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Cristina Carapeto

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Recuperação de Solos Contaminados

Como vimos anteriormente, o solo é um corpo vivo, de grande complexidade e muito dinâmico.
Tem como componentes principais a fase sólida (matéria mineral e matéria orgânica), e a água
e o ar na designada componente "não sólida". O solo deve ser encarado como uma interface
entre o ar e a água (entre a atmosfera e a hidrosfera), sendo imprescindível à produção de
biomassa. Assim, o solo não é inerte, o mero local onde assentamos os pés, o simples suporte
para habitações e outras infra-estruturas indispensáveis ao Homem, o seu "caixote do lixo"!.
Sempre que lhe adicionamos qualquer substância estranha, estamos a poluir o solo e, direta ou
indiretamente, a água e o ar.

O uso da terra para centros urbanos, para as atividades agrícola, pecuária e industrial tem tido
como conseqüência elevados níveis de contaminação. De facto, aos usos referidos associam-
se, geralmente, descargas acidentais ou voluntárias de poluentes no solo e águas, deposição
não controlada de produtos que podem ser resíduos perigosos, lixeiras e/ou aterros sanitários
não controlados, deposições atmosféricas resultantes das várias atividades, etc. Assim, ao
longo dos últimos anos, têm sido detectados numerosos casos de contaminação do solo em
zonas, quer urbanas, quer rurais.

A contaminação do solo tem-se tornado uma das preocupações ambientais, uma vez que,
geralmente, a contaminação interfere no ambiente global da área afetada (solo, águas
superficiais e subterrâneas, ar, fauna e vegetação), podendo mesmo estar na origem de
problemas de saúde pública.

Regra geral, a contaminação do solo torna-se problema quando:

• há uma fonte de contaminação;


• há vias de transferência de poluentes que viabilizam o alargamento da área
contaminada;
• há indivíduos e bens ameaçados por essa contaminação.

O problema pode ser resolvido por:

• remoção dos indivíduos e/ou bens ameaçados;


• remoção da fonte de poluição;
• bloqueamento das vias de transferência (isolamento da área).

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Se o estudo de solos contaminados é recente, a investigação e desenvolvimento de processos


e tecnologias de tratamento é-o ainda mais. A abordagem das áreas contaminadas considera,
normalmente, três fases fundamentais:

1. Identificação das áreas contaminadas (inventários);


2. Diagnóstico-avaliação das áreas contaminadas;
3. Tratamento das áreas contaminadas.

Actualmente consideram-se três grandes grupos de métodos de descontaminação de solo:

• descontaminação no local ("in-situ");


• descontaminação fora do local ("on/off-site");
• confinamento/isolamento da área contaminada.

Esta 3ª opção não se trata verdadeiramente de um processo de descontaminação, mas sim de


uma solução provisória para o problema. O tratamento do solo como metodologia de
recuperação de áreas contaminadas é uma alternativa cada vez mais significativa
relativamente à sua deposição em aterros sanitários, devido essencialmente ao aumento dos
custos envolvidos.

Tecnologias de Tratamento

A Fig. 1 sistematiza os métodos e técnicas disponíveis para tratamento de solos contaminados.


As técnicas "on/off site" exigem a extracção, por escavação, do solo contaminado. O solo
extraído pode ser tratado no local ("on-site") ou em estações de tratamento ("off site"), sendo
depois reposto no local de origem ou noutro para outros fins, depois de descontaminado.
Com a tecnologia disponível actualmente, uma parte dos solos contaminados ainda não é ou é
problematicamente descontaminável, devido a problemas de ordem vária como: emissões
gasosas de alto risco, concentrações residuais inaceitavelmente elevadas e/ou produção de
grandes quantidades de resíduos contaminados. Isto é particularmente verdade para solos
poluidos com hidrocarbonetos aromáticos halogenados e/ou metais pesados, bem como com
solos contendo elevada percentagem de finos.
Para além destes aspectos, algumas das técnicas utilizadas envolvem elevados custos de
tratamento. Dos diferentes métodos de descontaminação do solo (biológicos ou não

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biológicos), apenas os biológicos e a incineração permitem a eliminação ambiental dos
poluentes orgânicos, através da sua mineralização.

