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RVCC PROFISSIONAL

Metodologias e Instrumentos
Formação Complementar, Validação e Certificação de Competências
RVCC Profissional
AGENDA DA SESSÃO

 Enquadramento do RVCC Profissional no Catálogo Nacional de Qualificações


 Os referenciais de competências profissionais: conceção e estrutura
 O processo de RVCC Profissional
 Objetivos, destinatários e equipa
 Etapa de Reconhecimento e Validação de Competências
 Instrumentos de Avaliação
 Formação Complementar
 Condições de Validação das Unidades de Competência
 Etapa de Certificação
 Sessão de preparação para a prova
 Sessão de Júri de Certificação (prova)
 Avaliação e tomada de decisão
 A Plataforma SIGO: registos do processo de RVCC Profissional
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ENQUADRAMENTO NO CATÁLOGO NACIONAL DE QUALIFICAÇÕES

Missão
Perfil Atividades
Profissional
Competências

Referencial Formação de Base


Qualificação de
Formação Formação Tecnológica/técnica
(UFCD de 25h e 50h)

Referencial Escolar
de
RVCC Profissional

 Unidades de Competência
 Tarefas
 Conhecimentos
 Saberes Sociais e Relacionais
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PESQUISAR UMA QUALIFICAÇÃO NO CATÁLOGO NACIONAL DE QUALIFICAÇÕES…

Qualificação
de
Cozinheiro/a
RVCC Profissional
PESQUISAR UMA QUALIFICAÇÃO NO CATÁLOGO NACIONAL DE QUALIFICAÇÕES…
RVCC Profissional
PESQUISAR UMA QUALIFICAÇÃO NO CATÁLOGO NACIONAL DE QUALIFICAÇÕES…
RVCC Profissional
PESQUISAR UMA QUALIFICAÇÃO NO CATÁLOGO NACIONAL DE QUALIFICAÇÕES…
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EM QUE CONSISTE O REFERENCIAL DE COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS?

 Conjunto de competências exigidas para a obtenção de uma qualificação.

 Quadro orientador e estruturador para o reconhecimento das competências


adquiridas ao longo da vida, em diferentes contextos de aprendizagem.

 Instrumento flexível, que permite uma pluralidade de combinações de


competências, bem como de diferentes ritmos e processos individuais de
aprendizagem.

 Estrutura base de todos os instrumentos de avaliação.


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COMO É CONSTRUÍDO O REFERENCIAL DE COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS?

Referencial de Formação Referencial de Competências


da Componente Tecnológica Profissionais

Conjunto de UC
Conjunto de UFCD (formuladas a partir das UFCD de cariz
(de cariz prático, teórico-prático e teórico) prático ou teórico-prático)

Tarefas
Objetivos de aprendizagem (formuladas a partir dos objetivos de
associados a cada UFCD aprendizagem das UFCD de cariz prático
ou teórico-prático)

Conhecimentos e saberes sociais e


Conteúdos associados a relacionais
cada UFCD (formulados a partir dos conteúdos das
respetivas UFCD práticas e sempre que se
considere pertinente das UFCD teóricas)
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CONSTITUIÇÃO DO REFERENCIAL DE COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS

Unidade de Competência
• É a unidade mínima certificável.
• Combinatória coerente, passível de reconhecimento e de validação autónoma.

Tarefas
• Conjunto de ações concretas e observáveis, através das quais o candidato demonstra o
domínio das competências requeridas.

Conhecimentos
• Conjunto de factos, princípios e teorias necessários para o exercício da atividade
profissional.

Saberes Sociais e Relacionais


• Conjunto de atitudes e qualidades pessoais e relacionais, relativas à disposição de agir,
reagir, interagir com outros e com as situações de trabalho.

Competência: Capacidade reconhecida de mobilizar os conhecimentos, as aptidões e as


atitudes em contexto de trabalho, desenvolvimento profissional, educação e desenvolvimento
pessoal
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ESPECIFICIDADES DAS UNIDADES DE COMPETÊNCIA


(definidas aquando da conceção)
Cada UC do Referencial de competências profissionais é
constituído por uma ou mais tarefas que se concretizam em
ações ou desempenhos profissionais.

A cada tarefa corresponde um conjunto de Conhecimentos e


Saberes Sociais e Relacionais.

Cada tarefa tem um valor de ponderação (1 a 5) consoante o


seu grau de importância na respetiva UC. Esta ponderação foi
fixada no âmbito da conceção.
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ESPECIFICIDADES DAS TAREFAS
(definidas aquando da conceção)

5 - Tarefa nuclear, considerada fundamental e


imprescindível no âmbito da UC. Determina-se o
grau de
4 - Tarefa muito importante no âmbito da UC. importância de
cada uma das
tarefas na UC e
3 - Tarefa importante no âmbito da UC. as respetivas
ponderações a
2 - Tarefa de importância relativa no âmbito da atribuir
UC.

1 - Tarefa pouco importante no âmbito da UC.

Uma UC que contenha uma ou mais tarefas nucleares é, ela própria, uma UC Nuclear
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“DESENHO” DA UNIDADE DE COMPETÊNCIA
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COMO É EXPRESSA A AVALIAÇÃO DE CADA TAREFA?

 A avaliação de cada tarefa é expressa numa pontuação de 1 a 5, consoante o grau


de desempenho que o adulto demonstra ao realizá-la, de acordo com a seguinte
escala de pontuação:

5 = Executa muito bem a tarefa


4 = Executa bem a tarefa
3 = Executa satisfatoriamente a tarefa
2 = Executa de forma insatisfatória a tarefa
1 = Não executa a tarefa

PONTUAÇÃO É DIFERENTE DE PONDERAÇÃO!


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REFERENCIAIS DE COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS: ESTRUTURA

Referencial
com tronco
fixo
de UC

Modelo de Referencial estruturado por um conjunto de UC


obrigatórias/UC pré – definidas
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REFERENCIAIS DE COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS: ESTRUTURA

REFERENCIAL DE RVCC PROFISSIONAL


Área de educação e formação: 341 Comércio
Qualificação: 341026 Operador/a de Logística
 Este Referencial Nível de Qualificação do QNQ: 2
encontra-se
estruturado por um Unidades de Competência (UC) FIXAS/ PRÉ-DEFINIDAS /FIXAS
conjunto de Unidades
de Competência Nº UC Designação da Unidade de Competência
fixas/pré-definidas,
certificáveis e 1 Movimentar e operar empilhadores
capitalizáveis de
forma autónoma. 2 Efetuar a receção no armazém
3 Efetuar a armazenagem de mercadorias
 Todas as UC do elenco
deste referencial 4 Preparar encomendas
assumem um carácter
obrigatório para a 5 Expedir carga
obtenção da
certificação total. 6 Prevenir quebra de mercadorias

7 Realizar o inventário
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REFERENCIAIS DE COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS: ESTRUTURA
UC obrigatórias para a
qualificação X

Referencial
com tronco fixo UC Fixas/
de UC pré- Pré-definidas
definidas/ Bolsa
de UC
obrigatórias e
uma ou mais
bolsas de UC

UC a selecionar
da Bolsa
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REFERENCIAIS DE COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS: ESTRUTURA

 Este Referencial encontra-


se estruturado por um
conjunto de Unidades de
Competência fixas/pré-
definidas, que se
constituem como
obrigatórias.

