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APOSTILA DE SEGURANÇA DO TRABALHO

PROFESSOR: FRANCISCO CARLOS XERES


(Técnico em Segurança do Trabalho; Engenheiro Agrônomo e de
Segurança do Trabalho).

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À ENG. DE SEGURANÇA DO


TRABALHO

Julho /2016
INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO

1. EVENTOS HISTÓRICOS EM SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL.

1.1 Europa e América do Norte

Data Evento ou Condição

Australopitecus usam pedras como ferramentas e armas. Há cortes e


1.000.000 AC lesões oculares. Os caçadores de bisões contraíam antrax.

O homem neolítico iniciou a produção de alimentos e a revolução


urbana na Mesopotâmia. Ao final da idade da pedra, havia a confecção
10.000 AC de ferramentas de pedra, chifre, ossos e marfim, fabricação de cerâmicas
e tecidos; inicia-se a história das ocupações.

Idade do bronze e do cobre. Os artesãos de metais são libertados da


5.000 AC produção de alimentos. Há uma especialidade que surge: metalurgia.

Hipócrates cuida da saúde de cidadãos, mas não de trabalhadores,


todavia, identifica o envenenamento por chumbo de mineiros
370 AC
metalúrgicos.

Plínio identifica o uso de bexigas de animais para evitar a inalação de


50 poeiras e fumos.

Galen visita uma mina de cobre, mas suas discussões sobre saúde
200 pública não incluem doenças dos trabalhadores.

Até agora não existe nenhuma discussão documentada sobre doenças


ocupacionais. Ellenborg reconhece que os vapores de alguns metais
1.473
eram perigosos e descreve sintomas de envenenamento ocupacional por
mercúrio sugestões de medidas preventivas.

No livro De Re Metailica, Georgius Agrícola descreve a mineração,


1.500 fusão e refino de metais, com doenças e acidentes decorrente do
trabalho, e meios de prevenção incluindo a necessidade de ventilação.

Paracelso descreve as doenças respiratórias entre os mineiros com

1.567 uma precisa narração do envenenamento pelo mercúrio. Lembrando


como pai da toxicologia, diz: Todas substâncias são venenos é a dose
que as diferencia entre venenos e remédios.

2
1.665 Em ídria, a jornada dos mineiros de mercúrio é reduzida.
1.700 Percival Lott descreve o câncer ocupacional entre os limpadores de
chaminé na Inglaterra, identificando a fuligem e a falta de higiene
como causa de câncer escrotal. O resultado foi a lei dos Limpadores
de Chaminés de 1.788. Os limpadores de chaminés alemães não
apresentavam casos de câncer escrotal pois suas roupas eram
melhores ajustadas ao corpo do que as do ingleses e tinham escopo
1.665 Emepi's.
de ídria, a jornada dos mineiros de mercúrio é reduzida.
1.700
1.830 Percival Lott
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1.788. Os limpadores de chaminés
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estabelecidas 1897.
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doenças e
doenças ocupacionais: "Explorando as Ocupações
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compensatória ocupacional.
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1.912 O Congresso Norte-Americano crialeis ocupacionais
taxa dos EUA.
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1.913 doenças ocupacionais:
Organiza-se o National"Explorando as Ocupações
Safety Council. Nova YorkPerigosas".
e Ohio (EUA)
1.901 - 1.911 Início da legislação
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grupos (agências) Higienede Estadual.
Washington
(EUA). Em 1948 todos estados norte-americanos cobriam as
1.922 Havard estabelece a graduação em Higiene Industrial (EUA).
1.926 doenças ocupacionais.
H.W.Heinrich (EUA). Prevenção de acidentes e doenças do
1.911 Primeira conferencia nacional sobre doenças industriais nos
trabalho
EUA.
.O
1.912 - 1.932
1.928 O Congresso
Bureau Norte-Americano
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1.913
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1.922
1.938 Havard estabelece
Forma-se a ACGIH a graduação
- Americanem Higiene Industrial
Conference (EUA).
of Governmental
1.926 H.W.Heinrich (EUA). prevenção de acidentes e doenças do
 trabalho
.
1.928 - 1.932 O Bureau of Mines conduz pesquisa toxicológica de solventes,
vapores e gases. EUA.
1.936 A lei Walsh-Healy exige de fornecedores do governo medidas3 de
higiene e saúde industrial (EUA).
1.938 Forma-se a ACGIH - American Conference of Governmental
Industrial Hygienists.
1.939 Forma-se a AIHA - American Industrial Hygiene Association. A ASA
- American Standards Association, hoje ANSI, e a ACGIH
prepararam a primeira lista de "concentrações máxima
s
permissíveis" para substancias químicas na industrias.

1.941 O Bureau of Mines é autorizado a inspecionar minas. EUA.


1.941 -1.945 Expandem-se os programas de higiene industrial nos Estados. EUA.
1.960 O ABIH - American Board of Industrial Hygiene é organizado pela
AIHA e pela ACGIH.
1.966 Frank Bird Jr. Controle de'danos a propriedade. EUA.

1.966 Lei de segurança para minas metálicas e não-metálicas. EUA.


1.970 OSHA - Occupacional Safety and Heal Act - lei maior de
th
prevenção - é promulgada.

1.970 Jonh Fletcher. Controle total de perdas. Canadá.

1.2 No Brasil

1.919 Em 15101/1.919,"promulga-se a primeira lei contra acidentes (lei


3,724), que impunha regulamentos prevencionistas ao setor
ferroviário, já que nesta época eram praticamente inexistentes
outros empreendimentos industriais de vulto
1.934 Surge nossa lei trabalhista, que colocou nosso país na vanguarda
em matéria de legislação social. O decreto 24.637, de 10/07/1.934,
instituiu uma regulamentação bastante ampla no que se refere à
prevenção de acidentes.
1.935 Em Cuba, foi criado o Consejo Nacional para La Prevencion de
Acidentes. Depois, a 04 de abril de 1.938, foi fundado em Nova York
(EUA), o Consejo Inter-Americano de Seguridad, que vem
dedicando suas atividades à prevenção de acidentes na América
Latina.

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1.914 Fundação da Associação Brasileira para a Prevenção (ABPA), por
um grupo de pioneiros e sob o apoio de algumas empresas (entre as
quais a Cia. Auxiliar de Empresas Elétricas Brasileira, a Hollernth
S.A e a Cia. Nacional de Cimento Portland), sob o forma de
sociedade civil, sem fin lucrativos. Pelo decreto 1.328, de
s
20108/1.962, a APBA foi considerada de utilidade pública
1.964 O decreto 7.036, de 10/11/1.964, atualizou as leis de 1.934.
4.978 Decretos e portaria adicionais complementares a regulamentação no
campo da segurança e higien industrial, culminar com a
e a
aprovação das Normas Regulamentadoras de Segurança e
Medicina do Trabalho pela Portaria 3.214 de 08/06/1978.
1.994 Alteração das NR-7 (PCMSO) e NR-9 (PPRA)
1.999 Alteração da NR -5
(CIPA)
Alterações
2004 na NR 10 Segurança em instalações e
significativas
serviços em
eletricidade.
2005 Surgem as novas:
NR 31 - Segurança e saúde no trabalho na agricultura, pecuária,
silvicultura, exploração florestal e aqüicultura.
NR 32 - Segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde.

2006 NR33- Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinado

EXPLICAÇÃO DOS TERMOS FUNDAMENTAIS PARA OS PROFISSIONAIS


DE SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO
Conceitos Básicos de Segurança do Trabalho
O que é “administrar riscos?”
É dar proteção aos recursos humanos, materiais e financeiros de uma empresa,
quer pela eliminação ou redução de riscos, quer pelo financiamento dos riscos
remanescentes, conforme seja economicamente mais viável.
Gerência de riscos – processos básicos.
O gerenciamento de riscos implica a definição e implementação de processos básicos,
quais sejam:
identificação de riscos;
análise de riscos;
avaliação de riscos;
tratamento de riscos por meio de:
• Prevenção: eliminação/ redução;

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• Financiamento(por meio de seguro/sem seguro).
 Risco (Hazard) - Uma ou mais condições de uma variável com o potencial
necessário para causar danos. Esses danos podem ser entendidos como lesões as
pessoas, danos a equipamentos e instalações, danos ao meio ambiente, perda de
material em processo, ou redução da capacidade de produção. Havendo um risco,
persistem as possibilidades de efeitos adversos.

 Perigo (Danger) - Expressa uma exposição relativa a um risco, que favorece a sua
materilização em danos.
Um risco pode estar presente, mas pode haver baixo nível de perigo, devido às precauções
tomadas. Assim, um banco de transformadores de alta voltagem possui um risco inerente de
eletrocussão, uma vez que esteja energizado. Há um alto nível de perigo se o banco estiver
desprotegido, no meio de uma área de pessoas. O mesmo risco estará presente quando os
transformadores estiverem trancados num cubículo sob o piso. Entretanto, o perigo agora
será mínimo para o pessoal. Vários outros exemplos poderiam ser citados, para mostrar
como os níveis de perigo diferem, ainda que o risco se mantenha o mesmo.

 Danos (Damage) - É a gravidade (severidade) da perda-humana, material, ambiental


ou financeira - que pode resultar, caso o controle sobre um risco seja perdido.

Um operário desprotegido pode cair de uma viga a 3 m de altura, e sofrer um dano físico, por
exemplo, uma fratura na perna. Se a viga estivesse a 90 m de altura, ele, com certeza, estaria
morto. O risco (possibilidade) e o perigo (exposição) de queda são os mesmos. Entretanto, a
diferença reside na gravidade do dano que poderia ocorrer com a queda.

 Causa - É a origem de caracter humano ou material relacionado com o evento


catastrófico (acidente ou falha), resultante da materialização de um risco, provocando
danos.

 Segurança - É freqüentemente definida como isenção de riscos. Entretanto, é


praticamente impossível a eliminação completa de todos os riscos. Segurança é,
portanto, um compromisso acerca de uma relativa proteção de exposição a riscos. É o
antônimo de perigo.

