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PROVA FINAL MODELO – PORTUGUÊS 9.

º ANO Proposta 2
ANO LETIVO: ________ / ________ ANO DE ESCOLARIDADE: 9.º Ano DATA: ______ / ______ / ______
NOME: _______________________________________________________________________________________________________ N.º: ________ TURMA: ________
CLASSIFICAÇÃO: ______________________ PROFESSOR: ________________________________ ENC. DE EDUCAÇÃO: _________________________________
DURAÇÃO DA PROVA: 90 minutos. | TOLERÂNCIA: 30 minutos.

GRUPO I

PARTE A
Lê o texto.

Continuar Os Lusíadas
1 Quando estava a escrever este livro, um amigo perguntou-me se era uma história. Não soube
responder-lhe. Mas fiquei a pensar na pergunta. E agora acho que sim, é a história de um miúdo que pregava
pregos numa tábua e depois começou a contar as sílabas pelos dedos.
O miúdo que conta as sílabas pelos dedos não se contenta em contar as dos outros, às duas por três
5 começa a contá-las para si mesmo. E não está com meias aquelas, chama a irmã e confidencia-lhe: Vou 1
continuar Os Lusíadas. Ela fica um tanto assarapantada, mas leva a sério, como, aliás, tudo o que vem do
irmão. Mas não consegue conter-se. Conta a uma amiga, esta a outra, que por sua vez conta a outra, a notícia
vai dando a volta, chega ao liceu do irmão e à rua onde moram, os vizinhos comentam, entre eles um
escultor célebre, mestre Barata Feyo, o único, diga-se de passagem, que não se escandaliza, acha natural,
10 ao ponto de apresentar o miúdo a dois colegas professores de Belas Artes:
– É este o homem que está a continuar Os Lusíadas.
De modo que o miúdo que pregava pregos numa tábua não teve outro remédio senão o de tentar
corresponder à confiança de tão ilustre artista. E meteu mãos à obra. Mas ainda hoje não sabe se conseguiu.
E o escultor já cá não está para confirmar se sim ou não. Só a irmã, sem ironia, às vezes lhe pergunta: Ainda
15 estás a continuar Os Lusíadas? Apesar da solenidade com que o pai lhes tinha explicado que ninguém
poderia nunca continuar Os Lusíadas e que era quase um sacrilégio pensar que sim. Nem um nem outro
ficaram convencidos. O miúdo que gostava de armar ao pingarelho acabou mesmo por dizer à irmã:
– O pai está enganado, não há nenhum poeta que não tenha querido continuar Os Lusíadas.

Manuel Alegre, O Miúdo que Pregava Pregos numa Tábua, Publicações D. Quixote, 2010

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Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.

1. As afirmações apresentadas de (A) a (G) baseiam-se em considerações do escritor sobre a sua


relação com a poesia desde a infância.
Escreve a sequência de letras que corresponde à ordem cronológica dos momentos evocados.
(A) O escritor não sabe se conseguiu corresponder à confiança que o escultor depositou
nos seus dotes poéticos.
(B) O escritor queria continuar Os Lusíadas.
(C) O escritor começou a escrever poesia.
(D) Um escultor prestigiado deu-lhe um voto de confiança na sua capacidade poética.
(E) O escritor acredita que é o sonho de qualquer poeta continuar Os Lusíadas.
(F) O escritor começou a contar as sílabas métricas dos poemas.
(G) O pai do escritor explica-lhe que continuar Os Lusíadas é uma tarefa impossível.

2. Seleciona, para responderes a cada item (2.1 a 2.4), a única opção que permite obter uma
afirmação adequada ao sentido do texto.
Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.
2.1 O miúdo disse à irmã que ia continuar Os Lusíadas
(A) para ela ir logo contar às amigas.
2
(B) para lhe causar inveja.
(C) porque precisava de contar o seu segredo.
(D) porque sabia que ela não ia acreditar.
2.2 O escultor mestre Barata Feyo deu importância às pretensões do miúdo de que iria
continuar Os Lusíadas porque
(A) achou a ideia engraçada.
(B) estava mesmo convencido de que ele o iria fazer.
(C) era uma forma de lhe mostrar que confiava nos seus dotes poéticos.
(D) gostava de o ver «armar ao pingarelho».
2.3 «De modo que o miúdo (…) não teve outro remédio senão o de tentar corresponder à
confiança de tão ilustre artista. E meteu mãos à obra.» (ll. 12-13)
A frase transcrita significa que
(A) o miúdo começou mesmo a escrever a continuação de Os Lusíadas.
(B) o miúdo começou a escrever poemas para os dar a ler ao amigo escultor.
(C) o miúdo teve mesmo de tentar escrever a continuação de Os Lusíadas para que
confiassem nele.
(D) o miúdo começou a dedicar-se a sério à poesia porque se sentiu orgulhoso de ter a
confiança de um escultor consagrado.

