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Aula 01

Português para o TRT-23ª Região (Teoria e Exercícios)


Pronomes
Professor: Albert Iglésia
Português para o TRT-23ª Região (Teoria e Exercícios)
Aula 1 – Pronomes
Prof. Albert Iglésia

Bem-vindo, prezado aluno!


Finalmente vamos avançar e abordar os pronomes.

Classe Gramatical Definição


Palavra que substitui o nome (pronome
substantivo) ou que o acompanha (pronome
Pronome
adjetivo) para tornar claro o seu significado.
Existem seis classes de pronomes:

Indica diretamente as pessoas do discurso (no


singular ou no plural): 1ª pessoa: quem fala; 2ª
pessoa: com quem se fala; 3ª pessoa: de quem se
fala. Eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas. Me, te,
Pessoal se, lhe, o, a, nos, vos, se, lhes, os, as. Mim,
comigo, ti, contigo, si, consigo, conosco,
convosco. Também são pessoais os pronomes de
tratamento: você, o senhor, a senhora, vossa
senhoria, vossa excelência, etc.

Refere-se às pessoas gramaticais, atribuindo-lhes a


posse de algo.: Meu, minha, meus, minhas,
possessivo nosso, nossa, nossos, nossas, teu, tua, teus,
tuas, vosso, vossa, vossos, vossas, seu, sua,
seus, suas.

Indica a posição dos seres em relação às pessoas


do discurso, situando-os no tempo e no espaço.
1ª. Pessoa: Este, esta, estes, estas, isto.
demonstrativo
2ª. Pessoa: Esse, essa, esses, essas, isso.
3ª. Pessoa: Aquele, aquela, aqueles, aquelas,
aquilo.

É aquele que, em uma oração, se refere a um


relativo
termo constante em oração anterior, chamado

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antecedente. Exemplo: O avião que chegou estava


danificado. São pronomes relativos: que, quem,
quanto(s), quanta(s), cujo(s), cuja(s), o qual,
a qual, os quais, as quais.

Refere-se à terceira pessoa do discurso num


sentido vago ou exprimido quantidade
indeterminada. Exemplos: Quem espera sempre
indefinido alcança. Alguns podem flexionar-se em gênero e
número. São pronomes indefinidos: algum,
alguns, nenhum, nenhuns, qualquer,
quaisquer, ninguém, tudo, nada, algo etc.

É aquele usado para formular uma pergunta direta


interrogativo
ou indireta: que, quem, qual, quanto.

EMPREGO DE PRONOMES

• Diferenças quanto ao emprego dos pronomes pessoais do caso reto e do


caso oblíquo:

a) Ele virou ela. – Na função de sujeito e de predicativo, o pronome


pessoal utilizado será do caso reto, como regra geral.

b) Quero falar com ele.


Sou útil a ele.
Vi-o na rua.
Serão empregados os do caso oblíquo nas demais funções sintáticas
(complemento verbal, complemento nominal etc.).
Atente para o fato de que esses pronomes são frequentemente utilizados
para promover a coesão e a coerência textual.

c) Eu contei a ti o que acontecera.


Você terá de viajar com nós dois.

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Você terá de viajar conosco. (= com + nós)

Os pronomes oblíquos tônicos são precedidos de preposição. Usa-se com


nós ou com vós quando tais expressões vêm acompanhadas de elementos de
realce, numeral, pronome ou oração adjetiva.

CUIDADO! Não vá sem eu saber. / Todos saíram, exceto eu (saí).


Mesmo diante de preposição, o pronome pessoal do caso reto será empregado
quando for sujeito de verbo, ainda que este esteja elíptico.

d) Maria fez aniversário. Pedro deu-lhe um presente. (“deu” = VTDI; “um


presente” = OD)
Maria fez aniversário. Pedro a presenteou. (“presenteou” = VTD)
Como complementos verbais, O(S) e A(S) desempenham função de
objeto direto; LHE(S), de objeto indireto.

1. (FCC/TRT-1ª Região (RJ)/Técnico Judiciário/2013) A substituição do


elemento grifado pelo pronome correspondente, com os necessários
ajustes, foi realizada de modo INCORRETO em:
(A) acreditava incutir o ardor = acreditava incuti-lo
(B) Nada superará a beleza = Nada lhe superará
(C) não correspondera a seu sonho = não lhe correspondera
(D) resolve o problema da vida = resolve-o
(E) para ilustrar essa perplexidade = para ilustrá-la

Comentário – Observe que em todos os casos há perfeita correspondência


entre a função sintática (objeto direto ou objeto indireto) dos termos
sublinhados e os pronomes oblíquos que os substituem, exceto na segunda
alternativa. O termo sublinhado (“a beleza”) funciona como objeto direto do
verbo “superará”. Essa mesma função sintática não pode ser desempenhada
pelo pronome lhe. Eis a correção: Nada o superará.
Resposta – B

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2. (FCC/TRT-18ª Região (GO)/Analista Judiciário/2013) A substituição do


elemento grifado pelo pronome correspondente foi realizada de modo
INCORRETO em:
(A) sem levar em consideração os rótulos = sem levá-los em consideração
(B) capaz de abstrair um conceito geral = capaz de abstraí-lo
(C) suprissem suas necessidades = suprissem-nas
(D) conferem “consciência” a criaturas = conferem-lhes consciência
(E) que reconhecem seus parentes consanguíneos = que lhes reconhecem

Comentário – Estamos novamente às voltas com o emprego de pronomes


oblíquos, mormente os pronomes o e lhe. Como na questão anterior, você
deve notar a função sintática que eles desempenham na oração: objeto direto
e objeto indireto, respectivamente. Portanto está erra a última substituição. O
verbo “reconhecem” é transitivo direto (quem reconhece reconhece algo) e o
termo ”seus parentes consanguíneos” é seu objeto direto. Sendo assim, o
pronome adequado é os, e não lhes: que os reconhecem.
Resposta – E

ATENÇÃO! O pronome oblíquo LHE pode equivaler-se a um possessivo, caso


em que transmitirá noção de posse: Pediu-lhe os brinquedos emprestados. /
Pediu os seus brinquedos emprestados / Pediu os brinquedos dele
emprestados.

e) Mandei-o sair da sala.

Em construções cujo verbo principal é causativo (mandar, deixar, fazer)


ou sensitivos (ver, ouvir, sentir), O(S) e A(S) desempenham função de sujeito
do verbo (infinitivo) da oração subordinada.

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3. (FCC/AL-PE/Analista Legislativo/Comunicação Social/2014) Considerada a


norma culta escrita, há correta substituição de estrutura nominal por
pronome em:
a) Agradeço antecipadamente sua resposta // Agradeço-lhes
antecipadamente.
b) do verbo fabricar se extraiu o substantivo fábrica. // do verbo fabricar se
extraiu-lhe.
c) não faltam lexicógrafos // não faltam-os.
d) Gostaria de conhecer suas considerações // Gostaria de conhecê-las.
e) incluindo a palavra ‘aguardo’ // incluindo ela.

Comentário – Alternativa A: errada. Você jamais poderia marcar a primeira


opção. O pronome “lhes” está no plural, mas na frase anterior todos os termos
estão no singular. Não há coerência alguma.
Alternativa B: errada. Na frase original, temos voz passiva
sintética. O que era objeto direto tornou-se sujeito paciente: “o substantivo
fábrica”. O pronome “lhe” não se presta à formação da voz passiva porque não
pode funcionar como objeto direto e, consequentemente, como sujeito
paciente.
Alternativa C: errada. Jamais o pronome oblíquo átono poderia
ficar enclítico nessa construção. O advérbio “não” é um elemento de atração e
obriga todos os pronomes oblíquos átonos a ocuparem posição proclítica.
Alternativa D: correta. O objeto direto “suas considerações” foi
corretamente substituído pela forma pronominal “las".
Alternativa E: errada. Pronome pessoal do caso reto não pode
funcionar como complemento de verbo. Note que não há preposição para
caracterizar pronome oblíquo tônico.
Resposta – D

• Pronomes possessivos

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Referem-se às pessoas gramaticais, atribuindo-lhes a posse de


algo. Concordam em gênero e número com a “coisa” possuída.
Ex.: Eu trouxe meu caderno.
Tu trouxeste tuas canetas.

Meu(s), minha(s), nosso(s),


Primeira pessoa
nossa(s)
Segunda pessoa Teu(s), tua(s), vosso(s), vossa(s)
Terceira pessoa Seu(s), sua(s)

• Pronomes demonstrativos
Indicam a posição dos seres em relação às pessoas do discurso,
situando-os no tempo e no espaço.

Pronomes Tempo Espaço


Este (s), esta (s), isto Presente; momento atual Perto de quem fala
Perto da pessoa com
Esse (s), essa (s), isso Passado próximo
quem se fala
Aquele (s), aquela (s), Longe de quem fala e da
Passado longínquo
aquilo pessoa com quem se fala

Ex.: Nestas últimas horas tenho aprendido muito.


Este rapaz ao meu lado é meu amigo.
Essas horas que passamos na praia foram muito agradáveis.
O que é isso aí do teu lado?
Naquela época, a vida era melhor.
O que é aquilo atrás do carro?

EMPREGADOS COMO ELEMENTOS DE COESÃO TEXTUAL

a) Meu argumento é este: não há democracia sem justiça. (Este e isto:


empregados quando ainda vai ser feita a referência; promove a coesão
textual conhecida como catafórica.).

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Não há democracia sem justiça. Esse é meu argumento. (Esse e isso:


empregado quando já foi feita a referência; promove a coesão textual
conhecida como anafórica)

b) Comprei uma moto e uma bicicleta. Esta eu dei para meu irmão;
aquela, para mim mesmo. (Este e aquele servem para retomar
elementos já citados e desfazer possíveis ambiguidades quanto à
compreensão do enunciado. Este diz respeito ao último termo; aquele,
ao primeiro.)

c) O que ele disse era verdade.


