐ outros contratos derivativos, independentemente dos


ativos subjacentes; e

IX ‐ quando ofertados publicamente, quaisquer outros títulos


ou contratos de investimento coletivo, que gerem direito de
participação, de parceria ou de remuneração, inclusive
resultante de prestação de serviços, cujos rendimentos advêm
do esforço do empreendedor ou de terceiros.

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Ações
Art. 11. O estatuto fixará o número das ações em que
se divide o capital social e estabelecerá se as ações
terão, ou não, valor nominal.

§ 1º Na companhia com ações sem valor nominal, o


estatuto poderá criar uma ou mais classes de ações
preferenciais com valor nominal.

§ 2º O valor nominal será o mesmo para todas as ações


da companhia.

§ 3º O valor nominal das ações de companhia aberta


não poderá ser inferior ao mínimo fixado pela
Comissão de Valores Mobiliários.

Ações (Espécies)
Art. 15. As ações, conforme a natureza dos direitos ou
vantagens que confiram a seus titulares, são ordinárias,
preferenciais, ou de fruição.

§ 1º As ações ordinárias da companhia fechada e as


ações preferenciais da companhia aberta e fechada
poderão ser de uma ou mais classes.

§ 2º O número de ações preferenciais sem direito a


voto, ou sujeitas a restrição no exercício desse direito,
não pode ultrapassar 50% (cinquenta por cento) do
total das ações emitidas.

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Direito de Voto

• Art. 110. A cada ação ordinária corresponde 1


(um) voto nas deliberações da assembleia-
geral.

• Art. 111. O estatuto poderá deixar de conferir


às ações preferenciais algum ou alguns dos
direitos reconhecidos às ações ordinárias,
inclusive o de voto, ou conferi-lo com
restrições, observado o disposto no artigo 109.

• Ver. arts. 87, §2º e 213, §1º

1ª QUESTÃO:
X CONCURSO PARA PROCURADOR DO ESTADO
DE RONDÔNIA

O estatuto da Cia Robledo Bledo veda expressamente


o direito de voto às ações preferenciais. Não obstante,
na assembleia de constituição e nas assembleias
realizadas durante a liquidação votaram todos os
acionistas, independentemente de espécie, número ou
classe de ações. Houve infração ao estatuto nestas
ocasiões?

Resposta fundamentada.

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1ª QUESTÃO:

Não, com base nos arts. 87, §2º e 213, §1º, da Lei nº
6.404/76.

Ações Ordinárias

Art. 16. As ações ordinárias de companhia fechada


poderão ser de classes diversas, em função de:

I ‐ conversibilidade em ações preferenciais;

II ‐ exigência de nacionalidade brasileira do


acionista; ou

III ‐ direito de voto em separado para o


preenchimento de determinados cargos de órgãos
administrativos.

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Ações Preferenciais
Art. 17. As preferências ou vantagens das ações
preferenciais podem consistir:

I ‐ em prioridade na distribuição de dividendo,


fixo ou mínimo;

II ‐ em prioridade no reembolso do capital, com


prêmio ou sem ele; ou

III ‐ na acumulação das preferências e vantagens


de que tratam os incisos I e II.(Incluído pela Lei nº
10.303, de 2001)

Ações Preferenciais

Art. 17. § 1o Independentemente do direito de


receber ou não o valor de reembolso do capital
com prêmio ou sem ele, as ações preferenciais
sem direito de voto ou com restrição ao
exercício deste direito, somente serão admitidas
à negociação no mercado de valores mobiliários
se a elas for atribuída pelo menos uma das
seguintes preferências ou vantagens:

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Ações Preferenciais
Art. 17. § 1º

I ‐ direito de participar do dividendo a ser distribuído,


correspondente a, pelo menos, 25% (vinte e cinco por
cento) do lucro líquido do exercício, calculado na forma
do art. 202, de acordo com o seguinte critério:(...)

II ‐ direito ao recebimento de dividendo, por ação


preferencial, pelo menos 10% (dez por cento) maior do
que o atribuído a cada ação ordinária; ou

III ‐ direito de serem incluídas na oferta pública de


alienação de controle, nas condições previstas no art.
254‐A, assegurado o dividendo pelo menos igual ao das
ações ordinárias.

2ª QUESTÃO:
O controlador de uma companhia aberta decide alienar
seu controle acionário. O pretenso adquirente das ações
formula oferta pública aos acionistas minoritários, não
incluindo os titulares de ações preferenciais. Pergunta‐
se: É cabível a inclusão no tag along dos acionistas
titulares de ações preferenciais?

Resposta objetivamente justificada.

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2ª QUESTÃO:

Art. 17,§ 1°, III da LSA. Ressalte‐se que deve estar


assegurada tal vantagem aos acionistas preferenciais,
podendo inclusive ser privativa de uma ou mais classes.
Se os acionistas preferenciais não tiverem tal vantagem
assegurada será observado o art. 29, da Instrução
Normativa da CVM nº 361/2002, segundo a qual
participam da oferta pública os acionistas titulares de
ações às quais seja atribuído o pleno e permanente
direito de voto, por lei ou pelo estatuto.

Ações Preferenciais
Art. 18. O estatuto pode assegurar a uma ou mais
classes de ações preferenciais o direito de eleger, em
votação em separado, um ou mais membros dos
órgãos de administração.

Parágrafo único. O estatuto pode subordinar as


alterações estatutárias que especificar à aprovação, em
assembléia especial, dos titulares de uma ou mais
classes de ações preferenciais.

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Obrigado!

Prof. Pablo Gonçalves Arruda

pabloarruda@smga.com.br
www.pabloarruda.com.br
www.smga.com.br

Informações Curriculares do Expositor
Sócio do Escritório Souza Machado, Gonçalves e Arruda
Advocacia. Coordenador do Núcleo de Direito Empresarial
do IBDN (Instituto Brasileiro de Direito dos Negócios).

Professor de Direito Empresarial do LL.M do IBMEC‐RJ.


Professor de Direito Empresarial do LL.M e do MBA da
FGV. Professor de Direito Empresarial do Curso de Pós
Graduação da PUC‐RJ. Expositor de importantes escolas
oficiais de formação, tais como a Escola da Magistratura do
Estado do Rio de Janeiro (EMERJ), a Escola da Magistratura
Federal do Paraná (ESMAFE/PR), a Associação do
Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (AMPERJ),
a Fundação Escola do Ministério Público do Estado do Rio
de Janeiro (FEMPERJ), a Fundação Escola Superior da
Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro
(FESUDEPERJ). Professor convidado dos Cursos de Pós
Graduação da Cândido Mendes, Damásio de Jesus, Gama
Filho, Estácio de Sá, UniverCidade.

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