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2.4 Expressões como «às duas por três» (l. 4), «não está com meias aquelas» (l. 5) ou «gostava
de armar ao pingarelho» (l. 17) são exemplos
(A) do uso oral e popular da língua.
(B) da norma linguística.
(C) do uso de neologismos.
(D) do uso culto da língua.
3. Seleciona a opção que corresponde à única afirmação falsa, de acordo com o sentido do texto.
Escreve o número do item e a letra que identifica a opção escolhida.
A afirmação «não há nenhum poeta que não tenha querido continuar Os Lusíadas» (l. 18)
significa que
(A) todos os poetas têm o sonho de dar continuação a Os Lusíadas.
(B) todos os poetas sentem que Portugal precisa de uma epopeia atual.
(C) todos os poetas gostariam de retomar o tema dos Descobrimentos.
(D) todos os poetas desejam alcançar a grandeza poética de Camões.

PARTE B
3
Lê o texto. Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado.

O ENVIADO
1 Conheci este rapaz num dia igual a muitos outros. Eu sentara-me na praça, junto à fonte. Era dia de
mercado, muita gente passava, muita gente se atardava, bebendo água, refrescando-se no intervalo ou no
fim das compras, planeando, contando o dinheiro. Eu estendera o pano preto à minha frente, como sempre
faço, um retângulo nem muito pequeno nem muito grande, que chame a atenção para não ser pisado, mas
5 que não crie também a interrogação hostil1 dum espaço grande que obrigue ao desvio dos itinerários2
naturais. Sabedorias que aprendi, com os mestres e com a vida, com o olhar das pessoas. Estas julgam
geralmente que o pano preto apenas se destina a recolher as moedas e assim fixam o seu olhar naquele
retângulo, julgando responder inteiramente ao seu apelo com essa esmola para a voz que ouvem com mais
ou menos atenção.

Vocabulário
1 hostil – desfavorável.
2 itinerário – percurso, trajeto.

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10 Sim, o retângulo destinava-se à recolha de moedas. Mas, mais do que isso, era um adereço3. Tudo
necessita duma infraestrutura4. O pano negro era o espaço que separava quem falava e quem escutava. Para
não ser demasiado pomposo5 direi que o pano retangular era o necessário ritual6 (…).
Eu começara a contar a história dum salteador de estradas que um dia sofrera um grande desastre.
Caiu do cavalo, dizia eu, quando uma noite fugia, perseguido por homens indignados. (…)
15 A queda quebrou a perna direita do ladrão, que conseguiu rastejar penosamente ao longo da ravina,
alimentando-se de bagas, raízes e até de caules lenhosos, dias e dias, bebendo das águas furiosas do fundo.
A perna soldou torta, irremediavelmente coxa e dolorosa. O ladrão saiu do desfiladeiro, prisão improvisada,
magro, sem cavalo, sem aptidão7 para saltear8 nas estradas. Caminhou para longe, coxeando.
Chegou a uma aldeia distante e as pessoas juntavam-se à sua volta com gritos de boas-vindas e
20 hossanas9. Admirado, perguntou o que se passava. Reconhecemos-te, responderam-lhe; diz uma velha
profecia que um dia chegarias. Pai dos arrependidos, ajudando todos os que querem fugir do mal, coxeando.
Ainda perplexo10, o ladrão coxo foi acolhido por um alfaiate, que o tornou seu ajudante, considerando uma
honra albergar11 aquele que fora anunciado. O ladrão aceitou tudo isto, pensando nas vantagens imediatas:
cama e comida garantidas. Mas com o andar do tempo foi acreditando no significado da sua própria
25 presença ali, foi acreditando na profecia. Como poderia ele, sozinho, pretender desmentir o que fora predito
e acontecera? Como várias outras pessoas de similar12 experiência, o coxo ladrão aceitou os
4
acontecimentos, sua evidência, seu significado, desistindo de opiniões próprias, e foi feliz. Casou com a
filha do alfaiate que era feia e dedicada. Teve filhos, herdou o negócio do sogro. Morreu, muitos anos
depois, em paz. E antes de morrer disse aos filhos: aceitem os vossos destinos. O que parece uma desgraça,
30 pode não ser.
Algumas pessoas revoltavam-se com a história, sempre assim aconteceu com as minhas histórias.
Achavam injusto que um ladrão morresse feliz e em paz. Outras comoviam-se e diziam que Deus é bom e
tudo depende de nós aceitarmos as suas oportunidades. Foi então que se aproximou o rapaz triste. Com um
sorriso amargo perguntou-me: achas então que o sofrimento torna as pessoas boas? E eu disse-lhe que não.
35 Nada torna as pessoas boas a não ser elas próprias. A vida dum coxo não é igual à de quem tem duas pernas
sãs. Não necessariamente pior, não necessariamente melhor.