Métodos In-Situ Ex-Situ


combustão
Térmico sem aplicação
pirólise
seco injeção de ar dessorção em reator
Físico-químicos lavagem do solo lavagem do solo
húmido
extração extração
cultura de bactérias
Biológicos biológicos
bioreator
ex: vitrificação
Processos especiais ex: eletrocinéticos
eletrocinéticos
Isolamento Confinamento sem aplicação

Fig. 1 - Métodos e técnicas de tratamento de solos contaminados

a) Tratamento térmico
As necessidades energéticas das técnicas térmicas são, normalmente, bastante elevadas e
são possíveis emissões de contaminantes perigosos. Contudo, em determinados casos, podem
ser utilizadas temperaturas substancialmente baixas, levando a consumos de energia
relativamente diminutos. O processo é ainda passível de minimizar outros tipos de poluição
ambiental, se as emissões gasosas libertadas forem tratadas. As instalações para este método
de tratamento podem ser semi-móveis, e os custos dependem, não só do processo em si,
como também do teor de humidade, tipo de solo e concentração de poluentes, bem como de
medidas de segurança e das regulamentações ambientais em vigor.

b) Tratamento físico-químico
Dos processos físico-químicos, os métodos actualmente mais usados baseiam-se na lavagem
do solo. Estes métodos fundamentam-se no princípio tecnológico da transferência de um
contaminante do solo para um aceitador de fase líquida ou gasosa. Os principais produtos a
obter são o solo tratado e os contaminantes concentrados. O processo específico de
tratamento depende do tipo(s) de contaminante(s), nomeadamente no que se refere ao tipo de
ligação que estabelece com as partículas do solo. Geralmente as argilas têm uma elevada
afinidade para a maior parte das substâncias contaminantes (por mecanismos físicos e
químicos). Assim, para separar os contaminantes do solo, há que remover as ligações entre
estes e partículas do solo, ou extrair as partículas do solo contaminadas. A fase seguinte
consiste na separação do fluido, enriquecido em contaminantes das partículas de solo limpas.

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Adicionalmente pode ser necessário considerar um circuito de exaustão e tratamento do ar, se


for provável a libertação de compostos voláteis. A aplicação desta técnica pode não ser viável
(técnica e economicamente), especialmente quando a fracção argila do solo é superior a 30%,
devido à quantidade de resíduo contaminado gerada.

c) Tratamento biológico
Os métodos biológicos baseiam-se no facto de que os microorganismos têm possibilidades
praticamente ilimitadas para metabolizar compostos químicos. Os solos contêm elevado
número de microorganismos que, gradualmente, se vão adaptando às fontes de energia e
carbono disponíveis, quer sejam açúcares facilmente metabolizáveis, quer sejam compostos
orgânicos complexos. No tratamento biológico, os microorganismos naturais, ou indígenas,
presentes na matriz, são estimulados para uma degradação controlada dos contaminantes
(dando às bactérias um ambiente propício, i.e., oxigénio, nutrientes, temperatura, pH,
humidade, mistura, etc.). Em determinadas situações (presença de poluentes muito
persistentes), pode ser necessário recorrer a microorganismos específicos ou a
microorganismos geneticamente modificados, de modo a conseguir uma optimização da
biodegradação.

Actualmente as principais técnicas biológicas de tratamento incluem:


• "Landfarming” - ( sistema de tratamento de resíduos através de um processo
biotecnológico, que utiliza a população microbiana do solo para a degradação destes).
• Compostagem - decomposição aeróbia, isto é, sob presença de oxigénio, em resíduos
orgânicos por populações microbianas in situ, sob condições total ou parcialmente
controladas, que produzem um material parcialmente estabilizado.
• Reatores biológicos - unidades onde ocorre a remoção da matéria orgânica pela acção
de microorganismos aeróbios submetidos à aeração, presença constante de ar.
• Descontaminação no local.
• Outras técnicas inovadoras (cometabolismo, desnitrificação, etc).

