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2018

O Uso de Medicamentos em Pronto


Atendimento

UPA Nordeste
MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

Esse material tem como objetivo esclarecer dúvidas mais frequentes


de alguns medicamentos utilizados na nossa unidade e servir de guia
para os profissionais da saúde de toda instituição, impulsionando a
qualidade das ações assistenciais e padronizando os processos
referentes ao uso seguro de medicamentos. No entanto, cada
paciente é único e suas particularidades devem ser respeitadas no
momento do uso de medicamentos. Além disso, várias outras drogas
estão presentes no nosso dia a dia e outras apresentações e formas
de utilização também devem ser consideradas, já que essa cartilha
apenas define o padrão seguido dentro da UPA Nordeste.

Elaboração
Carolina Diniz Bolzan de Oliveira
Denise Valadão da Silveira Souza
Davidson Coelho Jácome
Marcela C. M. de Souza
Rosenara Viana Barbosa
Thaís Aparecida Rodrigues de Jesus

Revisão e Aprovação
Denise Valadão da Silveira Souza
Marcela C. M. de Souza
Raquel Felisardo Rosa
Renata Alves Campos
Luciana Márcia Felisberto
Yuri da Silva Figueiredo

2018
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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

Sumário

Medicamentos de Urgência e Emergência--------------------------------------------- 4


Adenosina-------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 4
Amiodarona----------------------------------------------------------------------------------------------------------- 4
Metoprolol------------------------------------------------------------------------------------------------------------- 5
Medicamentos para Intubação----------------------------------------------------------------------------------- 6
Catecolaminas---------------------------------------------------------------------------------------------------------8
Anti-hipertensivos Venosos--------------------------------------------------------------------------------------- 9
Fibrinolítico (Alteplase)--------------------------------------------------------------------------------------------10
Anticonvulsivantes--------------------------------------------------------------------------------------------------11
Crise Asmática-------------------------------------------------------------------------------------------------------12
Bicarbonato de Sódio---------------------------------------------------------------------------------------------- 13

Medicamentos Gerais--------------------------------------------------------------------- 14
Analgésicos-----------------------------------------------------------------------------------------------------------14
Antibioticoterapia---------------------------------------------------------------------------------------------------15
Insulina-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------19
Hipoglicemiantes Orais--------------------------------------------------------------------------------------------20
Cloreto de Potássio 10%-------------------------------------------------------------------------------------------20
Cloreto de sódio 10%-----------------------------------------------------------------------------------------------21
Octreotida-------------------------------------------------------------------------------------------------------------21
Metoclopramida-----------------------------------------------------------------------------------------------------22
Omeprazol------------------------------------------------------------------------------------------------------------23
Prometazina----------------------------------------------------------------------------------------------------------23

Medicando na Observação----------------------------------------------------------------24
Anticoagulantes Parenterais-------------------------------------------------------------------------------------24
Anticoagulante Oral------------------------------------------------------------------------------------------------25
Cuidados Gerais-----------------------------------------------------------------------------------------------------26

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Medicamentos por sonda-----------------------------------------------------------------------------------------28

Medicamentos em Pediatria-------------------------------------------------------------29
Uso de Espaçadores------------------------------------------------------------------------------------------------30
Uso de Inalador Pressurizado (Bombinha)--------------------------------------------------------------------33

Vias de Administração IM e SC-----------------------------------------------------------36

Cuidados ao Utilizar Bomba de Infusão-----------------------------------------------38

Segurança do Paciente---------------------------------------------------------------------41

Siglas--------------------------------------------------------------------------------------------43

Referências------------------------------------------------------------------------------------44

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Medicamentos de Urgência e Emergência

Adenosina (3mg/ml, ampola de 2ml – total de 6mg)


Antiarrítmico, utilizada para reversão de taquicardia supraventricular
paroxística. A Adenosina deve ser administrada em bolus, sem diluição,
rapidamente na veia do paciente, por meio de um three way, seguida
imediatamente de infusão rápida de 20ml de cloreto de sódio 0,9%.
Administra-se uma ampola de cada vez (6mg), podendo repetir a infusão
apenas mais duas vezes, com no máximo duas ampolas por dose –12mg +
12mg, se necessário. Paciente: testar permeabilidade do acesso venoso;
manter paciente deitado, monitorizado e orientá-lo que poderá sentir um
desconforto após administração da medicação (sensação de abafamento,
tonteira, cefaléia, gosto metálico na boca, dentre outros). Contraindicada em
crises asmáticas por causar broncoconstrição.

Amiodarona(50mg/ml, ampola de 3ml – total de 150mg)


Usada em arritmias, em solução injetável, com monitoramento da pressão
arterial e ritmo cardíaco do paciente. Administra-se 02 ampolas EV em bolus
e inicia-se a dose de manutenção: 06 ampolas em 200ml de SGI5% em
bomba de infusão. Assim que possível inicia-se desmame da medicação até
modificar a amiodarona para administração via oral.
Durante atendimento de PCR por taquicardia ventricular (TV) monomórfica
ou fibrilação ventricular (FV): após desfibrilação e massagem cardíaca, usa-se
a primeira dose de amiodarona de 300mg (2 amp de 150 mg), intercalada de

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epinefrina e uma segunda dose de amiodarona de 150 mg. Máximo de 3


ampolas.

Metoprolol ( 1 mg/mL, ampola 5 ml – total de 5 mg)


Medicamento utilizado para distúrbios do ritmo cardíaco (Ex.: taquicardia
supraventricular) e para infarto do miocárdio (confirmado ou suspeita). Não é
necessária a diluição do medicamento. Para arritmias cardíacas, deve ser
administrado, inicialmente até 5 mg (1 ampola) EV em bolus, com velocidade
de 1-2 mg/min, ou seja, 1 ampola em no mínimo 2,5 minutos. A injeção pode
ser repetida em intervalos de até 5 minutos, até que se obtenha resposta
satisfatória. Para infarto do miocárdio, após estabilização hemodinâmica do
paciente, dever ser administrado EV em bolus, LENTAMENTE, o mais breve
possível após o início dos sintomas. Deve-se administrar 3 injeções em bolus
de 5 mg (1 ampola), em intervalos de 2 minutos, dependendo das condições
hemodinâmicas do paciente.
ATENÇÃO: o metoprolol deve ser administrado apenas NA SALA DE
EMERGÊNCIA DA UPA. Para pacientes em outros setores, o técnico deve
comunicar o enfermeiro responsável para discussão com o médico
assistente. RISCO DE BRADICARDIA E CHOQUE CARDIOGÊNICO.