Passará a que for mais capacitada. a(s) e o(s) diante de que (pronome
relativo) – e de – preposição – serão pronomes demonstrativos,
equivalendo-se a aquela(s), aquele(s), aquilo)
Cunha e Cintra (Nova gramática do português
contemporâneo, 2008, págs. 354-5) ensinam que o demonstrativo O (e suas
variações) pode ser empregado diante de uma oração ou, mais raramente, por
uma expressão adjetiva, e dão o seguinte exemplo:

Ingrata para os da terra,


boa para os que não são.
(C. Pena Filho)

4. (FCC/PGE-BA/Assistente de Procuradoria/2013) Considere: Os passageiros


do ônibus ...... as muitas pessoas viajavam, tinham ...... celulares que
ficavam ligados. Usavam ...... aparelhos para falar em voz alta com os
amigos, perturbando os que desejavam viajar em paz; ...... perdiam o
sossego e ...... os ignoravam.

Preenchem, adequadamente, as respectivas lacunas do texto, os


seguintes pronomes:

(A) onde - delas - tais - estes - aqueles


(B) no qual - delas - esses - aqueles - estes

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(C) que - seus - esses - eles - aqueles


(D) em que - seus - esses - estes - aqueles
(E) cujas - delas - tais - aqueles - esses

Comentário – É significativo o uso do advérbio “adequadamente”, pois nos


impõe a necessidade de primar tanto pela correção gramatical quanto pelo
sentido da informação transmitida. Com isso em mente, podemos resolver a
questão.
Primeira lacuna: não pode ser preenchida com “cujas” (letra
E), pois não deve surgir artigo após esse pronome relativo: ...cujas as...
Também não deve ser preenchida apenas com o relativo “que”, pois o verbo
“viajavam” exige uma preposição para reger o termo que complementa seu
significado: em que, no qual. Se o relativo empregado for “onde”, a
preposição em desaparece. Mesmo descartando a letra C, a resposta ainda
não pode ser dada.
Segunda lacuna: o sentido adequado da frase requer que
entendamos que os celulares pertencem aos “passageiros”. Por isso o vocábulo
“delas” é descabido no contexto. Compare: ...tinham delas celulares... com
...tinham seus celulares... Só nos resta a letra D. A questão está faturada!
Terceira lacuna: aqui, há a retomada (coesão anafórica) dos
celulares que ficavam ligados e pertenciam aos passageiros. Note a
adequação: ...esses aparelhos...
Quarta lacuna: o pronome deve retomar aqueles que queriam
viajar em paz, mas eram perturbados pelo barulho. Portanto o pronome
adequado é estes.
Finalmente, a última lacuna deve ser preenchida com um
pronome que faça referência ao termo “passageiros”, que está mais distante:
...aqueles os ignoravam.
Resposta – D

• Pronomes relativos

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a) Eis os velhos amigos de que lhe falhei.

Eis o instrumento de que lhe falei.

O pronome relativo QUE pode ser empregado tanto para substituir


coisa quanto para representar pessoa. Rejeita preposições com duas ou mais
sílabas e dispensa sem e sob.
Para ser conjunção integrante, esse vocábulo deve unir uma
oração subordinada de valor substantivo (objeto direto, objeto indireto,
complemento nominal, sujeito, predicativo, aposto) à sua principal. Considere
este fragmento: “...eles explicam que tipo de rodovia cada uma é.”, em que a
oração sublinhada é objeto direto da forma verbal “explicam” e o “que” não
é pronome relativo.

b) A casa onde morei era muito antiga. (certo)

A reunião onde estávamos acabou tarde. (errado)

ONDE é usado restritivamente em referência a lugar.

A escola onde estudo foi fechada.


A escola aonde vais é muito longe.
A escola donde vens é muito longe.

ONDE é pronome relativo quando substitui um termo antecedente,


como no primeiro exemplo (onde = escola). Não deve ser confundido com
onde = advérbio interrogativo: “Onde você estuda?”. Observe que agora o
vocábulo onde não substitui nenhum termo anterior, apenas introduz uma
pergunta que exprime a ideia de lugar.
Usaremos aonde (contração de a + onde) quando o verbo que
surgir após esse pronome relativo exprimir ideia de movimento e exigir a
preposição “a”. Se o verbo indicativo de movimento reger preposição “de”,
usaremos “donde” (contração de de + onde).

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Ressalto que o verbo seguinte deve indicar movimento e não


permanência (como no primeiro exemplo). Com verbos estáticos, que
exprimem permanência, a preposição empregada será “em”. Na Língua
Portuguesa não existe nonde, isto é, a suposta contração de em + onde.

Na margem esquerda do rio Amazonas, entre Manaus e Itacoatiara, foram


encontrados vestígios de inúmeros sítios indígenas pré-históricos. O que
muitos de nós não sabemos é que ainda existem regiões ocultas situadas no
interior da Amazônia e um povo, também desconhecido, que teria vivido por
aquelas paragens, ainda hoje não totalmente desbravadas.

Em 1870, o explorador João Barbosa Rodrigues descobriu uma grande


necrópole indígena contendo vasta gama de peças em cerâmica de incrível
perfeição; teria sido construída por uma civilização até então desconhecida em
nosso país. Utilizando a língua dos índios da região, ele denominou o sítio de
Miracanguera. A atenção do pesquisador foi atraída primeiramente por uma
vasilha de cerâmica, propriedade de um viajante. Este informante disse tê-la
adquirido de um mestiço, residente na Vila do Serpa (atual Itacoatiara), que
dispunha de diversas peças, as quais teria recolhido na Várzea de Matari.
Barbosa Rodrigues suspeitou que poderia se tratar de um sítio arqueológico de
uma cultura totalmente diferente das já identificadas na Amazônia.

Em seu interior as vasilhas continham ossos calcinados, demonstrando que a


maioria dos mortos tinham sido incinerados. De fato, a maior parte dos
despojos dos miracangueras era composta de cinzas. Além das vasilhas
mortuárias, o pesquisador encontrou diversas tigelas e pratos utilitários, todos
de formas elegantes e cobertos por uma fina camada de barro branco, que os
arqueólogos denominam de “engobe", tão perfeito que dava ao conjunto a
aparência de porcelana. Uma parte das vasilhas apresentava curiosas
decorações e pinturas em preto e vermelho. Outro detalhe que surpreendeu o
pesquisador foi a variedade de formas existentes nos sítios onde escavou,

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destacando-se certas vasilhas em forma de taças de pés altos, as quais


lembram congêneres da Grécia Clássica.
[...]
(Adaptado de: Museu Nacional do Rio de Janeiro. Disponível em: https://saemuseunacional.wordpress.com.
SILVA, Carlos Augusto da. A dinâmica do uso da terra nos locais onde há sítios arqueológicos:
o caso da comunidade Cai N'água, Maniquiri-AM / (Dissertação de Mestrado) - UFAM, 2010)

5. (FCC/2015/MANAUSPREV/Técnico Previdenciário)
...que os arqueólogos denominam de “engobe”... (3º parágrafo)
...onde escavou, destacando-se certas vasilhas... (3º parágrafo)
... que dispunha de diversas peças... (2º parágrafo)
Os pronomes sublinhados nas frases acima referem-se, respectivamente,
a:
a) tigelas e pratos utilitários - sítios - Vila do Serpa
b) fina camada de barro branco - formas - mestiço
c) formas elegantes - formas - Vila do Serpa
d) fina camada de barro branco - sítios - mestiço
e) tigelas e pratos utilitários - sítios - mestiço

Comentário – De acordo com as relações entre os elementos textuais, os


pronomes relativos destacados se referem aos antecedentes fina camada de
barro branco, sítios e mestiço, respectivamente. Uma leitura atenta do texto
irá facilitar esse o correto entendimento.
Resposta – D

c) Ele participou da reunião, a qual deu origem ao atual grupo de trabalho.

O relativo o qual (e variações) é útil para desfazer ambiguidades.


Perceba que, se fosse empregado o relativo QUE, haveria margem para a
seguinte dúvida: a reunião ou ele deu origem ao atual grupo de trabalho?

d) É uma pessoa com cujas opiniões não podemos concordar.

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O pronome relativo CUJO(S)/CUJA(S) estabelece uma relação de


posse/dependência entre os termos antecedente e consequente. Concorda em
gênero e número com a “coisa” possuída.
Muito cuidado quando a banca lhe propuser a substituição dele por
outro relativo (que, a/o qual, quem), a pretexto de que serão mantidas a
correção gramatical e a coerência argumentativa. ISSO NÃO É VERDADE.
NÃO É POSSÍVEL FAZER TAL SUBSTITUIÇÃO. Não confunda o caso
anterior (correspondência entre que e o/a qual) com este.
Observe esta construção: O professor cujo o filho nasceu está feliz.
O que acha? Certa ou errada? ERRADA. A norma gramatical não abona o
emprego de artigo antes (...o cujo...) ou depois (...cujo o...) do relativo CUJO,
daí o motivo de não se empregar o acento indicativo de crase diante
dele.

6. (FCC/2014/TRT-10ª Região (RJ)/Analista Judiciário) As expressões onde e


em cujo preenchem corretamente, na ordem dada, as lacunas da
seguinte frase:
a) ...... iriam os artistas da época, senão ao Rio, atrás do sucesso artístico
...... todos queriam alcançar e se realizar.
b) Rodado na cidade do Rio de Janeiro, ...... se viviam algumas tensões
políticas, o filme provocou um grande debate, ...... calor muita gente
mergulhou.
c) O filme Rio, 40 graus foi exibido no ano de 1955, ...... a atmosfera
política propiciaria um período de realizações ...... o maior responsável
seria o novo presidente da República.
d) Ao realizar Rio, zona norte, filme ...... Nelson Pereira dos Santos lançou
em 1957, o cineasta dava sequência a um filme anterior, ...... valor já
fora reconhecido.
e) O Rio era uma cidade ...... muitos buscavam para viver melhor, a capital
...... esplendor todos os cariocas se orgulhavam.

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Comentário – É preciso encontrar uma referência a um lugar para empregar o


a expressão onde. Ela não pode estar relacionada a um verbo de movimento.
Caso contrário, teremos que combinar onde com uma preposição (aonde,
donde). Em seguida, devemos estabelecer uma relação de posse entre o
antecedente e o consequente para empregarmos o relativo cujo. Este deve
estar relacionado a um verbo que exija a preposição em.
Alternativa A: Aonde e que. Alternativa B: onde e em cujo.
Alternativa C: quando e das quais. Alternativa D: que e cujo. Alternativa E:
que e de cujo.
Resposta – B

7. (FCC/2015/MANAUSPREV/Técnico Previdenciário) O elemento em


destaque está empregado corretamente em:
a) A árvore é símbolo recorrente com que fazemos uso para falar de meio
ambiente.
b) A natureza, por cuja preservação lutamos, nega-se, no entanto, a ser
domesticada.
c) Natureza e arte não são elementos estanques, esta faz a que melhor
compreendamos aquela.
d) Cada vez mais o mundo tecnológico nos afasta da natureza em que
fazemos parte.
e) As obras de arte de que se tenta retratar a natureza, emprestam-lhe voz
humana.