Maria Isabel Barreno, O Enviado, Editorial Caminho, 1991

3 adereço – enfeite.
4 infraestrutura – base de uma construção, alicerces.
5 pomposo – grandioso, solene.
6 ritual – ato repetido com exatidão, periodicamente.
7 aptidão – capacidade.
8 saltear – assaltar.
9 hossanas – cantos de homenagem.
10 perplexo – espantado, atónito.
11 albergar – alojar, receber.
12 similar – parecidA, semelhante.

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4. Repara nas várias considerações feitas pelo narrador a propósito do pano preto que colocava
sempre diante de si.
4.1 Explica por que motivo o retângulo não podia ser «nem muito pequeno nem muito
grande».
4.2 Além da sua utilidade imediata, receber as moedas, o retângulo preto funciona também,
na perspetiva do narrador, como uma espécie de palco. Explica como.
5. O texto apresenta dois planos narrativos, sendo um deles um plano narrativo encaixado.
Indica o relevo que têm, no primeiro plano narrativo, as respetivas personagens.
6. Reconta o essencial do plano narrativo secundário.
7. Explica por que razão a história apresentada pelo contador de histórias gerou discussão entre
os ouvintes.
8. Temos de saber adaptar a nossa vida às circunstâncias a que somos sujeitos. Em tua opinião
esta podia ser a mensagem que o contador queria transmitir ao rapaz triste? Justifica.

PARTE C
Lê o excerto de Os Lusíadas. Responde, de forma completa e bem estruturada.
Em caso de necessidade, consulta o vocabulário apresentado.
5
55 Já néscio13, já da guerra desistindo,
Hũa noite, de Dóris prometida,
Me aparece de longe o gesto14 lindo
Da branca Thetis, única, despida.
Como doudo corri, de longe abrindo
Os braços pera aquela que era vida
Deste corpo, e começo os olhos belos
A lhe beijar, as faces e os cabelos.

56 Oh! Que não sei de nojo15 como o conte!


Que, crendo ter nos braços quem amava,
Abraçado me achei cum duro monte
De áspero mato e de espessura brava.
Estando cum penedo fronte a fronte,

Vocabulário
13 néscio – insensato, irresponsável.
14 gesto – aparência, semblante.
15 nojo – pesar, tristeza.

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Que eu polo rosto angélico apertava,
Não fiquei homem, não, mas mudo e quedo16
E, junto dum penedo, outro penedo!

57 Ó Ninfa, a mais fermosa do Oceano,


Já que minha presença não te agrada,
Que te custava ter-me neste engano,
Ou fosse monte, nuvem, sonho ou nada?
Daqui me parto, irado e quase insano17
Da mágoa e da desonra ali passada,
A buscar outro mundo, onde não visse
Quem de meu pranto e de meu mal se risse.

9. Escreve um texto expositivo, com um mínimo de 70 e um máximo de 120 palavras, no qual


apresentes linhas fundamentais de leitura do excerto.
O teu texto deve incluir uma parte introdutória, uma parte de desenvolvimento e uma parte
de conclusão.
Organiza a informação da forma que considerares mais pertinente, tratando os sete tópicos
apresentados a seguir. Se não mencionares ou se não tratares corretamente os dois primeiros 6
tópicos, a tua resposta será classificada com 0 (zero) pontos.
• Identificação do episódio em que se inserem estas estrofes.
• Identificação do emissor deste discurso.
• Exposição do essencial da história narrada pelo emissor.
• Explicação das mudanças de estados de espírito do emissor, evidenciadas em cada estrofe.
• Transcrição, justificada, dos versos que melhor traduzam a mágoa de amor.
• Identificação do que é referido através de «Daqui» (estrofe 57, v. 5).
• Explicação, com base no teu conhecimento do episódio, do seu valor simbólico.

