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FACULDADE INTERNACIONAL SIGNORELLI

CURSO DE LOGÍSTICA

A UTILIZAÇÃO DA LOGISTICA REVERSA DE PNEUS PÓS-


CONSUMO NO BRASIL E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O MEIO AMBIENTE

JARDEL KAIPPER NUNES JUNIOR

RIO DE JANEIRO

OUTUBRO/2017
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ______________________________________ 3

2. REFERENCIAL TEÓRICO ____________________________ 5


2.1 Logística________________________________________5
2.2 A Logística Reversa_______________________________ 6
2.3 Legislação Ambiental _____________________________ 8
2.4 A destinação dos pneus inservíveis___________________10

3. ESTUDO DE CASO _________________________________ 12

4. CONCLUSÃO ______________________________________ 15

5. BIBLIOGRAFIA _____________________________________ 17

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1. INTRODUÇÃO

O meio ambiente vêm se tornando um dos grandes alvos de


discussões internacional devido o aumento populacional e
desenvolvimento tecnológico, e nisso, tais questões estão afetando e
contribuindo com o aumento de lixo e poluição ocasionando outros
problemas interligados. Diante de tais problemas, a sociedade nunca se
preocupou tanto em garantir e solucionar essas questões ambientais
importantes para a sobrevivência do nosso Planeta.

As contribuições da sociedade e de repartições públicas trazem um grau


de diferença significativo e essencial diante da visão capitalista das empresas
que pensam apenas no lucro, esquecendo de garantir o bem geral. Neste
contexto, a CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente irá trazer
regulamentações que visam contribuir com tais impactos no meio ambiente, e
um deles são os pneus inservíveis descartados após seu consumo, trazendo
além da poluição ambiental, como também afetando a saúde pública.

Com a criação e aprovação da Resolução do Conselho Nacional do

Meio Ambiente – CONAMA no 258/99, os fabricantes e importadores de


pneumáticos novos são os responsáveis pela coleta e para destinação final
dos pneus cuja vida útil terminou.

Foi em 2005, que devido ao não cumprimento das metas da Resolução


no 258/99, esta entrou em revisão com a participação do Instituto Brasileiro
do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA , do
Ministério do Meio Ambiente - MMA ,Associação Brasileira da Indústria de
Pneus Remoldado – ABIP , Associação Brasileira de Cimento Portland -
ABCP, Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus - ABR,
Associação Nacional das Empresas de Reciclagem de Pneus e Artefatos
de Borracha - Arebop, Associação Nacional das Indústrias de Pneumáticos -
ANIP, Reciclanip e entidades ambientais, entre outras. Dista disto, em 2009,

foi aprovada a Resolução no 416/09 , que revogou a Resolução no 258/99.

A existência de depósitos de pneus inservíveis ocupando grandes áreas

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externas sujeita à queimadas, trazem problemas ambientais sérios como
poluição do ar devido a liberação de substancias tóxicas. Além disto, estes
depósitos se tornam criadouros de mosquitos como o Aedes aegypti, principal
transmissor da dengue e da febre amarela, como o Anopholes, transmissor da
malária, devido aos períodos chuvosos favoráveis ao mosquito. Estudos já
comprovaram que grande parte da reprodução de dengue no Brasil advém de
pneus descartados indevidamente causando o acumulo de água de chuva, um
ambiente propício para seu desenvolvimento, bem como para a sua evolução.

Apenas em 2010, foi aprovado a Política Nacional de Resíduos Sólidos


(PNRS), onde os fabricantes, distribuidores, importadores e comerciantes de
agrotóxicos, pilhas e baterias, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas
fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista, produtos
eletrônicos e seus componentes, estão obrigados a desenvolverem um
sistema de logística reversa para o retorno de produtos e embalagens no final
da vida útil, que independe do serviço público de limpeza urbana. Além disso,
determina que a gestão dos resíduos seja de responsabilidade de todos:
governo federal, estados, municípios, empresas e sociedade.