 Risco (Risk) - Expressa uma probabilidade de possíveis danos dentro de um período


específico de tempo ou número de ciclos operacionais.

 Incerteza quanta à ocorrência de um determinado evento.


 Chance de perda que uma empresa pode sofrer por causa de um acidente ou
série de acidentes.

 Perdas - É o prejuízo sofrido por uma organização, sem garantia de ressarciamento


por seguro ou outros meios.

 Sinistro - É o prejuízo sofrido por uma organização, sem garantia de ressarciamento


por seguro ou outros meios.

 Incidente - Qualquer evento ou fato negativo com potencial para provocar danos. É
também chamado de quase-acidente.

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Parâmetro - É algo que serve de padrão, modelo, ou de medida numa relação de
comparação entre coisas, pessoas, fatos, acontecimentos, condições ou circunstâncias
semelhantes

Incidente

Risco
Exposição(perigo)
Causa Fato Efeitos

Origem: Humana Acidente ou Falha Danos: Humanos,


Material Materiais e financeiros.

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1 – HISTÓRICO DA SEGURANÇA DO TRABALHO

O homem primitivo teve sua integridade física e capacidade produtiva diminuída


pelos acidentes da caça, da pesca e da guerra, que eram consideradas as atividades mais
importantes de sua época.

Depois, quando o homem das cavernas se transformou em artesão, descobrindo o


minério e os metais puderam facilitar seu trabalho pela fabricação das primeiras
ferramentas, conhecendo também, as primeiras doenças do trabalho, provocadas pelos
próprios materiais que utilizava.

Surgem os riscos em potencial, freqüentemente concretizados em lesões que afetam sua


integridade física ou sua saúde.

1.1 – EVOLUÇÃO PREVENCIONISTA

Conforme afirmam ANSELL e WHARTON (apud ALBERTON, 1996), “o risco é


uma característica inevitável da existência humana. Nem o homem, nem as
organizações e sociedade aos quais pertence podem sobreviver por um longo período
sem a existência de tarefas perigosas.”

1.2 – AVANÇO TECNOLÓGICO

Permitiu a organização das primeiras fábricas modernas, a extinção das fábricas


artesanais e o fim da escravatura, significando uma revolução econômica, social e
moral.
Com o surgimento das primeiras indústrias que os acidentes de trabalho se alastraram,
tomando proporções alarmantes.
Os acidentes eram, em grande parte, provocados por substâncias e ambientes
inadequados, dadas as condições subumanas em que as atividades fabris se
desenvolviam, e grande era o número de doentes e mutilados.
A partir daí, a Higiene e Segurança do Trabalho transformou-se, definitivamente,
numa função importante nos processos produtivos e enquanto nos países desenvolvidos
este conceito já é popularizado, os países em desenvolvimento lutam para implantá-lo.
Nos países da América Latina, a exemplo da Revolução Industrial, a preocupação com
os acidentes do trabalho e doenças ocupacionais também ocorreu mais tardiamente,
sendo que no Brasil os primeiros passos surgem no início da década de 30 sem grandes
resultados, tendo sido inclusive apontado na década de 70 como o campeão em
acidentes do trabalho.

2 – VISÃO DA PREOCUPAÇÃO ACIDENTE X HOMEM

PRÉ-HISTÓRIA: Período que abrange desde o aparecimento do homem primitivo


(hominídeos) até o surgimento da escrita.

PERÍODO PALEOLÍTICO: A Sociedade dos Caçadores - Coletores

PERÍODO NEOLÍTICO: A Revolução Agropastoril


NENHUMA PREOCUPAÇÃO, MERAMENTE NATURAL;

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IDADE ANTIGA: do fim da pré-história (aparecimento da escrita) até o séc. V
d.C(Queda do Império Romano do Ocidente, em 476)
NENHUMA VALORIZAÇÃO HUMANA;

IDADE MÉDIA: do final da Antigüidade até o séc.XV(Queda de Constantinopla, em


1453);
VALORIZAÇÃO MATERIAL, OBJETO

IDADE MODERNA: do final da idade média até o final do séc. XVIII (Revolução
Francesa em 1789);

COMEÇO DA VALORIZAÇÃO HUMANA

IDADE CONTEMPORÂNEA: do final da idade moderna até os dias atuais.

PREOCUPAÇÃO COM VALORES HUMANOS;

MÁQUINAS, EQUIPAMENTOS, INSTALAÇÕES;

QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO;

MEIO AMBIENTE E PRESERVAÇÃO À NATUREZA

3 – LEGISLAÇÃO EM SEGURANÇA DO TRABALHO NO BRASIL

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
 A ascensão de uma economia industrial que, para a maioria dos autores, tem seu
período marcante entre 1760 e 1850.
 O trabalho artesanal, onde o homem era detentor de todo o processo, dá lugar a
um processo industrial com profundas modificações sociais.
 A preocupação com a força de trabalho, com as perdas econômicas suscitou a
intervenção dos governos dentro das fábricas
 O trabalho artesanal, onde o homem era detentor de todo o processo, dá lugar a
um processo industrial com profundas modificações sociais.
 A preocupação com a força de trabalho, com as perdas econômicas suscitou a
intervenção dos governos dentro das fábricas.
MEDICINA DO TRABALHO
 Início do século XIX
 Surgem os médicos em fábricas
 As primeiras leis de saúde pública que marcadamente abordavam a
questão saúde dos trabalhadores (Act Factory, 1833)
 A Medicina do Trabalho tinha aí seu marco inicial.

 Início do século XX

 O movimento sindical emergente começou a expressar o controle social que a


força de trabalho necessitava.

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 As novas tecnologias, ao incorporaram novos processos de trabalho, geravam
riscos que culminavam em acidentes de trabalho e doenças profissionais.
 A expansão e consolidação do modelo iniciado com a revolução industrial e com
a transnacionalização da economia, faz surgir a necessidade de medidas e
parâmetros comuns, como regulamentação e organização do processo de
trabalho, que uniformizassem os países produtores de bens industrializados.
 Em 1919 foi criada a Organização Internacional do Trabalho, que já reconhecia,
em suas primeiras reuniões, a existência de doenças profissionais.
 Surgiu a organização científica do trabalho, o taylorismo e o fordismo,
convertendo o trabalhador de sujeito em objeto.
 Desenvolviam-se os primeiros conceitos de Higiene Industrial, de Ergonomia e
fortalecia-se a Engenharia de Segurança do Trabalho.
Saúde Ocupacional

 Tudo isto veio configurar um novo modelo baseado na interdisciplinaridade e na


multiprofissionalidade, a Saúde Ocupacional, que nasceu sob a égide da Saúde
Pública com uma visão bem mais ampla que o modelo original de Medicina do
Trabalho. Ressalte-se que esta não desapareceu, e sim ampliou-se somando-se o
acervo de seus conhecimentos ao saber incorporado de outras disciplinas e de
outras profissões.

CIPA CONCEITO E OBJETIVOS

 1921 - A CIPA SURGIU ATRAVÉS DE UMA RECOMENDAÇÃO DO OIT;

 1944 - A CIPA TRANSFORMOU-SE EM DETERMINAÇÃO LEGAL NO


BRASIL ATRAVÉS DO DECRETO-LEI 7.036 DE 10/11/1944.

 1978 - A PORTARIA 3214 DE 08/06/1978 - REGULAMENTA A NR 5 - CIPA

 1999 - A PORTARIA 8 DE 23/02/1999 - ALTERA A NR 5 À PARTIR DE


24/05/1999.

Constituição de 1988

 Artigo 7°: "São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais além de outros que
visem à melhoria de sua condição social a redução dos riscos inerentes ao
trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança“

No Brasil, as leis que começaram a abordar a questão da segurança no trabalho só


surgiram no início dos anos 40. Segundo LIMA JR. (1995), o qual fez um
levantamento desta evolução, o assunto só foi melhor discutido em 1943 a partir do
Capítulo V do Título II da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). A primeira
grande reformulação deste assunto no país só ocorreu em 1967, quando se destacou a
necessidade de organização das empresas com a criação do SESMT (Serviços
Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho).

10
O grande salto qualitativo da legislação brasileira em segurança do trabalho ocorreu em
1978 com a introdução das vinte e oito Normas Regulamentadoras (NR). Portaria
Nº. 3.214 de 08 de Junho de 1978 do Ministério do Trabalho.

A Legislação atual de Segurança do Trabalho no Brasil compõe-se de Normas


Regulamentadoras, leis complementares, como portarias e decretos e também as
Convenções Internacionais da OIT - Organização Internacional do Trabalho, ratificadas
pelo Brasil.

“Acidentes ocorrem desde tempos imemoriais, e as pessoas têm se preocupado


igualmente com sua prevenção há tanto tempo.
Lamentavelmente, apesar de o assunto ser discutido com frequência, a terminologia
relacionada ainda carece de clareza e precisão. Do ponto de vista técnico, isto é
particularmente frustrante, pois gera desvios e vícios de comunicação e compreensão,
que podem aumentar as dificuldades para a resolução de problemas. Quaisquer
discussão sobre riscos deve ser precedida de uma explicação da terminologia, seu
sentido preciso e inter-relacionamento”.

Willie Hammer

4 – O PROFISSIONAL DA ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO

O quadro de Segurança do Trabalho de uma empresa pode-se constituir, em sua forma


mais ampla, por uma equipe multidisciplinar composta por Técnico de Segurança do
Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Médico do Trabalho e Enfermeiro do
Trabalho. Estes profissionais formam o que denomina-se SESMT - Serviço
Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho.

A especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho habilita o profissional de


qualquer modalidade da engenharia, arquitetos e agrônomos a exercerem nas empresas a
função de Engenheiro de Segurança do Trabalho (EST). Esta habilitação é concedida
pelo sistema CONFEA/CREA’s por meio de apostilamento na carteira profissional das
novas habilitações que são acrescentadas às obtidas no curso de graduação.