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ATENÇÃO ESPECIAL PARA PACIENTES COM DOENÇAS BRONCOESPÁSTICAS


(Ex.: asma), E EM DIABÉTICOS, o metoprolol pode exacerbar os sintomas de
broncoconstrição e mascarar os sinais de hipoglicemia.

Medicamentos para Intubação


Na sala de urgência, os pacientes monitorizados são sedados para o
procedimento de intubação orotraqueal. As medicações mais utilizadas nesse
caso, e que não precisam ser diluídas,são o fentanil(50mcg/ml – frasco
ampola de 10ml), etomidato(2mg/ml, ampola de 10ml) e
midazolam(5mg/ml) e a escolha das drogas vai depender da condição do
paciente e preferências do médico. Quando o paciente chega à unidade já em
PCR (parada cardiorrespiratória), pode não ser necessária a administração de
sedativos para a intubação.
O quelicin (cloreto de suxametônio – 100mg de pó liofilizado) também é
utilizado no procedimento de intubação. Essa droga facilita a intubação ao
relaxar a musculatura do paciente (ação de bloqueador neuromuscular).

Já o rocurônio (10 mg/ml, frasco ampola de 5 ml), apesar de ser também um


bloqueador neuromuscular, é um medicamento diferente do suxametônio,
dentre outros parâmetros, no que se refere ao tempo de duração da ação

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(suxametônio possui curta duração de ação e o rocurônio, possui duração de


ação intermediária; este último geralmente indicado quando o paciente está
“competindo com o tubo”) e ao armazenamento (rocurônio na geladeira e o
suxametônio em temperatura ambiente).
Todos os medicamentos acima devem ser administrados em bolus (o quelicin
apresenta-se em pó e deve ser diluído em 10ml de ABD, o rocurônio já se
apresenta como solução pronta para uso), na veia do paciente, na quantidade
definida pelo médico. Os medicamentos devem ser mantidos próximo ao
leito do paciente, devidamente identificados e, após administração, deve-se
infundir no mínimo 10ml de solução fisiológica 0,9% para “levar” a medicação
para a corrente sanguínea do paciente (geralmente o paciente já está em
soroterapia).
Após intubado, a maioria dos pacientes permanece com sedação contínua
para melhor adaptação à ventilação mecânica. O fentanil e midazolam
(dormonid) são os medicamentos utilizados para esse fim e podem ser
diluídos no mesmo frasco ou em frascos separados, dependendo da
orientação médica (como o fentanil pode causar bradicardia e hipotensão, o
médico pode preferir diluí-lo separadamente do midazolam para facilitar os
ajustes das doses de sedação sem prejudicar o paciente).
Diluição: 04 ampolas de 10 ml cada (04 ampolas de fentanil e 04 ampolas de
midazolam) em 120 ml de SF0,9% ou SGI5% – em bomba de infusão, ou 02
ampolas de 10 ml cada (02 ampolas de fentanil e 02 ampolas de midazolam)
em 160 ml de SF0,9% ou SGI5% – em bomba de infusão.
Atentar para o volume das ampolas de midazolam (possui ampolas de 3ml e
10ml, mas a dosagem é a mesma – 5mg/ml)!

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Catecolaminas
Muitos pacientes na sala de urgência precisam de medicações como
adrenalina (epinefrina), noradrenalina (norepinefrina), dopamina e
dobutamina, que devem ser administradas em veias de grosso calibre e os
pacientes devem sempre estar monitorizados.
Adrenalina (epinefrina, 1mg/ml – ampola de 1ml) – utilizada em PCR, IV (em
bolus), com intervalo de 2 a 3 minutos entre uma ampola e outra. Também
pode ser administrada por via IM, SC, ou pelo tubo orotraqueal (via menos
frequente, utilizada em pacientes sem acesso venoso – a dose administrada
deve ser dobrada – 2 ampolas – e, após administração, “lavar” o tubo com
3ml de SF0,9%).
Noradrenalina (norepinefrina, 2mg/ml – ampola de 4ml) – utilizada para
estabilização da pressão arterial em casos de hipotensão aguda. Diluição: 05
ampolas em 180 ml de SGI5% - em bomba de infusão. Administrar
preferencialmente em acesso venoso central!

Dopamina (5mg/ml – ampola de 10ml)–utilizada em condições de choque,


em casos de baixo fluxo urinário em pacientes com parâmetros
hemodinâmicos instáveis e baixo débito cardíaco. Diluição: 05 ampolas em

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200ml de SF0,9% ou SGI5% - em bomba de infusão.


Dobutamina (12,5ml/mg – ampola 20ml) – utilizada para aumentar o débito
cardíaco em pacientes com insuficiência cardíaca descompensada. Diluição:
01 ampola em 230ml de SF0,9% ou SGI5% - em bomba de infusão.
Soluções vesicantes (quando extravasado pode levar à necrose do tecido)!

Anti-hipertensivos Venosos
Os medicamentos mais utilizados nas crises hipertensivas são o Nipride
(nitroprussiato de sódio, 50mg de pó liofilizado) e o Tridil (nitroglicerina,
5mg/ml – ampola de 10ml). Ambas são medicações fotossensíveis e devem
ser infundidas protegendo o frasco da luz.

Nipride – 01 frasco ampola em 240 a 1000 ml de SGI5% - em bomba de


infusão

Tridil – 01 frasco ampola em 240 a 500ml de SF0,9% ou SGI5% - em bomba de


infusão(risco de flebite)

Paciente: atentar para os efeitos adversos mais comuns – cefaleia, náuseas e


vômitos.

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Fibrinolítico (Alteplase, 50mg de pó liofilizado)


Utilizada em casos de infarto agudo do miocárdio, quando o paciente
apresenta queixa de dor torácica com evolução de até seis horas. Indicação
restrita devido ao alto valor da medicação.