Comentário – Alternativa A: errada. Quem faz uso faz uso de algo. A


preposição destacada aqui deve substituir a preposição com.
Alternativa B: certa. Quem luta luta por algo. Lutamos pela
preservação da natureza. Note a relação de pertencimento entre o antecedente
e o consequente do pronome relativo cuja.

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Alternativa C: errada. Não existe nenhum verbo ou nome que


requeira a preposição a. Quem faz faz algo.
Alternativa D: errada. Quem faz parte faz parte de algo. Essa
é a preposição adequada à frase.
Alternativa E: errada. Quem tenta retratar tentar fazer isso
com algo. Portanto, em vez da preposição de, empregue a preposição com.
Resposta – B

e) Esta é a pessoa a quem prezo como amigo.

O pronome relativo QUEM é utilizado em referência a pessoas e se


faz acompanhar de preposição. Eu disse PREPOSIÇÃO e não artigo. Portanto,
se perguntarem a você qual a classe gramatical daquele “a” em negrito, NADA
DE DIZER “ARTIGO”.

f) Esqueci tudo quanto foi dito.


Podemos confiar em todos quantos estão presentes.
Podemos confiar em todas quantas estão presentes.

QUANTO (e variações) será pronome relativo quando estiver


acompanhado de tudo (e variações).
g) Essa é a hora quando as garças levantam vôo.
Não entendi a maneira como ela se dirigiu a mim.

QUANDO e COMO serão pronomes relativos sempre que se


referirem a um termo antecedente (“hora” e “maneira”, nessa ordem). O
primeiro tem valor semântico de tempo; o segundo, de modo.

8. (FCC/2014/TRT-16ª Região/Técnico Judiciário) O elemento em destaque


está empregado corretamente em:
a) Mais que o luxo do produto, é a aparência de luxo de que conta para os
consumidores.

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b) Os produtos e as marcas permitem com que as pessoas adquiram a


visibilidade desejada.
c) A visibilidade é uma das características pelas quais se estrutura a
sociedade de consumo.
d) Quanto mais se tem a impressão em que se é visto com os novos
produtos, mais se quer adotá-los.
e) Nas sociedades por cuja ordem social é abalada com guerras, a
ostentação é particularmente visível.

Comentário – Neste tipo de questão, você precisa observar a existência ou


não de algum termo inserido depois do pronome relativo que requeira a
preposição apontada pela banca examinadora.
Alternativa A: errada. A preposição “de” está sobrando. Após o
pronome relativo não existe termo que peça a preposição. Basta retirá-la da
frase.
Alternativa B: errada. Sobrando na frase está também a
preposição “com”. Retire-a.
Alternativa C: certa. Observe a transformação: “a sociedade
de consuma se estrutura pela característica...”. Perceba a necessidade da
preposição.
Alternativa D: errada. Substitua a preposição “em” por “de”.
Alternativa E: errada. Não se justifica o emprego da preposição
“por”. Retire-a para corrigir a frase.
Resposta – C

• Formas de Tratamento

Tratamento Abreviatura Uso


Senhor, Senhora Sr., Srª tratamento formal
Você V. tratamento informal
Vossa Alteza V. A. príncipes e duques

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Vossa Eminência V. Emª Cardeais


altas autoridades civis
(juiz, deputado, senador,
Vossa Excelência V. Exª
presidente da República
etc.) e oficiais-generais
Vossa Magnificência V. Magª reitores de universidades
Vossa Majestade V. M. reis e imperadores
Vossa Reverendíssima V. Rev.ma sacerdotes em geral
Vossa Santidade V. S. Papa
tratamento formal para
Vossa Senhoria V. Sª
pessoas graduadas.

As formas de tratamento designam indiretamente à 2ª pessoa do


discurso (aquela com quem se fala), mas conduzem a concordância nominal e
verbal da frase para a terceira pessoa do singular ou do plural, conforme o
caso.

• Particularidades

a) Vossa Excelência fez um belo discurso. (para dirigir-se à pessoa, ainda


que por meio de correspondências)
Sua Excelência fez um belo discurso. (para falar da pessoa)

b) Vossa Excelência apresentará seus projetos? (note que o verbo e o


pronome possessivo correspondem à terceira pessoa e o adjetivo tende a
concordar com o gênero da pessoa referida – concordância ideológica)

c) Se você chegar cedo, eu vou te ajudar. (errado)


Se você chegar cedo, eu vou ajudá-lo (você). (certo)
(muito cuidado: mesmo os pronomes de tratamento informal levam os
outros pronomes para a terceira pessoa)

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9. (FCC/PGE-BA/Assistente de Procuradoria/2013) Os pronomes de


tratamento estão empregados corretamente em:
(A) Espera-se que, no Brasil, Sua Santidade, o Papa Francisco, seja recebido,
com o devido respeito, pelos jovens.
(B) O advogado assim se pronunciou perante o juiz: - Peço a Vossa Senhoria
que ouça o depoimento desta nova testemunha.
(C) Senhor Chefe do Departamento de Pessoal, dirijo-me a Vossa Excelência,
para solicitar o abono de minhas faltas.
(D) Vossa Majestade, a rainha da Inglaterra, foi homenageada por ocasião do
aniversário de seu reinado.
(E) Refiro-me ao Ilustríssimo Senhor, Cardeal de Brasília, ao enviar-lhe as
notícias do Conclave.

Comentário – Alternativa A: correta. O pronome de tratamento “Sua


Santidade” foi empregado adequadamente. Repare que o enunciador não fala
diretamente com o papa, mas se refere a ele.
Alternativa B: errada. O pronome correto é Vossa Excelência.
Alternativa C: errada. Agora o tratamento adequado é Vossa
Senhoria.
Alternativa D: errada. O problema está no uso do elemento
“Vossa”, pois o enunciador não está falando diretamente com a rainha, mas
está se referindo a ela.
Alternativa E: errada. Não cabe o tratamento “Ilustríssimo
Senhor”. Para um cardeal, a forma adequada é, simplesmente, Vossa
Eminência (ou Sua Eminência).
Resposta – A

COLOCAÇÃO DOS PRONOMES OBLÍQUOS ÁTONOS

Antes de apresentar os casos de colocação pronominal, cabe


lembrar que próclise é a ocorrência do pronome antes do verbo (Fingiu que

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não o reconheceu.). Quando acontece o inverso, ou seja, o pronome surge


após o verbo, temos um caso de ênclise, que na escrita é marcada pela
presença do hífen (Dá-me sua ajuda.). A mesóclise, que só ocorre com
verbos no futuro do presente e no futuro do pretérito, é o emprego do
pronome no “meio” do verbo, entre a forma infinitiva e a desinência
modo-temporal (Dar-lhe-ia minha ajuda.).

Casos de Próclise
a) Palavras de sentido Nada me fará desistir.
negativo Ninguém me fará desistir.
Aqui se fazem chaves.
b) Advérbios sem pausa
Talvez se cumprimentassem.
c) Conjunções
Quando lhe dissemos a verdade, chorou muito.
subordinativas e pronomes
O livro que me deste é muito interessante.
relativos
d) Conjunções Ora se atribulava, ora se aquietava.
coordenativas alternativas Das duas uma: ou as faz ela, ou as faço eu.
e) Pronomes e advérbios Quem lhe contou a verdade?
interrogativos Por que te afliges tanto?
Tudo me foi dado.
f) Pronomes indefinidos
Alguém te contou a verdade?
g) Frases exclamativas e Como te atreves!
optativas Deus o abençoe, meu filho!
h) Preposição em +
Em se tratando desse assunto, nada mudará.
verbo no gerúndio
Casos de Mesóclise
a) Verbo no futuro do Amar-te-ei a vida inteira. (Não te amarei a vida
presente ou do pretérito, inteira.)
sem palavra atrativa Dar-lhe-ia o livro. (Jamais lhe daria o livro.)
Casos de Ênclise

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a) Antes de tentar decorar Levante-se e lute.


qualquer outra regra, é
Tratando-se desse assunto, nada mudará.
fundamental saber que a
Vendê-lo era o que mais importava.
tendência da língua
portuguesa recai sobre Aqui, fazem-se chaves.
o uso da ênclise.
Portanto, se não ocorrer
qualquer um dos casos
mencionados
anteriormente, usaremos a
ênclise.

10. (FCC/PGE-BA/Assistente de Procuradoria/2013) Os pronomes estão


empregados corretamente em:
(A) Se observa muita falta de educação nos ônibus onde, muitas vezes, se
desrespeita o direito de os passageiros viajarem em paz.
(B) Observa-se muita falta de educação nos ônibus onde desrespeita-se,
muitas vezes, o direito de os passageiros viajarem em paz.
(C) Se observa muita falta de educação nos ônibus onde, muitas vezes, não
respeita-se o direito de os passageiros viajarem em paz.
(D) Se observa muita falta de educação nos ônibus em que não respeita-se,
muitas vezes, o direito de os passageiros viajarem em paz.
(E) Observa-se muita falta de educação nos ônibus em que, muitas vezes,
não se respeita o direito de os passageiros viajarem em paz.

Comentário – Alternativa A: errada. O pronome oblíquo átono “Se” não pode


iniciar a oração. Eis a correção: Observa-se. Cuidado com o segundo “se”, pois
ele não inicia a oração, que é iniciada pelo pronome relativo “onde”, o qual
também o atrai.