O profissional de Segurança do Trabalho tem uma área de atuação bastante ampla, se


fazendo presente em todas as esferas da sociedade onde houver trabalhadores. Em geral,
atuam em fábricas de alimentos, construção civil, hospitais, empresas comerciais e
industriais, grandes empresas estatais, mineradoras e de extração.
Também pode atuar na área rural em empresas agro-industriais. Desta forma, o
cotidiano de um EST nas organizações exige conhecimentos multidisciplinares nas
áreas da engenharia, direito, medicina do trabalho, psicologia, administração e outras
matérias técnicas ou humanísticas.

Segundo a legislação vigente, cabe ao EST atuar nas empresas junto ao serviço de
segurança e medicina do trabalho com o objetivo de prevenir e controlar a ocorrência de
acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. Nos próximos subitens, faz-se o
conhecimento das atribuições desses profissionais.

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5 – RESOLUÇÃO CONFEA Nº 359 DE
31 DE JULHO DE 1991

Segundo esta resolução, as atividades dos Agrônomos, Engenheiros de qualquer


modalidade profissional e Arquitetos que tenha cursado a especialização, em nível de
pós-graduação, em Engenharia de Segurança do Trabalho são:

 Supervisionar, coordenar e orientar tecnicamente os serviços de Engenharia de


Segurança do Trabalho;

 Estudar as condições de segurança dos locais de trabalho e das instalações e


equipamentos, com vistas especialmente aos problemas de controle de risco,
controle de poluição, higiene do trabalho, ergonomia, proteção contra incêndio e
saneamento;

 Planejar e desenvolver a implantação de técnicas relativas a gerenciamento e


controle de riscos;

 Vistoriar, avaliar, realizar perícias, arbitrar, emitir parecer, laudos técnicos e


indicar medidas de controle sobre grau de exposição a agentes agressivos de
riscos físicos, químicos e biológicos, tais como poluentes atmosféricos, ruídos,
calor, radiação em geral e pressões anormais, caracterizando as atividades,
operações e locais insalubres e perigosos;

 Analisar riscos, acidentes e falhas, investigando causas, propondo medidas


preventivas e corretivas e orientando trabalhos estatísticos, inclusive com
respeito a custo;

 Propor políticas, programas, normas e regulamentos de Segurança do Trabalho,


zelando pela sua observância;

 Elaborar projetos de sistemas de segurança e assessorar a elaboração de projetos


de obras, instalação e equipamentos, opinando do ponto de vista da Engenharia
de Segurança;

 Estudar instalações, máquinas e equipamentos, identificando seus pontos de


risco e projetando dispositivos de segurança;

 Projetar sistemas de proteção contra incêndios, coordenar atividades de combate


a incêndio e de salvamento e elaborar planos para emergência e catástrofes;

 Inspecionar locais de trabalho no que se relaciona com a segurança do Trabalho,


delimitando áreas de periculosidade;

 Especificar, controlar e fiscalizar sistemas de proteção coletiva e equipamentos


de segurança, inclusive os de proteção individual e os de proteção contra
incêndio, assegurando-se de sua qualidade e eficiência;

 Opinar e participar da especificação para aquisição de substâncias e


equipamentos cuja manipulação, armazenamento, transporte ou funcionamento
possam apresentar riscos, acompanhando o controle do recebimento e da
expedição;

12
 Elaborar planos destinados a criar e desenvolver a prevenção de acidentes,
promovendo a instalação de comissões e assessorando-lhes o funcionamento;

 Orientar o treinamento específico de Segurança do Trabalho e assessorar a


elaboração de programas de treinamento geral, no que diz respeito à Segurança
do Trabalho;

 Acompanhar a execução de obras e serviços decorrentes da adoção de medidas


de segurança, quando a complexidade dos trabalhos a executar assim o exigir;

 Colaborar na fixação de requisitos de aptidão para o exercício de funções,


apontando os riscos decorrentes desses exercícios;

 Propor medidas preventivas no campo da Segurança do Trabalho, em face do


conhecimento da natureza e gravidade das lesões provenientes do acidente de
trabalho, incluídas as doenças do trabalho;
 Informar aos trabalhadores e à comunidade, diretamente ou por meio de seus
representantes, as condições que possam trazer danos a sua integridade e as
medidas que eliminam ou atenuam estes riscos e que deverão ser tomadas.

DA PROFISSÃO DE TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO

PORTARIA N.º 3.275, DE 21 DE SETEMBRO DE 1989

A MINISTRA DE ESTADO DO TRABALHO, no uso de suas atribuições,


considerando o disposto no art. 6º do Decreto 92.530, de 09.04.86, que delega
competência ao Ministério do Trabalho para definir as atividades do Técnico de
Segurança do Trabalho, RESOLVE:

Art. 1º - As atividades do Técnico de Segurança do Trabalho são os seguintes:

I – Informar o empregador, através de parecer técnico, sobre os riscos existentes no


ambiente de trabalho, bem como orientá-lo sobre as medidas de eliminação e
neutralização;

II – Informar os trabalhadores sobre os riscos da sua atividade, bem como as medidas de


eliminação e neutralização;

III – Analisar os métodos e os processos de trabalho e identificar os fatores de risco de


acidentes do trabalho, doenças profissionais e do trabalho e a presença de agentes
ambientais agressivos ao trabalhador, propondo sua eliminação ou seu controle;

IV – Executar os procedimentos de segurança e higiene do trabalho e avaliar os


resultados alcançados, adequando-os as estratégias utilizadas de maneira a integrar o
processo prevencionista em sua planificação, beneficiando o trabalhador;

V – Executar os programas de prevenção de acidentes do trabalho, doenças


profissionais e do trabalho nos ambientes de trabalho com a participação dos
trabalhadores, acompanhando e avaliando seus resultados, bem como sugerindo
constante atualização dos mesmos e estabelecendo procedimentos a serem seguidos;

13
VI – Promover debates, encontros, campanhas, seminários, palestras, reuniões,
treinamento e utilizar outros recursos de ordem didática e pedagógica com o objetivo de
divulgar as normas de segurança e higiene do trabalho, assuntos técnicos,
administrativos e prevencionistas, visando evitar acidentes do trabalho, doenças
profissionais e do trabalho;

VII – Executar as normas de segurança referentes a projetos de construção, ampliação,


reforma, arranjos físicos e de fluxo, com vistas à observância das medidas de segurança
e higiene do trabalho, inclusive por terceiros;

VIII – Encaminhar aos setores e áreas competentes normas, regulamentos,


documentação, dados estatísticos, resultados de análises e avaliações, materiais de apoio
técnico, educacional e outros de divulgação para conhecimento e auto-desenvolvimento
do trabalhador;

Art. 1º As atividades do Técnico de Segurança...

IX – indicar, solicitar e inspecionar equipamentos de proteção contra incêndio, recursos


audiovisuais e didáticos e outros materiais considerados indispensáveis, de acordo com
a legislação vigente, dentro das qualidades e especificações técnicas recomendadas,
avaliando seu desempenho;

X – cooperar com as atividades do meio ambiente, orientando quanto ao tratamento e


destinação dos resíduos industriais, incentivando e conscientizando o trabalhador da sua
importância para a vida;

XI – orientar as atividades desenvolvidas por empresas contratadas, quanto aos


procedimentos de segurança e higiene do trabalho previstos na legislação ou constantes
em contratos de prestação de serviço;

XII – executar as atividades ligadas à segurança e higiene do trabalho utilizando


métodos e técnicas científicas, observando dispositivos legais e institucionais que
objetivem a eliminação, controle ou redução permanente dos riscos de acidentes do
trabalho e a melhoria das condições do ambiente, para preservar a integridade física e
mental dos trabalhadores;

XIII – levantar e estudar os dados estatísticos de acidentes do trabalho, doenças


profissionais e do trabalho, calcular a freqüência e a gravidade destes para ajustes das
ações prevencionistas, normas, regulamentos e outros dispositivos de ordem técnica,
que permitam a proteção coletiva e individual;

XIV – articular-se e colaborar com os setores responsáveis pelos recursos humanos,


fornecendo-lhes resultados de levantamentos técnicos de riscos das áreas e atividades
para subsidiar a adoção de medidas de prevenção a nível de pessoal;

XV – informar os trabalhadores e o empregador sobre as atividades insalubres,


perigosas e penosas existentes na empresa, seus riscos específicos, bem como as
medidas e alternativas de eliminação ou neutralização dos mesmos;

XVI – avaliar as condições ambientais de trabalho e emitir parecer técnico que subsidie
o planejamento e a organização do trabalho de forma segura para o trabalhador;

14
XVII – articular-se e colaborar com os órgãos e entidades ligados à prevenção de
acidentes do trabalho, doenças profissionais e do trabalho.

XVIII – participar de seminários, treinamentos, congressos e cursos visando o


intercâmbio e o aperfeiçoamento profissional.

Art. 2º As dúvidas suscitadas e os casos omissos serão dirimidos pela Secretaria de


Segurança e Medicina do Trabalho.

Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições
em contrário.

DOROTHEA WERNECK

A ATUAÇÃO DA DRT/CE NO MERCADO DE TRABALHO E A FUNÇÃO DO ENGENHEIRO DE


SEGURANÇA DO TRABALHO

A INSPEÇÃO
A inspeção das condições e dos ambientes de trabalho se constitui num ato formal,
consistindo no exame ou vistoria de situações de trabalho, realizado por profissional
habilitado para verificar o cumprimento das normas de segurança e saúde no
ambiente laboral.

A inspeção pode ser realizada por Profissional pertencente à empresa ou por ela
contratado ou ainda por Auditores Fiscais do Ministério do trabalho.
A inspeção neste último caso se trata de inspeção oficial, pois é realizada por agente
da fiscalização (engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho) da
Delegacia regional do Trabalho e Emprego (DRT/Ce ) e são destinadas a verificar o
efetivo cumprimento das NR`s (normas regulamentadoras) sobre segurança e saúde
no trabalho.

A inspeção oficial pode ser originada por iniciativa do organismo de fiscalização (de
ofício), ou por solicitação de outrem (representantes dos empregados, ministério público
e mesmo pelo empregador).