Protocolo de trombólise: utilizar 02 frascos, reconstituir com o diluente


disponível (15mg = 15ml, 50mg = 50ml, 35mg = 35ml). Infusão: 15ml em
bolus, após, 50ml em 30 minutos em bomba de infusão e, para finalizar, 35ml
em 30minutos em bomba de infusão. Toda infusão não deve ultrapassar 01
hora. Diluição: diluente próprio.

Reações adversas mais comuns: sangramentos, arritmias, sudorese, náuseas,


vômitos, anafilaxia. Em casos de hipotensão, não interromper a infusão e
administrar SF0,9% livre de acordo com a indicação médica.

Cuidados: além de manter o paciente monitorizado, avaliação de pressão


arterial no mínimo de 15 em 15 minutos, realizar ECG antes e após
procedimento e manter equipamentos de urgência a postos.

ATENÇÃO! Quando houver a demanda de trombólise, em pacientes com


diagnóstico de IAM com supra de ST, antes de indicar a administração da
Alteplase, o médico prescritor deverá tentar o fluxo da angioplastia
primária no Hospital das Clinicas/UFMG e no Procordis/Santa Casa. Além
disso, o médico deverá comunicar o caso para a coordenação médica da
UPA a fim de facilitar a comunicação com os serviços de referência citados.
SE HOUVER DEMORA EM conseguir a vaga ou demora do transporte, opta-
se por iniciar Alteplase e encaminhar posteriormente para a hemodinâmica.

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Se a vaga da Angioplastia Primária for autorizada, deve-se fazer a dose


dobrada do clopidrogel (nesses casos 8 comprimidos de 75 mg). Pacientes
acima de 75 anos não se faz dose de ataque de clopidrogel (usa- se somente
75 mg de clopidrogel).

Anticonvulsivantes
Diazepam (5mg/ml – ampola 2ml) – utilizado em pacientes com crise
convulsiva ativa. Administrado EV, em bolus, SEM DILUIÇÃO.
Atentar para o tempo de infusão do diazepam: deve ser administrado
lentamente, entre 3 a 5 minutos, pelo risco de rebaixamento do sensório e
até parada respiratória!

Fenitoína (hidantal, 50mg/ml, ampola de 5ml) – utilizada para pacientes que


apresentaram crise convulsiva e estão em estado pós-comicial ou já bem
orientados, com o intuito de evitar novas crises (é o que chamamos de
hidantalizar o paciente). Diluição: 04 ampolas em 500ml de SF0,9% (após
diluição verificar o aspecto da solução, se houver formação de cristais,
desprezar a preparação), infusão de 15 a 30 minutos.

Dose de manutenção: 2ml da ampola em 10ml de SF0,9%.

Atente para as condições gerais desse paciente. Nos casos de história de


crise convulsiva, puncionar acesso venoso periférico o quanto antes e
mantenha o paciente em local seguro devido ao risco de queda em caso de
novas crises. Contenha o paciente no leito quando preciso e PRESCRITO
(checar a contenção!) e avalie constantemente a contenção e o estado geral
do paciente para garantir a integridade física e a segurança do mesmo,
conforme protocolo institucional (Protocolo de Isolamento).

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Comunique o médico na presença de convulsão.

Crise Asmática
Em pacientes com crises asmáticas geralmente é realizada a
micronebulização (berotec – fenoterol, 5mg/ml, solução oral ou inalatória - e
atrovent - ipratrópio, 0,25mg/ml, solução inalatória) em doses de ataque – 3
micronebulizações, uma a cada 20min – e dose de manutenção se for
necessário) e corticóide oral associado ou após 1ª dose de micronebulização
(prednisona 1 a 2mg/Kg/dose – máximo de 40mg/dose). O corticoide venoso
deverá ser administrado em casos de impossibilidade de administração VO
como apresentação de vômitos pelo paciente, dispneia acentuada, torpor,
alteração de consciência e agravamento do quadro (hidrocortisona, 100 e
500mg, pó liofilizado – dose de ataque 10mg/Kg/dose; dose de manutenção
5mg/Kg, EV, de 6/6 horas). Em casos mais graves, sem resposta ao
tratamento inicial, utiliza-se também o sulfato de magnésio (50%, ampola de
10ml) que age como broncodilatador das vias aéreas. Diluição: 04ml de
MgSO4 em 100ml de SF0,9%, infundido EV livre.

A hidrocortisona é dispensada nos casos de crise asmática, DPOC


exacerbado e choque anafilático, com justificativa da indicação.

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A medicação também deverá ser dispensada em casos de ausência da


apresentação via oral de outro tipo de corticoide.

Bicarbonato de Sódio
Medicação utilizada em acidose metabólica (o bicarbonato aumenta o pH
sanguíneo, revertendo a acidose). Geralmente utilizado frasco de 8,4%,
250ml, pronto para uso, presente no carrinho de urgência. Infusão deve ser
feita em acesso venoso exclusivo, ou seja, não deve ser administrado junto
com outros medicamentos. Infusão EV de 20 a 30 minutos. Quando a
administração ocorrer em pacientes em parada cardiorrespiratória, a infusão
deverá ser livre (a indicação em PCR se resume a intoxicação por tricíclicos,
hipercalemia e acidose prévia - PCR prolongada).

Solução vesicante (quando extravasado pode levar à necrose do tecido)!