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Alternativa B: errada. Acabei de dizer que o pronome relativo


“onde” atrai o pronome “se”. Portanto a colocação correta é enclítica: onde se
desrespeita.
Alternativa C: errada. Já comentei que O pronome oblíquo
átono “Se” não pode iniciar a oração. O segundo “se” agora é atraído pelo
advérbio “não” e deve ser colocado numa posição enclítica: não se respeita.
Alternativa D: errada. O pronome oblíquo átono “Se” não pode
iniciar a oração, conforme já falei aqui. Novamente o segundo “se” está numa
posição inadequada, pois é atraído pelo advérbio “não”: não se respeita.
Resposta – E

11. (FCC/PGE-BA/Assistente de Procuradoria/2013) A boa educação dos filhos


deve começar em casa, mas, se os pais ......, como poderão ...... uma
educação adequada, para ...... a um melhor convívio social.
A alternativa que preenche corretamente as lacunas é:
(A) não tiveram ela - transmitir a eles - capacitar-lhes
(B) não a tiveram - transmitir a eles - capacitar-lhes
(C) não lha tiveram - transmitir-lhe - capacitá-los
(D) não a tiveram - transmitir-lhes - capacitá-los
(E) não tiveram-na - transmitir-lhes - capacitar-lhes

Comentário – Você já observou o advérbio “não”, certo? Ele atrai o pronome


oblíquo. Portanto elimine a alternativa E.
Agora, perceba que o verbo “tiveram” exige um objeto direto
como seu complemento. Isso significa que não podemos empregar o pronome
oblíquo lhe, que funciona como complemento indireto. Sendo assim, elimine
também a letra C.
Na primeira alternativa, o pronome “ela” (ou ele, conforme o
caso), na função de complemento verbal, exige uma preposição porque é

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tônico. Repare que tal preposição não foi empregada, o que nos obriga a
eliminar também a letra A.
Em relação às letras B e D, a segunda sugestão de
preenchimento traz uma sutil diferença entres as duas alternativas, mas não
há erro. Na letra B, apareceu a preposição “a” para reger o pronome oblíquo
tônico “eles”, que, como o pronome oblíquo átono “lhes”, funciona como objeto
indireto do verbo “transmitir”. A resposta será definida no preenchimento da
última lacuna. Quem capacita capacita alguém, certo? Portanto precisamos de
um pronome que funcione como objeto direto. Tal função sintática não pode
ser desempenhada pelo pronome “lhes”. Então, você também deve descartar a
letra B.
Resposta – D

12. (FCC/2014/Sefaz-RJ/Auditor Fiscal da Receita Estadual) Ao se defrontar


com a História, Saramago submete a História a uma rigorosa análise,
considerando a História como um discurso, atribuindo à História certo
caráter ficcional, que compromete a transparência da História.

Evitam-se as viciosas repetições do texto acima substituindo-se os


elementos sublinhados, na ordem dada, por:
a) submete-lhe - a considerando - atribuindo-a - compromete-lhe a
transparência
b) submete-a - considerando-a - atribuindo-lhe - lhe compromete a
transparência
c) lhe submete - considerando-a - atribuindo-lhe - compromete-lhe a
transparência
d) a submete - considerando-lhe - atribuindo-a - lhe compromete a
transparência
e) submete-a - a considerando - atribuindo-na - lhe compromete a
transparência

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Comentário – Em “submete a História”, temos verbo transitivo direto e objeto


direto. Portanto o pronome “lhe”, que não funciona como complemento direto,
não serve de substituto. Descarte as alternativas A e C.
O segundo caso assemelha-se ao anterior. Portanto elimine a
alternativa D. Note ainda que não podemos iniciar a oração com pronome
oblíquo átono, ou seja, a próclise é proibida: “a considerando” (errado). Sendo
assim, você também pode descartar a alternativa E.
Quero chamar sua atenção para a última substituição, pois o
pronome relativo “que” atrai o pronome oblíquo lhe (é um caso de próclise
obrigatória).
Resposta – B

13. (FCC/2014/AL-PE/Analista Legislativo) Considerada a norma culta escrita,


há correta substituição de estrutura nominal por pronome em:

a) Agradeço antecipadamente sua resposta // Agradeço-lhes


antecipadamente.
b) do verbo fabricar se extraiu o substantivo fábrica. // do verbo fabricar
se extraiu-lhe.
c) não faltam lexicógrafos // não faltam-os.
d) Gostaria de conhecer suas considerações // Gostaria de conhecê-las.
e) incluindo a palavra ‘aguardo’ // incluindo ela.

Comentário – Alternativa A: errada. O termo “sua resposta” é objeto direto


do verbo. O pronome “lhe(s)” não pode desempenhar essa função sintática. A
ele está reservada a função de objeto indireto.
Alternativa B: errada. O termo em negrito funciona como
sujeito paciente do verbo, que está na voz passiva sintética (ou pronominal).
Nesse caso, portanto, o “lhe” não pode funcionar como o sujeito do verbo.
Alternativa C: errada. O advérbio “não” atrai o pronome
oblíquo átono. Portanto a construção da ênclise é descabida.

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Alternativa D: correta. Tanto o termo substituído como o


pronome que o substitui funcionam como objeto direto. Lembre-se de que,
diante de verbos que terminam em R, S ou Z, as tais letrinhas desaparecem e
o pronome recebe a letra L.
Alternativa E: errada. O pronome pessoal do caso reto “ela”
não pode funcionar como complemento de verbo. Em seu lugar, deveria ter
sido empregado o pronome oblíquo “a”: incluindo-a.
Resposta – D

14. (FCC/2015/TCM-GO/ACE) Formam-se grupos de alunos nas escolas. O


que determina esses grupos não é uma orientação formal; o que constitui
esses grupos, o que traça os contornos desses grupos, são as afinidades
individuais.

Evitam-se as viciosas repetições do texto acima substituindo-se os


elementos sublinhados, na ordem dada, por
a) determina-os - constitui-os - os traça contornos
b) lhes determina - lhes constitui - traça-lhes os contornos
c) os determina - constitui-lhes - os traça seus contornos
d) os determina - os constitui - lhes traça os contornos
e) determina-lhes - os constitui - traça a seus contornos

Comentário – Na primeira expressão sublinhada, o termo “esses grupos”


funciona como objeto direto do verbo “determina”. Portanto jamais poderia ser
substituído pelo pronome oblíquo lhe. Então, restam apenas as alternativas A,
C e D. Observe também a presença do pronome relativo “que” antes do
verbo. Isso atrai o tal pronome oblíquo: O que os determina. Elimine agora a
alternativa A.
Em relação à segunda sentença sublinhada, o raciocínio é o
mesmo. Portanto você pode descartar a letra C. A questão já está faturada!

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Há um detalhe na última sentença que merece comentário. O


pronome oblíquo “lhe” não funciona como objeto indireto. Ele substitui o termo
“desses grupos” e funciona como adjunto adnominal (com sentido de posse)
do termo “os contornos”.
Resposta – D

Mas é possível retirar uma segunda conclusão...(8º parágrafo)


... pode relembrar ao mundo algumas vergonhas...(último parágrafo)
... não têm final feliz. (último parágrafo)

15. (FCC/2015/TRT-15ª Região/Analista Judiciário) Os segmentos sublinhados


acima são corretamente substituídos por pronomes em:

a) retirá-la - relembrar-lhe - o têm


b) retirá-la - relembrá-las - têm-no
c) retirar-lhe - lhe relembrar - têm-no
d) a retirar - relembrá-lo - o têm
e) lhe retirar - o relembrar - o têm
Comentário – Primeira sentença: quando as formas verbais terminam com
“r”, “s” ou “z”, essas letras desaparecem e o pronome oblíquo que representa
o objeto direto recebe a letra “l”: retirá-la. Observe o emprego do acento
agudo, pois o primeiro elemento agora enquadra-se na regra de acentuação
das oxítonas.
Segunda sentença: agora, o complemento do verbo é um
objeto indireto e deverá ser substituído pelo pronome oblíquo “lhe”. Nesse
caso, a forma verbal mantém o “r” final: relembrar-lhe algumas vergonhas.
Terceira sentença: você deve perceber o advérbio de negação
antes do verbo (não tem...). Por isso o pronome oblíquo substituto deverá
surgir numa posição proclítica: não o têm.
Resposta – A

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Alguns pontos precisam ser ressaltados neste momento:

1 – O particípio não admite ênclise.

Dada-me a resposta, calei-me. (errado)


Dada a mim a resposta, calei-me. (certo)

2 – O futuro do presente e o futuro do pretérito também não admitem ênclise.

Direi-te a verdade. (errado)


Dir-te-ei a verdade (certo)

3 – O numeral ambos, quando sujeito, também atrai o pronome oblíquo átono.

Ambos se casarão amanhã.

4 – É licita a próclise ou a ênclise quando o infinitivo estiver precedido de


preposição ou palavra negativa.

Estou aqui para te servir (ou servir-te).


Meu desejo era não o incomodar (ou incomodá-lo).

5 – Quando o infinitivo vier precedido pela preposição a, a próclise não será


possível se o pronome for o ou a.

Estamos a contemplá-la.
Se soubesse, não continuaria a lê-lo.
Começou a lhe ensinar português (ou ensinar-lhe).

Até agora, a posição do pronome oblíquo átono levou em conta a


existência de apenas um verbo. Veja a seguir como empregá-los em relação a
uma locução verbal (verbo auxiliar + verbo principal).

a) Verbo auxiliar + infinitivo


Ex.: Eu devo-lhe fazer um favor. (ênclise do verbo auxiliar)
Eu devo fazer-lhe um favor. (ênclise do verbo principal)
Eu não lhe devo fazer um favor. (próclise do verbo auxiliar; a palavra
atrativa impede a ênclise)

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Eu não devo fazer-lhe um favor. (ênclise do verbo principal; o advérbio


“não” é insuficiente para impedi-la)

b) Verbo auxiliar + preposição + infinitivo


Ex.: Os jovens deixaram de se falar. (próclise do principal)
Os jovens deixaram de falar-se. (ênclise do principal)

c) Verbo auxiliar + gerúndio


Ex.: Estou-lhe obedecendo. (ênclise do auxiliar)
Estou obedecendo-lhe. (ênclise do principal)
Não lhe estou obedecendo. (próclise do auxiliar, em virtude da palavra
atrativa, que impede a ênclise)
Não estou obedecendo-lhe. (ênclise do principal; distante, o advérbio
perde sua força atrativa)

d) Verbo auxiliar + particípio


Ex.: Havia-me levado ao cinema. (ênclise do auxiliar; não é possível a ênclise
do verbo principal por estar ele no particípio)
Não me havia levado ao cinema. (próclise do auxiliar, em virtude do
advérbio de negação)

Devo esclarecer ainda que, na fala brasileira (diferentemente do


que ocorre na tradição lusitana), os pronomes oblíquos átonos tendem a ficar
“solto” entre o verbo auxiliar e o principal, formando a próclise deste, como
atestam os exemplos abaixo, extraídos de excelentes escritores modernos.

a) “Mas agora já sabemos nos defender” (Guimarães Rosa)


b) “Meus olhos iam se enchendo de água.” (Raquel de Queirós)
c) “A conversa na mesa teria lhe dado suficiente prestígio para isso?” (Jorge
Amado)

Agora é hora de praticar!

