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ATIVIDADE DISCURSIVA SAÚDE COLETIVA 2018

A mortalidade por doenças infecciosas e parasitárias (DIP) vem declinando


desde a década de 1940, inicialmente com queda aguda, recentemente mais
lenta, embora persistente. Entre 2000 e 2010, a mortalidade proporcional por
DIP caiu de 4,7 para 4,3%. Porém, tem se observado aumento no número de
mortes ocasionadas por doenças crônicas ou ligadas às causas externas
(homicídios, acidentes, entre outros).

Considerando o texto, cite o sistema de informação que monitora e fornece


informações a respeito da mortalidade, como são obtidos os dados, quais
coeficientes de mortalidade mais utilizados, a que se referem os valores citados
e ainda, explique a relação do aumento das mortes por causas externas.

As informações a respeito da mortalidade são tiradas do SIM (sistema de


informação de mortalidade).

Os dados da mesma são obtidos através das declarações de óbitos, a


declaração de óbito é feita em três vias, uma é encaminha para a secretaria de
saúde, que usa os dados do morto (causa da morte, sexo, idade, endereço, etc)
para a produção dos índices de mortalidade, uma fica com a família e outra com
o estabelecimento hospitalar que emitiu a declaração.

Os coeficientes mais utilizados são os de:

* Mortalidade proporcional por causa que


pega o número de óbitos por determinada causa e dilui no total de óbitos em
determinado período;

* Mortalidade proporcional por idade, demonstra a proporcionalidade


de óbitos por idade em determinadas regiões;

* Curvas de Mortalidade
proporcional, permite avaliar o grau de saúde de determinada região;

* Taxa de mortalidade especifica por sexo, idade ou causa, indica a proporção


de óbitos por sexo idade e causa, gera bastante informações;

* Mortalidade infantil e mortalidade materna, que demonstram também a


proporcionalidade de morte de mães
ou gestantes e crianças.

A mortalidade por doenças infecciosas e parasitarias é o índice que indica a


quantidade de mortes por infecções e parasitas entre o total de mortes em
determinado período.

A mortalidade proporcional por doenças infeciosas e parasitarias divide o


número de óbitos em causas infecciosas e parasitarias especificar em um
determinado período e espaço e mede a importância de cada grupo especifico
no total de óbitos por causas infecciosas e parasitarias

Com o avanço cientifico que houve dos anos 1950 aos dias de hoje, a medicina
também evoluiu, proporcionando a população acesso a remédios mais
eficientes, porém a violência não diminuiu, surgiram doenças como a depressão,
que elevou o número de suicídios, veículos cada vez mais potentes e motoristas
mais impudentes. Todo o avanço a medicina juntamente com o estacionamento,
e o agrave, de causas externas, faz com que o índice se altere, dando lugar as
causas externas como a principal causa de mortes atualmente no Brasil.

RESPOSTA 2
O índice responsável pelo cálculo da taxa de mortalidade no Brasil, é o Sistema
de Informação de Mortalidade (SIM).
Existem diversos coeficientes de mortalidade, como: mortalidade proporcional
por causa, taxa de mortalidade específica por sexo, mortalidade infantil, dentre
outros.

Além disso, vale destacar que todos estes dados são obtidos por meio dos
atestados de óbito.
Todavia, percebe-se por estes dados que o índice de mortalidade tem cada vez
aumentado. Neste sentido, mesmo com diversas medidas implementadas pelo
governo no combate à violência, têm-se verificado um aumento em outras
doenças, como a depressão e os transtornos mentais, que por sua vez tem
elevado a taxa de suicídio.
Espero ter ajudado, bons estudos!

SCIELO http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-
49742012000400001

Causa externas de morte

O crescimento da violência representa um dos maiores e mais difíceis desafios


do novo perfil epidemiológico do Brasil. Em 2010, ocorreram 143 mil (12,5%)
óbitos devido as causas externas. O aumento da mortalidade por causas
externas, observado a partir da década de 1980, deve-se principalmente aos
homicídios (com 52 mil óbitos em 2010) e aos acidentes de transporte terrestre
(com 42,5 mil óbitos em 2010), com destaque em grandes centros urbanos. Os
homens jovens são os mais afetados pelo crescimento dos homicídios - como
agressores e vítimas - e pelos acidentes de trânsito. Transições demográficas
rápidas em contextos históricos complexos e de grandes desigualdades sociais
alimentam a violência e dificultam as soluções para esse problema.

https://slideplayer.com.br/slide/11259441/
Fatores de risco e as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) O
envelhecimento, a urbanização, as mudanças sociais e econômicas e a
globalização impactaram o modo de, trabalhar e se alimentar dos brasileiros.
Como consequência, tem crescido a prevalência de fatores como a obesidade e
o sedentarismo, concorrentes diretos para o desenvolvimento das doenças
crônicas não transmissíveis(DCNT). Em 2011, quase a metade dos adultos (≥18
anos de idade) em capitais brasileiras relataram excesso de peso (48,5%),
17,0% referiram consumo abusivo de álcool, 20,0% consumiam frutas e
hortaliças em quantidade insuficiente e 14,0% eram inativos fisicamente. Não é
de se surpreender que, em 2010, as DCNT responderam por 73,9% dos óbitos
no Brasil, dos quais 80,1% foram devido a doença cardiovascular, câncer,
doença respiratória crônica ou diabetes. Esses dados reafirmaram a relevância
das DCNT neste momento de transição epidemiológica do Brasil. Esta realidade
das últimas décadas também trouxe exemplos de sucesso para o controle dos
principais fatores de risco para as DCNT. É o caso da política de controle do
tabagismo, que fez cair a prevalência de fumantes de 35,6% em 1986 para
15,0% em 2010. Estimativas recentes calculam que essa queda preveniu cerca
de 420 mil (260 mil a 715 mil) mortes. EPIDEMIOLOGIA E SERVIÇOS DE
SAUDE vol. 21 Nº 4

7 Causa externas de morte


O crescimento da violência representa um dos maiores e mais difíceis desafios
do novo perfil epidemiológico do Brasil. Em 2010, ocorreram 143 mil (12,5%)
óbitos devido as causas externas. O aumento da mortalidade por causas
externas, observado a partir da década de 1980, deve-se principalmente aos
homicídios (com 52 mil óbitos em 2010) e aos acidentes de transporte terrestre
(com 42,5 mil óbitos em 2010), com destaque em grandes centros urbanos. Os
homens jovens são os mais afetados pelo crescimento dos homicídios – como
agressores e vítimas – e pelos acidentes de trânsito. Transições demográficas
rápidas em contextos históricos complexos e de grandes desigualdades sociais
alimentam a violência e dificultam as soluções para esse problema.
EPIDEMIOLOGIA E SERVIÇOS DE SAUDE vol. 21 Nº 4

Foi construída uma base de dados a partir das declarações de óbito registradas
pelo Ministério da Saúde durante o período de 1979 a 1993 e que se encontram
disponíveis através do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) (8), onde
os óbitos são categorizados de acordo com a Classificação Internacional de
Doenças em sua nona revisão (CID-9). As causas de morte são agrupadas em
17 grandes capítulos e as doenças infecciosas e parasitárias estão
representadas no primeiro capítulo (I). A Classificação Brasileira (CID-Br)
também é adotada.