Após a situação constatada, e conforme a gravidade e complexidade da situação


constatada, como por exemplo, em face de acidentes ou intoxicações graves, o agente
elabora laudo técnico de inspeção.

A perícia (ou o trabalho pericial) abrange diferentes atividades, tais como: a análise
direta das coisas, situações de trabalho e fatos estabelecidos e documentados,
apresentados à perícia;
Observação qualitativa que pode compreender o exame, a vistoria ou a inspeção do
local;
Estudo quantitativo, incluindo as avaliações, as medições com aparelhos específicos e
os cálculos respectivos;
Investigações de situações e fatos, voltadas para o esclarecimento de circunstâncias de
sua ocorrência e determinadas relações (temporais, causa-efeito, responsabilidade, etc..)
A consultoria é ato privado voltado igualmente ao exame e estudo especializado de
determinadas situações de trabalho, habitualmente por iniciativa do empregador.

15
Pode destinar-se apenas à caracterização de riscos e implementação dos cumprimentos
de normas legais, como também pode realizar estudos voltados para a prevenção de
riscos de acidentes do trabalho e de doenças .

A consultoria os resultados são apresentados em relatório.

A consultoria decorre habitualmente da inexistência ou insuficiência de competência


técnica no estabelecimento que a requer a consultoria, a elaboração e implementação
dos programas:

PPRA - programa de prevenção de riscos ambientais - (NR 9);


PCMAT- Programa de condições e meio ambiente de trabalho na indústria da
construção - (nr 18); com a elaboração de implementação dos programas :

. . . por profissionais externos ao estabelecimento são atividades de consultoria, muito


embora tais programas possam ser realizados por profissionais da própria empresa,
quando devidamente habilitados.

A INSPEÇÃO, A PERÍCIA E A CONSULTORIA EM MATÉRIA DE


SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR.
A Inspeção e a Consultoria, no campo da saúde e da segurança no trabalho, embora
similares à perícia no tocante à metodologia, distinguem-se desta pelos objetivos e pelo
contexto em que se realiza a vistoria.
Em determinada situações, a consultoria pode decorrer de um acordo entre o
empregador e a representação dos trabalhadores, pela necessidade de um estudo
independente.
Nestas circunstâncias, e particularmente quando se trata descaracterizar riscos para fins
de pagamento de adicionais (insalubridade ou periculosidade), a consultoria realizada
por profissionais legalmente habilitados, se constitui numa atividade pericial,
equivalente às perícias que podem ser realizadas pelas DRT’s (SRTE).

6 – ATIVIDADE EM DESTAQUE DOS PROFISSIONAIS EM


SEGURANAÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR

1. LTCAT - Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho

2. PCMSO - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional

3. PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário

4. PPRA - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais

5. INSPEÇÕES EM CALDEIRAS E VASOS DE PRESSÃO (ENG. MECÂNICO)

6. CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes

7. PCMAT – Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da


Construção

8. MAPEAMENTO DE RISCOS

16
• Benefícios
PARA A INSTITUIÇÃO:
• Facilita a administração da prevenção de acidentes e de doenças do
trabalho;
• Ganho da qualidade e produtividade;
• Aumento de lucros diretamente;
• Informa os riscos aos quais o trabalhador está expostos, cumprindo assim
dispositivos legais.

PORTARIA N.º 25, DE 29 DE DEZEMBRO DE 1994 (*)


(DOU de 30/12/94 – Seção 1 – págs 21.280 a 21.282)
(Republicada em 15/12/95 – Seção 1 – págs 1.987 a 1.989)

CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS


GRUPO 1 GRUPO 2 GRUPO 3 GRUPO 4 GRUPO 5

VERDE VERMELHO MARROM AMARELO AZUL

RISCOS RISCOS RISCOS RISCOS RISCOS DE


FÍSICOS QUÍMICOS BIOLÓGICOS ERGONÔMICOS ACIDENTES
ESFORÇO FÍSICO ARRANJO FÍSICO
RUÍDOS POEIRAS VÍRUS
INTENSO INADEQUADO
LEVANTAMENTO E MÁQUINAS E
VIBRAÇÕES FUMOS Bactérias TRANSPORTE EQUIPAMENTOS
MANUAL DE PESO SEM PROTEÇÃO
FERRAMENTAS
RADIAÇÕES EXIGÊNCIA DE
NÉVOAS PROTOZOÁRIOS INADEQUADAS OU
IONIZANTES POSTURA INADEQUADA
DEFEITUOSAS
RADIAÇÕES
CONTROLE RÍGIDO ILUMINAÇÃO
NÃO NEBLINA FUNGOS
DE PRODUTIVIDADE INADEQUADA
IONIZANTES
IMPOSIÇÃO DE RÍTIMO
FRIO GASES PARASITAS ELETRICIDADE
EXCESSÍVEL
PROBABILIDADE DE
TRABALHO EM TURNO
CALOR VAPORES BACILOS INCÊNDIO OU
E NOTURNO
EXPLOSÃO

SUBSATÂNCIAS, JORNADA DE TRABALHO


PRESSÕES ARMAZENAMENTO
COMPOSTOS, PRODUTOS PROLONGADO.
ANORMAIS INADEQUADO
QUÍMICOS EM GERAL

OUTRAS SITUAÇÕES
ANIMAIS
UMIDADE CAUSADORAS DE STRESS
PEÇONHENTOS
FÍSICOS OU / PSÍQUICOS

17
18
7 – LAUDO TÉCNICO DE CONDIÇÕES AMBIENTAIS DO TRABALHO - LTCAT
A partir das avaliações realizadas, posterior análise baseado nas NR´s e com base em
inspeções dos locais de trabalho, realiza-se o levantamento dos agentes agressivos
presentes nos ambientes, as medidas preventivas adotadas definindo a caracterização
das funções que são insalubres ou perigosas.

Este levantamento fornece subsídios para adoção de medidas que minimizam e ou


neutralizam os agentes agressivos que possam ser considerados insalubres e ou
periculosos.

Essas medidas evitam pagamentos desnecessários e/ou reclamações trabalhistas,


adequando-as também para a defesa de processos já em curso.

Os LTCAT’S poderão ser feitos somente pelos Engenheiros de Segurança do Trabalho


e pelos Médicos de Segurança do Trabalho.

8 – ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO:


É a ciência dedicada a preservação da integridade física e da saúde do trabalhador
realizando a prevenção de acidentes através da análise de riscos dos locais de trabalho e
das operações neles realizadas.

9 – CONCEITOS DE ACIDENTE DO TRABALHO

CONCEITO PREVENCIONISTA:
É toda ocorrência indesejável, inesperada ou não programada, que interfere no
desenvolvimento normal de uma tarefa podendo causar:
PERDA DE TEMPO;
Danos materiais ou ambientais;
Lesões físicas ou doenças ou...
A morte dos trabalhadores.

CONCEITO DA NBR 14.280/99:


É toda ocorrência imprevista e indesejável, instantânea ou não, relacionada com o
exercício do trabalho, que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou
remoto dessa lesão.

10 – LEI Nº 8.213/91 DO INSS

ACIDENTE DO TRABALHO:(CONCEITO LEGAL)


É o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do
trabalho dos segurados referidos no inciso vii do art.11 desta lei, provocando lesão
corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente
ou temporária, da capacidade para o trabalho.

Equipara-se ao Acidente de Trabalho:

• O acidente ligado ao trabalho, mesmo que este não seja a causa única;
• O acidente sofrido no local e no horário de trabalho em conseqüência de:
– Agressão, sabotagem, terrorismo etc.;
– Ofensa física intencional, por motivo de disputa relacionada ao trabalho;
– Ato de imprudência, negligência,ou imperícia de terceiros;
– Ato de pessoa privada de uso da razão;

19
– Desabamento, inundação, incêndio etc.
• O acidente fora do local e horário de trabalho;
• A serviço da empresa, determinado, determinado ou espontâneo;
• Em viagem a serviço, inclusive para estudo financiado por esta;
• No percurso casa-empresa e vice-versa;
• No percurso da empresa para local de ensino ou para outra empresa onde
também seja empregado;
• Durante aviso- prévio de iniciativa da empresa no período da redução da
jornada.
• A doença proveniente de contaminação acidental, incluindo período de refeição,
descanso ou satisfação de necessidades fisiológicas.

11 – ESTÃO COBERTOS PELA LEI DO ACIDENTE DO TRABALHO

ART. 11 DA LEI 8.213/91:

Inciso VII - como segurado especial: o produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário


rurais, o garimpeiro, o pescador artesanal e o assemelhado, que exerçam suas atividades,
individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual
de terceiros, bem como seus respectivos cônjuges ou companheiros e filhos maiores de
14 (quatorze) anos ou a eles equiparados, desde que trabalhem, comprovadamente, com
o grupo familiar respectivo.

Conceito Prevencionista ou Técnico

Considera importante registrar não somente os acidentes do trabalho que levam a lesões
físicas ou a doenças ocupacionais, mas também, os acidentes que levam a “perda de
tempo” e a “danos materiais”.

 TEORIAS SOBRE A OCORRÊNCIA DOS ACIDENTES DO TRABALHO

 FALAREMOS BASICAMENTE DE DUAS DELAS:

1 – TEORIA DO DOMINÓ:
 OS ACIDENTES TÊM COMO CAUSA OS ATOS INSEGUROS E AS
CONDIÇÕES INSEGURAS.

2 – TEORIA MODERNA:
 OS ACIDENTES TÊM ORIGEM SOCIAL E MULTI-CAUSAL
OBS: COM A PORTARIAL MINISTERIAL DEIXA DE EXISTIR A
FIGURA DO ATO INSEGURO NAS INVESTIGAÇÕES DE
ACIDENTES.

(v. Portaria):QUE ELIMINA ESTAS TEORIAS

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO


SECRETARIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO
PORTARIA N.º 84, DE 04 DE MARÇO DE 2009
(D.O.U. de 12/03/09 – Seção 1 – Pág. 64)
Altera a redação do item 1.7 da Norma Regulamentadora n.º 1.