 Conjunto de UC da Bolsa
na qual se define o
número de UC a
selecionar
obrigatoriamente,
para perfazer
a qualificação.
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REFERENCIAIS DE COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS: ESTRUTURA

Referencial que, no
seu elenco, integra
UC cuja certificação
depende da
apresentação de
certificado(s) de
qualificação ou de
título que
comprove a
detenção das
competências

Unidades de Competência (UC) que não são passíveis de avaliação no


âmbito do processo, não integram tarefas, conhecimentos e saberes
sociais e relacionais.
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REFERENCIAIS DE COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS: ESTRUTURA

 Este Referencial encontra-


se estruturado por um
conjunto de Unidades de
Competência fixas/pré-
definidas, que se
constituem como
obrigatórias.

 Integra ainda 1 UC cuja


certificação depende da
apresentação do
certificado de
qualificações ou do título
sinalizado no respetivo
referencial que decorre de
legislação associada ao
sector de atividade.
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QUE OBJETIVOS?

 Proporcionar uma nova oportunidade de qualificação àqueles que não


completaram ou abandonaram precocemente a formação nos sistemas de
educação formal.

 Possibilitar a capitalização e certificação da experiência profissional e


competências acumuladas pelos candidatos ao longo da vida e que lhes
permitem desempenhar determinada atividade profissional.
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QUEM PODE ACEDER AO PROCESSO?

Candidatos com idade igual ou superior a 18 anos e que detenham experiência


profissional relevante associada a determinado referencial de competências
profissionais, constante do CNQ.

Nota: Candidatos com idades compreendidas entre os 18 e 23 anos (inclusive) têm


que comprovar que possuem experiência profissional de pelo menos 3 anos,
através de documentação emitida pelos serviços competentes da segurança social.
RVCC Profissional:
QUE EQUIPA TÉCNICA?
Técnico ORVC
• Enquadra os candidatos no processo de RVCC profissional, prestando informação sobre a metodologia,
técnicas e instrumentos de avaliação adotados.
• Dinamiza sessões de reconhecimento, apoiando os candidatos na construção do portefólio.
• Procede ao registo dos dados relativos a cada processo na plataforma SIGO.
• Colabora com os Formadores/Professores na identificação das necessidades de formação de cada
candidato, após certificação parcial.

Formador
• Procede à avaliação das competências dos candidatos, aplicando os respetivos instrumentos de
avaliação.
• Informa o júri de certificação relativamente ao desenvolvimento do processo RVCC dos candidatos que
acompanhou.
• Colabora com o Técnico de ORVC na identificação das necessidades de formação de cada adulto, após
certificação parcial.
• Organiza e desenvolve ações de formação complementar interna (da responsabilidade do Centro).
• Integra o júri de certificação dos candidatos que acompanhou na etapa de Reconhecimento e Validação.
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PROCESSO DE RVCC PROFISSIONAL: A OPERACIONALIZAÇÃO

Etapa Como? Que Instrumentos de Avaliação?

Aplicação de um conjunto de  Ficha de análise de Portefólio


instrumentos de avaliação,
Reconhecimento e através dos quais o candidato irá
Validação de evidenciar e demonstrar as  Entrevista Técnica
Competências competências previamente
+ adquiridas face a um
Formação determinado referencial de  Grelha de Observação de Desempenho em Posto
Complementar competências profissionais. de Trabalho
Desenvolvimento de formação
complementar (interna e/ou
externa)  Grelha de Avaliação de Exercício Prático

Incide na aplicação de uma Prova de demonstração de competências


prova de demonstração de
Certificação de
competências a cada candidato,
Competências
avaliada por um júri de
certificação.
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A ETAPA DE RECONHECIMENTO E VALIDAÇÃO

Consiste na identificação das competências que o candidato adquiriu ao longo da

vida, em contextos formais, não-formais e informais, visando o seu

reconhecimento e validação, através da aplicação de instrumentos e

metodologias, orientadas segundo um Referencial de RVCC Profissional.


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A ETAPA DE RECONHECIMENTO E VALIDAÇÃO

• Descodificação do
referencial de
competências
profissionais.
Formação
• Construção do
portefólio •Aplicação dos
• Aplicação da Ficha de •Desenvolvimento de instrumentos de
diagnóstico e da Ficha formação complementar avaliação: Ficha de análise
de percurso profissional interna e/ou externa de portefólio, entrevista
e de formação. (mínimo de 50 horas). técnica, grelha de
observação em posto de
RECONHECIMENTO trabalho e grelha de
avaliação de exercício
prático.

Validação
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A ETAPA DE RECONHECIMENTO E VALIDAÇÃO
As Sessões de Reconhecimento

Sessões Iniciais
 Apresentação da equipa responsável pelo acompanhamento dos candidatos (Técnico de
ORVC e Formadores);

 Apresentação do Referencial de Competências Profissionais;

 Explicitação e preenchimento dos instrumentos de apoio ao processo (Ficha de


diagnóstico e Ficha de percurso profissional e de formação);

 Explicação e planificação do processo de RVCC (processo de avaliação + formação


complementar interna e/ou externa);

 Identificação dos instrumentos de avaliação de competências;

 Início da construção do portefólio.


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A ETAPA DE RECONHECIMENTO E VALIDAÇÃO
As Sessões de Reconhecimento

Sessões Intermédias
 Construção/reconstrução do Portefólio (tendo por base o Portefólio de Desenvolvimento
Vocacional), explorando situações de vida significativas, reveladoras das
competências/tarefas definidas no referencial.

 Orientação e enquadramento para a tipologia de comprovativos a integrar no Portefólio


que melhor comprovem o domínio das tarefas /competências definidas no referencial.

 Aplicação dos instrumentos de avaliação

Sessões Finais
 Aplicação dos instrumentos de avaliação.
 Conclusão do Portefólio com a inclusão de relatórios/pareceres que sustentam a validação
das competências do candidato.
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PORTEFÓLIO: O QUE É E EM QUE CONSISTE?