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Medicamentos Gerais

Analgesia
O que temos:
Paracetamol 200mg/ml, gotas;

Dipirona 500mg/ml gotas, 500mg/ml, ampola de 2ml (IM -sem diluição - e EV


- diluída com 10ml de ABD, infusão lenta), administrada até de 6/6horas,
conforme prescrição médica)

Buscopam simples (escopolamina, 20mg/ml – ampola de 1ml) e Buscopam


composto(escopolamina 4mg/ml + dipirona 500mg/ml – ampola de 5ml =
2,5g/5ml) EV (diluído em 20ml de ABD ou até em 250ml de SF0,9% ou SGI5%,
infusão lenta). Paciente pode apresentar sensação de desmaio, sudorese,
agitação, palpitação, boca seca e tonteiras.
Atenção: o buscopam composto possui dipirona em sua composição (2,5g),
verificar com o paciente história de alergia ao medicamento e atentar para
a dose máxima por dia (1g de 06 em 06 horas);

Tenoxican (Tilatil – anti-inflamatório -, 20mg, pó liofilizado) EV (diluído em


20ml de ABD ou sem diluição, infusão em bolus) ou IM (atentar para o
volume que pode ser administrado em cada músculo – ver Vias de
Administração IM e SC mais a frente). Pode causar náuseas, vômitos,
cefaleia, tonteira e hipertensão;

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Tramadol (Tramal, 50mg/ml – ampola 1ml) EV (diluído em 250ml de SF0,9%


ou SGI5%, infusão lenta de 15 a 30 minutos), de 6/6/, 8/8 ou 12/12 horas.
Paciente pode sentir mal estar, tonteira, sensação de desmaio devido à
hipotensão, cefaléia, ansiedade e vômitos.

Morfina (10mg/ml, uso restrito para Infarto Agudo do Miocárdio, Edema


Agudo de Pulmão, Dor Refratária a outros analgésicos – inclusive tramadol –,
pacientes com câncer e em cuidados paliativos. Prescritor deverá fazer
justificativa em receituário de controle especial para a farmácia): mais
comum ser administrada EV direto, diluída para 10 ml de SF0,9% ou SGI5%,
infundida em 5 minutos, até de 4/4 horas ou de acordo com o critério do
médico (geralmente baixas doses de cada vez). Pode causar cefaleia, tonteira,
náuseas, vômitos, boca seca, constipação, sonolência.

Antibioticoterapia
Sempre conferir com médico se a primeira dose do antibiótico (ATB) deve ser
iniciada de imediato ou entrar no horário padrão. Caso seja necessário o
início imediato, o médico deverá indicar na prescrição para que a farmácia
libere fora do horário padrão.
Comunicar ao enfermeiro e ao médico alguma descontinuidade no
tratamento.
Respeitar diluições, tempo de infusão e horário de administração para que a
morte bacteriana seja o esperado para uma terapêutica eficaz, evitando
seleção de organismos resistentes.

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

Você sabia que hoje, segundo dados publicados pela OMS (Organização
Mundial de Saúde) em fevereiro de 2017, 12 famílias de bactérias
necessitam urgentemente de novos antibióticos devido à resistência
medicamentosa, causada pelo uso/indicação inadequada de antibióticos.
Entre elas estão: Acinetobacter baumannii, Pseudomonas aeruginosa,
Staphylococcus aureus,Salmonellae,Haemophilus influenzae.

ATB’s disponíveis:
Ampicilina Sódica (1g, pó liofilizado) - mais comum em pediatria:
administrada por via IM profundo (3ml de SF0,9% ou ABD), ou EV direto
(diluído em 10 ml de SF0,9%, em 15 minutos), ou EV de 15 a 30 minutos,
diluído em 100ml de SF0,9% (40ml em pediatria); 4 x ao dia.
Também pode ser usada em suspeita de endocardite ou infecção do trato
urinário (ITU) resistente.

Azitromicina (500mg – comprimido -, 500mg, pó liofilizado): infusão EV, 1 x


ao dia (diluição - 2mg/ml de 250ml ou 1mg/ml de 500ml, em SF0,9%, ou
SGI5% ou Ringer Lactato), com infusão de 1 hora (2mg/ml) a 3 horas
(1mg/ml).

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Bactrim (sulfametoxazol 80mg/ml + trimetoprima 16mg/ml – ampola de


05ml): 01 ampola em 125ml, ou 02 ampolas em 250ml, ou 03 ampolas em
500ml SGI5%, EV, de 8/8horas, infusão de 60 a 90 minutos. Dose variável para
Pneumocistose e infecção fúngica.

Benzetacil (benzilpenicilina benzatina 1.200.000UI): dose única, administrada


IM profundo e lento, diluído com 4ml de ABD, quando já não vier diluído.
Trocar agulha para administração. É necessário que o paciente permaneça em
observação na unidade por cerca de 20 a 30 minutos para avaliar reações
adversas ao medicamento como anafilaxia, reações cutâneas, febre e
broncoespasmo.

Ceftriaxona (Rocefin, 1g, pó liofilizado): IM profundo (reconstituído com


3,6ml de ABD ou lidocaína a 1% sem vaso e SOMENTE SE A APRESENTAÇÃO
PUDER SER FEITA IM, DE ACORDO COM A RECOMENDAÇÃO DO FABRICANTE
NA EMBALAGEM!); EV em bolus, de 2 a 4 minutos, 1g diluído em 9,6ml e 2g
em 19,2ml de SF0,9% ou SGI5%; ou EV de 15 a 30 minutos, diluído em 50 a
100ml de SF0,9% ou SGI5%, de 12/12 horas ou 24/24 horas, dependendo da
dose prescrita pelo médico. Incompatível com azitromicina, metronidazol,
gluconato de cálcio e ringer lactato.

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

Ciprofloxacino (500mg – comprimido -, 2mg/ml – sistema fechado, 100ml):


pronto para ser administrado por via EV, em 60 minutos, de 12/12horas. Dose
ajustada em pacientes renais.

Metronidazol (250mg – comprimido -, 5mg/ml – sistema fechado, 100ml):


pronto para ser administrado por via EV, em 30 a 60 minutos de 8/8hs. Dose
ajustada em pacientes renais. Pode causar gosto metálico na boca.

Oxacilina (500mg, pó liofilizado):EV, em 30 minutos, diluída em 250ml de


SF0,9% ou SGI5%, de 4/4, 6/6 ou 8/8 horas.

