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CMCG PRF/2016 – LITERATURA 2º ANO DO ENSINO MÉDIO 1ª CHAMADA 01 Visto:

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Prof. Jucinaldo

1ª QUESTÃO (13 escores)

O PARNASIANISMO

MÚLTIPLA ESCOLHA

Os itens de 01 a 06 que seguem dizem respeito ao soneto de Olavo Bilac, abaixo.

TEXTO I

ORA (DIREIS) OUVIR ESTRELAS!

XIII

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo


Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-Ias, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto …

E conversamos toda a noite, enquanto


A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!


Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!


Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

(Disponível:http://www.elsonfroes.com.br/sonetario/oliveira.htm.Acesso em: 11nov.2016.)

01. Acerca das primeiras informações do texto, é correto afirmar que:


( A ) Por se tratar de um soneto parnasiano, não há lirismo.
( B ) Traz um sujeito lírico personificado na figura de uma estrela.
( C ) O soneto trata de um diálogo entre o amante e um suposto interlocutor.
( D ) Tipicamente parnasiano, o soneto ressalta a ambiência mitológica da deusa do amor.
( E ) Trata-se de um soneto objetivo, descrevendo o poder do poeta sobre a natureza.

02. Acerca dos aspecto linguísticos do texto, é correto afirmar que:


( A ) há no discurso do sujeito lírico registro de linguagem informal ou uso de oralidade.
( B ) o poeta adota pretérito imperfeito, que visa indicar que a relação amorosa ficou inacabada.
( C ) o interlocutor é a mulher, que está distante, por isso opta pela função fática da linguagem.
( D) o poeta complica o texto com um número exagerado de vocábulos eruditos e sem conotação.
( E ) o tratamento linguístico do interlocutor é formal, conforme a solenidade da segunda
pessoa.

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03. No plano das expressões do texto, há uma personificação poética na primeira estrofe. Tal recurso tem
como finalidade indicar

( A ) o hábito do sujeito lírico em acordar cedo para observar a via-láctea.


( B ) a expectativa do sujeito lírico pela volta da amada que partira na noite anterior.
( C ) o grau de passionalidade e comoção em que se encontra o sujeito lírico.
( D ) o espanto do sujeito lírico perante a grandeza e o esplendor da via-láctea.
( E ) a situação sofrida do sujeito lírico que busca amenizar sua solidão.

04. Pode-se dizer que o soneto acima, de Olavo Bilac, é a confirmação de que

( A ) o amor pode ser vivido com racionalidade e sobriedade.


( B ) o lirismo depende de princípios rígidos formais do soneto.
( C ) a tentativa de frear os sentimentos conduz, inevitavelmente, à loucura.
( D ) não há beleza estética parnasiana sem que se possa falar do amor.
( E ) o lirismo amoroso confere maior beleza ao soneto parnasiano.

05. A chave de ouro, no soneto acima(texto I), encerra uma


( A ) consequência poética.
( B ) conclusão poética.
( C ) invocação poética.
( D ) explicação poética.
( E ) oposição poética.

06. Do ponto de vista formal, o poema, (texto I), faz justiça à arte poética dos parnasianos porque

( A ) reedita o tradicional verso decassílabo.

( B ) foi composto, exclusivamente, de rimas ricas.

( C ) começou o soneto já pela chave de ouro.

( D ) principia cada estrofe por um “enjabement”.

( E ) cadencia os versos com belos alexandrinos.

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Observe a figura(texto II) e leia o texto abaixo para responder ao item 07.

TEXTO II

(Disponível em<http://www.cartaforense.com.br/conteudo/colunas/deuses e ninfa/9086>. Acesso em 08 nov.2016.)

DÊ O QUE SE PEDE

(07 escores)
07. Explique em que sentido os deuses da mitologia grega servem de inspiração aos poetas parnasianos.
(03 escores)

R. É possível encontrar nessa referência, o princípio parnasiano da busca da perfeição


formal ou estética√ OU a dedicação total à “deusa forma”; a objetividade artística√ OU a
verdade nua da beleza. ___________

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Observe atentamente a figura abaixo, (texto III), para responder ao item 08.

