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E.B.

2,3 FAZENDAS DE ALMEIRIM


Teste de avaliação de Português – 9.º ano

Nome: ______________________________Nº _____ Turma: _____Data: ____/ ____/ _____

Avaliação: _____________________Professora: _____________Enc. Ed._____________

Grupo I – Compreensão do oral

Ouve atentamente o excerto do documentário Grandes Livros dedicado à obra


Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto e responde às questões que te são colocadas:
https://www.youtube.com/watch?v=j13OdLX0lew ( 0.30’ / 5.33’)

1. Em que século decorre a ação do livro Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto?


A) XIV.
B) XV.
C) XVI.
D) XVII.

2. O autor, Fernão Mendes Pinto (F. M. P.), conta as suas aventuras


A) por terras de África.
B) pelo Oriente.
C) nas Américas e Caraíbas.
D) em Madagáscar e Moçambique.

3. O autor, logo no início da sua obra, considera que


A) tem razões para se queixar da sua pouca sorte.
B) o leitor irá apreciar conhecer as suas aventuras.
C) a sua experiência será exemplarmente recordada.
D) foi um afortunado por ter passado por tantas aventuras.

4. Nas primeiras palavras de Peregrinação, F. M. P., tal como Camões nos seus “Os Lusíadas”,
A) invoca a ajuda das musas para escrever a sua obra.
B) dedica o poema ao rei D. Sebastião.
C) apresenta os deuses que, no Olimpo, se reuniram.
D) propõe-se cantar feitos heroicos e dignos de serem recordados.

5. Na época dos Descobrimentos, as prioridades de Portugal seriam


A) dividir o mundo e descobrir outros continentes.
B) expandir o império, fazer comércio e espalhar a fé cristã.
C) descobrir o Brasil, chegar ao Japão e conhecer novas rotas comerciais.
D) alargar o império, tornar o rei poderoso e chegar à Índia por mar.
Grupo II – Leitura
Lê o texto que se segue.
A história raramente se desenrola como uma fábula. Mas pense nisto: um navio
mercante português do século XVI, carregando uma fortuna em ouro e marfim a caminho
de um famoso porto de especiarias na costa da Índia, é desviado para longe da sua rota
por uma terrível tempestade ao tentar contornar a extremidade austral de África. Dias
5 mais tarde, castigado e quebrado, o navio afunda-se numa misteriosa costa envolta
em nevoeiro, salpicada com mais de cem milhões de quilates em diamantes, uma ironia
cruel para os sonhos de riqueza dos marinheiros. Nenhum dos náufragos regressou a
casa.
Este conto improvável ter-se-ia perdido para sempre sem a descoberta dos destroços
10 de um navio numa praia a sul de Sperrgebiet em abril de 2008. Trata-se da rica mina de
diamantes, famosa pela sua inacessibilidade, explorada pela empresa NAMDEB, um
consórcio do Estado e da empresa, De Beers, junto à foz do rio Orange, na costa
meridional da Namíbia. Um geólogo trabalhava na área de mineração U-60 quando
encontrou aquilo que, à primeira vista, pensou ser metade de uma esfera de rocha
15 perfeitamente redonda. Curioso, pegou-lhe e percebeu de imediato tratar-se de um
lingote de cobre.(…) O lingote era do tipo utilizado para comprar especiarias na Índia
durante a primeira metade do século XVI.
Mais tarde, os arqueólogos descobririam 22 toneladas destes lingotes sob a areia, bem
como canhões e espadas, marfim e astrolábios, mosquetes e cotas de malha. E ouro,
20 evidentemente. Mãos-cheias de ouro: nas escavações, encontraram-se mais de duas mil
belas e pesadas moedas, sobretudo excelentes1 espanhóis, com as efígies de Fernando
e Isabel, mas também requintados portugueses com as armas de Dom João III, algumas
moedas venezianas, islâmicas, florentinas e de outras nacionalidades.
São de longe os mais antigos e os mais ricos destroços de um navio naufragado
25 descoberto na costa da África subsariana. (…)
“É uma oportunidade única”, diz Francisco Alves, veterano arqueólogo subaquático
português, chefe da Divisão de Arqueologia Náutica e Subaquática do Instituto de
Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico do Ministério da Cultura e consultor
da edição portuguesa da National Geographic. “Sabemos tão pouco sobre estes navios
30 antigos. Esta é apenas a segunda nau escavada por arqueólogos. Todas as outras foram
pilhadas por caçadores de tesouros.”
(…) Os funcionários do consórcio suspenderam as operações em redor do local do
naufrágio, contrataram uma equipa de arqueólogos e, durante algumas semanas de
esplêndida distração, escavaram história em vez de diamantes.
Roff Smith, in National Geographic, outubro de 2009
1. excelentes: moeda espanhola o século XVI.
Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.

1. Escolhe, em cada item (1.1. a 1.5.), a opção que está de acordo com o sentido do texto.

1.1. O navio descoberto na Namíbia


(A) regressava de uma viagem à Índia, carregado de especiarias.

(B) carregava cem milhões de quilates em diamantes.

(C) levava moedas e outros valores para efetuar trocas comerciais.