16. (FCC/TRE-PE/Técnico Judiciário/Área Administrativa/2011)

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...nem por isso deixa de cultuar Delacroix...


Cézanne admira a maestria plástica de Rubens...
...já encontramos a chave do enigma cézanneano.

A substituição dos elementos grifados nas frases acima pelos pronomes


correspondentes, com os necessários ajustes, terá como resultado,
respectivamente:

(A) nem por isso deixa de cultuar-lhe / Cézanne a admira / já a encontramos.


(B) nem por isso deixa de cultuá-lo / Cézanne lhe admira / já lhe
encontramos.
(C) nem por isso deixa de lhe cultuar / Cézanne a admira / já
encontramos-na.
(D) nem por isso deixa de a cultuar / Cézanne lhe admira / já lhe
encontramos.
(E) nem por isso deixa de cultuá-lo / Cézanne a admira / já a encontramos.

Comentário – O verbo “cultuar” é transitivo direto, o que significa que o


pronome oblíquo “lhe” não pode ser o complemento dele (lhe funciona como
objeto indireto). Estão fora as letras A e C.
Semelhantemente, o verbo “admira” também é transitivo
direto e não admite o pronome “lhe”. Estão fora as letras B e D.
Correta está a última opção. Lembre-se de que os verbo
terminados em R, S e Z perdem essas letras e os pronomes oblíquos O e A
recebem a letra L: “cultuá-lo”. O verbo “encontramos” também é transitivo
direto, por isso o pronome oblíquo “a” está bem empregado. O detalhe é que o
advérbio de tempo “já” atrai o pronome, fazendo-o figurar em posição
proclítica.
Resposta – E

17. (FCC/TRE-SP/Analista Judiciário/Estatística/2012) Está INADEQUADO o


emprego do elemento sublinhado na frase:

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(A) No ônibus de viagem, ao qual recorro regularmente, sou quase uma ilha
em meio às mais variadas conexões.
(B) Ao contrário de outros tempos, já não é mais ao crepúsculo que me
atenho em minhas viagens.
(C) A conectividade está nos conduzindo a um destino com o qual ninguém se
arrisca a prever.
(D) As pessoas absortas em suas conexões parecem imergir numa espécie de
solidão com cujo sentido é difícil de atinar.
(E) O cronista considera que nossas necessidades permanentes, às quais
alude no último parágrafo, disfarçam-se em meio a tantas conexões.

Comentário – Você deve observar a regência do termo posterior ao pronome


relativo e, caso haja necessidade de preposição, empregá-la antes do termo
que serve de complemento. Normalmente, o examinador até emprega uma
preposição no lugar adequado, mas erra na escolha dessa preposição.
Alternativa A: correta. Quem recorre recorre a algo ou a
alguém.
Alternativa B: correta. Quem se atém se atém a algo ou a
alguém.
Alternativa C: incorreta. Quem prevê prevê algo. Não há
necessidade de preposição.
Alternativa D: correta. O verbo atinar pode reger seu
complemento com as seguintes preposições: com, em e para.
Alternativa E: correta. Quem alude alude a algo ou a alguém.
Resposta – C

18. (FCC/TRE-SP/Analista Judiciário/Análise de Sistemas/2012) A


conectividade está na ordem do dia, não há quem dispense a
conectividade, seja para testar o alcance da conectividade, seja para alçar
a conectividade ao patamar dos valores absolutos.

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Evitam-se as viciosas repetições do texto acima substituindo-se os


elementos sublinhados, na ordem dada, por:

(A) lhe dispense - testá-la o alcance - alçá-la


(B) a dispense - lhe testar o alcance - alçá-la
(C) a dispense - a testar no seu alcance - lhe alçar
(D) dispense-a - testá-la o alcance - alçá-la
(E) dispense-lhe - lhe testar o alcance - lhe alçar

Comentário – No primeiro trecho sublinhado, temos um verbo transitivo


direto (“dispense”) seguido de objeto direto (“a conectividade”). Portanto o
pronome oblíquo lhe, que funciona sintaticamente como objeto indireto ao
completar sentido de verbo, está descartado. Elimine as alternativas A e E.
Agora, observe a presença do pronome “quem”, pois ele atrai
o pronome oblíquo a, constituindo um caso de próclise obrigatória. Despreze,
então, a alternativa D.
A opção C também pode ser prontamente descartada. Note
que o pronome oblíquo “lhe” está substituindo erroneamente o termo “a
conectividade” no último trecho sublinhado. Trata-se de um objeto direto,
função que o pronome oblíquo lhe está impedido de exercer.
Vale a pena comentar o emprego do pronome “lhe” para
substituir o termo “da conectividade”, no segundo trecho sublinhado. Além de
funcionar como objeto indireto, esse pronome pode funcionar como adjunto
adnominal, expressando sentido de posse. De quem é o alcance? O alcance é
da conectividade (= lhe).
Resposta – B

19. (FCC/TRT-6ª Região (PE)/Técnico Judiciário/Área Administrativa/2012)


Levando-se em conta as alterações necessárias, o termo grifado foi
substituído corretamente por um pronome em:

(A) A Inveja habita o fundo de um vale = habitá-lo

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(B) jamais se acende o fogo = lhe acende


(C) serviu de modelo a todos = serviu-os
(D) infectar a jovem Aglauros = infectá-la
(E) ao dilacerar os outros = dilacerar-lhes

Comentário – Primeiramente, você deve identificar as funções sintáticas


exercidas pelos termos sublinhados. Depois, analise a substituição proposto.
Lembre-se de que o lhe funciona como objeto indireto; o e a, como objeto
direto.
Alternativa A: incorreta. O certo é habita-o. Somente quando
o verbo terminar em -r, -s ou -z é que os pronomes o e a receberam a letra l
(-lo, -la). Exemplo: cortar + a = cortá-la (o acento agudo foi empregado
porque a forma verbal passa a ser analisada como uma oxítona terminada em
a).
Alternativa B: incorreta. O termo funciona como sujeito
paciente da voz passiva sintética. Portanto não é possível a substituição pelo
pronome “lhe”.
Alternativa C: incorreta. O termo destacado é objeto indireto,
portanto não admite o pronome oblíquo “os”.
Alternativa D: correta. O termo destacado é o objeto direto do
verbo “infectar” (perceba a terminação: –r, que desaparece e faz surgir a letra
“l”).
Alternativa E: incorreta. Por funcionar como objeto direto do
verbo, o termo indicado não pode ser substituído pelo pronome “lhe”. O certo é
diracerá-los.
Resposta – D

20. (FCC/MPE-PE/Analista Ministerial/Área Jurídica/2012) Ao se substituir um


elemento de determinado segmento do texto, o pronome foi empregado
de modo INCORRETO em:

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(A) e mantém seu ser = e lhe mantém


(B) é dedicado [...] a uma mulher = lhe é dedicado
(C) reviver acontecimentos passados = revivê-los
(D) para criar uma civilização comum = para criá-la
(E) que provê o fundamento = que o provê

Comentário – Você precisa fazer a relação entre a regência verbal e seu


complemento para verificar se o pronome usado em substituição está bem
empregado.
Assim, incorreto está o uso do pronome “lhe” em substituição
ao objeto direto do verbo “mantém”, o termo “seu ser”, na primeira opção. O
correto é: e mantém-no. Só um detalhe: quando a terminação verbal é
formada pelos sons nasais indicados por am, em, ão e õe, o pronome oblíquo
recebe a letra n: abrem-nos, vão-nos.
Resposta – A

21. (FCC/2015/MANAUSPREV/Analista Previdenciário) Considere:

recuperar esse valor intrínseco


mostram numerosas oportunidades
compreender seus mecanismos

Fazendo-se as alterações necessárias, os segmentos sublinhados acima


foram corretamente substituídos por um pronome, na ordem dada, em:
a) o recuperar – mostram-lhes –os compreender
b) lhe recuperar – as mostram – compreendê-los
c) recuperar-lhe – mostram-nas – compreender-lhes
d) recuperá-lo – mostram-nas – compreendê-los
e) recuperá-lo – lhes mostram – lhes compreender
Comentário – Você não precisa do texto para responder a esta questão.
Observe que, no primeiro e no último segmento, as formas verbais terminam
com “r” e o complemento delas é um objeto direto. Então, o “r” desaparece e o

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pronome oblíquo ganha a letra “l”: recuperá-lo; compreendê-los. Já no


segundo segmento, a forma verbal termina com som nasal (“am”). Sendo
assim, ei a substituição correta: mostram-nas.
Resposta – D

22. (FCC/MPE-AP/Promotor de Justiça/2012) Ao se substituir um elemento de


determinado segmento do texto, o pronome foi empregado de modo
INCORRETO em:

(A) e têm a convicção = e têm-na


(B) que demonstra toda sua potência = que lhe demonstra

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(C) alagam as planícies = alagam-nas


(D) só resta aos homens = só lhes resta
(E) providenciar barreiras e diques = providenciá-los

Comentário – O único emprego incorreto está na alternativa B. O verbo


“demonstra” é transitivo direto; seu objeto direto é “toda sua potência”.
Portanto o pronome que deveria ser empregado é o pronome oblíquo a: que a
demonstra. O pronome oblíquo lhe, na função de complemento verbal,
representa objeto indireto, como ocorre acertadamente na alternativa D.
Alternativa A: certa. O pronome oblíquo “a” recebeu a letra
“n” porque a forma verbal termina em som nasal, à semelhança do que ocorre
na alternativa C.
Alternativa E: certa. O pronome oblíquo “os” recebe a letra “l”
porque o verbo “providenciar” termina com “r”. Essa letra desaparece e a
palavra passa a ser analisada como oxítona terminada em a. Portanto deve ser
acentuada.
Resposta – B

23. (FCC/MPE-AP/Técnico Ministerial/Auxiliar Administrativo) ...relataram o


descobrimento de continentes, alimentaram amores impossíveis...