20
A SECRETÁRIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO e a DIRETORA DO
DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO, no uso de suas
atribuições legais, tendo em vista o disposto no artigo 200 da Consolidação das Leis do
Trabalho e no artigo 2º da Portaria n.º 3.214, de 08 de junho de 1978, resolvem:

Art. 1º - Alterar os itens 1.7 e 1.8 da Norma Regulamentadora n.º 1 (NR-1), aprovada
pela Portaria MTb/SSMT n.º 06, de 09/03/1983, que passam a vigorar com a seguinte
redação:

“1.7 Cabe ao empregador:


...
b)elaborar ordens de serviço sobre segurança e saúde no trabalho, dando ciência aos
empregados
por comunicados, cartazes ou meios eletrônicos;
...
e)determinar os procedimentos que devem ser adotados em caso de acidente ou doença
relacionada ao trabalho.”

“1.8 Cabe ao empregado:

a)cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde do trabalho,


inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador;
...”
Art. 2º - Esta Portaria entra em vigor na data da sua publicação.

RUTH BEATRIZ VASCONCELOS VILELA


Secretária de Inspeção do Trabalho

JÚNIA MARIA DE ALMEIDA BARRETO


Diretora do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho

2.1 Cabe ao empregador:

a) garantir a efetiva implementação das medidas de proteção estabelecidas nesta


Norma;

b) assegurar a realização da Análise de Risco - AR e, quando aplicável, a emissão da


Permissão de Trabalho - PT;

c) desenvolver procedimento operacional para as atividades rotineiras de trabalho em


altura;

d) assegurar a realização de avaliação prévia das condições no local do trabalho em


altura, estudando, planejando e implementando as ações e medidas complementares
de segurança aplicáveis;
e) adotar as providências necessárias para acompanhar o cumprimento das medidas de
proteção estabelecidas nesta Norma pelas empresas contratadas;

f) garantir aos trabalhadores informações atualizadas sobre os riscos e as medidas de


controle;

g) garantir que qualquer trabalho só se inicie depois de adotadas as medidas de

21
proteção definidas nesta Norma;

h) assegurar a suspensão dos trabalhos em altura quando verificar situação ou condição


de risco não prevista, cuja eliminação ou neutralização imediata não seja possível;

i) estabelecer uma sistemática de autorização dos trabalhadores para trabalho em


altura;

j) garantir que todo trabalho em altura seja realizado sob supervisão, com modo
estabelecido pela Análise de Risco.

2.2 Cabe aos trabalhadores:

a) colaborar com o empregador na implementação das disposições contidas nesta


Norma;

b) interromper imediatamente o trabalho, informando ao superior hierárquico, em caso


de qualquer situação ou condição de risco não prevista, cuja eliminação ou
neutralização imediata não seja possível;

c) zelar pela sua segurança e saúde e a de outras pessoas que possam ser afetadas por
suas ações ou omissões no trabalho.

3. Capacitação e Treinamento

3.1 O empregador deve promover programa para capacitação dos trabalhadores à


realização de trabalho em altura.

3.2 Considera-se trabalhador capacitado para trabalho em altura aquele que foi
submetido e aprovado em treinamento, teórico e prático, com carga horária mínima de
dezesseis horas, cujo conteúdo programático deve no mínimo incluir:

a) Normas e regulamentos aplicáveis ao trabalho em altura;


b) Análise de Risco e condições impeditivas;
c) Riscos potenciais inerentes ao trabalho em altura e medidas de controle;
........................................................................................................................................
........................................................................................................................................

COM A NOVA PORTARIA MINISTERIAL, FAZ-SE A INVESTIGAÇÃO


DO ACIDENTE ATRAVÉS DO “MÉTODO DE ARVORE DE CAUSAS”

A Investigação do Acidente de Trabalho: O Método de "Árvore de Causas".

A investigação causal é um procedimento importante na prevenção dos acidentes de


trabalho por promover a identificação de fatores de risco cuja eliminação pode evitar a
ocorrência de novos acidentes.

Nos tempos atuais, parece consenso que as noções de "atos e condições inseguras"
devem ser definitivamente abandonadas nas práticas de investigações de acidente de
trabalho.

22
O método de "árvore de causas", desenvolvido por pesquisadores franceses e descrito
por Monteau (1977), é o instrumento de investigação preconizado pela Organização
Internacional do Trabalho (OIT). Esse método baseia-se na Teoria de Sistemas, sendo o
acidente considerado como um sinal de "disfunção do sistema". Fundamenta-se em
relato objetivo e detalhado dos fatos envolvidos na ocorrência do acidente de trabalho a
partir da lesão produzida, identificando retroativamente tais fatos, denominados "fatores
antecedentes". Com estas informações constrói-se a rede de antecedentes do acidente,
representada sob forma de diagrama denominado "árvore de causas".

Para que o acidente de trabalho aconteça, é necessário a ocorrência de, pelo menos, uma
"variação" em relação à situação habitual de trabalho, e esse método estabelece que se
reconstitua a história do acidente a partir da identificação das variações e dos fatores
antecedentes.

Segundo o método de "árvore de causas", o trabalho desenvolvido por um indivíduo em


determinado sistema de produção constitui a "atividade" que, por sua vez, é decomposta
em quatro elementos: o "indivíduo” (I), a "tarefa” (T), o "material" (M) e o "meio de
trabalho" (MT).

Resumindo, a investigação do acidente consiste, então, na identificação de todas as


modificações ocorridas em cada um dos quatro elementos.

23
24
CAUSAS DOS ACIDENTES DE TRABALHO (HEINRICH)
 CAUSAS NORMALMENTE APONTADAS:

1 - ATOS INSEGUROS; (v. Portaria Ministerial)


2 - CONDIÇÕES INSEGURAS;
3 – FATORES PESSOAIS DE INSEGURANÇA.

NOVA CONCEITUAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO


 ACIDENTES DO TRABALHO:

SÃO FENÔMENOS SOCIALMENTE DETERMINADOS, PREVISÍVEIS E


PREVENÍVEIS.
OS FATORES PROVOCADORES DOS ACIDENTES DO TRABALHO SÃO
MULTICAUSAIS.

25
26
Teoria de Heinrich, estilizada

A
H
C
O Fatores I
M Pessoais Atos
D
E de Insegurança Inseguros E
M
N
T
E
M Lesões Físicas
S
E Danos Materiais
I Perda de Tempo
e/ou
O Doenças
D Ocupacionais
A Fatores Condições O
M Materiais Inseguras E
B
N
I
Ç
E
A
N
S
T
E

27
ACIDENTE - TIPO

Batida contra...

Prensagem entre...

Queda de pessoa...

Esforço excessivo ou “mau jeito”...

28
Contato com ELETRICIDADE...

Contatos com produtos químicos...

29
AGENTE DA LESÃO
 É aquilo que, em contato com a pessoa, determina a lesão ou uma doença
ocupacional, quando se trata de produtos que afetam órgãos internos aspirados
ou absorvidos pela epiderme.

 É a substância, energia, ou movimento do corpo que diretamente provocou a


lesão.

 Pode ser um dos muitos materiais com características agressivas, uma


ferramenta, a parte de uma máquina, etc.

EXEMPLOS:
 Produtos ácidos ...

 Materiais incandescentes....

 Materiais excessivamente quentes...

 A corrente elétrica...

 As radiações que lesam ou causam doenças pela simples exposição...

 Produtos tóxicos, microorganismos... , etc...

... POIS BASTA UM LEVE CONTATO PARA OCORRER A


LESÃO.

PREVENÇÃO DE ACIDENTES
CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 A segurança do trabalho é representada pelo conjunto de recursos (medidas e
ações) empregados para prevenir acidentes nas atividades das empresas;

 Caracteriza-se, principalmente, pelo cumprimento das normas regulamentadoras;

PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO :


Representam todos os procedimentos e comportamentos adotados com a finalidade
de se evitar a ocorrência de acidentes do trabalho .

30
CIÊNCIAS CORRELATAS:
 Engenharia de Segurança do Trabalho, com atuação na prevenção de
acidentes do trabalho;

 Higiene do Trabalho, com atuação na prevenção técnica das doenças


profissionais;

 Medicina do Trabalho, com atuação no indivíduo através de ações


predominantemente preventivas.

CONDIÇÕES DE TRABALHO
 São as circunstâncias postas à disposição dos trabalhadores para a realização de
suas atividades laborais representadas pelo Ambiente existente, as Máquinas e
Equipamentos, os Processos Produtivos desenvolvidos bem como os
Treinamentos específicos recebidos.

PROTEÇÃO CONTRA OS RISCOS OCUPACIONAIS


 Representam todas as medidas e dispositivos empregados com a finalidade de
se evitar a ocorrência de acidentes ou de doenças nos trabalhadores, ou
minimizar os seus efeitos;

PODE SER REPRESENTADA POR:


 Medidas de proteção coletivas;

 Equipamentos de proteção coletiva - EPC;

 Equipamentos de proteção individual – EPI.

MEDIDAS RELATIVAS AO AMBIENTE:

MEDIDA DE ENGENHARIA
Deve ser entendida como uma alteração permanente no ambiente de trabalho (incluindo
maquinaria e equipamento) que dispensa a necessidade de uma opção ou decisão de
controlar o risco, por parte do trabalhador ou de qualquer outra pessoa potencialmente
exposta.

MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA:


Genericamente, são aquelas adotadas com a finalidade de buscar suprimir o agente do
risco, de confiná-lo ou ainda reduzí-lo a níveis toleráveis no ambiente de trabalho.
PREVENÇÃO DE ACIDENTES
 DEVE SER ENFATIZADO QUE:

Antes de recomendar o uso de equipamentos de proteção individual, todas as


possibilidades de controle no ambiente de trabalho, ou seja, métodos de proteção
coletiva devem ser explorados.
MEDIDAS RELATIVAS AO TRABALHADOR
As medidas relativas ao trabalhador são também parte da estratégia de controle e a
maioria requer “controle administrativo” para a sua execução.