Considerando os pneus cujo terminou a vida útil, também chamado de


pneumáticos inservíveis, se estes abandonados ou descartados
inadequadamente geram sérios riscos ao meio ambiente e também para à
saúde pública. Assim, o CONAMA estabeleceu a chamada logística reversa,
onde as empresas fabricantes e importadoras de pneumáticos ficam obrigadas
a coletar e dar destinação final ambientalmente adequada aos pneus
inservíveis.

Diante do informado, este trabalho irá analisar a relação atual da


logística reversa de pneumáticos inservíveis com o meio ambiente, bem como
as empresas realizam este trabalho positivado e essencial para a
sustentabilidade.

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2. CONCEITOS

2.1 Logística

O termo Logística foi aderido há décadas, como também vem


progredindo durante o passar do tempo, entrando em diversas discussões no
mundo empresarial atual, como um processo de planejamento, realização e
controle de maneira competente para diminuir os custos de produção, produtos
e serviços para garantir o sucesso no atendimento à clientes cada vez mais
exigentes, aderindo valores aos mesmos.

“Logística é o processo de planejar, implementar


e controlar de maneira eficiente o fluxo e a armazenagem
de produtos, bem como os serviços e informações
associados, cobrindo desde o ponto de origem até o
ponto de consumo, com o objetivo de atender aos
requisitos do consumidor” (NOVAES,2001,p.36).

Ao longo dos anos, o conceito de logística vem sendo desenvolvido,


bem como as empresas estão notando a relevância de continuar
desenvolvendo este processo da logística eficientemente, aplicando
financeiramente em seus colaboradores para capacitá-los, assim, aumentando
a competitividade no mercado.

A logística se tornou essencial para a estrutura da economia, para os


consumidores e para as empresas, garantindo aos clientes, bens e serviços um
atendimento e produção corretos, inovações tecnológicas, qualidade e rapidez,
para que não haja perdas de produtos e, consequentemente, deixar de ganhar
lucros.

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2.2 A Logística Reversa

Atualmente, a logística esta sendo vista com extrema relevância para as


empresas, garantindo, principalmente, a diminuição do tempo entre a
solicitação, a produção e a entrega, de maneira que todos recebam seus
pedidos ou serviços quando desejarem, bem especificadas anteriormente
quanto ao local e o preço. Para que ocorra conforme a logística exige, é
necessário o planejamento, a implementação e o controle eficiente de entrada
e saída de produtos, bem como seu armazenamento, desde o local de origem
até consumo final, atendendo, efetivamente, as solicitações especificas do
consumidor.

Consideramos a função da logística sendo iniciada pela entrada da


matéria prima até a efetiva entrada do produto final. Assim, podemos dizer que
a logística exerce o papel de mobilização de materiais, internamente e
externamente da figura da empresa.

Diante destas afirmativas, a logística em conjunto com o processo de


reciclagem contribuíra significativamente para a diminuição do estoque de lixos
e seus aterros.

“Entende-se logística reversa como a área da logística


empresarial que planeja, opera e controla o fluxo e as
informações logísticas correspondentes, do retorno dos bens de
pós-venda e pós-consumo ao ciclo de negócios ou ciclo
produtivo, por meio dos canais de distribuição reversos,
agregando-lhes valor de diversas naturezas: econômico,
ecológico, legal, logístico, de imagem corporativa entre outros”
(LEITE, 2003,p.47)

Foi após os anos 90, que a logística reversa foi aplicada na pratica e seu
entendimento expandiu devido ao crescimento da preocupação com o meio
ambiente e sua proteção. A partir daí, inúmeras empresas vira na logística
reversa uma oportunidade de reduzir perdas e aumentar o lucro.

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Diversos significados são utilizados para explicar a Logística Reversa
pelos autores, mas resumidamente, é considerada com o mesmo processo da
logística tradicional, planejando, operando e controlando o fluxo e as
informações das respectivas logísticas, fazendo com o produto após a venda e
consumo retorne a uma etapa de reciclagem e reutilização, trazendo para o
consumo aquele produto descartado com a sua recuperação sustentável.

A Logística Reversa de pneus inservíveis, considerado pós-consumo,


dispõe de apenas duas situações para sua condição final: o retorno para o ciclo
produtivo ou aterros sanitários.