Estas técnicas, à excepção do "landfarming", estão ainda numa fase de desenvolvimento.


Recentemente, tem sido dada particular relevância aos métodos biológicos de
descontaminação de solos, tecnologia promissora que pode vir a ter um papel de importância
crescente na recuperação de áreas contaminadas pelas actividades industrial e urbana. O
tratamento biológico do solo diminui os riscos para a saúde pública, bem como para o
ecossistema e, ao contrário da incineração ou dos métodos químicos, não interfere nas
propriedades naturais do solo.

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De um modo geral o tratamento de solos contaminados envolve uma ou mais das seguintes
técnicas:
• escavação e remoção dos materiais do local em causa (com subsequente deposição
em aterros ou locais apropriados para o seu tratamento);
• utilização de medidas que impeçam ou limitem a migração de materiais contaminados
para outros locais (outros solos ou águas), o que implica a circunscrição (ou
confinamento) dos materiais contaminados de uma forma segura (em armazém ou de
qualquer outra forma apropriada)
• utilização de tratamentos com vista a destruir, remover ou desintoxicar os
contaminantes presentes no material poluente (por exemplo, solo, água subterrânea,
etc.)

Os tratamentos dos solos contaminados podem ocorrer ao mesmo tempo que se processam
demolições de edifícios ou o desarmamento de zonas específicas. Na verdade, sempre que se
suspeite da contaminação de um dado local, um desmantelamento cuidadoso evitará, ou pelo
menos reduzirá muito, a contaminação dos solos e outros recursos associados. Os tratamentos
de descontaminação podem ser efectuados no local (estando a zona a tratar devidamente
circunscrita) ou a grande distância (quando os materiais são transportados para outros locais
onde se procedem tratamentos específicos). Os tratamentos realizados localmente são
descritos ainda como in situ ou ex situ. Os tratamentos in situ utilizam processos adaptados a
remediar a situação em solos que não foram escavados e que, portanto, se apresentam
relativamente pouco revolvidos. Os tratamentos ex situ, em oposição, aplicam-se a terrenos
que tenham sofrido escavações. Os processos que se realizam longe do local onde se
encontra o terreno a tratar utilizam processos apropriados a descontaminar os materiais que
foram retirados do local escavado e transportados para a zona de tratamento.

Escavação
Os materiais sólidos e semi-sólidos podem ser retirados por escavação. A escavação é o
percursor dos tratamentos feitos no local ou em zonas apropriadas. Por isso, a escavação pode
ser utilizada:
Como uma solução completa, em que o material escavado é substituído por material “limpo”
trazido de outras áreas;

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¾ para baixar o nível da superfície de determinada zona e permitir a colocação de um


sistema de cobertura;
¾ para remover zonas seleccionadas como demasiado contaminadas (“pontos quentes”)
antes de se aplicar o sistema de cobertura ou antes de se iniciar um método de
tratamento;
¾ como o prelúdio ou associado a um método de tratamento.