 Instrumento que agrega documentos de natureza biográfica e curricular, no qual se organizam

as evidências ou prova das competências detidas pelo candidato, de modo a permitir a validação

das mesmas face ao referencial de competências profissionais.

 Pode conter uma reflexão sobre as competências detidas e as tarefas que o candidato sabe

executar.
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PORTEFÓLIO: O QUE É E EM QUE CONSISTE?

Produto

Elemento de
avaliação

PRODUTO de todo o processo de RVCC do candidato, o qual está em permanente atualização:


 integra os comprovativos das competências previamente adquiridas em contextos
profissionais e formativos.
 inclui os relatórios que sustentam a avaliação das competências do candidato.

ELEMENTO DE AVALIAÇÃO, cujos conteúdos/comprovativos podem conduzir à validação de


tarefas/UC, através da aplicação do instrumento de avaliação - ficha de análise de portefólio.
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PORTEFÓLIO: O QUE É E EM QUE CONSISTE?

Compilação
de documentos
Que traduzam saberes e competências adquiridos
Que evidenciem experiências profissionais e outras relevantes realizadas ao longo da
vida
Ficha de
diagnóstico
Diagnóstico por parte do candidato face ao conjunto de tarefas/UC que integram o
referencial
Ficha de percurso profissional e
formativo
“Currículo” organizado do candidato, que pretende sistematizar informação relevante
sobre o percurso profissional (funções realizadas) e de formação (ações de formação
frequentadas).
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FICHA PERCURSO PROFISSIONAL E FORMAÇÃO (modelo disponível na Plataforma SIGO)
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PORTEFÓLIO: UM EXEMPLO DE ORGANIZAÇÃO

ESTRUTURA
• Apresentação Pessoal
COMPROVATIVOS
• Curriculum Vitae
• Percurso formativo (cópia de certificados) • Certificados Escolares
• Percurso Profissional (comprovativos, fotos, • Certificados de Cursos de Formação
outras evidências)
• Certificados de participação em seminários
• Reflexão de aprendizagens (experiências
• Avaliações de Desempenho
relevantes da área profissional e percurso
formativo) • Declarações emitidas pela empresa

• Outras evidências decorrentes do • Descrição de funções


processo(observação em posto de trabalho, • Cartas de recomendação
exercício prático…) • Relatórios de diretores (antigas funções)
• Registo do acompanhamento por parte da • Amostras de trabalhos/Fotografias /vídeos
equipa (relatórios/pareceres)
• Recompensas/Prémios
• Ficha de diagnóstico
• Atas de reuniões (participação relevante)
• Ficha de percurso profissional e de formação
• Conclusão • Artigos de Jornal
• Boletins de empresa (ex: quadros de honra)
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UM EXCERTO DE PORTEFÓLIO
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PORTEFÓLIO: CONSIDERAÇÕES FINAIS

 Deve ser desenvolvido com base no Portefólio de Desenvolvimento Vocacional (PDV).

 Deve espelhar a especificidade do percurso e da experiência individual de cada um.

 Deve ser orientado para enquadrar os documentos que melhor comprovem o


domínio das competências identificadas no respetivo referencial.

 Deve incluir os relatórios/pareceres que sustentam a validação das competências do


candidato à luz do referencial.
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ETAPA DE RECONHECIMENTO E VALIDAÇÃO

FICHA DE ANÁLISE
DE PORTEFÓLIO

ENTREVISTA
TÉCNICA

GRELHA DE AVALIAÇÃO
DE EXERCÍCIO PRÁTICO

GRELHA DE OBSERVAÇÃO
DE DESEMPENHO EM
POSTO DE TRABALHO

 O formador aplica os instrumentos de avaliação para avaliar o candidato sob o


ponto de vista do desempenho técnico de cada tarefa, bem como da mobilização
dos respetivos conhecimentos teóricos e dos saberes sociais e relacionais.
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FICHA DE ANÁLISE DE PORTEFÓLIO

 Instrumento de avaliação que deve ser aplicado somente nos casos em que as evidências e os
respetivos comprovativos que integram o Portefólio possam conduzir, de forma conclusiva, à
validação de tarefas/competências.

As tarefas validadas via portefólio correspondem sempre à pontuação máxima (5


pontos) – Executa muito bem a tarefa.
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ENTREVISTA TÉCNICA

Qual o Objetivo?
Analisar o domínio das competências através de um conjunto de questões que permite avaliar o
desempenho das tarefas e respetivos conhecimentos e saberes sociais e relacionais.

Procedimentos?
Aplicação de um guião de entrevista, com questões técnicas e de índole exploratória que deverá ser
estruturado com base nos elementos documentais e na informação já sistematizada no portefólio.

Como Avaliar?
O formador atribui a cada tarefa em avaliação uma pontuação na escala de 1 a 5.
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ENTREVISTA TÉCNICA
- O guião de entrevista

 Deve ter um cariz flexível devendo ser adaptado às caraterísticas e especificidades de cada
candidato.

 Deve permite clarificar dúvidas que possam surgir aquando da aplicação de outro
instrumento de avaliação
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ENTREVISTA TÉCNICA
- O guião de entrevista
Referencial de
RVCC
profissional

Guião
Portefólio de de Entrevista Ficha de
Competências
diagnóstico
Profissionais

Ficha de
percurso
profissional e
de formação
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POSICIONAMENTO DO FORMADOR NA ENTREVISTA TÉCNICA

Centralidade na preparação da entrevista


•Dominar o respetivo referencial de competências profissionais
•Analisar a ficha de diagnóstico preenchida pelo candidato
•Analisar a ficha de percurso profissional e de formação
•Adequar o guião de entrevista ao candidato tendo em conta o a informação já recolhida e
sistematizada no Portefólio
Fazer com que o candidato se sinta…
• Bem recebido
• Confortável
• Confiante
• Respeitado
• Apoiado
• Familiarizado com o processo
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POSICIONAMENTO DO FORMADOR NA ENTREVISTA TÉCNICA

Algumas recomendações no “confronto” entre a ficha de diagnóstico e o percurso


profissional do candidato: controlo das intransitividades

Quando na ficha de diagnóstico aparece uma determinada atividade que


implica o conhecimento de uma outra atividade, e o candidato diz que
sabe fazer a segunda, mas que não sabe fazer a primeira.