Outro tipo de logística reversa seria a pós-venda, que são produtos


devolvidos antes de seus consumos, seja por problemas de garantia, avarias
de transporte, entre outros, causando prejuízos altos para empresas.

Estes dois tipos de logística reversa acima citada, pós-venda e pós-


consumo, garantem benefícios econômicos para as empresas que aderem.
Assim, podemos afirmar que a principal intenção ao utilizar tais logísticas são
as economias quando realizamos o aproveitamento dos produtos, bem como
quando reciclados.

Nos últimos anos, observamos um aumento no reaproveitamento de


produtos e reciclagem ocasionados pela sustentabilidade ambiental e a
conscientização das pessoas quanto tais problemas que ocasionados.

Diante disso, a logística reversa de pneus apesar de garantir ganhos


econômicos para as empresas, estas enfrentam barreiras árduas no seu
processo como na sua coleta e no seu transporte, tornando-se às vezes seus
custos mais elevados do que seus ganhos, inviabilizando este processo.

Com a conscientização das pessoas da carência de matéria-prima


futuramente, o pensamento preocupante aumentou, fazendo com que
adotássemos atitudes para diminuir tais dificuldades, promovendo um
progresso de sustentabilidade para garantir as exigências do presente, bem
como para o futuro.

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Neste pensamento, observamos que as empresas que aderem a
logística reversa em seu processo, tornam-se sustentáveis, pois se preocupam
em desprezar corretamente o que produzem ou vierem a produzir.

2.3 Legislação Ambiental

No Brasil, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA)


regulamenta a destinação dos pneus junto aos fabricantes. Apenas no ano de
1999, o CONAMA publicou a primeira Resolução nº 258 voltada para os pneus
inservíveis, obrigando os fabricantes e importadores de pneus a darem uma
destinação correta aos pneus usados. Foram feitas alterações e criação de
novas Resoluções nº 301, no ano 2002, e a Resolução nº 416, no ano 2009.

Com estas Resoluções, os fabricantes ficam obrigados a comprovar a


destinação final de cada pneu inservível para cada pneu novo produzido. Esta
lei acaba sendo dificilmente atendida pelos fabricantes devidos sua
rigorosidade.

Diante destas leis, os fabricantes tornam-se responsáveis pelo produto


do início ao fim do ciclo de vida útil, bem como pelo custo de sua coleta e
disposição final dos resíduos recicláveis. Além disto, todas as pessoas terão o
direito de saber quais os resíduos gerados no processo produtivo, bem como
onde, quem e como é realizado o tratamento, destinação final adequada ou
outro processo.

Outro ponto também, é que toda empresa de tratamento e disposição


final de resíduos sólidos que receber um determinado resíduo deverá emitir um
certificado de aceitação de resíduos. No qual, este certificado terá como
objetivo controlar se alguma empresa está utilizando alguma matéria-prima em
sua linha de produção que seja proibido. Assim, se tona co-responsável pela
qualidade do resíduo sólido ali tratado ou disposto.

Assim, as empresas passam a utilizar os três erres: reduzir, reusar e


reciclar. Este conceito garante, objetivamente, o oferecimento de ajuda
necessária para alteração do modelo de produção insustentável vivenciado
pela indústria brasileira em um modelo de produção circular sustentável.

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A Resolução nº416 irá conceituar o pneu inservível como aquele que
esteja usado apresentando danos irreparáveis em sua estrutura, não servindo
mais para rodar ou para reformar, ou seja, o pneu que está sem condições
para ser utilizado em sua atividade principal. Logo, esta resolução também
garante que os fabricantes e importadores de pneumáticos deverão destinar
corretamente estes pneus pós-consumo não recuperáveis.

Prosseguindo na Resolução do CONAMA, n.° 416, de 30 de setembro


2009, em seu primeiro artigo confirmamos que as empresas que fabricam e/ou
que importam pneus novos com peso unitário superior a 2kg, ficam na
obrigação de dar destinação adequada aos pneus inservíveis.

O IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos


Naturais Renováveis na Instrução Normativa nº 01/2010, em seu 2º artigo,
acrescenta que os importadores e fabricantes de pneus são obrigados a coletar
e dar uma destinação adequada aos pneus inservíveis, referindo apenas
àquelas empresas que importarem ou produzirem pneus novos com peso
unitário superior a 2kg.

Alem disso, as empresas responsáveis por estes pneus também


deverão declarar todo ano o que é feito com tais pneus, garantindo seu destino
final correto quanto ao ambiente, conforme preza o CONAMA em sua
Resolução nº23, de 12/09/96.

Esta comprovação do destino final dos pneumáticos inservíveis será


efetivada através do preenchimento do chamado Relatório de Comprovação de
Destinação de Pneus Inservíveis, onde contêm as informações de quantidade
destinada, em peso; tipo de destinação; empresas responsáveis pela
destinação; quantidade de pneus inservíveis, armazenados temporariamente,
em lascas ou picados, quando couber; endereço da empresa responsável pelo
armazenamento; e pontos de coleta. Informação contida na Instrução
normativa do IBAMA nº 1, de 18/03/2010, no artigo 6º, bem como disponível no
Cadastro Técnico Federal (CTF).

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Após a comprovação da destinação final realizada pela as empresas
fabricantes ou fornecedoras de pneumáticos inservíveis anteriormente
explicados, o IBAMA deverá encaminhar à Secretaria do Comércio Exterior do
Ministério da Indústria do Comércio e do Turismo (SECEX/MICT) uma relação
atualizada das empresas cadastradas e aptas a realizar importações de
pneumáticos.

Lembrando, que todas as normas expostas acima se referem apenas


aos pneus novos, sendo proibida a importação de pneus usados dentro do
território nacional, não importando a forma ou finalidade, conforme prevê a
Resolução nº23 do CONAMA.

2.4 A destinação dos pneus inservíveis

Durante anos podemos observar o crescimento extensivo no montante


de resíduos produzidos pela sociedade ocasionados pelo aumento
populacional. Acontece que para a maioria destes resíduos não são oferecidos
uma destinação correta, e, assim, perdurando no meio ambiente por séculos.

Devido o aumento populacional, industrialização e uso de descartáveis,


a preocupação quanto os resíduos sólidos aumentavam gradativamente, o que
trouxe uma preocupação da reciclagem após o consumo.

Antigamente, a reciclagem não possuía meios desenvolvidos de


regressos desses produtos, como também as empresas acreditavam que os
custos eram maiores do que a utilização de matérias-primas novas, o que
acabava ficando estacionadas tais idéias de reutilização de produtos após a
vida útil.

Diante disto, as indústrias nacionais de pneumáticos relatam um


crescimento gradativo de produção, registrando mais de 50 milhões de
unidades de pneus produzidos por ano, sendo estes em geral (caminhões,
carros de passeios, veículos leves, etc.). E por ano, são registrada metade
dessa produção como descartados.

A necessidade de gerenciar o descarte de pneus pós-consumo para a


preservação do meio ambiente se torna cada vez mais necessário, tendo que
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ser analisado desde sua procuração até o descarte final, bem como se buscar
possibilidades para a reciclagem desses produtos que causam grande impacto
ambiental quando desprezados indevidamente.

Assim, foi apenas com a criação das legislações ambientais que as


empresas se viram obrigadas a empregar a logística reversa, retornando seus
produtos e dando os cuidados necessários.

“A reinserção da borracha do pneu como matéria-prima


para novos produtos, seja na forma inteira (fornos de
cimenteiras) ou triturado (granulado para misturas asfálticas)
entre outras utilizações, depende de investimentos dos
fabricantes em técnicas de manufatura; pesquisa de materiais;
estudo sobre formas de reinserção deste resíduo na cadeia
produtiva. Para o desenvolvimento e avanço destas tecnologias
de reutilização e reciclagem de pneus, é necessário um esforço
conjunto - empresas, governo e sociedade” (SANDRONI,
PACHECO, 2005,p.27 ).

Os pneus reciclados deverão seguir um processo de coleta, transporte,


trituração e separação de seus componentes (borracha, aço e lona), assim, se
transformam em matérias-primas encaminhadas ao mercado. Nisto, as
empresas procuram alianças com universidades e empresas para verificar as
tendências do mercado e inovações tecnológicas possíveis de reciclagem para
serem realizadas no Brasil.