Os elementos grifados estão corretamente substituídos por pronomes em:


(A) relataram-no - alimentaram-nos
(B) relataram-no - alimentaram-lhes
(C) o relataram - alimentaram-os
(D) os relataram - lhes alimentaram
(E) relataram-lhe - os alimentaram

Comentário – De olho nos verbos “relataram” e “alimentaram”: eles são


transitivos diretos e terminam com som nasal. Os dois elementos sublinhados
funcionam como objetos diretos. O primeiro, com núcleo no singular

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(“descobrimento”), deve ser substituído por “no”. O segundo, com núcleo no


plural (“amores”), deve ser substituído por “nos”.
Resposta – A

[...]

24. (FCC/TRT-6ª Região (PE)/Técnico Judiciário/Área Administrativa/2012)


Isso irritou Palas Atena, que já detestava a jovem porque esta a
espionara em outra ocasião. Não admitia que a mortal fosse
recompensada por outro deus; decide vingar- se, e a vingança é terrível:
Palas Atena vai à morada da Inveja e ordena-lhe que vá infectar a jovem
Aglauros.

De acordo com o contexto, os pronomes grifados acima se referem,


respectivamente, à atitude de Aglauros e a Palas Atena.

Comentário – Aqui, o uso dos pronomes teve como finalidade estabelecer a


coesão entre os elementos do texto. O primeiro pronome destacado retoma a
atitude de Aglauros: concorda, mas faz exigência – o que irrita Palas Atena. O
segundo faz referência a Palas Atena. A ideia é a seguinte: Palas Atena (=
“que”, pronome relativo) já detestava Aglauros (= “a jovem”) porque Aglauros
(= “esta”) espionara Palas Atenas (= “a”) em outra ocasião.

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Resposta – Item certo.

25. (FCC/MPE-PE/Técnico Ministerial/Área Administrativa/2012) Havia um


tema urgente ...... Churchill precisava lidar enquanto era secretário da
guerra: os constantes problemas da Irlanda.

Preenche corretamente a lacuna da frase acima:


(A) nos quais
(B) do qual
(C) com o qual
(D) ao qual
(E) para os quais

Comentário – A questão trata do emprego de pronome relativo. Em casos


assim, devemos prestar atenção na regência do verbo que surge após o
pronome, na mesma oração da qual ambos são partes integrantes.
O pronome relativo “o qual” retoma “tema urgente” e funciona
como complemento do verbo “lidar”. Pense: lidar com o quê?; lidar com o
tema urgente. Notou que a preposição introduz o complemento do verbo?
Logo, a construção deve ser esta: ...com o qual Churchill precisava lidar...
Resposta – C

26. (FCC/TRE-SP/Técnico Judiciário/2012) Na arte dos mamulengos,


tornaram-se célebres alguns artistas, ......... .

Preenche corretamente a lacuna da frase acima:


(A) do nome deles que todos lembram
(B) de cujo nome todos se lembram
(C) cujo o nome todos lembram
(D) deles todos lembram os nomes
(E) do qual os nomes se lembram de todos

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Comentário – Você precisa notar a relação de pertencimento que existe entre


os termos “alguns artistas” e “nome”: o nome dos artistas. Esse tipo de
relação entre os termos antecedente e consequente só é estabelecida pelo
pronome relativo cujo. Mas isso não é tudo. Observe ainda dois aspectos: a
regência do verbo que surge após o relativo: quem se lembra se lembra de
algo (a preposição deve ser empregada antes do pronome); e a
impossibilidade de haver artigo antes e depois do cujo (o cujo, cujo o).
Portanto a sentença corretamente escrita deve ser esta: Na arte dos
mamulengos, tornaram-se célebres alguns artistas, de cujo nome todos se
lembram. Em outras palavras, a informação é a seguinte: todos se lembram
do nome de alguns artistas.
Resposta – B

27. (FCC/TCE-AM/ACE/Auditoria de Obras Públicas/2012) À época de Nabuco,


os Estados Unidos despontavam já como um país poderoso, o moralismo
desse país representando, no entanto, um entrave para que se
promovesse nesse país uma disputa eleitoral em alto nível.

Evita-se a viciosa repetição de palavras na frase acima substituindo-se, de


modo adequado, as expressões sublinhadas, respectivamente, por:
(A) cujo moralismo representaria - lá se promovesse
(B) aonde o moralismo representa - ali se promova
(C) no qual o moralismo representasse – neles se promovam
(D) em cujo moralismo representa-se – neste se promovesse
(E) conquanto seu moralismo representa - lá se promova

Comentário – Observe a relação de pertencimento existente “moralismo” e


“Estados Unidos” (termo retomado anaforicamente pela expressão “desse
país”). Qual o pronome que expressa essa relação entre os termos
antecedente e consequente? Acertou se você disse “cujo”. Isso nos ajuda a
eliminar as alternativas B, C e E. O que dizer agora da alternativa D, que

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também apresenta o pronome “cujo”. Repare a preposição “em” antes do


pronome. A relação sintática do segmento não apresenta termo posterior ao
pronome relativo que exija, por conta de sua regência, o emprego de tal
preposição. Além disso, na sequência não faz sentido o uso do pronome
“neste”. Veja: ...para que neste se promovesse... Neste o quê? – pergunto eu
a você. Lembre-se também de que (n)este faz referência ao que vai ser dito
(coesão catafórica). Portanto a primeira alternativa realmente é a única que
serve como resposta. O advérbio “lá” funciona como elemento de coesão e
aponta para “Estados Unidos”.
Resposta – A

28. (FCC/TCE-AM/Analista de Controle Externo/2012) O que caracteriza essa


luta é a crueza da publicidade a que todos os que entram nela estão
expostos.

A frase acima permanecerá correta caso se substituam os elementos


sublinhados, respectivamente, por:
a) de que - se confrontarão
b) pela qual - se sujeitarão
c) com a qual - não resistirão
d) à qual - estão sujeitos
e) de cuja - estão submetidos

Comentário – Em “a que”, temos preposição e pronome relativo. A preposição


foi exigida pelo particípio “expostos” (exposto a quê?). O pronome relativo
retoma o antecedente “crueza”.
Para “matar” a questão você precisa notar a regência da
expressão que substituirá o termo “expostos”, pois a preposição é fundamental
nesse caso:
– quem se confrontará se confrontará com...;
– quem se sujeitará se sujeitará a...;

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– quem não resistirá não resistirá a...;


– quem está sujeito está sujeito a... (eis aqui uma boa
indicação da resposta);
– quem está submetido está submetido a...
Sabemos que o relativo que pode ser substituído por a qual,
as quais, o qual e os quais. Como o referente do pronome está no feminino
singular, a troca adequada é por a qual – o que faz surgir a crase: a + a qual
= à qual.
Note-se também que o relativo que não é substituído por cujo.
Isso nos permite eliminar prontamente a opção E.
Resposta – D

29. (FCC/TRF-5ª Região/Técnico Judiciário/2013) O segmento grifado foi


substituído por um pronome de modo INCORRETO em:

a) publicou Um estudo em vermelho = o publicou


b) fazer as pessoas acreditarem = fazê-las acreditarem
c) resolveu tentar a sorte = resolveu tentá-la
d) citar os três detetives fictícios mais famosos = citar- lhes
e) tivera mais sucesso na medicina = tivera-o

Comentário – A incorreção encontra-se na letra D. O verbo “citar” é transitivo


direto (citar quem/o quê). Seu complemento deve ser um objeto direto. O
pronome oblíquo lhe não desempenha essa função sintática, mas sim a de
objeto indireto. Eis a correção: citá-los.
Resposta – D

30. (FCC/2014/Metrô-SP/Administrador) Estão plenamente adequados o


emprego e a colocação dos pronomes na frase:

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a) Ao falar sobre viagens de metrô e avião, lhes notou o autor certa


semelhança, o que o permitiu estabelecer algumas analogias entre as
mesmas.
b) Ninguém sabe por que ele se vale tanto do celular, utilizando-lhe mesmo
em viagens rápidas de metrô.
c) Olhando as nuvens pela janela do avião, vemo-las passar como se as
afugentassem as asas da aeronave.
d) Uma viagem por dentro de nós - somente realizamo-na quando dispostos
a ficar sós conosco mesmos.
e) A razão por que ela não dispõe-se à prática da interiorização é o receio de
que isso obrigue-lhe a enfrentar seus fantasmas.

Comentário – Alternativa A: errada. O pronome “lhes” não pode iniciar a


oração, por oblíquo átono. Também o pronome “mesmas” está empregado
inadequadamente. Ele não pode substituir nomes. O certo seria, por exemplo,
“estabelecer algumas analogias entre elas”.
Alternativa B: errada. O verbo “utilizando” pede um objeto
direto como complemento. O “lhe” não pode desempenhar essa função
sintática. Eis a correção “utilizando-o”.
Alternativa C: certa. O verbo ver pede objeto direto como seu
complemento. Essa função é exercida pela forma “las”, que substitui “as
nuvens”. Quando um verbo termina com R, S ou Z, os pronomes O e A
assumem as formas LA e LO (no singular ou plural conforme o caso).
Alternativa D: errada. A palavra “somente” atrai o pronome
obliquo representado pela forma “na”. Trata-se de um caso obrigatório de
próclise: “somente a realizamos”.
Alternativa E: errada. Primeiro erro: o pronome “se” deve ser
empregado antes do verbo, atraído pelo advérbio “não”: “não se dispõe”.
Segundo erro: o pronome “lhe” não pode funcionar como objeto direto. Melhor
seria o seguinte: “que isso a obrigue a enfrentar seus fantasmas”.
Resposta – C

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Mais adiante estão as questões comentadas nesta aula. O gabarito


vem logo depois, sem os comentários.
Fique com Deus e bons estudos!