Se, na ficha de diagnóstico, o entrevistado diz NÃO saber executar


determinada tarefa que faz parte do conjunto de competências básicas
que se espera que o candidato tenha adquirido, é necessário averiguar a
veracidade desse NÃO.
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POSICIONAMENTO DO FORMADOR NA ENTREVISTA TÉCNICA

Alguns exemplos incoerentes…

 Um pasteleiro que, no Portefólio, diz saber fazer pastéis de nata e na ficha de


diagnóstico diz que não sabe como se faz o “creme” dos pastéis.

 Um soldador que, no Portefólio, afirma que “há vinte anos soldo tudo e mais
alguma coisa” e na ficha de diagnóstico diz que não conhece os diversos processos
de soldadura, nem sabe regular os seus parâmetros.

 Uma pessoa que exerceu funções que implicavam o uso de uma fresadora
convencional, mas que, na ficha de diagnóstico, diz que não sabe montar, regular
e fixar a ferramenta de corte no porta ferramentas da fresadora.
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POSICIONAMENTO DO FORMADOR NA ENTREVISTA TÉCNICA

No decorrer da entrevista…

 Definir os tópicos de forma rigorosa.


 Utilizar linguagem acessível e compreensível.
 Suscitar um clima de confiança e colaboração.
 Partir de perguntas simples e de rápida resposta.
 Transportar para o fim da entrevista as perguntas mais delicadas.
 Eliminar complexidades que diminuem a fácil apreensão do significado da pergunta.
 Não fazer perguntas que influenciem a resposta.
 Não selecionar, como primeira questão, aspetos demasiado pessoais, delicados ou
complicados.
 Evitar juízos de valor e atitudes de parcialidade.
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GRELHA DE OBSERVAÇÃO DE DESEMPENHO EM POSTO DE TRABALHO

Qual o objetivo?
 Analisar o desempenho do candidato aquando da demonstração prática de tarefas, no
seu contexto de trabalho.

Que Procedimentos?
 Tem associada uma matriz de análise que integra as tarefas, bem como 12 critérios de
avaliação pré-definidos [este n.º poderá variar de acordo com o referencial em
avaliação].
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GRELHA DE OBSERVAÇÃO DE DESEMPENHO EM POSTO DE TRABALHO

Como Avaliar?
 O formador avalia cada uma das tarefas, tendo por base os critérios de avaliação
identificados na grelha de avaliação.

 O formador assinala com um S (Sim) quando o critério é cumprido ou com um N (Não)


quando o critério não é cumprido.

 A validação de cada tarefa depende do n.º de critérios que forem cumpridos.

 A tarefa fica validada quando, pelo menos, metade dos respetivos critérios tiver sido
assinalado com um S (Sim).
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Após o registo da avaliação das tarefas:


 A plataforma SIGO apresenta, de forma automática, o resultado da classificação final de
cada tarefa, que corresponderá sempre à escala de pontuação de 1 a 5.
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GRELHA DE OBSERVAÇÃO DE DESEMPENHO EM POSTO DE TRABALHO

Algumas notas

Para que este instrumento possa ser mobilizado:


 A entidade empregadora autoriza a deslocação e presença do formador ao posto de
trabalho.
 Estão disponíveis espaços e equipamentos ajustados à saída profissional em
avaliação.
 Estão asseguradas as condições de caráter ético e deontológico (confidencialidade,
anonimato, …).
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GRELHA DE AVALIAÇÃO DE EXERCÍCIO PRÁTICO (PRÁTICA SIMULADA)

Qual o Objetivo?
 Analisar o desempenho do candidato através da demonstração prática de tarefas, em
contexto de prática simulada.

Que Procedimento?
 Tem associada uma matriz de análise que integra as tarefas, bem como 11 critérios de
avaliação pré-definidos [este n.º poderá variar de acordo com o referencial em
avaliação].
RVCC Profissional
GRELHA DE AVALIAÇÃO DE EXERCÍCIO PRÁTICO (PRÁTICA SIMULADA)

Como Avaliar?
 O formador avalia cada uma das tarefas, tendo por base os critérios de avaliação
identificados na grelha de avaliação.

 O formador assinala com um S (Sim) quando o critério é cumprido ou com um N (Não)


quando o critério não é cumprido.

 A validação de cada tarefa depende do n.º de critérios forem cumpridos.

 A tarefa fica validada quando, pelo menos, metade dos respetivos critérios tiver sido
assinalado com um S (Sim).
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RVCC Profissional
GRELHA DE AVALIAÇÃO DE EXERCÍCIO PRÁTICO

Ficha de
caracterização de
exercício prático
Para cada
UC Trata-se de um exemplo de um
exercício a desenvolver em
contexto de prática simulada
(disponível na Plataforma SIGO),
que identifica:
• Os objetivos pretendidos;
• Os procedimentos associados
ao desempenho;
A equipa deve adaptá- • As condições (recursos
los de acordo com o necessários, duração de
contexto profissional referência).
de cada candidato e a
respetiva saída
profissional.
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RVCC Profissional
INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO: CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ainda que se preveja uma certa sequencialidade na aplicação dos


instrumentos de avaliação, o formador pode decidir aplicá-los de forma
diferenciada ou optar pela sua conjugação, face às especificidades e
características do candidato e da saída profissional.

Quando o formador procede à avaliação de uma ou mais tarefas através da


aplicação de um determinado instrumento, não é expectável que essas
tarefas sejam novamente avaliadas com recurso a outro instrumento.

Caso surjam dúvidas, o formador poderá aplicar outro instrumento, sendo


que será sempre o último o vinculativo.
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FORMAÇÃO COMPLEMENTAR

Todos os candidatos deverão frequentar um mínimo obrigatório de 50


horas de formação complementar

Que objetivos?

Possibilitar o aperfeiçoamento, a melhoria e/ou a aquisição de


conhecimentos e competências, de forma a colmatar lacunas detetadas.

(Re)aproximar os candidatos dos contextos de aprendizagem formal, numa


perspetiva de valorização da ALV.

Quando?

Na fase inicial E/OU durante o desenvolvimento do processo de


reconhecimento e validação
RVCC Profissional
FORMAÇÃO COMPLEMENTAR
Organizada pelos
formadores do
Centro Qualifica
Interna

FORMAÇÃO
COMPLEMENTAR

Externa
Formação modular
certificada
RVCC Profissional
FORMAÇÃO COMPLEMENTAR

Organizada e promovida pelos formadores


do Centro Qualifica.

Colmatar necessidades pontuais e/ou


individuais de formação.

Pode incidir em tarefas e/ou em


conhecimentos e saberes sociais e
relacionais relativas a uma ou mais UC.
RVCC Profissional
FORMAÇÃO COMPLEMENTAR

Promovida pelas entidades formadoras do


SNQ

Colmatar lacunas que incidem na maior


parte das tarefas e respetivos
conhecimentos e saberes sociais e
relacionais que integram uma UC.