Sulfato de Gentamicina (40mg/ml, ampola de 2ml, total de 80mg –


apresentação disponível na UPA): administrada por via IM (sem diluição) ou
EV (diluída em 100 a 200ml de SF0,9% ou SGI 5% - o volume poderá ser
menor quando o uso for pediátrico -, infundida em um período de meia hora
a duas horas. NÃO DEVE SER MISTURADA A OUTROS MEDICAMENTOS). A
dosagem e posologia variam de acordo com a gravidade da infecção,
podendo ser de 2mg/kg/dia (12/12horas ou 24/24horas), 3mg/kg/dia
(8/8horas, 12/12horas ou 24/24horas) ou 5mg/kg/dia (8/8horas ou de
6/6horas – recomenda-se ajustar a dose assim que o paciente apresentar
melhora na evolução clínica). Duração normal do tratamento de 7 a 10 dias.
Reações adversas: lentidão de movimentos, confusão, depressão
respiratória, variação de pressão arterial, reação alérgica, febre, cefaleia,
vômitos, crise asmática, dentre outras, além de dor no local da injeção.

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

APRESENTA TOXICIDADE RENAL E DE SISTEMA NERVOSO (EQUILÍBRIO E


AUDIÇÃO). REAÇÃO POTENCIALIZADA COM USO CONCOMITANTE DE
DIURÉTICO (FUROSEMIDA) – TOXICIDADE PARA OS OUVIDOS – E
BLOQUEADORES NEUROMUSCULARES (SUCCINILCOLINA) – BLOQUEIO
MUSCULAR E PARALISIA RESPIRATÓRIA.
O USO EM GESTANTES PODERÁ PROVOCAR SURDEZ BILATERAL
IRREVERSÍVEL NO FETO!

Insulina

Regular, de ação rápida, pode ser administrada SC e EV, e NPH, de ação


prolongada, administrada por via SC. No uso concomitante das duas insulinas,
aspirar primeiramente a regular e posteriormente a NPH.
Cuidado! Atente para a seringa disponível, se é de 1 ml ou 100UI (0,01ml =
1UI, ou seja, 1ml = 100UI).

Solução Polarizante: em casos de hipercalemia grave (aumento de potássio


no sangue) – a insulina e a glicose diminuem a concentração plasmática do

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potássio. Diluição: 350ml de SGI5%, 150ml de SGH50% e 25UI de insulina


regular, iniciando infusão a 30ml/h, em bomba de infusão.
Verificar glicemia capilar de 2 em 2 horas.

Hipoglicemiantes orais
Temos disponíveis como hipoglicemiantes orais, a Metformina (850 mg,
comprimido) e a Glibenclamida (5 mg, comprimido). São destinados ao
tratamento de diabetes mellitus, quando os níveis de glicose no sangue não
podem ser controlados apenas por dieta, exercício físico e redução de peso.

Durante o tratamento com esses medicamentos os níveis de glicose (tipo de


açúcar) no sangue e na urina devem ser medidos regularmente.
SIGA O HORÁRIO CORRETO DA PRESCRIÇÃO PARA ADMINISTRAR OS
MEDICAMENTOS, NÃO ANTECIPE NENHUMA DOSE SEM A ORIENTAÇÃO DO
MÉDICO PRESCRITOR, DEVIDO AO RISCO DE HIPOGLICEMIA.

Cloreto de Potássio(10% - ampola de 10ml)


NUNCA DEVERÁ SER ADMINISTRADO DIRETO NA VEIA DO PACIENTE!!!!
Pode causar parada cardiorrespiratória irreversível! Utilizado em soroterapia
para reposição, com doses normalmente de 10ml em cada frasco de soro de
500ml. SEMPRE confira a dosagem com o médico em caso de dúvidas!
Solução vesicante (quando extravasado pode levar à necrose do tecido)!

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

Cloreto de Sódio (10% - ampola de 10ml)


NUNCA DEVERÁ SER ADMINISTRADO DIRETO NA VEIA DO PACIENTE!!!!
ATENÇÃO PARA NÃO CONFUNDIR COM O CLORETO DE SÓDIO 0,9%, AS
EMBALAGENS SÃO PARECIDAS.
Pode causar lesões nos vasos, se administrado sem diluir. O preparo de
soluções muito concentradas pode causar até convulsões pelo excesso de
sódio. É utilizado em soroterapia para reposição de cloreto, sódio e água para
hidratação, nos casos de distúrbios do equilíbrio hidroeletrolítico (conforme
avaliação médica, dos eletrólitos do paciente). Atentar para o
monitoramento de eletrólitos!

Octreotida (0,05 mg/mL; 0,1 mg/mL e 0,5 mg/ml - ampola de 1 ml).


ATENÇÃO ÀS CONCENTRAÇÕES DAS APRESENTAÇÕES. VERIFICAR A
DISPONIBILIDADE NA FARMÁCIA, ANTES DE PRESCREVER.
PREPARO: máximo de 25 microgramas/hora
0,5mg (05 ampolas de 0,1mg, OU 01 ampola de 0,5mg, OU 10 ampolas de
0,05mg), diluído em 100ml de SF0,9%, infundido a 05 ml/h (cinco).

Aguardar que esteja em temperatura ambiente para administração. Em casos


de emergência pode ser feito EV direto em 3-5 minutos. Estável 24 h após
diluição em SF 0,9%.

ATENÇÃO! Quando houver a demanda de uso da Octreotida (pacientes com


sangramento ativo e abundante, apresentando repercussão
hemodinâmica), o médico prescritor deverá acionar o Protocolo de Cuidado

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

Linha Vermelha, entrando em contato com o Hospital Municipal Odilon


Behrens, a fim de solicitar vaga de urgência. Além disso, o médico deverá
comunicar o caso para a coordenação médica da UPA a fim de facilitar a
comunicação com os serviços de referência citados. A vaga sendo liberada,
o médico deverá solicitar o transporte adequado ao SAMU.

Metoclopramida (Plasil 2mg/ml – ampola de 2ml)


Cloridrato de metoclopramida, pode ser administrado IM (sem diluição) ou
EV direto, lento, diluído em 10ml de ABD. Sempre perguntar para o paciente
se ele já “tomou” o plasil e se teve alguma reação adversa (sintomas mais
comuns da reação extrapiramidal: espasmos ou rigidez musculares, agitação
– vontade incontrolável de ir embora, sair de onde está, mover-se -,
sensação de aperto no peito, falta de ar, angústia, ansiedade, sensação de
falta de autocontrole).