Para a reutilização dos pneus inservíveis são realizados os


procedimentos de recapagem e recauchutagem. A primeira consiste na retirada
da banda de rodagem, reparando estruturalmente carcaça com cordões de
borracha, e por fim o preenchimento de cimento para colagem da banda de
rodagem. E a segunda consiste na retirada da banda de rodagem e do ombro
do pneu, podendo ser a frio ou a quente.

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3. ESTUDO DE CASO

Como podemos observar em epígrafe, toda a estrutura realizada para a


logística reversa de pneus está inteiramente ligada a preservação do meio
ambiente e as criações de Resoluções do CONAMA obrigados a obedecer.
Diante disso, os fabricantes de pneus tornaram-se diretamente responsáveis
pelos não descartes errôneos dos mesmos, onde foram criados apoios
essenciais para a garantia da eficácia e aplicação das regulamentações em
questão, envolvendo a organização de grandes empresas e instituições. Estes
apoios irão direcionar novos organismos especializados criados para manter a
ideia de cadeia logística, além de manter a infraestrutura de coleta e
destinação de pneus inservíveis.

Logo, claramente observamos dificuldades existentes quanto esta


infraestrutura da coleta e da destinação final, pois tal infraestrutura não se
encontra com dimensões certas na questão de alcance e das necessidades de
coleta, como também em sua destinação no que diz respeito as concentrações
do descarte. Assim, o caminho dos pneus pós-consumo irá seguir,
inevitavelmente, por rotas de longas distâncias entre os locais de coleta e os de
destinação. Essa questão é extremamente aceitável, pois o estudo da logística
reversa encontra-se em evolução diante de sua nova instauração entre
empresas e instituições. Observamos que as empresas responsáveis pela
destinação de pneus encontram-se distantes de todo o processo da logística
reversa, pois as mesmas já existiam anteriormente da criação desta. Mas,
vemos os geradores dos pneus inservíveis localizadas em pontos estratégicos
para a coleta facilitando este processo de descarte.

Diante dessas perspectivas, o país precisa avançar demasiadamente


para garantir uma logística reversa eficiente de maneira geral, como
minimizando distâncias a serem transitadas, e assim, evoluindo a eficácia
gerada em todo este processo. Mesmo com todos estes desafios enfrentados
em qualquer processo em implantação de gestão, devemos, relevantemente,
ressaltar tal ideia de sucesso para aproveitar pneus pós-consumo que eram
habitualmente descartados de forma errada em locais como terrenos baldios,
rios, lagos, etc.

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Apenas com a criação de amparo legal nos últimos anos, foi essencial
para garantir que os pneus inservíveis fossem transformações em matéria
prima de grande valor para diversas atividades econômicas. O uso dos pneus
inservíveis vem contribuindo por exemplos, para setores como fornos de
cimenteiras, substituindo fontes energéticas fósseis não renováveis; para
reciclagem de borracha, como economia de energia; para também em uso de
caldeiras, gerando energia.

No Brasil, a logística reversa aos poucos vem evoluindo


progressivamente e rapidamente com a eficiente interferência dos setores
públicos e de toda a sociedade. Ficando todas as empresas responsáveis
pelos produtos que vem a fabricar, inclusive pelo seu descarte ou
reaproveitamento após o termino da sua vida útil para que não se tornam um
impedimento para o bem estar da sociedade e preservação do meio ambiente.

Com a implantação da Resolução 416/2009 do CONAMA, os fabricantes


são obrigações a se responsabilizarem pela disposição final de cada pneu
fabricado. Foi necessária essa codificação em Resolução, pois um pneu pode
levar mais de quinhentos anos para poder ser desintegrado na natureza. Bem
como, se estes pneus forem jogados lixões ou em locais inadequados, estes
irão incentivar para a proliferação de ratos e insetos que transmitem doenças
graves para os seres humanos.