Quando os materiais são removidos por escavação podem, posteriormente, ser utilizados para
preencher a zona de onde forma extraídos ou podem ser utilizados noutros locais onde sejam
necessários. Os espaços deixados pela remoção destes materiais nem sempre voltarão a ser
preenchidos da mesma forma, dependendo muito da utilização que se vai dar ao terreno (por
exemplo, desenvolvimento urbano). Uma das vantagens do emprego dos tratamentos no local
e da reciclagem dos materiais escavados reside no facto de se minimizar a quantidade de
materiais de desperdício minimizando, ao mesmo tempo, a necessidade de importar materiais
novos. Os processos de escavação são muito utilizados e têm diversas aplicações. São
relativamente insensíveis às condições do solo em questão e permitem a utilização de técnicas
diversas como a segregação, a separação e a secagem. Todas estas técnicas permitem a
redução do volume dos materiais que possam requerer posteriormente tratamento ou
armazenamento. Também permite que se faça a reciclagem de muitos materiais tais como os
alicerces de betão, desde que não estejam contaminados ou possam ser descontaminados.
Todavia, a escavação, por muito útil, fácil e generalizada, é uma técnica que também tem as
suas limitações tanto no que respeita à sua eficácia como no que diz respeito aos impactes
ambientais nomeadamente aquando da deposição dos resíduos e perturbações nos locais para
onde eles são transportados. Também há algumas condicionantes no que respeita à
profundidade e escala a que as escavações podem ser efectuadas. Em locais onde se
encontrem solos saturados, as operações de secagem dos solos podem pôr em causa a
estabilidade das operações de escavação. Também pode ser necessário efectuar operações
de suporte aos edifícios que se situem dentro da zona onde as escavações se vão efectuar.

Os impactes ambientais podem ser directos (por exemplo, ruído, poeiras, vibrações) ou
indirectos, os quais englobam
¾ o impacte da deposição dos materiais escavados;
¾ a possibilidade da ocorrência da mobilização de contaminantes (por exemplo, ao
permitir a entrada de água da chuva, pela perturbação da fase líquida não aquosa
superficial, ou através da volatilização de materiais recentemente expostos);
¾ os impactes do tráfego para o transporte dos materiais de e para a zona de tratamento.

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A utilização de materiais de enchimento “limpos” também acarreta impactes ambientais ligados


à sua escavação e transporte. Por outro lado, a transferência de materiais contaminados para
serem colocados em aterros (muitos deles não são passíveis de tratamento) pode ser
encarado como a simples transferência de um problema ambiental de um local para outro em
vez de ser, em si, uma solução. Actualmente, o uso das técnicas de escavação são vistas mais
como uma forma de lidar com a contaminação dos chamados “pontos quentes” ou de áreas de
um local que sejam menos receptivas a tratamentos.

Confinamento
O confinamento descreve um grupo de técnicas que são utilizadas para evitar a migração dos
contaminantes. Apesar das soluções resultantes da aplicação de vários métodos de
tratamento, o confinamento continua a ser a técnica mais utilizada na gestão de terrenos
contaminados tanto em número como em volume de locais que recorre a esta técnica.
O confinamento é aplicado

____
longe do local de origem nos locais onde os resíduos são colocados após
extracção;
• no local de origem ____
nos locais onde os materiais escavados voltam a ser colocados
na sua zona de origem, após algum tipo de tratamento que limite ou evite a libertação
de contaminantes;
• in situ ____
onde são tomadas medidas para evitar a migração dos contaminantes de
uma zona contaminada mas não alterada de qualquer outra forma.

O confinamento é uma técnica que pode ser utilizada, se necessário, de uma forma temporária
juntamente com a aplicação de métodos de tratamento de solos (por exemplo, para controlar
as emissões de um montão de materiais que esteja a sofrer tratamento biológico). O
confinamento também pode ser temporário porque os materiais a ser tratados irão ser sujeitos
a um tipo de tratamento lento que, ao completar-se, deixará de necessitar de circunscrição. Há
alguns factores que fazem desta técnica uma boa solução para a gestão de riscos associados:
A não existência de nenhum tratamento que já tenha provado ser eficaz no seu custo-benefício
ou em termos ambientais;
O facto de, com o tempo, os contaminantes sofrerem uma degradação para níveis que podem
ser considerados aceitáveis;

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• os contaminantes não podem ser destruídos (como por exemplo os metais pesados) e,
portanto, o confinamento ou a extracção e reciclagem são as únicas opções de que
dispomos;
• os contaminantes podem ficar inacessíveis e, portanto, não serem prejudiciais (por
exemplo, sob uma estrutura construída);
• os tratamentos disponíveis são muito lentos o que permite que a poluição se espalhe
atingindo níveis inaceitáveis;
• o confinamento pode oferecer uma solução rápida na gestão de riscos.