CONCLUSÕES

O grande saldo verificado na década de 1980 foi a diminuição significativa dos


níveis de mortalidade por doenças infecciosas e parasitárias em todo o Brasil e
em praticamente todas as faixas etárias, em particular na faixa das crianças com
menos de 1 ano. Contudo, a situação ainda não é ideal. As taxas de mortalidade
brasileira por doenças infecciosas ainda são elevadas para os padrões mundiais
na atualidade, especialmente para o grupo de menores de 1 ano e em particular
para os estados menos desenvolvidos, em sua quase totalidade pertencentes às
regiões Norte e Nordeste. Estes níveis ainda elevados orientam para a prioridade
de atuação junto a esses grupos etários.

https://www.scielosp.org/article/rpsp/1999.v6n2/99-109/
Ainda são perdidos muitos anos potenciais de vida por causas que seriam
evitáveis com ações básicas de prevenção e atenção primária à saúde, de baixo
custo. A cobertura da assistência médica à população, em particular nas
localidades carentes, ainda é baixa, o que resulta na elevada prevalência da
morbidade e da mortalidade. É necessário insistir para que os registros de
eventos vitais sejam corretamente preenchidos; além disso, os órgãos
competentes devem exercer um controle mais rigoroso da qualidade destes
registros. Destaca-se a necessidade da criação de sistemas de vigilância
epidemiológica e, nacionalmente, da implantação dos serviços de verificação de
óbitos, se não em todas as localidades, pelo menos em localidades de
referência.

A construção de indicadores de mortalidade para países em desenvolvimento


ainda merece ser alvo de críticas e estudos, em particular no Brasil. Dentro da
literatura mundial, as estatísticas de mortalidade de países em desenvolvimento
têm resultado em exaustivas discussões quanto ao seu poder preditivo e quanto
à capacidade de identificar níveis e tendências de mortalidade. Apesar dos
dados provenientes dos registros de óbitos no Brasil apresentarem problemas
de consistência, foi possível desenhar um quadro geral da mortalidade, sempre
com interpretações cautelosas.

Fonte : livro de ED -Saúde coletiva: https ://www. sa bertotal. c om.br/w e b/inde


x.ht m l# pro je c t/be 6ec 644-d05f -4 84f-9165-e173a e fda941/v ie w/Ne w Title
s/v ie w /39788 584 824 830 Ac ess o em 23 de maio de 2018 págin a da int
ernet PASSEI DIRETO
O si stema respo nsá ve l p ela s a s i nfo r mações a resp ei to da mor tali
dade no S US é o si ste ma de i nforma ção d e mortalida de “S IM” .
Os dados da me sma são ob ti d os atra vé s de declaraçõe s de óbi tos,
as q ua i s são fe i ta e m três vi as, uma é e ncamin ha para a secretaria
de s a úde, que usa o s d ados do morto ca usa da mo rte, sexo, i dade
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q ue emi ti u a dec laração .
Qua nto aos co efici e nte s de mortali dade , pode mos ci tar a mortalida
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mo rtes por i nfecções e pa rasitas e ntre o tota l de mortes e m deter
mina do per íodo tempo. Esse coefici e nte mede a i mportânci a de cada
grupo especi fi co no total d e óbi tos por ca usas infecci osas e parasi ta rias
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medi ci na a qua l ve m, proporciona ndo a pop ula ção a cesso a medica
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no vas doenças como a mal do súb i to, depressão, Tra nsto rno da A
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tame nto físi co .
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m acompanhada de i mpr ud ê nci as, e xi ste m out ro s fato res como a
dep ressão uma doe nça q ue a ume n ta o número de s ui c ídi o s cada
ve z mai s, à ho mofobi a e pre co nce i tos e ntre o utros

http://svs.aids.gov.br/dantps/cgiae/sim/apresentacao/
O Sistema de Informação Sobre Mortalidade (SIM), desenvolvido pelo Ministério
da Saúde, em 1975, é produto da unificação de mais de quarenta modelos de
instrumentos utilizados, ao longo dos anos, para coletar dados sobre mortalidade
no país. Possui variáveis que permitem, a partir da causa mortis atestada pelo
médico, construir indicadores e processar análises epidemiológicas que
contribuam para a eficiência da gestão em saúde.

O SIM foi informatizado em 1979. Doze anos depois, com a implantação do SUS
e sob a premissa da descentralização teve a coleta de dados repassada à
atribuição dos Estados e Municípios, através das suas respectivas Secretarias
de Saúde. Com a finalidade de reunir dados quantitativos e qualitativos sobre
óbitos ocorridos no Brasil, o SIM é considerado uma importante ferramenta de
gestão na área da saúde que subsidiam a tomada de decisão em diversas áreas
da assistência à saúde. No nível federal, sua gestão está afeta à Secretaria de
Vigilância à Saúde.

http://www.unisalesiano.edu.br/salaEstudo/materiais/p922d1235/material4.pdf
Coeficientes utilizados em Saúde
Pública
• Medidas de Mortalidade: Específicos
COEFICIENTE DE MORTALIDADE INFANTIL
CMI = Nº de óbitos menores de 01 ano
Nº de nascidos vivos
X 1.000

COEFICIENTE DE MORTALIDADE NEONATAL:


CMN = óbitos de crianças menores de 28 dias
nº de nascidos vivos
COEFICIENTE DE MORTALIDADE INFANTIL TARDIA
CMIT = óbitos de crianças de 28 dias a 01 ano
nº de nascidos vivos
X 1.000
X 1.000

COEFICIENTE DE MORTALIDADE POR DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS


CMDT = Nº de óbitos devido às doenças
Nº de nascidos vivos
• Medidas de Mortalidade: Específicos
X 10.000
ou
100.000

O Sistema de informações sobre mortalidade dispõe de um ambiente de


compartilhamento de informações on-line com diversas utilidades e aplicações.
O acesso a este ambiente é restrito a pessoas cadastradas, para garantir a
confidencialidade dos dados pessoais dos envolvidos nos registros.

