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Japão

Aspectos físicos

 Pequena extensão territorial


 Arquipélago formado pelo choque de placas tectônicas
 Formação geológica recente
o Instável: abalos sísmicos frequentes
o Pobre em recursos naturais
o Montanhoso
 Adaptado as condições naturais: pesca, habitações, aglomerações, agricultura, etc.
 O encontro de correntes marítimas quentes e frias favorece a pesca.

Antecedentes da Era Meiji

 País feudal e fechado, isolado do restante do mundo


 O imperador compartilhava poder com os xoguns (supremos comandantes militares)
 A partir de 1850: pressão dos EUA para abertura econômica japonesa

Era Meiji (1868 – 1912)

 Restauração do poder do imperador


 Fim do feudalismo e do xogunato
 Estado centralizado com incentivo ao nacionalismo
 Principais avanços:
o Industrialização
o Educação
o Produção agrícola
o Modernização das forças armadas
 Formação dos Zaibatsus (Zai: financeiro; batsu: grupo)
o Associação de famílias (poder econômico) com o Estado (poder político)
o Exemplo: Mitsubishi, Toyota, Yamaha, Kawasaki, Nissan, etc.

Imperialismo japonês

 Busca por matérias primas e mercado consumidor


 Invasão de países vizinhos
 Integração com o Eixo na 2ª Guerra Mundial

Pós 2ª Guerra

 Plano Colombo: contenção do comunismo


 Desmilitarização e modernização da economia capitalista
o Restrição a investimentos militares
o Desenvolvimento industrial
o Inovação tecnológica
o Distribuição de renda
 Dissolução do Zaibatsu (fim do monopólio - aumento da concorrência)

Japão 3ª Revolução Industrial (Revolução Técnico-científico-informacional)


 Desenvolvimento da informática, microeletrônica e robótica
 Crises do petróleo de 1973 e 1979: deslocamento para os Tigres de indústrias (bens
não duráveis como calçado e roupas) com alto consumo de energia e trabalho
intensivo
 Modelo de produção Toyotista (1970)
o Just-in-time: peças fornecidas na medida do necessário
o Controle de qualidade
o Produção de acordo com a demanda
o Redução de estoque
 Milagre Econômico japonês (1980)
o Trabalhadores qualificados e altos investimentos na educação
o Investimento em Pesquisa e Desenvolvimento
o Elevada taxa de poupança interna
 Os países beneficiados pelas mudanças estruturais da economia japonesa: Cingapura,
Coreia do Sul, Taiwan e Hong Kong (Tigres Asiáticos)

1- Antes da Segunda Guerra, o Japão já havia conhecido um período de grande


desenvolvimento econômico na chamada Era Meiji. Caracterize esse período.
2- Explique que foi o Plano Colombo e qual sua importância para o Japão e os Tigres
Asiáticos.
3- Conceitue o termo just in time e explique como ele funciona.
4- Determine os fatores responsáveis pelo grande crescimento econômico japonês no
Pós-Segunda Guerra Mundal.

Tigres Asiáticos

 Países subdesenvolvidos que se industrializaram na década de 1970


 Diferenciam-se da industrialização da América Latina pois:
o Exportam produtos industrializados, especialmente bens de consumo
(plataformas de exportação)
o Apresentaram desenvolvimento social
 Seguiram o modelo japonês
o investimentos em educação, ciência e tecnologia
o estímulo a poupança interna
 Mão de obra barata e qualificada, infraestrutura e baixos impostos
 Desvalorização da moeda frente ao dólar

ZAIBATSU

Grupos industriais e financeiros que se organizaram como conglomerados, atingindo grande


tamanho e poder na economia japonesa entre a Era Meiji (1868-1912) e o final da Segunda
Guerra Mundial. Embora o Zaibatsu tenha sido dissolvido pelas forças de ocupação norte-
americanas, a nova organização de conglomerados que surgiu em seu lugar — o Keiretsu — é
considerada a verdadeira sucessora do Zaibatsu, apesar de seu poder ser consideravelmente
menor.
O termo Zaibatsu não é muito preciso, mas sua raiz etimológica parece vir do significado das
duas palavras que o constituem: zai, que significa “riqueza”, e batsu, que significa tanto “grupo”
quanto “estado”. Originalmente, o termo estava relacionado com a política, designando a elite
mais rica do país, mas depois da Primeira Guerra Mundial, seu significado passou a relacionar-
se com a organização de conglomerados que enfeixavam em suas mãos grande quantidade de
riqueza. Do ponto de vista econômico e empresarial, o termo também traz algumas
ambigüidades.