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Lista das Questões Comentadas

1. (FCC/TRT-1ª Região (RJ)/Técnico Judiciário/2013) A substituição do


elemento grifado pelo pronome correspondente, com os necessários
ajustes, foi realizada de modo INCORRETO em:
(A) acreditava incutir o ardor = acreditava incuti-lo
(B) Nada superará a beleza = Nada lhe superará
(C) não correspondera a seu sonho = não lhe correspondera
(D) resolve o problema da vida = resolve-o
(E) para ilustrar essa perplexidade = para ilustrá-la

2. (FCC/TRT-18ª Região (GO)/Analista Judiciário/2013) A substituição do


elemento grifado pelo pronome correspondente foi realizada de modo
INCORRETO em:
(A) sem levar em consideração os rótulos = sem levá-los em consideração
(B) capaz de abstrair um conceito geral = capaz de abstraí-lo
(C) suprissem suas necessidades = suprissem-nas
(D) conferem “consciência” a criaturas = conferem-lhes consciência
(E) que reconhecem seus parentes consanguíneos = que lhes reconhecem

3. (FCC/AL-PE/Analista Legislativo/Comunicação Social/2014) Considerada a


norma culta escrita, há correta substituição de estrutura nominal por
pronome em:
a) Agradeço antecipadamente sua resposta // Agradeço-lhes
antecipadamente.
b) do verbo fabricar se extraiu o substantivo fábrica. // do verbo fabricar se
extraiu-lhe.
c) não faltam lexicógrafos // não faltam-os.
d) Gostaria de conhecer suas considerações // Gostaria de conhecê-las.

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e) incluindo a palavra ‘aguardo’ // incluindo ela.

4. (FCC/PGE-BA/Assistente de Procuradoria/2013) Considere: Os passageiros


do ônibus ...... as muitas pessoas viajavam, tinham ...... celulares que
ficavam ligados. Usavam ...... aparelhos para falar em voz alta com os
amigos, perturbando os que desejavam viajar em paz; ...... perdiam o
sossego e ...... os ignoravam.

Preenchem, adequadamente, as respectivas lacunas do texto, os


seguintes pronomes:

(A) onde - delas - tais - estes - aqueles


(B) no qual - delas - esses - aqueles - estes
(C) que - seus - esses - eles - aqueles
(D) em que - seus - esses - estes - aqueles
(E) cujas - delas - tais - aqueles - esses

Na margem esquerda do rio Amazonas, entre Manaus e Itacoatiara, foram


encontrados vestígios de inúmeros sítios indígenas pré-históricos. O que
muitos de nós não sabemos é que ainda existem regiões ocultas situadas no
interior da Amazônia e um povo, também desconhecido, que teria vivido por
aquelas paragens, ainda hoje não totalmente desbravadas.

Em 1870, o explorador João Barbosa Rodrigues descobriu uma grande


necrópole indígena contendo vasta gama de peças em cerâmica de incrível
perfeição; teria sido construída por uma civilização até então desconhecida em
nosso país. Utilizando a língua dos índios da região, ele denominou o sítio de
Miracanguera. A atenção do pesquisador foi atraída primeiramente por uma
vasilha de cerâmica, propriedade de um viajante. Este informante disse tê-la
adquirido de um mestiço, residente na Vila do Serpa (atual Itacoatiara), que
dispunha de diversas peças, as quais teria recolhido na Várzea de Matari.

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Barbosa Rodrigues suspeitou que poderia se tratar de um sítio arqueológico de


uma cultura totalmente diferente das já identificadas na Amazônia.

Em seu interior as vasilhas continham ossos calcinados, demonstrando que a


maioria dos mortos tinham sido incinerados. De fato, a maior parte dos
despojos dos miracangueras era composta de cinzas. Além das vasilhas
mortuárias, o pesquisador encontrou diversas tigelas e pratos utilitários, todos
de formas elegantes e cobertos por uma fina camada de barro branco, que os
arqueólogos denominam de “engobe", tão perfeito que dava ao conjunto a
aparência de porcelana. Uma parte das vasilhas apresentava curiosas
decorações e pinturas em preto e vermelho. Outro detalhe que surpreendeu o
pesquisador foi a variedade de formas existentes nos sítios onde escavou,
destacando-se certas vasilhas em forma de taças de pés altos, as quais
lembram congêneres da Grécia Clássica.
[...]
(Adaptado de: Museu Nacional do Rio de Janeiro. Disponível em: https://saemuseunacional.wordpress.com.
SILVA, Carlos Augusto da. A dinâmica do uso da terra nos locais onde há sítios arqueológicos:
o caso da comunidade Cai N'água, Maniquiri-AM / (Dissertação de Mestrado) - UFAM, 2010)

5. (FCC/2015/MANAUSPREV/Técnico Previdenciário)
...que os arqueólogos denominam de “engobe”... (3º parágrafo)
...onde escavou, destacando-se certas vasilhas... (3º parágrafo)
... que dispunha de diversas peças... (2º parágrafo)
Os pronomes sublinhados nas frases acima referem-se, respectivamente,
a:
a) tigelas e pratos utilitários - sítios - Vila do Serpa
b) fina camada de barro branco - formas - mestiço
c) formas elegantes - formas - Vila do Serpa
d) fina camada de barro branco - sítios - mestiço
e) tigelas e pratos utilitários - sítios - mestiço

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6. (FCC/2014/TRT-10ª Região (RJ)/Analista Judiciário) As expressões onde e


em cujo preenchem corretamente, na ordem dada, as lacunas da
seguinte frase:
a) ...... iriam os artistas da época, senão ao Rio, atrás do sucesso artístico
...... todos queriam alcançar e se realizar.
b) Rodado na cidade do Rio de Janeiro, ...... se viviam algumas tensões
políticas, o filme provocou um grande debate, ...... calor muita gente
mergulhou.
c) O filme Rio, 40 graus foi exibido no ano de 1955, ...... a atmosfera
política propiciaria um período de realizações ...... o maior responsável
seria o novo presidente da República.
d) Ao realizar Rio, zona norte, filme ...... Nelson Pereira dos Santos lançou
em 1957, o cineasta dava sequência a um filme anterior, ...... valor já
fora reconhecido.
e) O Rio era uma cidade ...... muitos buscavam para viver melhor, a capital
...... esplendor todos os cariocas se orgulhavam.

7. (FCC/2015/MANAUSPREV/Técnico Previdenciário) O elemento em


destaque está empregado corretamente em:
a) A árvore é símbolo recorrente com que fazemos uso para falar de meio
ambiente.
b) A natureza, por cuja preservação lutamos, nega-se, no entanto, a ser
domesticada.
c) Natureza e arte não são elementos estanques, esta faz a que melhor
compreendamos aquela.
d) Cada vez mais o mundo tecnológico nos afasta da natureza em que
fazemos parte.
e) As obras de arte de que se tenta retratar a natureza, emprestam-lhe voz
humana.

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8. (FCC/2014/TRT-16ª Região/Técnico Judiciário) O elemento em destaque


está empregado corretamente em:
a) Mais que o luxo do produto, é a aparência de luxo de que conta para os
consumidores.
b) Os produtos e as marcas permitem com que as pessoas adquiram a
visibilidade desejada.
c) A visibilidade é uma das características pelas quais se estrutura a
sociedade de consumo.
d) Quanto mais se tem a impressão em que se é visto com os novos
produtos, mais se quer adotá-los.
e) Nas sociedades por cuja ordem social é abalada com guerras, a
ostentação é particularmente visível.

9. (FCC/PGE-BA/Assistente de Procuradoria/2013) Os pronomes de


tratamento estão empregados corretamente em:
(A) Espera-se que, no Brasil, Sua Santidade, o Papa Francisco, seja recebido,
com o devido respeito, pelos jovens.
(B) O advogado assim se pronunciou perante o juiz: - Peço a Vossa Senhoria
que ouça o depoimento desta nova testemunha.
(C) Senhor Chefe do Departamento de Pessoal, dirijo-me a Vossa Excelência,
para solicitar o abono de minhas faltas.
(D) Vossa Majestade, a rainha da Inglaterra, foi homenageada por ocasião do
aniversário de seu reinado.
(E) Refiro-me ao Ilustríssimo Senhor, Cardeal de Brasília, ao enviar-lhe as
notícias do Conclave.

10. (FCC/PGE-BA/Assistente de Procuradoria/2013) Os pronomes estão


empregados corretamente em:

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(A) Se observa muita falta de educação nos ônibus onde, muitas vezes, se
desrespeita o direito de os passageiros viajarem em paz.
(B) Observa-se muita falta de educação nos ônibus onde desrespeita-se,
muitas vezes, o direito de os passageiros viajarem em paz.
(C) Se observa muita falta de educação nos ônibus onde, muitas vezes, não
respeita-se o direito de os passageiros viajarem em paz.
(D) Se observa muita falta de educação nos ônibus em que não respeita-se,
muitas vezes, o direito de os passageiros viajarem em paz.
(E) Observa-se muita falta de educação nos ônibus em que, muitas vezes,
não se respeita o direito de os passageiros viajarem em paz.

11. (FCC/PGE-BA/Assistente de Procuradoria/2013) A boa educação dos filhos


deve começar em casa, mas, se os pais ......, como poderão ...... uma
educação adequada, para ...... a um melhor convívio social.
A alternativa que preenche corretamente as lacunas é:
(A) não tiveram ela - transmitir a eles - capacitar-lhes
(B) não a tiveram - transmitir a eles - capacitar-lhes
(C) não lha tiveram - transmitir-lhe - capacitá-los
(D) não a tiveram - transmitir-lhes - capacitá-los
(E) não tiveram-na - transmitir-lhes - capacitar-lhes

12. (FCC/2014/Sefaz-RJ/Auditor Fiscal da Receita Estadual) Ao se defrontar


com a História, Saramago submete a História a uma rigorosa análise,
considerando a História como um discurso, atribuindo à História certo
caráter ficcional, que compromete a transparência da História.
Evitam-se as viciosas repetições do texto acima substituindo-se os
elementos sublinhados, na ordem dada, por:
a) submete-lhe - a considerando - atribuindo-a - compromete-lhe a
transparência

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b) submete-a - considerando-a - atribuindo-lhe - lhe compromete a


transparência
c) lhe submete - considerando-a - atribuindo-lhe - compromete-lhe a
transparência
d) a submete - considerando-lhe - atribuindo-a - lhe compromete a
transparência
e) submete-a - a considerando - atribuindo-na - lhe compromete a
transparência

13. (FCC/2014/AL-PE/Analista Legislativo) Considerada a norma culta escrita,


há correta substituição de estrutura nominal por pronome em:
a) Agradeço antecipadamente sua resposta // Agradeço-lhes
antecipadamente.
b) do verbo fabricar se extraiu o substantivo fábrica. // do verbo fabricar
se extraiu-lhe.
c) não faltam lexicógrafos // não faltam-os.
d) Gostaria de conhecer suas considerações // Gostaria de conhecê-las.
e) incluindo a palavra ‘aguardo’ // incluindo ela.