31
A PROTEÇÃO CONTRA OS RISCOS OCUPACIONAIS
 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA - EPC`S :

 São dispositivos utilizados no ambiente laboral destinados a proteção de


grupos de trabalhadores contra a ocorrência de acidentes do trabalho ou
doenças ocupacionais, podendo ser representados por proteções das
máquinas e equipamentos barreiras e sinalizadores, detectores de gases
e fumaças, cones de advertência, etc.

 EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI:

São dispositivos usados pelos trabalhadores para proteger a sua saúde e sua
integridade física no ambiente laboral podendo ser destinados a parte específica do
corpo ou do corpo inteiro.

32
CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 SEGURANÇA:

Representa a ausência do perigo no desenvolvimento do trabalho.

==> OS RISCOS OCUPACIONAIS COMPREENDEM:


 Riscos ambientais;

 Riscos operacionais.

SÃO CONSIDERADOS RISCOS AMBIENTAIS:


OS AGENTES FÍSICOS, QUÍMICOS E BIOLÓGICOS existentes nos ambientes de
trabalho que em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de
exposição, são capazes de causar danos a saúde do trabalhador.

SÃO CONSIDERADOS RISCOS OPERACIONAIS:


As circunstâncias e não conformidades observadas durante a realização de um trabalho,
seja por falhas no treinamento, falta ou falhas nos dispositivos de segurança das
máquinas e equipamentos ou na forma de operá-las .
PREVENÇÃO DE ACIDENTES NO TRABALHO
AS ATITUDES PODEM SER DO TIPO :
• PRO-ATIVAS-------------(PREVENTIVAS):

Aquelas que são adotadas antes que o acidente ocorra.

• REATIVAS ----------------(PASSIVAS):

Aquelas que se destinam a corrigir as situações irregulares causadoras de


acidentes a fim de que novos infortúnios do trabalho não voltem acontecer.

33
13 – NOVA CONCEITUAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO

ACIDENTES DO TRABALHO:

São fenômenos socialmente determinados, previsíveis e preveníveis.


Os fatores provocadores dos acidentes do trabalho são multicausais.

Ao contrário de se constituir obra do acaso como sugere a palavra acidente, os acidentes


do trabalho são fenômenos previsíveis, dado que os fatores capazes de desencadeá-los
encontram-se presentes na situação de trabalho (passíveis de identificação) muito tempo
antes de serem desencadeados.

Afirmar que acidentes do trabalho são socialmente determinados equivale a dizer que
resultam de fenômenos sociais, sobretudo da forma de inserção dos trabalhadores na
produção e, conseqüentemente, no consumo, expressando as correlações de forças
existentes em sociedades concretas.

14 – ACIDENTES TÍPICOS
É aquele acidente decorrente da característica da atividade profissional desempenhada
pelo acidentado.

15 – ACIDENTE DE TRAJETO
É aquele sofrido pelo empregado no percurso da residência para o local de trabalho ou
deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de
propriedade do empregado.
16 – DOENÇA PROFISSONAL – TECNOPATIAS
Doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do
trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada
pelo ministério do trabalho e da previdência social;
17 – DOENÇA DO TRABALHO – MESOPATIAS
Doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de
condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente,
constante da relação mencionada no inciso i.

Não se considera doença do trabalho:


– A degenerativa;
– A inerente ao grupo etário;
– A que não produza incapacidade laborativa;
– A doença endêmica, salvo comprovação de que foi adquirida devido a
natureza do trabalho realizado.

18 – ACIDENTES TIPO
É a forma como se dá o contato entre o agente da lesão e a vítima do acidente.
O PORQUÊ DO CONTATO E DA FORMA DE CONTATO, EM GERAL, INDICA
ALGUMA IRREGUILARIDADE QUE DEVE SER SUPRIMIDA DO TRABALHO.
Batida contra...
Batida por...
Prensagem entre...
Queda de pessoa...
Esforço excessivo ou “mau jeito”...
Contatos com produtos químicos...
Contato com ELETRICIDADE...etc;

34
19 – AGENTE DA LESÃO
É aquilo que, em contato com a pessoa, determina a lesão ou uma doença ocupacional,
quando se trata de produtos que afetam órgãos internos aspirados ou absorvidos pela
epiderme.
É a substância, energia, ou movimento do corpo que diretamente provocou a lesão.

Pode ser um dos muitos materiais com características agressivas, uma ferramenta, a
parte de uma máquina, etc.

EXEMPLOS:
Produtos ácidos ...
Materiais incandescentes....
Materiais excessivamente quentes...
A corrente elétrica...
As radiações que lesam ou causam doenças pela simples exposição...
Produtos tóxicos, microorganismos... , etc...
... pois basta um leve contato para ocorrer a lesão.

20 – PREVENÇÃO DE ACIDENTES
A segurança do trabalho é representada pelo conjunto de recursos (medidas e ações)
empregados para prevenir acidentes nas atividades das empresas;
Caracteriza-se, principalmente, pelo cumprimento das normas regulamentadoras;

PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO :


Representam todos os procedimentos e comportamentos adotados com a finalidade de
se evitar a ocorrência de acidentes do trabalho .

NORMALMENTE SÃO CLASSIFICADAS EM:

 condições de segurança:

 condições de insegurança:

35
21-CLASSIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS RISCOS
OCUPACIONAIS EM GRUPO DE ACORDO COM A NATUREZA

GRUPO 1 GRUPO 2 GRUPO 3 GRUPO 4 GRUPO 5

VERDE VERMELHO MARROM AMARELO AZUL

RISCOS RISCOS RISCOS RISCOS RISCOS DE


FÍSICOS QUÍMICOS BIOLÓGICOS ERGONÔMICOS ACI DE NT E S

RUÍDOS POEIRAS VÍRUS ESFORÇO FÍSICO ARRANJO FÍSICO


INTENSO INADEQUADO

VIBRAÇÕE FUMOS Bactérias LEVANTAMENTO E MÁQUINAS E


S TRANSPORTE EQUIPAMENTOS
MANUAL DE PESO SEM PROTEÇÃO
RADIAÇÕE NÉVOAS PROTOZOÁRIOS EXIGÊNCIA DE FERRAMENTAS
S POSTURA INADEQUADA INADEQUADAS OU
IONIZANTE DEFEITUOSAS
S
RADIAÇÕE NEBLINA FUNGOS CONTROLE RÍGIDO ILUMINAÇÃO
S DE PRODUTIVIDADE INADEQUADA
NÃO
IONIZANTE
FRIO GASES PARASITAS IMPOSIÇÃO DE RÍTIMO ELETRICIDADE
S
EXCESSÍVEL

CALOR VAPORES BACILOS TRABALHO EM TURNO PROBABILIDADE DE


E NOTURNO INCÊNDIO OU
EXPLOSÃO
PRESSÕES SUBSATÂNCIAS, JORNADA DE ARMAZENAMENTO
ANORMAIS COMPOSTOS, TRABALHO INADEQUADO
PRODUTOS PROLONGADO.
QUÍMICOS EM GERAL
UMIDADE OUTRAS SITUAÇÕES ANIMAIS
CAUSADORAS DE PEÇONHENTOS
STRESS
FÍSICOS OU / PSÍQUICOS

DIZ-SE SEGURO O SISTEMA DE TRABALHO CAPAZ DE TOLERAR ERROS DO


OPERADOR SEM OCORRÊNCIA DE ACIDENTE.

NESTE CASO O SISTEMA FOI CONCEBIDO CONSIDERANDO-SE O PRINCÍPIO


DA FALHA SEGURA.

CONDIÇÕES DE SEGURANÇA:
Quando as situações em que os trabalhos são realizados são de difícil possibilidade de
ocorrência de acidentes.

CONDIÇÕES DE INSEGURANÇA:

Quando as situações apresentadas são incompatíveis ou contrárias as previstas nas


Normas de Segurança.

22 – PROTEÇÃO CONTRA OS RISCOS OCUPACIONAIS


Representam todas as medidas e dispositivos empregados com a finalidade de se
evitar a ocorrência de acidentes ou de doenças nos trabalhadores, ou minimizar os
seus efeitos;

36
PODE SER REPRESENTADA POR:

 Medidas de proteção coletivas;

 Equipamentos de proteção coletivas – EPC;

 Equipamentos de proteção individual - EPI

MEDIDA DE ENGENHARIA
Deve ser entendida como uma alteração permanente no ambiente de trabalho (incluindo
maquinaria e equipamento) que dispensa a necessidade de uma opção ou decisão de
controlar o risco, por parte do trabalhador ou de qualquer outra pessoa potencialmente
exposta.

MEDIDAS DE PROTEÇÃO COLETIVA:


Genericamente, são aquelas adotadas com a finalidade de buscar suprimir o agente do
risco, de confiná-lo ou ainda reduzí-lo a níveis toleráveis no ambiente de trabalho.

23 – PREVENÇÃO DE ACIDENTES
DEVE SER ENFATIZADO QUE :
Antes de recomendar o uso de equipamentos de proteção individual, todas as
possibilidades de controle no ambiente de trabalho, ou seja, métodos de proteção
coletiva devem ser explorados.
As medidas relativas ao trabalhador são também parte da estratégia de controle e a
maioria requer “controle administrativo “para a sua execução”.
24 – PROTEÇÃO CONTRA OS RISCOS OCUPACIONAIS
 Redução do tempo de exposição;
 Introdução de pausas para descanso;
 Controle periódico da saúde dos
 Trabalhadores expostos ao risco;
 Interdição de trabalhar em algumas atividades agressivas a saúde a certos grupos
individuais: (mulheres, menores, grávidas, etc. )

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA-EPC


São dispositivos utilizados no ambiente laboral destinados a proteção de grupos de
trabalhadores contra a ocorrência de acidentes do trabalho ou doenças ocupacionais,
podendo ser representados por proteções das máquinas e equipamentos barreiras e
sinalizadores, detectores de gases e fumaças, cones de advertência, etc.