Frequência de formação modular em uma


ou mais UFCD que correspondam ou não
diretamente às UC do referencial em
avaliação

 UFCD que concorrem para o referencial em causa


E/OU
 UFCD integradas em referenciais de outras saídas profissionais
RVCC Profissional
FORMAÇÃO COMPLEMENTAR

Compete à equipa:

Definir o número de horas de formação complementar que cada candidato


deverá frequentar
 tem de garantir o mínimo de 50 horas obrigatórias

Definir a necessidade de frequentar Formação Complementar Interna e/ou


Externa, consoante as lacunas detetadas

Assegurar que os candidatos frequentam esta formação na fase inicial ou durante


o processo de reconhecimento e validação
 Só após a conclusão da formação complementar obrigatória (pelo menos
50h) é que poderá ser realizada a Sessão de Validação.
RVCC Profissional
FORMAÇÃO COMPLEMENTAR: Formação Complementar Externa

Formação Complementar Externa


em UFCD correspondentes às UC
em avaliação

Dá lugar à certificação imediata


dessas UC no âmbito do processo

Percentagem máxima/número de UFCD a frequentar,


tendo por base o n.º de UC obrigatórias que integram o
referencial de RVCC Profissional em avaliação
RVCC Profissional
FORMAÇÃO COMPLEMENTAR: Formação Complementar Externa

Percentagem máxima/número de UFCD a frequentar, tendo por base o n.º de


UC obrigatórias que integram o referencial de RVCC Profissional em avaliação

O candidato apenas poderá frequentar até 25% das UFCD correspondentes


às UC obrigatórias do referencial

Nº MÁXIMO DE UFCD A REALIZAR


Nº DE UC OBRIGATÓRIAS DO EM FORMAÇÃO COMPLEMENTAR
REFERENCIAL DE RVCC 0,25 EXTERNA
PROFISSIONAL (nas UFCD que concorrem para o
referencial em causa)
RVCC Profissional
FORMAÇÃO COMPLEMENTAR: Formação Complementar Externa

13 UC x 0,25 =

O candidato poderá frequentar


em Formação Complementar
Externa, no máximo, 3 UFCD
correspondentes às UC do
referencial de RVCC Profissional
em avaliação
RVCC Profissional
FORMAÇÃO COMPLEMENTAR: Considerações finais

Caso o candidato frequente Formação Complementar Interna e/ou frequente


Formação Complementar Externa que incida em uma ou mais UFCD que não
correspondam às UC em avaliação:

 O formador deve aplicar o instrumento de avaliação que considere mais ajustado


para confirmar a detenção das competências.

 O portefólio deve integrar os elementos comprovativos da formação


frequentada, com vista a contextualizar as competências que foram trabalhadas
em formação.
RVCC Profissional
FORMAÇÃO COMPLEMENTAR: Considerações finais (cont.)

Caso o candidato frequente Formação Complementar Externa que incida em uma


ou mais UFCD que correspondam diretamente às UC em avaliação:

 Estas UC serão automaticamente certificadas no âmbito do processo de RVCC.

 O portefólio deve integrar cópia do(s) Certificado(s) de Qualificações emitidos


pela entidade formadora.
RVCC Profissional
CONDIÇÕES DE VALIDAÇÃO DAS UNIDADES DE COMPETÊNCIA

Unidade de Competência Unidade de Competência Não


Nuclear Nuclear

Depende da verificação Depende da verificação da


cumulativa de duas condições: seguinte condição:
1ª condição - A pontuação atribuída ao A média ponderada das pontuações
candidato em cada uma das tarefas atribuídas ao somatório das tarefas é
nucleares, é igual ou superior a 3 (escala igual ou superior a 3 (escala 1 a 5).
1 a 5).

2ª condição - A média ponderada das


pontuações atribuídas ao somatório das
tarefas (nucleares e não nucleares) é
igual ou superior a 3 (escala 1 a 5).
RVCC Profissional
CONDIÇÕES DE VALIDAÇÃO DAS UNIDADES DE COMPETÊNCIA

Avaliada a UC 2 (UC Nuclear) através da Entrevista Técnica o Candidato X não reúne condições
de validação da referida UC, uma vez que não foi cumprida a 1ª condição de validação de
acordo com as regras definidas.
RVCC Profissional
CONDIÇÕES DE VALIDAÇÃO DAS UNIDADES DE COMPETÊNCIA

Avaliada a UC 1 (UC não nuclear) através da Entrevista Técnica o Candidato X reúne condições
de validação da referida UC, uma vez que cumpriu a condição de validação da respetiva UC de
acordo com a regra definida.
RVCC Profissional
UNIDADES DE COMPETÊNCIA AVALIADAS ATRAVÉS DOS MECANISMOS
“COMPROVATIVO DE CERTIFICAÇÃO ” OU “REGISTO DE COMPETÊNCIAS”

 Aplica-se às Unidades de Competência que não


Comprovativo de são passíveis de avaliação no processo de RVCC
Certificação profissional e que por norma decorrem de
legislação associada a atividades regulamentadas
no âmbito da saída profissional.

 Aplica-se às UC do Referencial de competências


Registo de profissionais que correspondem a UFCD
realizada(s) em data anterior a 18/01/2010 (via
Competências
formação modular) e que não foram registadas
na Plataforma SIGO.
RVCC Profissional
“COMPROVATIVO DE CERTIFICAÇÃO” (NO SIGO)

Nota:
 O mecanismo “Comprovativo de Certificação” disponível no SIGO só deve ser mobilizado para
registo caso o portefólio integre o(s) comprovativo(s) de Títulos Profissionais que sejam
exatamente o(s) que se encontra(m) identificado(s) na própria UC.
RVCC Profissional
“COMPROVATIVO DE CERTIFICAÇÃO” (NO SIGO)

As UC que tenham sido avaliadas por via de Comprovativo de Certificação, ficam


automaticamente certificadas na Plataforma SIGO.
RVCC Profissional
“REGISTO DE COMPETÊNCIAS” (NO SIGO)

 Sempre que o portefólio integre um comprovativo de certificado


de qualificações respeitante a UFCD, correspondente a UC do
Referencial de Competências Profissionais em avaliação, realizada
em data anterior a 18/01/2010 , a qual não tenha sido registada
pela entidade formadora no SIGO, deverá a equipa proceder ao seu
registo na Plataforma SIGO.