Na prática são outros os factores que fazem desta técnica uma escolha preferencial,
nomeadamente, os seus baixos custos económicos, a sua rápida disposição e conveniência e
a existência de um elevado número de contratantes com experiência. As formas mais comuns
como a circunscrição é feita são:
1. O revestimento dos espaços escavados onde os materiais (ou resíduos) vão
ser colocados;
2. A utilização de capas para cobrir os materiais depositados ou as superfícies
contaminadas pré-existentes;
3. Barreiras colocadas in situ: barreiras verticais e/ou horizontais.

Tratamentos
Os contaminantes podem ser tratados in situ ou extraídos de alguma forma para tratamento e
deposição. Os tratamentos in situ têm por base a manipulação das condições sub-superficiais
de forma a permitir a escavação dos contaminantes, a sua degradação ou ambas. A natureza
do substrato sub-superficial irá influenciar em grande medida a eficácia das técnicas in situ.
Três factores em particular afectam esta eficácia:
1. a presença de água;
2. a natureza do substrato sub-superficial, em particular a sua permeabilidade;
3. a heterogeneidade.

Muitos países são favoráveis à aplicação destes tratamentos dos solos porque os vêm como
sendo um método que acrescenta algum valor ambiental ao local, em comparação com os
métodos de escavação ou de confinamento. Este valor acrescentado advém do facto de os
tratamentos estarem associados à destruição ou remoção dos contaminantes ou à sua
transformação em materiais com níveis de toxicidade aceitáveis.

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Na maioria das circunstâncias, a porção sólida do substrato sub-superficial é estática, enquanto


as fracções fluidas (por ex., ar e água) se podem mover. É o movimento destes fluidos que
permite a transferência dos contaminantes desde a sua fonte até ao seu receptor, ou seja, os
fluidos podem desempenhar o papel de vectores dos contaminantes. Contudo, também é o
comportamento destes fluidos que permite a realização dos tratamentos in situ. É através do
bombeamento que se pode fazer movimentar as águas subterrâneas. A sucção e o
bombeamento podem ser usados para movimentar o ar existente nas camadas sub-
superficiais. A sucção e o bombeamento também podem ser usados para extrair os líquidos de
fase não aquosa. Os tratamentos in situ dependem, em grande parte, do movimento do ar e/ou
da água sub-superficiais para serem eficazes ou para trazerem para a superfície os
contaminantes que serão removidos e, posteriormente, depositados em local apropriado.

Em relação aos tratamentos ex situ um dos seus maiores benefícios reside no facto de os
materiais contaminados estarem mais acessíveis para tratamento dos que nos tratamentos in
situ. As distâncias que os vectores têm que percorrer são muito mais pequenas (por exemplo
quando tudo se passa dentro de um tanque de tratamento em vez de ser no terreno) e a
relação vector / sólidos pode ser modificada para optimizar o tratamento.

Resultados

Os resultados dos tratamentos que se podem aplicar para a recuperação de solos


contaminados podem ser divididos nas seguintes categorias:

____
1) Destruição pode ser o resultado de uma degradação biológica ou bioquímica de
vários compostos
____
2) Extracção de contaminantes pode ser levada a cabo por (a) escavação e
remoção, (b) alguns processos de mobilização e captura e (c) alguns processos de
concentração e recuperação. A extracção implica a necessidade de outros tratamentos
adicionais e/ou subsequente deposição dos materiais.
3) Reciclagem ____ a derradeira forma de remoção.
____
4) Estabilização os contaminantes permanecem no local mas a sua mobilidade é
restringida ou a sua toxicidade fica diminuída pela combinação de alguns processos
biológicos, físicos e químicos.
____
5) Confinamento a matriz contaminada é circunscrita de forma a evitar a exposição
do ambiente envolvente.