PARA PACIENTES ADULTOS “ALÉRGICOS” À METOCLOPRAMIDA (JÁ


APRESENTARAM REAÇÃO EXTRAPIRAMIDAL), TEMOS PADRONIZADO COMO
ALTERNATIVA O DIMENIDRINATO (DRAMIN B6) - DIMENIDRINATO 50 MG +
PIRIDOXINA 50 MG, IM, AMPOLA 1 ML (Em adultos acima de 12 anos, fazer
1ml – 50mg de dimenidrinato – repetidos a cada 04 horas, se necessário. Em
crianças acima de 02 anos de idade, recomenda-se administrar 1,25mg de
dimenidrinato/kg de peso, a cada 06 horas se necessário – não exceder
300mg em 24 horas. Em pacientes com insuficiência hepática, a dose de
dimenidrinato poderá ser reduzida!
DIMENIDRINATO DE USO INTRAMUSCULAR!!!

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

A ONDANSETRONA INJETÁVEL E O COMPRIMIDO SÃO DE USO PRIORITÁRIO


PARA A PEDIATRIA, PARA GESTANTES E OUTROS CASOS ESPECÍFICOS
CONFORME NOTA TÉCNICA 03 DA COMISSÃO DE FARMÁCIA E TERAPÊUTICA
DA SMSA: “Revisão sobre as novas normas de uso dos medicamentos
antieméticos na Rede SUS/BH, com orientações sobre a substituição da
Metoclopramida, conforme a faixa etária e proposta de critérios de
prescrição de acordo com o uso racional de medicamentos”.

Omeprazol (40 mg, pó liofilizado, frasco-ampola - Diluente próprio 10 ml).


SEMPRE FAZER RECONSTITUIÇÃO COM DILUENTE PRÓPRIO.
(Uso restrito para Hemorragia Digestiva Alta – HDA e para paciente sem via
oral preservada, O PRESCRITOR DEVERÁ FAZER JUSTIFICATIVA A PARTE EM
RECEITUÁRIO DE CONTROLE ESPECIAL, PARA FARMÁCIA).
Para infusão intravenosa, diluir em 100 ml de SF 0,9% e administrar em 30
minutos.
Não reconstituir o pó com outro diluente, nem utilizar o diluente do
omeprazol para reconstituir outro medicamento. Estável por 4h após
reconstituição e 12 h após diluição com SF0,9%.

Prometazina (25 mg/ml, ampola 2 ml)


É indicada, principalmente, no tratamento sintomático de todos os distúrbios
incluídos no grupo das reações anafiláticas e alérgicas. Devido ao seu efeito
sedativo, é utilizado (em associação com outros fármacos, como o
haloperidol) em pacientes psiquiátricos, em casos de abstinência alcoólica e
de outras drogas.

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

O MEDICAMENTO SÓ PODE SER ADMINISTRADO POR VIA INTRAMUSCULAR.


A DOSE E A POSOLOGIA DEVEM SER DETERMINADAS DE ACORDO COM O
DISTÚRBIO A SER TRATADO, SENDO QUE A DOSE MÁXIMA NÃO DEVE
ULTRAPASSAR 100 MG/DIA, OU SEJA, 2 AMPOLAS. NÃO UTILIZAR EM
CRIANÇAS MENORES DE 2 ANOS (RISCO DE DEPRESSÃO RESPIRATÓRIA).

Medicando na Observação

Anticoagulantes parenterais

Enoxaparina (20mg/0,2ml e 60mg/0,6ml):


Uso restrito para Síndromes Coronarianas Agudas – SCA, conforme Nota
Técnica 01 da Comissão de Farmácia e Terapêutica da SMSA “Padronização
de Heparinas na Secretaria Municipal de Saúde” (SMSA)/BH.
(O PRESCRITOR DEVERÁ FAZER JUSTIFICATIVA A PARTE EM RECEITUÁRIO DE
CONTROLE ESPECIAL PARA FARMÁCIA).

As demais apresentações de enoxaparina não fazem parte da lista de


padronização das UPA. A apresentação de 20 mg/0,2 ml não é graduada e
não permite aplicação de quantidade inferior a 20 mg.

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

Seringa pronta para uso e administração SC (subcutânea)- ATENÇÃO


QUANDO FOR NECESSÁRIO FRACIONAMENTO DA DOSE!!! => Descartar 1º
para administrar o restante no paciente.

Para Trombose Venosa Profunda e Tromboembolismo Pulmonar, devem ser


utilizadas as heparinas não fracionadas padronizadas:

Liquemine (5.000UI/0,25 ml: 0,25mL - HEPARINA NÃO FRACIONADA): sem


diluição, administrado via SC, de 12 em 12horas.

Heparina (5000 UI/mL frasco-ampola 5 ml -HEPARINA NÃO FRACIONADA)


Diluir em 245 ml de SF 0,9%, para infusão em até 24h em bomba de infusão.
Homogeneizar a cada 4 horas a fim de prevenir a aglomeração de heparina na
solução. Não recomendado por via SC, pois contem álcool benzílico, que pode
desencadear eventos adversos.

Anticoagulante oral
Varfarina (5 mg, comprimido)
É um fármaco indicado para várias condições clínicas com/por alteração da
coagulação sanguínea, como o tromboembolismo venoso (e na sua
prevenção), na prevenção do embolismo sistêmico em pacientes com prótese
ou doença das válvulas cardíacas ou fibrilação atrial e na prevenção do
acidente vascular cerebral, do infarto agudo do miocárdio e da recorrência do
infarto.

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

A posologia da varfarina deve ser individualizada para cada paciente, de


acordo com a resposta de TP – Tempo de protrombina/RNI – Relação
Normalizada Internacional (valores obtidos através de exames de sangue) do
paciente ao medicamento. A dosagem inicial recomendada é 2,5 mg a 5 mg
ao dia, com ajustes posológicos baseados nos resultados de TP/RNI.
É CONTRA INDICADO PARA GESTANTES (PARA ELAS TEMOS DISPONÍVEL O
ANTICOAGULANTE PARENTERAL, ENOXAPARINA – FAZER JUSTIFICATIVA).