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI: são dispositivos


usados pelos trabalhadores para proteger a sua saúde e sua integridade física no
ambiente laboral podendo ser destinados a parte específica do corpo ou do corpo
inteiro.

25 – CONCEITOS FUNDAMENTAIS

SEGURANÇA:

Representa a ausência do perigo no desenvolvimento do trabalho .

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OS RISCOS OCUPACIONAIS COMPREENDEM :

 Riscos ambientais;

 Riscos operacionais.

26 – RISCOS AMBIENTAIS

SÃO CONSIDERADOS RISCOS AMBIENTAIS :


Os agentes físicos, químicos e biológicos existentes nos ambientes de trabalho que em
função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são
capazes de causar danos a saúde do trabalhador .

27 – RISCOS OPERACIONAIS

SÃO CONSIDERADOS RISCOS OPERACIONAIS :


As circunstâncias e não conformidades observadas durante a realização de um trabalho,
seja por falhas no treinamento, falta ou falhas nos dispositivos de segurança das
máquinas e equipamentos ou na forma de operá-las .

28 – PREVENÇÃO DE ACIDENTE NO TRABALHO

PRO-ATIVAS-------------( PREVENTIVAS ) :

aquelas que são adotadas antes que o acidente ocorra .

REATIVAS ----------------( PASSIVAS ) :

aquelas que se destinam a corrigir as situações irregulares causadoras de


acidentes a fim de que novos infortúnios do trabalho não voltem a acontecer
.

OBJETIVOS PRINCIPAIS DE UM LAYOUT


O Layout tem implicações práticas e estratégicas. Alterar um layout pode afetar uma
organização para o desperdício ou para a otimização de processos, e tem como objetivo:
 Facilitar o fluxo de materiais e de informações;
 Aumentar a eficiência de utilização de mão de obra e dos equipamentos;
 Reduzir os riscos dos trabalhadores;
 Melhorar o moral dos trabalhadores;
 Melhorar a comunicação.
 Proporcionar uma simplificação geral;
 Minimizar o custo com manuseio de material;
 Manter a flexibilidade do arranjo e das operações;
 Minimizar o WIP (work-in-process);

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 Promover uma efetiva utilização do espaço;
 Promover uma máxima visibilidade;
 Eliminar investimentos de capital desnecessários;
 Estimular a efetiva utilização da mão de obra; e Definir rotinas de fácil
interpretação.

PRINCÍPIOS DO ARRANJO FÍSICO


São seis os princípios que devem orientar o projetista de um arranjo físico para melhor
tirar proveito dos recursos disponíveis: integração, mínima distância, obediência ao
fluxo de operações, uso do espaço, satisfação e segurança e flexibilidade.

Princípio da Integração
Todos os recursos disponíveis devem ser dimensionados e alocados fisicamente de tal
forma que funcionem como um sistema único perfeitamente integrado.

Princípio da Mínima Distância


O transporte interno na empresa é uma perda, pois nada acrescenta ao produto. Assim
sendo, constitui tarefa fundamental do projetista reduzir as distâncias entre as estações
de trabalho.

Princípio da Obediência ao Fluxo de Operações


Os cruzamentos e retornos de materiais devem ser evitados. As áreas e locais de
trabalho devem obedecer às exigências das operações, para que homens, materiais e
equipamentos movam-se num fluxo contínuo, organizado e dentro de uma seqüência
lógica que respeite o processo produtivo

Princípio do Uso do Espaço


Tanto quanto possível devem ser usadas as três dimensões. A utilização do subsolo ou
do espaço superior é de grande valia no transporte interno par evitar cruzamento do
fluxo de materiais. A área de estocagem é sensivelmente reduzida quando se tira
partido da dimensão vertical.

Princípio da Satisfação e Segurança


Este princípio tem por objetivo aumentar a produtividade através da melhoria das
condições de trabalho

Princípio da Flexibilidade
É o princípio mais importante. Todo arranjo físico deve ser suficientemente flexível
para permitir futuras modificações decorrentes de mudanças no processo de produção,
na demanda do mercado e aquisição de novas máquinas. Assim sendo, é preciso
identificar as possibilidades de mudança e projetar o arranjo físico de tal forma que seja
fácil adaptar-se às novas condições.

Avanço Tecnológico
 Permitiu a organização das primeiras fábricas modernas, a extinção das fábricas
artesanais e o fim da escravatura, significando uma revolução econômica, social
e moral.

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 Com o surgimento das primeiras indústrias que os acidentes de trabalho se
alastraram, tomando proporções alarmantes.

 Os acidentes eram, em grande parte, provocados por substâncias e ambientes


inadequados, dadas as condições subumanas em que as atividades fabris se
desenvolviam, e grande era o número de doentes e mutilados.

 A partir daí, a Higiene e Segurança do Trabalho transformou-se,


definitivamente, numa função importante nos processos produtivos e enquanto
nos países desenvolvidos este conceito já é popularizado, os países em
desenvolvimento lutam para implantá-lo.

 Nos países da América Latina, a exemplo da Revolução Industrial, a


preocupação com os acidentes do trabalho e doenças ocupacionais também
ocorreu mais tardiamente, sendo que no Brasil os primeiros passos surgem no
início da década de 30 sem grandes resultados, tendo sido inclusive apontado na
década de 70 como o campeão em acidentes do trabalho.

NORMAS REGULAMENTADORAS-(NR)
APROVADA PELA PORTARIA Nº 3.214, DE 08 DE JULHO DE 1978

NR 1 - DISPOSIÇÕES GERAIS
A Norma Regulamentadora relativa à segurança e medicina do trabalho, são de
observância, obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da
administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos poderes legislativo e
judiciário, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho-
CLT.
NR 2 - INSPEÇÃO PRÉVIA
Todo estabelecimento novo, antes de iniciar suas atividades, deverá solicitar aprovação
de suas instalações ao Órgão Regional do MTE.

NR 3 - EMBARGO OU INTERDIÇÃO
O Delegado Regional do Trabalho, conforme o caso, à vista de laudo técnico do serviço
competente que demonstre grave e iminente risco para o trabalhador, poderá interditar
estabelecimento, setor de serviço, máquina ou equipamento, ou embargar obra,
indicando na decisão tomada, com a brevidade que a ocorrência exigir, as providências
que deverão ser adotadas para prevenção de acidentes do trabalho e doenças
profissionais.

NR 4 - SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE


SEGURANÇA E EM MEDICNA DO TRABALHO -SESMT
As empresas privadas e públicas, os órgãos públicos da administração direta e indireta e
dos poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela
Consolidação das Leis do Trabalho-CLT manterão, obrigatoriamente, Serviços
Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, com a
finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de
trabalho.

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NR 5 - COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES – CIPA
As empresas privadas e públicas e os órgãos governamentais que possuam empregados
regidos pela ConsoIidação das Leis do Trabalho - CLT ficam obrigados a organizar e
manter em funcionamento, por estabelecimento, uma Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes-CIPA.

NR 6 - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL


Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora - NR, considera-se
Equipamento de Proteção Individual - EPI todo dispositivo de uso individual utilizado
pelo trabalhador, destinado à proteção contra um ou mais riscos

NR 7 - PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE OCUPACIONAL


Esta Norma Regulamentadora estabelece a obrigatoriedade da elaboração e
implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam
trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde
Ocupacional-PCMSO, com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto
dos seus trabalhadores.

NR 8 - EDIFICAÇÕES
Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece requisitos técnicos mínimos que devem
ser observados nas edificações, para garantir segurança e conforto aos que nelas
trabalhem.

NR 9 - PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS AMBIENTAIS –PPRA


Esta Norma Regulamentadora estabelece a obrigatoriedade da elaboração e
implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam
trabalhadores como empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais -
PPRA, visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, através da
antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos
ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em
consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais.

NR 10 - SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE


Esta Norma Regulamentadora fixa as condições mínimas exigíveis para garantir a
segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas, em suas diversas
etapas, incluindo projeto, execução, operação, manutenção, reforma e ampliação e,
ainda, a segurança de usuários e terceiros.

NR 11 - TRANSPORTE, MOVIMENTAÇÃ0, ARMAZENAGEM E MANUSEIO


DE MATERIAIS
Normas de Segurança para operação de Elevadores, Guindastes, Transportadores
Industriais e Máquinas Transportadoras

NR 12 - MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
Instalações e Áreas de Trabalho

NR 13 - CALDEIRAS E VASOS DE PRESSÃO


Caldeiras a vapor são equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob pressão
superior a atmosférica, utilizando qualquer fonte de energia, excetuando-se os
refervedores e equipamentos similares utilizados em unidades de processo.

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NR 14 – FORNOS
Os fornos, para qualquer utilização, devem ser construídos solidamente, revestidos com
material refratário, de forma que o calor radiante não ultrapasse os limites de tolerância
estabelecidos pela Norma Regulamentadora - NR-15.

NR 15 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES INSALUBRES


São consideradas atividades ou operações insalubres as que se desenvolvem acima dos
limites de tolerância.

NR 16 - ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS


O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao trabalhador a
percepção de adicional de 30% (trinta por cento), incidente sobre o salário, sem os
acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa.

NR 17 – ERGONOMIA
Esta Norma Regulamentadora visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptação
das condições de trabalho às características psico-fisiológicas dos trabalhadores, de
modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.

NR 18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA


DA CONSTRUÇÃO
Esta Norma Regulamentadora- NR estabelece diretrizes de ordem administrativa, de
planejamento e de organização, que objetivam a implementação de medidas de controle
e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente
de trabalho na Indústria da Construção.

NR - 19 EXPLOSIVOS
Depósito, Manuseio e Armazenagem de explosivos.

NR 20 - LÍQUIDOS COMBUSTÍVEIS E INFLAMÁVEIS


Para efeitos desta Norma Regulamentadora fica definido "líquido combustível" como
todo aquele que possua ponto de fulgor igual ou superior a 70ºC (setenta graus
centígrados) e inferior a 93,3ºC (noventa e três graus e três décimos de graus
centígrados) e "Líquido inflamável" como todo aquele que possua ponto de fulgor
inferior a 70ºC (setenta graus celsius) e pressão de vapor que não exceda 2,8 kgf/cm2
absoluta a 37,7ºC.