14. (FCC/2015/TCM-GO/ACE) Formam-se grupos de alunos nas escolas. O


que determina esses grupos não é uma orientação formal; o que constitui
esses grupos, o que traça os contornos desses grupos, são as afinidades
individuais.
Evitam-se as viciosas repetições do texto acima substituindo-se os
elementos sublinhados, na ordem dada, por
a) determina-os - constitui-os - os traça contornos
b) lhes determina - lhes constitui - traça-lhes os contornos
c) os determina - constitui-lhes - os traça seus contornos
d) os determina - os constitui - lhes traça os contornos

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e) determina-lhes - os constitui - traça a seus contornos

Mas é possível retirar uma segunda conclusão...(8º parágrafo)


... pode relembrar ao mundo algumas vergonhas...(último parágrafo)
... não têm final feliz. (último parágrafo)

15. (FCC/2015/TRT-15ª Região/Analista Judiciário) Os segmentos sublinhados


acima são corretamente substituídos por pronomes em:
a) retirá-la - relembrar-lhe - o têm
b) retirá-la - relembrá-las - têm-no
c) retirar-lhe - lhe relembrar - têm-no
d) a retirar - relembrá-lo - o têm
e) lhe retirar - o relembrar - o têm

16. (FCC/TRE-PE/Técnico Judiciário/Área Administrativa/2011)

...nem por isso deixa de cultuar Delacroix...


Cézanne admira a maestria plástica de Rubens...
...já encontramos a chave do enigma cézanneano.

A substituição dos elementos grifados nas frases acima pelos pronomes


correspondentes, com os necessários ajustes, terá como resultado,
respectivamente:

(A) nem por isso deixa de cultuar-lhe / Cézanne a admira / já a encontramos.


(B) nem por isso deixa de cultuá-lo / Cézanne lhe admira / já lhe
encontramos.
(C) nem por isso deixa de lhe cultuar / Cézanne a admira / já
encontramos-na.
(D) nem por isso deixa de a cultuar / Cézanne lhe admira / já lhe
encontramos.
(E) nem por isso deixa de cultuá-lo / Cézanne a admira / já a encontramos.

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17. (FCC/TRE-SP/Analista Judiciário/Estatística/2012) Está INADEQUADO o


emprego do elemento sublinhado na frase:

(A) No ônibus de viagem, ao qual recorro regularmente, sou quase uma ilha
em meio às mais variadas conexões.
(B) Ao contrário de outros tempos, já não é mais ao crepúsculo que me
atenho em minhas viagens.
(C) A conectividade está nos conduzindo a um destino com o qual ninguém se
arrisca a prever.
(D) As pessoas absortas em suas conexões parecem imergir numa espécie de
solidão com cujo sentido é difícil de atinar.
(E) O cronista considera que nossas necessidades permanentes, às quais
alude no último parágrafo, disfarçam-se em meio a tantas conexões.

18. (FCC/TRE-SP/Analista Judiciário/Análise de Sistemas/2012) A


conectividade está na ordem do dia, não há quem dispense a
conectividade, seja para testar o alcance da conectividade, seja para alçar
a conectividade ao patamar dos valores absolutos.

Evitam-se as viciosas repetições do texto acima substituindo-se os


elementos sublinhados, na ordem dada, por:

(A) lhe dispense - testá-la o alcance - alçá-la


(B) a dispense - lhe testar o alcance - alçá-la
(C) a dispense - a testar no seu alcance - lhe alçar
(D) dispense-a - testá-la o alcance - alçá-la
(E) dispense-lhe - lhe testar o alcance - lhe alçar

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19. (FCC/TRT-6ª Região (PE)/Técnico Judiciário/Área Administrativa/2012)


Levando-se em conta as alterações necessárias, o termo grifado foi
substituído corretamente por um pronome em:

(A) A Inveja habita o fundo de um vale = habitá-lo


(B) jamais se acende o fogo = lhe acende
(C) serviu de modelo a todos = serviu-os
(D) infectar a jovem Aglauros = infectá-la
(E) ao dilacerar os outros = dilacerar-lhes

20. (FCC/MPE-PE/Analista Ministerial/Área Jurídica/2012) Ao se substituir um


elemento de determinado segmento do texto, o pronome foi empregado
de modo INCORRETO em:

(A) e mantém seu ser = e lhe mantém


(B) é dedicado [...] a uma mulher = lhe é dedicado
(C) reviver acontecimentos passados = revivê-los
(D) para criar uma civilização comum = para criá-la
(E) que provê o fundamento = que o provê

21. (FCC/2015/MANAUSPREV/Analista Previdenciário) Considere:

recuperar esse valor intrínseco


mostram numerosas oportunidades
compreender seus mecanismos

Fazendo-se as alterações necessárias, os segmentos sublinhados acima


foram corretamente substituídos por um pronome, na ordem dada, em:
a) o recuperar – mostram-lhes –os compreender
b) lhe recuperar – as mostram – compreendê-los
c) recuperar-lhe – mostram-nas – compreender-lhes
d) recuperá-lo – mostram-nas – compreendê-los

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Português para o TRT-23ª Região (Teoria e Exercícios)
Aula 1 – Pronomes
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e) recuperá-lo – lhes mostram – lhes compreender

22. (FCC/MPE-AP/Promotor de Justiça/2012) Ao se substituir um elemento de


determinado segmento do texto, o pronome foi empregado de modo
INCORRETO em:

(A) e têm a convicção = e têm-na


(B) que demonstra toda sua potência = que lhe demonstra
(C) alagam as planícies = alagam-nas
(D) só resta aos homens = só lhes resta
(E) providenciar barreiras e diques = providenciá-los

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Português para o TRT-23ª Região (Teoria e Exercícios)
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23. (FCC/MPE-AP/Técnico Ministerial/Auxiliar Administrativo) ...relataram o


descobrimento de continentes, alimentaram amores impossíveis...

Os elementos grifados estão corretamente substituídos por pronomes em:


(A) relataram-no - alimentaram-nos
(B) relataram-no - alimentaram-lhes
(C) o relataram - alimentaram-os
(D) os relataram - lhes alimentaram
(E) relataram-lhe - os alimentaram

[...]

24. (FCC/TRT-6ª Região (PE)/Técnico Judiciário/Área Administrativa/2012)


Isso irritou Palas Atena, que já detestava a jovem porque esta a
espionara em outra ocasião. Não admitia que a mortal fosse
recompensada por outro deus; decide vingar- se, e a vingança é terrível:
Palas Atena vai à morada da Inveja e ordena-lhe que vá infectar a jovem
Aglauros.

De acordo com o contexto, os pronomes grifados acima se referem,


respectivamente, à atitude de Aglauros e a Palas Atena.

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25. (FCC/MPE-PE/Técnico Ministerial/Área Administrativa/2012) Havia um


tema urgente ...... Churchill precisava lidar enquanto era secretário da
guerra: os constantes problemas da Irlanda.

Preenche corretamente a lacuna da frase acima:


(A) nos quais
(B) do qual
(C) com o qual
(D) ao qual
(E) para os quais

26. (FCC/TRE-SP/Técnico Judiciário/2012) Na arte dos mamulengos,


tornaram-se célebres alguns artistas, ......... .

Preenche corretamente a lacuna da frase acima:


(A) do nome deles que todos lembram
(B) de cujo nome todos se lembram
(C) cujo o nome todos lembram
(D) deles todos lembram os nomes
(E) do qual os nomes se lembram de todos

27. (FCC/TCE-AM/ACE/Auditoria de Obras Públicas/2012) À época de Nabuco,


os Estados Unidos despontavam já como um país poderoso, o moralismo
desse país representando, no entanto, um entrave para que se
promovesse nesse país uma disputa eleitoral em alto nível.

Evita-se a viciosa repetição de palavras na frase acima substituindo-se, de


modo adequado, as expressões sublinhadas, respectivamente, por:
(A) cujo moralismo representaria - lá se promovesse
(B) aonde o moralismo representa - ali se promova

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(C) no qual o moralismo representasse – neles se promovam


(D) em cujo moralismo representa-se – neste se promovesse
(E) conquanto seu moralismo representa - lá se promova

28. (FCC/TCE-AM/Analista de Controle Externo/2012) O que caracteriza essa


luta é a crueza da publicidade a que todos os que entram nela estão
expostos.

A frase acima permanecerá correta caso se substituam os elementos


sublinhados, respectivamente, por:
a) de que - se confrontarão
b) pela qual - se sujeitarão
c) com a qual - não resistirão
d) à qual - estão sujeitos
e) de cuja - estão submetidos

29. (FCC/TRF-5ª Região/Técnico Judiciário/2013) O segmento grifado foi


substituído por um pronome de modo INCORRETO em:

a) publicou Um estudo em vermelho = o publicou


b) fazer as pessoas acreditarem = fazê-las acreditarem
c) resolveu tentar a sorte = resolveu tentá-la
d) citar os três detetives fictícios mais famosos = citar- lhes
e) tivera mais sucesso na medicina = tivera-o

30. (FCC/2014/Metrô-SP/Administrador) Estão plenamente adequados o


emprego e a colocação dos pronomes na frase:

a) Ao falar sobre viagens de metrô e avião, lhes notou o autor certa


semelhança, o que o permitiu estabelecer algumas analogias entre as
mesmas.

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b) Ninguém sabe por que ele se vale tanto do celular, utilizando-lhe mesmo
em viagens rápidas de metrô.
c) Olhando as nuvens pela janela do avião, vemo-las passar como se as
afugentassem as asas da aeronave.
d) Uma viagem por dentro de nós - somente realizamo-na quando dispostos
a ficar sós conosco mesmos.
e) A razão por que ela não dispõe-se à prática da interiorização é o receio de
que isso obrigue-lhe a enfrentar seus fantasmas.

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Gabarito das Questões Comentadas

1. B 29. D
2. E 30. C
3. D
4. D
5. D
6. B
7. B
8. C
9. A
10. E
11. D
12. B
13. D
14. D
15. A
16. E
17. C
18. B
19. D
20. A
21. D
22. B
23. A
24. Item certo
25. C
26. B
27. A
28. D

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