COMUNICAR AO MÉDICO, QUALQUER SANGRAMENTO APRESENTADO PELO


PACIENTE.
SIGA O HORÁRIO CORRETO DA PRESCRIÇÃO PARA ADMINISTRAR OS
MEDICAMENTOS, NÃO ANTECIPE NENHUMA DOSE SEM A ORIENTAÇÃO DO
MÉDICO PRESCRITOR.
ATENTAR PARA MONITORAMENTO DO COAGULOGRAMA DO PACIENTE!

Cuidados Gerais
 Esteja sempre atento aos sinais e sintomas dos pacientes em
observação antes de administrar os medicamentos prescritos.
 Aferir a pressão arterial antes de administrar anti-hipertensivos.
 Verificar frequência cardíaca antes da administração de cedilanide
(deslanosídeo).
 Atente para hipoglicemia em pacientes diabéticos (sudorese, letargia,
confusão, hiporesponsividade), especialmente aqueles que estão com
dieta suspensa ou baixa ingestão via oral (comunicar enfermeiro e

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

médico para avaliação de reposição de glicose). Se houver correção


prescrita, seguir prescrição.
 Atentar para os dados vitais antes da administração de furosemida.
Comunique sempre que o paciente apresentar alguma queixa ou que
você perceber que o paciente não está em sua condição normal.
 Comunique diante algum evento adverso medicamentoso.
 Comunique o médico se o medicamento prescrito não estiver
disponível ou não for padronizado na unidade (lembre-se que o
paciente precisa do medicamento e talvez ele possa ser substituído
por outro disponível na farmácia).
 Comunique o enfermeiro e o médico nos casos de não cumprimento
do horário padronizado para administração do medicamento.

 No preparo dos medicamentos e punção do acesso venoso, atente


para o cumprimento das boas práticas de manipulação de
medicamentos e punção venosa, a fim de evitar a ocorrência de
eventos adversos (infecções, flebites, bacteremia, etc).
 Avaliar constantemente o local de inserção de acessos venosos
quanto à presença de sinais flogísticos (rubor, calor, edema e
secreção) e valorizar as queixas do paciente em relação a qualquer

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

sinal de desconforto.

Medicação por sonda


Quando o paciente está em uso de sondas (sonda nasogástrica, nasoentérica,
gastrostomia ou jejunostomia), as medicações prescritas por via oral deverão
ser administradas pelo dispositivo da sonda. Porém, para isso, os
medicamentos deverão ser triturados e diluídos com água filtrada a fim de
não obstruir as sondas. Com o mesmo objetivo, é necessário infundir em flush
pela sonda 20 ml de água filtrada após cada medicamento.
Alguns medicamentos são disponíveis em cápsulas, mas nem todos podem
ser retirados desse invólucro para administração pela sonda. Confira com o
médico e o farmacêutico se o medicamento pode ser retirado da capsula
protetora.

Em gastrostomias e jejunostomias cuidado para não realizar a infusão na via


do balonete, causando o rompimento do mesmo e perda da sonda (algumas
sondas não possuem o balonete – menos frequente – e outras são
substituídas pela sonda foley, que possui balonete e é mais frequente na
nossa realidade). Em casos de dúvidas confirme com o enfermeiro o tipo de
sonda do paciente.

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

Lembre-se também de verificar a presença de estase (acima de 400ml, a


sonda deverá ser aberta para drenagem) e, em casos de vômitos, além de
suspender a dieta e comunicar o médico, verifique como serão administrados
os medicamentos VO se existirem.
Em pacientes com sondas abertas para drenagem, verificar com o médico se
a administração de medicação VO está mantida. Se estiver, administre o
medicamento e mantenha a sonda fechada por pelo menos 30 minutos para
a absorção da droga antes de abri-la novamente para drenagem.

Em pacientes com sonda nasogástrica e nasoentérica, sempre testar o


posicionamento da sonda antes da administração de medicamentos,
hidratação ou dieta (ausculta gástrica, presença de estase).

Medicação em Pediatria

Medicações em pediatria são mais específicas devido a dosagem de cada


medicamento ser bem menor do que a administrada normalmente em
adultos. Atentar para a prescrição!

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

Medicações mais comuns são os antitérmicos como dipirona e paracetamol


(dosagem de 1 gota por quilo), micronebulização e jatinhos de salbutamol
(atente para as doses de ataque e de manutenção), antibioticoterapias,
corticoides e anti-histamínicos (muitas medicações pediátricas possuem
apresentações via oral – sempre verifique a prescrição e a medicação
disponível!)

Em casos de laringite e alergia (urticárias) graves pode-se administrar


adrenalina via inalatória (com a micronebulização) na dosagem de
0,01mg/kg (dose máxima de 0,03mg), até 3 doses, de 20 em 20 minutos.

Uso de Espaçadores

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

Ao usar dispositivos inalatórios, disparar apenas UM JATO POR VEZ! Se


prescrito mais de um jato, aguardar 30 segundos e repetir a técnica.
É recomendado escovar os dentes ou enxaguar a boca e gargarejar após o uso
do espaçador. Essa etapa serve para retirar a porção do medicamento que
fica retida na cavidade oral. Além disso, limpar o rosto, se utilizado espaçador
com máscara.

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

Uso de Inalador Pressurizado (Bombinha)

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

Não é recomendado colocar a bombinha diretamente na boca, pois isso reduz


a quantidade de medicamento que chega aos pulmões.
O uso dos espaçadores acoplados à bombinha é fortemente recomendado.
Além de facilitar a técnica de uso, o espaçador permite que mais
medicamento chegue aos pulmões.
Alguns pacientes preferem segurar a bombinha apoiando a base do
envoltório plástico no dedo polegar e o cilindro metálico nos dedos indicador
e médio.

Intubação: a medicação geralmente utilizada em intubações pediátricas é o


Midazolam (Dormonid), que pode ser administrado até por via nasal, em
casos de dificuldade em puncionar acesso venoso. Medicação também
utilizada em casos de crise convulsiva.
Em casos de dúvidas sempre contate o enfermeiro e o médico do paciente.

Observações: ao puncionar um acesso venoso periférico, selecionar o vaso


com maior probabilidade de duração de acordo com o tratamento prescrito,
considerando as veias da mão, antebraço e braço, evitando-se a área
anticubital. Vasos da cabeça podem ser considerados para crianças com
menos de 3 (três) anos de idade e com acesso venoso difícil. A utilização dos
membros inferiores deve ser considerada em casos de impossibilidade de
punção nos outros locais citados acima, e na criança que não caminhe pelo
risco de infecção (ANIVISA, 2017).