Acessar o SIM federal

Como são coletados os dados que alimentam o SIM


O documento básico e essencial à coleta de dados da mortalidade no Brasil é a
DECLARAÇÃO DE ÓBITO (DO) que, consequentemente, alimenta o SIM.
A responsabilidade na emissão da DO é do médico, conforme prevê o artigo 115
do Código de Ética Médica, Artigo 1º da Resolução nº 1779/2005 do Conselho
Federal de Medicina e a Portaria SVS nº 116/2009. A DECLARAÇÃO DE ÓBITO
(DO) deve ser enviada aos Cartórios de Registro Civil para liberação do
sepultamento, bem como para a tomada de todas as medidas legais em relação
à morte.

A Declaração de Óbito é impressa e preenchida em três vias pré-numeradas


sequencialmente. Sua emissão e distribuição para os estados são de
competência exclusiva do Ministério da Saúde. A distribuição para os municípios
fica a cargo das Secretarias Estaduais de Saúde. Às Secretarias Municipais de
Saúde cabe o controle na distribuição das DO entre os estabelecimentos de
saúde, Institutos de Medicina Legal, Serviços de Verificação de Óbitos, Cartórios
do Registro Civil, profissionais médicos e outras instituições que dela façam uso
legal e permitido. Compete às Secretarias de Saúde (Estado e Municípios) o
recolhimento das primeiras vias da Declaração de Óbito, junto aos
Estabelecimentos de Saúde e aos cartórios.

A importância dos dados do SIM para a gestão em Saúde


O Ministério da Saúde, através da SVS/DANTPS/CGIAE, tem incentivado aos
gestores municipais e estaduais a fazerem uso do potencial de dados contidos
no SIM, para a formulação de indicadores epidemiológicos como instrumentos
estratégicos de suporte ao planejamento das ações, atividades e programas
voltados à gestão em saúde.

A redução da mortalidade por causas preveníveis ou evitáveis e a consequente


melhoria na qualidade dos dados captados pelo SIM, inclusive em relação à
ausência ou má definição de causas mortis são alguns dos resultados esperados
com o uso desse sistema.

Neste sentido, o Ministério da Saúde, por meio das áreas técnicas da Secretaria
de Vigilância à Saúde, tem atuado tanto na capacitação técnica de profissionais
de saúde das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, como na
disseminação de indicadores de mortalidade construídos a partir do SIM,
gerando linhas de base que parametrizam muitas das diretrizes utilizadas na
gestão tripartite do SUS.

O SIM funciona como fonte de dados e de informação que subsidiam a tomada


de decisão em diversas áreas da assistência à saúde. Isoladamente ou
associado a outras fontes, como por exemplo, ao Sistema de Informação
Hospitalar, possui um bom grau de confiabilidade e permite a formulação de
indicadores sobre mortalidade geral e específica usados, inclusive, pelo IDB
(Indicadores e Dados Básicos de Saúde) definidos pela Rede Interagencial para
a informação em Saúde (RIPSA).

A título de exemplo, lista-se, a seguir, alguns dos indicadores específicos de


mortalidade que podem ser construídos a partir do SIM:

Em relação à Mortalidade Infantil:

Taxa de mortalidade infantil;


Taxa de mortalidade neonatal precoce;
Taxa de mortalidade neonatal tardia;
Taxa de mortalidade pós-neonatal;
Taxa de mortalidade perinatal.
Em relação à Mortalidade Específica:

Taxa de mortalidade materna;


Taxa de mortalidade proporcional por grupo de causas;
Taxa de mortalidade proporcional por causas mal definidas;
Taxa de mortalidade proporcional por doenças diarreicas agudas em menores
de 5 anos;
Taxa de mortalidade proporcional por doenças do aparelho circulatório;
Taxa de mortalidade proporcional por causas externas;
Taxa de mortalidade proporcional por neoplasias malignas;
Taxa de mortalidade proporcional por acidente de trabalho;
Taxa de mortalidade proporcional por diabetes mellitus;
Taxa de mortalidade proporcional por cirrose hepática;
Taxa de mortalidade proporcional por AIDS;
Taxa de mortalidade proporcional por afecções originadas do período perinatal.
Enfim, além desses exemplos, o SIM permite a formulação de indicadores de
mortalidade por causas específicas de interesse à análise e avaliação dos
sistemas locais, microrregionais, estaduais e nacional de saúde, possibilitando a
comparação do perfil epidemiológico do Brasil com o de outros países, a partir
de informações sobre mortalidade.

O SIM tem sido também muito utilizado como instrumento de pesquisa. O


Ministério da Saúde coloca à disposição da comunidade, dados conclusivos
sobre os óbitos registrados desde 1979.

http://professor.pucgoias.edu.br/SiteDocente/admin/arquivosUpload/4048/mater
ial/2_Indicadores%20de%20Sa%C3%BAde%20Nov_2017.pdf

Note que há uma redução expressiva na proporção de óbitos por doenças


infecto-parasitárias e um aumento da proporção de óbitos por doenças
circulatórias e neoplasias ao longo do período. Esse fenômeno é conhecido
como transição epidemiológica, que vem ocorrendo paralelamente à transição
demográfica no nosso país, caracterizada pela queda da fecundidade e
envelhecimento populacional. No Brasil, as doenças cardiovasculares foram a
principal causa de óbito (responsáveis por aproximadamente um terço do total
de mortes). Em segundo lugar encontram-se as neoplasias e em terceiro as
causas externas.