Todas as grandes organizações econômicas eram Zaibatsu, ou apenas aquelas controladas pelas
famílias que as tinham fundado? Entre os comentaristas japoneses existe um certo consenso
em admitir que, até o final da Segunda Guerra Mundial, apenas os conglomerados Mitsui,
Mitsubishi, Sumimoto e Yasuda eram Zaibatsu.

Esses quatro conglomerados detinham grande poder e, durante a Era Meiji, tinham grande
influência sobre o governo e obtinham deste vantagens e favores. Depois da Segunda Guerra
Mundial, as forças de ocupação incluíram mais seis conglomerados na classificação de
Zaibatsu: Nissan, Asano, Furukawa, Okura, Nakajima e Nomura.

Em 1945, esses conglomerados haviam alcançado dimensões extraordinariamente grandes. Por


exemplo, embora não houvesse estatísticas muito confiáveis, a Mitsui reunia cerca de trezentas
corporações e a Mitsubishi, cerca de 250. E o capital dos quatro conglomerados que
constituíam Zaibatsu representava, no final da guerra, cerca de 25% do total do capital do
Japão.

Na medida em que essas empresas e seus proprietários e diretores foram identificados com o
expansionismo japonês e o caráter bélico de seu governo, uma das primeiras preocupações das
forças aliadas, especialmente dos Estados Unidos, mesmo antes do final da guerra, foi dissolver
os Zaibatsu e substituir o grupo dirigente das corporações e dos conglomerados.

Quando se tornou conhecido no Japão que as forças de ocupação comandadas pelo general
MacArthur iriam exigir a dissolução dos Zaibatsu, Yasuda se antecipou e propôs um plano de
dissolução de seu próprio conglomerado, que ficou conhecido como Plano Yasuda; os outros
três conglomerados seguiram-lhe o exemplo. De acordo com o Plano Yasuda, as ações das
quatro empresas holding dos quatro grupos seriam vendidas ao público, e os diretores desses
grupos pediriam demissão de seus cargos, deixando de ter qualquer influência na
administração dessas empresas.

Além disso, os membros das famílias que controlavam os Zaibatsu também se comprometiam a
deixar todos os postos de comando das corporações e dos conglomerados, fossem eles do
âmbito comercial, financeiro, ou industrial.

O Plano Yasuda foi aceito pelo general MacArthur, embora as compensações financeiras às
famílias proprietárias das ações fossem feitas pelo valor destas, deduzidas as despesas
financeiras, mas em dez anos, por meio de títulos inegociáveis.

Não obstante tal compensação formalmente pudesse ser considerada generosa com aqueles
que haviam colaborado com uma guerra feroz contra os Estados Unidos, o processo
inflacionário do pós-guerra no Japão se encarregou de transformar uma substancial
indenização em quase um confisco.

Além disso, o general MacArthur pressionou o governo japonês a aprovar uma lei antitruste
que mantivesse a economia japonesa desconcentrada. Isso de fato aconteceu em abril de 1947
(Lei de Proibição dos Monopólios e Métodos de Preservação do Livre Comércio). Um dos
dispositivos mais importantes dessa lei foi a proibição das holdings, o que era o fundamental
da estrutura dos Zaibatsu. Embora essas medidas de dissolução dos Zaibatsu e da depuração
dos quadros dirigentes de suas corporações e conglomerados tenham sido muito criticadas
pelos japoneses, hoje muitos reconhecem que a iniciativa, estimulando a concorrência entre as
empresas, isto é, eliminando em grande medida a concentração do capital, foi um dos
elementos decisivos para o intenso crescimento da economia japonesa no pós-guerra.