TEXTO III

(Disponível em <http://www.cartaforense.com.br/conteudo/colunas/arte grega/romana/9086>. Acesso em 08 nov.2016.)

08. A partir da ilustração acima, explique qual a função da arte segundo os parnasianos. (02 escores)

R. A função da arte é ser arte, é ser bela em si mesma, √ assim como o poeta parnasiano
que comparava o seu trabalho detalhado e minuncioso como um objeto de arte que só tem a
função do belo, de gerar prazer estético. √_______________________________________

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Leia a tirinha, abaixo, para responder os itens 09.

TEXTO IV

(Disponível em:<GONZALES, Fernando. Folha de S. Paulo, de 21 out.2004. Acesso em 15 set.2016.)

09. Contrários ao Romantismo, os parnasianos primavam por um purismo na linguagem. Relacione a


linguagem empregada na tirinha com a linguagem poética dos parnasianos. (02 escores)

R. A expressão “deserto inefável”(2º quadrinho), faz uma ironia direta à postura do


preciosismo vocabular dos parnasianos;√ já a expressão “agora traduz”, no último
quadrinho, ironiza o distanciamento que um vocabulário erudito provoca entre o poeta e o
leitor √___________________________________________________________________

2ª QUESTÃO (13 escores)

O SIMBOLISMO

Leia o texto abaixo para responder aos itens 10 a 16.

TEXTO V

IRONIA DE LÁGRIMAS

Junto da morte é que floresce a vida!


Andamos rindo junto a sepultura.
A boca aberta, escancarada, escura
Da cova é como flor apodrecida.
A Morte lembra a estranha Margarida
Do nosso corpo, Fausto sem ventura…
Ela anda em torno a toda criatura
Numa dança macabra indefinida.
Vem revestida em suas negras sedas
E a marteladas lúgubres e tredas
Das Ilusões o eterno esquife prega.
E adeus caminhos vãos mundos risonhos!
Lá vem a loba que devora os sonhos,
Faminta, absconsa, imponderada, cega!

(AGUIAR, Flávio. Grandes mestres da poesia: Cruz e Sousa – A secreta magia. Disponível em:
<http://br.geocities.com/prosapoesiaecia/CRUZsecretamalicia.htm>Acesso em: 10 nov. 2006.

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10. Segundo o texto V, a vida é uma ironia porque

( A ) vivemos rindo e iludidos sem saber que a morte nos acompanha o tempo todo.
( B ) só lembramos de plantar flores nas nossas sepulturas quando tudo está apodrecido.
( C ) não mantemos o pés firmes na realidade; vivemos no campo dos sonhos.
( D ) pensamos que a morte nunca vai nos atingir ou devorar nossos sonhos.
( E ) a morte é faminta, imponderadas e cega; no entanto, temos consciência da presença dela.

11. No texto simbolista, a alegoria da Morte

( A ) está em constante movimentação e nos espreita.


( B ) aparece disfarçada e revestida de sedas e flores macabras.
( C ) condena todos os viventes ao inferno, como Fausto.
( D ) vai devorando aos poucos a saúde física e mental de sua vítima.
( E ) passa pela vida em constante escolha de quem irá lançar na cova.

12. O poeta diz que a morte lembra “estranha Margarida/ do nosso corpo”(versos 5 e 6). Tal metáfora
quer nos sugerir que

( A ) nossa vida não tem beleza alguma.


( B ) de qualquer forma, seremos colhidos pela podridão.
( C ) nossa alma também é perecível, assim como o corpo.
( D) o que nos espera equivale a um jardim de ilusões.
( E ) nosso corpo físico é de pouca duração.

13. No verso “Lá vem a loba que devora os sonhos”, tem-se uma visão

( A ) naturalista da morte.
( B ) impressionista da morte.
( C ) existencialista da morte.
( D ) objetiva da morte.
( E ) parnasiana da morte.

14. Nesse soneto, a ideia da vida vem resumida na expressão:

( A ) “imponderada e cega”.
( B ) “marteladas lúgubres”.
( C ) “dança macabra”.
( D ) “estranha Margarida”.
( E ) “caminhos vãos”.