Coeficiente de mortalidade geral


O coeficiente de mortalidade geral, ou taxa de mortalidade geral, se refere a toda
uma população.
É calculado dividindo-se o total de óbitos, em determinado período, pela
população calculada para a metade do período. Veja:
CGM = Número total de óbitos no período x constante
População total, na metade do período
As vantagens desse indicador são a simplicidade de seu cálculo e a facilidade
de obtenção de seus componentes.
Permite comparar o nível de saúde de diferentes regiões ao longo do tempo.
Geralmente, o coeficiente geral de mortalidade
se situa entre 6 e 12 óbitos por 1.000 habitantes. Valores abaixo de 6 podem
significar sub-registro de óbitos. Este coeficiente deve ser interpretado com
cautela quando se realizam comparações entre populações distintas, pois sofre
a influência da composição etária da população. O coeficiente geral de
mortalidade de uma região predominantemente jovem pode ser menor do que
outra região com elevada proporção de idosos, sem que isso signifique melhores
condições de vida.
Coeficiente de mortalidade infantil
A taxa ou coeficiente de mortalidade infantil é uma estimativa do risco de morte
a que está exposta uma população de nascidos vivos em determinada área e
período, antes de completar o primeiro ano de vida.
A taxa ou coeficiente de mortalidade infantil é um dos indicadores mais
consagrados mundialmente, sendo utilizado internacionalmente como indicador
de qualidade de vida e desenvolvimento por expressar a situação de saúde de
uma comunidade e as desigualdades de saúde entre grupos sociais e regiões.
Mortalidade infantil – Termo para designar todos os óbitos de crianças menores
de 1ano, ocorridos em determinada área, em dado período de tempo.
O risco de morte não é constante ao longo do primeiro ano de vida, sendo uma
função decrescente conforme a idade avança.
Por este motivo, ele é subdividido em dois componentes, denominados neonatal
e pós-neonatal.
Mortalidade neonatal – Referente aos óbitos de menores de 28 dias de idade
(até 27 dias). Sinônimo: mortalidade infantil precoce.
Mortalidade pós-neonatal – Compreende os óbitos ocorridos no período que vai
dos 28 dias de vida até o 12 mês, antes de a criança completar 1ano de idade.
Sinônimo: mortalidade tardia.
Calcula-se a taxa de mortalidade neonatal através da seguinte equação: número
de óbitos de crianças entre 0 e 27 dias de vida x1000 número de nascidos vivos
no período
O período neonatal também apresenta uma subdivisão em: neonatal precoce (0
a 6 dias de vida) e neonatal tardio (7 a 27 dias de vida). Assim, a taxa de
mortalidade neonatal pode ser subdividida em:
• Taxa de mortalidade neonatal precoce:

número de óbitos de crianças entre 0 e 6 dias de vida x 1000 número de nascidos


vivos no período
• Taxa de mortalidade neonatal tardia:
número de óbitos de crianças entre7 e 27dias de vida x 1000 número de nascidos
vivos no período
Já o período pós-neonatal vai de 28 dias até completar 1 ano de idade. A taxa
de mortalidade pós-neonatal é obtida mediante a seguinte equação:
número de óbitos de crianças entre 28 dias e 1 ano de vida x 1000 número de
nascidos vivos no período

http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/idb2012/matriz.htm

C. Indicadores de mortalidade
Taxa de mortalidade infantil - C.1
Taxa de mortalidade neonatal precoce - C.1.1
Taxa de mortalidade neonatal tardia - C.1.2
Taxa de mortalidade neonatal - C.1.4
Taxa de mortalidade pós-neonatal - C.1.3
Taxa de mortalidade perinatal - C.2
Taxa de mortalidade na infância - C.16
Razão de mortalidade materna - C.3
Mortalidade materna segundo tipo de causa - C.18
Mortalidade proporcional por grupos de causas - C.4
Proporção de óbitos por causas mal definidas - C.5
Proporção de óbitos por doença diarreica aguda em menores de 5 anos de idade
- C.6
Proporção de óbitos por infecção respiratória aguda em menores de 5 anos de
idade - C.7
Taxa de mortalidade específica por doenças do aparelho circulatório - C.8
Taxa de mortalidade específica por causas externas - C.9
Taxa de mortalidade específica por neoplasias malignas - C.10
Taxa de mortalidade específica por acidentes de trabalho em Segurados da
Previdência Social - C.11
Taxa de mortalidade específica por diabete melito - C.12
Taxa de mortalidade específica por aids - C.14
Taxa de mortalidade específica por afecções originadas no período perinatal -
C.15
Taxa de mortalidade específica por doenças transmissíveis - C.17
Planilha com o resumo dos indicadores do grupo C, para o Brasil, regiões,
unidades da federação, Distrito Federal, capitais e regiões metropolitanas, no
ano mais recente.

Planilha com a série histórica do indicadores do grupo C, para o Brasil e regiões.

PDF]Epidemiologia e Indicadores de Saúde

www.epsjv.fiocruz.br/pdtsp/includes/header_pdf.php?id=266&ext=.pdf...
Epidemiologia e Indicadores de Saúde
Darli Antônio Soares Selma Maffei de Andrade João José Batista de Campos

• Coeficientes de MORTALIDADE:

a) coeficiente geral de mortalidade (CGM): representa o risco de óbito na


comunidade. É expresso por uma razão, e pode ser calculado, como todos os
demais coeficientes, também através de regra de três simples (se numa
população de 70.000 habitantes tenho 420 óbitos, em 1000 habitantes terei “x”,
sendo 1000 o parâmetro que permitirá comparar com outros locais ou outros
tempos): Este coeficiente, no entanto, não é muito utilizado para comparar o nível
de saúde de diferentes populações, pois não leva em consideração a estrutura
etária dessas populações (se a população é predominantemente jovem ou
idosa). Um coeficiente geral de mortalidade alto para uma população mais idosa
significa apenas que as pessoas já viveram o que tinham para viver e, por isso,
estão morrendo. Já para uma população mais jovem estaria significando
mortalidade prematura. Para comparação de duas ou mais populações com
diferentes estruturas etárias, ou de sexo, há necessidade de padronizar os
coeficientes, tendo como referência uma população padrão (geralmente a
mundial, quando se comparam diferentes países, ou nacional, quando se
comparam diferentes locais do mesmo país), mas isto não será abordado aqui
(a respeito de padronização ver LAURENTI et al., 1987).
b) coeficiente de mortalidade infantil (CMI): é uma estimativa do risco que as
crianças nascidas vivas tem de morrer antes de completar um ano de idade. É
considerado um indicador sensível das condições de vida e saúde de uma
comunidade.
Pode ser calculado por regra de três ou através da seguinte razão: óbitos de
menores de 1 ano em determinada comunidade e ano x 1.000 nascidos vivos na
mesma comunidade e ano
Cuidado especial deve ser tomado quando se vai calcular o coeficiente de
mortalidade infantil de uma localidade, pois tanto o seu numerador (óbitos de
menores de 1 ano), como seu denominador (nascidos vivos) podem apresentar
problemas de classificação. Para evitar esses problemas, o primeiro passo é
verificar se as definições, citadas pela Organização Mundial de Saúde (1994),
estão sendo corretamente seguidas por quem preencheu a declaração de óbito
da criança. Estas definições são as seguintes:
Nascido vivo: é a expulsão ou extração completa do corpo da mãe,
independentemente da duração da gravidez, de um produto de concepção que,
depois da separação, respire ou apresente qualquer outro sinal de vida, tal como
batimentos do coração, pulsações do cordão umbilical ou movimentos efetivos
dos músculos de contração voluntária, estando ou não cortado o cordão umbilical
e estando ou não desprendida a placenta.
Óbito fetal: é a morte do produto de concepção, antes da expulsão ou da
extração completa do corpo da mãe, independentemente da duração da
gravidez. Indica o óbito se o feto, depois da separação, não respirar nem
apresentar nenhum outro sinal de vida, como batimentos do coração, pulsações
do cordão umbilical ou movimentos efetivos dos músculos de contração
voluntária.
Óbito infantil: é a criança que, nascida viva, morreu em qualquer momento antes
de completar um ano de idade.
Dessas definições, fica claro que uma criança que nasceu viva, nem que tenha
apresentado apenas batimentos do cordão umbilical, e morrido em seguida,
deve ser considerada como óbito de menor de 1 ano (óbito infantil) e entrar no
cálculo do coeficiente de mortalidade infantil (CMI). Nesse caso, deve ser emitida
uma Declaração de Nascido Vivo (DN) e uma Declaração de óbito (DO),
indicando que se trata de óbito não fetal, e providenciados os respectivos
registros de nascimento e óbito em cartório de registro civil.
Caso essa criança tivesse, erroneamente, sido classificada como óbito fetal
(natimorto), além de possíveis problemas com relação a transmissão de bens e
propriedades (direito civil), ainda teríamos um viés no cálculo do coeficiente de
mortalidade infantil e neonatal: o numerador perderia um caso de óbito infantil e
o denominador perderia 1 nascido vivo. Isso faria com que o CMI calculado fosse
menor do que realmente é (redução artificial, ou enganosa). O exemplo a seguir
(Quadro 1) demonstra como o CMI se reduz (artificialmente) à medida que óbitos
infantis são classificados de forma errônea como óbitos fetais (natimortos).
O coeficiente de mortalidade infantil pode ainda ser dividido em: - coeficiente de
mortalidade neonatal (óbitos de 0 a 27 dias inclusive) em relação ao total de
nascidos vivos (por 1000);
- coeficiente de mortalidade pós-neonatal ou infantil tardia
(óbitos de 28 dias a 364 dias inclusive) em relação ao total de
nascidos vivos (por 1000).
O coeficiente de mortalidade neonatal pode ainda ser
subdividido em coeficiente de mortalidade neonatal precoce (0 a 6
dias inclusive) e coeficiente de mortalidade neonatal tardia (7 a 27
dias).
Essa divisão, relacionada à idade da criança quando morreu,
deve-se à observação de que no período neonatal predominam as
causas ligadas a problemas da gestação e do parto (causas perinatais
e anomalias congênitas), e de que, no período pós-neonatal,
prevalecem as causas de morte relacionadas ao meio ambiente e às
condições de vida e de acesso aos serviços de saúde (doenças
infecciosas, pneumonias, diarréia, por exemplo) (LAURENTI et al.,
1987). Dessa forma, nos países desenvolvidos, onde a mortalidade
infantil é baixa e problemas relacionados ao meio ambiente já se
encontram quase totalmente resolvidos, o componente neonatal
predomina, enquanto em muitos países pobres ainda prevalece o
componente pós-neonatal.
A Figura 5 demonstra as divisões referentes aos períodos
neonatal e pós-neonatal (infantil tardio). Observamos, ainda, que há
o período perinatal, que vai da 22ª semana de gestação até a primeira
semana de vida da criança, o qual será abordado adiante.

c) coeficiente de mortalidade perinatal: segundo a Classificação


Internacional de Doenças em vigor (a CID-10), o período perinatal
vai da 22ª semana de gestação até a primeira semana de vida da
criança, diferenciando da definição anterior (da CID-9) que
considerava a partir da 28ª semana de gestação. Dessa maneira, o
coeficiente atualmente é dado pela seguinte razão:
200
d) coeficiente de mortalidade materna: representa o risco de
óbitos por causas ligadas à gestação, ao parto ou ao puerpério, sendo
um indicador da qualidade de assistência à gestação e ao parto numa
comunidade. É dado pela equação:

EPIDEMIOLOGIA E INDICADORES DE SAÚDE


óbitos fetais a partir da 22ª semana de gestação +
óbitos de menores de 7 dias de vida
nascidos vivos + nascidos mortos na mesma comunidade e ano
x 1.000
óbitos devidos a causas ligadas a gestação, parto e puerpério x 100.000
nascidos vivos na mesma comunidade e ano
estimativa do risco da população morrer por doenças infecciosas
e parasitárias (tuberculose, tétano, diarréia infecciosa, aids, etc.),
classificadas atualmente no Capítulo I da CID-10. Quanto mais
elevado o resultado deste coeficiente, piores as condições de vida. É
dado pela equação:
202

EPIDEMIOLOGIA E INDICADORES DE SAÚDE


óbitos devidos a doenças infecciosas e parasitárias (DIP) x 100.000
população estimada para o meio do ano na mesma área
Observamos que o denominar agora passa a ser a população
estimada para o meio do ano (01 de julho), que é considerada a
melhor estimativa do número de habitantes expostos em todo o ano.
Em razão de alterações de doenças nos Capítulos das várias
revisões da CID, é necessário tomar cuidado em análises de séries
temporais. Por exemplo, na CID-9 a Aids era enquadrada no Capítulo
III - “Doenças das glândulas endócrinas, da nutrição e do
metabolismo e transtornos imunitários” (código 279.1). Na CID-10,
em vigor no Brasil desde 1996, essa doença mudou para o Capítulo I
– “Doenças Infecciosas e Parasitárias” (GRASSI e LAURENTI,
1998). Dessa forma, se formos analisar o coeficiente de mortalidade
por doenças transmissíveis no Paraná desde 1980, por exemplo,
devemos ter em mente que a partir de 1996 poderá ocorrer um
aumento artificial deste coeficiente, simplesmente porque mais uma
doença (a aids) passou a fazer parte do agrupamento de causas
infecciosas/parasitárias (Capítulo I da CID-10).
Cálculos de coeficientes por outras causas específicas ou por
capítulos da CID (por exemplo, causas externas, infarto do
miocárdio, doenças cerebrovasculares, acidentes de trânsito, etc.)
também são possíveis, usando o mesmo raciocínio e padrão de
equação utilizado para o cálculo do coeficiente de mortalidade por
doenças transmissíveis.
Observar a qualidade da informação específica, na análise do
ano, ou, principalmente, em séries temporais, é indispensável, pois
muitas vezes essas causas específicas não vêm sendo adequadamente
descritas nas declarações de óbito, o que leva a coeficientes
subestimados.