 A Unidade de Competência do Referencial em avaliação que tiver


correspondência direta com uma UFCD que tenha sido registada por
esta via, fica automaticamente certificada, devendo ser integrado o
respetivo comprovativo no Portefólio do candidato.
RVCC Profissional
“REGISTO DE COMPETÊNCIAS” (NO SIGO)

 Sempre que o candidato seja detentor deste tipo de comprovativos (Certificado(s) de


UFCD que corresponda(m) às UC do Referencial em avaliação), o(s) mesmo(s)
deverá(ão) ser integrado(s) no Portefólio, cabendo à equipa proceder ao seu registo
no SIGO, de acordo com o exemplo apresentado.
RVCC Profissional
RECONHECIMENTO E VALIDAÇÃO (CONSIDERAÇÕES FINAIS)
A fase de reconhecimento e validação de competências só fica concluída:

 Quando todas as tarefas que constituem cada Unidade de Competência


tiverem sido avaliadas pelo formador da respetiva saída profissional;

 Quando o candidato tenha realizado pelo menos 50 horas de formação


complementar.

Os resultados da aplicação dos instrumentos de avaliação, bem como outras


informações relevantes decorrentes do desenvolvimento das sessões com os
candidatos, devem ser atempadamente registados na Plataforma SIGO.
RVCC Profissional
RECONHECIMENTO E VALIDAÇÃO
(CONSIDERAÇÕES FINAIS – CONTINUAÇÃO)

 As UC Validadas, isto é, que se encontrem pontuadas entre 3 e 5, transitam para a etapa de


certificação.
 As UC que não cumpriram os critérios de validação, isto é, as UC não validadas, não transitam para
a etapa de certificação. Estas UC transitam automaticamente para o PPQ.
RVCC Profissional
SESSÃO DE VALIDAÇÃO

Quando deve ocorrer?


No final da etapa de reconhecimento e validação, após a avaliação de todas as
Unidades de Competência.

Qual o Objetivo?
Formalizar junto do candidato o resultado final da avaliação, identificando as UC
validadas e não validadas (quando aplicável), as pontuações obtidas e os
instrumentos que serviram de suporte à avaliação.

Quem participa?
O Coordenador do Centro que convoca e preside à reunião e os elementos
responsáveis pelo processo de RVC.
RVCC Profissional
SESSÃO DE VALIDAÇÃO (CONTINUAÇÃO)

Que documentação ?
 Nesta sessão o candidato deve ainda preencher a grelha de autoavaliação
(modelo disponível no SIGO) que tem como objetivo a sua perceção final do
domínio das competências que foram alvo de avaliação por parte dos
formadores.

 Da reunião de validação resulta ainda uma ata de validação, de acordo com


modelo disponibilizado no SIGO.
RVCC Profissional
SESSÃO DE VALIDAÇÃO: Modelo de Grelha de Autoavaliação

Modelo
disponibilizado pela
Plataforma SIGO
RVCC Profissional
SESSÃO DE VALIDAÇÃO: Modelo de Ata de Validação

Modelo
disponibilizado pela
Plataforma SIGO
RVCC Profissional
A ETAPA DE CERTIFICAÇÃO

Consiste em três momentos distintos (Preparação para a prova, Sessão de Júri de


Certificação e Avaliação e Tomada de decisão) que têm por finalidade a atribuição
da certificação resultante do trabalho desenvolvido durante a etapa anterior.

Avaliação e Certificação das competências validadas


pelo candidato na etapa de reconhecimento e
validação, perante um júri de certificação.
RVCC Profissional
A ETAPA DE CERTIFICAÇÃO

Preparação para • 1º
a prova momento

Sessão de Júri
de Certificação • 2º
momento
(realização da prova)

Avaliação e
• 3º
tomada de momento
decisão
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – PREPARAÇÃO PARA A PROVA

Qual o Objetivo?
Apoiar o candidato na preparação do momento de realização da sessão de júri
de certificação, no sentido de o familiarizar com o contexto da realização da
prova .

Quando é que estas sessões devem ocorrer?


As sessões de preparação para a prova deverão ter início logo após a sessão
de validação de competências, não devendo ser considerada(s) nem
mobilizada(s) para efeitos de formação complementar.
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – PREPARAÇÃO PARA A PROVA

 As UC que serão objeto de avaliação no âmbito da


prova;

 Os elementos que constituem o júri de certificação e


que papel irá desempenhar no decorrer da prova;

 O local em que a prova terá lugar, a duração e os


recursos que serão disponibilizados para a execução
Que informação relevante das atividades/tarefas em avaliação;
deve ser transmitida ao  A estrutura e organização da prova;
candidato?
 As especificidades que estão inerentes ao resultado
final da certificação (certificação total ou certificação
parcial):

 Informar, ainda, que não há lugar à repetição da


prova, existindo apenas a possibilidade do seu
adiamento, em situações excecionais.
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – PREPARAÇÃO PARA A PROVA

Como apoiar o candidato para Trabalhar com o candidato eventuais


a realização da prova? questões para reflexão, apresentar
exemplos de atividades de
demonstração prática, a título
ilustrativo.

As sessões de preparação para a prova não devem ultrapassar as 25 horas e não devem
ser consideradas nem mobilizadas para efeitos de formação complementar.
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – SESSÃO DE JÚRI DE CERTIFICAÇÃO

A Sessão de certificação profissional consiste na realização de uma


prova preferencialmente de cariz prático, que deverá estar
orientada para a demonstração de um conjunto alargado de
competências consideradas imprescindíveis no exercício da
profissão/atividade correspondente à saída profissional em causa.
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – SESSÃO DE JÚRI DE CERTIFICAÇÃO (PROVA)

Em que
consiste?

 O candidato, perante um júri de certificação, irá realizar uma prova com base nas UC
validadas na etapa de reconhecimento e validação de competências.

 Avalia-se o candidato do ponto de vista técnico relativamente ao desempenho das


tarefas/atividades, bem como da mobilização dos respetivos conhecimentos teóricos e dos
saberes sociais e relacionais, à luz do referencial de RVCC Profissional em avaliação.

 Privilegia-se a realização de provas fundamentalmente práticas, mas poderão ser conjugadas


com uma componente oral ou escrita em função das competências a avaliar (exemplo: prova
prática com componente oral e/ou escrita).
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – SESSÃO DE JÚRI DE CERTIFICAÇÃO (PROVA)

Quem
elabora?

 As provas devem ser elaboradas pela equipa com base nas orientações que se encontram
definidas na O.M. nº2/2017, devendo ter em conta o seguinte:

 Conceber a matriz da prova e respetivos critérios de classificação.