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15. Nesse texto, em que se descreve a Morte, fica nítido que o simbolismo é a arte da:

( A ) aparência.
( B ) mitologia.
( C ) natureza.
(D) ciência.
( E ) sugestão.

DÊ O QUE SE PEDE

16. Identifique o recurso da sinestesia presente no soneto e comente suas sugestões sobre imagens e
sentimentos da Morte, no contexto dessa estrofe. (03 escores)

R. A sinestesia está presente na terceira estrofe: “revestidas de negras sedas” e com


“marteladas lúgubres e tredas” √______________________________________________
Sugere um ser grandioso e misterioso, envolvente, √ que aparece ao sujeito lírico para por
fim às suas ilusões. √_______________________________________________________

Observe a figura abaixo e leia o texto para responder ao item 17 que segue.

TEXTO VI

O Anjo da Morte (1851), de Horace Vernet,

(Disponível em:<https://www.google.com.br/searchq=pintores/simbolistas/> Acesso em: 16 nov 2016.)

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17. A partir da figura acima (texto VI), caracterize a estética simbolista, apresentando informações
relevantes sobre a temática e o contexto sociocultural dessa arte. (04 escores)

A estética simbolista é marcada pelo clima de pessimismo e angústia; √ explora o ambiente


místico ou espiritual; √nesse sentido, a morte é sua principal temática;√ significando ora
fatalidade da existência ora libertação da alma diante do contexto materialista da época. √

3ª QUESTÃO (12 escores)

REALISMO/NATURALISMO

DÊ O QUE SE PEDE

Leia o trecho da obra de Machado de Assis, abaixo, para responder ao item 18.

TEXTO VII

“Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás,
ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer; e o livro anda
devagar; tu amas a narração direta e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são
como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham,
ameaçam o céu, escorregam e caem[...]”

(ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo:Ateliê Editorial. p.172.)

18. O trecho descrito acima informa o leitor sobre o modo de composição de sua narrativa. Identifique
três recursos narrativos inovadores que o autor apresenta nessa obra. (03 escores)

R. A narrativa é construída com a participação do leitor; √__________________________


Apresenta um defunto-autor que relata suas experiências de vida; √_________________
Apresenta uma narrativa não linear moldada pelo humor e pela ironia. √______________

Leia o trecho, da obra de Machado de Assis, abaixo, para responder ao item 19.

TEXTO VIII

“Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito, levado de
um desejo tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia há bastantes anos, lembrou-me
reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na antiga Rua de Matacavalos, dando-lhe o
mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu.”

(ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. 32 ed. São Paulo: Ática, 1997. p.14.)

19. Sabendo-se do desfecho da relação amorosa entre o narrador Dom Casmurro e Capitu, por que era
tão importante reproduzir o tempo e a casa de Matacavalos que no momento da narrativa já não
existem mais? (03 escores)

R. Há a necessidade de saber porque sua relação com Capitu não deu certo √___________
Ele queria diminuir o sofrimento da solidão na qual ele terminou a vida; √______________
Por fim queria sanear uma dúvida profunda: se Capitu o teria traído ou não. √___________

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Leia o trecho da obra de Émile Zola, abaixo, para responder aos itens 20 e 21.

TEXTO IX

“[...] Afinal, o que estava acontecendo com ela naquele dia? Nunca se sentira tão mole. Devia
ser o ar contaminado. Não havia ventilação no fundo daquela via longínqua. Respira-se toda espécie
de vapores que saiam do carvão com uma efervescência de fonte, e, às vezes, com tal abundância
que as lâmpadas apagavam-se.[...] Não podendo mais, sentiu necessidade de tirar a camisa. [...]
Tirou tudo, a corda e a camisa, com tanta ânsia que teria arrancado a pele, se pudesse. E agora, nua,
deplorável, rebaixada a trote de fêmea ganhando a vida pela lama dos caminhos, esfalfava-se, com a
garupa coberta de fuligem e barro até a barriga, como uma égua de carroça. De quatro patas, ela
empurrava o vagonete.”

(ZOLA, Émile. Germinal. Tradução de Francisco Bittencourt. São Paulo: Abril Cultural,1979.p 318-319.)