http://www.misodor.com/INDICADORES%20DE%20SAUDE%20E%20DE%20
ATENCAO%20BASICA.php

B) COEFICIENTES DE MORTALIDADE

a) coeficiente geral de mortalidade (CGM): representa o risco de óbito na


comunidade. É expresso por uma razão, e pode ser calculado, como todos os
demais coeficientes, também através de regra de três simples (se numa
população de 70.000 habitantes tenho 420 óbitos, em 1000 habitantes terei “x”,
sendo 1000 o parâmetro que permitirá comparar com outros locais ou outros
tempos): número de óbitos em determinada comunidade e ano x 1.000
população estimada para 01 de julho do mesmo ano

Este coeficiente, no entanto, não é muito utilizado para comparar o nível de


saúde de diferentes populações, pois não leva em consideração a estrutura
etária dessas populações (se a população é predominantemente jovem ou
idosa). Um coeficiente geral de mortalidade alto para uma população mais idosa
significa apenas que as pessoas já viveram o que tinham para viver e, por isso,
estão morrendo.

Já para uma população mais jovem estaria significando mortalidade prematura.

Para comparação de duas ou mais populações com diferentes estruturas etárias,


ou de sexo, há necessidade de padronizar os coeficientes, tendo como
referência uma população padrão (geralmente a mundial, quando se comparam
diferentes países, ou nacional, quando se comparam diferentes locais do mesmo
país), mas isto não será abordado aqui.

b) coeficiente de mortalidade infantil (CMI): é uma estimativa do risco que as


crianças nascidas vivas tem de morrer antes de completar um ano de idade. É
considerado um indicador sensível das condições de vida e saúde de uma
comunidade.
Pode ser calculado por regra de três ou através da seguinte razão:

óbitos de menores de 1 ano em determinada comunidade e ano x 1.000 nascidos


vivos na mesma comunidade e ano

Cuidado especial deve ser tomado quando se vai calcular o coeficiente de


mortalidade infantil de uma localidade, pois tanto o seu numerador (óbitos de
menores de 1 ano), como seu denominador (nascidos vivos) podem apresentar
problemas de classificação.

Para evitar esses problemas, o primeiro passo é verificar se as definições,


citadas pela Organização Mundial de Saúde (1994), estão sendo corretamente
seguidas por quem preencheu a declaração de óbito da criança. Estas definições
são as seguintes:
Nascido vivo: é a expulsão ou extração completa do corpo da mãe,
independentemente da duração da gravidez, de um produto de concepção que,
depois da separação, respire ou apresente qualquer outro sinal de vida, tal como
batimentos do coração, pulsações do cordão umbilical ou movimentos efetivos
dos músculos de contração voluntária, estando ou não cortado o cordão umbilical
e estando ou não desprendida a placenta.
Óbito fetal: é a morte do produto de concepção, antes da expulsão ou da
extração completa do corpo da mãe, independentemente da duração da
gravidez. Indica o óbito se o feto, depois da separação, não respirar nem
apresentar nenhum outro sinal de vida, como batimentos do coração, pulsações
do cordão umbilical ou movimentos efetivos dos músculos de contração
voluntária.

Óbito infantil: é a criança que, nascida viva, morreu em qualquer momento antes
de completar um ano de idade.
Dessas definições, fica claro que uma criança que nasceu viva, nem que tenha
apresentado apenas batimentos do cordão umbilical, e morrido em seguida,
deve ser considerada como óbito de menor de 1 ano (óbito infantil) e entrar no
cálculo do coeficiente de mortalidade infantil (CMI).

Nesse caso, deve ser emitida uma Declaração de Nascido Vivo (DN) e uma
Declaração de óbito (DO), indicando que se trata de óbito não fetal, e
providenciados os respectivos registros de nascimento e óbito em cartório de
registro civil.
Caso essa criança tivesse, erroneamente, sido classificada como óbito fetal
(natimorto), além de possíveis problemas com relação a transmissão de bens e
propriedades (direito civil), ainda teríamos um viés no cálculo do coeficiente de
mortalidade infantil e neonatal: o numerador perderia um caso de óbito infantil e
o denominador perderia 1 nascido vivo. Isso faria com que o CMI calculado fosse
menor do que realmente é (redução artificial, ou enganosa). O exemplo a seguir
demonstra como o CMI se reduz (artificialmente) à medida que óbitos infantis
são classificados de forma errônea como óbitos fetais (natimortos).

O coeficiente de mortalidade infantil pode ainda ser dividido em:


1) coeficiente de mortalidade neonatal (óbitos de 0 a 27 dias inclusive) em
relação ao total de nascidos vivos (por 1000);
2) coeficiente de mortalidade pós-neonatal ou infantil tardia (óbitos de 28 dias a
364 dias inclusive) em relação ao total de nascidos vivos (por 1000).

O coeficiente de mortalidade neonatal pode ainda ser subdividido em coeficiente


de mortalidade neonatal precoce (0 a 6 dias inclusive) e coeficiente de
mortalidade neonatal tardia (7 a 27 dias).

Essa divisão, relacionada à idade da criança quando morreu, deve-se à


observação de que no período neonatal predominam as causas ligadas a
problemas da gestação e do parto (causas perinatais e anomalias congênitas),
e de que, no período pós-neonatal, prevalecem as causas de morte relacionadas
ao meio ambiente e às condições de vida e de acesso aos serviços de saúde
(doenças infecciosas, pneumonias, diarréia, por exemplo).

Dessa forma, nos países desenvolvidos, onde a mortalidade infantil é baixa e


problemas relacionados ao meio ambiente já se encontram quase totalmente
resolvidos, o componente neonatal predomina, enquanto em muitos países
pobres ainda prevalece o componente pós-neonatal.
Abaixo temos as divisões referentes aos períodos neonatal e pós-neonatal
(infantil tardio). Observamos, ainda, que há o período perinatal, que vai da 22ª
semana de gestação até a primeira semana de vida da criança, o qual será
abordado adiante.