 Assegurar que estão reunidas as condições e recursos adequados à realização
da prova face à saída profissional em causa (capacidade instalada).
 Assegurar que a prova decorre em espaço adequado à sua tipologia e ao
número de candidatos que a realizam em simultâneo.
 Assegurar que a prova tem a duração adequada às UC/tarefas em avaliação
não devendo ter uma duração inferior a 1 hora, nem ultrapassar as 5 horas.

Uma vez que cada referencial é constituído por um número de UC variável, a equipa
deve assegurar que a prova vai permitir avaliar um conjunto mínimo de
competências (mínimo de UC conforme estabelecido na O.M. nº 2/2017) que
sejam representativas da saída profissional em questão.
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – SESSÃO DE JÚRI DE CERTIFICAÇÃO (PROVA)

A matriz da
prova

 Identificação do candidato
 Local e data de realização
 Nível de qualificação
 Saída profissional
 Tipologia(s)
 As UC e respetivas tarefas que serão objeto de avaliação
 Procedimentos associados a cada tarefa que servem para balizar a avaliação do júri e que
correspondem à especificação dos vários passos que concorrem para a sua execução
 Critérios de avaliação associados às tarefas a realizar
 Recursos necessários (materiais, ferramentas, informações técnicas, entre outros)
 Duração prevista.
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – SESSÃO DE JÚRI DE CERTIFICAÇÃO (PROVA)
Objeto de avaliação
Para a elaboração da prova, e face à especificidade de cada referencial, a equipa deve selecionar as UC que serão
objeto de avaliação tendo em conta os seguintes critérios:

Critérios Situações Exemplo

Quando um candidato validou um número ≥ a A prova de um candidato que tenha validado 25 UC


1. 14 UC, a equipa deverá selecionar pelo menos do referencial de RVCC Profissional, tem que
25% dessas UC. contemplar pelo menos 6 UC.

Quando um candidato validou um número A prova de um candidato que tenha validado 13 UC


2. entre ≥ 5 e <14 UC a equipa deverá selecionar do referencial de RVCC Profissional, tem que
pelo menos 4 UC. contemplar pelo menos 4 UC.

A prova de um candidato que tenha obtido a


3. Quando um candidato validou um número ≤ a
validação em 4 UC do referencial de RVCC
4 UC, a equipa deverá integrar todas as UC
Profissional, tem que contemplar obrigatoriamente
validadas.
as 4 UC.
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – SESSÃO DE JÚRI DE CERTIFICAÇÃO (PROVA)
Objeto de avaliação

Referencial que não integra UC nucleares,


Referencial que integra UC nucleares ou que integra UC nucleares mas que não
tenham sido validadas

 A prova deve recair preferencialmente  A prova deve incidir preferencialmente


nas UC que integram as tarefas nucleares nas UC que integram tarefas com valor
(tarefas consideradas fundamentais e de ponderação 4 e/ou 3 (tarefas
imprescindíveis no âmbito da UC). consideradas muito importantes ou
importantes no âmbito da UC).

EM CONCLUSÃO: para a elaboração da prova, a equipa deve selecionar as tarefas que sejam
consideradas core e estratégicas para o exercício da atividade profissional correspondente à
qualificação em causa.
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – SESSÃO DE JÚRI DE CERTIFICAÇÃO
Critérios de avaliação
A equipa deve elaborar as grelhas de classificação e definir os respetivos critérios de
avaliação para avaliar as condições em que o candidato realiza cada tarefa/atividade
proposta, tendo em conta o seguinte:

 Assegurar que os critérios de avaliação são ajustados à tipologia de prova, às


tarefas/atividades em avaliação e, ainda, ao contexto profissional associado ao
referencial de competências profissionais.

 Assegurar que os critérios de avaliação permitem aos elementos do júri de


certificação avaliar o desempenho do candidato de forma o mais objetiva e
inequívoca possível.

 Definir, para cada critério de avaliação, a mesma ponderação/valoração.


RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – SESSÃO DE JÚRI DE CERTIFICAÇÃO

Exemplos de critérios de avaliação

 Cumprimento de regras de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho

 Cumprimento da sequência de trabalho

 Seleção e utilização adequada dos espaços e dos equipamentos

 Destreza do gesto profissional

 Qualidade do resultado final

 Mobilização adequada do conhecimento conceptual e teórico

 Utilização de vocabulário técnico específico

 Clareza da resposta

 Tempo de execução
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – SESSÃO DE JÚRI (PROVA)

Como se
classifica?

[Uma vez que é atribuída a mesma ponderação/valoração a cada um dos critérios de avaliação]
 Os critérios de avaliação devem ser observados pelo júri de certificação num contexto
de “cumprimento” ou “não cumprimento” face à tarefa em avaliação.

 A avaliação da tarefa deve corresponder ao número de “Sim” e “Não” atribuídos.

 A certificação de cada tarefa/atividade deve depender do número de critérios que, no


decorrer da sua avaliação, forem cumpridos.

 A tarefa é certificada quando, pelo menos, metade dos critérios tiverem sido
cumpridos
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – SESSÃO DE JÚRI (PROVA)

UC Procedimentos
(especificação dos vários passos que concorrem para a Não
(em que incide a Tarefas a avaliar execução das tarefas) Critérios de avaliação Cumpriu
cumpriu
avaliação)

• Identifica e distingue os diferentes tipos de Cumprimento de


máquinas, suas componentes e regras de Segurança,
comandos;. x
Higiene e Saúde no
Trabalho
• Aplica as regras de movimentação de
cargas e respeita sinalização e sinalética, Cumprimento da
x
conduzindo sem riscos. sequência de trabalho
Executa a condução de Seleção e utilização
• Realiza corretamente os procedimentos de
empilhadores e efetua operação de carga e descarga de
adequada dos espaços x
UC1 Movimentar e
a manutenção mercadorias. e dos equipamentos.
operar empilhadores Destreza do gesto
preventiva de x
empilhadores. • Aplica os procedimentos na manutenção profissional
preventiva de empilhadores. Qualidade do
x
resultado final
• Adota os procedimentos devidos na
Mobilização adequada
movimentação de cargas definidos para a
utilização de máquinas antes e durante a do conhecimento x

condução. conceptual e teórico


Tempo de execução x

De acordo com o exemplo, a avaliação incidiu na UC 1 e como foram cumpridos os critérios de


avaliação definidos - em 7 critérios foram cumpridos 5 -, a UC fica certificada.
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – SESSÃO DE JÚRI (PROVA)
UM EXEMPLO DE PROVA
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – SESSÃO DE JÚRI (PROVA)
UM EXEMPLO DE PROVA
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – SESSÃO DE JÚRI DE CERTIFICAÇÃO

JÚRI DE CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL


Tomada de decisão (relativamente à prova) baseada na avaliação das competências
detidas pelo candidato face ao referencial de RVCC profissional

Que
elementos?