20. Conforme o fragmento de texto acima, apresente três atributos da linguagem naturalista, movimento
que chegou ao Brasil por volta de 1881. (03 escores)

R. A linguagem naturalista é objetiva e descritiva; √_______________________________


Explora os aspectos degradantes do ser humano, condicionado ao meio; √______________
Além de explorar verbos e comparações que contribuem para a zoomorfização. √_________

21. Quanto à ideologia, apresente três aspectos político-sociais que os romances naturalistas buscavam
denunciar? (03 escores)

R. Os romances naturalistas buscavam denunciar a exploração do homem pelo homem, √


As desigualdades sociais e a miséria do proletariado; √_____________________________
Por fim a redução do homem à categoria de animal com todas as suas patologias. √_______

4ª QUESTÃO (08 escores)

ROMANTISMO

MÚLTIPLA ESCOLHA

ESCOLHA A ÚNICA RESPOSTA CERTA, ASSINALANDO-A COM UM “X” NOS PARÊNTESES À ESQUERDA.

22. O herói romântico é construído conforme o protótipo do(a)

( A ) mitologia Greco-romana.
( B ) índio americano.
( C ) escravo africano.
( D ) navegador português.
( E ) cavalaria medieval.

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23. Em relação à obra Memórias de um Sargento de Milícias, pode-se afirmar que:

( A ) o contraste entre o bem e o mal, próprio dos romances românticos, desaparece.


( B ) personagem Leonardo nasce malandro feito, por influência hereditária do pai.
( C ) a personagem Leonardo adquire as características da malandragem por força das circunstâncias.
( D ) panorama traçado pelo autor é limitado ao espaço em que as ações se desenvolvem.
( E ) panorama traçado pelo autor é ampliado quanto ao espaço em que as ações se desenvolvem.

24. As narrativas românticas têm como recurso predominante o (a)

( A ) gosto pela expressão dos sentimentos e dos sonhos que agitam seu mundo interior.
( B ) postura analítica e politizadora dos fatos sociais e culturais.
( C ) descrição objetiva e detalhada de ambientes e de perfis psicológicos.
( D ) determinismo de meio e momento histórico como elemento motor da narrativa.
( E ) análise psicológica das personagens quando submetidas à pressão dos acontecimentos.

25. Quanto aos interlocutores, o público-alvo dos folhetins românticos é, sobretudo, o(a)

( A ) classe burguesa.
( B ) operariado urbano.
( C ) classe política.
( D ) mulher casamenteira.
( E ) clero e a monarquia.

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Leia o fragmento de texto,da obra de José de Alencar, abaixo, para responder ao item 26.

TEXTO X

“É preciso ter como Lúcia a beleza, a sedução e o espírito que enchem uma sala; a mobilidade
e a elegância que multiplicam uma mulher, como o prisma reproduz o raio do sol por suas mil facetas;
para assim consumir deliciosamente uma noite com as filigranas da galanteria feminina. Em três
horas, que voaram, quer saber o que fez essa mulher? Tocou e cantou com sentimento, conversou
com sua graça habitual, representou-me tipos da comédia fluminense;[...] Às dez horas, quis retirar-
me. Lúcia suspendeu-se ao meu ouvido e balbuciou muito baixo um súplica: - fique!”

(ALENCAR, José de. Lucíola. Edição renovada. São Paulo: FTD, 2011.)

26. Tendo como foco a narrativa, em primeira pessoa, de José de Alencar, explique por que o perfil da
personagem Lúcia se constitui no elemento complicador dessa narrativa, no que se refere à relação
amorosa e social. (04 escores)

R. A personagem Lúcia é construída como uma mulher independente, bela e sedutora.√


Trata-se de uma cortesã de luxo da Corte do século XIX, que vive o glamour e os vícios do
ambiente√; o narrador é um provinciano que vai confrontar seus valores morais com as
ações e atitudes de Lucia, se apaixona por ela e quer mudar seu estilo de vida por força do
amor√. O problema é que Lúcia pertence a todos. √________________________________

Correção gramatical e/ou apresentação da prova: 0,2 ponto.

FIM DA PROVA

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