Em Londrina (PR), em 1997, observou-se que: 56,1% dos óbitos ocorreram no


período neonatal (0 a 27 dias) e 43,9% no período pósneonatal (ou infantil
tardio), indicando, ainda, uma parcela importante de óbitos no período pós-
neonatal. Isto pode estar relacionado não só às condições sociais das famílias
dessas crianças, mas também à possibilidade de prolongamento da
sobrevivência de crianças nascidas prematuramente e/ou com problemas
perinatais, devido à ampliação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs)
neonatais.

c) coeficiente de mortalidade perinatal: segundo a Classificação Internacional de


Doenças em vigor (a CID-10), o período perinatal vai da 22ª semana de gestação
até a primeira semana de vida da criança, diferenciando da definição anterior (da
CID-9) que considerava a partir da 28ª semana de gestação. Dessa maneira, o
coeficiente atualmente é dado pela seguinte razão:

óbitos fetais a partir da 22ª semana de gestação + óbitos de menores de 7 dias


de vida x 1.000
nascidos vivos + nascidos mortos na mesma comunidade e ano
Porque nascidos vivos + nascidos mortos na mesma comunidade e ano?

Assim como da pra ver, a mortalidade perinatal inclui tudo que morre entre 22
semanas de gestação e 7 dias pós-natal. Mas, nesta area, podemos ter tanto os
fetos natos vivos quantoos feto natos motros, etem qua consderar ambas as
categorias, já que incluimos qualquer obito.
d) coeficiente de mortalidade materna: representa o risco de óbitos por causas
ligadas à gestação, ao parto ou ao puerpério, sendo um indicador da qualidade
de assistência à gestação e ao parto numa comunidade. É dado pela equação:

óbitos devidos a causas ligadas a gestação, parto e puerpério x 100.000


nascidos vivos na mesma comunidade e ano

Para fins de comparação internacional, somente as mortes que ocorrem até 42


dias após o parto entram no cálculo do coeficiente.
Conhecer as definições da Organização Mundial da Saúde é fundamental para
o cálculo correto deste indicador:

Morte materna: é a morte da mulher durante a gestação ou dentro de um período


de 42 dias após o término da gestação, independente da duração ou da
localização da gravidez, devida a qualquer causa relacionada ou agravada pela
gravidez ou por medidas em relação a ela, porém não devida a causas acidentais
ou incidentais. Pode ser subdividida em:

a) morte obstétrica direta, sendo aquela resultante de complicações obstétricas


devido a intervenções, omissões, tratamento incorreto, etc. (aborto, infecção
puerperal, etc) e

b) morte obstétrica indireta, quando resulta de doenças existentes antes da


gravidez, ou desenvolvidas durante a gravidez, não devidas a causas obstétricas
diretas, mas agravadas pelos efeitos fisiológicos da gravidez (diabetes mellitus,
insuficiência cardíaca, etc).

No cálculo do coeficiente de mortalidade materna entram, portanto, todos os


casos de óbitos maternos, tanto por causas obstétricas diretas, como indiretas,
que ocorreram em até 42 dias após o término da gestação.
Apesar de não entrarem no cálculo para fins de comparação, é importante o
serviço de saúde registrar, ainda, as mortes por causas obstétricas (diretas ou
indiretas) que ocorreram após 42 dias do término da gestação, bem como as
mortes relacionadas com a gravidez, sendo assim definidas (OMS, 1994):
Morte materna tardia: é a morte de uma mulher por causas obstétricas diretas
ou indiretas mais de 42 dias mas menos de um ano após o término da gravidez.
Morte relacionada com a gravidez: é a morte de uma mulher enquanto grávida
ou até 42 dias após o término da gravidez, qualquer que tenha sido a causa de
morte.
No Paraná, existe o Comitê de Morte Materna, com descentralização para as
Regionais de Saúde. Esse Comitê tem a função de investigar todos os óbitos de
mulheres de 10 a 49 anos, visando a identificar todos os óbitos maternos (pois
nem todos são informados na declaração de óbito), verificar as circunstâncias
em que tais óbitos ocorreram e propor estratégias para redução dessa
mortalidade

e) coeficiente de mortalidade por doenças transmissíveis: é uma estimativa do


risco da população morrer por doenças infecciosas e parasitárias (tuberculose,
tétano, diarréia infecciosa, aids, etc.), classificadas atualmente no Capítulo I da
CID-10. Quanto mais elevado o resultado deste coeficiente, piores as condições
de vida.

É dado pela equação:


óbitos devidos a doenças infecciosas e parasitárias (DIP) x 100.000 população
estimada para o meio do ano na mesma área a que se refere os valores citados

https://pt.wikipedia.org/wiki/Taxa_de_mortalidade
A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um índice demográfico
que reflete o número de mortes registradas, em média por mil habitantes, em
uma determinada região em um período de tempo. A taxa é expressa
comumente em unidades de morte por 1000 pessoas ao ano. Assim, uma taxa
de mortalidade de 5,5 numa população de 100 000 pessoas significa 550 mortes
por ano em toda aquela área estudada. É distinta, portanto, da taxa de doenças,
que relaciona a taxa de pessoas em condições precárias de saúde durante um
determinado período (a chamada taxa de prevalência) ou o número de pessoas
que têm a doença no momento (a taxa de incidência).

A taxa de mortalidade é um índice demográfico obtido pela relação entre o


número de mortos de uma população e um determinado espaço de tempo,
normalmente um ano. Frequentemente a taxa é representada como o número
de óbitos por cada 1000 habitantes.

https://unasus2.moodle.ufsc.br/pluginfile.php/19738/mod_resource/content/2/un
2/top2_3.html
Indicadores de Mortalidade
Taxa ou Coeficiente Geral de Mortalidade (CGM)
O coeficiente geral de mortalidade, ou taxa de mortalidade geral, refere-se a toda
população e não ao total de óbitos. É calculado dividindo-se o total de óbitos, em
determinado período, pela população calculada para a metade do período. Veja:

Coeficiente de mortalidade - Relação entre a freqüência absoluta de óbitos e o


número dos expostos ao risco de morrer. Pode ser geral, quando inclui todos os
óbitos e toda a população da área em estudo, e pode ser específico por idade,
sexo, ocupação, causa, etc.