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

Vias de Administração IM e SC

Administração Intramuscular (IM)


Medicação administrada no músculo, com absorção mais rápida que a via
subcutânea e com maior volume administrado. Na escolha do local a ser
utilizado é importante levar em conta a idade do paciente, irritabilidade da
droga, distância em relação a nervos e vasos importantes, espessura do
tecido adiposo (especialmente em crianças, idosos e adultos emagrecidos),
musculatura suficientemente grande para absorção do medicamento
(especialmente crianças e idosos) e preferência do paciente.

De acordo com Parecer Técnico do COREN-SP 039/2012, existem diferentes


recomendações quanto ao local e ao volume a ser administrado no paciente
pela via intramuscular:

De uma forma geral, os locais de administração são o músculo deltoide,


vasto-lateral, ventro-glúteo e dorso-glúteo. O volume varia de 1 a 4 ml, não
ultrapassando de 2ml no deltoide. A musculatura menos desenvolvida de
crianças e idosos limitam a injeção intramuscular de 1 a 2ml.

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

Agulha geralmente utilizada para administração IM é a 25x7ou 25x8 (a agulha


para aspirar o medicamento poderá ser mais calibrosa).
Utilize a técnica adequada e de forma asséptica a fim de evitar
complicações!

Administração Subcutânea (SC)


Administração de medicação no subcutâneo, na camada de tecido adiposo
que apresenta lenta e contínua absorção. Os locais para aplicação SC são a
face externa da parte superior do braço, abdômen, face anterior da coxa,
parte superior das costas (região das escápulas) e dorso-glútea.

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

Agulha utilizada para administração SC é a 13x4,5 (a agulha para aspirar o


medicamento poderá ser mais calibrosa). O volume total de infusão
permitido por via subcutânea é de 2ml.
Utilize a técnica adequada e de forma asséptica a fim de evitar
complicações!

Cuidados ao Utilizar Bomba de Infusão

Independente do modelo de bomba de infusão utilizado na instituição, alguns


cuidados sempre devem ser seguidos ao administrar um medicamento ou
dieta por meio desse equipamento:

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

 Manter sempre a bomba de infusão conectada na tomada com a


voltagem adequada, pois a bateria apresenta um tempo limitado de
duração.
 Conferir se o equipo é o adequado para utilização em bomba de
infusão e para a finalidade correta (medicação ou dieta) antes de
abri-lo.
 Preencher todo o equipo, retirando o ar existente, antes de adaptá-lo
na bomba.
 Atentar para adaptação correta do equipo na bomba de infusão para
garantir o fluxo do medicamento/dieta sempre do frasco para o
paciente.
 Muita atenção para a infusão prescrita e programação adequada da
mesma no equipamento.
 Checar a permeabilidade do acesso venoso ou o posicionamento das
sondas enterais antes de iniciar a infusão.
 Confira e tenha certeza de que o equipo está conectado no
DISPOSITIVO CORRETO!!!!! (DIETA NA SONDA ENTERAL – SNG, SNE,
GGT, JJT – e MEDICAÇÃO NO ACESSO VENOSO). Um ERRO nessa
conexão pode ser FATAL para o paciente!!!

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

 Cheque durante a infusão se a medicação está sendo administrada


conforme o prescrito. Se não, interrompa a infusão, comunique o
enfermeiro para que o mesmo o auxilie na programação da bomba de
infusão e comunique o médico do paciente.
 Atentar para a validade das soluções, dietas e equipos quando em
infusão contínua (imprescindível registrar data e horário de início das
infusões nos frascos!). Os equipos de medicações valem por 4 dias
(96hs), o frasco de dieta e o equipo da dieta valem 1 dia (24hs) e as
soluções apresentam validades diferentes de acordo com sua
estabilidade (conferir validade na farmácia).
 Higienizar a bomba de infusão com álcool 70% após utilizá-la.

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

Segurança do Paciente

Você sabia que existe uma legislação, publicada pelo Ministério da Saúde
(RDC 36, de 25 de julho de 2013), que diz ser obrigatório o cumprimento dos
Protocolos de Segurança do Paciente e a Identificação do Paciente é um
deles?
Esse protocolo define que todos os pacientes devem ser identificados por
meio de pulseiras que contenham pelo menos 2 (dois) identificadores (nome
completo e data de nascimento – padrão UPA Nordeste) e que devemos
checar os mesmos com os pacientes antes da administração de qualquer
medicamento e realização de qualquer procedimento.

Essa atitude evita eventos adversos relacionados à medicação e a outros


procedimentos que são muito comuns durante a assistência à saúde.
Em casos de eventos adversos, com dano ou sem dano ao paciente, devemos
sempre comunicar ao enfermeiro de plantão para que seja revisto o processo
e proposto melhorias para se evitar novos eventos.

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

É muito importante também que o paciente saiba sobre o tratamento


prescrito, o que será administrado no momento e para que servem os
medicamentos (se você tiver alguma dúvida consulte o enfermeiro ou o
médico do paciente). Quando o paciente participa ativamente do seu
cuidado ele se sente mais próximo da equipe, com uma relação mais
transparente, e nos ajuda inclusive a não cometer erros. Com isso,
conseguimos prestar uma assistência segura e de qualidade à população.

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

Siglas

ATB: antibiótico
ECG: eletrocardiograma
EV ou IV: endovenoso ou intravenoso
GGT: gastrostomia
H/Hs: hora/horas
JJT: jejunostomia
IM: intramuscular
Mg: miligrama
MgSO4: sulfato de magnésio
ML: mililitro
PCR: parada cardiorrespiratória
RDC: resolução da diretoria colegiada
SC: subcutâneo
SF: solução fisiológica
SGI: solução glicosada isotônica
SGH: solução glicosada hipertônica
SNE: sonda nasoentérica
SNG: sonda nasogástrica
UI: unidade
VO: Via oral

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

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MEDICAÇÃO EM PRONTO ATENDIMENTO

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