Não assines o teu texto.

Observações relativas ao item 9.:


1. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco, mesmo quando
esta integre elementos ligados por hífen (exemplo: /di-lo-ei/). Qualquer número conta como uma única palavra,
independentemente dos algarismos que o constituam (exemplo: /2018/).
2. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados – um mínimo de 70 e um máximo de 120 palavras –, há que atender
ao seguinte:
– um desvio dos limites de extensão requeridos implica uma desvalorização parcial (um ponto);
– um texto com extensão inferior a 23 palavras é classificado com 0 (zero) pontos.

16 quedo – quieto.
17 insano – louco.

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GRUPO II
Responde aos itens que se seguem, de acordo com as orientações que te são dadas.
1. «Não necessariamente pior, não necessariamente melhor.» (l. 36)
Reescreve a frase utilizando o grau normal dos adjetivos.
Faz apenas as modificações necessárias.

2. «Conheci este rapaz num dia igual a muitos outros. Eu sentara-me na praça, junto à fonte. Era
dia de mercado» (ll. 1-2)
Identifica os três pretéritos utilizados nesta transcrição.

3. Excerto 1: «Admirado, perguntou o que se passava. Reconhecemos-te, responderam-lhe; diz


uma velha profecia que um dia chegarias.» (ll. 20-21)
Excerto 2: «E antes de morrer disse aos filhos: aceitem os vossos destinos. O que parece uma
desgraça, pode não ser.» (ll. 29-30)
Reescreve o excerto 1 utilizando o discurso direto e o excerto 2 usando o discurso indireto.

4. Transforma cada par de frases simples numa frase complexa, utilizando conjunções das
subclasses indicadas entre parênteses.
a. O salteador ficou espantado com a inesperada receção.
O salteador não soube o que dizer. 7
(Conjunção subordinativa consecutiva)
b. O contador de histórias arranjava sempre uns desenlaces polémicos.
Os seus ouvintes manifestassem opiniões diversas.
(Conjunção subordinativa final)
c. O rapaz fez aquela pergunta.
O rapaz estava, certamente, com dúvidas e em sofrimento.
(Conjunção subordinativa condicional)

5. «as pessoas juntavam-se à sua volta com gritos de boas-vindas e hossanas.» (ll. 19-20)
Identifica a função sintática dos dois grupos de palavras sublinhados.

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GRUPO III
Algumas histórias que lemos ou ouvimos deixam em nós um rasto emocional que perdura ao
longo de muitos anos.
Esse efeito depende de muitos fatores: do nosso gosto pessoal por determinados assuntos, da
atenção e interesse com que as lemos ou ouvimos, da importância que tiveram naquele
momento da nossa vida, da nossa identificação com uma personagem, da nossa ligação com
quem nos contou, ofereceu ou escreveu as histórias.
Recorda uma história que te tenha marcado especialmente.
Redige um texto, que poderia ser publicado no jornal da biblioteca, em que exponhas as razões
que te levaram a eleger essa obra, ou essa história, como a «tua» favorita.
O teu texto deve ter um mínimo de 160 e um máximo de 240 palavras.

Não assines o teu texto.

Observações relativas ao Grupo III:


1. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco, mesmo quando
esta integre elementos ligados por hífen (exemplo: /di-lo-ei/). Qualquer número conta como uma única palavra,
independentemente dos algarismos que o constituam (exemplo: /2018/).
2. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados – um mínimo de 180 e um máximo de 240 palavras –, há que
atender ao seguinte:
– um desvio dos limites de extensão requeridos implica uma desvalorização parcial (até dois pontos);
– um texto com extensão inferior a 60 palavras é classificado com 0 (zero) pontos.
8

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COTAÇÕES

GRUPO I GRUPO II
1. ………………………………………………...... 5 pontos 1. ………………………………………………...... 3 pontos
2. 2. ………………………………………………...... 3 pontos
2.1 ……………………………………………. 2 pontos 3. ………………………………………………...... 4 pontos
2.2 ……………………………………………. 2 pontos 4. ………………………………………………...... 6 pontos
2.3 ……………………………………………. 2 pontos 5. ………………………………………………... 4 pontos
2.4 ……………………………………………. 2 pontos 20 pontos
3. ………………………………………………...... 2 pontos
4.
4.1 ……………………………………………. 4 pontos GRUPO III
4.2 ……………………………………………. 4 pontos …………………………………………...... 30 pontos
5. ………………………………………………...... 3 pontos 30 pontos
6. ………………………………………………...... 4 pontos
7. ………………………………………………...... 4 pontos
8. ………………………………………………...... 6 pontos
9. ……………………………………………….... 10 pontos
50 pontos TOTAL ……………………………………….. 100 pontos