(D) pertencia a Anton Fugger, um rico mercador.

1.2. A palavra “excelentes” (linha 21)


(A) classifica o desempenho de Fernando e Isabel, reis espanhóis.

(B) refere-se a moedas espanholas.

(C) avalia a qualidade das moedas espanholas.

(D) qualifica o grau de preservação do tesouro.

1.3. O arqueólogo considera esta uma “oportunidade única” (linha 26)


(A) devido ao grau de conservação da nau e do seu conteúdo.

(B) porque, até hoje, só foram encontradas duas naus.

(C) visto que nunca estivera na Namíbia.

(D) por causa do valor económico do tesouro.

1.4. A expressão “escavaram história em vez de diamantes” (linhas 41-42) significa que
(A) o consórcio pondera dedicar-se à arqueologia subaquática, abandonando a prospeção de
diamantes.

(B) os arqueólogos resolveram escavar toda a área da mina, em busca de outros vestígios de
naus.

(C) os funcionários do consórcio dedicaram-se, temporariamente, à descoberta de artefactos


históricos.
(D) a descoberta de factos históricos, do nosso passado, é mais importante do que o lucro
económico.

1.5. A expressão “de longe” (linha 24) pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
(A) longinquamente.
(B) mais do que quaisquer outros.
(C) de épocas afastadas.
(D) vistos à distância.
Grupo III – Educação Literária
PARTE A
Lê as estâncias 18 a 21 de Os Lusíadas, de Luís de Camões, e o vocabulário e notas
apresentados.

18 Porém a deusa Cípria1, que ordenada


Era para favor dos Lusitanos
Do Padre eterno2, e por bom génio3 dada,
Que sempre os guia já de longos anos;
A glória por trabalhos alcançada,
Satisfação de bem sofridos danos,
Lhe andava já ordenando, e pretendia
Dar-lhe nos mares tristes, alegria.

19 Despois de ter um pouco revolvido


Na mente o largo mar que navegaram,
Os trabalhos, que pelo Deus4 nascido
Nas Anfióneas Tebas5 se causaram;
Já trazia de longe no sentido,
Pera prémio de quanto mal passaram,
Buscar-lhe algum deleite, algum descanso
No Reino de cristal, líquido e manso;

20 Algum repouso, enfim, com que pudesse


Refocilar6 a lassa7 humanidade
Dos navegantes seus, como interesse
Do trabalho que encurta a breve idade8.
Parece-lhe razão que conta desse
A seu filho9, por cuja potestade10
Os Deuses faz descer ao vil terreno
E os humanos subir ao céu sereno.

21 Isto bem revolvido, determina


De ter-lhe aparelhada, lá no meio
Das águas, alguma ínsula divina,
Ornada de esmaltado e verde arreio11;
Vocabulário:
Que muitas tem no reino, que confina13
Da mãe primeira com o terreno seio, 1 deusa Vénus(adorada em Chipre)
Afora as que possui soberanas 2 Júpiter; 3 protetora; 4 Baco; 5 Tebas foi edificada por
Para dentro das portas Herculanas.
Anfião, filho de Júpiter; restaurar as forças; 7 cansada;
6

15
22 Ali quer que as aquáticas donzelas 8 trabalho que torna a vida ainda mais curta; 9 Cupido;
Esperem os fortíssimos barões, 10 poder; 11enfeite; 13 Vénus tinha muitas ilhas no seu
Todas as que têm título de belas, 14 Éden,
reino; paraíso da primeira mãe, Eva.
Glória dos olhos, dor dos corações,
15 ninfas
Com danças e coreias, porque nelas do mar
Influirá secretas afeições,
Para com mais vontade trabalharem
De contentar, a quem se afeiçoaram.
1. Ordena as alíneas abaixo de acordo com o conteúdo das estrofes.

A. Vénus pede auxílio a Cupido.


B. Antes da instrução de Júpiter, a deusa do amor tencionava proporcionar algum descanso
e diversão aos lusos para os compensar de todas as dificuldades.
C. As ninfas teriam a função de seduzir os nautas portugueses.

D. Instruída por Júpiter, Vénus pretende recompensar os portugueses, levando-os a alcançar


a merecida glória.
E. Vénus recorda que, no seu percurso, os nautas tinham sido vítimas de Baco.

2. Indica o episódio a que pertencem as estrofes transcritas.

3. Relê a estrofe 18.


3.1. Aponta as razões que a “Deusa Cípria” encontra para cumprir a ordem de Júpiter.

4. Vénus encontrou uma forma de recompensar os nautas portugueses.


4.1. Com a ajuda do Cupido, o que decidiu a deusa fazer?
4.2. Transcreve dois versos que comprovam que as ninfas tinham as características
necessárias para a concretização do desejo de Vénus.

5. Identifica o recurso expressivo presente no verso “Dar-lhe, nos mares tristes, alegria”,
selecionando a opção correta.
A) Metáfora.
B) Antítese.
C) Dupla adjetivação.
D) Eufemismo.
PARTE B
Lê a estância 86 do Canto VI d’Os Lusíadas.