https://www.portalsaofrancisco.com.br/geografia/taxa-de-mortalidade
Para saber o quanto uma população cresce ou diminui em número de habitantes,
a fim de resolver ou controlar os problemas, usa-se, o coeficiente de mortalidade,
também conhecido como taxa de mortalidade.
Taxa de mortalidade específica por causas externas - C.9
Taxa de mortalidade específica por neoplasias malignas - C.10
Taxa de mortalidade específica por acidentes de trabalho em Segurados da
Previdência Social - C.11
Taxa de mortalidade específica por diabete melito - C.12
Taxa de mortalidade específica por aids - C.14
Taxa de mortalidade específica por afecções originadas no período perinatal -
C.15
Taxa de mortalidade específica por doenças transmissíveis - C.17

O aumento das mortes por questões externas podem ser relacionadas ao


aumento da violência, dos problemas psicológicos devido a pressões da
sociedade, além de imprudências.
O aumento da violência na sociedade leva ao extremo aumento de homicídios
observados recentemente. Isso deve-se também à impunidade existente no
Brasil e a pouca segurança e prevenção encontradas principalmente em lugares
periféricos de uma cidade.
Os problemas psicológicos gerados pela intensa cobrança da sociedade, além
de fatores ligados à homofobia e preconceitos das mais diversas ordens,
podemos citar o suicídio como infeliz resultado.
As imprudências, tais como ingerir bebidas alcoólicas e dirigir em seguida,
devem ser relacionadas ao aumento de acidentes de automóveis, gerando
inúmeras tragédias.

Mortes por fatores externos

https://www2.mppa.mp.br/sistemas/gcsubsites/upload/60/O%20IMPACTO%20
DA%20MORTALIDADE%20POR%20CAUSA%20EXTERNAS%20E%20DOS%
20HOMICIDIOS%20NA%20EXPECTATIVA%20DE%20VIDA.pdf ótimo

https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/epidemiologia_e_info
rmacao/mortalidade/index.php?p=5786

O Sistema de Informações sobre Mortalidade foi criado em 1975 para a obtenção


regular de dados de mortalidade no País. A partir da criação do SIM foi possível
a captação de dados sobre mortalidade, de forma abrangente e confiável, para
subsidiar as diversas esferas de gestão na saúde pública. Com base nessas
informações é possível realizar análises de situação, planejamento e avaliação
das ações e programas na área.

O SIM proporciona a produção de estatísticas de mortalidade e a construção dos


principais indicadores de saúde. A análise dessas informações permite estudos
não apenas do ponto de vista estatístico e epidemiológico, mas também sócio-
demográfico.

O documento base para a captação dos dados de mortalidade é a Declaração


de Óbito (DO). Trata-se de um documento fornecido pelo Ministério da Saúde,
em três vias, pré-numeradas sequencialmente e distribuído pelas Secretarias
Municipais de Saúde. A responsabilidade na emissão da DO é do médico, sendo
fundamental o seu empenho no preenchimento correto de todas as variáveis da
DO.

A partir dos dados do SIM é possível a formulação de indicadores


epidemiológicos que possibilitarão a análise da situação de saúde, subsidiando
a tomada de decisão. A título de exemplo citamos as taxas de mortalidade infantil
e seus componentes, taxa de mortalidade materna, taxas de mortalidade por
causas específicas, etc. que podem ser desagregadas espacialmente em
diversos níveis e acompanhadas no tempo. A possibilidade de acesso ao
microdado permite análises segundo as diversas variáveis da DO, como sexo,
faixa etária, raça/cor, estado civil, escolaridade, ocupação, local de ocorrência,
etc.

Poucos países do mundo têm um sistema de informações com a cobertura e a


qualidade que o SIM proporciona. Com a adoção da plataforma Web o tempo
para a transferência dos dados do nível municipal para o federal diminuiu
drasticamente, possibilitando a divulgação no ano seguinte ao ano de referência
e aumentando a relevância política do uso dessas informações.

O Ministério da Saúde disponibiliza esses dados através da página


http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/sim/dados/indice.htm, para download de
arquivos e na página
http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php?area=0205, para tabulação
com o Tabnet.

A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um índice demográfico


que reflete o número de mortes registradas, em média por mil habitantes, em
uma determinada região em um período de tempo. A taxa é expressa
comumente em unidades de morte por 1000 pessoas ao ano.

A taxa de mortalidade é um índice demográfico obtido pela relação entre o


número de mortos de uma população e um determinado espaço de tempo,
normalmente um ano. Frequentemente a taxa é representada como o número
de óbitos por cada 1000 habitantes.

Mortalidade : Variável característica das comunidades de seres vivos, refere-se


ao conjunto dos indivíduos que morreram num dado intervalo de tempo.
Coeficiente de mortalidade : Relação entre a frequência absoluta de óbitos e
o número dos expostos ao risco de morrer. Pode ser geral, quando inclui todos
os óbitos e toda a população da área em estudo, e pode ser específico por idade,
sexo, ocupação, causa, etc... Commented [CF1]:
https://pt.slideshare.net/anakarollinasilva/morbidade-e-mortalidade

http://www.cvs.saude.sp.gov.br/pdf/epid_visa.pdf
MORTALIDADE: é a variável característica das comunidades de seres vivos;
refere-se ao conjunto dos indivíduos que morreram num dado intervalo do tempo.
Representa o risco ou probabilidade que qualquer pessoa na população
apresenta de poder vir a morrer ou de
morrer em decorrência de uma determinada doença. Diversas vezes temos que
medir a ocorrência de doenças numa população através da contagem de óbito e
para estudá-las corretamente; estabelecemos uma relação com a população que
está envolvida. É calculada pela taxas ou coeficientes de mortalidade.
Representam o “peso” que os óbitos apresentam numa certa população.

http://svs.aids.gov.br/dantps/cgiae/sim/apresentacao/

http://mpto.mp.br/portal/sites/default/files/indicadores%20de%20saude.pdf

file:///C:/Users/SAMSUNG/Downloads/Material_1_MEDIDAS_E_COEFICIENTE
S_MAIS_UTILIZADOS_NA_SAUDE_PUBLICA%20saude%20coletiva.pdf

https://www2.mppa.mp.br/sistemas/gcsubsites/upload/60/O%20IMPACTO%20
DA%20MORTALIDADE%20POR%20CAUSA%20EXTERNAS%20E%20DOS%
20HOMICIDIOS%20NA%20EXPECTATIVA%20DE%20VIDA.pdf