Diante de uma visão futurista, o meio ambiente se tornaria insustentável,


sendo então tais intervenções necessárias para a sobrevivência do mesmo.
Assim, o meio ambiente passou por uma visão preocupante, sendo necessária
a diferenciação das organizações em termos de política de marketing e de
competitividade no mercado. As empresas quando se tornam sustentáveis são
beneficiadas por alguns aspectos como: diminuição de custos ao reutilizarem
materiais e de aquisições de matérias-primas, benfeitorias na imagem da
empresa com a sustentabilidade aplicável responsável, pouca emissão de
resíduos ao meio-ambiente, aumento de emprego e renda, entre outras.

Para garantir a sustentabilidade, além das empresas, a sociedade


também deverá contribuir de maneira concreta com a redução do consumo de
pneus, a reutilização, reforma, reciclagem ou incineração dos mesmos. Com

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isso, apesar do Estado e as empresas serem diretamente as responsáveis pelo
descarte adequado destes resíduos ao cumpri corretamente com as normas
existentes, cada cidadão deverá cumprir com a sua parte através de pequenas
ações diárias dentro e fora do seu lar, passando tais ideias por gerações,
garantindo, assim, um mundo sustentável.

A sociedade contemporânea deverá agir ativamente mediante tais


processos logísticos de sustentabilidade para que tudo ocorra efetivamente.
Tais dificuldades existem em toda situação atual, chamada acomodação. Não
são mais questionados os problemas atuais, e quando acontecem atinge
apenas reflexões superficiais de respectivas questões, como também, pensam
que nunca serão atingidos por nada, ou seja, não pensam no futuro quanto as
consequências que influenciaram a uma sociedade sem vida sustentável,
poluindo ar, terra e agua.

Ainda é difícil encontrarmos campanhas responsáveis para visionar toda


sociedade quantos aos problemas que iremos encontrar. Esta maneira seria a
única para garantir a conscientização geral de uma população e obter
resultados positivos. O descarte inadequado de pneus sem vida útil irá
continuar até que o mundo perceba o quanto prejudicará e impactará a vida
humana.

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4. CONCLUSÃO

Quanto a conscientização dos problemas causados ao meio ambiente


ocorridos devido a habitualidade do descarte de produtos não utilidade em
lugar errôneo, deverá ser iniciado programas que visem a diminuição do
impacto negativo desta prática, garantindo estabilidade do meio ambiente e
melhores condições de vida. Ao empregar estas medidas, podemos observar
melhorias na economia ao reduzirmos os custos de produção das empresas ou
gerando empregos ao criar empreendimentos, bem como retirando gastos que
seriam utilizados para manutenção ou interferência de problemas causados
pela destinação final errada destes produtos em questão.

Neste trabalho conclui se que as alterações realizadas nos últimos anos


impactaram nas mudanças na relação entre a sociedade e empresas, e por
consequência, com o meio ambiente. Com o aumento populacional e sua
produtividade aumentada, discussões referentes aos problemas do
ecossistema são cada vez mais evidenciadas. Mediante disso, se torna
essencial que se desenvolva estímulos para responsabilizar empresas sobre a
destinação final de seus bens.

Atualmente, podemos observar que as empresas utilizam slogans


referindo-se a sustentabilidade, preservação ambiental e seu impacto na
sociedade, o que se tornou devido a normas regulamentadoras que obrigam as
empresas seguirem tais condições e aumentando a relevância da logística
reversa para que adquira os objetivos esperados.

Assim, confirmamos que a garantia da prática sustentável realizada


pelas empresas advém das obrigações da legislação ambiental, e não por pura
vontade ou autotutela destas. No entanto, as empresas esquecem que podem
obter benefícios na área econômica com a reutilização dos produtos no ciclo
produtivo, resultando na valorização da conscientização ambiental juntamente
com os consumidores inovando serviços prestados.

As empresas ao realizarem a logística reversa dos pneus inservíveis


deverão manter em evidencia juntamente as questões econômicas, s mociais e
ambientais. Porém, diante das dificuldades para reduzir este produto do meio
ambiente e das dificuldades encontradas na implantação desta logística para a

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coleta de pneus inservíveis em um país de enorme território como o Brasil, é
impossível conseguir recolher todos os pneus utilizados e descartados. Com
isso, esta problemática não será solucionada apenas com a criação de
possibilidades de destinação correta, o que já existe, precisará realizar a
sistematização deste uso, potencializando, assim, suas vantagens.