NR 21 - TRABALHO A CÉU ABERTO


Nos trabalhos realizados a céu aberto, é obrigatória a existência de abrigos, ainda que
rústicos, capazes de proteger os trabalhadores contra intempéries.

NR 22 – SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL NA MINERAÇÃO


Esta Normas Regulamentadora tem por objetivo disciplinar os preceitos a serem
observados na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o
planejamento e o desenvolvimento da atividade mineira com a busca permanente da
segurança e saúde dos trabalhadores.

NR 23 - PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS


Todas as empresas deverão possuir: Proteção contra incêndio, Saídas suficientes para a
rápida retirada do pessoal em serviço, em caso de incêndio, Equipamento suficiente para
combater o fogo em seu início e Pessoas adestradas no uso correto desses
equipamentos.

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NR 24 - CONDIÇÕES SANITÁRIAS E DE CONFORTO NOS LOCAIS DE
TRABALHO
Denomina-se, para fins de aplicação da presente NR, a expressão Aparelho sanitário: o
equipamento ou as peças destinadas ao uso de água para fins higiênicos ou a receber
águas servidas (banheira, mictório, bebedouro e outros). Gabinete sanitário:
denominado de latrina, privada, WC, o local destinado a fins higiênicos e dejeções;
Banheiro: o conjunto de peças ou equipamentos que compõem determinada unidade e
destinado ao asseio corporal.

NR 25 - RESÍDUOS INDUSTRIAIS
Os resíduos gasosos deverão ser eliminados dos locais de trabalho através de métodos,
equipamentos ou medidas adequadas, sendo proibido o lançamento ou a liberação nos
ambientes de trabalho de quaisquer contaminantes gasosos sob a forma de matéria ou
energia, direta ou indiretamente, de forma a serem ultrapassados os limites de tolerância
estabelecidos pela Norma Regulamentadora (NR-15).
Os resíduos líquidos e sólidos produzidos por processos e operações industriais deverão
ser convenientemente tratados e/ou dispostos e/ou retirados dos limites da indústria, de
forma a evitar riscos a saúde e a segurança dos trabalhadores.

NR 26 - SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA
Cor na segurança do trabalho.
Esta norma tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho
para prevenção de acidentes, identificando os equipamentos de segurança, delimitando
áreas, identificando as canalizações empregadas nas indústrias para a condução de
líquidos e gases, e advertindo contra riscos.

NR 27 - REGISTRO PROFISSIONAL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO


TRABALHO NO MINISTÉRIO DO TRABALHO

NR 28 - FISCALIZAÇÃO E PENALIDADES

NR 29 – SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO PORTUÁRIO


Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais, facilita os
primeiros socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de
segurança e saúde aos trabalhadores portuários.
As disposições contidas nesta NR aplicam-se aos trabalhadores portuários em operações
tanto a bordo como em terra, assim como aos demais trabalhadores que exerçam
atividades nos portos organizados e instalações portuárias de uso privativo e
retroportuárias, situadas dentro ou fora de área do porto organizado.

NR 30 – SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO AQUAVIÁRIO


Esta norma aplica-se aos trabalhadores das embarcações comerciais, de bandeira
nacional, bem como às de bandeiras estrangeiras, no limite do disposto na Convenção
da OIT nº147 – Normas Mínimas para Marinha Mercante, utilizados no transporte de
mercadorias ou de passageiros, inclusive naquelas utilizadas na prestação de serviços,
seja na navegação marítima de longo curso, na de cabotagem, na navegação interior, de
apoio marítimo e portuário, bem como em plataformas marítimas e fluviais, quando em
deslocamento.

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NR 31 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO NA AGRICULTURA,
PECUARIA, SILVICULTURA, EXPLORAÇÃO FLORESTAL E
AQÜICULTUTA
Esta Norma Regulamentadora tem por objetivo estabelecer os preceitos a serem
observados na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o
planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura, pecuária, silvicultura,
exploração florestal e aqüicultura com a segurança e saúde e meio ambiente do trabalho.

NR 32 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM SERVIÇO DE SAÚDE


Esta Norma Regulamentadora – NR tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas
para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores
dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e
assistência à saúde em geral.

NR 33- SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS EM ESPAÇOS


CONFINADOS
Esta Norma tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de
espaços confinados e o reconhecimento, avaliação, monitoramento e controle dos riscos
existentes, de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores
que interagem direta ou indiretamente nestes espaços.
Espaço Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana
contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente é
insuficiente para remover contaminantes ou onde possa existir a deficiência ou
enriquecimento de oxigênio.

NR 34- CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA


DA CONSTRUÇÃO E REPARAÇÃO NAVAL
Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece os requisitos mínimos e as medidas de
proteção à segurança, à saúde e ao meio ambiente de trabalho nas atividades da
indústria de construção e reparação naval.
Consideram-se atividades da indústria da construção e reparação naval todas aquelas
desenvolvidas no âmbito das instalações empregadas para este fim ou nas próprias
embarcações e estruturas, tais como navios, barcos, lanchas, plataformas fixas ou
flutuantes, dentre outras.

NR-35 TRABALHO EM ALTURA


Publicação D.O.U.
Portaria SIT n.º 313, de 23 de março de 2012
DOU 27/03/12
Esta Norma estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho
em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir
a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta
atividade.
Considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de 2,00 m (dois
metros) do nível inferior, onde haja risco de queda.

NR-36 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM EMPRESAS DE ABATE


E PROCESSAMENTO DE CARNES E DERIVADOS
Publicação D.O.U.
Portaria MTE n.º 555, de 18 de abril de 2013

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Esta Norma é estabelecer os requisitos mínimos para a avaliação, controle e
monitoramento dos riscos existentes nas atividades desenvolvidas na indústria de abate
e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano, de forma a
garantir permanentemente a segurança, a saúde e a qualidade de vida no trabalho, sem
prejuízo da observância do disposto nas demais Normas Regulamentadoras - NR do
Ministério do Trabalho e Emprego.

NR-37 (PUBLICADA PORTARIA Nº 382 SOBRE A CRIAÇÃO DA NR 37-


SEGURANÇA E SAÚDE EM PLATAFORMAS DE PETRÓLEO)
Publicada em 21 de maio de 2013, a Portaria n°382 que trata da proposta de criação de
texto da Norma Regulamentadora n° 37, sobre Segurança e Saúde em Plataformas de
Petróleo. Como o Brasil é um grande produtor, a criação de uma NR voltada para o
setor petrolífero é fundamental para assegurar maior segurança para trabalhadores dessa
área. O texto estará em consulta pública para a coleta de sugestões da sociedade até o
dia 22 de julho de 2013. O mesmo pode ser acessado através do site
http://portal.mte.gov.br/legislacao/normas-regulamentadoras

Provérbios

 “Deus é amor e nos trata com amor gratuitamente e


incondicionalmente”

 ”O que é mais valioso não é o que nós temos em nossas vidas, mas
quem nós temos em nossas vidas” (Desconhecido)

 “Viva ávida intensamente, sem medo, enfrente todos os obstáculos e


mostre que você pode superá-los” (Desconhecido)

 “Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao


aprender” (Paulo Freire);

 Sou obstinado pela segurança e saúde do trabalhador, pois consigo


enxergar, mesmo quando outras se negam a ver (Carlos Xeres);

 Nunca desista das coisas facilmente, não deixe ficar abatido por
coisas que você pode superar (Carlos Xeres)

BOA SORTE!

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Referências Bibliográficas

BIBLIOGRAFIA:
TAVARES, José da Cunha. Noções de Prevenção e Controle de Perdas em
Segurança do Trabalho. São Paulo: Editora Senac ,2008.6ª ed.

SOUTO, Daphis Ferreira. Saúde no trabalho: uma evolução em andamento. Editora


Senac Nacional,2003.

ARMANDO, Campos. CIPA-Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Uma


Norva Abordagem. São Paulo: Editora Senac ,2006.10ª Ed.

MASI, Domenico de. A sociedade pós - industrial. São Paulo: Ed. Senas, 1999.

MAXIMIANO, Antonio César Amaru. Teoria Geral da Administração. 2ª ed. SP:

Atlas, Manuais de Legislação. Manual de Segurança e Medicina do Trabalho. São


Paulo: Editora Atlas, 2008.62ª ed.

Curso de engenharia de segurança do trabalho. Ed.rev.ampl. São Paulo,


FUNDACENTRO, 1981.1ºV.

BINDER, Maria Cecília. Árvore de causas: Método se investigação de acidentes


de trabalho. São Paulo: Publisher, 1995.

Fonseca, A., Pina, M. F. R. e Baptista, M. A. (1996). Concepção de Locais de


Trabalho: Guia de apoio. Ed. IDICT, Instituto de Desenvolvimento e Inspecção das
Condições de Trabalho. Lisboa.

Miguel, Alberto Sérgio (1998). Manual de Higiene e Segurança do Trabalho Porto


Editora. 4.ª Edição. Lisboa.

Miguel, Alberto Sérgio (1998). Segurança e higiene do trabalho. Universidade Aberta.


Lisboa.

Roxo, Manuel M. (2004). Segurança e Saúde do Trabalho: avaliação e controlo de


riscos. Porto Editora, Lisboa.
Curso de engenharia de segurança do trabalho. Ed.rev.ampl. São Paulo,
FUNDACENTRO, 1981.4ºV.

Manual de segurança e saúde no trabalho-Indústria calçadista-Coleção manuais –


SESI,2002.

Curso de engenharia de segurança do trabalho. Ed.rev.ampl. São Paulo,


FUNDACENTRO, 1981.4ºV.

Atlas,Manuais de Legislação.Manual de Segurança e Medicina do Trabalho.São


Paulo:Editora Atlas,2008.62ª ed.

Site http://portal.mte.gov.br/legislacao/normas-regulamentadoras

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