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O QUE JESUS FEZ PELA HUMANIDADE

NA SEXTA – ELE PAGOU O PREÇO


(I Coríntios 15.1-4/ Marcos 14.50)
Introdução
O apostolo Paulo estava escrevendo à igreja de Corinto sobre a conduta espiritual dos
irmãos. As obras de suas mãos não estavam condizendo com a fé que afirmavam ter. Paulo ao
perceber que a igreja estava indo em uma direção oposta ao direcionamento de Cristo, resolve
mandar-lhes uma carta que reestabelecesse as diretrizes espirituais da mesma.
Ao chegar no capítulo 15, Paulo então os confronta sobre o verdadeiro evangelho que já
havia sido pregado naquela igreja, e que agora deveria ser relembrado. E deste modo, Paulo traz
a eles a convicção do que realmente havia acontecido no período da Páscoa alguns anos antes: a
morte de Cristo, o dia de desespero e a sua ressurreição. E com isto Paulo retorna aos
acontecimentos daqueles três dias.

Jesus sabia exatamente o que lhe havia de acontecer, mas em nenhum momento
fraquejou no caminho que sabia ser o mais doloroso possível: a dor física insuportável, a dor
intelectual desacreditando-o, a dor emocional, tornando-o alguém que ele não era perante
todos, e a dor espiritual, afastamento do Pai. Jesus sofreu como ninguém havia sofrido em
todos os aspectos.
Na estrada para a sua paixão Jesus tratou de preparar todas as questões:
a. Ensinou os seus discípulos a cear (Mt 26.26-29);
b. Ensinou seus discípulos a humildade (Jo 13.12-17);
c. Prometeu estar com eles um dia novamente (Mc 14.25);
d. Fez a predição de sua morte algumas vezes, porém eles não compreenderam (Mt
26.18; Mc 14.27);
e. Orou intensamente diante do Pai, com os discípulos (Jo 17.1-26);
f. Orou intensamente diante do Pai, sozinho (Mt 26.36-42).

Nesse exato momento todos começaram a virar as costas para ele:

I. Seus discípulos o abandonaram;

a. Judas o trai (Mc 14.43-46)


b. Todos fugiram na sua prisão (Mc 14.50);
c. Pedro nega a Cristo (Mc 14.66-72);

II. O seu povo lhe abandonou (Jo 1.11-12);


a. Os líderes Judeus o julgaram
A1. Anás – Permitiu que Cristo fosse morto (Jo 18.12-14);
A2. Caifás – Deu a sentença da morte (Mt 26.57-68);
A3. Sinédrio – Legitimou a sentença de morte (Mt 27.1-2).
b. Os romanos o julgaram
B1. Pilatos – Declarou-lhe inocente (Jo 18.28-38);
B2. Herodes – Declarou-lhe inocente (Lc 23.6-12);
B3. Pilatos – Declarou-lhe inocente (Jo 18.39-19.6).

III. O próprio Pai virou as costas;


A célebre frase: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mt 27.46-47)

Conclusão
Rodeado de pessoas, Cristo passou a sua sexta-feira sozinho. O filho de Deus, o próprio Deus
encarnado estava com a atenção de todo o universo voltado para si. O ferimento que o homem
havia causado na sua ligação santa com Deus foi restaurado. Uma sexta-feira realmente santa,
pois a exigência da Lei perfeita de Deus havia sido suprida e consumada. Foi uma sexta-feira de
grande tristeza e esperança. E o que nós estamos fazendo para manter a santidade de Deus em
nós intacta, se é que a temos, e que nos eleve ao Senhor e nos permita entrar na presença dele no
trono da graça em santidade? Efésios 2.8 – Pela graça sois salvos mediante a fé, e isto não vem
de vós, é dom de Deus!

• I. A vida de Cristo deve nos trazer um sentimento de santificação progressiva;


• II. A morte de Cristo deve nos trazer um sentimento de esperança;
• III. A vida e morte de Cristo deve nos trazer a certeza da salvação pela graça por
meio da fé;