Com todo exposto neste trabalho, a reutilização dos produtos,


especialmente neste caso dos pneus por intermédio da logística reversa,
celebra a sustentabilidade ambiente, com isso a importância de reaver o
comportamento dos cidadãos e do Estado quando realizam programas
incentivadores para educar gerações futuras, como também, através de
práticas sustentáveis, promover um mundo melhor.

Observa-se que o processo de logística reversa, ao realizar maneiras de


recuperar ou descartar os produtos de pós-venda e pós-consumo. Este
processo de reciclagem e reutilização ao mesmo tempo em que geram lucros e
criam empregos, contribuem para a preservação ambiental quando impede o
descarte de pneus no meio ambiente.

Portanto, se vê a necessidade de investir em questões ecológicas


adequadas que garantem uma melhoria de vida para todos, tanto na parte
ambiental como na economia, pois ao passar do tempo os recursos ambientais
tornam-se cada vez mais escassos, e por outro lado, o aumento populacional
demandando mais recursos de maneira geral.

Soluções como redução, reutilização e buscar novos usos de recursos


naturais, como também novas opções de certos materiais que serão utilizados
em determinadas atividades, são, atualmente, objetivos prioritários das
empresas contemporâneas, visando o diferencial no mercado, mas,
preferencialmente, a preponderância em um ambiente empresarial hostil e
competitivo.

Assim sendo, para se conseguir uma vida saudável e correta, e


conseguinte, um mundo ambientalmente estável, há necessidade de um
empenho comum entre a sociedade e do Estado. .

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5. BIBLIOGRAFIA

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Resolução n.º 258/99 – CONAMA, 1999, Brasília.

LEITE, Paulo Roberto. Logística reversa: meio ambiente e competitividade. 2.


ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009.

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Distribuição: Estratégia, Operação e Avaliação. 2ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier,
2001.

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Cengage Learning, 2012.

RAZOLLINI FILHO, Edelvino. O Reverso da logística e as questões ambientais


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CHAVES, Gisele de Lorena Diniz; BATALHA, Mário Otávio. Os consumidores


valorizam a coleta de embalagens recicláveis? Um estudo de caso da logística
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BERTOLLO, S. Ap.; Fernandes JR, J. L.; VILLAVERDE, R. B.; MIGOTO


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ciências e Tecnologia Nuclear) Universidade de São Paulo. São Paulo, 2011..

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Coprocessamento na indústria de cimento, Petrobras SIX e pavimentação
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Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis -


IBAMA. - "Processo de Arguição de Descumprimento de Preceito
Fundamental", n.101, Brasília (2007).

17
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RESOLUÇÃO CONAMA nº 416, de 30 de setembro de2009 . Publicada no


DOU Nº 188, de 01/10/2009, págs. 64-65
http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=616

RESOLUÇÃO CONAMA nº 258, de 26 de agosto de 1999. Publicada no DOU


no 230, de 2 de dezembro de 1999, Seção 1, página 39
http://www.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=258

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CURSO TECNOLÓGICO DE LOGÍSTICA

TERMO DE RESPONSABILIDADE – Trabalho de Conclusão de Curso

O Aluno do Curso Tecnológico de Logística, JARDEL KAIPPER NUNES


JUNIOR, Matrícula nº 2015219025700, assume toda responsabilidade, perante a
prática de cópia ou plágio de obras ou fragmentos de obras de autores,
quaisquer que sejam, tanto em material impresso como de Internet, nos
aspectos educacionais e legais. As Normas da ABNT serão o parâmetro para
citações.
Assim, passa a deter toda e qualquer responsabilidade diante de
situações ilícitas editoriais e acadêmicas, no que se refere à disciplina Projeto
Integrador Multidisciplinar.

Rio de Janeiro, 07 de dezembro de 2017.

Assinatura do aluno:__________________________________________

Rubrica do Professor:_________________________________________

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