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SOLUÇÕES
adversas. Encontrar ou não a felicidade ou a simples
GRUPO I tranquilidade está dependente de nós próprios.
PARTE A
1. F, C, B, G, E, D, A PARTE C
2.1 C 9. Estas estrofes inserem-se no episódio do Gigante
2.2 C Adamastor e é o próprio o narrador deste excerto. É ele que
2.3 D fala da sua paixão por Tétis e de como esta o enganou,
2.4 A marcando um encontro supostamente de amor. Deu por si
3. D abraçado a um penedo que a deusa transfigurara na sua
imagem. Da euforia inicial, o gigante passa à estupefação,
por ter sido enganado, à amargura e vergonha pela
PARTE B humilhação sofrida. Os primeiros quatro versos da estrofe
4.1 Se fosse muito pequeno, passava despercebido, se fosse 57 marcam a dor profunda de quem preferia viver num
muito grande, incomodava as pessoas que tinham de se engano de amor do que sem ele. Ao contar esta história o
desviar para não o pisar. Gigante humaniza-se. De perigo medonho e desconhecido,
4.2 O pano preto funcionava como uma espécie de palco que representa simbolicamente na obra, passou a
porque criava uma separação, uma distância mais sentida obstáculo conhecido e transponível. (116 palavras)
do que real, entre os ouvintes e o contador de histórias,
único ator em cena.
5. No primeiro plano narrativo o protagonista é o contador
GRUPO II
de histórias. Os ouvintes são apenas figurantes, exceto o
rapaz triste que questiona o contador e assume um papel 1. Não necessariamente mau, não necessariamente bom.
secundário. 2. Pretérito perfeito: Conheci; pretérito mais-que-perfeito:
6. Um salteador de estrada caiu numa ravina ao ser sentara-me; e pretérito imperfeito: era.
perseguido pela população em fúria. Julgando que o 3. Excerto 1:
homem tinha morrido na queda, os perseguidores deram Admirado, perguntou:
por terminada a perseguição. O assaltante ficou coxo, – O que se passa? 10
passou fome, mas conseguiu sobreviver no seu refúgio.
– Reconhecemos-te, responderam-lhe. Diz uma velha
Tempos depois atreveu-se a partir para outro local e ao
profecia que um dia chegarias.
chegar a uma povoação foi recebido como o «enviado».
Segundo uma tradição local um dia um coxo chegaria com Excerto 2:
a missão de ajudar os arrependidos. O homem viveu longos E antes de morrer disse aos filhos que aceitassem os seus
anos feliz e aconselhou os filhos, antes de morrer, a destinos. Porque (Que) o que parecia uma desgraça, podia
aceitarem o que o destino lhes proporcionasse, pois nem não ser.
tudo o que parece mau é. 4. a. O salteador ficou tão espantado com a inesperada
7. Houve discussão entre os ouvintes porque, como em receção que não soube o que dizer.
todas as histórias que o contador contava, o desfecho b. O contador de histórias arranjava sempre uns desenlaces
provocava reações diferentes. Esta, por exemplo, não polémicos, para que os seus ouvintes manifestassem
seguia a moral convencional de que os maus são sempre opiniões diversas.
castigados. Para alguns isso era condenável, para outros era c. Se o rapaz fez aquela pergunta, estava, certamente, com
sinal da misericórdia divina. dúvidas e em sofrimento.
8. Não sabemos nada sobre o rapaz exceto que era um 5. Complemento oblíquo; modificador do grupo verbal,
jovem triste. Mas, quando ele pergunta ao contador se acha respetivamente.
que o sofrimento torna as pessoas boas, percebemos que
há um motivo para o seu sofrimento, que não faz dele uma
pessoa boa. O contador aproveita a oportunidade para lhe
mostrar que é preciso saber adaptar a vida às GRUPO III
circunstâncias. É preciso encontrar um sentido para a vida, Dada a natureza deste item, não é apresentado exemplo de
mesmo que essas circunstâncias pareçam injustas ou resposta.

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