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PONTIFÍCIA UNIVERSITÀ LATERANENSE

FACULDADE CLARETIANA DE TEOLOGIA


STUDIUM THEOLOGICUM

ELINAEL OLIVEIRA DE ARAÚJO

RESENHA CRÍTICA DO FILME


A CHAVE DE SARAH

CURITIBA
2018
ELINAEL OLIVEIRA DE ARAÚJO

RESENHA CRÍTICA DO FILME


A CHAVE DE SARAH

Trabalho apresentado ao curso de Teologia do Studium


Theologicum – Faculdade Claretiana de Teologia da
Pontifícia Università Lateranense como requisitos de
horas complementares de Atividades Acadêmicos
Científico Cultural, tendo como orientador Prof. Dr. Pe.
Valdinei de Jesus Ribeiro.

CURITIBA
2018
SINOPSE

Sarah Starzynski (Mélusine Mayance) é uma jovem judia que vive em


Paris com os pais (Natasha Mashkevich e Arben Bajraktaraj) e o irmão caçula
Michel (Paul Mercier). Eles são expulsos do apartamento em que vivem por
soldados nazistas, que os levam até um campo de concentração. Na intenção
de salvar Michel, Sarah o tranca dentro de um armário escondido na parede de
seu quarto e pede que ele não saia de lá até que ela retorne. A situação faz com
que Sarah tente a todo custo retornar para casa, no intuito de salvá-lo. Décadas
depois, a jornalista Julia Jarmond (Kristin Scott Thomas) é encarregada de
preparar uma reportagem sobre o período em que Paris esteve dominada pelos
nazistas. Ao investigar sobre o assunto, encontra um elo entre sua família e a
história de Sarah.

O FILME

A filme relata a história de Sarah, uma jovem judia que vivia em Paris com
os pais e o irmão mais novo, diante da ocupação alemão na França a família é
forçada a sair do apartamento, só que Sarah para salvar o irmão o prende no
armário. Essa situação faz com que Sarah tente a qualquer custo sair de lá para
encontra-se com o irmão. O filme dá ênfase na perseguição aos judeus. Segundo
o filme em 16/07/1942, foram presos treze mil judeus sendo a maioria mulheres
e crianças, oito mil estavam em condições desumanas. Isto aconteceu durante
a ocupação alemã na França, na 2ª Guerra Mundial.

No decorrer do filme aparece alguns pontos interessante:

- Há uma busca de uma sociedade ideal, mas isto é considerado uma utopia
para o século 21.

- A biotecnologia e a nanotecnologia são opções boas para o futuro.

- Pessoas se suicidavam, ao serem presas.

- Mãe de Sara demostra muita fé em Deus.

- Sara toca o coração de jovem soldado, ao fazer um agradecimento. Ele deixa


ela fugir com sua amiga.
- Sara pede água, mas homem nega.

- Amigo de Julia diz que ela está obcecada.

- Sara volta ao apartamento e Michel está morto.

- Problema no casamento.

- Sara se suicidou

- Esposo de Julia quer que ela aborte. Esposa fala que é um milagre, e não
aborta e coloca o nome da filha de Sarah.

Comentário

O filme deixa bem claro a perseguição aos judeus. Mostra a fé que a


família de Sarah tem em Deus. Dentro deste contexto de perseguição aos
judeus, aparece outros contextos que vivemos em nossa atualidade, como por
exemplos os pontos citados acima. A biotecnologia e a nanotecnologia estão
tomando conta da modernidade.

Outro fato que apareceu foi o suicídio. As pessoas desesperadas


começam a se matar. Muitas vezes sabemos de pessoas em nossa atualidade
que se suicidam por perderem o sentido da vida. Perdendo o sentido da vida
algumas pessoas não conseguem administrar a vida que Deus lhes confiou. Isto
fica claro no catecismo da Igreja n° 2280 que diz que "somos os administradores
e não os proprietários da vida que Deus nos confiou", e por isso "o suicídio é
contrário ao amor do Deus vivo". Por mais que passamos por momentos difíceis
na vida, não devemos ir contra a vida e tirá-la e sim cuidá-la, porque é dom de
Deus.

No entanto, a Família de Sarah dá um testemunho de fé, esperança de


que tudo de mal iria passar. Sarah, é uma menina de muita fé, e consegue fazer
com que até mesmo aqueles que parecem ser seus inimigos, a ajudarem. Foi o
caso do soldado que ajudou ela e sua amiga a fugir e também até mesmo
aqueles que a negaram água e depois a ajudaram-na a ir para Paris.
Outros pontos que chamam a atenção, é a discussão do casal sobre a
gravidez de Julia, que leva o homem a tomar a decisão de pedir para Julia fazer
o aborto. O aborto vai contra o dom da vida e por isso a Igreja não aceita este
tipo de atitude, porque o ser humano não tem o dever de tirar a vida do outro isto
está no catecismo n° 2271-72. O aborto é um atentado contra a vida. Portanto,
o filme nos faz refletir sobre diversos acontecimentos históricos e até mesmo
fatos da nossa atualidade.