 Dois formadores com qualificação técnica adequada na área de educação e


formação do referencial visado e, pelo menos cinco anos de experiência profissional;
 O formador que acompanhou o processo do candidato;
 Um representante das associações empresariais ou de entidades empregadoras;
 Um representante das associações sindicais dos setores de atividade económica da
área de educação e formação do referencial em avaliação.

Cabe à Entidade Promotora nomear o júri e o elemento que o irá presidir


RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – SESSÃO DE JÚRI DE CERTIFICAÇÃO

JÚRI DE CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL

Que
papel?

 Analisar os portefólios dos candidatos (elementos comprovativos das competências


adquiridas e relatórios da validação das competências).
 Avaliar o desempenho do candidato.
 Classificar a prova.
 Deliberar tendo por base o resultado da prova, em articulação com as evidências do
portefólio.
 Comunicar ao candidato o resultado da certificação, destacando pontos fortes e
aspetos a melhorar e o tipo de certificação (parcial ou total) obtido.
 Colaborar na definição do PPQ, caso o candidato obtenha uma certificação parcial.
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – SESSÃO DE JÚRI DE CERTIFICAÇÃO

JÚRI DE CERTIFICAÇÃO PROFISSIONAL

Outras considerações

 Para efeitos de constituição do júri de certificação profissional, é obrigatória a


presença de todos os elementos.

 No entanto, o júri pode deliberar com a presença de, pelo menos, metade dos
elementos, i.e., com 3 elementos, mediante solicitação fundamentada do Centro e
respetiva autorização por parte da ANQEP.
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – SESSÃO DE JÚRI DE CERTIFICAÇÃO
Modelo de Ata de Certificação

Da sessão de júri de
certificação, resulta
uma Ata que é assinada
por todos os elementos
do júri de certificação.

Modelo disponibilizado
na Plataforma SIGO
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO
O resultado da sessão de júri de certificação permitirá ao candidato a obtenção
de uma Certificação Total ou de uma Certificação Parcial

Certificação Certificação
Total Parcial

Certifica todas Não certifica


as UC todas as UC

Plano Pessoal de
Qualificação (PPQ)

Autoformação ou
formação no posto
EFA/Formação
de trabalho
Modular
(Roteiro de
Atividades)
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO

CERTIFICAÇÃO TOTAL

 Emissão de um Certificado de Qualificações que especifica todas as Unidades de


Competência certificadas em função do Referencial de RVCC Profissional associado a
uma determinada qualificação do CNQ.

 Emissão de Diploma no caso do candidato ser cumulativamente detentor da


habilitação escolar correspondente ao nível de qualificação proposto (nível 2 ou
nível 4).
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO

CERTIFICAÇÃO PARCIAL

 Emissão de um Certificado de Qualificações que especifica apenas as Unidades de


Competência certificadas, no âmbito do processo de RVCC profissional.

 Não há lugar a emissão de Diploma.

 Emissão do Plano Pessoal de Qualificação (PPQ), que identifica as UFCD


correspondentes às UC não certificadas
• Podem ser identificadas outras UFCD, prescritas pela equipa, que estejam
associadas aos conhecimentos e saberes sociais e relacionais mobilizados no
respetivo referencial
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO

Para concluir a qualificação, o candidato é


encaminhado para uma das seguintes vias:

 EFA/Formação Modular Certificada, para frequência das UFCD em falta


(identificadas no PPQ).

 Autoformação ou Formação no Posto de Trabalho (Reavaliação)


 apenas pode ser definido para as UC que foram validadas mas que, em sede de
júri de certificação, não reuniram condições de certificação.
 No caso das UC não validadas, o candidato terá que realizar obrigatoriamente as
UFCD correspondentes através da frequência de EFA/FM.
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO

Encaminhamento para “Autoformação” ou


“Formação no posto de trabalho”

COMO?

 A equipa elabora um Roteiro de Atividades (modelo disponibilizado na Plataforma SIGO) que


consiste na prescrição de atividades associadas às competências consideradas em falta.

 O candidato volta ao Centro Qualifica (em momento posterior e formalmente agendado).

 O formador procede à reavaliação dessas competências aplicando um dos instrumentos de


avaliação que considere mais ajustado.
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO
CERTIFICAÇÃO PARCIAL: CONSIDERAÇÕES FINAIS

Sabendo que….
 Sempre que um referencial de formação da componente tecnológica é alterado, o
respetivo referencial de RVCC profissional é igualmente alterado.
[a inclusão, exclusão ou alteração de qualificações entra imediatamente em vigor após a
publicação no BTE]

 A conclusão da qualificação, no caso de uma certificação parcial, obedece às regras da


formação e não do RVCC.

…alerta-se a Equipa
 para a necessidade de analisar o referencial de formação da componente tecnológica
correspondente, de forma a serem identificadas as UFCD necessárias à conclusão da
qualificação
[consultando o menu “Histórico do referencial de formação” no CNQ]
RVCC Profissional
ETAPA DE CERTIFICAÇÃO – AVALIAÇÃO E TOMADA DE DECISÃO
CERTIFICAÇÃO PARCIAL: CONSIDERAÇÕES FINAIS

 No caso de um referencial com UC de bolsa, a equipa deverá analisar


previamente o respetivo referencial de formação de forma a verificar se se
encontram em falta UFCD de bolsa para a conclusão da qualificação.

 Em algumas qualificações constantes do CNQ, os referenciais de formação e os


Referenciais de RVCC profissional não são coincidentes no que diz respeito ao
n.º de bolsa de UC/UFCD a selecionar.
[Por exemplo: qualificação de Cozinheiro/a]
RVCC Profissional
SÍNTESE DO PROCESSO DE RVCC PROFISSIONAL

Certificação Certificação
Total Parcial
Reconhecimento e Validação de (Certificado de (Certificado de
Competências Qualificações e Qualificações)
+ Diploma)
Formação Complementar (mínimo
50h)
Reavaliação
(sessão de reavaliação)
Certificação de competências
(Júri de Certificação)

Autoformação ou
formação no posto
Certificação Certificação de trabalho
Total Parcial Emissão de um Plano
(Certificado de (Certificado de Pessoal de
Qualificações e Qualificações) Qualificação (PPQ) Encaminhamento
Diploma) (EFA/Formação
Modular)

Comissão
Técnica
“O que somos hoje vem de nossos
pensamentos de ontem, e nossos
pensamentos presentes erguem a
nossa vida de amanhã; nossa vida é
criação de nossa mente”

Buda