"Estas obras de Baco são, por certo,


Disse; mas não será que avante leve
Tão danada tenção, que descoberto
Me será sempre o mal a que se atreve."
Isto dizendo, desce ao mar aberto,
No caminho gastando espaço breve,
Enquanto manda as Ninfas amorosas
Grinaldas nas cabeças pôr de rosas.

Num texto de 40 a 70 palavras, indica


 o episódio a que pertence a estrofe;
 identifica o emissor do discurso nos versos 1 a 4;
 refere as “obras” que são de Baco;
 explicitação do motivo que leva as “Ninfas amorosas” (verso 7) a colocarem “Grinaldas nas
cabeças” (verso 8).

Grupo IV – Gramática

1. Indica o processo de formação da palavra destacada no verso:


“Refocilar a lassa humanidade”.

2. Seleciona, para responderes a cada item (2.1. e 2.2.), a única opção que permite obter uma
afirmação correta.

2.1. Na frase “ Este conto improvável ter-se-ia perdido para sempre sem a descoberta dos
destroços de um navio numa praia a sul de Sperrgebiet em abril de 2008” (ll.8-9), a forma
verbal sublinhada está no
A) pretérito mais-que-perfeito composto do indicativo.
B) pretérito perfeito composto do conjuntivo;
C) condicional composto.
D) futuro composto do indicativo.

2.2. Na frase “São de longe os mais antigos (…) destroços de um navio( …), o adjetivo
destacado encontra-se no grau
A) normal.
B) superlativo relativo de superioridade.
C) comparativo de superioridade.
D) superlativo absoluto analítico.
3. Lê a expressão seguinte.
“Os funcionários do consórcio suspenderam as operações em redor do local do naufrágio,(…)

3.1. Reescreve a frase, substituindo a expressão sublinhada pelo pronome pessoal adequado.
Faz as alterações necessárias

4. Na frase “Assim que começamos a ler “Os Lusíadas”, percebi logo o grande valor histórico
que a epopeia tem.”, a primeira oração é
A) subordinada adverbial concessiva.
B) subordinada adverbial causal.
C) subordinada adverbial consecutiva.
D) subordinada adverbial temporal.

5. Associa cada função sintática da coluna A a uma única frase da coluna B, de modo a fazeres
a correspondência correta.
Coluna A Coluna B
A) Predicado 1) O caderno que comprei é pequeno.
B) Complemento oblíquo 2) Considero “Os Lusíadas” uma obra-prima.
C) Predicativo do complemento direto 3) Vénus conduziu os navegadores para a ilha.
D) Modificador do nome restritivo 4) A ilha era um paraíso.

Grupo V – Escrita

Imagina que participas na exploração de uma ilha pouco conhecida.

Escreve um texto narrativo, correto e bem estruturado, com um mínimo de 180 e um máximo de
240 palavras, no qual relates a tua experiência naquele local, as características da paisagem e as
atividades desenvolvidas como explorador(a). Deverás incluir um momento de descrição.

O teu texto deverá obedecer a uma estrutura com introdução, desenvolvimento e conclusão.

Regista o nº de palavras utilizadas

FIM
PROPOSTA DE CORREÇÃO/COTAÇÃO

Grupo I

1. C
2. B 2x5
3. A
4. D
5. B
Total 10

Grupo II

1.
1.1. C
1.2. B 2x5
1.3. A
1.4. D
1.5. B
Total 10

Grupo III
Parte A
1. BDEAC 4
2. Estas estrofes pertencem ao episódio “Ilha dos Amores”. 4
3. A deusa Vénus queria recompensar os portugueses por todo o
sofrimento vivido no mar (“Satisfação de bem sofridos danos”) e por
todos os esforços realizados durante a viagem até à Índia (“A glória por 6
trabalhos alcançada”).

4.
4.1. Vénus decidiu preparar uma “Ínsula divina”, povoada com ninfas
atingidas pela seta de Cupido, o seu filho, onde os navegadores 5
portugueses pudessem descansar – a Ilha dos Amores.

4.2. Os versos que expressam as características das ninfas necessárias


à concretização do objetivo de Vénus são os seguintes: “Todas as 3
que têm título de belas,/Glória dos olhos, dor dos corações”.
5. O recurso expressivo presente é a antítese.
2
Parte B
(resposta modelo)
1.
A estrofe 86 pertence ao episódio “A tempestade”.
É Vénus, deusa protetora dos navegadores portugueses, que profere
as palavras, denunciando o autor da tempestade medonha vivida pelos
marinheiros – relâmpagos e ventos fortes que destruíram as
6
embarcações.
Para acalmar os ventos mitológicos, as ninfas embelezam-se com
coroas de rosas para, assim, os dominar e dar por findada a
tempestade.

Total parcial Parte A + Parte B 30 pontos

Grupo IV
1. A palavra “humanidade” é derivada por sufixação ( humano+ -idade) 3
2.1 C
6
2.2.B
3.
3.1. “Os funcionários do consórcio suspenderam-nas em redor do local
4
do naufrágio,(…)

4. D) Oração subordinada adverbial temporal 3


5.
A) 4.
B) 3. 4
C) 2.
D) 1.
Total parcial 20 pontos